Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08924

Full Text
AUNO XXX?. HOMERO 298,
Por U-es uic/es uiliuuladus 5$0O0.
Por tres mczcs vencidos 6$Q00.
QIHTA FEIRA 29 DE DEZEMBIQ DE 1859.
Por auno ada litado 19$00.
Porte franco para o subscriptor.
ENCA.RREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE.
Parahiba, o Sr. JooRodolpho Gomes; Natal,
o Sr. Amonio Marques da Silva ; Aracaty, o Sr. A.
de LemosBrags; Cear, oSr. J. Jos de Oliveira
Maranhao, o S"r. Manoel Jos Marlins Ribeiro
Guimaraes ; Piauhy, o Sr. Juo Fcrnandes de
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. nomos;
Amazonas.o Sr. Joronyrao da Costa.
1'AKllDA UUSCOKKElOs.
Olinda todos os das as 9 12 horas dodia.
Iguarass, Goiannac Parahiua nasscgundas e
sextas fciras.
S. Auto, Bezerros, Bonito, Caruar, Allinhoe
Garanliuiis as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Fes-
qucira, Ingazera, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Exfi as quarlas-fciras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Frota, Piraenteiras c Natal quintas feiras.
(Todos oscorreios partem as 10horas da manhiia.)
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio : segundas o quintas.
Relaco : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: trras, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do coramercio: quintas ao meio dia.
Dito de orphos: tenas e sextas as 10 horas.
Primeira vara docivel: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel: quarlas e sabbados ao
meio dia.
El'llEMRIDES DO MEZ DE DEZEMBRO.
2 Quarto cresceute as 11 horas e 30 miuulos da
man ha-a.
10 La cheia aos 53 minutos da manha.
16 Quarto ninguante as 6 horas e 5G minutos da
larde.
24 La nova as 3 horas e 27 minutos da ma-
nha.
PREAMAR DE IlOJE.
Primciro as 9 horas e 18 minutos da manha.
Segundo as 9 horas e 42 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
20 Segunda. S. Eslevo Proto marfyr.
27 Terca. S. Joo Ap. Evangelista
28 Quarla. Ss. Castor Cezario e Agapio mm.
29 Quinta. S. Thomaz Are. de Canluaria m.
30 Sexta. Ss. Vcnusliniano e Agripiniano mm.
31 Sabbado. S. Silvestre p.; S. Minervino m.
1 Domingo. Cirrumcizo do Senhor.________
ENCARREGADOSDA SCBSCRIPCAO NO SIL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Blas; Babia, o
Sr. Jos Marlins Alvos ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Percha Martins.
CU PERNAMBUCO.
O prcprielario do diario Manoel Figuciroa da
Faria.na sua livrnriapraca da Independencia ns.
6 c 8.
PARTE 0FFIC1AL
Ministerio da fazenda
Al- noria sobre a adopro do systema mtrico no
Brasil de urna cxr'culae&o monetaria inter-
nacional
Din. o Exrn. Sr.Encarrcgado por V. Exc. do
examinar o dar o meu parecer sobre varios im-
pressos ingleses que acompanliaram o seu offi-
cio de 10 do mez de outubro lindo, passo a ex-
pender a minha opinio acerca do assumpto de
que .'lies Iralam:
I. Constan os mencionados impressos da se-
guate materia:
I." Dous relatnos annuaes fde 1858 e 1859) da
^ceco brilannica da Associacao internacional j ao calculo, e que sejam derivadas da ruaneira
instituida no anuo de 1855 para o fim de promo- menos arbitraria, de urna medida fundamental
paizes civilisados da Europa e da j indicada pela niesma nalureza.
de descrevor adoptado definitivamente por lei
em Franca, sob a denominacao desystema m-
trico.
l.aplace, apreciando essa obra de recoshocido
inieresse para as sciencias e para os usos do tra-
to social exprime-se do modo seguinte :
Nao se pode ver o numero prodigioso de me-
didas, nao somonte usadas por differenlcs povos
mas at por una mesma naro, as suas divisoes
extravagante; e incommodas para o calculo, a
difllculdadc de as conhecer e comparar, emfim o
embaraeo e as fraudes que d'abi resullam para o
commercio, sem considerar como um dos maio-
res serviros que os governos podem fazer so-
ciedade a adopeo de um systema de medidas
cujas divisoes uniformes se pteslam fcilmente
Ameiica a adopeo de um systema uniforme de
pesos e medidas, fundado sobre a base de urna
unidade linear invariavel tomada como padro,
e subordinado no seu desenvolvimenlo ao prin-
cipio decimal, que carseterisa a lei da numeracao
feralmente usada naquelles paizes.
2. Dous bem elaborados opsculos publicados
pela referida scrco, leudo por objecto a suslen-
.lacao dessa importante medida, tanto no intuito
do facilitar as transacedes que fazcm objeclo de
commercio internacional, como tambem por con-
veniencia propria no interior de cada paiz.
3." Urna abreviada noticia da origen e moti-
vos que deterroinaram a formacao da referida as-
sociacao internacional, donde se tiram as infor-
raaces que eeguem.
Por occasio da exposcao universal dos pro-
ducios industriaos, que leve lugar pela primei-
ra vez cm Londres, no anuo de 1851, e depois
m Pariz no de 1855, reconbeceu-se o grave in-
conveniente de serem avahados os productos dos
diversos paitf*, que ahi concorreram cm unida-
des de differente valor, peso e medida ; e desde
enlo aventou-se a idea da adopeo de urna me-
trologa uniforme para lodos os paizes ligados
por inleresses comrnerciaes.
Este pensamcnlo, que havia sido favoravel-
menle acolhido e devidanente apreciado pelo
eongresso estatislico que se reunir em Bruxel-
las no anno de 1&53, e sustentado pelo que o se-
guir em Paris no de 1855, fra definitivamente
abracado por urna reunio dc150 mernbros per-
tencentps a este ultimo eongresso, os finaos, sob
a presidencia do bao J. de Rolhchild, toma-
ram a deliberaco seguinte :
Os abaixo assignados, afim de cooperarem
cBicazmente a bem da realisaco da idea em
queslo, delerminaram /mediante a approvaco
dos seus respectivos governos) formar urna asso-
ciacao iiiteriiacion.il, composta de nierabros es-
coltados de lodos os paizes civilisados, os quaes
se comprometan! em seus paizes, por meio de
commisses ahi creadas, a promover a adopcao
de um systema uniforme e decimal de pesos" e
medidas; e sendo possivel, lainbem um svslema
monetario as mesmas condicoes.
II. A idea de urna metrologa uniforme para
todos os paizes ligados entre si pelas relaces do
commercio ; e domis, sendo subordinada ao
principio decimal, na dedueco dos elementos
que a compe, de urna unidade fundamental, de
grandeza invariavel, e accessivel a verificado em
qualquer ponto habitado do nosso planeta) deve
ser considerada como um complemento necessa-
rio da arilhmetica que Iransmiliiram os rabes a
todos os povos da civilsaco moderna : essa lin-
g'iagem que boje fallan geralmeute as naces
cultas nos misteres da vida em que o calculo nu-
mrico se faz necessario, mas part'cularisada em
cada paz, quando applicada a medir a exlen-
so, o peso c o valor, pelo cm prego de unidades
arbitrarias, e diversamente systematisadas.
A conveniencia de lo importante melhoramen-
to, apreciada ja pelos homens da scieucia de to-
dos os paizes, foi pela primeira vez reconhecida
solemnemente pela assembla conslituinte da
Franca no auno de 1790, a qual, ern virtude de
urna proposico feila por M. de Talleirand [de-
pois principe de Talleirand,) decretou a forma-
cao do urna commisso de sabios para o fim de
organisar um systema metrologico as condicoes
cima indicadas, o qual podesse adaplar-s ao
uso geral dos povos civilisados.
Para dar cxccuco a esse decreto, foram cha-
mados a com por a referida commisso os mais
nolaveis sabios da Franca, a saber : Borda, La-
grange, Laplace, Monge"e Condorcel; sendo ag-
gregados a essa commisso sabios de diversos
paizes da Europa, em virludc de convite feilo pe-
lo govemo fraucez aos de lodos os outros paizes
alim de collaborarem nessa obra de inieresse u-
uuersal.
Empregou-se essa commisso sem peda de
lempo nos trabalhos conducentes ao desempenho
da sua importante incumbencia; e havendo lo-
mado como ponto de partida a adopro do cum
pniucnto da quarla parte do [meridiano terres-
tre (de preferencia ao cumpriruenlo do pndulo
simples, que bate segundos, por variar essa gran-
deza as diversas latitudes) para servir de padro
primordial de onde fosse eduzida a unidade fun-
damental do systema mclrologico projeciado, fi-
xou a grandeza dessa unidade de 1/10,000,000
do quarto do meridiano, e dcu-lhc a denomina-
do de Metro, palavra grega, que significame-
dida.
O comprimenlo do quarto do meridiano foi de-
terminado pela medicao elfecliva do arco de cer-
ca de 12 do meridiano, que, passando por Paiiz,
termina ao sul na Una hespanhola denominada
Forneutore, no Mediterrneo, e ao norte uo pa-
rallelo de (Jreeuwich : c achou-se equivalente a
5,130,740 toezas.
Dado este passo, fixou a commisso a grandeza
de cada limadas unidades principacs de superfi-
cie, de capacidade e de peso, em relaces deler-
miuadas com a unidade fundamentar, s quaes
deu denominac.ss liradas do grego : e aos ml-
tiplos e submltiplos deciiuaes das mesmas, de-
noniinacoes compostas, derivadas do grego c do
lalim, como adianto se ver.
Pelo que respeita unidade de valor, conside-
rada como parte integrante do systema metrolo-
gico, lomou a commisso, para representa-la,
um determinado peso ^5 grammos) de prala ao
titulo de 9/10 de lino, dando-lhe a denominacao
deFranco ; a qual c fraccionada em 1, 2, 5 e
10 cntimos ; sendo o.s mltiplos expressos por
10 e 20 francos, representados por inoedas de
ouro.
Os motivos que delerminaram a commisso a
nacionalisar assim a denominacao da unidade
rnouetaria, afastando-se do principio que seguir
a tul respeito relativamente aos elementos do
systema na parte concernento exlcnsau e ao
peso foram talve os seguinles :
1." A escolha da prala, paca servir de padro
monetario, poderia nao ser fcilmente aceilavel
em todos os outros paizes onde o ouro tizesse a
quellas mesmas funeces, em virtude de hbitos
seculares, como acontece em Franca a respeito
prata.
2." Qualquer que seja a unidade monetaria,
ou prata, adoptada em cada um dos outros pai-
zes como base do systema monetario submet-
tido no seu desenvolvimenlo ao principio deci-
mal, smenle essencial para satisfazer nesta
parte s condicoes da metrologa geral, que seja
exactamente definida a relaco entre aquella uni-
dade principal eo franco ; ficando por outra par-
te subordinada semelhanlc determinaco [na by-
potheso de ser essa unidade monetaria represen-
tada por ouro) s varaces que possan ter lugar
no valor comparativo dos dous netaes no merca-
do geral.
No llm de 11 annos de aecurados e penosos
Srtrbalbos, foi o syst.'ma metrologico que vi.mos
O povo que cieasse para si un scmclhante
systema, reunira vanlagem de colher os seus
primeiros fructos a salisfaeo de ver o seo exera-
plo imitado por outros povos que o reconhece-
riam por seu bemfeilor; porquanto o imperio
lento, mas irrcsislivel da razo, subjuga com o
andar do lempo os ciumes das nares, e vence
lodos os obstculos que se oppoem posse do
bem peralmente reconhecido.
Taes foram os motivos que determinaran! a
assembla constituime a cncarregar Academia
das Sciencias to importante objecto. O novo
systema de pesos e medidas 6 o resultado do tra-
balho dos seus commissarios, auxiliados pelo zc-
lo e luzes de muilos mernbros da representado
nacional. Este systema, fundado sobre a medida
dos meridianos terrestres, convm igualmente a
todos os povos : nao tem cjlc relaco com a
Franca seno pelo arco do meridiano que a alra-
vessa.
Para multiplicar as vanlagens deste systema
e torna-lo til ao mundo inteiro, o governo fran-
cez conviduu as potencias eslrangeias a loma-
ren) parle em um objecto de to geral interesse ;
muitas enviaran Paris sabios distinelos que,
reunidos aos commissarios do Instituto Nacional,
delerminaram pela discusso das observaces e
experiencias as unidades fundamentaos de peso e
de comprimenlo ; de sorto que a fhacao tiestas
unidades deve sor considerada como obra com-
mum aos sabios que para isso concorreram, c s
naroes que ellos representaran).
Cumprc portanlo esperar que um dia este
systema, que roduz todas as medidas e os seus
clculos escala e soperaces mais simples da
arilhmetica decimal, ser to geralmentc adopta-
do, quanto o tem sido o systema de numeracao,
de que elle o complemento, o qual sem duvida
leve que vencer os mesmos obstculos que o po-
der do habito oppe actualmente a introdcelo
das novas medidas ; mas, urna vez vulgarisadas,
seo essas medidas sustentadas por esse mesmo
poder que, junto ao da razo, asseguia s insti-
tuices humanas urna duraco permanente. Sys-
tema do mundo.)
As previsesde Laplace sobre esle objeclo nao
lardaro a realisar-se cm loda a sua pleniludc ;
porquanto ji em alguns paizes da Europa se acha
adoptado legalmcnte o systema mtrico, na parle
relativa s medidas de exlenso e de peso ; a sa-
ber: na Ilospanha, llollanda, Blgica,Sardenln, e
recenlemente cm Portugal. N.t America lnc-
ciona tambem legalmenle esse systema as rep-
blicas do Chile, Nova Granada e Equador.
III. Na legislatura de 1830, cabendo-nos a hon-
ra de ter assenlo na cmara electiva, c havendo
reconhecido a impereico do systema de pesos
e medidas que herdamos dos Portuguezes, pro-
pu/.emos a adopro pura e simples do systema
mtrico, cm substituirlo do nosso, que ainda se
acha em vigor, na parle concurrente s medidas
de exlenso e de peso, olTerecendo para oslo fim
considerado da cmara o seguinte projecto de
lei:
A assembla geral legislativa decreta :
Art 1. 0 actual systema legal de pesos e me-
didas ser substituido em lodo o Imperio pelo
systema mtrico adoptado por lei e aclualnieiile
usado em Franca.
Art 2. E' o governo autorizado para man-
dar vir de Franca os neressarios padrdes desse
systema, e a tomar todas as medidas que julgar
convenientes a bem da prompla, fcil e geral exc-
curao do artigo antecedente.
Paco da cmara dos deputados, 12 de junho
do 1830. C. Baplislade Oliveira.
A composieo e desenvolvimenlo do systema
mtrico, a que se refere o precedente projecto de
lei, se acham descriptos na tabella A.
Entretanto que penda este projecto da resolu-
co do corpo legislativo, promovemos nos no
auno de 1833, na qualidade de inspector geral do
thesouro nacional, a formnro de urna commis-
so incumbida pelo ministerio da fazenda de cooi-
denar os elementos do nosso systema de pesos c
medidas, o de apreseutar a organisaro de um
novo systema monetario; no intuito* de obviar
ao grave inconveniente que resultava, especial-
mente para a administraeao fiscal, da notavel
discrepancia que ofierecim as medidas usadas
cm algumas provincias do Imperio.
Essa commisso, de que izeuios parle, depois
de aecurados exames feitos sobre a comparaco
dos diversos padrees de medidas usadas tanto
nesla capital como DM principacs provincias do
Imperio, elaborou o systema descripto na ta-
hea B.
Nesle importante trabalho limlou-se a com-
misso a systemnlisar o complexo das diversas
unidades de peso e de exlenso, fixando as rea-
cues numricas que guardam ellas entre si, e com
a vara lomada para unidade fundamental do sys-
tema.
No intuito de ligroste systema grandeza in-
variavel da circumferencia do meridiano terres-
tre, j conhccida com exaccao pelos trabalhos que
em Franca precederam organisaco do systema
mtrico, determinou a commisso com rigorosa
preciso a relaco entre as unidades fundamen-
taos desses dous sysleroas, a saber, a vara e o
melro; achando, por urna feliz easualidade, que
estes elementos eslo ligados pela seguinic rela-
co, notavel pela sua simplicidade :
I Kara=ll Metros.
Urna vez conhecida esta rolacao, fcil dedil-
zir dahi as relaces numricas "que guardan cu-
tre si as unidades da mesma especie perlencentes
aos dous systemas, e organisar assim tabellas
que sirvam para dar immediatnmente as medidas
de um systema expressas as que Ibes correspon-
den) no outro.
Pelo que diz respeito organisaco do novo
systema monetario, formulou a referida commis-
so um systema, lomando por base a moeda de
ouro de 4 oitavas com o valor nominal de lOfOUO
(em conformidade com o padro monetario que
enlo vigorara, fixando em 2*500 a oilava de ou-
ro de 22 quilates), cujos elementos, representa-
por ouro e prata. lloaran subordinados ao
paizes, debatem-se actualmente pela imprensa,
na Europa e na America, opinies que discordam
entre si em pontos essenciaes, das quaes passa-
mos a dar abreviada informac,o.
1.a Suslenla-sc era alguns escriptos c com cor-
lo grao de plausibilidide que a simples decimali-
saco (expresso ingleza, que exprime sem cir-
cunloquio a dedueco dos elementos do systema
metrologico, subordinada lei da numeracao or-
dinaria ou decimal) por si s sulRcienle para
facilitar a converco dos pesos, medidas c moe-
das entre diversos paizes ; ficando ao arbitrio de
cada paiz a fixaco da undado fundamental do
systema que lbe 6 peculiar, urna vez que as re-
laces desse elemento para os que Ihe correspon-
den! nos systemas do* oulros paizes sejam couhe-
cidos; assim como a construeco de cada syste-
ma, derivada da respectiva unidade fundamental.
Nesta hypoihesc opino uns que a grandeza
da iiniao fundamental seja flxada em urna deter-
minada relaco com n comprimenlo do pndulo
simples que bale segundo sexagesimaes ; despre-
sando a variaco desse comprimento entre os dif-
ferenlcs paraltelos, por ser ella praticamente ina-
prcciavcl [o comprimento do pndulo simples
augmenta do Equador at o polo, de 4 milme-
tros smcnle.)
Prcfercm outros porm que essa unidade seja
lixada em relaco ao comprimenlo conhecido do
quartn do meridiano terrestre.
Fica subentendido que, segundo esta opinio,
dever conservar-se em cada paiz a nomencla-
tura usual da sua metrologa, no intuito de nao
contrariar os hbitos populares sobre este ob-
jecto.
2.a Em outras publicaeocs leen-sc pronuncia-
do os seus autores en favor da completa adopeo
do systema mtrico na parle concernente s me-
didas de exlenso c de peso, ficando, porm, li-
vre a substituico da sua monenclatura techuca,
pelas deiiominaces peculiares usadas em cada
paiz, em relaco s unidades da mesma especie.
3 E' finalmente a lerceira opinio aquella
que se decide pela inteira adopeo do systema
mtrico, tanto pelo que respeita sua composi-
eo, como (i nomenclatura genrica que o carac-
terisa, com limilaco porm s medidas de ex-
lenso e de peso."
Esta opinio hbil c fervorosamenle susten-
tada nos escriptos publicados pela seceo britan-
nica da Associacao Internacional, a qal j soli-
citara do governo britannico instantneamente
a prompla realisaeo desse pensamcnlo em lodo
o Reino Unido daGra-Bretanha.
Nao obstante pronunciar-nos en favor desta
ujtima opinio, considerada a queslo em rela-
co ao fim visado pela Associacao Internacional,
pensamos todavia que ella pod ser conveniente-
mente modificada na sua execuco, de modo que
nao ser talvez difficil chamar a um perfelo ac-
cordo as outras duas opinies dissidentes, urna
vez que se arceile como praticavel a mancira de
proceder que passamos a indicar.
A reluctancia manifestada contra a adopro
completa do systema mtrico, nos poizs queja
possuem, como o nosso, un systema regular de
pesos e medidas, proven, en o nosso entender,
nao tanto dos preconceitoi ou susceptibilidades
nacionaes, como piiucipalmentc da diiculdadc
platica de mudar repentinamente os hbitos po-
pulares a tal respeito.
Reconhecido este serio inconveniente, que em
verdado se faz sentir, posto que em grao diver-
so, nos dillercnles paizes, que poden interessar-
se na queslo de que so trata, julgamos que, me-
diante urna conquista lenta e dirigida com dis-
cernimento, se chegar a transformar os hbitos
populares at o ponto de vor-so plenamente roa-
Isado o desidertum da Associacao Internacio-
nal, em um futuro mais ou menos remoto, nos
paizes civilisados do globo.
de cambio ou de cunvencao) e a unidade mone-
taria de cada um dos oulros paizes, alera dos tres
cima contemplados, ficande assim estabelecida
geralmenle a conthiuidade entre a circulsco
monetaria internacional e a local ; circumstan-
cia indispensavel para dar maior facilidade e
exaeco s transaccoes mercantis nos difierentes
mercados.
Nos clculos de converso das moedas da cir-
culsco local em dollars de cambio, e reciproca-
mente, convir computar as fraeces da unidade
monetaria convencional (o dollar) por mltiplos
da sua centesima par, com a denominarao de
cntimos.
Dos guarde V. Exc. Rio de Janeiro 30 de
novembro de 1859.Illm. o Fxm. Sr. conselhei-
ro Angelo Muniz da Silva Ferraz, ministro e se-
cretario de estado dos negocios da fazenda, e
presidente do conselho do ministros.Candido
aplista de Oliveira.
Siinulliplot. | Mltiplos.
n
3

a
<*
!E T.

a. o -.
a.
Unidade
fundameutal,
igual a deci-
ma milllone-
sima parte do
quarto do me-
ridiano ter-
restre.
* I
2 I
i- I
I I
U quadro
formado so-
bre 10 me-
tros.
- <
"*>.
"*>
O cubo for-
mado sobre
1,10 do me-
tro.
A
ma
2.?
-i
miles*-
parte do
peso da agua
destilada,
comida no li-
tro na tem-
peratura de
4o centgra-
dos, e sob a
presso ba-
romtrica de
76 centme-
tros.
I 5
E

3
X
m
n
i
1
!
i
i
s

t
i
I
5
*
O
Marco =rao peso da agua da chura, ou da
onte, sendo pura (na temperatura
de 28 centgrados, e sob a presso
baromtrica de 31,1 pollegadas in-
glezas ao nivel do mar1, contida no
volume 5.G2 (0vl)3 : isto 1000
5042
(de undicimo da vara cubo=64.pdl-
legadas cubicas) o padro das me-
didas de peso.
Libra.. .. = 2 marcos.
Arroba... =32 libras.
Quintal.. =4 arrobas.
Toneladas 13 1/2 quintaos, e equivalente ao
peso de 74 1/2 palmos cbicos de
agua do mar
Observares.
As nedidas comprehend'idas nesla tabella, sao
as mesmas em grandeza que tem actualmente
uso legal no Brasil; havendo apenas asseguin-
tes innovaces feitas pela commisso.
1-Suppnmiram-se a legua de 3,000 bragas ;
| a braca marinha [8,4 palmos; o covado 3,08 pal-
mos), por serem medidas inconvenientes, c dis-
pensaveis no systema.
2.uA legua de 18 ao grao foi substituida pela
de 20 ao grao por ter esta urna relaco definida
com a milha.
3.Reslabeleceu-sc no systema a antiga gei-
ra portugueza, por uo haver nelle medida agra-
ria ; alera da braca quadrada, e a legua quadra-
i da de 9,000,000 de bracas quadradas, servindo
: esta especialmente as medicoes das sesmarias :
e assignou-lhe a commissoa grandeza que. Ihe
i pareceu accommodada ao uso a que ella des-
tiuada.
r
i i
! :
a

n
3
I
n

n
Desenvolvimenlo
do systema
em Franca.
Myriamelro............\
Kilomeiro,.............VMedidas itenerarias.
Decmetro.............)
Metro..................\
Decimetro.. J..........'u.ji
Centmetro .[........../Medidas decomprimente
Mei lime tro ............'
Declaro................I
Aro....................>Medidas agrarias.
Centiaro................J
Decalitro...............\ ..-,
litro I Medidas de
Decilitro^'""'.'.'.'.'.'.'.) de Para **
Kiloltro...............\
i Hectolitro.............(Medidas de capacidade
C0.UMAND0 DAS ARMAS.
Quartel general do cuinmandu das
armas de Pernainbuco, na cida-
de-do Beeife, %<> de dezeinbru de
| 1859.
ORDEM DO DA N. 333.
O lenente-genoral commandante das armas faz
publico, para conhecimenlo da guarnicoe devi-
do effeilo, que Sua Magestade o Imperador hou-
ve por bem, por decreto de 22 de dezembro cor-
renle, conceder a demissfio que pedio do posto de
capello alferes da repartico ccclesiastica do
exercilo ao Sr. padre Antonio de Oliveira Anlu-
; nes ; c por portara da mesma dala, expedida
pelo ministerio do imperio, um mez de licenra
rom os respectivos vencimenlos ao Sr. capello
alferes padre Antonio de Mello e Albuquerquo :
o que ludo conslou de oflicios da presidencia, da-
1 lado de 24 deste mez.
Faz publico igualmente, que a referida presi-
dencia, deferindo o requerimenlo do Sr. alferes
do nono batalho de infantaria Antonio dos San-
los Caria, concedeu-lhe, no sobredilo dia 24, nos
termos das ordensem vigor, tres mezes do licen-
ea para tratar de sua sade no centro da pro-
vincia.
Asaignado. Jos Joaouim Coelho.
Conformellorado de Gusmo Coelho, alferes
ajudaule de ordens do commando.
Z1
ORDEM DO DIA N. 33i.
O tenento-general commandante das armas
declara, para sciencia da guaruiro o devido ef-
capacida- feilo, que no dia 17 do corrente apresenlou-se,
vindo do Cear, e enlrou no exercicio de suas
funeces, o Sr. segundo cirurgio do corpo de
sade do exercilo Dr. Jos Joaquim Goncalvesdo
como se pralica
j Decalitro..............i
Litro..................J
O que a esle respeito vamos propr para o Bra- j n f0-,',"".............,
sil poden ser applicado a oulro qualquer paiz I "ecasler,!0-.....i
em circunstancias semelhantes. i Stereo (metro cubo.).. Jj
1. Adoptado auc seia o svstema mclrico or! cislcn0..............)
paraasmateriasscccas.S^,*'0'u2bp.?r..f.V**! u.mi"is!t da ?u"'
Adoptado que seja o systema melrico por ecislcno..............J
aclo legislativo (na parte cencernente s medidas I Milheiro (1,000 kilog.j
de extenso c de peso), dever elle substituir! Quintal (lO kilog)..
Medidas de solidez.
dos
principio decimal, em relaco unidade mone-
taria representada por IjJOOO (1) de ouro: excep-
to pelo que respeita ao titulo do ouro, sendo con-
servado o de 22 quilates, ou 11/12 de lino.
Esto systema se acha actualmente em execu-
co, com as seguinles alteracOes substanciaos, a
saber : i. a oitava de ouro de 22 quilates com-
putada no valor nominal de 4jt, de conformidade
cora a lei que altern em 18G o anterior padro
monetario : 2., a moeda de prala tem somente
curso legal al o valor de 20g em cada pagamen-
to, supportando por isso a senhoriagem de cer-
ca de 9 /".
IV. Sobre o modo pratico de levar-se a efleilo
a idea de urna metrologa uniforme, destinada
ao uso internacional o domestico nos difierentes
1} J#=1000 res.
gradualmente o actual systema de pesos e medi-
das, nos diversos ramos do servico publico, pela
naneira que for delerninada pelo governo ; co-
necando pelo servico das alfandegas, officinas,
arsenaes, obras e escolas publicas ; de modo que
dentro do prazo de 10 annos tenha cessado o uso
legal do referido systema em todas as reparti-
coes publicas do Imperio, tanto geraes como pro-
vinciaes ; sendo todavia tolerado d'ahi em dian-
le o emprego das antigs nedidas no uso priva-
do, e nos contratos feitos entre os particulares,
salvo o disposlo nos dous arligos seguinles.
2." As escolas particulares de inslrucco ele-
menlar serio obrigadas a comprehender o ensi-
llo da arilhmetica a exposico do systema mtri-
co, a par da explicaco do systema de pesos c me-
didas que esl arlulmenloem uso.
3. Os eslabelecimentos particulares de phar-
macia usaro exclusivamente do systema mtri-
co, logo que essa obrigaco Ihe for prescripta pelo
governo.
4.u O governo far organisar tabellas compara-
tivas, que faciliten! a converso das medidas de
cada um dos dous systemas as que Ihes corres-
ponden! no oulro : devendo as relaces fraccio-
narias entre essas medidas exprimir-so semprc
Kilogrammo____
Hcctogrammo.........
Decagrammo...
Grammo...............'
Decigrammo
Medidas de peso.
ro ultimo, foi mandado servir nes-
> ta guarnico.
Declara, outro sim, que approvou o ongaja-
mento que a 25 de novembro ultimo contrahio,
em villa Bella, para servir por mais sois annos,
nos termos do regulamenlo do 1" de maio do au-
no passado, o segundo sargento da oilava coni-
panhia do oilavo batalho do infantaria Jos Ni-
colao de Oliveira.
Assignado.Jos Joaquim Coelho.
Conforme.Horacio de Gusmo Coelho, alfo-
ces ajudaule d'ordens.
Observaces.
1.a Nao haremos contemplado no precedente
desenvolvimenlo as medidas de valor, por cons-
titurera oslas um systema monetario peculiar
Franca, como fizemos ver em lugar competente.
2.a Omiltimos igualmente as novas med las
angulares, e as do lempo, por torera sido pre-
feridas na pralica as antigs, que se subdividem
na razo sexagesimal; lodavia tendo sido ellas
usadas em algumas obras scientificas de
EXTERIOR.
merccimoiito, como seja, entre outras, a Mecha-
nica Celeste de Laplace, julgamos convenientes
rcproduzi-las aqu, e sao as seguintc3 :
O dia astronmico foi divido em 10 horas: a
hora era 100 minutos, o niuuto cm 100 se-
gundos.
A circumferenria do circulo foi dividida em
400 grados, o grado em 100 minutos, o minuto
em 100 segundos.
3.a O quintal e o milheiro foram medidas
Carta pastoral do Monsenhor bispo
de Limoges.
Por occasio de sua Iranslaco cadeira ar-
chicpiscopal de Toulouse.
Faz apenas dous annos, charissinis irmaos,
que a poderosa voz do vigario de Jess Christo
subido | veio reiinir nossos ouvdos, nessa ilhalongin-
Kfon? T." ""T"..8 exa-,a (" lPrxiinada- adoptadas depois da organisaco primitiva [do
=. srjas.-asssus asar-fe Z&sisJ
E' fcil de ver que, procedendo da maneira in -
dicada nos precedentes arligos, se conseguir
por ser urna expresso j usada
paizes.
4.a Nao fizemos menco da legua
,i-,i i .___i. a .i --------1 i. nao ii/.ei ios inuucau ua leuiia euuivaienie
mente praticavel e que sao de mais urgente con-
veniencia ; devendo esperar-so que o lempo e a
experiencia acabao por dar a esse systema, na
apreciaco popular o predominio que Ihe assegu-
ram a sua maior perfeiro e reconhecida ulili-
dade.
Pelo que respeita finalmente adopro de um
systema monetario, destinado ao uso" com mu m
dos paizes comrnerciaes, vamos offerecer um ar-
bitrio que, segundo pensamos, poden dar a essa
difficil queslo urna solugao satisfactoria, sera
aleclar ueste ponto os hbitos e susceptibilida-
des nacionaes.
As operaces merranlis entre os Estados-Uni-
dos e a Inglaterra, especialmente, sao reguladas
por urna moeda ficticia denominadadollar de
cambio,a qual lera um valor convencional equi-
valente a5f pences de ouro, isto 9, Oda libra
sturlina ; d'onde sededuz a relaco seguinte :
40 dollars=9 libras slerlinas.
Comparando o valor real do dollar de cambio
com a nossa unidade monetaria, ler-se-ba tam-
bera.
1 dollar=2j>000
O valor real do dollar de cambio, represenla-
B.
SYSTEXA DR PESOS E MEDIDAS 1)0 BIIASIL, COORDE-
NADO POR IMA COMMISSO CREADA PELO GOVERNO
NO ANNO DE 1833.
Medidas de comprimento.
Pollegada. = 1/8 do palmo.
Palmo=1/5 da vara.
1
Vara......=------------
36363G36 do comprimenlo da cir-
cumfereucia do mediano terrestres:
a 11/10 do melro=l,109 do compri-
mento do pndulo simples, batendo
segundos sexagesimaes na latlude
de 22 54' 10" (Kio de Janeiro); o
padro linear das medidas de exlen-
so, e a unidade fundamenta) de to-
do o systema.
Braga.....= 2 raras.
Medidas itinerarias.
Milha.....= 841 3/4 brac.is=1/60 do comprimen-
lo de um grao do meridiano ter-
restre.
do por ouro ao Ululo de 9,10 de lino, poder, I Legua.. ..= 3 milhas=1/20 do comprimento de
em o nosso entender, ser acceilo como padro un grao do meridiano terrestre.
monetario commum eulre os tres paizes, a saber:
o Brasil, a Inglaterra e os Estados Unidos, me-
diante una convenci celebrada para esse fim,
qual accedero depois os domis pai/.es comnier-
Lciacs, iuduzidos s isso por inieresse proprio.
Admitlido este principio, proporiamos a cu-
uhagem de duas nicas moedas de ouro repre-
sentando urna o valor do 10 dollars, e a outra de
5 dollars, destinadas eirculaco internacional ;
sendo fabricadas em cada um "dos paizes ligados
pela referida convengo, Sob un emblema
teristico allustvo
exemploo lobo terrestre,o encerrando a sua
inscripeo, aln da poca da cunhagem, o valor
nominal que representa v5 ou 10 dollars), com a
designsco do paiz da sua procedencia.
Nesla hypothese seria cousa fcil determinir
Medida agraria.
Geira.....= 400 bracas quadiadas, ou quadrado,
formada sobre 20 bragas.
Medidas de capacidade vara lquidos.
Quarlilho.= 1/t da caada.
Cana Ja... s= 2 (0vl)3 : isto o dobro de um d-
cimo da vara cubo = 123 pollegadas
cubicas.
Almude.. =;12 caadas
Medidas de capacidade para seceos.
carac- i Quarta... =1/4 de alqneire.
) commercio martimo, por | Alqneire. = 27 1/4 (0vl)3: isto um dcimo da
vara cubo multiplicado pelo numero
27 1 .'4=1,744 pollegadas cubicas.
Medidas de peso.
Grao.....=1/72 da oitava.
Oitava... =1/8 da onca.
com preciso a rolarlo de valor entre o dollar'(moa.. ..=1/8 do rna'rco.
qua, onde apezar do nossa indignidade, nosso
ministerio, pelo co abencoado, trazia-nos abun-
dantes consolaccs.
Nesta citeurastancia, mui amados irmos, li-
vemos a lutar, bem osoubestes, contra sentimen-
tos tanto mais fortes, quanto foi o proprio Senhor
quera os gravou em nossa alma, c Dos foi tes-
lemunha de que s o temor de ir contra sua von-
tade, que pareca to claramente manifestada,
pode arrancar-nos de um paiz. que so nos tinha
tornado, por urna morada de seis anuos de feli-
rjeidade, urna nova patria, lao chara como o solo,
que nos vio oascer. Foi necessario por tanto
mulos deixar essa Ierra de honraos, deixar essa familia
' querida, c entrar em um nova herdade. [Gen.
equivalente 31 ) Sem duvida, meu Dos, \squizesics mais
urna vez anda provar que os cainiulios, por
onde o hornera deve marchar nao Ihe perlencem,
e que elle nao ton) o direilo do Iracar si a sua
rota. (Jerem. 10.23.)
Todavia, charissimos irmos, a Igrej de l.i-
nioges, que nos (o dada, acolhcu-iios do ura mo-
do capaz de fazer esquecer nosso primciro roba-
nho, se as lembrancas do coraco podessem a!-
gura dia apagar-se.
Parece-nos anda ver a cidado inleira, inspira-
da por sua antiga ES, erguer-se, no dia de nossa
ontrida solemne, como ums homem; o confuii-
direra-se todas as classes da socedade para pre-
cipitarem-se, como ondas agiUdas, adame de
um pobre hispo missionario, que nao possu>a ncm
os dons da fortuna para alliriar a miseria, ncm a
grandeza de lanos pontfices, que antes dolle li-
nham illustradoa cadeira de S. Marcal.
No decurso desta marcha, que podemos cha-
mar triumphal, era quanto nos dirigamos vos-
sa antiga calhedral, nossos labios commovidos
repelan! estas palavras do apostlo Sao Pedro :
Eu nao tenho ouro era prala, mas o que pos-
<.< suo dou este povo : dedicaco, sollicilude,
supplicas e trabalhos, nosso lempo, e. se fdr pre-
ciso, a propria vida, tudod'ora em diante per-
tence osla Igreja, com a qual queremos passar
o resto de nossos dias, como cora urna esposa
fiel. Por que, charissimos irmos, na alegra, de
que Irasbordava-nos o coraco, aceita varaos osle
dia de fesla como o syrabol de urna uniao indis-
soluvel.
Taes disposieocs de nosso espirito vosso res-
peito, charissimos irmos, de nenhum modo vos
podem espantar. Para comprchend-las basta
que vos lembreis que o amor que um pai conser-
va aquellos lilhos, de quem obrigado a vive-r
distante, nenhum prejuizo Iraz ao amor, que de-
ve qnelles, com quem deve d'ahi era diaute vi-
ver em familia.
Sim, mui amados irmos. eu tenho experimen-
tado que o coraco de um bispo podo dilatar-se
sem perder de aclividade c energa.
Max tomamos posse de nossa nova Igreja, ti-
vemos o nico pcnsamenlo de oceupar-nos sen
demora do cuidado de vossas almas, e comera-
:iios essa serie Je visitas pasloraes, que os san-
tos cnones to instantemente recommcudam.
Polcamos reconhece-lo, charissimos irmos, am
de felicitar-ros de haverde* tornado fcil e doce
este laborioso ministerio.
as dlfferentes partos da diocese, que percor-
reraos, essas visitas foran recebidas com urna
respeilosa e cordeal alTeicao ; por loda a parle os
aliares eslavam apinhados de urna mullido al-
ienta c rccolhda, e as simples palavras, as paler-
paes exhorlacoes que fizemos ouvir em todas as
adeiras,*'raiii o tu idas cora urna cdilicanlc do-
eilidade. E cousa digna de notar-se, c que s
se pode explicar pelas felizes disposiyoos de vos-
sa f, o sermos apenas vistos, e nossa voz ser ou-
vida como a de um pai, que se conhece ha muilo
lempo.
Mas temos por ventura cumprido para cora
vosco a promessa, que fizemos de dedicar-nos
vos sem reserva Sacerdotes de Jess Christo,
nossos dignos cooperadores, fiis em todo o lem-
po c condicao, vos pertenee decidir. Nos s o
altamente dizemos que, se nosso ministerio pro-
duzio alguns fructos, o devr-mos em primciro lu-
gar greca de Dos, e depois vossa boa vonta-
de ; se algum bem, durante dous annos de tra-
balhos emprchendidos em vossa felieidade, foi
comeeado, mais urna occasio para mostrar que
Dos, para fazer bem aos homens, quer somcnlo
servir-se de fracos instrumentos e de raeios sem
valor.
Em fim diremos que animados por lo fciizes
principios, era entre vos que lindamos lixado o
lugar de nosso ultimo repouso. Sim, charissi-
mos irmos, serapre que expandiamos nossa alma
cid prosenca de Utos em nossa Igreja cathcdral,
diziamos : aqu nossa ultima morada. E tendo
ura dia doscidoaos carneiros subterrneos afim
de orar sobre o tmulo de nossos venerados nre-
decessores, leudo notado urna sepultura anida
vasia, dissemos : Aqu repousaro nossos res-
tos, quando Dos quizer terminar-nos os traba-
lhos:IIic hubilabo, nuoniam elenifeam. (Ps..
131,15.)
Mas eis que ainda, charissimos irmos, vera a
autoridade de Pedro romper lacos, que espera-
vamos fossein pela morle quebrados. Adeus
pois, mui amados diocesanos ; raister parlir,
pois tal c a voulade de Dos. Porm nesle mo-
mento de soparaco deixai-nos assegurar-vosque
em nosso coraco para serapre vivir vossa lem-
branra, e sompre tambera < tereis urna parle
nossas supplicas o sacrificios. (Eph. 1. 16.) Mais
de urna vez dissemos, em nossas visitas paslo-
raes, que querellamos esiar no meio de vos. co-
mo urna mi no meio de seus lilhos I Thess. 2.
7.): urna mi pode esquecer seu lilho ; mas em-
bora o esquera ; eu, cu-nao vos esqueceiei. (Is.
49. 1a.|
Sim, mullo amados irmos, amar-vos-hemos
sompre, estamos disso seguros ; e vos, vos tam-
bera amar-nos-heis, nao por causa de nosso me-
tilo, que bem pouco, mas por causa do minis-
terio de caridade e pa/., que esforcamo-nos era
exercer entre vos.
Adeus, piedosos e dedicados sacerdotes, que
fostes para nossa administraeao os depositarios
constantes dos nossos mais ntimos pensamenlos.
do nossas penas e alegras. de nosso dever
altamente reconhec-lo : sompre bebemos as
luzes de vossa longa experiencia, na madureza
de vossojulgamento, no thesouro do vossa scien-
cia, na sanlidade de vossa vida, inspirares uleis,
que ajudaram-nos a carregar o fardo' de nosso
ministerio.
E vs, veneravel cabillo, que foste o primciro
objeclo Je nossa afi'eico, foi-nos bem doce adiar
era vossas virtudes e em vossa adlieso, esses
recursos, que o coraco aprecia e que alliviam o
peso da responsabilidade. Recebei, pois, vene-
rareis irmos, com a expresso de nosso sincero
pezar, olcstomunho da estiran inspirada por vos-
sa piedade, como tambem de nossa salisfaeo pe-
lo zo'.o, que mostrales polo culto c ceremonias
da Igreja. t
E poderemos esquecer esse cloro to numero-
so, que formara ao redor de nos urna rica cora
de linios, e que trazia-nos um dora tanto mais
precioso, quanto era serapre rrescenteo don
de seu coraco.' Sim, sacerdotes e pastures das
almas, dizemos-vos por adeus Cflas simples pa-
lavras : E vosso pai eamin'oquem vosdeixa ; c
se estes dous nonios san o molhor resumo de.
nossas relaces elles sero para nos como um
Bnete, que ficar impresso em nosso coraco pa-
ra perpeturosla lembraoca.
I'ormilti ainda nosso coraro do bispo ofl'o-
recer-vos a porco de rcconliecimeiilo, que vos
compete, piedosos sacerdotes de S. Sulpicio, o
veis, to dedicados meslies dos pequeos semi-
narios. Cora urna soUkitude sera igual, forma-
reis sob nossos olhos esses novos Samueis, que
um dia se lornaro a alegra da Igreja por sua
piedade, a gloria dola por sua sciencia, e a cora
por seus liabalhos apostlicos.
Oxal conlinne o Senhor, pola abundancia do
suas grecas a abencoar vossos trabalhos muitas
vozes dilliceis; por queeni vossas mosrepousara
as esperances da diocese no futuro do sacer-
docio
Recebei nossas reconhecedoras lonibrancas, ad-
ministradores dedicados dos dous departamen-
tos. Nos adiamos era vossos elevados soniimen-
los, ora vossa administraeao to firme como h-
bil o moderada, o apoio esclarecido, que a pa i na
as djlfieuldades, c o concurso que produz, para a
oiicitlado dos povos, a feliz harmona da Igreja
e do estado.
Magistrados da corle imperial a unanimidado
do vossas qucixas lem-nos vivamente tocado.
Ah 1 se exprimindo-as quizosles di/.or-nos que.
em nos achastos, nao um homcm dessa toleran-
cia, que quer o inundo, mas o homem de urna
caridade verdaderamente episcopal, nao vosen-
ganasles ; porque era nossos lo agradareis co-
mo honrosos misteres, Mudamos o nico pensa-
nenlodo mostrar-nos pastor segundo o espid-
i do b\angelito, alim de goiar-vos a Jess
Christo.
Kecebei tambem nossos adeuses, zelosas coms
inunidades, que a benno de Dos espalhou polo
superficie desla diocese. Conhecemos vossa-
obras porque podemos apreciar quo fervoroso
era vosso zelo, ja para os misetaveis das cidades
e campos, ja para guiar a infancia, ou reparar a
innocencia que o mundo tinha feilo perder, ja
anda para curar as chagas e minorar as dores, ja
finalmente para, por vossa penitencia, purificar
as maculas da Ierra Ah Ireceboi ainda a uenco
cao de um padre, que anlcs deixar-vos, vos quer
agradecer polo apoto to poderosamente prestado
por vossas supplicas e trabalhos seu aposto-
lado.
Mas principalmente conservai-vos semprc uni-
dos nos pelos votos do vossos coraces ; por
quanto ser, era nosso apartamento, "urna foute
de gracas ao novo ministerio,
Seulimo-nos tambem obrigados a dirigir vos-
sos coraces una ultima palavra, mcnbros da
caridosa" companhia de S Vicente de Paula.
Conlinuai a oppor ao mal que roe a sociedad.' o
irresislivel attralivo do hora exemplo e de vossa
s obras. Submissus vosso novo pastor, como
nos fostes, seris sua consolaco, como fustes a
nossa.
Parochias, une \ sitamos, oxal que nossa pas-
sigcm por entre vos, deixe em vosso coraco co-
mo no nosso Iracos profundos, que jamis se ex-
tinguen), Lerabrai-vos dessa imssa, que celebra-
mos sobre o altar de vossa igreja, e onde o san-
gue de Jess Christo, que fizemos correr, trnen-
se para vos e os morios que choris urna fonlo
abundante de grecas; lembrai-vos dessa miste-
riosa ceremonia, iia qual marcamos a fronte de
vossos lilhos com o sello indelevel de soldados
de Jess Christo ; lembrai-vos ainda, paes iris-
tos, dessas beDoos q'tc felizes derramamos


