Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08919

Full Text
ASNO XXIY. HOMERO 293.
Por tres mezes adiantades !>$0O0.
Por tres mezes vencidos 6$000.
SHT FEIRA 23 DE DEZEMBRO DE '859.
Por anno adianlado 10$000.
Porte franco para o subscriptor.
S.1CARHEG ADOS DA SUBSCIUPCA'O DO NORTE.
Parahiba, o Sr. JooRodolpho Gomos; Natal,
Sr. Antonio Marquesda Silva : Aracaty, o Sr. A.
de LemosBrag; Cear, oSr. J. Jos de Oliveira
Maranhao, o Sr. Manoel Jos Martin? Ribeiro
Gumares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Noraes Jnior; Para, Amazonas,o Sr. Ji'runvmo da Costa.
PAKI'IDA DOM.OKKhlUs-
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiannac Paralaba as segundas o
sextas feiras.
S. Anlo, Becerros, Bonito, Caruar, Altinhoo
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, l.imooiro, Brojo, Pes-
quoira, Ingazeita, Flores, Villa Relia, Boa-Vista,
Ourieury e F.x as quarlas-feiras.
Cabo.Serinhem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Frota, Pmenteiras o Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem aslOhorasda manhaa.)
AUDIENCIAS DOSTRIBl'NAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio: segundas e qiintas.
Relajo: tercas feiras e sabbados.
Fazenda: torras, quintas o sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quintas ao meiodia.
Dito de orphios: tercas c sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: lercas e sextas ao mcio da
Segunda vara do civel: quartas e sabbados ao
moio dia.
EPI1EMERIDES DO ME/. DE DEZEMBRO.
2 Quarto cresecnte as 11 horas e 30minutos da
manhaa.
10 La cheia aos 53 minutos da manhaa.
16 Quartominguanlc as6 horas e 56minutos da
tarde.*
24 La nova as 3 horas e 27 minutos da ma-
nhaa.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeiro as 4 horas e 6 minutos da manhaa.
Segundo bs ;i horas e 42 minutos da tardo.
DAS DA SEMANA.
19 Segunda. S. Fausta; S. Dario m.; S. Sindonio.
20 Torca. S. Literato ni ; S. Foligoneo b.
21 Quarla. s. Thom ap.; S. Clicerio sac.
22 Quinta. S. Honorato ; S. Flaviano m.
23 Sexta. Ss. Migdoneo e Mardoneo mu:.
24 Sabbado. S. Gregorio m ; S. Hcrmina m.
25 Domingo. Nasrimonto do N. S. J. Christo.
PARTE OFFICIAL
GO\EktNO DA PROVINCIA.
Expediente o dia 18 de aovembro.
Ollicio ao Exal, presidente da provincia do Pi-
auhyCom as informacoes, juntas por copia, da
thesouraria provincial o do commando do corpo
de policia, respondo ao oflficio, que V. Exc. se
servio de dirigir a esta presidencia era 2 de se-
tembro ultimo com o requerimento, que dc-
volvo, docapilo Antonio Jos dos Santos.
Dito ao Eim. oispo diocesanoNo dia 20 do
ornato tem de rcuuir-se os eleitoresdo Io e 2"
districlus desta provincia, os deste na igreja ma-
triz da freguezia da Boi-Vista, e os daquellc na
de Santo Antonio, adra de proceder eleico
de deputados ssembla legislativa provin-
cial.
Para que, pois, tonha lugar nessas malrizes,
co dia seguale, a missa solemne do Divino Es-
pirito Santo, conforme o disposlo no artigo 72
da leide 19de agesto de 1846,'dirijo-me a V.
Exc. rogando-lhe que se sirva de providenciar,
afim de ser cumprida semelhante disposico.
Dito ao commatutaute das armasSirv-se V.
xc. de expedir as suas ordena para que o Ite-
res reformado do oxercilo Ouinliliano Henriques
da Silva Piimavera se encarregue da inslruccao
da companhia de aprendizes menores do arsenal
no oBicio junto por copia.Communicou-se ao
director do arsenal de guerra.
Dito ao mesmoPelo oflicio do V. Exc, com
data de 16 do correnle, sob u. 1006, fiqueiintei-
jado de se haver efectuado por proco superior
ao da avaliaco, a venda dos cinco cav.illos, que,
perlencendo companhia tixa de cavallaria, tor-
na ram-se incapazes de servir.Communicou-se
ao inspector da thesouraria de fazenda.
Dito ao commandanle superior da guarda na-
cional deatc munici|)ioAvista do que represen-
ta o chefe de polica queira V. Exc. mandar dis-
pensar do servico o guarda nacional Jos da Cos-
ta Sanios, emquant> estiver exercendo o lugar
de inspector de quarteirao na freguezia de Ja-
lioataoCommunicou-se ao chefe de policia.
Dito ao presidente da relacoSi^va-sc V. S.
de tomar em consideraco o "que solicita o Eim.
presidente da provincia do Coar, acerca da ap-
pellaeao interposla da absolvicao do reo Jos
'Gomes da SilvaCommunicou-se ao Exm. presi-
dente doCear.
Dito ao chefe de r olidaRemetiendo por co-
pia a V. S. as Informaces ministradas pela the-
souraria provincial, se" me offerece a dizer-lhe.
coi resposla ao seu ofcio do 27 de setembro ul-
timo, sob n."l046, que sendo a diaria dos pre-
sos estabelecida por lei, s a assembla legisla-
tiva provincial compete augmenta-la.
Dito ao mesmoAo ollicio de V. S., com data
de 15 do correnle, sob n 1247, respondo dccla-
raado que fica autorisado o delegado do termo
do Cabo a comprar um cavallo, atienta a neces-
sidade que tem de porcorrer diversos lugares, e
nncipalmeute aquellos em que se fazem os tra-
alhos da estrada de ferro.
Dito ao mesmoTendo nesta dala posto o
cumpra-seno exequtur, que S. M. o Impe-
rador houve por bem conceder nomeaco do
Sr. D. T. Wild, para cncarrogar-sc dos negocios
do consulado do reino do Hanovcr nesta pro-
vincia, durante a ausencia do Sr. A. Monsen:
assini o coromuuico a V. S. para sua intelligen-
ciaFizeram-so as oulras communicaejoes.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda
Transmuto a V. S., para o fm convenieule, os
tres inclusos avisos ce letras, na importancia de
2:6lO$2O0 ris, sacadas pela thesouraria de ron-
das da provincia do Rio-Grande do Norte sobre
ossa e a favor de Joaquim Dias Fernandes e
Francisco Jos LeiteCommunicon-sc ao Exra.
presidente do Rio-Grande do Norte.
Ditoao director geral dos Indio3Conforman-
do-me com o parecer junto por copia, do dele-
gado interino da repaitico especial das trras
publicas, se rae offerece a dizer a V. S em res-
posta ao seu ollicio de 25 de abril deste anno,
que a essa directora compete proceder aos ar-
lendamentos das trras dos Indios na conforim-
dade das disposices em vigor, exigindo, nos quo
d'ora avante so ruercm. procos vantajosos, que
estejam em relacao com o valor dos terrenos.
Cumpre, uutrosim, que as despezas feilas com
.as aldeias scj.'iui comprovados com documentos.
Dito ao capito do porto.Pelo seu officio de
14 do corrente, sob n. 27, tiquei scicnte de se
achar de novo balisaca a barra de Tamandar
pela forma, que Vmc. declara.
Dito ao director do arsenal de guerra.Ponha
Vmc. a disposico dos vereadoresda cmara mu-
nicipal desta cidade Joaquim de Almcida Piulo
Antonio Jos de Oliveira as bombas desse ar-
senal com a gente precisa, afim de irrigar-sc o
pateo e ra do Collcgio, assim como a de S.
Francisco at o largo do palacio.Communicou-
se aos referidos vereiidorea.
Dito ao mesmo..Approvo a dchberaoo, que
tomou Vmc. de augmentar cora 200 ris a diaria
do servente desse arsenal Jos Theodoro da Con-
<'icao.Communicou-se ao inspector da thesou-
raria de fazenda.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
Todo Vmc. fazer, pelo cofre das multas, a des-
peza com a gratificara:) das pessoas, que collo-
caram a boia de que rata o cu oliuo de 14 do
correte, sob n. 208.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Telo seu ollicio desta data fiquei inteirado de te-
rem sido hontem embarcados no vapor Persi-
nnnga os 60 lampees destinados a provincia do
Bio Grande do Norte.Communicou-se ao Exui.
presidente da referida provincia.
Dito ao mesmo.Approvando a dclibcraco,
que tomou o director interino da repartidlo das
obras publicas, como o v do seu ollicio, junto
por copia, com data de 14 do correnle, o sob n.
280, acerca da rerauneraco convencionada com
o guardiao do convento de S. Francisco pela
parte daquellc edificio oceupada pela mesnia re-
ptirtico : assim o comiuunico a Vino, para sua
mlelligencia.OITiciou-se no mesmo sculido ao
director interino Jas obras publicas.
Dito ao comraissario vaccinador provincial.
Pemetta-me Vmc. algumas laminas de pus vac-
cinieo de boa qualidade para serem transmitti-
dtta ao Exra. presidente da provincia do Rio
Grande do Norte.
Dito ao agente da companhia brasileira de pa-
quetes a vapor.Il.ija Vmc. de recommendar ao
commandante do primeiro paquete da compa-
ceba na thesouraria S:I 5SI06 ris para ser entregue ao thesoureiro
provincial da l'arahyba.Communicou-se ao
inspector da thesouraria de fazenda.
Dito ao mesmo.Pode Vmc. fazer seguir para
os portos do sul o vapor Cruzeiro do Std, ho-
ra indicada em seu ollicio de hontem.
Dito ao guardiao do convento de N. S. da
Nerea de Olinda.Accusondo a recepeo do olli-
cio, que V. P. Revm." me dirigiu em 13 do cor-
rente, acerca da transferencia do collegio dos
orphaos de Santa Therca para esso convento,
se me offerece a dizer que deliberarei dopois de
examinar pessoalmento os dous edificios.
Dito cmara municipal do Kecife Em 20 do
correte devem reunir-se os eltitores do 1 e 2"
quelle na de Santo Antonio, afim de procedi'-
rem eleirao de deputidos assrnbla legis-
lativa provincial. Para que, pois, tenha lugar
nessas malrizes, no dia seguinto, a missa so-
lemne do Divino Espirito Santo, ci.mpre que a
cmara municipal desta cidade fa^o prepnrol-os
com antecedencia.
Portarau presidente a provincia, atienden-
do ao que llie requereu o cscrivao o tabelliao de
notas do termo de Barreiros Jos Norberto Casa-
do Lima, resolvo conccier-lhe tres mezes de li-
cencia.
DitaO presidente da provincia, al!en.dendo
ao que requeren o professor publico de inslruc-
cao elementar de Agua Prola, Ivo Pinto de Mi-
randa, resolvo conceder-lhc quinze dias do li-
conca com sous vei:citncntos, devendo deixar
pessoa habililidi para o substituir, cora appro-
vaeo do delegado litterario do respectivo dis-
tricto.Communicou-se ao director geral da ins-
lruccao publica.
Dita1) Sr. gerente da companhia Pernambu-
enna mande dar passagem para Macei, no vapor
Iguarass, a Joaquim Jos Gomes e Jenuino Jos
Gomos, em lugares vagos para passageiros do go-
ve rno.
Expediente do secretario do aorerno.
OHicio ao chefe de policia.S. Exc. o Sr. pre-
sidente da p'rovincia m.mda communicar a V. S.
que, tendo vista a sua informaeao de 12 de
outubro ultimo, sub n. 1106, autorisou a thesou-
raria provincial a pagar a quantia de 53O00 de-
vida ,'t companhia brasileira de paquetes a vapor
pelas passagens dadas no vapor Paran a quatro
presos de juslica romottidos da provincia da Pa-
rahiba para esta capital.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Por despacho de boje autorisou-se a thesouraria
provincial a indomnisar a fazenda nacional da
quantia do 118J240 rs. despendida pela coilecto-
ria da villa Bella no mez de outubro ultimo com
sustento dos presos pobres da respectiva cadeia
como se v da couta, que veio anexa ao ollicio
di: V. S., de 14 do corrente, sob n. 812, o qual,
de ordem do 8. Exc. o Sr. presidente da provin-
cia, ticando assim respondido.
Ditoao memo.S. Exc. o Sr. presidente da
provincia manda transmitlir aV. S. as tres in-
clusas ordens do tiiesouro nacional, sob nmeros \
186, 188 e 180.
Dito ao commandanle superior da guarda na-!
cional de Olinda c Iguarass. De ordem de S. !
Exc. o Sr. presidente da provincia communico
a V. S., em resposta ao seu ollicio do hontem,
que, por despache de boje, autorisou a thesou-
raria de fazenda a pagar a importancia do prot
do 1 a 15 do cornnle, relativo ao batalh.io
aquartelado da guarda nacional sob o commando
superior de V. S.
Dito ao director geral da nslrucc.o publica.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia manda com-
municar a V. S. que, vista da informaeao jun-
ta por copia, ministrada pela thesouraria"provin-
cial, acabado ndeferro requerimento, a queso
refere a de V S. de 7 de outubro ultimo, sob nu-
mero t'J5, e no qual M.moel Fortunato de Olivei-
ra Mello, professor publico de inslruccao ele-
mentar na treguezia da Varzca, pede que" a gra-
tilicacao que [he dada para aluguol de casa,
seja igualada que percebein os professores do
Poco da Panella e Afogados.
Dito ao director do arsenal da guerra.De or-
dem de S. Exc. o Sr. presidente da provincia,
declaro a V S., em resposta ao seu oflicio de 15 >
do corrente, sob n. 360, que nesta dala se auto-'
risou o inspector da thesouraria de fazenda a '
mandir pagar a Francisco de Paula Fernandes
Morcira Juuior a quantia do-3:017tf000, impor-
tancia da conta dos correamos comprados para o
primeiro- batalho do infantera da guarda nado-
nal deste municipio.
C0M.WD0 DAS ARMAS.
Quartel sonora! do coimnando das
armas de Pernambuco, na cida-
de do lei-ilo, SS de dezembro de
S69,
ORDEM DO DIA N. 331.
O tonente general commandanle das armas de-
termina, que os. senhores olliciacs doenles em
tratamento nesta cidade e suburbios, comparc-
eam no hospital militar na primeira reuniao da
junta de saudc em cada mez, afim de serem ins-
peccionados ; e que as pracas de pret, cadetes ou
inferiores que por circumstancias especiaos se
t ra tan i fra do mesmo hospital, sejam por igual
inspeccionados as priineiras reunios da junta
em cada quinzena.
Assignaclo.Jote" Joaquim Cocino.
Conforme Horacio de Gvsmo Coelho, alferes
ajudanle de ordens do commando.
EXTERIOR.
Os preliminares de VUa-fraea,
O lodo.
Fazer resultar de urna siluaco tudo o une
nella ha de favoravel causa po'r que se pugna
o ponsamento que senipre nos ha dirigido'
quando havemo-nos adiado freute fente d'uni
decepc.io experimentada por nossas osperan.as
ou illusoes. '
Este pensaracnto, conforme cromos, dove ser
o do todos aquellos que luctam ne.-le mundo
com elle tenrso batido algumas vezes, porem
jamis se ha vencido.
E'pois sob sua inspiradlo que pretendemos exa-
minar os prelimares di paz de Villa-franca.
O que ha nesta paz de contrario nossos vo-
tos, todo o mundo o sabe ; e por isso nao ha pro-.
cisao de rcpcti-lo, tanto niaisquanlo l foi dito
em seu lugar proprio.
Scismavamos com a independencia completa
da Italia tanto interna como externamente; o
punhamos nessa mesma linha de aspiradlo a I
expulo radical da Austria e de todos essos
principes anli-ilalianos, que ha tanto lempo in-|
Dingem a Italia, sob a proleccao dessa potencia '
a vergonha do seu governo.
Mas nao somos completamente estranhos s i
licoes da historia, para que ignoremos que, na I
vida das nacoos, um da succede-sc a oulro com
0 sen tanto de trabalho e le cxccuco ao mesmo '
lempo: somonte as grandes, as ve'rdadeir.s oc- i
casies ha que s.io raras, e leem o doloroso pe-I
zar de que urna dolas, tal voz a nica na historia,
nao tenjia sido aproveitada c proseguida at ao !
seu fim natural. Todava o que nfio so couclue i
de urna s vez, tennina-se em ditTcrcntes,
Nos, a Franca, por oxcmplo, nao conquistamos,
a oossa unidade em urna s campanha ou em
urna nica occasio; accumulanios ludas sobre'
lucias, j tomando, j perdendo, ora retomando,
ora perdendo ainda o terreno*.
O essoncial' naoconsiderar-se como acabada!
urna obra, em qnc ha ainda o que fazer-se : ne-
nhuma illusao mais perigosa, visto que sobre-
tudo foi as nacoos que Dcoa dise: caminha,
camtnha !
Asharerus o seu iiome 1
Felizmente, sob esta relaco, a paz de Villa-
franca naoillude ou doslumbra a niuguem. Nao
ha pessoa ainda entre os sous mais devotados
apologistas, '(no a aprsenle, como o remate de
um edificio, nem como urna soludio definitiva
de urna dilliculdade: lirailam-se geralmonlc a
1 considera-la como o ponto de partida de urna era
, nova.
Armas poderosas, moios valentcs acham-se
; as maos da Italia, que delles se sirva ella, e
i com esforens ser ella livre: c o que dizem an-
da aquellos que nao tolerara a menor relicencia
! a admraoo.
E' lambcm este o sentido claramente definido
I dos discursos imperiaes : A ideia de urna nacio-
naldade italiana adiuillida por aquellos que a
corabalem mais. A ella pois cumpre agora
funceiooar, irradiar, dizer: Eu esisto e existo
eilclivamcle, sum jwi ntffl !
Sol) este aspecto e detiaixo da uspiraeo da
ideia de que fallamos mais cima, quo quere-
mos submelter um exame do alguma latitude
as bases de Villa-franca.
No tocto imperial csses preliminares so qua-
tro :
Confederadlo italiana sob a presidencia ho-
noraria do papa.
Annexaco Sardenha da rica Lombardia.
Conservaco de Vonesa para Austria, mas
sendo annexada contoderaeo italiana.
Amnista geral.
Na gloza porem sobcm ao numero de sote :
Os dous soberanos favorecern! a creacao de
una confederadlo italiana.
A confedercao seria collocad.i sob a presi-
dencia honoraria'do Santo Padre.
O imperador d'Austria cedeu ao imperador
dos francezes sous direitos sobre a Lombardia,
com oxcepcao das fortalezas de Mantua e de Pes-
chcra, de sorte efue a fronleira das possesses
austracas partir do raio extremo da fortaleza de
Peschiera rae estenderla erar linha recta >o lon-
go do Minco at Grazio, d'ahia Szarrazola e Lu-
zama sobre o P onde as fronteiras actuaos con-
tinuaro a formar os limites d'Austria. O impe-
rador dos francezes transformara o territorio ce-
dido ao re da Sardenha.
Voneza [ara parte de confederadlo italiana,
pormanecendo todava sob a coroa" do impera-
dor d'Austria.
O grao duque da Toscana o o duque deMo-
deua regresearao para seus estados, dando uiua
amnistii geral.
Os dous imperadores solicitaro ao Santo
Padre a introdcelo em seus estados de refor-
mas indispensaveis.
Amnista plena e completa ser concedida
por una e outra parle s possoas comprometi-
das por occasiao dos uhimos aconlecimentos, nos
territorios das partes belligerantos
Confessamos que, entre o texto das bases da
paz tal qual ha sido publicado pelo governo fran-
cs, o esta ultima gloza dos jornaes estrangeiros
preferimos incoinparavclmonte o texto, em quo
nao qa questo nem do rostabclecimenlo do grao
duque da Toscana nem d'aquclle de Modcna, e
que est conforme alm disto s ueclaragoes
prorocadna e registradas pelo governo inglez.
Consoquentementc a este texto, que tem lam-
bcm a vantagem de por de parte a questo de
Peschiera e de Mantua, que nos apegaremos.
Antes ac enlrar-se em dnpartanientos. salla ao
ollios de qualquer que nao ha nada mais elstico
do que estas bases, que teem a possibilidade de
ser restringidas ou applicadas,..e das quaes pde-
se fazer sahir muito ou nada. Bem explicadas,
podem caminharcom franqueza a realisadio das
esperanzas da Italia ; mal definidas porem este-
rilizara-uas tirando-lhes toda a fecundidade : aos
votos das das populaeoes pois quo curapre
particularmente dar-leiis o-sentido alme-jado.
Importa que astas aprovelleni activamente a
distancia que as separa do tratado definitivo, para
dar-lhes esso senlido da maneira a mais brilhan-
to e a menos contradictoria. l'eti;es, reunios,
representaees, ludo em'ira quanto estiver om
suas torcas) devora pdr om pratica para iilustr.irs
a opinie publica, a qual em definitiva preciso
salisfazer, visto que a ella sempre per lence a
d errad eir victoria.
Envidem liilo, quo a hora solemne.
Disse-se, pbr exemplo, no lexto publicado em
Franca que fonna-se ha urna confedercao italia-
na, os votos dos italianos pois podem precisar o
espirito, que ha de presidir lauto a organisaco
como a composicTO destecstado collectivo, cum-
prindo-lhos solicitar que nao sejam formados
seno estados livres e automanos.
Podem igualmente lacs votos determinar a
rbita, om que .tenha de ser exeteida a presi-
dencia honoraria do papa.
Da mesma maneira depende a sorte de Vcncza
do sentido era que for organisada a confedera-
cao.
Disse-se com cll'eilo que Vcncza far parle des-
sa confedercao, e nao que a Austria por Vne-
ta ; c pois concebe-se a immensa diTerenea que
urna palavra podo estabeleccr eo modo do enten-
der desla clausula.
Nao fazemos portanlo carga s bases de Villa-
franca pela sua elaslicdade, porquanto ella
at que chegue urna nova phase, urna vantagem
erecida simultneamente Italia e i Franca.
Por todau as parles ha corapromissos para cm
a Ila'ia.
O scntimonlo da Europa lhc favoravel: elle
conccde-lhe mais do que ella ha rocebido.
_E' este ainda um dos bons elementos da situa-
cao, mas converia que nao fosse nogligenciado.
Prma, Modcna, Toscana e ainda Venoza nao
devora deixar passar a occasiac'. e se a palavra foi
vedada essa ultima, suas irmaes podem fal-
lar por ella.
Nisto ajuda-la-hemos com todas os nossas tor-
cas, procurando extrahir das bases de Villafran-
ca ludo quanto ellas encerraren ; e daremos co-
raecopara imporlanje base, que relativa a urna
confedercao.
II
1 confedercao.
A mor parte daquelles que" se ho oceupado da
sciencia polilica, tora sempre proclamado a ex-
cellencia das corfederages.
Por moio dolas, os fracos iorna:u-sc fortes, c
podem produzir grandes cousas; a cniulaeo que
anima a cada niembro da allianca, duplica" de seu
valor, por assim dizer ; e a historia aprosonta-nos
confederacoes que por limito tempo forara bas-
tante poderosas, para resistir s uuidades rae-
lhormente dirigidas e mais dominadoras.
Os Gregosnaantiguidade adquiriram uro lugar
que ninguem lhe contesta ; c sua confedercao
por muito tempo zorabou de grandes conquista-
dores.
Na meia idade c na moderna vo-se o princi-
pio das confederacoes ter bom exilo : e som re-
montar a mais alto; as Provincias Unidas, a Suis-
sa, e os Estados-Unidos da America do norte, ho
provado quanto este principio vital e fecundo.
Mas preciso distinguir enlrc confedercao o
corlas aggregaooes, a que lambcm chamara con-
federcao.
sobro tudo qnando a libordade favorece a
cintiladlo e a accao dos confe Jeradosque as con-
federacoes sao poderosas : o hora lempo da uin-
fedofaoao grega, o bom tempo da confedercao
hollandeza, foram o lempo de sua libcfdade.
. Gracas liberdade que a Suissa actual faz to-
dos os dias tantos progressus, cni todos os ra-
mos da rivilisago : o que ella sabe alliar a uni-
dade central variedado das instituices locaes.
Granas liberdade que a confedercao ame-
ricana lem-se tornado a potencia preponderante
do outro hemispherio, c urna Jas mais importan-
tes do mundo.
Polo contrario, coilas confederacoes oslo co-
i rao que atacadas de paralysia e do iraproducli-
: vidade.
Sera que seja insultada ou menoscabada om
i cousa alguma, por exemplo, oque a confede-
rcao germnica ? para que servo? o que faz
ella .'
Parece nao constituir seno -tfi complexo de
, pequeiias torcas, que mutuamente se noulrali-
; san. A Baviera nao presta nenhuma forga a Sa-
, xonia, o nem esla o faz aquella. O Hanover nao
mais poderoso pela justa posico poltica do
Wurtemberg, e este pela daquefle. Discuto.-se
mnilo em urna Dieta impotente, e em definitiva
nao ha ainda una Allemanha, sera embargo de
j una confederado cujas bases remontara mais
\ alta antiguidade, ainda quo ella seja una con-
cepefio moderna.
ocioso dizer, que nao scismaraos para a Ita-
I lia com urna confedercao anloga4 confedercao
ENCARBEGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SUL.
Atagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias ; Baha, o
Sr. Jos Marlins Alvos ; Rio de Janeiro, o Sr.
oo Pereira Mcrlins.
EM PERNAMBUCO.
O preprittatio do diario Manoel Figuciroa de
Faria.na sua lirrariaprara da Independcnci? u3
6 o 8.
germnica ; visio que lomos, que em urna seme-
lhante confedercao tudo seria urna Babel, c ella
nao prestara a menor forra Italia.
Debaldo, por urna hbil ponderacao do voz,
dar-se-hia a preponderancia & esta ou aquella',
mas a diviso subsistira porfeitamente comple-
ta, e os confederados poderiam muito bem ser
iniraigos. Os jornaes do Piemonteo tem sentido,
eco capitulo da confedercao que ellos repel-
iera com mais energa : o Piemonte, dizem cites,
nao ganhar cousa alguma com a confedercao ;
pelo contrario perder com ella a sua auto-
noma.
Ja que so pretende a unificaco da Italia, e se
quer collocar a sua nacionalidade em attilude de
sor reconhecida e poder obrar, deve-se cstabe-
lecer urna completamente diversa ; urna confe-
dercao antes do populaco do que de estados.
Sim, nos nao o oceultaremos, nos scismamos
para a Italia com urna reprosontaco central, ef-
foclva, na qual publica e livremente venham
Toscanos, Romanos, Napolitanos, Venozianos,
discutir os ifileresscs geraes de sua patria com-
mnm.
A dieta italiana, segundo pensamos, nao devo
compor-se nicamente dos deputados dos esta-
dos : devesor formada pelos delegados das popu-
laeoes : s una dieta vasada por este moldo po-
der revolar Italia e ao mundo quaes sejam
suas proprias necessidades.
Quem 6 que ronhece as necessidades da Allc-
mariha ?
Ouem que as publica ?
A respectiva dieta satisfaz com urna sorte de
segredo e de silencio o pouco, quo ella poc em
pratica ; einteresses da Allem.inha nao sao ja-
mis debatidos face da mesma Aliemanha.
Na Suissa, na Araerici, pelo contrario, a repre-
sentaco nacional central, livrcmenle eleita,
a verdadeira directora da na^io,
E portanlo face da Italia e pela representa-
cao nacional italiana, que devem ser discutidos
os interesses nacionanes italianos.
Na constituidlo da Romana, tem-c imagina-
do, para rcalisar-se a unificaco, urna coramissao
central, de quo se esperara os melhores resulta-
dos. <*-que destinada a confeccionar as leis
communs, nma fuso de alfandegas o de moe-
das, urna defeza e urna vida nacional communs.
Quereriam, ducr-nos, applicar 4 Italia urna
nstituicao idntica ; mas, sem negar-I he as
vantagens, estamos que ella nao seria sufOcicnle.
Que magnifico espectculo, pelo contrario nao
a presentara um grao-conselho publico italiano,
composto igualmente de delegados das popula-
goes om quanlidade proporcional um numero
dado I
Que vida, para a Italia, que aeco nao desen-
volvera ella !
Como, realsai-se-hia era breve a unficidio
respectiva I
Como a nacionalidade seria effectivamenta cons-
tituida 1
Nao haveria mais meio algum para os pessi-
mos governos subtrahirera seus actos ao conheci-
raento da Europa, nem dar-se-hiam tambem es-
sas praticas, que ha tanto tempo constituem a
vergopha da mor parto dos governos italianos.
Fallara de reformas, que devem ser introduzi-
das era diverso estados ; mas ellas nao sero
realisadas cffctivamentc seno pela aeco conti-
nua de um talgrao-:conselho italiano. '
Urna dieta do estados nao fr nada, nao pode-
r nada ; tudo nella passar em segredo, quando
faz-so preciso a maior luz possivel para escla-
recer as ulceras da Italia ; e com a condcao de
serem ellas esclarecidas cassignaladas que'pode-
roscr sanadas.
Urna reprosontaco central italiana nao exclue,
alem disto nenhuma das medidas por mcio das
quaes os lacos de mutua defeza eiitre os estados
podem ser assegurados. Mas, dir-nos-ho, nem
aples, esse governo de violencia e de segredo,
nem Roma, onde ainda se exapropriam os pas
de familia por causa de religiao, nem a Austria,
a inimiga nala aa3 asserablas em que so discu-
te, cousentirao jamis em que a Italia tenha urna
semelhante represenlaco.
Reclama-la della, seria pedir um irapossivel.
O interesse bem entendido destes tres estados
seria todavie tomar a iniciativa ac vol publico;
c somente por este preco quo elles podero
conservar-se.
Se querem permanecer cxlranhos & vida ma-
terial italiana, esta vida que 'apenas recomer e
acha-se ja to forte eto enrgica coTseus actos,
esta vida envolve-los-ha, absolva-las-ha mais ou
menos prximamente, de maoeira quo em vao
resistiro : ho de render-se.
Nao se resiste a um povo, que lem vonlade, e
o povo italiano comeca a manifesla-la.
Ouvis a sua voz ?
Ouvs os votos dos Venozianos, dos Toscanos,
dos Modcnczes, dosParmozosf
Todos estes desventurados, a que se ha pro-
mcltido a liberdido, rcclamara-n'a ou alias to-
mam-n'a por si, pem-se era defeza, para que
nao lhe seja ella arrancada mais.
Cromos por tanto que o interesse bem enten-
dido dessos governos da Italia, que sao impopu-
lares, aproximar-se do povo italiano; e essa
aproximacotornar-se-ha effectiva por mcio da
admissao da idea de urna represenlaco nacional
italiana, associando-se elles a essa idea, favore-
condo-a.
Era agora occasiao do tratar da presidencia
honoraria do papa, que, no tecto das bases de
Villa-franca, foi aggredida idea de urna confe-
dercao ; mas essa presidencia merece um artigo
especial.
(Uon Ple-Wilruiio.)
Errata
Na publicaco do artigo Sir J. Brunet c o
Great Easternderam-so osseguintes erros :
Na primeira columna, linhas 19, em lugar de
fugiraleia-sc figura.
Linhas 72, era lugar de obras |de todas as
marinhas, leia-se obras todas as marrabas,
etc.
Ni columna 2, linhas 25, ora lugar de mo-
numenlo, leia-se nierecimenlo. Linhas oO,
em lugar de sua prudencia da sua sabedoria,
leia-sc sua prudencia esua sabedoria. Linhas
67, em lugar de ao membrureo, Ieia-^e as
membruzeg. Linhas 68, em lugar de ras mais
longas, leia-se ras mais largas. Linhas 72
era lugar do o termo medio, leia-se tem
termo medio. Linhas 77, em lugar de cisco
do3 campo, leia-se circo dos campos. Linhas
92, em lugar de arqueacao mal offerece, leia-
se arqui-Jco real etc. Linhas 120, em lugar
de quisena, !eia-se querena. Linha penl-
tima era vez de funecionam do juntos, loia-se
fuuccionaiido juntos.
Terceira columna, linhas 7, em lugar de
a parte da profundoza, leia-se a pouca pro-
fundeza. Liuhas 27, om lugar do omprogas-
so, loia-se e s ompregar-se. Linhas 106,
om lugar de mais facilidade o de qui, leia-sc
mais facilidade do que, etc. Linhas 146, em
lugar de. deseneade, leia-sc desoncadeadas.
Columna 4, linhas 35, era lugar de Entre-
tanto seu necessario, leia-se Entretanto ser
necessaiio. Linhas 41, em lugar delegendas,
leia-sc agurdente. Linhas 57, era lugar de
combustibildade, leia-scincombustbilida-
de. Linhas 71, em lugar doattendeu-so as
latas, leia-se atlendendo as lutos. Linhas
112 era lugar deindustria aos transportes man-
limos, leia-se industria dos transportes mar-
timos.
Columna 5, linhas 19, om vez de o o de
sua estrada ordinaria, leia-se e o de urna es-
trada, etc. Linhas 21, em lugar de porm
constou M Bi'unel, leia-se porm coatou M.
Brunel. Lionas 27, em lugar de de Inglater-
ra dos Estados-L'nidos, leia-se de Inglaterra aos
Estados-L'nidcs. Linhas 81, om lugar de as
suas nicas origons, leia-se as duns nicas,
etc. Linhas 125, om lugar deque antes, leia-
se quanto. Linhas 139 em lugar de a oqui-
dade aronselhou, leia-se a equidad aconse-
Iha. Linhas 142, cm lugar de equivale essos,
loia-se equivale a dizer.
Columna sexta, linhas 8. em lugar de do
ento, leia-se ou enlo. Linhas 58, cm voz
declasso muda dos oradores, leia-se classe
miuda dos oradores. Linhas 73, om vez de
mscales, leia-se passageiros. Linhas 78, em
vez de com as de sabios, leia-se com ar de
sabios. Na ultima linha, em vez do em sua
presonca, leia-se om seu projeclo.
INTERIOR.
Commisso Anglo-llrasileira.
FREZAS.
Artigo IV.
Em nosso segundo artigo mostramos que a
commisso havia sido instituida para a reviso e
ju'gamento de quaes quer rcclaniacos, que um
ou outro dos dous governos liresse considerado
como ainda nao legal c just.-.ineiitc decedidas.
Dissemos mais que se pretenda incitar a com-
misso a desprezar esta base fundamental da sua
existencia, pois se quera que ella so eliminasse
como definitivamente julgadas, reclamaeOes que
o governo brasileira havia sempre considerado,
nao s como pendentes, mas como fundadas om
justica.
No precedente artigo extractamos de todos os
relatnos dos ministerios de estrangeiros do Bra-
sil olguns trechos (entre innumeraveis oulros'
bastante para corroborar authonticaraente as nos-
sas asserces. Eis aqui portante alsuns dos pon-
tos que carara evidenciados.
1" tem o governo brasileiro''constantemente re-
clamado e protestado contra os jnlgamentos commisses mixtas, as violencias scmjvlgamento
e todos os actos e4 tal materia pratieadas pelo
governo britnico e seus delegados.
Assira o declarou em 1833 o Sr. bao de Cay-
ru que relatou as enrgicas e bem rcduzidas re-
o??3 fei,as Pel nnsso enviado era Londres,
tm 1834 o Sr. Aureliano annunciou que, dopois
de ouvido o consolho de estado, se mandara fazer
um solemne protesto contra o governo inglez,
que lhc foi intimado pelo nosso enviado om Lon-
dres, o qual receben ordem para reclamar in-
demnisaccs. Em 1835 o Sr. Alvos Branco an-
nunciou que o solemne protesto havia sido inti-
mado, por motivo tanto das capturas, como das
sentencas o indemnisacoos Ainda noulro as-
suraplo analoeo fallou de outra ennxplicavoldo-
ciso ingleza, contra a qual o ministro brasileiro
recebeu ordem do reclamar. Continuando sempre
igual attitude do governo imperial, declarou o
Sr. Ernesto Franca, em 1813 quo o governo im-
perial linha sempre protestado c roprosetado
enrgicamente contra os abusos brilanicos, que
tao directamente offendiam os tratados em vigor,
e noutra parte allude as ordens dadas ao minis-
lr vllleir0 em Lon,,r,,9"- O mesmo ministro
em 184o repete que o governo imperial tem cons
tante e enrgicamente protestado contra os abu-
sos britameos concluindo que nunca cessar de
reclamar at quo se adoplem medidas totalmente
consentaneas boa f dos contrates. Assim con-
tinuou a linguagem do governo brasileiro al os
ltimos lempos, com? provam os successivos re-
latnos, at que em 1855 o Sr. visconde do A-
baelc annuncioa as novas insistencias e reclama-
coes brasileiras contra o governo inglez; em 1857
o Sr. Prannos fallou nos passos que ia dar cm
conforraidadn com o parecer do consolho de es-
tado o finalmente appareceu a convenco cujas
primordiaes disposiees no segundo artigo Irans-
crevemos.
2o O governo brasileiro entendeii que, ainda
em casos em que havia decises da chamada
commisso mixta essas decises nao mam legaes
nem justas ficendo intacto o direito brasileiro.
Que a actual commisso tem obrigaro de aqui-
latar.
Com effeito l-se no rclatorio do Se. baro de
Cayr, em 1833 quo as reclamacoe3 presentadas
pelo governo brasileiro eram sobre navios
apresadose julgados por commiscoos mixtas:
tante que o governo britnico rcpellio essa na-
vegado, ponderando que das sentencas e com-
mtsses muas nao havia appellaeao, e al dos-
presando a proposta do so deixar dociso
arbitrio da potencia estrangeira. Em 1834 o Sr.
Aureliano repeli que o governo britnico nao
admillia appellaeao das sentencas da cmara mixta
pretendendonaosor esla permitala pelaconvcn-
cao del8l7, porem declara ser to opposla ao opi-
mo do conselho de estado o do governo. que
contra tal decso mandara protestar, afim de
resilvar a todo o tempo o nosso direito, e pode
mas cm occasiao opportuna reivindicar nossa jus-
tica.
Eis ah pois qual tem sido a opiniao do gover-
no brasileiro, nunca at hojo tergiversada o da
qual resulta segundo o theor da convenco, o
dever da commisso de julgar tacs processs no-
vamenle e indopendentemento das decises do
commissocs mixtas.
3o Tanto assim o entendeu sempre o governo
brasileiro na pratica e al o proprio poder legis-
lativo do imperio, que foram expedidas ordens
para naquelle sentido se apoiarem as pretenres
de particularee.
islo conlemporanca histeria : muitos parti-
culares poderiam disso dar testemunho : um pas-
so dessa natureza deu lugar excedente memo-
ria que impressa corre sob o titulo do Juslifica-
ro das reclamares apresenladas pelo governo
brasileiro ao de S. SI. Britnica, pelo que res-
peita s presas feitas pelos cruzadores inglezes
na costa occidental d'.lfrica, etc., etc. ; porem
como noste artigo s estamos fallando pela boca
do governo brasileiro em sous rolalorios ao po-
der legislativo, apontaremos entro outros os dos
Srs. Alvos Branco, em 1835, o Ernesto Franca,
em 1843. Ah se venteas recommendaros feilas
pela cmara dos Srs. deputados, e a ordem dada
ao ministro brasileiro em Londres, para prestar
apoio a um cidado que se diriga aquella corle
como procurador de varios negociantes que t-
nham reclamaces de navios tomados por cruza-
dores inglczas.
Aptsar denos desviviste do plano do presen-
te artigo nao resistimos a declarar que css.is
embarcacoes, cujas reclamaces eram mandadas
apoiare auxiliar pelo governo brasileiro, logo
da primeira vez em que tal pas*o so deu linhara
na sua totalidade sido julgadas pela commisso
mixta, sondo desde logo nada monos do trinta e
tres, c para proya do que ciToctivamentc se ti-
nham dado tacs julgamontos eis aqui as senten-
cas quo para essos nnrios foram proferidas.
Mavios julgados naircsa Gavio. Aoia Sor-
te, Ac.ivo, Perpetuo Defensor, S. cnedtcto, S
Joao l'oaafor, i'encedtra.
Boa presa e condemnados.Conde de Villa-
Flor. Esperanc* Feliz. Dez de Fevereiro, Diana,
Herona Eclipse, Tres amigos. Venturoso, Tenta-
dora, Carlota. Vrovidencia, Independencia, Tra-
jano, Conceiro Paquete do lio, Bahia, tapia-
ba, Terceira ozalia, Espcranra, Voador, Ando-
rinha, Estrella do llar. Enmenia.
Relaxados sem cscravos nem julgamenlo.
Cerqueir, Creoula, Minervr.
E ainda so dir que o governo brasileiro se
curvou jamis s decises das commissocs mix-
tas quando as considerou iniquas?
4o O Brasil olhou sempre os apresamentos co-
mo feito? como infraccao do poo^rio teor d$
tratados; e prtanlo se j oopretamenlo era. a.
seus olhos ilhgal, muito mais, o iulgame'nto>
dessas presas.
IViremos poucos exemplos: o Sr. Fianca en
1843 informa que os cruzadores inglezes, pretex-
tando [e por cumulo nao era pretexto, mcu trii-
tissima vrrdade uudaciosamente confessada) ler
rere ludo instruccoes do seu governo, coiilinuan
a infringir os coiivunroes: linguagem querepro-
d.i/om o Sr. visconde de Uruguay era 1851 e 1852
c Paranhos em 1857, quando repellindo os at-
tcntados pratiendos, denominando illegacs os
apresamentes felos pelos cruzadores britnico
a protexto de reprosso do trafico, qualificam
taes oxcessos como um abuso ua forca que so-
ment com os fracos so d.
5.a bao nos Mudamos com o nrme de com-
misso mixta ingleza e brasileira dado ao fama,
so tribunal de Serra Leoa, pois lal tribunal
funcaonou quasi constante c exclusivamente com.
commis.-arios inglezes,
Deste eloqueiitissimo facto, e das consequen-
cias que j a priori erara facis de antever, no*
sao pro va os extractados rolaterios dizem : o Sr.
Cayr, em 1833, que a commisso do Sorra Lea
nao linha o numero completo do vogaes brasilei-
ros : o Sr. Couiinho em 1834, que i ento par-
tira ao arbitro brasileiro ; o Sr. Jos Ignacio Bor-
SPSkTu 1,3 trabalho, osooinmissariosbrasiloiros (1835) ha-
viam podido licenca para ireni traanle suas mo-
lestias om clima mais benigno ; o Sr. Limpo dt*
Abreu, om 1837, que os commissarios braseiros-
haviam oblido licenca para so iratarom cm Lon-
dres, tendo um delles fallecido depoi*; o Sr. Ma-
ciel Vonloiro, cml838, que procurara precucher
a vaga deixada no tribunal de Sorra Lea por um
dos commissarios, entio ompregado dentro do
Imperio; o Sr. Gandido Baplisla, em 1839, e o
Sr. Lopes Gama cm 1840, no corpudo relate'rioe:
no quadro annoxo, acharem-se vagos os dous lu-
gares brasileiros na Serra Lea ; o Sr. Aureliano
no quadro annoxo ao rclatorio de 1842, achar- sd
vago o lugar de arbitro, etc.
Eis-ah porque razo o Sr. Cayr oxelamavj :
A falta que constantemente "se tem experi-
mentado de um ou mais vogaes brasileiros em
Serra Leda tem sido a causa principal de hve-
rom sido julgadas boas presas a raator parte das,
embarcacoes brasileiras.
E o sehor visconde de Uruguay dizia .
A navegaco de cabotagra do Imperio j na
est somonte merc de tribunaes estranyeiros
impostes pela forra ; mas discrico do ardite
incendiario do quabjuer commandanle doz cruzei-
ros britannicos.
G.A commisso de Serra Lea julgava illegal
e tumultuariamente.
Mais tarde o confirmaremos, mas hoje ouca-
mos esta declaradlo corroborada constantemente
pelo governo imperial.
Disse o ministro baro do Cayr que a com-
misso cm Serra Lea havia julgado boas presas
navios contra os quaes se nao haviam apresen-
tado as provas exigidas pelas instruccoes do quo
trata a convenci de rinte oilo de julho de 1817
etc.
O ministro Aureliano, que ora manifest a par-
cialidade que se observara no julgamenlo das
embarcacoes brasileiras conduzidas por cruzado-
res inglezes, por nao seren mixtas as commis-
soes inwrts.
O ministro Alvos Branco elorou-se conlra a
injustica das sentencas proferidas por lal com- '
misso.
O ministro Maciel Monteiro chegou at a re-
conhecer, que do modo como a commisso esla-
va organisada, nenhum hora fruclo della se poda
colhcr.
O ministro da Franca chegou al ao ponto do
reclamar ao governo britannico um paradeiro aos
desmandos dos commissarios britannicos.
Sirvam estas indicaces para mostrar com que-
rogularidadc o justica o governo do Brasil enten-
deu sempre que haviam procedido para com us-
uarios brasileiros os commissarios britannicos na
Serra Lea.
7." Os proprios commissarios britannicos pra-
ticavam arbitraria e diclatorialmente as maio
res irregularidades.
Eslcs rolalorios acham-sc chotos de provas de*
tal asserco.
Alm das sentencas injustas c iniquas^o omn-
modas violencias pralicadas pelos commissario*
inglezes, levaram o exocsso a ponto do aoconsti-
tuirom superiores a todas as leis e convnceos.
O Sr. Ernesto Franca era 1843 informa como,
tendo sido apresado o bergantini brasileiro Duus
Amigos, o mandado pola commisso mixta rela-
xar e entregar, o commissaro juiz inglez recusuu
assiguar lal sonleiici!
O ministro dos negocios oslrangeiros em ISt
annunciou que o procosso do patacho Nova-Gra-
nada parava na commisso. porque, tendo ban-
do divergencia entre os commissarios brasileiroe
inglez, o exigindo aquello que se nrocedesse ao
sotleio dos arbitros na couformidade do regula-
mcnlo da commisso, annexo convenco d 1817, nao quiz esto convir.
O Sr. baro de Cayr, ministro eml846, apon-
a o caso do Novo Aurora, om que o mesmo com-
missaro britannico, impondo extravagantemente
a sua vontade, recusou o sorteamento de arbitro
n'um simples caso do indemnisar.io, edepoisques
a commisso mixta hara j julgdo a captura il-
legal c os interessados com direito Indemnisa-
ces.
OSr. visconde de Uruguay om 1850 rlassifiea
os julgadoros dos navios brasileiros como tribu-
naes estrangeiros impostes pela forca, om que
as garantas sao millas e os julgamontos simula-
cros.
Isio basia para confirmaco authentica di nos-
sa asserco.
8. Nem sequer foram respeitadas pelo gover-
no inglez as decises das comwixses mixtas, na,
parle em que aprsenla va m algum onus ao'tiie-
souro britannico.
Ahi estao esses mesmos rolalorios. para de-
monstrarem este espanloso faci.
A poltica biitaunica aceitava as commisse*
mixtas, a beneficio do inventario!
Na parte favoravel, as sentencas de tacs liibu-
naes sao arcas santas em que "se nao toca; na
parle onerosa, as mesillas sentencas sao de facto
ropeludas, chicanadas, ou apenas" receidas si ce
ni quantum.
Poucas indicaces baslato para essa demons-
tra cu.
O Sr. baro do Cayr queixa-80 no seu rotato-
rio de 18t3, de quo nao s os julgamontos das
commissocs mixtas haviam sido injustos, mas da
que at quando algumas das. embarcacoes brasi-
leiras foram mandadas relaxar nao tiveram as de-
vidas indemnisacoos.
O Sr. Aureliano, cm 183, diz (depois de fallar
no protesto brasileiroo haver dado ordem para
recamar as iiidemuisaces devidas s embarca-
coes brasileiras julgadas ms presas pela com-
misso mixta da Serra Lea, as quaes indemnisa-
coos haviam dcixado de ser satisfeitas por duv-
das que occorreram da parte do governo ingles.
O Sr. A Ivs Branco era 1835, aQirma que o "en-
viado biasileiro recebra instruccoes para exigir
as itideinnisaces que a propria commisso arbi-
trara a algumas das emborcaces brasileiras que
foram julgadas ms presas (sendo nolabillissimo
e pouco consontaneo com a soriedade e dignida-
de de urna uaco o pretexto britannico que ahi so
denuncia.]
Em 1838, o Sr. Maciel Monteiro falla das in-
demnidades a quo tem direito os subditos do Im-
perio, cujos navios foram sentenciados e julga-
dos ms presas pela commisso de Sorra I.ea.
sera que tacs iJc'uuiccs hourcssem sido na-



