Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08920

Full Text
>
AMO. HIT. BDMERO 294,
Por tres inezes adinntados 5S0O0.
Por tres mezes cencidos 650OO.
SJBBiDO 24 DE DEZEMBflO DE !8S9
Por anno adiantado 9$000.
Porte franco para o subscriptor.
ENCULReG^AftS4)A SCBSCRIP^VO DO NORTE.
Parahiba, o Sr. JoO'Rodolpho Gomes; Natal,
e Sr. Antonio Marques da SrV-va ; Aracaty, o Sr. A.
de LemosBrag*; Ccar, o Sr. J. Jos de Olivcira
Maranho, o Sr. Manoel Jos Martin? Ribero
Suimaraes; Piauhy, o Sr. Joo Fernandes de
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. mxnus;
Amazonas,o Sr. Jeronvmo da Costa.
I'AKIIDA DOSi,OKKlUs.
Olinda todos os dias as 9 1,2 horas (Jodia.
Iguarass, Goiannae Parahiba as segundas c
sextas feiras.
S. Anto, Becerros, Bonito, Cantara, Altinhoc
Garanliuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, l.imoeirn, Orejo, Pes-
queira, Ingazcira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Ouricury e E.x as quarlas-feiras.
Cabo, Serinhem, ltio Formoso, Una, Barrciros,
Agua Pros, Piraenteiras e Natal quintas feiras.
(Todososrorreios parlem as 10horas da manhaa.)
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relaco : tercas feiras e sabbados.
Fazcnda: tercas, quintas c sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quintas ao meio dia.
Dito de orphaos: tercas c sextas as 10 horas.
Primeira varadocivel: tercas e sextas aomeio dia
Segunda vara do civel: quartas c sabbados ao
meio dia.
EPHEMEKIDES DO ME/. DE DEZEMBKO.
2 Qimrto crescente as 11 horas e 30 minutos da
manliaa.
10 La cheia aos 53 minutos da manhaa.
16 Quartominguante as 6 horas e 56 minutos da
larde.
24 I.ua ora as 3 horas e 27 minutos da ma-
nhaa.
PREAMAR DE HOJE.
Primciro as 5 horas e 18 minutos da manhaa.
Segundo as 5 horas e 41 minutos da tarde.
PARTE OFFICIAL
'Si, que a llies'irarii provincial tein ordein pa- de Roma, apoderar-se-lua
ra entregar ao thesoureiro pagador dessa repar- gorerno em sua propria fonte, o que porta
licao os 30$000 para indeinitsac;aO~~aa_casa que direc(;o seria fcil.
"*" B* i mii\i,i.\. I deve ser demolida na direceo do duodcimo oi-
E podiente do dia 1 de novembro. lavo lauco da estrada da Victoria, purtancente a
Ollicio ao Exm. presidente da provincia de Ala-: Mariana Antonia da Conceico.
goas.Passo s raaos de V. Exc, para os couve- Dito ao delegado interino' da repartiera espe-
cenles exames, copiada relac dos volumes, cial das terns publicas.S. Exc. o Sr. iresideu-
que pelo arsenal de guerra forain remitlidos no I te da provincia manda coinmiinicar a V. S.,"em
vapor Cruzeiro do Sul com destino A*"sa pro- j resposta ao sen ollicio de 17 do corrente, que a
v,l'9a" i thesouraria de fazenda tem orJeui para pagar a
Dilo ao da Parahiba.Passo as mos do V. quantia de 37S200. despendida con a caiaco e
Exc. para o convoaieoteos exames, copia da pintura exterior da casa, onde funeciona essa
repartioao. e com a compra de oulros objectos
par.i a sua illuminaco.
DAS DA SEMANA.
19 Segunda. S. Fausta; S. Daro m.;S. Sindonio.
20 Terca. S. Liberato m ; S. Foligonoo b.
21 Quarta. S. Thorn ap.; S. Glicerio sac.
22 Quinta. S. Honorato ; S. Flaviano ra.
23 Sexta. Ss. Migdoneo e Mardoneo mm.
24 Sabbado. S. Gregorio m ; S. Hcrmiua m.
25 Domingo. Nascimento de N. S. J. Christo.
relaco dos volumes, que pelo arsenal do guerra
forain remettidos no vapor Paran, com destino
essa provincia.
Dito ao do Rio Grande do Norte.Satisfazendo
requisteo de V; Exc. contiJa em seu oflicio
do 9 do corrente, rcmclto-lhe um tubo de pen-
na com seis tubos capillares de humor vaccin-
no, quo foi hoje mesrao extrahido de boas ps-
tulas, como parlicipou-me o commissario vacci-
nador provincial.
Dito ao bispo diocesano.O astrnomo Emma-
nuel Liis, que veio em commissao do governo a
.1.. I '. rtmn ..iw. .. \ .. J .. J .1 .____ .
nauraiinente Ueste
lauto a
Jio seria fcil. *
Nada pareca con effeito mais verosmil, po-
rm a prosecuco demonstrou que o calculo era
mo.
O clero, que devia Napoleo a respectiva
restauraco, apresentou-so como victima de vio-
lencias, c desenvolveu syinpalhias aati-impe-
riaes, deparando-se com membros delle na van-
guarda deses Francczes desvairados, que aco-
llieram com tantos cogeos urna dynaslia restau-
rada pelo estrangeiro.
Nao obstante esta decepeo, em vez de conti-
i miar a anliga tradico, que consiste em isolar de
ma ( -...-, > ..i ........ v i"in iioihl/, u; iivuiii| r; ;n
a i fundar o mais slidamente possivel o gallicanis-
im *mo, seguio-so a*polilica que cifra-se cni ir pro-
Dito ao astrnomo Eramaiiuol Liis. S. Exc. j mais em mais o clero 'francez de Roma, e em
oSr. presidente da provincia manda declarar
V. S.. que o director do arsenal de guerra tem
orden para fomecer as 3 barracas, que V. S. 'curar oni Roma a chave" do coracao do nosso
requisita em seu oflicio de honlein para o serv- clero.
co da comuiisso de que se acha incumbido. Solicilou-sc a allanca do papado, dcseuvol-
21 veu-se tudo para conseguir-so urna influencia
Portara.O presidento da provincia, alten- i e.m sous conselhos, procurou-sc fazer-lhe ser-
. dando ao que .he requeren Jos l'itiio da Motta ir^SSS^&''? itiF.SC
esta provincia, afim de determinar a posicao geo- Mues, lente da segunda companhia da seceo mente converteu-sc-o era alvo das intrigas di-
phica da cidade do Recife, e dos_ pontos mais do balalhao da antiga guarda nacional do mu- plomaticas ; c a siluaco chegou a tal ponto,
nicipio de Po-d'Alho, resolve' reforma-lo no ?,"e i,.1uelle individuo, que pareca ter mais to-
mismo posto, de conformiJade cora o art. 71 da I l!6"1 Roma' **** lambem ser ",ais
lei n. 602da 19 de seterabro de 1850, e art.
83 do decreto n. 72-2 de 25 de outubro do mes-
mo anno. Communicou-se
importantes do litoral, assim como fazer o exa-
me aecurado das condices hydraulicas dos por-
tos do Recife e Tamandar, entende que o pala-
cio de V. Exc. em Olinda, achando-se n'um pon-
to elevaUo, oiTercce a vanlagem necessaria para
as observaces scienlificas, que tem de fazer o
mesmo astrnomo.
Vou pois rogar a V. Exc. que se digne de ce-
de/ temporariamente urna parte daquelle edifi-
cio para o lira indicado.
Dito ao commaudante das armas.Pode V.
Exc. mandar alistar o paisano Manoel Vieira de
Cromos que nsto baria engao.
O verdadeiro governo do clero francez existe
em Franca : este clero muito mais gallicauo do
que se pensa.
Si quizossom tomar o Irabalho de consolidar a
sua constiiuigo, e do fortaleccr-llie a indepen-
dencia ; si reverlessera a eleicao dos bisposao
sulTragio primitivo ; si o remocassem relempe-
lando o episcopado em sua verJadeira fonte ; si
dessem ao clero simples as satisfaces, que elle re-
clama sob a relaco de posico, independencia e
futuro,uenhumaduvda Iiavia em qoeo clero fran-
ao commandante
superior da guarJa nacional de Po-d'Alho.
Expeliente do secretario do governo.
Ollicio ao coramandantfl das armas. De
ordein da S. Ex. o Sr. presidenta da provincia
Mello Silva, que, offerc\:eudo-se voimlariamen- d,;c,aro a V. Ex., em rosposta ao seu ofQcio da
te para servir no exercto. foi julgado apio para '0 do corrente, sob n 1014, que, por despacho
sso como consta do termo de inspeccao annexo dasla dala, se aulorisou o inspector da (hesoura-
northcio de V. Ere. de 17 do corrente sob n. rU de fazen,la ,,,, pa ao2.osargenlo do
Dito ao mesmoFaco apresenlar a V. Exc, ,0-* Da,a,o de infanlaria, Francisco Foligonio t
namJ^n1!! in,s,',(eccionavo9' oa recrulas Joao Jos de Souza Magalhaes a gralicacao, que Ihe com-; como dissemos mais cima, que a chave da
Nicacio de Souza, e Joao pele por haver apprehendido o desertor do mas- \ ja franceza existe em liorna.
Este pensamento ha sido partilhado por espi-
ntos illustrados, a quem votamos dedicada aini-
e nos havemo-lo sempro combatido, qual-
ea> resposta ao seu ollicio de 19 do correnta,
sob n. 1015, que, por despacho desta data, so
aulorisou o inspector da thesouraria da fazcnda a
mandar pagar ao lente do 10 balalhao de in-
famara Francisco de Assiz Guiraaraes, a im-
cezsc tornasse cada vez mais cidadao.e a sua di-
reccao se falicilasse de mais cm mais para o es-
lado. Infelizmente, porm, penia-se ainda hoje.
Francisco da Silva.-Communicou-sc a chefe de i mo baU,ha ,G,iacio Marianno>
Dito ao mesmoSirva-se V. Exc.de minis-' Ditoao mesmo. Do ordem de S. Ex. o
trar-me a sua informacao sobre a materia dos Sr. presidente da provincia declaro a V. Ex.,
apeis inclusos. <-*
Dito ao commandante superior da guarda na-
cional do Recife.Vista a sua informacao de 17
do corrente sirva-se V. Exc. de mandar aquar-
elar na capital 50 pracas da guarda nacional
dcsteniunicipio.com os respectivos offieiaes, l-
cando assim augmentada a forca aquartelada do _,
balalhao de infamara da gJarda nacional do Porl8ncia da lorragem para urna besta de baga-
para a
Commiiicou-se ao cora- I oemt pela marcha que fez desta cidade
^ povoacao do Aliinho, e no seu regresso.
-uuco Dito ao commandante superior da guarda na-
municipio de Olinda.
mandante das armas.
Dito ao chefe de polica.Com a .
flo tenenle geaeralcommandanle das armas, res-
pondo ao oflicio, que V. S. me dirigi em 4 do onal .a raumcipio. De ordem de S. Ex.
corrente, sob o. lito, sobre a conveniencia de Sr. presidente da provincia declaro a V. Ex.
fier k|la.por o.r,>'a de Pr"ieira linha a guarda da \ que, por despacho desta data, se aulorisou o
taDiloCaoedirector do arsenal de auerra -Mande dreCl0r d arseual de guerra a m8ndar fornecer ?craDOS signatarios dos preliminares de Villa-
Vmc. fornecer ao quarlel da g.luda da' casa do i "rluch.me da que trata o seu oflicio de hoje. | [?Sf|JC ,lvessem "** a po^'-o de
delencao urna cadeira, dous mochos com assenlo Dito ao chefe de polica.S. Ex. o Sr. pre-
de pallmha. urna meza com gaveta, duas camas sidenle da provincia manda communicar a V.
?eJerro_com 9o1** e travesseiros, o um lav,- ; ^ m respog(a seu oa( Je J7 do corrent(i
quer que seja a parte donde elle proceda.
E poristo que, no proprio interesse de nosso
l>aiz, c, com mais forte razao, da Italia tucsma,
nos nao votamos pela presidencia do papa ; tanto
mais quanto, segundo nossas ideas, nada se ga-
nha em fazer-sc avances ao poder pontificio.
O clero, longede com isto mostrar-so reco-
miendo, tem para si que far-se-ha concessao,
o por sso torna-se exigente : parece que elle
nunca lao govcrnarel como quando delle nada
se teme o nem se espera cousa alguma, confor-
me fa/.ia-se na monarchia.
DiQerenlemente de dar-so urna supremaca
temporal qualquer ao papado, na confederaco
italiana, entendamos como mais poltico, anda
mesmo sob o alvo que levaram cm vista os so-
liras, e os propagadores de principios polticos
os mais revoltanles.
Nos com ludo, tendo a mais Ilimitada con-
tiinca no clemente Pai de misericordia, temos a
mais ardente e certa esperanca de que Elle nos
fortificar e consolar no mofo de noss s trbula-
toes, c que por Sua graea e vontade toda pode-
rosa, Elle despertar o senlimento do seus deve-
res aos inimigos da Igreja e da sede apostlica, e
fa-los-ha entrar nos caminhos da verdade, da
justica c salvaciia.
< i'ara nos por tanto, veneraveis irmos cm
Nosso Senhor Jess Christo, nada mais consola-
dor pode haver, que a occasiao, que temos de
assegurar-vos novamente e confirmara alfeicao,
com que vos abracamos. Em testeraunho de os-
sa extrema cordialidade e affeco, nos, do mais
intimo de nosso coracao, damos nossa hencao
apostlica, nao somonte vos, veneraveis r-
maos, senao lambem aos rebanhos, vossa vigi-
lancia pastoral confiados.
Dado em Roma, em 22 de agosto de 1859.
(Journal dti DebaU.S. Ftlho.)
INTERIOR.
Conraiss&o Anglo-Brasilei ra.
PUES Ai.
UtKi:SlMMi:\ DE PENABUCO.
PARAHIBA 17 DE DEZEMBRO.
Mon cher.Qucm quer dar, sempre tem o que,
diz o dictado, e o certo que tem razio. Nao
se admire pois meu querido, queja Ihe envi ou-
Ira missiva, tendo decorrido tao pouco tcrnpo
depois da primeira. A trra 6 pequea, ver-
dsde ; porem procurando-se c qWreiido-sc sem-
pre se acha o que contar.
Comecarei dizendo-lhe, que no dia 12
rou-se a ultima seceo do jury do
anno.
encer-
Co ren te
torio com baca, fazendo recolher a esse arsenal
os objectos que all se acham inutilisados. s?b 1258, que acaba de aulonsar a ihesoura-
Communicou-se ao chefe de polica. I ria provincial a pagar a quantia de 15*400 is. I
Dilo ao mesmo.Approvo a deliberaco que despendida com o forneciinenlo du luz para o '
?prriidW^^ 'l-'fd0 destacameol>d Allih0nos dt:
corrente, sob u. 36*. Communicou-sc ao ios- 0ulubro do anno prximo passado ale fevereiro i
pector da thesouraria de fazenda.
Dito ao mesmo.Fica Vmc. autorisadoa illu-
minar a gaz esse arsenal por occasiao da chega-
da de SS. MM. II, como propc cm seu oflicio de
17 do corrente.
Dilo ao mesmo.Faca Vmc. recolher a esse
ultimo.
Dito a0 director do arsenal da guerra. Da
ordem ja Ex. o Sr. presidente da provincia,
declaro a y. S. en resposta ao seu oflicio de 19
do correiU9j so(j0 n 3G8. que, por despacho
d" E*nmla a mandar pagar a quantia de.....
242*370 rs., importancia da despeza feita com
a Plntura de cerios objeclos pertencenies forta-
leza do Brum e forle do Buraco.
22
Oflicio ao director geral da instrueco pnblca.
^J^^^l^AZl\^ ^a*;"aurisouo inspecior'd; thesouraria
sero aprcsenlados por parle do capilo Jos dos
Santos Nuues Lima.Coramunicou-se ao com-
Qiandante das armas.
Dito ao director das obras militares.Fica
Vmc autorisado para levar a effeito a illumina-
co do quarlel general do comraando das arma-,
podendo ella ser a gaz, para o que dever Vmc.
dars providencias necessarias, entendendo-se 'ndefenndo os roquenmentos do professordo
com o respectivo lente general, a quem com- Curat0 da S de Olinda Maximino Narciso So-
muniquel a aulorisaco.Ufliciou-se ao com. breira de Mello, a quem se refere a informacao de
mandante das armas. Vmc. com data de 2H de oulubro ultimo, sob n.
Dito ao inspector da alfandega.Mande Vmc.: 2l2- so me """erece a dizer que se deve marcar
por a disposico do commandante da divsaona- um "V0 dia Para examc do supplicanlc nao
valdcsla provincia o grumete da escuna Lyndoia1 Pudendo ser mais attendidas as allegaces, que
Manoel da Paixo, afim de ser julgado em con- elleaprescntar acerca deste objeclo. r
selho de guerra pelos ferimentos feitos no pii- Dll ao inspector da thesouraria provincial.
meiio marinheiro da armada Manoel do Nasc- Remello por copia a Vmc. o oflicio, que en 5 do
ment Rangel. Comniuoicou-se ao comman-
dante di divisao naval.
Dito ao commissario vaccinador provincial.
Remello a Vmc um envoltorio com pus vacci-
nieo.
Dilo cmara municipal do Recife.Inteirado
de quanto me comraunica a cmara municipal
do Recife, em seu oflicio de 16 do corrente sob
ii. 121, se me olferece a dizer que os fiscaes de-
vem ter a precisa vigilancia para evitar que so-
Jre os caes se lancera lxos e mraundicias, de-
vendo a mesma cmara ler as posturas necessa-
rias para prevenir esse grande nial.
Expediente do secretario do governo.
Oflicio ao Exm. bispo doccesano.S. Exc o
Sr. presidente di provincia manda remeller a
V. Exc, para o lira conveniente, alguns exera-
plares impressos do acto de 4 do corrente, con-
lendo diversas disposices para screm observa-
das por occasiao da chegada do SS. MM. II.
Fez-se tambem reiuessa de exemplarcs ao com-
inandaiile das armas, commajidttule superior da
guarda nacional deste municipio, chee de poli-
correnlc me/, dirigi o commandante superior
da guarda nacional da comarca do Bonito, decla-
ra ndo o dia em qne foi dissolrido o destacamen-
to daquella villa
Dilo ao conselho de compras navaes.Era res-
posta ao oflicio, que era 18 do corrente me diri-
gi o conselho de compras navaes, se me offere-
ce a dizer que npprovo os contratos feilos para o
fornecimenlo de vveres e oulros objectos neces-
sariosao consummoda armada c estabclccimen-
los de marinha, como se v dos termos anuexos
ao mesaiu oflicio.Communicou-sc ao inspector
da thesouraria de fazcnda.
iiumildade, que conven um principe, que no
fundo o adversario commum de todas as reale-
zas c de u-J os imperios temporaes.
Combi m-se para eleva-lo, quando impor-
tava redu.... sua influencia aos limites era que
deve gyrar, para enlreter a harmona con o es-
pirito do seculo XV, parece-nos urna grande
falta.
E verdade quenodeu-sc ao papa senao urna
presidencia honoraria ; a elTectiva pcitencer ao
mais poderoso na Italia.
Mas quantas diiculdades nao appareccra ain-
da mesmo nessa presidencia honoraria !
Porque titulo ser ella exercida?
Ser somentc o principe temporal quem pre-
sidir, ou pelo contrario o papa ".'
Si foreste, poderdahi provir o desraorona-
menlo de todas as doulriuas polticas, conserva-
doras dos oslados.
Depois da idade media, cm nenhuma parle a
autondade temporal ha consentido na admisso
ou reconhecmento da supremaca da autoridade
espiritual ; que tera-se visto obrigada a submet-
ter-scc a aceitar concrdalas em todos os lu-
gares
Si o papa que tem na Italia a supremaca,
anda a honoraria, ludo acha-se em subverso ;
si, pelo contrario o principe temporal, com que
direito ser elle reputado o primciro, mesrao ho-
norficamente ?
Estamos que os governos d'Aastriae da Fran-
ca retonsideraro nisto, e vendo que os seus in-
teresses naoeslao na allanca com o papado, hlo
de por certo abandonar a poltica,\que consiste
em procurar nelle um apoio ou urna sanecao,
para volveren) aquella de Luiz XIV, que taltava
alio, posto que fusse muito, muitissimo catholi-
co, mas que apressava-se a ouvir, afim de evi-
tar as pyramides comminatorias.
Passemos porm base seguale do tratado de
\ illa-franca, isto c, a annexaco do Piemonle.
(Len Plee lYirtvio.)
EXTERIOR.
Os preliminares de Villa-franca.
III
A presidencia honoraria do Papa.
Sao conhecidas as nossas opinioes acerca do
poder pontificio, e todos os actos que delle par-
cia, capilo do porto, inspector"do arsenal de' ma-,cm e dcsenrolara-se s nossas vistas, nao sao
rinha, commandante do corpo de polica, cania- laesque, desfazende es=a impicsso, levem-uos
ra municipal desta cidade, aos juizes te paz mais a 'o-lo cm estimacao.
volados das qualro freguezias, e aos vicarios das
inesraas.
Dilo ao commandante das arma?.De ordem
4e S. Exc o Sr. presidente da pro/incia declaro
a V. Exc, em resposta ao seu oflicio de 17 do
corrente, sob n. 1011, que por despacho desta
data, se aulorisou o inspector da thesouraria de
fazenda a mandar pagar ao tenenle do 9." bala-
lhao de infantaria llenrique Eduardo da Costa
ama, a quantia de 4J000, que despenden com o
enterraraento do soldado do mesmo balalhao
Joao Teixcira, como V. Exc declara em seu cita-
do oflicio.
Dito ao chefe de polica.Por despacho de bo-
je autorisou-sc a thesouraria provincial a pagar,
avista dos documentos, que. acompanharam o of-
licio de V. S. de 17 do corrente, sob n. 1257,
a quantia de 24$920 rs. dos vcnciiiienlos de urna
escolta de guardas naciouaes, que conduzio o
rriiuinoso Pedro Jos do Nascimento, do leruio
do Buique para o do Brejo o que coraniunico a
V. S. de ordem de S. Exc. o Sr. presidente da
provincia.
Dito ao director interino das obras publicas.
le ordem de S. Exc o Sr. presidente da provin-
cia communicoa V. S., que por despacho de ho-
antorisou-se a thesouraria
O arrebatamento do joven Morlara, as sienas
de Perugia, a agilacao quasi perpetua das Ro-
manias, o governo dos cardeaes, a prelenciio do
chefe da Igreja iuipor nao s a verdade religio-
sa, senio lambem a verdade poltica, e nutras
circunstancias anda formara um espectculo
que nao pode produ/ir conversoes, sobre ludo
daquclles que nao sao mui facis.
Consequciitcmeiile pedimos aos DOSSOS lelores
pertnisso para comecar a discusso dessa base
de Villa-franca por meio de consideraces, cujo
alcance nao ha de escapar a ninguem."
O governo do clero em Franca ha sido sempre
para o oslado um negocio mui dillicil ; c os an-
ligos reis, que nao eram sonipre mos polticos,
para chegarem aum termo, imaginaram restriu-
gir o mais possivel as communicacoes entre o
clero francez e Roma, fazendo de boa vontade
guerra s pretencocs da Santa S, c exigndo, co-
mo Luiz XIV, as mais estroodosaa reparaccspela
menor injuria do poder temporal ; de srle que
nao ser hyperbole dizer, que ellos Iratavam
anles o papa como adversario do que como
amigo.
Este systema nao produzio raaos effeitos na
anliga realeza franceza.
inia
spos
desle documento traJuzdo do
e bipos
a mais a ga-
je, aulor.sou-se a thesouraria provincial a pa- o clero comprehendeu que tinl
r, anata do competente certificado, a impor- nhar cm consideraco em independencia sendo
xanc.a da segunda prestacao a que tem dtreitu o gallicaiio, do que indo procurai em Roma suas
empreiteiro do dcimo quarto lauco da estrada inspira-oes e forca ; e ainda que
do sul, por ter execulado dous tercos das obras
doseu contrato, segundo consta do oificio de V.
S.'del6 do corrente, sob n. 281.
Dilo ao mesmo.S. Exc. o Sr.'prcsidonc da
provincia manda communicar a V". S., em res-
posta ao seu oflicio de 16 do corrale, sob n.
as
a realeza coro-
batesso constantemente o papa, com ludo elle
apresontou-H sempre devotadissirao mo-
narchia.
Napoleao I, que era todava um liona.m do ge-
nio, imaginou um outro systema de governo do
clero francez : penscu que toroande-sc senhor
O E.raminer publica a resposta do papa u
carta, que S.S. dirigiram os arcebspos c bis
de Irlanda.
Eis o texto
inglez :
.1 nossos veneraveis irmos, arcebispos
da Irlanda.
Po IX,
Veneraveis irmos, saudcao ebenco apos-
tlica. Vossas cartas submissas e aircgo'adas, di-
rigidas em 5 desle mez de Dublin, onde, sob a
insniracoda graca divina, vos reunistes em sy-
nodo para deliberar de modo opporluno afim de
evitar os pongos assustadores e a ruina do ros-
sos rebanhos pelas escolas mixtas, foram, no
meio de perturbacoes lo graves e to embarazo-
sas, para nos cheios de tristeza e amargura, 'de
urna consolaco pouco ordinaria.
Foi-nosmuitoagradavel, principalmente em
lempos to cheios de mos presagios como estes,
esta pro va de vossa solicilude pastoral: e o voto
mais charo de nosso corago que todos os pre-
lados redobrem de zelo esollicitude em defender
e fazer vencer causa de Dos e da Sania Igreja.
as mesmas cartas, ao mesmo lempo que ees-
surabra vossa tristeza amarga causada pelas em-
barazosas ditliculdadcs, que nos cercan em con-
sequoncia dos criminosos designios de horneas
perversos, que se esforgam de todos os modos em
fazer urna guerra das mais destructivas contra a
Igreja e a sede apostlica, han podemos deixar de
reconhecer com a mais viva satisfacao vossa -
delidade, amor e subrnisso nos e cadeira de
Pedro.
Veneraveis irmos, com quanto nao nos se-
ja nova, e por conseguinte desatlendida, esta ex-
presso verdjdeiramcnte religiosa de um senli-
mento to digno dos prelados catholicos; com
tudo, para com vosco, ella nos cocheado da mais
viva consolaco, moveii-nos da maneira a mais
sfTeicoada. que porm sem duvida aos deu
mais alegra, foi a presteza, com que, ceden lo a
nossas instruecea e realisando nossos volas, or-
denastes preces publicas em vossas igrejas ; por
que nao necessitamos fazer-vos observar, venera-
veis irmos, que se sempre de mister fazer
Dos,supplicas ferventcs e assiduas afim de con-
fundir os mos designios de hoinons, induzidos
em erro; e gua-Ios ao camnho da salvaco ;
com mnioria de razo sao taes supplicas neces-
sarias nesta lamentavel occasiao, cm que se ex-
torcara, por designi.s falsos e perversos, cm
corromper os espiritas dos homens. e, se fosso
possivel, destruir completamente n relig,o ca-
tn c a. es fabricadores os m; artificios de racu-
A rtigo V.
Al aqu, fallou quas exclusivamenla o gover-
no brasileiro, por sso que, sendo a commissao
creada para julgar novamenle as reclamaces
que urna das partes contratantes considersse
pendente, cumpria demonstrar que a parle Bra-
sil linha permanentemente considerado penden-
tes todas estas reclamaces de presas mal feilas,
maljulgadas ou nao "indemnisadas; e que, con-
seguinlemente a despeito de chamadas decises,
de chamadas commisses mixtas dever da ac-
tual commissao rever todos esses procossos. ou
fazer justica s reclamages que sobre elles as-
sentarem. Ousamos pensar que esse ponto licou
evidenciado. Duvidamos de que a illustre com-
missao baja iaterlocutoriamente praticado aeto
algum que denote hesitaco neste ponto funda-
mental ; porm, se assim tiver succedido, da
sua justica fiamos que reconsiderar, sen per-
der de vista o eterno axioma de direito univer-
sal : Guau non rit finnl pro nonfactis habentur,
Far ora o nosso proposito entrar em mais lar-
ga ordem do ideas, atacando de frente a ques-
to que originou estas reclamaces para haver-
mos de concluir que, tanto pelo direito das gen-
tes natural, como pelo convencional, deve ser
leal e amplissiraa a salisfaco dada pela Ingla-
terra.
Cumpre Iranscrover principios, era que nada
teremos a p$r de nossa lavra por screm os una-
memente adoptados pelos eseriptores e pelos Es-
tados para o bem commum da humanidade.
Sao as naces corpos polticos, sociedades de
homens que se uniram para conjunctamenle di-
ligenciaren o proveilo de todos e de cada jm.
Estas pessoas moraet teem negocios e interesses,
entendimenlo e vontade, obrigaces e direitos.
O cdigo desles direitos e obrigaces constitue
o direito das gentes. Este direito natural, con-
suetudinario, convencional.
Fallemos hojo daquelles dictamos do direito
das gentes natural, que, na questo vertente, de-
vem ser invocados. Embora parecam elevadas
estas alturas, nao harer um s dos principios
que aponlarmos que se nao comprehenda no ob-
jeclo da nossa memoria. Veremos infelizmente
que, as mximas mais simplices.incoutrovertiveis,
axiomticas do direito das geutes natural, pela
Gra-Bretauha, tem sido calcados para com o
Brasil, nos proprios pontos queGrocio denomina
Direito das Gentes Interno, porque obliga as
naces na sua consciencia, direito alias immu-
lavcl, fundado na natureza do hornera e das
cousas. *
Vejamos alguns dos priacipos em lempos pa-
cficos e em condices normacs.
Assim como 0 hornera da natureza <5 livre e
independente d oulro honicm, asjiaces (aggrc-
gados de homens] sao livres c independentes de
outras naces. Dcvem, pois, ser deixadas regar-
se a seu talante, sem que urna nacao possa so-
bre outra exercer coaccao quanto ao que a esta
pertence.
Assim como os homens sao guacs cora os
raesraos direitos e obrigaces recebidas da natu-
reza, as naces sao iguacs, sera que fraqueza ou
pujanca altere era cousa alguma o direito. Assim
como um ano to hornera como um gigante,
assim um Estado impotente to soberano como
o que assoberbar ocanos.
O mar alio a ninguem pertenec pertence
humanidade, um beneficio universal da natu-
reza, como a luz, como o ar, como o sol, que
uenhuma naco pode moaopolisar.
O mar porm, proximidade das costas, al
onde pode chegar alcance de fortalezas, ou at
ura numero dado de milhas, tanto objecto de
propriedade e dominio, como o proprio territorio
que banha. ( Os reis de Inglaterra pavouearam-
se do imperio dos mares ambientes al seoslas
fronteiras.)
Praias, portos, barras, bahas e eslreilos inte-
riores regem-se pelas mesmas condices do do-
minio e do imperio que a Ierra, se" que nao
mais aperladamente ainda.
Nao prexisle direito algum martimo de visita
de navios estrangeiros, busca, aprezamcuio nem
confisco. 0 direito de seguranca traz comsigo o de
resistencia, e o de exigir reparaco da olensa.
Cumpre respeitar o territorio alheio, onde ue-
nhuma naco eslrangeira pode exercer qualquer
jurisdieco ou arrogar-se o minnio direito.
Quem violar com mo armada um poulo qualquer
de outro Estado, iujuria-lo-ha, atacar sua segu-
ranca, usurpar o direito supremo que s ao so-
berano local pertence.
O facto mais notavel, quo n'ella se den foi a
estrea na carreira de advogado, de dous mocos
d aqu, estudantes do quarto anno da Faculdde
de Direito. c segundo pessoas entendidas, am-
bos elles nao desempanharam mal os seus pa-
pis ; ainda que um josede fama equivoca como
estndtnte.
Seja como for, recebam estes senhores os meus
emboras, pela feliz eslra. que tiveram.
Tem dado bastante, que fallar aos ociosos
desta capital a fuga de um prezo da cadea do
Pilir, sendo elle poss^a de alguma importancia.
Conta-se muita cousa a este respeito, o anda
tudo envolvido em tal misterio, que deilicil
descobrir-se a verdade : eu Ihe refer re o, que
sei, e o mais ficar por cpnla de quem me iu-
forraou o caso.
Foi mandado recolher cadeia d'esta cidade,
ha uns (res mezes, por ordem do chefe de poli-
ca o Sr. Dr. Clementino, o oflicial da guarda
nacional Luiz Bandeira, eleilos, e juiz de paz,
contra quem dizem reclamava a justica publica!
como iniciado em varios crimes.
Este facto passou aqui quasi desapercelido, e
nenhum jornal com elle se mporlou.
As autoridades do Pilar mostraram-se indeci-
sas em instaurar o processo do reo, c nenhu-
ma queria carregar com a carga, fazendo todas
ellas por safarem-se o raelhur possivel d'cste
negocionovo estreito de Scylla para as autori-
dades d'aquelle termo.
Entretanto o eleilor Bandeira eslava, ha tres
inezes, prezo sem se dar o menor passo para a-
veriguar-se. se ello era realmente criminoso.
O negocio eslava n'este p, quando chegado
aos ouvidos do Exm. miaislro da justica, este or-
denou, que quanlo antes se instauraste o pro-
cesso, cuja demora se nao poda explicar.
La vai o meu Bandeira caminho do Pilar,
Jim de que se desate o famoso n gordio ; mas
la chegado, elle, que muito gostava dos ares do
campo, bate a bella plumagem, c diz um sau-
doso adeos aos basbaques do Pilar, que ticarara
do bocea aborta, vendo quo lhcs levava o carce-
reiro!
Que diz a islo, meu caro ?
Arl. 1,231
Diz o art.
E urna de lodos
os diabos, confesso, mas que.... o resto acabe
Vmc como o bem quizer.
ConsU-me, que o Exm. Dr. Leito vai mandar
responsabilisar aquellas autoridades, quo, com
suas indecises, e negligencias deram lugar que
um criminoso, talvez, fugisse sem quo ao menos
deixasso provado o seu crime
Se sempre auira procedesseru as autoridades
superiores da provincia, nao veramos quasi to-
dos os dias darera-se casos idnticos ao que ve
nho de referir-lhe.
Seja o Sr Dr. Leito enrgico c justo para
com lodos, embora a sua posico, que sempre
achara quera Ihe tribute respeio, e louvor.
Tenho anda alguma cousa dzer-lhe a cerca
dos festejos Imperiaes ; toda a hora apparc-
cem novidades, e julgo que at o momento,
em que S. S. M. M. I. I. desembarcaren n'esta
cidade, hatera o, quo accrescentar ao que j
Ihe disse
Os artistas reuuiram-se cm casa do Sr. Ma-
noel Agapto para deliberarem sobre o, que de-
veran appresenlar por occasiao da honrosa vi-
sita, que esperamos. 0 resultado desta reunio
ainda nao sabemos ; esperamos que seja digno
do patriotismo daquelle senhor.
Os habitantes da ponte do Sanhao cotisaram-
se c mandaran lamben construir um arco em
demonstrada de regosijo pela augusta visita que
esperamos. Congralulo-me com os autores de
idea to feliz, esperando que ella se realise.
O balalhao popular, ou da poeira, como Ihe
chama certo brasileiro improvisado de nosso co-
nhecimento est preparando o cruzeiro da igre-
a de S Francisco, com o lim de illuminal-o.
A idea das mais felizes, e a illuminaco de-
ve offerecer um aspecto magestoso, e bello, vis-
ENCARREGAUOS DA SUBSGRIPCAO NO SI L.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias ; Babia, o
Sr. Jos Martina Alves ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O preprictario do dumo Manoel Figuciroa da
Faria.aa sua linaria praca da Independencia ns.
6 e8.
sent de 14 dnjulho de 1797. s pode ser elli-
C'zmenle applicavel al as quantias de 360S00O
olSOjjOOO, uo Jyivendo insinuaco de dote ou
doaro. ~
capul;lo VIII.
Das heranras jacentes.
;pag. 431; g 1 u Nota (1).
1,231 quo: Nao havendo testa-
mento, heranc.i jacente.
8 1." Se o fallecido nao deixar conjuge ou
nerdciros descendendentes ou ascendentes, a
que, conforme a direito, pertenca ficar em posse
o cabeca de casal para proceder a inventario e
partilha.
taa 1,,0'2]').aeslc !. cita o regulamenton.
422 ,1c 2< de junho de 1845, arl. 1.. 1. con-
sidera i) que sao bens deauseneso lierancas t-
cente/; diz que no arl. 31 acham-se consigna-
das these, comprel.endendo bens de ausenles e he-
rancas de ausentes (abslracco feita da arrecada-
cao motivada por ausencia), islo daquellas he-
raneas que nao sao addidas, ou porque nao exis-
lem herdeiros, ou porque herdeiros existem que
a le por taes nao reconhece sem previa habili-
ta rao, ou porque herdeiros existem que nao acei-
tara a heranca.
Continuando, declara que a addico da he-
ranca entre nos nao um acto especial como em
direito romano ; mas enuncia o'facto da real
transmisso da heranca para o herdeiro da acei-
lacao della. Esse fado se opera sem urna habi-
i'aco nos casos em que a le a nao e^ige ; 6 a
liona de separaco entre a heranca jacenle e'
naojacenle, salvos os direilos de conjugo so-
breviyente cabeca de casal, cuja posse a lei tem
respeilado. Sao estas as ideas fundamentaes da
materia ; mas pela redaeco do l., art. 1. dr>
regulamento de 18 bem se v que a lei nao
atiende ao direito hereditario, nem dos descen-
dentes c ascendentes, quando nao lhes pertenca
licar em posse o cabeca de casal.
Ao depois diz que sta inlerpretaco firma-se-
no aviso n. 31 de 14 de abril de 1846, entretanto
que tal direito de ficar em posse e cabeca de ca-
sal nao se acha definido em nossa lei seno re-
lativamente fao conjuge sobreviventc, nos ter-
mos da rd.. liv. 4., til. 95, salvo o caso da
E, indo a terminar, diz a nota :
A herdeiros collater.ics, posto que notoria-
mente conhecidos, lambem nao se atindenos
l,''_mos do aviso de 12 de Janeiro de 1846 e n.
257 de 23 de novembro do 1853. Nota aoart.
31 2.) v
E como se combina lal estado de cousa com
a posse civil dos herdeiros de que trata o alvar
de 9 de novembro de 1751, c que o assento de
19 de fevereiro de 1786 se deu ao Irabalho de
explicar? lierancas jacentes e nao.addidas sao
as expressns da lei de de outubro de 1756, jj
4., o do alvar de 28 de Janeiro de 1738 que
passaram para o art. 20 do regulamento' de 9 de
raaiode18i2.s
Quando o conjuge nao esl na Ierra, quando
os herdeiros ascendenles ou descendentes nao es-
lo presentes, caso de arrecadaco de heranca
de ausentes e nao de heranca jacente.
Observaces.
So se achassem isoladas as cxpresses da nota
que nao sao addidas, addico da. heranca,
heranc.as jacentes e nao,addidas seriara parase
entender herancas que nao sao (juntadas, acres-
centadas, augmentadas ; acrescenlamenlo, aug-
mento da heranca ; herancas jacentes e nao
ajuniadas, acrescenladas, ^augmentadas, do la-
ura addo addis addere, e addilio additiones ;
pois que, para lilleralmenle se ler e entende*
herancas que nao sao aceitas ; aceitaco de he-
ranca ; herancas jacentes e nao acceas, deve*-
ria estar esciipio que nao sao addidas addico
de herancas, herancas jacentes e nao addidas,
do verbo adeo adis adire conforme a phrase de
Cicero : adire hereJilatem, aceitar a heranca ou
tomar della posse, e do correspondente substan-
tivo aditio aditionis.com a phrase do juriscon-
sulto L'lpiano : aditio heredilalis, a posse da
heranca.
A observaro exposta ve-se bcra que nao al-
lude Consolidado mesma e sua nota ; e tem
por im despertar a atlencao dos que, no caso
do orador romano^ Sulpicius, como o considsrou
Mulius Scsevola, suenf escrever satisfacao e sa-
jo
tisfttzcr, omisso e omillir, condico em higac
dc condicco,dl[errpor deferir, vice-versa, ho-
to que o edificio em que e felo, urna obra I minoso or ominoso, evitar por hesitar, etc.
monumental, em quo a arte antiga, hoje inle-| <> Iransumpto que constitue o 1. do art
ramete desconhecida em nossa trra, ostenta 1,231 maniiesta-.se anles ser do texto dos regula-
seu bom gosto e perfeicuo. mentos e dos avisos ministeriaes do que das or-
Feliz lempo, meu charo, era aquello, em que denaces e leis : e a correspondente nota (l)
Denera os autores guerra o estado era que se
procura o direito por meio da forca, e denomi-
nan] guerra injusta aquella em que urna naco
emprega a torca contra outra que a nao injurou
nem ameacou.
Todas cutas bases fundamentaos do Direito das
Gentes Natural ho sido calcadas pela Inglaterra
em relaco ao Brasil.
A liberdade desle, a sua categora de indepen-
dencia tem sido comprimidas pela posico coac-
ta e toreada a que a Gra Bretanlia o tem con-
demnado.
A sua igualdad! tem sido urna palavra vaa ante
o abuso da superioridade material.
O mar alto tem sido pelos cruzeiros britanni-
cos vedado frequenlcnientc bandeira armilar.
O mar junto s costas, as praias do Brasil, seus
portos, barras, bahas e eslreilos, tudo ha sido
devassado, violado, injuriado.
O proprio territorio lera seguido igual sorte.
A marinha britanaica (em buscado, visitado,
aprezado, confiscado e incendiado a marinha
brasileira.
A Inglaterra contestou o direito de resistencia
s violencias ; uegou reparaco das offensas ; e
collocou-se em real e elfectivo estado de guerra,
e guerra injusta, porque empregou a torca con-
tra urna nac.o briosa, que ucm injuriara, nem a
ameuc,ara.
Quando chegarmos reprodueco de tactos, de
tudo islo acharemos ; o ento se reconhecer n-
dubitavelmente quemas satisfaces a esle imperio
nao deve urna naco, que para com elle caln
os mais sagrados principios do proprio Direito das
Gentes natural.
Publicla,
{orna! do Commercio do Rio .
na Parahyba se construan edificios daquella
ordem, sem que fosse preciso gastar-se contos e
conlos de ris, como hoje succede com as nos-
sas obras publicas, que ainda nao acabadas, j
precizo de concerlos !
Quem comparar os edificios, que deixram
nossos antepassados com os, que actualmente
construimos, na verdade ser toreado a dizer,
que as arles em nossa Ierra en vez de aperfui-
cearem-se atrazam-se horrivclmcnle.
Reconheco entretanto a ditlerenca das po-
chas; naquelle tempo vveres, materies, mo
b'obra etc., conseguiam-se por precos muito m-
dicos, o que actualmente nc se alcanca ; mas
isto ser razo para que hoje se gasto "o triplo
do que valen os edificios, que fazemos, e para
que. ueuhum goslo o solidez reine aa factura das
mesmas Seguramente que nao,
Mas basta meu charo. E eu que nao me lem-
brava?.... Nao fui metler a mo na sera a-
Ihtia ?
Vamos adiunte, meu charo. Diversos pontos
da provincia, taes como Mamanguipe, Arela,
Pilar, Baaaaeiras, e oulros menos importantes
preparam-se para receberem a honrosa vizila
de S. M. o Imperador. Nao sei se os habitantes
destes lugares tero este prazer; eu sincera-
mente desojo, que tenham esta occazio para
tributarcm seus respeitos ao nosso Augusto Mo-
narcha.
Antes que me esqueca, preczo1 dzer-lhe,
que a commissao, eiicar'regada ncsla cidade dos
festejos imperiaes, esl em talas e arriscada a
appresenlar ama illuminaco .em luzes. A cul-
pa nao c della coitada, que tem andado n'um
corrupto principalmente ura dos seus membros;
mas do diabo do armador, que cada instante
est a gritar por mais dinheiro, e que s para
elle quer tudo.
Deixenios a commissao c seus aperlos c passe-
mos a oulra cousa,
Fallarse por aqui da breve retirada do Sr.
Dr. Ambrosio ; porem esta noticia carece do
cerieza.
No dia 15 do andante chegou de volla de sua
viagem essa o Sr. Dr. Clementino, que, como
djsse Vmc. na minha passada eslava de li-
cenca e a linha ido g'izar no Recife. J se
acha S. S." no exeicicio de suas funeces.
Saude c felicidade Ihe desejo ele
JURISPRUDENCIA.
1, vtcactus ria cunsoliriaco das
leis elvis
Pr.LO BR. AUGUSTO lElXEUUDE VKE1TXS.
Observaces do advogado Antonio Pereira
Reboticas.
Art. 1,200. Nota (2).
Observaces.
poiidente nota (l)
continua nessa inverso al chegar finalmente a
urna transparente c\probraco pela flagrante
infraccao, subverso da loi de9 de novembro do.
175 eseu preceilo, ape/.ar do assenlo de 16, de
fevereiro de 176.
A Ord., liv, i., til. 90, no 1. diz o que se-
ja heranca jacente para se arrecadar uestes ter-
mos. E, flnando-sc alguma pesso que nao te-
nha herdeiro algum, quo sua heranca deva ha-
ver ou quo a nao queira aceitar, nem mulhec
que a heranca queira haver, segundo nossa
Ord., em tal caso o juiz dos orphaos far logo
saber ao Mo posteiro.
E, nao a querendo elle aceitar ou defender, o
juiz dar um curador heranca, com o qual far
Inventaro de todos os bens que heranca per-
lencerem. se ainda o nao tiver feito.... o dito
curador administrara heranca como no caso dos
curadores dos prdigos e furiosos.
A lei de 4 de dezenibro de 1775 justamente
diz :as herancas nao addidas e bous que to-
rca vagos para a curoa por falla de succe-
so.
O alvar de 28 de Janeiro de 1788 : a arreca-
daco dos bens jacentes c nao addidos, ou poc
falta de herdeiros, ou por se ignorar qucu' les
sejara.
Quando, pois, a lei de 13 de novemoro de
1830, extinguindo no arl. 1. a provedoria dos
defunlos e ausentes, conferio no art. 2. dos jui-
zes de orphaos o exercicio das attribuices res-
pectivas, foi justamente dizendo-as conforme a
Ord., liv. 1., tits. 88. 90 e 62, 38, e as mais
leis u respeito ; e nunca conforme os regula-
inenlos e os avisos d^s ministros do poder exe-
culivo, quando se dcvem circuinscrevcr sua
especial qualidade de iaslrucces aduquadas
boa execucao das leis, corno prescreve a cons-
liluico do imperio, loage de dar-Ibes azo para
proceder guiza de conquistadores expilando aos
povos de um paiz conquistado.
A Ord. do liv. 4." no tit. 95 trata especialmen-
te decomo a mulher fica em posse e cabeca de
casal por morte de seu marido; e nao tem ne-
nhum oulro titulo que semelhantemente se oc-
cupe do marido por morte da mulher. justamen-
te porque elle deve continuar at a partilha na
adraitustrar.no que tinha.
Quanto mais que, se por falta de um titulo es-
pecial na ordenacao nao compclisse aos herdei-
ros descendentes, ascendenles o mesmo collale-
raes, o exercicio de cabeca de casal, dr-sc-hia
qu tambem por essa .falta nao o deveria ler o
conjuge viuvo, levando-so o absurdo exclusi-
vismo at querer que essa mesma administra-
co do casal, que o marido linha oa'constancia
do matrimonio, ficasse exlincta pela morte da
mulher.
Nem somonte vista dos 9. e 14 da Ord.,
liv. .', tit. ;t, que no co-herdeiro que tem a
posse dos bens hereditarios compete exercer as
funeces de cabeca de casal; mais positiva-
mente pelo que diz a mesma Ord., liv. 4.. lit.
A OrJ.. l!v. 4., ii. 97. 3 \ depois do as- W, depois do ti no-f 15, havendo por igual
MUIIIABO


