Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08921

Full Text

AMO 1X17. REMERO 29.
Por tres mezes adianlados >SOOO.
Por tres mezes vencidos tiJoOO.
SEGUNDA FE1RA 26 DE DEZFMBRO DE 1859.
Por jihiio adianlado 19$000.
Porte franco para o subscriptor.
PAIUUM DOS COKKIOS-
Olindn lodos os dios as 0 12 horas do din.
Igaaraaa, Goiannae Parahiba as segundas c
sextas (piras.
o Sr ininmn vi...... -j. s:i" *.",' S. Anio, Bczerros, Bonito, Caruar, Allinhoc
. Antonio Barquead* Silva ; Aracaty, o Sr. A. Garonhuns as torraslimas.
n*CARREGAD03 DA SUBSCRIPCA'O DO NORTE.
Parahiba, o Sr. JooRodolpho Gomos; Natal,
de Leinos Braga; Cear, oSr. J. Jos do Olireira
Maranho, o Sr. Naoocl Jos Martin? Bibeiro
Cuimares; Piauh>-, o Sr. Joo Fernandos de
Moraes Jnior; Tara, o Sr. Justino J. ummnS;
A maznos,o Sr. Joroiivmo da Costa.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
qaeira, Ingazeira, Plores, Villa Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Evo as quarlas-fciras.
Cabo, Serinhem, Itio Formse, Una, Barreiros,
Agua Prrta, Finiente ras c Natal quintas reirs.
(Todos oscorroios parlem as 10 horas da manha 1
AUDIENCIAS DOSTRIBINAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio: segundas c quintas.
Relaeo: tercas feiras c sabbados.
Fazenda; trras, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo d commercio: quintas ao meiodia.
Dito de orphos: tercas c sextas as 10 horas.
Primeira vara docivel: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel: quartas c sabbados ao
meio dia.
_PABT OFFICIAL
Ministerio lo imperio.
I>ECIlETO N. DE 22 BE DEZEMBRO DE 1859.
Crea o Imperial Instituto Peritambticano de
Agricultura.
Desojando assignalar a poca de Minha Visita
a esta provincia com uina demonstrado da cons-
tante altanero, que l'resio agricultura, como a
principal fonw do riqueza do estado : IL-i por
bem croar urna assocacao com o titulo de Irn -
erial Instituto Petnambucano de Agricultura, a
lual se regular por estatutos organisados, se-
gn Jo as bases que baixararo com o Meu Impe-
rial Decreto de I de novembro ultimo, a respeilo
de igual inslituicao na provincia da Babia. Joo
da Almeida Pereira Filho, do Meu conselho
ministro secretario de estailo dos negocios do [im-
perio 3ssim o toaba entendido e faja cxecular.
- Palacio do Recife em vinte dous de dezem-
bro de 1859, trigsimo oitavo da independencia
e do imperio. Com a rubrica de S. M o Impe-
rador. Joao de Almeida Pere'ua Filho.
----------......""" *'.! m. .mu. posicoes ao proco
Bases a que se refere o d, creta n. desla data para Pred?8 losliuadc
os estatutos do Imperial Instituto ahiano de "ov-enciar em
Agricultura presenta em sou
I
ligcncia, o a ti 10 do o fazer constar as autoridades
coiiipetentcs dessa comarca. Communicou-so
tambem ao director da colonia militar de Pinten-
teiras e ao delegado interino da reparticao es-
pecial das torras publicas.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
A' vista do exposto nos olcios constantes das
copias juntas, resolv approrer o orcamenlosop-
i plementar. tambem junio por copia, relativo aos
j concertos da ponte do Anjo, e bem assini incum-
bir o respectivo empreleiro da execuco das
obras constantes do mesmo ornamento : o que
cotnmuniro a Vmc. para sou conheciment c
execuco na parlo que. Ibe toca.Communicou-
' se tambem ao director interino das obras pu-
blicas.
Diio ao mesmo.A' vista dos documentos jun-
tos de ii. 1 a G, mando Vmc. pigar ao agente da
comoanhiii brasiloira de paquetes a vapor a quan-
ia Mi Its8$000, em que, segundo a cotila por eo-
lia inclusa, importan) as despezas lo Irausporte
le varios criminosos pertencentos esta provin-
cia c das procos, que os csi ollaram.
_Dito ao mesmo.Man Jo Vmc. pagar do 15 em
15 dias o prel dos rcnciuentos dos pedestres.
Communicou-se o chefo de policio.
Ditoao director ge ral da instroeco publica.
Nao devendo a provincia carregar com a despeza
do rt paros de casas particulares, nem recebar im-
posices de procos exagerados pelo aluguol do
predios destinados para as escolas publicas, so
lempo sobro o que Vmc. re-
olliiio de 17 do crranlo, sob
n. 222, com referencia a escola Ju inairdccao
primaria da freguezia do Sao Jos.
j Dito ao juiz municipal de Goianna, bacharcl
I Joo Hircano Alves Macicl.Pelo seu oflicio de
! 8 do corrente fiquei inteirado de ler Vmc, na-
I quella dala, assumido as luncecs de juiz de di-
reilo dessa comarca, por so aci'ir de licenea o de-
fectivo.Communicou-so ao inspector da thesou-
raria da fazenda e ao presidente da relaeo.
arel Francisco Jos Martins Peni
EPHEMF.RIDES DO ME/. DE DEZEMBRO.
2 Uuarlo crosccnle as 11 horas e30 minutos da
manha.
10 Loa choia aos 53 minutos da manha.
10 Qdartominguaule as6 horas e 56 minutos da
larde.
2 l.ua nova as 3 horas e 27 minutos da ma-
nha.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeira as 6 horas e 51 minutos da manha.
Segundo as 7 luiros e 18 minlos da tardo.
O Imperial Instituto Bahiano de Agricultu-
ra ter por especial objecto animar e dar desen-
volvimento lavouia desta provincia j.i directa-
mente pelos meios ao seu alcance, j indirecta-
mente auxiliando o Governo Geral e Provincial
em ludo quanto possa concorrer para este Gin.,
II tyt ao bachare francisco Jos Martins Penna.-
c ?zz:t?de fos **& h7orario?i K-~ us arBf ss
e correspondentes em numero illimiudo, e ser, cicio do cargo de promotor pblico interino do
administrado por urna directora de sote membros, Recife, no impedimento do
ora delegados que a auxilien! nos municipios de!
fra da capital, e por ura conselho de vinte e um'
membros, competindo primeira a gerencia dos
negocios do Instituto, qu nao forera pelos es-
tatuios expressaraenla
Geral, e ao segundo
daquella.
reservados As-embla
a fical'tsac/io dos actos
III
e Efectivo.Commu-
nicou-se ao inspector da thesouraria de fazenda
e ao presidente da relaeo.
Dito ao dito Cczar Oc'taviano do Oliveira, pro-
motor publico do Brejo.Pelo seu oicio de 19
do corrente fiquei inteirado de ter Vmc. naqucl-
la data, entrado no gozo da licenea de tres me-
zes, quo Ihe fui concedido por portara de 8 do
mez passado.Communicou-so ao inspector da
thesouraria de fazenda, e ao presidente da re-
laeo
Os membros tanto da directora como do cm-! l>it0 -1 eommandanto Jo corpo de polica.
telho fiscal, sero da primeira vez nomeados or?' *' pa,a L''"l de Serlnhae m cor-
Su* Mnmiih Imn/AT nomeaaos por neta, que e necessano ao respectivo destacamea-
aua jm agestada o Imperador; e subsequenlemen- to, como declara o delegado Je polica do mes-
ta pelo presidente da provincia, que os escolhe- mo termo no oflicio junto por copia.Commu-
r dentro os socios efectivos. Os respectivos nur0,,-se ao clieie de |)..licia.
s'r:pS-pr"ij8n,M "* xm>"de fSss^.SrtW'ssBtti
orneado imperial. do correnle, se mo oITcreco a dizer que levarei
oe, dentro de dous anno-, contados da data da ao conhecimento de S. M. o Imperador o offere-
primeira nomeaQio da directoria e do conselho c!'r,cn,o. que fu/. Vmc, de sua casa para residen-
K*al, houver vaga ou impedimento por mais i\SSf^ASSi!^^m ^
seis mezes de algurade seus membros, a ncraea-. Dito ao juiz de paz do 1" districto da ficguezia
. cao de quera deve substitui-lo ser feta por Sua do l'-> Ao seu offUio de 5 do outubro proii-
Magestade o ImperaJor: competindo nos mes- i mi? P*4! respondo declarando que o escrivao do
i subdelegado deve servir perante. o juizo de paz, e
liana descontentado a ludas as.potencias ; oque,
alen) disto, o inimigo intimo o natural da Aus-
lriao Piomonle, enviando forcas suas contra os
muros de Sebastopol, assenlava" os primeiros ali-
corees dessa uniao com a Franca, cujo fructo
mais tarde eolheria a Italia, dessa" lula memora-
vel, em que a Austria se achou sem alliados.
Porm appressemo-nos em entrar no nosso
proposito ; e, antes digamos queni era esse co-
ronel deengenheiros Ouerin, mortn as tri.nchei-
ras quasi no fin do cerco, cuja correspondencia
militar faz a base do trabalho histrico do M.
Len Guerin, seu irmao. O coronel era homein
lodo dado as fadigas o ao dever, inimigo de m-
iiig.is o solicitacoes, urna especie- de carcter da
aniiguidade ; republicano honesto, membro da
assembla nacional em 188, incapaz de combi-
nar coin a desordem, e ao contrario sempre
prompto para repnmi-la ; era de opinio que se
poda viver, e com elicito vivia, com 1,200 a
1,500 frane.os do renda, consignando o que res- j
lava do seus sidos duas irmns suas pouco fa- i
voreridas da fortuna. 1) OfBcial illuslrado.de;
una bravura placida e moderadaque fazia ap- i
parecer em torno de s a fe c a energa, com a j
sua presenta infunda nos nimos dos seus su- i
hordinados urna especie do. confianoa supersli-
ciosa as emprezas as mais arriscadas.
M. l.eon Guerin principia a sua obra por urna
xposieo histrica dos proxressos do poder mi-
litar moscovita, cxposeo om que se distingue:
particularmente as campanbaa dos maeeehaes de
Munich e de Lasey, na Crimea.
Alm da correspondencia rolumosa do seu ir-
mao, o aulor soccorrendo-sc aos generaosc mui-|
los outros olliciaes de todas as armas, em nomo
do coronel to conhecdo c considerado por todo i
o ex'rci'o, obteve delles muitos apontamentos,
que s testemmihas occulares o actores da ulti-.
ma guerra da Ilussia podiam fornoeer. Por este ,
meio o publico possue urna historia, cujas cir-
cumslancias inleirameute novas, e uarracoes dos '
cmbales sao delineadas com urna verdde ad-
iniravel.
Na descripeodos successos polilcos c milita-
res dos dous primeiros annos, to abundantes de
peripecias, o elemento critico tem sua
DTAS DA SEMANA.
26 Segunda. S. Eslevo Prolo marlyr.
27 Terca. S. Joo Ap. Evangelista
28 Quarta. Ss. Castor Cezario e Agapio mm.
29 Quinta. S. Thomaz Are. de Cantuaria m.
30 Sexta. Ss. Venustinano e Agripniano mm.
31 Sabbado. S. Silvestre p. ; S. Minenino m.
1 Domingo, (.rrumciz.io do Senbor.
110 CUI1ILI o
tnos casos ao presidente da provincia quando pas-
arera os dus annos.
IV
O fundo social ser formado das joias dos so-
cios effeciivos e correspondentes : das animidades
dostprimeiros, dos donativos que o Instituto re-
eeber do (ioverno (ieral e do Provincial e dos
particulares, da renda do capital do Instituto e
de ludo quanto este vier a adquirir por outros
meios.
O presidente da provincia ser considerado ,
presidente honorario do Instituto, quando nao I8l, prevavel que neslas circu
seja elTectivo ; e tanto n'um como n'outro caso contra quem queira czerCcr taca
lera de ossistir s suas sessdes. e de sustar at v,'ndu Vmc. juramentar desde lo
lera de ossistir s suas sessdes, e de sustar at
definitiva decisao do governo as deliberaoes,
que entender prejudiciaes ao fim para que crea-
do o Instituto.
VI
Serao considerados relevantes os servicos, que
forera prestados ao Instituto com zelo, assidui-
Jaile e dedicacao nao vulgares.
Vil
Logo que forera nomeados, os membrosda di-'
rectora, e do conselho fiscal, trataro de ormu
lar subre estas bases, e submetter approvac,ao
na falla de tal serventuario deve Vmc. juramen-
tar a quem sirva interinamente perante esse
juno.
Dito ao superintendente da estrada de ferro.__
Accuso o recebimento da communiracao, que me
dirigi o Sr. superintendente da estrada de ferro
com a resposta do ongenheiro em chee, o Sr.
Penistou. acerca de una representaco dos mo-
radores di freguezia de Agua Preta".
Dito ao subdelegado de polica da freguezia do
Ex.Em resposla ao seu oflicio do 4 de ouln-
bro prximo lindo. Idilio a declarar que e.xer-
cendo um s individuo as funecdos do escrivao do
subdelegado c do juiz de paz, lia conformidado do
19 do rcgulamenlo n. 120 de 31 de Janeiro do
instancias se en-
es funecoes, de-
juramentar desde logo a quem sir-
va ao menos interinamente.
Portara.O presidente da provincia, atienden-
do aoque requereu Varia Isabel Lins, professo-
ra publica de instrucro primara da cdade do
Bio Formoso, resolve conceder-ihe, de accordo
com a informacodo director geral da instrueco
publica, de 20 de outubro ultimo, aferatificacao
correspondente quarla parle do oVdenado'de
conformidado com a 2" parte do nrliTT^2*5~Tti
loi provincial n 369 de 1 i de maio de 1855, vis-
to contar mais de 12 annos de servir.Commu-
nicqu'-sc ao director geral da inslrucce publica.
Dita.0 presidente da provincia,conformndo-
se com oque represenlou o Dr. tliefe de
do (loverno osestatuto? que devem reger o Inst- ei" ol"c' Je 16 do corrente, sob n. 125. resol-
tuto. Palacio na cidaie de S. Salvador da R*. ?. d-Cm,,Ur. Antonio Lopes de Souza do cargo
Palacio na cida le de S. Salvador da Ba-
ha de Todos os Santos, em o primeiro de no-
vembro de mil oito centos e cincoenta nove.
Joo de Almeida Pereira Filho.
de subdelegado de polica do dslrcto da Orti-
gas e Contendas, freguezia do S. Sebastio de
Ouricury, e a Francisco Antonio Delmondes de
Io supplcnte do mesmo subdelegado.Commu-
nicou-se ao chefo de policia
Dita.O presidente di provincia, attendendo
ao que llic representou .i cmara municipal do
Becife, em ofcio de 16 do corrente, sob n. 122,"
resolve approvar provisoriamente o seguinte ai-
ligo de postura.
Artigoonico. prohibido a pagar a luz doslam-
peoes a gaz, fechando os registros,ou por qualquer
outro modo : fazer em dita lluminaco qualquer
quebrar os videos dos lampeoes, ou
<;ovi:h\o da provincia.
Kxpedionte do dia SSt de noveuibro.
Ollicio ao Exflr." presidente da provincia da
Parahil>a. Submetio consideraco de V. Exc.
o incluso requerimeoto, em que Vicente Fcrrei-
ra da Costa,que se acha no presidio de FernjruJo,
pede que se remeta dessa provincia a sua guia ,
Diio ao commandajile das armas.Com a in-; alteraco ; quenrar os riaros dos lampeoes, ou
formaco, junta por copia, do Dr. chefe de poli- | por qualquer forma damnificar os posles ou'bra-
cia, respondo ao offlcio, que V. Exc. me dirigi I eos, em que sao collocndos, sob pena de 8 dias
cm a do corrente, sob n. 973, acerca da exonera- de priso e de 2OjJ000 di mulla, que ser dupli-
cao, que pedio o alteres Joo Francisco da Costa cada na reincidencia, ale ni da iiidemiiisaeo que
Estrella, do cargo de subdelegado de polica do; for devida pelo daino causado Communicou-
distncto de Capoeiras. se cmara municipal desta ci Jado.
Dito ao chele de polica.Accuso a recepeo | Expediente do secretario do governo.
do otricio, que V. S. mo dirigi em 19 do cor- Officio ao agente da companbia brasiloira de
s copias de outros, que recebeu paquetes a vapor.O Exin." Sr. presidente da
mt lopinn i Div l lie -i ni .ti.I'i ( f i -ii ii i i i- n \* C .. .. n
i
provinria manda communicar a V.S. que nesla
data se expedirn) ordens para pagamento da
quanlia de 21)79900, das passagens de que ta-
EXTERIOR.
acerca de enfermilades que grassam no termo
de Cimbres.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda. quan
A vista do documento junto, mande V. S. pagar! tam os seus dousolicios de 3 de agosto ultimo
;to agente da companhia brasiloira de paquetes a correndo por tonta do cofre provincial 198000
.vapora quantia de 07^500 da passagem do en- e pelo da thesuoiaria de fazenda a soturna de res
/genbeiro Mr. Berthot, levando-se essa dessa 99g90.
verbaObras e nielhoramcntos do portoda re-_______________________
parlico do marinha.
Dito ao mesmo.A' vista do documento unto,
mande V S.pagar ao agente da coinpanhia brasiloi-
ra de paquetes a vapor 3219000, importancia das
passagens do desertor do 9o batalhao de infanla-
ria Sebastin Simo do Araujo Cima e de dous !
soldados, -iue o escoltaram do Bio-Grando do',
Norte at esta provincia, sahindo aquella quanlia
ininislerio da guerra.
Dito ao commandante superior da guarda na-
cional dos municipios de Olinda o lguarass.Ao
seu otficio de 17 do corrente respondo declaran-,
do que opportunamenle se resolver sobre o ar
Historia da ultima guerra da Russia 1853-1850)
sobre os diversos lugares em que ella se den,
escripia debaixo do pontj de vista poltico,'
estratgico e critico, segundo a confrontaco '
dos documentos francezes, inglezes, russos, I
allomaos e piemontezes, a correspondencia do
coronel do eogenkeiros Guerin, chefo de estado i
maior de engenheirqs do exordio no Oriente,
e numerosos outros documentos manuscriplos! I
Os generara que ltimamente se lornaram ce-
lebres na guerra da Italia, j o haviam sido an-
' """ "ff-----'-",.., """'i >oure o or- icures na guerra da Italia, j o haviam sido an-
mamento que V.S. solicita para o fim indicado lesna da Crimea, e com lies o exercilo francez
em seu citado oflicio Vencedores das duas prmeiras potencias mili-
Dito ao juiz de dre.to da comarca do Bonito.- i tares do contlnenle-a Russia e a Austria, Unto
Defer.ndo nesta dala o requer.mcnto de Domn-1 generaos como soldados podera sen. duvida al-
60,,nl,ieSllTn, "I resoUld. 3ue ee guma nutrir a protencao bem fundada de que
!?K!tiSfjrS-l1,?'1W? y!"8 < sao os primeiros da Europa, nao por va
na colonia militar de Pimenteiras. a principiar na i ostentado, mas para que seja altamente respei-
eachoeira do nacho Tombador, sendo meia le- uda a suaMnfiuencia exterior e os rotos 'mos
gus por elle acuna, e urna legua na descida do da Franca
mesmo riacho, fleando o supplicanle obrigado a ; Parece que a guerra da Italia leve origen) na
^ITlSH^'n^^u50' a. con-1 da Crimea, opiniao bastante nova que aprsenla
iboi : oqm communico a Vmc.-para sua uitel-;mir queabegieo do gabinete austraco em 1853
_ parle, e
e liem applicado. A historia militar sobretodo '
nao agrada sem a critica, bem entendido, a cri- j
tica no sentido do discusso, c apreciaco razoi-
re. M. Len Guerin quando tem censuras a fa-
zer contra qualquer delerminaco dos generaes
ou dos governos, emprega lodo o cuidado em dis-
cutir o pro e o contra, em examinaras vanla-
gens o inconvenientes deste ou daquellc plano, e
ludo isto guardando a conveniencia necessari'a,
sem procurar oll'ender. Se abstraannos dos fac-
los, o descernios analjse de algumas aprecia- j
cues criticas desse autor, encontraremos como.
que um principio secreto de opposico, porm .
que mal se deixa perceber ; essa pequea difTe-
renea tem agradado a uns, o em outros produzi-
do o effeilo contrario ; della me nao occoparei,
tanto mais porque nao pode prejudicar a exacli-
do dos fados.
O que d sobretudo interesse e novidade a essa '
historia militar ter o autor aproveilado muito
dos cscrplores cstrangeiros, que tem publicado I
narraces mais ou menos completas da guerra ;
em questn-, taes como o general russo Dannem-
berg, o g cal hngaro Klapka, o coronel da ar-
lilharia eza Bruce Itamley, o oIBcial russo
Anilschkol, o oflicial reformado Bustow, e muitos
outros que elle cita c discute. Essas relacoes lhe
erriraa para determinar com precisao as parti-
cularidades e movimeulos havidos de cada lado ;'
o que lhe dermitlio dar s quatro balalhas dessa
cainpanha o seu desenvolviuienlo real, e espe-
cificar todas as suas phases Quanto ao estyio
do autor6 elle proprio da historia ; sempre
correcto e algumas vezes lambem eloiuente ; so-
brio as oxposirOe*eleva-se e eslende-se com os
acontecimentos. E fcil conhecer-se que oau-l
lor est de ha milito afeito aos trabalhos hiato- i
ricos e sobre guerras.
Todos podera por si mesmos julgar como de-'
pressa se esquece a historia contempornea. ,
un> drama, cujas peripecias mais salientes se pas-
sam sob as vistas do lodos, sem conhecer-se ao
certo as suas circunstancias, sem possuir-se os
dalos necessarios sobre as operacoes militares, e
os clculos secretos da guerra c'da poltica, ur-
didos cora o andamento dos successos. Assim a
historia contempornea tem um atlralivode cu-:
riosidade, que se torna tanto mais vivo quanto
maior c a surpreza, que se apodera do letor, ao
descobrr em cada pagina militas cousas que jul-
va saber, e ao ver desenvolverem-so os fados di-
ante de si sob um aspecto rouitas vezes novo ou
mais completo, e de urna mancira -sempre mais
instructiva do que o sao as uarracoes dc mo-
mento.
Essa guerra do Oriente deu ao mundo um es- j
pectaeulo extraordinario, c dos mais imprevistos;
a uniao armada da Franca e da Inglaterra, oa
prejuizos de muitos seculos desprezados, as es- '
quadras das duas naces nevegando de pan-aria,!
os seus soldados combatenjo e pernoilando ao
lado uns dos outros O imperador Nicolao era i
enlao o arbitro da Europa ; ludo recuava dianto I
dclle; o imperio Oltomano pareca querer suc- I
cumbir ; quando Napoleo III declarou que iria !
em soccorro do Sullo ; e propor allianca In- !
glaterra, com grande pasmo do Czar, que" nao ti-
nha pensado um s momento na possbilidadc de
um successo to extrauho.
Bcmoulcmos s causas succintas da guerra, c
s primeiros demonstrarles dos alliados.
Pelos lins do anno de 1832 aglou-se Tentrc a
Itussia e Franca urna discusso sobre alguns lu-
gares reservados do Santo Sepulchro, usurpados
pelos gregos, c reinriodicados pelos Itoroanos que
no Oriente tem a Franca por protectora ha mui- j
tos seculos. A Porta reconhecia odireilo da Fran-
ca; maso imperador Nicolao cstabelecia impe- :
riosa mente a sua supremaca cm ludo quanto di-:
zia respeito Igrejagrcga por elle qualificada de
orthodoxa em opposico a Igrejn catbolica*.
A Inglaterra consevou-se a priucipio indiffe-
renio a essa questo, nao vendo nella seno um
litigio cm que a Franca era a nica interessada.
Alm disto havia em Londres ues>a occasio mu-
la indsposicao contra nos. O imperador Nicolao
tendo em pouca conla a Franca por si s, o des-
cando na anliga rivaldade" entre as duas na-
ces, nao podia prever, nem mesmo imaginar
urna allianca entre ellas.
As cousas se acharan) nesse estado, quando o
principe Nenschikol fez a sua enirada eslrondosa
em Constantinopla, a 2 de marco de 1853, sendo
portador do ultimtum, em que'scexigia por par-
le do Czar o direito de prolecco sobro lodos os
subditos da Porta, seus correligionarias, que for-
mara urna populaco grega-slava dedoze milhoes
de almas. Digamos dc passagem, que anda um da
se rccoiihecer a necessidade de tomar-so qual-
quer medida desse genero sob pena de presen-
ciarem-se no Oriente horrivei carneficinas. Pelo
menos o protectorado seria ento lodo europeu.
Mas aquello que o prncipe Menschikof lo orgu-
lhosamenie pretenda impcraesemelhara-se mais
a urna conquista simulada em proveito somonte
do Czar.
Esse incidente produ/io urna mpresso asss
viva na Inglaterra.sem todava nada decidir. Lord
Aberdeen, ento primeiro ministro, nao quera
romper com o imperador Nicolao, porquera linha
.muita sympathiu ; e cabe aqu dizer que um mi-
nisterio tory sompre do partido de potencias
absolutistas sobic o continente, como bem so p-
(1 Alei sobre as pensoes militares nao per-
mitlindo dirtitoalgum sirmasdo coronel Gue-
rin, o imperador lites concedeu do seu l>olin!io
urna pensao de l.OO fr.
i do coltlglr do que suctedeu em 15'J
I da questo da Italia.
Oulro incidente soTireveio que devia terminar
a cnse na Inglaterra ; incidente dos mais curio-
sos dessa historia, e de todas as hislnrias.conhe-
Cidas. Foi a publicidade da correspondencia sin-
i guiar, em que lord G. Hamillon Seymouc refere
suas conferencias secretas cora o imperador Ni-
! eolao, relativamente aos deslinos do imperio Ol-
tomano ; correspondencia cuja leitura nesse lem-
po eausuu mu grande sensaeo na Europa. An-
da hoje talvez alguem deseje relersuas circums-
, tancias mais notareis. E o Czar quem falla ; e a-
i penas supprimimos aqu as curtas iutcrrupcjoea
, do embaixador inglez :
A Turqua est en) crise, nos pode causar
, mutto embarazo. Convm que antes nos entenda-
mos, lemos diantc de nos um homem gravemen-
i le enfermo ; seria grande infortunio que nos ca-
lusse nos bracos sem que tivessemes regulado
| nossas disposicoes. Vede a decrepitude do im-
peli Ottoraano; cahir para nunca mais levan-
lar-se; nem cu consentirei que algum tente rce-
dihcalo. Nao se ressusrila a quem esl morto.
Devo com franqueza deckirar-vos que, sea
: Inglaterra qutzer estabelecer-sc em Constanlino-
pla, o que nao julgo, nunca deixarei que o consi-
ga. Ouanlo a mira prometi o aue igualmente
me mo estabelecerei ali, como proprielario, bem
entendido; porque, como depositario, nada pro-
: mello. Sabis qual fot sempre a minha conduela
para cora o Sulto. Pois bem Esse homem aca-
ba de praticar de urna forma que muito me ha de-
sagradado.
I < So no caso de urna partilln, apossar-vos do
Egyplo e de Canda, que vos convm perfeila-
menle. nenhuma objecro terei a fazer. Ouanto
a Austria, nada digo; porque aquillo que me
convm, convm igualmente a ella.
A publicaco dessas exlranhas confidencias
paleiitc.uido os uliimos pensamentos do Czar, de-
vera sufficentemente esclarecer a Inglaterra. Po-
rm antes dessa publicaco o governo francez ma-
nilcstou as prelenees do principe Menschikof co-
mo urna ofTensa formal, bastante para engendrar
una queslo poltica na Europa, qual a Franca
declarara ligar-se desde logo. Por oulro lado lo
principe Menschikof inlimava ao Divn um ulti-
malum, declarando que, se o protectorado exigido
nao fosse concedido-, o exercilo russo franqueara
a Prulh, e oceuparia os principados Danubianos
a titulo do refens. Com efToito a invaso dessas
provincias leve lugar logo depois, sob o comman-
do de principe Michcl Gortschakof.
Foi ento que so deu a primeira convenco en-
tre a Franca e a Inglaterra, e as esquadras das
nacoes tranapOrtaram-se Besika.na entrada dos
Dardanellos; porm nicamente para observar
os movimentos. A Turqua da sua parto linha
adoptado o partido enrgico e conveniente dede-
c lararguprra a Bussia, o que fez a 4 de outubro
de 1853. Era o meio dc comprometter seus al-
liados, e forca-Ios a pronundarem-se abertamen-
te. Todava a conferencia de Vienna, sob a in-
fluencia da Austria o da Prussia, continuare em
suas negociacoes, e exforcava-se o mais possivel
para despersuadir a Inglaterra e a Franca do en-
irarem na guerra contra a Bussia Trocavam-se
olas sobre nolas, o que paralisava os alliados
entretanto qu^o exercho russo amemava passar
o Danubio, e tu o exercito turco po"r si s sus-
lenlava a luU com a intrepidez das suas tropas
e com a pericia dc seu general Omcr-Pach. A
passagem do Danubio pelos turcos, o combale de
Oltenitza, e o de Tcheiale, sao para clles feitos dc
grande honra,
As esquadras dos alliados tinham emfim pene-
trado nos Dardanellos, c al o Bospharo, onde
estacionaran) jauto a Beikos, para prestaren) a
Turqua ura apoio moral, segundo ento se dizia
sem que houvesse guerra declarada : quando
inesperadamente rebentou a sanguinolenta ca-
tastroplic de Sinope, onde a esquadra russa de
Sebastopol derrolou c incendiou urna esquadra
turca, que conduzia provisoes para Trebironde.
Os alliados estavam eulo fundeados entrada do
Mar-Negro, lira grito de sorpreza retumbou era
(oda a Europa. Nao ha duvida que o oslado de
guerra com a Turqua dava Russia o direito de
atacar essa esquadra. Mas ento que papel re-
presenlavam no Oriente a Franca e a Inglaterra?
Como consenlam que assira fossem exterminados
aquelles a quem tinham ido secorrer, e nem ao
menos haviam prohibidoreconhccimenlos nasal-
turas do mar Negro? Esse systemadesemi-neu-
iralidadc, de apoio moral, fortcmente era con-
demnado pela opiniao publica: afinal no mez de
abril de 1854 a guerra fol declarada Russia pela
Franca e Inglaterra, cinco mezes depois que os
Turcos entraram em combates, e quando o exer-
cilo traiispunha o Danubio das suas embocaduras
com forcas mui superiores, o que obrigava Omer-
Pacha a enlrincheirar-se no famoso acampamen-
to dc Schoumla.
Apesar das sympathas da Prussia para cora a
Bussia, apesar da heslaco da Austria entre as
duas oatles belligerantes, o imperador Nicolao
achou-se sem alliados : elle tinha tornado con-
tra si com suas provocaces orgulhosas urna po-
tencia quo val-omitoa opiuiao publica.
Trinta e dnco rail Francezes e Inglezes desem-
barcaran) ere maio de 1854 em Gallipoli, nos
Dardanellos. Este ponto foi escolhido por ser
dahi mais fcil transportarem-se para Andri-
aoplo antes dos Russos, e resguardaren) assim
Constantinopla. M Len Guerin desapprova
essa escolha, anda que ofierecsse ella algumas
vantagens. Conlava-se muito com una marcha
rpida dos Russos, e mais com o obstculo que
Ibes opporia Oruer-Pacha frente de um exerci-
lo fnlizmenle mui difierenlc daquelle, que, com
taa facilidade foi dispersado por Diebitsch era
1828 ; ludo era mui diverso em 1851. Omer-Pa-
cha acabara de iravar com os Russos em Bajar-
djick. abaixodn Varna, um combale formal, en-
carnizado c sanguinolento. Esso combate ficou
indeciso, 6 verdade, ecada um leve de retomar
as suas posices ; mas j era muito para provar
que, com a concu rencia do exercito turco, os al-
liados deviam esperar a victoria. De outro lado
Paskievilbsk eslava retido pelo cerco de Selis-
tna, praca de m posico, defendida por dous
folies, onde os Turcos resistirnm ao inimigo com
heroica obstinado, repellindo muitos assaitos no
solo mesmo da exploso das minas.
Nao podiam os alliados demorar-se p6r mais
lempo era Gallipoli, to longe do theatro da
guerra ; pelo que o exercito cm barcn para Var-
na, donde poderla ir atacando os Bussos pelo
flanco esquerdo, ateo momento era queconvies-
sc lancar-se inleirameute sobre ellos com a coo-
peraco de Omer-Pach.
O exercilo alliado recebia lodos os dias reforro
da Inglaterra e da Franca. Os generaes promet-
tiam a Ooier-Pach soccorre-lo com cincoenta
ecin:omil homens, sendo trnja c cinco mil
francezes c vinte mil Inglezes, que reunidos a
setenta mil Turcos do seu exercilo, completariam
urna forca decenio c vinte o cinco rail homens
com trezentas pecas do arlilharia.
O terco da Selistria foi levantado em 23 de ju-
nho de 1855, depois dc trinta c seis dias de tra-
balhos e quatro assaitos ; e em seguida o exor-
dio russo despejou os principados ; o que se de-
ve altribuir nao s presenca dos alliados era
Varna, como aos manejos da Austria, que oceu-
pou o paiz com a esperanca de conserva-Io. De-
balde se esperou que o exercito anglo-fraucez
reunido aos Ottomanos, avancasse para Pruth|
afira de combater o inimigo no seu proprio ter-
ritorio, em Bukovine ou Bssarabide, sobre as
tnarg ns do Dnister. O caminho dessas pro-
vincias lhe foi fechado ; a Austria leve a destre-
za de conseguir autorsago da Perla e dos pro-
prtoa alliados para oceupar Valachia e Moldavia
prsuadindo a estes que se decea cm favor dc
E.NCARREGADOS DA SI BSCRIPCAO NO SIL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias ; Baha, o
Sr. Jos Martins .'.Ivs ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martins.
-EM PERNAMBUCO.
O proprielario do diario Hanoel Fignciroa da
Fariauu sua linaria praca da Independencia ns.
fi o 8.
no imperador Nicolao que assim
giranli-lo de todo o ataque por
sua causa, o
pralicava para
essa fronteira.
Nao havia mais guerra possivel no Danubio.
Entretanto o exercilo permaneca em Varna, di-
zimado pelo cholera, quo comeara a ataca-Io
em Mnrselha, onde eslava causando estragos na
orrasiao do embarque. Os generaes neniuin
plano de operarnos tinham resollido. O mare-
chal Saint-Arnaud, coja saude bastante arruina-
da nao poda corresponder s necessidades enr-
gicas da situaco, vacilara enire os diversos par-
tidos, que se lhe propunham. Vendo, sob a in-
fluenua desta dea, quo a inaeco das tropas
ajudava os estragos do cholera, resolveu porem
marcha tres divisoes do seu exercilo no Debroud-
ja, lugar pantanoso que se eslendo do longo do
mar, abaixo do Varna, al as embocaduras do
Danubio. Segundo dizia, era um recouhetmen-
lo que pretenda fazer com o fim de perseguir o
exercito russo pela retaguarda. Lord Ragln re-
cusou fornecer contingente para semdhanle ex-
pedirn, allegando que o seu governo lhe havia
ormalraento prohibido o penetrar nesse paiz pes-
tilencial. Nesse reconhecimento exeeulado por
tres divisoes do nosso exercito, apenas se encon-
trn, grupos de cossacos, que se apressaram em
fugir, e foi elle mais desastroso de que una ba-
talha. Aos miasmas dos pantanos, ao calor in-
tenso, juntava-se a podrido de immensos cada-
veres de homens o animaos, que os Rus=os ara
abandonando na sua retirada. Nossas diviscs
em cada pouso, em cada acampamento deixa-
ram centenas de homens desolados, e como ful-
minados do cholera. Nao ha quem se nao lem-
bre anda da cruel sensaeo que causn naquelle
lempo a narraco desses fados horriveis. M. Lton
Guerra n um qnadro pathelco dcscrcvc-os cora
profundo sentimento de dor.
[Saint-AngeSilceira]
(Contina.}
I u r i n f de novembro
Nao ha orgo da imprensa, que nao descu-
bra na caria do imperador dos Francezes, que
em certa medida modifica os preliminares de
illa-Franca, urna importancia, al aqui desco-
nhecida as manifeslaces ofliciaes ou semi-of-
ficiaes do governo francez. O Diritto, represen-
tante da opposico mais ou menos crescida da
cmara, expresamente diz : O arligo do Sfoni-
teur era um aviso aos poros, e a carta um
outro seu mu amado re O Independen te,
que julga-se representar H. de Cavour, insisie,
fundando-se no resumo lelegraphico do arligo do
Uornmg-Post, em que os governos tanto dc
Franca como dc Inglaterra abandonaran) a causa
da Italia cental. Quem loria crido (no tempo
da participaco da guerra na Crimea) que o Pie-
monte fazendo causa commun com a Franca e
a Inglaterra, fosse por arriban abandonado ?
Assim j se v que nao obstante seren os
Italianos propensos illuso, hoje nao so enga-
ara sobre a gravidade das circurastanrias. E
que conselhos pode dar-se ao governo, no meio
de ludo isto ? Nenhum por certo formal. Muitos
orgos da imprensa, sem bussola, se abstecm ou
refugiam cm phrases, que seriam boas ha Ires
mezes. mas que actualmente sao quasi ridiculas.
Todava ha alguns. o Diritto, a Opinione, a
Lnione, que tendem mais ou menos pronuncia-
damente a aeonselhar a residencia. Copio com
urna pontual exactido alguns trechos, apenas
despiezando phrasesinutes, que nada acrescen-
lam ou liram ao sentido.
A Opinin e Serem suffocadas, asaspiracoes
da Italia, sendo o Picmonlc cmplice impos-
sirel, o nenhuma potencia pode pretendc-lo, e a
Franca menos que qualquer oulro, Devo acres-
larquea Opinione desoja apenas a impassibili-
dade, nao aconselhando formalmente a resisten-
cia ; e noto anda que ella descobre na caria do
imperador umprogresso real sobre os prelimina-
res de Villa-Franca.
O Diritto, que, repito, representa a opoosi-
cao moderada aos diversos gabinetes, que se
succedem, diz mais explcitamente o seguinte ;
O perigo sem duvida grave, e a Italia central
acha-seactualmente em urna decisiva situaco...
Nosso governo devesoccorrer a Italia central,tal
c seu direito ejdever. As resistencias da Franca
nao devem atemorisa-lo, antes devem incita-ls
mainres cousas. Peior condico nao possi-
vel, que a que nos criou a paz de Villa-franca '.
melhor vale pois mostrar-nos altivos e intrpi-
dos. Deve o nosso governo e a Italia central lem-
brar-sc quc ultimo limite da Italia ; que ha alm populachos
que s esperam ura signal de insarreicao, que
estendida s Marcas c ao reino de aples, pode
ser o signal da libertario da Italia inteira. Eis
melhor resposta caria, de que se trata. A au-
dacia muitas vezes salva as nacoes ; e jamis
ellas o foram pelo niedo ou por una prudencia
exagerada.
A Unione publica tima carta comiJando a
Garibaldi a proclamar-sc didador do centro, c
reunir urna assembla dc trezentos represen-
tantes.
Estas citacocs de phrases enrgicas bastariam
para formar urna idea exagerada do oslada, cm
que se acha a opiniao. Em resumo, julgar-se
pela imprensa esta a opiuio de hoje.
I A mor parle dos jornacs, marchando lalrez
pari-passu com a Opinione satsfz-so de quei-
xas. Todos estes represeniam o gro3SO do pen-
samento publico, e s o Diritto, orgo do parti-
do opposicionistfi. tem a idea de enrgica resis-
tencia e at de ataque A lnione emiti urna
opiniao particular a respeilo da candidatura de
Garibaldi. Eis o que ha ; e neslas occasies des-
prezam-se os embellcsamenlos.
Passo em silencio urna idea lombarda, publi-
cada no jornal fomento, empenhando M. de
Cavour a salvar a situaco. Aeonselhar a revolu-
co a M. de Cavour! S os Lombardos sao capa-
zos de urna tal idea!
Javos dei meu parecer, como tambem o dos
pessmistas, respeilo da entrevista de Garibaldi
com o rei; e como alguns jornaes de Genova
publicara a interpretarlo dos optimistas, julgo
de meu dever communicor-vo-la. Um dos jor-
naes de Genova, que cu Icnho vista c que me
parece estar em erro diz: o bravo general
mostrott-se salisfeito, alera de toda a magina-
co, ao sahir do rolloquio o no momento de sua
partida. Alm disto este jornal er que nenhum
ataque resultar s Marcas desta intrevisla, esim
que com ellas continuar o statu quo: Urna
estreita solidariedade reina entro nosso Estado e
a Italia central ; e, nesle decisivo momento, ve-
lamos e estamos promptos.
L'm fado, em que parece que se fundara os
que nao veem comprometimiento algum no pa-
pel que reprsenla Garibaldi. o de ter elle trans-
portado seu quarlel general para iBinini, e ler
lomado o commando das tropas dc Mezzacapo e
de Roselli na catholica. Porm taes disposiccs
foram decididas antes da rinda de Garibaldi
Turiin, porquanto urna ordem do dia de 28 de ou-
tubro, assignadn, creio, por Mezzacapo, os linha
annnnciado as tropos. Falla-se que o general
Fanli iria a Bolonha.
No dia 28 um vapor napolitano muito tempo
cruzou defronte da Catholica, de lliccioni e de
Rimini. Tomou Ierra, cm um escaler, un) offi- !
cial procurando o cnsul napolitano para entre-
gar-lhe despachos, c como nao houvesse cnsul
napolitano, o oflicial retirou-se no meio do es- I
panto da mullido agglomerada no porto. Apenas
poz p no escaler rompern) os gritos de : viva a
Italia viva o rei Vctor Emmanuel! Eis urna '
charada, escripia de Rimini, a qual comprehen-
ders tanto como nos, e qne cu ros remeti,
porque em taes circumst.-.ncios at os Icgogri-
phos podem ;cr otis.
A le administrativa communal publicada
na Uasetle-O/ficielte.
O empreslimo piemontez ser abcito ama-
nho 2 de noveinbio. O go\erno di ve Hesmea -
tr a idea absurda das soturnas- pagareis de coi
lado, de que alguns jornaes linban refleclida-
mentu fallado.
llouve no Estado de Parma pequeas desor-
dena em Coli, e aggtomecaco dc habiaces as
colimas porto de ilobbio. Os camponezos'de Peli,
aldeia dependente da communa de Coli, ineitx-
dos pelo cura dc sua parochio, sublereranvse
contra os clavineiros, no que morreu um cam-
ponez.
lia sempre vivas reclamacca contra o ajcue-
ral La Mormora, onjos adversarios Huiilam-se a
dizer que o exordio piemontez, que licou exnc-
tamenle no.oslada do da seguinte ao de San-
Maiimo, tem dez mil homens de menos que an-
tes da guerra de 1S59, e acrescenlam : Em 1849 o
exercilo sardo centava ii5,(l(J0 homens, de ento
para c M. La Mrmara tem quasi sempre sido
ministro da guerra ; ora, cm lb59, elle s con-
lara 50,000 com tros baleras de suas pecas cada
una.
Una carta de Garibaldi revela o quo em
189, passou-sc a respeilo de Angelo Brune'.ti,
por alcunha Cirernacchio, e de seus dous Qlhos
cuja execnco fora sempre negada, lini reo mis-
terioso cobria este deplonvel Brama, e a carta
do Garibaldi, acompanhada do lestemuiiho de u:n
sacerdoteteslemunha occularmostra-nos que
Brunelti c seus dous filhos, um dos quaos linha
quinze annos, foram fuzilados sem julgamenlo
era Ca-Trepoli no territorio de Venes. Os Aus-
Iriacos espalhavam o boato deque Brunelti vivia,
eq ue fra visto com taberna depois da guerra
da Crimea. Garibaldi, que se n,lo linha esquecido
(lisio, c que jamis pode conseguir noticias deste
seu anligo companliero d'armas, pe assira s
claras este odioso drama.
J. Maiuas.S. Filho.
[Presse).
INTERIOR.
Conmisso An^lo-Urasileira.
MMSSAS.
Artigo VI.
Dissemos, no precedenle artigo, que os mais
axiomticos principios do direito das gentes na-
tural hatiam sido atacados pela Gra-Bretanho,
em relaeo ao Brosil. Tcro porm laes PXcrs-
sos juslificaco no direito convencional ? Certa-
mente nao.
E para entronaos nesta nova discusso, repro-
duzamos igualmente o que importa dos princi-
pios em tal materia umversalmente aceites.
Assim como o homem se pode ligar ao ho-
mem por roiilialo, dando e recebendo. assim
urna nac-o pode ligar-se a oulra nacao, por tra-
tado, procurando i.essa ligaco seguranra as
relaes mutuas, vanlagens mais firmes, d'o que
sendo abandonados os negocios boa-f da Ici
natural, que a denominada poltica tantas vezes*
empoiia.
Desde o momento em que um tratado modifica
as relacoes naturacs de dous Estados, j nos as-
sumplos que elle ab-aca nao prcvaleccm os prin-
cipios do direito natural, mas sim os do conven-
cional : contratus ex concentioni purtium leye.n
accipiunt.
Bous ou mos (excepto nos casos de ruina,
delles provenienle ), desde que dous sobera-
nos concordara n'ura tratado, esse pacto lor-
na-se cousa sinlo, inriolarcl, o cujo desprezr.
conslilue ofTensa ao direilo dos gentes, inju-
ria ao alliodo, a todas as nacoes, ao genero hu-
mano.
Mas se a f dos trotados cousa sagrada, cum-
pre nao entend-la ,'.s interprelaces manifesta-
inentc falsas, as trniisfor-nacoes," aos capciosos
odditamentos das clausulas pictuados. Coda
disposieo o que, rr.as nem mais nem menos
do que. S quem tem jus de contratar tem
jus de interpretar ; se o contrato presuppe duas
parles, C miter que as raesmas dos partes con-
corden) em qualquer inlcrpretaco, isto era
qualquer disposieo, que mui ciara e explcita-
mente so nao ache eomprehond'ufa na letra do
tralado. Inlcrpretaco unilateral ronseguin-
lemente nulla, contraria ao direilo; e os ocios
que della emanorem rem desde a oigem vi-
ciados de insanarol nullidadc : Aclus a princi-
pio nullits niiltum producit effeclum.
Dentro destas poucis linnas ha um mundo, no
direito internacional. Infelizmente os naces
ignaea em soberana, sao todas desiguaes em
poder : a maior parle dos tratados se rsente
de senielhante situaco ; a posico superior dic-
ta leis a inferior ; o brutalidade'do fado esmaga
a sanlidade do direilo ; e eis como as naces
grandes impem s menos fortes, ora com ade-
raes sobranceiros, ora com formas hipcritas,
as suas unilaleraesc nleresseirasinterpretaces.
lina vez nessa esjtrada, de macadamisado e sua-
ve piso, a prepotencia marcha desassombrada, e,
por cumulo de zombaria, justilicam-se as vio-
lencias com a sohada elasticidade do innocen-
te tratado.
Diligenciaremos provor em seguida, que as-
sim como a C.ra-Brelanha em materia de presas,
a. pretexto do esrraralura, calcara os principios
do direilo natural das naces, assim, c anda
mais manifestaineiite, alropellou os do direito
convencional, pois raros navios brasileros fo-
ram apresados, ou julgados as condices pac-
tuadas entre as duas najos.
Para que disto nao reste duvida, comocaremos
pela completa e leal oxposico do que "se lera
possodo em semelhante assumplo ; c depois de
recordarmos as disposices de todos esses ajus-
tes internacionaes, fcil ser reconhecer [ as
hypothcses ) quo as violencias contra a marinha
mercante brasiloira nao nascenm dos trotados,
mas foram prafcodas a despeto dos tratados!
Ser o ponto deque passaremos a uccupar-tios.
Publicla.-
[Jornal do Commercio o Bo!.
JURISPRUDENCIA.
Coiisoliilaciio das leis eivis.
RKsrOSTA S 011SK!lV\cl.s 1)0 sr. l\TOMO PEREUU
REBOUCAS.
Arl. 9. Tendo-se estabc'lecido no artigo 8o quo
a raenordade termina aos 21 annos completos,
eslabeleceu-sc logo depois urna excepro relalt-
vamenle aos crposlos. Exccptuam-se'os expos-
los diz o artigo 9o), que logo aos 20 annos com-
pletos sSo ha-idos por maiores, o que foi abona-
do pela dsposteSo do airar de 31 de Janeiro de
1T75, 8.' Ora, esse alvar nao emprega, como
o nosso artigo9", as polouas sao havidos por
maiores porm estas oulras serio batidos
por emancipados ; e isto ainda mais confirma
nossas obeerrac&cs anteriores quar.to confuso
que na linguagera vulgar existe enlrc os maiorea
e os emancipados, confuso de que nasce o abuso
que cuidamus dc acautelar na ola ao arligo 8'.
Urna disposieo scraelba-iie entende o nosso-
Ilustrado censor que nao de.cria ser contempla-
da na Consolidaco das Leis Cicis, por ser intei-
raraenle excluida do programla do gororno im-
perial, no qual se eveeptuou os leis portiiguezas
peculiares ao reino dc Portugal nao coulendo
olgumo disposieo geral que eslabelecesse regra
de direilo.
Esse airar de 31 de Janeiro de 1775, allega o
nosso censor, trata lio smente dosexpostos do
hospital di l.isboj, e da!,i com le que em t,
nenbuia a sua di-'posij ; Icria 5:rii: de i
MUTILADO