(2)
DIARIO DE PETOMIBIJCO. SEXTA SEMA 23 DE OEZEMBRO DE 1859.
R :, noi.uio.i slo justos qu i brasileiro. poso, Francisco Carlos de Rcsende, Eslevao I-us portas dojuizado, imposto, olfe.recilo petacema-
O ministro Sr. Atireliaiin, em 1811, noticia va-I la Silva, Jos Cypriano dos Sanios. Podro Leite ra do Sobral para nlrter um tal magistrado, mas
rio* Irabalhos d.i cunnitroso mista, entre os i do Sil*a, Mariano Guies da Silva,l'ernar.ihuca- aceitando- como esdiraenlo da dita cateara do
paos algttOS navios foram ilandados relaxar, re-1 no oslabelecido no Crato, c Giros tafos nonios j Sobral.
*oiiheeendo-se-lhes o direilo a indemnisaces nic sao desconheridos' O ouvidor c creador da nova comarca, depois
Estes foram submettidos i devnssa, que lirn o de sua mstallacjra no (".rato, velo residir no lc, o
juiz de fora Manuel Jos, de Albuquerque, jue j mesmo isinuou a os Icocnses ao que r*;>resen-
por lci substiluia o ouvidor Joi Anionio llodri- I tassem ao governo para ser ossa villa eslabelccida
gues de Carvalho, e remettidos para Pernambuco
que nunca se vorilicaram.
Piremos mu, por ronsderar-mos liaver j
i1 osle ponto dilo o suincienle ao nosso propo-
!''.
!)." Os excessos foram levados ao panto de al
ee substituirm a* commiuci britannicas (uo-
.niualmente millas) per tribunaes txclutica-
iiienle brtlannicos.
Para nao alargar m.iis osle artigo, limitar-nos-
tornos a apuntar a liuguagera do Sr. Ernesto
Vrauoa em 1845, lamoniando a pratica de se de-
icr nb altojnar uin navio por simples suspoila.e
levaudo-o depois, em vez de o submettet ao me-
nos As commissoos mixtas, para os vice-alnii-
ianlados de Oemer.ua o Cabo da Boa Ksporanoa.
Note-se bora que eiu ludo quanlu ah deixamos
xarado passamos por sobre os graves as3umptos
que alfoctam a diguidade nacional, e que n'oulro
lugar indignamos.
Nao bra;a lo altas materias o intuito desles
nossos dcsautorisados artigos.
Temos inconteslarolracuto o. direilo de defen-
der os inleresses de cidado (que no foram con-
fiados,) mas os inleresses da bandcira nacional
nertencom ao govemo; sobro edes seremos mu-
dos.
Creuios ter sido evidenciaJo pela linguagei
constante c uniforme do goverun do Brasil:
que este lein sempre reclamado e protesta-
do conlia os julgainenlos injustos das comnts-
*oes mixtas, pertencendo conseguitilemente ac-
tual commisso reconsidora-los;
que o direito brasileiro, nao obstante as do-
cisnes britannicas, permanece intacto ;
que o Brasil, por decisoes do poder excou-
tivo e legislativo, lera mandado apoiar preleuces
de particulares, ainda a pos rasos dejulgaraenlos
de commissoos mixtas, o que prova que o Brasil
nao considerara definitivas, o Contra que alias
pro t esto u ;
que os apresamentos (c portanlo ainda mni-
lo mais o juramento do laes presas] foram feitos
com infraeco do proprio theor dos tratados ;
que urna /.orneara com que se illude o
sonso publico chamarein-se mixtas as commis-
soos de Scrra Lefia, que de faci quasi sempre
uccionaiam comjuizes inglezes;
que a commisso de Serra Lea julgava Ile-
gal e tumultuariamente;
que os proprios commissarios britannicos
procediam arlutrariamentc ;
que era sequero governo inglez respeitava
as decisoes das commissoos mixtas, quando estas
Mieravam o thesouro biilannico com alguma in-
demnisa,ao ;
e que neste despenbadoiro se rlicgou ao
ponto de se arremecar de lodo a mascara, sobs-
lituindo os unilateracs tribunaes mixtos por uni-
latoraes liibunaes britannicos.
Tal a lingiiagem autbentica do Brasil por todos
os seus orgos e em todos os temos
Publicla,
Esbofo histrico sobre a provincia
do Cear pelo Dr. Pedro Th-
fcerge.
(Continuaran do n. 290.)
O coronel de cavallaria de milicias, Leandro
Bezerra Monteiro, mais aferrado s ideas do ser-
vilismo porluguez do que s da independencia
ta sua pratia, procurou o capilo-mr, e ater-
luu-o por mcio da pintura carregada das conse-
cuencias do passo que dera contra o mooareha
J o govemo existente ; e assim nao custou a per-
auadlr-lhe que o nico mcio de salvar-so era
.ibaar no berro a hydra da rebclliao.
O raco Filgueiras ceden estas insinuaces, c
rio domingo si guintc, 11 de maio, poz-se ue mar-
cha para o Crato com a gente que tinha, reunida
que trazia o coronel Bezerra. Cbegados ao alto
do Barro Vermelho, que domina a villa do Ciato,
mandiram intimar aos revoltosos que se rendes-
*era, sob pena de nao oblerem quarlel. J li-
nham ueste entretanto mauJ.ido cercara villa.
Este success) inesperado sorprchondeu a toda
a populacao, que se renden a Filgueiras ; o qual
fez sua entrada na villa, onde prendeu os chefes
la revoluco, Alencar. Trislo, Maia, padre Car-
los, Pereira dos Santos, J. Francisco rerraz ele.;
os quacs rcmeilcu logo para a capital.
_ Insisto sobre estes fados para rectificar inexac-
tldes, que vi escripias sobre esta materia.
Vlraicoada issim a revoluco no Crato pelo
respectivo eapilo-mor, ficou sullocada c sem
maia esperanca de successo.
Sampaio avisado de. todo o occorrido, noraeou
o coronel Ate landre Josc Leite Chaves e Mello
:omn.andantc dasronleiras do ltioGrande, Para-
Jiiba e fernambuco ; mandou postar piquetes em
todas as estradas, e, quando soube que nada mais
tinha quo rccr.iarda paite do ("rato, resolveu ex-
pedir esse coionel Lnile com as furcas, que -
nha, conlra as republicanos do Apod'i, Martins o
Pao dos Ferros no ltio Grade : os quacs sendo
informados do assassinio de Andr de Albuquer-
<{ue Maranhao na capital, tinham croado um go-
vemo provisorio em l'orlalcgre, c armado genio,
que fora reunir-se em S. Joo com as tropas do
Pombal, Pianc o Rio do Peixe, do dislriclo da
onde tiveram a felicidad?, de escapar sanha
sasuinnlenla da commisso militar creada por
Luis do llego, governador de Pernainbuco ; a
qual chegou a sacrificar nove vaios Ilustres
ainda mandando-os enforcar, e corlar-lhes as
maos c ascabecas, que foram expostas nos luga-
res pblicos. A edrte mandn suspender esta
carnificina, e remoller lodosos reos pronuncia-
dos por connivencia na sublevaoao republicana
para a Babia, onde foram todos ellos muilo mal
tratado* pelo conde dos Arcos, governador da-
quella capitana. Felizmente para ellos veio suc-
cede-lo a 2ti de Janeiro de 1818 o conde da Pal-
m.'^bonioni humano compadecido, que dei-
xou rhogar aos presos os soccorros das suas fa-
milias e de ouiras pessoas; o que nao succedia
na precedente administraco com modo da s.uiha
do governador
Foi nomcuda pela corle urna aleada de i juizes
togados, 2 desembargadores do paco e 2 da sup-
plicaoao para continuar o processo com alguma
apparencia de juslica, A devassa abeita por elles
durou 2 anuos, sem adiantar cousa alguma.
Mas os seguintes, tendo conseguido escapar s
pos.juisas do t'oronel Leite, entraram no numero
dos liinla e cinco conlumazcs que foram proscrip-
tos : Leounel Carlos de Alencar, Mimos de I).
Barbara, Francisco Pereira Arnaud, Antonio
Carneiro, c sen irino Antonio da Costa e Manoel
da Silva.
Os presos pelo coronel Leite no Rio Grande c
na Parahiba, foram remollidos seus jues com-
peteutes, e confundidos com os mais complicados
na airada da Babia, O ouvidor Joo Antonio Ro-
drigues deCarvalbo, Francisco Alvos Pontos, Ma-
linas Jos Pacheco o Domingos Josfi Marlins fo-
ram poim remetlidofl para Lisboa, onde drpois
de nlguiu lempo de eslada. foram mandados para
a Babia, c ahi estiveram com os demais presos
da aleada al 1821.
Fui Lisboa a primera mulher do ouvidor, que
fura por olio despiezada a poni de ser substitui-
da por outra, com quem dizein que elle casara
em Pernambuco, levou a grandeza d'alma a pon-
to de o procurar e soccorrer na prisodo castel-
lo ; e com olle veio para a Baha, onde conti-
nuou a viver em sua companhia.
< Taes foram os mais importantes neonlccmon-
tos da malfadada revoluco de 1817 nesta capila-
nia do Cear lo bella e nobre causa mereca ter
mu mais feliz exilo Todava foiumpasso de mais
para a independencia ; que logo veremos laiar
com lodo o seu explondor.
O governador Sampaio revelou n'essa emergen-
cia muila habilidaJo, e grangeou os louvores do
seu amo, a quem lo bem servio ueste lance pe-
rigOSO. As cmaras das diversas villas da pro-
vincia se esmeraran) em mandar-lho agiadeci-
uieiitos pelos resultados de sua enrgica adminis-
tracoc Qzeram unnimemente represenlacdes a
S. M., pedindo-lhe que fosse servido conservar
no governo um tao excellenle senhor; e ao mes-
mo lempo porfiarara em cervilismo c agradoci-
mcDlos pelo inapreciavel servido de prolongar a
sua escravido.
Urna circumslancia bem digna de reparo nessa
revoluco ca de haverem sido os clrigos quem
mais ardentemenle nella se lancou. Esle pro-
nunciamenlo dos sacerdoles a favor da liberdade
e independencia merooeu-lhes a flicAo des
poros, e ha feilo com que o clero brasileo se
ache em relaces de mais perfeila harmona com
os povos do que n do velho mundo. slo toda-
va explica-so pela niaior illuslraco dos clrigos
ncsla poca, em que a iiistrucoao ainda eslava
pouco derramada.
Pelo fado de se pronunciar o cloro a favor da
liberdade, fo ella adquirndo maior iiuinero de
proseljtos entre a gente do povo, que deposita va
muita conGanga nelle.
Como lonhamosde oceupar-nos do homensj in-
dicados, e que ho de representar um papel impor-
tante na historia dos anuos seguimos, faz-so inis-
lor d-los a conliecer era suas foi .oes caracters-
ticas.
Tendo vagado o lugar de capio-mr de Ca-
riri, para elle apreseiitaram-se dons competido-
res igualmente importantes Jos Alejandre Cor-
roa Arnaud, descendente do povoador da Misso
Velha, honiem rico, considerado, gravo e de
principios ; e Jos Pereira Filgueiras, lilho do
um Porluguez de nomo Jos QuesadoFilgueiras,
que viera das partos da Babia se eslabelecer no
brejoda Salamanca, onde fabricara o engenho S.
Paulo, quo lica boje prximo villa da Barballia
Era esle de conslrucco alhlelica, de forca her-
clea, e por slo cercado de urna numerosa clien-
tela, posto que fosse ello pouco intelligenle r
inclinado nutepor a foiva juslica : Casado com
urna prenla do primeiro, nao obstante esta affi-
uidade, ateou-so entre ellos um lula originada
da mutua inveja que nelles lavrava. Mas sem
embargo das habiliiaees de Jos AlexanJre, foi
uomoado Filgueiras capilo-mr.
Sondo preso por manobras do Jos Alexandro.
ura prente de Filgueiras, foi olle cora um irms
como caneca da comarca, visto sor mais central,
mais rica commercianles. Esta represenlaeo
porm o leve exilo, era consecuencia dos gra-
ves acouteeimenloiquese deram.
Pareis que ainda em 1818 receiava-se o ef-
feito das ideas liberaes nos espiritos do centro da
capitana, tanto quo a 18 de abril foi oficiado s
cmaras da nova eommarca dando-se-lhes parte,
que era expedido em forte destacamento de tro-
pas de linha para o centro, por ter sido en for-
mado o ijnccrno de une os espritus turbulentos
de 1817 nimia contmuavam a se ayitar, afn de
se cautelarem conlra algum novo excesso.
Em noveinbro do mosmo anuo receberam
cmaras um edita) prohibiudo cerlos i
beraes que iatn excitando os povos
idea fu independencia ; e na mesm
tambera receida a copia de um alvar prohibiu-
do as sociedades secretas maconicas, como foco
de liberalismo e de ideas de independencia.
A 23 do feveroiro do 1819 foi lavrado um de-
creto sentando os Indios de Pernambuco, Para-
hiba c Cear do pagarem o subsidio niilitur cs-
tabelecido por caria rega de 16 de maio de 1754
e regulado a 3 de agosto de 1803; assim como
de pagaren) (> por cont ou outra qualqucr quau-
lia a seos directores, porecntagem que a inesma
lci mandou.pagar acusta da real fazenda.
A 12 de jtineuo de 1820foi rcsgilrada no Cear
a caria de ordem regia Horneando Manuel Ignacio
do Sampaio capito general e governador do
Goyaz, comordeni de seguir inmediatamente pa-
ra seu novo destino sem esperar por seu suecos-
sor; e a 1 do mesmo mez ;eulregou elle a al-
iniiislraco a junta de governo provisorio, com-
posia do novo ouvidor Adriano Jos Leal, que lo-
mou posse e assumio o exercicio respectivo quo
lito passou o ouvidor interino pela lei, o juiz de
fora da fortaleza Manoel Jos de Aibuqurrque: do
vereador mais volito Joaquim Lopes do Abren, e
do ollicial do patente maior, Francisco Xavier
Torres.
Depois dcsla entrega, rctrou-se do Cear para
seu govemo,
sileiros ami
melo em contradiccao ao aelos soberanos das
cortes porlogueza?.
Com a divulgarse da nolicia dos aconlecmcn-
los de Portugal e du Rio do Janeiro, da creaco
da Rt^gencia, o da partida da corto para Portu-
gal, os disturbios foram-sc manifestando a pon-
to tal que a cmara ofliciou ao capilo-mr Fil-
gueiras, reclamando a sua assistencia ua villa
ofim de se oppor efTervesccncia dos espiritos
Em toda a capitana reuniram-se as juntas pa-
rochiaes, e nomearam soni disturbio algum os
eleitores destinados a eleger os depulados s cor-
les de Portugal ; mas no Crato lendo-se reunido
o corpo eleiloral na matriz a 5 de agosto, o po-
yo manifestou-so era opposico marcha das
ideas a tal ponto, quo deram-sc graves disturbios.
O ouvidor Lago e os dous juizes ordinarios Fran-
cisco Aires Quintal e Jos Ferreira Conceico fo-
ram gravemente insultados e at ameacados de
nioito, de sorte que para evitaren) maiores des-
< Fortn se a mulher ttressu folio testamento
em que nao deixasse cousa alguma a seu marido,
ou ao mando em que oulrosim nao deixasse cou-
sa alguma sua mulher, por onensas ou discor-
dias que entro elles honvesse, e cada urna delles
com palavras brandasaplacas.se o animo do ou-
iro, de mancira que riesse a fazer nutro segundo
leslameuto, em que o maiido deixasse sua
mulher a fazenda, ou parle della a mulher a seu
marido, valer o dito segundo testamento.
Por excepcao ao disposlo na l" parte do mes-
mo g 4o, assim :
E o que dilo a respeilo dos que tolhem os
outros fazer leslameolos haver lambem lugar
nos que constrangem a alguem com modo, forca
e ameacas que faca loslamento e n'ello o insti-
lua por herdeiro ou a quem elle quizer que I he
deixe algum logado.
Bem se v, pois, quo tal nutilidade nao ha em
urna disposico, conforme
- a benevolencia reci-
gracas,reliraram-se para suas casas e mesmo sahi- proca dos casados e providencias contra a!"um
ram do termo II das depois. No da 16 porem, i desalmado, que, fallando essa exc
eleitores da nova comarca do Crato, aOm de vo-
taren) para depulados s corles portuguezas.
( governador Rubim no Cear achava-sc em
loli em as maiores dilficul Jados. Elle e os Por-
guezes aceilavam as ideas da revoluco portu-
guesa gmente para Portugal, mas nao a favor
dos Brasiloros. Mas estes pelo contrario, abra-
cara m oslas ideas com enlhusiasmo, e mesmo
as ampliaram no sentido de sua emancipaeao.
Na nova comarca, que ainda tinha prsenle s
perseguieoes feilas por Sampaio aos revoluciona-
rios de 1817, e d'onde tinham sido arraucados
para povoar as prisoes da Baha ou poslos em
fuga todos os patrilas, dominnvam as ideas de
servilismo e fdelidadu familia real, que julga-
vam ameacada pelas deas revolucionarias.
Na capital tinha o governo de reprimir o en-
lhusiasmo excessivo da populacao ; no interior
pelo contrario via-se obrigado a sull'ocar as suas
tendencias regressislas. Para islo reuni tropas,
que mandou ao interior s ordens do cx-ouvi-
pprimir alguma ispo-
sico della por intil.
TITULO IV.
Da formados testamentos.
O art. 1,5 pags. 378 e 37'J) diz que: Para
sor valioso o testamento aborto ou publico ne-
cessaiio :
1. Que soja esoripto por tabc-llio no 1-
vro de notas.
2. Que a elle assislam, alm do tabel-
lio, cinco teslemuuhas varos e maiores de 14
anuos.
A nota (1) cita a Ord., liv. .{.", i. 80 pr.
Obsercaroes.
A Ord., liv. 4., lit. 80 'no pr.. diz .< Cinco
leslemiinhas cardes licres ou tidos por Uercs,
maiores de 14 anuos.
Senielbanlenienle no g 1 ", tratando dos ns-
(rumentos de approvaco dos testamentoscerro-
dos, << tinco leslemunbas vordes livres ohaoi-
dos por taei c maiores do l anuos.
Assim no 3." a respeilo do lestamenlo que se
( missoes civis e militares no interior da capitana
a, deixando poucas saudades aos lira- alim de apromptar quarteis e abolelameulo para
igosda liberdade o da ndependencia. | um coinmandanle. 23 ollieiaes,-outros lanos in-
Servo adniravelmenle a seu amo. e com a energa feriares, 400 pncas de cavallaria e 70 de primoi-
que desenvolveu salvou o Cear de uin romp-1 ra linha, que o governo participara, que breve
monto ; mas moslrou-se demasiadamente severo ; chogariam aquella villa, onde pouco so demora-
contra as pessoas que haviam esposado as ideas riam, pois tinham de seguir para o Crato.
de revoluta. de selombro chegou com ell'eilo ao Ico um
A junta interina dirigi os negocios da provin- de destacamento,
Parahiba, que se pronunham vir atacar o Ico,! Ju preso solla-lo ; e como quzosse tirar o irmo
depois de se Hies reunir o contingente que is- | das maos da escolla, caho varaJo de urna bala.
peravam do Cariri.
O ponto de rcunio era a povoaco de S. Joo,
-situada na distancia do duas leguas da villa de
Filgueiras, furioso, tanca mo da armado mono,
mala ura soldado da escolla com o tiro dola, e
com o coucc faz o mesmo a outros do is irmos
Souza. noraioinho que vai dessa villa parj a do desse infeliz soldado. Esta prova de valenta
Ico. J ahi baria tropas acampadas em gran-
de numero, quando foram olios avisados dos a-
4?onlecraonios do Crslo, e da restauracao de Per-
nambuco, Pa ahiba o ltio Grande ; no' da 12 do
maio, pois, levantaran! o acampamento de S.
Joo, e dispersaram-se completamente, retirn-
doos* cada um para suas casas.
Os presos do Cralo foram remettidos para o
loe l II de maio, ahi foram demorados alguns
lias, e remettidos a 19 para o Aracaty, sendo
:onduzidos por nina grande escolla commanda-
da por Manoei da Cuuha Freir Pedrosa, capilo
de ordenanzas do Jaguaribe, o protegida pelo co-
ronel Leite, que se achara emiS. Bernardo, es-
perando a juuccao das tropas que viriam da ca-
jiilal, e com as quacs marchou ao depois em Bus
le mais, para o Apodi, Pao dos Ferros, Porlale-
j;re e Marlins, onde fez numerosas prisoes, e
ubrigoii os povos a proclamarom noramenle o
governo porluguez.
Passou coitsecutivamenle para o Rio do Peixe,
Pombal e Pianc, que restaurou, o uesses lugares
prendeu os chelos da revoluco.
Ahi recebcu as foreas do Cariri, que lhc enviou
Filgueiras s ordens de Bartholomeo Alvos Quin-
tal. Nao se atrevondo o capilo-mor a prender
este Carnense, que requisilara com ardor a
ooperacao das tropas unidas do centro de Rio
Grande e Parahiba, conteporisou com elle o man-
tlou-o reunir-se ao coronel Leilercom 500 ho-
n>ens, que dantos erara destinados/para a expe-
dko contra o Ico ; c ua carta que lhc deu para
> dito coronel, encarregava o esle de pieudc-lo
como ardent; republicano: o que foi puntual-
mente exceulado.
Depois de concluir a sua misso no centro da
Parahiba, o coronel Leite foi em principios de
junho ao Cralo, onde a populacao lite den gran-
des e estro adosas demonslraces de adheso
dymnaslia purlugueza e a seu delegado Sampaio ;
que nao embargou que elle executasse nume-
rosas prisoes e susloulasso sua tropa a cusa do
povo, como ,'ra costume uestes lempos, c vol-
tasse para o Cear com sua colheila de presos.
No Rio Grande foram presos u padre Joo Bar-
liosa Cordeiio, vigario de Portalegre, o padre
Manoel Gomes da Fonscca, vigario de Po tos
Ferros, o padre Leandro Francisco Bessa de Por-
talegre, Jos Francisco Vieira de Barros, len-
le Gonealo Borges de Andrade Andris, Pernani-
bucano" residente no Marlins, David Targini,
Leopoldo G.-rraxo, e Joo Saraiva de Moma no
Maiiins, o europeo Manoel Joaquim Palacio e
Agosiibo Pinto de Queiroz, etc., oto.; a lodos
os quaes remellen para a cidade de Natal.
No interior da Pautaba o vigario de Pombal
Jos Francisco
Plane, Patricio Jos de Almeida, Francisco Cor-
roas de S, de Pombal, Luiz Corroa de S, pri-
mo do ^precedente, Antonio Ferreira do Souza e
Jos Francisco de Souza ; que foram enviados
para a capital da Parahiba.
No Crato, independcnlemento dos tres rmos
-Meneares, Jos Marlinianojristo e padre Carlos,
dos que com ellos foram remettidos para o Cea-
r, o coronel Chaves prenden ainda a U. Barbara
mi dos Alt
orulal ainda mais augmcnlou o nome e a popu-
laridad do capilo-mr, cujn aeco contada com
exageraco llio conciliou urna especie de vene-
raeo da parle dos homens incultos, para quem
as qualidades physicas sao ludo : desdo ento
Filgueiras lornoa-so o homcm mais fallado da
capitana, e o vulgo Ihe consagrou ura culto como
a um semideos do paganismo.
^ Jos Alexandro fo quoixar-sc ao governador
Sampaio, mas Filgueiras, que lambem foi-sc lor
com elle, soube galibar a benevolencia de Sam-
paio, que desojando conservar o prestigio iicccs-
sario primera autoridado do tormo, mandou
prender Jos Alexandro no Ico ; o nao lhe conce-
de* soltura, seno cora a coudieo de sabir do
Cariri. Solt em fins do J812, d'irigio-so ao Rio
deManeiro para queixar-se das injuslieas que en-
tenda lor soffrido, c sollicilou a creaco de urna
villa no Jardira alim de sesublrahir 5 lurisdiecao
do Filgueiras, no "pie foi bem succedido.
Em virlude desles favores, o capilo-mr era
dedicado Sampaio, por slo faltn a promessi
feila aos conjurados republicanos de se conser-
var neutral.
Os irmaos Alcnrarcs oram fllbos de urna Sr.1
1). Barbara, moradora no Calo, onde, om ennse-
quencia da sua fortuna e da numerosa o podero-
sa familia de seu marido, gozava do grande
nomo. linha intima imiade com o vigario do
Crato Miguel Carlos da Silva Saldanha, raiza-
do quo anda se eslroilou mais dopos que eu-
vuvou.
Por alvar de Jl de agoslo do 1815 foi rOTOga-
da a caria regia do 1766, quo prohibi aos ourives
oexereicio do sen oficio no Brasil.
O alvar de 27 do julho de 1810, quo foi posto
om execucao a 17 do dezembro de 1817, veio
mudar a face administrativa o judiciaria da ca-
pitana.
Esle alvar primeiro crcava urna nova comar-
ca, desmembrada da do Aquiraz, cuja sede foi li-
xnda no Cralo, compreboudendo os lermos de
Crato, .lardim, lc, Larras, que desdo esle dia foi
desmembrada do lc, S. Joo do Principe e Cani-
llo maior do Qucxuramumbim ; segundo nomea-
va para inaugurador e ouvidor Ja mesma nova
comarca o dosembargador Jos Raimundo dos
Passos Porbem Barbosa ; leroeiro elovava a co-
ca pelo espaco de seis mezes, e leve delatar em
sua admiislraeo com grandes embaracos, por-
que os espiritos j comec.avain a cxallar-'se pelos
graves acoulecimciilos, quo se iam passando em
Portugal. A 13 de julho do mesmo auno de 1820
porm tomou posse o governador Francisco Al-
borlo Rubim, em virlude da caria regia do Io de
feveroiro do mesmo anuo, que o Humeara para
tal lugar.
As prisoes tinham continuado no Cariri, por-
que achei no archivo da cmara do lc una or-
deni, com data do 8 do otitubro dirigida ao se-
nado pelo eiiiiiiaii.iaiile do dcslacaincnlo ahi
existente, o ajudanle Manoel Auionio Diniz, de
recelher as prisoes e de sustentar 28 presos do
Cralo c do Jardira, reraellidos polo sargento mor
Francisco Ferreira dos Santos, al serena elles re-
clamados pelo governador.
Os Portugueses riam com grande desgoslo a
residencia da familia real no Brasil, c a frauquia
dos seus porlos; que haviam sido abortas s ou-
tras uat;es, porque sio causava urna notare] di-
mi^uico uo seu commercio com sua antiga co-
lonia. Caneadas pois do jugo inglez, saudusos da
realeza, c estimulados pelo exemplo das outras
naques menle, assentaram de lazer o mesmo e levanla-
ram-se reclamando a convocaco das cortos
Da cidade do Porto, onde priucipiou a revolu-
co, chegou a Lisboa, onde se eslabeleceu a 15
de setemliro dcl820 um govOnio provisorio no
Sentido constitucional, e as cortes convocadas
retiiiiram-se em Janeiro de 1821. Publicou se lo-
go um manifest dirigido najo portugueza,
qucxando-se ua residencia da corle uo Brasil o
das suas funestas consequencias.
A nolicia desla revoluco chegou ao Brasil em
fins de 1820. Na Baha rotivou ella uns motins,
e a 10 de foverero de 1821 a creago de urna
junta governaliva provisoria, cuja presidencia foi
offerecda ao conde da Palma, ento governador;
mas elle recusou, e retrou-se para o Rio de Ja-
neiro. Estes acontecimciitos da Balfia, sabidas
por conimunicagos polo interior, as^uslaram os
realistas reprensores da revoluco "di* 1817, que
lomara ni slo por um atlentado conlra a realeza e
se dspuzciaiu a reunir gente para marchar con-
lra a Babia ; ao mesmo passo que apressararn-se
ern mandar dar parle ao governo na capital.
hegada ao Rio de Janeiro a nolicia da revo-
luco de Portugal, poz Kl-Re e o ministerio em
tcrnvel perplexidade Resolverarn-se a publicar
no enlanto o decreto de 18 de feveroiro, em que
El-Rei, aiinunciou a iotengo de mandar seu li-
lho o print ipo 1). Pedro a Portugal, alim do con-
sultar as corles a respeilo da fulura coiis'.iluico,
prometiendo adopta-la para o Brasil as parles
que lhe fossera applicaveis. O povo porm. quo
om geral era todo a favor da revoluco, quiz a
conslituico sem reservas ; e por islo reunio-se
tropa e compellio D. Joo a expedir no da 26 do
mesmo mez o decreto em que acceda sem modi-
icaco alguma fulura conslituico, que fosse
approvada pelas corles de Lisboa!
A 7 de marco El-Rei assisjfrou mu contra von-
lade o decreto em que annunciava a sua volta pa-
ra Portugal, e publicou as inslruc^oes para as
eleices de depulados s corles ; cleices que a
2d de abril foram assignaladas no Rio por urna
vio. leneiabiulal da tropa porluguez*, que por
motivo que ignoro cercou a casa aonde ellas se
faziani. invadi-a de baonela calada o marcou-a
com numerosas morios.
D. Joo vendo osles excessos, promulgou a 22
de abril um decreto conl'erindo a D. Pedro as
attrbuices e dignidade de rogonle c seu lugar
lente no reino do Brasil, que, por carta de lei
de 16 do dezembro do 1815 fra elevado de prin-
cipado calhegora de reino unido aos de Portu-
gal e Algarvo. No dia 2 publiraram-se procla-
raacos recommeiidando fidclidado ao principo
regento, e no dio 26 embarcou El-Rei cora o res-
to do sua familia para Portugal.
Por alvar de 6 de foverero de 1821 foi man-
dado croar em Pernambuco urna nova relaco,
com aleada igual do Maranhao. Esta relaco
foi nstallada no da 13 de agoslo de 1822, b o
Coar passou a fazer parle do son dislriclo, sondo
separado d'aquelle da relaco do Maranhao
O processo dos presos de 1817, deudos as pri-
soes da Baha ha 4 annos, ainda eslava quasi no
mesmo p ou por apalhia ou por syslema dos
juizes. A airada ainda nada havia decidido so-
bre a sorte dos nurtyres da liberdade. quando
foi-lbe transraellida urna ordem positiva das cor-
les de Lisboa para activar a soluco deste pro-
cesso monslro. Avista dos seus' palpavcis de-
ferios, a relaco o annullou, e mandou solLar om
maio de 1821 todos quanto nello_se achavara en-
volvidos.
Ja deixci dilo, que as noticias que se siicce-
diara cada dia a respeilo dos aeontecimenlos lau-
to de Portugal como dos oulros pontos do Brasil,
quaes lesieiiiiiiiiias assign
testamento, sendo primeiro lido peraolc ellas, e
sero cardes maiores de 14anwos e licres ou ti-
dos por taes.
Vo-se bera, pois, que o ait. 1,054 no 2. se
dispensou de contemplai os hacidos por livres,
como a Ord., liv 4.' lit. 80. cujo fiel Iransun.p-
to dere o sfi" ostenta ser, e de os contemplar;
tambera se absliveram consecutivamente o art.
1,055, S 4., e o art. l.OGil, 2.u
Seinelhaiite excluso em todas as Iros espe-
cies de testamentos escriplos poderia ser de
mnito graves consequencias, assim por occaso
de se fazerem ou approvarcm os leslamenlos,
como depois de fallecidos os lesladores.
Por occasio de se fazerem ou approvarcm
testamentos, servindo de embaraco necessi-
A VI
lau-
que seguio para o Cariri, le-
vando comsigo o que existia no lc, por nao ter
podido o goveruc reunir as tropas que anuun-
cira.
Com a sabida desle destacamento ficou a villa
do lc entregue aos dyseulos, que se entregaran!
a toda a qualidade de excessos, roubando e ma-
tando ras ras om pleno dia. Dcbalde o ouvi-
dor reclamou a creaco das guardas cvicas, de-! dade de se contemplar o numero legal das tes-
cretadas pelas Cortos de Lisboa, devendo se com- leinuiihas, sem a concurrencia dealgumas pes-
por das pessoas melhoros de cada povoado, afim [soas, alias prsenles e no gozo pleno de sua
de manlerem a ordem durante o actual estado i liberdade, mas a cujo respeilo alguem por ex-
de Iransicao : todos se negavam a este serrino,, cessiro zelo ou adrede baja de suscitar suspe-
allegando iscncoes, ou como vereadores, ou como las do nao screm inconlestavelmenle livres ou li- '
olhciaes de milicias. bertos.
As tropas que foram para o Cariri nao acha- Depois de fallecido o testador, provocando de-
ram dilhculdade em fazer admiltir as ideas revo- mandas contra a notoriedad.' da coudieo de li- '
lucionanas ; porque os presos da Babia tendo fvre em alguma das leslemunbas necessarias do |
yoltado para seus lares, maiiifestarain um exal-1 lestamenlo para acceder 'couica do algum pode-1
lamento liberal excessivo, que insiiiuaram com roso pcetoiidonte, na cxpccUcao de conseguir
tanta maior facilidade nos espiritos da populacao que seja julgado nullo o mesmo testamento e a
quanto as perseguieoes e lorturas que acabavam heranca se lhe devolva ab intestalo.
de solfrer, Ibes davam direilo de se queixareui! O art. 1,080, que deve ser o transumplo do g
das opinies absolutas. O Cariri pois, em pouco ] 1." da Ord liv. 4., lit. 86, e o citado na nota
lempo,mudou diamolralmenle do opinies, tanto [4] quo llio corresponde, tratando dos codicillos
assim que d aqu a poucos mezes (eremos de ve- i e suas leslemunbas, supprimc as palavras da
lo a testa da revoluco. mesma Ord. livues om por taes reputados
Na capital os espiritos se cxallavam cada vez equivalentes s do pr., [85 1. e 3 do til. 80
mais ; as noticias viudas de outras capitanas, tratando dos testamentos. '
onde tinham laucado fora os governadores para Oait. 1.08 [paz, 38'J) diz que: as fre-
eslaljclecerem jimias governativas provisorias, gue/.ias e capellas fora das cidades ou villas os
mdispozeram o povo contra o governador Ru-1 escrivaes do juizo de paz em seus respecti-
bim. A 3 de novonibro pois a tropa e o povo j vos dislrictos sao aulonsados, romo os tabel-
reuniram-se tumultuariamente, concitados por es de notas, para fazer e approvar testamen-
alguns patriotas exaltados, a testa dos quaes se tos.
Observaron*.
Nq* somonte as ficgezias e capellas fora
das cidades ohvii.hs que os escrivaes do juizo
de paz em seus reepectivos dislrictos sao aulo-
risjdos, como os labollies de notas, para fazer
e approvar tcslamentos. Tambera sao compelen-
tes para isso as freguezias e capellas das cida-
des e villas, como so v da primordial lei dos
juizos do paz, a de 16 de outnbro de 1827, no art.
b., assim :
Cada juiz de paz lera uin escrivo de seu
cargo. Esle escrieao ser oir igualmente de la-
belliao de notas em seu dislriclo, para poder fa-
zer e approvar testamentos c perceber os
cmoliiiuculas devidos aos escrivaes e tabel-
lies.
O quo da competencia privativa dos escri-
vaes do juizo de paz as freguezias e capellas de
. fora das cidades ou villas o exercicio cumula-
j iivo enm os tabelliaea dos termos dolas de fa-
zerem eseriptora sem dependencia dcdislribui-
i cao, como se vedo srt. 1. da resolocao do 30
de oulubro de 1830, assim:
Art. 1. Os escrivaes dos juizes de paz das
freguezias ou capelhsfora das cidades ou villas
scrao ao mesmo lempo labcllies de notas dos
seus respectivos dislrictos e cumulativamente
com os labcllies do termo, sem dependencia
de distribuido as escripturss lavradas por z-
quclles.
CAPITULO V.
O art. 1,086 diz : Os juizes municipaes sao
as autoridades compdtentes para abrir e mandar
cumplir testamentos o sodiciilos.
Observaron.
Nao os juizes municipaes, seno os provedo-
res de residuos sao os competentes, e nao me-
nos para conliecer c julgar dos testamentos nun-
cupalivos em publica-forma, havendo-os ou nao
por bous, firmes e valiosos. Os juizes munici-
paes exercem cssa altribuicjio quando sao lam-
bem procederes dosjresiduos. Tresjuizesmunici-
liv. i;, i. 65, tomo sao as doaoes validas ai
onde nao dopeudem de insinuaco ou sendo in-
sinuadas, por mportarcra tanto .mo allionaces
realizadas effectivamente, desdo logo, iiTevoga-
veis e absolutamente exclusivas e excluidas de
lodo o dominio do doador na razo de quaes-
quer alionaces a pessoas estranhas por ttulo
gratuito ou oneroso.
A resolucao de 2 de agosto de 1463 foi bem
cabida durante a existencia da Ord. Alfonsina,
que adoptara o direilo romano de Justinianoi
segundo o qual as deseos dotaos erara excep-
tuadas da necessidade de iajiuuaco.
Mas Ord. Alfonsina seguu-se a Mariuelins-,
que excepluou smenle da necessidade de in-
sinuaco as doacoes regia ; c Msnoelina se-
guiu-se a Felippina, que nao admilliu excep-
cao alguma. Depois da Ord. Felippina, e a seu
respeilo a lei de 15 de Janeiro de 1775 roslabe-
cen a unir excepeo das dnares regan, se-
gundo a Or. Manoclina ; c finalmente o asien-
to de 21 de julho de 1797 declarou que as doa-
coes c dolos profeclicios dependen) de insina-
cao para que valham alm das legilimas e da
laxa da lei.
Assim, pois, a resoluco de 2 de agosto de-
1 63, contempornea da Ord. Alfonsina e do di-
reilo romano de Jusliniano, respectivamente li-
c.ou roduzida iuutilidade depois da rd. Ma-
noelina, da Filippina, da lci de 15 de Janeiro
de 1775 e do assento de 21 do julho de 1707, islo
L'. a sor smenle applicavel al a quantia de
3603 ou 180$. conforme o alvar de 16 de se-
tembro de 1814.
Islo mesmo faz ver Souza de Lobo na disser--
lacio que nota menciona desdosjo seu g 10 em
diante, demonstrando os casos em que as doa-
coes conferidas se computara para a dedueco-
da terca, que sao lodos os em que ellas o
imporlam desde logo alienaecsinevogaveis por
excedentes da laxa legal c nao insinuadas.
O acervo do doador deve constar do tresnar-
les, duas para as legitimas dos hlhos c urna quo
livre dispor testando. Com o dirom-sc estas
tres parles de um todo nao sendo mutua e re-
ciprocamente iguaes? lima cnropuiaco de va-
lores para a dedue.o das legitimas em relaco
a um lempo qualqucr anterior do fallecmoto
do pae e oulri para a deducco di terca testa-
mentaria em relaco a um outro ulterior ao do-
cesso do testador suppoem o absurdo de lor o
pae e leslador commum dous acervos heredita-
rios, um de antes de morlo smenle para osli-
Ihos, outro depois de morlo. igualmente para os
fillios c para a le/ca delle pai e testador; una
heranca de pai vivo; outra heranca de pai
morlo.
Ha mesmo nisso immoralidade, capaz de oste-
rilisar os mais fecundos sentinientos e as intu-
cues mais benficas dos pais. Desde que pre-
venidos fossesa de que os ada nta raen los por
conla das futuras legitimas de seus lilhos nao
se compulariam com os demais bens de sua'
heranca para a dedueco da respectiva terca,
recoiosos de ficarem red'uzidos a nao lerdo que
dispor causa mnrtis. se absteriam de fazer a
seus proprios lilhos laes adiantamentos ou doa-
co alguma, dexando-os actuar estranhos a loda
a mutua beneficencia nao s um tanto impa es-
peranca do futuro, pelo que necessariamenle
Ibes pedesse vir a caber na parlilha dos bens
doixados depois da morte, por isso mesmo nao-
poucas vezes impiedosamente desojada.
( Contina )
O.advogado Antonio Pereira Reboticas
DIARIO DE PERNAMBUCO.
achaca Marcos Antonio Brido, depozoran o go-
vernador Francisco Alberto Rubim; ao qual obri-
garam a retirar-se ; o a exemplo da Baha e de
outras capitanas, nomearam era cmara com as-
sislencia do povo da capital, c sob a influencia
da-tropa armada e levantada, urna junta de go-
verno provisorio, composta das seguintes pes-
soas : Teen te coronel Francisco Xavier Torres,
ouvidor Adriano Jos Leal, Antonio Jos Morei-
ra, Jos Antonio Machado, Mariano Comes da
Silva, Marcos Antonio Unci, Lourei.co da Costa
Dourado e Heurique Jos Leal, que servio de so-
ctclario.
Foi igualmente eleilo o ouvidor de Calo Jos
Raytnundo dos Passos Porbem Barbosa, que nao
tomou posse por achar-so ento ausento.
[Continua )
JURISPRUDENCIA.
Extractos dta coiisolidacito das
leis civis*
pelo nn. AUGisro teixeira de frbitas.
Observuroes do adrogado Antonio Pereira
feboueas.
O arl. 935 (pag. 3 jo) diz quo : Nao Oca a fi-
lha desbordada excluida de loda a sua legitima
quando se lenha casado com marido notoria-
mente condecido por molhor do que seria
e o
a lucilo com quera o pai pode-la-hia casar.
Na ola 3) cita a Ord. liv. 4o, til. 83, S 3"
Ass. de de abril de 1772.
Observardes.
A disposico da Ord. o do Ass. citados so deve
considerar por derogada pelas lcis de 'J de no-
vembrode 1775 e 6 de oulubro do 178, confor-
me as quaes as conveniencias de matrimonio s-
menle pdem sor cleazmente ponderadas me-
diante a irapclraco do supplemenlo ao dssenso
paterno, recorren.lo compelenle autoridado,
estabolecida actualmente pola lei de 22 de se- paos cxislom actualmente nesta capital do impe-
lembro de 1828 ; nao se podendo, fra desse "o-, o smenle o da primera vara que euteiido
caso, tomar jamis conhecimento da convonien-| de '
ca de nupcias alguraas e dar-sc lu
quer conlestaco ou discossio sobre
razos d'ella ; tanto quo mesmo assim toom
sido suscitadas c admiltidas opportuna e compe-
tenlemonto^o sao com loda a reserva o greums-
peccao, queimando-se os respectivos processos
logo que sajara passados seis mezes depois do
seo julgado terminante.
C.VMTOLO II.
Da successo testamentaria.
O art. 1,020 (pag. 369) diz : Se, porm, o
irmo insliluir por herdeiro pessoa vil e de mos
COStumes, poder o irmo deshordado demandar
a revognen do lestamenlo.
villa urna legua de Ierras era quadro para seu
palriuioiiio ; quinto fixava a sede da comarca do
Cear Grande, que era Aquiraz na cidade da For-
Nobre, Antonio" Jos Nobre, de I {SSj '^e j ,1L'sillia ^^rnador o a junta da
, fazenda, da qual ora mcinbro o ouvidor da mes-
. na ; sexto annexava ao lugar de juiz de fia da
Fortaleza a jurisdieco das villas de Mecojana
Arronches, Soores e Aquiraz, fleando supprimi-
I dos nellas os ugares de juiz ordinario, cuja ju-
I risdieco passava ao dilo juiz de fra, havendo-se
I por denegado nesta parle smenle o alvar de
175),que crcou as ditas villas ; stimo creara dous
j novos lugares de juizes de fra, crime, civel o or-
, i phos, um na villa de Sobral, ficando-lhe anne-
encaies o vigario do Cralo, padre Mi- xas as villas de Granja, Villa Nova e Villa Vico-
guel Carlos Saldanha.amigoespecial du O. Barba- sa Real ; outro no Aracaty, licando-lhe tambera
ra, Jos Carlos Saldanho, Sobrioho do vigario,; anuexo 0 de S.Bernardo. Ojuiz noraeado para cada
ju.ntal, Fre Prancisco de Sant'Anna Brilo, Ig-; una dolas residira polo menos um mez por an-
melo Tnvarcs Bcnevides, irmao de D. Barbara. | no em cada una das villas an
lando-illies a lorabiaiica ainda mal esquecda das
represalia) de 1817. Na capital foram aceilos
cora enlhusiasmo os aeontecimenlos da corte,
mas sendo communicados ao Cariri, produziram
ihegeria do villa das Larras a povoaco do S. Vi- al' um;> impresso completamente opposta.
cont das Lanas da Maugabeira, da'ndo-lhe por A Olida do juramento da fulura conslituico,
tormo o lerriiorio de sua freguezia, desmembra- communicada por intermedio do governador, na-
do termo do lc ; quarlo conceda a esla nova ceceu-lbes o resultado do conslrangimonto, ten
Manoel Domingos de Andrade, Francisco Amo-
nio da Costa Barbosa, Alexandro Raimundo Be-
zorra, Joo da Cosa Bezcria, Antonio de Hol-
isnda Cavalc.inti, Manool Justo, Jernimo de
.%broj o Lima. Jos Victoriano Maciol. Francisco
Jos Cardoso de Mallos, Raimundo Pereira Ma-
mexas, e serviran)
com elle os mesmos olliciaes dos juizes ordina-
rios o do orplios, cojos lugares licavam suppri-
midos ; oitavo dava-lhe os mosmos ordenados
quo tinham OS juizes de fra de Pernambuco, os
quaes seriara pagos pela real fazenda. nao appro-
vando para dito pagamento o imposto de 5 rOis
Na nota ;f.) cita a Ord., liv. i, til. 90, 1".
Observardes.
As palavras da Ord. sao estas : Cuando o ir-
mo testador Azor herdeiro pessoa infame de in-
famia de direito ou de fcito, como se o herdeiro
instruido fosse reputado ntreos bous por vil e
torpe e de mos costumes, por ser bebu-lo, tu ful
ou, de outra semelliante torpeza.
Bem se v, pois, que demasiadamenlc cs-
casso o transumplo desla lei. que importa o arti-
go cima exuosto.
O art. 1,029 diz que aquello que por mcio
. ??..'V03 P?VM conllodo ,'eara 1" n- da forca, ameacas ou engao, impedir o tostador
r!L5*W!*? f?^?.?0^* '?*^ desper- de deixar heranca ou legado a oulrem. pagar
em dobro o prejuizo que causar.
Na nota (8) a este art. 1,029 cita a Ord., liv.
4', tit. 84,93, o diz : Como so liquidar se-
raelhanle prejuizo ? Suppriiuo por inulil a dis-
posico da 21 parte do S 4".
Observarcs'.
Como se liquidar semelhanlc prejuizo ? Do
mesmo modo por que se provar que bouve cm-
prego de forca, modo ou engao. A mesma
Ord., liv. 4, til. 81, 3o, o diz assim : E se,
querendo alguma fazer lestamenlo o deixar a
outra porseu herdeiro ou Icgatario.ou deixar-thc
algum logado, outro lerceiro lh'o tolhesse cora
forca, modo ou engao, provando a'/uellc 'ue
Itouvera de ser instituido, on a que se houvera
de deixar o tal legado, a dita forra, medo ou en-
e a heranca, guantidade
do-se espalliado no Cariri, o boato de ter sido
atacado pela tropa e deposio o governador Ru-
bim ; por islo a cmara negou-se a publicar os
dilos decretos e a nolicia da revoluco do Portu-
gal, convocando os povos da sua jurisdieco
reunir-se, alim de iretu reslabelccer o governo,
que falsamente suppunha ter sido deposio.
O desembargado!- Jos Raymuudo que ora abril
entregara a vara a seu successor Jos Joaquim
Correa Pereira do Lago, mas que nao obstante
conservava um grande prestigio sobro o povo,
apresentou-se em cmara no dia 7 de maio, re-
prehendeu os remadores, estranhando-lhoa o
procodiuienlo ; mandou fazer as ditas publica-
i;es, c obrigou o senado a annuir a revoluco
mas lendo-se elle retirado nos das segrales]
reviveram e pcevaleeeram outra vez as ideas n-
suilladus por homens oppostos revoluco, a les-
la dos quaes so achava o coronel Leandro Be-
zerra Monteiro, que fazendo reunir-se a cmara
a 1 i de maio, indiizio-a a protestar contra os
passos ta revoluco, c pedir ao governo raonjr-
chico absoluto.
0 governador Rubim responden era julho a es-
la reclaraaeo, eslranhanlo semelhantc procedi-
leslamenlos porsero provdor dos residuos;
ar a qual-1 e assim foi craquaolo houve juizes de direilo do
as cousas o civel as capilaea c,u I"" havia mais de uiu
delles.
CAPITULO VI.
Das partilhas.
O art. 1,093 [pags. 419) diz que : avallados os
bens pelos peritos que o juiz do invenlorio no-
mear, pertcnce aos partidores fazer a pariilhada
drisao delles.
Observardes.
Nanea os peritos avaliadorcs sao era devora
sor nomcados pelo juiz do inventario seno poi
Qombinacio rcvclla do algum dos iniercssa-
dos. Em regra geral, nao havendo avaliado-
res provisionaes, sao louvados a apiazimeiito
das parles,'conformo a Ord., liv. 3.", ls. 17 e
78, 2.
CAPITULO Vil.
Das collaces.
O art. 1,198 (pag. 4\J diz que sao inofllcio-
sas asdooccsse excedercm legitimo do lilho
donatario e mais a terca da heranca do pai ou
mi doadores, ou de arabos se arabos lucrara a
doacao.
A nota [i] ai arl. 1,198, depois de citar a Ord.,
liv. 4., til. 87,5; 3, diz: Os dolos on doa.'es
que so conferoni nao augmentara a terca ; o osla
se deve computar pela raassa dos bens existen-
tes na posse do leslador ao lempo de sua rar-
e. Assim pens, nao lano pela" resoluco de 1
Ido agosto do 1 to. altestada por-Gama' e trans-
iera boje lugar o beija-rao do despedida de
SS. MM. II., que devem amanba deixar asnos-
sas plagas, em seguimenlo a sua auspiciosa vi-
sita s provincias desle lado do imperio.
Dqsde o anno de 1808, em que deixando a ca-
sa real de Braganca o velho mundo, em conse-
quencla das convulscs que nelle iam, passou
as aguas desla nossa provincia, que Pernam-
buco abri seu patritico corneto ao nobre an-
helo de receber em seu scio a augusta casa rei-
nante: aspiraeo cssa que recresceu quando o
Sr. 1). Pearo I, e posteriormente o nosso au-'
gusto monarcha o Sr. I). Pedro II, percorreram
ora visita diversas provincias do sul.
Mas, nos clculos da Providencia, eslava re-
servado que s gozara a Ierra heroica dos Ter-
nandes Vieiras, Henriquc Dias e Camarcs desso
honroso prazer no presente anno, depois de tres
revoluces que bastantemente ensanguentaram-
Ihee solo, e que lhe derama dura convieco de
que um paiz, quaesquer quo sejam as eondices
sob que estoja, s podo aliingir a sumraa ventu-
ra era lodosos ramos da vida social, por molo-
de conquistas incruentas, que lenliam por instru-
mentos o estudo e o Irabalho.
Se osle facto tivosse lido realidade, so livesse-
revestido a forma auspiciosa sob que boje se
exhibe s hossas populacOes, antes desses dia de
hito e de horror, em que romperom-se lodos os-
lados de fralernidade, o o antagonismo assuraio-
toda a sua hediondez, estamos ltimamente con-
vencidos de que laes anomalas sociaes, de que
laes aberracoes do espirito publico nao ler-se-
ain manifestado nosso cataclysma, cujos effeilos
ainda posara hoje sobre lautas victimas
Sim, osla a nossa opinio; e nao ella ncni
singular, era balda de racionalidade.
Os fados que fallara alio, rcem cm apoio
della com a sua lgica irresislivel.
Alm de que, havendo nos assislido esses
infolizes aeontecimenlos, e bebido na propria fon-
to a razo de ser delles. formamos a crenea du
que, se um poder conciliador se houvcsse poslo
de porracio, essas decentadas revotuces nao to-
riain passado de ligoiras dissences, "que nao to-
maiiara vulto, c nem assum'irian proporces
desconvenientes a forma governaliva, por "quo
nos rogemos, sendo fcil chama-las As raas do
justo: porquanlo urnas foram filhas do desgober-
n, e outras do ambices desregradas.
Assim fallando, fazemo-lo de sciencia pro-
pria ; visto como, alm de lilho da provin-
cia, somos contemporneos de todas essas emer-
gencias ; s quies devoraos a dcnomina'jo do
anle-nioiiarchislas, que nos baralam sem jus-
Uea alguma, e s para desvirtuar o carador
pornambucano.
Anl-inonaichistas nao sao osPernambucanos,
os fados o provara cora prolicieiicia ; os fados,
pois, chamamos notoria.
Oue o nao sao, demonstra a icstaura'o do
poder hollandez dcste torrao abeneoado por seus
lilhos, quo podendo-o constituir do modo que.
lhe ronvioiso, o soMrani-lo casa reinante do
Portugal, que ento achava-se enipcnhada cm
dilficuldades importantes ; polo contrario esses
seus lilhos eminentemente monarehisias depoze-
rain aos pos do ihrono braganiino a sua glorio-
sa conquista, essa parle refulgente do seu dia-
dema.
E este fado loria sido porveniun ilh de um
s hornera, como lalrcz o pretenda a inveja ca-
sada cora o despeito?
Nao o foi cortamente, porque s esse homoru
lambem nao foi o conquistador desla provincia,
c nem loria lamanha forca que inipozesse a sua
opinio individual todosesses hroes que, por
entro mil privaces, elevarara ura padro do glo-
ria para Pernambuco.
. Oue o nao sao finalmente, ludo enlic nos de-
presente o indica, quando a familia pernarabu-
cana se agita e revolve-se de modo deseommu-
nal : quando de todos os seus poros tronsuda o
prazer.
K queris anda nina nova prova?
Ei-la na recepcao de SS. MM. II., que sao o
symbolp do moiiarchisnio, a encarnarlo viva do
principio inonarchico.
Nao vos satisfaz ella ?
Altentai para a csponianeidade do todas essas-
demonslraces, que all se exhibem bella o ra-
eja-se
direilo do exigir colla.o.
do cod.civ. da Franca).
Oosercaces.
As doocos dos pais aos lilhos
nao insinua-
do casa-
dos doadores
B' a exploso do senlimentn publico, que se?
mauilcsla pelas eloqoentes doinonslracocs do
raonarebismo pernambucano.
Pernambuco portanlo tem-sc perfeitamonle da-
gucrreoiypado nessas mltiplas formas, quo ja-
mis deixaro em dvrnk as suas ideas peliti-
gano e a nerann, guanuaaae ou cousa que no das, sejam eitas o.'i nao por"occa~s'o
ledr ^' e, TU'CI'! J': dobro testamento Ib o pagara era alea quanlia de 360| pelo pai'o de 180 pela cas. dc.ando assim por Ierra toda a obro da
K tanto menos dillieilmenle mm.lo eo inri.'*k i C0t,Io[me' I!.1!- Ilv' ll1; 62. do malevolenoia, e sobrando-lhe sobreludo o pra-
deprSderaunia U^'^ZX^^ ll^ATa aarFS'lfi TSL f* ffi H" ?"* ^ -fh dev.daraon.c
se soguera s oetices de nWnr> n!.f55 L\l'Jh e nl "','{* Ib de selombro de 1814. apiociados por aquello que, sobranceiro tu-
iras ad aislar do No excesso dos 3608 180?. alm das legli- do, s allende a Soteneio. K ao passo que as
mas, sendo nullas as doacoes aos lilhos dotaos! sim se regosija pela 'prova solemne que bao
ou nao, se devem uesse mesmo excesso consi- dado seus lilhos, em que so ello rev.j desvanecido
derar no dominio do doador necessariamente te-1 por nao haverem desmerecido ou degenerado
zendo paito do acervo de seus bens, e, por con- das geraedes, quo elles ora representan) ludo
soguinie lazendo parlo das legilimas e terca tes-
tamentaria ; porquanlo :
! Para a deducao das legitimas e da torea s-
menle nao pd< fazer parle do acervo dividendo
o que eslava inleiraraeiite fra do dominio do
leslador so tempe do seu faUecimenio, es Ord.,
lisiar do
disposlo na Ord. liv. 3a, til. 60, 2", c no Ass.
de 5 de abril de 1770 ; e ainda monos dillicil se
aiilolha, coniparando-se o objecto dessa liquida-
do ao do qualqucr na goneralidade sobre pre-
juizos, perdas, dainos e lucros cessanles, ver-
sando conjccturalmenle uo que se podoiia lucrar
e nao lucrou. se poderia ganhar e perdeu.
A disposico da 2' parle do i" da Ord., liv.
4, til. 84, quo a nota [3] ,n0 art. 1,029 diz que
snj.primo por inulil : c esta :
de SS, MM. II. V provincia do
espera da risita
seu nome.
Sii va-nos pois osle dore esperar de unitivo ao
soniimcnlo da separaco, que- amanba lera do
realisar-se, roubando d'enlre nos o par augusto,
que nos veio communicar urna vida, que sus-
f


