Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08917

Full Text

t
}
iSNO XII7. HOMERO 291,
Por tres niezes adjuntados J>$0O0.
Por tres mezcs vencidos 6000.
QOilTi FEIBA 21 DE DEZEMBRO DE 1859.-
Por auno udiantudo i9$000.
Porte franco para o subscriptor.
CNCARREGADOS DA SCBSCRIPCAO DO NORTE.
Parahiba, o Sr. JooRodolpho Gomos; Natal,
e Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaty, oSr.A.
de Lomos Braga; Coar, oSr. i. Jos de Olivera
Maranho, o Sr. Manool Jos Martin Ribeiro
Cuimares; Piauhy, o Sr. Joao Fernandes de
Moracs Jnior ; Para, o Sr. J .0..1.. ..namos;
Amazonas,o Sr. Jeronvmn da Costa.
PAKT1UA Vito u >Hf(MOs\
Olinda todos os dins as 9 1/2 horas dodia.
IguarassO, Goiannae Parahiba as segundas p
sextas feiras.
S. Anto, Bozerrns, Rcnito, Caruar, Altinhoo
Garanhuns as torras feiras.
Pao d'Alho, Nazaroth, I.imoeiro, Brejo, Pes-
queira, Jngazcira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Ouricury o Kx as qnartas-feiras.
Cabn.'Sorinhem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Prot.i, Pirncnteiras p Natal quintas feiras.
(Todos os eorreios partem 1" huras da manha >
AUDIENCIAS DOSTRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commorcio: segundas e quinias.
Relaro: tercas feiras e sabbados.
Fazeuda: tergas, quintas e sabbados as 10 hora*.
Juizo do commorcio : quintas ao meio dia.
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara docivel: tercas e sexta?, ao meio dia
Segunda vara do civel: quartas e sabbados ao
meio dia.
EI'IIEMr KlhlS DO HEZ DE DKZEMBRO
2 Quarto crcsccute as 11 horas c 30 minutos da
manha.
10 I.ua cheia aos 53 minutos da manha.
16 Quarto minguante as 6 horas e 56 minutos da
tarde.
25 l.ua nova as 3 horas c 27 minutos da ma-
ndar.
PREAHAR DE IIOJE.
Primeiro as 2 horas e 30 minutos da manha.
Segundo as 1 horas e 6 minutos da tarde.
PARTE OFFICIAL
Ministerio do imperio.
SS. MM. II. do beija mo de despe-
dida no paco desta capital, no dia 23
do corrente \ hora dn tarde.
Reeife 20 de dezembro de 1859.
Dionizio da Cnnha Ribeiro Feij.
COMMA\DO 5'S ARMAS.
uartel general d. Rimando das
armas dePerna- n.ueo, na eida-
de do Recito, SO de dezembro de
1859.
ORDEM DO DIA N. 330.
Para conhecimento da guarnicao e devido ef-
feito, o lente general commandante das armas
manda transcrever na presente ordom do dia os
avisos circulares do ministerio da guerra de 23
do novembro ultimo, e primeiro do corrente, que
por copia Ihe foram transmetliaos com o otlicio
da presidencia de 14 deste moz.
Rio Je Janeiro. Ministerio dos negocios da
guerra, em 23 de novembro de 1859. lllm. o
Exm. Sr. Harendo S. M. o Imperador por sua
immediata e imperial resoluc.io de 30 outubro
findo tomado sobre consulta do conselho supre-
mo militar, manda declarar que nao ha direito
para descontar-se na gratificado do engajamento
quaniia algunia por orcasio de so acharom nos
liospitaes ou eafermaris as pracas engajadas, e
que seinclhaiile descont sonienfe deve tor lugar
na graliicagao dos voluntarios quando all acha-
ren, visto qus a gratificarn de senielhante deno-
minaco considerada como parle do sold, e
iwr isso romprehendida debaixo da expresso
oret: assira o communico a V. F.xc. para scu co-
uheciinenlu o exocugo.
Dos guarde a V. KxcSebastiodo Reg Bar-
ros. Sr. presidente da provincia de Pcrnara-
buco.
Rio do Janeiro. Ministerio dos negocios da
guerra, eni 23 de novembro de 1859. lllm. e
Ktm. Sr.Resolvcndo o governo imperial, de
onformidade cora o parecer do conselheiro pro-
curador da cora soberana o btenda nacional,
que as pravas de pret voluntarias ou engajadas,
promovida? a oiciacs nao sojam compelalos a
restituir a parte do premio que antes da promoro
receberam mullo legalmenle e em boa fe, por 'ser
tal restituirn contraria as iiitenr.es da lei, as-
sim o communico a V. Exc. para seu conheci-
mento o execugo.
Dos guardo a V. ExcSebastiao do Reg Bar-
ros. Sr. presidente da provincia de Pernam-
buro.
Rio de Janeiro. Ministerio dos negocios da
guerra, em o primeiro de dezembro de 1859.
lllm. c Exm. Sr.Declaro a V. Exc. para seu co-
nhecimento e guvorno, que o fornecimento d'agua
o quarteis que a nao tiverem deve ser feito de
ora em dianle pelas sobras do rancho dos corpos
o na sua falla tiradas das economas licitas, e bem
issim que tica revogado o aviso de 24 de julho de
1856 determinando que as luzes sojam pagas pe-
los cofres provinciaes, pois que todas as despezas
com a tropa de primeira lintia, sejam quaes fo-
rem os seos serviros perlencem aus cofres geraes
o nao provinciaes.
lieos guarde V. F.xcSebastiao do Reg Bar-
ros Sr. presidente da provincia de Fernain-
buco.
Assignado. JosJoaauim Coelho.
ConformeHoracio de Gusmo Coelho, alteres
ajudautede ordens do commsndo.
polticas tem enrequecidu o pas, os dous Krunel
oceuparam sompre um lugar dos mais honrosos.
E' no momento em que ia gozar de urna vic-
toria comprada a peso de longos annos de lutas
e presoveranca que a morte acaba de roubar M.
Brunel fillio. Seu Great-Easlem. nao eslava
n*agua somente eslava armado e navpgava, e
pelo que acabara de fazer, o successo da idea
ao contestada ficou di sdc ento fora de duvida.
A gente professional nao o duvida mais. Com
ludo a fortuna como que querendo ter o prazer
maligno do contrariar at o fim os designios do
hornero, que passara sua vida em afronta-la,
permittio que no dia do Iriumpho um accidente
deploravel bscurccessc o seu briiho. L' tanto
mais de lamentar porque este accidente preju
dicar ao menos por algum tempo a reputaco
DAS DA SEMANA.
19 Segunda. S. Fausta; S. Daro m.; S. Sindomo.
20 Terca. S. Liberato m ; S. Foligoneo b.
21 Quarta. S. Thom ap. ; S. Clicorio sac.
22 Quinta. S. Honorato ; S. Flaviano m.
23 Sexta. Ss. Migdonco e Mardoneo mm.
24 Sabbado. S. Gregorio m ; S. Dormira m.
25 Domingo*. Nascimonlo do N. S. J. f.hristo.
ENUARREGADOS DA SIBSCRIPCAO NO SIL.
Alagoas, o Sr. Claudino Faleo Das ; Babia, o>
Sr. Jos Martins Alvos ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Perera Martins.
EM PERNAMBUCO.
O preprietario do diario Manuel Figueroa d
Paria,na sua Urrartapraca da Independencia ns.
6 o 8.
20 a 29 kilmetros por hora. Os resultados obli-
dos na primeira corrida do Great Eastern, justi-
ficara estes clculos, contndole com as circuns-
tancias desfavorecis, com que a experiencia fot
feita com seu carregamenlo normal o Great-Eas-
lern deveiia calar 22 ps d'agua adianto e 27
atroz. Ora a parlo da profundesa do Tamisa im-
poz a rondiceo de calar termo medio 23 ps, o
que se obtovedeixando-oquasi sem carga, fazeu-
do com que a roaior parte do peso fosse disposto
na parte anterior Por consequencia eslava como
dizem os martimos, sur le nez e o differencia-
melro em lugares de marcar 5 ps do immorsao
de mais para traz, indicava pelo contrario, que
a parte posterior eslava mergulhado dez polega-
das mais que a anterior. Outra consequeSfia
que as ps das rodas nao entrevara no mar tanto
do Great-Eastern. Por mais que se diga, que as i qnanto deverao fazer, e que a hlice que devera
circumstancias que protiuziram a exploso de estar mcrguihada girara seus denlos 3 ou 4 ps
una de suas chamins, sao complotamento in-i cima do nivel das ondis. Outra circumstancia
dependentes das ideas que tem servido do liase a
sua construcro, nao so acreditaria apezir de ser
de pura verdade. Todos aquellos que, e o nume-
ro grande, sao incapazos do ter urna opiniao
esclarecida sobre o munumento ou sobro as ful-
las.de um navio, todos aquellos que, e o nume-
ro maior anda, se apregoam homens sensatos,
porque condemnam todas as novidades, mesmo
emfim que nao menos desfavoravel 4
que a prudencia tenha ordenado' que
rapidez
em um
rio tiio frequentado como o Tamisa, com um na-
vio, cujas qualidades seno conhecia anda, e
Com machinas, que pola primeira vez funciona-
vara, deveriam-se reduzir consideravelmente
sua acgo, o s erapregasse melado e quan-
do muito dous tercos de sna forra. No maior
EXTERIOR.
Sir J. K. Brunel e o Great-Eastern.
Mr. Brunel, que ha pouco morreu em una
idade, em que aiuda tanto promeltia, era filho
hrigaram a procurar a Inglaterra. Anda que
hoje estija inieiramente esquecido, princpl-
menle por quem jamis o dovera esquecer, a In-
glaterra de ento acolhia com a mais generosa
sympathia is proscriplos, que as tempestades
revolucionarias arrojavam as suas plagas. A so-
ciedade apressava-se em abrir o seio, e propor-
onar-lhes raeios de readquirirem pela industria
a posigo, que tinham perdido em sua patria.
Os empregos pblicos e os postos do exercllo
Ihes eram concedidos com facilidade, e aquelles
que eram incapazesde por si ganhar a subsis-
tencia o thesouro publico disponsava subsidios
inesmo pensoes de maneira que um corto nu-
mero dessas pensoes ainda hoje nao estao ex-
tinctas e fugiram no budget, que o cbanceller
do Erario apresenta cmara dos communs. M.
Brunel pai, que fra educado em Franca para se-
guir a profisso de engenhpiro, era muito moro,
muito activo e linlia bstanle consciencia do scu
mrito para que se sugeilasso virar custa da
caridade publica, elle s pedia que lhe dessem
trabalho, c apenas o collocarara om posieo de
mostrar quanto valia, immediatamenle oceupou
um lugar entre os engenheiros distinctos de seu
tempo, sem que um s dia o favor e a boa von-
lade do publico lhe faltasse. Alera disto elle pa-
gara com obras uteis a hospitalidade que tinlia
encontrado no exilio, Produzio enormemente, e
poucas pessoas deixaram hoje de saber quem
o aulor do tunnelde Tamisa. a mais conbeci-
da e talvez a ultima de suas obras, c valeu-lhe o
titulo de cav.illeiro do Reino-Unido da Gra-
Brelanl.a e da Irlanda, sob o nonie de Sirlsam-
bdrl, e. na ortograpliia iugloza Sir Isambcrt Bru-
iiel. Debaixo do ponto de vista coniraercial e ti-
uanceiro nao foi nunca um bom negocio, porra
c um trabalho que honra sua reputarlo pelo ta-
lento o preseverancia que exigem, e sobreludo
pelo que a cngenhariacollieu de niethodos c pro-
cessos applicaveis aos trabalhos feitos em ter-
renos inundados. Mr Brunel, que acaba de mor-
rer era o digno filho deum to dislincto, porque
excedeu a gloria paterna, e a arte a que ambos
consagraran) sua vida, deve a elle talvez mais
ideas novas c fecundas, do que seu pai. Eram
entretanto dous espirilosinteiramentc da mesma
tempera, e cujos trabalhos tem um carcter par-
ticular que as distingue de todos os trabalhos de
seus contemporneos. Os dous Bruncl, para em-
pregarraos urna exuressao, que nao talvez
muito correcta, porem que bastante aceita en-
tre os artistas, porque exprime bem o que se
pretende dizor, os doas Brunel viam e faziam
grando. O grande ostcnlava, e te para rcalisa-lo
era preciso muita preseveranga e quasi obstina-
do nao se enibaracavam por islo, e se deixam
dominar pela lentacao. E por isto talvez que um
corto numero de suas obras lem sido concebidas
com idea.;, que nem semprc estao em proposi-
Co cora os resultados obtidos, ou com o centro
em que deviaru figurar. Porem o que tambera
eerlo, que bem poucas dessas obras deixam de
tor contribuido para o adiantamento da arte.
Brunel pai autor da poleria de Portsraoulh,
que leudo sido pedido pelo alrairantado pa-
ra o sei viro privativo do arsenal, era suas raaos
t de todas as marinhasdo universo. Brunel filho
autor do raminho de ferro de Great-Western,
o promotor mais ardente da navegaco vapor
transatlntica, o propagador devotdo do era-
prego da hlice, o constructor do famoso navio
Great-Eastern. Na mullidaoj to numerosa dos
homens distinctos, com que domas discordias
sem as conhecer, o quejulgam prov.ir sua pru-I esforeo que fizerara durante esse trajelo as raa-
dencia de sua s.abcdoria desconfiando deludo,'
raesmo do que nao existo, todos diro por muito
lempo ainda que o Great-Eastern um navio
que nao seguro, que deve-so esperar a expe-
rioncia antes de confiar-lho a malla ou a vida.
O quo-entretanto verdado, e que se o desgra-
nado accidente que .e deu bordo prova algu-
ma causa pro ou contra, a sua maravilhosa e '
incrivel soliden. Tom-se calculado quanto o per-
miti o calculo que o recptenle que saltou devia
contor no momento da oxploso urnas trinta to-
neladas d'agua em tal abullieo que devia equi-
valer, como potencia do deslruico, a oulras
lanas toneladas do plvora do canho. Ora se
esto calculo ex-icto, resulta precisamente que o
Great-Eastern offerece aospassageiros garantas
de solidez, que nenhum outro navio dos que na-
vegara ou tem navegado, possue porque mais
que provavel, que os maiores c os mais podero-
sos depois do Great-Eastern, o uc-de-Welling-
dous navios de Iros cobortasede 130 canhes ca-
da ora nao loriara podidojresistir um igual cho-
que e loriara sooobrado com loda sua equipa-
geni em menos de moia hon depois do accidente.
bordo do Great-Eastern quasi que nao houve
obras de marcenara, vidros e cristaes que sof-
fressein com o abalo, o casco e mais pecas do
navio passou pelo golpe sera quasi o sentir.
O Great-Eastern o maior, o mais solido c cer-
lamente o mais rpido de todas as embarcaeoos,
que os homens tenham construido. Tem de uva
extremidade oulra sobre a cubera 692 ps in-
glezes'de comprimento, mais do dobro do navio
de tres cobertas Bretagne, ou antes mais de mc-
lade do recinto do castalio das Tulhoras, desde o
muro exterior do parllnao Marsara at o meio do
pavilhlo do relogio.
Tem de largura fora ao membrureo 83 ps, o
fora as rodas II i, isto : as ras mais longas de
Pars serinm muilo ostreitas para o dpix.ir pas-
sar, raesrao o boulevard de Sebastopol, que tm
7 metros de menos. A cavidade ou altura dsco-
borta cima da quillia o termo medio 60 ps pou-
co mais ou menos, tanto como as casas mais
elevadas de Piris. O dimetro de suas rodase de
56 ps ; isto : deitadas por tena horisontalmen-
le cobririam urna superficie igual a da arena do
cisco dos campos Elyseos.
Tudo monstruoso neste gigantesco navio, e
nao ha admiraoo em cor, que pode commoda-
monte alojar, o com espaco que em nenhuma
outra parlo se poderia encontrar : 800 passagei-
ros de primeira classe. 2,000 de segunda e 1,200
de terceira, total 4,000 passageros sem contar
mais de 100 homons de equipagem. Um official
dos mais competentes dc*nossa mariiina depois
de o ter estudado cuidadosamente concluio, que
seria possivel embarcar 15,000 homens de tropas,
passageiros. mais do que se pretende enviar a
China. O numero dos pregos erapregados na cons-
trueco de mais de 3 milhes ; a quantidade de
ferro de peso de 12,000 tonelladas, e sua ac-
quiaco mal offerece urna capacidade 22,5000 lo
Dalladas.
A for^a e solidez incomparaveis de Great-Eas-
tern resultam do systema, que para construcro
foi adoptado, systema nico, sera precedente ain-
da na marinha, o ao qual nada conhecemosde se-
mclhanle entre os trabalhos dos engenheiros, se-
no a ponto tubular laneada por sir Robert Ste-
phenson sobre o estreit do Menai. Na rcalidado
o Great-Eastern lem dous coques, que sao como
a dorme e a epederme doste I.evialliara dos ma-
res ; smente osses dous coques, formados com
chapas de ferro laminado com a grossura de tres
quarlos de polcgadas sao separadas por um n-
tervallo de una largura de mais de um p, e
sustentadas nesta distancia por bracos de ferro,
que fazeni no navio, era seus alveolos completa-
mente fechados uns sobre oulros, urna immensa
cinta de salvaco de um desenvolvimonto do
muitos kilmetros.
Emfim para assogurar a rigidez c unio de to-
do o edificio, devidido inloriorraonfe, no sen-
tido de sua largura, era quartos cora dez reparti-
mentos esgotados, c no sentido de seu compri-
mento em duas muralhas de forro paralleltas 'i
quilha com 350 ps de extenso cada urna, e que
se elevara, como os repartimeulos transversaes,
al a altura da coberta superior, que tem um du-
plice fundo como a quizena do navio. Nao se po-
de calcular quanto por semelhantc. systema 'di
construeco, movido to ligciramenle, como o
Greal-Eastern, pode oppor as vagas, ou contra
as consequencias de um naufragio. O que c corto
todava, que essa forra excede prodigiosamente
ludo a que se lera visto al agora, e mosmo o
accidente, que tere lugar bordo foi urna triste
porra evidente prova da forca incrivel, que liga
todas as partes do Great-Eastern. Por tanto con-
vencim-se as pessoas tmidas, de que os detrac-
tores apatronados de tudo o que novo se nao
apressara era admirar de que 0 Great-Eastern
realmente o mais solido de todos os navios que
lera navegado, c que alera desta vantagem pos-
sue, graca assuis diraenses urna vantagem pre-
ciosa para aquelles que teracm o enjoo. No tra-
jete que fez de Nore Corllaud ora um mo tem-
po, que em outro navio Jteria cruelmente provo-
cado os estmagos delicados, nadase senlio com
agitaeo das ondas no Greal-Eastern ; de cinco
ii seis coritas pessoas, que estarara a bordo nen-
huma s enjoou. Ksperara-se grande rapidez e
qualidades nuticas, excepcionaus seno inteira-
raente novas do Greut-Eastern. O poder de suas
machinas d urna baso legitima para as conjec-
turas, que se formara sobre o primeiro ponto.
Cora ell'eilo representara urna forra nominal do
2,6:)0 cavallos de vapor, que segundo os clculos
do conlriictordevero ter una torca etectiva do
12,5;KJ cavallos. Muito se conta tambera, paia
utilisar o mais que for possivel esta enorme for-
ra, com a comblnaco, que se devide entre os
dous syslemas do rodar, e de hlice, cada um
lem suas vantagens, poder-se-ha reunir as do
arabas ? O que todava se ganlia, que monos
accidentas a temer, porque das duas machinas,
que nenhum orgo leu; commum entro si, urna
sempre estera em estado de funecionar. princi-
palmente porque cada machina se compe de nu-
tras muitas igualmente iudependentes urnas das
oulras, bem que trabalham sobre o mesmo eixo,
quutro para o apparclho das rodas, e seis para o
do hlice. Kspera-sc que os dous apparelhos,
funecionam de juntos, podero imprimir ao na-
vio urna rapidez de 15 e mesmo de 10 vos, ou
cao. que devu carregar em seu seio. Os apnare- ciso seis navios um leo e sui Iraero que'
mse''C!' com 1" Provou M. Brunel custariam o valor de 22 milliftes 583,390*francos, :
. m i!?, q" "avi<> P0de1ser Perfeitaraen- ou, quanto quo o Great-Eastern cuslou oerto de '
te maliciado, cora a coudicao do quo cada um 30 oiilhes. i
til 21fT,[rSd'!.<,q"ipaSem CUUlpra COni zcl c uma -losvantagera real para o grande navio.
tVLZZ~?' '''"'niais quanto ms iraprezis martimas.
Uo contrario gra\es pengos podem resultar, c preciso, para se caminhar seguramente, levar
parece, em vista de verdict do jury de Wey- em coma cada anuo, titulo de juros, amortisa-
mi* A" i i 1? causa rWW*i J-J desgrana, cao. seguro, costeio e islo alora dos gastos ordi-
que se deu a bordo._ < narios, urna sorami igual pelo menos a 20 por ^
l ara evitar repunto de accidentes do mesrao 100, e talvez 25 por 100 do valor do cusi dos
genero necossauo a mais activa vigilancia, que navios antes de chogar-se a parlir o interesse '
possadarasmais eflScazes garantas, o se nao de-1 Disto resulta para o Great-Eaalern uma verba'
o aissimular, quea vigilancia c a umdade de ac- annual do 7 milhes 500.000 fr e para o scu
Sao necessanas sao diflceis de obter do urna equivalente em navios da forrado hernia a de
equipagem desoersada pelas profundezas escuras 5 roilhoes 615,000 fr. somente. A differenra
do navio, trafcalhandoem repartimentos indepen-1 considerarel. mas eslava previsi,, como a que '
denles uns dos outros, e om fraecoes soladas existe entre o valor do primeiro estabelecimonto '
aosdet.-lhes, queconeorreraparaolodo, somque do carainho do ferro, e o do sua estrada ordi-
apicllos que manobraia soparadaraenie possam j naria.
lente concordar e entender-so entre si. I Cora a receila porem constou M. Brunel para !
chinas, que devia dar : a do rodas 14 voltas, e a
de hlice 53, deram apenas a primeira 8 o um
quarlo e a segunda 32. Entretanto nestas con-
diroos o Great-Eastern percotreu uma distancia
bem conhecida e medida regularmente de 15 mi-
lhas mariulias em 58 minutos, a que equivale a
uma rapidez de 12 nos 4 decimos, ou quasi 29 ki-
lmetros por hora. un resultado que autori-
sa a osperar-se que as ondiccoos de um car-
leganipnlo norn.il, o Great-Eastern poder obter
dous ou talvez tres nos de mais, islo 70 kil-
metros por hora, a que corresponde rapidez
dos tres mnibus as maiores linhas ao nossos
caminhos de ferro. Quanto ao relance, que ar-
roga em seus 7 metros, e que aprsenla ao vento
urna superficie de 6,500 metros quadrados, sem
duvida inulil dzer, que nada augmentar a'raar-
cha do navio.Est mesrao em duvida, se ser
til om tempo algum, salvo no caso muito pou-
co provavel, em que os dous apparelhos de roda
e hlice se achera ambos fra de serrica ao mes-
mo tempo.
Finalmente o vebmo ser um entreva para a
marcha.
Para que una vela sirva de alguma consa ora
um barco vapor preciso, que a urca do ven-
to seja assaz consideravel para imprimir por si
raesmo uma propulso pelo menos igual a que
recebe de seu apparelho mechanico ; ueste caso
a vela nao augmenta a rapidez, mas coadjuva a
machina em seus esforcos, o que alguma cou-
sa. Porm sondo om um navio, que anda regu-
larmente por meio de suas machinas 15 ou 16
nos, seria preriso que o vento soprassa com urna
forca, que levara os mastros, para quo 6,500
metros quadrados de panno despregado sobre as
vergas fossera uleis em alguma cousa.
Entretanto camo o Great-Eastern destinado
a transportar passageiros, como estes nao acre-
diten! ainda om navios sem velas, e como princi-
palmente a mastroajo serve muito para o ponto
de vista niitoresco, ha talvez razos especiaos pa-
ra conserva-la.
Seria comludo mais sabio oslcnder a mastrea-
rosobre a coberta, e mandar as volas para o
paiol esperando que as circumstancias depareni
alguma occasio de prestaren! serricos ; o Great
Eastern nao perdera ccrtaimuito nada de sua ra-
pidez, o de sua facilidade de cvoluijoes.
Quanto as nutras qualidades nuticas, que se
esperara, a soluble de problema est muito me-
nos adiantada.
Todava com a primeira oxcurso est prova-
do, que devera os admiradores tomar animo.
Agora est visto, pela facilidade cora que mano-
brou as passagons cstreitas e embarazadas do
Tamisa, que doce ao lerae, e governa com urna
seguran;,-) e rapidez notaveis.
Se verdade, como escreve una das corres-
pondencias escripias bordo, e nenhuma razo
temos de o duvidar, se verdade que na tarde,
em que ancorou era Noro fez sua evoluro, que
consisl.i em una nicia volta sobre si "mesrao,
descrevendo ura arco de circulo, que nao tenha
uma milha de desonvolvimento, deve, lomar esta
manobra como um verdadoiro Iriumpho
Navegue! ha doze ou treze annos entre Maco
c Suez era una corveta vapor de 220 cavallos,
que era enio considerado como o espcimen
muilo honroso de nossa marinha, para que se
deixasso de o ir mostrar Inglaterra, c me re-
cord muilo bem de que nosso excediente mede doscrevia para virar de bordo, raesmo com
o tempo mais bello, ura arco de circulo cora mais
de duas railhas de desenvohimento, e entretanto
nao tiriha nem un terco de cumpriraenlo do
Great-Eastern.
Sei que depois disto temos construido navios,
que manobram cora niuito mais facilidade, e de
que o Arckimedc, e quo o emprego da hlice
particularmente tera communicado ao leme um
poder, de que os nossos predecosso os nao ti-
nham raesmo urna idea; creio entretanto que
muito poucos navios hoje governara e fazem evo-
liires com a facilidade e seguranra que aecusam
os primoiros ensaiosdo Great-Easiern, o que se
deve combioaco inteiramente nova de seu du-
plico apparelho de rodas e hlice.
Seria muito longo e alera disto seria superfluo
procurar remover lodas as objeeedes de delalhe,
que tem sido oppostasao Great-Eastern, que fo-
ram resolvidas pela experiencia, ta"s como, por
exemplo, as jue dizem rospoilo s dilueuldades
do commnndo e Iransmisso das ordens em
uma machinha to vasta, o craquea unidade de
acro, e lodosos orgos quo concorrom para um
resultado commum absolutamente indispensa-
vel.
Os apparelhos e os instrumentos, nns mais en-
gouhosos do que outros, com que M. Brunel do-
tou seu navio, e que aproveilaro a todo mun-
do, lem refutado estas injustir.as.
S ha uma questo ainda a resolver: como se
comportar o Great-Eastern om una tumposla-
de. Som duvida a experiencia, que outro dia fez.
quando entro Noro e Poslland encontrou com
vento proa um lempo, que obrigou os outros
navios por-so capa, das mais animadoras;
porque este mo lempo nenhuma imporlauria
parecou lor sobredio, e apezar do funesto acci-
dente, quo aconteceu bordo, pode continuar
em sua derrota, como se nada houvcsse. De que
maneira porm se comportara, se oncontrasse
uiu dossos temos, em que os martimos dizem,
que sopra a pello do diabo, ou que venia a ar-
rancar cornos? Nao se vera obrigido por-so
capa? Aprescntando o costado s ondas, sua
m.-issacom o pto profundo, como tem D'agua,
nao seria como uma montanha batida pelas on-
das deseiuado, conioum dcstes penhascosde nos-
sa costa, contra as quaes o mar ve ai se quebrar
com furor durante as rajadas do vento do cqui-
nocio, o que seus esforcos dcraulein pouco pou-
co. Lsla bypotheso tonisido figurada por muitos
martimos, cuja autoridade rospeilo ; entretanto
me nao parece merecedora de receio ; ou a on-
da ser muito forte para levantar o nivio, como
levanta os grandes barcos de linha, que deman-
dara quantidade d'agua quasi igual ao que de-
manda o Greal-Eastern, e neste caso nada lem a
temer mais do que qualquer oulfo navio, ou en-
to a onda nao capaz doste esforco, e neste caso
Dada deve recelar de seus golpes nos flancos de
um navio de paredes to rgidas. O verdadeiro
risco ser de ser a coberta innundada.
O maior perigo que aprsenla, ao iiieu ver, o
Gri?-fc7 . '- ---- "O- .-*. ww.Ma.VM.vo M'i,> ,;,| u CMC irSpOltl
gurenga do havio estar curtamente cm propor- sobro elles uma grande vantagem. Ainda que i
cao com esta numero. Quanto aos passageiros de- a linha de Injaterra dos Estados-Unidos uo
vemsor considerados tambem como cans pos- seja certamenle a que offerece qualidades cora-
sivel de pengos muilo senos em certas circums- merciaes mais brilhantes, o ainda que tenha por
Uncus. objecto navegaro de longo curso, comparemos-
nao tallo das mingas, reunios c descontenta- entretanto a receila possivel dessa linha com o!
montos que necess.ariainonte nesceram da popu- equivalente arquearlo de Grea.-.'asie/-/t era
laraodesta pcqiiona cidade tluctuanle cora una navios como o Perata, ou sois navios e um tor-
cpitpagem de 400 homens bem commandados se- go. lia preros establecidos, dados para calca-
rasempre fcil mpor 4.0.W passageiros. los.ccrtos a respoilo desta linha.
Entretanto seu necessario tacto para os gover- Contaremos cinco viagens de ida e volta por '
nar, para inspirar-lhes confianca, para forrar sua anno. e para cada um dos navios comparados.
inexperiencia e indisciplina naturaes a respeitar E' este pouco mais ou menos o sorvieo. que faz !
as luis e os rcgulamenlos de bordo, para impe- o Persia. Eis aqu o resultado das cifras,
dir-lhes que se Iiguera com a gente do tripula- O Persia e seus associadys razie do 180 pas- '
gao, a que sempre eslo dsposlos, para impedir sageirss de primeira classe pelo preco actual del
o trafico dos vveres o do legendas, de que gos- 650 fr. e de 50 passageiros de segunda classe i
ta o niannhe.ro o que bem difcil parece de ira- pelo prego de 450 fr., transportando em seus dez \
podir no meio de to numerosa populago. trajelos 15,160 viajantes e produziro a receha i
O passageiro muitas vezes cheio de (errores de 9 milhas 232,000 Ir. O Great-Easteru em pas-1
chiraericos, nao er no perigo real, quando ello sageiros das tres classos o contando cora o preco !
apparece. Ainda que o fogo bordo seja ura de 200 fr. para a terceira classe gmente, trana-
dos pengos possiveis, quantos passageros nao portando era suas dez viagens 40.000 pessoas. I
onchergam nos regulamentos relativo ao Serv- qu; daria a receila de 16 milhes 600,000
co dos fugus, e das luzes ura mero capricho da trancos.
autoridade. ? Quanto nao violara csses regula- Quanto s receitas provenientes de mercado-
mentas, e quanto nao ser difficil assegurar sua ras, a difTerouga entre os navios das duas espe-
observacao restricta em ura navio com o Great-, ces extraordinaria.
Eastern! Entretanto nao se pode pensar seu i O Persia cora sua machina de 9)0 cavallos no
terror as consequencias de um incendio bor-l lem em seu poro seno lugar para ura carrega-
do ; felismente sua oxiiucgo possivel por causa ; ment de l.iOO toneladas, 1,200 toneladas desu-
da mesma combustibilidade dos matcriaosempre-| nadas para as mercaduras (retadas. Na hypo-
gados na construcJo, e da forga poderosa dos Ihese que temos eslabelocido nao poderia "com
meios preparados d'aulerao para combater esse seus associados carregar por auno menos de..
figelo. O navio nao pereca ; mas como na- 31,660 toneladas de mercaduras, as quaes pelo
ginaram-se as desgrags, que rcsultariam so- prego actual de 75 francos, raais 5 por ceuto so-
mente do pnico que deveria apparecor no meio bre ellas, produzirara uma receila de 2 milhes
de 4000 dos passageiros ? ; 493,225 francos. O Great-Eastern de sua parte
E deste lado que ainda resta alguns pontos a [ cora suas machinas de 2,600 cavallos tera lugar
experimentar.- porem por juatira se nao deve es- em seu vasto poro paia um carregamenlo do
quecor, que estes pontos uo dizem respoilo ao ; 18.0J0 toneladas. Em vista das raargens. a que
navio eui si: mas imperfeigo humana; no sen constructor o destinava a principio devia sor
que toea o instrumento sera rontestago um dividido assira : 100 toneladas para carvo, e
chele d'obra do grandeza, solidez, seguranea e 8.000 para mercadorias. Oa na linha das Esta-
rapide. i dos-Luidos urna porro tal de combuslivel seria
Altcndeu-se as lutas, que tora de sustentar absurda porque na "realidado bastara au Great-
contre os elementos, na verdade o que os ho- Eastern 2,500 toneladas para licar, grecas i su-
mens lem felo de mais raaravilhoso, o nos espi- perioridatfe de sua marcha, mais largamente
ritos iraparciaes o mrito doste magnifico Divio equipado do que o Persia. Poderia pois era ti-
nao pode ser derainuido pelo que s se deve at- gur reservar 15,500 toneladas para mercadura
tribuir aos defeitos dos homens; pelo menos se suppozermos ura carregamenlo completo,
o talento do engenheiro nao deve ser poslo era como o fizemos com os seus concoricates. Con-
duvida somente porque o Great Eastern nao of-. temos entretanto 10,000 toneladas de mercadorias
fecece uma receila em proporgo com a despeza. [ smente por cada viagom, e teieraos una recei-
E um outro ponto de vista, de que de proposito la de 7 milhes 875,000 trancos, muilo superior
nos reservamos para tratar de outra vez. j a que podem os outros conseguir.
H Recapitulando as suas nicas origens de rendi-
Temos considerado at aqu o Great-Eastern montos, que alimentara as naregacoes, ve-se :
de baixo do ponto de vista martima, como um : Para o Persia e seus assorados.
instrumento de locomogo destinado navega- Producto dos passageiros
gao, e pela rpida dcscripgo que temos feito se ( Producto das mercadorias
pode conhecer, que tudo era quasi novo nesta ,
construcro original, e o numero dos problemas
osludados pelo engenheiro devera ser quasi lo'
consideravel como o de cada um dos delalhes,
que concorreram para formar o todo do navio.
Nao foi todava somonte para o engenheiro
que o Great-Eaitern devia ser um objecto de
estudos, as questes econmicas o coraraercaos,.
que se pretenden resolver, para lanrar as ondas
este gigantesco edificio, nao sao nem menos cu-
riosas era menos interessantcs do que as ou-
lras, o exposico destas qnestes vamos con-
sagrar este segundo artigo.
O Greal-Eastern, que j deve Icr custado per- que mencionamos, da superioridad
lo de 30 milhes seus proprietarios pode ser, com a construeco.
um instrumento de especularn commercial, as-
sira como o da navegaro?" Deve produzir de-
videndos aos Seus accionistas, ou destinado a
ser apenas um objecto de curiosidade intil, uma
especie de. oilava maravilha do mundo, to es-
tril como as pirmides do Egypto ou o colosso
de Rhodes? Nao dar a ganhar sino os shil-
lings, que pagam os curiosos que o vo visitar,
ou tendo grandes lucros em seu trafico deve
mudar os hbitos e as condeges de commcicio
martimo?
Nao nos proporemos a resolver estas questes,
sobro que s o futuro peder pronunciar ; po-
rem tendo-as indicado procuraremos resumir as
opinies, que se tem appresenlado pro e ontra,
porque si o Great-Eastern tem seus admirado-
9,232.000 francos
2.493,225
Total 11,725,225
Producto
Producto
Para o Great-Eastern.
dos passageiros 16,600,000 francos
das mercadorias
Total
DifTereuga era favor do
Great-Eaetem
7,875,000
21.475,003
12,749,775

A capacidade, portanto, de produzir rendi-
raentos compensa muito bem as consequencias
"fi de gastos
Porm a isto'se nao limilam as vantagens que
M. Brunel conlava obter de suas conibinaces;
pretenda ainda realisar importantes economas
nos gastos de costeio o tendo um costeio su-
perior.
Na hypothcse que temos figurado o Persia o
seus associados empregariam 778 homons de
equipagem, eraquanlo que o Great-Easlern faria
o serviro cora 400 homens. Seria una econo-
ma comparativa de 350,000 francos pelo menos,
hila seria muilo mais consideravel a respeito do
consumo do carvo. Era quanto que mis com
sua marcha de 11 milhas por hora, consuiniriam
polo monos 70,000 toneladas de carvo, que pelo
prero de 15 francos de tonelada era Inglaterra e
20 francos
nos Estados-Unidos, representavam
res enthusiaslas, tem tambem detractores apaixo-i una despeza de 1 milho 225,000 francos, o
nados. | Great-Eastern com sua rapidez de 15 milhas por
Encaremos o problema debaixo do poni ca- hora teria 202 horas de fogo, as quaes a razo de
pital. 3 kilogrammos por hora, e forga de cavallo, da-
0 fim que se propoz M. Brurael na construc- "
cao do Grent-Eastern foi produzir na industria
aos transportes manliraos urna revolugo ana-
loga que produzirara os caminhos de fono na
industria aos transportes por trra. Trala-se de
construir ura navio que por sua rapidez, capa-
cidade e pela economa dos gastos de transpor-
tes fosse para os outros navios o que o comboio
da estrada de ferro para a posta, para a deli-
gencia, ou para os carros do rodagem ordinaria
nara de consumo apenas a cifra de 16,380 tone-
ladas. Ora como seu vasto poro lhe permlti-
ra cora muila coramodidade tomar a proviso
de combuslivel era Inglaterra, onde mais bara-
to, do que na America, a despeza neste artigo
se reduziria a 244,708 francos.
Nao insistiremos em outros delalhes do mes-
rao genero; as que temos feito devera bastar
para mostrar que antes o costeio do Great-
Eastern econmico. O que seria se em lugar
oa acelerada. Foi esta a idea fundamental que de comparanuos, como temos feito, com a iffual-
serviu de poni do partida a M. Brunel, c para dadedearquearo.fizesseraos acoraparago.corao
ver como elle a realisou, compararemos seu na-
vio, e os resultados que pode oflerecer com o
maior, o mais rpido, e o mais perfeito de to-
dos os paquetes, que tem sido construido antes
do Greal-Eastern ; o Persea, que tres ou qua-
tro anuos faz um servico muito activo na linha
de Liverpool Ncw-York.
O Pernio 6 um navio do ferro, porem ao co-
que simples, com a arqueago real de 3,586 to-
nelladas, com uma forga nominal de 900 cva-
los, com 30 ps de cavidade, demandando 21
ps d'agua, com o comprimenlo na coberta de
376 ps e largura de 45. Tem urna equipagem
de 115 homens, tem camarotes pira 180 passa-
geiros de primeira classe e 50 de segunda, e
carroga em seu poro 500 tonelladas de merca-
dorias o 1200 de carvo. Em suas viagens re-
cular, termo medio, uma rapidez quasi raathe-
raalicameute exacta de 11 railhas martimas por
hora ; finalmente tanlo quanto se pode conhecer
das cousas, visto nao lerera seus proprietarios
aequidade o aconselhou, sobre a iguaidade dos
serviros prestados e a prestar que propor-
roes se nao elevara a differenca era favor do
Great-Faslern, se quizessomos cstabelecer a con-
ta sobre a base de 40,000 passageiros c 100,000
toneladas de mercadura transportaveis era um
anno entre a Europa e a America, o que pode fi-
zer o Great-Eastern sem a menor dilliculdade ?
Quanto ao Persia dover-sc-hiain contar vinte
navios, mais de 2,300 homens de equipagem,
200,000 toneladas para o consumo do carvo, e65
milhes de francos para os gastos do primeiro
estabelecimonlo do armada que temos imagina-
do. Isto equivale a esses que o Great-Eastern
pode por si so era muito menos lempo c muilo
mais em cotila seguramente, prestar todos os ser-
vicos, que prestariara vale navios como o Per-
sia, que anda hontem era o maior, o mais rpi-
do, o raais poderoso e o raais admirado de todos
to a um instrumento ainda nao experimentado.
E o que se nao deve esquecer, aasifu como que e-
Greal-Eastern ouVreceria muito raais vanta-
gens, se em lugar de SuppOrmos sua navegar
na Imita dos Estados-Unidos tivesseraos dados
para calcular approximadiraenle a que poderia
produzir ras grandes linhas, como as da Europa
na Chma para o Cabo da Boa-Espcranca. de en-
to da Eutopa pan a Australia. A capacidade
que tem o Great-Eastern para conduzir um
proviso de carvo superior cincoenla das de-
consumo, produzom seu favor, e cora rolaco a
todos os oulros barcos, condiges de econmiu-
no costeio, que sem duvida intil dcsenvolvec
aqu, porm que sao nnumeraveb.
.Nao obstante a pretica appella para a experien-
cia, o do alio do seu tribunal, donde condemna
quasi lodis as novidades, diz vossos clculos-
talvez sejam exactos quanto s cifras, sao chi-
raericos na applicaro. Os fados ah estao para
0 provar. As rolares entro a Europa e a Ame-
rica nao admitiera o emprego de machinas lo
desproporcionadas om relaro s ncv.cssdaoV*
que devom satisfazer. Calculis sempre com un
navio earregado, entretanto que notorio, que-
da volta de New-York os navios a vapor nunca
acham fele. Os Eslados-Unidos nao entregara ao
commorcio seno materias primas, que nao po-
dem pagar as tarifas to elevadas, como as que
sao impostas navegaro a vapor, equo nenhu-
ma razo tera para preferirem a conducro rpi-
da. Ha portanto pocas para o commorcio, a
M. S. Cunard o provou era um inquerito parla-
mentar, que durante os meces de invern os
paquetes de sua companha fazem algumas via-
gouf. era que o frele do passageiros e mercado-
rias nao chega para pagar noin o proao do car-
vo, que consumido. Observa-so anda, que o-
vosso grande navio exigindo muila agua uo po-
de entrar em quasi nenhum dos portos de eoin-
merco importantes, como sao os tros maiscon-
Sidereveis dos Estados-unidos,. New-York, Ros-
ten e Nova Orleans nao onlre tambem nem en.
Ilamburgo, nem em Brrae, nem em Araster-
dam, nem em Alexandria do Egypto, nem em
Odessa, nem era Calcula ; que de.lodos os por-
tos doconimereio da Franca, apenas Haraelna o
podo icceber. e smente em suas bacas no-
vas.
O futuro mostrar qual seja o valor destas ob-
jecces porra desde j so podo responder, que
assemolha-se singularmente com aquellas, quo
pessoas que se nao julgavam menos sensatas
apresentavam na creago das estradas de forro-
Nada mais curioso do que reler hoje as discus-
ses, quo tiverem lugar este respeito om nos-
!>as cmaras. Pondo mesrao de parte os ditos da
classe muda dos oradores e da gente, sem au-
tori lados admiravel ver os argumentos, quo
homens Ilustres e cuja palavra oiercla uma le-
gitima influencia nos negocios pblicos, produ-
zirara nessa questo. Nao lembrarei os elloilos
funestos, que attribuiam s estradas de ferro.
sobro asaudc publica, as fiuxes de peilo, aqu
se arriscaran! aquellos que passavam pelos tur
j neis, c entre oulras objecgOS do mesmo genero.
i Os caminhos de ferro ne'cessariamente deviam
1 ser erapre/as arruinadoras, porque, segundo se
I dizia, s os homens ricos poderini pagar os ira-
! postos elevados, que acompanham osgaslosde
juma creago. Hoje as receitas provenientes dos
mscales de primeira classe sao as que menos
lavultam em relaro s oulras chases. Enlo
zombara-sc. e sempre em nomo da experiencia
; o da pralica daquellos que calculavam eom OS
trens carregados de centenas de pessoas. Com
; que as de sabios diziam, que Iros ou quatro di-
, ligencias cora dezoilo asuntos bastariara para as
Dccessidades da circulago das nossas maiores
cidades, e que no invern mesmo estas diligen-
cias andariam razias. Quanto s mercaduras
apenas os enlliusiasta* acreditavam. Imaginar
que as mercadorias procurassera ura meio do
tiansporle to custoso, quando se linha adiaote
das olhos a experiencia dos procos diminutos,
cora que as diligencias, oscanacs", a rodagem v
a cabotagera poda satisfazer us necessidudos do
conimercio c da industria, que exlravagancia !
Nao obstante hoje as estradas de ferro acabaram.
completamente com a rodagem, as diligencias, o
crearsm para a navegago flnvial, por canaes, o
de cabolagera uma concurrencia to formidavel,
que lodos foram obrgados a se transformar, quo
lodas pedem favor e reclamara medidas excep-
cionaes de prolecgo ; somente os rendiraentos
provenientes de mercadorias transportadas nos
caminhos de ferro excedera dous trros aos seus
rendirnen'.os tolaes.
E porque nao acontecera ao Great-Eastern o
que acontece aos caminhos de ferro ; se estes
successos se devera s novas condiges, com que
nao contaram os sabios de 1836, como negar que
o Great-Easlern nao possa tambem croar condi-
ges novas, e navegar com tanlo proveilo para
ello quanlas rantaacns para o publico ?
Estas objecres feilas em nonie da sabcdoiia
pralica, e quo entretanto applicadas una in-
venco nova, como o Great-Eastern, nao assen-
lam seno em hypotheses, rao trazeni lem-
branga un outro exemplo, que nao fora de pro-
posito estar. Quando em 1833 se tratara na In-
glaterra de resolver definitivamente o problema
da navegaro transatlntica a vapor, sabios mui-
to reconiraendaveis tentaram provar por A mais
B, que cousiderando-as a distancia que separa,
os dous continentes, e as leis que regem a pas-
sagera dos solidos atravez dos liquiidos, era ina-
themalicaraenle impossirel, que urna forga co-
nhecida soba denomiuago de cavallo de'vapor
robocasse bstanle carvo para se rebocar a si
raesmo do uma margrm do Atlntico, porquanti.
ora impossirel, que multiplicando, o quanto qui-
zosse, por esse rebocar um navio cora carregacSo
de passageiros e mercadorias. Um desles sabios-
eslava lo convencido da verdado do Ihcorema.
quo levado pelos raais estimareis seniimontos
de caridade pelo inlerosse de scu prximo, pre-
gn sua cusa no occidente da Inglaterra uma,
philantropica cruzada contra a nova empieza.
Apezar da pureza de suas razos, apezar do cr-
dito de que gozava no mundo seicntifico, feliz-
mente nao leve muitos convertidos, e ha mais de.
vinie annos que o velho e o novo mundo eslo
ligados pola navegaco a vapor, que tanlo lera
contribuido para desenvolver a prosperidade de
ura e de outro.
Desojo que o mesrao acontega cora o problema.
queM. Brunel se propoz resolver coulribuindo
o Great-Easlern. Couhego que nao son autori-
dade bastante para predizerura successo, porra
o espero tanto quanto o desejo. Em todo caso
anda que muito lempo anda se devaosperar pelo
triumpho do ideas lo justas, me parece impossi-
rel nao sentir-se uma sympathica admirecao pelo
talento doengenheiro.que creouo Great Eastern,
e pela generosa conlianra dos capitalistas, que
rom tama perserereaca desiuleresse o suston-
taram em sua presenga.
(Xavier Raynond.AJelino Luna.l
{Journal des Ucbats.)
os paquetes. Nesta segunda hypolhese cora ef-
. feito, estes vinle navios supportariam um carre-
cm tempo algum dado contas ao publico, devia garaento animal de 16 raillies 125,000 francos
custar promplo pelo menos tres milhes 250,000! por contados juros,seguro, amorlisro ote, de
fr. Se c impossivel produzir na cifra certa, po-' 3 milhes 500,000 francos por salarios das equi-
de-se assegurar quo esle muito aproximado da pageos, de 3 milhes 500,000 francos ainda para
verdade.
Sendo assim, o primeiro poni que resulta
destas cifras que fazendo comparaco de tone-
lada por tonelada, o prego do custo" de Great-
Ea-Hern sensivelmente mais consideravel do
que o, do Persia, 1336 fr. sobre 9)7 -ir. Para
obter navios como o Persia o equivalente da
arquearan que lem Great-Eastern seria pre-
pa
carvo, e na mesma proporgo para madeiras,
pintura, cordas, pannos, seda, e todos os gene-
ros, que se consoraein bordo em to grandes
quanlidades.
Eis o quo mostra a theoria ; porra. como sem-
pre, a pralica nao est de accordo com ella, e
produz um certo numero do objecres, que nao
passara de bypotheses, visto como'dizem respei-
Eis aqu a nota circular dirigida aos represen-
tantes encarregados de raisses polticas pelo go-
verno das provincias do ducado de P.irrna.
V asscmbla nacional das provincias do du-
I c.ido do Parma se reuni, por unanin.es delibera-
coes, no moviinenlo poltico da Italia central. J
a deciso sobre a futura sorte doste paiz linha
sido submettida, sob forma do plebiscito, aosuf-
fragio universal e directo. A assemWa f.ii con-
vocada cora o fin de reunir no resultado do vol
popular a garanta do uma discusso livre eso-
ierai.e. As eleices foram feitas com a mais pro-
funda calma e cora a maior regularidade. q go-
verno julgava-se feliz pensando quo, na cidade
de nacencia, os soldlos Crancc-ies assistiom ^o
S
MUTILADO


