Diario de Pernambuco

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Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08914

Full Text

AMO IXX7. HUMERO 288.
Por tres mezes adiantados 5$0O0
Por tres mezes vencidos 6$000
SjBBADO 17 DE DFZMBM
Por anuo adianlado .9G00.
Porte franco para o gRtecftftor
KNCARREGADOS DA Sl'BSCRlPCAO DO NORTE.
Paralaba, o Sr. JoaoRodolpho Comes; Natal,
o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaty, o Sr. A.
de LcmosBrag; Cear, oSr. J. Jos do Oliveira
Maranhao, o Sr. Manoel Jos Martins Ribeiro
Cuimarcs; Piauhy, o Sr. Joo Fernanda do
Nones Jnior; Pera, o Sr. i -.>.... .. nanos;
Amsznnas.o Sr Jeronvmo da Costa.
1'AillliiA OUS COKKfclOs.
Olinda todos os dios as 9 1/2 horas odia.
Iguarass, Goinnnn e Paraliiba as segundas o
st'\la.-, feiras.
S. Anlo, Bozo.rros, Bonito, Caruar, Altinhoo
Ganiiilinns as torcas feiras.
P.io d'Allio, Nazarelh, Limoeiro, Brcjo. Pes-
qnoira, lngnzeir.i, llores. Villa Bolla, Boa-Vista,
Ouricury e Ex nns qnarlas-foira.s.
(".abo, Serinhon, Rio Formes, Una, Barreiios,'
Agua Prota, Pimenteiras o Natal quintas fciras.
fTodos os rorrcius porten as HHiurasda monno )
AUDIENCIAS DOS TRIM'NAES DA CAPITAL
Tribunal do commorcio: segundas e quintas.
Relaco: tercas fciras o sabbados.
Eazenda: toreas, quintas o sabbados as 10 horas.
Juizo do comrncrcio : quintas ao meloda.
Dito de orphos: toreas c sextas as l'J horas.
Primeira vara dorivel: tercas c sextas ao meio dia
Segunda vara do civel: quartas c sabbados ao
tnoio dia.
PARTE OFFICIAL
COMWOt) DAS ARMAS.
4>nartel cnernl do eommanilo las
armas de Pernnmbueo, na cida-
le do Recito, ttfde dezembru de
OH DEM DO DIA N. 327.
O lente, general conniaiidaulc das armas,
doelara para rtnhecimentu da guarnico e devido
ofTeito, que o Sr. alteres do nono batalho de in-
mutara Joo Paulo de Lina, resignou hnmem o
restante di liconca de dous mezes que Ihe fura
concedida por aviso do ministerio da guerra de 4
de novembro ultimo, para ir a provincia do Cea-
r, visto romo o fin para que havia solicitado se-
Jiielliante liconca nao poda seractualmonte pre-
nchidu. *
Assignado. JosJoaquim Coelho.
Conformeflorado de Gtumo Coelho, alferes
ojudame de ordens do colimando.
EXTERIOR.
O Cardeal Antonelli,
No interc.ssanlo livro de E tulado La Question Uomaine ; recenlc.in?ntc pn '
lilicado na Blgica, encontra-sc o seguidle re-
trato biographico do cardeal Antonelli. primeiro
ministro do gabinete romano.
Nasceu em um covil. Sonnino, aldea onde
vio a luz, era mais celebre ni historia do crioie
lo que toda a Arcadia nos aunaes da virtude.
Esse ninho do abutres esronde-se nas mon-
tanhasdo meio dia, para as fronteiras do reino
lo aples. Canutillos impralicavuis ao passo
tardo da polica serpeio airavez de matagaos e
rharnecas.
Algumas florestas que os sipos tornam ainda
mais densas, barrocas profundas e grutas leuc-
brosas emmoliluram esse thcatro de crimes. As.
casas de Sonnino, reinas, mal construidas, ati-
radas unas sobre oulras e quasi nabitaveis, ser-
"i.im para depsitos de pilhagen e armazens da
rapia.
A populac.io activi. gil e vigorosa, cultira-
va de ha nniitos seculos o ronbo a mo armada e
ganhava a vida a tiros de espingarda Os recen*
nascidos respiravaa o despiezo das leis rom o
ar da monlaulia, e sugavam com o leile materno
o desojo dos bensalheios.
Desde enanca calcaran cssas sandalhas de
ouro (cioccie como so chama em italiano) e
com as quaes se corro, impunemente pelos ro-
chedos escarpados. Logo que haviam aprendido
:i arte de perseguir c de fugir, de prender sem
ser preso, o valor das moodas, a arilhmetica da
jiilhagem,e OS priucipios do diroilo das gentes:
tal qual se ptatica entre as Apaches e Comanches,
estarn promptos.
Sem mostr aprendiam a gozar dos bcus con-
quistados o a satisfacer suas paitoes neta vii lo-
ria.
No anno da grca de 1806 essa cara appetcn-
te e brutal, impia e supersticiosa, ignorante e
nrgnta presenleou a Italia con um pequeo mou-
tanhez chamado Jacques Antonelli.
Os gavh.es no|c.liocam pombas : um axioma
de historia natural que nao precisa de demnus-
tr.lo. Se o joven Antonelli Irouxesse. seseen-
do, as virtudes ingenua* de um pastor ta Arca-
dia, a sua aldea o teria renegado. Mas a infla-i
encia de cerlosaconleciinentos mndilicou, seno i
a sua nalureza, ao menos o seu romporlamc-nto. i
A sua infancia c a sua mocidade (icarain sujeit is
a influencias contradictorias. Teve por primei-:
ros Diestro* o* salteadores, mas a polica deu-lhe
as ultimas lices. Tinha apenas qualro anuos,
imndo cerlocusdc alta moralidade chegsram
a scus ouvidos : era o oxercito francez que fuzi-
lava os ladrees, nos arrabaldes de Sonnino. De-
pois da rolla de Pi Vil, vio elle cortar a cabeea j
a varios vizinhos de sua familia que o haviam
embalado no eolio.
No lempo de l.eo XII fui peior. (f cavallete :
ee ervo de boi funccionaraiii permanentemen-'
te na placa da aldea.
A aul.ridade arrasava de 15 em 15 diis a casa
cde un bandido, deDOis de levar a familia para
as gales, leudo pago previamente o premio da
denuncia.
Aporta de S. Pedro, prxima casa dos Anto-
nelli, adornara? com una grinalda de cabueas,
e essas n liquias cloqueles faziam dogmtica-
mente caretas as suas gaiolas de ferro.
E preciso ronfessar que se o espectculo a
osela da vida, poneos serian mais cloqueles
bre os inconvenientes do ronbo antes niesmo de i
saborear osgosos que elle proporciona. Arada
delle alguna bomens de progresso buscavam j,i
industrias menos perigosas do que o roubo. Seu
pal, em quem se diz havia um rival de Gaspero-
ne e Passalorc, ji niio.se espunba pelas estra-
das.
Passou de pastor de bois a intendente, de in-
tendente a recebedor municipal, ganhando assim
mais dmheira com menos perigo.
O moco nao hesilou na escolha de urna nnrrei-
ra A sua vocacao era a de todos os habitantes
de Sonnino j viver na abundancia, gozar de lo- !
dos os piazeres, estar por todas parle em sua!
casa, nao depender de ningucn, dominar a todos
incller mejp algumas vezes, e sobreludo violar ;
imj.unemeiile as leis. Para allingir tim lao ele-'
vado, sem expor a vida, que Ihe foi sempre cara,
entrn para o grande seminario de llomn.
Nos nossos psizes sceplicos ontra-se para o se-
minan', aim de lomar s ordens : Antonelli con-
tara chegar a resultado conlrario. E' porque na '
capital da igreja calhohca os levitas que Icen
alguna intvlligencia tornan se magistrados, pre-
folios, conselbeiros de estado e ministros. Fa-
briesm-se rigarios com os imbocis.
Antonelli houvc-se com tal habiiidude que, i
i i re do Dos, escapou ao sacramento da ordem,
.Nunca diise missn, nunca confessou ninguon, e1
nao ou.'arei jurar que olio mesmo se tenha con-
fesssdo.
Ganhou o amiside de Gregorio XVI, que sem
n menor (huida valia mais do que todas as en-
lodes cbriss. Foi prelado,magistrado, prefeilo,
secretario geral do interior o ministro das liuau-
cas Dir alguem que elle seguio caninho erra-
do ? Lu ministro das flnaitcas.por pouco que sai-
na de seu officio, econonisa mais diheir'o em
seis mezes do que todos os salleadores de Son-
nino em 20 anuos.
No lempo de Grigorio XVI foi reaccionario pa-
ra agradar ao soberano, guando foi eleito Pi
IX profes-ou. pela mes na razo, ideas liberaos.
O barrete carduiaeioe nina pasta recompensa-
ran as suas.iun as (onviccOcs e provaram aos
babilaules de Sonnino que" al o liberalismo era
inois productivo do que n ronbo. Que lieopa-
ra aquella gente son f Um dos scus psseava
de carro al por diante dos quarlis e os solda-
dos apresentoram-llie as armas em vez de Ihe
fazer togo !
Apoderou-sc do novo papa, como Ozera com o
anligo, c pruvou ainda nina vez que o meliior
meio de agarrar a gente nao detendo-a a nuio
armada as estradas.
Po IX nao tinha para elle segredos : confien.
Ihe o seu projeoto de reformar os abusos, sem
dissimular comiedo os receios que tinha de ser
mal (accedido.
Servit. o santo padre at as suas irrcsoluces.
Como presidente da consulta de oslado, profu-
nha reformas, e como ministro, adiara-as. Nin-
guem loria preparado com mais actmdadc a
coustiluicao de 1818, lien lamben a tena violado
com mais sem-cerinioiiia Mamlou Durando com-
baleros austracos, e dseoprovou o fado depois
de consummado.
Retiron-se do ministerio quando se julgon em
perigo, mas apoiou. o pap na oppsicio surda
que fiizia a seus ministros. O assassiuao de Ros-
t insiiirou-llie serias rctlexoes.
Quando a gente leve o trabalho de nascer em
Sonnino, nao para deixar-se assassinar; pelo
contrario. Poz-se elle e o papa em lugar segu-
ro, e fui para Gaeta representar o papel de se-
cretario de estado in parlibus.
Desse exilio dad a sua omnipotencia iio^spi-
rito do santo padre, a sua rehabililacao na esti-
ma do austracos e toda a unidade da sua vida,
poltica.
Cessaram as contradices. Os que o accusnvam
de hesitar entre o bem da nacao e o seu inters**,
pessoal liverom de ealar-se.'
Quer restaurar o poder absoluto dos papas ps-
ra Jispordelle sua ventado. Levanta nm mu-
ro invencivel entre Pie IX e seus subditos ; cha-
me os canhoes do orbe caiholico a conquista de
liona ; maltrata os franceses queniorrcm por
elle ; cerra os ouvidos aos conselhos liberaos de
Napoleao III; prolonga calculadamente o des-
torro de seu amo redige as piomessas do molu
proprio pensando logo no meio de illudi-las;
volla einl'un, c durante 10 anuos reina sobre um
velhi limido o sobre um povo acorrenlado ; op-
poe urna resistencia passiva a lodos os consellns
da diplomacia e a todas as vonlade da Eiirbpa ;
agarrado ao poder pouco cuida do futuro, abusa
da hora presente o augmenta diariamente a sua
fortuna, ao modo de Sonnino.
Em 185'J ten elle 53 anuos. Conservou-se mo-
co. Sen corpo esbelto e robusto, c sua saude
robustsima. A largura de sua fronte, o brilho
de seusolhos, osen nariz de aguia, e toda a par-
le superior do rosto, inspiran certa adniracao.
Ha como um rajo de intelligencia oessacara o-
rena e algnm lano nourisca.
Mas o queixo pesado, os denles longos, os la-
bios expessos inanifeslan os mais grossoiios, a-
pelitcs. Adviiiha-se uto ministro enxertado ora
um sclvagen. Quando acompanha o papa nns
ceremonias da semana santa pasmoso o seu
desden o altivez. Volla-sc de vez eniquando
para a tribuna diplomtica, o olha sem rir para
cssas pobres cmbaixsdures de quem escarnece
dia e ueite ; o ador que desalia o seu publi-
co. Mas quando pira em um salaojunlo de urna
nulher tormos ; quando lite falla ao ouvido ro-
eindo-lhecom os labiosos hombros e devorando
coiu o olharo rollo, reapparoce o homcm das
maltas, e pensa-se involuntariamente nas carru-
agens assaltadas nas estradas rcaes.
Mora no Vaticano, por cima do papa. Os ro-
manos pergunlan com escarneo qual est mais
alto, seo papa.se Antonelli.
Todas-as rlasscs dasociedade odeiam-o igual-
mente. O proprio Concini, nunca foi lao detes-
tado, r." o nico homcm a cujo respeito lodo o
povo est de aecordo. .
L'm principe romano informava-me do estado'
opproximado das rendas da nobleza.
Entregniido-mc essa lista disse-me :
Ha de notar duas familias cuja riqueza
indicada por pontos : o infinito. Urna6 a fa-
milia Torlonia, a outra a familia Antonelli.
L'ma c outra enriquecern en poucos anuos,
a prmeira pela espocularao, a segunda pelo po-
der,
Os cardoaes Aieri o Antonelli discutan urna
queslao diante do Santo Padre. O papa inclina-
va-se para a Ojiniau do ministro. Onobre Allieri
ox'laniou : llem. como V'ussa Santidade presta
mais crdito as palavras de um chuchar (humen
que andn de cioccie} do que a um principe ro-
mano, resla-me apenas n lotrar-nie.
Os proprios apostlos estiio descoiilcnles com
o secretario de estado. A ultima vez que o papa
cnlrou solemnemente em Boma (depois da via-
gem a Bologna, pens euj a Porta do Povo e as
casas'estarn como do costume, entrapadas de
sedase velludos, o as antigs estatuas de S. Pe-
dro e S. Paulo do-appaieciani cuberas pelas
colchas e outros adornos. O povo euconlrou em
um canto da ra escripto o seguinlc :.
Pedro v Pallo : Ola collera, nao te pa-
rece que nos rio atirando para o lado ?
P.ui.0 \ Pedro Que queros? Jacques
boje ludo.
Bem sei que o odio- nada prova, neni mesmo
o odio apostlico. A nacao franceza que seorgu
Iba de fazer juslica, insultou o fretro de l.uiz
XIV. Por vezes deteslou Henrique IV por causa
de suas economas, e Napoleao por suas victorias
Um bomem de estado niio deve ser julgado pelo
que dizem seus inimigos. As nicas pravas que
devenios admitlir pro ou contra sao os actos p-
blicos ; as nicas leslemunlias que se devem ou-
virsito a grandeza ea prosperidade do paiz que
elle gorerna.
Dere-se, porn receiar que taos leslcnunhas
sojam arabrunhadoras para Antonelli. A naco
aceusa-o de todos os males que soflre ha 10 .u-
os. A miseria, a ignorancia publica, a decaden-
cia daa arles, aviulacao de lodes os direilos, a
oppressao de todas as liberdades. o lagcllo per-
manente da oceupacao ostrangeira. recaben so-
bre ello, defacto o nico culpado, o nico res-
ponsavel poj ludo.
Servio elle porrentura o com ulilidade ao par-
tido raccionario ? Duvido. Que faeces venceu
no interior ? K' no seu reinado que" pullularan
em Boma as sociedades secretas. A que reclama-
cesimpoz silencio no exterior! A Europa quei-
ia-se unaninenenii o todos os das eleva a voz
em lom mais alto.
Nao reconciliou o Santo Padre nom com os
partidos nem com as potencias. Em 10 annos
de dictadura nao soube nem ganhar a estima dos
estrangciros, tem a confiases dos romanos ; ga-
nhou lempo e nada mais. A sua pretendida ca-
pacidade uo passa de malicia. Tem a finura de
um camponio c a argucia de um sclvagem ; nao
lom essa elevaran de ^ islas que tunda solidrnos-
le a oppressao dos povos. Niuguem sabe inelhor
do que elle protelar um negocio, enl-allando os
diplmalas; mas nao com loes expedientes que
se restabeloeo a Ivraunia abalada. Sabe todas as
manbas do nm mo poltico, falla-lhe porm o t-
lenlo correspondente.
Nao precisa delle para allingir o seu alvo,
porque, em esumo, oque que elle quer? Com
que fin dosceu dasmonlanhasdo Sonnino ? Foi
para lornar-sc o bemfeilorda nacao ? o salvadoi
da Sania S ? u I). Quizte da Igreja ?
Nao tolo Trata piimeiro da sua pOSSOa e
depois da sua familia.
Asu.i familia e.-ia em bom caminho. Scus qua-
lro unaos. I'ilippe, l.uiz, Gregorio eAngelo (ve-
jan que nones I lamben andarn de cioccie
en enancas ; boje usan todos quatro da corea
de conde.
L'm governador do banco ; um ptimo ne-
gocio. O ostro dirige o Monte de Soccorro desdo
a condemnacao to [.obre Campana. Ouiro
conservador de Roma ton por chefe um senador
imbcil, c yon a ser adjunto de urna comtnuua
em que nao ha ni aire. Outro exorec publira-
nicnle a proflsso de monopolista, com grandes
facilidades para prohibir ouaulorisar a exporla-
Cso, segundo estao os seus depsitos cheiosou
vatios. O mais moco o viajante, o diplmala,
o nensageiro da familia, ngelus domini. O
conde Dandini, primo apenas da familia, reina
na polica, r.ssc grupoznho augmenta, desloca,
joga hbilmente com urna fortuna incalculavel e
mysteriora.
Ln Sonnino ningncni tem penoa delles.
Quamo ao goen Ito de esltTdo os h< mens o as
uiuilieresque oconhecem iutinirn i ni sao i n&-
nimes en dizer que passa \\ KPHEMRWDES DO MEZ DE DEZEMBHO
2 Ouarlo crescenle as 11 horas e 30 minutos da
nanhaa.
10 La cheia aos 53 minutos da manha.
16 Quaitominguante as O horas e 56 minutos da
tarde.
24 Lua nova as 3 horas c 27 minutos da ma-
nha.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 10 horas e 54 minutos da manha.i.
Segundo as II horas e 18 minutos da tarde.
do : se nao [oft$e lana de hilar com n- uiplu-
malas c do dar audiencia lodas as manhas. se-
ria o mais feliz dos montanhezes. Tem goslos
simples ; basta-lhe a purpura cardinalicia. um
poder illimilado, urna fortuna enorme, urna re-
pulaeao europea e lodos os prazeres de que po-
de gozar o honiem ; dispensa o mais. Ai rescen-
le-se una admiravel n.lleccao de mineraes per-
feitanenle classificados, que el le conserva e aug-
menta todos os das com paixao de amador c ter-
nura de pal,
J disso que escapou sempre ao sacramento da
ordem. E" cardeal-diarono. As boas almas que
achan sempre una razo para justificar ludo,
declaran que urna fortuna o nao ser elle.padre.
Se o aecusam de ser muito rico, responden logo
esses chrislaos indulgentes : Mas nao pro !
Se dizem que leu Maehiatel com pfoveito, repe-
lem : Mas nao padre 1 Se o publico cita
as suas conquistas amorosas; Mas nao pa-
dre
Por minha parle ignorava que os diconos
tivessem o dimito de impunidade. Entao nos,
que mi somos lonsurodos, o que nos nao seria
pcrmitlido fazer ?
Esse mortal feliz lem sua flaqueza, que bem
natural, receia a morte. Lina linda c fumosa
mosa numera qtienielle honrava con suas ter-
nuras eninenlissimas, disse-me, formis pala-
vras : Quando chegava as nossas entrevistas,
atirava-sosobro mimcomouin lonco, o apalpara
acodadamente as minhas algibeiras. Quando se
convenca que cu nao eslava armada, lcnbra-
vo-se ento deque nos esiimavamos
Vm s homem ousou aaicaoar lao preciosa
vida ; foi um miserarel idiota. Impsllidu pelas
sociedades secretas, poslou-sc na escada do Va-
ticano e esperou o cardeal quando passavt.
No momento propicio, 'irou com grande difli-
culdado da algibeira um gnfu. O cardeal vio
a arma o den un sallo que at os gamos dos Al-
pes leriam admirado. O pobre assassino ja esla-
va preso, amarrado c entregue aosjuizos.
Os tribunacs romanos que pordoam musas ve-
zes aos culpados, foram inplacavela com o inno-
cente ; corlaram-lhe a cabera. U cardeal cheio
de elenencia, lancara-se oflicialmontc aos ps
do Sanio Padre para implorar um perdo que
elle sabia de antemo nao seria dado. Paga urna
pensao i viuva : nao una prova do homcm de
espirito ?
Entretanto desde que foi ameaoado pelo gario,
| nao anda sem grandes precaueoes. Os seus
cavyllus ensinados galopara furiosamente pelas
ras; o povo que lome cuidado.
O medo da norte, a paixo do dinheiro, o sen-
limento da familia, o desprezo dos bomens, a in-
dierenca pela felicidade dos povos e diveisos
outros traeos, fazem comparar Antonelli a Mazza-
nno. Nasceram nas mesnias monlanhas, ou
qiiasi. m inlroduzio-sefurtivamente no cora-
cao de una nulher, e ouiro no espirito de um
vclho. Un c ouiro governaram aem escrpulo
0 merecern o odio dos seus contemporneos,
l'.illaiam ambos cmicamente o francez sem
ignorar comtudo urna s das finuras da lingua.
Jtavena no entanto injustica em colloca-los no
mesmo plano, tt egosta Mazzarino dictou Eu-
ropa os tratados de Wesftlulia e a paz dos Pvre-
neos; fundos pela dipomaiia a grandeza de
l.uiz XIv e advegnu os iiMeresses da uonarchia
Iranccza.scm comtudo esqueccr os proprios. An-
tonelli fez fortuna em detrimento da naci, do
1 apa e da Igreja. Pde-se comparar Mazzarino
a um bom alfaiate, que rouba o panno dos fre-
guezes, mas serve-os perfeitamente. Antonelli
parece-se com os Judeus que na idade media de-
molan! o Cahseo para roubar o ferro que ligava
as podras do famoso monumcnio.
[Ebcshb Ahoi i Querlion romaine),
{Correio Mercantil .
A Toscona.
lia ven !o o imperador dos francezes as egura-
do de um modo positivo ao enviado da Toscana,
que nao pralicaria fado algum no senlido do
oppor obstculos a vonlade do povo daqnella par-
te da Italia, |,8 de otuicao que elle al corlo
ponto pode dtspr da sua sorlo.
Masantes que esse povo pessa realisar a sua
aspiracao de ser unido ao Piemonte, resia \r si
os congressos de Parma e Modena adoptaran a
mesma resolunio lomada pelo congresso de Fio-
renca ; e, si ueste caso, o rei do Piemonte acei-
tara a soberana, que Ihe nevera ser offerecida.