(*)
sobro vossas jovelts familias : roiiheciamos que
ram n esperanea da Igreja o da sociedade, h as
faziamos o ubjcclo de nasa solticitudc; e lioje
lo fundo du coraco as abenroanios pola ultima
v ex.
Com tudonoineio da dr causada por urna se-
paraban, que a expiessau de vossos scnlimentos
torna mais amarga, cabe-nos a coiisolaro de
deuar-vos, pattindo, em ruis hibeis maos do
que as nossas, e que melhor anda dtrigiio os
impulsos nobies de vosso coraco para ludo que
e sanio, justo c porfolio.
Sim.rliarissimos irmaos, culregamos o cajado
pastoral da Igreja de l.unoges s mos de um
successor, uo qual bnlhain as ni ludes que Sao
l'aulo exige aos bispos. Breve encontrareis em
vosso novo paslor a viva, a firmeza adminis-
trativa, e o zelo apostlico do eminente prelado,
que londo-o formado com loda sollicilude de pai
quil conforir-lhe, pela Santa l'ucco, a pleuilu-
de- de sacerdocio.
De nona parle, Ibo deixamus. como una lio-
ram.-a digna descu coraco, a ternura paternal,
que Heosdeu ao nosso para com vosco, e espe-
ramos tie vossa fti que lhe reverteris lambem os
senlimenloa de respeito, swbmissao e confianca,
que iros dignaste* depositar-nos.
U Hara, lerna mi, to honrada nesla diocesc,
as palavras que por vosso filho nos loram dadas
izemo-las ouvir este povo. L ja que inisler
deiu-lo, ouyi, Virgum poderosa, esta supplica,
que vossa iiicxhaunvcl bondade nos inspira :
Conservai em vossa protceco o clero e os liis.
Dignaf-vos Iancar-lhes a a'bundancia de grabas,
que m'm dispensis lao generosa ; vossa bencao
desea sobre os velb.08, para adocar-lhes a passa-
gem do lempo elernidade ; vo'ssa benrao des-
cance sobre os pais chrislaos, aiui de q"ue seus
lilhos facam sua felicidade e gloria, vossa benrao
caia sobre os meninos, para crescerem carn ga-
dos dos fructos da virlude; finalmente vossa ben-
rao entre, para nunca sabir, em todas as casas
o lhcs de sempre a paz, e aos seus habitantes.
[Vuivers.S. Filho.)
A Guyana e seus limites.
l'.om esle ttulo publicou um jornal de Pars,
a Pretse, o seguinle artigo, cuja transcripto
agradara sem duvida a todos aquelles leitoresdo
Diario, (|ne se inleressnm pelos negocios do
pais, e que eslo ao fado da anliga queslao de
limites entre o Brasil e a Guyana francesa, por-
venlura a nossa roai complicada o mais impor-
tante queslao internacional
O Sr. Alexandre Bonneau, como todos* os es-
cupiles francezes, que se leni oceupado desla
queslao, sacrica a verdade dos fados s con-
veniencias e s vistas do governo trances, e de-
prime com extrema leve/.a o carcter dos Portu-
gueses, a quem a civilisaco moderna deve tan-
tos e to importantes serviros
A quem se lew dado ao estudo da nossa his-
toria colonial, e tem acumpanhado a queslao de
limites desde os pnmeiros lempos al o tratado
de luccht. e dahi al ultima missao extraor-
dinaria do Euu. Sr. visconde de Uruguay* fcil
sera o reconliecer os erron, ou as alsida'des de
que em nejado o pequeno artigo do Sr. Ale-
iMdie de Bonneau, repelico sedica do que tem
dito o governo trance*, e que foi viteriosamenle
refutado pelo governo do Brasil, arista de docu-
menios aulhenlicos e irrecusavcis, e ullimamen-
te peloSr. J. C. da Silva, nosso encanijado de
negocios na ilollauda.
Eis-aqui o artigo:
En> artigo publicado a 9 de novembro de
1658 ueste jornal, fallamos dos esforcos que se
tem feilo para tixar definitivainenle as fronleiras
entre o Brasil e a Guyana trance/a; c, prestan-
do fe ao que leramos em urna correspondencia
de Madrid, arrecenlan>os que alguiis documen-
tos aulhenlicos, encontrados nos arelaros de Se-
Vllha, punham tora de loda a duvida, se-,
pudo se aUirmava, a juslira das pretenroe.s da i
i ranea
O Sr. J. C. da Silva, encarregado de naco-
ces do Brasil junio ao governo de llava, pedio-
nos qiiedeclarassemos sei inexacta aquella noli- |
ca, duendo que os documentos, que deramos
como aulhenlicos, reduziam-so pura e siroples-
nieuie concessao regia, Cuita a Vicente l'iu-
< ..un em 5 de selerobro de 1501 -documento,
queoSr. Silva prometi publicar, e que, bem
tange de iiisnosr a interprolaco francesa do
tratado de Lirechi, rem continuar anda mais as
legitimas prc-loncoes do governo biasileiro.
Nada tenias, por emquanlo, que oppor a,
esta asaetean do Sr. Silva, por isso que anda
nao lonlicceiiios o texto de que se Hala : mas, !
esi i raudo pela publioaco dense mporUnlissime i
documento, julgamos todava a proposito taerl
urna rpida expusico da queslao de limites.
<. s verdadeiros limites do Brasil erara o Ma-
rauhao, que tica cerca de cen leguas a leste do
Amazonas. O proprio Jeronymo de Albuquer-
>ue, que se nao pode averbar de suspeito, ja
poique ia I'orlligue/e exercia um cargo im-
portante, ej porque escrevia desses mosmoslu-
-. reronhecia oilicialmenle aquelles limites
no anuo de ll i.
Ja em pocas anteriores a essa navega-1
vam os Francote* pelo lio Amazonas, e pelo
tocantins, seu tributario o faziara abi activo
commercio. tonsla at que elles linham dado;
o nome de Bresl a urna ill.a do Amazonas. Os
Porluguezes, porm, Irataram logo de eslender
os se us dominios at o rio Amazonas, ou rielo
loenos quclle, que eolio designa t a ui com esSO
nome, que era o rio Tara.
l'ilippe IV, que reunia sob o seu sceplro os
reinos de llespanlia e de Portugal, concorreu
i'oilciosameiito para o augmento dessas preten-
coes, creando, no anuo de IG37, nina nova ca-
pitana geral, que compreheiidia todo o territo-
rio situado entre os ros Amazonas, ou o Par e
\ trente Piucos*
Mas, pergunla-se-, que rio era esse, deste-
i.ado eom o nome de Vrenle Pinten i Ura o
mesmo, em quo Vicente Pinron tiuha ancorado
era Ju, e no qual correr i mnente perigo
em consequencia da pororoca? Era antes, como
. ntende o Sr. Azcvac, o proprio Amazonas de
hoje, ou peio menos o Arauary, ou Araauary do
cabo do Norte? Moque se nao pode saber ao
corlo.
Us Porluguezes tiraram grande partido, Dao
lano da concessao feila por Filippe IV, como
los termes em que fra ella concebida. Come-
raram logo por fingir que con.-ideravam o Vi-
cente I incon, mencionado na concessao, como
um no minio mais septentrional do que o Ama-
zonas e o Aiuguaiy, poslo que os cffeilos da po-
roroca se nao facam sentir em nenluim dos ros
situados ao norte.
i tsle dcslocamenlo topographico lum se po-
lambem para o lado da Guyana francesa o cabo
do Norte, que parece ler sillo piimilivamenle na
una de HarajO, entre o Amazonas e o rio Par,
loram, portant-), successivomenle designadas
rom este nome, primeiro a pona da Pcdreira
dopois a ponta Jupaly, a pona meridional do
Araguary, chamada Ponta-Grossa, a pona mais
oriental da ill.a l'iraluba, que o actual cabo
oo norte, a pona da ilha Marac e finalmente
0 cabo de Orange, que todava nao pode conser-
var aquelle nome. O proprio nomo de Oyapock
prr-SMva-se adtniravolmente a essa especie de
lasmagoria geographica ; porquanto porten-
Cd ao numero das palavras terminadas cm ia-
P'ic yapvc, tapoca etc., que designara a nalure-
za dos terrenos alagados do grande della do
Amazonas, e que se reproduz rm differpnlcs
ponlos do hltoral, sem exceptuar a ilha de Ma-
rojo, banhada pelo primeiro Vicente Pineon c
dominada pelo mais anligo cabo do Norte."
A ignorancia dos navegantes conlribue indu-
bilavclmonte a augmentara confusao ; as car-
tas portuguesas, que servirsra muitas vezes de
modelo aosgeographos do boa-f dos oulros pai-
zes, foram-na conservando; e diz-se, alm dis-
so, que previdcntissma poltica do governo de
loilugal soube aproveitar-se dessa incerteza, o
qual, introduzca nos dominios da diplomacia
encontrn um derradeiro asylo nos tratados d
limites concluidos entre a Pranca e Portugal
Desde muilo lempo que se falla das iiiva-
ea dos rorluguezes na Guyana. O bario de
i uneiniorii, disimcio esciiptor anligo, declarara
que .i torta de passar de lio a rio, elles se apos-
sariam de loda a Amera, se a Torca de seu
< x.iciio fosse igual sua avidez. O capilao Pe-
naud depois elevado ao posto de almirante di-
zia, na coica de iriuta annos, em um liv'ro
i esy.-ito da Guyana, <'-que era para admirar a
lai.ilidade com que os Porluguezes coslumam
accommodar as cartas gcographicas s previ-
soesda poltica, fazendo passar um nome geo-
grapbico do uns para oulros os.
Sao estes os argumentos d que se serrem
os nossos diplmalas para explicar as succes-
sivas usurpar-oes dos Porluguezes, ocasionadas
mas nao justilicadas, pela confuso de nomen-
clatnra geographica. Continuemos a expor, se-
gnnJo-a epiniao dos nossos escriptores c dipl-
malas, os tactos principies, concernentes a in-
l; iminavel conlenda, que se cliama-u queslao
co Oyapock c do Vicente Pinron.
: A Franca, como cima dUsemos, considera-
vi o Amazonas como a sua fronleira. Asearlas
de privilegio, concedidas s compauhias franre-
zas de commercio, nos anuos de 1633, 163S c
1IM0, por Luiz XIII nao deixavam a esse res-
peito a mnima duvida ; porquanto aulorisam
as companhias a explorar todas as Ierras situa-
das entre Orenoque e o Amazonas comprehen-
dido este. Os Porluguezes, porm, fundndo-
se na concessao de Filippe IV, posterior s cita-
das cartas de privilegio, e cuja interprelacao,
anda no caso de ser exacta,-nao constituira um
direilo positivo, Ira tara m de reivindicar toda a
parle da Guyana que se eslende do Amazonas ao
Vicente Pineon, arbitrariamente transferido mais
I para o Norte. Transpondo, pois, o Amazonas
no anno de 1086, perseguram elles aos France-
zes, que all se achavam desde muilo lempo es-
labelecidos, e a datar de 1688 comecarara aedi-
flcur na margem esquerda muilo fortes, que por
mais de urna vez loram conslrangidos a aban-
donar.
Luiz XIV deu ordem ao Sr. de Fenoles, en-
lao governador da Guyana, que manliwsse as
fronleiras francezas no rio Amazonas, a despeito
das prelences do governador de um dos fortes
porluguezes ltimamente construidos verda-
de que o governador porluguez declarava. que
o Vtenle Pineon de que resavn a concessao real
de Filippe IV era o Oyapock do cabo de Orange
Nao poderemos ofScmar, se o governo francez
leve ou nao conhecnicnto dessa declararn, for-
mulada entopcla priueira vez. O qu cerlo
porm, que, se ella fo transmittida a Luiz
I XIV, este a nao julgou digna de ser tomada em
consideracao, pois que chegou a ordenar que
jfossem oceupadas as ilhas de Caviaua e Mexiana,
situadas na embocadura do Amazonas. Ferr-
les obedeceu. e em 1697 apoderou se elle dos
lories porluguezes, os quaes, depois de sua
partida, foram de novo lomados por Allmquer-
que. Pelo tralado de 17(11) se aerordou que fos-
sem demolidos, mas a queslao de soberana do
peiz contestado pelos Porluguezes fieou indecisa
Luiz XIV fez no anno seguinle (1701* urna con-
cessao mais ampia, renunciando aos lerriloros
em litigio; maso halado prohiba aos hespa-
nhoesa conslrucco de urna.fortaleza, se quer,
uaquellas paragens, e assegurava Pranca a li-
vre navegaeo do Amazona. O sol brante,
que Iluminara o- glorioso reiuado de Luiz XJV,
caminhavaj para o seu occaso. Exauslo de
foreas por causa das guerras sanguinolentas,
que litera de sustentar, vio-se elle obrgado a
pedir, a paz. o embalsados porluguez cm Lon-
dres Iralou de obler o apoio da Inglaterra para
obrigar a Franca a fazer completa renuncia do
paiz situado entre os ros Amazonas e Vicente
Pineou.
Essa prelenee fo, em 1713, consagrada pelo
tralado de l'lrecht, que assegurou, alera d'isso,
aos porluguezes a navegacao exclusiva do Ama-
zonas. No tralado de 1700 os nomes de Vicen-
; le Pinron e Oyapock acharam-sc reunidos pela
! pnmeira vez no de 1713 junlou-se-lhes ainda o
de Japoc. Islo d lugar a que nos perguntemos,
como diz o Sr. de Azevac.se esses nomes de Ja-
poc e Oyapock, nao teriamsido ntroduzidos nos
Iralados, em virlude de una coufuso que avo-
recesso nma usurpaco premeditada (1). Mas no
tratado de L'lrecht, em que se falla tres vezes de
Vrente Pineon e urna so vez do Japnc, faz por
isso_ mesmo comprehender claramente que
nao c ao nome equivoco de Japoc ou de Ova-
ppcfc, mas ande Vicente Pinron que se referen-.
viriualmenlc as dcclarm esdelimilalivasdos tra-
tados 2'.
A corle de Lisboa, hom ou mo grado seu,
julgou prudenle diminuir suas prelences, que
repousavam em urna base extremamente frgil.
O tralado do 1797, que fieou sem effeilo, fixou os
limites no ro Carsvvene (?), liansformado em Vi-
cente Pineon. Um novo tratado, assignado em
Badajoz, no dia 6 de jnnho de 1801. estendia o
territorio francez at o Araguary. No dia 29 de
setembro do mesmo anno coiicluio-se nutro, em
Madrid, e a frontoira franceza estendeu-se an-
da mois, locando no Amazonas com o seu afflu-
enie tarapana-Tuba. Este estado de eousas.po-
rem foi de muilo curia duraco, pnr quanlo o
tratado de Amiens, assignado aos 27 de mareo
de IS02, renovou as oslipulacoes do de 6 de iu-
n lio do 1801. '
e Os porluguezes. apoiados pela Inglaterra,in-
vadirn! a Guyana e apossaram-se de Cayenna
em 1809. Era esta urna excellenle oceasiao da
reivindicar todo o territorio usurpado, e de fazer
avariraras fronleiras al o Amazonas : mas Na-
polen linha muilo que fazer para preoccupar-e
de nossos inleresses ua America. Os desastres
de 1815, bem como os de Luiz XIV, vieram fa-
vorecer as exaggeradas prelences de Portugal
As potencias alliadas referirm-se, nos tratados
daenlao, ao que eslava iixado no iratndo do
Ulreehl, porque a Franca, tanto na Amrica como
na Europa, devia ser estendida sobre o lcito de-
Procusto.
O novo tralado declarava que provitoriamen
le, c ale fixarao definitiva de limites, a Frail-
ea nao ullrspassara o rio Oyapock e cabo de
Orange. Devia nomear-se una commsso para
regular afina! o nosso longo debate com Portu-
gal. Luiz Filippe, depois de una inefficaz ten-
laliva de extenso territorial, e do um proteste
solemne contra qualquer oceupacao brasileira
alcm do \ cente Pinron, eiilabulou negociacee
no anno de 1841. Os plenipotenciarios, em face
da temivel queslao do Oyapock e do Vicente Pin-
eon, nao chegaram a um accordo, porque os bra-
sileiros obstinavain-se a denlifiearo Vicente Pin-
ron como o Oyapock do cabo de Orange, e os
tr.incez.es nsisliam em collocaro Vicente Pineon
a cincuenta leguas mais ao sal, islo e, no cabo
do Norte.
' Ilouye ainda una ultima tentativa do accor-
do em 1855. O visconde de Uruguay, enviado a
Pars pelo gabinete do Rio de Janeiro, e o bario
llis de Butenval, plenipotenciario do governo
francez, Irataram de resolver a queslao em viute
trabalhosas sesses ; mas no dia 1 de iulho de
ion sParara,-se elles, como succedera em
1841,8eni ler conseguido cousa alguma. O ple-
nipotenciario brasileiro nao se achara autorisa-
do a fazer Franca urna concessao mais ampia
do que a que lhe tora feta pel inefTicaz con ren-
ca o de 1797, que fixava a linha fronleira no rio
l.arsweua, e o Sr. Mis de Bulenval, referindo-se
a autoridades respeilaveis, nao podera achar o
Vicente Pineon cm urna posieao maisseplenlrio
nal que a do braco do norte do rio Aragnary ; is-
lo no rio Carapapury, que se laura no mar en-
tre a ilha Marac eo cabo do Norte"
V-se, pois. que a questo franco-brasilcira
0 nsoluvel. A diplomacia tem-sc at hojealo-
lado as aguas lodosas do Oyapock e do Vicente
rincn, e mal podemos comprehender como che-'
garara os sabios de Pars e do Rio de Janeiro a
pOr-se de accordo sobre esta queslao de mil
aspectos, que se complica com tantas suscepti-
bilidades nacionses. A sociedade de geographia
anda se rsente da tonga e pertinaz controver-
sia, que se deu a esle respeito entre os Srs. de
Aievac o J. C. da Silva. Csles dous tem veis
eombalenles feriram-se de pona e de tatito com
extraordinaria habilidade. Em nossa oninio o
Sr. do Azevac triumphou cm Branca; mas o
Brasil bale palmas applaudindo a victoria do Si-
bil va.
guando decidiremos por nina vez esta ques-
lao de meio secuto? A geraco actual legar
anda esta contenciosa horanca as geraces do
seculo prximo futuro? Recelamos muflo que
islo venha a realizar-se. Entretanto a solucao
seria fcil seos governos se quizessem resolver
mesmo nos paizes disertos, a lomar por base d
suasnegociares as fronleiras indicadas pela na-
lureza, fronleiras que em nenhuma parte se
achara mais claramente trocadas do que no ter-
ritorio de que se Irada.
A Fianca deveria ler por linios fronleiras, a
LOsle [quena certa-mente dizer Oeste) e a Sul o
Rio Branco, o Rio Negro e o Amazonas, O Sr
hveillard, pessoa que se linha entregue, nos pro-
pnos lugares, a um serio esludo d'esta queslao
ecujo fim trgico compungi profundamente
Europa, oSr. Evellard, repelimos, entenda que
a Franca se nao achava ohngada, nem pelo Ira-
lado de L'lrecht, nem pelo de 1815. ambos elles
concluidos em lempo em que o Brasil era ape-
nas urna colonia porlugueza. Seja, porm como
ror, um no da importancia do Amazonas, loria
receido, sob a egide poderosa da Franca, mui-
las e florescenles colonias, que o Brazil'no tem
conseguido eslabeleccr all. 0 commercio do
mundo tena ganho tanto como a civilisaco e
o Brasil, mperreplivelmente eircumscrto cm ua
immensa, e desproporcionada extenso, leria
adiado lambem, n'esle estado de eousas, vaota-
gens minio mais preciosas e mais solidas do aua
ossonhos dourados, que abrem sua imagina*
cae lao bellas perspectivas nos secutes futuros.
Alex. Bonneau J. (.
(Vane.j
Para a conservado c duraco da sociedade Ires
DIARIO DE PERSAMBUCO. QUIMA PEItU 29 DK DEZEMBRO DE Uto
(I) D'zevac, Bulletim de la Societ de aara-
phie. '
(2' dem, a mesma reviste.
eousas sao i.ecessartas : a aulondade, a Iradicu
a razo.
Entendo par esta palavra razo aquillo que
proprio a cada individuo como ente racional, a
vonlade por conseguinle nao menos que a intel-
ligencia, porque nesle sentido ampio que cos-
lumi ser empregado esse termo por nosso ad-
versarios, quando dahi procurara deduzr os di-
reitos do homem.
Se Bupprimir so urna se'i dessas tres foreas fun-
damentes da vida social, se ellas chegain a al-
lerar-se, ou mesmo sedcixam de unir-sc e auxi-
har-se mutuamcnle a sociedade se dissolve. Ti-
rai a razio individual, e os homens semelhan-
t les aos animaos privados de iiilolngeucia po-
dem, nao ha duvida, formar um aggregado, um
rebanho, porcm nunca una sociedade verdadei-
ra ; porque a vida social, bascada sobre o co-
nliecimeiilo e a observaeao da ordem moral, e
essencialmente racional.
A razo individual c trecessarin, mas nao bas-
ta. Urna sociedade, com efTeito, nao um sim-
ples aggregado de individuos ; nao essa massa
de homens sem vinculo commum, que se chama
hoje povo, e a que n'outro lempo se dava o no-
me de multido. Urna sociedade um corpo v-
, vo, cuja materia muda, verdade, c se modifi-
ca com as geraces, que se sucediera ; mas que
para viver deve conservar o mesma essencia, o
mesmo espirito*. Uaqui vem a necessidade da
tradieo alim de unir o presento ao passado, e
ao futuro. Todas as geraces de um povo se
prendera oulra por um vinculo de continuida-
de, sem o qual nao haveria estabilidade nem pro-
gresso. Tirai a tradieo, desappareceri a expe-
riencia social. Os cxemplos, as licoes, os traba-
Ihos dos anlepassados sero perdidos para a pos-
leridade ; e as geraces, construindo serapre so-
bre noves alicerces, sumir-se-ho sem conseguir
crear-se um abrigo. Sem a Iradico deixa-
rao de haver cssas les fundamentas, base do
direito publico das nares, e que sao o verda-
deiro testamento dos 'fundadores ; nao havero
essas Ieis vitaes, sem as quaes o espirite nacio-
nal nao poderia apeifeiroar-sc e conservar-se,
Ieis cuja violarao radical" e. permanente anasla
sempre aps si a decadencia dos povos.
Nao tiaslam ainda para a vida social a razo
individual, e a Iradjcao ; misler alem disto a
autoridade real e visivel, quer para servir de
guarda e de interprete tradiccao, quer para
suppnr fraqueza da razio individual e diversi-
oade das suas apreciares, que lhe impedida de
Inclinar-se ao mesmo lim, ou pelo menos de al-
tingi-lo, quer flnalffiente para animar es bons e
punir os mos.
Sem a autoridade a anarebia seria inevitavel,
mesmo entre os homens cuja razo fosse sa, c
as inlcnres puras ; porque as verdades Iheori-
cas, ainda as mais certas e sobre que se est
mais de accordo, podem ser applicadas de di-
versas maueiras. Sem a autoridade o corpo so-
cial nao leria cabeca, e eonseguiitemenlc nao
poderia viver por maior que fosse a uniformida-
de e a perfeicao dos membros que o compem.
Ouando na sociedade todas as cousas conser-
vani-se em ordem, a autoridade a tradieo e a
razo Individual prestam-se inuluo soecrro.
A razo alem de dirigir nossos sentidos, ser-
ve-nos para distinguir a auloridade regular, e |
que vem de Dos, da autoridade que o homem
usurpa de seu modo proprio e em seu proveilo.
Serve-nos ainda para distingnir as tradires ge-1
nimias das tradh-es falsas e alteradas! Alem
disto a razo recia diminue os encargos da auto-
ndade ; os homens, pralicando por si mesmos o
bem, escapam sua aceo, nao poique sejam !
independenles, mas poique ellaa auloiidadc
nada tem de que os argir, por isso que elles I
previ nem as suas ordens. nesle sentido que j
o verdadeiro chrislao por ninguera julgado '
segundo a expresso da escriplura (I)
A iradico do seu lado, quando certa, escla-
rece a razo e a auloridade. Norma commum
do principe e do subdito, facilita a obediencia, e
modifica a autoridade. O subdito obedece de
mais boamente lei, que a expresso ou a
conseqiiencia dos usos, costuraos e Iradices na-
cionaes: o principe manda com mais eo'nvicco
c auloridade, quando a sua vonlade de algu-
ma forma o prolngamelo da vonlade respeta-
da dos seus anlepassados. A auloridade c a
tradieo esto to ntimamente ligadas, que loda
a auloridade que se desvia das Iradices cami-
nha para a sua ruina, e loda a Iradico, que nao
conservada pela auloridade, acaba "por se alte-
rar c obscureccr-se.
Depositario dos costuraos e das Iradices pu-
ras, o poder, qualquer que seja a sua" forma,
falta ao seu principal dever quando nao os res-
peito. um atlenlado commettido nao s con-
tra os morios, por isso que os coslumcs consa-
grados pelo lempo vieran) de nossos nais. Todo
o poder, que despreza o uso e a Iradico, en-
lranlie-se de hom ou mo grado no camiuho da
aibiliaricdade.
Pode-se ser despola sera violar na sua essen-
cia a lei natural e a lei divina. o que acon-
tece, quando sob o pretexto de aperfeicoamenlo
os principes despre/.am os usos, as tendencias,
os costumes, as Iradices nacionacs e legitimas
dos povos, ou pelo menos da paite sao dos po-
vos E assim lambem que a mor parte das na-
res catholicas, apezar da dorilidade e religio
dos seus principes, teem caminhado para a sua
ruina, neslcs Ires ltimos secutes.
A innovaeo, que nao se drve confundir com o
desenvolvimento e o progress, ha seduzdo os
legislas e letrados, os quaes por sua vez. lambem
teem arraslado apos si, por meio da lisonja ou
da intriga, os soberanos e os seus ministros.
ro a essa sedueco que cederam Luiz XIV ai e-
zar do ;scu genio, e Luz XVI, apezar das suas
virtudes, o isto com grande delriuieulo da sua
dymnastia.
A igreja que por excelencia um governo de
liberdade, como de auloridade, por isso mes-
mo lambem um governo de Iradico. Em seus
estados o governo temporal parlilha desse espi-
rito deconlinuidade, que o carador distinetivo
do poder espiritual. Eis-aqui porque, apezar de
sua fraqueza apparente e imperfeico mais ou
menos supposla de alguns delalhes necessarios,
o estado romano, mesmo civilmente fallando,
o mais permanente dos estados da Europa. Se
cmalgum lempo o governo temporal do papa
fosse destruido, alem dos inconvenientes evidou-
les que resullariam para c.ilholicos perdonara o lypo o mais completo da
sua estabilidade poltica ; e o espirito de iuiio-
vacao, que e um dos flagellos da Europa, faria
nevos progressos. 0 e-spirto de tradieo, que se
censura no governo temporal do papa, preci-
samente, abaixo do soccorro de Dos, o segredo
da sua duraro : a arvore mais resiste s tem-
pestades a proporeo que mais se vai enrai-
zando.
Desla sorle Roma, residencia dos papos, por
essencia conservadora. Ella lera conservado as
artes, as sciencias, e as lellras lano quanlo os
os costumesc a fe. Ella tem conservado atea
memoria dos seus inmijr.os ; e se Roma pagaa
anula hoje vive na sua lilleralura e nos seus mo-
numentos, deve-o Roma chrisla.
lia um exemplo mais locante talvez do quanlo
pode a Iradico : a rdha Inglaterra. Roma
com efieito tom razos cxccnconacs de duraco
em quanlo a Inglaterra tena no protestantismo
una forte razao do ruina, se oscoslumese a tra-
dieo nao chegassem a paralysar vicios que des-
truiran) qualquer outro governo. O respeito
dos anlepassados e a auloridade paterna a salva-
rom, em quanlo a revolucao que nella ja abala
a.lradicao, nao conseguir aniquila-la.
Dissemos que a auloridade, a tradieo, a ra-
zao individual, sao necessaiias a loda a* socieda-
de ; mas misler distinguir. Na ordem natural
a razao, a tradieo. e a autoridade sao humanas
nao que o homem seja independento de Dos o !
dos soberanos seus ministros para o bem')-- '
mas porque Ado chefe da liumanidade terrestre'
e como tal primeiro co da auloridade e da Ira-
dicao, e lypo da razo humana, era apenas um'
homem.
Ao contrario na ordem sobrenatural ludo di-i
vino; porque o chefe c a ordem espiritual o I
Horaem-Deos. Nesla ordem a autoridade e o Ira-
dicao, que vera delle, sao divinas ; e a razo in- !
dividual, dirigida pelas luzes da graca c da f
cuja ongem Jesus-Christo, se ocha elevada ci-
ma da nalureza ; pois que o verdadeiro chrislao
segundo a expresso de Terlulinno, um outro
Chnslo ; o Ctinsto, como diz S. Paulo, nelle re-
presenlido.
Sea naluroza gozava do estado de perfeicao
suas Torras naluraes ba.'lariara sociedade para
o complemento dos seus destinos terrestres por'
queenlo a lazo seria perfeita, a tradieo pura !
a autoridade justa, esclarecida, paternal. Mas,
em consequencia da sua decadencia, a ra/
acha-sc traca, a vonlade arruinada, a autoridade
desptica, a Iradico quasi sempre alterada. Por
aqu rer-se-hia a ruina inevilavel da sociedade,
se a nalureza '-ciada fosse abandonada a s'i
mesma.
Veto Chrisfo em seu atmtlte, e'a restaurou,
elevando-a alm disto partieipaeo da vida di-
vina.
A uniao da ordem temporal e da ordem es-
piritual que consequencia da Encarnaco, pois
quo o Conste receben todo o poder sobre a
ierra lauto como no co liouxe, ao menos co-
mo pnncipio, mais perfeicao sociedade huma-
na do qne a que ella linha perdido. Com elfeilo
a le natural receben da revelaro unta dignida-
de mais alta ; porque a palavra de Dos a eleva
infinitamente'sobre a palavra do homem, por
mais clara que ella seja. I-io mesmo da ordem
temporal. Depois que o re do co loriiou-se
principe dos ieis da Ierra ao reino do ho-
mem substituto o reino de Dos. Unlndo-se
igreja, o c.slado animou-se de novo espirito, e a
candado furlificou o amor natural, vinculo da
sociedade natural. Nao ha duvida que os esta-
dos Chrislaos nao eslo isenlos das paixos hu-
manas ; mas se a ordem estsbeterida em princi-
pio por Chnslo, e desenvolvida progressivmen-
le pela igreja, desde os lempos de Constantino,
fosse observada ; so a sociedade temporal corres
pondesse digindado de seu novo rtete ; o es-
tado participara al cerlo ponto da perf.'ico da
Igreja, e at mesmo a Ierra, guiada pela vo'ntade
de Dos, sena a imagein do co.
kor conseguinle separar, em vez de distingnir
somonte, a igreja c o.estado, o poder espiritual o
o poder temporal, renegar o reino temporal de
Uiristo. professado em Franra desde o lempo de
Clovis, e anda mais claramente desde Carlos
Magno e retroceder lodosos vicios da nalureza
decahida. e porlanto ao despotismo, e a nnar-
c.lna. Anda mais, o naturalismo, suppondo
mesmo. eom elle a nalureza no estado do perfei-
cao, degradara a ordem temporal, pois que vol-
taria o mundo seu bcrco e tornaran] a descer
sob poderes puramente humanos os imperios,
que a ordem nova tem collorado sob o reino d
(.hristo.
Anda quesomrnie aos estolitos de Deus'te-
nha sido permiitido o ronhecimento da rerleza
divina, que a lovelaco daVa a essas verdades
naluraes, todava corte que os sabios 'de todos
os lempos prociirarain beber, e cora elleilo be-
beram nessa tonto pura as luzes que rectifican)
seu senso individual, e as tradires alteradas do
san lempo o de seu paiz. Oiiond'o se falla da Ira-
dico, nao se deve excluir um so povo, urna seS
leslemunha ; e principalmenle se deve ter ero
vistas que nao no numero, mas na veracidade
das tesleniunhasquc a auloridade se firma.
A Biblia para todo o espirito esclarecido, e nao
prevenido, de incontestavel valor histrico e
scienlilieo. ainda mesmo que se ignore a sua ins-
piraran E pois mullo simples, como dizem ta-
anlas vezes os padres; que os philosophos da
Grecia ah tenham adquiridoconherimenios. El-
la serve igualmente de doutrina para a Igreja e
para ees padres, doutrina que tem parausado mais
duque se pensa o progressodu erro entre os in-
flew e os philosophos. Sem o saber, e sem o au-
xilio da f, al a razao humana tem aproveilado,
poslo que nuil incompletamente, conheeimentos
divinos no que diz respeito ordem social. En-
tre osexemplos lontemporaners poderemos rilar
o famoso livrodu f'rai, du Beau, du Hien__;
pois que em lodas as cdiQes M. Cousin eonser-
va-se puro naturalista, bem que sob formas cada
vez mais moderadas.
Em 1817erris monstruosos, no que diz respei-
to ordem natural, raanchavam os escriplos do
celebre professor. Dando apenas ouvidos sua
razao individua!, acreditou na necessidade da in-
novaeo, assim como no panllieismo, e fez da
raz.to humana urna parodia da razo divina. Po-
rcm M. Cunsin era eleclico. Esludou por conse-
guinle, sempre como philosopho, Sanio Agosti-
nho, S. Thomaz, Bossuet, Fenelon. Guiado pe-
Vll .. 4 m .'"..., O. 1 .111111.1/
,,L,n Ig-^ja ,wjJCoes catholicas, dignas las luzes d'esses grandes homens chegou f
aTto? as Sri.^^ T ",r"-, X$S,m m"-"l'i idM "' J^'os sobre a ordem naturaI,
alnsetesDin K S d 8CU d0m""9' " c niae oT ir,i. ,radlL-ao se l,i,r ,com u '" triara cerlamenie suggerido.
SSSSlS& SJ.' aul0",da,,,e ,or- | Assi> ? <" ue o inri/ 1h ,,S g?nd, I,,as5es adc; po ?,,a "oridade. loda a sua puzera sent na Igre-
l m!Sri t ,0 U d P**0*}**' ""> """"em a ordem natural. Sesomcn-
fosa ordem nov-innr tnH-, ,, lC dorainai^ (l pensamento lvre, ha muilo tem-
nos noss.?s I n, ,C?!. '- P rl annuHC," a P o mundo lor-se-hia aniquilado,
salvar a, na -^ %**' f ^'"C,a >l Pdo Iwnbeul ''^olu.o qu lilba daquelle que
roes. Se as sociedades humanas se primeiro commet.eeTun homicidio, empenha-sc
conservavam poralguin lempo sem o ehrisiianis-
mo, porque, at mesmo entre os gentos, ellas
presentiam alguns effeilos da reparoeo. Sem o
que o egosmo, natural ao homem de'cahido, te-
na sido um obslaculo invencivel sua formaco
o a sua conservaco. Temos disto a triste prva
entre os povos que repeliera os dons do chnstia-
msmo para entregarem-se exclusivamente a essa
nalureza viciada pela culpa original, sobretudo
no que respeita vonlade!
A iiitelligcncia natural tem sorTrido menos; t
era comba ter com a mesma violencia nao s a
autoridade, como tambem a tradieo. Por um
lado proclama a igualdade. e por lano a inde-
pendencia absoluta de todos os homens; nega o
direito divino, o que equivale a destruir radical-
mente a auloridade, porque >< sem Dos nao exis-
te poder -.Por outro lado repelle a tradigo, o
que deslroe a vida social. Segundo as suas dnu-
irinos as geraces c as associaces nenhum |vin-
culo tem que as prenda sgera'res e associaces
que lhespieredera. A opinio do dia, urna'vez.
o sbeos a r;^f.d" donii" P''^ sentidos, j quo seja apoiada na materia, soberana; um
s os meios, que Dos poo a povo pode sempre o a qualquer momento mudar.
seu alcance, pode ainda na ordem natural discer-
nir o verdadeiro do falso, o bem do mal.
Esses meios, excluiudo a f q.ie nica pode
restebelccer a razao, mas que de dil'erente or-
clem, sao Ires, a sabor : a razio, a autoridade dos
sainos, e finalmente a tradieo.
Com o auxilio dos principios c das verdades
inaituraveis e necesarias, accessiveis a toda a
ntelligenc robusta, com o auxilio da lgica e
at em sua propria essencia, as Ieis, os costumes,
a forma e o espirito do seu governo. A incons-
tancia desla sorle permanente, e o prsenle nao
tem passado nem futuro.
Domis a philosophia revolucionaria deslroe a
propria razo que pretende fazer dominar exclu-
sivamente. Dos .coucedeu razo humana, por
fundamento, os principios, as deliniecs, os axio-
mas, as verdades imrnulaveis, eternas o nocessa-
porque sera eil'i ri ?nm d da Palav"- B n? natural dos nossos juizos e das nossas
loique sem ella sena romo vicanra [tn-fans aceas
xicTe4 tem?.Cdf^ObarirU0,u adL'-fde1 Cm rt'ne" A PUosopUa moderna rejeita essa base da r-
es V,nLJ^nJL SA,nai ve,da<3KS "O"'- zo; quer que o homem apodere-se da verdade
seu Irabahrf ,.? fjl![du2,s8e ."""nenie ao por si mesmo, por seu pensamenlo-livre de loda
morosis P in.'rr^foiJf i aS. se"oni Pouco '!- a '. ^ Id mesmo do toda a experiencia. Sob
da mito ,d f tT ^f1''"-'8 orros A"'-! s nomos de-co.,sciencia e evidencia-ella faz
do fus nri^ i l n J'UV ,*SC rCCeb- l,0'"'a a t,sla m3xuna f''domenlal dos sophislas
impres'o seP. vel pilim, B da Gred" : ,,uo 6 v"^de.ro ludo qnaulo o pare-
D'ani ven, L,j,j --'ser- A opiniao cega, destituida de toda a sci-
sabto^ verd .lot^'cf dC da1aul01rid,ade dos enca ll.eor.ca o prat.ca, torna-so assim a rainha
aanstocrac.a da intelligenea, do mundo, cdeslhronlsa nos a f.coroo lam-
para abreviar e auxiliar o irabalho individual.
Uuando os seus seulimeiitos nao olleiidem a f,
nem os principios ; quando a scicncia humana.de
quem sao elles mestres, perpetuada pela appro-
vacao dos secutes sobretudo das eras chrislas ;
essa sciencia adquire una autoridade que a ra-
zao individual deve respeilar. Como, sera pro-
vas irroeusaveis, combater verdades, que os Pi-
thagoras, os Scrates, os Platees, os Aristteles,
os Santo Agostinho e S. Thomaz, os de Maistre e
osBonald ensinaram de commum accordo, por
exemplo : que o homem por nalureza um ani-
mal social lano como racional ? Assim, quando
Desearles reduzio essa nalureza ao pensamento
individual, nao injuriou antes do que exalten a
razo humana ? Cada homem tora e participa
oa razao, mas nao a razo humana. Isolando a
das razos individuaos, COnseguc-se despedaVa-la,
enfraquece-la \ porque a razo humana, consi-
derada no seu ideal, o tvpo que concebemos
congregando o que a sciencia de todos os ho-
mens reunidos tem podido aitiuair, sciencia uni-
versal, que Dos concedeu a Ado, c que l.liris-
te, como homem, possuc no mais alto gio de
perfeicao. Sem duvida a autoridade dos sabios,
desde que a huiuanidade Se perdeu pelo peccado
le Adao, urna auloridade do persuaso ; po-
rcm, sem lhcs dar infallibilidade, que sopor- \
lenco Igreja, mesmo na ordum natural, ni-
ca que aqu considero, Daos nao permute que
os sainos, do todos os lempos e de'lodos os
pai/esse onganem, quando unnimes ffpregoam
e prestam seu lestemuuho verdade. < c sabio
nos diz. o Espirito Sanio, buscar asabedoria do
tntigos ; conservar no seu coraco os iustruc-
'.oes dos homens celebres ; e viajar entre as
nacoes eslrangciras para examinar o bem e o
mal. [i]
C-uardemo-nos pois de despiezar a sciencia
humana ; nao esquejamos que Dos quiz que
Moiss se instruisse na sciencia dos Egypeios ;
que os padres tornaran] proveitoso o que hara'
de puro na philosophia grega ; que a scholasli-
ca socominunieou felizmente de Aristteles, nu-
riflf-.-iiifl,. .rt t. I.. -i_ f.: i
bem a inteiligencia. Iniraigo da nalureza recta,
bem como da Igreja, da verdadeira ordem huma-
na, bem como da ordem divina, a revolu-
po perde o homem nesle mundo, e lambem no
outro; porque luz clara ella substilue gradual-
te as trovas ; ordem substilue a desordom, se-
guida da anarchia ; e a vida substilue a morte.
i V. de laumigny.Silveira.)
INTERIOR.
C o tumis sao .Vn^-lo-Itrasilcic-a.
PRISAS, '
Artigo IX.
Deiximos transe-ripios todos os tratados, lodas
as theorias. Combinando porm as palavras com
as obras, as doutrinas com os fados, resulta a
seguinle consequencia : A Gra-Brotanha nao
quer os escravos dj frica mas sim da America;
iio os selvagens, mas os civilisados ; nao a in-
ferior rara dos negros, mas a superior dos bran-
cos ; nao os individuos, mas os governos. Con-
verle os tratados em traalas, impc a sua von-
lade, o seu uiedo de- ver, ainda nos ntimos
pormenores, a Estados soberanos, como se a-
zessera sob a sua escravidao ; troco do violencia
------------------ -_uu- nwvw ww -.V'ti ll\ in
por violencia, cm que a hiimauidade nada tero
a ganhar, aules mor perigo corre eom taos pre-
potencias de poder do que com excessos indivi-
duaos e cireuinscriptos.
\ irnos que a sueceeso das conrencoes diplo-
mticas eom Portugal come(;ou em 1889 e 1810
em trotados do tal forma impostes pela torca das
eiscuinstancias, que os plenipotenciarios potlu-
guezr-s propozeram Inglaterra os maiorescon-
cesses so eria concordasse era annulla-Ios, e
Dos sabe so o dosgosto de have-los assignado
::jo originou a prematura morte do conde de Li-
n bares.
Cora o Brasil, aproveitou-se igualmente urna
oceasiao rritica ; e apenas oblida una annuen-
cia, nao M perdeu um minuto, pois, em con-
rCir--... .............. .v ..,,,, pu-i tradiccao com lodas as praticasdiplomalicas.no
Ire? II, ; ,llnal,ncnle 1 a I "mo dia se. approvou, no mesmo so Uroram
hito i "" Vt'/PS dasc,e"c,a Ul '- | a duas ropias aulhonticas. no niosmo so ralili-
nosJ' SUBS ?S' STm ll'slt'l,ll"'l'as do oou, eaassi^.aturadeS. M.oSr. D. Pedro I lhe
isso lempo-os cardeaes Maie Mezzofanle ; nao foi posla de bordo do navio que o levara para as
provincias do sul .
J anterior mente lord Slcward havia conclui-
o outro tratado, em que se ojuslavam disposi-
esqueraraos sobroludo que o mesmo Dos honra
o sciencia deixando-so appellidar Dos das
scionciaa c que reuni na liumanidade de Chns-
lo nao sm en te lodos os ihesouros da sahedo- '.oes roui semolhntes s de 18-26. mas nao "foi
na. mas anida todos os tbesouros da sciencia >.- ralilicado pela Graa-Bretanha. O motivo Dos o
A autoridade dos sabios e misler accresconUr Sabo I Talvez tosas porque bem consultado all
atradicao, mas a Iradico genuina e legitima.! o decoro do Biasil se diz.ia que aos subditos de
asiinguas sao o orgao mais vulgar das Iradices ambas as parles contratantes lieava prohibido o
Humanas, especialmente as linguas antigs, commercio de escravos na frica sob pona do
sicas, e e tro ellas as que foram appcllida- piratera.
Pois isso era admissivel ?
dassagradas,islo : o hebreo, o latii
grego. Aquelle que falla correctamente una
llttgua pura, e coraprehende o que diz, ronse-
gue obler s pola etyn ologia noces exactas so-
bre a ordem natural; porque a? origens das
palavras, como se diz, exprireom as origens das
cousas.
Ningiiem se admire ; as linceas nao foram
creadas pela philosophia ; sao obra da nalureza,
e da natureza ajudadapor seu autor ; porque
corto que Dous fallou a nossos primoiros paos, e
quedalingoa primitiva doscendeni lodas as en-
tras. De mais, autores circunspectos querem
que na disperso dos povos, depois do Rabel
Dous lhe permittio diversos dialectos 3,'. Corno
quer que soja, cerlo quo a etymologia quasi
sempre o signal perfeilo das mais altas verda-
des ; o a razo individual, que ludo lia confundi-
do, nao pede alterar as lingoas sono empregan-
do palavras contra o seu verdadeiro sentido. As-
sim as lingoas, sobio ludo as antigs, condem-
n.ini inplacavelnioiito o erro. Procurai por ex-
emplo ums idioma em que as palavras que ex-
pruieni poder nao sejam synonimas de pa-
lornidade, de auloridade, de superioridade, do
pnmasia, de principado, de soberana c de ma-
gestade; e era que, ao contrario, a ideia de
povo nao comprchenda ade filiarn, de sujei-
cao, de inferioiidadc, e de obediencia. Todos os
sophismas desfazem-se ordinariamente parante
a elymologia. Daqui nascc 0 horror que a Igre-
ja professa pelo neologismo, to caro aos seus
uiimigos, porque elle a erigeni a mais fecunda
dos crios c das herosias ; daqui nascc o amor
do protestantismo pelas lingoas vulgares, que
espera corromper, e seu odio pelos lingoas im-
mortaes, que chamantos lingoas moras; daqui
nasce finalmente a proleeco, de que a Igreja lia
rodeado os olassicos, aposr dos gravea inconve-
Alnbas as pai tes
Iraagiiiar-se cue ura lilho do Albiosi'ja pirata '.'
que negocio em escravos Horror .' abaixo o
tratado que tal possibifidade sonhou, oexiji-se
nutro como o de 186, onde urna das parles con-
tratantes se exceptu a si, e declare que s a ou-
lra podo ser traficante c pirata : Nao ser li-
cito aos subditos do Brazil fazer o commercio do
escravos, cuja coiilinuoco por uualquer pessoa
subdita de S. M. Imperial ser considerada e Ira-
tada de piratera.
Ainda em t85, sendo ministro o Sr. Alvos
Branco, c sob a presso de graves aconteciinen-
los, chegou a negoeinr-se outra convenci, que
todava nao foi levada a effeilo, por falta' de con-
firmaco do peder legislativo.
J se ve porlanto que o direilo convencional,
regulador de lacs materias, no Brasil, nica e
exclusivamente o que resulta das dispoaieoes,
mulalis mtitandis, dos Iralados de 1815 e'l8!7
edo arl. 1." do de 182G. Nada disso autoras os
dous trros dos actos platicados pela Inglaterra.
Para que tanto podamente em pactuar, se os
pactos haviam de ser desprezados? Nao preci-
sava a possaote naeo adquirir diroitos, so lon-
conava nao os fazer valer e antes substui-los
pelo seu grande direito, e da torca, directo quo
um lorio.
O tratado do 1826 s um ponto uiiovou :
< Nao ser licito aos subditos do Brasil fa-
zer o commercio de escravos na cosa d'A-
rica.
A convenci diz na costa tt A frita ; a clasti-
cidade brilannica diz f/;i Indas as costas, em lo-
dos os mures, c or na* bakias e portos de sobe-
rano independente!
A convenci patenle'a claramente qne o Brasil
deve, por teisua, punir como piratera a infrac-
co do arltgo; a elasticidado britannlca pretende
. ., .------ ------------B"" ...v*-...c- i.uvuuruju, .i ri.i.-iiciuaue iuanuica preii'nue
ltenlos das ideas pagaas ; e que a Igreja v na explicar a3 penalidades e julgainenlos da Inala-
,'1. I ad Cor. 2. 15.
pureza da lingoagem unta foren para a verdade.
Porm a ongem a mais segura o mais fecunda
das verdades naluraes a Iradico, com tanto
que comprendida a Igreja, quo llio misler a-
prosentar nesle mundo, abstrahindo mesmo da
f. A Igreja, com offoito, aprsenla duas faces
urna divina, que s pela te nos permilldo
descobrir ; o outra humana que visivel para
todos. A partir de .ldain o segredo das verdades
naluraes, fundamente da sciencia e da sociedade,
lora sido sempre conservado sem altetacio em
qualquer parte ; a principio entro as familias
palriarchaes, depois entre o povo judeo, e filial-
mente entre os nares catholicas;
trra marnha brasileira I
E'axioma do direilo das gentes, como do di-
: eilo gcral, a iuapplicabilidadc do argumento dos
(2) Eccl. 39,1.2 4.
(3) Cormelins a tapido.
n Cenes, ch- XI. 7.
(') Desde longo lempo nos coslummos, pelo
respeito que pruossamos sabedoria c aos es-
criplos do Sr. coiiselheiro Diogo Soaros da Silva
de Bivar, a vcnera-lo como mostr. Sabemos,
alm disso, que S. Exc. tom fcito esludos pro-
fundos sobre osla questo. Duplica, pois, a im-
portancia que ligamos s palavras de animaeo
rom quo to abalisado jurisconsulto nnshonra'no
Jomo/ de hoje, o cora summa satisfaco nos
aproveilaremos de suas Iteoes, que directamente
passamos a solicitar, Rio, de Ue/embro de
1859.
casos expressos para os nao expressos. sera ab-
soluta pandado, rgumenlum nn roleta casi.
^'r^T'; "" esePrmo*i bUolatis aqui-
paralto faca non esl, mxima Uitnlitat non
conatrrenler ratione. "uaii non
Qu o direilo das gentes quo urna mrr50 no sa estender seus bracos por lodos os ocerniVon'"
deo^cupav.lbaovogar; o se., ,tnio S"g"
nuaeao do seu territorio ; s ao soberano l^
compete a jurisdieco para julg.r 0 ,ra?r -
gundo suas proprins Ieis, e por se." nro
Pilos tr.bui.aes, os dolidos perpetrado. Pdn"
baixo da sua bandera Eis al.i n r;
Podem sem duvida L&'^l*gg
menlo, o nesse caso a exrepro |e rM
se convorter em lei especial 'mas semejante
oxcepeao nao se subcnlcnde. nao se wnl.a l
nuuo .nonosem ponlos que .'tocara radicalmen-
te a independencia (la,nares; cun.pro m a
exeepcao seja exulu-ilanintopaotuada e ZLln
o nao for, prevalece n tptt-, r\r. l""r"1o
que, no trascripto mi!T o Bra'i.'f"8Ue,,n lri
concedosse GrLn-Brotenha SSft4SS?S
seus navios, com o iul-Miuente d-.- b
priedades e dos seus'ciUos' & StiSL
miado o nnucipio : as Ieis ttJSmSSSSFl
sua oxecueao ero vista do tratado Z"iSg .&
perlencem ao Brasil. *" so
Ilefugia-se a Inglaterra no seu poder mas na*
M invoque liypocritan.ente o direito ; ,"ar
v&assr**ing,eza nada""w
mono, cerla fra >zai ceriag g*f>"
dado que a onnobrecom. Mas UtaToT^SL
ditos e suas propriedades nara .- JTii '
julgar.udo lo onde lhe aE?oUve "", ^ "^
Entre as poerilidades mais irrisorias dos da-
namon.os infundados, aos julgamenlos pare aes
segm am-se actos de mximo alcance hiternial
sT.'i3?8 C"!0 d Parlamento do agosto d0
1839 e 8 de agosto de 1815, attenlatorios de io-
dos os diretes mais sagrados das naces o S-
vernoinglez deu talvez inslrucces aos seu=
rS ^o seos irihunaes-para condeml
narcm ludo e desde abril do 1850 vasos bri-
tnicos tiveram ordem de-fazer prezas na
aguas e portes do Brasil ; e durante muito lem-
po o cruzeiro inglez iratou o imperio roa o na /
riffihn^T.que ,oav,a rtSSTiS
ao irabalho de lal conquista.
t todos estes excessos donde provicram ? Do
ranocente arl. do iralado de 1826 Mil ocn-
sava o Sr. D. Ped ao ceders importo, as es -
gencias. e ao concordar era prohibir po oi in-
lo aos seus subditos o trafico om Afrc que
esteva dando pretexto ao seu alliado para de-
-f,1Sar" ,e 5? Pr'0s- arruiuar-lhe os subdito
vilipendiar-lhe a bandera. '
Nao nascein pois, as violencias brilannicas do
compromisso de 1826, que se liniilou obriga-
ctj de urna logislaro interior [a aual eTecliva-
!ambeeraesfr0mUlgOU; ^ *>*. s.rarm S que
lambem so nao onginam dasconvences de 1815
8 181/, teremos levado evidencia que taos ac-
tos assim como se nojuslilica.u porante o di-
____ Publicla.
Baha de dezeinbro.
A S. M. Imperial,
2IDiaD U,
IMPERADOR CO.VSTITtTCIOfUL E EFENSOB PER-
PBTO DO BRASIL, NO HA 2 DE DEZEMBRu
DE \So9, ANIVERSARIO DO SF.U FACSTISSI-
MO NATALICIO.-
CANTO
Recitado no thtalro da Baha e offtrteido ao
mesmo auguslo Senhvr por seu muito fie! de-
ariuo' ** SHbdit-rrarc,sco'Munl
I
Agora sim (l|-umcanto nao susneilo
Consagrar bem do intimo do peito
No seu dia naial posso ao meu Rei :
Poeta irmao do mais heroico Povo,
S oqueamo eo que me agrada, louvo.
Ouoimar insenso n'outro aliar nao sei.
O ihrono, porque llirono, oulros descar.lem :
Ao que nelle se assenra aras levanlera,
E ah um culto lhe tributem vao ;
l'rosiiiuam assim a magesiade
Da lyra que s deve a Liberdade
Cantar e a patria e a virlude ; eu nao.
Eu nao :do encomio, que hoje venho aolhrono
Aqu render, fiador e abono
Todo este povo, que ovafes lhe d.
E por seu Imperante sem segundo,
Pela melhor Irapcratriz do mundo,
emendo ainda de saudade esl.
Agora sim : eu vio-o a admirei-o
O b*emideus que i minlia trra veio,
E nelle lenlio a mais robusta f ;
Vesii a farda de soldado anligo
Para guarda-lo, e screi d'elle amigo,
Como elle amigo do seu povo .
Agora sim hei do a moral grandeza
D'elle e da sua divinal thereza
Sempre. em seus dias celebrar aqu ;
Hoja sei o que meu Soberano ;
Nao mais na ia cahirei do ongano,
lira que to fra da razao viv.
II
PE URO SEGUNDO IBais CUM
Do nosso quo do seu bem ;
Quanto de bom S3 procura
'un .Monarcha elle em si. tem.
"abio, alavel, compassivo,
Justo, providente, activo,
Bdinfazejo e liberal,
O sceplro o nao engrandece ;
E* elle sim que ennobrece
A Cora Imperial.
Sem olhar o estado e classe,
Nelle sempre acharaos nos
P'ra lodosa mesma f ce,
P'ra lodos a mesma voz.
Tudo visitava e va ;
A lodos apparecia
Como celeste v-o ;
Sempre para os desvalidos
Tinha abertos os ouvidos,
Aberla a saudavel nao.
Oh quanto nao obrara
Um lal Reido povo em pro.
Si outra fosse a Monarchia,
Si elle governasse s !
Ja hoje ninguem duvida
Que os males, de que oporiraida
Geme a brasileira grei,
(l) Alludeosera primeira vez que no theatn
rantei o Sr. D. Tedio 11 no di i aiiDivcrsario do
seu uatali'.io.
V
I
s
(