(ai
piAtt'O DE PKR3AMBUC. QUARTA FEIRA 21 Dfc DE2EMBRO DE 1859.
t
/
iiobro espeiaculo do urna pojiuUgao italiana
usando daquella libcrdadc, pela qual liaviam
derramado tanto sanguo generoso. Aassambla
elcla entre aquellos que eram mais Ilustres no
paiz pelo uaacimento uu pelo talento, c mesmo
entre os memLros mais dislinctos do clero, pro-
clamou a queda da familia dos Bourbous e a 111-
corporaejia do reino cousliulcionai da dynaslia
le Saboia. Seria profundainenle injusto julgar
D8 votos tiesta queda e lodos os atlos, que se
passam na Italia, segundo engaadoras analogas
i evolucionaras, liradas quer da historia, qner
ios prograiutnas dos partidos e das lucias pol-
ticas, que podem agitar-so n'outra parle da Eu-
ropa.
Como melhores dias parecer.:m brilhar polo
cansa nacional, aeredilon-se que na alma de
lodo Italiano a suprema legilimidado consista
na reconslituoo da patria. Enganaram-se alcm
disso evocando, a respeilo de l'aruia, essas ideias
de Iradiceo, do cousagraco secular, que se
uuera ao nomo histrico dos Bourbons. Unja
dynaslia pode encontrar sua base na fivre es-
colha de um povo, ou antes, ella lira sua torga
moral desla coniiuuiiidade histrica, quo rene
a sorle de uuia familia de una nacao, e que
faz que ellas juntamente engrandecae-si as
mesinas vicissiludes e as mesillas recordaces.
A dynaslia dos Bourbons de Vruia nao tem
ptehenchido nem urna nem outra dessas condic-
;es, e as populacoes lo ducado, expostas
continuas mudanzas polticas, virain constante-
mente dispor de sua soit--, segundo ambicoos,
conveniencias diplomticas u disposicos ger.io>,
j que sua vontade, assiin como seus interesses
erara completamente cstranhos
Pelo tratado daquadrupla allanca 2 de agosto
de 1718 entre a Inglaterra, a Franca, o Imperio
a os Eslados-Geraes, os ducados do" Parina, Pla-
neada e Guaslalla foraui declarados feudos im-
putantes do Imperio, em oppoice aos dreitos
llegados pela Sonta S e o imperador, mesmo
durante a vida do ultimo duque famoso, den a
expectativa e a investidura I). Carlos, ulho de
Felippe V.
Dom Carlos tomou posse de Parma em 1731;
mas, pelos preliminares de Vienna [173), confir-
mados pelo tratado de Vicua [13 de novembro de
1738 o ducado coube em parlilha a Austria,
que pela paz de Aix-ta-Chapello (1748). o Irans-
millio ao infante I. Felippo de Bonrbon do lles-
panha e aos seus dependentes varona, soba clau-
sula de reversibilidade.
Occupado pelos exercos franeczes as guer-
ras da Kevolucao e cedido eventualmente pela
Jlespanha Franca em 1800, o ducado foi for-
malmente reunido ao imperio francez sob o no-
mo de departamento do Taro.
V-se que numerosas vicissiludes tcem sirio
sujeitas a so'aerania dos Bourbons, quo cenunci-
ram oseudireiio sobre Parma, tantas vezes ao
menos, quanlo se [he tem sido alrmado, cousi-
come urna compensaco de combnacocs mais
importantes.
As proprias potencias, que, depois do do-
sastre da Franca, assigtiaram eom Napoleo o
Halado de Fonlainebleau de 10 do abril de 181 {,
nao hesitaram. ncsle lempo, dispor do ducado
era favor da imperalriz Uarfa Luiza, de seusilhos
e de seus herder-rs.
Foi -somento eom a rolla dj ilha Jo Elba e pelo
medo de deixaro filho do imperador em pe so-
bre uin llipono, queso convoi i pelo artigo 19 do
acto final do congresso de Vienna dar os duca-
dos a archodU'itieM Mara Luiza, ser hzer men-
<;ao de seu filho.
l'elo tratado concluido era Pars alOdeju-
nho de 1817, os dreitos do quarto ramo da casa
de Bonrbon, [oram restablecidos por va de re-
versibilidade, depois de torcm sido suspensos
durante a vida da impcralri/ Mana Luiza,
Esta dynaslia em expectativa linha-se tornado
demasiada extranha ao paiz.
Os vestigios do rgimen francezlcmbrando urna
administracao forte e imparcial, um estado di
prosnerfdadc o de gloria militar, e o governo as-
a liberal e tolerante de Mara Luiza tinliam
extinguido as tradicedes que datavam anlerr-
nente a revolucao. A perspectiva do futuro so-
berano atigmentou, pnde-se dizer a dor causada
pela morle de Marra Luiza. Nao ser, pois, natu-
ral que estas populaccs, depois de lautas incer-
t zas c tantas mudanens, quo nao consentirn)
enraisar erasen espirito una f d\ mstica, pro-
curem Qxarsua sorte nnindo-sc a ilm nio torio
cslavel, urna dy-fasti que tem por base a
iradiceo e o amor dos seus subditos e que ti
consagrado ao mesmo lempo, pelo direito aiftigo
e pelo novo ?
" O duque Carlos II do Bombn, mesmo du
rante a vida de Mara Luiza, ferio vivamente os
esta
& Os ai casados foram transportados para as.se cumpli pela rapidez a \ua municipal,
prlsesde Mantua; general austraco govcrnavp terminada haseculos.
na mesma cidade, em que a duqueza reinava ; o ., ,. ,
governo ducal se achava suspenso por esta vio-I. (< "*- wbrcsaiiir. senhor, tudo o que urna
laeo do todos os dreitos do soberano edo povo. i S1101 solucao eflorece de garantas pora o futu-
<< As populaccs liveram urna outra vez a pro- ro, quer do poni de vista da defeza militar
vado que poda val. r para sua dignidade estas querpara as cundir oes da ordem moral e mate-
* al as provincias do Parma. .
Ella satisfaz ao mesmo tempe as sympathias
e os interesses do paiz ; pacifica os espri-
tus pela rcalisaeo de seu voto unnime, e com-
pre um grande progresso para esta obra da re-
conslituicao nacional, quo depois dosier sido
principiada pela raais generosa c iniis gloriosa
das guerras, prosogue pela sabedoria epel ener-
ga das populares, c pelas sympathias da Euro-
pa liberal.
Acceilai, senhor, a confianca da minha mu
dislilicla consideraco.
Parma, 29 de novembro de 1859.
Farini)
fPresse.Caldas.)
accoroo a que o e -5. M. Uriiaunica nao anuuio,
visto que a jMubarcacao se destinou para urna
empreza illegal. O ministro brasileiro leve or-
dem de reclamar contra ssmelhanle nerpli-accl
deciso.
.yunca e Saula Cruz, c outrus navios ; .nen-
iado de um cruzador em Pamiagu, que depois
de ler aprezado varias einbarcaebei no porlo e
levando-as a rebpque, leve da fortaleza ordem de
parar, e niio fazendo caso se travou conflicto, om
Cumprc-me informar que avista da recom- ; que o Cormorn! atirou bombas e ir.elralhas =o-
merHlarHO que fe/ a cmara dos Sis. depulados, bre a fortaleza '
liynistias, impotentes contra n sedic<;.io, e im-
polenles contra a violencia do cslraugeiro, e hos-
tis por falta de futuro, ao futuro da nacao.
A opiniio da Europa est presentemente
esclarecida sobre o niobil c o caractei do movi-
menlo da Italia central. Este movimento se ex-
plica pelo mais legitimo dos senlimentos, pelo
sentimeuto nacional que 6 tambem un principio
de ordem no seio da sociedade. Ora. qual ser
este respeito a siluacao da familia reinante em
Parma face a face cen seus subditos ? Desde
18!8 a dynaslia nao tinha nunca cessado de fa-
zer causa commun cora a Austria, de se unir o
ella pelos laces sciupre maisnliraos. Polo tra-
tado de de fevereiro de 18!8, o duque tinha
concluido una convenci particular, que o mc-
nospreco dos tratados geraes eslabeleca verda-
deiras rcla;6es de vassallagem a respeilo d'Aus-
tria ; cntrogava-lhe em qualquer occasio o ter-
ritorio do estado, e formava urna liga offensiva
e defensiva de um carcter perra inenle. Por
um artiga doste tratado, o duque de Parma obri-
gava-se alcm disso o uaofazer eom alguma ou-
tra potencia convenco alguma militar,sem o
ennsentimento aulerior dogoxerno imperial de
Vienna.
Tem-sn querido cstabelecer urna dislinccao,
pelo que diz respeilo queslo nacional, entre a
poltica do governo de Parma sob os duques Car- :
los II e Carlos 111 c a poltica do governo de Par-
ma, lal como elle era ltimamente constituido, i
Una lal constitulco cabe diante da evidencia
dos fados.
Quando o governo piemontez, eom urna pru-| ^ "ssi mente provar era seguida que nunca,
dente previdencia, que os aconlccinienlos ulte-lem lempo algum, desde a independencia, liouve
um s gabinete brasileiro que admiltiase como
INTERIOR.
Coimiiissrtu Anglo-Urusitairn.
wwi,
.liigo ///.
Mostramos no artigo precedente que o com-
inisso tinha obri^aao de reconsiderar todas as
j decisoes sobre pre/as que o governo brasileiro
I nao livesse reconliecido como justas c legaes.
ores bem juslificaram, cliamou a allencao da
Europa sobre as condices da Pennsula e sobre
as usurpacoes da Austria, elle comecou por pro-
testar contra as forlificaees de Plaxe'ncia, e con-
tra os tratados di^ 1818," actos que modifica va m
evidentemente a condigno das cousas, tal como
se tem querido cstabelecer pelos trotados de
1815.
a O g)vornQ da duqueza regente teria tido en-
gao urna occasio para livrarsua rcsponsabilida-
de pessoal, ijuer por declaracoes publicas, quer
por commonicaocs ao governo pcniontcz. Elle
nao o fez. lima outra occasio se apresenlou
regulares os procedimenlos brilaunicos para eom
o imperio, em rnateri; de escravaria, ou mesmo
que dexasse de sligmalisar e protestar contra os
actos illegalmcntc pr iticados pelas forjas navaes
inglezas, scropre eom
, quando nao cora animaco
governo do Reino-Unido.
Omillindo centenares dcoutros trechos, trans-
crevmdi quanlo baste para esta prova, dos r-
annucncia e approva^ao
c iiistruccoes 1 do
mais favoruvel anda, quando em face da oven- lalorios dos ministros dos negocios estrangeros
luahdade da guerra, a queslao dos tratados es- u0 iu ,,s diBlW}IIIfca assemblas geraes le-
peciaes loi eslabelecida definitivamente, o que
a necessidade de sua abdegaco foi admitlida,
ide-se dizer, por todos os'gabineles das po-
tencias europeas, exceptuando a Austria. P-
de-sj apreciar boje a siluacao excepcional e en-
tretanto isenta de perigos, que o governo da du-
queza poda ler tido nesla poca. Nada entre-
tanto veij desmentir seu completo assentimento
a esse oslado de necessaria e completa solidarie-
dade, no qual elle so achava obrigado em favor
Ja Austria Mas islono bastante. gover-
no austraco conceuirava tropas eom um Um ag-
gressivo, que leve cxplicaeo na mifisao succes-
siva do ultimtum. As tropas austracas se reu-
niram em Placcncia; immcnsos raaleriacs di
;islativas. Gravissimos sao os corolarios que des-
tes documentos oficiaes se deduzem ; e para
que se nos nao aUiibuiain assercoes, algunias das
quaes al pareceriara impossives, julgamos con-
veniente nao expor nem moralisar, seno depois |
o governo imperial ordenou ao ministro brasi-
leiro em Londres, que houcem de prestar lodos
os seus bons auxilios e apio ao cidado Manoel
de Cerqaeira Lima, que ae dirigi aquella curte,
como procurador de varios negociantes, i/ue tem
reclamarles de navios, que foram tomados pelos
cruzadores inaleus na Costa d'frica.
18:J6Ministro Exm. Josa Ignacio Dorges.
A commisso brasileira c ingleza na Serra
Leda foi cicada em virtude da convenco de 23
de novembro de 1826, e lendo.sido nomoados
os respectivos commissarios brasileiros, e ence-
lado os seus Irabalhos. clles acabara de pedir li-
cenca para irem tratar de suas molestias em um
china mais benigno.
1837.Ministro Exm. Antonio Paulino Limpo
de Abren.
a Os commissarios brasileiros que compunham
a commisso m.vla ua Serra Lea, oMveram li-
cenca para se iralareni de suas molestias em
Londres.tciido um dclles fallecido depois. Achao-
secomtudo prvidos j ambos os lugares.
1838.J/iiiisro Exm Antonio Peregrino Maciel
Monteiro.
Razo lera o governo brasileiro para acre-
ditar, avala das ultimas iuslruccoes coinmuni-
cadas ao diplmala brasileiro junto
britannico, acerca das indemnidades a que tem
direito os subditos do imperio, cujos navios fo-
ram sentenciados e julgados ms prezas pela
commisso mixta eslabelecda na Serra Lea,
que de urna vez so applainaram as dlficuldades
que at agora lem obstado a realisaco de taes
indemnisacoes, e a.ssira hajam inlcirainente de
cessar os justos queixuraes do corpo do coinmer-
cio brasileiro, que lo prejuJicado tem sido pela '
mora ent queslo.
.... O governo cuida de precucher a vaga
que dexou no tribunal da Serra Lea, quo de
urna vez se applainaram as dilculdades que al
commissarios jui/.es actualmente empregado den- \
tro do imperio, se bem reconhecao nenhuir. /";.,: I
to quv se colhe das despegas fe'itas eom a referi-
da commisso.
1839.Ministro Exm. Candido Baptista d'Oli-
veira.
Aeliam-se vagos os lugares dos dous com-
missarios brasileiros na Serra Lea.
ISiO.Ministro Exm. Caetano Mana Lopes
llama.
( No quadro annexo ao relalorio acham-se va-
gos os lugares de coiiiniissario e arbitro brasi-
leiro. )
1841.Ministro Ex, Aurcliaiw de Soza OU-
veira Coulinho.
[ Noticia varios irabalhos da commisso mixta
brasileira e ugleza, mandando relaxar e reco-
nliecendo direito a iudomaisaoes galeota Ale-
lbo2.0 mesmo miniara
iSobrc as appiehcnsoos do Noca Helio, Dom
Jess, Triumpho, etc., e muias uolencias, entre
as quaes al desembarques armados.
1855.MinisWo Exm. visconde de Alael.
O governo impeiial, al lendendo que lhc cum-
pla insistir eom o governo de S. M B. as in-
deuinisacoes que sao devidas aos subditos brasi-
leiros, pelos prejuizos causados, ordenou a loga-
do do Brasil em Londres que apresontasc as
convenientes reclamagoea quclle governo, e el-
la prevenio cslasorderis, fazendo-me nina expo-
sicu sobre o estado de cada urna para se delibe-
rar sobro a dirceco que convonha dar-lhcs. A-
guarda o governo mais algumas iuformacoes pa-
ra expedir acertadas iuslruccoes.
1357.Ministro Exm. Jos Marta da Siha
Paranhos.
A seceo dos negocios eslrangeiros do conselho
de estado den o seu Ilustrado parecer sobre as,
rechmaces relativas aos iilcgaes e violentos a-
prezamentos de navios brasileiros. Cellos pelos
cruzadores britannicos, sobre o fundamento da
represso do trafico. O governo imperial nojul-
gou aluda opporluno dar andamento a eslas re-
elama -ftes, sobre as quaes procurar enlender-se
governo | oppoiiunaineiie eom o governo de S, M. Biilan-
nica.
Cum quanlo eslas Uranscripfjes de per si bas-
lem para fundar una o;.inuo,"acerca doassump-
lo que traamos, ser objeclo do nosso seguiile
artigo enfeicljar as eoosequeaciaa quo d'alli re*
sultam, ao menos no sentido pralico, dos julga-
meotos incumbidos commisso anglo-brsi-
leiru.
Publieola.
JURISPRUDENCIA.
que bouvermos reuuido u'um s feixo os dizores I aladre, brigues Sao* Aurora'o Pompeo nao
daquelles documentos, cuja categora olicial e\- lomando conhecimenlo do patacho Procidencia
cede de outros quaesquer :
1S53.Ministro Exm. Denlo da Silva Lisboa.
A commisso mixta brasileira e ingleza, re-
sidente na Serra befa, nao lem aindi o nunurn
guerra para ah foram "conducidos ; a"iiivaso do 1 ompfeo des vogaes brasileiros... A falta que
Piemonte se preparava sobre o terrilurio dodu- | conslanlemenle se tem experimentado de um ou
cado. e toi d'ahi que urna porco das tropas m- mas VOgaes brasileiros em Serra i.eoa tem sido
;ieriaes parti para invadir os estados sardos.
O governo da duqueza assislio a ludo, sem
o causa principal do haverem sido julgadas boas
hiato Africano Atrevido ; enndemuado o pata-
cho Paquete de llengella e b iguc Asseiceira. )
18-!. O mesmo ministro.
{ No. quatro appopso
arbitro em Serra Leda.
18i .Ministro Ea
Exraetos da coiisoliduc-ao das
Seis eivis-
l'LLO ou. XUClSTO TKIXEIKM.K HIKITAS.
Ouservaedei do adeogado Antonio Pereira
Reboticas.
TITULO IV.
D a hypotheca .
Ait. 1,270, nula (I), pag. 4!9.
Nesto art. 1,270 se diz quem tenha hypotheca
legal provilegiada c contemplando no 3 :
o crodorde dinheiro emprestado para a com-
pra de trras, fazendas e moradas de casas, a
respeilo somonte dessea bens comprados, cons-
tando, porm dacscriplura de emprestirno que
ello fezcom esse destino e verificando-so a com-
pra posterior.
Tem elle a eguinle nota I :
I.ei do 2'l de junho de 177 g 37, e alvar de
21 dojulho de 1793, S 1. Entre ns.jassim como
na venda fela a crdito Iransfere-se o dominio
para o comprador sem ler o vendedor aeco pa-
ta resolver a venda, salvo o casa do faco com-
er a
aclia-se vago o lugar de j missorio arls. 530,531 e 532), tambem nao ha
hypolhcca provilegiada em favor do vendedor pelo
1 '*u"u*''" Lxm. Ernesto Ferreir Franca. \ pro-o nao pago, a menos que se argumente eom
Tendo sido a p rozad o pelo briguc do guerra a denudado de razo du 9" i.ufra.
prezas , roa que se eraptegavam no trafico, ento per
.iuglez Corlew o bergantn! brasileiro Don Ami-
gos; a commisso mixta o mandou relaxar e enlrn-
garcom o seu carregamentoaoseuproprielario.O
commisariojuiz inglez recusou assiguar osla se:i-
quo alguma conimunicaco de sua parle, como
Obseroacoes.
e de 20 de junho d 177- no 37 assiin :
< Excei(uo em quarto lugar o credor que em-
iestar o seu diuheiro para a compra de qual-
| lenca; mas ulliiuaniente curaprio esse dever, em quer fazeuda, para que, constan lo da mesma es-
rnut- consequeiicia das oidens que o sen governo para i criplura de empresiimo que elle se fez eom esse
explicar nem suas intencoes, nem sua conduela ;ll(l0 dc escravos ; embora contra ellas nao se \lss0 P* espedir. | jes tino e verificando-se a compra posterior, pre-
para eom o governo de S. M. o ro da Sardenha. apresentassem as provas qite exigem as instruc-
Foi somento. quando a fortuna das armas vol- -oes de que trata a conv. de 28 d'c ulho de 1817
Jou-se contra a Austria e que a proteccao das B" ._j ,j. ,. ,
armas austracas ia-lhc fallar, que a duqueza b ,lnda 1uaild aIlUIDU daquellas embarcares
decidio-sea proclamar sua neulralidade. O ga- \ f^ram mandadas para relaxar nao oblioeram os
bnele piemontez considerou esta offerla como decidas indemnisacoes,
bem larda, porque nao se poder admillir que! n ,
seja permillido a um governo declarar-se c fa-1 6over!)0 W**t W obstante as enrgicas
zcr-se respeitar como neutro, todas as vezes que
a sorte se declara hostil a seu alliado ; elle jul-
pra poste
somonte das
or, pie
fazendas
ara mil o abandonar. Singular neutralidade
eom itl'cito 1 Porque, se se apota em convncete?
preventiva, eslabclccendo face face da Austria
develes e aeco e de defesa conimun, evidenle-
men'.e Incompaliveis eom as lcis da neulralida-
de, preciso ento soffrer as consecuencias des-
sas couvences, da mesma maneira que dellas
se tem acechado as vanlagens. Se, pelo con-
Iraiio, argue-se eom a situaco particular feila
ao governo de Parma pelas ei-lipubcoos geraes.
frtil puiz por algumas aid as' mV.tanhoas;'" "?la "daffl dlr,'J' de KU"mcao pura e
da Oarlagnana. O duque desta maneir cut ?!?!**' T& reor1vad,,s '10 sobran de V,atma
convenios de inlercsse'pessoal. mas elle disTr 5? S *#" *en?081 e,flV? Sbr- T
iiaassira urna parte ousideravol do seu dom,- ^-.>''4 longe, en reanlo, dcsle direito de
o, antes mesmo que delle tive.se a posse, ca- ":,' ,"r', S".npk>S a t2% Um 'i a
Sndoao estado urna dlmlnuicao da renda an- wSS-.S.fl,?'2rTd Pr ", rCl'ln,d''
nual calculada em 600,000 francos, e dispu .ha l f0''' c,a-' C ;'^ "^ P''"menie defensivo deslas
SOffl nenhuma allencao. dos seus futuros subdi- SL'I* CT a**,a*\0 m^J pr*oradai so-
ios. colloc.-.ndo-os sb o duro senhorio d duque !0'"-',0n0 doj!"cado .*"**">*> P**TNH>-
de Modena.
E&emplo antes nico que raro, no qual v-se
jierfeilamente urna singular violceo desses prin-
cipios austeros e geraes de que s glorificara os
sectarios do direilo divino e urna conlradicco
nianilesla eom essas ideias do autonomas Icti-
mns e deinviolaveis subnacionolldades que se
invocam em favor dos pequeos principes ila
lanos repellidospela vontade nacional.
O duque Carlos II tomou posso do ducado
ile Parma, depois da morid do Mara Luiza.em
18IC quando as populaces italianas, em senli-
menlo do comnium soidaried.'le, reclamaran)
mehoiamontos civis e polticos c o respeilo do
principio nacional.
Carlos il comecou por concluir eom a Austria
o tratado de 4 de fevereiro de lS, no qual elle
declarara, exempio do duque de Modena,que
seus estados cstavam na linha de defensa das
pOSSessoeS italianas do imperador d'Austria. Sor-
prendido pelo movimeulu nacional elle abando-
hou os seos estados depois de ler debalde solli-
citado a coufianca dos patrelas, Elle abdicou no
exilio e seu finio fui eslabelecido pelas tropas
d'Austria, depois dos reveces das armas italianas.
Nao fallare) dos tristes excessos do reino de Car-
los III.
Citarei somonte dous fados, que nao dizem
respeilo ao hornero, mas ao regimo.
Um rescripto do duque eslabeleca que
todas as vezes que se liatasse do demoustracoea
publicas de opinioes liberaos, o culpado seria
punido coin a pena do baslao. segundo o arbitro
dos chotes militares. E ola pena, Lque osl t-
llanos preferem amorte, era multas vezes appli-
cada na praca publica.
< TJow outra lei, eom dala de 19 de margo de
d 1750, depois do ter disposio que rauilos'pro-
prictaros despedissem os moradores do seu cam-
po, porqm ellos nao parllhavam as ideias re-
volucionaras de seus amos, delermiuava que ne-
nhun desses moradores podio ser despedido
-em que fosse apreseulado um processo contra-
dictorio peranto os tribunaes; formullava as
amea.as eos juizcs e os collocava sob a vigilan-
cia da polica.
Em um desses procossos oslribunaes lendo-se
declarado em favor do proprielario, o duque por
m.rescripto de dala de 21 de Janeiro do 1831,
ordenou que o morador ficasse nao obstante as
Ierras do proprielario. V-so eom que ms pal-
xes procuravaso fazerapello ao seioda socie-
dade italiana,
O crimeque pez lim a vida do duque Carlos
III, nos lirada o direilo de manchar cora justa
severidade os aclos desle
c bem dedazidas reclamaces que lho fez o nos-
so enviado em Londres, contimia a nao querer
admillir negooaco alguma nesla materia, alle-
gando que os navios foram julgados pela com-
misso mixta, de que nao ha appellnco ; c a lan-
protesado e representado enrgicamente contra Quanlo aos pontos de proierencia que pre-
eatef abasos, esperando que o governo britannico tendera ler os credores d i deve lor fallido nos
ara cohibir o procodunenlo de seus oficiaes de j bens em que leem hypolhoea especial e legal,
maimha, que oll'eiideuj lo directamente os Ira- | quaes sao as moradas de casas e outras fazendas'
lados em vigor. para a compra, construeco ou repuracio das
(ralla dos julgaraenlos na Serra Len da suma- quaes concorrero eom "diuheiro o mteriaes.
ca Couceico Flora que foi julgada ni preza, C|,u servido declarar que estas dividas nao se en-
filas nao Ilegal, nao se coucedendo indemnisa- tendem compreheudidas nogeneralismodo raleio
coes por ler sido o aprezmenlo causado, segn- esl iheloeido no 22 do alvar de 13 de novera-
leira de Parma. Em qunnto ao mais, os docu-
mentos publicados nos permitiera apreciar, em
seu justo valor, esta pretendida neutialidade,
pois que urna carta de 26 de meto do corrente
anno nos prova que o ministro do Parma, resi-
oenle era Vienna. senta nao poder obter o soc-
corro das tropas imperiacs, e se queixava de que
a Austria limitava-se a assegurar-lhc seu apoio
depois das victorias, que ella promeltia alcau-
ear. E-da neutralidade, entretanto, que seria
sullicientc para o que diz respeilo s relacoes in-
lernacionacs cora o governo piemontez,* c que
constitua a ultimaconceasao da duqueza regen-
te aos seulimentoz dos seus subditos, poder sa-
tisfazer os votos legtimos e os supremos inte-1cOmmrssarfO arbitro quo para all partir e sen-
resses das populacOes ? Podenam declarar neu- I An ; .
iras^ao som da lula, que decida da sorle da pa- do agora 'S'131 nunlcro dos vSacs. cvilar-sc-
lia"*enlrelanlo quo o pavilho francez unido ao 'ia a parcialidade que se obseroou no julgamen-
pavilho italiano alravessava triumplialmente. to das embarcares brasileiros conduzidns pur
e que o imperador Napoleno II: cntiadorea ingieres e outros inconVenientes.
i. para mira summamente doloroso p.riicipar-
vos que as recia ni',roes feilas coin lana energa
quanta justica, pelo nosso enviado em Londres
relativamente captura das embarcac. s brasi-
leiras que se empregavam no ento perraillido
potencia estrangoira.
governo imperial insistindo ne^le ulluio
recurso, que conforme ao difei'ui tas geales,
aconselhado por urna polkicJ br.m entendida,
ainda lem esperanza de que o navemo. inyitz ce-
der i justas rcpresentacoeiq.uii Ihe lomos Teho.
Relativamente ao que'se lera passado cora
a negociacaodas prezas inglezas, o sonador Fran-
cisco Carneiro de Campos, .nos seus relatnos,
j;; deu una informaco to circumslanciada as-
seinbla geral, que rae livr.vdo pungente de:--
goslo de fallar em lo-lrste assumpto. s ac-
crescentarci que a negociaco havia cli-igado a
lal ponto da azedume, que, ou se devia rejeitar
lodo e qualquer ajuste eom o governo inglez, ou
ceder imperiosa forra das circumslancias, pro-
testndose contra as fortes exigencids do minis-
terio inglez.
1834.Ministro Exm Aureliano de Souza c 0 i-
reir Coutinho.
,.. A commisso mixta brasileira e ingleza,
residente em Sena Leoa, lem hoje completado o
numero de vogaes brasileiros cora a chegada do
seu territorio,
convidava os italianos a ser lodos soldados," para I
lornarem-se cidados de urna grande nacao.
Nao loria claramente manifes'ado suas inten-
coes, enviando milhares de voluntarios guerra
da independencia 1
O governo da duqueza regente, proclamando
sob a presso dos acontecimentos una neutrali-
dade, que nao linha observado, deelarava que
eslaattilude se lhc tinha tornado necessaria pe-
los doverci contrarios, que lho erara igualmente
sagrados. Foi justamente o que a^ populacoes
de Parma eulcnderam, e ellas eslo muto bem
fundadas em direito, quando perguntam aos
principes italianos por que razo os interesses da
eslrangeiros nao sao to sigrados como os inte-
resses da patria. Por suas IradicOes, por suas
tendencias uaturacs e conslanles," por sua fla-
queza tambem, a familia reinante de Parma fal-
lava aos seus devores de soberano neutro para
coin o Piemonte, o a seus deveres de principe
italiano para eom seus subditos.
O principio c o carador do nosso movimen-
lo politice sao hoje assaz conhecdos, para que
se possa eslabelecer que urna dynasia, que so
lem moslaado hostil cmancipaco nacional, lem
alienado todos os coracoes ma arvore apo
drecida no solo italiano. A duqueza, restabele-
cida em seus Estados, deveria apoiar-sc nesta
opinio nacional, pela qual a familia de seu filho
unnimemente repellida. Una irreparavel e
mulua deseonfianco tornava impossivel todo o
estabelecimenlo solido e duravcl. O governo hos-
til ao Piemonte por suas recordaces. (emendo
o partido nacional, por causa dos seus senli-
mentos, nao faria senao procurar cada dia mais
principe, se nao se | auxilio e proteccao para esla influencia austria-
considerasse que este perverliraeulo do sent-! ca, que da Venccia vira, sem duvida, reconquis-
menlo moral, que faz crer na legilimidade do as- lar ludo, quo poder do terreno perdido. A opi-
sinato, urna das numerosas desgracas de que i o do paiz, por seu lado, opinio commum
sao responsaveis osgovernos que, primeros do odas as classes, e forlificada por todos os intc-
(rafico de escravos, foram todas dtsaltendid is
pelo governo inglez, que nao se preslou pro-
posta de se sujeilarera todos os casos destas em-
barcacoes sentenciadas pela referida commisso
ao juiao de urna potencia amiga, como arbitro,
eom o fundamento de que seria isso urna eppcl-
laco das mencionadas sentencas, o que rwo era
pcrinitlido pela convenco de 1817.
< Avista de to terminante recusa, o governo
imperial, tendo ouvido o conselho do estado,
julgou dever mandar fazer um solemne protesto
contra o governo inglez por esla sua deciso ,
allm de resaltar a todo o lempo o nosso direito]
e podermos, em occasio opporiuna. reivindicar
a nossa justica. Ao passo que se intimou aquel-
lo protesto, o nosso enviado junio aquella corte
" leve ordem de reclamar as inderauisacOcs que sp
deviam dar s embarcaces brisilciras, julgadas
ms prezas pela commisso mixta (da Seria Leoa,
as quaes indemnisacoes haviam c'elxado de ser
Lotera e balandra Agnia, a qual foi condemnada j a minha real fazenda
pela commisso mixta b.espanliola o ingleza, pro- ionios
testando o commissario brasileiro, e dando o go-
verno imperial i oslo respeilo ordem ao seu mi-
nistro em Londres.)
Cumpre-mc deelarar-vos que o nosso minis-
tro em Londres lem recebido iiiruccoes para fa-
zer valer os nostas direilos as reclamacOes q uc se_
ainda nao foram aitendidas pelo governo'brllun- '. julgar na minha le de
eo, !S 11.
ii"~. mc,smo ministro,[ em 13 de jaiuiro. Vendo-se que a lei confere a hvpolheca
tallando do julgaiaouto do patacUo Aova Gra-
nada diz :
v< Est o seu processo parado na commisso,
porque tendo havido divergencia entre os com-
mais credores concor-
08 I da sobredila lei de 20 de junho de 177
oestes termos :
.< Exceptu todos os mais casos que por forea
do identdade de razo so aeharem compreheii-
lidos dentro do esj'uilo do* cima exceptuados,
"gundo as regias eatabeleeidas, para assim se
18 de agosto de 1769,
raissanosjuizes brasileiro e inglez nos seus votos
esle ulliinu. apezar da exigencia do primeire pa-
ra-proceder-sc ao sorleio dos ailitros, na oon-
formiilade do regula ment da comnussj, rme-
lo convenco de 1817, nao quiz convir, a pre-
texto de existir correspondencias tal respeilo en-
Ire o ministro britannico e este ministerio dos ne-
gocios eslrangeiros.
... O goveino imperial deu iuslruccoes ao
seu ministro em Londres para reclamar do*gover
no do S. M. Britannico as necessaras ordens, a-
fira de que os em pregados quo all serven) de
commissarios brlauuicoscumpram o seu res-
pectivo regulrnoslo de que so desviaran), e ainda
nesla occasio neiili j::ia solucao satisfactoria pos-
so annunciar-vos.
.... Se nao fossem cohibidos e reparados se-
mentantes excessos dos cruzadores inglezes, em-
pregados na suppresso do Irafico, tearia sujeilo
aosmaiores vexames o prejuizos o commercio de
legal
provilegiada pelo debito para a compra, como du
vidar-seque o tenha reconliecido pelo debito
inlierciUe compra?
Nao sd esla entendido pela torca da ideiilidadc
da razo, e ainda pela maior torca delta como
pelo espirito e letra da disposleao da mesma lei.
A Ord., liv. 4o, no g 2o do lit. 5a. Do compra
dor que nao pagou o preco ao lempo que deven
fe, concedida aos r* e 2'ao vendedor to-
mara si a cousa vendida faltando-lhe o compra-
dor ao pagamento dovido, havendo-a do poder
do mesmo comprador ou do de outra pessoa onde
se achasso. Foi smenle esse direito de resolu-
eio da venda c immcdiaia reivinvindicacao da
cousa vendida que na Urd., liv. 4J, til. 5o', 2o,
licou derogado, promulgamlo-se o alvar' de 4
de setembro de 1810 cora esta delermnacao que :
liando o vendedor o proco, seja ou o por
prazo certo, (enha sment a aoco pessoal para
podido e nao possa haver a cousa vendida porque
Ihe nao fosse paga no lempo aurazado ; devendo
entenderse que a concesso de espaco, para o
pagamento somonte, outra conven-o'no imper-
ta mais do que nao poder pedir-lhc o proco an-
livro ao vendedor a
rallo, e quan-; a-c.M pessoal de credor pela cohranea do debito
ifico seria urna ,'a. c|"pra nao se pode ter que o linese desti-
no
_ o ,
cabotagem ; as conven.oes sobro o commercio do i 'es delle findar-so
esclavatura, que loslrigcm o direito de visita e E_ bem se ye que no deix
o de busca, eso o permiltem noma
do se faz efectivamente aquello Ira...
letra mora; a mesial soberana e dignidade na- 'u'1,,) da esseucial garanta de sua cobranea
cional nao sellam dovidamente acatadas.O go- Pr<"locto do proprio objeclo vendido, quando
verno imperial lem conslaqte u enrgicamente a"enado, extrajudicial ou judicialmonle.em qual-
proleslado e reclamado conlra taes abusos, ele. T,er (Jas nypothesos da Ord,, liv. 4, lit. 6 pr. e
.... E de lastimar que ainda subsista a pratica ', f'aragraphos seguintes, e da le de 25 de agosto
de se dolor no alio mar um navio, pela simples \ pH, .U.
saspeita de que se emprega no trafico de frica- E tanto que, verificada a tradco reciproca
nos, o que os eonduzam niara os vice almiranla-I ,>i,'"; "endodor o o comprador, do urna parte,
dos de Ociner.ua o Cabo da Boa Esocranca,quan- Pe'a entrega da propria cousa vendida, e da
Boa Esper...
do osdeveriam submeUcr s coramissOes mixtas.
E clara a incompet ia desies Iribuuaes para
julgarem laes piezas, a manifesta a infraeco das
convem;oes existentes entre o Imperio e Grao-
P.rctanha, contra a i-ial lem tambem protestado
enrgicamente, e nanea atetar de reclamar o
governo imperial, al que so adoplem medidas
totalmente consenlaneas boa fe dos tratados.
1S3. O mcsm> ministro.2o em 15 de mato.
.... O governo passou ola ao enviado extra-
ordinario britannico de quo nao duvidaria con-
cordar era que as commissos mxlas brasileira e
ingleza eslabelecidas nesla corte e em Serra Lea
conlinuassein ainda por seis mezes, que acaba-
ara em 13 do jullio desle anno, para o nico
fim de concluirem os julgamenlos dos casos pen-
dentes, e daquelles que por ventura liverera oc-
corrido al 13 de marco do corrente auno > (em
saliscilas por duvidas que occorrerara da parle que lindar.ra os quinie anpes do vigor da ni-
do governo inglez. V0Il,rio llo i817) ^udo ^ da % ^g^
resses, nao renunciar ao seu ideal do unifica-
co italiana, sua esperance, de unan ao Reino
oexemplo da violaco da lei moral. A duqueza
Mara Lniza de Bourbon tomou os rodeas do es-
lado em nomo de seu filho o despediu a maior da casa da Saboia. 'quesio da quedados Boi-1
parte desses mos conselheiros da coroa; que bons e a da uno ao Piemonte eslo inlimamcn-
unliam sido cmplices do seu marido. ; te ligada no espirito das populagoes de Parma.
Pouco lempo depois, entretanto, urna se-|A posicao que a Austria conserva na Italia Ihe
dtecio manifestou-sc em Parma; elta foi sulTo- aconselha, pela necessidade de defeza. concor-
cada n^anguocom o auxilio das tropas auslria- rcr para a creaco de um forlc Estado italiano, e
<:as, cuja otxupaco nao linha desamparado des- j se amparar eom o auxilio do novo direito, deri-
vo 18!8. Parma foi entregue aos furores de urna | vado do voto contra lodos csses dreitos de re-
soMadesca desenfreada e o governo declarou, era | versibilidado e de submisso militar estabeleci-
uma imprudente proclamaco que jiodia ter pro- dos pelos tratados, que, se nao fossem abroga-
emdo, mas que linha pteferido reprimir Este | dos, as levariam no futuro a lanas o to peri-
dn foi talal dynaslia. gosas complicaedes, eomo as que nos levou no
A cidade posta em oslado de assedio e en-1 passado. Esta uniao, lomada necessaria pelo
iroguo ao poder de um general austraco, foi cu- pensamenlo italiano, alias reclamada por todos
minguen lado por numerosas, execuooes. Tal foi os interesses moraes e maleriaes das provincias
0 syslema de irnplacavel rigor, adoptado pelo de Pamn. Estas populacoes saben) por urna
-oveino, que fez sera duvida para a ruiuha o longa o dura experienciaa'desvantsgora doper-
deverda sacrificar seus sentimciilos de ciernen-I lencera una d'essas pequeas aggregaces poli-
ca, pois que um dos condemnados, a pesar das ticas, impotentes para o bem, e to feriis, en-
reoommendaces dos proprios juizes, vio conllr- i Irelanlo, em males o em perigos do toda pspe-
ar a seolen^a capital ijnc o h>! Icio. Este periodo da cmlisacio itsliact*, que
.... Fallando dos pagamentos mitos aos In-
glezes, pelas prezas do Rio da Prata, cencido :
Concluirei este desagradavol paragrapho in-
forraando-vos de quoesles pagamentos foram
feitos de&ai'a'o do so/emneproeso, que, malvan-
do a lodo o lempo o nosso direito, e compraran-
do -
do yuucrnu tiajtez nos iiaoime a poiiermos o
porlunamenle reclamar a justica que nos as-
siste. >
18J5.Ministro Exm. Manoel Aires llranco.
Depois do ter o enviado brasileiro em Lon-
dres intimado ao governo biitannico um solem-
ne protesto pela rejeieo que lucradas nossas re
clamacoes, lauto pela injusta captura dos navios
brasileiros pelos cruzadores inglezes na costa
d'Africa, como pelas sentencas proferidas pela
commisso mixta da Serra'Lea. leve o refer-
visita, busca e o mais;.
1850,'Ministro Exm. Paulino Jos Soares
de Souza.
(Aqu comoo.u.im a exacerbar-so os excessos
platicados pelo governo britannico e seus agen-
tes. D-se conta da correspondenoia havida acer-
o o acto de prepotencia que solfeemos por parle ca,da aica !"'u Cria, tomada e incendiada
o governo inglez nos habilite a podermos op- P'09.Inglezes, a. v.mla de S. Sebastio, da appre-
reclamar a justica que nos as- i ncDsao c dolenco do Paquete de Santos e do pa-
quete S. Sebasuo, navio de guerra commanda-
do por olicial de marinha ; c entre outras cousas
ah se le):
.... A navogaco de cabotagem do Imperio i
nao estsomeiile merced tribunaeseslrangei-
ros, nii'osios pel it'iii.A, mas discripeo de ar-
dile incendiario de qualquer commandante dos
cruzeiros brilaunicos.
c As garantas que poderiam apresenlar tribu-
do enviado lastrncfdea para exigir as indemni- i "acs se. <-' Que aquelles. apresentam alguma, sao
sacoes que aquclU propria commisso arbitren a sul)stllu"las por arbitrio de um homem. .Nem ao
algumas das embarcaces brasileiras quo foram
julgadas ms prezas, principiando pelo brigue
Activo, tomado em 11 do fevereiro de 1831 pola
embarcaco de guerra britannica Athol. As in-
demnisacoes foram arbitradas no valor de 11,0(4
libras esterlinas, alm dos juros, das quaes s se
satisfizeram 350 E quando era de esperar que i
nenhuma duvida houvesse a este respeilo, o go-
verno britannico rejeitou a reclamaeo, debaixo
do fundamento de que a sentenca 'da corarais- '.
sao mixta faria dop-ndente o pagamento das in-' aqucestrcs"successo
deranisaces do occordo de ambos os govenros, ticados pan cora o -
de julgamenlo para sal-
menos ha um simulacro
var as apparencias.
/. E' ura escandaloso abuso da forca, quo so-
mento se d cora os fracos, porque nao ha exorn-
lo de quo seja empregado eom as nacoes que es-
lo em estado de r.sis'.ir.
o O abaixo assignado protesta etc.
1851. O i:->'iinj Ezm. ministro.
(Continua a illegal violencia do governo inglez
e seus agentes, o a correspondencia, nao s sobre
mas sobre excessos pra-
!io Fausto, sumacas O-
outra parle entregando um crdito do valor
ajustado, nao moral e jurdicamente possivel
ter-se que este crdito substitutivo do diuheiro
que o veudedor deveria imiuediatamenie receber
ao entregar a cousa vendida seja menos seguro
nella para se realisar sua solucao do que o que
al tivcsse passado o mesmo comprador a um ter-
ceiro que para esse fim igual quautia Ihe livesse
emprestado. '
Na lei de 30 de agosto dcl838e hypotheca le-
gal, inherente a cousa comprada a credilo, era-
quanto nao soluta, foi mesmo em tal grao con-
siderada que merecen ser combdada eom a ra-
zo do interosse publico cm geral da integrida-
do das fabricas de minoracao e de assucar, consa-
grada e definida nos seus'Io e2arligos, permit-
lin lo no 3 quo nesse caso fosse renunciada as-
sim : O beneficio do ai ligo antecedente pode
ser renunciado por convenci especial entre o
devedor e o credor, sendo a divida daquellas que
involvem hydotheca legal. '
Mesmo as escrpturas do venda o compra, em
que o son proco nao pago vista, parcialmente
ou no todo, cosluraam-se dizer do renda e com-
pra, paga e quitaco, debito e obrigaca eom
hypolhcca, ou de renda e compra,
:'jito c obrigaco eom hypjiheca : e. se assim
se nao diz expressamente, lica implicitarnenie
dilo naspalavns linaos, quando as parles decla-
rara obrigar-se por suas pessoas e bens ao cura-
pnraonto do que fica estipulado ; o que de cerlo
se nao deve resolver era flcar livremenle Irans-
missivel do comprador a proptiedade comprada
anies de ser paga ao vendedor o debito esseucial
do sua compra.
Entretanto parece que jamis isso se podero
ler por duvidoso visla do arl. 621 do regula-
monto do processo eommercial n. 737 de -25 de
novembro de 1850 as palavras perlcnecm
ciasse dos credores privilegiados... os vendedo-
res dos mesmos predios ainda nao pagos do preco
da venda. *
Arl. 1,272'fpags. 452 e "3;. Tcem hypotheca
legal : G. Os credores eom sentenca passada
em julgado sobre os bons do devedor condem-
nado.
A nota (1) correspondente ao arl. 1,272 e 8 0
cita a Ord., liv. 3., tit. 8 i, 14.
Observacet.
A Ord. citada nao exige que a sentenca tenha
passado em cousa julgada qiando.por is'so mes-
ieainda nao chegadi PC grao lerrainanle e
adsolularacnte exequivel de coroa julgada,
que acautela a ellectividade do direilo do ven-
cedor sujeilando-lhe hypotheca judicial os-
beus do vencido que os tenha de raiz desde que
conlra este proferida sentenca condemuatoria
nojuizo de primeira instancia. "
Quando exisliam asouvedorias do tivel d'anto
as relacoes, suas sentencas, se nao eram embar-
gadas ao transito da chancellara, ou embarga-
das vinham a ser desembargadas, desprezados
os embargos do vencido, ficavam sendo logo
exequive3, ainda que so livesse dellas inter-
poslo o recurso de nggravo ordinario (actual-
mente do appellaeo, ex ti do arl. 15 da dispo-
sico. provisoria acerca oa admiiiislraro da jus-
lica civil), nao leudo os condemnados recorren-
tes* bens de raiz, nem prestando flanea e sus-
pensa por seis mezes, tendo o condem'nado bens
de.raiz ou caucionado c apresentado certido de
ter pago a competente gabolla e aehar-se O in-
lerjposlo c seguido (recurso peranle o superior
tribunal ad quem.
Assim qvc diz e Ord.cm geral :
Porm tsnlo que a parte vencedora liver a
sentenca passada pela chancellara, posto que
por ella se nao haja de fazer exeeooao por du-
raran os ditos seis mezjs, o condemnvdo que
uo liver tens de raiz dar fianca bastante ,
condemnaco, e nao a dando ser executada lo-
go a sentenca, sem mais csperarcni pelos seis
tne:es.
E positivamente quanlo aos condemnados que
possuem bens de ruiz esta a sua disposicao :
E o que liver bens de raiz que valham o con-
leudo na condemnaco neo os poder alhear d/i-
ranle a demanda, mas ficaro hypothecados por
esse mesmo feito e por essa Ord. para pagamen-
to da condemnaco.
.Nem mesmo em concurso eom a fazenda na-
cional so exige que a sentenca tondcmnaloria
seja cousa julgada, seno que tenha sido profe-
rida, como se v da lei de 22 de setembro do
1701 no $16 Jo titulo 3. :
-'' u de tercra senUneat lambe anterior-
mente akancadat contra'os sobredilos (rendei-
ros, magistrados, thesoureros e offictas) con
pleno conhecimenlo de causa, e nao de prcceiio>
ouafundadas na coulio.sao da parle.
Ao ai t. 1,277 (pa '4).
Andlajl) rila i de 22 de dezc-mhro do
1761, lit. 3., lo, o diz: Quanlo exelusoc
das senlencas ue preetiio fundadas m aonlis-
so das parles, o 14 desta leijcou eem vigor
pela lei do 20 de juaho de 1774, que s excluir
as sentencas de pre.ccito em jelaco a credores
chlrographarios. E mesmo quanlo a esses cre-
dores chirograpliaros o 3." do alvar de 15 de
maio de 1776 fez a declaracio que se pode ver
nos arls. 835 e 836.
Observacoes.
A lei de 20 de junho de 1774 diz no 3." :
u Ampliando a minha lei de 22 de dezerabro
de 1761, til. 3. 73, pelo que respeila somenle
sexecwyes dos particulares, ordeno se observe
o segrale.
Ora, o 13 do til. 3." da lei de 22 de dezem-
bro de 1761 liiiha'dilo que ainda entre os cre-
dores particulares preliram os que lirercm hy-
pothecas especiaes anteriores, provados por es-
cripluras publicas, e nao de outra sorte nem por
outra raaireira alguma, qualquer que ella seja.
E que a respeilo da minha real fazenda se.pro-
ceda na forma abaixo declarada.
Por conseguinle, a lei de 20 de junho de 1774.
como se lem feilo ver do seu 30, conirmou a
respeilo de faz-nda publica oque eslava deter-
minado no 13 do lit. 3, da lei de 22 de dc-
zembro de 1761 : e dispoz nos 31 e segumos
a respeilo somonte das cxccuces de particu-
lares.
Porconseguiulo, pela lei de 20 de junho do
174 foi coutrmado o 14 cpmprehendido na
disposicao do g 13 do til. 3. da lei do-22 de de-
zerabro de 1761, e ossim muilo evidentemento
conlra a disposicao do 8 13 do til. 3." da mesma
lei de 22 de dezembro de 1761 e do 30 da lei
de 20 de junho do 1774 diz anota (1) ao ai 1.1,377
da Consolitaco das Itiscivis que. o g 14 do tit.
3. da lei de 22 do dezembro de 1761 ficou sen*
vigor pela lei de 20 de junho de 1774.
O art. 1,278 diz : A hypotheca legal dos cre-
dores cora senlenca exequivel conlra o seu de-
vedor, nos termos do art. 1,272, S 6., opera so-
mente o cffeito de direito real nos bens do con-
detunado, mas n d preferencia em concurso
de credores hypolhecarios.
A nota ;2) do art. 1,278, depois de citar a Ord..
liv. 3., til. 84, S 14, diz s era concurso de.
credores hypolhecarios nao d preferencia, ar>
contrario em concurso de credores chirograplia-
ros, nos termos do art. 835, j" 3." (Veja-se a
uola a esse paragraphoj So j viraos (ola ao-
arl. 83 ) que pela nossa lei o direilo de preto-
rencia pode existir seu que h aja b.ypolheca, ve-
mos agora a hypotheca s eom um dos seus ef-
foitos, isio sem preferencia, eso coin o direito
de seque.'/a. s>
Observacoes.
Onde que o autor da nota descobrio as dis-
tineces de qoe a compc. isto que a hypo-
theca judicial resultante da sentenca condemna-
loria comer a aeco real hypothcnria ou di-
reito de sequella, e nao a preferencia entre cre-
dores hypolhecarios ; confere a-preferencia en-
tre credores chirograpliaros, mas oio entro cre-
doies liypotliecaros.
O abuso, se nao absurdo dasdislincees expos-
las, manifesta-se raelhor considorando-o prati-
camenlo, porquanto :
Suppouha-se que um credor lem sentenca
condcmnaloria eom hypotheca judicial nos bes-
do seu devedor. e quo este devedor, que lem
os bens judicialmente hypothecados ao seu cre-
dor por senlenca condomnatoria, passa a fazer
urna escriplura de hypolheca convencional a unv
terceiro, nem quer que elle seja : ficar milla
a hypolheca judicial para cora esse novo credor
do hypolheca convencional ? E, cm consequen-
cia, inteirameute nulla e como se nunca emo-
lase a hypolheca judicial nos mesmos bens ?
Eis urna consequencia das distincooes da nota.
Outra.
O credor pela sentenr-a que constitue hypo-
lhcca judicial nos bens co devedor condemiado
penhora-os no poder de um terceiro que os Ic-
n!ia adquirido o ossujeila cxccuco e arrenia-
lacao se esse terceiro, possuidor dees, nao pa-
ga a divida jndicialmente hypolhecaria pan os
conservar livres.
A' pnnhora nesse coso segue-se o arrcmala-
co. Mas eis que vem um credor de hypotheca
convencional c sobre o dinheiro da arrematacao
excluc o credor daexecuco por sentenca, coni.
hypothca judicial.
Que vem, pois, a ser o direito rea] ou de se-
quella que a nota concedo hypotheca judi-
cial "' Outra consequencia das distincooes da
nota.
O credor da hypolheca judicial, excutidos os
bens do sen devedor condemnado, demanda ao
passuidordos bens judicialmente hypothecados
pela aeco real e hypolheraria, ex Ord., liv. 4",
tit. 3, e o vence.
Mas, posta em exeeuco a sentenca proferida
sobre a acgo real e hypotliecaria, se aprsenla
um novo credor por escriplura de hypolhcca
convencional, e pso /acto exclue ao eicquento
vencedor da aeco real e hypolhecaria ; que
vem, pois, a ser odireito real ou de sequella quo
a ola concede s hypolhccasjudiciaes?
Que o credor pela sentenca condcmnaloria lera
hypolheca judicial nos bens do devedor con-
demnado, conforme a Ord.. liv. 3o, lit. 3i, SU,
roconhece o proprio autor da nota.
Que tora por ella preferencia at era concursa
cora a fazenda publica se v da le de 22 de de-
zembro de 1761 nolit. 3,14, assim; < Achan-
do-se os laes preferentes em algunsdos dous ca-
sos... segundo o de terem sentenca-, tambem
anteriores, alcanzadas conlra os sobreditos.>>
Como, porm, converter-so o que assim 6 to
positivo nesla stv/uii/asera secjie/iou falazmon-
mentc consequenle ?
Pelo que respeila referencia da ola |aos
arls. 835 e 836, j sobre o conteudo nelles fi-
cam expostas as adequadas observaocs ; a ellas
tambera nos referimos.
O art 1,281 dizque se o devedor forcasado
nao valida a hypolheca que recahir sobre bens
immovis do casal em que a mulher seja meieira
sem que esta assigne tambem a escriplura, sal-
va a excepcao do art. 131.
Na nola (2) cita o art, 257 do cdigo do com-
mercio.
,# Observacoes.
Isto pode ler lugar a respeilo da hypolhcca
mercantil, deque iratao mesmo cdigo do com-
mercio, e noem geral a respeilo das hvpolhe-
cas, vista a Od., liv. 4o. tit. 48 pr. a gbJ, se-
gundo a qual a outorga da mulher necessaria
ainda que no immovel ella tenha smenle o usu-
fructo e seja o casamento por dol c arrhas.
[Contina.)
'"
i
i
)
I