(2)
PSAIUO DE PERNAMBIXO. SABBADO 24 i& jDEZEMBRO DE 1859.
posso dos herdcuos era relaVo ia oiis u.i He
ranea om que Icnliam suceedido, o quo no os-
lado de viuvez compele ao marido e a mulherou
ice-cersa, assim :
Bo iiuo dissemosdo irmdo que est ora pa1
se da horanea do seo Sai ou mi hovtr tagar
no marido, que por mofle da mulher loui os
bens QjiBjUiibos haviam ou possuiom cm suo
\idjr ; e bem a-sim t wiitter, quo por orte
Je> enmarido lieou cm posse c eabcea do casal,
le cuja mu os herdeiros liiio de receber a he-
me U jui/o di
i*l".s ClffW oo
finilivo sobre a CoK.-o/iaeao
Si. Di. Augoslo Teivcicade
A morie cien para ser olguiua cousa devora i
ser urna imagen ttn BMrta natural, ozcrtJocessar
iodos aslfaculdc3vis da vida oivii. t, so o doulo j
parecer oiliciat, leudo dito irruc o estado do rcli-
guiso professo importa a pnvaeao de muifo di- '
rtitot civis, nao pode comliido affirniar que JD1-|
portan trr.asuppressao Completa de loes direitos 1
iremos que sem vtsiv el iRijvropriododc nao se po- j
doria apfilicor ai rcligiose pio'fesSo o (jue rm on-'
iras circumstaucias,.poste que com a misma im-
propriedade, se lem rhaniodo mortt civil.
l.'m religioso urna pessoa natural como qtial-
qer ouira, e a seu respeilo nada mois lia do que
a qualidade de iacapez para oxorcer arlos da vi-

Monoel Francisco ou rauta Cavaleaulo Jo A I-
buquorque.
Joao Marinno de Souza Loo.
J oaquiui Cavalcanti de Albuquerque.
Antonio Xavier de Mello Paos Brrelo.
Ignacio de Barros Wandcrley.
Manoel da Vera CruzLinse Mello.
Ao dejos S. M. o Imperador deu beija-mr.o
de despedida.
Pelas 6 horas da larde, sahiram do paco SS.
MM. II., sobo pollio, c acompanhodos do todas
as autoridades legislan-as, administrativas o in-
diciaras, litularrs da provincia, officialidaao de
linlia, guarda nacional e avulsos, o tira numero
inicias de diversas
> pois, como j disse ao comecar da* ob- j da civil. E que necessidade temos de Ungir inoi- j imnienso de pessons de todas as clases, segui-
>ac>es que minio tora se pode pn stiii oo en- to uio liomein vivo! Se para isso houvesse ru- ; rom pelo ra do Imperadorem direrca ao povi-
v taludo de direito civil as (acuidades ju- \ tivo, em raza o da 311a incapacidade de obrar, de- | Hio do largo de Pedio II, aonde embarraram na
idicasdesle iniperio por expositores que em veraraos lgicamente concluir que todos os oulros. galeota, para dahi pas irem ao vapor Apa, que
suaapreleccoes discriminen! o menos exacto e
suppram-The as deficiencias, prevalecendo-se
lo niuito em que seavantaja do boni e peiieito,
o inelhor e mais compendioso repertorio de
Mssa actual IbJjMlacfto civil pre;>oi< onado ao
viso dojuues, advogados c mais fuuccionarios
forenses, sob ocondioo de se nao deharem le-
vars oeyjs polo eoiiteudo de cada un do soirs
arligos o das notas correspondentes ; mas suu
onsultaudo seriamente u texto das leis euju
iransumpto e oualv.-e sijaui, e fozetido-lhes a
ievida applieac&O, guiados pela ";, lispensav el
luz da lgica do direito :convni mesmo ao-
.la a pessoa de instruirn e discernlmento, in-
tercssindo orieutar-se no roiih?vmente das leis
vigentes em uosso paiz e babililar-M para as
renuencias de seos u ronjuiictura da vida civil consultar rom criterio
<; a proposito os advocados jbapreciar-Ibes a
.on.srienea c rectidu dos pareceres o opinics
que li'iiham de .seguir.
U advogado Antuvio l'eietra Rebourits.
incapaces estao morios civilmente; mas ainda os dcveconduzir provincia da Parahiba.
ninguem se lembrou de (fuer, escrever ou legis- Por decreto de 2-J do correte, fui exone-
lar, que os menores, atierrrdns; etc., deverao ser rado o coronel Jos Pedro Vcttozo da Siheira, da
direecao dos Iridios, sendo nomeado para snlm-
considerados como civilmente morios. E advir-
la-so que a mea paralado destas d as classes de
incapazes c absoluta, privando do nxcrcicio" de
lodos o actos da vida civil ; entretanto que a in-
eapacidade dos religiosos professos c apenas
relativa).
I.i ver.iade na espliera da capaciJade de obrar
(apacid.ade activa) ha muitos actos da vida civil
que o religioso profess-, segyrylo a nossa legisla-
eo pule eviereer Elle nao pode fa/.er testamento
(Orrfl liv \* til. 81, 5 i"', nao pttd% sor lulor on
curador 'Od. liv. 4, tt. 102, l"), nao pode ca-
sar, porque lhu obsliui as leis cannicas ; mas
elli pode contvalar, comtanln que nao Merca
commercio [codl do com. arts. 2o o 3V, pode ser
procurador om jm/onos casos da ord. liv. Io til.
S, i, ti liv. 3', tit. 2?, S 1". t'.omo, pois, Bi-
ICTOSIO PERC1R V
t.ESPo~r.v vs iHstiivA. Tirs no -11.
UKIIOI ,-.
Temos em mente dar luz unn 2.'1 editj&o da
f'oKtHdttto dan Leis Citie, c ueila proleudia-
111 os apreciar devidaineu'.e as censuras lo :;-
digno eiillega o Sr. Antonio Preira lie bu 11 cas,
censuras queteera sido ipterpoladameutc pub-
:adns nesfe jornal ; mas os trabalhos sobre o
vrojeclo do cdigo civil, que ora absortT-m toda
n nossa aileneno, prnvavolmenlo nao dniao lugar
:i que a pn-inniida 2* edifSo apparern la 1
eedo i-iiuio desejavamos. Resolvemos por isso
jio demorar por niais lempo una resposta, a
-obreimio somos instigados pela deferencia
pte n-ihuiamos ao distincto jurisconsulto,'que, t
tfentre tantos curtios, da m -stras de rehiran hmiunao do decreto de
lumo da patina, comprohendendo a utuidad
tilui-lo o l>r. I.oureuco de SA e Albuquerque.
A contnssao enviada pela cmara muni
cipal de Garanhuns para comprimentar, Q beijnr
as maos de SS. MM. o Imperador e Iiiiperalriz,
leve a honra de ser admitiida a presenca do mes-
mo Augusto Senhor no dia 22 do crrenle, e
nessa occasio oseu relator pronunciou osegnin-
to discurso ;
Senhor O amor, e enllmsiasta dedreaco
que V. M. I. n sun Augusta Ksposn vieran] en-
contrar nesta provincia, nao se limiiom a osla
chlade, c aos deniais lugares, que liveram a fol-
lona de ser visitadas por V. M. I. O poro do-ser-
to acnnipanha aos seus irmaos do liltoral nos
niesmos senlioientos, nutre o mesmo enthusias-
1110, e ve na sagrada Pessoa de V. M'. I., e na?
zer que est civilmente mora uuia pessoa que de 5. M, a Imperalriz, o Serenissiinas Princezas
pode BMteer lautos actos da vida civil loutrOS tantos penhores de sua felicidade.
Ac.arta regia do 7 de junho de lTtti eotras! Ceiti de que sao estas as intimas conviceoes
leis que aboiiam o ai l. Ktl da Consolidaro di- dos seus mnnicipes, a cmara municipal de Gara-
zeiii que os convenios sao legilimos proprietarios nhuns nos fot a honra do enrarregar-nos de de-
e deixados pelos seus religio- positar aos pea do Ex
borosos aDacaxis, e de uuuas
qualidades.
S. M. nao se dignan alii descancar, seguindo
com Ello todos que linham eavallo's, c ao pas-
sar o Augusto Viajante por baixo dcste ar-
co para mais do Wduziasdefoguelcs subiram ao
ar, cuja estroodos foram annunciando aos mo-
radores distantes a Imperial passagem.
Do ciijfenho Maaaugana leguio S. II. com
mais de 500 cavalleiros para o engenho Merccs,
cujos estradas e pontos eslaram abortas e prepa-
rada.
Ao chegar a porteira do engenho Merres foi S.
M. recebido com urna salva de 21 tiros o coro
muitos girndolas de fugeles, passando por bai-
xo de un arco bem construido e Iluminado.
A fenle do sobrado, rm que reside o coinmen-
dador Costa, eslava circundada de bandeiras, em
cojo centro via-so o ostandaM nocional, e em
lodo o palco para mais de 1,1100 pessons inces-
sanlriuentcdnvam vivas a S. M. c n Familia Im-|
penal.
Una banda de musir locava o livmno na-
cional.
Todas as casas do engenho eatavam .) metri-
carnate Iluminadas, dando una vista brilhan-'
tissima.
Ahi dignou-se S. M. pemoilar.
Logo que npaon-ge, dirigio-se 00 engenho, on-!
de observou a machina a vajior, vio as mocadas,
examinou o bagasso da carina, e al provou pa-
ra ver se catata bHH osprimidof foi casa de'
calleira, onde ludo observou: dahi sequo para
a casa de purgar, uianduu cavar dous paca de as-
sucar para ajui/.ar da qualidade, e de ludo ficou
satisfeilo.
run os iiumes d is ras, e os nmeros dos.ediii-
ficios, deverao repo-los no seu perfoilo estado :
os infractoressoll'reio a mulla de dez mil res,
e o trabalho serl fefttj rusia delles.
Paro da cmara do Recifc 5 de'dezembro do
1859.
Preslou juramento por proruinrao o Dr.
Apiijio Josiiiiiano da Silva Guin:aracs do logar
do t!. supplcnle do juiz do ofpnrs do ler-
mo desta cidade. Drspacharam-se os pelices
de Amaro .los dos Prazeres, Cosme Jos Fcr-
nandes, Francisco do Barros Concia, Francisco
Gurdos d' Araujo, Francisco Joiio Honorato Ser-
ra Grande, .loaquini Ferreira da Costa e Menezes,
Jos Jacinlho da Silveira, Joaqnim Jos l.eil.io,
Joaquini da Silva Reg, Jos Gencalves Ferreira
Costa, Jos Rapl8la Braga, Joo Pinlo Pacheco,
jior
1809000
20C30CO
dem 28. Antonio Jorge Guer-
ra, cusa terrea arrendada por..
dem 29. Sebasiiao Jos Go-
mes lVin),i, casa terrea arrenda-
da por. ...... M ... _.._.. 485OOO
Mem 30.D. Anna Joirpiina da "
Jess, casa terrea arrendada por 9Gj>0CO
dem 31. A mesma, casa terrea
arrendada por. .3.......... 9C5&00O
dem 32. Francisco Ferreira
da Silva, casa*terrea arrendada
po-.:................... UWOCa
t.osia, use napiisia nrngn, jooo rinto l'aclieco, T _..................'
Luiz ile Franca Jorge, Manocl Pi da Luz, Ma-|Idera 33. O mesmo, casa ter
noel de Souza Tararea, e Io*aiitoii-sc a sesso. I rea arrendada por.....
!' *"^Sl]^'I2r^^2]li^ccrelrri0.a l*?0- i dem 34. Valeniim Silvestre
168*000
llego. Mello.
jj.......ii, coinpreut'ue
ilas discusscs jrridirns.
A on'.isiao para n-s nao podio ser mrsinop-
poftnna. Preoccupados coma mis adiamos com
as uinis elevadas inveslig'acoes, sdenlos de pos-
btiir as riquezas de urna rerdndeira sciencia que
fia 1 se aprende noslivro, e que soca!.o aos pe-
niieni"s em premio da maccracSo do espirito, fa-
yemos na realidade tim nao pequeo saerilicio,
disccndo agora a tratar do minudencias c objec-
i>s que em entras circumslancias e n tercm par-
lido de Mitra fonie, lalve ho exigssem as os-
(enlaroesde una defe/.a.
O que despertara as observacoes lio Se. Anto-
io Pereira Etebnucas foi o parear Ja roniniissau
tiomeada pelo governo imperial, que pronunciara
i'rn favor da Consolidacao iat Leis Clcia 1 m jui/o
tiv(Mavol, e provavelmenle multo cima do me-
mererimetilo da obra e das habililaees do son
iiuior. Mas esse parecer reio ao mesmo I
iravado de algumas censuras, arguindo^se-nos
Tefoiios, de que sem duvirta piirsio nalu
illustre romu.i-'sao ferresorva ; e essa reli ia
liriitrnla nao agraden au nosso actual ri nsor,<|uc
tein tomado a larei'a de erreber o vasioda paro-
er, \ierificanao onde havia na Cousolidarw das
Leis Ciis os defeits de que se resente'um on
miro de seus artigas. Nada mais justo Nada
mais louvav el !
Cortamente nao eslava as vistas da Ilustre
commissa que ninguera cegamente acreditarse,
in'rn em s.ias palav-ras de ronceilo critico, non',
.ni s tas 1 \; ti ssoes lie lo uor. L'm coneeilo n 1
*idnia o outro, porque todas as ibras humanas,
padecen do geinpre o acliaquo da imperfeicao,
impossivel que conteuliam afguma consa '" boa),
Ouanto ao jui/o r.ivor.ivel, lira lirre a cada un,
--eguudo o grao de sua iiilelligencia, apreciar a
iuoteza dflle, romo fazo Sr. Robouras. Quantp
as censuras, a nos especialmente iuruiiibc u de-
v.'i-da defeza, que agora ctimprireinos de passa-
g'Mi. purq'ui toda a nossa defeza apparccercom-
'pleta no projecto do cdigo Civil e nos coumen-
lario justificativos que publicamos.
Tnmliem nunca foi de nossa ntenro que nin-
guem acroittasse cegas no (jue em* coust iencio
iftlriiiamos sobre o boro dosempenho da nossa
iirefa, quanln ao extracto 11c! das leis que coij-
HoJidamos. Por mais de una vez temos fcito sen-
Iras eventualidades de erro dessu Irabaiho di
1 ;n miniatura, que com razao repulamos
un trfhnlho material. Pela nossa parte fiearaos
wjfisffimsde 1 u'w mesmos logo depois de chegar-
'moj a o mdesse Irabaiho', esperando que o lem-
pa revelasse, como j lera revelado, alg unas
iiwtsriidoes que infelizmente escapara 111 ao n -
"so mibrc censor.
Gouki, porem, duvidar deque ficaram abortos
ras da criiica, qiinndo nossa linguagem na
iniroducc.io pag. 10 foi : W" Imltilhu teria em ni mesma a prora d
* ou infeliz e.rcninio. j quanto s disi
adoptadas esubstanciadas, j ijuanl 1 /,'
rractido <1 > tr '",j- qnanlo
Itdadts do esti/lo .' Nenhum perigu pode resul-
tar de nossos errus, porque, como lanibem odis-
sernos, fn-a lirre a cada un comparar o Icxlo dos
mtigos da Consolidaren com a le ou leis qi.e 0.-
ilionam em anas respecth's notas.
Ilis o quo lem a fazer quem quizer devidamen-
*e apreciar o 'i I -lid 1 le texto. Quem deselar
1 Igun 1 1 usa, repugnando-Vte
"'"''. como na tspeculam, cor.i mu
e especiosa Horneada u"e grandes juru
"ultos, eirltive com esmero asna Intellig
nao_coniie as luzes falcas de un laientu noli ral,
n-so assim pmlcr perceberas intimas relaeoes
.1 vida jurdica e esses fecundos traros que o
livroconlcm.
No que ha de ostensivo na citica dod itilo pa-
rei-er da comniissao ofticial descubrimos Hiiica-
Ineflle duas censuras. Consisti a primeira na
omissao quehouve a respeilo dasdisposicoescon-
eenienies a escravidao,- parquanto, posto deea
ella constituir, por motivos polticos, e de 01
pHbticB,Hma le especial, com ludo convinhi sa-
ber-sc o estado defectivo da legisraco a eslcres-
p.'ito.
A ouira censura refere-seno estado riril do re-
ligioso professO. Talves fra cabicei [eis .
lacras do parecer] assignalar este titulo [o das
pessoas1 o estad) do religioso regulai, o anal
imphrtn a priwr&o de mtiitns direitot cicis; o
moderno codiro civil do Chile c a Ui da T.....1
*"> consideram esse esta lo como un,ce cioit.
O'ianto A primeira censura, se tal mue Ihe ca-
be, ahi esta oque dissemtia na inlroduceSo ppg.
II, para alicatar que deliberadamente on'iittimos
a4egislacu relativa n cscrvos "dos proprios
rnoiivosque o parecer oiicial reconficce. E to
acertado foi o nosso expediente que na uliiua
eominisso de que nos encarregara o governo im-
ccelso Throno de V. M I.
seus respilosos coniprimentos, c sinceras homc-
nagens
Mcmbros da grande familia Pernanibumna,
que acaba de ser honrada com o vossr visita, os
habitantes de Garanhuns, Senhor, nao podem
deixnrde tributar a mais profunda venerarao 1
nin Monareha, que, como V. M. I. aprecia os
gloriosas tradiroes de sua torra, investiga os no-
bres 'ellos dos seus antepassados, o acolhe a lo-
dos com bondade de un verdadeiro e extremo-
so Pai.
I)gnai-v-os pois, Senhor. de aceilar os votos
de fldeltdadc desso povo, recebei o.> felicitares
que sua niunicipalidade vos enva, porque "par-i do a dreceo-de .Serinhaoni, seuJ
dos bens adquirid
sos: e, so os religiosos teem bens ndquiridos, 1
i-.-i.i claro que podem exccer arlos de adquirir,
porque nao ha acquisie > sem acto por onde se;
a Ijuie. E que duvida' pode haver a senieibanie
respeilo, sutaudo, estando os religiosos identiie a-'
dos com os seus conventos, sabido que poden:
cates adquirir propriedade, obstando-llies iinica-
menlo as luis de amoili/aeao de que podep ser
di.-jieiisados ?
Noque lia mais reslriccao i na capaciJade pas-
siva, ou capicidade de direilo do n-ligioso pro-
i sso privado como dos (lucilos de familia e da
capacidade de succeder, oque anula assini tem a
de julho de 1778 e de
nutras leis citadas no art. lill da Cmsolidaro.
Mas qualser a pessoa cuja capacidade da direi-
lo nao .-ej.i restricta Os l.omeiis s sao iguaes na
voulade, e:n ludn o mais sito desiguaes, e a sua
siluaeao ou estado civil o nico thcriuornotro I
da capacidade de direito de cada un. A capaci-
dade de direito conten compre incapacidades nar-i
ciaea ; inoapavidade geial s pode vir da iucopa- agradeci milito as felicitares que ihe diriga a
cidade absolMa ou relatWa do obrar; e quando j cmara municipal de Garanhuns.
1 og :s!.n;ao civil lem supprido os impedimentos; Hoiilem o Sr Uyplilo Gadaull, sendo ad-
.i-j.-js incapacidades, dmdo Ulna repres-niaro mitlido a Augusta Presen ;a de S. S. o Imperad ir,
ssario a lodos os ineapaaes, como ser possi- leve a honra do aprsenla*- a S. M. o Irabaiho
1 el conceder e explicar nesle caso a idea de mor- sobre a solucao do problema malhemalhieo da
t cicil. quadratura do circulo.
Sem duidao estado civil do religioso proessu S. M. oceilou-lh'o. e leve
deve ser coulomplado no paite gera da legisla- Ihe, que ira aprecia-lo.
tem de corac/ie*. quo nao saben! fingir, e permit-
li-nos, que heijemos Vossa Augusta Mao, e tam-
ben a da nossa Virluosa Imperalriz.
Francisco Carlos Uraiidao.
Antonio Epaminondas de Helio.
Jos Leandro de (odoy Vasconcellos.
S. M. o Imperador se dignou responder, que
De trolla para a casa foi aeompanhadn do im-i
menso povo, que o saudava dan Jo vivas renili-
dos.
As 9 horas se digi.ou dar beija-mao. lindo o
quo! den algum descanco|.io corpo, lomando un
banho em una grande hacia de prata, que em
nm quirlo decentemente se ochava.
Depois do banho sepiin-se a ceia, que foi ser-
vida mogriillcamente. nao leudo nada a desojar. |
A casa eslava decentemente ornada.
O quarlo de dormir de S. M. eslava preparado
com unir cama de jacarando, ricos cortinados e
ludo nlais quo era neiessario.
Em outro q lirio estova un lindo toilette com
gOStO preparado.
Iloviam mais outrOS quarlos decenlemenlc or- :
nados para o minislio c mais pessoas, que acora-
pauhavam a S M.
Todos foram bem servidos.
As cinco hora.- da manha houvc inissa, que S.
M. ouvio, o em seguida montn a cavallo, toui in-
acouipanha-
de pes-
dos IVzeres, casa tenca arren
dada por................. V/EJOO
dem b. liara Francisca da
C.oncce,ao, casa lerrea^arrenda-
dapor..........<........ 1205OOO
dem :JC. Antonio Joaquim da
Tiindade, iMsa terrea arreadada
por.---------,............. H4&O0O
dem 37. Luiza Marta dos
Santos, casa terrea arrendada
por..................... 1200OO
dem 38. -? A mema, casa ter-
rea arrendada por.......... 6C900t>
dem 39. Jos Antonio Fetrei-
ra, rasa terrea arrenda ia por .. 144800O
letrada de S. Jos do Hanguinho
X. I. Viuva de Jo Ignacio
Soare- de Mace lo,casa terrea ar-
rondaua -or.............. oOOsJOO
dem 2. Hilario Uaito da
3ilva, caa terrea arrendada por 200&00O
dem 3. D. Manoella Joaqnit;a
Bailiosa da Farias, e D. Felicia
Joaquina Bulbosa de Farias,
easa terrea arre dada uor
a bondade de dizor-
i.ao civil, em que se lala das pessoas: e assim
acontecer no projecto do cdigo civil que osla-
mos preparando. Conheca-se, pur ni, a dilferen-
1 '.a entre o nosso posico actual, e aquella em que
nos acliavamos quando escrevcinos a Consoiida-
Soblo importante proleccao, ha do 1er un
xito ou urna salwrco o Irabaiho do nosso pa-
Iricio, sendo verificada ucxactid> ou uiio que
nelle hoja.
. K quem sali si Ihe nao estar reservada a
lia parecido-
r-ao. Nesle priineiro Iraluillto, posto que liaeseo- gloiio de resolver elle o que al iioje
1004 a iiberdade de lormar 11111 sysleina de expo- Ihe imposiivcl !
sigodo materias, era-nos vejado otuibuir elei- No dia lo io apresenlado a S. M. o Impe-
lus -era sa qualquer das incapacidades quamU a rador o menor Miitlnas Antonio Cesar Jnior,so-
legivii_ao vigenle nao os foruccia. As disposicoes biinlio do Sr. Pedro Nolafco Baplisla ; o qual
relativa* ao religioso prol'esso, coniiuido soineiiie viuha oll'erecer a S. M. as primicias do lalento
incapacidades parciaes, uu cuuscuiiain quo ti-. artislico. xewi'inea ouira cousa do que oquillo que fue- de uro bello futuro
IIIOS.
1I0 do uiiisem numero de cavalleiros, e
soas a p.
Aqui liquei, e de nada mais fui lesteniiinha,
licando-meo pezarde nao poder acompaiihar S.
M. at 11 io Fbrmoso.
Recebemos o resultado da cleicSo para
membros assomMa provincial pelo dcimo ter-
ceiie districlo, o qual o seguinte:
Depulados.
Os Srs. :
Dr. Francisco Carlos RranJao .
Vigario Francisco Pedro do Silva
Severino ,.....
Supplenles.
Os Srs. :
Dr. Joaquim de Souza Re3 .
Dr. Francisco Rodrigues Serte .
liburcio Hilario da Silva .
No dia 2S de novenibro o Sr. Joaquim Pires
Machado Porlella, acompanhado dos mcmbros do
conselho director da Inslruceao publico, leve a
lionra de dirigir a S. M. o Imperador a seguinie
ollocucoo :
Senhor!Compartilhando o geral regosijo oc-
cosionado pela auspiciosa visita que a esta pro-
vincia se dignaram fazer V. M. I. e S. M. a Im-
peratriz, cheios de jubilo vem os membros do
conselho director d.i Instruceo Publica de Per-
namhuco saudar respilosos a'seus Augustos Im-
103 votos.
83 ))
79
7! rolos.
51
i9
Cousisiia a sua ollera n'iima primorosa copia P01'1"103- ^ so grata senlimenlo nos amina
ao
vi. l'ra"nca. pro-presidente.
Oliveira. Gameiro.
SI.SSAO K.\r[!.\(lI!IHN.\lIA DE 19 DE DK7.EM-
11IIO DE 185.
/'residencia do Sr. Franca.
Prsenles os Srs. Reg, Mello, Oliveira e Ca-
mello, fallando sem causa participada os mpis
senhoies, abrio-se a sessao, c Coi 11 Ja e appro-
vala a acto da antecedente,
l'oi ido o soguinle
KXPKIUK.XTK :
l.in olicio do Exm. presidenle da provincia,
declarando em resposta ao desta cmara, de l'J
de nevembro ultimo, sob n. I3, que, em lempo
opporiuno, seria submellida a approva;ao da as-
semblen legislativa provincial o artigo de postu-
ra, que acompanhou aquello oflicio de l'J.ln-
ciroda.
Huiro do juiz do paz mais volado da freguezia
do Poro, arcusoiido o recehimento do que a ca-
moia Ihe dirigi, nao julgando procedente a es-
cusa quo dora pelo qual nao poda presidir a
qualuicarao, allegando de novo ser-He impossi-
vil cumplir estaebrigaro, porquanle tinha de
felirar-se em poucos dina para fura da provincia.
Itesolveu-se que so ollieusso ao imniedialo, o
cidadao Manoel de ltarros Dnelo.
Oulio do engenheiro i'.ordeodor, informando
sobre o rejuertmeiilo de Joaquim Cavalcanti de
Albuquerque l.ins, em pagar a primeira preslaeao, correspondente a:
somina pe.;, quM se .dirigir a concluir as obras |,fom 4. Viuva de'Guadino
00 eco,ile 10 da iegue/ia de S. I.oureneo do ,.
Malla, di/e ido o engenheiro ler-se dirigido 'quel- AgOSlwhO o lanos, casa terrea
le lugar, e ichado ser exacto o allegado pelo po- arrendada por
licioiiario.Addiado al o peliciuii.uio assignar
o leruio de contrato, como fora resulvjdo.
Outro do procurador, coinmunicando ter cum-
prido a oidi-m desta cmara, nnndando pOr na
proco de Pedro II, raro do Imperador, Campo das
l'iimr/.as e ra da Iii| oralriz os letreiios desles
nomos; e ponderando ser conveniente alterar-
se a nuuieracao das rasas da ra da Cadeia, visto
ter ella e a do Collegio ficado reduzida a urna s.
I'iesolveo-;e que se ufiiuiasSo ao Exm. piesi-
dente da provincia, para ordenar Ihcsouraria
provincia; de man Jar alterar, visto Ihe competir
este irabaiho, a numerario ponderando-se i S.
Lxr. a conveniencia de seren lambem numera-
das mu.las casas que tem foilo mis roas desta
cidade.
Outro do ,.-ial de 5. Jos, dizoodo si>bre a pc-
li'.ao de J'oaqiim J'osLcitao, ioo Icr nada mais I ,. |IB,'.....".............
a accrcscentar 00 que informara a respeilo da 1,iaa l- mesmo, casa de
Ireienrao de Manoel ierieira Lima, rujo licenea | sobrado de um andar arrendada
para a cnstrucco de um Corno de dex palmos, i por...............
110 quintal di esa 11. [8 Ja ra Imperial, quer r i.m ,0" 'n' ".'*'" vi" '.' ".'
o p. li.ionao que seja ca.aao.-l.,dlerin-sc. ^ '3- ~ "' Janna Mana de
Outro do m smn, informando nao haverncori- Ueus, r.-a terrea oceupad pela
vei..euie em concedii-se Amaro Jos dos Pra-
zeres a licenea i.
na roa lni|iiiil.Mandou-.-o dar cordearo.
Tendo o Sr. Franca declarado que o om que'
o cmara dera de Campo das Princezas ao largo de
Palaeio, nio Ihe paieta o mais adequado, pro-1
pondo que se substiluiso por oulro, bem como
que enleudia que se dovia mudar o denomina- '
rao de caes do Collegio, onde SS. MM. desem-1
banaram, para outra alhisiva ao dia dodespm-
bare.n
dem 5------Yiuva de Vicente Al-
.. iifiS de Souza Carvalho, casa de
sobiado de um andar arrendada
por............. ........
dem 6. Francisco Carnetro
Machado Tiios, casa terrea ar-
rendada por..............
dem 7. O mesmo, casa Ierres
arrendada por. .,.........
dem 8. mesmo, casa ter-
rea arrendada por. .......
dem 9. Joao Cameiro Macha-
do Uios, casa terrea arrendada
por
mine.
pelas p
mus revularo os deleites em que inrorromos, e 1 sua comitiva re por fin dirigi patonas auima-
'- 1 i.i!es que lomamos na inlelligencia de al- doras ao joven artista, u quem agradeceu a of-
guinas leis o derogaciio nnpicia de outras. Dse- feria com bondade nolavel.
jamos mesiiio let commeiiido aLuina talla, [>ara Ante-honlemo nosso poli icio o Sr. Editar-
an coiiscieaci 1 nussamos /er concessoes ao | do Gadaull leve a honra de oilerlar a 8. M. o Im-
iiosso respeiiavel aulagoni>la. Uocutiheca, porm perador o >eu bello quadro, ruprisenlaiivo da
elle que o seu juizo parle do nina s cabor.a, jiip moile de S. lliono, o instituidor da Cartuxa.
sem ub.-daciilo o pode pronunciar, lira a Dftre | O quadro, que lem cerca do sita palmos di? al-
commissao que deu oseu parecer nao so Mbara 1 lurat eatana encaixilhado n'ama bella molduro
n 1 nM*amo 1-MO4 compunlia-se de tres membros; domada da dous palmos de largura, quo reaba-
e na iiterprelarao de um sem numero de leis se- yn-lhc ainda maesa belleza da conerpeao.
na multo d.ilici! chegar a una ooinio una- S. M. dignou-se de agradecer ao 110SM patri-
cio com a l'oiidade que Ihe piopri?,que se dif-
lundiocom um orvaliio deanimaeo sobre o ar-
Usla pornambucano, que vive em sua tena na-
tal qnasi ignorado, c representando a violla, que
ocetma no dcvcsal s se revela pela cmisso de
seus aroma?.
Nesta mesmo occasio foram offerecido
lamhi-m dous quodros a S. M o Imperador pelos
Srs. Andr Aires, Ferreira c ptoessor doGymna-
sio \ .nejao.
Roalisou-sc na quinia-feira a corrida do
JocketjrClub, Q que ossisliram Suas llagesladcs
lmpcriacs.
Na rtoitc desse mesmo dia leve logar o bai-
le da Assoriacjio Conimercial, que foiabrilhania-
do anido mais pelo presenca de Suas Magestades
Impcriaes.
O ocio leve a magnincenria condigna ,is Augus-
tas Pessoas, cuja visita assim se procurara feste-
jar; eo concurso foi immen$o e escollado, ele-
vando-se o numero dassenhoras presentes acer-
ca de qualrocontas.
Augusto Ttiieira de Fre! w,
Correio Mercantil do Rio).
LllllAIA.
Na parte que desle artigo non tem fj publica-
da, deram-se os seguintes reos ;
1 ii-fmcaporVilla franca, no titulo. Na
primeira linha resultar- em lugar dre-
saltar.
No quorto periodo, linhas 3la foiporj
foi.
No quinto dito, linhas -ovnuliampor e\-
pulsiio. No mesmo, linhas 6-infIingcmpor
intligem.
No sexto olio, linhas 5ha por. No mes-
mo periodo o nos mesmas .-ihastecmpor
temos.
No retdmria :i.'. periodo 2.", linha I.''ledo
imperialportexto Imperial.
No periodo 5, Ifnha I.'para Austria por-
fela AuMrla.
No oilavo diio, linha 1.fivcrcccrampor
favorccer&o.
No nono dito, linha 1."seriaporser.
No 1 i." dito, linha 1." ce deu -porceder.
No mesmo periodo, linhas 6esierrflcriapor
estender ; o linhas 10transformara por
transferir.
No 17." mo,linha l.pao entrar-sc em de-
paiiamenlosporde entrar-sc em deparli-
raevto*.
No "O." ililn lint
lo nomos.
No 23." dito,
modo de.
No 2!l d;!o, linh.,s -iporm
[irla impelanlo.
Na columna .\ perodo -2.", lindas 1unn
completamente diversiportima confederarao I
complenmenie diversa.
No II." dilo, linha
nos.
No 2i. diio, linhas 4absolve-1 as-ha por
absni ve-las-ha.
No 88." dilo, linhas 2lodoporlexlo ;
Imitas 3aggredida poraggregada.
Na assignalural.ion(iorl.on.
sabio, e decidido amigo das letlras.
Senhor! E com o mais puro eiilhusiosino que
jo conselho director da Instrucrao Publica de Per-
namburo contempla no honrosa visita de V. M.
I.nao s um grande aconlecimcnto ha multo ap-
pelecido o j realisado, senao especialmente o
germen esporanermo de un porvir propicio s let-
iias patrias, que impulsivo ..lento conlam rece-
ber do sen mais distinelo e desvelado Protector.
S. M dignou-se responder :
1 Agradece coitlealmente as feiicilacs, que
me dirige o conselho director da I iVcao Pu-
blica de Pernambuco.
Em vez do Sr commondante do oitavo b*a-
lalhao do inl'aiitaria, foi o Sr. tenenlc-coronel
Kelly, commandanii' de dcimo, que, reunido
aos domis senhores olliciaes, foi ao encontr de
SS. MM. II., na rolla da cidade da Victoria
lo.ssageiros do *hiale nacional Exhaloco
viudo! do Aracaly : Hoimundo Olimpio da
Silva l.ourciro esua sen'hora, um escravo a cn-
I legar.
MvT.vnoino ri'Bi.ir.o :
Mataram-se 110 dia 21 do crtente para o con-
sumo desta cidade 50 rezes.
No dio ti do mesmo 07.
Moiyr.iLiiiviic no da 23 do cokiikste :
Filippe Nery do Espirito Santo, bronco, casado,
7U anuos, hydiolhoraes.
l/.idoro, pelo, escravo, 7 anuos, espasmo,
Joaquina Cavalcanti do Albuquerque, branca,
viuva, G'J anuos, iiillamaia_ao nos intestinos.
anuario, pelo, soeiro, 16 anuos, rlieuma-
lismo.
proprietaria aialiada por .
l^?J?^vaI* ^?^'.^-"?""IIaem H- Eduardo Augusto
l'ilo de Oliveira, Carlos Au-
gusto Tinto do Ol'eir, D.
Amalia Angust Pinlo de 01-
veira.c D. Emilia Augusta Pinto
de Oliveira, cas3 terrea arreo-
dada por.......,. .... .....
arque ; a cmara nao apofou a sobstitoiea pro-1 dem 15. Francisco Antonio
l posta. mas resolveu dar ao caos do Collegio a! de Clivcira, casa terrea anenda-
deoomtnacao de ^^rs de > de novembro. j,
Foram Itdas e mandadas rcnicltcr commis-1.. "'A..........?-..
sao de edlcaijdes Barata & Oliveira] duas per-i 'L'ora '* mesmo, casa ter-
co s, una de Joaquim Severano Noguctro, re- rea arrendada por..........
pilcando ao despacho que Ihe negou Ucenca ljCID 17. Viuva de Benio Jos
pata eilicar na ra da Concordia, cm um Ierre- u c;t \t. tu-
no novo entre entres, que s tem 24 palmos, e : J Slha AIaSalhaes ra3 *"e
' ouira de Manoel de Azeredo PontM, ollccan'tlo 1 arrendada por.............
ter de comprar a casa terrea aiiuevi' ao predio dem 1S. Dr. Augusto Fredeii-
rVS^",.^'^"' ", ''" !-ivrai^- co de Oliveira. Miguel Auguslo
3-20OOf>
500#00O
60. 5000
200*000
HC^OOO
H0C0O
300S00O
60C$00O
60C500f>
G0000t>
400^000
GOC^OOO
800*0(0
de Oliveira, Eduardo Augusto
l'inlo de Oliveira, Carlos Au-
gusto Pinto de Oliveira, casa de
sobrado de um andar oceupada
pelos proprietarios avallada por.
bronne, Francisco de llanos Correio, Dr. Ignacio i casa terrea arr,
firmo Xavier, Joao Ji s Foxnandes de Cirvolhc, rjL.m -in \v
Joaquim Jesc LeifSo, Joao J, -, Fernandes. Jos p n
Carlos Pessoa, Joanna Maria dos Sanios Moraes e e Ierfc,ra
S. M o Imperador dansoti 5 quadrhas pelo | Benedicto, piolo, escravo, 26 annos, solleiro,
modo seguinie:
Piimeira quadtilha.
S. M. eo viscondeca da Iloo-Visla.
\is-a-viso Sr. depulado Joo Jos.; Ferreira
de Aguiar com a Uta, Sr." do Sr. general Coc-
Iho.
Segundo quodrilha.
S. M. c a Exm. Sr.'do Sr. depulado Domingos
de Sou/a I.eo.
Vis-o-vis o Sr. depulado Francisco Joao Car-
neiro da Cuba e a setihora do Sr. Joaquim Pires
Machado Porlella.
Terceiro quodrilha.
S. U. eo senhora do Sr. Joao Pinlo de I.emos
Jnior.
Vis-a-vis o Sr. depulado Auguslo Preterico do
Oliveira e a senhora do Sr. Antonio dos Santos de
Sou/n Leao.
Quarla quodrilha..
-por dizem- J^ Sh0" d0 Sr Louri'l": d*** o Al-
Vis-a-vis o Sr. Dr. Manuel Joaquim Carneiro
da Cunha e a lilha da senhora viuva Ilapirema.
Quinta quodrilha.
S. M. e a senhora do Sr. Antonio Marques do
Amorim.
dito, linhas 7aflmanosporau-
tinhas 4eo modo do.porno
imprtamepor;
comer cal.
Hosi'ital de CAntDADE. r.xislern Gi lto-
mens 57 mulheres nocionaes, 1 homem eslrou-
geiro, 2 homens escravos, total 12i.
Na lotalidad dos doeflles existem 30 aliena-
dos sendo 29 mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as enferm arios pelo cirur-
giao Piulo s 8 I i horas da mauhaa, e pelo
Dr. Dmelas sS3, horas da mauhaa.
Errata.
Na Revista Diaria, na fe.'icilaco da assembla
do Hit Grande do Norte, onde i reunida cx-
Iroordnori.i, leia-sa reunida em sessao ex-
traordinaria ; 110 penltimo paragrapho onde diz
dispertar leia-se disputar o primeira
gloria do seclo.
I (o, e pediudo licenea para, unindo urna caso a
ouira, fazer de ambas um s sobrado rom apor-
tas eo sudar I erre o e '. no priineiro andar.
Uespacharam-erj ai pelioes de Amaro .losados;
^Prazeres, Anlouio .ConraUes de Oliveira, Anto-
nio Moreira de Mendonr'o, Anlouio Goncalvcs de
S! es, lUrnardo Jos da Costa Volele, mr-
uarde'Jos Rodrigues Pinaeiro, Carlos I.nizCam- Idtm 19. LuizSosres l'ereir,
bronne, Francisco de Danos Concia, Dr. Ignacio i casa terrea arrendada por.....
Wenceslao Machado
da Silva, casa
Joaquim da Silva llego, Jeaqoim ferreira da terrea arrendada por.........
Ctela a Monezes, Jos Candido da Carvalho, Joo; dem 21. Jo Teixeira Bastos,
boores da l'onseca V el osa. Luiz Jos Nurn-a Ui 1 j 1 1 1 >
nocla Bariada Conceic>.' iVno^fe casa de/CoLr1a', de .Uni. andaf
de Carvalho Mofidonea, Thoin Coireia de Vnti- fccc"Pada pelo proprietano ava-
jo, Vicente .los de lliilo o lovaniou-se a sessao ''a''a Por.................
Eij Manoel Ferraln Ac iali.s ;, .0 a s-ibs-; Idtm 22. D. Luiza Antonia do
eren.llego e Aloutiuemuc nrcsiJcnf Pr e- .
ea.-negoJ-Barata de Lmito.-SaTttl Siqueira, casa torrea arrendada
re.ra. l'into.Gameiro. 1 ur....... .............
==-= dem 23. ISIaria das Candelas,
COl.l.LXTORIA DI- OJ.IM\ i C3fa ,errea 'nuaJa por------
(.andamento da deebua dos yicdios I'i4", 2*' "~ A mesm8> ca5a ler-
Urbonos lo districlo da colleets- rL'a nrrt',!l!n,la Por..........
ra que tem do servir no anuo ii-|^ein -5-Iguacia fillia de Clau-
uaneeiro de I8S9 si ii, pelo] dina Jacma das Noves, casa
eolleotor Manoel Jos de Azevc- torren arrendada por.........
UO AlllOi'iUl.
1:00500l>
^;0CO
Gcofoca
1:0.03000
goo9c:oo
815000
S400O
CAilAWA MILMCIPAJL DO RCCIFE.
SESSAO EXTRAORDINARIA DE 12 DE DEZE-
11110 l)E 1859.
Presidencia do Sr. Franca, continuada pelo Sr.
llego e Albuqucri/ue.
Prsenles os Srs. Carros Reg, Rarala, R< g ,
Oliveira. Mello e Cameiro, faltando somenle o
PERiAflBUCO.
;, .. ,""""" .'iiriiu b cauie.ro, lationuo somenle o
f's--Ub V <;njmcrida. or Manoel Jos da Sr. Pinto, abrio-se a sessao, e foi llda capprova-
Cosla o o senhora do Sr. Dr Portello. \ da a ocio do onleccdente. Foi Jo 0 seguinte
Sobre a digressao que fez S. M. o Imperador expediento :
^rZ!1!^^ csc,eycm-nus o segwnlc: L'm olficio do cidadao Jos Camello do lleco
a de us.imar saber o moncira por une Barros juiz de paz mois volado do i. dislricto
siwl foi o i|tte ns anda nao li/emos, foi o 01 e
-inda temos irodiicraoj eilado achnm-seescripias assegiiin-l
les palavras As leis cncementes escravidao
que nao sao minias] tero, pois.rlamficadas
partee formarn o nosso Cdigo Negro. Quem
fallo assim certamen re nao se quer hilar 00 peso
das obrij coes que conlrahio para cun o governo
imperial o para como paiz. Se a Providencia
n o nos citar os fios da vida, cssas obrigaces
SerO cumplidas risco, ou anles do sobra ; e",
nole-se heni, mesmo indepciideiileiiante d]
iuolquer recompenso exterior.
Quanto outro censuro, com o pouro que bo-
je sabemos era impossvel que imittassemoj
o codi-o civil do Chile, ou a lcgUlacao de
qualquer outro paiz, usando da pressao me-
laphonca werte civil, c aanlicando-a ao estado
crvil do religioso professo. O direito
< meiaphoras, ucra de Qcc5es
tiao carece
supposcesr
nao temos alyuma instiluso pretoriana q
dSS de dtsrarcar o seu antagonismo com a le]
la.jao do paiz; tudo na vida jurdica lo real c
tfi) apreciovel como sao os plienomenoa da ex*-
1 in iti rial. (Jiiom quicr, 01 11
; tem
", que observe pacienten; ,;.s so-
-, p ira que jg exprima t .. i
o q-.fo se I
Vico-presidente da conselho liscal, o Exm. Sr.
liaran do ltio Formoso.
Thcsourciro, o Exm. Sr. ha rao do Cmara-
jibe.
Membros da directora, os Srs. :
|tr. Manoel Joaquim Cameiro da Cunha.
Dr. Domingos de Souza l.eao.
Cornniendodor Manoel Jos da Costa.
Francisco do Reg llanos de Laccrda.
.li s l'ailos Teixeira.
Francisco Accioli de Gouvea l.ins.
Membros do conselho fiscal, 09 Srs. :
jlarao do Rio PormOSD.
Ha roo de Sassnna.
Bario de Ipojuco.
Itario do Capibaribe.
Dr. francisco Joo Carneiro da C.iinha.
Coronel Hewriqe Marques Lina.
De. l'elippe Carneiro de Oliuda Compollo.
!.u.ireii;o de S e Aiuiquerque.
Francisco Ilonono Bczerra de Menezes.
Coronel Joao Joaquim da Cunha Reg Rarr
Antonio Francisco Pereira.
Coronel Joao Cocino do Silva.
Comniendador Antonio do Souae i. J
de Moros Gomes Ferreira,
1 .Vig ifito de Ofivciro.
volleiro dos mais disimiles do freguezia do Cobo so pagar 00 cirurgo Jos Antonio Marques ;
e da delpojuca nos deu o certeza de que S. M. : quanlia de J*i0 rs. de tres exames sanitarios
era por elle seguido. que lizera nos dias 28 de junho, 1 de junho e \
Apenas foram vislosuma girndola de fugue- ; e, "S05'0 desle anuo. Mandou-se passar man-
es alocada da porteira do engenho Mossongona f,\ ,
aiinuncto suo apporico, e como que por cucan- mcsmo. participando ochar-se bas-
to do lodos os lados do engenho v iam-sepessoas '-C "ieommt,dado d'uraa inllammacao dos in-
do ambos os sexos, que ciilhusiaslicanienle san-' les,,nosi 1uc o impedia de estar no ejercicio de
ilrain ao Monorcno, que passaro por baixo de 3seu r.ar"- Inleirada e mandou-se offlcar ao
neos 1 om goslo e delicadeza preparados de fo- suPP'enl Pai"a funccionor.
Ibas de 11.Llmnir.iG i'nir:i do julgados ddinilivamente as acdoes de penho-
ra exeeulivo contra Joaquim Ribeiro Puntes, e
Jos de Carvalho Cosa, o primeira o favor desta
cmaro, sendo necessorio cxlrohirsenleiica para
a execueao, caso nao se paguem o principle
cusas, e a segunda contra : igualmente commu-
mcavo que o appeltarao da q.utslo da ii manda-
dej de S. Pedro achava-sc em estado de subir
poro o tribunal da Relocao, faltando somenle
pagar as cusios ao escrivao, pira o que pedia a
qnanlio de 51'gllUO rs. Quanto primeira parte
itrteiroda, e quanto segnnda, que o procura-
dor dsse a quantin pedido.
O Sr. Oliveira apresenlou o seguinie artigo de
postura, que, depois de suflicientemenlo discu-
tido, foi aparatado Postura addicional.
Art. 1. As pessoos, que raiaremou pintarem aa
reoles dos cases, c com laes obras damnifica-]
j ruja sabido davo paro una bem acabada estrada
feita pelo capitn paulino.
I.ogo que do paleo do engenho foi visto o se-
quilo, ouira girndola de fugeles subi ao or,
i que foi correspondida com i (piques de sinos.
No terreiro da residencio do mesmo copit.io cs-
: tova plantado um outro arco do romos ornado de
llores nativas, e ahi paro mois de 01) pessoos,
; d'cnlro estos muitos senhoros ttislinclM deram
i cslrondosos vivas a S. M. e a Familia Imperial,
lonrondo-se-liie por cima flores.
O sobrado eslava embondeirado, ornado de ri-
cas colchas pelas janellas, o por dentro bem pre-
; p nado o inagnilirawenle decorado, a espero de
S. M., coso se dignasse ahi descascar um pouco.
Ao sabir do pateo eslava um outro arco de fo-
,lhas d-,' co^ejro eoirelaca^t de moll.ltns e sa- U'
Ra da Amizade.
N. 1. ltacio Aunes de Oli-
veira, casa terrea arrendla por
dem 2. O mesmo, casa teirea
arrendada por ............
dem 3. Maria d'Assumpcao
Cavalcanti de Albu juerque, ca-
sa lerrea arrendada por......
dem -. A mesma, casa ter-
rea arrendada por..........
Idtm G. Angelo Custodio dos
Santos, casa terrea "arrendada
por.....................
dem 7. O mesmo, casa icttea
ai rendada por............
dem 8. 0 mesmo, casa terrea
arrendada por............
dem 9. 0 mesmo, casa lenca
arrendada por.; -........
dem l. Manoel Duailo l'e-
reiro, casa'lerrea arrendada por
lietn 11. O mesmo, casa ter-
rea arrendada por..........
dem 12. 0 mesmo, casa ta-
rea arrendada por..........
dem 13. I). Josepha Candida
de Oliveira, casa tairea arrenda-
da por ..................
dem 14. Jos Jacome Tasso
Jnior, casa torrea arrendada
Por.....................
dem !.r). Amonio da Costa
Rosal, casa lerrea arrendada por
liiem 18. Jacintbo de Souza
Delgado, casa terrea arrendada
Por...................
dem 19 Anna Joaquina Ca-
vbante do Espirilo Santo, ca-
sa lerrea arrendada por......
dem 20-----Manoel Jote Soares
Guimares, casa terrea arrenda-
da por..............."V,
Idim 21. O mcsmo, casa la-
rca irrendada por. ........
Ido ni 22. U mesmo, casa ter-
rea arunduda por...........
Idiin 23. LstmsTio Js da
Ccsla, casa terreaanendada or
dem 2. J. o 'leixetra de
Barro?, cosa terrea snendda
Por.....................
dem 20. D. Rita de Jess
Moreira, c-:a lerrea arrendada
83PCOO
'CvTOGO
dem 2(5. Redro Antonio de Si-
queira.rasa terrea arrendada por
dem 27. D. Maiianna Antonia
l-ii?000' de Jess Siqueira, casa terrea
arrendad* por............. 96?00t>
14-ijOOO '^um -^ Manoel Antonio de
Siqueira, ca?a terrea arrendada
por.................... 96JN)0O
065000 '''m '-9- Francisco Aires, da
Cesta, casa terrea arrendada por H45JCOO
12O.J00O dem 30. Francisco Amonio de
Jess Siqueira, casa terrea ar-
rendada por.............. 963000
dem SI. D. Luiza Antonia
de Jcus Siqueira, casa terrea
arrendada por............. 48OO0O
dem 32.Manoel Josquim Seve,
casa lerrea oceupada pelo pro-
pietario avaliada por....... 8OO?O0
120&W0
1 -20&000
96^00
7O0O
2lv000
200^000
200S00O
1208000
GOO^COO
2105000
965000
90*000
!8C-~CC0
J80COI
1807000
3509000
1S1KM00
Communcados.
Ja que se quer ituo se faca justco, para une
nao goze da gloria de ler e.-ia cidad'e um teiui-
teiio l'ublno, quem pora isto nio concontu, en
lo diga-seo que occorcea, para .|ue seja pleno
a juslica.
Ka segunda odiiiinislroeo do Sr. viscondo da
Boa-vista, foi por este nomeada una commissiio
de lies mediros, os \)ts. Moraes Sarmrnlo. Eus-
la'iuiu tuii.cse eu, .-eiido-lho associado 0 enge-
nheiro fraacez 1.. L. Vautfaior. aiui do que esta
escollicsse e iudicasse o local, em que dovia ser
construido o Ceuiilerio, 0a.o/ie tiaiava a Lei
Provincial N. UI de 17 de M.iio de 1811. c apre-
sentasse o plano e plaa da obro ; e com elfuilo
a vommissao cunijuio a sua missao.
Soben do o Sr. marquez de Paran da existen-
cia dos irabolhes desso eommlssao, cujos origi-
noes linhnm desopparecidci da secretaria da pre-
sidencia, e qwerendn pOr termo aos abusos, quo
se davan nr.s iiihumocoes fcilas Das Igrejas, o
que en, como prndenle do extinrlo Conselho
Geral deSalimridade Publica, havia por vezes
indicodiv, ternando-sc mais patentes durante o
epidemia da febre amareffa em 1850, encarregou
a mesmo C-mmissoo de considerar seus Irnba-
Ihos. de que i xisliam benes, oik iorido-Ilie o
Sr. Jos Mamedc Alvcs Fenciio. dXTpncHc engenheiro ; c csses trabalhos, passaos
a limpo com ltgeiras modificoi.cs, foram apre-
se modos oo finado morque/, que odop1ou-os, e
rncfriocoo-me de confeccionar os respectivos
Estatutos, remo elie mesmo o disse cm seu rela-
lorio li.lo A'Wnrti Provincial.
Fis a Verdade ; e, Para prova do que digo, don
copia de nm oflicio iue pek distinti marque?
me foi dirigida.
Or. Joanaim d'.lqvino Fonseca.
23 de d4 7ombrode 1859.
Constando da secretaria desta presidencia, que
,i! J i de Maio de 1S2 fOra Vmc. nomeado junta-
/-
i