m


MARIO DE PERNAMBUCOv SEXTA FEIRA 23 DE DEZEMBRO DE 1339.
V
tentnr-se-ha
ante.
para recoruacuo Ou hora em di-
PERNAW1BUC0.
REVISTA DURU
Qu.irla feira, polas 8 lidias da noile, foi
cumprimcniar no paro iraperil a S. M. Imperial
urna banda de scnhoras, a cuja fronte vinlia lo-
cando a msica marcial dos aprendizes menores.
Eslas seuMMs traja vara blanco, coni aapellas
da mesma edr sobre as cabalase charpas de ver-
ilee amarelloatracollo, trazendo ludas ellas um
amanele as liaos.
S. M. a Iinparatriz dignou se de darl-lies a mao
a beijar, satisnzendo assim a aspiradlo dessas
seuhoras, eni cujos peitos batem eorac.6es brasi-
leiros.
N'essa mesma noile o Ierro dos Henriques
percorrou as mas desla cidade rom msica mar-
cial, e entoaudo vivas a SS. MM. li.
No da 20 grande numero de' oflciaes do
nterdto e da guarda uacional forain ao encontr
de SS. MM. II., no seu regrosso da Victoria.
Pelas 4 lioras da larde rcuniram-so no arse-
nal do guerra os Srs. commandantes do 4. de
arlilliaria, 8." e 9." de infantaria, o Sr tcnentc
coronel Brido, Sr. major do 9 os Srs. aju-
mantes dimlins do Kxm. Sr. general, o seu se-
crol.-H-in, o Sr. capito comniandante da compa-
nhia d'arlificos, e differentes senhores oflctaes
dos coros de linha e bem assim o Sr. lenle
coronol Se ve commandanle do o\ da guarda na-
cional deste ntunicipo, c alguns senhores ol-
ciaea Ja mesma guarda, e segurado todos com o
menos, 3UU por rento, l'cloiiue ja su pud i.oii-
cluir, que au estado muilo deve interessar a rx-
ploraco em grande, e por isso deve proporcio-
nar as machinas precisas, assim com um pes-
soal conveniente e indispensavel.
F.m seguimenlo deste relatorio o Mjnileur dn
Sentgal puclica asseguinles linhas :
Os ensaios, que se fizeram na escola impe-
rial de Minas sobre as amostras do ouro fundido
e do ouro cm p de Kenieba deram os seguintes
resultados :
Ouro fundido em barra, apresentando urna
ligeira cor verde,conlinha de:
Ouro
Prata
93,33
6,62
Ouro lavado
graos bullanlos
[ ouro cm p
com superficie
as arestas agudas vista nua,
redondas a
xidos
Prata
Ouro ,
microscopio, continha
de ferro e ruiueracs
99,95
em pequeos
irregular, rom
mas parecendo
7,50
fi,6
86.10
90,22
O ouro de Bambouck porlanlo de urna
grande pureza pelo que respeila s ligas com
que so ncha no mineiro.
O visconde Maria de Botheril, cx-secrcta-
rio de enibaixada, lilho do conde de Botheril,
representante na nobleza de llietanlu nos Esta-
dos-Geraes, morreu era Diman com idade de
66 anuos.
O viscoiide de rtollieril, ha annos, que se linha
tornado celebre pela empreza dos Omnibus=Ca-
ft$futaurans: elle fez circular todos os das
r> Sr. coronel director do mesmo arsenal de guer-enl *urlS J; carros carregados de comeslivcis
ra Antonio" Gomes Leal, foram ao encontr do I"; 12 carros de comostiveis frios, e 24
SS. MM. pela estrada dos Afogados. e na altura 'carregados de vmlios de todasJU especias, lieo-
de Tiip tiveram o primeiro encontr com S. I re*i elc-> elc.
M. flmperalriz, onde os Srs. ollidacs fazondo I Tsenlos pedreiros lhc edificaram, como
Alas, o Sr. coronel Leal den vivas a S. M a Ira-' Por encantamento, una casa com 15 Castalias,
perarliz, que os recefcera cora toda a affabilida-! uraa dasquaes linha 40 metros de comprimenlo
de, c sabendo que S. M. o Imperador se havia '' e 8 d^ largura, lima machina de vapor d aforca
apartado era pequea distancia, a lira de obser- de 16 ca\allos fazia fervor toda a balera das
var um lugarejo, dirigiram-se os oflciaes a en- coziobas. Pars vio este estabelecimenio gigan-
contra-lo, qnando pouco dopos liverarn o reg- t>co : os autores de Yanchoille fizeram deslcs
zijo de ver o nosso monarcha, e praticando os 0lu"l>i'S o objecto de suas criticas, mas isto nao
senhores oflciaes a mesma aeco de abrir alas, e S11V0U > visconde de Bothcrel, que perdeu nessa
vivas dados pelo mesmo Sr coronel Leal tiveram empreza mullos milhoes de francos.
o prazer de ser bcra rocebidos por S. M. o Im-
perador com todas as demonstraeoes de silisfa- i
Entretanto tendo salvado ainda 260:030 fran-
cos, concebeu oulra empreza lio infeliz como a
primeira ; enlrou no commercio dos viuhos em
grande escala, esperando dobrir a sua fortuna;
porm o resultado f >i a peda total do resto do
seu antigo patrimonio..
Finalmente, ha.dous annos, o vsconfle de
Botherel recolheu-sc Bretanha, e fixou a sua
(| p; residencia era S. Malo, onde viveu qunsi ignora-
de presente se acham em Inglaterra, offerlarm do- e ocupado a cscrever urna obra com o tilu-
tiuinhcntos mil res para o asvlo do Tnendici- : ,0 : *enfermidade* humanas, e quejaseesta-
dade. I vam imprimir quando a morte o viera sor-
Consla-nos, que nao se podendo resolver Prcnender.
desde j a importante quostao do melhoramen- ~ Matadoi-ro publico :
to do porto desta capital, pela divorsidado : Mataram-sc no da 21 do correnlc para o con-
das opinidea que, acerca deste objeclo se opre- i sumo d,'s,a rczPS-
sentaran! com raais ou menos razoavel funda- '
Cao, e logo em seguida S. M. continuou a sua
marcha ao encontr de S. M. a Imperalriz,
e os Srs. offlciaos o acompanhavam tanto mais
saiisfeitos, quanto pelo recebiraenlo com que S.
M. os honrou.
sS Os Srs. Eduardo e Alfredo do Mornay que
por alguns annos habilaram nesta
ment, Iimou o governo a deliberadlo de man-
dar vir da Europa com urgencia um engenheiro
especial, a quera possa ouvir e submeller o oxa-
r. i de todos os projectos e planos offerecidos,
par depois desse examo tomar urna deciso se-
gura, que sem sacrificio iniproficuo do grossos
capitaes, que de necessidade devam ser empr-
alos nesta obra de tanto alcance.
Este fado revela prudencia,
verno procura alternamente
ramcnlos que sao lio reclamados, sem com-
prometimiento dos dinheiros do Estado.
Na verdade, esta impelante questao tratada c
discutida lia longo tempo, offerceu serias diOl-
culdades ; e bem avisado anlou o governotera
proceder lao prudentemente, para dar ura p*sso
cerlo e seguro.
A demora em laes melhoramcrilos, para nel-
les prosoguir-sc, uraa ve/, encelados, seraprc
miis conveniente, do que a prccipilacao para
depois recuar.
II.mi. ni leve a honra de beijar a mao de !
SS. MM. II a commisslo, mandada pela (amara
municipal de Ingazeira, para felicila-los pela sua '
visita a cila cidade ;
SENHOR.A cmara municipal da Villa de
Moniwr.iiunE no da 22 do corriste
Jos, bronco, 4 meses, ronvulsocs.
Romualdo da Cosa, preto, 5 anuos, tubrculo-
pulmonar.
Felizardo, preto. escravo, 35 annos, sollciro.
bexiga. ,
IIosnrAL de caridadc. Existom 70 ho-
mens 55 mulhcrcs nacionaes, 1 horacm estran-
geiro, 2 horaens escravos, total 128.
_0. i Na totalidade dos doentes existem 36 aliena-
fazer os melho- dos sendo 29 rnulhcres e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirur-
giao Pinto s 8 horas da manha, e pelo Dr.
Uorncllas as 81/2 horas da manliaa.
COLLECTORIA DE OLXDA.
LaiH/amtMito da declina dos predios
urbanos de districto da collee(>-
ria que tem de servir no nnno fi-
nanceiro de 185 18GO, pielo
colleetor lanoel Jos de zevc-
do Ainorim.
Ra das Pernambu ans.
N. Jos Siraes de Almeida,
casa lerrea arrendada por... ..
Ingazeira, cm Paje de Flores, incumV-nos, de'. Uem 2 Manoel Jos de Azfcve-
niui respeilosametitc. transmillir a V. M. I. a,
expressao de intimo jubilo, de que se acham pos-
.suidos os povos de seu municipio, pela .visita
nimiamente honrosa, que V. M. 1. o sua Augusta
Esposa Se dignaram, despeito de lodos os en-
commilo. f.i/or a esta provincia, cujas Iradic-
coes gloriosas ccnlupiicaram ae esplendor, po;
mais este acoiilecinicolo, que vivera eterno na
memoria dos Vcrnambucanos *
Quando uia poeta celebre disse, que a pessoa ',
do Re, posta cm coulacto com as multides, ex- i
punha-se a despir os prestigiis que s de longo I,
faccinara, outinham prsenlo a imagera daquel-,^- b' oartlioloineo hibeiro Pi-
les'lyrannos, cujas fallas nao podum resistir l 'CSi casa terrea arronJaJa por.,
severidade da analyse, ou nao previra oappare- dem 7. O mesrao, casa lerrea
cimento de ura prncipe que tem tido o raro con-
dao de, com a presenca, senhorear altelos, e,
do Santos, casa lerrea oceupa-
da pelo propriotario avallada por
dem 3. Maria Magdalena dos
Anjos, casa lerrea arrendada por
filum 4 a mocina. casa terrea
arrendada por.............
Mein 5. Amonio Goncalves
da Silva, casa lerrea oceupada
pelo proprieUrio avllala por..
arrenda la por
has' ^era ^0S(^ Gomes deSouza,
1503>000
2005000
72J0OO
24055000
1205000
969000
casa terrea arrendada por..... ll>000
Llera 9. Ignacia Gimes da Sil-
va, casa terrea arrendada por..
dem.10. Dr. Alexandre Pc-
reira do Carmo. casa terrea ar-
renlada por..............
dem II. O mesmo, casa lerrea
rrenJada por......
com seos actos, corroborar as fieces rison
de que a imaginario do povo rodcava o conceito
de seos altos predicados 1
a Esse principe, Senhor, tem ensillado prali-
carnente, que honrar os grandes e os pequeos
de seu imperio, cora iguaes amostras de singular
benevolencia, nada derog'i na grandeza dos
R-is ; c que pelo contraro, quanto raais honra-
dores sao elles, lano mais profundas e sinceras
sao as veneracoes que recebem de seos adhe-
ronles. Inexaula es hoiwris dos ia Priueipi-
bus: magia hoivn-anlur lio ora n les: Iionorata dem 12. Dr. Antonio Ferrci-
Prineipe familia, Principi perpetuo manti ad\ ra Jacobina, casa lerrea arren-
adHrxcta. .
O imperador Carlos V era to fcil c benevo-1 ,. aaaa Por- ;;;
lo em fallar, e ouvir a lodos, que um dia os seus ldcm ** JSe Joaqmm da Sil-
confidentes o advertirn, que esse cortar largo va Gomes, casa lerrea arrendada
cora vassallos cm pontos de affibilidade, e lio- por
tioriflcencia, podia expor sua pessoa aseroffen- ni \'r' "\r .* r\" i' '
dida, Mas elle responden : Represento Da l5.* "VS?? d Dr* Jo5C
torra um Dos bemfazojo que a ningucra se ne-j tfanciscode Paiva, casa terrea
ga : a mnha scguranc.a a minha benovolcn- arrendada por.............
cia; porque anus provocam-se com armas, e Idern 16. Vicanta Antonio do
amor com amor .
Nao porjii, as lendas de Carlos X, nem
Jias pragmticas de qualqucr oulro monarcha dj
torra, que V. M I. vai rastrear normas de pro-
ceder, nem modelos de urbanidade. E' no seu
proprio Coradlo, talhado, como o de David,
volitado de Dos, que V. M. I bebe as inspira-
dles de bondade, e de nobre cavalleirrismo, que
tinto so patenteiam em todos os actos de suj
vida publica.
Sao estas as mpressocs, Senhor, que V. M. I.
deixar profundamente gravadas as populacocs
do Norte; o sao estes os seutimenios, que ani-
mam os municipes de Ingazeira, cujo orgara so-
mos neslas felidiaces sinceras, que aqui Irazc-
nios a V. M. 1.
Recite 22 de dczeuibro de 1859.
3005000
1205000
800SOOO
5005000
iOOgOOO
4005000
terrea ar-
ioaqaim Pinto de Campos.
Dr. Manoel de Figueira Faca,
iodo do Prado Xavier.
Caelano Vinto de Veras.
S. M. o Imperador dignou-se de responder
1'ie agradeca muilo as felicitacoes que lho en-
viava csa cmara.
Foi capturado pelo delegado do Ex o cri-
>ii.noso de morle na provincia de Pernarabuco,
Manoel llellcno.
Foi igiuilmenle crpturado pelo delegado de
lores o.criminoso Jos Luizda Silva, pronun-
ciado naquello termo em 1856 pela leniativa do
morle. *
Foram recolhedos casa de detencao, no
dia 20 do corrcnle, seis horaens e duas mulhc-
senJo quatro livres e quatro escravos, a
saber : por ordem do Dr. juz especial do cora-
rnercio 2, de delegado do 1." districto 3, do snb-
delegado do Recite 1, do do S. Antonio 1 e do
di Bja-Vislt 1.
- No dic 21 foi apenas rccolhido mesma
prisao 1 esccavo ordem do subdelegado de S.
Antonio.
O Jfonitaur du Senegal contem um relat-
lo capilio de eng-nrieiros Maretz sobre a ex-
ploradlo daj loiuis de ouro e Keinebc (Bam-
boock) e conclue da maneira seguinle :
assim como todos os pazcs visiuhos; conso-
nantemente, poucos vendedores de ouro so a-
presentaram. Nem de sul nem de esteappare-
cem algumas caravanas cm Bambouck e Bou -
don, como era o costume, alguns annos antes da
guerra d'Al-Hady.
Depois o numero dos vendedores foi augmen-
tando do dia em da ; o no mez de junho j se
apresentararn 125 vendedores, e na primeira
quinzena de julho lli. Deve-se, portanto, con-
cluir que, (slabeleccndo-so a iranquillidado nos
paisea visiohos, o commercio de ouro tomar
i'in Kuricba toda a extensao.
JNle commercio pode sor muilo lucrativo,
poique o prefo do ouro pago em mereadorias
pie-se calcular em/77 cntimos era gramma,
e porlanlo 10 um beneficio de, ponco mais ou
Espirito Sanio, casa
dada por.................. 400*000
dem 17. Jos Antonio dos
Santos Coelho, casa lerrea ar-
renJada por............... 3005000
dem 18. Dr Luiz Lopes Cas-
talio Branco, casa terrea arren-
dada por. ............... 5005000
dem 19. Vitiva de Antonio
Diasda Silva Cardial, casa ler-
rea arrendada por.......... 2005000
dem 20. Domingos Rodrigues
de Almeida, casa terrea arren-
dada por................. 4005000
dem 21. Antonia Florn Ja de
Jess, casa terrea arrendada
pui" ................... 50OSOO0
dem 23. D. Maria Luiza da
Conceicao, casa terrea arrendada
Por- .................., 1205000
dem 24. D. Rosa Francisca
de Souza, casa terrea arrendada
por.................... 144JOOO
dem 25. Antonio do Carmo
de Souza, casa terrea arrendada
P".................... 1205000
dem 2G. D. Anna Joaquina de
Jess, casa lerrea arrendada por 1SO&000
Uem 27. Alexandre Rodrigues
dos Anjos, casa lerrea oceupada
pelo propriotario avallada por. 4005000
dem 28. Manoel Cavalcanti
Coelho, casa terrea arrendada
Por................... 96*000
dem 29. Manoel Floro Mar-
ques Civalcanii, casa lerrea ar-
rendada por.............. 3009000
dem 30. Manoel Luiz Al ves
Vianna, casa terrea ocupada
pelo proprietario avaliada por.. 400&UOO
dem 31. Ignacio Nunes de O'.i-
vetra, casa terrea arrenda la por 145000
Muid 32. Jo; Penetra, casa ter-
rea arrendada por.......... 2035000
dem 33. Malhaos Antonio de
Miranda casa lerrea arrendada
Por..................... 1205000
Uem 34. O mesmo, casa tor-
rea arrendada por.......... 2005000
dem 3.'i. Anna Maria dos San-
to:-, casa lerrea arrenhJi pir,. 120*000
dem 1(5. A mesma, cusa ter-
rea arrendada por.......... 240*000
Llena 37. Angelo Custodio dos
Santos, casa terrea arrendada
*por..................... 725000
dem 38. O mesmo, casa larrea
arrendada por............ 1205000
dem 39. Jo Baptista Braga,
casa terrea arrendada por.... 1725000
dem 40. O mesmo, casa lerrea
arrendada por............. 1725000
dem 41. O mes mi, casa ter-
nes arrenJada por.......... 1445000
dem 42. O mesmo, casi tar-
rea arrendada por.......... 144*000
dem 43. Joaquim Jos da
Silva, casa te-rea oceupada pe-
lo proprietario avaliada por. .. 3005000
IJem 44. Bartholomeo Lou-
reoco, casa lerrea oceupada pe-
lo proprietario a-raliada por ... 3005000
dem 45. O mesmo, casa ler-
rea arrendada por........... 3005000
dem 46. O mesrao, casa ter-
rea arrendada por.......... 300*000
dem 47. Francisco Leile Al-
ves, casa lerrea arrendada por. 240*000
dem 48. Tenente Joaquim
Jos de Souza, casa terrea ar-
rendada por ............... 400*000
dem 49.-0 mesmo, casa terrea
terrea arrendada por........ 1205000
dem 50. O mesmo, casa ter-
rea arrendada por.......... 120*000
dem 51. O mesmo, casa lerrea
arrendaJa por............. 240*000
(Contin
(*)
u a
Communicados
da pata ia mais improductivo, e capital di-
vorciado do solo ser apenas um instrumento do
guerra que se peder quebrar iijs ruaos daqiit-lle
que o maneja,
Venha, perianto, o novo principio alargar a
esphera do desenvolvimenlo industrial o prepa-
rar assim um futuro hrilhanle para o paiz.
1". nos, qne vimos cumprir a misso do esrrip-
lor. seguindo o luminoso trilito da habilissima
penna qu'inda honlorn tao enthiisiaslicimonle
saudou por oslas paginas o novo Instituto, fofie-
temo-nos com os amantes da patria pelos grandes
piogressos que irnos realisando.
TlMFN.
O Sr. Rufino Jos Crrela de
Almeida
o seu merecimentj geralmente reconheci lo, apre-
ciado, e nduLavel touha sido esquecido, e al
hojn nao remunerado. Haja vista, que contan-
do elle muilos annos de relevantes serviros, co-
mo facultativo do grande hospital da Caridade,
e menbro eflectivo da respectiva commissao, ten-
do demonstrado zelo, delicacac invejaveis na ler-
rivel poca do cholera, em urna palavra caben
do a gloria de hiver feiiu nesta provincia as
principaes e mais diffineis operacoes cirurgicas,
sempro com o mellior exilo possivel, al boje nao
teve i minima dislincao.
Sem duviJa como o merecimento real sem-
pre modesto, vem a concentrar-se no olvido,
no meio do rebulicio era que so acha es a ci- rnnir5 .* n-n i j a i
j.o mmmmmA* .j. r centra o que nao pu temos deixar declamar,
da.ie, e quando todos, a porfa, querem appare- ;-,' .. ,- ,
c*r nm rvi'.inr ...: v .' i i- i vlil COI"o e una inversao do verdadeiro estado
cer, um servutor publico distincto, um cidadao .: j .i .,. j .-._-
nrottlmncn h< fi.Li... Jw' i. social, e do espirito das nossas in.-tituicues pa-
prestimoso, lia hcado no mais coraplo o esjueri-',,:-,; ^'......., r
' nm ..- ". ^ i tnas nao procurar-se dar-lhe oJa anini3Cao e
ment, porque o mau lado perra...o que nm dtnao possivel.
cidadao distinclo, esse servidor pub ico de inve-! r i mnr i .
javel dedicacao, que nao oulro senao ]lJ^J^ilJSSMtTi T '*
Rufino Jos Correi. de Almeida, official rnaior' "^ 2 'T?V a''"e,,e "lfn, f-cu,,'v0-
da assembla provincial TS o lempo d. ZZZEZ?"!: ^V*' T" S ^
vnmum<-> rh....^, jc m\i Vi ua incessanles rogos, c comoffensa do sua natural
venturosa cnegaoi de S>, MM II a esa tiro- _. i ., .
vin., .._ fa!ln a** .. modestia comraomorado o seu nome, com a ion-
unca, n um le lo de dor, e assim nao nodesse r ;,; ___.ili.u.. .- j
i _i. ..1.--7. ,' ..,..., ra, ejusiica, quo alias Ihe sao devtdss.
dar pleno teslemunho do subido tubi o c onthu- ,
siasmo que em seu coraeo transborda. ,, ""J*^ "f .s^io nao encommen-
Sim. naluralque o Sr. Hufino Joi Cor- jt' f VGr<3aJes l'u"s e goral-
r-ia m Alm l. i j I- 4 menla conliecidas, alera de ser muilo espontaneo,
rea ue Almeida, monarchista dedicado, que j<--___j Vi
.tUs.i ipm A*An .i e desinteressado, nao recuamos de prefen-lo, a
(ii.-so lera nado provas nao equivocas em lodos a-mj. >^__.._... '
.1C inn___'-_- .. ,' despeno daquellrs consequencias.
os lempos, cora sacrificio! de seus intoresses e ov.,u i i i
rirn do ni nrnnr!, v;j, i .j, i i ""ala, que o nosso idolatrado monarcha, la o
risco ue sua propna vida, desde os priraeiros ate ,.,,.' .....>, ... '
nltim .1,1,;. i:. i amante e protector das leltras, e sciencias, cm
a ultima cominocao po Mea : ora se ache na .r- L ,., .
mui larrivl ;.. '; quo alias esobremaneira ilustrado informando-
mais lerruel conjunclura, porque repassado ; se j
desses nobres
9 ditos gimirabica 7 dius mann aos canigna-
tario?.
2 misas chapeos ; a Leraos Jnior Leal Res
Barca ingleza a. Hindoo vinda de Liverpool,
consignada a Saunders Brolbers, ruanifestou o
seguinle :
364 toneladas de carvao, aos mesmos.
Galera Franceia Raoul. vinda de Monte-
video consignada a Tisset freres, manifestou o
seguinle : '
104 mullas, 8 cavallos, 56 fardos pasto,
349 saccas fuello, 40 ditos cavada, 38 ditos
milho ; aos consignatarios.
CONSULADO CERAL.
Reudimento do dia 1 a 21. 43-188958*
dem do dia 22......2:085J388
ajfrfpni
DIVERSAS PROVINCIA?.
Rendimento do da t a 21.
dem do dia 22
2:009J025
156J635
2:165m
Palmam, qui meruil, fe-
0 Sr. vigario de Goianna Domingos
Alvares Vicira.
Segundo estamos informados, o Rvdm. vigario
de Goianna Domingos Alvaros Vieira, um dos
mais distinctos ecciosiaslicos desla docese, que
j levo a honra de fa/er parle da cmara dos de-
putados, bem cmodo uraa lisia trplice de se-
nador, acaba de dirigir ao Exm. bispo o seguinle
officio ;
Exra. e Rvdm. Sr.
Senlindo-mo, ha lempos, gravemente incora-
modado em minha svude, c nao me sendo possi-
vel ir pessoalraonle entender-me cora V. Esc
Rvdm., passo a faze-lo ofRcialmente, exnondo a
V. Esc. Rvdm. as minhas justas razoes de quei-
xa a respeito de um fado que acaba de torturar
uesla cdade, e que. me ha sido assaz scnsivel e
desairoso, tanto mais por ter sido pralicado pelo
Sr.Dr.juiz de direilo desla comarca, que mais
obrigado eslava a respeitar minhas allrbuicocs
de parocho, do que a deprimi-las era publico, e
talvez por mesquinhas corisidera^oes. Eis o
faci :
Tendo S. M. o Imperador mandado dar aos
pobres desta freguezia a quauta di um cont di-
ris, dizendo a todos elles que leara de receber
ditas emolas das mios do parocho da freguezia;
logo que S. M. se retirou iio dia 7 do correnlc,
em vez do ser o parocho distribuidor das cumu-
las, como de costume em todas as freguezias,
foi o dinheiro entregue pelo Sr. Dr. juz de direi-
to ao subdelegado desta cidade, Antonio Pinhciro
de Mendonca, rueu declarado luimigo. e tem sido
elle at hoje o que lera repartido loJas as esmo-
Ita, com notavel detrimento de minha reputaijfio,
e carcter sacerdotal.
vista do esposto, nao me sendo mais pos-
sivel reger a minha igreja, por nao gnzar dnssym-
patliias do Sr. Dr. juz de direilo, rogo a V. Esc.
Rvdm. haja por bem de noniear algum sacerdote
idneo que possa substiiuir-he, e que nio tenha
a infelicidade, como en, de ser perseguido pela
mais vil intriga, que actualmente reiua nesta in-
feliz comarco.
Leva o porlador de>teum requerimento, fci-
lo em meu nomo, que V. Exc. Rvdm. se dignar
do despachar-me, aflm de que possa dar conla
dos direitos da fabricado minha matriz.
Dos guarde a V. Exc. Rvdm. Cidade de
Goianna, 13 de dozembro de 185'J.Esa. e Rvdm.
Sr. D. JoSo da Purilic.dco Marques Perdigan, do
lonsclho de SrM. o Imperador, c bispo de Per-
narabuco.
Domingos Aleares Vieira,
Vigario collado da freguezia de Goianna.
A este officio deu o Exm, prelado diocesano a
resposta quo se segu :
Teraos presento o olieio que Vrnc. nos diri-
gi em dala de 13 do corrcnle, solicitando a no-
mcacao de um sacerdote que o subslilua na re-
gencia dessa freguezia, na |l emende que nao
deve continuar, visto que, com detrimento de sua
reputadlo e do carador sacerdotal, nito foi en-
carregado da distribuicao das csmolas mandadas
dar por S. M. o Imperador aos pobres da mesma
freguezia.
Sera duvida ninguem mais apto do que o
parocho para conhecer as necessidades de seus
paiochianos, e S. M. o Imperador nssim o tem
entendido mandando oncanegar os parocbos de
iguaes distribuioes ; c por isso com razo se re-
seiitioVmc. da cxclusio que a sea respeilo se
pralicou. Todava nem della pode resultara per-
da do conceito de que Vmc, merecidamente goza,
ora por tal motivo convm que deixe de conti-
nuar no exerciciodo ministerio porochial.
Dos guarde a Vine. 1'alatiTda Soledade, 20
de dezembro de 1859.
Joo, bispo diocesano.
Rvdm. Sr. vigaiioda freguezia de Goianna.
Imperial Instituto I'crnntnbucano
de Agricultura.
Tere hoje lugar a inslallaro deste proveitoso
instituto, que vai ser inaugurado Sobos auspi-
cios do Magnnimo Principe, qtiem aprouve
Providencia confiar a suprema drccco dos des-
linos do Brasil. E um inonuraenlo" perduravel
que se vai erguer cm padro do^gloiia e de eter-
na recordacao volado pelo amor de leaos subdi-
tos a Sabedoria do Augusto Herdeirodo Inclvlo
l'undador do Imperio. O Imperial Instituto Per-
nambucaiio do Agricultura lera por divisa c por
timbre una bella e grandiosa idea. A regenera-
cao da industria agucola: tal 6 o pensamento cm
llor que anima osla feliz instiluicio ao surgir ad-
niiravel e esperancosa do amor patritico que en-
leva todos os corceos ao aspecto do Principe
raais esclarecido deslc grande seculo.
Dos ampare o vicoso rbenlo que plantado
entre os applausos dos verdadeiros amantes da
patria. Em feliz hora se lancera os fundamentos
deste fecundo ncleo de inslruocao A Mea rica
de esperanzas, que se vai encarnar em tao gene-
roso instituto, c destinada operar urna elncaz
transformadlo social sobre as largas bases do tra-
balho livre, esclarecido c iulelligenle. Possa o
amor de todos os irmos industrialistas, opera-
rios de todos os interesaos, fomentar o estimular
o descnvolvimonlo prospero deste vasto concur-
so que se vai abrir ao trabalho o intellgencia
com o nobre desigdio de evocar a primeira in-
dustria do Brasil oceupar desde j o papel ira-
portante que, cm um futuro prximo, Ihe est re-
servado.
E tanto aspira o Imperial Instituto Pernam-
bueano de Agricultura. Animar e nperfpieoar o
trabalho, combaler os velhos projui/.us que usa-
da rutina arraigou no espirito dos no-sos agricul-
tores, derramar por elles a iiislruco.io liberalisa-
da nios cheias em livros e jomaos adaptados,
em escolas e fazendas normaos, fazer couhocidos
do paiz os instrumentos novos que a genio mo-
derno ha creado e applicado ao uso com lano
prove to:tal o grande desidertum do escol-
enle instituto quo o amor patritico vai implan-
tar sob a generosa protceeao do sabio Prncipe
do Brasil
No estado calamitoso de decadencia que a in-
dustria agrcola se resignara, opprimida ao poso
inflesivet e lyrannice do capital, retalhada o di-
vidida como esta pelo- isolamenlo e pelo egosmo
dos seus sacerdotes, a agricultura deve abracar a
nova bandoira com cnlhiisiasiiio frvido Ha pn-
ra ella no futuro um grandioso papel, mas sob as
condiedes da allianca e do amor nstruccao. Se-
r.'i este o meio, qual boje se Ihe propoe, de abrir
mi do passado inglorio de seu abatimentfl para
coiuraungar a idea da futuro que a vira nobi-
ltar.
O Imperial Instituto o lafO do unio que vir.'i
equilibrar o solo co capital,"resiituii.lo aquel-
lo a legitima influencia quo Ihe incumbo nosdos-
linos do paiz, o este a gloria deo3 haver pre-
parado por urna nobre. allianca. lora destas een-
dices de ordem e de bnrmoia, nao lia acord
possivel cr.lrc estes dous poderosos elenienlos da
da riqueza publica. O solo sera o capital sera de
PublicaQes a pedido.
Pro" | precisa animadlo.
teslo>de acrisolado amor, profundo respeilo o *{ H
devido acataraento, que seserapreconsagrar-lhe,!
como sobre maneira anhelara.
Toda esta provincia lestemunlia ocrular dos
*r,st z&jzr, sit uar<" -* w > i'-
bl.ca, em pro! da ordem, integridade do im-1 V,sao Hfll patritica CIU 21 lie
perio, e manutengao das nsl'Uuices juradas. \ dozembro O 1859.
Esse honrado cidadao, chefe de numerosa eho-i ORDEM DO DIA.
nesta familia, durante longos annos incumbido Estando prosima a retirada de Suas Magosta
de cargos policiaes, sem inleresse algum. Com
sacriGcio dos proprios commodos, dos intres-
ses particulares, e al correndo continuos riscos
de vida, tem so tornado tao poderoso elemen-
to de ordem, quo a des,eito de repelidas Suli-
cilacSes suas, em pocas de verdadeiro impedi-
mento, as autoridades superiores Ihe negarara a
veneracao, ou despenda, ainda temporaria, que
peda-lhes. O seu simples nome na freguezia
da Roa-Vista, era ama garanta de ordem, um
terror do crime, porque os perpetradores e re-
fraclarios bem sabiam que as suas medidas nao I 'nveneivel Estancia, eGuararapes, sendo a
les Imperiaes, convida o commandanle em cha-
fe da di visao, os corpos de seu rommando, de
conformilade com o que resolveu o directorio dos
festejos, a se apresentarem formados nos lugares
de suas paradas s G 1|2 horas da tarde do dia
23 do crreme mez, e que a? 7 horas ero poni
marcliem para a parada geral da divisad no pa-
teo do Carmo, ondea mesma diviso tomar a
orginisocio seguinle :
Ser dividida em duas brigadas, compondo a
1.a, os batalhfjos Arraial do Bum-Jesus,.
deisavam de ser promptas e enrgicas, embora
cheias de prudencia.
as pocas das commoQes polticas, porque
ha passado esta provincia, semprc o Sr. Rufi-
no Jos Correia de Almeida, foi visto p'ersuroso
a 2." composta dos batalhoes Vinte e dous de
Novembro, Henrique Dias e Casa Forte.
Coramandai a 1.' brigada o Sr. coronel Hy-
gno Jos Coelho, eal'o Sr. tenente Pedro
Alexandrino. da Barros Falcao de Albuquerque,
DESPACHOS DE EV.PORTAQAO PELA MES.V
DO CONSULADO DESTA CIDADE NO DIA
22 DE DEZEMBRO DE1850.
LiverpoolBarra ingleza Baronet, James Ry-
der & C. 116 saccas algodo.
Slockholm Brigue sueco Anna, N. O. Bieber
& C, 330 couros salgados,
MontevideoPolaca sarda Maria, Viuva Amo-
rira & Filho, 100 barricas assucar branco, o
301) ditos dito mascavado.
Marscllia Barca franceza Amelia Honrielte .
Tisset Freres. 1,200 saceos assucar mascavado;
F. A, dePnho, 3,200 chifros.
Porto =r Pdlacho portiigupz Duque do Porto \
diversos carregdoros, 150 saceos assucar bran-
co e 100 ditos dito mascavado, 265 couros sal-
gados, 163 paneiros gomrna, 168 meios de sola.
KKCEB8I ORIA DE RENDAS INTERNAS
GERAES DE PERNAMBUCO
Rendimento do dia 1 a 21. 26;0j37f>
dem do dia 22....... 2:7'J7J711
28:8124967
CONSULADO PROVINCIAL"
Rendimento do dial a 21. 60:607741
dem4do.da 22....... 2:95j493
63 553J23
Movimento do porto.
Navios entrados no dia 22.
Bueuos-Ayres30 dias, patacho americano Ne-
braske, de 370 toneladas, capilao VValkcr,
oquipagera 9, carga couros ; a Borolt & C.
Veio receber ordens e seguio para New-York.
Baha-10 dias, barca poitugueza Ilortencia,
de 400 toneladas, capillo Jos Manoel Romao.
equipagera 16, em laslro ; a Amorim & Irmao:-.
Navio saltiono mesmo dia.
Hamplon RoadsBarca hamburguczaS Thomaz
llacki, capitao J. Hauscn. carga assucar.
e dedicado ao lado do governo e da ordem, e no ambos veteranos da Independencia, os quaes no-
nio das lulas afronlando perigos como um sus-jmea/o o seu estado maior.
tentculo das nsiiluige-s, como um forte ele-, A direila da 1.a brigada lomar posico na
menlo de tranquilidade publica. j fu de Sania Thereza e se prolongar pelos pa-
Torminados es lerriveis enconlros, o Sr. Cor- ileos de Santa Thereza, c do Carmo, icgundo-
reia de Almeida recolhia-so ao seio da familia, se ^ahi a 2.* brigada em direrqao a ra da Cam-
sem mostrar aspirajoes, sem exigir recompen- boa Assim formada a divisao assumir o seu
sas, nem alardear servicos, Como lutador dis- coramando, o coronel commandanle em cliefe,
lindo, no remango da paz porque Irabalbara, a ^n^ V0T seu estado maior, como physico mor o
rea de Almeida coriquisiou ttulos os mais no- AJolpho Lamenba Lins.
bres Duranle dia e noile, toda hora, em toda As 7 112 horas da noile a divisao se pora em
a parte, corria sem excepcao a prestar soccirros [ marcha para o largo do Paco, seguindo na sua
aos que era atacados dessa cruel epidemia.! frente a concha do Capibaribe e Nyades, e alli
Infaligvel, i Sr. Correia de Almeida, percorren- feitos os cumprimentos a Suas Mageslades Impe-
do gran Jes dtslancias, visitando os desvalidos en- rae?, e entoando o bymno da despedida, vol-
fermos, e prestando-Ibes soccorros com suas pro-! ver a divisao a pe-correr as ras Ja cidade.
pri)s mos, e mullas vezes de sua propna algi-! Os cidadaos que desejarem addir-se a qual-
beiro, nao scuidava dos vivos, como dos mor- quer doscorpos da divisao sao convi lados a di-
tos, enterrando esles, e curando aquellas. rigirem-se ao directorio no paleo do Carmo,
Admiravel caridade, deJicacao atavismo apre- para serem informados do uniforme de cada um
sentou o Sr. Correia de Almeida, receben lo por dos ditos corpos.
isso os merecidos elogios das autoridades supe- [ (Assignado.) O comrasnlanle em chefe,
riores, e a estima dos seus concidadSos.
Pois bem, servicos desta ordem tem'siJo com-
pletamente olvidados Delles s resta ao Sr.
Correia de Almeida a satisfaco de liave.-los pres
lados, e urna tcrrivel myelites, que, quasi um
anno, o tem acabrunliado, como brilhants tro-
phc de tanta dedicacao a ciu?a publica, de-
monstrado por servicos os mais fatigantes e sem
escolha do tempo e hora I
Quando a pretexto de remuncracao de ser v i -
Afilio Jos Lamenha Lins.
V partida de suas majestades ini
periaes.
Pedro e Thereza sao phanaos do povo,
Pernarabuco v nelles sua gloria !
Cora laes astros tere lugar honroso
AVeneza d'Anicrica na historia !
Nos lares da indigencia est gravado
O doce nome da imperalriz Thereza,
eos prestados na quadra do choUra, as granas ca- As lagrimas do pobre ella enchugou-as...
hiim era grande escalla sobre ests provincia, ao ^ sua aSora a inclyta Veneza ?
.-'. hoje. que, partir com o esposo amado,
invia Mauricca um triste adeus.
i:
Er
A m e a filha, o velho, o innocenlinlio
De mos postas ao co pedem a Dos,
passo que a afilhadagem sobresahia, o nome do
Sr. Correia de Almeida, foi um dos que o pa-
tronato apagou.
Hoje que todos querem apparecer, c que o
Sr. Correia de Almeida. no seu leito de 'dor, lVTt^XSOSST
quasi que esla esquecido, nos, que nao temos
desse senhor a menor dependencia, pagamos uro
1 trbulo a verdade, trazendo a lembranga publica
o seu nome, para que nella oceupe elle o lugar a
que tem direilo.
E unin estrella que os guie niui piedosa,
P'ia torera semprc o povo de seu lado !
Pernaubucanos dos valenles peitos
l'.rgamosj nina inuralha forte !
Pedro e Thereza defender marchemos
Qu'elles ja lera o coraco do Norte !
Henrique Mamede Lins f Almeida.
COMMERCIO.
O Sv eivursko Jos Francisco Pin-
to Guimaraes ou o mererimento
olvidado.
Em urna poca, em que do mnimo servigo
se faz grande estrondo, procurando para isso
trabalhar os prlos elmpforando-se gracas, nao
justo, quo sa osqueca, o se faga definhar, sem
ianimacao, renome, e premio o verdadeiro mere-
cimento, onde quer que elle esteja.
Todos os habitantes desla provincia sabem da AI.FANDEGA.
pericia, plenamente comprovada por numerosos Rendimento do dia 1 a 21.
i fados, dolllm. Sr. Jos Francisco Tinto Gui-:Idera do dia 22
'maraes, um dos principaes facultativos do gran-
de hospital de Caridade. As mais diliceis ope-
rarles cirurgicas tem sido feitas por elle com
urna destreza, habilidade, e bora exilo, quo ex-
ceden) a toda expectativa, e aos mais suLidos elo-
gios. Nao sao esla? nossas palavras vaas, e li-
:songeiras porque os fados bem conh&cidos, c
notorios, os provas mais e'.idenles j produzilas
ante a coral apredaco fallara mais alio, e cons-
ttuem t justo e verdadeiro elogio daquelle dis-
tinelo cirurgio pernambucano.
P*RAn\ DO RECIFE 22 DE DF.ZF.MBRO DF. 185?.
S TnKSHOKAS DA TARDE.
Cotacoes olTiciaes.
Descorito de letras9, 10 c 13 0.0 ao anno.
Francisco Mamede de Almeida.
Secretario.
412:5124035
17.-536 433
430.04(J063
MOVIMENTO DA ALFANDEGA.
Volumes entrados rom fazendas
c c com gneros
Volumes sabidos cora fazendas .
c c com gneros .
2 2
5S6
211
103
Descarregara hoje 23 de dezembro.
Brigue inglezDantebacalho.
Barca inglezaPanllieacarvao.
3I
r j i Brigue austracoTergesto^=farinlia de trigo.
Os seus servicos na terr.vel poca do cholera Es .7,no hollandcza-Heerenven-cervcj,..
nesta cidade foram relevantes, e constara de um Brigue amercano=Maiy lidien mcrcadorias.
excellente relatorio que foi ha lempo, publicado Brigue belgaEmmagenebra e vid ros.
neste Diario com a etuiblco maesa de docu- < !:,rcn t>".ceza.VdoHequeijos e batata?.
menlos officiaes assaz probatorios de s;ias asser-
Qes, trabalho lao precioso, e importante, que
scnsivel na verdade nao estar j reimpresso, co-
mo envida wm amigo daquelle nosso patricio.
Efeclivamente o Sr. Jos Francisco Pinto
Guimaraes, par de tao vasta illustracao medi-
i Brigue austracoMariafarinha de trigo.
Barca inglezallerscliacarvao.
Importado,
Polaca Sarda Mara Elisa vnJa de Ge-
nova consignada a BjsIs Al Lemos manifeslou
o seguinle :
130 barricas farinha de trigo, OO saccas
co-cirurgica, e singular pericia tem um defeitoj farcllo, 357 caixas massas, 203 caixas a zeite
condemnavel na presente poca, em que ne- doce, 1">0 ditas licores 50 ditos vinbo muscatel
eessario algum chirlatansmo.e vem sera sua 25 ditos cognac 50 ditos enxofre 13 fardos al-
oxlrema modestia, ponto, de que nada pede. fazema 6 barricas caslanhas, 25 caixas vinho,
evita o mais que passivel de se fazer qualquer: 100 saccas arros, 200 barricas cimento 24 cai-
mencao dos servicos que presta, e at vive liolxas papel, 84 bailas ditos de embrulho 20 bar-
recolhido, que fra do thealro e occasio de suas! rios alpsta 25 ditos linliag 50 caixas velas,
oceupacoes nao sahe de esa, e ah concenira-sc 25 runhdes ac, 14 fardos CDrd3gens 4 caixas
absorvido sempreem um estudo profundo da sua salame 8 fardos a mendoas 2 caixas chapeos,
!r'e. 21(.i saccas millio, 184 ditos feijiio 10 ditos pi-
Dessa modestia que o carocijr'. r>-Gce!o que< menla *1 fardos ero doce G cairas esencias,
3* t/5 = OB al a es 3 c m -Bi ~ a 0 c S B ir. 1 vri i Seras.
o. c O) 33 s i v. y. 1 *-R- | Atmosphera.
Direcio. < y. H o
p o. 1 1 Inlensidade.
rr 3 a > -i '" 5' l t t l ic i "- ce be ^ os 1 Centgrado. r. a o
b ia ia MMM 1 ii ~ ts, ^ O: -^ C- 1 Ileaumur.
^ T cu CC QC OC OC QC | Fahrenheit
O. CPCCCOOO^l I ic i' ^ u ; c 1 llygrometro.
3 C en en in en 1 en en o: en en g C5 be < SU l Barmetro
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3 v'
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o
c:
c~.
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Editaes.
Joao Baptista de Castro e Silva, oficial da or-
dem da Posa, c Inspector da thesourara de
fazenda de Pernarabuco por S. M. I que Dees
guarde.
Faco saber aos que o prsenle edilal virera que
em cumprlmenio de ordem do tribunal do the-
souro nacional de 14 do novembro prximo pas-
sado se eomeca a fazer nesta thesouraria a subs-
tituidlo das notas de SOOgOOO da primeira, se-
gunda e terceira estampas. Os seus possuidores,
pois, podeni aprescnta-las ao thesourciro desta
thesouraria, que lh'as trocar por outros de di-
versos valores. Thesouraria de Pernambuco 5
de dezembro de 1859.
Joao Uaptistade Castro e Silva.
Declarares.
O directorio dos festejos impe-
riaes da freguezia de Santo Antonio,
faz sciente ao respeit ivel publico que o
batallio Bravo do Imperador faz par-
te da primeira brigada.
= O illra. Sr. regedor do Gymnasio manda
declarar nos piis, tutores ou correspondentes dos
alumnos internos, que no dia 22 do corrcnle
principia o recolhiraento das mensalidades, cor-
respondente ao priraeiro quarlol de Janeiro no
ultimo de marco do anno de 1860. Secretara do
Gymnasio 21 de dezembro de 1859 =0 secreta-
rio, A. A. Cabra!.
A companhia fixa de cnvallaria de linha
precisa contratar para o indouro semestre, os
^eneros seguintes : pcs de 4 e 6 oncas, cafo
muido, assucar refinado, monteiga, arroz pila-
do, azeitc doce, bacalho, carne verde, carne
secca, feijo, farinha de mandioca, toucinho, le-
nha, vinagre e vinho, sendo todos esles genero?
de superior qualdade; e bem assim capim de
planta (arrobado;, milho, fardo e niel: as pes-
soas que quizerem concorrer a esle furnccimenlo
dirijam suas proposlas era caria fechada secre-
taria da dita companhia, em Santo Amaro, ateo
dia 28 do corrcnle, s 9 horas da rannhaa.
Quartel em Santo Amaro 21 de dez- 1859.=Jfanoel Frasmo de Carvalho Moura, at-
ieres.
Quarto balalhuo.de arlharia
,ap.
O consellio econmico do mesmo batalho con-
trata o forneciraento de gneros alimenticios pa-
ra o rancho de suas pravas de r rd duranle o
primeiro semestre do anno de 1S60 a saber : as-
sucar mascavinho refinado, arroz, azeitc doce,
bacalho, carne secca, carne verde, caf em en-
roco, feijo preto, farinha, lenha, manteiga in-
gleza e ranceza, pao de 6 e 4 oncas, toucinho
de Lisboa e vinagre. (Juera quizer fornecer
aprsente suas propostas na secretaria do dito
batalho al o dia 28 do corrcnle, advertindo-se
que os gneros devera ser de boa qualdade.
Secretaria do batalhio na Soledade 20 de de-
zembro de 1S59.Berardo Joaquim Correa, l-
enle scrvindo de secretario.
Consellio tic compras navaes
Tendo-so de effeduar o contrato relativamen-
te ao forneciraento de enwio de pedra para o
consnmmo dos navios da armada, tanto vapor,
como a vela, offleinas do arsenal de marinha
desla provincia e barcas deescavarao a cargo do
mesmo arsenal, manda o consellio fazer publico
que isso lera lugar em sesso do 27 do corrento
mez, vista de proposlas apresentadas nesto
niosino dia at s 11 horas da manha, sendo o
contrato por lempo de 3 mezes ou 6 se o proco
do forneciraento convidar, e sob as condices
que forem convencionadas, cumprindo ser (cita
a entrega desse objeclo depois de posto as res-
pectivas carvoeiras cora a maior presteza.
Sala do consellio de compras navaes de Per-
narabuco em 19 de dezembro de 1839.O secre-
tario, Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Pela subdelegada do Recito se faz publico,
que se achara retcllidos a casa dedelencao, os
seguintes escravos :
Raphael preto, fgido, escravo do Sr. do cn-
genho Orisonte.
Delphinn, parda, que representa 2:J annos, e
suppoe-se ser fgida do lugar de Tigicupapo, e
que foi presa com o nome de Seraphina. O sub-
delegado, J. .1. /' ; --.