Aceres disto nem pouca hositaco nutrimo?,
porm nao d-seo mesmo sobre o que diz respei-
to s oulras eventualidades.
Todava evidente, que a Toscana nao pode de
sorte alguma fazer parte de um reino da Italia
reptentrional, sem que os paizes, que Ihe fican
intermedios e a separan do Piemonte c da Lom-
bardia, sejam-l!ie igualmente uncorporaJos.
Kmquar.to permanece esse estado de oxpeete-
S5o, a maneira calma con que ha procedido o
povo italiano, na raaiiifeslajo publica do seu
seatimento favorde una nacionalidadc italia-
na, lom conquistado os applausos do mundo.
captaudo-lhe as sympathias de lodos os homens
generosos e hnralos.
( Times. Witrvcio.)
A conrederaoau italiana.
Se a confederac/io resultante da paz da \ illa-
franca deve assegurar e consolidara independen-
cia da Italia; se ella tem realmente de vivificar
a nacionalilade italiana ; se emlim ella electi-
vamente urna coiifedcrac.o iialiana, deve preen-
cher seno de u.n modo absoluto, ao menos no
mais olio grao dfapproximacao, as qualro con-
diroes seguinles : '
Os estados de que se ella compuzer, deverso
equilibrar se tanto quanio fr posslvd entre si,
e rao estar suboidinados de maneira alguna
influencia exterior ;
Os principes confederados de\erao ser uacio-
naes lano por caracler, como para as sympa
tilias de que gosero, assim como devero o lar
vres de lodo o Isco anti-nacional,
Os eslados confederados devero ler a facul-
dade, sob o aspecio federal, de unir-se cm ludo
que concernir aos inturesses nacionaes ;
Os estados confederados nao devero ser cons-
tituidos de modo inconciliavel, de modo, que,
natural e necessariamenle, se cpponha aos inte-
resses politices da liga gerdl, com os quaes esteja
em luta.
EstaleleciJa assim a siluarao, como de\eremos
reputar essa posico SssigDada Venera pelo ira-
lado de Villa franca ?
A' liiulo de feudo, fica Yeneza ligada ao im-
perio da Austria ; e, nao obstante, tem de fazer
parte da confederaco italiana.
Como membro integrante dessa confederaco,
importa que ella tenha urna odminitraco italia-
na, que Ihe sejam dadas institices italianas, e
queestojam seu servico tropas lambem italianas.
Ms de um estado assim concebido, que si-
multaceamen'e ojUsco e italiano, e que tem
dura iiiilhes de subditos pertencentesa confede-
rado germnica e dous milhes e meio a italia-
na, o que ha a esperar ? _*
Una semelhantc combinacao poltica, nao di
remos que seja boa, na ou mediocre ; com
franqueza declaramos que ininlelligive
tente.
( Morning Post.Wilrurio,
DAS DA SEMANA.
12 Segunda. S. Justino n. ; S.Mercucia m.
13 Terja. S. Luirla r. m. ; S". Olhilia m.
14 Quarta. S. Agnello ob. ; S. Matroniano m.
15 QuinU. S. Euzebio Verselensc b. m.
16 Sexta. Ss. Ananias, Azarias eMizael mm.
17 Sabbado. S. Parlholomeo de S. Gemi.i'mno.
18 Domingo. N. S. do O' ; S. SperUiiio b. o.
ENCABBEGADOS DA SI BSCRIPCAO NO BUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcas Dias ; Bal.ia. o
Sr. Jos Martins Abes ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martins.
- EM PEltNAMBI CO.
O propietario do diario Manoel Fgueiroa d
Para,na sua linariapraca da Independencia ns.
(i o 8. *
INTERIOR.
Rio de Janeiro 8 de dezembru.
L'ma carta do Bueuos-Ayres que nos ennmu-
cadas em outros lujares, co Mangabeira, onde havia homens para juizes e vc-
readores.
No anno de 1772 hnuve no eeniro urna secen
lao rigorosa que se acaben lodo o gado do bis-
pado de Perriambuco, e. segundo o autor da cho-
comple- r0?"!'1'' brasileira muilas freguezias foram
lao rigorosamente llagelladas que a respectiva
populacio os abaudouou completamente, a pon-
to do nao ficar nellas alma vira. Todava mili-
tas pessoas contemporneas esta secca, referen
que ella foi na verdade rigorosissina, nas nao a
pintam tao devastadora como o faz Avies do Ca-
sal, que nos parece ler usado de alguna exaae-
racio
general L>quiza .itnrirjrrlir a companha de Rilo-
nos-Ayres, praticou toda a qualidade de devas-
tacao, matando e roubando gado, deslruindo pro-
predades, arruinando emim a fortuna de muila
gente.
Avaliam-se os prejuizos em 300,000 oncas de
ouro, ou perto d.^ 1,000:000$.
( Correio Mercantil do Rio ).
Lma carta de iiueuos-Ayres que nns commu- Vr*,i7fin <,*,* .. ^..j j t-j .
niemn, noticia que o ei-rcite restaurador do nouTm ^r2o Tne lodK ?hlh?.,'m ""i"
genefM Urquiza rfK 1nva.hr a companha' de Rilo-" u f?...,V;r0^*0',ne_ 0(l". *. hab""1^, do
Bahia, 1 de dezembro
Somos informados de que alguna cidadaos pre-
lendem abrir urna subscripeo por toda a pro-
vincia, aftm de elevar em una das pracas dcsla
capital um monumento que record a "visita de
S. M. o Imperador a osla provincia.
Com quanlo nao esteja ainda definitivamente
termo matassem um rerlo numero de periquitos
annualmente, e apresentassem as caberas ao seu
procurador que dolas daria recibo, com commi-
nacao de urna mulla pecuniaria, afim de ver se
por osle meio se diminua a innuneravel quan-
Uilade dest.- passaro damiiinho, que causava e
linda boje causa grandes prejuizos s rocas. Co-
brou-se osle imposto durante alguns anuos, mas
ao depois foi cahiudo em desuso. Desde a croa-
cao da villa do Ico, que o governo e os ouvido-
res Irabalhavam ardentcmente para conseguir
dos habitantes do termo do centro a sua concur-
rencia, afim do ser edificada na cabeea da co-
marca urna cadea c urna casa de paros de se-
nado. Este, fizera urna derrama de seis mil cru-
ssdos de linta entre elles ; mas essa derrama ha-
via sido cobrada com
....... ........... .. i-oirju uiiiuu if iiiiiii' .iij; 'i- -v. uc iiinu cune unes ; mas essa aerrama na-
escolhida a praca para esse lini, acha-se todava I via sido cobrada com moilo cusi e irreguiari-
tirada nina planta do largo do thealro com o de- i dade ; e no entretanto era necessidado urgente
senho e plauo do embelesamenlo do largo o mo- a existencia de urna cadeia no centro da pro-
nunento alludido. Segundo esse trabalho o lar- vncia, visto que os presos recolhidos em casas
go do thealro licaria dividido em dous jardms de Puro seguras, fugiam a cada moniento, ou eram
forma triangular, leudo pelos lados ras das \ tirados a forea de armas.
quaes a mais espaeosa separara os mesmos jar- Assentou-s:e por tanto na capital da capitana
dms commumeando a ra de Daixo com a de Pa- de obrigar o Ico o seu termo a edificar um pre-
. i,i,;ii, u tu,, n u.ii.vu uom a uu ra-i "y "b1" ll-o < seu lerruo a euilicar um pre-
; os parapeitos do largo para a ladeira da! dio que servisse para cadeia e para casa de pa-
o para a rua da Barroqninha se-I oos do senado. O ouvidor Victorino Soares llar-
. a i'ii 1 i r i ., .1 i, t Fbu. .x .. -.^.x_l.. llftCn ni1liih.il nnI.Ml. .* ._ f* .. __.
Conceicao como para a rua da Barroq....
riam adornados de varandas de ferro e assentosl bosa mandou cobrar risca a finia laucada ante-
de marmore, licando no centro do jardim do lado ; nrmenle, e seus successores exigirani cora n-
do mar a estatua de S. M. o Imperador em traje; Kor lu,'as as mullas impostas pelo senado, de
que Itoje
Diario da liahia
-9-
FESUEKto SO MAii. A barca nacional Planeta
que segus do Rio Grande para Pernambuco, foi
no dia 5 do correle thealro de um triste acon-
lecimenlo. O conlra-mestre reprehendeu um ma-
rinheiro por niio ter cumplido com certa fornia-
lidade em rclaco elle en occasiio em que se
achava de quarlo ; o marinheiro respondcu-lbe,
o Iravoram-se razoes que deram cm resultado,
assentar-lhe o conlra-mestre urna bofetada e cor-
responder-lhe o marinheiro con tres tacadas,
sendo una no peilo.
A vida do conlra-mestre corre perigo, porque
as foridas sao graves.
O capilio da barca, nao s com o fin de pres-
tar mais promptos soccorros ao ferido,' como
lamben por haver o navio aborto agua, arribou a
este porto.
' ( Jornal da Bahia '.
13
Honiem ; e lugar na escola de medicina o
acto solenin .o douloramento dos estudantes que
complelaram seu curso medico, tsle acto foi
alen de solemne, concorrido e magestoso.
( Diario da Bahia).
ates fundos maudou-sc dar prin-
uu um. a lana ue o. .11. o imper.iuor cm 1 raje "' '> as rnuiias 1
de viagem, c no lado de Ierra o chafariz do mar- niodo que com estes fi
more que boje se acha defronte do thealro. c'|u a obra em 1780.
Esta obra leve nm andamento tao moroso que
em 1798 achando-se ainda incompleta, o ouvi-
dor Jos Victoriano da Silveira, para poder dar-
Ihe impulso, lembrou-sc de mandar' cobrar 03
atrasados das mullas de caberas de periquitos es-
quecidos desde muilos annos, incumhindo esta
raissn um capitao que era juiz ordinario, de
nome Huberto Correa da Silva, o qual lambem
ficou encarrogado da direccao c admiuistracao
da obra. Eoi tao rigoso e uiexoravel este Ho-
mem na cobrases das tintas c multas que os po-
vos do termo volaram-lhc um odio execrando ;
tanto assim, que por causa disto mesmo, queren-
do o ouvidor que elle conlinuasse a exercer as
mesmas funeces, vio-se forrado a viciar os pe-
louros, de maneira que salando segunda vez o
o nome do Capitao Roberto para servir ouiro an-
no do triennio, o povo amolinou-se contra esta
iilegalidade, e lonou tal alliludc de hostilidade,
que para acalma-lo e previnir que rompesse em
excessos, foi preciso que o senado annullasse a
oleicao de pelouros e proredesse a una nova vo-
laeao unnime do senado com as tres ordens reu-
nidas cm cmara. Nao obstante represenlaram
ao governo, dando-lhc parlo do occorrido, e de
clarando que eran desnecessarias leis, se um
ouvidor poda despresa-las e dar lao mo exem-
plo ao povo ; que ento seria muito mclher que
o governo mesmo nomeasse ompregados, por-
que o povo os aceitara sem replica, mas que no
caso de se executar a lei a respeito de eleicoes,
eslas haviam de ser genuinas.
O ouvidor ja so havia retirado do Ico : mas o
povo eslava tao exasperado contra o capitao Ro-
berto, que o necusou ue ter, durante a sua adnn-
nislraco.roubadoosdinheiros do senado decom-
binacao com aquello magistrado. Todava desle
Esbozo ltiitorico sobre a pro% incia
do Cear pelo Dr. l'edro Thc-
berge.
(Conlinuacito do n. 286.1
Diz o reverendo Dr."Pompeo Brasil haver en-,
conlrado nos livros da junta da fazenda um as-
sento, que da este ouvidor como o ladro mais
escandaloso que passou do Portugal ao Brasil.
Com efieilo, elle vendeu a jusfica, delapidou "ina'.ao com aqueue magistrado. Todava desle
os dinheiros pblicos e portou-se como um ver- 1 s so tratara pela bocea pequea, de maneira
dadeiro pacha. I que toda a culpabilidadc era Janeada sobre o
Comprot fazendas de gado no Riacho do San- Roberto,
gue, termo do Ico, as quaes situou com gados' Em attencao esta voz do povo, o senado exa
adquiridos por meios pouco lcitos, conforme | ninou as contas apresentadas por elle, e como
consta de documentos eom que depare! no livro: n"i> as achasse exactas, condemnou-o a ser pre-
das olas do Ico, e en que acha-se um previ-1 "">->-'-
ment em correico do ouvidor seu successor,
annullando urna compra que elle fizera de dizi-
mos por intermedio de um lercetro, que falli
sem poder pagar o seu debito fazenda.
Outros documentos nao menos importantes se
acham no dito livro das notas, os quaes compro-
vam a pouca delicadeza desle magistrado.
Todos os documentos que li\e occasiao do ver
dan-Ihc por successor um Dr. Manoel Leocadio
de Radenquer, que julgo nunca ter exereido as
funeces de ouvidor, nao s porque n.io desco-
m despacho algum dado por elle, como ainda
pela razo de ter encontrado nos livros do sena-
do do Ico officios do Dr Victorino Soares Bar-
bosa em data do l.do dezembro de 1800, e una
correico de 2:1 de dezembro de 1801 teila pelo
Dr. Gregorio Jos da Silva Coutinbo, que refe-
na-sn urna outra do seu predecessor, a qual
datada de dezembro de 180>, accresccndo a islo
so. 0 governador, que ueste lempo era Bernar-
do Manoel de Vascuncellos mandn sobr'estar
por um ofticio a execue&o desta sentenca, at
que o ouvidor, que andava em Correico, che-
gasse ao Ico para lomar coulieciriiento daqnella
emergencia. De fado, na correico de dezembro
1800, o ouvidor Jos Victoriano da Silveira
, verificando as contas do administrador, conlir-
] mou a condemnacao priso c livrsmauto por
'causa de inexaclido nellas.
: A casa do paco do seriado e as cadeias tiveram
Dnalmenle li.n, concluuido-se as respectivas
obras.
Ao Dr. Victorino Soares Barbosa succedeu o
ouvidor Joao da Costa Carneiro e S, que tomn
conla no Io do Janeiro de 1770, e entregou a vara
em 13 de malo de 1777 ao Dr. Jos da Cosa
Dias Barroso, que foi substituido por Flix
Alexandre da Cosa Tarares om 1780 e a este
seguio-se Andr Perreira de Almeida Guimares
que naquelles mesmos livros enconlrei um ofii- em dala de 2r> de naio de 1782.
ci desse Dr. Coulintio endereeado ao senado so-j Depois de 7 annos do exercicio entrr-gou este
'o feila pelo seu anlecessor, Dr.' ouvidor a vara ao Dr. Miguel de Magalhaes Pinto
'ar Berbcdo a 2j do Janeiro de 1781"., suc-
re a 18 de no
- ------'......." vu.j-i -- -- -- .pn. ..a luzes que tinha
aona ao Dr Barbosa a 26 de ferereiro de 1801. para por em duvido o exercicio do Dr. Manoel
N nm edilal con dala de 30 de nutubio do 1705 Leocadio Radenquer ; mas o Dr. Gregorio Jos
o governador do Ceara Antonio Jos Victoriano i da Silva Coutinbo tomn conla a 2b- d fovereiro
Rorges da Fonscca recommenda novamente a de 1801.
m!!.C;!"V,,dnS l'l0i, e"' P0I0#8' orde,,;11,Jo n^Pois do estabelecimento da frcguczia.de Al-
w .ov ^ effeC"VC; CaS"g" l** Pcs?.09' mofalla om 1760, creou-se mais a do Aracatv
05 detivessem o evcii.n^^Aiii .-i .ininuu .am, j-______t__ .... J J u" """".'
ore una eleicao feila pelo seu anlecessor, Dr. ouvidor a vara ao Dr. Miguel de Mas
* iclorino Soares Barbosa, circunstancia esta que de Arelar Berbcdo a 2j do Janeiro c
me leva a crer com plausibilidade que o Dr. Grc-! cedondo-o Jos Victoriano da Silveir
gono Jos da Silva Coutinho succedeu na ouvi- vembro de 1793 J expend as razc
llorn na n*. o....... fu. j.. t......^ ,:^- .. 40,11 ,,,,-,,.. ,.^ ^..m. -..__.; ,
os detivessem e excilossem ~ desobediencia ,
aceitando-os ou sequcslrando-os de sob a legi-
tima administrae3o dos seus chefes.
Aos 9 de novembro do mesmo anuo 1703 foi
legislado no Ico um al vara, crendonos lugares
desmembrada daquella das Ilussos, compretun-
deudo lodo o litoral desde o Pirangiat o Mosso-
r, e todas as verlcntes do Palhano, dividindo
com Russas por una linha de nascenle poen-
I le, o paseando da serra do Apodi pela ilha do
-' encontrar as vorlenles
i. _-. i i --:-'u" : io"". ie, e passanuo oa serr,
vw.o^l''!1!h '"; 'U.Di"i Pre*dldsPMPr.^ento Pereira ate encontrar as rertentes
Z r,'- ~nhwer das causas ecclesias- do Palhano : leve lugar osla crearo por pro i-
licas, previnir c remediar os abusos escndalo-; sao de 20 de junho de 1780 P ?
sos, que no clero la a cobica desenrolrendo urna Por provisao de 6 de abril de 178i foi desracm-
escala amplameiitc ascendente. Mas rosu'lnu l.rn.i-, i, r.......;..V. ,..-.__ y.1'11 Ul5mpra-
-----7-i----------------------- -...- ,,, iiiu, isuii ue o ue Buril i e 1 .ni oi i
amplameu.c ascendente. Mas resullou brada 'da freguezia do Ico, para formar
JC OS nadres o as nr.leiw reKrinenc com, t______-.- .. Fu,u_ """o
a nova
freguezia do Riacho do Saneas, toda a ribeira do
Jaguaribe c aquellos seus allluenlcs que se lan-
da.n que os padres e os ordens religiosas se cal-
citrarse contri os magistrados, nos quaes lauca-
ram exeommu.ihao e faziam oulras violencias e/m nelle desde o Juqueiro"at'"s i
denticas excitando ate contra elles o fanatismo Boa-vistn, passando ainda essa feg e ia o Ico
JEXSZtiE IS,,0rar" C" ro'""os;,llV d" bt'"- Pr siblraceao de territorio, po qimnlo pe!
v r -. n,id .i"" f"1",l!,ad1as ena ci; provisao de 30de agosto de 1813 foi dsnenbra-
1 .h^en n,t. V-'' '-, V t.ai,a df' d;i ddla- a ribeira dl> S'ad. o riacho '!">
de dezen b.o de 17, rese.vou-se o coul.oc.men-, Pendencia al u da Caissira, con, todos os seus
loinmediaodetodososcasosdecxcommunlio ainuenlcs comprehendidos ueste espaco, para
contra 08 tribunaes. ministros, magistrados e. formar una nova freguezia, sob invocado de S '
mais olTiciaes de J ustin, afim de acantear os di- Vicente das Larras da Mangabeira, na povoaco
reitus temporaes daquelles seus subditos em doMe nomo '
compolencia com os leigos. por provisao de 11 de outubro de 181 i crco.i- ",
Nesle mesmo anno urna carta regia foi publt- se outra freguezia nos Cariris, na povoaco do i
rada.rrs"'ando. as horancas nas familias e an- | Jardim. a qual comprehendeu toda a hacia'do ria-
nulando os lestaincnlos a favor das corporacos
religiosas; noque ia abusando o clero regular1
muito escandalosamente ; e a 2 de julho do se-
gunde auno do 1706 urna outra coila regia appa-l
receu impondo a obi igaco de todos cs vaga- !
bundos e radios vivercm em aldcias ou povoa-I
ciio dos Porros, territorio lirado da freguezia da '
Misso Velha ; e por olvarfi de 30 de outubro
do 1817_domembrou-sc da freguezia da Forta-
leza a ribeira do ( ur e seus affiuenlcs do ('.achi-
lle para rima.
Depois da creaio da villa do Crato em 1CG!
... -_--- .-----....... -.-. ..,..,,-. m-iiuiiud titiau ua vm,
oes de mais de cinroenla fogos. onde houves- foram sendo creadas oulras
sem caaras, juizes ordinarios e mate vareado- Em 1773 Sobral, rujo termo foi segregado d'a-
res; o autorisando os rcenos, rancheiros, e quelle de Aqulraz, ficando eom todo o litoral, dcs-
bandeiras a prei.derem-nos onde quer que os' de aMundah at o rinda Parnahiba, comas ver-
encontrassem e a recolherem-os s prisoes das tenfes dos ros, que se lancam ao mar nesta costa,
dila povoacoes. Como corollano desta le, fo- Lm 1770. por alear de 29 de julho a povoaco
rain creadas diversas povoacoes na capitana ; o | do Curuali, com a denominaco de Granja' c
que secollige d urna rec.aniaco da paito do se sendo tirado i seu ten lorio do termo de Sobral
nado do Ico por ser obligado a suslentar no Ar- Ficou osla villa com a hacia do Curush.eosdos
ne.roz, mitiga missto dos Jucas, o em S. Ma- mais rics e nachos que se lancam ac mar entro
IheuS, pontos longinquos o desertes, povoacoes| a barra de Camocim ou do Curen',' i.-rr0 cri-
que senara muito mais convc-nienteracnlc eolio- er';-' '.. R'w Parnahiba.
/"
MOTILADO
Km 13 de junho de 1789 Quexerainobim, se-
grogando-se o respectivo termo do Aracatv e
dando-se-lhe por territorio todas os cabeceis
do Banabui c do Seli inclusivamente para cimi
e anda as nasecncas do rio Choi.
Em 12 de malo de 1791 a villa Nova d*l-Rei
desmembrando seu termo do de Sobral. Este ter*
mo compoz-se das verlcntes do Rio Acarar d.t
barra do Macaco psis cima, lante no serlo como
a chapada da serra da Ibiapaba
Os amigos tercos de Iropa paga no Brasil, fo-
ram arregunenladas por orden regia de 29 de
outubro de 1719, subsislindo porm como d'anles,
com os seus loestre.s'de cunipo, os tercos auxilia,
res, especie de reserva militar, de uuV ?e Un-
Bjsmao nos casos ingenies e aiierUda ; e em
virlude da caria regia de 7 de agosto de 1797
loram esses meatirs do campo substituidos por
coronis, e aquella denominaco de auxiliare.*
modificada em milicias, de nodo que chamaran-
so. resnenlos de milicias nos anligns teieos au-
j miares, e coronis aos amigos mostree d cam-
Continuando os hispes, nao obstante O airar
Ue 14 de abril de 1781, a prever as freguezias com
viganos amomeis, como era costume no lempo
primitivo, em que aquellas eram rerdadeirosora-
torios ambulantes, li. Naiia aboli pn 1797 tal
uso, que se conservara para o Din de augmenta-
, rem-se as rendas das cmaras ecclesiaslicas, por
meio da mulliplicidado ou successes das provi-
| soee : e mandn que se provessem con vigorios
collados tudas as matriz, s las, estabelecidas em
povoacoes permanentes, concedendo aos v[garios
urna congrua paga pela fazenda real. Mandn mais
que as fregue/ns se pozessem a concurso, c que
os proposlas dos aoprovados se izessen por in-
termeJioda mesa de consciencia e ordens, o que
os bispoj informassera que congruas se deveiiam
eslabelecer.