f

1
i



1


**


-

v
MUTILADO
HifiUfEl


(

r
mente com us Dr*. Jiwe Eustaquio Gomes, ose
loaqoim do Doraos Sarment, n n eneenheiro
^authior para mombros da ciuiiinU-o, quo na
conformidad. do ortigo 3" da Lei 'Jl de 7 do
Vaio de lHil, dc-veria iirtfcat R I --al, e organisa-
ra o plano, planta, o mais rondiees e deUlhes
construido ncsla tjade; e 'occorrondo nao se
adiar na mesma setreiJria omnipotente projec-
ta resiiludo dos trabalhos dossa Commissao, te-
iho nomoido no o-nsonlieiro Jos Mamedo Alvcs
l'erreira para subsliluir ao engciiheiio Vauthier,
que ora se aeha lora do servico daJVovincia o do
Imperio, e espero que cntonJendatse Vine, rom
" referido ehgcntiiro o corh os orrtfos membros
da Commissao, possam en brove aprosentar-mo
o projeelo e planta da mencionada obra, confor-
me a dispesi<;o da referida l.e.
Heos Guarde a VracPalacio Govorno do Por-
nambuco 11 do Marro de 1850.
Ilortbrio Mrmelo Carnelro Leo
Sr. Dn Joaqnim J'Aquino t'unsoi.-a.
Nao podem os parochianos da nova freguezia
de Quipap, deixar era silencio o reconheciman-
o que votara ao nosso digne prelado pjla merco
a etls feila da nomeacao de um pastor espiritual;
este reconhecimento se duplica quando satisfeilos
observam que a escollia recaliio om um sacerdote,
dtalo de reconhecda probija le, virtuJe a in-
taUigonci, e nao menos era da esperar do zelo a
prudenciada S. Ex. Revm Assim o reveren-
MftlO DE PER!**MBtm SABBADO 24 DE DZEWRO DE 1850.
dissitno padre Ca listo Crrela Nobreja, foi o
sacerdote mais sdequado e ina necessario para
regar a freguezia de Qtiipap, porque dolado de
vores desua alta misso e as necessidales Je urna
matriz nova, por isso que destituida ainda de
perfeigao j em sen oslado material, e j na falta
de immensas alfaias, por demais inJisponsareis
ao culto divino, tera ferio pois com sua poderosa
palayra que sejsm remediadas lao sensiveis fallas
Ja se sentem em Quipap os melhoramemos
jue irouxe ao lugar a benfica influencia do re-
veren.lisMmo padre Callislo ; em todos desde o
maior at o menor, nota-se o amor o respeto,
quo te ni sabido merecer as virtudes de seu novo
pastor. Se do alto da tribuna elle prega a mo-
ral a f iude e a religiao, suas patarras enrgicas
de eloquencia sao sustentadas pelo exemplo de
suas accoes ; portantoo padre Callislo, n>> per-
tence ao numero d'aquellessacerdotes, que di-
zem fazei o que eu man lo o na ros impor-
tis com o que eu fago nao, ello o diz, mas
bern podera dizer segu os raeus passos, o v le
o mau exemplo.
Seriamos ingratos se olvidan lo o nomo do
muito digno e honrado Sr. Dr. Paula Batista
nao Ihe desseraos tambera um teslemuntio de
nosso affecto.
F,lle foi a causa motriz do bem que boje go-
zamos, concorreu mu valiosamente ante S Ex.
Revm., o como membro a assembla provincial,
para que triumphassemos no nosso empenho a
desjo. Portinto ao nosso digno e venerando
prelado, que bondosamente nos aitendeu, ao
Revi. Sr. vigario CaHisto Correia Nobroga e ao
Illm. Sf. Dr. Francisco de Paula Baptista, pro-
manemos nosso sincero reconherime:ito e subida
grtdao.
Quipapa', 2 de novembro de 1859.
Un desatonta.
Nos nmeros 6 a T do jornal Ordem, que se
publica uessa capital, deparei com dous couimu-
meados do muito alio e rauilo poderoso Sr. Jos
Se cero Granja, aqu conhecido ya\o Secero, nos
rtuaes na forma de seu louvvel coslume, tantas
mentiras e carraploes pregou CMlM mim, que
asco causoua todos quaulos lecam lacs papelil-
los, seu favorito termo, altiiuuindo-se lauta pro-
tervia em sua linguage-m aos ofl'eilus da eribita
com mel de abelha, de que anda sempre clieio
seu bronzi do estomago. Eu nu deria lomar
in consideraeo os escoeiamentos desse Bfalo
mas como lal-ez elle persuada-so de que eu es-
tou as Instes cireuraslancius d.> infeliz que de
sua ordem tora assassitado na fazenda Saceo,
termo do CabroL, e duquelles que cala Jos sof-
li..ii seus crestudos calotes, julgo o proposito
Uar-ihe urna resposla, o o furei publicando urna
poqueua addic.au seus cafueiros acUK cha-
toando sobre ellas a alteuoo publica. Prinoi-
piou o Severao o seu papeluxo uo numeru 64!
ilajuelie jotnaL queimando podre iiisouso ao Sr.
capito Oiuminfos Jos .Vives os quaes de bom
grado agradenam as fanfatrfttoteesdoOuiole des-
conceiluado, porque como todos sabem, quando
elle representa o papel de elogindor, tem en rai-
ra presnogar um calote ao pobre cuitado, que
cali ua esparrella de acredila-lo. tu seguida
passa lambem a elogiar ao Sr. capito Jos Fran-
cisco, seguramente com algum particular fim,
au leinluando-sedos insultos ^ue contra o mes-
nio pralicou no Ouricury, cnegaudo seu atre'vi-
mento a ponto de o insultar nas nas daquolla
villi. e maltratar com pancadas a um soldado de
bou destacamento.
v)uem nao conliccc o Severao, rendo a auda-
cia do seus esuiiplus, por coito ha do suppor ser
elle alguma cousa ; mas liquen) todos saliendo
serum mulato por demais mentiroso, sera pres-
tigio, sem fortuna, e sem crdito, que, por un
lessos phenomenos incxplicaveis, pude fazer-M
padanchim no Ouricury, e inculcar-se por
ppssoa importante para dest'arte poder vivera
custa do suor alhcio.
Conhecido por mira, logo depois do niinha
bogada alh, nao Ihe quiz dar importancia, se-
so a que justamente mereca ; e islo foi bastan-
te para chamar por sobre mim suas ir, procu-
rando salpicar-me com suaimmuiida o venenosa
tiaba, cun oque me nao importei, visto que de
tao asqueroso ente era conveniente separar-me,
tratando era menospreso suas astuciosas iusinua-
es.
Dito isto depessagam, occupar-me-hc em re-
futar o aggregado de calumnias e mentiras, con-
bdas no commuiiicado inserto no u. 74 daquellu
jornal c o farei por partes.
A inconveniencia dos delegados militares.
Este e o lliema de que se servio o Bfalo para
assacar-me bahles.
Acho ter elle toda ra/ao porque urna pequea
rofk-xno 6 por domis bastante para que os de-
legados militares nao convenharu pelos cen-
tros -a
ro- os sabem que, infelizmente, existem pelos
mato3, alguns sertaneios que, po-ito sejam igno-
rantes com tudo lio sabido Incutir tenor uo
animo do ignorante, povo, que olha para um des-
sos velhacos constituidos, em potencia local, '
por seos actos de barbaiismo, e extorcos, como
um homcm perigoso a quera sao obrigados a
prestar cega obediencia para que nao veiiham a
ser victimas de criminosos caprichos, os quaes
com hus escndalo sao platicados quando o pre-
potente o algum sen parate, consegue galgar
um em prego na polica.
i 's rouDos, depravajes, o violencias, sao a
pa tilha daquelles quo se nao juugom ao carro
do perverso, e o nico recurso a oppr a tanta
d;'--.noralsacao, nio os constituir em outorida-
de policial, o que est bastante comprehondido
pelos horneas pacficos, amigos das inslutuicoes
do paiz.
G vclhaco, porm, que v em um delegado
militar, obstculo a seus (ins, procura todos os
nioios para o desacreditar e conseguir arroda-lo
do lugar onde o terreno de suas etecucoes. Por
>, est o Severao e;n seu dircito declamando
contra os dolcgas-os millfrcs, porque em ver-
dade ellos o tem obstado do praticar desregra-
menitos o inmoralidades.
K' por isto que o vemos constiluir-sc em poto
aliar em uiconslilucioialidades, conde de. I.ipso,
o outras queijandas banalidades, etc., ele. Con-
tinu o marlyr da patria, que podia escrever
suas Cerimiadat, com mais subtileza e menos
calumnias, visto como o dom d:: mentir c ca-
lumniar c urna estrella que oirilhanta seu phos-
pliprico deadema.
Calumniador despejado, quem essa moca quo
li/es, procurei requestrar ? Nao vos q ic a urna
cnnajba Je leu quilate nao se requesta, e que
quando o fado que referes fosse verdico, nao
villa apena lev.i-lo ao dominio do publico, por
que elle s Iraria desar a quem o referisse ? O
moro a qucmnlludes, existe tiesta villa, o creio
pi- igualmente n tal mullier ; ellos, pois, sao
instantes para te dnrem um desmentido como
iao Uto, dizendo o contrario do que lao infa-
memente escreveste. Appello para ellos, e para
aquel les que nao perderam o sangue das faces,
orno ha perdido o Severao.
Para q'io nao referes o nome desse 5eohor res-
peitne, que ui/es ueuuueinra-iiie um cnuie
airo/.? Para que queros nu uifislerio do ailen-
cio, enicapir a um leu comparca velhaoo, assas^
sino o ladr.'io ? 1'nMica o nomo desse cidado
rospeilavel, que igMalmenle promello-lc levar ao
conhecimento do publico, a ediiflncla criminosa
desse raiscravel, a quem com lana audacia al-
cunlias do respoilavid. Pronielt i-te darle a res-
posta. Referes o fado do Joan dos Santos Fer-
roira, leu espoleta, a ten bol-pnzor, e pela for-
ma que planejnstes com Idos infames e descon-
cciiiiados comparcas, o celeborimo doutor Braga
das hiu'.a VaCQa Landim, e utros vis escorias,
que infelizmente infeslam o Ouricury !
O Severao coligado com o perverso Braga, a
quem anleiiormonto niandoii guarnecer as por-
tas d'aquella cousa que lema signilicaefio de sua
pesso, fiisligarim-mo o processo de que venlro
de tratar, o coitos de miaba inexperiencia cm
materias d direilos, a le nao haver no Ouricury
ami pessua que me dirigisse nesse processo, tu"-'
do aplaiuaram para levar a eifeito una proniiu-;
ca, e ma Coltdeniiacao contra mim. Con se-:
guiram seus intentos, e, anchos propalam. que;
destiluiram-me do lugar que necupara, devendo
sereu substituido pjr esse festo. por assim o
querer o lilanto das Voceas Landim, com tanto j
que este fosse ajuda lo na consumraaeao do es-'
cndalos roubo feito a Antonio Cezrio Alvos
de Castro. MiscraveisJ Vossas infames ordidu-
ras me nao deshonrara, son bem conhecido om
Pcrnambiico onde sou estimado de pessoas im-
portantes, que nunca prestar-ros-ho attenco.
Se eu fosse procisaado por ladrode gndos.c'por
assassino, ou por axitro qualquer fado que Iraz
dezar ao honiuai publico, meas amigos e mona
protectores se envi-rgonhariam do meu nome,
mas nao, ellos sabem o motivo, o como eonse-
guistes lev ir realizacio meu processo, e con-
demnaco ; c com islo eslou satisfeito.
O Seatro, procurando manchar minha repti-
laco, nao ten le fictos para nollvs firmar son ,ig-
gregado de mentiras, citen leu poder illudir ao
publico com eslorielas de sua lavra.
Insolente, tira ama3cara da impostura c orgu-
Iho, e aprenota-te ao publico lai qual s, tal
qnal te conheceni u'aqwell.1 comarca, onde nao
u;issas de im canalha sevandija, c forra ida vel
reo de policio, tu ion provar tuas qualhlades
pessoaej, pela qualiiicaco que te dio.
Nao s agricultor, nao leus ollicio,' andas bem
infronhadocm durosengommados corainxaroesde
apasigualos na Irazeira ; bem montado em c i-
vallos do sella, arroiaudb do melionario. Pois
bem quem cabras nao tem, e cabritos veiRl ,
d'ondo elle.; vea ? A vi Ja desse (alolciro c
folgada u mila^rozi, e po ico de admirar reu-
nir elie as q unidades do assassino, e roo do po-,
licia, o quo igual mente comprora-se com a mor-
todo vaquoiro do sacco, cuja urelha foi entre-1
guo em iropheo ; pulo ciiibaiiamontu dr Guilher-'
me, hoteles prodigalisalos na noile de Natal, '
u'aquelle pigmeo, p>-lo simple* fado de po3-1
lar-so ua occasio da missa, por diante do fortn- I
davol cills i ; pancadas do soldado; taponara I
em um miseiavel na porta da casa de JoaoCaixei-
ro. Alra des fados referidos, o que honram o
Severao, elle por demais mundigueiro. porque
os cred.iivs nadam-lhe na Irazeira, e elle sobe-
ranamente os despre/a.sem que um s se atreva 'i
oxecuta-lo, iimi o temor do feitico, em cuja
nigroinaneia u lo hbil, que como juiz faz in-
venanos dos vivos, e manda arrancar marcos
un ierras do capilao Scveriono ; despronuncia a
reos convictos, como o fez por nanitas vivos, o
afirma que o mulo, morreu de um tiro, e nao
de dous : [Processo MonleiroJ. Soria um nunca
acabarse estivcsse de pachorra para referirs
patadas desse cavalleico do industria.
Senhor Rudaclor.tiin boraomlao vclhaco ruim.
mentiroso, desacreditado como
Granja, por outra o Saturno, nao moncha mi-
nha repulacao Elle nara dar pasto a sua feri-
na linguagem devia deixar os estranhos, c pro-
curar materia verdadoira, o expo-la ao publico,
o a adiara no3 memoras de sua familia, pois
que deparara com um Alvaro Ernesto de Carca-
Ika Granja-, pronunciado era crimo d
......--------s excepcoes
.ambem tadroes e masiinos : mas nao, conio o
intento do Bufata so mentir o calumniar, oc-
culta fados verd.idoiros que cstfl no olho da ra
e procura calumniar a quem o despreza. E
chamo para teslemunlia do que digo ao Dr. Wan-
dcrley, a quem o Bfalo quiz chicotear de
alto c
o Indrao Ue cusas dos
Kepabsadua de dr e de trtela,
Quasi esqueci Jos dos brasoet honrosos,
Do amigos feilos d'uma gloria infunda t
Goianna forte, ufana e bellicosa,
l)e accoes tao raras singular theatro,
Da lei fundamental esleto eterno !
Que estranlia causa te emmurchece os louros
Villas, GJades, PovoaQSas guerreiras
D'anliga Maurica que motivo
Degeral alUijo de vos se apossa I!/...
Eia,Patricios, coragera '
Aniraai-vos ; preciso :
Este mundo o reverso
Do (Meslo Paraizo.
Pedro segundo nao morre,
\ive em nossos coracoes ;
Seus gloriosos exemplos
Regero nossas accoes.
Se deixa as plagas mimosas
Da Venesa americana,
Vai oceupar o seu tnrono,
Donde o nosao bem dimana.
1.a desse lugar sublimo,
Da aecrdo com a Na^o,
Guardar, como tem feito,
A nossa Consi'uuicao.
Os granjes monarchas reinam
No meio das legioes ;
Podro inspira no Brasil,
Governando 03 corajoes !
Deste grande e rico imperio
K' o Monarcha segundo,
K dos seus contemporneos
E* o primoiro no mundo.
Adeus l'edro 1 Pernambuco,
Bullanle Estrella do Norte,
Jura eterna gralido
A' ti e la Consorte
Esse typo de ventura,
Mjelo Je honestidade
Sera eterno garante
Da nossa felicidade.
Eia, Patricios, corager !
Animai-vos ; preciso ;
Este mundo o reverso
Do Celeslo Paraizo.
Por A. 1. de T. Baadeirn.
X
Variedades.
cheiros do detligencias, e os copitaes de vapores
igualmente se servem para dar a voz de partida
que no meio das acclama.oes da multido, das
Aventuras de dous preunaiilns,
Os jornacs americanos j nos annunciaran a
inesperada rollados Srs. I.amouutain e Haddork
que linliain emprchendidu nmi viagem no balo
o Atlntico, os dous intrpidos viajores publi-
caran! a seguintc dcscripeio de suas experiencias :
A partida.Na larde' de quinta feira 22 de
selembro, a populaco do Walertown, cidado si-
tuada no estado de Nova-York algumas milhas
aosudueste do logar onde o S. Loorericd sahe
do lago Ontario, eslava agglumorada ei torno
Jos Set-ero jc um bulao monstruoso prestes a largar de ler-
-: r^. Este areoslato nao era outro senao o ,t/an-
tico, conhecido nos Lstados-L'nidos por una via-
gem que tinha feito, dous mozos antes, do S.
Lu*, no Missouri, a niargom do lago Ontario,
nao distante da mesma situacao de Watertowrh
. Depois de sua tonga demora o Atlntico tinha de
furto,, remontar seu elemento, continuar sua viaitem
cepcoes'aeria, efazeru.ua nova clapo, que segundo a
iutenco dos viajores devia couduzi-los ao Cana-
d. Dos dous arconautas quo iain embircar-se
no .llluntic-o, um o Sr. I.amouutain, tinha feito
com tres compauhoiios, a viagem do S. I.uiz, e
o outro o Sr. Joo A. HaJdock, redelor do Wa-
. m pu- lertown Reformar um dosses ralontos jornalis-
bom som Lero'l H 2? f'"'\ i,",0 ,as- SotTv.daTSOS. b^rff1108 be"8 d ci,s das "eonautas nao receiam emprehende-las.
' bi o nboVf e i i'm te*. Pf '',' ."'S': 'J : As ci!,r0 hora* c vit,le c t,ns nii,"J,"s Lamoin*
m, nos nr m l?)e1'"n!?nj '.camae' tain pronunciou as patarras aHabowd, do que
F-sle pequeo panno do amostra, em rosposta
ao Severao, servir' delema ao episodio quede
ca, o partcula, vo-.i pdr no do- ullimas pec*rainenda.;es dos amigos c dos'Votos
dos prenles o balo at^mnecoe-sc aos ares.
Durante um minuto os viajores poderam ainda
ver os espectadores agitaren] seus lencos e os
cavallos das carruagons escarvarera de impacien-
cia uu paror; depois pcnelraram em urna regia o
silenciosa, onde espessas nuvens Ihes occulta-
ram a vista de trra, e onde de tudo o queti-
nliam conhecido no mundo nao viam mais do
que o sol, quasi a desapparecer no borisonte, e
seu grande nalio que suba sempre gyrando so-
bre si mcsnio. o momento de sua partida o
mercurio indicara oitenla c quatro graos, t'ah-
renhoil. Nao cram mais de sessonla graos e oi-
tenla minutos depois
O que relatar do urna viagem aeiia, quando
quasi a mesma Ierra lem desapparecido da vista
dos v.ajantes? Quo incidente narrar?
Nao rcsta]mais.doquo um recurso aobistoria-
grapho, o de examinar o (hermoractro o fazer
conhecer suas variacoes. Estas cifras indicara
simultneamente rapidez com qu o balan pe-
netra nas nuvens, e os solVrimentus dos viajlos
se nao esto munidos de grossos vestidos. As
cinco horas e quareola o oiio minutos o thorrao-
motro eslava em 42 Fahronhcit, as cinco huras
e cincoenia minutos eslava apenas em 8f, e o
Sr. ll.iddock lapou os ouvidos com algodao para
fazer cessar o zumbido doloroso que nelles soffria
havia alguns minutos. As cinco horas o cin-
coenta e dous minutos es viajores cakaraui suas
lucas e resliram seus casacoos, o Ihrraomelro
eslava cm32 e os saceos de aroia inollud, quo
serviara do lastro, estavam guiadas. Conlinuam
subir. Dous minutos depois o mercurio lem
des-ido o Sr. lladdock dizia o S. l.oureii'o na
minio do rospeilavel publico, a quera pesso des-
culpa porter-ino abaixado cm responder a um
vilau mim. arancaiidu-nie tormos fortes e
co dignos de miotra cond i
Villa Colla ;i dezembro de 1839.
pou-
Correspondencias.
do vmes. cim islo especial favor ao seu as-1
uto e criado
Srs. redacinre*.Desej.mdo o abaixO assigna-
do por uma prova cabal esoleinneda satisfaceo
que leve, merecendo a honrado ser com ou'lros'
omeados pela Ilfm.'cmara da villa do n^a-
erraom 1',-je dn Flores para felcitarmos a SS '
X. 11. o de sua grptido pelo subido aprero ;
quo desuapessoa lizera a mesma cmara, ealen-
deu Uever publicar no seu conceiluado jornal a1
resposta do ufficio do secretario daquella cmara
tazendo ^ "
signa
Cuetano talo de Veras.
Kecife 1 Je dozombro de 18 >U.
Illm Sr.-!),- I o lia '22 do novembro p. p.
os habitantes desla capital e seus suburbios exul-
tara de pmzer e de gloria em razao da honrosa
yisiiaqueso diguou tizer-uos o nosso Adorado
Mon ireha, u maior o melhor dos principes e sua
Excelsa L.;,osa, ror:ideiro ajo do bondade e de
cuja influencia benfica o Brasil recetar
maioros beneficios.
-IV. meio dosses regosijos em que hei tomado'
tanta par o quanto rae i im sido possivel, recebi
o ofBcw de \. s. dal i I i de G do crrenlo, Com-
muiucando-me que a Illm." cmara municipal
do quo e \. S. digno secretario me nomear i'ar
membro do uma commissao,
os
-.8alisfacaooofllcidefuma1sS,0men,a *"*** ^
C o gaz que saina polo orificio do
chelo do hus, Lho causara nauseas que
niuiios copos de agurdenlo nao poderam acal-
lli.'cebi com a mais viva
' "<' urna sella, e em cinco minutos o mercurio esla-
0 va em 22".
nomeaco da Illm." |VU1 ,,< nfik
cmara municipal, Unto mais quanto nao 6 esta "
a primera rnanoi edilidaJe da briosa cmara
da villa do Pajea de Flore; nv conced
balo
ido respeitp dessa parte de seus i a tres m II.
subditos cujo raonarchismo inconleslavel, cuja SS te
gloria portsso ser immorredoura.
pod
s c meia do torra. As.sele horas
minutos a obscuridado impedio que
!o Sr. Haddock proseguio em suas notas. J li-
l'eco a V. S. se digne de Iransmiltir a Illm.'1
cmara municipal os racus protestos do rocnnka
assoglranJo-lho jgjff SuSSJrC 1 "'u baS*" 9-*^? *"* ^
i desalijado mais de oileuta libras do lastro
nercurio subi
di'.sceu, ouvio-se a principio o ladrar
Cumpriudo-mc agradocer-lhe ainda o haver-
mc associado a pessoas to dislinctas o
pode augmentar a minha gloria.
Approvuto esta opporluiudadc para ass
que so
do Ierra nao foi saudada Dor algum ruido, l'ai-
ravam sobre uma tmmensa solido obscura do
meio da qual se destacara a superficie de um
pequeo lago.
Us viajores conservavara preparados
eq
o amarraram o seu balo a um abeto do norte.
Tocando o cume da nrvore o Sr. Kaddock es-
Pblicaeoes a pedido.
A' saudo,;, desTda de SS.lKTi. I ZttGSESSS.HA ^TZ
tremeceu involuntariamente, porque sabia que i
Pornambiico solierbt', altivo e gran,!?,
I'orque iremos, dorldo e lacrimoso,
Que parecas perder o propria vida '.'
filustre OKr.dj I quum le more o pranto
Oluscando o fulgor da for.-nosura,
Que 19 doara o Creador Supremo,
Quando do nada organisara os muios,
d tantas roaravilbas adornados !
At me=mo os gigantea Guararapes,
Parec?m vac.'Ur, muTnriHindc,
p Alto Depois do ter examinado os lugares
guante n noile o permettia, I.amoutaiu soltou
\ um suspiro e di.-s" com a margura : O Atln-
tico completou seu tempo, estamos perdidos
, nos bosques, e deveremos julgarnos muilo feli-
|zcs so conseguirmos salvar-nos. A chara caba
havia 'mais de uma hora o a perspectiva de uma
noile passaa ne=te deserto, dobaixo da3 goteiras
do baloe sem outro abrigo mais que urna cobertu-
ra sarria pouco no jofflalista que neste momen-
lo devia semduvidas ter saudades de seu escrip-
. uni d" Watcrlowo. No din. lgniuto, s< xta-fei-
achr.rs nao tinha :----. -'" dhado
por lora e nao ueiiuu senao um g.iz coiiucusauo
recusou clevar-so. Poram obrigados allivia-
lo do peso do ludo o q*ie eslava na barquinlia.
O Sr. I.amoulain he tudo o que tinha levado ^o
conservou senao um faci para cada um, dt us
cintos de salvaco, urh.1 buscla e a ancora. Csa-
casn osle sacrificio o li.ilo subi de nevo, o em
breve os dous componlieiros avisiaram seu^
p.s um vasto e sombro panorama de florestas ifc
abetos esmaltadas de lagos selvagens mas onde
nao se va vestigio algum d> pwsagem do lic-
mem. Coroprchwideroi ento quo se tinham
aventurado muito.'e como o vento osimpellia
ainda mais para o norte, recearam-so nao se
dessem presa cm descor ter de atravessar essa
longa cadeia de montanhns que separa o leilo
do S, Lourengo da bacia da bahia de Ifudson.
A volta.Larnountaiu appressou-se em pu-
xar pela corda da vulvula, o gaz sabio com vio-
lencia, o balo cabio quasi verticalmenle, a an-
cora agarrou-se a um grande abeto, e os viajo-
res do noru desodos da barquinhn, perguiitaram-
se o que lhes reatara a fazer. Nada possuara
para comer, nada para cobrir-se durante a noile,
e nada para fazer fogo. Ignuraram completa-
monte onde estavam, o nao sabiam mesmo que
direceo deviam tomar para chegar uma regio
habitada. I>ecidiram-se finalmente a ir para o
Sud'este.confiaudo-sesua bussola para Os levar
a alguma povoaco. Antes de partir Lamoatnin
approiiiua-se do balo i agarrando a beira da
barquiuha abala-a cora forga como por um adeos'
supremo ; e lladdock ourio-omurmurar: rcfho .Atlntico* Neste momelo, uma lagrima
corra pelas faces do arcenauta, e elle senta ov.
deulemente a saudade do carwrlleiro das pampas
que se afasia de seu cavallo moribundo, ou do'
mariliwo que re de sua chalupa o navio que o
traiisporlouatrave dos mares subnierir-se nas
oudas.
Depois de lerera caminhado milha e meia pela
iloresla chegarniu os viajantes margem de um
pequeo rio que corre para o este. Ficaram
agradavelmenle sorpresos de ver neste lugar es-
lacas, carves apagados, c melado do um barril,
sobre o qual leram este sgnal : Afrss Z'-rrA-l..1/.
Muntreal. Nao flcou-lhes mais duvida alguma
acerca do paiz m que se achavam. Estavam
certos Avista disto dse ncharem no Canad, e
em vez de se deixarem aba ter, senliram-se uussui-
dosdo um novo ardor. Sobem pela margem do
rio durante lodo o da de sexta-feira, e depois'
de o terem atravessado duas vezes chegaram
larde uma grande cabana onde passaram a
imite. Alravessaudo o ci sobro um tronco de
arvore mal seguro, o"Sr. Haddock tinha cabido
na agoa, e tere muila ditllculdade cm nadar at
a outra margem. Infelizmente se linlut incum-
bido da bussola, e quando quiz consulla-la vio
com pezar que a agoa a tiuha completamente es-'
tragado. Esta noile passada debaixo da palha
meio apodrecida, e cora a roupa motilada, pare-
cen aos viajores de uma horrivel duraco. Tiri-I
tavam, e comecavam a sentir as torturas da
fome.
Nosabbado pela manha antes de continua-
rem a explorar os bosques os dous viajantes lo-
maran! outro parecer. Coinbinaram em quo este I
rio nccessariamenle servia para tiansporlar na
primavera os paos dos tcuhews, o dosemboc.va '
por conseguinie no Outaouais ou era algum dos '
BOUS anllenles. Desccndo-o eslavam cortos de
chegar a um lugar habitado qualquer. Toma- ;
ram pois a resoluco de construir uma jangada
com alguns paos da cabana atados as aos ou-
tros com vergonleas flexiveis, e sobre esta fr-
gil embarcaco descera ousadamenlc o rio. No
momento de se afastarcm da margem um corvo ,
vuou de un abeto, e posto que nossos dous via-
jores nao fosaos supersticiosos, nao poderam dei-
lar de estremecer ourindo seu crocito sinistro.'
A dez mithas abaixo de seu ponto de partida um i
pinheiro gigantesco denubado no meio do rio ;
lites obsta a passagem. Foi mistar desalar as
pecas da jangada passa-las uma uma por cima
da arvore, reata-las o continuar a aesccr pelo
fluxo da agoa auxiiiando-se cada um de uma
vara. Durante este da nao liveram por todo o]
sustento mais que duis rasque contentaran] om
comer cras O ro conduzio-os a um pequeuo
lago dn duas milhas de exlenso, que alravessa-
rain por duas vezes em todo o seu comprimen!
antes de acliarem o pon lo por onde se eecoava.
Entrando no fluxo da agoa manejaram suas
varas com um novo ardor e passaram em breve'
polo lugar onde pela primeira vez tinham visto'
o rioc linhan feito um signal que algum da'
lhes podesso fazer encentrar seH batao. o BoKl
so liuha posto, a noitc neslas sombiras florestas
de pinheiros, no meio desta solido que nom i
mesmo os gritos dos passires e dos animaes sel-'
vagens vioham animar, fez nascer na alma dos |
viajores os pensamentosos mais melanclicos.
As dez hor- i'^noite, como a chova lornava !
a cahir, deci*>^Fse a interromper sua viagem, '
e procurar um refogio debaixo do alguns araiei- >
ros; mas apoz rtieia hora de somno, o fri que
se apoderou de suai extremidades o despertou. i
e prceriram continuar sua jornada a sodeixarom
enervar sobre um terreno liuraido. No domingo
5s tres horas da manha a fadiga os obrigou a pa-
rar segunda vez, mas a chura c o fro os xpelli-
ram de novo de seu abrigo, e tornaram deitarl
a jangada n'agua. A's uilo horas chegaram a
um lugar onde o rio se encana, e formam o que I
us Mexicanos chamara cankao. A rapidez dn
correnta intemidou os viajores. Dosenbarcaiain, i
subirn o barranco pur una praia cheia de ai-!
bustos cxcessivameiilc emniaranhados, reconho-
cerara que p nao poderiam ir mais longo no
meio de laes obstculos, volliram para a janga-
da, ese decid i ram a fazo-la passar a contenteza
pouco a pouco. Se esta operaco nao liresse
bom resollado, estavam resignados a procurar
um abrigo lo commodo quanto fosse possivel, c
a so prepararen! para morrer.
Felizmente sua empreza foi roroada com um
esilo completo.SolTrcram, cerdada,inflnitos ira-
ballios para fazerem avancar as travs que os ro-
clidos faram parar cada instante, e rauitas
ve/es foram obligados entrar n'agua at a cin-
tura, mas lerminaram por passar tudas as pecas
da jangada para a outra exlromidado da correte,
o jiilg.irani-ge salvos. Uma hora depois de te-
rcio continuado descor enlraram cm um lago
de dez milhas do oxtesSo e seis de largura, ao
qual liveram de fazer a rolla afim de acharem o
canal do escoadouro. Mas estavam do tal modo
fatigados quo dilcriram esta excurso para o dia
seguintc.
Durante osle dia apenas'encontrara um maris-
co que lladdock obrigou Larnountaiu comer s.
Estampados, motilados, debilitados, pela fome,
a privaco do somno, o fri c o trabalho, apenas
ousam esperar roadquirir no dia seguintc turcas
su lucientes para sahirtni deste lugar.
Na segunda feira ao nascer do sol, quando qui-
zerara esquecer-se da torra, seus membros es-
lavaui por tal modo entorpecidos que s com dif-
Qculdade punham-sc em pc,e estando de p csla-
vam lo fracosquo cala momento esperavnm
cahir de novo. Enillm, cdnsegiitram impellir sua
jangada para o largo, e ei-lus descrovendo todas
as sinuosidades do grande lago afim do eheon-
trarem a sabida Pelas dez horas chegaram
uma correte de aguaqnesealargava para adan
te, e que julgaram ser um am nenie do Ou-
laouais.. Kiitraram e foram dar logo em um se-
gundo lago que percoiTcram cm.uma exlenso
de seto milhas, sem adiar canal.
Durante esta cxploraco dcsanimaddra, La-
muunlain cuja voz nao tinha mais que um copre
cautarolou anda estas palanas arrebatadoras:
Cheer np yous hearto, my meus reanimai vossos
coracoes, mcuscompanheiros). Mas quando com-
prehendoram que todo o seu trabalho do din es-
tara perdido, e que era mlstcr rollar ao primoi-
ro lago, o Sr. lladdock conlieceu arrefecer-sc
sua cora geni, e sentado em uma cxlrcmidaaoda
jangada, deixou rahir sua vara para cnchugar
uma lagrima silenciosa que senlio rolar sobr a
face.
Depois de quatro dias que assim erraram nos
bosques nao tinham comido ambos seno rias,
quatro mariscos, c algumas bagas selvagens cujo
gosto acido lhes tinha causado mais mal do que
bem. Sou alent eslava acabado, o o Sr. Had-
dock diria comsigo que nao lea mais torga pa-
ra remar a jangada al o por do sol.
Mas osle momento de desespero niio foi de
tonga duraco. Os infetizes adiantaram-se len-
tamente atiavez do lago, o actiaram-so de novo
nessa granne uiassa de agua onde passaram uma
noile lo cruel.
Ja tinham caminhado porto de uma milita do
exlenso ueste Jago, quando ou vira ni dous!
liros de espingarda. Uobinson Crusco o
valido os passos do sexla-feira nao li.ou
mais enmmovido do que devorara Picar os dous
Nova-Yorkenses enviudo estas delonacocs; por-
que Robinson vvia na abundancia, c sexla-feira
nao devia ser para ello mais do quo um compo-
ntieiro, em quanto, o cacador que acaba vara de
ouvir, era-lhes um salvador. Deram gritos, cha-
jnaram, mas as brisas lerousuas-ozes e ninguem
Ibes respondeu. Tudnvia senlialn reanimar-se
sua coragem inlrepid, c em qi/nto mpclluaiu
vigorosamente sua jangada na rttrccgo dos tiros,
uta d -.'.'-'. jer. .. r5C0 .....
bllhiu Ue luinu, e depf.s nina ...iiiua
para a qual se dirigitain,
A'peque dis'ancia da margem eterarn--e urna
chonpana na qual o Sr. ICaddock apr.
immediatanieiile. A seus gritos de cnamafio( um
liutio de alta estatura appareee na porta.
Fallis fianccz ? Ihe pcrgiinlou o Nova-Yor-
kense cm (rancez, Sim, responden solvage,.:.
c tambiMii ingt/. Um inon*ento depois o ituma-
risla foi nlrodu/ido na cabana, onde encontrn
JE
adiantadn pela florestas em busca de nradeira pi-
ra corlar. O Sr. i.amouiit.iin ioi Uuibera chaina i >,
c quando os djius infeli/.es se tinham restabetc-
cido, conlar.im -l!i<\s que o lio em que tinham
construido sua angada era o Fillimar's Crec;,
que p.issa pelo lago Borkeloii?, um do, atfluen-
cuMi'.-a | ,,llulltu Vl- btin.nr? oumpr marchar, sem ami-
da, para a luz, para as obras valiosas, para as ayo-
' '' '' : : '. para os reiros gloriosos mas
como bomous sensatos e avilado, e nao a tuo
attirai-e como as borbolelos o as moscas, otm
muir, in sem nada corapreJiemler do bilho oiio
as allrahe. _
Nao fui deixnndo-se cahir em soraelhairle laca
que muito* homens, a quem boje comiuiiSMt
te se atlrtbue em grande parte a honra da no***
rista toi introd u/ido na cabana, onde enr-orrtrou l"^ i" i, T u,"""*"*
um Escossez com tres As quo se tinham l, i8 paClC ,unra dt '"^
adiantado pela, florestasembusca de madeira m- ^>?.fra"cezi'' C>P '"'" n 8,;r jmwdm, Kis-
truidps, o a aporeicnarem-gj, E ludo isto'con-
seguir m sem que fosse preciso que algiiem es
meitasso, sera bacarem mesma occasio oppr-
luna, i;a apoio do noso goveiuo, tantas Mfee*
inconsiderado, ou dos nossos coslumes, muilas
Lambem brutaes E, direi mais. consegu-
tes do Calincau quo tambera se junta com o Ou- "" ,,'tT L'. d"
laouais defron-e da nova capital ca.iadense. Rio &S."t?5? !f*. "*fm ,-de '"balliot.
ouviram di/er sem sorpnva que estavaii, :)1) ,^ V, TS" U" '"'^'^*
milhas bem ao nmte u Oawwouweu, perto de T, h 'u l -;,u; :S.cra prms0 "()",ear *
47 de laitudo, nodeserta quo se prolonga jW./?^ ,"er
ate ao polo. So se livesscm demorado mais al- "'?! h ,n,* ., 7. ^ c^,lJl0n. Sig^lon, e Ge-
gumas horas no balo. na larde do22. te.iam rho. "cfu ioin-"+ '. I-csucur.
gumas horas no balo, na larde de22, teriam che-
gado s regios glaeiaes onde sir John Frankn
perdn a vida. Mas sem ir lao porto ao polo
os pongos que tinham corrido eram maioros do
que pensaram. eo Escossez, asseverou-lhes que
se o nao tive^seiutrncontrado nunca teriam con-
seguido sabir do deserto.
Depois ile ie -emgasto alguns iu em descan-
A theso que suslcnlu apenas apparentemente
exclue Poussin, Itnurdon, Valentim, Claudioi
que em Roma passaram a vida qmsi intuir
l.slou longo de cunceder, como mullos o Un
feito inconsideradamente, que a nossa escola na*
os deve perder por serenNormando, l'roven-
cal, I icarJo, e I.urono. As suas obras sao radi-
car, os Nova-YoikViisVs o 'os'cun7(iros' se po^e- 11**%. ^^f-1 P*^*U associar.
ram 6 caminho. Remontando o Cii&man's Creik,' Z.'TnT"1 co,n n""lasJ?,,,l,,s ">'"
iianco/.as, que escapara aqu a toda a discusco
;ra haver quem, cedendo surpreza e m.
lornarara a adiar o balo o Atlntica, que o ven-
to o os ramos tinham posto om (arrapos O Sr.
I.amountain tomou a vlvula em signal do lom-
branca, e o Sr. Haddock o pedaco do panno em
que estavam escripias astro/, ultimas lettras do
nome do balo. Esta viagem alravez dos bos-
ques, por mais penosa que fosse nao era sem al-
tralivu, ;t de outubro, quando chegaram ci-
dado de Outaouais se tmham quasi reslabelccido
de todas as suas ladigas. No mesmo dia o telegra
pito annunciava sna volta seus amigos de L -
lertown ; e uo dia seguinto a populaco inteira
dosta cidado reunida na eslaco do caminho de
ierro, dava gritos de prazer vndo-os chegar.
i Do M'jitiinr Universal.]
C. riMF.NTEL.]
i erro, as atliibua influencia italiana, j i
digo com convicto e clareza, mas a primeira
vi,;a, dubiaraene, o por qualquer circumstan-
cia Cerlamento que nao. A conducta delte*
om Boma, sem carcter, estudos e preocupa-
rnos tornara fcil de indigiiar-se a razo dossa
obras. 1-. eu nao me negara a faze-lo.
A impressao causada pelo espectculo'de Ret-
ina c de Flurencaa iulluoncia da grand^po-
ca das escolas tatanas-uma e outra procuraw
das e recebidas de uma maneira prejudicial
eis as duas causas dos atrasse dos erros auc
aqu nssignalo. Ambas leem sido igualmente
causa da nossa eegueira em muitos assumptos
inienlos da nossa miua em muitos obtac-
l lo o obras ; e Qualmcnte da nossa culpabilidade
( oni desprezarraos muitos mentse dreitos.
1 relCndeu-se que a nosso arte nacional, fran-
, cc/.a ou gauleza, como qnizereai, apenas saluda
do nada se e que nao sabio do cabos da idade
media, foi para logo levada ao seu apogeo neta
reslauracau italiana.
Passeio artisic-o na Italia.
O deploravel fim das escolas italianas tem si-
do mu superficialmente encarado.
Ningoem ainda buscn profundar cm alten-
cao as causas da prompla.e ate aqu irrepararc!
decadencia dessas escolas. ..,,,...^0 uanana.
os IKiunos a esse repei<0 leem guardado o Esta quoslao assim disposta por tal modo tpn.
mesmo s.lencie que nos. influido sobre os nimos, quo prolcndea-se m-, s
En retanto uileros,a arte em goral. ao sen -que os nossos res Carlos VIII Lu vH e
rcstabelecimenlo enlre elles, manuteiicao da Francisco l IransformarartRnossa c vilsac ta
sua forca actual enlre os pavos dos nutro*
zes, e ao progresso da nossa escola franee/.a, que
se Irale essa questo.
rermitla-so-mo pois quo a examine do porto,
profundamente, n era todo o sentido : No meo
examc livrc econscienciso procurarei nao alfas-
tar-me do respeto devido. Teuho, como mui-
tos outros, testeniunhado em qualquer occasio,
inteira, ligando-nos com a Italia.
Nao ha duvida que muilas pessoas teem i*
protestado contra essa asserro. Citaroi al^uv
fij is. Grande numero porem do escriptoros
historiadores, sabios, professores-e crticos a <
sempre repctindo. c sobre qualquer motivo. Des-
les na,, cilarei um s ainda que se o quizesse
er. nu encontrara embasaca se nu na <>---
quanto est em minhas torcas, a sincera odmi-
SSSSl w3^ IJSMSLZ ST TSA tST
sas na realidade ainda mais marvlhosns e admi-
rareis, ou ellas nosvenham do Dos, ouvenhara
do trabalho do liomem.
Assim pois a negligencia, que lastimo, nos lem
privado dos cooselhos sertas, das inspirar.es
saas que sem vir com o estudo. Com effeilo,
por mais que digam,nao deixamos do oslar pooc
adianlados no conhecimento dos exomplos se-
guir, B dos perigos evilar.
Ninguera suppOMK.que eu me levo assim
obrar porque medite algum proj'wtO" lifcra o ra. ou de reaeco iucorapro-yi'aviih'ros'
em proreilo de m chefu dos-
hensivel e servil
conhecido.
J na uossa escola l'rance/a moderna lem-se
foilo esse respeto diversas tonlalivas ; o para
emprehende-las nao era preciso ter-sc minio
approndido. Islo ao menos commodo.
pessoas, anda as mais conhecidas. Esse vis-
lumbro do verdade, laucado no vaso du erro, nao
po le fazer evitar o perigo, e muitos vezes at o
augmento. E pois necessario que preste muita
attenco a esses disarces, essas falsas appa-
rencias, a essa liga, aquello que quizer evilar a
corrupcao, a desordem o a ruina.
Quaulos desastres para sempre lamentaves,
quantas prrdas e desapparicocs, quantas ruinas
para as cousas, o. olvido para os homens, quarc-
licas e sacrilegios nos lem causado essa
onde bem so recohece a
R tPip itrlvallg de
que dcviaiifSlttt_.
pollanoia france/.n,
lanas-e t'o bellas cousas,
servar !
Sem essa petulancia a que altura toriamos ja
aliiugido Entretanto nao de agora que os la-
tinos, com suas mximas zombetiras sobre a
;.,.,.. -"...... iuiu.s, com sua.s mximas zonili
,.ir, \ 'er quo ,ss0 p10l,C cl"'u" BM nossas "ussa l'1'""- nos hao prevenido. Se com effei-
offieMM e cxposi..oes. Quanto a mim, toiiho iu.com nossas infataacoes successivas uor,s
visto, seguido, e bem eompreheudiJu muito., modos impe.uosos, mTmitoSos alrraWr^
desees monmeatos desde a sao strandosa ap- reCeber, admirar e S&iS^heRaSEsM
kfZSl^Sl Pnm0,r c,arl"T",,; bnli10' nl 1"i"1,- dsP destruS mal
ia.i T "u"'-'^syaneemento. ato o seu de,- nao sera sem remedio, o fcil seria-a resi-na-
adeno o modesto silencio. E apresso-ine a di- ;,. R03 monumentos da arte testomm has do
u aqaueU,i:i'l ESLSS" ^'^ *" WU "^ "0S3 f?eni" naci"al- 5S UriSS 2*ii5
if5i&;epor4euotri ffi.wra r: s: d ** hi- **. oS r:
viarna,se-u,llo tamlT, ? fiut' '.' 'I"" ^ PT&m' '1,ro nosso procedimcnto. Para
l B a. la'"'"-m I1."0 1"e R0* -'"o'"'-'"- aluar ao cumulo nao vamos de rrao mo-ta A
esooto france'zV^"1" """ "'^^ "S" "''!'' <**' S loca d
n -^.-. que pela desgrana,
,''*.' 1atianaat que sabem alguma pirlo o das suas-m OS, a
Unino i,i.,, ., iossos risinhos deixaram-nos obrar e fal'ar
n n,'.; .! .IVa Pnme,ramen, "*- '"ii iMo aproveilaran, mais do que nsl Por
- a m.luenaa e o imperio que s haverem judiciosnmentc colindo o*que dpre!
nos exercem ainda hoje os monumentos imraor-
laes da grande poca da escola italiana.
Essa iulluoncia lem-nos dominado e absoryido
a tal ponto que consentimos im iutroduccaa de
erros os mais graluilos.; funestas.
Nao era na poca era que Leonardo de \'u i
: is, dao-nos hoje como Mu uq,|C nosso", digo
. ve:iJem-uo-!o ; lalvez estejam no sou di-
reito ; nao sou legisla.
Nao, mil vezes nao; longo de nos a ingrati-
da i, o egosmo arrogante c a excluso ciosa ;
^r^u?1^
nT,"f g S,'"'S' us,rw ProsdlU''. "''- sas relscoes com a Italia, a d, ar de scalo lisaram seus primores d.ule, queso devia ir j flzerara Vascer ou ronascer ai les n
procurar a tome tmpida, a raz profunda, a or- : Franca, a quem, Dos louvado nu ca itlo c-
gcni dosses talentos, quo, tao grandemenle ad- lividdo!
K2^Z*thLtC*?n*? '?'"""' lr i-,i"; ^; S*'** ser o prove.lo que
Urmemonle manifestados pelo carcter o pelo disso resultar para a intelli-oncia dis nlm
rSSmXJISTS^Sn aC0"1,l0 S'"'""'0 3S K,Ua ,H,r^^ SAiSWS quaosS
taTm n m o' i,n .P Z' P ^ ""^ "^ Sd "s infl"CMS, as modilicacoes eciprocas
primdr vis P"^ ^^ates da troca o contacto com a Italia.
Ahi MiiflTi ir..io ...i..d i "e^o seculo de commoces. abundante de rui-
JLftiestap os tristes resultados dos seus mi- d*s. de Ir umpho e de derrotas, de acouisHje*
tadores, anda os mais pacientes o obstinados,. e de perdas. de candidas espcri.es oTamat-
para provar exliuLoranteinouto o que venho de : gos queixuoW! *
Tpi ...r. ,,,! -..,,-,, Estudemos tudo isso; e deixema-iros de cree
saos tmciao n,U "'}ltuJlUii' mas P0W50S qe nossa arle e nosso genio proprio ostiveram
Net^nhT^ i .- sobo dominio da arte italiana, e seu desenvolri-
nien!?. f^n nPfi, ,C'a lud, 'f "*?" menl sPrcrao, sera uma influencia profunda e
if" "d l-i d "i "m! t elK':ld,'3do' ,qUe ,0/- distinctameote assgnalada para as couscioucias
na s. dilliul a dcscberla do seu segrodo verda- sinceras, .ara as vistas porspicozes.
, n -,n' ,t,M!ir Ia ''irm,"ma "0 mwlmente a Eomprehcndo bem quo no movimeolo glorio-
o Lli,0.8se*'ao do saber. Ora a umdade so, que fui cuio commum Italia o a Franca,
vs, u i i a 9ncncioacomoamagestaae. a parte mais mito, o distiocvd mais brilhaole
ASODras soberanas nada explicara ; porque su pertoncento aos Italianos.
mais admiradas que coniprohenJidas. lora disso. nao lonho podido, durante as m-
iitvia-sor beber a msiaucco nos seclos pro- nhashoras de repouso, estudar bom para com-
cursores dosses bellos momentos. Nao basta eu-' prehendor melhor o valor exacto, o lodo o al-
r"rrS!..0.,..'.vn-0 ,p:'ra 5PmPwbender a :.'-s- >.,,! e das suasconcesses e permutas nesse ju-
tade ; cumpro saber como rile so sobe.
Pode-so ainda muito apprender, quando co-
meca a decadencia, se se proseguc at a qued i :
mas o espectculo ahi ii menos bello, o esludo
lem menos attracco. i. melhor irabalhare ap-
prender sob a influencia de uma atmosphera
go manifest de insuiracoes o saber.
Conforme o inventario iocomploto do socolo de
onro, para ninguem ainda chegar o momento,
segundo creo de possuir a podra do loque, e a
balanza de ourii i s.
N i ...i assim se Carlos lll c o cardcal d.i
rlom..'n..mM, r.aJian,c.deI cspcraneas. Amboise liressem pensado, a nosso respeilo, da
do que no meio do repulsoes, o do lastimas, i) mesmfl forma que Cosme I c o cardeal Farero
^pectacuto das fuadacocs e ma.s agradavel quo o fizeram era l'Iorenca, a respeilo dos seos.
'r'nn n!!'.'^"-"1'5- -, Nos8 S. >a*aro o aflavel Carlos VIH,
l.na outra causa o-a precipitacao com quo so visitando os jardins da Lombardia, na sua ad-
lVf\, a3 C a vlorcncAa cunosidade com ene niira.o t.uiou-os nada menos que polo Paraizo.
na lalla da oresenca re.-il f>ii^iito i.nu.se nu enm ,, i>. .. .. ;..!... f. j:___n_ .. .
na falta da presenca real, engolphani-se nas suas
descripces e historias. .Nada so quer ver antes
do la terebegado, c depois ue do la so sabe, na-
da mais se pude rcr.
E o mais importantc'que a admlraco io-
ccssanle, as distracoessom Bra, es appellos
sem conta nos tra/em mais aturdidos; que es-
clarecidos.
Nao acho justo csso procodimonto. Muitos ar-
tistas judicosos, que na sna juventudc assim
pralcaram, isso mesmo mo bao dado a enten-
der ; mas suas confidencias, e na minha assi r-
eao alguma cousa ha anolar-se que inleressa 6
escola em liorna.
Por minha te / disso elleparece-me que
i aqu s fallara Ado o Era,lo bellos sao
i estes jardins .'
Querodisse elle urna outra vezempre-
s hender eousas maravilhosas, que lio de csr
i r grandes desperasl
Tratava-se de preparar italiana o seu pala-
cio do Aiubuise.
Se elle liresse antes despendido alguns escu-
dos para ajodar a um artista qualquer. diligente
e curioso, a compilar as legendas e a 'Ilustrar os
principios o as obras dos architectos, pintoies o
escultores francozes, como alera dos Alpes fez
Cosme 1 com Vasari, nao teria do cerlo aconle-
crer
ar-
ra-
difficil
ara
011-
"-----..... "............. ^- w...... ^.. ...QU>..? 1,.'(I-
uuu .i nuiuii/.,.. im com este nome que foram totalmente aloi-
E'com effeilo, travez dossas regiocs nter- jados
mediaras qae afllue maior soraraa do conheci- Perdoem-me essas durcsses, quo me rieran
m en tos, de ideas e de recordaedes. Ali nada so lao correr da ponna, lombrando-me do um fran-
ret isla, como aceonlece nos centro- iOOOmmu- COZ hbil, a respeilo do qual lenho culhido al-u-
nicavcis, onde a liga, a origem, a analoga, a mas adicaeoes inleressantes. l'oi um archilec-
scuielhanca se destroem, onde Eomente confia- to eagennoso, com um nome seguramente pou-
ternisam as demandas, o isolamente, c a dille- jco potico deNicolao Boaventurac que veto
renca, onde, emana, a umidado domina e subju- provaelmentc do Pontoisc enriquecer a caihe-
a exclusivamente, diria eu, ol nada se revesle dial db Mi lo am um dos seus bellos fragmeu-
S
MUTILADO
u mu