'*)
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FF1R4 23 DE DFZEMBRo DI 59.
Cvusellao administrativo.
O conselho administrativo, para crnctimcnto
loarsenal de guerra, tcm de conjurar os ob-
jeclos segrales :
Para o presidio de Fernando.
Solada melhonjualidade, ineios (JO ; vaque-
tas de primeira suitc 30U ; lio de algodao ameri-
cano bem lino, arrobas 2 ; troquezcs ovaes e nao
bicudasSt; ditos com Tasadores M : dcdaes
{.ara sapateiros, duzas 4 ; sovellas sortidas, nii-
beiro 1: retallios de vidro para sapateiro, eai-
so 1 ; cera preta, da do abelha, para terol,
lacia arroba ; ferros surtidos, cspalhador de cera
ce tarritilha e de boira grossa o lina GO ; caixas
Para a fortaleza do Druin.
Litro com 250 folhas de papel paulado 1.
\jtiera quizer vender taes olijectos aprsente
es suaspropostas em carta (echada na secretaria
co conselho s 10 horas da manhaa do oia 26 do
torrente rnez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para forneciniento do arsenal de guerra, 19 de
dezembro de 1859.lento Jos Lamenha Lins,
orouei presidente.
Novo Banco de Pernambuco.
O novo banco de Pernambuco reco-
lta as notas de sua emisso de 1<>6' e de
20$, epede aos possuidores das mesinas
o favor de as virem trocar no seu es-
criptorio, das 11 horas da maniaa ate
is 2 da tarde.
= A cmara municipal dista cidade, desojan-
do que se conserve para sempre a memoria do
feliz acontecimiento do dia 22 de novembro, cm
que esta cidade leve a distincta honra de recober
a augusta visita de SS. MM. II., rcso've que d'ora
;iu oante o caes do Collegio perJenlo esta de-
nomina \t?, seja conhecido porCaes de 22 de
Novembro.
Taro a catuora municipal do Recite, cm ses-
srio de 19 de dezcnibro de 1859. Joaquim Lucio
Monteiro da Franea, pro-presidente.Manuel
Ferrcira Accioli, secretario
Delcgaeia do l.districto do termo
do Reeife.
Tor esta delegada se faz publico que se acham
Tocolhidos ao deposito geral dous cavsUos, e cm
mios particulares ura cavallo, una pulseira, uin
cordo de ouro c una bolsa co:n algumas moe-
las muidas de prata : as pessoas que se julg-
rem rom direito aesses objeclos, aoparecam com
)s signars respectivos, que Ihes seiyo piompia-
snente en'regues. Reeife 20 de dezenitro de 1859.
Inri(uc Yereira de Lucena.
Leiloes.
LEILAO
Sexta-feira 23 do corre nte.
O AGENTE
Enfile Clicquot a Keims.
Adverte-se ao respeitavel publico de
Pernambuco que o nico deposito de
sua champagne para a provincia de
Pernambuco em casa de J. Praeger &
C, ra da Cruz n. 11.
no
fara' leiio no largo da Assemntea
armazem de Joo Jos Rodrigues Men-
dos no dia cima designado por ordem
do Exm. Sr. juiz de direito especial do
commercio e a requerimento de Anto-
nio Luiz de Oliveira Azevedo, de cerca
de 1,700 caixas com charutos da Babia.
Avisos martimos.
Para Lisboa.
O veleiro brigue nacional Tino, de primei-
ra clusse, pregado c forrado de cobre, pretende
seguir com rauita brevidnda, lem parte de seu
.urregamenlo promplo; pata o resto que lhe
folla passageiros, para os quacs lem aceiados
:omraodos,trala-se com oseuconsignataiio Anto-
nio Luiz deOlivt ira Azevedo, no seu escriptorio,
na da Cruz n. 1, ou com o capilao Manoel de
Oliveira Barres, no Corpo Santo.
Para Rio de Janeiro.
<) patacho nacional Julio pretende seguir com
n.ui.i brevidade, lem parlo de sen carregamenlo
promplo ; par o resto que lhe falta trala-se com
o Mu consignatario Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo, no seu escriptorio, ra da Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro.
O veleiro brigue nacional Almirante pretende
seguir com muita brevidade, tem parlo de seu
carregamenlo prompto e escravos a frele : traa-
se com o seu consignatario Antonio Luiz de
Oliveira Azevedo, no seu escriptorio, ra da
Cruz n. 1. *
Para o Ro de Janeiro.
O biigue nacional l'eoz pretende*seguir al 0
lia 25 ; para o resto da carga que lhe falla tra-
ta-se com o sen consignatario Antonio Luiz de
Oliveira Azevedo, no seu escriptorio, ra da
Cruz n. 1.
Fara Aracaly, o hiato Duuid'jjo recebe car-
a e passageiros : trala-se na ra da Madre de
Dos n. 2.
Para o Rio de Janeiro.
A bem eoiihecida barca nacional Cen^nina,
a sabir al o dia 24 correte, por ter quari com-
pleto seu carregamenlo : para o resto e passagei-
ros trala-se com o capilao Jernimo .los Talles,
ou Giiilherme Carvalho & C, no seu escriptorio
ra do Torres.
O agente Poslana continua a estar autorisado"
pelacomniissao liquidataria da exlincta socieda-
de de fiac&o c tecidos de algodao pira vender o
restante do terreno do sitio da mesma sociedade.
Os pretendemos podem dirigir ao arraazem da
ra doVignrion.il, a qualqucr hora do dia a
entenderse com o difo agente.
LEILAO
DE
Diversos objeclos.
Quarta-cira 28 do corren te.
PELO GEME
PESTAA.
O referido agente fara leilSo por corita e risco
de quetu pertencer pelas 10 horas da manhaa
no aimazem do Sr. Araujo no Forte do Mallo
DE
13 caixas com podras marmore para mesas, con-
solos e lavatorios.
15 quartolas com excellente cognac.
1 pipa com dita dito.
34 toaris com dila dito.
165 caixas com genebra de Hollanda.
96 ditas com whiskey.
Que tudo ser vendido em lotos a vontade dos
compradores sem reserva de pre<"o.
LEILAO
? O Dr. Casfnova pode ser procurado
a qualquer hora em seu consultorio ho-
meopathico
28=rRUA DASCRUZES=28
o^inesino consultorio acha-se ser.i-
pre grande sortimento de medicamen-
tos em tinturas e glbulos, os mais no-
gvini e bem preparados, os elementos de
homeopathia e Nystem diccionario dos
termos de medicina.
J. Praeger & C, ra da
Cruz i!, il.
Receheram ltimamente :
Vinho muscatel moussen de superior
qualidade.
Champagne de Eugene Clicquot.
Biscoutos ingleses e liana bu rguezes.
Agua de Selle.
Vinho de Bordeaux, ehateau lalitte, la-
rose, leoNville.y
Queijos da Suma.
Ditos londrinos.
Vinho do Porto c xerez em garrafal.
Ervilhas, meias e quartas.
Mustarde de frauzer.
Ameixas em latas.
Sardinhas em meias latas.
Balancas decimaes.
Velas stearinas.
Charutos de Havana.
Frutas em frascos.
Tintas < ni ok-o, latas de 28 libras.
Alvaiade em barr!.
D. i
LANMA.N SOL AGENTS
JV. G9 Water Street.
New YorV.
2 O misino do outro lado tem um rotulo em
papel azul claro com a firma e rubrica dos pro-
prietarios.
3o Sobre a rolha acha-sc o retrato e firma do
inventor C. C, Uristol em papel cor de rosa.
4o Que as direeoes juntas a cada garrafa lem
nma phenix semlhanle a que vai cima do pre-
sente aimuucio.
DEPSITOS.
Bio de Janeiro ni ruada Alfandega n. 89.
Bahia, Germano & C, ra Julio n. 2.
Pernambuco no armazera de drogas de i. Soum
& Compauhia ra da Cruz u. 22.
DENTISTA FRANr.P7 :
3
t: tea

NA IU4 DA IMPERATRIZ N. 27
ILM M IB18IH M
L.PLGGI
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gnignoux, dentista, ra das La-
rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e
p dentiico.

ha para vender ricas mobilias de Jacaranda e de mngn,
?ra ides e pequcuos, ssim como muilos Irastes avulrus
segiro o limpo como o estado primitivo.
rC03 vidros de espclho
na mesma loja se fazem
se pe na
torna-se oti-
estaluas do
tra Tez tao

~^jT.
Fereira'
DE
Chapeos da Italia
Hojc 23 do cor rente.
'**0 ageote Hyppoiito da Silva
far leilao por conta e risco
de quem perteucer de graede
quaiitidade de chapeos de pa-
lha da Italia enfeitados para
senhora, para o que convida
aos Srs. lugistas a compare-
ccrem no seu armazem na ra
do Imperador n. 11 C. hoje 23
do corrente s 11 horas em
ponto.
LEILAO
Cear, Acarac e
Granja.
O patacho nacional Auna, lera Loa parte da
\irga prompta : a tratar com Tasso Irinos ou
eom o capido Graciano llcniique Mafra.
Para o Torio Alegre, com escala pelo Rio
Grande do Sul, saho com muita brevidade o pa-
tacho ?ioco Lima, tem promplo parte do carre-
gamenlo ; c para o resto a frote, trala-se cora os
uonsignalarios Amoiira Jrmos, ra da Cru;: n. 3.
= Para a Figueira com escala por Lisboa,
oin toda a brevidade o lindo brigue portuguez
Bella Figueirense, de que capilao Luiz do Oli-
veira Lobo, lem parte da carga prompta, tem ex-
celrcntes commodos para passageiros, para urna
? outra cousa iraia-se com os sus consgnala
rios Francisco Suvenano Ilabcllo & Filho Ou
r.om o capilao na praoa do.commcrci.'.
Para o Porto
sahir com brevidade o patacho porluguez Dit-
fue do Porto, de primeira marcha : quem no
iips ..i [uizer rarregar ou ir de passagem, dirija-
sea ra da Madre de eos n. 34, a tratar com
Jos Antonio da Cunha 4 Irmo, ou com o capi-
llo oa proea do Corpo Santo.
Ultimo deste anuo,
Torea-fcira 27 do corrente.
O agente Borja vender em leilao por todo c
qualquer preco em seu armazem silo na ra do
Imperador n. 15, urna grande quantidado de
obras de manineiria em perfeito estado, mobi-
lias do amarello, loucas, ciystaes, relogios, obras
de pmla e diversos objeclos de apurado goslo e
Irabalho que para feixar contas sero entregues
indulilavulmcnte sem reserva de preco, dando
principio s 11 horas em ponto.
OJur~e si.'ne para o Acarac com escala ptlo
Ass no da 2(5 Jo corrente impreleiivelir.enle,
com carga ou sem ella : a tratar com Tasso Ir-
inos ou com o capito Domingos lleniique
ilara.
Para.
O hiato (Lindo Paquete, capito Jacinlho Nu-
nes da Cosa, segu em direitura ao Par, com
pouca demcia por ter j grande parte da carga
iirranjada : para a carjia que lhe falta, trala-se
com os consignatarios Almeida Gomes, Alves &
C, ruada Cruz n. 27.
Tara Lisboa vai sabir com a maior presteza
O patacho porluguez Flor de Maria, ainda rece-
be traiamento, e trala-se com o consignatario T. de
Aquino Fonseca, na ra do Vigario n. 19, pri-
meiru andar, ou com o capilao na praca.
Avisos diversos.
LINES PRATICAS
I>E
ESCRITA COKIMERCIAL
Por partidas dobladas
E DE
REUCOUPAMIIA
DE
Paquees inglezes a vapor.
Al o dia 30 deste mez espera-so da Europa
uta dos vapores desta companhia, o qual depois
da demora do coslume seguir para o Rio de Ja-
reiro, locando na Baha: para passagens etc.
trala-se com os agentes Adamscn llowie C.
ra do Trapiche Novo d. 2.
Ra No va n 15, segu mo a miar.
.TI. Fonsccn lo ttedeiro. escriturario da
ihesourariu de fazenda desta provincia, compelen-
lemente habilitado pela directora de inftracco
publica para leccionar arithmetica ncsla cidade,
lem resolvtdo juntar, como complemento do seu
curso pratico de escrituracao por partidas do-
bradas, o cnsino de coutabilidade especialmente
na parle relativa a reduego do moedas ao cal-
culo de descontos e juros" simples e compostos,
conhecimenlo in lispensavcl as pessoas que de-
sejam empregar-se no commercio ou que j se
acham nelle eslabelecidas. A aula ser aberta
no dia 15 de jaueiro prximo futuro s 7 horas
da noile ; e as pessoas que desejarem malricu-
lar-se podero deixarseus nomos en. casa do an-
nuncianle al o mencionado dia.
Bravos do impe-
rador.
O commandante deste bala-
lhao avisa a todos os senhores
que ainda nao tiverem distico
para o bonet, a virem receber
hoje (23) at ao raeio dia na
ra das Cruzes n. 30.
Bravos do Imperador.
O commandante deste ba-
talhao convida a todos os se-
nhores que se alistaram no
mesino a comparecerem hoje
(23)s G horas da tarde no
caes do Ramos, atim de reu-
nidos marcharen a unir-se
com a divisodebaixodo com-
mando do Sr. coronel Benlo
Jos Lamenha Lins, para irem
comprimentar a SS. MM. II,
Farelo em saceos grandes.
Vende Jos Luiz de Oliveira Azevedo, no seu
escriptorio da travesea da Madre de Dcos u. 5,
O L>r. Cosme efe Sa'
de volt de sua viagem imtructi-
iti?a a Europa continua no exer-
[cicio de sua proissao medica.
Da' consuitaTem seu escripto-
ino, no ba'trro do ltecife, ra da
Cruz n. 55, todos os das, menos
nos domingos', desde as" Choras;
! te as 10 da manhaa, sobre os
seguintes pontos :
i*. Molestias de olhos ;
1 Molestias de coracao e del
peito ;
i5". Molestias dos orgaos da gera-
cao, e do anus ;
4-. Praticara'toda e qualquer^
operacao quejulgarconvemen- ^
te para o restabelecimento dos-1
seus doentes.
O exame da pessoas que o con-
sultaren] sera' feto indistincta-
tnente, e na ordem de suas en-
tradas ; fazendo excepcao os doen-
tes de olhos, ou aquellesque por
motivojustoobtiverem hora mar-
cada para este im.
A applicacao de alguns medica :
mritos iudispensavei em,varios
casos, como o do sulfato tleatro-:
pina etc.) sera' feilo,oucc ncedido:
gratuitamente. A conlianca que:
neiles deposita, a presteza de sua!
aceao, e a neccsidade prompta |
de seu emprego;- tudo quanto o
demove em beneficio de seus
doente?.
FttllllMUS P\Ri 1860.
Estao venda na Uvraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 o 8 as folhinhas para 1860, im-
pressas ncsla lypographifi, dassegu'mtesquali-
dades :
aTOLIIINHA RELIGIOSA, conlendo, alm do
kalendario e resulamenlo dos direitos pa-
rocliiaes, a conlinuacao da bibliotheca do
Cristao Brasileiro, que se conipoe: do lou-
vor ao santo nmade Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hymhos ao Espirito Santo e
a N. S.,aimitacao do de Santo Ambrozio,
jaculatorias e ommemorarao ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Va-Sacra, directorio para oraro mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. coragao de Jess, saudaeoes devo-
las s chagas de Chrislo, oraces a N. Se-
nhora, ao patrocinio d S. Jos e anjo da
guarda, responco pelas almas, alera de
outras orages." Prego 320 rs.
VlTA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulamento dos direitos parochiacs.c
urna colleceo de ancdotas, ditos chisto-
sos, coutosj tabulas, pemsamentos moraes,
recoltas diversas, quer acerca de corintia,
quer de cultura, e preservativo de arvores
e fructos. Treco 320 r.
VlTA DE PORTA.a qual, alm das materias do
costume, contm o resumo dos direitos
parochiaes. Prego 160 rs.
NICA, VERDADEIRA E LE-
GITIMA
SALSA PARRILHA
DE
AVISO
AOS SENHORES PK0PRIET.4RI0S
DE
Typographias
Acabam de chegar de Pars, lindas
estatuas de GUTilEMBERG, inventor
da arte typographica, segundo o mo-
delo do celebre Sculptor David (d'An-
gers), da altura de 20 pollcgadas.
Igualmente vieram os seguintes ob-
jectospara ofiicinas typographicas :
QUADKADOS, OADRATI.NS,
xMEIOS QUADRATINS e ESPACOS
de corpos 0,7,8,9.10, 11,
12 ; LINHAS de corpos 5 e 6 ;
INTEUMMIAS de i, 2 e 5 pontos e
GUARXiCES sistemticas de 12 pon-
tos. Acham-se a venda nesta typogra-
phia, a tratar com o mpressor Pierre
Jacobi, que tambem se imbumbe de
mandar vir qualquei objecto tendente
a arte typographica.
_ Vendem-se ns seguintes obras: as oracoes
de Cicero cm porluguez e as obras de Horacio,
como tambem um Cicpro, 2 Virgilios, urna gram-
matca pelo Gomes Moura, c outras muitas obras
que se deixara de annunciar: quem quizer ap-
parega na ra do Cano, casa do estudanle Figuei-
ra de Mello, que achara com quera tratar.
Joaquim Gongalves Pereira Cascao e Felis-
berto Monteiro da Cunha dcixaram do ser caixei-
ros do Sr. Jos Peres da Cruz, outr'ora Peres &
Vasconcellos; desde o dia 9 de novembro pr-
ximo passado, e como at boje 23 do dezcnibro
nao tenham concluido as contas de seus ordena-
dos cora o mesmo senhor, durante o lempo que
o serviram, cis o motivo porque declarara para
conhecimento do publico, c icualniante ao corpo
do commercio, que o priroeiro eutrou para sua
casa no da 1. de oulubro de 1849 e o segundo
no da 1." do maio de 185. Re-ife 23 de de-
zembro de 1859. *
Attencfto
Vende-se urna porqao de burros en-
tre os quaes existem 40 parelhas, todos
muitos gordos, novos e de bom tama-
nho do excellente carregamenlo che-
gado ltimamente de Montevideo: os
preterdentes dirijam-se ao trapiche da
companhia ou ao armazem de can ocas
emFora de Portas, de Flix da Cunha
Teixeira.
O Sr. teen te Antonio de Souza
Barrozo, tenha a bondade deappnrecer
no pateo do Terco n. 11, a negocio que
o mesmo senhor nao ignora.
A companhia do gaz pede aos
lllms. Srs. assignantes que tiverem gaz
collocado nos seus armazens, lojas ou
casas particulares, que quando no mes-
mo acontecer haver cjualquer dtfeto
queiram participar por escripto a pes-
soa queestiver encarre^ado do deposito
na ra do Imperador n. 11, das C ho-
ras da manhaa at G da tarde ou na ra
das Cruzes n. 9 (loja) residencia de um
dosmachinistas antes ou depois desta
hora, afim deque seja logo Jado as pro-
videncia*.
X. B. As reclamacoos nao devem ser
(eitas no escriptorio dos Srs. Rostron
llooker & C. excepto no caso de nao
serem attendidos por qualquer dos pri-
meiros encarregados a recebe-las
Asylo de Medicidade.
Havendo S. M. o Imperador designa-
do para as 10 horas da manhaa do dia
25 do corrente a inauguraco do Asylo
de Medicidade, a Asociacao Commer-
cial Bendicen te nao tendo tempo para
convites especiaes, convida as pessoas
que quizerem assistir a este acto solem-
ne a comparecer a qualquer hora no
edificio Pedro II.
RA DO IMPERADOR DEFRO.NT DE
S. FRANCISCO.
Grande deposito de objeclos typogra-
jtliieos.
Typo rimano e itlico, corpos C, 8, 10,11,
12 e 16.
Colleccio nuraerosissima de lypos de phanla-
sia simplis e ornados.
Typos \ariados, propr03 para cailoese ttulos
Emblenimas religiosos, conlendo muitas ima-
gens de >. Senhora, de N. Senhor, c dillerenies
sanios.
Pulceiras e voltas de
coral.
Chegou a loja da miudezas da ra do Crespo-
n. 5, um grande sortimento de pulceiras, voltas
e macosde coral verdadeiro, que se vende muilo
baralo para acabar.
Eu abaixo assignado comprei a tenda de
f-'rreiro sita na ruado Bruin ao Sr. Ihoajl de
Soui incluindo taboas e lelhas pertcncente a<>
barrado da dita tenda, se houver quem tenha
alguma reclamaeao a fazer no orazo de 3 da*
Atributos seientificos, commerciacs, martimos appare^a na dita ra n. 8, tenda do Seralim.
e de industria. Pedro Uias dos Santos.
Vinhetiis para annnncios de peridicos, etc. etc. Os abaixos assignados cordialmento agrade- .
DirTerenles vinhetas para fazer ricas tarjase cem a lodos os senhores que em o dia 21 do cor-
obras de luxo. d.. combinacao, e solidarias. renle assistirm na matriz do Corpo Santo ao-
Competidores de ferro e Je pao para corrgir i memeuto e acompanharam at ao cemiterio pu-
provas, ec'mpleto sortimento do linhas. c nter- '
linhas, esiac.os deditrerenles corpns.
- Prelos ene, Colombio, guaruices
do metal e
de madeira, cunhos, bandulhos, armaces de ro-
los de diilerenles tamanhos, ramas do difTeren-
les frmalos, escovas ae putnca c de provas, lu-
ta preta d' dilerentes qualidades para jornaes o
obras de luxo, tintas de todas as cores, verniz e
ouro de dilerentes cores, pnta, etc., etc., papel
de impresiao de muitos formatos e qualidades,
e oulros muitos o'.'jcclos, que na occasio se
mostrara o.
= Precisa-sc alugar urna cas" terrea que le-
nha quii; 1 c cacimba,ou un sobrado de um an-
dar nos bairros de Santo Antonio ou Boa-Vista:
quem livor para alugar, dirija-se a ra do Tas-
scio Pubico, loja n. 11.
Thon.az llixon Londen, subdito brilannco,
vai a Paralaba e Rio de Janeiro.
Desapparcceu no dia 17 do correle, da ca-
sa de Francisco Alfonso, a ra Imperial, um
prelo da CoUa ou mosmo crioulo, de idadede 7
blico o cadver do seu sempre chorado esposo
e cunhado Jos Francisco da Costa Guimaraes.
Anna Idalina da Costa Guimaraes.
Joaquioa Fortunato de Jess.
Francisco Manoel dos Santos Lima.
Antonio Theodoro dos Santos Lima.
Melquades Manoel dos Santos Lima.
Antonio Raymuudo Paes de Lima.
Acelino Marlins Paes de Lima.
Hermenegildo Vctor de Almeida PorteUa
O abaixo assignado, leudo de se retirar para
Europa a tratar de sua saude, deixa por seus
bastantes procuradores Uuranle sua ausencia :
eml.lugarao Sr. Jos Jacomo Tasso, em 2."
ao Sr. Andr Manoal de Arruda, e em 3. aoSr.
Jorge Jacomo Tasso.
Jos da Silca JUendonca Vianna.
A tt en cao
Quem procisar de um pardinho para criado o
copeiro, e serve para boleeiro e diversos miste-
a 8 annos, por nomo Demetrio,cora um timo de res dirija-se a ra do Hospicio n. 52, ou no ater-
Remedio sem igual, sendo reconhecido pelos
mdicos, os mais minentcs como remedio infal-
lvel para curar cscrophulas, cancros, rheumatis-
mo, enfermidades do ligado, dyspepsia, debili-
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
midades resultantes do emprego de mercurio,
ulceras e ciup^oes que resultara da impureza do
sangue,
CAUTELA.
D. T. I.anman & Kcmp, droguistas por atacado
New York, acham-se obrigados a prevenir o res-
peitavel publico para desconfiar de algumas te-
nues imitaces da Salsa Parrlha de Brisiol que
hoje se vende neste imperio, declarando a todos
que sao clles os nicos proprietarios da receila
do Dr. Bristol, tendo-lhe comprado no anno de
1866.
Casa nenhuma mais ou pessoa algima tem
direito de fabricar a Salsa Parrlha de Bristol.
porque o segredodasua preparacao acha-se so-
mente em poder dos referidos La'nnian & Kemp.
Para evitar engaos com desapreciaveis co-
binacoes de drogas perniciosas, as pessoas que
quizerem comprar o verdadeiro devera bem ob-
servar os seguintes siguaes sem os quaes qual-
quer outrapreparacao falsa :
Io O envoltorio de fora est gravado de um
lado sob urna chapa do aro, Irazendy ao p6 os
seguintes palavras:
AVISO.
assento cor de vinho com flores brancas, pe no
chao, olhos grandes, bocea pequea, nariz a pro-
porcao, um dente lirado na frente, pois est mu-
dando, as vezes gagueja.
Precisa-se de urna ama forra, de boa con-
ducta, que cntenda bem de cozinha e do mais
necessario de urna casa do hornera soHeiro: na
ra dos Pescidores n. 1.
Precisa-so alugar ura preto, na ra do Ran-
gel n. 8: qbini liver, drja-se a mesma.
Quariel do eoimnaitdo da segunda
brigada da divisao popular pa-
tritica em 23 de dezembro de '>')
Ordem do dia.
Era observancia ordem do dia do 21 do cor-
rente do coma ando em chefe da mesma diviso,
designo para servirem : de major do brigada ao
Sr. Joaquim A-cenio Cintra da Silva, e de au-
danles do campo aos Srs. Antonio Machado Go-
mes da Silva e Antonio da Silva Maciel Jnior.
Pedro jjexandrino de D. C. de Lacerda.
O commandante geral do batalho patriti-
co22 do nove.nbroavisa a lodosos olficiaes c
pracas do mesmo, que boje (23) devem apresen-
tar-sc em grande parado no pateo da Pcnha,
6 horas da larde, para, uniformisados, fazercui
paite da divisao patritica, que pela ultima vez
lem de marchar ^m oppiausu a gioiuaa v3i jc
55. ->i.M. II. es a provincia.
Vende-se urna escrava do 2G a 27 annos
de idade, boa en^oramadeira e lavadeira ; quem
pretender, dirjase a ra Vclia da Boa-S'isla n.
61, primeiro andar.
Xarope de Mossa.
Vendem-se un.camenle em casa de Miguel
Joaquim Machado Freir, na fstrada do Pombal,
junto ao sitio do l'.xiu. Sr. "Baro de Suassuna.
Este xarope-, preparado com hervas brasilei-
ras, applicavel s pessoas asthmaticas, cujos
resullados sao berr. venturosos.
As diversas curas oblidas por seu uso sao a
prova mais convenienie que se pode apresentar
do tao extraordinario medicamento. Julgando
onfadonho publicar aqui os nomos de todas as
pessoas que delle t :eni feito uso (alcanzando o
misfez resultada1 apenas citarei 'a Esma. Sra.
do lllm. Sr. commendador Jos Candido de Bar-
ros, que ha anuos soffria deslo mal, e j canea-
da de lular cora lodosos recursos mdicos, acha-
se quasi reslabeleoida s cara urna dse de urna
pequea garrafa.
Cal de Lisboa.
Vende-se no caos le Apollo, armazem de Se-
rodioA: C, barris com cai vrgera em podra, ul-
limamenie chegada, e por prec,o razoavel..
Para o Porto.
Segu at o dia 23 do torrente o patacho ZJu-
que do Vvrto : pasa o resto da
ros, trala-se na ra da MaJ
ga-se aos senhores caire_
dar os seus conhecimento.'
100#000.
Fugio no dia 21 do corrente, do engenho Vi-
cente Campcllo da freguezia da Escada, um pre-
to escravodenome Joao Luiz, idade que repr-
senla ler35 annos, alto o de bom corpo, tem fal-
la de denles c de barba, e alguma cousa gago.
Este esclavo fui visto na villa da Escada na noite
do mesmo dia em que fugio, e suppe-se com
fundamento achor-se as immedacoes do mes-
mo lugar ; com lud como possivcl se ache na
cidade do Recite ou em oulro lugar distante, ro-
ga-seem geral a qualquer autoridade judicial,
que do mesmo esoravo tenha noticia, sua cap-
tura ; bem como aos rapitaes de campo, pro-
melleii''o-se a gratificacao cima de 1009 a quem
entrega-Io no mesmo engenho a seu senhor, o
coronel Manoel Goncalves Poreira Lima, ou no
Retifo aos Srs. Lcmos Jnior & Leal Reis.
O abaixo assignado declara ao respeitavel
publico, que tendo cm 12 de marco prximo pas-
sado entregado por balanco o seu negocio do de-
posito de padaria sito na" ra da Lingoela n. 6,
a seu caixeiro Joo Francisco Otero, por occa-
sio de se retirar pora Portugal, regressou a esta
provincia em 2D de novembro ultimo ; e como
era 19 de dezembro corrente tomou por balau^o
oannunciantc dito seu deposito, cordealmenie
agradece ao dito seu caixeiro o.bom desempe-
ulio Je seu negocio durante a sua ausencia. Re-
eife 21 de de/.embro de 1&")9.
Antonio Celestino Alces da Cunha.
ro da Boa-Vista n. 37.
Vendem-se 6 bancas e 4 carleira3 proprias
para aula de priraeiras letras, e 3 caixoes para
amostras de taberna, e urna poreao de lenha de
mangue raiuda, ludo por prec commodb: no
largo do arsenal de mariuha, foja de sapatos dfe
Anselmo Cedrim.
Attenco.
No armazem do Sr. Annes defronle da Alfan-
dega tem para vender barrilinhos com fieos de-
j superior qualidade, desembarcados hontem o
brigue portuguez Rolim vindo de Lisboa, a 2
cada barrilhinho.
D. Edellrudes Carolina de Mallos, tendo
comprado a Sr.a D. Joaquina Eugenia da Con-
ccicao Freir, sob garanta do Sr. Frankn Jos
de Moura Poggi, urna escrava croula de nomo
Maria, de 22 annos de idade, segundo disseram,
mas que representa ter 30 e isto pelas 6 horas
da tarde do dia 20 do corrente, acontece que na
manhaa de 21 fugira dila escrava como se esti-
vesse predisposta para um semelhante acto, em.
consoqnencia levo a compradora a* dirigir o.
ano sr. roggi para reamoir, urna vez que ha na
escrava o deeilo de rajona, o que nao lhe foi de-
clarado pblo vendedor ; mas o dito senhor disse
estar promoto a entregar o dinheiro logo que se
lhe entregue a escrava. A compradora er ler o-
direito perfeito de reclamara annulacao da ven-
da, nao c terfugio. Como porm o quo pretende1 a com-
pradora que se julgue nenhuma a venda, rogo
a quem quer que descubra a preta de conduzi-la
a ruado Queimado n. 4t loja do Sr. Joaquim
Francisco Lavra que ser recompensado nos ter-
mos da le. a preta alta regular, corpo ro-
forcado, anda com um vestido de chita chao en-
carnado ou mussulina branca de ramos ames
desbotados, diz ser de Pianc donde veo ha pou-
co lempo, que nao sabe andar bem na cidade.
Quanto ao mais os tribunaes do paiz decidiro.
opporlunamenle.
Annunrio
cu v puiuiuu ^..- C|0 0 scu nome por eslenco, assim como da qu
o da carga, e passagei- dade dos penhores, principal c juros e que ni
jre de ueosn.di. no- ucar mais responsavcl por ditos penhores des.
acores liajam de man- 0 {a a sua retirada e para que. em tempo algu
u:
que
de-
dos
Tisset fre es acaham de receber pelo
navio francez Raoul, uin completo
carregamento de burros entre os quaes
'muitos de bonitas cores para fazer ex-
ceentes pa re has : os pretendentes po-
dem se dirigir ao armazem do Sr. Aran- \
jo no Forte do Matto para ver os mes-
raos e para tratar no escriptorio na ra
do Trapiche u. 11.
Compra-se urna escrava que saiba cozinhar
e engommer, e que tenha boa conducta na ra
do (Jueimado n.-2, loja de fazendas de Albino
Jos da Silva.
Precisa-se de una ama livre ou escrava
para engommar e cozinhar para pouca familia :
un roa do Queimado n. 2, loja de fizendas de
Albino Jos da Silva.
Presuntos superiores.
Tem para vender Jos Luiz de Oliveira Azeve-
do, no seu armazem da Iravessa da Madre de Dcos
numero 5.
Vende-se o Jeposito de massas Cnas da ra
de nortes u. 30 : a tratar no mesmo.
Aenco.
A poesa recitada Sua Magestado no dia 2 de
dezembro por Epphanio Bitencourt acha-se
venda as livianas desta cidade, no bairro de
Santo Antonio.
\o deposito ta roa das Cruzes u. 11,
defronle do sobrado do Sr.
Fipeiroa.
Ha um completo sortimento de gneros para a
[cala, dos quacs se atianea a boa qualidade, quei-
jos londrinos, do remo, suisso, latas com boli-
uhos de todas as nualidades, conservas de her-
vlhas, ameixaa e marraelada, passas c figos,
massas para sopa, cha, presunto, linguicas, man-
Iciga inglaza, vinhos engarrafados, Porto, Ma-
deira, Uuscalel c Bordt-aux, champauha, cerve-
ja, licor, absintho, xarepes, e os afamados cha-
rutos de Thom Pinto c de Brandao, em caixa e
meias caixas.
FE.NNO.
Kothe i^ Bidoulac tem para vender urna por-
eao d" fardos com fenD 3 rauilo fresco, que des-
corrrga boje.
O abaixo assignado avisa a Sr.a D. U. A. G. S.
A. que at o dia 2S do corente mez, mande tirar
todos os penhores que lhe enlregou para garanta,
de urna quantia que lhe pedio ajuros (conformo
a declaraeao que lera em seu poder, e que at
esta dala faz juntamente 4 mezes) mandando
nesta mesma occasio pagar-lhe esta quantia
igualmente os juros, visto ja ter avisado ha mais
de quarenta vezes, que tem do retirar-se desta
provincia por lodo o lim deste corrente mez, e so
assim nao o fizer lera de ver em oulro annun-
co o scu nome por eslenco, assim como da qua-
no
desde
para que em tempo
nao allegue alguma duvida, fiz o presente
servir para scu documento. Reeife 22 de
zembro de 1859. = Manoel Luiz Benedicto
Santos.
Ra Direia n. 76.
Vende-se urna ptima mulatinha de 15 a lf>
annos de idade, por prceo commodo.
Vendem-se camas de vento a 5$ e
5500 : na raa 'ueita n. r.
Vende-se um pardo de idade 15 annos, do
muito boa figura e conducta, bom oflicial de al-
faiate, que corla o faz toda obra, e oplmo cria-
do ; dous negros mocos, bous ofSciaeS de pedrei-
ro ; um moleque c um negro bons cozinheiros ;
tres negras mocas, c outros escravos que se ven-
dem todos baratos, tanto a prazo como a dinhei-
ro : na ra Direila n. 66.
Muita attenco.
RuaDireitan. 53.
Vendem-se enchadas de nova invenco, pie-
monlezas, proprias para agricultura por seren
Je grande resistencia e duracao a 1$600, assira
como bora ferro suisso da fnelhor qualidade a
13j o quintal, espingardas e clavinotes muito fi-
nos e de boa qualidade, e grande porco para so
escolher. facas de um boto, cabo de'osso, mui-
lo finas a 4J a duzia, ditas com cabo preto n 3j,
ditas com cabo de marfim a ll^li bulos de fami-
lia, de diversos precos, bandejas finas a 2, 3, 4,
5, 6 e Sgcada una, penles virados do larluraga,
fazenda inulto superior, a 12 cada um, e mais
outras ferragens quo se deixa de mencionar, que
s vista se podero ver.
Vende-se a armaco do deposito do paleo
do Fercn n.'JS : a Halar na ra Velha n. 119.
Ra do Crespo n. 10, loja de
Jos Goncalves Malveira.
Vendem-se luvas de pellica, citio de Jouvin,
em duzias.
Vende-se sebo em barricas muito-
alvo : na ra da Praia n. 16.
Melis.
Na ra da Cadeia n. 45, esquina da Madre de
Dcos, existe um ptimo sortimento de borzeguins
do verniz, cordavao e bezerro do afumado fabri-
cante Melis, queso vendem porcommodo preco
Vendem-se dous bonitos escravos, un de
; 18 .ranos e oulro de 12: na ra do Imperador
i [aotigirua do Collegio) u. 19, primeiro auJaj.


DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FE1RA 23 DE DEZEMBRO DE 185.
(5)
-*
Guarda-livros.
lima pcssoa com bstanle pntica iic cscriplu-
, r, r /-" i n ro" 'ncicaiuil, ollerece-se para lomar corita de
US Oi'S. JOCtO (JZOVIO C'CaS-lqiral'iuer escripia pur partidas dobradas : quera
pretender, diiija-se a ra da Cadeia du Uecife,
loja n. ib.
Alugam-se du.s muradas de casas na fre-
guezia da Varzea, junio a povoaco, com gran-
des quintaesc arvores de (rucio : a fallar ua ra
de Hurtas n. 2, no segundo andar.
Traspassa-se o arrendamenlo de um enge-
nlio distante desta praca duas lcoas, vende-se
urna parle no niesmo engenho, machina nova a
vapor, distilacao nova c l>em monlada, 22 bois
de corroa, seis quarios, algumas obras, sallr.i
flautada, etc. etc. ; '.rata-se na ra do Crespo n.
3, loja.
'recisa-se para casa de pequea familia,
do una ama, prcfciimlo-so de idade : na ra da
Aurora n. 44, segundojandar.
Aluga-se uina tasa boa no Poro da Panella
confronte ao mesmo rio, por 120?, por lempo de
10 mezes : a iralar com Manocl de Souza Tava-
res, na ra do Rangel n. 79.
O Sr. Francisco Antonio Cocllio, com hospe- OSr. Francisco do Reg Barrse
SSS: ?^aSUTCemndeermouU&gEr!,VO C0"l Araujo do engenho Dourad, L. Bezer-
r> ^ Sf O commendador Joao Joaquim da Cu- 3|
nha Reg Barros d a quantia de 7.325#, 3|>
pertencciiten ao hospital da Misericordia JB
mmm.
tro Maciel Monleiro, amanuense da alfandcga o
i" orador no largo doParaizo; Jos Fiuza de Mel-
lo, marcinciro e morador na Cabanga; Francisco
Joaqun) do Lima (conhecido por chico menino);
Joaquira Rayniundo dos Prazercs ; Joao Fideles, \
segundo sargento do corpo de POLICA ; Joao'
Theodoro dos Sanios; Zeferino Monleiro Barboza I
Jnior, e Joao Cancio, mardneiro: queiram quan-
to antes enitndcr-sc coin o abaixo assignado,
a negocio que muilo lhcs diz respeito, e se nao
o flzerem se publicar para que fim sao chama-
dos por esta folha
Jos leudes Salgado Guimares.
Cozinheiro.
F.rtJ
DE FERRO SOLUVEL
DE LtRAS
Postor en scicneias, inspector da academia, professor de pliarinacia, official
da universidad de Paris, etc., etc.
Approvado pela imperial academia de medicina duRio de Janeiro e
escola medico-cirurgicu de Lisboa, etc., etc., etc.
irregularidades e faltas menstruaes],
As summas vantagens que os mdicos tem li-
rado, em todos lempos, do ferro, c o credilo pe-
ral de que esta substancia gosa como uin dos
preciaros remedios que a sciencia possue, c que
a iherapeulica reconhece como o primeiro em
muilas aueccoes do apparelhodigestivo, e parti-
cularmente era lodas as dependentes de allera-
coes na nicnslruaeao, etc., tem feito com que
por toda a parte os mdicos, chinacos e phar-
maceutcos lenham trabalhado iacessanternentc
a de Smueir Cavalcsnti do engenho ^r,"'"arnirnoda vez ,,iais '". excogitando lo-
. __ .!_ Vr- | uos os das meios para o f.i/er menos refractario
digestao, e assim privar o seu emprego dos
inconvenientes que tem o seu uso por mnilo
* de Goianna, a juros com a garanta de
s/ mensaes : quera quizer azer este negocio 9|
3 lenha a bondade do procura-lo era sua *
t> casa na passagem da Magdalena ou de en-
J lender-se com seu (ilho o major Bellaj- ^|
ir mino do Reg Barios, em S'ju escriptorio *
ijf-iia ra da CaJeia do Recife n. 4S. II
WDIOB V.AVUKV WroCTO ^/*ij^ >^ldv mc9l]|Q|
Precisa-se de um araassauor na padaria
da Soledade n. 16.
M
Precisa-sede uina ama que saiba co-
smhar com toda a perfeicao paga-se
bem : na ra do Queimado n. 46.
:*>sS5i
Fernandes, Theotonio la Silva Vieira
doengenlio Saco, Joao Carlos Bezerra
Cavalcanti, tem cartas e cncommendas
i que de Inglaterra lhe remetteu o Sr.
! Joao Joaqunn Gomes em casa de Ma-
noel Ignacio de Oliveira & Filho de-
I fronte do Corpo Santo.
Precisa-se fallar com o capitao
! Ovio Goncalvcs do Valle a negocio de
j seu interesse : na ra da Cru arma-
zem n. 61.
Julio Ri^and avisa ao publico que segu
viagem no primeiro vapor ; assim como declara
que nada deve, mas se alguma pcssoa tem a re- des Como'elemento
clamar qualquer cousa Ji> annunciante, queira i legrante do
dirigir-se ao hotel inglez, ra do Trapiche.
Quem annunciou comprar urna cscrava cos-
lureira, preferindo-se mulata, procure na ra do
Rangel n. 21.
Os Srs. Eduard Fales c Manoel Jos de A-
raujo Cosa Filho lecm cartas no escriptorio de
viuva Araorim & Filho, na ra da Cruz n. 45.
Na ra da Cruz n.
andar, precisa-se de urna ama que sat-
ba cosinhar o diario de tima casa de
pouca familia.
Aluga-se um segundo andar e solio com
bastantes commodos na ra da Guia do Recife
a Iralar na ra d'Apnllo n. 21, nrmazem.
lempo, e particularmente dos que cosluma pro-
duzir as pessoas de organizaran delicada, por
efleilo de sua diQlcil absorpeao'. Daqui as nume-
rosas preparaces de ferro, "conhecidas em ma-
lcra medica, lodas as quacs corresponderiam
melhor o seu fim se nao fura o inconveniente da
intolerancia do estomago', isto a dilliculdade
de sua assimilacao, e conseguinlementc a perda
de appeliie. a demora e diUculdade na digestao,
a constipado de ventr.t, ele, etc., que inultas
vezes acompanham o seu uso.
E lao gcral o emprego do ferro em medicina, e
sao to conhecidos osseus resultados, que, pode
dizr-se, ningucm ignora hoje os motivos do sua
applicacSO, assim como a razio de suas rirtu-
do sangue, como parle in-
organisiiio, nenhum medcamenlo
como o ferro produz eleilos lao sensiveis c ma-
ravilhosos; e daqui a roputaco invariavel de
que goza, reconhecida por lodas as escolas, e
at mesmo poraquellts que, desviados dos prin-
cipios geraes da medicina, se leru tornado sysle-
malicos c exclusivistas. Tralava-se porlanlo de
, descobnr um novo composto que, ingerido no
40, segundo; estomogo, o nao cansasse e fosse promptamente
absorvido e assimilado, c que mesmo sem o con-
curso ou iuiervenrao do quanlidades maiores
de sueco gaslrico pudesse ser supporlado por
pessoas as mais delicadas, sem fatigar o estomo-
go c lhcs produzir a constipado de ventro.
Os meus primeiro irabalhos sobre o phosplia-
to de ferro, dalam de 1819, e consignados nessa
(?'KEMP iNUEYAYORK)
P1LULAS VEGETAES
ASSUCARADAS
IS.iSLMlP,
NEW-YORK.
O MELHOR REMEDIO CONUECIDO
Contraconstipa-fei, ictericia, affecces do figado,
febres biliosas, cr>lica$, indigesles', enxaquecas.
Hemorrlioidas, diarrbea,doencas da
pelle, irupces,e todas as enfermidades,
mOVBMIKNTES D) KSTADO IMPURO DO SANGUE.
75,000 caixas dcste remedio consommem-se an
nualmente !
Remedio da uature/.n.
Approvado pela faculdade de medicina, e re-
comraondado como o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os conhecidos. Sondo estas pillas
puramente vegelaes, nao contera ellas nenhum
veneno mercurial nem algura outro mineral ;
estao bem acondicionadas em caixas de folha pa-
ra resguardar-seda hmida Je. para oflerecer de minio
Sao agradareis ao [aladar, seguras e efcaze j Frecisn-se de uro caixeiro de
em sua operario, e um remedio poderoso para a nos de idade, que d fiador a sua
juventude, puberdade e velhice. tratar na loja da ra Nova n. 1.
A direcro dos tesli'jos imperiaes da fre-
guea de Santo Antonio, tem a sasfacao dean-
nuGciar ao publico, que o Capibaribc e as Xaia-
des acompanhados da respectiva gualda de hoiir
ra dos balalhoes populares, 'em de sahirem no
dia23 .lo correute, is 6 horas da larde, em des-
pedida s SS. MM. II. O prestito partir do pa-
tco do Carmo seguindo as ras cstrcUa do llosa-
rio, a do Imperador al o Campo das Piincezas,
onde o Capibaribe far a sua allocucao de des- i
pedida, e as Naiadcs cantaro o novo hymno.
Jos Vicente de Mello e I/.idoro de Carvalho !
Nevos segucm desta i>ara a provincia das A!a-
goas.
Aluga-se um sitio na Torre, com baixa de
capim : a Iralar na ra estrella do Rosario n. 26,
sobrado de um andar.
Precisa-se de um boleeiro para cabriolel:
a Iralar na riu estreila do Rosario n. 20, sobrado
de um andar.
Na taberna da ra dos Pescadores n. 43,
precisa-se de un caixeiro.
Precisase de urna ama que saiba cozinhar,
fazer as compras, servir a casa, c que nao lenha
vicios : na ra Nova n. 27.
poca as actas da academia de setnelas, e mais
larde, em 1854, 1857 e 1858, na academia de me-
dicina, provaram que o phosphalo de ferro so/u-
vel era nao somonte mais comraodo e mais fcil
de administrar, mais at satisfazla melhor do
que qualquer dos outros ferruginosos conhecidos
as diversas iudicces pralicas.
Aos genitores de cugenkos e aos plan-
tadores de capitu.
Na Cabanga junto aomotadouropublico.cm urna
fabrica que all se cstabeleceu, vende-se sangue
de boi reduzido a p para servir de exlrume na
planlaco das caimas de assucar por meio das
covetas, cuja systema de planlaoo ser ensina-
do por um folhelo, que all se distribuir a quem
comprar mais de 20 arrobas. As experiencias j
feitas nesta provincia o em algumas partes da
Europa ; carantem o bom resultado, que se pode
obter da applicaco desse exlrume o mais pode-
roso do lodos, nao s para a canoa, como lam-
bn para o capim. Este exirome lera a proprie-
d.idc de desenvolver a vegetaco da caima com
urna for$a tal. que no fabrico do assucar vai a
produzir o tripulo de assucar, qic poderia pro-
duzir sem o emprego delle : e c quanlo ao ca-
pim. que hoje j objeclo de grande interesse,
tal a influencia, que na baixa que derdous cor-
les de capim em tres mezes, coro a applicacao
do sangue pode dar qualre de mu tu bom capim e
abundante. Adverto-sc aos prelendentes, que o
sangue assim preparado pode ser couduzido em
saceos : quem dse jar tirar o maior resultado de
suas planlaroes, procure na fabrica da Cabanga.
DELICIOSAS EINFALLIVEIS.
r-yfiSii
amenrrhia
que lodos conhecem como urna das causas pri-
marias muilo frequentes das molestias pulmo-
nares tuberculosas.
O modo de administrarlo do phnsphalo de
ferrosoluvel dos mais simlese facis. Toma-
se em gcral duas vezes ao dia, de manbaa e de
larde, meia hora antes do almoco c do jaular,
ou s comidas (rr.nforroe cada um se der me-
lhor), logo deoois do caldo em dse de meia co-
lher de sopa pequea. Esta om peral a dse
que mais convm aos docntes! porem algumas
vezes, o mais larde, em vez de meia aollior, po-
dero lomar urna eolher cheia, duas vezes tam-
bem ao dia, s ou misturada com agua e assucar,
e at mesmo coro agua c vinhn franco',, se as-
sim se derem melhor. Estas dses todava po-
dero s. r augmentadas ou diminuidas conforme
a suscephilidadedo esloraag O phoxphato de ferro solucel, deilado em dse
de urna eolher de sopa em obra de una libra de
agua e bem vascolejado, faz urna excellcnle
agua ferruginosa superior s aguas Bussang, de
Spa, etc., esobretodo rauilo econmica.
O nnniero dos frascos precisos para a c;r.i
das ruolcstias cima mencionadas varia con-
forme as circumslancias individuaos; porm
posso certificar que, salvo o caso de urna consli-
luicocompletamente arruinada, nao ser mister, approvadas pela Exm.a inspecoiio de esludo de
loma, mais do que 3 a 4 frascos; mas advertir! 1 Habana e por multas outras juncias de by-
que nao convem que o doenle se precipite, lo- giene publica dos E-'ados Unidos e mais paizes
mando dse sobre dse, julgandO que assim se i da America,
cura mais depressa. Garantidas como puramente vegetaes, agra-
Coroo melhor abono de ludo quanlo aciraa fi- daveis vista, doces ao paladar sai o remedio
ci dilo iranscreverei o teslemunho insuspeilo infallivel contra as lombrigas. Nao eausam nau-
l'astilhas
contra
veg
etaes
ne Kemp
as lombrigas
Je alguns dos priucipaes mdicos de Pariz, cujos
nonios c reputaco sao assazrecouheiidos.
Leras.
Pariz, 3 de julho de 1858.
O phoxphato de ferro solucel do Sr. Leras
U-m-ine dado os melhorcs resultados como me-
dicamento ferruginoso ; scrapre muito bem
seasnem sensaces debilitantes.
Teslemunho exponlanco em abo.ic das parli-
Ihas de Kemp.
'< Srs. I). T. I.anman e Kemp. Port Rvron
12 Ce abril de 1859. Scnhorcs. As pastilhu
que Vmcs. fazem, curaram meu filho ; o pobre
r.ipaz padeca de lombrigas, cxhalava uin chei-
ro feudo, linha o estomago inchadi e continua
comichao no nariz, tfio magro se poz. nue eu
l?mia perde-lo. Nestas circumslancias um visi-
nho meu disse que as pastabas de Kemp tinham
curado saa fillia. Logo quesoube disso, com-
Denles arliiciaes.
Francisco Pnlo Ozorio lera a honra de scien-
liflrar ao respeitave! publico desta cdae, que
est de posse da machina a vapor vulcanita ;
collocadcntcs por este novo systema linda nio
visto nesl cidade, c lalvez em todo o Brasil por
ser um systema inteirainenle novo, e por conse-
guinte muilo fcil para as pessoas que so vero
na precisao de usar deiles ; lambein os collora
por meio de chapa em ouro ou platina com molas
ou pela presso do ar, caira osquo esto ero cs-
tadode caria com ouro e massa adamantina, e
oulros maesas brancas, porpreros razoaveis, po-
denda ser procurado para esle lini em sua mora-
da, na ra estreila do Rosario n. 3, a qualquer
hora do dia.
Serapliim & Irmao.
Ra do Cahug, loiade ourives
n. 11,
csijuina que fica em frente Ia ra
Nova e pateo da matriz
Fazem publico que esto constantemente rece-
bando da Europa as mais em moda e mais deli-
cada obrj3*de ouro, as quacs do para esco-
lher, pelos menores precos possiveis, e passam
conlas com recibos, as qusos vo especificadas
a qualidade do ouro, tanto de 14 como de 18
quilates, do que licam esponsaveis.
=: Contnua-sc a preparar ba.ideijas enfeita-
das com bolinholos de diversas quaidades, as
melhorcs c ma4 baratas do nosso mercado ; as-
sim como bolos inglezes, podins, pastis de nata
e creme ou oulra qualquer cncommenda : diri-
ja-so ra da renha u. 25, para tratar-se do
ajuste.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva
para o servico de nina casa de familia, e que se
preste a comprar c a sahir a ra era objectos dn
servico : na ra larga to Rosario n. 28, segundo
andar.
Compras.
Assim, pois, com o novo medicamento que eu
tcnbo a saiisaco de apresenlar hoje de forma
liquida, claro como agua a mais pura, quasi sem
goslo ou sabor de ferro, nao fazendo os denles
negros, lenho a esperanza de que os mdicos
poderlo operar com elle melhoras promptas e
curas rpidas e seguras, c abreviar consideravel-
menle o lempo da convalescenca das docneas,
pela sua ao-ao tnica e analptica especial.
Molestias que se emprega, c seu
modo c administrado.
As molestias em que o phosplmto de ferro so-
lucel, sem questo, se tem mostrado al hoje
semprc heroico sao as seguinles : a anemia (fal-
la ou dimimiieao dos glbulos de sangue) T'
a chlorose (ictericia branca, cor paluda, p do rosto ulnas de faltas menstruaes) ; a leucor-
Precisa-se de una criada que saiba engom-, r"^ lores brancas, fluxo alvo ou blanco); a
mar, paracasa de pouca familia : em Sanio \-^amenorrha (falla completa ou incompleta da
maro, alero da casa do Sr. Manocl Custodio, na ; menslriiccSoJ; a dysmenorrha (dilliculdade no
segunda casa. apparecimento da menstruaco, menslruaco dif-
Sexla-eira, 23 do correte, das 10 horas lic''em dores, espasmos, ele.); a dyspeps'ia (ira-
da manha cm diante, estaxo exposlas venda queza e dilliculdade na digestao, digestao tarda
na ra do Imperador, tres vilellas excellenles| 0 penosa, digestao mperfeita); a emaciarao ,'era-
Lea-o o follicio.[uu acompanha cada caixa.pelo =
[ual se licar conhecendo as muilas curas milagro- rea n
li a 16 an-
conducla : a
Precisa-se de una casa de sobrado ou
Boa-Vista, oj na Sl<
iratamcnio e limpeza.
Attencao.
Roga-se a quem deixou nm penhor quando
levou urnas amostras de franjas da loja n. 72 A,
na raa da Imperatriz, que lenha a bondade de
procurar o dilo penhor que lalvez o nao te nha
feito por nao saber em que loja o deixara ; assim
como tambero pagar 8')') rs. importancia Ji;;e
annuncio.
= Aluga-se pelo lempo da testa ou por anno
una casa no Poco da Panella, 'asanle fresca e
com alguns aivoredos de fructo, margein do
rio; quem a pretender dirija-se ra Direita,
sobrado de dous andares D. 137.
Jockey (l.
A commisso directora ioga a lodos os socios
que nao lenham recebido os carloes de ingresso
i[uc lhe compele, hajara de os mandar receber eni
casa do thesoureiro na ra do Trapicho n. 44.
qual se licar conhecendo as muilas curas milagro- rea nos bairros do Recife e Sanio Antonio: a
sas quelem effecluado. D. T. I.anman & Kemp, i Iralar na ra do Trapiche n. 8.
droguistas por atacado era Nova York, so os uni- i = Em casa de Hoslroa Rookcr & C, na praca
eos fabricantes c p-.'oprielarios. | do Corpo Santo, aluga-se urna rasa no bairrn da
Acham-se venda em lodas as boticas das prn- Boa-Visto, ou na Soledade; aflanca-SO o bom
cipaes cidades do .mperio.
DEPSITOS.
Biodc Janeiro, r.a ra da Alfandega n. S9.
Baha, Germano & C, ra Julio n. 2.
Pernambur.o, no armazem de drogas de J. Soum
& C, ra da Cruz n. 22.
.los Antonio Moteira Das i C, conlinuam
a receber por todos os paquetes de Europa um
lindo sortimento de obras de ouro', diamantes e
briliiantes: Iralar no seu escriptorio, ra da
Cruz n. 26.
Aviso ao publico.
D. Juao N'ogueis. dentista faz saber ao publico,
que se niudou da ra larga do ilosario para o
Recife, becco do Abreu n. 3, primeiro andar.
Manual de contas feitas
pata compra e venia de assucar, algodo. couros
e mais objectos de peso, obra muito ulil para to-
das as pessoas que negociam com ditos gneros,
e para os senhores de engenho: pois com um
lance de vista poilem saber o importe de qual-
quer porrao de anonas e libras ; ,1 volume'bcm
encaderndo por 5J0O0: vende-se na livraria
econmica, defronle do arco de Sanio Antotrfo,
ra do Crespo n. 2.
Curso de preparatorios.
O bacharel A. B. de Toares Bandra, profes-
sor de geograpbia c historia anliga no gymnasio
desta provincia, contina no ensino dos seguinles
preparatarios: rhetorica, philosopha, geogra-
phia, linguas franceza c ingleza ; na casa de sua
residoncia, ra larga do Rosario n. 28, segundo
andar.
= Precisa -so aligar urna escrava para o ser-
vico interno e externo de urna casa, assim como
lamber um escravo : na ra da Sania Cruz n. 66.
Asylo de Mendicidade.
A Associaco Commercial Bendicen-
te, havendo sido marcado por S. M. o
Imperador o dia 23 do corrente as 10
horas da nianhaa em ponto para a inau-
guracao do Asylo de Mend'cidade e nao
navando tempo sufliciente para dirigir
convites especiaes, convida pelo presen-
te as pessoas que quizerem assistir a es-
te acto solemne para que comparecam
a dita hora no edificio de Pedro If.
ftOTERIA
magrccimento sem causa conhecida, assim como
o cromagrecimenlo filho de molestias prolonga-
das) ; as escrophulas, a gastralgia (dores nervo-
sas parles, ele. Observaremos que, alero das re-
ter- i conhecidas vanlagens que na cura destas mo-
supportado e de urna administrarlo fcil.
Uarlh, medico do hospital Beaujoo.
A preparando ferruginosa do Sr. Leras, c a
que appico de melhorvonlade, e a que me d
os melhorcs resultados, lano na cidade comojprci 2 vid ros de pasabas e com ellas salvei a
no hospital.'.Aran, medico do hospital de San-
to Antonio.
Urna mulher muito gravemente doenle, e
qual infructuosamente linha applicado o lclalo
de ierro, as pilulas do Vallet, as aguas frreas
de Spa e de Passy, foi inmediatamente melhora-
da com o uso do phoxphato de ferro soluvel, que
ella supporlou muilo bem.Dernuiz, medico
do hospital da Piedadc.
Eu acons<'lho muilas vezes aos doentes, e
principalmente aos que sao dolados de consii-
tuices delicadas, o phosphato de ferro soluvel,
e al hoje nao irnho tido motivos seno para me
louvar.Roben, cirurgiao do Hotel Dieu.
O phoxphato de ferro soluvel segundo a
roiiiha opinio. a preparaco que os doentessup-
porlam melhor, ea que da os melhorcs resulta-
dos.Carenare, medico do hospital de San
Luis.
De loda
) ; nliedas a qn
H* rirpporta melh<
que exigem esla jndiraco, sem conlradicro o
phosphato de ferro solucel de Leras. $
Tem principalmente a vanlagera de evitar a IlUdC SlUltO Amaro (Muil-
constiparlo de ventre, e de convir s pessoas de @
vida de meu filho.
Sou do Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Flntjd.
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
Street pelos uincos proprleiarios I). Laninan e
Kemp, droguistas per atacado cm New York.
Acham-se venda em todas as boticas das
principacs cidades do imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandcga n. 89.
Baha, Germano & C, ra Julio u. 2.
Pernambuco.no armazem de drogas de J. Soum
cv Companhia ra da Cruz n. 22.
Publicaco Iliteraria.
Guia I.uso-Brasileirodo Viajante da Europa
1 vol. em 4o de 500 pag.: vende-se na miio do
autor ra do Vigario n. 11, brox. encad. 4}.
9e$9e69 # *08S$;:-.:; I
Coiupra-se um pur de adragonas de lenen-
le-corouei : quem liver para vender, dirija-se a
ra Nova n. 00, loja, al as 2 horas da larde.
^- Compram-se moedas d ouro de 195 e 20J :
na ra Nova n. 23. loja de chapeos de sol da es-
quina da camboa do Carmo.
Ajijii'i veilem.
Compram-se lampeos que serviram para a I-
lurainacao-desla cidade : na ra do Amorim n.
33, segundo andar.
Compra se um Flos Sanctorum,
usado : na livraria n. 6 e 8 .ja praca da
Independencia.
= Compram-.sc as seguinles comedias : Ber-
nardo na La, o Judas era Sabbado de Alleluia,
Quem casa qner casa, Tor causa de um algaris-
rao, A rosca, o Duelo no Terceiro Andar, o Ir-
mao das Almas e o DiuLo na escola : nesta typo-
graphia se dir.
Compra-sc urna casa terrea peqienn.no
bairro da Boa-Vista : a tratar na ra do Bosario
n. 68, defronte da ra do Arago.
Vendas.
Arados americanos e machinas
paia lavar roupa : em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
sas preparaces ferruginosas co- ^CoilSUltOI'iO CCllli'tll iiOHlCODatlliCO^ 5=':^ = 5
io, segundo a minha opinio, se 9 D0 '9 S"-??:^
DR- SABINO 0 L- PI\H0 *
0+j
. leslias se lem oblido, ja com o emprego tiophos-
i ptalo de ferro soluveH a qualidade que o lorna
I mais rccomiiiendavel aiuda a de se poder con-
| siderar como meio preventivo ou prophvlatiro
contra a lisica, pela cura prompla da chlorose
cor.
Fraqueza e debiiidade geral com falta de
de!
estomag delicado.=r. .1. Favrol, autor do Ta-
lado de doencas de mulher.
Afora estes'muitos mdicos dos hospitaes de
Pariz, que diariamenlc applicam, citaremos os >
nomes dos Srs. Arnal, Bazin, Boinel, Castilhes, Jj-
Debou, Detchampn, Denonvilliers.Fairut, Gillelt. fi
Uros Guiboul, Munod, Martin, Saiul-.liuje, a- \ @
a/ii Guillot, Ottembourg, Palltlan, Schu&ler, g;
Vernois, te. Nos Estados-Unidos, Allemanha, g
Hespanha, Inglaterra, Hollanda, Bussa, Blgica. ;:
l^fJia, Portugal e Brasil lem sido applicado pe-
.. mclhorfs rnedios que tem reconbecido suas
grandes vaitacens ; ejujgo desnecessario publi-
car urna quanlidade enorme de atleslados rin que
se provam milhares de curas com esle bello me-
dicamento, e que gratuitamente me tem sido
enviados de varios paizes.
do Xovo h.G.J