.
MUTILADO
N


MARIO DE reH\AMBLT.O. (KIaRTA. FEIRA 2i DE DEZF.MftP.o DE T359.
m
a inaugurar o
foi, sabbado,
PtBMMBUCD.
REVISTIDI&RIA
llontem pelas 7 horas da noite, rcoolhe-
*am-se SS. MU. II, daviagem cidade da Victo-
ria, sendo ac tupan hado por raaiss de 400 caval-
leiros, que foram espera-Ios as iinraediardes da
capital.
Consta-nos que hojo s 5 horas da roanha,
* M. o Imperador, partir do novo para visitar
a villa da Escada, indo al o Cabo no carainho
A associaeo Popular de Succorrus Muluos,
mundou por intermedio de urna conimsso de
seu 8eio, assignar a quantii de Irezeulos mil
res para o asylo de niendicidade, sondo esta'
aoiuiua paga em tres prestacoes mensaes. entre- !
grando a inesuia conimsso ao Sr. Jos Teixeira
Bastos a Miiportancia da priuieia prestado, no ,
acto do assignar.
O Exm. Sr. presdento remetteu ao Sr. Jo-
se Teixeira Bastos, a quantia de 864^000, offerla- *w
dos pela corarubsso encariegada dos (estejos em I
Serinhem para o asylo de mendicidade, cuja
omina foi iraraedalaueulo entregue pcloSr. Jo-
s Teixeira Bastos ao tbesourciro da Associaeo
Commercial.
Acham-se orgaiusadas as duas companhias
de pedestres, mandadas crear em Tacarat cBoa-
vista pela le geral de 14 de setembro prximo
passado, pra as quaes ja o governo central no-
ni'ou os respectivos comniandantes.
Estas companhias devem constar de 82 pracas,
e para ellas sero alistados voluntarios as loca-
lidades respetivrs.podendo ser precnchido aquel-
Jo numero por meio de recrutados, quando nao
apparecarn voluntarios.
L-se no Courrier de Charleroi :
L'm individuo que chegou de Mana assgnala
un fado, que causcu nesta cidade una sensaoao
liem extraordinaria. Trata-so da descoberla de
um remedio para o cholera.
Dr. Defontaine, tendoensaiado a applicanao
do ercclro-gilvanisrco aos cholencos, obteve por
este meio resultados admiraveis. Quinze chole-
ncos, dos quaes muitos ja se nchavam em esta-
do desesperado, foram sugeitos, no-hospital civil
ao trata ment do douior Detntame, e lodos, sem
excepoo, ficaram salvos no espiro de algumas
horas. Dez ou doze minutos depois de comee a r
a operaeo, comeearu a dasapparecer os svropo-
mas do mal, restabeleco-se o calor e urna abun-
dante transpirarlo cobre cnlo o docnle.
Se este resultado se confirmar a applicaco da
electricidade medicina ser urna das descober-
tas mais interessanles dos ltimos annos.
L-sc no Journal des Debis de 20.de ou-
tubro :
O paquete Guienne, destinado
servir entre a Franca e o Brasil
laucado ao mar.
Este navio fui construido no arsenal imperial
de Cioiat, c parece que de ve satisfazer completa-
mente as vistas da empreza.
Escrevem do Guesling ao Echo de FBst :
Fuz-sc ltimamente na villa de Guesling urna
descubera preciosa, que nao deixa de ter inte-
resse para os amadores de antiguidades e muruis-
matica, leudo alias, segundo dizem, era mrito
particular paraacidade de aietz.
Diversos operarios estavam oceupados a cavar
os alicorees de urna antiga.casa em ruinas, e um
delles alirando urna pouca de trra coui a enxa-
da, sentio uro peso tora do coslume ; c por cau-
sa desse peso a trra nao chegou ao ponto para
onde elle a atirava, quando porm cahio, produ-
ko dous sons, um de metal, e oulro de um vaso
.que so_ quebrara. O operario nao prestou logo
nltcneao, mas vendo luzir defronte de si un oo-
jecio que Ihc pareceu ouro, tratou logo de apa-
iiliar e achou ser nina moeda ; procurando mais
. cncontrou enlaa diversas pegas todas de ouro, e
os cacos de um vaso do barro, que parece nao
ter sido cosido.
Diversas pessoas chamadas por aquella occasi.o
trataram do examinaros objectos adiados, c ob-
servaran! que algumas pecas linliam o uorae de
Sigismundo, e outras lettrs, que, posto que bem
conservadas, nao se podiam decfrar, pela falla
de conhecimenlo da lingua, cujas palavras ellas
compunham.
Outras ruocdas tinhara a eigie de S. Pedro, e
outras a imagem da virgem com o menino Jess
nos bracos.
Achou-se tambom um globo com una cruz em
cima, e urna grande quantidade de medalhas com
;is armas da cidade de Metz. Todas eslas moe-
das parecem datar do sexto seculo da era r.liris-
ta.
Os bispos lombardos venecianos vio reu-
nir-se era Veneza para celebrar um synodo. Pa-
ra esseliraja cliegarara aquella cidade o arce-
bispo de Udeira, os bispos de Verona, de Padua,
do Feltro e Bc.lluna, de Concordia, de Treviso, de
Bovigo, de Cenedo e V icencio.
A chronica parisiense do Messager de Paris
publicou o seguinte :
Um sobrinho do immortal autor do Freyschutz,
M. Charles de Webcr, conselheiro ministerial, e
director dos archivos do estado, em Dresde, des-
obrlo una carta indita da av de madama
Sand, madama Aurore du Peiz, carta dirigida ao
rei do Saxonia, Frederico Augusto, em 1806, a
qual est concebida nestes termos :
Sexiior.Depeig de vossa chegada a Paris,
tentei e esgotei lodos os meios de obL-rde Vossa
Mageslade mu porvir, que eu esperara que m
nao fosse recusado. Vos tivestes a bondade, ha
dezoilo mezes de adrattir no numero dos caval-
leirosdeS. Henriquemeu lilho, Mauricio du Pin,
neto do marechal de Saxc, ajudanle de campo do
rei de aples. Seu servico, sua ausencia, e a
terrivel desgrana que m'o robou, impediram que
elle recebesse as-insignias respectivas das maos
do baro de Serft, vosso ministro em Paris. Meu
ilho nao deixou mais que una lilha nica, a
quemeu desojo conservar a memoria desle favor,
triando o seu brazo, c decorando o tmulo do
meu lilho I .-
<< Nao tenho documento algum para provar a
sua admisso aquella ordem ; mas basta, urna
palavra de Vossa Mageslade por escripto ; esta
a graca, qne eu imploro. As constantes bonda-
des, com que a casa de Saxonia me tem honrado
desde o meu nascimenlo me do a conQanca.se-
jihor, de vos importunar com as minhas spp-
cas ; nao me atrevo a pedir a honra de rae apre-
sentardiante de Vossa Magostado.
Tenho a honra de ser, cora profundo respei-
to, de Vossa Mageslade, a muito humilde c nim-
io obediente serva.-turara Du Pin, tilha do ma-
rechal de Saxe.
Esta lilha nica de Mauricio Du Tin, de que
falla madama Aurora na sua carta Gcorge
Sand.
Lista dos baplisados havidos na matriz da
Boa-vista de II a 17 do correte :
Maiia, parda, cora 3 annos e meio de idade, .lilha
naluialde Constantina Mara da Concciro.
Slaicolino, crioulo, com um niez de nascido, fi-
lho natural do Aniceta, escravos. .
Pedro, branco, com dous mezes do nascido, lilho
legitimo do Chillo Jos Elias, e Taulina Ale-
xandrina deMendoni;a.
Ceiino, pardo, com um mez de nascido, filhe le-
gitimo de Luiz onzaga do Espirito Sanio e
Francolina Jacome da Trindade.
Alfredo, branco, nascido em 22 de agosto desle
anuo, lilho legitimo de Duarle Borges da Silva
e Mara Jos de Siqueira Borges da Silva.
Manuel, pardo, com 10 dias de nascido, ilho le-
gitimo de Antera Barbosa de Arelar. Pedrozo
c Luiza de Franca da Conceico Pedroza.
Modolpho, branco, nascido a 2de maio desle an-
no, lilho legitimo de Joaquim Martins Moreira
e Amelia Augusta Martins.
Auna, branca, nascida aos 10 ae setembro do
correle, fHhia legitimado major Bernardo Luiz
Cezar Loureiro e Francisca Jacintha Cezar
Loureiro.
Francisco, branco, nascido a 22 de setembro do
anno psssado, filho legitimo de Manoel dos
Beis Gomes e Henriquela Mara dos Beis Al-
raeida.
Amelia, branca, nascida a 18 de novembro do au-
no passado, liliia legitima de Jos dos Beis Go-
mes, e Antonia Mara de Souza.
Casamenlos-
Aicenlc Fcrreira da Silva com Bosa Francisco
Lago A, pardos.
Jacque Bemncfon com Mario Emilia da Concei-
ciio, braucos.
Belnrmino da Cosa com Mara Baptista Vieira.
Antonio Joaquim Nazario de Pnho Borges, com
Mara Candida do Nascimenlo, pardos
Boberto Manoel do Espirito Sanio com Placida
Maria do Carmo, crioulos, pardos.
Frmino Jos do Espirito Santo cum Salustiana
Maria do Carmo, crioulos.
Manoel Jos de Almeida, com I.uiza Ferreira de
Fraiua, brancos.
Quintiliano de Mello Silva com Elizia Maria da
Silva, brancos.
Ricardo de Moura Graca com Francolina Lui-
za Cordeiro, brancos.
Melquades Francisco das Chngas cora Co$ma. Da-
miana Maria do Amparo, nardos
Matauul'hu ptui.ic.0 :
Malaram-sc m dia 20 do corrente para o con-
sumo desta cidade 87 rozes.
MORTAL1DADE DO DA 20 DO CORRENTE :
Simao Lassabal, branco. soltciro, 25 annos, tu-
brculo pulmonar.
Faustino, pr"io, escravo, 30 annos, solleiro, in-
llaniniacao de intestino.
Maria, branca, 7 das, espasmo.
Joaquim Cavalconlide Albuquerque, braaco, ca-
sado. 65 annos, febre maligna.
Venancio Correa de Barros, prcto, soltciro, 45
annos, tubrculo pulmonar.
Maria Joanna, branca, 80 annos, ttano.
Ignacio, prelo, 13 annos, totano.
Tertuliano Gonealves Guimaracs, pardo, solleiro,
25 annos, coigestao do figado.
Mara There/a da Conceirao, parda, casada, 32
annos, phlisca
Luiza Francisca, preta, solleira, 40 annos, ttano
Adolpho, pardo, o mezes, convulees.
Hospital de caridade. xistem 70 ho-
rnens 55 mulheres nacionaes, 1 liomcm estran-
2 homons escravos, total 128.
Na lolalidadc dos doentus existem 36 aliena-
dos sendo 2!) mulheres c 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirur-
gio Pinto s 8 horas da manlia, pelo Dr. Dor-
nellas s8 horas 3/ da nianhua.
DISIUIHL'I'.OES.
Ao Sr. desembargador Gitirana, as appcllaooeS;
tveis:
Appellanle, enriqu? Jorge e sua mulher ; ap-
pellado, JoaoCarneiro Machado Ros.
A 2 horas da tarde encerrou-se asesso.
Gommunicados
CHRONICA JDICIARIA.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
L-se no Diario de hoje um communicadosoh
o pseudonymoAinda o ludo em resposla ao
publicado pela sonhora Maria Luiza de Olivei-
ra no Diario n. 286, com referencia ao escripto
seu respeilo, Inserto em o numero precedente :
ecomqiianto nao desojassemos entrar em seme-
Uiaute discussao, todava como estamos bem in-
formados das particularidades Je tal queslao, jul-
ganios derer refer-la, para que o campeao do
i vizeira coberlanao se repute \ictoroso coma
retirada dnmcsrna sonhora I). Maria Luiza, que
declarou nao aceitara luva alirada por sombras
ou anonymos, c s sim medir-so com o seu ad-
versario em campo descoberto c de vizoira levan-
tada, e no que elle nao convoio, por ter a perder
na sociejJade !! I
Spectatum (tdmissi risum leneatis amici ?
Deixemos porm isso eeulromos na queslao
Disse o co.-imincui^p or o seu primeiro arai-
zel, que a referida sonhora Mara Luizanao
podia de mancira
alguma fazer parto de qual-
iquerespectculo publico ou particular, eniquanlo
eslivesse no thealro d'Apollo, sugeita socieda-
i.mim- itiTlvv fm iq ns ni/ru de drni,iaUcn particular Rocreaco por um
Rinn'i-. '' contracto que a liga exclusivamente aquella so-
eieda le : entrelanlo que agora j diz, que tendo
ella recebido duzontos mil ris da mo do the-
soureirodasociedade u passado-lhe um recibo,
eni o qual declarara sugoilar-se ao contracto ul-
timado nodia 14 de novembro ultimo, nao poda
di/er aoSr. Ferraz,que Liria em seu bonccio
a [uillo que eslivesse seu alcancesera Icr an-
tes informado e consultado sociedade essa pro-
lencao doSr. Forra/.
Admira-nos que o communicanle, que se mos-
tra to versado as oceurrennas do thealro de
Apollo, ignore, que a sonhora O. Maria Luiza por
deferencia sociedade, e nao por obrigaco, vis-
to nao ter nssignado contracto, informou'ao Ihe-
soureiroda mesma sociedade do pedido que Ihc
hara eilo o mencionado Sr. Ferraz, responden-
do-lhe elle,que podia trabalhar
Disse mais o distineto communicanle que, a
resposla dada pela senhora D. Maria Luiza cap-
ciosa ; porque disse ellapissados dias que le-
e lugar a convr-ncao com o Sr. thesounuro d.
sociedade d'Apollo, apparecou-mo com o Sr. Ma-
noel de Jess Ferraz pedindo que cu trabalhasse
em seu beneficio no thealro de Sania Isabel, ao
que lhe respond, que faria aqullo quo eslivesse
mea alcance, porm que nao cantara arias,
como elle disse cm seu programma. Vejamos
porm a lgica de que se Servio o nnbrecoinmu-
nicante para sustentara proposlco que avaneou;
disse elle :Quem nao ve que a verdade ach-se
aqui alterada, pois como que indo o Sr. Ferraz
convoneionar o que faria a sonhora Mara Lui-
za em seu espectculo, fosse logo aculado de pro-
gramma na inao, cm o qual se achara declarado
que ella cantara duas arias de sua cscolha, a
monos quo a senhora Maria Luiza antes lhe ti-
vesse dito que isso faria, c que depois vendo a
resistencia apresentada pela sociedade d'Apollo
se desdissesse de sua palavra? Que talento ful-
gente e coruscante! Com Hcenca do nobre com-
municanle, que a phrase sua, Que furgade ra-
ocinio Que lgica sublime'. Que hermeiieuti-
PRESIDENCIA 1)0 F.XJt. SR. DESEMBARGADOR
SOUZA.
As 10 horas damaohaa, achando-se presentes
osSrs. deputados Basto, Silveira, Lemos o Bego,
o Sr. presidente declarou aborta asessSo.
Foi lida e approvada a acta da antecedente.
Leu-se o seguinte
EVPED1EXT-E.
Foi presente a cotacao lcial dos procos cor-
rentes da prata, relativa semana linda.Ar-
chive-se.
DESPACHOS.
Informado pelo 6r. desembargador liscal.os sc-
guintes requerimentos:
De Daniel Pankru. Wild e Thoodoro Just, pe-
dindo o registro do seu contrato social.Satis-
faga o parecer fiscal.
De Joiio Francisco da Silva Novaos, socio ge-
rente da casa comraercial de Teixeira Bastos, S
& Companhia, pedindo o registro do contrato de
sua sociedade.Begislre-se.
Do Joao Jos Saldanha, solicitando a nomea-
cjio dos lugares de corrotor e agente de ieiles
da praga do Cear.Preste fiahga.
Outro de Jos Peres da Cruz e Jos Victorino
de Paiva, replicando do despacho desle tribunal
do 15d< corrente.Nao ha mus que defirir.
Outro de Joao do Bego Lima & Irmo, satiafa-
zeDdo o despacho desle tribunal de 15 do corren-
te.Registre-se.
Outro de Francisco Joao de Barros, portuguez,
pedindo malricular-se.Como reqtier.
Outro Je Barbosa & Sionoes, peundo o regs-
Iro de seu contrato social.Nao pode ser regis-
trado com a condicao 21a por ser contraria no ar-
tigo 461 do regularupiito n. 737 de 25 de novem-
bro do 1851.
Outro de Leal & Borges, replicando do despa-
cho desle tribunal de 15 do corrente.Nao ha
mais que deferir.
Outro de Prudencie Marques de Amorim, sa-
tisfazendo o despacho deste tribunal de 15 do
corrente. Approvam a nomeacao do Juvcncio
Augusto de Athayde, para prcpo'sto do correlor
geral Pendencio Marques de Amorim, a quem
conceden! liccnca para tratar de sua sade fra
da provincia, prestando o mesmo preposto o res-
pectivo juramento.
Foram com vista ao senhor desembargador fis-
cal, os seguintcs roquerimeatoa:
De Francisco das Uiagas Ferreira Saraiva, pe-
dindo o registro do seu navio o ltale Sanio
Amaro.
Nao havendo nada a tralar-se, o Sr. presidente
encerrou a sesso.
SESSAO JL'DICIARIA EM 19 DEDEZEMBRO.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR
SOUZA.
Ao meio-dia, presentes osSrs. desnmbargado-
res Villares, Gitirana, Silva Guimaracs, Guerra, e
deputados llego, Basto, Lemos e Silveira, o Sr.
presidente declarou aborla a sesso ; e fot lida e
approvada a acta da antecedente.
A urna hora da larde cornpareccu o Sr. sup-
pleule Velloso Soares.
JULGAJIENTOS.
Appellantes, lenlo Jos da Cosa, Dr. Joo
Jos Ferreira de Aguiar e outros ; appelladus.
a viuva e herdeiros de Agostiuho llenriques da
Silva.
Confirmada cm parte, e cm parte nao, o sen-
tenga appcllada.
Appellanle, Benlo Jos da Costa appellades,
os administradores da massa fallida do Andiade
& Leal. .
Foram desprezados os embargos.
Appellanle, Joaquim Pereira Baslos ; appclla-
dos, Campos & Lima.
Adiado a pedido do Sr. dcpulado Reg.
Por nao ter comparecido o Sr. supplente P.nar-
que nao podo SCrJnlgada a appellago cm que
sao :
Appellantes, o presidente c directores da cai-
xa filial do banco do Brasil nesta provincia ; ap-
pellados, N. O. Bieber & C. c J. Kcllcr & C.
DISTRIBUigoF.S.
Appellantes, Francisco Brasilero de Albuquer-
que c outros herdeiros do finado Francisco do
Bego Albuquerque ; appellado, Mximo Jos dos
Santos Andrade.
AoSr. desembargador Guerra.
(Escrivao Albuquerque.)
PASSAGESS.
Appellanle, Tiburcio Valeriano Baptista ; ap-
pellada, D. Archangela Maria Ramos c Silva.
DoSr. desembargador Guerra ao Sr. desembar-
gador Villares.
Nada mais hove a tratar
Btco Rahgel,
Secretario interino.
cioei
c-i apurada! Quem disse ao communicanle, que
o Sr. Ferraz foi logo armado do programma na
mao, (ex|iressao sua) quando foi convenconar
com a senhora D. Maria Luiza para trabalhar em
seu beneficio? Por cerlo que ninguem, a nao ser
o commuuicanle, que tahez fosse discpulo de
Fr. Girundio, collcgiria tal! pois do artigo publi-
cado por essa senhora nao so deduz isso o sabe-
mos lainbcm de ionio linipa, ( expressao ainda do
communicanle), que essa senhora nao proinelleu
cantar arias, como pode afirmnr o Sr. Queiroga,
encarregado da msica, c o mesmo Sr. Ferraz.
Quanloaos80j(, deque tanto parla o communi-
canle, lhe respondemos com oquarlo paragrapho
do programma do beneficio do mesmo Sr. Ferraz,
quo se l no Diario de 15 desle mez, 9 o se-
guinle :
Entretanto o beneficiado consagra aqu un
voto du agradocimento bondade com que a
mesniB senhora I). Luiza de Ollveira so prestou
a obseqiiia-lo.
Disse mais o illnstrado commnnicanle quo
era tambom confiada no reconheciment desse
publico que a senhora Mara Luiza ia cantar sem
Geceio de produzir um Haaro, porque a fallar "com
franqueza e sem espirito de querer ridicularisar
a sua yoz de un soprano sforgato [oa enforcado]
de mais subido quUate que a Sr." Fabbri, pois
que apparecendo em publico e no mesmo thealro
depuis, era para fazer obscurecer os louros obli-
dos por aquella.
Concordamos com o engenhosi communicantt
na senhora I). Maria Luiza nao podercantararas, e
como ella mesma wnfessou no sen artigo, c o
ne nao deve sorprender, porque ella nao apren-
deu miisica e nem se lein appliendo ao canto,
porm nao podemos convir oni que o communi-
canle que se leni mostrado lo hostil senhora
D. Maiia Luiza, nao se tenha lembrado, que a se-
nhora Fabbri, ha poucos das, fez parte cm espec-
tculos conjunclameute cum a senhora Palrezi e
o Sr. Torricolli, e que no Santa Isabel teem can-
tado as Jezuna, Camelia, Manoella, Gianeltl e
Outras, quetalvezna opinio do communicanle
fa quem a nalureza Ucrramou ampias maos as
llores do genio o a arte concedcu-lhe lellras e
Irclas) sojam primas-donas de priuiissimo caslcl-
lo c a quem eniretenlo o publico desla cidade
tem ouvido resignado e accolhido generoso polos
seus senlimenlBS de delicaneza o benevolencia.
Rematamos pedindo po famoso communicanle,
que j que to bom conselheiro, aconsclhe
ambem a sonhora Jezuina, cele brisada pelo in-
sigue e melodioso ductlo' que canlou em Naza-
reih, a regressar para esta cidade, atim de fazer
ouviros seus harmouiosos gorgeios que lano en-
canlaiu, e a dcixar as su as represeutages Ihea-
Ireiras ou opericas.
Recife, 19 de dezembro de 1859
O Dr. Mordaz Nacalha.
TRIBUNAL DARELAGmO.
SESSAO EM 20 DE DEZEMBRO DE 1S59.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. CONSELHEIRO ERMELINO
DE LEAO.
As 10 horas da manhaa, achando-se presen-
les os Srs. dosembargadores Figueira de Mello,
Silveira, Gitirana, Guerra, I.ourengo Santiago,
Silva Gomes, e Caelano Santiago, procurador da
corda, foi aberta a sesso.
Passados os feitos e entregues os distribui-
dos, procedeu-se aos julgamenlos seguales-:
AGQRAVO DE PETICO.
Aggravanto, Joaquim Demetrio de Almeida
Cavalcanli; aggravado, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Gitirana.
Sorteados os Srs. dosembargadores Silva Go-
mes e Lourengo Santiago.
Negara ni provimento.
Foi proposta a peticao de Ignacio Cardoso da
Silva, pedindo ordem de haboas-corpus.Conce-
deram ordem para ser apresontado o paciente
cm odia 27 do corrente, em sesso, s II horas
do da.
RECURSOS CRI.MES.
Recrreme, o jul/.u ; recorrido, Manoel Cesar
de Medeiros.
Relator o Sr. desembargador Silveira.
Sorteados os'Srs. dosembargadores Silva Go-
mes, I.ourengo Santiago e Gitirana.
Negou-se provimento.
Recorrento, o juizo ; recorrido, Jos Martins
da Silva.
Relalor o Sr. desembargador Lourcneo San-
tiago.
Sorteados os Srs. deserabargadores Figueira
de Mello, Gitirana e Silveira.
Negaram provimento.
RECURSO COMERCIAL.
Recorrento, o juizo ; recorrido, Joo Douellv.
Relator o Sr. desembargador Gitirana.
Sorteados os Srs. desembargadores Silveira
Figueira de Mello e Silva Gomes.
.Negaram provimento.
ItF.MSlA CIVEL.
Recorrento, Gabriel Jos Gonealves Pereira
Bastos ; recorrida, D. Joaquina Teixeira da Cu-
nlia.
Julgou-se a favor da recorrida.
APPELI.ACES CIVEIS.
Appellanle, Maria Benedicta o sua tina ap-
pellado, Hermenegildo Gonealves da Silva.
Conirmaram a senlenga. "
Appellanle, Jos Antonio Pereira Pacheco c
sua mulher ; appellado, Jos Sraith de Vascon-
celos e sua mulher.
Confirmada asentenga.
DU 1U. PMRBGBa.
Appellanle, Felino Freir de Andrade : ,-'-
pcllado, Joao Velho do Mendonca Furia!"
Foi jafgado e deserta o appellago
O que escroveu o Sr. I. F. nao moleslou-me,
como suppoe : pelo contrario, respondendo-me'
fez-me honra o deu-mo o procer de apreciar seu
taiento e illuslragio. Se respond, foi para mos-
trar que eu nao liona esciiplo som me haver fir-
mado em escnplores recomniendaveis; o, so no
correr da ponna escapou-me algum lermo, quo
possa ter oltouddo o Sr. D. I'., apresso-mc em
dar-lhe a devida snlisfnco.
Nao insisto em que o bravo Camaro houvesse
morrido em consequenca da primeira batalha dos
Guarapos. A respeilo de sua motle ha obscuri-
dade, e eu desojara antes que elle livesse suc-
cumbdo a ferim-sulos e soLre o campo do bala-
Iha, do que Cebas e sobre o leln; mas, ou mor-
rease em consequencii dessa batalha ou de moles-
lia, ninguem poder negar-lhe a glora que seus
feilos d'armas hte grangoaram, nem arrancar da
historia de Pemamburo as paginas, cm que seu
nomo figura.
Nao leudo a primeira edigao do Corrilo Lu-
sitano, e sim a segunda, publicada em Paris por
J. I'. Aillaud, foi pur ella, que gue-me. Nessa
segunda edigao pag. 492, lv. XI n. 2, se lo o
seguinte : at que picado dcstes estmulos sa-
bio do Arrecife Schkappe) pela una hora depois
da moia noile de 17 de abril de 1618, com 7,400
combatenles, deixaudo de reserva o coronel len-
riquo llus {a livrede nosso poder] com 1,000 in-
fantes, n ordem quo cm tempo ceno se fosse en-
corporar com o exercilo nos montes Guararapes,
como depois fez. Soldados auxiliares entre ne-
gros e Indios 1,400, o 700 gastadores ; e para que
llcnrique llus nao perdesso lempo lhe deixou oi-
dora secreta, que com seu leicp fosse saquear e
passar ospada toda a genio da Var/ea ; mas foi
errado seu projecto ; e intil a ordem, porque
loda a gente se Un ha retirado, como ja disse-
mos.; e foi sommando esses nmeros, que
cheguoi aos 10,500, que so leem cmbaxo do
quadro que se acha pintado no forro do coro da
igroja de \. S. da Conceigao dos militares, lis-
tando persuadido que s se linha expurgado da
primeira edigao dessa obra srus defetos relativos
forma, som que cm nada se houvesse alterado
a materia, como o disse o mesmo Aillaud cmsua
advertencia, suppuz q;;e hara inexaclidao no
que linha dito o Sr. D. 1'., o que pode succeder
a qualqucr, mesmo sem ter proposito deliberado
de faze-lo ; mas, convencido agora que ludo par-
ti de guiar-so cada um de nos por edigao dilTe-
renle, apresso-mo era declarar que t inexaclidao,
notada por mim, nao parti do Sr. I. F.
Ninguem mais do que cu admira os altos fei-
tos feitos desses que com iteraia com extrema
coragem contra os Hollandezoe, o conseguiram
iivrara patria do dominio eslrangciro; mas nao
posso admitlr como rerdadeiro londo que diz
liei Raphael de Jess em SCU Castrloto Lusita-
no, principalmente qe.--.rio letiho documentos ir-
vicoao pJi/, Mipieile que osueve'sae a lustona des-
ses lempo heroicos s guiaueai-sc pela verdade;
o porque carecemos do traballw similhante,
que eu pnicuro meiosde esclarceer cercos pontos
quo me parecem obscuros.
Nao continuando a discussao. resla-meo dever
de agradecer so distineto Sr. I", a considera-
gao com que dgnou-se de tratar-rae, o a honra
que me fez; c, se admiro o talento mesmo em
meus inimigos, nao posso dcixar de admirar o seu,
que tio cultivado.
Br. A. F.
20 de dezembro de 1859-
Publicaces a pedido.
Sandaco
A' S. M. O IHPKB.VBDU
Hesitada na noile de 15 de dezembro, no thealro
dt Apollo, por occasio do espectculo da S,
Il.l'artciular Recreaco a que se digua-
ra m a-/ir SS. iftt.,
POR BERARDO JOAQUN CORflElA.
Brasil, miuha palria, sers sempre grande,
Pois guia-te um Pedro,maior que Alexandre,
Governa-teumsabio.quernaisdoquaumRei!
Calasans nltimos paginas.
Salve, Egregio Monarcha, Excelso Principe,
Filho de Hroes, honrado em tojo mundo 1
Salve sal Ve I do povo santo dolo,
Salve Sol do Brasil, PeJro II.
II
. Ante vos, vossa vista
Humilde curva-se o artista,
Quo s aspira a conquista
D\3 servir Patria, le !
Son artista, e sou soldado,
Tenho urna espada a meu lado,
E tenho um bra^o adestrado
Para a dueza do Rei.
Sou artista, e ponen affeito
Des mentiras ao defeilo,
S digo o que sent o paito,
S digo aquillo que sei :
Filho do povo, a firmeza
Adoro da realeza,
Quaodo a circunda a grandeza
De um Pedro, deum sabio Rei.'
III
Bemvindo seda vos s nossas plagas,
A' larra de Nassau, Maurica !
Astro bnluante, avivenlae com os ratos
As nossas artes, o saber, a idea I
Preciamos do V?, de vossas luzes,
De vossa animapao, sois bom, sois justo !
Renata para a historia em lodo vosso seculo
Cs de l'ericles, de Luiz, de Augusto 1
IV
Salve, Egregio Monarcha, Excelso Principe,
Filho de Hroes, honrado em mundo !
Salve Salve 1 do povo santo dolo,
Salve sol do Brasil, Pedro II !
Como anlgos educandos do collegio dos or-
phos em Olinda, fomos, par occasio de estar
naquella cidade, no dia 18 do corrente visitar
esse estabeleciraento de caridade publica, que
tem lirado da ignorancia e miseria grande parle
da orphandade desta provincia : levados to so-
mente pela grata recordago que, depois de 19
a 20 annos, anda conserraraos do tempo em
que, orphos e desamparados alli encontramos
o abrigo onde livres da miseria recebemos a edu-
cago o o ensino que lhe devenios e multo apre-
ciamos.
All recebeu-nos com a maor aftabilidado e
delicadeza o rcspetavel director desse collegio,
o Sr. Jos Bcnto da Costa, que dignou-se fazer
o favor de franquear-nos asuaenlrada c atten-
ciosaniente acompanhar-nos cm nosso desejo,
mostrando-nos os-sales, dormitorios c mais
parlesdelle. Em abono da verdade, que sabe-
mos inulto prezar, julgamos um dever da nossa
Sarje darmos urna publica demonstracio da salis-
ico de que licamos possuidos, por ver a re-
gularidado, ae-:o e ordem que presentemente se
observa na-u > collegio.
Notamos C. grande admiraco nossa a mu-
denca que alli _J tem operailo no rgimen, dis-
posigo dos educandos, limpeza quer ncsles,
quer nos seus dormitorios, que sao de ferro, com
ptimo colxo o Iravesseiro, sendo esto enfro-
nliado o aquelle coberlo com alvos lcnges de
briin e cobertas de chita, tudo muito limpo.
que cerlamenle devido ao zelo e outras quali-
dades recommendaveis que distinguen! a pessoa
do seu mu digno director.
Aceile porlanlo esse distineto empregado a pe-
quena, porm verdadera exprusso do nosso
seulmento, como significativa prava do quanto
nos allegramos, por ver que esses pobres or-
phaos enconlraram cm sua pessoa um pai que
comprehende pcrfeitamenle este sentmento, e
o cumplimento dos seus deveres. Perdoe-nos,
poi';m, se na expnnso do nosso juslo sentimen-
to.fomos nbrigados a ferr sua modestia.
SF.JA ADDIf.IONAOO OUnF.M DO DIA, E
PASSE SEM DISCUSSAO.
O nomo de Pernambuco da lingua dos Indios
para significar a forma seguinte. Da barra do
Pico al alm da Barreta, outro lugar assim
chamado, ha urna.serrana de pedra que divide
o mar da niar, feita pela nalureza, o appcllidado
Recife. Na pona delle, que olha para o norte
ha duas abertas, que formam duas barras, urna
ja mencionada do Pico, e outra mais arredada :
n esta duas barras chamaram os naturaes Pa-
ranambuco, isln rio que corre por entre pe-
dra* furadas, ou abertura de pedras, por onde
entra e sahe o rio e as suas aguas.
Este nomo quando se pz, foi mu proprio,
porque amigamente alm das duas barras, tinha
a serronia muilas abertas pequeas o rasas ou
fumas, por entre as quaos passavam muitas
aguas, que os primeros poroadores, e depois os
llollandezes n andoram encher e entupir cora
outras pedras lavradas por arto, como se divisa
em algumas parles.
Esla preciosida-dc antiga va publicada com a
mesma linguagemem que eslava escripia, c com
ella Ilcaro os teilores sabendo a legitima deri-
vaco do nomc desta provincia,'.que Poranam-
buco, o-qual por bem da eufona ou por corrup-
! lela so pronuncia Pernambuco.
totume; $a!VUiOt com lazenu.ia
com geueros
2S!
367
Descarregam hoje 20de dezembro.
Galera iuglnzaD. Drogofaanoa>M.
Barca ingleza Psntheafijle* c carvao.
Brigue inglozEarl Gre} ferro o carro.
Barra ingle/aijuecri- baeallio.
Brigue inglezDantedem.
Barca fraucezaAdellequeijos c batatas.
Barca france/a Deux Edouard diversos g-
neros.
Brigue sardoMaria Luizadiversos gneros.
Brigue americano=Mary Hellon familia, arroz
e bolacha.
Escuna hollandczaHeerenvenqueijos e cer-
veja.
Brigue portuguezRobim diversos gneros.
Brigue pnrluguz=Promptido diversos gneros.
Palhabole brasilero -Piedade dem.
liii]iorla(\o
Hale nacional Novo Olinda, vindodo Acarac,
consignado a Tasso & IrmaO; mauifestou o se-
guinte :
185 meios do solo. 50 saceos fariuha de man-
dioca ; aos consignatarios.
SOsaccos farinha do mandioca, 280 meios de
sola ; a Joo de Siqueira Ferrao.
245 saceos farinha de mandioca, 5 magos cou-
ros de bezerro, 80 ditos courinhos, 2UT linios de
sola, 1 caixotinho queijos ; a Jos Rodrigues Fer-
reira.
16 saceos farinha de mandioca ; a Manoel Fi-
gucird de Faria.
52 ditos ditu, 5 ditos arroz, 92 meios sola ; a
Manoel Gougalves da Silva.
2i2 saceos farinha de mandioca, 1,005 meios
de sola, 2 saceos gummi, 3 ditos arroz, 1 dilo
feijio, 10 magos couros miudos ; a Joao Jos de
Carralho Muraos.
259 meios de sola ; a Francisco lavaros G. de
Monozes.
6f meios de sola ; a Manoel I.ourenro C. de
S.
40 sarros farinha do mandioca, 2 ditos gomma,
78 rnekis de sola ; a Joao Jos de Gouvca.
25 sacros farinha de mandioca; a Pontos &
Fernandos.
10 ditos dita ; a Joaquim Vieira de Barros
38 ditos milho, 51 ditos farinha ; a Bragas &
Antones.
33 saceos farinha, 171 meios de sola. 19 magos
couros miudos : a Joaquim RodriguesTavarcsde
Mello.
70 sacros farinha de mandioca, 40 meios de
sola ; a Francisco Ferreira G. de Menezes.
25 saceos farinha de mandioca ; a Antonio Co-
sario Moreira Dias.
CONSULADO GERAL.
Rendiraento do dia 1 a 19. 37.4705318
dem do dia 20......2:115j952
39-586J270
DIVERSAS PROVINCIA?.
Rendimento do di 1 a 19.
dem do dia 2)
1:6775050
46$867
1:72J817
DESPACHOS DE EXPORXACO PELA MESA
DO CONSULADO DESTA CIDADE NO DIA
20 DE DEZEMBRO DE 1859.
MontevideoPolaca sarda Maria, Viuva Amo-
rim A filho, 100 barricas assucar branco.
Lisboa Patacho portuguez Maria da Gloria,
Antonio G. M. Leal, 30 saceos assucar branco.
New-YorkBrigue inglez Broekingv., Whately
Fosler c C, 1,950 saceos assucar mascavado.
Nexv-YorkBrigue americano Oriaunj, Barolt
& C., 889 saceos assucar mascavado, e 2,000
chifres.
Porto = Patacho portuguez Duque do Porlo,
Joo Jos Rodrigues Mendes, 326 couros sal-
gados seceos.
ULCEB80ORIA DE RENDAS INTERNAS
GERAF.S DE PERNAMBUCO
Rendimento do da la 19. 2n.-680$3i2
dem do dia 20....... 4:265gl74
24:9153516
r CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dial a 19. 49:4453119
dem do dialO....... 4:078^870
53-SS3J989
Movimiento do porto.
COMMERCIO,
PRAGA DO RECIFE 20 DE DEZEMDRO DE 1859.
S TRES HORAS DA TARDE.
Cotaces offlciaes.
| Descont de letras9 e 10 0/0 ao anno.
i Assucar mascavado bruto 2}2S0 e 2}390 pol-
ar re lia.
Francisco Mamede de Almeida.
Secretario.
CaixaFilial do Banco do Brasil
em Pernambuco.
EM 20 DE DEZEMBRO DE 1859.
Directores da semana os Srs. :
Francisco Joo d Barros e Jos Baptista da
Fonseca Jnior. .
A caita descont letras a 9 0,'o. toma saques
sobre a praga do Ro de Janeiro, e recebe dinhei-
ro ao premio de 6 0,'rj.
Ajaras sahidos no dia 20
Acarac22 dias, hiato brasilero yJro Olinda
de 85 toneladas, capito Custodio Jos Vian-
na, equipagem 8, carga farinha de mandioca
c mais generes ; a Tasso & Irmos.
Buenos-Ayres 28 dias, barca americana A'
Boynlon. de 437 toneladas, capito A. K Mil-
lar, equipagam 12, carga couros ; ao capito
\ oto refrescar, o seguio para New-York.
Rio de Janeiro8 das, brigue brasilero ilmi-
ranle. de 213 toneladas, caplo Joaquim Ta-
vares leixetra, equpagera 8, carga 425 barr-
cas com farinha de Irigo c mais gneros ; a
Antonio L. de Oliveira Azevedo.
Montevideo2 dias, galera francoza Raul, de
db8 toneladas, capito I. Rodos, eiuipagem
Ib, carga 112 burros ; a lissel Fieros & C.
Liverpool46 das, barca ingleza Uersclia, de
400 toneladas, capito I. Haverton, equipagem
11, carga carvo de pedra ; a Itoslron Roo-
ker c C.
Sacio saludo no mesmo dia.
ValparaizoBrigue hamburguez Cano, capito
G. R. Baren?, carga assucar.
" SE.
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>
Editaes.
neis do con'.;:'
um grande ser
NOVO BANCO
PERNAMBUCO.
EM20 DE DEZEMBRO DE 1859.
O Banco desconla na prsenlo semana a 9 O'fl
ao auno at o prazo de 4 mezes, e a 10 O/o ate
o de 6 mezes,e toma dinheiro em cotilas crven-
les simples ou com juros pelo premio e prazo
que se convenconar.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 1 a 19. 363:001)5991
dem do ola 20......21;5i95t>0
38i:551$:,7
MOVIMENTO DA ALFANDEGA.
\ olum.es entrados com fazendas 35
t com gneros 614
=== 619
Joo Baptista de Castro e Silva, officiaj da or
dem da Rosa, c Inspector da thesouraria de
fazenda de reruamhuco por S. M. I que Dos
guarde.
Faco saber aos que o presente edilal rirem que
em cumprlmento de orden do tribunal do thc-
souro nacional de 14 de novembro prximo pas-
sado se comer a fazer nesla thesouraria a subs-
lituco das nblas de 5CO$0JO da primeira, se-
gunda e terceira estampas. Os'seus possuidores,
pois, podem apresenta-las ao thesourciro desta
lliesouraria, que lh'as trocar por outras de di-
versos valores. Thesouraria de rernambuco 5
de dezemlro de 1859.
Joao Vaptis'a de Castro e Silva.
O Illm. Sr. inspector da Ihosountffc pro-
vincial, em cumprimenlo da ordeni do Exm. Sr.
presidente da provincia, manda fajer publico qu
peranle a junta da fazend da Wsraa thesoura-
ria, se ha de arrematar no dia 12 de Janeiro pr-
ximo fuluro, a quem mais der 696 lampeos qne
serviram na illutniaaco publica desta cidade,
com suas competentes ferrageus, avahados em
40* cada um.
Os pretendemos podem drigir-se repartido
das obras p^iblidbs, afim de examinaremos men-
cionados lain pedes.
E para coi.!r se mandou affixar o presento e
publicar polo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 18 de dezembro de 1859. O secre-
tario,
Antonio Ferreira da Aanunciaco.
Oeclaracoes.
Cuusellio de compras navaes
Tendo-se de effectuar o contrato relativamen-
te ao fornecimento de carvo de pedra para o
consuramo des navios da armada, lanto vapor,
como a vela, oficinas do arsenal de marinha
desta provincia e barcas deescavaro a cargo do
mesmo arsenal, manda o conselh fazer yublii-0
que isso ter lugar em sesso de 27 do correlo
mez, riela de proposlas apresenladas neste
mesmo dia at ,'is 11 horas da manlia, sendo ov
contrato por lempo de 3mez3 ou 6 se o prece-
do fornecimento convidar, c sob as condicoea
que forera convencionadas, cumprindo sor feita
a entrega desse objeclo depois de posto as res-
pedirs carvoeiras com a maor presteza.
Sala do con.selho do compras navaes de Per-
nambuco em 19 de dezombro de 1859.O secro-
ario, Alexandre Rodrigues dos Alijos.
Pela subdelegara do Recifo se faz publico,
queseacham recolhidos a casa dedelenco, os-
seguinlcs oseraves:
Rapl.ai'l prcto, fgido, escravo do Sr. do en-
genbo Orisonte.
Delphna, parda, que representa 23 annos, e
suppe-se ser fgida do lugar de Tgicupapo, e
que foi presa enm o nomo de Seraphina. O sub-
delegado, J. A. Borge.
Conselh adjiiistrativo.
O conselh administrativo, para forneeimeute*
do arsenal de guerra, tem de comprar os ob-
jectos seguintcs :
Par Sula da rnclhorqualidade, meios 600; vaque-
tas do primeira sorte 300; lio de algodo ameri-
cano bem fino, arrobas 2; troqnezes nvaes e nlb
bicudas 21; ^ditos com vasadores 24 : dedaos
para sapateiros, durias 4 ; sovelias sortidas, mi-
Iheiro 1: relalhos de vdro para, sapateiro, cai-
xao 1 ; cera pela, da de abelha, para serol,
meia arroba ; fonos sortidos. espalhador de cera
de carrililha e de berra grossa e lina 60 ; caixas
com soda do sapateiro 12.
Para a fortaleza do Brum.
Lirio com 250 folhas do papel pautado 1.
Quem quizer vender laes objectos aprsente
as suas proposlas em carta fechada na secretaria
do conselh s 10 horas da manlia do dia 26 do-
corrente mez.
Sala das sessoes do conselh administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 13 de
dezembro de 1859. Peno Jos Lamenha tns.
coronel presidente.
Acha-se nesta subdelegada um cabrnha,
por ter sido encontrado no lugar de Ponlc do
Uchda, o qual suppoe-se ter fgido ; diz ser es-
crava de urna senhora viuva que mora na ra
da l'raia: a pessoa a quem a mesmo pertencer,
dirija-se esla subdelegada par,a ser entregue.
Subdelegacia do Poco da Panella, 16 de dezem-
bro de 1859.O subdelgalo, Jos Gonrahes da
Porciuncula.
Batallio ile nfantaria n. 9.
i. semestre do 1860.
O conselh econmico do mesmo batalho,
tendo de contratar para o semestre a ima os g-
neros alimenticios em seguida mencionados, pa-
ra sercm as pracas arranxadas, convida aos se-
nhorus negociantes e padeiros a comparecerem
na secretaria do mesmo batalho no dia 26 do
corrente, pelas 10 horas da manlia. munidos de
suas propostas em cartas fechadas,
l'os do 6 oneas.
Dilos de 4 ditas.
Carne secca.
Dila verde.
Bacalho.
Azeite doce (em garrafas).
Vinagre (dem).
Toucinho.
Farinha de mandioca.
Feijo.
Arroz pilado.
l.enha em adas ou centos).
Mautega.
Caf.
Assucar trigueiro refiuado, ou branco decarosso.
Adverte-se, porm, que os gneros derero
ser de boa qualidade. Quartel na Soiedade 16
de dezembro de 1859.
J. F. Moraes e Vasconcellos
Tenenle secretario.
Pela adniinistraeo do correio desta cidade
se faz publico, para lins convenientes, que em
virtudc do dsposln no art. 13 do regulamcnto
de 21 de dezembro de 1844 c art. 9 do decreto n.
787 de 15 de maio de 1851 se proceder o con-
suramo das cartas atrasadas existentes no dia 31
do corrente, s 11 horas da manhaa, na porta do-
mesmo correio, e desde j se achaiu expostas as
respectivas listas dos interessados. Correio de
Pernambuco 16 de dezembro do 1859.
Domingos dos Pasaos Miranda.
Administrador.
Novo Banco de Pernambuco.
O novo hinco de Pernambuco reco-
llie as notas de sua eraissao de K'3 e de
20$, e pede aos possuidores das mesmas
0 favor de as virem trocar no seu es-
criptoi io, das 11 horas da man hila at
as 2 da tarde.
Acha-se recolhido casa de deteneo o"
prelo Antonio, que diz estar fgido, e ser escrae
vo de Anlouio Francisco Marcelino, o qual fra
preso a urna hora da noile do dia 16 do corrent-
com urnas gallinhas tortadas no lugar da Casa
Forte. Subdelegacia da treguada do Poco, 18-
de dezembro de 1859.O subdelegado,
Jos Gonealves da Porciuncula.
Tribunal rio commerdo.
Pela secretaria do tribunal do conimercio da
provincia de Pernambuco se faz publico, que nes-
la data tica registrado o contrato social, quo em
19 de outubro do corrente anno celebraran] os
cidados portugueses Francisco Teixeira Bastos,
Bernardo Jos Luiz de S e Joo Francisco da-
Silva Novaes, estubelecidos nesla cidade sob a
firma social de Teixeira Bastos, S & C, da qual
podero usar lodos os socios : dovendo a mesma
sociedade durar o e3pa$o de 5 annos contados
da data do referido contrato.
Secretaria, 20 de dezembro do 1859.O. A. do
Reg Rnjiget, ollicial-raaor interino.
Tribunal do coinmercio.
1 Pela secretaria do tribunal do comraercio de
Pernambuco se faz constar, que lendo o mesmo
tribunal concedido ao correlor geral desta [traca
Prudencio Marques de Amorim, licenca para tra-
tar de sua saude fora da provincia, ficou exer-
cendo as funecoes de dito olFicio o preposto Ju-
vencio Augusto de Athayde, o qual j lora com-
petentemente juramentado.
Secretaria, 20 de dezembro de 1859.Dina-
merico Augusto do llego Rangel, ollicial-maior
inlerino.
= A cmara municipal desta cidade, desejan-
do que se conserve para sempre a memoria dt
feliz acontecimento do dia 22 de novembro, cm
que esla cidade teve a disiincla honra de receber
a augusta visita de SS. MM. II., rcso've que d'ora
em diante o caes do Collegio perdendo esta de-
nominarn, seja conhecido porCaes de 22 de
Novembro.
Poco da cmara municipal do Recife, em ses-
so de 19 de dezembro de 1859. Joaquim Lucio
onleiro da Franea, pro-presidente.Manoel
erreir0,Acriul_, secretario
Delcgacia do 1. districto d (erniu
do Recife.
Por esta delegada se faz publico que se acham
recolhidos ao deposito geral dous carelios, c em
mos particulares una earallo, urna pulseira,*ini
cordo do ouco e urna bolsa com algumas moe-
das liudas de prata : as pessoas que se julgi-
rem com direilo a esses objectos, apparecaiu com
os signaos respectivos, que Ihcs sero prompta-
mente entregues.. Recife 20 de dezembro de 1859.
Hnrique Vereira de Lucena.
= Acha-se recolhido a casa de detoneao a or-
dem da subdelegacia decanto Antonio, o n.olc-
que crioulo de onje Luiz, que representa ler du
lal6 anuos de idade e diz ser filho da preta
Mathldes, c escrajo do lavsador Florencio do
tal, morador para as bandas da cidade de Olinda.
o qual foi preso por confessar andar fgido:
quem for seu dono comparcea neste juizo mu-
nido de suas pro-vas para lhe' ser cntr*guc. Re-
cife 14 de dezembro de l%9t=AltDM Bernar-
do Q'iinteiro, subdelegado supplente.
Pela recebedoria de rendas internas so faz
publico, que no corrente mez se linda o prazo da
eMiranea aniigavel aos imposlos pertcncenles ao
atfercicio de 18581859, a saber renda aos pro-
prios nacionaes : foros de terrenos e de marinha
dcima addicional de mo mora; imposto sobre
lojas e rasas de desenlo ; dito especial sobre
casas de movis, roupas, mobilas e calcado es-
lrangciro ; dito sobre barcos do interior e laxa
dos escravos, lindo o qual se promover a cobran-
eacxccutiva contra os reraissos: outro sim que
o mesmo mesmo mez deve Icr lugar o paga-
mento dos imposto3 perlertrelhcs ao excrcicio
de 18891860, a saber : do primeiro semestre da
dcima addicionnl de mo mora, do imposto so-
bre lojas, do dilo especial, do de barcos do inte-
rior, depois do qual pagor-seha conjuntamente a
mulla de 3 Om. Rocebedoia de Pernambuco, 5
de dezembro de 1859.O administrador, Manoel
Carneiro de Souza Laeerda ^_______
> -
Avisos martimos.
__ I'.,..; Arr-crty, o hiato Dundotc teccbe car-
MOTILADO
N


