Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08923

Full Text

AUNO XXX7. ROMERO 297,
Por lies mezes adiantados o$000.
Por tres mezcs vcucidos liSOOO.
QiTl FE1RA 28 DE DEZEMBRO DE 1859.
Por anuo adiantado 19$000.
Porte frauco para o subscriptor.
EHCARREGADOS DA SUBSCRIPCA'O DO NORTE.
Paralaba, o Sr. JooRodnlpho Gomos; Natal,
O Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaty, o Sr. A.
de LemosBrag; Cear, o Sr. J. Jos de Oliveira
Maranho, o Sr. Manuel Jos Martins Ribeiro
Guimares ; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Moracs Jnior; Par, o Sr. Justino J. nomos;
Amazonas.o Sr. Jeronymo da Costa.
PAKiiiu dos GOiuQiie.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas dodia.
Iguarass, Goiannac Parahiba as segundas e
sextas reirs.
S. Anto, Bezerros, Ronilo, Cmara, Altinhoe
Garanhmis as tercas fciras.
To d'Alho, Nazareth, Lirnoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingnzeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Ouricury o Ex as quartas-feiras.
Cabo, Sorinhem, Iti> Formoso, l.'na.Barreiros,
Agua Prela, Pimenteiras e Natal quintas fuiras.
(Todos oscorreios partem ns 10horas da manha ]
AUDIENCIAS DOS TUIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relaco : tercas eiras e sabbados.
Fazenda: Ierras, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quintas ao meiodia.
Dito de orpbaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara docivel: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel: quartos e sabbados ao
meio dia.
PARTE 0FFICIAL.
EI'HEMEKIDES DO ME/. DE DEZEMBRO.
2 Quarlo crescente as 11 horas e 30 minutos da
mauha.
10 I.ua cheia aos .">3 minutos da manha.
16 Juarlominguanle as 6 horas e 56 minutos da
tarde.
24 La nova as 3 horas e 27 minutos da ma-
uha.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 8 horas e 30 minutos da manha.
Segundo as 8 horas e 54 minutos da tarde.
< Expediente do dia XV de novembro.
OlTicio ao commandante superior la guarda
nacional deste municipio. Sirva se V. Ex.de
mandar spreeiilar um piquete de cavallaria da
guarda nacional, para acompanhar a SS. MM.
II do pago imperial para a igreja do Espirito
Santo, podando depois o mesrao piquete reunir-
se a tropa, que acompanha a procisso de Cor-
pus-Chiili.
28
OBcio ao Exm. presidente da provincia do
do Rio Grande do Norte. Cora a infor-
macao, junta por copia, do inspector do ar-
senal de marinha. respondo ao officio, que V.
Ex. se servio dirigr-me em 7 do correnle, ex-
gindo a remessa da lancha e escaler destinados ao
servico do porto dessa cidade.
Dito o commandante das armas. Pode
V. Ex. mandar abrir assenlamento do pra$a ao
recruta Joao Francisco da Silva, de quem trata
o sen olcio de 20 do crreme.
Dito ao mesmo. Pode V. Ex. mandar abrir
assentamonto de praca aos recrutas Joao Jos
Damasceno, e Antonio N icario de Souza, ao
quaes se refere o seu officio de 20 do crreme.
Dito ao mesmo. Accuso a recvpcao do offi-
cio, que V. Ex me dirigi em 2G do crreme,
e fico nleirado de que tutu de ser dados em con-
sumo os medicamentos constantes do termo an-
nexo ao mesmo officio.
Dito ao commissario vaccinador provincial.
Remella-rae Vmc. algumas laminas de pus
vaccinieo, para serera Iransmiitdas ao presiden-
te da cmara municipal da Escada.
Portara.O presidenta da provincia, atten-
Jendo ao que Ihe requereu o bacliarel Sebastio
do Reg Barros de Lacerda, juiz de direito da
comarca do Brejo, resol va conceder-lhe 30 dias
de licenca cora ordenado.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao chefe do polica. Sirva-se V. S.
de informar sobre o incluso requermento de Joao
Nepomuceno Valim.
Dito ao mesmo------Pego a V. S. que se sirva
de informar sobre o incluso officio, que dirigi a
S. Ex. o Sr. presidente da provincia, o delega-
do supplente em exerccio do termo do Buique
Dito ao inspector da thasouraria de fazenda.-
Passo por copia s mos de V. S., para sua in-
teligencia, o officio, que boje dirigi o major
commandante do 9." batalho de infamara da
guarda nacional do municipio de Olinda, parti-
cipando acharem-se nquarlelados mais dous alto-
res e outros tantos guardas Officiou-se ao re-
ferido m-.jor, communicando-se-lhe ter-se dado
conhecimento do conledo de seu officio ao ins-
pector da tbesouraria de fazenda.
Dito ao inspector da tbesouraria provincial.
Srvase V. S. de informar sobre o officio in-
cluso, que S. Ex. o Sr. prndente da provincia
dirigi o juiz municipal, e de orpbaos do termo
de Santo Aniao em 21 do correnle.
Dito ao mesmo. Sirva-se V. S. de infor-
mar s^bre oque pede o juiz de direito da co-
marca do Santo Anto, no seu officio junto, da-
tado de 25 do correnle, sob n. 46.
^ Dito ao juiz de direito interino da comarca de
Goianna. Accuso a recepeo do officio da 21
do correnle, em que V. S. participa lar entra-
do, naquella dala, no goso da licenca, que Ihe
foi concedida. Fueratn-seas communcaeos
necessarias.
Dito ao mesmo. Accuso receido o officio,
que V. S. dirigi a S. Ex. o Sr. presidente da
provincia em'25 o correnle, participando ha-;
ver renuncalo o resto da licenca, que Ihe foi con-'
cedida, e reassumido, naquella data, o exercicio .
das funecoos de juiz de direito interino dessa co-
marea no impedimento do efeclivo. Fize-
ram-se as comraunicaces necessarias.
Dito a Antonio Americo da UrzeJo Jnior. \
Accuso a recepgo do sou officio de 4 do i
correnle, era que V. S. participa ter entrado
naquella data no exercicio do cargo de pro.notor
publico iolerino da comarca do Rio Formoso,
no impedimento do efeclivo. Communicou-
se ao inspector da tbesouraria de fazenda, e ao
presdeme da rtlacao.
Hito a Joo Damasceno de Barros. Accu-
so o recebiruerito do olficio, que V. S. dirigi
a S. Ex. oSr. presidente da provincia em 22
dg correnle, particpanlo ter entrado no exerci-
cio do cargo de promotor publico interino da
comarca do Rio Formoso, no impedimento do
efeclivo. Fizeram-se as communicacoes ne-
cessarias.
Porua. O Sr. agente da companbia bra-
silera de paquetes a vapor, mande dar transpor-
te para a corle, na primeira oppoitunidade, por
conla do ministerio da guerra, ao 2. cadete 2."
sargento do 3." batalho de infamara Dome-
ville de Oliveira Mello. Communicou so ao
commandante das armas.
Officio ao commandante do 9.* batalho de
infantara da guarda nacional do municipio de
Olinda. S. Ex. o Sr. presidente da provin-
cia, manda declarar a V. S. que nesta data ex-
pede ordem afirn de ser pago o prel dos vnci-
mentrs dos guardas naconaes aquartelados nes-
ta cidade, a contar do 1. a 15 do crtenle.
Despachos do dia 1 de novembro.
Requerimenlo de Antonio Fernandes ex-cabo
t l,*ftrc'to> Pedindo passagein para a provincia
do Rio do Janeiro.Sendo o supplieante natural
de Pernambuco, nao lem direito a passagem para
oulra provincia.
Dito de Ivo Pinto de Miranda, professor publico
da freguezia da Agua-Prela, pedindo que a licen-
ca de 15 dias concedida por despacho de 18 deste
mez, se comece a contar do dia 15.Nao lem lu-
gar.
Dito de Jos Gomes da Cunha, capito da an-
tiga guarda nacional, pedindo se mande certifi-
car se ello supplieante foi demitlido ou reforma-
do.Passe-se.
Dito de Jos Filippe Ncry da Silva, primeiro
escriplurario da tbesouraria de fazenda, designa-
do para pagador das tropas estacionadas coi Vil-
la Bella, pedindo urna ajuda de cusi para as
despezas da viagem.Informe o Sr. inspector da
tbesouraria de fazenda.
Dilo de Baymundo Jos de Souza L >bo, ex-al-
moxarifo do hospital militar, pedindo iuJemnisa-
(,'o da quauiu de !) ijo i.t res do suido, que liuou ,
a seu favor no ajuste de rontas.Informe o Sr.
inspector da tbesouraria de fazenda.
Olficio n. 1,014, do lenle general oornman-
dinle das armas, apresenlando o attestado pas-
sado ao segundo sargento Francisco Foligonio de
Souza Magalhes, para poder receber a gralilica-
cao que Ihe compele pela apprehenso de um de-
sertor. Remullido ao Sr. inspector da tbesoura-
ria de fazenda para mandar salisfazer.
Dilo n. 1,015 do mesmo, informando o reque-
rimenlo do lente do dcimo batalho de inan-
laria Francisco de Assis Guimares.Ilemetiido
ao Sr. inspector da Ihesouratia de fazenda para
mandar pagar.
Dito n. 366 do di redor do arsenal de guerra,
apresenlando a conla da pintura de diversos ol>-
jcelos peilenrenless fortalezas do Brura e Bu-
raco.Remellido ao Sr. inspector da tbesouraria
de fazenda para mandar pagar.
23
Officio do presidente da provincia das Alag-as,
requisilando a remessa dos diversos ubjectoa pe-
didos pelo assislente do ajudante general do ex-
ordio naquella provincia.Informe o Sr. direc-
tor do arsenal de guerra.
Dito do mesmo,pedindo esclareeimeiilos acerca
das duvidas npresentadas pela tbesouraria pro-
vincial ao pagamento das preslacdes devidas
companhia pernambiicana.Informo 0 Sr. ins-
pector da tbesouraria provincial.
- w -
OlFuio n. 1,017, do lenle general comman-
dante das armas, informando o requeiimeulo do
segundo sargento Arcenio Minervino Meira. In-
forme o Sr. inspector da tiicsouraria de fazenda.
Dito do commandante superior da guarda na-
cional dos municipios de Olinda e Iguarass,
propondo a crene.ode um esquadro de cavalla-
ria-Volle ao Sr. coniniandante superior da
guarda nacional de Olinda e Iguarass, para de-
clarir o municipio para o qual propon a crenco
do esquadro.
Dito n. 387, do iiispoclor do arsenal de mari-
nha, apresenlando a coota na importancia de......
1:135(000 reis, dos sofs comprados para a galeo-
ta imperial.Remellido ao Sr. inspector da tiic-
souraria de fazenda para mandar satisfacer.
Dito do commandante do corpo de polica, pe-
dindo inemnisaco do que despenden com o fiel
de urna canoa que eonduzio do Giqui para esta
cidade um soldado do mesmo corpo.Remellido
ao Sr. inspector da tbesouraria provincial para
mandar salisfazer.
26
Ollicio do presidente da provincia das Alagas,
solicitando remessa de carvao de pedia.Infor-
me com urgencia o Sr. inspector do arsenal de
marinha, providenciando logo para que seja sa-
tisfeita esla requisico.
Dito do commandante superior da guarda na-
cional do municipio de l'o d'Alho, apresenlando
0 piel da torca destacada Remellido ao Sr. ins-
pector da tbesouraria provincial para mandar pa-
gar.
Dilo do capito commandante interino do ba-
lalhflO da guarda nacional da cidade de Caruar,
presentando o pret das pracas que escollaran!
recluas para esla cidade.Remellido ao Sr.
inspector da tbesouraria de faseuda para mandar
salisfazer, licaudo cerlo de que (joram destinados
para o ejercito os recrutas de que se traa.
28
Requerimenlo de lvu l'inlo de Miranda, pro-
lessor publico da villa do Agua Preta, pedindo
mais 15 dias de licenca.Requcira por interme-
dio do Sr. director geral da instrueco publica.
Olficio n. 820, do inspector da tbesouraria de
fazenda, devolvendo o pret dos vciniiiienlos da
1 a lo pertenecnte ao 9o batalho do inljitaria da
guarda nacional, para su mandar reformar, por
eslarcm irregulares.Remellido ao Sr. inspector
da tbesouraria de fazenda para mandar pagar
visla da iuform.fi o.
2i)
Requerimenlo de Bellarmino Bczerra da SiUa,
carcereiro da cadeta do Buique.Esperado.
Dito de Francisco Marciano d'Arauju Luna, pe-
dindo ceriido da portarla, que o nonieou cirur-
giao da colonia militar de Pimenteiras.Como
requer.
30
Requerimenlo de Berlina Candida Cezar Gal-
vo.pedindo licenca para ensillar primeiras lettras
na povoacao de Hunbcca.Volle ao Sr. director
geral da instrueco publica para altender A sup-
plieante na coiiformidadu de sua ini'oiiuaco de
honlem, sob n. 22.}.
Dito de Eslevao dos Anjos da Porciuncula, car-
cerciro da cadeia do Cabo, pedindo pagamento do
Sena ordenados vencidos.A divida do SUppli-
canle se acba prescriptn.
Dilo de Jos Hygino de Miranda.A vista da
infarmacio, nao ha que deferir.
OlTicio n. 376, do director do arsenal de guer-
ra, solicitando se mande pagar a importancia do
armamento e corrame fornecido guarda nacio-
nal de Pao d'Alho.-Remellido ao Sr. inspector
da ihesourana de fazenda para mandar salisfazer.
Dilo ii. 377, do mesmo, idem dem da bandei-
ra fornecida guarda nacional de Goianna.Re-
mellido ao Sr. inspector da tbesouraria de fazen-
da para mandar pagar.
pletar a reserva, quondo esse rundo esliver ex-
hausto, quer comprando o uro por obrigaedes
vendidas pelo banco, quer deoulro modo, sem-
pre, a final de coritas, a operaco lomar o ca-
rcter de um emprestimo.
Na platica,a ultima combinaco parece preferi-
vel ; pois, do um lado, a abertura immediata
dessas caitas de troco reergueria rpidamente
nosso crdito : o cffeilo seria tanto mais forte,
quanlo menos esperado, e por outro lado, esse
modo de proceder daria natural e orticamente
a medida das necessidades da circulaco, e re-
doziria a necessidadn da consolidac&o aos seus
mus estrictos limites.
L'ma vez a divida de
DIAS DA SEMANA. !
26 Segunda. S. Estevo Prot* marlyr.
27 Terca. S. Joo Ap. Evangelista
28 Quarla. Ss. Castor Cezario e Agapio mm.
29 Quinta. S. Tbomaz Are. de Canteara m.
30 Sexta. Ss. Venustiuiano e Agripiniano mm.
31 Sabbado. S. Silvestre p.; S. Hinervino m.
Domingo. Cirrumeizo do Senhnr.
Por mais vanlajoso que me pareen o prujeclu
que acabo de esbocar, nao me Iludo todava -
cerca da dilliculdade (toda accidental! que sua
realisaco aprsenla.
A nova sociedade anda nao estando definiti-
vamente constituida, vou entretanto esbocar ra-
menadorias. Conferir a fa.uldade de lazer eou.-
nierrio par dos negociantes a urna companhia
anouyma um faci bastante excepcional nos
annaes econmicos, e dillicil de justiticar no pon-
to de vista da sciencia financeira.
A cspeculaco commercial geralmenle mais
Vabalhand?,0 rft. \ indus,rial- Um ""?. P.iJamen.e as r.drmas",ue' '^T^iSSar.
S otiZi nPnPn'.S "P^"5, e,So l^8 5 co do Commercio. p. "pd-lo em po-
ducciw uao esti em Broporco com a demanda, lun
iroceaera necessariameute a uma liquidacn
ENCARKEGADOS DA SLllSCRIPC.xO NO SI I..
Alagos, o Sr. Claudino Falcao Dias; Balda, o
. Sr. Jos Martina Aires ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Percha Martins.
- EM PERNAMBUCO.
O preprietaro do diario Manoel Figueiroa da
Faria.ua sua livrariapraca da Independencia
!6p8.
?s.
lecionaiista que he
A 23 de selembro comee-iran a marcha sobre
Sebastopol, e passaram o Belbcck incertosanda
por ondedeveriam atacar essa Braca. O lado do
norte era o primeiro appresenlar'-se : mas, de-
pois de um rpido exame, os generaos alliados
achando ns eminencias septentcioaaes mu bem
defendidas para poderem tentar uma prompta
conquista ; julgando-se exposlos a vir pela re-
taguarda algum exercilo russo de auxilio, que
naturalmente destilara por Perekop, taires mes-
mo o do principe Henscbikof; temeiido que por
falla de bous aueoradouros desselado Ib
suas transaccoes-deveria0 VSASS? > ^^ "^^C^Z^ '
A condicao indispensavel todava ao bom exilo r
dessa operaco, e a nica garantida de um esta-
do de cousas regular e normal em ponto de cir-
culaco fiduciaria, para o futuro reside na reu-
por algarismo equivalente: Essas T"'^^",1^3:
ficariam na cartel do banco, que ^I.. '!<"^".1^ .
leeza, que pelo tem-
as guaruicoes eram
Cago
ujos negocios nao vo bem v
r pnuco a pouco os seus lacros : lera
Circulaco monetaria, melallica c fiduciaria
tuncciona com rejiularidade c harmona ? Em
toda a parte, em Pars, em'Londres, em Berlim,
os bancos de circulaco confundem-as com os
bancos de descont. Essa reunio dimana alias
da nalureza das cousas, e lorna-se pnrlanto a
primeira cundilo de um oslado de cousas re-
gular e normal. A sciencia financeira, apoian-
do-se na experiencia adquerida desde o princi-
pio deste secuto, nao admitte mais seno bilhetes
de banco, como ttulos de circulaco, e declara-
se categricamente contra todo papel-moeda
emitildo pelo Estado, quer seja conversivel quer
nao. Ora, o bilhele do banco por sua nalureza
nao o oulra cousa que nao a moeda de troces da
letra de cambio garantida pelo banco. Nessas
conaicoes lem ello urna razo de existencia, e
acha-se apoiado sobre
"'",e!li,-,d,ls,riase acnam em condicocs delsim assumisse. o governo entr^gi.r-lhe-bia narte
,.mu, diversas, pois emquan.o o neg-, da reserva melallica, depostala na foralez" c
garanta
activtdadc normal.
Tal pois a causa pela qual geralmcnte se tem
considerado o commercio de mercaderas como
lo ; os juros dessas"
riam naturalmente a
bar'
vel esquadra alliada oceupar nos aueoradouros
do norte, posto Ihe fossem mais preferiveis os do
sul, o mar Negro, nao obstante parecer em con-
trario cuidadosamente alimentado polos Russos,
sendo que aquello mar nao era miis abundante,
de tempestades da que o Mediterrneo. E'
que o principe Monsohiko,
que se
ico.
ii i > i.i
corlo
re! ira-
5gci?;i;:':
EXTERIOR.
lteoi'Kaiiisayft ,|us Instttul^es de
< rdito.
Brvxellas, ~ de outubro de 1859.
A transformacode um emprestimo toreado em
emprestimo regular e normal pela conslidaco
da parte superabundante do papel moeda ofle're-
cena, alcm de todas as vantagens resultantes da
reconsliluicode umacirculaao fiduciaria e me-
tal, ea regular, as de urna raparlieao mais justa
o equitativa por toda a niassa dos contribuimos
dos sacrificios pela naco exigidos para salisfa-
zer ao consumo improductivo da guerra, sacrifi-
cios que como se acaba de ver, nao podem ser
evitados do modo algum, qual quer expediente
que so adopte ; e demais transformara o ir-iba-
lho de aniquilaco de capilaes, que actualmente
apparece, em um Irobalho de reproduceo dos
capitaes ficticios.
A consideraco de que tal operaco oncraria o
novo orcamenlocom um encargo novo o anno de
nlguns milhes nao pode ser aqu de peso aliim.
Os impostas sao supportados' pela naco ora
nao se achara a naco exposta actualmente a urna
perda constante e geral, em consequencia do
man cambio para o exterior e da caresta geral
para o interior ? Nao ser melhor substituir es-
sa perda irregular e perigosa para o nosso crdi-
to por um sacrificio regularisado, o proravel-
menta inferior em seu algarismo, sacnllcio que
lena por mmodiata consequencia uma consoli-
dacao do nosso crdito publico ? Nao prefer-
vel qualquer imposto supplcmeniar a esse esta-
do de perda continua e desordenada que actual-
mente existe ?
Deixemos porm de lado a quest.o da impe-
riosa necessidade de tratar sein perda da cura
desse ponto to vulneravel do nosso crdito pu-
blico, por mais amargo que seia o remedio.ques-
tao que nos parece do sobejo demonstrada, c
procuremos ames definir qual seria o nielhur
meio de procederpara chegar ao restabelecimen-
to de urna circulaco normal.
Chegue-se ao resiabelocimento da circulaco
normal, amortizando primeiro um corlo numero
de bilhetes de crdito, por via de emprestimo, e
abriiido depois as calas do troco, ou proceda-so
inmediatamente abertura das caixas de troco
com o fundometallijo que est acluilincnlo as
tuaos do governo, poJcndo-se jo depois com-
commor-|saco de. companhias commerciaes anonymas
etodolv?,.?.!?:*2Ea,S,a,T P Uo^Si mmJ.i|W.dMd0r4llMr lo- noso-iantes, pois 6 a eonsagraco de dous priu-
iMn o 2 LCl' ,,Ue cs'jm" piosdiverabs na mesma especie de negocios.
fiurfi "!in! "*- Ouohre "'("egociante, v consummada a sua
aseus credores seapro-1 ruina ; qiiebre urna companhia commercial, e as
pessoas que a compem s vem perdida a par-
le do capital que ellas haviam exposto. Dahi o
que resulla f Que toda concurrencia entre o ne-
gociante e a companhia lorna-se impossvel, pois
essa ultima poile aventurar-se quast impune-
mente em empresas arriscadas, que, se bem suc-
oedidas, do lanibem grandes beneficios ; d'ahi
emfim resulta que todos os especuladores parti-
culares deveriam cessar pouco a pouco de Obrar
separapos, e seriam obrigados a agriiparem-se
em companhias, o que acabara por gencralisar
no commercio uma tendencia milito mais arisca-
da e menos segura do que a que boje domina .
ora, supcrlluo estendor-se sobre os graves in-
convenientes de seraelhante erentualidade.
O commercio de cspeculac&o sobre os fundos,
embora igualmente perigosissimo, longe est lo-
davia da apresentar o mesmo risco que a cspe-
culaco sobre mcrcadorias. Ha toda a difleren-
i
co e de descont a que
adiar -se de
dos os
car
ria
senrasse ao mesmo lempo, seno na necessida-
de de repartir grddualuionte a paga dos seus bi-
uieos durante esses poneos mezes. O banco de
commercio que ao mesmo lempo banco de cir-
culaco lorna-se assim regulador natural do mo-
menlo fiduciario e da circulaco dos melaes
preciosos. Augmenle-se a demanda dessa mer-
cadura em ronsequencij de urna balanca com-
mercial desluvoravel a ponto do tornar in'sulfien-
ie a reserva mctallica do banco, oceupar-se logo
essa instituico de crdito de comprar euro nos
mercados eslrangeiros, pagando-o al com alto
premio, como muitas vezes o fez o banco de
rranca, cobnudo depois essa despvza extraor-
dinaria com uma elevaco da laxa do juro ; des-
te modo a_ relaco enlre a circulaco melallica e
a Uiiciana serve de regulador ao commercio
exterior, ao mesmo lempo que este ultimo exer-
ce sobre a primeira iiifluciiciadirecU.
Mas, para que o nosso banco
de commercio
possa alcancar semelhante papel, que esti toda-
va na sua nalureza, indispensavel que ten ha
peta extensao e desenvolv ment de suas opera-
foes, a importancia de um eslabelecimento como
o banco do Franca e o de Londres.. Ora. ser
Possiyol semelhante cousa em presenca do esta-
belecirnento da nova inslituico de crdito e de
commerdo que acaba d ser fundada com o ca-
pital de 200 milhes de francos ? Nao posso ad-
millir com o deserivolviniento dos negocios en-
tre nos existente a possiiuldadn da coexistencia
de dous estabelecmentos de crdito dessa impor-
tancia, sem que um fique de todo excluido polo
outro. A queslo apreaenU-se i.ois assim : ser
a nova instituico de crdito por sua nalureza
propria para lornar-ee o centro principal do des-
cont, e o principal regulador da circulaco li-
duciana da Rnssia ? Nesse caso seria evidente-
mente chamado pela forca das cousas a ropre-
senlaresse papel, e o banco do commercio teri.i
de licar reduzdo segunda ordem que Ihe nao
dar sensivel extensao a suas operocoes
em certa
\ ,rd.)
II istoiiu da ultima guerra da
Russia.
18531866)sobre os diversos lugares
em que ella se deu; escripia debaixo
do ponte do vista poltico, estratgico e
critico, segundo a ronfronlaco dos do-
cumentos francezes, ingleses, russos,
alleraes c piemoniezcs, a correspon-
dencia do coronel do engeiiheiros Gue-
rn, chefo de estado raaior de engenhei-
ros do exercilo no Oriente, n numerosos
outros documentos luanuserptos.
[Concluso.)
Aprcssemo-nos emchegar e\pedi;o da Cri-
mea, que foi emfim resolvida nos ltimos dias
que tomaram os alliados de passarem do norte
para o sul, rodeiando a baha de Sebastopol.
produzio essa duplico marcha de Hinco, de que
tanto se lia tallado. Os dous exordios separados
apenas por uma estreila cordilheira de collinas,
crusaram-se em se aperceberem dist >, al o mo-
mento em que a vanguarda das columnas ngle-
zas aristn a retaguarda das bagagens russas. >
principe Menschikot postou o seu exercilo as
eniinenchs de Makensie ; entretanto os nglezes,
que marcharam na frente dos alliados, proenra-
vam apossar-sc da cidade e do porto de Bala-
tlava ; e os Francszes culloeavam-se sobrs as
planicies Je Cliersonese, apoiandu-SS em sua
esquadra que enlrava baha de Kamicak. Toda
essa operaco leve lugar do 2G a 30 de seltiinl.ro
de 1834. Por esse lempo o marocha! Saiut-Ar-
naud, que rnorrcu pouco depois iij- mar, tinha
passado ocommando s mos do general Canro-
dasas cotacoes em consequencia de algum afion-
tecimenlo imprevisto, como a revolueo de IBIS.
Nessc cas', se s coiaprometlem os seus capi-
taes, pode, na peior condico, esperar com so-
cego lempos molhores ; sendo seus fundos re-
presentantes de capitaes industriaos dan lo um
juro qualquer, o crdito moral poder, em vez
de vender a preces reJuzidos, esperar melhor
ensejo. contentando-so enlrelanlo com o premio
o dividendos que derem os fundos que elle tiver
em carteim. Assim nao para uma companhia
commercial ; supponhomos que lenha feito gran-
des compras de assucar ou de gneros coloniaes;
jncia de impre
costas da Crimea, onde este desembarcou a I i
de selembro com espantosa felicidade. Esse
exercilo era de spssenta mil homens, dos quaes -"
doce descontar de/, mil, que nao podiam entrar
em cmbalo E triste realmente certificar este
tacto, diz M. Len Guerin ; os Francezes em con-
sequencia da expedico de Bobroudja, o das mo-
lestias que os haviam dizimado, eram anto em
menor numero que os Inglezes ; porm deviam
no fimde um me/, rehaver a sua superioridade
numrica.
O desembarque elTeoluou-se, como se sabe.
entre Eupaloria e a embocadura do Alma. Ou-
credito e de : rom despezas de armazenagem ; tercereo, o ca-
Ipital emperihado uessa Iransacco torne-se de
todo improductivo, o que, com") acabamos de
yer, nao acontece aos capilaes empregados em
fundos.
\e-se pois que uma companhia anonyma, oc-
cupando-se do commercio de mcrcadorias, mo-
iiossolida do que qualquer outro banco, maisat
do
seno pondo-so em relaco intima
dependencia da nova inslituico de
commercio.
Pan poder bem apreciar a nalureza desta ul-
lima cumpre nccessarainente altender ao circu-
lo de suas operacOes. O regulauento dessa com-
panhia confirmado o publicado nos jomaos a au-
lonsa a empreliendor operadlos de banco e de
descont, operacoes industriaos e commerciaes
quasi que sem excepeo S as funceoes do um
banco de circulaco nao eslo comprehondidos
no circulo de sua aclividade ; mas eniquanlo li-
vermos a nossa circulaco actual, impossvel a
Muisso de bilhetes por um banco particular, e
a transmissao de toda a mola de circulaco
duciana nao pode fazor-se seno para com
uma companina funecionando j e depois
ile um orranjo preliminar e minucioso. Se
todava os estatuios inda nao autorisam o novo
eslabelecimento a einillir papel de circulaco
era compensacao nelle se diz que a companhia
peder prestar sou concurso ao governo as ope-
racoes fraaneciras que elle emprehender.
lulgo uo me engaar aflirmando que o cir-
culo de aeco ,i>> nova companhia de extensao
excepcional, e nao hesito em accrescentar
excessiva.
Houve um lempo em que todos severamente
n as sociedades de crdito movel, e es- P'jJo> no mcu pensar,_ conciliar todos"os inleres-
se, em consequencia de imprevisto acontec raen-1 Iros ponfos linham sido proposlos como prefor-
lo. o preeo desses arligos solfressem anda veis a esse.. O baro Stein (Perralh-Pachi] offi.
mesmo temporariamente urna forte baixa, nao I cal de engenheiros austraco, e mais lardo ge-
estanacm posicao de esperar, pois : primeiro, al neralna iosurreicohngara, aconsolbava odes-
mercadona pode delenorar-se ; segundo, corre- embarque cm Kertch ou em Ka lia. Convru
um ataque inexperido ; ello pensa que eslo ata-
[ue ex -abrupto seria rnuilo temerario, e a,
laria grande desasir.' no caso de nao ser bem
succedi o
"s alliados uma voz estabelecidos n sul, res-
tara anda a questo de ataque ao sueste, pelo
lado do porto ou de Karabclnaia, e de ataque
ao sudoeste, pelo lado da cidade. O corpo d
engeuhara franceza rio immediatamente que o
melhor plano pera o ataque seria polo cabeco
Veri e Mnlakof, posices quo dominavam Kar.-
belnaia o o porto militar. O commandante Sainl-
Laurent propoz que se fizesse passar a primeira
liuha
qu<
notar que o porto de Kalfa foi igualmente indi-
cado em una inflruccu de Napoleolll ao ma-
re.-hal Sainl-Arnaud. O consellio merece i set
seguido. M. Len Guerin, quo nao deixa uma
oecasio de discusso militar instructiva, exami-
na o caso, o pensa que Kalfa loria sido pete-
rivel se o exercilo fosse mais forte nessa occa-
lito. Domis, cmquanio durou a guerra, oim-
que qualquer negociante particular que, ten- j perador dos Francezes, o o goveino ingle/., evi-
do mais que arriscar, ser necesariamente mais tarara dar aos seus generaos dessas inslrucces
circunspecto- terminantes que servera para lirar-lhrs toda
Do outro lado vimos acuna que a rouniodos; paite, que devom ler nos succossus da guerra e
bancos de descont e dos de circulaco ser em nos casos improvistos.
toda a parte considerada como principio o axo-1 Apenas desembarcado, o exercilo marehou
ma, precsame nle porque esse systenia apresen-'contra os tussos intrincheirados sobre as mar-
lava mais seguranca para a circulado fiduciaria, gons do \lma em posices ingremes V batalha
dando mais garantas. foj m bello feito de armas, devido ao valor na-
^gue-soiriconleslavelnientc que a nova com-: toral, ao inslinclo de guerra, que carasterisam
panhia e a menos propna para ser encarregada nossos soldados, e lambem ao sangue-lrio e obs-
de recular a nossa circulaco monetaria ; mas tiuace sloiea dos inglezes. O marcchl Saint-
ainda. embaracando ou o banco do couimeroio, Arnud, ardendo cm febre, e fazendo mn esforro
ou qualquer outro estabelecimento de crdito i supremo sobro si mesmo par asJstir ao con-
que se quizesse construir, do tomar a extensao i bale, havia dito como nica instrueco ;>'- seus
necessara para incumbir-so de regular a nossa gciieracsAvancem para o nimiao* Enlretan-
circnlacao, sena um obstculo directo a essa re- lo, por mais que digara os escriptores inglezes,
giiiansacao. parece que existi um plano de bataliii, q
isesse estado de cousas o meio scgainle unjico consista era accommetter o centro do inimiwi
pecialnieute a de Pars.
Nao quereudo negar pie em eertos casos, se-
melhante sodedade pode sor arrestada a pouco
doseulpavel jogo de bolsa, lange eslou entretan-
to de cuiidemnar de lodo os crditos movis.
Seu lado fraco reside evidentemente na impos-
sibildade de impor-lhes uma garanta eraraz
contra um esenvolvimenlo excessivoda especu-
laco sobro os valores de bolsa, leudo todas as
consequencias do jogo, a saber : tendencia a de-
preciar e a f.a/.er alear artificialmente os valores
reniforme a conveniencia do especulador, mais
do que conforme o valor intrnseco daempreza,
etc. Ao menos porm a especulado dessas
companhias nao pode dirigirle seno sobre os
fondos, <; iudircctamenlo sobro as empiezas in-
dustriaes, representada por companhias o eora-
unicio directo ilas mercadorias, a mais arrisca-
da de todas as especulaeoes, est fora da aclivi-
dade dolas.
A nossa nova emprc/o, pelo contrario, lendo
ai mesmas atlribuiries que o crdito movel, tem
anda outras, cutio as quaes o commercio d
pela
iloil:
l'reiilo e pelas duas alas. Es,a
corpas voltando nao era fora
... manobra de
ses anstencao completa da parto da nova sode-1 dous cornos voltando nao era fora dos prinei-
dado.le toda operaco bancana, para consagrar pios. Em um cmbale igual, travado por Junot
todo o seu capital a um servico industrial, ou a na Russia, Napoleo I disse: Desde quandose ala-
completa a toda operaco commer- ca pdo centro, e pelas duas ales ao mesmo
o banco do coinmor-
po ? A batalha de Alma sendo ganba, a opi-
nio publica pronunciou-se pidos /naves da di-
reila, que tinhain escalado uin despcilhadeiro
quasi inaccessivel para atacar os Russos pela
i I barga.
renuncia completa a
dal fondindo-se com
ci.
Esse ultimo expediente serfa o de raaior pro-
veito para a companhia e de mais utilidade ao
paiz.
Se o goveruo so decidase j a chamar os capi-
laes particulares para concorrer reforma do
Banco do Commercio, e fazer dolle um estabe -
lecimeulo a modo dude Londres e do de Pars,
a companhia poderte, depois de preliminar ajus- ras torcas do inlmigo, do
le com o governo, trazar lodo o seu capital para lopographro que linham
lornar-re co-proprietaria
governo do Banco
lodo O seu capital,
Depois d.i victoria de 20 de selembro algumas
hesitacoes e opposicdes houverara no ronselho
dos generaos alliados. Provinbau ellas da ig-
norancia, em que estavam, sobre as verdadei-
pouco conhecimento
do paiz lano que
paralella pelo cabero veri, destituido anda
de toda a defeza. Mas os Inglezes oceuparam
in continente as posiedes desse lado.de serte que
os FrancezM nao poderam por bastante lempo
i'../-r mais de que ollerecer-lhcs os seus votos n
conselhos. Estes tiraram o melhor partido pos-
sivel das suas proprtes posices em frente da
cidade, onde durante mullos mezes, sob a direc-
eau immediata do coronel Guerin, t/eram m.a-
ravi'hosos Irabalh.is ile approxioiadio, o levan-
tarara muitasforiificadies. Por Uro reconbe.cu-
se que, se Mnlakof era a mellior.no era i idavia
a nica chave de Sebastopol. Quando a defeza
tornou-se formidavel desse lado, o coronel Gue-
rin indieou o barranco que sopara o baluarte do
! Mal do baluarte central, como um ponfo per on-
de so poderte penetrar na p.a-i, sendo alm
t disto natacavel pelos Bancos por causa do su i
i profunde/a.
No me/, de selembro de 1854, quando os an-
I mus se achavam anda impressionados do prorap-
j lo e feliz successo oblido era Alma, a pon
j dcolher-se na Europa, como consequencia oalu-
l ral desse tacto, o boato extravagante da queda
inmediata de Sebastopol, e da captlulaeo do
exercilo iusso, ninguem teria imaginado que os
alliados se bouvessem reunido para um nico fin,
e se preparn,un peniveimentopara um assedi i Je
on/.e mezcs. E por lano uma oulra Diada se ia
desenvolver em frente dos muros dessa cidade
extraordinaria, cujo assalto petes d ms lados ao
mesmo lempo teria exigido a presenca do dous
exorctos d.i cem mil homens cada um.
A fallar a verdade, a demora do assedio, o u
insuliicioncia dos nieios deque sodispunba, pro-
duzirarn causas que ninguem tinha podido calcu-
lar E' preciso pr-se a par das rircumstamias
particulares essa gnena do Oriente, ea
ludo encarar-se como grande empec lio ao des-
covolvimeuto das nossas torcas, e das nossas
operocoes, os rodetes de ama diplomacia que
I foi o brinco da Austria, at 0 dia em que esla po-
tencia servndo-se da oceupaco dos principiados
Danubianos reduzio os alliados a nao ter (miro
mete em perspectiva seno o assedio de Sobas-
lopol.
lem-
e co-accionisla, com o ii'unia oecasio foram obrigados a driairem-se
governo do Banco Nacional. A companhia Irara pela bussola), do estado melindroso cm que se
averno dara 5<.000.000
n.iti: abrir immodWfomenle as caixas de troco, cito do principe Henscbikof vencido
xe
era Atufa.
S
Essa operaco foi a!:n disto justificada pela
importancia do resultado que se prepunha o le
O porto e as fortifica'oes do S lusiopol, c
cadas a construir no reinado la grande impera-
riz Calharina, linham silo destinadas a acom-
modar uma grande esquadra prompta a qualquer
oecasio para ir de encontr Turqua, e favo-
recer a marcha de um .exercilo por torra. Efoi
justamente o que se vio em 1828, quan lo o m-
perarr fficlao guio com o seu sercifo por
MUTILADO
i