DIARIO PE PERNAMBIXO. QUINTA FPfRA 29 DE DEZEMBRO DE 1859.
/

Nao vera do humera qou louvo ;
Vera Jos eleilos do povo,
Dos Delegados do Re.
Vem do algunsque o nao imitara,
E, longe de bem zelar
O que da patria, s fiam
As valas no seu medrar.
Contra esseso meu brado
De patriota indignado.
Da popular trovador ;
Ao meu Monarelia excellente
O meu braco, a minlia mente,
Meu coraco, meu louvor.
Saudoso por elle cbora
Todo este povo e o beradiz ,
Saudoso contempla e adora
Sua snela impeiutriz.
Pernambuco, da tua sorie
Hoje a Princeza do Norte
Q'invcja, q'inveja tem 1
Ella, que obre n'allura
De seus montes, a ventura
Nunca invejou de ninguem I
Hoje, sira, le inveja a (osla,
Juepelo teu seio va i,
Vendo o povo a sua testa
Seu Ilei, seu Irmo, seu Pai,
E' a par d'elle a excelsa Esposa,
Terna Mai aflectuosa
Tambera dos subditos seus...
Ol que esse um dos favores
Maiores, q'em mas dores
A um poro depara peos ?
III
Saudade, anjo d'ausencia em tuas roxas
Azas os rudes son* das cordas froinas
Desle .laudo meu
Leva, e aos pea depe do solio amado
De Bei livre, benfico illustrado,
Que hnje feliz nasceu.
Curva lea elle, e dize Ihe, saudade,
Que vais da heroica, da leal cidade,
Que ora ovacoes Uro d.
Que acceile a palma que lita lece nella
Um veteranoem premio da capella.
Denosta em Piroja. (2)
l'izelhe maisque inclyla Baha
Do Delegado seu boje confia
Que a far prosperar;
Que planeta fiel do astro que impera,
Ha de cora elle na Iracada espliera
Do bem commum gyrar.
Dize-lhe emfim que desle povo forte,
Que grito aleando Independencia ou raorie
Soubo ouir'ora vencer,
E' hoje o voto cordial, profundo
No throno sitsteirar peduo segundo ~~
Ou por elle morrer.
Sau lado, anjo d'ausencia, este meu hymno
Repele lodo iuleiro ao llei benigno,
Que lo gravado est
Nesta de veterano alma singella,
CoroaJa tambera pela capella
Deposla em P i raja.
Jornal da Baha.
PERNAMBUCO.
M REVISTA DI1R1A
ixo baile que a corporaeio rommerciai deu por
oecasio de festejar a rnjtf'n do SS. HM. II. nes-
sa cida.le, liverara a honra de dansar cora S. M.
a uaperalrz e aeren seus vis-avis as pessoas
seguinles:
l'niueira quadrlha o Exm. ministro do im-
perio, o Sr. consclheiro Joo de Almcida l'e-
reira Filho; vis-avis o Sr. deputado Joo Jos
Fo-rretra de Aginar com n Exm. Sra. n. Amalia,
esposa do Sr. Dr. juiz de direilo dts Goianna
Segunda quadrlha, o Exm. Sr. presidente da
provincia, Dr. l.uiz Barbaiho Muniz Piusa ; vis-
avia o Sr, dcpuiado Jcroiiymo Vilclla de Castro
lavares cora a Exma. Sra. I). Joaquina Xavier
de Oliveira, mulhcr do Sr. Francisco Xavier de
Uliveira.
Terceira quadrlha, oconselhuo Sr. visconde
da Boa-Vista; vis-avia o Sr. Manoel Pires Fe-r-
reira cora a lilha do Exm. S. baro do Rio For-
mozo.
Quaria quaeiillia, o Sr. deputado Domingos de
Souza Leso; vis-avis Sr. Felippo de S e Albu-
querque com a lilba do Sr. Lourenco de S c
A Ib o (ii erque.
Quinta quadrilha, o Exm. Sr. boro dcCama-
ragibe ; visavis o Sr. negociante Antonio Mar-
ques de Amorim com a Exma. Bra. D. Hcrmiua
Edellrudes de Oliveira Castro, mulher do Sr.
Antonio Jos de Castro.
Dimos aqu a allooseo, que em despedida
SS. MM. II. devia o Capibaribe recitar na noile
iiii que lioha desahir com os batalhes popu-
lares, e que nao se real son por SS. MM. 11. te-
rem adianlado asna gahida algumas horas.
A poesa \ concepeo do Sr. coramendador
Antonio Jos de Mell.
A vossos pos, Augustos Soberanos,
So despedo o saudoso Pernambuco. \
Perdoai nossaa faltas, esquecei-os.
Se o Re perdoa, Divindade achega-se.
Prescrerei-noB enlo qual sonda, e modo
juireis melfcor que era vos servir sigamos:
E' nusso nico afn, ultimo rogo.
Nem nislo ha mais cni vos do que um retorno
Dos desvelos sem fin com que indefessos
A >aude arriscaes, repouso, tudo
Por nasso bem, pela grandeza e gloria
Da nossa Mai commum, Patria querida.
Parts emlim amaveissoberanos !
lia Patria dore Pai! Mai carinhosa!
Reci'bci osle Adeos que nos sabe d'aliua!..,
Nectareas Auras aspirando tornos,
1. o Mar sereno, sobre as verdes sombias
Orgulhoso de Icr-vos, ab vos levem
Seguros, sempre ledos. os saudosos
Guardamos gratos nos sinceros peilos.
Vossas charas linageus beinfeloras
Maviosas quaesso vossas virtudes,
As nossas lyras caularo perenne
Vossos grandes louvores; Dom das musas,
I'os feudos ornis bello! Qrte o oppo lento
Ha de eterno o Brasil justo pagar-vos.
E por vos, pela Patria o braco forte,
Dos sublimes Avs sublime Heranoa,
Presto c bizarro, a um signal vosso, prompto.
Adeos!... Correm as lagrimas .. Lembrai-vos
DosPilhos que dcixoes, que vos adoram.
Escrevem-nos da Victoria, comaica de S. An-
lo, a 21 do correntc :
Meu caro amigo. Parece-nos, que ainda es-
tamos vendo o niellior dos monarchas, o Sr. I).
Pedro II, Imperador e Perpetuo Defensor do
Brasil, e a Augusta o Virtuosa Imperalriz.
Todos as nossas ideas, toda a no3sa imagina-
do esto impresionadas nesses Dous Caracteres
Sagrados. Ainda nos acharaos electrisados, e
todos rheios de cnthusiasmo de amor, jubilo e
prazer.
Patece-nas, que ainda soam aos nossos ouvi-
is repetidos vivas ao Imperador, Excelsa
Imperalriz, e as Serenissimas Princezas; parc-
ce-nes estar ouvindo o estampido das girndolas
do fugo, que de todas as ras da cidade subiam
aos ares ; o ribombo das bateras da fortaleza da
praca da matriz, obia executada pelo Sr. Tibor-
do sob a direccao dos Srs. capitao delegado de
polica Manoel" Sabino de Mello, o subdelegado
Alexandre Jos de Olanda Cavalcante.
Neste estado nao sabemos, se, ebeiosde tantas
saudades, preocoupados, c cxlasiados a ver tanta
biidade, teremos forra para fazer um breve, mas
claro rsbsco da reeepco, que os Viclorienses fi-
zeram aos mese* Augustos Visi.antes.
Raiando risonho e prasenteiro esse dia, em
que eiichcu-se de gloria a cidade da Victoria ;
csse dia immurredouro as paginas da historia ;
dia 18 de dezeml.ro de 1859, tudo se poz
em moviniento. Pelas 4 horas da tarde, aeha-
vam-se reunidos no pavilhao da ra do Olanda,
'mente ornado para a reeepco de SS.
MM. II., a cmara municipal, lodas as autorida-
des rivis e militares, empreados pblicos, ir-
mandades, e numeroso concurso do poro, que
aneiosos esperavam os Augustos Visitantes ; eis
que s 7 tunta da Doile o lelegrapho construido
-' A grinalda de perpetuas, posta pelo Impe-
li roe sobre o tmulo do piimeiro general
da Independenciana capella de Piraj.
pelo Sr. jiiu de paz, tieraido liarlos Coellio, tez
signal, que SS. MM. II. se approxiraavam, a este
signal, e j estando Indo o pavilhao Iluminado,
subiam aos aros um sem numero de girndolas
de fogo por toda a cidade, repicavan) os sinos.
salvara a fortaleza da praca da Matriz, e tamlieui
com 21 tiros o parque de nrtiiharia, cujas pecas
(invenoo do Sr. altores Joao Florentino de Coes
CaralcntPj erara manobradas por urna compa-
nbiade meninos de sote a dz annos de idade,
trajaudn calcas e palolols brancos rom vivos, e
bonets encarnados. Debaixo de lodo este alar-
ma de regosijo, icalisou-.se a cbogada de SS.
MM. II., e cutio foi quando nos pareca, que as
abobadas do firmamento desabavam com a re-
tumba dos vivas a SS. MM II., com o estridor
das girndolas que de todas as parles subiam ao
ar ; com o ribombo da arlilbaria j indicada.
S. M. o Imperador Dignou-se de transferir o
acto do rccoliimonto das chaves da cidade para
o dia 19 s 11 horas, e o Te-Deum ao uieio dia,
e depois diiigio-se para o Pago da Cmara Mu-
nicipal, que eslavo decentemente preparado para
o aposento de SS. MM. II..
S. M. I., sempre apreciador das anguidades,
na niauha do dia 19seguio para o Monie da Ba-
lara, a observar sobre o que diz a hisioria a
respeito da batalha ah travada entre Joo Fer-
nandos Vioira o Henrique Hus, general liollan-
dez. De volta visitou as aulas de instruerjo pri-
maria de um e oulro sexo.
As 11 horas oraui SS. MM. II. re-ebidas no
Paco pola cmara municipal debaixo do palio, e
coiidnzidas ao pavilhao entre os uvas de nunie-
rosissimo concurso de povo, girndolas, salvas
de bombas; e do ludo quanlo foi legosijo ; e ahi
cRegando presidente da cmara municipal o
Sr. coronel Jos Cavalcante Ferraz de Azevedo
recitou a seguidle allocuco, e iz entrega da
chave da cidade :
SENHOR. A cmara municipal da cidade
da Victoria, possuida do maior jubilo e prazer
pela feliz cbogada de V. M. I. e da Excelsa Im-
peralriz a oslo municipio, vem om nomedesous
habitantes cumplimentar a VV. MM. II., o protes-
tar toda a sua adheso, o tidelidade ao Primog-
nito do Magnnimo o Sr D. Pedro I, de saudasa
Memoria, que oroclamando nos campos do Ipi-
ranga a nossa indopondi'iicia politii a, o seu echo
reluuiliou do Praia ao Amazonas, u nos lornou
de colonos que eramos urna nacjo livre o inde-
pcndenle. E com quanta razio, SENHOR, nos
os Rrasilciros jamis retiraremos da nossa me-
moria a lembianc.a de feilos lo heroicos, que
sao de dia era dia ropruduzidos pelo Herdeiro do
ura nomo to respeitavel. aconipauhado de Ira-
dcges lo grandiosas. SF.NIIOB, recebei as
chaves desta cidade, como symbolo de Adeuda-
do. Mas, jamis abriro as suas pullas para dar
entrada a outra turma de governo, que nao seja
a que felizmente nos rogo, leudo por seu chele
supremo a V. M. I. c a V'ossa Impeiial Dynas-
lia. SENHOR, o itrasil inteiro, os l'ernambu-
canos, e os Viclorienses omliiii fazem mil votos
ao Todo Poderoso pela conservaco dos precio-
sos dias de Y. M. I., da Augusta Imperalriz e da
Familia Imperial.
Cidade da Victoria 17 de dezembro de 1S39
Jos Cavbante Ferraz de Azevedo. presidente
da cmara municipal. Antonio Lourenco de
Albuquerque Codito. Antonio Teixeira Macha-
do. Jo Marcolino de Mello.Jos Antonio da
Silva Zira Manoel Jos Fercira Borges.Fran-
cisco Antonio de Sobra!.
Retpasta de Sua Mngenlade Imperial.
Agradcop cordialmentc a cmara munici-
pal.
Concluida esla ceremonia, SS. MM. II. se il-
rigiram igroja matriz, que de corto eslava ele-
gantemente preparada, e ricamente ornada e il-
luminada ( o que se deve aos cuidados do Sr.
Alexandre Jos de Olanda Cavalcante. o reveren-
do vigario Francisco Xavier dos Santos, o padre
Flix da Nalividade Pimenlel): ao ebegarem su-
bi so pulpito o reverendo Sr. padre Ciego, o
recitou iini discurso, que saliafoz a lodo o audi-
torio ; depois leve lugar o Te-Deum. Pind
este acto, lodo pomposo, voltaraui SS. MM II.
ao Paco entre os vivas acclamacoes do povo, que
cerraran as ras. SS. MM. 11. honraram com o
beijanto geralnieule a lodos, quantos procura-
rain ler essu honra, osse piazor. S. M. I., sem-
pre incam:avel,pela larde percorreu a cidade, ro-
deado sempre do povo, e das ovac oes dos seus
habitantes : oi ; cadera, matriz, ao local do
cemilerio.
Nao CCSSOU o regosijo, a alHuencia do povo
croscia. () balnliio dos bravos d.i Balara, ten-
do por chofo o Sr. coronel Tiburtino l'inlo de
Almcida, veterano de 1821 e 1822, dirigi-se a
noile ao Paco para cuntpriinenlar a SS. MM. II.,
onde o seu chele recitou, por parle dos bravos
ante SS. MM. II., a presente allococao :
SENHOR. Kioairecado pelos bravos
Bai.uia, representados pelos cidados, que
ai baiu aqu prsenles, pura manifestar a V M.
o jubilo e prazer, de que ?e achara pessuidos
pela feliz cbegad.i do V. M. I e da Augusta Im-
peralriz a esta provincia, o pela honrosa e alme-
lada visita, que vv. MM. II. ce dignaran) de fa-
zei-nos, venho cheio de ufana e gloria, cumprir
nina misso de que muilo me honro.
SENHOR, este povo herdeiro dos heroicos
feilos dos Vieiras. Camaroes, Henriques e Ne-
greiros, essencialnieiite Monarcbista ; elle nao
abraca outro governo que nao soja a monarebia
representativa, tendo per chefe supremo a V
M. I., o a Vosas Imperial Dynastia. E seria pos-
sivel, SENIIOIt, que um povo lo generoso
deixasso de exereer, e pate.itear a V. M. I. os
iiobres sentiineiitos de gralido devida ao Gran-
de c Immorlal Pedro 1, Fundador do vasto e ri-
co imperio da Santa Cruz. Principal Lidador da
Nossa Independencia poltica, elevando nos seus
coraces o eslavel throno de V, II. 1 / Nao cer-
lamento.
SENHOR, os Viclorienses aeobam de alean-
car um triumpho ainda mais glorioso, que os
dos seus antopassados nss montos da Balara,
quando debcllaram as phalanges da llollanda,
o qual c ver hoje pisar nesie solo feliz o Anjo
Tutelar, e Perpetuo Defensor do Brasil.
SENHOR c AUGUSTA SENHOR A. Rece-
bei as sinceras honionageiis dos liis \ icloren-
ses, bravos da Balara ; e quando saudosos dei-
xardes-nos, devois levar comvosco a cor teza. de
que as vossas brilhantes linagens jamis se
apartarn ; mas ellas licaro gravadas no nos-
sos coraces.
O Sr. Simplicio Lina de Souza Pontos, fiscal
da cmara municipal, porla-bandoira do bata-
Iho, (rajara ao uso indgena. SS. MM. II. hon-
raram os bravos com o beijamo.
Os membros da commisso encarregada dos
preparas do Paco imperial envidaran) lodos os
seus esforcos para que os apoS"ittos de SS. MM.
fossem os mais dignos possivel, tomando sobre
si a maior parte desses Irabalhos o thesoureiro
o Sr .Dr. Buarqnc Nasarelh
Durante a oslada de SS. MM. II. foram cncar-
regad s do sorjico intorno c direccao das mesas
os Srs. Bernardiuo dos Santos Bolcao, o procu-
rador da cmara municipal Ignacio da Silva
Coutinho, e Anlonio Tilo Pereira Borges.
O presidente da cmara mun cpal o Sr. coro-
nel Cavalcante (Ferraz, al ni da parte que lo-
rnou no asseio do Paco, pieparoucom a possivel
decencia una casa destinada para os Arquidu-
ques d'Austria, no caso de vircm, como se ospe-
rava, servindo no entretanto para oulras pessoas
dislinetas da comitiva do SS. MM. II.
Foi oncarregado dos adornos do pavilhao para
a reeepco de SS. MM. II. o Sr. Joo Eugenio da
Trindadc, debaixo da direccao do Sr. coronel Ca-
valcanli Ferraz.
S. M. I. fez entrega ao Sr. presidente da c-
mara municipal, coronel Cavalcanli Ferraz, da
quantia de 2:000(000 para serem applicados para
o melhoramento da agua e conslrurco do cemi-
lerio, e ao Dr. juiz de direilo Jos Filippe de
So.iza 9C03000 para distribuir pelos pobres.
SS. MM. II. pelas ( horas da rnanhaa do dia
20, dcixando os Viclorienses cheios de saudades,
se retiraran! acoinpanhadosde um grande nume-
ro de cavalloiros, enlrc os vivas do inmenso
concurso de povo, apinhado polas ruase casas da
cidade, por onde tinliam de pas.-arSS. MM. II.
O Sr. r. juiz de de direilo Jos Felippo de
Souza I.eo, aim da parle activa que lomou,
como membro da commssso, para que a recep-
Caode SS. MM. II. fosse a mais brilhanle possi-
vel, ncompauhado dos Srs. vigario Fian, isco
i avier dos Santos, coronel Tiburtino Piulo
d'Almiida, subdelegado Alexandre Jos de Olan-
da Cavalcante, e Dr. promotor Jos Mara
Ribeiro Paraguass prornoveram o Te-Deum,
para o qual lambem contribuirn) alguna com-
merciantcs dosla cidade.
Emlim es Viclorienses nada pouparam para
demonstrar, quanlo era o seu prazer, e gloria
por verem entro si SS. MM. II..
At outra vez.
Foi nomeado procurador liseal da thc-rou-
rana de fazenda, o Dr. Fduardo de Barros Pal-
cao de I.acerda.
Dando noticia do fogo, que antes de bon-
tem se manifestou n'um arinazem de recolher
algodo, no forte do Mallos, deixamos de men-
cionar que a primeiro bomba que se aprosenlou
no tugar do incendio, Ules luesoio qutl as igie-
jas houvossem dado o signal conveucionado, oi
a da alfandega.
A principio, em ronscquencii de um pequeo
desarranjo, nao pode Irabalharcouvenienlemenle;
feilo, porra, esse reparo de que precisava, foi a
nica bomba que funecionou satisfactoriamen-
te ; visto que ella um apparelho aspirante e
oxcollentc de apagar incendio, muilo simples o
niaiiriiri, c cuja acquisico se deve ao actual Sr.
inspector, instancia do Sr. .guarda-mr, que
observara entre os salvados da barca ingleza
Carib, na oecasio era que lram leilo.
Devenios igualmente fazer menoo de mais
algumas pessoas, que desenvolveram toda a
energa desejavol era taes con;unctnras, sobre-
sahindo entro ollas, o Sr. capiio do porto, que
rom o seu ajudarite o a rsped va gente, muito
fez no sentido do extingu] o incendio, j ili-
rigin lo a bomba, j roubando-lhe todo e qual-
quor combuslivel.
O Sr. Antonio Jos de Araujo e o seu caixei-
ro Salilanha. o subdelegado do Recife, Ignacio
Antonio Borges, o Sr. Andr do Abreu Porto, o
delegado supplonte, o mejor Lonreiro c oulras
muilas pessoas mais, cujus nomes ignoramos,
preslaram relovanlos serviros, que os tornam
muilo recommeiidaveis aos" seus compatriotas.
Urna commisso da cmara municipal de
Fio d'Alho, eomposta de seu presidente, e mais
dous voleadores, leve a honra de sor admitlida
prosencadeSS.MM.il no dia 22 do corrente,
lendo o seu relator o soguinte discurso :
Senhor.Ante o throno augusto de V. M.
Imperial, vimos em commisso por parte da c-
mara municipal de l'o d'Alho depr aos ps do
V. M. Imperial a do S. Mageslade a Imperalriz,
a saudacao rnissincera e os votos mais extre-
mos de sua inteira dedicacio, amor e ldelidade
a Sagrada Pessoa de V. M. e sua Augusta Con-
SOlle.
< aquella cmara, de que fazemos parle, pos-
suida da mais animadora esperanza de que goza-
ra por seu turno da subida honra de ver era seu
seio o seu Illustrado e BemTazejo Soberano, o
aguardando solTrega por esse assignalado acon-
lecimenlo, nao pode seno agora por ventora
Senhor, bastante tarde, rir rendor a VV. MM.
11. o seu pleito e hoineiiagem, como lhe cum-
pria.
Rcndondo olla as devidas gracas Deis polo
prospera viagom e providencial visita >lo VV.
MU, II. a osla provincia, a quera de boje em
liante se abrir um porvir mais risonho, dirige
ao niosmo Dos os mais fervorosos votos, para
que se digne conservar por dilatados annos os
preciosos dias de V. M. Imperial, de S. M. a lin-
perstriz e das Augustas Princezas, penhores sa-
grados de nossa Monarebia.
Digne-SC, pois, V. M. Imperial acolhor benigno
a saudacao que cora profundo respeito dirige a
V. M. Imperial e a S. M a Imperalriz, os inuni-
cipes de l'o d'Alho, de que 6 orgara fiel a cma-
ra por nos representada.
Recife 16 de dezembro de 1859. Chrislo-
tao dos Santos Cavalcanli.Jesuino Uomingues
Carnciro.Chrtoiuo de llollanda Cavalcanli
de Albuquerque.
S M. agradeceu as felicitaces que em nomo
da cmara de l'o d'Alho, lhe foram dirigidas.
Escrevem-nos de Caranhuus, em data de 12
do corrente :
<< Como ulliniamonlo noticiei a Vmcs. em a
noile de quinta-feira 8 do correnlo, dia em que
a groja commemmora a Conceirao de Nossa Se-
uliora, Padror-ira do Imperio, lodos os cidadeis
rosidentot Desta villa, em numero de cerca de
'00 pessoas, entre as quaes li^uravain magistra-
dos, deputados provinciaes, entpregados de jus-
lica e polica, o vigario, vereadores, ofliriacs da
guarda nacional e do exercilo, o profossor publi-
co, emprogados do foro, pessoas gradas c muito
povo, depois de basteado no meio do estallar das
gyrandolas e ao som do una bolla msica que
acompanhava o hymno do Pedro I, um rico es-
landarle nacional, esses cidados que se acha-
rara reunidos no largo da velha matriz c em
frente do pago da cmara municipal, bem con-
servado edificio de cinco janellas de fronte e mu
espaciosas entre si, que se aciiava lodo illumina-
do, diiigiram-so casa do Dr. juiz de direilo e
cora esse magistrado na finte dando o braco ao
juiz municipal e o mesmo fizeram os oulro's ci-
dados para cora os seus companheiros ; percor-
rerain lodas as ras da villa ala matriz nova,
cantando-sc o I.vmno e enloando-sc incessan-
tes vivas: a S. M. o Imperador, a S. M. a Au-
gusta Imperalriz, a Familia Imperial, e outros
muitos vivas.
Foi una bella c locante expanso de enlhti-
siastiro jubilo, que se achara possuidos os habi-
tantes desta villa, por verem no solo abencoado
ainbucano o nosso adorado c sem lisonja o
iberal dos soberanos, o Sr. D. Pedro II.
iriou-se a memoria gloriosa dos hroes da
Vioira : Carnario: Dias : Negreiros : esses
vultos venerandos,de quein se pode dizer tambera
com o vale Pernanibucano :
- Sao brazoes da nossa Historia.
Quasi todas as pessoas Irajavan de branco ;
viain-se fachas, topes, rosas, litas, ludo de lina
seda, em pie se distinguan) as cores nacionaes,
e muitos dos nossos patricios traziam raraus e
grinaldas de caf as mns o hombros.
Magnifico era o luar e o co que cabria estas
montanhas.
A villa illuminou-sc toda.
Pilcara recolbidos casa de delenco no dia
26 do coitenle 2 homens livres e 5 osera vos ;
sendo a ordem do Dr. chefe de polica, 2 a or-
deni do delegado do primeiro dislricto. 2 a ordem
do subdelegado da freguc/.a do Itecife 1 a ordem
do da freguezia do Poco. \
PllOCESSO PAIl.V liESIFECT.Wl 0 fiAZ.M. Slon-
houae acaba de descobrir urna nova applicacao
do carvo, qual a que tem por tira a dcsinfc-
rao do.gjz.
Desde muilo lempo sabido que o carvo que
um excollenle absorvcnle das materias colo-
rantes, absorve igualmente cortos gazos, mas a
applicacao desta ultima propriedado nao tinha
at agora sido experimentada, principalmente em
ponto grande
Ouando se faz passar por um fiasco purihea-
dor ou um largo tubo cheio de carve era p e
bem secco o gaz lucfero, dydrogeneosulphura-
do c amoniaco, observa-so que o carvo absorve
os dous ltimos gazes, deixando passar o gaz lu-
cifero livre de lodo o eheiro. O mesmo acontece
cora a maior parle dos gazes odorferos.
Do que resulta que em uzendo-se passar o gaz
lucifero n'um vaso ciieio de carvo pulverisado,
elle perder inicuamente sua qualidade ftida.
Alm disto os fabricanies d'aguas gazosas podem
fcilmente por este meio fcil e econmico des-
eraba racar 0 gaz acido-carbonico dos gazes odo-
rferos, que o podem acompanhar conforme a
base e os reagentes emprogados para a sua l'abii-
caco. Para isso nao lora mais a fazer do que
passar o gaz por um puiificador cheio de carvo
em p, e obtoro o gaz acido carbnico puro o
inodor.
Huma, *,yyi)ie Jupuer. o priuioiio ja wia res-
laurado e promplo para navegar; os outroselous
esto ainda em reparos e brevemente licaro
promptos.
O CONDE JOSK FRANCISCO nmoKTao-Cou.oBF.oo.
-Manes-fold, que. ha pouco, falln cm Zurich,
nasceu em 20 de fevereiro de 1813 do casamento
do conde Fernando com Maria Margarida de Zie-
gler. Elle baria casado om 18 resa de Leshsetlcrs c deixa dous lilhos, um com
dosesete annos, e outro de doze, alm de duas
filhas a primoira nascida em 1841 e a segunda
era 1815.
O conde t'olloredo tinha suocessivnmcnle re-
presentado a Austria nts principaos corles da Eu-
ropa, o ltimamente eslava embaixador junto a
Sania S.
Costihes chinesus. Combales das Corduni-
ses e. dos Grilios. Ha na China tinas especies de
grillos, uns habitara as casas junto dascosiuhas,
nos lugares quenles e hmidos, outros semelhan-
les s cigarras babilain no campo ; desles que
os chinas se servet pora suas distracos.
Para que doas grillos entrera em corbalo, mol-
lera primeiro os dous insectos no fundo do unta
capsula de ydro de 12 a 15 centimetros de di-
metro, depois cada um dos jogodores irrita o seu
combteme pirando-o com una peona, o que
faz correr com vdocidade, domanoira que-ellos
enconlram-se e se chocara a cada instante.
.tpois de alguns cnconlros, arabos irrilam-sc
e principiara a brigar al que um delles acaba
v.clima do oulro. A briga dos grillse um gran-
de diverlimeulo para a gente do povo; a classe
alta e rica divcrle-se com a briga das cordo-
nises.
Necessita-se de bailante trabalho para prepa-
rar urna cordonz ao cmbale ; por longo lempo
ura hornera especialmente encarroado desse
cuidado, trasendo o passaro comsigo n'um sacco
suspenso cintura. Se o passaro i. m Bccessido-
de de ar ou de sustento, elle o lira do sacco e o
conserva as suas mos horas luleras, sera se
cancar.
Ouando querem ver a briga das cordonisos, dis-
poem para esse lim una mesa guarnecida de
una grade roda c espalhando alguns graos de
niilho sobro ella, collocaui na mosina os dous
passaros ura defrontc do oulro. Se os coraba-
lentes sao bravos, apenas ura toca n'um grao do.
milbo, que o oulro o alara : a briga dur i cinco
minutos o mais, o passaro vencido vua (ugiudo.
E' este o diveiliiueiilo que os chinas ricos con-
sagrarn unta boa parte das suas maiih&as; e por
isso leeni sempre era reserva culo numero de
cordonises preparadas para brigar. J se ruque
ludo islo nao se faz sem apostar, e nislo que
esl o principal inlercsse do diverlimeulo. Se
acontece que o passaro celebre por suas proe-
sas seja vencido, enlo recobra o ardor dos ju-
gadores, e as apostas impoitara era somatas con-
siderareis.
Ouando se pensa na nullidade desle passa-
lontpo, que exige lo grandes desposas, assim
como no lempo empregado para preparar as cor-
donisos, nao so pode explicar o goslo singular
dos chinas, seno pela sua paixo por toda a es-
pecie de jogo e pela indolencia do seu carcter.
\ F.USIZ PARA FAZ.m O CALCADO IMPEIISIEAV I 1
Deve-so misiurar um tiro'de oleo da travo
cora 250 grauwas de cebo de cametro, 25U grara-
mas de cera ainarea e 10 grammas de resina.
Frvida esla mistura n'uma panolla de barro, o
bem niexida durante o lempo que osla no fogo,
eslende-sc ainda tepida no couro, que deve os-
lar bem secco. Os couros nssira preparados nao
so se tornam imperraeaveis agua, mas conser-
vani-se por mais lempo.
PrOCESSO PARA SOL0AU 0 FERRO FORJADO
com o feiuio FiNino.Funde-se n'um cadilho
urna porcia do limalha de ferro muito fina, mis-
turada cora o brax calcinado ; o vidro negro que
d um resultado- redu/.ido a p, eespalhado na
superficie das pecas, que se leeuide soldar de| ois
de levadas ao estado candente, passadas bigor-
ua para seren bem mailellada.-, licam tao bem
soldadas queparecem unias pe ca.
Matahocho publico :
Matarara-se no dia 28 do corrente para o con-
sumo desta cidade 80 rozos.
MORIALIDADF. DO DA -j8 DO CORRENTE:
Aloxandiina Emilia Martins, branca, viuva, 50
annos, tubrculo pulmonar.
Antonia, preta, solleira, 60 annos.gaslro hepa-
lele.
Julia, branca, 10 mozos, intorile.
Henrique Jos Vicira, pardo, solteiro, -id an-
nos, hydrotltorar.
Joo, Exposto, prolo, 1 mez, tumor-
Cryspiniana Francolina da Cunha Darbosa, pre-
ta, solleira, 2 annos, tsica pulmonar.
Rita Maria dos Santos, branca, viuva, 75 an-
nos, catairlij. pulmonar.
Maria, \'\Mr. escrava, solleira, 50 annos, hy-
dropisia.
Maria, branca, i dias, espasmo.
Henrique l.uiz do Frcilas, branco. sdlteiro, o
annos, diarrhoa.
Fclicio, piolo, solleiro, 50 anuos, tubrculo
pulnionor.
Alexandrino, prelo, 8 annos, ebre gstrica.
HOSPITVL DE CABIDA DE. ExislClll 63 llO-
mens 57 miilheres nacionaes, 1 hornera eslran-
geiro, 1 hoinoin csrravo, total 121.
Na lolalidade dos doenles oxisieiu 36 aliena-
dos sendo 29 mulheresc 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras polo rirur-
gio Pinto s 7 horas -10 minutos da manha,
pelo Dr. Dornellas s 9 horas 3| da manha.
Falleceu ura houieui de diorrnea.
(3)
Communcados
Rccepcj
r.vniiRACO PARA A AUSIRAL1A.O liavio MOTCt
conunandado pelo capiio James Jackcon partido
de Liverpool, chegou a Melborue-Vicloria com 46
casaos, 278 raulberes solleiies solleiras, 7 ho-
mens tambera solleiros, 7 raparigas de 7 a Pan-
nos, 7 rapazes da mesma idade, 22 mininas e 7
| mollinos, total -130individuos, sendo adultos 396.
A \ iagcm gaslou 78 dias nao houve ura faleci-
mcnlo, polo contrario nasceram tres criancas.
Casinho de ferro n'um hotelAsliospe-
darias americanas toem tornado diracnsdes taes,
que brevemente ser uccessario eslabelecer vias
frreas nos seus corredores pora liansporlar os
hospedes das suas cmaras casa de jantar.
Como diz o Courrier deshilis Dais, baria ueste
tres coraboyos, um pora cada refeiro, e aos via-
jantes, que j toem tido oecasio de experimen-
tar a didiculdade de obtor ura lugar as mesas
das hospdanos d'Aracrica sabem quanlo valiam
esses com boy os.
A' espera de que se rcaliso esse combovo, o
hotel da Quinta-Avenida, Nova-York, acaba de
eslabelecer no seu vasto t tl.lcio ura apparelho a
vapor destinado a transportar as bagagons dos
viajantes a todos os andaros da casa. Caldoiras
collocadas n'um lugar apropriado esto sempre a
fervor agua para aquecor o hotel, fornecer vapor
cosinha, e agua quente para banlios e islo a
lodas as horas do dia e da noile.
Quanlo a vio forrea, parece que o mesmo lio-'
le nao lardar muilo que o nao esta bel eca, seno
horisonlal, ao menos vertical, para fazer desc r
e subir os hospedes, como se usa em alguuius
minas de ferro, ou de carvo.
Por meio desta machina os and-ves superio-
res vao ser mais apreciados do que os outros ;
porque se nao fosse por causa da fadiga das su-
bidas c das desodas, quera nao preferira viver
n'um quinto ou sexto andar, respirando um ar
puro, o posando de una magnifica vista da cida-
de, da bahia, de dous rios, Staton-Island, l.ong-
Isladd o das alturas do Hobokco ?
Escrf.vfm ni: venfza.J so tirarara alguna
navios que durante a guerra tinliam sido melli- :
dos no fuinio p.na abslruii a entrada de Veneza
O fundo era muito infcrioi ao da entrada de Se- \
;>!. Ostros navios que so tiraran sao o'
GOAWA.
. eo c festejos pop oecasio ta vi-
sito de S. JI. I. a esla enlacie ().
Mais um dia de gloria so addiciona aos fastos
brilhantes desta heroica cidade ; mais um rama-
Ihelc se entrelace ao lourel, que cinge sua so-
berba fronte. A mapnanimidado, que adorna o
nosso Augusto Soberano, lo condecida de todos,
nao podia deixar de ser sentida nesta pequea
parle de seu vasto Imperio.
O dia 6 de dezembro ser sempre conimemo-
rado com cnthusiasmo pelos Goiannislas, que ti-
verara a ventura de ver o seu Adorado Monareha,
e de lhe beijar sua Augusta Mo. O amor, a Iha-
nesa, com que S. M. I. receben a lodos,que o sau
darara e cumplimentaran) nao podem desvane-
cer-se dos coraces de seus fiis subditos, notan-
do-Ibes s o sentimenlo do por ura so da goza-
rom da sua Augusta Preseoca Mas outros subdi-
tos lambem aspiraran) mesma ventura, e S. M.
nao pudendo demorar-so por mais lempo sabio
I na madrugada do dia seguinle, apez.tr de una
chuva copiosa, o eiubarcou para Iljinarac, dei-
xando verdadeiras saudades a todos, que o node-
ram ver '
Irapressionados de goaos senlimentos, vamos
dar conla dos festejos que pela reeepco de S.
II. fizeram os habitantes de Coianna.
A meia noile do da 5 para 6 do corrente dra-
garan) o Exm. baro de Caniaragibo e o llvn co-
nego Joaquim Pinto de Campos c nos derain a
grata nolicia de que S. M. prnoitava cm Ilapi-
rema, propriedado do Dr. Francisco do Paula
Rodrigues de Almeida, e que dalll partira para
a cidade s 5 horas da manha.
Esla noticia, espalhada ao som da msica, poz
toda a populaco em movimenlo. As Iros horas
reuniu-se do iodos os pontos urna muUidSo de ca-
valloiros na ra do Amparo, que em numero de
mais de Iresontos, alm das Irinla e tantas praras
de cavallaria comniandadas pelo lenle da mesma
Francisco do Paula Cabra!, partirara ao encontr
do S. M. levando sua frente o coramendador
Joao Joaquim da Cunha Reg Ranos, o juiz de
direilo Joo Antonio de Araujo Freitas Henriques
o Dr. juiz municipal Joo Hircano Alvos MacieV
o delegado do polica Dr. Jos Ignacio da Cunha)
o Rvm. l.uiz Jos do Figiieircdo, os qualro com-
mandantes dos bafarnes da guarda nacional da
comarca, muitos outros oIBciaes e grande nume-
ro de pessoas gradas ; a-estes linha-so anticipa-
do oulro grupo menor de cavolleiros ; pareca
que em cada um se abrigava o desojo do ser o
primeiro em ver o Soberano.
Tendo dragado o segundo grupo pouca dis-
tancia do povoodo do Cajueiro, deram-o seus ha
hilantes o signal, por militas girndolas de fngua-
les. c vivas estrepitosos de que S. II. por ol pas-
sava. Os cavalloiros paralara, c apiades fornra-
lam alias para recetor o generoso Monareha.
Nascia enlo o sol, mas envollo em nuvens : e
sua luz paluda dava aquella secna nova um as-
pecto quasi ferico.
Minutos depois os baledores c apoz o ajudanle
de campo aimunciarom a rresenca de S. M. a ca-
vaiiu, em najes ue viagetn ; viv^s alroauoies e
frenelicos subiram aos ares, a que S. M. corres-
ponda com a afabilidade de um perfeito Prin-
cipe.
O cortejo desOlou em seguimento de S. M. con-
linuando em jubilosos vivas, apezar de um forte
Bgoaeeiro, que deu oecasio a que alguem da
commitiva olferecesse urna capa a S. M.,mas Elle
nao aceitn, mostrando assim que nao podia
aguardar-se da chuva quando seus subditos a
apanhavam por sua causa.
bogo que se passou a malta loda o estrada es-
lava bordada de unta multido de povo, que de-
sojara ler a ventura de ver o seu Imperador, e
intondendo naturalmente, que um Monareha deve
estar vestido de ouro, cria ve-lo na pessoa do
seu ajudanle de campo.
As 7 horas da manha deu entrada na cidade
de Goianna o Sr. D. Pedio II. Mais de quatro
celtios cavalloiros o oromranhavam, e o povo a
p cada vez mais numeroso e apinhado desrendo
pela ladeira do ongeuho Rujaty, formavam ura
quadro digno de si- ver.
S. ||. Iiospcdou-sc na casa, que portcnceu ao
fallecido uiajor Manoel Pinheiro de Gouvea, que
para esse fin) eslava devidamente preparada.
M"ia hora depois apparoceu na varan da ja far-
dado, u receben os eslrondosos vivas da immen-
sa multido que rodeava n imperial aposento, e
que o felicilova pela sua dragada. .Pouco depois
niontou a cavallo e visitou a Santa casa da Miso-
licordia e o hospital de oniidade. lomando diver-
sos apontumentos inclusivamente de varios en-
tapiaos, e deixou a csroolla de ura conlo de
res.
D ili passou igroja de Santa Thoreza, e depois
aula de casino primario, de quo professor
Joo Jos Barroso da Silva Juvenis, onde inter-
rogo* diversos alumnos as material do seu es-
ludo. Visiluu o convento do Carino, examinando
as suas ruinas e indagando do reveiendissimo
prior, fre Noberlo da Purificacao Paira, todas as
particularidades relativas ao convento.
Visitn era seguida a segunda escola de erisiiro
primario, que est defronte da igreja do Carino,
eda qual professor Manoel Rodtigues Machado,
onde lambem inlorrogou os meninos as disci-
plinas do seu ensino.
l'jssando depois pela roa do Helo, em fronte
da matriz, entrou no convento das reculhidas, a
quera deu quinhentos rail res, vio a igreja do
Amparo, e visitou a escola das meninas onde s
demorou uma hora a examinar o estado do seu
adiantameuto. Tendo visto igualmente, a igreja
do Rosario vollou para palacio s 11 horas para
almfar. Durante lodo o transito pe corado por
S. M. nao deixou de o acompanhar urna mullide
de povo encantado de o vero assignalando 0 seu
jubilo com continuados vivas.
Depois do a I moco foi S. M. debaixo do palio,
acompanhado pela cmara municipal o muilas
irmandades, receber as chaves da cidade, sendo
esta eeroniiiia foi la n'um pavilhao elegante-
mente armado ao lado osquordo da igreja do Ara- !
paro, e por ossa oecasio recitou o discurso do
cosume o presidente da cmara, que S. M.
se dignuu rcspOnJer cora a sua proverbial bene-
volencia. Passou, lambem debaixo do palio, para <
a matriz, onde se celebrou ura solemne Te Dcum i
acouipanhado de msica instrumental, e pregou
o Rvm. Leonardo Joo Grogo.
Sajando depois da matriz, sempre debaixo do
palio,subi oos pacos da cmara municipal, onde
deu beijamo ; lindo este, visitou a cadeia que
tica no.andar nfimo da ca3a da cmara. Erara
duas lioras da larde, quando S. M. se. recolheu
ao paco, sempre seguido do mais lusido e bri-
lhanle acompanhaiuenlo o de ura inmenso povo.
Depois do jantar lornou S. M. a montar a ca-
vallo, o dirigio-sc para o lugar chamado Bocea
do Jacar para examinar a ranlagem da abertu-
ra do rio de Goianna, sobre cojo prejeclo tinha
recebido una hora antes uma reproseulacan olfe-
recida por doze veninas vestidas tic branco. Vol-
lou d'alli o percorreu mais alguna arrabaldes,
como o Tanquinho, Poco do Roi, Massangana ele.
e visitou, erara sele horas da noile, a aula de la-
tn) dirigida poio professor o Rvd. Jos Paulino
da Silva Honteiro, recolhende-so ao paco s b
lloras da noile.
Antes porom de conlnuarmos a dar circums-
tanciada noticia da visitado S M. Goianna,pa-
rece conveniente aizer algutna cousa sobre eslu
cidade. Est ella sitala n'uma planicie ligei-
ramente inclinada era terreno cilisioso e argilo-
so, e enllocada entre dous ros, ao norte o Capi-
baribe Meirim, e ao sol o Tracunhaom, os qoaea
reuneui-se meia legua abaixo da cidade, e for-
man) pintos o rio Goianna. Sua populaco de
seis rail almas pouco mais ou menos ; suas ras
sao largas mais nao rectas ; cercada de matas
refrescada de noile pelo lerral, ainda quo pelo
vero o calor durante o dia seja bastante intenso.
Hoje tem um comniorcio muilo activo, que pro-
melle progredir leudo para isso as mais felizes
proporcoes, principalmente se forera dTectuadas
as obras de que o rio carece. Tem seis templos
dedicados, com dill'erentos invocacoos : Mai de
Dos, ao Senhor dos Marlyrios em completa rui-
na, S. Thereza, o igreja da Misericordia.
Com a certeza da visita imperial, lodos os ha-
bitantes porlia tralarara nao so do lirapar e pin-
tar as suas casas, mas tarabem de adornar a ci-
dade.
Alera pois do elegante pavilhao construido pe-
la cmara municipal de que ja fallamos, e onde
S. M. recebeu as chaves, erguia-se no meio da
ra do Amparo, un sohorbo arco triumphal cora
dous torreos lateraese seguidos de duas alas de
palmciras, que junlavam elegancia Ao pensa-
nienlo a graca do effeito
O arco e Os torreos eslavam decorados cora
llores, sedas e diversos emblemas lodos allego-
neos visita de S. M.
A msica do t." balalho de arlilbaria alli pos-
tada saudou cora sonorosos hymnos a passagem
do Augusto Visitante, e iiuiunicraveis gyraiidolas
de fugeles laucadas ao ar, terminando cora a sal-
va de; 21 tiros, anuuiiciaram ao povo que S. M.
entrara cm palacio.
Ao sabir do boceo do Fonseca para a ra Di-
reita, era fente da residencia imperial, hara
oulro arco elegantemente construido, e bem as-
sim oulro igual na nusma ra ao sabir do becco
do Padre Reinaldo.
As ras eslavam no maior acoio, c a guarda
nacional l'azia as alas por lodas aquellas ras por
onde S. M. passou na sua entrada.
Todas as janellas eslavam guarnecidas de ri-
cas colxas, o adornadas de batideiras e flmulas.
Todas ellas eslavam apinhadas de senhoras rica-I
mente vestidas, e as portas c mas apinhadas de !
povo, cheio do mais vivo enthusiasmo e perfeito '
contentamente.
Ouando depois de suas digressoes, do que ja
demos conla, S. M. enlrou em palacio,olferecia a
cidade um novo quadro ainda mais magostse, j
Todas as casas se illuminarara como por cucan-
lamento, porfiando cada una era apresenlar-se
COm mais gosto e luxo.
O grande arco da ruado Amparo offerociaol
aspecto o mais brilhanle, j pelo numero deis lu-
ces, ja pelo gosto cora que eslavam dispostos, j
pela variodade das coros que apresenlavam.
O collegio de Sanio Andr nossa parle sobre-
salgo bastante, pelo gusto com que iliuininou a
sua lachada, no centro da qual eslava o relalo
de S. M. e estes versos ;
Pind cale hymno, que S. M. novio com loda
allonco, romperam os aros airoadorea vivas
S. M o Imperador, S. II. a Imperalriz, c s
Augustas Prime/as.
O carro conlinuou a percorrer as rus da ci-
dade, aro m pan hado de tmmensg povo.
Finalnionie, um grande e variado fogo de arti-
ficio ollerecido pela guarda nacional da mina rra
o acompanhado de varios baldea que subiram ao
', poz tormo ao festejo da cidade, que nao se
cain ava de palenlcor ao seu Monareha o jubilo
de que eslavam possuidos os seus habitantes com
a sua imperial visita.
As qualro horas da madrugada, apezar do lem-
po cfauvoso, S. M. como havia determinado, sa-
bio para Trjicupapo, deixando todos os Goian-
nislas lo saudosos como penalisados por nao
poderem possuir por mais lempo o seu Excelso
Imperaste.
S. M. deixou lambem um cont de reis para
os pobres, outro eonio para o cemitorio, duzen-
tos mil reis para a igreja dos Marlyrios, quaren-
ta mil rois para uous soldados, que se ochavan)
cora baixa.
') Este arligo lera sido muilo demorado por
orcumstancias indepeudentes da vontade do
autor.
Entretanto, parece que ser em qualqucr oeca-
sio apreciado o seu conlcudo, c por isso iiu-
presso.
yola do autor.
Tu, ol Pedro, dos Monarchas
Es o lypo mais perfeito,
Do throno ten as columnas,
Tem por base nosso peilo.
Meia hora depois de se havor recolhido n Sr.!
D. Pedro II, dirigio-se a palacio ura carro triiini-,
pitante cora sele meninas dcnlro, lodas vestidas
do branco e enfeitadas cora grinaldas de flores, i
Esle carro era puchado pelos barqueiros c di- j
rgido por seu capataz : e dragando defrontc das .
janellas do paco, cantaran] as meninas o seguin-
le hymno, cuja lottra do Dr. Joo Floripes
Das Barrete e msica de Andr Alves da Fon-
seca Jnior :
Mandn Dos que o grande Pedro
Brasilea grei governasso,
Sendo ddle protegido
A lodos nos ampara-si'.
Um brado, lillios do norte,
Representa em todo o mundo,
Seja elle agora o sempre,
Viva o neni Pedro 11.
Recebe; Pedro o mandato,
Fulgente sceplro sustenta.
Nosso hora promove, avante,
Nossos males afugonta.
Ura brado etc.
O su] do seu vasto imperio
Foi por elle visitado,
O norte hoje o demanda,
Entre oda j chegado.
L in brado etc.
Com prazer o raais intenso,
Com desvello o mais constante,
Focamos boje mil honras
Ao Excelso Visitante.
L'm brado etc.
Publicando o que so leu no Diario de Per-
nambucj de 24 do corrente, so live por fin
raosirar que o Cemiteuo Publico foi nonstiiiido
da conforniila!e com os trabalhos, que exisiiam
e tinliam si lo feilos durante a segunda adtninis-
tracao do Sr. visconde da Boa-Yisla, a ratera ca-
be a gloria da os haver promovido ; mas, se fosse
inlencao minha lembrar meu nome, por ler sido
um dos membros da commisso quo execulou
esses Irabalhos, faria menos do que outros, que
se prevaiccem de trabilhos alheios, que apresen-
tara como seus, para obterem recompensas.
Quando o finado marquez de Paran retirou-
se desta Provincincia, deixou um regulamento
do Cemilerio eMftpto por mim, como se pode
ver em seu rea torio rlo Assembla Provincial,
e esse regulamento, modificado em ura ou outro
de seus artigos pelo Sr. Souza Ramos, foi posio
era execuQo, s vindo a ser alterado, eno rae-
Ihorado, na adrainistrr.co do Sr. Dr. Timba e
Figueirelo, pelo que muito seempenhava o sacer-
dote, que enlo era capello desse ertabekcimenlo
o quera augmento de ordenado. Para a refirma
ou aherseSo Je.-se regulammlo ainda foi nemea-
da uma commisso, deque Cu parle; mas, ba-
vendo-se demorado o Sr. Dr. M-ra Heniqeea,
membro riessa commisso, em apresentar suas
reflexes, e tendo o Sr. Cunha e Figeiredj pres-
sa de reformar ou alterar esse regulamenlo, por
si mesmo o fez, sera esperar pelo trabalho da dita
cemmisso.
Nao sci se oestes ullim.s lempos, ou desde
muilo lenho mostrado gusto decidido pelas lendas
e narrativas : o quo sei, he quo lenho feilo parle
de diversas comraissoesscientiicas, era iruei-ae lia
figurado certa gente; o que sei raais he que em
diversos oslabclecimenlos pblicos ex stein iraba-
lhos mens, e i,ue desde muilo me revolio contra
todos os Balhyllos. i\as lidias, que foram publi-
cad is.nao fallei no Sr. Cunha e I igueirelo, nem
cora elle tinha que eerupar-mo, porquanio S.
M. O Imperador, que nao desprez a as lendas e
narrlas j tinha procedido como Augusto
Cesar : fallei sim no Sr. visconde da Baa-
\ista,porque julgo <|ue a o>i. se deve a idea,
e quo sera elle esses trabalho-, de quo sei viu-se o
marquez de Para nao exitiram ; nao deixndn
par consequencia ficar era esi|ueriraanto seu
noinc.
Sei bem |ue um ou nutro deve estar irritado
com a reflex.io de S. M. O Imperador, e ainda
mais cora a resoluco de que o nome do marquez
de Paran figure no poriao do Cemilerio l'ublico;
mas nada lenho com isto, embora julgus muito
acertada a reflexo de S. M. O Imperador,e seja
de opinio quo nunca be tarde para fazer-se
justica. Ao marquez de Paran se deve o ler
mandado execntar os irabalhos deixados pelo
Sr. visconde da Boa-Vista, e todos os que se
tem seguido na aJminstrscao desta Pravioeia
nao bao feilo raais do qua continuar a obra, e
por consequencia nao vejo muila razo para que
na Capella do-se Contieno figure o nome do
Sr. Cunha e Figuereda ; parecenJo-mj insullici-
enle a de lnver concluido essa Capella, se he
que foi rateramente concluida era sua adminis-
traco.
Dr. Joaquim d'Aquino Fcnceca.
28 de dezembro de 1859.
'Feudo de ser posa em otecucte aLci Pio n-
etaln. I'.) de 7 demaio de 18-11, que mana
edificar um Cemilerio Publico, nomeo a Vra.
para membro da commisso, que na confonni-
dadedoatt. 3. da citada Le devera indicare
desenvolver o local, plano o planta do Cemilerio,
raais condicjs e dotalhes da obra : espetando,
que Vra. acceile esla nomeacio, e reunin lo-se
aos demais membros da commisso, que sao os
doutores los Eustaquio Gomes, Jos Joaquim
de Morosa Sarniento e o engenheiro L. L. Vau-
ihier, hajs de dar principio a este trtbalho do
tinta importancia o nteresse publico.
Deus Guarde a Vra. Palacio de Pernain-
buco 11 de ra.-.io de 1842. a Baro da Boa-
Visla. uSr. Dr. Jearmim d'Aquino Ponoeea.
Tendo resuMdo nomear uma commiso do
tres membros para rever o Begulamento do
Cemilerio e piopor as ro'orraas a aiieraeoes
quejulgar convenientes, olTertccndo um projcc'o
de llegulametilo completo, assim o comrnunicu
a Vm. prevenindo-oda que o touho designado
para fazer parlo da me.;ma commisso, sen!o
seus oulros membros o Reverendo Provisor Fran-
cisco Jos Tavares da Gama e Anlonio Jos
d"Oliveira. lispero que Vra. nao se recusar
a acceilara commisso deque o encirrego, com
oquelar vi.lioso servido ao publico. Remel-
lo pois a Vra. os papis, quo hio la servir
de base aos Irabilhos da ommisso. bem cuino
copia do olieio, queJi'igi ao Kxra. Bispo Dio-
cesano e .la sua res posta.
Deus Guarde a Vra. Palacio do Gover
Petnambuco 9de aeterabro 1853. .los-
Benlo da Cunha e Ftgueiredo. > Sr. Dr. Joa-
quim d'Aquino Fonceca.
Ilavendo o DcvetendoProviso Franti.-co Jos
Tararos da Gama pedido dispensa de membro da
commisso creada para revero actual liegu'a-
menioclo Cemilerio Publico, e propor as refor-
mas e altcmcoes, que julgar convenienl.s, resolv
nomear para osubsliluir oVigatio Geral Paire
Leonardo Anlunes Mena Henriques : o quo
communico a Vra. para seu ronhecimenlo.
Deus Guarde Vra. Palacio do Governo
de Pomambuco 12 de selembro de IS53.
Jos Bento da Cunha e Figueiredo Sr.
Dr. Joaquim d'Aquino Fonceca.
F. E. DO REG DANTAS E 0 SR, JOS GOMES
DOS S. P. DE B.
I.i a acre correspondencia do Sr. Jos Gomos
des Sanios Perein doBaaloa publicada no Diaria
de 22 do correnlo, em rosposla a que lhe dirig
pelo Diario de 13 de selembro do corrente anuo,
por sor provocado pelo dito Sr., c principio por
dizer lhe que, nao o acoinuanharei no emprego o
uso de torraos otTensivos, do iosinuacoes malig-
nas e achinealbes, que rae alira immorecida-
menloemsua correspondencia citada: fique es-
ta gloria intacta paraS. S." Nao quero e nem-
pretendo discutir a materia cora offensas pessoaes,
remoques, oera achinealbes, por que nao est es-
te proceder de acrordo cora meu genio, minha
pose.'io, e educaco a razo, os titules, e a
calmo presidirn minha deflexa e pretenco.
Re verdade que as vetea nose pode deixar de
empregar na discussao om termo mais rixi roso,
mas usarei sempre daqucla que menos olVender,
e for nocessario o applcavel a especie de qm -1
tratar: islo ti/, na minha correspondencia de 15
de selembro citada, que por ah anda e pode si r
lida, o as cartas que lira lenho escriplo desde
1852 sobre esta quoslo ; o se o contrario ellos
dizem, peco-Ilic o favor .! i as publicar, pois d>. i-
/*
MUTILADO