)
MARIO DE PERNAMBUCO. SABBADO 24 DE DEZEMBRO Di 85ft.
s
com o soreiioine de Asnay-le-Uuc era bourgog-
nc, se me nao engao. Entrelivn-mc rom 1-r os
seus conselhos sobre a maneira de t'.izcrem-se
.lades, bandolina e guitarras. Moslroii-nos que
cm Franca haviam eolio mais artistas ncsse ge-
nero do que na Hespaiiha. E pan mellior fi-
ler-se comprehender em suas discripeoes subtis,
posio que brease romo S. Joo, urna lingua de
prata, toma desembaracadamonte a peona como
Leonardo do Vinci e o "seu exemplo esboca com
audacia as figuras explicativas do sen txt").
Na sua prosa formidavel esse genio providente
supplica aos Krancezcs daquelle lempo de todas
as elasses, ordens, arles e oficios que tralem
muio de conservar os seus ttulos e dircitos.
Nao haja errare, marmore, ou podra de qnal-
quer oulra qualidade que nao soja um exemplo
vivo. Nao poupeis papel nein pergaminhos
Voseo paiz o vossos successoros ser-vos-ho gra-
tos por vossos escriptos. Tenhamos livros, pe-
lo amor de Dos.
O homcm pode saber ludo quanlo se faz e
se diz ueste mundo, pode de todo ter recorda-
res, urna vez que os sabios e litieratos saibam
cumprir com o seu dever, transmittindo-lhe ludo
por seus escriptos e obras. Analliema sbreos
que assim nao flzerem ; seja nu-smo analhenia-
tisado o mercador que nao izer e transmittir to-
llos os successos relativamente a _merradorias,
iiavidasno seu lempo e sobre o proco das cou-
sas, segundo a poca o mercado e o' paiz ; ana-
ibema Onalmente sobre todos qnalquer que seja
sen mister e vocarao, que nao fi/.crem e Irans-
oiiltirem aquillo que podereni e que souberem.
Nao baja povoaco, aldea, villa, ridade, igreja,
palacio, casa, familia, que nao tenhnm pelo me-
nos um capitulo da sua historia. Ser para os
noasas vmdouroa um grande prazer, o saberem
de quem dcscendem. Escrerei, meus amigos c
Jcixai memorias de qualqucrque seja o objeclo.
Se vossos livros nao torea impressos pelo monos
eada qual os guardar no seu' cofre ou cm luga-
res pblicos. F.screvei, que 6 vosso dever e usa-
reis assim de caridad para com o vosso prximo.
b este o primeiro c principal fructo do vosso
Irabalho.
Onde se ve ha jamis de (resenlos annos que
toram escripias easas palavrasO conselho fui
seguido.
Quo til seria a acquisico desse liomcm para
o caso que lembrei. c de simples intuico, sobre
ludo para quero reflectir sobre sua promplidao e
grande saber as muitas arles em que era versa-
do, segundo nos deixa ver em suas agradareis
loinposioes Era ao menos da nossa escola ou
ou me engao multo, julgando-o pelo eslylo de
luese sene e pelas palavras que empresa.
Porein ello era Rontuinbao. K tempodc con-
cluir, por agora ; Turaine me levara longo. Sim,
oi em Tooraine que Carlos VIII enconlrou quenf
o serrina bem TairWem ello ah tinha muilo
escolher as lojase offcinas de Tours, onde con-
ercnciavam c para onde concorriam osrivaes do
Miguel Colombo, de Rourdichnn, de .lean .Inste e
de Fouqucl, os molhores artistas, como bem o
provam as suas obras immorredouras e como
bem se pode ver no Vaticano.
Tambem nenlium mal honre em incumbir-se,
mais lardeessa larefa Bernardo de Palissv, a
.lean Cousin e a Jean Goujon, dos quaes conhe-
eemos a linguagem simples, vigorosa e san.
Acreditar que amitos homens experimentados
no campo das arica que foram para sempre lan-
zados em olvido, poderiam(sor illnstres nos lem-
pos de agora. l)esculpem-me so por inadver-
tencia escapou-me no que lenbo dito, olgum pa-
radoxo. Passam-se as nossas onicinas' cousas
)ue nao. podem apparecer em oulra parle ; o os
que dolas teeni conhecimento, ora sempre as
podem trazer prsenlos memoria. Eu porm
procurarpirccorda-la.se com islo Inlvez consiga
l'io recuperemos oque na minha opiniiio, c de
muitas oulras temos perdidos.
JeandronSiUeira.
[frene.)
vindourj, s 10 horas da tnanha, a casa da c-
mara municipal, tem de rcunir-se a junta revi-
sora dos jurados deste termo, e sao convidados
lodosos intere-saJos para que apresentem suas
reclamacoes.
K para' que chogue ao conhecimento do lodos,
mande* passar o presente, que ser publicado
pela imprensa.
Recito 42 de dezembro de 1859. En Joaquim
Francisco de Paula Esteres Clemente, escrivao do
jury o subsc.revi.Francisco de Araujo Barros.
DeelaraQes.
Subdelegada da freguezia de San-
to Antonio 5 de dezembro
de 185.
Acham-se depositados tres cavallos que foram
encontrados pelas ras desla cidade : quem for
seus donos, dirijam-se a este juizo, que dando
suas proras, Ihe serio entregues. =Antonio Ber-
narda (Juinleiro, subdelegado supplenle.
= O illm. Sr regedor do Gymnasio manda
declarar aos pais, tutores ou correspondentes dos
alumnos internos, que no dia 22 do correte
principia o recolhimento das mensalidades, cor-
respondente ao primeiro qoartel de Janeiro ao
ultimo de marco do auno do 185(1. Secretaria de
Gymnasio 21 de dezembro de 1659 :=0 secreta-
rio, A. A. Cahral.
A. companhia (xa de cavallaria de linha
precisa contratar para o vindouro semestre, os
gneros soguintes : pites de 4 e 6 oncas, caf
muido, assucar retinado, manleiga, arroz pila-
do, azeile doce, bacalho, carne verde, carne
secca, fcijiio, farinlia de mandioca, toucinlio, le-
nha, vinagre e vinho, sendo lodos estes gneros
de superior qualidade; c bem assim capim de
planta (arrobado), milho, farelo c mel: os pes-
soas que quizerem concorrer a este fornecimenlo
dirijan! suas proposlas em carta fechada secre-
taria da dita companhia, em Santo Amaro, al o
dia 28 do concillo, s 9 horas da manha.
Quarlel em Santo Amaro 21 de dez mbro de
1859.=l/aiioe Erasmo de Carvalho iloura, al-
io res.
Quarto batalhao de arlharia
a p.
O conselho econmico do mesmobatalliao con-
trata o fornecimenlo de gneros alimenticios pa-
Cear, Acarac e
Granja.
O patacho nacional Auna, tem boa parte da
carga prompta : a tratar com Tasso Irmos ou
com o capito Graciano IIcnrique Mafra.
Para o Porto Alegre, com escala pelo Rio
Grande do Sul, sahe com muila brevidade opa-
lacho fono Lima, tem prompto parte do carre-
gamento ; e para o resto a frete, trata-se com os
consignatarios Amorim lirados, ra da Cruz n. 3.
Para o Porto
sabira com brevidade o patacho porluguez Du-
que do 'orto, de priracira marcha : quem no
mesrao quizer carregar ou ir de passagom. dirja-
se a ra da Madre de Dos n. 34, a tratar com
Jos Antonio da Cunha & Iruio, ou com o capi-
to na praoa do Corpo Santo.
LEILAO
Ultimo deste anuo,
Terca-feira 27 do corrente.
O agente Rorja vender cm leilao por todo e
qnalquer proco em seu armazem sito na ra do
Imperador n. 15, uipa grande quantidado de
obras de marcineiria em perfeito estado, mobi-
liasdc amarello, lougas, crystaos, (elogios, obras
do prata o diversos objectos de apurado gusto e
trahalho que para feixar coulas sero entregues
nduhitavelmentc sem reserra de prero, dando
principio s 11 horas em ponto.
Avisos diversos.
J. Praeger & ra da
Cruz it. II.
Receberam ltimamente :
Vinlio muscatel moussen de superior
qualidade.
Champagne de Eugene Ccquot.
O Joro, snhep.ra o Acamen com escala pelo 'COUton inglezcs e hamburgueses.
Assnodia26 do corrente impreterivelmente, Agua ue Selle.
com carga ou sem ella : a tratar cora Tasso Ir- | Vinho de Bordeaux, ehateau lafitte, la-
maos ou com o capito Domingos Henriquei rose, leowlie.
pii iQueijos da Suissa.
O hiaic Lindo Paquete, capilao Jaeintho hU?1? loJndirn0S-
s da Costa, segu em dircitura ao Para, com| Vinho do Porto c xerez em garrafal,
pnuca domen por ter j grande parlo da carga Ervilhas, meias C quVtaS.
i arranjada : para a carga que lhe falta, trata-se I i 1 1
j com os consignatarios Almeida Gomes, Aires J I Mus\ai'ae ae Hauzer.
C, ruada Cruzn.27. Ameixas em latas.
- Para I.ishoa rai sahir com a raaior presteza Sardinhas em meias latos.
Mafra.
D. T. LANMA.N KEMP
SOI.E AGENTS
N. G9 Water Street.
New Yot}(,
2 O mesmo do outro lado tem nm rotulo em
pappl azul claro com a firma e rubrica dos pro-
pietarios, t
3o Sobre a rolha cha-se o retrato e firma do
inventor C. C. Rristol em papel cor de rosa.
4o Que as direc.oes juntas a cada garrafa tem
nma phenix somelhanle a que vai cima do pre-
sente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ra da Aliandcga n. 89.
Rabia, Germano & c., ra Jolilo n. 2.
Pemambuco no armazem de drogas de J. Soum
& Compauhia ra da Cruz n. 22.
Z DENTISTA FRANCEZ. 3
>o. Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- 3
rangeiras 15. Na mesuia casa tem agua e <
J p dcntillco. >
AOS SEMIORES PROPRIETARIOS
COMMEMCIO.
Ai.FANDEGA.
Tendimenlo do dia 1 a 22. .
dem do di* 23.....
430:0 9$068
1:2024359
431:2518427
M0VIMF.NT0 DA ALFANDEGA.
Volumes entrados com fazendas
m:n gneros
Volumessahidos'com fazendas .
com gneros .
179
280
== 459
79
158
237
Descarregam boje 2 de dezembro.
calera iugleza D. Diogofazendas.
Brigue bolsaEinmavidros e farelos.
Brigue amoricano^Mary Helleu farinha.
Escuna hollandezaHeerenvenferro e ceneja.
Brigue porluguez = Promplidao diversos g-
neros.
Biigue porluguezRobim-diversos gneros
CONSULADO GEHAL.
Rendimento dodia 1 a 22. 45-2731979
dem do dia 23...... 11U31()
45:393#282
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 22. .
ld 2:1G5J600
2:IC5GG0
RECEBK00I1IA DE RENDAS INTERNAS
GERAES DE PERNAMBUCO
RenJimentododia 1 a 22. 28:8125987
dem do dia 23....... I:069f474
20.-912J461
CONSULADO PBOVINCIAl"
Rendimento do dial a 21. 63'553$23|
dem do. dia 22. .'..... l:413j(009
________ 64^66*243
MoYimento do porto.
Navios entrados no dia 22.
Aracaly12 dias, hiato nacional F.xhalaco, de
37 toneladas, capito Antonio Manoel Alfonso
equipagcm 5, carga couros, sola e mais se-
eros ; a Gurgel Macei-3 dias, barca inglesa Spirit oflhe Time*,
de 2J1 toneladas, capilao Jolyi Martina cm
lastro ; a Saunders Brothers & ('..
Porslsmouih2 dias, rapor de guerra inglez
Sphynx, romnnnda.n'e Day.
demCauhoneira inglezs llardy.
Naci soliido no mesmo dia.
HavanaBarca hespanhola Sorpreza, capito
Jos Fontanells, com a raesma carga que Irou-
\c de Bucnos-Ayres.
8"fSs ~ 5f<'- ? | a. 1 Horas. rz- => I
oo = ~ eit. -i o 3-a.- ce 1 S ! Almosphera. C/! S5
* F-. m en 175 irecco. a H O
g s V. o. 95 9 S- 53 1 ** *S | Intendade. 1 i
-'."^S Centgrado. re M O H O y c = se c o
S? c iiiiiiii ia MHUI s coaw Reanmur.
2 M r o. 2 S5S 1 Fahrenheil
o. 2. SSSS3 G | Bygromelro. V.
? f * s g;g| Barmetro.
HEUCIIMMMIIA
DE
Paquetes inglezes a Yapor.
i mi!l30 Aslc.raez c8pc"-30 da 1Eurp.a
de propostas apresentadas nesle | {}[" ,d" "P?res dfSla coraPanhia- *">* ^pois
8 s 11 l.oras da manha, sendo o ,":mn d, costme seguir para o Rio de Ja-
1 neiro, tocando na Rahia : para passagens etc.
trata-se com os agentes Adamson llowie & C.
ra do Trapiche Novo n. 42.
Para o Porto.
Segu at o dia 23 do corrente o patacho Du-
ijue do Porro : para o resto da carga e passagei-
ros, trala-se na ra da Madre de Dos n. 3i. Ro-
ga-se aos senhores carregadores hajam de man-
dar os seus conhecimentos.
Leudes.
loza e francze, pao de 6 e 4 oncas, toucinho
de Lisboa e vinagre. Quem quizer fonior.er
aprsenle suas proposlas na secretaria do dito
batalhao al o dia 28 do corrente, advertindo-se
que os gneros devem ser de boa qualidade.
Secretaria do batalhao na Soledade 20 de de-
zem'.iio de 1859.ferardo Joaquim Correa, l-
ente servindo de secretario.
Conselho do compras nnvnes
Tondo-se de el'ecluar o contrato relativamen-
te ao fornecimenlo de carvio de pedra para o
consumirlo dos navios da armada, lanto vapor,
como a vela, offcinas do arsenal de marinha
desla provincia e barcas de escavanan a cargo do
mesmo arsenal, manda o conselho fazer publico
que isso ter lugar era sessao de 27 do correnlt-
mor, vista
mesmo dia ali
contrato por lempo de 3 mezes ou 6 se o preco
do fornecimenlo convidar, c sob as condices
que forem convencionadas, cumprindo ser feita
a e itrega desse objeclo depois de posto as res-
pectivas carvoeiras com a maior presteza.
Sala do conselho de compras navaes de Per-
naniLuco em 19 de dezembro de 1859.O secre-
lario, Alejandre Rodrigues dos Anjos.
Pela subdelegacia do Recifo se faz publico,
qucsaacliam recolhidos a casa dedelenco, os
segontes escravos :
Haphael preto, fgido, escravo do Sr. do en-
genho Orisonte.
Dclphina, parda, que reprsenla 23 annos, e
suppe-se ser fgida do lugar de Tigicupapo, e
que foi presa com o nome de Seraphina.Osub-
delegado, J. A. Borges.
Conscllio administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, lem de compraros ob-
jectos seguinles :
I'ura o presidio de Fernando.
Sola da raclhor qualidade, meios 600 ; vaque-
las de primeira sorte 300; fio de algodo ameri-
cano bem fino, arrollas 2 ; troqueces ovaes c nao
hiendas 2i ; ditos com vasadores 24 : dedaes
para sapateiros, duzias -i ; sovcllas soriidas, mi-
iheiro 1 : retalhos de rdro para sapateiro, cai-
xao 1 ; cera preta, da de abelha, para serol,
meia arroba ; ferros sonidos, espalhador de cera
de carriiilha c de beira grossa e lina 60; caixas
com seda de sapateiro 12.
Para a fortaleza do Brum.
I.ivro com 250 folhas de papel paulado 1.
Ouem quizer vender laes objectos aprsenle
as suas propostas cm carta fechada na secretaria
do conselho s l horas da manha dodia 26 do
corrente mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 19 de
dezembro de 1859.Rento Jos Lamenha Lins,
coronei presidente.
Novo Banco do Pemambuco.
O novo banco de Pernatnbuco reco-
Ilie as notas de sua emissiio de l^H e de
20$, e pode aos possuidores das mesrnas
o favor de as viretn trocar no seu es-
criptorio, das 11 horas da manha at
as 2 da tarde.
Dele sacia do l.districto do termo
lo Beeife.
Por esla delegada se faz publico que se acham
recolhidos ao deposito geral dous cavallos, e em
maos particulares um carillo, urna pulseira, um
cordao de ouro c urna bolsa com algumas moe-
das miudas de prata : as pessoas que se julga-
rem cun dircito aesses objectos, apparcoam com
os signaos respectivos, que lhes sero p'rompla-
iente entregues. Iteclfe 2(1 de dezembro de 1859.
Ilnriqne Vereira de Lucena.
Tintas emolo, latas de 28
Alvaiade em barril.
lib
ras.
Pereirai
o-
14
0 agenle Pestaa continua a estar aulorisado
pc|a commisso liquidalaria da extincta socieda-
de de fiaoo c lecidos de algodo pra vender o
restante do terreno do sitio da mesma sociedade.
Os prclendentes podem dirigir ao armazem da
ra do Vigarion. 11, a qulquer hora do dia a !
entender-se com o difo agente.
LEILAO
DE
Diversos objectos.
Quaila-feii'a 28 do corrente.
PELO AGENTE
PESTAA.
O referido agenle far. leilao por conta e risco
de quem perlencer pelas 10 horas da manha
no armazem do Sr Araujo no Forte do Malto
DE
13 caixas com podras marmore para mesas, con-
tlos e lavatorios. '
15 quarlolas com excellenle cognac,
1 pipa com dita dito.
34 barriscom dita dilo.
1C5 caixas com genebra de Hollanda.
96 ditas com whiskey.
Que ludo ser vendido era lotes a vontade dos
compradores sem reserva de preco.
LILAO
O Dr. Cosme de Sa
de volt de sua vjagem instiucti-
itiva a Europa continua no exer-
cicio de sua prolisso medica.
Da' consultas em seu escripto-^G
i no, no bairro do Recife, ra da
Cruz. n. 53, todos os dias, menos
nos domingos, desde as'6 11 oras
!t as 10 da manha, sobre os
seguintes pontos :
I*. Molestias de olbos ;
I*. Molestias de coracao e de
peito ;
Molestias dos orgaos da fjera-|
cao, e do anus
Platicara' toda e qulquer!
operacao quejulgarconvenien-1
te para o resta belecime uto dos S
seus doentes. t
O exame das pessoas que o con-
sultaren! sera' feto indistincta-
mente, e na ordem de suas en- r
trsdas; fazenJoexcepcaoosdoen- i
tes de ollios, ou aquellesque por'
motivojustoobtiverem hora mar- i
cada para este m.
A applicaco dealguns medica;
montos indispensaveis em.varios]
casos, como o do sulfato deatro-1
pina etc.) ser' feito,ou concedido f
gratuitamente. A confianq i que si
nelles deposita, a presteza de sua r
accao, e a necessidade prompta |
de seu emprego; tudo quanto o
demove era beneficio de seus |
doentes.
FOLHINHAS P.lRl 1800.
Esto venda na Hvraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860, inf-
pressas nesta lypographia, das seguinles quali-
dades :
F
Avisos inariiimos.
Editaes.
Joo Raplista de Castro o Silva, otlicial da or
dem da Rosa, c Inspector da thesouraria de
azenda de Pemambuco por S. M. I. que Dos
guarde.
Faco saber aos que o presente edita! viiem que
cm cumplimento de ordem do tribunal do the-
souro nacional do 14 do novembro prximo pas-
sado se comer a fazer nesta thesouraria a subs-
tituko d*s notas de 500g000 da primeira, se-
gunda e terceira eslampas. Os seus possuidores,
pois, podem apresenla-las ao Ihesoureiro desla
thesouraria, que lh'as trocar por oulras de di-
versos valores. Thesouraria de Pemambuco 5
de dezembro de 1859.
Joo Baptista de Castro e Silva.
O Dr. Francisco de Araujo flarros, juiz de direilo
interino da segunda vara criminal da comarca
deata cidade do Recife, etc.
Paco saber qie no dia 9 de Janeiro prximo
. Para Lisboa.
O veleiro brigue nacional Tino, de primei-
ra classe, pregado e futrado de cobre, pretende
seguir com mulla brevidado, lera parle de seu
carreganiento prompto; paia o resto que lhe
falta passageiros, para os quaes tora acciados
comraodos,trala-se com o seu consignatario Anto-
nio I.uiz deOlivcira Azevcdo, no seu escriplorio,
ra da Cruz n. 1, ou com o capilao Manoel de
Oliveira flarros, no Corpo Saulo.
Para o Rio de Janeiro.
O patacho nacional Julio pretende seguir com
muila brevidade, tem parle de seu carregamenlo
prompto ; para o rcslo que lhe falta trata-se com
o seu consignatario Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo, no seu escriplorio, ra da Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro.
O veleiro brigue nacional Almirante pretende
seguir com muila brevidade, lera parte do seu
carregamenlo promplo-c escravos a frote : traa-
se com o seu consignatario Antonio Luiz de
Oliveira Azevedo, no seu escriplorio, ra da
Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro.
O brigue nacional V'eZoz pretende seguir al o
dia 25; para o resto da carga que lhe falla tra-
ta-se com o seu consignatario Antonio Luiz de
Oliveira Azevedo, no seu escriplorio, ra da
Cruz n. 1.
Terea-feira 27 do corrente.
PELO GEME
PESTAA.
No mencionado dia porta do armazem do Sr.
Annes defronte da alfaodega pelas 10 horas da
manha, o referido agente vender por qulquer1
que seja o prero olerecido
200 barriscom massas.
lPBTAlTE
ES
Variado leilao.
Quinla-leira 29 do corrente.
NO ARMAZEM DO AGENTE
OLHINHA RELIGIOSA, contendo, alm do
kalendario e regulamento dos direitos pa-
rochiaes, a continuaco da bibliolhcca do
Cristo r.rasileiro. que se compoe : do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hymnos ao Espirito Santo e
a N. S., a imitarao do de Santo Ambrozio,
jaculatorias e commemoracao ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carino*, excrcicio da
Via-Sacra, directorio para oracao mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. coracao de Jess, saudaces devo-
tas s chagas de Christo, oraces a N. Sc-
nhora, ao patrocinio do S.' Jse e anjo da
guarda, responco pelas almas, alin. de
outras oracocs. Preco 320 rs.
FITA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulamento dos direitos parochiaes, e
urna colleceao de ancdotas, ditos chisto-
sos, contos, fbulas, pensamentos moraes,
receilas diversas, quer acerca de cozinha,
quer de cultura, e preservativo de arvores
e fructos. Proco 320 rs.
DlTA DE PORTA.b qual, alm das materias do
costume, contera o resumo dos dircitos
parochiaes. Preco 160 rs.
NICA, VERDADEIRA E LE-
GITIMA.
PESTAA
SALSA PARRILHA
Acabara de chegar de Paris, lindas
estatuas de GUTIIEMBERG, inventor
da arte typographica, segundo o mo-
delo do celebre Sculptor David (d'An-
gers), da altura de 20 pollegadas.
Igualmente vieram os seguintes ob-
jectos para oflicinas typographicas :
QUADRADOS, QUADRATIXS.
MEIOS QUADRATIXS e ESPAQOS
de corpos 6 7 8 9 10 11 ,
12 ; LINHAS de corpos 3 e 6 ;
INTERLIXHAS de 1, 2 e 5 pontos e
GUARXICOES systemalicas de 12 pon-
tos. Acbam-se a venda nesta typogra-
phia, a tratar com o impressor Pierre
Jacobi, que tambem se imbumbe de
mandar vir qual<|uci objecto tendente
a arte typograpliica.
Vendem-se as seguinles obras : as oracoes
de Cicero em porluguez e as obras de Horacio,
como tambem um Cicero, 2 Virgilios, urna gram-
malica pelo Gomes Moura, e oulras militas obras
que se deixam de annunciar: quem quizer ap-
pareca na ra do Cano, casa do esludante Figuci-
ra de Mello, que achara com quem tratar.
Joaquim Goncalves Pereira Casco deixou
do ser caixeiro do Sr.Jos Peres da Cruz, oulr'ora
Peres & Vasconcellos; desde o dia 9 de novembro
prximo passado.e como al boje 23 de dezembro
nao tcnliam concluido as conlas de seus ordena-
dos cora o mesmo senhor, durante o lempo que
0 servram, eis o motivo porque declarara'para
conhecimento do publico, e igualmanle ao corpo
Jo cotnmercio, que o primeiro entrou para sua
casa no dia l.-de outubro de 1849 e o segundo
no dia 1." de maio de 1854. Recife 23 de de-
zembro de 1859.
Atteiicao
Vende-se urna porco de burros en-
tre os quaes existem 40 parelhas, todos
tnuitos gordos, novos e de bom tama-
nbo do excellente carregamento clie-
gado ultrmamente de Montevideo: os
preterdenles dirijam-se ao trapiche da
companhia ou ao armazem de carrocas
em Fora de Portas, de Fe!i\ da Cunha
Teixeira.
O Sr. tenente Antonio de Souza
Bairozo, tetiha a bondade de apparecer
no pateo do Terco n. 11, a negocio que
o mesmo senhor nao ignora.
A companhia do gaz pede aos
Illms. Srs. assignantes que tiverem gaz
enllocado nos seus armazens, lojas ou
casas particulares, que quando no mes-
ico acontecer baver qulquer defeito
queiram participar por escripto a pes-
soa queestiver encarre^ado do deposito
na ra do Imperador n. 11, das G ho-
ras da manha ate G da tarde ou na ra
das Cruzes n. 9 (loja) residencia de um
dos machinistas antes ou depois desta
liora, alim deque seja logo ado as pro-
videncias.
N. B. As reclamacoes no devem ser
eitas no escriplorio dos Srs. Rostron
Rooker & C excepto no caso de nao
serem attendidos porqualqtier dos p-
meiros encarregados a recebe-las
Thomaz Dixon I.onden, subdito brilannico,
vai a Parahiba e Rio de Janeiro.
Acaba de chegar do Rio de Ja
neiro aJguns exeuiplaresdo
primeiro e segundo volume
da Corographia.
Histrica cbonologica, genealgica,
' nobiliaria e poltica do imperio do Bra-
sil, pelo Dr. Mello Moraes : vende-se a
i$ o volume, podendo-se vender o se-
gundo em separado : na livraria- n. 6 e
8 da praca da Indenendencia.
Vendem-se 6 bois e 4
vaccas: a tratar na ra dos
Pires no sitio caixa d'agua
com Manoel Joaquim.
AVISO
Quem tirer conlas particulares com C. 1. As-
tley, queira as entregar at o fim deste anno, do
contrario nao se respoosabilisa mais.
Attenco.
Precisa-sc alugar um escravo que seja boro,
adiantando-se alguns mezes, e tambem se hypo-
theca : quem este negocio quizer fazer, dirija-se
a ra do Lirramento n. 12.
Vendem-se 200 trares de louro, 220 de fun-
do, 6 duzias de pao carga, 8 duzias de louro, 8
ditas de biticica, e 8 ditas de madeiras de fundo :
vendem-se por junto ou a voniade do compra-
dor ; tambem se vendem 10 duzias de costado de
pao d oleo : na ra Nova de Santa Rita, defroute
da cacimba da ribeira ns. 11 ou 12.
VENDAS.
>cnde-se um carro americano de 4 rodas, volr
la inleira, quasi novo, cora os competentes ar-
reios para um ou dous cavallos, e [querendo-sel
urna bonita parelha de carelios : na ra da Ca-
deia no Recife n. 21.
. Fugio na tarde do dia 21 do correle, da
fabrica de rap, no Mondego, o preto do nome
Uaymundo, idadede 30 para 32 annos, natural
da Costa, sem talhos nem barba no rosto, bem
parecido, altura regular, falla embaracada por ter
o coslume de masligar fumo, Irabalh de cara-
pina : recompensa-se bem a quem o apprehen-
der o levar a mesma fabrica.
= Na ra do Crespo n. 16. loja de Adriano &
Castro, vendem-se ricos chapeos de palha escura
enfeitados para senhoras e meninas, pelo dimi-
nuto proco de 7000.
5#000.
Chapeos de palha escura, copa alta para ho-
rnera, pelo diminuto preco de 59000.
Desappareceu no dia 20 do corrente, da
ra do Queiniado n. 13, um quarlo ruco, ainda
novo, com cangalha, e nao castrado : se agu-
ma pessoa tiverdellc noticia, far muilo favor
mandar ou ir dizer em dita casa, que se recom-
pensar, no caso de exigir. 9
Quem precisar de um caixeiro para tomar
conta de urna taberna por balanco, o qual lera
pratica eda informacoes necessarias, dirija-se a
ra Direita n. 104, que achara com quem Iralar.
= Quem precisar de urna ama de leitc, diri-
ja-se a ra do Fogo, casa n. 26.
Approveitem.
Compram-se lampeos que serriram para a il-r
luminacao desta cidade, bem como bandeiras na^-
.cionaes : na ra do Arnorim n. 33, segundo
andar.
Toalhas e lencos de lai>y-
rintho.
N'e ra da Cadeia do Recife, primeiro andar rr.
28, vendem-ie ricas toalhas e lencos de laby-
rintho.
No escriplorio de Gurgel IrmSos, ra da
Cadeia do Recife, primeiro andar n. 28. ha urna
carta para o senhora D. Maria Rita da Con vinda do Aracaly.
LI0ES PRATICAS
DE
ESCRITA COMMERCIAL
Pop partidas dobradas
E DE
Ra Noca n 15, segundo andar.
M. Foiiwern le HeIr!rM, escriturario da
thesouraria de fazenda desla provincia,compeien-
lemenle habilitado pela directora de instrueco
publica para leccionar arithmetica nesta cidade,
lem resolvido juntar, como complemento do seu
curso pratico do escrituragao por partidas do-
bradas, o ensino de contabilidado especialmente
na parle relativa a reduccao de moedas ao cal-
culo de descontse juros simples e compostos,
conhecimento in lispensavcl as pessoas que de-
sejam empregar-se no coramercio ou que j so
acham nelle eslabelecidas. A aula ser aberta
no dia 15 de Janeiro prximo futuro s 7 horas
da noite ; e as pessoas que desejarem matricu-
lar-se podero deixar seus nomes em casa do an-
nunciante al o mencionado dia.
Eugene Glicquol a Reims.
Adverte-se ao respeitavel publico de
Pemambuco que o nico deposito de
sua champagne para a provincia de
; Pemambuco e em casa de J. Praeger Si
C, ra da Cruz n. 11.
O Dr. Casanova pode ser procurado
a qulquer hora em seu consultorio ho-
meopalhico
28=RU\ DASCRL'ZESrr28
ojjmcsmo consultorio acha-se sem-
pre grande sortimento de medicamen-
tos em Unturas e glbulos, os mais to-
Jros e bem preparados, os elementos de
homeopalhia e Nystem diccionario dos
[termos de medicina.
Muila attenco.
Ra Direita n. 53.
Vendem-se enchidas de nova invenco, pie-
monlezas, proprias para agricultura por seren
I de grande resistencia e duracao a ljjOO, assim
! como bom ferro suisso da mellior qualidade a
13#o quintal, espingardas e clarinoles muilo li-
nos e de boa qualidade, o grande porcao para se
escolher, facas de um bolSo, cabo de osso, mui-
lo tinas a 4$ a duzia, ditas com cabo preto a 3{),
ditas com cabo de niarlim a 11$, bules de fami-
lia, de diversos preces, bandejas finas a 2, 3,-i,
5, 0 e 8$cada urna, peliles virados do larUmga,
fazenda muilo superior, a 12j cada nm, o mais.
outras terragens que se deixa de mencionar, que
s vista se poderao ver.
Vende-so um pardo de idade 15 annos, de.
muito boa figura e conducta, bom otlicial de al-
faiate, que corta o taz toda obra, e ptimo cria-
do ; dous negros moros, bous oaciaes de pcdrei>
ro ; um moleque c uin negro bous cozinheiros ;
tres negras mocas, e outros escravos que se ven-
dem lodos baratos, lauto a prazocomo adinhui-
ro : na ra Direita n. 06.
Ra Direita n. 70.
Vende-se urna oplima mulatinha de 15 a 16-
annos de idade, por preco comraodo.
Vendem-se camas de vento a ji e
|5500: na ra Direita n. 6.
Remedio sem igual, sendo reconhecido pelos
mdicos, os mais iminenles como remedio infal-
lirel para curar escrophulas, cancros, rheumalis-
mo, enl'ermidades do ligado, dyspepsia, debili-
dado geral, febre biliosa o intermitiente, enfer-
midades resultantes do empreo de mercurio,
.0 referido agento expora renda em~leTlao~no : st,<'ue etUP*CS qUC mUlUm lmPUreZa d
dia e lugar cima designado por conta de quem i
perlencer era lotes a vontade dos compradores
Sem reserva de preco e ao
correr do martello
Para Aracaly, o hiato uvidoso recebe car- as seguintes mercadorias que devera fazer conta
ga e passageiros : trata-se na ra da Madre de
Dos ii. 2.
Para o Rio de Janeiro.
A bem conhecida barca nacional cJementina,
a sahir al o dia 21 correnle, por ter quasi com-
pleto seu carregamenlo : para o resto e passagei-
ros trata-se com o capito Jernimo Jos Tellcs.
ou Guilherme Carvalho & C, no son escriplorio
ra do Torres.
zzz Para o Aracaly sabe impreterivelmente na
seguinte semana o hiale nacional .(Exhalacao :
para o restante da carga e passageiros, tra'ta-se
com Gurgel Irmos cm sen escriplorio, na ra
da Cadeia do Recife, primeiro andar n 29.
a qulquer concorrente
Tapetes de la para forro de sala.
Camisas de la de cor cmpralas.
Saceos e malas de la para viagera.
Cobertores de la de cor proprios para mililares.
Meias de la de cor.
Capachos de palha inglezes.
Botas ingle/as de bezerro.
Rotas de borracha largas para monhria.
Rahus francezes.
Catangas de borracha muito bonitos.
Moinhos para moer caf.
Fumo americano em caixinhas de 20 libras cada
urna.
Ptincipiar s 10 horas da manha.
CAUTELA.
_ D. T. Lanman & Kemp, droguistas por atacado
New York, acham-se obligados a prevenir o res-
peitavel publico para desconfiar de algumas te-
nues imilaccs da Salsa Parrilha de Bristol que
hoje se vende neste imperio, declarando a lodos
que sao elles os nicos proprietaiios da reccila
do Dr. Urislol, tendo-lhe comprado no anno de
1856.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tem
direito de fabricar a Salsa Parrilha de Bristol,
porque o segredo da sua preparadlo acha-se so-
mente em poder dos referidos Lanman & Kemp.
Para evitar engaos cora desapreciaveis co-
biuacoes de drogas perniciosas, as pessoas que
quizerem comprar orerdadeiro devera bem ob-
servaros seguinles signaes sera os quaes qnal-
quer outrapreparaco falsa :
Io O envoltorio "de fora est gravado de um
lado sob urna chapa de ano, IrazvndoaopQ a*
sguintcs palavras:
M RA DA 1MPERATRIZ N- 27
UU W IU8IB m
.PUGGI,
ha para vender ricas raobilia3 de Jacaranda e de mogno, ricos vidros de espclho
grandes e pequeos, assim como muilos (rastes aruleos ; na mesma loja se fazem
cortinados para camas c janellas, lava-so chapeos de palhinha da Italia c se pe na
ultima moda, lava-se tambera a palhinha das mobilias a mais encardida torna-so ou-
lra vez nova sem ser mais preciso as mandar pintar, limpi-se e gruda-se estatuas de
pedra marmore, de alabastro e vidros de todas as qualidadei turna-se oulra vez tao
seguro e limpo como o estado primitivo.
s
i .
*
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I
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A