(*)
DIARIO DE PERNAMBUC. QUARTA FFJRA 2S DE DEZEMBRO DE 1859.
Bdkii ;ili: Indi iiio;." O Cz r julgon cil3o I mi favor os Mofdo-rolacTnos dever suspender a sua expedirn ft vala das i, que professam Austria. Finalmente omquan-
presentaces da Europa, e ceiiteiilou-so rom m-lto a silencio di Europa esto,a rollada para os
por ao sultAo um trotado dos mois harba -. 1--a surcessosda Italia, o oriente pareca fomentar
praca lomivel no si io do mar Negro, essa esqjmt rossfledcs, rojo segredo possuc llvez o pcquc-
dra do quinze naos da [irimeira orden, alen de I oo reino da Grecia, esperando pacientemente I
outras moitas embarracocs de guerra, e de Irans-; rom a Russia os destinos que reserva o fulnro.
porte, em paragens medirlos s esquadraa eu- Um facto extraordinario e dos mais improvistos1
ropcas, ludo islo nao era preciso para a ronscr- [fui esta conspirarlo polilira, que acaba do ser
rago do imperio russo; o oao traba outro Ora descoberta era Cnstanlinoula, na qual figurara
sena o a Turqua. E nina vez que os alliados grande numero de pachas e generaes oilomanos,
corram em soccorro do imperio (tlomano, rum- conspirado um tanto liberal, que tendi, segun-
pria-llies acabar por una vez ci m essa esquadra, ; do duem, a eslabelecer na Turqua um governo
que para elle ca iipi amoaea constante. Assim representativo,
a operarn, de que fallamos, leinava-se lgica e
necessara. Mashoje divergem milito as opini.
quautu a mancira porque eonrinha leva-la a
convmlia leva-la
offeito.
Vio-se a divergencia do opiuies sobre o ata-
que polo norte ou pelo sul, pon as poucas tro-
pas, de que oulo s (.odia dispor o obstculo
que a posicao lomada pelos Inglezes oppoz por
muito lempo s operaeoes dos Franceses polo lado
du caneco Veri o de MolAof; u a probabilidade {
que bavia do se Iumphar pela parle da cidade.
Nao era s uisso que consista toda
Mesmo em frente da piara, depois quo Ibram
mallugraduis um primeirp o um segundo bomb.ii-
(SAiirr-AnGKSilvf.ira).
[Journal des Debis.)
I ni Intu conscllio.
dcamento, diridiram-so no campo dos alliados
os opiuius entre o cerco directo, isto de fren-
te, i sera operaces accessorias, e o ce.co ii.dt-
A Italia Central olTercce-nos de presente um
bellissimo espectculo.
Contra as previsesdos nossos pessimistas, el-
la se organisa, une-sc e vive, n'uma palavra, re-
pellindo cora vigor os seos anligos dominadores
i dnvida.' c dando urna prova exuberante de calma e ener-
ga, do forra e moderarn ; o quereriamos poder
alea-la a persistencia essa raa, nao deixar-
se arrastrar pelo impulso de resoluces exage-
radas.
Seria loucura imaginar ou mentir a cronca de
masa Vranga nao permitin-lhes-ha maisque vos
tosqueem !
Nao vos deixeis commorer.
Depois de urna lempestade, quando os ventos
se lem amainado, c o co esla em toda a sua
belleza, o mar conserva por muito lempo anda
vagas furiosas e um marulbo profundo,
Deixai as vagase o marulbo vircra quebrar-sc
impotentes na praia ; sede Italianos,que a Italia
lera vida.
Crede na palavra daquelles que vos amara co-
mo irmiios, e que amam em vos todas as irra-
diarasda arte, dasciencia oda poesa, que vos
levemos.
[onis Jourdan.Witrurio.)
INTERIOR.
redi', islo acompanhado de operaces ostra- I.110 os soberanos exautorados se dem por ven-
legicas, que supprian, o bloqueio. Na man eir
de operar liavi.i tambera divergencia deopinics.
Uns propunham um movimento pelo flanco, par-
t n I i de Rupati ria : Napoleio 111 aconselhava u
movinn'iito, quo consista em rodear por A
chai, Simpheropol e Baktchi-Serai; oulros opi-
naran) por um movimenlo mais prximo, alra-
vessando-se Tehcrnaia, c desalojaudo-se os Rus-
sos das eminencias de V.ok.nsie, onde o sen nu-
mero Crescia espantosamente, do sorleque sfiual
sen exercito de sorcorro eievou-se a quasi du-
zentos mil liomens. Ilouve um momento, no
coinoro de abiil, segundo referi o coronel Gue-
rin, em que os alliados eram por si raesmos bs-
tanle numorosos para deitarom mais de oitcnta
n. i I liomens diante da piara oceupados em conti-
nuar o nssedio, c para Irararem combate com
cen mil homens pouco mois ou monos; mas por
nerihom prego o coronel teiia desojado que se
bandonasse o assedio emprelicudido, queja lia-
ra costado tantos homens e lanas fadigas.
.Vosso intcrm o geni :,.l Niel fui chamad i au
eommando em chele da engolillara franceza em
lugardo general Bizot, que suecumbio gloriosa-
lenle oas trincheiras ; eo general Canroberl re-
ceben um plano de rampanlia emanado do he-
lor Napoleo III. Esse plano, como cima
vimos, consista em um movimenlo ao redor di'
tleusrhta, combinado com o bloqueio de Sebas-
topol. M. Len Guerin segu e discute em lor
das as suss circumslanclas es delataos d< sse
plano hbilmente concebido, e execulado ao p
da letra peto general Canroberl. O imperador
cidos; as intrigas se rruzam, os partidos se agi-
lam na sombra, e por essa causa queremos que
os nossos amigos se colloquem em posigao so-
braueeira essas manobras.
A PSpsrieocia do pretrito, as IkdeS de nossa
propria historia nao deven, ser-l'nes indiITerentes.
(i que acontecen quando a Franca, despertan-
do de improviso, prodnzio no universo essa de-
lonago que anda boje atroa ?
Nunca o accordar de um grande povo foi mais
esplendido nem mais calino.
A nagao resswmio sua soberania, e reconquis-
lou svus direilos sem agitago, sem pertnrbago.
Mas o que praticaram eulo os adversarios da
roroloro".'
Impeiliram-na a medidas extremas, e em
quatilo uns no interior suscitavam a coalisao,
oniros no coracao da piopria Franca Iransforma-
vam a moderaeoo em crimo, e esorcando-se por
desvirtuar a revolugo praticando actos do exces-
sos e abusos sem numero.
O que des. nvolveu-so cm Franca, tentar-se-ha
faz-lo na Italia ; ensalar-se-ha dividir esse
magnifico feixe de patriotismo italiino : excitar-
so-ha l'arma contra Modena, Modem contra Flo-
renra, e estes tris ducados contra o l'ienionle ;
propor-se-ho finalmente medidas vilenlas, ac-
cusando-sc de moderagao aquellos que protesta-
ren) contra o emprego dolas.
Tedimos por tanto a todos os membros da fa-
milia italiana, que se ponban do sobr'aviso con-
tra taes leulalivas.
So a guerra quo a paz de Villa-franca repen-
deixava subentendidos lodos os incidentes, todas! lmnmc,lll'|||'i'roinpeu, nao irouxe Italia ludo
ascirenmstancias que elle nao pedia prever
iiov. tenias leguas de distancia. A sua idea
principal era que o exercito sahisse antes que
ludo da posicao defensiva em que se linha rollo-
eado. Has essa concepcao esttegira nao fui
cxecolada, em cousequencia da opposiru de
lord Razian, poto que o general CarrrAbeirl
tivesse deixado o Qoutniaado das oper jes enj
Hakensie. F'xagerando o risco de romprnieHer-
se, lurd Ragln quera antes nada tentar. Essa
opposigao molivou a retirada cheia de abnegago
e de nohreza do general em chefe, que leve por
sncressor o general Peltssier. A expedigode
Kertch, que devera ler sido exeeulada no come-
co do assedio, porque interceptara ao inimigo
os se os principaes moios do al>astecimanto, o mi
entao com feliz xito. .V esse lempo o novo ge-
ni ral ein chefe determinon um ataque success-
vo s forlilic.-'oes exteriores de Sebastopol,
da esquerda para
de 1S5', (ove lugar
na qual so cubri de
direita. A 22 de niaii
a tomada do cemiteriu,
i
gloria o coronel Gueria
que denaixo
OS Irahalho
cientos em
Francezes a direrran e exeeugae de
deravel parte das trincheiras da direita, o o ge-
neral de engento iros N'-'l, que nao h.-nia muilo
ae linha distinguido no Bltico na lomada de Ito-
arsund, fea prevalecer a idea deserem empre-
gados os principaes esforaos dos sitiantes sobr
o cabero Veit o sobre Malukof. A 7 de iunho
foi lomado o primeiro desses lugares. A 18 lo
mesmo n,i / um Maque anlecipado sobre M
kof, em que os soldados se deixoram arraslai
pelo ardor de que esiavam possuidos de concluir
casa (.'.iiipaoha a todo o prego, abortn comple-
tamente, e custou aos alliados muilo sangve pre-
cioso ; porera, depois uc novos trabalhos as
trincheiras, o alague foi renovado a 8 de sctcni-
bro, e desta voz foi decisivo.
Finalmente nesse da memoravel, 8 do setem-
bro o lh"..'), (leamos senhores do" Sebastopol
pelo heroico assalto de Malakof executado com
lano ardor pelos intrpidos soldados, que aps
si arraslava o general Mac-Mahon, em quern as
tropas depositavam urna coiifianra sem limites, c
que em lempos recentes, na llu'ha, conquistou
mu dignamente, na bolaiba de Magenta,., bastan
de marocha!
Nao podemos entrar nos detalhes desse -
dio de Malakof, que ser celebre por toda a vida :
loi urna ionga successao do combates heroicos.d
soffrimenlos inaudii. s, de empiezas n ipturii'as
todo islo airen iado de tres balalbas notaveis'
Balaklava, Inkerman c'l'r.-.ktis. M. Len Gue-
i :. d -i ove em estro animad.) esses grandes
huios d'armaa, eseus episodios tanto os mais bri-
Ibanies e sabidos, como os mais obscuros e i'iio-
s, tendo o cuidado de declarar os nomos dos
bravos do toda a classe que se distinguirn) ou
liveram paite muito activa n'essas tres grandes
balal s (i- nomos rilados, e que sern sem-
pre citados com mui justa razio, sao mu nume-
rosos A obra contara igualmente os ttulos de
nobieza do muilos familias. A gloria adquirida
e de grande alcance, porque os lio-sos se balc-
rara ralerosamente cm lodosos cmbales.
A marinha, que muito eoncorreu coi o sen
auxilio, nao foi esquecida pelo autor. Dc
em extensos captulos as grandes opera.-Oes pur
ella executadas, o bombardeamenludos fortes de
Sebastopol; as baleras poderosas c immensas
ueinstallou durante o assedio, a campanha do
Bltico, o do Romarsunri ; as do Mar Branco de
Kantschatka, e do mar d'Azof.
O autor alargou-sc igualmente na desciipeao
dos suceessoa da guerra na Asia e no Caucasu
dos combates Iravados na Georgia e Armeuu
i., los liossos e luiros
Pacha ,ia Mingrea : e particularmente do
di de Kars ; do assalto dos Kussus repelido
pelos oitomanos com tanto vigor ; e finalmente
dessa heroica resistencia liio sem esperance con-
cluida, e que o general Williaics piolougou at
a ultima extremidade.
Essa obra c pas una narragao du fados mili-
lares, de cuja falla muilo so ressentia a historia
da guerra do oriente; all se refere esta historia
com o mais profundo senlimento do admiraco
pela roragem mais de urna vez sobrenatural dos
bravos que Gzcraru aquella memoravel campa-
nha. llevo acresentar que um cxoellenle li-
vio rin 2 lolumes em oilavo com ruis do 551)
paginas cada um, boa impressao, acompanhada
do t.uias c planos, c ornada do mui bellas \\-
nhelas eslampadas sobre ac por M. Philippo-
teanx. Ohaervamos lambem com prazer que o
autor nao deixou licar a sua obra concluida com
o primeiro auccesso ; pelo contrario oproveilou
as novas liragens, quo della lizeram os seus edi-
tores, para methora-ta com o auxilio dos aponta-
monios e ronselbos quo Iho lem sido dirigidos.
A ultima edieao presenta mais de 4ou paginas
retocadas, reala os aconlecimenlos que "cem
sido consequencia da guerra c da paz, at os
lempos prsenles.
. K curioso encarar boje a silungiio do orienle ;
tres omos depois da guerra, o sulliio fez cons-
truir palacios de psio e de invern, o um gran-
de iheatro, que Iho cuslou cinco milhoea, para
suas favoritas assislirem comedia. A bosnia e
ngiientada pelas deaordens dos chrisliose
rausulmanoa, de origen slava lano uns como
outros. (Js rerfi/i [ alistados no exercito otto-
.'.i.uri) deserlamem inultidao. A Servia fot nina
eyilnriio sem se importar com o Porta, e com
a Europa. Os principados Danubianos estabele-
C( no por si mesmos a sua unidade. A Russia,
que se doixara substituir pela Austria cm Cons-
tanlinopla, poror rendquirir
qtianto d.-lla era de esperar, ludo quanlo nos
mesmos esperramos, isto mais urna raziio pa-
ra que a Italia acabe a obra lao gloriosamente
iniciado, cerrando os ouvi.ios a todos os pertur-
I d s esses fautores do discordia.
A'sua modoraro, i sua prudencia compele
lC de hojo era diaute o rrlalwlnrimiinlil de urna Ita-
lia Central. As difflculdades s.io immensas, nos
o sabemos ; elbs tomaran anda maiores propor-
roes pelos intrigantes e partidarios das dynastios
decahidas.
Hallnos, irmfios! desconfiai daquelles que
preienderera laurar-vos mui rapidamenlc para
adianto, assim como lambem daquelles que qui-
zerem faier-TOS retroceder : vos leudes um cri-
terio infallivei.
Ouando vos for proposta alguma medida, in-
da-ai se ella nao lera por lint dividir-vos, em
logar de unir-vos ; ludo o que tender a aproxi-
mar-yos uns aos oulros, rputai por bora ; e o
que livor por fin separar-vas, lende-o por mo;
de presente treta-se," era vosso beneficio de pro-
ir no mundo, que a Franca nao ten confiado
do logo do inimigo diriga sempre
9 de ngenharia. Os Inglezes, iusiidi-' unais em vos, que vos podis viverromo nagao.
niuiieio, abandonaran! finalmente aos '>or "nulo lempo servisles-nos nao s do res-
umn consi-!lres> eomo de guias; mas nos precederaos-vos
essa senda em que nraeutraes: somos rosaos
irmoa mais velhos em materia de organisagao
nscional.
Ilouve um lempo era que, como vos, eslava-
mo divididos; em que hara entre- nos Nor-
mandos, Untos. I.renos, Alsacenses e l'rovcn-
eaes, mas nao encontrava-se um Fame/. ; cm
que barreiras e lio!.as de alfandegas separavam
as Ironieiras dos nossas provincias ; em que, fi-
nalmente, nuiriamos umes uns contra os ou-
ios. Mes desenvolveram-sc nossas torcas, com-
plelarooa a nossa educago, e boje formamos
una anidade poderosa: Provencaes, Alsacionses,
I.orenos, Bretes, Normandos, etc. consliiuem a
nagao franceza, essa nagao generosa que anda ha
pouco admirosles em vnssos campos de balalba,
de nemes hormoniosos v. immorlaes.
Fondo departe, por tanto, vossas antigs deno-
mina.-.es ; esqoecei que sois Mo.lene/es ou l'ar-
nie/aos, Toscanos ou Romanhoes : vos sois Ita-
lianos, denomina-vos legio.
'.'nem quer que vos djascr que Florenga, Far-
no, Modena, ou Bolonha vossa patria," e que
essa patria lem direilo supremaca honorica
sobre todas os oulros cidades du pennsula; quera
..merque vos disser islo.i'ja por vos repellido, e
sobre u cabegn dellecobia o vosso analhema.
VdS exislis, vos nao podis exislir senao para
i uniao o menor desenlimenlo abrira uni bre-
i ha pela qual o inimigo entrara na praca, c esse
inimigo 6 assaz poderoso, porque tora o ouro
nos labios, como disse Jlo Chiysoslomo.
Elle dirigir-so-ha s vossas pandes mais mes-
qninbas, exalla-las-ha, suscitando entre vos
odios prqueniios, rivalidades iiisgniliranles, que
no enlanlo solventar ao ponto de transfrma-
las
i-
las em um incendio, ja di/.endo que vos que sois
1 osanos, quo vos, que sois Lombardos, nao de-
veis ser submeltidos nenhuma dominagdo, ja
pintando sol 33 mais sombras rdres a ambigao do
l'ienionie e do re Vctor Emmanuel.
Ccrrai, sim, cerrai os ouvidos ao canto dessas
prfidas Sereas Sedo Habanos primeiro quo
ludo, que mais lardo saliereis o que deve ser a
Italia ; lem-sc dito por zorabaria.'Italia fura
da so.
So a Italia al boje nada (cm podido por si
niesma, a razao nasco Jella achar-se dividida,
de contar em seu sera traaos inimigos, de ler
enire si Romanos, Napolitanos, Parmezos, Mo-
denezes, Toscanos, Venezianos c oenhiim Ita-
liano s6 : convertei-vos em Italianos, que a Ita-
lia lera existencia, vivera vida propria, adquir
da expeu-ao de Omor- "'' fr?aa "' obrar por si mesara.
Cada dia lem sen trabulho.
A Franca actual nao c o producto de um s
dia ; essa unidade que o mundo admira-nos rom
razio, a obra de seearlns ; o essa unidade leve
seos hroes, assim como contou raarlvrcs lam-
bem.
Sede pola inabalaveis e pacenles, prudentes e
calmos, nao afl'oslando-vos de vosso alvo : por-
que, nos vo-lo ailirmamos, o inimigo, o vosso
inimigo irreconciliavel, a conlra-rerolugSo fi-
nalmente, vola o acba-se prompta para aprovei-
tar-se do todas as vossas faltas e impellir-vos
mismo a comnielto-los.
Quem aconselhar-ros alguma medida extre-
ma, alguma violencia, averbai-ode voso inimigo.
Fermanecei com firmeza em vosso direilo, e
ja que declarasles quo morreriois todos antes do
quoso0"renci8 o governo dos vossos anligos do-
minadores, deveis persistir nesla declarara., c
nao ultranassa-Ia, esperando as deeices da Eu-
ropa, deciso que srrvos-hoo lano nais favoro-
veis quanlo vossa moderaroo formaior.
So nos nao engaara, os vossos adversarios
nodesprozam nenhuma lctica; insinuam-se
na sombra das chancellaras, e segredara pala-
nas que so preslam doussentidos.
Dizem a l'arma, Modena o Florc-nea : Ad-
milli os vossos soberanos, que a liberdade do Ve-
inoza, o. a reslituicao de l'escliiera c do Mantua
I.ornboidia serao a recompensa da vossa obe-
diencia.
lli/eio llilao e Veneza : Vos podei ieis ser
livres, podoneis reassumir a possede vossos for-
talezas, se l'arma, Modena e Florenga oquizes-
sem ; mas ellos o noquerem.
Deixai a diplomacia completar a sua la rafa, c
a lodos os (ucn vem b'i.' nao respondis seno
urna palavra : Italianos I Italianos] E' por es-
te signal de unio que venceris, in hoc ligue
v tuces.
Nao vos deixeis levar
a sua anliga in-
iuenciaaiii. o imperio oitomano nao chega a I es, a Franga esl com vosco, e hor da jus-
mlar-se.nem a fazer prevalecer os novoareg- liga soouousoar para lodos os vosso- oonres-
amoutos. A populagao musulmana na Europa e sores.
por exageragoes falla-
da
op|
ni Asia, mais fantica que nunca, lestemunha da
malanca do Djeddah, rota um Odio mortal aos
chrislaos pelo soccorroque se Iho presin, por-
que o musiilmano aborrece reformas inspiradas
pela F.uropa. A Russia esl cheia de boasalten-
. es para Constantinoula ; ella espera que anda
o ne o seu da, seguindo (oiu vislas atientas o
estado do enfermo ; conserva sempre os GregoS
imigos, c ag rn lambem decleiarom-si
l .na siluagao lo nova, ir.o imprevirta, to
complicada como a vossa, nao seraguUrisa em
j um dia ; muias i misas anormaes subsislem ain-
' da, que s mais tarde poiero ser ordenadas : o
lalvoz que porabjum lempo anda soja necessa-
ra loda a circuios; i gao.
A Franga quer a independencia do Ilalia : g
Franca poder crguer com bondade mais di um
. qi-.e renhflm Imcat-sc s suas plai
Uescrijuao da riagein de S. M. o Imperador
caehoeira de Paulo Affonno:
(Conclosao.l
Do Fo de Assucar para cima as niontanbas
nao teem conlineidade ; formam diversos planos,
quo se teiiiiinam dentro do rio de urna maneira
quasi uniformo : s.io de una seinelbanga mono-
lona, e de nina especie do podra pesada que con-
tera Ierro de quaniid.ide.
As baixas destas monlanhas sao chamadas va-
tantca, e estila cobeitas de pdanlacoea de arroz,
alguroas [extensas, que se transpanlam depois
para nao se perderem com as cheias, quo tudo
alagara cm urna grande, distancia.
E' a nica cousa que alegra a vista nesta silua-
gao.
Seria longo c fastidioso indicar os nomos da
lodos estes morios e serias, com o que nao adi.
antaria nadaoleilor; prcuts entrelel-o coma
I exposigao do alguns termos de novegagao mui
; euriosos, usados pelos u.arinheiros, do rio do S.
| Francisco porque, como muilo bera diz um es-
| criplor dislincloda mariuba franceza, a lingua-
i geni morili na rica, fecunda rm iniageosi lgi-
ca e. dos mais notaveis como lingu.igem especial.
Usa-so cima da tachoeira das ui.smas canoas
que em baixo, porrn com urna differenca; aquel-
las teem a cobcila para os passageiros na popa,
em quanlo estas a ira/.ein na proa. A razodcs-
la inudonr i nao mo soiiberam dar, nem a perce-
be Esla cubera feila de palhas e com arle, e
d um con.modo regular, resguardando do sol
ardcnle do serto.
As caos sao seguras, e algunias ha que car-
regara 16 caixas de assucar, como a em que nave-
guei, que se rhamava Trapiclie, e linha um sof
attravessadodo bombordo estebordo : para su-
bir o ro navegan quasi sempre a popa, aprovei-
lando a virago fresca que reina desdo s 8 ho-
ras da maohaa, c que a tarde augmenta de in-
lensidade, qual aprcsenlam duas velas latinas
quetrabalhaem um mesmo austro, intelligentc-
iiiente apparclhado, abnndouma por rada lado
estas velas sao cacadas em urna relraura, que lem
urna corregadeira na base para a prolongar com
o maslro quaupo preciso.
Nada ha mais potico do que vcl-as com suas
duas brancas velas orientadas feudeiidu as aguas
do rio ; encontram-se seis c mais juntas, seme-
lhando iiin bando do cisnes com as azas abortas
a vogar por sobre as lmpidas o quietas aguas de
nm lago, oque rene um novo encanto aos en-
cantos quo lemos rpidamente esbogado.
Rio abaixo descera morosamente, merc da
corrale, que as rondu/. sempre polo meto do
canal, l'ara facilitar esla descida amarran) os
remeiros na proa um raminho de ugaseira, e
deitam-so a dormir, succedendo por isso algumas
vezes passarem adiante do poni para onde se
dirigiam.
Sao tripuladas geralmenlc por um .pillo e
dous reireros, salro se se contracta maior nu-
mero de pessoas, para mais celeridade.
Ouando sobeni, se o pillo quer inclinar a proa
para a margem esquerda diz para o lado do
sul se quer fazel-o para a direita para o la-
do do norte, ou tambera no primeiro caso para
o lado di Rabia e no segundo para o lado de
l'ernambuco o que todava mais usado na
navegaejo superior Cachocira. Engaar um
pouco para o sul ou para o norte significa gui-
ar para um ou outro rumo, islo inclinar.
Estas locures sao expressivas e denotara in<
! lelligencia. E realmente observei que os habi-
j lanos do rio de S. Francisco, em geral, sio vi-
j vo3 e alilados anda que um pouco indolentes,
para o que porcerlo muilo concorre a facilidade
cora quo podeni salisfazer as principaes exigen-
cias da vida, e o valor fatigante que se sent no
serian, durante parto do anuo em quanto aschu-
vas nao o ferlilisain, o que occorre regnlarmen-
! le de setembro a margo.
A prmeira poroacao que se encentra depois
I do Pao do Assucar a duilha do Ferro, a quo
I se segu a do Curralinho que foi assollada em
1 jiiiiiio c jolho pela febro amarella, ambas pe-
i quenas
la-me pseapando referir urna circum6lancia
que devo mencionar. Todos os pralicos diziam
que o vapor l'iraj nao doria passar do Bonito,
porque d'abi por dinnie o leilo do rio lodo pre-
drejade, leudo olguns cabegos mergulhados, para
onde leceiavara quo a grande velocidade da roi-
renle o arraslasso, visto que por seu excessivo
cumpriinenlo a volta nao poderia ser lo rpida
quanlo despjavel.
Esta persuaco influa para que alguns dos
cacillos disposlos para a subida Cachocira fos-
acm para este lugar levados.
Maso digno Sr. capilaodo portoFigueira, pen-
sando nos encommodos que poderia poupar a S.
M., se o conduzisse al l'iranhas no vapor, pro-
cureu em Pao do Assucar um pratico menos- t-
mido, e felizmente cncoulrou o hornera que que-
ra, auxiliado ncate empenho pelo Sr Avelini.
exccllenle pralicu mor da barra, e intrpido na-
vegador.
Por isso mesmo que era arriscada a viagera
para cima lomarom se a bordo do l'iraj lodas as
caulellas precisas para obstar qimlqueraccideiile.
Neslc dia, ao contrario a lodos os outros, nao
rabio a virago fresca do coslunio, de torta que
a canda nao podio largar o soccorro do reboque
do vapor, que lo delicadamente Ihc era conce-
dido: abandonado a sua sorte, ella nao poderia
chegar a l'iranhas seno no dia seguiule.
Forera este reboque mais dilliculiava a subida
do vapor, o o podia al comprumeltor ; por tan-
to logo que se comerou a navegar por entes ma-
res nunca danles naregados vapor, enlro Sryl-
las eCarybids, que se mulliplicavan, o dislinclo
Sr. almirante Lisboa mandou postar na popa
dous inaiinheiros armados cora mdchadinhos pa-
ra a prmoa voz corlarem os viradores, se as-
sim fosse neressario.
Eslavista dos dous porla machado* piinuipiou
influir desogiadaveluionle ora alguns dos niens
companheiros da canda, qno j pensavam cahir
em cima das podras, e morrerinfalivclmeiile. sera
s.' lenibrarem qiif tinhamos seis remeiros excr-
etados 0 rigorosos, que nos livrariam do qual-
quer lascada Os oulros, porera, meltiam o raso
bulla, conlaram bellas ancdotas : o baro de
ipui recordara magnficos episodios da vida
do distiiii-to capito Ferro, que eram cuidas rom
estrepitosos gaigalhadas, e assim se conservava
era nossa eompanhia o prazer e a alegra que
nunca nos abandonou nesla viagem do reminis-
cencia lo agradavel.
Sobreests perigosas pedias, justamente t-
midas pelos navegadores do S. Francisco, a cor-
reni.za forma rodnuiiiihos admiravois, que al-
Iraem como o celebre abysrao de Mallstrom do
ocano Glacial rtico a agua parece exactaraon-
le estar em ebulicao violenta, e uma.panclla
fervor pode dar una idea exacta deste phenome-
no. Tambera por isso denominam estes lugares
cora bstanle propriedade panellas
As l) horas e 15 minutos passaraos pelo rma-
zem ou Enlremontet, soflrvel povoado do lado
direilo do rio, collocado ern una extensa plani-
cie enlro diversos montes, como sen segundo
nomo perfeilomenle exprime. Este lugar fresco,
lera perlo de cem casas, alguin cominerco que
enlrolom com o Penedo, capella, escola de pri-
meiras letras para meninos c cemilerio
Alera da capella v-se lambem na cncosla do
um ir.oute una ermida mu aira, de gracioso
aspeclo, que c o eloquente monumento elevado
urna mai pela piedade filia! de um fazendeiro
desle silio.
O povo do Arma::em e o da margem opposta
do no nao su deixou exceder em materia deen-
thusiasmo e saudacoes. Cotitinuou a enlreter
com a mesma intensidade o fogo sagrado do a-
mor ao Monarcha accendido pelos Cabannos, e
conservado com religioso cuidado por todos os
llrasileiros.
i
Ao pir e posso que se Iranspe este povoado,
os dilbculdadcs da navegogao vo crescendo so-
bre maneiras : o rio se estrella atoja mais com-
primido enlro Bisssas enormes de rochedos, que
parecen querer fechar o firmamento, c como que
annuncinin a approxiraago da grande maravi-
lha da naluieza.
Al ento me linha admirado de nao ver pas-
saros: mas principiaram a appnrecer bandos de
garras pardas, poe sao maiores do que urna pol-
linna, e sustenfam-se d- prixe.
Blrc o grande numero Ue podras que poi ar
existe sao mais temidas a do Matheus e a Luna.
Aquella, sobretodo, enorme : por ella passa-
mos s 11 1/2: acha-se erguida no mein do rio,
e lem a mais triste celebridade. Varias randas
j foram despedaradassobfe elle, arrestadas pela
rom naftas; o em taes casos loda a esperance de
de solvaco ft interdicta ; porque a vorag'pm
immcnsa, e o rodomoinho medonho, entretidn
como por eulras podras que rodeara o mal-
dicto Matheus como seos satlites. Os navegado-
res de S. Francisco encarara com um turar su-
persticioso esle perigo onde taas victimas bao
en.'mitrado urna inorle desosperada.e quando por
clle passam levam o cororo nos raaos, como
vulgarmente se diz.
Eram 113/4 quando chegamos Firanhas
o nec plus ultrade nossa navegaco, provaodo
a possibilidade de chega r al alli 'nm apoi das
segrales dimenses. que sao as de Piroja, rom-!
primei.lo 1WI pos, pontal 4, borra 17, calado'
d'agua 3 palmos, forra de 40 cavallos.
Os que at ento negaran osla possibilidade
erara agora os que facilitaran] o caso, amesqui-'
nhavam a gloria do misado pralicu do l'o de i
Assucar. Mais orna vez so reprodu/ia um fado
lao come/inho na historia da humanidade, a que
se poda responder com Colombo seus detrae-'
torrs propondo assentare um ova.
S. M. o Imperador sallou tmmrdialamenle per |
sob um sol ardentissmo, que nos'abrasava. Para
Cbegar casa destinada para sua residencia foi- ,
nos misler subir um areial de mais de 50 pasaos
que escaldara os ps. Apenas, desetnbarcou dis-!
se S. M. que partira para a Cachocira s 5 boros
di tarde, e que se apromplassem os cavallos'
para aquella hora ; o que era alguma cousa dif- :
'j'"'1.. porque ellos estovara nos Olhos d'agua,
dah o leguas para pastaren).
A poroacao de Piranha divide-se em Pranha
de baixo e Piranha de cima ; compe-se do ca-
sas de laipa, acanhadas o sem venlilaeo alguma,
com varandas na frente para os cavallos se amar-
raren.
Esla povoacao muto insignificante o smen-i
te deve a sua existencia e conservaro ao ser o
ultimo ponto naregavel do rio de S Francisco,
abaixo da C'choeira, c o entreposlo da lodo o
commercio do serto o aguas superior. -
Nunca senti em ponto algum calor lo intenso
e horrivel : o sol parece ueste ermo triste quo-
dniplicar o rigor dos seus raios e querer abrazar
ludo. A propria virago, que se procura eomo
um Unitivo, cora ura calmante siluagao to
alfliclivo, ardente o incommodal visto que
passa inlerronipidnincnte pelas afierluraa das
grandes monlanhas r,uo so erguein direita e
esquerda do rio, como negros gigantes, que com
seus membros de ferro esmagam toda vida
neste lugar lio desfavorecido pela usa tu reza.
Ospropios animaes audavam ulfegantes, de
bocea aborta procurar arque Ibes alimentasse
a existencia.
De boa vonlade, e cora milita propriedade Lin-
dara cu o norae da povoacao para Garganta Jo
inferno j que na cachocira" lia a Caldcira do in-
ferno, para a qual se vai por esta verdadeira
garganta.
Tinhamos navegado desde a barra al Piranhas
69 leguas, divididas assim : 7 da barra ao l'ene-
in'J rf" IV,u'do Propia, 7 de Propia ao Traip,
10 do Traip ao l'u de Assucar, 5 do Pao de A8-
sucar Enlremonles, 3 de Entrcmonles ao ultimo
ponto.
Para cbegar a Cachocira follara a viagem por
Ierra, que de 15 a 16 leguas.
Logo que S. M. I. manifeslou o desojo de se-
guir viagem naquella mesma tarde o Sr. lenenle-
coionel Pedio Vioira Jnior, c o Sr. major lia-
noel Jos Gomes Callacaderara providencias para
a vinda dos cavallos.
Mas nao chegarara todos os necessarios .'. lem-
po, e baria grande falta de scllins, de sorle que
eu, varios officiaes de marinha, inclusive o capi-
tn do porto, e alguns cidados que scompanha-
vara S. M. nao podemos seguir, com bastante
senlimento, porque perdamos a orcasio que se
nos proporcionava lo bella de contemplara .-mis
vigente maravilha da creagau, a soberba Cachoci-
ra, cuja fama linha incitado o nosso Inclyto Mo-
narcha vir admira-la alravez de mil fadigas e
pengos.
Desesperado por nao poder salisfazer um dos
maiores desejos do minha vida em consequencia
de um obstculo liio material, estando assim pr-
ximo ao termo du longa peregrinacin anda len-
ei um ultimo esforeo ; niontei-me em um carallo
queme offereeerajo, apparclhado com um incom-
modo scllioi, o redeasqueji esiavam aposentados
cm consequencia dos longos serviros que haviam
prestado, e lancei-mc pela estrada' foro no ruim
e canrado bucephalo. Em distancia de urna le-
gua vi-rae forgado arribar ao poni da partida ;
porque desarvorei completamente, r ^ terem
arretienlodo as redeas, estribos; eftfus meus
companheiros de infortunio acharan na minha
nova desgraga motivo para disforrarem o mo
humor cm que esiavam.
Felizmente como diz o rifofrancezmalheur
serl a quelque chese forgado demorar-me em
Piranhas durante tres compridos dias, morrerido
de calor e semsaboria tire occasioo de apreciar o
bello carador do Sr. lenle Fausto Jos de
Araujo Juco, que alli se arha eslabelecido, e que
nos obsequioii com sua exccllenle familia o me-
lhor que possivcl imagnar-se.
Este dislinclo cavalheiro, dos mais puros sen-
tmenlos monarohiro?, ronsidorou romo un de-
ver, de quo so orgulhava hospedar em sua rosa
elTectivamente mais de vinle pessons, odor gra-
iiiilarnenie guarniroo do vapor Piroja duraulc
qualro dias carne fusca e po.
Entretanto esle humera generoso pobre o car-
regado de familia ; vive do pequeo negocio quo
sustenta, o de criago de godo; porm ronhe-
cido por seu boro roiogo, o anido rcoenlemente
baria salvado mulla genio d.i febre amarella.
Nada ha mais medonho do que nina troceado
em Piranhas, como presencici no dio 1!) larde.
O calor j excessivo que se sent redobla de in-
tensidad., c nota-sc urna falta completa de ar.
As norens se condensan, e amonloam+sc por so-
bre as ras, lomando uma cor azulada forte. Re-
pentinamente ouve-se o estampido fin Iroro,
que repercute de monlanha em monlanho con!
um horrsono fragor. Cabo logo o vento, ora de
rio cima, ora de rio abaixo, mudando do direc-
cao de instante a instme c rarregando cm sua
inipeluosdade. uma porcio de orna o lena, qu.
nao se pode supportar, e que loma neressario
fecharein-sc as portase jonellns das casas ; oque
eleva a temperatura a um grao excessivo. Nao
sei como se pode \ivCr em semelhante lugar '
Se eu perd e muito, em nao ver a Cachocira,
o mesmo nao succcdei aosleilores desle Diario:
pois que lucraro com isso.
Era lugar do desciipeao um intcrcsse que eu
lhe poderia fozer, lero em seguida oque publi-
cou o digno redactor do Jornal da ahia, que
lem sido considerada como a mais exacta e mi-
nuciosa, e que esl escripia cm uma bella ln-
guageiu digna doassumplo.
Enlre as pessoas quo era Piranhas espera-
vara por S M acbava-se o Sr. major Manoel Jo-
s Gomes Collora, a quem coubo a satisfaga o de
| abrir preparar orna boa parle da estrada que
couduz Cachocira, lendo-se encarregado do 1ra-
bolho igual em oulros punios o engenheiro Cha-
rarabac e seu ajudante Joo Pedro Xavier e o
prestante leuente-roronel Pedro \ ieira Jnior.
O Sr. major Callara um lypo nao dommurn.
! Sempre alegre, achando uma ancdota propo-
sito do tudo, civil o altencioso, activo e delibe-
rado, foi muilo til a lodos os viajantes, o pe-
nhorou-oscom niuilos obsequios.
S. M. sahio de Piranhas as 5 horas e meia do
lardo. Trajava sobreeasaco de panno preto obo-
toado, caiga de.lanz. chapeo de palha coberto
de panno de linho, luvas amarellas e bolas de
couro branco.
Ero luzida a cavalgada ; mais de guranla ca-
valleiros acompanhavam S. M. quechegou s 8
horas foronda do Olho d'Agno, ai redada cinco
leguas de Piranhas.
Depois de escurecer, a rivalgada era allumia-
do por facheiros, que davam mui lindo aspecto.
O Sr. major Callara leve a honra de ser o ba-
tedor desde l'iranhas al a Cachocira.
S. M. peruoitoii no Olho d'Agua, donde sahio
s 4 e meia do nianha do dia-19, chegandosl
7 horas fozenda do Talhado, que fiea aires le- '
guas, o perlence oo Sr. major Gomes Callara, era :
cuja casa S. M. almorou e jonlou.
Essa fozenda dista do Talhado qualro leguas e
meia.
Do Salgado S. M. sabio quasi s 3 horas da
manliaa, e chegou Caclioeira antes de noscer o
sol, leudo vencido cinco leguas.
Tinua-se, pois, cincoenta legoas desde o Pe-
nado.
Sahindo do l'iranhas, a estrada toma o alto da
Sorra, pelo qual segui-se sem encontrar outras
casas mais do que essas dos pousos, que sao pe-
queniuas habilagoes perleucen'.es fozefidas de
gado.
A gente qut as habitara, riria na itor mi-
seria, c com quanlo livesso os maior s desejos de
preatar-se nos hospedes, ria-eo impossicililado
de os o'prji!3r per lhe (altaren! :s recursos.
Por mais din heno .fue se ollerecessc t.ara se ... i TI i ~l------------!--------------------------
obter uma chicara de eiio ou da cVS u., n. -: % '" ,a mk?'!"'/ mul, ,n;,,s si,,^1"s- "-
cod'og,iador.oouu:,,araP3du,,,nod.,M;ob- t&Z "^ 1"'"'nS *"* "
nha, porque nada baria.
itentair-se em feijao o milho, .
veeni carne de sol na mo do alguma pessoo pro-
curara lodos os lucios de obter um bocadinho
para satisfar., de um desojo invoncivcl.
Na noilc em que allegamos ao Olho d'Agua
muilos d- ram-se por felizes de terem ura pires
de niel do a bel ha com f uinho pora a ceia : o que
porm nao fallara era una rede para cada um.
As mulin-ros desses lugares vivera de facer le-
dos de
loo. rendas, suspensorios, redes,
etc., os liomens v,i.ju.'ja:ii.
Essas necesidades nao podiam alronrar 80
imperial viajante, para quem o activo presidente
da provincia de Alagos baria ludo disposto, nao
pudendo porm s vezes conseguir qu" as cargas
chegassem aos punios antes de s. H.
A estrada era larga, dando passagem folgoda a
Iros ravalleiros, c aborta em mmtos partes por
cima de rochas e pedreiras ; em outros atraves-
sova riachos e logos, secos, c alguns bera gran-
des, apresenlando os riachos arela fino e fdfo.
Subindo-so de Piranhas a primeira meia legua
de barro pedregoso, depois surcede ura grande
rompido por alguma pedreir.
Dahi por dame o terreno todo mais ou me-
nos pedregoso, coberto de pedreiras, o nttraves-
sandocatingas, onde ha arrores mu cheirosas,
e algumas mui bellos.
Do Olho d'Agua para o Talhado, ha uma ira-
Esscs oulros eram folios de estelos de madei-
Laoanro" \n,' SC'" ,nPaJJcm18"". e c.bertoa apenas por
' algumas folhas de arrores, que, seccando, per-
miliiam prompta passagem aos ralos do s.>i como
s golas da chura. Redes passadas ota todas as
dire-rtes, de esteio a esleio, eram lodo o coi-
modo que. havia.
Os banacoes porm eram levantados som-
bra das carahibeiras, que, se os no pudiam res-
guardar convcnienleracnto, daraoi-lhes ao me-
nos piloresco e risnnh aspecto.
Ao observador que de longe laneosse os olhos
sobre aquella planicie, robera d barracoes e
entupida de gente, que forroigara, soltando fV
guetes continuadamente, sem duvlda agradara
imns aquello espectculo do que os ceremonaes
do uma corlo.
Anoile as fpgueiras que so accendiam em
frente de cada barraco, e os ranchos formados
era honienogera ao snmno, ofTereciam um qua-
dro granoso, que a mais apurada photographia
se julgana leliz de possuir. K
A maior parle das pessoas que concorroram
"ff-V,r-,"?"!?W pafa Sie UlZ"> Perln, iam ao
areial fofo de mois de dos legua-, apenas nter- ^bUSUSS* par" 8,e lug"' Perto''ian ao
rompido por alguma pedreiro f"'"S"^-c?u" '"ordinaria que se no-
^^- ...M-wiuiuuiiu iu se no-
lou em todcs os lugares percorridos desde a ci-
didedo l'enedo. Em alguns a dilTerenca pode
sem exogeracao ser calculada na raza do una
miarla parte de homens para Ires quarlas panes
de mulheres. K
Os honiens de lrl.)s esses lugares sao de osla-
mensa prdro.ra, ,,,,', pro<,a-se para as solciras e ? '* ^ISSZ^S^ "6o docs,',-
lagos por ser acccssirel ao foi ro. ,;"'"; 'n,1> as ?u?c,en,-d? Par! do ser-
Do Salgado pora a cachocira enconlra-se orna IJ^Jg? ^1^*l*?2*? n, a Ca-
extensiodomuisde duas leguas, ,, berta de c- ,' ".' r?i,* ?.L^ i fs,n. robustas,
pim mimoso, abundme, j rn pouco amarallo, Saneos ranttS^TiSS^ T,m103 ps
mas muilo alio, dando pela barriga dos cavallos I J, ,, : -1Z a.Pc,,e,nnn e cabello no
A asna que se bebe em iodos esses pontos c B ?,lf i r "' :'Pro,x""1a",Jo-so "* oo claro,
m, moda de cacimbas, que sao covos abetos i flii, """i .,,,0? K2*,!?" C 'Cm "* P~
no chao, ou das lagoas que nao serrn, seno ^P* aS/SSE?1 a-"
com o vero ramio lorie, como a do Cruz, pro-i 0^ ,,' hdo Para,rima- [pCao de uma ou
xima ao Salgado, onde bebem c lavan, -se osani- n^^" '1lin-cla' M. ""'" **V*U*s pa-
u.oes. rogens usara exclus.vamei.lo de chales verme-
Pora se poder beber essas aguas, necessario d*w SHS^ TuhiiddS 4uas P*-" "u-
nistura-las con. espirito, ou desmanchar assucar ^ 1r "'"""ba'nZ ^"^do sobre os chc-
ou raspadura, afln de iiror-ll.es o mo goslo.' HZ-/i. V i, 'nconl"-'o. smularam listas
Nao havia que,,, behend ,-as. Ecnlissc acalmar-se UnS dc PurPura. 1,,e se estendiam at a
lhe a sede. Na rolla para se evitar essa folla a hLir. a, p,i, m
hU-V8 ".........Sf a "8U do rio, que era tS^J oo^ra ^S^^'
entao a nnica procurada.
Todo o Irrreno olrovessodo pela estrada
, chcio de macambiras, baranas, quipus, cinques
i chiques, facheiros, caberos defrade, ano de pi-
\ pa, quiebabeira, pao neg'ro, pi forro, caru, cur
vota, pao d'arro, carahibera, jurema, pereira
-irosa e outras militas pequeas arvores, al-
Esse grande rio, quetem sua orig.-m ,
cscala magnifica "chamada Cachocira da Casca-
d Anta _Iia cordillera da Oaoutra, provincia
de Minas-Geraes, o navegavel desdo u ,io das
reinas, um dos seus confluentes, cuja nascente
!o,Svr,r,a^e lfrau^ba-. a,. l"8r conhocidu
f-i.., S \L\edond. Por espago de mais
gumos dasquacs podio... occommodar-se'para rlveV.ifa >n v,tf p.or esp'^0 dc mais
conslruccoo. ,'-Hez de J4 leguas. .Nesse lugar, porm, seo
A caranibeira um jasmim amareUo, que o- Kin" "oTi'1'!1','' pelas pedras 1UC ? erKUP'"
...os muilo na Babia, sem cheiro, mas que cobre i?* PiWnh.lf fa?.P? Cerca df 24 ,flua".
lodaaarvore alcarandu a vista de, loda a arrore alegrando a vista do viajante,
sentida da aridez das pedras c do calor
areas.
ro. I,:'u esse esuaro
"> ...lerrorapido diversass cachoeirinhas, que se
wio repr.iduzii.do e tornando maiores al o'rma-
O pao d'arco cora suas flores rozas ou anarel- rThfir ?,rnle? SW" ^no roastituein a
las. segundo o qualidade, ten, de notavel o nao am i J,,iff SrS^S:
: quebrar por mois que .. veguera. 4 m"ri*m.feiw Ue Tlei desee perlence
Oarcn de pipa lo maneiro e fcil, que se ?!3f *tZ ^f^'i W* *'Afagas,
, pode con. elle abracar urna barrica uma e mui- : "'q L-Al,'. a a fchoe,ra nS W-
tas ve/.s, como se fosse o ...ais lino rime. A' ',"' sa ,,S ^W" do *'<> 1ue eslen-
A jurema e a pereira cheiresa exhalan, de suas t -ITZ ni'. 'u^' D2,a' J**"- ai"'"
! delicados florinhas aromas deliciosos que enc^fa^^A ba,"a do *?**$ que di-
iom quem passa, e otlVrccem agradare! son- K a Prou"t,a dti Alagoas da de Pornam-
bra, porque, com quanlo nao sejau. muilo gran- i- r., ,,, r, .
des, (em expessofolhogr m e sao regularmente ,.i.'.?' ? *J^.ioeira vl-'Jan,l conlempla-a.
copados. admira-a. mas nada comprchende. Oespectu-
0 logar onde apeiam-se os carall-irosqne r5o -SlJiSISM**^'^ es',iril0'
observar o cachoeira de Paulo Alfonso, c imllTSZTSSlEuEt, aprn18 Curvar cal""-'a
planicie pequea de arca, onde se levantara al- i ?,?.'" ,d"a, Ar|ph tetl d? -".verso. Nao se
guios pedreiras, contiguo & catinga que a proco-'! A" IU,P3l ,a ; d'!SfJU v-la uma e "lais
de, e cheia de carehibeiras colerios de suas lio- ^[', *SA f;,"sado' Pcorre a toda con.
res amarellas. Iraraediatameu.e essa planicie iiTSatfS: C S A abHUdo pfili fa"
romega a cordilheira de pedio que margina o ro p ,T hl ^ 7 Un^'se. sobre uma red.-
nessa altura, e estendendo-se pelo leilo do mes- I ? ., "f'ar dfca"CO. mas uao pensando seno
mo.eqptP.se no meio delle formando essas ma- '. ''" f.^f que pensa-porque seu pensa-
ravilhas, .ue .auto vulto notare! lem ido npre- 5"J3 *&!**U&da i>ressa0 causada
ciar, e que o nosso illustrado Monarcha nao quiz P iJSS^^lSfifi al
por mais lempo desconhecer. IJ Cachoeira i impossirel, ousa-lo
Do oreiol aos rochedos donde se observa ac- ?!,,,"!!"" A,?,,',,a Sraf,dcza. "I"" Pc-
choeira, rai-se por cima de uma grande de uma f- 1" \Jl** sublia,e' na0 se escreve
grande extenso, talvez maior de 400 bracas, de ,; ,,a" ,^ V i <
pedraa rokinosas.solas principio. masdepoisLnA XiT.0.^ absoIulanienl,,I *muaia
formando pedreiras e ..ff.-recciidu dsagrodaveis IJ2SftaLSC" cr'ormes dc rochedos, quo
I sinuosas e arriscadas passaeens que quasi nunca Parcc,-n! inve'' para o ar, e por.entre os quaes
se iranspe sem escorrega/muitL vezes, c levar ffif??B5" de aeua- 1 des-
^ alguma quedo i penhando-se em grande altura vao quebrar-se
Essas pedras que ocru:,.;.. vasto esporo, sao ?obr,s ou,ros rochedos, formando um algudoado
1 de natureza rijo, ou-.eimelhadas o lustrosa"*. : '"i-omincnsuravel como so a nolnreza houvesse
O rochedo .no maigina a cachoeira extrema-[Zk!^. tSULlS^St t UQia grande ca_
I memo preto e lustroso como o carvo de podra,' bfi ll a nC,a'hcada c1oni Pl>hos-
' porm internamente de natureza calcrea o nue-' Pm>asios sobreque so o-.iram essas aguas,
bra-se sem grande diflicitldade J esupporlam-as ubmuwoa, de vez em quando,
Entre esses rochedos ha troquemos pocas de nKf? *? fra1u"a. n>oslram-se, aparan-
areio con agua, contendo pedrinhas desde o la- r, t-P V ^ >'. B,Sa a,-end-as en'">
nanho de u.n grao de forraba at o de uma raja,l ?' c cm "r.an,M norcltos de espuma sobre os
Ido cores diversos, e olguraas matisodas, .nos lo- S?*"*.& m,a,S !onge' S q.Ue dr-s-ba"<
das muilo leves e transparentes como malcri nVn'T.?,.! T S t,u'rn,ua,,e ropresonlara
gelatinosa. a'pl P'ciente.
Por cima da rocho, de esparo a esporo encon- Au lad, dessns Prand columnas d'agua esra-
Irom-se ps do chique chique c do ngico, porm ??m"SC, "8eirs 'iosiegatos de aljofarada tor-
| raros eso nos lugares mais perigosos, ornse r 'iisviados das grandes massas, e como
livessem sido laucados alli para servir... do .lnl'v"nl lniP,:lso que ellas formo.,.
apoio as pessoas que ludo arrullara, ofira de con- "S'S^fS ?*'- Vf** M
limpiar o bello magestoso daquellas cscalas As aS"as que assim sao lancadas sobre as ro-
quo bem se podem considerar urna das marari- as, "Q,TJ c,e'ad8 do lell do ri Pcrdt,,n a
Ibas da natureza coi de lene que lhe dia espuma, e esverdeados
S. M. rhegou ao omanhecer do dio 20. Foi r"..";',a,af![t'ssadas-em ">* de abrigo : mas
recebido r
dirigio-se in i I mente cachoeira,
I acompanhado do Sr. ministro .1.. imperio, do Sr
presidente da provincia de Alagoas c dos -
r marari os, os senhores
i \ isconde de Sapucahy.
Conselheiro Amonio Manoel dc Mello.
I Dr. Francisco Bonifacio de Abren.
> Tambera es!veram presentes & visita de. S. M.
caclioeira, alm desses e dos Srs. viec-almi-
rante Marques Lisboa e Dionizio Feij, secreta-
' rio do Sr. ministro .!.. imperio, os Srs. .
Chefe de di viso o Francisco Manoel Barroso.
Bardo de Giquifi.
i Dr. Manoel Sobral Pinto.
Barao de Alalaia
Dr Jos Gorra da Silva Pilara.
1 Coromendador Dr. Manoel Itodrigues f.cite Oili-
Cica.
i Dr. Jnaquim Serapio de Carvalho.
Soguudo lente Augiisi i Ki itn de Mendonoa.
' Dr. Pedro Eunapio da Silva Doir.
i Dr. Francisco Jos di Rocha.
trelino de Alcntara Taveiros.
; Tenenlo-coronel Pedro Vieira Jnior.
; Major Manoel Jos Gomes Callara.
[Capio Manoel Vieira Balalba Cachaleira.
j Major Jos \ ieira Jnior.
' Jo5o Vieira Dani.iceno Luna.
Dr. Marianno Joaquim da Silva, promotor
Peni do.
Dr. Jos Antonio Mc-iiddnca Jnior, promotor do
Pan do Assucar.
Capilao Jos Bemardino C.uimares.
Joaquim Screriano Brrelo de Aletear.
Alteres Gouealo Menezes dc Carvalho.
Capilao Joaquim Antonio de Cerqueira Torres.
Capito Antonio Vieira de Figueiredo.
| Alteres Guillo rme Jos de Oliveiro.
'Jos .Machado de Novaos Mello.
Capito Pedro Jos do Silva.
Sendo lodos osles que litan, indicadosdesde
o Sr. lenentc-cororiel Pedro Vieira Jnioras
pessoas mais notareis dos lugares circumvizi-
nhos, oque concorreram con. seus recursos, nao
s poro que S. M. livesse na Cachoeira a recep-
rao de que ero digno, como lambem pora que
nao faltassem cavallos a ninguem, leudo algum
delles s.5 por si apresentado 3.).
Alm dessas pessoas haviam mais de 300, de
arabos os sexos, que linhsra corrido dos poxoa-
dos prximos, alhumos da Malla-Grande, a 20
leguas da Cachoeira, e outras at dos serios de
Baha, para terem a salisfaeco do rprem e co-
nhecerem o nosso Augusto Monarcha.
Era bello o espectculo que offerecia o ar-
raial.
No renlro do areial linham levantado um gran-
oi. .in.n'.i .-.. ariiauneccr no 1:1,1 n. le ,.- ------------I, ----. """6" "'"
udo rom muilos foem les e viras c anean- uenovo, cumpnndo seu fado, rolar por so-
i dirioin.cn i, n,i,. .,.,....... /. ..i....:.. Ul' oulras lautas rochas alcanliladas. nnp
do
rochas alconiilodas, que.
de.-pedoran io-as, aliram-as enraivecidas, for-
mondo ruidosas torrentes. Essas torrentes pre-
cepitam-se de abysmo at acharen) o plano, onde
se confunden levados sempre por forra irresisti-
yel,quo sseqneina as arrebentacoes daliarra
cincuenta.e tantas leguas de distancia.
Us borbotos gigantescos levantados sobre as
pedras lancam para o ar vapores que formara
nirvens de fumaca franjadapbr transparente es-
pumado, atrarea do qual sedeslisam brincando
comas ponas dos rochas onde se encostara ra-
nos arco iris, quo o observador con. pasmo v
do alto inlernareir.-se subtilmente pelos jorros
d'agua, all'ronlaudo as iras da correnleza, ou se-
do/indo com suas varias cores o gigante atropel-
lado. Esle, longe do abrandar-se, contina ef-
ervescente o ameacador, vomitando luvas de es-
puma que espadao, lanzando para lodos os lo-
dos, para cima e para baixo, uma chova m'rada
e penetrante ; e essa chura, espelhada pelos
raios do sol, ligura uma esteira de brilhantcs
lentejoulaa que se esvaecem ao contacto da
I brisa.
E assim correo rio de cosclo em cscalo, al
I cahir no lugar onde os pedras sao mais baixas, o
em vez dse levantaren sobro elie permiltem-llu
franca passagem.
Os rochedos que bordan a cachopira no alto,
sao coberto.- do arbustos, sobro os quaes paira s
; vezes o soco-box. especie de garra muito grande
| quo alli apnarece em certas pocas.
; as margena por ah cima enconiram-so lam-
ben, segundo nos dissi-rarrj. pessoas do lugar, o
formse jaburit, passeiondo cora toda a sua na-
tural gravjdade, e as elegantes c soberbas gua-
. raimas.
Nuvens de pombos brancas, do papagoios e de
periquitos, que se encontrn muitas leguas an-
tes da Cachoeira, otravessam de ura para outro
lado, fazendo continuada e fanl.osa algazaira.
Ah c nos catingas prximos a caca alradanlis-
sina, ispecialmenle de tats e do mocos.
Sao sele as cscalas que formara a cachoeira,
oahindo tres do iv.i'.o do rio, c qualro dos pe-
m.oscos do lado da Babia. A altura de que ellas
se lancam o enorme e variada na razo das
massas que so agglumerara em baixo no lugar
da queda.
Dcscend-se sempre, cT..ga-se a ver o lugar
onde essas sele cscalas se confundem.e que e
sera duvida nenhuma um dos mais bellos qua-
dros da Cachoeira de Paulo. Ahi as aguas cor-
ren, com a mesma iinpetuosidade e em inmensa
abundancia sobro ura fundo de podra, mas sera
formar aquellos novellos dc espuma, e criando
um degro liquido alravez de lodo o rio com pe-
queos desfalques na extremidade, como se cor-
-------^........................ .........in,. M i,, ^i ii-
do barrarao. rohrrto de palha e forrado de pan- ,. ...........------.__, ..... 0>. ,.,-
no branco. dividido em 3 parles, das quaes o .'''f1'"1 Pe,n operBcie superior dc uma mo
primeira continha o commodo destinado para S. i ? lolllando P(,|os luSa^s que sopaiam os
M. repousar: a set-unda mais nemipiii du mu a r.0S-
M. repousar; a segunda mais pequea do que a
primeira, uma sala de espera ; e a terecira,
maior do quo ambas, o cou.iuodo reservado para
sua comitiva.
No aposento do S. M. havia uma coma bem
preparada, 12 cadenas de Jacaranda e um .-L.l:
o chao era cohollo por estairos do torra. As di-
visos desses coramodos eram lodos de panno
bronco.
Esse parilho era circulado do carahibeiras,
leude na frente a maior de todas, coberta dc
llores, e era cujo tronco descascado lom-se
gravados os nonios do lodas as pessoas quo li-
nhoin anteriormente visitado a Cachoeira.
Nesse inesino tronco, era oulro lugar, foram
gravados os d" quasi todos os pessoas que a vi-
ran com S. SI. o Imperador.
Alm des?, rraro, haviam mullos
Em qualquer lugar da Cachocira o echo
odniro.el, repetiodo cem mais forca aualquer
grito. *
O ruido da Caclioeira, quando o vento favore-
ce, con.eca-se a sentir a pouco menos de ura
quorlo de legua, e s se ouve de mais longe nos
occasioes de trovoada.
A chura resultme do queda nunca alcanca
seniio as pessoas que se achara por assim dizer
sobre ella. Tudo quanlo a esle respeilo se lera
dito cm contrario requintada exage.aco.
Do lado do Alagoas, isto para o norte, <
al.aixo do lugar onde so encontrara as cscalas,
ha mi) grande sacco, ende a oguo que chega for-
ma pacifico remanso', o para onde, por conse-
grante sao arrojados todos os pedacos do remos,
de canoas, do arrores, c mois objoctos, que, ar-
rebatados pela corratela, sao hincados pela Ca-
Distnbuidcs seis j'melria, ao coprirfto dc ; ai chocira. I:tc~ objectos, ganhndo os siiksba-
!
I
s
MUTILADA