(4)
Xbi copia di' lodiis aiiiitiib iliu c; icvi, o por isso
sei hoja o que disse-lhe naquelle lempo. A ninior
offenca qne tenho feilo a S. S., c di/er-lhe que
jurgo eslar S. S. do posse de Ierras luinhas, pe-
lo que dizem meus Ululo.), e pedir umn confe-
rencia de seus lilulos, para em vista delles co-
tihocermos se S. S. osla, ou nao em suas legi-
timas posses, para evitar-moa demandas: Ora
isto c ameaear ?.... E'insultar e olTender a un
visinho....
O Sr. Jos Gomes omliirra em dizer que, o te-
nho olTcndido, e ntira-ruc com a citada t-orres-
pondi-liria de 22 do correte me/, chamand.t-uie
rara un campo de discussao desconveniente, is-
la clieia de oTensas pessoaes de insinuacoos
malignas, 4 achincnlhcs etc. onlrelaiito que fu-
gio do ponto principal da queslo, que desojo so-
ja nicamente a baz'e de nossa discussao, por
quanto o meu lim nfto olTender a pessua do Sr.
Jos Gomes, eso osrlartcer-me na convicco, em
que estou da confusao dos nossos limites,'d'onde
resulta perder Goiabeira parte de suas antigs, e
legitimas posses.
He milito simples toda minlia queslo com o
Sr. Jos Gomes, o tifra-se no seguinle ;
Ha 3 grandes marcos sentados na direccao do
Kascente ao Poente, pouco mais cu menos. O
primen o est sentado onde limita a propriedado
Duas Unas com Mauss pelo Norte-, e com Goia-
beira pelo Poente, divisao esta dada por urna es-
triptura de venda da proiniedade Duas Unas,
que fez o At de S. S. em 1807 quando era pro-
prietario de Mauss. O 3. marco est sentado
na ladeira de S Jos, considerado como marco
plao de .Mauss, assm o chama urna cscriplura
ta venda de Mauss feita pelo finado Sr. Joao
Pires Ferreira, eo 2. marco [ chamado do caran-
gueijo] est sentado entro dois marcos ditos,
quasi no n:eio ; e sobreest marco nao ha dun-
das, porque Goiabeira e Mauss ostao ca suas
justas posses at o dito marco.
Huma linha recta baliih sobre estes .1. marcos,
nntendo que deve ser a extrema, ou divisao de
Goiabeira com Mauiss. Note-se porm que ha
entre cites tres marcos, eslendem nma linha,
laivez de 1500 bracas, outros marcos mais pe-
queos espalhados como marcos de esleir, afas-
lados da linha ou direccao daque'les 3, c lomam
taes vollas e formam curras, e ngulos, por tal
guua quo, do para Mauiss urna boa parta das
ierras de Goiabeira : Estes do os marcos por1
onde se apossa o Sr. Jos Gomes.
Digo-lite eu, botamos urna linha sobre os 3 '
grandes marco?, para ver se os outros eslo dc-
baiso dola, e em seus verdadeiros lugares: ne-
gou-se a isto. Pedi-lhe que me mostrasse sous
lilulos, ou documentos, que alterem ou contes-
ten! osmeus, para ver se tem direito na sua pos-
se; iiegou-se tambem. l'ropuz-lhc a deci/.o :
por arbitros ; responde-mo, nao quero, porque
nao ha duvida seno em sua imaginario, e voce
qu-r arbitros para proporcionar llovidas : o que
de suas cartas, que j publiquei, e S. S.
confessa em sua correspondencia citada.
Em que aspecto tolloca-mc o Sr. Jos Goncal-
ves? S. S. entender para si, que a semelhan-
ea d'um filho do menoridade, tenho obrigacode
curvar-me a sua vontade imperativa?..... s que
possucm trras sabem que moradores ha lo am-
biciosos e malignos, que para urzuparem um pe-
dazo de trras melharos, sem seren contestadas
pelos seus legitimes dones confinantes, arran-
can!, outras vezes obstruem, e al mudam mar-
cos de limites; e repetida esta operaeo, por di-
versas vezes, no andar dos lempos" produzcm
urna confusao tal queso em vista dos lilulos, e
por via de arirevlacoes, amigareis ou judieiaes
so esclarecem os lmites. Pois em qual tenho
desde 1&52 procurado amigavel bater, esla
linha, e em ultimo caso acabar a queslo
por arbitros, sorel o provocador de demandas?....
Se fora S S. em meu lugar teria j acabado a
duvida judicialmente..... Tenha a bondade de
responder-me, contestan lo com seus lilulos ou
razos valiosas o poni de quostao, se inda on-
lende que nao tenho razo. S. S. em sua cor-
respondencia .diz q:ic fraco, c inculca-me do
lorie, pela influencia de magistrado proveci etc..
Tara que S. S. loca nesia especie, que nada
aproveila ?....Todos sabom que S. S. poderoso,
por si pelos seus amigos, e at por ser coronel.
posico esla que fez valer, quando assignou dita
correspondencia, com o titulo de coronel Jos
Gomes; como que fosse urna peca ollicial; mas
nao devenios, saber quem 6 poderoso, quera
rico, ou quem coronel, juiz do direito etc.; e
.s qual do. nos tem razo, por quanto o que
livor seu favor a razio e o direito, ser o forte.
Disse S. S. em sua correspondencia que rae nao
tnia pro ocado com acitaco por carta de edi-
tos. Biavo !! Chamou-ie s uzurpador de
suas ierras e mandn dar publicdade: e o es-
cndalo desle procedimeulo osla em ter S. S.
faltado a verdade, s com vistas de presumir o
publico, a respoilo da queslo, que em sua cons-
cicncia alcancava eu lhe proporia, visto S. S.
nao querer por forma alguma amigavel resolver
i queslo.
Digo quo fallou escandalosamente a verdade,
por que eu nao tenho ultrapassado urna s po-
lcgada, a estes mares viciados, que contesto e
nao so roca Ierras para aquelle lado, sem cha-
niar-se a sen morador Andr Gomes, cncarrega-
cionar-se dita rocagr-m vai olTender as viciosas
posses do Sr. Jos Gomos : anda a semana pas-
uda osle morador, a meu podido, foi examinar
a rooagem e disse que cslavam direilas; alem
disto o anno pas.sado dirig urna caria a S. S. em
11 de agosto o lite ped que quando o meu ad-
ministrador e escravos-excedessem a linha ou
niarquinha de sua posse na rocagem livesso S.
S. a bondade de Mr ao lugar balizar a linha, para
nao se plantar o excesso, por que meu adminis-
trador linha ordem miiiha para o obedecer nosta
parto, visto que eu nao morava no engenho ; c
liveem rosposla a caria nbaixo transcripta, na-
uaqual parece dar urna salisfaeu, mas anda ah
vesse como S. S repelle a pre'tenco de eu ver
seus lilulos, sem querer meio alg'um amigavel.
Em vista da caria citada pode o Sr- Jos Go-
mes chamar-me publicamente usurpador de
suas torras ? Negar que ou lhe cscrevi a caria
aciitia dita?... como pois cslTio marcos dentro do
meu canavial, tendo eu pedido a S. S. o favor
de irispeeciona-lo e liscalisar suas posses, para
que meus oscravos nao as ultrapassassem, visto
que nao moro no engenho, e no'posso assistir a
esla fiscalisaco?... Felizmente me defendo com
suas carias, c peeo-lhc que me acuze com as
mirillas o nao gratuitamente.
Dina isnnuaco muio gratuita, e que tem s
por jira por em duvida o mea credilo, a que
faz S. S om sua correspondencia quando diz O'
Sr. Ur. Daults j me procurou para comprar o
seu engenho Goiabeira, por considera-lo muito
pequeo, o hoje j o enaherga sobremaneira
grande, e laivez um dos maioros da provincia ;
admirare! como este engenho lo rpido, e els-
ticamente cresceu em torra.- >-.
Ora, diga-me S. S. ao que vcio esta especie de
aecusaco, para o nosso negocio ?... Com isso
S. S. so prova que mo desoja molestar, por to-
das as mam-iras; e como esla, sao todas as mais
insinuar-oes e axincalhes com que me miraoseou
naquolla correspondencia... Pois S. S. nao sabe
que comprei por .000* ao Sr. I.uz de Franca da '
Cruz Ferreira quasi motado da antiga proprie'dade
Duas I.as, que juntei a Goiabeira pelo nascen-
te ? Nao sabe quo comprei no Sr. Dr. Pedro Ra-
lis por 2:8000 a ptopriedade Cachooira Linda,
Seria d'agua, ou Viramulambos, que presta par-
tidos o malas ao engenho pelo norte ? Nao sabe,'
em sumiua, que ltimamente comprei por 3:0008
ao Sr. Jos Piros Per i eir urna porco de torras'
qne o dilo Sr. doinombrou do engenho Caan-
do !>a, cujas torras do partidos e malas ao en-
genho pelo pculo ? Como Unca-me tal inainua-
i;o t ve pois S. S. que o meu engenho tem
> spicliado-ss licitamente, por meio de legitimas,
compras de trras e propriedades visinhas; c
ero no menos foram compradas a viuvas, ou
pessoas indigentes, que se mo aecusasse d'as ha-
ver comprado, por menos de seus valores.
Nao costumo a empregar borraxa sobre a tor-
ra, o a mandar eslira-la para os hdos dos visi-
nho*. Tenho comprado e vendido Ierras, algu-
mas possuo, alm de Goiaben, mas nunca tive
do mandar como autor, nem como reo, porque
tenho acabado sempre as dundas, que possam
npparerer sobre limites pelas raaneiras, que te-
nho jiroposto a S. S., o contino a propur racio-
nando da maneira seguintc : o Sr. Jos Gomos
i a que osla forte em seu direito, que tem
robustas razos para mostrar, que nao ha duvi-
da seno em minlia imaginario, porque eu la-
boro em erro, e qm por isso au tenho direito,
nem ao menos razo no que quero. Bem... Nao
duvido qne eu esteja ceg do interesse; mas
S. S. mo ha do permiltir que tambera o consi-
dero na mesma hypolhosc de interesse, paiao e
cegueira, e por isso nao pode S. S. ser juiz im-
parciol ua nossa qucst&o. nssim como nao o pos-
so ser. Nosto casi, para que irmos ao contencioso
gastarnios nosso lempo e mulliplicarmos desgos-
tos. Se S. S. acredita que lem direilo o razio
leve ser o prmeiro a querer n dccislo por arbi-
tros, que a honrosa para nos, a mais barata,
amigare! c a mais conforme com o lira da socie-
DIARIO DE PERNAMBUCO. QUINTA FEIRA M DE DF.ZEMBR0 DE 1859.
dado. Nao osl.ire lo ^aranlido e cercado do
torca, de razo e de pravas. Pode ser mesmo
qne esteja cm perfeito engao; mas so assim
estou S. S. o culpado, porque inda nao me quiz
mostrar seus ttulos para abrir-me os olhos o o
enlendimento ; entretanto sem conhcccr a arma
poderosa que S. S. tem e guarda, para me
esmagar; eu, que, s quero o que for meu, quo
estou sera eiva de paixao mo sugeilo de boni
grado ao julgamenlo de arbitros, que a meu ver
o mais honesto, c santo entre todos os julga-
mentos humanos.
A nossa queslo de direito. Nomeemos tres
adrogados dos mais anligos do foro da cidade ;
pecanios-lhcs para que sejam nossos trises, alle-
guemos-lhes nussas razos por escripia, inlreguc-
mos-lhcs nonos ttulos e documentos ; pecamos-
Ibes para que cheguem at o lugar das duvidas,
porque em um momento vo era carros, e rece-
bamos sua decso como a expresso genuina da
justioa, sem mnis recurso. Se noquizer enten-
derse pessoalmenle comigo, autorise legalmentc
ao sea advogado e prente, meu nobre collegaf
em cujas luces e probidade muito confio, ou
a outra qualqaer pessoa. quo comigo se enlenda
para nomcarmos os arbitros, c ellos decidiro
toda nossa questo. Espero que o Sr. Jos Go-
mos aceite este convite.
Villa do Cabo 27 de dezembro de 1859.
Francisco Elias do Itego Dantas.
N B. Se o Sr. Jos Gomes pretende fundar-se
om prescripcao nao o conseguir, porque sobro
limites entre reos confinantes e arranctmenlos,
e mudanras de marcas nao se d prescripcao
como dizem os jurisconsultos.
Illm. Sr. Dr. Francisco Elias do llego Dan-
<**. Tenho a honra de aecusar o recebimento
da carta de V. S. de 11, em rosposla a que lhe
dirig cm9 do crranle ; e permitla-me que an-
da volte ao mesmo assumplo. Direi era primei-
ro lagar a V. S., que eu nao fra to ristricto em
exigir a guarda do que meu, se j eslivesse
convencido, de que V. S. est ao fado dos ter-
renos que dividem nossos engenhos ; mas tendo
ainda razo para crer que V S. labora em erro a
tal respeito, nao obstante urna linha de marcos
(a que V. S. chama pedrinhas) to clara e dis-
tincta, e urna posse to immemorial, (orea in-
conimoda-lo ainda por pequeas cousas, como
acontece no caso presente sobra o que lhe cs-
crevi. sinlo dever ainda insistir em nao con-
frontar os nossos ttulos ; c no enlanto sinlo tam-
bera que V. S. so reserve para terapo mais oppor-
tuno a aeco, que tem de chamar-me a juizo,
visto como nao tenho regeitado os seus efTctivos
conviles para o mesmo lira. Restricto, coraosou,
nao consentira jamis impassvo, que V. S. fosse
oTend ido dos meas. Depois que lhe escrevi l-
timamente foi que soube da plantacao em parte,
foita por um meu morador em trras de V. S. :
chamei inmediatamente, e ordenei-lhe que nao
cuidasse mais em tratar da mesma. Concluindo
com o ultimo tpico do favor de V. S., declara-
nte tambero, que guardadas as dcvtdas conve-
niencias e con?idoraces possoaes, jamis deve
haver olTensa entre aquello que quizer sustentar
seus direitos, quando se julgar prejudicado. E
pois com osle proposito sempre manteria com os
meus visinhos c com V. S. loda harmona, que
tanto aprecio. Sou com respeito de V. S. muito
aliento venerador c criado.
Jos domes dos Sanios Pereira de Bastos
Maniss 18 do agosto de 1858.
5F5?I l'O'lo 7, vapor lgica Montevideo ,, a sahir ate o da 24 crrente, por tor quasi con, -
S,lel"|d,f: VP,,a re,er.,Mt- Qwen.lpletoscue.rreg.meuu,: para o resto o passagei-
i i f"f / a Cm L*Sll' ; a ,MpIta2- -. ros trala-88 cora Pi0 Jernimo Jos Telc-s.
XXSthf !ES V'^n*^,16"0"?' ou Guilherme Carvalho 4 C, no sou escriptorio
de zb'i toneladas, capitao J. R. Petnl, equi- m. Amm
pagem 11, carga fazendas; a H. Gibson.
Parahiba9 horas, canhoneira brasilcira Ara-
guan, commandante Io tenente Pedro Tho-
m de Castro Araujo.
3 oS >
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Direccao.
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Intensidade.
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Centgrado.
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=: 14 OS
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a
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v.
Editaes.
Publicacoes a pedido.
Soneto
Por occasio da honrosa visita deSS. MM. II. a
cidade da Victoria.
Exulta de prazer, feliz Victoria,
Feliz por veres j realisada
A esparanca efe seres visitada
Por quem te vera deixar padro de gloria.
Do Brasil ser na vin.loura historia
Do G'o Pedro, e Thereza elornisada
To honrosa Visita, tao louvada,
Que gravada Picar na memoria
Herdeiio da gratiJo, e respeito ;
Dnvido, a quem nos fez independentes,
O Brasil te venera satisfeito.
Herdeiro de virtudes rnminentes
Morada tendes do Brasil no peito,
O' Pedro hroe de feitos excellentes.
Por T. P.deA.
COMMERCIO.
Pola in 3ue no dia 29 do crrante uiez, depois de meio
ia, se ho de arrematar porta da mesma re-
partico, sendo a arremataco livre de direitos
ao arrematante, 17 caixas ma'rca C, e 20 ditas C,
vasias, rindas de Lisboa pelo brigue fobim, e
abandonadas aos direitos por Domingos Jos Fer-
reira Guimares, por estarem podres as ceblas
que continham.
Alfandega de Pernambuco 28 de dezembro de
1859. O inspector, liento Jos Fernandes
Barros
Joo Baptisla de Castro e Silva, official da or
dem da Hosa, e Inspector da thesouraria de
fazenda de Pernambuco por S. M. I. que Dos
guarde.
Faro saber aos que o presente edilal virera que
era cumprtraenlo do ordem do tribunal do the-
souro nacional do 14 do novembro prximo pas-
sado se comer a fazer nesta thesouraria a subs-
tituirlo das notas de 500g000 da priraeira, se-
gunda e tercc;ra estampas. Os seus possuidores,
pois, podoni 3prescnta-las ao thesoureiro desta
thesouraria, que lh'as Irocar por outras de di-
versos valoren. Thesouraria de Pernambuco 5
de dezembro de 1859.
Joan Baptista de Castro e Silva.
Pela adminislraco da mesa do consulado
desta cidade se faz publico, que uo dia 31 do cr-
rante, porta da mesma, teem de ser arremata-
dos ao mio da em ponto quatro saceos com fa-
nnha de manoioca e um com milho, todos no
valor de 25J150, os quaes foram apprehendidos
pelo guarda Miguel Pereira Glraldes, por virem
de Mamanguapepela barcaca ConceiVrio de Mara,
mestre Miuoei Tavares da Costa, sem a respecti-
va guia. A arremataco livre de direitos ao
arrematante, e os saceos cima mencionados,
acham-se depositados no trapiche do Confia.
Mesa do consulado de Pernambuco 26 de de-
zembro de 1859.O administrador,
Joo Xavier Carneiro da Ciinha.
Declaracoes.
PRAGA DO RECIPE 28 DE DEZEMBRO DE 185.
AS TRES HORAS DA TARDE.
Colices olBciaes.
Descont do letras9, 10 c 13 0/0 ao anno.
Cotacoes ofaciacs no dia 27 depois das 3 horas
da tarde.
Cambio sobre Londres25 d. 90 d(v.
Francisco Mamede deAlmeida.
Secretario.
ALFANDEGA.
Rendimentodo dia 1 a 27. 451:082jl45
dem do dia 28......&9I8#416
459.995fi561 !
MOVIMENTO DA ALFANDEGA^"
olurnes entrados com fazendas 99
c com gneros 503
Voluraessahidos com Tazondas 237
< com gneros i j
681
Descarregam hoje 29 de dezembro.
Galera inglezaI. Diogofazendas.
Galera IrancezaAdolle idera.
Escuna bollandezaEspeculanteidom.
Brigue austracoMariafarinha de trigo.
Brigue brasleiroAlmirantediversos gneros.
Iiuportac&Oa
Barca ingleza Ilersilia, vinda de Liver-
pool, consignada Bostron Booker & C ma-
nifeslou o segainte :
381 toneladas c 11 quintaos decarvao depe-
dra ; aos mesmos.
Vapor nacional -Iguarass. vindo dos por-
tosdo norte, manifesiou o seguinle :
100 caixas vidros, 50 ditas wisque ( agur-
dente,) 44 fardos fumo, 24 saccas farelo, 3
caixoes charutos, 1 dito nm pianno, 3 ditos fer-
ragense iniudezas, 4,511 couros salgados, 266
sacQos caf, 844 meios de sola, 62 barris sebo,
33 saceos goinma, 5 barricas rapaduras, 87
saceos carrapato, e 1 cavallo foveiro ; a ordem
de diversos.
CONSULADOGERA1.
Rendimenlo do dia 1 a 27. 52 6178413
dem do dia 28......3:018335
55:665>7 8
Constlh admiuistrativo.
O conselho administrativo, para fornecimenlo
do arsenal de guerra, tem de contratar os gene-
ras para a companhta dos aprendizes menores
do mesmo arsenal, durante os dous mozos de
Janeiro e fevereiro do anno prximo vindouro.
Paos do 4 oncos, bolacha, caf em grao, cha
liysson, assucar sumeno. refinado, manteiga
franceza, carne verde, dita secca, farinha de
mandioca, loucinho de Lisboa, fejo preto ou
mulatinho, azeite doce do Lisboa, vinagre de
dito, arroz do Maranho, bacalho.
Quem quizer contrataros gneros cima men-
cionados aprsente as suas proposlas em carta
lechada na secretaria do conselho s 10 horas da
manliaa do dia 31 do correute raez.
Sala das scsses do conselho administrativo,
para fornocimento do arsenal de guerra, 28 de
dezembro de 1859.Dent Jos Lamenha Lins,
coronel presidente.------Francisth. loaquim Pe-
reira Lobo, coronel vogal secretad> interino.
Subdelegada da freguezla de San-
to Antonio 36 de dezembro
de 18S.
Acham-se depositados tres cavallos que foram
encontrados pelas ras desta cidade : quem for
seus donos, dirijam-se a esto juizo, que dando
suas pravas, lhe sero enlregues.rrAiironto Ber-
nardo Quinleiro, subdelegado supplenlc.
= O illm. Sr regedor do Gymnasio manda
declarar aos pais, tutores ou correspondentes dos
alumnos internos, que no dia 22 do crranle
principia o recolhinienlo das raensslidades, cor-
respondente ao primeira quartel do janoiro ao
ultimo de marco do anno de 1860. Secretaria do
Gymnasio 21 de dezembro de 1859 i=0 secreta-
rio, A. A. Cabral.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda dosla provincia manda fazer publico que,
conforme se nnunciou, nao leve efleito no dia
21 do crrante a arremataco da parte do sobra-
do de dous andares na ra da Guia n. 29, penbo-
rada aos herdetros de Antonio Ferreira Duart-
Velloso ; e por isso flea a mesma arrematare
transferida para o dia 7 de Janeiro do anno seo
guinle. Secretaria da thesouraria de fazenda do
Pernambuco 23 de dezembro de 1859.O oflicial
raaior interino,
Luis Franciscc de Sampaio e Silra.
Novo Banco de Pernambuco.
O novo banco de Pernambuco reco-
llie as notas de sua ernissao de H>if e de
20', e pede aos possuidores d;is mesmas
o favor de as virem trocar no seu es-
criptorio, das 11 horas da manhaa at
as 2 da tarde.
Avisos martimos.
REALCOMPANHIA
DE
Paquetes inglezes a vapor.
At o da 30 deste mez espera-so da Europa
um dos vapores desta companhia, o qual depois
da demora do costume seguir para o Rio de Ja-
neiro, tocando na Baha: para passagens etc.
trata-so com os agentes Adamson Howie & C.
ra do Trapiche Novo n. 42.
Para o Aracaty sahe imprelcrivelmente na
soguinte semana o hiato nacional Exhalaco :
para o restante da carga e passageiros, trala-se
cora Gurgel Irmos em seu escriptorio, na ra
da Cadeta do Recite, primeiruandar n 28.
Parao Rio lie Janeiro
segu com muita brevidade. por ter parto da car-
fu PmP,a- hiato Artista; para o resto que
Iho falta, e passageiros, trata-se com Caetano
Cyriaco da C. M., no lado do Corpo Santo n. 25.
O palhabote Jorge, segu para o Ass, Cear
e Acarac no dia Io de Janeiro para o resto da
carga com Tasso Irmo ou cora o capito Do-
mingos Henrique Mafra.
Cear
Segu no dia 31 do mez crrante o hiate San-
to Amaro, com a carga que tiver a bordo : a
tratar cora Caetano Cyriaco da C. M. ao lado do
Corpo Santo n. 25.
Leiles.
O agente Pestaa continua a estar autorisado
pela commisso liquidataria da exlincta socieda-
de de fiaco o tecidos de algodo pira vender o
restante do terreno do sitio da mesma sociedade.
Os prctendentes podem dirigir ao armazem da
na do Vigarion. 11, a qualquer hora do dia a
entendei-se com o dito agente.
IMPORTASTE
Variado leilo.
Quinla-fcira 29 do corrate.
NO ARMAZEM DO AGENTE
Saceos e malas de laa para viagem.
Cobertores de laa de cor proprios para r,!l
O referido agento expora venda em lcilo no
dia e lugar cima designado por conta de quem!
pertcncer em lotes a vontade dos compradores
Sem reserva de prego e ao1
correr do martello
asseguintcs mercadorias que devem fazer conta
a qualquer concorrentc
Tapetes de la para forro de sala.
Camisas de lado cor compridas.
a para v
a cor pror
Meias de la de cor.
Capachos do palha inglezes.
Botas inglesas de bezerro.
Botas de borracha largas para montara
Bahus francezes.
Calungas do borracha muito bonitos.
Moiuhos para moer caf.
Fumo americano em cauinhas do 20 libras cada
urna.
Arreios inglezes para carros, obra de goslo c
muito bem acabados.
Piincpiar s 10 horas da manhaa.
LEILAO
Quinta-feira 29 do corrente.
NO ARMAZEM DO AGENTE
Cor occasio do leilo j annunciado para o
dia cima designado o referido agente vender
Camisas inglezas as melhores que tem vindo a
este mercado.
Moias para senhora.
I.uvas de lio da Escossia para homeni.
2 cavallos com todos os andares desdo baixo at
osquipar.
Avisos diversos.
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rondimento dodia l a 27. 2:2303348
dem do dia 28...... 27623
2-.500S971
DESPACHOS DE EXPORTACAO PELA MESA
DO CONSULADO DESTA CIDADE NO DIA
28 DE DEZEMBRO DE 1859.
LiverpoolBrigue inglezGlacus, Ilenry Gibson,
311 saccas algodo.
CanalBrigue inglcz Dante, Johnston Pater &
C, l,02 saceos assucar mascavado,
MontevideoPolaca sarda Maria*, Viuva Amo-
rim i l'ilho, 100 barricas assucar mascavado.
l'ortorrrtrigue porluguez S. Manoci I, M. J.
Ramos e Silva, 600 saceos assucar branco.
LisboaBriaue porluguez Robini, C. Noguei-
ra Ai C, 480 saceos assucar branco e 120 ditos
dito mascavado ; Lizardo Bernardo dos Santos
Rocha, 11 barris mol.
RECEBbDORIA DE RENDAS INTERNAS
GERAF.S DE PERNAMBUCO
Rendimonlododia 1 a 27. 34:174*912
dem do dia 28...... 2:808glb8
36:983(100
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendmento do dia 1 a 26. 77:4833133
dem de dia 27....... 7:443S 849263972
A barca nacional Imperatriz Vencedora, de
primeira marcha, pregada e forrad-, de cobro
segu para o Rio de Janeiro com muita brevi-
dade, recebe ainda alguma carga : trala-se com
os consignatarios viuva Amorim & Filho, na ra
da Cruz u. 45, ou com u capito na praca.
COHPANIlll 1RASL1EIRA
DE
MtUTO TOPDffi.
O vapor Cruzeiro do Sul, commandante o
capito do mar e guerra Gervazio Mancebo, os-
pera-se dos portos do norte em soguimento aos
do sul atoo dia 31 do crrante mez.
Movimento do porto.
Navios entrados no dia 28.
Greaock, Lisboa o San-Vicente23 dias c do
COMPANHIAmSILEIRA
PAQUETES* A VAPOR.
O vapor Paiian, commandante o capito l-
ente Torrezo, espera-se dos portos do sul
em seguimento aos do norte at o dia 31 do cor-
rente mez.
Recebe-so desde j passageiros, frote de d-
nheiro e cncommendas e engaja-so a carca que
o vapor poder conduzir, sendo os volumes des-
pachados com antecedencia at a vespera de
sua chegada : agencia ra do Trapicho n. 40.
Para o Rio de Janeiro.
A bem conhecida barca nacional Cfemfnftfls,
Attencao.
X
Ao hotel Trovador, ra
larga do Rosario n. 48.
Francisco Garrido, dono desle eslabolcciniento
tem a honra de participar a seus froguezes e ao
publico em geral, que achanto sempre em seu
holel comedorias diversas a qualquer hora dodia,
beincomose cnenrrega de apromplar jantares
para fora e ludo com o maior aceio e pronipli-
do ; os amadores do boni vinho ahi o encontra-
ra o de todas as qualidades assim como os bellos
refrescos. Todu3 os sabbadose das santificados
hatera a deliciosa mo do traeca das duas horas
da madrugada cm diante. Tambem exislcm na
mesma casa difiranlos quartos mubilados adis-
posico do publico e ludo por mais moderado
prero do quo cm outra qualquer paito.
Antonia Maria Magdalena viuva
de Joaquim Jos de Oliveira avisa ao
publico em como o Sr. capitSo Flix
Francisco de Souza Magalliaes a ni-
ca pessoa encarregada de todos os ne-
gocios de sua casa para cujo fim o tem
constituido sen procurador bastante.
Precisa-so alugar urna casa terrea com
quintal, uo bairrode Sanio Antonio ou Boa-Vis-
ta : a tratar na ra da Cadeia n 45.
Manoel da Costa, Porluguez, vai a Por-
tugal.
Joo Cordciro de Lima, subdito Porluguez,
vai ao Rio de Janeiro.
Alten cao
s
Ouem precisar do um pardinho para ensina-lo
a boleeiro, cora as condiees que se convencio-
nar, dirija-se ra do Hospicio n. 52, ou ao
aterro da Boa-Vista n. 37.
Fugio na larde do dia 21 do crrante, da
fabrica de rap, no Mondcgo, o prelo de nome
Raimundo, idade 30 para 32 annos, natural da
Costa, sem talhos nem barba, boni parecido, al-
tura regular, falla onibaracada, por tero costu-
me de mastigar fumo, trablha do carapina : re-
compensa-sc bom a quera o apprclionder elva-
lo a mesma fabrica.
Jos Antonio Fernandos, subdito Portugus,
rotira-se para fra da provincia.
Antonio Lopes Pereira do Mello, subdito
rcrtugiicz, vai ao Ric de Janeiro.
O Sr. ^ntlr Alves Porto queira
dirigir-sea liviana n. C e 8 da praca
da Independencia, a negocio que llie diz
respeito.
O Dr. Cosme de Sa i'er
|de volt de sua viagem nstructi-j
jtiva a Europa continua no exer-j
jeicio de sua prolisso medica.
Da* consultas em seu escripto-|
I rio, no bairro do Recife, ra daf
jCruz n. 53, todos os dias, menos)
nos domingos, desde as" C lioras!
t as 10 da manhaa, sobre os(
seguintes pontos :
I*. Molestias de olhos
1-. Molestias de cora cao e del
peito ;
3'. Molestias dos orgaos da gera-j
cao, e da anus ;
4-. Praticara' toda e qualquer
operacao que julgar convenien-
te para o restabelecimentodosj
seus doentes.
O exame das pessoas que o con- !
sultarem sera' feto indistincta-j
mente, e na ordem de suas en-
trsdas; fazendo excepcao os doen- i
tes de olhos, ou aquellesque por
motivojustoobtiverem hora mar-'
cada para este fim.
A applic-icao de alguns medica;
mentos indispensaveis em.variosj
casos, como o do sulfato de a tro-1
pina etc.) sera' feito,ou concedido!
gratuitamente. A conanca quej
nelles deposita, a presteza de sua
accao, e a necessidade prompta
de seu emprego; tudo quanto o
demove em beneficio de seus
doentes.
;', ^""jR.jrv.'als vjt.j.-jn58?3f!vSk^s
Atuga-se paite de um primeiro andar para
escriptor, ou pessoa sem familia, na ra do Vi-
gario : a tratar no deposito da mesma n.29.
Ama.
Precisa-se de urna ama forra ou captivi para
cozinhar ; na ra do Imperador u. 12, segundo
andar.
O Sr. Maximino Narciso Sobroira de Mello
queira mandar ou levar rua das Cruzes n. 36,
primeiro andar, as chaves da casa cm que o
mesmo scuhor lem morado ltimamente em 0-
linda, pois a proprietaria della nao pode por
mais lempo soffrer empates no aluguel de seu
predio.
Attenco.
o
A companhia do gaz pedem
aos III ms. Srs. assignantes que
ti verem gaz collocado nos seus
armazens, lojas ou casas par-
ticulares que quando no mes-
mo acontecer haver qualquer
defeito, queiram participar
por escripto a pessoa que es-
tiver encarregada do deposito
na ra do Imperador n. 11 das
6 horas da manhaa at 6 da
tarde ou na ra das Cruzes n.
9 (loja) residencia de um dos
machinistas antes ou depois
desta hora, aim de que seja
ogo dado as* providencias.
N. B. As reclamares nao
devem ser feitas no escripto-
rio dos Srs. Rostron Rooker &
C, excepto no caso de nao se-
ren attendidos por qualquer
dos primeiros encarregadosa
recebe-los.
Fabricado gaz 22 de de-
zembro de 185!).
Digo eu abaixo assignado, que deixci do ser
caixeiro do Sr. Loureneo Puggi no dia 24 do
crrante mez, e agradeeo ao mesmo senhor o
bom tralamonto com que se dignou dar-me du-
rante o lempo que fui seu caixeiro. Hecife 24 de
dezembro de 1859.
Joaquim Jos Pereira da Cunha.
100$000.
Fugio no dia 21 do corrente, do engenho Vi-
cente Campello da freguezia da Escada, um pre-
to escravo de nome Joo Luiz, idade que repre-
senta tor 35 annos. alto e de bom corpo, lem
falla do denles o de barba, e 6 alguma cousa
gago. Este escravo foi visto na villa da Escada
na noitc do mesmo dia em quo fugio, o suppe-
se com fundamento achar-se as iramediaces
do mesmo lugar, comtudo como possirel se
oche na cidade do Recife, ou em outro lugar dis-
tante : roga-so om gcral a qualquer auloridado
policial que do mesmo escravo tenha noticia,
sua captura, bem como aos capites de campo,
promcltendo-se a gralitcaoao cima do 100$ rs.
a quem entroga-lo no mesmo engenho a seu se-
nhor, o coronel Manoel Goncalves Pereira Lima,
ou no Recite aos Srs. Lentos Jnior & Leal
liis.
Na ra do Trapiche Novo
numero 22,
caf reslaurantdu commerco, precisa-se de dous
ajudanles de cozinheiros, ou de dous escravos
do pouca idade, que queiram aprender o ollicio
de coznhoiro.
Pola ultima voz pide-se ao Sr. Francisco
Duarle Co,elho ir ao largo do Torco n. 32. sobra-
do, ullimar o .negocio da casa em que S. S. mora,
espera-se tres dias, e lindo esles, publicar-sc-ha
este negocio circunstanciadamente.
Declara cao.
Rosa & Azovedo, com taberna de molhados na
ruada Praia n. 39, declarara ao Sr. arrematante
do consummo da agurdente de produeco bra-
sileira, que do 1. de Janeiro prximo vindouro
em diante doixam de vender (aos bebidas, e por
isso os considero descuerados da respectiva col-
lecta.
Ama de leite.
Precisa-se de urna ama de leite que nao tenha
filho, anda mesmo sendo escrava, paga-so bem :
na ruadas Cruzes n. 41, segundo andar.
AO PUBLICO.
Joo Baptista de Medeiros agradece as autori-
dades e mais pessoas quo lomaram parto na cx-
tinecao do incendio havido om sua prensa do al-
godo do lorie do Mallos, na tardo do 27 do cr-
tenle, aos quaes senhores, pola promplido com
que sepreslaram, deve alguns objectos quo fo-
ram salvos das chara mas. Outro sim aos seus
contpanhi.'iros agradece tambem o concurso que
lhe ho continuado a prestar nos trabalhos que
lhe Qearsm de um to fatal acontecimonto.
Eugenio Blum rclira-se para o Rio de Ja-
neiro.
= \V. 15. Bouring, subdito inglez, vai ao Rio
de Janeiro.
Compra-sc una negra cozinhera e engom-
madeira, que tenha boa conducta : ua ra da
Son/ala Vclha n. 94.
Para vender.
Um excellonto piano muito barato o domis
acreditado fabricante Collard, e muilo novo ;
tambem na alguns trastos em bom eslaho: quem
pretender, dirija-se a rus Nova n, 65, que ser
servido.
KM\a ra do
Queimado n. 30
loja de ferragens, miudezas c unileiro ha para
vender um grande sortimeoto de caixas cora vi-
dros tanto em porco como a retalho, assim co-
mo caixas de folha de Flandres obras feitas per-
lencentes a oflkina de funileiro, vende
tudo muito mais barato que em outra qualquer
parte. n
Na loja da na Direila n. 48, Tendera-se
Dorzogums para homem a 79500, ditos para se-
nhora a 3$o00, sapates de couro do lustre para
hornera a 3j500, sapatos de couro de lustra para
senhora a 1$280, ditos de marroquim para so-
ntiora a /60 rs., ditos do Aracaty a800rs., assim
como couro de lustre e marroquim que se vendo
por baratissimo praco.
Milho e fejo.
Na taberna da ra da Praia n. 39, sendo o mi-
lho a 49000 o sacco, c fejo a 4500.
Vcnde-se a taberna da ra da Roda n. 18
a tratar na mesma.
Boapechincha.
Vendo-seuma taberna em um dos melhores
lugares da freguezia de S.Jos, afreguezada para
a praca e para o malo, com pequeo sortimento -
os prelendenles, dirijam-sc a ra de Santa Rita
numero 82.
Fazendas boas e
baratas.
Chapelinas e chapeos de seda o palha
para senhora, bonitos o bem enfei-
tados a 159 c 16*000
Chapeos de seda enfeitados para meni-
nas a 8J> e 99OO11
Capellas o enfeiles do flores e froco para
cibeca de meninas a23OOO, e para se-
nhora a 59 e lSSOtHI
Enfeiles de vidrilho para cabeca a 3500 e 400
Chapeos pretos francezes, tinos, para
homem a 8$ e 9000
Ditos brancos de castor, modernos 148000
Ritos de caseraira de cores para homem 4000
Ditos do feltro finos a 4J, 5 o 6*000
Ditos de dito finissmos, fita larga 7|000
Ditos de soda de cores delicadas 8*000
Ditos de castor tambem copa baixa e
in03 9O0O
Bonets de panno fino, francezes, para .
meninos a 2* e 35OOO
Camisas brancas e com peitos de cores
a 'S800 e 2*500
Ditas ditas com peito de fusUto, finas.
a 2*80 e 33000
Ditas com peito de linho a 3A500, 4j e 59000
Calcas de brim de cores o brancas de 3jj a 6*000
Ditas de casemira de edr e prelas a 89 e 128000
Cclleles de brim e fusto a 4$e 51000
Ditos de gorguro de coras a 5 e 69JUO
Ditos de velludo de cores al2*e 14S000
Palelots do brim de cores e brancos
de 3* a 7*000
Ditos de alpaca prela e de cores a 5 e 12*000
Ditos de panno e casemira pretos e de
cores a 20. 22, 24 e 26*000
Sobrecasacos de panno preto superior 38$o00
Vestuarios de fusto, mui lindos, para
meninos 12*000
Penlos de tartaruga modernos a 10, 16 e 25(W0
Leques entrefinos e bonitos a 3, 5 e 8*000
Ditos de raadreperola a 16, 20, 25 e 30*000
Ramos de flores finas a 18, 2* e 3-5000
Saias a balo de boa qualidade a 5 e 6*000
Vestidos de phantasia, de lindas cores,
a 25*000 e 3O000
Cortes de vestido de seda de cores deli-
cadas, com 2 saias e 2 babados borda-
dos a 1008 e 120*000
Calcas para meninos bordadas a 4 e 5*000
Toalhas de algodo e de linho a 15600
1*800, 2*600 e 23800
Luvas de pellica brancas, amarellas e
prctas, para senhora e homem a 2* e 28500
Gollinhas bordadas a 600, 800, 1*200
lS6O0,240e 3*000
Manguitos bordados a 2* e 3*500
Ditos com gollinha a 3i600, 4, 6 e 8*000
Alem destas, outras militas fazendas, que na
loja de Cunha Silva, na ra da Cadeia do Recife,
se vendera por preros baratos.
Para mesas e
camas.
Toalhas de algodo alcoxoa Jo para mesa
de 1. 11(2, 2,2 li2 e 3 varas a 800,
1$500. 2, 3 e 4$ooo
Ditas de linho de 2, 3, 3 1(2, 4 e 4 1[2
varas de 4g a 10J000
Ditas de dito muito superiores de 2 a 5
varas a 6.8,10, 12,14 e I65OOO
Atoalhado de duas Iargurss, trancado e
adamascado, vara a 1*, 1*200 e 2*400
(toardas-roupa de algodo alcoxoado,
duzia, a 2g e 28500
Ditos de linho a jjooo
Bramante de linho para lenQO com 8e
10 palmos de largo a 1*800 e 28400
Toalhas de linho com labvrinlho para
rosto a 3; e 4*000
Babados de linho para lencoe?, toalhas
e camisas de linho, pocas de 30 varas
a 25OO, 38 e 3*500
I. outros mu i tos artigos, quena loja de Cunha
& Silva, na ra da Cadeia do Recife n. 50, esqui-
na defronte da ra da Madre de Dos, vendem-
se baratos.
Na ra Formosa, casa pegada capella dos
inglezes, vendo-se urna escrava (mulata) de idade
do 21 a 22 annos.
4 mais rica armacao,
o melhor localidade, com garanta da casa por
Iros annos, aluguel muito em conta, propria para
toda e qualquer especie de eslabelecimento, mui-
to om conta, sita na ra Diroita : a tratar na
mesma ra n. 16, loja.
Retratos de SS. MM. II.
Chegarara do Rio de Janeiro no ultimo vapor
relalos de SS. MM. II., tirados por um dislincto
artista Allemo : vendem-se na livraria econ-
mica, defronie do arco de Sanio Antonio, ra do
Crespo n. 2.
Para pastis.
Na taberna da estrella do pateo do Paraizo n.
14, vendem-se ancorlas com azeilonas a 18600,
era garrafa 320, banha de porco a 600 rs. a libra,
loucinho de Lisboa a 400 rs., farinha do reino a
160, vinagra a 320 a garrafa.
Vendem-se saceos com farinha de mandio-
ca de superior qualidade, saceos com arroz de
casca, dilo pilado, feijo mulatinho, gomma do
Aracaly, courinhos de cabra, esleirs de palha
do carnauba, vassouras de dita, tudo se vendo
por menos que em outra qualquer parle : na ra
do Rangel n. 62, armazem,
Attenco,
Vende-so urna pequea roobilia de urna se-
nhora que se retira para o Rio de Janeiro : quem
a pretender dirija-se ra da Gloria n. 106.
Queijos de Minas.
Vendem-se queijos de Minas amito superiores a
2* cada um : na ra do Imperador, amigamente
ra do Collegio.
Gravatinhas para
senhoras e meninas.
Mu bonitas e delicadas gravalinhas do lirio fi!
de seda, com borla e franja, e do goslo moderno,
pelo baratissimo praco de 2g cada urna : na ra
do Queimado, loja*d'aguia branca n. 16.
ATTENCO
Vende-se a melhor loja de fazendas da ra do
Imperador n. 9, com poucos fundos, a prazo ou
a dinheiro : a tratar na mesma.
Vestidos de seda.
Vendem-se cortes de vestido de seda com 2 o 3
babados, armados, de 20 a 40* cada um sendo,
que seu valor razoavel era de 80* : na loja de 4
portas da ra do Queimado n. 10
;.
i
41