(4)
os n. i.
DIARIO DE PERNAMBUCO. QUARTA FURA n DE DEZEMBRO DE 1859.
Oros : trau-se na ra Ja MaJrc Jo
Para e Maranho.
tender-se com o difo agente.
Espera se o veleiro palhaboto Novata, eapio O agente Pestaa continua a estar aulorisado
Joaquim Jos Mendes, que apenas lenha desear- Pfla commissao hquidalaria da extincta socieda-
regado, seguir cm poucos das para os portos d0 f'e lia,-,a0 ,eciJos u0 algodao pira vender o
cima, rom a carga que liver : recebe carga o|re!an!e, d,,rrcno ^ sitio da mesma sociedade.
passageiros trnta-se rom os consignatarios Tei- Os prolcndentes podem dirigir ao arroazem da
xeira Pastos Sa & C, largo do Corpo Santo n. 6, i a d? VlS-1i'<> n. 11.a qualquer hora do da a
segundo andar.
Para o Rio de Janeiro.
A bem conhecida barca nacional C/e/iienfino,
a sabir at o da 24 corrale, por terquas com-
pleto sen carregamento : para o resto e passagei-
ros trala-sc com o capillo Jernimo Jos Teles,
Gnilherme Carvalho i C, no seu escriptorio
Jo Torres.
ou
rua
Cear, A carac e
Granja.
t) patacho nacional .-liuia, Hem boa parte da
arga prompta : a tratar com Tassn Irisaos ou
''orn o capito Graciano Henrique Matra.
Para o Rio de Ja-
neiro
sabe com vrevidade o palhabote Artista, capilao
Jos Joaqun) Alvos das Neves, recebe carga e
passageiros : fi tratar com Gnrtano Cyriaco da C.
M. ao lado do Corpo Santo n. 25.
Para o Porto Alegre, coro escala pelo Rio
lirondo do Sul, sabe com milita hrevdade o pa-
tacho Xovo Lima, tem prompto parle do carre-
gamento ; e para o resto a frote, trata-se com os
consignatarios Amorim Irmoos, ra da Cruz n. 3.
ss Para a Figueira com escala por Lisboa,
com loda a breviJade o lindo brigue portuguez
Bella Figneirei.se, de que capito Luiz de Oli-
veii i Lobo, tem parle da carga prompta, tem ex-
cedentes commodos para passageiro?, para urna
eoutra cousa tratase com os seus consgnala
tos Francisco Severiano Rabello & Filho ou
com o capilao na praca do coramercie.
No dia 27 do crrente sabe impretervcl-
mente para o Ass o Aracaty o hiale /ireiictrri,
por ter maior parte da carga prompta: quem
quizer carregarou r de passagem dirija-se ra
Sis. Sampaio Silva & C, segundo andar : a tra-
t com Jos Joaquim Ahcs da Silva, incstrc do
eferido htale, *
Para o Porto
sabir com breviJade o -patacho portuguez Du-
mesmo quizer carregar ou ir de passagem, dirija-
se a raa da Madre de Dos n. 84, a tratar com
Jos Antonio da Cunha & Irmo, ou com o capi-
to na pro;a do Corpo Santo.
Leilao
Quarta-feira 2L do corrate.!
O agente Borja far leilao cm seu armazem na
ra do Imperador n. 15, de movis, loncos, pra-
la eoutros rauitos objectos, sem reserva'de pre-
co o qual dar principio s 10 horas em ponto.
LEILAO
Pelo agente
TANA.
O referido agente far leilao- por conta de
quem pertencer : quiula-feira 22 Jo corrente s
10 horas damanhaa na porta do armazem do Sr.
Aunes dcfronlo da alf.indega.
DE
50 caixas com batatas.
10 barris com chouricas.
9 ditos com gerapiga* superior.
V1
i(tm
tu
DE FERRO SOLUVEL
DE
\S
AGENTE
PESTAA
leilao
far
feira 21 Jo corrente s 10 horas da man
armazem dos Srs. Tasso Irmo junto a
nova
DE
27 saceos com millio vindo de Marselha.
LEILAO
Avisos diversos.
LI0ES PRATICAS
Doutor en scieacias, inspector da academia, professor de pharniacia, ollcial
da nhiversidade de Pars, etc., etc.
Approvado pela imperial academia de medicina do Rio de Janeiro e
escola medico-cirurgico de Lisboa, etc., etc., etc.
amenrrha (irregularidades e faltas menstruaes
As summas vantagens que os mdicos tem ti-
rado, cn> todos lempos, do ferro, e o crdito
ral de que esta substancia
(fo-
gosa como um Jos
preciosos remedios que a aeiencla possue, e
reconhccc como
que
o pnmeiro era
DE
ESCRITA COMMERCIAL
Por partidas dobradas
E DE
MUTnoiimci
D pertencer quarta- RuO>N0Vail i,SegU)ldo aildat.
a no H. Fouscca de Mcdciras, escriturario da
ponte j thesouraria de fazendadesta provincia, compoten-
I lemente habilitado pela directora de instracc.no
| publica para leccionar arithmetioa nesta cidade,
| lea resolvido juntar, como complemento do seu
curso pratico do cscrituraco por partidas do-
a therapeutica
j rauitas neceos do apparelnolgc^VToarU-
cularmente en. todas as dependente de aUer-
ooes na mens ruaco. etc.; le feilo rom que
por toda a parte os mdicos, chinacos" o phar-
| maceu icos lenham trabalhdflo iacessantcmente
por o tornar cada vez mais til, excogitando lo-
drS mci0SPara .f menos refractario
.. aysiao, e assim privar o seu emprego dos
Umpo, c particularmente dos que c.ostuma pro-
ifSLZ9 PCM*5? m or8n'"Cao ddicada, por
e S"a d-mcl} a,bsorPo. Daqui as nn'e-
Eri, ,E?a"we5 d fcrro' onecidas em ma-
Sn r?'" rtodas a-s 'l"aes corresponderan]
mel.oi o seu f.m se nao lora o inconveniente da
. .tolerancia do estomago, isto a difficuldade
de sua assimilacao, e conseguintemente a perda
oaBiC: ?erar.a e difficuldade na digeslao
tZ- Sa0dK Ventre' etC-- elc'> qw muita.
\ezes acompanham o seu uso.
t to geral o emprego do ferro
era medicina, c
DE
Manteiga ingleza.
Quarta-feira 21 do corrente.
PELO AGENTE
bradas, o ensino de contabilidadc especialmente f1.10 lao i'onhecidos os seus resultados r
na parte relativaa redueco de moedas ao cal- j "-se, ninguem ignora boje os motivos de sua
culo de descontse juros simples e compostos, aPP"cacao, assim como a raza o de suas viitu
conbecimenlo indispensavcl as pessoas que de-U3 Como elemento do sangue, como parte in-
comm. rcio ou que j se | '"Sranle^ do organismo, nenhum medicamento
O Jorge sabe para o Acarac com encala pelo
As do corrente impreterivelmente,
arga ou seu ella : a tratar com Tasso Ir-
mos ou com o capilao Domingos Henrique
Nafra.
O referido agente vender por conta de quem
pertencer no Jia cima designado e pelas 10 ho-
ras damanhaa no armazem do Sr. Araujo no
Forte do Mallo
Em lotes vonlade (ios com-
pradores
110 bar.s com superior manleiga ingleza.
LEILAO
soja ni empregar-se no
acbom rallo estabolecidas. A aula ser aberta
no Jia 13 de Janeiro prximo luluro s 7 horas
da noile ; e as pessoas que desejarcm matricu-
la r-se poderuo deixarseus nomos em casa do an-
nunciante al o mencionado dia.
Aluga-so um segundo andar e solo com
bastantes commodos na ra da Guia do Recite :
a tratar na ra d'ApolIo n. 24, armazem.
Fugio no dia 12 de dezernbro do engenho
Junqueira comarca do Cabo, o cscravo Manuel
com os signaes segnintes : mualo alvo, com ca-
bellos pretos o estirados, feio de cara, grosso do
co.p-
sco
ravl.o.wTi,?'Ju effcilos a "nsiveis e ma-
" edaqui a roputacao inva.iavel do
que goza, reconhccida por todas as escolas, c
diSZEiJSXESS qUCl deos dospri'n-
"P'^Scraes da medicina, se tora tornado syste-
SSSi? clusiv.s.as. Tra.ara-se portan o de
dcscobnr um novo composto que, ingerido no
estomogo. o nao cansasso e fosse pro3amenle
absorvido o assimilado, e que mesroo sem o coi -
duerfuCn,u 2s?*id' t23SffS5
de sueco punco pudesse ser supportado uor
. pessoas as mais delicadas, sem fatiga? o estomo-
po, ba.xo. peinas arqueadas, ps feios, repre- 8 produzir a constipacao de ventro
la 20 almos de idade, nao tem barba nenhu-! 0s "
#3i
Quinta-feira
PELO
do corrente"
AGENTE
PESTAA.
A'porta do armazem do Sr. Annes defronte
da alfandega, no supradilo dia pelas 10 horas da
iiianliaa, o mencionado agcnle vender por con-
ta de quem pertencer
200 tanta com excellcnle* massas chegaas re-
centemente no ultimo navio francez.
Domingos FerreiraMiia, mo- ||
rador na ra do Apollo n. 4, S
tem para vender : 1 escravu par- H
do de idade de 5 a 30 anuos, ||
hom oicial de carpioa ; outro
dito tambem pardo bom otlicial
de pedreiro ; outro dito tambera
pardo de idade 17 annos, bonita
figura, tnais sem officio ; salsa de
superior qualidade cheeada do
Para' no dia 9 do correte no
vapor Paran', vende-se por
menos do que em outra qualquer
parte.
administrar.
e mais fcil
. mais ate Satisfazla meliinr itn
s^di'l-erSin^ -U'rS W5 SSSi
i il. indicios praticas.
e cu
forma
sem
. _enles
a esperanca de que os medico
cS'raDiS?,": Cm ell rae'h0raS Jipos ;
iras rapdas e seguras, e abreviar consideravel-
po da convalescunca das dooncas,
de
porm
Cozinheiro.
O Sr. Francisco Antonio Coelho, com hospe-
dara no Recife, sjbo quem tem uro escravo co-
zinheiro e copeiro para vender ou alugar.
A pessoa que annunciou querer um caixei-
ro de idade de 16 ou 18 annos, com boa letra
dirija-se ra do Pilar n. 92. '
Vcnde-sc um terreno propriocom 258 oal-
mos na ra Imperial, lado da sombra c da mai
pequea, o seu Tundo immenso e vai a baix>
mar, ofterece muilas vantagens : os prelendentes
dirijam-se a taberna n. 79 no largo da Fenha
confrontando a botica.
Precisa-so de um caixeiro que tome por ba-
taneo una taberna e que untenda : na ra do Rarr-
gel n. 79, taberna.
M O commendador Joao Joaquim da Cu-
g nba Reg Barros d a quantia de 7.325 ffi
|| pertenceutes ao hospital da Misericordia
do Goianna, a juros com a garanta de
qu> boas l.rmas, c com a condieco de ser
15 pago o juro respectivo em prestaces tri-
|K mensaes : quem quizer fazer este negocio
a> lenha a bondade de procura-lo era sua
rt> casa na passagem da Magdalena ou deen-
jf| teuder-se com seu filho o major Rcllaa- ifc
ja mino do Reg Barros, cm seu escriptorio ato
TO na ra da Cadeia do Recife n. 48. m
*&ammtm smmmws mvm
O abaixo assignado reside na ruadaCnu
n. 40, segundo andar.
Jos da Cunha Teixeira.
i iJ rHCi!'a"Se,rdc um araassador na padaria
da Soledade n. 10.
O bacharel Joo A. de Souza Beltro de
Araujo Perora lcndo sob a epigrapheFactos
diversosdo Lxbtral de 2 de dezernbro que elle
havia arrecadado 500$ na comarca dePo d'Alho
para o asylo de mendicidade, faz publico que
elle nada obteve das pessoas a quem pedio ape-
u'.i0" s.fM:os' e 'I"8 os 503 foraB1 es-
dito asylo.
za
:onsli- 'nn'a l"om I^K'e concorrea para
Helia liosa 6 de Jezemt.ro de 18)9.
;ros, tenho
sen
REAL COMPANHIA
Anglo-Luso-Brasileira.
O vapor Brasil, espera-9C da Europa do 2 a
2.". do corrente e seguir para os portos Jo sul no
n-.i-mo dia, para patsaReToa e encommendfs
Irata-seeom os agentes Tasso limaos.
REAL DoV&NfllA
Anglo-Luso-Brasileira.
0 vapor Portugal, ospera-se dos porlos do
suido 21 a22 do corrento e seguir para os da
l'uropa no mesnio dia. Para passageiros en-
Lomiuendas trata-se com os agentes Tasso ir
litos,
Milho e farinha.
O agente Hyppolito da Silva fara'
Hlao de urna porrao de saceos com mi-
lho e lamilla de mandioca chegada re-
centemente da Grauja no patacho na-
cional Anua : quarta-feira 21 do cor-1
rente ao meo dia em ponto no orma-
zern de Machado & Dantas, ra da Ma-!
dre de Dos comfronte ao consulado
provincia
mente
pela sus accaor on7ca7Tn"aTepTicrespae3ciaT
Molestias que se empresa, e
modo de udutinisti-avao.
As molestias em que o phosphato de ferro so-
"'sfm gestan, se ten. mostrado al i.oic
sempre heroico sao as seguinles : a anemia (fal-
la ou uim.nuicao dos glbulos de sangue) )
aoiosto t.lhas de faltas menslruaesl ; a leucor-
rlica (nores brancas, fluxo alvo ou' branco); a
mr/'.r',T^-a1(fal,aJCOmPle,a ou incompleta da
menslrnccao); a dysmemrrha (dilDculdade no
apparecimento da menslruacao, menslruaco dif-
Rii em dores, espasmos, etc.); a ayspeps'ia (fra-
TnL* df,cu,dde Weatao, digesto tarda
f?a dleslao imperfeita) a emacia.o em-
magrecimento sem causa conhecida. assim como
S 0$ irmaOS pa-!'! emmasiecimenio lilho de molestias p.olonga-
orio da mnL "asJ a.s tocrophulus, a gastralgia (dores nervo-
SW2TJZ!^a I"'KT%*? ^s"-remos q'ue.'alm das ,,:-
cura destas mo-
emprego do pkos-
ccommenJavol aodY^Jod* 55
co.,raaS^^r^omP.aPoaPh^al,t
siderar
prompta
Fraqucza e debiiidade geral
cor.
chlorose
com falla de
que todos conbecem como una das causas pri-
mariase muito frequei.les das molestias pulmo-
nares tuberculosas. v
O modo de administrado d* phosphato de
ferro soluvel dos mais simples e facew. Toma-
se em geral duas vezes ao dia, de manba e de
larde, meia hora antes do almoco e do ianlar !
ou s comidas (conforme cada um se der n.e-
hor), logo depois do caldo em dse de meia co- I
Ihcr Je sopa pequea. Esta em geral a dse
que mais convm aos doenles: porm algumas
vezes, o mais tarde, cm vez de meia colher po-
derao lomar urna colher cheia, duas vezes tam-
bem ao da, s ou misturada com agua c assucar,
e at mesmo coro agua c vinbo (branco), se as-
sim se derem melhor. F.stas dses todava po-
deruo ser augmentadas ou diminuidas conformo
a susceplilnlidadedo estomago de cada um.
JPJ!0Sp,iulUAefe-r'J ">lurel> W* cm Jse
;ST hcr de so.pa 5M ob,a de un)a >ibra -le
agua c bem vascolejado, faz urna excellenle
agua ferruginosa superior s aguas Bussan"
P, etc., esobretudo muilo econmica.
" numero dos frascos precisos para a cura
uas molestias cima mencionadas varia con-
lorme as circumslancas Individuaos;
posso certificar que, salvo o caso de
tuicao completamente arruinada, nao ser mister
tomarais do que 3 a 4 frascos; mas aJverlirci
que nao convem que o docnte se precipite, lo-
mando Jse sobra dse, julgando que assim se
cura mais depressa..
Como melhor abono de ludo quanto cima ii-
ca Jilo transcreverei o lestemiinho insnspeito
Joalguns dos principaes mdicos de Pariz, cujos
nomes e roputacao sao asan reconhecidos.
Leras.
Pariz, 3 de julho de 1858.
O phosphato de ferro soluvel do Sr. Leras
lem-me dado os rhelhores resultados como me-
dicamento ferruginoso ; sempre muito bem
supporlado e de urna administrado fcil.
Uarlh, medica do hospital Beaujon.
A preparaciio ferruginosa do Sr. Leras, 6 a
que applico de melhor vonlade, e a que rae d
os melhores resultados, tanto na cidade como
no hospital.Aran, medico do hospital de San-
to Antonio.
Una mulhev muilo gravemente doente, e
qual infructuosamente linha applicado o lclalo
de Ierro, as pillas de Valle!, as aguas forreas
dcSpae dcPassy, fo mntedialameole melhora-' c~s* aa rua do Imperador, antigamente
da com o usodo^/iosp/iato de ferro suluvel. que.lua Llle8o. P- 5. qifeijos londrinos muito
ella supportou muito bem.liernuiz, medico! s"Perin<-esdc 4a 5 libras, e mais barato que em
do hospital da Pieda.le. oulra Qualquer parle.
Eu aconselho muilas vezes aos doenles, c I ..." A. b.nca de..D5?ias ue cera de carnauba da
Aramia ga-
ranlida. M
.Na rua da Cadeia do Recife o. 1.
Cera de carnauba.
Vendc-se na rua da Cadeia do Recife n. 45
urna porcao de cera de carnauba e couros de
cabra.
= Vende-se urna mulalinha de idade de 13
annos, com boa habilidade. e ptima copeira a
tratar no escriptorio de Claudio Dubeux, na rua
do Imperador n. 13.
Queijos londrinos.
principalmente aos que sao dotados de eonsii- oe norias n. 110 j Irabalha e tem as melbo-
tuicoes delicadas, o phosphato de ferro soluvel, ; a ?? 3"ru raerc*d; o preco em arroba
e al boje nao tenho tido motivos sena o para me 10*ute a "Dras, e a mais a 560 a libra,
Bonets para crian-
pa
Dieu.
Rio Grande do Sul.
Segu com brovidade por Icr dous tercos da
arga tratada, o palacio Bom Jess, capito Joo)
(encalves Rcis : para o resto, trala-sc cora Cas-
tao Cyriaco da C. M. no lado do Corpo Santo' 1
Domingos Alves M-itheus fara' leilao
- oor intervencodo afjente flyppolito da '
Silva.de VO barris com vinlio do Porto'
fino e 10 barris com presuntos de La-
mego: quarta-feira 21 do corrente as
4V1 horas em poni, defronte da porta
dh'flfaaclcga.
1
i
^.0
Hyppolito da Silva
a i.umero 25.
Maraobuo e Para.
I) brigue escuna Graciosa, cap
de Souza, sabe impreterivelmente
'oriente, com o que livor a bordo ;
paasageiros queiram rir dar os seus nomes at
-o meio dia de 21, no scriptorio dos consgna-
la nos Almeida Gomes, Ahcs & C, rua da Cruz
numero 27.
Para.
) hiaie -Lindo Paquete, capito Jacintho Na-
nea Ja Costa, segu en.
pouca demora por ter grande parte da carga I \\ caixa* cora graxa lina nira arn
i ii a lijada : para a car*i que lhn falta, trata-se I t & anetOS.
Iriiiandade do Senhor Bom
Jess das Portas.
O escrivo da irmandade do Senhor
Bom Jess das Portas erecta na groja
da Madre de Dos, era nome da mesa
regedora convida a todos os
ra comparecer nocousitor
irmandade quinta-feira 22 do corrente I conLecida vantagens que na
as 11 horas da manhaa, para reunidos i r?;S,,/ns s/ '01 ob,ido. Ja com o c,
e.n mesa gerai elegerein ^ova mesa S&ZZ1 *5*l ;! 1M*e que c
que tem de servir no a o de 1860
a 1861.
Na rua da Cruz n. 45, segundo
andar, precisa-se de urna ama que sai-
ba cosinhar o diario de iMna casa de
pouca familia.
OSr. Francisco do Rogo Barros e
Araujo do engenho Domado, L. Bezcr-
|ra de Siqueira Cavalcanti do engenho
; Fernandes, Theotonio da Silva Vieira
do engenho Saco, Joao Carlos Be-ierra
Cavalcanti, tem cartas e encommends
que de Inglaterra lhe remetteu o Sr. i 0%f%%%^JFH^^^WWf^
Joao Joaquim Gomes em casa de Ma- ^^^^^^t&^^>J^W
noel Ignacio de Olivara & Filho de-
fronte do Corpo Santo.
A commissao encrregada pela ;' *
Associarao Commcrcial Benelicente de :'?:'{
\ preparar o baile em signal de regor::~' ^**
j pela visita de SS. MM. II. a esta n.
, vieta, tem o prazer de annunciar a to-
fara' | das as pessoas convidadas que o referi-
louvar.fobert, cirurgiiio do Jiote)
O phosphato de ferro soluvel segundo a
minha opiniao. a prepaiacao ((ue os doenlessup-
porlam melhor, e a que J* os melhores resulla-
dos.Cazenave, medico do hospital de San
Luis. *
De todas as preparaces ferruginosas co-
nhecidas a que, segundo minha opiniao, se
supporta melhor e cura'rapidamcnle as affecces
que exigem esta indicacao, sem contradicco o
phosphato de ferro soluvel Je Leras.
Tem principalmente a vantagem do evitar a
constipacao de ventre, e de convir s pessoas de
estomago delicado.=>/-. .1. Favrot, autor do Tra-
tado de doencas de mulher.
Afora osles muitos mdicos dos hospilaes de
ancas.
Bonitos bonets de panno Dno guarnecidos de
velludo.com pluma, obra de muito goslo, pelo
baralissinio preco de 5J cada um : na rua do
Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Novas e verdadei-
ras lavas deJouvin.
Mu finas e novas luvas de Jouvin ricamenle
Pariz, que diariamente appieam" citaremos os' cnfeil3das. Pafa senhora, proprias para bailes e
nomes dos Srs. -Irnoi, Bazin, oiael, Castilhes, i pasamentos, Jilas igualmente finas, lisas, tanto
ebou, Deschamps, nenonrilliers Farrot, illelt \?*n. sci,ll0,ra "mo para hornera: na ruado
Cros Uuiboul, onod, Martin, Saint-nge, .Va- <.'dPimado, loja d agina branca n. 16.
I'dil Guillo!, Oltembourg, Pallelan, Sch'uster, \7icrki^il"
ernois, etc. Nos Estados-Unidos, Allemanha, tIoIJUIc
Deposito
Hespanha, Inglaterra, Ilollanda, Russia, Blgica.
Italia, Portugal o Brasil tora sido applicado pe-
los melhores mdicos que tem recouhecido suas
grandes vantagens ; e julgo desnecessario publi- i
car urna quanlidade enorme de atteslados em que f
se pruvam milhares do curas com este bello me- !
dicamento, o que gratuitamente me tem sido!
enviados de varios paizes.
Visporas e dmi-
nos.
Bonitas ccisinhas com visporas a 1$ e 1S500
ditas com dminos a 1$280 e 2}, era caixinhas
envernisadas, ludo propriopara os divertimentos
da fesla '. na rua do Quemado, loja d'aguia
branca n. 16.
Pechinch.
TIRUA DA CRUZTI
Escriptorio de Almeida Gomes, 4\es C.
EnfeitOd de vidrilho pelo baratssimo preco de
35000, esto-se acabando : na loja da rua do
Crespo de Adriano & Castro.
SI
/
1211
IV
*/;> ** iCS ** <^ **<>*; "\
* .;; ,;,.. vj t'iv '


Primeiro andar.
Antonio de-'Araujo no caes de Apollo : ^rs. mes
quinta-feira 22^ corrente as 11 horas 15a01 as
' ponto.
champagne primeira
em
i7 g'gos com
qualidade.
eslre sala pede-se que compare-1 *^>
7.1|2horai. \'M
Frecisa-se fallar com o capito i *& Chapelinas depalhada Italia, o veos d
Ovio Goncalves do Valle a nepocio de WK L?D?J dc e*g"iiio de linho bordados
Jireiiura ao Para, com u0 caixas com velas de sperraacete.
seu mteresse
zera n. G1.
na rua da
negocio
Cruz arma-
nn J'l:' J. 'Vaf"j0 C?8la Filhotem P-Ta vender no seu cscrtploiio Ja rua nema
no sorlimsnlode fazendas que trouxe do Rio de Janeiro
Rico sorlimcnlo do lencos dc cambraia bordados.
Camisinhas bordadas o de renda.
Flores de camelias, plumas marabout.
Enfeitos dc llores para cabeca.
Selim branco e nobreza branca.
e renda.