Esto medida era reclamada desdo muito lempo,
pois achei na cmara do ln'. diversas represen-
lacoes teilos durante o XVIII seculo ao mouai-
cna, para Ibes pedir vigarios collados, en lugar
dos omoviveis, que s tralavam de aproveilar o
lempo do seu provimenlo para adquirir fazenda
nao se importando com os dainos que d'ahi re-
sullavam paraos povos. Desta dala em diante
que Toram as freguezias do Cara providas com
viganos collados.por quanlo antes distos o eram
0 de S. Jos do Aquiroz e aquellos das freguezias
propiamente de Indios, que s linbam por ler-
rilonoa villa ou aldcia india com a zona de urna
legua quadradj.
Em dezembro de 1793 tomn posse da S epis-
copal de Olinda D. Is Joaquim da Cunha de
Azercdo Coutinho, Ilustre brasileo que prestou
relevantes serviros Pernambuco duranieo pouco
lempo que exerceu o episcopado ; e cm 1799 fui
auiorisado o eleger examinadores seculares re-
gulares paro os concursos.
Eoi esle pastor o fund idor o creador do semi-
nario de Olinda, que passa por ler sido a rae-
I Ibor coso de educacao secundaria, que houve at
entao no Brasil ; e como membro do governo in-
I enno do Pernambuco, estabeleceu nos diversos
termos da diocese contrihuicoespara roadjuvar
lundacao e prover a manuteuco do dito semi-
nario.
No Ic foi estal.el.cid.i una batanea para se
pesar todos os olgodes do termo, po'gando-se
um tanto por arroba ; o osla medida fui submet-
tida a approvaco do senado reunido om cma-
ra, com assislincia das tres ordens. 0 novo
porem, que neste anno de 1799 eslava muito so-
brecarregaJo de timas e multas extorquidas pele
capitao Roberto Corroa da Silva para a edilica-
cao da cadeia,amotinou-se e declarou em voz en
grita, qu,. nao consenta em tal imposto ; de-
balde o ouvidor Jos Victorino da Silveira, que.
eslava prosidindo a sesso, procurou reslabele-
cor a ordem ; e o povo j corra s armas para
arrancar da cadeia dous vereodores que elle
mandara prender por teiem fallado em canora
contra a adopeo do imposto, quando oeapitio-
mr Jos Bernardes Nogueira drigio-sc aosamo-
linados, o aeslmou-os promcttendo-lhes, que nao
se trotara mais de semelhantc imposto.
0 povo retirou-se, e o ouvidor conlinou o sua
correico sem mais se oceupar di dita balanca.
A capitana do Cear foi lnalmento desligada
da de Pernambuco. por caria regia de 17 de Ja-
neiro de 1799. e declarada independen te. Seus
governadores.foram ento nonoa.los directamente
pelo rei de Portugal, o seus pqftos e commercio
entraram em comnunicaco directa com a me-
tropole.
Creou-se casa de arrecadaro.
Desta dalo por diante o Cear principiou,
verdade, a ter urna historia propria, porm urna
historia pouco importante, cm vista da ordem
secundaria que vc-la-heinus oceupar entre suas
innas.
Eoi seu primeiro governador o chefe de es-
quadra Reinaldo Manoel de Vasconcollos, que
tomou posse a 25 de set-embro de 1799, e cuja
nomeago foi feila por caria regia de 17 de ja-
neirodo mesmo anno. A ello deve-se a orga-
nisaco de todas as repartices da nova capita-
na; mas dar suas ordens cm termos la en-
phaticos ou guindados que os vereadores do Ico.
nao comprehendendo urna deltas, a oxenla rom
mal; e por islo levaram urna forte reprehenso,
a qual redarguio o senado pedindo humildemen-
te a S. ElC. que se dignasse de dar suas ordens
cm termos menos sublimes, afim de sor percehi-
dfl pelos pobres seitanejos, que se coilfcssavam
incapazes de penetrar lauta sublinidade. Se os-
lo resposla nao viesse ii'um ollicio, cm que se
tratara negocios serios, parecera este trecho
por corto urna solyra mordaz, porm efjfectiva-
menle nn o porquanto a mesma correspon-
dencia official que Uve nos olhos, acbo-se ox-
pressa n'um cstylo 15o diffuso, lo bombstico,
que realmente cusa perceber o coutexto dola
Em julho de 1809 dirigi s caaras um lon-
go sermao, lecheado du ciiacoo dos textos sa-
grados e des concilios, para reclamar a exacta
cbranos dos dizimos; e a 21 de outubro do
mesno anno, officiou # canoras rcneltcodo-
Ihes a copia de una carta regia que reclamara
con especial empenho a priso de um subdito
prussiano, o baro de Humboldl, como luinem
perigoso : triste documento que muito depo
contra corle porlugueza daquelh poca Dizia
a dita caria, que este riajanto perigoso percor-
ria o interior d.i Ami rica e do Maranhao, sob o
especioso pretexto de fozer observares geogra-
phicas, lopographicas c sriontificas, para no fun-
do sorprender e tentar, por meio de novas ideas
e capciosos principios, os nimos dos povos si us
Neis rassallos, declarando estas viageus scient-
licos polo territorio de Sua Mngcsladesumma-
meute prejudciaes aos interesses da corda!!
O governador offerecia um premio de 2i),s;
ris a quem Ihe Irouxesse este grande perverso!
Em 1S91, por i irla regia de 11 de Janeiro, fo-
ram prohil idas as inhumacoes dentro das igre-
jas e capel las, com ordem nos governadores do
se onteuderem con os bispos [tara o fim de
mandaren construir cemitenos, ondeseenter-
rassem todas as pessoas sen distiuceo ; mas
nao foi possivcl por em execuoo essa ordem
pois a popula ;o do Brasil, acos'lumada a ver os
corpos sepultados em igreias, repugnou por tal
modo em accoilar esta rcsoiuco, que cm certas
partes le van ton-se contra as autoridades c nti-
rou-se a exct ssos funestos.
Nesta capitana, como em Pernambuco, di -
ram-se conflictos de jurisdieco entre o ouvidor
e o visitador, a resucito d.s tomadas di coala,
pelo primeiro a titulo de provedor das caj ellas,
conforme consta de lomos Janeados nos livros
das visitas, onde foi linc.-.da lambem a carta re-
gia de 13 do fovereiro do nesmo anno que sp-
prora o? d'.ss carias, c estronha .. b;sp( -j


fi)
MaTIO DE PERSAMBUCO. SABBADO 17 DK DEZEMBRO DE 1850.
i Uuittucu ii quu m' cu i'in l''i flu Al'io o
liras pules, declarando que deveiu us ouvido-
im continuar a lomar ditas coutas
\ i aiuio do 1802, tppareec i um conflicto en-
tro ,is camaina do l '> e d Porto-Alogre, no
Itio-Grandc, a respeilo do divisoes do i>-rrito
los. A ramara do Ic linha tatuado couta da
rhapada d.i sorra do Cantar., rujas agitas des-
-..i qnosi tolas para n Jaguaribe, eicopoo de
una nesga en s. Miguel, que desagua para o
MU) Lll joule
pro titela de
n'io de nos-
loi a Ovisio.dos territorios
por i uiiseguinl,', na cha-
Vp >di do Itio-C.
i e. livo achava-si
a la da sorra, inuilo mal raraclerisada. Ole
' 'na oo [iossc da chapa a da dita serra desdo
Ma descebo ra; p ale linha ero 1778 lecebido o
patrimonio do 10 leguas qitadradas, concedido
polo termo da sua croacao na chapada dola. A
cmara de Torio Alegro, porm, mandn nm
ilost acmenlo rom un; utli.ial tomar po.sse desto
terreno, e sellar pro/os feilos pelis autoridades
do Cear, que, ni.-iis \ milenios, derain parle do
oc orri lo ao goverijadur, o qual obviouessa du-
vid.i enlendendo-se coiu o do Ro (raudo, o de-
limlivamonte assculando-sc, que asvorioules do
i ignaribc licaiiara perlcncenies ao '"cara.
l!m 1802, foram por ordeiu do govento crea-
dos dous tormos e villas Russas, desmembra-
termo ; s. Juan .! i Prncipe, na povrAcaio do
i auh dos l'nhamuns, cornprehendendo lo'jas as
vertcnles c nascen -.is do Jaguaribe, da riacho
le S. Antonio para cima* territorio osle desli-
ga lo da (crino do Ico.
A 6 de lovembro do ni"SUio atino do 1802 mor-
n'o ni capital i .-.i. i 'nador, que fui substituido
por nma jiint i de governo pro* iso o, eo opo*ta
lo nuvidor l)r. Gregorio Jos da Silva Roaitinho,
do ofeial de tropa regular, de patente ni >is ele-
va la, Jos 1
lacillos do lugar ; o qjn> a tal; i do
n j pc de pe quebrados plira.se
miha bisav] para o pleno desemp
sa t irefa.
\ boa fortuna do and'ge collega (com licenca)
desta ci dade lhc deparan cnrii n ineansavel Woi-
ivh's, que era nn-siin* um.i joia na especie dos
cieeroni ; cu lenho do diversos, pocm coila
1103. por roais que fizessem, nunca chegaram
perfcico, que aquella alcancen.
Vcndo-mn assim na impos'stblidade de subs-
tituir dignamente aquello [ireslimoso corace, e
carcccndo de noticias para dar-lbe, deixei de.
parte a penna, esperando encontrar o que tanto
cobioava ; linalmonte posso dizer como o sabio
Iiiv.nj, o ois-me anuido de pernio, tinta e papel,
8 prompo a noti:iar-lhe o que por auui liouver.
Nenhuina olleao.io lem lido a IranquiUdadc
publica ; em todas as localidades da provincia
rema a santa pa/ do Senbor.
A .administrarn do Kkiii. Sr. Dr. I.eiiao corro
sem Iropecos, e vernttlhat c azutt, todas esli
satisfeitas, ou pelo menos nssim o moslrain.
Os netos de S. Ene. aiiostam, que ello tom
procurado fazer o maior bem possivel provin-
cia, cojo deslino llie fui confiado.
No dia 13 do passado procederam-se as olci-
coos para doputados provinciaes.
Os parllos politicos de nossa provincia, pro-
curaran prevalecer mu ao oulro; Irabalharom
com todas as forras, e, por (Ira, obliveram qua-
si igual numero de representantes.
Yeid.uie, riuo no circulo de Campia c Sou-
/a, liouvc alguma, seno milita irregularidade, e
agora inesmo acabo do ler um artigo no Com-
mercial, privando, que as eleeoos do primeiro
desles circuios, onde o partido rasgada ou li.be-
eu lado.
Os enipregados desta icpariicao acham-se min-
io penhorados pelas roaneiras urbanas e delica-
das de s. S.'
Tambero acaba de tomar eonta do commando
interino do meio batalho de linha o-Sr. rnator
Miguel Ferrara Cabra 1
Anda nao sei qual o coniporlotnonfo do S.
S." naquelle logar, que lo perfeilameiilp nro-
hencheu o Sr. major Carvalho, que nos deixou
lao gratas recordooos.
a? de esperar, que Soja digno de encomios o
comman lo Ce S. S", pois que um nfuYiol on-
tigo, e pralico no serrica militar.
K disso por boje. Sado e patacos Ihe de-
zejo. ele.
Coininunicaiios
honra na-
c// !i ivia cinsoj
cstavaiu nollas :
nido eleger pejsoas
por teroiii rolado
oinques l'ereira e do vereailor tuats
volito da capital, Antonio HarlinsRiuciro. Ksta jun-l do Na lo lia, cojos ttulos anda nao
ii ronserrou a dlrccr/o dos negocios, durante um oliecidos.
inno, ale a chogada do novo governador Joo
darlos Augusto de Ocyiihausen, afilhado da r -
ola i). Mara, niembru anda milito mogo de
nma nmilia, n*>breloniou pnsse a |;l de nuvenr-
hro do IS '!".. rindo do Para, onde era go venia-
00'.
os eleilores
loram reco-
favor desta
lgicos ; e a
por aquello
lam
Os argumentos apresen lados a
opinio sao os mais terminanies e
ser assim dore haver nova oleicao
circulo.
Esperamos pola decisao da assembla.
lleve hav.-r moita dispata a osle respello, pois
Riz-sc gcralmente que fo rnTado esta capi-! que oi eleilo dcpulado por all o ex-chefo do
de proposito, para perseguir o? criminosos] partido r.isgado, e esto rao uermiuira por rerto,
ido director soja posto
por motivos peculi
iros d.'
os
oca'idade, logra-
vam ibirahir-se accao ii. le. Ig toro so esto
fo o ni ir! i vu real do Seu despacho par O Cear,
sei que perseguio os ciimnosos cooi tolo o
ligor, de surte que \vi\'io publicado o airar de
- i de o do de 18 >2, que d iva nova organisaco
n as o ordenancas, i-.imu o pretexto de
i ispecci mar estas tropas para execular certas pri-
.-'i s, sim dar a conbfccer o motivo que o lerava
ao eenli u.
que o sei querinto director soja posio a margem,
quando depois de lanos anuos de silencio, e re-
colhimcnto, procura medirsuas foreas, na arena
parlamentar, comseus opposilotes polticos.
Aclu-se foiiccionando o jury nesla capital, dos-
do o dia 5 do correle, o foram apiesenia.los
solo processos, pira sereui julgados.
Est presidindo a esto sossau do jury o Dr. Al-
varo, iuiz de diroito interino.
O jui/ de direiio ell'eclivo Dr. Assis, fo encar-
Pcreorreu t la a capitana sahindo da capital regado :\a cliefauyado polica, por ler entrado o
para o Aracaly, d'ahi segnio para o lo o o Ciato, Dr. ('.lo.iieulino no gozo da licenca, que lhc foi
concedida.
Aquelie integro magistrado
do, como ora do esperar, com
lugar, que lhc fo coitliado.
Ki por duas ce/."s, se nao me engao, lem sido
'-.'. Itr. v^sis preterido do tomar paito desto
"o leu '"ii casi do rigario i: Ulissii i Vclha nina
mulher, que tondo morlo outra, se retirara para
:asa esperando sor ah garantida : o vigario
deo-sc por injuriado por esta priso, e abaadonou
afreguezi.
Em todas os logaros por onde passava,fn/.ii -
acompanliar pela offlcialidado das milicias e das
ordenancas, o ni, sin a mandara destacar crio.-.
corposcora ntlm ostensivo do os exerciliw, mas
fazia-0 com Cus reservados, com o alvo do con-
seguir cortos resultados.
\ l'.ie.ilia Feitoza, dos Uuharauns, concentrada
n po. I is ermosonde a accao do governo difficil-
ii' nie cbegar.1 a exorecr-se, presumida da san
riqueza o da facilidadeeomqueso dcixavam poi-
larcerlos magistrados, linha continuado a prali-
ear crimes que quasi lodos passarara sem pon-
;ao: ja nesle tcm:fo e-iava onlrolacada com o-
Iras familias ricas, iiouioadameiilo a dos Marlins
d i ler lio .Jo villa Nova, que cono ol" era n prc-
puten es o gOslavuui de se Fazor juslca a seu mo-
do o por soas proprias mus.
Os coronis Hanoel Fc.-reira Ferro e Hanoel
Marlins linham mandado assassinar barbaramen-
i a mu homcm, cuja mulher foi resolutamente
i' ir luga 1 implorar juslica, o soubc commover
por tal forma a rain!, i II. Maria, que son ma-
gestado mandn ordem o gerernador dos
ler e remetter para Lisboa. A lirefa <'< aio-
;i. porque os criminosos viviam sempre
i-- eiosos o couse|iienlem inte prevenidos, p i len-
lo em puncos moinentiij ou cscou ler-se nos er-
- da sorra Grande, ou passar para o territorio
da jurisdicr.au o l'ianny.
<) govemador foi em propria p'essoa execular
i -: i ordem, chegou ao meio dclles, Iratou -os com
loda a deferencia; mas viudo elles acompanha-lo
l as extremas do termo, na occasio da despe-
dida, deu-lhes voz de priso, e (ronxe-os presos
I ira a rpita!, e d'ahi, em seguida e sem demo-
ra, remellu-os para Lisboa, onde Foram eucar-
ora ios no Limoeiro.
I.a morreo um d'elles, e veio o ou'.ro para as
s da Babia, onJe morrn tamben : foi es-
i priso o viagcm execulada durante o anuo de
1804.
A energa dcslc governadoi agradou summa-
monte ao povo, que gusta geralmente de ver os
poderosos castigados, como tilos,quando o mere-
c m. As cmaras da capitana ceclamaram com
ncia de sua mageslade que conserrasse no
i." i no o Sr. Oeytrtauscn, o o ir. idor Luiz Ma-
nuel de Mouri Caural, que em I8l)3 succedera ao
irio Jos da Silva Coutiuho, em razo
o boaaoiiiiiiisiiacao que linham filo ambos.
Mas por carta regia ile '.' de julbo de 18 lii foi,
nomeado capito geral govern idor do Mallo Gros-
m com ordem de seguir iuimcdistauenla para
seu novii destino, e d'ahi Ful mandado governar
s, i'.i ilu, onde foi o ultimo goveroador.
Deixou a capital a 'J de Fevereiro para ir em-
1). rcar-se mi Reiro-Grando do Aracaly, em de-
manda do Pernambuco, afim d'ahi seguir para
- i nova capitanit. Sabio do Cear com geral
sentimeiitii t\.\ popula o, que anda hojo louva a
su admiuistraco, c conserva boas recordacoos
hile. Kiitregou o governo a urna junta* interina,
composta, como era o le, do :f memliro-" o oii-
ridor, o volcador mais vellio da capital e o otli-
i: il de patente mais eleva lo.
Foi elle um dos propagadores na capitana da i-
in.culacao da vaccina, como preservativo das bext-
cuj is epidemias assolavam frequeiitemento o
Brasil. O povo em geral lepiignou ubedercr a
oriom que dora de propaga-las; e por isso ex-
pcJio ello para o centro o cirurgio mor Joo
Lourenyo Marques, que rom persuases, com a
iniervuco das autoridades, consegnio vaccinar
nlgu as pessoas; mas o povodefora dos povoados
linda licou com tal repugnancia que uo reio a
lies om quanlo bou ve vaccina: anda boje exis-
i ste mesmo prejuizo.
Quando a cmara do Ico receben a participa-
cao do ler o governador entregue a dircc'rao dos
negocios junta, mandn tancar vro do re-
gisto, e das rereacoos una nota desiiula a per-
pe or a memoria de um administrador toesli-
m: do.
A junta do governo interino dirigi os negocios
"li oo novo governador Luiz de ilorba Alarde de
Mencze3, que tomn possea 21 de junhode 180*
u governou a capitana por espacn de cerca de
ro anuos, dorante os quaes poneos fados no-
Inveis occorrorain.
! m naturalista dr, capitania, o coronel Joo da
Silva Fej, oceupou-seda criaeao das ovelhas, e
i'sludou a qualidadedas suas laas, que rcpntou
boas e proprias para se aproveilar; e :onscguio
ajunlar urna porco que o governador mandn
para Londres, onde leve boa acceitaco.
i- revuu este
lem descrapenha-
zelo e reclido, o
paite .
lugar, vago pela ausencia do cholo, effectivo.
Filialmente o Exin. Dr. Leilo soube recunhe-
eer o mrito, e fa/.or juslica a um magistrado,
digno de toda consderacao o estima.
Quero ser en o primeiro em rolalar-'.lie os
fosiojos, que so preparan! aqu para a recepcu
dos nossos Augustos Soberanos.
Bou sabe Vmc, que esto povo Paratiibauo
lem sempre dado provas d i mais subilo patrio-
tismo, e dedicaco pelo throno, outo elle v
garana da ordem, e o mauancial de todas
prosperidades do sua patria. As
m, quau o es-
pal hou-se a noticia da honrosa Visita do Suas
Uagcstades esta pobre Parabiba, enlhusias-
mo tui immenso, c todos procuraram manifestar
a alegra, e conienlamenlo de que se acbavntu
posuidos.
Nomearam-so commissoes afim de cuidaren
nos preparativos para a recpeo de Suas Mages-
tades, o todos iudislinclaineute concoiroram com
o que podiam, para abrilhaiiUreiu um aclo, que
lano prazer Ibes dava.
Luuva-se o zelo do Exm. presidente da provin-
cia, queso tern mostrado ineansavel, afino de
que a Parahiba i.o se mostr inferior, guardada
a proporcao entre us mcios do cada uiua, is suas
trinaas por occasio da Visita Imperial.
As cummissdes nomeadas teai projurado pre-
encher com dedieaeiu a trela, que lites foi con-
liada. H
A cmara municipal sahindo voh casa digna
de memoria ) de seo inahalavel marasmo, lem
envidado todas as foreas, para tornar a cidade o
mais acci i ida possivel. Consta que o- rilustris-
simos depois de insano trabalbo descobriram
o liguriiu, segundo o qual devem fardar-so, c
que esli Fazeudo com toja a
forn.'s.
Ha mullos anuos, que a Paralaba nao v SS.
SS. com o vestido que lites compete : louvores,
pois, sejam dados aos acluaes llluslrissimos, que,
anda que toreados, nao apresen la m-se em pu-
blico como dovem.
Deixaudoos llluslrissimos, e rollando aos fes-
lejos impelaos, passo a dizer-lite o que por c
se ha fe i lo tiesto sentido.
Tomos na praca em fenlo da porta, ondoS. 9.
M. M. lem de desembarcar, um N
pressa os um-
V'igein ile S. i!, ^Illa do Cabo.
r.ram 7 hora< da manha do dia 10 do cfren-
le quando parou a locomotiva imperial juilo ao
pavilhao, para es.-o lim proparado pela cunara
municipal expensas suas.
Ahi achava-se reunida a mesmo cmara, o cle-
ro da villa, as autoridades judiciarias ovarios of-
liciaos da guarda nacional era grande uniforme,
o. numerosas pessoas de distincc.ao da comarca.
Ao sabir do carro foi S. M. viclriado com vivas
estrepitosos o ao som do hymno imperial, que
era tocado pola msica militar da arlilharia da
guarda nacional do Rccife.