v
MUTILADO


Precisa-se alugar algum prctos escravos
por mez ou por dias, pode-se dar sustento, caso
convenha ao senhor: na livraria n. 6 e 8 da
praca da Independencia.
DURIQ DE PEBNAMfcCO. 1NTA FEIRA 29 DE DEZEMBRO DE 1855.
pelU
PILULAS VEGETAES
ASSUCARADAS
NEW-YORK.
O MELHOR REMEDIO CONIIECIDO
Contraconstipa[es, ictericia, affecces do fijado,
febres biliosas, clicas, indigestes,evxaquecas.
H era o rehuidas, diarrhea.doencas da
'le, rupcOei.e todas as enferraidades,
PROVEMEMES DO ESTADO IMPURO DO SANGIF.
75,000 caixas desto remedio cousommem-se an
nualmente !
Remedio da natureza.
Approvado pela faculdade do medicina, e re-
commendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os conhecidos. Sendo estas pillas
puramente vegetae3, nao cerniera ellas nenhum
veneno mercurial nem algum oulro mineral ;
esto bem acondicionadas em caixas de folha pa-
ra resguardar-sc da humidade.
Sao agradareis ao paladar, seguras e efficaze
ra sna operario, e um remedio poderoso para a
juventude, puberdade e velhice.
Lea-seo follietoqueacompanhacadacaixa.pelo
qual se licar conhcccndo as multas curas milagro-
sas quetem eflectuado. D. T. Lanman & Kemp,
droguistas por atacado em Nova York, sao os uni-
dos fabricantes e proprielarios.
Acham-se venda em todas as boticas das prin-
cipaes cidades do imperio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra da Alfandega n. 89.
Baha, Germano & C, ra Juliio n. 2.
Pernambuco, noarmazem de drogas de J. Soum
A C, ra da Cruz n. 22.
Jos Antonio Morena Dias & C, continuam
a receber por todos os paquetes de Europa um
iindo sortiraento de obras de ouro, diamantes e
brilnantes: a tratar no scu cscriptorio, ra da
Cruz n. 26.
Aviso ao publico.
t). Joo Nogueis, dentista faz saber ao publico,
que se mudou da ra larga do Rosario para o
Recife, becco do Abreu n. 3, primeiro andar.
Manual de contas feitas
para compra e venda de assucar, algodo, couros
e mais objeelos do peso, obra muito til para to-
das as pessoas que negociam com ditos gneros,
para os senhores de engenho; pois com um
lance de vista podem saber o importe de qual-
quer porco de arrobas e libras ; 1 volume'bem
encadermido por 5000: vende-se na livraria
econmica, delronle do arco de Santo Antonio,
ra do Crespo n. 2.
Curso de preparatorios.
O bacharel A. R. de Toares Bandira, profes-
sor de geographia e historia anliga no gymnasio
desta provincia, contina no ensino dos seguintes
preparatarios : rhetorica, philosophia, geogra-
phia, linguas franceza e ingleza ; na casa de sna
residencia, ra larga do Rosario n. 28, segundo
andar.
= Precisa-se alugar urna escrava para o ser-
victo interno e externo de urna casa, assim como
taiubem um escravo : na ra da Santa Cruz n. 66.
LOTERA
Guarda-livros.
Una pessoa com bastante pritica de escriptu-
racao mercantil, ufltrece-se para tomar conla do
qualquer escripia por partidas dobradas : quem
fretender, dirija-se a ra da Cadeia do Recife,
oja n. 55.
Traspassa-sc o arrendnmento de um enge-
nho distante desta praca duas lcgoas, vende-se
o na parte no mesmo engcuho, machina nova
vapor, dislilacio nova e bem montado, 22 bois
de corma, seis quaclaos, algumas obras, saltr.t
plantada, etc. etc. ; Irala-se na ra do Crespo n.
13, loja.
Precisa-se fallar com o capitn
Ovidio Goncalves du Valle a negocio de
sen interesse : na ra da Cruz arma-
zem n. 61.
= Precisado de urna casa de sobrado ou ter-
rea nos bairros do ftecife e Santo Antonio : a
tratar na ra do Trapiche n. 48.
= Em casa de Rostron Rooker & C, na praca
do Corpo Santo, aluga-se urna casa no bairro da
Boa-Vista, ou na Soledade; afianca-se o bom
tratameuto e limpeza.
Ra do Calnir;;', loja de ourives
n. 11,
esquina que fica em frente da ra
% Nova e pateo da matriz
Fazem publico que esli constantemente rece-
bendo da Eur o pn as mais em moda e mais deli-
cadas obras de ouro, as quaes dao para esco-
llier, pelos menores precos possiveis, e passam
contas com recibos, as quaes vo especificadas
a qualidade do ouro, tamo de 14 como de 18
quilates, do que cara esponsaveis.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva
para o serviro de urna casa de familia, e que se
preste a comprar e a sahir a ra em objeelos do
servido : na ra larga do Rosario n. 28, segundo
andar.
COMPMini
ALLIANCE
As summas vantagens que os mdicos lera ti-
rado, om lodos lempos, do ferro, e o crdito ge-
ral de que esla substancia gnsa como um dos
preciosos remedios que a sciencia possue, e que
a Iherapeulica reconhece como o primeiro era
nimias affecces do apparelho digestivo, e parti-
cularmente em lodas as dependentes de altera-
coes na mcnslruac,ao, ele, tem feilo com que
por toda a parte os mdicos, chimicos e phar-
Cft..,.,!.!.., 0 I. i.i moceuticos lenham trabalhado iacessanlemente
mllllll I illl. P-^ 'omar cada vez mais ulil, excogitando lo-
KJUl II jUIllll U. IIIIIUV. dos os das meiospara o fazer menos refractario
a digestao, e assim privar o seu emprego dos
inconvenientes que tem o seu uso por muito
lempo, e particularmente dos que costuma pro-
duzir as pessoas de organisacao delicada, por
etcito de sua diflicil absorpgao". Daqui as nume-
rosas prepararles de ferro, conhecidas em ma-
teria medica, todas as quaes corresponderan!
melhor o seu fim se nao lora o inconveniente da
intolerancia do estomago, isto a difficuldade
do sua assimilarao, e conseguintemento a perda
de appelite. a demora e difficuldade na digestio,
a conslipacao de ventre, etc., etc., que multas
vezes acompanham o seu uso.
E lio geral o emprego do ferro em medicina, e
sao lio conhecidos os seus resultados, que. pode
dizer-se, ninguem ignora hoje os motivos de sua
applicacao, assim como a razio de suas virtu-
des Como elemento do sangue, como parte in-
legranle do organismo, nenhum medicamento
como o ferro produz elleilos to ensiveis e ma-
ravilhosos ; e daqui a reputara > invariavel de
que goza, reconhecida por todas as escolas, e
at mesmo poraquelles que, desviados dos prin-
cipios geraes da medicina, se lera tornado syste-
malicos e exclusivistas. Tralava-se portanio de
descobnr um novo composto que, ingerido no
eslomogo. o nao cansasse e fosse promptamenle
absorvido e assimilado, e que mesmo sem o con-
curso ou inlervencao de quantidades maiores
de sueco gstrico pudesse ser supporlado por
pessoas as mais delicadas, sem fatigar o eslomo-
go e lhes produzir a constipagao de ventre.
Os meus primeiros trabalhos sobre o phospha-
to de ferro, dalam de 1849, e consignados nessa
poca as actas da academia de sciencias, e mais
larde, em 1854, 1857 e 1858, na academia de me-
dicina, provaram que o phosphato de ferro solu-
vel era cao smenle mais coraraodo e mais fcil
de administrar, mais at salisfazia melhor do
que qualquer dos oulros ferruginosos conhecidos
as diversas indicacoes pralicas.
Assim, pois, com o novo medicamento que eu
tenho a satisfacio de apresentar hoje de forma
liquida, claro como agua a mais pura, quasi sem
gosto ou sabor de ferro, nao fazendo os denles
negros, tenho a esperanza de que os mdicos
poderao operar com ello melhoras promptns e
curas rpidas e seguras, e abreviar consideravel-
InHammacao do estomago e dores KLVS^KS&JS^
Rogo-lhe, Sr. redactor.de inserir no seu jor- Sll> que se emprega, e seu
modo de adminlstracao
FililIPl&f
DE FERRO SOLUVEL
DE LERAS
Doutor em sciencias, iuspeclor da academia, professor de pharmacia, oficial
da universidade de Paris, etc., ele.
Approvado pela imperial academia de medicina do Rio de Janeiro e
escola medico-clrurglco de Lisboa, etc., etc., etc.
Estabelecida em Londres
mu.
ni
CAPITAL
Cinco mUVvoes de linras
esterlinas.
Saunders Brothers & C." lem a honra de tn-
Tormar aes Srs. negociantes, proprielarios de
casas, e a guem mais convier, que estao plena-
mente aulorisados pela dita companhia para
efectuar seguros sobre edificios de tijolo epe-
dra, coberlos de telha e igualmente sobre os
objectos que eontiverrm os mesmos edificios,
quer consista em mobilia ou emfazendas de
qualquer qualidade.
Cura completa
Sem rosaiianlo nftm incommodo.
nal a seguinto declaracio, que julgo ser pro-
veitosa a algumas pessoas.
Ha bstanles annos padec urna horrivel dor
O Sr. thesoureiro manda fazer pu-
blico que se achara a venda todos os dias
das 9 horas da manhaa at 3 da tarde,
no pavimento terreo da casa da ruada
Aurora n. 26 e as casas commissionadas
pelo mesmo Senhor thesoureiro na pra-
ca da Independencia n. 1* e 16, o
bilhetes e meios da ultima parte da ter-
reira e primeira da quarta lotera do
Gymnasio cujas rodas deverSo andar
mpreterivelmente no da li- de Janeiro
do nio prximo futuro.
Thesouraria das loteras 21 de de-
zembro de 1859.O escrivao, J. M. da
Cruz.
Desapparereu
do sitio Caixad'Agua um boi preto : quera o en-
contrar ou der noticia na ra do Livramento n.
2. ser bem gratificado.
Na ra Bella n. 10, precisa-se de urna ama
para cozinhar e comprar para urna pessoa
Dentes artificiaes.
Francisco Pinlo Ozono tem a honra de scien-
tiflear ao respeilave! publico desta cidade, que
est de posse da machina a vapor vulcanile ;
colloca dentes por este novo systema anda nao
visto nesta cidade, c talvez em todo o Brasil por
ser um systema inleiramente novo, e por conse-
guinte muito fcil para as pessoas que se veem
na precisio de usar delles ; tambera os colloca
por meio de chapa em ouro ou platina com molas
ou pela presso do ar, caiga os que esli em es-
tadode caria com ouro e massa adamantina, e
outro s massas brancas, por precos razoaveis, po-
denda ser procurado para este fim em sua mora-
da, na ra estreita do Rosario n. 3, a qualquer
hora do dia.
= Continua-se a preparar bandeijas enfeita-
das cora bolinbolos de diversas qualidades, as
melhores e mais baratas do nosso mercado ; as-
sim como bolos inglezes, podins, pesiis de nata
e creme ou outra qualquer cncommenda : diri-
ja-se ra da Penha n. 25, para tralar-se do
ajuste.
O advogado Souza Rcis mudou o seu es-
;riplorio para a ra larga do Rosario, sobrado da
quina n. 52.
Offercce-se um homem capaz
rom familia para feitor de sitio, qne
entende perfeitamente de plantaces:
ensta lypographia se dir.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser : em casa de Samuel P.
Johnston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
MOB LIAS
Euvernisam-sc mobilias mais em conla do que
em outra qualquer parte: no pateo do Carmo
= Precisa-se de um bom feitor para sillo nes-
ta praca : a tratar no Monflego, f ni casa do fal-
lecido commendador l.uiz Gomes Ferrelra.
Aluga-se a loja do sobrado n. 16, sita na
ra do Imperador, e a qual propria para qual-
quer estabelecimenlo : quem a pretender, diri-
ja-se casa do fallecido commendador Luiz Go-
mes Ferreira, no Wondego.
Companhia Iademnisadora.
A direcjio da companhia do Seguros Martimos
Indemnisadora, em cumpriracnto do disposto no
art. 19 dos respectivos estatutos, far vender em
ublico leilao, no dia 30 do coi rente pelas 11
oras da manhaa, porta da Assoclacao Com-
mcrcinl, 15 ac^es da mesma companhia, em 3
loles de 5 aeces cada nm, sendo o primeiro lo-
te de ns. 136 a 140. o segn3o de 261 a 265 e o
terceiro de 271 a 275.
vertigens, algumas vezes _.
acompanhadas de clicas flalulentas ; raandel vir
urna das chapas medkinaes do Sr. Ricardo Kirk,
morador na na do Parlo n. 119, appliquei-a so-
bre bocea do estomago, e no esparo do 18 dias
achei-me completamente bom, c as'doresde ca-
bera d esa ppa rece rara.
Por isso agota posso dormir com socego ; te-
nho de idade 68 annos c 4 mezes, e fago esla
advertencia a todas s pessoas que padeccrem
tal molestia para tentar o dito curativo, para que
assignci a presente declaracio em gratidio e pa-
ra ser conhecido do publico.
Curato de Sania Cruz.
Emygdio Jos de Fara.
Estava afirma reconhecida pelo tabelliio Jos
Feliciano Godinho.
Consultorio central homeopathico
I n- SABIMO L. PIMO |
mRuade Santo Amaro (Mun-
As molestias em que o phosphato de ferro so-
iiire, sem queslao.se lem mostrado at hoje
de cabera que me prenda a nuca, tinha muito* SlMBifirSMJS ,oslrado al M8
soTria dr iw estnmann f a chlorose (ictericia branca, cor paluda,' pa'llid'ez
do rosto filhas de fallas menslruaes) ; a leucor-
rha (flores brancas, fluxo alvo ou branco); a
amenorrha (falla completa ou incompleta da
menslruccoo); a dysmenorrha (difficuldade no
apparecimento da menslruacao, menstruacao dif-
licil em dores, espasmos, ele.) ; a dyspeps'ia (fra-
queza e difficuldade na digestao, digestao tarda
e penosa, digestao Imperfeita); a emaciaro em-
magrecimento son causa conhecida, assim como
o emmagrecimenlo filho de molestias prolonga-
das) ; as escrophulas, a gastralgia (dores nervo-
i sas parles, etc. Observaremos que. alm das re-
' conhecidas vantagens que lia cura destas mo-
lestias se tem oblido, ja com o emprego dophos-
\ ptalo de ferro soluvel, a qualidade que o torna
mais recommendavel ninda a de se poder con-
siderar como meio preventivo ou prophylatico
contra a tsica, pela cura prompla da chlorose
cor.
Fraqueza e debiiidade geral com falta de
amenrrhia (irregularidades e faltas menslruaes',
que lodos conhecem como urna das causas pri-
marias e muito frequentes das molestias pulmo-
nares tuberculosas.
O modo de administrado do phosphato de
ferro soluvel dos mais simples e facis. Toma-
se em geral duas vezes ao dia, de manhaa e de
tarde, meia hora antes do almoco e do jantar
ou as comidas (conforme cada um se der me-
hor), logo depois do caldo era dse de meia co-
Iher de sopa pequea. Esta era geral adose
que mais convm aos doentes: porm algumas
vezes, o mais larde, em vez de meia colher, po-
derao tomar urna colher cheia, duas vezes tam-
bem ao dia, so ou misturada com agua e assucar,
e at mesmo com agua e vinho (branco), se as-
sim se derem melhor. Eslas dses todava po-
derao ser augmentadas ou diminuidas conforme
a susceplibilidnde do estomago de cada um.
O phosphato de ferro soluvel, deitado em dse
do urna colher de sopa em obra de urna libra de
agua c bem vascolejado, faz urna exeellcnle
agua ferruginosa superior s aguas Bussang, de
Spa, etc., esobretudo muito econmica.
O numero dos frascos precisos para a cura
das molestias cima mencionadas varia con-
forme as circunstancias individuaes; porm
posso certificar que, salvo o caso do urna consti-
luico completamente arruinada, nao ser mister
tomar raais do que 3 a 4 frascos; mas adverlirei
que nio convem que o docnte se precpite, to-
mando dse sobradse, julgando que assim se
cura raais depressa.
Como melhor abono de tudo quanto cima fl-
ca dilo transcreverei o teslemunho insuspeito
de alguns dos principaes mdicos de Pariz, cujos
noraes e reputario sao ossazreconhecidos.
Leras.
Pariz, 3 de julho de 1858.
O phosphato de ferio soluvel do Sr. Leras
lem-me dado os melhores resultados como me-
dicamento ferruginoso ; sempre muito bem
supporlado e de urna adminislrario fcil.
arth, medica do hospital Beaujon.
A preparaco ferruginosa do Sr. Leras, a
que applico de melhor vontade, c a que me d
os melhores resultados, tanto na cidade como
no hospital. Aran, medico do hospital de San-
to Antonio.
Urna mulher muito gravemente doente, o
qual infructuosamente tinha applicado o lclalo
de Ierro, as pulas do Vallct, as aguas frreas
de Spa e de Passy, foi immediatamenle raelhora-
da com o uso do phosphato de ferro soluvel, que
ella supportou muito bem.ernuix, medico
do hospital da Piedade.
Eu aconselho muitas vezes aos dciles, o
principalmente aos que sao dolados de consii-
tuiges delicadas, o phosphato de ferro soluvel,
c al hoje nao tenho tido motivos senao para me
louvar.Roberl, cirurgiio do Hotel Dieu.
O phosphato de ferro soluvel segundo a ;
minha opinio, a preparacio que os doentes sup- i
portara melhor, e a que d os melhores resulta-'
dos.Casenave, medico do hospital de San'
Luis.
De todas as preparares ferruginosas co-l
nhecidas a que, segundo a minha opinio, se
supporta melhor e cura'rpidamente as affecces;
que exigem esla indicacao, sem contradicrao o'
phosphato de ferro soluvel de Leras.
Tem principalmente a vantagem de evitar a
constipacio de ventre, e de convir s pessoas de
estomago delicado.=r. A. Favrot, autor do Tra-
tado de doencas de mulher.
Afora estes rauitos mdicos dos hospilaes de
Pariz, que diariamente applicam, citaremos os
nomes dos Srs. Arnal, Dazin, Boinet, Caslilhes, i
Dtbou, Deschampa, Denonvillier,Favrot, Gillelt,'
Gros Guibout, Monod, Martin, Sainl-Ange, Na-
talit Guillo!, Ottembourg, Pallelan, Schuster,!
Vernois, etc. Nos Estados-Unidos, Alleraanha, I
Hespanha, Inglaterra, Hollanda, Russia. Blgica. !
Italia, Portugal e Brasil tem sido applicado pe- i
losmelhires mdicos que tem reconhecido suas I
grandes ^tagens ; c julgo desnecessario pol)lt- !
car urna .antidade enorme de attestados era que
M provam milhares de curas com este bello me-
dicamento, o que gratuitamente me tem sido
enviados de varios paizes.
COLLEulO DE % S- DO BOM CtttSELH.
llua do Hospicio n. 19.
Precisa-se contratar um homem de 30 a 50 an-
nos, solleiro ou viuvo, para oceupar um cargo
importante nesle instituto, prefere-se um sacer-
dote, a quem so garante urna capellana e algu-
ma das cadeiras, com tanto que rena a inlelli-
gencia, moralidade e actividade, o qne provar
por documento : na primeira hypolhese, garan-
le-se um ordenado de 500a a 600, alem de ca-
ma e mesa ; e na segunda de 1:0000 a l:2OO0an-
nualmente : quem se julgar habilitado a preen-
cher este cargo, dirja-se ao collegio, a tratar
com o director.
COLLEGIO BOU CNSLLUO. III \
110 HOSPICIO N 19.
Neste estabelecimenlo precisa-se de professo-
res para as segnintes disciplinas : para a segun-
da cadena de inslrue^o primaria, que compre-
hende lingua nacional, historia do Brasil e no-
ces de geographia ; para as cadeiras de ins-
Irocrao secundaria, italiano, sciencias naturaes ;
e para as aulas de commercio, arbitrios de cam-
bio, theoria e pralica de escripturacao commer-
cial, analy.se dos differcnles ramos do com-
mercio.
(4)
C-iinpra *e uui Fio* Sarictoruru.
usado : na livraria n. 6 e 8 la prara da
Independencia.
= Compram-se as seguintes comedias : Ber-
mrdo na La, o Judas em Sabbado de Allekia.
Quera casa quer casa. Por causa de um algaris-
nio, A rosca, o Duelo no Terceiro Andar, o Ir-
na das Almas e o biabo na escola : nesta tvpo-
graphia se dir.
Compra-se urna escrava de meia idade que
cosinhc e engornmee seja robusta ou nina que
seja mora rom as mesnias habilidades crecolh-
da : na ra Nova n.34.
Na ra do Vigario, deposito de Joaqum A-
maro da Silva Passos, rompra-se em pequeas
grans,partidas de cera de carnauba e sebo.
Compra-se una escrava que saba cozinhar
e engommar, eque lenha boa conduela : quem
del'a quizer dispor, dirija-se a ra da Cadeia do
Recife, loja de ferragens n. 44.
Compra-se para urna cncommenda tima
casa lerrea no bairro de Santo Antonio ou Roa-
Vista, que esleja em bom estado e que lenha
bons commodos para urna familia : a tratar na
ra da Penha, armazem n. 6.
Vendas.
COLLEGIO DEN. S.I>0 BOM C0ML110. ,\AIfll |Aft ,IA nlAftrlA f
Ra do Hospicio n. 19. Nova loja (le eapdo irn-
Precisa-se de una boa cozinheira, a quem se '
offerecc 250 raensaas.
Quem precisar de una mulher forra, que
sabe cozinhar e engommar com multa perei'.ao,
dirja-se a ra do Vigario n. 20, terceiro andar.
Antonio Alberto de Souza Aguiar tem para
vender em seu armazem na ra do Amorm n.
58, barris de 8." com o mais superior vinho do
Porto que se pode eocontrar em nosso mercado.
Dcsappareceu na madrugada do dia 23 do
correnle, do lugar da Capuuga, um cavado ruco
cardo. altura regular, com marca no lado dre'i-
lo ; sealguma pessoa liver delle noticia, dirija-
se a ra da Cadeia do Recife n 56, loja de ferra-
gens de Sampaio Silva & C., ou na ra da Ca-
punga no sitio de Francisco Custodio de Sam-
paio, quesera bem recompensado.
Aluga-se urna escrava para o servico do-
meslco : na ra da Roda n. 23, das 6 s 9 ho-
ras da manhia e das 4 da larde em danlc.
Precisa-se fallar indubitavelmcnle com o
Sr. Joao Jos da Cosa Santos : na ra da Cadeia
do Recife n. 40.
Ama.
Paga-so bem a quem quizer ser ama de urna
casa de tres pessoas : na ra Nova n. 35.
Precisa-se de urna araa que saiba coser
engommar cora perfeicao, para urna casa estran-
geira : quem estiver ueste caso, pode aposentar-
se na ra da Cruz n 9, segundo andar, que ser
bem retribuido.
Carlos Marin e Alfredo Dreux, retram-se
para o Rio de Janeiro.
Gustavo Masset retira-se para Macei.
Precisa-se de urna ama de meia idade, para
cozinhar para tres pessoas: na ra do Hangel
numero 6.
Hdame Merlino Rctter retira-se pora a
Baha.
DELICIOSAS E INFALUVEIS.
cez,de Antonio Rodri-
gues Pinto, no aterro da
Boa-Vista n. 8, defronte da
boneca.
Neste novo estabelecimenlo lera calcados que
recebeu pelo ultimo navio francez, dos melho-
res fabricantes de l'aris, e vende por menos do
que era outra qualquer parle, a dinheiro vista.
Pianos, seraphinase reale-
jos, a prazo ou a
dinheiro.
Vende-se no aterro da Boa-Vista, loja n Hi,
um rico eelegante pianoforte, francez, chegado
ltimamente, do melhor fabricante de Paris ; e
lambem urna rica scraphina ou orgao, muilo pro-
pno para alguina igreja do malo por ser muito
barato ; e realejos pequeos e grandes rom pan-
cadaria e sem ella, o que tudo se vende muilo
barato para acabar.
\o deposito da ra das Cruzes n. 41,
defronle do sobrado do Sr.
Figuciroa.
Ha ura eomplelo sorliniento de generes para a
testa, dos quaes se aianca a boa qualidade, que-
jos londrmos, do reino, suisso, lalas com boli-
nhos de todas as qualidades; conservas de hei-
vilhas, ameixas e marmelada, passas e figos,
massas para sopa, cha, presunto, linguicas, Bian-
leiga inglaza, vinhos engarrafados. Porto, Ma-
deira, Muscalel c Bordeaux, champauha. cene-
ja, licor, absintho, xaropes, e os afamados cha-
rutos de Thora Pinlo e de Brandao, em caixa e
meias caixas.
Milho e farelo.
Saceos grandes a.6*000 : na ra Nova n. 52.
Pastilhas vegetaes de Kemp
contra as lombrigas
Alcatifa.
Campos & Lima, lem para vender a
porco de alcatifa de todas as qualida- S
des, na ra do Crespo n. 12. 1
i
do Novo n.Q.)
Continuara as consullas e visitas do
V mesmo modo que d'antes. A conflanca
que o Dr. Sabino deposita na pessoa que
ca encarregada de seu consultorio nao
ser desmenlida. 0
@ Os pobres serio sempre tratados gratui-
tamenle.
As correspondencias serio enderecadas w
com subscripto no Dr. Sabino com asen-
ca ao abaixo assignado
Manoel de Mallos Teixeira Lima
9 Professor era homeopathia e se-
crelarto do consultorio.
S
Botica central homeopatliica 5
tDO Z
.M.S. OLEGARIO l-PlSROg
Conlinua a vender-sc grande sorlimenlo
de medicamenlos homcopalhicos lano
em glbulos como em tinturas. @
Os pregos dascarteiras sao os mesmos
queso achara estipulados no final do the-
souro homcopathico. w
H Cada tubo avulso 1S00O S,
Q> Cada vidro de tintura 2S000
Thesouro ix^meopalhico ou vade- @
mecumdo homeopalha, encad. UgOOO
y i
@@@@ @@
Publicaco litteraria.
Guia Luso-Brasleiro do Viajante da Europa
1 vol. era 4o de 500 pag.: vende-se na mi do
autor ra do Vigario n. |11, brox. 3$ encad 49.
Furtaram dous cavallos do engenho Sibir
Grande, um mellado c 1 castanho, no da 18 do
correte; o mellado tem um lombinho nos pei-
tos e ura taino na mao esquerda ; e o caslanho
tem a frente aborta e um p calcado, a mao fa-
zendo urna cruz, c o ferro no qeixo.
Deposito nesta cidade
27RA DA CRUZ27
Escriptorio de Almeida Gomes, AI ves Desappareceu desde o dia 14 do correnle
mez, do porto da ra Nova, urna Irouxa de roupa
suja bastante volumosa, a qual contm algumas
pe^as marcadas cora as letras A F. C. P., oulras
com C. G. P ,e oulras com M. P., ou por enga-
1)0 ou .de proposito foi subtrahida ; rogamos a
quem della souber, o favor de parlicipar-nos na
ra das Cruzes n. 36, primeiro andar, que alera
de grntificarmos Acaremos summaraenle gratos.
Pelo presente fago publico, que o Sr. Leo-
poldo do Rogo Barros, inveniaranle dos bens
que Acaram por fallccimenlo de meu pai o coro-
nel Francisco Jacintho Pereira, nio pode vender
i nem por maneira alguma dspr dos ditos bens
que se acham embargados pelos herdeiros de
primeiro matrimonio at decisao do Tribunal i
Relami, e que os referidos herdeiros esli
poslos a annullar qualquer contrato ou e
que pelo dito inveniaranle foi feilo. Recife
de dezembro de 1859.
Manoel Jacintho Pereira.
LICES PRATICAS
DE
ESCRITA COMMERCiAL
Por partidas dobradas
E DE
AIITIIITICI
do urna cruz, c o ferro no queixo. | n
MH^ -HtH^^ | ^ova ?1l5,8egund0 andar'
u l)r. Casanova pode ser procurado ** | 'Onscen de Meaelros, escriturario da
poe ser pro^u.u
a qualquer hora em seu consultorio ho-
mcopathico
28=RA DASCRUZES=28
ojjmcsmo consultorio acha-se sem-
pre grande sorlimenlo de medicamen-
tos em tinturas e glbulos, os mais no-
vo e bem preparados, os elemeutosde
homeopathia e Nystem diccionario dos
Jlermos de medicina.
^?m?????7^H- llllllflllla
Fugio um escravo pardo por nome Eloy,
estatura regular, cor clara um pouco acaboclado',
frS'i-, bigode. nariz e-^re^: ^S^.S t
lares, ollios caslanhos. com lodos os denles, per-
nas um pouco arqueadas, cabellos corridos e ne-
gros, bem fallante, anda bem vestido e calcado ;
levou palclot de alpaca prela, chapeo preto de
fellro, olAcial de pedreiro e de pintor do que
raais usa ; estando no dia 24 pintando dos ca-
sas na ra Nova, deftando de vir a casa desde
o da 23 do correnle, o consla que elle intitula-
se livre : roga-se a quem o pegar, dirija-se
ra da Gloria n. !0. que ser gratificado.
mesourana de azenda desta provincia,compelen-
lemente habilitado pela directora de nslruccio
publica para lcccionar arithmetica nesta cidade
lem rcsolvido juntar, como complemento do seu
curso pratico do escrituracio por partidas do-
bradas, o ensino de conlabilidade especialmente
na parte relativa a reduccio de moedas ao cal-
culo de descontse juros simples e compostos,
conhecimenlo indispensavel as pessoas que de-
sejam empregar-se no commercio ou que j se
achara nelle eslabelecidas. A aula ser aberta
no da 15 de jaueiro prximo futuro s 7 horas
da noile ; e as pessoas qoc desejarem matricu-
lar-so poderao deixarseus nomes em casa do an-
UNICA. VERDADEIRA
GITIMA
E LE-
approvadas pela Exm.a inspeceo de esludo de
Habana e por muitas oulras juncias de hy-
giene publica dos Estados Unidos e mais paizes K^$^^^^^}^-^aiS
da America.
Garantidas como puramente vegetaes, agra-
daveis avista, doces ao paladar sao o remedio
infallivcl contra as lombrigas. Nio causara nau-
seasnem sensacoes debiltaules.
Teslemunho exponlaneo era abone das parti-
Ihas de Kemp.
Srs. D. T. Lanman e Kemp. Port Byron
12 de abril de 1859. Senhores. As pastilhas
que Vmcs. fazem, curarara meu filho ; o pobre
rjpaz padeca de lombrigas, ezhalava um che-
ro ftido, tinha o estomago inchado e continua
comichao no nariz, lio magro se poz. u.ue eu
temia pcrde-lo. Ncstas circumstancias um visi-
nhe meu disse que as pastilhas de Kemp tinham
curado sua filha. Logo quesoube disso, com-
prei 2 vidros de pastilhas c com ellas salvci a
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyd.
Preparadas no sen laboratorio n. 36 Gold
Street pelos uincos proprielarios D. Lanman e
Kemp, droguistas por alocado era New York.
Acham-se venda em todas as boticas das
principaes cidades do imperio.
DEPSITOS
Rio do Janeiro na ra da Alfandega n. 89.
Bahia, Germano & C, ra Juliio n. 2.
Pernambuco.no armazem de drogas de J. Soum
& Companhia ra da Cruz n. 22.
^YTTTTTTYTYYTTT'yTTTrTTTTTTTTJS
SALSA PARRIUIA
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La-
rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e
p denlifico.
DEPOSITO GERAL
DE
Pilulas vegeto-depurativas
Vs\u Vista as.
As pilulas paulislonas: lao bem conhecidas em
S. Paulo, nesta cidade e em todo o Imperio, pe-
las adrairaveis curas oblidas com ellas [alg'umas
certidoe de curas completas j foram publicadas
pelos jornaes, e merecem de cerlo toda a confian-
ra do publico.
O Sr. Carlos Pedro Elchecoin, de S. Paulo, aca-
ba de estabelecer um deposito geral no Rio de
Janeiro, ra do T.irto n, 119, perto da Carioca.
Aos
senhores de engeohos c aos plan-
tadores de capim.
Na Cabanga junto aomoladouropublico.em urna
fabrica que all se estabeleceu, vende-se sangue
de boi reduzido a p para servir de extrume na
plantacao das carinas de assucar por meio das
covelas, cujo systema de plantario ser ensina-
do por ura folheto, que all se distribuir a quera
comprar mais de 23 arrobas. As experiencias j
feitas nesla provincia e em algumas parles da
Europa ; earanlem o bom resultado, que se pode
obler da applcario di^sse extrume o mais pode-
roso do todos, nao s para a canna, como lam-
bem para o capim. Esle exirume tem a proprie-
dade de desenvolver a vegetago da canna com
urna forja tal, que no fabrico do assucar vai a
-produzir o Iripuo de assucar, que poderia pro-
1 duzr sem o emprego delle : e e quanto ao ca-
pim. que hoje j objeclo de grande interesse,
lal a influencia, que na baixa que der dous cor-
les de capim em tres mezes, com a applicacao
dosanguo pode d.irquatro de muilo bom capim e
abundante. Adverle-se aos pretendenles, que o
sangue assim preparado pode ser condimdo em
saceos : quem desejar tirar o maior resultado de
suas plaotflr&es, procure na fabrica da Cab?nga
Remedio sem igual, sendo reconhecido pelos
mdicos, os raais iminentes como remedio infal-
lir! para curar escrophulas, cancros, rheumalis-
mo, enfermidades do figado, dyspcpsia, debiii-
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
midades resultantes do empreso de mercurio,
ulceras e erupecs que resullam da impureza do
sangue
CAUTELA.
D. T. Lanman & Kemp, droguistas por alacado
New ork, acham-se obrigados a prevenir o res-
peitavel publico para desconfiar de algumas te-
nues imitaces da Salsa Parrilha de Brislol que
hoje se vende neste imperio, declarando a todos
3ue sio elles os nicos proprielarios da receita
o Dr. Brislol, tendo-lhe comprado no anno de
lOuO.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma lera
direito de fabricar a Salsa Parrilha do Brislol,
porque o segredodasua preparagio acha-se so-
mente em poder dos referidos Lanman & Kemp.
Para evitar engaos com desapreciaveis co-
binages de drogas perniciosas, as pessoas que
quizerem comprar o verdadoiro devera bem ob-
servar os seguintes signaes sem os quaes qual-
quer outrapreparacio falsa :
Io O envoltorio de fora est gravado de um
lado sob urna chapa de ajo, trazendo ao p as
segrales palavras:
D. T. LANMAN & KEMP
SOLK AGENTS
N. 69 Water Street.
New York.
2" O mesmo do oulro lado lem ura rotulo era
papel azul claro com a firma e rubrica dos pro-
prielarios.
3o Sobre a rolha acha-se o retrato e firma do
inventor C. C. fristol em papel cor de rosa.
4o Que as dlrecdes juntas a cada garrafa lem
nma phenix semelhanle a que vai cima do pre-
sente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 89.
Bshia, Germano & C, ra Juliao n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum
& Companhia ra da Cruz n. 22.
O'rdem terceira do Carmo.
O secretario actual convida aos nossos cLaris-
siraos irmios para comparecerem paramentados
com seus hbitos no dia 1. de Janeiro futuro, s
7 horas do dia, afim de assislirem a missa, prali-
ca e dislribuico de registro, e a rezoula do novo
anuo. Recife 28 de dezembro de 1859.
Manoel Jos de Castro GnimartB,
Secretario.
FOMHMIIS PAR 1860.
Estao venda na livraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im-
pressas nesta typographia, das seguintes quali-
dades :
ffoLHINIIA RELIGIOSA, conlendo, alm do
kalendario e regulamenlo dos direitos pa-
rochiaes, a continuaco da bibliolheca do
Crislio Brasileiro, que se compe : do lou-
vor ao sanio nome de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hyniuos ao Espirito Santo e
a N. S., a imitarao do de Santo Amhrozio,
jaculatorias e commemoracao ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo", exercicio da
Via-Sacra, directorio para oracio mcnlal,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. coracio de Jess, saudaces devo-
tas s chagas de Christo, oraces a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, respondo pelas almas, alm de
oulras oraces. Prcco320rs.
ITA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulamento dos direitosparochiaes,e
urna collecco de ancdotas, ditos chisto-
sos, coulos, fbulas, pensamentos moraes,
receitas diversas, quer acerca de cozinha,
quer de cultura, e preservativo de arvores
e fructos. Preco 320 rs.
ITA DE PORTA.a qual, alm das malerias do
costurae, contm o resumo dos direilos
parochiaes. Precio 160 rs.
AHenc&o.
Perdcu-se na madrugada de 2 do corrate, ao
sahir da missa do Carmo para a ra de Sania
Isabel, urna pulseira de ouro : quem a tiver
adiado, levando a ra da Cadeia do Recife n. 33,
ser bom recompensado.
Precisase alugar urna escrava que nio le-
nha vicios, para o servico interno e externo de
una casa de pouca familia : na ra do Caldeirei-
ro n. 44.
Joaquina Francisco Torres retira-se para o
Rio de Janeiro.
Aenco.
B
Precisa-se alugar um escravo que seja bom,
adiaulandn-se alguns mezes, e lambem se hypo-
Iheca : quem esle negocio quizer fazer, dirija-se
a ra do Livramento n. 14.
=: Urna mulher sadia e que tem bastante lei-
te, offerece-se para criar : a tratar na ra do
Oueimado n. 39.
Chapeos prelos.
Na ra do Queimado
numero 19.
Chapeos pretos de primeira qualidade, e de
trma elegante a 10g cada um.
Nova inveiifao aperfei-
coada,
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na ra da Cadeia do fl-s-
cife n. 48, loja de Leile & Irmo.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO IIOLLOWAY.
Milhares de individuos de lodas as nacoes po-
I dem lestemunharas virtudesdesle remidi i-
jcomparavele prorar em caso necessario, que
pelo uso que delle fizeram lera seu corpo e mem-
1 bros inteiraraenle sios depois de haver emprega-
; do intilmente outros tralamentos. Cada pesoa
i poder-se-ha convencer dessas curas maravilhosa*
pela leilura dos peridicos, que lh'as relatara
todos os dias ha rauitos annos ; e a maior parte
dellas sio tan sor prndenles que uie.urape so
mdicos raais celebres. Ouanlas pessoas reco-
braran! com este soberano remedio o uso de seu*
bracos e pernas, depois de ler permanecido lon-
' go lempo nos hospilaes, onde de viam st.fTrer i
amputacao! Dellas ha muitas que havendodei-
xado esses asylos de padecimeutos, para senao
suhmeltcrcm essa operario dolorosa foram
curadas complelamente, mediante ousodesse
1 preciosoreraedio. Algumas das taes pessoas na
i enfusao de seu reconhecimento declararam es
les resultados benficos dianle do lord corregi-
dor, e oulros magistrados, afina de raais aulenti-
I carem sua lirmativa.
j Ninguem desesperara do eslsdo do saude so
tivesse bastante conflanca para ensaiar este re-
; medio constanlcmenle seguindo algum lempo <>
mentratatoquenecessitasse a Dataren do mal,
1 cujo resollado seria prova rincontestavelmente :
Que tudo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos seguintes casas.
Iiiflanimario dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitoe.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitas.
Pulmdes.
Queimadelas.
Sarna
Supuracoes ptridas.
Tinha, em qualqu[ par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea,
do ligado.
das articularles.
Yeias torcidas ou noda-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabelecimenlo
geral de Londres n. 22!, cStrand, e na toja de
lodos os boticarios droguistas e oulras pessoa-;
encarroadas de sua venda era toda a America
do Sul, Harana e Hespanha.
Vende-se 800 rs. cada bocetinba, conten
una instrueco em porluguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum.
pharmaceutico. na ra da Cruz u. 22. cmlVi-
nanibuco.
Compras.
Compra-se efieclivamente lagrimas de ve-
las de carnauba ou de outras : na ra do \ gario
aumero 29.
Alporcas
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Dores de cabeca.
das cosas.
dos membros.
Enfermidades da culis
em geral.
Ditas do anus.
Erupres e escorbti-
cas.
Fislulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchaees.
lnflaniaeao do figado
toquedeavaria
Pecas de algodio trancado, azul, com 32 co-
vaJos por 4j>500 : vendem-se na ra do Crespo,
!o|a da esquina que rolla para a ra da Cadeia
MUTILADO