'* -) ^!catjfas ayeldda e tapetes para sof.
m
cora os consignatarios Almeida Gomes,
C, rua da Cruz n. 27.
AI ves -i
Tara Lishoa vai siliir com a maior prestejf
i patacho portuguez FlordoMaria, ai*a*rVcP
be carga c passageiros. aos quaes oirore'bom
iiatamenlo, e tratase com o consignalario T. de
Aquino Fonseca, na rua do Vigario n. 19, pri-
meiro andar, ou com o capilao na praca.
Leloes.
LEILAO
+ ~aixas com peixe.
C pipa'com genebra.
27 barris com vinagre.
45 barris com \v^th.
1G barris.com r.omh.
11 bairis com bolacha.
8 banis com breu.
LEILAO
Sexta-feira 2 ilftjrrente.
O AGENTE *
E. II. Burle C. farao leilao por con-
j ta e risco de (juem pertencer e por in-
lervetffio do agente Hyppolito da Sil-
va de oOO.caixas com massas finas, che-
leilao no largo da Assembla 'n^fJZ^f $*">**** ^inda, entrada SanVdec
armazem de Joao^Jos Rodrigues Men- Ti c,orrent^fm otes
desno dia cima designado por orde* d Pdor:.qrt-f i
do Extn. Sr. juiz; de direito especial d
I
ara
i f 2 do corrente,-em lotes a vontade
do cor-
ponto confronte
4|)provei(em.
Comprara-so linpeoes que serviram para a il-
luminacao desta cidade : na ru do Amorim n.
33, segundo andar.
Corapra-se uraa jaqueta, colletc. perneiras
o chapeo de couro, trago do sertao : na rua do
Imperador n. S.
= Vendera-se, dous anneis com brilhantc, sen-
do um de bom tamanbo, e um alfinete tambem
com um brilh.inle, e bem urna corrente para re-
logio com bastante peso, etalvezd melhor gos-
lo que aqui lem vindo: na rua do Amorim n.
33, segundo andar.
Julio Rigand avisa ao publico que segu
viagom no primeiro vapor ; assim como declara
que nada deve, mas se alguma pessoa tem a re-
clamar qualquer cousa do annunciante, queira
dirigir-se ao hotel inglez, rua do Trapiche.
Quem annunciou comprar urna escrava cos-
turera, preferindo-se mulata, procure na rua do
Rangel n. 21.
Amaro Francisco de Moura segu para o
Rio de Janeiro nfim de continuar con. os seus es-
tudos.
A irmandade das almas da maliiz do Corpo
'* que o sobrado de dous andares n.
; -^W Damascos de seda de cor,
gg Roupoesde fustao e cambraia para senhora e mui'os outrs obj
omens. 1 enho a vantagem Je offerecer tu Jo con. grande modiv
e scuhoras e
eos por ter recebido uireclamente do
L-iJadc de

p- ^

Norat Irmaos
mudou seu escriptorio da rua da Iroperatriz n. 7
para a mesma rua n. 26. segundo andar.
ASSOCIACAO
1 DE
Soccoitos Mutuos c Lenta Einancipaco
dos Captivos.
Hoje as 7 horas da nole, no palacete da rua
da Praia, ha essao da Associaco de Soccorros
Mutuos e i.enla Emancipaca "dos Captivos ; o
Sr. presidente conviJ.i os "seus consellieiros' a
comparecercm, laive para eucerrar-sc os traba-
Ihos do anuo.
Sala das sessoes da Associacao de Soccorros
Mutuos c Lenta F.mancipacaod'os Captivos 21-do
dezernbro de 1859.
I.uiz Cyriaco da Silva.
i." secretario.
\ Rua da Imperalriz
numero 2.
Guarda-livros.
Urna pessoa com bastante pntica de cscriplu-
racuo mercantil, ollercce-se para lomar conta dc
qualquer escripia por partidas dobradas : quem
pretender, dirija-se a rua da Cadeia do Recife,
loja n. 55.
Alugam-se duas moradas de casas na fre-
"guezia da Varzea, junto a povoar-ao, com gran-
des quinlaes e arvores dc fructo :" a fallar na rua
de Hortas n. 2, no segundo andar.
Desapparcceu desde o dia sexta-feira, 6 do
corrente, do paleo da Hibeira, um cavallo casia-
nho com cangalha e cambitos, tendo os signaos
seguinles : um tanto pequeo, calcado de bran-
co de um pe : quem o pegar, leve i padaria do
Sr. Joaquim Luiz dos Santos Villaverde, rua Im-
4TTEi\C\0.
commercio e a requer ment de Anto-
nio Luiz de Oliveii a Azevedo, de cerca
de 1,700 caixas com charutos da Babia.
LEILAO
Quarta-feira 21 do corren le.
O agente Canaargo fara' leilao em
seu armazem na rua do Vipario n. 19
DE
l ma escrava do 22 annos de idade a
qual ser.' vendida sem reserva' de
preco ao meio da ero ponto.
rente ao meio dia em
a portada alfandega.
Quarta-feira 21 do correnle,
ao correr do martello.
O agente Cimargo fara' leilao em
seu armazem na rua do Vigario n. 19,
por antorisacao dc urna pessoa que se
retira para lora da provincia do se-
guint
Urna mobilia de amarello, armario,
loucase vidros e outros objectos que
e fazem pesnecessario annunciar, as
11 horas cm ponto.
2'J, sito na rua da Guia, que vai praca no dia I perial n. 173, que ser bem recompensado.
21 do corrente. por penhora feta pela thesoura-
ria desta provincia aos herdeiros de Antonio Fer-
reira Duarte Velloso, foreiro mosma Irman-
dade.9 cscrivao da iaraandade, '*
Manoel Moreira Campos.
Os Srs. Eduard Fales o Manoel Jos de A-
raujo Costa Filho teem cartas no escriptorio de
viuva Amorim & Filho, na rua da Cruz n. 45.
Vende-se una mulata com 22 a 23 annos de
idade, sadia, sabe engommar.lavar.prepararuma
senhora, coziulia o ordinario de urna casa, esera
vicios : quem a pretender procure na rua da Ro-
da u. 23, das 6 s 8 horas da manhaa, e das3 s
6 da larde, para \o-la e ajuslar.
Gravatinhas para
senhoras e meninas.
Mu bonitas e delicadas gravatinhas de fino fil
de seda, com birlae franja, e de goslo moderno,
pelo baratissim. preco de 2S cada urna : na rua
do Queimado, hja d'aguia branca n. J6.
Prccisa-sc alugar um moleqiie para servi-
cos leves : no largo da Assembla n. 12, tercei-
ro andar.
Traspassa-se o arrendame'nto de um enge-
nho distante desta praca duas legoas, vcnde-sc
una parto no mesmo engcul.o, machina nova
vapor, dislilaco nova e bem montada, 22 bois
Je_(. meia, seis quarlos, algumas obras, saffra
plantada, etc. etc. ; Irata-se na rua do Crespo n.
13, loja.
Na padaria da rua das Larangeiras n. 28,
precisa-se de um prcto idoso, para entregar pao,
e prestar alguns serviros na mesma.
Attenco.
o
Sam Bibs, querendo relirar-se para ac.le
no primeiro vapor, participa ao rcspeitavel pu-
blico desla cidade que anda lem um lindo soll-
menlo dc joas com brilhantos, que prometlu ven-
der por preco muito commodo para acabar :
quem o quizer procurar o achara no hotel Fran-
cisco, na rua do trapiche.
Os Srs. Joo Ozorio
tro Haciel Monlciro amanuense da alfandega
o morador no pateo do Hospital Jo Paraizo ;
Jos J jaquim do Espirito Santo, alfaiate e ins-
pector de quarteirao da rua da Palma Ja fre-
guezia Jo Santo Antonio, Jos Fiuza de Mello,
marcin.'iro e morador na Cabanga ; Francisco Joa-
quin Je Lima(conhecido por chico menino) ;
Joaquina Raymundo dosPrazcrcs; Joao Fideles,
segundo sargento do corpo de POLKIA ; Jo
Theodoro dos Santos; Zecrino Monleiio Barboza
Jnior, e Joao Gando, marcineiro : queiram quan-
to antes entender-se com o abaxo assignado,
a negocio que muito Ibes diz respeto, e se nao
o fizercm se publicar para que fim sao cbama
dos por esta folha
Jos lleudes Salgado Guimares.
Precisa-sc de um criado para tratar de c-
vanos, para urna casa cstrangeira ; a tiatar na
praca do Corpo Santo n. 11.
Precisa-se para casa de pequea familia,
de um: ama, prcfeiindo-se Je idade: na rua da
Aurora n. 4,segundo|and3r.
Gabriel welluans, subdito britnico voi
Baha.
Precisa-se de nm caixeiro quede conheci-
meno le sua conducta : na padaria da rua Di-
reila n. 2. Na mesma precisa-se de um traba-
Ihador.
Aluga-se urna casa boa no Poco da Panelln
confronte ao mesmo ro, por 120, por lempo dc
10 nie/."s : a tratar com Manoel dc Souza lava-
res, !iatua do Rangel n. 79.
VenJom-se superiores queijos de Minas a 250f>,
Jilos suissos a 1{ a libra, muito frescos, supc-
*r$ riores charutos da Havana a 89 a caixa, cham-
2pl panba em quartos de garrafa a 800 rs., meias gar-
>^' ralas Je viuho mozollos, caixinhas de peras, di-
I tas de amexas, ditas de figos de flor ; nesle es-
labelecimento enconlra-se toda a qualidade do
gneros, ludo bom o precos commodos.
Vende-se um ptimo escravo pardo, de 16
annos, proprio para pagem, sadio e sem defeitos:
na rua do Queimado, loja n. 39.
Vende-se urna preta crioula, de idade da
22 annos, bonita figura e com habilidades : na
C GS lua Nova n- 5> loJa de Lour3. desde as 10 horas
al 2 da tarde.
Cera de carnauba.
Xa rua Ja Cadeia do Recife, loja n. 50, de Cu-
nha c Silva, ha para vender cera de carnauba
superior, recontemente chegada:
Vende-se um excellente cabriole! de balan-
te : na rua do Aiagao n. 37.
ATTENCO
Vende-se a melhor loja de fazendas da rua do
Imperador n. 9, com poucos fundos, a prazo on
a dinheiro : a tratar na mesma.
Vende-se urna taberna
por todo negocio, era rua muito commereial, no
baino de Santo Antonio : a tratar ua ua do
Rangel, armazem n. 62.
Attenco.
o
No escriptorio de Manoel Ignacio dc Oliveira
& Filbo lem para vender os superiores vinhos
nunca aqui vindo destas qualidades :
CliampagncCliquet.
DitaIrrey.
Lniltefino.
Laroscidem,
Kuqueis
Olcialalos, conimeudas e hbitos de diver-
sas ordens, com brilhantes e sem ellos, o melhor
que tera vindo a este mercado : ludo vende-se
muito barato e pelo pr i Direita n. 66.
H
i
.


MOTILADO
- *rJC -re


DIARIO DE PERNAMBim QUARTA FE1RA 21 DE DEZEMBRO DE 1859.
Endite Clicquot a Keims.
Adverte-se ao respeitavel publico de
Pernambuco que o nico deposito de
sua champagne para a provincia de
Pernambuco e em casa de J. Praeger
C, ra da Cruzn. 11.
J. Praeger k G, ra da
Cruz n. II.
Receberam ltimamente :
Violio muscatel tnoussen de superior
c|ualidade.
Champagne de Eugene Clicquot.
Biscoutos nglezes e hamburguezes.
Agua de Selle.
Vinho de Bordeaux, ehateau lafitte, la-
rose, leowille.
Queijos da Suissa. ,
Ditos londrinos.
Vinho do Porto e xerez em garrafa.
Ei-vilhas, meias e quartas.
Mustarde de frauzer.
Ameixas em latas.
Sardinhas em meias latas.
Ralancat decimacs.
Velas stearinas.
Charutos de Havana.
Frutas em frasco.
Tintas era oleo, latas de 28 libras.
Alvaiade em barril.
FOLHIMUS PAR 1800.
Estao i'venda na uvraria da praQa da Inde- ;
pendencia ns. 6 c 8 as folhinhas para 1860, iru-
pressas nesta typographia, das seguiutesquali-
dades :
M* OLHINHA RELIGIOSA, contendo, alm do
kalendario e regulamento dos direitos pa-
rochiaes, a continuado da bibliolheca do
Cristao Brasilciro. que se compc: do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac- i
tos de amor, hymnos ao Espirito Santo e
a N. S., a irotacao do de Santo Ambro/io,
jaculatorias e commemo.-3ro ao SS. Sa- I
cramento e N. S. do Carino', exercicio da !
Via-Sacra, directorio .para oraco mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. coracao de Jess, saudacoes devo-
tas s chagas de Chrislo, oracoe's a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, responco pelas almas, alm de
outras oraces. Preco 320 rs.
NICA, VERDAiJJblHA tj LE-
GITIMA.
(5)
SALSA PARRILHA
DE
Remedio som igual, sendo reconhecido polos
mdicos, os inais iminentes como remedio infal-
livcl para curar escrophulas, cancros, iheuuialis-
mo, enfermidades Jo (gado, dyspepsia, debili-
tado ge ral, febre biliosa e intermitiente, enor-
midades resultantes do empreo de mercurio,
ulceras o erupoijes que resultara da impureza do
sangue.
CAUTELA.
D. T. [.anian & Kcmp, droguistas por atacado
New York, acham-se obrigndos a prevenir o res-
peitavel publico para desconar de algumas te-
nues imitaedes da Salsa Parrilha de Bnstol que
lioje se rende neste imperio, declarando a lodos
que sao ellos os nicos proprietarios da recolta
do I)r. Itiiaiol, tendo-lhe comprado no anuo de
1856.
Casa nenliuma mais ou pessoa alguma tem
direilo de fabricar a Salsa Parrilha de Bnstol,
porque o segredo da sua prepararlo acha-se so-
monte era poder dos referidos La'nman i Kcmp.
Para evitar engaos com desapreciaveis co-
binacoes de drogas perniciosas, as pessoas que
quizerem comprar o verdadeiro devem bem ob-
servar os seguimos signaos sorn os quaes qual-
quer oiilraprcparaoan falsa :
Io O envoltorio defora est gravado de um
lado sob urna chapa Jo aro, trazendoaup as
seguintes palavras:
D. T. LANMAN K.EMP
SOL AGENTS
.V. G0 Water Street. .
CASADEBANHOS.
Neste proveiloso estabelecimento, q\ie polos no ros meVhoraracntos feitos acha-se conve-
nientemente montado, far-se-ho tambem do Io do novembro om vante, contratos racnsacs para
maior commodidade c economa do publico de quom os proprietarios esperam a remuncracao de
tantos sacrificios.
Assignatura de banhosfrios para urna pessoa por mez.....lOgOOO
momos, de choque ou ehuviscos por mez loftOOO
Serios de cartoes e banhos avulsos nos precos annunciados.
LOT5i.fi A
IX ew YovV.
ARCHIVO UNIVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLABOBADO
rr.LOS srs.
D. Antonio da Costa A. F. de Caslilho A. GilAlcxandrc neronianoA. G. HamosA. Gnima-
raesA. de LimaA. de Oliveira MarrecaAlvcs BrancoA. P. Lopes de MondongaA. Xavier
Rodrigues Cordoiro Carlos Jos BarroirosCarlos Jos CaldeiraE. Pinto da Silva c CunhaF.
Gomes de Amorim V. M. PerdnlloJ. A. de l'reilas OliveiraJ. A MaiaJ. A. MarquesJ. de
Andrade CorvoJ. da Costa CascaosJ. Daniel Collai.'oJ. E. de Magalhos CoulinhoJ. 6. Lobato
PirosJ. II. da Cunha UivaraJ. J. da Grara JniorJ. Julio de Oliveira Pintolos Hara
Latino CoclhoJulio Mximo de Oliveira Pineulel i. Pedro de SouzaJ. S. da Silva Fcrraz
Jos de TorresJ. X. S. da MollaLeandro Jos da CostaLuiz Filippe Lo.itcLuiz Jos da
Cunha L. A. Rebello da SuvaPaulo MidosiRicardo Julio FcrrazValentm Jos da Svcira
LopesXislo Cmara.
DIRIGIDO
POR
A. P. de CarvalhoI. F. Silvcira |da MultaRodrigo Paganinb.
Destinado a resumir todas ns semanas o raovmento jornalislico e a offerecer aos leitores, con-
juntamente com a revista do que mais notavel houver oecorrido na poltica, na sciencia, na indus- i
iria ou as artes, alguns nriigos originaos sobre qualquer destes assumptos, o archivo QNiveUal,
desde Janeiro de 1859, em que comecou a publicar-se, tem satisfeito aos seus fins, com a maior!
exaclido e regularidade. .
Rublica-so indas as segundas reirs om folhas do IG paginas, e completa todos os semestres
um volunii de 20 paginas com indicoc frontispicio competentes.
Assigtia-se no escriptorio desle Diario, ra dasi'.ruzes, e na ra Nova n. 8.
Preco da assignatura : pelos paquetes vapor 103200 por anno ; or navio de vela 8$ moeda j
brasilea).
lia algumas collceccs desde o comeco da piiblicaeo do jornal.
wm mwum
Sem ressutrm nem iiK-omniodo
Erisipela ii'uina perna.
Desejoso do cumplir com mcu dever vou por
nieio de sua acred;' e la folha agradecer ao Sr
Sr. thesoureiro manda lazer BU- Ricardo Kiik, morador na ra do Parto p. 119
blicoque se acha ni a venda todos OS diaS! porter curado perfcitameiile em 32 dias amini,a'
j. o'i___ i- i i seuhora com a applicaeao do suas Chapas me-
das 9 horas da manhaa as 3 da tarde, dieuue= urna eryiipela em urna pema, que
no pavimento terreo da casa da ra da sofriendo muitistfmafl dores e usando nutilmenie
Aurora n.26enascasas commissionadas tl^t^!^^wJ^S^i^hBmf n?0.r,a ,l"
__i__ o i .i I nredo tao lerrrvel molestia. Portanto acoile o
peiomesino Senhor tliesoiiretro na pra- ( mcu refonheeimpnlo o Sr. Ricardo Kirk. pela in-
ca da independencia n. 1 i e 10, os venco de un til remedio, cujo nitrctimento
bilbcte,e m* da qua.u da pri.;* ><** -H-%^R pr!J(,
mena lotera do convento de S. Fian-: Ruado Cotovcllo n. 27.
cisco de Olinda, cujas rodas deverao an-
dar impreterivelmente no dia 21 do
corren te mez.
Thesouraria das loteras 7 de de- \
zembro de 1859.Oescrivao. J. M. da
Cruz.
im&
^

Joias.

U

2o O mesmo do outro lado lem um rollo em
papel azul claro com a Grraa.e rubrica dos pro- i
prielarios.
3o Sobre a rolha acha-se o retrato e firma do
inventor C. C. Kristol om papel cor do rosa.
4o Que as direooes juntas a cada garrafa tem
nma phenix semclhante a que vai cima do pr-
senle annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ruada Alfandega'n. 89.
Babia, Germano & C, ra Juliao n. 2.
Pernambuco no armazcm de drogas de J. Soum
& Companhia ra da Cruz n. 22.
\*
D
1TA DE VARIEDADES, contendo o Utenaa-l^^^^'^^V^YrTrtirTrrJjr*
rio, regulamento dos direitos parochiaes.e
urna cullecoao de ancdotas, ditos chisto-
sos, contos, fbulas, pensamentos moraes,
receitas diversas, quer acerca de cozinha,
quer de cultura, o preservativo de arvores
e fructos. Preco 320 rs.
.o.
-
Fe reir S
ITA DE PORTA.a qual, alm das materias do ,
costume, contm o resumo dos direitos
parochiaes. Preco 160 rs.
agencia dos fabricantes america-
nos G ron ver & Baker.
Machinas de coser : em casa de Samuel P.
Jonston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
O Dr. Cosme de Sa
de volts de sua viagem instructi-
jtiva a Europa continua noexer-
cicio de sua profissao medica.
Da' consultas em seu escripto-
rio, no bairro do Recife, ra da 1
Cruz n. 53, todos os dias, menos^|
nos domingos, desde as* 6 horas!.
te as 10 da manhaa, sobre osa
seguintes pontos
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La-
rangeiras 15. Na mesma rasa tem agua e
p donlifico.
Idiomas tuglez e francez.
Eneas Bruce, professor de lingoas, lem a hon-
ra de informar ao respeilavcl publico, que conti- I
na a dar lices dos dilos idiomas, tanto na !
sua casa enmona daquelles que se quizerem uli-
lisar do sou presumo. Recebe tambem discpu-
los todas as imites desde s 7 al 5s 9 : na ra da
Cruz d. 62, terceiro andar.
Publicacao liIterara.
*
Guia l.uso-Brasileirodo Viajante da Europa
1 vol. em -i" de T>00 pag.: vende-so na mo do
olor ra do Yigario n. II, brox. 3 encad, !;.
sConsulloi'io centra! lioracojKilhico^
1 DR- SABINO 0 l. I'INIIO i
&Ruadc Santo Amaro (M1111-
I do oco H.6.J Si
Continuara as consultas e visitas do 9
SC mesmo modo que d'antes. A contiam.a
que o Dr. Sabino deposita na pessoa que 9
@ oca encarregada de seu consultorio nao j
f.fc ser desmentida.
Os pobres serio sempre tratados gratui-
i lamente. 9
m As correspondencias serao enderocadas
@ com subscripto ao Dr. Sabino com ausen- fe
cia ao abaixo assignado

H
m
-:
0<9
Manoel de Maltas Teixeira Lima 9
ProfessoV em homeopathia e se- W
cretarto do consultorio.
Bolic 9
I>0
1
l
O".
de
Molestias de olhos.;
Molestias de caracho e
peito ;
Molestias dos orgos da gera-!
cao, e do anus ;
i". Praticara'toda e qualquerj
operacao quejulgarconvenien- f
te para o restabelecimento dos
seus doentes.
O exame das pessoas que o con- B
sultarem sera' feito indistincta-
mente, e na ordem de suas en-
tradas; azendo e\oepcao os doen- [
tes de olhos, ou aquellesque por \\
w motivojustoobtiverem hora mar- ^
cada para este im.
A appc.icao de alguns medica $
mentos indispensaveis em,varios*
casos, como o do sulfato dealro- \
pina etc.) sera' eito.ou concedido g
gratuitamente. A confianca que
nelles deposita, a presteza, de sua
aceao, e a necessidade prompta
de seu emprego; e tudo quanto o
.a,demove em beneficio de seus
doentes.
T.TBiJE?
Eleuterio Antunes, natural de Santa Mara
do Vale do Rio Caldo, de Caliza, desoja ter noticia
deseu irmo do nome Domingos Anlunos, que a
annos veio para esta cidade do Recite : se alguem
o conhece, queiro darnoticia.na ra do Cordoniz
n. 1 venda.
:#mpmr:.$
ATIiO
AOS Si?i00RES PROPRIETARIOS
di:
O Dr. Casanova pode ser procurado
a qualqucr hora em seu consultorio ho-
meopalhico
28=RUA DASCRUZES=28
onmosmo consultorio acha-se sem-
pre grande sortimento de medicamen-
tos em tinturas e glbulos, os mais no-
|vo e bem preparados, os elementos de
I homeopathia e Nystem diccionario dos
[icrinos de medicina.
Serapliim & IriMo.
Ba do Cultug, loja de ourives
n. 11,
esquina que ica em frente da ra
Nova e pateo da matriz
Fazem publico que osto constantemente recc-
bendo da Eur = pa as mais era moda e mais deli-
cadas obras de ouro, as quaes do para esco-
l'.ier, pelos menores precos possiveis, e passam
contas com recibos, as quaes vo especilicadas i
a qualidade do ouro, lano de 14 como do 18
quilates, do quelicara esponsaveis.
== Conlinua-se a preparar bandeijas enfcila-
das cora bolinholos de diversas qualidades, as
melhores e mais baratas do nosso mercado ; as-
si ra como boles inglezes, podius, pastis de nata
c cremo ou outra qualquer encommenda : diri-
ja-se ra da l'enha n. 25, pora tratar-se do
ajuste.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva
para o servio de urna casa de familia, c que se
preste a comprar e a sahir a ra em objeclos do
servico : na ra larga do Rosario n. 28, segundo
andar.
Annuncio.
' No sobrado dos Darros Baixo o. 3, ha banhos
trios pau liomens e senuoras, com dislinccao dos
lugares e aceio.
Empresta-se 900g a juros sob hypolheca :
nesta typugraphia se dir quera os empresta.
- Precisa-se para casa Tranceza do urna ra-
pariga que soja fele que saiba coser, lavar e en-
gommar, afTianca-se o bom tratamento, assim
como o nao sahir a ra : a tratar na ra do Im-
perador n. 7,
Acabam de chegar do Pars, lindas!
estatuas de GUTHEMBEUG, inventor I
da arle typographica, segundo o mo-
delo do celebre Sculptor David (d'An-|
gers), da altura de 20 pollegadas.
Igualmente vieram os seguintes ob-'
| jectos para oflicinns t vpographicas :
QUADRADOS, QUAOBATINS,
MKIOS QUADKATINS e ESPATOS;
i de corpos 0 7 8 9 10 l ,!
12 ; LINI1AS de corpos 3 e 6 ;|
INTEKLINHAS de 1, 2 e 3 pontos e
GARNigOES sistemticas de 12 pon-
tos. Acham-se a venda nesta tvpogra-
phia, a tratar com o mpressor Pierre
Jacobi, que tambem se imbumbe de
mandar ?r qualquei objectn tendente
a arte typograpliica.
COMPAIV1IIA
ALLIANC
EstabeleeUa era Londres
CAPITAL
Cinco ia\\U&cs Ac \il>ras
cstcTUuas.
Sauuders Prolhcrs i C." tem a honra de In-
formar aes Sis. negociantes, proprietarios de
casas, e a guem mais convier, que esto plena-
mente autorisados pela dita companhia para
electuar seguros sobre edificios de tijolu
dra, cobcrtns de telha e igualmente sobic ns
objectos q_ue contiverora osmesmos edificios,
quer consista em mobilia ou em fazendas do.
qualquer qualidade.
Saca-se para o Porto e Lisboa no
escriptorio de Carvalho Nogueira & C,
na ra do Vigario n. 9, primeiro andar
O advogudo Souza Reis mudou o sou es-
criptorio para a ra larga do Rosario, sobrado da
quina n. 52.
0ffei'p,cc-sc um honien. rapaz
com familia para eitor tic sitio, que
cntende perfeitamente de planlaeoes:
cusa lypographia se dir.
O baaixo assignado como procurador bastan-
te da finada Margarida l-'rancisca das Virgens con-
vida amigavclmcnle ao sciihor de engenho de
Curuanji, termo de Goianna o Sr. Vicente de
Araujo Pinlieiro, para vir dar conta dos liens que
se acham em scii poder, perlcncentcs a Osada
Margarida Francisca das Virgens, bens estes dei-
xados pelo sou finado pai Francisco Paula de
Andrade, e so assim o nao iizer sero seus bens
sequestrados al final embolso, visto que a finada
Margarida Francisca das Virgens dcixou herdeiros
estes que hoje existera em tristes circunstan-
cias, llecife 20 de dezembro de 1659.Francisco
Luiz Beltvo
Precisa-se de um criado para casa de ho-
mem solteiro no caes do Ramos u. 16, sobrado
nico de um ' Jffi.S. OLEGARIO L FlSnOS
S Conlinua a vender-se grande sortimento
de medicamentos homeopathicos tanto
@ em glbulos como era tinturas. &
$ Os precos das carteiras siio os mesmos M
@ queso acliam estipulados no tlnal do liie- ^
$$ souro horaeopalhi''o.
Cada tubo avi.lso 1$0fl0
^ Cada vidro de tintura 2000 #
* Thesouro liomeopaiico ou vade-
@ mecumdo homeopatha, encad. 11^000
a m
Ana de leile.
Pnecisa-se urna ama de leile para crear um
meilno de C nie/.os pagando-se bom : na ra das
Cruzca II. 41 2" andar.
Na ra da Paz n. 3, d-se comidas particu-
lares por preco mais coiumod.i do que em ouira
qualqner parte ; tambera se ofleroce pastis bera
foilos de todas a qualidades que queirara oITc-
ecer, tambem se incumbe de fazer para as
igrejas.
Guimares & Carvalho fazem
sciente que o Sr. Francisco da Silva
Lisboa nao mais seu caixeiro desde 15
do presente. Recife 17 de dezembro de
1859.
Modista Lisbonense.
Na ra Nova entrada pela ra das Floros n.4!,
faz-se chapeos de bra. de seda e palha toncados,
enfeites de cabeca, tambem lava o arranja cha-
pos de palha de Sra. ludo pelos ltimos figurines
no gosto de Pariz.
Aluga-se urna casa de negocio cm S. Jo
do Manguind, a qual lera armaoao de taberna :
a tratar com.o sou dono na ra Augusta n. :G.
Precisara-se de trabalhadores forros ou
captivos para trabalhar 8 horas por dia : nesta
lypographia.
MOR" LIAS
F.nvornisam-so mobilias mais om conta do que
em outra qualquer parte : no paleo do Carmo
mmmwamm moGmmmn
Lyg .loo da Silva Ramos, medico pela sSi
B Univcrsidade de Coimbra, raudou sua re-
^ sidencia para o primeiro andar por cima =8j
da cocheira do Adolpho na ra Nova e 5?>
conlinua a receber lodos os dias das 8 as ^
- 10 horas da manhaa e das 3 as 5 da tarde, |j
; as pessoas que o queirara consultar, bem '&
^ como a prestar-secom sua habitual promp S
5r= lidao a qual quer chamado para os mis-
teros de sua profissao comprehendendo a p
cirurgia e partos. gg
Jockey Club.
A comraissao directora Jockey Club, faz cons-
tar aos socios que quizerem inscrevor os seus
cavallos para as prximas corridas, se acha abor-
ta a inscripcao somente ale o dia 20 do correnle.
O Sr. Manoel Francisco Tavares tem uoii
carta na ra de Apollo, armazcm o. 18.
Desappareceu
do sitio Caixad'Agna um boi preto : quom o en-
contrar ou der noticia na ra do Livramento n.
2, ser bem gratificado.
Fredorico Robilliard desoja fallar com o Sr. I
Antonio Adolpho Leile do Reg sobre negocio do j
importancia.
Precisa-se alugar um si'io pequeo com ca-1
sa, no bairro da Boa-Vista : na ra Diserta n. i
32, primeiro andar.
O abaixo assignado roga ao lllm. Sr. pro-
curador da cmara de Olinda, queira vir receber
os foros do terreno da casa n. 3, sila na la Im-
perial, vencidos desde novembro do 1850 at no-
\ embro de 1859. Recife 20 de dezembro de 1859.
Jos F fortuno da Cunha Cm-alcanli.
Aos seuhores de cugeuhos e aos plan-
tadores de capim.
Na Cabanga junto aomoladouro publico,cm urna
fabrica que alli se oslabcleccu, vonde-se sangue
de boi rcduzido a p para servir de extrume na ;
planlarao das carinas de assucar por meio das j
covelas, cujo syslema de plantario ser ensina-!
do por um folhelo, que alli so distribuir a quem !
comprar mais de 20 arrobas. As experiencias ja j
foiias nesta provincia e era algumas partes da |
Europa ; sarantem o bom resultado, que so pode
obter da applicaco dosse extrume o mais pode-
roso do todos, nao s para a caima, como lam-j
bem para o capim. Este exirume tem proprie-
dade de desenvolver a vegclacSo da caima com '
urna forja tal, que no fabrico do assucar vai a
produzir'o tripulo de assucar, que poderia pro- '
duzir sem o emprego delle : o c quanto ao ca-
pim. que hoje j objeelo de grande interesso,
tal a influencia, que na baixa que derdouscor-|
tej de capim em tres niezes, com a applicarao
d/Tsangue poile dar quatro de muito bom capim el
abundante, idverle-se aos pielendentcs, que o
sangue assim pmnaraclo pode ser conducido cm |
saceos : quom < ar tirar o maior resultado de
suas plantaooes, piocurena fabrica da Cabanga. I
DELICIOSAS EINFALl.lVEIS.
| Ojoalheirode SS. MM.
g II. estando prximo ase
m retirar para a corte, tem
a honra de prevenir ao |
g respeitavel publico d esta
5 cidade que para o baile f
que o corpo do commer- %
f eio vai offerecer a SS. 1
MM. II. tem exposto em 1
casa do Sr. Amorim & @
Irmo, ra da Cruz n. 3 2
segundo andar, um rico |
g sortimento de pecas de g
brillantes do mais apu- I
rado gosto, composto de |
| fitas, broches, alinetes, 9
iras, boles, brin- i
eos, argolas, anneis,cru- @
I zea, fios de perolas (ias, |
Precisa-se de urna nma que saiba co-
sinliai- com toda a perfeico pn{ja se
bem : na>rua do Queimado O. 46.
S^^TAUa
iEKEMP NTJEvLVYO'RK)
PILULftS VEGETAES
ASSCARADAS
m
NEW-YOIIK.
O MEI.HOR REMEDIO CONIIECinO
Contra constipad-oes, ictericia, affecces du figado,
febra biliosas, clicas, indigesles, enxaquecas.
Hemorrhoidas, diarrbea,doenras da
pelle, rupces.e todas as enfermidades,
JMIOVENIENTES 1)0 ESTADO IMPERO 1)0 SANGIE.
75,000 caixas deste remedio consoramem-se an
nuaimente !
Ulllsciras hnfp^ hrin- @ Remedio la natureza.
l! >' Approvado pela faculdnde de medicina, e re-
commendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os conhecidos. Sondo estas pillas
puramente vegelaes, nao contem ollas nenhum
Pftmmpnilic .U nivlpm ^ COIllIIlt^IItlilS (Id OlUem (Ia S estao bem acondicionadas om caixas de folha pa-
ROSA tle niim Plirilhan- sa rarosguardar-sedahumidade.
j xusa ut uutu b uiiiiiiin- g( sao gradaveisao paladar, 8egorMefficaze
9 teS para OlflCiaeS e COm- i ?IU s,ia ope^S*. %c "m remedio poderoso para a
m r- S fuvontudo, puberdade e velhice.
I mendadores relogios ,
m
correntes, bocetas de ou-
ro para rap etc., etc.,
tudo afiiancado e por
fe
l.ea-sc o folhelo que aeompanha cada caixa.pelo
qual se (cara conhecendo as minias cura* milagro-
sas quetem elfectuado. I). T l.anman & Kcmp,
droguistas por atacado om Nova York, sio os un
S eos fabricaules c proprietarios.
I Acham-se venda em todas as boticas dasprin-
>,, cipacs cidades do imperio.
DEPSITOS.
@ precos muito favoraveis. ,
Manual de contas fcitas
Rabia, Germano & C, ra Juliao n. 2.
Pernambuco, noarmazem de drogas de J. Soum
& C, ra da Cruz n. 22.
Precisase de um caixeirp de lt! annos cora-
praiica de taberna eque d iiador a sua conduc-
ta : nu ra da Cruzes n. 20.
para compra e venda de assucar, algodao, couros
o mais objeclos de peso, obra muito til para to-
das as pessoas que negocian) com ditos gneros,
e para os seuhores de engenho; pois com um
lance de vista podem saber o importe de anal- Jos Antonio Moreira Dias & r... continuara
quer porcao de arrobas e libras; 1 ,volume bem h receber por lodos os paquetes de Europa um
encadernado por 5$000: vende-se na Uvraria lindo sortimento de obras de ouro, diamantes e.
econmica, defronte do arco de Santo Antonio, aniantes: a tratar no seu escriptorio. ra da
ra do Crespn. 2. Cruz n. 20.
Curso de preparatorios. A^ko nni.nl.lipn
O bacharel A. R. de Tonos Randira, profes- ^''^ Cl\J JJUUIII^
sor de geographia c historia anliga no gymnasio
desta provincia, contina no ousino dos seguintes
preparatorios: rhetorica, pbilosophia, geogra-
phia, linguas fraoceza e ingleza ; na casa de sua
residencia, ra larga do Hosario n. 28, segundo
andar.
Cura completa
Sera resguardo nem incommodo.
Inflaiiima Rogo-lhe, Sr. redactor, do inserir co seujr-
I). Jo.'o N'oguis, dentista faz saber ao pullico,
que se nnuloii da ra larga do Rosario para o
Recife, boceo do Abren n. 3, piimeiro andar.
Compras
Compra se um Flos Sanctorurn.
usado : na liviana n. C e 8 ja prora da
Independencia. /
= Compram-se as seguintes con-.eJias Ber*
nardo na I.na, o Judas em Sabbado de All lua,
nal a seguinlo declaraeao, que julgo ser pro- Quem rasa quer casa. Por causa de um algaris-
Pastilhas
vegetaes
contra as lombrigas
Je Kcmp
ig= medicina,
SEU
Cura coiiijilcla
RESGUARDO NEM INCOMMODO.
Inflaiiunaeao no tero
Urna ninha oscrava padeca de urna forte in-
flammarao no ntero por ospaco de 7 anuos, com
continuadas dores agudissiraas, o com o venlrc
muito alio, procedido da mesma inllammarao ;
com a applicaco das Chupas medicinaos do Sr.
Ricardo Kirk, morador na ra lo Parto n.
licou completamente boa, e o' venlre tornuu ao v's,a 'a rua ^ Collegio
seu estado natural: este curativo foi feilo em
; dias, eosla minha exposirao verdadeira e vai
I por mi ni assignada.
Francisco Vicente Uaduem.
Rua de Santa Luzia n. C8.
Eslava afirma reconhecida polo tabclliiio Fran-
cisco Antonio Ma hado.
Consultas todos os dias das 9 horas da manhaa
s 2 da tordo.
approvadas pela Kxm.a nspeccao do esludo de
Habana e por militas outras juncias de hy-
giene publica dos Estados Unidos e mais paizes
da America.
Garantidas como puramente vegetaes, agra-
daseis vista, doces ao paladar sao o remedio
infallivel contratas lombrigas. Nao causan, nau-
seasnem sensaces debilitanlos.
Testemnnho'espontaneo em abono das parli-
Ihas de Komp.
Srs. I). T. l.anman e Komp. Porl Rvron
12 do abril de 1859. Seuhores. As pastilhas
que \ mes. fazem, curarara raen til lio ; o pobre i
rjpaz padeca de lombrigas, exhalava um chei- ]
ro ftido, tnha o estomago inchado o conlinua
comichao no nariz, lao magro so poz, nue cu
tema perde-lo. Neslos circunstancias um visi-
nho meu disse qne as pasti|has de Kemp tjnham
curado sua filha. I.ogo quesoube disso, com-
prei 2 vidros do pastilhas e com ellas salvei a
vida de meu filho. *
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyd.
Proparadas no sou laboratorio n. 36 Gold
Slreetpeios'uincos proprietarios D. l.anman e
Kemp, droguistas por atacado em New York.
Acham-se venda em todas as boticas das
principaes cidades do Imperio.
DEPSITOS
Rio d. Janeiro na rua da Alfandega n. 89.
Rabia, Germano & C, rua Juliao n. 2.
Pernambuco,no armazcm de drogas de J. Soum
& Companhia rua da Cruz n. 22.
Monitor das familias.
Sabio
119, ordinaria
visla da rua uo uniegio noje uo imperador), na
50 oceasiio de passar o prestito imperial, e as das
| illuminacoes da rua da Cruz, dos Pescadores e
catraciros. Roccbem-se assignaturas na lypo-
graphia braseira, rua do l'asseio n. 19, e na
rua da Cadeia (hoje do Imperador) n. 22.
veilosa a algumas pessoas.
Ha bastantes annos padec urna horritel dr
de cabeca que me prenda a nuca, linha muias
vertigens, algumas rozos solivia i/-'.- ,.<, estomago
acompanhadas de clicas ftatulentas; mande! vir
urna das chapas medicinaes do Sr. Ricardo Kirk,
morador na rua do Parlo n. 119, applquei-a so- \ ==i
bre bocea do estomago, e no esparo de 18 dias
achci-mc-complctamcntc bom, e as dores de ca-
bera desappareceram.
Por isso agora posso dormir com socego ; le-
nho de idade 68 annos o i niezes, o fac'o osla
advertencia a todas s pessoas que padecerem
tal molestia pira tentar o dito curativo, para qu
mo, A rosca, o Duelo no Terceiro Andar, o Ir-
mao das Almas e o DiaLo na escola : nesta lypo-
graphia so dir.
- Compra-so urna casa terrea pequea, no
bairro da Boa-Vista : a tratar na rua do Rosario
n. 58, dcfrunio da rua do Aragoi
Vendas.
=: Vonde-se um sitio com 200 palmos de fren-
te o 200 de fundo, no lugar da Torre, margem
grande e moderna
j do Rio Capibaribc, com urna ,
assignoi a prsenlo declarocao emgraiido c pa-icaffde vii;?nda: cocheirt, estribara para ca-
ra ser conhecido do publico | rallos, gallinhe.ro, cacimba com tanque e bom-
Curato de Santa Cruz. i bil> balxa Para capim, lodo murado na fenlo, e
Emygdio Jos.- de Feria !"do com Porir'0 dc ferro : os pretendemos pod^m
Eslava o firma reconhecida pelo tabelio Jos, dlir-M ao aoe"to Pestana, que se acha a
Feliciano Godinho. isado a dar as necossarias informaedes, ca tratar
Precisa-se alugar alguns pro tos escravos.da Tenda sob as condiedes esUbelebdas ao mes-
ir mez ou por dias, podc-se dar stenlo, caso mo p.e! ''-S'tmio proprielano. 0 dito sitio o todo
luz o segundo numero da serio extra-
do Monitor das Familias, contendo a
hoje do Imperador)
por
coiivonha ao senbor:' na linaria n. 6 e 8 da
piara da Independencia. _
Dentes ariinciaes.
Francisco Pinlo Ozorio lem a honra de scicn-
tificar ao respeitave! publico desta cdaio, que
est de posse da machina a vapor vulcanite ;
colloca dentes por este novo syslema anda nao '
vislo nesta cidade, o talvez era"lodo o Brasil por
ser uiu syslenia inleiramenle novo, e por conse-
grante muito fcil para as pessoas que ?o vem
na precisiio de usar delles ; tambem os colloca
por meio de chapa em ouro ou rdaliua cora molas
ou pela pressao do ar, calca os que estao om es-
tad ode caria cora ouro e massa adamantina, o
outro s massas brancas, por precos razoaveis, pe-
denda ser procuiado para este um om sua mora
da, na rua cstieita do Rosario n. 3, a qualquoi
hora do dia.
)m chao proprios,
o -
B'S H c- ^ cr
a 2 S" o a
i So.g*5g_
E"6 S fi* s A N
- -:-p r. ~= j. |
= = =. > .
X2
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O
3, -- 3 = a' i-, = %
T3 ^.
r a.
5" o
o, o. JL cu
DEPOSITO (ERAL
PE
Jockey club.
Aoompanhamento martimo
agem de SS. M
\ Panbiba.
em viagem de SS. MM. II.
Pilulas vegeto-riepurativas
Paulis tanas.
As pillas paulislanas: lao bera conhecidas cm
S. Paulo, nesta cidade e em lodo o Imperio, pe- .
las admiraveis curas oblidas com ellas (algumas .[Wy^g^
Ctrtides de curas completas j foram publicadas
pelos jomacs, e inercccm du certo toda a confian-
ca do publi'-o.
O Sr. Callos Pedro Etcbecoin, de S. Paulo, ac-'
ba de estabelcccr um deposito gerol no Rio de
Janeiro, rua do Paito n. 119, porto da Carioca, i
Precisa-se de urna ama que saiba cozinharl
o diario do urna casa para pequea familia, ou
oscrava de idade : na rua da Cruz do Recife n. 31.
A commisro directora faz publico que as pn-
meiras corridas honradas com a augusta prosen-
ca de SS. MM. II. deverao terlugai no dia 22 do
correnle no prado Piranga, na estrada dos Reme-
dios, .is 4 horas da tarde, logo que chegarem
SS. M>1. II.; e roga aos raerabros djs commis-
ses Horneadas, de se acharen) no pr ido at 3
horas indo a cavallo quelles que pcrlcnccrem
coiLmissao da recepcao do SS. MM.
ACOMPANHAMKNTO MARTIMO EM VIAGEM
DE SS. MM. II. PARAHIRA.
A assignatura para as pessoas no- vapor Ca-
maragibei como se tnha annunciado, fecha-se
s i oras da tarde do da 21 do correnle, no ar-
nu'zcm do agente Toslana, ru do Vigario n. 11.
ftSTmTOPIOEIJTTEIlAItiO.
Do ordem do Sr. presidente convido
aos Srs. socios para se reunirem em as-
asemidea gcral extraordinaria quarta-
feira 21 do correnle, s 10 horas da ma-
nhaa, no palacete da rua da Praia.
J. L. Dornellas Cmara,
1. Secretario.
Alugam-se para passar a fesla duas casas
silas no lugar de Sant'Anna de dentro com'bas-
tantes commodos para grande familia, sendo o
lugar o mais saudavel para a saude, com banho
porto de casa : a tratar na rua Jo Rangel n. 62,
armazn..
l
No dia da saludado SS. MM. II. para a pro-
vincia da Parabiba do Norte seguir o vapor Cu I
maragibe conduzindo a sou bordo as pessoas qu>. ;
scassociarera para o referido acompanbamente,
demora de tres dias naquella cidade o volta n i
mesmo vapor.
A assignatura acha-se aborta no armazcm di
ruado Vigario u. 11 do agente Pestaa.
= Precisa-so alugar urna oscrava para o sor
vico interno e externo de urna rasa, assim com
tambem um cscravo : na rua da Sania Cruz n. 66.
Dosippareceu da casa om que se achara I
para ser vendido, um cscravo pardo, de nomo
Virginio, idade cerca de -10 annos, rosto compri-
do, pouca barba, estatura mediana, secco .do:
corpo, canda calcado ; este cscravo veio do Ma- ,
rannao, e consta que seguir para o sertaodnl
Piauhy, donde se suppoe nue natural : quftm (
3 :: ra c c.
3 filil S-
= = 2 = = S = =
" a g'8 =c
s. '-. 4 =^ ~ ?
m & c ^ ys
- -, yj o = c
e: u -. 5 ; -,
Scrp&S = |g
v. -i rt
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2."' = S. --5 =
" 5^2 I 5 J S
?l3lS -
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m
m