Acallada a ceremonia do oselo do Crucftxo,
S. M. subi ao throno, que ahi no referido pavi-
lhao eslava rollocndo, donde ouvio o segunte
discurso recitado polo presidente da cmara ao
eulreg.ir-lhe oslo a chave do municipio :
Simio !
K com o mais profundo jubilo que a muncipa-
ldadodoCabo recebo pila primoira voz a augus-
ta visita de V. M. I., em cuja possoa a le sobe-
] rana moslra-nos o fundador do imperio, mosl.a-
I nos a encarnaco do principio viial da fralerni-
|dade ilesses grandes inembrosde to vasto Esta-
do, e a garanta de eslabilidade de nossas lao
sabias insliliii'.'i's !
Senbor, osse iiteresse pelas provincias do im-
perio, esse patriotisuio que \'. M. I. do dia a da
com tanto esplendor ra revelando-nos, c a pro-
va mais plena de nao ser illusao ludo isso que a
i.ri assim nos assevera.
Ncsta solemne occasio cumpre-nos offerecer
mosa V. M. 1 a chavo syotbolica dcsle munici-
pio: ei-la, Senhor. Etl-1, romo V. M. I. o sibe e
o quer, nao exprimo servil submissao de algons
homens a ventado de oulro hoinem; n.io, Se-
nbor! ella pora express.io da bomonagem a
mais conscenciosa e patritica de uindos muni-
cipios da briosa proviucia de Pernam1.) ico ao Che-
lo Supremo da Naci, seu deFensor perpetuo.
Cabo, 10 de dezembro de 183.
( presidento Ignacio de Barros Brrelo.
Hanoel Cantillo Pires Falcan.
los Paulo do llego Brrelo.
Jos Jo.i luini do Rr-jra Barros.
Francisco Alvos do Miranda Varejo.
Joaqun Pedro Patriota.
Francisco l'errcra de Barros Campello.
S. M. tendo presta Jo atleneo a esse lacnico
discurso, responden uestes tirii.os :
Milita agradefo as feli.-.iturors que me aca-
ba de fo:er a cmara municipal desta cilla.
Finda esta solemne cermonia dirigio-se S. M.
sob o palio uatriz; onde depois de urna ole-
re a K'"'|e nra;ao do Itvm. padre meslre Lino do L-
as "a ''rt!'re> pregador da eapella imperial, fui en-
toado um Te-DtUHt (para o logar sumptuoso.) 0
qual se fez s expensas de grande numero dos
propietarios do municipio, por convite da c-
mara.
Kmsoguida S. M. visitn a cadoa e notou, que
alii nao liouvesse enfermara
Sabio depois sala dassesses da cmara, vio
o archivo dola, presin ailenco a um livroau-
ligo, om que se aclia o juramento da constituido
do imperio, que Ihe foi a presentado pelo presi-
dente da cmara, c nudo via-se una inluiJa le
de assignaturas de pessoas de varias i'Ondb'dCS,
daquelle lempo inemoravel.
Ahi S. M. ordeuou ao mesmo presidente, que
elaborasse um rclalorio bem circumstancia lo do
estado do municipio e do suas noeessididei, in-
dicando os meios que Ihe pareressem mais ap-
proprados a serem satistcitos.
Em seguida S. M. poz-se a examinar ltenla-
mente os livros da caica, notando nellcs sobre-
todo a falla de termos de visita ; procuren saber
do juez de direiio se havia ou nao difflculdade em
reunir-.se o jury, o quattlas sessoes cosluniara
abrir em cada auno ; edo carcereiro q< al o nu-
mero dos presos existentes.
Fui depois ao quartel e ahi, qual so", do vele-
rano, com suas proprias mitos examin una das
armas o mostrnii ao rommandante do destaca-
mento que ella nao eslava devidamenlo limpa.
Continuando entrn na groja de Santa Ama-
ro, e reparando para o mo oslado da do Rosario
dos prcloa tralla tambam eulmu.
Tendo ehegadoan din da villa, notou o peque-
nhoz dola. Com olteito contrasta 0 pouco deseu-
vul vi ment que tem ildoate ben pouco lempo a
rede com a riqueza, antiguidade e importancia
da comarca, qw como a do Ca'ao couluialin di-
os moMlus si iihores que ineram essa
quella occasio.
No lm do jantar b 'presidente-da cmara con-
viden a todos para que com elle (lzesseni um ,
brinde om honra de S M. o Imperador, *por\
entura, como elle se exprima, o mais patriota
dus Muitarchas existentes! > a dando vivas a S.
M. o Imperador e a Iniporalriz, quo foram es-
| Iropitosa o onlhusiaslicamenlo correspondidos
por lodosos convivas, e ribombaram em toda a
casa, lorminou com um viva a roiislituico do
imperio, qun to correspondido foi como s ou-
Iros. Deslarte deixou bem a entender o presi-
dente, que para urna corda americana s assim
seria mais honroso o brinde.
As5 horas cntrava S. M. na loomotiva e era
saudade por nina mullid.io que llie davam vivas
11 le raimen l o phenctiens.
Assim passou-se a primeira visita do Chefedi
ffarao i osla silla.
Cabo, Id de dezembro do 1859.
O alpha de Andrmeda.
la as rojetas niaos oo augusto dectcitUoiite do
grande re de S< US aii'.epassados.
S. M. recoIheu-M ao paco pelas 9 horas esa-'
Uer-
hora, S. M. dirigio-se
no ao mcio-dia em d..roc;ao ao arsenal do u
ia a mi demorou-se examinando aquella repar
lico al as ; boras da larde.
Sahindo dalli aquella
para o bakrodo Recfe.
A o passar na ruada Cadeio, porlra/. da Matriz
do Copo Santo estove alguiis iu^Aos a eonieni-
lemplar a symbolica figura mkW indio j um
lautoestrngsda pela mo voraz do lempo ; qual
se ai ha enllocada em um nicho na fronte do u
casa que dizem ler sido da residencia do go
Dador hollando/, oque antigs Iradiccs nao
se histricas ou populares nos dizem sera estatua
do Paranambuco i o pulriarclta de um
no numero do familias de pescad
van cMa lili i que dola lomara
atravesar a pe.pelo meio de um concurso de-
mais Je liO mil pessoas segunde o calculo mais
moderado que se fez) que indas jubilosas e ra-
diantes do alegra enclnara as dilaladu ru is des-
ta cidade desde Pora de Portas al a praca ja Boa
Vista 1
Fot por w ntura precedido de baledores, ou do
um esquadio de cavallaiia, ou de nutra qual-
quor for5i'?
Nao, mo.u amigo.
Esta gloria, osla honra, qup'nos exalta o en-
grandece aos olhosde lodjjjr'as nacoes civilisadas
para nos somenle cslavareoBtinada.
S. M.. cheio da mais nobro ronfianja, o. da-
quella inabaiavol si'guranca em queso considera
um querido e respeilado chote de familia cutio.
03 seos, sabio sem guarda, e mesmo sem um s
res que povoa-1 soldado, somonte acompanhao du Sr. ministro
o nonio o que [ do imperio e algunas Jas pessoas de queja le-
senlou-e no cen-
yiui
1
i> SW
peijiie-
Collegio do Boni-Conspllio em
Pajiacaca.
lando sido convidado pelo Rvd. capellao para
assislir no da 9 de selembro aos examos das or-
phas existentes nesse collegio; polas 8 limas
da manha, depois da musa por elle celebra-
da, fui coniu/.ijo oo salo dos actos, que eslava
ornado para semelhanlo fin, leudo em frente
um rico relalo de Nossa Senhora da Penha, e
nelle eslavain presentes as orphas, (rajando to-
das uniformemente.
Tomei o logar do examinador, o chamando
aquellas que estar a m na lista, o examinando ca-
da urna do per si, conlieci na minba curta in-
leHgencia
Iruidas na
Ihor na escripia.
Passando a analysar as obras de agulha devo
dizer, som faltar a verdade, que para mais de
cincoenta, Irabalhan lao bem em coser, bordar,
labyrinlo o marcar, que me eousou admiraco:
vi obras de meninas com 2 annos de collegio, o
liradas do pe da miseria, que liquei extasiado,
e filando os o! hos nesla occasio pira Nossa Se-
nhora, disse no fondo de miiih.i alma : ou I
quanlo sois mi e protectora dos desvalidos -
Ibos de Ado; os VOftMS joi/.os sao lisndavcrs, .r.,irtip;icijado com que sedeo.
izesies que u:u ministro do Senhor, l do \w\-^%*V> que foi quo vimos nesle aclo i
gin |nas torras, vi esse fazer desto lugar em que | blftniu\de, de lana Iranscendeucia
estaraos, que ora o abrigo da immoralidade, una fauef
casado ediieaco, que abrigasse em si aquel laita^-Ko fui o
tnhara perdido seos pas, e nao ficasse
pelo correr dos lempos, se diz boje Pornambueo. nho lidiado, e desta forma apns
Seguindo depois S. M, pela praca do Comuier- tro de lo numeroso concurso !
co presin lambem attenco para a fachada da1 Zoilos tremei, rtigi, mordei-vos.
Matriz o a imagera de S. Frei Pedro (Joncalvosl Q Grande Imperador preza a nossa estima
colloeada no seu fronlospico depois para a casa K que S. M. nos fez justiea.
da associacao commcrcial cujas varandas esla- S. M. em breve conheceu'o filmo carcter dos
raui decoradas com os pavilhoes das naedes ami-1 Pernambiicanos, e conheceu que cada mu dellos
gas o que comnosco enlrelcem re icSes commer- um firme haloartc do throno imperial, um Cor-
laes seguindo pela ra dos Trapiches para Fura le defensor de Sua Sagrada e Augnslissima es-
na inlencode ira fortaleza do Brumlsoa.
de Porta
eiicoiitruu no largo do Arsenal da Mnrioha um
crescido numero de povo que a nm s brado
unisono cntoavarn mais da mil vivas a S. M. o I.
e a s. M. a Emperatriz.
S. M. fez parar o seu giuetc para nao alrnpe-
lar as immensas turmas d.< povo quo o redeavam.
Ahi informado do quo tolo aquello povo acom-
panhava a elasse dos pescadores desta cidade que
am otlWtar-lhe um brinde. S. M. cun modas
po estavain sufilcieiilemente ins- paternaes disse que voltava para o Paco atliu de
Hura, conlablidade, e milito me- ; reeeber u prsenle que Ihe tara olTerecer.
Ecom eli'eilo assim o fez.
Meo amigo, fui tcslcmunha dcsle solemne aclo
cuja sublimidade superior a toda a eloquencia
da poesia aos traeos do pincel mais hbil !
do taW*t som arle, sem verbosidade e sem
goslu.*'
'tjciiho porem a forja da vonladc e islo basta
P;!JL tlizor-le alguma cousa sobro um faci cuja
uiaiCjploqufncia est rni ser contada com toda
se deo.
de tanta su-
e magni-
?li/, fe
izo povo a quem governa om tal Mo-
a um tal
expostas aos vai-vens da desgraca, como^sqjs
anlepassadas. que por falla de inslrnccao, e de
quem as alimeulasse com a pahfvra do' Sennor,
serven boje do pedia de escndalo I !'! y _,
Permitti, Cleraenlissima SenJwr> qugasVTm
como flzeste que esse ungido do Senbor,']*\rado
lao somonte da candado e zelo, lano trabalhas-
se para beneficio das desvallidas ..deslcs cerles,
sem a Hender a cores, ou condicess- ao gover-
no, a quem compete por dever de juslica, nao
deixar perecer um lo pi quanlo cdlftcante es-
labcleciinciito, no oslado floresconte em que se
acha, semelhanic a rosa borrifada- cm o orva-
Ibo ora urna manha da primavj.'ra ; o boje, mc-
Ihor do que nunca pelas prolcncas do SS. MM.
II- no solo peroambucano. J,i,{Jk! les* para
Ao moio-dia os sinos da (orre do CoMegMffe anruellcs que o pratiram,
os da minba matrir, anuuncavam o TE-DEM, Foi a dadiva do pobre s
que noilc se havia de cantar na igreja do mes-
mo Collegio, em honra e louvor di feliz visita
do SS. MM. capital do Pej;iam!)uco.
Pelas 7 horas da noilc a[igreja se ochava (ber-
ta ; sua fenle e todo o qadro das casas Ilumi-
nado,um bello ai-e
pal ; e pelas 7 c me
lo o quaJro Jas casas lili
o circulava a porla pri
ia horas o pavimento da
nci-
a ca-
lic ou titular vestido do grandes
copas- subindo a eseadaria do Paco imperial a
offerecor ao -soberano nm rico diadema cravado
U>, Urilhantcs, que deve perpetual a lombranc*
de quem o den, ao som do esludados discursos
mullas vezesellabotados poroulros nonios.
.Nao Foi a ffi'gMra de ricos vasos de primoroso
Ira bal hode oirro fino, ou de crysulcifTerpcido
pola vaidade, ou pelo pretencioso de favores e
de grecas I *.
^PR^finilinentea olferla de sagaz especu-
la.firo"sdSnlirteii|iesa ou companhia que rnui-
a fay.ein !
Foi sim um desses fados singulares que ra-
ramente apparccem as paginas Ja historia para
eurquace-la de rasgos generosos immoilarisAndo
quem se fjzem e euuobrecendo
em aspir.i-oes adornada
coma singoloza da moJeslia trado/.indc os nobres
sentmeiiios d'alma, a fiel expresso do coraco,
a pura dedicaco do urna das mais pobres,
porem honesta, util e laboriosa elasse do nossa
sociedade, a elasse dos pescado!os, que humilde.
porem cheia fle loda a conlianca e regesijo de
ue'punha aos pos do adorado nionarcha um pe-
sa do Senhor se achara oceupado de senhoras e I queno tributo, pobre na sua esseucia, mas
homens, de ludas as condiees, para louvar una-
nimomentc ao lieos Todo-Poderoso pela feliz via-
gem e prospera sonde do son Augusto Monar-
cha e de Sua Idolatrada Esposa.
Varios fogos cruzavam no ar, e no rosto de ca-
da possoa se divisara a salisfacao, o prazer e o
amor ao seu idolatrado nionarcha.
Queiran. Sis. Redactores, dar puMicidade a
estas finitas, para
rico
na sua pureza, sublime na sua concepeo, feliz o
digno de toda a oveja na su i execcao, nior-
men/e pelo benvolo e grato acoln monto que
llie o.cn o mais generoso e magnnimo dos mo-
narebas.
lien amigo.As gratas emoces que sent na-
quella occasio foram lo locaulesque fiquoi es-
lupi Faci, e enconado o coraoo nos diluvios que
estas Imitas, para connocimento de que os meus I dimanavant de um acto to palriolico, transportada
frexuozes unidos a inim, saudamos os Nossos 1 a alma de prazer, sent correr-mo quatro lagr-
Adorados Monarchas. nas pelas la es, e o mesmo sei que aconieeeu a
( apacaca 10 de dezembro de 1SJ9. mulla gente que all se achava.
vigario, Joo Vlouquts da locha.
. -
Meit amigo:0 meu ror,n*o embrigalo de
prazer pelas solemnes festividades que lem pa-
Eram .'1 4 horas da lard.
Inmensas turmas que fa/.iain para mais de Iros
mil pessoas se apiuhavom no campo de palacio,
e em grandes ondas, sempre eres-entes affluiam
temen Jo ao mundo a nossa cara cidade do llcci- a," Unf^ d '''"-0 ""P0""'- ,
fe. na ehthusiasiica recencSo de SS MM. II. nal. Er> P'>meio dessas grandes turmas que cor-
visita queso dignaram aW a esta imoortantc ",'":! peqnena jangada de pescara compelen-
porco do seu imperio. soTte transbordar-se em l.cmw f 'npolada puchada sobre quatro rodas a
. lio pavilhao, i ,
ft-ito com loto o goslo, e arlo Os encirregados r sas l,r,,Pne,la'll's lerrilonaes do menor
dosla obra lem procurado leva-la maior por- [,'"'a mnso 130cngenhos, produ/.indo au-
feisao, e nrabellesamento ; e deve llcar digna de mul,RC1,lc t<-'rmo medio 609 rail arrobas de as-
ad mirar-so, sucar.
ras,
Diversos arcos de Iriumpho ornara as
por onde S. S. M. M. devom passar.
Os negociantes, alm de concorrerem pora os
Foslejes imperiaes, eocarregaram-se de fazer um
do.stcs arcos que, segundo dizem, <:\\i o inclhor,
quo se ha de apresentar,
Em fronte do Paco Imperial prepara-se urna
illumiua o, cojo plano dos mais pitorescos ;
e que devo produ/ir muilo effeito.
l'mlim, meu caro, temos bailes monetrot, Te-
Deums, ieslas ; e que sei eu Soria un nun-
ca ai-aliar, so quzesse, conlar-lhc ludo, une por
c se est fazendo.
S. Exc. mandn preparar a igreja do Colle-
Kio, onde lem de se ranlar um Te-Deam era ac-
cao de gracas pela boa rinda do S. S. M. M. ;
e este templo depois dos concerios, que n'elte se '
llzeram, un dos memores, que possue a pro-
vincia.
0 palacio da presidencia, que lem de servir
do Paco Imperial, acha-sc inteiramciile remo-
gado, e proparado com muilo decencia, e goslo.
Toda a cidade est no maior acoio, c nao ha
urna s casa, em que se nao veja o bribautis-
mo de cures novas.
Se nao podemos aprezentar loxo, snmpluosi-
-, etc., appresentareraos aceio, e decencia,
e enliiiisiasuio
Organisoii-se um balalho popular imtaco
dos d'ahi, e sua frente collocou-so como coni-
mandante o Sr. Jos Lucas de Souza ltangel,
digno ancio, e un dos martyres de nossa inde-
pendencia.
Temos lambem um esquadrao de cavallaria,
fim de acompauhar a S. M. o Imperador aos
diversos pontos da provincia, que se dignen
vizitar.
Era urna palavra, todas as rlasses de cida-
daos procurara primar na luaiuostaco de seu
speilo e dedicaco ao nosso Augusto Mo-
narcha.
Antes que me esqueca, preciso dizer-lhc,
que aqu o tiste um certo senhor, que em ludo
ipe
suaveissonsacos, quclanlo.ofazem arfar econhe-
cera necessidade de assoeiavmais um petto gene-
roso a esses deliciosos festina, que afaga a nossa
populacao com doces emoces de um sorrir da
infancia, a que nao leus lid'o o goslo do assislir,
por te achares ora grande distanciado soberbo
torran em que vistes pela primeira vez a luz.
Sim, meu caro amigo! vou desciever-le as
s .'Olas jbilos is porque passou a nossa cara ci-
dade oo Recfe uo dia 21 de novembro, 3 dia
da residencia Jo SS. mm. n. nesla rizonha e en-
cantadora Veneza, ou antes gentil princeza eulre
as domis cidades americanas.
dous tirantes par ;lfl homens daquela profissao,
vestidos simplcsmenle de calcas o camisa brancas,
cora um lionel de verde o amacollo ; trazia a sua
yola aborta e bem enfunada pelo vento; dir-so-
ia, quo ia navegando sobro mares de bonaiicas.
Parco, mi parecen que dora fundo, ou encalha-
ra defronte do prtico principal do paco.
S. M. a Iniporalriz, logo iiicouiiuenle nppare-
ceu om um dasjanellas aeompanhada de urna de
suas damas, dos Exios. Sis. ministro do imperio,
presidente da provincia, calguns Qdalgos da casa
imperial alli cm srvico.
Era outra caranda contigua estaca o cheio do
estado maior da guarda nacional desto municipio
i roncl Fej sobro tal objeclo se ha envolvido, e que se lem tornado u
urna memoria muilo inleressanle, em que desen- dadoro pelrus ia cunds. O pobre humera an-
volridaraente mostrou o grande proveilo quo se ,ja iao azafamado, que era lempo fi-m para co-
po [cra tirar dVsle ramo do cspeculaQao: essa rne- rar-se ; faz goslo ve-lo cima e abaixo desor-
moria oi insenda no jornal da Sociedade Auxi-1 donando ludo, instigando os tiabalhadores c a
liadora da Industria Nacional, no anno de 1842;' alropcllando-os ao mesmo lempo... E' urna
d.gna de ser Iida, e seus consolos devenam verdadeira maravilha 1
ler sido approveitados. Hnulor offereceu-a a D.
Jo i principe regente era 1811.
i -lo sabio o-cupoii-se lambem da geograpbia
di capitania, mas nao me foi possivel, por mais
;ue o dosejasso adquirir, urna chorographia que
rae i "nsta ler sido inserida no peridico du insti-
tuto geogra liico e histrico do Brasil.
Em 1807 o principe regente do Portugal, nao
i 11 n lo conservar-so neutral na grande lula, que
div la a Europa contra Napoleao I, e alm disto
- ~iado da sor(o de seu visinho e prente o re
de Kespanha, abandonou a corte de Lisboa, que
i sob una regencia, e embarcou-se en ite-
ro '"ni sua familia para o Brasil. A cs-
qu idra foi dispersa no corso da viagem, al-
guus navios foram apollar no Rio do Janeiro,
- a capitana em que vinha a familia real,
arribou a Babia no dia 19 de Janeiro de 18 s
Continua'.
< OKtHKSIMIXDKXCIA DO DIAKIt
DEIES*\AHI CO.
Parahiba, 12 de dezembro.
M -. Depois do ler desapparecido por
: o da scena jornalis'ca, vou do novo
posto, que roe corapolia entraos seus
rspondontes.
a le muito bem Vmc, quo para osla vida de
' r i i -se um bom ci e-
ios os aconteci-
lc i i as,
rom", que nosponha
Disse-me o raen otcerona.quesoubcrde pessoa
de fe,que o tal senhor est desde j estudanJo um
discurso, quo lem do recitar peanle S. |f. como
decano do corpo consular: devo ser um dos me-
Ihorcs nesle genero, c eu o Iranscrevereiem oc-
casio opportuna.
Nao Ihe fallo de urna tremenda taboca, que
elle chupn, ha pouco, porque resneito muilo as
decepces, por que passam os nieiis seinelhan-
les, e causa-no pesar era o ment nao serpee-
iii todo.
Rosta dosta maleria, o vamos adianto.
No dia dous do andante, anniversario natalicio
de S. M. o Imperador, houve Te-Ueum na igre-
ja do Collegio, cortejo 0 parada, minchando para
esto lira urna brigada sob o cummando do Sr.
lenle coronel Gamillo.
Ha muilo, que nao vejo aqu lana concor-
rencia aos actos, quo, se fazem por esta occa-
sio; rauilas pessoas gradas, as diversas corpo-
racoes de enipregados, senhoras, ect. assstiram
ao Tedeum, e corojo. l.ouvo sinceramente ans,
nious patricios por mais esla prora do amor e
dedicaco, que prestom ao throno !