(9)
PiAttlO DE PERSAMWJCQ. SECLXDA FEIRA 20 DK HEZEMBRO DE 1859.
geral de iiiiL'iio pura que os eapostua lossviu lia-
i Jos por maiores logo aos vi ni,; anuos com-
pletos.
Nao podemos, porm, aceitar, c logo primei-
ra vista, urna tal cnnclusu, poique, baseando-se
ella nicamente na idea pura c simples de ser a
disposieo do alvar relativa aos exposlos do hos-
pital de Lisboa, perca contra as recias da lgica.
Que o alvar s logislou em rela<_o aos exposlos
Ja cidade de Lisboa sabemos nos e sabem todos .
(lorm o que resta provar que elle nao conte-
nida urna regra geral do direilo, visto que o pro-
rarr.ma ofltcial s inhibi que nos consulidasse-
nios aquellas Iris peculiares a o reino de Por-
tugal que. nao coniivessem alguma tiis;osieao
geral que estahelecesse regra de direilo. E ser
disposh-o geral que eslaueleca regra de direilo
essa que nos consolidamos, p.-to que fosse ex-
trahida de urna lei concernenle an hospital dos
exposlos da cidadu de Lisboa ? Esta que c a
jnrstao.
Se em nossa resposla anterior sobro as obser-
vaees do artigo 8" rejeilamos com algum desden)
a auloiidade dos praxistas do nosso direilo pa-
trio, para que a liumanidaJc nao Picasso redun-
da desprczvcl condico de abdeiitas, agora
vamos estribar-nos nesse apoio, sempre solido ;
o que nos colima em posico tanto melluir quan-
la e a probabilidade de sentios acreditados, an-
da que nao nos jnsliQcassrmos coto alguma cou-
sa de racional.
Se a anicipaco do termo da menorida le dos
exposlos derivasse de alguma qualidade tingula-
ritsima, s olironlo aos exposlos da cidade del
Lisboa, muito dVtrer que os nossos praxislas
sempre sabios, nao tivessem generasado a ou-.
tros pxfiostoe, a rodos os exposlos, a disposiro ,
do 8'1 do alvar de ;ti de Janeiro de 1775. Ellos [
porcui, a leen) generasado, scn fazerem qiial-
quer dUtuicco que servisse de advertencia aos
seos pios tenores.
Coniecaromes pelo iniuienso orphanolo^ista
Pereira do Carvalbo, <)ue j livenios occasio de
citar, embora as suas prelecees ainda ueste
ponto contenham o mesmo veneno para n qunl
receitamos o helleboro da nota ao artigo 8o. \
emancipai-o Jos exposlos [diz este niestre no S
171 e nota 331 lambern dote ser feila perante o
juiz dos orphaos, baslandu-llie a idade de titt
MMW,
Aluda que a idade da erancipacao 6 regular-
niento a Je 25 annos, cnmtudo a alvar de 31 de
Janeiro de 1775 no >; 8" delerroinoii que os ex-
poslos m houvesscm por emancipados aos 20.
E, porm, uecessario provarem que teem capa-
cidad?, piafe que esta prora se nao dispensa na-
ouellts mumoi que se emancipan de 25 minos,
ou por supplomento de idade. Para esta ultima
parteo helleboro.
O nosso Correa Tilles, que no sen Dijeslo Por-
/OHe; colligio todas as disposices gentes do di-
reito civil de seu paix, lambern se autorisa com
o 8o do alvar de 31 de Janeiro de 1775, duen-
do no livro 2o numero 025 o que so segu :
Logo que o exposlo completa vinte annos,
fica emancipado pela lei.
Isto nao diria o melhof dos nossos legistas se,
tendo por Gm offeroccrurna colleceoo de atete-
riaes para a codiOeaco civil porlugueza, e po-
dendo ler rejeado, como rejoiara em oulros ca-
sos, a disposiro do mencionado alvar, nao t-
vesse ah adiado alguma razio de generalidad
que fosse inleiramento independenle desta ou
daquella localidaJc em que houvesscm exposlos
ou liospilacs de exposlos.
E so nao nos fosse dado persrrutar essa razo |
de generalidad?, chamaramos tambem em nosso
auxilio a autoridade do jurisconsulto contempo-
rneo Antonio Luiz Seabra. que em seu projeclo
do cdigo civil de 1'orlugal, cuja acelaeo alias
'orre nao pequeo lisi-o, ontendeu lamben) que
aj-xcepro do 8" do alvar de 31 de Janeiro de
1775 devera ser approveilada. E pode ser que
tanittem nos a approvcitemos Qual ser essa
razio de generalidade ? Que motivo se pode al-
legar para que os exposlos sejam exceptuados do
direilo commom, que fai cossar o impedimento
da inenordade aos 21 annos complolosT?
A iucapacidade de obterpur motivo da idade
normal, e parece portanlo ano em nonltum caso
devora ser exceptuada. () que ha, porm, de
normal ou natural nesle impcdimenlo, como
prova a observaoo do lodos os dias, que no
verdor dos annos as facilidades inlellecluaes nao
se acham asss desenvolvidas em termos de ha -
liililar juridicamento para os actos da vida.
Nao basla obrar, uecessario que se possa
obrar com discerninento e vontade livre, sem o
que nao existe acto jurdico ; mas, se as facili-
dades inlellecluaes nao teem desenvolvimenlo
igual era todos os homens, c se tal desenvolvi-
menlo sempre gradual e erescente, sem que se
possa conbeccr precisamente o lempo desua ma-
dureza, salla aus olhos o que ha de arbitrario na
legislarlo civil de todos ospaizes quando por
ma medida de lempo decorrido a partir do nas-
imenlo das pessoas teem estabetcrido un prazo
uniforme, depois do qual a inenordade termina
e comeca a maiondadecom a sua habililacao am-
pia para lodos os aclos di vida civil.
Confirma-so o arbitrarlo do termo da menori-
dade, aibilraro que nem histricamente pode
ser justificado com a temperatura dos climas, oc-
la variedade da legislarlo dos povos a scmelhan-
le respeito.
AsOrdenacoes Filippinas marcaram a idade de
25 anuos, e a'nossa lei do 31 de oulubro de 1831
lera encuitado qualro annos, imitando o cdigo
civil francos, que lece a fortuna de ser imitada
p-ir iiiiii'is oulros cdigos. Mas os cdigos da
llollanda e do Cantan de Vaud fixam a mainri-
<].ide ao 2 annos. Nao se contradi/., portanlo,
alguma lei natural quando em relacao aos expos-
los se faz cessar a mennridade aos" 20 annos ; e
lo possivel ler pesia idade discerttiracnto bas-
tante para os actos da vi Ja civil que a Ordenarlo
livro 3\ ttulo 42, Consoll. artigo 16, maodam
dar provisoes de supplemenlo de Idade aos-20 e
18 anuos.
A razio do S S do alvar de 31 de Janeiro de
1775 6 que os exposlos nada possuem de seu, c
que po;tanto iienhiiin porigo ha em Araren) ha-
bilitados para os actos da vida civil rnaia cedo do
que aquellesque teem fortuna. Alni de que, a
le por este modo como que I lies conpensa a in-
gralidio e crueldade dos pas c maisque os aban-
donaran). Esses infelzes teem mais necessidade
do galibar meios de vida ; ea aiilicipacao de sua
capacidade civil, em vez de Ibes ser nociva, s
Ihes pode ser proveilosa.
utro argumento do nosso respcilavel adver-
.aiiofoquo a constituii;ao do imperio aboli
todos os privilegios nao essencialuieiile ligados
aos cargos por ulilidade publica ; que a h i de
20 de oulubro de 1823 declarou quaes as leis do
reino de Portugal que leara execuco no Bra-
sil ; e que a lei de 31 de oulubro do 1831 esta-
beleceu indisliuclameiilu que a menotidade ter-
mina aos 21 anuos, revogando a legislarn em
contrario. Tal argumento em suas tres sorlidas
carece do cunho, para que possam allrahir a
nossa conviece.
O lugar commum da abol';ao dos privilegios
pela consliluico do iraperio'nao seria aqu em-
pregado se o nosso distinelo collega gaslasse al-
guna momentos em distilar as noi;oej diversas
que em si encerra a polavra privilegio, de
que a cada passo so usa cm casos lio .varios.
Essa uoco deve ser heni esquadrinliada para
que so possa entender oarl. 179 J 16 da cons-
liluigo e para que se eviten) cnclusoes deplo-
rareis.
A palacraprioikgQ~-, indicando urna espe-
cie do leis, distinguidas de outras sob o ponto
de vista dediffercnc de seu conloado, c parti-
cularmente da applicacao mais ou menos extensa \
que suasdisposices devem ler, significa em ge-
ral urna ledo excepcao, constiliiindo jura sin-
gularia, isto estabeleccndo regras de direilo
que se desviaio do direilo ordinario e comnium,
applicavel a todos em certas circumstancias.
Colinda esta primeiri nocao geral. se a idea
de privilegio nao for restringida anda mais,
nosso respcilavel censor ser lgicamente con-
duzido a condemnar como inconstitucional una
grande parle do nosso direilo civil e lodo o nos-
.so cdigo commercial, que nao mais do que
urna colloccao de leis excepi ionaes exigidas pe-
la natureza das cousas cm relacao ao com-
mercio.
s> attendesscmoss ao som da palacra e
idenlidade das letras com que se escreve, decla-
iariaraos abolidos pela constituicao do imperio
os diversos privilegios com que 'a nossa legisla-
< ao civil lem graduado alguns credores, e abo-
liramos do mesmo modo os privilegios conce-
didos s mulhcres na lei do Senalus consulto
Ve.lltiano, o beneficio da restituicio de que 30-
zanoa ineapazes c lanos oulros beneficios o dis-
posicocs excepcionaes que ns nossas leis ou-
lorgam.
Ora, se fura esliauliavel absurdo affirmaf que
toda essa legislaco se ocha abolida pela nossa
carta, a despeilo da veidade de sua applicacao
de todos os dias : so de mislcr reconhecer que
na pbrase legisl.iliva o na phrasc vulgar a pa-
lacra privilegio nao & empregada cm sua
accepQie mais restricta erigorosamente scienlifi-
ca eremos qic iodos convirjo em entender a
iiie.sina tarta por moUo l.il que do sua inierpre-
la;ao nao nsultem consecuencias lo largase
lio repugnantes.
No rigor scien tfico a palavrapricilegioV-
signa nicamente excepces das leis geracs um
favor de certas prssoas," de certas elasses, de
cerios estabclecimcnlos ou corpos colleclivo ;
excoproes que ora sao suscegtiveU de urna ap-
plicacao repetida, ora suapciidem a applicacao
de urna lei, lomando o nome dc~coite.siie* "ou
dispensas e ora teem o nome de privilegios
ere lustrospela razio de impedircm a libcrda-
de dos oulros, t..mando-so desla arle obrigato-
rias para todos os membros da sociedado.
A excepcao do art. 9" da Consolldaco nao se
refere a certos e determinados exposlos, ap-
plicavel a todus as pessoas presentes e futuras
que se acharen) em taea coudir^es; o obsrve-
se que urna legislaco tal, leudo por causa o que
cm direilo se chama estado civil das pessoas, em
nada diverge de lodas as outras leis que sao di-
tadas por causa idntica, o que consliluem oque
tambem so costuma chamar direilo das pessoas i
jus personarum. Essas leis parlen; ou das con-
dicoos geracs da humanidade, ou do condices
forneridas pelas relaccs de familia; o assim
dirergem.das outras leis que completara a Wis-
la;ao civil, as quaes, nao presupiiondo quidida-
des inherentes as pessoas, couleera regias abs-
tractas, que em cada caso dado, e quasi ananpre
creado pela aclividade humana se leem de trans-
formar cm relacoes de fado regidas por una re-
gra jurdica.
O argumento da le de 20 de oulubro de 1823
nada colhe, porque, sendo o queslionado alv. de
31 de Janeiro d-' 1775 S", una lei pela qunl.se
governava o Brasil at o da 25 de abril de 1821,
visto que, nao obstante a sua referencia aos ex-
poslos da cidade do Lisboa, rouiinha e conlm
urna disposiro geral e regra de direilo applica-
vel em todos os lugares o em todos os lempos,
sem duvi la coiilinunii a reger, como determi-
na aquelli lei de 1823. lia militas outras leis
as mesmas circumslancias que anda boje vi-
goran.
E, finalmente, tambem nao procede o argu-
mento deduzdo da lei de 31 de oulubro de 1831,
porque niogucra ignora que ella leve poi fitn re-
duzir o termo da inenordade eslabelecido como
regra geral lia legislaco anterior. O augmento
do lempo da menordado dos exposlos est fora
dessa idea de redueco, dominada por 11ra
pensamcnlo de que nao cogitara o novo legisla-
dor, leudo legislado sobre a regra e nao sobre
a excepcao
Augusto Teixeira de Freitas.
PERNAMBUCO.
RECIPE, 2i DE DEZEMBRO DE 1859,
S 6 HORAS UA TAUE.
Retrospecfo semanal.
No correr da semana que expira, nao recebe-
mos noticia alguma do exterior, nem das pro-
vincias o imperio. Os factos que temos a regis-
trar passaram-selodos n'esla jadee noTnteiior
da provincia, o d'csses os mais momentosos sao
os queso referem s Augustas Pessoas de Suas
MagesUdes Imperiaos e visita que se dignaram
ta/er a esta provincia.
Durante a semana Suas Magostados forera ci-
dade 'la Victoria onde chegaram no da 18 noi-
le, passaram ali odia 19 e recolheram se a esta
capital no da 20 noite. No da 21, Sua .Uages-
tado o Imperador fui villa da Escada. e voltou
no mesmo dia. No dia 22 Sua Magcslade o Impe-
rador foi pela manha assisllr ao concurso na
Paculdado do Direilo ; s 5 horas da larde es-
leve as coiridas do Jockev-club e noite o
com Sua Magostado a Impralriz ao baile, que
lhes eflorecen a Assofiaeo f.omniercial. No da
23, Sua Magcslade o Imperador assistio, pela
manliia, ingurac&0 do Asvlo de Mcndicidado
c inslalac.ao do Imperial Instituto Peruambu-
eano de Agricultura, creado por decreto do dia
antecedente. Ajuma hora da lardo deram Suas
Majestades Imperiaes beijaraao do despedida, e
as 6 horas da tarde embarcaram no caes do Col-
logio, com todas as honras e ceremonial do eg-
lylo
Em lodos estes das e por toda a parlo Suas
Magostados receberam sempre as mais decididas
pro vas de amor e de respeilo das populaees.
Aqui no Recife, s aoclaraaedes ruidosas dos pri-
meiros das, tinha succedido um scnlimcnto de
airelo mais profundo e por isso mesmo mais
respeiloso.
Ao embarque de Suas Mageslades accorreu in-
menso povo, como succedera no dia de sua che-
gada ; mas era diverso o scnlimcnto que dorai-
nav aquella mullido. Em todos os semblantes
se divisava a tristeza de urna lo rpida separa-
cao. Suas Magestadcs, pela sua parte, roostra-
ram-se tambera extremamente sensibilisados.
A visita, que Suas Migoslades acabara de fazer
a esta provincia, devenios nos j alguns benefi-
cios de reconhocida importancia. Cromos, po-
rm, que maiores beneficios Ihc deveremos an-
da. O conheciincnto, que Sua Mageslade o Im-
perador adquiri do estado, dos recursos c das
uecessidadesda provincia nao pode dexar de ser
suinmamcute vanlajoso; e devenios esperar, que,
para o fuluro, a acifau do governo central so faca"
sentir mais benfica, quando se tratar dos mo-
llionmentos d'esla parte importante do lerrito-
rio do Imperio.
mclhoramcnlo de nosso porto, jeclamad pe-
las necessidades do nosso erescente eoiumercio
martimo, parece que vai oceupar mais seria-
mente a 8ttenj;ap do governo geral, o qual nao
deitara tambera do nitender para necessidade
do dolar a nstrucco superior com um edificio
proprio, no cen'ro da cidade cm que funecione a
Farldade de Direilo.
Finalmente] anda quando nao devessemos es-
perar estes c oulros muilos beneficios da visita
de Suas Magestadcs, a instituicio do Asylo de
Metidicdade, a creaco do Imperial Instituto
Pcrnambucano de Agricultura, e a dotaco de
11 m n-ndimcnlo Casa da Caridade de Goianua
erom j, de per si, bastantes pora cungralular-
mo-nos com todos os bons Pernambucanos pela
feliz lembrnnca que leve Sua Mageslade do vil
percorrer esta parte do Imperio.
Durante toda a semana, apenas tivemos co-
nhecimenlo de um fado atteiiialorio da seguran-
ca pessoal, lendo sido capturados, n'esto mes-
mo decurso de lempo, dous criminosos,"; no in-
terior da provincia. '
Demandaram o nosso porto, desde o dia 17
ate o da 23 do correnle, 21 embarcacocs mercan-
tes com a lolaro total de 5,998 toneladas. Eun-
deou tambem, em nosso ancoradouro, um vapor
de guerra ingle/. Satiiram, durante os mesraos
ias 21 embarcaeoes mercantes, com a lolacao
total de 5,470 toneladas. Sabio alcm d'isso a ca-
quadrilha'imperial, condu/.inao Suas Magcslades
Imperiaes para o porlo da Parahiba.
Renderam, durante os ijitsmos das : a
alfandega 153:229$i92 res ; o consulado ge-
ral 12:140JJ101 res; a recebedoria das rendas
internas geraes 13:61 g379 res; o consulado
provincial 22:894S367 res.
O movimenio geral da alfaudega, durante
os prediclos dias, foi de 6,370 volumes. a saber :
volumes entrados c^m azendas. 891 ; com
gneros, 2,585 ; lolal dos volumes entrados,
3,476 : volumes saludos com fazendas, l,09
com gneros, 1,803 ; total dos volumes sa-
bidos, 2,891.
Falleceram durante a semana 2 pessoas,
sendo : 15 homens, 11 mulheres e 11 prvulos,
vres ; 3 iHilhcrcs o 2 prvulos, esclavos.
REVISTA DIARIA
Acha-se cm exercicio da S*. vara municipal
o Sr. Dr. Antonio Wilruvio Piulo Bandeirn e Ac-
cioli de Vasconccllos, 4o stipplenlo, por impedi-
mento do respectivo juiz e dos demois supplen-
tcs que ficam antcrioi-es cm collococo.
Chamamos a allencSo da autoridade com-
petcule para as sevicias,'e que n'uma sua osera-
va pratica certo individuo morador em um des-
sos beccos, que desemboca na ra da Praia.
Abstemo-nospor agora de maiores indiridua-
ees esperando nao s, que esso individuo abra
mi do sua brutaiidade, corao lambem que a
auloiidade lome conla disto logo que seja repro-
duziao.
~ Nio podemos furtar-nos A pnblicacio da
decifrncao, (radueco, ou como mclbor nome ti-
ver, que do urnas iniciaos ou abreviaturas deu
urna pessoa eslimavcl o de um espirito investivo
o fcil, pessoa qne pertcncia da comitiva de S.
M. o I.
Ao entrar olla na alfandega da Babia, contra a
qual hara graves queixas, den com os olhos
n'uia caixa, que tinha um lado as inlcacs
E. A. C. C ; as quaes Iraduzlo mu desemba-
razadamente :
- Esta alfandega carece cuidado.
Em outra occasio, aps um furto da carteira
era que eslava todo o seu dinheiro, c vollando
daniissa cm companhia de S. M acliou-se em
seu caminho urna caita com o titulo S. M. o.,
soure o qual sciio mullido a bulla, ruanoii-
deu fcilnionlo :
Som moeda onde ire ?
Parafazcr as honras devidas a Ss. MM. II.
formaran) no campo das Prncozas om alas desdo
o pato imperial a desemboccar na ra do Impc
rador, os balallides da guarda nacional de Santo
Antonio. S. Jos, Boa-Vista, Poco o Afosados c
o 9^ de lnha.
Na praca de D, Pedro II achavam-se formados
para o mesmo flm, cm prolongaco do caes de
22 do novembro, os esquadres do cavallatia da
mesma guarda nacional deste municipio, e a
companhia de artfices.
SS. MM. II. no sou trausilo cram vicloriados
do modo ineffavel pelo povo, que apinhava as
ras, e pelas pessoas do ambos os sexos, que pe-
javam as varaudas ; edo urna destasfo laneada
em nuvens aurverdes a segurle poesa ;
I1YMNO
A S. M, a Imperatriz.
Salve, Lyrio magosto so
Da nobre Italia gentil
Orneado co, mimo encanto
Dado aos ilhos do Brasil.
Curo.
A' mais lema mais augusta
Virtuosa Soberana,
Rendo culto, erige altares
A' gente Pumarabucana.
II
Surgindo em nosso horisonto
Nossos mares se lisarao
Nossos prados se sorriro.
Nossas ilmas exullaro.
III
Pisando este solo heroico,
Beradita prosperidade.
Brotar rica e pomposa
'arvore da lberdade-.
IV
Ao verraos a nos conjuncla
A natura alvcareira
Se enobreee o nos destina
Nova idade Prasenleira.
V
Polgelivreo pensamepto,
Livre bate o coraro.
Patria, Throno, Lberdade
De Pernanibuco braso.
vl
^osso olhar, vosso sorriso
Nos sublima e d valor
Nos cuche de fogo a van
O peito de Santo amor.
VII
Do nossos anlcpassados
O nobre. sanguc vertido
Vivifica o chao da Patria
Que hoje vemos lo florido.
VIH
Por elle juramos lodos
Honrar a Patria querida,
Ser fiis ao vosso Throno
Dar por vos a propria vida.
Em consequencia da resolucao da lllma.
Cmara de 19 do correnle, o mitigo caes do Col-
legio, cbamar-se-ha cues de 22 de nocembro
d'hora avante, em memoria do da em que SS.
MM. II. desembarcaran) nesla provincia.
Porhaverem embarcado SS. MM. II. s 7
hora* da taide, nao formaran) os bainlhes pa-
triticos no dia 23 a noite, como bavia sido de-
terminado ; enemsahio aconchado Capibaribe.
Damos o hymno que dovia ser cantado n'essa
homenagem ao monarcha.
SOLO.
Da sauJosa Olinda os votos
AllenJei, benignos Cos,
Ide era paz, Pedro Excelso !
lde, Augusta l Adeus Adeus !
CORO.
Da sauJosa OlnJa os votos
Atiende, benigno; Cos.
Ua em paz, Pairo Eleejso I
Ide, Augusta I.. Adeus! Adeus !
SOLO.
Nosso amor, e lealdade
Ten de sempre na memoria ;
Amor cora amor se paga :
Farei dislo a vossa gloria.
CAO.
Da saudosa Olinda o votos, 4c.
solo.
l'erdoai, se vos peJimos.
Que de nos lenhaes lembrab^a :
Oo bem ausente quera ama
Teme innocente a mu janea.
coro.
Da saudosa Olinda os votos, de.
SOLO.
Yede as lagrimas sinceras,
Que nos sane ni do coraco I..
Filial Amar as movo.
More-as santa.Gratido.
cono.
Da saudosa Olinda os votos, &c.
SOLO.
Mas o Sol disponde aos Orbe?,
Sempre igual, o amigo, a luz :
Do Brasil as outras Magas
A vos ver tambem lem ya.
cono.
Da sauJosa Olmdo es rotos, cVe.
SOLO.
Braiuios Zefiros, ievai-os
Pas leaes, ovantes palmas.;
Olliai que vo a par delles
Vigilantes nossas Almas.
, -^ CORO.
Da saudosa Olinda os voios, \i.
SOLO.
Presente, ou longo a Anihade
Man lem os primores seus i'
Taes seremos. Soberanos.
Do Brasil! Adeus 1.. Adeus I..
CORO.
Da saudosa Olinda os votos, &c.
Por occasio da visita que S. peratnz fizeram algumas Senhoras da freguezia
da Boa-Vista, na noite de 21 do correnle, urna
ulna do Sr. Joaqun) Ignacio Ribeiro Junior.pro-
nunciou a seguinle ollocuco.
Senhora.Nossas mais, e nossa meslra, que
exercera em nossa educaco um verdadeiro apos-
tolado, cnsinam-nos os deveres propros para
todos os estados da vida : mas quando so lem-
bram de aponlar-nos o exemplo edificante da
pralica de lodas as virtudes o nome venerando
do V. M. Imperial quo coslumamosouvir enlre a
o trusa o do mais expansivo jubilo.
E pois, Senhora, que sois o nosso inclvlo
modelo reoebei as nossas congratulacocs eos
sinceros votos de nossa fiel ternura.
As proclaras.e egregias Princezas fructos
abencoados do vosso amor, e premio celestial de
vossas virtudes, assegura-lhes, Senhora que
amamo-las de lodo o coraco, e que se nesle
inomcnlo solemne-falla-nos alguma cousa para
completar a nossa folcdado, 6 que nao as pos-
saraos ver aqui, ao vosso lado para lhes beijar-
mos as mos e rendermos-lhes lodos os cullos
do nosso amor.
Expnmindo esles sentimentos, de que nos
adiamos possuidas permelli, Senhora, como
urna graca especial que nos todas vos beijemos
a mo.
Ser esta a mos grata recorda o de no^sa
vida.
SENHOR. A cmara municipal do Recite,
ao ver soparar-se do Pernambuco o primero c
mais feliz MONARCHA da Ierra, vera em seu no-
me, c no de todos os habitantes do seu munici-
pio, testeraunhar VOSSA MAGESTADE IMPE-
RIAL a saudade de que sn sent penetrada, por
semelhanle occasio; arTecto apenas mitigado
pelo espontaneo movimenlo do ndheso e do
quasi idolatra, que esto bom povo raanifestou
VOSSA MAGESTADE IMPERIAL, em quanlo se
quiz demorar entre nos : e pels esperance que a
cmara nutre, de que VOS9A MAGESTADE IM-
PERIAL se dignar voltar ao nosso seio s vezes
que os graves negocios do Estado Lh' o perrait-
lirem.
Digne-se VOSSA MAGESTADE IMPERIAL
acother benvolo os votos da cmara municipal
S
do llecile, e os que ella dirige ao mesmo lempo
a Aquello quo lem na sua Mo a sorto dos Im-
perios, pela feliz viagem de Vi SSA MAGESTADE
IMPERIAL, e DA AUGUSTA e ENCLLENTE
IMPERATRIZ do Brasil, e pela vida u prosperi-
dade de toda a FAMILIA IMPERIAL.
Recife 23 de dezembro de 1859.
Ala noel loaquim do lego o lbuquerque,
Presidente.
Gustavo Jos do llego.
Luiz Francisco de Jarros Reg.
Simplicio Josi de Mello.
ioaquim d'Almeida Pinto.
Antonio Jos d'Oiioeirii.
Jos Uaria Freir Gameiro
Sexla-feira anoilc, na ra do Queimado,
indo um pedeslro aprender nm cscravo do Sr.
Lastro, da secretara do governo, o qual andar
fgido, suecudeu que elle resisti correndo ca-
niveladas no soldado. Mas ao alarma dado por
este, apparecerarn varias pessoas cm soccorro :
e como elle recalcilrasso, ainda correndo cani-
veta Jas a esmo sobre este ou aquelle, recorreram
ao expediento de laucar podras sobro ello, ncer-
lando-lne duas na cabe.-a, quo ficou partida em
duas parles.
Pode-se aQnal prende-lo, co Sr. majar I.ou-
reiro, que baria accorrido mal ouvira o b'arulho.
inandou-o conduzir a botica do Sr. Bartholonieu,
onde foram-lhe dados os primeiros cuidados
prescnplua pelo Sr. Dr. Ignacio Nery da Fonsc-
ca ; e em seguida sendo colocado n'uma pado-
la, foi rocolhdo a casa do delenco.
Consta-nos que fora ainda ferido na mo o ins-
pector de quarleiio da ra, por occasio de lo-
mar Ihe o caivete.
O nosso comprovinciano, o pholographo J.
Fcrreira Vilella alguus.dias depois dachegadade
SS. MM. II. a osla capital (28 de oulubro) oleie-
ceu 3 S. M. o Imperador seis molduras domadas
com as segurles vistas oblidas sobre chapas
metlicas.
1.' Pavillio mandado construir pela cmara
municipal para arecepeo de SS. MM.
2.*Porlo do desembarque de SS. MM. IL
Kiosque e dous barracos.Clifarz.Caes do
Collegio,
3." Contiiunro da vista n.2.Mnslro norte do
pavillio da cmara. Mosqueiro com todas as
emuarcajocs all fuudcadas.
4" Urna mariiha. Barcaca appai olhada.
1 oilo das canoas em Sanio Antonio.
5.a Templo dos lugle/.es Ra da Aurora.
6." Pira da ra da Cruz.Principio do arsenal
do marinha.Observatorio.
S. Mageslade, com 3 bondado que lodos Ihc
tonhocem, dignou-se receber esso mimo, decla-
rar que conlioca todas as vistas c achara bom o
Ir lulho. Depois de indagar do artista aondo e
com quera fez o estufada arlo que professa, a-
junlou que agradeca a leuibrau.a do una seme-
lhanle ollera.
S. Mageslade nao se esqueccu nem da dadiva o
ncm.du ariisla, ew a prova.
No da 23 do coiionle por intermedio do seu
mordomo S. II. o Imperador maiidou significar
ao inesmo artista que dosejava possuir cerlas
vistas que aponlou, juslamenle aquellas de que
cm suas excursoes pelu Ulterior da provincia pa-
rece mais lar agradado. Convcncionoii-se quo
Ihc sonam remettidas para o Rio de Janeiro,
visto ser preciso lempo para as viagens necessa-
riasalim de se poderem ob'cr.
E' mais una prova do quanlo o nosso adora-
do monarcha aprecia o anima as arlos, assim co-
mo do valor o importancia que d ao que
DOMO.
Ai.oEsiUA*. O estabelecmeulo rnarilmo de
Algcsiras, o qual, ueste inomcnlo, allraho a al-
lenco publica por causa dos aconlocimenlos de
Manocos, esl situado a 8 kilmetros de Gibral-
tar, 110 estrello do mesmo nome. Fa/. parto da
capitana geral da Andulusia c da intendencia
de Cadix.
EiU estabelecmeulo comprehnde urna vasta
hacia do 7 kilmetros de abertura e 9 de capa-
cidade inteiior; dentro dola exisiem numero-
sos ancoradouros, sendo o principal a angra de
Celares, ondo veom desembocar dous ros, o
Lobo e o Picaro, abundantes no invern, mas
quo 110 vero ftomu quasi totalmente seceos.
Acidado muito antiga ; foi lomada aos Mou-
ros por Alfonso XI. ro de Leoe do Caslella, que
succedeu, em 1312, a seu pao, Fernando VI. Es-
to principo ligado com Afionso IV, re de Portu-
gal, desfoz, cm 131, os Momos lias margeos do
rio Salado, junio Tarifa, e animado por esta
vanlagem, atacou Algsicas quo tomou, em 13 2.
depois do um cerco de dous anuos. Nesle cerco,
memoravel pela soa duraco, e pela energa do
ataque e da defesa, j se sou da ailtlharia. O
re Alonso XI conlinuou ainda pur muitos annos
a sua lucia contra os niouros, e morr"'i do pos-
te cm 1330, quando coreara Gilbrall
Acidado do Algcsiras que nao con a, ha 25
annos. seno urna pupulaco do cinco mil almas,
vio dobrar nesle espaco de tempo o numero de
seus habitanses. quo hoje de lUOOO almas. Sua
importancia coiumcrcial lem augmentado pro-
porconalmonto. Suas forlifieacoes sao couside-
raveis o conservadas com todo o cuidado.
Os principies pontos da mesma intendencia
sao iidepciidenlemoule de Cadix, que merece
urna doscripo especial: Tarifa, praca forte, si-
tuada igualmente sobre o territorio d Gibrallar,
na parle a mais meridional da Europa continen-
tal. Seu nome tirado de Tarif ou Tarik, cele-
bre chefe arabo, que invadi a Ilespanlia cm
710 c deseinbarcou junio rocha do Gibrallar.
Xere/. de la Frontera, celebro por seus viuhos,
que sao um imporlanlissimo objeclo de ccmmer-
cio para a mesma cidade.
Sao Lucas do Barranudes, situada na emboca-
dura do Gualdaqujvir ;
Puerto Real, cidade pequea do cinco mil al-
mas, situada na baha de Cadix, possue um por-
to magnifico, una bolla baca c um arsenal para
a conslrucco de navios de guerra. Suas salinas
sao as mais considoraveis do toda a Europa, o
formara animalmente mais de 10 milhoos do
quiulues mtricos de sal;
Rota, situada sobro a bahia do Cadix, faz 11 ni
grande commcrcio em vinho, e tom urna popu-
lacho de seis mil habiia*tos. -
A baha de Algcsiras est iflua.la defronle de
Ceula, eftgOrto de ^Matroces ; 6 por isso que
este MM4 escolbidu jppra ah so concenlrarom
' iraf a^tyediuotaanML .- .
Descoberta dofosai'S&^la pouco lempo que
nao longo jda o(co Dimuer Solsev1 refere
a Uampshire Guzeiii, fez-so a doscoborta'de um
denlo do-uamamuioi, iho fossil. Esta deseo-
berta dea logar pensar que ^utrw. pocas do
esqueleto podiam sor cncoatrail'as nos projimi-
dades, e M. Robinson, autor da prim. ira deseo-
berta, ajudado de muitos oulros hmigosda scion-
cis, conlinuou na endngaco dos fosseis- O sou
traballio fez descobrir oulro denle, duas dofesas,
das quaes a mais bom conservada modia 10 ps
de coroprido e 2 de dimetro na baso ; 2 homo-
platas de 3 ps e 2 polegadasae comprido e 2
pes pe largura, porcoes de vertebras cervicaes,
costcllas com o comprimento de 4 pos, pedaeos
de crneo o muitos oulros ossos quebrados.
Lina das defesos esl particularmente bom coc-
servada, e parece ter a contextura de marlim.
Estalistica da Nova-Zelandia. O total da po-
pulaco europea da Nova-Zelandia apenas de
til'199 habitantes, isto menor qne o numero
dos visitantes de um dos ltimos dias do oulu-
bro acrpalacio de cristal de Sydenhan. Conta-
do e_um augmento do mais de cenlo por cenlo
em / anuos, o cousa nolavol, grande parto desle
augmento procede dos nascimenlos j haridos
no paiz. Das diversas provinrias, Anckland a
mais povoada ; conla 18:177 habitantes, VVel-
iington 11:728; Nelson 9:272; Canlcrbury.....
8:967; Otago b.914 ; e Ilawkes Bay 1:51 A
despropreco entre o numero do homens o das
mulheres coos deravcl. Conlam-so U5;43 ho-
mens e 23:15b' mulheres. Ha na colonia .
1:523:321 carneiros, 773:201 bos e traecas.
40:734 porcos; 14:912 cavallos, e 11797 cabras,
slo seis roaos mais quo em 1851. A facili-
dade do commuiiicaco fluvial deve retardar a
conslrucco dos enminhos de ferro, quo seram
alias muito caros, sem vaiitageni reconhocida
o BanovET.As ultimas noticias necebidas
da costa occidental d'Africa participara a morle
de Gueso, rei de Babomey. Bahomey um esta-
do militar fundado nos comeos do secuto 17, e
que oceupa todo o espaco comprehendido entre
as embocaduras do Niger e do Volsa, e os lti-
mos escarparaenlos do Kong. Apcsar da sua m-
mensa extenso elle nao conta mais do 200,000
habitantes, dos quaes 180,000 sao cscravos. O
anuo era Bahomey est dividido em duas partes
iguaes. A perra preenchc a primeira metade ;
a segunda e consagrada a feslas e ceremonias
publicas. Esta guerra, que nao propiamente
fallando, se nao urna caca do csciavos, mita por
um exorcilo regular, coniposto de 12,000 solda-
dos incluindo 5,000 mulheres, ou amazonas. Mas
quando o re parte para a guerra acouipanlia-
do pela quarla parle da populaco doeu reino.
Ahoney c a capital de Bahomey. Esta cidade,
que lem urna circunferencia do 8 mllias, pouco
mais ou menos,est guarnecida de urafosso. En-
tra-so para ca por seis porlas,que uj :
cousa u.ai do que Mis muros coiislruiUos do Ierra,
ondo fazem dous buracos, um reservado para a
paaaaeem do re, oulro que serve para toda o
popiilaeo. Em cada buraco eslo sempre expos-
tas cabecas humanas, c o nterin ornado com
una pyramide fcila de crneos do homens e an-
maos. Ospalacios do re oceupam o centro da
cidade. As iasas dos mais habitantes eslo coi-
truidas sem ordem, aqui e alli, no nieio dos
campos cultivados e dos terrenos incultos.
A primeira fesla do costme denomina-se
1-'/-e-a.t-ik-beli,ou o pagamculo dos trovadores,
lia em Bahomey em certo numero do poetas de
ambos os sexos, que nao lem oulra oceupaco
SOBao a contar as facanhas do seu soberano' e
osle emprego que so transmute de pais a iilho's
mullo lucrativo. Todos os anuos, o rei distribu-
publicamente as recompensas, que clles lem
merecido.
Neuhuma deslas ostas
humanos. Para
principal urna
que
so paisa sem sacrificios
dem 8. O mesmo, casa terrea
arrendada por .. ,.........
dem 9. 0 mesmo, casa terrea
arrendada por.............
dem 10. D. Rosa Candida
Goncalves Ferreira, cesa terrea
arrendada por.............
dem 11. Uanoel Luiz Gon-
calves, casa lenca mondada por
dem i 2. O mesmo, casa lerrea
oceupada pelo proprietario ava-
llada por ................
dem 13. Teen te Coronel Jus-
tino l'ereirs de Parias, cata ter-
rea oceupada pelo proprietario
arrendada por
a este lim, levanta-so na praca i.i.m n ''______ '".....
data-forma do 4 metros de allura,. Ide"' 14, "" mesmo' casa ler'
nos de todas as cores, onde s i rca occupada pelo proprielario
mesmo, casa t=r-
coboila de pai
collocam leudas, para-soco, baudeiras'do todas! arrenJada por. ..
as cores e de risas variadas, (.toando choga o mo- dem 15 ___O
ment do sacrificio, o rei, quo toma parle nelle, ro u4.
dirige nina arenga mullido, e depois de- rea arrendada por..........
signa a primeira victima. Esta immediata- *''em '^* Francisco Rodrigues
mente despojada dos seus vestidos, posia n'uma da Cruz, ca-a lerrea oecupsda
especio do maca o entregue ao rei que a preci- pelo proprietario avallada por. .
pila pola sua mao para um poco de 4 metros de 11 ., i K
dem 17. Josa Joaquim Bo-
3005OO
2O03?O0(>
20000<>
-I0OO0O
6001G0O
2009000
300500O
200000
3605000
. fundo, cavado na plata-forma, 'onde eslo 8 car-
j rseos armados de espadas e raassas. Logo que |
j a victima cabe a seos ps, feta em pedaeos,
e separada a cabeca o rosto do corpo entregue
a mullido, que o arrasta pelos campos al urna ]
, cora, onde lancam aquellos restos inanimados.
para sorvirem de pasto aos auimaes u aos passa-
j ros de presa.
I Muuniic Real de In.,i.weuiu.Le-se no'
\Morn\ng Adoerwn: Segundo o tame do docu-!
I raemos ofllcaes, comlue-so quo ha 510 navios
effecliros u.i marinha real, indopendeulemente ;
: de 25U, que eslao om commisso, e embregados
COI diversas punios do globo. A'.oai dislo ha 151)
caiihoneras munidas pola makir parlo do maefai-
telho, casa lerrea oceupada pelo
proprielario aullada por..... 30(??00f>
Idora 18. O mesmo, casa ter-
rea arrendada por........ -lCfEOOO
dem 19. Orphaos, filhos de
Jos Ramos de Oliveira, casa
terrea avahada por.......... SOjOOD
dem 20. O mesmo, casa tor-
rea avslisda por ......... 8000O
L!cm2t. O raesme, casa ter-
rea avaliada por.......^. .. SOiJOOO
dem 22. O mesmo, casa torrea'
avallada por............. 80300O
dem 23. O mesmo, casa do
sobrado de um andar avallada
, Por............... ------ lGi*G0O
de,dem 24. Antonio da Silva,
casa terrea oceupada pele pro-
prielario avahada por....... -2008000
IJein 20. Orphaos, de Jos
Ramos de Oliveira, casa de so-
brado de um andar avallada por 3 JOv COO
dem 28. Herdeiros de Agos-
tinho da Silva Neves, oceupado
pelo proprielario avallada por.. 60000f>
dem 29. D. Mara Francisca
Merques de Amorim, casa ter-
rea arrendada por.......... 5C5OOO
. dem 30. A mesma, cosa de
sobrado de um andar oceupado
pela proprielaria avaliada por. l:200#00o
Mem 32.- Viuva de Joo Camilo
casa terrea oceupada pelo pro-
prielario avaliada por....... GOOOOO-
Estrada de Cruz d"Almas.
cartas das quaes 1:300,000 sao garantidas. Qasi ,N- I------Manoel Jos da Costa,
melado desla currespondoncia pcrieuce a Lon-j casa terrea oceupada pelo pro-
divs. ondo so calcula, termo medio 40 cartas por. prielario avaliada por. .'..... 300900
cada habitante, a oulros melado 6 calculada Men| 2. Q mesmo> ,er.
as do v.ijior da torca de 60 cavallos, das quaes
mais de um torco esl em COmmiasao lia lam-
bem 122 bigoei, lugres, etc., empregados no
servlCO dos portse 17 guardas-costas. As for-
jas onipiegadas em diversas comiuissoes, com-
poe-se dos seguiutes vasos
Esta roes.
Indias orientaos c
China.............
I Cabo da Boa Espo-
lanca.............
Cosa oocideulal da
.Vrica............
America do norte e
ludas ocidentaes
OceaDO Pacifico.....
Gosta Sudoeste da
America..........
Australia............
Mediterrneo........
Esquadia da Mancha
Servico particular...
Esta-oes do interior.
510 11:587 90.222
A posta km iM.i.utRiu. A posta das car-
t las, a 1 penny, lem de novo, em 1858, trinsmil-
lido 19 milhoos de cartas mais do que no anuo
precedente, isto Iransmiltio 522 milhes de
.... /' 'Si'OS. 'urea de vapor.
33 515 7200 cav.
9 156 1270
17 84 3030
18 12 308 339 3160 100 s<
9 (i l 11 li 31 110 91 1960 713 250 10231 17*0 950 16602 6650 4902 4J3J6
para Edimburgo 34 por cabera, Dubliii33, Mam-
en este r 30, Brmighan -\i, I.iverpoo 126, Glasgow
2i, etc. termo medio das cartas por cabera
om Inglaterra do 26 ; na Escossia de 16, ua
na Irlanda do 7 cartas.
Por mal informados domos come chamn-
dose Auli Alvos Peroira, quando Andr Por-
rea arrendada por. .
dem 3. Manoel Coelho
..
Cin-
tra, casa Ierre arrendada por..
! dem !. Viuva de Manoel
Louresco, casa terrea arrendada
120I00O
50000O
250W0O
reir d'Ahnei la, o Sr. quo olforlara um quadru a : por .,
;s.M. o i. no dio 22 do concnio, dem Viuva de Manoel
Hatadoom plbi.I'.o : Joaquina Pereira, casa desobra-
Maiarnm-se no din 21 do correte para o con- do oceupada ptls proprielaria
avaliada por............. 4009000
'sumo desta cidade 116 rozes.
MonTALIOADK DO DA 24 DO C0RRESTB '.
Francisca de Tal, preta, solteira, 40 annos, diar-
rhea.
' Manoel Ioaquim Barbosa, brnnco, soltciro, 30
anuos, tubrculo pulmonar.
Hara Leopoldina Miranda Tararea, branca, ca-
sada, 42 annos phlhysiea.
lirii io, prolo. oscravo, 5 mozos, entorile aguda.
Honorato, pre!^, sentenciado, solteiro, 20 annos,
bexigas.
Lista dos baptisados haridos na freguezia ;
da Boa-vista do 18 a 2 do do/.embro do 1859.
I Francisca,-parda, com 1 mez do nascida, IHbn j
legitima de Francisco Gomes da Silva c Emi-
lia Vicira do Souza.
Lgnez, crioula, com 6 mczrs de nascida, fllha le-
gtima, de Simplicio Antonio de Andrade e
Joanna di Motta.
Tiburcio, pardo, com 4 mozos de nascido, filbo
natural de Beatriz Francisca da Silva, solteira.
dem 7. Antonio da Silva, ca-
sa lerrea avaliada por.. .. .. 48S0OO
dem 8. Amonio Luiz Gon-
calves Ferreira, casa terrea ar-
rendada por.............. 250*000
dem 9. Amonio Podro de Al-
cantara, rasa terrea arrendada
por ..................... 100O0>
(Continua).
DIARIO DE PERHAlftBUCar"
Ilonlem ontrn do Rio o vapor luso-brasilei-
ro Portugal, com dalas al 16.
As noticias do Biieuos-Ayres, at 2, nada adi-
antam s do ultimo paquete.
De urna carta particular conslava que o Sr.War-
Joanna, crioula.com 5 anuos de nascida' fllha na- naguen, nosso ministro no Paraguay, relirara-so
t......1 .... ..______-... .. ll.n.inlU .Annl.ll..
toral c Joaquina Moiiloiro, solteira.
Graciano, crioulu, com I anuo de nascido, filho
legitimo de Sebaslio Antonio Carlos Mezink e a Europa.
Balbina Mara da Conceicao.
I Antonio, branco, nascido lo 1" de novembro des-
te auno, lilho logilimo de Jos de Mello Costa
Oliveira o MaraTheodora de Oliveira Mello.
; Malaquias, pardo, com 1 mez de nascido, lilho
natural de ..inania, enerara.
Joao, pardo, com 3 mozos de nascido, filho natu-
ral de Auna Maria da Conceicao, solteira.
daquella repblica,
presente vapor segu hoje, ao meo dio, pava.
Communicados
Dest'1'ipt'.a.o I viagem de *.S MM.
II. u cidade da Victoria.
No dia 18 s 6 horas da manha seguiram SS.
MM. II para a cidade da Victoria. S. M. o Im-
carro acompa-
; Francisco, branco, cora 2 mozos d nascido filho Per'ldur .f?z a v'agem a cavallo acoranauhado por
nalurai do Joana Maria, solteira. su,a omitiva e minias pessoas notareis: o S. M.
Prancelino, pardo, com 6 mozos do n:.scido, filho a .'"'f'o'-itnz viajou sempre de ca
natural do Joanna Maria, solteira. "h,nda Porsua damaide servido.
Constanca, branca, nascida om 18de fevereiro do pna< os augustos visiUnies por Tigipi
correnle, filha legitima do descmbaigador Lou-I S"?'1,/0 noras fnntraram diversas arcadas
nuco Jos da Silva santiago c Antonia Xavier' r1,,aS,'m ornadas do flores que atravessavam
da Silva Santiago ia (slr,da dando lugar a passagem por baixo das
o duas alamedas de ar-
formavam alas. Entro
grandes ps do macahibei-
veira. I" 'i'"5 vw-a-vis um uo oulro um grande arco os
Omnia, branca, nascida om 10 de oulubro deste | 'TT1' snp,an'C conlendo no alto o retrato
auno, filha legitima de LconinidasCozar Burla- v-e 8,"*1? Imperador e na base Cbtaa. paUrras-
e/ar Burlaroaque. \'va SM. o Imperador. _
Elias, branco, nascido om 20 do julho desle an- m'>n?as. o00, coranqu
anuo, filho legitimo de Simplicio da Cruz Ri- i v1reaus transplantados
beiro o Francisca das Chazas Ribeiro de Oli- es,as nolavara-se dous grs
veta. Va queivis-a-vis unido ou
na que e l.ourenca Ce/.s
urea, branca, nascida em 16 do iun'ho desle an- 0rande concurrencia de povo havia accumula-
no. filha legitima de Antonio Ferreira da Slt. Joa .'rada por onde passavsm SS. MM. II. dan-
veira Carvalbo c Mara da Cloria Silveira.
Casamontos.
Antonio Jos de Andrade c Antonia do Livra-
menlo, pardos.
i Jos Joaquim Goianna Jnior e Deolinda Uimpre
I Vicira de Souza, pardos.
I Joo Nepomuccno, com Januaria Isabel, crioulos.
i anoel Perpedigno Correa do Arauio e Maria
Magdalena Lima, pardos.
Manoel JosiSurriano e Deolinda Gomes do Oli-
veira, crioulos.
Passageiro da escuna hollandeza Speculant:
Daniel Steulel.
Passageiros do brigue escuna nacional
Gracioso :
Braulno C. do Rogo Mondes o 1 escravo
Dr. Raimundo A. Ferreira Franca, Dr. Abel Gra-
ca Loone das O. Barboza, Bonifacio, escravo a
entregar.
Hospital de caridade. Existem 64 ho-
mens 57 mulheres nacionacs, 1
do vivas enlhusiaslicos, que bem deraotistravam
o prazer de que se achara possuidos. Aqui um
ancio respeiloso so curvava perante a mages-
lade. Alli pobres mais algum (auto em desali-
nho c com os innocentes fllhinhos nos bracos,
corriam com os olhos fitos nos augustos monar-
cha s repclindoVirara.Quanls alegra, quan-
lo amor, quanla sinceridada o dovoco nao con-
tinham oslas palavras, que iiiYoIunlaramente
rompiam-lhes do peito 111
Eram 7 horas c mea quando SS. MM. 11. atra-
ressaram a povoaco de Santo Amaro de Jaboa-
lj, onde ao sahir da ponte encouiravain-se al-
gumas arcadas de madeira ornadas de flores, e a
pouca dislancia um pequeo (ocle que es saudot
reverente. L'ina guarda de honra do esquadro
da guarda nacional de Jaboalo composta do
duas companhias ah aguardavam SS. MM. 11.
que depois das coulinoncias do estylo acompa-
nbarara os augustos visitantes al o eiigcnlio
Morenos do Sr. commendador Antonio de Souza
menso/ mulheres nacionacs, 1 horaem eslran- ,uu.ll"us"i^r- commcnuoaor Amonio de souza
geiro, 2 homens cscravos total 121 I e dl'scansaram durante o da, evitando
Nalolalidade dos docnios exisiem 36 aliena- i. a,fo|,.ma..os quemes raios-do sol, que, bem
dos sendo 29 mulheres e 7 homens s!; Podci la dl-wr. fo" animado pela natureza afim
Foram visitadas as enfermaras pelo cirur- !,',,0-'rar ,odu st'u ""'lio e forUleza, quo
gio Pinto s 8 1/4 horas da manha e pelo podia,D dlPular em ard"r a> so' Napoli-
Dr. Dornellass 7 lt2 horas da mjnhoa.' "ano.
\ estrada juncada om alguns lugares e choia
COL1.ECTOIUA DE OLINDA.
: Lanuameiitu da dcima dos predios
urbanos do districto da collccto-
ria quo tem de sorvit no auno il-
nanceira de 185 18UO, polo
cullcctor Slauoel Jos de Azevc-
do Amorim.
Estrada de Ponte de Ucha
I N. 1. Honr'njuoGuibson, casa
de sobrado do um andar oceupa-
da pelo proprielario avaliada
i, Pr................... 1:8003000
: dem 2. Consellioiro Dr. Jos
liento daCitnhi Figueredo, casa
lerrea occupatH pelo proprietario
avaliada por............
dem 3. Jos Pereira da Cunba,
1:0005000
8003000
casa terrea arrendada por....
IJem 5. Coronel Domingos
A ffonso Nery Ferreira, casa ler-
rea oceupada pelo proprietario
avaliada por.............. 800*000
Idom 7. Herdeiros Je Benlo
Jos Alvos, casa terrea arronda-
d3Pr................ 0030O
de aicos vvenles ; o murmurio das aguas que ao
porto corriam, o sussurro das arrores, que tr-
mulas curvavam-se agitadas pola fresca viraco
repassada do aromas ; o gorgeo das aves que ale-
gres e sedutoras e vestidas do urna lina gala pa-
redaa saudar os augustos monarchas, mistu-
rando seus cantos variados o animados pelo de-
safio entro si ainda faziam realcar, como que em
concordata, acorapanhando o cario que caden-
cioso percorriaa planicie, nao alemorisadas com
o ronco e bombas dos fogueles que ligeiros voa-
vam ao ar para em breve emmudecoiem-si. lu-
do isto oll'erecia ao silencioso viajor una harmo-
na embriagadora e um quadro digno da peina
de um poeta.
Eram quasi 9 horas quando SS. MM. II. appro-
vimaram-se do engenno Morenos, eja na dislan-
cia do meia legua os esperavam o seu proprieta-
rio o Illra. Sr. commendador Antonio de Souza
Leao e rauilos dos seus prenles e amigos qu
haviam sido convidados, ao que reunindo-se i
comitiva imperial formavam um magestoso
acompanhamento de cerca de 200 csvalleiros.
Na estrada do engenho Morenos notavam-so
alora das bandeiras imperiaes que- ufanas tremu-
lavam duas grandes alas do arcos feilos do ca-
nas cercados do lloridos ramos, contendo ora ca-
da um dos curios inlcrvallos. quo haviam de um
oulro, um copado arbusto transplanlado ver-
dejaiilc o tlorido^que derramava em torno sau-
davel cheiro quo a atbmosphera cmbolsamava.
MUTILADO
lUGiVtl