m
Para concluir a lujuidacao dat l.izenduB
vendem-se assegutntcs fazendas, por
inuito menos de seu valor, na loja de
quatro portas da ra do Queiinado
numero 10.
Sedas pretas lavradas, superior qualidade,
corado
Crosdenaple preto mirlo bom e largo, eo-
vadoy
Dite-fito mai3 estreilo, covado
Camisetas de cambraia para senhora, urna
Tiras e entremeios bordados
Sortiniento completo de chita de cores,
covado
Dilo de chitas largis francesas, bous pa-
drees e cores Jlxas, covado 2 JO
Cangas de cores escuras e claras, covado 2(10
DiARiO DE PKRNAMBUCO. QUINTA FE1RA 29 DE IH2EMBR0 DE 1859.
Hua da Senzala JNova q. 42
13600:
SSOOO
sooo
800 I
320 |
160
Vende-se em casa de S. P. Jonhston 4 C. va-
quetas de lustre para carros, s-clltas e sflhcs ia*-
glczes, candcciros e cascscs bronzeados, lo-
nas inglezas, lio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inclczes.
**>* iOUlty O *9 O JMf.Ci S R B9 C3SL31^-
9------------------- e
MOSELLE MOSSEIX:
Cortes de calca de meia tasemira algOOO e 2?f 29400 H
4(M)0 i
15-28U
210
160
240
2-5000
SgOOO
$000:
35000
25000
3$000i i
400 11
2S500lI
Meias cruas para hornera, dnzia
Ditas para dito muitu superior, duzia
Aloalhado adamascado limito largo, vara
Casan de cores flias e padrees vistosos,
covado
Riscartinho francez. covado
Musselina de cores fixas, covado
Chales de lila coni palma de seda, um
Cortes de calca de casimira fina de cores
Ditos de dita pela
Oitos de collete de gorgurao com palma
de velludo
Ditos de dito de gorguraoe seda
Ditos de dito de niorin bordado
Lencos de seda pequeos para pesclo de
unten
Panno prelo, covado
Dito superior, prava d Snperior brim trancado de linho, branco,
vara 1J00OI
Dito dilo de cores, vara 800
Meias brancas para senhora, duzia 38000
Ditas para dita muilo superior, duzia 4}000'
I.uvas de pellica para senhora, em bom
(lado, um par 1SO0O
*<
2
<*!
4
2
> anuos, liabila no paleo do Hospital 11. 17. <*
XXJLXi.JtJLJLXi.ki. X-XiXXXXjL.XXXXXXy.
INa loja dosertanejo,rua
do Queimado n. 43 A.
Reccberarn em direilura de Franca, de encom-
menda, es melhores chapeos de castor rapadoss
tiendo brancos e prelos, e as formas as mais mo- g
dernas que tem viudo ao mercado, o por me- i
nos que em outra qualquer parte, assiin como fi
iambi-m tem um grande sorlimenlo de enfeile, g
tic vidrilho pretosc de cores pelo diminuto pre-
.o de 4$ cada um, assim como tem chapeos de
sol d<> panno a 1J20U cada um em perfeito esta- ; 1
TO1BMMI & (C
LONDRES
em garrafas e ineias gar-
rafas.
C.J. Astley fe C. i
Queimado n, 40.
Grande e variado sortimento
DB
Fazendas francezas C rou-
pas feitas recebidas em di-
reitura pelo ultimonavio.
Seguro contra Fogo
OJllA\IIl
LONDRES
AGENTES
S
3
Dio-sc as amostras com penhor.
Ricos cortes de vestido do seda de cores
do 2 saias............................
Ditos ile ditos de seda pretos bordados a
velludo...............................
Ditos de dilos de seda de gaze phantasia
Iticasromeiras de c de seda bordadas $
Taimas de grosdenaplcs bordadas...... g
Chales de touquim branco bondadosa
30e.................801000
Grosdenaple do cores de quadrinhos co-
vado................................. 1$200
Dito de dilo liso covado................ Iy800
&HA\1>IJ
99 0C9S-C95???I
ATTENClO.
| C J. Astley fe Companhia. ,
Meias de seda de peso
para senhora, brancas e pretas, e para meninas,
brancas e rUcadas : vende-se na loja de Leite
& Irmao na ra da Cadeia do Reclfe u. 48.
mmz &*> g ac m m .no** r.90%
listras gosto novo co-
I
> Kisscl, relojociro (rancez, vende relogios
> de ouro c {trata, concerta relogios, joias c
msicas, ja aqui he conhecido ha muitos
Venile-se
e>
::
do, aberturas brancas muilo linas a 320, ditas de ,
esguiao de linho a lg urna, cambraia prela lina A
a 360 o covado, e a vari a 560,e a 640, gangas i k
iecor a 540, brim branco de linho a 15200 a va- 3
ra, colleles de velludo de furta-coresprotos a
7g4(10, ditos prelos a 8 e a 9g, calcas de case-
mira de cor a 7, 8 e llg, dilos prelos a 7, 9 e
I 5, colines de gorgurao a 4, 5 e 6$, saceos pa-
ra vUgem de diversos lamanhos, eiascraas, por
ser grande porco, a 15500, dilas a 1g600 e 2b a
duna, linas a 3 e 4g, chapeas enfeitados para
meninos e meninas e senhorns por qualquer pre-
>y, e tudo o mais aqu se encontrar o proco, i
e nao se deixa de vemndnr.
A 500 rs. a pe?a
de fila de velludo de um dedo minimo de largura
com 10 1|2 varas, bandos de crina para senhora
milito limi a 400 rs. o par, pulseiras do conlas
para senhora ou meninas muilo lindas a 160 rs.
liara acabar ;' na loja de miudezas do aterro'da
Boa-Vista n. 82, quasi confronte a matriz.
<:obertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente ingle/., para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
Southali Mellors & c
Bandeiras nacio-
naes.
Vendem-se na ra do Queimado n. 7, bandei-
ras oacionaes de varios tamaitos, muito bem
li .las a 800 rs. cada urna.
Cera c Sebo.
Vende-se cera de carnauba muito superior a
125000 rs. velas do dita o de composigao, stbo
refinaJo em caixoles, dito em velas, na ra da
Cruz, annazem n. 33.
FoHia de cobre e Metal
amarello.
Estariho ein barra e Pre-
gos de cobre.
Alvaiade eVerniz copal.
Folha de Flandres.
Palliinha para uiarci- |
neiro. I
Vihos linos de Champa-
nhc e Moselle.
Lonas da Russia e Brim I
de vela : no armazem
deC. J. Astley &C.
Fazenda com avaria.
w
E pechincha sem igual.
Na loja do Preguica, na ra doQueimado n.2,
tem para vender pecas dealgodao largo com 16
varas cada urna, pelo barato pre?o de 15, pecas
; de cassa lisa lina a 2^500 : a ellas, antes (iiie'so
i acabem,
Tachas e moendas
Draga Silva & C, tem sempre no seu deposito
da ra da lloeda n. 3 A, um grande sorlimenlo
de lachase moendas para engenho, do muilo
acreditado fabricante Ldwin Maw : a tratar no
mesmo deposito ou na ra do Trapiche n 44.
Fazendas com pequeo
toque de avaria.
E' pechincha.
Na loja do Preguica, na ra do Queimado n.
2,ha para vender peca de finissimo e muito
largo ntadapolao, pelo baralissimo proco de 5$,
35500 e3000: cheguem, antes que so'acabem.
Chapeos de caslor pretos
e brancos
Na ruado Queimado 11. 37, vendem-se os me-
lhores chapes de caslor.
Seda branca lavrada covadolg600 a....
Grosdenaple preto lavrado covado......
Dilo dito liso encorpado a 18600 e___
Dilo dito com 3 palmos de largura a
1SC00 e.......:............... ......
Sarja de cores larga com 4 palmos de
largura covado a...................... lj>500
Gaze de sedada China de florse listras
co vado a........................
Follar de seda de
vado...........
Setim de escocia e diana de seda covado
Chaly de flores novos desenos covado
Bareje de seda de varias qualidades co-
vado .................................
Meio velludo de cores covado..........
V'elbutina de todas as cores............
Setim de todas as cores liso covado ...
Brilhantina branca muito lina a.......
Chitas francezas claras e escuras a 260 e
Gasemira prela lina algiOOe.......... 2$00
Panno preto e de cor tino provade li-
rado n 3Jt500 a........................
Corles de casemira de cora5jc........
Cassas organdys de novos desenhos a
vara..................................
Dilas francezas muilo linas a............
Manguitos de cambraia transparente bor-
dados muito ricos....................
Golinhas de cambraia bordadas de ponta
1 DiU de dito bordadas a 600a..........
'Tiras e enlremciosdecambrniabordados
Ricas manas pretas ds linho para se-
nhora ................................
I Dilas dilas de blond brancas e prelas..
; Chales de soda decores, prelos eroxos..
Dilos de merino bordados com franja de
seda................
2(600
2*100
2S500
2500
1000
19000
laOOO
900
500
19500
700
800
500
320
7gft0')
73OOO
1S000
500
1500
9
S
75500
Ditos de ditodilo dla.................. 7*090
65000
8500
Aviso.
S3000
%
15000
5
I
Ditos de dito liso dito de seda..........
Dito de dilo dilo de la..................
Dilo de dilo estampados fino lista de
seda..................................
Lencos de cambraia de linho bordados
finos..............................
Ditos de alaodio de labyrintio c___
Capejlas brancas para noiva............
Eiifeitcs de vidnlho prelo c de cores___
Aberturas para camisa de esguio de
linho.................................. e
Dilas de dito de algodao brancas e de
cores..................................
Saias balo modernas.................\ 65OOO
Chapeos franceses forma moderna...... 855OU
Gravatqs de seda depona bordadas a
velludo .............................. e
Camisas francezas de cor e brancas
finas aljSOO e........................
Ditas ditas de uslio branco e de cor___
Ditas ditas de esguiao muito finos mo-
dernas .......................
Seroulasde brim de algodao e de linho
Galeas de casemira prela selim 95 e
?500
25500
S
V
usooo
Dilas de dilas de cores 8$ e...........'. 105000
qualidades
gorgurao,
4S500O
55000
40S000
No armazem de Adamson, Howie &
do Trapiche n. 42, vende-se selins para
C. ra
lomem
Saunders Brothers & C. tem pira vender em
seu armazem, na praca do Corpo Sanio n. 11,
alguns pianos do ulimo gosto, recenlimenle
chegades, dos bom conhecidos e acredilados a-
itricanles J. Broadwood &Sons de Londres, e
muito proprios para este clima.
Fil de liiilio lavrado,
a-1^500 a vara.
Vende-se na ra do Cabug n. 2 B, loja de
miudezas de Joaquim Antonio Dias de Castro.
Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido c forte, com assento para 4 pessoaa de
dentro, e um assento para boleyiro e criado fura,
rorrado de panno fino, c ludo bem arranjado :
Vara fallar, com o Sr. Poiriet 110 aterro da Boa-
J isla, c no escriptorio de James Crablrce & C. n.
42, ra da Cruz.
diados pintados para
cobr
e petihora, arreios prateados para cabriolel, chi-
cles para carro, coleiras para cavalloelc.
Na loja da estrella.
Ra do Queimado n. 7.
Este estabelecimento contina a estar sorlido
de fazendas de todas as qualidades como sejam :
Ricos cortes de vestidos de seda de 3 o-
lhose 2 saias, c Aquile
Paletols de panno
Dilos de dito muito fino
Ditos de casemira de cor
Ditos de alpaca preios muito linos e
mais abaixo
Ditos de ganga e de brins
Calcas de casemiras prelas e de cores
Ditas de luira branco e de cores
Colleles de velludo preto e de cores,
Dilos de gorgurao muo finos
Ditos de fuslo
Camisas franeezas de lodas as qualidades
Capara homem
misas francezas bordadas para senhora
Loques da inelhor qualidade e do ultimo
gosto
Maulas e grnvatas de seda de lodas as qua-
lidades
Chapeos de sol de seda inglezes
Ditos rtecaslor para cabera muito linos
Ditos pretos os melhores que tem vindo
ao mercado l
Taimas pretas do ultimo gosto g
Casemlras de cores para paletot j|
Cortea de casemlras inglozas 2,3400
Ditos de dilas francezas 5^500
Ditos de ditas muito finas 950OO
Dita de meia casemira
Ditas de brim fino e varias
38 e Colleles de velludo
casemira e selim..........
Casacas de panno preto muito fino 303 c
Sobrecasacos e paletols de panno preto
_ "no 2ft> e............................ 355000
t aletots de casemira mescluda golla de
filudo ............................ : 1850O0
Dstos de alpaca prela muilo finos.. lOjjOO-)
pilos d.i merinoselim prelos e da core- 9?"00
Dilosde mciacsemira.................. 7000
Ditos do alpa.-a pretos e de cor -forrados 6500
Jilos de brim branco epardo l'nos...... 63OOO
Dilos de brim de quadrinhos linos
3*500 c.............................. 5S000
i'ito de alpaca preto^e decores.......... 350
Relogios de ouro patn........tes...... g
Vende-se um oplimoescravo pardo, de 16
anuos, proprio para pagem, sa.lio e sem defeilos:
na ra do Queimado, loja n. 31).
Vende-so muito em conta, por ter de sor
substituida por outra, una arinacao de lojarpro-
pna para miudezas, calcado ou'oulro qualquer
esljbeleeimenlo : a tratar na ra do Cabug nu-
mero 11.
pechincha.
Na loja do Preguica, na ra do Queimado n.
2, vendem-se pecas de chitas finas de cores fixas
e de escolhidos padres com 38 covaios cada
unta, pelo baralissimo precc de 5g800, e em re-
talho a 160 o covado.
Vendcra se na loja de Nabuco A C. na ra
Nova n. 2, ricos lencos de cambraia de linho
bordados p3ra bailes, alfineles dourados para se-
gurar afeites de rabera, chapelinas de senhora,
grvalas de soda brancas para homem, luvas de
pellica do Jouvin para homem e senhora, borze-
guins de setim brancos e pretos para senhoras,
etc., c o jiras minias fazendas de gosto.
Gobertasde chita a2S.
Ra do Queimado a. 19.
Vendem-se cobertas do chita a 23, corles de ris-
cado fraucez a 2g500, lencos de cambraia para
algibeira a 2$ a duzia.
2S000e 2S500a peca.
Algodo trancado americano branco, proprio
para toalh g o roupa de escravos, com um pe-
queo toque de agua doce : no armazem de fa-
zendas da ra do Queimado n. 19.
Cheguem ao barato.
O Leite & Irmao conlinuam a torrar na ra
da Cadeia do Recife n. 18,pecas de cambraia li-
sa com 10 jardas a 43500 e 5$, lencos do cam-
braia de linho a 3$ a duzia, cambrai'as muito fi-
nas e de lindos padres a 610 a vara, meias fi-
nas para senhora a 3*800 a duzia, dilas cruas In-
glezas para homem e meninos, chales de meri-
no lisos a -i$500, e bordados a 6, paletotsde
alpaca preta e do cores a 5, ccroulas de linho
e algodao, camisas inglezas muito superiores a
oO&a du;;ia, organdys de lindos desenhos a
1100 a vara, cortes "de cassa chita a 3$, chita
franceza a 240, 280, 300 e 400 rs. o covado, pecas
de madapolao com 30 varas a 4g800, 53, 5S500,
6,7 e 8g, chitas inglezas de cores fixas a 200 rs o
covado, toalhas para mesa a 3 e 4, cortes de
calca de brim de linho a 2$, ditas de meia case-
mira a 28240, vestuarios bordados para meni-
nos, e oolras muilas fazendas que se vende por
barato prepo.
Em casa de N. O. Bieber
i C. ra da Cruz n. 4, vende-se ;
Champagne de superior qualidade de marca acre-
ditada na corle.
Tinta branca superior em oleo, latas de 25 ll-
bras, por commodo preco caixas do 4 latas.
Verniz evernizcopal.
Algodozinho da fabrica Todos os Santos da B-
hia.
Brilhanles de diversos tamanhos e de primeira
qoalidada
JVtiENCIJV
DA
A prazo ou a di-
nheiro.
Vende-se a rocheira da ra da Cadeia de Sar-
to Antonio n. 7, tendo 5 canos e 1 rico coupo
sem uso algum : quem pretender, dirija-so j
mesma.que achara com quera tratar
= Vende-se no armazem de Jos: Antonio Mo-
re ira Das & C na ra da Craz n. 26
Mercurio doce.
Retroz.
Linhas em norellos.
Cera de Lisboa em velas.
Graxa ingleza era bornes
Lazarinas e clavinotcs.
Chumbo em lencol.
Dilo de municao.
Ferros de ajo'para engommar.
Pregos de ferro de todas as qualidades.
Ditos francezes soriidoa.
2fa35sKi5E;
GRANDE E VARIADO SORTIMENTO
DE
sortimento de cha-
peos.
Chapeos de castor pretos de superior qualida-
de a 1UJS, ditos francezes de seda a 7$, dilos de
castor braceos a llg, dilos de velludo a 8c 9,
dilos da lontra de lodas as cores muilo finos, di-
tos de palha iuglezes de copa alia e baixa a 3 e
5g, ditos de fel tro, um sortimento completo, de
23500 a 63500, ditos do Chile de 35500, 5, 6, 8,
9, 10 e 129, ditos de seda para senhora, dos mais
modernos, a_12jj. chapelinas com veos do ulti-
mo gosto e 153, eiifeiles finissimos para cabeca
a 43*>00 e 5$, chapeos de palha escura, massa'e
seda, muilo proprios para as meninas de escola,
sendo os seus precoa muito em conla, ditos para
baptisado de meninos c passeios dos mesmos,
leudo diversas qualidades para escolher, bonels
de galao, dilos de. marrojuim, ditos de vellu-
do, ditos enfeitados, chapeos de boa qualidade
para pagem, chapeos de sol de seda para me-
ninos de escola, e mesmo para senhora e para ho-
mens ; finalmente oulros muitos objecos que se-
ria enfadonlio mencionar, e tudo se ven de mul-
to em conta ; e ossenhores freguezes vista da
lazenda flcarao convencidos da verdade : na bem
condecida loja de chapeos da ra Direila
de Benlo de Barros Feij,
FUMIGO LOWMOW,
Ilua da Scnzala Nova n. 42.
Nesle estabelecimento continua a haver um
coraapleto sorlimenlo de moendas e meias moen-
das para euSeuho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os tamaitos
para dto.
Cortes de vestidos
de seda
Ka raa do Queimado n. 37 loja de 4
portas acaba de receber pelo ultimo
navio viudo do Havre um completo sor-
timento de vestidos de seda de 2 saias,
2 babados e de aventados qnaes se ven-
dem por preco commodo.
Chapelinas de seda e de
velludo para senhora.
Ricas chapelinas de seda e de vellu-
do para senhora: na ra do Queimado
n. 37, loja de i portas.
Golas e manguitos.
Ricas golas c manguitos de .cam-
braia : na ra do Queimado n. 37, loja
de 4 portas.
Manteletes
Ricos manteletes de grosdenaple ri-
camente bordados: na ra do Queima-
do n. 37, loja de 4 portas.
Pentes de tartaruga.
Ricos pentes de tartaruga para atar
cabello: na ra do Queimado n. 37,
loja de 4 portas.
Camisas francezas
Ricas camisas francezas tanto de
peio de linho como de algodao e de fus-
lo: na ra do Queimado n. 37, loja de
4 portas.
Bonets para cr anca
Ricos bonets de marroquim para
crianca: na ra do Queimado n 37, lo-
ja de 4 portas.
E-> I i i K cniP6os de so1 de alpaca a 5, uiautelelcs ES
^erro reduzdo deli-" tt.1^*--al**?:
4
| Fazendas inglezas c francezas e
roupas feitos
| recebidas em direitura
Armazem e loja
DE J
I Ges < Bastos
SNA RA DO QUEIMADO N. '46, FRENTE DAv:
| LOJA AMAR ELLA E ROTULAS BRANCAS I
B Lm completo e rico sortimento desobreca- p
W sarn panno Prclos e de cores a 2S8. 3U fe
ig e.^o< casacas de panno preto muilo lino a K
H ii ^S e 50*- Palclols do mesmo panno a "
i %8e ^' dlls de casemra a !&. 16g e
K i9, ditos saceos dasmesmas casemiras
K prelos c de cores a 10 e 12$, dilos de al-
| pacas prela e de cores a 4$, diios de brim
g pardo a 4s50 e 5, ditos de brim prelo a
5, ditos brancos a 5, dilos de esguio do
g ultimo 'gosto cor de laranja a 5$, sobre-
g casacos de alpaca muito Lno a 7 e Uj. i
K sobrecasaca de panno finoprclo para me- S
| nios a l&f, 18 e 20, ditos de casemira i
^ de cor a 8j> e 10$, calcas de ca- semiras de 1;
b cores e pretas a 8, 9, lOg, 11 c 12&,
\ calcas debnm de cor a 3500, 4 e 5,
S ditas de brim branco fino a 63 c 7,collc-
K les de gorgurao de seda e de casemira de
i Ci0reS4n pret0 5& ^ e 7*-di,os de veilu-
jg do a 10 e 12, camisas inglezas tanlopara
Ihomcns como para meninos de ledos os
K lamanhos,seroulasde todas as qualidades,
i. 61.
9
2<);?000
lOJOOO
25SO00





s
s
8
8
I
Loja de miudezas c ferra-
gens, na ra Direila n. 9.
para engenho
FtiiidigfiLO de ferro e bronze
BE
Francisco Antonio Corrcia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concertn-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
SYSTEMA MEDICO DE H0LL0WAY.
PI1.UI.AS HOLLWOYA.
Este tnestumrel especifico, composto inleira-
mente de hervas medicinaos, nao conten mercu-
rio, nem algnina outra substancia delecteria Be-
nigno mais tenra infancia, eaeompleicao mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarraigar o mal na compleieao mais robusta
. 6 nlenamenle innocenle em sas operares e ef-
lidades, linissimas ligas para pernas, litas de se- ,eUos P0,s misra p remore as doeneas dequal-
dae de gazia, lucos de blond, pulseiras de con- I,UCT fP6 o grao por mais antigs c lenazes
tas, boioes para casaveque, llores para enfeiles I (1"c seJarn-
Para o bello sexo.
Neste estabelecimento se est queimando por
lodo preco, riquissimos pentes de tartaruga de
todas os qualidades, ditos de massa imperatriz
Isabel, enfeiles de vidrillio prelo, dilos de froco
de todas as cores, luvas de seda de diversas qua-1
nr mesa,
de ; na loja de chapeos de Joaquim de liveira
Haia, na pra^a da Independencia n, 2{ a-3o.
^= Vendera-sc dous aunis com brilhante, sen- i Chapeos Amazona para senlioras'e me-
do um de bom tamanho, c um alflnete lambem ''
*"'"T" um brilhante, e bem urna corrente para re-
logio com bastante peso, e lalvez do melhor gos-
to que aqui leni vindo : na ra do Amoriin n.
33, segundo andar.
; de vestidos, e outras umitas fazendas de le e de
; bom gosto.
Para Itomens,
lira ralas de todas as qualidades, pelos procos
de loo. ig500, 18 e 60, collnriul-os a l'iuou,
pelo diminulu preco de 50a rs., alneles para
mantos de verdadeiio ihequismo por 400 rs.,rar-
leiraspaia algibeira, de todas as qualidades, cha-
peos bales o de copa baixa, por diminuios pre-
cos, bengalas de apurado gosto a 2j, 1^800 e
ISoO, e outras militas fazendas para o coniuiun.
Chita franceza a 220 o covado
Na luja de Leite & Irratios, na ra da Cadeia
do Recife n. 4, vende-se chita franceza muito
lina a i.20 o covado.
O
Farinhade man-
dioca.
Machinas de costura
\ 'iiJe-ac
zem n. 26.
a 5ga sacca: 2a ra da Cruz, arnia-
Vestidos de seda.
niquissimoscertes de vestidos de gorgurao de
soda *; duase tres saias. ditos de seda de phan-
tasia, todos em seis grandes carios : vendem-
se na loja da ra do Cabug n. 8, de Almeida
Burgos.
de S. M.Singer StC do
New-York, o mais aper-
lei,;oado syslema, tazen-
do posponto igual pelos
dous lados da costura,
garante-se a seguranza
das rr achinas e manda-
se ensinar as casas de
familia, bem como se
mocaran a qualquer ho-
ra do dia ou da noile
nesta agencia: nicos
agentes em Pernambuco Kaymuudo Carlos Lei-
Irmao, aterro da'Boa-Vista n. 10.
Vende-se

Entre militares de pessoas curadas com este
remedio, muilas que j eslavam as portas da
niorle, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrara saude c orcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos osoutros remedios.
As mais aillictas nao devem entregar-se a de-
sesperaco facam um competente cnsaio dos
eflii a/es efMIos desta ssorabrasa medicina e
prestes recuperarlo o benelicio da saude.
Nao se perca lampo em tomar este remedio
para qnaiqucr das seguintes enfermidade
1
c.
te
*N'a raa Nova n, 33. vende-se milho muilo no-
vo, a dtnheiro vista, pelo baralissimo preco de
aOO a sacca.
Manteletes de bom
gosto.
Superiores m.inlclotes de seda pretos bordados
com duas e ln s ordena de luco, ditos de lil ..re-
to : los qualro cantos da Ka do Queimado, loia
do sobrado amarello n. 29, de Jos Slo'reira
Lopes.
Farinha de mandioca.
Na ra da Cadeia do Recife n. 50, prftneiro an-
dar, vende-se excellenle familia demandioca em
saceos grandes a $, e desembarcada lio poucos
das.
&
Em casa de
C, ra da Cadeia
elegantes pianos do a
te Traumnnii de llambuifo.
Rabe Scl-mettan &
a. 37, vendem-se
famado fabrican-
an
Cal de Lisboa.
Desembarcada ha poneos dias, e por menos do
que em outra qualquer paite : na ra da Cadeia
lo Recite 11. 50, pnmeiro andar.
HACING SADDLES.
Ha para vender-sc scllins leves muito proprios
para as prximas corridas : em casa do Adamson
Howie i C, ra do Trapiche, n. 42.
escoberta.
Fil de seda liso.
Vende-se na ra do Cabug n. 2 B, loja de
miudezas do Joaquim Antonio Dias de Castro
S Fslopa.
ai Lona.
Camisas inglezas inas.
t No armazem de Ai kwrgiit &
H rua da Cruz n. 6!.
Vende-se um cuvallo de bonita fi-
gura e com todos os andares, proprio
para urna senhora, para ver na rua da
Roda, na estribara do Sr. Paulino e
para ti atar na rua Nova h l\, loja.
= Vende-se cera do carnauba de superior qua-
lidade, a um resto de velas stearinas : a tratar
na rua da Cadeia do Recife n. 50, 1.J andar.
Vendem-se dous sitios nos A logados, com
arvores ."rucliferas, boa agua e baixa de capim,
um cavallo caslanho bom andador : na rua da
Viraciin, loja de mnreineiro.
Vende-se unifliono cscravo, bom ganha-
dor de rua e ptima enxada ; na rua da l'raia
n. 82.
Vende-fe una casa terrea no becco de Joao
Francisco n. 11, que faz esquina para o becco do
Capim, com bastantes commodos, terreno pro-
prio, cac.mbaindopendente; a Iratar na rua das
Trlncheitas, sobrado de um andar n. 21.
011 falta de
para qualquer
Alinelo.
Accidentes epilpticos
Alporcas.
A iplas.
Areias(malde).
Asllima.
Clicas.
1'onviilscs.
Debilidade ou extenua-
cao.
Denilidade
forras
cousa.
Dysinteria.
Dorde gargai ta.
de. barriga,
nos rins.
Dureza no venlrc.
Enfemiidades no vcnlre.
Ditas no ligad >.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Pebre biliosas
Pobreto intenntente.
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Sirand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
enrarrogadas de sua venda em toda a America do
Sol, Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocelidhas a 800 rs. eada urna
dolas, conten urna insliuccio em porluguez pa-
ra explicar o modo de so usar deslas pillas.
1 deposito geral 6 em casa do Sr. Souin
Febreto da especie.
Golla. i*
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammacoes.
Ir r eg it adades
luenstruacao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Obstruccio deventre.
Pbtysica ou consump-
pulmonar.
Relenco de ourina.
Rlieumalismo.
Symptomos secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal'
O
pharmaeculico,
nanibuco.
na 111a da Cruz n. 22, era Per-
RELOGIOS.
Queveime,
Previlegiado em seu modo de
administracao pela acade-
mia de medicina de Pars.
Os felizes effeitos do ferro em um grando nu-
mero de enfermidades sao geralmenle conheci-
dos. As cores plidas, as flores brancas, o era-
pobrecimento do sangue com os males do esto-
mago, e as palpifaces, quo sao dellcs a couse-
quencia : laes sito os principada casos era que o
ferro indicado, c para cerlos temperamentos
fracos elle um complemento quasi necessario
de alimeotacao. A superioridade do ferro de
Ouevennc de todas as preparaedes ir.arciaes a-
quella que introduz mais quanlidade de ferro no
sueco gstrico em um peso dado. Deposito em
1 ernamhuco, pharmacia do Pinto, rua larga do
Rosario n. 12.
Era cas? dos Sis. Hcnry Forster
& C. rua do Trapiche n. 8, vende-se:
Dous carros americanos novos.
Arreios americanos.
Bombas.
Arados.
Champagne superior.
Cognac.
Relogios americanos.
Velas com toque de avaria
Cera de carnauba.
Na roa da Cadeia do Recife, loja n. 50, de Cu-
ulia e Silva, ha para vender cera de carnauba
i superior, rerenleinenle chegada.
= Vende-se um sitio com 200 palmos de fren-
; le e 200 de fundo, 110 lugar da Torre, margem
I do Rio Capibaribe, com urna grande e moderna
I asa de vivenda, cocheira, estribara para i ca-
1 rallos, gallinheiro, cacimba com tanque e bom-
I ba, baixa para capim, todo murado na frente, e
lado com portao de ferro : os pretendemos podem
diiicir-se ao agente Pestaa, que se acha autori-
sado a dar as necessirias informacoes, o a tratar
da venda sobas condicdeseslabolccidas ao mes-
mo pelo legitimo proprietario. O dito sitio 6 todo
em chaos proprios,
tramen de fazendas.
lina do Queimado numero 19.
Corles de riseado francez 3 1 [2 corados a 2*500.
Cuberas de chita a 2&60'J.
Chapeos enfeitados para meninos e meninas.
Ditos pretos fines, ultima moda.
Dilos de feltro.
Cambraia organdys muilo fina.
Chales de fro:o do tres ponas.
Dilos de merino bordados de duas ponas.
Ditos muito linos bordados a froco.
Ricos chales de touquim brinco.
Cortes de seda de duas saias.
l.uvas enfeitadas.
Manteletes pretos bordados.
Lencos para algibeira, brancos, a 2$ a duzia.
5J saveques de fuslo bordados compridosa
g 2()g, chapeos de castor a Napoleao 8tf, ricos
g, manguitos de punhos bordados a 3$500 e a
S 4$, ditos com gollinhas a 5e 6J, gollinhas
de traspasso bordado e transparente a 8g,
t calcas de meia casemira padres modernos
g a 55, colelles de fuslo de cor e de brim
fcj branco a3J e SgoOO e oulras muitas fa- a
y zendas e roupas feitas que serio patentes a K
g| presenca do freguez. gs
AVISO.
Tisset fre es acabara de receber pela
navio francez Raoul, tira completo
carregamento de burros entre os quaes-
muitos de bonitas cores para fazer ex-
ce II en tes parelhas : os prctendentes po-
dem se dirigir ao armazem do Sr. Esto-
jo no Forte do Motto para ver os mes-
mos e para tratar no escriptorio na rua
do Trapiche n. 11.
= Vende-se una parte de trras do engenho
Cete existente coi Maricola lermo de Iguarass :
a tratar com Joso A/.evodo de Andrade, na rua
do Crespo, loja n. 10 B, ou com o Sr. Manoel
Antonio Goiaalves Lima, era Santo Anlao
5#000.
Chapeos de palha escura, copa alta para ho-
mem, pelo diminuto preco de 5000.
Vendem-se 6 bois e A
vaccas: a tratar na rua dos
Pires no sio caixa d'agua
com Manoel Joaquim.
Escrava.
Vende-se urna escrava crioula, bonita figura,
de 18 annos: na rua da Cadeia do Recife n. 60.
ATTEi\(!iO.
>cnde-se a melhor loja de fazendas da rua do-
Imperador n. 9, com poucos fundos o muilo
afreguezada, a dinheiro ou a prazo : a tratar na
roesma. f*
Batatas muito
novas.
Vendem-se gig03 com 22 libras de btalas in-
glezas pelovliminulo preco de l500 cada um :
no Forte do Mallo rua da iloeda n. .23.
/
L
Vende-se
Vendem-se na rua do Cabug n. 2 B., loja de
miudezas do Joaquim Antonio Dias de Castro.
Admira.
Vendem-se no Forle du Mallos, rua da Moeda
n. 23, saceos com trelo de Lisboa a 5:5600, c fa-
rinha da mandioca muilo fina e alva, pelo dimi-
nuto preco de 63 u sacio.
Pechincha.
Eiif.-itc.i de vidrilho pelo baralissimo preco de
330:0, eslo-SO acabando : na loja da na do
Crespo Je Adriano (Si Castro.
Vende-se era casa de Saunders Brothers &
C, piara do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e lambem trancrllins e cadeias para os mesmos,
de excellenle gosto.
Attencao.
\ende-se una canoa de carreira, construida
de sien pira, amarello e ltiro, encavilhada e pre-
gada de cobre, forrada com lineo, com paos do
toldo, toldo c guarda palrao, bancada e xadrez
do melhor goslo que pode apparecer : a Iratar
nu rua delloias n. II.
Velas de espermacete a 750 a libra, em caixa
e a retalho : na rua Novan.52.
Enfeiles de vidrilho o de retroz a i$ cada
um : na rua do Oueimado 11.37, loja de 4 portas.
A fabrica de begias de cera de carnauba da
rua de Norias n. 110 j trabalha o lem as melho-
res velas que ha no mercado ; o preco em arroba
16 al 8 libras, e a mais at>60 a libra,
Rua do Oueimado n. 57.
A 30$ corles de vestidos de seda quecustaram
005; a 163 corles de vestidos de phantasia que
custaram 308 ; a 8$ chapelinlias para senhora :
na rua do Queimado n. 37.
Nabuco \ C. com loja na rua Nova u. o
acabamde receber pelo ultimo navio francez uu
lindo sorlimenlo de roupa feila, como sejam,
casaca de panno fino, sobrecasacos do panno pre-
to e de cores, paletols de panno preto e de co-
res, dilos de casemira de cor, dilos do brim bran-
co e de cores, dilos de seda, calcas de casemira
prela, dilas de cores, dilas de brim branco e de
cores, colleles de velludo, dilos de seda, de ca-
semira, ditos de cachimira branca, dilos de fus-
lo, camisas brancas e de cores, ditas do (bailo
dilas de peito de linho, inglezas, ceroulas de li-
nho, dilas de algodao, ditas de rucia, camisas de
Qanella, ditas de meia, ditas de casemira, iguaes
as que usam os empregedos da estrada de ferro,
e oulras muilas roupas feitas por menos do que
outra qualquer parte.
Brim trancado de linho todo
prelo,
fazenda muito superior: garante-s que nao
desbota: na rua da Cadeia do Recife o. 48, lo-
ja de Leite & Irmao.
; champagne da superior marca Cmela gigos de
' garrafas pequeas, e grandes e pequeas preco
de 2 : no armazem de Joaquim de Paula Lopes,
na escadiuha da alfandega.
Attencao ao barato.
Vende-se por muilo baiato preco loda madei-
ra de pinito, 4 travos c algumas maos traveseas,
empregadas na columna que se illuminuu na rua
da Cruz do Recite, com a condujo de ser des-
manchada pelo comprador, menos o grdame do
roda, e mastro grande que existe no centro da
mesma, cuja madeira alli enipregada custou pa-
ra mais de SOOjj : quem a pretender comprar,
dirija-se a rua da Cadeia do Recite n. 56, pn-
meiro andar, que achara com quera tralar.
RUA DO IMPERADOR DEFRONTfiDE
S. FRANCISCO.
Grande deposito de objertos ivpogra-
pfaicos.
Typo romano e itlico, corpas 6, 8, 10,11,
12 t 10.
Colleccao numerossima de tvpns de phanta-
sia simples e ornados.
Typos variados, prorrios para carios e litulos
l.iiiblemmas religiosos, conlendo muilas ima-
gens de N. SeBhora, de N. Senhor, e differentes
sanios.
Atributos scientifieos, conimerciacs, martimos
e de industria. -
Vinhclaspara annuncios de peridicos, ele. ehrT^
Dilfercnles vinltetas para fazer ricas tarjas r
obras de luxo, de conibinaco, e solidarias.
Compenidores de ferro e'de pao para corrigir
| provas, comploto sorlimenlo de linhas e inlcr-
I linhas, espatos de differenlos corpos.
l'relos Jcie, Colombio, guaruiges de metal e
j de madeira, cunhos, banJulhos, arniacoes de ro-
| los de differentes tamaitas, ramas do differen-
les formatos, escovas de polaca c de provas, tra-
a prela de dferentes qualidades para jornaes c
obras de luxo, tintas de lodas as cores, verniz o
ouro de dilierentes cores, pnla, ele, ele, papel
du impressao de muitos frmalos c qualidades,
c outros muitos objectos, que na occasiao se
moslrariio.
= Na rua do Crespo n. 16, loja de Adriano &
Castro, vendem-se ricos chapeos de palha escura
enfeitados para senhoras e meninas, pelo dimi-
nuto preco de75000.
Arados americanos c machinas
paia lavar roupa : era casa de S. P. Jo-
Imeton & C rua da Ssnzala n. -i2.
MVT1MN
\