Finalmente, meu caro, vou acabar, dando-lhc
as duas ultimas noticias, quo'vera de Irans-
mellir-mo o meu cieeroni.
No da 3 do crranle tomou posse do logar de
torda Ihesouraria geral o Sr. Andr Cur-
ina E'.!iii"iiiin,
Do rolto S. M. procurou saber qual o lugar do
forte do Santo Antonio, que exista no lempo
dos Hollandezes. Foi-lhe mostrado um terreno
oceupado at o anno passado por una casa tra-
dicional denominada do lloltandez, onde vCem-
se numerosas podrs, que foram dos alicorees
dola, cujas paredes, apezar de construidas cora
argila erara de urna espessura e solidez admira-
reis.
Era roda das ruinas dessa ca9a anda rem-se
boje vestigios de um valado, lambem muilo an-
lgo.
Todo isso e a lralidade, dondo goza-so d'iiraa
vista mu piloresca, provam de olgun modo ler
sido alli o referido forte. Fca poucas bracas a
nordeste da igreja do Rosario.
S. M. esleve depois na aula publica de priraoi-
rs letlras, e sendo-lho apresentado um dos
alumnos examinoo-o era leitura o om arithmeli-
co. Disseram-me quo o menino nao era dos mais
adianlados.
Por fin entrn lambem na igreja do Liv lamen-
to, e foi roa do Fogo ; apezar de por ella j ler
passado quando veio ver os trabalbos da estrada
de ferro: dando assim a entender que daquela
vez a visita nao linha sido a da villa, por desojar
boma-la com una visita especial.
Gracas aos cuidados da cmara, as roas esta-
ran aplainadas, e (odas as casas da villa caiadas
ecom suas portas e janellas pintados do novo
de sorle que podor-se-ia dizer rom alguna razo
quo a visita imperial operou urna metamorpho-
"sc na villa.
O Sr. Francisco Alvos de Miranda Varejao,
membro da commisso encarregada pela cmara
de laos servcos, foi o que (omou sobre si a ad-
rainislraco delles
Eram mais de 10 horas quando S. M. recolhcu-
sc A casa que para Elle o sua comitiva havia pre-
parado outra eommissao, nomeada pela cmara
para esse lm.
Todas as salas dessa casa c as cmaras deslina-
das para o Imperador eslavam forradas de lindos
papis e tapizadas; aquellas mobiliadas coni
luxo e decencia, e oslas alm disso com riqueza,
lente coronel Pires Falco e o aIrogado
Jos Paulo, quo fazini parle dessa eommissao fo-
ram os que mais so sobrecarregarara desses tra-
balbos, feilos s expensas dos mesraos propie-
tarios de que cima fallo.
Tendo S. M. enlrado na sala de espera den
beija-mo o pouco depois recolbeu-se em seus
aposentos.
As U horas foi servido o almooo cora profusSo,
8. M. sentou-so em sua mesa, tc'ndo antes orde-
nado a seu camarista, que chamesse paia a de
estado os membros da cmaro municipal e va-
rias outras pessoas de disiinccao.
O presidente desta, porm, proferto a essa hon-
ra a de servir o S. M., com o (ir. llego Barros de
l.acorda, lilho do barode Ipojucar-ahi um lilho
represenlava o pai, que se nao tora a gravidado
da molestia, cora que luta, nem a un lilho cede-
ra o lugar.
Tendu-se levantado S. M. foi de novo oceupa-
do a mesa de estado por pessoas lambem de dis-
tinecao, que tanto por falla de lugar como sobre-
todo por delicadeza ou modestia deixanm de
sentar-ee na primeira mesa.
S. M. depois do almoco veio para a solo de es-
pero, obi recebeu varias pelicoes o depois de al-
guna lempo recolhcu-se em seus aposentos.
As 3 horas sabio delles e mondn que fosse
entregue umconlo de res ao presidente da c-
mara poro o restabelccinento do ceniterio da
villa, O.ty ao lenle coronel Cimillo Pires po-
ra serem distribuidos era csmolas, o 3# ao joiz
decapellas paraos reparos da igreja do Rosario
dos pretos e nao sei se para os de mais alguma.
As 3 J/2 foi servido 0 jantar, que anda estovo
mais esplend lo que o almooo, Servirn a S. M.
Gracas o divina providencio pela Telz sondo I o cnmniandanle do corno do polica, o disliucto
quo ueste abengoado sollo teem gozado SS. MM. Sr. lenntc coronel Scbasliao Lopes Guimar&es,
II, desde o neraoravel dia 22 de novembro era actual ajudanto do campo do 9. M., bem como o
que se abri nos paginas da nossa hisimio cora chefe da reparlioan dos obras publicas o Sr. eapi-
letlras do ouro urna poca feliz para Peruanbu-i tao Helio llego'e outras pessoas de dislneco
co, assignalada por urna snecessao de factos I empregadas no pago.
s. M. o Imperador leudo ha pouco chogido,
apenas leve lempo de mudar roupa, e sem que
SO fizesse muito esperar, apporoceu na varando
ao lodo de. sua Atiguslissima Consorte.
Mais de quatro mil gritos cnlhusostieamente
proferidos de vaofiS. MM. ll.'o successivamen-
le repelidos pelo atdente onlhiisiosmo Jo inimen-
so puco alli reunido, ferirara os ares como que
para levarein a regios mais altas a fiel expressan
do povo pernambucano para seus Augustos So-
beranos.
Os pescadores que tripularon! o jangada forra-
rara entilo i vela, o Lineando mo da pescara
que levavan, e que se compiiuha de 26 earailas
o ura dourado, Foram contentes, ruidosos, c sub-
missos depor .ios ps do Soberano o trbulo de
seus su ores daquelle dia, como a prova mais pe-
renne, mais fiel de sua venerarn, amor e adhe-
nunca visto na historia das nacoes, e das mouar-
chios de todo o mundo couliccido.
Itisonha disponlon a aurora do dio 2 no ho-
risonie, cstendoiido o sen dia famoso manto por
sobre as fugitivas sombras do cropusculo matuti-
no, e fazendo refleclir naeonlinuada chapa ou fa-
ce de cryslal do ocano ascem mil phases
achamaloladas, que se sorriara a capricho sobre
i a oudiante oscilaran das aguas cora os reflexos
do luz que sobre olios esparzia o Ornamento.
Nem oma nuvom embaracava a vista a deba- ,
lor-so olravez do horisente contemplativo, poe-'
tica, ou philosophicaraeitto para qualquer dos'
lados, nos diversos e importan tos pontos em que
ello se offorece risonba, melanclica, soberba e
magestosa com iodo a gompa da natureza.
A inmensa populacao desta encantadora cidade
pouco a pouco ia despertando do pequeo des-
caiico, com que havia reanimado os lassas loicas, sao a sua Sagrada Pessoa.
/
fatigadas nos festivos c innocentes prazeres em
que haviara enpregado rande porto do noite.
absorto pelos rignstjosera quo nodovam por oc-
casio da visita de seos augustos soberanos.
Erara horas da manha.
Uma suave o branda viraco "So prestara be-
nigna ao gozo do um innocente passcio.
s. M. o Imperador se achava montado emura
soberbo cavallo castanho de roga andaluz, que
suavemente movi os passos como que para nao
privar o Ilustre cavalheiro de aspirar assuaveis
emanacesde umnascerdodia em urna ierra onde
o viajante pola priraeravez ludo para elle novo
o curioso ; bem como de apreciar as encantadoras
perspectivas do um contrallado panorama e lindos
quodros que deixam exlasiada a menledo aprecia-
dor quando se demora ura instante na conicmpla-
caode lanas bellezas.
S. M. depois de se.acharregosijado nesse sor-
rir da auroro, nesse dispertar de uma cidade que
dorine o doce somno do descanco sombra do
seu augusto soberano, se dirigi para a casa de
delencao ; osle soberbo edificio ornamento da
nossa archilcelura, que de corlo suscitara ao
contempla-lo gratas emocOcs de curiosidade a
nao seren logo distruidas pela forte, severa o
lgubre iuipressoo de que infelizmente poro a
sociedade sao necessarias estas o outras cons-
truccoos anda mais lgubres, mais severas e
terriveis para corrccco o compresso do crime
asss librenle a especie humana.
S. M. demorou-so|era visitar aquella repartico,
a toas a da maiih tendo subido a plataforma do
edificio dondele vou alguna minutos a contemplar
medanle o auxilio de um binculo que Ihe torne-
ceu 0 administrador daquela reporticoo o Sr. l-
ente coronel Florencio Jos Corneiro Monteiro al-
gunsdos interessantes cuadros que se ostentan
porapozos desde a nossa velha Olindo coreada de
vistasuas Iones ora sedemorondo sobre a piltores-
co desta cidade, ora sobre o placido ospellio de
cryslal do manso e deleitoso Capibaribe, que por
si s faz un dos bracos de formusura dosla gentil
princeza, ora sobro s lindos quadros que Ihe of-
forece a vista, nao a frtil imagiuacao de insigne
pintor, mas sim os proprios originaes dos diver-
sos grupos de soberbos edificios da magestosa
ra da Aurora, ponte do Boa-Vislo, caes do Ca-
pibaribe, a linda fachado do grande hospital Pe-
dro II, Ele o verde cortinado da pai/agem com
que so adornan os pequeos mantos dos Praze-
res, Soccorre o Guararapea, anude tantos hroes
de outras pocas < porfoitos e por glorias esfor-
eados > reslauraco do poder do usurpador esta
lena do tanta herocidudc, cuja chave depois do
volvidos seculos os dignos succeasores a deviam
na pros, na de us bustos como que cumprindo
seus leslamentciros entrega-
o religioso dci i
S. M. o Imperador, sempre cheio de bomladc
c paternal acoll nonio paro cora seus subditos,
mornenle aquellos monos favorecidos da fortuna,
maitdou subir a todos os pescadores que haviara
Picado era baixo, o cheio da maior benevolencia
Ibes deu a beijora Mo Supremo e bemfeitora.
Destafocma se rctirarain aquellos laboriosos
membros d-t nossa sociedade salisfeiiissimos pela
benevolencia com que foram recebdos no payo e
tratados pelo mais rrluoso e magnnimo dos
Monarchas.
Chegando no pateo e lomando os seus devidos
postos o meslre da jangada tirou os seguintos vi-
vas, que foram geralmento enloadosViva S. M.
0 Imperador, vivo S. M. o Irapcraliiz, viva a Fa-
milia Imperial, vivo os Periiombucanos que es-
1 i niara ao sen Mouareha
SS. MM. corresponileraiii a osles vivas por nao
equivocas demonslvacoes de affecto e cordeal
agradei imenlo,
Abriram os pescadores o velo de sua jangada e
seguiram cm retirada pela ra do Collegio, reli-
rando-se tambera o povo que estupefacto baria
leslemunhado aquella siena lo estupenda o ma-
ravilho-a, vntoaudo lodos ao relirarcm-se conli-
ruiados vivas a Suas Mageslades Imperacs e sua
Auguslissraa Familia.
SS. MM. recollierom-se pira jantar cumpli-
mentando a loilos quantos all se acharan*
Eram 5 I 2 horas.
As huios SS. MM. saliiram no seu cocho a
passeio acompanhados das pessoas que formara a
seu imperial sequilo, seguindo pelo estrada do
ponte de L'elioo, lo rico de bellas paizagens C
inleressanlcs sitios e jardins, que adornara ora-
bas os suas margena, por onde muilas ve/os a vi-
la se espraia e so deleito, a imagiuacao se ferti-
liza, o coracSo se expando, e doces sensaces
despertara n'alna religiosos senlimentos dos"de-
veres da creatura paro com o Creador.
Todava os Augustos Passeantes nao poderian
por muilo lempo apreciar esse continuado pano-
rama en uma boro em quo o dia j lendo preen-
cliido a sua carreira, toda a natnreza se torna nc-
lancholica sob o paludo cloro que succedq ao
dio, e pouco e pouco se vai condensando cm un
cropusculo, que de lodo se transforma nossos den-
sas e mysteriosas sombras com que a noile nos
envolve. ,
ss. MU. regressaram Jo seu passeio e entra-
ran para o pa$o imperial.
Era noilo.
P< las8 1 -2 horas S. M. o Imperador sabio pe-
la qu,na voi ncssi inemoravel dia, a p paro ir
visitaras di Itrenles Ilumina ;oc- quo se llzeram
nosqualro bairros desla cidade pora se festejar
a sua lo desejada quao importante \ isiia.
E como salti S, M. a essa hora da noite para
MUTILADO
N
/
Peitz
no relio
Feliz, feliz o Uonarcba que governa
povo !
K para olguns dessos miseroM s reptis, que so
roja ni, e se mordem na rafva do proprio desespero
por veren que, o povo pornambucano de or-
dem, monauhisla, amigo e defensor do sen
soberano o Sr. D. Pedro II, e nao sciiaiio de
douirinassubversivos, oigo o Soberana no pilla-
se do poeta PortugUCZ:
Do vosso indigno proceder me rio,
Firinei nos corocOes meu vaslo imperio.
S. M. sabio do paco em dircroao a ru da Ca-
deia e ra do Crespo paro a Roo'-Yisio.
Por (odas essas ras por onde ia, era uma mos-
sa comparla de povo desdo a lii.us alia t-athego-
ia al o pobre e modesto orlista, a poni do s<-
nao poder andar seno o proporcao que esla
grande raassa se movi ; mas por um nobre sen-
Umentode profundo respoto lodos abriram rainbu ao Augusto Chefe do Nac.io.
S. M. olravcssou ao son continuado de rom mi'
vivos os ras da cidade al a praca da Roa-Vista,
onde so acha a soberba illunanarao, como outra
jamis se fez, eque oscassamenre le passo ados-
en'ver.
V la.
No aterro da Roa-Vista antes de, ebrgar i ma-
l iz mis DO palmos se eleva uma meada sump-
luosa de gosto mourisco, constando de 3 orcos,
sendo ura no cenlro, da altura de 49 palmos, cu-
ja largura abrange o leiloda ra, e um menor du
cada lado, obiongcndo a largura da calcada, d
maneira que deixam livre a passagem por 3 en-
tradas.
Ksta linda e magestosa arcado, cuja lisia so
offerece para duas fenles representa o aspecto
que idealmente se pode formar ora entrada para
uma praca fchala por muralhos que somenle
offerece ngresso pelo seu prtico principal.
As curras desles arcos feiias era forma de ar-
regocos, dcscrevem diversos aralioscos cm der-
redor de varios quadros em transparente illuiiii-
nados pelo mgico (Lirio da luz do gaz que lites
presta umo vista benigno e gracioso. ^S.' ^S *
No parle superior d > arco principal*'so ocha *
tracado um daquelles quadros/ no qual sclcciu
estes sublimes versos :
Para o Aterro'.
Os leocsPcrnambucanos
Rradaiu deste ponto ao mundo,
Deoutros res eole-sc a fama,
Gloria a Dora Pedro Segundo.
Pora a Praca.
Se o amor liberdade
Nos da renome na bisloiia,
Tombem preilo Mogeslade
li' fioro de nossa gloria.
Aos lados destes versos depamm-se cutios
quadros com os seguidles dsticos :
Para o Aterro.
Lado do sol Viva S. M. o Imperador,
l.odo do NorteViva S. M. a Imperatrii.
Para a Proco.
Lado do sulViva a Familia Imocrial.
I.ado do norteViva o povo pernambucano.
Ao lado de cada um oestes disticos, eleva-srr
uma bandeira nacional, e no cimo deste arcse
observa coroa imperial circulada de uma au-
reolo de luz de gaz, que de longo offerece a
visto o illuso do sol circulado de seus raios,
vibrando inmensos clarotU em derr-dor do
si.
Os |rcos latcroesso adornados deoutros ds-
ticos, e nelles se observa ;
Pora o Aterro.
Lodo do sulViva a Constitoico do Im-
perio. w
Lado do norteViva o dia 22 de novembro.
Para a Praga.
I. ido do sul/Foi incendiado pelo goz.)
Lado do norteViva a Indepeu lencia do Dra-
Esta elegante arcado sendo toda Humiliada por
uma*frande quantidade de bicosde gaz derrama
em grande espaco tanta daridade que mais u
possivel, e nem se pode descrever.
Agora segu-so a decoracao da praca.
Figura uin grande oniphilheairo de forma
oval priuovprBiido por 8 maslros da altura do 61)
palmos eoltoqf dos-ide cada lado no cenlro da
praca em distancia de 36 palmos de um a oulro,
encade,idos'por grossos tios formando blandos
seios, como que cedendo ao peso de numerosos
lampeos que delles pcndcni.
Esles grandes maslros loem a sua base qua-
drangolar da altura de 12 palmos sobre 2 por
foco arrematando por um frizo ou cornija a modi^
de capitel, e pintados com muilo gesto fingindu-
marmoro.
Do centro desles pedestacs se elevam os mas-
tros em cujas extremidades Iremulam de conti-
nuo galhardetes do verde e amarello.
Os 4 priineiros maslros, islo 2 do cada lado,
lem na altura do 30 palmos enllocado um peque-
no distied, guarnecido de molduro em relevo do
forma oval ; e cm lodos ellos sobre o remle do-
pedestal descarna um quadro do altura de 5 a 6
palmos guarnecidos a pincel de 2 bandeiras na-
cionaos congratuladas com outras estrongeiras
Jos diversas noces amigas, o urna coroo impe-
rial Ihe orna a parte culminante.
Cada nm desles disticos, e desles quadros re-
presenta uma poca da nossa hisioria, um em-
blema, uma reeordoooo viva de sublimes feitos
dos nossos anlcpassados.
Lado do norte.
1." mostr. o dyslico l-se23 de jullin drr
1S2.No quadrojlera.a figura de.um Indio P. T.
(quer dizer Pedro Teixeira) e a inscripeoViva
S. M. Imperial, viva S. M. a Imperalrz, viva a
Familia Imperial.
2. mostr-Dyslico1- de marcoQnadro=
Viva o dio 22do novembroO povo pernambu-
cano a SS. MM. II.
3. mastreQuadroCundan, Porto Calvo, loo
Salinas, Cosa Forte, Tabocas, Soccorre, Olinda,
Arraal, Itamoric, Estancia, Barreta, Guara-
rapes.
4. maslroQuadroA figura do Recite syni-
bolisada cm uiaa modesta jqven, e esta su-
blime inscripeo Honrando-te Hnrame-
nos.
Lado do sul.
1. maslroDyslico Pedro IIQuadroA li-
gura de um Indio com a inscripeo2 horas da
tarde do dia 7 de abril do 1613balallia de Gua-
rorapes.Capitulaco llollandcza em 23 de Ja-
neiro de 165 i.
2.maslro.Dyslico29 de julboQuadro
Brrelo de Menezes, Amador d'Araujo, D. Auna
Paz, D. Clara Camoroo, Jernimo d'Albuquerque
8 de fevereiro de 1637Una,
3. maslro Quadro 1). Antonio Filippe Ca-
moroo, Joo Fernandos Vioira, iloiiriquo Dias,
Matliias d'Albuquerque, Andr|Vidal de Negreiros
1630 a 1648.
4." mostrQuadroAs figuras de uma se-
nhora entregando uma espingarda a um joven
seu tilbocom osla inscripeoD. Maria de Sou-
za Idc desaffronlar a nossa patria do jugo es-
Irangeiro, e vingor a morte oe rosaos dousir-
nios.
Do lodo do nerte lem um palanquc de gran-
deva suOlcienle para a msica.
Depois segue-se duas ordens de galeras era
' ura tablado da altura de 8 palmos descrevendo
a forma oval do amphilhealro com 31J0 palmos
de extenslo sobre 18 de largura deixando o gran-
de (hoforiz de encanamcuto das aguas perfeilo-
mente no seu cenlro.
A enUada para estas galeras franqueada por
uma eseadaria pelo lado do norte devendo fazer
avolto pora sabir do lado do sul.
Cm cada uma de suas extremidades so acha
un pavilhao ao goslo chinez da forma octogna,
cujo dimetro abrange a largura da galera, ele-
vado por 8 delgadas columnas de madeiro tor-
neados, sobre as quaes asenta a cpula artisli-
ILEGVEl


-


DIAIUO DE PERNAMBUCO. SAIHUf.O 17 DE DEZEMBRO DE ft59.
(V
W*"
V
en metilo i:. peim>no gallardete, rematan li a parle iaforior
(Mi i:n.i inli'r'ssantccortina arrendada Miado
nadetia om que su nbserra nao an u g-jsto do do-
Mfctho, c :n i ,i fiel execuco diario.
Do centro doste ziraborio desee un elegante
lustro de cristal exparzindo polos ares o claro
ecinlillar lo 12 lo/.os de reUs de osperm-
cete.
A' frcnle destas casias galeras clnva-so urna
luiausindi do maJeira de aliara conveniente
mbo lho serve de varanda toado collocada de
fiera 31 palmos tuna bandoira nacionaS a qual
correspondo pela face posterior da galera urna
columna da altura de 8 palmos sustentando
nma colleerao do lampeos de variadas coros
'ie apreselara a agradavel visla de um peque-
no pinrel.
Mesas galeras se rao {untar no cnico,o nas-
niciiliii ii'iM'.iaiK e ciiimos ue uiutiinuj.il.' a luU'is i IdJTutriiuus ."soueranos, tusa oirou missau |ue si pruprio as legenuan de cou* urna, onuu turara
(uanlns all ge acnavam, que Dcaram cheios da a cmara municipal do Limoeiro, iuterpetrando fundidas c eni que anno, u a que uaco perlen-
maiorsalisfaco. raormenlu os* que haviam loma- fielmente ossenlimetiios dos seus municipes nnslccram ; e pelo interossc que lomara em con he-
lo parte naqucUea realejos bur ler o Augusto encarrogou de dosempenliar na [rsenle occa-cer a antiguidade da arlilbaria do lempo dos Hol-
Soberano se dignado lioura-'.o co.n asna assis- siao. lanoozes, revelava a importancia que ligara a
Rogando, pois a V. U. Imperial digno-se de csTs monumeulos do Dossos avs.
acolhcr benvolamente osla sincera homenagom Hontem leve lugar na Faeuldadc de direi-
tribulada pelos leaos habitantes do termo do I.i- to a sotemnidade da collaco dos grao aos oseo-
mociro, supplicamos igualmente soja nos permit-j lares do 5" anno.
lida a honra de boijar as Augustos Maos do V. Anlehontem leve logar a representadlo do
M. e de S. M. a Imseratriz, no mesmo lempo que Apollo, que fui honrada coni a prossenca de SS.
do intimo dos nossos eoraces fazemos fervorosos MM. II.
lencia.