i
i
i
s;
aposito nesta cidade
27RA DA CRUZTI
Escriptorio de Almeida Gomes, 4 Ivs C.
9
Conlinuam as consultas e visitas do
mesmo modo que d'autes. A confianca
que o Dr. Sabino deposita na pessoa que
lica encarregada de seu consultorio nao
ser desmentida. J
Os pobres serio sempre tratados gratui- w
lamente. @
As correspondencias soriio enderecadas
coro subscripto ao Dr. Sabino com ausen-
ca ao abaixo assignado
Manoel de Mallos Teireira Lima
Professor cm homeopathia e se-
crelarlo do cousullorio.
1 lilil i
0?
" =* H r a
r., r! ; 5f
go.SS-e.SS2
'-
Botica central lomeojtatliica @
K.$i. 0LEGAII10 LPNHOl
Conlinua avender-se grande sortimeno Q
de medicamentos homeopalhicos tanto ?
em glbulos como em unturas. @
Os preces das carlcirns sao os mesmos '*
queso acii.im estipulados no final do thc- @
- o homeopalhico. ^
Cada tubo avnlso IgOOO
Cada vdro de tintura 2$000
Thesouro homeopathico ou vade- @
mecumtlo homeopalha, cucad. 11 gOOO $;
f
r '.-* <\ ^->.
Neste proveitoso estabelecimcnlo, que pelos no vos raclhoraraenlos feitos acha-se conve-
nientemente montado, far-se-ho tambera do Io de novembro em vante, conlratos mensaes para
maior commodidadee.economia do publico de quem os propriclarios esperara a remuneraco de
lanos sacrificios.
Asignatura de banhos fros para urna pessoa por mez.....lOjJOOO
momos, de choque ou chuvscos por mez 15}000
Series de cartoes e banhos pvulsos aos precos annunciados.
Ante honlcm, 20 de oulubro, pelas 3 horas da
larde, inandou-se por um prelo ganhador con-
duzirda ra do Amorim, sobrado n. 3'J, para o
porto das canoas no caes de Apollo, urna grande
Irouxa de roupa que linha de ser levada para
Bebeiibe ; esle prelo cm lugar de a condu/.ir ao
lugar indicado, desapparercu com ello. A Irou-
xa lem os signaos seguinles : levav camisas de
: senhora com a marca S T C c S T P, vestidos de
i chita, toalhas, meias de hornera e de senhora,
j ceroulas, calcas, lencoes, c outras muilas pecas
, de roupa que" nao possivel mencionar, bem co-
mo 4 eoberlas grandes de casado,indo n'uiua del-
I las embrulhado a mais roupa, a qual era de gan-
ga encarnada com flores da niosma cor e forra-
da de madapolo : pede-se, porlanlo, a qualquer
pessoa que der noticia deste prelo ou mesmo de
alguma roupa, leva-la casa cima indicada, na
ra do Amorim, segundo andar, que ser recom-
pensada generosamente. 0 prelo levnya camisa
e calca branca, lera os olhos grandes e a cor
um pouco fula.
Pnrlaram dous cavallos do engenho Sibir
Grande, um mellado c 1 caslanho, no dia 18 o
corrente; o mellado lem um lorobinho uos pei-
los e uro taino na mo esqueida ; e o caslanho
li-in a frente (berta e um p calcado, a mo fa-
zendo urna cruz, e o ferro no queixo.
= Precisa-se de uina ama para cozinhar para
tres pessoas : na ra do Rangel n. G.-.
Sr. thesoureiro manda azer pu-
ARCHIVO OIVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLABUHADO
PELOS SRS.
D. Antonio da Costa A. F. de CaslilhoA. Gil.\lexandre IlcrculanoA. G. RamosA. Guima-
resA. de LimaA. de Oliveira MarrecaAl ves BrancoA. P. Lopes de MendoncaA. Xavier
Rodrigues CordeiroCarlos Jos BarreirosCartos Jos CaldeiraE. Pinto da Silva' e Cunha F.
Gomes de AmorimF. M. BordalloJ. A. de Freitas OliveiraJ. A MaiaJ. A. MarquesJ. de
AndradeC.irvoJ. da Costa CascaesJ. Daniel CollacoJ. E. de-MagalhesCoulinhoJ. G. Lobato
PiresJ. II. da Cunha RivaraJ. J. da Graca JniorJ. Julio de Oliveira PiuloJos Mara
Latino CoclhoJulio Mximo de Oliveira rimcntelJ. Pedro de SouzaJ. S. da Silva Ferraz
Jos de TorresJ. X. S. da MottaLeandro Jos da CostaI.uiz Filippe LeitcI.uiz Jo* da
Cunha L. A. Uebello da Silvaraulo MidosiRicardo Julio FerrazValeiilim Jos da Silveira
LopesXisto Cmara.
DIRIGIDO
Cura complela
Scni resguardo nem incouimotlo.
lullutiiuiai-rto lo estomago c dures
de rabeen,
Rogo-lhe, Sr. rodactof.de inserir no seu jop-
i al a segoinlo declaracio, (ue julgo ser pro-
1 veitosa a algumas pessoas.
Ha bastantes anuos padec una horricel dCr
\de cabera que me prenda a nuca, linha muilas
\ verligeiu,algumas vezes sot'iia dar no estomago
! acompanhadas de clicas flalulentas ; mandel vir
; urna das chapas medicinaes do Sr. Ricardo Kirk,
; morador na ra do Parto n. 119, appHquci-a so-
' bre bocea do estomaga), e no esparo de IS dias
i achei-me coraplelamente bom, e as dores de ca-
! beca desappareccram.
Por isso agora posso dormir com socego ; le-
nho do idade OS annos c 4 mezes, c faro esta
advertencia a lodas as pessoas que padecercm
lal molestia pira tentar o dito curativo, para que
assignei a.presente declararo em gratidao e pa-
ra ser cenhecido do publico.
Curaiu de Santa Cruz.
Emugdio Jos de Faria.
Eslava a firma reconiccida pelo labellio Jos
Feliciano Godiuho.
9
a
ron
PROVINO
A. P. de CarvalhoI. F. Silveira [da MottaRodrigo Paganino.
Destinado a resumir todas as semanas o movimento jornalislico e a oflerecer aos leilores, con-
juntamente com a revista do que mais notavel houver occorrido na poltica, na sciencia, na indus-
tria ou as arles, alguns arligos originaes sobre qualquer destes assumptos, o archivo i.mvi;iisal,
desde Janeiro de 1659, em que comecou a publcar-se, tem salsfeilo aos seus lins, com a maior
exaclido c rcgularidade.
Publica-se todas as segundas feiras em folhas de 10 paginas, e complela todos os semestres
um volunte de 20 paginas com indico e frontispicio competentes.
Assigna-se no escriptorio deste Diario, ra das Cruzes, e na ra Nova n. 8.
Proco da assignatura : pelos paquetes vapor 10JJ200 por anuo ; yor navio devela Sjj moeda
brasileiraj.
Ha algumas collecces desde o comeco da publicaco do jornal.
CARROCAS.
Vendem-se duas carreras novas, sendo para
boi e oulra para cavallo : na ra da Concordia,
confronte ao armazem do sol.
Pianos, scraphnasc rede-
jos, a prazo ou a
(linieiro.
Vende-so no aterro da Boa-Vista, loja n Si,
un rico e elegante piano forte, francez, chegado
ultimaraente, do melhor fabricante de Paris ; e
tjinbem urna rica serapninaoo orgio, muito pro-
pro para alguma igreja do malo por ser milito
barato ; c realejos pequeos e grandes com pan-
cadaria o sem ella, o que ludo se vende muito
barato para acabar
I Brilhanlcs |
:V. 1 i Uua (lo CrespoNAlg
fi Jos Harta da Silva Lemos so- II
blicoque 8e acham a venda todos os dias Hieles da
J. ou____ j_______L*____k j. *_j_ I seguinles premios
Os abaixo assignados venderam
lotera de S. Francisco
nos seus bi-
d Olnda os
das 9 horas da manhaa as 5 da tarde,
no pavimento terreo da casa da ra da
Aurora n.26 e as casas commissionadas
pelo mesmo Senhor thesoureiro na pra-
ca da Independencia n. li e 16, os
bilhetes e meios da ultima parte da ter-
cena e primeira da rjuarta lotera do
Gymiusio cujas rodas deverao andar
impreterivelmente no dia 1 i- de Janeiro
do anno prximo futuro.
Thesouraria das loterias 21 de de-
zembro de 1859.O escrivo, J. M. da
Cruz.
Precisa-3e alagar alguns pretcs osera vos
por mez ou por dias, pode-sc dar sustento, caso
convenha ao senhor: na liviana a. 6 e 3 do
praca da independencia.
Ks.= 705 5:0003 Bilhclp
26 i -ooa i meiw
917 003 1 meio.
1473 2003 1 meio.
1283 1003 P.ilhcte.
168 ICOS 2 meios.
1750 1003 Bilhcte.
1003 Bilhcte.
c oulros menores. A gara:.lia paga na praca
da Independcp.cii n. 22 aonde se acham a venda
os bilhetes e mei.is da lotera do Gymnasio ru-
bricados or
Yitira LRciikchildc.
Besappareceu
do sitio Caixad'Agua un boi pelo : quem o en-
comiar ou der noticia na ra do Livramento n.
12, ser bem gratificado.
Na ra Bella n. 10, precisa-se de urna ama
poro cozinhar c comprar para urna pcssoa
Acompaiihamenlo martimo
em viaerem de SS. MM. II.
A
No dia da sahidade SS. MM. 11. para a pro- 1 ,
vincia da Paralaba do Norte seguir o vapor O:-lJa"c'r0' ,ua do 1,,rl n
DEPOSITO GERAL
DE
Pilulas vegeto-tlepui'avas
Paulstanas.
As pilulas paulistanas: to bem conhecidas cm
I S. Paulo, nesta cidade e em todo o imperio, pe-
i las admiraveiscuras obtidas com ellas [algumas
\certidijes de curas completas j {ora m publicadas
pelos jomaes, e merecen) de ceno toda a confian-
, ca do publico.
O Sr. Carlo3 Pedro Elchecoin, de S. Paulo, aca-
ba de cstabelecer um deposito geral no Rio de
119, pcrlo da Carioca.
maragibe conduzindo a seu bordo as pessoas que
se associarem para o referido acorapanhamcnlo,
demora de tres das iia'iuclla cidade o volta no
mesmo vapor.
A assignaluro acha-se aberta no armazem da
ruado Vigario n. 11 do agente Pestaa.
MOBLAS
Envcrnisam-se mobilias mais em conta do que
em entra qualquer parte: co pateo do Canco
d. 24.
Precisa-se de um criado para bolear um
cabriole!) quer-se que seja bom boleeiro o de boa
conducta : quera nesias circumslancias se adiar,
procure na ra do Brum 11. 28, ou na ra da Ira-
pcralriz n. 43, que achara com quem Iralar : on-
de tamben encontrar 2 escravos possautes para
se alugar para qualquer servico.
rrecisam-se de trabajadores forros ou
captivos para trabalhar 8 horas por dia : ncs'.a
typographia.
r.slabelccida era Londres
5^ mmt.
CAPITAL
Cinco tsWves de Uljras
cstevUtias.
Sa tnders Brothers & c." tem a honra de in-
formar aes Sis. negociantes, proprielarios de
casas, e a guem mais con' icr, que esto plcna-
monlo aulerisad' pela dita companhia para
eiTectuar seguros sobre edificios de lijlo epe-
dra, cobertos de lelha e igualmente sobre os
ii:e contiverem os mesmos edificios,
quer consista era mobilia ou emtazcudas de
qualquer qualidade.
Saca-se para o Porto e Lisboa no
escriptorio de Carvalho Nogueia ; C,
na ruad; Vigario n. 9, primeiro andar
O advogado Souza Reis mudou o seu es-
criptorio para a ra larga do Rosario, sobrado da
quina n. 02.
Offcrecc-*e
cora familia
um hornera capa?,
para feilar le sitio, que
eulende perleitamcote de plautaces:
custa typoraiihia se dir.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser : em casa do Samuel Y.
Jobnstir? & C, rj to Senzala Nova r.. 52.
>>
Ib co de Julio Luje&G., negocian- %
H lesimporlatlores dejoiasno Itio %
|| de.Janeiro, teiu a honra, de par- ^J;
licipar ao respeilavel publico ^
jgj desta capital que se aeha na casa '<|
M cima mencionada cora una lia- a
II da e\posii;ao de obras de lu- ^
3E litantes do mais apurado goslo c s
a) qualidade, constando de ricos <|
^ diademas, litas, collares, putsci- ^
M ras, broches, bisas c argolas, M
m brincos, asis c allinctcs, cru-
'$ zes c lies de grandes peclas, S
^ coniniendas e hbitos de di ver- S
ffi sas ordens c dilTerentcs obras tu- S
% do de brilhantcs c pedras linas. ^
M sendo tudo vendido, aiiancado e p.
se por precos coraraodos: ua ra do
g Crespo- n. II, segundo andar. S
p Tambera se presta a mandar ^
% quaesquer objectos a amostra. |
Fub.
Farinha de milho americana, em barrica?, che-
gada no ultimo navio dus listados Unidos ; nos
armazees de Tasso Ircjjos.
y
MUTILADO
A


(6)
DIARIO DE POIHAMBUCO. SEXTA FEIRA 23 DE DEZEMBRO DE 1859.'
DE
MfftiRRA I FnQlQ Si 1
Sita na ra Imperial n. 118 c 120 junto a fabrica de sabo.
DE
?M.
Sebaslio J.da Silva dirigida por Manoel Carnoiro Leal.
Neste estaboleciniento lia sonipre promptos alambiques de cobre de differenlcs dimences
{de 300$ a 3:00O) simples c dobrados, panpdestilar agurdenle, aparelhos destilatorios contlos
para resillar c destilar espiritos com graduarlo at 40 graos (pela graduaco de Seon Carticr) dos
melhores syslemas boje approvados c conbecidos nesta c oulras provincias do imporio, bombas
de todas as dimences, asperanle3 e de repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, tornelras
ile bron/e deiodas as dimencese feilios para alambiques, tanques etc., parafusos de bromee
ferro para rodas d'agua.porlas para fornalhas e crivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimencocs para encamentos. camsnde ferro com nrmarao e sem ella, fugues de forro potareis e
e< onomics, tachas e lachos de cobre, fuiros de alambiques, passadeicas, ospumadeiras, cocos
para engenho, olha de Flandres, chumbo cm lencole barra, zinco em lencol e barra, lsnces e
nrroellas de cobre, lences de ferro a lato,ferro suecia ingle/, de lodas as dimensdes, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e outros muilos artigos por menos preco do que cm outra qualquer
parte, desenipenhando-se toda e qualquer cncommenda com presteza e perfeico j conhecida
e para commodidade dos freguezes que se dignarem honrarcm-uos com a sua confianza, acha-
ro na nra Nova n. 87 loja de iprrageiis pessoa habilitada para tomar nota das encommendas.
CONSULTORIO
LIVMRIA ECONMICA
DE
H.2-UAD0 CESPO-N, 2
Defronte do arco de Santo Antonio.
NESTE NOVO ESTARELECIMENTO VENDEM-SE :
Livros de roligiao, sciencias, de letras, artes, viagens, historia e classicos ; romances Ilustrados e
outras publicagoes em diversas linguas.
Globos, atlas e mappas geographicos.
Papel de hollanda, de peso, paquete, alartsso, de cores e outros de diversos formatos e gostos.
Prensas para copiar cariase outros manuscriptos, livros e tintas proprias.
Livros em blanco, pennas de varias qualidades e mais objectos para uso de reparlices, secreta-
rias e casas de commercio, utencilios para desenlio etc.
Artigos de bom gosto, fantasa e curiosidade das fabricas de Paris para uso dos elegantes ; orna-
tos, presentes ele.
Cartoes e bilhetes para bailes, casamentos e visitas.
HISTORIA UNIVERSAL desde os lempos primitivos al 1850, por Cesar Cantu, 12 volumes, in fo-
lio, enriquecida de mais de 90 magnificas estampas, obra em que nada se poupou para o
leilor encontrar nella erudico, estudo solido e leitura agradavel.
ALMANAIv de lembrangas de Castilho para 1860, assim como collecroes completas desde o scu
caneco.
MANUAL DE CONTAS j fcilas para compras c yendas deassucar, algodao etc.
Encaderna-se em todos os gostos desde o mais simples em papel ata ao melhor em panno ou pelle.
Imprime-se cartoes e bilhetes, c marca-se papel com typo proprio e em'relevo vontade dos
prelendentes.
Acceita-se o encargo de qualquer encommenda de livros e outros artigos tanto da corte e provin-
cias do imperio, como de Portugal, Franca, Inglaterra e Blgica, com as condieces mais ra
zoaveis.
Vidros para vi-
draca.
A6|a caixa: na ra larga
do Rosario armazem de louca.
para caixilhos.
DO
Dr. P. A. Lofo Hoscoso,
HEME IPAIUBI IMPIMM1-
3 mi DA GLORIA, CASA DO FUVDlO 3
CU nica or an\\>os os syslemas.
pela manha e de tarde depois de 4
a cidade como para osengenhos ou
horas,
outras
as 10 horas da manilla e em caso de ur-
por escripto em que se declare o nome da
O Dr. Lobo Moscoso da consultasjtodos os das
Contrata partidos para curar annualmentc nao so para
propriedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at
gencia a outra qualquer hora do dia ou da noite sendo
pessoa. o darua e o numero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairrodo Recife poderlo re-
metter seus bilhetes a botica do Sr. Joao Sounn & C. na ra da Cruz ou loja de livros do Sr. Jos
Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annnnciante achar-se-ha constanteraent e os melhores medica-
mentoshoraeopathicos ja bem conhecidos e pelos precos seguales:
Botica de 12 tubos grandes...........lOgOOO
Ditos de 24 ditos.
Dilosde 36 ditos..............
Dilo de 48 ditos..............' .
Ditos de 60 ditos.............. .
Tubos avulsos cada um.............
Fiascos de linduras........,.....
Manoal de medicina homoopathica pelo Dr. Jahr traduzido
em porluguezcom o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia ele. etc. ,........
Medicina domestica do Dr. Bering, com diccionario. .
Repertorio do Dr. Mello Moraes.........
158000
202090
KJ0O0
0$000
1S000
25000
20S00O
osooo
6300
FUNDIQAO DAURORA.
Este utillssimo esfabelecimento acha-se, lia pouco tempo, augmentado tanto no materia
como no seu pessoal, e seus proprictarios habilitados para vencer qualquer opposirao hostil e
desprezarem a ignorante vituperado de malevolencia. Offerecem a seus numerosos freguezes e
ao publico em geral, asvantagensde sua longa experiencia e reconhecida promptid'io e fidcli'dade
na execucao d;is obras as mais importantes de engenharia, entre outras pode enumerar as seguin-
tes : machinas de vapor de todos os tamanhos, rodas d'agua de todos os dimetros, todas de fer-
ro ou para cubos de madeira, moendas para caima todas de ferro e independenles com os me-
Ihoramentos que a experiencia mostr ser indispensavcl, meias ditas com todos ospreparos, la-
chas para engenho de todas as qualidades e tamanhos, rodas, rodetes, aguilhes, envos e boceas
para fornalha e todas as ferragens para engenho, machinas para amassar pao e bolacha, ditas
para moer mandioca, fornos e prensas para farinha, ponies de ferro, *aldeiras, tanques boias e
todas as obras de machinisrao etc.. etc.
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2!
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Primeiro andar,
M.J. de Araujo Cosa Fillio lem para vender no scu escriptorio da ra cima
no sortimsnto de fazendas que trouxe do Rio de Janeiro :
Rico sorlimento de lencos de cambraia bordados.
Camisinhas bordadas e de renda.
Flores de camelias, plumas marabout.
Enfcites de ores para cabeca.
Setim branco e nobreza branca.
Chapelinas de pallia da Italia, e veos dejenda.
Lencos de esguiao de linho borda.los
Alcatifas avclludadas e tapetes pava sof.
Damascos de seda de cor,
Roupesde fusilo e cambraia para senliora c muitos oulros objectos de senhoras e
homens. Tenho a vantagom de offereccr ludo com grande modicilado de
eos por ter recebido direclamente de
O en >s. o C
S 53 ^- ~ f* ?
" 5 "

<-
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a o- o 2.
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ora g _.
Sft'O O. i S 5
C^
Vidros
Na iua larga do Rosario loj n. 28
armazem de louca, mandam-se botar vi-
dros em casas particulares por preco
muito coramodo, assim como vendem-
se vidros a retallio do tr.manho mais pe-
queo at mais de 6 palmos.
Botica.
Rarlholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob I.'Affecteur.
rilulus contra sezes.
Ditas vegetacs.
Salsaparrilha Brslol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
JTarope do Bosque.
Piluias americanas [contra febres).
Ungento Holloway.
Pilula3 do dlo.
Ellixir anti-osmalhico.
Vidros de boca larga com rolhas. de 2 oncos a
lzlibras
Assim como tom um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
Na loja ao p do arco de
Sanio Antonio,
recebcu-se nm rico e completo sortimenlo de ri-
cas caiimlias com amendoas proprias para a ra-
pazeada de bom gosto dar de estas.
Superior ao melhor
presunto de fiambre.
Linguas de vacca em salmoura lindas
de Londres, vendem-se nicamente no
armazem de Luiz Aunes deronte da
porta da alfandega.
SYSEMA MEMLO DfcltOUOUA,.
1*1 LULAS HOLLW'OYA.
Este Incstimavel especifico, composto inleira-
mente de hervas medicinaos, nao coulcm mercu-
rio, ncm alguma outra substancia dleeteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compltelo mais
delicada igualmente promplo c seguro para
desarreigar o mal na corapleirlo mais robusla :
inteiramente innocente em suas opera;5es e ef"
feitos; pois busca c remore as doen.*as de qual-
quer especie e grao por mais antigs e tenazes
que sejam.
Entre militares de pessoas curadas com este
remedio, muilas que j estavam as portas da
niorte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e forcas, depois de horrr tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mis afllictas nao devera entregar-se a de-
sesperarlo ; facam um competente ensaii dos
ufliazes efTciloS desla assonibrosa medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar eie remedio
para qnaiquer das sejtuintes enfermdades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Coityulscs.
Debilidade ou extenua-
rlo.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Oorde garganta.
de barriga.
nos lilis.
Dureza no ventre.
Envirnidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas
Febreto intenntenle.
Vendem-sc calas uilulas
as pinnas no
geral de Londres n. 224, Slrand>\
Febreto da especie.
Cotia.
Hemorrhoidas.
tiydropesia.
Ictericia.
Indigesloes.
Inflammacoe?.
I r r e g u fa ridades
meristruaclo.
Lombrigasde todae
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Obstmcclo de ventre.
Phtysicaou consump-
pulmonar.
Reten^o de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
ITini doloroso.
Ulceras.
Veneren {mal'.
eslabelecmento
I, c na loja de
todos os boticarios droguistas e oulras pessoas
encarregadas de sua venda em loda a America do
Sul, Havana e Hispanha.
Vendem-se asbocetidhas a 800 rs. cada urna
dellas, conten umainstrueco cm portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar deslas piluias.
O deposito geral em casa do sr. Soum
pliarmacculico. na ra da Cruz n. 22, em Per-
nambuco.
Vende-se um cabriolel com oplirao en vallo:
a Iratar na ra doTrespo com Adriano i Castro.
Rap.



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O
o
45Hu
Na pracada Independenca n. 5, loja de violas,
vende-se rape fresco de Lisboc, Paulo Cordeiro,
1 Rassc grosso, meio grosso fino, e meuron, laclo
em libra como em oiiavas.
en
6i

OO
en
00
fe>
CJ1
en
en
Atten^ao.
Na ra Nova n. 35, vende-sc ini-
lho muito novo dinheiro a vista
pelo baralissimo preco de 4J50O a
sacca.
I
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saundcrs Brothers 4
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskcll, por presos commodos,
e lambem trancellins e cadeias para os mesmos,
deexcellenle gosto.
FASaTDAS
NO
Direita45
O proprietario deste eslabelecmento reco-
nhecendo que com a excelsa visita de SS. MM.
II. a esta tidade tem de se dar um estrago hor-
roroso de calcados, em consequencia das fre-
quentes paradas, marchas, contramarchas e for-
midaveis passcios s brilhanles illumina^Ses, e!
condoendo-se das boleas naturalmente pouco
fartas, dos bravos oflclacs e pracas dos patri-
ticos batallioes, cujos nomes Irazem memo-
na os feilos gloriosos dos nossos avoengos, deli-
bcrou, cm homenagera atao felizes dias baixar
so preros do seu excellcutc calcado, a saber:
Para homens.
Borzeguins arisiocralicos (lustre) 9$000
Borzeguins zouavos, obra fortissima (be-
zerro) 8S000
Borzeguins tidadaos (bezerro c luslre] 8J000
Borzeguins econmicos 6S000
Sapatocs batodores 5j}000
Para senhoras. @s^ss522S5ss^s.s5sssssssss3^assE^
Borzeguins para senliora primeira classe) 5a000| ^L.
Ditos segunda chssc) 460
Ntos para meninas (primeira classe) 4O00
37 Ra do Queimado 37
Loja de 4 portas.
Chegou a este eslabclecimenlo um completo
sorlimento de obras feitas, como sejara : pale-
oils de panno fino de 16$ at 28$, sobrecasacas
de- panno fino prelo c do cores muilo superiores g
a 35jf, um complclo sorlimento de paletots de
riscadinho de bnm pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem or prero commodo, cerou- ?
las de linho de diversos'tamanhos, camisas
francezas de linho c de panninho do 2$ at 5$
cida urna, chapeos francezes para hornera a &>, S
dilos muito superiores a 10?, ditos avclludados, |m
copa alta a 13?, dilos copa baixa a 10$, cha-i8
pos de feltro para hornera de 4#, 55 e at 7#
cada um, ditos de seda c de palha enfeitados pa-
r;i meninas a 1(KJ, ditos de palha para senliora a
GRANDE E VARIADO SORTIMENTO
DE
Fazendas inglezas e fraselas e
i-oupas feitas
recebidas em direitura
^o
Armazem e loja
DE
Ges NA RA DO QUEMADO N. !46, FRENTE DA?
LOJA AMARELLA E ROTULAS BRANCAS.
S Um completo c rico sorlimento desobreca-
^-/.*>} i
. / i vi \w / ^* /, ,^"- j \^.~j;\ \^-^LJ, -T.ZJ* Si V. ^r ? ^l&Si^/ *- C/f V. J> 'A**,' ((* ,*_) V. '*)) V *r} X'
V*(/Av.i/v?*^P'.vr
afloja decalcado fran-
cez, de Antonio Rodri-
gues Pinto, no aterro da
Boa-Vista n. 8, defronte da
honeca.
Neste novo eslabclecimenlo lera caWdos que
recebeu pelo ultimo navio francez, dos melho-
res fabricantes de Taris, c vende por' menos do
que em outra qualquer parle, a dinheiro vista.
Aviso
aos ca-
cadores.
Espingardas de espoleta
muito finas por baratissimo
preco: na ra Dircita n. 64.
Aos vendelhes.
Batatas muilo novas a 1J600 o gigo do 32 li-
bras: na ra da Madre de Dos n, 8, armazem de
Vjlcnca & C.
Milho e farelo.
Saceos grandes a 6#000 : na ra Nova n. 52.
Alcatifa.
Campos & Lima, tem para vender
porco de alcatifa de todas as qualida-
des, na ra do Crespo n. 12.
Chapeos prelos.
Na ra do Queimado
numero 19.
Chapeos pretos de primeira qualidade, e de
Jornia elegante a lOg cada um.
No\a iuvenco aperfei-
Coada,
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senliora.
Vende-se nicamente na ruada Cadeia do Re-
eife n. 48, loja de Leile & Irniao.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharesde individuos do todas as nacocs po-
dem teslcmunhar as virtudes deste remedio iu-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que dee fizeram tem scu corpo e mem-
bros inteiramente saos depois de haveremprega-
do intilmente outros Iratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessas curas maravillosas
pela leitura dos peridicos, que Ufas relatam
todos os dias ha muitos annos ; e a maior parle
dellas sao tao sor prndenles que uicmupc so
mdicos mais celebres. Quantas pessoas reco-
brarara com este soberano remedio o uso de seus
bracos e peinas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospilaes, onde de viam soffrer a
amputaco Dellas ha muitas que havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para senao
submellerera essa oDcraeo dolorosa foram
GUSTATO MASSET representanlc da muito afamada casa WALLERSTEM,|MASSET & C."
fornecedores da casa imperial do Brasil, eslabelecida no Rio e era Paris recebeu um grande sor-
limento de fazendas e modas da primeira qualidade e novidade.querendo antes de ludo fazer gozar
o respeitavel publico dos preros muilo vantajosos pelos quaes pode offerecer suas fazendas, vende
tudo a dinheiro avista ; elle acha-sc residindo no hotel inglez quarto n. 2, encarrega-se de man-
dar levar as fazendas podidas amostra, sendo por escripto para evitar os engaos.
Recebe qualquer encommenda para mandar vr da Europa ou do Rio.'
100 vestidos de seda para baile, passcios e visitas.
Mocrc anlique pretos e de cores.
Noblezas lisas prctas c de cores.
Vestidos pretos lisos, lavrados dc2saiasc de velludo.
Flores, e enfeiles de renda para cabellos.
Vestidos de cassa branca bordada muito finas-
Garras, escomilhas, filos de sedac linho brancos e de cores.
Meias \de seda, linho, fio da Escossia para homens, senhoras e meninas.
Sipatos de setim branco e prelo com sallo e sem elle.
Botinas de setim branco, de selim prelo, de la muito superiores.
Sabidas de baile, capas de cachemira, velludo e seda.
Chales de louquim bordados c de relroz.
Manteletes de renda prelo e cassa bordada.
Corpinhos, camisinhas, colarinhos com mangas de cassa bordada a ponto real e renda verdadeira.
curadas complelaraenr^SaX'^^soXss^ ?na'rni^es de Fcn!3ai,r!auc branca P.ura vcslidos J para enfeiles de vestidas.
Louros de cambraia de linho muo ricos cora renda.
Chapeos de sol para senhoras.
Pcntes para trancas, alfinelcs de poito, pulseiras, brincos de tartaruga e jaspe preto para
dor e outros magistrados, afira de mais auteuti-: I;rl""lc.sor,i,ment"0.de l1IaS verdadciras de J.ouvin-
carera sua firmativa maisauuuu- Luvas deretrozc de seda para homens, senhoras e meninas.
Ninguem desesperara do esUdo de saude se bravatas brancas e prctas.
Chapeos de corle com plumas.
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
onfusao de seu reconhecimento declararam es
tes resultados benficos diante do lord corree-
luto.
se
livesse bastante conlianca para ensaiar este re-
medio constanfemenle seguindn algum tempo o
mentralalo que necessitasse a natureza do mal,
oijo resultado seria prova rincontestavelmente '
Que ludo cura.
O anquento lie ntil, mais particu-
lurmente nos seguintes casos.
Alporcas.
Cairabras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Dilas do anus.
Erupcoes e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchacdes.
Inflaniacao do figado.
Inflammaco da bexiga.
da malrz
Lepra.
Males das pomas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos,
Pulmoes.
Queimadelas. t
Sarna
Supuraces ptridas.
Tinlia, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articularoes.
Vcias torcidas ou uoda-
das as ponas.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
lodos os boticarios droguistas c outras pessoas
encarregadas de sua venda em loda a America
do Sul, Havana e Hespanlia.
Vende-se a 800 rs. cada boectinha, contera
urna instrucclo em portuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico. na ra da Cruz n. 22, cm Per-
nambuco.
toquedeavaria
Pecas de algodao trancado, azul, com 32 co-
vados por 4&500 : vendem-se na ra do Crespo,
loja da esquina que rolla para a ra da Cadeia
Casacas, sobrecasacas, paletots de panno, cachemira dos melhores aUaialcs de Pars.
Calcado do afamado Melier para homens.
Tapetes de velludo muilo ricos.
Capas, capotes imperraeaveis Makinlosch
para homens e senhoras.
Vendas.
R6logios de ouroe prata, cobertos e descober-
tos patente inglez, os melhores que exislem no
mercado, e despachados hoje, vendem-se por
precos razoaveis : no escriptorio do agente Oli-
veira, ra da Cadeia do Recife n. 62, primeiro
andar.
mm-mwm-mn
Potassa da Russia.
Vende-sena ra do Trapi-
chen. 9, armazem de fon-
seca, muito superior e nov-
sima potassa da Russia.
do largo
Loja parisiense,
ra do Crespo n. 10, vendem-se luvas verdadci-
ras de Jouvn muito frescas.
rinho do Porto, do mais superior, engarrafado,
dito champagne, idem, dilo muscalcl, dem : no
armazem de Barroca & Medeiros, ra da Cadeia
do Recife n. 4.
Em casa de Luiz
Deloueh,
ra Nova n. 22, lem para vender livros em bran-
j co para escripluracoes, os mois bonitos possi-
1 veis, per prec,o muito barato.
Aos fabricantes de velas.
Cera de carnauba da nova safra a 11*000 e 12$,
e sebo refinado em pao e velas, ltimamente
chegada do Porlo.em barricas e caxasde IISjOO
a 12$500 a arroba : no anlgo deposito
da Assembla n. 9.
Conlinua-se a vender fazendas por Daixo
prero al mesmo por menos do seu valor, S;
alim de liquidar coalas : na loja de 4 portas :.
na ra do Queimado n. 10. B
Calgado muito barato.
Para acabar at o fim deste mcz.
Borzeguins para meninas a 2g000
Sapatocs para meninos a 2g e 2ff300
na ra do Cabug n. 9.
# *jg Sf^BflaflgjBP-IP- "ataacsi aagMI
*** mm a* MH BSW ew dllS OS% ewr Trs bt* in
| Aos cigarreiros e cha-1
ruteiros.
x Campos i Lima tem para vender ca- ^
* xas com fumo americano de muito boa |k
^ qualidade e a prcQo commodo : na ra 5
* do Crespo n. 12. 6
12$, chapelhthas de velludo ricamente enfeila- I rf sacas de panno pretos e de cores a 28S, 30j
ll:ia a 9r>4 rfil.-ie (til nnlln fin Ilnli miilln r.....il* n isa ,^,.- A\ -._______.. -___!,.'.. .
Fazendas de bom gosto
Reccbeu-se pelo ultimo vapor da Europa cer-
ics de vestido de seda de delicadas cores, com 2
babados e 2 saias bordadas, lindos enfeiles de
ores e froco para cabeca de senhora, bonitas
chapelinas de seda para senhora e meninas, as-
sim como liquissimos cortes de collele brancos,
de velludo e seda bordados para casamento,
dilos de velludo prelo bordado e de cores boni-
tas ; havendo oulras muitas fazendas, e ludo se
vende por preces mais baratos do que era outras
partes: na ra da Cadeia do Recite, lau x 50,
de Cunha o Silva.
das a 25j?, dilas de palha de Italia muilo Guasa
2&JE, corles de vestido de seda em carlao de 40$
at 150$, dilos de phanlasia de 168 at 350OO,
gc'inhas de cambraia de 1$ at 5*. manguitos
de lg500 at 5J, organdys escuras e claras a
800'rs. a vara, cassas francezas muilo superiores
e ladros r.ovos a 720 a vara, casemiras de cor-
tes para colleies, paletots e calcas de 3*500 at
4$ ocovado, panno fino preto e de cores do 29500
ale. 10$ o covado, corles de collele de velludo
muito superiores a 9 c 12g, ditos de go-guriio
e ele fustao brancos de cores, ludo por preco
barato, atoalhado de algodao a 12S0 a vara,
corles de cascrahas de cores de 5 al 9$, gresde-
naples de cores e pretos de 1}>600 at 3&200 o
covado, espartilhos para senhora a 6g, cociros
de easemira ricamente bordados a 12 cada un,
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12; cada um, dilos lisos para ho-
mcni, fazenda muilo superior, de 12 at 20$ a
duzia,casemiras decores para coeiro, covado a
25400, barege de seda para vestidos, covado a
1&400, um completo sortimenlo de colletes de
gorgurao, easemira prela lisa e bordada, c de
fusto de cores, os quaes se vendem por barato
preeo, velludo de cores a 78 o covado, pannos
pan cima de mesa a 10$ cada um, merino al-
coclioado proprio para paletots e colletes a 2*800
o covado. bandos para armaeo de cabello a
15500, saceos de tapete e de ma'rroquim para via-
gem, eum grande sortimenlo de macas e malas j
de pregara, que tudo se vende '.1 vontade dos i
freg lezcs, e outras muilas fazendas que nao
possivcl aqui mencionar, pormeom a vista dos
compradores se mostrarao.
Fazendas moder-
nas.
Corles de casemiras de cores finas a 5500, di-
tas ce urna s cor muilo finas de 3 e 6$, corles
de collete de velludo do cores a. 65000, ditos dito
preto a 55 e 65, colchas de algodao adasmasca-
das a 5$, brilharitina branca o covado 480, case-
mira de (ii.idi nhos o covado 1$, pannos para
mesa muito bonitos e modernos a 6$. corles de
barepc com tres ordens de babados a 1&?, cha-
peos de phanlasia para homem, sendo de gor-
gurnc de seda a 7, dilos doChille de 4 a 25$,
dilos de feltro de 4$500 c5$, camisas de cam-
braia de linho para senhoras, ditas de esguiao
muitc fino, ditas de cambraia bordadas com man-
gas, ricos corles de seda de lodas as cores, mn-
deles dos mais modernos, grande sorlimento de
perfumaras inglezaslegitimas, joias decoral ver-
dadero, oleados de diversas cores imitando
marroquira para cobrir mesas, forrar almofadas,
travestiros, etc., ele, e bem como um completo
sorlimento de fazendas do mais apurado gosto e
me'" qualidade, vendendo-se tudo por baiios
precos, do armazemde fazendas de Ravmundo
Garlos Leitei Irmao, aterro da Boj-Visfa n. 10.
Relogios.
De novo chegnram os afamados relogios in-
glczes de ourc, de patente, e eslao a venda no
armazem de Rostro Rooker & C, praca do Corpo
Sannto n. 48.
Relogios.
Vendem-se relogios de ouro ingleze?, de pa-
tente : no armazem de Augusto C. de Abreu,
na ra da Cadeia do Recife n. 36.
Vende-se superior linha de algodao, bron-
ces e d-> cores, em novello, para cortara : em
casa da SeuthaU Mellort C.-rua d.-> Torres
a. 33.
e 35$, casacas de panno preto [muilo fino a
40$, 45S e 505- paletols do rnesmo panno a ?
f.. 24 e 255, ditos de easemira a 14$, 16$ e ^
gj 18$, ditos saceos dasmesmas casemiras @
M pretos e de cores a 10$ e 12$, dilos de al- 6| pacas preta e de cores a 45, ditos de brim g
m pardo a 4$5O0 e 5$, ditos de'brira preto a 0!
ja 5$, ditos brancos a 5$, ditos de esguiao do-fe*
^ ultimo gosto cor de laranja a 5$, sobre- Si
g casacos de alpaca muilo fino a 7$ e 9$, E
p2 sobrecasaca de panno flnoprclo para me- E
nios a 15$, 18 e 20$, ditos do easemira g
g de cor a 8$ e 10$, calcas de ca- semiras de H
3 cores e prctas a 8$, 9$, 10$, 11$ e 12$, B
.i cairas debrim de cor a 3$500, 4$ e 5$, 5
g dilas de brim branco fino a 6$e 7$,coll- 1
g les de gorgurao de seda e de easemira de
g cores e preto a 5g, 6$ e 7$, ditos de vellu-
g do a 10$ e 12$, camisas inglezas tantopara
j2 (homens como para meninos de todos os
^ tamanhos, seroirlas de todas as qualidades,
chapeos de sol de alpaca a 5$, manteletes
P< pretos de muito bom goslo a 30$ e 40$, ca-
ja saveques de fustao bordados compridosa
^ 205, chapeos de castor a Napoleo 8$, ricos .
I manguitos de punhos bordados a 3$500c a
45, dilos com gollinhus a 5$e 65, gollinhas !
de Iraspasso bordado c transparenle a 8$,
calcas de mcia easemira padroes modernos
a 55, colches de fustao de cor e de brim
branco a 35 e 85500 c outras multas fa-
zendas e roupas feilas que sero patentes a
resenca_do freKuez.
asaa
Potassa da Russia
E GAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 18, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cal virgera em pedra: tudo sor precos muito
razoaveis.
Armazem de fazendas.
Ra do Queimado numero 19.
Corles de riscado francez 31[2 co vados a 2$50C.
Cobcrtas de chita a 2$600.
Chapeos enfeilados para meninos o meninas.
Dilos prelos finos, ultima moda.
Ditos de feltro.
Cambraia organdys muilo fina.
Chales de froco do tres ponas.
Ditos de merino bordados de duas ponas.
Dilos muilo finos bordados a froco.
Ricos chales de louquim branco.
Corles de seda de duas saias.
Luvas enfeitadas.
Manteletes pretos bordados.
Lencos para algibeira, brancos, a 2$ a duzia.
Farelo superior, saceos grandes, tem para
veudir Jos Luiz de Oliveira Azcvedo, no scu
escriptorio da ra da Madre de Dos n. 5.
Taclias para engenho
Fundicao de ferro e bronze
PE
Francisco Antonio Concia Carduzo,
tem um grande sorlimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
idido como batido.
/
MOTILADO


DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FE1RA 23 DE DEZEMBRO DE 1859.
Ptira concluir liuuiducao das atenas
da e\ ti neta fitina de Leite & Correia,
fr
Haa da Senzala JNova n. 42
Vende-se em casa de S. I". Jonhston & C. va- ,
vendem-ie a$se{;uintC8 fazenda$, por quetas de lustre [.ara carros, sellins e silhc.es in-
Qffi
muito menos de seu valor, na loja de
ijuatro portas da ra do Queimado
numero 10.
Sedas prelas lavradas, superior qualidade,
covado
Grosdenaple preto muilo bom e largo, co-
vado
Dito dito mais eslreito, covado
Camisetas de cambraia para senhora, urna
Tiras e ntremelos bordados
Sortimenlo compiti de chita de cores,
covado
Dito de chitas largas francezas, bous pa-
dres e cores fixas, covado
Hangas de cores escuras e claras, covado
1$600
2SO0O,,
800|5
320 j
160
240
200
lezes, candeeiros e caseaos bronceados, lo-
nas inglczas, lio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios para carro defin e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inalezes.

i
i
i.-
MOSELLE MOSSEUX
DE
Cortes de calca de nieia casemira al$G00 c 2*000
LONDRES
em garrafas c meias gar-
rafas.
Meias eruas para homem, duzia 94001
Ditas para dito muilo superior, duzia 45000 !
Atoalhado adamascado muilo largo, vara l$2b0
Cassas de cores fixas e padres vistosos,
covado 240 I g
Riscadinho francez, covado 160J
Musselina de cores fixas, covado 2401Q
Chales de lia com palma de seda, tira 2$000 g
Cortes de caira de casemira lina de cores 5gOOO Jr
Hilos do di(a pida 6JJOO0 3
Di os de collete do gorguro com palma m
de velludo 35000.
Dilos de dito de gorguro e sida 29OOO u
Ditos de dito de merino bordado 3000 A
Lencos do seda pequeos para pescoco de
senhora 400 11
Panno preto, covado 2g5O0
Dito superior, prova delimo, covado 39 e 43000
Superior brim trancado de linho, branco,
vara IjJOOO
Uilo dito de cores, vara 800
Meias brancas para senhora, duzia 3^000
Ditas para dila muilo superior, duzia 4 000
Luvas de pellica para senhora, em bom
estado, um nar 1J000
**tt?t*~? rrzvrt-Ttrrz-?Tr l ATTEN(iO. 1
K Kissel, relojoeiro (rancez, vende relogios *<
** de 011ro e prata, concerta relogios, joias e -<
msicas, ja aqui he conheeido ha muitos 3
*. nns, habita no .ateo do Hospital n. 17. *t
Na loja d0SCrtane0,rua3 Estanto em barra
do Queimado n. 43 A. 80S (lecobre'
Reccberam em direitura de Franca, deencom-
raenda, os melhores chapeos de castor rapadoss
ser do brancos e pretos, e as formas as mais mo-
dernas que tem vindo ao mercado, e por me-
nos que em outra qualquer parte, assira como !
lambem lem um grande sortimenlo de enfeile, !
de vidiilho pretos c de cores pelo diminuto pre- '
oo de 4 cada um, assim como tem chapeos de I
sol de panno a lg200cada um em perfeito esta-'
do, aberturas brancas muito linas a 320, ditas de :
esguiao de linho a 1j urna, cambraia prela fina j
a 360 o corado, e a vara a 560,e a 640, gangas
de edr a 540, brim branco de linho a lj)200 a va-
ra, colleles de velludo de furta-corespretos a
7$40O, dilos pretos a 8 e a 9$, calcas de case-
mira de cor a 7, 8 e 11$, dilos pretos a 7, 9 e
I2jj, colleles de gorguro a 4, 5 e 6$, saceos pa-
ra \iagem de diversos tamaitos, eiascruas, por
ser grande porcao, a 19500, dilas a 1$600 e 2j> a
duzia, finas a 3 e 4J, chapeos enfeilados para
meninos e meninas e senhoras por qualquer pre-
co, e tudo o oais aqui se encontrar o preco,
* uio se deixa de vemndex.
C.J. AstievAC. i
Seguro contra Fogo I
coupami
mthsh
l LONDRES i
1 AGENTES
5 C J. Aslley fe Companhia. 5
Meias de seda de peso
para senhora, brancas e prctas, e para meninas,
brancas e riscadas: vende-so na loja de Leite
A Irm.in na ra da Cadeia do Recite u. 48.
.':* 9*M*. 1KI MLMUtill1 J> 9 tifl'*'
Metal
i-se
Folha de cobre e
amarello.
e Pre-
* Alvaiade e Verniz copal.
I Folha de Flandrcs.
I Palhinha para marci-
i neiro.
SVinhos finos de Cliampa-
nhe e Moselle.
Lonas da Itussia e Brim
devela: no armazem
de G. J. Aslley & C.
*." btii .D 04 Jft uk til *!*#>
Fazenda cora avaria.
E pechincha sem igual.
Queimado n. 0.
Grande c variado sorlimento
DE
Fazcndos francezas erou-
pasfeitas recebidasem di-
reitura pelo ultiinonavio.
Do-se as amostras cora pcnlior.
Ricos cortes de vestido de seda de cores
.de 2 salas............................ $
Ditos do dilos de seda pretos bordados a
velludo.............................. 3$
Ditos de ditos de seda de gaze phantasia g
Ricasromeiras defil e de seda bordadas
Taimas de grosdeiiaples bordadas...... g
Chales de touquim branco boadadosa
_ 30e................. 80$000
Grosdenaple de cores de quadrinho3 co-
vado ...........,..................... 1J200
Dilo de dito liso covado................ Is8()0
Seda branca lacrada covado lg600 a___ 236OO
Grosdenaple preto lacrado covado...... 28000
Dito dilo liso enrorpado a l$600e___ 2>500
Dito lito com 3 palmos de largura a
1S600 e.............................. 95W
Sarja de cores larga com 4 palmos de
largura covado a...................... lj}500
Gaze do sedada China de lloreselistras
covado a............................ lfOOO
Follar de seda de listras gosto no\ o co-
vado................................. l>000
Setim de escocia e diana de seda covado I5OOO
Clialy de flores novos desenhos covado 900
Barejede seda de varias qualidades co-
vado................................ 500
Meiovelludo de cores covado........... Ij500
velbutina de lodas as cores............. 700
Setim de todas as cores liso covad. ... 800
Rrilhanlina branca niuilo lina a....... 500
Chitas francezas claras e escuras a 260 e 320
Casemira prela fina al$IOOe.......... 2$300
Panno prelo e de cor lino provade li-
mo a 3$500 a...........,............ 7JJO0O
Corles de casemira de cora 5e........ 7SO00
Cassas organdys de novos "desenhos a
vara
1$000
500
4 500 rs. a poca
de fita de velludo de um dedominimode largura
com 10 1[2 varas, bandos de crina para senhora
muilo bons a 400 rs. o par, pulseiras de contas
para senhora ou meninas muilo lindas a 160 rs.
para acabar ; na loja de miudezas do aterro da
Boa-Vista n. 82, quasi confronte a malriz.
Na loja do Praguica, na ra doQueimado n. 2,
tem para vender pecas dealgodao largo com 16
varas cada urna, pelo barato proco de lj>, pecas
de cassa lisa tina a 2500 : a ellas,
acabem,
1 antes que se
y)
cobertos e descoberlos, pequeos e grandes, de
ouro palcnle inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
Southall ilellors & C*
Bandeiras naci-,
naes.
Venciera-se na ra doQueimado n. 7, bandei-
ras nacionaes de varios tamanhos, muilo bem
feitas a 800 rs. cada urna.
Vendem-se canoas de amarello, de 25 a 35
palmos de comprido, com bocea sufliciento, mui-
to bom feilas, por preco commodo : na ra do
Viga rio n. 5.
Cera e Sebo.
Vende-se cera de carnauba muilo superior a
125000 rs. velas de dila e de composicOo, sebo
Taclias e moendas
Braga Silva & C, tem sempre no seu doposilo
da ra da Moeda n. 3 A, um grande sortimenlo
de tachas e moendas para engenho, do muilo
crcditadtfibrtcatrte Kdwin Maw: a tratar oe
mesmo deposito ou na ra do Trapiche n 44.
Fazendas com pequeo
loque de avaria.
E' pccliac-ha.
Na loja do Preguica, na ra do Queimado n.
2,ha para vender pecas de linissimo e muilo.
largo madapolo. pelo baralissimo prego de 5;j,
3^500 eiJjOO : chagen, antea que so acabem. I
Cliapeos de castor pretos
e brancos
Na ra do Queimado n. 37, vendem-se os me- !
Inores chapes de castor.
Aviso,
relinaJo era caixoles. dilo em
Cruz, armazem n. 33.
velas, na ra da
Pianos
No armazem de Adamson, Howie & C. ra
do Trapiche n. 42, vende-se sclius para homem
e peuhora, arreios plateados para cabriolct, chi-
cotes para carro, coleiras para cavalloelc.
Na loja da estrella.
Ra do Queimado n. 7.
Este cstabelccimento contina a estar sorlido !
de fazendas de todns as qualidades como sejam :
Micos cortes de vestidos do soda de 3 fo-
11,
lhose2 saias, c Aquile
Palctots dn panno
j Dilos de dilo muilo fino
Ditos de casemira de cor
?m Dilos do alpaca prelos muito finos .
mais abai'xo
Ditos de ganga c de brns
Cairas de casomiras prelas o de cores
Dilas de biim branco e de cores
Collctes de velludo preto e de cores.
Ditos de gorguro muilo finos
Dilos do fustao
Camisas francezas de todas as qualidades
Capara ho.-.iem
misas francezas bordadas para senhora
Loques da melhor qualidade c do ultimo
gosto
Manas e grvalas de seda de todas as qua-
lidades
Chapeos de sol de seda inglezes
Ditos decaslor para cabeca muilo finos
Dilos pretos os melhores que tem vindo
ao mercado
Taimas prelas do ultimo gosto
Cascmlrasde cores para paletot
Cortes de casemiras inglezaa
Ditos de dilas francezas
Pilos de ditas muilo finas
Chapeos Amazona para scnlioras_e me-
ninas