~
MUTILADO


DIARIO DE PEBNMBUCO. SaBBDO M DE DEZEMBRO DF, 1859.
\
ATTEiN^lO.
Os Srs. Joao Ozorio de Cas-
tro Maciel Monteiro, amanuense da alfandega o
morador no largo doPnraizo; Jos Fiuza de Mel-
lo, marcinciro e morador na Cabanga; Francisco
Joaquina do Lira
Joaquim Raymun
sr-gundo sargento do corpo de POLICA ; Joao
Thcodoro dos Sanios; Zcfcrino Monleiro Barboza
Jnior, c Jflo Cancio, marcinciro : queiram quan-
to antea entonder-sc com o abaixo assignado,
a nogocirj que muito Ihcs diz respeito, e se nao
o fuerera se publicar para que lim sao chama-
dos por esta follia
Jos lleudes Salgado Guimarti.
Guarda-I i vros.
Urna pessoa com bastante prilica Je escriplu-
racao mercantil. olTexece-se para tomar conta do
qualqucr escripia por partidas dobradas : queM
pretender, dilijase a ra da Cadeia doRecife,
(5)
O commendador Joao Joaquim da Cu-
nha Reg Barros d a quantia de 7.325,
pertencenles ao hospital da Misericordia
de Goianna, a juros com a garanta de
boas firmas, e com a condiccao de ser
pago o juro respectivo em preslaces tri-
I mensaes : quem quizer fazer este negocio
C tenha a boudade de procura-lo era sua
oasa na passagem da Magdalena ou de eu-
J| ".ender-se com seu fllho o major Bellaj- 3|
mino do Reg Barros, era seu csciiptorio 3*
H na ra da Cadeia do Recife n. 48.
aiaai5 tstjf G&&S8& asz& o&sm
i-, f ims simibotw wsewsw 9WWi
I recisa-se alugar alguns pretos escravos
por mez ou por dias, pode-se dar sustento, caso
convenha ao senhor: na liviana n. 6 e 8 da
praca da Independencia.
+*%PJr*te
ioja n. 55.
Traspassa-se 0 arrendamoiiio Je um enge-
nlio distante dosta praca duas legoas, vende-se
a eonhecdo por chico menino;;! '"a parte no mesmo rngenho, machina nova
, n r., vapor, dislilaro nova e bem montada, 22 bois
idodosPrazercs^oao Fideles, dcPcorrcia, seis quartos, algumas obras, stira
plantada, etc. etc. ; Irata-se na ra do Crespo n.
13, luja.
luga-se urna casa boa no Poco da Pnnella
confronte so mesmo rio, por 1209, por lempo de
10 mezes : a tratar rom Manocl de Souza lava-
res, na ra do Rangel n. 79.
Precisa-se fallar com o capitao
Ovio Goncalves do Valle a negocio de
seu intetesse : na ra da Cru armo-
/.otu n. 61.
Na ra da Cruz n. 45, segundo
andar, precUa-se de urna ama que sai-
ba cosinbar o diario de urna casa de
pouca familia.
J03 Vicente de Mello e I/idoro de Carvalho
Neves segucm dcsla para u provincia das Ala-
goas.
Aluga-sc um sitio na Torre, rom b.iixa de
capim : a tratar na jua estrella do Rosario n. 26,
sobrado de um andar.
Precisa-sede um boleeiro para cabriole!:
a tralar na ra estreita do Rosario n.'SG, sobrado
de um andar.
Na taberna da ra dos Pescadores n. 43,
precisa-so de um caixeiro.
Precisa-se de urna ama que saiba rozinhar,
fazer as compras, servir a casa, e que nao tenha
vicios: na ra Nova n. 27.
Precisa-se de um caixeiro de 14 a 10 an-
nos de idade, que do fiador a sua conduela : a
tratar no loja da ra Nova n. 1.
= Precisa-se de tima casa de sobrado ou ter-
rea nos liairros do Recife e Santo Antonio : a
tratar na ra do Trapiche n. 8.
= Em casa de Roslron Rooker & C, na praca
do CoTpo Santo, aluga-se urna casa no bairro da
Boa-Vista, ou na Soledade ; afianca-se o bom
tratamento o limpeza.
= Alnga-se pelo tempo da (esta ou por auno
urna casa no Poco da Pane!la, bastante fresca e
com alguns anoredos de fructo, margem do
rio; quema pretender dirija-so ra Direiia,
sobrado de dous andares n. 137.
(^KEMP^NTjm^oRK)
PILULAS VEGETAES
ASSUCARADAS
NEW-YORK.
O MEI.IIOR REMEDIO CONHECIDO
Contra constipaces, ictericia, a fecales do finado,
febrex biliosas, clicas, indigesles,ei iiemorrhotdas, diarrhea,doenc;as da
pede, irupcGes.e todas as enfermidades,
PtlOVF.NIKNTES no ESTADO IMPCRO DO S.13GCE.
75,0(X) caixasdesle remedio consoramem-sean
nuaimente I 1 1
Bcniedio da naiureza.
Approvadu pela faculdade de medicina, e re-
coramendado como o mais valioso catrtico ve-
getal do todos os conhecidos. Sendo estas pillas
puramente vegelaes, nao contera ellas nenhum
veneno mercurial nem algum outro mineral ;
esto bem acondicionadas em caixas de folha pa-
ra resguardar-se da huraidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e elicaze
em sua operayo, c um remedio poderoso para a
juventude, pubeidade e vclhice.
Lea-so o folhetoque acompanhacada caixa.pelo
qualse I,cara conhecendo as multas curas milagro-
sas quelem eflectuado. D. T. I.anman & Kcmp,
droguistas por atacado em Nova York, sao os ni-
cos fabricantes e proprietarios.j
Acham-se venda era todas as boticas das prin-
cipaes ci'lades do imperio.
DEPSITOS.
Rio de lanciro, na ra da Alfandega n. 89.
Baha, Germano & C, ra Juliao n. 2.
Pernaubuco, noarraazera de drogas de J. Soum
& C-, ra da Cruz n. 22.
Jos Antonio Moreira Dias & C, continuam
a receber por todos os paquetes de Europa um
lindo soriuucnto de liras de ouro, diamantes n
brilhanlcs: a tratar no seu cscriptorio, ra da
Cruz n. 20.
Aviso ao publico.
D. Joao Nogueis, dentstajoz sahor ao publico,
que se mi don da ra larfCT do Rosario para o
Recife, beicu do Abren n. 3, primeiro andar.
Manual de con tas fcitas
para compra e venda de assucar, algodo, couros
o mais objeclos do peso, obra muito til para to-
das as pessoas que negociara rom ditos gneros,
o para os scnhore3 de engenhn ; pois com um
lance de vista podem saber o importe de qual-
qucr porco de arrobas c libras ; 1 volume bem
encadernddfl por 5(it)0: vende-se na lirratia
econmica, dcfronle do arco de Santo Anlonio,
ra do Crespo n. 2.
Curso de preparatorios.
O bacharel A. R. de Toires Bandira, profes-
sor de geographia e historia antiga no gyranasio
desta provincia, contina no cnsino dos seguintcs
prepa,ratarios: rhetorica, philosophia, geogra-
phia, linguas franceza e ingleza ; na casa de sua
residencia, ra larga do Rosario n. 28, segundo
andar.
= Precisa-se alugar urna escrava para o ser-
vico interno e externo de urna casa, assim como
tambera um escravo : na ra da Santa Cruz u. 66.
DE FERRO SOLUVEL
BE LERAS
Doutor em scicncias, inspector da academia, prel'essor de harinaci;i, ollicial
da uimcrsidade de Pars, ele, etc.
Approvado pela imperial academia de medicina do Rio de Janeiro e
escola medico-cirurgico i de Lisboa, etc., etc., etc.
Jockey Club.
A commissiio directora roga a Indos os socios
que nao tenham recebido os cartees de injresso
que Ihe compete, hajam de os mandar receber em
casa do thesoureiro na ra do Trapiche n. A\.
l'urlaram dous cavallos do engenho Sibir
Grande, um mellado e 1 castanho, no dia 18 do
correnle; o mellado tem um lombinho nos pei-
tos e um taino na mo esquerda ; e o castanho
tem a frente aborta e nm p. calcado, a mi fa-
zendo una cruz, o o ferro no queixo.
=: Precisa-se de urna ama para rozinhar para
tres pessoas : na ra do Rangel n. 6.
Serapbiii) & frnio.
Ra do Cabug, loja de ourives
n. 11,
esquina que ca em frente da ra
Nova e pateo da matriz.
Fazem publico que esto constantemente rece-
bendo da Eur => pa as mais em moda e mais deli-
cadas obras de ouro, as quaes dao para esco- ,
Iher, pelos menores procos possiveis, e passam i seniPre heroico sao as seguinles : n anemia (m-
contas com recibos, as quaes vo especificadas \[a_0I d'minuii;ao dos glbulos de sangue"
a qualidade do ouro, tanto de 14 como de 18
quilates, do que licara esponsaveis.
As summas vantagens que os mdicos lera ti-
rado, era todos lempos, do ferro, e o crdito ge-
ral de que esta substancia gosa como um dos
preciosos remedios que a sciencia possue, e que
a theiapeulica reconhece como o primeiro era
muilas aleccoes do apparelho digestivo, e parti-
cularmente em todas as dependentes de allera-
eoes na menstrua^ao, etc., tem feilo com que
por toda u parle os mdicos, chimieos e phar-
maceuticos tenham trabalhado iacessanlemente
por o tornar cada vez mais til, excogitando lo-
dos os dias meios para o fazer menos refractario
digeslo, e assim privar o seu emprego dos
inconvenientes une tem o seu uso por muito
lempo, c particularmente dos que cosluma pro-
duzir as pessoas de organisarao delicada, por
effeito de sua dilfuil ahsorpeo. Daqui as nume-
rosas prepararles de ferro, "conhecidas era ma-
teria medica, todas as uuaes corresponderiam
raelhor o seu fin se nao lora o inconveniente da
intolerancia do estomago, isto a difBculdade
de sua assirailacao, e conseguinlemente a perda
de appelile. a demora e difliculdade na digeslao,
a constipacao de teir, etc., etc., que muilas
vezes acompanham osvu uso.
E lao goral o emprego do ferro era medicina, e
sao tao conhecidos osseus resultados, que. pode
dizer-se, ninguem ignora boje os motivos de sua
applicacao, assim como a raz.'io de suas virtu-
des Como elemento do sangue, como parle in-
tegrante do organismo, nenhum medicamento
como o ferro produz eHeilos tao sensiveis e ma-
ravilhosos; e daqui a reputacao invariavel de
que goza, reconhecida por todas as escolas, e
al mesmo poraquelles que, desviados dos prin-
cipios gerars da medicina, se tem tornado svsle-
malicos e exclusivistas. Tratava-se porlanto de
descobrir um novo composto que, ingerido no
esloraogo, o nao cansasse e fosse promplamente
absorvido eassimilado, e que mesmo sera o con-
curso ou intervencao de quantidades maiores
de sueco gstrico pudesse ser supporladu por
pessoas as mais delicadas, sem fatigar o eslorao-
go c Ihes produzir aconslipa^iio devenlre.
Os meus priinciros Irabalhos sobre o phospln-
to de ferro, datara de 1819, e consignados nessa
poca as actas da academia de scicncias, e mais
larde, em 1854, 18.r)7 e 1858, na academia de me-
dicina, piovaram que o phosphalo de (erro solu-
t-eJera r.iio smenle mais commodo e mais fcil
de administrar, mais at satisfazia meliior do
que qualqucr dos outros ferruginosos conhecidos
as diversas indicaces praticas.
Assim, pois, cora o novo medicamento que eu
lenba a satisfaco de apresentar hoja de forma
liquida, claro como agua a mais pura, quasi sem
gosto ou sabor de ferro, nao fazendo os denles
negros, tenho a esperanga de que os mdicos
poderao operar com elle melhoras promptas e
curas rpidas e seguras, e abreviar consideravel-
menlc o lempo da convalcsccnra das docncas,
pela sua accao tnica e analptica especial.
Molestias que se empresa, e seu
modo de administraco.
As molestias em que o phosphato de ferro so-
luvel, sem queseo, se tem mostrado al hoje
amenrrha (irregularidades e fallas menstruaes),
que todos conhecem como urna das causas pri-
marias e muilo frequenies das molestias pulmo-
nares tuberculosas.
O modo de administrarlo do phosphato de
ferro soluvel c dos mais simples e facis. Toma-
se eragcral duas vezes o dia, de nianbaa e de
larde, meia hora antes do alraoeo c do janlar,
ou s comidas (conforme cada um se der me-
liior), logo depois do caldo em dse de roeia co-
Iher de sopa pequea. Esta era goral adose
que mais convm aos doentes : porm algumas
vezes, o mais tarde, em vez de meia colher, po-
derao tomar urna colher cheia, duas vezes tam-
bem ao dia, s ou misturada com agua e assucar.
e at mesmo com agua e vinho (branco!, se as- I
sira se dereni raelhor. Estas dses todava po-!
dero ser augmentadas ou diminuidas conforme
a susceptibilidade do estomago ae cada um.
O phosphato de ferro solurel, deitado em dse !
de urna colher de sopa em obra de urna libra de I
agua e bem vascolcjado, faz urna exccllonlc I
agua ferruginosa superior s aguas Bussang, de ;
Spa, etc., esobreludo muilo econmica.
O numero dos frascos precisos para a cura
das molestias cima mencionadas varia con-
forra* as circuraslancias individuaos; porm
posso certificar que, salvo o caso do urna consti-!
luicao completamente arruinada, nao ser misler
tomar mais do que 3 a 4 frascos; mas advertirei
que nao convem que o doentc se precipite, to-
mando dse sobre dse, julgando qu,e assim se
cura mais depressa.
Como melhor abono de tudo quanlo cima fl-
ca dito transcreverei o lestemunho insuspeilo
Aos sciiIkh'cs de enneulios e aos plau-
tdores de capim.
Na Cabanga junio aoraoladouro publico,em urna
fabrica que a!li se eslabeleeeu, vende-se sangui^
de boi reduzilo a p para servir de extrurae na J
plalaoao das caimas de assucar por meio das
cvclas, cojo syslema de plantacSo ser ensilla-
do por ura folheto, que alli se distribuir a quem
comprar mais de 20 arrobas. As experiencias j
fcitas nesla provincia e em algunus parles da
Kuropa ; garantem o bom resultado, que se pode
obter da ppl cacao desse extrume o mais pode-
roso do todos, nao s para a canna, como lam-
ben) para ocipira. Este exirume lem a proprie-
dade de dese volver a vegelacao da canna com
urna orca tal, que no fabrico do assucar ral a
produzir o tripulo de assucar, que poderia pro-
duzir sem o emprego delle : e o quanlo ao ca-
pim. que hoJ3 j ohjerto de grande interesse,
tal a influencia, que na baixa que der dous cor-
tes de capim ?m ires mezes, com a applicacao
dosangue
Altenco
o
Quem procisar de um pardinho para criado e
copeiro, e serve para boloeiro e diversos mislo-
res, dinja-se a ra do Hospicio n. 52, ou no ater-
ro da Boa-Vista n. 37.
B I'rerisa-se para casa de pequea familia,
do una ama, preferindo-se de idade : na ra da
Auroia n. i segundojandar.
Compras.
Coinpniin-se moldas de ouro de 108 e o ;
na ra Nova n. 23, loja de chapeos de sol da es-
quina da caniboa do Carino.
Compra se um Flos Sanctorum,
usado : na livraria n. 6 e 8 (ja praca da
Independencia.
=: Conipram-se. as seguinles comedias: Ber-
mrdo na La. o Judas em Sabbado de Alleluia.
poi'e darquatro de muilo bom capim e .
abundante. Adverte-se aos prelcndenles, que o i Quem casa quer casa, Por causa de um algaris-
sangue assim preparailo pode ser conduzido em ] 'no, A rosca, o Duelo no Torceiro Andar, o lr-
saccos : quera desejar tirar o raaior resultado de m,r| *as Almas e o Diabo na escola
suas plantaccs, procure na fabrica da Cabanga. graphia se dir.
Compra-sn urna casa terrea
DELICIOSAS EINFALLIVEIS.
nesta l)'po-
_ pequea, no
. bairro da Boa-Vista : a tralar na ra do Rosario
; n. 58, defroglc da ra do Aragao.
Comprase urna escrava que saiba cozinhar
; e engommur, eqne lenha boa conducta : na ra
I do Queimado n. 42, loja de fazendas do Albino
i Jos da Suva.
Vendas.
vegotaes
de Kemp
Pastilhas
contra as lombrigas
approvadas pela Exm." inspeceo de esludo de
Habana e por militas outras juncias de tay-
ene publica ilosEstados Unidos e mais paizes
da America.
Garantidas cerno puramente vegelaes, agra-
daveis vista, doces ao paladar sao o remedio
iufallivel conli as lombrigas. Nocausam nau-
Arados americanos e machinas
pata lavar roupa : em casa de S. P. Jo-
i insten ; C. ra da Senzala n. i2.
de alguns dos principaes mdicos de Pariz, cujos scasnem sensaces debilitantes,
nonies e repulacao sao assazrecouhecidos.
Leras.
Pariz, 3 de julho de 188.
O phosphato de ferro solurel do Sr. Leras
lera-me dado os melhores resultados como me-
dicamento ferruginoso ; seinpre muilo bem
supporlado e de una adminislraco fcil.
Harth, medico do hospital Reaujon.
A prepararo ferruginosa do Sr. Leras, a
que applicu de melhor voulade, c a que me d
os melhores resollados, tanto na cidade como
no hospital.Aran, medico do hospital de San- vida de meu til jo.
Testemunho cxpon'.aneo era abone das parti-
Ibas de Kcmp.
Srs. I). T. I.anman e Kemp.Porl Byron
12 de abril de 1859. Scnhorcs. As pastilhas
que Vmcs. fazem, curaram meu filho ; o pobre
ripaz padeca da lombrigas, exhalava um ehei-
ro feudo, linha o estomago inchado e continua
comicho no nariz, tao magro se poz. tema pcrde-lo. Neslas circuraslancias um visi-
nho meu disse curado sua fillia. Logo quesoube disso, com-
prei 2 vidros d pastilhas e cora ellas salvei a
j> a. r. V m 3
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oag-g-cSiSS' 5
; : = cr=.i
= 11 w
DA
mua.
O Sr. thesoureiro manda iazer pu-
blico que se acham a venda todos o dias
das 9 horas da manhaa as 3 da tarde,
no pavimento terreo da casa da ruada
Aurora n. 26 e as casas commissionadas
pelo mesmo Senhor thesoureiro na pra-
ca da Independencia n. \\ e 16, os
bilhet.es e meios da ultima parte da ter-
ceira e primeira da quarta lotera do
Gymiusio cujas rodas dever5o andar
impreterivelmente no dia 1 i- de Janeiro
do anuo prximo futuro.
Tiiesouraria das loteras 21 de de-
zembro de 1859.Oescrivao, J. M. da
Cruz.
Desappareeeu
do sitio Caixad'Agua um boi preto : quem o en-
contrar ou der noticia na ra do Livramenlo n.
2. ser bem gratificado.
Na ra Bella n. 10, precisa-se do urna ama
para cozinhar e comprar para urna pessoa
Dentes artificiaos.
Francisco Pinlo Ozorio tem a honra de scien-
tificar ao respeitave! publico desla cidale, que
est de posse da machina a vapor vulcanile ;
colloca dentes por este novo syslema aiuda nao
vislo nesta cidade, e talvez em todo o Brasil por
ser um syslema inlciramenle novo, e por conse-
guinte muilo fcil para as pessoas que se vem
na preciso de usar delles ; tambera os colloca
por meio de chapa em ouro ou platina com molas
ou pela prcsso do ar, caiga os que estao era es-
tadode caria com ouro e massa adamantina, e
outros massas brancas, porprecosrazoaveis, po-
denda ser procurado para este lim em sua mora-
da, na ra estrella do Rosario n. 3, a qualquer
hora do dia.
= Continua-se a preparar bandeijas enfcila-
das com bolinholos do diversas qualidades, as
melhores e mais baratas do nosso mercado ; as-
sim como bolos inglezes, podins, pastis do nata
e creme ou outra qualquer encommenda : diri-
ja-so ra da Tenha n. 25, para tratar-sc do
ajuste.
Precisa-sc de urna ama forra ou captiva
para o servico de urna casa de familia, e que se
preste a comprar c a sahir a ra em objeclos do
servico : na ra larga do Rosario n. 28, seguudo
andar.
Precisa-se de urna ama forra, de boa con-
duela, que cntenda bem de cozinha e do mai
necessario de una casa de homcm soltciru : na
rila dos Pescadores n. 1.
Precisa-so alugar um preto, na ra do Ran-
gel n. 8: quera livtr, dirija-sc a niesma.
O abano assignado declara ao respeitavel
publico, quclendo em 12 de marco prximo pas-
sado cnlr-'gado por balanco o seu negocio do de-
posito de padaria silo na ra da Lingoe.li n. 6,
a seu caixeiro Joao Francisco Otero, por occa-
siao de se retirar para Portugal, regressou a esta
provincia era 29 de novembro ultimo; e como
em 19 de dezembro corrente lomou por balauco
o annuncianle dilo seu deposilo, cordealmen'te
agradece ao dito seu caixeiro o bom desempe-
nho Je se i negocio durante a sua ausencia. Re-
cito 21 do dezembro de 1859.
Antonio Celestino Alces dn Cunha.
Pretisa-se de urna ama livre ou escrava
para engommar e cozinhar para pona familia :
na ra do Queimado n. 42, loja de fazendas de
Albino Jos da Silva.
F.u abaixo assignado comprei a tenda de
ferreiro sila na ra do Rrum ao Sr. Thom do
Souza incluindo taboas e telhas pertencenles ao
barracao da dita tenda, se houver quera lenha
alguma nrlamacflo a fazer no prazo de 3 dias
appareca na dita ra n. 8. leuda do Serafn).
Pedro Dias dos Santos.
=0s abaixos assignados cordialmente agrade-
cem a lodosos sniores que em o dia 21 do cr-
reme assistiram na matriz do Corpo Santo ao
memento e acompanharam al ao cemiterio pu-
blico o cadver do seu sempre chorado esposo
e cunhado Jos Francisco da Costa (uimarues.
Aana Idalina da Costa Guimaraes.
Jcaquioa Fortunato de Jess.
Francisco Manoel dos Santos Lima.
Antonio Theodoro dos Santos Lima.
Melquades Manoel dos Santos Lima.
Antonio Raymundo Paes de Lima.
Aeelino Martins Paes de Lima.
Hermenegildo Viclor de Almeida Portella
O abaixo assignado, leudo de se retirar para
Kuropa a tralar de sua saude, deixa por seus
bastantes procuradores durante sua ausencia :
em 1. lugar no Sr. Jos Jacomo Tasso, em 2."
ao Sr. Andr Manoal de Arruda, e em 3. ao Sr.
Jorge Jacomo Tasso.
Jos da Silva Mendonca Yianna.
RA DO IMPERADOR DtFRONTjJ DE
S. FRANCISCO.
Grande deposito de objeclos lypogra-
ohicos.
Typn romano e itlico, corpos 6, 8, 10,11,
12 e 16.
Collecco numerosissiraa de typos de p'hanla-
sia simples e ornados.
Typos variados, propriospara carlocsc ttulos
Emblemmas religiosos, conlcndo muilas ima-
geus de N. enhora, de Senhor, e diferentes
santos.
Atributos scientiticos, comnierciaes, martimos
e de industria.
Vinhelas para annuncios de peridicos, etc. etc.
Diferentes vinhetas para fazer ricas tarjase
obras de luxo, de combinarn, e solidarias.
a chlnrose ictericia bronca, cor paluda," pallid'ez
do rosto lilhas de fallas menstniaes) ; a leucor-
rha (flores brancas, fluxo alvo ou branro); a
amenorrha (falla completa ou incompleta da
menslruccao); a dijsmenorrha dilliculdade no
apparecimento da raenstruacao, raenstruacao dif-
icil em dores, espasmos, ele.); a dyspeps'ia (fra-
digestao tarda
,_ queza e dilliculdade na digesto,
s e penosa, digesto Imperfeita ; a i
ewactflicao (em-
niagrecimento sem causa conhecida, assim-como
o emmagrecimenio filho de molestias prolonga-
das) ; as escrophnlas, a gastralgia (dores nervo-
sas parles, etc. Observaremos que. alm das re-
conhecidas vantagens que na cura destas mo-
lestias se lem oblido, ja com o emprego do phos-
phato de ferro solurel, a qualidade que o torna
niais.v-omineiidavel anda a de se poder con-
sidera como meio preventivo ou prophylatico
contra a tsica, pela cura prompta da chlorose
Fraqueza e debiidade geral com falla de
cor-
lo Antonio.
Urna mulhcr muito gravemente doente, e I
qual infructuosamente linha applicado o lclalo'
de Ierro, os pilulas de Vallct, as aguas forreas
de Spa e de l'assy, o imuiedialamenle melhora-
da com o uso o phosphato de ferro soluvel, que
ella suppoitou muito bem.iernuis, medico !
do hospital da Picdade.
Eu aconsilho muilas vezes aos doenles, e
principalmente aos que sao dolados de consii-
tuices delicadas, o phosphato de ferro soluvel,
o at hoje nao tenho tido motivos seno para rae
louvar.lobert, rirurgio do Holel Dieu.
-~ Q phosphato de ferro soluvel segundo a
mnha opiniao. a preparacao que os doenles sup-
porlam melhor, e a que d os melhores resulta-
dos.Cazenave, medico do hospital de San
Luis.
De todas as preparaces ferruginosas co-
nhecidas a que, segundo a mnha opiniao, se
supporla melhor o cura'rpidamente as affecees
que exigem esla indicaeao, sera contradiccao o
phospliato de ferro soluvel de Leras.
Tem principalmente a vanlagcm de evilar a
constipacao de venlre, e de convirs pessoas de
estomag delicado.zzir. A. Favrot, autor do Tra-
tado de doencas demulher.
Afora estes muitos mdicos dos hospitaos de
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. r. Floyd.
Preparadas no seu laboratorio n. 3 Gold
Street pelos uincos proprielaros D. I.anman e
Kemp, droguistas por atacado em New York.
Acham-sc venda era todas as boticas das
principaes cidades do Imperio.
DEPSITOS
Piio de Janeiro na ra da Alfandega n. S9.
Babia, Germano & C, ra Juliao n. 2.
Pernarabuco.no arraazem de drogas de J. Soum
i\ Companhia na da Cruz n. 22.
Publicacao Iliteraria.
Guia Luso-Rra jileiro do Viajante da Europa
1 vol. em 4o de 500 pag.: vende-se na miio do
autor ra do Vig; rio n. 11, brox. 3$ encad. 4.
3
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O Si
3
Consultorio ccnlral lioiueopatliicof

23,
DO
.
4^
I
DB.SMIH0 6-l.PHH0
Mun-S
??o&?
'f Ra de Santo Amaro (
do Novo n. 6.J
Continuara as consullas e visitas do
5 mesmo modo que d'antcs. A conanca
I anz. que diariameii o applicam, citaremos os ?* 0 Dl. Sabi|10 dcposiU na pc3soa que
nomes os Srs. Arnal, Bazy,, lioinel, tasUlhes cncarrCgada dc eu consulloiio nao
Debon, Deschamps, Denonvtlliers,Favro, Gillelt,
Groa Guiboul, Monod, Martin,
<:t
Saint-Auge, Na-
talii Guillut, Ottembourg, Palletan, Schnster,
Vernois, etc. Nos Estados-Unidos, Allemanha,
Bespanha, Inglaterra, Hollanda, Russa, Relgica.
Italia, Porte-ale Rrasil lera sido
los melhor uediios que tem reconhecido suas
grandes va gens; e julgo desnecessario publi-
car una qu. idade enorme dc alteslados em que
se provara inilhares de curas com este bello me-
dicamento, c que gratuitamente me tem sido
enviados de varios paizes.

ega
ser desraenlidi.
Os pobres scrJo sempre tratados gralui-
lamente.
As correspondencias seriio enderecadas
com subscripto ao Dr. Sabino com asen- @
applicado pe- @ cia ;l0 abaixo assgIi;ldo
Jfanoei di! Mallos Teixeira Lima
S Professor era homeopathia e se-
cietarto do consultorio.
Deposito nesta cidade
"21RA DA CRUZn
Escrptorio de Almeida Gomes, A Ivs C.
m
a
m
i
9
Bolica central horneopalliiea
DO
til
m
f DR S OLEGARIO L- PIMOS
GARROBAS.
Vendem-se duas carrosas novas, sendo para
boi c outra para eavallo : na ra da Concordia,
confronte ao armazem do sol.
Pianos, serapliinase reale-
jos, a prazo ou a
(iinlieiro.
\ Vende-se no aterro da Roa-Vista, loja n 82,
um rico .(legante pianoforte, francs, chegado
ltimamente, do melhor fabricante de Paris ; e
tambera urna rica seraphina ou orgao, muilo pro-
prio para algo na-j^reja do malo por ser muito
barato ; e realejos1 pequeos e grandes rom ron-
cad-aria e sem ella, o que tudo se vende muilo
barato para acabar

,'.