Daram 9 horas aa lorreda matriz
S. M. solemnemente acompanhado pelo povo,
sempro sob as acclaraacoes de immensos vivas,
que erara correspondidos do to los os lados, o de
lo las as carandas, a > som de msicas, fogos c
repiques, preced lo do dou-i .iuizos do paz o Sr.
carallciro Francisco Jos do Veras e lencnto-eo-
flancl Jos Gomes Leal que com modos civ.s |he
aburara pas percorrou todas os ilurainaoos desde a mn les-
i:i fachada do quarlel de polica, al a sumpluo-
sa collumnada roa d-i Cfiz i Recife, e grande
fachada d i iervatoro .11 arsenal da marinha,
volos pela prolongaco da preciosa rida do V. M.
e prosperidade da Familia Imperial.
Hecifc 1! do dezembro de 1859.
Vento Jos da Caula Jnior.
Cometamos hojo a publicadio de una se-
rie de arligos, que lem apparecido no Jornal do
Commercto, da curio, sob o pseudonymo {'ubi-
cla os quaes lem alli recebido um ac.olhimenlo
Manoel do Nascimenlo da Casta Monleiro. \ pronunciadamente nolavel pela materia impor-
Dr. Antonio Vicente do Nascimenlo Feitosa.t, lano ijuc ellos discutem.
A commisso (pie a assembla legislativa. Como verlo os nossos leilures, pela respectiva
a quera competir, effeciuado, que seja o depo-
sito.
RoClfa, 7 Je Outrubro de I8.")9i
R. F. Pirelli.
Conliecimento.
Numero 2G.leccbedoria de Pernambuco,
Entradas o sabidas de deposito? pblicos.
Anno linanreiro Ja "l859 a 1800.Rs. -iOO?.
Recolta iiuninro as (1-. A do livro rcsp.c-
livo, de entradas o sabidas, que serr nes'.e
corrente anno fica deciladoo llieseurciro Joa-
deaignar-lhes o dia i hora em que V. M I
quer que o* ael i re !i i i i.-r lii^'ar.
Penetrados los rnais inlli iitiuientns W>-
ani.....vu .. --i ii i los as man a \". M. 1 >
s. M. a 1 ni; Pede a V. M. que os oura
benigno.E R. M.
J -orne flerardo Varia Lnma Hde Mello.
Ha noel nar quede Mncedv Lima,
Joaqun* Urbano Mario L*ma*hi ds Mtllv.
Joao Angla da Jnnhr.
tUjirge Na bil.
Joao Cari i Hara Lum tchi le Mello.
S. M. I. dignoi-sQ responder eoin lola abe-
nignidade que seria pro
quim Mara do Caivalho na quanti, de 4s s'Sa'noir 'ionoda;9 das :
lo par .-i-i-i-iirc u :\ dito Te-Deum.
No dia ) pelo moio dia su'nio ap ar algnmas
?y. ra Iotas de fogo e a musiej d is o lucan ios du
lioras.
V II, iiieu amigo, so harera no mando outro
monanlia (po so animo a andar do rioitc al s
11 horas, p, Boni guardas o sem forrn, no meio
da popularao de unto ci lado inteira tomando par-
te no seo jubilo !
F.' qno no Brasil, o Sr. D. Pedro II o pri-
meiro defensor 'i i liberdado dos seus subditos,
o oortanlo polo duplo o nobre scntimcnlo do
derer c gralidao que esle poro o cl defensor
do son Augusto Soberano.
- is.
.Vite camarina so obserram as regras damo-
<'<'*\,\ fiuplicidade de- accordo com o liom goslo.
e decencia com que se dure decorar um camarn)
para SS. MU.
Dnas escadarias reservadas no centro Jo ara-
I liiihontix Ihe prestam serventa.
A facha .i doste reserralrio c dividida em 5
portas adornadas do lindos cortinados de tilo bor-
dado abortos per graciosos apanhados para nao
prirarora a vista dos espectadores a interna dc-
corarJo.
Oito censlos de Jacaranda com lampos de
marinero bronco guarnecer! com a duvida dis-
tancia este nobre recinto.
Cada um Jesles consolos supporta um cande-
labro de crislil, om que descansara quatro lu-
* ;, um esaelho* do moldura .donrada c dous
jarros-de lint porcelana don lo do continuo exha-
lara puras cuianaccs do candidas loros que
|'i ) lu : u O :tn~s 'S oais bellos jaidns.
As paredes deslo caslo rocilo dedicado vir-
io le sao guarnecidas de papel em que se v a
simplicidade e goslo.
Do seu bianco tocio penJcm siractricamenle
tres-lustres de cristal %ue derramam por iodo o
ambiente o coruscante claro de viole e qualro
velas de cspermacele com que cada um so
adorna.
O soalho osla modestamente alcatifado, c no
centro, sobre um lindo tapte se arham duas
adeiras do espaldar estufadas, e tonadas de
lamaseo oarmezim destinadas para SS. MM.
Est-* inlcressant camarim coulm -2 palmos
<1e fronte sobre 2) a de fundo, do altura pro-
j'orcionajj conforme as regras da nrchitec-
tur.i.
Seo nobre prtico representa seis columnas.
ou veslihulos, em cada um dos quaes se acham
colloradas tres elegantes serpentinas destacando
tambein de si o claro sriullUr de scu3 accesos
bioos.
Finalmente toda a cimalha e frontespicio se
acham aderezados de tao grande nugiero do lam-
peos de cores variadas, que s a cusi so po-
rte ver u l'om gosto da pintura.
Diversas bandeiras naciouaes dispostas rom
elegante simetra, ucn como urna grande corea I que o Sr. Ir. ioaquini do tonino Foiisca beno-
J'iiponal que adorna a parle elevada da fachada merilo Periiarabncano, se relale do que disso
nao este receptculo um aspecto do profundo no OiarioN. 28f, isto: Creio aue ocapio-
um sancluario anda nao wr Joan do Rcyo Barros, de que se trata ani
S. ||. rcculheu-se para o paco por rolla das 11 ciado pelo Sr. Desembargador Figueira de Mello,
relator da niesma commlsso.
SEnhohIl) rigosijo geral, com que fui sau-
dade a noticia, de que V. M. I. se dignara visitar
ni guillas provincias do Norte do vasto Imperio,
que fundara o glorioso Pa de V. M. 1., nao po-
da deixar de ser paililbado pela provincia do
toar, e a assembla Legislativa, lil repie.-on-
lacio dos seus habitantes coininellcii-nos a hon-
roso mandato de felicitar a V. M. I. pela feliz che-
gada de V M. I. a esia provincia.
Em verdade, Se.shoii, o conhccimenlo direc-
enerarao, | derosa influencia de V. H. 1.
Hecresce porm asalisfaco, Sf.mioh, aosa-
ber-sc que a viagem de V. M I., e de Sua Im-
perial Consorte rara felizmente realizada, e que
\. M. I. ciithusiaslicamenle accolhido e admirado
Meo amigo, c dizer-tc que lulas estas fesliri-1 to, que V. M. I., ja tao versado as cousas pa
dades so tem passado sem o menor distuibio,' trias, vnha adquerir dos borneas, do clima, da
sem urna (roca do patarras desagradareis nao nccossidadesedascircomslanciis especiaos d'css
causo admiracio, porque S30 parlo dos nobrea I intoressanle poroaodo Imperio, fea nnsccr o cer-
sentimentos dos Peni mbncanos; mas cempre I teza, de que grande resoluco, por corto o moia
para nos mn motivo de ufana e honra. | graciosa forma do cuidado," com que V. M. I.
Meu amigo. Nesla carta lenho sido bastante ; promove a folicidado nacional, ser foenndo ger-
prelixo, mas uo fastidioso porque nella to fal-lmende importantes mclhoramentos, cuja ni
lei de dous assumatos ^ie altamente fallam aos si lado se faz diariamente sentir, medida 'po a
nossos corneos, don; assnmptos para nos sagra- illustrarao e o bem estar se diflundem sob a >o-
dos, e da maii profundo estima o venc
dona assonijit.i-:. dos quaes por mais que di
a rece-me que tica ludu por dizer.
Fallei-te do Senhor D. PedroII e Sua Augus-
lissma Familia, doste Principe e generoso digno
lilbo do mais generoso das llunarchas o Senhor
I). Pedro I, quoexpontansament nos offoreccu
esta cdnstituioao livro qno hojo gozamos, foi o
primeiro a jura-ln edepois no-la fez urar. Fal-
lei-te eniilm desta risouha cidade do Recife,
adornada de todas as gallas de una noiva sober-
badosea passado, risouha no presente e chela
de conflanca no futuro, Iluminada por mais de
oitenta mil bicos de luz, fazendo tremolar om
Boas rarandas bandeiras nacionaes e cstrangei-
ras, festejando a mu honrosa visita que se dig-
naram fazor-lhes us seus Augustos Soberanos,
fazendo Iroar os ares com a exprcsso solem-
ne de
Viva S. M. ii Imperador.
Viva S. M. a Imponlriz.
Vivam as Screnissimas Priucezas Imperiaes.
\ ivam as ir.slituicocs polticas do imperio.
Do sabio o mudar de conselho. Resta ainda
respeito que se deve a
profanado pelo vicio.
No cimo da fachada se ach.im collocadas tres
figuras emblemticas.
Um Icio no centro, c um vclho de cada lado.
O reino da dimita reprsenla o bello Capibari-
', ar. que
han (.i Governador da Parahiba, etim um lio,
all proprielari. do engenho dos Reis, e de nu-
tras, da qual procedan os ReQot daqnella Pro-
vincia. Porque Joao do Rogo Barros, institui-
dor da Capclra do rilar, c o Pcrnambueano, que
b_, e o da esquerda risonho Beboribe, cujas servio cora muita dislilicco no posto de capitao
rurigcranle* aguas depois de se preslarera aos "
bellos paisa lem pos desla i
ipos desla mmeusa popularn
veem mansamente por seus caminhos sinuosos
juniar-seem urna s fj/. sobre a qual asscula a
encantadora Vcneza Americana.
K o leao ?
O leao, meu amigo, a provincia do Pcrnara-
buro !
Este soberho leo do norte defensor dd monar-
<:hia brasileira, e sustentculo do tliroiu do Se-
nhor I). Pedro II, digno lilho do Augusto Funda- | aroceu, que foss
dordo Imperio, o Sr. Pedro I, de saudosa re- la impremiste
na guerra dos nossos Avs com os Bollandezes,
senhor do engenho dos Reis em Parahiba, o Pro-
redor da Fazenda ullimaraentc, Qlho do Fran-
cisco do Rogo Barros. As proras litteraes cstao
no sen testamento uoCarlori i dundo seextraho
essa Cerlidao, -u^.' o Sr. Dr. Aquino a nosso pe-
dido leve a 1.....dade de publicar ;..pedido quo
; i> se bazo m na falta que livcsscmosdessa Ses-
m-ria, pois que ann >s ha, quo a possulmos. c a
outra, mas bazeou-se era que mais bonito nos
cordacio.
Sim ahi esto os fados; ellos nao precisam
comentarios.
Foi o le.io do norte, a provincia de Pernam-
buco, sob n sabia o serapre lumbrada adininislra-
^aodo seu JHfislr flho. o prestante cidado, u
patriota respeitarel, o Exm. Sr. riscondo da Boa
' isla, quera durante a menoridado do Senhor I).
Pedro II. suslentou com seus guorreiros a inle-
gridade do Imperio, contra os repetidos boles da
;marchia que se conspiro.! do norte ao sul contra
ase egregio Ibrono que o soberbo leao corajosa-
mente defienden para que osse tao dignamente
'ocupado pelo nclito raonarcha quo taz boje a
fenla de seus subditos.
Tu bem o sabes porque sao tactos dos nossos
dios.
Esta s iberba illumiiiaco sustentada por 1610
lampeos acosos com velas do espermacete,
anda eurequicida pelo lindo cbaariz do encana-
menta das aguas que Pica uo seu centro, com o
seu cngrdaraenlo todo iluminado, o qual derra-
mando continuamciile grossas carnadas das crys-
t dinas aguas do Pratade suas duas grandes ba-
cas de marinore, que parecem transbordar agi-
ta las pulo innoceule folgar das nimphas, cutre-
lera um agradavel murmurio semclhaute ao que-
das aguas (pie se precipitan] do alto da cr-
lenlo em urna cscala onde Mordidas pela queda
procuramdoudejando fugirpor entre as podras
ara nao supporlarcm mais a queda continuada
la corrente.
lisias encantadoras sensarGes sao anda mais
embcllezadas por quatro lindos repudios q*io sa-
Jiem dos ngulos do nquoduto como oulros tantos
tubos do crystat da altura de 12 palmos, cuja 1-
lusao s seidcsvanecc quando estes repudios ex-
gnlando a sua forca hydraulica voltam como cho-
ros para tambora se precipitarem no abysmo.
Soubo que esta sobecba itluminaco fra feila
pelo risco dado polo Sr. Manoel Coelho Cintra as-
saz recommenddvel por seos servicos, capacida-
de e merecimenlos ; e sao credures de lodo o
elogio peh sua realisacao o Sr. lonenle-coronel
Antonio r.arneiro Machado Rios, administrador
do consulado provincial, cidadio recoramendavel
por seus servicos fcitos ao paiz, o a causa da mo-
jiarrhia, e por seu carcter nobre sincero e flan-
co, o honrado c modesto Sr. Joaquim Ignacio
1 o mesmo Sr. Dr.Aquiuo quein
csl lambem a prova no O-
do, quer em gires" relaces com a nossa nacionali-
dade e rom os interesses de particulares, tem
rs., que rocolberam Braga & Aniones em S do
outubro Jo dito anno, importancia de una ctica t
por ellos aceita, de-contada, entra oolras com *"' le Rii-'rra locaram annunoiiiudo que .-,
rnr,>^;. i i> .,. i..' mu.. i j-, noito sena esliva. Pelas 7 horas da imite o
Carneiro & Ramo?, boje falllo?, e polos dilos templo de Nossa Seuhura do l.ivramento eslava
Braga & Aatunes scieila, cuja lelira se vencen completamente acceso e ricamente rostido de
" liouleni, e Ibes fra apre=entada peloDr. Jjsde suas gallas, porta se achara o Bvlm.'' rigariu,
" Almeida Soares do Lima Bastos, exigilo seu I" l^a "V.a coini'ra, a irmandado rom ores-
peclivo palio, assim como lambem unas alas de
pagamento, mandado depositar pelojuizo esre- douzellas
lilhas das priucipaes ptissoas desla
um cancter do grande Imporpiticla, que convida cial do commereio, escri^o Nasdmenio. O provincia primorosamente vestidas do. brauco
a lo.tura do que sobre el as se cscrova ; e por u- |,esouleiro Joaquim Maiia d8 Carvaio Oes- rom salvas o prata chcias do delicadas flores
so temos que aquellos arligos serao dovidamonle'.:"'., [ "" "" f ^rTno- y cs ,,^ ser laucadas em SS HM II ha son
Preciados. >r.^ao Manoel Antonra, Sunoes do Amara!. ,,,*,^'J^ g*^' Xa,a SS! ll II
Hoje que a ellos abrimos espaco em nossaslc Sello. que foram saudados pelo pono cora eniliiisiasti-
columnas, estamos autorisados declarar, que
sio emanados da peana do Ilustre litlleralo, o
consolheiro Jos Feliciano de-Castilho, (pie tan-
tos servicos ha feilo ao nosso paiz.
. Na quinta feira pelas ciu-o horas di larde,
loraram os nossos marchantes um presente a S.
M. o Imperador coustanto de una bolla rilclla e
um magnifico cordoiro.
Estes objeelos iam todos enfoilaJos com filas
auriveides.
Os conductores eram precedidos de urna msi-
ca marcial, (pie entliia osaros com suas harmo-
nas.
maos augustas beijaram cun reconhocimei
de dicacn.
t> T'jne, como hoiilein dissemos, nao entrn
as 5 1/2 horas, mas sim as 7 1/2 da nolc, A
repartirlo do oereio estove aborta al .is 0 horas,
sem que alli chegassem as respectivas malas,
por todas as povoacos com viras e espontaneas visto que o consulado taglez achava-se fechado,
domonsirae.oes de amor c filial respeilo, colhiaI Para molhorar o systcmn da dislribuie.ao do
novos abonos, do que tinlia em todos os corceos i nosso Diario no bairrn da Boa-vista, entende-
um inexpugnavel batuario. mos diyidi-lo como effecti va mente diridimo-lo
SknhobI Sempro devolada V. M.l.a provin- < fin mais um distrelo ; o coni'i essas reformas
ca do Ceari, brilhante Estrella da Corda Diaman- sempro tragara no comeco alguma irregulni ida-
tina, espera quo a experiencia esclarecida, quo |de. e lenbam por isso apparecido algumas faltas
\ M. I. adquirc do novo acerca do estado do I un entrega, rogamos nos senhores que uo ten-
paiz, chamar desde logo sobre as vistas pilcr- 1 ham recebido o Diario, que mandara recob-lo
naes de V. M. I., nntecipaudo assim os beneficios na livrarii da prac.a da [ndependcilcia ns. 6* o 8,
que ella aguarda da Sabedoriado V. M. L.quan- |com declaracao das respcctiras moradas,
do Ihe ciba a honra appelecida de sor igualnicu
le \ sitada por V, M. I.
Interprete d'estea aenfimentos, e d'elles i rae** o Cruzeiro da
compenetrada a assembla legislativa do (loar, j contrario
os deposita respeitosamente aos ps do Throoo i Babia.
pelo por
hslava o sinete das armas imperiaes W. icos viras;.seado recebidos pela coraiuissiio e lo-
128. Rs. 1(50. l'..goii iGOrs. do sello, i Jo n mais prestito, logo que-SS. MM. enlraraiii
Recife 8 de outubro I89^Carvallio Sena. fcJSEnS! Kll 'aXI* ",""ic". d" upeUi'
p imperial Marcelino da Costa, urna das mellones
renca o. : ouverluras do seu reporl i'.o : chegados ss. HM.
tiln, e Exm. Sr. r. juiz espe-ial do II. capella-m6r fez oracao o subi para o lugar
commercio. Dizera Biaga & Animes, que das "i,: : eslava destina:) dogo depois uceupau-
lot,rospe',n,pplie3n,es descontada, co:fl i>- 'Sda ^ri^Ej;^ o Dr A gjj
netro Se Ramos; rbrj ser-lhes aprecala u n8 J SUd ,....- illlu(:iiad ^TStS
da Juanita do 5*0009 rs. cujo veneimento leve oi enloado pelos levitas do Senhof o magnlico
iar.no- jugar |,oj0 c semlo-lbo esta avslda pelo escri- ">J"mno de Santo Arabrozio Te-Deum-l.aiidjr,Bu?,
Foram receidos por S. M. o Imperador, cujas vO dos pratetos de hawf ido levada alli para ^^V^tT 'l""1-14- *: U' l";::. ""'
os augustas beijaram con, reconhe,,nento e| protestar pelo r. Jo. do Almcija Stares aicSSS sTnoS^rae
Lima Bastos, sem quo piresia fo;sa ella apr sentada aos supplirantes, e mil'uando as mesmas d"s 1ue compuzeram a commisso que abrirfen-
rases, queja outra vez os sup: Ucalites levaram !;''! ^ ."f1* ;, "l8^"*; n',n,wo.e senhoras
n~~,.~L. i> v i?... i- i un gianae numero de pesaoas distinctas desta
a presonca de V. L\c. por escriipulisai fazer O provincia quo comporecoram nesU grande rosta.
respectivo pagamento ao menciona Jo apiesen- '" _______
tanta Dr. Lima Bastos: vera os suplicantes C^MM^l^C,
requereretn a V. hxc. so digne mandar, quo o------------------------------------------------------------
escrivo doste juizo passa a guia afim de =er PRACA "-', i;i:i:|1'1- 16 HE DEZRMBBO 0& l3J.
pelos suplantas rccolbida ao deposito publico a AS "2 ^^^
referida quantia def>,009 rs. valor da letlra Besconto de letras10 0/g ao anno.
respe
O rapor Tyne, entrado do Rio o Babia, na-
|da adianlo-ias noticias nuc tinliamos pelo l'a-
lo Sul. Em outia parle en-
alguraas Irauscripcoes acerca da
Ante-honti'in polas 9 horas do dia na Pas-
sagem da Magdalena, indo banliar-sc ao rio o
piolo Joo, escravo de Manoel Jos Pereira Pa-
checo, falleceu afogado.
Nao consta ainda o dia, em que deve ler
lugar a inaugurarlo do asylo do mendicidade.
Bom seria que a Ilustre Assnciaro Comraer-
Cial active os preparativos 0>ssi" inausuracao
que se deve fazor com
Ilitx'iro Jnior, que alm dos seos ncansaveis
snicos foi um dos maiores contribuales; os
distinctos Srs. Drs. Antonio de Menezes Vascon-
celb.s de Drummond e Rufino Augusto de Al-
meida, secretario da polica, bem condecidos por
suas llustraces o honrosos precedentes, o Sr.
Juvelino Arminiu de Bairos Correa, moco assaz
morigerado e de um louvavcl comporlamento ;
e linalinenle o honrado e prestante ciJadao juiz
Je paz i Sr. Tlioin Carlos Perolti, dos quaes so
COinpoz a administraco, que mediante asua pro-
pria coiitribaicao e a de ledas as pessoas que ge-
nerosamentequizerara subscrerer para tal obra
trataram da sua execucao.
Eram 8 horas e tres quartos.
S. M. nao foiindifforeute aos ordeiiles desejos
de seus subditos.
A essa hora sob o roto de mais do dez rail \ ivas
que como um lio elctrico em um instante re-
tumbaran! dos labios de mais de dez mil horneas
quo alli se acbavan e cntbusiasiicamcato cor-
respondido polo acenar de lencos por porto de
duas mil seniroras que oceuparam as galeras
alm do nutras lanas quo oceuparam o vasto
se varias msicas enloados, alegres bjucts de fogo
do ariillcio que ligeiramente feriara os ares en-
cheblo o esparo de innumoravel quunlidade de
epbemeras estrellas de lindas e variadas cores,
que abriam radiosas ao repelfdo crepitar das
bonibas. acompanhando a estas encantadoras
harmonas o inccssanlo repicar dos sinos, S. M.
o Imperador cobcrlo de flores que lbo tanca vara
d i- rarandas, por entre lu/.idas alas do officiaes
de linha e da guarda nacional era grandes uni-
formes, de un crescido numero de cidados de-
rentomentc trajados, iranspozas oseadas e psou
a .'aletea.
' bebido devidaiuonlo por una commisso
eompos., Jos directores daquclla illuminaro, e
de oiiiias ttaias pessoas gradas, saudado p'orum
"!" nonetoda Sras. dislinctos, S. H. oceu-
|.on O carnanr, qc lho es(ava dos,Ii;l(i0 aonde
exercia odislinev, [Ugarde moco cora a sua in-
signia dojuu do pa,. 0 U03s0 aiI-,0 clorindo Fer-
g (.alan.