DIARIO DE PKRNAMBUCO. SEGUNDA F' IRA 26 DF. DF.7.F.MBRO DE 1839.
V
i
(Juan Jo o dina se iciuuvu- du au perlu as
entraras que sn achavam progenies seguinlo .1
Kxm." Si." i). Mara Leopoldina do Souza Leiio,
nigua consorte do Sr. Souza Leio a um grupo
dr eavalleiros qne aguardaran) seus augustos
monarchhs vieram receber ss. MM. II. no pairo
00 engenho onde acolhidos defensa do estrepi-
tosos vivas, repiques de sinos e grande numero de
gyrondlas concederam-llicsa graea de dar beija-
m.io.'
Tomando SS. MM. II. posse dn casa, mandn
despedir a cavallaria de guarda nacional que em
continencia se conserrara. Os soldados retira-
liltor.il Ju Mediterrneo. Siempre upiiuiu pu-
blica leve o compacto e inmenso territorio afri-
cano como entregues a tolos es flagcllus, q-ie
desolara ndwn pobro plaueta ; s.V> terriveis spe-
tros, que Ihe guardara as avenidasos mares de
areias, os calores abrasadores,os aninines vora-
ces e as populares Cerosas, l'az apenas vinte
annosque, coa toda solemuidade allem.i, o emi
nentc geographo Uitter declarara que a natu-
reza se nana cotnprasido ern lomar inaccessivel
por falla do grandes ros o interior d'Afriea.
Affeilos viajantes nao tardarameiii mostrar quan-
to temerario fazer-so inlreiiclre da nalureza e
ram-se saudosos, ficando porm toda a ofllciali- da Providencia. Essa frica central, que a sci-
dade que cheia de jubilo se more os acompanhou encia linha como urna eleva l.i e inaccessivel pis-
para lodos os pontos que SS. MM. II. digno u-su
visitar. Honra a esta generosa cohorte de bra-
vos, que sob a di receso do seu inuilo digno ma-
jor commandanle Antonio dos Santos Souza Leo
soube coni gloria e o mais vivo cnlhiisiasmo
acompanharSS. MM. II. cm (odas as suas ex-
< (usos, esquecendo-sc desta forma do trabalho
e das f.idig.is.
A c isa destinada para SS. MM. eslava mui-
to decentemente preparada e de bom gosto.
Haviam tres salas coja proporco>s para admitiir
40 pessoas cada urna ; sendo ma dellas desti-
nada p,ra SS. MM. II. decorada cora urna appa-
ratusa mobilia a Luiz XV e ricos vasos de llores
4J toilette de SS. MM. eslavain muito bem arran-
jado e de um gosto delicado. As cmaras para o
^escauco erara simples c de gusto, contendo di-
verses vasos de flores e outras galanlarias sy-
Qictricaiucnte arranjadas. Todas as salas e apo-
sentos fram forrados de papel e esteiradas. Ha-
viam duas casas preparadas para a recepcuo de
SS. MM.,loda a sua comitiva e convidadas, de
modo quo nada fallou ao bom commodo de todas
as pessoas.
(lj As 10 horas, depois que SS. MM. II. muda-
ram de roupa, fui servido um encllenle almoco,
que se reproduzio logo quo SS. MM. se levan-
taram.
Terminado o aluioeo S. M. convidou ao eom-
mondador Antonio d Souza Leio para ir mos-
irar-lhe as obras do engenho. Percorre ludo
om minuciostade, notou as menores parti-
cularidades e fez-lhc grandi- numero de pergen-
ias quo em si encerravam militas explicares.
Concluido o passeio. fui S. M. o Imperador
descansar, e slornou 6 appareccrs 3 horas da
tarde. Nesta occasiiio enlreleve rouversacio com
alunmas pessoas de sua comitiva c convidados
{Ilustrados ; o queden lugar a fallar-se sobre o
nsino publico, sobre o que S. M. cmiltio seu
jmzo.
As 3 hora.se 40 minutos foi servido o jantar. A
BMM foi preparada com profusao e muila delica-
deza, de modo que uada havia que nao mereces-
S6 Mtcnco.
Terminado o jantar e servido o caf descancou
um pouco SS. MM. o as 5 horas partiram para
Santo Anteo lavando um grande acompanha-
fueulo n.to s de cavalli iros como de 'pessoas
p, que de lodos oslados sfluiaui para vercni
SS. MM. II.
As 7 horas e mcia da noite chegaram SS. MM.
4 Santo Antao onde grande ajenia ment de povo
v pessoas gradas do tugaros esperavam, e (orara
em a'Oiiipanliameiito entre grande numero de
gyrandolas, vivas, ele., casa que I lies f ora des-
tinada.
Nodia 10 as 6 horas diiigio-se S. M. o Impe-
rador e tu la a comitiva e grande acompanha-
nieuto decidados ao lugar detio'iiinado Tabo-
cas, onde huuve una grande balalha de Joo Fcr-
nandes Vieira contra os Hollandezes, no qual
toram estes completamente derrotados.
Infelizmente porm essa viagem nao foi sem
algum desastre ; por que tendo o coronel Forras
de abrir nina porloira formidavel para dar passa-
geiu a S. M. e sua comitiva, succedeu que in-
quietando-te o cavallo em quo moutava, a por-
leira Ihe escapulisso das raaos a fosse de encon-
tr ao Exm. visconde de Sapucahy que o derri-
bou do cavallo,
i inmediatamente muilas pessoas sallaram dos
cavallos para levantar ao Ilustre visconde. En-
tre riles eslava S. M. que.foi um dos primeiros
que se Ihe dirigi e procurando sacudir o p da
roupa, ailavelmenle o inlerrogou do infortunio, e
niandou-11 que vollasse para descancar, c evitar
asaa maior daino ; por que felizmente o mal
iiao accarrelava serias consequencias.
De v.olla de Tabocas S. II. visitan os edificios
pblicos, asigrejas, as aulas publica?, flepois do
que rccolheu-sc a casa que acamara muuicipal
mandara proparar para a accomodaco imperial.
Concluido o almoco os membros da municipa-
lida le e grande numero de cidadaos vieram re-
ceb-lo debaixo do pallio e o conduziram ao pa-
vilho onde depois de feita a ceremonia da en-
trega do ehave da cidade levaram-no matriz
onde devia celebrar-sc o Te Deum, depois do
qual relirpu-sc S. M. e concedeu o brija-mao na
caso da cmara.
A tarde percorre os ambaldes da cidade, e i
noite assislio a um ogo de artificia, que se pre-
parou em frente da cosa da residencia imperial,
e que muito agradou u lodos.
Em todas essas visitas nolava-sc muito cnlhu-
siasmo, e grande agglomeraco de povo.
A recepeo da cidade da Victoria estove muito
cima du que se esperava, ltenla a falla e ditfi-
ciildadc de recursos ; mas gracas a tendencia da
iiopulagao e as iustigacoes das' pessoas mais im-
portantes do lugar, ludo agradou.
inora, umi vasta hacia corlada de montanhas,
; cujos cimos sio coroados de nev, e bahhada
em nina ex'ensao de 40 graos de lalitudedesdo
a orla do mande deserto at o trpico do Capri-
cornio, por 11111.1 rede de lagos, alguna dos quaes
parecem dignos de ser chamados mares interio-
res. Atrawz 0.1 esneasura dessa immensidade
que se dizia falla do grandes rios, tem-se nave-
gado o N1I0 em urna extensaode setecentas oi-
toccnlas legoas at perla da regifto oqaatoria!; a
oeste o N'ig^r e seu afluente o Binu 011 Fchad-
da abrtram novos caminhos para essa mesma
regiiio mysleiiosa do Sudan ; e CU que o Dr.
Leringsloe desee ao sul, em urna extenso de
mais de treentas legoas, um rio lio graude co-
mo o Rheno ou o DanubioZainbize !
Evidentemente o espirito humano, fiel a om
dos seus mais caros hbitos, linha a respailo da
frica como do oulra qualquer parte tomado por
limite real o que Ihe iracava seus couhecimen-
los, e substituido seus planos aos da nalureza.
lempo de rehabilitar a frica: em r5o procu-
ravam abailc-la convem renovar o assedio. A
legenda eslava escripia eis que sa a hura da
historia.
Ninguem, a excepcao do celebre Dr, llarlh,
lera concorrido para esta historia com mais ele-
mentos sinceros, precisos, observados cora lod
rigor dos instrumentos o ineihodoS seientilicos,
duque o Ur. I.eringstone. Depois de urna au-
sencia de dezeseis annos, inssados no interior da
frica central, entrara elle em 187 em Escos-
ia, sua paira ; o toda a Gra-Bretanha o sauJa-
va com mil acclaiiia^nes; todos os joruaes Ihe
prodigalisavam louvores. a sociedade de geo-
graphia de Loudres Ihe confera as mais precio-
sas recompensas, no que levou a palma a socie-
dade de geographia de t'aris, cujos importantes
Irabalhos mereccn ser tiio populares como os de
soa rival.
Quao merecidas erara est^s homcnagensl Oue
infaiigavi-l e iiitrepidu \ ajante este missionario
protestante! Cerno de oulro missionarioM.
Itobei'i .MoHal, que passou quarenta anuos a ea-
techisar os mais degradados selvagens, que exis-
tem os hottenloles e os bnshmans. Leringstone,
primeiro sob o padreado da sociedadi: de rais-
soesde Londres, depois em seu proprio nome e
cora toda a liberdade de acciio, conlinuou a obra
candosa de sua familia. No correr de dez annos
em urna obscuridadeasss humilde, prega aoran-
gclho e dUtr !uie biblias aos naturaes. que ro-
deiam a sede dcs.ta missioRolobengtrezen-
tas leguas ao norte da cidade do Cabo. Mas o ar-
dor do seu zr lo c curiosidade transborda seu es-
treilo horisontc: aspira ver novas Ierras, planta,
a sement da f em novos coragdes e abrir novos
caminhos ao conimcrcio ingle/. Assim em com-
panhia de dous amigos MM Oswelle c Murray.
viudos da Lidia e Inglaterra para partlhar seus
perigos, verdaJeque com os senlimenlos mais
profanos de caradores de leoes c depilantes,
parti era 1817. e depois de caniiuhar algumas
semanas dcscobnram o lago N'gami, nomo cs-
iranho aos onvidos europeas. No seguinlo au-
no, elle s empreheiidendo urna viagem, atra-
vessou um rio, que desemboca no lago Zouga,
tambera eslranho posto que lenha tres ve/es a
largura do Sena na ponlc real. Estes primeiros
successos co 11 quo lei-se-hia satisfelo urna am-
bicao mais tmida, exaltan] a cor age m deste ho-
mem dotado pela nalureza de nina verdadeira
vocanao de viajante Em 1851 passando aim do
lago iN'garai, e indo em direituraao norte, cliega
as margeos superiores d'um grande rio, que elle
reconhece pelo Zaubeze, que desemboca no oca-
no Indico defronle d-> Madagascar. Enio con-
cebe a passibitidade lie xecutar um grande de-
signio, que ha muito lempo alorraentaVeus das,
e sonho de suas notleso de exlpraro territo-
rio que separa os dous mares alravessando toda
a largura do continente africano. E renunciando
a companhia de sua mulher e temos filos, que
at cnlo associara suas rudes aventuras por
quanto um tal projecto reclama urna perseveran-
cia de Vontado e una energa de accao, que nao
abale qualquer emocao do coraco, votta a con-
duzi-losa cidade do Cabo e confia-osa um vavio
amigo que parle para Inglaterra.
I.ivre eniar romo um apostlo dos lempos pri-
mitivos confiado em Dos e em si, ganha em 1852
o carninho do norte, dlrigin-l-se sem saber para
onde, em frente ao acaso das casualidades e do
caminho. Alguns mezes depois, rev Zambcze e
admira com prazer a magestade de sua longa
correnle, a magnificencia de suas margens, bor-
dadas de altas aores, o esplendor da regetaco
dos vales, que banharado seus afluentes: c tra-
va com os sclvagens, mas honrados habitantes
do paiz, amisades lio cedidas, que contem era
acompanha-lo com novas riagens. Finalmente;,
desvian Jo-so umdia para o este, chega depois
se.iiios por urna viuieua ue grandes nos, ba-
nhado de lago e coberto do florestas. No seio de
risonhas e pittorescas paisagens. a fertilidade do
solo se presla cultura ; ose anida boje grande
parle dos sleppes verdejanles habitada por ani-
maos sclvagens, logo o sero por aniraaes do-
mosltcos e pelos homens, quando quizer.
As tribus d'homens, quo vivera espalhadas
nessas solides, Leringstono achou em geral boas
e doceis, affecluosas c hospitaleiras para o es-
Irangeiro, que passa sera fazer-lhes mal, e prin-
cipalmente fazendo-lhes ticro. Algumas al exis-
lem, em que, contradizendo o que se sabe das
sociedades sclvagens, as mulheres gozara de
grande ronsideacao, e teem raesmo autoridades
sobre os homens.
Estas tribus sao laboriosas ; o que deve por-
venlura admirar : alm de que Leringslone aties-
ta que lodos os negros do interior d'Afriea amara
Pono falucho uuiluguez tiuque uu ruo,
diversos carregadores, 325 saceos assucar bron-
co e 711 couros salgados.
LisboaBrigue porluguez Tino, Viuva Amo-
mu & C, 150 sacces assucar branco e 59 ditos
dfto mascavadu.
RKCEBEOORIA DE RENDAS INTERNVS
GERAES DE PERNAMBUCO
nendimentododia 1 a 23. 29:9I2$1C1
dem do dia 2....... 1:7125668
3l:625312U
CONSULADO PROVINCIAL.
ftendimento dodial a 23. 64:96G23
dem do dia 24....... 2:4698052
67 :435295
npaixonadamente a cultuta, o por onde rema B|
paz nina (ambem o Irabalho dos campos. Por- PRAGA I)Q RECIFE 24 DE DEZEMBRO DE 1859,
roso lodavia e triste confessar que medida
que se avauca do interior do paiz para as costas,
habitadas por povoacoos de origem europea e
mais ou menos civilisadas, a Angula c Rengela
ao oeste c Mocambique leste, estes costuraos
honestos e esta confiaura nos brancos diniinuc.
l.ala mudanca de carcter c hbitos nasce do
trafico de escravos, que, em menospreso de lo-
AS 3 UORAS DA TARDE
Hovistit semanal,
Cambios--------As ultimas Ironsacces nego-
ciadas sobre Londres regulaiam
de 25 e 25 1/4 d. pur 1 sobre
Pars 395, o sobre Lisboa a 115
por cont de premio ; c sobre
o Riode Janeiro 1/2 por cenlo.
das as prohibices e analhemas, contina perver- Algodao----------O regular vendeu-se* a 840ll
tendo os negocios nao s ah como em qualquer' e superior de 8g600 a 8:800
parle, endurecendo-os no mal, agurando por arroba.
desconianca dos fracos e a cubica dos fortes ex-] Assucar----------O branco venden-se para con-
citaudo a guerra entro as tribus e a discordia j uranio de 4&2U0 a 40. por
entre as familias. I.eringstone, diffcrente da' arroba; c do raasravado pur-
mr parte dos observadores, que apenas teem : gado paro eapciarao de 2s600
podido esludar os effeilos do trafico no lilloral a 29700 por arroba'. Bruto de
em sociedades, que ha dous ou tres sceulos sof- 2JM8U c Canal de 2j$350 por ar-
frem sua accao, apreciou-o no coracao d'Afriea, roba.
no limite externo das localidades por elle inva- Couros-----------Os seceos salgados venderam-
di.J.is, perlo d'aqucllas que lenta invadir, que in- se a 280 por libra.
radio desde 1850. Comparou os lugares o os Agurdente-------Vendeu-so de 65jf000 o 68p0d0
(3)
dem lem cusladinlio de dl'o
dem taboas de costado de 35
a 40 p. de c. e 21/2 a 3 de
largura....... >,
dem idem dito de dito uzuuos
dem idem de forro ....
dem idem soalho de dito
dem em obras cixos de secupi-
ra para carros ..... par
dem idem rodas de dita para
Jilas........
Mil......... caada
Milho......... alqueirc
Pedras de amolar. .... urna
dem de filtrar......
dem rebolos......
Piassava era raolhos .... um
Sabo......... libra
Salsa parrillia...... arroba
Sebo em rama......
. urna
arroba
, v cento
. pipa
Sola ou vaqueta ineio]
Tapioca.....
nhas de boi .
Vinaare .....
13J000
45J000
2080(10
6g000
12JJ000
10$00O
30^000
240
2500
800
OgOOO
1^280
200
120
25$00H
logo00
3$200
3J00
$300
50j000
Movimenlo do porto.
lempos, os cosluraes e os senlimentos, confor-
me a existencia ou ausencia do trafico ; e suas
revelacoes, despidas de declamaQes, nao deixam
din ida a respeito das perturbarles e crimes, que
' apoz si elle accarreta. E' condeinnado indistinc-
lamente, lauto o (rauco propriamente tal, como
o desfarcado cora a capa d'emigraco por mcio
de resgale, invocando por pretexto a conservado
da viJa dos prisioneros.
Contra estas funestas inlluencias o melhor re-1
medio segundo Leringslone, um comraercio |
decente, que proporcione aos negros os objeclos ,
de suas necessidades ou luxo.Bom conselho na
rerdade, mas insullicienle. Quanto suor e co- |
lheilas sao necessarias para contrabalanrar os
proveitos que se tirara d'ouia feliz caca d'ho- ,
pipa.
Navios entrados no dia 2!.
Roterdam42 dias, escuna hollandeza Specu-
lant, de 185 lonelados, capitao L. Van Wag-
tendouk, equipagem 9, carga queijos e mais
gneros ; a Brander a Brandis.
Navios suhidos no iiicsmo dia.
No dia 20 as 6 horas em ponto letiruram-se SS. | dezoto mezes de marcha colonia portugueza
de S. Paulode Loanda,sobre as bordas do ocano
Atlntico, onde elle e seus liis corapanheiros
fura ni indeninisadus de suas lougas e duras fa-
digas pela desvelada liospilaliJado do hispo e po-
pularlo calholica.
Eslava apenas exocutado melade do plano;
ainda fallava-lhe chegar por trra ao ocano
Indico! Nosso viajante leudo repousado tres
m-'.zes era Luanda, ]ie-sc de novo caminho,
acompanhado sempre de sua escolta de selvas
gens, cuja dedica;o ciescora com' a admiracao
das maravilhas que tinham visto o com o acofhu
cheio de consderaco feito i seu chefe. Torna
a ver sob novos aspectos os lugares, que linha
precedentemente airavcssado, Irava com as po-
pulares e seus chefes allianras para o futuro,
recebe e d mimos,durareis lambrancas de
MM. II. da cidade da Victoria c vieram descan-
sar no engenho Calende do Sr. lenle coronel
francisco Antonio Pereira da Silva, Irazendo
coinsigo um grande aconipanhamenlo
Ao approximarmos-nos 'do engenho'Calen-
de, ja esperavam por SS. MM. II. o lenentc-co-
roiiel e um sobrinho, os quacs uniram-se a.co-
mitiva. Nesta occasio houve urna salva de boni-
llas reaes e grande numero de girndolas subiam
ao ar.
Na entrada do engenho haviam arcos e ban-
deiras imperiaes, c lodo o caminho eslava co-
berto de junco.
Ao approximarmos-nos da casa urna barda de
msica marcial locou o hyinno nacional, e algu-
mas pessoas que flcarain em preparativos da casa
vieram receber SS. MM. II. no pateo do engenho.
A casa estere bem arranjada, e tanto o almoro,
qne logo se servio, como o jantar foram servaos
om profusao e delicadeza. Nao houve falta de
nada para a boa accomodarao das pessoas que
acompanharam SS. MM. II
Depois de almoco S. M o Imperador foi ver o
ingenuo o ludo mais que hacia digno de altenro,
bem como a bella igreja que. est situada n'uma
ladera d'onde descobre-sc ura lindssnio pano-
rama.
As 3 horas e3 quarlos pouco mais ou menos,
SS. MM. concederain beija-mao em despedida e
reliram-se para a capital.
Clii'sando SS. MM. II. ao Tigipi, mandn S.
M. o Imperador que o carro queconduzia S. M a
imperalriz, conlinuasse a viagem, em quanto El-
le la visitar os restos de urna fortaleza c de um
aasude do aotigo engenho de Joao Fernandos
Viera, n'um lugar denominado Gargantao; de-
pois do que parti com toda velocidade e veio
ainda alcanrar o carro do S. M. a Imperalriz.
No Barro'enconlraram SS. MM. II. grande reu-
Vrroz pilado Vendern)-so 55 barricas do de ParahibaVapor nacional Apa, commandanle
Carotina a 2gOOO por arroba. capito de mar c guerra Pereira Pinto. Cou-
Bacalho----------Vendeu-se em atacado a 10SOO0 : duz SS. MM. II.
a barrica, c a rclalho de 8g000! demVapor de guerra nacional Pedro 11, com-
a I2$000 ; licando em ser 22 mandante 2o capitao-lenenle Luiz da Cunha
mil barricas. Moreira.
Batatas-----------Veuderaoi-sc a 2&000 por ar- WemVapor do guerra nacional Amazonas, com-
roba.
Carne secca Relalhou-se de 4$500 a 6;500
por arroba da do Rio-Grande do
Sul, e de 40l)0 a 5400 da de
Bucnos-Ayrcs, licando em ser
11,000 arrobas da primeira e
20,000 da segunda.
'-af......Idom do 5J800 a 7000 por ar-
roba.
de lg500 a 1^900
por
mens O commercio nein sempre isemplo de j
logros ; e em suas relares com os pobres e ig- j Cha ------ dem
noranles sclvagens, todas as fraudes sao familia-' libra.
res. Nao se os corrompe muitas vezes com lico- Carvo de pedra Oblevc de 21J000 a 22g000 a
res embriagantes ? Nao se os torna crueis, ven- tonelada
dcndo-lhds armas e plvora ? Erafim, o cora- Ceneja----------Vendcu-sc .de 4$800 a 5^000 a j Rio-Grande ds NorteBarca inglesa Spiril of
de instrumento de educarao
mandante o capilo-tenentc Raviuundo de
Brito.
LiverpoolBarca ingleza Baronet, capilao Da-
vid Lamb, carga algodao
Cabo da Boa-EsperanraVapor ingle/. Stanley,
capitao R. Goble. Conduz 202 passageiros
Nexv-YoikBrigue inglez Brooking, capilao \.
Rooper, carga assucar.
Marauhao e ParaBrigue escuna nacional Gra-
ciosa, capilao Joo Jos de Souza, carga varios
gneros.
Habor-GraceBarca ingleza Qtieen, capitao II.
Bailey, em lastro.
raercio, para servir
moral, necessita d'uma reforma.
Muitas vezes foram censurados os missionarios
protestantes portratarem de negocios juntamen-
te cora as predicas, e, comquanto Leringslone
nao o lenha feilo, tora comtudo a honra de des-
culpar seus rmeos de qualquer falta, para o que
basta-lhe estabelecer que em em muitas circums-
tancias nao Ihcs rosta outro meio de assegurar
sua vida material; e que clles 011 ver-se-hiam
obligados a morrer de fome, ou abandonar sua
dtizia de garrafas.
Farnha de trigo O mercado possue boje 22,100 ]
barricas, inclusive dous carro-
ganientos chegados nesta se- j
mana, sendo 9,300 barricas de
ItichmonJ, 11,200 de Trieste,
e 1,600 de Phladelphia, (endo-
se vendido de 200O0 a 22^000
por barrica da primeira, de 20$
a -213000 da segunda, c de 1?
a 19000 di ultima.
the Tunes, capitao John Martina, era lastro.
S-.ispcndtu do lamaro.
MarioVapor deguerra nacional Piroja, com-
mandanle Io lente Maunburev.
misso se Iroca de mercaduras nao lhes trou- D. de mandioca Vendeu-se de6;000 a7jf000por
xesse alguns recursos. Nos nos inclinaremos a ... sacca
lser aos missionarios, assim protestantes, como Fcijo---------------dem de I56OO a 3}000 por ar-
c.atholcos, urna censura toda contrara a dej roba.
abandonaren! o commercio aos especuladores ci- Manteiga A ingleza vendeu-se de 700 rs.
o- i.
3 os >
sig
o z. re
S"S
o.- o>
o
e> *
2 Z
vilisados, deixando assim recibir sobre o christia-
nisrao os rancoros, que excitara as velhacadas
dos mercadores, aopassoque se privam d'um
poderosissimo incitamento de cvlisacao.
Nao ha entre os selvagens meio mais efficaz
d'influenca que o commercio ea arte medicinal
por libra, e a franceza a 500 rs.
ficando em deposito 2,500
barris.
Milho.....Vendeu-se a 3300 res a
sacca.
Massas------------ dem 5g500 a arroba.
cujos serviros sao fcilmente por lodos aprecia- Oleo do linhaca- dem a lj>700 por galo.
dos. Talvzque melhor se conseguisse n con-; Queijos-----------Os flaniengos venderam-se a
versao dessas almas simples sempre, muilas ve- 2g400.
zas embrutecidas, por beneficios desla ordem,. Toucinho----------Vendeu-se a 11#000 rs. por ar-
do que pela predica immediata e exclusiva dos roba.
dogmas os mais profundos c da moral a mais se-! Vinagre----------dem de 120tf alOgOOO a pipa.
vera. Tambera desejariaraos ver fundar-se mis-j Vinhos-------------Ode Catalunha obleve 190J-000
ses, cujo fim principal fosse penetrar no seodas a pipa, o de Barcelona a 235)?,
raras c sociedades inferiores pelo commercio el e o de Marselha a 2605000.
medicina, seguidas depois da predica religiosa.' Velas As de composico venderam-
chrislianisrao nada com isso leria a perder: I se a 660 ris a libra.
assim nos parece. i Descont----------Regulou de 8a 12 por cento ao
Nao concluiremos esta apreciaro d'um livro anno.
tio importante sem dzer alguma cousa a respei- tictes Para o Canal de 27/6 a 30/.
to doseu auctor. Nao elle um escriplor de j o para Liverpool a 12/6, c do
profssf.o, lano que, antes querra, assegura algodao a 5/16.
elle, de novo alravcssar o conlineulo africano, 1 "" =:_
do que publicar um segundo volume ; e a difli-'
culd que leve em
nou 1 vezes maior
aos escriplores de am
raros senliracntos 1 reconhecida sua inezpe- I que se despacham pela mesa do consu-
riencia por certa falta de ordem ni classillcacao
dos lacios e ideas, que embarara a comprchn-
saodofio, duraco e resultados das pergrina-
roes. Estas imperfeicoes, porm, sao explic.a-
o
B
ti
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5 B
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* 2
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o
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Horas
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^* s
2 3
P5
Atn osphera.
Direcro.
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I
I Inlensidade.
IS KE iC l l
-* to o --a "c;
Centgrado. 5.
t i t; i i -
r* !* ~ !* r*
-J 91b n> ic
I
Beaumur.
2Sgggg | Fahrenheit I g
Hygrometro.
y: oc ~r v. -i
i)i.i luco
c-i Ui c.-' ^-i i--
e: a ~i 34 a: s
i, '-i be a
Barmetro.
"o