DIARIO DE PEBNAMBUCO. QUISTA FEHtA 29 DE DEZFJttfittO DE i839.
FABRICA
DE
uimmm i Fdbt$*c s mnu.
Sita na roa Imperial d. 118 c 120 junio a fabrica de sabo.
DE
Sebasliao J.da Silva dirigida por Manocl Carnoiro Leal.
Neste estabelecimenlo ha scmpre promptos alambiques de cobre de differenles dimences
(de 300 a 3:0004) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhns destilatorios conti'nos
para resillar c destilar cspiritos com graduaco at 40 graos (pela gr.iduaro de Sellon Cartier) dos
.melhores syslemas>hoje approvados e conhecidos nesta e oulras provincias do imporio, bombas
de todas as dimences, esperantes e de repucho tanto de cobre como de broiue e ferro, torneiras
de bronze de iodas as dimences e feilios para alambiques, tanques etc., para (usos de bronze e
ferro para rodas d'agua,portas parafornalhas ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimences para encmenlos, camas de ferro com armaco e sem ella, fugcs de ferro potaveis e
econmicos, tachas e lachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
para engenho, fulha de Flaodres, chumbo em leneol c barra, zinco era IcikoI e barra, lsnees e
armellas do cobrOj lenccs de ferro a lalao,forro succia inglez de todas as dimnsoes, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e oulros muitos arligos por menos preco do que em outra qualquer
parle, desempenhando-se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeieo j conhecirta
t; para comniodidade dos (regnezes que se dignarem honrarera-nos com a sua confianza, aeha-
rao na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada pata tomar nota das encommendas.
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io, enriquecida de mais de 90 magnificas estampas, obra en qne nada se poupon'para o
leitor encentrar nella erudicao, estudo solido e leitura agradavel.
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corneco.
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Wmm MMffltM) I (DIPIEBlUDM.
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CUnlca por amitos os syslcmas.
O Dr. Lobo Moscoso d consultas'lodos os dias pela manhaa e de tarde depois de 4 horas,
contrata partidos para curar annualmente uo s para a cidade como para osengenhos ou outras
propnedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manhaa e em caso de ur-
gencia aotitra qualquer hora do dia ou da noite sendo por escriplo era que se declare o norae da
pessoa, o darua eo uuraero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Rccife poderao re-
metter seus bilhetes a botica do Sr. Joao Sounn & C. na ruada Cruz ou loja de livros do Sr. Jos
riogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
_____Nessa loja e na casa do aminnciante achar-se-ha constantement e os melhores raedica-
Eietoshomeopathicos ja bem conhecidos e pelos precos seguintes :
Botica de 12 tubos grandes...........10*000
Ditos de 21 ditos...............15$000
Dilosde 38 aitos..............20!090
Dito de 48 ditos...............25S000
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Tubos avulsos cada um.............1g000
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Manoal de medicina homeopatliica pelo Dr. Jahr traduzido
em portugus com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc. ,.......208000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. lOjJOOO
__________Repertorio do Dr. Mello Moraes......... 6S000
ARCHIVOTlIVERSALr
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLABORADO
PELOS >ns.
). Antonio da Costa -A. F. de Castilho-A. GilAlejandre Herculano-A. G. Ramos-A. Guima-
raes-A. de Lima-A. de Oliveira Marreca-Alves Rranco-A. P. Lopes de Mendonra-A. Xavier
Rodrigues Cordeiro-Carlos Jos Barreiros-Carlos Jos Caldeira-E. Pinto da Silva c Cunha-F
Gomes de Amonm-FM. Bordallo-J. A. de Freitas Oliveira-I. A Maia-J. A. Marques-J. de
AndradeCorvo-J. da Costa Cascaes-J. Daniel CollacoJ.K. de Magalhes Coulinho-J. G. Lobato
J'res-J. II da Cunha Puvara-J. J. da Grara Junior-J. Julio de Oliveira Pinto-Jos Mara
Latino Coelho-Julio Mximo de Oliveira Pimentel-J. Pedro de Souza-J. S. da Silva Ferraz
Jos de TorresJAS da Molla-Leandro Jos da Cos.ta-l.uiz l'ilippo LeiteLuiz Jos da l
Cunha LA. Rebello da SilvaPaulo MidosiRicardo Julio FerrazValenlim Jos da Silveirk
LopesAislo Cmara.
DIRIGIDO
POR
A. P. de CarvalhoI. F. Silveira [da MollaRodrigo Paganiao.
Destinado a resumir todas as semanas o movimento jornalistico e a offerecer aos leilores, con-
juntamente com a revisla do que mais notavel houver occorrido na poltica, na sciencia, na indus-
tria ou as artes, alguns arligos originaes sobre qualquer deslcs assumplos, o archivo universal,
desde Janeiro de 1859, em que comecou a publicar-se, tem satisfeito aos seus fias, com a maior
exaclraao o regularidade.
l'ublica-so todas as segundas reirs em follias de 16paginas, o completa todos os semestres
um volume de 420 paginas com rndicce frontispicio competentes.
Assigna-se no escriptorio desle Diario, ra dasCruzes, e na ra Nova n. 8.
Proco da asignatura : pelos paquetes vapor 10$200 por anuo ; por navio de vela 8S (moeda
brasileira'. v
lia algumas colleccoes desde ocomeco da publicacao do jornal.
MANUAL D CONTAS j fcitas para compras e vendas deassucar, algodo etc.
Encaderna-se em lodosos gostos desde o mais simples em papel al ao melhor em panno ou pelle
Impnme-se cartoes e bilhetes, c marca-se papel com tj-po proprio e em relevo vonlade dos
pretenden! es.
Acceita-se o oncr.rgo de qualquer encommenda de livros e outros artigos tanto da corte eprovin-
~L~ im?en0' como de Portugal, Franja, Inglaterra eBlgica, com as condic^es mais ra
zoaveis.
FUHDICAO D'AURORA.
Este uliUssimo estabelecimenlo aclia-se, ha pouco tempo. augmentado tanto no materia
como no seu pessoal, e seus proprietarios habilitados para vencer qualquer opposicfto hostil e
desprezarem a ignorante vituperarlo de malevolencia. Offerecera a seus numerosos "freguezes c
ao publico em geral, asvanlagensde sua longa experiencia e reconhecida promptidao e fldelidade
na execucao das obras as mais importantes de engenharia, entre outras pode enumeraras seguin-
les : machinas de vapor de todos os tamanhos, rodas d'agua de todos os dimetros, todas de fer-
ro ou para cubos de madeira, raoendas para canna todas de ferro c independentes com os me-
lhoramentos que a experiencia mostr ser indispensavcl, meias ditas com todos osnreparos, ta-
chas para engenho de todas as qualidades e tamanhos, rodas, rodetes, aguilhes, crivos e boceas
para fornalha e .odas as ferragens para engenho, machinas para araassar pio e bolacha ditas
para moer mandioca, lomos e prensas para farinha, poules de ferro, 'aldeiras, tanques boias e
todas as obras de maehinismo etc., etc.
PotassaaHussia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Itio de Janeiro, nova,
e de superior qualidade, assim como tambera
A 6$ a ca xa: na na larga ral^Sem pcdra: lud*or mvws muit0
do Rosario armizem de louc;i. I Acaba de chegar do Rio de Ja
neiro alguns exemplaresdo
primeiro e segundo volume
Ou f-orograpliia.
Vidros para caixilhos.
Na ru larga do Rosario loja n. ?8
armazem de louca, mandam-se botar vi-
dros era casas particulares por preco
rauito commodo, nssira como vendem-
se vidros a retalho do tamanho mais pe-
queo ate mais de 6 palmos.
Botica.
Barlholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'AITecteur.
Pilulas contra sezes.
Ditas regetaes.
Salsaparrilha Bristol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
-Tarop do Bosque.
Pilulas americanas (contra febrea).
Ungento Ilolloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anli-asmathico.
Vidros de boca larga com rolhas, de 2 oncas a
12libras
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
Superior ao melhor
presunto de fiambre.
Linguas de vacca emsalmoura vindas
de Londres, vendem-se nicamente no
armazem de Luiz. Aunes defronte da
i porta da alfandega.
Histrica .'onologica, genealgica,
nobiliaria e poltica J imperio do Rifa*
sil, pelo Dr. Mello Moraes : vende-se a
\$ o volume, podendo-se vender O !*
guudo em separado : na livraria n. 6 c*
8 da praea da independencia.
AtlencAo
Vende-se urna porco de burros en-
tre os quaes existem 40 parelhas, todos
muitos gordos, novos e de bom tama-
nlio do excellente carregamento ebe-
gado ltimamente de Montevideo: o*
preterdenles dirijam-se ao trapiche da
companbia ou ao armazem de carroca
em Fora de Portas, de Flix da Cunha
Teixeira.
Escravos fgidos.
a-a
3 = 3
r r> o
3 2 3 =
5 5" 2
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95000
8j?O0O
r1
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O
!33
co
45Ra Direita45
Para homens.
Borzeguins aristocrticos (lustre)
Borzeguins zouavos, obra fortissima (be-
zerro)
Borzeguins cidados (bezerro e lustre)
Borzeguins econmicos
I Sapaloes batedores
Para senhoras.
i Borzeguins para senhora (primeira classe) 5^000
, Ditos (segunda chsse) 4s6t)0
l Ditos para meninas (primeira classej 4n00
131 Ra do Queimado 37
Loja de 4 portas.
Fugio do engenho Sapo, no dia 7 de marco
do crenle anno o mulato Virissimo, .de 50 a-
nos pouco mais ou menos, estatura regular, cal-
vo, barbado, e costumava a fazer a barba deixan-
do sumas, muilo regrista e tocador de viola,
sabe assignar o nome e fazer algumas lettras d
cotila, entende alguma cousa de purgar assucar:
fugio para as bandas do engenho Araguarv, ou
S. Francisco, termo de Porto Calvo da provincia
de Alagoas, foi esera*o do Sr. Francisco Bolcao
do Ex, e de ntn padre que morou no Brejo"da
Madre de Dos ; roga-sc portanlo as autoridades
ecapiles decampo a captura do mencionad
escravo ; assim como prolesla-se desde j contra
quem o houver occullado por Indo o prejuizo oc-
casionado desde o dia da fuga alera de se proceder
criminalmente : quem o pegar leve-o ao mesmo
81008 I engenho Sap. ou no llecile ra larga do Rosario
MQOO | n. 24. que ser recompensado cora 100$.
59000 I Fugio no dia 12 de dezembro do engenho
Junqueira comarca do Cabo, o escravo Maooel,
com os signaes seguintes : mualo alvo, com ca-
bellos prelos e estirados, feio de cara, grosso do
coipo, baixo. pernos arqueadas, ps feio*, repre-
senta 20 anuos de idade, n.fem barba nenhu-
ma, canhoto, quer passar por forro e procura o
i serto todas as vezes que foge : quem o pegar
I leve-o ao dilo engenho onde moro o abaixo as-
que recompensar com 1008.
Manat Fippt dt Souza Lto.
signado,
200,000.
Gralifica-?e com a qnsntia cima, a quem a
a escrava Mara, parda de idade 28
anuos pouco mais ou menos, com os signaes se-

co
O
s
oo
en
en
Chegou a este estabclecimenlo um completo
sortimento de obras feitas, como aejam : pale-
ojts de panno fino de 16$ at 28g, sobrecasacas
de oanno fino preto o de cores muilo superiores
a 3oS, um completo sortimento de palelols de \ apprehender
riscadinho de bnm pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por preco commodo, cerou- i,
las de linho de diversos "tamanhos, camisas SU,nl-s cabellos bailarles crespos, denles Un.
francezas de linho e de Ipanninho de 2$ at 5 : dof corP BT0SS0< a'sur"a cousa corcunda,
cada urna, chapeos francotes para hornera a &>, priiicipalmenle quando anda, com um signal
03, ditos avelludados, j prelo na parte inferior do beico, testa pequea,
olhos prelos, boca grande, cosiuma a rir-se to-
ldas as vezes que lalla, e tem faltado tira dme
j na frente do queixo inferior, foi seduzida por
, Mufrazio Francisco da Cunha, ex-so'.dado de
i linhs, com quem saino, no dia 23 de dezem-
Ibrc, as 6 horas da larde, o qusl lem o> signaes
seguintes, caboclado. cabelles crespos, olhos
grandes, altura regular, e lem em um dos
FAS11TDAS
NO
GUSTATOMASSET representante da muito afamada casa WALLERSTEM ?M\S^ET & C"
remecedores da casa imperial do Brasil, eslabelecida no Rio e em Paris recebeu um grande sor-
"^-..-l".^?!f "d?!.P_rl.n!P.i.,.l!a!dadc novidadc,quer_do antes de ludo fazer gozar
<:-/

NA RIJA DA IMPE8ATRIZ N- 27
L.PUGGI
ha para vender ricas mobihas de Jacaranda c de mogno, ricos vidros de cspelho
grandes e pequeos, assim como muitos trastes avulcos ; na mesma loja se fazem
cortinados para camas e janellas, lava-se chapeos de p'alhinha da Italia e so poo na
ultima moda, lava-se tambera a palhinha das mobilias a mais encardida torna-se ou- Wf&
Ira vez nova sem ser mais preciso os mandar pintar, limpa-sc e gruda-se estatuas de (^*
pedra marmore, de alabaslro e vidros de todas as qualidades torna-se outra vez Ido WM
seguro e limpo como o eslado primitivo.
"'-'Y
a^tei
GRAMDE ARMAZEM
DE
Mocrc anliquc prctos e de cores.
Nobrezas lisas pretas e de cores. .
Vestidos prelos lisos, lavrados de2saiase de velludo.
Flores, c enfeiies de renda para cabellos.
Vestidos de csea branca bordada muilo finas.
Garcas, esromilhas, filos de seda e linho brancos e de cores.
Meias de seda, linho, fio da Escossia para homens, senhoras e meninas.
Sipa tos de sclim branco e preto com salto e sem elle.
Botinas de setim branco, do setim prelo, de la muilo superiores.
Sahidasde baile, capas de cachemira, velludo e seda.
Chales do touqtim bordados c de relroz.
Manteletes de renda preto e cassa bordada.
Corpinhos, camisinhas, colarinhos com mangas de cassa bordada a ponto rea! e renda verdadeira.
narmeocs de renda prela c branca para vestidos o para enfeites de vestidos
l.eucos de cainl raia de linho muio ricos com renda.
Chapeos de sol para senhoras.
Penles para trancas, alfineles de pcito, pulseiras, brincos de tartaruga e jaspe preto para luto
Grande sorlimerto de luvas verdadeiras de Jouvin. '
Luvas de relroz o de seda para homens, senhoras c meninas.
Grvalas brancas e pretas.
Chapeos decorl3 com plumas.
Casacas, sobrecasacas palelols de panno, cachemira dos melhores alfaiates de Paris.
(.aleado do afamido Meher para homens.
Tapetes de vellido muito ricos. a
Capas, capoles iaiperraeaveis Makiotosch para homens e senhoras.
Ra Nova n. 49, junto a Conceico dos Militares.
Nesle armazem encontrar grande sorlimenlo de roupas fcitas como sejam : casacas so-
brecasacas, fraques, palelols e gondulas de panno fino preto c de cores, paletots e sobrecasacos do
cascmiras decores, ditos de alpaca prela e decores, dilos de merino setim, ditos de riscados e
t.nns de linho branco e de coros, calcas de casemira prela o de cores, ditas de merino e princeza
lilas de bnm branco e decores, ditas de risrado de linho, colletes de velludo prelo c de cores'
dil-is de gorgurao c setim prelo, dilos de setim branco para casamento, ditos de fusles e brins d
lores, palotots de panno do casemira, de alpaca prela e de cores, de brim branco e le cores cal-
(as do casemira prela e de cores, de brim branco e de cores parll meninos de 5 a 14annos farda-
flenlos para a guarda nacional, Ubres para criados, chapos, camisas, grvalas e serouas fran-
<'e/as.
CASA DE
Nesle proveitoso estabelc-imento, que pelos no vos melhorarnenlos feilos acha-se conve-
nientemente montado, fnr-se-ho tambora do Io de novembro em vante, contratos mensaes para
tnaior commodidadee economa do publico de quem os proprietarios esperam a remuneraciio de
'autos sacrificios.
Assignatura de banhosfrios para urna pessoa por mez.....109000
mornos.de choque ou chuviscos por mez 15a000
Series de cartoes e banhos avulsos aos precos annunciados.
R6logios de ouro e prata, cobertos e descober-
los patente inglez, os melhores que existem no
mercado, e despichados hoje, vendem-se por
precos razoaveis : no escriploiio do agente Oli-
veira, ra da Cadeia do Recife n. 62, primeiro
andar.
Cal de Lisboa.
Vende-se no caes de Apollo, arma/.em de Se-
rodio& C, barris com cal virgem em pedra, ul-
timaracnie chegada, e por preco razoavel.
Presuntos superiores.
Tem para vender Jos Luiz de Oliveira Azeve-
do, no seu armazem da tiavessa da Madre de Dos
numero 5.
Farelo em saceos grandes.
Vende Jos Lufa de Oliveira Azevedo, no seu
escriptorio da travessa da Madre de Dos u. 5
Loja parisiense,
ra do Crespo n. 10, vendem-se luvas verdadei-
ras du Jouvin muilo frescas.
Aos fabricantes de \elas.
Cera de carnauba da nova safra a 11*500 e 12g,
e sbo refinado em pao e velas, ltimamente
chegada do Porto, em barricas e caixas do HgOO
a 12J500 a arroba : no antigo deposito do largo
da Assembla n. 9.
Lonlinua-se a vender fazendas por baixo 5!
preco al mesmo por menos do seu valor, a
, ditos muito
I copa alta a 135, ditos copa baila a 10$, cha-
peos de fellro para hornera de 45. 55 e al 75
I cada um, dilos de seda c de palha eufeitados pa-
ra meninas a 105, ditos de palha paro senhora a
j 125, chapelinhas de velludo ricamente enfeita-
dasa 25j, ditas de palha de Italia muilo linas a
, 25$, corles de vestido de seda em carlo de 408
' at 150S, ditos de phanlasia de I63 at 35$000,
, gollinhas de cambraia de 15 at 55, manguitos
de IgaOO at 05, orgaudys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas franrezas muilo superiores
e padroes novos a 720 a vara, casemirasde cor-
les para colletes, palelols c calcas de 3J500 al
4S o covado, panno fino preto e de cores de 25500
at 105 o covado, cortes decollttede velludo
muilo superiores a 9 e 12S, ditos de gorgurao
e de fustao brancos de cores, ludo por preco
barato, atoalhado de algodo a 15280 a vara,
cortes de casemiras de cores de 5 al 95, grosde-
naples de cores c prelos de 1*600 at 35200 o
covado, espartilhos para senhora a 6g, coeiros
de casemira ricamente bordados a 125 cada un,
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12j cada um, dos lisos para ho-
mem, fazenda muilo superior, de 12 al 205 a
dazia,casemiras decores para coeiro, covado a
2$400, barege de seda para vestidos, covado a
I540O, um completo sorlimenlo de colletes de
gorgurao, casemira preta lisa e bordada, e de
fustao de cores, os quaes se vendem por barato
preco, velludo de cores a 75 o covado, pannos
para cima de mesa a 105 cada um, merino al-
cochoado proprio para palelols etolleles a 25800
o covado. bandos para armaco de cabello a
15500, saceos de tpele e de marroquim para via-
gem, euro grande sortimento de macas e .malas
de pregara, que ludo se vende vonlade dos
freguezes, o outras muilas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se moslraro.
Fazendas moder-
nas.
Crles de casemiras de cores finas a 55500, di-
las de urna s cor muito finas de 3 e6, cortes
de collete de velludo de cores a 6J00O, ditos dito
preto a 5g e 6g, colchas de algodo adasmasca-
das a 55, brilhantina branca o covado 480, case-
mira de quadririhos o covado 15, pannos para
mesa muilo bonitos e modernos a 65, cortes de
barege com tres ordens de babados a 155, cha-
peos de phantasia para homcm, sendo de gor-
gurao de seda a 75, dilos doChille de 4 n 255,
ditos de feltro de 45500 c 55, C3misas de cam-
braia de linho para senhoras, ditas de esguiao
muito fino, ditas de cambraia bordadas cora man-
gas, ricos corles de seda de todas as cores, man-
eletcs dos mais modernos, grande sortimento de
perfumaras inglezas legitimas, joias decoral ver-
dadeiro, oleados de diversas cores imitando
marroquim para cdbrir mesas, forrar almoadas,
travesseiros, ele, ele, e bem como um
alimde liquidar contas
na roa do Queimado n.
na loja de 4 portas
10.
pee
falta do dedo mnimo, o mesmo soldado leva
um passaporte falso em que mostr ser casado,
quandosolteiro, lia bastantes provas para se
suppr, que panirafi em urna barcaca, que se
dirigi para Alagas ou Macei. quem appre-
hender leve a ra da Iraperatriz outr'ora Aterro
da Boa-Vista n. 3G 1." andar.
Fugio a alguns das da casa da viura do de-
sembargador Rebello a negra Luzia, de nacao
Congo, com 30 c tantos annos de idade, cor fu-
la, altura regular, tem em un lado do rosto urna
cicatriz, cosiuma vender finetas ; quem a entre-
gar na casa da dita senhora, ra dos Prazeres,
ser generosamente recompensado.
= Fugio 110 dia 8 do curenle dezembro um
preto bstanle fulo, rrioulo, de nome Geraldo,
i!e idade 40 e lanos annos, de eslalura regular,
com muitos signaes de lalhos na cabeva, aU ja-
do nos dedos da mo direita de um "corte que
soll'reu, que nao estende os dedos, muilo jo-
coso, ingindo-se maluco, deitaDdo mulambos
no chapeo e quasi scmpre anda de al pe reatas
nos ps : qui m n pegar, leve a padaria da ra
dos Guararapcs em Fora de Portas, que ser re-
compensado.
Aviso.
i Fugirara os meus escravos : Pacifico, com-
metieiido um crinie, -nonio, alto baslanle, es-
paduado. reforcado, ps com eraros, que custa
andar, bonita figura, niot-o, t.ni pai, meu escra-
vo, e roi forra por nome Mara, mulata, lavadei-
ra, tem mais Iresirmas, duas iniihas escraaa,
o urna mulata forra, viura, cosiuma irabalhar
pelos sitios da Ponte de L'choa, occullo, e ga-
libar dentro do Recife, gosla de sambas e violas.
Salvador, cabra, irmo de Pacifico, canoeiro,
reforcado do corpo, eslalura regular, lem um
geilo em um braco proveniente de queda de um
cavado, moco e bonita figura. Bonifacio, cri-
olita, bem preto, muilo feio, com niuitas marcas
de bexigas no rosto, quando falla nao olha para
as pessoas, tem una costura na frente do peito,
alio, reforcado, canoeiro e tijoleiro, esl com
a cabeca rapada, vestido de calca e jaqucla de
panno preto. Estes escravos fornra do engenho
d'agua, de lguarasi. do fallecido Heurique Pop-
pe Giro, lio de rainha mulher, que Uu locou em
parlilhas, e cujo etKreoho perteneo luje ao Sr.
Dr. Francisco Joao Caroeiro da CurJm. Protesto
proceder contra quem os asvlar ou empregar em
seu servieo, pois lendo o Pacifico commettido
11 crimp, deve ser punido : queui os pegar.
completo;,
sortimento do fazendas do mais apurado gosto e 10V(VOS ;l mep sillo da estrada do Arraial, 011 na
melhor qualidade, vendendo-se ludo por bailes ?A_.? ril.d" GotoveUo. que pagarei ludas as
precos, no armazemde fazendas de Raymundo
Garlos Leilc& Icrao, aterro da Boa-Vista n. 10.
Relogios.
Aos vendelhoes.
Batatas muilo novas a 1$6C0 o gigo de 32 li-
Fub.
Farinha de mho americana, era barricas, che-
bras: na ra da Madre de Dos n, 8, armazem de j 2da ao ultimo navio dos Estados Unidos : nos
\ahnca & C. larmaiens dt Tasso Irmos.
y
vinho do Porto, do mais superior, engarrafado,
dilo champagne, dem, dito muscalcl, idem : no
armazem de Barroca & Medeiros, ra da Cadeia
do Recife n. 4.
Em casa de Luiz
Dclouch,
ra Nova n. 22, tem para vender livros embran-
, co para eseripturaces, os mais bonito" possi-
i veis, por prcro muito barato.
CARROSAS.
Vendem-se duas carrocas novas, sendo para
boi e oulra para cavallo : na roa da Concordia,
confronte ao armazem do sol.
1 Aos cigarreiros e cha-1
i ruteiros.
%p Campos & Lima lem para vender ca- |s

(^ qualidade e a preco commodo : na ra S
^| do Crespo n. 12. ||
xmmmmm-mmmmstm
Fazendas de bom gosto
Recebeu-se pelo ultimo vapor da Luropa cer-
ies de vestido de seda de delicadas cores, com 2
babados e 2 saias bordadas, liados enfeites de
flores e froco para cabeca de senhora, bonitas
chapelinas de seda para senhora e meninas, as-
sim como liquissimos corlas de colleto brancos,
de velludo e seda botdados para casamento'
ditos de velludo preto bordado e de cores boni-
tas!; barrado outras muilas fazenr*.as, e tudo se
vende por primos mais baratos de. tnt> em outras
parles: na raa da Cadeia de Poc'fe. lftia n 50
De novo chegaram os afamados relogios in-
glezes de ouro, de palente, e eslo venda no
armazem de Rostro Rooker & C, praca do Corpo
Sannto n. 48.
Relogios.
Vendem-se relogios de ouro inglezes,
tente : no armazem de Augusto C. de
na ra da Cadeia do Recife n. 36
de pa-
Abreu.
Vende-se superior linha de algodo, bran-
ces e do cores, em novello, para costura : em
casa de Seulhall Mellor & C, ra do Tenis
; n. 38.
Xarope de Mossa.
Vendem-se nicamente em casa de Miguel
Joaquim Machado Freir, na estrada do Pombal,
junto ao sitio do Exm. Sr. Baro de Suassuna.
Este xarope, preparado com hervas brasilci-
ras, applicavel s pessoas aslhmaticas, cujos
resollados sao bem venturosos.
As diversas curas oblidas por seu uso =o a
prova mais conveniente que se pode apresenlar
ite tao extraordinario medicamento.
despezas.Maceclino Jote Lopes
A\iso.
No dia 27 de dezembro de 1859 ause-ntou-sc da
casa de sen senhor a escrava Gcrlrudes, crionla.
idade 30 anuos, pomo mais 011 menos, estatura
regular, rosto redondo, beicos grossos, com falla
de denles na frente, pescoco curto, com algu-
mas marcas de bexigns pelo corpo, levando um
vestido cor de castanha, usado, o panno da cos-
ta : roga-se as autoridades e pessoas do povo,
do se servirem capturar e a ronduzir Capuu-
ga, casa do Sr. Jos Vieira de Figueiredo, 011 a
Boa-Vista, ra da Soledade ou Progresso, sitio
do Sr. Vicente Jos de Brito, ou a ra da Cadeia
do Recife, loja de ferragens n. 44, que scro re-
compensados.
Moleque Fgido.
IOO.sOOO de gratificado.
Roga-se aos capilaes de campos, e a toda e
qualquer auloridade a appiehensao de um mole-
! que de nome Maroel, c.ioulo, idade 12 annos
pouco mais ou menos, o qual fugio da cosa do
abaixo assignado no dia 30 de outubro do cor-
rente anno, levando calc,a de cor, carniza azul,
chapeo de palha oleado e o maior signal soffrer
de asthma e a pouco esleve doente de bexigas;
desconfiase que esteja acollado por algum esper-
lalho, que se queira aproveitar de sua pequea
Julgando ,|a,|e parn 0 se,|ulr desde j proiesia e mesmo
onfadonho publicar aqu os nomes de todas as v ,- 1
pessoas que delle teem feilo uso alcancando o! abai* signado de cabir sobre dito larapio com
mais feliz resultado} apenas citan i a F.xnia. Sra.. lodo o rigor da lei, e gratifica da maneira cima,
do lllm. Sr. eommcndador Jos Candido de Bar-! aqutlle que Ihe der noticia certa, e paga toda
ros que ha annos soffria deslo mal, e ja cania- des fa m 0 mesmo moIeque nara
da de lular com todos os recursos mdicos, acha- ,. >
se quasi restablecida s cora uim d^e de urna sc e^cluar dita apreheusao. levando a ra Nova
pequea garrafa. n. 2!. Francisco Jos Germano.
MUTILADO
y
ILEG1VI