Neste proveitosoestabelecimento, que pelos no vos mellioramentos feitos acha-se conve-
nientemente montado, far-se-hao tambem do Io de novembro em vante, contratos mensaes para
maior commodidade c economa do publico de quem os proprielaros esperam a remuneracao de
tantos sacriicios.
Assignalura de banhosfrios para urna pessoa por mez.....lOgOOO
momos, de choque ou chuviscos por mez 15{000
Series de cartoes e banhos avulsos aos precos annuneiados.
|B> Conlinua a vender-sc grande sortimcnlo
@ de medicamentos homcopalhicos tanto
em glbulos com era tinturas.
$ Os presos das carteiras sao os mesmos
j} que so achara estipulados no final do the-
* souro homeopaih co. ^:;
Cada tubo avulso 1000 @.
Cada vidro dc tintura 2g000 $
m Thesouro homcopilhico ou vade- @
*} mecum do homcopatha, encad. 11 $000 |C
: fcf I
Cura completa
Sem resguardo nem iocommodo.
inllamiiKH ao do estuiuago o tlorcs
de eubeca,
ir.serir no seu jor-
julgo ser pro-
Fub.
Farinha de milho americana, em barricas, che-
Bada no ultimo navio dos Estados Luidos : nos
annazeus de Tasso Irmaos.
Vcndem-sc G bancas o carleiras propiias
para aula de primeiras letras, e 3 caixocs para
amostras de taberna, e urna porco de lenha d.<
mangue iluda, ludo por preco commodo: uu
largo do arsenal de marraba, loja de sapatos de
Anselmo Cedrlm.
Pulceiras e voltas de
coral.
ARCHIVO UNIVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLVHORADO
PELOS SRS.
D. Antonio da Costa A. F. de CastilhoA. GilAlexandrc HerculanoA. G. RamosA. Guima-
racsA. de LimaA. de Oliveira MarrecaAlves BrancoA. P. Lopes de MendoncaA. Xavier
Rodrigues CordeiroCarlos Jos BarreirosCarlos Jos CaldeiraE. Pinto da Silva' e Cunha F.
Gomes de Amorim V. II. BordalloJ. A. de Freitas OliveiraJ. A MaiaJ. A. MarquesJ. de
Andrade CorvoJ. da Costa CascaesJ. Daniel CollaeoJ. E. de Magalhaes CoutinhoJ. G. Lobato
Pires-J. II. da Cunha Rivara-J. J. da Grata JniorJ. Julio de Oliveira PintoJos Maria
Latino CoelhoJulio Mximo de Oliveira PimenlelJ. Pedro de SouzaJ. S. da Silva Perras
Jos do TorresJ. X. S. da MollaLeandro Jos da CostaI.uiz rilippo i.oilcI.uiz
Cunha L. A. Rebello da SilvaPaulo MidosiRicardo Julio l'errazValentim Jos da
LopesXislo Cmara.
DIRIGIDO
Jos da
Silveira
Rogo-lhe, Sr. redactor, de
, nal a seguinle declaraco, que
veilosa a algumas pessoas.
Ha bastantes annos padeci urna horricel r
de cabeca que me prenda a nuca, linha muilas
rcrtijens, algumas vezes soffria dr no estomago
j acompanhadas de clica* flalulentas : mandel vir
| urna das chapas medicinaes do Sr. Ricardo Kirk,
| morador na ra do Parto n. 119, appliquei-a so-
j bre a bocea do estomago, e no espaco de 18 dias
nchei-me completamente bom, c as dores de ca-
! beca desappareceram.
; Por isso agora posso dormir cora socego ; le-
| nho de idade 68 anuos e 4 mezes, c foco esla
advertencia a todas s pessoas que padecerem
tal molestia pira tentar o dito curativo, para que
assignei a presente declaracao em gralido e pa-
ra ser conhecido do publico.
Curato de Santa Cruz.
Emygdio Jos de Faria.
Eslava a firma reconhecida pelo labellio Jos
I'eliciaifo Godiuho.
Chegou a loja de miudezas da ra do Crespo
n.5, um grande sortimenlo de pulceiras, rollas
e maeosde coral verdadeiro, que se vende muilo
barato para acabar.
Aleiifo.
ron
A. P. tic Carvalho1. F. Silveii'a [da MollaRodiigo Paganino.
Destinado a resumir todas as semanas o moviraento jornalistico e a offerecer aos lcilores, con-
juntamente com a revista do que mais notavcl houver occorrido na poltica, na sciencia, na indus-
tria ou as artes, alguns arligos originaes sobre qualquer destes assumplos, o archivo lnivkrsm.,
Compemdores dc ferro e de pao para corrigir desde Janeiro de 1859, em que comecou a publicar-se, tem sitisfeilo aos seus tins, com a maior
ovas, completo sorUmento de linhas e inler- exaclido e regularidadc.
Publica-se todas as segundas fciras em folhas de 16 paginas, e completa todos os semestres
um volume dc 420 paginas com ndice e frontispicio competentes.
Assigna-se no cscriptorio desle Diario, ra dasCrnzcs, c na ra Nova n. 8.
Preco da assignalura : pelos paquetes i vapor 10$200 por auno ; or navio de vela 83 (moeda
brasileira!.
Ha algumas colleccoes desde o comeco da publicacao do jornal.
prov
linhas, espac.os dediffereutes corpos.
Prelos Jone, Colombi, guainicoes do metal e
de madeira, ennhos, bandulhos, armacoes dc ro-
los de differentes tamanhos, ramas de dilTeren-
tes formatos, escovas de polaca c de provas, tiu-
la preta de differentes qualidades para jomaes e
obras de luxo, tintas de todas as cores, verniz e
ouro de dilTerentes cores, pnta, etc., etc., papel
de imprcsso dc muitos formatos e qualidades,
e outros muitos objeclos, que na occasio se
moslraro.
= Precisa-se alugar urna casa terrea que le-
nha quintal ; cacimba,ou um sobrado de um an-
dar nos bainos de Santo Antonio ou Roa-Vista :
quem livor para alugar, dirija-se a ra do Pas-
seio Pubiico, loja n. 11,
AVISO.
Acompanhamento martimo
em viagem dc SS. MM. II.
4
Tisset freres acabara de receber pelo
navio francez Raoul, ura completo
carregamento de burros entre os quaes
muitos de bonitas cores para iazer ex-
cellentes parellias : os pretendentes po-
dem se dirigir ao armazem do Sr. Arau-
jo no Forte do Matto para ver os mes-
mos e para tratar no escrptorio na ra I
do Trapichen. 11.
(III i 11(1
No dia da sahida do SS. MM. II. para a pro-
DEPOSITO (ERAL
DE
Pilulas vegeto-depuralivas
Paulstanas.
As pilulas paulislanas: lao bem conhecidas em
S. Taulo, nesla cidade e em lodo o Imperio, pe-
las admiraveis curas oblidas cora ellas [algumas
certidoes de curas completas j foram publicadas
pelos jomaes, e nierecem de certo toda a conlian-
ca do publico.
O Sr. Carlos Pedro Elcheroin, de S. Tanlo, aca-
ba de estabelecer um deposito geral no Itio de
Eslaiiclccida em Londres
(m
vincia da Parahiba do Norte seguir o vapor Ca-|Jane,r0',ua do 1'"'l n-119' l,or, *?""
mnragibe conduzindo a seu bordo as pessoas quo Precisa-se de ura criado para bolear um
soassociarem para o referido acompanhamento,
demora de tres dias naquella cidade a volta no
mesmo vapor.
A assignatur acha-se aberta no armazem da
ra do V'igario n. 11 do agento Pestaa.
MOB LIAS
Envernisam-se mobilias mais em conta do que
em outra qualquer parte: uo pateo do Carnio
n. 24.
cabriole!, quer-se que seja bom boleeiro e de boa
conducta : quem neslas circiimslaneias se achar,
procure na ra do Rrum n. 28, ou na ra da Im-
peratriz n. 43, auc achara com quem tratar : on-
de tambera encontrar 2 escravos poss&nlcs para
se alugar para qualquer servico.
Precisara-se de trabalhadores forros ou
captivos para trabalhar 8 horas por dia : nesta
typographia.
CAPITAL
Cinco uiUYioes de libras
esterlinas.
saunders Rrotliers & C.B tem a honra dc In-
formar aes Srs. negociantes, proprietarios de
casas, c a gera mais convier, que esto plena-
mente autrisados pela dita companhia para
effectuar segaros sobre edificios de tjolo e pe-
dia, cobertos de telha e igualmente sobre os
objeclos que contiverem os mesmos edificios,
quer consista em mobilia ou era fazendas de
qualquer qualidade.
Saca-se pura o Porto e Lisboa no
esctiptoi iode Carvalho Nogueira & C,
uaruadj Yigarion. 9, primeiro andar
O advogado Souza Reis raudou o seu cs-
criptorio para a ra larga do Rosario, sobrado da
quina n. 52.
Offerccc-sc utn hoiiicm capaz
com familia para leiloi* de sitio, tjuc
calende pci'cilamciite dc plaula* oes:
ensla lypogra|iliia se dir.
agencia dos fabricantes america-
nos Groiiver & Itakeri
Machinas de coser : em casa de Samuel P.
Johnston & C, ra da nzala Nova n. 52.
A poesa rehilada Sua Magostado no dia 2 de
dezembro por Epipbanio RiiencourLacha-se
venda as lvrarias desta cidade, no bairro de
Santo Antonio.
Xodeposilo da na das Cruzes n. 4!,
defroale do sohiado do Sr.
Figueii'oa.
Ha um complelo sortimenlo de gneros para a
[esta, dos quaes se afianea a boa qualidade, quei-
jos londrinos, do reino, suisso, lalas com bou
nhos de todas as qualidades, conservas de her-
vilhas, ameixas e marmelada, passas o figos,
massas para sopa, cha, presunto, linguicas, man-
leiga inglaza, viiihos engarrafados, Porto, Ma-
deira, Muscalel c liordeaux, champanha. cerve-
ja, licor, nbsintho, xaropes, o os afamados cha-
rutos de Thom Tinto e de Brandio, em cala e
nieias caixas.
ll.NNO.
Rothe \ Bidoulac lera para vender una por-
co de fardos cora fenno muito fresco, que des-
carrega heje.
Xarope de Mossa.
Vendem-se nicamente em casa de Miguel
Joa.iuim Machado Freir, na rslrada do 1'ombal,
junio ao silio do E\m. Sr. Itaro de Suassuna.
Esle xarope, preparado com hervas brasilei-
ras, applcavcl s pessoas asllimalicas, lujos
resollados sao bom venturosos.
As diversas ciiras obtidas por seu uso sao a
prova mais eonvenieute que se poJe apresentar
do to extraordinario medicamento. Julgando
onfadonlu publicar aqu os nomos de todas as
pessoas que delle teem feilo uso aicancando o
mais feliz resultado) apenas citarei a Lxnia. Sra.
do tiln. Sr. commendador Jos Candido de ltar-
ros, que ha annos soll'ria desle mal. e j canea-
da dc iiilar cora lodosos recursos mdicos, acha-
se quasi restabolecda s com una dse de urna
pequea garrafa.
Cal dc Lisboa.
Vende-se no caes de Apollo, armazem de Sc-
rodio& C, baris com cal virgeni era pedia, ul-
limamenie chegada, e por prei;o razoavel.
Viude-se urna escrava ile 26 a 27 anuos
de idade, boa engummadeira e lavadeira : quem
pretender, drija-se a ra Velha da Roa-Visla n.
61, primeiro andar.
Presuntos superiores.
Tem para vender Jos Luiz de Oliveira Azeve-
do, no seu armazem da tiavessa da Madre de Dos
numero 5.
Vende-se o deposito de massas finas da ra
dc Hartas n. 30 : u tratar no mesmo.
Farelo em saceos grandes.
Vende Jos I.uiz de Oliveira A/evedo, no seu
escrptorio da travessa da Madre dc Dos u- 5.
/
s
mam


(61
r
DIARIO DE PERNAMBUCO. SAMADO 24 DE DEZEMBRQ DE 1859..
DE
Sita na roa Imperial n. 118 e 120 junio a fabrica de sabo.
DE
Sebasliao J.da Silva dirigida por Manoel Carneiro Leal.
- c (erro, torneiras
lo bronze de iodos as dunencoes e foilios para alambiques, tanques ele, parafusos de bronze e
ferro para rodas d agua.portas para fonia\lias e crivos do ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as aimencoes para encmenlos, camas de ferro com
oconomicos, tachas c tach
para erigenho, folha de
armellas de cobre, lenees
< f:.!les para ferreiros ele, e outros muitos arligos por menos preco do que Vmou'lra utaaer
e quaiquer oncommenda com presteza c perfeico j conhecida
parle, desempenhando-su leda
e para com modldado dos freguozes que ~se dignarem honrarem-nos com a sua con flanea acha-
nto na na Nova n. 37 loja de. ferragens possoa habilitada para tomar nota dis encommendas.
ILTORIO
P. A* Ltibo Hoscoso,
E PMUfiEffi'D 8 IPIEBM)IL
3 RA DA GLORIA, CASA DO FUNDAO 3
CVmlea por amitos os systemas.
UVRARIA ECONMICA
DE
H. 2- U A DO CESPO-N, 2
Defronte do arco de Santo Antonio.
NESTE NOVO ESTARELECIMENTO VENDF.M-SE
Livros de religfco, ciencias, de letras arte, riagens, historia e cinicos ; romaneos Ilustrados
outras pubhcacoes em diversas linguas. uuru*
Globos, atlas e mappas geographicos.
Papel de hollanda, de peso, paquete, almasso, de cores e outros de diversos formatos e aostos
Prensas para copiar cartas e outros msnuscriptos, livros e tintas proprias K"mus.
r0%1^b/rL0ron'-"r^ 1ua,Udaies c J""3 <*i*< P" "o de repartices, secreta- Heno ate mais de G palmos,
ras e casas de commcrcio, utencilios para dosenho etc.
Artigos de bom gosto, fantasa e curiosidad das fabricas de Paris para uso dos elegautes ; orna-
Cartoes e bilhetes para bailes, casamentos e visitas.
HISTORIA UNIVERSAL desde os lempos primitivos al 1850, por Cesar Cantu, 12 volumes, in fo-
lio ronqueada de mais de 90 magnificas estampas, obra cm que nada se poupou para o
leitor encontrar nella erudicao, estudo solido e leitura aradavel P"upou paia o
ALMANAK do lembraneas de Castilho para 1860, assim como collecce's completas desde o sen
SISTEMA MEDICO M IIOLiOU A..
draca.
AG$aeaixa: na ra larga
do Rosario armazeni de louca.
Vidros para caixlhos.
a ra larga do Rosario loja n. 28
Na
rilATAS HOLLWOTfc
Este inesiimavei especifico, coraposto infeira-
mante de hervas medicinaes, nao cuutcjii mercu-
; no, nem algiima outra substancia delecten* Be-
nigno* mais tonra infancia, e a cempleira'(l ibais
delicada igualmente prorapto e seguro par
desarreigar o mal na compleigao mais robusta-
intfcirainente innocente em sas operares e ef-
fetos; pois busca e remore as doeneas de q*nl-
quer especie egro por mais antigs e tenazes
quesejam.
Entre militares- de pessoas curadas rom este
remedio, militas que ja eslavam
_ as portas da
arm7Pm do f .',^n j --i lorie, preservando em seu uso: rnnsegiriram
ai mazem de Joi.ru, mandam-se botar vi- i recobrar a sande e forras,, depois de haver tenta-
dros cm casas particulares por preco iaulilmenle. todos "os outros remedios.
como vcudpm .As lf"klas na0 dcvcn> antregar-se ade-
I sosperacao; faram um competente rnsaio dos
mmto corr modo, assim
se vidros a retamo do ta
manho mais pe-
Botica.
effieazes efl'citos desta assombmsa medicina, ..
[uestes recuperarao o beneficio da sande.
Nao se perca lempo cm tomar esto remedio
para inaiquor das sepuintes enormidades :
eomego.
MANUAL DE CONTAS j feilas para compras e vendas deassucar, algodo etc
fcncaderna-se era todos os gostos desde o mais simples em papel al ao mclhor'em panno ou pclle
PriTr;1enden.eeSse *' marca-se P8Pel tom ^W* ora relevo Tvon tadldios
Acccita-sc o encargo de quaiquer encommenda de livros e outros artigos tanto da corte eDrovin-
.il^lPell0, Como de Portu8al. FranSa- l"6l'erra e Blgica, com as condenos mais ra
FUNDIQAO DAURRA.
Este utilissimo eslabelecimento acna-sc, ha pouco tempo. augmentado tanto no materia
como no seu pessoal, e seus propnetarios habilitados para vencer quaiquer opposi hosti Le
desprezarem a ignorante vituperado de malevolencia. Offerecem
Rartholomcu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rea L'Affecteur.
Pilulas contra sczes.
Rilas vegelaes.
Salsaparrillia Brisl il.
Dita Sands.
Vermfugo ingle/.
Jarope do Bosque.
Plalas americanas [contra febres).
| Ungento H>>lloway
Pilulas do dilo.
Ellmr anti-asmalhico.
Vidros de boca larg com rollas, de 2 oncas a
, 12 libras
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
. pe para forro de sala, o qual vende a mdico '
preco.
:Na loja aopdo arco de
Accidentes epilpticos.
Aljiorcas.
Aiopolas.
An-ias (maltfejs
Asihma.
Clicas.
Convulses.
Drbilidade ou eTtenua-
cao.
De'bilidade ou falta de
forras para quaiquer
cousa.
Dysinteria.
Do rao garganta,
de barriga.
nos rins.
Dureza no venlre.
Enfeimidades no ventre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febrc biliosas
Febrcto internitenrr.
horas,
outras
O Dr. Lobo Hoscoso da consullas'todos os dias pela manhaa e de tarde depois de 4
Contrata partidos para curar annualmente nao s para a cidade como para os enanhos on
propriodades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manhaa e em caso de ur-
gencia a outra quaiquer hora do da ou da noite sendo por escripto em que se declare o nome da
pessoa. o dama eo uuraero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairrodo Recife poderao re-
melter seus bilhetes a botica do Sr. Joao SouaaAC. na ra da Cruz ou loja do livros ddr. Jo
ftogueira do Souza na ra do Cespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annnnciante achar-se-ha constantement e os melhores medica-
mentoshomeopathicos ja bem conhecidos e pelos precos seguintes :
Botica de 12 tubos graudes, ...".......lOOOO
Ditosde2i ditos............., 15u00
Ditos de 30 ditos..............20tO)0
Dito de 48 ditos............. '. '. 25a000
Ditos de 00 ditos...............0^000
Tubos avulsos cada um...........\ 12000
Frascos de linduras........,....".' 2SOO0
Manoal de medicina homcopathica pelo Dr. Jahr traduzid'o
era portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, nrurgia etc.. etc. ,......... SOjjOOO
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 10S000
Repertorio do Dr. Mello Moraes....... 6J00O
Ihoramentos que a experiencia mostr ser indispensavel, meias ditas com todos ospreparos, ta-
tf, Cff ntffaS quahdades elamanhos, rodas, rodetes, aguilhoes, crivos e boceas
.irL.-,dBf,S ferrageas para engenho, machinas para amassai paoe bolacha, ditas
!Sl CL ,e C i?r"S e .prenS3S Para farinha> PMtai* fe", 'aldeiras. tanques boias e
todas as obras de macbuv.smo etc., etc. *
Febreto da especie.
Cotta.
Hemnrrhoidas.
Hvili-npesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflammaroc?.
Ir r e gua ridad.i
menstrual o.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Obstniccao aVtetr?.
Phtysica'ou consump-
palmnnnr.
Retenco de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tottiores.
Tico doloroso.
L" lee ras
Venreo [mal".
iiluras no eslabelecimento
3g
ff"S
a-a n a =
; ~ -,- rr-~ j:
|S*
c n
I-Ir*-3
S 3. B g 5 e.
fiBaPl
c
g*5
\'endem-se estas
geral de Londres n. 224, Slramf. e na loja d
todos os boticanos droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul.Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocelidhas a 800 rs. cada urna
dellas, conten urna inslrucco cm porluguez pa-
ra explicar o "modo de se usar destas pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico. na ra da Cruz n. 22 em Pcr-
uambuco.
o =? c
"" o o S -
_ ^ .. 2 o B c a, Z."0 CT <5"o O S
S 2. g_5= O
3
-
O!
e
=
II
recelieu-se um rico e completo sortimenlo de ri-
cas cahinhas pona amendoas proprias para a ra-
pazeada de bom gosto dar de feslas.
Superior ao melhor
presunto de fiambre.
Linguade vacca emlalmoura viudas Vndese umcab,
, de Londres, vendem-se nicamente no a '"lar na ra do Crespo com Adriano & Castro.
iarmazem de Luiz: Annes dehonte da
porta da alfandef;a.
:<
" 9-r5
_ o
a 2 s.- *
V
&.' CJ ^ tt T =
o-a c.a B "=S
2." n oc.""
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B-rt5-r-^


* M. J. de Araujo Costa Filho tem para vender no seu cscriptorio da ra cima
-J no sortimsnto de fazendas que (rouxc du Rio de Janeiro :
. -' Rico sorlimento de lencos de cambraia bordados.
Camisinhas bordadas o d"e renda.
Flores de camelias, plumas marabout.
Eofciles de flores para cabeea.
Sctim branco e nobreza branca.
Cliapelinas de pnlha da Italia, e veos de renda.
Lencos de esguio de linlio borda.los
Alcatifas avcllmladas e tapetes para sof.
Damascos de seda de cor,
lloupoesdc fuslao e cambraia para senhora e muitos oulros objectos de senhoras
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45IluS Direita45
proprietario diste eslabelecimento
nliecendo que com a excelsa visita de SS. M.\I.
II. a esta cidade lera de se dar um estrago hor-
roroso de calcados, em consequencia das fre-
quenles paradas, archas, contramarchas e for-
midaveispasseios s brilhantes illuminacoes, o
condoendo-se das loicas naturalmente'pouco
fartas, dos bravos olciaes e praras dos patrio-
ticos batallies, cujos nomes tra'zem memo-
ria os feitos gloriosos dos nossos avoengos, deli-' 1
berou, cm homenage.n a lo felizes dios baixar1
so procos do seu excrllcntecalcado, a saber:
Para homens.
Borzeguins arisocrat:cos (lustre) 9j000
|Borzeguins zouavos, obra fortssima (be-
i Zrr). 83000
Borzeguins cidadaos bezerro e lustro)
I Borzeguins econmicos
! Sapaloes batedores
Para senhoras.
Borzeguins para senhora (primeira classe>
Ditos (segunda classe)
Ditos para meninas (primeira classe)
Na prai;a da Indepcndenca n. 5, loja de vUa
vende-se rap fresco de Lisboc, Paulo Cordciro!
gasse grosso. meto grosso tino, e meuron, lano
em libra como em oilavas.
iltten^ao.
Na ra Nova n. 35, vende-sc
llio muilo novo & diaheiro a
pelo baralissimo preco de 4S50O a
sacca. ,i,
REL06I0S.
83000
6sooo
55000
Vende-se em casa de Saundcrs Brothers &
C., praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos coramodos,
e tambem trancellinse cadeias paraos mesmos'
deexccllente gosto.
iBMB^^gs^^tBaBiMfcifltetA^ass^a
5?000
4^000
4cf00
5

homens. Tenho a vantagem de ofTereccr tudu com grande' modiclade"de" pre- 3>3^
eos por ter recebid* directamente do
&;l

TAZ
37 Roa do Queimado 57
Loja de 4 portas.
Chegou a este esi.ibclecimento um completo !
sorlimento de obras feilas, como sejam : palo- I
ojts de panno fino do 16g at 28g, sobrecasacas I
de panno tino preto c du cores muito superiores '
a 3o?, um complete sortimenlo de palelots de
nscadinho de bnm [ ardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por preco commodo, cerou-
las de lin'io de diversos tamanhos, camisas l a
francezas de linho e de Jnanninho de 2g al S| i
cada una, ciiapeos rancezes para Lomera a S IS
ditos minio superiores a lO-, ditos avelludados' ai
copa alta a 13,:, ditos copa baixa a 10 GRANDE E VARIADO SORTmEMO
DE
Fazeadas ioglezas c francezas e
roupas fcifas
recebidasem diieitiira
iro
Armazcm e loja
DE
Ges ( Bastos
Nova loja de calcado Iran-
cez, de Antonio Rodri-
gues Pinto, no aterro da
Boa-Vista n. 8, defronte da
boneca.
Neste novo estabelecimenlo tem calcados que
recebeu pelo ultimo navio francez, dos memo-
res fabricantes de Taris, e vende por menos do
que em outra quaiquer parte, a dinheiro vista.
REMEDIO INCOMPflRAVEL.
UNGENTO IIOI.I.OWa"
Milhares de individuos do todas as nacoes po-
dem lestemunliaras virtudesdeste remedio 111-
comparnvel e provar em caso necessario,
qu.',
GUSTATO MASSET representante da muito afamada casa NVALl 'RSTEM MASSKV i
:n0CC,edrrS da ?M imP"al,d0 B-rnsil- e*l"elecida no Rio e em Paris Sebea Tm andsor-
timentn de fazendas e modas da primera qualidade e novidade.quercndo autos de tudoSaoSar
o respeilavel publico dos oreos muilo vantajosos pelos quaes pode offerecer suas tSmSZnZfa
ludo a dinheiro avista ; e lleacha-se residindo no hotel uglez quarto n. ^SnSSmVSS-
dar levar as fazendas pedidas amostra, sendo por escripto para evitar os engaos
Recebe quaiquer eucommendi para mandar vir da Europa ou do Bin
0
cadores.
i
Espingardas de espoleta
muito finas por baratissimo
preco: na ra Direita n. 64.
Aos vendelhes.
Batatas muilo oras a 1$G00 o gigo de 32 li-
na ra da Madre de Dos n, 8, armazcm de
^ alenca & c.
Milho e farelo.
Saceos grandes a 6#000 : na ra Nova n. 52.

Alcatifa.
f Campos & Lima, lera para vender
porcao de alcatifa de todas as qualida-
dcs, na ra do Crespo n. 12.
pelo uso que dclle flzeram tem seu corpo e niem- vestidos de seda para baile, passcios e visitas,
bros inteii menle saos depois de haver empica- re antlcl"e prclos e de cores,
do intilmente outros (calamentos. Cada pesoa Nol"ozas lisas pretas e de cores.
lo ler-se-ha convencer dessascuras maravilnosa
pela leilurn dos peridicos, que lh'as relatara
lodos os das lia muitos anuos ; e a maior parte
dellas sao tao sor prndenles que mcnrapu so
nedicos mais celebres. Quantas pessoas reco
Vestidos prelos lisos, lavrados do2saiase de velludo.
Flores, e enfeiles de renda para cabellos.
Vestidos de cassa branca bordada muito finas.
Carras, escomilhas, filos de seda e linho brancos e de cores
_ Meras de seda, linho, fio da Escossia para homens, senhoras e menina*
-raram com este soberano remedio o uso de seus i 'P.atos ,} setim b^nco e preto com salto e sem elle,
bracos c pernas, depois de ter permanecido loa-1 c,"",'is c ,sc-lim broiico- de selra preto, de la muilo superiores,
go lempo nos hospilaes, onde de viam sofTrer a! ? dc baile- capos d cachemira, velludo e seda.
Chales de louquim bordados e de retroi
| Manteletes de renda preto e cassa borde
mangas de cassa bordada a ponto real e renda
.a vestidos o para enfeites de vestidos
preciosoremedio. Algumas das tacs dcssois m J;fuos do cambraia de linho muito nco com renda,
enfusaode seu reconhecimento declararam = 9'aPcosdeso1 Parn sonhoras.
- 5$, manguitos
de 1S500 al 5, organdys es
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores
e padrocs botos a 720 a vara, casemiras de cor-
les para colletes, palatofae calcas de 3,7500 al
4J o covado, panno fino prelo e decores de 2.->500
alWg o covado, cortes de colletede velludo
muilo superiores a 9 e 12, ditos de go-gurao
e de fust.io brancos de cores, ludo por preco
barato., atoalhado doalgodao a 1&0 a var'a
corles de casemiras de cores de 5 at 9$, grode-
naples de cores e pr.Hos de lj;600 at 3j20 o
covado, esparlilhos para senhora a 6g, cociros
ao casemira ncamonte bordados a 12 cada um
lencos de cambraia de,linho bordados para se-
ahora'a9e 12* cada um, ditos lisos para io-
m. fazenda muito superior, de 12 al 20J a
e claras a j g prelos e de cores a lOj el2j, ditos de al- g-
cas prcla e de cores a 4$, diios de brira B
g pardo a 4^500 e 55, ditos dc brira prelo a &!
^ 09, dilos brancos a 5,
S uilimo
ditos de esguio do
goslo cor de laranja a 5g, sobre-
I casacos de alpaca muilo fino a 73 e 9j,
sobrecasaca de panno finopretopara me-
^ nios
a l_5, l e 20?, dilos do'casemira
|5 de cor a 8tf e 10, calcas de ca- semiras oV t
S cores e pretas a.tf, 9#, 10$, 11?) e 12,!
K calcas debnm de cor a 3*500, 4$ o 5*, ^
|j ditas de brim branco fino a 650 7$,collc- g
K tes de gorgurao de seda e de casemira de fe
j cores e preto a 5$, 6j) e 7, ditos de vellu- g
f do a 10 e 12s, camisas inglezas tantopara S
- ihomens como para meninos de todos os
los resultados benficos diant'e'do lord correge- ^"1? P3"- ,ra"cas; alflactcs de peito, pulseiras, brincos de tartaruga e jaspe preto para lulo
dor e oulros magistrados, afin de mais autenii r,randc rUmeao de luvas verdadeiras de Jouvin. J v v para lul-
carena sea rmativa. Luvas de relroze de seda para homens, senhoras e meninas.
Ninguomdesesperara do estsdo de saude se ^ravalas .bli"'cs e pretas.
tivesse bstanle confianca para ensaiar este re Cuill'eos de corle com plumas.
medio constanlemente seguindo algum temoo S"?"^8* ,sobrccasacas, palelots de panno, caciieniira dos melhores alaiates de Paris
mentratatoquenecessitaasoa natureza do mil l'alcadodo afamado Melier para homeus.
cujo resultado seria prora rincoulestavelmenle ?aPelcs de velludo muito ricos.
Que tudo cura. t"1
O ungento lio til, .nais partlcu-
lamiente nos seguintes casos.
Aiporcas.
Caimbras.
ipas, capoles impermeaveis Makinlosch para homens e senhoras.
Chapeos prelos.
Na ra do Queimado
numerol9.
Chapaos prelos de primeira qualidade, c de
lorma elegante a lOg cada um.
Nova invencao apeifei-
i'oailii,
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Inflammaciio dabexiga.
da matriz
Lepra.
Malee das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos,
Pulmes.
Qucimadelas.
Sarna.
Supurares ptridas.
Tinha, em quaiquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea,
do figado.
das articulacoes.
Veas torcidas ou noda-
dasnas pernas.
> ende-se este ungento no eslabelecimento
geral de Londres n. 22, Strand, e na loja dc
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda cm luda a America
doSul, llavana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs. cada bocetinha, coalm
urna instrueco em portuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral he era. casa do Sr. Soum,
pharmaceutico. na ra da Cruz n. 22, em Fer-
aambaco.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabeea.
das COStas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em ge-al.
Ditas do anus.
Erupces e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Friciras.
Cmgiva-. escaldados.
Incliacocs.
laflamaco do figado.
Vendas.
Relogios de ouroe prata, cobertosc descober-
tos patente inglez, os melhores que existem no
mercado, e despachados hoje, vendem-se por
precos razoaveis : no escrptorio do agente Oli-
veira, ra da Cadeia do Recife n. 62. Drimeiro
andar. "
Aos fabricantes de velas.
Cera dc carnauba da nova safra a 11*500 e 12$,
e sebo refinado era pao e velas, ltimamente
chegada do Porto, em barricas e caixas de UgOO
a 12J500 a arroba : no antigo deposito do largo
da Assembla n. 9.
p, Lonliuua-se a vender fazendas por baixo g
f preco al mesmo por menos do seu valor, |
m afim de liquidar contas : na loja de 4 portas
i^i na ra do Queimado n. 10.
d'io e!5S2 de cf,ei"Para coeiro, covado a g lamanhos.seroulasde todas as qualidade!,
-V0O, barege de seda para vestidos, covado a fe chapeos de sol de alpaca a 5?, manteletes
19400, um completo sorlimento de collelcsde
verdadeira. gorgurao, casemira pela lisa e bordada, e de
fuslao de cores, os quaes se vendem por barato
preco, velludo de ce res a 7 o covado, pannos
para cima de mesa a 10$ cada um, merino al-
cochoado propno p;;ra paletols e colletes a 2;j300 ;
ocovado. bandos para armac.io de cabello a
1S500, saceos de tapete e dc marroquim para via-
gem, eum grande sorliinento de macas e fmalas
de pregaria, que ludo se vende vontade dos
lieguezi s, c entras muitas fazeodas que nao
possircl aqui mencionar, pormeora a vista dos
compradores se moslrarao.
Fazendas moder-
nas.
g prelos de muilo bom gosto a 30$ e 40, ca-
f saveques dc fuslao bordados compridosa
fe 2D$, chapeos de castora NapolooS, ricos p
$ manguitos de punhos bordados a 3^500 cal
SS 4S. ditos com gollinh-is a 5e 6$, gollinlias K
i^ de traspasso bordado e transpawnle a 8g, fe'
g cajeas de meia casemira padrees modernos g
^ a 5g, colelles de fuslao de cor e de brim s
K branco a 3$ e 88500 e outras muita fa-
U zei.das e roupas feilas que sero patentes a fe
g presenga do l'reguez. p
Potassadallussa
sas
Pota da Russia.
Vende-se na rita do Trapi-
che n. 9, arniazem de fon-
seca, muito superior e novis-
sima potassa da Russia.
Calcado muito barato.
Tara acabar al o fim desle mez.
Borzeguins para meninas a 2000
Sapaloes para meninos a 2$ c 2J500
na ra do Cabug n. 9.
E CAL DE LISBOA.
No bem conheeido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vend >r
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
Cortes de casemiras de cores finas a 55500, di-1 e de superior qualidade, assim como tambem
tas- de urna s cor muito finas de 3 e 6?, cortes i cal virgem em pedra: tudo sor sreeos mu'to
de collete de velludo de cores a 6$00, dilos dito j razoaveis.
preto a 5$ e 6g, colchas de algodo adasmasca- '* 1 p 1
1 5, brilhanlina branca o covado 480, case- /\ I*I)11Z0II1 lP I <7P11l' ^
oquedeavaria
Vende-se ur.inameni
Pegas de algodo trancado, azul,
corr. 32 co-
cife n. 4, loja de Leite A: Irm5o.
e nn ra da Cadeia do Re- vadolpor 45%T vendem-se' na ruado Cre/po
Iloia da esquina que yolts para a ra da Cadeia
Loja parisiense,
ra do Crespo n. 10, vendem-se luvas verdndei-
ras dc Jouvin muilo frescas.
vinho di. Porto, do mais superior, engarrafado,
dito champagne, idem, dilo muscatcl, idem : no
armazcm de Rarroca & Medeiros, ra da Cadeia
1 do Reciten. 4.
Em casa de Luiz
Dclouch,
ra Nova n. 22, tem para vender livros em bran-
| co parn escripturacoes, os mais knitos rossi-
ve.5, per prego muito barate.
mira dequadrinhos o covado 1, pannos para
mesa muilo bonitos e modernos a 6. corles de
barege com tres ordens de babados a 15, cha-
peos de phantasia para hornera, sendo de gor-
gurao de seda a 7, dilos doChille de 4 a 25,
dilos do feltro de 4#500 c55, camisas dc cam-
braia de linho para senhoras, ditas de esguio
muilo tino, ditas de cambraia bordadas com man-
gas, ricos corles de seda de todas as cores, mn-
deles dos mais modernos, grande sorlimento de
-3^3S@S3i perfumaras inglezas legitimas, joias decoral ver-
lri",'>i oleados de diversas cores imitando
_ dadeiro, oieauos ae diversas cores
H marroquim para cobrir mesas, forrar almofadas"
_}> travesseiros, etc., etc., e bem como um complet 1
3fj: sorlimento de fazendas do mais apurado goto e
3j melhor qualidade, vendendo-se ludo por baixos
precos, no armazerade fazendas de Ravmundo !
arlos Leile& Irrr.o, alerro daBoa-Viit'aa. 10.
Relogios.
I Aos cigarreiros e cha-
I ruteiros.
^ Campos & Lima tem para vender cai- j
^ xas com fumo americano de muito boa a
SS qualidade a prego commodo: na ra
|gj do Crespo n. 12.
Fazendas de bom gosto
Recebeu-se pelo ultimo vapor da Europa ccr- armazcm dc Rslro'Rookcr C.'"praca d Corr
ios de vestido de seda de delicadas cores, com 2 Sannto n 48
babados e 2 saias bordadas, lindos enfeites do
flores e froco para cabeea de senhora, bonitas
chapclinas de seda para "senhora e meninas, as-
sim como riquissimos corles de collele brancos
de velludo e seda bordados para casamento)
ditos de velludo preto bordado o de cores boni-
tas ; havendo outras muitas fazendas, e tudo se
vende por preces mais baratos do que em outrao
partes: na ra da Cade:.- dc Recite,, le-ia n, 5",
de Cuaba e Silra,
/
De novo chegaram os afamados
glezes de o uro, de patente, o esta o
relogios in-
venda no
Relogios.
Vendem-se relogios de ouro iLglezes, de pa-
tente : no armazcm de Augusto C. de Abreu,
na ra da Cadeia do Recife n. 36.
Vende-sc superior linha de algodo, bran-
ces e do cores, era novello, para costura : em
casa de Seuttal! MellorrC, ra dc Iones
a. 3s.
Ra do Queimado numerlo.
Cortes de riscado francez 3 Ii2 coeados a 25C0
Cuberas do chita a 2^600.
Chapeos enfeitads para meninos e meniuas.
Ditos pelos fines, ultima moda.
Dilos de feltro.
Cambraia organdvs muilo fina.
Chales de froco de tres pontas.
Ditos de ruerin bordados de duas pontas.
Ditos muito finos bordados a froco.
Ricos chales de louquim branco.
Corles de seda de duas saias.
Luvas enfeiladas.
Manteletes pretos bordados.
Longos para algibiira, brancos, a 2aduza.
Farelo superior, saceos grandes, lera para
veuder Jos Luiz de Oliveira Azevedo, no seu
cscriptorio da ra da Madre de Dos n. 5.
Taclias para engenho
Fundico de ferro e bronze
francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sorlimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e coneerta-se quai-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
MUTILADO
4
!