Editaes.
segundo volurae ; e a difli- '
nredigirseu trabalho, lor- P;tlll;l llo-4'BI'Pf OS (IOS prilirilKlCS fijeiVC-
iTiST *B\ prclucroes naciowfs,
lado na semana de
2Ga 31 de dezembro de 1859.
das e desculpadas era algumas paginas, consagra- \ Agurdenle alcpol ou espirito
das sua biographia, e rechciadas d'uma mo-'
dcstia e sinceridades tocantes. Nascido de urna
pobre familia, passou em urna manufactura de
la a infancia, e s aos dezenove annos passou
do t-mprego de atador de pontas de laa ao de
fiador. Todos os esludos preliminares deviam
ser [pilos no curio descanco, que Ihe deixava um
Irabalho assiduo. Quado, diz elle, lanro um
olhar retrospectivo sobre essa poca de penoso
trabalho, experimento un senlimenlo de grali-
dao, e folgo de que ella lenha constituido una
parle imprtame do minha primeira educarao.
de agurdente .... caada
dem cauca.......
dem de cana......
dem genebra......
dem idem ....... botija
dem licor....... caada
dem dem......
dem restilada e do reino .
Algodao era pluma 1.a sorle
Se mefdra permittido rocomocar a existencia,' en dem idem 2.a dita
passageiros, amisades o Qualmenle ve se as
burdas do/.amb.v.e. Ah taz alto por nimio lem-
po, descama, concentra suas lcnibrancas, ama-
durece seus projeetos, prepara os meios de exc-
cucao, apoiando-se Bempre na dedicaco dos in-
dgenas, como u mais solida proleccao, nada
esperando da forra, csim tao somente da bon-
dude natural dos corares, gauhos por serviros
reaes.
Malse pe a caminho, tera a feliz sorle do
descobrir desde es primeiros dias as cataratas do
Zambeze, que so dcspenbam de una altura de
triuta metros era uraa largura do mil, caque
bastara a penna de Chaleauliiiaud para serena
tao celebres como as do Nigara, porquanto ofTe-
recem um espectculo assfis grandioso a massa e
rapidezdagua, que sedespenha, as columnas de
vapor, que se elevara em niivens ou scintillam
ao sol, o o estrondo de sua queda, que retine tao ; PRACv do RECIFE 2i
longo no solemne silencio das solides africanas. AS TRES 110
Mas so bello cslylo lena o privilegio de dar
gluria e jamis o Zambeze contado
quizera partir de lao baixo, e ameslrar-mc de
novo nesta rudo escola.
Todas as paginas do livro respram esta nobre
luiguagem ; ellas apresentam um grande carc-
ter de probidade, de verdade, d'uma coragem
calina e refieclida, que revela urna f profunda
na Providencia. Depois deste longo e volunta-
rio exilio sobre o territorio africano, Leringstone
nao se deixou cncadeiar pelos encantos da pa-
tria o delicias da cvilisaco. Arrestado por sua
dedicaciio urna misso o mesmo lempo patri-
tica e religiosa ; e por sua fidelidaJe aos amigos,
que grangeara entre os selvagens, de novo parte
no ultimo anno (acompanhado de sua familia)
para o Zambcze. Chegado s aguas do ocano
Indico, passou felizmente a barra deste rio, e
podo subir a correnle em um barco vapor ;
eutregou-so de novo econtiua ueste momento
suas exploraroes no centro do continente airica- I Carne secca
garrafa
caada
arroba

arroba
dem idem 3.a dita
dem era caroro
Arroz pilado
dem com casca.....alqueirc
dem branco novo.....arroba
dem mascavado idem ...
Azeile de mamona .... caada
dem de mendoim e de coco.
Bolacha fina.......arroba
dem grossa. .
Cal em grao bom.
dem idem restolho
dem dem com casca
dem moide. .
600
360
400
640
240
640
280
720
8$'.50
7g550
6$550
2$ 137
3g000
3;5500
4j400
2^300
Joao Baplisla de Castro e Silva, olficial da or
dem da fosa, c Inspector da Ihesouraria de
fazenda de Pcrnambuco por S. M. I que Dos
guarde.
Faro saber aos que o presente edita] vreni que
em cumprimento de orden do tribunal do thc-
souro nacional de 14 de novembro prximo pas-
sado se comer a fazer nesta Ihesouraria a subs-
lituirjio das notas de 500$00 da primeira, se-
gunda e terecira estampas. Os seus possuidores,
pois, podem apresenta-lds ao thesourcro desta
Ihesouraria, que lh'as trocar por oulras de di-
versos valores. Thesouraria de Pcrnambuco 5
de dezembro de 1859.
Joo Baptitti de Castro e Silva.
0 Dr. Francisco de Aranjo Barros, juiz de direilo
interino da segunda vara criminal da comarca
desta cidade do Recifc, etc.
Faro saber que rio dia 9 de Janeiro prximo
vndouro, s 10 horas da raanha, na casa da c-
mara municipal, tem de reunir-Be a junta revi-
sora dos jurados deslc termo, e sao convidados
lodosos intere-sados para que apresentera suas
rerlamaroes.
E para que cheguc ao conheciflicnto do todos,
maudei passar o prsenle, que ser publicado
pela imprensa.
Recifc 22de dezembro de 1859. F.u Joaquina
Francisco de Paula Esleves Clemente, escrivo do
jury o subscrevi. Francisco de Araujo Barros.
Declaracoes.
no, onde nao impussivel que vo estas lindas
acha-lo pelo caminho, que elle abri religiuo,
scitncia e s correspondencias da Europa.
(JlLES DlVAI..S FlI.llO.)
[Journal des Debis.)
COJIMEI&CIO,
Ai-ompanliaram em toda essa viagem a SS.
MM. o Exm." visconde da Boa-vista e seus dig-
nos Qllios
nio de pessoas de ment, e muitos officiaes da !5^s^m1s3bi^^
tropa do liona e guarda nacional, que prasentei- ; Nigara Embarcado era urna canoa, o nosso va-
ios o aguardavam. jante sulca a> aguas do rio, cujas margens em tal
As 7 horas da t.o.te pouco mais ou menos che- iiUllullt,s in.11(,m a( enlao havia plsad .
aram SS. MM. ao paro, recebendo sempre as da 26 de malo de 1856desembarca era Ouil.mane
Mis vivas provas do cnlhusiasmo de que se l80brc o ocano indico, com a salisfaco bem rara
odia possuido o or.oso povo Pernambucano, da de ler inleil.a c fcMnenle concluido seu pro-
n.ais lirmc adhesao ao throno. gramma.
Tinha execulado o que europeu e provavcl-
raenle honn-ni ni-nhuiu linha ousado concebei.
Foi do sul ao norte desde o Cabo al S, Paulo
de Loanda, cd'aquiat Mocambique, Iraraudo
assim ura itinerario, que a contar com a viagem
de ida ao Cabo e volla nao se pode avallaren)
menos de 3,000 leguas ; feilas a p ou era carro
puxario por seis oilo juntas de boi, ou em urna
frgil embarcaro manobrada por sclvagens. A
historia das viagens nao offerece exemplodevia-
gens ao interior das Ierras tao perigosas, lo pro-
longadas e ao mesmo lempo tao uleis desde js
scieniinse cedo ou tarde ao comraercio.
Aventuras tristes as mais das vezes, algumas
ah'gres privaedes e perigos, soffrimenlos e do-
ei:' as, combate contra os animaos ferozes e os
DE DEZEMBRO PE 1859.
HORAS DA TARDE.
Cotares offi ciaes.
Descont de letras9 c 12 0/0 ao atino.
Francisco Mamede de Ahneida.
Secretario.
Variedades.
Exploraroes do interior d'Afriea
Austral, viagens atravez doeonti-
nente de S, Paulo de Luanda, s
embocadura do Zambizc de J8IO
ISC, pelo 11. Dr, ..eringstone.
Nao a primeira vez que fallamos da obra do
Doutor Leringstone- mas como o mundo, pelo
-mal esto reverendo missionario conduz o seu
AI.FANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 23. 431.251#427
dem do dia 25......5.893*592
437:145J019
MOVIMENTODA AI.FANDEGA.
Volumes entrados rom fazendas
< com gneros
Volumes sahidos cora fazendas .
com gneros .
\
:o
== 482
97
372
469
tenor, mui desconhendo, talvez nao parera su- j homens, observarj.s de historia natural ou d
! rtlua exploraran. Quanto so aprendo segura-
do os liaros aos gran tes vinj-mtes.
Nao ha livro que melhor confirme esta verdade
lia rauilo despresada,de que a frica una
: rr.i lao estimare! como suas rivacs a Europa,
Asia e America. E de mui prxima dala e ain-
da muilo mal estalielerida sua boa fama, a nao
ser oelo KgyptO, cujas miraviihas foram pur He-
rminio celebradas, e por una larguissiraa orla
cunquistida e eolonisada pelos romanos obre o
(1) Pouco depois da chegada imperial apparc-
reu o mnibus que condurie una banda de m-
sica marcu' que tocn o hyinno nacional, apenas
aristn a comitiva imperial. Traram durante
o almoco, intervallo e o jantar diirernntes_ deras
o que muito concorre'1 para Diwr nniraarao.
coglumes sociaes, formamos variadas assumptos
e incidentes qnotidiaiios do sua narracao. No
livro encontrar-se-ha estesdetallies, de que na-
da podemos dizer, cuja traducrao elegante e cor-
recta de Madm. I.orean, precisa na expressao,
animada na plirasc, e colorida quanto convem,
os aprsenla com tal verdade, quo rrcr-se-hia
ler urna obra original. Nos daremos dous ou
iros traeosgeraes respeito da nalureza epopu-
lacoes, que Leringstone foi o primeira europeu
a visitar.
Em primeiro lugar a nalureza. Ella nao 6 o
que resam as rafias. Ao sul do Equador cssas
immensas zonas esteris c Inhabitadas, de que
parece comnor-sc '."da frica mistral, so redu-
iem no deserto de Kalabari, de afisaz mediocre
inteasao. Q ..-': i'. 11 a fi corlado cm ledos os
Descarrcgam boje 24 de dezembro.
Calera inglezaI). Diogofazendas.
Brigue brasileiroAlmirantediversos generes.
Brigue austracoliarafamilia de trigo.
Rrigue belgaEmma fazendas.
Brigue porluguez =: l'roinplido diversos g-
neros.
Escuna hollandezaHeerenvenidem.
CONSULADO GERAL..
ftendimento do dia 1 a23. .
dem do 1.a 24
45.3932S2
988|459

arroba



y*



cento

>


libra

>
um

libra


u ni
>>
urna
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia l a 23. .
dem do dia 21 .......
46-375J741
2:lC5SGfiO
13793
S:179j453
DESFACUOS DE EXPORTACO PELA MESA
DO CONSULADO DESTA CIDADE NO DA
2 li DEZEMBRO DE 1859.
I.ibocBrisnc porluguez Robi'.r ('.. Nrg \e\-
ra & C. 35 pranenees de Mnari'!
Carvo de madeira ....
da de carnauba em pao .
dem idem em velas. .
Charoles bons......
dem ordinarios .....
dem regala.......
Chifres........
Cocos seceos.......
Couros de boi salg.ados .
dem idem seceos espichados.
dem idem verdes.....
dem de cabra cortidos .
dem de enea......
Doces de calda......
dem de Goiaba.....
dem seceos......
Espanadorcs grandes. .
[dem pequeos......
Esleirs de preperi ....
Esloupa nacional.....arroba
Earinha de ararula ....
dem de mandioca .... alqueire
Feijo.........alqueire
Fumo em folha hora .... arroba
dem idem ordinario ....
dem idem restolho ....
dem era rolo bom ....
dem idem ordinario. a
Goman polvilho.....
Ipecacuanha.......arroba
Lentas em achas grandes cenlo
dem idem pequeas. ....
dem em toros......
Madeiras cedro taboas de forro, una
Louro pranches de 2 cuslados um
Cosladinho. ....... uraa
Costado........
Forte .......
Scalho........
Vasas agutinadas.....
dem qoiriz .......
Vinhctico pranckdes de dei
untados......yi,i
SiiliiU-le^at-ia da fr^in/l;i de San-
to Antonio SS de dezembro
de 1851.
Acham-sc depositados tres cavallos que foram
800 I encontrados pelas ras desta cidade : quera for
2g5Q0 seus donos, dirijam-se a este juizo, que dando
"nn suas Provas' "ie se ('ntregues.=.tii)ii'o Ber-
/{!O narf0 ij'tinteiro, subdelegado supplontc.
3g840, s= O illm. Sr regedor do Gymnasio manda
6^500 ; declarar aos pais, luiores ou correspondentes dos
alumnos internos, que no dia 22 do correnle
principia o recolbimento das mensalidades, cor-
respondente ao primeiro qoarlel de Janeiro ao
ultimo de marco do anno de 1880. Secretaria do
Gymnasio 21 de dezembro de 1859^=0 secreta-
rio, A. A. Cabral.
Quarlo hatalhao de arlharia
4S000
50000
90COO
6S000
2g000
100000
120000
20000
800
2J500
50000
30200
275
300
170
300
100000
500
400
10000
3JK00
10600
300
10600
30000
20500
60000
140000
90000
70000
120000
60000
30200
350000
20500
10600
120000
40000
1 SOOli
8J000
100000
;(0ou
60000
20240
10600
)00<)<
y
a pe.
O conselho econmico do mesmo batallio con-
trata o foraecimenlo de gneros alimenticios pa-
ra o rancho de suas pravas de prel durante o
primeiro semestre do anno de 186(1 a saber : as-
sucar mascavmho retinado, arroz, aaeite doce,
bacalho, carne secca, carne verde, caf em ca
ropo, feijo preto, farnha, lenha, manteiga in-
gleza e franceza, pao de 6 e 4 oncas, toucinho
de Lisboa c vinagre Quera quizer fornecer
aprsente suas propostas na secretaria do dito
balalhao al o dia 28 do correnle, advertindo-se
que os gneros devera ser de boa qualidade.
Secretaria do batalhao na Solcdade 20 de de-
zembro de 1859.Berardo Joaquim Correa, l-
enle servindo de secretario.
Conselho de compras navaes
Tendo-se de effecluar o contrato relativamen-
te ao forneciment do carvo de pedra para o
cons'iiramo dos navios da armada, tanto vapor,
como a vela, ofRcinas do arsenal de marinha
desla provincia e barcas deescavato a cargo do
mesmo arsenal, manda o conselho fazer publico
que isso lera lugar em sesso de 27 do correte
raez, vista de proposlas apresenladas neste
mesmo dia at s 11 horas da manhaa, sendo o
contrato por lempo de 3 mezes ou 6 se o preco
do fornecimenlo convidar, e sob as r.ondices
que forem convencionadas, cumpnndd ser feita
a entrega desse objecto depois de posto as res-
pectivas carvoeiras.com a maior presteza.
Sala do conselho de compras navaes de Per-
narabuco em 19 de dezembro de 1859.O secre-
tario, Alejandre Rodrigues dos Anjos.
Pela subdelegada do Recite se faz publico,
que seacham recolhidos a casa dedelenco, os
seguintes escravos:
Hapl-.ael preto, fgido, cscravo do Sr. do en-
grnho Orisonle.
Delphiua, parda, que representa 23 anuos, c
supp&e-se ser fgida do lugar de Tigicupapo, c
que foi presa com o nome de Seraphina.O sub-
delegado, J. .1. Borges.
Delegela do l.distrirto do termo
do Reeife.
Por osla delegacia se faz publico que so a cha na
recolhidos ao deposito geral dous cavallos, e em
Otaos particulares um cavallo, urca pulseira, um
cordao de ouro e una bolsa con: algumas moc-
lu4 de i r'- ; ssoas que se julga-
rem com direilo aetae& objeclos, apparcram coo;
os signis respectivos, que lhes serao p'rompla-
mente entregues. Reci'eSO de dezembro de 1859.
Ilnri'^tc Pereira de Lvcena.
Novo Banco de Pcrnambuco.
O novo banco de Pcrnambuco reco-
Ihe :is notas de sua eminsao de !<'$ e de
200, e pede aos postudores du mismas
o favor de as viivm trocar no seu es-
criptorio, das 11 horas da manhaa at
as 2 da tarde.
-3 Pela subdelegada do 1.' districlo desla ci-
dade so faz publico, que foram apprehendidos
por andarem vagando pelas ras sem conductor,
e se actinal depositados dous cavallos : quem se
julgarccm direilo aos niesmos, oppareca, que
juslificando-o Ihe serao entregues. Delegacia do
1." districlo desta cidade do Recite 2 de dezem-
bro do.1-559.o delegado supplente era excrci-
cio, Peina Jnior..
O conselho econmico do batalhao de in-
fa otaria n, 10, tendo de contratar para o forue-
cimenlo de suas praras no primeiro semestre do
anno prximo futuro, os gneros alimenticios do
primeira qualidade, abaixo declarados, convida
aos senhor^s licitantes que quizertm fornecer
laes gneros, a apresenlarera suas proposlas em
carta fechada na sccretaiia do referido batalhao
no dia 29 do mez que corre, s 10 horas da ma-
nhaa : assucar retinado, arroz pilado, azeile do-
ce, bacalbo, carne verde e secca, caf era ca-
rosso ou muido, farinha de ntandioca (da Ierra'.
feijo, manteiga franceza c ingleza, pies "de 4 e
oncas, vinagre, assim como lenha em achas. Se-
cretaria do balalhao n. 10 de inf.miaria no Hos-
picio em Pcrnambuco 24 de dezembro do 1859.
Caelano Xavier de Olircira, lente, servindo
de secretario.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de compraros ob-
jeclos seguintes :
Para o presidio de Fernando.
Solada melhor qualidade, meios 600: vaque-
tas de primeira sorte 300 ; tio de algodao ameri-
cano bem lino, arrobas 2 ; troquezes ovaes e nao
biendas 2i ; ditos com vasadores 24 ; dedacs
para sapaleiros, duzias 4 ; sovcllas sorlidas, mi-
iheiro 1 : relalhos de vidro para sapaleiro, cai-
xo I ; cera preta, da de abelha, para serol,
meia arroba ; ferros sortidos, espalhador de cera
de carritilha c de beira grossa e fina 60 ; caixas
com seda de sapaleiro 12.
Para a fortaleza do Brvm.
Livro com 250 follias de papel paulado 1.
Quem quizer vender taes ohjectos aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho s 10 horas da manhaa do dia 20 do
correnle mez. i
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 19 de
dezembro de 1859.Beato Jos Lamen ha Lins,
coronei presidente.
A companhia lixa de cavallaria de linha
precisa contratar para o vndouro semestre, os
gneros seguintes : pites de 4 e 6 oncas, caf
muido, assucar refinado, manteiga, arroz pila-
do, azeile doce, bacalho, carne verde, carne
secca, feijo, farinha de mandioca, toucinho, le-
nha, vinagre e vinho, sendo todos estes gneros
de superior qualidade; e bem assim capim de
planta arrobado milho, farelo e mel: as pes-
soas que quizercm concorrer a este fornecimento
dirijan) suas propostas em caria fechada secre-
taria da dila companhia, em Sanio Amaro, at c
diS 28 do correnle, s 9 horas da raanha.
Quarlel em Santo Amaro 21 de dez- nibro de
1859.=lfaitoel Erasmo de Carvalho Moura, al-
teres.
Avisos iarKimos.
Para Lisboa.
O veleiro brigue nacional Tino, de primei-
ra el isse, pregado e foirado de cobre, pretende
seguir com muila brevidado, tem parle de seu
carregamenlo prompto : pata o reslo que Ihe
falla passageiros, para os quaes tem acetados
com modos.Irata-se com o seu consignatario Anto-
nio Luiz deOliveira Azevedo, no seu escriptorio,
ra da Cruz n. 1, ou com o capilao Manoel de
Olireira Barros, no Corpo Santo.
Para o Rio k Janeiro.
O patacho nacional Ju lio pretende seguir cora
muila brevdade, tem parte de sen rarrrgamenk
prouiplo ; para o reslo que lhc falla traia-secom
o seu consignatario Antonio Luiz Azevedo, no seu escriptorio, ra da Cruz n. 1.
Tara o Rio de Janeiro.
O veleiro brigue nacional Almirante pretende
seguir rom multa brevidado, tem parte de seu
carregamenlo prompto e escravos a fretc : trata-
se com o seu consignatario Antonio Luiz de
Oliveira Azevedo, no seu escriptorio, ra da
Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro.
i) brigue nacional Ve luz irolende seguir al o
dia 25; para o reslo da carpa que lhc falta Ira-
la-sc com o sen consignatario Antonio Luiz de
Oliveira Azevedo, no seu escriptorio, ra da
Cruz n. 1.
Para Aracaly, o hiato Ducidoso recebe car-
ga c passageiros : trat'a-se na ra da Madre de
Dos n. 2.
Para o Rio de Janeiro.
A bem eonbocida barca nacional c.lemcntina,
a sabir al o.dia 24 concille, por terqn asi com-
pleto seu carregamenlo : para o rrslo e passagei-
ros Irata-sc com o capilao Jernimo Jos Telles,
ou Guilherrae Carvalho \ C, no seu escriptorio
roa do Torres.
Para o Aracaty sabe iinpreterivelmente na
seguinlo semana o hiatc nacional (ExhalacoB :
para o restante da carga c passageiros, trala-se
com Gurgel IrmSos em seu escriptorio, na ra
da Cadeia do Recifc, primeiro andar n 28.
Para Lisboa.
Vai sahir por estes dias o brigue pot-
ingue/. Ko'im, ainda poie receber al-
guma carga e passageiros ate o dia 2>,
para o que trata-secom os ccns'gnata-
rios Carvalho Nogueira & C, ra do
Viga rio n. 9 ou com o capitao na praca.
Para o Porto Alegre, com escala pelo Rio
Giande do Sul, sahe rom milita brevidado o pa-
tacho Novo Lima, tem prompto parle do carre-
gamenlo : c para o resto a frote, trala-se cora os
consignatarios Amonm IrmOS, ra da Cruz n. 3.
O Jorge sabe para o Acarac com escala pelo
Ass nodia 26 do correnle itnpreterivelmente,
com raiga ou sera ella : a tratar cora Tasso Ir-
mos ou com o capilao Domingos Ilcnrique
Mafia.
Para.
O hiate cLindo Paquete, capilao Jacintho u-
os da Cosa, segu em direilura ao Para, com
pouca demora por ler j grande parte da carga
arranjada : para a carga que Ihe falta, trala-se
com os consignatarios Ahneida Gomes, Alvos &
C, ra da Cruz n. 27.
Cear, Acaraci e
Granja.
O patacho nacional Anna, tem boa parle da
carga prompta : a tratar com Tasso limaos oi
com o capilao Graciano Ilenrique Mafia.
Para o Porto.
Si gue at o dia 28 do torrente o patacho Du-
(ue do Vorto : para o resto da carga e passagei-
ros, Irata-sc na ra da Madre de Dos n. 34. Ro-
ga-se aos senhores camgdorcs bajan; de man-
dar i; seus conhccitncDtos.
MUTILADO


(*)
DIARIO DE PERNAMBCO. SEGUNDA FEIRA 26 DE DEZEMBIt, uE 185t.
Para o Porto
-.liiia rom brevidade o patacho porluguez Du-
ue do Porto, de primeira marcha : quem uo
mesiuo quizcr carrejar ou ir de pasaagem. dirija-
se a rua da Madre de Dos n. 34, a tratar rom
Jos Antonio da Cuuha & lrmo, ou com o capi-
;ao ua praca do Corpo Sanio.
Tara Lisboa vai sabir com a niaior presteza
j patacho porluguez Fiordo Mara, anda rece-
be carga o passageiros, aos quacs offerece bom
Iralamento, etrata-se com o consignatario T. de
Aquino Pnnseca, na roa -do Vigario n. 19, pri-
tnero andar," ou com o capilao na praca.
LEILAO
Ultimo deste anuo,
Terca-feira 27 do frrente.
O agente Borja vender cm leilao por todo o
qualquer preco era sen armazem sito na ra do
Imperador n. 15, urna grande quantidade de
obras de marcineiria cm perfeito estado, ninbi-
liasde amarcllo, loucas, rrystaes, relogios, obras
de prata e diversos objectos de apurado goslo e
traba I lio que para feixpV cotilas seno entregues
iiidubitavelmentc serrrjeserva de preco, dando
principio as 11 horas cn ponfo.
D. i. LANMaN < KEMf
SOLK AGKRTS
N. G9 Water Street.
New York.
2 O mrsmo do outro lado tetit nm rotulo era
! papel azul claro com a Firma e rubrica dos pro-
pietarios.
3o Sobre a rnlha a. ha-sc o retrato e firma do
inventor C. C. BrtJt( 4o Que as dire.es juntas a cada garrafa ten
nma phenix semelhante a $uu vai cima do pre-
sente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ruada Atfandega n. 89.
Baha, Germano & C, rita Juliao n. 2.
REALCOHPAMI
DE
Paquetes iuglezes a-vapor.
li o dia 30 deste mez espera-so da Europa
na dos vapores desta companhia. o qual depois
<]a demora do costume seguir para o Rio do Ja-
neiro, locando na Baha: para passagens ele.
irala-se rom os agentes Adanson llowie C.
roa do Trapiche Novo n. -12.
Leiloes.
Avisos diversos.
. wm .
J.Praeger& C, ruada
Cruz n. ii.
Heceberam ti i ti mmente :
Violto moscatel moussen de superior
qualidadc. '
. Champagne de Eugene Ccquot.
Biscoutos nglezei e homburguezes.
', Agua de Selle.
Vinbo de Botdeaux, ehateau latte, la-
rose, loowille.
Qtieijos da Suiss.t.
Ditos londrinos.
Vinbo do Porto e seres em garrafas.
'i agente Pestaa continua a estar aulorisado
i-la i'onimisso liquidataria da eitincla socieda- lfvillias mcias c luartas.
dedo bacn e tecidos dcatgodo para vender o .. ,' i / '
testante do terreno do sitio da mesma sociedade. alustarae. ae irauzer.
Os pretendentcs podem dirigir ao armazem da Arncixas ein latas.
ia ri.i Vigario n. 11. a qualquer hora do dia a ] Sardinhas em meias latas.
uten Jer->e com o dito agente. n .
dade do desenvolver a vegetaco da canna com
nma forja tal. que no fabrico do assucar vai a
Pernamhiico no armazem de drogas de J. Soum. produzir o tripulo de assitcar, que poderia pro-
el Companhia ra da Cruz u. 22. oazir sem o emprego delle : c e qiianto ao ca-
ymr^inrYrY^rvryyYY^rTYTx- ITi ,U ll0J',j*' o,'J0,, dc eronde nlcrcsse.
A??T?y?yTT?T.TT-5TTTTTTTrTTT>- lal a influencia, que na baixa que derdous cor-
tes de capim em tres ntezes, com a applicarao
dosangue pode darqnalro do inuilo bom capim e
abundante. Advcrte-se aos prelendentes, que o
sangite assim preparado pode ser conduzido cm
saceos : quem desejar tirar o maior resultado de
sitas planlnces, procure na fabrica da Cabanga.
Aos Nitores de eii^eiilios e aos plan- ih Sr8m joao Ozorio dc Cas_
lauores dc camui. ',,,.
Na Cabanga junto aomotadouropul.lico.em urna |l, M?C101 *?T ",ueB9e ^ bodega c
fabrica quo all se estaheleceu, vende-se sangitc ', moin,lor '"'fe'" uo Paratzo; Jos Fiuza de Mel-
de boi reduzido a p para servir de exlrume na lo, marcineiro e morador na Cabanga; Francisco
plantaco das canoas de assucar por mcio das Joaquim do Lima (conltecido por chico menino];
^^XS^Jl^^T^ ^aquim Raymundo dos Prazcres ; Joo Fideles,
comprar mais de 20 arrobas. As experiencias j seouno, sargento do corpo de POLICA ; Joao
feitas nesla provincia e em algumas parte s da ; Theodoro dos Sanios; Zeferino Monleiro Barboza
Europa ; gararttem o bom resultado, que se pod
obter d
roso d
bem pa
o fuerem se publicar para que tim sao chama-
dos por esta folha.
tiesta provincia e em algumas parte s da tneoooro dos Sanios; Zeferino Monleiro Barboza
i ; garanlem o bom resultado, que W pode Jnior, e Joo Cando, marcineiro : queiram quan-
ila appltcacao desse. exlrume o maisiiude- ift .,,, ,
o lodos, nao s para a canna, como lam- an,,f e"lender-se com o abano assignado,
ara o capim. Este exirume lera a proprie- a nt>8ocio que milito lhes diz respeito, c se niio
Jos Mendes Salgado Guimares.
DENTISTA FAANCEZ.
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- 5
>* rangeiras 15. Na mesma casa lem o^ua o-*<
J^ p denlifleo. ^
XX**.**iJ.Jl*.i.XXAJLi. LiCOES PRVTICAS
Anua Idalina da Costa Guimares e seus
manos ronvidam aos prenles, amigos u
coiilii". idos doseu fallecido marido e cunha-
do Jos Francisco da Cosa Guimares a
assistircm em o stimo dia 27 do correle
s 5 horas da manba na matriz do Corpo
Santo a algumas missas pela alma do mes-
mo fallecido ao que summamenlo'lhe fi-
carao eternamente agradecidos.
ESCRITA COMMERCIAL
Por partidas dobradas
IC DE
MOTIIa'KJl
LEILAO
DE
Diversos objectos.
Quarla-fcira 28 do corrate.
PELO AGENTE
PESTAA.
O referido agente fari leilao por conla e risco
de queui pertencer pelas 10 horas damanhuaj^
no armazem do Sr Araujo no Forlr/do Mallo
DE
13raixas com pedras marmorc para mesas, con-
solos e lavalorirs.
1"> quarlolas rom excellenle cognac.
I pipa com dita dito.
34 barrisrom dili di lo.
165 taixas com genubra de Ilollanda.
'Ifi ditas cum whiskey.
Que ludo ser vendido em lotes a vontade dos
diopradores sem reserva de preeo.
Balaneai decimaes.
Velas stearinas.
Charutos de liavana.
Frutas em frascos,
Tintas em oleo, latas de 28
Alvaiade em barril.
libra.
O Llr. Cosme de
Sa
M)lti> d
e sua viaeem
Fereira
instructi-
LEILAO
Terra-feir(*i 27 do corren te. !
PELO AGENTE
PESTA
No mencionado dia A porta do armazem do Sr.
Aunes defronte da alfandega pelas l horas da
manhaa, referido asente vender por qualquer.
qu"Soja o prero oll'erecido
UO b'arris com massas.
IMPORTASTE
ED
Variado leilao.
Quinta-fcira 29 do corrate.
NO ARMAZEM DO AGENTE
^fttva a turopa continua no exer-jj
\. oicio de sua prolisso medica.
K "NDa* consultas em seu escripto-jj
'rio, no bairro do Uecife, ra daf
Cruz n. 53, todos os dias, menos!
nos dominaos, desde as'G horas
te as 10 da manhaa, ;, sobre os
se^uintes pontos :
1 .Molestias de olhos
1*. Molestias de ctracao e de
peito ;
3-. Molestias dos orgos da gera-
cao, e do anus ;
i*. Praticara' toda e qualquer
operarao quejulgarconvenien-
te para o restabelecimento dosS
seus doentes.
O exame das pessoas que o con-
sultaren! sera' feto indistincta-
mente, e na ordem de suas en- a
| tradas; fazendo exceptjao os doen-
SUes de olhos, ou aquellos que por
3 motivojustoobtiverem hora mar-
(|cada para este im.
sis A applie.tcao de al/pins medica
'lamentos indispeiis.veis em varios'^
||casos, como o do sulfatodeatro-r3
'* pina etc.) sera' 'eito.ou concedido
gratuitamente. A confianca piel
nelles deposita, a presteza de sua I
accjiio, e a necessidade prompta'
de seu emprego; e tudo quanto o
demove em beneficio dc seus1
doentes.
O abaixo a3Signado, l.-ndode se retirar para
Europa a tratar de sua s-jude, deixa por seus
batanles procuradores .turante sua ausencia :
em 1." lugar ao Sr. Jos Jaromo Tasso. em 2.
ao Sr. Andr Mano.il do Anuda, e cm 3." ao Sr.
Jorge iacomo Tasso.'
lote da Silca Mendonca Vianna.
Furlaram dons carallos do engenho Sibir
RU, N0V(l ll O.SenitndO andar. | Crando un mellado e l culanbo, M dia 18 do
' : corrente; o mellado tem um lombtnho nos pet-
!W. FonHfcn Ihesouraria de fazenda desta provincia,competen- l(',n a "''ote aberta e um pe calcado, a mao fa-
; lemenle habilitado pela direcloria de nstrucco !/Cllt'0 "nK1 crui, o o fero no qiieixo.
| publica para leccionar arilhmeticp nesta cidade,!
I lem resollido juntar, como complemento doseu i
curso pratico do escrituracSo or partidas do-i
oradas, o cnsino de contalnli^iade. especialmente'; lista Fl' na parte relativa a reduccao de moedas ao cal-I llUd Ulitltct II. .>.
culo de descontse juros simples e compostos, j Vendcm-se cnchidas dc nova invenciio, pie-
conhecimento indispensavcl as pessoas que de-i monlezas, proprias para agricultura por screm
I sejam empreear-se no rommercio ou que j se de grande resistencia e duraco a 1J600, assim
1 acham nelle estabelecidas. A aula ser aberta como bom ferro gitisso da inclhor qualidade a
no dia 15 de Janeiro prximo luturo As 7 horas 13j>o quintal, espingardas c clavintes muilo fi-
da noile e as pessoas que desejarem matricit- nos e de boa qualidadc, e grande porcao para se
lar-se poderao deixarseus noraescm casa do an- escolher, facas de um bolo, cabo de osso, mui-
uncianle al o mencionado dia. j lo linas a 4S a duzia, ditas com cabo prelo a 3S,
I ditas com cabo de niarfim a I1g, bules de fami-
| lia, do diversos precos, bandejas finas a 2, 3, 4,
5, 6 c 8cada nma, pentes virados do tarluraga,
Adverte-se ao respetavel publico de
-.v.Uv.*>-aiiv '*V o IIII.IH.IUIIUUU UlUa
Eugene Glicquot a Reims.
H
O referido agente exporavenda cm leilao no
dia e lugar aciiia designado por conla de quem
'pertencer em lotes a vontade dos compradores
Sem reserva de prego e ao
correr do marlello
ai seguinlcs mcrcadorias que devem fazer conta
.i qualquer concorrenle
Tpeles dc la para forro de sala.
Camisas de ldecor compridas
Saceos o malas de la para riagem.
Cobertores de laa dc cor proprms para mili
.Meias de la de cdr.
Capachos de palba ingleses.
Ilotas inglezas de bexerro.
Hitas de borra -lia largas para moni tria
Bahos franco7.es.
Caliingaa de borracha muilo bonitos.
'; linhos para moer caf.
Pumo americano era eaixinhaa de 20 libras cada
urna.
('iincpiar s 10 horas da manba.
'-1Z'=
FOLHnHlS l'ARl 1860.
Eslo ft venda na iivraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im-
pressas tiesta typographij, dasseguintesquali-
dades :
K OLHINIIA RELIGIOSA, contendo, alera do
kalendario e regulamenlodos direitos pa-
rnchiaes, a conlinuaco da bibliotheca do
Ctislo Brasileiro. que se compe. do lou-
vor ao santo nomo dc Dos, coroa dos ac-
tos de amor, livianos ao Espirito Santo e
a N. S., aimitaeao do decanto Ambrozio,
jaculatorias c commemor3cao ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo", exercicio da
Via-Sacra, directorio para oracao mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. coraco de Jess, saudaeoes devo-
tas s chagas de Christo, oraees a N. Sc-
nhora, ao patrocinio do S. Jos c anjo da
guarda, responco pelas almas, alctn de
outras oraces. Preco 320 rs.
T.V DE VARIEDADES, contendo o kale
rio, regulamento dos direilosparochiaes.c
urna collecco de ancdotas, ditos chisto-
sos, contos, fbulas, pensamuntos moraes,
receilas diversas, quer acerca de cozinha,
quer de cultura, e preservativo de arvoros
e fructos. Preeo 320 rs.
D
AVISO
IOS SI! M10K tS PBOPBIEI ARIOS
DE
Typographias
Acabam de chegar de Pars, lindas
estatuai de GUTHEMBERG, inventor
da arte typographica, segundo o mo-
delo do celebre Sculptor David (d'An-
gers), da altara de 20 pollegadas.
Igualmente vieram os seguintes ob-
jectos para officinas typographicas :
QADRADOS. QLADHATINS,
MEiOS QUADRATINS e ESPACOS
de corpos 7 8 9 10, *11 ,
12 ; LIMIAS de corpos 3 e 6 :
INTERLIMIAS de 1, 2 e 3 pontos e
GUARMCES sistemticas de 12 pon-
tos. Acham-se a venda nesta typogra-
phia, a tratar com o impressor Pierre
Jacobi, que tambem se imbumbe de
mandar vir qualquer objecto tendente
a arte typographica.
A companhia do gaz pede aos
Illms. Srs. assignantes que ttverem gaz
collocado nos* seus arma/.ens, tojas ou
casas particulares, que quandb no mes-
mo acontecer haver qualquer defeito
queiram participar por escripto a pes-
soa queestiver encarregado do deposito
na ra do Imperador n. 11, das 6 ho-
ras da manhaa at 6 da tarde ou na ra
das Cruzes n. 9 (loja) residencia de um
dos machinistas antes ou depois desta
hora, a im deque leja logo dado as pro-
videncias.
N. B. As reclamaeoes nao devem ser
teitas no escriptono dos Srs. Rostron cordou em sessio de boje, que ella ficasse em
Kooker & C. excepto no casj de nao rerias desl'1. dat? ao ullimo dia de feve '"',0
__ ., anno prximo futuro. Nao Rozam. oore da*
Seren attendidos por qualquer dos pn-feria o lliesoureiro, o fiel e as quatro ce Vis-
Muita altenco.
fazenda muito superior, a 12j> cada um, e mais
outras ferragens que se deixa de mcrvilonar, que
s vista se poderao ver.
Vende-se um pardo de idade 15 annos, de
boa llgura cconducta, bom oficial de al-
que corta e faz toda obta, e ptimo cria-
dous negros mocos, bons olficiaes de pedrei-
ro ; um molequo e um negro bons cozinheiros ;
tres negras moras, e outros escravos que se ven-
dem todos baratos, tanto a prazocotuo adiohei-
Pernambuco que o nico deposito de
sua champagne para a provincia de
Pernambuco era casa de J. Praeger | milit0
C.rua da Cruz n. II. "^J
Moleque Fgido.
100.^000 de gratiicacao.
Roga-se aos capitaes de campos, e a toda e |ro : na rua Dircita C6-
qualquer auloridade a appiehenso de um mole- Vendem-se camas de vento a 5f
que de nome Mar.oe!, crioulo, idade 12 annos 5J500 : na r.ia Diieita n. 61.
pouco mais ou menos, o qual fugio da casa do ,
abaixo assignado no dia 30 de oulubro do cor-!
rente anno, levando calca de cor, carniza azul,
chapeo de palha oleado e o maior signal sofirer
de asihma e a pouco esleve doenie de bexigas :
desconfta-se que esteja acoilado por algum esper-
lalhao, que se queira oproveitar de sua pequea
idade para o seduzir, desde j protesta o mesmo
abaixo assignado de cahir sobre dito larapio com
lodo o rigor da le, e graiitica da maneira cima,
aqutlle que Ihe der noticia cena, e paga toda
O commendador Joo Joaquim da Cu-
aba Reg Barros d a quantia de 7.325,
pertcncentes ao hospital da Misericordia
dc Goianna, a juros com a garanta de
boas lirmas, e com a condiccao de ser
pago o juro respectivo em prestaces tri-
mensacs : quem quizer fazer este negocio
lenha a boudade de procura-lo cm sua
casa na passagem da Magdalena ou de en-
lender-se com seu filho o major Bellaa-
mino do Reg Barros, em seu esetiptorio
na rua da t'.adeia do Recife n. -S8.
n. 21. Francisco Jos Germano.
assogiacao popular
DE
Soccorros Mutuos.
meiros encarregados a recebe-las.
Manteletes de bom
sosto.
Di
'ITA DE PORTA.a qual, alm das materias do
coslumc, contm o resumo dos direitos
parochiacs. l'teeo 160 rs.
NICA, VERDADEIHA E LE-
GITIMA-
loja de louca defronte da cocheira do
Adolpho.
O Sr. Andr Alves Porto queira 2-'l n. 8 ; quem liver, dirija'-se mesma
dirigir-te a Iivrana n. G e 8 da praca '
da Independencia, a negocio que lhe d'iz
respeito.
200,000.
Gralifica-se com a-quanlia cima, a quem a
apprebender a escrava Mara, parda de idade 28
annos pouco mais ou menos, cora os signaes se-
guintes : cabellos bstanles crespos, dentes lima-
dos, corpo grosso, alguraa cousa corcunda,
principalmente quando anda, com um signal
prcto na parte inferior dobeico, testa pequea,
olhos prelos, boca grande, costuma a rir-se to-
das as vezas que lalla, e tem falta de um denle ,
na frente do queixo inferior, foi seduzja por i Lopes,
nda- Euraz0 Praocisco da Cunha, ex-soldao de ~ l>
linba, com quem salu'o, no dia 23 de dezem- \ p ? '
. ~ .' *" "o ucoiu nUe itcaram porfallecimcnto de meu pai ocoro-
oro.as b horas da Urde, o qual tem os signaes | nel Francisco Jacintho Percira. nao pode vender
segumtes, caloclada, cabelles crespos, olhos nem por maneira alguma dispdr dos ditos bens
grandes, altura regular, e lem era um dos ps quc se acliam embargados pelos herdeiros do
faltado dlo mnimo, o mesmo soldado lm fi2S? S?V^eCi!2Llri,Snai.da
______ i Relacao, e que os referidos herdeiros estao dis-
ura passaporte ralso em que moslre ser casado, postos a annullar qualquer contrato ou venda,
quan-lo solteiro, lia bastantes provas para se''Va pelodilo inventatiaute foi feito. Rocife 21
suppOr, que partram einuina barcas, que.se de aezen,1,ro Je ''85 dirigi para Alagas ou Macei. quem appre-
hender leve a rua da Imperaltz outr'ora Aterro
da Boa-Vista n. 36 i.u andar.
SALSA PAMILIIV
11
despeza que se fizer com o mesmo moleque para &S133&.&&'6 383SI3 ^^sS *l&2sM
se effectuar dita aprehensao, levando rua Nova us aua'xos assignadas cordialmenle agr*do-
cem a lodosos saibores que em o dia 21 do cor-
rente assistiram na matriz do Corpo Sanio ao
memento e acompanharam at ao cemiteiio pu-
blico o cadver do seu sempre chorado esposo
e cunhadoJos francisco da Cosa Guimares.
Anna Idalina da Cosa Guimares.
Joaquina Fortunato do Jess.
Francisco Manuel dos Santos Lima.
Antonio Theodoro dos Santos Lima.
Melquades Manoeldos Santos Lima.
Antonio Rayraundo Pacs de Lima.
Acelino Mari ins Paos do Lima.
Hermenegildo Vctor do Almeida Porlella
: ^ss5 ^ *ua0. da Silva Ramos, medico pela fJR
S Universidade do Coimbra, mudou sua re- i
sidencia para o primeiro andar por cima
da cocheira do Adolpho na rua Nova e
continua a receber lodosos dias das 8 as
10 horas da manhaa e das 3 as da tarde,
as pessoas que o queiram consultar, bem |
como a prestar-sc com sua habitual promp S
lidao a qual quer chamado para os mis- Ig
teres de sua prolisso comprehendendo a
a. medicina, cirurga e partos. |g
Bmmmmm &mmmmm
I Joaquim Goncalvcs Percira Casco deixou
de ser caixeiro do Sr.Jos Peres da Cruz, outr'ora
Peres & Vasconcellos; desde o dia 9 de novembro
v, ,, v n or .nj. ai -. prximo passado.e como at boje 23 do dezembro
Na rua Nova n, 3d. vende-so milho muilo no- \ nio leil,iam concluido as conI;iJs (le 8eus ordeM.
i2l i ? bara"ssl!no Prc- del ds cora o mesmo senhor, durante o lempo que
o serviram, cis o motivo porque declarara para
i conhecimenlo do publico, e isualmante ao corpo
do commercio, que o primeiro entrn para sua
casa no dia 1." de oulubro dc 1849 e o segundo
no dia !. de maio de 185. Recife 23 da dc-
tav/OfVf j zembro dc 1859.
Superiores manteletes de seda prelos bordados i Mdft-ffS$3i33i33^3Jg3J!g^-3i6M
cora ditas e tres ordens de bico, ditos do tilo ore- i SjS |> n'H <\n| ^
lo: nos quatro cantos da rita do Queitnado, loia ; S i II II lllllf*,S 5
do sobrado amarcllo n. 29, de Jos Morena '
i
elo presente faeo publico, que o Sr. Leo-
poldo do Reg Barros, inveniartanlc dos bens
Vende-se urna taberna
periodo negocio, em rua muito commcrcial, no
bairro de Santo Antonio : a Iratar na rua do
Rangel, armazem n. 62.
Attenco,
No escriptorio dc Manoel Ignacio de Olivera
& Filho tem para vender os superiores violtos
nunca aqu vindo destas qualidades :
ChampagneCliquet.
DitaIrrej-,
Laliitelit.o.
Laroseid>m,
Ruquis.
Attenco.
Vende-sca mellior loja de fazendas da rita do
Imperador n. 9, com poucos fundos, muito afre-
guezada, tanto para o malo como para a praca, a
dinheiro ou a prazo : a tratar na mesma.
Domingos Ferreira.Miia, mo-
H rador na rua do Apollo n. 4,
ffi tem para vender : 1 eccravo par-
p do de idade de 25 a 50 annos,
hom ollicial de carpina ; outro
Jg dito tambem pardo bom ollicial
p de pedreiro ; outro dito tambem
it, pardo de idade 17 annos, bonita
figura, mais sem oflicio ; salsa de
superior qualidade chceada do
Para' no dia 9 do corrente no
vapor Paran', vende-se por
menos do que em outra qualquer "
| parle. f&
Na loja ao p do arco de
Sanio Antonio,
ehegou um completo sortimento del uvas de pel-
lica, tanto dc cor como brancas; assim como
ricos bonels de velludo para menino, ditos da
cera, chapeos de seda para meninas, touquinbas
de seda para baptisado.
Vende-so na rua Dtreila n. 48 loja : calcad
da Ierra por baratissimo preco, borzeguns fran-
?2iP,pahoincina & di',os Para senhora a
,.' ^apaloes de lustre para homem a 3S500 e
J3400, ditos p.-,ra senhora a 1{>280, ditos de mar-
roquira a 720 e 800 rs., sapaloes do Aracaly a
oUU rs., assim como ouUas qualidades de calcado
que so vende por diminuto preco.
Queijos londrinos.
Vende-se na rua do Imperador, antigamenle-
rua do Collegio, n. 5, queijos londrinos muilo
superiores de da 5 libras, e mais barato que em
oulra qualquer parle.
= Claudio Pubeux vende 70 arrobas de cobro
velho no seu escriptorio, assim como continua a
ter bons burros para vender.
Coral.
soes hospitaleras. Durante as ferias convido aos
, socios atrasados cm seas pagamentos para que
.-iluga-se por todo preco uma ex- se ponham quites, porque no caso nao esperado
cellente casa na Cachenpa'.' com todos I dc ?mmissa. serei constrangido a fazer effectiva
-. ______. a dispostco dos estatutos seu respeito.
OS commoJos para se passar a testa e Directora da Associarao Popular de Soccorros
com banlio por detraz : na rua Nova Mutuos 18 de dezembro de 1859.
J. Borges Carneiro.
Director.
Precisa-se alugar um prelo, na rua do Ran-
Manoel Jacintho Peieira.
>iV. 11R ua do Crespo -.V. i 1|
Jos Maria da Siha Lentos so- s
l ci de Julio /jc k C, negocian- |
| lesimpoilatlores dejoias no Rio 1
! deJaneii-o, tem a honra de par- |
licipar ao respcilavcl publico |
desla capilal que se acha na casa
S cima mencionada com urna lin- I
| da cvposieao dc toras dc bri- |
litantes do'iuais aparado gosto c
Chegou loj de miudezas da rua do Crespo
n. 5, um grande sorlimenlo de macos e voltas
de coral verdadeiro que se vende mas barato do
que em outra qualquer parle.
Fil
com 2 1]2 varas de largura i 800 rs. a vara : na
ruadaCadeiado Recife d. 48, loja de Leite <
Irmao.
Rua Nova n. 34
Vendem-se ricos loques com bouquet de flores-
propjios para bailes: e compra-se uma escrava
de 35 anuos, que cozinhe c engomme, e que seja
sadia e robusta.
= Vende-so travejamento do 30 a 40 palmos de
comprimento, madura de jangada, de todas as-
grossuras, mastros para barcacas, 1 palanquim
novo quem precisar, dirija-se "a JooDuarte Ma-
ginario, rua do Ran^el n. 10.
Vende-se um civallo acostumado a traba-
lliar em carro de condueco de gneros : na rua
do Codorniz n. 8.
Pennas de caligra-
phift verdadeiras.
Vendem-se na lirraria universal, rua do Im-
perador (outr'ora do Collegio] n. 20.
Ao barato.
O n. 4 na pra^a da Independencia, est tor-
rando :
Borzeguins para homem aN(5$000
itot para senhora a 3j*.
Ditos para meninos a 2$.
Sa patos rasos a 2j>500.
Sapaloes de lustre a 05.
e todo "o mais calcado se vende por barato preco.
Vende-se a armaco do deposito do pateo
lo Terco n. 98 : a tratar na rua Velha n. 119.
Rua do Crespo n. 10, loja de
Jos Goucalves Malveira.
Vendem-se luvas de peluca, fcitio de Jouvin,
em duzias.
Vende-se sebo era barricas muito
alvo : na rua da Praia n. 16.
Melis.
Queijos c genebra
Terea-feira 28 do torrente.
PELO AGENTE
se;-* m
^ M
,Ma*aa
No referido dia pelas lo horas da manhaa '
porta a-i alfandega o agente Pestaa vender por!
eonla de quem pertencer
231 caixas com queijos flamengos a desembarcar Remedio sem igual, sendo reconhecido pelos
em lotes d>' 50 caixas. mdicos, 03 mais mnenles como remedio infal-
210 barricas com verdadeira genebra di Il-dlatida j hvel para curar escroplutlas, cancros, rheumatis-
i mo, enfermidades do ligado, dyspepsia, debili-
! dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
I midades resultantes do emprego de mercurio,
ulceras e eiupcoes quo resultara da impureza do
ing-ic.
CAUTELA.
D. T. I.anman Komp, droguistas por atacado
New York, acham-se obrigados a provenir o res-
petavel publico para desconfiar de algumas te-
nues imitacoes da Salsa Parrilha de Bristol que Qg,
hoje se vende neste imperio, declarando a todos 1 que sao clles os nicos proprietaiios da receita 1 fe&i.
do Dr. Bristol, tendo-lhe comprado no anno de i f'S^
1856. \ ^iE
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tem '(
direito de fabricar a Salsa Parrilha de Bristol,
porque o segredo da sua preparaco acha-se so-
mente em poder dos referidos I.anman & Kemp.
Para evitar engaos com desaprcciaveis co- S
binacoes de drogas perniciosas, as pessoas que t
quizerem comprar o verdadeiro devem bem ob- I S
servar os seguintos signaes sem os quaes qual- i ffi
quer outrapreparaco falsa : jg
Io 0 envoltorio dc fora esl gravado de um |
lado sob uma chapa de a;o, tr-^zendo ao p-; o-
le, offerece-se para criar
Queimado n. 39.
tralar
ATTENCiO.
Vende-se a mellior loja de fazendas da rua do
Imperador n. 9, com poucos fundos e muito
afreguezada, a dinheiro ou a prazo: a tratar na
mesma.
AMA DE LEITE.
Precisa-se de uma ama de leile, pagase bem .
na rua da Cadeia do Recife n. 4.
Sr. Rufino, o o resto que tambem comprchen-
deu o lado da ponte nova o do Sr. Toixeira.
Precisa-se alagar una escrava nu< nao le-
nha vicios, pira o servlco interno e estenio de
uma casi depouca familia: na rua doCaldeirei-
ro n. i.
Rua Dircita n. 70.
Vende-se urna oplma mulatinha de 15 a 16
annos de idade, por preeo commodo.
i
O agente IIyppjlito tara' Ic'tlao por
autoriiacao do E\m. Sr. Dr. uiz espe-
cial d i coinmercio e a requerirnento de
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo, de
cerca 1,700 charutos, os quaes serao
vend los ao correr do martello : segun-
i'era 26 do convnte as 11 horas em
ponto no largo da A$semble*a no arma-
um do 5r. )oo Jos Kodrigu Mendes. I seguintes palavras^
NA RUA DA IMPERATRIZ N- 27
idm m iiism m
L.PUGG