DIARIO DE PRRNAMBUCO. QUARTA FMRA 8 DE DEZF.MBRO DE 1859.
' "s do roclu-do, o deleiiUiuus .cas puna* Uus
mosmos. consi'suern muitas vires ah persistir,
lomando porempelo constante passar da agua
nao se a leve consistencia da curliga, comu un
torneada admiravel, eo que n'ui frequeula
a furnia de objeclos humanos. Y.' assim que
o encontrara pedamos de madeira figurando
un p, urna liugiu, um turaeao, una osa-
da etc.
Por rima de ludo isso passa-ae para cUegar ao
lugar queso chaina a j'uma dos ilorccgos, c
que 6 o limite dessa coscada.
Ah erubao da rociu escarpada, euconlra-se
a um canto urna grande abertura lalvez de mais
de tres bracas de alio, swurc sais palmus de lar-
go, proporcionando entrada para nina gruta de-
senliada em connuacao por dentro da tocha,
queso cstende para etuia na aliuia lalvez do 40
bracas.
Essa entrada, frita pelanatuie/p, parece tallia-
Ij a tiiuel. leudo pena de um lado um pe-
queo deeito sedesorove um ngulo obliqoo.
Chegando-se ella, ludo sombro : as pare-
des, latentes *ao cerno laceadas ; o celo o de
abobada Coiitigurada na pedia, e o chao tapetado
por urna materia moli e pulverulenta.
Teni do fundo cerca de 220 palmos, e alarga
para dentro. A parede da osquerda de una
ie di' rgiila que. mina agua, o parece Pilar
j d.'Slniida pala ebuva. No principio dassa
uiosiua paredo, e prxima k grande abertura da
1 nlrada, ha uma oulra mais oslreila, pela qual,
enlnndo-se, encoiitra-se um immetiso corredor,
sempra amulo, cujo lim a vista (la q descurt rn a,
h'iii duvida par causa da eseuridao que all re -
i. Clugaiido a<170 passos da .entrad j, urna luz
pagou-ac por si, lalvez por falla de ir, o um
logete que so accciidcu, subi alienas alguna
palmos e c-ihio seiuhavcr estuurado.
Ahi a respirauao penosa uabafada, oo menos
i larde. A abobada c muito elevada, o oespa-
'. emitido por tsse luncl natural, a que eliamam
furria ; pode dar a briso Ultez para mais de -2,000
pessoas.
I Sia [urna cante de luoscegus, crucis perse-
guidores do gadu dos Uzeadas prximas; pelo
que os azeiileiros oh seus fmulos, em corla
poca, lnchenla entrada do madeira? e locam
logo, matando-os lodos asfixiados.
Y. a cinz dos morcego* o que turma a alcatifa
pulverulenta do chao.
Esscs bonicos porem nao pensara que assim,
pelo correr dos lempos, aquella surpreiidednr i
leiUira da natiireza pode vir a sollrer, se que
ja nao SOiTceu K iiuposshcl que o fugo laucado
todos os anuos, nao acabe por iuleressar a for-
tuna.
Para se ir do areial aos pontos dos quaes se
observa a Caclmein, passa-se sempre sobre po-
dras, de poiiU em punta, de lasca eui lasca, ven-
crido militas dittrcutdfe4ee patigos por causa
dos escarpados reuuentes da tote. E, ha um
lugar lo arriscado, tao escarpado, que a elle, de
lijis de 800 pessoas que eulao por all andavain,
apenas.foram seis
Chama-sc aCaideira do Inferno.K na hai-
-\J do rorhedo do lado de Magnas. Ahi a agua
de urna cscala, ai-hando un vasio, rcdomoiuha
e l'erve em grandes nroporcoes como .se eslivesse
mi una ealdeira.no fogo.
Nao menos didicil e inuito mais extensa a
descida para a Furna, para a qual apenas se po-
de ir descalco, c apezar disso, quasi sompiv de
galinhas : as ponas das podras sao Unas e. ele-
vadas dando sobre grandes brechas que sao uu-
tros lanos preci;dos.
S. M. percorreu ludo, excepc.te da CaUeira
J InfernoAndou sempre calcado com as suas
lilas de inoiiiaria, e escurregando ua descida
para a Furn, amporou-se resguardando com
u ni braco o i oslo que eslava quasi a locar na
cocha.
j. M. deseen apoiondo-sc a um ba.sliio.
E misUr db.er que ha horneas tao pralicosna-
quellas desculas, qno, esoorregniido aVgucni, ellos
o -'usieniaui, anda que seja sobre um braco, i
le.odo apenas um p sobre urna pona do ro-
chado.
Anli's do descer para a Faina S. M., sema lu
um algumas das podras mais alias frunleiras s
grandes cscala-, admirou o expci lacillo 0 dese-
iihoiia Upis lod'i n cachocira no sen lbum, com
extrnoAmiia rapidez c adrniravel pericia.
Alm desses .lesenhos, S M. lem no sen al-
' im vaiias paisagens tomadas durante a vijgein
de rio cimano Piroja.
Querendo S. II. chegar a nina das pedras mais
altas, p ilonde meiJior se devassavarn as casea-
ii-, liuha de necossarianienln passnr por duas
pocas largas, que anihiam o vasavam rpida-
mente. Diversas pe.uas lano da comitiva como
extranhas a ella, esperando que a poca Gcasse
vasta, liuiain sallailo, (lorein quae-i lodas se ha-
viam molhado, e algumas ate a cinluia. S. M^
vendo isso, nao espern pela casante, e metien-
do OS pea dentro da*> pocas, alravtjssou e ganhou
a podra alta.
Ahi, venioatscar-se umf'surte do r, di*>
i Atacar um fugele na Cachoeira de Paulo
Mfonso u mesmo que aecn^er urna lamparilla
.sobre um inicuo, u
Algumas pessoas que desceran) Cachocira ti-
vi-raui v.erligens, e urna scuhor.i cabio, Qcaildo
bastante maltratada.
Depois de ludo percorrer, S. M. vollou para o J
barrado, onde entrn s 10 horas.
tarde foi a cavallo, apreciar de urna euii-
Deucia aQastada a cscala que o liulia obligado a
fazertio longa e penosa viagem.
"Das 10 horas al s da larde nao su pude ir a ,
rjchocira, porque as oedras esquenlam norri-
vclmeule.
De mauhaa, ao vollaiem da Cachocira, o digno
presidente de Alagoas leve a idea de erigir-se um
monumento para commeinorar a Visita do S. M.
Essa idea fui geralmenle abracada, e os Ala-
gnos prsenles immedialanienle subserevoran i
para isso, ha vendo assign aturas de 500jt, 1003 !
e 300.
Para esse (lm o presidente da provincia aprc-
sedtea o seguinle:
90 DE OUTLURO DE 1859.
. \l\li.V DE S. M. !. O Sil. D. PEDHO 11 *' OMIIOT.IIIS
DE PABIO MOKSO.
.VeiiHiiin Ucantuda sob a adniinislraro do
presidente das Alagoas Dr. Ha noel Pinto
de Souza Dantas.
\ maioi fortuna de um pai?. resnuie-se naquel-
le que exprime a grandeza dos sentimenlos e a
mageslade de suas glorias. Os brasileiros, que
aioam oseu paiz, nao podem deixi.r de lerseno
iinanime exprcsso para manifeslar adhesao
Alia Pessoa que os honra perante o juizo dos
oulros povos e da historia. Perpetuar a memona
de lodos os actos da ida do Ilustrado e magn-
nimo Monarcha o Sr. D. PedroIIdeveser o mais
iiubru orgu'.lio dos que prezom os pundonores de
sna patria O Sr. I). Pedro II, viudo ot a ca-
choeira de Paulo Alfonso, d ao Brasil o m.us 11-
recusavel e eloquenle lesleniunlio de amor ao
p.ivo.cnjos destinos a Providencia Ihc confiara
Sua Augusta Dynastia.
Alagoanos levantemos urna memoria que
perpetu essa viagem, que un poderoso incen-
livo causa gloriosa do'progiesso e da civihsa-
;"i i rJesla provincia.
No mesmo papel que conlinha esle escriplo I
pozeram-sc asassignaturas com a declaracao das
quotas.
Solicilarido-se do Sr. consclhtiro Antonio Ma-
noel de Mullo o plano do monumento, elle bon-
So" como o concebera.
O monumento asseiila subre um lerraco com
quatro escadas. Ser de columnas da ordem do-
rica, leudo em um friso superior a dala da visi-
ta imperial; na frente nina clypse conlendo a
efiigie de S. M. : na face opposla a inscripcio do
monumento, c as duas lalcraes elypscs iguaes,
conlendo una o nomo do Sr. ministro do impe-
rio, u uulra o do presidente da provincia
Na base serao gravados os nomes de lodos as
pessoas que estiveram presentes visita impe-
rial. As elypscs serao de marra ore branco, e o
lerraco e o monumento do alveuaria formada da
podra" do lugar cora cimento romano. O ladrilho
do tarrago ser do marniore pido o branco:
S. M. separado do lugar onde isso se combina
va, omento por urna lapagom de panno, lemio
ludo ouvidoapre3eiilando-se di/.endo que serio
mais conveniente applicnr aquellas quanlias para
o mnlhoramemo dos lugares do descida e subida
para t caibooira, formando-so degros as pe-
dias, pois que isso deve ser proveitoso s pessoas
que l forem para o futuro.
As pessoas presantes resolvern! en'.o que se
faria o mellioranienlo temblado por S. II., mas
que alm disso o monumento se eligira.
A's 5 horas da madrugada do dia 21 S. M. com
lodj a sua comitiva deixou aquellos lugares, re-
pousando nos rnesmos pontos onde linba estado
na Ida. Pcrnoilou no Talhado em casa do Sr.
major Calraca, que apezar de nao ser rico, Ihe
proporconou e a toda coiuiliva, como na .ida,
encllente gasrtbado t).
tl) nosso magnnimo Monarcha apenasche-
gou Baha praiicou uma bellissima acco cm
decimento hospedagem que havia recebido
do Sr. major Calla;,-). Sabendoque este Sr. tinha
U Sr. majir i^.ii ia_a o o .>r. lauenie-ioronei l.xuliui oo pia/.ei 1 i'ouro 11
(3)
Pedro V'ieira lizeram esl'oreos dignos do mencao.
i, Para os pobres do Migado, do i'aihudo c do
llio d'Aaua, S. M. deixou 600$, alm da varias
esmolss que deu aos dccrcp.los que se lhe apre-
senlaram.
iV 3 leguas da cachocira, disseram-nos pps-
Monaicha illu.ilrado e jusliceiro,
Deix.indo seus penales ven jocundo
Contemplar nosso aspecto sobranceiro !
Bxultai de prazer j essesrios
Une ile nos se despeiiham enm -furor,
sons do Saigado, que ha um lugar chamado Chin- Hpi0' u',idf eradores murmurio
a, onde sobre o lageado de ma gnndo rocha j Fram u,Md< potnosso Imperador,
ha nmilas palavras escrinlns rom tinta escarale Roeebei, Paulo Alfonso, esla hon.rnagem
indelevel, que dalam de secutes, e anda por (Jue a magostado da Ierra vem presiar-vos.
ninguem furam decifradas. Supp&e-se que sao Da Divina Magestade fula iraagem
epiaplaos (uilos em abrevealuras pelus bollan- .Cultos vos pirleiicem, ella vem dar-nos.
dvzer,
O mesmo, disserom nos, que se rnconlrava no
Serrote da llotija, pouco mais de una logua
d. Salgado.
Si a viagem nao tivesse sido lo apressada,
depois de se haver visto lana inaiavilhn da ni
tu reza, valia apena ir se observar essa anligualha
humana, que ha de per (orea ler uma expli-
ca c.i 0.
S. SI. chegou aPirauhas s 8 horas da manha.i
de 22, e embarcando para o Piraj ao roete dia,
segote viagem para baixo, luoaudo na povoado
do Entre Montes e em lodos os mais mide na ida
na i tinha sallado, e nos tiuaes (di sempre rece-
bido estrondosa mente.
A bellissima cXpostcio qiie acabo Je trans-
crever, acrescento smente os dous seguintes
fictos que ni.' foram referidos e que conrm e-
rem conhecidos.
No pouso do ralbado praticaram o Sr. Dr.
Uonifu-io de Aerea dislinclo medico do ser
vico de S. M., e um dos nossos mais nola-
veis tlenlos, e o Dr. Deir sobre assumplos
De Nigara rival, na creacao
Nada exisle lo sobordo o .'.-sombroso :
\osso borrisano fragor qual um trovo
E sublime, niedonlio e respeiloso.
Vnssa rude harmona ten belleza
Uu'exalta, prende e pasma o coraeo :
(ibru excelsa das nos da nalureza
Estis cima de toda a descripcao.
Em Enlremontes, nchou S. H. urna casa c
jnulir, que se lhe liavia preparado com loda a
l< un. i,i. Nesle povoado se demorou al s 4
huras e moia da larde, om que eontinuou a sua
viagem. Ao passar o vapor pelo morro do Pao
de Assuear, oppareceu insiaulaneamenle o alie
deate morro cingido com uma corda do fogo, Je
cujo centro subiam em lodas us direcces urna
immeusa quaniidade de fugeles, observando-se
toda brilhanlemenle illumi-
em seguida a villa
nada
Poi mais una sorpreza agradavpl que os ha-
ilanles de Pao de Assuear nuiz?raiu fazer ao
bila
de pura lineatura no mete do alguns amigos ; nmaJ" Mo"*wha.e podem-se lisongear queli-
cum loda a lberdade nossivel inaiido S SI vera,n "'"* e,,z. "Jl;'' '"provismid. um volcao,
apresentou-s^, e so dignou disiorrer sobre a'm-'f0W imia cm queslo que era Shakspcare e o carne- ; q"5 h?ia Mi'",s ,indoJ eir,,|ln' v,sl? de bordo/
ler da poesa desle genio da Grn-JJrelanha.rom .%'" P!,t CXC,(i"-sc -] '"""'"o, o enlhu-
l.il tlenlo, criterio e variada instrueco que on-?,nsmo,dt^! l,eni '"JUC0 alnJo ^*cia ma,| W
leteu lodos os cireumstanlo., que e'ram pessoas [l^i?",0 do ,<1"c '!? Pr"";"a f^Pgf- *-Jf
complanles per suas lotes para apreciar osla, s:lI.,oU ',r CI,,rn n'!* d'; flaiuacoes, c di-
discusso ngio-se para a cmara, onde ja havio penioita-
Eslef.uio deve encher-nos de or.uihn o con- ^"l";'>'J" ubio o rio. O nosso couhecidn o
lenlamento. o re>urece que seos Icitores nao Br; Br" Darros ,cilluu e"lao 0i
ni" perdonam a sua missao.
No ouiio aimla lomain parle os d
a que acuna refer : o Dr. Deir de-
les versos o estro fecundo, mas adormecido do' ",a ''^ "ia,s VuSS0 'mPeno
Dr. Itenifa.-io de Abreu. e o ineila, vista del Nesle anuo marcasles.
Unta grandeza, desferir de sua lyra um hvm- Glorioso euillai da scena rara
no digno da niaiavilha e do canter, que se eou- Deque fosles Actor.
Qu'^ anda maior o vosso Throno
Por meree do Senhor.
,i ,,. ,..i.. i Uoil um fado lo novo pan a lii
.....''..^.' 1 1 "'a poca mais no vosso Imperi
enlo os seguiulcs
historia
lhe caroiall loiu un,,i parte ua urua un pi"ii
a E II. fermdo dous hnmens.
O vapor de reboque lornou sen deslino para
Aracaj, e os oulros solt.iram o rumo pira a U.i-
hia, seguindo as aguas do ia, e ali cliegaram
s 6 horas da mauhaa do dia 6, leudo avistado
o pharol da barra s 2 horas da madrugrada.
Assim se lerminou esta extraordinaria via-
vtegem, que ha de ser fecunda vm resultado be-
nfico paro a prosperidade da provincia das Ala-
goas.
Est provado inrontcslavclmenle que as aguas
do baixo S. Francisco preslam-se j navegacao
o vapor em uma exicnso de I!) leguas, cortan-
do pela miz todas as ebleecSes a osla grande
emprrza.
E sua influencia nao ser tarda, visto que o
incdncnvel e dislinclo Sr. Dr. Dantas, presidente
iJiqnella provincia, deu inmcdialamente inliuxo
a rcalisaco desla empreza ci\ lisadora, queja
cucqnlrou quem dola se quizesse encarregar.
S. SI. o Imperador moslrou-sc muito salrsfei-
lo sempre da excurso que liavia feito o superior
a todas as fadigas, e reeonluceu que o monar-
< hia no Urasil a verdodeiru aspirao do $eu
povn, e que EUe um dolo sagrado para todos
os Brasileiros.
E.A.
Vea-s
dia 2i ; o buyau leiirado nagua Lelo Sr. Silva \ v
Cavalranli, que paia logo conmiunicou oo.co,-! v.e,a* P0l\ 'l"': '"^cce assim co.noo censura-
ndo ao respectivo inspcclor, so poude ser il'alli j r,ams so de censuras se torn.isse inerecador.
transportado para a igreja do Rosario da Roa-Vis-
ta as 5 o ineia, ligio nao haver nsqoelle local
Se DS cal ra Vjan nao ilesmenlio de sus
sevenjada |,da execueu da le, e porttil ile
seus Jjveres, foram suas maneiras con todos e
e pira lodos sempre urbanas, sompre obsequio-
sas, e Rem transigir com aquellos contra 'quera li-
iiha de interpr sua autori.IaJe, soul>e sempra
aliar do t^l surte a energa com a mais requinia-
ua civih lale, que niesiuu a pn-llts aqumn con-
il
juiz
emnava, JuixavaMi o tribunal grato ao silencioso
PERNAmBUCO.
lempl.iva reciprocamente.
Poda crguci essa fronte
Ao sopro da inspincao
Escuta nessa harmona
l.'m hymno da crear >.
V como aqu inspirada
V nal uro/, i sublime
No rugido dessas vagas
Do Dos o poder exprimo !
Das eras que j no sao
Vem decifrar os segredos
De lanas raeas exlinctas
Guardadas nossos rochedos.
Dous portentos miraram-au
O Sr. Dr. Bonifacio nao se deixou esperar
mullo, e reciten com acento de verdadeira ins-
pira.au esta sublimo poesii que por si s uma
corda de gloria, que lhe ornara a fronte com
bnlhanlismo, se j nao livusso oblido oulros:
louros, nao menos vrenles.
.1 cliegada de S. M. o Imperador na cachoeira de
Paulo /fouso, na manna di dia Odeoutu-
bro de 1859.
Sces cuslosa nos annaes do mundo
O Co e Terra vi rain ;
soberbos
Suas for;as mediram.
Um delles l leon t lns dos secutes
Com a so rio que nasceu,
L Qcou detestando a maravilba
i>u'alli appareceu.
E d'ora em rauta a Cachoeira activa
As aguas repellindo,
Vosso Rome t os (insdos sec'los
Sempre ir repetindo.
i E o Oulro Portento volta ufano
I
Cosque immensa maravilha !
I'an'.a grandeza me esmaga...
Todo o meu preilo nao paga
A romnio;o que me abala !
Neinsequi-r4 o reino orgnico,
(Jue me arrouba aphantasia :
Pedias... aguas... quera dira '?
Podras .. aguas.,, nao importa.
Se a nao de Dos abre a porta
As secnas da ualureta
II
Catarata do Nigara
Itainha l d'oulra America,
Nem que hoivesses lyra homrica,
Era la faina nublad i
lha : Aquee Paulo Ali iriso...
0 gigante l disperla. ..
Do Jlonarcha a mo aporta
Com seus ares denliado...
Dasculpa : est deslumhrado
Com a vista do Soberano.
III
l'em par hnliio do pete
l.ssa nuvem vaporosa,
Que ora breve, ora espa;osa,
Traduz-lho a expiraco:"
De chefe Iraz por insignia
O iris, que as vezes ciuge :
E faz-lho ollicio de esphinge
Desla 'liebaid.i on Palmyra
Cada periha que se mira
as aguas doSan-Francisco.
IV
I ni maulo aquoso do perola,
Que desbanca a do oriento,
I.he ondeiatomoserpenle
Sobra os rspadoas robustos :
Km borbotees que trovejam
i-'iio (Pagua mentirostaino
Entre negra* parede*
1 udrt brida coando*.
i'.' o gigante chamando
\ nyade do; seus amores.
V
Orgulhoso do caso
Dentando o lidador subjugado
Porque Ulho do acaso.
Y. vos vioslos, Senhor, dar mais essa hora
De sorpreza e de pasmo.
Vos viestes enclier-nos de mais risos,
Fervor e eiithusiasnio.
Grande Monarcha vosso Imperio grande
Porque vos ofozeis ,
Imperando Bciielico sobre o povo
A' quem sompre (eris.
S. M. depois de ouvir missa om Ierra desem-
barcou s 10 horas do dia 23 ; s 5 horas da
larde, o em frente do Traips encontramos um
cscaler da caiiboneia Ilajahg, 'con o comman-
danle e oseu mediato, Irazendo aquello caria da
Baha de S. M. a Imperalriz para S M. o Impe-
rador, o despachos para o Sr. ministro do im-
perio.
S. SI. mandou que aquellos ofliraes crabar-
casseni ni Piroja, e que o escaler seguisse re-
boque. As 0 horas e 30' da larde fundcou o va-
REVISTA DIARIA
O vapor guarass, enlrmlo honlom dos
portes do norte, deixou em perfeita paz todas as
provinbias desse lado do imperio, aleo Cear..
l'easa do coulianca deu-no-; as segintes noti-
cias da Parahiba, poiito de estada actual de SS
MSI. II.
No sabbado apenas o lelegra.!ii fez signal do
approximaco daesquadnlha imperial a un s o
unao impulso todos os estili b/ennentos se fe-
charan o o varadcuio comei;ou a ver cobrir-se
de u#ia populaco auciosa suas diversas parles.
Delodos-os pontos da prov'mda accorrera gen-
te para assislir esse ospeclacute novo para
ellos.
Depois das formaiidi.des do eslylo SS, MSI. 11.
foram repensar al o dia innuedialo s 9 da nia-
rnh, hora em que sahiraiu.paia ir missa, col-
lando ao Paco a sahindo S. M. o Imperador ea-
vallo, acoRipauhado de su a comitiva, autoridades
da cidade e mais no 150 cavalieiros das piioej-
paes familias da po-, ineia. visitar lodos os es-
tobelecimeulos, ciniosidado e pequeas povua-
eoes da margem do no.
Segunda feira (2) pelas 9 o ineia da manba,
sabio com o mesmo sequilo visitar a cidade de
Mamanguape, dezoseis leguas distante da ca-
pital.
A cidade, ornada de seus KelhOfas e mais ricos
atavios, lornou-se linda neile, com sua sim-
ples, mas elegante illuininaco.
Desdo a ohegada de SS. SIM. ncnlium eslabe-
lecment
o o po(i
linuos diveninieiiios, encoiiiramio-se a rada p
so grupos e grupos, leudo sua freme bandas de
msica.
No dia 30 dovo lor lugar o bailo dado pelo cer-
no do commercio, o no dia imuiedialo, polas 10
horas da manba, paniro de novo SS. MM.,
para sua vigila s provincias de .Magdas e Sergi-
pe, devendo aqui.passar das 4 para horas de
sabbado.
Poucos momealos antes de deixar S. SI, o
Imperador o paco imperial desla cidade, teve o
i Sr. Dr. Torres Bandeira a honra de oll'erlar-lhe
, asogiiiute poesa, que pelo mesmo augusto so-
nhor loiacceila com a mais animadora e honrosa
| blindado.
A S. K. o Seuhor I). Pedro II,
Imperador Consl i i uci< mu l e Defen -
sor Perpetuo do Brasil,
Por oecaxio de sua sentidissima sabida a'e Pcr-
nambuco, em 23 de dezembro de 185.
Hoje, Senhor, o vate agradecido
A honra so ni igual que o desvanece,
Ao ver que la Excelsa Magostado
Arolhc a musa que inda mal florece.
Vem respeiloso consagrar-te um hymno,
neiihum soldado que ojudasse aquella autorl-
dade.
Sena para desojar que appareeessc uma provi-
denci.i nesie senlido, ,-itini do nao rol ro juzr se
semelbaliles occurrerictas.
Passageiros do vapor Ignvratt entrado lo
Cea i,i e portes intermedios.Paulino Nogncira
Borges l'nnsoca, Quirino .1. Madeira-, Lee .'mi-
man, Pedro Peieira da Silva, Antonio Rano-,
Fiancisco Ferro, Joao I! n,,s do Carvalho, \a-
noel Gnbral, Janhes Sabino, Joaquim .los da
Silva, Francisco Moreira Slaia, Manuel David del
Mello.
Passageiro Da barca Uathilde sabido para o
Bio C.r, nde do Hu.Dr. Can ft de Albu | i
Aulrau o sua f.m
Sloirrw.iiiwi;: DO DU 27 no coi'.nK-srp.:
Pedro, blanco, (i muzos, tt-rebrite.
JoSo, branco. asases coiivuboes.
Mara, prea, esclava, mo/.es, espasmo.
Francisco, branca,-! anuos, uma queda.
Adelaiile, parda, 2 nic/.i, eourulcoes
Ignacio Joaquim Ra bullo, branco, "casado, 11 au-
nes, pbtysico.
Anua, branco, f anuos, convulsoes.
Adelaide, branca, 2 innos, cOIWBllcCS,
Ignacis Slaria T!iere/,i de .I.sus, parda, viuvd, 80
anuos, anar/arra.
Edavcr Poreer, brauco, casidb, !5 anuos, ma-
ligna.
Jos Francisco Pinheiro, pardo, solleiro, ;l(i an-
uos, peneumonia chronica.
SlAT.VIIOt'llO PUBLICO :
Slatoram-se no lia 2 do corieii'o para o con-
sumo desla cidade 90 rozos.
No dia 20 do mesmo 93,
No dia 27 do mesmo 77.
Ilosnrvi. de CARIQADE. Exislem G") ho-
inens 57 muhorcS naciohacs, \ hornera eslran-
geiro, 1 horneui oscravo, tolal 124.
Na lotali.iade dos doenies existem ?G aliena-
dos songo 29 mulbr'res o 7 homens. PR.vgA IK) RECIPE 27 ua DIV'KMrtRO t>E t*mp.
i ora ni visitadas as eniermorias polocinir-' fe trv lian g.ao .,io s 8 bocas da ni,.,,!,:,,, pelo Dr. Dur- ; S 'SKUH
nellas as 7 limas d| i da roanhaa. I Oosconto de letras-0 0 0 ., armo.
Ulpinamenie por occasiao da visite de SS.
MM; I!, a esti provincia o Sr. V honrar seus patricios que Octogeram, soube mos-
trar-o digno do car-jo que orctipava : sliii ele
concorre para to los os actos de regosij i piibco
con as qiianiiasque estiveram em suas (oreas,
aeompsnhen a S. M. em diversa occaji5?s, por
ler sido para -so nonieadopela presklencia, mos-
trando seu respeilo e devoeo pete monarcha, sua
atlencao, e cordialidade para o povo, para com
seus concidadaos.
Para prova desla nliiraa asscrQo rdi'ir-me-
hoi a correspondencia publicada nesio mesino
Diario a pag. 2 u 3 do numro288, referir-me-
hci lescmnnbo iodss as pescoas Irnneslns leste
cija Je, a icios qnanlos eontieeem o Sr. Veras,
ou tiverain coui elle rtl-coes,
Acceite pois o Sr. Veras, esie nono freeo pe-
nlior de apreco, e Jesculpe-nos so assim offende-
mos sua modestia.
Recif.j 27 ,1" dezembro de 1859.
A M.
KWCIO-
por na Lagda Comprida. visto nao poder seguir elevo synibolode pura vassallagem,
Falleceu. uma mulhor dcanazarra.
ComirmnicadS.
O CeatitcM'io .jiM-; e <> imme do
sr. Conselheii-o 5:>s lenlo.
O" Monarcliista Constilucienal lamenta
que se tivesse gravado na capilla do Ceriierio
publico o nonio do sr. Consalheiio Jo> Sdnloda
Cunlia Figuerote, porpie o sr. Honorio Mr-
melo Garneiro Leo, ciepois Mrquez de Paran,
fo quem fumlou o r.:esino Cemiterio, quanJo
lio publico ou particular lem sido aberlo. Presidento da Provincia
ulaoao passa seus das e nuiles, em con- n. c. n, i i
liverlimenios. oiiconirando-se i cada pos- "*['* Animo, que uestes r ltimos
lempos teiii moslraJo um goslo decJJido paras
lenJas c narrslivs, ceJendo a?sim a induencia
de ortos motivos que nao escapara a Biuguea,
aproveilou o bello eosvjo, que olTercceu-lhe o
Mornarclii'la para manifestar conheciman-
tos clironologicos, e co mosnn tcinpo a ogerisa
que oSr.Jos Bento lhe merece. Vimos enlaooSr.
Dr. Aquino amplificando a demonsiriujao da
injusiica que aproveilou ao Sr. Jo? Bento,
en deliimenln do Sr. Mrquez de Paran, de
cuja gloria o Sr. Dr. Aquino nunca deixou de
ser um dos panegiristas mais notaveisi
Ha homens lao odiemos e faltos da generosi-
dade, que procurara de proposito invort-r a seu
sabor os fados mais conheciilos, so para terem o
que elleschmate fosfnlio de olTenler um ini-
migo, embora esto se selle ausente, e delles se
nao lembre, como asamos carias que se nao lem-
brar a estas, horas o Sr. Couselheiro Jos Bento.
mguem preter leu jamis conte-ta que o Sr.
Honorio Ifermelu fosse o fundador do Cimitoiio
publica no lempo era que aqui appareceu a febre
Francisco
ll.imeie de AlmeHa.
Serreuno.
CaxaFilial doBancp do Brasil
era Poniaiubuco.
EM 27 DE DEZEMBRO DE 183!).
Directores da semana os Srs.-:
Jos Pereia da Cunha e Auuuiio Marques de
Amorim.
A cui\a descont letras a 9 0':), toma saque*
sobre a praea do lio de Janeiro, e recebe dinliei-
ro ao premio de 6 0/q.
novo'Janco
PEIIMAMBUCO.
KM 27 DE i)EZESlBRO DE la'J.
O Daneo descoola na prsenle semana .i '.) O'fl
ao auno ot o prazo de i mezes, o a 10 0,<) oi
o de6 mezes,o loma dinheiro em cuntas corre-
les simples ou cora juros pelo premio e prazo
que se convemiionar.
ALFANIIEGA.
Rendimaaio do dia 1 a 21. 4 0:98l5i
dem do dia 27......10:0'J7991
4l:082jl4
MOVIMESTO D \. VLFAXUKUA.
Volumes entrados cora fa/.endas .
< < com gneros .
Volumes sabidos cora [aseadas
c com eueros
82
-= ir
1,168
para dionlo por ler onoilecido S. M. ahi desem-
barcon, percorreu toda a povoacao, q>ie mui
pequea, o tora smenle urna capella em cons-
Irurcao, e veio logo para bordo onde dormio.
Iieieriniuou o Sr. alniiranlc Lisboa ao Sr. chefe
i llarroso qne seguisse para o Poned o na canda
; inmediatamente, aflu do prevenir esquadra'
i que S. )l. all oslara no dia seguinle, c que par-
| liria lqb,o para a bahia.
Quado a canoa passou por Proprii s 11 he
ras da nole observei cjue ahi eslava preparada
[uma hrilhanlo rocepeo, leudo anda se illumi-
riado loda, o conservando-se i guardo nacional
Que dupeilo lhe sae, que de su'aima.
A mais sincera o candida linguageni.
Ainda mais, Senhor, so lu porrnitle,
Em tenee pbrasc um grande nensamonto,
Neste voto exprimir quizrra o vale
Lima saudadeum vivo senilmente.
Ao deiusjj rra onde a existencia
espertT i mo, onde hei vivido,
_ Dai-me fSc.Uor, que em meu rasieiro'
\ eiiha saudar-te agora enleruecido.
inclro.
Pai do leu poro que le adora tanto,
Dasletlras Protector. Genio fecundo.
tormada e logo que comtnunicamos ao dislinclo Sers tu sempre o dolo do povo
Sr. miz do direito Hugolino que S. M. nao dor-, N'esla Venoza de moderno mundo
; miria ali, lodo o povo niostrou-se mu scnsib-l <... ,
Misado por isso, visto que liuham os navios os- I f.c -" s 'iara s'"1''e cm lodo o inipe
1 peroneas de abrigar ainda por algumas horas o I ~ a,eiu "as terras que percurre a fama ;
i Imperad., r. j ^ra lodn P;lll vivirs lembrado,
A canoa chegou ao Penedo ao amauheccr, ooltomo v'ves "a "ateria que le aclama
I Piroja as 9 do manba. Os Penndcnses alvora- Senhor! vai leu caminho, o s ditoso'
no,
Descarregam Iwje 28de dezembro.
G ra IrancozaAdo'llemorcadorias.
('alera ingtezal). Diogoierro e carvao.
l!ii.uean>tri,n;oMarafarinh.i de trigo.
1,322
Reudimenlo Uo dia 1 a 26.
dem do dia 27 .
amarella, sa bein que o projeulivcrsos gemios.
fosse concebate en 18 i >, como se apressou em Escuna h^^ilrF!S2!5!iS?ride**
mostrar o sr. Aquino, natiiralmenla para pji
era relevo a dist'mcta honra do ter siJo escoltado
para a cominissao cucarregida do organisar o
plano do Cemiterio, a paite que tornou na or-
ganisacao dse yUno e a 'loria Je ser o autor
da Idas como P,c>i lente do Gousellio Ger^l de
Salubridado.
Sabe-se tamben que o Sr. Honorio, relirando-
r,ll:12-iy.:|.!
2:5Cj88d
&2-6175413
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenio do dia 1 a 20.
dem do da 27 .
:230j318
$
2:230J3
Paro mais nos confundir--
Uual vvenlo, que ora languo,
Ora, trgido de ganjue,
Forma reimos diversos i
Assim do gigante aossada
lm lorayoas aguas eneobrem,
E oulroem parle a deseobrem,
(millando as dos phases
De que julgavam capa/.cs
Smenlc o reino animado.
VI
Ciganle dostas dovesos,
Por ruis que busques modesto
Occullar do mundo ao rosto
Da Id.i graiiclozo o solio,
Es vilela, cujo aroma
A'gi'io o oscura mocada :
Es polnioira debrucada
No a real do descro :
n alma que ve de norte
A quem s adoro na ausencia.
VII
Y. tal de leu nonio a fama
Une das plagas do Janeiro
o Monarcha Brasileiro
Quiz----bastn :veio saudar-U-,
Entretanto s Dos sabe
Quanto custou-lbo. a porlida :
l.'slao vida da sua vida
Dous lindos asiros do Sul
Soja o co negro ou azul
A pedir ixue vollovolte.
VIII
Eu mesmo que nao anillo
Das crcatiiras na esralo,
Sinio que dentro me falla
Oueixosa voz da saudade :
Siffl ; que estas aguas bauhaiam
O lorrao que dcu-me o ser,
Mas nao podem me dizor
Sedo meu nomo ha lembranoa.
E una tenca osperanca
'.'ic s vegeta era meu peilo.
I\
Entretanto aceita o preito
Que, humilde, leus ps depunho :
Deixas-lc de ser um sonho
Na harpa do trovador
So os nyades do San-Francisco
l'ediieiu-te um dio a historia
Du leu passado de glora,
Narra osle tocto,so osle,
Que en leus pacos rcenosle
O Imperador do Brasil!
Depois da leilura dstes versos parece teme
ridade querer prender a altenco com oulros
qu de ceitu llieso mui inferiores, oque tal-
vez nem ato merocam ver a luz da publicldade! !
Mas conlo com a baniguidade com que lonho si-'
do ouvido al agora, c corro o risco de naufra-
gar pela primeira vez que me faco vela ir*;
mar empelado da puesta, g um trbulo que la m-
SENHOR.A cmara municipal desla rauito
nobre o sempre loal cidade do Periodo, de novo
su aprsenla perante V. M. I., e cheia de jubilo
rende gracns ao Todo Poderoso pela feliz via-
gem que V. M. I. acabado fazer Cachoeira do
Paulo ArTonso
Eslo glorioso aconlorimcnto, que marcou uma
nova era defelicidade para acidado do Penedo, faz
com que pela segunda vez prestemos plena ho-
racnogcni ao Soberano da Ierra da Sania Cruz,
que em caite corceo brazileiro lem um culto de
respeilo o loaldadedo syinpothia c amor.
A cmara municipal, sKsnou, dirige-se om
Que ludexos aqui Bra/es honrosos
iso para ellos o respeilo ao Throno,
Amor a Soberanos Generosos.
E do poeta a saudvcSo singla
Ouve-a, Senhor, cun goslo complacenle ;
Quanto |Hirtc exprimir disso-to om verso,
Hei decanlar-lu o Nome eternamente !
Pelas 4 horas da tarde do hontem, deram
as Iones signal de fogo, no bairro do Recife. Era
elle em a prensa de algodao do Sr. Jo Baptiela
de Hedeiros, no Forte do Mallos. Apenas foi
conhecido. accorrorara ao lugar do sinislro o
Exni Sr. presidente, chele de polica, delegado,
nomo de seusmunicipes a V. |f. I. o Vos implo- subdelegado di respectiva freguezia,
( ra a graoa de concedcr-llie a honra de mais um
j dia do Vossa Augusta presenca nosta cidade:
j Acolhe, m-:miou, o pedido "doslo povo phana-
Itisado pelo cu Monarcha, c que ainda quer ter
1 o prazer de Vos ver c Vos admirar.
! Ido a ierra stNiondeserabarcai.
Os penedenses vos espejara, e a coucessiio de
uma semclhaule graca sera recebida por elles,
como una tS[ioranca do pobro,,,c uma ventura
do infeliz, porque osla cidade jamis podeesque-
cer os dias de sua meter glora aquellos em
que V. M. I., oslando nello, demonstren ainda
urna vez ao inundo intoiro, que o ihpeiudoii
Don pbdro segundo, presidiado aos destinos glo-
j riosos do imperio do Brazil. aVixa por onde pas
I sa os vestigios de que ello a verdadeira ima-
i geni de Dos c no tena.
si:mioii. o povo do Penedo espera a Graca que
, a cmara municipal em seu neme lem a "honra
I de Vos pedir, e comando com ella agradecidos
! boijaiuos o augusta ma'o pe v. m. i. Anlonio
j Moreira hemos, presidente da cmara, Ignacio.
do llanos f.iile, Luiz Anlonio de Medeiros Lino,
i Andr da Sil .a I.emos, Joo do Souza Vieira, dns poneos o niingoados recursos de que dispe a
Anlonio Jos de Medeiros Bitlenoonrt. | irmaudade, tenrto concorrido ao fogo de vista, na
S. M. responden que senlia muito nao poder' ultimo noiie, croscido numero de; espectadores,
, i'omman-
daotedo corno de (lollcia e dos pedestres do Re-
cife, coronel Lobo, lente de mariuho Jarqnes,
oulras muitas autoridades c grande quaniiJuJ'
de povo. que se prestaram com o maior disvello
e promplidu em sultecarem o incendio.
En consequencia da diuVuldade de apagar o
geneio que all se achava depositado, fui neces-
sario demolir uma parte da Ctiborta dosso edifi-
cio, do propredade nacional. Um grande nu-
nero de saceos do algodao licou iunutilizado,
safando-so as domis.
Ainda sS horas da Bolle se continuava a tra-
balhar para a sua exllncoo.
Escrovem-Ros de Caruar, comarca do Bo-
nito, oni 12 do corronte :
Nao ha occorrido noviciado algnina nosle lor-
mo, apenas hontem, na oceasifio da fachina, cor-
to preso criminoso de furto de cavallos. lenlou
fugir lonoando-se aa acude, nao podendo reali-
sar a fuga por ser oitosluiuado as aguas o solda-
do que o guardava.
Hoiive festa de Nossa Sonhora da Conreico,
que estove boo, para estas localidades, vista
denOrar alm de 1. hora da tarde.
S. M. destmbarcou logo, e foi recebido cora
uma alegra frentica, com um diTitio de prazer
- extraordinario.
que foi avaliodo o quatro mil pessoas.
Esto cidnde, BMin os entendidos e nnligos
nella, nunca vio tanta gente junta, adimi,iiido
que no fosse pralicado acto algn do qual de-
Estando s no Penedo da osqiadrilha imperial vt'ssc temar canias a polica,
o vapor sipa; determinou o Sr. ministro do aupe-! Nao tenho mandado o prtCfl dos gneros,
rio que o lanhoiihena Igualemy, em que se porque tem permanecido os que unteriormente
achaca o Sr. chefe Barroso acompanhasse referi.
aquello. Na larde de 8 na occasiao cm que coaria em
A uma hora da (ordo oiTeclivonicnlc araborcou prooissao as ras desla cidade a imageni da Con-
S. M. no nieto das maiores dcmonslrflces do sau- cenjio, vase formando olas no frente do cruz da
dado, tcstcmuiihada por um povo inmenso, que i irmandade oilo cavalheiros, que conservaram as
se achava reunido na praia. NiVo mais aquella caberas roberas, ai.': quasi o rocolher da procis-
alegna expansiva que dilata a alma, un solem- ,sao, e que as tardes anteriores liuham corrido
no adeus, logninos verdadeiras porque parlam cavolhadas.
oa-ao, liuham subsliluido aquello emocu. Admiroi-me de semellianle ospeclacute que
As .1 liorrs a csquodrilha suspendeu na se- me desagrodou bastante e o lodos que o observa-
- guinlc orden : |T8m,
Caiihonhcia lgualemy como pavilho do che-1 Sogunda-foira, 26 do corronte, procipilou-
fo de divisao Borroso. se casualmenle da varnnda do segundo andar do
Apa com o oslandartc imperial.
DESPACHOS DE EXPORTACO l'I.L.v MESA
DO CONSULADO DES i A CIDADE NO DIA
27 DE DEZEMDtlO DE 1859.
CanalBrigue ingles Danlo, Johnslon Palor &
C, t.TlW saceos assuear mascavade,
MarsdlhaBarca francoza Andosa. Y. Sonva :
&C., 100 saceos assuear roascarado.
M.iiM'lha Barca franceza Amelia HcnrietTo,
P. Souvoge & C, OO snee is assuear mesca-
valo.
MarsclhaPatacheIrancez iGoorge, J.. Kcller
&.C-1 200 saceos assuear mas avado.
MontevideoPolaca sarda Mara, Viuva Amo-
rim cV lho, 200 blticas aasucar branco.
Lisboa Brigue porlilguez Tino, Viuva Mo-
reira & Pilh.eu saecds assuear bronco.
Porto z= Pai-idio portugus 'iDuque do Pon i ,
G, Carvalho \ C, 35 cornos espichados.
New-York Hiato americano Hary Ueleo,
W'batcly Forslcr &C.( 600 saceos assuear mas-
cavado.
RCFBEOORIA DI-. RENDAS INTERNAS
GERAES DE PERNAMBUCO
Rendimenlododia 1 a 26. 31*653 '
dem do dia 27...... 1:521 850
: 17!;9I2
CONSULADO PROVINCIAL
Rondimento do dia 1 a 26. 72 57G;-002
dem do dia 27. ..-*... <:90T$131
775488SI33
bem quiz depr a maravilha
.V Cacliocia de Paulo AUduso.
Maravilha do mundo, eiivossado!
Poi 'iit<> do Brasil, ou vos contemplo !
De Dos a unmensidade em ves esludo '.
De seu grande poder sois grande uxomplo !
sobrado, em que mora u Sr. Francisco Joao de
Barros, uma sua lilhinlia de cerca de quatro
anuos ; aqual suecumbio quasi instantnea-
mente.
Conformo nos constara parece que ossa cran-
um tilbo no gymiasio baha no, collcgio particu-
lar do digno Sr. Dr. Abilio, foi visitar o mesmo
collegio, e fez constar ao director quedo ento
em diante aeducacoodaqaelle joven correric por
sua con'a. iff. 4 j
Aracaj!, vapor u reboque de Sergige.
'iraj Qcou por sabir, quaudo a barra e
se manso.
i's 5 horas c 30 minutos chegavamus ao p
' tal ea borra, c liremosquo tendear ; porque o'go leve um presentiraonto do seu "prximo Bm ;
>t palrao-mor cm sua jangada fez signal de que i pois 110 dia anterior, opezor do sua tenra idade,
nao era mais possivol a subida. levo o lembranoa de pedir ao pai que a mandatso
Durante loda a noile o viraeao eslava fresca retratar,
por Sel NE, do serle qu quaudo sabio n Tomos a registrar mais duas morios casuaus
esquodrilha as8 horas da mauhaa seguinle por mete de ofogomenln : uma de nrn porluguez
[Ota 21), indo o Apa na frente, a barra eslava occasionoda pora o Recife, 00 ouira do um prolo
liiriodissima 0 encrespado. Os vapores levoram oscravo de un Sr.vBrilo, morador na ru da
mais de um quarlo de hora pora vencer os gros- Praia, o ambas resultantes de banhos que furam
sos cordoes do orrobentocoos, o a canhonlioiro I as victimas tomar
IguaHmp, em que me achava, embareou dous I Este segunda tero lugar na Cnpiinga, nppare-
mar s que lhe apagaram o fogo da cozinha, o cendo o corpo por obra das >J horas da tardo do'
se da Provincia milito pouco lempo depo.s de
fundado o Gemiieiio, deNOu-o era principio
iloconstiueio, que foi eontin113Ja.no lempo dos
seus succes-oros, sob a directa o da Cmara Mu-
nicipal desle Cidade.
A cuijis de se nao collocir no poriao do ce-
miierio o nomo do Sr. Honorio, nao polo ro-
cahir sobre o Sr. Jos Ment, que nao foto
inmediato successor daq>n lie .listineto estadista
A adminisiriKjao do Sr. Jos Bento foi precedi-
da pelas dos Srs. Souza Ramos, Victor Je Ol
veira, e Ribeiro.
(Juanete o Sr consellieiro Jos B.nio lomou
conla Ja presidencia mo tinha o cemiterio nem
capella nem rcgulamento. Reconhecend i fallas
tao sensiveis, S. Exc. iralou Je remedu-las
Como nao pou le obwr o auxilio de uma irraan-
d ido, tue foi debal le invocado, fez construir
cusa i'a municipalidade a elegante capella que
em lodo o imperio a me'lior JaquclU genero
Expedio o re{;ularaento Je 2 Je juiho Je 1854,
o em viriu.le Jelte ceniihuou o adminiurar o
cemilerio o Sr. Manoel Luiz Viraes, aiue;n o
raonorchista attnbue o progresa quo lera liJo o
estabelecirafiito : e cssira Jurante a presiden-
cia doSr. Jo- Bento, e sil a idffliuislrscjte do
Sr. Viiaes o que o cemiterio publico chegou ao
estado que admirara nacionaes e eslrangeiros.
A'vista disto, que muito que o norhe
do Sr. confeftliro Jos lenlo se lea na ca-
pella do cemilerio em franle de oulro dislico re-
lativo cmara inunicipai do Recife, cujo cofre
deu lodo o incremento a essa obra municipal ?
Note-se entretanto quo o nome Jo Sr. Jos
Bunio nao est inscripto para leinbrar o fundad ir
do cemilerio, mas si ni o presidente Sub cuj 1 aJ -
minislracao se fez a capella.
Onde queesi ahi a injustiga !
. O sic vos, non vobis Jo poeta lati
no pJe sor appcaJoa certos patriotas e pliilsn-
ihropos Je lingun, venladeiros egostas,q'-e que-
rem fazer a sua loria cora os resultadas obtidos
pelos esfurgos do outrera ; mas no ao Sr. con-
selheiro Jos Bcnlo, cujos servidos rapotlaniisi-
nios fui tos a duas provincias, sao ijo palpaveis,
que nao podero ( por mais que se queira ) ter a
inesnia serte dos versos Jo poela latino.
O amigo n'ausencia.
< Correspondencias.
SUHM QUIQUE TRIBUERE.
Srs. edacteres : Parociiiano da freguezia
do Santissirao Sacraraenlo do bairro de Sanio
Antonio, e morador no I. Jistriclo dola, fui um
dos que concorrero com o seu voto para ser
lehc jui de paz desse dbliiclo o Sr. Caelano guma e terceira eslampas. Q^su'spoasuid'oros,
Pinto de Veras pois, podem .1 presenta-las ao Ihesourciru dosta
Pesio que oanno era quo devia servir esse thesourario, c,,.o Ih'as trocar poi outras de d-
,. 1 1 1 V. versos valores. Thcsourana de Pcinambuco u
digno cidadao osseo 4. da legislatura, ou o que Je dczclll!)ro de 1^9.
vai combar de 186O, a nomeacao Jo Sr. Um- Joo Baplisla de Castro e Silva.
^ovimoilodo porto
Navio entrado no dia '27.
Cearfto portea intermedios6 dios, vapor brasi-
teiru 1/irtiinsii, commandanle o segundo re-
lente loa [iiiui A Moreira.
iVactog sabidos no nusmo dia.
Rio Grande do Sul Barca brasileiro tlaibiUe,
capio Jos Ferreira Pinto, caiga sal
e.ir.
Galverston TesasBarca ingleza Ploulinj ClonJ,
capito \V. Wsteel, carga fozcud -.
Rio do la llaiaBrigue inglez Ecerlon, capilao
Samuel Lengion, em lastro.
BabiaBrigue austraco Tcrgeslio, capitn A. G.
Tomech, carga parlo daquelrouxe de Trieste.
MaceloBarca ingle/a Indoo, capilo Kin, carga
a misma que Irouxe de Liverpool. Suspenden
do l.amarao.
MociiBrigue escuna d; guerra nacional Xing.
commandanle o primeiro tenente I. Nolasco
da Cunha.
Editaes.
! Joao Baplisla d Castro c Silva, offlcial da or-
dem da osa, e Inspector da thesouraria de
i'azenda de Pernambuco por S. M. I que Deus
guarde.
Pago saber aos quo o presente edilal viren que
em cmprimenio de ordem do tribunal do Inc-
souro nacional de 14 do novembro prximo pas-
sado se comeca a fa/er nesta ihcsouraria a subs-
lituieo das notas do 600u0 da primeira, s-
betelo Cuides de Mello, juiz do3. armo, para
inspector la ihesouraria du Rio Grande Jo JNor-
te ehamou mais cedo o Sr. Ycras ao exercteio
da magistratura popular.
O Dr. Francisco de Araujo Borros, jeil de dir ,
nlerino do segunda vara criminal da comarca
desla cidade do Recife, ele.
Paga saber que io lia 0 d*' Janeiro prximo
viudoiiro, s li) hora.- da uianhau, na casa da ca-
Hoje neis que es; a lindar o anuo do exerci-, mar municipal, lem de rcunir-se a fuuta revi-
lUcuio 'le cua ^'Ji a dos jurados desle tormo, e sao convidados
todos os interesados para que aprescutem suas
co do Sr. Yeros, venlu pt vthicnlo de sua
acrediKdv'fofhs, ron ler o Iribuio do b-im me-
rieidoelogio ao Sr. A oras pelo bem quo desem-
ponlKra seus deveics, congiatular-ir.c jjoni ns rna
meus comp.rorliisnos pela feliz escolba que li- '"'".'-^'ooX'd.zembro de 1850. Eu Joaqi.
zemos desse digno cidadao. Francisco de Paula Estoves Clemente, escrivao do
e Suumjeuiqua ttibusre: < elogieias aoSr. [jury o subscrevi.f'ra l jo Barros.
E par |ue chegue ao conbecimente do I
indei passar o presente, qtic ser publicado
/
MUTILADO
lUSiil