s
i
Pna concluir a liquiac&o dasUaeudas Rno/h Wan/oh N AVQ Ti '7< ^
da extincta firma de Le te A Crrela,
venilem-se asaegmutes fazeudas, por
DUflO DE PEBNAMBUQO. SABBADO 2< DE DEZEMBRO DE 18*9.
rauito menos de seu valo
quatro portas da rua do Queimado
numera 10.
Sedas pretas lavradas, superior qualidade,
covado
Grosdenaple preto muilo bom e largo, co-
vado
Pito dito mais estreito, covado
Camisetas deeaiuliraia para senhora, urna
Tiras c ntremelos bordados
Sortimento completo de chita de cores,
covado
Dito de chitas largas francezas, bous pa-
drees cores fixas, covado
angas de cores escuras e eljras. covado
V. nde-se cm casa de S. P. Jonhston & C. va-
lulas de lustre para carros, sellins e silhoes in-
na loja tic -'lezes, candeeiros e eastfcaes bronceados, lo-
nas inglezas, lio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios para cano de inn e dous cval-
os, e reiogios d'ourn patente ingleses.
% orj (O ti < #<*, ti.ins.ti a lis iitfijjis>.
1S60O
2$000
ljjJO
800
320 j
160!
240'
200 I
Cortes de calca de meia casemira algOO o 2j>u0 '
Meias cruas para homom, duzia 29400
Ditas para dito muilo superior, duzia 4&O0
Atoalhado adamascado muito largo, vara ljJiSO
Cassas de cores fixas e padres vistosos,
covado 2 O1
Riscadinlio franco/, covado 160 I
Musselina de cores fixas, covado 20
Chafes de 15a com palma de seda, um 2#HK>
Cortes de calca de cosemira fina de cores 5,9.000
Ditos de dita prela GjjlHK)
Ditos de collete de gorgurao com palma
de velludo 3:5000
Ditos do dito degorgnroe seda JOOO [
Ditos do dito de merino bordado 3J00
Leos Je seda pequeos para pesclo de
seiihora 400>
Panno preto, eovado l$50
Dito superior, pro a delimo, covado 33 e 4000
Snperior brim trancado de linho, branco,
vara 1$000
Dito dito de cores, vara 800 |
Meias brancas para senhora, duzta 3*000 i
Ditas para dita muito superior, duzia IgOOO
Luvas do pellica para senhora, cm bom
estado, um par
T
MOSELLE MOSSEUX!
ffiilMTILlf ftC,
LONDRES
em garrafas c meias gar-
rafas.
C. J. Astlcy & C.
Seguro coiilra Fogo
COM1
mm
LONDRES
AGENTES .
p
5 C J. Astlcy fe Companhia.
CUMAe b Pal Ni 4 IIB i I M*'
Meias de seda de peso
lfifiri Cara s,?nnora brancas c.prctas, e para meninas,
| brancas e rucadas: vende-se na loja de Leite
& Irm.lo na na ds Cadeia do Recite a. 48.
WOftCJM"J TSWT fi. "ur B 9i $g ifME'*"*
1 Kussel.rc.lojoeiro francez, vende reiogios <*
deouro e piala, concerta relogios, joias e -< |
)X> msicas, ja agui he conhecido ha inultos ^
> anuos, habila 110 pateo do Hospital n. 17. ,
XXXXXAJlXX A i. X-XkXXXXXXXXXXi-X>. '
Na loja doserlanejo, rua
do Queimado n. 43 A.
Reccberara em direiiura de Trini;, deeocom- i
monda, os melhores chapeos de castor rapaduss
sendo brancos e prelos, e as formas as mais rao- !
dornas que teni viudo ao mercado, e por me-
nos que eru outra qualquer parte, assim como
lambem lera um grande surlimeuto de enfile,
de vidnlho pretoso de cores pelo diminuto pre-
;o de 4$ cada ura, assira como lem chapeos de <
sol de pajino a l200cada um em pereilo esta- ;
do, aberturas brancas muilo tinas a 320, ditas de
esguio de linho a 1 um, cambraia prela fina ;
a 360 q cova.Jo, e a vara a 560,e a 640, gangas
dfl cor a 540, brim branco de linho a lj200 a va- '
ra, coiletes do velludo de furta-corespietos o1
"S400, ditos prelos n 8 e a 9J, calcas de case-
.nira de cor a 7, 8 e llg, ditos pretos a 7, 9 e i
130, coiletes de gorgurao a 4. 5 e 6g, saccospa-1
tu viagem de diversos lamanlios, eiascruas, por
ser grande porcao, a IjjO, ditas a lg600 e 2 a
duaia. Unas a 3 e I?, rhapeos eneilados pira
meninos n meninas e seiihoras por qualquer pre-
co, e tudo o mais oqui se encontrar o preco,
e n3o se deixa de vemnder.
se I
I Folha de cobre c Metal
aiuarello. I
| listanho em barra e Prc- 1
gos de cobre.
I Alvaiade eVerniz copal. 2
I Folha tic Flaidres.
| Palhiiiha para uiarci- |
i nciro.
> iithos inos de Champa- S
uhe e Moselle.
Lonas da Ilussia e Brim
{ de vela: no armazem I
deC. J.Astlev&C.
Ct : M o
Fazeiitla com avaria.
i pechincha sem igual.
uira, na rua doQueimado n.2,
A 500 rs. a peca
Na loja do Pre
tem para vender'pecas dealgodao largo com 16 i
varas cada una, pelo barato proco de l, pecas i
i de cassa lisa lina a 2^500 : a ellas, antes oue'se i
acabem.
de Qla Je velludo de um dedo minimo de largura '
cofli 10 1[2 varas, bandos de crina para senhora '
muito bonsa 400 rs. o par, pulseiras de conlas
para senhora ou meninas muito lindas a 160 rs.
gara acabar ; na leja de miudezas do aterro da
Uoa-\isla n. 82, quasi confronte a matriz.
cobertos e descobertos, peonnos e grandes, de
ouro patente ingliv, para honi.m o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
viudos fM'lo ultimo paquete i.'iglez : em casa de
Southall Mellors i C*
Bandeiras nacio-
nacs.
Ven lem-se na rua do Queimado n. 7, bandei-
ras aacionaes de varios lamanhos, muito bem
fettas n 900 rs. cada urna.
Ycndem-sc canoas de amarello, de 25 a 35
palmos de comprido, com bocea sttfflcretite-, mui-
to bom felfas, por proco commodo : na rua do
Vigario n. 5,
Cera c Sebo.
Vndese cera do carnauba muito superior a
1 -2*000 rs. vi-las da dita e de composicSo, sebo
Na
2,ha
refinado em caixotes. dilo em
Cruz, aimazein n, 33.
vela?, na rua da
Pianos
Tachase mocadas
Braga Silva &C, tem sompre no sen deposito
da rua daMoeda ii. 3 A, um grande sortimento
de lachas e moendas para engenho, do muito
acreditado fabricante EdwinMaw: a tratar no
mesmo deposito ou na rua do Trapiche n 41.
Fazendas com pequeo
toque de avaria.
E' peeltiiicha.
oja do Pieguica, nj rua do Queimado n. I
>.ira vender pecas de liuissimo e muito !
largo madapolao, pelo baratisaimo pu^o de b$,
3^500 eJ)000: cheguem, antes que so ac bom. |
Chapeos de castor pre tos
e brancos
Na rua do Queimado n. 37, venden-se os me-
Inores chapes de castor.
Aviso,
No armazem de Adamson, Howie & C. rua |
do Trapiche n. 12, Vende-SC selins para homem '
e penhora, arreios puteados pca cabriole!, chi- i
coles para carro, coleiras para cAvall. etc.
Na !oja da esjella.
Rua do Queimado n. 7.
Este ostabolccimento contina a estar sortido
Je fazendas de todas os qu-tlidades como sejam :
Ricos cortes de vestidos de seda de 3 fa-
llise 2 saias, e SAquil
.SJunders,Brolhers S C. tem pura vender em
sou armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns oanos do ultimo goslo, recenlimente
ehegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood Sons de Londres, e
muito proprios para este clima.
Fil de linlio lavrado,
a 1^500 a vara.
Vendo-se na rua do Cabug n. 2 B, loja de
miudc/as de Joaquim Antonio Dias de Castro.
Vende-se um carro de i rodas, bem cons-
truido e furto, com asse'nto para 4 pessoas de '< dades
I
Paletcts de panno 20|000
Ditos de dito muilo fi;io 40$00
Ditos de casemira de cor -5000
Ditos de alpaca pre tos muito C^os e
mais abaixo ;}
Ditos Je ganga c[de bros 3
Calcas de casemiras pelas e de cores 3
Ditas de brim branco e de cores a
Coiletes de reliado preto c de cores. 3
Ditos de gorgurao multo Finos g
I Ditos de fuslo g
, Camisas (raacezas de todas as quaiidades
; Capara hornera
misas fiancezas bordadas para senhora
l.eiiues da mellior <;ualidadc e uu oilimo
goslo
Maulas e grvalas de seda de lo Jas as qua-
Queimado n. 40.
Graude c variado sortimento
DE
Fazendas francezas erou-
pasfeitas recebidas em tli-
reiluia pelo ultimonavio.
Dao-sc as amoslras cora pcnlior.
Ricos curtes do vestido do seda de cores
de 2 saias............................ Ditos de ditos de seda pretos bordados
velludo............................... y
Ditos de ditos de seda de gaze phantasia g
icas romeiras de fil e de seda bordadas 8
Taimas de grosdenaph's bordadas...... g
Chales de touquim branco bojdadosa
^e..................80j[000
Grosdenaple de cores de quadrinhos co-
vado ................................. Ig200
Dito de dito liso covado................ I98OO
Seda branca lavrada covado 1$600 a.... 260O
Grosdenaple preto lavradocovado...... 2-3000
Dito dito liso encornado a lg600e.... 2500
Dilo ilito com 3 palmos de largura a
1SC00 e.............................. 2S500
Sarja de cores larga com 4 palmos de
largura covado a...................... 1^500
Gaze de sedada China de floresclistras
j eo vado a............................ I3OOO
I Follar de seda do listras gosto novo to-
va ito.................................
Seiiin de escocia e diana de seda covado
Chaly de llores novosdesenhos covado
Darejcde seda de varias quaiidades co-
vado .................................
Meiii velludo de cores covado..........
I Verbutma do todas ascores............
Selint de todas as cores liso covado ...
Hrilhaulina blanca muito tina a.......
I Chitas francezas claras e escuras a 260 e
.Casemira prola lina algiOOc..........
, Panno preto e de cor tino provade li-
, mao a 3500a........................
i Cortes de casemira de cor a 5g e........
, Cassas organdys de novos desenhos a
vara..................................
Ditas francezas muito linasa............
; Manguitos de cainbraia transparente bor-
1 dados muito ricos....................
Colindas de cambraia bordadas de pona
OHaS de dito bordadas a 600a..........
Tiras e entremeiosdecambraiabordados
lticas mantas prelas da linho para se-
nhora ................................
i Ditas ditas de blond brancas c pretas..
, Chales de sada decores, pretos e roxos..
! Ditos do merino bordados com franja de
seda..............................#-i<
: Ditos de dilo dilo de 15.........."'..!..,
1 Ditos de dito liso dilo de seda..........
[ Dito de dito dilo de la.................. 4500
Dito de dilo estampados fino lisia de
seda..................................
I Lencos de cambraia de linho bordados
finos..................................
Ditl de aliodaode labyrinthoO e....
Capellas brancas para noiva............
Kufeilcs de vidnlho preto c de cores___
Aberturas para camisa de esguio de
linho..................................
Ditas de dilo de algodo brancas 3 d
cores.............................
Saias balio modernas..................
Chapeos francezes forma moderna......
Gravatqs de seda depona bordadas a
velludo ..............................
Camisas francezas de cor e brancas
hnas a I3S0O e........................
Ditas ditas de fustfm broncoe de cor...!
Ditas dilas de esguio muilo finas mo-
dernas .............................
Seroulasde brim de algodao c de linho
Gamas de casemira prelasetira 9g e....
Ditas de dilas de cores 8g c............
Dita de meia casemira..................
Dijas de brim fino e vafias qnalidad
3{}e Coiletes de velludo, gorgurao,
casemira e setim....................
Casacas de panno preto muilo fino 303 e
.^brecasacos e paletots de panno preto
fino 2ij o.....................
Palelols de casemira mescuda goliad
velludo ..............................
Ditos-de alpaca puta muito-finos!!!!!,
tos o% merino setim pretos c do cores
Ditos de meia casemira..................
Ditos de alpaca pretos c de cor forrados
Dilosde brim branco epardo finos......
,,1s-ll0 lm do quadrinhos linos
ofSOO e ............................
Dito do alpaca preto e de cores.....'.'.'.'.'. 3JJ50O
elogios de miro paten........tes...... g
\ ciidu-sc um ptimo escravo pardo, de 1C
anuos, premio para pagem, sadio e sem defeitos:
na na du (inclinado, lojan. 39.
Roupa eila.
N"a rua do- Cabug, loja n. 8, de Almeida & Rur-
gos, alem de grande sortimento de roupa fcita
ir.uiM'za, como sejam, paletots, casacas, calcas,
coiletes de panno fino, casemiras, contras faz'en-
das, lem um sortimento do fazendas finas, cal-
cados e perfumaras, que verrdem por preco com-
inodo.
Vende-so muito em cenia, por ter de ser
su] -luida por outra, urna arrac&o de loja, pro-
pna para niodezas, cab-ado ou outro qualquer
esUbelecimenlo : a tratar na rua do Cabug nu-
mero 11.
1*000
lj}000
900
500
I50OO
700
800
500
320
2r>00
"gOOO
7000
13000
500
1
1500
9
9
g
75500
7.^090
O3OOO
85000
g
15000
g
9
S
6-5000
85500
S
S500
25500
9
11000
105000
4S5000
5{J00O
40gOOO
35*000
185OOO
IO5OOO
OgOOO
75000
65500
O3UO
5SOO0
GRAUDE
pechincha.
Na loja do Preguica, na rua do Queimado n.
2, rendem-se pecas de chitas finas de cores fixas
e de escolhidos padres com 38 covados cada
urna, pelo baratissimo preje de 5gS00, e em re-
talho a 160 o covado.
Vendera se na loja de Najmco k C. na rua
Nova n. 2, ricos lencos de cambraia de linho
bordados para bailes, altinetes dourados para se-
gurar enfeiles do cabeca, chapelinas de senhora,
grvalas de soda brancas para homem, luvas de
pellica de-louvin para homem o senhora, borze-
guins de setim brancos o pretos para sentaras,
etc., e outras muitas fazendas de gosto.
Gobertas de eliila a 2$.
Ruado Queimado n. 19.
Vendem-se cobertas de chita a 25, cortes de ris-
cado francez a 2g500, lencos de cambraia para
algibeira a 2ga duzia.
2S000 e 2*500 a peca.
Algodao tranondo americano branco, proprio
para loalh e roupa do escravos, com um pe-
queo toque de agua doce : no armazem de fa-
zendas da rua do Queimado n. 19.
Cheguem ao barato.
O Leile ai Irmao conlinuam a torrar na rua
da Cadeia do Recie n. 48, pegas de cambraia li-
sa com 10 jardas a 4&500 c 5g, lencos de cam-
braia de linho a 3$ a duzia, combrains muilo fi-
nas e de Un Jos padres a 60 a vara, meias fi-
nas para senhora a 3J800 i duzia, ditas cruas In-
glezas pura homem e meninos, chales de meri-
no lisos a -igOO, e bordados a 65, paletots de
alpaca prela e do cores a 5#, ceroulas de linho
e algodo, camisas inglezas muito superiores a
60j.a duzia, organdys de lindos desenhos a
IjlOO a vara, cortes de C3ssa chita a 3g, chita
franceza a 210,280. 300 e 400 rs. o covado, pe?as
de madapolao com 30 varas a 48(X), 5 6, 7 e 8g, chitas inglezas de cores this a 200 rs o
covado, toalhas para mesa a 3 e 5, cortes de
calca de brim de linho a 23, ditas de meia case-
mira a 2j*2(0, vestuarios bordados para meni-
nos, e outras muitas fazendas que se vende por
barato preco.
Em casa de N. O. Bieber
& C. rua da Cruz n. 4, vendo-se ;
Champagne de superior qualidade de marca acre-
ditada na corle.
Tinta branca superior em oleo, latas de 25 li-
bras, por coramodo prejo caitas de latas.
Verniz e verniz copal.
Algodaozinho da fabrica Todos os Sanios da Ba-
bia.
Brilhantes de diversos tamanhoso de primeira
qualidade
'(7)
JMiENGlA
DA
! FUNDIC10 LOW-NOW,
Hua da Scnzala Aova n. 42.
Ncste estabelecimento continua a haver um
comapleto sortimento de moendas e meias moen-
das para etiSenho, machinas de vapor e tauus
de ferro batido e coado, de todos os lamanhos
para dio.
Cortes de vestidos
de seda
I Ba do Queimado n. 37.
j A 30,? cortos de vestidos de soda que distara m
60-5; a 165corles de vestidos de phantasia que
Icu8larara30#; a 8j chipelinhaspara senhora:
! na rua do Queimao n. 37.
j A prazo ou a di-
i nheiro, -
Vende-se a corhetra da rua da Cadeia de San-
io Antonio n. 7, lendo 5 carros e 1 rico eoupe
sem uso algnm : quem pretender, dirija-se
mesnia, que achara com quem tratar
Na rua do Queimado n. 37 loja de \ 'RnilAc ora ^iMan
portas acaba de receber pelo ultimo, Ul1^1,21 i1"1 a C1 lll*~
navio vindo do Havre mu complejo sor-
timento de vestidos de seda de 2 saias,
2 babadose de aventados paes se ven-
dem por preco commodo.
Chapelinas de seda c de
velludo para senhora.
Ricas chapelinas de seda c de vellu-
do para seniora: na rea do Queinuido
n. 37, loja de 4 portas.
Golas c manguitos.
Ricas golas c manguitos de cam-
braia : na rua do Queimado n. 37, loja
de 4 portas.
Manteletes f:ru,.Ujnns mr~
Ricos manteletes de grosdenaple r- tl atluII"3 JClI t.
caiucnte bordados: nn rua doQueima-
do n. 37, loja de 4 portas.
Pentes de tartaruga.
Ricos pentes de tartaruga para atar
cabello: na na do Queimado n. 37,
a de 4 portas.
Camisas francezas
Ricas camisas francezas tanto de
ancas.
>
Bonitos bonets de panno fino guarnecidos de
velludo, com pluma, obra de muito gosto, pelo
baratissimo preco de 5j cada um : na rua do
Queimado, loja d'oguia branca n. 16.
Novas45 verdadei-
ras luvas dcJomin.
Mni unas e novas luvas de Jouvn ricamente
enfeitadas, para senhora, proprias para bailes e
casamentos, ditas igualmente finas, lisas, tanto
para senhora como para homem : na rua do
Queimado, lojad'aguia branca n. 1C.
Vende-se una bonita esrrava crioula, di:
22 a i'\ anuos, sem deleito algnm, chogada ha
poucos das do sertao, por l:50Hf, m airma por
menos alguna cousa \ na rua do Qummado, casa
do Sr. coronel tiouvein.
sinhorasc meninas.
Mu bonitas o delicadas gravotinhas -le fino Dh
de seda, rom borla e franja, e de gosto moderno,
pelo baratissimo preco do J cadi una : na roa
doQueimado, hnVd'ignia branca n. 10.
{fabuco & C. com loja na rua Nnva n- 2,
7 acabam de receber pelo ultimo navio francez u Oja 0C 4 poi'las. lindo soitimcnlo de roupa IVla, como sejam.
casaca de panno fino, sobrecasacos de panno pre-
to e Jo cores, paletots de panno pr-to p j,. ro-
les, ditos de casemira de cor, ditos de brrm bran-
co e de cores, ditos de seda, calcas de casemira
pcio de linho como de algodao c de fus-1K %& T&S. m*fg*&
:.-
:. i a i ----- i-un-s, uiiii- es uc iKiiiMio, unos ue seu.>, ii" ri-
lao: na rua UO QUCimatlo II. 37, loja de Sfmira, ditos de cachimwa branca, ditos do fos-
4 portas. ''0' cai,1';';ls brancas e Je cores, ditas de fustn
1 I ditas de peito do linho, inglezas, cetonias de li-
bonets para crianca
[icos bonets de marroquim para
i", ditas de algodao, ditas de meia, camisas de
flanella, ditas de meia, ditas de easemrra, iviraes
>s que usara os empregadiis da estrada deb-rro,
i.;.>i>/> .... .... a a i*.....\il~\'" otras muitas roupas (vitas por menos do iine
enanca. na rua do Queimado n 3/, lo- outra qualquer parte!
ja de 4 portas. I. ~ Vp|"l,>-i" vinll llrt roto, velho, engan-a-
I fado a 9200 a garrafa, e globos para
s
3
amolar,
dentro, e um asseDto.para boleeiro e criado ra,
forrado de panno lino, o tudo bera arraigado :
para fallar, cora o Sr. Poirier no aterro da Boa-
Vista, e noe-criplorio de James Crablree & C. n.
\2, rua da Cruz.
Y Oiados pintados para
cobrir mesa,
de muito bonitos padres e de superior qualida-
de; na loja de chapeos de Joaquim de liveira
Maia, na praca da Independencia n. 24 a UO.
=3 Vendei-se dousanneis com brilhnute, sen-
do um de bom tamanlio, e um alflnete tambera
cora um brilhanle, e bem urna corren te para rc-
logio com bastante pso, e talvez do mellior gos-
to que aqu lem viudo: na rua do Amorim n.
M, segundo andar.
Farinhade man-
dioca.
\'i ude-se a 5$ a sacca: na rua da Cruz, arma-
zem n. 'li.
Vestidos de seda.
li'iuissimos cortes de vestidos de gorgurao de
i
t
2$K)0
5oOO
JaOOU
Chapeos de sol de seda inglezes
Ditos dooostof para oabeca muilo linos
Ditos pretos os nielhorcs que tem vindo
a o mercado
Taimas preUs do ultimo gosto
Casemiras de cores para palelot
Corles de casemiras inglezas
Dilos de dilas francezas
Ditos de dilas muilo finas
Chapeos Amazoua gara senhoras e me-
ninas
Machinas de costura j
de S. M.Singer &C. do!
New-York, o mais aper-l
feicoado sysiema, fazen-i
do posponto igual pelos
dous lados da costura, j
garante-se a seguranca |
das rr achinas e manda-
86 ensinar as casas de ;
familia, bem como se
mostrara a qualquer ho-
ra do dia ou da noilc
nesta agencia : nicos
agentes em Ternanibuco Kaymuudo Carlos Lei-
te A Irmao, aterro da Boa-vista n. 10.
Em casa e Habe Sclimcttan &
rua da Cadeia n. 37, vendem-se
Vestidos de seda.
Vendnm-se corles de vestido de seda com 2 e 3
babados. armados, de 20 a 0 cada um sendo,
! seu valor razoavel era de SO
por
seda Je Juas e lies saias. dilos de seda de phan- r
tasia, todos era seis grandes cartoes : vendem- ,*'
se na loja da rua do Cabug n. 8, do AlmeiJa i elegante pianos do afamado (abrican-
Bjrgos- te Traumann dvj llamburgo.
Chally de seda.
nnissimos challvs de seda eslampados, de
gosto chuipz : vende-sc na lija da rua do Cabu-
g n. 8, d.) AlmeiJa & Bureos.
jc. rite i les para cabeca de se- "e sou,valor lazavtl era de b0*: Qa ^ja de 4
. portas da rua do Queimado n. 10
i mora.
I.indis onff-itcs do flores com fitas de seda e
de velludo, dilos do vidrilho prelos e de cores,
Como lambem cachos de llore- francezas : na li-
la da rua do Cabug n. 8, de Almeida & Burgos.
Manteletes de gorgurao de se-
da preto.
ricos manteletas, vendem-se na rua do
ig, loja n. 8, de Almeida 6 Burgos.
Vende-so urna prela crioula, de idade de
21 annos, bonita figura e com habilidades : na
i ia No- i ;i. 02, toja jj Lo -a, erfe ai 10 horas
2 Ja larde.
IUCNG SADDLES.
Ha para vender-ss sellins leves muito proprios
para as prximos corridas : em casa de Adamson
ilowio & C, ma do Trapiche n. 12.
de boas quaiidades : vendem-sc na rua da Praia.
armazem n. 78.
Loja de miiidezas e fiara-
gm,m rna Direila n. 9.
Para o bello sexo.
Neste estabelecimenlo se est queimando por
lodo proco, riquissimos pentes de tartaruga de
todas as quaiidades, di tus de raassa A imperatriz
Isabel, enfeiles de vidrilho preto, dilos de froco
de todas wcoros, luvas de seda de diversas qua-
iidades, linissimas ligas para pernas, fitas de se-
d.i c de ga/.ia, lucos de blond. pulseiras do con-
las, bolocs para casaveque, llores para enfeiles
de \oslidos, e outras mullas fazendas de lei e de
bom goslo.
Para Iiomcns,
Grvalas rio todas as quaiidades, pelos ore.-os
de 1:000, 1S500, 1S e 6i0. collarinbos a l'inu,
pelo diminuto pre;o de 500 rs., altinetes para
man >s dc'verdadeiro chequismo por 400rs.,car-
teiraspara algibeira, de todas as quaiidades, cha-
peos baldes e de copa baixa, por diminutos pre-
bos, bengalas de apurado goslo a 2#, lj;S00 e
1S500, c oulras muitas fazendas para o cummun.
Para pastis.
Na taberna da estrella do paleo do Paraizo n.
li, vendem-se ancorctas cora azeitonas a l$dO,
em garrafa 1120, banha doporco a 6)0 rs. a libra,
louciiilio de Lisboa a 00 rs., farinha do reino a
l, vinagre a U20 a garrafa.
Vendem-se saceos cora farinha de mandio-
ca de superior qualidade, saceos com arroz de
casca, dilo pilado, feiju mulalinho, gomma do
Aracaly, courinhos d cabra, esleirs de alba
de carnauba, vassouras de dila, tudo se vende
por menos que cm outra qualquer parle : na rua
do llangel n. 62, armazem.
Chi la Ira aceza a 220 o covado
Xa loj de Leite <& Irmos, na rua da Cadeia
do r.ecit'e n. 48, vende-sc chita franceza muilo
lina a 220 o covado.
sortimenlo de cha-
peos.
Chapeos de castor pretos de superior qualida-
de i lj, dilos france/es de seda a 7g, dilos de
castor brancos a 14$, dilos de relindo a 8 e 95,
dilos da lonlra de todas as cores muilo linos, di-
tos de palha inglezes de copa alia o baixa a 3 c
5$, ditos de fel tro, um sortimenlo completo, de
500 a 6*500, ditos do Chile de 8f60O, 5, 6, 8,
9, 10 e 12&, dilos de seda para senhora, dos mais
modernos, a 12g, chapelinas cora veos do ulti-
mo gosto a 15#, enfeites linissimos para cabeca
4JJO0 e 5*. chapeos de palha escura, niassa'e
seda, muilo proprios para as meninas de escola,
sendo os seus procos moito em conta, dilos para
baptisado de meninos c passeios dos mesmos,
lendo diversas quaiidades para escolher, bonets
do galo, ditos de marroquim, dilos de vellu-
do, ditos enfeilados, chapeos de boa qualidade
para pagem, chapeos de sol de seda para me-
ninos de escola, e mesmo para senhora e para ho-
rneas ; finalmente oulros muitos objcc'.os que se-
ria enfadonho mencionar, e tudo se ven de mui-
to cm cotila.; e ossenhores fregnezos i\ vista da
fazenda ficarao convencidos da verdade : nabeni
contienda foja'de chapeos da rua Direita u. 61,
de Benlo do- Barros FeijoY
VINHODECAJU'.
Vende-so nos Afngados, rua do Molocolomb
11. 42, tanto a retalho como em porcoes, assim
como oulros quaesquer gneros.
Proprio para igreja.
Na loja da aguia de ouro,rua do Cabug n. 1 B,
vende-se bicco largo de labyrinlho com nivelus-
nas, proprio para altar; assim como galoes, tri-
nas, volantes e ilhames, panieiriuhos iieamente
enfeilados proprios pira prosepe, que su ven Je
ludo por preco muito barato.
Peales de tartaruga.
Na loja da aguia de ouro, rua do Cabug n. 1 B,
vcudem-sc lindos penles de tartaruga Impera-
triz, de 108 a 14j>, dilos sem ser vitados a 4$,
ditos de massa virados a 2$, dilos lisos a lo e a
2#, dilos de Iravessa de borracha para meninas
a I520O de massa a 800 rs., ligas muito lindas
para senhoras a 2$ o par; assim como plumas
muilo finas para chapeos ou enfeiles, ceslinhas
muilo lindas para meninas trazerem no braco,
pianos muilo lindos proprios para minino, caixi-
nhas de costura para senhoras, bonecas o bono-
eos de cera e de massa de lodos os taraanhos com
olhos movedicos,realejos grandes e pequeos que
locam 30 pecas, locando como msica instru-
mental, ditos de figuras, tocando 8 pojas c.xccu-
cutadas pelas figuras, ludo isto se vendo muito
barato, por se terem recebido cm direiiura da
Europa.
Para enfeites de sala.
Na luja da aguia de ouro rua do Cabug n. 1 B,
vendem-se os ricos quadios dourados c desenhos
mais lino que lem vindo a esle mercado, assim
como jarros cora flores c sem ellas, e figuras para
cima de mesa, assim como toucadores finos com
gaveta, que se vende por baratissimo pre.;o.
Luvas Ae todas as cuali-
dades.
Na loja da aguia de ouro, rua do Cabug n. 1 B,
veudem-se luvas de pellica rauito fres-as para
homem e. senhoras a 2500 o par, dilas fio di
Escocia a 800 rs., ditas do algodo a 240, dilas
de seda enfeitadas para senhora a i60u e 2?,
ilitas para menina a 1$ ; assim como lindas ban-
dejjas e caixinhas chelas de amendoas proprios
para mimo e flores de todas as quaiidades ; tudo
se vende por preco barato, vista dos fregueses
se far todo o negocio.
= Vendem-se saceos cora farelo de Lisboa de
superior qualidade cm saceos grandes, milho
muilo novo, e se vende por menos quo em outra
qualquer parte: na rua do Kangel n. 62, ar-
mazem.
Ferro reduziilo de
Qucvenne,
Previlegiado em seu modo de
administracao pela acade-
mia de medicina de Pars.
Os felizes clieitos do ferro em um grande nu-
mero de enfermidades sao geralmente conheci-
dos. As cores plidas, as llores brancas, o em-
pobrecimento do sangue com os males do esto-
mago, e as palpitares, que sao delles a conse-
quencia : laes sao os principis casos em que o
Ierro indicado, e para cortos tempei'amciito<
fracos elle 6 um complemento quasi necessario
de alimentacao. A supr/rioridade do ferro de ,
Qucvenne de todas aspreparacoes n.arclaes a- lrim Ii'hp-iIa
qn.lla que iutrodiiz mais quautidade de ferro no
sueco gstrica em um peso dado. Deposito em
Pernambuco, pharmacia do Piulo, rua larga do
Cosario n. 12.
Em cas." dos Srs. Henry Forster
& C. rua ilo Ira piche 11. 8, vende-se:
Dous cairos americanos novos.
Ancios americanos.
Bombas.
Arados.
Cliainpagnu superior.
Cognac.
Relogios americanos.
Velas com toque do a vacia.
Attencao.
Vende-se uaia canoa de ca eir, construida
de sicupira, amarello e louro, eneavilliada e pre-
gada de cobre, forrada com ziuco, rom paos .de
luido, toldo e guarda patr.o, bancada e xadre/
iiliirninacao
na r,,-.-i das Cruzes n. 37, primi-
no armazem de Jos Antonio Mo-
na rua da Cruz n 26 .
5,5 1 add um :
ro andar.
^r Vende-Si
reir Das & C
Mercurio doce.
hVtroz.
Linhas era n ivcllos.
Cera de Lisboa em celas.
Graxa ingle/a cu! boioes.
i. izarinas e clavinotes.
Chumbo em lencol.
Oito de muuicao.
Ferros de ac para engommnr.
Pregos de ferro d" tudas as quaiidades.
Dilos Crancczee sordM-
A'rTK.XC.lO
Vende-sc a melhor loja de fazendas da rua do
; Imperador n. 0, com poucos fundos, a prazo ou
1 a dinheiro : a Malar na mesma.
de linlio lodo
preto, -
fazenda muito superior; garante-so que nao
desbota : na-rua da Cadeia do Recie u. 4S, lo-
ja de Leite & Lnnao.
do mellior goslo t
na rua de Hurtas
que pod
apparecer : a tratar
IjPI IIIS ISO MI.
Vi ndem-se na rua do Cabug n. 2 R., loja de
raiudezasda Joaquim Antonio Dias de Castro.
Vdmira.
i
Velas de espermacele a 750 a libra, era eafxa
e a retalho : na rua Novan. 52.
Enfeites de ridrilh e de retroz a 44 c.idn
um : na rua do Lfueiraado d.87, loja de 4 porta.
Escravos fgidos.
rV
Araruta
ga-
*i
ranlida.
Na ru j da Cadeia do Recito n. 1.

Vsperas e dmi-
nos,
Comas ctixinhascom vsperas
ditas com don nos a 1280 e 2J,
a
Rap.
Itlenco.
1
\endo-se urna pequea mobilia de urna se-.
nhora que se relira para o Rio de Janeiro : quem
a pieteuJer dirija-se rua da Gloria n. 106.
Fil de seda liso. Quijos de Minas.
Vende-se na rua do Cabug n. 2 B, loja de
Bimaezcs le Joaquim Anlauij Dias de Castro,
Vendem-se jueijos de Minas muito superiores a
2$ cada un ; na rua do Imperador, anigonjcute
rua do C.'egi?.
Na rua larga do Rosario, passando a botica a
segunda bija de miudezas n. 40, vendo-se rape
tino do Rio, rap grosso, dilo meio grosso, dito
Paulo Cordeiro, muilo fresco, chegado agora do
Rio do Janeiro, rap rulo francez ; lodo este
rap vende-se tantp em libras como em oiiavas.
= Vende-se um terreno proprio com 258 pal-
mos na rua Iraparial, lado da sombra e da mir
pequena, o seu fundo ioimenso o vai a baixa
mar, offerece muitas vantagens: os pretendenles
dirljain-se a taberna n. 79 no largo da Penha
confrontando a botica.
Rua da Imperalriz
numero 2.
Vendem-se superiores qaeijos de Minas a 2J509,
ditos suissos a lj a libra, muito frescos, supe-
riores charutos da Havana a 89 a caita, cham-
panha em quartos de garrafa a 800 rs., meias gar-
rafas de vinho mozelles, caixinhas de peras, di-
tas de ameitas, dilas do figos do flor ; neste es-
tabelecimcnto cnconlra-se toda a qualidade de
gneros, tudo bom cprecos commodos.
Vende-so ura excellente cabriulol de hlen-
te : na rua iv Arago n. 37. i
l'ugio do engenho Sap, no dia 7 de marco
do crente anno o mulato Virissimo, de 50 aii-
i n^-s pouco mais ou menos, estatura regular, cal-
i ro, bailado, e costumava a la/era barba doixan-
do suissas, muito regrista e locador do viola,
assiguor o nome e fazer algumas lellras de
cunta, enlende alguma cousa de purgar assucar :
fugio para as bandas do engenho Areguury, ou
S. Francisco, termo de Porto Cairo da provincia
de Alagoas, foi escraco do Sr. Francisco Bol cao
do Lx, e de ura padre que rr.orou no Brejo da
Madre de Dos; roga-se perianto as autoridades
e capites de campo a captura do uancioiado
escravo ; assim como prolesla-se desde j contra
quem o bouver oceultado por todo o prejuizo oc-
le o dia da fuga alem dse proceder
criminalmente : quem o pegar leve-o to n
j engenho Sap, ou no Recie rua larga to Rosario
13 c l'00 i n '*"' icr'' r<>co,nf,ensado com 10()-
, em caixinhas = No dil S*1"*1" I'roxini, /*
envernisadas, tudo proprio para os divcrlimonlos I "o'o a cscrava .dara, ctioula, nalural da pro-
da resto! na rua do Queimado, loja d'aauia vmcU,do I,.> os signaos seg.untes: esta-
brancan. 10. tura alto, cor bastante preta, rosto comprido o
signa] de bt liga, leui em uma das ranos um sig-
j nal de golpe de facca entre o dedo pollegar, lem
um dos i i rollado um pouco para o Lulo de
donlro, levou saia prela, chalo azul e vestido de
chita : roga-se a quem a pegar leve-a rua da
Glorian. 89, que ser recompensado.
FiigiOjOa noiie de quinta-feira. f da cor-
reule, ilo sitio da auva de Jos Joaquim de Mes-
quila, na estrada dos Atlliclos, a preta Antonia,
de !:.< ~\ '.: i, -nava que fui de Franci
Ivs, dq Gaha : rega-|e aos Mirfi i
laes de campo e .i quem nteressar possa, .: e -
tura da reierida eseravn, de a levnrem tro -
supra mencionado, que scro devi.lai
compensados; outra sim, prolesla-sc coulia
quem a liver acoutada.
'- cea da casa cm que ?e aclkara
para ser vendido, um escravo pardo, de nomo
Virginio, idade cerca de 40 annos, roslo compri-
do, poue.i barba, estatua mediana, seeco do
corpo, cauda calcado ; esle escravo veio do Ma-
r n bao, e consta que seguir para o serto de
Piauhy, donde SO supp5oq.uc natural : quem o
apprenender e conduzir rua da Cadeia do Reci-
te n. 3S, primelro andar, ser generosamente
gratiDeado.
Fugio no dia 12 de dezembro do engenho
Junqueira comarca do Cabo, o escravo Manuel,
com os signaes seguintes : mualo alvo, com ca-
bellos pelos e estirados, feio de cara, grosso do
coipo, baixo. peinas arqueadas, ps feios, repre-
senta 20 anuos de idade, nao lem barba neobu-
ma, canholo, quer passar por forro u procura o
serto todas as vezes que fege : quem o pegar
les ?-o ao dilo engenho onde mora o abaixo as-
signado, que recompensar com 100j.
.'/ inoai l'ilippc de Suuza Leo.
10O.$00O.
rugi no dia 21 do crtente, do engenho Vi-
cente Canipcllo da freguezia da Escada, um pre-
to escravo de nome Joao Luiz, idade que repre-
senta Icr 35 anuos, alto e de bom corpo, lera fal-
la de dentes e de barba, e alguma cousa gag i,
Esfe escravo foi visto na villa da Escada na noite
dj mesmo dia em que fugio, e suppe-se com
fundamento achar-se as iinmediaeoes do mes-
rao lu{ q tudo como possivcl seachena
cidade i em outro lugar disunte, ro-
iiu u lucsuwi tuu w. v, scjjuuug auuui. : ga-se i ,r uloridade judicial,
Vende-sc uma mulata com 22 a 23annosde qt e do mesmo escravo tenlu noticia, sua cap-
idade, sidia, sal e cngommar,larar,prcparar uma \ tura ; bem como aos capites decampe, pro-
senhora, cozinh; o ordinario de uma casa, e sem raetlentlo-se a gratifrcaco cima de 10j a quem
vicios : quem a pretender procure na rua da Ro-1entrega-lo no mesmo engenho a seu senlior, o
da n. 23, das 6 s 8 horas da manha, e das 3 Ss Uorenel Man iel Senealvas Pereira Lima, ou no
| Recife js S I ",| Innior & Le! Reis.
llfHLfl II. IU.
Cera de carnauba.
Na rua da Cadeia do Recito, loja n. SO, de Cu-
nha e Silva, ha para vender cera de carnauba
superior, receutemente chegada.
= Vende-s! um silio com 200 palmos de fen-
le e 200 de fundo, no lugar da Torre, margem
Jo Rio Capibabe, com uma grande e moderna
casado vivend i, cocheira, estribara para 4 ra-
vallos, gallinhoiro, cacimba com tanque e bom-
ba, baixa para rapira, lodo murado na frente, e
lado cora porlo de ferro : os pretendenles podem
dirKr-se ao agente Pestaa, que se acba aulori-
sado a dar as necessarias informa'coes, ea tratar
da venda sob as condieoes estabelecidas ao mes-
mo pelo legilimo proprielario. O dilo sitio todu
em chaos prop.ios.
Cera de carnauba.
Vende-sc na rua da Cadeia do Recife n. 5,
uma porcao do cera de carnauba e couros de
cabra.
= Vende-se uma mulatiha de idade do 13
anuos, com boa babilidado, e ptima copeira : a
tratar no escriplorio de Claudio Dubeux, na rua
do Imperador n. 13.
A fabrica Je begias tle cera de carnauba da
rua de lionas n. 110 j Irabnlha e lem as melho-
res velas que hr no mercado ; o prc;! em arroba
i O at 8 libras, o a mais a 560 a libra,
Pechincha.
Enfeites de vidrilho pelo baratissimo preco de
3O0, eslo-se acabando : na loja da rua do
Crespo de Adriano t$ Castro.
rmos
mudou seu cscriptorio Ja rua da Imperalriz n.
para a mesma rua n. 26, segundo andar.
0 da larde, para ve-!a e aj-istar.