81
bR l>E PRNAMBC. QUINTA fltU 2& b DZMEBft )B T8S9.
Litteratura.
A CAR1DADE,
Por raais c.xi clientes e nobres que sejam as ae-
i'i'-s humana, quando praticadas ou ruin o lim
! lisongear ios poderes il.-i Ierra, ou como espe-
culativo por inloiosso di' adquirir grande norae
tama, ellas se nulliticain o se consideran) de
ijuasi iii'iiliuiii mcrei'iuii'nlo anlc oulras, que leni
por norma o objeclo o bem do prximo, o amor
ni Dos ; era verdade em Indos os seculos, a his-
toria nol-o testifica, lem ar parecido sobre a face
da lona homi'iis, que se leiu assignala !o por os
seus singulares fritos, 08 qi aos dedicados a ou-
'rus e diversos lins, que nao o da caridad?, p_
as -orveni para gloria de seos nomo Q
Vaii ondo naseeram.e exemplo quede-
spjam seguir suas proOs^ ,.' dcsanpa-
receni a sc.nelha.ic;, fl ,.,,,.)f0 CQ^0 iecurao
lempo, ein vki(| ds nilli,ipiic;ulos e gradualmente
vanea *uos, que a nalureza prodiga toe diveisi-
1lcar, mostrando, que ellos rio convergen para o
verdadeiro o desinieressado fin. Deque serven
'is (lorias \.adosas do bomem, que ordinaria-
mente siio ganbasem particular provala, oquan-
do mnilocni proveilo material de uinaumilia, ou
de ura naeao, e ordinariamente pelo cusi de
iiiinimssacrificios com innumeraicl porda de ho-
mens? 0 sabio que v decorror os dias do sua
'xisiencia, durante os quaes trabalha, o fatiga-sc
para aiigiuenlar o cahudalde seus couheciniontos.
e com prodneros do sen subline ongenho. e esclare-
cida razan, apenar de sua til e proveiiosa mis-
sao, por certo que se ienibra que sua gloria ter-
restre Quita, o limitada : o consumado politice
que dia e noite leva a urdir as subtis e inlcrcs-
saoles tracas por o engrando, imenio de son pai/.
e a acquisicao de preclaro rome recober por
eerto os inherentes elogios de son povo, poim
scr# por o correr do lempo esquecido no momento
ni que oulro maisengunbosu n siga?, appareca,
......xei-,1,1 pnr realce de seus actos: o experi-
mentado general, que em o campo da balalha cx-
pe sua vida, o as de seus subordinados, e que
costosamente se avantaja jo inimigo, recebeudo
em cambio das crtses perigosas a que cosluma
sempre oxpor-so, os e.iihusiaslieos e merecidos
Ionios da victoria, com os quaes brioso ufana-se
siao, em que bisorro e animoso se mostr a plei-
tear o veuciutenlo do inimigo, e que ainda se
'iiielhaiitc vez e sempre parece zombar dos pas-
mosos successos do combate, seni duvida um dia
ser esquecido por o ge ral dos homens, porque
as glorias deste mundo sendo limitadas, desap-
paieceni com a succossao das pocas.
Nao de outra sorle a gloria d'aquelle, que c
alimentado em as infalliveis piomessas do Senhor!
Km toda sua vida elle se dedica em servico de
Dos, promo.endo quanlo em si esl o beneficio
do prximo, e esperando em recompensa, nao ti-
i nlos de honra, neni endosos beneficios e the-
souros, quo ae soppde inexlingaiveis, porera eso-
menle o premio divinoa recompensa do Justo,
.i salvacao A salvacao que elle almeja incessan-
lemenle, porque corilribue o procura salvar o sen
semelhanle, com os exomplos de urna vida dedi-
cada M Senhor, com a palavra |ior a qual musir
o caminho celestial, e esligmalisa o vicio, convo-
cando a quem o siga para arrepeuder-se do cri-
me 0 salvar-so.
Quem jamis se arriscou a perder a vida com
o intuito smenle de congregar um povo rude
alias nmada a virer om sociedade, reconhecendo
a Omnipotencia Divina, seno o honieni da cari-
dado, 0 por ella fortalecido? Quera recebe os mul-
tiplicados carisHiM, com que Cosluma repartir c
premiar a Providencia Divina aquellos, que nao
vivem somonte por amor de si, porm por amor
do seu semelbanie ? Aquello que se nutre na can-
dado, e caridoso (Jui in caritate mane, in
Den uianet, et eus in so. S por o araor da ca-
ndado e inleresse por a salvacao do prximo se
poderd explicar ocunslanle proceder de homens,
que despresando o ocio e regosijo da cidado, es-
quecendw-so de seus lares, bens o familia, e tro-
cando as galas urbanas por a simples o humilde
vestidura, desterrndole para longinquas e sel-
vticas regios vo em demanda do tribus, que a
seculos vivem immersas nos antros de medonha
e laslimavel barbaria.
A historia de cada urna de suas paginas marea
>: indica o noine desso.s verdadeiros atlilelas por
a religiio de Jess Christo... Digarn os .eilosini-
mitaveis e conhecidos de um Vrente de Paulo,
de um Joao le Dos, de um Padre Nolasco o de
seus lilhos, que nao hesitaren cm desamparar o
i la istro para voarein as Ierras mou riscos, a sa-
i.".licare.ui-seporo magnifico zelo, e louvavcl in-
leresse, puro amor do prximo que ehegaram a
ponto de permutaron! suas proprias pessoas por
as de seus iranios em Jesus Chrislo, os quaes vi-
viam arrastando as pesadas cadeias da ibais cruel
e barbaresca escravido I Qu excesso de cari-
dadel E ao paseo que semellianies fados se re-
gstam na historia, logo suigein oulros hroes,
que se assigiralam por seus nobres e edificantes
exemplos. Maravilha o homem verdadeiramente
pensador o meditar a perpetua pratica dos verda-
deiros discpulos dos exemplos do D vinoMestie,
quando observa e v.o sacerdote anlepar quasi
sempie a quielacio (em que as vezes reclama
permanecei] s laboriosas e impraticaveis joma-
das a lugares distantes, somonte com o saudavul
lim de salvar urna alma, e abominar os faustos
das eidades odas corles, ahrindo man das rique-
zas e commodidades para nicamente se disporeni
a viver no interior das selvas, onde como que pe-
nosamente encanecen! no servido de Dos, redu-
cindo a milhares de almas, que, acoquinadas
desde a infancia por (radican do seus maiores a
nutrir a nefanda e terrivel idolatra, depois por
a evanglica persuasao acabam por abracar a su-
blime e santa instiluicao do fhrisiianismo, ven-
do-so logo com o inefavel dircito de coinparlilhar
a sempre desejavel babacio do Senhor Aleiu
disto quanlo nao encanta o'edifica oiiotai-scnelle
a animosidade, fortalecida por o thesouro dagra-
ca.com a qual supera o temor geral, em que
urna naeSo se acha om lempos, era que o conta-
gio das molestias parece que quer exiinguil-a, c
s o sacerdote setn o proprio inleresse de si, es-
perando ser isento da peste, entra intrpido por
.is habitaces dos ricos da Ierra, e dos pobres a
soeoorrel-os, prestando os sagrados auxilios para
remil-osdo erroe da culpa e se poderem salvar!
Quanlo c bolla e sublime a pralica da caridado !
Bem dissera o Apstol, coriipreliendo a sublimo
dessa rainha das virtudes, qtu se elleticesse lan-
ii f, que fo&* capaz de transportar montes, c.
nao ticesse caridade, de nuda po/'O. r. pois
praza a Dos, que a recordaco do3 altos felos
do incansavel Nobrega, d admirare! Auchiela, e
do inmortal Vieira, cujas lembrancas sao sobre-
modo charas huinanidade, e especialmente
au nosso Brasil, siivam do ainda mais fortalecer
.i espirito d'aqtielles que se dedicara ao bem do
prximo e servico do Senhor.
REVISTA SU1ENT1CA.
L'tilidade do todo como desinfectante.Deter-
minaco das materias aiiimaes edo acido tul-
phydrxco do ar viciado dos huspitaes.Appli-
caco da materia colorante do alftneiro [li-
nu.strum vulgare) na verificaran das aguas
servir para se recouhecer a presenca oa cat as
aguas e preciar-lhe approxima'livamente a
quantidade, segundo que a cor azul for mais ou
menos carregada. A operaco faz-se a fri, lan-
cando-se simplesmentc a dissoluco de lugulina
sobre a agua que se quer examinar. Podc-se
1'ijtacns.Balera* voltaicas montadas com o \ tornar ainda mais simples a experiencia, prepa-
chumbo em substilitiro do zinco, ro.do nma corta porcao de papel de edr carrae-
fcnlre as mnltip""
se *
d
t
l
P.
si ni*
^SJV 'ha^3' ** s Jissc ainda a res-
sin,."' ""'''* 1".on''u cero que este corpo
.es goxa, osstin como o rhloro, seu
corpo
conge-
0 papel de u;itii( ser urna preciosidad
para os geolosos, para os mdicos e para os na-
turalistas virijantes, porque llies ser fcil
y co.\
FOiLHETIM.
A BEXGALA DE B A L l A C. ()
Por Hdame E. de Girardin.
XX.
A gruta da Sibglla.
A Sra. Blandaise sua filha, vendo que era i
hora o uiea depois da meia noite, olharam-se
com anciedade.
I.' preciso tralarmos de ir embora, minha fi-
lha, disse a mai.
Margarida ha de pensar que estamos mor-
as, disse Clarissa.
Eidirigiram-se para a porta.
I.in criado se aproximou d'ellas.
Quera preciso cliamar ? perguntou cil
e Un) am responder: Miguel, L
- ro-------ie, e
julgara que lira i.iio responder: Miguel, Lais
Miiiao...eniiim um nonie de um criado quol-
uier.
quer.
Pretenda urna carruagem de alluguer res-
pondeua Sra. Blandais com salisfaco.
Como era para ella um grande lxo andar de
carruagem. quena azer conhecer a sua gran-
deza. "
Tancredo, que linln seguido Clarissa, onvin-
doeslasualavras atonou-se com a idea de que
estas pobres mulheros fossem expor-se s duas
horas da noite, sera protector, as intemperies de
um cocheirode um caleche: guiado por um zelo
j um pouco lerno, resolveu-so a acompanha-las
jnvisivel, at casa.
< Saberei onde morara, peusou elle.
A carruagem chegou.
A Sra. Blandais subi primeiro ; quaodo che-
gou a vez de Clarissa entrar, Tancredo invisirel
collocando-se entre ella e o bolieiro, ajudou-a a
subir o degro e foi no sen braco que olla se
apoiou. Dcriraont levo lambem "o cuidado de
Vidc o Diario a. 290.
nerc, da piopiiedadc de deslruir rpida c cora-i zer sempre na carleira una proviso 'i'eii( roa.
gente, o por esle modo assegurar.sei em qlia|.
quer parte que estejam, da prosenr-a dos saos
clcanos as aguas de que quizerem fazer uzo
ou conhecer.
Prcpuz-se ltimamente a subslituico do
chumbo ao vinco, na construcQo das pilhas vol-
taicas. Em urna pilha de Bunsen, substitue-se
o zinco por um cylindro de chumbo cercando o
carvio, que collocado em um vaso poroso car-
regado de acido. O vaso oxlerior, que encerra
o cylindro de chumbo, cnche-se oe agua aci-
dulada e os parafusos eslabelecem, como de or-
dinario, o niovimento circular. Quando a so-
lucao metlica, que se forma no vaso exterior,
est bastantemente saturada, tira-se para fura
e extrae-se-lho o sal de chumbo. O liquido
excitador c sempre o acido nitrico puro ou di-
luido em contacto cora o carvio, e a agua aci-
dulada com acido sulphunco em contacto com
o chumbo. Produz-se d'este modo urna cor-
rente elctrica constante, de grande intcnsidade,
e cujas despezas, segundo se diz, sao raais que
compensad; s pelo valor commercial do nitrato
de chumbo quo resulta de sua acejto.
A auzencia do mercurio e a facilidade das
manipulaces torna esta balera especialmente
applicavel telegraphia e eleclro-chiraica.
plclsmenle os miasmas orgnicos. Om modes-
to liiimico, o Sr. Duroy, foi o primeiro que cha-
mou a altcuyio publica sobro as vautagciis do
emprego do iodo para a de?infeccao das chagas.
Na Academia das Sciencias, em sessao do dia 8
do correnle me/., o Sr. Marchal (de Calvi) leu
nina nota contundo novas observaees a este
respeito.
Sr. Marchal ( do Calvi), para obler a dcsin-
fecc.io immediala das chagas, emprega o iodo
em estado de soluco aquoza, com a addicao de
urna certa quantidade de iodureto de potassa.
Km 225 grammas d'agua (cerca de 8 oncas),
dissolve elle 20 grammas de iodo [ 5 oitavas) e
25 grammas do iodureto do potassa (6 oilavas).
Basta um bocado d'eslc liquido, embebido era
um panno e appicado s chagas mais ftidas,
para as desinfectar completamente. A forma li-
quida d'este desinfectante torna-o infinitamente
mais comraodo para a pensadura das chagas, do
que outra qualquer substancia pulverulenta. A
dissoluco do iodo pode ser injectada nos inters-
ticios sinuosos das ulceras purulentas o ftidas,
o que nao acontece cora urna substancia rucia
ou completamente solida. Basta humedecer de
vez i in quando o apparelho de pcnsaduri, sera
ser preciso descobrir, umitas vezes por dia, as
chagas, vantagan esta que ser dcvidimenle
apreciada pelos cirurgioes.
t) iodo que so. voldllisasse espontneamente
dos pannos embebidos na dissoluco, servira,
nos hospitaes, para purificar o ar das enferma-
ras. Em lempos ordinarios, ou em lempos de
epidemia, e mormente de epidemia typhoide,
nada ha de mais favoravel aos feridos do que a
permanencia om una almosphcra convenienti-
raenle empreguada de iodo, o iodo pode ser-
vir de antidoto contra os miasmas que resultara
da agglomerac&o de pessoas e de victualhas, o
que mais funesto aos exercitos do que o ferro
e o fogo. O Sr. Duroy disse. com muita razio,
quo o iodo combinase com todos os fermento*,
lornando-lhes mais estai'eis as molculas consti-
tutivas, e impedindo o seu niovimento de decom-
posiro, tnesmo em pleno ar.
0 Si. Marchal (de Calvi) convida os cirur-
gioes a fazerein experiencias comparativas da
dissoluco-de iodo cora os oulros meios indica-
dos para a desinfectan das chagas, e confia ple-
jiainentn no bom resultado d'essas experiencias,
porque em sua opini.io o iodo o verdadeiro
antisepctico cirurgico.
Eallavamos, ha pouco lempo, da applica
cao, que se fuera era Inglaterra, da dissoluc
do perinangauato de polassa (1) para a aprecia-
c5o a medida das materias orgnicas contidas no
ar viciado. Ao Sr. Emilio Monier, discpulo da
Escola central, se deve a feliz descoberla da nli-
lidade do pernianganato de polassa para a Jes-
iruico e veriicacao das materias animaes No
moz de dezombro ae 1858 dirigiu o Sr. Monier
Academia das Sciencias um memorial relativo
a delerminaco, por meio do perraanganato de
potassa, das materias animaes e do hydrogeneo
sulphurado cuntidos no ar viciado dos hospitaes,
dos paos, etc.
Para determinar a quantidade de materias or-
gnicas coudas no ar viciado, o Sr. Monier faz
passar, por meio de um aspirador, um certo re-
ame de ar airares de una serie de tubos de bo-
las, chamados de Liebig, conlendo agua acidula-
da com acido sulphurico na razio de urna parle
era peso de acido para 10 de agua. O ar, pas-
sando pelos tubos, deixa em dissoluco na agua
acidulada as materias animaes suspensas no ar.
Quando se lera feilo passar pelos tubos alguns
metros cbicos de ar viciado, reunem-se os ii-
quidos cidos por onde passou o ar c ondo se
aiham retidas as materias animaes, c para de-
terminar a quantidade d'essas materias, lanca-
se naquelles lquidos a dissoluco do perman-
ganalo de potassa. Para tornar muito simples
osla experiencia, lorna-se una porcao da dis-
soluco, contendo porcada litro (duas libras)
d'agua 3.92 grammas cerca de 'urna oitava '
do perraanganato de potassa chrstalisado. Ca-
da centmetro cubico d'este liquido conten 1
milligramma d'oxygeno activo, islo de oxyge-
no que pode ser absorvido pelas materias or-
gnicas.
Se se quizesse precisar tarabem a quantidade
de acido sulphydrco, poderiam servir os mes-
raos apparelhos, subslituindo apenas o acido
sulphurico pela potassa. O siilphurclo de po-
lassa que se formasse seria determinado pelo
permanganalo de potassa.
listo procesan analylico do ar viciado nao dif-
iere, era principio, do que usou o Sr. Coudy
era lha8 para a analyse do ar de Londres a d'e
oulros lugares da Europa ; mas o processo do
Sr. Monier llie superior, porque permit.) do
conhecer a proporco de hydrogeno sulphurado
coutido no ar.
O alleneiro [ligaslrum vulgare, da familia
das oleceas e da tribu das oleineas) deita ca-
chos de flores brancas, que no outomnose trans-
formam ern bagas negras. O Sr. Nicklcs acaba
do descobrir um principio colorante de bella
cu- carme/.irn, ao qual den o nonie de lugulina,
ii essas bagas, que sao ordinariamente empresa-
das para colorir o vinho e fazer tinta preta. A
lugulina soluvel na agua o no alcool, mas
nisoluvel no ether; nao contera nenhun azoto
o que torna sua edr mais duradoura do que a'
suas congneres, e por essa mesma razao
oiis Figuier-
Campos.
I Prense }
Da mulher
Em um lempo de deslruico, de horrores e la-
grimas ; quando os homens, esquecidos da civi-
lisac.o, e de si mesuras, mutuamente se despe-
dazara, como as feras no deserto ; a voz da na-
Iureza, como justificada ao som dos ais da nossa
situacao poltica, nos impelle do um modo ir-
resistivol para os bracos desse sexo encantador,
onde o corceo oppriinido se dilata, e encontra
as docuras que de todas as oulras parles lhe fo-
geiii; em cuja amabildade acha o repouso con-
solador, e esse bem estar ineffavel e divino ;
cuja luriiu a abranda a nossa ferocidade. N'uma
palava, a mulher, mimo de um Dos, s por si
prova a omnipotencia e bondade do Creador.
Justo pois que consagremos alguns momentos
era obsequio desta preciosa metade do genero
humano, esperando que as nossas leiloras nos
iovario e n conta o devido apreco era que as
temos.
Muilo se tom escrplo acerca da mulher, mas
_ I muilo res1 a ainda a escrever em objeclo to dc-
cu0 balido.
Oppriraida c adorada pelo honrara, a mulher
em todos os lempos se aprsenla como um phe-
nome.no na scena do mundo, ante os olhos do
observador. O seu imperio perlence sgracas,
forraosun, intelligenciaa sua escravido
barbaridade, o ao poder da forra. Daqui provra
que a sua sorle raais doce nos paizes civilisa-
dos ; oo incsmo lempo que a sua oppressao
raais com mu m e tyrannica enlre pravos sclva-
gensou rsticos ; oppressao tanto mais dura e
feroz, quanto a mulher alm dos seus padeci-
nienlos proprios, sollre metade dos nossos pes-
soaes, oulalvez que com cites sofra anda raais
do que nos mesmos.
A natureza nao deu ao homem a forca para
abusar della, empregando-a contra a fraq'ue/.a da
mulher; mas sim para a proteger e amparar.
Apezar disto o homem abusa constantemonle
desta forja.
E ser lambem osle abuso urna leda nature-
za ? Si te 1 duplicadamente infeliz a sorle da
mulher, contra quem se conspira o co e o ho-
mem, re.stando-lhe entao, como nicas, a resi-
gnaco ou as saudosas recordacoes de um amor
que passou !
A escravido da mulher tao antiga como a
existencia do mundo, porque j Dos subjeitoii
Eva a Ado, e finalmente ella geral em tfdo-
globo, que habitamos. A sua sorle porm aiguin
lauto tom sido mclhorada com os progressos da
civilisacao. que, digarao-lo assira, conquista
dbil e tmida como ella ; mas nem "ndiadeixar
de ser assira, quando a natureza coi
o imperio das graea?, lhe recusou o
ordinariamente d
triDuindo-se rauitas vezes s mais leis, ou g-
norancia, erros e desgracas, conseqnenci'
nossa organisacio, e desse primeiro ar r '
piramos. Embora parcQa islo um al- ?ue res"
por isso deixar de ser exacto. -urdo, nem
E' pois nos climas doces, qu', lv.....
lo modo conquisten a sua ''JJ",ulher en ""r-
dado, at onde lh'o perrai" ,, ^Ti T 6 ll1ber"
do decoro ; porera es lU>m a5le,s do PudoJr
esl lambe,., snbi- to J I,1Psmo, de=oro1 e Pudor
daqui pasca 'l0 ao "P"^0,d0 .hmm, e
'dene;- maior ou menor exlensao da uide-
v .- "' ** dilTorentes naeoes cultas da tena,
ulher passou pois do urna clausura, que se
assemelha a priso, a um retiro que pouco defli-
ria do seu estado primitivo.
Depois, moditicando-se asna sorte. pcrmiltio- j
lhe como urna gracao visitar raras vezes alguma |
amiga, sempre debaixo da vigilancia c tutela do
homem, peranle quera deviain constantemente I
reprimir ainda os seus mais innocentes desejos,
sob pona de irritaren o seu orgulho, e de atlra-
hire.n sobre si mesuras o desprezo e a oppressao
anguida e fria, que ella gera, ou a furia e vio-
lencia, flhas do cunie.
Escravas sempre da opinio, tem ainda de o
ser da mais leve apparencia, c das suspeilas,
sendo to delicado e difficil o seu papel que
quasi impossivel o ser cabalmente desemponha- j
do, com especialidade as eidades populosas, j
onde geral a corrupgao ; e o astuto coberto
cora una mascara hypocrita, tem pendentes nos
labios o decoro, a honra, a repulaco de urna mu-
lher, honesta sim, mas frgil e illudida. Daqui
provm, que alguraas mulheres verdadeirameule
zelosas da sua reputacao, preferem a fastidiosa e
montona solidao do seu retiro aobulicio de urna
sociedade chela de vida, de niovimento c dis-
traeco ; mas tambera de perigos o lacos que o
homem muila vez sangue fro, prepara e offe-
recc mulher incauta, para depois mofar da sna
credulidade, empregando vilmente a sua astu-
cia e ascendencia sobre um ente fraco, a quem so
devora amar, respeitar e dirigir pelo raais curto
caminho da felicidade.
Propondo-:ios a representar s nossas amaves
leiloras um quadro fiel do que loram as mulheres
em temos antigos, do que ellas actualmente
sao, e do que para seu proprio bem e do homem
ellas deveriain e poderiam ser, as suas diversas
posicoes sociaes e polticas, forcoso nos remon- i
lar, anda que rpidamente, historia antiga. i
Plutorcho, a quem nem os homens, nem as
mulheres celebres foram indifferentes, compoz
una obra acerca das heronas, que ou por aeces
de virlude, de valor ou de gonerosidade, so lor-
naram recommendaveis, e que dedicou a Lea,
sua ama. Nella philosopho faz um paralello
entro Anacreonte e Sapho. entre Setortril Se-
miramis, enlre Serrio e Tanagulla, enlre Bruto
e torca ele, apresenlando depois grando nu-
mero de "iu//iere exemplos de valor, ou generosamente se sacrifi-
caran!, j pela patria, j pela amisade etc.
Igualmente cita as matronas de Proica, que
unnimemente convenciunaram em perecer as
chammas, no caso de perderem os seus urna ba-
alha, que ia decidir no triumpho ou da dis-
truicao do seu paz, sendo coroada de flores a p/i-
meua, que suscitou to nobre idea ; nienrionan-
do oulras, que injuriaram homens por terem
eito una capilulacao indigna : outras que ganha-
nharam balalhas, libcrtaram suas patrias, assal-
laram eidades, ou as defenderam ; ou praticaram
procsas proprias dos homens mais valorosos.
As qualidades tanlo magnnimas quanlo mar-
ciaes, eque parece terem feilo sahir da sua pro-
pna espirara as mulheres, destinadas pela natu-
reza a differentes misteres, junta Plulareho ou-
lras mais doces e adequadas s gragas inheren-
tes ao sen sexo, mencionando este Ilustre escrip-
tor as mulheres de urna ilha do Archipelago, onde
no decurso de 700 airaos, se certo o que a his-
toria autiga conta, se n.io vio um s exemplo de
fraqueza em donzella alguma, nem de infideli-
dade as casadas. Nao afliancaremos a veracidade
de tao extraordinaria asserco, por julgarmos
que un lano contraria natureza, ou antes
um phenomeno mais para ser contado ; entre-
tanto se n'iftlo ha cxigeracao. nao nos culpem,
que por incrdulos estamos innocentes, mas s
crinunem Plulareho e Mr. Tiranas, que reproduz
o que esle grande homem escreveu.
Igualmente louva as jovens Milesianas, dcscre-
vendo uro rasgo d'estas heronas digno do maior
elogio. N'essa poca da natureza, em que a pas-
sagem da infancia para a adolescencia se faz sen-
tir por esses desejos vagos e indeterminados, que
tortemente coramovem o nosso ser, e cm que pre-
cisamente se conhecc o fira a que se airigem,
n essa poca de furor e delirio, que abala os sen-
c accomnielte urna imaginaco vlrgem
N=K
X deWa S' accon""e"e uma imaginaco vlrgem
leudo lhe! crYo que abrumas Milesianas! que apenas
>". acabav u,i sahir dos umbraes da infancia, da-
orc.a, que Vam a si mesmas a morte, preferindo-a a viver
A i lint i\r
A prolon-
e nem
acido sulphu-
cr verde e
prefeiivel a ellas para a" tinturara,
gada fervura na agua nao a artera,
lambem alteravel pela acco do
roso. Como a potassa* 'torna d
os cidos fazem-na retomar a cor vermelha, po-
de servir de tintura de ensaio para substituir
eai chimica a tintura de tornesol I extrahida do
erolon linctorium ).
Quando se lanca urna dissoluco aquoza ou
alcoolico de lugulina cm um vaso d'agua des-
lillada, a cor nao muda, o liquido lodo lica ver-
mellto: mas se a dissoluco lancada sobre
agua que conlenha bi-carbonalo do cal, o liqui-
do toma urna cor azitf. Essa propriedade pode
(I) O manganuto de potassa 6 una combina-
cao do raahganez e de potassa, que se obtem
juntando estas duas [substancias simples, e le-
vando-as ao fogo at ficar em braza. O preiixo
pez designa a maior quantidade de manganoz
na composieo, porque o simples manganato de
potassa forma-se de partes iguaes das duas
substancias.
evitar que o seu vestido branco tocasse na roda
e foi recompensado dosseus cuidados, ouvindo-
dizerquando se assentava.
Como estes bolieiros sao to polidos !
A carruagem parlio. Tancredo seguio-a pri-
meiramenlc cora a vista ; mas, quando os caval-
los porderam o ardor, acompanhou-a ao lado e
depois de um soborno passeo, chegou ao raesmo
lempo que a carruagem a ra de la Bienfaisance
onde Clarissa morava.
Vamos, pensou Tancredo, coragem! raais
valo perder j a illuso.
E penclrou com as duas mulheres ira quarto.
At que finalmente menina, exclamou
urna criada.Ai 1 meu Dcuslque modo eu tiven'el-
la Ai! menina,deixe-me dar-lhe um abraco !...
Que leus, Margarida? que te aconleceu ?
A mim, nada, mas s senhoras ? Oh co-
mo eu eslava inquieta entao perderam-se ?
Nao, Margarida, disse Clarissa com um in-
glorioso ; 6 que a reuniao acabou larde.
Entio era alguma boda ?
Amanhacu tecontarei. Diz-me, ainda ha
leite ? tenho forae.
Como pois a menina nao comeu...e em
casa de urna condessa ?
Havia cousas excellontes para comer ; mas
Clarissa nao locou cousa alguma. disse a Sra.
blandais. Que soberba sala como era bonita I
Estava l lano calor .. Este chapeo abafava-
me.
A Sra. Blandais comeeava a despir-se.
Tancredo por discricao", sahio entao com Mar-
garida, que ia buscar, pequea cosinha, todas
as provises que l podesse encontrar.
Tancredo aproveitou-se d'este lempo para ob-
servar este arranjo mais que modesto, e ludo o
que va, esta mistura de simplicidade rustica e
distnicao natural, agradava-lhe.
Margarida teve que fazer no quarto de Claris-
se ; ia procurar duas eolheres de prala, porque a
joven poelisa era a thesoureira da prala da ca-
sa, que consista em seis talheres, 'uroa cassa-
rola e o seu copo de collegio.
Nos paizes barbaros? as mulheres sao real-'Sa"' CS,:"10' q"e "l8a?a 'maS lorn'e"loso ^ue
menteos entes mais infelizesde toda a nalureza,
reputando-sc alli meramente destinadas a ameni-
sara existencia do homem, que dolas se agrada
ou enfastia, segundo o humor do momento, sendo
lio cruel a sua surte, que mais ha em al-
guns povos, que por excesso de maternal ternu-
ra lem a coragem de malar suas lhas recem-
nascidas, sublrahindo-as por este acto de cruel-
dade ao futuro, que iiifllivelmehle as espera.
Esta compaixao feroz, cruel e contraria a nalu-
reza, reputada um dever por algumas raais
cariuhosas. quo vcera na morte urna dor raomen-
mentanea, ao mesmo lempo que na vida ellas
vrem nm i.i.rilicl,. ..in.. l .,, i.. , veem um sacrificio constante, urna dor sem m-
ternipcao, de que querem libertar as suas filhas.
Nos povos do oriente, a escravido e clausura
das mulheres, n.io sera autorisada pelo costme
mas expressamenle determinada pelas leis desp-
ticas de taes paizes. Desde a Turqua at os
paizes orientaes da China, as mulheres s sao
destinadas a satisfazer em silencio os caprichos,
muilas vezes brulaes, do lyraimo, a quem a
sorte as enlregou ; o senhor, que as comprou,
ou do acrenlo, que as recolheu para negociar
com ellas, como com objeclo de espceulacao
ou mercado. Alli est ronslanlemonte afogda
a voz da nalureza. O odio mascara se com a ap-
parencia deura amor, que nio existe, nem pode
existir : porque onde ha oppressao, nao pode ha-
ver amor, sentimenlo por sua natureza esponta-
neo e livre, sem que poder nenhum humano le-
nha torca de coutraria-lo ou dirigi-lo, quando elle
puro e verdadeiro. Alli a mulher nao a coni-
pauheia do hornera, mas sim um formoso ani-
mal destinado para seu uso orecreio. Outrotanto
succede na immensa exlensao da Africi conhe-
cida.
Nos paizes em que os raios do sol sao mais
radiantes, a vegetaco raais rica e continuada,
onde finalmente a nalureza se nioslra mais liso-
nha c prolifica, alli que precisamente se od-
serva n espantosa anomala de ser em taes para-
g^ns mais infeliz o genero humano, e com espe-
cialidade a mulher, victima sempre do rigor da
sorle.
O clima lem sobre nos mais influencia do que
vulgarmente sepensa, e sem podermos explicar
o porque, cerio comludo que elle nos impri-
me o seu sello indelevel, apenas nascemos. al-
Tancredo ento diverto-se a csludar o peque-
o quarto de Clarissa. E sabis o resto, leilor.
Tancredo namorou-se d'este quarto.
Um leilo muilo pequeo, com ar de juventu-
de, se assim pode dizer, o coberto com cortinas
brancas, estava situado no fundo da alcva. Jun-
to ao leilo eslava urna linda raesinha de um s
p, o que devia ser algum presente, porque a sua
riqueza contrastava com o resto da mobilia.
Perlo da janella eslava u.na especie de escri-
vaninha ; sobre esta escrivaninha, livros, diccio-
narios inglezes, e collccoes de poesas, um ces-
to de costura, um vaso com flores, e urna cai-
xinha de rebucados. Na p rede estava suspen-
sa urna pequena estante; Tancredo examinou-a
rapidameule .- eram lodos livros tiuncados, ao
examma-los nao pode deixar derir. Sobre o fo-
go eslava um relogio de algibeira, urna bolsi-
nha, um rosario, e um frasco pequeo. Tancre-
do observava ludo com prazer, e todava cora
urna malevolencia voluntaria.
Quero conhece-la, disse ello comsigo, quero
perder a illuso j ; Clarissa agrada-nie, nao a
deixarei seno quando a nao amar. >>
E a lembranca de Malvina fe-lo suspirar amar-
gamente.
Margarida lendo procurado no armario o que lhe
era necessario, voltou ao quarto da Sra Blan-
dais.
A Sra. Blandais eslava oceupada 5 alicar ofo-
gao ; Clarissa preparava um lugar no fogo para
pousar a sua ceia frugal. A mae linha vestido
um robe-de-chambre de cor pardacenta ; a filha
linha substituido o seu ve ido de cassa branca
por um vestido de chita a. il. E assim era en-
cantadora.
Tancredo achava-a mais bonita n'este delci-
xo inlciramente em harmona com o costume lo-
do seu, que nada tinha de ceremonioso.
Aqu estleile, menina, disse Margarida, e
pao tambem :
raa7'Ah! bem' Pe ah' N3 qU0r' ",i,,ha
Nao, era Pars ci bebolsito, senioquanJo
Sendo pois frequenles alli os suicidios, publi-
cou-se urna le ; em que se ordenava, que toda
a mulher que atlentasse contra os seus dias, se
expuzesse o seu cadver, na praca mais publica
da cidade.
Esta disposieao as conteve, horrorisando-se o
seu pudor com a idea de lal exposico, ainda
mesmo depois de moras
Plulareho deixou-nos tambem outra obra,
cerca das mulheres deSpartha, em que cita gran-
des aeces, que provam a sua forca c valor.
N'ella temos, quo varias mulheres se 'sacrificaran!
pela patria oulras pro feriara a honra c o no-
nie de cidadas ternura de mies, banhando
com lagrimas de alegra cadveres de filhos tras-
passados de feridas, morios no campo da bata-
llia, outras castigaram corajosamente filhos la
xados de covardos, pronunciando al sentenc.is
de morte contra filhos criminosos.
A dor e a quelxa era reputada entre taes he-
ronas como aclo reprehensivel e manifeslacio
de fraqueza, enconliando-se at intrepidez na
propria escravido, rhegando a ponto de respon-
der una csciava, que acabava de sor vendida,
pergunla que se lhe fazia, do que ella sabia fa-
zer ser hvre !
Nem muilo para admirar taes exemplos de
herosmo, quando a historia intiga nos transmu-
te rasgos magnficos, que conlirniam quanto aca-
bamos de expor. As Sparlhanas tinhain pois sa-
ludo da rbita do seu sexo, collocando-as as leis,
os costuraos, as guerras e as necessidades, par
dos hroes.
Do mesmo modo que antigamcnie as mulheres
eratn sublimes, igualmente eiam nobres e mag-
nnimas os sonssedes que ellas produziam, pro-
viudo d'esta causa a perfeieao das obras artsti-
cas, que admiramos, eque"lornam nolaveis tan-
tas maravilhaa da amguidade. As Gregas cuja
imaginaco ardentc e viva Ibrslornava fcil todo
o genero de sacrificio, em ludo eram excessiran,
sendo sublimes al nos p'roprjos vicios, se assira
licito dizc-lo ; c ao mesmo lempo que as mu-
lheres honestas eram um modelo de virtiide no
retiro das suas casas, a dissoluta aprescnlava-se
tal al nos lugares pblicos, levando o descu-
freamenlo al o gabinete do orador e do poltico
mustiadas com o trato dos poetas e philosophos,
as cortezaas tinham grande ascendencia sobr
elles, e urna parle muilo activa nos negocios pu-
blicos. Em casa da famosa corlezaa Aspasia se
encontravam Scrates, Pericles e o invencivel
Demostheiies, to forte contra a lyrannia, quanto
submisso e dbil aos nltractivos do amor ; de
quem se diz, que o que elle med lava em todo
um auno, o desfazia om um niomonto urna wik-
Iher.
N'esses lempos antigos em quanlo as leis e os
costuraos protegan] o rcalcavam a pureza e o re-
ino dos matrimonios, a coiiozia dissolula tinha o
imperio das paixes, e por elle a oelebravam os
pintores e os poelas. A.-pasia decida da paz e
da guerra enlre os Atheinenscs. No templo de
Delphos se ochava a estatua de ouro de Purinoa
par dosreis ; o por morte de algumas cortezaOS
se Ibes erigam monumentos magnficos. Tal
em suinma o que das mulheres gregas nos apr-
senla a historia anliga, onde s virtudes e os vi-
cios eram sempre levados a excesso.
Se a historia das antigs Gregas nos olTerece
quadros interessantes e sublimes, cerlamente
nem sao menos animados, nem menos heroicos
os das antigs Romanas.
Grave e austero o povo, romano por espacode
500 annos, o homem nao conheeia oulro pssa-
lempo seno o arado ou a lanca ; nem a mulher
outra dislraccao seno a agulh'a o o fuso ; lempos
ditosos cm que a par de tanta simplicidade se
pralicavam todas as virtudes procedendo de
to nobre cansa essa forca e podero do imperio
romano, que outr'ora o fazia senhor do mundo
N essa poca os filhos aprendiam nos exemplos
dos pas a ser sombros, laboriosos, valentes, e a
ter a dedicae.Ao cvica dos hroes. As filhas be-
biam no leite, e lices de suas mies o amor da
virlude, pralicando todos os actos domsticos,
como quera desemponha urna obrigacao do seu
primeiro dever, passando gradualmente de filhas
submissas e diligentes a esposas meigas e desve-
ladas.
Y esses temos remotos os Romanos s traja-
yara vestidos fiados,tecidos u felos por suas mu-
Iheres ou lilhas ; e ao mesmo lempo que eram
lavradorcs e guerreiros, encontravam no aflecto
de suas esposas a solida recompensa do suas fa-
digas e perigos, recolhendo-se a suas casas para
all achar a paz e a Iranquillidado doraeslica,
descansando de urna vida laboriosa no seio de
urna familia que amavain.
Tem pos ditosos em que homens, que traziam
muilas vezes alados seus carros triumphaes prin-
cipes, e al reis, conquistadores porantc quem
ludo se linha curvado, eram como escravos sub-
missosdianlc de suas mulheres ; porque ellas s
os dominavam com um sceplro todo de amor !
De lees tornavam-so cordeiros, cedendo a fero-
cidade o passo docura para mais agradar a-
queni lano Ibes enfeiticava a existencia.
A natureza linha all feilo as imprescriptiveis
demarcacoes dos deveres dos dous sexos, limi-
tando-se a mulher a exercer as funeces do seu,
sem as ultrapassar ; os homens usa'vara igual-
mente de todos os seus direitos, mas nao abusa-
vam d'elles.
Alguns escrplores amigos e modernos, aspi-
rando ao glorioso titulo de philosophos, s me-
rece m o de visionarios extravagantes, quando
descrevem as mulheres como entes debis, in-
oerfeitos, miseraveis. Qulros ha igualmente des-
presiveis, que as apresonlan como nica e ex-
clusivamente destinadas propagacio, e extra-
nhas a ludo quanlo nao lenha relac'ao com to
alta niisso. Immoraes ha que julgam as mulhe-
ree como um objeclo creado pela nalureza para
0 recreio do hornera, eso destinado a araenisan
lhe a existencia !
Na verdade, que lio disparaladas opinies s
excitara a compaixao para cora os loucos, que
assira raciocinara ; pois que segundo o nosso en-
tender, a mulher a mola mais essencial da ma-
china do mundo, documentando esla asserco
com as proprias armas da razio e da philosophia.
Geralmente fallando, os homensiiiloleranles c
viciosos ja por habito e organisacio, ja por cons-
tante abuso do poder, que derivan da sua forca,
censurara virulentamente defeilos das mulheres,
que pela maior parle, ou quasi lodos, sao obra
d'elles, sondo directa ou indirectamente os cul-
pados dos defeilos que n'ellas censurara. Amu-
Iher naturalmente o centro de allracco de to-
das as aeces do homem ; mas inegnvcl, que
ella boa ou mi, segundo o impulso e o exem-
plo, que d'elle recebe, e que secompraz em im
lar. Quando os homens sio laboriosos, sobrios,
virtuosos, ns mulheres reunem todas as qualidadCs
eslimaveis inherentes ao sexo ; provindo d'esta
causa o aer m eilas nos lempos heroicos do povo
romano um complexo de todas as virtudes, que
as tornarara quasi dignas de adorncio : e se en-
tao a lei dava ao homem o direiio de vida e
morte sobre a mulher, esta autorsacio era toda
phaulastica ; porque o homem era "incapaz de
abusar d'ella, e a virtudee i honestidade pros-
creviam esse atteulado contrario nalureza, sen-
do a mulher apreciada no seu justo valor, e tri-
, butando-se-lhe os respeitos e affectos que
i merece.
1 Em Roma cigueram-se templos ao pudor e
, honestidade nelles se reverencia va a divindade,
| que presidia aos matriraoniaes e reconciliagio
i dos esposos, quando raras vezes algum havia
i quo se afastasse do seu dever.
Nos lempos remolos premiavam-sc as virtudes
c serviros prestados ao oslado pelas mulheres
; com decretos honrosos, que as proclaraavam co-
, nio exemplos vivos do sexo a que perlenciara.
Pela morte de Bruto, voslnam-se de lulo to-
das as mulheres. No lempo de Coriolano, quan-
do ellas salvaran! Roma, julgou o senado um de-
ver de reconhccimcnlo dar-lhcs os agraderiraeu-
| los, ordenando que em toda a parte os homens
. Ibes cedessem o pa^so. Em lempo de Benno,
[ lendo por segunda vez os mulheres salvado Ro-
ma, o senado novamente as honrou por tao no-
ble o heroico leilo ; depois da balalha do Caimas
sacrilicarara as mulheres pela palria lodos as
I suas alfaias e riquezas, sendo depois dignamente
| recompensadas pelo sonado, por urna tal dedi-
.cacao.
Quando em pocas de barbaridade feroz houve
i lyrannos, que iinpozeram muilas e conlribuices
i s mulheres, buscaram ellas um orador que *de-
fendesse a sua causa ; mas tal temor infundirn!
os despulas, que impossivel lhes foi ar liar quem
I pugnasse por ellas. Eolio a celebr Hortensia,
, que de seu pai linha tomado as lices de urna
. cloquera ia nao vulgar, apresentou-se em pnbli-
i co como a defensora do seu sexo : orou a favor
[ dellc. arraslou com a forca da sua persuasao aos
seus adversarios, que a esculavam com amis
! religiosa aUence, resollando dessa defeza.enver-
gonnarem-se os lyrannos das suas anteriores de-
I liberaces, e medidas de rigor, que mmediala-
I mente revogaram, gracas eloquencia de urna
; enrgica e sublime oradora !
Horien. ia foi conduzida em Irumpho, leudo
! dado aos homens exemplos de coragem, s mu-
flieres o dedicario e amor ao sea sexo. Mas
| nesla poca j; o imperio romano caminhava
j sua dissoluco, e nem os homens eram fortes e
: virtuosos como outr'ora, nem as mulheres tinham
! as qualidades, que nas eras passadas as apresen-
tavain como lypos de moral e honestidade ; por
quo degradado do hornera anda sempre inhe-
rente a da mulher ; devendo observar-se, que
os Romanos levando sempre a excesso virtudes
ou vicios, to grandes foram no decurso de mu-
tos seculos, dando entao leis ao mundo, do quem
eram modelo, quanto depois prodigiosamente de-
generaram, correndo furiosamente aps os seus
apetiles desenfreados.
A esla degradacao do homem segue-se cons-
guinlejiiente a da mulher, levando ento a tal
excesso e phrenesi o delirio das suas paixes,
que ellas fizeram consistir toda a sua feliridado
em faze-las, por mais dissolutas e impdicas que
fossem.
O furor pelos espectculos tornou-sc enlo ge-
ral, sendo laes lugares o thealro da devassidio
Lomo porera a imaginario c os sentimentos su
achassem embolados pelo excesso dos gozos, nao
houve entao capricho, loucura ou orga, a quo
nao tribulassem cultos; levando as mulheres a
impudencia a doear nuas publicamente, nao co-
rando de comraetter to monstruoso attenladr.
contra o pudor e contra os costuraos.
No meio porera deste cairas, e de tao lasciva
devassidao, teios a fazer a honrosa menco de
algumas.mulheres de austera viilude tanto
tmomraSuns g"aS de CuUS' qUan,^eno
n/w^'' f'!ha de C8li0 raulher de Brut. "ao
pode sobreviver a este, nem liberdade, e mor-
reu com a feroz impavidez de seu pai.
Aria imitou o seu exemplo, e depois de se fe-
nr, lancou o punhal a seu esposo.
Sua filha, esposa de Fraseas, igualmente se-
niUou.
Paulina, mulher de Sneca, fez-se abrir as
veas coiijunctamenle com o seu esposo.
Muitos oulros exemplos poderomos citar, mas
nao o permute a exlensao deste esboco ; limi-
tando-nos a dizer, que as Romanas da antiga
Roma foram. por espacode muilos seculos, mo-
delos de virlude e austeridade, legando os seus
nomos posteridade de um modo heroico e bri-
llante ; sendo anda os mulheres quem por mui-
las vezes arrancaram os homens de um Irilho vi-
cioso, ou de um abysmo, em que sem ellas in-
talliye mente se leriam precipitado : tal era a
geral depravaco I
Honra seja pois fcita a esse sexo amavel, quo
paruinando os nossos bens, c sendo ainda mais
sensivel do que nos aos nossos males, nos ame-
nisa a existencia ; nos d os coromodos c o bem
estar, que a lornam aprecavel ; nos conduz por
urna estrada juncada de rosas ao cumpriraento
dos nossos deveres ; nos ajuda nos Irabalbos. o
como finalmente se tantos motivos nao basls-
sem para nossa adoraco, prodigas, pe o remalo
aos beneficios que lbe devenios, dando-nos os
gozos innefaveis da palernidade, fazendo-nos re-
producir em entes que nos sao tao charos como a
propna vida, cuja infancia o nosso deleite e
passatempo, e cuja idade madura o esleio da
nossa velhice.
Iris.
Variedades.
A cava dos animaes ferozes na
Algeria.
(Concluso.)
Os rabes indicaram Bel-Kassem um leo
em um bosque de Beni-Salat, onde o obstinado
c novo carador linha tres dias e tres noiles es-
tado a espreila. No quarto dia, ao amanhecer
estando caneado de fadiga, fez urna branda cama
na folhagera de um carvalho, deitou-se e vigiou.
Logo ouvio a estrepitosa respiracao de ura leo ;
o vio passr de longe. Nao querendo-se en-
commodar do seu leito, Bel-Kassem deixou pas-
sar traquillamente o lo5o e lornou-se a deilar
roncando como ura Pandour. Mas elle desperla
de novo ao sopro quente de urna respiracao so-
bre seu semblante ; levanlou a cabeca e achou-se
cara a cara com urna panlhera que o tinha vin-
do cheirar. Espantada de seu movimento, a
panlhera deseo da arvore ; mas o rabe a tinha
j marcado, elle deilou-se no p da arvore. Ga-
nhou quarenla francos levando sua preza ao-ar-
mazem rabe, que, de entra vez, lhe fez presen-
te de um bom fusil de wunco.
Bel-Kassem, que matn um leo e tres pan-
theras, comeca sua odysa como matador so-
monte de animaes ferozes. Elle aspira marchar
pelas pisadas do seu Kif-Kif Ahmed-ben-Amar
a o provavel que elle preencherd, lano mais'
quanlo Ben-Araar nio mais o aquello de
outrora. Depois que elle casou-se e tem deso-
jado a cruz de honra, parece ter perdido a ma-
deixa de Samsan, sua cnergia de leo. Morto 1
morto) .murmurara Bel-Kpsscm, nesla
lingua sabia, que se falla em Algeria, com posta,
de hespanhou, de francez, de italiano, de rabe
lingua verdadeiramente bblica. 3Ioi tiurar'
moi locear, morto'. Traduccao livre! Vi-o*
aluei-lhe, matei-o. E' obra d ura Cesar.
Ahmed-ben-Amar nio teve oulro discpu-
lo senao Begless-bel-Kasscra-ben-Salat. Elle
lera quasi sempre refusado a companhia dos
europeos que desejam segui-Io nas cacas, ou
quando c forcado a consentir, nio os 'leva na
passageni do leo. Um dia, cedendo s instan-
cias reiteradas de um oflicial, consentio acompa-
nha-lo. A' noite, elle o poz om um poni da
floresta, atraz de una espessa forragem, e man-
dou-lhe vigiar, sem lropec3r, a passagera do
leuo, em quanlo ia mesmo cspera-lo Irinla pos-
sos distante d( lie. U oflicial promeite resistir,
c resiste cora efleito, durante una hora de silen-
cio na floresta. Mas, lendo ouvido os bramidos
do leo que se approximavam cada vez mais
dellc, o oflicial chamou Ben-Amar em seu soc-
corro, mas elle nao vera. O leo, terrivel para
se coinprehonderpelo seu bramido, approxiina-se
sempre. Um tremor nervoso apoderou-se do
inexperienle cacador do animaes ferozes; um
suor abundante rorreu no seu semblante, e ello
cabio em syncope entre os bracos do leo, por-
que o leo nio era oulro seno Ben-Amar mes-
rao, que linha contrafeilo o bramido leonino pa-
ra dar urna lico ao oflicial e lhe apagou a in-
veja de acompanha-lo,e de imporluna-lo era suas
cacas. O que prova que se pode ser muto
bravo no campo de balalha e muilo fraco dianlo
do leo. Tildo consiste no habito, na idea, e o
medo do leo, gracas s fantsticas historias ven-
didas em Franca, que leen embarazado todava
corlas pessoas muilo cenles de vir s fixar e co-
lonisar em frica, nao seno urna idea falsa,
um prejuizo popular, em uraa palavra. Espe-
ramos t-lo destruido ou abalado, demonstrando.
com provas irrecusiveis, que nada menos pe-
rigoso que esses animaos ferozes de que se faz
em Franca um espanlalho, urna cavilha de colo-
nisacio.
(B. Castixeac F. de Honorato)
'Presten
quasi sou obligada,que differenca faz do leito da
nossa ierra I Em Pars o~lete" causa enjoo
falsificado. '
Nio nio ; esle excellentc ; e cm pri-
meiro lugar tenho fume.
Clarissa provou o leile, depois levanlou-se pa-
ra ir buscar assucar.
Durante esse lempo o invisivel amanle, ca-
brado neste lugar comnium dos amores, quiz
tocar com os seus labios a taca que una bocea
idolaliada linha comprimido ; tomou a chi-
cara de Clarissa ; mas ou fosse dislraccao, ou
apetite verdadeiro, beben muilo raais leil do
que tinha lenco de beber, e pousou a laca tre-
mendo.
Clarissa voltou, e
vasia :
Quem bebcu o meu
como urna collegial.
vendo a sua chicara meio
leilo ? exclamou ella,
Foste tu, respondeu sua mi rindo.
Eu ? eu apenas o prove... estou bem cerla
que alguern beben o meu leile ; um myste-
rra ; ha por aqui algum galo lalvez....
N5o ha, nio ; lalvez fosse o leu ser invi-
sivel...
Beberam o meu leile, por forca.
Foste tu, minha louca, cu ber vi ; s urna
lolinha, nunca sabes o que fazes. Vamos, seia de
pressa, Margarida lem somno.
Margarida j dorme, eu mandei-a dei-
ta r-se.
Entio Clarissa sentou-se perlo do fogo, o poz-
se a deitar pi no pouco leito que Tancredo li-
nha deixado.
Como bonito o grande mundo, dizia a Sr."
Blandais ; eu gosto de Pars ; ponna que ludo
cusle tanto dinheiro aqui I Sabes que, durante
tres mezes que aqui estamos, j gastamos qua-
trocentos francos f
Qualrocentos francos repeli Clarissa cora
adraincao, oh que muito !
E' muitissimo I 6 o resgate do um rei ;
mas esle dinheiro nao so ha de perder, se tu o-
MUTIMOO
res feliz e te li/.eres conhecida ; esle sarao j
concorreu muilo para seros bem succedida.
Enlo disse bem os meus versos, minha
mii ? pergunlou Clarissa.
Muito bem, filha, s devisa fallar um pou-
co mais alio, na outra sala ningucm te ou-
via.
Ah tanto peior para quem l estava. Pois
eu nao gosto de fallar muito alto ; e alm disso
tinha medo ; haviam l muilas senhoras bem
ms. urna deltas poz-se a escarnecer dasminhas
botinas pelas, eu ouvi bem o que ella dizia ; e
outra ento, para me desculpar, disso :
Anda esl ha pouco lempo en. Paris !
Aquella que disse islo deve ser boa.
O conde de D*" ura bello homem, disso
a Sr." Blandais,
E', mas eu nao gosto delle, goslo mais de
Lamartine, oh que linda figura !
Tancredo ia ficar coso, quando ella acres-
cenlou :
Ah mas havia l um rapaz muito mais bo-
nito anda, nao o vio rainha raii ?
Nao....
Pois nao o vio? pois era bem notavel, por-
que linha o chapeo na cabeca, o que me parece
bem singular.
Tu s tola, menina, quera que seria ca-
paz de estar cora o chapeo na cabeca na sala da
seiihora de I).'!*
Pois eu vi-o I por pouco lempo verdade,
mas vi-o com o seu chapeo. Talvez livesse pe-
dido lcenca para estar coberto, disse Clarissa
rindo, como o velho Livray, que linha sempre
muilo calor, e que cnlrava dizeudo : a V. Exc.
permute ? o que quera dizer que nao tirava o
bonete.
Crianca disse a Sr." Blandais.
Assevero-lho, minha mi, que vi era casa
da sen hora de D"', um rapazque linha o chapeo
ua cabeca. que este rapaz olhava muilo para
raim.c que nunca na minha vida vi olhos lio
bellos; e linha umolhar, meu Dos, um olhar
que so retem, quo lica sempre estampado oa
mente ; nunca posso esqueccr aquellos olhos....
estou sempre a ve-Ios.
Tancredo nao pode resistir a una lenteci in-
vencivel ; eslava defronte de Clarissa, atraz da
cadena da Sr- Blandais, e tomando a bengala na
nio diroita, foz-se visivel.
Clarissa deu um grito, mas j a bengala tinha.
passado para a mi direita, e Tancredo desaima-
receu. r'
Que tens, filha ?
Nada, minha mi, disse a linda rapariga
tremendo.
Mas lu ests paluda...
Pareceu-me anda que va....
Quem ?
Aquello rapaz.
Tens hoje visos, s justamente como
quando eras pequem ; fallavaa sempre de ap-
paricoes, de religiosas que iam senlar-se junto
, do leu leito. E's sempre a mesma ; ha pouco
I diras que tinham bebido o leu leile, sendo tu
, que o bebeste, e agora vs rapazes no meu
' quarto!
E a Sr." Blandais levanlou os olhos ao co
sorrindo.
Pois bem soja, respondeu Clarissa ale-
gremente, pois tenho.... como que se diz?
Visos, apparices.
Nao, nao essa a palavra da moda, mui-
to mais comprida do que essas.... allucinaees...
Enlo esl decidido, tenho allucinaees'. Boa
noite, minha mi.
Dizendo estas pal.ivras, Clarissa abracou sua
mi.
Boa noite, minha filha, respondeu a Sr.*
Blandais.
E continuando o seu gracejo :
Se vires o lindo rapaz no teu quarto, cha-
nia-me.
Sim, minha mii.
E Clarissa foi-so deitar.
(Contiiiitar-se-na.J
l'ERN. IYP. DE M. F. DE FARIA.1859,

'
I
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llfSVl