Bas interessanles rnc.i,,,^ candidas como
las azucenas lindas como as vai:as cora o do-
ce sorablawte da innocencia, ncfttram lidas a
S. M. dirns lindas poesas qhe o Angust-. Sobera-
no depois recebeu-as e guardou-as; enirccan-
do-th lambem una dolas um lndissirao boque!
de cravos do qual penda urna fila corn letras de
niro i,ii. rcridu a S. M. a Impcratrjz.
Todava S. M. alli se demorn pouco lempo
por ter anda de Iferisitar as oulras iltiniaa-
l w, portante, jo n.vio do mesmr ri lumbar de
virasq>!e M se retiren cumpriaeQlatdo fom
indo Proredor da Fazeaia, que adiar nos
rogistos da Tiicsouraria desta. Se o Sr. Dr.
Aquino nojulgar convir-lhe, ou corapolir-lho
a extraeco, nblicaQ id sses documentos,lo-
teando com ellos, e rclificando o que disso, me-
nos eu, que estoa corto da existenein desses dous
documentos ; I i se avenham os descendentes de
Joo do Bogo Barros com esseerro, o por igual
os que diariamoute i Iransmitlirama ponto dea
f.izcrem Jar o i pr lo.
Aojii<:;.;).
reitho-ms propoalotres ve/.es successivas as
sibsii;.!,,;,, > das c id.'iras, que se acharara vagas
na FaCiildadc Je Uireito do Rccifo.Os inous cora-
pclidures, hoje tneus meslres e meus amigos fo-
ram escothidoo lentes, e desempenham os im-
portantes dareres de seus rargos.
Preparara-mo anda pata o quirto concurso,
quo deve ler lugar para o preeuchimdhlo da
quarta e ultima substiluieao, quando me ado
impossibiliado d o fazer,
Uovido tal vez, a um estado mais serio, e a
oulros paJeciu.cutos, quo inqiliotaiu o meu es-
pirito, um ataque ao cerebro t.....-me feto dei-
lar singue da caiteca continuadas vezes, o lo
fcilmente, que, a dos dias, era casa do Exm
ir. Dr. Pirte, onde feliz tu.'ule se adiara o Sr.
Dr. Paula Baptista se repeli este laclo, que por
ot s foi presenciado, o Exm. Sr. coaselheiro
Dr. Pedro Autran, o Sr. Dr. Joaquim Jos de
Campos, o Sr. Thom Correii dcAraujoooutras
pessoas igualmente venerareis lora aponeos dias
o por ve/.es loslemunhado o quo ou alfirrao.
Ilonlcm communiquei auto distincto mlico
desta ci ade, o Sr. Dr. Ramos, que me fe/, o fa-
vor de qualificar meu incommodo e conceder-
me um atteslado.
Nao obstante lenlei serapre ir ao concurso..
Duas razos me determinaran) aislo : primei-
ra, por me constar que S. M. Imperial pretenda
honrar o iiclo ; segunda, porque eu desojara
ainda pro.-ar aos conscuos professores da Fa-
culdade de ireito. quo ara eansideraram sera-
pre cora as suas approvaeoos, que eu conlinuava
digno das suas serias atlencoes : entretanto pro-
segue o meu incommodo.- e ou nao posso e nao
doro compromcller-mo era urna occasio lo
solemne.
Vou appellar ainda para o recurso, que me
deixa a lei. Se for alteodido, confio que volia-
roi ao concurso ; quando o nao sejn, demasia-
damente lenho eu abuzado da bondade das meus
meslres o dos meus uobres amigos para exi"r-
Ihes novas proras de considerarn.
Becifu 17 dedezombrodc 1850. ,
Dr. Francisco l'mtn Pessoa,
Imperial, como prora de seu amare dedicara o a
Pessoa de V. M. I., e sua Dynaslia : e nos Cea-
icuses, ufanos por tao elevada commisso, roga-
mos a V. M. I. se Digne de oreila-los, dandociios
no mesmo terapo a honra de beijarmos a Augus-
ta Mo de V. M. I.
Recife 1 i de dezembro de l>59.
< Jernimo Marliniano Figueira de Mello.
Jos Bernardo Galvo Ahaforado.
iodo BaplisVt de Castro e Silru.
< Tristdo de Alencar Araripe.
< Dr. Joo Capislrano Baudeira de Mello.
losi da Silva Ouimaraes.
Antonio S. M. o Imperador dignou-so de responder
as sogiiintes patarras ; Agradcco rauilo aos sen-
limentos, que me raanifesta a assembla legisla-
tiva da provincia do Cear.
F.screrein-iios de corrente, da comarca de
Garanhuns:
A grata noticia, que nos don o son Diario
de 23 da chcgadade SS. MM. a essa importante
capital clcctnsou de modo singular os nimos
dos habitantes desta localidado, c para logo lo-
dos em um s pensaroni, projeciaram dar una
prora nao equivoca de seu amor c dodicac.ao a
monarcliia no dia do anniversano do natalicio de
S. M. o Imperador.
t com effette hontem a noitc o Corrente tes-
leniunliou um espectculo, que a todos enclieu
de nobre orguliio, e agradavel Ctooco.
Logo que entardecou a povoaco illuminou-SC,
e o poro dividido em porjcs principiou a rcu-
nir-se em frente de algumas casas das principacs
pessoas do lugar para depois lomar un poni, o
d'ahi percorrer as rua^a rcloriaiidu os augustos
nomos de SS MM.
Da casa do Sr. csci'noldc orpbos Galvo Ca-
rapeba que servio de peo ara o ajuntamento
popular, SCguirar lodos a percorrer ns roas,
dando-se repelidos e estrondo>os vivas a SS. MM.,
.a familia imperial, a consliluicao do imperio e
ao poro pcrnambueano.
Essas nrdentes e sinceras demonstracoes do
poro do Corrente eram acoinpanbadas por urna
glande quanlidnde do fogo do ar; e na deflicieii-
cia do una banda de msica militar, ouvia-se os
sons para os enmponezes, agradareis, do instru- l)r- Dornellas s 8 lioras da manlti.
metilos campestres, que para elles produzcm en-
(husiasrao siugular, ardor o sonsacos, queso el-
los sentein, mas nao ezprimeiu.
Outras domonstracoos de viro prazer nao pn-
diara dar os brnsiloiros do Corrente pela fel
'.o, ([no Ibes deu Doos de ser visitada a sua patria
pelo Uonarrha querido seno de que lho vou
descMveado.
Ao lugar ludo falta, o ludo toril se o Corrente
boje estivcsse gozando o (pie bom merecidamon-
io goza essa capital. No entretanto fazer mais
do que se pode comprometimiento, e nao satis-
facao, e dando o Corrente o que tem e por tao
honroso nioliro ha feilo, nao um sacrificio, mas
um derer.
Como quer que antecedentemente algumas
pessoas se cotizassem para na noilo de hontem
dar urna ceia popular, definitivamente tere
ella lugar em casa do Rvm." padre Duarte, por
ser a quo molhores proponeos otTerece polos
seus cninmodosapenas.
Todos que conc.orrerim para ella nella se adia-
ran) ; o numero foi crescido, lionveram diversos
brindes primando entro elles os seguales :
A uniodo poro do Corrento.
A liberdado bem entendida
Aos cidados, que concorrem para a rcprcss&o
dos criinos.
em questo para ser essa Qoantia levantada por Frote de assucar da Parahiba para o Canal por
car": nesles termos.Pe- ,- ord.cm=3l r'^ por ultra.
quem da di coito pertcnc
dem a V. Ex. assim Ibes ddira E. R. Re.
Plermmbuco 2(5 de outubro da 1850. Bra-
ga & Anlunes .
Daspacho.
O escrivo passe guia para o (ira requerido.
Recife 27 de outubro de 1859.-A. F. Peretli.
Conherrmento.
Numero 30. Eacebedoria de Pernambuco.
Entradas e sabidas de depsitos pblicos.
Auno Gnanceiro da IS59 I80. Rs.
r.,0003 Reeeita N. a (1% t do
Colaccs otliciaes no dia 15 depois das bor is
aa lude.
Cambio sobre Londres$5 d. 00 dv.
Francisco Mamedede Almeida.
Secretario.
AI.FANlEGA.
Rendimentndodia I a 15. 26l746!Vl
1 lera do dia lo'......12.817- _
278:I9J5
HOVIMF.STO DA ALFANDEUA.
V'olumes entrados :o:<\ luzoudas
com gneros
308
?., Sr-, iV r* (0m -''' WSa de s- M- livr. J entradas e sabidas, que serve ueste cor-
Imperador nlim de se nao continu n r.rodamar, .,. n,,. i,i;,i ,i i -I
que esta grandiosa idea cabio em esqSecimenlo ? an1no/lc" 'ibllaJ) o lhesoure.ro, Joaquim I Volumos sabidos com razendt
quando jase linha vencido a raaior dilfiuldado. >lana de Larvalho na quantia de 5,0^03 rs., c t cora ganero
Passagetros do rapor indoz Tune viudo dos que reCDioran Brag & Anlunes em 27 do ou-
tubro do dito anno, importancia da urna das le-:
las
s
202
C7S
portes do sul : Joaquim Francisco Torres,
Francisco Candido da Silva, padre A. La moni
Luciano Xavier de M. Sarniento, Ignacio Monte-
Negro, J. Lolham, Luego Testa o sua senhora,
Lingia Regesni, M. S. Mqreira.
Segniram pata a Europa : A. G. Malhcus,
C. R. \\"alker.
Passageiros do hiato nacional Cames sabi-
do;para o Ass : Jos Filippe da Penha e um
criada, Jos M. doNascimenlo, Manoel Sevoriano
de F. .Maciel.
Foran roeoll.idos casa de dolencao no
dia 1 desto n.pz 3 homens livros 2 esclavos, a
saber: te orden do subdelegado da freguezia
do Redfe, i do da freguezia de Santo Antonio e
1 do da fre,:tic,-ii de Sao Jos.
Foi rocolbuio mesma prtso no dia 15, so-
nieiite um homom oscraro a ordom do subde-
legado da freguezia de Sao Jos4.
Matabooro piui.ic.o :
Matarjn-se no dia l do corrente para o con-
sumo desta cidade 74 rezos.
Mo. AL1UVDE DO DIA 16 DO CORRERTE '.
Lio parr; ^quo fra encontrado na porta da
igipja > armo.
Vntouio, braiicn, 1 hora, congesto cerebral.
Manoel, branco, 6 hiezos inlerite.
Hospital de CAnin.vnr. F.xslem C7 ho-
mens 50 mulhcres nacionaos, 1 hornera cslran-
geiro, 2 homens escravos, total 126.
Na tolalidadc dos doenlos exislera 36 aliena-
dos sondo 20 mulhcres e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras polo cirur-
gio Pinto as 7 horas e 1/2 da manbaa, pelo

B3J
tras descontadas pelos dilos Braga & Antunes
com os fallidos Carneiro Ramos, cuja ljttra
se vencen bontera, e foi levada para ser protes-
tada aa escrivo respectivo pelo Dr. Jos de Al-
meida Soares Lima Bastos, sem que por isto I scuna franceza-Georso diver*os"gneros"
osse apresenlada aos ditos Braga & Anlunes, Polaca sarda=l,iodadem.
mandando depositar pelojuizo especial do com- "ri-"lL' hanoreriano Burgermeisferfazendas.
mercio, escrivo Xasci ment. -Joaquim Jos lr'"l 'I":'i'lr.r,j!'z~, \VT[ *,~ W?m-
i. c .., c_____ rainanote urasileiro -Piedadediversos gneros.
debuii/adcnano. CONSUI.AIM6RAI.-
Descarregara hoje 17 de dezembro.
Gafera inglezal, Dogolxenlas.
linca ioglezaPonlheaidem.
Brigue iugtczEvprlonforro c carro.
Briguo inglezEarl Greydem.
Barca franec/a Dous F.douardvinho e passas.
Publicacoes a pedido.
Sello. Etendio ento do dia i a 15.
Eslava osinetedss armas imperiaes. N Wem do da 16 .
Mi e 1G0. Pagou 160 rs. Becife2l de!
outubro do 187)9. Carvalho. Ribeiro.
CertiGeo mais, que nao vai transcripta ivr'.a MVEHSA* PROVINCIA?.
cortido as guias pedidas tao bom polos suppli Reudimenlr. dn dia 1 a 15. l:i')2:r,j..
cantes, por que estas fieamao deposito publico, jld,,m ,1". dla ,6...... 0J
E uiuis se nao continba, e ora alguma outra
cousa se declarara ora ditos requei i metilos, des-
29S8250H
3-371T;
83:2535191
1:4935E6
declarado, e abaixo assignado, escripia, confo- SlockliolmBrigue sueco Anua, N. O. Biebcr
rida, e cot.sertada, e assignada nesta cidade do i VS C- 57 c,'"ros "'"^f- ,
odie. r-i.^L-.i ,5 diu <,,*, ptasiasssfis?' """"*
dezembro do anno do Nascimenlo de Nosso Se- MonterdoPolaca luspanhola Uaria, Viuva
PERNftMBUCO.
A ordom, o ao respeilo s leis do paiz.
Ao Exm." presidente da provincia.
v REVISTA OURia
No dia l do correle foi admit ida a au-
gusta presenca de S. M. o Imperador, a commis-
so, que a cmara municipal da Victoria mau-
d .o cumprtmeular a SS. MM. II.
O respectivo relator prouunciou o seguate
discurso, a que S. M. o Imperador se dignen res-
[i igdcrcom a sua costumada bondade.
Seshor A homenagem que se tributa ao
Soberano nos pai/.es regidos pelo gorerno mo-
uarchico o cumpriraenio de um derer de todo
o cidaJao, e o acto, que devein ser os primeiros
a por em pratl a os differenles orgos do poder
publico.
A cmara municipal da cidade da Victoria,
convencida desta verdade, nos enva aos pes do
Throno Imperial para patcntear respeitosamente
a v. H. e a S. si. a Imperalriz o inmenso jubito
que os seus municipes esperimonlam com a visi-
te dos .mus Soberanos esta provincia, c r< n-
d r o ttulo du seos baos sontimeiilos em lesle-
niunho d
q
dencia conflou dote
dorado o dolo
cunslitituiroo, e da prosperi-
ndade do Brasil.
Digno-so, pois, V. M. aceitar benvolo os fir-
mes protestos do semelhantes sentmentos, o per-
mittir-nos a boma de beijar submissos as sagra-
das Daos do \. SI. c de s. M. a Imperalriz.
Dr. Manoel do Nascimenlo Machado Vorlella.
v Dr. Manoel de Figveira Furia.
Lu/. Filippe de Souza Leo~
Ncsto mesmo da dignou-se S. SI. o Impe-
; dor de k teber tambera a eommissao da cma-
ra municipal do limooiro, quedeposilou aos -
d sou throno as liomenagrns dos seus innnici-
I1 .-. ri iil.iiiiiu i Fie V: ce :.->
Slshor Deposito i ai s i 6s do Tbiono do
or dos monarebas a olfrenda respeilosa do
mais acrisolado mor, inabalarol fiddidade, e
profunda lencracoo a sagrada pessoa do V. N.
Imperial ; e dirigir em transportes do jubilo s
o
.iiiilio de sincera gralidaoe profunda vencraco,
io volara Pesst a de V. M., quem a Provi-
'<>'> eminentes para sor consi-
o poro, o a mais solida garanta
d.i iiiauuteiicao da !"
/"
nia-; .- i. | n ; icia \:sila que
P"
Aos Srs. Drs. juiz de dircilo, juiz municipal c
promotor da comarca.
Ao Exm." comraandante superior, o guarda
nacional de Garanhuns. '
As autoridades policiacs do termo.
Aos cidados habitantes do Corrente, que fa-
zoni o ornamento o a officialidade da guarda n -
cional de Garanhuns.
Finalmente, lermitiarm o- brindes cora o que
foi feito pelo Exm." coramandanto superior asi
Augustas Pessoas do SS. MM. o Imperador e o
Imperalriz. L'ra Brasileiro de norae c coracao
recilou uroapoesa anloga.
A esse brinde houve om indisivel enthusiasmn,
e. um subido numero de foguetes ferio os ares",
acompanbados das ecelamares do poro, que
opinhara-se cada vez mais em toda extensan
da ra em seguida foi cantado o hjrmno nacio-
nal : cada um fez o que podo para dar harmni-
co eloslcrio aos pulmoes, e o certo (pie o ne-
gocio soou-me bem.
A popularao ainda nao eslava salisfeta; a mas
sa rotiiiio-se na principal ra doste poroado at
pela madrugada, o ahi entrelcre-se era locar o
cantor o hymno nacional sera quo bouvosse a
menor alleraco na ordeni e socogo pblicos,
Assim lerniinaram os festejos do Corrente era
boma a visita imperial nossa patria.
Recebemos o resultado da rotceo do col-
logia do Ouricury, na eleicao alli procedida ha
pomo itara membios da assembla provinciaal,
qual o soguiito :
Os Srs. :
Dr. Francisco Carlos Brandan.....
VigarioFranrisco Pedro da Silva ....
Dr. Joaquim de Souza Reis.....
Dr. Francisco Rodrgaos Selle.....
Acadmico Lcvino Lopes de Barros .
Capito Tibiirco Hilario da Silva Tarares
Vigario Antonio Joaquim Soares ....
Dr. Jos Leandro de Godoy Vasconcellos .
Vigario Jos Modesto Peieira de P.iilo .
Dr. Antonio lorges da Ponceca .
Dr. Joo Antones Lias Wonderlej .
No dia 15 do frrenle, prlas9da maniiao,
S. U. o Imperador acompanhado das pessoas de
sua comilra, visitn afoTtalezado Huraco.
S. M. examinou com lodo a preeisoa inscrip-
i o do porliio da entrada, que em latn si ndo
at necessario supprir alguns termos, ijuc por
gastos iti.o se pndiam ler.
Km seguida passou ooiateror da fortaleza,
observando a capella, quarteis, casas e mais ar-
ranjos de armas dentro da praca ; c ullirraraente
subie ps bateras, proredondo o mais apurado
-' ':':' '''- '' '' ", :. per
COSTO.
. 39
. :it;
. 30
. 29
. 26
. l'.i
Eira. S. Dr. Juiz ile Direito e Especial do
f.ommercio. Dizom Braga Anlunes, negoci- ;
snles estabelecidos n-sta praca, que so Ibes faz
preciso que o Escriva desse juizo Ibes d por
eorlidoo ibeor dos Requerimentos qno os sup-
plicamos eiic3 mi chara m a presenca de V.Ex. em
7e 2(5 de Outubro p.p. pedindo guia para reco- \
llier ao Deposito Publico a importancia de Lel-
tras scceitM pelo? supufieanles e vencidas nessas
dalas, as quaes forao apresenladas aos suppli-
cantes pelo Dr. Jos de Almeida Soares de Li-
ma Bastos, que pelos supplicantes foi reconbe-
cido portador incompetenie ; certificando ao mas-
illo lempo os depachos do V. llx., copias das
guias, e conltecimentos relativos aos depsitos
feilos passado pela respectiva repartilo ; imlo
em termos que facao f assim. Pede a V. Es.
so digne dafirir-lbes na forma requerida.E. 1!.
M.Braga AnlunesComo re'|uererem. A.
I'. Bczerra.
fleeife, 15 de dezembro da 1839.
Manoel Mara Rodrigues-do Nascimenlo, ser-
ventuario vitalicio dooHiciode escrivo do juiz
especiol do commeicio da Cidade do Hecife,
o seu termo Capital da Provincia de Pernam-
buco por sita Magostado Imperial e Constitu-
cional o Sr. Djui Pedro Segundo, que Dous
Guarde, etc.
Cei tfico a vista dos respectivos autos, ser o
Ibeor dos requer mentes, despachos o conhec-
mentos podidos por certi lo pelo supplicante em
sua petijao retro, da forma, modo, e maneira
seguinto :
Requciimcnlo.
Iilm. Exm Sr. Dr. juiz especial docom-|
mercio Dizom Braga Antunes, que Idido
doscontado com Carneiro e Ramos, algumas'
letras, e entro ellas urna da quantia de i:lO rs._, aceitas pelos upplicantes e vencida hoje,
cuja le ra ilias antes do desapparecimento do
dito Ramos foi por este mostrada aos Bupplican-
les: orcorre, que Ibes foi boje a mencionada
letra appresenlada pelo Dr. Jos do Almeida
Soares de Lima Basto?, e dalla portador p;>ra
ser iidos supplicantes sstisleila ; os supplicanles
porem escrupulisando pagar ao pottador a dita
letra por nao se adiar esta transferida, ou en-
dossada pelos referidos decantadores para assim
darem direito de propriedade ao portador, e
mesmo para salvar os supplicanles da mais leve
i i, suspeita de convenci de fraude com os fallidos
81 Carneiro e Ramos re|uercm a Y. Ex. se dg-
ame mandar por seu despacho, que o depositario
geral dcsic juizo receba em deposito a mencio-
nada quantia de reis 4; 160?? importancia da
letro que tratam afim dB-far levantado o depo-
sito por quem de direito competir, nestes termos,
rodera a Y. Ex. assim Ihe dtfira E 15. M.
Bra.'a Anlunes.
nbor JesuS Ghristo de rail oito cantos e cincoenta
no\e, Irigesijraooilaro pa independencia c do
Imperio. Escrevi, c assignei Em f de
verdade. Manoel Mara Rodrigues do Nosci-
mento.
A infancia lambem se atreva
Be vir auto ros, senhor.
Para sagrar-vos ura rolo
Do mais respeitoso amor.
A liberdade que infl.unma
Biasilciros coraros,
Aos filbos (te Pernambuco
Excita honrosos brosoes.
Fiel ao inslinclo da patria,
Onde agera vos contemplo,
Quisera dos meus alectos
Dar ao mundo um nobre ejemplo.
J que uo posso elerar-me
Nasazas da inspirarlo,
Ao menos, Senhor, ouvi-me
Esta singella candi
Menino, mal me apalanco,
No anebel do existir,
Em dar-ros um teslemuuho
Do mea intimo sentir.
Mas do patrio enibusia.-mo
Tamben siiiw o movimento ;
E a alma se me dilata
iNo mais puro pensamento.
Em vos, senhor, vejo a imagem
Ba Providencia Divina,
Que esle imperio, que este poro,
Tao poderosa Ilumina.
Pa alonarcbia o de Ordem,
Da l.ibcrdade e da Eci,
Temos em vos ura garante
Alm d'ura Cesar, d'um Bci.
Eis o que ponso, o que pensam
Yossos sultiiios leies:
Feliz a Ierra famosa,
Dude, Senhor, mperaes.