= S^C-c
i 5 S=^
- C-
r> i 2
v.
:..?;.
C/3
ida-
ira
/*
MUTIlftDO
diados piulados para
cobrir mesa,
9 muilo bonitos padrcs o de superior quali
apprehondere conduzra rua da Cadeia do Roc- de: na loja de chapeos de Joaquim do Olivci
fe n.38, primeiro andar, ser generosamenb Maia, na praca da Independencia n 24 a .fe
gratilicado. Vende-se na rua Dircila n. 48 lija : enh-ado
Precisa-so de um criado para bolear un. da Ierra por baratissimo reo, borzegunt fran-
cabriolel, quer-se que soja bom boleeiro c du boa cezes para hornera a 8?, di'los para senhor a
conducta : quem nestas circunstancias so adiar, j 39S00, sapates de lustre para hornera a 3500 o
procure na rua do Crum n. 28, ou na rua da Ira- 3*400, ditos para sonhora a !280, ditos de mar-
peralnz n. 43, nue achara com quem tratar : on- roqnim a 720 e 800 rs., sapaloes do Aracaly a
de tambem encontrar 2 escravos possantcs par' ] 830 rs., assim como out.-as qualidade* do calcado
se alugar para qualquer servico. q,)C se rende por diminuto pre^o.


-'-.
(6),
DIARIO DE PERN1UBUC0.
,RTA FEIRA ti DE DEZEMBRO DE 1859.
FABRICA
DE
GMGaiRIA I FUHDCAS DE ffffEl
Sita na rna Imperial n. 11S e 120 junio a fabrica de sabo.
DE
Sebastio J.da Silva dirigida por Manoel Carneiro Leal.
Neste ostabolecimenlo lia scmpre promplos alambiques de cobro do differenles dimences
(de 3008 a 3:0'X)8) simples o dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios contnos
para resillar o destilar espirllos conr-grduaco al 40 graos (pela graduaco de Sellon Cartier) dos
melliorcs syslemas hoje approvados e conhecidos nesta o outras provincias do imporio, bombas
de tudas as dimences, esperantes o de repudio tanto de cobre como de bronze o ferro, (omoiras
de bronze de iodas as dimences o Celtios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze c
ferro para rodas d'agua,portas para tomainas c crivos de fero, tubos de cobre c chumbo de todas
as dimences para encmenlos, camas.de forro com armaro e sem ella, fugos de ferro potareis e
econmicos, tachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
para cngeriho, tulla de Flandros, chumbo cm lencole barra, zinco era lencol e barra, ls'nces e
arroellas de cobre, lenecs de ferro a lato,forro suecia inglez de todas as dininsoes, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e outros muito? artigos por menos proco do que em outra qualquer
parle, desempenhando-so toda e qualquer cncommenda com presteza e perfeico j conhecido
e para conimodidade dosfreguezos que so dignarem honrarem-nos com a sua conDanca, acha-
r:io na ra Nova n. 37 loja de forragens pessoa habilitada para tomar nota das encommendas.
APPROVAClO E MTORlSACiO
DA
a hmMKk mmm&L n imiii@iiihia
E Jl\TA CENTRAL DE HYGffitE PUBLICA
LIVRARIA ECONMICA Vidros para vi
de repartices, seereta-
oma-
ELECTRO-MAGXETICAS EPTSPASTICAS
ienrild) Kirk
DM'JF,
Pa*a seren apnlicadas s partes affeetaas, sem
resguardo neiaVneoiniiiodo.
AS CIIAPAS MEDICINAES sao muilo conhecidas nesta corte e em todas as provincias neste
imperio lia mais de21 annos, e siojafamadas, pelas boas curas queso lem obtido as enfermi^ados
abaixo descriptas, o que se provaj:om innmeros attestados que cxisteni de pessoas capazos e de
extincoo.
Com estas Chapas-electro-magneticas epispasticas obtem-so urna cura radical c infallivel
em lodosos casos do inflamraaco (cansaco ou falta de respiracao), sejam internas ou externas, do
igado, bofes, estmagos, braco, rins, ulero, peilo, palpitaco d coracao, garganta, olhos, erysi-
pelas, rheumalismo, ataques nervosos, etc., etc. Igualmente para as'differontes especies do tu-
mores, como lobinhos e escrfulas ; soja qual foro scu lamanho e profundoza, por meio da sup-
puracoscro radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconsclhado por habis e distinctos facul-
tativos.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, tendo todo o cuidado de
fazer os necossariasexplicages. se as chapas sao para homcni, senhora ou crianca, declarando a
molestia em que parle do corpn exisle.se n'acabeca, braco, peseoco, cdxa, poma", p, ou tronco
do corpo, declarando a circumJereocia c sendo forida ou ulceras,"o molde do seu tamanho em
um pedaco de papel e a declaraco onde exislum, afim de que as chapas possam ser bem applica-
das no seu lugar.
Prie-se mandar de qualquer ponto do imperio do Brasil.
Consultas a todas as pessoas que a dignarem honrar com a sua confianca, em seu escriplo-
rio, que se achara aberlo todos os dias, sem excepco, das 9 horas da manha s 2 da tarde.
9 RA DO PARTO 119
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.
IMHffiA IB
H. 2 UA DO CESPO
Defronte do arco de Sapta Antonio.
RESTE NOVO ESTABELECIJ1 ENTONE N&I-SE :
Livros de religiao, sciencias, de letras artes, viagens, historia assicos ; romance Ilustrados e
outras pubHcaces em diversas linguas. .
Globos, atlas e mappas geographicos.
Papel de hollanda, de peso, paquete, alraasso, de cores e outros de diversos formatos e costos.
Prensas para copiar cartas o oufros manuscriptos, livros e ilutas proprias.
Livros em branco, pennas de varias qualidades c mais objectos para uso
rias c casas de commercio, utencilios para desenlio ele.
Arligos de bom goslo, fantasia e curiosidade das fabricas de Paris para -uso dos elegantes
tos, presentes etc.
Cartees e buhles para bailes, casamentos e visitas.
HISTORIA UNIVERSAL desde os tempos primitivos at 1850, por Cesar Cantu, 12 volumes, in fo-
lio, enriquecida de mais de 90 magnificas eslampas, obra em que nada so poupou para o
Ieilor encoutrar nella erudico, estudo solido o leitura agradavel.
ALMANAK de lembrane.as de Castilho para 1360, assini como collecces completas desde o seu
comeco.
MANUAL D CONTAS j fcilas para compras c vendas deassucar, algodao etc.
Encaderna-se em lodosos gostos desde o mais simples cm papel at ao melhorem panno ou pclle.
Imprimc-se carles e bilhetes, c marca-se papel com tvpo proprio e em relevo u vontade dos
pretendentes.
Acceita-se o encargo de qualquer encommenda do livros e outros artigos tanto da corle e provin-
cias do imperio, como de Portugal, Franca, Inglaterra e Blgica, com as condieces mais ra
zoaveis.
njDWFAuoMr
Este ulillsslmo eslabelecimento acha-sc, ha pouco tempo, augmentado tanto no materia
como no seu pessoat, e seus proprietarios habilitados para vencer qualquer opposico hostil e
desprezarem a ignorante vituperaeo de malevolencia. Offerecem a seus numerosos 'fregueres e
ao publico em geral, asvantagensde sua longa experiencia e reconhecida promptido e fidelidade
na execuco das obras as mais importantes de engenharia, entre outras pode enumerar as seguin-
tcs : machinas de vapor de lodos os tamaitos, rodas d'agua de todos os dimetros, todas de fer-
ro ou para cubos de madeira, moendas para canna todas de ferro e independentes com os me-
lhoramentos que a experiencia mostr ser indispensavel, meias ditas com todos os preparos, ta-
chas para ongenho de todas as qualidades e lmannos, rodas, rodetes, aguilhoes, crivos e boceas
para tomaina e todas as forragens para engenho, machinas para amassar pao e bolacha, ditas
para moer mandioca, fornos e prensas para fariuha, pontes de ferro, "aldeiras, tanques boias e
todas as obras de machinismo etc., etc.
draca.
*
A f># a caixa: na ra larga
do Rosario armazem de louca.
Vidros para caixilhos.
Xa ra larga do Rosario loja n. 28
armazem de louca, mandam-se botar v-
jdros era casas particulares poi- preco' do inulilmente todos os outros remedios
rimi;tn mmmn,u _____r _.Jj As ">>* afilelas nao devem entreaar-i
SISTEMA HKMLO UfcHULUMAk.
TILLI.AS HOLLWOtA. r
Este inestimavel especifico, composlo inteir.i-
racnte de berras medicinaos, nao conten-mercu-
rio, nem alguma outra substancia delecten*. Be-
nigno mais tenra infancia, e a completen mais
delicada igualmente prompto e seguro para
dcsarreigar o mol na compleicio mais robusta
inteiramente innocente em suas operacoese ef-
feitos; pois busca e remore as doencas de qual-
quer especie e grao por mais antigs, e sfhazes
qua sejam.
Entre militares dp pessoas curadas com este-
remedio, muitas. que j estavam as portas da
morte, preservando era seu uso: coiiseguiram
recobrar a saude e Coicas, depofc daftaver tenta-
inuito com modo, assim como vender
e vidros aretalho do tsmanho mais pe-
queo at mais de G palmos.
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souzj, ra larga
do Rosario n. 36, vendo, os seguiutes medica-
mentos :
Rob L'AfTecleur.
Pilulas contra sezoej.
Dilas vegetaes.
Salsaparrtlha Bristol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
.Tarop do Bosque.
Pilulas americanas (contra febresl.
Ungento Hollo^ay.
I Pilulas do dilo.
Ellixir anli-asmathico.
Vidros de boca larga com rolhas, de 2 oncas a
12 libras
Assim como tero ura grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual rende a mdico
preco. i
Vende-se ura cavollo acostumado a traba-
Hiar em carro de couducco de gneros : na ra
do Codorniz n. 8.
em entrepar-se a de-
sesperaco ; facam um competente easnyi dos
efflcazes effeitos desta assombrosa .niftdkina, e.
prestes recuperarn o beneficio da saae.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das soguintPs enfermidatles :
S"".-a
9
CONSULTORIO
DO
Dr. P. 1. IMm Mose-oso
BBIBi IPM!EI!^B S PBMIDilR. '
3 UV\ 15>lL05tIl.ISADOFlT\DAO 3
CVVnVca por am\ios os systemas.
O Dr. Lobo Hoscoso di consullas'lodos os dias pela manha ede larde depois de 4 horas.
Lorili;uia partidos para curar annualmente nao sopara a cidado como para osengenhos o outras
propriedades ruracs.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manha e em caso de ur-
gencia a outra qualquer hora do dia ou da noite sendo por escriplo em que se declare o norae da
pessoa, o darua eo uumero da casa.
os casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairrodo Recife poderao re-
metter seus bilhetes a botica do Sr. Joo Sounn & C. na ra da Cruz ou loja de livros do Sr. Jos
Nogueirade Souza na ra do Crespo ao p da ponte vclha.
Nessa loja e na casa do annnnciante achar-se-ha constanteraent e os melhores uiedica-
mentoshomeopathicos ja bem conhecidos e pelos precos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes, ...".......10S0OO
Ditos de 24 dilos...............15g000
Ditosde 36 Uil03..............20S090
Dito de 48 dilos...............25$000
Ditos de 60 ditos............... 9*000
Tubos avulsos cada um.............lgOOO
Frascos de tincturas.............. 2JJO0O
Manoal de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr traduzido
em portuguezcom o diccionario dos termos d medi-
cina, cirurgia etc.. ele............20^000
Medicina domestica do Dr. H'ring, com diccionario. 10$000
Repertorio do Dr. Mello Moraes.......". 6J000
Ra Nflva n. 34
Vendem-sc ricos loques com bouqtict de flores
proprios para bailes : e compra-se urna escrara
de 35 anuos, que cozinhe e engomme, c que seja
sadia o robusta.
5"= ST3
w o r- ,
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en
en
FAS1HDAS
NO
Motel
Na loja de ferragens e
miudezas.
Ra Direita 11.64.
Caixinhas de agulhas francezas muito finas a
320, dilas a 400 rs., caixinhas pura costura mui-
to bonitas a 8500, 48500, 5 e 6$, bicos Anos e
ordinarios por baratissimo preco, e do-se as
amostras ; sapalinhos de la para meninos a 4C0
rs. o par, caixinhas coragrampas a 80 rs., carlees
de clcheles com duas rarreiras a 80 rs., tesou-
ras para costura muilo finas a 1&, dilas para bar-
beiro a 29, pentes para alisar cabello,prelos c do
cores a 320, ditos finos a 560.
Anda est para se vender o sitio da tra-
vessa do Remedio n. 21, da freguezia dos Afoga-
dos : quera o pretender, entenda-se com seu
proprietario.
Enfeites para cabera das
seuhoras.
Na loja ta aguia de ouro, ra do Grin-
ga numero 1 li.
Vendem-so os mais lindos enfeites cora vidri-
1 lio prelos e do todas as cores, dilos de froco e
velludo de cores, proprios dos vestidos que se
usam, chnpcosinhos e touquinhas muito lindas
paro meninas e meninos, capellas com palmas
todas brancas, proprias para noiva, e outros mui-
to mais enfeites, leques de muito gosto, 'de ma-
dreperola e de oulras muilas qualidades, botocs
de lodos os gostos para casaveqne, assim como
franjas e trancas de todas as qualidades. bicos de
soda o de linho de lindos padres, perfumaras
de todas as qualidades, que se vende tudo muito
barato por se ler recebido cm direitura da Eu-
ropa
== Vcnde-se urna loja de miudezas com pou-
-ns fundos, na ra Direita : a Datar no armazem
ua ra do Vigario n. 8.
Vendo-se urna muala com urna fillia de 3
mozos, cozinha, engomma e lava, tu Jo faz cora
perfecao, muito sadia e sem vicio : na ru3 s-
ircila do Rosario n. 28, primeiro andar.
Attenco.
i
Na ra Nova n. 35, vende-se mi-
ll.ii muito novo dinheiro a vista
pelo baratissimo preco de 4$500 a
sacca.
Rap.
Na pracada Independencia n. 5, luja de violas,
vende-se rap fresco de f.isboe, Paulo Cordeiro]
aasse grosso, meio grosso fino, c nieuron, tonto
em libra como em oitavas.
I
vinho do Porto, do mais superior, engarrafado,
ditp champagne, idem, dilo muscalcl, idem : no
armazem de Barroca & Medeiros, ra da Cadeia
do Recife n. 4.
Em casa de Luiz
DeJoucli,
ra Nova n. 22, lem para vender livros cm bran-
co para escripturaces, os mais bonitos possi-
veis, por preco muito barato.
Calcado muito barato.
Para acabar al o fim deslc n.ez.
Borzeguins para meninas a 2$000
Sapatoes para meninos a 2j c 2j?500
na ra doCabugn.9.
Est-se acabando.
Na ra do Livramento, loja n. 38, confronte
ao oito da igreja, vendem-se boleas para via-
gem, de oleado, botas inglezas, rssianas todas
de borracha, camisas de casemira, redes de apu-
rado gosto ; lodos estes objectos sao proprios
paFa os empregados da estrada de ferro e embar-
cadicos.
\a loja ao p do arco de
Santo Antonio,
rcceLcu-se um rico e completo sortimenlo de ri-
cas caixinhas com amendoas proprias para a ra-
pazcada de bom goslo dar de festas.
Vende-se um cabriolel com ptimo cavallo:
a tratar oa ra do Crespo com Adriano & Castro.
GSTATO MASSET representante da muilo afamada casa WALLERSTEM.5MASSET & C."
foruecedores da casa imperial do Brasil, cslabolecida no Rio c em Paris recebeu um grande sor-
timenlo de fazendas c modas da primeira qualidade e novidade.qucrcndo antes de tudo fazer gozar
o respeitavel publico dos oreos mullo vantajosos pelos quaes pode oTerccer suas fazendas, vende
ludo a dinheiro avista ; elleaclta-se residindo no hotel inglez quarlo n. 2, encarrega-se de man-
dar levar as fazendas pedidas amostra, sendo por escriplo para evitar os engaos.
Recobe qualquer encommenda para mandar vir da Europa ou do Rio.
100 vestidos de seda para baile, passeose visitas.
Mocre antique prelos e de cores.
Nobrczas lisas pretas c de cores.
Vestidos prelos lisos, lavrados de 2 saias e de velludo.
Flores, e enfeiles de renda para cabellos.
Vestidos de cassa branca bordada muito finas-
Carcas, escomilhas, filos de seda e linho brancos e de cores.
Meias de seda, linho, fio da Escossia para homens, senhoras e meninas.
Jipatos de setim brinco e preto com salto e sem elle.
Botinas de setim branco, de setim preto, de l muilo superiores. '
Sabidas de baile, capas de cachemira, velludo e seda.
Chales de louquim bordados e de retroz.
Manteletes de renda prelo e cassa bordada.
Corpinhos, camisiuhas, colarinhos com mangas de cassa bordada a poni real e renda verdadeira.
Gnarnices de renda prela e branca para veslidos o para enfeites de vestidos.
I.eucos de cambraia de linho muito ricos com renda.
Chapeos de sol para senhoras.
Pentes para trancas, alnetcs de peilo, pulseiras, brincos de tartaruga e jaspe preto para luto.
Grande sorlimeno de luvas verdadeiras de Jouvin.
Luvas de retroz c de seda para homens, senhoras o meninas.
Grvalas brancas c pretas.
Chapeos de corle com plumas.
Casacas, sobrecasacas, palelots de panno, cachemira dos melhores alfaiates de Paris.
Calcado do afamado Melier para homens.
Tpeles de velludo muito ricos.
Capas, capoles impermeaveis Makioiosch para homens e senhoras.
Vendas,
Relogios de ouroe prata. cobertos e descober-
tos patente inglez, os melhores que existem no
mercado, e despachados hoje, vendem-se por
precos razoaveis : no escriptorio do agente Oli-
veira, ra da Cadeia do Recife n. 62, primeiro
andar.
Farinha de mandioca.
Vendem-se saceos com muito boa farinha de
mandioca, assim como saccosgrandes com milho
muito novo, dilos com feljao, egomma para cn-
gommar c fazer bolinhos ; na ra do Queimado,
loja de ferragens n. 14.
Vende-se macarro. talharim a 320_a libra,
aletriaa 400 rs., cevadinha a 320, manteiga n-
gleza muilo boa a 960, dita franceza a 640, quei-
jos flamengos a 2&500, e outros niuitos gneros,
ludo bom e muito em conta : na ra da Scnzala
Velha n. 50.
Polassa da Rnssia.
Vende-sena ra do Trapi-
chen. 9, armazem de Fon-
seca, muito superior e iiovis-
sima potassa da Kussia.
a parisiense,
ra do Crespo n. 10, vendem-s* luvas verdadei-
ras dw Jouvin muilo frescas.
Aos fabricantes de velas.
Cera de carnauba da nova safra a 11*500 e 12g,
e sebo refinado em pao e velas, ltimamente
chegada do Porto, em barricas e caixasde llgSOO
Pennas de caligra-
phia verdadeiras.
Vendem-se na ivraria universal, ra do Im-
perador (outr'ora do Collegio) n. 20.
Superior ao ii.ell.or
presunto- de fiambre.
Linguas de vacca emsalmoura rindas
de Londres, vendem-se nicamente no|
armazem de Luiz Annes defronte da
porta da alfandega.
t,
45Ruu
Direita45
O proprielario desle eslabelecimento reco-1
nhecendo que com a excelsa visita de SS. MM. I
II. a esta cidade tem de sedar um estrago hor-
roroso de calcados, em consequencia das fre- |
quentes paradas, marchas, contramarchas e for-1
midaveis passeios s brilhantes illuminacoes, e !
condoendo-se das boleas naturalmente pouco!
fartas, dos bravos ofliciaes e pracas dos patrio-1
ticos batalhoes, cujos nomes trazom memo- i
na os feilos gloriosos dos nossos avoengos, berou, em homenagera a to felizes dias bainar
so precos do seu excellcute calcado, a saber:
Para homens.
Borzeguins arislocralcos (lustre) 9jj000
Borzeguins zouavos, obra forlissima (be-
zerro) 8$000
Borzeguins cidados (bezerro e lustre] 89OOO
Borzeguins econmicos 6$000 :
Sapatoes batedores 55000 I
Para senhoras.
Borzeguins para senhora (primeira classe] 5?000
Ditos (segunda classe) 4$6001!
Ditos para meninas (primeira classe) 43OOO
37 Ra do Queimado 57
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimento um completo
sortimenlo de obras feilas, como sejam : pale-
oils de panno fino de 16$ at 28$, Tobrccasacas < i
de panno fino preto e de cores muito superiores I
a 3o, um completo sortimenlo de palelots de h
riscadinho de brim pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por preco commodo, ccrou-
las de linho de diversos lmannos, camisas
francezas de linho c de Jpanninho de 2g at 5jj
cada una, chapeos francezes para hornera a 8$,
ditos muito superiores a IOS, ditos avelludados,
copa alia a 13;?, ditos copa baixa a 10$, cha-
peos de feltro para hornera de 49, &S e at 7# '
cada um, ditos de seda e de palha etifeitados pa-
ra meninas a lOg, ditos de palha para senhora a
12$, chapelinhas d velludo ricamente enfeita-
das a 25$, dilas de palha de Italia muito finas a
25g, cortes de vestido Je seda em carlao de 40$
at 150$, ditos d phanlasia do 16?> at 35$000,
gollinhas de cambraia de 1 al 5j?, manguitos
de 1 $500 at 5$, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muilo superiores
e padrees novos a 720 a vara, casemiras de cor-
les para colleles, paletots e calcas de 35500 at
4$ o covado, panno fino preto e de cores de 2>500
al 10$ o covado, corles de collcte de velludo
muito superiores a 9 c 12$, ditos de gorguro
e de fusto brancos de cores, tudo por preco
barato, atoalhado de algodao a 1;280 a vara,
cortes de casemiras de cores de 5 al 9$, grosde-
naples de cores e pretos de 1$600 at 3J200 o
covado, esparlilhos para senhora a 6$, coeiros
de casemira ricamente bordados a 12J> cada um,
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12j cada um, ditos lisos p8ra ho-
rnera, fazenda muito superior, do 12 at 20J a
duzia, casemiras decores para cociro, covado a
2$400, barege de seda para vestidos, covado a
1$400, um completo sortimenlo de colleles de
gorguro, casemira prela lisa e bordada, e de
fusto de cores, os quaes se vendem por barato
preco, velludo decores a 78 o covado, pannos
para cima de mesa a 108 cada um, merino al-
cochoado proprio para palelots e colletes a 2j8O0
o covado. bandos para armaco de cabello a
15500, saceos de tpele o de marroquim para via-
gem, eiim grande sortimenlo do macas e Imalas
de pregara, quo ludo se vende vontade dos
freguezes, e outras muilas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores so mostraro.
Fazendas moder-
nas.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampo las.
Areias(malde).
Aslhma.
Clicas.
Convulsoes.
Debtlidade ou erlenua-
co.
Dcliiliila.le ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza no venlre.
Enfeimidades no venlre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Pebre biliosas
Febreto intemitente.
Febreio da especie.
Gotta.
Ucmurrhoida.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflammacdcs.
Ir r egu laridades
menstruaco.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Obstrucco de venlre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retenco de ourina.
Rheumalismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal)
^endem-se estas pilulas no estabelecimenU.
geral de Londres n. 224, <'Slrand>>, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda era toda a America du
sul. Devana e Hcspanha.
Vendem-se asbocelidhas a 800 rs. cada urna
dellas contcm urna instruceo cm portuguez pa-
ra explicar o modo de so usar deslas pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceulico, na ra da Cruz n. 22, em Per-
nambuco.
Toda a at-1
tenco ao segundo an-*
dar do sobrado da es-?
quiua da ra do Queima-
do (por cima da loja do!
Sr. Preguica) entrada!
pelo beeco do Pexe Fri
to n. 1.
rj*
a 12J500 a arroba
da Assembla n. 9.
no autigo deposito
do largo
Conlinua-se a vender fazendas por baixo
reco al mesmo por menos do seu valor,
afim de liquidar contas : na loja de 4 portas
na ra do Queimado ri. 10.
= Vende-se travejamento de 30 a 40 palmos de
coraprimcnlo, madeira do jangada, de todas as
grossuras, mastros para barcacas, 1 palanquim
novo quem precisar, dirija-sc JooDuarte Ma-
ginario, ra do Bangel n. 10.
Ricos corles de vestido de 2 saias
de gorguro branco lecidos a vel-
ludo proprios para baile o mais
rico que lera vindo a esla capital.
Ricos cortes de vestido de seda de
2 .saias bordados proprios para
baile, fazenda do mais apurado
gosto.
(^ Ricos cortes de vestido de 2 saias
de gorguro de seda de cores pro-
prios para visita e para passeio de
opuradissimo gosto.
^* Ricos cortes do vestido bordados
para casamento com capella cor-
respondente.
Ricos cortes de vestidos de 2
saias do gorguro preto bordados
e adamascados.
Rica c intcressantecollecco de ar-
ligos para lo^letlc de senhora e
.--para cavalheiro.
t^* Adverle-se ao respeitavel publico
3ue alm das fazendas aununcia-
as ha um variado 6orlimento de
fazendas novos que todas sero
vendidas em precos razoaveis
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C.praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e lambem trancellins e cadeias para os mesmos
decxcellenle gosto. '
f^*
^
Cortes de casemiras de cores finas a 55500, di-
las de urna s cor rauilo finas de 3 e 6$. cortes
de collete de velludo de cores a 6$000, ditos dito
preto a 5$ e 6$, colchas de algodao adasrr.asca-
das a 58, brilhantina branca o covado 480, case-
mira de quadrinhos o covado 18, pannos para
mesa muilo bonitos e modernos a 68. cortes de
barege com tres ordens de babados a 158, ch-
peos de phantasia pora homem, sendo de gor-
guro de seda a 78. ditos doChille de 4 a 258,
ditos de feltro de 4500 c58, camisas de cam-
braia de linho para senhoras, ditas de esguio
muilo fino, dilas de cambraia bordadas com man-
gas, ricos corles de seda de todas as cores, mn-
deles dos mais modernos, grande sortimenlo de ||
' perfumaras inglezas legitimas, joias decoral ver-
i dadeiro, oleados de diversas cores imitando
I marroquim para cobrir mesas, forrar almofadas,
: lrave3seiros, etc., etc.. ebem como um-completo
1 sortimenlo de fazendas do mais apurado gosto e
melhor qualidade, vendendo-se ludo por batios
precos, no armazerade fazendas de Ravmundo
Garlos Leitc & Irmo, aterro da Boa-Visfa n. 10.
i Aos cigarreiros e cha-
I ruteiros.
jp Campos & Lima lem para vender rai-
g xas com fumo americano do muilo boa
< qualidade e a proco commodo : na ra
j| do Crespo n. 12.
Fazendas de bom gosto
Recebeu-se pelo ultimo vapor da Europa cer-
nes de vestido de seda de delicadas cores, com 2
babados e 2 saias bordadas, lindos enfeites de
flores c froco para cabeca de senhora, bonitas
chapelinas de seda para senhora e meninas, as-
sim como riquissimos corles de collete brancos,
de velludo e seda bordados para casamento,
dilos de velludo preto bordado e de cores boni-
tas ; havendo outras muilas fazendas, e ludo se
vende por precos mais baratos do que em outras | cus e do cores, erii novello, para costura :
partesana ra da Cadeia do Recife. loia n. 50,! casa de Seuthall MellorSC., ra &-< Torres
de Curaba o Silya. In. 38.
I GIMDEE VARIADO SORTMENTO
B r de
I Fazendas inglezas e francezas e
| roopas feitas
receidas em direitora
Armazem e loja
Goes NA RA DO QUEIMADO N. r46, FRENTE D.A
I.OJAAMARELLAE ROTULAS BRANCAS, jf
SS Um completo e rico sortimenlo desobreca- |s
g sacas de panno pretos e de cores a 28[, 30j 5$
S e 35$, casacas de panno preto Imuito fino a ^
j3 408, 45g e 508. paletots do mesmo panno a
S 248 o 25S, ditos de casemira a 149, 16S e
j 18j, ditos saceos dasmesmas casemiras'
3 pretos c de cores a lt8 e 12JJ, dilos de al-
^ pacas prela e de cores a 4J, diios de brim
g pardo a 4500 e 5, ditos de brim preto a
08, ditos brancos a 58, ditos de esguio do
|g ultimo gosto cor de laranja a 5$, sobre-
g casacos de alpaca muito fino a 78 e 98,
B aobrecasaca de panno finopreto para me-
t nios a 158, 18 c 208, ditos do casemira
5 de cor a 88 e 108, coicas de ca- semiras de
g cores e prelos a 88, 98, 10J, 118 e 128,
calcas debnm de cor a 3*500, 48 e 58,
j ditas de brim branco tino a 68 c 7j,colIe-
K les de gorguro de seda e de casemira de
g cores e preto a 5j, 68 e 78, dilos de vellu-
g do a 108 e 128, camisas inglezas tanlopara
I Ihomens como para meninos de todos os
P tamaitos, seroulos de todas as qualidades-,
t-h chapeos de sol de alpaca o 58, manteletes |
p pretos do omito bom gosto a 30$ e 40, ca- K
^ saveques de fusto bordados compridosa ^
g| 20$, chapeos de castor a Napolco 88, ricos g
* manguitos de punhos bordados a 38500 ea|
Si 45, ditos com gollinhas a 58 e 6$, gollinhas B
jf de traspasso bordado c transparente a 8$, ^
: calcas de mcia casemira padres modernos m
a 5J, colelles de fusto de cor e de brim !
branco a 3$ e 3J5O0 e outras multa fa- jjg
zendas e roupas feitas que sero patentes a Kj
presenca do freguez. _____ (;
Relogios.
De novo chegaram os afamados relogios in-
gieres de ouro, de patente, e esto venda no
armazem de Rostro Rookei & C, praca do Corpo
Sannlo n. 48.
Relogios.
Vendem-se relogios de ouro inglezos, de pa-
tente : no armazem de Augusto C. du Abreu.
na ra da Cadeia do Recife n. 36
Vende-se superior linli.i de algodao, bran-
Potassa da Russia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para, vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tarabem
cal virgem em pedra: tudo cor retos muito
razoaveis.
Ao barato.
O n. 4 na praca da Independencia, est tor-
rando :
Borzeguins para homem a 68000
Dito |iara senhora a 38-
Ditos para meninos a 2-;.
Sapalos rasos a 28500.
Sapales de lustre- a 5$.
e todo o mais calcado se vende por barato proco.
MUTILADO