ha para vender ricas mobilias de Jacaranda e Je mogno, reos vidros de
grandes o pequeos, assim como rauilos trastes avulcos ; na mesma toja se fazem
cortinados para camas e janellas, lava-so chapeos de p'aihinha da Italia e se poe na ftgg
ultima moda, lava-se tambem a palhinha das mobilias a mais encardida torna-so oti- Wtgl
tra vez nova sem ser mais preciso as mandar pintar, hmpa-se e gruda-so estatuas de ^'
pedra marmore, de alabastro e vidros de tolas as qualidades torna-se outra vez fio V-:
seguro e limpo como o estado primitivo.

brincos, ancis c allinetcs, cm- &|
zes c los dc grandes pcrolas, ^
cominendas e hbitos dc diver-
sas ordens c di Arenles obras tu-
do dc aniantes c pedras linas. %
sendo tudo vendido, aiancado c $j'
por preros oiiimoils: na rua do m
Crespo n. II, segundo andar. J
Tambem se presta a mandar
quaestjucr objectos a amostra
Aluga-sc pelo lempo da festa ou por anno
una casa no Poco da Panclla, bastante fresca e
com alguns arvoredos dc fructo, margem do
rio; quem a pretender dirija-se a rua ireita,
sobrado de dous andares u. 137.
Na taberna da rua dos Pescadores n. 43,!
precisa-se de um caixeiro.
Precisase de uma ;ma quo saiba cozinhar,
fazer as compras, servir a casa, e que nao leona
victos : na rua Nova n. 27.
Precisa-se de um caixeiro dc 14 a 16 an-
uos de idade, que de fiador a sua conducta: a
. tratar na loja da rua Nova n. 1.
9'.' -Na rua da Cruz n. 45, segundo!
-y?, andar, precisa-se de uma ama que sai-
$p|j)Iba cosinhar o diario de uma casa de
espelho *5* I c i-
1 pouca lamilla.
Joao Vicente de Mello e Izidoro de Carvalho
Neves seguem desta para a provincia das Ala-
gas.
Aluga-se uma casa boa no Poco da Panella :
confronte ao mesmo rio, por 120$, por lempo de
10 mezas : a tratar com Manoel dc Suuza lava- '
res, na na do Rangel n. 79.
Vendcm-se queijos novos a 2# : na rua DI- '
rcita u. 1 f.
a
^&

m
Na rua da Cadeia n. 45, esquina da Madre de
Dos, existe um ptimo sorlimenlo de borzeguins
de verniz, cordftao e bezerro do afamado fabri-
cante Melis, que se vendeni porcoromodo preco
Vendcm-se dous bonitos escravos, um dc
18 annos e outro de 12: r.a rua do Imperador
antiga rua do Collegio) n. 19. primeiro andar.
Compram-se moedas de ouro de 10& e 20} :
na rua Nova n. 23, loja de chapeos dc sol da es-
quina da camboa do Carmo.
Precisa-se de uma ama forra, de boa con-
ducta, (to enlcnda bem. do cozinha e do mai
. necessario dc uma casa de homem solteiro : na
j rua dos Pescadores ti. 1.
Enfeites para cabera de
senhora.
Xa luja d'ania de ouro, ruado
Calmar ii. 1 H,
vendem-se oa mais lindos enfeites com vidrilho
pelos e dc lodas as cores, ditos dc froco e vel-
ludo de cores proprios dos vestidos que se usam,
chapeozinhos e touquinhas muito lindas para
meninos e meninas, capellas com palma todas
brancas propnas para noiva, e outros muilos
mais enfeites, leques de muito goslo, de madre-
perla c de outras militas qualidades, botos da
todos os gostos para cazaveque, assim com,
franjas c trancas de todas ns qualidades, bico ds
seda e de lindo de lindos padroe*. perfumarias-
de lodas as qual dados, que se vende tudo muito
barato por se ler recebido cm dreilura du Eu-
ropa.
Cliegueni freguezes
A rua Dimita n. 64.
Facas e garfos a 25100, ^OO e 3$600, ditas-
muito finas a 4g200, 5^; 5^500 e 6, ditas de ca-
bo de martim a 109500, ditas de cabo de unicorno
a 11J, ditas de cabo prelo tinas a 6$ e 6&500, co-
Iheres de metal do principo pera sopa a 5jf50;
ditas muilo linas a 6$, ditas para cha a 2J80.'
litas de platina para supa a Mjf, ditas para cha
59, ditas para assucar a 500 rs. cada uma, ditas-
para terrina muilo finas a 3$, panella*, chalaras
frigideiras e eassarolas. ludo mais barato do que
era outra qualquer partf.
V'endc-se uma carroca cora boi, havendo-
dous para o comprador escolher : quem preten-
der, dirija-se ao sitio de Xisto Vieira Cocino, no-
Monictro, ou na rua do Crespo, loja da esquina
numero 4.
Venderse urna cabrinha escura, de 13 an-
noscom habilidade : na rua do Padre Floriano
numero 27.
Sal do Ass
a bordo do patacho Bom Jesosa : a tralai ns
rua. da Mi-.'re de Dos nl2.
MOTILADO
N
-



Ss
'
DIARIO DE PERNAMBUCO- SEGUNDA FEIRA 2G DE W-ZEMBRO DE 1859.
Precisa-se alugar aiguus pretos escravos
por mez ou por das, pode-so d.u sustento, caso
eonvenha ao senhor: na linaria n. 6 e 8 da
prora da Independencia.
^v%mLs
Guatda-livros.
Urna pessoa com bstanlo prstica de escriptu-
raro mercantil, olerece-so para lomar conta de
qualquer escripia por partidas dobradas : quem
preteoder, dilijase a ra da Cadeia du Recife,
leja n. 55.
Traspassa-sc o arrcndamcnlo de un enge-
nta) distante desla praea duas legoas, venderse
una parto no mesmo rngeuho, machina nova a
vapor, dislilaco nova ebem montada, 22 boig
de corroa, seis quarUos, aigumas obras, aaffra Doutor coi scicncias, inspector da academia, profcsso* it piariuacia, oficial
r. trata-so ua ra do Crespn. r. .-, r
da uuivcrsidaoe de Pars, etc., etc.
5)
i?
DE FERRO
SOLUVEL
DhLl'.iUSAS L 1 \r ALi.lYfc.lx
DE IIKVS
plantada, ote. et
13, loja.
Precisa-se
PILULAS VEGETAES
ASSUCARADAS
NEW-YORK.
O MEI.IIOR REMEDIO COXIIECIDO
Contra conslipaces, ictericia, affecces do figado,
febres biliosas, clicas, indigeslocs, enxaquecas.
Hemorrhoidas, diarrhea,doencas da
pelte, irupcoes.e todasasenfermidades,
PROVENIENTES I>0 ESTADO 1MPI RO DO SANRIE.
75,000 caitas doste remedio cousonimera-se an
nualmente 1 1
Remedio da natureza.
Approvado pela faculdado do medicina, e re-
commendaoo como o mais valioso catrtico ve-,
gtal do todos os conhecidos. Sendo estas pillas Uier, polos menores procos possivef, o passam
fallar com o capito
Ovidio Goncalves do Valle a negocio de
seu interesse : na rua da Cru arma-
zern n. Gl.
Muga-so um sitio na Torro, rom bai\a de
capirn ; a tratar na ra estrella do Rosario n. 26,
sobrado do um andar.
Preeisa-eede um boleeiro para cabriolo!:
a tratar na ru > estreita do Rosario n. 2, sobrado
do um andar.
= l'roeisa-.se do una casa do sobrado ou tor-
| rea nos bairros do Recife o Santo Antonio: a
: tratar na roa do Trapiche n. 18.
= Km casa do Rostro Bunker & C, na praca
too Corpo Sanio, a luga-so una casa no bairro da
I Boa-Vista, oa na Soledade; aflanca-se o bnm
Iratamenlo e liinpeza.
j Scrapbini & Irnio.
Rundo Cabula, luja le uurives
u. 11,"
esquina que ica ein frente da rua
Nova e paleo da matriz
Fazem publico que cstao constantemente rece-
bendo da Eur = pa as ciis cm moda c mais deli-
cadas obras de ouro, as quaes do para esco-
Appruvado pela imperial nvadciniu de medicina do Rio de Janeiro e
escola iiedico-cirurfcicu de Lisboa, etc., etc., etc.
puramente vegetaes, nao conten ellas nenhum
vettMw mercurial nem algum outro mineral;
esto bem acondicionadas em caixas de lulha pa-
ra resgrardar-se da humidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e eflcaze
em sua operaco, o um remedio poderoso para a
juvenlude, puberdade e velhice.
I.ea-se o folhetoquo acompanhacada caixa.pclo
qual se licar conhcccndo as multas curas milagro-
sas quelem efTectuado. D. T Lanman & Kemp,
droguistas por atacado em Nova York, sao os ni-
cos fabricantes e proprietarios.
Acjiam-se venda em todas as boticas dasprin-
eipaes cidades do imperio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na rua da Alfandega n. S9.
Rahia, Germano & C, rua Julio n. 2.
Pernambuc.o, noarraazem de drogas de J. Soum
& C, rua da Cruz n. 22.
Jos Antonio Moieira Das & C, continuam
a receber por todos os paquetes de Europa um
lindo sortimento de obras de ouro, diamantes e
brHbantes: a tratar no sou escriplorio, rua da
Cruz n. 26.
Aviso aopublico,
D. Joao Nogueis, dentista faz saber ao publico,!
que se mudou da rua larga do Rosario para o |
Recite, becco do Abreu n. 3, primeiro andar.
Manual de con tas feitas
para compra e venda de assucar, algoJao, couros
o mais objectos de peso, obra muio til para lo-
das as pessoas que negociam com ditos gneros,
o para os seuhores de engenho ; pois com um J
lance de vista podem siher o importe de anal- |
quer porco de arrobas e libras ; 1 volume"bem i
encadernado por 5^000 : vendo-se na livraria
econmica, deronle do arco do Saulo Antonio, i
rua do Crespo n. 2.
Curso de preparatorios. I
O bacharel A. R. de Toares B.mdira, pro fes-
sor de geographia e historia antiga no gymnasio
desta provincia, contina no ensino dos seguintes
proparatarios: rhetorica, philosophia, geogra-
phia, linguas francesa c ingleza ; na casa de sua
residencia, rua larga do Rosario n. 28, segundo
andar.
= Precisa-se alugar urna escrava para o ser-
viro interno c externo de urna casa, assim como
tambera um escravo : na roa da Sania Cruz n. 66.
rontas com recibos, as quacs vo especificadas
a qualidado do ouro, tanto do 1 i como de 18
quilates, do que licam esponsaveis.
Precisa-so de urna ama foira ou captiva
para o servieo de urna casa de familia, c que se
preste a comprar e a sabir a rua em objectos do
soi vico : na rua larga do Rosario n. 28, segundo Jt'niesmo"Dor'uu
andar.
Prccisa-s
gol n. 8: quera liver, dirlja-se a mesma
o abaixo assignado declara ao respeitavcl
publico, que tendo em 12 de mareo prximo pas-
sado entregado por balance o seu negocio do de-
posito de padaria silo na rua da Lingoela n. 6,
a sou caixeiro Joao Francisco Otero, por occa-
As summas vanlagena que os mediros lem t-
ralo, om lodos lempos, do forro, e o crdito ge-
ral de que esta substancia gosa como um dos
preciosos remedios que a scioncia posse, e que
a iherapeulira rcconlieco como o primeiro em
muilas altecces do apparellio digestivo, e parti-
cularmente om todas as dependentes de allora-
cos na menstruaoiio, etc., lem foito com que
por toda a parlo os mdicos, cbimicos e phar- '
maceulicos lenham trabalhado iaccssantemenle-
por o tornar cada vez mais til, excogitando lo-
dosos dias meios para o fazer menos refractario
dgesl&o, e assim privar o seu emprego dos
I inconvenientes que lera o seu uso por muito
lempo, e particularmente dos que costuma pro-
ducir as pessoas de organisacio delicada, por
i elTeito de sua difflcil absorpoio. Daqui as nume-
j rosas preparacoes de ferro, conhecidas em ma-
I teria medica, todas as iiuacs. corresponderan)
I melhor o seu fin se nao fra o inconveniente da
i intolerancia do estomago, isto a difiicu!dadc
1 de sua assimilaco, e conseguiutemento a perda
de appcfile. a demora e difliculdadc na digestao,
a canslipacao de ventre, ele, etc., que muitas
rezos acompanhara o seu uso.
I L lio geral o emprego do ferro em Medicina, o
sao to conhecidos osseus resultados, que. pode
! dizer-se, ninguem ignora boje os motivos do sua
applicaco, assim como a razao de suas virtu-
des Como elemento do sangue, como parle in-
tegrante do organismo, nciihum medicamento
como o ferro produz elleitos to sensiveis e raa-
ravilhosos; e daqui a reputaco invariavel de
que goza, reconhecida por todas as escolas, e
ammrrka (irregularidades e fallas menslruacs)
que lodos conliecom como una das causas pri-
Pastilhfls vegetaes Je Kemp
contra as Lombrigas
eirectuar seguros sobre edificios de
j dra, cobertos de telha e igualfiente sobre os
[objectos que conliverem osmesmos edificios,
quer consista em mobilia ou cil fazendas de
qualquer jualidade.
Cura completa
pu- Scni resguardo nem iitconiniodo.
l/nco que se acham a venda todos os dias Inflammacao do cstonuigo e dures
d;is 9 horas da manhaa as 5 da tarde, ., **e, cabeea,
. i i i Rogo-lhe, Sr. redactor, de inserir no sou ior-
no pavimento terreo da casa da roa da noi "seguiUe declaraco, que julgo ser pro-
Aurora n. 26 e.nas casas commUsionadas voiiosa a algumas pessoas.
pelomesrnoSenhor thesoureiro na pra- Ha bastantes anuos padec urna horrictl dr
r ,. r i de cabera que me prenda a nuca, linha wiui.'as
ca da Independencia n. 1* co, otl wlioew,aJgumas vejes soffri dar no etlomogo
bilhetC3 e meios da ultima parle da ter- srompannadas de clicas flalulenta$; mandel vic
urna das chapas medicinaos do Sr. Ricardo Kirk,
morador na rua do Tarto n. 119, appliquei-a so-
bre bocea do estomago, e no espaco de 18 dias
c as dores de ca-
. enes que, desviados dos prin-
' cipios geraes da medicina, se lem tornado sysle-
lugar um pelo, na rua do Ran- lliac0s c exclusivistas. Tratava-sc porlanto do
descobnr um novo composto que, ingerido no
eslomqgo, o nao cansasse e fosse promplamenlo
absorvido c assimilado, e que mesmo sem o con-
curso ou inlervencao de quantidades maiores
de sueco gstrico pudesse ser supporlado por
pessoas as mais delicadas, sem fatigar o ostomo-
go o Ibes produzir a constipaco de ventre.
Os meus prtmeiros Irabalhos sobre o phosplia-
>; to de forro, datam de 1819, e consignados nessa
poca as acias da academia de scienciaj, o mais
larde, em 185-1, 1857 e 1858, na academia de me-
dicina, pro vara ni que o phosphato de ferro nolu-
ccl era nao somonte mais commodo e mais fcil
de administrar, mais at salisfazia meliior do
que qoalquor dos oulros ferruginosos conhecidos
s diversas iudicicoes praticas.
Assim, pois, com o novo medicamento que cu
lenho a salisfaco de apresent.ir boje do forma
liquida, claro como agua a mais pura, quasi sera
goslo ou sabor de ferro, nao fazendo os denles
negros, lonlio a esperanza de que os mdicos
; poderao operar com elle mclhoras promplas e
curas rpidas e seguras, e abreviar consideravel-
I ment o lempo da convalesconca das doencas,
' pela sua accao tnica e analptica especial.
Molestias que se emprega, e seu
nodo de admiulstracao.
! As molcslias cm que o phosphato de ferro so-
; luvel, sem questao, se lem mostrado at hoje
j semprc heroico sao as seguintes : a anemia (fal-
la ou diniinuico dos glbulos de sangue) () ;
a chlorose ictericia branca, cor paluda, pallidez
do rosto lilbas de fallas menstruaes) ; a leucor-
rhia flores brancas, fluxo alvo ou branco); a
amenorrhfa (falla completa ou incompleta da
i menslrucco); a dymnenorrha difliculdadc no
I apparecimento da menstruac,o, menstruagao dif-
flcil cm dores, espasmos, etc.); a yspepsia (fra-
queza e difllculdade na dgeslio, digestao tarda
e penosa, digestao Imperfcita); a emaciaro cm-
magrecimento sem causa conhecida, assim como
o emmagrocimento lillio de molestias prolonga-
: das) ; as escroplmlas, a gastralgia dores norvo-
casas, c a gera mais convier, que eslo plena-; sas parles, ole. Observaremos que, alera das re-
nte autorisados pela dita companhia para; conhecidas vanlageos que ua cura desias mo-
lijolo epe-1 lestias so lem obtido, ja rom o emprego do phos-
phato de ferro soluvel, a qualidado que o torna
mais rcBiiuciidavel ainda a de se poder con-
siderar "orno meio preventivo ou propbylaiico
contra a tsica, pela cura prompla da citlorose
sio de se retirar para Portugal, regressou a esta
provincia em 29 do novembro ultimo ; e como
om 19 de dezeiubro crrenle lomou por balauco
oannunciante dito seu deposilo, cordealnien'te
agradece ao dilo sen caixeiro o liom desempe-
nho Je seu negocio durante a sua ausencia. Re-
cito 21 de dezembro de 1859.
__ Antonio Celestino Alces da Cunha.
Preci.-a-sc de nina ama livre ou escrava
para engommar e cozinhar para poura familia :
na rua do Ouuimadn n. -2, loja de fazendas de
Albino Jos da Silva.
Eu abaixo assignado comprei a tonda de
ferreiro sita na rua do Rrum ao Sr. Thoni de
Souza incluindo taimas e lelhas perlencenles ao
barracao da dita tonda, so liouver queni tenha
alguma reclamac.lo a fa/.er no prazo de 3 dias
appare^a na dita rua n. 8, tonda do Serafim.
Pedio Dias dos Santos.
COMPAHH1A
Estabclccida em Londres
KM
nmm m mt.
CAPITAL
Cinco nnUiocs de libras
estevVinas.
Saundnrs Brothers & G." lem a honra de in-
formar aes Srs. negociantes, proprietarios de
approvadas (>ela Exra." inspeceo de esludo de
Habana e por muilas nutras juncias de by-
manas e muito frequentes das molestias pulmo- gione publica dosfislados Unidos e mais paizea
nares IllberculuMS.
O modo de administraco do phosphato de
ferro solare] dos mais simples c facis. Toma-
se cm geral duas vezes ao dia, do manhaa e de
tarde, meia hora antes do almoro o do jantar,
ou s comidas [conforme coda um se der me-
lhor), logo depuis do caldo om dso de meia co-
Iher de sopa pequea. Esta em geral a dsc
que mais convin aos doentest porm algumas
vezes, o mais larde, em vez de meiacolher, po-
derao tomar urna colher cheia, duas vezes tam-
ben) o o da, s ou misturada rom agua e assucar,
e at mesmo.com agua c vinho branco), se as-
sim se derem melhor. Estas dses todava po-
derao ser augmentadas ou diminuidas conforme
ItA i)j l.Vl'LKADv. DFROVl ,.JC
S. FHA\CI(O.
Grande deposito de ohjeclos lyposra-
|lll|-OS.
Typo romano e itoli.-o, corpos 6, 8, 10.11,
12 o 10.
Cojlecro nnmerosissinia de
ski simples e ornados.
Typos variados, proprios paral
Emblemmas religiosos, conlendo
geiw de N. Senhora, de N. Senhor,
santos.
Atributos scientilicos, comme-ciacs, martimos
C de industria.
ypos de phania-
carloese titulo?
rauitas imn-
e differentca
a susceptibilidadedo estomago de cada um.
O phosphato de ferro solnrel, deilado em dso ] prci 2 vidros de paslilhas
de una rolhcr de sopa em obra de urna libra de j vida de meu ilho.
agua e bem vascolejado, faz nma exccllentel Sou de Vmcs. seu amo agradecido,
agua ferruginosa superior s aguas Bussang, de W. T. Floyd.
-Spa, etc., esobretudo muito econmica. Preparadas no seu laboratorio n. 36 Go
O numero dos frascos precisos rara a cura Slreel pelos uncos proprietarios D. Lanman
das molestias cima mencionadas varia con- Kemp, droguistas por atacado em New i'ork.
forme as circumslanei.is individuaos; porm Acliam-se venda em lodas as boticas das
posso cciliticar que, salvo o caso de una consli- principacs cidades do Imperio,
tuico coniplotamenle arruinada, nao ser uiister \ DEPSITOS
tomar mais do que 3 a 4 frascos; mas adyerlirei Rio de Janeiro na rua da Alfandega n. 89.
Vinhelas para annuncios de peridicos, etc. Diflerentcsvinbetas para fa/.er ricas tarjase
obras de luso, do combina^o, e solidarias.
Compouidures de ferro e de pao para corrigir
. pravas, completo sortimento de Imhas c mier-
da America. iinhas, espajos do dlfTerentes corpns.
garantidas como puramente vegetaes, agr- l'relos Jene, Colombio, guarnices de metale
daveis vista, doces ao paladar sao o remedio de madeira, cunhos, bandullsos, rmaces de ro-
infallivcl contra as lombrigas. N.iocausam au- los de differenlcs tamanhos, raipas de diil'cren-
seasnem sensacoes debilitantes. tes formatos, escvas de polaca de pravas, liu-
Testemunho espontaneo em abone das part- I prela de difTerentes qualida'.'. s para junarse
Ihas de Kemp. obras de luxo, tintas do todas as cores, verniz o
Srs. n. T. Lanman e Kemp. Port Rvron ouro do dilYerentes cores, prata, etc., etc., papel
12 de abril de 1859. Seuhores. As paslilhas do mprcssp de nimios formatos e quolidades.
que Vmcs. fazem, curarara meu tiiho ; o pobre nutras muitos objectos, que na occasiio so
rjaaz padeca de lombrigas, exlialava um che- moslrarao.
Arados americanos e machinas
pata lavarroupa : em casa de S. P. Jo-
rua da Senzala n. i2.
ro ftido, linha o estomag inrhado o continua
comichao no nariz, lo magro se poz. que cu
pcrde-lo. Neslas cirrumstancias um visi-
uho meu disse que as paslilhas de Kemp linham l,nitn A r
LoRoqucsoube dsso. com-: tt U"
e cora ellas salvei a
lemia
nlio m
curado sua lilha
que nao convem que o doenlo se precipite, lo-
mando dse sobre dse, julgando que assim se
cura mais depressa.
Como melhor abono de ludo quanlo cima fi-
ca dito transcreverei o leslcmunho iususpeilo
de alguna dos principacs mdicos de Pariz, cujos
noraes e reputaco sao assaz recouliecidoa.
leras.
Parli, 3 de julho do 1858.
O phosphato de ferro solucel do Sr. Leras
li-m-me dado os melhorosresultados como me-
dicamento ferrugmoso ; c sempre muito bem
supporlado e de urna administraco fcil.
liarlh, medico do hospital lioaujon.
A nreparaeo ferruginosa do Sr. Leras, 6 a I
que applico de inelhor vonlade, e a que me d j
os melhoros resultados, tanto na lidade como
no hospital.Aran, medico do hospital de San- carta para a senhoVa D. MariaRila daCoii
lo Antonio.
Urna mullier muito gravemente doenle, cj
qual infructuosamente linha applicado o lclalo
de Ierro, as pilulas de Vallet, as aguas frreas '
de Spa e do Passy, foi inimodintaraenle melhora- '
da com o uso do phosphato de ferro soluvel, que
ella suppoilou multo bem. Dernuis, medico
do hospital da Picdadc.
Eu flconselho militas vezes aos doentcs, e
principalmente aos que sao dolados de consti-
tuientes delicadas, o phosphato de ferro soluvel,
e at hoje, nao tniho tido motivos seno para me
louvar.Roberl, cirurgio dn Hotel Dleu.
0 phosphato de ferro soluvel segundo a
nanita opinio, a preparaco que os doenlossup-
porlam melhor, c a que d os raclhores resulta-
dos.Caienarc, medico do hospital de San
Luis.
De todas as preparacoes ferruginosas co-,
nhecidas a que, segundo minha opinio, se ;
supporta melhor e cura'rapidaracnle as alfecces
Baha, Germano & C, rua Julion. 2.
Pernambuco.no armazem de drogas de i. Soum
& Companhia rua da Cruz n. 22.
Publicado liUeraria.
Guia Luso-Brasileiro do Viajante da Europa
1 vol. em 4o de 500 pag.: veude-se na mao do
autor rua do Vigario n. 11, brox. 3J encad. ij>.
Fugio na tarde do dia 21 do correle, da
fabrica de rap, no Mondego, o prela d>: II0U19
Raymundo, idadede30 para 32 annos, natural
')a Costa, sem talhos nem barba no rosto, bem
parecido, altura regular, falla embancada por ter
o costume de masligar fumo, irabalh de cara-
pina : recompensa-so bem a quem o apprchen-
der o levar a mesma fabrica.
No escriplorio de Gurgel rmeos, rua da
Cadeia do Recife, primeiro andar n. 28. ha una
>n ei>_o,
vinda do Aracaty.
Dcsapparcccu no dia 20 do crranle, da
rua do Queimado n. 13, um quarto ruco, anda
novo, com cangalha.e nao castrado : se algu-
rno pessoa tiver delle noticia, far muito favor
mandar ou ir dizer em dita casa, que so recom-
pnsala, no caso de exigir.
Quera precisar de um caixeiro para lomar
conta do urna taberna por balanco, o qual le.m
pratica e d informaces necessarias, dirija-so a
rua Direita n. 104, que achara com quem tratar.

93
S
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r. O
o
o
'T
X "> Z, ~L
9- s>a.5.
- o
rs -. c
-. -1 n 75
Compras.
-.' -isa ;- 5
5" i | S s
8 K=^
Compra se um Flos Sanctoium.
usado : na livraria n. 6 e 8 ja praca da
Independencia.
= Compram-se as seguintes comedias : Ber-
nardo na l.ua, o Judas em Sabbado de Alleluia,
quVexigem esta ndiraco, sem contradieco o : Q,iei" casa 1uor ca ,,or ca,l5;1 do um algaris- |
phosphato de ferro soluvel de Leras. mo- rosca> Uuel no Terceiro Andar, o Ir-
*"Tem principalmente a vantagem de evitar a mao das Almas e o Diabo na escola : nestatypo-l
constipaco de ventre, c de convir s pessoas de or!,P'''-1 sc **.
estomag delicado.=Or. ,1. Farrol, autor do Tra-! ~ Compra-se urna casa terrea pequea, no
lado de doencas de mulhor. Prro da Boa-\ uta : a tratar na rua do Rosario
Afora estes muitos mdicos dos hospitaes de i


cor.
Fraqueza e debiiidade geral com falta de
Pariz, que diariamente applicarn, citaremos os
nonios dos Srs. Arnal, fazin, loinel, Castilhes,
De bou, Deschampa, Denonvilliers,Favrot, Gillelt,
Groa Guiboul, Monud, Martin, Saint-Ange, Sa-
tajit Guillut, Ottembourg, Pallelan, Sc/ius/er,
Vn-nois, etc. Nos Estados-Unidos, AUemanha,
llespanha, Inglaterra, Hollanda, Russia, Blgica.
Italia, Portugal e Brasil tem sido applicado pe-
los melhoic-- inditos que lem recouheciJo suas
grandes v. sens; e julgo desnecessario publi-
car una q iiiade enorme de atteslados cm que
se provam unIhares de curas com este bello me-
dicamento, c que gratuitamente me- tem sido
enviados de varios paizes.
n. 58, defronle da rua do Arago.
Compra-se urna oscrava que saiba cozinhar
e engomnicr, e que tenha boa conduela : na rua
do Queimado n. 42, loja de fazendas de Albino
Jos da Silva.
Approveitem.
Compram-se lampeos que serviram para a il-
lumnoyo destr cidade, bem como bandeiras na-
cionaes : na rua do Araorim n. 33, segundo
andar.
Vendas.
Ceira e primeira da quarta lotera do
(iymiusio cujas roJas deverao andar
imnreterivelmcnte no dia 1 i- de Janeiro|f<*e-necompletamente bom,
dr c i beca desapparecoram.
o anuo prximo futuro.^ i0l. iasollagon pS50 dormir com
Tiiesouraria das loteras 21 de de- nho do idade 68 anuos e 4 niezes,
socego; te-
e faeo esta
advertencia a todas s pessoas que padecorem
tal molestia para tentar o dito curativo, para que
assiguei a prsenle declaraco em gratidao e pa-
ra ser conhecido do publico.
Curato do Sania Cruz.
Emygdio Jos de Faria.
Eslava a firma reconhecida pelo tabellio Jos
Feliciano Godinho.
r= Precisa-se alugar urna casa terrea que le-
aposito nesta cidade
%1RUA DA CRUZTI
Escriplorio de Almeida Gomes, 4 Ivs C.
Toalhas e lencos do laby-
* e
riiitho.
N'b rua da Cadeia do Recife, primeiro andar n.
cas toalhas e lencos de laby-
CARROSAS.
Vondora-se duas carracas novas, sendo para
boi e outra para cavallo : na rua da Concordia,
confronte ao orn.azem do sol.
Pianos, se ra|ihiuasc reale-
jos, a prazo ou a
(iialieiro.
Vende-S8 no aterro Ja Roa-Visu, loja n 82,
um rico celegante pianoforte, l'ranccz, chegado
I ltimamente, do melhor (abricanle de Paria ; e
lamben) nina rica seraphina ou ori'io, muito pro-
prio para alguma igreja do mato por ser muito
; barato ; e realejos pequeos c grandes rom pan-
cadara e sem illa, o que ludo se vende moilo
barato para .nabar
Fub.
Farinha d>: milho americana, er barricas, che-
jada no ultiriiO navio dos Estados Unidos: nos
armazens de rassn Irm&oe.
Vendem-se 6 bancas o i carloiras propiias
para aula de primevas letras, o 3 raixes para
de taberna, e urna porcM de lenba de
.mangue miuda, ludo por preco conimodo: no
como tambera un Cicero. 1 Virgilios, urna gram- < ],,. do arsPna] ,lo marinha
malica pelo Comes Moura, eoulras inultas obras \!>l."|,;o Cedrim.
que se deixam de annunciar: quem quizer ap-
2S, vendem-te ri
rintho.
Vendem-sc as seguintes obras : as oraroes amostras
l de Cicero em porlaguez e as obras de Horacio,
pareja na rua do Cano, casa do esludanle Fguei-
ra de Mello, que achara com quem tratar.
Altencao
zembro de 1859.O escrivao, J. M. da
Cruz.
Desapparcceu
do sitio Caxa d'Agua um boi prelo : quem o en-
conlrar ou der noticia na rua do Livramento n.
', ser bem gratificado.
Na rua Bella n. 10, precisa-se de urna ama nlia quintal e cacimba,ou um sobrado de'um au-
para cozinhar e comprar pora urna pessoa dar nos bairros do Santo Antonio ou Boa-Vista :
' quem livor para alugar, dirija-se a rua do Pas-
| seio Pubiico, luja n. 11.
rrancisco rimo uzono icm a uonra uc scien-. <,rrn,K|,|(A,.:n riM1i,..,| liaiilPnrfilhicnK
Iificar ao respeitave! publico desta cidade, que! Jl*"8""" ttlllldl IIOmCOp.UUKDJ
:si de posse da machina a vapor vulcanita ; % ro @
colloca denles por este novo svstema ainda nao ftf) Vii!\(l Pt\llii JS
visto nesta cidade, c lalvez em lodo o Brasil por I ^ ""* WUPUW W L 1 I lili V j
ser um sysiema inleiramenlc novo, e por conse- @/ta rfc SHO AlUClTO (Mltn-9
: so veem -j. > w
Neste proveitoso eslabelecimento, que pelos no vos melhoramentos feitos acha-sc convc- .. .
nientemente montado, far-se-hao tambem do Io de novembro em vante, contratos mensacs pora \ende-seuina porcao de biiri'OS cn-
mar commodidade e.ecouona do pubiico de quem os proprietarios esperam a remuneracao de'; tre os quaes e.xistem O parelhas, todos
laat0SSaC11 Asignatura de banhosfrios para una pessoa por mez.....103000 muitos gordos, novos e debom tama-
> mornos, de choque ou chuviscos por mez 15jj000
Series de carloes c banhos avulsos aos piceos annunciados.
Dentes arliiciaes.
IVO UVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLABOBADO
)m
nho do excedente carregamento c!ie
gado ltimamente de Montevideo: os
preterdentes dirijam-sj ao trapiche da
1 'ja de spalos de
Pulceiras e Voltas de
cora!.
Chegon a loja de miudezas do. rua do Ci
n. 5, um grande sorlimenio de pulceiras, rollas
e macos do coral verdadeiro, que se rende muito
barato para acabar,
\edeposita ti, na das Ouzes n. H,
tlcIVoiite do sobrado lo Sr.
Figneiroa.
II i um completo sorlimeulo de gneros para a
fesla, dos quaes se aQcnca a boa qi
jos londrinos, do reino, suisso, '
uhos d'1 todas
alidade, quei-
as com boli-
qualidades. conservas de her-
companhia ou ao armazem de cariocas vilhas, araeixas e marnelaJi, passas e figos.
em lora de Poitas, de Felis da Cunha Ira?
Teixeira.
ti
Porto, Ma-
guate muito fcil para as pessoas que
na precisao de usar delles ; tambem os colloca
por meio do chapa em ouro ou platina com molas
ou pela presso do ar, calca os que esto em es-
tadode caria com ouro o massa adamantina,
outro s massas brancas, por precos razoavois, po-
denda ser procurado para este tim em sua mora-
da, na rua estreita do Rosario n. 3, a qoalquor i
hora do dia.
= Continua-se a preparar bandeijas enfoila-
das com bolinholos do diversas qualidodos, as 2"
melhorcs e mais baratas do nosso morcado : as- 2
sim como bolos inglezcs, podins, pastis de nata
e creme ou outra qualquer encommenda : diri-
ja-so rua da Penha D. 25, para tratar-se do
ajute.

m
a
do Novo n.O.)
Continan) as consultas e visitas do
mesmo modo que d'antes. A coutianca
que o Dr. Sabino deposita na pessoa que
tica encarregada de seu consultorio nao
ser desmentida.
Os pobres serio, sempre tratados gratui-
tamente.
As correspondencias serao enderezados
com subscripto ao Dr. Sabino cora ausen-
cia ao abaixo assignado
M-iiioel de .Vatios Teixeira Lima
Profcssor em homeopalhia e se-
cretarlo do consultorio.
PFLOS SRS.
D. Antonio da Costa A. F. de CastilhoA. Gil Alexandre IlerculanoA. G. RamosA. Guima-
resA. de LimaA. de Oliveira MarrecaAlves BrancoA. P. Lopes de MendoncaA. Xavier
Acaba de chegar do Rio do Ja
rtoiro algiins exemplarosdo
primeiro e segundo volume
da Corographia.
Alleiico.
A poe.sia recitada Sua Magostado no dia 2 d>>
dezembro por Epiphanio Bilencuurt acha-se
venda as livrarias desla cidade, no bairro do
Sanio Antonio.
Botica central horneo patines


Rodrigues CordciroCarlos Jos BarreirosCarlos Jos: CaldeiraE.'Pinto da Silva o Cimba F. I Histrica chonologica, genealgica,
Comes de AraorimF. M. BordalloJ. A. de Freitas OliveiraJ. A MaiaJ. A.-MarquesJ. de i nobiliaria e poltica do imperio do 11ra-
Andrade CorvoJ. da Costa CascaesJ. Daniel Collaco-J.E- de Magalhes CoutinhoJ. ti. Lobalo Li i i^ \i n n i
Pires-J. II. da Cunha Rivara-J. J. da n.aca Junior-J. Julio de Oliveira Pinto-Jos Hara \V'j P. l' M M.ora,;S : vende-se a
Latino CoelhoJulio Mximo de Oliveira PimentelJ. Pedro de SouzaJ. S. da Silva Ferraz-
Jos de TorresI. X. S. da MollaLeandro Jos da Costa Luiz Filippo LeiteLuiz
Cunha L. A. Bebello da SilvaPaulo MidosiRicardo Julio FerrazValentira Jos da
Lopes Xislo Cmara.
DIRIGIDO
Jos da
Slveira
ron
A. P. de Carvallio1. F. Silveira [da MollaRodrigo Pasanino.