2O0O0
4OJ000
25J0O0
i
1
9
i
5
s
23100
5g500
9J0001
Saunders Brothers & C. tem para vender
se armazem, na praca do Corpo Santo n.
alguns pianos do ulimo goslo, rerenlimente
chegados, dos bom conhecidos e acredilados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e
muito proprios para este clima.
Fil de linho lavrado,
a 1^500 a vara.
Vende-se na ra do Cabuga n. 2 B, loja de
1 nudezas de Joaquim Antonio Dias do Castro.
Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
1 ruido e forte, com assenlo para 4 pessoas de
denlro, e um assenlo para boleeiro e criado ra,
1 11 uio de panno fino, e ludo bem arranjado :
lara tallar, com o Sr. Poiriei no aterro da Boa-
v ista, c no escriptorio de James Crablree & C. n.
!2, ra da Cruz.
diados pintados para
cobrir mesa,
le muito bonitos padmes e do superior qualida-
de; na loja de chapeos do Joaquim de liveira
Maia, na pra<;a da Independencia n. 24 a 30.
Chapeos de pasta.
Superior qualidade e muilo bem feitos, por
1 muito commodo, sortimenlo completo de
chapeos de seda e castor para homem.
Farinhade man-
dioca.
Vende-se a 5S a sacca : n3 ra da Cruz, arma-
zem n. 26.
Vestidos de seda.
Riquissimoa COftea de vestidos de gorguro de
seda de duase tres saias. ditos de seda do phan-
lu-ia, lodos em se-is grandes cartoes : vendem-L 1 ~ T "i "*'
s< na loja da ru do Cabuga n. 8, de Almeida & eltgari"iS pianos do afamado fabrican-
Burgos.
Chali} de seda.
Finissimos challys de seda estampados, de
goslo chinez : vtnde-se na loja da ra do Cabu-
K n. do Almuida i Burgos.
Enfeites para cabeca de se-
nhora.
Lindos enfeites de flores com fitas de seda e
de volludo, dilos devidrilho preto* e de cores,
como tambera cachos de Dores francezas : na lo-
ja da roa do Cabuga n. S, do Almeida & Burgos.
Manteletes de gorguro de se-
da preto.
rao ricos mantelotos. vendem-se na ra do
Cabuga, loja a. 8, de Almeida x Burgos.
Vende-se urna preta crioula, do idade de
22 anuos, bonita figura e com habilidades : na
ra No 1 n. 52, loja de Lour.i, desde a 10 horas
iil< 2 da larde.
Dilas francezas muilo finas a............
Manguitos do cambraia transparente bor-
dados muilo ricos....................
Golinhas de cambraia bordadas do pona
Ditas do dilo bordadas a GOOa..........
Tiras e onlrcmeiosdecambraiabordados
Rifas manas prelas de liuho para se-
nhora ................................
Dilas ditas de blond brancas e prelas..
Chales do soda do cores, prelos e roxos..
Dilos de merino bordados com franja de
seda..................................
Ditos de ditodilo do la........!"!!"."
Ditos de dito liso dito de soda..........
Dito de dilo dilo de la..................
D:lo de dito eslampados lino lisiado
seda..................................
Lencos de cambraia de linho bordados
finos...............................
Dilos de aluodao do labyrinthoSOe....'
Capollas brancas para noiva............
Enfoiles de vidrilho preto e de coros___
Aberturas para camisa do esguiao de
linho.........................
Ditas de dilo do algodao brancas a de
cores..................................
Saias balo modernas...'.'.'.'.['.'.'.'.'.'.'.'.'.'.
Chapeos francezes forma moderna...... 8j50
Gravaqs de seda depona bordadas a
velludo .............................. o
Camisas francezas de cor e brancas
finas a 13800 o........................
Ditas ditas de fustao branco e de cor___
Ditas dilas de esguiao muito finas mo-
dernas................................
Seroulasde brim de algodo o de linrio
Galeas de casemira preta setim 9g e....
Dilas do dilas de cores 8S e............ 100000
Dita do meia casemira.................. 4S50OO
Dijas de brim fino e varias qualidades
3j e Colleles de velludo, gorguro,
casemira e selim....................
Casacas de panno preto muito fino 30"
Sohrecasacos e paletols de panno preto
fino 25 c............................
Palotots de casemira mosclada goa'de
ri..vellud0 .............................. I85OOO
Uilos de alpaca preta muito linos...... IO3OOO
Ditos da merino selim pretos e do cores !>$000
Jilosde meiacasemira.................. TaOtK)
Ditos de alpaca pretos e de cor forrados 6;5O0
1 ilos de brim branco epardo linos...... 63000
<2Li b,im da quadrinlios finos
iv. j .............................. 5|000
uno de alpaca preto e de cores.......... 3S500
elogios de ouro pateo........les...... g
Vende-se um ptimo escravo pardo, de 16
annos, propno para pagem, sadio e sem defeitos:
na ra do Queimado, loja n. 39.
Roupafeita.
Na ra do Cabuga, loja n. 8, de Almeida i: Bur-
gos, alem de granoe sorlimento de roupa feta
franceza, como sejam, palctots, casacas^ calcas,
colleles de panno fino, casemiras, e outras faz'en-
das, tem um sorlimento de fazendas finas, cal-
cados e perfumaras, que vendem pot preco com-
modo. e '
Vende-so muilo era conta, por ter de ser
substituida por outra, urna armacao do loja, pro-
pna para miudezas, calendo ou'outro qualquer
eslabelccimenlo : a tratar na ra do Cabuga nu-
mero 11. D
Pedrasde
9

1S500
9

I
$
73500
73090
03000
43500
8*000
13000
S
i
s
63000
msoo
2.3500
8
9
11S0O0
53000
403000
353000
amolar,
Machinas de costura
de S. M.Singer &C. da
New-York, o mais aper-
f> icoado syslema, fazen-
do posponto igual pelos
dous lados da coslura,
garante-se a seguranza
das rr achinas e manda-
se ensinar as casas de
familia, bem como se
moslram a qualquer ho-
ra do dia ou da noite
nesla agencia: nicos
agentes em Pernambueo Raymundo Carlos Lei-
te & Irmjo, aterro da Boa-Vista n. 10.
GRAMDE
pechincha.
Na loja do Preguica, na ra do Queimado n.
2, vendem-se pecas de chitas finas de cores flias
e de escolhidos padroes com 38 covados cada
urna, pelo baralissimo preje de 5S800, e em re-
talho a 160 o covado.
Vendem se na loja deNabueo & C. na ra
Nova n. 2, ricos lencos de cambraia de linho
bordados para bailes, "alfinetcs dourados para se-
gurar enfoiles de cabeca, chapelinas de senhora,
grvalas de seda brancas para homem, Iuvas de
pellica de Jnurin para homem e senhora, borze-
guins de selim brancos c prelos para senhoras,
etc., e outras muitas fazendas de gosto.
Colierlas de cliila i"2S.
Ra do Queimado n. 19.
Vendem-se cobertas de chita 29, corles do ris-
cado francez a 2$500, lencos de cambraia para
algibeira a 2fa duzia.
2S000 e 28500 a peca.
Algodo trancado americano branco, proprio
para toalh; o roupa de escravos, com um pe-
queo toque de agua doce : no armazem de fa-
zendas da ra do Queimadoan. 19.
Cheguera ao barato.
O Leite t Irrao continuara a torrar na ra
da Cadeia do Recife n. 48, pecas de cambraia li-
sa com 10 jardas a 436OO e 5Jt, lencos de cam-
braia de linho a 39 a duzia, cambraias muito fi-
nas e de lindos padroes a 640 a vara, meias fi-
as para senhora a 39800 a duzia, dilas cruasln-
glezas para homem c meninos, chales de meri-
no lisos a 48500, e bordados a 69, paletols de
alpaca prela e do cores a 59, ceroulas de linho
e algodo, camisas iuglczas muito superiores a '
60J a duzia, organdys de lindos desenhos a
13100 a vara, cortes de cassa chita a 3$, chita
franceza a 240,280, 300 e 400 rs. o covado, pecas
de madapolo com 30 varas a 48800, 5$, SfSW,
t, 7 e 88, chitas inglczas de cores fetal a 200 rs o
covado, toalhas para mesa a 3 e 49, cortes de
calca de brim de liuho a 29, ditas de meia case-
mira a 29240, vestuarios bordados para meni-
nos, e outras muitas fazendas que e vende por
barato preco.
Em casa de N. O. Bieber
& C. run da Cruz n. 4, vende-se ;
Champagne de superior qualidade de marca acre-
ditada na corte.
Tinta branca superior em oleo, latas de 25 li-
bras, por commodo proco caixasde4 latas.
Verniz e verniz copal.
Algodaoziuho da fabrica Todos os Santos da B1-
liia.
Brilhantes de diversos tamanhos c de primeira
qualidada
AAiUXIAA
'("7)
DA
Em casa de
C, ra da Cadeia
Rabe ScLmcttan &
n. 57, vendem-se
te Traumann de Hambuigo.
Vestidos de seda.
Vendem-se cortes do vestido do seda com 2 e 3
babados. armados, do 20 a 03 cada um sondo,
que seu valor razoa.el era de 80# : na loja de 4
portas da ra do Queimado n. 10
RACING SADDLES.
Ha para vender-so scllins leves muilo proprios
para as prximas corridas : era casa de Adamson
Howie&C, ruado Trapichen. 42.
Descoberta.
de boas qualidades : vendem-sc na ra da Praia,
armazem n. 78.
Loja de miudezas e ferra-
gens, na ra Direila i. 0.
Para o bello sexo.
Neste cslabelecimento se esl queimando por
lodo preco, riquissimoa pentes de tartaruga do
todas as qualidades, ditos de massa a imperalriz
Isabel, enfeites de vidiilho prelo, dilos de froco
da todas as cores, luvas de soda de diversas qua-
lidades, linissimns ligas para pomas, filas de se-
da o de gazia, bicos de blond. pulseiras de coti-
las, botos para casavequ, llores para enfeites
de vestidos, e outras muitas fazendas de le o de
bom goslo.
Para hoincns.
Grvalas de todas as qualidades, pelos procos
de I360O, 1S500, lg c 610. collarinhos a Pinou.
pelo diminuto preco de 500 rs., allinctes para
mantos de verdadoiro cheqnismo por 400 rs.,car-
leiraspara algibeira, do lodas as qualidades, cha-
peos balos e de copa baixa, por diminuios pro-
cos, bengalas de apurado goslo a 2$, 13800 e
IgOO, c oulras muitas fazendas pan o consumo.
Para pastis.
Na taberna da estrella do paleo do Paraizo n.
1, vendom-seancorctas cora azeilonas a IjgtOO,
em garrafa 320, banha de porco a 600 rs. a libra,
loucinho do Lisboa a 100 rs., farinha do reino a
160, vinagre a 320 a garrafa.
Vendcm-sc saceos com farinha do mandio-
ca de superior qualidade, saceos com arroz de
casca, dilo pilado, feijao mulatinho, gomma do
Aracaly, courinhos de cabra, esleirs de palha
do carnauba, vassouras de dila, tudo se vende
por menos que em outra qualquer parte : na ra
do Itangel ii. 62, armazem.
Chila franceza a 220 o covado
Na loj i de Leite Sl Irruios, na ra da Cadeia
do Recife n. 48, vendo-se chila franceza muito
lina a 220 o covado.
Atten Vende-se urna pequea mobilia de urna se-
nhora que so retira ?ara o Rio de Janeiro : quera
a pretender dirija-so ra da Gloria n. 106.
sorlimento de cha-
peos.
Chapeos de castor pretos de superior qualida-
de a 109, dilos fr-incczes de seda a 7g, ditos do
castor brancos a 14g, dos de velludo a 8e 9$,
ditos da lonlra de lodas as cores muilo finos, di-
Uis de palha inglezes de copa alta c baixa a 3 o
r>S, ditos de fel tro, um sorlimento completo, de
2$500 a 63500, dilos do Chilo do 3*500, 5, 6, 8.
9, 10 e 129, ditos de seda para senhora, dos mais
medemos, a_12g, chapelinas com veos do ulti-
mo goslo a 159, enfoiles finissimos para cabeca
a 4go00 e 5?, chapeos de palha escura, massa'e
seda, rauilo proprios para as meninas de escola,
sendo os scus precos muilo em conta, ditos para
baplisado de meninos e-passeios dos mesinos,
leudo diversas qualidades para escolher, bonels
de galao, ditos de marroqu, ?.i, dilos de vellu-
do, dilos enfeilados, chapeas de boa qualidade
para pagem, cliapeos de sol de seda para me-
ninos de escola, e mesmo para senhora e para ho-
mens ; filialmente outros muitos objectos que se-
ria enfadouho mencionar, e tudo se ven de mui-
lo em cont.; c ossonhores freguezes, i vista da
f.tzenda ficaTo convencidos da verdade : na bem
condecida loja de chapeos da ra Direila a. 61,
de Rento de Barros Feij.
VINIIO DE CAJL".
Vcndc-se nos Afogados, ra do Molocolorab
n. 42, lauto a retalho como era porcoes, assim
como outros quaesquer gneros.
Proprio para igreja.
Na loja da aguiade ouro,ra do Cabuga n. 1 B,
vende-se bicco largo de labyrintho cora envelus-
nas, proprio para altar; assim como gales, tri-
nas, volantes e ilharaes, pandeiriiYhos ricamente
enfeilados proprios para prosepe, que se vende
ludo por proco rauilo barato.
Peutes de tartaruga.
Na luja da aguia de ouro, ra do Cabuga n. 1 B,
vendem-se lindos pentes de tartaruga a Impera-
lriz, de 109 a 1 9, dilos em sor virados a 9,
dilos de massa virados a 2g, dilos lisos a 1?> e a
29, ditos de travessa de borracha para meninas
a I920O do massa a 800 rs., ligas muilo lindas
para senhoras a 2g o par; assim como plumas
muilo finas para chapeos ou enfoiles, ccslinhas
rauilo lindas para meninas Irazerera no braco,
pianos muito lindos proprios para minino, caixi-
uhas de coslura para senhoras, bonecas e hen-
eos de cera e de massa de todos os tamanhos com
olhos niovedicos,realejos grandes e pequeos que
locam 30 pecas, tocando como msica instru-
mental, ditos de figuras, tocando 8 pecas execu-
cutadas polas figuras, tudo islo-se vende muito
barato, por se lereni recebido em direitura da
Europa.
Para enfeites de sala.
Na loja da aguia de ouro ra do Cabuga 11.1 B,
vendem-se os ricos quadros dourados e desenhos
mais fino que lem vindo a osle mercado, assim
como jarros cora flores e sera ellas, e figuras para
cima de mesa, assim como toucadores finos com
gaveta, que se vende por baralissimo preco.
Luvas de todas as cuali-
dades.
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabuga n. 1 B,
vendem-se luvas de pellica muito frescas para
homem e senhoras a 2jp500 o i>r, ditas lio da
Escocia a 800 rs., dilas de algodao a 240, dilas
do seda onfoiiadas para senhora a I96O o 2j,
ditas para menina a 19 ; assim como lindas ban-
deijas e caixinhas chelas de amoudoas proprias
para mimo e llores de todas as qualidades ; ludo
se vende por proco barato, a vista dos freguexes
se far lodo o negocio.
r= Vcndcrn-se saceos cora farelo do Lisboa de
superior qualidade em saceos grandes, milho
muilo novo, e se vende por monos que em outra
qualquor paito : na ra do Rangel n. 62, ar-
mazem.
FUNDIDO LOW-MOW,
Ra da Scnzala lova n. 42.
Neste es abelecimenlo continua a haver um
comapleto iorlimento de moendas e meias moen-
das para eoSenho, machinas de vapor e taias
de forro balido e coado. de todos os tamanhos
para din.
Cortes de vestidos
de seda
Na roa do Queimado n. 37 loja de i
portas acala de receber pelo ultimo
navio vindo do Havre um completo sor-
timenlo de vestidos de seda de 2 saias,
2 babados c de avcutal.os qnacs se ven-
dem por preco t-omimulo.
Chapelinas de seda c de
velludo para senhora.
Ricas (hapelinas de seda e de vellu-
do para senhora: na ra do Queimado
n. 37, loja de 4 portas.
Golas e manguitos.
Ricas golas c manguitos de cam-
braia : na roa doQueimado n. 37, loja
de 4 portas.
Manteletes
Ricos manteletes de grosdenaple ri-
camente bordados: na ra doQueima-
do n. 37, loja de 4 portas.
Pentes Ricos pentes de tartaruga para atar
cabello: na ra do Queimado n. 37,
loja de 4 portas.
Camisas francezas
Ricas camisas francezas tanto de
peio de lirio como de algodo ejde fus-
tao: na rui do Queimado n. 3Zloja de
4 portas.
Bonels para crianca
Ricos bonets de marroquim para
crianca: na rna do Queimado n 37, lo-
ja de 4 portas.
Ferro reduzido de
Qui
Rap.
Fil de seda liso. QueJ0S de Minas-
Vende-se na ra do Cabuga r:. 2 R, loja de
miudezas Je Joaquim Antonio Dias de Castro.
Vendem-se queijos de Minas muito superiores a
2-S cada um na ra do Imperador, amigamente
ra do CoUegio.
Na ra larga do Rosario, passando a botica a
segunda loja de miudezas n. 40, vende-sc rap
lino do Rio, rap grosso, dilo meio grosso, dilo
l'aulo Cordeiro, muilo fresco, chogado agora do
Rio do Jaueiro, rap rolao francez ; todo esle
rap vende-se tanto em libras como em oliavas.
= Vende-sc um terreno proprio com 258 pal-
mos na ra Imporial, lado da sombra c da mar
pequea, o seu fundo iramenso e vai a baixa
mar, otfcrcce muitas vanicgens: os prelendontos
dirijam-se a taberna n. 79 no largo da Tonha
confrontando a botica.
Ra da Imperatriz
numero 2.
Vcndom-se superiores queijos do Minas a 2.j500,
ditos suissos a 1 a libra, muilo frescos, supe-
riores charutos da llavana a 83 a caixa, cham-
panha em quartos de garrafa a 800 rs., meias gar-
rafas de vinlio mozelles, caixinhas de peras, di-
las de ameixas, ditas de figos do flor ; neste cs-
labelecimento encontra-se toda a qualidade de
gneros, tudo bom c precos commodos.
Vende-sc um cxcellento cabriole! de balan-
te : na ra do Arago n. 37.
evenne,
Previlegiado em seu modo de
admiristracao pela acade-
mia de medicina de Pars.
Os felizes e Teilos do forro em um grande nu-
mero de enlermidades sao geralmenle conheci-
dos. As cores plidas, as flores brancas, o em-
pobrecimcnlo do sangue cora os males do esto-
mago, o as pa pilacos, que sao delles a couse-
quencia : laes sao os principaos casos em que o
Ierro indicado, e para ccrlos temperamentos
fracos elle um complemento quasi necessario
de alimentacao. A superioridade do ferro de
Quevenne de todas as preparacoes marciaes a-
quella que inlroduz mais quanlidade de ferro no
sueco gstrico em um peso dado. Deposito em
Pernambueo, pharmacia do Pinto, ra larga do
Rosario n. 12.
Em caso dos Srs. Heni v Forter
Dous carros americanos novos.
Arreios americanos.
Bombas.
Arados.
Champagne superior.
Cognac.
Kelogios americanos.
Velas com toque de avaria.
Aencao.
Vende-se urna canoa de carreiro, construida
de sienpira, amarello e louvo, encavilhada c pre-
gada do cobre, forrada com zinco, com paos de
toldo, toldo e guarda patro, bancada e xadrez
do melhor goslo que pode apparecer : a tratar
na ra deHortas n. 11.
Arar uta ga-
rantida.
Na ra da Cadeia do Recife n. 1.
Visporas e dmi-
nos.
Bonitas euixinhas com visporas a l)e ljJOO,
ditas cora dminos a 1^280 e 2j, em caixinhas
envernisadas, ludo proprio para os divcrtimenlos
da fesla na ra do Queimado, loja d'aguia
branca n. 1G.
Cera de carnauba.
Na ra da Cadeia do Recife, loja n. 50, de C.u-
nha c Silva, ha para vender cera do carnauba
superior, ijecenlemenle chegada.
= Vende-se um sitio com 200 palmos de fren-
te e S00 de fondo, no lugar da Torro, margen)
do Rio Capibaribo, com urna grande e moderna
casado vivenda, cocheira, estribara para ca-
varlos, gallinheiro, cacimba cora lanqu.; o bom-
ba, baixa para capira, todo murado na frente, e
lado cora porto de ferro : es pretendemos podem
dirigirse ao agente Pestaa, que se acha aulori-
sado a dar as necessarias inl'ormagoes, c a tratar
da venda sob as condicesestabelecidas ao mes-
mo polo legitimo propriotario. O dilo sitio todo
em chaos proprios,
Cera de carnauba.
Vende-se na ra da Cadeia do Rccif n. "),
urna porco de cera de carnauba c couros de
cabra.
= Vende-se urna mulalinha de idade de 13
anuos, com boa habilidade, o ptima copeira : a
tralar no escriptorio de Claudio Uubeux, na ra
do Imperador n. 13.
A fabrica do begias do cora do carnauba da
ra de Horlas n. 110 j Irabalha o lem as melho-
res velas que ha no mercado; o preco em arroba
105 al 8 libras, c a mais a 560 a fibra,
Pechincha.
Enfeites de vidrilho pelo baralissimo preco de
3gO00, estac-se acabando : na loja da ra do
Crespo de Adriano t Castro.
mmz.
\orat Irinos
mudou seu escriptorio da ra da [mperalriz n. 7
para a mesraa ra n. 2G. segundo andar.
^_ Vendo-so urna muala com 22 a 23 annos de
dado, sidij, sabe ongommar.lavar,preparar una
senhora, co/.iuha o ordinario do urna casa, o sem
vicios : quem a pretender procure na ra da Ro-
da n. 23, das 6 s 8 horas da manhaa, e das 3 s
C da lardo, para ve-la e ajusfar.
Itia do Oiieimado n. 37.
CaA 30,c"rlesdc vestidos de seda que distara m
009; a 165cortes de vestidos do phanlasia que
cuslaram 30;; a 8g chapolinhas para senhora-:
na ra do Queimado n. 37.
A prazo ou a di-
nheiro.
Vende-se a cocheira da ra da Cadeia do San-
to Antonio n. 7, leudo 5 carros e 1 rico COiipn
sera uso algnrn : quem pretender, dirija-so
mesma,'no achara com quem tratar
Bonets para crian-
ancas.
o
Ronitos bonels de panno lino guarnecidos de
velludo, com pluma, obra do muito gosto. pel>
baralissimo prcen lo bi cada um : na ra do
Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Novas e vercladei-
ras luvas deJoiivin.
Mui tinas e novas luvas de Jourin ricamente
enfeiladas, pare senhora, propriis para bailse
casameutos, di igualmente linas, lisas, lano
para senhora como para homem : na ra do
Queimado, loja d'aguia branca n. 10.
Vende-se urna bonita escraa crioula, de
22 a 2 annos. sem dofoilo algum, etiogada ha
poucos das do serian, por 1:50<>9. on ainoa por
menos alguraa cousa : na ra do Queimado, casa
do Sr. coronel douveia.
Gravatinhas para
senhoras c meninas.
Mui bonilas e delicadas gravatinhas do lino fil
de seda, rom borla e franja, e de goslo moderno,
pelo baralissimo preco do 2$ caifa urna : na ra'
doQueimado, loj.ijj'aguia branca n. 16.
Naburo & C. com loja na roa Nova n- 2,
acabam de receber pelo ultimo navio francez irn
lindo sortimenlo do roupa feta, como sejam,
casaca de panno fino, sohrecasacos de panno pre-
to o de cotos, paletols do panno pr. In e de co-
res, dilos do cafemira de cor, ditos de hura bran-
co o de cores, ditos de soda, calcas de casemira
preta, ditas de cotes, ditas de brim branco o de
coros, collctes de velludo, dilos de seda, de ra-
semira, dilos de cachimira branca, ditos de ii-
tao, camisas brancas c de coros, ditas do fustao
ditas de peito de linho, inglczas, ceroulas de li-
nho, ditas de algodao, dilas de meia, camisas de
Oanella, ditas de meia, ditas do casemira, iguaes
as que usam ns entprvgsdos da estrada de forro,
e oulras muitas roupas faltas por menos do que
outra aualqucr parlo.
Vende-se rinho do Toito, velho, engarra-
fado a 15200 a garrafa, o globos para illuminaco
53 cada um : na rja das Crozes n. 37, primei-
ro andar.
= Vende-se no armazem de Jos Antonio Mo-
reira Das & C na ra da Cruz n. 26 :
Mercurio doce.
Retroz.
f.inliaq 0111 novollos.
Cera de Lisboa ern velas.
Graxa ingleza piii boioos.
Lazrinas.e clavinoies.
Chumbo om loncol.
Dito de mutiicao.
Perros de ac" para cngommnr.
Pregos de forro de tudas as qualidades.
Dilos francezes snriidos.
=r Vendem-sc dousanneis com brillianle, sen-
do um do bom tamaito, e um alfinete tambom
com um brilhanlp, e bom urna corrente para ro-
logio com bstanlo peso, c talvez do nuilior gos-
lo que aqui tom vindo : na ra do Amorim n.
33, segundo andar.
ATTENCAO
Vende-se a melhor loja do fazendas da ra d
Imperador n. 0, com poucos fundos, a prazo ou
a dinheiro : a tralar na mesraa.
Brim trancado de linho todo
prelo,
fazenda muito superior; garante-se que nao
desbota : na ra da Cadeia do Recife u. 48, lo-
ja de Leite & Irmao.
Linhas do pz.
Vcndem-se na ra do Cabuga n.2 B., loja de
miudezas da Joaquim Antonio Dias de Castro.
Admira.
Volas de cspermaccle a 750 3 libra, em caixa
e a realho : na ra Nova n. 52.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 43 cada
um : na ra do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Escravos fgidos.
l'ugio do 1 ngonho Sap, no dia 7 do marro
do crenlo anuo o mulat.o Virissinio, do 50 an-
nos pouco mais ou menos, estatura regular, cal-
vo, barbado, c coslumava a facera barba deixan-
do suissas, muilo regrista e locador de viola,
sabe assignar o nomc o fazer algumas lettras de.
conta, entende alguma cousa do purgar assucar:
fugio para as bandas do engenho Araguary, 011
S. Francisco, Icrrao do Porto Calvo da provincia
de Alagoas, foi oseravo do Sr.'Francisco Rolcao
do F.\, o do um padre que morn no Brejoda
Madre do Pcos ; roga-sc paranlo as autorida.los
e ca| ites de campo a captura do meadonado
escravo ; assim como prolosla-sedesde j contra
quem obouver occullado por lodo oprojuizo oc-
casionado desdo odiada fuga alem de se proceder
criminalmente : quem o pegar levo-o ao rriesmo
engenho Sap, ou 110 Recife na larga do Rosario
n. 2, que sera recompensado com lOg.
= No di 1 23 de novembro prximo passado
ugio a cscrava Mara, crioula, natural da pro-
vincia do Pai, com os signaes seguinles: esta-
lara alia, cor bastante prela, rosto comprido o
signal do bexiga, lem em urna das mos um sig-
na! de golpe do facca entre o dedo pollogar, lom
um dos pos vo'.lado ura pouco para a lado do
dantro, levou san preta, chalo azul e vestido de
chita : roga-sea quem a pegar leve-a a ruada
Gloria n. 89, que ser recompensado.
Fugio na noilo de qointa-foira. 15 do cor-
rele, do sitio da viuva de-Jos Joaquim de Mes-
quila, na estrada dos Afflictos, a prela Antonia,
de naco Angola, escrava que foi de Francisco
Goncatves, do Cabo : roga-se aos senhores capi-
les do campo e a quem interessar possa, a cap-
tura d referida escrava," de a levaren] ao silio
supra mencionado, que scro devidamonte re-
compensados ; oulro sira, protesta-se contia
quem a livor acoulada.
Desappareceu da casa om que se achata
para ser vendido, um escravo pardo, de nonio
Virginio, idade cerca de 40 anuos, roslo compri-
do, pouca barba, eslatura mediana, secco do
corpo, canda calcado ; esle escravo vcio do Ma-
ranhao, e consta que seguir para o serto do
Piauby, donde se suppequo natural: quem o
appreicndor c conduzir ra da Cadeia do Reci-
fe n. 38, primoiro andar, ser generosamente
gratificado.
Fugio no dia 12 de dezembro do engenho
Junqueira comarca do Cabo, o escravo .Manoel,
com os signaos seguinles : mualo alvo, com ca-
bellos pretos e estirados, fcio de cara, grosso do
coipo, baixo. pernas arqueadas, pos foius, repre-
senta 20 annos de idade, nao tem barba nenhu-
nia, canholo, quer passar por forro o procuri o
serSo todas as vezes que foge : quem o pegjr
lc.e-o ao dilo engenho onde mora o abaixo as-
signado, que recompensar com 100JJ.
ManoelFilippe de Soma Ledo.
m Tnraa.
No da 1. do prsenlo mez l'ugio o proto de.
nomo Femando, anda moco, de dado pouco
mais ou menos, cora una *ci;atriz provenienl
do um lalho entre as sobran:elhas, pernas um
: pouco arqueadas, cabeca batida oslados o alon-
gada para traz; sabio vestido com nma camisa
branca j velha e suja, calca de brim escuro a
poida no assenlo, chapeo de fellro cor de rinho,
mas j usado : recommenda-se aos Srs. capiles
de campo o pedestres a captura doslo prelo, pa-
gando-se bom o Irabalho daquelle que o levar
casa do seu senhor Antonio Serfico de Araujo
Coc?, .: i : na ra do Solo.
MUTILADO