fV>
Pela aditiiiiibtrarao da nuxi (tu consulado
desla i idade >e faz publico, quo no din 31 do eor-
n rile, porta da mean, tocm do sor arremata-
dos ao m io da em ponto cuatro saceos eom fa-
milia de mandioca o um com milho, todos no
valor de S5f 150, os quaes foraui approhendidns
guarna Miguel Pereira Glraldes, por virera
do Mamangnapc pola barrara Conetiea deMara,
loeslre Mtnoel lavaros da Cosa, sera ;i respecti-
va guia A arremataran livro de direitos ao
arrematante, e os sarcos cima mencionados,
uclisin-sc depositados no trapiche do Cimba.
llosa do consulado de Pcruaniluico 2(j de de-
zenibru de 1859.O administrador,
Joo Xavier Cameiru da Cunha.
MARIO )K PKHNAMBf.0. QUAKTA FP.iRA 28 DE DK/.KMBRf> DE 189.
Para Lisboa.
D '.clarat'Ofs.
SiitNlelejca*ia da frrsrneKia de San-
to Antonio 5 de dezembro
de 1X5.
Achani-sc depositados tres cavallos que foram
encontrados pelas mas desta cidade : quera for
sens donos, dirijam-se a esto juizo, que dando
suas pravas, Ihe serio entregues.-Antonio Ber-
nardo Quinteirc, subdelegado supplenle.
= illm. Sr regedor do Gjmnasio manda
declarar aos piis, tutores ou corrrsponfienles dos
alumnos internos, que no dia 22 do corrente
principia o recolhimento das monsilidades, cor-
jespondenle ao primeiro quartcl do Janeiro ao
ultimo de marco do auno de 186>. Secretariado
Gymnasio 21 de dezembro de 1859 =0 secreta-
rio, A. A. Cabial.
Ouarto bataihao de artilhara
a p.
O conselho econmico do mesroo batalliao con-
trata o fornecimento de gneros alimenticio! pa-
ra o rancho de suas praras de pret durante o
nrmoiro semestre do anim de l>6U a sabor : as-
niascavmho refinado, arroz, ozeitc doce,
baealhio, carne secca, carne verde, caf em ca
roco, feijo prelo, farnha, lenhn, manleiga in-
glesa o franceza, pao de 6 e 4 oneas, loucinho
de Lisboa o vinagre. Qucm quizer fornecer
aprsente suas propostas na secretaria do dito
batalho at o dia 28 do corrente, adverndolo
que os gneros devem ser de boa qualidado.
Secretaria do bnlalhao na Soledade 20 de de-
zembro do 185.Heraldo Joaquim Correa, l-
ente servindo de secretario.
Pela subdelegada do Recito se faz publico,
que se achara rccolhidos a casa do delenco, os
seg'iintcs escravos:
taphael preto, fgido, cscraro do Sr. do cn-
genho Prisonlc.
Delphina, paida, que representa 2:1 annos, e
snppoe-se ser fgida do lugar de Tigirupapo, e
que foi presa com o nomo de Seraphina.U sub-
delegado, J. A. Borgta.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria do fa-
zenda desta provincia manda fazer publico que,
conformo se annunciou, nao tove effeilo no da
21 do corrente a arrematara) da parte do sobra-
do de dous andares na ruada Guia n. 2!), penho-
rada aos hrrdeiros de Antonio Ferrcira Dtiart-
Velleso ; e por isso lira u mosma arrcmalarac
transferida para o dia 7 de Janeiro do anno seo
Kuifilc. Secretaria da thesouraria de fazenda de
Pernambuco 23 de dezembro de 1859.O oflicial
maior interino,
Luis Francisco de Sampaio e Silva.
O conselho econmico do batalho de in-
famara u. 10, leudo de contratar para o forno-
' imento de suas pracas no pnmeiro semestre do
uno prximo futuro, os gneros alimenticios do
primeira qualidado, abaixo declarados, convida
ios senhores licitantes que quizerem fornecor
taes gneros, a apresentarem suas [impostas em
carta fechada na secretada do referido batalho
no dia 29 do mez que corre, s 10 horas d.-1. ma-
nhaa ; assucar refinado, arroz pilado, azoite do-
ce, baealhio, carne verde o secca. caf em ca-
rosso ou muido, farinhade mandioca (da Ierra',
feijo, manteiga franceza e ingleza, paos de 4 o
oncas, vinagre, assim como lenha em achas. Se-
cretaria do batalho n. 10 de infanlaria no Hos-
picio em Pernambuco 21 do dezembro de 1859.
Ore/ano Xavier de Olireira, lente, servindo
de secretario.
Novo Banco de Pernambuco.
O novo banco de Pernambuco reco-
lta as notas de sua emissao de 1<>| e de
20$, e pede aos possuidores das mesraas
o favor de as virem trocar no seu es-
criptorio, das 11 horas da manhaa ate
as 2 da tarde.
Pela delegada do 1. dislricto desta ci-
dado se faz publico, que foram apprehondidos
por andarem vagando polas ras sem conductor,
m arham depositados dous cavallos : quem se
julgar com direilo aos mesmos, appareea, que
justiiieaudo-o lhe seroentregues. Dclcg'acia do
3." dislricto desta cidade do ltecifc 2 de dezem-
bro de 1859.o delegado supplenle cm exerci-
cio, Penna Jnior..
O veleiro brigue nacional Tino, de primei-
ra classe, pregado e forrado de cobre, pretende
s.guir com muita brevdad,, tem parto de seu
r.uregamento promplo ; paia o resto que lhe
falta passugeiros, para os quaes tem acetados
coramodos.trala-se cora o seu consignatario Anto-
nio l.uiz doOliveira Azeredo, no seu cscriplorio,
ra da Cruz n. 1. ou com o capitn Manuel de
Olireira Barros, uoCorpo Santo.
i
! Para o Rio de Janeiro.
I O patacho nacional Julio pretende seguir com
muita brevidade, lem parte de seu carrogamento
prompto ; para o resto que lhe falla lrata-so.com
o son consignatario Antonio Luiz do Oliveira
Azevcdo, no sea cscriplorio, ra da Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro.
O veleiro brigue nacional Almirante pretendo
! seguir com muita brevidade, tem parlo do seu
(arregamonlo promplo e escravos a fete : trata-
! so cora o seu consignatario Antonio l.uiz do
i Oliveira Azevcdo, no seu cscriplorio, ra da
i Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro.
A lien conhecida barea nacional fJementina,
sabir at o dia 24 corrente, por torquasi cora-
pelo seu carrogamento : para o resto e passagei-
ros Irata-se com o capillo Jernimo Jos Tellos.
1 ou Guilhermc Carvalno & C, no seu escriptorio
i ra do Torres.
Para Lisboa.
Vai sahir por estes dias o brigue por-
tnftuez Iiolim, ainda pode receber al-
guma carga e passageirot ale o dia 2S,
para o que trata-se cora os consignata-
rios Carvalho Nogueira & C, ra do
Viga rio n. 9 ou com o capilo na praca.
u Sr.
nrcAlves Furto quena
dirigir-se a livrana n. G e 8 da praca
da Independencia, a negocio que lhe diz
j respeito.
coraciio e de
Cear, Acarac e
Granja.
O patacho nacional Anna, tem boa parto da
| carga prompla : a tralar cora Tasso limaos ou
i com o capilo Graciano Henrique Mafra.
Para o Porto.
Segu at o dia 23 do corrente o patacho
i/ue do Porro : para o rosto da carga e passagei-
ros, Irata-se na ra da Madre de Dos n. 34. Ro-
ga-sc aos senhores ca rogadores hajain de man-
dar os seus conhecimentos.
Para o Porto
sahir com brevidade o patacho portuguez Dit-
que do 'orlo, de pnpicira marcha : quem no
mesmo quizer carregar ou ir de passagem. dirja-
se a ra da Madre de Dos n. 34, a tratar com
Jos Antonio da Cunha & Irmo, ou com o capi-
lo na praca do Corpo Santo.
O palhabole Jom.r, segu para o Ass, f.ear
e Granja no dia Io de janoiro para o resto da
carga com Tasso Irraao ou com o capilo Do-
mingos llonrigiie Mafra.
I.uvas di; lida KscosMa paia boinem.
2 cavallos com lodos os andares desde baixo ale
osquipar.
Avisos diyersos.
l 01.1.Ki.lll \)l !S. S- DO B01 CONSELHO-
Ra do Hospicio n. 19.
Pre sa-se contratar um hornera d* 30 a 50 an-
uos, solloiro ou viuvo, para oceupar um cargo
imprtame neste instituto, preferc-se um sacer-
dote, a quem se garante urna capellana e algu-
ma das cadeiras, com tanto que rena a intelli-
gencia, moralidade e actividade, o qne provari
por documento : na primeira hypothese, garan-
le-se um ordenado de 500J a 600, alem de ca-
ma e mesa ; e na segunda do 1:000 a l:200an-
nualnionte : quera se julgar habilitado a preen-
cheresie cargo, dirija-se ao collegio, a tralar
com o director.
COLLEGIO BOK CONSLLIIO. RLA
DO HOSPICIO N 19.
Neste ostabolocimenlo precisase de professo-
res para as soguintos disciplinas : para a segun-
da cadeira de instrurc,o primaria, que compre-
ndido lingua nacional, historia do Brasil o no-
cesde goographia ; para as cadeiras do ins-
Irucco secundaria, italiano, sciencias naluraes ;
e para as aulas de commercio, arbitrios de cam-
bio, theora o pralka de escriilura(;o coramer-
cial, analyse dos differentes ramos do com-
mercio.
COLLEGIO DEN. S.DO ROM CONSELHO.
Ra do Hospicio n. 19.
Trecisa-so do urna boa cozinheira, a qucm se
oflorecn 25 monsaas.
Quem precisar do urna mulher forra, que
aabe cozinhar e engommar com muita perfeico,
dirija-so a ra do Yigario n. 20, terceiro andar.
Antonio Alberto de Souza Aguiar lem para
vendei em seu armazem na rua do Amorim n.
52, barris de 8. com o masa superior vinho do
Porto que se pode encontrar cm nosso mercado.
Desappareceu na madrugada do dia 23 do1
trrenlo, do lugar da C.ipunga, um cavalle ruco I
cardo. altura regular, com marca no lado direi- i
lo ; se alguma |iessoa tiver dello noticia; dirija- (
se a rua da Cadeia do Rocifo n 56, loja de forra-'
gons de Sampaio Silva & C, ou na rua da Ca- j
punga no sitio de Francisco Custodio de Sam-
paio, que ser bem recompensado.
Aluga-so urna escrava nara o serrico do-
mestico : na rua da Roda n. 23, das 6 s 9 ho-
ras da manha e das 4 da tarde em dianlo.
Na rioitc do dia 25, pela meia noite, foi
atacada urna casa na rua das Triucheiras, oslan-!
ao a lamilla dormindo, quando acordou achou-se | metiendo um crime, crioulo, alto bstanle es-
cora o ladrao dentro de casa, c po!o3 gritos que paduado. reforcado, pes cora cravos, que c'usta
meu escra-
ala, lavadei-
iinhas escravas.
Iludo, cislelhando, e para nao ser visto, apagou o nina muala forra, riuva, cosluma trabalhar
az, e gritando-so soccorro, nao apparecoram \ polos sitios da Ponte de L'choa, occullo, e
O r. Cosme de Sa' Ferei
'de volti de su viagem insti ucti-i
i tiva a Kuropa continua no exer-f
Scicio de sua proissao medica.
Da' fonsuitas em seu escripto-j
rio, no bairro do Hecife, rua da
[Cruz n. 53, todos os dias, menos)
nos domingos, desJe as'6 liora!
(e as II) da manhaa, sobre o!
seguintes pontos :
1*. Molestias de cilios
I. Molestias de
pcito ;
5-. Molestias dos igaos da gera-
cao, e do anus ;
4-. Praticara' toda e qualquer]
operarao quejulgarconvenien-
te para o resta belecimento dos
seas doentes.
O exame daspessoasqueocon-
Isultarem sera' feto indis ti neta-
mente, e na ordem de suas en-
I tradas; fazendo excepcao os doen- i
I tes de olhos.ou aquellesque por
motivojustoobtiverem hora mar-
cada para este m.
A applicacao de algims medica
meutos indispensaveis em varios!
jcasos, como o do sulfato de a ti o-1
I pina etc.) sera' feto,ou concedido I
gratuitamente. A confanra que I
nelles deposita, a presteza de sua !
iaccao, e a necessidade prompta
| de seu emprego; tudo quanto o
jdemove era beneficio de seus
doentes.
Aviso.
Fugiram os meus escravos : Pacifico,
NICA, VERDADEIftA
GITIMA.
Aos seobores de enyenhos e aos plan-
tadores de r apim.
SALSA PAMUIJIt
Na Cabanga junto aomotadouro publico,om urna
fabrica que ali se oslabeleceu, reode-sn sangue
de boi reduzido a p para servir de exlrume na
planlacao das cannas de assucar por mcio das
corolas, cujo sjslema de plantario ser ensinn -
do por um folheto, que all se distribuir a quem
comprar mais de 20 arrobas. As experiencias j
fcitas nesta provincia e em algumas parle s da
Europa ; garanten) o bom resultado, que se pode
obter da applkaco desse exlrume o meis pode-
roso do todos, nao s para a canna, como tam-
bero para o capim. Este exiruroe tora a proprie-
dade de desenvolver a vegclaco da canna cora
urna torga tal, que no fabrico do assucar vai a
produzir o tripulo de assucar. que poderia pro-
duzr sem o em prego delle : e e quanto ao ca-
pim. que hoje jh objecto de grande inleresso,
j tal a influencia, que na baixa que derdouscor-
Hemedio som igual, sendo reconhecido pelos les de capim em tres mezes, com a applicaco
j mdicos, os mais iminenles como remedio infal- do sangue pode dar qualro do muilo bom capim e
I lirel para curar cscrophulas, cancros, rheumalis- | abundante. Adverte-ae aos pretondenles, que o
mo, cnformidados do ligado, dyspopsia, debili- sangue assim preparado pode ser conduzi'do em
I dado geral, febre biliosa e intermillcnlo, enfer- saceos : quem desejar tirar o maior resuilado de
raidades rosullantes do emproso de mercurio suas planiaces, procure na fabrica da Cabanga
ulceras c erupeocs que resultara da impureza do '
sangue i
CAUTELA.
D. T. Lanman & Kcmp, droguistas por atacado '
New lork, achara-se obrigados a prevenir o res- ;
peitavel publico para desconfiar de algumas lo- I
nes imitacoes da Salsa Parrilha de Bristol que \
hoje se vendo nesle imperio, declarando a lodos |
que sao olles os nicos proprietaiios da receila
do Dr. Bristol, teudo-lhc comprado no anno de
1090.
Casa nenhuma mais ou pessoa algu
Bristol*
acha-se so-
LICES PMTICAS
DE
cora o iaarao uentro ecasa, o pel03 gritos que paduado. reforcado, pos cora cravos
se deram, evadi-seo ladrao pola porta da rua:' andar, bonita figura, moco, lem pai
na noite do dia 26, pela una hora, pouco mais ro, e mai forra por iinme Mara mu
i Ou- ou monos, lornou atacar, sondo ento pelo te- ra, lem mais tros irmaas, duas minh.
Precisa-sc fallar indubiia.elmonte com o
Sr. Joao Jos da Costa Santos : na rua da Cadeia
do Recite n. 40.
Ordem terceira do Gormo.
0 secretario actual convida aos nossos charis-
Rocifo 28 do dezembro de 1859.
Manoel Jos de Castro 6mm*rt$
Secretario.
queda
cayallo, mogo e bonita figura. Bonifacio, cri-
oulo, bem prelo, muilo feio, com muilas marcas
do bexigas no roslo, quando falla nao olha para
as possoas, tem urna costura na frenle do peito,
e alio, reforjado, canooiro o tijoleiro, est com
beca rapada, vestido de calca e jaquela de
engenho
nrique Pop-
tocou em
cujo onsenho perlencc hoje ao Sr.
Francisco Joo Carnoiro da Cunha. Protesto
Dr.
Aviso*
Leiloes.
Avisos martimos.
= Para o Aracnty sabe iraprelorivelmente na
- guinte semana o hiele nacional eExhalacao* :
para o restante da carga c pasHgelros, Irata-se
rom Gergel Irmaos cm seu escriptorio, na rua
da Cadeia do Recite, pnmciruindar n 2b.
ara o Rio de Janeiro
s"3!;e com muita brevidade. per 1er parte da car-
ga prompta, o hiato Artista', para o resto que
lhe falla, e passageiros, Irala-se rom Caelano
Cynacn da C. M no lado do Corpo Santo n. 25.
REAL COIPASMA
DE
Pojiieles iiigiczcs a vapor.
At o dia 30 deste mez espera-se da Europa
mo dos vapores desta eompanhia. o qual depois
da demora do costuran seguir para o Rio de Ja-
neiro, locando na Rahia: para passagons etc.
Irala-sc cora os agentes Adamson llowie & C.
ru do Trapiche Novo n. 42.
A barca nacional Imperaris Vencedora, de
primeira marcha, pregada o forrada de cobre
B para o Dio do Janeiro com muita brevi-
rocebe ainda alguma carga : trata-so com
signatarios viuva Amorim & Pilho, ta rua
>i o. \">, ou com u capilo uu praca.
O agente Pestaa continua a eslar aulorisado
pela coraraissao liquidataria da oxlincla socieda-
de de iaeo e lecidos do algodao pira vender o
restante do terreno do sillo da mesma sociedado.
Os [irelcndenlcs podom dirigir ao armazem da
rua do Vigario n. 11, a qualquer hora do dia a
entender-se com o diro agente.
LEILAO
DE
Diversos objectos.
Quai-la-fcira 28 do corrente.
PELO AGENTE
PESTAA.
O referido agente far loilo
i queuj perlencei
no armazem do Sr
or conla e risco
oras da manhaa
raujo no Forte do Mallo
DE
13caixas com podras marmore para mesas, con-
solos c lavatorios.
15 quai tolas rom excellcnle cognac.
1 fpa com dita dito.
34_harrisrom dita dilo.
16j raizas com genebra de llollacda.
96 dilas com whiskey.
Que ludo ser vendido cm lotes a vc-utade dos
compradores som reserva de preco.
No dia 27 do dezembro de 1859 ausentou-se da
casa de seu senhor a escrava Gertrudes, crioula,
idade 30 anuos, pouco mais ou menos, eslatura
regular, roslo redondo, beicos grossos, com falta
do denles na frente, pescoco curto, com algu-
mas marcas de bexigas pel corpo, levando um
vestido cor de castanha, usado, e panno da cos-
a : roga-se as autoridades e pessoas do povo,
de se servirem capturar o o ronduzir A Capun-
ga, casa do Sr. Jos Vieica de Figueiredo, .011 o
Boa-Visla. rua da Soledade ou Progressfli, sitio |
proceder contra quem os asvlar ou empregar em
seu servico, pois lendo o Pacifico commetlido
um crime, deve ser punido : quem os pegar,
lere-osaomeu sitio da estrada do Anaial, ou na
otaria da rua do Cotovello, n.ue pagarei lodas as
despozas. Maccelino Jos Lopes
Aluga-se parte de um primeiro andar para
escriptor, ou pessoa sem familia, na rua do Vi-
gano : a tratar no deposito da mesma n. 29.
^Ama.
Precisa-so de urna ama forra ou captiva para
cozinhar ; na rua do Imperador n. 12, segundo
andar.
- O Sr.JMaximino Narciso Sobroira de Mello
do Sr. Vicente Jos de Brito, ou a rua daCadeia i q Pira n,andar ('u *f rua das Cruzes n. 36,
do Recife, loja de ferragens n. 44, que serio r-;l)nmeiro ondai. chaves da casa em quo o
compensados. jr.esmo senhor tem morado iillimamenle era 0-
liuda, pois a proprietaria della nao pode por
mais tempo soffrer empates no'luguer do seu
predio. 1
Compra-w urna escrava que -zinhar
o engommar, cque tenha boa conv. c. : quem
del'a quizer dispr, dirija-se a rua d.i Cadeia do
Recife, loja de ferragens 11. 44.
Compra-se para urna cncommenda una
casa terrea no bairro de Santo Antonio ou Boa-
Vista, que estoja em bom estado e que tenha
bons commodos para urna familia : a tratar na
rua da Prnha, armazem n. 6.
Vcnde-sc um bonito escravo, bom ganha-
dor de rua e ptima enxada ; na rua
11. 82.
Vende-o urna casa lorrea no becco de Joao
Francisco n. 11, que faz esquina para o becco do
Capim, com bastantes commodos, terreno pro-
prio, cacimba independente ; a tratar na rua das,
Trlncheiras, sobrado de um andar n. 24. Paga-sc bem a quem quizer ser ama do urna
Vende-se una escrava parda, de idade de i ca,a de ,res pessoas : na rua Nova n. 35.
20 anuos, de bonita figura, com algumas habil-l Prccisa-se de urna ama que saiba coser
dados : na roa Dircita n 123. I engommar com porfeicao, para una casa estran-
Vendeni-se dous sitios nos Afogados, enm 8r'ra : quem estiver ueste caso, pode apresentar-
arvores fructferas, boa agua e baixa de capim,) fe "a rua da Cruz a 9, segundo andar, que ser
bem retribuido.
= Fugiono dia 8 do crvenle dezembro um
prelo bstanle fulo, crioulo, do nomo Geraldo,
de idade 40 oanlos nnnos, de estatura regular,
com muilos signaes de talhos na cabeca, aleija-
do nos dedos da mo direita de um corle que
soffrcu, que nao estende os dedos, muilo jo-
coso, fingindo-se maluco, deilando malambos
1 Praia n0 cnaP^ e 1uasi sompre anda do alpercatas
nos ps : quem o pegar, leve a padaria da rua
dos Guararapes em Fora de Portas, que ser re-
compensado.
Ama.
ntmm
Variado leilo.
Qiiinla-Vira 21> do corrente.
NO ARMAZEM DO AGENTE
retirase pera a
um cavado cnslanho bom andador : na rua da
Viraeo, loja de marcineiro.
* Vende-se I
Camisas ingUzas finas.
* No armazem de Arkwrght & C.
Je rua da Cruz n 61.
Vendenwe no Forle do Mntlos, rua da Morda
__"*wSSS?^<5i5iBlf i>. 23, saceos com farelodc Lisboa a 5600, e fa-
Aende-se um cavallo de bonita ti ""ha dj mandioca rauito fina e aira, pelo dimi-
t ura ecom todos OS andsrPS. nrnsarml "u, Pre de6 sa-
Carlos Marin e Alfredo Dreux, retiram-se
! para o Rio de Janeiro.
Gustavo Massot retira-se para Macei.
Prccisa-se de urna ama de meia idade, para
! cozinhar para tros pessoas: na rua do Rangel
, numero 6.
I Madame Merlino Rclter
1 Rahia.
Alfenco.
ares, proprio
para urna senhor;, para ver na rua da
Roda, na estribara do Sr. Paulino e
para tratar na rua Nova n. 4i, loj*.
Farinha de mandioca.
Na rua da Cadeia do Reciten. 50, primeiioan-
Altenco.
A conipaiiliia do gaz pedetn
aos Illms. Srs. assignautes quo
ar, vende-se excellentc farinha de'mandioca em 1 il VCrClll fffl/ COMofadn I1A* coila
accos grandes 6g, e desembarcado ha poneos; & wuui.ttuuuus^it
arraazens, lojas ou casas par-
ticulares que quando no mes-
ESCRITA C0MIY1ERCIAL
Por partidas dobradas
E DE
11ITII1TICA
011 pessoa alguma tem
direilo de fabricar a Salsa Parrilha de
porque o segredo da sua pi
yZ^JSX^&SVi!Rua Nm 1l l5'Se9Und0 andar:
binacoes de drogas perniciosas, as pessoas que' VWMn drlMedelros, escriturario da
quizerem comprar o verdadeiro devem bem ob- thesouraria de fazenda desta provincia competen-
servar os seguintes signaes sera os quaes qual- lemenle habilitado pela diroctoria da' instrueco
quor oulrapreparacao falsa '.
Io O envoltorio "de fora est gravado de un
lado sob urna chapa de ac, Irazendo ao p as
seguintes palavras :
D. T. LANMAN & KEMP
sol; agents
A. 69 Water
Street.
IX cw Yovk.
do outro lado lera um rotulo em
dos pro-
------.trueca
publica para leccionar anthmetica nesla cidade
lem resolvido juntar, como complemento do seu
curso pratico de escritaracJM por partidas do-
bradas, o ensino de contabilidade especialmente
na parte relativa a reduccao de moedas ao cal-
culo de descontse juros simples e corapostos,
conhecimcnlo indispensavel as pessoas que de-
2o O mesmo
papel azul claro com a firma e rubrica
prielarios.
3o Sobro n mlha acha-se o retrato e firma do
inventor C. C, Bristol cm papel cor de rosa.
4o Que as direces juntas a cada garrafa tem
nma phenix semelhaule a que vai cima do pr-
senle annuucio.
DF.POS1TOS.
Rio de Janoiro na rua da Alfandega n. 89.
Bnhia, Germano & C, rua Julio n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum
Ai Corapanhia rua da Cruz 11. 22.
XTTTTVTTT TTTTY z 1 rrT-JTTVTTTT*
t DENTISTA FRANCEZ.
. Paulo Gaignoux, dentista, rua das La- 3
** rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e *<
Z p6 Santifico. >
FOLHINIIIS PAR i 1800.
Estao venda na livraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 c 8 as folhinhas para 1860, ira-
pressas nesta t vpograpliia, das seguintes quali-
dades :
F
OLIIINIIA RELIGIOSA, contendo, alera do
kalcndario e regularaento dos direitos pa-
rochiaes, a conlinuaco da bibliolheca do
Cristo Rrasileiro. que se compde. do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hymnos ao Espirito Santo e
a N. S., a imitarao do de Santo Ambrozio,
jaculatorias e commomoracao ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo", exercicio da
va-Sacra, direclorio para orarao mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. coraco de Jess, saudacoes devo-
tas s chagas de Christo, oracc's a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, responco pelas almas, alm do
outeas oraepes. Preco 320 rs.
ITA DE VARIEDADES, contendo o kalcnda-
rio, regulamento dos direitos parorhiaes, o
uma collecfo de ancdotas, dilos chisto-
sos, contos, fbulas, pensamenlos moraes,
receitas diversas, quer acecca de cozinha,
quer de cultura, e preservativo de arvores
e fruclos. Prejo 320 rs.
ITA DE PORTA,a qual, alm das materias do
costume, contm o resumo dos direitos
parochiaes. Preco 160 rs.
iluga-sepor torio preco urna ex-
cellentc casa na Cachengi\ com
os commodos para se pastar a festa
com banho por detraz: na rua
sejam empre?ar-se no commercio ou que j se
acham nelle eslabelecidas. A aula ser oberta
no dia 15 do Janeiro prximo Tuluro s 7 horas
da noite ; e as pessoas que desejarem malricu-
lar-se podero deixarseus nomos em casa do an-
nuncianle al o mencionado dia.
Eugne Glicquol a Reims.
Adverte-se ao respeitavel publico de
Pernambuco que o nico deposito de
sua champagne para a provincia de
Pernambuco em casa de J. Praeger &
C, rua da Cruz n. 11.
Moleque Fgido.
100,^000 de gratificacao.
Roga-se aos capites de campos, e a toda e
qualquer autoridade a apniehensio de um mole-
que de nome Macoel, crioulo, idade 12 annos
pouco mais ou menos, o qual fugio da casa do
abaixo assignado no dia 30 de oulubro do cor-
rente anno, levando calca de cor, carniza azul,
chapeo de palh oleado e o maior signal soffrer
do asinina e a pouco estevadoenie de bexigas ;
desconfa se que esteja aceitado por algum esper-
talhao, que se queira aproveitar de sua pequea
idade para o seduzir, desde j prolesta o mesmo
abaixo assignado de cahir sobre dilo larapio com
lodo o rigor da le, e gratifica da maneira cima,
aqutlle que lhe der noticia certa, e p.-.ga toda
des|>eza que se fizar com o mesmo moleque para
se effectuar dita aprehenso, levando rua Nova
n. 21. Francisco Jos Germano.
Joaquim Francisco Torres rclira-sc para o
Rio de Janeiro.
Attenco.
Sa rua Nova n, 35. Tende-se milho muilo no-
vo, a dinheiro vista, pelo baratissimo preco de
4$500 a sacca. "
Manteletes de bom
gosto.
Superiores manteletes de seda pretos bordados
1 : cora duas e Ires ordens de bico. dilos de tilo prc-
toaob (o : nos qualro canlos da rua do Queimado, loia
sta e do sobrado amarello n. 29, de Jos Moreira
detraz : na rua Nova I LoPes-
loja do louca defronte da cocheira d ^*ISTS#e!SSSffl#&SS
Adolplio. que licaram por fallocimento de meu pai o coro-
C1AA AAA I nel rrancisco -lacintho Pereira, nao pode vender
VIH I I II II I nem por maneira alguma dispr dos dilos bens
^,v^,-/v'vr I que se acham embargados pelos herdeiros do
Gratifica-se com 3 quanlia cima, a auem a Kri,mo.iro rnatiiraonio al decisao do Tribunal da
aprehender a escrava Maria. parda do idade 28 i *& 'JOS SulqS SSrt
annos pouco mais ou menos, com os signaes se-,111o pelo dito inventarianle foi feito. Recife 24
guintea : cabellos bsslanies crespos, denles lima- dc dezembro de 1859.
D
cousa corcunda,
Manoel Jcinlho Pereira.
Cruz d. 11.
da
sa
dias.
COSPASHIA BR&SL1EIRA
di:
I) vapor Cruzeiro do Sul, cororaaudanlo o
capilo dc mar e guerra Gcrvazio Mancebo, es-
pera-se dos porlos do noite em seguimento nos
do sul ale o dia 31 do corrente mez.
CQMPANHIA BRftSILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
O vapor Paras., commandaaUs o capilSo le-
le Torrezo, espera-so dos porlos do sul
1: seguimento aos dc norte at o dia 31 do cor-
rente mez.
Recebe-sc desde j passageiros, frele dc d-
' 1 1 r. ommends e engaja-se a caraa que
" izir, sendo os volumes dcs-
' u antecedencia at a vespera de
8ua ebej I 1 -, rua .:;. Trapiche a. 40.
O referido agente expona venda em leilo no
dia o lugar cima designado por conta do quem
pertenec- em lotes a vonlade dos compradores
Sem reserva de prego c ao
correr doniartello
assegninlcs mercadorias que devem fazer conta
a qualquer concorreiite
Tapetes de lia para forro de sala.
Camisas de l de cor compridas.
Saceos o malas de la para viagem.
Cobertores dc laa de cor proprios para militares.
Meias de laa do cor.
Capachos de palha ingleses.
Helas inglezas de bezerro.
Ilotas de borracha largas para montara
Ha bus francezes.
Calungas de borracha muilo bonitos.
Moinhos para moer caf.
Pumo americano em caixinhas de 20 libras cada
uma.
Arreos inglezes para carros, obra de gosto e
limito bcra acabados.
Principiar as 10 horas da manhaa.
LEILAO
Quinta-fe ira 29 do correute.
NO ARMAZLM DO AGENTE
occasiao do lelo j annunciedo paro
da cima designado o referido agente vender
Camisas inglczas as mcUiorcs qne tem rindo
esle mercado.
Mcias para scchora.
I =z Vende-se cera de carnauba de superiorqua-
| lidade, e um reslo de velas stearinas : a tratar
na rua da Cadeia do Recife n. 50, 1. andar.
I Brilhantes |
1a.117i/ do Crcspo-NAl
JEJ Jos Nuria da Silva Lentos so-
l ci dc Julio Luljc &C.,ncg;ocian-
H les importadores de joias no Rio
M de Janeiro, tem a honra di-par-
ar ticipar ao respeitavel publico
* desta capital qne se aclia nu casa
h$ cima meucionada com uma lin-
H da exposico de obras de bri-
|| Ihantcs do mais apurado ^osto e \
qualidado, constando de ricos
diademas, fitas, collares, pulsei-
ras, broches, bixas e argolas,
|| brincos, ancis e alfiuetcs, cru-
|| zes e los de grandes perolas, s
commendas e hbitos de di ver- l
P sas ordens e differentes obras tu-
^ do de brilhantes c pedras finas. 1
^ sendo tudo vendido, afianzado e
|| por piceos commodos: na rua do |
S Crespo n. 11, segundo andar. SI
Tambcm se presta a mandar
| qnaesquer objectos a amostra S
Cal de Lisboa.
11 Desembarcada ha pouecs dias, e per n. nos do
Ijuetm cutra qualquer parte : na rua da Cadeia
.c'. r.icifcn, jO. prnaciro aedar,
dos, corpo grosso, alguma
principalmente quando anda, com um signal ,~ Plisase alugar uma escrava que nao lo-
preto na parle inferior do beico, testa pequea.! !! ''l'l0S,,para s,errii inlerno c externo de
ii.nC .,rQic vn-, j pe {uoiib, ma p,,, j,, pouca fnan|ia na rua d Caldeiret-
olhos pretos, boca grande, costuma a nr-se lo-; ro n. 44.
Jas as vezes que lalla, e lem falla de um dme! | n ti fi
na frenle do queixo inferior, foi seJuzda por ,1 PPIOO'PP A; | PllO fl
Eufrazio Francisco da Cunha, cx-soldado de *' ttCI U<,
linha, com quem saliio, no dia 23 de dezem-
bre, as 6 horas da larde, o qual tem os signaes
seguintes, caloclado, cabollcs crespos, ollios;
grandes, altura regular, e tem em um dos ps | Recebciam ltimamente :
falla do dlo mnimo, o incsmo soldado leva Vinho muscatel mottssen de superior
tira passaporle falso em que moslre ser casado, qualitlade.
quando solleiro, da bstanles proras para se Champagne de Eugene Clicquot.
suppr, quepaniramemuma harcaa, que se ] Biscoutos inglezes e hamburPiteze?.
dirigi para Alagoas ou Macelo, quem appre- j A<'iia de Selle
hender leve a rua di Imperatn'z outi'ora Aterro ufnun jb ii'a~ i i r^
da Boa-Visla n. 36 I. andar. lVmho df Bo^eaux, ehateau lafitte. la-
AMA DE LEITE. 10?e' 'fOWllle.
Precisa-se de uma ama de leile.paga-sc bem : O'teijos da Suissa.
na rua da Cadeia do Recife n. 4 i l)ifns lonrlrinns
ino acontecer haver nualouer ~ Fusio B :^um dias da Msa da "v Mifnitr ;.....^ i si-mhargador Rebollo a negra l.u/.ia, dc narao i ,
ll, qUClldin participar Longo, com 30 o tantos annos de idade, cor "fu- Lrvilhas, metas e quartas.
la, altura regular, lera era um lado do rosto uma Mustarde dc fraurer
cicatriz, costuma vender fructas ; qucm a entre- \ u".a,ae aL uzei.
cJ por escripto a pessoa que es-
tiver encarregada do deposito
na rua do Imperador 11.11 das
f> horas da manhaa at 6 da
tarde ou na rua das Cruzes u.
9 (loja) residencia de um dos
machinistas antes ou depois
gar na casa da dila senhora, roa dos Prazeres, Ameivas em latas.
sera generosamente recompensado.
Alienen.
Sardinhas cm meias tatas.
I! il-mra decimacs.
! Velas stearinas.
Pcrdeu-se na madrugada de2S do correm>, ao Charutos de Ha vana,
sahir da missa do Carmo para a na de Santa Prutas em fraseos.
Isabel, uma pulseira de ouro : qucm a tiver Tnf. .m nl^n |a(a Aa ;> ti
achado. levando a rua da Cadeia do Recife n. 33, ... ,em 0le,0' IataS de ~ l,bras-
sera bem recompensado. ''Alvaiade em barril.
goes
devem ser ieitas no escripto-
I rio dos Srs. Rostron Rooker &
.-, excepto no caso de nao se-
remattendidos por qualquer
dos primeiros en car regad os a |S
recehe-los.
Fabrica do gaz 22 de de-
zembro de 1851.
m
N.4 RIA D4IMPERATRIZ % 27
MM W TU8IB M
Higo en afeaiso assignado, que deisei de ser
caixtiro do Sr. I.ourenco Puggi no d^a 24 do
crreme mez, e agradeco ao mesmo senhor o
bom tratamento com que se di^nou dar-me du-
rante o lonipo que tui seu coixeiro. Hecife 24 de
dezembro de 1859.
Joaquim Jos Pereira da Cvtiha.
Jos Antonio ternandes. subdito Portuguez,
ictira-so paro fura da provincia.
Antonio Lepes Pereira di Mello, ubdi
rertuguez, vai ao Re dc Janeiro.
ha
rX/& gra"le
vender ricas mobilias de Jacaranda e dc mogno
! pequeos, assim como muilos trastes avuljos '
pedra marmere
BB seg>:re c limno
ricos \idros de espelho
na mesma loja se (azem
Italia e se poe na
rdida lorna-se ou-
. de alabastro e .idros de t, das asquai^de tor^^'f1^^
como o estado pnmitivo.
:_ cortinados para camas eianellas. lara-se chapeos dc palh alia da I
^ ultima moda, lara-se lamben, a palhinha das mobilias a mas en a
W ion f/ no" Pcis.o as mandar pintar, limpa-se e gr.
:.N^ pedr.( marmere, de alabastro c \idros de i, ,! .-.c niiJ,^.c >,.,?-