IDUS- OLEGARIO LPRUOS
Altencao
o
Uucm procisar de um pardinho para criado e :
copeiro, e serve para boleeiro e diversos male-1
ros, dirija-se a rua do ifospicio n. 52, ou no ater-
ro da Boa-Vista n. 37.
Precisa-se para casa de pequea familia,
de urna ama, preferindo-se de idade : na rua dj
Aurora n. 41, segundojandar.
Saca-se para o Porto e Lisboa no
escriptorio de Carvalho Nogucira & C,
na rua d-j Vigario n. 9, primeiro andar
O advogado Souza Rcis mudou o seu es-
criptorio para a rua larga do Rosario, sobrado da
quina n. 52.
Offerece-sc um hoiueut capaz
cora familia para leitor de sitio, que
entende perfeitaiueote de plantaeoes:
ensta tvpograpliia se dir.
agencia dos lubricantes america-
nos Groa ver & Itakcr.
Machinas do coser : em casa de Samuel P.
Jobnton & C, ru da Senzala Nova n. 52.
Continua a vender-sc grande sortimento @
3* de medicamentos homcopalhicos t.mto @
em glbulos como em tinturas. :.
ii Os presos das carteiras sao os mesmoa
<;> que so acham estipulados no final do thc- @
$$ souro homeopalluco. ii>
Q Cada tubo avulso IJOOO >
$5 Cada vidro de tintura 2gt)00 5
^ Thesouro bomeopathico ou vade-
S raec.um do homeopalha, encad. 11000 @
1$ v
s= Quem precisar de urna ama de lelc, diri-
ja-se a rua do Fogo, casa n. 2G.
0 Dr. Casanova pode ser procurado
a qualquer hora em seu consultorio ho-
meopathico
28=RUA DASCRL'ZES=28
ojjmesrao consultorio acha-se sem-
pre grande sortimento de medicamen-
tos era tinturas e glbulos, os mais no-
vo e bem proparados, os elementos de
homeopalhia e Nystem diccionario dos
termos de medicina.
IllffltfffffHf- IWIWfff
Thomaz Dixon Londen, subdito britanr.'.oo,
?ai a farahiba e Rio de Janeiro.
Destinado a resumir todas as semanas o movimento jornalistico e a offerecer aos lcitores, con-
juntamente com a revista do que mais notavel houver occorrido na poltica, na scienca, na indus-
tria ou as artes, alguns arlgos originaos sobre qualquer desles assuinplos, o archivo OSIVERSAil,
desde Janeiro do 1859, em que comecou a publicar-se, lem satisfeito aos seus ins, com a maior
gxaclido o regularidade.
Publica-se lodas as segundas feiras em folhas de lt paginas, e completa todos os semestres
um volume de 420 paginas com indico e frontispicio competentes.
Assigna-se no escriplorio doste Diario, rua dasCruzes, e na rua Nova n. 8.
Proco da assignalura : pelos paquetes a vapor 10jg20 por auno ; por navio devela 8$ jmoeda
brasileira).
Ha algumas collcccdes desde o comeeo da publicaco do jornal.
:.-::n- --* --
Acompauhanionlo niaiitinio
em viagem de SS. M>I. II.
\
No dia da sabida de SS. MM. II. para a pro-
DEPOSITO tflIAL
DE
Pilulas vegeto-depurativas
PauYis Vanas.
As pilulas paulistanas: tao bem conhecidas em
S. Paulo, nesta cidade e em todo o Imperio, pe-
1 las admira veis curas oblidas com ellas [aigitmas
certides de curas completas j forampublicadas
pelos jornaes, e merecen) do corlo toda a Cuntan-
la do publico.
O Sr. Carlos Peilro Etchecoin, de S. Paulo, aca-
ba de estabelecor um deposito geral no Itio de
vincla da Parahiba do Norte 'segira"o,vapor'c;"-(ja,,ciro' rua do 1>'1rl0 "' 119> l'orl da C;,rio".
maragibe conduzindo a seu bordo as pessoas que i Precisa-se de um criado para bolear um
se associarem para o referido .-icoropanhamonlo, | cabriolet, quer-sc que seja bom boleeiro e do boa
demora de ires dias naquella cidade a volta no j conducta : quem neslas circumstancias so adiar,
, \j o volume, podendo-se vender o se-
gundo em separado : na livraria n. e
8 da prari da Indeoendencia.
= Na rua do Crespo n. 1C, loja do Adriano i
Castro, vendem-se ricos chapeos de palha escura
enfeitados paifa senhoras e meninas, pelo dimi-
I nulo proco de 7J000.
58000.
Chapeos de palha escura, copa alia para ho-
I mera, pelo diminulo preco de 59000.
Vendem-se G bois c A
vaccas: a tratar na rua tos
Pires no sitio caixa
com Manoel Joaquim.
AVISO
Quom tiver cenias particulares com C. 1. As-
tley, queira as entregar al o fim deste anuo, do
contrario nao se responsabilisa mais.
Altencao.
Precisa-se alugar um escravo que seja bom,
adiauljndo-sc alguns inezes, e tambem se hypo-
theca : quem este negocio quizer fazer, dirija-se
a rua do Livrameiilo n. 12.
agua
a inglaza, vinhos engarrafado--,
deira, Mqscalel o Bordeaux, champanha. cerve-
ja, licor, Rbsinlbo, xaropes, e os afamados cha-
rutos de Thom Pinto e de Brand5o, era caixa o
meias caixa-.
FENNO.
Rothc \ Bi-Ioulac tom para vender urna pnr-
."i,i de fardos com Cenoo muio fresco, que des-
carrega le jo.
!Xarope de Mossa.
Vendem-se nicamente em esa de Mv
lira Machado Freir, na estrada Jo Pombai,
junio ao sio do Exn:. Sr. Baro de Suassuna.
Ctc xaropo, preparado com tierras bras
ras, applicavel s pessoas aslhmalcas, cujos
resultados sao bem venturosos.
As diversas curas oblid i uso sao G
prova mais eonvenicute ic se pode apreseniar
de tao extraordinario medicamento. Julg
onfadonhj publicar aqu os noines de todas as
pessoas que delle leem feilo use alcancando o
mais feliz resultado] apenas citan-i a E\ma. -
do Ulm. Sr. commendador Jos Candido do it.i -
ros, que ha annos SolTra deste mal, e j canea-
da >lc lular com lodosos recorsos mdicos, acha-
se quasi restabelecida s com urna dse de nma
pequea garrafa.
Cal de Lisboa.
Vende-se no caes do Apollo, armazem de Se-
rodio& C, barris com cal virgem em pedia, ul-
mesmo vapor
A assignaturi acha-se aborta no aimazem da
roa do Vigario n. 11 do agente Pestaa.
MOB LIAS
Envernisam-se mobilias mais em coota do it-
era outra qualquer parte : no pateo do Carmo
n. 2i.
procura na rua do Brum u. 28, ou na rua da lm-
perstriz n. -13, que achara com quem tratar : on-
de tambeni encontrar i escravos possantos para
se alugar para qualquer servieo.
Prccisam-se de trabalhadoros forros ou
captivos para trabalbar 8 hores por dia : nesta
tvpographia.
limamenie chegada,
Vende-se urna

Tisset fre es acabaa de receber pelo
navio francez '<4{aou!, um completo
carregamento de burros entre os quaes
muitos de bonitas cores para fazer ex-
cellentes parelhas : os prctendentes po-
dem se dirigir ao armazem do Sr. A mu-
jo no Forte do Matto para ver os mes-
mosep-ra tratar no escriptorio na rua 1 rfios.P"r um ou dous cavaHoa, e [quer
,i~-r. _i <. urna honila parelha de cvanos: part
do Trapichen, l. d.-lo d Recife n. 21.
por pro,-.) razoavcl.
escrava do o' a 27 nnnos
le idade, boa ongommadeira o laradeiri : qm ni
pretender, dirija-se a rua Velhu da Boa-Yisla n.
til, primeiro andar.
Presuntos superiores.
To -o para vender Jos Luiz de Oliveira Aze ve-
do, na son armazem da tra.essa da Madre de Dos
numero 5.
Vende-se o deposito do massas Anas da rua
de dorias n.30 : a tratar no mesmo.
Farelo em saecos grandes.
Ven!.' los Luiz de Oliveira Azevedo, no s i
escriptorio da travessa da Madre de oos u 5
Vendem-se200travos de louro, 220 de fun-
do, 0 du/.ias de pao carga, 8 duzias de louro, 8
ditas de oiticica, e 8 ditas de madeiras de futido :
vendem-se por Junto ou a v ornado do compra-
dor ; tambem se venden) 10 duzias do costado de
pi d'oleo : na rua Nova Je Sabia Rila, deu-
da ca.imba da ribeiri ns. 11 ou 12.
VENDAS.
Vende-se um carro americano de rodas, val-
la inteira, quasi novo, com os competentes ar-
jueren lo-se]
a da Ca-
/
MUTILADO


()
DIARIO DR PERNAMBUCO. SEGUNDA FEIKA 56 D?. DEZKMBRO DE 1850.
/
%
DE
umt&mm i mmm m mn\
Sita na roa Imperial u. 118 c 120 junio a fabrica de sabo.
DK
Sebasliao J.da Silva dirigida por Hanocl Caruciro Leal.
Nesle estabelecimento ha sempre promptos alambiques do cobre de diffcrentes dimencocs
(de 300 a 3:0003) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos deslilatorios continos
UVRARJA ECONMICA
DE
N. 2- UA DO CESPO-N. 2
Defronte do arco de Santo Antonio.
NESTK NOVO ESTARF.LECIJENTO VENDEM-SE :
Livros de religtao, ciencias, de letras, arles, viagens, historia e classicos ; romances illuslrados e
eutras publicaces em diversas linguas.
Globos, alias e mappag geographicos. *
Papel de hollanda, de peso, paquete, almasso, de cores e outros de diversos formatos e gostos.
Prensas para copiar cartas e outros msnuscriplos, livros e tintas proprias.
Livros em branco, pennas de varias qualidades e mais objectos pan uso de reparlices secreta-
de "
Yidros para vi
draca.
larga
para engenho, folha de Flandres, chumbo em lencole barra, zinco era lencol
rroellas de cobre, lenccs de forro 3 lato,ferro su ocia inglez de todas as dimensoes, safras, tornos i
e folies para ferreiros etc., e outros muitos artigos por menos preco do que om outra qualquer Fi.cadtrna m-enilodosa Kosto?d?sd?omai'
parte, desempenhando-se toda e qualquer encommehda com presteza e perfcicao j conhecida
e para cumniodidade dos freguezes que se dignaren) honrarem-nocom a sua confianca, acha-
ra o na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encommendas.
CONSULTORIO
Dr. P. A. Fj
oscoso
coraeco.
e vendas deassucar, algodo etc.
gostos desde o mais simples em papel at ao melhor em panno ou pclle.
Imprime-so eartese bilhetes, o marca-se papel com typo proprio e em relevo vontade dos
prelendentes.
Acceita-se o encargo de qualquer encommenda de livros e outros artigos tanto da corte e provin-
cias do imperio, como de Portugal, Franca, Inglaterra e Blgica, com as condicedes maisra
zoaveis.
#
3 RlTA DAGLOmi.CiADOf UUDiO 3
CA'mlca \or amks os syslemas. .
O Dr. Lobo Hoscoso d consultas'todos os das pela manha e de tarde depois de 4 horas.
Contraa partidos para curar animalmente nao s para a cidade como para os engenhos ou outras
propriedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manha e em caso de ur-
gencia a oulra qualquer hura do dia ou da noite sendo por escripto em que se declare o nome da
pessoa, o darua eo numero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairrodo Recite podero re-
metter seus bilhetes botica do Sr. Joao Sounn & C. ni ruada Cruz ou loja de livros do Sr. Jos
Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Ncssa loja e na casa do antinnciante ac.har-se-ha constantement e os melhores medica-
meotoshomcopathicos ja bem conhecidus e pelos precos seguiutes: "
Botica de 12 tubos grandes,..........10$000
Ditos de 21 ditos. "............15$000
Ditos de 3-3 ditos..............20j090
Dito de 48 ditos...............25$000
Ditos de C0 ditos...............0c000
Tubos arulsos cada um.............IfiOOO
Fraseos de linduras........,..... 2g000
Manoal de medicina homeopalhica pelo Dr. Jahr traduzido
era portuguez com o diccionario dos termos de medi-
ciua, cirurgia etc.. etc............203000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. lOjJOOU
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... 6J0O
J82^i
FUNDIQAO DAURORA.
Este utillsslmo estabelecimento acTta-se, ha pouco tempo. augmentado tanto no materia
como no seupessoal, e seus proprielarios habilitados para vencer qualquer opposiciio hostil e
desprezarem a ignorante vituperaco de malevolencia. Offerecem a seus numerosos "freguezes e
ao publico ero geral, asvantagensde sua longa experiencia c reconhecida promptidfto e idelidade
na execuedo das obras as mais importantes de engenharia, entre outras pode enumerar as seguiu-
tes : machinas de vapor de todos os tamaitos, rodas d'agua de todos os dimetros, todas de fer-
ro ou para cubos de madeira, moendas para canna todas de ferro e indepeudentes com os me-
Ihoramcnlos que a experiencia mostr ser indispensavel, meias ditas com todos os preparos, ta-
chas para engenho de todas as qualidades e tamaitos, rodas, rodetes, aguilhes, envos c boceas
para fornalha e todas as ferragens para engenho, machinas para amassai pao e bolacha, ditas
para moer mandioca, fornos e prensas para farinha, ponles de ferro, laldeiras, tanques boias e
todas as obras de machinismo etc., etc.
A 6$ acaixa: na na
do Rosario armazem do louca.
Yidros para caixilhos.
Na ra larga do Rosario loja n. 28
armazcm de tonca, mandau-se botar v't-
dros em ca*:is particulares por preco
milito commodo, assiui como vender
8e vtdros a retalho do tt.tnanlio mais pe- I efficazes effitos i
qiteno ate mais de G palmos. prestes recuperara
. Nao se perca I
Botica.
Barlholomeu francisco de Souza, ra larga
do Itosario n. 30, vende os seguiutes medica-
mentos :
Ttob L'Affecteur.
Pilulas contra sezes.
Dilas vegelacs.
Salsaparrilha Brislol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Ilolloway
Pilulas do dito.
Eliixir anli-asmatliiro.
Vidrosde boca larga com ralbas, de 2 oncas a
12Iibras
Assim como ten um grande sorlimcnfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
SISTEMA MEDICO DE ilOLlOU A\.
PILULAS IIOLLWOYA.
Este Inesttmavel especifico, cmaoslo inteira -
mente de hervas ntedicinaes, nao conlm mercu-
rio, nem alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleiro mais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarreigar o mal na compleiro mais robusta :
internamente innocente em sas operardes e ef-
fcitos; pois busca e remore as doeneas 'de qual-
quer especie egrao por mais antigs e tenazts
quesejam.
Entre militares de pessoas curadas cora este
remedio, muilas que j estavam as portas da
ntorte, preservando emseu uso: conseguirn!
recobrar a saude e forras, depois de haver tenta-
! do intilmente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devem entregar-se a de-
Isesperaco; facam um competente ensaio dos
"tos dcsta assnnbrosa medicina, e
perarao o beneticio da saude.
perca lempo em tomar este reme.Lo
para quatquer das scguinles enferniidades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A iplas.
Areiasfmalde].
Asllima.
Clicas.
CoHvulsoes.
Debilidade ou extenua-
CO.
Debilidade ou falta de
torcas para qualquer
cousa.
Dysintcria.
Dor de garganta,
de. barriga,
nos ruis.
Dureza no ventre.
Knfetmidades no ventre.
lulas no igado.
Ditas venreas.
Euxaqueca.
Herysipela.
Pebre biliosas
Febreto intcrnitcnte.

= 2 3 G.
!2< =
f|9M
B o.
Febreto da especie.
Gotta.
Hentorrhoida3.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestocs.
Inflammacoes.
Ir r egu aridades
menstruaeliu.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
bstruc^ao devealre.
Phlysica ou cousump-
pulmonar.
Retenco de ourina.
Rheumaiismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Uceras.
Venreo (mal1.

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lils-lslJ
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Primciro andar.
M. J. de Araujo Costa Filho tem para vender no seu escripto rio
no sortimsuto de fazendas que Irouxe do Rio de Janeiro :
Rico sortiraento'dc lencos de carabraia bordados.
Camfsinhas bordadas c de renda.
Flores de camelias, plumas marabout.
V.ofeites de flores para cabera.
Setim branco c nobreza branca.
Chapelinas de pauta da Italia, c veos de renda.
Lencos de esguiao de linho borda.los
Aka'lifas aveilududas e tpeles para sof.
Damascos de seda de cor,
Koupesde fustao o catnbraia para senhora e ntuitos oulros objectos de senhoras e
homens. Tenbo a vantageni de offerecer ludo com grande modiciJadc de pre-
sos por ter recebido directamente de
a loja de calcado Irn-
cez, de Antonio Rodri-
gues Pinto, no aterro da
Boa-Vista n. 8, defronte da
boneca.
Neste novo estabelecimento tem calcados que
receben pelo ultimo navio francez, dos melho-
res fabricanles dn Paria, e vende por menos do
quo em outra qualquer parle, a dtnheiro a vista.
Aviso
aos
cadores.
ea
Espingardas de espoleta
muito finas por baratissimo
preco: na ra Direita n. 64.
Aos vendelhoes.
i
Batatas ntuilo novas a 1J600 o gigo de 32 li-
bras ; na ra da Madre de Dos n, 8, armazcm de
Valonea & C.
Millio e farelo.
Saceos grandes a 6?>000 : na ra Nova n. 52.
Alcatifa.
- Campos & Lima, tem para vender jg
poreao de alcatifa de todas as qualida- 2jj
des, na ra do Crespo n. 12. a|
Chapeos prelos.
Na'rua do Queimado
numerol9.
qualidade, e
Na loja ao p do arco de
Sanio Aqoiio,
tecebcu-.se um rico e completo sortimenlo de ri-
cas caixinhns eom uiuendoas proprias para a ra-
pazeada de bom goslo dar de testas.
Superior ao melhor
presunto de fiambre.
I Linguas de vacca em salmoura virutas ( Vende-se um cabriolet com oplireo ravallo:
; de Londres, vetuiem-se nicamente no; n tratar ua rua dc Crespo com Adriano & Castro,
armazcm de Luiz Annes defronte da
porta da alfandefja.
Vendem-se eslas pilulas no estabelecimento
geral de Londres u. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
enearregadas de sua venda em toda a America do
Sul.ltavana e ilespanha.
Vendem-se asbocelidhas a 800 rs. cada urna
dellas, conten urna instrueco em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pbarmaceutico. na rua da Cruz o. 22, em Per-
nambuco.
Rap.
Si

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y, T3 "O
El
o
o 2. o
n g ag
< u -a 'S. o o
S 3 2 ^
=2
P3
H
O
O
tn
45Rua Direita45
O proprietario deste estabelecimento reco- i
nhecendo que com a excelsa visita de SS. MM.,
II. a esta cidade tem de sedar um estrago hor-|
roroso de calcados, em consequencia das fre-
quentes paradas, marchas, contramarchas e for-'
midaveispasseios s brilhantes illuminagoes, o
condoendo-se das boleas naturalmente pouco
farlas, dos bravos ofliciacs o pracas dos patrio-1
ticos batalhoes, cujos nomes trazem memo-
ria os feitos gloriosos dos nossos nvoengos, deli-
berou, em homenagem a to felizes dias baixar
Na praca da Independenca n. 5, loja de violas,
vende-se rape fresco de Lisboe, Taulo Cordeiro,
essse grosso, meio grosso 6no, e meuron, tanto
em libra como era oitavos.
es
c
c
es

r
oo
o
oo
en
en
eo
so preQos do seu cxcelletHecaleado, a saber
Para homens.
Borzeguins aristocrticos [lustre)
Borzegutns zouavos, obra forlissima (be-
zerro)
Borzpguins cidadaos [bezerro e lustre]
Borzeguins econmicos
Sapatoes batedores
Para senhoras.
Borzeguins para senhora (ptinteira classe)
Ditos (segunda chsse)
Ditos para meninas [primeira classe]
9000
8S000
831)00
6$00
5;000
ilttenco.
Na rua Nova n. 35, vende-se mi-
lito mtiilo novo dinheiro a vista
pelo baratissimo preco de 4J500 a
sacca.
HW
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C, traca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos corcmodos,
e laiabem trancellius e cadeias para os mesmos,
de encllenle gosto.
5i000
4cf.D0
4$000
^s2SSBsaaB3iK!BS3SSBaB^;:-;HssaaaB8j
FAZffiWDAS
NO
37 Ruado Queimado37
Loja de 4 portas.
B
um completo ; j
sejdiii : pal- H
sobrecasacas1
I
GRANDE E VARIADO SORTUIEHO
DB
Fazendas inglczas e francezas c
ronpas feias
reccbitlas em direitnra
KO
Armazcm e loja
DE
asa
^illllls
REMEDIO INCOMPflRAVEL.
ONGL'ENTO HOLLOWAY.
Militares de individuos de todas as naeoes po-
dem testemmthar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle ftzeram tem seu corpo e meni-
bros inteiramente saos depois de haver empresa-
do intilmente oulros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascuras maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
lodos os dias ha muitos annos ; e a maior parte
dellas sao tiio sor prndenles que uicjimpo so
mdicos mais celebres. Quantas pessoas reco-
braran) eom osle soberano remedio o uso de seus
bracos e peinas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospilaes, onde de viam soflrer h
amputaeao I Dellas ha muitasque havendo dei-
xado esses asylos de padeeimenlos, para senao
submelterem essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desee
preciosoremedio. Algumas das taes pesso'as na
enfusao de seu reeouheciniento declararam es
tes resultados beueicos diante do lord corregd
dor e outros magistrados, atim de mais autenti-
caren) sua firmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude se
itvesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algura lempo o
mentiataloqueitecessitassea natureza do mal
cujo resultado seria pruva rincoitlestavelmenle '
,0ue ludo cura.
O ungento be til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
GUSTATO MASSET representante da milito afamada casa WALLF.RSTEM *M\SSET & Ca
fornecedores da casa imperial do Brasil, eslabelecida no tiio e em Taris receben um grande sor-
timenlo de fazendas e modas da primeira qualidade e novidadc.qttercndo antes de tudo fazer gozar
o respctiavel publico dos oreos muito rantajosos pelos quaes pode offerecer sitas fa/endas vende
_ ludo a dtnheiro avista ;-elleacha-se residindo no hotel inglez quarlo n. 2, encarrea-ae d man-
_ dar levar as fazendas pedidas amostra, sendo por escripto para evitar os engaos.0
Recebe qualquer encommenda para mandar vir da Europa ou do Rio.
100 vestidos de seda para baile, passeose visitas.
Mocre antique prelos e de cores.
Noblezas lisas prclas e de cores.
Vestidos prelos lisos, lavrados dc2saiasc dc velludo.
Flores, e enfeiles de renda para cabellos.
Vestidos de cassa branca bordada muito finas.
Carcas, escomilhas, filos de seda e linho brancos e de cores.
Meias de seda, liuho, fio da Escossia para homens, senhoras e meninas.
Jipatos de selimbr.mco e pelo com salto e sem elle.
Botinas de selim branco, Ao setim preto, de l muito superiores.
Sabidas Je baile, capas de cachemira, velludo e seda.
Chales de touquim bordados c de retroz.
Manteletes dc renda preto e cassa bordada.
Corpinhos, camisinhas, colarinhos com mangas de cassa bordada a ponto real e renda verdadeira.
Gnarnices de renda prela e branca pra vestidos e para enfeiles de vestidas,
[.euros do cambraia de linho muito ricos com renda.
Chapeos de sol para senhoras.
Penlcs para trancas, alfinetes de peito, pulseiras, brincos de tartaruga e jaspe preto para lulo
Grande sorliiiiento de luvas verdadeiras de Jottvin.
I.uvas de retroz e de seda para homens, senhoras e meninas.
Grvalas brancas e prctas.
Chapeos de corle com plumas.
Casacas, sobrecasacas, paletots de panno, cachemira dos melhores alfaiates dc Paris.
Calcado do afamado Mclier para homens.
Tapetes de velludo muito ricos.
Capas, capotes impcrm6aveis Makhatosch para homens c senhoras.
Chegou a este estabelecimento
sortimenlo dc obras feitas, como
oits de panno fino de 16$ at 28g
de panno fino preto c de cores muito superiores
a 3a, um completo so [lmenlo de palelots de
riscadinho de bnm pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por prceo eommodo, cerou-
las de linho de diversos lmannos, camisas
francezas de linho c de 'panbinlio de 2$ al 5
cada urna, chapeosfrancezes para honienta 85,
ditos muito superiores a 105, ditos avelludados,
copa alta a 13#, ditos copa baixa a 10g, cha-
peos de feltro para hornera de i$, 5g e at 7^ I
cada um, ditos dc seda c de palha enfeitados pa- |
ra meninas a 109, ditos de palha para senhora a
12$, chapelinlias de velludo ricamente enfeita- !
dasa-25g, ditas de palha de Italia muito finas a I
25jt, coitos de vestido de seda em carto de 40$
at 150$, ditos de phsnlasia de I63 at 35S00O,! !S 24a o 25$, dilbs'dc casemira ~i gollmhas de cambraia de I9' al 5, manguitos a 8^- dilos saceos dasmesmas casemtr
de 1$500 al 5, organdys
Ges l Bastos
|n.\ IiL'A DOQL'EIMADO N. 46,FRENTE DAj
g LOJA AMRF.LLA E ROTULAS BRANCAS
5| Um completo e rico sorlimeirto desobreca- j
g sacas de panno prctos e de cores a 28g, 30J j
^ c 35$, casacas de panno preto muito lino a ]
40?, |5g e 50g, paletots do raesnio panno a j
e ;
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Dores dc cabeea.
das costas.
dos mentbros.
Enfurniidades da culis
em geral.
Ditas do anus.
Erupces e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frituras.
Gengivas escaldadas.
Inchacoes.
Infiamacao do figado.
de
Chapeos prelos de primeira
lOrma elegante a 10$ cada um.
Nova iovenco aperfei-
Coada.
Bandos ou almofatlas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na ruada Cadeiado Re-
cito n, 48, loja de Leite i Irmo.
Inflamma^ao da bexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos,
t'ulnies.
Queiinadelas.
Sarna
Supiiracijes ptridas.
Tinha, em qualquer par-
te que soja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulaces.
Veias torcidas ou noda-
das as peinas.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral dc Londres a. 224, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
enearregadas de sua venda em loda a America
do Sul, Havana e Ilespanha.
Vende-se a 800 rs. cada bocetinha, conlm
urna instrueco em portuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum,
pharmarcutico. na rua da Cruz n. 22, em l'er-
natnbuco.
Vendas.
Relogios de ouroe prata, coberlose dcscober-
tos patente inglez, os melhores que existem no
mercado, e despachados hoje, vendem-se por
precos razoaveis : no escriptorio do agente Oli-
veira, rua da Cadeia do Recite n. 62, primeiro
andar.
I'olassa da Russia.
Vende-sena rua do Trapi-
chen. 9, arr&azem de fon-
seca, muito superior e nov-
sima potassa da Russia.
Aos fabricantes de velas.
Cera de carnauba da nova safra a 11*500 e 12$,
c sebo refinado em pao e velas, ltimamente
chegada do Porto, em barricas e caixasde 11 $300
a 12$500 a arroba : no anligo deposito do largo
da Assembla n. 9.
'SSfm-f m : ::.:::: raparan
ttinua-sc a vender fazendas por liaixo P
preco al mesmo por menos do seu valor, s
"b liquidar contas : na lojadc 4 portas ^
do Queimado n. 10.
escuras c claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores
e padres novo, a 720 a vara, easemirasde cor-
les para colletes, paletots e calcas de 3J500 al
4$ o corado, panno fino preto e de cores de 2*500
at 10$ o covado, cortes de rollete de velludo
muito superiores a 9 e 12$, ditos de go-gurio
e de fustao brancos de cores, tudo por preco
barato, atoalhado de.algodao a l28t) a vara,
cortes de casemiras de cores de 5 at 9-5, grosde-
naples de cores e prctos de 13600 at 3?2<)0 I ^
covado, esparlilhos para senhora a 6$, coeirosIS
de casemira ricamente bordados a 123 cada um,
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 c 12i cada um, ditos lisos para ho-
mem, fazenda muito superior, de 12 al 20 a
duzta, casemiras decores para coeiro, covado a
2$00, barege de seda para vestidos, covado a
13400, um completo sortimento de colletes dc
gorgurao, casemira prela lisa e bordada, e dc
fus Uto de cores, os quaes se vendem por barato
preco, velludo de cores a 7 o covado, pannos
para cima de mesa a 10JJ -cada um, merino al-
cochoado proprio para palelots e colletes a 2*800
o covado, bandos para nrmaeio de cabello a
13500, saceos de tapete e de marroquim para via-
gem, eiini grande sortimenlo de macas e malas
de pregara, que tudo se vende vontade dos
freguezes, c outras muilas fazendas que nao 6
possivel aqui mencionar, pornt com a vista d06
compradores se mostrarao.
as B
prelos c de cores a I03 el23, ditos de al- |
* pacas prela e de cores a 4S, diios dc brim 1
a pardo a 4500 e 55, ditos de brim preto a 1
09, ditos brancos a 5J>, diios de esguio do B
^ ultimo gosto cor de laranja a 5$, sobre- ^
g casaros de alpaca muito fino a 73 e 93, til
g sobre casaca de panno finoprelo para me- ^
K nios a 153, 18 e 203, ditos dc casemira fe
de ctr a 83 e 103, calcas de ca- semiras dc '"
3 cores e prctas a 83, 93, 10$. 11 c 125, K
calca.; debnra de cor a 3*500, 4$ e 5-3, S
dilas de brim branco fino a 63 c 7S,eolio- &
9 tos de gorgurao de seda c dc casemira dc M
K cores e preto a 5$, 63 e 73, ditos de vellu- B.
g do a 103e 123, camisas iuglezas tanlopara 3
..homens como para meninos de todos os
Fazendas moder-
nas.
Cortes de casemiras de cores finas a 53500, di-
las de urna s cor muito finas de 3 c 0$, cortes
de collete de velludo de cores a 6$000, diios diio
preto a 5$ e 6$, colchas de algodao adasmasca-
das a 53, brilhantina branca o covado 480, case-
mira dequddrinhos o covado 13, pannos para
mesa muito bonitos e modernos a 63, cortes de
barege com tres ordens de babados a 153, cha-
iiS3SSa33S&^: ..:-Jl^-SaaaEISSEaESTS Pfs de phantasia para hornera, sendo dc gor-
gurao do seda a 73, ditos doChille de 4 a 253,
Calcado muito barato.
Tara acabar al o fim deste mez.
Borzeguins para meninas a 2$000
Sapatoes para meninos a 2$ e 2,^500
na rua do Cabug n. 9.
toquedeavaria
Pecas de algodao trancado, azul, com 32 co-
rados por 4500 : vendem-se na rua do Crespo,
uua da esquina n,ue volta para a rua ds Cadeia
Loja parisiense,
rua do Crespo n. 10, vendem-se luvas verdadei-
ras dc Jouvn mtiilo frescas.
MKIE
vinho do Porto, do mais superior, engarrafado,
dito champagne, idem, dito muscalcl, idem : no
armazem de Barroca & Mcdciros, rua da Cadeia
doRecifcn. 4.
Em casa de Luiz
Dclouch,
rua Nova n. 22, tem para vender livros em bran-
co para cscripluracoes, os mais bonitos possi-
veis, por preco muito barato.
I Aos cigarreiros e cha-1
ruteiros.
s Campos 4 Lima tem para vender ca- ||
fg xas cora fumo americano de muito boa ag
tf qualidade e a preco commodo : na rua i)
H do Crespo n. 12. W
Fazendas de bom gosto
Recebeu-so pelo ultimo vapor da Luropa enr-
es de vestido de seda de delicadas cores, com 2
babados c 2 saias bordadas, lindos enfeiles dc
flores e froco para cabeca de senhora, bonitas
chapelinas de seda para senhora e meninas, as-
sim como riquissimos cortes de collete brancos,
de velludo e seda bordados para casamento,
ditos de velludo preto bordado c de cores boni-
tas ; havendo outras muilas fazendas, e ludo se
vende por precos mais baratos do que em outras
partes : na rua d.- Cjdcia do Rccife, loia a, 50,
de Cunha c Silva,
p savcqnes de fuslo bordados "compridosa
2<)$, chapeos de castor a Napoleao 83, ricos
fe manguitos de punhos bordados a 33500 c a
$ 4$, diios con) gollinhas a 53 e 6$, gollinhas ^
P de Iraspasso bordado o transparente a 8$, !
g calcas dc meia casemira padres modernos ^
SS a 5$, cjlelles de fustao de cor e de brim g
A branco a 3$ e3g500e outras muitas fa- |
y zondas e roupas feitas que serio patentes a ^
^' presenta do freguez. fg
Potassa da Russia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
rua da Cadeia do Itecife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cal rirgem em pedra: tudo sor Breos muito
razoaveis.
Armazcm de fazendas.
Rna do Queimado numero 19.
Corles de riscado francez 31[2covadosa2{50.
Cobertas de chita a 23601).
Chapeos enfeitados para meninos e meninas.
Ditos prctos fines, ultima moda.
Ditos de feltro.
Cambraia organdys rauito fino.
Chales de froco do tres ponas.
Ditos dc merino bordados de duas ponas.
Ditos tnuilo finos bordados a froco.
Ricos chalos de touquim branco.
Corles de seda de duas saias.
Luvas enhiladas.
Manteletes prelos bordados.
Lencos para algibeira, bramos, a 2> o duzia.
Prele superior, saceos grandes, lera para
veuder .los Luiz de Oliveiro Azevedo, no sen
escriptorio di rua da Madre de Dos n. 5.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
DE
Francisco Antonio Correia Carduzo,
tem um grande sortimento de
Vendem-se relogios de ouro inglezes, de pa- : fnolinc rlp fprm fundida nim
tente : no armazem de Augusto C. de Abreu. l na rua da Cadeia do Recite n. 36 COHIO SC faZ C COnCerta-SC (Ilial-
Vende-se superior tinha de algodao, brar.-' K
cese do cores, em novello, para costura : em (JUei* Obra tantO de ferrO ftm
casa de SeuthalL Mellori C, rita do Torres:
n. 38.
ditos de feltro de 43500 c53, camisas de cam-
braia de linho para senhoras, ditas de esguiao
muito fino, dilas de cambraia bordadas com man-
gas, ricos corles de seda de todas as cores, man-
eletcs dos mais modernos, grande soriiotenlo de
! perfumaras inglczas legitimas, joias decoral ver-
dadeiro, oleados de diversas cores imitando
marroquim para cobrir mesas, forrar almofadas,
travesseiros, etc., etc., e bem como um completo
sortimenlo de fazendas do mais apurado gosto e
melhor qualidade, vendendo-se ludo por baiios
precos, no armazemde fazendas de Raymundo
Garlos Leite & Irmao, aterro da Boa-Vista n. 10.
Relogios.
De novo chegnrara os afamados relogios in-
glezes de ouro.de patente, e estao & venda no
armazem de Rostro Rookei & C, pra^a do Corpo
Sannto n. 48.
Relogios.
dido como balido.
y
MUTILADO
I
*
i
I


Para concluir a luiuidarao d*s Uaendasi llnn .t^ WM, ,., li IMlVQ n A V)
da extincta urina de Lote & Crrela, UUd U*StnZdll IX) Y a I). M
vnJem-se awiimlp {,! nnr Vende-se cm casa de S. P. Jonhalon & C. va-
-n'cn se as SlGu,ntcs wasenda, por > ,,,10tas de lustl,e para cams Bel|iM c silh5cs in_
muito menos de sen valor, na loja de glezes, candeeiros e caaticacs bronzcados, lo-
quatro portas da ra do Queimadoi "as malezas, lio do vola, ch'icotc paro carros, o
montara, arreioa para carro do uva o dous cval-
as, e rologios d'omo patente huilezos.
iQjiUMrftcs de* i b c z* 2>tt?
19600
PUMO DE PERNAMBLY.O. SEGUNDA FEIIU 2G DE DEZEMBRO DE 1859.
numero 10.
Sedas prctas lavradas, superior qualidade,
covado
Crosdcnaplc preto muito bom e largo, co-
vado SJOOO r
Hilo dito mais cstreilo, covado IjJtiOO
'".amiselas de cambraia para senhora, urna 800 |
Tiras e ntremelos bordados 320 !
Sortimcnto completo de chita de cores,
covodo ICO1
Dilo de chitas larg'is francezas, bous pa-
dres o. cores fixas, covado 210
Gangas de cores escuras e claras, covado 200
fortes do caiga de meia casemira'al$60 c 2J000 :
iMOSELLE MOSSElJXl
m
Queimado n. 0.
Grande e variado sorliniento
DE
GKA^ilL
(V

pechincha. i fundido low-mo w,
t Ra da Scnzala Rov n. 2.
Til EMIHI S (Cs
JLONfi>Rfl-]S
I
em garrafas c mcias
Meias croas para homcm, du/.ia
Ditas para dito muito superior, duzia
Aloalhado adamascado muito largo, vara
Cassaa de cores fixas e padrees vistosos,
covado
Riacadinho francez, covado
Musselina de cores lixas. covado
Chales de laa com palma de seda, ura
''ortos de calca de casenra fina de cores
Ditos de dita piola
Ditos de cllete de gorguro com palma
de velludo
Ditos do dito de gorguro e seda
Hitos de dito de merino bordado
l.eii'osde seda pequenos para pescooo de
senhora .{00
Panno prelo, covado SjJOO
Dito superior, prova delimao, covado 33 e IJOOO
-Superior brim trancado de linho, branco,
vara 1000 ;
Dito dilo de cores, rara 800 |
Meias brancas para senhora, duzia 3000
Ditas para dila muio superior, duzia igOOO
l.uvas de pellica para senhora, em bom
estado, um par lgOOO
**T-*iTiTt TTnrrr-TTrrTTTrTT'f'^'
<4
<* .
2940041
W00 2
15230!
2!0 I
100
210 i 3
2*000
5000
OgOOO 3
3^000
2J000 B
3000 I
rafas.
ero p_
C.J. Astlcv&C.
Fazcndas francezas erou-
pasfeitas recebidas em di-
reitura pelo ultimona\io.
Dao-se as amostras cora penhor.
S
Seguro contra Fogo
COMPA?HfA
*
i
fe
ATTEN(\0.
i LONDRES
i AGENTES
I C J. Asllcy Meias de seda de peso
para senhora, brancas c pretas, e para meninas,
brancas e rucadas : veude-so na loja de Leite
A Irm.o na roa da Cadeia do Recite u. 48.
JSj.: naii mag ttd ,Bai.iiiiciti*-:
<< _]
> Kissel, relojoeiro francez, vende relogios <*
^ de ouro e praia, concerla relogios, joias e i j g
msicas, ja aqui he conhecido ha nimios *', g
anuos, habita no pateo do Hospital n. 17. Z,
Na loja doscrlanojo.rua 9
do Queimado n. 43 A.
Veisle-se
Reccberam em direura de Franca, decncom- I
monda, os melhores chapos de castor rapadosa '
sendo brancos e prelos, e as formas as mais mo-!
dornas que tem vindo ao mercado, e por me-
nos que em outra qualquer parte, assim como '
tambem tem um grande soriimento de enfeite,
de vidrilho pretose de cores pelo diminuto pre-
o de 4$ cada um, assim como tem chapos de
oI de panno a 1200 cada um om porfeito osla-
do, aberturas brancas muito linas a 320, ditas de '
esguiao de linho a 1$ urna, cmbrala nreta fina
a 3C0 o covado, e a vara a 560,e a 640, Rangas
de cor a 540, brim branco de linho a 1520!) a va-
ra, colletes de velludo de furta-corespretos a
7$40O, ditos pelos a 8 e a 9g, calcas de case-
mira de cor a 7,8 c 11$, ditos pretbs a 7, 9 e
12g, colletes de gorguro a i, 5 e 6J, saceos pa-
ra viagem de diversos lmannos, eiaseruas, por
ser grande porcao, a 1&500, ditas a 1g600 e 2 a
duzia, finas a 3 c 4jL chapeos enfeitados para
meninos e meninas fflenhnras por qualquer pro-
co, e ludo o mais aqui so encontrar o preco,
e nao se deixa de vemnder.'
Folha de cobre c Metal f
aniarello. 1
Estanto em barra e Pre-
gos de cobre.
Alvaiade cVerniz copal.
Folha de FJ and res.
Palhinha para inarci- |
neiro. |
Yirihos finos de Champa- S
nhe e Mosellc.
Lonas da Russia e Brim |
de vela: no armazem |
deC. J.AslIcyAC. .
ir^atii!jtT|i,Ji,lS_^{-j,^ij,(SJ|>
Fazenda com avaria.
E pechincha sera igual.
Na loja do Preguica, na ra doQueimado n. 2,
tem para vender pecas dealgodao largo com 16
varas cada una, pelo barato proco de 1, pecas
Je casM lisa fina a 500 : a ollas,.antes que'se
acaben,
A S00 rs. a peca
i'fW,^^tr^20c:i';7.o,e,'o:Ci Tachas e moe artas
muito bous a 400 rs. o par, pulseirss de coalas
para senhora ou meninas muito lindas a ICO rs.
nara acabar ; na loja de miudezas do aterro da
Boa-Vista n. 82, quasi confronte a matriz.
robertos e descobertos", pequeos c grandes, de
ouro patate inglcz, para hornern o senhora,
de um dos melhores.fabricantes de Liverpool,
vindos pelo ultimo paquete ingiez : em casa de
Southa Mellors & C.
Bandeiras nacio-
naes.
Vendem-se na ra doQueimado n. 7, bandei-
ras oacionacs do varios tamanhus, muilo bem
.Vitas a 800 rs. cada urna.
Vendem-so canoas de amarello, de 25 a 35
palmos de comprido, com bocea sufliciuoie, raui-
lo bem fcilos, por proco commodo : na ru do
V:gario n. 5.
Cera e Sebo.
\ eiiile-se cera de carnauba muilo superior a
1 -2?000 ra. velas de dila e de composic,ao, sebo
refinaJo em caixoles, dilo em velas, na ra da !
Cruz, armazem n, 33.
Braga Silva &C, Itiu sempre no scu deposito
da ra da Uoeda n. 3 A, um grande sortimcnto
de tachas o moendas para ongenho, do muito
ccreditado fabricante Edsviu Xlaw : a tratar no
mesmo deposito ou ni ra do Trapiche n 44.
Fazendas com pequeo
loque de avaria.
E' pechiacha.
.Na loja do Preajuica, na ra do Qneimado n.
2,ha para vender peas de finissimo e muilo
larso madapolao, pele baratissimo preco de 5J,
19500 e3)>000: thegnom, antes que so aeabera.
Chapeos do castor pretos
e brancos
Na ra do Queimado n. 37, vendem-se os me-
lhores chapes de ca.stcr.
ede
9
S
9
$
80$000
1S200
l98fK)
29600
29000
2500
2S500
19500
15000
IjOOO
900
500
1.J500
700
800
500
320
255OO
7g00')
7-5000
isooo
500
9
1S500
s
s
79500
75090
65000
85000
I
19000
8