(8)
DIARIO DE PERNAMBCO. SABBADO 24 DE DEZMERRO DE 1859.
Lilleratura.
IsiM-rales
i co corra. Nao recela queln* a.y.mi : au, A irte -
as nao tao grande cidade, e as cousas que
tcm feilo nao sao lio grande* como queris no*
fazer crer. Ello pois sabe bem o que faz, a nao
por inadvertencia que se alasta da regra ordi-
naria, do ser modesto no exordio. Vejo que
de ordinario procura-se conciliar os ouvinles e
pedir favor para o que* se v.ii dlzer, a!Iogando-se
qaeno se leve bastante lempo para preparar o
discursoe que difficil adiar palavras que igua-
len! a grandeza do asimplo, Eu,porm,se niVli-
zcrtim discurso digno da minha reputaro.e nao
Romale do lempo que me cuslou, roas, de todo
que _io*nlitf vivido, nao qncro indulgencia, e
coasinlu ora ser objeclo do risola e desprezo,
porque mereeerei todas as aft'ronlan se me lem-
brar, sera lor nculiuma vantagdta sobre os ou-
trns, do fazer la o magnificas proinessas. Lile
eomprehendeu que no genero laudativo trata-se
de deslumhrar^ e que uin meio do deslumhrar
gabar-se. Chegando ao fim, corrige da nianeira
mais feliz a sua gaboco. J nao eslou, diz el-
le, com o pensamiento com que comccei o dis-
curso. Julgava enlo que poderia fallar de um
modo digno do meu assumplo ; vejo agora que
nao posso igualar-lhe a magnitud e o que eu
linha cm mente escapa-nic cm grande parle
A arte e os discursos de
(Continuarlo.]
II. *
E'descontento c optimista ao mesmo lempo,
descontente por urna susceptibilidad que delu-
do se ofrende, optimista por nina v,u lado que
nao du vida de que ludollio corra volitado, lo-
uu que fot ouvido o Miplaudjdu. i:' assira que
se deixa sodu/.ir por Felippe, ou (pie cumecaa
empregar bellos lugares commuris que nello a-
dormecem o sentido da realidade. Eis os pe-
queos huios d'j deticadesa do Isocrates mas
liiillia quuudo se distingue felo respeito o amor
n todos os bons sentimentos, pelo habito da mo-
deraro, por urna justa arersao pora com os ba-
lulhenlos e mos. por uuia aulipalliia igual para
com a forra brutal dos lyrannos, e pan com as
brotaos pallos das populabas, pela repulso as
superslicoes, por urna dedicara) liol do que cha-
ma philosophia, comprehendendo nessa palavra
o duplo beneficio do pensamento que esclarece e
da palavra que encanta e loca, emm pela fa-
culdade de admiraro que o mais bello com do
seu genio, e csse vivo sentimento das grande-
zas da patria era que anda nos comprazemes
com elle. E apezar de l)emosthenes-sor em al-
guma cousa snperior a Isocrates, creio todava,
ouvia-ocom respeito o lalvez mesmo sem inve-
ja essa eloquencia serena, livre do toda a preci-
pitagao o de todo o acaso, que cscolho tanto os I de fazer prara de seus "mritos e aspirando prin-
palavras que cipalmenle a admirar os seusouvintqs.
de modo que depois de ler dado no principio um
impulso imaginaco porsuas promssas, leva a
bem longe, cotifessando que nao pode cumpri-
las. Nao lia nqui desato e Isocrates nao 6 um
menino do escola, um mestre, um mostr con-
sumado na sua arte, porm muito preoecupado
nunca so presta aos sentimentos desagradare,
que minease a villa era avilla aos que o nuvem,
que sse alimenta de ideas nobres e que assim s
aprsenla ao espirito humano urna bella imagem
de si.
A critica boje nao separa a formada essencia,
e analysarjo talento de Isocrates,repetir o estudo
do sua pessoa sob outro aspecto. O seu discur-
so ser nobre como os scus sentimentos c gestos
e nao lera torca como o seu carcter. Sua elo-
Aconlcccu-llie nessas disposicos, ser infiel ao
papel de moralista, que c a sua honra, e o il-
lustre sophista merecen algumas vezes ser cha-
mado assim no mo sentido que hoje damos a
esso termo. Eu poderia cilar urna passagem na
quil elle so contradi/, ou conlradiz a vordade
inanifosta e felizmente nao se raostra embaraza-
do por isso ; pelo contrario, est muito gosto
e salisfcito de si, porquo sabe que s elle se po-
de sabir lo bem dessa diffictildade. Ainda ha
quencia representar as bellas feires de sua al- pouco era lilho de Scrates c irmo mais vclho
ma, e sua rhetonca tralur-lhe-ha suas fraquezaa I de Plateo; agora discpulo de Gorgias. E en-
a timidez c a vaidade. Receto que i analysa do trelanto o ha mais do quo um s Isocrates. O
seu talento pareca fra, viudo apos maiores observador pendrante, o sagaz preceptor dos po-
assuraptos ; porm o que me propuz estudar,
Isocrates o o que nelle domina, c o mestre na ar-
to do discurso. Esle esludo nao sera sincero,
se eu me esquecesse em contemplar Alhenas, a
sua gloria e queda, o luto da liberdade, os pen-
snmenlos que lodo esse passado nos suggcre, e
se eu desprezasse o que mais propriamenlc o
meu assumpto. E porque pensara eu que nao
se pode achar inleresse nesses detalhos ? Ser
to pequeo o numero d'aquclles que amam as
oousas ltterarias, que sao scusiveis una
gaz preceptor (los po
vos, o cidadao, o artista minucioso, vaidoso, o
mesmo homem. O mesmo discurso suppre a
necessidado dos exomplos de eloquencia seria e
de rothorica frivola, e os do Isocrates partici-
para lodos desses gneros. Isto concilia-se no
espirito humano, e anda melhor no espirito
grego, essencialmcnlo pbilosopho e essencial-
rnente sophisla, capaz tanto do que a arte
lera de iuais pequeo como do quo tora de
maior.
...... cora-! Percorramos o canipodosse talento cujos limi-
posicao ssbiaque gestera de pendrar ossegredos tes acabamos de indicar. Isocrates um exccl-
de um mestre, em conhecer o que bom, o que
mo, e o porque de ludo isso ? Tem-se pouco
lempo, eu o sei, pon'ni todava as sociedades
mais oceupadas c cuja vida um lurbilhu.l gcae palavra sao una e a mesn cousa
achara lempo para os gozos artsticos c prelen- | elles. Essa lgica nao cerrada como
deni a esse respeito as mais requintadla delica-
dezas. O cslylo tambem urna orle ; despreza-
lenle lgico, de outro modo como seria orador"?
Em toda a parte, principalmente entro os Gre-
gqs, essas iluas cousas sao inseparaveis, to-
para
a de um
Doraoslhenes ou mesmo de um Lepsias ; porem
lambem uo lom de esgrimir como elles Zenon,
mais larde coniparava a eloquoncia mo abar-
la e a dialctica ao punho fechado,a imagem nao
rao so-mente a essa ? E quando todos se mos-
trara lo curiosos a respeito de desenlies e la-
vares, torioi s indifferenca para as bellas pina- era perfeitameiite justa, porque a eloqnencia de
sese bous discursos Isocrates um grande ar- Demoslhenes ou de Pascal desfecha terriveis
lista : Coimera diz nao sel onde. E' um niara-! golpes, porra boa para exprimir a difirenos
viihoso escriplor, Isocrates Nmguem soulio o ; entre a eloquencia que lula contra ura adversa-
se otlicio melhor do que elle. Mas poder-se- : rio ca que ensina a liro dos scus admiradores.
Jua dizer-lhe como ao amante do Lais. Tu nao Esta pode abrir a mo'e desenvolve-la com toda
possues a arte, mas a arle te possue. > Isocrates a especie do graeas. Eis a argumentaco de Iso-
tero a ntemperanra da palavra, vicio
indelevel do espirito grego, q
at em suas obras mais serias e mais fortes, o
trahe esse nao sei que de ligeiro, falso o vasio,
que sempre lhe ha sido censurado. Elle joga
tora a eloquencia, e que solta vista logo a
forma puramente facticia da maior parle das suas
obras. Sua carta oratoria Felippe u uaica
que se d pelo que isto por una COmposico
feita com vagar e atlenro.
Todos 03 outros sao discursos ficticios, coilo-
cedos mesmo afumas vezes em oulras boceas.
Entre essas eeoes, algumas ha bem singulares.
Lis ora dircurso em que elle suppe una actu-
sacao imagiuaria, una acensadlo capital inten-
tada contra a sua pessoa ; defend:-se, e defen-
dendo-se, rommove, depois desafia a morte co-
rajosamente, lulgar-se-hi estar ouvindo S-
crates ; somentc nao ha aecusaco, nein petigo.
Taes eram as aceas que se propunhaui a esse
publico do Alhenas e que erara applaudidas ;
laes eram os effeiios de Ihealro'que rorteia-
vama expiesso dos sentimenlos mais serise
tocantes.
Esse raesrao discurso
icio original e erales, consumada, triumpbaute, mas que trium-
ie se faz sentir pha vontade, o que pesa as razos em urna
balance to lina.que se atiende lanto delicadeza
da balanoa como ao peso das razes.
O que lhe falla inteiramente a paxo. M.
Villcmaitr, em um estudo sobre Gregorio Nazian-
zeuo, querendo caracleris-ir a elegancia dos
seus discursos e o santo clor de sua alma, disso
que elle lhe parece, se permittido reunir dous
termos contrario*, um Isocrates apaixonado, e
de cerlo nunca o Ilustre escriptor achou guia
alliaur.a de palavras mais nova e e mais impre-
vista. Isocrates apaixonado I Nada est to lon-
ge da pailao como essa eloquencia de um aucio
que parece nunca ter sido mogo Mas ondo fal-
la a paxo, nevera orador ? Ha orador qua nao
proleude-se apaixonar; esso nao precisa de apai-
xonar-ae. Eu nao quizera elevar Isocrates at
Piudaro ; falla a aquello a pompado imaginaco
e o rasgado do vo, us nem um, ncm outro
lem pathdico, osera o palhetico o Pindaro c
poeUi, Assim como eraosthenes orador. Ara-
bos sao apaixonados pola sua arte, assim como
dos bellos objectos de que a arle se inspira e de-
precedido de um sejosos de igualar o que conceberam pela mag-
prcambulo curioso ; ahi se ve que essas obras | nilicencia de sua linguagom.
ofaturiaa to cuidadosamente elaboradas, se a- | Todava nada ha que cummova muito tora das
presentaran) era gessoes publicas em que habis suas ideas c os perturbe na placida de seu ge-
loilores faziam-as valer: Peco aquellos que o. O do Pindaro mais elevado ; arabos at-
lingera belleza que procurara, c primara cada
um era sua medida, cm fazer passar para nos a
iqucues q
se encarregarem de ler que a recitem como urna
obra que conten elementos diversos e com um
cslylo apropriado aos difiranles assumplos.que
nelle se Iratam. Poco-Ihes mais quo ompreguem
toda a attencio sobre oque vai ser dito, prin-
cipalmente que nao queram absolularaciite le-lo
de urna vez, fagam-o porra de modo que nao
fatiguen) a altenno dos ouvinles. Seguindo es-
sas recoramendicoes po doris ver bem se temos
perdido rnuto do nosso tlenlo.
Rssas vanlades, essas coquelteries de
rico, iiopoderain doix.ir de ser notadas, mesmo
no seu lempo. Contavam-se os anuos que Iso-
craies empregava era fazer um discurso como se I
contara as horas que uma mulher leva no toilet-
te; aHinnava-sc que essa lamosa arenga pane-
grica, que um escriplo de cincoenta paginas,
lhe havia traslado dez anuos. E isso nao impe-
da que nuiles se descobrissem desazos e de
ai liassera o autor apanhado nos proprios artifi-
cios : < Isocrales, no seu discurso panegyrico,
cabio em uma falta de estudaute, pela ambicio
de querer fallar de ludo com a ampliticaofio." O
objeclo desse discurso fazor ver que Alhees
fez mais serviros Grecia do que a Lacedemonia
<; os como elle comer : J que virtnde di
eloquencia tornar pequeo o que grande e dar
ao que pequeo grandeza, fallar das cousas an-
tigs com novidade e dar s cousas nocas uma
cor anliga. Pode-se-lhe dizer, 6 assim, Iso-
crates, que vais mudar a posico da I.acedomo-
nia e de Alhenas '.' Ni vordade, esse .elogio da
eloquencia est all s como urna advertencia a
aquellos que o ouvem para nao acredila-lo.
Assim falla o autor do Jlivro do Sublime,^* l'e-
nelon/que admirara essa critica, lendo-a na tra-
duccio de Boileau, lerabrou-sc della erepetio-a.
zo a maior parto dos seus Uiscuos. sn.iKiprsare
disse una pnlVra que parece cortar toda essa
rhetorica dos exerdios. Deque serve quo a
ponte soja muito mais larga quo os rios? (1)
Digamos todava que a vordade dessa palavra e
sem replica quando so trata de passar o rio para
apanhar o inimigo c bate-lo; mis quando nao
se trata de passa-lo, se a ponte nao mais do
que uma decoraeo edificada para uma testa, po-
dam os homeiis diverlir-se em dar-lhe propor-
ces maiores do que as precisas, o O cuso de
discurso de apparalo, ou como cliaraavam os
Grogos epidiclico.
ao cslylo que converger todos os recursos
da rhetorica, e Isocrates oi admirado principal-
mente pelo seu estylo.
Nao ha estudante que nao lhe conheca fcil-
mente os mritos, nenhura lambem ha que nao
distinga r. julguo-lho severamente os dofeilos,
porque sallara aos olhos; em uma palavra a ar-
le levada a affectaco. A torca de elegancia,
elle aflectado ; a forra de reglaridadc, mon-
tono ; sua pessoa c arle esto lo impressos na
sua eloquencia que poderamilludir quando quer
fallar em nome de outro. Suas graeas foram com-
paradas ao arrebique, aos perfumes, por iraagens
lomadas do toilette das rnulhcres ; lera muito
cuidado nos enfeltes, e seu andar parece-se com
o dos aulhores trgicos que empregavara o co-
thurno, a mascara e os vestidos compridos para
parecerem maiores. Mas o quo talvcz se esque-
ca muito quando se falla da rhetorica de Isocra-
tes ; quanlo essa rhelorica dos bellos lempos
de Alhease franca o extranhn a lodo oluxo fal-
so Assim militas vezes se tom comparado Fle-
chier ao rhetorico grego, sem observar que este
tem o gosto muito mais puro e sao. Em vo se
procurara era Isocrates essas hypoteposis, como
as chamarera, essas discusses facticias, era que
se pintara nos menores dealhes, e com a maior
preciso, cousas que a imaginaco verdadeira s
concebe cm grossoem seu todo":
A esses gritos, Jerusalem de novo se debulha
om lagrimas.... e o mais; elle nao procedo por
exclamarles c por apostrophes. Suas ficroes, re-
conhecid.is por laes nao sao mentiras. Isocrates
nao emprega cora ar serio esse pathetico falso
que parece urna parodia do verdadeiro. Por
pouco que interrumpo aqu o meu discurso, Per-
turbo-me, senhores..... Confesso que essa es-
pecie darte impacienta, mas ella tanto de Iso-
crates, como as odes chamadas pindaheas sao de
Pindaro. Militas pessoas licam admiradas quan-
do sabem que nao so acha uma s vez cm Pinda-
ro ; que vejo ou : que ouco? nem todo o appa-
relhp de exclamaces da m'esma familia (2) mas
Piudaro Grego, islo inteiramente natural c
familiar no sublime, e do mesmo modo Scrates,
mesmo as suas maiores pompas tem sempre um
tora justo, um fallar humano, alguma cousa em-
ftm que pode e que deve se chamar simplicidade.
Receto porra quo essa simplicidade pareca hoje
muito nua, porque o nosso gosto tem conlrahido
hbiles de luxo no coramcrcio das lilleraturas
mais adiantadas.
Isocrilres tem muito espirito que difficil
apreciar bem com rasgos destacados, por que na
anliguidade o espirito nao tem muito chisto :
quando se segu a essencia do pensamento, e i-
ca-se ensivel a lodos os rasgos engcuhosos que
a exaltara.
E uma anthitese luminosa, urna imagem di-
reta e sobria, quo faz lano mais eTeilo, nascen-
do da continu3cao do discurso, como a flor sahe
do hastil. Nao direi que altinja a graca, cousa
ligeira e alada ; entretanto toca-a, so me nao en-
gao, em uma passagem do Elogio de Helena
que passo a citar:
A belleza que o ha~ de mais augusto, de
mais digno do honra, de mais divino no mundo.
fcil reconhecer tudo o que ella vale. Se adiar-
se em alguma parte, o valor, a'sabedoria ou a
juslica, conceber-se-ha que podera haver rauitas
cousas mais admiradas do que cada um desses
mritos tomados i parte ; mas onde (alta a belle-
za nada lem preco, tudo o que ella nao marcou
com o seu sello desdenhado, e a propria vir-
tude lo honrada por ser a belleza moral. Po-
de-so ver ainda quanlo a belleza superior a tu-
do o mais pelos sentimenlos quo nos inspira.
Os outros objectos deque podemos ter neces-
sidado, s nos importara para possui-los o nada
sentimos de mais a seu respeito ; mas o que
bello faz nascer em us o amor, cuja torca to
superior roflexo como a belleza superior
tudo. De ordinario a superioridade torna-nos
invejoso, quer seja a da intelligeiicia, ou outra
qualquer, se aquelles que as possuem nao uos
seduzem torca de beneficios e nos conslrangem
a lhe sermos reconhecidos, mas aquelles que
tem a belleza, conciliam a nossa affeico logo
prinieira vista, sao para nos como que deuses
que nao nos caneamos deservir ; nos mais do-
ce obedecer-lhes que ordenar aos outros, e esti-
mamos mais que nos ordenein sempre do que
exigirraos alguma cousa. Desprezathos aquelles
que cortejam qualquer oulro poder,chamamo-los
lisongeiros ; mas aquellos que servem a belleza
rito, que nao saoe se o engallado uut mu jo^o de
ialavras ou se descobre uma vordade, tudo isso
i pensar cm Plato e no Banquete ; mas o es-
tylo tambera faz recordar esse modelo c parece
inspirado dello.
A phrase de Isocrates rocommeuda-se aiuda
mais pelo periodo dn que pola imagem ; o quo
mais lugar tcm na sua arle e o que fazii a prin-
cipal novidade do seu talento. O periodo nasceu
daquilloaque ns rhetoricos chamam 0desenvolv-
men/o.porque nao rae quero servir da patarra am-
plilicaeo que lera sido deshonrada. ()desnvol-
vimento fecundo na razan inversa da estnbili-
dade da amplilicaco, nao multiplica somonte as
palavras, abre-lhe uma i loa, e laz-lhe produzir
ludo quanlo coutri) era si o quo a principio nao
appaiecia.
Bssa abundancia se nao fosse ordenada, s
produziria confiase, c neeessario quo os detalhos
se de.-lribuara em Krueos dislinclos, tendo cada
lio, Colil
injusto
ou muo, segundo as circuiiisluucias. E
mesmo absurdo censura-lo tnleirainen-
le, pois quo nao ha escola em que elle uo soja
com razio empregado quando neeessario.
O modo simultaneo consiste em tomar o mes-
tre a lica3 de (oda classe ao mesmo lempo ou de
urna parle dola ; muitos alumnos ouve.n o en-
sino, e aproveitam-no em commum A vanta-
gem desto modo consiste cm que as lindes e as
correero-es aproveitara nao a ura s alumno, po-
rm a lo. a a decuria ; so bem que o mostr d
urna lirn de urna hora para vnle alumnos, ca-
da ura aproveita durante a hora inteira, entre-
tanto que pelo modo individual cada um s lera
a vigesira i parte dessa lempo.
O incur veniente do modo simultaneo por
urna part>, que o mestre pode discuidar-se dos
alumnos se podessem instruir uns aos outros sera
difliculdade { 4. ]
Julgue-se qual deveria ser no fim de pouco
lempo o estado deslas classes ; era o mais de-
plorarel que se pode imaginar. E que com effoi-
to o carcter dislincto desses dous modos bem
representado pelas palavras nm/uoe cimasfMeo;
mas para por um e outro em execuco, principal-
menle o mutuo,, qne 6 o mais complicado, con-
ven) fazer em todas as materias do ensino divi-
sos em relaco com o meio que deve-se empre-
gar.
Ora, so slo constilue um complexo de pres-
ciiproes que exigem, para seren bem conhecidas
o pralicadas, um grande habito ; de mnneira que
podc-sc apostar mil contra um que o instituidor
que bem succedido em um modo, netle
em grupos
um delles um centro para o qual o espirito seja com um cuidado escrupuloso, perder q'u asi* lodo
levado pelo torneto da phrase. Eis o que fez o
periodo. O movimento geral do pensamento no
discurso inleiro se compe da sene dos movi-
raenios menos extensos que executa snecessiva-
monte no recinto do cada periodo, como a trra
acaba uma revoluro sobre si mesma cada passo
que d na rbita que descreve era torno do sol.
O numero 6 inseparavel do periodo : natural-
mente lodo o movimento largo se cadenceia ; a
palavra solemne torna-se por si mesmo um can-
to. E como Isocrates exceden a todos os ora-
dores na eloquencia de apparato, tambera o
primeiro polo numero e sempre a elle que se d
a honra. Sua phrase
n -\nlkf r.o ilC?Sp3C''' C"s,,"ar d,:.,nals fgar compidamenle, so passarem-no para
aos mais fortes; por oulra, que os alumnos inat- outro
3 o mestre nao se oceupa delles \ eiperiencia o lem provado constantemente
as communas devem estar advertidas disto, e o
examinador conscicncioso deve considerar como
obrigaro absoluta lembrur-lhes isto, se, por
acaso, o esquecam.
( Julien.Andrade Lima. ]
rene na mais feliz bar-
monia a magnificencia do metro potico e o mo- que, dividiido-se o mestre em
vimenlo livre o natural do discurso. Poder-se- i quantos sao as decurias, e formando
o lempo, osquocor seus deveres, nao "aprender
as lices.
O modo mutuo consiste em nao instruir o mes-
tre directamente sua classe ; porm ter junto a
si. sob o nome de monetores, um cerlo numero
dos seus alumnos mais adianlados, os quaes elle
pc treme de difforenles decurias para dar-lhes
era seu lugar a liro.
Tem-se dito, o publicado quo o ensi/io mutuo
nao mait do que o simultaneo em seu mais al-
to grao. (1) Ve-ae que nada mais errneo que
esta assorc'io. O ensinn simultaneo nao existe
por assim dizer no modo mutuo; e a grande
vanlagem deste ultimo consiste sobreludo em
monitores
oslas so-
Ihe-hiam appcar as celebres expressoes de gundo as dillerenles forras de sua classe, d,
Montaigne sobre a senlenca vexada nos nu- por interint dio de lodosos seus substitutos, li-
raerosos ps da poesia. Cortos periodos de Iso- I roes quas individuaes a lodos os alumnos das
erales se faziam applaudir como bellos versos e decurias. E' permittido precisamente applicar
grava va m-se mosmo as memorias; porm nem
os bellos versos, nem mesmo os bellos periodos
podem verdaderamente ser traducidos, e s pos-
so indicar, como exemplo desses dosenvolvimen-
tos emque o discurso 6 como um bello rio que
corre muito cheio, a passagem do discurso pane -
gyrico que abraca a segunda guerra dos Mcdas,
pedaro triiimphante, quo, quando appareceu
eclypsou o discurso fnebre al ento famoso,
de Lyrias. Cora essas phnses se erabriagavam os
Atheniortses, uo s, comodizia Scrates, porque
eram louvados por ellas, porra porque sao mag-
nificas O autor euthusiasmado lambem, achava
sem perda de lempo a uma numerosa escola este
modo individual, que se lem, como vimos de
ver, censurado algumas vezes com tanta injusti-
ca o ligereza. Mas. a par deslas vantagens, ha
nelles grandes inconvenientes. 0 mestre nada
sem os seus monitores. Quando esles nao es-
to sufficienteiuenic habilitados, i escola perde-
so sera recurso. (2; Quando mesmo o eslejam,
sendo inattenlos, inexactos, dissipados, nao lla-
vera tambem aproveilamento no ensino. Aqui
deixaroos meninos em grupos, exredercm do
numero prescriplo ; alli, faro entrar n'uma clas-
se o menino que nao deve estar nella ; parle dos
A LEGENDA DOS SECUI.OS.
Esla rcccnllssima obra de Vctor Hugo, de
que em lempo fallamos, appareceu cm Parig l-
timamente, como se annuncira, e no mundo Ili-
terario daquella grande capital est na ordem do
da das conservaces de todas as academias, de
todos es grupos, "o em todos os toires, de todos
os grupos, e em toda a parle aonde chegou a no-
ticia deste brilhante acontecimento para os pa-
risienses, e para os que amam as lettras de bom
quilate.
Uma correspondencia de Paris, citada pela
Correspondencia autographa d os seguintcs
pormenores acerca da dita obra. O livro ( diz )
osla datado de Hauteville-House ( ilha de Guer-
nesey ) setembro 1859 ; porem, evidentemente
contera composijes que remontara juvenlude
do seu autor.
Vctor Hugo deveu emprchender um poema
sobre o Gnesis, a julgar pelos fragmentos da
epopeia bblica quo, debaixo do titulo. Eva e
Jess inaugura a primeira parte da Legenda
dos seculos. A sombra figura de Cain personi-
ficando a consciencia ; Daniel no lago dos lees .
e Booz dormindo ; moslram-uos o Antigo Tes-
tamento, debaixo d'um novo aspecto. a Bi-
blia romntica. O alcoro, do mesmo modo que
. o evangelho, inspirando o poeta, quo faz dizer a
quo. em compararaodo seu estylo. o dos oradores alumnos da classe de escripia ficar sem papel e Matoma : Filhos, eu son a forra ; Jess i a dom-
ordinanos era bem mesquinho e Denyz nao tem peonas ;ouno verificaro so todos os bancos ra. Tambem faz despertar por Omer, S. Joao
bastantes expressoes para celebrar a grandeza, a seguora exactimente o que so Ibes dicta. (3' E" i que eslava dormindo na ilha de Galnos, como
dignidade, a magestade.dcsse estylo e essa eleva- evidente que, onde se cnconlrarem taes hbitos j se quizesse reconciliar o christiauismo com o is-
tora, c que 4antes de uma de deleixo e negligencia, os alumnos nada faro; lamismo.
que o mostr, qualquer que seja o sen talento Vctor Hugo canta os chefes escandinavos, co-
nada peder conseguir. | rao Shakspeare ; Rolando, segundo Ariosto ; o
Conrm ainda contar no numero dos inconve- j Cid, como Corneille ; os cavalleiros errantes, co-
mentes do modo mutuo, o arruido, a desordem. mo Cervantes. Em vez de mofar de Dom Qui-
lingua de semi-deuses do que de liomcns. Nao '
mediremos a nossa admiraro pela do rhetori-
co de Halycarnasso porque seu gosto, que se
podera chamar um gosto de senso commum,
curto e superficial, sem ser falso e atein-so umi-
tas vezes s apparencias, porm reconheceremos
cora Plato, na elocuco de Isocrates, alguma
cousa de magestoso que o distingue dos orado-
res que o precederam o que ainda hoje admira.
E, como Plato, daremos a, honra disso philo-
sophia e s ideas geraes. hi que o desenvol-
vimento oratorio tem suas raizes, e sem elle a
eloquencia de apparato pobre. Quero torna a
ler essas paginas de Isocrates, v immediala-
mente que os pensamentos geraes, as sentencas,
sao as suas principaes bellezas, e que engrande-
cera tudo quanlo elle toca. Thucydidca hara
achado esso segredo, que eslava como que in-
volvido na originalidide laboriosa do seu genio e
na subtileza de uma analyso que Scrates nao
havia levado as suas luzes, o talento fcil eflc-
xivel de Isocrates descobre-o e patentea-o aos
quede ora avante cultivaren) a arto. Quando Ci-
cero alargou de repente o campo da eloquencia
a duracodos movimenlos para passar de un
outro exercicio.
Por monos que o professor nessa parte entre-
gue asi mesmo os alumnos, a ordem da classe
nao se maulera por muito lempo; ser preciso
mais de um quarto de hora para que a aula ante-
rior passe dos bancos aos circuios e vice-versa ;
depois os meninos, durante lodo esle lempo, ba-
tero cora o pe no chao para bem marcar o pas-
so, elevantaro uma nuvem de pocira, no meio
da qual nada se pode ver ; e, se por acrescimo,
o mestre procura fazer com que sejara perfeita-
menie cxeculados ao mesmo tempo esses exer-
cicios mecnicos o esteris, dilatar de mais, fa-
zeudo-os recomerar, o lempo era que os alum-
nos nada aprendoro que soja til.
O inspector n'uma escola em exercicio deve
xote, Viclor Hugo exalta os paladinos e consa-
gra-lhes dous poemas Erirardnus e Le petit hoi
de Galice ( O regulo de Galiza ) .
O episodio de Itatbert personifica a Italia da
media ; a lucia dos bares, dos bispos, dos sobe-
ranos. A Lombardia leve tambem os burgra-
ves, e as suas castellaas.
O paganismo do renascimenlo est personifi-
cado a seu lurno no poema Salyre : fantasa my-
thologica, na qual o Olympo se entrega, na Ier-
ra, a desordens dignas de Docameron. um
hyrano era honra da natureza pantheista.
Place tout Jess Pan Jpiter d genoux !
La rose 'infante, da qual produzio a Presse
ura fragmento, urna grande cora posico no
mesmo genero que a canco das Aventuras de
Mar, que Fgaro foi o
primeiro em dar a luz.
tudo observar como mero espectador ; nao pre- Porem a mais bella poesia desla collecco no
cisa fallar nem pergunlar cousa alguma. A sim- i conceito de muilos a aposlrophe ot Merce-
ples obsenaraodo que v praticar, basta-lhe para narios.
romana levando o espirito philosophico arte conhecer d'antemo se a escola na sua totalidade A poca actual apparece ura tanto sacrificada
rtrfl t ATI 3 if u .1 n .ii\ nrnniinninii n 11 .i ,i ,", /...,../ t r i r. i-., t > I. -,..>..,, -^ ~. .. 1 .. : ____ m r. -i f ^-^ ^ ^ J., J..-.,_ .^. I .. r\________ ____*.
impressao: Nao nos perturbara, raaravilhara- sa0 estimados e delles se diz quo sabem amare
nos ; o que indica o seu poder, que impera mais
sobre a essencia da nossa natureza do que sobre
os nossos .sentidos ou imaginaco, que se podera
chamar os sentidos d'alraa ; nao attinge, soffre-
se a expresso, a medulla dos ossos: por
isso mais fugitiva, e cusa aconservar-se inteira,
passados seculos mas no presente foi extraordi-
rhelo- naria, encontramo-la proporcao que pelo estu-
do conseguimos approximar-ros dos contempo-
rneos.
Mas em falta de sentimentos violentos, outros
ha, suaves e nobres ao mesmo lempo, de que a
eloquencia de Scrates dispe. Respira-se um ar
puro, senle-se prazerpor cstar-se em cjinmuni-
caco com urna bella alma e uma inteligencia
elevada e de accordo com ella, aprecia-se o pra-
zer do pensar bera, de querer, de araar e de ad-
mirar. Nao fri o orador que sabe fazer sentir
ludo isso. Apenas elle muito cheio de si, c
Iracando com amor esses quadros que nos en-
eautara oceupa-setantoem fazer admirar o pintor
como o modelo. Todavia essa flecho nao lhe
propria ; lodos esses louvadores Ilustres, que ce
lebram lo bem os seus hroes, nao se celebram
menos a si. Veja-se Pindaro e Malherbe, e se
necorsario citar um orador, veja-se Cicero; Iso-
crales o menos soberbo sera ser o mais modes-
to ; tem como ja so vio menos orgulho do que
coquellerie c vaidade.
Qnanlo aquillo a que os rhetoricos chamam
disposico, e a lingua vulgar a romposiro do
discurso, a arte do Isocrates raoslra-se sabia era
excesso. Nada dcixa ao acaso, conhece todos os
seus moviinentos e n-los taz conhecer tambem.
oratoria, quando pronunciou que nao ha verda-
deira eloquencia sem pltilosopkia, fez justamente
o que fizera em Alhenas o orador discpulo de
Scrates.
Com effeilo. nao se aprecia bera tudo quanto
vale a arte de Isocrates, quando consideram s
nelle raesrao, porra sim naquelles que formou.
Ello o mestre de todos os oradores que houve
em Alhenas; asna escola, diziam, o cavallo
de Troia, donde sahiram lodos os hroes da elo-
quencia grega. "
Ernesto Havet.
(Continuar-se-ha.)
aproveita bera ou nao do ensino que deve rece-' na Legenda dos seculos. 0 aulor nao sent gran-
ber. des sympathias pela nossa sociedade, que com-
Terminemos, por urna observarlo necessaria, o i Para a<> Leciatham, essa Babel dos mares, que
que temos a dizer sobro o modo e'm geral. Viraos Audua pesadamente sobre as ondas ; mas'poeti-
de ver que compete ao governo determinar a sa mlur, e personifica-o no horscopo que
materia do ensino, ou o que devem saber os deve conduzir a hunianidadc aos seus celestiaes
alumnos absolutamente .-que o methodo, os pro- destinos.
cessos, e os ejercicios peiiencem lo cssencial-
raente ao raeslre, que se nao concebe que poder
algtini humano possa lirar-lhe o direto.
Quanto ao mofo, evidentemente o poder que
faz as despezas da escola, quo tem o direito de
exigir que se empregue o que lhe convem. Sao
pois, em geral as communas cm Franca que de-
ciden) como suas escolas scro dirigidas segundo
tal ou tal modo.
Nada disto compete ao examinador,
les, e utilidade. Modo simul- Convm por tanto acrescentar que o ensino in-
laneo ; vantagens c defeilos. i dividual para rauilo pequeo numero de nlum-
Modos de ensino.
Modo individual ; inoonveaien-
TENOR MARIO.
Mario, este celebre lenor sardo, filho do ge-
neral Canda, i quem o re da Sarrlenhn confiara
por varias vezes o governo militar de Genova o
de Niza. Scguio como seu pai a carreira das
armas, recebeu uma educarn esmerada e aos
22 anuos era ofBcial de caladores da guarda
real.
Fez urna viagem a Paris, quando a msica
contava naquella capital uma das suas mais bri-
thanles pocas. Compreheodeu a gloria do ar-
Modo mutuo ; vantagens c : os, e o mutuo para menos de 80 ou 100, sao to 'lsla' sonhou com os applausos, coras e bravos
perigos. O examinador deve esteris quanto desarrasoados ; c que assim em I Ju um P"0 enthusiasla, e o joven oDlcial des-
conhecer o torte e 3 traco de ; quaai lodas as nossas communas ruracs o ensino Perlou le(l0r deste sonho agradavel. Donizzdli
cada um desles modos, ejul- simultaneo o nico applicavel, como usado.} e Meyerbcer o ouvirara c animaram a caminhar
gar ao mesmo tempo do que j As communas ou os membros fundadores nao po-! P?r 4ma sen(la de onde to bons resultados po-
meditar. Emfim tal o piedoso respeito que te-
mos a essa essencia divina, que se aquello quo
recebeu a belleza a proslituc, e faz um uso in-
digno dos seus encantos, dcsprczamo-los mais
do que aquellos mesraos que ultrajan) o pudor de
outrera.ao passo que, se conserva religiosamente
a flor de sua mocidade como cousa sagrada e para
sempre interdila aos profanos, honramo-tos com
o raesrao Ululo daquelles quo tem feilo alguma
cousa em favor da patria.
Essa pagina brilhante curiosa por mais de
um litulo para os modernos : elles reconheccm
todo o espirito da Grecia paga em semelhante
apolhcse da belleza : acresecnto que nella per-
cebem o amor e o pudor sob aspectos singulares.
A mistura da abstraccao c da imaginaco, o sen-
litnento religioso sob o attractivo dos sentidos,
a Iransformaco da virtude cm belleza por um
processo lgico, cuja subtileza faz hesitar o espi-
clles produzem. As commu-
nas escolhem o modo de
ensino das suas escolas ; con-
vom que ellas o rnudera o
menos possvel.
O modo que confunde-se muitas vezes c bem
deriara pois, sem grande damno, mpor outro
modo ; elles obrarn muito melhor deixando a
sua pralica ao arbitrio do instituidor.
Mas o que c de grande necessidade
modo, uma v
dia tirar.
Em mui pouco tempo conseguio distinguir-se
nos salos mais aristocrticos de Paris, como
amador, e leudo chegado a sua fama al aos di-
-* UIVI4V mmi_ wuiuuur;-jt; illUlltiS CV3 L ULIIl J L > i------ -----' "*"
injustamente com o methodo, propriamenlc tal- d. bem.succedlu:o'a communa nao exija um oulro.
lindo, a manoira porque sao trasmiltidos os As m"danc.as s^o sempre funestas na educaco,
conhecinientos em attenco ao numero de alura-lC as -' nca,3 en,,re nlodos mutuo c simulla-
nos, disposico da classe, aos hbitos do pro- i neo ,Sil0, do al modo nolavew, que passar um:.
fCS30r v escola de ura a outro, e querer arruina-la por
Se o professor se dirige a um s alumno, se a n,u,il ,eniP-
muitos, sea um numero de tal sorle considera- sobre tudo por causa dos meslres que esla
vel que iio possa vigiar todos, convir empregar' mudanca lorna-sc to injusta quanto impratica-
cada ura des- ; vel, porque meslres excellcnles no modo a que
/ V" neccssidaa, que um rectores da opera, estes lhe fizeram proposices
rezadmillido em uma escola, e sen- vanlajosas. Neurrit linha deixado Paris e Du-
Curapre todava reconhecer quo nao justa, por- I Diz-nos sempre
que o orador, que fallava peranle os Alhenien- I Sei todos os caminhos sporonde devo passar.
sos era honra de Alhenas nao linha a temer quo Tem preparaces tanto para fallar como para
n e por esse lado nenhura ns- callar-se. Os prembulos oceupara algumas ve-
FOljMETJlM.
A BEXGALA DE BALZAC.(]
Por Hdame E. de Girar-din.
XVII.
Alegra de*conhecida.
Ha para as mulheres um momento de delirio,
que o ser mais amado ignora, e que seria o se-
gredo mais bello da sua vida, so o podesse ade-
vinhar. E' a hora de solido que precede a pre-
senta d'aquelle que se adora ; o instante em
quo", despertada pela suspenso do uma folicida-
de muito grande, a alma se espandee gosa com
delicias uma alegra em antes muito poderosa,
quasi penosa pelo seu excesso : o instante era
que o pensamento tmido se transporta, em que
no abandona, e descanca; em que a paixo so
exprime, em que o xtasi acha a sua voz.
Enlo a vida illumina-se, o nosso coraro in-
tlimma-se, como un lemplo para um "irium-
pho ; prepara-se com lodas as suas glorias, bri-
llia como para uma testa : uma ventura ser
.miado ; e nos transportes do sen reconhecimen-
to, eleva para o objeclo do seu culto um Te-Deum
ora aeco de gra^s, uin hymno de ventura o de
amor.
Picar s com esle pensamento que embriaga:
Ania-me !.. Esle momento lalvez o mais doce
instante para uma mulher, em quem a paixo
mais viva sempre toldada por uma nuvem de
timidez. I'.' ento que ella ama, enlo semen-
t que ousa amar. Est s. sem tnsteraunha al-
guma, porque aquello que idolatra ainda uma
leslemunha
Em sua presenra, a alma est muito lempo op-
primida : o seu aspecto lanra-nos cm uma per-
turbado tamaita, a sua voz faz-nos estremecer,
o seu olhar cega-nos, o seu pensar absorve-nos ;
una emoco to violenta quasi ura tormento.
Somos enlo a pieza da nossa ventura e nao pen-
samos em goza-la.
Mas logo quo ura adeus passageiro nos lina, a
nossa alma magnetisada, respira, expande-sc.acha
a sua vontade, comprchende-se e sabe que ama ;
n 10 solTre mais com o seu amor, acceita-c, por
(1) Wath need the bridge mnch broader Iban
the flows? (Much ado about nothinjMuita bu-
lla por uma causa de nada,) fim da sceua pri-
meira.
(2) Quel monslre de caro age avide
S'estempar del'UniverS?
Queileimpiloyabre Eumenide
De ses feux infecte l'air?
Quel diou souffle en louslieux la guerre ?
E quinze versos adianto :
Mais quel souffle divin m'enflamme ?
E mais :
O suis je ? quel nouveau mirarle
Tient encor mes sens enchauts?
Quel vaste, quel prompeux spelacle
Frappc mes yeux cpouvanles'.'
J. B. Roussean.
[Ode sobre o nasciinento do duque de Bretanha.)
diversas maueiras de eusiuar era
ses rasos : assira destingue-so o modo de ensino
individual, o simultaneo, o o mutuo.
O modo individual consiste em o mestre to-
mar cada um dos seus alumnos alternativamente
e dar-lhe licao. Comprehende-se que se elle li-
vor 60 alumnos entre es quaes dstribue com
igualdade tres horas de classe, cada um delles s
lera ao corto Iros minutos de licao. A perda
enorme de lempo que resulta desta disposico, c
a ausencia de toda a emulago, lem feilo ceosu-
rar-se justamente o em prego exclusive deste mo-
do, Mas nao lhe de lodo applicavel o mal que
se lhe lem attribuido : em 183, pnr exemplo,
quando queria-sc exclui-lo das escolas publicas
como inteiramente defeituoso.
Este modo, com effeilo quasi estril quando
se quer applica-lo a urna classe toda ; roas ab-
solutamente neeessario sempre que um menino
cometa, ou que. por qualquer razo que seja,
retardado, e nao pode acompanhar seus corapa-
nliciros. O modo individual pode por si s fa-
zer sobresahir um corto alumnc ; o modosimt/7-
laneo perde-lo-hia sem recurso.
O modo individual pois, como qualquer ou-
Vido o Diario s. W.
assim dizer. E' eulao que ousa chamar o se-
nhor que a Jeixou, que ousa evoca-lo, que o re-
conduz na mente, que o retom, que lhe falla,que
lhe confia toda a sua lpucura, o lhe conla a sua
felicidade ; c como elle nao est presente senao
por um sonho, ella nao tem medo, pode ser
franca, diz-lhc ludo. S, lera raais amor do que
ora sua presenra ; s, 6 mais sua que junto ao
seu coraro.
E Malvina julgava-se s.
Quando foi preciso separarem-se, (remula, e
com passos discretos, cooduzio Tancredo a uma
especie dealcova em que derla passar o resto da
noite.
Tancredo ficou l alguns instantes. Mas, ha
sempre acasos cmicos as aventuras mais ro-
mnticas, aconleceu que um cao, um desastra-
do cao, quo ficava n'uma alcva visiuha, sen-
lindo o nosso bere, deu o signal de alarma :
poz-sc a ladrar sob pretexto de saber guardar
bera ; ladrou to alio, cora tanta obsliunro, o
tao fielmente, que Tancredo vio que nao podia
permanecer por mais tempo n'este lugar sem at-
Irahir a allenoo do toda a casa, porque o dom
da invisibilidade, nao protege contra o faro do
cao.
Tancredo vollou para ondo linha estado. A
Sra.Tliellissier nao tinha ainda fechado as portas
do quarto ; a lamparina que levava linha-se apa-
gado, o que a demorou un pouco. Tancredo
quiz ao principio fallar-lhe, explicar-lhe o seu
porigo, mas mudou de id.i. Para que a hei
do inquietar ? pensou elle; c entrou invisivcl
no quarto de Malvina.
Malvina julgava s, o elle eslava presente !
Como ella esteva conimovida apenas se po-
dia sustentar. Apoiou-sc sobre uma mesa, de-
pois passou a mo pela fronte como para conci-
liar as ideas ; tudo lhe pareca ura sonho ; mas
quando olhou era torno de si, que vio o lugar
ora que elle linha estado, ainda adornado com a
sua presenca. conheceu a verdade, cooheceu quo
amara, que acabava de dar a sua vida por
amor.
Enlo pensou n'olle, n'elle smenle ; nao pen-
sou era seus filhos que ndorava, cm seu marido
que respe-ilava e quo linha Irahdo, em sua mi
qus tora sempre irreprehensivcl e que a amal-
di(oaria...no se recordou da sua vida passada :
esqueceu o seu nasciraento, o seu nome e a sua
juvenlude; o sua existencia datava de uma ho-
ra ; nao podia explicar o que era, esqueceu lu-
do, digo-vo-lo eu, leilor, e a sua desculpa.
Ama !... osla palavra poderosa cnche-lnc todo
o corago. No dia soguinte, talvez encontrar
reraorsos e lagrimas n'esta lembranca ; mas n'a-
quellc momento era amada, c toio seu pensar
era amor 1
Nao eslava preparada .para o amor ; esle at-
tingio-a como o raio, sem que ella ucnsasse cm
cvila-lo. Urna paixo lo violenta n'um coraco
lo joven terrivel; Malvina era muito fraca para
ler a idea do combalcr, muito franca para nao
ser feliz : mas esla alegra era mortal, perturba-
va-a, erabriagava-a, pobre mulher I na sua ale-
gra fazia pena 1
Sim, mas a Tancredo deve agradar; para elle,
Malvina seductora assim !
Que delirio que febre ella falla, elle escu-
la-a.
Como eu o amo disse ella com uma voz
abarada, como encantador 1 como bollo oh!
meu- Dous 1 como cu o amo !
Malvina pareca louca,... mas elle achava-a su-
blime na sua loucura E contemplava-a, adoi a-
va-a.
De repente vio-a sorrir, depois, com graga in-
fantil, vio-a apertar em seus dedos seus longos
cabellos negros ; olhou-os, recordou-se da ma-
neira do que elle Ih'os beijou ; e como uma lou-
ca, beijou-os tambera e admirou-os. Admirou
scus bracos, suas lindas mos lo pequeas e
lo brancas ; recordou-se do que elle disse aca-
reciando-lh'as ; recordou-se das palavras lo ler-
nas, das voluptuosas phrasos lisongeiras quo a
erabriagavam como eslava comento de ser bel-
la, linha o orgulho de si inflama, amara-so como
uma recordaoo.
Uar pensamento a faz corar, oulro a enterne-
ce, o chora ; depois a sua viva alegra rolla.
Malvina chania-o, diz-lhe que o ama, proferc o
seu nome com delirio, revela-lhe a sua paixo ;
e, plida, trmula, vencida por urna emoco lo
nova, cahede joelhos, desfallecida, bauhando-se
cm lagrimas c sorrindo de amor.
E elle esl presento... immovel... transporta-
do ; ve como ella o ama.
Por muito tempo respeitou o sou delirio, para
melhor sorprender tanto amor; mas este amor
o arraslou por fim : Malvina era to linda de
joelhos A sua coragem abandonou-o; ia apro-
vimar-sc d'ella, eslreila-la entre es bracos, utii-
prez ainda nao tinha apparecido.
Um dia, o general Canda leu no Journal des
Debuts que Mario de Canda ia cantar no thea-
Iro da opera. Iramediataraenlc cscreveu ao em-
baixador da Sardenha, pedindo-lhe noticias so-
bre o artista que se appellidava como elle, e a
resposla que recebeu sua caria encheu-o de
cholera.
Meu filho cantor exclamon.
esto habituados, lornam-se muitas vezes possi- ] Na0 Podt,m imaginar os nossos leilores os pas-
mos quando se lhes faz doixa-lo por um oulro
que desconhecem.
Cora effeito, os que ouvem fallar de modo mu-
tuo ou de modo simultaneo creem ler-se dito lu-
do com estas duas palavras ; que o mestre simul-
taneo, para lornar-se mutuo, nao tcm mais que
encarregar os alumnos adiantados de dar lieco
aos mais atrasados.
neste sentido que o entenderam alguns ins-
tituidores visitados cm 1833, que, encarregados
cm suas communas, de repente, e sera estudos
preparatorios, de ensinar pelo modo mutuo,
abandonavam muito simplesmentc suas escolas
sos que deu o general para evitar a cstrei de
seu lilho, porra todos foram inuleis. Por ulti-
mo, impoz-lhe a pena de renunciar o seu appcl-
lido. mas islo nao foi um obstculo para o joven
tenor.
Est bom ; disse o jovenilliminarei do car-
laz o nome de minha familia e usarei daquellc
que rae pertence. Desde ento se principiou a
chamar Mario, e conseguio associar a este nome
tanta gloria, que estamos certos que seu pai es-
tar arrepentido de o privar do apellido. Os
triumplios de Mario sao conhecidos em toda a
E i; i opa desde aquella poca.
O carcter o a distincrao do artista Dzeram-no
a si proprias, e nao tomavara parle nellas para as-1 victima do algumas intrigas no principio da sua
sim dizer tudo; ellos se persuadara que os carreira ; mas o talento, que sempre vence apon-
-------------------------------------------.------------------_ i tou-lhe ura dia em que a gloria brilhou pura e
radiante para elle. Assim como a Grise nerdou
a gloria de Malibran, Mario foi herdeiro da de
Rubini.Commercio do Porto.
I Do Futuro. |
la ao coraco....Adcus juramentos Adeus mys-|
terio da bengala maravilhosa 1 Balzac, estis
Irahido ; Malvina vai sabor porque prodigio Tan-
credo a seguio; o vosso segredo vai ser viola-
do... Balzac tremoi !...Mas nao, vos sois o au-
tor da Physiologia do Casamento e conservareis
todos os vossos direilos.
Quando Tancredo, levado pela sua ternura, ia
revolar a sua presenra, passos vagarosos so ou-
virara no corredor.
Malvina levantou-se... escutou, a chave vol-
tou na fechado ra ; a porta do quarto abrio-se...
Thellissier.vostio cora um robe-de-chambro com
un ramos bordados no mesmo, e tendo na cabe-
ra um bonolo de seda piola, cutrou no quarto de
sua mulher cora uma luz na mo.
Tancredo, ainda que invisivol, recuou espan-
tado.Malvina eslremeccu ; mas nao foi o te
morso que a agilou ; o remorso, j a razo,
a forra ; um remorso, j uma distraerlo no
amor, e o amor no seu coraco era aiuda muito
poderoso, a hora dos remoraos anda nao tinha
chegado ; o aspecto do seu esposo mesmo nao
Ih'o causou. Nao era vergonha que experiraen-
tava ao ve-lo, era odio. Nao tinha medo da sua ;
colera, tinha horror sua ternura ; nao pensa-
ra senao em evila-lo. Malvina indignou-se, to- \
da a sua alma se rrilou contra elle ; ella nao
lhe perlencia, eslava livre, tlnha-se libertado pela
lraic*ao. O' miseria 1 os scus devores mudaram
de senhor ; a sua fidelidade pertence aquello!
que ama ; o homem que rtoama seu inimigo. i
'f hellissier eslava longe de adevinhar o que se ;
paseara na alma de sua mulher ; acredilava que '
ella era incapaz de experimentar a menor paixo. |
Tinha desposado Malvina to nova que a (ratera !
como una enanca. As pessoas que nos viram '
nascer nunca chegam n conhecer-nos ; nao po- j
dem comprehender que crescaraos, olham-nos I
sempre com as suas preoecupces, c na sua ad-
miraco estupida, chamam eslrauha mudanra I
do carcter )> o desonvolvimento natural que a I
idade produz uas nossas ideas, nos nossos dofei-
los e nos nossos sonlimenlos.Nao se pode ima-;
giuar, que urna mulher, que se vio brincar cora
bonecas na idade do seis anuos, morra de uma
paixo do amor aos vinte e cinto anuos, comtudo j
isso tem-se visto.
Thellssier, alm disso, nao comprohendia as
delicadezas, ou para melhor dizer, as corrupces
do coraro ; era o que se chama um bem mar-
(1) Codo de l'inslrurlion primairc rx. 146.
2) Tambem os moslres mutuos sao obligados
a dar uma licao especial aos rao-nitores.
(3) Nao sao meras conjecturasV Por ler reco-
nhecido esles defoitos em minias escolas publicas
mutuas, oque aqui as assgna-to.
Jo, de bom genio, generoso, mas formando das
mulheres ideas pouco romnticas; cmflmolhando
uma esposa como urna criada legitima, feila para
educar os filhos o dirigir a casa, mas indigna de
ocoupar seriamente os pensamentos de um rapaz;
o que o nao impeda todava de achar Malvina
muito linda.
Ali! lamben) esls a pe, Mina? disse elle
vendo sua mulher junio do loga o : o maldito cao
despcrtou-le como a niim?
Lslou doente, senhor, disso illa com uma
voz trmula.
Doente, minha filha? ento que tons"? Que-
ros que matute chamar Vllernay.
Tonho muito febre, deixe-mc.
Como lu ests mazinha, boje.
Dizondo oslas palavras, Thellssier pouzava a
luz sobre, a mesa, e dispunha-se a fechar a porta
que linha deixado aborta.
Nao feche a porta, disse ella, preciso de ar,
abafo.
Tancredo eslava n'um supplicio : quiz sabir,
mas uma curiosidade cruel o releve.
Eslou muito incommodada, repolio Malvina cora
impaciencia, \ondo quo sou marido se col loca va '
no seu quarto com a inlonco do ticar l.To-
nho necessidado de me curar; v, deixe-me S!
Ninguem le curar melhor do que eu, Mi-
netle ; mas tu nao tens cara do doente, peto con-
trario, ests corada, o lo...
Tonho a cabeca a arder, so (Tro muito.
E melhor deitares-te ; apanda essas trancas
e vai para o leito.
Nao quero, uo quero ; levantci-me quando
o ouvi entrar, senhor.
Mas que tons tu? eu desconheco-le: dizes-
mo Senhor como a um estranho Vamos,
nao sejas caprichosa, d-mc um abraco.
Malvina estremoceu, ura calafeto mortal percor-
reu o seu corpo.
Tu arrufas-te, replicou Thellssier, bem,
pois eu nao tonho timbres, abracar-te-hei cu
mesmo.
A estas palavras, Thellssier approvimou-se
de sua mulher; olla quiz retirar-se, elle rete-
ve-a.
Vejamos, disse ello passando a mo sobre a
fronte do Malvina, so esla tabora est a arder?
e depois, dou-lhe na fronte ura boijo tremendo.
Este beijo foi retiir no coraco de Tancredo,
como um tiro, que abriado a perla tagio.
( 4 ) Lorain, Tableau de
pag. 104 e suis.
inlruclion primaire.
O' amargura 1
Este beijo desperlou Malvina do seu exlase :
um perigo to grande tornou-a prfida, tornou-
sc branda de repente, c com um tom quasi gra-
cioso :Peco-to quo me deixes, disse ella, se eu
esliver mais doente chamar-te-hci; mas vai-te
embora, se ou poder dormir, eslou certa que hei
de estar melhor amanha.
O bom Thellssier cedeu s instancias de sua
mulher; como linha algum fri nao lhe cuslou ir
para a cama.
Malvina ficou s, chorando todo o resto da ooi-
le, pobre mulher 1 E chora ainda, porque o ingra-
to Tancredo nunca mais vollou l.
O golpe que Doriraont recebeu foi to forte,
que raalou o seu amor. Malvina auparecia-llie
sempre nos bracos de seu marido; nao podia cs-
quecer-se desla imagem ; de todas as suas lem-
brancas, esta oi a nica quu pernianeceu. s ve-
zes, dizia eomsigo : Dondo vea este desgosto ?..
Eu j o sabia, todavia... sim, mas nao o linha
visto. O" maldita bengala exclamen elle, essa
a felicidade que devia esperar de li? valeu a p na
fazer-me invizivel para... Desgracado Eu ama-
va lano!... e ama-la-hia aindescm esle dom fa-
tal. Que !io!
Porque se adrairava elle ?
Eutrever o que encantava a
nossos olhos n'uma occasio
o que se chama
Conhecer?
Descubrir que se nao linha razo om amar, era
crcr e esperar, nao o que se chama
Saber?
E ha pessoas que teem muito trabalho para
chegarem a islo Se se fizesse uma nova mytho-
logia. exigiramos que o Amor fosse, nao fllhoda
Belleza, mas da Ignorancia... E a prova que,
esla a moral dos infortunios de Psych, tan puni-
da por ler querido saber quera amara,
Tancredo, desde csse dia, lomou urna resolu-
co terrivel:
Nuuca mais lornarei a amar senao vulvas ou
raparigas solturas, o mulher livre que me con-
vm.
E como ura apostlo do M. de S. Simo, po-
se a procurar a mulher livre.
isto era a vida.
nossa alma, e os
desfavoravd, nao
-
.

4
<
i

[Continuar-se-ha'.
PER. TYl'. CE M F. PE PARIA. 18K.