/"

MUIUADI
-m



DIARIO DE PERNAMBUCO. QUARTA FEIRA 28 DE DEZEMBRO DE 18J50.
i
Precisa-se alugar alguns prelos tstravus
por mez ou por das, pode-se dar sustento, caso
convenha ao seuhor: na liviana n. 6 c 8 da
r> aja da Independencia.
i*8SftKi9!s
Guarda-livros.
KEMPIntjey^york
PILULAS VEGETAES
ASSUCARADAS
NEW-YORK.
O MELHOR REMEDIO CONHECWO
Centra constipaces, ictericia, affeccots do fijado,
febres biliosas, clicas, indigestes, enxaquecas.
Hemori hoidas, diarrhea,doencas da
pelle, irupcoes.e todas as enfermidades,
PROVENIENTES PO ESTADO IMPERO DO S.vXGEE.
75,000 caixas deste remedio coiisoromem-se an
cualmente !
Remedio da nalureza.
Approvado pela faculdado de medicina, e re-
commendaao como o mais valioso catrtico re-,-
getal de todos os conhecidos. Sendo estas pilulas^atfier, pelos menores precos possiveis, e passara
lina pessoa com bastante pratica de escriptu-
raca mercantil, otTerece-se para tomar tonta do
qualquer escripia por partidas dobradas : quem
[iretender. dirija-se a ra da Cadeia do Recife,
oja n. 55.
Traspassa-se o arrehdamonto de um en?e-
nho distante desta prara duas legoas, vende-M'
una arle no mcsnio engenho, machina nova
vapor, distilaeao nova e bem montada, 22 bois
deJcoma, seis quoiiuos, algumas obras, sallra
Slantada, ele. etc. ; Irala-se na ra do Crespo n.
3, leja.
Precisa-se fallar com o capitao
Ovidio Goncalves do Valle a negocio de
seu inteifsse : na ra da Cruz arma-
zem n. 61.
Aluga-so um sitio na Torre, com baixa de
capini : a tratar na ra estreila do Rosario B. 26,
sobrado de um andar.
Precisa-se de um boleeiro para cabriolet .
a tratar na ra estreila do Rosario n. 26, sobrado
de um andar.
= Precisa-se de urna rasa de sobrado ou ter-
rea nos bairros do Recife e Sanio Antonio : a
tratar na ra do Trapiche n. 8.
= Em casa de Roslroa Rooker & C, na pruca
do Corpo Santo, aluga-se una casa no bairro da
Boa-Vista, ou na Soledadc ; aOonca-sc o bom
tratamento e limpeza.
Scrapliim & Irmao.
i:na do Cabula, loja de ourivos
n. II,
esquina que fica em frente da ra
Nova e paleo da matriz
Fazem publico que estilo constantemente rece-
bendo da Eur pa as mais era moda e mais deli-
cadas obras de ouro, as quaes dao para esco-
nuramento vegetaes, nao contem ellas nenhum
veneno mercurial nem algum outro mineral ;
esli bem acondicionadas em caixas de folha pa-
ra resguardar-se da huroidade.
Sao agiadaveis ao paladar, seguras e efiicaze
em sua operaeao, e um remedio poderoso para a
juventude, puberdade e velhice.
Lea-se o folhetoque ncompanhacada caixa.pelo
qual se litar ronhecendo as multas curas milagro-
sas quelem elTecluado. D. T Lanman & Kemp,
droguistas por atacado em Nova York, sao os ni-
cos fabricantes o propietarios.
Arham-se A venda era todas as boticas das prin-
cipaes cidades do imperio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra da Alfandega n. 89.
Baha, Germano & C, ra Julio n. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soum
& C, ra da Cruz n. 22.
Jos Antonio Moreira Dias & C, continuam
i receber por todos os paquetes de Europa un
lindo sorlimento de obras de ouro, diamantes e
(minantes: a tratar no seu escriplorio, ra da
Cruz n. 26.
Aviso ao publico.
I). Joao Nogueis, dentista faz saber ao publico,
que se mudou da ra larga do Rosario para o
Recite, becco do Abreu n. 3, primeiro andar.
Manual de con tas feilas
para compra e venda de assucar, algodiio, couros
e maisobjectos.de peso, obra muito til para te-
das as pessoas que negociam com ditos gneros,
e para os senhores de engenho: pois com um
lame de vista podem saber o importe de qual-
quer porr-o de arrobas e libras ; 1 volume'bem
encaderrirtdo por 5J000: vende-se na livraria
econmica, defronte do arco de Santo Anlonio,
ra do Crespo n. 2.
Curso de preparatorios.
O bacharel A. R. de Tojres Bandira, profes-
sur de geographia e historia antiga no gymnasio
desla provin-ia, contina no ensino dos sguintes
preparalarios: rhelorica, philosophia, geogra-
phia, linguas franecra e ingleza ; na casa de sua
residencia, ra larga do Rosario n. 28, segundo
andar.
= Precisa-se alugar urna escrava para o sor-
vino interno e externo de urna casa, assim como
tambera um eseravo : na ra da Santa Cruz n. 66.
cuntas com recibos, as quaes rao especificadas
a qualidade do ouro, tanto de 14 como de 18
quilales, do que ficara esponsaveis.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva
para o servico de urna casa de familia, c que se
preste a comprar c a sabir a ru cm objectos do
servico : na ra larga do Rosario n. 28, segundo
andar.
COMPANIIIA
ALLIANCE
Eslabelocitla era Londres
ip'siipiaa
DE FERRO SOLUVEL
DE LERA!
Doutor em sciencias, inspector da academia, professor de phai-macia, official
da nniversidade de Paris, etc., etc.
Approvado pela imperial academia de medicina do Mi de Janeiro e
escola medlco-cirursico de Lisboa, etc., etc., etc.
As summas vantagens que os mdicos tern ti-
rado, cm todos lempos, do ferro, e o crdito ge-
ral de que esta subslancia gosa como um dos
m
UfcUulOaAS t l>rALl.lVLls.
E*
JLOTE1I
O Sr. thesoureiro manda fazer pu-
blico que se acham a venda todos os dias
diis 9 horas da manhaa as 3 da tarde,
no pavimento terreo da casa da ra da
Aurora a, 26 e as casas comiuissionadas
pelo mesmo Senhor thesoureiro na pra-
cafc da Independencia n. 1 \ ei6, os
bilhetes e meios da ultima parte da ter-
reira e primeira da quarta lotera do
Gymnasio cujas rodas devero andar
impreterivelmente no dia IV de Janeiro
do nano prximo futuro.
Thesouraria das loteras 21 de de-
zembro de 1859.Oescriv5o, J. M. da
Cruz.
Hesappareceu
do silio Caxad'Agua um boi preto : quem o en-
contrar ou der noticia na ra do Livramenlo d.
2, ser bem gratificado.
Na ra Relia n. 10, precisa-se de urna ama
para coziohare comprar para urna pessoa
Denles arliiciaes.
- Francisco Pinto Ozorio tem a honra de scien-
lificar ao respeitave! publico desta cidade, que
est,'! de posse da machina a vapor vulcanite ;
collora denles por este novo syslema ninda nao
vislo nesta eidade, e talvez em todo o Brasil por
ser um systcma inleiramenle novo, e por conse-
guinte rumio fncil para as pessoas que se vem
na precisao de usar delles ; tambera os colln
por meio de chapa em ouro ou platina com molas
ou ppla pressio do ar, calqa os que esto etn es-
ladode cari?, com ouro e massa adamantina, e
oulros massas brancas, por precos razoaveis, pu-
denda ser procurado para esle im em sua mora-
da, na ra estreila do Rosario n. 3, a qualquer
hora rio dia.
= Continua-se a preparar bandeijas enfeila-
das com bolinholos de diversas qualidades, as
melhores e mais baratas do nosso mercado ; as-
6m como bolos inglezes, podios, pastis de Data
creme ou ouira qualquer cncommenda : diri-
ja-se ra da l'enha n. 25, para tratar-se do
ajuste.
O advogado Souza Reis mudou o seu es-
criplorio para a ra larga do Rosario, sobrado da
quina n. 52.
Oflerece-se um homem capaz
com familia para feitor de sitio, que
entende peceilamente de plantacoes:
ensta typosraphia se dir.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Raker.
Machinas de coser : era casa de Samuel P.
Johnston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
MOR MAS
Envemlsam-se mobilias mais em conla do que
em oulra qualquer parte : no pateo do Carme
ii. 2.
= Prccis a-se de um bom fcior para sitio nes-
ta praca : a traiar no Mondego, era casa do fa!-
lecido conimendndor Lat Gomes Ferretea.
Aluga-se a loja do sobrado n. 16, sita na
ra do Imperador, e a qual propria para qual-
quer eslsbtlecimento : quem a pretender, diri-
ja-se A casa do fallecido commendador Luiz (o-
mes Ferreira, no Mondego.
Companhia Iiideninisndora.
A direoQo da companhia de Seguros Marilimos
Indnmiiisadora, em cumprimento dodisposlo no
Ort. 19 dos respectivos estatutos, fa;i vender cm
-publico leiliio, no dia 30 do corrcnle pelas 11
tura* da manhaa, a porta da Associacao Com-
nierrial, 15 accoes da niesma companhia, cm 3
lote* de 5 aeces cada nm, sendo o primeiro !o-
de na. 13fi a 150. o segunde do 201 a 2f c o
df 571 i S7C.
CAPITAL
Cinco miluocs de Unras
cslcvWnivs.
Saunders Brothers 4 C." tem a honra de In-
formar aes Srs. negociantes, proprietarios de
casas, e a guem rnais convier, que eslao plena-
mente autorisados pela dila companhia para
etrectuar seguros sobre edificios de tijolo e po-
dra, cobertos de telha e iguaneole sobre os
objectos que conliverem os mesmos edificios,
quer consista em mobilia ou em fazndas de
qualquer qualidade.
Cura completa
Sem resguardo nem incommodo.
Inflammat'ao lo estomngo e dores
de caneca*
Rogo-lhe, Sr. redactor, de ir.serir no seu jor-
nal a seguinto declaraco, que julgu ser pro-
veitosa a algumas pessoas.
Ha bastantes annos padec una horrirel dr
de cabera que me prenda a nuca, linha muilas
vertigens, algumas vezes soffria dr no estoniano
acompanhadas de clicas flatulentas ; raandel vir
urna das chapas medicinis do Sr. Ricardo Kirk,
morador na na do Parlo n. 119, appliquei-a so-
bre bocea do estomago, e no espaco de 18 dias
achei-me completamente born, o ns'doresde ca-
beca desappareceram.
Por sso agora posso dormir com socego ; to-
nho de idade 68 annos e 4 mezes, e fago esta
advertencia a todas s pessoas que padecerem
tal molestia pira tentar o dito curativo, paro quo
assignci a presente declaraco emgralidao e pa-
ra ser conhecido do publico.
Curato de Santa Cruz.
Emytjdio Jos de l'aria.
Eslava a firma reconhecida pelo labellio .los
Feliciano Godinlio.
a Consultorio central homeopathico
I DO f
preciosos remedios que a sciencia possue, e que
a ..teraputica reconhece como o primeiro em
muitas afTeccoes do apparelho digestivo, e parti-
cularmente em todas as dependentes de altera-
coes na menstniofao, etc., tem feilo com que
por (oda a parte os mdicos, chimicos e phar-
maceuticos tenham trabalhado iacessanlomente
por o tornar cada vez mais til, excogitando to-
dos os das meios para o fazer menos refractario
a digesto, e assim privar o seu emprego dos
inconvenientes que tem o seu uso por muilo
lempo, e particularmente dos que costuma pro-
ducir as pessoas de organisaco delicada, por
effeilo de sua diflicil absorpeo. Daqni as nume-
rosas prepararles de ferro, conhecidas em ma-
teria medica, todas as quaes corresponderiam
melhor o seu fim se nao tora o inconveniente da
intolerancia do estomago, isto a difficuldade
de sua assimaco, e conseguintementc a peda
deappelite. a demora e difficuldade na digeslao,
a conslipaao de vcnlre, etc., etc., que multas
vezes acompanham o seu uso.
E lio geral o emprego do ferro em medicina, e
sao to condecidos nsseus resultados, que. pode
dizer-so, ninguem ignora hoje os motivos de sua
applicacao, assim como a razio de suas virtu-
des Como elemento do sangue, como parle in-
legranle do organismo, nenhum medicamento
como o ferro produz effeitos to sensiveis e ma-
ravilhosos; e daqui a rcputaco invariavel de
que goza, reconhecida por todas as escolas, e
ale mesmo poraquelles que, desviados dos prin-
cipios geraes da medicina, se (em tornado siste-
mticos e exclusivistas. Tralava-se portanto de
descobrir um novo composto que, ingerido no
eslomogo, o nao cansasse e fosse proniptamcnle
absorvido cassimilado, e que. mesmo sem o con-
curso ou intervengan de quan'idades maiores
de sueco gstrico pudesse ser supportado por
pessoas as mais delicadas, sem fatigar o estomo-
go e lhcs produzir a conslipaeao de ventrr.
Os meus prinieiros trabamos sobre o phosphi-
to do ferro, datara de 1819, e consignados nessa
poca as acias da academia de sciencias, t mais
larde, em 185, 1857 e 1858, na academia de me-
dicina, provaram que o phosphato de ferro sola-
re era rao gmente mais commodo e mais fncil
de administrar, mais at satisfazla melhor do
amenrrhia (irregularidades e faltas menslruaes',
que todos cunhecem como urna das causas pri-
marias e muilo frequentes das molestias pulmo-
nares tuberculosas.
O modo de administraco do phosphato de
ferro solureX dos mais simples e facis. Toma-
se cmgcrnl duas vezes ao dia, de manhaa e de
larde, meia hora antes do almoco o do jantar,
ou s comidas (conforme cada um se der me-
lhor), logo depois do caldo cm dse de meis co-
lher de sopa pequea. Esta era geral adoso
que mais convem aos doentesi porm algumas
vezes, e mais larde, em vez de meia colher, po-
dero tomar urna colher cheia, duas vezes tam-
bera ao da.s ou misturada com agua e assucar,
e al mesmo com agua c vinho (branco\ se as-
sim se derem melhor. Estas dsos todava po-
dero ser augmentadas ou diminuidas conforme
a susceptitiilidadedo estomago de cada um.
O phosphato de (erro solutel, deitado em dse
de urna colher de sopa em obra de urna libra de
agua e bem vascolejado, faz urna excellenle
agua ferruginosa superior s aguas Bussang, de
Spa, etc., esobretudo muito econmica.
O numero dos frascos precisos para a cura
das molestias cima mencionadas varia coni-
forme as circumstanciis individuaos; porM
posso certificar que, salvo o caso de urna consti-
tuirn completamente arruinada, nao ser mister
tomar mais do que 3 a 4 frascos; nas advorlirei
que nao convem que o doente se precipite, to-
mando dse sobre dse, julgando que assim se
cura mais depressa.
Como melhor abono de tudo quanlo cima fi-
ca dito Iranscreverei o teslemunho insuspeilo
e alguns dos principaes mdicos de Pariz, cujos
noraes e reputaeo sao assaz reconheridos.
Leras.
Pariz. 3 de julho de 1858.
O phosphato de ferro soluvet do Sr. Leras
lem-me dado os melhorcs resultados coiim me-
dicamento ferruginoso ; sempre muito bem
supportado e de urna administraco fcil.
Uarth, medica do hospital Ueaujon.
A prepararn ferruginosa do Sr. Leras, a
que applco de melhor volitado, e a que me d
os melhorcs resultados, tanto na cidade como
no hospital.Irn, medico do hospital de San-
to Antonio.
- Lina mulher muito gravemente doente,
Pastilhas vegetaes re Kemp
contra as lombrigas
apprnvadas pela Exm." nspeccao de esludo de
Habana e por muitas nutras juncias de hv-
giene publica dos Estados Unidos e mais aues
da America.
Garantidas como puramente vegetaes, agra-
daveis vista, doces ao paladar sao o remedio
iufallivel contra as lombrigas. Nao causam nau-
seasnem sensar^es debilitantes.
Testemunho exponlaneo em abone das parti-
lhas de Kemp.
Srs. I). T. Lanman e Kemp. Port Rvron
12 do abril de 185. Senhores. As pastilhas
que \mcs. fazem, cu rara m meu filho ; o pobre
rapaz padeca de lombrigas, exhalava um chei-
ro ftido, linha o estomago incluido e continua
comicho no nariz. t;io magro se poz. me cu
tema perde-lo. Nestns circunstancias um visi-
nho meu disse que as pastilhas de Kemp tinham
curado sua filha. Logo que soube disso, eom-
pre 2 vidros de paslilhas c com ellas salvci a
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyd.
Preparadas no sea laboratorio n. 36 Gold
Street pelos uincos proprietarios D. Lanman e
Kemp, droguistas por atacado em New York.
Acham-se venda em todas as boticas das
principaes cidades do Imperio.
DEPSITOS
Ho de Janeiro na ra da Alfandega n. 89
Baha, Germano & C, ra Julin n. 2.
Pernambuco,no armazem de droga; de J. Soum
& Companhia ra da Cruz n. 22.
Precisa-se de um pequeo para caxero de
padaria, preerindo-se um que tenha pratca : a
tratar na podara do pateo da Santa Cruz n. 6.
= l'raa mulher sadia e que tem baslante lei-
le, ofl. rece-se para criar : a traiar na ra do
Uueimado n. 39,
KUA Do t.HPLKADuK ttfitUVl'a* VE
S. FRANCISCO.
(laude deposito de objectos Ijugia-
phicos.
Typo romano e itlico, corpos C, 8, 10,11,
Colleceao numerosissima de ivpns de phanla-
sia simples e ornados.
lypos variado, proprios para cutiese titulo
bmblemmas religiosos, couteudo muitas iraa-
gens de N. Sen hora, de N. Senhor, e difTerentes
santos.
Atributosscieutificos, commerciaes, maiitimo^
e de industria.
Vinhetas para aononcios de peridicos, etc. etc.
Unironles vnhelas para fazer ricas tarjase
obms.de luxo. de combinaba, e solidaras.
Compeuidorcs de ferro e'de pao para corrigir
Proras, completo sortiinento de linhas e inter-
: linhas, espatos de difTerentes corpos.
Prelos Jene, Colombia, guarnicoes de metal e
; de mudera, cunhos, bandulhos, rmaces de ro-
! los de difTerentes tatnanhss, ramas de dlTeren-
j tes formatos, escoras de potara o de nrovaa, tiu-
la preta de dilTerentes qualidades para jornaes e
; obras de luxo, tintas de todas as cores, vepnz e
i ouro de difTerentes cores, prita, ele., etc., papel
de impressao de mullos frmalos e qualidades.
e oulros nimios ot'jectos, que na occasiao se
! mostraro.
Arados americanos c machinas
para lavar roupa : em casa de S. P Jo-
hmton & C. ra da Senzala n. 42.
iquida, claro como agua a mais pura, quasi sem
Rosto ou sabor de ferro, nao fazendo os denles
negros, lenho a espersnea de que os mdicos
poderan operar com elle melhoras promplas c
curas rpidas e seguras, e abreviar cousidorvel-
mente o lempo da convalescenea das doenras,
pela sin aceao tnica e analptica especial.
Molestias que se empresa, e seu
modo de administraco. ,
As molestias em que o phosphato de ferro so-
la el, sem queslo, se tem mostrado at hojo
sempre heroico sao as sguintes : a anemia (fal-
ta ou diminuicao dos glbulos de sanpue) (*) ;
a chlorose (ictericia branca, cor paluda, pallidez
do rosto ilhas de faltas menslruaes] ; a lencor-
rlti (flores brancas, fluxo alvo ou branco); a
amenorrhia (falta completa ou incompleta da
menslruceiio!; a dysmenorrha (dillieuldade no
- 1.'
ella supportou muito bem.Uermiiz, medico
do hospital da Piedade.
Eu aconselho muitas vezes aos doenles, e
principalmente aos que sao dotados de consli-
tuices delicadas, o phosphato de ferro soluvel,
e at hoje nao lenho tido motivos senao para me
louvar.Robert, rirurgio do Hotel Dieu.
O phosphato de ferro soluvel c, segundo a
minha opinio. a preparai.ao que os doenles sup-
porlain melhor, e a que d os melhores resulta-
dos. Cazenuve, medico do hospital de San
Luis.
De todas as preparaces ferruginosas co-
nhecidas a que, segundo minha opiniao, se
supporla melhor e cura'rpidamente as afTeccoes
que exigem esta indicaeo, sem contradiccao o
phosphato de ferro soluvel de Leras.
Tem principalmente a vantagem de evitar a
conslipaeao de ventre, e de convir s pessoas de
______Compras. ^.
Compra se nm Flos Sanctorum,
usado : na livraria n. 6 e 8 Independencia.
= Coiupram-se as sguintes comedias Ber-
nardo ua La, o Judas em Sabbado de Alleluja,
Quem casa quer casa. Por causa de um algaris-
ino, A rosca, o Duelo no Terceiro Andar, o Ir-
mao das Almas e o Diabo na escola : nesta tvpo-
graphia se dir.
Compra-se urna escrava de meia idade que
cosinhc e engomuieeseja robusta ou urna que
seja moca com as mesmas habilidades erecolhi-
d-i :*na ra Nova n. 34.
Na ra do Vigario, deposito de Joaquina A-
maro da Silva Passos, compra-se em pequeas
crans,partidas de cera de carnauba e sebo.
= Compra-se efiectivajnenfe lagrimas de ve-
las de carnauba ou de outras : na ra do Vigario
numero 29.
Approveitem.
Compram-se lamneoesquo serriram para a il-
luminacno desta cidade, bem como bandeiras na-
cionacs : na ra do Amorira n. 33, segundo
andar.
Vendas.
apparecimento da menslruacao, menstruaco dif-1 estomago delicado.z=>r. .4. Favrot, autor do Tra-
ficil e;n dores, espasmos, ele.); a yspepsia fra- lado de doenras de mulher.
digeslao tarda Afora estes mutos mdicos dos hospilaes de
Pariz, que diariamente applicam, citaremos os
nomes dos Srs Arnal, llnzin, Boinet, Castillies,
Debou, Deschamps, DenonvilUers,Fairc>l, Cillelt,
Uros Guibottl, ionod, Martin, Saint-Angt, JVa-
tali Guillot, Ottemboitrg, Pallelan, Scuster,
Vernois, etc. Nos Estados-Luidos, Allemanha,
Hespanha, Inglaterra, Hoilanda, Russia, Blgica.
Italia, Portugal e Brasil tem sido applicado pe-
los melhores medi os quelem reconhecido suas
grandes vaj^-fc^ns ; e julgo desnecessario publi-
car urna quTTidade enorme de atteslados em que
se provam milhares de curas com este bello me-
j dicamenlo, o que gratuitamente me tem sido
enviados de varios paizes.
queza e dilficuldade na digeslao,
e penosa, digeslao Imperfeila); a macifffo cm-
magrecimento Vm causa conhecida, assim como
" emmagreciraento filho de molestias prolonga-
das! ; as escrophnlas, a gastralgia (dores nervo-
sas parles, etc. Observaremos que, alm das re-
conhecidas vantagens que na cura deslas mo-
lesias se tem oblido, ja com o emprego ophos-
phalo de ferro snlurel, a qualidade que o torna
mais recomniendavel aioda a de se poder con-
siderar ,como meio preventivo ou prophyttico
contra a tsica, pela cura prompla da chlorose
Fraqucza e debidade geral com falta de
cor.