S
8
61000
I
300
29500
s
9
nsooo
109000
455000
59000
403000
Aliso,
No armazem de .Adamson, Honvo & C. ra
do Trapiche n. 42, vende-se selins para homem
e penhora, arreios plateados para cabriolet, chi-
cotes para carro, coleiras para cavallo ele.
Na loja da estrella.
Ra do Queimado n. 7.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem p;ira vender em
seo armazem, na praea do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo goslo, recenlimente
chegados, dos bem conhocidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e
muito proprios para este clima.
Fil de linho lavrado,
al $500 a vara.
\ ende-se na ra do Cabug n. 2 B, loja de
miudezas de Juaquim Antonio Dias de Sastre.
Vende-se um carro de 4 rodas, bem rons-
troido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, o ludo bem arranjado :
par fallar, com o Sr. Poiricr no aterro da Boa-
\ i~tJ, e no oscriptorio de James Crabtrce & C. n.
12, ra da Croz.
diados piulados para
cobrir mesa,
do muito bonitos padrees e do superior qualida-
ite ; na loja de chapeos do Joaquim de Uliveira
Maia, ua praea da Independencia n. 2i a30.
=. Vendem-se dous armis com brilhante, sen-
do um de bom tamanho, e um alfinele tambem
com um brilhante, e bem urna corrente para re-
logio com-basiante poso, e talvez do melhor gos-
to que aqui tem vindo : na ra do Amorim n.
:3, segundo andar.
Farinhade man-
dioca.
Vende-sc a 5g a sacca: ca ra da Cruz, arma-
zem n. 26.
Vestidos de seda.
Riquissimos cortes de vestidos de gorguro de
sida de duase Iressaias. ditos de seda de phan-
tasia, todos em seis grandes cartoes : vpndem-
se na loja da ra do Cabuga n. 8, de Almeida &
Burgos.
Chally de seda.
Finissimos challys de seda eslampados, de
goslo clmiez : vende-se na loja da ra do Cabu-
>; n. 8, de Almeida & Burgos.
208000,
03000 I
255OOO
9
9
9
9
9
i
s
I
9
S
i
s
Este cslabeleeiuienlj contina a estar sorlido
Je fazendas de todas as qualidades como sejam :
Ricos corles de vestidos de seda de 3 lo-
lhosc2 saias, o Aquile
Talelots de panno
Dilos de do muilo fino
Ditos de casemira de cor
Ditos de alpaca preios muilo finos
mais abaixo
Ditos de ganga e de brins
Calcas de caseiniras pelas e de cores
Dilas de biim branco e de cores
Colletes de velludo preto e de cores.
Ditos de gorguro muito finos
Ditos de fuslo
Camisas (raocezas de todas as quadades
Capara homem
misas francezas bordadas para senhora
Laques da melhor qualidade e do uliimo
goslo
Mantas c grvalas de seda de todas as qua-
lidades
Chapeos de sol de seda inglezes
Ditos dccaslor para cabeca muilo finos
Ditos pretos os melhores que tem vindo
ao mercado
Taimas pelas do ultio:o goslo
Casemirasdc cores paia paletot
Corles de casemiras inglezas 2g400
Dilos de ditas francezas 5j}500
Dilos de ditas multo finas 9*000
Chapeos 'Amaoua para senhoras e me-
ninas
Machinas de costura
de S. M.Singer &C. da
New-York, o mais aper-
feicoado sysleraa, fazen-
do posponto igual pelos
dous lados da costura,
garante-se a seguranca
das rr achinas e manda-
se ensinar as casas de
familia, bem como se
mostram a qualquer ho-
ra do dia ou da noite
nesta agencia: nicos
agentes em Pernambuco Raymundo Carlos Lei-
te t Iruio, aterro da Ba-Vista n. 10.
Em casa de Rabe Scltmettan &
C, ra da Cadcia n. 57, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumnnn de llamburgo.
Vestidos de seda.
Vendem-se corles de vestido de seda com 2 e 3
babados. armados, do 20 a 409 cada um sendo,
Enfeites-para cabeca de se- '',e,seu,va,or f81""*'?1 orJa dc so#: na oja de 4
1 portas da ra do Queimado n. 10
nnora.
RACING SADDLES.
Lind33 enfeiles dc flores com filas de seda e IIa Para vender-sa sellins leves muilo proprios
do velludo, dilos de vidrilho prelos e de cores, i para_ns prximas corridas : em casa de Adsmsoa
orno tambora cachos de flores francezas : na lo- oww ^ ja da roa do Cabug n. 8, dc Almeida & Burgos."
Manteletes de gorguro de se-!
da preto.
To ricos manteletes, vendem-se a ra do
Cabug, loja n. 8, de Almeida Ai Burgos.
renue-SQ urna preta crioula, de idade de
22 anuo?, bonita figura c com habilidades : na
ra Nova n. 52, loja de Lou.-a, dosde ai 10 horas
nli' 9 'i hr<1n
atO 2 Ja larde.
escokrta.
Ricos cortos dc vestido de seda de cores
de 2 saias............................
Ditos de ditos de seda pretos bordados a
velludo...............................
Ditos de dilos de seda de gaze pbantftsia
Ricasromciras defil e de seda bordadas
Taimas de grosdcnaph's bordadas......
Chalos de toiiquim branco beldados a
aove........ .........
Grosdenaplede cores de quadrinhos co-
vado .................................
Hilo de dito liso covado................
] Seda branca lavrada covado 1^600 a...."
Grosdonaple preto lavrado covado......
Dito dito liso enrorpado a lgGOOe___
Dilo 'lito com 3 palmos dc largura a
1$6 Sarja de cores larga com 4 palmos de
largura covado a......................
Gaze dc sedada China de lloreselistras
"ovado a............................ ijjOOO
Follar dc seda de listras goslo noto co-
vado.................................
Sclim de escocia e diana de seda covado
Chaly de llores novos desenhos covado
Bareje de seda de varias qualidades co-
vado..................................
Meio velludo de cores covado..........
Vellmlina de todas as coros............
|Seim de ludas as cores liso covado ...
' Brilhanliua branca muito tina a.......
I Chitas francezas claras e escuras 3 2G0 e
Casemira prcla lina a lg 100 c..........
Panno pelo o de cor lino provade li-
mo a 3500a........................
: Corles de casemira de cora 5 e.......".
1 Cassas organdys de novos desenhos a
vara..................................
Ditas francezas muito linas a............
Manguitos do cambraia transparente bor-
dados muilo ricos....................
i Goliuhas de cambraia bordadas de pona
I Dita de dito bordadas a 600a..........
; Tiras e enlremeiosde cambraia bordados
as manas pretas de linho para se-
nhora ................................
I Ditas ililas de blond brancas e prelos..
Chales dc soda decores, prelos eroxos..
Ditos de merino bordados com franja de
seda...........................
Ditos dc dito dito deis!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Ditos de dito liso dilo de seda.! !.....!
Dito dc dito dito de la.................. 4500
Dilo dc dilo eslampados fino lista de
seda..................................
Lencos de cambraia de linho bordados
finos........................
Dilos de aUodao de labyrinthoe!!!."
Capellas brancas para noiva............
Eiifeiles de vidrilho prelo e do cores___
Aberturas para camisa de esguio de
linho........................
Ditas dc dito de algodo brancas
rores.............................
Saias balao modernas___!!!!!.'!!!
Chapeos francezes forma moderna...... 8;500
Gravatqs de seda de pona bordadas a
velludo ...........................
Camisas fraucezas dc cor e"brancas
finas al800 e........................
Mtas ditas de fuslo branco c do cor....
Ditas dilas de esguiao muilo finas mo-
dernas ....................*.....,,.
Scroulasdc brim de al^odo e d'linho
Galeas de casemira pretaselira 9fl e....
Ditas de dilas de cores 8J e............
Dita de meia casemira..................
Dijas dc brim fino c varias qualidades
39 e Colletes de velludo, gorguro,
casemira c setim....................
Casacas de panno preto muito fino 309 e
Sobrecasacos e paletots de panno preto
fin,,? *............................ 35-9000
aietots de casemira mesclada gollade
veH,,'tp............................. 18^000
>l\ 'alpaca piola muilo finos.!!?!! 1000:)
Ditos > merino setim prelos e da cores 9000
unos de meia casemira.......-........... 7j>000
Ditos de alpaca pretos o de cor forrados 65300
i os do brim branco epardo finos...... OSOO '
?nic bnm do quadrinhos linos
030OO e.............................. 55OOO
Dito de alpaca preto e de coros....!!!!!.' 3S50O
iieiogios de ouro patcn........tes...... g
Vende-sc um ptimo escravo'pardo, de 16
anuos, propno para pagem, sadio e sem defeilos:
na 1 -ua do Queimado, loja n. 39.
Roupa feita.
Na ra do Cabug, loja n. 8, do Almeida & Bur-
gos, alem dc granae sortimento de roupa feita
franceza, como sejam. paletots, casacas, calcas,
colletes de panno fino, casemiras, e outras fazen-
das, tem um sortimento de fazendas finas, cal-
cados e perfumaras, que venden) por preco com-
modo.
Vende-sc muilo era conta, por ter de ser
strbsliluida por nutra, urna armaco do loja, pro-
pria para miudezas, calcado ou oulro qualquer
estibelocimenlo : a tratar na ra do Cabug nu-
mero II.
Pedras de
amolar,
de boas qualidades : vendem-se ta ra da Traia,
armazn) n. 78.
Loja dc miudfzas e forra-
gens, ua roa Direila n. 9.
Para o bello sexo.
Neste estabelecimonto se est queimando por
lodo preco, riquissimos pontes de tartaruga do
todas as qualidades, ditos de massa imperalriz
Isabel, enfeiles devidiilho prelo, ditos de froco
de lo las as cores, luvas dc seda de diversas qua-
lidades, finissimas ligas para pomas, fitas de se-
da e de gazia, bicos de blond. pulseiras de con-
las, boloe8 para casaveque, llores para enfeitcs
de vestidos, e outras muilas fazendas de lei c de
bom goslo.
Para honiens.
Grvalas de todas as qualidades, pelos presos
de lgfiOO, 13500. 1$ e GiO. collarines a Pi.mu,
pelo diminuto pceo de 500 rs., allincles para
maules de'verdadeiro chequismo por 40Ors.,car-
leiraspara olgihcira, do todas as qualidades, cha-
peos bal5e3 e de copa baila, por diminutos pre-
cos bengalas de apurado gosto a 2g, 1&800 e
1S500, o outras muitas fazendas parj o commun.
Para pastis.
Na taberna da estrella do pateo do Paraizft n.
1 i, vendem-se ancorlas com azeitonas a lgoOO,
em garrafa 320, banha de porco a 600 rs. a libra,
loucinho de Lisboa a 400 rs., farinha do reino a
160, vinagre a 320 a garrafa.
Vendem-se saceos com farinha de mandio-
ca dc superior qualidade, saceos com arroz, do
casca, dilo pilado, feijo mulatinho, gomma do
Aracaly, courinhos de cabra, esleirs dc palha
de carnauba, vassouras de dita, tudu se vende
por menos que em outra qualquer parle : na ra
do Rangel n. 62, armazem.
Chita franceza a 220 o covado
Na loja de Leite & Irmos, na ra da Cadcia
do Recife n. 48, vende-so chila franceza muito
fina a 220 o covado.
Attenco,
Vende-so una pequea mobilia de urna se-
nhora que se retira para o Rio de Janeiro : quem
a pretender dirija-se ra da Gloria n. 106.
Na loja do Preguica, na ra do
2, vendem-se pecas de chitas fln.is de cores fixas
e de escolhidos padres com 38 covados cada
urna, pelo bara'issimo prcec de 5S80O, e em re-
talho a 160 o covado.
Vendem se na toja de Nabuco & C. na ra '
Nova n. 2, ricos lencos de cambraia dc linho
bordados para bailes, alflnetcs do-irados para se-
gurar enfeitcs de cabeca, chapelinas de senhora,
grvalas de soda brancas para homem, luvas de
pellica dc Jouvin para homem e senhora, borzo-
guins de setim brancos c pretos para senhoras,
etc., e outras muitas fazendas do gosto.
Gobertasde chita a 2S.
Ruado Queimado n. 19.
Vendem-secobertas de chita a 25, coi tes do ris-
cado francez a 2$500, lencos de cambraia para
algibeira a 2Ja duzia.
21000 e 21500 a peca.
Algod.io trancado americano branco, proprio
para toalh 5 e roupa de osoravos, com um pe-
queo toque de agua doce : no armazem de fa-
zendas da ra do Queimado n. 19.
Gheguem ao barato.
O Leitfii Irraao continan) a torrar na ra
da Gadea do Recife n. 48, pecas dc cambraia li-
sa com 10 jardas a 45O0 e 5$, lencos de carn- hi.j,;i
braia de linho a 3 a duzia, cambraias muito li- '
as e de liados padrocs a 640 a vara, mojas fi-
nas para senhora a 3*800 a duzia, ditas cruas in-
glezas para homem e meninos, chales do meri-
no lisos .a 4)J5O0, e bordados a 6*. paletots de
alpaca preta e do cores a 5*, comillas de linho
o algodo, camisas inglezas muito superiores a
60$ a duzia, organdys de lindos desenhos a
19100 a vara, corles de cassa chita a 3$, chila
franceza a 240,280, 300 e 400 rs. o cova lo, pecas
de madapoln com 30 varas a 4$Sl)0..5 6,7 e 8$, chitas inglezas dc cores fixas a 200 rs o
covado, toalhas para mesa a 3 e 49, cortes de
caiga de brim de linho a 29, ditas de meia case-
mira a 2*210, vestuarios bordados para meni-
nos, e-outras muitas fazendas que se vende por
barato preco.
Em casa de N. O. Bieber
& C. ra da Cruz n. 4, vende-se ;
Ra da Scnzala Rota n. 2.
Queimado n. | Nes'e estabelecimonto continua a haver um !
comapleto sortimento de moendas e meias moen-
das para e8enho, machinas de. vapor e laixas
de ferro batido e coado. de todos os taannos
para dto.
Cortes dc vestidos
de seda
Xa roa do Queimado n. 37 loja dc \
portas acaba dc receber pelo "ultimo
navio vindo do Havre un completo sor-
timcnto dc vestidos de seda dc 2 sitias,
2 babados c dc avcnlal.os qnaes se ven-
dem pop preco commodo.
Chapelinas dc seda e dc
velludo para senhora.
Ricas chapelinas dc seda c dc vellu-
do para senhora: na ra da Qneimado
n. 37, loja dc portas.
Golas c manguitos.
Ricas golas c manguitos dc cam-
Ruado Oucimado n. 37.
j A 30J cortesde vestidos de seda querustarara
00*; a Iba corlos de vestidos de phantasia que
i cuslaram 30* ; a ftg chapelinhas para senhora:
a ra do Queimado n. 37.
Aprazo ou adi-
nheiro.
Vende-se a toe eira da roa da Cadcia de San-
io Antonio%. 7, .endo 5 carros e 1 rico coupe
pretenoYr, dirija-se
uem ti atar
sem uso .ilguiu : qn.in
mesma, 'jue achai com
dc
-Vlgodo/inho
hia.
Brilhanles de
qualidada
da fabrica Todos os Sanios da Bi-
diversos tamanhos c de primeiro
seda, n
sendo (
Bonctsparacrianca
Ricos bonets dc marroqaim para
crianca: na ra do Queimado n 37, lo-
ja dc i portas.
Ferro reduzido de
Qucvenne,
PreviIegiado em seu modo de
administracao pela acade-
mia de medicina de Faris.
Os fellres efTeilos do ferro ero nm grande nu-
mero dc enformidades sao geralmente conhoci-
dos. As cores plidas, as llores brancas, o em-
pobrecimcnto do sangue com os males do esio-
mago, e as palpitares, que sao delles a conse-
quencia : taes sao os principos casos era que o
ferro indicado, e para rertos temperamentos
fracos elle um complemento quasi ncessario
de alimentaco. A SuperiorMade do ferro de
Ouovonne 6 de todas as preparar-oes rrarciaes a-
quella que introduz maia quanlidado de ferro no
surco gstrico em um po^o dado. Deposito em
Pernambuco, pharreada do l'inlo, roa larea do
Rosario n. 12.
Em casa dos Srs. Ilenry Forster
finalmente outros muilos objoctos que se-' ** ^" ruado Ira piche n. 8, vende-se :
sortimento de cha-
peos.
Chapeos de castor pretos de superior qualida-
de a 109, ditos francezes de seda a 7?, ditos de
castor brancos a 14g, ditos de-velludo a 8 e 99,
dilos da lontra de todas as cores muilo finos, di-
tos de palha inglezes de copa alia e baixa a 3 o
5f dito de fel tro, um sortimento completo, de
2|S06 6J500, ditos do Chile de 39500, 5, 6, 8,
H, 10e 128, dilos de seda para senhora, dosmais
medernos, a 12g, chapelinas com veos do ulti-
mo goslo a 135, enfeiles linissimos para cabeca
33O0 e 53. chapeos de palha escura, massa'e
uilo proprios para as meninas de escola,
seus precos muito em conta, ditos para
Vend
n. 42, l
como o
Na lo
baptisa lo dc meninos e passeios dos mesmos,
tendo liversas qualidades para escolher, bonets
de galao, ditos de marroquim. ditos de vellu-
do, dios enfeitados, chapeos de boa qualidade
parapigem, chapeos de sol de soda para me-
ninos de escela, e mesmo para senhora e para ho-
mons : finalmente outros muilos objoctos que se-
ria enf; dorvho mencionar, e ludo se ven de mui-
lo em canta ; o ossenhores freguezes i vista da I
fazenda ,:
conh'ec
Bonets para crian-
ancas.
Honitos bonets de panno fino guarnecidos do
velludo, com pinna, obra te muflo goslo, pelo
.baratissimo 'preco de 5j cada um : na ra du
Queimado, loja d'.iguia branca n. 16.
Novas e verdadei-
ras luvasdeJoinin.
Mu finas o novas luvas de Jouvin ricamente
ciifeiladas, para 'nhora, propras para bailes e.
mentas, ditas' igual mente ftnas, lisas, tanto
para senhora como para homem : na ra do
I Queimado, loja d'auia branca n. 10.
Vende-sc urna bonita escrava rrioula. de
na roa do Queimado n. J/, loja 24 anuos, sem derrito nigua, cn.-Snda ha
poucos das do sorto, por 1 ."XM), ou ainua por
menos alguma cousa : na ra do Oueimado, casa
coronel Gouvca.
avatinhas para
senhoras c meninas.
Mili lionilas o delicadas yiavalinh.is do fino fil
de seda, rom borla e franja, o do gosto modem<.,
pelo baratissimo ireco de 2j! ca.li u.-na : na roa
doQueimado, hija'd'aguia brama n. 16.
Nabuco i C com Iota na ra Nova n. 2,
acabam do recekcr pelo ultimo navio francez nm
I lindo sortimento de roupa feita, como sejam,
; casaca de panno 1 no, sobrecasaeos de panno prc-
I lo n de coi es, paletots de panno pr lo e de co-
res, ditos de casemira do cor, ditos de bnm brsn-
o e de cores, ditos de seda, calesa de casemira
;.rim branco e de
dc seda, de ra-
branca, ditos de fus-
ditas de fuslo
, ceroulas de li-
nho, lilas de atgodao, ditas do meia, camisas de
ftanella, ditas.de meia, ditas de casemira, iguaes
as que usan os empro;ifdos da estrada de forro,
e oulr?s muilas roupas (ritas por menos do que'
outra qualquer parle.
Vcndc-se vinho do Coito, velho, engarra-
fado a 19200 agarrafa, e globos para illuminaco
a 5$ rada um : na roa das Cruzes n. 37, primei-
ro andar.
Vende-se no armazem do Jos. Antonio Mo-
rena Has i- C na ra da Cruz n 20 .
Mercurio doce.
Be.troz.
l-inhas em n ivellos.
Cera de Lisboa em velas.
Grasa mgb?za om toioos.
Lazarinas e rlavinoles.
Chumbo em lencol.
Dilo de munieao.
Ferros de ac para engommar.
Pregos de ferro do ludas as qualidadi-s.
Ditos francezes soriidos.
ATTENgAO
Vende-se a melhor loja de fazend is da ra do
Imperador n. 9, oom poucos fundos, a prazo ou
a dinheiro : a tratar na mesma.
Brim trancado de linho todo
portas.
Manteletes Vfti
Ricos manteletes de ^rosdenaple ri-
camente bordados: na ra doQueima-!
don. 37, loja dc h portas.
Pentes de tartaruga.
Ricos pentes dc tartaruga para atar
cabello: na ra do Queimado u. 37, .
loja de i portas.
Camisas francezas
llicas camisas francezas tanto de
preto,
fazenda muito superior; garante-se que nao
desbota : na ra da Cadcia do Ilecife n. 48, lo-
ja de Leite & Irmao.
convencidos da verdade : na be
b : nabeai
eita n."6l.
Fil de seda liso. Qos de Minas.
Vcnde-ssna ra do Cabug n. 2 B, loja de
mi :Jjzas c Jo3quim Antonio Dias de Castre.
Vendem-sc queijos de Minas muito superiores a
20 cada nm i na ra do Imperador, augimcnlc
ra do Cjjiegio.
ficarao
da loj^ de chapeos da ra Dir
de Beo de Barros Feij.
VINHO DE CAJ',
-se nos Afogados, ra do Motocolomb
bnto a retalho como em porces, assim
lros quaesquer gneros.
Proprio para igreja.
a da aguia dc ouro,ra do Cabug n. 1 B,
vende-se bicco largo de labyrintho com cnvelus-
nas, proprio para aliar; assim como gales, tri-
nas, volantes e ilhames, pandeirinhos ricamente
enfeitad >s proprios pira presepe, que se vende
ludo por preco muito barato.
Pentes de tartaruga.
Na loja da aguia do ouro, ra do Cabug n. 1 B,
vendem-se lindos pentes de tartaruga Impera-
triz, de 109 a 149. ditos sem sor virados a 4f,
ditos de massa virados a 2J, ditos lisos a 1# e a
9, dilos de travessa de borracha para meninas
a f200 de massa a 800 rs., ligas muito lindas
para senhoras a 2J o par; assim como plumas
muilo finas para chapeos ou enfeitcs, ccslinhas
muito lindas para meninas Iraaerein no braco,
pianos muilo lindos proprios pt/a minino, caixi-
nhas de costura para senhoras bonecas c bone-
cos de cera e de massa de todos os tamanhos com
olhos movedicos.realejos grandes e pequeos que
tocam 30 pecas, locando como msica instru-
mental, dilos de figuras, tocando 8 pecas execu-
cutadas pelas figuras, ludo islo se vende muito
baralo, por se lerem cebido cm direura da
Europa.
Para enfeites de sala.
Na loja da aguia d* ouro ra do Cabug n. 1 B,
vendem-se os ricos quadros dourados e desenhos
mais fino que tem vindo a este mercado, assim
como jarros com flores e sera ellas, e figuras para
cima de mesa, assim como toucadores finos com
gaveta, que se vende por barassimo preco.
Luvas dc ledas as
Dous carros americanos novos.
Arreios americanos.
Bombas.
Arados.
Clwmpagne superior.
Cognac.
Relogios americanos.
Velas com toque de ararla.
Attenco.
Vende-se urna cauoa de carretra, construida
de sicnpira, amarello e louro, encavilhada o pre-
gada dc cobre, forrada com aco, com paos de
toldo, toldo e guarda patro, bancada e xadrez
do melhor goslo que pode apparecer : a tratar
na ra dellortas n. 11.
LBI
Vendem-se na ra do Cabug n. 2 B., loja de
miudezas do Joaquim Antonio Dias de Castro.
Admira.
em caixa
Velas de espermacetc a 750 a libra,
e a retalho : na na Novan. 52.
Enfeites de vidrilho e de retroi a 4$ cada
um : na ra do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Eseravos fgidos.
dades.
(luaU-
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
vendem-se luvas de pellica muito frescas para
homem e senhoras a 250O o par, dilos fio da
Escocia a 800 rs.. ditas de algodao a 240, dilas
de seda enfeiladas para senhora a I56OJ e 29,
ditas para menina a 1 ; assim como lindas ban-
deijas e caixinhas chelas dc amendoas proprias
para raimo c flores de todas as qualidades ; ludo
se vende por preco barato, vista dos freguezes
se far todo o negocio.
= Vendem-se saceos com fardo de Lisboa de
superior qualidade em saceos grandes, milho
muito novo, e so vende por menos que em outra
qualquer parte : na ra do Baugel n. 02, ar-
mazem.
Rap.
passando a botica a
40, vende-se rap
Na ra larga do Bosario,
segunda loja de miudezas n
fino do Rio, rap grosso, dilo meio grosso, dito
Paulo Cordeiro, muilo fresco, ehegado agora do
Rio de Janeiro, rap rolao francez ; todo esle
rap vende-se lauto cm libras como em oliavas.
= Vende-so um terreno proprio com 258 pal-,
mos na ra Imparial, lado da sombra e da mar
pequea, o seu fundo immenso e vai a baixa
mar, oerece muilas vantagens: os pretendenles
dirljam-se a taberna n. 79 no largo da Tenha
confrontando a botica.
Rua da Imperatriz
numero 2.
Vendem-se superiores queijos de Minas a 2^500,
ditos suissos a lj a libra, muilo frescos, supe-
riores charutos da Havana a 8$ a caixa, cham-
panha cm quarlos de garrafa a 800 rs., meias gar-
rafas dc vinho mozelles, caixinhas dc peras, di-
las de ameixas, dilas do figos de flor ; neste es-
tabclecimento encontra-sc toda a qualidade de
gneros, tudo bom o precos commodos.
Vende-se um excellenle cabriole! dc balan-
te : na rua do Arago n. 37.
Araruta ga-
rantida.
Na,rua. da Cadeia do Recite n. 1.
Visporas e dmi-
nos.
Bonitas coixinhas com visporas a 19 e 1$500,
ditas com dminos a 1280 o 2J, em caixinhas
envornisadas, tudo proprio para os divcrlimentos
da fesla : na rua do Oucimado, loja d'aguia
branca n. 10.
Cera de carnauba.
Na rua da Cadeia do Recife, loja n. 50, de Cu-
nha e Silva, ha para vender cera de carnauba
superior, recenlcmente chegada.
= Vende-se um sitio com 200 palmos de fren-
te e 200 de fundo, no lugar da Turre, raargem
do Rio Capibaribe, com una grande e moderna
casado vivenda. coche-ira, eslribaria para 4 ea-
vallos, gallinheiro, cacimba com tanque e bom
ba, baixa para capim, todo murado na fenle, e
lado com porlo de ferro : os pretendenles podera
dirigirse ao agente Pestaa, que se acha autori-
sado a dar as necessirias informacoes, c a tratar
da venda sob as condiceseslabelecidas ao mes-
mo pelo legitimo proprictario. O dito sitio todo
era chaos proprios,
Cera de carnauba.
Vende-se na rua da Cadeia do Recife n. !.">,
urna porcao de cera do carnauba e couros de
cabra.
= Vende-sc urna mulalinha do idade de 13
anuos, com boa habilidade. e ptima copeira : a
tratar no escriplorio de ClauJio Dubcux, na rua
do Imperador n. 13.
A fabrica de brgias de cera de carnauba da
rua de Horlas n. 110 j trabalha o tem as melho-
res velas que ha no mercado; o preco em arroba
109 al 8 libras, o a mais a 5G0 a libra,
Pechincha.
Enfeitcs de vidrilho pelo baratissimo preco de
3$00, csto-se acabando : na loja da rua do
Crespo de Adriano & Castro.
a ruada
>J,
Norat Irmos
niudou seu escriplorio da rua da Imperaniz n. 7
para a mesma rua n. 20. segundo andar.
^_ Vende-sc urna mulata coi 22 a 23 anuos de
idade, sidia, sabe engommar.lavar.preporar nina
senhora, cozinha o ordinario de urna casa, esem
vicios : quem a pretender procure na rua da Ro-
da n. 23, das 6 s S horas da manha, c das 3 s
0 da (arde, para ve-la e ajuslar.
Fugio do engenho Sap, no dia 7 de marco
do crenle anno o mulato Virissimjo, de 50 an-
uos pouco mais ou menos, estatura regular, cal-
vo, barbado, e rosluraava a latera barba deixan-
do suiasas, muilo regrista e tocador de viola.
assignar o nome e fazer algumas latiros de
conta, entende alguma cousa de purgar assucar :
fugio para as bandas do engenho \raguarv, oii
S. francisco, termo de Porto Calvo da provincia
de Alagoas, foi escravo do Sr. Francisco Bolciio
do r.v, e de um padre que morou no Biejo'da
Madre dc Dos ; roga-so perianto as autoridades
e capilaos de campo a eaplura do mencionado
escravo ; assim como prolesla-se desde j contra
quem o honver occullado por lodo o prejuizo oc-
casionado desde odiada fuga alem de se proceder
criminalmente : quem o pegar leve-e ao mesmo
engenho Sap, ou no Recife rua larga do Rosario
n. 2, que sera recompensado com 100j.
dia 23 de novembro prximo passado
ngio aesfecava Mara, crioula, natural da pro-
vincia do Par^com os signaos seguinies : esta-
tura alta, cor biM-anic preta, rosto comprido o
signal de bexiga, tem em urna das raaos um sig-
nal dc golpe de facc entre o dedo pollegar, lein
um dos ps vo'lado um pouco para o lado do
danlro, levou saia preta, chale azul e vestido de
chila : roga-se a quem a pegar leve-a
Gloria n. 89, que ser recompensado.
I'ogio na noile de quista-feira, 15 do cor-
rele, do silio da viuva de Jos Joaquim dc Mes-
quila, na estrada dos Affliclos, a preta Antonia,
de nacao Angola, escrava que foi d.- Francisco'
Goncalvcs, do Cabo ; roga-se aos senderes capi-
laes de campo e a quom inUressar possa, a cap-
tura da referida escrava, de a levan ni ao sitio
supra mencionado, une seio devidamenle re-
compensados ; outro sim, prolela-sc contia
quem a livor acoutada.
Desappareceu da casa cm que se achara
para ser vendido, um escravo pardo, de nomo
Virginio, idade cerca de 40 annos, rosto compri-
do, pouca barba, estatura mediana, secco do
corpo, canda calcado ; esle escravo vcio do Ma-
r nhao, c consta que seguir para o serlao de
l'iauhy, donde se suppoeque natural: quem o
apprehendere conducir rua da Cadeia do Reci-
fe n. 38, primeiro andar, ser generosament.;
gratificado.
Fugio no dia 12 de dezembro do engenho
Junqueira comarca do Cabo, o escravo Manoel,
com os signaos seguintes : mualo alvo, com ca-
bellos pelos e estirados, feio de cara, grosso do
coipo, baixo. peinas arqueadas, ps feios, repre-
senta 20 anuos de idade, nao tem barba nenhu-
ma, canhoto, quer passar por forro e procura o
serlao Ivdas as vezes que foge : quem o pegar
leve-o ao dito engenho onde mina o abaixo as-
signado, que recompensar com 1009.
Manoel Filippe de Sonza Lcao.
100#000.
Fugio no dia 21 do corrente, do engenho Vi-
cente Campello da freguezia da Escada, mu pre-
to escravo de nome Joio Luiz, idade que repr-
senla ler35 anuos, alio ede bom corpo, tem fal-
la de dentes e de barba, e alguma cousa gag 1.
Fsle escravo foi visto na villa da Escada na noile
da mesmo dia cm que fugio, e suppoe-se enm
fundamento acharse^lias immediacoes do mes-
mo lugar ; coti ludo como possivl se aehe na
cidade da Recife ou em outro lugar distante, ro-
ga-se em geral a qualquer uuluridade judicial,
que do mesmo escravo tenha noticia, sua cap-
lur.i ; bem como aos capites de campo, pro-
meltendo-se a gratiticacao cima de 100$ a quem
entrega-lo no mesmo engenho a seu senhor, o
coronel Manoel Goncalves .Pereira Lima, ou no
Recife aos Srs. Lcms Jnior Leal Res
MUTILADO


W
Littei'uturu.
DIARIO DE PERNAMRCO. SEGUNDA FEIIU '26 DE DF.ZMERRO DE 1859.
AS MI LIIEHES YAMiElll...