DIARIO D PERNAMBICO. QlARTA FEJP.A U LE DEZEXBHO nc
Para concluir a liquidacao da fazcndus Pito /lo W^nvolo \nvo n A V)
da extincta firma de Le.te & Gomia, Uvllt Utl ^"f ai i>(^ a "'
. ,., I .. .<*....___ t i ende-se em casa do S. I'. .loiihslon & C. va-
venem-se as leguintcs fazendas, por ; quelas de luslrc para carr0S| cllms e Sllh5,,s iu_
muito menos de seu valor, na loja del glczes,-caudeeiros e caslicacs bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para canos, e
montara, arrcios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente injtlczes.
*.jiJKi* pIOSELLE JIOSSEllXi
I filIBMUI&lC. I
| LONDRES I
i em garrafas c meias
m
quatro portas da ra do Queimado
numero 10.
Sedas pretas lavradas, superior quadade,
covado
Grosdenaple preto muilo bom e largo, co-
vado
Dilo dito mais estrello, covado
Camisetas decambraia para senhora, urna
liras c ntremelos bordados
Sortimento completo de cbita de cores,
covado
Dito de chitas lar&js francezas, bous pa-
droes e cores ixas, covado
'angas de cores escuras e claras, covado
Torlesde caiga de ineia casemira al600 c 2
1600
28000
lffiOO
600
320!
160 !
20
200
.000
Meias cruas para horaem, duzia SfWO
Ditas para dito niuitu superior, duzia 4$00)
Atoalhado adamascado rauito largo, vara lp280
CasSM de cores ixas e padres vistosos,
covado 210;
Rscadiuho francez, covado 160;
Musselioa de cores Qxu, covado 2-10 j
Chales do laa com palma de seda, um 25000
Cortes de calca de casemira lina de cores 5Q0
Ditos de dita prela 600
Ditos de collete de gorgurao cora palma
de velludo 3*000
Ditos de dito de gorgurao e seda 23000
Ditos de dito dt merino bordado 3000
Lencos de seda pequeos para pescoco de
senhora 400
Panno preto, covado 2S500
Dito superior, prova de limo, covado 33 e 4c000
Superior btini trancado de iiuho, branco,
vara 1J1000
Dito dilo de cores, vara 800
Moias brancas para senhora, duzia 3^000
Ditas para dila muilo superior, duzia -000
I.uvas de pellica para senhora, em bom
estado, uoi par 1J000
X.9VV Viril V V* TT --TYT fTYYYTTV t*
Queimado n. 0.
Gratule c variado sortimento
DE
rafas.
gar-
C.J. Astlev&C.
Seguro contra Fogo
mm
LONDRES
AGENTES
4TTENCJ.0.
, relojoeiro francez, vend
uro e prata, concerta relogios, joias e <
sicas, ja aqu he conhecido ha niuilos *J
2
i
5 C J. Astley & Companhia. J
Meias de seda de peso
para senhora, brancas o pretas, e para meninas,
brancas viseadas i vende-se na loja de l.eite
& Irm.io na ra da Cadeia do Recife n. 48.
:r i". sanr! i
Mi
> Risscl, relojoeiro francrz, vende relogios -o
* de o uro
.^ I 11 -" 1 C ti '- J. WUUJ IIU WU1JVI..U\S J1U lilil' o ^1
>> annos, habita no pateo do Hospital n. 17. <^
tXA! A A X-JLkJLXi.XtXXXXSy: g
I\a loja dosei'iaiiejo,rua#
do Queimado n. 43 A.
w Reccberam em direitura de Franca, de encom- "
menda, os melhores chapeos do ca'stor rapadoss : fe
sendo braucos c pretos, e as formas as mais mo- ]
dems quo tem vindo ao mercado, e por me- u
nos que em outra qualquer parte, assiin como !S
tambera tem un grande sortimento de enfeite, '!
do vidrho pretos e de cores pelo diminuto pro- l g
i.o de 4$ cada um, assim timo tem chapeos de :
yol de panno a 1$200 cada um em perfeito esta- f
esguio de linho a 1J urna, cambraia prela tina : %
a 360 o covado, e a vara a 560,e a 610, gangas
de cor a 540, brim branco de linho a 1^200 a va-
ra, colletes de velludo de furta-corespretos a
7$ 00, ditos pretos a 8 c a 9J, calcas de case-
mira de edr a 7, 8 llgdtos pretos a 7, 9 e
123, colletes de gorgurao a i, 5 c 6$, saceos pa-
Vende-se
$
Fazcndas francezas erou-
pasfeitas recebidas ein di-
reitura pelo ultimona\io.
Do-se as amostras com pouhor.
Ricos cortes de vestido de seda de cores
de 2 saias............................ J
Dilos de ditos de seda pretos bordados a
velludo............................... $
Ditos de dilos de seda de gaze phantasia S
Ricasromeiras deil e de seda bordadas i
Taimas de grosdenaples bordadas...... g
Chales de touquim branco bordados a
30je.................80S0OO
Grosdenaple do cores de quadrinhos co-
vado................................. 1$200
Dito de dito liso covado................ I38OO
Seda branca lavrada covado lg600 a.... 28600
Grosdenaple preto lavrado covado...... 23000
Dito dito liso encornado a lJJ60l)e.... 2g500
Dilo dito cora 3 palmos de largura a
1S600 e.............................. 2500
Sarja de cores larga com 4 palmos de
largura covado a...................... 1J500
Gaze de sedada China de lloreselistras
covado a............................ I3OOO
Follar de seda do listras gosto novo co-
vado.................................
Setim de escocia e diana de seda covado
Chaly de llores novos desenhos covado
Bareje de seda de varias qualidades co-
vado.................................
Meio velludo de cores covado..........
Velbutina de todas as cores............
Setim de todas as cores liso covado ...
Brilhaiitina branca muitofinaa.......
Chitas (rancezas claras c escuras a 260 e
Casemira preta lina alSfOOc..........
Panno preto e de cor lino provade li-
mo
.1IVTITF
VUE,?CIV
pechincha. imi^o low-iiow.
Ilua da Sciizala Jtova n. 42.
Na loja doTrcguica, na ra do Queimado n.
Ra da Scr.zala Jtova n. 42.
Ncsle estabelecitnento continua a haver uro
2, -endm-se pecas chitas finas de cores flias | omapleto sortimento de moendas e meias moen-
e de escolhidos padres com 38 corados cada separa eugenho, machinas de vapor e taitas
de ferro balido e
para dto.
coado, de todos os tamaitos
urna, pelo baralissimo prese de 5J30O, e em re-
lalho a 160 o covado.
Vendem se na loja de Nabuco & C. na na
Nova n. 2, ricos lencos de cambraia de linho
bordados para bailes, "alfinelcs dourados para se-
gurar enfeitcs de cabeca, chapelinas de senhora,
grvalas de seda brancas para homem, luvas de
pellica de Jouviu para homem e senhora, borze-
guins de setim brancos e pretos pora senhoras,
etc., c outras rauilas fazcndas de gosto. -y~~
\endem-se tres cavallos muilo proprios para a K.|io.|., n quera viajar a verse, na cocheirn do Sr. l'au- f AM* C OC a^(!lllal,0S qflaCS SC ?-
lino, no ra da Roda, c tratar, na ra do Quei- UCni DOr Dl'eCO '(llil llltltlii.
mado 11.25. r*U I*" l l i
- Vende-se a arma.;ao do deposito do pateo LnapelllidS UC SCa C (l6
do Turro n. 98 : a tratar na ra Velha n. 119.
Cortes de vestidos
de seda
Na rea do Queimado n. 37 loja de \
portas acaba de receber pelo ultimo
navio vindo do Havre um completo sor-
timento de vestidos de seda de 2 sahls,
Ra do Queimado n. 37.
A 30? cortes de vestidos de seda quecustaram
60*; a 163 cortes de vestidos de phantasia que
cuslaram 30tf ; a S3 chapelinhas para senhora:
na ra do Queimado n. 37.
Chapeos pretos.
Na ra do Queimado
numero 19.
Chapeos pretos de primeira qualidade, e de
lrma elegante a lOg cada um.
Nova invencao aperfei-
Cobertas de chita a 2 i
Ra do Queimado u. 19.
VvJ(!,
Bandos ou almofadas-
de crina para pentcados de
senhora.
Vcndo-se tnicamente na ra da Cadeia do Re-
cife n. 48, loja de Lcite & Irraao.
Vendem-secobeitasdc chita n 2}, corles de ris-1 n- ?' loja de ItiriilS.
cado francez a 28500, lencos de cambraia para C t\\t\c e\ mnnnriiif s\r<
algibciraa2Saduzia. UOiaS C lliailgUllOS.
V SlKti O 9^^iflA *l IWl RIcas ^las c manguitos de eam-
AflVVVt L3\)\) I^a.jbraia: na ra do Queimado n. 37, loja
Algodao trancado americano branco, propiio de 4 portas.
para toalh g e roupa de escravos, com um pe-
queo toque de agua doce : no armazem de fa-
1*000
19600
900
500
1J500 zondas da" ra do Queimado n. 19.
700
600
500
320
2j;5O0
Folha de cobre c Metal %
amare lio.
Estanho em barra e Pre-
gos de cobre. |
AIvaiade e Veriliz copal. I
Folha de Fland res.
Palhinha para marci-
neil'O. P,itas uilas dc 1,IoJ beancas e preas..
i v r i o Chales de sjda decores, pretos eroxos..
\ IIOS linOS dC Cilampa- f Ditos de merino bordados comfranjade
nhe e Mosclle. 5 mos d doii'dti!!I!!I"";rn^
1 Ditos de dilo liso dilo de seda..........
I Dito de dito dito de la..................
)ito de dito eslampados fino lisia de
Cheguem ao barato.
O Lcite & Irmo continuam a torrar na roa
da Cadeia do Recife n. 48, pecas de cambraia li-
sa cora 10 jardas a 4a00 c 5jj, lencos de cam-
braia de linho a 3jf a duzia, caaobraias muilo fi-
a 3^500a........................ 7S000nas c de lindos padroes a 640 a vara, meias fi-
7&000 I n.as Pard senhora a 3j>800 a duzia, ditas cruas in-
Manteletes
r
Corles de casemira de coraSSe........
Cassas organys de novos desenhos a
vara..................................
Ditas francezas muilo linas a............
Manguitos de cambraia transparente bor-
dados muilo ricos....................
Goliuhas de cambraia bordadas de pona
Ditas de dilo bordadas a 600a..........
Tiras e enlremeiosdccambraiabordados
| Ricas mantas pretas do linho para se-
nhora ...........
Ricos manteletes de grosdenaple ri-
camente beldados: na ra do Queima-
do n. 37, loja de 4 portas.
Pentes de tartaruga.
Ricos pentes de tartaruga para atar
s
meninos e meninas e senhoras por qualquer pro-
co, e tudo o mais aqui se encontrar o pre^o,
<: iiu se dcixa de vemnder.
A 500 rs. a peca
de fila de velludo de um dedo mnimo de largura
(mi 10 1|2 varas, bandos de crina para senhora
muito lions a 10o rs. o par, pulseiras de contas
para senhora ou meninas muilo lindas a 160 rs.
para acabar ; na loja de miudezas do aterro da
Boa-Vista n. 82, quasi confronte a matriz,
r
Lonas da Russia e Tirim
de vela : no armazem
de C. J. Astley & C.
MMMMMM i #ii HRnsT9 ESr*
Fazenda com avaria.
E pechiucha sem igual.
Na loja do Preguica, na ra doQuoimado n. 2, i Dllas de dll de a'sodao
tem para vender pecas de algodao largo com 16 i c ?orcs-
lgOOO
500

lgOO
9
75500
79090
tiaooo
15500
seda.................................. 8^000
Lencos de cambraia de linho bordados
finos.................................. o
Ditos de algodao de labyrintiooOe.... lj>000
Capellas brancas para noiva............ g
, Enfeites de vidnlho preto c de cores___ 9
. Aberturas para camisa de esguiao de
linho
brancas 2 de
s
I varas cada urna, pelo barato^pre^o e\t, pecas i r?las bala0 modernas.................. CjOOO
de cassa lisa lina a 2500 : a ellas, antes que'se J:naPpos 'rancezes forma moderna...... 89500
oravatqs ce seda de pona bordadas a
acabem.
cubei'tos e descobertos, pequeos e grandes, de
raro palcule inglez, para horaem o senhora,
de um ds melhores fabricantes de Liverpool,
vindos pelo ititimo paquete inglez: em casa de
Southall Meltors & C."
Vende-se um pardo de idade 15 annos, de
rauito boa finura econducta, l ofllcial de al-
laiate, que corla e im toda ob.o, e ptimo cria-
do ; dous negros mocos, bons otficiaesde pedrei-
ro ; un mo'.eqnc e um negro bons cozinheiros ;
tres negras moc,as, e outros escravos que se ven-
dem todos baratos, tanto a prazocorao a dinhei-
10 : na ra Direita n. 66.
Bandeiras nacio-
naes.
Vendem-se na ra do Queimado n. 7, (bandei-
ras nacionaes de varios tamaiihos, muito bem
feitas a 800 rs. cada urna.
Vendera-se canoas de amarello, de 25 a 35
palmos decomprido, com bocea sufficiente, mui-
10 bera eitas, por proco commodo : na ra do
\ gario n. 5.
Cera e Sebo.
Vende-se cera de carnauba oiuito superior a
1-29000 rs. velas da dito e de composicjSo, sebo
retinado em caixotes, dito em velas, na ra da
Cruz, armazem n. 33.
Tachas e moendas
Brnpa Silva & C, tem sempre no seu deposito
da ra da Moeda n. 3 A, um grande sortimento
de lachase moendas para engenho, do multo
acreditado fabricante Edwin Maw : a tratar no
mesmo deposito ou na ra do Trapiche n 44.
Fazendas com pequeo
toque de avaria.
E' pochindia.
Na loja do Preguica, na ra do Queimado n.
2,ha para vender pecas de linissimo e muito
largo raadapolao, pelo baratissiSM preco de 5j,
3j500 e3j000 : cheguem, antes que so'acubem.
Chapeos de castor pretos
e brancos
Na ra do Queimado n. 37, vendem-se os me-
lhores chapes de castor.
velludo
Camisas frauceas de cor e brancas
finas alffSOO e........................
Ditas ditas de fusiio branco e de cor....
Ditas ditas de esguio muito linas mo-
dernas .......................
Seroulas de brim de algodao e de linfa'
OaIcas.de casemira preta setim 9$ e....
Ditas de ditas de cores 8g e............ IO9OOO
Dita do meia casemira .....
Di).is de brim fino e varias
38 e Colletes de velludo
qualidades
gorgurao,
s
.S5O0
99B00
5
11*000
S500O
alpaca preta e do cores a 5#, ceroulas de linho
e algodao, camisas iuglczas muito superiores a
60:, a duzia, organdys de lindos desenhus a
1*100 a vara, cortes de cassa chita a 3$, chita,
franceza a 250,280,300 e 400 rs. o cova lo, pecas
de madapolo com 30 varas a 4$800, 5$, 5g.*i0,
6,7 e 8j, chitas inglezas de cores flus a 200 rs o
covado, toalhas para mesa a 3 e 48, cortes de
calca de brim de linho a 28, ditas de meia-case-
mira a 2j249, vestuarios bordados para meni-
nos, e outras muitas fazendas que se vende por
barato preco.
fm casa de N. O. Bieber
4 C. ra da Cruz n. 4, vende-se ;
Champagne de sunerior qualidade d marca acre-
ditada na corte.
Tinta branca superior em oleo, latas de 25 li-
bras, por cortrmotio preco eaixas de 4 latas.
Verniz e verniz copal.
Algodozinho da fabrica Todos os Santos da Bi-
hia.
Brilhantes de diversos tamanhos e de primeira
qualidade
sortimento de cha-
peos.
Chapeos de castor pretos de superior qualida-
de a 108, ditos francezes de seda a 7$, ditos de
castor brancos a 14g, ditos de velludo a 8e 9?,
ditos da lonlra de todas as cores muilo finos, di-
tos de palha lnglezes de copa alta c baita a 3 e
5g, ditos de fel tro, um sortimento completo, de
2500 a 68500, ditos do Chile de 38500, 5, 6, 8,
casemira c setim.................... 5^000 9, 10 e 12, ditos de seda para senhora, dos mais
velludo para senhora.
Ricas chapelinas de seda c de veliu- PianAc; < Af>^n?!|noc a pa do para senhora: na ra do Queimado ""'^ M'liIjilIfWSC I CliC-
jos, a prazo ou a
(nlieiro.
Vende-se no atorro ua Boa-Vista, loja n 82,
um rico eelegante piano forte, fraucez, chegado
ullimamente, do uielhor fabricante de Pars ; e
lambem urna rica seraphina ou orgo, muilo pro-
prio para algunia igreja do malo por ser rauito
barato ; e realejos pequeos e grandes com pan-
cadaria e sem ella, u que tudo se vende rauito
barato para acabar
Taclias para engento
Fundicao de ferro e bronze
nF
Francisco Antonio Crrela Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Arinazpii de azendas.
i\ua do Queimado numero 10.
Cortes de rucado francez 31[2 corados tfSJoOO.
Cobc-rtas de chita a 2^503.
Chapaos enfeitados para meninos e meninas.
Ditos pretos linos, ulina moda.
Ditos de fellr.).
Cambraia organdys muto fina.
Chales de fro:o de tres ponas.
Ditos de merino bordados de duas ponas.
Dilos muito finos bordados a troco.
Ricos chales de (oiiruim brjnco.
Corles de seda de duas saias.
Luvas enhiladas.
Manteletes pretos bordados.
Lencos para algibeira, brancos
Casacas de panno preto muito lino 308 e
Sobrecnsacos e paletots de panno preto
fino 2b e....................... ....
Paletots de casemira ntesclada goltade
velludo.............................. 18*000
Dilos do alpaca preta muito finos...... lOfOQO
358000
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender
seu armazem, na praca do Corpo Sonto n. 11,
alguns pianos do uitirao gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e
muito proprios para este clima.
Ra Direita n. 76.
Vende-se una ptima mulatinha de 15 a 16
unios ile idade, por preco'commodo.
Vendem-se camas ele vento a 5# e
5500: na rJa Direita n. 6.
Muita altenco.
Ra Direita n. 53.
Vendem-se ene-Indas de nova invencpir.
montezas, proprias para agricultura- por screm
de grande resistencia e duracao o I96OO, assim
como bom forro suisso da melhor qualidade a
13jo quintal, espingardas o clavinotes muilo fi-
nos c de boa qualidade, e grande porcao pora se
escolher. facas de um bolao, cabo deosso, mui-
to finas a 4g a duzia, ditas com cabo preto a ;.>.
ditas com cabo de marfim a 11$, bules de fami-
lia, de diversos precos, bandejas finas a 2, 3,4,
5, 6 6 SJcada urna, pcnles virados do tarturaga,
fazenda muilo superior, a 12jJ cada um, e mais
outras ferragjms que se deixa de meivilotiar, que
i vista se ptidcro ver.
Fil de linho lavrado,
a 1^500 a Yara.
Vmide-se na ra do Cabug n. 2 B, loja de
iniule/.as de Joaquim Antonio Das do Castro.
Vende-se um carro de rodas, bem cons-
truiJo c forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boloeiro e criado fra,
forrado de panno Uno, e tudo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. Poiriet no aterro da Boa-
Vista, e no eseriptorio de James Crabtree & C. n.
2, ra da Cruz.
Chapeos de pasta.
Superior qualidade e muilo bem feitos, por
preco muito commodo, sorlimeuto completo de
chapeos de seda e castor para homem.
Farinhade man-
dioca.
V,nde-se a 5ga sacca: na ra da Cruz, a'tflia-
zen i). 2G.
Aviso.
No armazem de Adamson, llowie & C. ra
do Trapiche n. 2, vende-se sens para horaem
e peuhora, arreios praleados para cabriolel, chi-
1 otes para carro, coleiras para cavallo etc.
Na loja da estrella.
Rua do Queimado n. 7.
Este estabelecimento contina a estar sonido
Je fazendas de todas as qualidades comosejam:
llicos cortes de vestidos lhose 2 saias, c Aquile $
Paletots de panno 20g000
Dilos de dito muito fino -0$(JUO
Ditos de casemira de cOr 25000
Ditos de alpaca pretos muito finos e
mais abaixo $
Ditos de ganga e de brins 3
Calcas de casemiras pretas e de cores 3
Dils de biim branco e de cores 5
Colletes de velludo preto e de cores.
Ditos de gorgurao muito finos
Ditos de fustao
em | '.amisas francezas de todas as qualidades
Capara homem
misas francezas bordadas para senhora
Loques da melhor qualidade e do ultimo
gosto
Mantas e gravatas de seda de todas as qua-
lidades
Chapeos de sol de seda inglezes g
Ditos decaslor para cabeca muito finos g
Ditos pretos os melhores que tem vindo
ao mereado g
Taimas pratas do ultimo goslo
CasemirasoeTCores para paletot %
Cortes de casemiras inglezas 2x400
Ditos de ditas francezas 5g500
Dilos de ditas muito finas 9#000
Chapeos Amazona para senhoras.e me-
ninas
ngoo
78000
6500
69000
5?000
:i)J500
I
Machinas k costara
de S. M.Singer &C. do
New-York, o mais aper-
eicoado syslema, fazen-
do pospouto igual pelos
dous lados da costura,
garante-se a seguranca
das n achinas e manda-
se ctisiuar as casas de
familia, bem como se
mostrara a qualquer ho-
ra do dia ou da noite
nesla agencia: nicos
agentes em Petnarabuco llaymundo Carlos Lci-
te v Jimao, aterreada Boa-Vista n. 10.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, rua ta Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann deHamburgo.
A'estidos de seda.
Vendem-se cortes de vestido de seda com 2 e 3
babados. armados, de 20 a IOS cada um sendo,
que seu valer razoavel era de 80j> : na loja de 4
portas da rua do Queimado n. 10
RAClNd SADDLES.
lia para vender-so sellins leves muito proprios
para as prximas corridas : em casa de Adamson
Howie Descoberta.
Fil de seda liso.
Vende-se na. rua do Cabug n. 2 B, loja de
miudezas Je Joaquim Antonio Das de Castro.
Dilos do merino setim pretos e do cores
Ditos de meia casemira___..............
Ditos de alpaca pretos e de cor forrados
Ditos de brim branco cpardo tinos......
Ditos de brim de quadrinhos linos
3#50O o ..............................
Dilo de alpaca preto e do cores..........
elogios de ouro paten........tes......
REREEDIQ INCOMPARAVELl
INGLRMO HOI.I.OWAY.
Milhares de individuos de todas as naciVs pn-
dein testeinunhar as virtudes diste remedio i-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeiam tem sen corpo c mera-
bros inteiramente saos depois de haver emprega-
do intilmente oiitrosMrataracntos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascuras maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os das ha nniitos annos ; o a maior parte
aellas sno tao sor prendentes que mojitnpe so
mdicos mais celebres. Quanlas pessoas reco-
Draram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de t.'r permanecido lon-
go lempo nos hospitnes, onde de viam snffrer i
amputacao! Dolas ha muitas que havendo dei-
xa.lo esses asylos de padecimentos, paro seno
suhmelterem a essa operacao dolorosa foram
caradas completamente, mediante ousodesse
prcciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
enfusao de seu reconhecimento declararam es
les resultados benficos diante do lord correge-
dor e oulros magistrados, afim de mais autenti-
caren] sua tirmativa.
Niagnem desesperara do estado -de sattde se
tivesse bastante conlianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algura lempo o
mentialatoqneiiecessttassea natureza do mal
cujo resultado seria prova rincontcstavelmente :
(Jue tudo cura.
O ungento he ntil, mais particu-
larmente nos se quintes casos.
Intlammaco da bexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de oihos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
l'ulmocs.
ueiniadelas.
Sarna.
Supuraces ptridas.
Tinha, em qualquer pai-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulacocs.
Veias torcidas ou uoda-
das as pernas.
glezas para homem e meninos, chales de mcri- ,,!,,.!|a ,, Pn ,lft A,,*;,,.^.!,, n 1/
n lisos a 4S500, e bordados a 0, paletots de TV t,,. *, ,,a Tm ',0 WUIMU 0. i,
loja de 4 portas.
Camisas francezas
Ricas camisas francezas tanto de
peio de linho como de algodao e de fas-
ta*: na rua do Queimado n. 37, loja de
i portas.
Bonets para enanca
Ricos bonets de marroquim para;
crianca: na rua do Queimado n 37, lo-
ja de i portas.
Ferro reduzido de
Quevenne,
Privilegiado em seu modo de
administraefio pela acade-
mia de medicina de Pars.
Os felizes elTeitos do ferro em um grande nu-
mero de enfermidades sao geralmente conheci-
dos. As cores plidas, as flores brancas, o em-
pobrecimenlo do sangue cora,os males do esto-
mago, e as palpilaces, que sao delles a conse-
quencia : lacs sao os principaes casos em que o
ferro indicado, c para cortos temperamentos
fracos elle um complemento quasi necessario
de alimcnlaco. A superioridade do ferro de
Quevenne de todas as prepararnos rr.areiaes a-
quella que inlrnduz mais quantidade de ferro no
sueco gstrico era um peso dado. Deposito em
l'crnainbuco, pharmacia do rinlo, rua larga do
ltosario n. 12.
Em caso (tos Srs. Henry Forsler
& C. rua do Trapiche n. 8, vende-se:
Dous carros americanos novos.
Arreios americanos.
Bombas.
Arados.
Champagne superior.
medernos, a 12jj, chapelinas com veos do ulti-
mo gosto a 159, enfeites fmissimos para cabeca
a 43560 e 5&, chapeos de palha escura, massa e
seda, muito proprios para as meninas de escola,
sendo os sowa precos muito em oonla, ditos para
baplisado de) meninos e passeios dos mesmos,
leudo diversas qualLuadcs para escolher, bonets
de galo, ditos de raarro^uim, ditos de vellu-
do, ditos enfeitados, chapeos de boa qualidade
para pagem, chapeos de sol de seda para me-
ninos de escola, e mesmo para senhora e para ho-1 Cognac.
mens ; finalmente oulros muitos objectos que se- Relnn-int impricann
ria enfadonho mencionar, e todo se ven de mui- I "c GI0 amei canos.
to em conta ; e os senhores freguezes a vista da 11*?*! co toque de avaria
fazenda ficarao convencidos da verdade : na bem
conhecida^ loja de chapeos da rua Direita n. 61,
de Benlo "de Barros Feij.
CARROgAS.
Vcndera-se duas carroras novas, sendo para
boi e outra para cavallo : na rua da Concordia,
coiifronte ao armazem do sol.
a 2$ a duzia.
Attencao.
Nova loja de calcado fran-
cez, de Antonio Rodri-
gues Pinto, no aterro da
Boa-Vista n. 8, defronte da
boneca.
N'este novo estabelecimento lera calcados quei S qualidade. COIlslillltlo de HCOS
recebeu.pe.o uitirao navio france, \ ^^ ^ ^.^ pu|se.
| Brilhantes
Lv.llRua do CrespaNA
Jos Maria da Silva Lemos so-
! ci de Julio Lu'je&C, negocian- l
| tes importadores de joias no Rio L
l de Janeiro, tem a honra de par- \
i ticipar ao rcspeitavel publico
| dcsla captol que se acha na casa
: cima mencionada com urna lin-
l da evposieo de obras de bri-
lhantes domis apurado gosto c
Vende-se urna canoa de carreira, construida
de sicupira, amardloe louro, eocavilhada e pre-
gada de cobre, forrada ora ziaeo, rom paos de
toldo, toldo e guarda palrao, bancada e ladrez
do melhor goslo que pode apparecer : a tratar
na rua de llorlas n. 11.
Farelo superior, saceos grandes, tem para
vcuder Jos Luiz de Oliveira Azbredo, no seu
eseriptorio da tua da Madre de Dos n. 5.
A prazo ou a di-
nheiro.
Vende-se n r-oeheira da rua da Cadeia de s n-
to Antonio n. 7, lendo 5 carros e 1 rico coupe
sem n>o slgiim quem pretender, dlrija-e .i
mesma.qni; irliar com quem Iratar
= Claudio Babeus vende 70 arrobas de robre
velho no seu eseriptorio, assim como continua a
ler bons burros para vender.
Nabuco i C. com loja na rua Nova u. ,
acabamde receber pelo ulUato navio ftaauez uiu
lindo sortimento de roupa (esta, como sejam,
casaca de panno fino, sobrecasacos de panno pre-
to c de cotes, paletots de panno pr. to e de co-
res, ditos de casemira de cor, dilos de brim bran-
co e decores, ditos de seda, cah-as de casemira
prela, ditas de cores, ditas do brim branco e de
cores,colletes de velludo, dilos de seda, ite ca-
semira, ditos de cachimira brama, ditos de fus-
tao, camisas brancas o de cores, ditas de fustao
ditas de peito de linho, inglezas, ceroulas de li-
nho, ditas de algodao, dilas de meia, camisas de
flanella, ditas de meia, dilas de casemira, caaes
us que usam os empregudos da estrada de ferro,
51 e outras muitas roupas foitas por menos do que
outra qualquer parle.
1
argolas,
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em gcral.
Hitas do antis.
ErupciJcs e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gingivas escaldadas.
Inchaces.
Infiamaco do figado.
Vende-se este ungento no estabelecimenlo
gcral de Londres n. sli\, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas j
encarrogadas de sua venda em toda a America
do Sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs. cada bocetinha, contera
urna instrucco em portuguez para o modo de
fazer uso deste ungento,
depusito geial heem casa do Sr. Soum,
phannaceulii o. na rua da Cruz u. 22, em Per-
uanibuco.
ras, broches, bixas e
brincos, ancis e alfiuctcs, cru-
zcs e tos de grandes perolas,
commendas c hbitos de diver-
sas ordens c differentes obras tu-
do de brilhantes e pedras finas,
sendo tudo vendido, afiancado e
por precos commodos: na rua do
Crespo n. 11, segundo andar.
( Tambcm se presta a mandar
H quaesquer objectos a amostra
Safe-"
toiuedeavaria
Fub.
Farinha de milho americana, em barricas, che-
suda no ultimo navio dos Estados Unidos : nos
armazens de Tasso Irmaos.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & G. rua da Senzala n. i2.
VINHO DE CAJ'.
Vende-se nos A togados, rua do Molocolomb
n. 42, tanto a retalho como em poicos, assim
j como outros quaesquer gneros.
Rua do Crespo n. 10, loja de
Jos Gonealves Malveira.
Vendem-se l'jvas de pellica, feitio de Jouvin,
em duzias.
res fabricantes de Paris, e vende por menos do
que em outra qualquer parle, a dinheiro vista.
Aviso aos ca-
cadores. I
Espingardas de espoleta!
muito finas por baratissimo
preco: na rua Direita n. 64.
Aos vendelhes.
Batatas muilo novas a 1$600 o gigo de 32 li- !
bras : na rua da Madre de Dos n, 8, armazem de-'
Valenca & C
Milho e farelo. !
Saceos grandes a 6#000 : na rua Nova n. 52.
Admira. j
Velas de espermaeele a 750 a libra, em eaixa ;
e a retalho : na rua Nova n. 52. I
Alcatifa.
Campos & Lima, tem para vender s:
porcao de alcatifa de todas as qualida- 5$
des," na rua do Crespo n.12. m
Vende-se vinho do Porto, velho, engarra-
fado a 18200 a garrafa, e globos para illuminacao
a 5J cada um : na roa das Cruzes n. 37, primei-
ro andar.
= Vende-se no armazem de Jos Antonio So-
reir Das & C, na rua da Cruz n. 28 .-
Mercurio doce,
Retroz.
Linhas em novellos.
Cera de Lisboa em velas.
Graxa ingleza em boides.
Lazarinas e clavinotes.
Chumbo em lencol.
Dito de munlcao".
Ferros de a$o* para engomraar.
Pregos de ferro de todas as qualidades.
Dito3 francezes sonidos.
-av.onde-3e uma bonita escrava crioula.de
22 a 24 annos. sem defeito algum, chegada ha que em oulta qualquer parte,
poucos das do sertao, por 1:5008, ou amaa por
menos alguna cousa : na rua do Queimado, casa
do Sr. coronel Gouveia.
Escravos fgidos.
&-3*?3 oscravo
I quem o
No dia 18 do correnta fugio do eagenho
Forno da Cal, um negro de nomo Themoleo, do
idade de 22 annos, rosto redondo, bem preto,
denles limados, baixo e reforjado do corpo, com
um ferro no pescoco :' quem o pegar, love-o
rua Nova n. 14, que sera pago de sen trabalho.
Fugio dn engeiiho Sap, no dia 7 de marco
do crenle anno o mulato Virissimo, de 50 an-
uos pouco mais ou menos, estatura regular, cal-
vo, barbado, c costumava a fazer a barba deixan-
do suissas, muito rcgrisla e tocador de viola,
sabe assignar o nomo e fazer algumas letlias d-;
conta, enende alguma cousa de purgar assucar ;
fugio para as baudas do engenho Araguary, ou
S. Francisco, termo de Porto Calvo da provincia
de Alagoas, foi escravo do Sr. Francisco Bolcao
do Esa, e de um padre que morou do Brejo da
Madre de Dos ; roga-sc poi tanto as autoridades
e capites de campo a captura do mencionado
; assim como protestarse desde ji contra
louver o. cuitado por lodo o prejuizo oc-
, i ...-i.ii.ido desde odiada toga alera de se proceder
I criminalmente : quera o pegar leve-o ao mesmo
i engenho Sap, ou no Recife rua larga do Rosario
n. 2, que sera recompensado com 100$.
r= No dia 23 de uorpnjbro prximo passado
' "ligio a escrava Maria, crioula, natural da pro-
vieta do Para, com os signaos seguinles : esta-
tura alta, cr bstanle preta, rosto comprido a
i signal de bexiga. tem em urna das mos um sig-
nal de golpe de faeca entre o dedo pollegar, lera
I um dos ps vo'lado um pouco para o lado du
donlro, levou saia preta, chale azul e vestido de
' chita : roga-se a quem a pegar leve-a rua da
' Gloria n. 89, que ser recompensado.
Em dias do rarz passado fugio do engento
| Benlo Velho da comarca de Santo Antao, o es-
[ era yo Jorge, crioulo, bem preto, alto, laJi;:c,
olhos brancos e pequeos, qaeixos largos e sem
barba, linipo do peis, c de suppor que ande
j mesmo pelos suburbios da cidade da Victoria ou
j ter seguido para as partes de Taquarilinga onde
tem pai : a pessoa que o pegar levo ao mesmo
I engenho ou nesla praca na raa do Sol n. 11 a
! Ifanoel de Amorim Lima, que ser generosamen-
: te gratificado.
Fugio na noite de quinta-eira. 15 do ccr-
Letle & | rente, do sitio da viuva de Jos Joaquim deMes-
quila.na estrada dos Aflliclos, a prela Antonia,
de lillllO todO ^e naco.Angola, escrava que foi de Francisco
Goncalvcs, do Cabo : roga-se aos senhores capi-
tes de campo e a quera inlcressar possa, a cap-
tura da referida escrava, de a levarern ao silio
supra mencionado, que sero devi.lamente re-
compensados ; oulro sim, prolesta-sc centra
quem a tiver acoutada.
Fugio no dia 29 de uovembro do correnlo
anno, o escravo Fabriao, crioulo, c representa ler
20 anuos de idade, principia a barbar", boa esta-
! tura, bastante fornido, cor fula tirando a cabra,
bons denles, maos e ps bem feitos e regulares,
Chegou loia de miudezas da ruado Crespo! cabeca comprida para traz o para adianto aoque
n. 5, um grande sortimento de macos e voltas chamam duas cabecas ; e provavcl que se mti-
de coral verdadeiro que se vende mais barato do ,ul" d Iorro Por ser bem fallante c andar impo,
jiois levou roupa : quem o apprenender leve-o
ao engenho Palmeira, freguezia de Jaboalao, ou
s Cinco Ponas, casa n. 134, que ser bem rt-
compensado.
Pecas de algodo trancado, azul, com 32 co-
vados por 1^500 : vendem-se na rua do Crespo,
loia da esquina quo volla para a rua da Cadeia
Enfeites de vidnlho o de retroz a 48 cada
um : na rua do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Linhas do gaz.
Vendcra-se na rua do Cabug n.2 B., loja de
miudezas da Joaquim Antonio Dias de Castro.
Fil
com 2 1(2 varas de largura a 800 rs. a vara
rua da Cadeia Jo Recife n. 48, loja de
Irmao.
Brim trancado de linhc
preto,
fazenda muito superior; garaute-se que nao
. desbota : na rua da Ca'dcia do Recife n. 48, lo-
ja de Leie & Irmo.
Coral.

Vende-se sebo em barricas muito
alvo : na rua da Praia n. 16.
/"
MUTILADO
y
ILEfite