| DR- SABINO 0 L. N.1M
muade Santo Amaro (3Iun-&
do Novo n.6.) %
| Continuara as consullas c visitas do
'9 mesmo modo que d'antcs. A confianca
que o r Sabino deposita na pessoa qe>
tica encariegada de seu consultorio nao
ser desmenliJa. 9
# Os pobres sero sempre tratados gralui-
SS ta mente. fi
@ As correspondencias sero enderecadas @
^ com subscripto ao l)r. Sabino com aseu-
ta io abaixo assgnado
Manoelde Mallos Tei.rrira Lima ^
Professor em homeopalbia e se-
crelarto do consulloilo. @
Deposito nesta cidade
27RA DA CRUZ11
Escritorio de Alnicida Gomes, A Ivs C.
| Botica coiili-al homcopalhkn 2
DRS. OLEGARIO LPIMIof
^ Conlinua a vender-se grande sortiinento C-i
& de medicamentos l.omeopalhicos tanto H
# em glbulos como em tinturas. ^
$$ Os procos das carteiras sao os mesmos @
$g que so achara estipulados no final do tht-
^ souro homcopathico. $^
i Cada tubo avulso 1g000 ifj.
9 Cada vidro de tintura 2000 <;J
Thcsouro homeonalhico ou vade-
^ niecum do homeopalha, cncad. UgOOO
Uesej;i-se \euder duus tavallos muito bons,
sendo um muilo grande, forle o com todos os
andares, e outro muito bonito, manso o muito
proprio para senhora : para ve-Ios na ra da
Senzala, cochcirc n. 114, e traiar na ra do
Torres n. 42. ,-
Nesle proveitoso ostabelerimento, que pelos r.o vos melhoramcnlos feitos acha-se conve-
nientemente montado, far-se-hi.o tambem do Io de novembro cm vante, contratos mensaes para
maior commodidade e economa do publico de quem os proprietarios esperara a remuneracao de
lanos sacrificios "
Assignatura de banhos fros para urna pessoa por mez.....10$000
* momos, de choque ou chuviscos por mez 15j000
Series de cartoes e banhos avulsos aos precos annunciados.
g
I
? u r. Lasanora pode ser procurado "
. a qualquer hora em seu consultorio ho-
I mcopathico
SSesRDA DASCRCZES=28
o^mesrao consultorio acha-se sem-
pre grande sorlimento de medicamen-
tos em tinturas e glbulos, os muis no-
|vos e bem preparados, os elementos de
| homeopalhia e Nystern diccionario dos
termos de medicina.
Tgmmmmvh ??m?m?S
Fugio um eseravo pirdo por nomo Eloy,
estatura regular, edrclara um pouco acaboclado,
pouca barba e com bigode, nariz e bocea regu-
lares, olhos castanlios. com todos os denles, per-
nos um pouco arqueada?, cabelles corridos e ne-
gros, bem fallante, amia bem vestido c calcado
forou paletot de alpaca .reln, chapeo prto do
fcltro, oirial de pedreirn e de pintor do que
mais usa ; estando no dia 25 pintando duas ca-
sas na ra Nova, drizando de vir a casa desde
o dia 23 docorrento, e consta que elle intitula-
se livio : roga-sc a quem o pegar, dirija-sc
ra da Gloria o. !0. que ser gratificado.
0 nbaixo assgnado convida as pessoas a-
baiio mencionadas a eempareccrcm cm sua resi-
dencia, ra das Flores n. 15, a negocio que Ihes
ntercss : Hiqmlina Sebastiana de Albuquerquc,
rinva ; Antonio Joaquim Guedes Bezerra, viuvo ;
Adelaide Mara Germana de Oliveira, riura
Paulo de Barros I.ins Mrdun ira, es tuda lile ; Ma-
ri* Joaquina dos Santos Pina, \iuva ; e Aslolfo
do Nasrimenlo Kunes Viauna, esliidante do se-
minario, de menor idade.Joaquim Francisco
de Torres Gallindo.
Precisa-se fallar a Antonio Barreno.-, filho
de Domingos Jos Barros e Mara Joanna da Costa,
natural da freguezia do Hei Barretros, termo de
Villa des Ara s de \ ;.l de Vez ; na casa do Sr.
padre Ignacio, ru da <.'.,:/. r b\\or cora seu pai.
CHIVO UNIVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
. COIXABOIIADO
PELOS SRS.
U. Antonio da Cosa -A. F. de C.islillo-A. Gil-Alexandrc ITerculano-A. G. Ramos- V Guima-
taes-A. de L.mn-A. de Oliveira Marreca-Alves Branco-A. P. Lopes de Mendonea-A. Xavier
Rodrigues Cordeiro-Carlos Jos Barreiros-Carlos Jos Caldeira-E. Pinto da Silva' o Cunlia-F
Gon.esido Ann.nm-I M Bordallo-J. A. de Freitas Oliveira-J. A Maia-J.A. Marque-J de
twS H rf*i?%'Tt rnd C,"a ~i E- dc MnSMhaes Coutnho-J1. G. Lobato
l iin^r'n\ u ^J'i' d- 82P* '"'or-J. Julio de Oliveira Pinto-Jos Mara
l MCa^mMd.? 0,l,vciraJ P"enel-J. Pedro de Souza-J. S. da Silva lerra/-
r.!, r n~i iiX-S-d" Motta-Leandro Jos da Costa-I.uiz Filippo Leite-Luiz Jos da
Cunha LA Rebello da Silva-Paulo Midosi-Ucardo Julio Ferraz-Valenlra Jos da Silvera
Lopes\islo Cmara.
DIRIGIDO
Atten^o ao barato.
Vende-se por muito barato preco toda madei-
ra de pinho, 4 travs c algumas araos travessas,
empregadas na columna que se illuminou na ra
da Cruz do Recife, com a condicao do ser des-
manchada pelo comprador, menos o grdame dc
roda, c mastro grande que existe no centro da
raesma,uja madeira all empregada custou pa-
ra mais de 600g : quem a pretender comprar,
dirija-se a ra da Cadeia do Recife n. 56, pri-
meiro andar, que achuru com quera traiar.
ATTENfiO.
^ ende-se a melhor loja de fazndas da ra do
Imperador n. 9, com poucos fundos e muito
afreguezada, a dinheiro ou a prazo : a traiar na
mesma.
Batatas muito
novas.
Vendcm-sc ggos com 22 libras de hlalas in-
P:zas pelo diminuto preco de 1?OO cada um :
no Forle do Matlo ra da Moeda n. .23.
Vende-se
champagne da superior marca Cmela gigos de
garrafas pequeas, e grandes e pequeas preco
de 2S$ : no armazem de Joaquim de Paula Lopes,
na csradinha da alfandega.
= Vende-se una parte de torras do engenho
Caet existente em Maricota termo de Iguarass :
a tratar com Jos Azevedo de Andrade, na ra
do Crespo, loja n. 16 B, ou com o Sr. Manoel
Antonio Goncalves Lima, em Santo Aulo.
5#000.
Chapeos de palha escura, copa alia para ho-
mem, pelo diminuto prero de5&000.
r Vcndein-se G bois e 4
vaccas: "a tratar na ra dos
Pires no sitio cai\a d'agua
com ManoelJoaquini.
Escrava.
Vende-se urna escrava crioulu, bonita figura,
de 18 annos : na ra da Cadeia do Recite n. 60.
Attenco.
POR
Precisa-se alugar um eseravo que seja bom,
adiantando-se alguns mezes, e tambem se bypo-
theca : quem este negocio qui/er fazer, dirija-se
a ra do Livramenlo n. 14.
A. P. de Cai-vallio1. F. Silvera [An MollaRodiigo Pagaiiino.
DEPOSITO ERAL
DF.
m wJIl'ifa'!c 2?" n? cundas reiras era folhas de 16 paginas, c completa lodos os semestres
um volumo de 420 paginas cora ndice c frontispicio competentes.
Assigua-se no escriplorio dcste Diario, ra dasCruzes, e na ra Nova n 8
Proco da assignatura : pelos paquetes vapor lgZOO por anno ; por navio de vela 8S moeda
urasueira,'. ** *
^ Ha algumas colleccoes desde ocomeco da publicaclo do jornal.
Publicaco litteraria.
Guia Liiso-Brasileirodo Viajante da Europa
1 rol. em 4o de 500 pag.: vende-se na mo do
autor na do Vigario n. 11, brox. 3j! cucad 4{5.
No escriplorio de Gurgel rmeos, ra da
Cadeia do Recife, primeiro andar n. 28. ha urna
carta para a senhora D. Mara Rila da Conte-iro,
viuda do Aracaty.
Desappareceu no da 20 do crrante, da
ra do Queiniado n. 13, um quarto rugo, anda
novo, com cangalha, e nao c castrado : se olgu-
ma pessoa tiverdelle noticia, far muito favor
mandar ou ir dizer era dita casa, que te reconi-
prusai, no caso de exigir.
Quem precisar de um cnixeiro para tomar
conla de urna taberna por balanco, o qual tem
protifa ed iuformaces necessafias, dirija-se a
ra Diroita n. 104, que achara com quem tratar.
Furlaram dous cavallos do engenho Sbir
Grande, um mellado e 1 coslanho, no dia 18 do
correle; o mellado tem um lombinho nos pei-
tos e um taino na mi esquerda ; e c castanho
tem o frente aborta e um p calcado, a mo fa-
rctid unw croz, e o ferro rv queiic.
Pilulas vcgeto-flcpnravas
Panllstfiias.
As pilulas paulistanns: lio bem conhecidas cm
S. Paulo, nesta cidade e em todo o tmperio, pe-
las admirareis curas obtidas com olios [olyu :ias
certidoes de curas completas j foram publicadas
pelos jornaes, e merecem de corlo toda a confian-
za do publico.
O Sr. Carlos Pedro Etchccr.in, de S. Paulo, aca-
ba de eslabelecer um deposito geral no Rio de
Janeiro, ra do Parlo n. 119, perto da Carioca.
Besappareceu desde o dia 14 do corrcnle
mez, do [.orlo da ra Nova, tima Irona de roupa
siija bastante volumosa, a qual conm algumas
pecas marcadas com as letras A I". C. I*., Miras
com C. G. P ,e outras com M. P., cu por enga-
o ou de proposito foi subtrahida ; regamos a
qum ddla souber. o favor de partiriper-nes na
ron dns Ciuzes n. !16. primeiro andar, que alera
le RratiEccrmos Qcaremos summmenle gr.:io.
Tisst fre es acabara do receber pelo
navio francez Raoul, um completo
earregjamentO de burros entre os quaes
muitoa de bonitas cores para fazer ex-
ccllcntos parelhag : os pretendentes po-
dem se dirigir ao armazem do Sr. Arau-
jo no Forte do Matto para ver os mes-
raos e para tratar no escriptnro na ra
do Trapiche a. 11.
ir it k>
I\orat IriHos
mudou seu escriplorio da ra da Imperalriz n. 7
para a mesma ra n. 26. segundo andar.
z Vendc-se una mulata com 22 a 23 annos de
idade, sidia, sabe engommar,lavar,prepararnma
senhora, cozinha o ordinario de urna casa, esem
vicios : quem a pretender procure na ra da Ro-
da n. 2j, ds 6 as 8 Loras da manhaa, c das 3 as
6 da tarde, para re-la e ajuslar.
Vi nde-se vinho do Porto, velho, engarra-
fado a t200 a garrafa, e globos para iluminaco
a 5S cada um : r.a ra das Cruzes n. 37, primei-
ro andar-
= Vende-9e urna mulatinh de idade de 13
anuos, com boa hacilidade. i ptima copeira : a
tratar no escriplorio d" C'iudic Pcl ?, ra
lo Imp^-adcr c. 1
CARROCAS.
Vendem-se duas carrocas novas, sendo para
boi e oulra para cavallo : na ra da Concordia,
confronte ao armazem do sol.
Pianos, seraphinase reale-
jos, a prazo ou a
dinheiro.
Vende-se no aterro da Boa-Vista, loja n i>2,
um rico e elegante piano forte, francez, chegado
ltimamente, do melhor fabricante de Paris ; e
tambem urna rica seraphina ou orgao, muito pro-
prio para algunia igreja do malo por ser muito
barulo ; e realejos pequeos e grandes cora pan-
eadina e sem ella, o que tudo se vende muilo
barato para acabar
Fub.
Farinha de milho americano, em barricas, cho-
zada no ultimo navio dos Estados Unidos : uos
armazens de Tasso Irniaos.
\o deposito da ra tas Cruzes n. H,
dofronte do sobrado do Sr.
Fijueiroa.
I Ha um completo sorlimento do gneros para a
testa, dos quaes se ofisneo a boa qualidade, quei-
Ijos londrinos, do reino, s'uisso, latas com boli-
I nhos de todas as qualidades. conservas de her-
I rilhas, amaizas e marmclada, passas c figos,
! massas para sopa, cha, presunto, linguicas, man-
! leiga ingleza, vinhos engarrafados. Porto, Ha-
. deira, Huscatel c Bordeux, ehampanha, cerre-
ja, licor, absintho, zarapes, e os afamados cha-
' rotos de Thom Tinlo e de Brnndo, em caisa e
: meios caixas.
Xarope de Mossa.
Vendem-se nicamente em cesa de Miguel
Joaquim Machado Freir, na estrada do Pombal.
junio ao sitio do Exm. Sr. Bario de Suassuna.
Esle xarope, preparado com berras brasilei-
! ras, applicavcl s pessoas aslhmalicas, cujos
' resultados sao bem venturosos.
As diversas curas obtidas por seu uso sao a
| prora mais conveniente que se pode aprescular
: de tao extraordinario medicamento. Julgando
I onfadonho publicar aqui os nomes de lodos as
' pessoas que delle teem feilo uso olconcando o
: mais feliz resultado apenas citan i a Eima. Sra.
! do lllm. Sr. commendador Jos Candido de Bar-
ros, que ha annos soTra deste mal, e j canea-
da dc liitar com lodosos recursos mdicos, adia-
se quasi reslabelecida s cora un:a dse de urna
pequea garrafa.
Cal dc Lisboa.
Vende-se no caes de Apollo, armazem de Se-
rodio & C, barris com cal virgeni em pedra, ul-
limamenie chegada, c por prego razoarel
Presuntos superiores.
Tem para vender Jos Luiz de Oliveira Azeve-
do, no seu armazem da Iravessada Madre dc Dos
numero 5.
Farelo em saceos grandes.
Vende Jos Luiz de Oliveira Azovedo, no seu
escriplorio da travessa do Madre de Dos u 5
Attenco
Vende-se urna poicao de burro eu-
treos quaes existen) 40 parelhas, todos
muitos gordos, novos e de bom tama-
nlio do excellente carregamentb c!ie-
{jado ultimamente ele Montevideo: os
preterdenles dirijam-se ao trapiclie da
companhia ou ao armazem de cariocas
em Fora de Portas, de Flix da Cunlia
Teixeira.
Acaba de ehegar do Rio de Ja
neiro alguns e.vempiares do
primeiro e segundo volunic
da Gorograpia.
Histrica clionologica, genealgica,
nobiliaria e poltica do imperio do Bra-
sil, pelo r. Mello Moraes : vende-se c
4/J( o volunte, podendo-se vender o se-
gundo em separado : na livraria n. G e
8 da praca da Indeoendencia.
Ka ra dc Cresj o 16, li s de Adr no >\
Castro, vi ndi r. -se ricos chapdbs 'te palha escura
enfeitados para sen he ras n i | i n .-
MOTILADO


w
DIARIO DE Pf.aSAHMJCO. QUARTA FEIR-A ft OR DEZF.MBRO DE 1859.
DE
UVBARIA ECONMICA
DE
Sita na raa Imperial n. H8 c 120 junio a fabrica de sabao.
DE
Sebasliao J.da Silva dirigida porllanoel CarnciroLeal.
-g*tl*gS;^l?oim.cnte'*<"?Pfe Pimplos alambiques de cobro de d.ffcrentes dimencocs
JOW a A:\mit) simples c dobrndos. para destilar agurdenle, aparelhos deslilatorios contino
l resillare destilar espiraos com graduarlo at 40 graos (pela graduago de Sellon Cartier) dos
(de
para
maltones systemas hoje approvados e condecidos rosla
de todas
ile bromee
e oulras provincias do importo,
os
bombas
asdimences, nsperanles e do repudio lano de cobre como de brome o ferro 'lorneiras
*c de odas asdimences o fe i tos para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
tono paia rodas d agua.porlas pora lornalhas e crivos de torro, tubos de cobre c chumbo de todas
as diraenmes para encmenlos, camas de ferro com armario e sem ella, fugues de ferro DOtaveis e
econmicos taclias o tachos de cobre, fundos de alambiques, passadoicas, espumaderas, cocos
para engenho, tuina le 1-landres, chumbo em lencol e barra, /.inco eru lencol o. barra lsices e
arrollas de cobre, toncos de ferro o lalao.fcrro suecia ingle/, de todas as dimnses, safra? tornos
folios para ferraros etc., o oulros mullos artigos por menos proco do que em oulra qualquer
i.arte, desempenhando-sc toda c qualquer eneommenda com presteza o perfeioao j conhecida
e para commodidade dosfreguezesque se dignarein honrarem-nos com a sua coiifianca acha-
Kto na ra Nova n. 37 toja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encomiendas
N. 2 UA DO
CESPO-H. 2
Defronte do arco de Santo Antonio.
NESTE NOVO ESTABELECIMENTO VENDEM-SE
Livros de rclig.ao sciencias, de letras artes, viagens, historia e classicos ; romances illustrados e
outras publicacoes cm diversas linguas. u
Globos, aliase mappasgeographicos.
Papel de hollanda, de peso, paquete, almasso, de cores e outros de diversos formatos e eostos
Prensas para copiar cartas e outros manuscribios, lirros c tintas proprias.
Livros em branco, nennas de varias qualidades e mais objectos para uso de reparltoes secreta-
rias e casas de commercio, utencilios para desenlio etc. <-, sccrcia
Artigos de bom gosto, fantasa ecuriosidade das fabricas de Paris para uso dos elegantes ; orna-
Cartes e bilhetes para bailes, cosamontos e visitas.
HISTORIA UNIVERSAL desde os lempos primitivos al 1850, por Cesar Canlu, 12 volumes in fo-
iafSSSS d'x?m* d,C ? "HnWtt estampas, obra em que nada se poZu para o
a k letor encontrar nella erudicao, estudo solido e leilura agradavel. P V V
ALMANAk do lembrancas de Castilho para 1860, assim como collecces completas desde o seu
conicco.
MANUAL DE CONTAS j feitas para compras e vendas deassucar, algodo etc
Encaderna-sc em lodosos goslos desde o mais simples em papel ato ao melhor'em panno ou oelle
pnper"efendenteSsC "' *"*-" papel COm '>'P prPri e e,u relc "onladeP dos
Acceita-sc o encargo de qualquer eneommenda do livros c outros artigos tanto da corte eorovin-
^oaaSveS.,,,,Perl0 CM0 B *** ^^ lt^m *. com a coiidfcsesEIra
FUNDIQAO D'
wsms% ff juairafli n (iMPBiaMffi.
3 HU DAGJLOIA,ASADO FUllDAO 3
9
CWnVca por ambos os systemas.
Este ulillssimo estobelecimento acha-se, ha pouco lempo, augmentado tanto no materia
como no seu pessoal, e seus proprietarios habilitados para vencer qualquer opposirao hostil c
desprezarern a ignorante vituperado de malevolencia. Olfcreeem a LiVmXsW e
ao publico era geral, asvanlagensdo sua longa experiencia e reconto-cida pom S e rfdototodo
na execucao das brasasi mais importante* de engenharia, entre outras polo enumerar a" seKuin-
tes : machinas de vaporee todos os tamanhos, rodas d'agua de todos os dimetros todas de er-
ro ou para cubos de m.dcira, raoendas para canna todas de ferro e independen cora os me-
XT^ZvTZ ZX2S** ""SM? '"li^Pensavel. meias ditas com lodoVos pregaros, to-
tll Pfpnihf J tt =ff aS 'UGl,dades eU-anhoa, rodas.rode.es, aguilhes, crivosPe boceas
para fornalha e todas as ferragens para engenho. machinas naca amassar pao e bolacha dilas
as 10 horas da manha e em caso de ur-
por escripto em que se declare o nome da
A'os casos que nao torera de urgencia, as pessoas residentes no bairrodo Recife podero re-
r seus bilhetes a botica do Sr. Joao Sounn & C. na ruada Cruz ou toja de livros doSr. Jos
nra de Souzana ra do Crespo ao p da ponte velha.
Dr. Lobo Hoscoso d consultas" todos os dias pennanhaa c de larde depois de 4 horas
onlwta partidos para curar animalmente nao sopara a cidade como para osengenhos eu outras
projxieddes ruraes.
Os chamados devoto ser dirigidos a" sua casa al
gencia aoutra qualquer hora dodia ou da uoile sendo
pessst, o darua eo uuiucro da casa.
A'os casos que nao torero d
metler s
Nogueir
Jcssa toja o na casa do an'nnnciante achar-se-ha constautetnent c os melhores medica-
menwshomeopatbicos ja bem conhedd.is e pelos prcos seguintcs;
Botica de 12 tubos grandes, ..." .
Ditos de 2{ dilos............
Ditos de 36 Jilos. ."-...
Dito de 48 dilos....... ." '
Ditos de 60 dilos.............)
Tubos avulsos cada um........!.!!.'
Frascos do tincturas........'.'.'.'
Manoal de medicina liome-opalhca pelo Dr.'jahr' traducido
em pojiuguezcora o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia ele., etc. ... ........
Medicina domestica do Dr. Bering, com diccionario. .' .'
Repertorio do Dr. Mello Moraes.......
SiSifcMA MfclMU UblHlLLUUi.
ritULAS HOLLWOTA.
Este lnestimavel espocideo, composto inteira-
mente de hervas medicina^, nao contm mercu-
rio, nem alguma utra substancia- deUctma Be-
nigno mais tonra infancia, e a compleico mai..,
delicada igualmente prompto e seguro para
desarreigar o mal na compleico mais robusta -
uiteiramente innocente em suas operaedes e <(-
tollos; po;s busca e remore as doencas de qual-
quer especie egro por mais antigs e Niazos-
que sejam.
Entro milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preserrando em seu uso: conseguirn
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devem entregar-se a de-
s< 6peracao ; facam um competente ensaio dos
ellicazes eltoilos desta assorabrosa medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca tempo era tomar esto romedk
para qnaiquer das snnuinles eatormidadea :
,^?>
I0S000
15S000
20090
25|000
OJO00
iooo
2000

20$000
logooo
600

I!
Primeiro'andar.
M. J. de Aranjo Costa Filhotem para vender no seu csrriploiio
sorlinifnto de fazewdas que trouxc o llio de Janeiro :
S "> I o.
SS3Z"SS:2-3g
g.|.l?ogo = |-
o o.n c ? 3 o 3 "
3 n c 3-sr5.3
. CJ' o *^ o c
yyfgsavSm
gg-StS -i
o o? --2 W-S
__ re
S =-S ^"5 S 3S--
f^S3~:J
o ,; -a -3 o
" 3 2 o' -2
C 2r
O.
U>X
-3 =-? a
a ...
re o.
o.- _
m
da ra cima
nas que tronxe uo llio de Jan*
Mico sartimenlo do lencos de cambraia bordados.
Caniisinhas bordadas t de renda.
Pl u'is de camelias, plumas maiabout.
Bofeites de llores para cabera.
Setiirj branco o nobreza branca.
Chapelinas de pallia da Italia, o veos de renda.
Lencos de esguiao de linho borda.Ios
Alcatifas avelludadas e tapetes para sof.
Damascos de soda de cor,
Itoupoesde usto e cambraia para genhora o muilos oulros objectos de senhoras
homens. Tenho a vanlagem de olWecer ludo com grande modiciJade de pr
eos por ler recebido directamente de

3 _
63 "O
OS.-!
833
n O
o 3 -! a 2 i 05-i
5.S\sr
re S
5
X

Nova loja de calcado fnB-
ees, do Antonio Rodri- L
j;ues Pinlo, no aterro da
Boa-Yista n. 8, boneca.
Nesto novo estabelecimenlo tem calcados que
recebeu pelo ultimo navio francez, dos melho-
res fabricanles de Paris, e vende por'menosdo
Aviso aos ca-
cadores.
Espingardas de espoleta
muito funis por haratissimo
pret;o; na ra Direita n. G4.
Aos v endelhoes.
Batatas muilo novas a lgGO o gigo de 32 li-
bias : na ra da Madre de Dos n, 8, armasen de
Malenca & C.
Milito efarelo.

O 00
a 3 > S
f> O a c".
o a- o s. e
2.-* 2 = s:2 e-
; = rer;reaj__
aB-3 a -, 3 =
a is i ai ce si i la
REMEDIO INCOWPRAVEL.
UKGUENTb UOLLOWAY
Milhares de individuos de ludas as nac.Vs pn-
m leslemunhar as virtudesdesle remedio in-
comparavel o provar em caso necessario, que
pelo usa que delle nzeram tem seu corpo e nieni-
bros intoiramento saos depois de haver emprega-
I do intilmente outros tratamentos. Cada posoa
j podei-se-ha convencer dessascuras niaravilliosas
pe a leilura dos peridicos, que lh'as rclalain
todos os das lia minios annos ; e a maior parte
dellassaotaosot prendeotes que mujimpe so
mdicos mais celebres. Quantas pessoas reco-
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e peinas, depois de tor permanecido ton-
go lempo nos bospitaes, onde do viam soffrer a
arnpuiaeaol Dolas ha muitas que havendo dei-
Vidros para vi-
draca.
A 6$ a caixa: na ra larga
do Rosario armazem de louca.
Vidros para caixilhos.
Xa ra larga do Rosario loja n. 28
armazem de louca, mandam-se botar vi-
dros em casas particulares por preco
inuito commodo, assim como vender
se vidros aretalho do tamanho mais pe-
queo at mais de 6 palmos.
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 3G, vende os soguinles medica-
mentos :
Ilob L'Affecteur.
Pilulas contra sezocs.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febresf.
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anli-asmathico.
Vidros de boca larga cu:g rolhas. de 2 oocas a
12 huras
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
proco.
Na loja ao p do arco de
Sanio Antonio.
recebeu-se um rico e completo sortimento de ri-
cascaixiiihas com amendoas proprias para a ra-
pazcada de bom goslo dar do testas.
Superior ao oiellior
presunto de fiambre.
Linguas de vacca emsalmoura vindasj Vende-sc umc.briotot com ptimo rarallo-
de Londres, vendem-se nicamente no a lrular Da rua do Crespo com Adriano* Castro!
armazem de Loiz Annes deronte da I> '
porta da alfandefla. 113DC.
L Na pracada Independenca n. 5, toja de viola
| vende-se rape fresco deLisboa, Paulo Cordoiro'
0 | easso grosso, meio grosso fino, e meuron. tanto
'bra como em oilavas.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A mpolas.
Areias [mal del
Agthma.
Clicas.
Conrulses.
Dcbilidade ou extenua-
cao.
Dcbilidade ou falta de
torcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
do. barriga,
nos filis.
Dureza no ventre.
Enfeunidades no ventre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas
Pcbreto internitonfe.
Vendem-sc estas
FeJ>reto da especie.
Cotia.
Heraorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inilammaeo-'s.
I r r c g u la ri dades
menstruacao.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal de podra.
Manchas na cutis.
Obstruccao de ventre.
Fhtysica ou consump-
pulmonar.
Retencao de omina.
Hhoumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso,
ulceras. /
Venreo (mal),
.lulas no estabelecimenlo
geral de Londres n. 224, Slrand,, o na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessos
encarregadas de sua venda em toda a Amiica do
sul, Havana e Hospanha.
Vendem-se asbocetidhas a 800 rs. cada urna
dolas .con tem urna instrucco em porluguez Da-
, ra explicar o modo de so usar deslas pilulas
O deposito geral em casa do Sr. Suuru
. pharmacoulico. na ra da Cruz n 2 em Per-
| nanibuco. '
45Ra Direita45
O propriotario doste estabelecimonto reco-
nliecendo que com a excelsa visita de SS. MM.,
II. a esta cidade tem de sedar um estrago hor- !
roroso de calcados, em consoqnencia das fre-
quonles paradas, marchas, contramarchas e for-
midaveispasseios s brilhantes illuminaroes, o
condoendo-se das boleas naturalmente "pouco
fartas, dos bravos nfliciaes c pracas dos patrio-
ticos batalhoos, cujos nomos tra'/om memo-
ria os feitos gloriosos dos nossos avoengos, deli-
em homenagem a lao felizes dias baixor
su procos do seu exccllcutecalcado, a saber:
Para homens.
Borzognins aristocrticos [luslio) 9^000
Borzoguins zouavos, obra forlissima fbe-
zerro'. ., SgflOO
Borz.'guins cidadaos .bc/erro e lustro)
Borzeguins econmicos
Sapates baledoies
Para senhoras.
Borzeguins para scimora (primeira ctastel
Ditos (segunda chsse)
Ditos pora meninas primeira classe)
^Ittencao.
Na ra Nova n. 35, vende-sc mi-
i rnuito noro diohairo a visia
pelo baralissimo preco de 4^500 a
sacca.
REL06I0S.
\ende-se em casa de Saunders Brothers &
Upraca.do Corpo Santo, relogios do afama-
s, ;|() do fabncanfe Roskell, por precoe commodos,
GSOOO e. mbem trancellms e cadeias para os mesmos.
5;00 Je l,x,,,,llRnte gosto.
5^000
4cfi(l0
43000
37 Ruado Quenado37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimonto um completo
soi tmenlo de obras foitas, como sejam : pale-
oils de panno lino -to 1G$ at 28$, sobrecasacas
de panno fino preto e de cores muilo superiores
a_ 'io?, um completo sorlimen'.o de ualelols de
riecadilibo de bnni pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por proco commodo, ccrou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezaa de linho e de panninho de 2 at 5
cada urna, chapeos traneczes para homema 8
ditos muilo superiores a 105, dilos avclludadoV !
. cgpa alta a 139, ditos copa baina a 10$, cha-
.
GRAME VARIADO SORTIENTd
DR
Fazendas iiiglezas e franeczas e
roupas ieilas
receidas em direitara
NO
Armazem e toja
DIL
: cada um, dilos de seda e de palha enfeiladoa pa-
n ra meninas a 109, ditos de palha para senhora a 58
CUSTATOMASSET represenlante da muilo afamada casa WALI ERSTFl IM44SFT *
^^^L^J1^^^^}^1^^ "o o e em Paris recebeu'um grandfso
peos de fcllro para hornera de 4?. 5* eat 75SNARA DOQUEIMADO N.r FRFNTE D\ -
i LOJA AMABELLA E ROTULAS IHIAN
-. Um completo e rico sortimento deso
i-, chapelinhas de velludo nramonie enfeita- sacas de panno protos c de cores a28'
das a 2M, ditas de palha de Italia muilo linas age 35$, casacas de panno preto muilo Uno _
,'^ieSJ.e ves,llVe Seda cm car,5 de 4S fS 4)>' 4fiS e 509 paletots do niesmo panno 7
ato 1503 .ditos de phr.ntasia de 103 at 35S00O. g 2 e 25$, ditos de casemira a 14 16 e ^
C.'KolHn^ de cambraia de 1S at 5, manguitos 18, ditos saceos dasmesmas casemLs '"
or- oe l^.oOuate 59. orgondys escuras e claras a
Ges (L Bastos
NTE
NCJ
8d.
enfusao de seu recoiTh,".nni,","l' ''dY.elararam os
tes resultados benelicos diante do lord correzel
ti'SaSK!3*afim Je o-bSii.
.Nmguein deses1,eraiiadoesUdo de saude se
livease bastante coi.lianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
ii.;nlralaoqucnocessitassea natureza do mal
rujo resultado sena prova rincontestavclmenlc :
(Jue ludo cura.
ungento he mil, la|s particu-
,a.r'uen, nos s8iites casos.
Inflammacao dabexiga.
haceos grandes a GjOOO
na ra Nova n. 52.
Campos & Lima,
porcao de alcatifa de
tem para vender
todas as qualida-
des, na ra do Crespo n. 12.
SSi&S8&9SS3ae-i8Seg-g:
Chapeos prelos.
Na ra do Queimado
numerlo.
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores do cabera.
das costas.
dos membros.
Enfermidadcs .da culis
em ge ral.
Ditas do auus.
Eriipcoes e escorbti-
cas.
Fistolas no abdomen.
l'rialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frituras.
Gengivas escaldadas.
iDehacdes.
I InOamacao do figado.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peilos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmcs.
Queioiadelas.
Sarna
Supuracoos ptridas.
Tiuha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea,
do ligado,
das articulaocs.
Veas torcidas ou uoda-
das nos pomas.
Nobrezas lisas pretas e de cores.
Vestidos prelos lisos, lavrados do2saiasc de relluJo.
Flores, d enfeilea de renda para cabellos.
Vestidos de cassa branca bordada muilo finas-
Garras, escomilhas, filos de seda e linho brancos e de coros.
Meias de seda, liuho, fio da Escassia para homens, senhoras e menina*
Mpalos de setim branco e preto com salto o sem elle.
Bolinas de setim branco, de setim preto, de l muilo superiores
Sabidas de baile, capas de cachemira, velludo e seda.
Chales do touquim bordados e de rclroz. ,*
prelo e cassa bordada..
t'Sh^.05 Cm 0WWf* cassa bardada a ponto real renda verdadeira.
preta e branca para vestidos e para enfeites de vestidos.
le liuho muuo ricos com renda.
Chapeos de sol para senhoras.
Penlcs para trancas, alinetes de ppito, pulseiras, brincos de tartaru
Grande sortimento de Javas >erdadeiras de Jouvin^
Luvas de retroze de seda para homens, senhoras e meninas.
Gravatas brancas c pretas.
Chapeos de corto com pluma.
rKo AV:a*'i':aM fr*10* dP P"nn-0. cachemira dos melhores alfaiatos de Brf*
Lalcaun do afamado Meher para homens.
Tapetes de velludo muilo rios
Capas, capotes impermeaveis .akiolosch para homenE e sonhoras.
j| nios a 15?, 18 e 20, dilos de casemira
g de cor a 8 e 10, calcas de ca- sentas de
e 129,
e ?,
ja o jaspe relo para luto.
e de fuslao brancos de cores, ludo por preco
barato, atoalhado de algodo a 19280 a vara,
i... les de casemiras de coros de 5 al 99, gresde- 1% cores e prelas a 8, 9 10
naples do cores e prelos de l^GOO al 39200 o B calcas debnm de cor ? 3B5O0 49
, covadorespartilhos para senhora a 0$, cociros 1 dilas de brim branco lino a 6a o 79 coito-
de oasemira ricanionle bordados a 129 cada um,
lencos de cambraia de linho bordados paia se-
nlioraa Oe 12 cada um, dos lisos para ho-
, mem, faztnda muilo superior, do 12 at 209 a
I duda, casemiras decores para coeiro, corado a
i$480, baroge de seda para vestidos, corado a
1J400, um completo sortimento de collcles de'
; gorgurao, casemira piola lisa e'bordada, e de
, fustao de cores, os quaos se vendera por barato
prego, velludo decores a "9 o covado, pannos
para cima de mesa a 109 cada um, merino al- !
cochoado propno para paletols e collcles a 29S0
i cocido, bandos para armacao de cabello al
1190OO, saceos de lapote e de marroqnim para via- ''
!gem, eum grande sortimento de macas e malas
de;pregara, que ludo se vende voutade
freguezes, e oulras mullas fazendas que nao
poHferel aqui mencionar, purm rom avista do
! compradores se mostrarao.
Vende-se este ungento no estabelecimenlo
gefal de Londres n. 224, Straud. e na loja du
todos os boticarios droguistas o outras pessoa*
enearregadas de sua venda em toda a Amorie
do Sol, Havana e Hespanha.
I Vende-se a 800 rs. cada bocelinha, contm
chapeos prelos de primeira qualidade, e de 'In,a mstrucruo cm porluguez para o modo de
turnia el gante a 10$ cada um. i ^cr uso dcste ungento.
I O deposito geral he em casa do Sr. Soum
pharmaecutico. na ra da Cruz 11. 22, em l'er-
j nambuco.
Relogios de ouro e prata. cobertos e descober-
los patente inglez, os melhores que esiktem no
mercado, e despachados hoje, venttofe-se por
precos razoaveis : no escriptorio do agente OH-
veira, rut da Cadeia do Recife n. 62. nfimeiro
andar. / r
Polassa da Russia.
Vende-se na ra do Trapi-
che n. 9, armn/.era de l?on-
secn, muito superior e novis-
[ sima potassa da lUtssid.
Fazendas moder-
nas.
Corles de casemiras de cores finas a 5.5OO, di-
tas de urna s cor muilo finas de 3 eGj?, cuites
de collcie d velludo de cores a 6J000, ditos dio
preto a 5g e 6S, colchas de algodo adasrnasca-
das 5$, brilhantina branca o covado 480, case-
mira' dequadriobos o covado 19, pannos para
mesa muito bonitos e modernos a 69. cortes de
baroge com tros Ordens de balados a 159, ch-
peos de phantasia para homem, sendo d gor-
, guiao de seda a 7?, dilos doChille de 4 a 25
; ditos de fcllro de 49500 c59, camisas de cam-
; braia de linho para senhoras, ditas de esguim
, muito fino, dilas de cambraia bordadas comman-
as, ricos corles de soda de todas as cores, man-
. cielos dos mais modernos, graudc sortimento de
perfumaras inglezas legitimas, joias decoral ver-
dadeiro, oleados de diversas cores imitando
\OS 'IOTirrPl'AS O Pho- M mai'r0fiu.'m para cubrir mesas, forrar almohadas,
^l0UI 1 CU OS C blld- ^ ; traresseiros, ele., ele, ebem como um complet
ruteiros.
Aos fabricantes develas.
1 Cera de carnauba da nova lTra a 11*500 el2g,
e sebo refinado em pW'-velas, ullimamenle
encelda do Forlo.cm barricase caixasde USllO
a lZSotK) a arroba : no auligo deposito do lar^o
da Assembla n. 9.
Conlinua-se a vender.faz-mitos por bai
'preco at mesmo por menos do seu vale:
allm de liquidar emitas : na loja de 4 portas S
na ra do Queimado n. 1(1.
Colgado muito barato.
Rara acabar al o fin dcste mcz.
Rorzeguins para meninas a 2$000
Sapates para meninos a 2c 2>.")0')
ia ra do Cabuga n. 9.
a
Nova iiiveiicao apcrfei-
Coada,
Bauds ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vonde-so onicamente na ra da Ccdda do Rc-
cife n. {fi, l"ja do LeiteA frmo.
parisiense,
na do Crpo n. 10, vendem-se luvas verdadei- P
I ras de Joutin muilo frescas.
vinho do Porto, do mais superior, engarrafado,
dito champagne, idem, dito muscatol, dem : no
armazem de Rarroca & Medeiros, ra da Cadeia
I do Recife n. 4.
I Em casa de Ltiz
Deloueh,
loja da esquina que rolla para a ra da Cadeia veis, por Pr."SZi
8
Campos & Lima lem para vender ca- g
xas com fumo americano do muilo boa ?
qualidade e a prego
do Crespo n. 12.
commodo: na ra
oquedeavaria
uracoes, os mais bonitos possi-
ito barato.
Fazendas de bom gosto
Recebeu-se peto ultimo vapor da Europa cor-
les de vestido de seda de delicadas coros, com 2
----------- coros, com 2
auados e 2 saias bordadas, indos enfeitos de
flores o froco para cabera do senhora, bonitas
chapelinas de seda para senhora e meninas, as-
soilimcnto do fazendas do mais apurado goslo e
mclhor qualidade, vendendo-so ludo por baixos
precos, no armazemde fazendas de Raymundo
Ciarlos l.eitc A Irmao, aterro da Boa-Vista n. 10.
Relogios.
-.De novo chegoram os afamados relogios in-
glezes de ouro.de patente, e eslao venda no
armazem do Rostro tookei & C, praca do Corno
Sanuto n. 48.
Relogios.
tes de gorgurao de seda c de casemira de fe
c,orcs c Prct0 a 55. 6 c 7, dilos de vellu- S
g do a IO5 o 12, camisas inglezas lanlopara
% ihomens como para meninos de todos os S
$ tamanhos,seroulas de todas as qualidades, g
^ chapeos de sol de alpaca a 5*. manteletes Q
g prelos de muilo bom gosto a 3()g c 40, ca- K
S jeques c fuslao bordados compridusa 3
=J 2(ig, chapeos de castor a Napoleo 8j, ricos S
i* manguitos de punhos bordados a 3|>50 e a ^
g 4g, ditos com golunjias a 5je 6$, gollinhas
H de traspasso bordado e transparente a 8$,
calcos de meia casemira padics modernos
a 5, colcltes de fustao de cor e de brim
prico.a 3$ e3S500e outras muilas fa-
zendas c roupas feiios que sero patentes a
presenta do freguez.
s a nfrnrTiTmiTiiiiBi lili i/' i nnnitiw a|ma?
Polassa da Russia
E CAL DE LISBOA.
No bom conhecido c acreditado deposito da
: ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
polassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambera
cal virgem em podra : tudo or creeos muito
razoaveis.
Ariaazein de fazendas.
Ra do Queimado numero 19.
Cortes do riscado francez 3 li2 corados a 250
Coberlas do chita a 2-j60J.
Chapeos enfeilados para meninos e meninas.
Ditos prelos finos, ultima moda.
Dilos de fcllro.
Cambraia organdys muito fina.
Chales de froco do Ires ponas.
Ditos de mcriu bordados de duas poulas.
Ditos muito finos bordados a froco.
Ricos chales de touquim branco.
Corles de seda de duas saias.
Luvas enfciladas.
Manteletes prelos borlados.
Lencos para algibeira, brancos, a 2$ a duzia.
Paralo superior, saceos grandes, tem para
veuder Jos Luiz de Oliveira Azcvedo. no seu
escriptorio da ra da Madre de Dos u. 5.
Taclias para eogeaho
Fundico de ferro e bronze
DE
Francisco Antonio Corris Cardozo,
ancos,! Ve.,dem-se relogios di"ouro inglezos, dona- ^ Um S^! G SOrllDientO de
de velludo e seda bordados para casamento, tente : no armazem do Augusto C. de \breu WCliaS defeiTO fundido. aSSIIll
ditos de velludo prelo bordado c de ceros boni- i na ra da Cadeia do Recito n 36
tas ; havendo outras rouitas^izendas, o tudo se I Vende-se superior linha de algodo bran-
venrto por prego mais baratos ,i, que em nutras case do cores, cm novello, par costura cm
f'~. !ji n 50, casa do Seuihall Mellorr C, ra do forros
1 n. da.
parles: na
de Cunba i
ra da Cadeia do I!-
Silva.
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
MUTILADO


Pura concluir a liquiduco d.>s Lizcndas
da extincta firma de Le te & Correia,
vendem-se asseguintcs fazendas, por
muito menos de seu valor, na loja de
cuatro portas da ra do Queimado
numero 10.
Sedas pretas tarradas, superior qualidade,
cavado 1JJ600
Crosdenaple preto muilo bom e largo, co-
vado 2g000
Jlito dito maia estreito; covado 1J600
Camisetas de cambraia para senhora, urna 800
Tiras e ntremelos bordados + 320
Sortimento completo de chita de cores,
covado
Cito de chitas largas (rancezas, bous pa-
drees e cores fixas, covado
Gangas de cores escuras e claras, covado
Cortes de catea de meia casemira alg600 e
Meias cruas |iara homcm, duzia
Citas para dito muito superior, duzia
Atoalhado adamascado muito largo, vara
Cassas de cores fixas c padros vistosos,
covado
Itiscadinho francez, covado
aiusselina de cores fixas, covado
Chales de laa cora palma de seda, um
Cortes de cala de casemira fina de cores
Ditos de dita pela
Ditos de collete de gorgurao cora palma
de velludo
Ditos de dito de gorgurao e seda
Ditos de dito de merino bordado
Lencos de seda pequeos para pescoeo de
senhora
ramio preto, covado
Dito superior, prova delimo, covado 38 e 1000
Snperior brim trancado de liuho, branco,
vara lgOOO
Dito dito de cores, vara 800
Meias brancas para senhora, duzia 35000
Ditas para dita muito superior, duzia 4000
Luvas de pellica para senhora, em bom
estado, um par lgOOO
4J-TVTTT"*-? rrr'yyr-YrryTYYTrT-yr*
DIARIO DE l'EBNAMBUCO. QLARTA FE1RA 28 DE DEZEMBRO b I80.
160
240
200
25000
2 $00
4*000
1 280
20
1C0
240
2MI00
5g000
6$000
3^000
2?000
3000
400
2500
Kua da Senzala iNova n. 2
Vende-se em casa de S. P. Jonhslon & C. va-
quetas de lustre para corros, sellins e silbos in-
glezes, t-andeeiros e eaiticaaa broazeados, lo-
nas inglezas, fio do vela, chicote para ca ros, e
montana, arreioa para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inalezes.
ttjjiaj!,arjmas am9 a s?e WB38
i
i
MOSELLE MOSSEliXl
LONDRES |
em garrafas c meias gar- I
ralas.
C. J. Astlcv & C.
Seguro contra Fogo
COMPAMIl

?
ATTElNClO.