A Algeria ten) o desortb, o oasis, o mar c as
montauhas; Icm um roo scnipre sereno, um j
golo frtil ; florestas de carvalhos mansos po-
vondas ilo lees o panlheras. fon es glaeiaes e
, earallos traz dos da Europa, pedreiras de
marm ue, min is de oiiro, prata, ferro e chumbo, i
A Mgeria lem todas essas preciosidades, lodas
piezas, lod c-os belleza-, mas nao Icm :
-.
1 n le falta a mulher-, a ridn nao existe. Por
Uso o nia'aria laneon seu reo sombro na culo -
i .i alg liana que Se enfada i! acha- l Mu gue
perpetuo. Detaeldu se i un i rab
mu rima deabsintho, percorrom-se ridas ;
u-ias, caaam-sc animaos ferozes, afadigam-se,
sii.iin sangue e agua debaixo de mu co abraza-
dor, nada i-iirlir o vacuo do enraco e do espi-
rito e ninguem podo .substituir o lar al-
senlo.
O- Kuropeusquc Icm urna familia, sao real-
in.'iii,. privilegiad is, visto que nao se ronlam
i-ni'->'iii i mil mulheres emigradas na Algeria,
mi i.ioiiiu tanto inferiorao dos emigrados.
(.loe prejui^is impeilem a omigiaco das mu-
HM*.ipara Algeria?. Porque a Europa anda
na.i hi alraressaro Mediterrneo? Rec-cia afo
gnr-s-; un nao encontrar n'Afric| s galantcios a
!'i- "st haliituada, os respeito.;a que lem di-
ri'ilu ? oh atilea teme nao resistir a** clima
t-'ii..r pueril Urna \iagera de tunta e seis ho-
la* nu salao de un barco a vapor, nao ollero.o
Itxos serios ; quanto acorte dassenboras, ella
* f un'A frica rom mas assduidude que algu-
.-.s. Kva lem un reino e um Ihronoalm do Me-
diterrneo; possiie um circulo de adoradores que
disputara seus sornsos e seos favores, lem ca-
alleiros submissosqiie, aum sigoal, empenham
s- iiii obedecer a suas ordens. 0 clima africano
n ni ii'iu uma influencia real na orgenisaco ncr-
rSi da mulher senao no primeiro auno ; ao de-
pui lia sc aecliraalisa, trna-sc Africana.
Africana o baptismo dado u qualquer llama,
lf. de viseira aleada, iirvestio coni os enfados,
a insipidez e as commodidadps do Occidente
l'st i parisiense de cores palllas, de eompleirao
tl.li.-.iila, que vistes frgil como urna sensitiva,
ha.-. is cIh roa aJmirar de encontra-la Africana e
IrVontando a incandescencia do sol, asfadigas,
os prrigjg ; pela manhaa, smasona montada ein
um gracioso ginete rabe; pola larde,-najado
iias radas ou em uma bahia do Mediterrneo.
Por isso lem ella ganho nesses exercicios apar-
jalas, nessa rida activa, a seiva que lite colora
as faces de um vivo encarnado, que lhe cuche
as veas de um sangue generoso e abundante.
quj Ihe fortifica os msculos o Iho d uma soli-
da conforinarao ao rorpo, indicio victorioso de
urna vigorosa saude. Que importa, pois, que urna
cor tiigueira lenha expedido a palhdez de sen
rosto? A frgil o pallida flor de um dia se me-
lamnrpboseou cm cacto centenario de corullas
de a. ii.
Onde o amor seria ardenle seoao nessas re-
gioes tropicaes? Os namorados do Sahara pro
vam a sincerdade de suas chammas, deixando
apagar em seus Corpus carves em braza. A Al-
geria a verdadeirapatria, o maravilhoso tnealro
do romance da amor. Alm disso aqu 6 soria
a responsabitidade de um raralleiro para com
Ma dama. Tendes que receiar os bandidos ara-
bes, os barrancos, nos quaes podis cahir, as
panlheras o os loos que fazem empinar rosaos
earallos e vos demandatn se sois mo caval-
lcira.
Mas do perigo naseeu a cmooo e o encanto.
A vossa vista palpita a bella o altiva amasona.
Ao ver urna panthera que abe de urna moila,
sua coragem diminue o ella desmata ; estis ah
para recebe-la cm v ossos bracos. Ou cnlo a ama-
sona descubri um heliautlicma vermelho, preso
aos lados de um barranco medonho. Toca-vos
descer o abysmo, em risco de quebrar o pescoco
o Icvar-lhe a flor desejada, anda que fosse tinta
com vosso sangue.
Quando leudes galopado a borda de abysmos,
subido c descido as rampas estrellas e rpidas
das florestas algerianss, com que delicia nao
descancaia ao abrigo da tonda hospitaleira ou no
tundo do iim barranco que deixa correr suas
aguas por baxo de lunneis de respiradoras o
de frondosos pilrile.ro.* ? Permanecis cxlasia-
dos. Iiivadc-vos o fresco, produzindo uma deli-
ciosa sonsaeo. Encerrados nesse barranco, es-
quecidos do mundo, recebendo apenas uma luz
que passa alrave/. da follingetn dentada trar-
dubicr e da oliveira, so sonbesles decorar a
proposito alguna versos mimosos de. Vctor Hugo
ou de Mussel, nao fuste, raralleiro feliz ? Nao
omita o paraizu em vos e em torno de
vos '.
Os romances africanos passam-se quasi sem-
pte a margen do mar, nessas magniticas bahas
que corlara o littoral algeriano, as florestas, ou
debaixo da tonda. Esta moura caprichosa que
fecha hermoticamcale o seu laklila sobre o rosto
o salto, as eseon uia> o i miado, arumpanhada
por um mouro suspeilo, vai pousar. qual ave
ferida em eorarao, rbaixo de urna leuda prepa-
rada para recebe-la. Mahomet perdua-lhe o dis-
farce. Ha tempo para ludo, disso. Salomao, lem-
po para a subedora c lempo para as lou-
curas.
Km Bonn, cdade mais bella e mais voluptuosa
de toda a provincia de Con-lanlina, a floresta de
Kdough lem supprida tolos os disfarces. Suas
arvores lom visto mais intriga-do que o roman-
es1, a mais fecundo poderu escre.cr.
Nos piimeiroa annos da conquista, uma joven
rica livrdcira, natural de Bona, recusadla
um official de spahis, desappareceii da casa
lalerna. Depois du
inr, conversar e ouvir puilacvs de operas, como
em Dieppe e Tourvlle.
Aflm de reparar quanto possivel esses incon-
viuu ules, as senhoras algerinas levan comsigo
leudas sao acompanhadas por cavalleiros quo
deveiu protege-las contra as ondas, e, oque
mais difficil, contra os olltares curiosos de
mais.
Um major-ajudanlc de Bona Mra encarregado,
na tarde de um dia abrazador do mez de junho,
de rollar na conserrarao dos das de dussenho-
ras, uma das quaes era sua boira e outra sua fn-
l-ira cunhad a.
As senhoras folgavam como verJaJeiras se-
reias na enseada de Edongh, ao paaso que sen
mil pesqurzas imitis, jal-1 prolector, esquecen lo-se mu fcilmente de sua
so suicid ira.
liba suctedid
Em o na certa noite, quandd seus pais dormiam
profundamente, o Quicial despalifs, de accordo
com sua amante, a raptara em seu veloz ca-
rallo rabe e a depositara em um retiro em
Edough.
O ollicial construir com suas proprias mos
urna cabana no centro da tloresta, onde viviaera
pcifeita felicidade a moca por elle tapiada. To-
das as noles o ollicial de spahta riada ve-la.
Elle.se linha concertado com um arabo que ser-
via de criado a bella fugitiva e lhe trazia o ali-
mento.
Uma noite, o ofliclal, sem duvida retido por
alguraa obrigarao deserrico, naochegou.
Mas eis oque li-JmissO, pozera-se a juntar na oraia pedacinhos
de coral e conchas.
Do repente o mar subi com aquella incons-
tancia rpida e particular ao Mediterrneo.
As Ii inhistas aleara gritos e ohamam alguem
em sousoccorro, mas j unn grossa vaga as li-
nha Brrcraossado para o meio do mar.
Omaiorajudantc veo perigo. Daspo-se n'um
momento e alTrontando o furor do otar, que se
despedazara furiosameule nos rochedos, lauca-
se a nado.
Infelizmente as duasbauhistas achavam-sc se-
paradas una da outra.
Tillo, porem, dirigio-se para aquella une cor-
ra maiur perigo. segurou-a pelos cabellos sol-
los c fluctuniiles, e voltou-se para a outra que
~ p '
lurtadjisn um cavado, ellas rao peni pislira e
dirbrciar-se peante ocadi da cdade, O seo'hor
verh ao mesnio lempo pleitear sua rausa,aflm de
oll.gar os erros da mulher e receber dos pas a
quuitia que desembolsou, mediante o que com-
pr: outra mulher.
I m habitante de Philippevillo linha, por ca-
rtd ide, recebido em sua casa uma mulher kab -
la, a qual pertencia a um Turen \ralie ao serve o
da
I'ranea
era sallou-lho ciu.Aw.aram Abares de amor o reconhecimenlo pa- | Tem-se visto miscraveis indgenas poralguma
istransubui-n com^fi s.-u saf^or Mas nao foi o olhar da noira ociosa calumnia, por alguma suspeitado inide-
uo. Seus restos fo- 4e mais commorcu o heroico nadador. Myste- lii ade. cortarem o nariz de suas niulheres e
nao sao Iracad is a cordel como as de Eontaine-
bleau, aflm de nao su perderem airares do seus
altos grupos de carralhos mansos e de suas
inoiUiS do videira brava
A moca, cheia de terror, caminhara sempre
para cuanto, escu'.ando, julgaudo ouvir o pjsso
do carallo, quando uma panthera saltou-lb
cima, agarrou-a pela nuca, e
as garras c beben-lhe o sanj_
rain sepultados em Edough. rio do eorarao humano. Assim o raajor-ajildan-
Os hablantes da aldeia de Bugeand, situada j le voltou irisle para Bona e um mez depois des-
cru um dos pontos culminantes do Edough e quo ta scena de naufragio, casou, nao cora aquella
pela maior parte s.io empregados pelasocicdade I que primitivamente'lhe fOra dada em casa raen-
exploradora do earralho-manso, nrera com lu-lto, mas com suairmaa.
do mui pacilicos nessa floresta solfrivelmento I A iimaa sacrilicada nao se queixou. Vio o ina-
poroada de animaos ferozes, como qualquer lio- jor-ajudante cora sua mulher. Tambera acidado
resta africana. 'deBuiiano so sor
Ah conheci duas senhoras, boje bem idosas ma ao saber que made
ellas usofruem uma concessao dada pelos prin- cahindo n'um barranco da floresta de Eduu"h
cipes de Orleans a seu mano, que importou cm para onde seu carallo a linha arremessado. Os
| franja o pnlneiro rebanbo de cabras do Thibet e
nacionalisou a industria da cachemira. Vivem
ha riule anuos setn accidento no meio dos ra-
bes e de animaos ferozes. Nunca foram ataca-
das. Uma nica vci, um arabo quiz furtar al-
guna gado, mas um cao de Terra Nova o eslran
gulou ; as senhoras M...... dormem perf-ta-
uienlc nessas sulides, apezar do eslrauho con-
cert de gaidos, rugidos e grilos Stridoules que gens do Moditorraneo ou as florestas africanas.
aoara noile em Edough. As senhoras M.....Os trabalhadorea de carvalho manso ronlam es-
-1 parisienses ; sua corajosa odyssea romecou j aas historias a quera osvem visitar, e todas, for-
era um armazem do modas da ra Vivienne ; I <;oso 6 di/.e-lo, nao se desculpam com a p'aixao
mas as modistas se habituara aos rugidos do1'
lean comoos conscriptos ou recrutasao hourvari
da balalha eaoesirondo docanhao.
Nao ha hospedaras cm Edough; os lourslas
recebem uma hospilalidade cordcal dos colonos
de Bugeand.
E'as senhoras M...... quem devo conhecer
O Edough, raiuha das florestas africanas. Ellas
A moca sanio imprudentemente da cabana pa- nao podo apandar, mas que fmpeltln para a prala I tn
ra ir ao encontr do seu predilecto. Mas a to- com esbirros sobre humanas e desesperados.
resta de Edough ospessa a inextrincavcl; c Aporlou coin seus preciosos fardosn'uin rochedo^
preciso conhecerpoifeitaraeute suas veredas que cujas sinuosidades o feriram.raas elle agarrou-s
a essas sinuosidades e nellas conservou-seapezar
das vagas furiosas que querianj disputar-lbe
a irosa.
As duas senhoras tnham desmaalo. O major-
ajudantufoi bastante feliz em poder resttuir-lhes
os sentidos. Ao abrir os olhos, a banhislas
queme nava mais pancadas do que
pe aros de pao. Lella Zorah dorma n'uma ca-
ma do priroeiro andar sobre uma esleir, o
Fu en nao pagoa o alugucl o ab ndonoij-a,quan-
do rnudou de guarnido Essa pobre Zorah, pro-
curando ocrupar-sc, pintara o corpo de diver-
sa cores, pienndo-o. Ella chegara-sc n nos Ii
da
de grandes olhosnriradosda ooheul,o nosto sul-
ra o de estrellas c losougos, de arabesedrazues.
ninguem reparara nisso. Bem embarassa.
do
tetuT, u iiauianie ue l'lulipp...
pa lido de propor ; a venda dellaaosseiis coo
n.ibcido. Um Inglez comprou-a por3208000rs-
e 1 irou-a para Londres.
O Alcorajj d pleno poder aos maridos sobre a
mi Ihor. A mulher um campo que le perten-
ce diz elle; percorre-o quando c como tea
ver.
) Alcoro autorsa e ospozo a baler sua mu-
ll .-r quando se musir rebelde asna vontade.
1 verdade que os commenta lores, entro ou-
na o imn Chonchadui, procuraram altenuar
essa dura lei, dizendo que o marido dar em-
pringar primeiro contra a mulher rebelde, a re-
proben ao ; ao depois a privae.io do leito con-
l tal, e linalisMlu so esses dos moios nao pro-
iini objeclo
iprou-
di zirom effefe polo bate-la com
brando, simple* e largo.
Mas consagrado o principio, a maior parle dos
Miisulmanos nao lem admitlido rcslrcrao al-
gi ma.
)tu um gi-
ra iiidarcm-nas assim mutiladas para a tribu de
scj pai ; oulros queimam-lhes os ps em um fu-
go ardenle ou abrem-lhes o eorarao co
pe do yatagn.
[)e balde as muihcies enrgicas se quieixam a
se i cadi dos mos tratamentos que soffrem es-
teljuiz
a mulher. Tambera acidado tejjutz raras tezes faz Juslica s suas justas quei-
prendou de maueira algu- i xah. Para ellas mais rale soflrer muda e resig-
demoiselle I........ morrera, naldamente o rigor do espozo at que a (norteas
ico da floresta de Edough '
,1o a linha arremessado. Os
Uonenses apenas virara nisso um simples acci-
dente. O major ajudante reconheceu um sui-
houvi do pa raizo
dio ; senlio alguna remorsoa por ter sacrifi-
cado urn eorarao lao dedicado. Abandonou a c-
dade e nao viveu mais feliz com sua mu-
lher.
Eu nao acabara nunca se pretendesso contar
lodos os romances de amor, nascidos nas mar-
nobre e ardenle dos dous episodios que acaba-
mos de referir succintamenle.
lotre e as mctamorpliosci em
del Mahomet.
As niulheres arabos fazem as rezes de obrei-
rai. Aomesmo lempo moleiras, padeiras, co-
zinlieiras, lavadeiras, alfales, etc. ellas sao uns
facttum para seus maridos, semi-deosbs que
despreso as obras servia e levara o tempo era
correr fantasa ou ora gozaran sol de um eter-
no farniente. O Africano modelou-so em ludo
pelo typodo seu propbela. E'pastor, eommer-
eianle e viajante ; porii) dosproz i o trablbo
manual. Nao tero, como o ehristao, o oxcmplo
tocante de um Messas carpinleiro.
As niulheres rabes conhecem to pouco o va-
lor do laco conjugal que antes se julgariam cm
falla por nao enzerem
_:no-
patxSo, el-
"i lAr^"i'.:,"^,""",S!,.T- na por nao enzerem a ponto o cuscussu.0 nec
A optniaodas ctdades d frica perdoa com fa- 'plus ultra da dona do casi rabe, do q-e sendo
\,, ,i.vii S S Pecca(l0? dt;,amor ; .dla s ? inf,,,ls se" senhor. Se nao rcce.issom o matrak
inipiacavcl para com as ms alliancas de raca a ou o yatagn, seria o todas traidoras te conju-
rara. As.Mouras casadas com Francezes, anda.^al. Noa donars e debaixo das leudas ha mai*
que mu convenientemente a qualquer respei- [dissoluco do que no centro do nossas cidades
ara um fro acolhimcnto O deserto tambera lem suas licencias. As Sana-
neras som veo recebem o estrangeiro c sem te-
mo,-do muido mato a sede do viajante.
Entro os Kabylas, as mulherea, muito mais li-
vres que as rabes, audam com o rosto dcsco-
ticrto. OKabyla, que o conquistador afiieano,
s recebe do Alcoro oque lhe convm e deixa
de lber-
..... ..-W..HV wu%. ,(U wi i/i uu luuiiiiu. ou um dia se nas-
aridades.de harmona, essa floresta que duran- intimamente cora algara-caid dos Hacheras, sar umtraeode unio entre as raras africanas o
leodiadorme como urna indolente sultana, dere deixar a ctdade, lao grande 6 o escan- francezas. 'sem duvida o primeiro mol lo al-
queimada pelos raios do so e acorda 4 noite dalo, ,u sc ha d( sdar na fi. ,a
com a respiraeao pesada lo leao ou com os ga- As senhoras que administram suas oroorieda- n i -n. .
nidos do chacal. Quando nella se desencadoia ; dos na Algeria, tratara os rabes como un. peda- P' mi"S br,lhanlc esumptuosis qnc sejam as
alguma tempestado, ouve-se um ruido infernal, gogo a seus esludanles, e nada mais cmico do
ci
b
flzeram-me subir todos os piros que dominara da parte das senhoras europeas. Porque esse
uma exteos&o de viole e cinco leguas, descer, prejuo'? Ser porque as niulheres rabes
boui ou mo grado, a todos os barrancos ; con- s pedem ao amor coraces limitados I
duzirara-me Fonte dos Prncipes e flzeram- rando os horisontes infinitos da paixo,
rae admirar as ruinas do aqueducto romano, 'as degradara o amor que leude a purificar as
que couduzia as aguas da floresta para Hip- I europeas. Em Oran, no meio de uma fosta noc-
Pa; ., 11""", tima dama despandola, sorprendida de- sua esposa uma parle de auloridadc c
E um quadro infinito de encanto, de smgu- baixo das laranjeiras do castello conversando' dado no yourbi da cabana Se
DI
x;
a
bi
lliagcm,
raneo.
sorriem as ondas
por
azues do
eres rabes sao cotejadas como merca-
Ucditer- dorias. Lima creatura vale de 400 a 8003000 rs..
urna monkere commum de 80 a tOjOOOrs. 0
ces combinadas da paslellaria indgena e da per-
fumara das Mauras, o b.ilho das joias e dos Ira-
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNM6UC0
A C4HTER4.
2 i DE DEZEMBRO DE 1859.
o Dt\ 9 no ccKRF.Nii:.iiisrRiBin/vo de previos
CV.1INAS10.A l'UKSKMA DE S. H. 0 UTPERADOB
..V...SIK ESTaBELECIMEXTO. A BELLEZA d'ESSA
FESTA DA IMI.L1.UJKM.1A.(.1KCL.MSIAMJAS
. ACOMPAMIAIUM.
Esforcamos-nos boje por dar cotila do traba-
Ido, que nao podemos apresentar ao publico em
seu da proprio, por causa dos cncouimodos que
snifreraos, e qne us priraram do escrerer eu-
to.
Andamos atrasado, mas a terapo anda vimos,
que anda nos sobra a materia ; o pois dcsculpar-
nos-hao aquella involuntaria demora.
*
Se nos proposesseraos dcscrever cora toda a
minuciosidade a visita de Suas Mageslades Im-
pelaos a esta provincia, irarando cada uma das
circumstauclas e cada um dos episodios notareis
quo sedesscui por esse motivo e nessa occasio,
muito espaco leriamos nos para um noticia-
rio de amplissimas dimensdes, e a eslerilidade do
escriptor seria perteitameole conlrabalaugada
pola pasmosa ferlilidade do assumpto.
Essa empieza, porm, to superior s nossas
proprias oicss, apenas podramos deserarenha-
la em mu pequea parte ; e ainda assim, to-
mando para nos um ou oulro faci dos mais sig-
nificativos, que se lem despertado com essa Au-
gusta Visita, ficamos muitissimo quera do fin
u que nos dirigimos. A razao obvia, de eriden-
cia intuitiva. Aquellos mesmos que se hajam in-
cumbido de to importante o elevada trela, re-
conhecero comnosco a summa ditliculdadc, para
nao dizermos, a impossibilidado absoluto, de
cumpri-la e prcencbc-la de lodo. Seria msler
que se desennassem urna a urna todas as coin-
cidencias admirareis, que a presenta de Suas
Uagestades, e a sua estada n'esta provincia, lem
hilo apparecer como por incauto. Seria necessa-
rio que sc lizesse uma especial menco de tan-
tos tactos de superior gravidade c alcance, que
>e ho manifestado n'uma quasiininlerromp
rio, susceplvel s per si de nteressanles
e ponderosos desenvolviinentos. Fra, lalrez, in-
dispensarel que se assignalasse, como n'um qua-
dro magnifico o formoso, todos os actos brilhan-
que a Generosidade do nosso adorado Henar-
cha 0 de sua Virluosissima Consorte ho revola-
do a vista do todos, om tantos rasgos mar vi Dio-
sos c dignos de um pomposo panegyrico.
l o dissemos do outra voz : di-lo-homos
anda boje. A compauhar lodos esses fados c
successos : segui-Ios a passo igual discrimna-
los uns dos oulros; dar a cada um dellcs as pro-
porcoes que Ibes cabera ; marcar, na successo
geral de tantos incidentes apreciareis, aquellos
que mais sobrosahem por sua especial natureza,
u por sua especiaiisaima subliraidade ; apoutar,
com justo criterio, essas diversas proras que a
opimao publica o o amor dos povos recolhem
tomo documentos inauferiveis da magoanimida-
de e benevolencia dos uossos Soberanos : seria a
mais dilficil, se bem quo a mais honrosa de lodas
as misses para o escriptor consciencioso e im-
parcial. Diantc da impossibilidado, porem, re-
cuaui todas as torcos humanas; e pari saudar
uma ula grandiosa, que nao precisa de com-
menladorcs, ncm de narrativas de quem quer quo
soja, bastante apresenta-la, e deixa -la passer
pura e indelercl na memoria de lodos.
O que havemos visto, o que se lem dado n'esta
provincia, desde que Suas Mageslades aqu che-
nem palacio de cristal onda agente se possa ron- do seus senhores c maridos comuiodamenle b-
tiio, que melhor ser observar e admirar o que
suseeptivel do pasmo e de sisuda meditacao,
do que aventurar esse respeilo uma descripeo
que ser sempre obscura, defeituosa e imper-
feila.
Se pertendjessemos fazer coniprehcndcr, ante
o tribunal da publica opnio, as grandes virtu-
des do nosso Imperante, quese palcnteam to
claras no amor c benignidade com que trata e
recebe a todos ; na allcnco com que ouve a
qualquer hornera do povo ; na conrmiscracau que ,
presta s supplicas dos pobres ; e na inaprecia- i
re sulicilude cora que se apressa em acudir aos |
desvalidos da fortuna ; altar-nos-hiam, smeulc \
para este proposito, o espaco e o tempo neces-
sarios ; e por mais que dissemos nada podera-
mos dizer.
Assim como para pintar os festejos populares,
que sao oulros tantos lestemunhos cloquemos de
rassallagem e de rospeitoso amor Monarchia o
ao Minarcha, a ponna lem-nos siJo traca o in-
sufllcienlo ; assim tambera pora esbocar um a
um os votos de immenso jubilo, que as popula-
cii s de lanas villas c localidades da provincia,
lem viudo render ao Illustre l'ilho do lllustre
Fundador do Impeli, c sua Augusta Esposa,
nao acharaos expressdes proprias, ncm depara-
mos rom a linguagein mais adoptada e conve-
niente.
E que tudo isso osla cima das pompas do es-'
lylo e das bellezas do dizer: que assumptos,
como este, sobrelevm cm mageslade, e dispen-
san, por ncapazes e inuleis, todos os piucois,
lodos as formas d'arlc. Se o nao compre'.ien-
dessemos assim, desde j nos preparamos para
iii i novo noticiario ; e entao Dzeramoa raencao
d essas iv-iis esplendidas, e U'essaa demonslra-
fes de fervoroso patriotismo, que a invicta c-
dade de oianua, Ipojuca, Itamarac, o Cabo,
Si rinbaeiu, o Ilio Eormozo, Santo Anio e outrus
lugares da provincia lem conseguido ostentar
cora lauto alan c primaz!.i, como a tula.ra ni-
ca e formal dos seus purissimoi senimentos cm
relaco a Monarchia o ao l'ersonagem Elevad i
que a representa om o nosso paiz.
Entretanto, isso do dominio do publico ; e o
mais que poderamos fazer por este lado seria,
lalrez. repetir por nos, e ora phrasc propria,
uns deQeienle, o que j est sabido, o que to-
di s j conhecem, o que a nenhum pernambucauo
pode ser iudiiTerente, na alluvio quasi infinita
do lanos fados, que a historia derer dentro
em pouco registrar era seus lionrosissiiiuj an-
n; es.
Declinamos, pois, d'esse encargo que nos
seria extraordinariamente difculloso; e, lau-
cando os olhos para oulro quadro, nao menos
bello e significativo, procuraremos Irazel-o
luz publica, sera exaggeraco, sera atavos em-
prestados ; por que na su.i propria siugeleza e
simplicidade ha muila grandeza, ha mageslade
de sobra, e pude ser que iucomparavel sublimi-
dade.
O (ymnasio dosta provincia, que tem sido a
boje um poderoso elemento para o melhori-
nii.'iito moral e inlcllectual da infancia c da moci-
dade,graras ao infalgavcl zelo de quem o diii-J
ge, e ao cuidado d'aquelles que tomaram sobro
si a espinliosa larefa do magisterio, proparava-
so, fido o auno lectivo, para urna e^a so-
lemne que sempre lem sido celebrada all, com
fervor e com o mais inspirativo incanto Aps
as lidas do osludo, que o periodo do diz mezes
all offerece. to ampios de boi resultado, aos
muitos adeptos de scicncia c das lellras, ainda
no alvor das primeiras idades, ia soar a hora
suprema era quo esses mesmos pequeos cultu-
res deviara recolher os fructus e ganharas pal-
mas, que Ibes indicava a applicacao como se-
inonteira bastante para indemnisat-os de tanto
lavor, e de lao louroreis doligencias.
Determinados, pela congregacao dos rcspocli-
vos professores, sob a presidencia do digno di -
i rector da instrueco publica, os premios que de-
viara caber a cada um dos alumnos, que por seos
exames so moslraram merecedores de semelhan-
garam, confirmo-nos rada vez mais n'eslc pen-lle distinecao, restara designarlo dia em que le-
' r' r-pic la* isso c to elevado por si mes-' rism do ser distribuidos csst3 premios, c qnc
seria, demais, uma feslividade de sumrao iole-
rosse, sob a relaco moral, o um fomento pode-
rossimo para a constante culluta da inlolli-
gencia.
Era impossirel quo S. M. o Imperador, to
profundo conhecedor e cultor das lellras, se
conseryasse indifferentc a esse acto de to emi-
nente importancia, o de ta real gravidade ; e
por isso, convidado expressamente para honrar
com sua Imperial Presenca essa cerimonla, de
lio puro esplritualismo, e de tanta belleza in-
trnseca, S. M. sc dignou marcar para esse tira
o dia 9 do correnlc, s 11 horas da manhaa.
Reuniram-se alli, a essa mesma hora, e nesse
dia aprasado, os professores do gyranasio, sob a
direccao do respeitabilissimo regedor ; e diver-
sas pessoas das mais gradas da provincia, entre
ellas o Ilustre director da instrueco publica,
muitos dos mais conspicuos representantes das
primeiras elasses sociaes, e oulros innumnimnii
cidados, os quaes todo3 foram convidados para
"ssc acto solemne, alli se acbavam, como os
membros do instituto, sob a presso do mais in-
desrriptvel jubilo, espera dease momento pre-
cioso que j se Ibes figurava dante-raao um go-
so deltciosissimo, um prazer sera igual.
O edificio preparado cora toda a docencia, o
adornado com todos os atavos proprios da occa-
sio, apresenlava no fundo da sala principal nm
ihionu elegantemente levantado sobre tres de-
gros ; e o pavimento da sala, perfeitamento al-
catifado, ainda mais realrava o brilho singello
que Iransluzia ern todo o edificio, e que traus-
parecia visires no semblante de todos, desde os
que pe lencera ao e.staesiabelocimeiilo al os pro-
prios hospedes e convidados.
A's 11 horas pouco mais ou menos, S. M. o Im-
perador dignou-sc do comparecer no Gymnasio
acompanhado pelo ministro do imperio, o vis-
conde de Sapucahy, o medico do paco c o presi-
dente da provincia. Os professoresdo instituto
formando alas, foram recober S. M. A porla do
edificio, onde parara o cocheimperial ; o d'ahi
eonduziram o Augusto Persoidgem no meio das
mais vivas demonstradles de enthusiasmo, al
a sala principal, onde o' esperavam anciosos tan-
tos coraces frvidos no amor a monarchia c no
culto sublime das letras.
A' entrada de S. M. no estabelccmento, rom-
pou o hymno nacional, tocado e cantado pelos
alumnos da classe de musica.sob a direccao es-
pecial do respectivo professor. Como s*e fosse
urna s voz, esse hymno repercuti unisono e
magesloso por todos os ngulos do edificio, dan-
do bem a entender quo tantos coraces infantis,
quo tantas almas na primavera da vida, sabiam
igualmente interessar-so por uma idea grandio-
sa, e por si mesmos rendiara tira voto de insus-
peila homenagem ao l'rimeiro Magistrado do |
paiz, que os vinha visitar era seu da de mxime
honra, no momento de sua mais ardenle satis-
faca o
A'essa hora S. M., sentado jjcm seu Ihrono,
e tendo dianle do si lautos subditos fiis, e tan- |
tas criancinhas que nadavam no mais ineffavel
conlcntanieiito, por verem que se ibes destinava
a dislribuico do premios com taas circunstan-
cias de rarissimo esplendor e importcncta, ouvia
com agrado essa harmona suavissima, que era
para Elle, sem duvida, um cloquete poema de
superior inspiraco.
Poneos momentos depois, os mesmos alumnos
a quo nos referimos, contaran o hymno dirigido
a S. M bella composiro potica do nosso digno
o eslimavol collcga e amigo, o Sr. Joac Soares
d'Azevedo e que fra posta cm msica, e n'um
estylo verdadeiramente apropriado, pelo hbil
professor dossa arte, tambera nosso companhei-
to, o Sr. Joaquira Bernardo de Mendonca.
Nao publicamos esse hymno to ebei de unc-
go, de suavidade e c-iiidura, porque j foi elle
publicado, c j est condecido por todos Casta
dizer que S. M ouvto-o com esse interesse que
sabe ligar aos assumptos de dupla signilicaco,
pola innocencia que respirara, e pelo amor s
lellras quo ne'llis transpareco, a par de muito
respeitoe de multa reneraoo mngesiadc do
Ihrono,
yatagn voava-lhes por cima das caberas chcias
lindo este canto, o alumno do]l." anuo do es-
tadio, Frederico Pinto de Lomos, passou a 1er
um trecho da Ewriptura na maior parte lirado
do Litro da Sabedoria ; nova dreumstaucia que
ainda velo dar um primoroso realce grandeza
e magnificencia da soicninidade, e que a lodos
deixou edificados e penetrados da mais doce re-
ligiosidade.
A f quo esplende forro osa em todos os rasgos
da inlplligoncia pura, o du espirito singelo ; a
religio que desperla, fecunda e avvenla as lel-
lras, as arles e as sciencias; era um hospede
bem vindo c necessario n'aquella fesla do saber,
n'aquelle banquete abundante, aberto e franco
aos pequeos mas vigorosos lidadores na arena
sempre honrosa do cstudo c das applicaces in-
lellectuaos.-. Novo incentivo era esse para lan-
o fervor que se exige, c que devo nflammar a
lodo lempo aquellos que se iniciara no gravis-
simo sacerdocio da scicncia. Proclosissimo au-
gurio para enlendimentos ainda temos, que, nas
paginas dos Ifvros sagrados, rao beber a primei-
ra, a mais solida insIruccSo, e que depois, ro-
bustecidos na f c nos senlimenlos piedosos, ati-
ram-secom soguranca para futuros que Ibes ho
do ser propicios!
Em seguida leu o secretario a lista dos exami-
nados, com as notas dos seus respectivos exames,
e a relaqao dos premiados. Qualro dessos alum-
nos obltveram o primeiro premio : dous o se-
gundo, o tres o terceiro, sendo no quarto auno
Ires approvados, no terceiro dous, no segundo
Iros o no primeiro um.
Os premiados no 4 anno foram os tros alum-
nos que o seguiram Jos Thomoz Carneiro da Cu-
nha, Francisco Antonio Carneiro da Cunha e los
Eduardo de Pinho P>oiges: foram premiados no
3. anno Augusto Carneiro Monteiro c Joo Ma-
me] de Mes-quita Wanderley : no 2. Virgilio
Augusto de Moracs, Joao Barbalho Uchda Caval-
canti c Jos Joaquim de Almeida Nobre : no 1.
foi premiado Frederico Pinto de Lemos.
Ftnda a leilura, rec.itou o alumno do segundo
anno,Virgilio Augusto de Moraes um discurso,qui-
nao podemos deixar de reproduzir aqu mosmo,
porque um singelo ramalhetczinho de infancia,
deposto com todo o respeito nos (legraos do Ihito-
Estava orgauisado uestes termos :
no imperial.
Senhor !
Se oulro qualquer monarcha da Ierra, que
locasse acaso o nosso solo, se dignasse visitar
solicito este modesto templo das lellras c animar
benvolo o nosso zelo, fra ja semelhanlc visita
ura grande incentivo para nos, e deixa ra sem
duvida em nossos coraces ingenuos ura grande
crdito de nobre e saudoso reconhecimenlo.
Mas quando o primeiro prncipe que vera ver-
nos, c que esta heroica provincia v, o Fillio
do Immortal Fundador du Imperio, o Protector
das I.ettras, o Amigo e Cultor das Sciencias, o
Fomentador da industria, e, se V. M. me permu-
te dize-lo, o incansarel c excmplar companhef-
ro de esludos de toda a raocidado brasiU ira, a
nossa gralido sobe de ponto por to gracioso
acto, que nao s flcar escripto nos aunaos desl-
a casa, mas gravado no espirito do cada um
de nos, como tuna memoria gloriosa e inde-
level.
Senhor! Os alumnos do Gymnasio Provincial
de Pernamburo, no dia desta festa solemnissi-
ma, em que lera a elevada honra de ver em sen
scio o Imperador do Brasil, e em que os esfor-
cos daqnelles que dentro nos mais se distingui-
rara, rio ser dupliradanienlo cornados, ericarre-
garam-rac de cm seu nomo apresentar a V. M.
1. as suas respeilosas honienagons o os votos sin-
ceros d'ura amor nrendido e perenne.
c Digno-se V. M. I. arolhor cora estes votos a
effuso de jubilo insuspeito de quo to los nos
adiamos penetrados por tan alta merce ; e ao
contemplar estes renoros da patria, ainda to
temos mas que serio um dia o seu ornamento,
dcixnr quo passe serena em seu animo a iraageni
das Augustas Princezas que V. M. leve do dei-
xar por algum lempo, c que a associacao de ida-
de- anlogas lhe Iade pi presentes neste in-
do su/tutus oc Hno, o renco ue sca eurolava-se
curadamente em torno dos bracos, da cintura
e dos quadris. Para dominar todo esse espect-
culo sub cora a minha introductora ao terraco.
F.m ura aposento do primeiro andar vraos o noi-
vo Sidi Embarek.acocorado em um tapete e refres-
cado por dous negros que agitavam loques de pc-
nasdeadestruz. Eslava rodeado do musieos.de
convidados do casamento, igualmente acocorados
romo mai acos, e quo Iho fhziam lumuliuosanien-
to minios comprimentos hyporboiicos rom acoin-
panhamonto de rferoonia.de lacee de zoumarah
' Bnivo linda nm ar monacal o enfadado, o que
ue n rt,i, nao vmha a proposito. Nas oulras ga-
lenas cncontrei muitas mulheres da Europa, nos-
panholas, italianas c francezas Essas testas noc-
turnas, onde naoasocompanham seus maridos
l('"1 i 'vileguj da altrahi-las. Quaud.. el
moa a o ii rrai.n, cahimos n'um grupo de Mours
Era cima nao so respira mais do que em baxo. !
l-azia uma noite de sirocc. O co eslava pie-
10, 0 0 horisonle medonho. A cidade de Bo-i
na eslava adornecida, linha apagado todas as
siws luzes ; distingnia-se dilllcilmcnte os zim-l
bonos das casas mouriscas e o minarete da gran-
de raesqiiita. Era ura contrasto singular de si-
lencio e trovas com a louc.i agitacaa e as lu-
zes da festa. De repente a dansa so' interrumpe
pela intimarn de despejo frita aos homens por
ura chaouch. En nao senta isse rc-ilmonte, mas
a senhora que me_ hara trazido, nao era desse
parecer; ella cobrio-me a caliera c mi um tomado
de perolas.tancou-roc um chalo sobre os hombros
e fez-me ajoelhar diante da baluaslrada do Ierra-
eo,recommendando-rae que nao rae moresso. Obe-
dec. Ajieuas o sexo forte tcanspoz as portas de
sabida, lodo o balalho de Mouras com a msica
a trente, loi buscar a uoiva encerrada n'uma c-
mara do andar terreo. Lella Palma sal,o lenta-
mente como se a conduzisscm para o cndafaluo
Era uma mou kere do doze a I rezo anuos ainda
enanca ; alravessou a sala e foi entregue s Um-
boriloiras e perfumistas, cercadas de lodas as
Mouras com reas accezas. As lamborileras co-
moc-tram por amassar a-noiva, pncbando-lho pe-
los dedos, fazcndo-lho rangrr os msculos, ao
depois esse fardo de ca no o ossos fui entregue
s perfumistas que pinlaram-na e enfeilaram-na
coran uma bonera, cingindo-lbc tima os ps cora
nema, outra a palma das mos o as unhas, osla
pintaudo-lhe as faces dearakiawos aznes aquella
avirando-lhc o irilho dos oJhys cora kohul. I-m-
lMo,rieram as camaristas que lhe ir^mm .-
MMsa do gas, de mangas bordadas, v m-onal
Mlf&s calcas de musssulina aperladas cima do
tom ./ello por dous armis do ouro, C colcle de
bordados do setim, a jouba, vestido recamado de
ouro, as pulseras e fachas de cannotilliode pra-
ta, o finta di- lina loa, quo, niolando-sc em
torno dos quadris. caho at os ps ; depois cobri-
ram-lhes os cabellos entrancados com uma gor-
ra .'.: velludo ornada de urna grande bolola do
ouro; sobrocarregaram-llie as orcinas de crculos
do prata, de cachos de perolas o de coral, cobri-
rara-na de joias, collares de coral c modalas car-
regadas doseiitencas do Alcoro ; omPim foi ral-
rada do ehinellas amarellas rom p libelas de ou-
ro sobre as quaes cahian os pesados anueis do
p leitos de prata massica, symbolo significativo
da escrandao conjugal: Arnassada, pintada dou-
rada, prateoda, vestida, o cadver passou de
raaos em raaos. Durante esse lempo Ires Mouras
llliham ido rasa do marido para proparar o lei-
to dos esposos. Terminada a operaco, Lella Pal-
ma, escoltada de grUos agudos e com os ouridos
surdos.pela msica, foi opresentada pelas Mouras
a seu senhor, que ouvo mais uma vez o dcil-
mente, odetalhedas bellezas, dos thesouroa quo
tapossiiir, depois do que se retiraram as Mouras
fechando aps si os dous lados da porta o deixan-
do face a face os dous feposos estafados de per-
fumaras o do elogios. Apenas se fecha o serralho
comecara as dansas iufemoes. Todas as Mouras
se aguara como as amigas psyllas, exceutando
todas as dansas imagina veis, trmulas de rolun-
luosidade e aleando gritos de enthusiasmo. s
portas da casa sc abrem diantc dos Mouros que
entrara c gozara do espectculo nessa bacchanal
inexprimivel. Aprorcitandoo tumulto da entrada
lomei as insignias do mou sexo e relirei-me tes-
lemiinbando ao iiieu cicerone quo indignado li-
nha o corceo por esse espectculo degradante
quo condemna o mahometismo, boje moribundo
na Turqua como na frica, por ter commettido'
o crira de assemelhar a mulher a uma eserara
por nao barer respetado nella a olma, a digni-
dado, o pudor, a liberdade moral.
Apezar de sua profunda Itu'milhacao, as Mu-
sulmanas se mostrara afectuosas o tanto cuidam
em se rorollorem contra o despotismo marital
como cm imaginar a Iheoria da mulher Hrre pro-
pagada com algum xito na Europa. Essas osera-
ras, romo todas as escravas, se acosluman es-
cravidao e asabam amando-a; prrfeirui-na nos
costumes, ros hbitos dos chrislaas que andam
sem ceremonia com o rosto descoberlo o que por
esse fado perlencom, segundo ellas, a todos.
Pionca Ihes reio a ment que podessom igualar
seu senhor, sombra de Dos sobre a trra. Quan-
(1 a\'^7- o esposo dobrarou triplicar o gyneceo
a nova esposa, ou antes a nova escrava, encoi
Ira sempre bom accolhimriitu da paite da.pri-
meira mulher que nao rfl nella uma rival.
uma serva de mais em casa Ha nisso uma rer-
dadcira dedicacao, uma abnegacad enlernocedo-
ia, do que sao ncapazes as europeas, porque el-
la exclue todo o senlimonlo de riume, nao po-
dendo este prorir seuo de ura seuiinicnto de
igualdade o do um desojo um tanto egosta de
posse exclusiva.
Um dos (vaos mais exquisitos da mulher ara-
De o a miiraboula, sacerdotita que corresponde a
sybilla da aaljrnidadc. A maraboula le a buena-
dicha nas lmhas da mo. faz enrantos e recebe
rasen guurbi os membros das sociedades secre-
tas do mahometismo, taes como os aitsaduas,
por cxemplo, a quem sen patrono conceden o po-
der de comer ferro, seixos, p.egos, c screm lra3-
los, por todas as espadas possiveissem sof-
frerera a menor loso. Essas sociedades secretas
que robroui a Algeria, sobre-excilam o fanatismo
dos Arabos por todas as especies de prestidigita-
cues. Assisti na Calle, ultimo circulo de nossas
possessocs algerianss na fronteira da regencia do
Tutus, a alguns exercicios de aissuduas presedi-
Oos por uma maraboula que allingia o sublime do
deformo extravagante.
Imagino-se uns cincocnla energmenos, secu-
rando-se lodos pelo corpo, de sorle que formara
um todo monstruoso, inoveudo-se, saracoteando
em cadencia,sacudindo sobre os hombros, co-
mo folies, a loriga madeixa de cabellos, chamada
Mo/raiMe/, indinai.do-se para os enrves accezos
ate que, embriagados polo movnieulo, todos os
aissaduas perdeni o ser humano e se transfor-
mara, uns ero leoes, oulros cm cbarals, ca-
rao los, panlheras, etc. Enlo, essa degradaco
da humanidade em cavallarice, tem algtmia cou-
sa de medonho, aleando cada ura os gritos do
animal em que esl encamado, cometido pedras
ou ferro, ou tullas de cactos ou deslvales se-
gundo sua qualidade. Eu linha condecido depor-
to era Pars tuna socicdodc de homens-aiiimoes
que cm suas reunios tnham substituido a pala-
vra pelo grito de todos os animaes; porm nao
so pudeeslabclecer compararo cnlre alguns Pa-
risienses patusros.diverlindo-se scmelhanca de
animaes, e esses medonhos Arabos .ue sao er-
dadoiranionlc os animaos, cuja imagera represen-
lam por momentos. Ha raiva, delirio, contorscs
iiornveis, esforcos sobrehumanos, nue parecen
mtracutosos. Digercm realmente o Video o f. r-
ro, o mineral ? Nio se; mas toquei-os. ri-osde
bem porto, c parcce-nis mais dllcil empalmar o
que comeni diantede um auditorio extasiado
vista do suas excentricidades.
A marit6oufo.com o rosto profundamente sui-
cido do rugas, apenas coberla do loques anima
essa luna animalesca com suas caralonlias c Ti-
los. Porem o que ha de mais extraordinario
que, a un do seus signos cabalsticos, todos cs-
ses animaes ierres e fciriosos, lodos esses lees
chaeaesc d/omedanos que rugirani. uivaram'
irincaram srligeriram video, toruam-sc Arabos
rain pacficos c rao deitar-se como Lons burgue-
ses na liosa dila. 6
Essas extravagancias nao fazem pensar qt-e o
hoinem deseje rollar ao son estado sclragem
bestialidado, aos instinctos b;utaos e barbaros de
urna natureza inculta?
Cortos aissaduas tom por especialdado deixar
alravessar as faces por punhaus. oulros migar
cora serpentea, eriar Icos e leva-Ios cm trium-
pho polas ras as wdades d'Aftica, como uma
manifeslaro rtmi*sa do poder que Ibes lcou
seu santo.
As sacerdntizas arabos, chamadas mara6ou-
tas, santas do mahometismo, podera igualmente
operar milagros o domar animaes ferozes. Em
urna patarra, todos esses sanioso santas se rami-
llcam pela grande ordo* dos Kouans. ir-
maoa que se renen em diversas sociedades se-
cretas para mauler, por meio de aeces extraor-
dinarias, de fados sobronaluraes, o'credito racil-
lante daf musulmana. Sao estes os focos sem-
pre accezos do fanatismo dirigido na Algeria coti-
lla nos.
A mulher arabo, quasi sempre casada apenas
nubil, cnvelhece cedo ; mulher aos doze, lorna-se
matrona aos tirata anuos. Como belleza, muito
inferior, apezar de sua estatua elevada, seus
grandes olhos voluptuosos c expressivos, Judia
essa rainha das mulheres indgenas d'Africa!
Quando alguem onconlra cm seu carainho as fi-
nias de Israel, a admiracao petrifica; essas nao
occuHam seus roslos. Passeiam como soberanas
pelas ctdades da Algeria, mostrando suas carnes
opulentas, mal contidas por um rico vestido cha-
peado de prala, arraslando suas chinellas estrel-
las, que apenas seguram-se cm seus ps ns e
rosados. A India reina cm sua casa. O Israelita
mongamo ama a familia, nella sc fortifica como
n uma fortaleza e nao sonto prazer algum fora de
seu lar o que pedera explicara porpeluidade
da raca judaica seu bem estar no meio de lo-
das as ibulaces.
Bkxjamin Gastine.u-.
IPresse. Dttperon.)
I Continua)
terneredor arto de familia, a que V. M. I. d lu-
do o esplendor e interesse. >
Passado estointeressaole episodio, S M. o Im-
perador so dignou de distribuir com suas proprias
mos os premios destinados quelles alumnos
e esta solemnidade foi de unta significarn ini-
raensa. c de um valor que nao nos dado apre-
ciar, lalrez, em toda a sua extenso. Bollo es-
timulo para a cultura do espirito nesses meninos,
que assim viara cornados seus esforcos com um
galardao de tal proco !
Ento leve lugar a recilaco do um discurso
composto cm latim pelo regedor do instituto, e
lido|naquolia occaso polo alumno do i. aun ,
Jos Thomaz Carneiro da Cunha, que o prcnuri- '
ciou com cnorgia e propriedade. A este seguio-
se o discurso especial pida dislribui-o dos pre-
mios, proferido polo conego Campos, professor
de eloquencia, o que j fot publicado neste jor-
nal.
Depois disto, S. M mostrou desejos de que os!
alumnos premiados fossem all mosmo argidos
pelos seus respectivos me-tros nas disciplinas, a
que sc hariam applicaao durante o anno lectivo ; !
e apoz um longo exercicie c um rigoroso exame ,
am quasi todas as materias, que durou por mais
de 3 horas, S. M. dando-sc por inleiramente sa-
lisfeito, passou a percorrer o interior do eslabe- ;
lecimento, o a sala do museu onde so demorou i
por algum lempo.
Essa to singular e liouradora visita do S. M.,
penhorando do sobra a todos que muila razo ti-
nham para engrandecer-se com ella, foi mais um
raolivo de summa importancia, de regozijo o ad-
miracao, se se reflectir que o nosso Querido Im-
perante ainda nesses to apreciareis momentos
moslrou-se a todos nao somonte um desrclado
cultor das lellras e das sciencias, mas tiimbcm
um grande mestre, u'ii sabio.
Eslava concluido por esta vez um acto de lau-
ta edilicaco para o espirito e de lana dorura e
belleza para o coracao : e o mais que se houve-
ra de exprimir seraclhante respeito'seria pou-
co, em atlencao ao muito que so obsorvon cm
tantas sernas de Thexplicarel appnrjto e gran-
deza.
Levramos nos tambera o nosso tributo a S.
M., em uosso norae c da corporaco a que per-
lencemos ; era uma poesa : mas, nao nos pu-
dendo caber a honra do recita-la por sor ja mui-
to lardo, 8. M., com a bcmdade que o distingue
sc dignou de ordenar-nos que Ih'a levassemosao
paco por isso que nao nos era pormittido entre-
gar-Ih a alli mesnio, como S. M. quera que o l-
zessoraos, em razo de nao estar escripia em fot-
Ira propria para sei-lbo oileitada e aprosen-
tada. '
A entrega dossa poesa levo lugar efleclira-
menlc na noite do 15 do enrenlo no paro impe-
rial, e na propria mo do S. M., que a recebeu
com muila benignidade.
Entregamo-la boje ao dominio do publico.
Ei-la :
Quando, Senhor, o templo da scicncia
To singelo e lao novo se levanta.
E cm doce festa os penetraos franquea
As mullides que um pensaracnto vasto
Gonduzfra ate l, por entre as Dores,
Que ora seu recinto perfumadas brtlliam,
Atravezdo mil cnticos solemnes
Oue lhe cedonm d'om torno ferrororos,
Como um s hymno d. celeste encanto ;
Grave a scena que t ni formosos quadros
Se desenrola ento ; [ira/oros, jubiles,
Cedo s'esmallam nesse abrir fagurro
Do louea primavera, que se expande
Do intimo existir na imagen) pura.
Hojo, Senhor, to iramortaes ideas
Bem sclraduzem na serena pompa,
Oue este pequeo sanctuario ostenta.
Ampio thesouro s geracoes que passam
Na primelra estaco da 'vida incerta.
Resccndendo balsmicos aromas,
Ergue-se o templo, consagrado s lellras,
Immenso Ii vi o que cm doiradas paginas
De longe apona o rpido progresso
tijurcBludc que o txvclve alenla.
Elle se ergue. e em mil padres radianles
Falla mais alto que esses vaos mysteros,
Quo o mundo enrolrem no seu manto escuro
NO veo material. Da infancia os brincos
rambem sao estes que em 1 giro roo
Percorre audaz no estadio que lhe abriram "
1 rilis raedilaces, proficuo cstudo :
Sao gozos raros que lhe surgera n'alma
Sao delicias d'amor quasi infinito,
Oue um dia, apoz a lucta em que s'empenb i
Lhe Haz mais vivas, lhe afigura eternas.
Esse dia, Senhor, de novo assoma,
Lmpido c puro, na extenso do tempo.
Aqu, as flores que em festes galantes,
Brotara rfcosag, com seu vano esmalto ;
Aqu, as oldaees que cm torno s aras
Da BCiencia c do amor p'ra Dos s'elevam ;
Aqu, as harmonas deleitosas,
Oue infantis coracao continuo exaltan)
E as grinaldas gentis, e as lindas c'ros.
Oue a fronte enramara dos cultores novos ;
Tudo um pensar gravissimo interpreta,
Lu ineflarel sentir que mal exprimo
Sincero canto que o poeta cnloa.
M is que posso ou dizer ? Chegada a hora
Do Irrampho sem par que se deslina
\ms pequeos mas feries lidadores,
Oue de novo no templo sc congregan!.
Em nula meza, n'um banquete opra :
Rsia-llies n'alma o onlhosiasmo ardenle,
E na expanso do jubilo que osbanha,
v. rida immaterial so Ibes dilata,
Como n'um co de incgnitos prazeres.
Ellos veom boje aqui, tiesto recinto,
0 Soberano que dos brios patrios
Lhesinflamma o fervor, quo timbre c gloria
Oeste pau onde vivemos todos.
Em frente ao Cezar que o Brasil sc ufana
Do contemplar na trra a providencia
A tantos povos que seu norae exalcam.
Desde o Prata diaphano e opuleuto,
T o Amazonas caudaloso e altivo ;
Em frente ao novo e mas ditoso Augusto
Oue, das lellras cultor, firma to sabio
Com rara proteceo ventura o honra
Aos subditos fiis, a tantos ilhos,
Oue das lellras o mbito percorroni ;
Tenue, mas nobre goraooo, fadada
A missao do saber, da "liberdade,
Aqui do eternos loiros se adereza,
E segura ao porvir seu vo estede.
Era vos, Senhor, que lhe sondaos o espirito,
Oue lhe ouvis os recnditos segredos,
A brotarom-lhe assim no almo crepsculo
Do sou bello rirer ; cm vos p'ra sempre
Toda a esperanea alegre deposita
Esta familia que ante vos se curva,
Humilde, sim. mas rgida c relente,
Quando vos olha e o vosso throno encara.
Aceilae-lhcs, Senhor, o canto ingenuo,
Oue, insiispeita humer/bgem,]symbolisa
Ante o solio do Re um s principio :
Liberdade. Sciencia e Monarchia.
Abrigai-os sombra auspiciosa
Do manto imperial ; e dous seus mcslrcs,
D'esses que foram seus primoiros guias,
Do todos nos quo o circulo formamos
D'este, das lellras renovado Prtico,
Ouvi tambera as saudaces perennes.
Que respeilosas pata vos se lanr.tm !
Senhor deslc Gymnasio onde quizesfes
Vir boje engrandecer lo linda scena,
E este o grito que repele o mundo ;
Viva o imperador Pedro II !
Rerife 9 de dezeral ro de 1859.
r. e.
PEBH. T\P, DE M. V. DE PARIA.-1859.
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MUTILADO
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