(8)
DI ARIO DE PERNAMBUCO. QUART4 FF.1RA 21 DE OEZMERRO DE 1859.
Lilteratura.
Ceremonia funcbro eiu llon^-Ror ijj.
Ue una correspondencia o Illustraled Lon-
donSetcs extrahimos osla pintura dos costumes
thinezes cm tS'J :
ltimamente tivcoocasiio do assistrcm Hong-
Kong 3 urna Cetiiuonia fnebre, l'.ma das espo-
..toaos de mu d"; ptimciros negociantes
da cidade foi enterrada oum inda a pompa mc
<> dinheiro pdc dar. Era una dos ceremonias
niais magnficas, n'esiegenero, que lem haidn
paiz. F.ncaminhci-mo para a casa da
defunta, enjo umbral eslava ornado do duaa lan-
lornas iow caracteres i i gros o azi.os.
pecio de repusti'iro brinco affaslou-sr
manco, que aiu loca rain. Acceudoraan-se ci-
rios, soltaram-so bonillas ; dopois principiaram
os mnsicos de azul o de vormollio a tocar cm
quanto as mulhercs gritavam e a mullidlo as
observava. Finda a msica approximavam-se
as duas lantoruas. Entio principinu a msica a
locar de novo ; porm com tal desliarmunia quo
fazio fugir todos os demonios, se all eslivessem.
Acabada esta ccrimonia foi o esquife con-
duzidopara una imminencia prxima, acompa-
nliado dos carpidores,das Linternas, das tableltes
ancestrales e da bandeira vermclha, e ah do-
IV.
A condensacao se opera polo resfria monto da
atmosphera, (fue resulta de causas varias, como
de nina corrente do vento fri, da irradiadlo das
aguas, e principal ment das florestas.
A evaporarlo das aguas u a transpiraco das
malas absorvendo o calrico espalhado no ar,
formam cm torno do si, segundo a extenso de
sua superficie, um ar fresco, urna temperatura
baixa, onde so condensare!, e pola afTiuidade se
agglomeram os vapores aquosos. Daqui vem o
phenomeno muilo condecido dos constantes ne-
padres cantaban ; e os msicos tocavam urna es-
pecic do gaita e el nieta, que tinliam a vauta-
l ma es- goni do ferir horaivelmente os ouvidos.
pera me} Deposlo ah o corno, despiram os carpido-
ros suas restes brancas, e retiraram-se. O cho-
llar passagnm.
\., entrar arislci logo uro esquife do [orma in- fe d'cllcs estar mais raimo A musir locara
toiramente dilferente da dos uossos da Europa, as mesraas arias que antes, costume este ditte-
o muitoiueisgrafiosa.se e que um tal epthelo rente do da Europa, onde, depois do enterro, s
se Ihe pode applicar. O esquife descansara sobre so tocam arias alegres. Em roda de mim reina-
esteirasno moio dn quarlu. Ao lado ardia nina va alegra completa; s se ouviam risadas egra-
lanpada, coborla com um vaso de barro rolla- cejos.
do, semelhaudo-st a un ves i de llores de gran-1 Pcrmitta-se-me accrescentar s linhas que
dedimensao. Sobren esquife eslava um panno precodem, as soguintes quo extr.dii da obra de
vermelho, o sobro elle un grande vaso. Abai- sir William sobro a China, asquaes completarlo
xo, em nina das extremidades, achava-se eolio-1 a minha narrarlo. Quando morro alguem na
rado grande numero de. pequeas vasilhas, con-1 china o corpo vestido cum a melhor roupa
tendo arra e cha, destinados aos demonios. Ahi que a familia possuo, collocndo-se-lhe em urna
ran-so anda as tableltes encstrales"] (I) p um das mios um loque e na outra un.a oracao es-
grande vaso de barro, onde ardan bugias ; ha- j cripta. Logo depois 0 elle collocado oro um es-
tenio, prximo a isso.unia lampada: Dous por- I quite, muito parecido com o tronco de urna ar-
souageus de aspecto oxiraordinario, vestidos de | vro, cujas paredes tem muitas polegadas de
r-amisaa azues e calcas brancas, estavam encos-
tados parode. esquife dovia permanecer ahi
muilosdias, pois n corpo, quo oslaa ricamente
vestido, se torn. va incurrupUrcl pi'la cal com
que cuidadosarr ent o haviam coborto. Em una
das naos da defunta achava-se collocado um lo-
que, p na outra um papel com urna orarlo es-
cripia.
No quarto contiguo estavam os amigos c p-
renles da defunta ; comendo, bubendo ou fu-
mando; havendo mosuio alguns que riam, ou
I osta om nina casi, que Ihe eslava preparada. Os! vooiros as serras, e das chavas mais abundan-
tes nas montanhas orborisadas, do que nos ser-
toes visinhos ; porque as serras alm da eleva-
cio, estiio cuberas de malas verdes e por con-
seguintc sao outros tantos focos de transpiraco,
e condensacao.
V
Se a nalureza nos raostra excmplos irrefraga-
veis da falla de humidade athmospherica, e por
conseguate de secca e solido nos paizes des-
guarnecidos de arborisacio : a historia ahi est
apresentando tristes documentos da verdadedes-
ta le eterna, de que o paiz mais frtil, abundan-
te e rico, pode ser convertido em charneca est-
ril e solidao inhabitarel, se a imprudencia huma-
na o desguarnecer das matas que fazcm a condi-
CiO de sua uberdade, e benignidadede seu clima.
Que regios foraiu mais abundantes, e novoa-
das que a antiga trra de Caan (Palestina), Sy-
ria e Mesopotamia?
E hoje, ou antes, ha seculos oquefeito des-
ses paizes outr'ora toferteis, que nuliium lautos
midios de habitantes ? Dalbek (Hol'opolis), Tad-
""- 'Palmira), Babylonia, Ninive, Seleucia, Cet-
grossura, e cuja lampa c de fo>ma redunda. O
corpo ahi doposto em um leito de cal ou do al
genio, o coberto de cal viva ; o esquifo, berma-
licamente fechado, centernisado paraassim per-
manecer at o momento da inhumana..io. Os
chinezes despendem sommas enormes, durante a
vida, com a compra do seus esquifes e das ma-
lcras que elle deve conter. Cusiam ellos assim
guarnecidos de 5 a 10 S, o alguns ha que cus-
tam 5'K> e niesmo 2,000, segundo a materia do
' ornamento. Muitas vezes acontece ficar o esqui-
Uos que chorivam, e outros emfiui quo se la- fe em casa anuos nteiros, e cm todo este lempo
mentaran. Era um espectculo singular e que ardem constantemente cirios junto do corpo.
valia a pena ser ralo. 0 irmao da defunta tal- C.oslumam collocar o esquife ou no vestbulo, on
lava com enthusiasmo da belleza do esquife, e; na sala principal, dcbaixo de um docel, ou na
de seu custo mas nem se quer fallava na de- cmara dos antepassados, onde permanece at
que a fortunada familia permita enterrar
naineute estes preciosos rcslos.
[Jornal des Dbala, M. Mello.)
Agricultura.
v necessidade da eonserva^o das
matas,e da orboricultura.
II.
tunta. A fumara das numerosas bugias se mis- que a fortunada familia permita enterrar dig-
turava com a dos cachimbos e cigarros dos as-
sisteutes. Eu tinha entrado 'esta sala com o
modo grave do europeo em presenta de ura
morto ; mas vendo que a minhi scriodade se
achara fra do uso, partilliei a alegria do irmo
da definid.
Deixei a casa mortuaria s dez horas da
tioilc, e voltei dous das depois, pela manhaa,
aura de ver os padres e os meninos vestidos d'al-
va proslrarem a fronte era Ierra. Estavam elles Pous maJcs "Sgnala o eminente sabio alie-
no p do um altar provisorio, sobre o ql *e j ^ *f 2I1LCS2? "ff^LLlSfH lOO?*0'
viam tres divindados de papol pintado, urna das
qttees tinha os cabellos Crneos, e as oulras pro-
tas.
Quaiido os padres, que cantavam, me viran
oceupado em desenliados, mostr.iram-se satisfei-
losev erara cantando examinar meu desenlio.
Ao mesmo tempo os meninos baliaui com a fren-
te no chao : um pobre menino que diminua o
ni ivimei.to, foi rigorosamente empurrado por
um dos assistentes, quo assim o chameu caden-
cia exigida.
No quarto furaava mu assislente o seu ca-
chimbo, assenlado na pona de urna mesa, do
que a outra extremidade era oceupada por um
padre vestido com a capa cottegia. Pela porta
quc'dava para o jardn, viam-se dous vclhos
criados, que, se nao afogavam o seu pesarnos
lories licores, pelo menos asphyxiavam-no com
a fumara de sen cachimbo de opio. Duas ou
tres mulheres, verdaderamente pesarosas go-
miam. Os meninos pareciam perfeilamcute e-
lizes.
Odia seguinte era de todos o mais solem-
ne. As bombas atroavam os ares. As mulhe-
res appareceram vestidas do branco. tendo na
cabera urna especie de capuz, e os ps descal-
cos, ao passo que os homens e os maninos se-
guiam vestidos d'alva, atadas por cintos brau-
cos.
< Quando 0 esquife sahio para a rua.oscliefes
dos carpidores se ajoelharnm ao p d'ollo, baten-
do com as cabecas contra o chao c lamentndo-
se era alias vozos. As mulheres vieram por sua
vez fazer a mestna ceremonia tocando a msica
constantemente durante este lempo. Acabado
osseaclo caminliou-se o enterro em procissao
para o lugar da sepultura. Na frente marcha-
vam dous demonios, levando as duas lanteruas ;
aps os msicos vestidos de branco, suecedendo-
Ihes qualro taboleircn cheios de paslelloes, em
torno dos quai'S caminhavam os msicos do azul
quelevavam uin 30117 (2\ un tambor e outros
instrumentos estridentes ; e omliui dezeaeia me-
zas, carrejadas por trinia o dous homens vigo-
rosos. N'ellas se achavam porcos assados. um
cabrito o tudo quanto pode provocar o apetite
uo s dos deosos, mas tambem dos homens
muitas vetea mais difficeis de contentar que os
proprios dooses. Seguiam-se as labletles an-
cestrales, solemnemente levadas.com bugias ac-
cezas do rada lado ; depois os msicos vestidos
do vermelho, com urna bandeira da mesma cor,
tendo na extremidad.; da liaste um ramalhete.de
bamb. O panno da bandeira era bordado com
caracteres em ouro e branco. Finalmente vi-
nliam o esquife, os carpidores, os prenles e ami-
gos.
O principal carpidor estava em tal estado
que nao poda andar ; em consequencia do que
era levado emum palanquim. Algumas mulhe-
ros tinham os ollios hmidos de lagrimas sin-
ceras.
Depois de numerosas proslernacoes, explo-
soes de bombas o oulras manifestacoes, o corte-
jo chegou porto de TaiSingSham, e teve de
passar sobre os corpos de dous marinheiros que
se arhavam estendidos no caminho, nao pela
sbita imprcsso que causa o sol ardenle ; mas
porelTeitos da embriaguez. O povo affluin de
todos os lados para ver desfilar o cortejo, que
depois de atiavessar toda a cidade, chegou por-
to do lugar, onde devia repousar o esquife at
queso Ihe preparasse um tmulo magnilico.
Posto em torra, o esquife foi logo rodeiado
pidos carpidores, padres e msicos vestidos de
silencia, e cum a experiencia, para tazciinua mais
senslvel o perigo 4 que estamos expondo o futu-
ro de nossa bella patria com o svslema irra-
cional do roteamento das malas, e incendio dos
nossos campoijpelo serlo : para mostrarrr.os a
conveniencia, nao s de fazer parar este abuso,
como de ensaiar a arbrisaco em algumas partes
ajudando a nalureza.
II.
A destruioio das matas nas sorras, que occul-
tam as fontes, donde descera os nossos lbeiros,
traz anda oulios males alen da extinceo dos
mananciaes.
F.m quanto as malas giiarnecem as faldas das
moidanhas, naos as follias e troncos das arvo-
ros sao um elemento continuo do humus vegetal
que todos os anuos se enriquece com os seus res-
tos, como resguardando o solo que cobren, da
acto inmediata erosiva das aguas pluviaes, 0-
viiam que soja sulcado, e arrastada a trra vege-
tal aos vales, conhecidas pela donominaco do caneadas, repu-
Mas urna vez escalvado o monte, posto o solo te os restos das nossas florestas, para que no fu-
era contacto immediato dos raios do sol, e das turo nao sejamus reduzidos a nao ter madeiras
churas torrenaaes, a trra ressoca-se, as aguas para nossa construcro naval, e urbana, c para
lorrenciaes sulcara as encostas, abrindo prolun-1 proparar nossa alimntaco ?!
dos regos, arrancara o humus vegetal, que accar- Ousnr alguem affirmar que a nossa oxisten-
retam ao vale, e depois as pedras, e detriclus cia como narao nao se acha compromeltida nes-
da rocha, e terreno primitivo, que formam o nu- ta queslo ? Ao menos, assim o pensamos, por
Cleo da montanha, exposto a accao erosciva do ; quo Heos ligou a existencia do hornera dos vo-
tempo. getaes por phenomenos physiologicos conheci-
Lntao o monte em vez de verdejanle, fresco, dos, e incontestes
e frtil, transforma-sc em mnssas irregulares de A decadencia dosEgypcios.dos Assyrios, Me-
secco, estril, adquiriudo durante das. Persas, Gregos, Etruscos, Cirthagincses, e
so em proiuinj.is i.ariocas.... b esus aguas con-
vcrlcm-se em torrentes devastadoras.
Assim, pois, da destruirlo das malas das
monlanhas resulta o arrastamento da torra vege-
tal, a eslerilidade dessas montanhas, a diminui-
co das nascentcs, o augmento das chuvs lor-
renciaes, que arrasando as Ierras inferiores mu-
dam vales populosos, c florcscentes em esteris
desertos.
Mas, continua n'oulra parte o illuslrado f)r.
Pacora, que nos soja licito perguntar:os des-
astrosos phonomonos, que nas antigs, e moder-
nas nacoes so leudado, eqne polos homens mais
I competentes sao altribuidos- dcstruicao das ma-
tas, principalraento sobre, as escarpas, nao de-
voni merecer alguma atteocSo dos altos poderes
do Estado ?
Nao devenios tentar ulguma cousa para im-
plantar enlro mis urna cultura esclarecida, que
tirando partido das nossas torras em abandono,
conhecidas
[1] Taboas em que os antigos escreviam suas
leis.
(2) Instrumentos chinezes.
como consequencia da destruirlo das matas
secca, e a falla de corabustivef.
Ainda um tecceiro cumprc addicionar, a im-
pureza almospherica.
A humidade almospherica [ diz o sabio na-
turalista autor dos e/feilos da destrui;o dn< flo-
restas sobre o clima physico ) exerce o principal
papel entro os agentes cuja acc&o constitue o po-
der di) clima. A influencia que ella exerce so-
bre os corpos orgnicos modilica a da tempera-
tura e mesmo troca inteiramenle seus ef-
feitos.
E s ella que faz differir em todas as cousas
a I.usiana da Persia, as Savanas americanas dos
desertos d'Africa. a diminuieao da secura do
ar pela evaporarlo das" fontes, que faz oascer a
vegetarlo, e vida nos oasis, que a Providencia
parece haver formado para o viajante no meio
das reas ridas da Libia ; e peta falla de hu-
midade das altas carnadas almosphericas, nao
menos que pelo abalimenlo do sua temperatura,
que os platos elevados dos dous hemtsphcrios
sao. feridos de e*sterilidado eterna.
E portanlo a maior, ou menor humidade de
quo se satura a atmosphera de um paiz, que ca-
racteriza sua climatura. A humidade porem re-
sulta da evaporaclo das aguas, e transpiraco
dos bosques arrancados pela aceto do calor, ora
forma de vapores aquosos, que" depois se con-
densa na atmosphera, don lo se precipitam em
chura, ou orvalho.
Logo, onde faHarem essa condires para eva-
poraran, o condensacao, haver falta de humida-
de, por conseguinte falta de chuva.
III.
A nalureza e a historia ahi esto para darem
teslemunho desta rerdade de ordom physica, tao
constante e immulavel como, todas as lea da Di-
vina Providencia.
No desorlo do Sahara que se estende por mais
de mil leguas nunca chove ; porque ueste vas-
to ocano de aras, e rocha viva,nem ha lagos, e
nem bosques, d'ondc o calor arranque vaporas
que se condenscm, e se resolvara em chuva
No estenso deserto de Chamo ou Gobi, ao no-
roeste da China propria no pial do Mongolia e
Manduchiiria, assim como no deserto de Ataca-
ma do Per, e urna grande parle da regiao Pr-
sica, Arabia, e n'outros paizes tambem nao cho-
ve pela mesma razio.
Pela razio inversa, isto por causa de gran-
des massas d'agua, e frondosos bosques, chove
constantemeule 110 Canad, cm todo o vale do
Amazonas, do Ganges na Senogarabia e An-
tilhas.
E nem basta que haja n'um paiz elementos de
evaporarlo, pava chover ; preciso que as par-
tculas, 011 almos aquosos de que o ar se satura
pela evaporarlo, condensem-se para resoUerem-
se em chuvas. Paizes ha em que nao falla eva-
poraclo, onde todava n5o chove por falta de con-
densacao. Assim o Egypto que banhado a nor-
te e leste por dous mares; o Mediterrneo e
Vermelho, onde por conseguinte nao falla eva-
poradlo, mas onde todava nao chove, por falta
de condensarlo ; porque nao lera bosques nem
montanhas fras que altraiam esses vapores, c os
condensem em nurens.
O mesmo acontece com os desertos da Cimbe-
basia c Sahel ( parle occidental do Sahara ) ba-
nhados pelo Atlntico, e oAtacama banhado po-
lo Pacifico onde nao falta evaporaclo activa ;
mas os vapores levantados da superficie do mar
nao se condensando na atmosphera dessas regies
nuas de arvoredos, slo levados pelos ventos no
estado de gazforme al pararcm nas altas monta-
nhas, como da Elhiopia ( Abysinia na frica e
dos Andes na America, ou cm um clima fro que
os condensa, e resolve em chuva.
mor
zefon, Bagad, c tanias oulras cidades que borda-
vara o Eufrates, o Tigre, o Orantes e Cydoo, de-
sapparecerara da face da trra, e era seu lugar
rom ira boje a esterilidado o a solido.
Um povo de escravo (diz ura viajante clo-
quente) abre as entranhas desta trra fecunda, e
s apparece a esterilidade. e s brota de si o ab-
sintho e carra I O homem semeia opprimido e
dilacerado pela angustia, c nao recolhe mais
que lagrimas o cuidados : a guerra, a esterilida-
de e a fome de maos dadas o assaltara.. Sao os
decretos irrevogaveis da justica celeste que se
cumprem.
y Um Dos mysterioso exerce seus incompre-
he\nsiveisjuizos. Sem duvida que um decreto
e espantoso anathma alcancou estas regies, c
em viuganea dos delirios das extinctas rara?, ful-
mino.u maldirlo sobre as presentes.
^> VI
O que o sabio Volney attribue a castigo celeste,
reportando-so, ao misticismo oriental, outros at-
iribuem sanelo providencial pela, iufraccao
das leis na turnos na ordem physica. a secca
que esterelisa esses paizes antigamento ubr-
rimos ; e esta seca derida imprudencia dos
homens, guerras continuas que tolavam os
campos, a fogos frequentes, e roleaduras das
matas que cobriam as faldas dos montes, e mar-
gens dos rios. Reduzido o paii a um vasto cam-
po desguarnecido de matas, a athmosphera mu-
dou-sc, c as seccas continuas os despovoaram.
A dcstruicao das matas do Atlas na Barbaria,
arruinaran! a frica do norte, anligamente o ce-
leiro da Italia, e que uo tempo de S. Agostinho
contava 300 bispados.
A Provenca (antiga provincia de Franca) ou-
tr'ora tao fecunda, diz um aulor, ja nao bferecu
aos olhos de quem a contempla seulo vastas ex-
tenuos de reas e pedras (erau d'Arles), tuteadas
peridicamente pelas torrentes dos Alpes e val-
seas quasi submergidas, formadas na embocadu-
ra do Rhodano com.a trra vegetal que no lempo
de Cezar, cobria as planicies e monlanhas do Al-
io broges (1).
A-Grecia antiga, diz Raoul Rochelera coberta
de verdura e flores. Dcslruiram suas florestas ;
e ella tornou-se rida e desolada pelas seccas ;
os seus rios se tornaram regalos ; os seus regatos
secca ram. *
Mrbel (em sua Phisiologia Vegetal) confirma
este pensmento dizendo :
Rios da Grecia, cujos nomos a historia con-
serva, desappareceram da trra.
Parte da Italia central, principalmente os cam-
pos romanos, esto hoje esteris o desertos, in-
capes de cultura, e destituida de matas al para
combuslivel.
Por toda parte onde o machado do agricultor,
ou do lenhador imprevidente tem devastado as
matas, a esterilidade do terreno, a scquidlo da
athmosphera, o abandono c soiidlo dos campos
lera substituido a antiga abundancia, riqueza e
popularlo.
E entre nos, dizia o Ilustre engenhoiro Wau-
Ihicrem Pernambuco, 110 seio deste Brasil tao
novo, nlo ser destruirlo das matas pelos la-
vradores de algodlo que devemos al tribuir essas
seccas terriveis que devastara as provincias do
norte ?
Nao serlo essas raesmas deslruices que tor-
naram quasi iuhabitaveis obra de 2,000 leguas
quadradas no centro da provincia de Pernambu-
co, conrerterara os seus rios, no invern em tor-
rentes desordenadas, e no verlo em compridas ti-
tas de arca?
(1) Por curiosidade (diz o autor que citamos)
sub a montanha em que se achava o bosque si-
grado dos Druidas cantado por Lucrecio : Lu-
cus eral longo munquam violatus ab eco.......
Hoje nem se quer se encentra a ahi unra arvorc-
sinha cuja sombra possa a gonte repousar.
FOiLHETIH.
A BENGALA DE BALZAC.(')
Por Mdame E. de Girardin.
XII.
A bengala est em perigo.
Mada tao perigoso como um primeiro suces-
so. Toda a ventura um laco que nos arma o
destino. Alm disto da grande applicaclo do es-
pirito, que exige o bom exilo de urna empreza
audaciosa, resulta sompro urna fadiga do pensa-
metito, um esquecimento de todas as facilida-
des, um abalimenlo do l .dos os nossos sentidos,
urna negligencia, consequencia d'uma embria-
guez do triiiuipho, que nos induz a comprome-
ter o successo que na vesuera compramos com
tantos esfore.os. Na batalha, no amor, cm todas
as cousas, um grande dia : o dia seguate I
E s vezes o dia que mais despiezamos, o
dia em que nos adormecemos. O' perigo! O'
loucura! dia seguinte, dia teriivel, decisivo
ou solemne, o futuro depende de ti, tu o fazos,
peilence-le a ti. Na gloria o que urna bata-
lha ganlia, sem o dia seguinte que a consa-
gra ? No amor, o quo um dia de ventura,
sem o dia seguinte que o purifica. O dia se-
guale a sabedoria na gloria, a consciencia
no amor. E' do da seguinlc que a historia es-
pora os seus juiz.os, c do dia seguinte que o co-
raclp dala as sua- lembrancas
O proverbio que diz a Nao ha fosla sem dia
seguinte e nao quer dizer que devemos diver-
tir-nos dous das consecutivos; quer dizer que
no dia seguinte que devemos saber somenle se
livenos razio do nos r#jozijar do vespera.
O' sabedoria das naedes !
Tancredo devia sua bengala um grande suc-
cesso que quasi o fazia louco, o que fcil de
concobor.
Elle, alguns das antes, sem recursos, repell-
do de todas as casas em que primeramente o ti-
nham acolhido com benevolencia, atormentado
com a dea de nlo poder restituir sua me os
pobres mil escudos tao cuslosamente. obtidns,
elle desgrasado, desanimado, sem dinheiro, sem
amigos, achava-se repentinamente possuidor de
urna fortuna consideravel, o, o que era melhor
ainda, eslava relacionado com um dos banquei-
ros mais fortes de Pans.
A sua extrema belleza j nlo servia de obst-
culo .5s suis relaroes com Nantua ; agora nao
Vide o hurio n. 290.
tratara de fazer parte da sua casa, nem de ser
caixeiro no seu escriptorio : a lilna de Nantua
nlo precisara de encoutrar para o ver. Tancre-
do poda agora encontrar Nantua na praga do
commcrcio, na opera, em sua casa, e fazer gran-
des negocios com elle sem perigo para a imagi-
narlo romntica de sua filha. Alm disso, o
pao prudeule era menos escrupuloso, desde que
Tancredo servia to bera os seus interesses.
Tancredo era feliz, experiraentava esta grande
alegria de urna alma nao opprimida, osle allivio
de um espirito Mvre, esta ventura apreciada que
fatal; porque a sorte generosa n'isso ; con-
cede-nos tanta ventura que nem a sentimos ;
mas, se alguem imprudente ousa dizer: Co-
mo sou feliz! o destino irrita-se, o mundo
falla com escndalo, e urna catastrophc vera lo-
go restabelecer o equilibrio no corarlo, isto :
as saudades, o temor e o aborrecimeiilo; o a
fronte que soelevava, abaixa-se; a voz quo can-
lara, extingue-se ; e tudo.entra na ordem costu-
mada.
Tancredo era fatalmente ditoso; acabava de
escrever sua me, parlicipaudo-lhc a mudanca
da sua posirlo, que elle explicava por uraa men-
tira. Enviava-lhe tambem com grande usura a
somma que Ihe hara dado, quando partir para
fazer a sua fortuna. Esta longa carta, escripia
com prazer, tinha-lhc renovado a alegria. Nlo
podia estar quieto, passeava no quarto, fallava
s,e contava a si mesmo os seus projectos; em-
firo, para empregar a sua agitacao. tomou aben-
gala e o chapeo e foi fazer visitas. A bengala e
o chapeo 1 Notai isto, leitor, estas paUvras sem-
pre insignificantes sao do grande importancia
desta vez, mas Tancredo nao llies deu muita.
Tomou a sua bengala e o seu chapeo, como oulro
qualquer teda tomada a sua bengala e o seu cha-
peo. Desgranado do thesouro quo cahe nas maos
de ura rapaz to novo Os thesouros nao sao
creados para a juventude : aos vinte anuos nao
se sabe nem ser rico, nem ser amado.
Tancredo ia como ura estouvado, alegre, fri-
volo, c muito admirado de que o nlo cumpri-
menlasscm por urna ventura do que elle nlo ba-
ria fallado a pessoa alguma.
As vivas omor.es teem um instincto que nos
podia servir de Ihcrmoractro, se o consultasse-
mos mais a miudo. Ha amigos a quem vamos
ver muito depressa, quando experimentamos al-
guma felicidade; a nossa ventura completa-so
someti quando elles a conhcccm, vamos in-
mediatamente sua casa para lhes fallar dola,
e se 03 nao encontramos era casa, dizemos os
dotalhes da nossa felicidade ao porteiro ou cria-
do para que estes os advirtam quando che-
garem.
Lsles sao os verdaderos amigos. Ha outros
II.
< Urna s floresta de mais,
ou de menos era um paiz
basta para alterar sua tem-
peralura : em quanto as
arvores esli vivas, attra-
1 hem o fro, diminuem por
v sua sombra o calor do sol
prduzem vapores hmidos
que formam nuvens e tor-
nam a cahir em chuvas
tanto mais fras, quanto
do mais alto descem.
(Bi-fon.)
I.
No artigo procedente mostramos por exeraplos
naturaes, e por fados histricos a constancia da
lei elerna da natureza, de que a ausencia das
malas traz a sequidao atmosphera, a cstereli-
dade aos campos, a solido e ruina ao paiz.
Continuemos com o nosso esludo autorisando
cora o teslemunho dos sabios que fallara com a
rochas vivas,
o dia urna temperatura elevadiss'iina, quo reflecte
e inleressa os terrenos visinhos, concorrendo as-
sim para levar ao longe os tristes effeitos de sua
secura ; e pelo invern, durante as chuvas, nlo
podendo reter ou conservar na superficie as a-
guas, dostribui-las ou embebe-las, precipita-as
em torrentes desordenadas sobre os campos visi-
nhos, causando iundaccs.o cobrindo-os dcsci-
xos. e torras calcinadas.
E' este o resultado, que lalvez50 annos mais
tarde, aguardara infallivelm.iitc as nossas bellas
serras de Maranguapc, Baturit etc. se nossos
agricultores cao mudarem de svlcma.
III.
Ainda agora nos jornaes da corte lemos uraa
inlerpssante memoria do Sr. Dr. Pacova sobre
a necessidade de urna escola de agricultura, em
qu e osle distinclo agrnomo, tratando da con-
servarlo das matas diz o seguinte :
Praticamos hoje a cultura como o zeram os
primitivos povos ; e como jl dissemos, o macha-
do, e o logo sao quasi os nossos nicos auxilia-
res.
As nossas bellas e ricas matas tem desappa-
recido auto esses dois teiris agentes da des-
trumao ; ecora ellas um manancial de riquezas
accumuladas por tanlos seculos.
Nao ser lempo pot ventura de conhecermos
que um tal abandono pode, aleta da perda dos-
sos valores, trazer-nos calamidades immensas,
como as seccas, as inundares, a impureza da
atmosphera : e lancar-nos no maior estado de
miseria, e quem sabe se talvez de auiquila-
11) e uto '.'
Para que urna apprelienso lio grave de nos-
sa parle nao pareca um sonho auclles que des-
couhecem a influencia das matas sobre o globo,
e nem urna importancia Iheligam, somos torca-
dos a apadrinha-la com a opiniio dos homens
mais nolaveis, que (era estudado a materia.
Mr. Royer, professor de economa rural de
Gngnon e inspector geral de agricultura, que im-
portantes Irabaihos sobro esta scicncia o tornam
rccoinraendavel, na sua cstalistica da riqueza a-
gricola da Franca di/.:
A devastarlo das matas das montanhas
uraa calamidad.' publica, e exige imperiosamen-
te um prompio remedio....
Mr. Dagiei, antigo prefeito dos baixos Alpes,
em um importante relalorio sobre a queslo,
diz : Nada de mais attlectivo do que
o espectculo dessas planicies, outr'ora compos-
tas de ierras as mais feriis, hoje cuberas de
grossas carnadas do pedras arrastadas pelas tr-
renles das montanhas, despidas de suas ma-
tas. .
O illustre, e sabio economista, Mr. I. A. Blan-
qui, em uraa memoria apresentada 1 academia
de scieucias do Paris: Du deboisemenl des monta-
gnes tratando dos baixos Alpes diz : .
Phenomenos de urna miseria som nome -raani-
festam-se em quasi todos os poulos da zona
montanhosa, c a solidao ahi loma o carcter de
desolarlo, e esterilidado indcliitiveis.
A doslruicio successiva das florestas extin-
guom ora mil lugares as nascentcs, e o combus-
livel ao mesmo lempo....
Nos baixos Alpes os desastres mulliplicam-
se em urna progressio geomtrica, j medida que
despem as encostas do suas malas ; as Ierras su-
periores rolam sobre 03 vales; e a ruina dos cu-
ines, como dizem os camponeses, traza destrui-
rlo dos vales.... Se alguma borrasca rebenta,
v-so desccr das montanhas massas d'agua, que
devastam o solo sem regalo, iuundando-o sera
refresca lo....
^inmensos leitos de pedras roliras de muilos
metros de espessura cobrom uiua extensa super-
ficie, cercam as maiores arvores at o cimo, e
nlo deixam ao cultivador, una sombra de espe-
ranra....
Dentro de 50 annos os vales de Barccllonelle,
d'Embreun, de Verdou.a regiao chamada Devo-
luy, serio um deserto, qno separar a Franra do
Piemonte.semelhante u que separa ao Egyp'te da
Syria.
As montanhas, diz Mr. Bandrilhrt cm sua
memoria sobre as florestas, representara um pa-
pel importante na natureza, pela influencia quo
exercem sobre a mcotorogia.isto sobre os ven-
tos, borrascas, chuvas, neves, temperatura, etc.
Seus effeitos loruam-se seareis grandes dis-
tancias, C benficas, ou desastrosas, conforme
esto os lugares escarpados guarnecidos ou des-
pidos de sua vegetarlo.
Das montanhas cobertas de malos quo nas
cem as fontes e os rios que orvalham, e vivifi-
cara os nossos campos... Ellas moderam a vio-
lencia dos venios, atlrahem, esuspetidem as nu-
vens. as quacs condensando-se, resolvera-se em
churas.
.... Mas se a mi imprudente do ho-
rnera dcstroe as malas, que cingem as regies
superiores : as chuvas nlo encontrando esse re-
gulador, e de-lribuidor providencial, formam
milheiros de regos, que vio alargando-se 4 me-
dida que se distanciare! dos cuines, e lerminam-
011 tros nella encoutra uraa explicarlo "mu plau-
sivel, e natural. Alm de que, por ventura, os
factos, por assim dizermos, que se esto repe-
lindo enlro nos, nlo serio de carcter tal, que
nos impressiouem, e chamem altcncio para o cs-
tudo de suas causas '?
As seccas constantes da provincia do Ceara ;
as fallas de chuvas, principalmente nas provin-
cias do Norte, seguidas de semidiluvos, que tu-
do inundam. e devastam ; os transbrdamenos
dos nossos rios, que tantos desastres tem causa-
do, nlo terio uraa ligarlo intima com a existen-
cia de nossas florestas ?
( Cearense. )
Variedades.
nos quaes pensamos com receio, dizendo cora-
nosco: omu tomarlo elles isto? estes sao os
amigos falsos.Ha outros ainda, nos quaes nem
pensamos sequer; s rezes sao os melhores,
mas sao os que nos nlo estimamos, e, como a
culpa nio nossa, nao fallamos delles.
O facto que o instincto do corarlo o guia
para aquelles que o devem comprehender, nos
diasem que precisa ser comprehendido, como a
sciencia do prazer guia o Parisiense para o thea-
tro italiano, quando deseja ouvir rausisa, pa-
ra o Vaudeville quando quer diverlir-se, ou pa-
ra o rocher de canale quando pretende jantar
Deste modo, um pensamento vago dizia a Tan-
credo que a uuica pessoa que se contentara mais
com a sua alegra, e depois de sua mi era a
joven Thelissier; presenta quo o seu contenta-
ment Ihe nao eraindiflerente; Doriraont lia nos
seus olhos urna perturbarlo de quo ella eslava
bem longe de adivinhar o motivo. Malvina
nunca tinha explicado o motivo das suas im-
presses ; a sua alma estara ainda na idade de
ouro dos sentimentos. Os que experimentara
ainda nio tinham nome. O seu corarlo tinha
sido sempro tao oceupado, tao involvido'em afa-
zeres, que nunca tinha tido tempo de analysar,
de baptizar as suas impresscs. Sua mi, sem-
pro doente, tinha absorvido todos os seus pensa-
mientos at a idade de desesseis anuos em que
casou ; depois os tilhos vieram-lhe to depressa
e em tio grande numero que nem teve tempo
para sabor que nao amava seu marido ; amava-o
sem duvida porque era bom o porque a ajudava
a cuidar de sua mi ; mas nao era amor que
senlia por elle e, alm disso, no amor nunca
ella tinha pensado. Malvina nio pensara, vi-
va ; o seu corarlo era muito sensivel, mas a
sua imaginario estava adormecida. Amava seus
filhos porque era sua rale ; mas nunca tinha
dito : O amor materuo a paixiu da minha
vida. >> E do mesmo modo, quando empregava
para com sua me cuidados carinhosos, tocan-
tes, tambem nio dizia ; A piedade filial oceu-
pa todos os mcus instantes. Nao fazia estado
de cousa alguma. Quaudo sua mi tinha acces-
sos de gota, passava a noilo junto dola, e quan-
do tinha saude passava a noilo no baile a diver-
lir-se como urna rapariga sol'.eira. Era muito
Ihana, muito natural para que fosse galanteado-
ra, procurava agradar, mas a seu pesar ; gostara
dos chapeos, dos vestidos, das flores, das rendas,
sem pretender ser urna mulher da moda. Occupa-
va-sc do arranjo da casa sem ter prelencesao
bom governo domestico; preenchia todos os seus
res sem saber que eram devorest; inha acceitado
todos os papis que Ihe haviam dado na vida sem
conhecer a quo carcter pertcnciara, com inno-
cencia e boa f, o que fazia lemer que ella acei-
A ADULAAO.
Aprene: que tout flateur
Vil attx dpens de eelui q\u l'eoute.
LA F0XTAINE.
Leitores,sem mais prembulo vou deGnira pa-
lavraadularlo, e ao mesmo tempo o vocabulo
adular, e mostrar brevemente o emprego cons-
tante que ambos estes vocabulos teem entre os
homons'aduladorcsda presente poca.
A adularlo synonymo de lisonja- a lisonja
baixa c >'.l.
Para melhormente dar a definirlo deadular
recorr a qualro lexicographos,'c entre todas
as definices que nos mesmos 1 da palavra
adularachci mais conforme a seguinte; adular
lisongear vil e baixamente.
Agora passarei pois a definir igualmente o vo-
cabuloadulador, e segundo Antonio do Mo-
nea Silva e outros, o que adula, econforme F.
S. Const.u pessoa que adula.
Cada dia, leilores, vedes cconheceis homens
queso nasceram e vivera para adular; u adula-
cao, essa lisonja vil e baixa, aborrece e causa fas-
tio ao hornera o mais orgulhoso. -O homem pru-
dente, diz J. I. Roquelle era seu diccionario de
synonymos, dene despresar aadulaeo, porque
esta s pode inclinar um animo baixo e despresi-
vel. O aduladorque sempre baixo e vil (com-
parando-se com os dous vocabulosadulario|e
adular)jamis ser sisudo e de carcter liobre
e independenle, e de ordinario s lanca mi do
servilismo, por quanto s faz lisongear de urna
maneira servil e impudente, e as rezos lisongeia
menlindo ; o adulador exagerado de proposito,
e falla at contra o que entende, com tanto que
exerra o servilismo. A adulacio, esse mal per-
petuo ou achaque mortal dos liomens aduladores
s deve prevalecer nos nimos mesquinhos e de
todo servs. A adulacio lera chegado 30
Um cao faniinlo e sem dono, o escorracado pe-
los rapazes, aprsenla a apparenca da raiva. S
e symptoma caracterstico desta, se o animal nio
conhece o dono, ou se, apresenlando-se-lho
qualquer liquido, elle o evita, onravccendo-sc.
Na duvida manda aprudencia, que o animal se
prenda para ver se os symptomas;caractersticos'
da raiva se manifeslam.
No nosso jornal de 2 do corrente publicamos
urna recoila, que um nosso amigo, pessoa com-
petente, nos communicou, para curar a hydro-
phobia ; hoje a mesma pessoa communicn-nos
outra para que aquellos que forem mordidos por
um cao damnado possam prevenir a manifesta-
ran de to lerrivel affecrio. Eis o que noscom-
m 11 nicam ~
Ha dias fizemos conhecer por este jornal um
remedio para a cura da hydrophobia, e fizemo-
lo conhecer, por isso mesmo que a medicina ne-
nhum conhece efAcaz; e do quo apresentamos
tito pouco garantimos a eflicacia, c limilarao-nos
a dizer que valora pena de se ensaiar. O tal Da-
tura stramonium a planta que se conhece vul-
garmente pela denominadlo de figueira do in-
ferno.
Porm do que o publico deve estar informa-
do e que se at hoje n.in ha remedio eflicaz para
curar a raiva depois della declarada, ha, coratu-
do, remedio efficaz para previnirque ella se de-
claro, ou por outra, para que o virus eutre na
massa do sangue ; e por que este remedio o pro-
pno mordido promplamculo o podo applicar. o
seguinte: 'r
'i Lavai immediatamente a ferida resultante da
mordedura-em abundancia de agua pura ou e
quizerdos, com um pouco de sal dissolvido'na
dita agua.
Depois para que ella sangre bem, e com o
sangue saia o veneno, applicai-Ihe urna ventosa
que se pode fazer com ura pequeo copo ou ca-
neca, em que se inlroduzam estopas inflamma-
das. Depois de ter sahido algura sangue, tira-so
a ventosa, lava-se de novo a ferida para limpar
0 sangue, c cautensa-sc a ferida com mantei-
ga de antimonio, que cora urna ponna se Ihe
applica em toda a sua profundidade e era todas
as sinuosidades.
nas boticas qua ha a tal manleiga de an-
timonio; mas, se nao liouver botica perlo, con-
seguiris o mesmo efleito, ainda quo de urna ma-
neira mais dolorosa e barbara, queimando ate-
rida com um bocado de ferro appropriado em
braza, ou enchendo-a com plvora, que inflro-
nla reis. Depois curai a ftida com ccroto e lios,
o ficareis livre da raiva com toda a certeza..
tasse alguns mais perigosos com a mesma inno-
cencia e boa f. Esa cuifin o que as mulheres
frias o romantescas chamam, com desdora, urna
boa mulher. Infelizmente estas boas mulhores
teem mais alma do que essas grandes senhoras
cheias do languidez, o Malvina era Uo sensivel
quanto era pouco romanesca. Nao acredilava om
alguns acootccimcntos que sa contara cm roman-
ces, peusava que deveram passar-se em lempos
fabulosos da historia ; nio imaginando que na
ra do Saint-Honorou na ra de Gaillon podes-
se acontecer alguma cousa extraordinaria a una
Waulherque habitava com seu marido c seus fi-
nos. Alm disso, lia muito pouco, lia s vezes
um bocado noite para se adormecer, como ella
mesmo o confessava ; o o que se 16 nosta hura
raras vezes para exaltar ou perturbar a imagua-
cio.
Malvina nio se achava guardada por sonhos
loncos, nem por falsas ideas, nem por chimera
alguma, e um amor verdadeiro, um aconteci-
mento singular, deviam acha-laindefeza. Ha mui-
ta gente que grita contra as imaginaroes roma-
nescas, eu pens, pelo contrario, que" sio muito
menos facis em se deixarem arraslar do que as
outras.
O habito de viverera n'um mundo imaginario
inspira-lhes provonres contra ludo o queso pas-
sa no mundo real; nao acham os acontecmen-
tos da vida dignos de oceuparem a sua alma ; nio
isso jamis que esperara para brilhar. Teuho
visto sempre que essas raparigas de tez pallida,
de olhar nielancholico, com phrasos nebulosas e
senlimentaes, acabara por desposar homens ve-
lhos que teem dinheiro, ao passo que as mulhe-
rcs razoareis e risonhas arriscara nobramenle o
sou porvir n'um casamento do inclinarlo. As
chimeras romanescas, repito, preservara do amor.
Eu conheco urna mulher que, na idade de dezes-
scis anuos, disse quo havia de amar ura Inglez
que havia de encontrar n'uma planicie ; e qua-
renta anuos j decorreram e esta mulher nunca
amou, porque nunca encontrou um Inglez n'uma
planicie 1.,. E se nio fosse este sonho talvez li-
vesse amado um ou muitos Francezes, que havia
de encontrar fcilmente passeando nas alamedas.
Isto prova ainda que os caprichos do espirito sal-
vara o corarlo.
Tancredo" achou a joven Thellissicr rodeada de
enancas, nao s das suas, mas tambem das dos
vizinhos. Esta multidio de demonios, pinchara,
sallara e galopeava na sala emquanto quo Malvi-
na lhes marcava e tocara quadrhas, walsas e
galopes.
Malvina, vendo entrar Tancredo, deixou o pia-
no, com grande magoa daquelles que dansavara.
Uos pararam sbitamente, logo que deixaramdu
ouvir a msica, culros conliauaram a saltar, e
O TLEITO DE DL'MAS.
De urna revista de Pars, citada por um jof-
nal eslrangeiro, tomamos o seguinte :
Dumas nico para ganhar pleitos; urna
especie de Artagoan das suas causas; isto que
como o seu typo guscio, quando Ihe faltara pro-
vas, inventa-as com essa facilidade de imagina-
cao que um dos rasgos caractersticos do me-
ridional. Tc-rao ouvjdo fallar, seno pela boca
dos outros, ao menos pela sua, da ultima via-
gem que fez Russia e ao Caucaso. Quanto nao
escreveu sobre isto em poucos raezes? Dumas
capaz de inventar a historia, esse monumento
do passado, se a historia nio vem em seu auxi-
lio, e adoptando sena" ceremonia a mxima do
Lafontainc, tomo o meu cabedal aonde o encon-
tr ; quando o loma, por cautela s mios
cheias. Por osla rasio, Mr. Merlieu acusou Du-
mas de haver-lhc copiado a biographia que es-
crevera de Schamyl.
Instaurou-se o
com engenho.
processo o Dumas defendeu-se
auge, que possivel chegar, a ponto de vermos
individaos mudarem de residencia de urna para
outra ra, alim de adularera do mais perlo e fron-
te a fronteaquellea quem de mais longo nio
cessavara de adular quotidianamente II
Adular, este verbo muitas vezes conjugado
em lodos os seus modos, tempos, nmeros o
pessoas; pois somos lestemunhas ocular e ve-
mos lodos os dase determinadas pessoas visila-
rem da e noile a outras, sem exislirem essas re-
laroes de amisade quesoem haversomenle com
o iin de adularem
Leilores, cu vos confesso ingenuamente que
detesto tanto o adulador quanto detesto o assas-
sino c o ladrio, por isso que entendo que o adu-
lador nio passa de ura vil escravo, de um refi-
nado mentiroso e de um impudente e servil.
* *
(Diario de A lagoas.)
Accusam-vos, disse o juiz, de ter copiado
litteralinente o retrato que Mr. Merlieu de fez
Schamyl.
O retrato de Schamyl respondeu vivamente
Dumas ; o retrato de Schamyl, marquez de Pail-
n.aior leterie, s pode faze-lo um ser no muudo.
ESQUADRA INGLEZ*..
A esquadra ingleza que chegou de Gibrallar, c
que n'outro lugar o ha das notamos vir para ob-
servar a dreccio quo levara a expedico projec-
tada em Ilespauha contra o imperio de' Marrocos,
compe-se dos seguintos vasos de hlice :
Malboreugh, almirante de 131 peras.
Edgar 91 >,
Conqueror.....191
Vctor Emmanuel. 91
Princesa Boyal.... 91
Onent.......91
Neptune......91
Centurin.....80
Urna canhoneira.
REMEDIO PARA PREVENIR A HYDROPHOBIA.
A quadra vai azada para a hydrophobia. no
fin do verlo, nos mezes do agosto e setembro
quando tem havido grande secca, quo esla cufer-
midade ataca os quadrupedes, e especialmente
os caes,
Este accidente, conitudo, nao tio frequoute
como o vulgo acredita, e por um animal danina-
do que apparece, sio imraolados rauifos, que na
realidade o nio sao.
achando por obstculo aquellos que estavam pa-
rados, davam-lhes encontros dcsapiedadanienle
e muitos destes cahiram no tapeto.
A filha de Malvina eulrou noste numero ; tinha
apenas tres annos. Era, por assim dizer, urna
pequea bola muilo redonda, muilo vermelha,
quem o menor choque fez rolar. Nlo se ferio na-
da, mas chorou muito. Tancredo, vendo-a cala-
da a seus ps, aprossou-se em levanta-la, antes
que Malvina tivesse tempo de so aproximar del-
la. Tomou a filha nos bracos, levou-a a sua mii
e todos se oceuparam de consola-la.
Durante este lempo, um traquinas, urna crian-
ra da vizinhanca, tomou a bengala que Tancredo
deixou cahir quando levanlavaa filha da senhora
Thellssier.
Tiulia-se apodorado da bengala maravilhosa !
Desta bengala, a quil..
Desta bengala da qual...
Desta bengala, pela qual... com a qual... cm-
lira, da bengala do Balzac. O endiabrado rapaz
passeava na sala do jamar, em torno da mesa re-
donda, a cavado nesla bengala ; o como a segu-
rava com a mi osquerda o rapaz eslava inrisi-
vel ; deste modo Tancredo nao o vendo, armado
cora ella nio se lenibrou de Ih'a pedir. O' fata-
lidade!...
Malvina, sentindo-se contente ao ver Tancredo
consolar tao carinhosamciito sua filha, doixou-
lh'a 110 eolio. Foi esta a nica lisonja do que Mal-
vina foi capaz, doixou-so lovar pelo encanto de
os ver juntos ; era um cspccTaculo quedeleitava,
vendo osta bella caboca de rapaz perto do inno-
cente rosto de urna enanca.
E elle, do seu lado, empregava estas lisonjas
conhecidas, estes cunipriinentos que se drigcm
lilbae que s a mii pode comprehender.
Tancredo eslava muito galanteador, multo ama-
vel; muito bem; mas quando queremos seduzir,
preciso procurar nio termos outra cousa a fa-
zer, e qualquor qua seja o bem quo desojamos,
nao devoraos desprezar o thesouro que possui-
inos.
TancreJo, depoisde haver brincado muito lem-
po com a menina, ia tomar o sou chapeo, mas
qual foi a sua admiraco quando uo achou a
sua bengala.
Foi Amcdeo que pegou nella, disse um ra-
pazinho, que tinha ciumesde uto ter tido primei-
ro osta idea.
E lodos se pozeram a chamar Amedeo.
Amedeo, pegaste na bengala deste senhorf
Amedeo, estosenhor quer a bengala.
Amedeo !... Araedao !
Que l ? disse o menino invisivol, eu eslou
aqui, para que gritam tanto por mim ?
Ah elle est aqui... onde estars lu es-
condido?
Quem esse ser ? pergunlou com inge-
uuidade o juiz.
Deus! F.m quanto o esludo que escrevi-
cerca de Schamyl, sinto que se assemelhe ao de
Mr. Merlieu. Se desejais saber donde lirei os
aponmmentos, ide ao paiz dos Tchcrkeses e per-
guntai ao major Warner. um homem de seus
eincoenta annos, franco e jovial, guerreiro ve-
terano, c dedicado do corpo e alma a Schamyl
a quem serve desde a mocidade. Ped-lhe apon-
lamentos sobre o seu chefe, o disse-me que se
propunha dar z urna obra sobre Schamyl;
porm que apea., disso, poria minha disposi-
cao todos os documentos. Se plagiei, ou se rou-
bei alguem.foi o major Warner. Disse.
E Dumas foi absolvido.
Desde aquelle dia Mr. Merlieu mandou pas-
sear aos infernos Dumas c o major Warner
com quem desejra ter urna explicacao.
Mr. Merlieu entrn ha dias na biblioteca im-
perial, o tendo travado conversacio com um os
bibliotecarios, depois de fallar da questo da
China.-da dos ducados italianos, das Legaces. c
da allianra da Inglaterra com a Franca, nsen-
sivelmente chegaram a tratar do congresso do
papel da Russia, e da recente prisao de Scha-
myl.
A proposito de Schamyl, disse o bibliote-
cario apresento-vos a Mr. de Ep..., meu colle-
ga, que tambem se oceupou desse here.
Depois dos cumprimentos e lisonjas do estr-
o, Mr. Merlieu pergunlou a Mr. de Ep... se "ti-
nha publicado alguma noticia sobre Schamyl.
Segundo a resposta de Mr. de Ep... Mr. Mer-
lieu viu que a pessoa com quem estava fallan-
do, era o major Warner, em carne e osso, o
verdadeiro major Warner, que proporcionou lio
preciosos documentos a Alexandre Dumas.
O major Warner um parisiense pur sana e
nunca sahiu de Paris.
Como devia rir-se
ganhou o litigio I
alexandre Dumas quar.oo
(Do Futuro)
Eu nio me escond, sempre estivo aqui.
Procuraram-o debaixo da mesa.
Vamos, Sr. Amedeo, disse-lhe sua ta ar-
renegada, nao sabe que parece mal pegar no quo
lho nao pertence; isso ser muilo indiscreto ;
para que pegou nesta bengala?
O menino vendo que Ihe ralhavam por ter pe-
gado na bengala, escondeu-a n'um canlo, e mos-
trando-se de repente, abri as mios que estavam
sem cousa alguma.
Tancredo, que nao havia assistido a esla sce-
na, procurava a sua bengala detraz do todos os
movis.
Muilo bem I que da bengala, que Ihe fi-
zesto ?
Eu nao peguei na bengala.
Oh mentiroso di3se um menino.
Entio pegaste ou nao pegaste nella ?
Nio, minha senhora.
Enlo que estars a fazer na sala de jan-
lar? todos le procuraran! e ninguem te achou.
Eu estava abaixo da mesa para fazer niedo
ao Julio, disse elle com audacia ; este menino
menta perfeilamente.
A ta que nio tinha sabido empregar a sua sn-
veridado, soubc ainda menos empregar a sua in-
dulgencia.
verdado, disse ella quo eu Tui pessoalmenle
procurar Amedeo sala de jantareiao o vi com
a bengala deste senhor.
Nao importa, procuremos, disse Tancredo
com a mais viva inquielagio.
Foram lodos para a sala de jantar: procura-
ram alrazdos armarios, nada ;ao p do fosio.
nada !
Emfira, apparcccu pxclamou uraa voz :
Ella aqui est, acheia-a atraz da porta,
Tancredo ia re-la muilo coulcute.
Aqui esl, disse a tia.
E apresenlou-lhc uraa bengala.
O' infelicidade!... nao era a sua
gala de Balzac.
Era urna bengala que contiuha um guarda-cl.u-
va. O lerrivel menino apromptou-se, examinou
a bengala e apanhndo como um ladran, disse :
Ora esta t como foi isto Y a bengala cora
que cu brinquei nao esta, cu pu-la atraz da
porta o trocaram-a por forca.
Ah! desgranado I exclamou Tancredo fra
de si, ento fosle'u que pegaste nella.
Mas depois, receando irahir-se :
Enganaram-se, disse elle, cu levo este
guarda-chuv.i, procuremos saber a quem per-
tence.
(Continuar-ss-An).
PER.V T1P. DE M f DKFAB1A 1>59
sua, nio era a Len-
r
-'"
MUTILADO