Kissel, relojoeiro (rancez, vende relogios <<
de ouro e prata, concerta relogios, joias e <8
msicas, ja aqui he conhecido ha muilos ^
anuos, habita no pateo do Hospital n. 17.
Ai i&Jt. Na loja dosertanejo,rua
do Queimado n. 43 A.
Tteccberam em direitura de Frana, deencom-
menda, os melhores chapeos de castor rapadoss
sendo brancos e pretos, e as formas as mais mo-
dernas que lem vindo ao mercado, e por me-
nos que em outra qualquer parle, assim como
tambem tem um grande sortimento de enfeite,
de vidrilho pretos c de cores pelo diminuto pre-
-co de 4$ cada um, assim como tem chapeos de
eol de panno a 1JJ200 cada um em perfeito esta-
do, aberturas brancas muito finos a 320, ditas de
s^iiao de linho a i$ urna, cambraia pela tina
a 360 o covado, e a vara a560,e a 040, gangas
de cor a [i40, brim branco de linlio a 1.3200 a va-
ra, colleles de velludo de furla-coresprotos a
"$400, ditos pretos a 8 e a 93, calcas de case-
mira de cor a 7, 8 e I1g, ditos prelbs a 7, 9 e
12$, colleles de gorgurao a 4, 5 e 6$, saceos pa-
ra viagera de diversos lamanhos, eias cruas, por
ser grande porco, a 1^500, ditas a lg600 e 23 a
duzia, finas a 3 e 4$, chapeos enfeilados para
meninos e meninas e senhoras por qualquer pre-
co, e tudo o mais aqui se encontrara e preco,
nao so deixa de vomnder.
A 500 rs. a peca
^WS&ts&Si&ias! Tachas c moendas
muito bons a 400 rs. o par, pulseiras de comas
para senhora ou meninas muilo lindas a 160 rs.
para acabar; na loja de-miudezas do aterro da
Boa-Vista n. 82, quasi confronto a matriz.
LONDRES
AGENTES
5 C J. Astlcy & Companhia. I
Meias de seda de peso
para senhora, brancas e pretas, c para meninas,
brancas e riscadas : vende-so na loja de Lcile
& Irmao na na di Cadeia do Recife n. 48.
|?&;i:*>' m M39BI
i Vcnic-se i
I Folha de cobre e Metal g
amarello.
| Estauho em barra c Pre-
1 gos de cobre. |
i AlvHiadc eVerniz copal.
| Folha de Flandres.
| Palhmha para marci- g
2 nciro.
Viahos finos de Champa- 2
nlic e Moselle.
Lonas da Russia c Brim
de vela : no armazem
de C. J. Astley fe C.
Fazcola cein avaria.
pechincha sem igual.
Na loja do Preguica, na na doQucimado n.2,
tem para vender pecas de algodo largo com 10
varas cada urna, pelo barato preco de 13, pecas
de cassa lisa tina o 2$500 : a ellas, antes queso
acaben.
IfcOOO
13000
900
500
.obertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vmdos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
Southall Mellors & C*
Bandeiras nacio-
naes.
Vendem-se na ra doQucimado n. 7, bandei-
ras oacionaes de varios lamanhos, muilo bem
Caitas n 800 rs. cada urna.
Vendem-se canoas de amarello, de 25 a 35
palmos de comprido, com bocea sufficiente, mui-
10 bem fuilas, por preco commodo : na rua do
Vigario n. 5.
Cera e Sebo.
Vende-se cera de carnauba muito superior a
1-29000 n. velas de dita e de eomposifo, sebo
refinado era caixoles. diio em vela?, na rua dn
Cruz, armazem n. 33.
Braga Silva & C, tem sempre no seu deposito
da rua da Moeda n. 3 A, um grande sortimento
de tachas e moendas para engenho, do muito
acrodilado fabricante Kdwin Maw : a tratar no
mesmo deposito ou na rua do Trapiche u 44.
Fazendas com pequeo
de avaria.
toque
Pianos
\
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na prora do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ullimo gosto. recentiraerite
clu'gados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e
muilo proprios para este clima.
Fildelinhoiavrado,
a 1$500 a vara.
Vende-se na rua do CabugA n. 2 B, loja de
miudezas de Joaquim Antonio Dias de Castro.
Vende-S" um carro de 4 roda?, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 prssoas de
Ifiiiro, c nm assento para boleeiro e criado fra,
turrado de panno fino, c tudo bem nrranjado :
para fallar, com o Sr. Poiriei no aterro da Boa-
?ista, e noescriptorio de James Crabtree & C. n.
4i, rua da Cruz.
diados piulados para
cobrir mesa,
de muilo bonitos padres e de superior qualida-
ii.": na loja de chapeos de Joaquim do Oliveira
Maia, na prac.a da Independencia n. 24 a 30.
= Vendem-se dous aunis com brilhante, sen-
<1o um de bom tamanho, e um alinete tambem
emn 11 tn brilhante, e bem urna corrente para re-
ln^'io com bastante pso, e talvez do tnelhor gos-
10 que aqui tem vindo: na rua do Amorim 11.
33, segundo andar.
Farinhade man-
dioca.
Vende-se a 5J a sacca: sa rua da Cruz, arma-
f.r.m n. 26.
Vestidos de seda.
Riquissimos cortes de vestidos de gorgurao de
seda de duase tressaias. ditos de seda de phan-
lasia, todos em#scis grandes cartes : vendem-
11 loja da rua do Cabugin. 8, de Alratida &
tlurgos.
Challv de seda.
Finissiraos challys de seda estampados, de
Hoslo chinez : venilo-se na loja da rua do Cabu-
.'i n. 8, de Almeida & Burgos.
nfeits para cabeca de se-
nhora.
Lindos enfeites de flores com filas de seda e
i" velludo, dilos de vidrilho prclus e de cores,
romo tambem cac-hos de flores francezas : na lo-
i 1 la rua do Cabugi n. 8, de Almeida & Burgos.
Manteletes de gorgurao de se-
da preto.
Tin ritos manteletes. vendem-H na rua du
i>buga, loja n.8, de Almeids A Burgos.
Vemle-se urna preta crioula, de idade de
;2 anuos, bonita figura e. com habilidades : na
rua Nova n. 52. loja de Lotica, desdo a; 10 horas
..i 2 da larde.
E' pechiiiflia.
Na loja do Preguica, na na do Queiraad n.
2,ha para vender peca de linissimo e muilo
largo madapolo, pelo baralissimo pre;o de 5,
396OO e3j00: cheguem, antes que se'acabem.
Chapeos de caslor pretos
e brancos
Na rua do Queimado n. 37, vendem-se os me-
lhores chapes de castor.
Aviso.
No armazem de Adamson, Howic & C. rua
do Trapiche n. 42, vende-se selins paraJomem
e penhora, arreiosprateadospara cabriolct, chi-
cles para carro, coleiras para carallo etc.
Na loja da estrella.
Rua do Queimado n. 7.
Este estabelccimento contina a eslar sorlido
de fazeudas de todas as qualidades comosejam:
Ricos cortes de vestidos de sedado 3 lo-
lliose2 saias, c Aquilc }J
Palelols de panno 20000
Ditos de dito muito fino 0.S000
Ditos de casemira de cor jtOOO
Ditos de alpaca pretos muilo finos e
mais abaixo 0
Dilos de ganga e de brins 5j
Calcas de casemiras pelas e de cores 5
Ditas de btim branco e de cores
Golletes de velludo preto e de cor- s.
Dilos de gorguiiio muilo finos g
Dilos de fustao
Camisas francezas de todas as qualidddi s
Capara homem $
misas francezas bordadas para senhora 5
Laques da melhor qualidade c do ultimo
goslo S
Maulas e grvalas de seda de todas as qua-
lidades 8
Chapeos de sol de seda nglezes g
Dilos decastor para cabera muito finos
Dilos pretos os melhores que tem viudo
ao mercado
Taimas pretas do ullimo goslo
Casemiras de cores para paletot
Corles de casemiras inglezas 2-iOO
Ditos de dilas francezas 58500
Ditos de ditas muito finas 93000
Chapeos Amazona para senhoras e me-
ninas
Machinas de costura
de S. ll.Singer &C. do
Nuw-York, o mais aper-
feicoado systema, fazen-
do posponto igual pelos
dous lados da costura,
garante-se a SCguranca
das n achinas e manda-
se ensinar as casas de
familia, bem como se
mostrara a qualquer ho-
ra do dia ou da noite
nesta agencia : nicos
agentes em Ternambuco Uaymnndo Carlos Lei-
tc & Irmiio, aterro da Boa-Vista n, 10.
Era casa de Rabe Sclunettan &
C, rua da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumoun dellatnburgo.
Vestidos de seda.
Vendem-se cortes de vestido de seducom 2e3
babados. armado?, de 20 a 409 cada um sendo,
que seu valor moavel era de 80$ : na loja de i
portas da ma do Queimado n. 10
RACINC SADDLES.
lia para vender-so sellins leves muito ro riiis
para as prximas corridas : em casa de VdamSon
llovvie & C, rua do Trapiche n. 42.
Descoberta.
Queimado n. 40.
Grande c variado sortimento
DE
Fazendas francezas erou-
pasfeitas recebidas em di-
reitura pelo ultimonavio.
Do-se as amostras com penhor.
Ricos cortes de vestido de seda do cores
de 2 saias............................ g
Dilos de ditos de seda pretos bordados a
velludo.......................;....... y
Ditos de ditos de seda de gasa phantasia $
r.ieasromeiras defil e de seda bordadas
Taimas de grosdenaples bordadas...... g
Chales de touquim branco bojdadosa
, 30e.................bOgOGO
Grosdenaple de cores de quadrinhos co-
.vado................................. Ig200
Dito de dito liso covado................ lj>8O0
Seda branca lavrad. corado lg600 a.... 2600
Grosdenaple prelo lavrado covado...... tSOOO
Dito dito liso encorpado a lgfiOOe.... 2g500
Dito dito com 3 palmos de largura a
1S600 e.............................. 2$500
Sarja de cores larga com 4 palmos de
largura covado a. .................... 1J>500
Gaze de sedada China de floreselistras
covado a............................ l&OOO
Follar de seda do listras gosto novo co-
vado.................................
Setim de escocia e diana de seda covado
Chaly de flores novosdesenhos covado
Dareje do seda de v as qualidadcs co-
vado .................................
Meio velludo de cores covado.......... lj>500
Velbulina de todas ascores............ 700
Setim de todas as cores liso covado ... 800
llrilhanliiia branca muito fina a....... 500
Chitas francezas claras e escuras a 260 e 320
Casemira preta fina algiOOc.......... SfBOfl
l'anno preto e de cor Uno provade li-
mo a 3g500 a........................
Cortes de casemira de cor a 5$ e........
Cassas organdys de novos desenhos a
vara..................................
Ditas francezas muito finas a............
Manguitos de cambraia transparente bor-
dados muito ricos....................
Golinliasde cambraia bordadas depona
Ditas de dito bordadas a 600a..........
Tiras e cnlremeiosdecambraiabordados
lliras mantas prelas de linho para se-
nhora ................................
Ditas ditas de blond brancas e pretas..
Chales de soda decores, pretos e rosos..
Ditos de merino bordados com franja de
seda..................................
Dilos de dito dito de la..................
Dilos de dito liso dito de seda..........
Dito de dito dito de l..................
Dito de dito estampidos lino lista de
seda..................................
Lencos de cambraia de linho bordados
finos..................................
Ditos de alsodo de l.ibyrintlioOe""
i apellas brancas para noiva............
Enfeites de vidrilho preto e do cores___
Aberturas para cam sa de esguio de
linho..................................
Ditas de dito de algodo brancas ? de
cores..................................
Saias balao modernas.................. 6SO00
Chapeos francezes forma moderna...... 8?50)
Cravatqs de seda depona bordadas a
velludo ..............................
Camisas francezas de cor e brancas
Unas alSOO e........................
Ditas ditas de fustn branco e de cor___
Ditas ditas de esguio muilo finas mo-
dernas ....................... ........
Seroulasde brim de algodo e de linho
Galeas de casemira preta setim 9g e....
Ditas de dilas de cores 8g e............ 10:?000
Dita de meia casemira ..,.............. 4$5000
Dijas de brim fino e varias qualidades
3*e Colleles de velludo, gorgurao,
casemira e selim....................
Casaras de panno preto muilo fuio 303 e
bobrecasacos e paletots de panno preto
fino 249 o............................
Paletots do casemira mesclada golla de
velludo
7g00O
7JOO0
1B000
500