(3)
DIARIO DF. PERNAMBCO. SEXTA FF.RA 23 DE DF.ZMERRO DE 1859
Litteratura.
/
Retrato* polticos e histricos por
Hypolito l astille.
, rI lx-
( Continuaco.)
Quinde o Santo Padre comprehenJeti o carac-
lor poltico dl ace'ainaces dadas em son nomo
i!o un Irhnto a oulro daltsri.l, desdo que ficou
!>om convencido de sua impotencia como principe
como papa, por sso que s elle era ao mesmo
lempo principe e papa, segurado a democracia
pela estra la ndese internara, teredo lutar con-
ira ella o ja inerlo. A maior parlo daa
reformas es .'. las tomn adiada*. Su a bengni-
natural na un de aspo-jriam dar
reza o de irona su i sensiblula I '.. nitou-so ana
sentimentos esteraos, i) povo, que elle amara,
roraerou a lnquiota-lo. Com dilliculdadc fallara
a alguem. Poucas rezos saina. Fingi encarar o
programma da reforma coma realisado pelo lado
possivel o desojare!.
Por occasiao dos surcessos de Ferrara, elle
pacluou secretamente rom o imperador da Aus-
tria, desojando a todo o cusi evitar a guerra.
Nao tardou muito, o anuo de 1S7 anda nao so
linha lindado,que sua espantosa popularidad nao
diiuinuisse singularmente. Quando os-vinte qua-
tro depulados da consulta vieran), 15 do no-
vembro de 1817, ao Quicitiat, pedir-lhe sua bon-
cao, elle receben-os com n fronte crregada de
cuidados, o gesto nervoso e irritado, a patarra
breve e dosconlenle, e deitou-lhes a beneao com
ar sombro.
O estado moral de Pi IX acl -se favoravel-
mente desrriplo em urna inte* .-..nte obra, que
nos tom silo muito ulil, e onde, segundo a ox-
presso de seu traductor, M Arnaud | de l'Ari-
ge ) apparece. todo o drama nacional. Fallo
das Memorias sobre a Italia, do unidos nossos
honrosos amigos italianos, M. Montanelli, enligo
triumviro o presidente do conselho dos ministros
de Toscana.
Homem politice, pocla o philosopho, Monta-
nelli descreveu com urna intelligcncia pouco vul-
gar esta mltipla revoluco, que exigia um his-
toriador que tivesse parte nos detalbes desta lula
afim de que se apoderasse de sua variedade. A
csthetica da toscana d cor a estas paginas com
ous reflexos, 0 augmeula-lheso espirito de vida.
Como M. Malln, M. Montanelli ui um dos pro-
motores da agitacao legal. Como observa M. Joao
Roynaud em um noticia biographica consagrada
a elle, o triumviro de Florcnea seguio seiupre
de conneo a ruis elevada idealidade poltica c
humanitaria.
Eis como M. Montanelli, proposito do sua
viagem Ruma durante o periodo da agitacao le-
gal, refere a sua entrevista com o Papa Po IX.
Emtim, na tarde de 2 de novembro, gracas
aos bons oQicios do ministro toscano, Bargagli
que, durante minha estada em Roma, (ratou-mc
atlcnciosamente, fui adiuittido prosenea do
Papa.
Nao demorei-mo muito lempo na ante-ca-
mara. e, emquanto esperara minha vez um dos
inonsenhores camaristas do papa me cnlretere
com urna agradare! conversaco. Era urna es-
pecie de padre de idade mediana, escolenlo fol-
gaso, grande palrador, que comprasia-se em ro-
petir-mo os discursos, que elle baria j dirigido
sua santidade, afim do dar-lhe, elle tarabem,
seu pequeo impulso pela reforma. O loquaz
prelado caprichosamente coberto co:n a sua im-
niensa cabelleir, nao fallava sendo nao fallara
senao por figuras, em eslyllo bblico. Mostrei-me
curioso por saber o seu nome ; urna das pessoas
que estarn) prsenles, disse-mc quo se cha-
mara SUUa.
Dirigindo-nos ao pana, sua grandeza Stella
ojoelhou-se na soleira da porta, antes de anuun-
ciar-me... Quando entrei, Pi IX eslava assen-
lado diante de urna meza de trnbalho, sobro a
qual viam-se muilos papis e alguns lrrros. A
cmara era regular, e um nico candieiro de
forma cilindrica, collocodo sobre a meza, derra-
mara em toda ella urna fraca e doce luz.
-.< Para tirar-mc do desembarazo e dar ao mes-
mo lempo principio a conversarlo, Po IX per-
gunlou-mc qual era o objeclo da minha dou-
trina ; linha mais aue fazer para perder meu
tempo com indifferente garruliecs. Abreriei os
meus pioprios inloresses, c pedi ao sanio padre a
permisso de fazer-lhe francamenle algumas re-
flexes relativas quesloos polticas ; elle pare-
cen inteiramenlo dsposlo ouvir-me.
Fui a presenta do papa com a inteneo do
aconsclhar-lhe una poltica liberal entrando
francamento no meio das reformas alim d>; aca-
bar com este projuizo que declara o genio da
igreja cahoca incompalivcl com o genio da li-
berdade. Nao preciso, Ihc dizia eu, Iludir
popularidado do brado : viva Pi IX, nao
parle da vivacidade dos seulimenlos catholi-
eos. O brado de viva l'io IX nao significa :
vica o Papa. A Ilala sada em V. Santida-
Mas perd ii amulo, luautlu ouviu-o tallar so-
bre a liberdade da imprensa, sobre a guerra da
independencia e sobre o jesuitismo,quostoes
callorosas que a revoluco nos encarroara de
revolver.
Roma eslava agitada por causa dos obst-
culos impostos a liberdade da imprensa. Man-
signor Gazzola baria atacado, no Contempor-
neo o supposto partid) catholico da Suissa e
.\ Blgica. Jesutas e Jesuitislas haviain envi-
dado todos os esforcos alim de obter urna ropa-
raeo; o governo, nao podeudo resistir, liara
eondemnado o artigo no Jornal oficial, expul-
sado Gazzola temporariamente de Roma, c sus-
pendido Baiii Je suas fnueces de sensor e pro-
fessor, Culpado, por ter doiiado passar o arti-
g i. Mas os liberis, de sua parle, nao se que-
por vclctost p >r espito de solidarie-
dado, todos os jViraes doixaram de sahir, e o
povo, para queni estj leitura tinha-so lomado
o pao quotidiano, esbravejava.se bem quo o go-
verno, muito embarazado, devesse revogar as
medidas tomadas.
Estes acontecimentos forneceram-mo occa-
siao do advogar a causa da liberdade da impren-
sa... Mas. lodos os nious argumentos, oppu-
nha um to forte, que acabara rom a discusso:
Como papa, disse elle, sou lambem pai dos
principes estrangeiros; como queris pois que
eu permuta que sejain olfendidos pela imprensa,
na capital do mundo catholico.
Quanto guerra da iudependetfcia. Pi IX
julga va-a iueviiavel, e, como Italiano, desojara,
dizia elle, a expulso do eslrangeiro. Mas, ainda
ahi oppunlia a patornidade universal; afijlrmava-
me que, como papa, nao podia declarar guerra
a Austria.
Mas, Ihe disso cu, quando toda a Italia, trans-
portada de enlhusiasmo, gritar as armas, quando
a Lombirdia sublevada chamar em seu socorro a
mondado de (odas as provincias da Italia, as po-
pulaces italianas dos Estados de Vossa Santida-
de nao ho de querer lomar parte ni luta
Vejo perfeilamunle, respondeu elle que nesle
caso serd impossivei impedi-las... cnto marcha-
rao... y
Sobre a qucslo do jesuitismo, os quacs fo-
ram suas palavras:
u Nao faro dilfcrenea entre os jesutas c as ou-
tras orJens religiosas. Giobert tem sustentado
no seu Jesuta moderno, urna linguagem que
nao propria ncm de um christao, nem de ho-
mem, c muilo menos de um padre O defoito
dosjesuilas seren muito imprudentes. Im-
pedi-lhes poucos dias, de commetlerem gra-
de o homem providencial, de quem espera a
independencia, a unidade, e a liberdade. O
< mundo loura o justo que principiouseu reina-
do pi r urna amnista.
E' verdade, accresccntou Pi IX, e eu
"v,os asseguro flue ndame mais agradavel que
oiurir soar naj ras de Roma, em lugar do bia-
di: viva-Wo IX ; o decica o Sancto Padre,
porqutro primeiro um brado poltico, o se-
gundo um brado religioso Vica Pi IX diz
respeito a minha pessoa ; viva o Sanio Padre,
ao successor do S. Pedro.
Que importa, repliquei eu, quo Pi IX
possa admiravelmcnte tractor dos negocios do
Sancto Padre ? E' quo muilas vezes os poros
se habiluam a ver nelle o representante da
ustica. Seu amor os reconciliar com a rcligtao
que os inspira.
B' alada verdade respondeu elle. Pi
IX dar muito bem conla do poder revolucio-
nario de seu nome.
Carlos Alberto, me di/.ia olio, naj quer ce-
der. Mas, l lambem o povo comcoou polo bra-
do de viva Pi IX; ser bom "qne por seu
turno este rei effeictuo as reformas. No entanto,
elle quexava-se dos excessos commeltidos nos
inovimentos popularos provocados em nome de
Po IX....
Figurae, me dizia elle.'que em urna cdade
oa Calabria, o povo, ao brado de cica Pi IX,
abre aos bandidos as portas da pfisao. Pen-
sisvos que poderei ficar silencioso?Um dos
redactores do Alba, o Sgnor I.a Faria, disse que
as palarras pronunciadas por mim 4 de Ou-
tubro roubarara-lhc toda a esperanoa. Mas c-
lere! sua audacia, como cosumo relevar a de
todo o mundo.
Esta mistura de bondade e simples mali-
cia, de graea e irona, tornara Pi ix um ente
hiui seductor, embora nao correspondesse ao
ideal que minha iraaginneo havia sonliado.
FOiJHETTIM.
A BENGALA DE BALZAC.()
Por ifladanie E. de Girardin.
XV.
Sediwrtjes.
Logo que tomou posse de seu lliosouro, Tan-
credo nao pensou sena o nos scus amores, e a
bengala fot-Ihe muito ulil para continuar os sous
progressos.
Tancredo ia qnas lodos os dias a casa da Srn
Thclissier; nws fazia-o com tanta finura que
nao podia compromctlcl-a.
Logo quo chegava ra de (juillon, passava a
bengala para a man esquerda e Qcava invisirel.
Entrara assim em casa, sem que o porteiro o
soubesse; suba as oseadas, tocava campai-
nha ; esperara un momento depois o criado que
vinha abrir a porta; nao vendo pessoa alguma,
desria a oseada para ver quem linha tocado c
dizia ;Quem quor que l'ossc, partiu !
Durante este tempo, Dorimont entrara no
qunilo de Malvina.
Achci a porta aberla, dizia elle.
Sao os meus lllhos que a doixaram aberta
rvovavclmenle; a Pauliuc ainda nao sabe fe-
chal-a...
E a grande mararilha era sempre explicada.
'iancred eslava com Malvina em quonlo que
ella estara 86, se ouvia vir alguem, levautara-
se o sahia logo tomando a bengala com a ino
esquerda ;
-lPl58,. lnodo ninguom o via no quarlo da Sr*
Tholltssier, ou se o riam, era poucas rezos, to-
dava eslava l lodos os di.is.
Malvina nao suspeitara de cousa alguma,' e
como evitara pronunciar o nomo do Doimont
porque esse nome a azia corar, nao se admirara
do que lhe nao fallassem d'elle ; acredilava que!
esto silencio provioha d'ella o nao linha de que '
se admirar.
Tancredo ora ditoso ; era amado, ja Ufo ha-
vnm confessado ; mas esta conlisso casta, que
['I Vide o tari: u. '){. "* "~
ves faltas. Imaginai quo tinham determina-
do pregar o drenlo pelo padre Curei, em Ro-
ma !... Mas deixar-mu governar pelos jesutas,
nao. Basta que veuha aqu seu superior para
que ropita-sc logo por toda cdade:Que o pa-
dre Peronne dedicou-me um dos scus lirros
sobre a Santa Virgem.Eu que tenhouraado-
vorao particular Maria, dngirei ao autor urna
carta de agradecimento ; vos a veris impressa
em Irez ou quatro dias. Lde-a com attencao.
e veris que reduz-se a simples coraprimeto.
E, entretanto nao fallar quem diga :Po IX
tornou-se jesuta.
a A audiencia durou duas hora3... Julgaesque
esforcei-me por commover o coraco de Pi IX,
alim de que pozesse sua popularidade ao servico
da Italia ?
Sinto, lhe dizia ou, que esteja tudo perdido
no da em que, fallando s raultidocs, nao po-
der-mos mais acabar nosso discurso com o brado
de Viva Pi IX\ O amor da Italia triumphou
de minha rigidez republicana. Eu, que sent tan-
to abaliuiento quando vi monsignor Stella, lan-
cei-mo banhado em lagrimas, aos ps do pontiQ-
ce, supplicando-o, com accenlo do mais ardente
patriotismo, e do mais profundo scntimenlo re-
ligioso, que nao abandonarse a Italia.
E elle, tomara-me a mao, apertava-a forlemen-
tc as suas, c dizia-me vos me inspiraes I
M. Montanelli deixou os Estados do Papa per-
didas as esperancas que linha concebido de urna
Roma libertadora succedendo Roma dos Cesa-
res e dos pontfices que fundassem o reino do
Verbo. .-----^o^
Pouco tempo depois, noT"-trcJaneiro de 1818,
quando o povo romano chegou para dar bons an-
uos ao Papa, achou as portas do Quiriual fecha-
das. As davinas, do espadas desembainhadas,
mpellian a plebe em trajes do festa, que tere de
mandar delegado ao palacio do principe Tommas-
co Corsne, tira do queixar-se de um tal acollii-
menlo.
A mullido, animada pelos discursos de um
dos chefes que a conduzia, e que appellidava-se
Cicervaccho, crescia em ondas.
O Papa prometteu sahir no da seguate :
Vio-se com ofleilo, no dia soguinte o Papa em
urna carruagom dcscoberta, soguido somente de
quatro criados de espadas embainhadas, mos-
trando assim a confianca que depositava no po-
vo. O brado habitual fz-se ouvir. Os Romanos
segunda vez deliraran!.
A carruagom fo cercada pelo povo, que cobria
de beijos as mos e loga ponlilicacs. Uas subi-
rn! na carruagom ouiro?, c entre osles Cicer-
nacchio, levando urna bandeira com as palarras.
Santo Padre, Justina o povo est presente,
conservaram-sc alraz da carruagem.
Eslc passeio assemclbuva-se a viuda de Luiz
XVI conduzido de Versaiea Pars pelo poro.
De repente, um ruido sinistro sanio d'entre a
mullido. Diziam, o Papa desfallece.
Urna chura copiosa enrolveu a cdade como
um lecido.de lagrimas. A carruagem entrou no
Quirtnal, o do alio da galera urna voz dispersou
a mullido com a impresso destas palavras:o
Papa esl doente.
Aqui acaba o perodo popular do reinado de
Po IX, e sua secreta anciedade.
D'aqui em dianto tratou do decidir-so. Nocui-
dou mais de introduzir reformas incompatireis
com a sua situaco.
Coruecou a roaeco.
A medida que Po IX esforcara-so em tornar
atrs, a revoluco avanoava. Preceda a rerolu-
eo franceza, c reclamara, nao o tom da suppli-
ca, mas urna roz imperiosa, e instituicoes cons-
titucionaes. Foi osle, quanto ao mais", o carc-
ter geral da revoluco na Europa.
Os povos julgava*m-sc todos com direito este
rgimen poltico de urna direceo to difcl e
para a qual era necossario que genio de lodos
os povos estiresso formado.
pralict. As serias revoim-oes operaui su.t syii-
llioso por meios mais simples e mais radicaos, e
os prncipes nada tem que rer nestes negocios do
povo. donde nao pode nada sihir conforme aos
sous intoresses.
o despotismo democrtico ou militar conside-
rado s a unidade nacional de um poro.
Erna delegaro de soluro publica, ou um
Napoleo podem por si sos imprimir na activi-
dade nacional a energa precisa para resistir aos
nimigos estrangeiros, e fazer desapparecor a ro-
sislencia dos seus. Nao ha constuico compa-
livel com estas dictaduras proridencaes que obe-
decan a urna nocessdade superior, o que cx-
pia'm muilas vezes pelo martyrio a heroica c
monstruosa illogalidade de seu deslino.
Nao hara, na rerdade, cousa alguma de divi-
sorio nesta pretensao de resolver o papa ao re-
gimen constitucional. Pi IX senta amarga-
mente a impossibilidado. Curvou-se, portanlo,
dianto das necessidados do momento, o esperou
o que elle nao podia nem realisar, nen> impedir
que fosse tentado.
Esta promessa foi feita em 14 do marco. Pou-
cos dias depois, sabia-se em Roma da revoluco
do Vienna, eda fgida de M. do Melternich.
Era grito de guerra sahla de todos os pontos
da Italia contra a Austria. Apesar de seus sen-
timenlos patriticos, o papa nao poda ouvi-lo
sem terror. Como Italiano o soberano pootilice,
nao podia ver seuo con satisfcelo a expulsan
do eslrangeiro e o desapparocimenlo de um
despotismo que reprora a moral chrisla. Mas,
como principo temporal, comprehendia que esta
rerolugo podoria excede-lo, e o quo seria eutao
feito da theocracia papal ?
Foi mister ainda ceder, aceitar u:n papel du-
plo, mltiplo, abencoar a repblica do Veneza,
applaudir aos esforcos dos Milaneses, escrever
ao imperador da Austria alim do cmpenha-lo
renunciar volunlariamonle s prorincias italia-
nas (estranho courite) e sustentar a neutralidade
de Roma at o momento em que esta mesma
neutralidade se tornasse impossivei.
Resolvcu-36 onto resistir.
Em um concilio secreto, croado a 29 de
abril, exprimi francamente sua routade, e de-
clarou que nenhuma parto tomara na guerra.
Sabe-so da famosa oxclamaeao do cardeal Lam-
bruschini:
Eralm, fallou como papa.
Mas o povo fallava cntao como mestre. A
guarda nacional e a pupulaco apoderavam-se
do castello de San-Angelo. duvidosoque rio
IX tivesse evitado a continuaco dcste movmen-
to se nao se tivesse apresentdo, como sempre,
homens de transaceo alm do conciliar os gran-
des perigos.
M. Manriani fo um destes homens, e apesar
de seus antecedentes hosis ao poder temporal,
consentio na forraaco de um gabinete secu-
lar e liberal, sob a presidencia do cardeal So-
glia.
Como a maior parle dos prncipes italianos,
Po IX julgou que todos os patriotas faziam par-
te do excrcito. Conrenced-se mais tarde do con-
trario, e foi muito feliz por ter aceitado o abo-
minavel ministerio do M. de Manriani, e soffrer
a conrocaco de urna assembla representatira.
Nesta roroluco, nao hara mais para o pontifi-
cado outra esperanca que a de agarrar-se ao
que encontrar O cardeal Soglia trahia secre-
tamente o gabinete cuja previdencia eslava con-
fiada a elle. Escrcvia aos diplmalas da corte
de. Roma alim de julgarem como nao existenles
as instrueces do ministerio secular, e nao rece-
bcrem ordens senao do Pi IX.
No raoio desle lodo thcocralco e representati-
ro, nenhum poder estar em p de tunecionar.
O ministerio Manriani devia relirar-se.
M. Pellegrio Rossi fo chamado, 16 de
de 18 3 a Italia rio trez
seio. Ou-audu aples, o
Quando cm marco
constituicoes em seu .
Piomonte e a Toscana decidiram-se abortainene,
a revoluco lendcu pata a rcahsaco do una as-
sembla nacional, qual deram estar sujetns,
no pensar dos reformadores, os principes consli-
tucionaes da Italia. Para chegar a osle fim, era
mister anda crear|um reino Lombardo-Venesia-
no independento, e introduzir nos Estados da Igre
ja o systoma representativo.
Esta concepeo mais linha de engeiihosa, que de
liulia oblido, eslava muito longo da olicidade
cruel que ambicionava.
Esia linda mulher, quo parece to simples,
ser mullo difficil.. pensava elle.
E linha razo. Nos nossos dias nao h* can-
dura senao onde ha firmeza.
Esta siluaco insupportavel, disse elle um
dia, nao posso viver mais tempo u'esla incerte-
za ; e a minha bengala, para que me serr,
preciso empregal-a.
Pensou, pensou... e foi ver segunda voz Ro-
berto o Diabo para se inspirar.
Madame Damoreau eslava ainda na Opera,
n'essa epocha, e canlou d'uma maneira to ad-
nuravel a aria do quarlo acto: Orara! grara
para ti "inesmo! e grana para mim!.'. o era tao
linda de joelhos, que Tancredo iicou cleclrisado.
Tancredo nao pode comprchetidcr a generosi-
dade de Roberto ; a msica to linda que pro-
duz precisamente o efTeito contrario aquello que
devo produzr na obra. esse o mrito. Dori-
mont sabio da Opera apaixonadamenle cruel, e
dirigiu-se para a casado Malvina, armado da
I sua bengala diablica.
E a pobre Malvina, a este poder mgico, a es-
te prestigio nada tinha que oppor, uem talis-
mn, nem cousa alguma, nem mesmo o tem-
rol defensor das mulhcics jovens, o escudo que
as salra muitas rezes nos grandes perigos ; a
presenca de seus lilhos ; porque o prolector na-
tural das mulheres nem sempre um reino pai,
ncm um irnio adulto, mas um innocenle o
sempre,-c Malvina, por fatalidade, nao linha
n'essa notg junto de si seus filhos ncm a sua
ilhinha ; ifavia dois das que os tinha mandado
para a ar, teniendo quo ellos tivcsscm o sa-
rarapo que andava cm sua casa. Era um cui-
dado prudente ; mas, ai I quanto mau para
urna me anda jorem abandonar os seus filhos.
Era moia-noite !
XVI.
Orara! grara para ti mesmo
mim.
Como o senhor aqui ? !.
E' indigno !.
Malvina !
E' infame !
E' a mim que Malvina falla d'esso modo?
cu pensara que ella m? tinha amor'...
se-
.'.,. e grara para
a estas horas?...
lmur, para substitui-lo, tomando conta de tres
pastas.
O mundo poltico conhoccu, na Franca, M.
Rossi, como eloquonte professor, e como fino e
claro economista.
M. Rossi deria sua eleraco protceco de
M. Guizot. Jacobino em 184, eclctico e juste
milien depois, hara cumprido depois do Ciego-
rio XVI, sob o reinado de Luiz Philippe, urna
misso contra os Jesutas.
O pensamento de M. Rossi, conforme o do
sou protector, foi introduzir om Roma urna po
lilica farorarel s classos medias, e que creando
interesses em lugar de principios, ah emprazas-
se a re rotuna o.
Afim de por em praiiea estas theoras scnii-
genovezas e semi-orleanistas, M Rossi contara
sustentar-so sobre o re de aples, fazer oppo-
srao ao Piomonte, e perseguir completamente
os Romanos.
Tove, por esta poltica atrapalhadi, a arte de
parecer perfeitamente obscuro, assim como o
desojara. Mas ao mesmo tempo, o q te elle nao
tinha talvez previsto, ou o que elle contara
alfrontar em Roma, como seu meslre havia-o
abromado em Pars, oxcitou-Iho um odio uni-
versal. A personalidade de M. Guizot desce-
rara diante delle. Seus descendentes dostrui-
am-na.
Os cardeaes, animados pelos succossos dos
exercilos austracos, olhavam-no como um re-
volucionario e um iutruso. Os rerolucionarios
detestaram-no. Os noros impostos com quo
acabara de ferir a propriedade dos conventos
desacrcditavam-no al s classes conservadoras.
As uteis reformas que acabava de realisar em
materia de Iribunaos e adrainistraco, o que ten-
diam lodas a restituir aos seculares funeces oc-
cupadas pelo cleio, faziam sublevar se contra el-
le os padres.
M. Rossi rollara-so com um orgulho fatal
contra todos estes odios. Roma, j agitada por
icnias P;,ixoes' tomou um aspecto sinistro, e
15 de norembro, o ministro to pouco popular,
foi cruelmente assassinado.
A parle seguinto diplomtica, ainda indita
e cuja tradueco damos, expoe melhor do que
nos poderamos faze-lo, os incidentes e o carc-
ter deste trgico acontecimento. Ella foi-me
comraunicada por um homem a quem estimo c
venero, o cuja afeicao hoorou minha mocidado.
M. Mauin.
J. II. II.
( Contina. )
A arte eos discursos de Isoerates.
(Continuaco.)
Elle wa-o obrigado a lisongeiar as paixes da
luultido, a poupar as suas obstinaroes, a sacri-
ficar igumas vezes os principios." Acresceuto
que julgavasem duvida, os erros do conducta c
as fraquezas do homem com a sercridade desa-
piedada d'aqucllo que nao est ao alcance das
lentagoes nem das faltas, cortos ditos da Parthe-
nacia contra aquellos que, depois do havercm
gasto o patrimonio em deboches, procurara re-
fazer a fortuna custa do publico, ou aquelles
quo, para fallar ao povo no tom que lhe agrada,
E' verdade, eu pensava... mas... como
que entrou aqui? Quem ,lh'u permittiu ?... Se
Josephna fosse capaz...
Nao a calumoie; nao foi ella.
Fal-a-hei sahir de minha casa !
Peco-lhe que se tranquilise ; ninguera me
viu entrar.
urna hora da noite !.. Entrar no quarlo
do urna mulher, que nunca deu o direito do
obrar d'esse modo I e de una mulher quo o
amara!., que loria sacrificado a vida por sua
causa!., o senhor cm quem eu conliava tanto !..
L' horrivel !
Por piedade! tranquilise-se; amo-a, Mal-
vina livre junio de mim; cu quera o seu
amor; a minha nica culpa lo acreditado
n'ello.
Quem o doixou entrar aqui? explique-mo
esse myslerio. Por ventura Francisco vender-
se-lhc-hia?
Nao sedusi nenhum dos seus criados. Mal-
vina, e se a minha presenca a irrita at esse
ponto, sahirei sem compromelter aquella que cu
julgava amar-nie.
Meu Deus I nao o comprehendo ; querme
fazer louca Diga, por onde entrou ?
Por a janella, respondeu Tancredo auda-
ciosamenlc.
Santa virgem 1 poda morrer. exclamou
olla.
E Tancredo improvsou osla materia :
Estira era casa de um pintor meu amigo,
que mora aqui perlo ; a j.mellas da sua oflicina
deitam para o pateo desta casa. Despcdi-me
d'elle esta noite hora ordinaria ; mas era lu-
gar de sahir pela porta, sub a varanda, do I i
passei ao telhado e entrei pela janella do soto,
que ficou aberta.
A narraeo era absurda, c por isso mesmo fez
bom effeito.
O mais extravagante o mais provavel no
amor.
Malvina estara to assustada com o perigo quo
Tancredo correu por sua causa, que lbe perdoou
a sua teraeridade.
Meu Dos, disse ella, que loucura 1 esta
casa to alta !...
Tancredo rendo o coraco da encantadora
rhelissier enteraecer-s, sentu-se enver^onhado
iueiiein-o em tom a casia ue embarazos o iluso-
rias, podem parecer dirigidos, a Dmosthenes
quando se 14 por outro lado em Eschino. De
cidado inscripto na lista dos que mais contri-
buara (*u trajo o dito a franceza) elle tornou-se
fabricante de discursos, tendo gasto misenrcl-
mente o patrimonio... I Scrates que era dos
primeiros que mais impostos pagaram, associa-
va-se provavelmente a esses desprezos ; mas
sem indagar 03 seus sentimentos acerca di -
8oa do grande orador, vejamos o que elle deria
pensar da sua linguagem.
^ 1.'-se na arenga de Dninosllmnes sobro a Li-
berdade dos likodios estas propiiaspalarras:
Qqanlo i mim, creser justo restaurar a de-
mocracia rlioJiana ; porni quando mesmo nao
fosse justo, ni julgara necessario a<>ouselhar-
ro-lo Quanto devia un discurso destes oft'imder
o reino orador que alguns anuos antes, linha
escripio tao bello discurso sobre o til iusepa-
ravel do justo !
Nao seria impossivei que nossa passagem De-
moslhenes tivesse justamente em vistas respon-
der a Isocrales ou pelo meno3 a algum orador
adverso contra elle se tivesse servido do brilhan-
te lugar coramum do Isocrates. E so escutamos
essa resposta nao nos escandalisar tanto como
pareca a primeira vista.
Ha entre v>, Athenienses, homens que sa-
bem muilo bem eslabeleeer os direitos dos ou-
tros sobre vos ; s lenho um conselho a dar-lhes
e quo procurem estabolecer lambem os rossos
direitos sobre os dos outros, se quizerem que so-
ja approvada sua conducta. E' absurdo com ef-
felo que pretendam ensinar-vos o vosso dever
sem cumprirem o dolles, e o dever de um bom
cidadaonao procurar razoes contra vos, porm
sim por vos. Porque cm nome dos deoses vos
pergunto.d'onde vem que ninguera tenha havido
em Byzanlinos de sorprenderem a Calcdonia,
que pertenco ao re, que foi vosso, mas sobre a
qual ellos nao tem nada quo pretender, ou de
sujeitar Solymbria, cdade outr'ora vossi alliada,
faze-U sua tributaria, coraprehender o territo-
rio dola no seu, em desprezo dos juramentos c
tratados que garanlem a sua autonoma ; nin-
gueru para dissuad.ir Mausolo quando rivia o de-
pois de sua morle a Arteraiza, do porem a rao
sobre Cos, sobre Rhodes, e oulras cidades igual-
mente gregas, das qliaes o re, Senhor de Arta-
miza e de Mausolo se tinha dosapossado pelos
tntados em faior dos Gregos e pelas quacs os
Gregos nesses lempos, afrontaran! tantos peri-
gos e lizcram tantas proesas ? Se por acaso ha
alguem que falle essa linguagem, nitiguem ap-
parece pelo menos, para escuta-la. Quanto a
mim julgo ser justo restaurar a democracia rho-
dcana c que o nao fosse, ainda assim, quando
vejo como obram os oulros que vo-lo aconse-
Iharia.Porque ? porque se todos os Alhenienses,
tnmassem como regra o direito, sera vergonzo-
so que fossemos os nicos a exensarmo-nos a ob-
serva-lo ; porm quando todo3 tomam medidas
para viola-lo, limitarmo-nos a apresenlar o di-
reito sem nos apossarmos de alguma cousa, nao
6 mau respeitar o direito, nao ler resoluco.
Vejo que os direitos se medem sempre pelas'for-
CU e dar-vos-hei um exemplo conhecido por to-
dos vs. Ha dous tratados entre os Gregos e o
re, o que foi concluido pela nossa repblica, o
que todos celebram, e depois o dos Lacideraonio
que todo3 censuram, como sabis. E o di-
reito estabelocido por esses dous tratados nao
6 o mesmo. E' que para os particulares sem du-
vida o direito depende das leis da cdade, que
asseguram aos grandes e pequeos urna jusliea
igual; mas no direito publico da Grecia, 6 o mais
forte que faz o quinho do mais fraco. be por
tanto ja leudes por rOs urna cousa, a resoluco
de obrar segundo o direito, resta que tenhais
lambem o poder. E nao o tereis se nao fordes o
protector da liberdade commum.
Como sto rivo c enthusiasla mas tambera
como verdadeiro 1 O que o orador quer dizer
que absolutamente bom ser-so justo, mas que
ha negocios era que tai partido nao juito abso-
lutamente era ludo. Um direito encontra dian-
to do s, nao interesses s, porm sim oulro di-
reito ; o dos tratados, por exemplo, rom cho-
car-se aqu ao da legitima defeza c nao tomo
partido no debate a que se refere essa discusso,
temos hoje bastantes luzes para decidi-lo ; falio
cm geral e era hypotheso. Se se apresenlar um
desses conflictos entre o direito e o direito em
que consciencia dos poros cumprc decidir urna
qucslo muitas vezes delicada, a de sabor qual
dos dous dve prevalecer, e se se achar que de-
ve prevalecer o direito inferior, o direito estreilo
que tem mais credilo c que arueaca sutlocaro
outro ; sehaadvogados numcrosos/atitrisados,
o quo pleiteara to bem que a verdadeira justiea
emmaranhada cmsuas chicanas nao tem mais
saluda, pode se perdoar do que defender de per-
der a paciencia e de exclamar absolutamente
como Dmosthenes. Creo que o que quero
juslo e quando nao fosse a justiea (ou o quo lo-
mis por ella) creo que fora ne'cessario quere-
la. Assim smente elle se pode desembaracar
do direito equiroco que lhe faz obstculo e que
a sua irona esmaga na ruo daquelle que se
arma contra elle.
Eis ahi a eloquencia poltica, forle do conhe-
ciraento o do sentiraenlodo3 tactos, indo ao fun-
do das dilficuldadcs, c apertando de to perto o
quo toca que nao possivel escapar-lhe. A elo-
quencia iterara de Isocrates nao tora esses im-
pulsos vigorosos. Como se conserva as gene-
ralidades,nao disputara com ella em principio,
mas na primeira occasiao fogem-lhe. Nada
inipede, mas elle tambem nada irapede. Nao sei
so se deva censurar a Isocrates ter esquecdo a
sua doulrina ou ler feito pouco caso della, prin-
cipalmente quando na Posthernacca, leudo de
tallar das violencias e injusticia de Alhenas para
com os alliados, julga-os de" urna maneira to
particular. Ellos pensarara diz elle, que entre
dous partidos raaos era necessano oscolher an-
tes maltratar os oulros do que seren mallrados,
e antes dominar injustamente sobre os povos, do
que se deixarem escrarsar injustamente pelos
Lacedemontos para escapar a essa censura. F.
todas as pessoas de bom senso pensariam do
mesmo modo ; guando muito alguns moralistas
emsua escola fallariam diversamente. Eu qui-
zera ver nossa ultima phraso um noro exemplo
oque noseria dos menos picantes dessa fineza
que na bocea dos socrticos substtuem muilas
vezes a sabedoria. Assim nao desapprovava,
pelo contrario confirmava ios vivos protestos do
seus discurso sobre a Paz. E lodos se deviain
lembrar que entre esses moralistas singulares
que se aflbutaram a nao ser da opinio geral,
elle nao era o mais considorarcl o o mais elo-
quenlc. Mas que CXpUcaco allegar para a ma-
neira banal com que desculpa no discurso pane-
grico, as vingancas odiosas exercidas contra
Meloe e Scione? Nenhuma, so nao quizerem
dizer o quo creo, quo quando compunha esse
discurso que o faza Ilustre, elle ainda nao ti-
>:>u me Micceuo a urna morat meiapiiysita e
bsolula ; muitas rezes naquelles mesmos que
professam, tica no estado de pura abstraceao ;
por uso mais apreciada. O publico de rdi-
niia tomauu | .isso *asa auturdade de conse-
Iheiro moralista quo tomou d'ahi era dianto na
sua patria, e anda nao lhe linha abracado as
obrigacAes,
Entretanto pode-se obserrar tambem que
isso o que surcede urna moral metaphysita e
absolula
a
c
nario aceita simplesmente, um lugar commum
que impe rumo Ufo epresentaro. Todos so po
'ni ncommodar com um lugar commum o por
uso mesmo melhor ac ito. Muito.sapplaudiam
i Mnenas quando o orador rccomnicmlava
l lulippe a sabedoria o a lealdade. Porque razo
ppp mesmo nao tea applaudido ? Porque
razaoa o tera -si-Jo sensirel ao altralivo da hon-
ra o da estima publiea, quando Ufas promeiliam
conjunclaraento rom o poder, salvo a fazer mais
laido a sua cscolha, se por reulura nao tivesse
meio de ficar com tudo ? Assim cstaram am-
bas as partes contentes com Isocrates e agrada-
va na Macedoniasem perder om Alhenas os scus
direitos ao titulo de bom cidado. Elle era como
esses pregadores dos rcis que fazem a sua corle
declamando contra os vicios da corte ; perrait-
tem-lhe recitar a ua moral, recompensam-nos
por isso, porque ellos nao lem a prctenco de
alterar nada do que se passa. Era honrado, mas
nao chegava s rerdadeiros virtudes do homem
0 do orador.
Entre o autber da caria Philippe e oauthor
das Philipinas nao podemos hesitar. Foi Isocra-
les mesmo quem nos forcou a este parallelo
[que fora necossario propor-Ihc; fazendo ao Mace-
doniano suas homenagensedando-lhc seus con-
selhos. At ah a sua poltica exterior eslava ci-
ma da poltica dos cstadistu. Elle dizia aos Gre-
gos : Congraeai-vos, amai-ros, roltai rossas for-
cas contra a Persia, quo o inimigo commum.
Dizia aos Athenienses : Sedo sabios c juslos. Ce-
lebrara a vcllia gloria de sua patria. Era um
bello papel cm que nao tinha rival nem adver-
sarios. Mas quando inlervem em urna negocia-
eo entre Philippe o Alhenas, quando seinteres-
sa por esse homem a ponto de ser seu fiador, e
toma partido por elle a ponto do offerecer-lhe a
hegemona ; quando se inspira nesse ponto e des-
sa maneira dos interesses e paixes do momen-
to, nao pode escapar compararn com aquello
que foi do mesmo lempo a alma'do Alhenas : nao
pode escapar e nao pode sustenta-la.
A superioridade de Demoslheues nao s
qnando obra pela patarra, mas tambera quando
obra como cidado. O nosso coraco entrega-se
ao forte orador que nao esperou para inquietar-
se e ndgnar-se, que Philippe fosse a Cherouea,
que lutava quinze anuos antes contra a fortuna
dos Maccdiinianos, edesafiava ainda quinze anuos
depois, sem que a fon;a lhe podesso cnsinara
servido, que nao cedeii mesmo a gloria de Ale-
xandre, c nao se dei\ou entregar viva era Ante-
pater. Enganou-sc elle lisongeiando-se de que
poderiam repellir a escrarido, presumi muito
do sou paiz; isso verdad'-, como verdade que
Isocrates, quando confessa perante Philippe a
impotencia da Grecia e de Alhenas, tem ainfe-
leidade de ter razo ; mas tanto juizo c previ-
dencia entristece-nos e preferimos antes o erro
daquelle que faz o seu dever e doixa o resto
aos deuzes. Tambem, se Alhenas foi vencida, de-
veu sua resistencia conservar-se grande depois
da derrota e ver um Alexandro ter traballu para
ser levado por Athenienses.
A paixo assim algumas rezes, nao s ge-
nerosa, porcra mais sabia do que a propria sa-
bedoria. A de Demosthenos traduz-se em acentos
sublimes. O grito famoso. Era pouco ler-ros-
hies foito qual oulro Philippe > sempre se apre-
sentar ao pensamento onde quer quo um ho-
mem de coraco, vendo soffrer escravido um
povo proprio para a liberdade, poder censurar-
Ihe ter-eescravisado por suas faltas. O admira-
re! juramento por aguelles que morreram em
| Maralhona ser sempre a couselaco e o orgu-
lho dos vencidos que nao tiverem desfallecido.
Nao cito seuo esses rasgos sempre citados, de
que lodos selenibram logo que se fal'a de De-
mosthenes ; mas toda a sua eloquencia produz
i um effeito scmelhante, e que faz bom esquecer
: os bollos discursos. O espirito torna-se mais agu-
, do pelo carcter e a lgica c reforjada pela von-
; tade.
Demosthenes admirara, nao duvido, a phrase
do velho mestre o nao pretenda guala-lo : mas
achara alguma cousa melhor, a eloquencia em
que nao ha phrases. Domoslhones nada censu-
rada a Isocratespelo contrario) at se este
nao se tivesse dirigido a Philippe. o nome de
Philippe que, lembranJo o do Demosthenes, di-
rainue o professor de moral e eloquencia com
toda a sua philosophia e toda a sua arte.
Como bom se vi, elle que imputa aos orado-
res do povo terem inveja delle, o que padece
dessa molestia. Inveja-lhes, como creo, a domi-
nado queexercem, as acclamacoes da mullido,
a poeira que levantara por os'siin dizer. Soffre
por nao ter ousada c voz, porque parece crer
que o quo l!ie falta para sor daquelles que sao
poderosos pela palavra. Uuizera approximar-se
dolles c ser como elles contado as grandes cri-
sos polticas. Nos pelo contrario, se quizermos
! verlo com vantagem, toma-lo-hemos nao nessas
; situaces muito fortes para elle, porm antes na-
quelles discursos em que a poltica militante, co-
j rao diramos, lem menos lugar, e em que todos
1 sao fcilmente do seu partido porque o que ha
; o dos bellos sentimentos. Chamar sempre os
povos c oscidados aoamor da virlude, da sa-
bedoria, da gloria, da patria, mesmo quando isso
i nao resolra dilficuldadcs de cada dia, no en-
tanto urna trela ulil, porque sempre bom ele-
var os corceos. E se essas nobres mpresses
i nao preservara absolutamente o orador de una
falta, podem preservar os outros do seguir o seu
i exemplo. Nao duvido que entre os auditores de
i Isocrates muilos so tenham defendido daseduc-
cao da caria o Philippe pelos acentos generosos
j do discurso panegrico ou do Archidume, e so
| tenham fortificado, para rcsistir-lhe com os ras-
gos de sua propria eloquencia.
Onde ello brillia 6 quando celebra o sou paiz e
incute nos Athenienses a idea da grandeza de
Alhenas Sabios muito severos preservam-sc
desse enlhusiasmo patritico como do una il-
luso que podo ler seus perigos; isocrates en-
trcga-se-lhe complacontomentc, e isso nao lhe
pode ser exprobado, porquanto nao o impede
do ser um consormuto providente das fraque-
zas da sua repblica. Se nao escapa inteirameri-
i le s incliuacesdo seu partido pelas causas da
; Lacedemonia, s as faz valer com moderaco
quanto baste para excitar Alhenas c para tem-
perar assim as homenagensque lhe prodigalsa ;
mas nao a sacrifica e nao dexa a sombra de
Sparta eclypsar a sua luz. Glorifica Alhenas, nao
s para ser applaudido pelos Athenienses, po-
rm sim por urna affinidado natural ao Seu go-
de ter usurpado por urna mentira esta piedade,
e perdou a sua audacia.
Visto que a minha imprudencia a ofrende,
disse elle, sahirei; mas anles deo fazer, apozar
da sua crueldade, Malvina perdoe-rae.
Partir!... Doscor d'essa varanda cria mul-
to mais diffuil do que subir: E' preciso esperar.
Esperar para que seja dia, e me vejam.
Nao, preciso escondel-o.
Mas onde ?...
Ella rcllecliu um momento e depois con-
tinua.
No quarto do vestir., sim, ninguera l ir. E'
preciso que l fique at da manha, e quando
todos eslirerem acordados era casa, hora cm
que poder apparcuer convenientemente, emo
parta...
Nao, antes quero deiul-a, Malvina, aire-
pendo-me j de ter viudo aqui, disse elle com
tristeza.
Como mau !
Dorimont qui/. partir....da estremecen !
Esperai um momento mais, disse ella ; tai-
voz haja outro meio...
S para me evitar um perigo que me
retera, Malvina, tranquilise-se, nada recoio.
Oh nao possivel que saia por esta va-
ra:ido.no quero.
verdade, disse elle com amargura ; se
um hornera apparecesse cahido debaixu de urna
janella deste quarto, podia compromette-la.
A Sr.a Thelissior Iicou to fcrida cora esta idea,
quo nao respondeu.
Eslava agitada, trema : omflrn tomou um par-
tido.
Fique, senhor, disse ella com frlesa.
Depois aproximou-se do fgo, alicou o fogo|
accendeu mais velas, correu cortinasdo seu lei-
to, e onvolvendo-se n'um grande chale, sentou-
sc n'um sof, fazcudo signal ao sou hospede
importuno para que tornasse urna cadeira de-
fronte d'ella.
Tancredo sentou-se como n'uma visita de ce-
remonia; ella como urna mulher quo viaja, re-
signeda a passir a noite na sala de una hospe-
dara cujos quarlos seacham oceupados.
Tancredo ol ha va-a em silencio ; tanta sereni-
da.de e firuiesa qnas o irrlla>am.
nio. O mais eloquente dos falladles (\) poder
nao ter prcdilecco pela cdade cm que reina
a palavra e Alhenas nao por assim dizer mais a
patria de Isocrates do que a de outro qualquer ?
Veja-se como seu coraco se expande a esse res-
peitoquer no discurso pOHtgyrico, quer na com-
posiqo sobre o Antidosis. Eu nao leio framen-
te esses elogios magnficos o perpetuos da pri-
meira cdade da Grecia. Gosto do orador que faz
esse emprego do seu talento, egoStodo seu as-
surr.plo, que, me toca de mais porto do que pa-
rece, nao s no senlido deque todos os homens
Civllisados tora parte ac gloria de Alhenas do
que sao filhos e herdeiros ; quero dizer alguma
cousa mais. Quando oueo essa bella linguagem
de Isocrates, comprehendo que gaba urna trra
igualmente fecunda em milagrea na guerra e na.
paz, sede da eloquencia. da philosophia e das
artes, poni de reunio dos poros que ahi rao
procurar, nao um espectculo ou festa extraor-
dinaria, mas um espectculo nao interrompido
e urna festa de todos os dias ; escola sempre
aberla, cujos mais nfimos discpulos sao mes-
tres. Ouqo-o dizer que essa trra lem urna na-
cao generosa, cuja poltica risa antes ao que
grande do que ao que seria proveitoso, e justi-
fica as suas ambicoes por suas dedcacoes; que
olhada por toda j parte como a protectora na-
tural dessa democracia eda igualdade no mun-
do, e como a forca em que se pode opoor o fra-
co anacarado ; que agrada at em seus defeitos
e acha mais sympatha mesmo naquelles que
sollrem pelos seus erros do que obtem outros por
certos mritos c cortos services. Tudo isto refe-
nr-se-ha s a Athenas no meu pensamento ? Ap-
plaudo, mas applaudindo ser inlciramente neu-
tro e parcial? Nao, sera duvida, e eslimo nao
se-Io e sentir-me interessado pelo que admiro.
E arrebatado pela pompa com que o orador tra-
eara, ha mais de dous mil annos, a imagem de
urna grande patria, sau-lhe reconhecido por
urna eloquencia, cujas cures sempre riras, cou-
tentam ou coosolara ainda nessa distancia, as
minhas affeices e o meu orgulho.
Eiriste que um bello seutimento, que enche
tantas paginas cm Isocrates, esteja ausente na
carra a Philippe, e que Isocrales s falle nella
de A thenas para cclypsa-la ante oMacedoniano.
Elle craprega delicadeza, como sempre, na cx-
presso do seu pensamento ; o seu pensamen-
lo mesmo que nao 6 delicado. A Panathonacea
que sappareceu sete annos depois e cujo as-
sumplo o elogio de Athenas, pode ser olhada
como um esforco do orador para dar satisfaco
ao amor proprio de seus concidados, durdo
todava que reparasse o effeito da carta a Phi-
lippe, porque nao toca ao que eslava prsenle o
que oceupava as almas ; nao faz seno repetir
o verlio parallelo do Athenas e da Lacedemo-
nia ; ora ento era sobre a Lacedemonia que
cumpria primar. Esse parallelo era bom no lem-
po do discurso panegyrico, quando nada haven-
do fora que fosse umaameaca para a Grecia, as
grandes cidades gregas tinham somente em
frente de si a Persia ; o orador poda ento cha-
mar a sua palra.enoo Macedoniano houra
de conduzir a Europa contra a Asia.
Em una patarra, antes de Philippe est gosto
no elogio de Alhenas e nelle desenrolre toda a
riqueza do seu taleuto. 0 effeito do discurso
panegyrico, obra prima de sua plena madureza,
parece ter sido immenso ; essa cdade, que todos
os seus oradores celebraram sem cessar, nunca
se tinha ouvido celebrar asiui. To brilhante
palavra fazia desapparecer as sombras recorda-
coes do desaire de Agos-Polamos e da doraina-
Qo dis trila, porque principalmente as horas
de humilhaco e de tristeza que um povo gosta
de ornar-se cora a sua gloria. Tudo o que so
tem dito depois, durante seculos, em honra dos
Athenienses nao tem sido seno a prolongamen-
to e como que o echo desse discurso.
Semelhanle a esses thesouros em que reuni-
das e expostas s vistas todas as riquezas dos
res da Asia, elle contem o deposito de todos os
ttulos de Athenas, apresontados sob o mais bello
aspecto. Lendo-o eu loria inveja, eu quizeraque
a minha patria, to rica em eloquencia como ,
livesse tambem o eu discurso panegyrico.
Quando espirilos melanclicos ostentam o seus
olhos seu aviltamento e miserias, eu quizera
tambem que podesse repousar os olhos cora jus-
ta complacencia sobre um retrato seu em que
ella se reconhecesse em toda a sua grandeza.
Entretanto nao se dore lastimar, que sempre
cora necessidade de caminhar para afrente, te-
nha desprezado parar para contemplar a estrada
percorrida. No momento em que Isocrales es-
creria pde-se dizer que estara acabada a histo-
ria para Athenas lirre, e a sua bella composicao
foi como que a oraco fnebre da sua repblica
que se sepultava no seu passado.
Aquelles que vivem e que nao senlem que o
futuro Ibes falta nao precisam de refugiar-se as-
sim em suas recordaces.
II.
Acabei de esludar o pensamento e o carcter
de Isocrates ; indique fraucamenie o que falla a
ume outro em profundeza, e fui lo franco que
talvez se julgue que dei niuita importancia a esse
esludo e que s deria procurar nesse orador os
seu bellos discursos ; mas elle nao tera con-
quistado s com os recursos de urna arle consu-
mada lana sympatha e admiraco. Nelle apre-
ciiva-se o hornera e era o homem que eu devia
fazer conhecer primeiro. Suas feicoos principaes
sao a sabedoria o a fineza do espirito, cora a no-
breza dos seulimenlos, porm ao lado desses m-
ritos, uina grande satisfaco de acha-los em si
e um grande desdem por esse vulgo que nao se
julga capaz de attingi-los ; nao o desdem pode-
roso de cerlos genios, que olham sobranceiros
para a mullido, mas quo a enleram pela gran-
deza de sua alma e de suas ideas e especie de
eductores que. subjugam desprezando, porque
tora paixo e forja E' antes urna dslincco
circumspecla, que nao so commette com os igno-
rantes egrossoiros, na* lambem que uo impera
sobre elle.
Duvido que alguma mulher do povo parasse na
na para v-lo passar, c o tivesse indicado com o
dedo dizendo: All vai Isocrates ; como se con-
la de Demosthenes. Sou talento dirige-se antes,
ou j o disse, dos homens honestos, aquelles
que tom educaeao ; elle mesmo se gaba de que
lodos os seus discpulos sao homens rices. Sua
moral o sua poltica sao antos de tudo urna mo-
ral e urna poltica do bom tom. Elle lionra-se
de sentir o preco do que j nao cxsle. de apa-
nhar o fraco do que existe, e de se ler illuses
para o futuro. Isocrates tem os desgostos de um
homem feliz c glorioso, o a timidez de um relho
amavel, porm sera energa.
____________________( CorUnttar-se-/rq. )
(1) Loonlaine chama ossim a Cicero, mas es-
sas oxpresses designa ra melhor Scrates.
Ella nunca me leve amor, pensou elle, on-
I ganci-ino.
Este pensamento fazia-o soffrer, e quiz vin-
gar-so. Alfectou urna grande indill'orenca, c fez
o pensamento de um hornera sbitamente cu-
rado do seu amor ; mas senta que a sua situa-
en era ridicula.
| Malvina linha sobre elle muilas vantagens por
, a sua friesa e diguidade ; elle quiz perturba-la
destruindo esle prestigio, tirando a esta srena
toda a solcmnidade que o modo grave da Siv'
! Thelissior lhe dava.
Ento tomou a palavra, como so fosse orar, o
disse com ar Inteiramcnte serio :
J sabe, minha senhora, que Guizot pedio
a sua demisso.
Malvina que nao se (embrava de Guizot a estas
horas, nao pode deixar de sorrir.
E' um pouco tarde para fallar cm poltica,
disse ella.
Oh c ou nao ateimo.
Calou-se anda alguns momentos, c depois
l continuou com o mesmo Boccgo.
Scribe pretende ser memoro da academia ;
julga-se que vai ser nomeado.
E a Sr. Thelissersorrio anda a seu pesar.
Que conversaco to extravagante tem ho-
je disse ella !
Como ento hei-dc estar sem dizor pala-
vra, sem dormir, seui amar, desdeas duas horas
da noite at as duas huras da tardo ? porque nao
convm que ou saia antes das duas horas a nue
costumo vir.
Pois bem diga o que quizer.
Ficou alguns instantes u meditar, depois dos
quaes continuou.
A senhora lem acola lindos casteaes, mas
nole que sobre as pratoloras lia muilas cousas
do mesmo gosto, aquellas jarras, aquelles v-
dros ; parece-mo quo gosta muito d;s cousas
chinezas.
Esta palavra Llaneza taz rir ha muilos seculos,
sem se saber porque ; mas pronunciada de urna
maneira to pedante, a esta hora, na siluaco
romntica em que se achara Malvina, era irre-
sistiret ; e ella nao pode ouvi-la sem so rr.
Tancredo, rendo-a menos severa, accres-
centou :
A senhora uao reflectio nunca nesta prefe-
rencia que arrasta, talvez sem o sentir, para o
gosto chinez.
Nao, senhor, respondeu ella ; era preciso
que um hornera vief.se a estas horas, miul.a
casa, a meu pesar.....
Nao podo acabar, e poz-se a rir francamente.
Ah I zumba de mim, disse elle com graea,
o lem razo.
Mas fallando' assim, aproximou-se della, o
quiz tomar-lhe urna mo.quc lhe foi retirada.
Nao, dcixe-me, disse ella ; j o nao es-
timo ; rio, porque esta siluaco ridicula, e
porque o oueo dizer loucuias ; "mas a sua con-
ducta penalisa-mc, c lamento a conlianca que
tinha no senhor.
Pobre mulher! proferir estas palavras, era
commclter urna falla, porque conduziam a con-
versaco c todos os pensamcnlos para o amor.
Quando urna mulher estiver indilferente com um
homem que ama, fallar-lho das suas culpas
urna grande fraquezs ; esperar que ello se jus-
tifique ; o era urna grande imprudencia, para
urna mulher to jocem, expr-se a escutar as
desculpas de um homem to bello, s dua* ho-
ras e niea da noite. L'm perdo concedido a
essas horas em pouco um ojrime para ambos.
Ah Dorimont juslificou-se ;com a nica
desculpa que explica sementantes imprudencias,
por muilo amor : c a melhor desculpa para
urna mulher. Pedio perdo cora tanta humilda-
de, que obleve toda a amisade inmediatamente.
Pobre rapaz tinha sido toinfelizem ter desagra-
dado, que foi preciso que ella consolasse.
Que cousa lo extranha I alguns minutos ha-
viara decorrido apenas, e una mudanca notavel
se linha operado no dialogo deslas dua's pessoas,
pouco antes, to irritadas una contra a outra.
A cpnrersaco eslava ento mais em harmo-
na com a hora, com o lugar e cora a situaro
daspersonagens. Nao era preciso, para a sus-
tentar, fallar do ministerio, da academia c nao
so fallou mais da eleif&o de Scribe, nem da de-
misso de Guizot.
[Continuar-se-ha].





PEHN. TVP. L-E M. F. L'L F.MUA. ISo.
MOTILADO