9
18500
I
I
s
I
75O0
7^090
C&O00
4500
89000
f
15000
i

8
8
8
5?g500
25500
S
I
ngooo
53000
40gO0O
359OOO
18SOO0
,,"^'.............................. I Oj^HfU
Uiloa do alpaca prela muito finos...... 10.300!)
Dito^da merino solim pretos e da cores MODO
Dilos de meia casemira.................. 7$600
Ditos de alpaca pretos e de cor forrados 6^500
Dilos de brim branco epardo linos...... 6JO00
Ditos de brim de quadrinhos linos
.H^OO c.............................. 5gf)00
pito de alpaca preto e de cores.......... 3JJ5O0
elogios de ouro patn........tes...... g
Vende-se um ptimo escravo pardo, de 16
annos, proprio parapagem, sadio e sem defeitos:
na rua do (Jueimado, loja n. 39.
Roupa fe i la.
Na rua do Cabugi, lojn n. 8, do Almeida fc Bur-
gos, alem de granje sortimento de roupa feta
fraiicpza, como sejam, paletots, casacas, calcas,
colleles de panno lino, casemiras, eoutras fazen-
das, tem um sortunenio de fazendas finas, cal-
cados e perfumaras, que vendem por preco com-
modo.
Vende-se muito em conta, por ter de ser
substituida por outra, ima armaco de loja, pro-
pria para miudezas, calcado ou'oulro qualquer
esMbclnciracnlo : a tratar na rua do Cabugi nu-
mero 11.
Pedrasde
amolar,
de boas qualidades : vendem-se ua rua da Praia,
armazem n. 78.
Loja de miudezas eferra-
gens, na rna Direila n. 0.
Para u bello sexo.
Neste estabeleeimento se est queimnndo por
lodo preco, riquissimos pontea de tartaruga de
todas as qualidades, dilos de massa irnperatriz
Isabel, enfeites de vidrilho preto. ditos de froeo
dp lodas as cores, luvas de seda de diversas qua-
lidades, liuissimas ligas para pemas, filas do se-
da e de gazia, Lieos de blond. pulseiras de cen-
ias, bolees para casaveque, flores para enfeiles
de vestidos, e outras muilas fazendas de lei e de
bom goslo.
Para horneas.
Grvalas de todas as qualidades, pelos orcos
de Ir*!'*), lgryK), Ig e OO, collarinhos a l'ino'u,
pelo diminuto proco de 500 rs., alfinetes para
manlos de verdadetro rhequismo por 400 rs.,car-
teiraspara algibeira, d> todas as qualidades, cha-
peos baldes e de copa baa, por diminuios prc-
cos, bengalas de apurado gosto a 2g, 1600 e
1 500, e outras muilas fazendas parj o cotnniun.
Para pastis.
Na taberna da estrella do paleo do Tamizo n.
1 i, vendem-se oncoreti s com azeitonas a 1go00,
em garrafa 320, banha deporcoa 6 10 rs. a libra,
louciiiho de Lisboa a 400 rs., farinha do reino a
160, vinagre n 32'l a garrafa.
Vendem-se saceos com farinha de mandio-
ca do superior qualidade, saceos com arroz de
casca,-dito pilado, feijo mulalinho, gomni.i do
Aracaty, coudnhos de cabra, esleirs de palha
de carnauba, rassouras de dita, ludo se vende
por menos que em outra qualquer parle : na t.ua
do Rngel n. 62, armazem.
Chita raiiceza a 220 o covado
Na loja de I.ciie oV Lrmios, na rua da Cadeia
do Recife n. 4b, vende-se chita franctv:. muito
lina a 220 o revado.
Attenco,
Vende-se urna pequona niobilia de urna se-
nhora que se retira para o Rio de Janeiro : qium
a pretender dir(ja-6e rua da Gloria n. 106.
Fil de seda liso. IQucijos rte Minas.
GRANDE
pechincha.
Na loja do Preguica, na rua do Queimado n.
2, vendem-se pecas de chitas finas de cores fixas
e de escollados padres com 38 covados cada
nina, pelo baratissimo prec,c de 5g800, c em re-
talho a 160 o covado.
Vendem se na loja deNaburo & C. na rua
Nova n. 2, ricos lencos de cambraia de linho
bordados para bailes, allinntes dourados para se-
gurar enfeites de cabega, chapelinas de senhora,
grvalas de seda brancas para homem, luvas de
pellica de Jouvin para homem e senhora, borze-
guins de setim brancos o pretos para senhoras,
etc., e outras muilas fazendas de gosto.
Coberlas de chila a 2$,
Rua do Queimado n. 19.
Vendem-secobertasde chila a 2, cortes de ris-
cado fraocez a 2g500, lencos de cambraia para
algibeira a 2ga duzia.
2SO00 e 28SOO a peca.
Algodo trancado americano branco, proprio
para toslli o roupa de escravos, cora um pe-
queo toque de agua doce : no armazem de fa-
zendas da rua do Queimado n. 19.
Cheguein ao barato.
O l.eite & Irrao conlinuam a torrar na rua
da Cadeia do Recife n. 48, pecas de cambraia li-
sa cora 10 jardas a 4&5O0 e 5g, lencos de cam-
braia de linho a 3# a duzia, cambraias muito fi-
nas e de lindos padres a 610 a vara, meias fi-
nas para sen bota a 3J800 a duzia, ditas cruas In-
glezas para hornera e meninos, chales de meri-
no lisos a 4g500, e bordados i 63, paletots de
alpaca preta e do cores a 59, ceroulas de linho
e algodo, camisas inglezas muito superiores a
60 a duzia, organdys de lindos desenhos a
ljytOO a vara, cortes de cassa chila a 3$, chita
franceza a 240, 280, 300 e 400 rs. o covajo, pecas
de madapolo com 30 varas a 4g800, 5g, 5g50,
6,7 e 8J, chitas inglezas de cores tlxas a 200 rs o
covado, toalhas para mesa a 3 e 4#, cortes de
calca de brim do linho a 2$, ditas de meia case-
mira a Z&240, vestuarios bordados para meni-
nos, e outras muilas fazendas que se vende por
barato preco.
Em casa de N. O. Bieber
& C. rua da Cruz n. 4, vende-se ;
Champagne de superior qualidade de marca acre-
ditada na corte.
Tinta branca superior em oleo, latas de 25 li-
bras, por coramodo preco caitas de 4 latas.
Verniz e verniz copal.
Algodao/inho da fabrica Todos os Sanios da Ba-
ha.
Brilhantes de diversos tamanhosc de priraeira
quaridado
ro
IMxRNUlA
PA
Vende-se ca rua do Cabug n. 2 2, Icjr de
miudezas d; a-juim Antonio Di?.? fle Castro,
Vendom-se que!/1? dcHinasmuftosapericrrsa
2$ cada um : r.r- rtt lo lajpCTadof, nntlgan
rua do Cc'l
sortimento de cha-
peos.
Cliapeos de castor pretos de superior qualida-
de a 10, ditos fnucezes de seda a 7g, ditos de
castor brancos a 14g, ditos de velludo a 8e 9,
ditos da lontra de lodas as cores muito finos, di-
tos do palha inglezes de copa alta e baixa a 3 e
5g, dilos de fel 1ro, um sortimento completo, de
2g3O0 a 68500, ditos do Cirilo do 3*500, 5, 6, 8,
9, lOe 12$, ditos de seda para senhora, dos mais
medernos, a 12g, chapelinas cora veos do ulti-
mo jjosto a 15*. enfeites finissimos para cabeca
a fjOO e 5>, chapeos de palha escura, massae
seda, muilo proprios para as meniuas de escola,
sendo os seus precos muilo em conta, ditos para
baptisado de meninos e passeios dos mesraos,
leudo diversas qualidades para escolber; bonets
de galao, dilos de marruquim, ditos de vellu-
do, ditos enfeilados, chapeos de boa qualidade
para pagem, chapeos de sol de soda para me-
ninos de escola, e mesmo para senhora e para bo-
rneas j finalmente outros muitos objectos que se-
ria enfadonho mencionar, c ludo se ven de mui-
to em conta ; e osseuhores freguezes a vista da
fazenda licarao convencidos da verdade : na bem
conhecida|ioja de chapeos da rua Direila n.'l,
de Benlo'oc Barros Feij.
VINHODK CAJ'.
Vende-se nos Afogados, rua do Molocolorab
u. 42, lauto o relalho corno era poreoes, assim
como oulios quaesquer gneros.
Proprio para igreja.
Na "toja da aguia de ouro,rua do Cabug n, 1 D,
vende-se bicco largo de labyrintho com cnvelus-
nas, proprio para altar; assim como gales, tri-
nas, volantes e ilhamcs, panJeirinhos ricamente
enfeilados proprios para presepe, que se vende
ludo por preco muito barato.
Pentes de tartaruga.
Na loja da aguia de ouro, rua do Cabug n. 1 B,
vendem-se lindos pentes de tartaruga Irnpera-
triz, de 10J a 14#, ditos sem ser virados a 4},
ditos de massa virados a 2g, ditos lisos a lft e a
2j>, ditos de travessa de borracha para meninas
a 1JJ20J de massa a 800 rs., ligas muilo lindas
para senhoras a 23 o par; assim como plumas
muilo finas para chapeos ou enfeites, cestinhas
muito lindas para meninas trazerem no brago,
pianos muito lindos proprios para minino, eaixi-
nhas de costura para senhoras, bonecas e none-
cos de cera e de massa de todos os lamanhos com
olhos mnvedicos.realejos grandes e pequeos que
tocam 30 pegas, tocando como msica instru-
mental, dilos de figuras, tocando 8 pecas execu-
cutados pelas figuras, ludo islo se vende muilo
barato, por se terem recebido era direitura du
Europa.
Para enfeites de sala.
Na loja da aguia de ouro rua do Cabug n. 1 B,
vendem-se os ricos quadros dourados c desenhos
mais fino que lem vindo a esto mercado, assim
como jarros com flores e sem ellas, e (guras para
cima de mesa, assim como loueadores finos cun
gaveta, que se vende por baratissimo preco
Luvas Ae toi\as as i\naU-
dades.
Na loja da aguia de ouro, rua do Cabug n. 1 B,
vendirn-sc luvas de pellica muilo frescas para
homem e senhoras n 2500 o par, dilas fiu da
Escocia a 800 rs., dilas de algodo a 210, dilas
de seda enfeiladas para senhora a 1p600 e 2$,
ditas para menina a 19 : assim como lindas ban-
dcij.ii e caixinhas chelas de amendoas proprias
para mimo e flores de todas as qualidades ; tudo
se vende por preco barato, vasta dos fregueses
se far lodo o negocio.
= Vendem-se saceos com farelo de Lisboa de
superior qualidade em saceos grandes, milito
muito novo, e se vende por menos que em outra
qualquer parte: na rua do llnngeln. 62, ar-
mazem.
FUNDIDO LOW-MOW,
lina da Senzala Yova n. 42.
Neste estabeleeimento continua a haver um
comapleto sortimento de moendas e meias moen-
das para engenho, machinas dp vapor e laix.is
de ferro batilo e eoado. de todos os lamanhos
para dio.
Cortes de vestidos
de seda
Na rua do Queimado n. 37 loja de A
portas acaba de recitar pelo ultimo
navio vindo do Havre um completo sor-
timento de vestidos de seda de 2 saias,
2 babadose de avenlal,os qnaes se ven-
dem por preco coramodo.
Chapelinas de seda c de
velludo para senhora.
Ricas chapelinas de seda c de vellu-
do para senhora: na rua do Queimado
n. 37, loja de i portas.
Golas e manguitos.
Ricas golas c manguitos de cam-
braia : na rua do Queimado n. 37, loja
de 4 portas.
Manteletes
Ricos manteletes de grosdenaple ri-
camente bordados: na rua do Queima-
do n. 37, loja de 4 portas.
Pentes de tartaruga.
Ricos pentes de tartaruga para alar
cabello: na rua do Queimado n. 37,
loja de 4 portas.
Camisas francezas
Ricas camisas francezas tanto de
peio de linho como de algodo e de fus-
tao: na rua do Queimado n. 37, loja de
4 portas.
Bonets para enanca
Ricos bonets de marroquim para
enanca: na rua do Queimado n 37, lo-
ja de 4 portas.
Ferro reduzido de
Quevenne,
Privilegiado em seu modo de
administraco pela acade-
mia de medicina de Paris.
Os felizes efleitos do ferro em um grande nu-
mero de enormidades sao feralmente conheci-
dos. As cores plidas, as ores brancas, o cm-
pobrecimenlo do sangne com os males do esto-
mago, e as palpilaces, que sao delles a conse-
quencia : laes sao os priucipaes casos em que o
ferro indicado, o para cortos temperamentos
fracos elle 6 um complemento quasi necessario
de alimentncao. A superioridade do ferro de
Quevenne de lodas as prcparaees rr.arciacs a-
quella que inlrodiiz mais quantidade de ferro no
sueco gstrico em um peso dado. Deposito em
l'ernambuco, pharmacia do Pinto, roa larga do
Rosario n. 12.
Em casa dos Sis. lieury Forstcr
& C. rua Dous carros americanos novo?.
Arreios americanos.
Bombas.
Arados.
Champagne superior.
Cognac.
Relogios americanos.
Velas com toque de avaria
Attenco.
>ende-se urna canoa de cara-ira, construida
de sicupira, amarello e louro, encavilhada e pre-
gada de cobre, forrada com zinco, com paos de
toldo, toldo e guarda patrio, bancada e xadrez
do melhor goslo que poilc apparecer : a tratar
na rua de Hurlas n. 11.
Aramia ga-
rantida.
Ba do Queimado n. 37.
: A 30J coi les de vestidos de seda quecuslaram
i o);?, a I63 corles de vestidos de phantasia que
cuslaram 30>; a 8$ chapelinhas para senhora:
na rua do Queimado n. 37.
A prazo ou a di-
nheiro.
Vende-se a cocheira da rua da Cadeia de San-
to Amonio o. 7, tendo 5 canos e 1 rico cope
sem uso algum : quera pretender, dirija-se.
jmesma,que achara com quem tratar.
Bonels para crian-
aneas.
Bonitos bonets de panno fino guarnecidos de
velludo, cora pluma, obra de muito gosto. pelo
baratissimo preco de 5 cada um : na rua fio
Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Novas e verdadei-
ras luvas de Jouvin.
Mu finas e novas luvas de Jouvin ricamente
enfeiladas, para senhora, proprias para bailes e
casamentes, ditns igualmente finas, lisas, tanto
para senhora como para homem : na rua do
Queimado, loja d'aguia branca n. Ife.
Vcnde-se urna bonita escrava crioula, de
22 a 2 anuos, sem defoito algum, chegada ha
poneos das do sertao, por 1:501*5. ou ainaa por
I menos alguma cousa : na rua do Queimado, cas
do Sr. coronel Gouvcia.
Gravatinhas para
senhoras e meninas.
Mu bonitas e delicadas gravalinhas de fino fi!i>
de seda, com borla e franja, e de goslo moderno,
pelo baratissimo preco de 2J cada urna : na ma
do Queimado, lojajl'aguia branca n. 16.
Nahiiro & C. com loja na rua Nova n. 2.
acaban de receber pelo uhimo navio francez urn
lindo sortimento de roupa feita, como sejara.
casaca de panno tino, sobrecasacos de nanno pre-
to e de cons, palelols de panno pr#to e de co-
res, ditos de casemira de cor, ditos do bnra bran-
co e de cores, ditos de seda, calcas de casemira
prela, ditos de cures, ditas de brim branco c de
cores, colleles de velludo, dilos de seda, de ea-
semirn, dilos de cachiraira branca, dilos de te-
lio, camisas brancas e de cores, ditas de fusto
ditas de [ieito de linho, inglezas, ceroulas de li-
. nho, ditas de algodo, dilas de meia, camisas de
; flanella, ditas de meia, dilas de casemira, tenes
as que usara os empregmlos da estrada de ferro.
i e outras muilas roupas hitas por menos do qu
I outra qualquer parle.
= Vcnde-se no armazem de Jos Antonio He
reir Dias & C na rua da Cruz n. 26 .
Mercurio doce.
Kelroz.
i Linhas em novellos.
! Cera de Lisboa era velas.
i Graxa ingleza em boies.
Lazarinas e clavinoles.
, Chumbo em lencol.
; Hilo ile munlcao.
Ferros de ac para engommar.
Pregos de ferro de tudas as qualidades.
-. Ditos francezes sonidos.
ATTENCO
Vende-se a mellior loja de fazendas da rua do
Imperador n. 9, com poneos fundos, a prazo cu
a dinheiro : a tratar na mosm'a.
Brim trancado de linho todo
preto,
fazenda muito superior; garante-se que nao
[ desbota : na rua da Cadeia do Recife n. 48, lo-
ja de Leitc & Irruao.
Vendem-se na rua do Cabug n.2 B., loja de-
miudezas do Joaquim Antonio Dias de Castro.
Admira.
Velas de espermarele a 750 a libra, ero caisa
e a relalho : na rua Nova n. 52.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 4# cada
um : na rua do Oneimado n.37, loja de 4 portas.
A fabrica de bcgtas de cera de carnauba de-
ruade Hortas n. 110 j Irabalha e tem as melho-
rolas que bao mercado; o preco em arroba
6 16) al S libras, e a mais a 560 a libra,
Pechincha.
Enfeites de vidrilho pelo baratissimo preco de
3J0J0, eslo-se acabando : na loja da rua do
Cres| d de \ Iriano o Castro.
Na rua da Cadeia do Recife n. 1.
v*.-.*.-;!tf*,'..
i^
*-.- ..,-.
Rap.
N.i rua larga do Rosario, passando a botica a
segunda loja de miudezas n. 40, vende-se rap
lino do Rio, rap grosso, dito meio gcosso, diln
Paulo Cordeiro, muilo fresco, chegado agora do
Rio de Janeiro, rap rolo francez ; todo este
rap vende-se tanto em libras como em oliavas.
=: Vcnde-se um terreno proprio rom 258 pal-
mos na rua Imparial, lado da sombra c da mere
pequea, o seu fundo 6 immenso e vai n baixa
mar, oflerece muitns vantagens: os pretendentes
dirlj.-ini-se n taberna n. 79 no largo da Penha
conirontandn a botica.
Ruada Irnperatriz
numero 2.
Vendem-se superiores qiieijos de Minas a 29500,
ditos suissos a 1} a libra, muito frescos, supe-
riores charutos da Havana a 8j a raixa, cham-
pauha em qaartos di garrafa a 800 rs.. meias gar-
rafas de rite mozeHes, caixinhns de peras, di-
las de amellas, ditas do figos de flor ; neste es-
tabelccimento enconlra-se toda a qnalidade de
gneros, lude bom e precos comrr.odos.
Vende-se um escellente cabriolel le
*.e : na rua do Aiagao n. 37.
Cera de carnauba.
Na rua da Cadeia do Recife, loja n. 50, de f.u-
nha c Silva, ha para vender cera de carnauba
superior, rccenlementc chegada.
= Vende-se um sitio com 200 palmos de fren-
te e 200 de fundo, no lugar da Torre, margom
do Rio Capibaribe, com urna granae e moderna
casa de vi venda, cocheira, estribara para 4 ca-
vados, gallinheiro, cacimba cora tanque c bom-
ba, baixa para capim, todo murado na frente, e
lado com porto de ferro : os pretendentes podem
diricir-se ao agente Pestaa, que se acha ontori-
sado a dar as necessarias infoi macos, ea tratar
da venda sob as condicoesestabelecidas ao mes-
rao pelo legitimo proprielario. O dito sitio todo
em chaos proprios,
Cera de carnauba.
Vende-se na rua da Cadeia do Recife n. "),
urna porco de cera de carnauba e couros de
catira.
Eseravos fgidos.
Ftixio d engenho Sap, no dia 7 de marco
renle auno o mulato Virissimo, de 50 an-
uos pora o mais ou menos, estatura regular, cal-
vo, barba lo, e rostumava a fazera barba deixan-
-, muilo regrisla e tocador de viola,
issignar o nomc e fazor algumas lettras do
conta, eolendc alguma cousa de purgar assucar;
para as bandas do engenho Araguary, ou
S. francisco, termo de Porto Calvo da provincia
de Alagoas, foi escravo do Sr. Francisco Bolcfto
do I'a. c de um padre que morn no Brejo'da
Ua Ir de Tcos ; roga-se perianto as autoridades
e capitaes de campo a captura do meheionado
escravo ; assim romo proiesia-se desde j contra
quem o honver occnllado por todo o prejiiizo cc-
casionado desde odiada tuga alem de se proceder
criminalmente : quem o pegar leve-o ao mesmo
engenjio Sap, ou no Recife roa larga do Rosario
i 1 i, que ser recompensado com l$.
I'ugio no dia 12 de dezembro do engenho
Junqueira comarca do Cabo, o escravo Manuel,
com os signaos segiiiutps : mualo alvo, com ca-
bellos pretos e estirados, foio de cara, grosso do
cavo, baixo. pernns arqueadas, ps feios, repre-
senta 20 anuos de idade, nao lem barba nenhu-
ma, canlioto, qiier passar por forro e procura o
serlo lodas as vezes que foge : quem o pegar
lere-o ao dito i-iigenho.niide mora o abaixo as-
signado, que recompnsala rom 100;$.
llanocl Filippe de Souza Leo.
Dos premios maiores de 204 da 38 lotera concedi-
da para as obras da casa de coneccao
a corte; extrahida no Rio de Janeiro,
em K> de dezembro de 1859.
f*8. PKBS. >?. t'Kh.Ms. No. PKEMi.l >s. P rtEM. nj. PBEU>. S. 1 RBMS ns. riifcv-.
6 100? 721 1009 1551 loa .'-/ni 40fl 3713 10$ 4356 10.000a 5398 49*
29 100* 37 2005 82 100$ 71 IOS 11 '.05 58 200)} 5527 100?
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8)
DIARIO DE PERNAMBUCO. Ql ARTA FRIRA 28 DE DEZMEHRO DE fftM.
Variedades.
A vn\- dos animaos feroz es na
Almera.
O animal triumpha em Algorn ; elle o nb-
joclo principal le todas as conversares. Para
abuogar aproinp(a-se loo; reserva-so a ptm-
ihi'ra para o j.niiar, o para a iigeiramerenda bas-
ta o gato, o ligre o a hyena. Tor visto o leo
equivale a ter visto o lobo em Franca.
Os tocadores de animaos foro/os san pois esli-
mados o procurados. Sao os pensadores e os ar-
tistas do paiz. Suas pioezas passatn do bocea cm
bocea. As damas Ihes lecem mil coras ; ellas
voluntariamente os atain com cintas romo na
idade mediase fazia aos ra valle ros que iaiu con-
quistar o turnlo do Christo, e us deificavam em
cuna do Ibronu de Hercules ou do Tnesoo.
Meu cagador de lenes e de pantheras est com-
pletamente desconhecido, e se me nao livesse
encontrado com elle em Souk-Arras, indubia-
vclmente elle morrena desconhecido do inun-
do europeo, levando em sen caixo sua bel-
la epopa dos trinla e nove lees e das quinao
pantheras que tcm uiorto e que lem mar-
cada sen corpo com un hadas e deniadas, beijos
e apertos do animaos eozes, que eu os lenho
visto e apalpado. Tenbo visto cicatrizes ainda
.iberias pelas unhas da lea sobre o seu omo-
plato e teuho apalpado os baixos de seu crneo,
avado pelos golpes do denlo da fera. Quanlo
a lista de suas presas, ella est inscripta nos re-
gistros da armazem arabo de SoukArras. Nao ha
.Sao Thom que duvide da realidade dos lac-
ios, assiiu eslereotypajos no ppele no hornera.
Ahmed-ben-Amar contou-me elle niesnio suas
pioezas. Kscrevo ueste niomento sua odyssea
conforme as notas e lapis que loraei cscutando-
0 na floresta de Ain-Sauour. Como podereicom-
miuiicar a nieus loitores as mpresses terriveis
que os seus contos me teni feito experimentar ?
Que peuna peder realisar com esse Ihoalroem
accio, esta palavra viva, ardentc, concisa, colo-
rida, modulando os tons os mnis eslranhos: ru-
gidos do le.io, vosda paulhera, latidos quoi-
xososdo chacal, at os movlmenlos nocturnos das
florestas -esees olhos, que por seu brilho e sua
firmeza raagnetisam o animal feroz,essa phy-
sionomia movel representando alternativamente
a esperance pacifica do perigo, a resoluco, o en-
thusiasmo, o orgulho ;casa pantomina pondo
em inovimenio todos os signaos, lodos os mov-
menlos, todas as rreages da natureza ? Ben-
Amar o primero homem que me lem feito
eomprehender que no homem se resume o thea-
iro completo e seus meios do aeco.
Ahmed-beii-Amar tem posto' sou ninho de
agina sobro uw pinino da floresta do Ain-Sa-
uour, que rola seus ramos de carvalho e faz cor-
rer sous barrancos de prolilidade al a planicie
onde existe Souk-Arras singular cidade. an-
Dga Thagaste, cidade nativa de Santo Agos-
linho, que foi destruida pelos Vndalos ; sua
posigo sobre o eaminho de Carthago llip-
pon.i Ihe dava todava urna grande importan-
cia. Thagaste fazia paito da Numidia. O campo
de batalha de Zaina, no qual se dicidiopela der-
rota deiiiiiiva de Annibal, a ruina de Carthago.
Estaregao fui igualmente o theatro das opera-
jtoes militares contra Jugurtha, c da derroia dos
Vndalos por Belizario. A'Thagaste liga-sea lora-
branca dos grandes nomes da'anliguidade.
Km 1856 oem 1857 ainda. antes que Ben-Amar
1 impasse esla regiao de lees e de pantheras, nao
se poda vir sem perigo do Souk-Arras a Boua ;
era preciso fazera partida do leo ; e feliz a ca-
ravana que passava saa e salva deixando em sua
trazena alguma nula ou cavallo para o rei das
florestas. Hoje, graga aos hecatombes do Ben-
Amar, que tem feito obra de gastador da civili-
saco, a estrada segura, a menos que se nao
eaminho ou cavafgue do lado da fronteira tune-
siana ; enloarrisca-sc a cahir em urna embos-
cada de Conirs, tribu de piratas que cercara
sem cessar as nossas fronteiras de Callo e de
Souk-Anas, procurando alguma pieza para de-
vorar, quarens quem devorel, fuando, matan-
do ou assaltando os Europeos solados. Nao se
tem podido acharo rorpo do cadver, somonie
a cabera lem sido enterrada no comiterio de
bouk-Arras.
Vc-se que Souk-Arras. no qual sua admiravel
silnarao. seu circulo do trinla mil hectares do
iloreslasc suas montanhasen^obrindo conside-
rareis riquezas reservam un brilhanto porvir
est anida no estado primitivo. Sua popular-
heterognea de Malte/es, Italianos, Alfonies
Juicos, Tunesianos, Mozabitas, Francezes co-
nhecia apenas o uso da casa o comia as mais
las vezes lombos da paulhera o postas do leo
a&im como tombos do boi. Tenho comido em
Souk-Arras, csquesilas postas de ponlhera, pre-
paradas pelos mcus amigos. Acarno do'leao
muito mais dura que a da paulhera
Alguns hahitanles do Souk-Arras, envenenados
sobrescitados pelas ms bebidas de que fazem
um ostraiiho abuso, lem mais das vezes o cu-
tello a mo assim como a razao a bocea. Km
urna palavra, Souk-Arras d urna idea exaela do
principio de que se foruiou a popularo algo-
nana, como lodas as populad-Oes coloniaes, ori-
gom de aventureros, de procuradores de fortu-
na, de individuos lomados vagabundos pela ne-
cesstdade de fazer esqueeer suas dividas ou do
escapar um comproinellimenlo passado, e que
acabara, depois de emprezas muiio ousadas, em
excellenles ehnslos, honestos proprietarios e
dignos guardas nacionacs. vigiando na cooscr-
iagao da moralidade publica.
Ahmed-ben-Amar, de origen muala, nasceu
em Rer, eniTunis. Apenas adullo m.ilou um ja-
vali. Sua primeira ompreza foi em um leo
que linha vmdo devastar sua irib. Depois de
ter derribado dous bois, o u-rrivcl animal diri-
gia-se para o prime!ro ferido afim do apoderar-
se delle, qnando o joven Amar, escondido por
delraz do boi audazmente Ihe espedarou o cr-
neo a queima roupa. A alegra do trlumpho. a
sonsacan de felir.idado que ello experimontou
nesse momento decidi de sua vocacao de caca-
dor. Elle livrou sua irib dos lees que a alro-
polavnrac responden em appello das tribus vi-
h BENGALA DE lALIAC(')
lor Ildame E. de Giaidia.
xviii.
(Conlinuaco.)
EstarJo mal vestido eulre pessoas loeto-
- mies, licar u'uma sala, durante um sarao com
um ensaco de invern, conaervar sempro o.-ha-
pe.) na cabega...que vergonha ?... para um ho-
mem iicar deshourado I
A admiraeo toma-nos indiscretos, iulgamo-
nos com dueilo sobre o que apreciamos.
Depois d'esios lindos,versos quizeram outros ;
atormentaran) muilo ic/mpo~T.amarlinc.
Lamartine nao fui ainda rersos novos ? ner-
gpntarara do lado. '
Koz, disso um poeta, com ufana.
Entao poique nao no-Ios recita? dissernm
algumas voles.
Tenho recelo do me nao recordar...
B sempre bom come;ar, mis trazem ou-
irosa memoria.
Lamartine que eslava, n'essa noitu, .com una
complacencia extraordinaria, disse os versos se-
guintes que linha feito na vespera
\. Len Bruysd'Ouly :
N.iscemos no mesmo ouloiro :
O bergo que te embalou,
Como n'ura ramo dous ninhos,
Junto ao meu Dous collocou.
Uos nossos lares os umos
Se uiiiam no mesmo co,
O mol, as mi n has asnillas
Boubarara no jardim ten.
Oh quantas vezes a mira
Tua mi, como um irmo,
Nos raeus campos lo trazia
Pequenino, pela mao.
E p'ra minha lyra erg'ienJo-U-,
Em seus bracos a tremor,
Em os versos que eu fazia,
Eu vi-a ensinar-lo a ler.
r se s vezes contemplara,
Ouando eslavas junio a niini,
Os teus domados cabellos,
Comigodizia assim:
Amigo, ditosa infancia
" Sera previdencia e pensar,
<< Jamis a gloria, na vida,
Venhaessa fronte erirugar.
Nunca o seu fulgor sombro
A teus olhos cjiogue a vir.
Como a luz que um faeno espirze
E vai n'agua refleclir.
ziiihas-cujosrebph-js eratn dezimados pela raga
leonina. Elle vive assim as florestas de Souk-
Arvas, povoadas de lees e ile p inlhoras.
E de dia a face 4o sol, que Ben-Amar tem
niorlo a manir parte desses inimaes ferozes. e
nao atraigoadamente a noile. Entretanto, elle
usa de uoite, Imrnous prcto, c de dia burnous
blanco.
Desde a madrugada, Ben-Amar parte, armado
com um fuzil arabo redondo e de pedra e com um
cutello arabo em sua bainha.ao encontr de lees
e de pantheras as florestas que cercara Souk-
Arras, e procura at que tenha adiado sua pre-
za. Kilo cannuha rpido eligeiro como o vento ;
p.issa silencioso como o phintasma de Hamlel
no caslello de Klsenour ; ello passade leve, pubis
toiragens de maltas, de lentiscos, de cactus, co-
mo um tigre. Apenas o ouvido mais fino pede-
ra sentir pegada de seu passar que se confunde
com a brisa. Desde que elle tem achado um Iri-
Iho, cerca o leao e a paulhera, como era franga i
se cerca um cocino ou umalebrc. Com o ardor;
do um soldado rancez, montandode assallo, lo-
ma a fenle do animal, que vai procurar em sua
cova, em urna forragem, e allronta-o dando es-
talos com a lingua no cu da bocea, attaca-o,
tira-o clula muitas vezes corpo a corpo cora a
feraquando ella s esl ferida.
Tal a maneira de cagar do mulato musul-
mano Ahmed-ben-Amar," appellidadn o Negro,
e cojo herosmo de tal surte apreciado, que
nem iscas, nein amiadilhas, mas somenle um
mo fuzil arabo, tira cutello u sua forca mus-
cular.
Hoje apresentaremosaos nossos leitores a nar-
dous officiaes corajosos, cagadoies do leoes, rae
disseram : Nosso mestre em Sanio Hubert, sem
exceptuar erard, e quem excede a lodos mis de
cen covados, eo rabe Ahmed-ben-Amar, nao
oppondo ao animal feroz nem bailas explosivas,
ragio do algumas das cacas do Ahmed-ben-Amar.'
Ksclheromos necessariaineiile em nossas olas !
as caras mais nolaveis, e as mais feriis om inci- I
denlos dramticos.
A primeira caca de Ahmed-ben-Amar fez-sel
para o desalio dos rabes da Mdjazia, cujj le.io
piolo linha ja devorado cavallos, bois o muas.
Depois do ter colligido as ndicoeCS dos indge-
nas victimas da rapidez do leo prelo, Ben-Amar,
por una dessas nuiles luminosas da frica que
esclarecen! como um brilhanlc dia da Europa a
la e as estrellas brhaules, agachou-se jlrazde
um grosso carvalho, na passagem costumada do
animal. Com effeito, o cagador nao custou a ou-
vir una respirago sonora, e rio logo dous enor-
mes lees camiiihando lado a lidoequasi a pas-
so, como dous soldados aguerridos.
Alimed deixou o casal passar a'.m de dez pas-
sos no eaminho ; nesta distancia, um desojo
anacrentico lendo estimulado o leo, passou
a pata sobro o pescogoda leoa.que ruga. O mo-
mento era favoravel para o altaque. Ahined fez
; ego sobro o leo ferindo-o no quarlo. A bala
| atravessou-o de lado a lado e ferio ligeiraraenle
; a le Ja, que. fugio. Ben-Amar, sempic occullo
; aira/, do enorme tronco da arvore, apressou-se
, om lomar a carregar o seu fuzil, prevendo um
i altaque. Com effeito, o leo veio para o seu lado
I o deu um lerrivel salto, que Ben-Amar evitou
voltando-sc em lomo do carvalho que Ihe ser-
via do Irincheira. O leo-lornou com elle, e esto
manejo durou alguns iniuulos, at o momento
era que a fera e o cacador se acharara face a fa-
ce. Enlo Ben -Amar descarregou a queima rou-
pa seu fuzil sobro o leo cuja crneo saltou. Elle
fui buscar o mais forte mulo da Irib vizinha,
porque o leo era de tal lainanho, que so nao
podia conler a cauda entre as duas mos jim-
ias, o que era preciso fazer descanear o mulo
descarregando de cen em cem passo's. Araarlc-
vou osle magnifico leo pelo para o armazem
arabo de Souk-Arras, e ganhou o premio pro-
mellido de quareuta francos.
A caca mais perigosa de Ben-Anur, que esto-
ve a ponto de ser a ultima, e da qual elle conser-
vara loda sua vida os tragos, leve lugar na pe-
quea niontanha do lonha queimada de Alfa,
atraz deMedjerda. Elle caminhava eom odia
claro esla montanha atrapalhada, quando vio
trinla passos distantes delle urna lea cercada de
qualro leoczinhos bem fortes Resoluto e rpido
corao um raio, elle mira loo a lea, fere-a com
urna bala que Ihe auavessa as espadoas. Os leoc-
zinhos espantados fogem.a mai foge para oulro
lado Mas, conforme o coslume, o gil Ben-Amar
linha promptamenle carregado sua arma e linha
ehegado a lempo para alalbar lea a vereda que
ella segua deixando nosraslos traeos, desaligue.
Cinco passos dislanle della, elle deu segundo ti-
ro que atravessou-lho o pescogo. Bramindo, el-
la saltou sobre Ben-Amar que"cabio o rolou so-
bre o seu peitoral.
O intrpido rabe, em Ierra, nao pcrJeu a tra-
montana : tirou o cutello da bainlia que uaaa
na crn'.ura e procurou apunhalar a lea ; mas
nao leudo sido beui tangido, seu cu (ello insi-
nuou-sc sobre o pello de sua inimiga. Ben-
Amar toca va sera defeza possivel ao furor da lea,
que puchou-o para a boira de um profundo ri-
beiro e o deixou no declive do abysmo.
Ben-Amar agarrou-se era alguns tufos de alfa,
apollando na mo o cutello que, at ah, Ihe t-
nba sido intil.
A lea deilou-se bramindo diantc delle como pa-
ra insulta-lo. Ben-Amar respondeu aos seus bra-
midos com os mais a Aromosos epiihel03 que po-
de adiar no seu repertorio, tratando-a d'along
(javali.) de rourai fehristaa,} taxando-a de frou-
xido e ere/.a, si bem que a lea se tornasse a
laucar sobre o Arabo, envolveu-lhe a cabega no
haik, e fez desapparocer a cabega e haik na sua
Iqueixada. Amar dava intilmente inofcn-
isivos golpes de culello nosquarlos do sua inimi-
|ga. A lea, depois de ler dado urna unhada no
duro crneo de Ahmed,que conserva ainda e
conservar seraprc no crneo a gloriosa cora
cavada pelos-denles da lea,soltou a cabera de
Ahmed, lornou a pega-lo com as unhas na
coxa o o levo assim suspenso cima do abysmo.
I'or um movimento enrgico, deque s culpa-
do iim lioincm do forca muscular, Ben-Amar,
| reunindo todos os seus esforgos oeste perigo su-
, promo, se indiretou e cravou sua faca na gar-
,-J Vi Je o/)iar-j o. 2'M.
Que sua altracco jamis
Enibranqueccs'se quizera,
leus cabellos, prodoeco
D'uma feliz primavera"
Nunca esta voz de descrenca,
Que falla un meu coiaco,"
Va, no leu fallando un dia,
Desfazer-te una illusao.
Se urna voz cm lu'alma houvcr,
N'uma mulhor echoar
V| o possa a sua gloria
Em os seis olhos oslar.
L eu part, rrroi dislanle,
E, quando ao valle vuliei,
P'ra recordar o passado
bmenle o leu nomo achei.
Ai! este ardor de poeta
O leu repouso invojou ;
Como a aguia om dous rebanhos
Subte i lambem baixou.
Da tua carrera o aslro
Na la fronte ondulava
Laucando raios de luz,
Que o seu foco le ad'vinhava.
Inquieto, embrigado,
Vendo a tua voz crescer,
Pens cm tua solodade,
Da infancia no leu viver.
Chora leu lho, o meu valle,
Que inda hado avaliirbem
Lina hora aqu passada,
Lu sonho embalado alni.
0 vo da brisa ephemera
Ao som da onda o sonhar :
E a vozdeiriuaa, de mo
Que nos vinha despertar.
XIX.
Urna musa.
Ilavia na sala da Sra. de D""'urna rapariga, que
Tancredo linha notado, primeiro porque era mui-
to linda, segundo porque a extrema simplicida-
de^do seu vestuario, contrastara elegantemente
cora o luxodas damas que a rodeavam.
Esla rapariga chamava-se Clarissa Blandais,
linha dezessete annos de idade e havia deixado
Limones, a lira de vir a Pars para ser poetisa, as-
sim como Petil-Jcan linha viudo de Amiens para
ser simplesnieule porteiro.
Sua mi, mulhor de pensar rasoavel e philo-
sophico, linha dito comsgo :
Na poca actual, o fazer versos una boa oc-
cupagio para as mulheres : Hdame do Valmoru
e Tstu leem urna celebridade que coniribuo para
a sua ventura ; achara no seu talento gosos no-
brea e consolages puras. Madcmoiselle G*"',
que fazia versos como minha lilha, esl n'uma'
linda posigo Madcmoiselle Mercoeur, que lo
chorada fui, lecebia do governo una penso de
mil o quinhenlos francos, que bastava para m-
nhi ilhac para niim...
Nao sci porque Ciarissi, que tem inconlesta-
ganla da leua, que calilo e expiruu. beu-Anur
cahio muriendo ao lado della ; o sangue corria
abundantemente de suas rinco ou seis feridas.
Elle perdeu o conheciiueiiio.
Coucobr.is o mais glorioso espectculo do poder
humano como este rabe, desfallecido a borda do
abysmo, as cosas do lerrivel animal que seu he-
rosmo veucon ?
Tornado a si, Ben-Amar, ensanguentado leve
a coragem de se arraslar com os ps e mos at
um aduar, depois foi transportado Souk-Arras,
tendo apenas figura de homem. As unhadas
e dentadas da lea o tiuhara mutilado e desfi-
gurado. Forrm obrig'iilos a tirar dons pe-
queos ossos fracturados do braco dimito ; o era-
neo eslava quebrado, c as 40 francos que o ar-
mazem rabe lhc den em troco do corpo da lea,
apenas ehegaiam para pagar os medicamentos.
Outra vez, em semelhante circiimslancia, elle
foi mais feliz. Elle linha tirado nina pedra em
nina forragem, quando vio sahir de dentro urna
lc>a que se dirigi para arreme.;ar-se a elle.
Elle alrou-lhe no coragao. Dando um grande
sallo, a lea passou sobre elle, deitou por tena
e fui morrer mais longo. Elle oceupou-sc de
dous leoczinhos, e depois de algumas buscas
aehou o cadater da lea.
Ben-Amar, explorava os bosques de Ain-
Taoura, de dia, porque nao preciso perder de
visla que no encontr de quasi todos os carado-
res europeos que sorprendem o leao a noite," Ben-
Amar lem mo'lo a maior parte de seus lees no
claro do sol, sem se servir de alguma isca, nem
empregar algum artificio, fcilmente armado de
urna faca o do um fuzil rabe, atiranto cerlo so-
bre o animal que o ataca muitas vezes corpo a
corpo, ainda que o leo tenha tres ou qualrocen-
las vezes mais forga muscular do qv' o humera.
Nunca se devem esqueeer as condiges heroicas
as qtiaes Ben-Amar lem concluido" suas cagas,
para o appreciar com justiga. Ah est o seu me
rito, ca sua criginalidade.
Ahmcd-Beo-Amar ia pois descuidadamente ao
bosque de Ain-Taoura, sem pensar era fazer lo-
go encontr serio, quando sahindu de um fermen-
to, vio dous famosos quadrupedes, um macho e
urna fomea, parou immedialamcnle, mirou a lea
e alfaslou-se. O leo deu dez passos, procurou
cora a vista olleslruidor de sua companheira, na-
da vio, o voltando para a lea lamben lentamen-
te sua forida mortal.
Ben-Amar vendeu as pellos por cem francos a
um olficial superior que vollava da inspeceo de
Souk-Arras. Cem francos que jianho para o po-
bre. Ahmed. Mas nem sempre era lo feliz e nier-
caya algumas vezes seus quarenla francos de pre-
mio do armazem rabe polas adigas inauditas,
loslemiinho da caga segunte :
Ben-Amar linha passado a fronteira de Tunis,
do lado de La Calle. Elle linha balido .em pro-
veilouma floresta do lado de Modjerda ; eslava
furioso por nada achar. Fiialmeotc ramnhan-
do pressa eeraboscando-se atraz de espessos
abrollios, limites de um fermento, descobrio a
mais inieressante scena de familia une nunca
pinlor flamongo pi>dc representar as intimas te-
la. Leo, lea e leezinhos forniavam um en-
trelacamentosentimental, um Laxoon revollado:
o leo lambendo a lea, os leezinhos brincando
com as enormes palas do pai Ben-Amar, em-
baraado, so pergunlava qual seria a primeira
victima desla inieressante familia ; elle a perda
ja de vista.
Por infelicidade um de seus movimenlos para
alirar em face desarranjou alguns raminhos dos
abrolhos o poz cm p, n ura virar de olhos, loda
a familia leonina.
Senljndo-se em m posigo para resistir a esle
batalho de lees, rofugiou-se atraz de um car-
valho. A leo i, corao boa rai, que vesta pro-
genitura em perigo, correu primeramente sobre
elle, abnndo urna enorme bocea. Ben-Amar
langou-a por ierra com um liro. Deixando a
lea virndose no sol bramindo, Ben-Amarcar-
regou promptamenle seu fuzil e arreraessou-se
ardenle e intrpido cagador, a perseguir o resto
da familia. Desceu a estrada de Medjerda, bateu
os bosques o a cova, mas nao pode achar algum
raslo de leo nem de leezinhos. Lamentando-so
por ver perdida urna parte de sua caca por falta
de um fuzil para dous golpes, volta lea, que
eslava mora e levou-a como auxilio dos rabes
aleo armazem rabe de Souk-Arras.
A caga da panlhera offerocc mais perigos edif-
culdadesdo que a do leo. Nada e mais inof-
fonsivo, nada mais pacifico do quo o leo, esse
irrao do urso Mariinho dos Pyrineos, no qual
os pastores do pancadas com o cajado. Os
cagadores europeus pegara o leo na armadi-
Iha como um raposo sorprende urna gallinba ;
alguns assassinam ludo a. lnienle o conquistara
sem perigo seno louros de Santo Haberlo. Mas
ainda que os naturalistas tenham collocado o
leao e a panlhera, dous animaes de carcter bem
diverso, na mesma elasse, e Ihcs le lam igual-
mente marcado adislincgo felina, sob pretexto
que ura e oulro vivera, cagara a noile o lera abru-
nhos dilatados pelas trevas, a panlhera s ver-
daderamente pela ferocidade, astucia, energa
vital, de raca felina. Nunca, seno em caso de
legitima deloza, o leo atacou o hornera.
Como muilos viajantes, lenho encontrado mui-
tas vezes, indo c voltando de Bna a Guelma e
de Guelma a Bna o leo deitado no incodo ea-
minho. L'ma mecha chimica, em estado do
chicote baslavam para que elle corapre-
hendendo que nao linha direilo de interceptar a
vista, nos desse logo passagem. Elle nao refu-
giava-se ; levanlava-sc lentamente com um pas-
so grave e coraposl- de rei de tragedia tomava
montanha,e nos passavamos.
Durante minha assistencia as theriucas do
Hammam Meskoutine, vi rabes inalarem a
golpes de malrak um novo e audaz leo que linha
viudo atacar seus rebanhos. Tenho ido uiuilas
vezes tirar agua na fonle onde em corlas horas
da noile o leo descouhecido o calumniado pelos
naturalistas pouco inclinados caca. O leo o
animal pacifico e magnnimoporcx'ccllencia.Elle
ontrega-se, cahe cmlodos os lagos, nada tome,
nada rocela, nada prev. Mas a panlhera nao
lao nobre, lo corajosa, nem lo fcil nos seus
andaros, deixa-se muitas vezes sorprender c
sorpreude nimias vezes : mas Uhuwmh raras ve-
zos ella mora, no reino animal, regra que as
natiirezas nobres sejam sacrificadas e morram, a
miseria, muitas vezes a eipulso do domicilio,
da cova, do ninho, e como as naturezas felinas e
astutas salvam-se do perigo.
M. Bouibonnelle, de Alger, sabe alguma cousa,
rile que, menos favorecido como muilos cacado-
ros do leo cujas nubadas nao teem ferido a'cutis
lem trovado frente a frente urna lula cora a pan-
lhera, que o lancou a burda de um abysmo
no fundo do qualM. Bombonnelle. apezar do gra-
ves feridas, podo, por urna ligera c corajosa
energa, fazer rolar sua lerrivel inimiga.
A paulhera raspa antes que marche; sempre
inquira pelo perigo, evita os lacos, bale em
urna cerla cova, em urna emboscada, edahi.sal-
la sobre a prosa so.prendendo por deiraz. Alguns
africanos que a panlhera lem morto teem sido
presos pelos ria e pela mira Nao ha pois cora-
paragao a estabelecer entre a cara do leo e a
da panlhera. Assim Ben-Amar, que tem morto
urna quarenlena de loes, s ha morto dezes-
seis pantheras,
Advertido pelos rabes que urna panlhera pas-
sava habitualmcnle na cova deserta da Medjerda,
Ben-Amar cxplorou as visinhancas abruptas des-
la cova cubera de carvalbos.' de briamas, de
rochas erabaragadas e vio emfima panlhera que
se introduzia na estrella abertura de urna gruta
quasi inaccessivel e em parte occulla sobespi-
nheros. Depois de entrar, a desafiada panlhera
lornou a sahir para assegurar-se com certeza que
pessoa alguma a linha seguido ou descoberto o
raslo ; terminada esta inspeceo de corpo de guar-
dia tornou a entrar.
Ben-Amar, muilo longe della para alirar-lhe
corto de que em outra parte a tornara a encontrar
fui deitar-se em urna leuda da tribu que Ihe li-
nha designado esta panlhera, e na raanh se-
guinte, desde a aurora, elle lornou a pr-se de
emboscada preparado de fusil, na cova do ani-
mal. Depois de alguns momentos do allenco,
ella botoua cabega fora da cova, examinou cora
a vista assim ao lado direto como ao esquerdn,
e finalmente sabio. L'ma baila veio neste ns-
tame feri-la na cabega c a fez rolar at o fundo
da cova. Ben-Amar voltou ao combale, moiitou
guarda dianto da cova. Duas pantheras sahiraic.
Ben-Amar maiou-as.
Outra vez, o Negro, como chama-se muitas
vezes o mulato Ben-Amar, balia espessas l'oira-
gens as quaes elle inlroduz-sa como urna
onga, quando ouve-se gritos de javali. Elle di-
rigio-so para a dircila d'onde parliam esses gri-
103. Um sorrido raoslrou-lhe quo o javali espi-
rava nos apertos de um leo ou de urna panlhera.
Cora efleilo, opprimindo a rospirago o moderan-
do o estampido dos passos, elle'vio logo urna
magnifica panlhera lambendo voluptuosamente
0 sangue do animal que ella aoabava de degolar.
Bon-Amar, completamente occullo, fezeslrepido
erase voltar.. A panlhera. desconfioda, deixou
0 javali voltou, lornou a voltar em ionio de si
mesmo, escavou os abrolhos, cora os olhos abra-
sados pela inquietagaa, e decidio-se a t'ugir.
Ben-Amar arrastou o javali para traz de uraa
grossa arvore, atraz do um fermento onde elle
queria alirar panlliera.e esperou pacientemente
sua chegada. Ella volta tomando as mesmas
precauges de prudencia, tocou o terreno, absor-
vou o _vento para saber se o perigo que a fez
fugir anda a fazia temer e decidio-se analmen-
te a approximar-sc do javali objeclo de sua ara-
bigao Ben-Amar atirou-lhc ; a baila atravessou-
Ihe o pescogo.
O primeiro movimento da panlhera foi para
I fugir; mas soiitindose ferida, langou-se para Ben-
j Amar e pz-se araeagadora na frente delle, om
urna pequea eminencia onde elle estava. O arabo
fez fugo sobro ella segunda vez; esta vez a baila
fera no lugar da espalua c lavra os quarlos. Fu-
riosa, a panlhera lanca-se sobre Ben-Amar, cu-
jo fusil eslava descarregado. L'ma lucia corpo
a corpo agita-se entre o homem e a fera; maso
vigoroso negro foi bem feliz para se livrar dos
apr-rios de sua inimiga, e para Ihe vibrar um
lerrivel golpe de coronha que langou a seus ps
a panlhera ferida e quebrou o seu fusil: o cano
Ihe licou as mos. Este accidente que o dinhei-
ro de Ben-Amar nao poderia tal vez reparar, foi
largamente compensado pela generosidado do
caoilao Fauvelle que cominandava a fortaleza
de Sauk Arras era 1857, o quo morrou de urna
queda de cavallo. O capilo Fauvelle biindou a
Ben Amar com um bello fusil de dous tiros e Ihe
promolleu transportar os leezinhos e as panlheras
que brincaram em um paleo do armazem rabe
de Sauk-Arras, no jardim das plantas de Pars.
O brinde e a pr*messa, que se nao pode realisar
pela morte accidenlal do commandanle da for-
taleza, onlouqueceram de alegria o valoroso Ben-
Amar, que abrasa-so ao desojo de ser condeco-
rado. Se a coragem merece a cruz, seguramente
o negro a lera um ou oulro dia, e nsfseria-
mos lelizes se a uarr i.;o de suas cagas pbdesse
contribuir para a realisago de seu vivo desejo.
; O negro nao falla mais, sem os corainovcr, sem
I banhar o seu semblante com urna lagrima, do
I capilo Fauvelle, do quem ello mostra com or-
I gulho o presente, o fusil para dous tiros com o
qual elle caga hoje as florestas do Sauk-Arras;
so elle tem reconhecido a esle ponto ura fusil
quo se Ihe deu, que roconheciineulo nao loria
pola cruz que mereceu, porque Ben-Amar allion-
. ta a morte desde quinze anuos, e quin/.e anuos
1 de caga de leo corao elle lem feilo valora, cer-
I lamente, quinze campauhas.
I Ello fez oulra caga panlhera do lado do Oud-
Modjerda. Caneado, esta vez, de entrar ora or-
rageus, do corear os abrolhos, de seguir oslreitos
e incgnitos trilitos que ninguora cou&eceria se-
no elle, diz elle; nada tenuo descoberto apezar
do todas as posquizas. tendo intilmente provo-
cado leoes e panlheras o laucado podras no meto
dos abrolhos, elle resolveu-sb a usar de artificio.
, Comprou aos arabos um carnero, matou, assou
| cm lugares secretos urna metade que cumeucom
, um appelite do gargantua, e botou a oulra rae-
1 lado em uraa pello de cabra que suspenden ao
rumo da arvore mais grossa o mais elevada do
, bosque. Esperou loda noite som ter novas do
leao o da panlhera. Do enfado a ranram dur-
mi Quando abri a ullios, sou carnero nao se
bataneara mais no ramo da arvore em que elle o
linha atado. Um leo ou urna panlhera tinha
viudo e tinha levado a preza respeilando o ho-
mem, o que prova mais uraa vez quo o animal
feroz nao ataca o homem seno com repugnan-
cia. Ben-Amar achou no tronco da arvore o sig
nal das unhas da panlhera o poz-su logo caca.
Do vate cm viole passos aehava lassalhos do
seu carneiro. (uu.Jo pelo novo fio de aradme,
diego:: a una gruta que domina o eaminho do.
Oued-Zedra. Em monlao de ossos composto de
esqueletos, de restos do animaos, achava-se a
entrada da grutaofdrmava um prtico respeita-
vel. O cacador fez desses ossos umaradeira rural,e
r.hamou dando slalos com a lingua no eco da
, bocs, a panlhera que elle via ocoulta e adorme-
cida em sua caverna, oque nao tinha despertado
lao ligera linha sido a sua marcha! Como seu
eslalo do lingua a panlhera levantou a cabera.
Bem-Amar fez fogo sobre olla a queima roupa" o
ferio-a na virilha. Como o gato, raro que a
panlhera fique sobre o golpe. Esla saltn fora da
cova, procurando o inimigo deseonherido. Ben-
Amar, abrigado atraz du um mcliedo. linha cer-
regado o seu fusil e a esperava a p firme. Can-
gado de espera-la, foi procura-la eachou-a es-
tendida sem folego na entrada do covil. Bon-
Amar carregou-a era suas costas de Hercules e
levou-a ao armazem arabo de Sauk-Arras,quolho
d os quarenta francos de premio.
Ahmed-Ben-Amar nao tem sempre carado s,
Aexemplo de Jean-Jaeques Rousseau, que fez
um Emille, elle lem um discpulo, um s,
que proseguc dignamente sobre os seus passus e
que o exceder lalvcz, porque lem um entrete-
nimcnto diablico, as caras da panlhera princi-
palmente. OKif Kif (semelhante), o epihelo
com o qual Ben-Amar lora caracterisado Begless-
bel-Kassem-bem-Salat, tem sua tonda collocada
apar da de Bon-Amar, na floresta de Ain-Sanour.
Liles vivem como irraos. Bel-Kassem dovo-
lado a Ben-Amar como os mnsiilmanos fanticos
eram oulr'ora ao Vioux de la Monlagne Cora um
signal de Ben-Amar, Bel-Kassem obodeco, lan-
ga-se a urna forragem como um verdeiro porco-
espinho, e cara o leo o a panlhera a loda pressa,
som refleclir um instante no perigo que eorre,
Bel-Kassem, Dase-ido em una tribu visinha de
Soukc-Arras, lem idade de viote o cinco anuos,
lem um pescogo de luuro o esoaduas para car-
regar o Atlas. Dous olhos vivos e penetrantes
do vivacidade sua physionoraia. A exemplo
de Kif-Kif Bcu-Amar, vivo de caga e do produc-
to de una pe |uena concesso que elle cultiva
em Ain-Sanour; mas, menos feliz que Ben-Amar,
hoje possuidor de duas mulheres, de ura bour-
rieaude de um fusil de embolo, serve-se de um
mo fusil rabe, o nao tem anda adquirida a sotu-
rna necessaria para a compra de urna hur de
Mahomet. Seus andrajos de l, despedacados
nos seixos e espinhoiios da monianha, indicam
suflicientemente seu estado do pobreza. Deram
Ihe para sua caga de noite, ura capote militar.
O pobre Bel-Kassen deixou licar sua pello
em sua primeira caga, que levo lugar em eora-
panhia de sou mestro e /u/'-'i/Ahmed-Ben-Amar,
na fronteira do Tunis, em Aim-Tavura, oito le-
goas dislanle de Keir. rogio frtil om lees, pain-
theras, tigres, javalis, roigas e vcados. As tribus
rabes tnltam procurado Bou-Amar para des-
truir a lerrivel leda de Aim-Tavura, que deziraa-
va seus rebanhos.Durante daus dias c dua*
noites, Ben-Amar c sou Kif-Kif Bel-Kassen ex-
plorarara as covas e baleram sera fruclo os abro-
lhos de Aim-Tavura, c porlaulo Bel-Kassera
ura desesperado batedor. Bon-Amar, na exlre-
midade dus caniinhos, encontrando una manada
do cabras, ordenou a Bel-Kassem do Ihe morder
as orelhas al deilar sangue para atrahir a lea,
o que fez sem resultado o dcil Bel-Kassem. Fi-
i nalraenle, ao amanliecer, quando ellos canravam
de procuraros restos da inimiga, virara de' lon-
ge a lea lu temida dos Arabos, que desoa r-
pidamente um barranco e se diriga provavel-
menle para o seu covil. O joven e ardenle Bel-
Kassera, seguido pelo mostr, arrojou-se per-
seguigo da lea. Nossos caradores descobri-
ram a lea e dous leesinhos agachadas n'um
espessoabrolho. O muilo vigilante Bel-Kassem
fez fogo lea, que ferida, fogo. Ben-Amar pro-
cura demora-la alirando-llie segundo liro, que
ella supporta o que nao a impede, apezar de
urna nova e gravo ferida. Anoilecendo, os ca-
gaddres rctirarani-se para um aduar visinho, e
pediram ao seque desse aduar perraisso para
que todos os rabes bateasen] rom elles o canto
pela manh, para lornarem a encontrar a lea,
o que foi concedido, Ao araaiihqcer, toda a tri-
bu poz-se ern campo e cercuu lodos os abrolhos,
todos os espinheiros, assim com os Jes, como'
com as metraks, gritando romo enfurecidos.
Mas o mais ardenle dcsta malilha de baledores
era sem contradiego Bel-Kassem. Alegre pela
lula do scro, elle-volva como um furaco no
bosque, atravez dos abrolhos, das forragens,
cahindo, o orguendo-se, e chimando como ura
bom diabo a lea era combato singular. Final-
mente, ello a vio a diz passos delle em uraa ve-
reda ; atiira-Ihc rpidamente, fere-a de novo.
Mas aleda do Aira Tavura, fatigada do servir do
alvo Bel-Kassera, do recebor projcclis de no-
vo catador, lanca-se sobre elle, deita-o por tor-
ra, ehlcrra-lhe muilo bem as cinco unhas (Bel-
Kassem sustenta ler sentido seis) nos rins, e
continan son eaminho lo ligera quanlu suas
feridas eo sangue que ella peidia em abundan-
cia Ih'o permiltiara. 0 Kif-Ki Bel-Kassem, to-
do ferido como esl, levanla-se furioso corao a
lea, lorna a carregar o seu fusil e persegue sem
descanco nem perdo sua inimiga quo, estimu-
lada pelas feridas, quebra ludo era sua passa-
gem Janeando horriveis bramidos aos odios, que
os repetem e os prolongara. Esgolada pela per-
da de sangue, a lea de Aim-Tavura, forcada,
demora se dianle de indesembaracareis abrolhos,
que ella nao lem mais forca de' atravessar. O
ingenhoso Bol-Kassem, qu nao linha tentado
renovar urna lula corpo a corpo. trepa, gil co-
mo um esquilo, sobre una arvore, e desla posi-
go acaba, com o ultimo liro, a lea Elle par-
lilhou generosamente e era cnnteslago o fruc-
desla caca com seu Kif-Kif Ben-Amar, que re-
ceben como elle, vinte francos do armazem rabe
do Souk-Arras, entregan Jo o bello corpo da lea
de Aim-Tavura.
Cada semana nossos dous caradores procu-
ravam na floresta de Bnni Salat o achavam al-
gum tropheo. Achando-se por urna escura noile
na montanha do Bois-Brut, assim que os
Arabos chamam a porgues de terrenos em abro-
Hios e r iberios de arbustos malgeilosos que el-
los qucimam para fa/er seu coiuhuslivol, 0<
dous caradores, convencidos que nada havia o
esperar no lempo escuro guando o ceo esl pri-
vado de lodo o brilho. dorraram com osomno do
justo. Bon-Amar foi acordado polo bramido de
um animal em urna malta a dez metros della
tile creu que esse desarranjo era produzido po-
nm mulo da Irib visinha, nao inquieta-so mai'-.
o turna a pegar no sorano interrompido. E' rio
novo despertado por um bramido forte. Bol-
Kassem saho precipitadamente de seus felizoa
sonhos de cara, c nossos dous dormidores, cora-
josos como Turene quo repousava sobre a carreta
de urna pera, vm confusamente fuma de um
animal que se more na penumbra da noite e que
I se dirige para elles. Ben-Amar arraa-M cora
seu fusil e fe re urna lea que cahe bramindo.
| Sem so dar ao trabalho de examinar se esta le-i
.esl mora ou ferida, nossos temerarios caeado-
' ros doitam-se segunda vez e tornam a dormir
I Mas seu sorano ainda interrumpido pela vaido-
1 sa respraro do leo. Esta vez, era terapo do
despertar: um cao colnsso, ornado de urna mag-
nifica crina que locara a torra, respirava estre-
pitosamente quatro passos distante de Ben-Amar,
quo Ihe repeli, folego por folego, olhadela po'-
olhadola, e dente por denle. Ben-Amar atira
por infelicidade, a podra do fusil quohra-se;
tiro falla, irritado pelo cstrondo e a faisca, o
leao salla sobre Ben-Amar e Bel-Kassera, que,
julganJo-se perdidos, tinham-se envolto em seus
burnous para raorrer dignaraenle, d urna pata-
da em cada um de sorteque levanta urna parte
da pello do crneo de Bel-Kassem, volta lea,
ch?ira-a lambe-a, acaricia-*, esforga-se intil-
mente para reanima-la e faze-la andar, e desap-
pareco finalmente, para grande salisfa o da
duaslostemunlMs desta estranha scena, "lamen-
tando a morlo da leda com horriveis rugido':
laucados aos echos da floresta sonora, Ben-
Amar e Bel-Kassera eslavam salvos graras A
obscuridado da noite, gracas sobretudo aos" no-
bres cosluraes do leo. q'no enfurece-so rara-
mente sobre o seu inimigo, contentando-se do
feri-lo, de dar-lhe uraa dentada, ou suas terri-
veis unhadas. E' verdade que esses golpes equi-
valem muitas vezos raorlo.
Os rabes noticiaran! a Ben-Araare a uel-Ka-
sem a passagem de um leo na floresta de Fedj-
Makta. Tende anoitecido, os dous Kif-Kif collo-
carara-se nos dous lados do alalho da passagem
do animal. Com effeito, elles vm um leo quo
vae saciar-se no barranco da fonle ; nao ati-
ram, porque oulro leao o segu cora signos
metros do distancia. Os cagadores esperavam
na volta estes sdenlos para refresca-los coin
urna bala. Desde que apparereu a cabega do
| primeiro leSc, o fogoso Bel-Kassem o marca, d
o golpe e fere o animal no ventre; elle cahe 9
arrasla-sc para as forragens com os intestinos
do fra ; o segundo leo, com este ataque, ti-
nha dado algumas voltas no alalho e tinha-so
approximado de Ben-Amar, quo derribou-o qua-
si a queima roupa. De manha, os K'-Kifs vi-
ram-so no dever de procurar o primeiro leao
ferido por Bel-Kassera. Acharam-np deilado,
agonsando no fundo da cova, cercado de uraa
vintena de chacaes, fracos herdiros que cobi-
gavam seu cadver, e esperavam o ultimo sus-
piro do nobre animal para o despedagar. De-
ram-lhe cinco tiros. O ultimo eho-lhe os rins
elle saltou ainda, e cahiu morrendo.
Oulra noite, o Negro e seu Kir-Kif tinham-se
emboscado entre o Oued-Sanour e Oued-Cara,
no centro de um circulo natural feito por vacias
rochas. Ben-Amar e Bel-Kassem tinham-se pos-
to de costas ura para o oulro, como dous liti-
gantes despedidos depois do julgamenlo, de mo-
do a ser sorprendidos o a poder examinar todo--.
os lados com a vista. Nesta posico, ellos espe-
ravam o leo ; mas foi a panlhera que marchou
sombra dos rochedos, a astuta comadre, sem
estrepito era Divos. Entretanto os olhos de
lineo de Bel-Kassem Joscobriram sua asluci.
Elle mirn a panlhera que voltava para o lado
direilo, e ferio-a cora um tiro fortemente carro-
gado cora duas balas que cravaram o coraro.
Recebendo os projcclis, a panlhera cahio sobre
si inesma para nao levantar-se raais ; porm
mostrando ainda em sua impotente colera urna
brilhanto carreira de dentcs amolados para o
seu vencedor. Ben-Amar felcitou vivamente
seu discpulo da boa empresa. Ao mesmo tem-
po, no mesmo lado direilo, um spahi tinha mor-
to um leao que tinha devorado uns trinla de
bois roubados em aduares, engodando-a em um
silo coberto de fachinas, no qual elle linha col-
locado como Lsca una cabra. Dissomos que o
leo se deixa prender em todos os lagos, tambe:u
e 83 mais das vezes assassinado que cagado.
Bel-Kassera leve urna bella serie de acciden-
tes de caga ; mas esses accidentes que loriara,
amedrentado ura discpulo de Santo Hubert mo-
nos decidido do que o ardente Bel-Kassem, nao
lizeram seno Iho dargosto no acaso. Elle emao-
cipou-se do seu Kif-Kif al rarars.
Continuarse ha.
velmenlo aveia potica, nao aebaria as mesmas
vantagens : ella nao tem fortuna, ha de me cus-
tar a arranjar-lhe um marido; preciso quo
aproveite 0 seu talento.
E a sabia inulher arranjou as suas bagagens,
disse adeus s praias de Vienna, tornou lies lu-
gares na diligencia, e as rarruagens de Liraoges
conduzram capital mais una musa.
Era a sexagsima, se rae nao engao.
A Sra. Blandais nao condeca pessoa alguma
cm I'aris, e s vezes sonlia-se alemorisada cora
a sua audacia ; sobretudo quando os seus corn-
panheiros de viagem Ihe pergunlavam indiscre-
tamente alguma cousa, ella respondia-lhes men-
tindo para so tirar do seu embanco. E como
podra ella confossar que ia habitar n'esle
cabos para se fazer eonhecer, e procurar admi-
radores n'esle lurbilhao de desconhecidos, en-
tre os quaes nao conlava um amigo.
A Sra. Blaudais, nao tinha por protector n'es-
le mundo novo, seno una caria de recommen-
dacao que o depuladu do seu dislrdo Ihe linha
dado para um de seus collegas ; mas felizmente
oslo collega era.... Lamartine. Era bastante. La-
marliue acoliten a rapariga com alguma espe-
ranga, e ella moslrou-lhe alguns versos que elle
linha gabado. Emim a Sra. de D**, amiga an-
iiga do eximio poeta, tinha-se encarregado de
fazer eonhecer, no mundo lilterario, a Coriuno
du Limousin.
Clarissa estava ainda muilo comraovda com
os versos do seu protector.quando a dona da casa
se aproximou d'ela, e Ihe disse que todos dese-
javaui ouvi-la.
Depois d'elle ? 1 disse Clarissa com ura ac-
to de doce indignago.
Foi o que a miaa amiga me prometteu es-
ta manhaa, roplicou a Sra. de D"* c preciso
que nao so faca rogar muilo.
Clarissa tornou a mo quo esla dama Ihe es-
tendeu.eloi senlar se no lugar que a mesma
Ihe desiguou.
Clarissa fez-so primeramente muilo vermelha
porque lodos os olhos eslavam fixos n'ella ; de-
pois, osle rubor mudou-se em palidez, porque es-
tava pommovida, pois o que oxperimenlajia nao
era timidez, era emogo. A timidez disfarca sem-
pre urna especie de miseria; uraa timidez'que se
nao vence oasce de um defeilo ; ninguem se oc-
culla sinceramente se nao quando lem interesse
em nao ser visto.
Madame de La Valiere poderia ser madamo de
Moniespan se nao fosse cxa. O orgulho da bel-
leza esla na nalureza ; o cavallo ufana-so quan-
do percebe que o admirara ; e elephaiile mesmo
nao e ndillerenle ao seu surcesso ; e i.osei
qual seja a razao porque nao havemos de convlr
francamente n'esle senlimenlo de vaidade que
tomos de commum cora o elcphante.
Clarissa trema, mas eia animosa ; nao tinha
sangue fro, mas tinha coragera e alera d'isso
lambem linha consciencia do que valia.
E comerou entao.
Para que nos nieus dias mnis humosos...
Espera, minha filho, interrompeu urna voz
que parta de um chapeo da provincia, cor de ro-
sa, lodo onfeiladodo fitas vermelhas e verdes
diz primeramente, o assumplo, alias estas\so-
nhoros nao podem entender.
Parece que a mi faz ni idea da nossa in-
telligenci, disse una rapariga a una ami"a
sua.
A Sr.a Blandais continuou :
Oassumpto ou a causa esta: havia nos
arredores de Liraoges, um homem muilo res-
pritavel que vinha ver-nos muitas vezes a C.m-
leloub. Era primo do presidente o linha despo-
sado em primeras nupcias asobrinha de um pro-
curador goral ; enifim elle era director das con-
Iribuiges.
Hilaridade mysteriosa.'
A minha ilha cahio-lho em graga, o man-
dou-m'a pedir era casamento pelo sub'-profeilo ;
cu fiz saber esla noticia minha lilha ; mas es-
ta unio desproporcionada, espantou-a o prelen-
denlo tinha sessenla e qualro aiiuus). A pequea
pedio-rae Iros dias para refleclir, mas era vez do
lazer rollexo, fez os versos que vai ler a honra
de vos dizer.
Esta mulhor falla muito bera em publico,
disse ura dos nossos grandes oradores.
Eu nao dei attengo, disso oulro ; enlo
qual era o tal assumplo?
E' uraa rapariga que recusou era casamen-
to um director de contiibuiges.
Oh como potico. E enlo por que ?
Essa recusa foi motivada ?
E' o que varaos saber. Talvcz alguns defei-
los, alguns vicios, algumas cnforindades.
Ah iue horror! exclamaran] muitas mu-
lheres rindo.
A pequea bera bonita, disse ura rapaz ;
lem uns lindos olhos.
Schiu escule.
E' encantadora pensava Tancredo.
A linda poelisa que tinha sorrido graciosamen-
te durante o discurso de sua mi, conliouou a
sua interrumpida poesa :
Para que, nos nieus dias raais formosos,
i) meu soreg, mi, vens perturbar,
Ura lugo doloroso viudo impor-rae,
Ao qual uenhura amor posso votar.
N'oulra idade, lalvez seja rentara
Foilnna possuir, na minha mao;
Pois, em os nossos jogos innocentes,
Os seus dons um sorrlso mais nos do ?
Queras ver com joias adornados
Os me us louros cabellos, minha mai ?
Vos esto meu vestido branco e simples .'
Pois us meus quinze anuos diz to bem !
Eu ao bailo nao ron, nao amo o baile ;
Odcio esse festim todo vaidoso ;
E chorando, trouxera os atavos
E galas quo me dera ura vclho esposo
A razao o hymincu me apona, dizes,
E immolar-mc sua le preciso ?
Dos me ordena que espere.... Ah p'ra quem cr:
A raza') rordadeira e s>3 a f !
Ai |iara que lo cedo ropellir-me
Da asa sob a qual eu me esconda ?
Eu sou feliz aqu... se s yt:es choro...
Sao lagrimas choradas de alegra.
Aqu, na solido, longo do mundo
Meu viver de venturas esl cheio ;
Todostremem ; ha guerras, cabera tirnos...
Porm cunadasei, nada receio.
Ador para a minh'alm.i, inda mystorio ;
Da vida no festim, s niel prove ;
Eu s vejo quo a (erra produz flores,
1. se cspliihos produz nao os achei.
cima muilo mais da tem pesiado
A minha habitacufui construir;
Assim, gozo a frescura da torrente
Que vai do mundo os campos destruir.
A rosa que no monte desabrocha,
Se um rochedo escabroso a abriga bom,
Dos ventos defendida, olla vegeta,
E urna primavera ada tambera.
E assim, oestes campos de egosmo,
Aonde nada podo germinar,
No deserto do mundo, no paiz
D'ingralos, eu Horero para amar.
Nao sci que nsiinclo pois me prende a vida ;
Nao sei que voz interna assim me diz :
Conbecers a gloria sem oveja
Sem remoraos o amor, sers feliz !
Croio na minha estrella e na ventura,
Que um anjo guia sempre os passos meus;
E hei de ir, sera meu manto haver rompido
ROS espinhos da estrada, aos ps de Dos.
Corao espero do invern a primavera,
Cmoda noite o dia, rom ardor.
Triste... esporo indisivel alegra ...
E solada.,, o s.... vivo d'amor !
Aquelle que ha de amar-me, o que amo lano,
lovisivel p'ra vos, p'ra mim existe ;
De encantos proparado, a lodo o instante,
Como coleste espirito rae assislo.
Eu coro de temor ao pensar m lie,
Agitado me bale o coraco ;
E romo se o visse, alegro, louca,
Receio do Irahir-me tenho enlo.
() meu sonho nao una chimen ;
Nao rae quoiras levar longe daqui,
Elle vira, eu o sei, rai, eu sei-o.
Ai! dcixa-mo espera-lo ao p de li.
Lalos versos causaram lauto prazer, que lodos
esquercrara o prefacio, que primeiro linha feilo
rir. Clarissa tinha muila graga ao recila-los ; o
sou olhar enrhia-se de inspiradlo, o que a tor-
nava raais bella. Esta harmona da belleza, da
juvenlude e da poesa faziam una reunio qne
deleitara. Alm disso, havia urna conviegio de
ventura era toda a sua alma, quo fazia desappa-
rocer a critica. A maledicencia sen til-so impo-
tente contra esto joven coraco, lo rico de cs-
peranga e lobcni armado do alegra para o-i-
t uro.
Clarissa obleve o mais brilhanto successo. I ;-
lim soube agradar.
Sabis a quem que elle se assemelhava, loi-
tor Conheceis madcmoiselle Antonia Lamber;,
una inlaressanle menina, cuja voz lio sonora.'
que canta com inspirarn como se quizera puder
recilar versos ?Se conheceis, s ella que po-
de dar urna idea de Clarissa. Corao ella, Claiissa
era alta e esbelta ; linha lambem olhosazueso
cabellos louros, linha o mesmo doce sorriso, o
mesmo ademan gracioso, e as inane ras esto
mysio dcconanga e modeslia produzidos pela
unio de urna extrema juventude e de ura grande
talento.
So lodos eslavam enihusiasmados. como de-
veria eslar Tancredo, a quem estes versos pareca
diigirom-se ?
Aquelle que-lia de amar-me, o que amo lauto,
Invisivel p'ra vos, p'ra mim existe !....
Savia ura porvir inleiro ueste acaso.
Doriinont passou o resto da noile a observar
Clarissa, p esta observaco era perigosa. Nao
podia sor condecida, sem ser amada. Clarissa ti-
nha muito espirite, muila Ihaneza o ngenui-
dade ; lodos se admiraran) da sua siiuplici-
i.i le.
Esla rapariga nao pedante, diziam l>
dus.
E por que motivo seria ella ?
O pedastiamo suppoc ura trabalho penoso ;
servo para lazer notar um talento que cuslo .
um pedante ura hornera que empallideceu com
urna idea qua nao era mesmo sua ; quer OUO
admirem o trabalho que elle tornou. O sabio
lembra-si! sempre da setenis, mas o poeta nao
se apercebe da poesa, nao procura as suas id is,
sao ellas mesmas quo o vecm procurar, e ello
exprimo-as para so illivlar. O poela escreve co-
mo ama, sem o saber, sera querer. Rima os
sous pens.imenlos para expandir a sua alma,
san prelences, sera esperar que o admiren: ;
assim como o'homem que ama faz urna eoofl-
Co somenle para exprimir o que sent, sem
nunca Ihe vir idea a lembraneadc dizer:
< Hoje disse com milita graca mo-le ; oh /
como eu devia ser seductor naquelle mo-
mento.
O verdadeiro poeta simples como a verdad?,
nao pode ser podante ; o pedantismo vivo d-
prel nces, e as prelences sao iuoompaliveis
rom ura tlenlo involuntario. Alera disso, os
poelasso os grandes sonhores da ntelligenoia ;
ionio pretender enlo quo elles tenham, como
os pedantes, maneras de hornera do poder me
diocre.
[Continuar-se-hm.)



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