Aceilai-me este trbulo,
Do meu affeelo homensgem,
N o esquecsis do menino
Esta simples rassallagem.
Os brosileircs bomdizem
Seu excelso Imperador ;
E en que sou pernambucatio
Mo curv anw'Hoj, Senhor.
Odorico Augusto Lumacti'j de Mello.
No dia 6 de dezembro do corrente anno foi so
passo imperial una commisso cumposta dos
Sis. Jacome Gerardo Mina Luinachi de Mello e
Uam el Buarquc de Macado Lima apreseiitaram
a SS. MM. ii. :i seguate pi lii i :
Senhor!
Os abaixo assignados Geis subdilt.- de \'. M. I.
Araorira iS: Filho, 300 barricas assucar mas
ado.
Porl Pal luguez Duque do Porto, J -
sAnlnnio da Cunba i limaos, 57 saceos <
15 barricas "ucar branco, el U saceos assu-
car masca vado.
LisboaPaladn portuguez Flor dcMaria, 11
noel G. da silva, loo saceos assucar mascar-
do e 100 ditos dito branco.
LisboaBrigue portuguez .Mara da Gloria, di-
versos carrega I ires, 250 saceos assucar bran-
co e 250 dilos dito raascarado.
O rapar inglez Tyne despachou ocnnduzio pa-
ra aluglelerra a quantia em ouro de 65:786$.
:xiortaya>,
Uampton Roads, barca hamburgueza S. Tho-
maz l'aitel do ;tel toneladas, couduzio o se-
guintc : 4,000 saceos assucar.
RtCEB i OlllA I;: RENDAS INTERNAS
GERAES DE PERNAMBI I
lmenlo do dial a 15. 14:883$5!">
dem do dia Id...... 1:11 537
l:29g08>
CONSLA 10 PROVIKC1AI..
Rendimento do dia 1 a 15. 38.0513674
[dem do dia 1G ..... Ot89202
41-07-ltfT
NOTICIAS MARTIMAS.
Chegou, procedente doste porto ao di r).i!,:j.
a C, o brigue nacional Piroja.
Sahio do mesmo, e com a mesma procedenci
a Larca porlugueza Hrtenca.
Acharam-se carga, para este porto :
No do Rio, os brigues-escunas /'. .uizi o So-
ccw Arlhur :
No da Baha, o patacho Beberibe, c a escuno
Carlota.
Barca hamburgiiezn Chrisline, viuda do Ncv<-
l'ost. censignada a Scott VYHson.
.i toneladas carvo de podra; aos mesmos
Barca franceza Deu.r Eduards, viuda de Mar-
selle, consigna la a N. O. Biebcr & C.:
110 pipas, i) mdas ditas e 130 harris rnhr.
linio o branco, 25 fardos papel, 761 barr ras ci-
mento, \~ saccas milho; a N. U. Bicber&
J7 caixas el fcltro ; a N Bruin&G.
2 fardos ditos de a'!..i ; a Aeanaga & Brvan
1 caixa dito de feltrn ; a F. Sauvagc \ C. *
ditas ditos : a Joao Kcller & C.
50 caixas cognac, 50 ditas vinlie iiiuscab :. 5 1
ditas licor, 32 ditas sabao, 1600 ditas passas, z
barris chumbo e raunico, 15 caixas papel bran-
1 13 fardes alfazeiu, 1 caixa-ligos, aun
ni ridoas o diversos conidios ; ailurlc & C.
1 aixas \.~ 1:' unai a : a ordom.
Brig austraco Tcrgesteo, viudo de Trieste
-o ido .1 Saundi rs Brothers c\ ("..
2,000 barricas farinh.i do trigo, 16 1 caxoles
ac ; ordi tu dos consignatarios.
^o/imertodoport4i
A'ffli 1* /..i tiia \'i.
'.ni commissoCaiihondra nacional igualen 7,
commaadi tili u 1 U di nte Domingos Joa
da l'onseca.
Rio do JaneiroVapor nacional do guerra Pa-
. w<<\ coiuniaiidanle o capilo lente Delli-
no Garlos de Carralho.
Nacios entrados no da 10.
Terra-Nora30 das, barca jngleza "' de
) toneladas, capilao Jobo IV. Symouss.
Despachos.
O
qun
3C ic[
uacia e pedir ao mismo te rapo a Y. M. !. que j Portos do snt-7 dias. vapor inglez T,,,c com-
escrivo da fallencia passe guia para ser a uignanuo-se aceitoi esle pequeo mais muito mandante K Ri ..
utia de que tratam os anpi.licutos rcci.!!.:,!a ^"V r" "I'0 d' ^iU,i:^" ,!.' !u :,,:'- *'Jfcv- Kvi*$ dia. .
MUTILADO
r
IU&VL


14)
'.crji'nl pela l*r.-ii'iu.iBat--.i Tigicia -W
eapiflto w Palfiey, cargo assuear.
BabiaPatacho portugue/ Ripper, rapito
Ionio A. A. Amaro, cora a mesma carga
Irona de Torra Nova. Suspenden do lmar
itARIO DE PERNAMBliCO. SABBADO \7 DE DEZEMBRO DE I859.
idas,
A-
ino
10.
~ ~ m 1 ^ c_ si Doras. r 5" 3 1
5 = 5 S =5 -1,5? 2-O. 3 * s s j : Altuotphera. 1 J.
ssss ^ Jtrecco.
3 y ai 5 o. M =5 S3 I ^ O 1 3* ? 1 Inlensidade. 1
3 | H 1.'. H H 11 1 Sn!*u O" y rodo. 5 0. P c cr.
4- t 21 s h!.' l hl M hS 1 r*i*!**P Ueanwnr. ~ n r. -i ce 1
- = S-a; 1 Fahreiiheit f. >
"3 Z; * 5=^ = 1 ygromelr V-
3 1 ~ y 2| Barmetro. ao3 1
pois, pud :iii apresenla-las o thesuuroiro desta
thesontaria, que lh'as trocar por oulras de di-
verso* valores. Thesouraria de Pcrnambuco 5
de dezembro do 1859.
Joo Boplitla de Castro c Silfo.
Declaraces.
, Malte.
Pao.
Toncinlio de Lisboa.
Vinagre di lo.
Vellas de carnauba.
Ditas slearinas.
Salla do consellio de compras navaes coi 12
de dezembro de 1859.
O secretario
Alexandre Rodrigues dos .injos.
LEILAO
Pelo acento
THEATRO
DE
Santa Isabel.
Editaos.
O Dr. Anselmo Francisco l'erelli, commendador
da imperial or.lem da Rosa, jai/, de dirclio
especial do commercio nesta capital do Reri-
fe de Pernambuco.
Faeo saber pelo presente, que a requerimentos
dos negocian les Patn, Nasch e C, eoutros se
a> fia abertaa fallencia do comnierci >nto Jos Ri-
beiro Pontos, pela senlenca do ilieor seguidle:
Constando dos autos i|ue Jos Ribeiro Pon-
tos dispoz do eslabeleciment que linda, e assim
impossibililou se a sali.-fazer nao so as obriga-
fBes constantes s ututos du lis. 4, 5, G e7,
couw quaes-iuer ouiros que possa ler, visto
pie lem cessado os seus pagamentos : pelo que
declaro dito Pontos, coramcrcianie estabelecido
coa leja di; fazendas na ra ,la Cadeia desta ci-
dade n. 50 A, era estado dequebra e fixo o ler-
iiio legal de existonria desta a contardo dia 10
le notembro prximo passaio. ^orr.eio cura-
dores oseaos da fallencia os credores Ca los Jos
Astley c C* e depositarios interinos os ctedores
filn : Nasch e C.a; pelos ptinieiros prestado o
juramento do estylo, c pelos segundos assignado o
lermo do deposito, o cscrivao remetiera copia do
pre-enie io juiz de paz competente para a ap-
posirao de sellos, que ordeno se ponhain eni
tolos os nona, livros, e papis do fallido.
Feito o que, e publicada osla senlenca. nos ter-
mos dos 3i t 812 do Cod. ("oin.e 129 do Reg.
o. 738, se dsro era lempo opportuno as suhse-
'ner^lts providencias que os mencionados Cod. e
Reg. presrrevem. Recife 6 de dezembio de
1859. Anselmo Francisco Perelti.
12: cumplimento de.-ia senlenca, convoco
todos os credores presentes do dito fallido para
no dia 19 do andante, as 10 horas da manlia,
compaieeercm na sala dos auditorios, afim de se
proceder a nomeacao de depositario ou deposita-
rios.
E para que cliegue ao conhecimento do quem
nie essar possa, mandei passar editaos que seio
ahitados nos lugares do coslume e publicados
pela itnprensa.
Recif?, capital da provincia de Pcrnambuco,
aos 15 dej.lezembro de 1859. Ku_J'rancisco
Ignacio de Torres BanJeira, e>ciivio do juizo
especia do commercio o fiz escrever.
Anselmo Francisco Perelti.
i lononte-corouel Arilonio Carnoiru Machado Ros,
iDioial da imperial orden) da Rosa, juiz de pa
do 1/ rustrirlo da fregur-zia do Santissimo Sa-
crsmenlo do bairro da Boa-Vista, lermo da
cidade do Recite de l'eraanibuco, om virfude
da loi, ole.
Faro sabir, que oni virtude da le, o commu-
ni'-o da cantara munirip-il, convoco aos cleito-
res e Supplcntes desta parovhia da Boa-Vista que
vio designados por seos nones, para que na ler-
-iia dominga do mez de Janeiro l do auno fu-
turo de lbtiO rmpate, a ni no eorpo da igreja
rnatra, pelas!) horas da inanhaa, ;.iui deorga-
nisar-se a junta qualiDcadora, que lom de rever
.i qnalilii ai ao do anuo anleeedonle, dosiidadaos
jo ii in dircilo de volar as eleioes de elcilo-
"Pi jiitzes de paz e veioadores da cmara muni-
cipal, litando coitos os referidos cleitores c sup-
plenles no presente edita! declarados, que sof-
frero a multa na loi designada se nao corapa-
ecerent, sen motivo justo.
Eleitortt.
S mplifio Jos de .Mello,
.lose Joaquim Anlunes.
Roflnn Jos Cocreia deAlmeida.
Amaro de Barros Cor rea.
lAntonio Carlos de Pinito Borgps.
Tboodoro Machado Freir Pereira da Silva.
Dr. lenlo Jos da Cosa.
Thomaz Jos da Silva Gusmo.
Vicente Antonio do Espirito Santo.
Thomaz Antonio Maciel Uonteiro.
ios; Maiia Freir Gameiro.
[)r. Luiz de Carralho Paes de Andrade.
Hauoel Coelbo Cintra.
Padre Francisca Alvos do branles.
Antonio dos Santos e Silva.
Jos .itlonsa doa Sanios Bastos.
Manocl .uiz Viries.
.!oo Gregorio dos Santos.
Jos Gongalves da Silva.
Joaquim Jos Perroirn da Penba.
Francisco de llanos Corroa,
llyppolitn Casstano iie Vascoocellos Albuquerqne '
Haranhao.
Francisco de Lomos Duarte.
I.uiz di) A/.ovodo Souza.
Francisco Ignncio do Atbayde.
Joaquim Milito Maris.
Ignacio Jos d'Assumpcao.
Padre Francisco Peixeto Ouarte.
ios'i Carnciro daCunha.
lenlo dos Santos Ramos.
Belmiio Augusto de Almeida.
Jos Anio do Souza Magallia^s.
Joo da Silveira Borgea ia.-iu.
vlesandre dos Sanios Ramos.
IVJto Jos Cardoso.
Supplenles.
Hanool Jos da Cusa.
Deoio de A quino Fonseca.
Klaviu ret cita Clao.
Bcllarmno de Barros Correia.
Tliom Culos Pcrclli.
Joaquim Elias de Moura Gondim.
Francisco Aciioli de Goureia Lins.
Dr. Lourenco Trigo deLoureiro.
Wenceslao Machado Freir Pereira da Silva.
JoSo Bartholoniru GonQalves da Silva.
Jos Barbosa de Miranda Santiago.
Rufino Gomos da Fonseca.
Dr. Ri'/einio Aprigio Pereira Guimares.
Miguel Arcbanjo Fernandos Vianna.
-los da Cosa Brandao Cordeiro.
Mano! do Nascimonto da Cosa Uonteiro.
Joaquim Fernandos de-Azeredo Jnior.
Geialdo Amatante dos Santos.
-i is Joaquim Itaii,os c Silva.
Indr Guilberiuc Breckonfol,
Jo i Pachi ni de Queroga.
Francisco Rufino Cordeiio de Mello.
Francisco Mailius Raposo.
Felioi.ilio Joaquim dos Sanio-.
Manoel do Nascimenlo Vianna.
Descnibargadiir Manuel Rodrigues Villares.
Jos .Nones de Oliveira.
lian isro Mondes M.itlins.
lian-. ..lino Augusto de Hollando Chacom.
un Jorge de Mello.
Jos Lucas Rodrigues Machado.
I. para que cliegue ao toniecimento de todo
.ser o prsenlo publicado pola imprensa e all-
\ it re lugar mais publico des!a ireguezia.
Piimi'ii i distrielo de paz da frognozia da Boa-
\ isla, 1 do dc/.ombjo de ,1859.Eu Francisco
de Barios Corroa, escrivo que oescrevi.
Antonio Cirneiro Mirlado Ros
JoSo Baptista do Castro e Silva, oflicial da or
d"tii da '-osa, c Inspector da tbesouraria de
izenda de Pcrnambuco por S. M. I que Ueos
guarde.
i a ,) saber aos que o presente edill viremqne
imprmenlo do orden di tribunal do the-
- tro nacional de l de novembro prximo pas-
m lo eomeoa fazer nesta tfaesouraria a Bubs-
'':;> i ls notas de OgOOO Ja primeirs, so-
ni la c Icrccira cslimpaj. Os seuspossuidores,
II.I limo le liifuiitariu n. 9.
1. semestre de 1800.
O conselho econmico do niesmo batalhao,
leudo de contratar para o semestre cima os g-
neros alimenticios om seguida mencionados, pa-
ja screm as pntoas arranxadas, convida aos se-
j nitores negociamos e padeiros a coniparecerem
I na secretaria do niesmo batalhao no dia 26 do
corrente, pelas 10horas da manhai, munidos de
suas propostas om cartas fechadas.
Paes de (i onoas.
Ditos de I ditas.
Canto secca.
Dita verde.
Bacalho.
Azcilc doce om garrafa ).
Vinagre [idem).
Toucinbo.
Farinba de mandioca.
i FeijSo.
\'t,i/. pilado.
[ Lcnha om achasou ceios).
Hantciga.
I Caf.
Asquear Iriguciro refinado, ou branco dceaiOSSO.
AJ,,-rl.,-se, p.,rm,,o o, ,.,. de.nriia|^SiS'di SS^lVu'
E'pcctaculo, honrado coai as augustas presen- j
sencas de SS. MM. II., a beneficio de Manoel de i
Jess Forraz, nasoido seni bracos na provincia da |
Bahia, que pela segunda voz. vom a osla cidade.
S.VBBADO 17 1)0 CORRENTE.
Tendo sido ja publicado por osle Diario o\
programnia do ospeclaculo o que o beneficiado
pretende apresenlar ao publico, cumpre-llie
somonte nunonciar que ter ello lugar no dia 17 I
i do corrente, e ser honrado com a as augustas
O rciondo agente far leil.io por conla de
iquom portoncer terca-feira 20 do corrente s 10
; horas a manhaa na porta da alfandega
DE
Barris rom manteigainglcza viuda nosle ultimo
navio em direitura e despachada ueste mesmo
Importante
LEILAO
.Na ra .Nova de Santa Hila aluga-se una
caso nova com commodos para grande familia.
de 21 do dezembro de 181 f o ai-. 9 do decreto "] 'o tTSSSSST
-87dol5dem..:o de 1851 se proceder o con- J,"!"d lS fe Oli
Sliinmn il.-w p-irtsc m,".c.i,_-. .: ..__.... _. .:.. .>, ",'1. \a" '-"iza oe Ull
DE
Fazendas finas.
CoiuiiiuAvao Ac llio Ae
V;v/.t'iu\i\s na vua Ao Iiu-
Y^eraAov n. % no pvimei-
vo auAav Ao Sr. Santos
HolVm.
AOS SEMIORES PROPIETARIOS
DE
Acabam estatuas de GUTMEMBERG, inventor
da arte typograpbic, segundo o tno-
delo do celebre Sculptor David (d'An-
ger), da altura le 20 pollogadas.
Igualmente vieratn os seguintes ob-
jectos para oHemas tv-pographicas :
QUADRADOS, LARATINS
ImndadO OOIII quea I1IPS-' r> l < .. MllW lmnn.iru.w _
veirascpreslouaobse- Se(yi/lf/a-/tta t*J d<) COFl CHC. \ J,hIOS QUADRA1INS eESPACOS
'"l urna vez o beneficiado appetts para a j GUStaVO MflSSCt COntillUar 113 ^ UN'IIXS ^de ^co^o's ^ '
^rttSer^nS^ leilao por interven- INTEBLInSI d7l, 2T0 LSJf
b%Sre!,nr.ulttos acha-se desde ia a von-' $* dOO_gCntC Borja DQ Fila do';^ARNl^ES svsteonaf.cas de 12 pon-
u rosio uos minlos acha-se desde ja von- f .
da em casa do beneficiado, ra das Cruzos IlliperaUOr POP Clllia (Ja luja (Jo
II. 32, o lio dja do esneclaruln no eerinlnrin itn I ti 1-1 ..... .
siimmo das cartas atrasadas existentes no dia 31
do corrente, s 11 horas da manhaa, na porta do
niesmo correio, e desde j se acham expostas as
respectivas listas dos interessados. Corrcio de
1 Pcrnambuco 16 de dezembro do 1859.
Domingos dos Passos Miranda.
Administrador.
Pern'mH"'0^"^" i5&SitffS ""^^\ Sv.^auos KollmT^lms
I ein.imbuco so faz publico, que nesta dala lica -
registrada declarado deque Domingos Jos ta
: Costa Guimaraes, socio da Brota social de Gnilhor-!
me Carvalho & C, est desligado da mesma so- '
[ciedade, e desonorado de toda a responsabilida-
de, continuando a mesma sociedade sob a mes- i
ma firma, com o capital com que ntraram osou-
Iros socios.
Solidaria do tribunal do commercio, 16dede-;
zembro de 1819.Dinamerko Augusto do Reno
Rtingel, oflicial mafor interino.
Novo Banco do
Aviso aos ca-
cadores.
Espingardas de espoleta
muito finas por baratissimo
proco: na ra Direita n. 64.
. Ma
Precisa se de uma ama que saib.uo-
sinhar com toda a per fe cao paga-se
bem : na ra do Queimado n. G.'
Roga-se ao senbor que vendeu
hontem i t do corrente 19 moedas de
ouro de 20$ na loja de cambio n. 38,
tenha a bondad.; de apparecer na mes-
ma loja para desfazer o engao que
liouve
O Sr. Francisco Pereira de Mc-
deiros queira mandar despachar boje
17, a carga que tem de receber de
Lisboa pelo brigue Rol ira.
Annuncio.
A praca das propriedades
Monteiro, ficou adiada para
terca-feira 20 do corrente.
Avisos martimos.
ri-
cas e apreciaveis fazendas
chegadas prximamente do
Rio de Janeiro, consistindo em
i vestidos de seda para senho-
ras, de apurado gosto, bem
. acabados manteletes de renda
'"'Vi O ./o;Se salte para o Acarac com escala polo I ___ .. .
3 Pcrnambuco. Assnodiaao do corrento improteriveimenie, i e cassas Dordadas, saludas de
Pemambuco .eco- ro^oT^ nobrezas, tilos, llores,
i'inissan no \i\< e> rl Mafra. '. 1'.. ,,.,. .1. .1 i* .1__ .
REAL COMPAMJIA
Anglo-Luso-Brasileira.
O vapor Brasil, espera-se da Europa de 24 a pOJIlO.
23 do corrente e seguir para os pollos Jo sul no
niesmo dia, para passajjeiros e encoinmendrs
trala-sccom os agentes iasso Irmaos.
fazendas de hubo e outras
.,: ,^ i-ii i / i'^oncenos, que recompensar o trabalho.
militas,quaudades de iazen-' ,al>aio .asignado declara ao publico ees-
das aqu nunca vistas, queao !
i ver nada deixar a desejar e
que eslarao a disposico dos
licitantes as 10 horas em
O novo banco de
-.-------------------- _^ iiiu.i
Ine as olas de sua emissao de 10.S e de Mafra.
20$, e pede aos possuidores das mesmas
0 favor de as virera trocar no seu es-
criplorio, das 11 horas da manhaa ate
as 2 da tarde.
Consellio administrativo.
O conselho administrativo, para fornocimento
: do arsenal de guerra, tem de comprar os ob-
jeclos seguintes :
Rara o urinazem do almoxarifado do mesmo
arsenal.
Salitre calcinado, arrobas .
Oiiom qujzer vender laes objectos aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho s 10 horas da manba do dia 19de
crreme moz.
i Sala das sessos do conselho administrativo,
para fornocimento do arsenal de guerra, 12 de
dezembro delS39.Denlo Jos Lamenha Lins,
coronel presidente.Francisco Joaquim Pereira
Lobo, coronel raga] secretario interino,
i Acha-se roeolhido a casa de deteiifao a or-
dom da subdelegada de Sanio Antonio, "o molc-
que rrioulo de nomo I.uiz, que representa ler de
1 i a Mi annos de idade e di/, sor lilho da prela
Malhildes, o oscravo do lavrador Florencio de GpnOI'ns O mata nhioflnc n v!o
. tal, morador para as bandas da .idade de Olinda O vapor /'or/uja/, espera-se dos portos do ,JC,,clu& = "IdlS OUjeClOS CX1S-
0 qual loi preso por confessar andar fu<"do : 1 ?."'de 21 > 22 Jo corrente e seguir paja os da
quem for sen dono compar.va neste juizo mu-!t,irona no mpsni ,J|;|- Para
nido dp suas provas para lbe" ser enlreuc. Re- cu,nniend3S trata-se c
tos. Acham-se a venda nesta typogra
pina, a tratar com o impressor Pierre
Jacobi, que tamben se imbumbe de
mandar x qualqttei objecto tendente
a arte typogra pirca.
Sexta-fcira 9 do corrente mez fugio urna
cscrava de naci Cosa, de numeRalbina. baixa,
cara redonda, com signaos do sua nsco, com
ralla de um dente na frente na parlo do cima ;
com vestido de cassa rouxa deshelado c panno
da Costa ; consta que se acha acolitada para as
bandas da ra de S. Jos, desta cidade, certa a
pessoa, quo responder pelosdias de snico por
dar agasalho a urna escrava fgida: log-se a
todas as autoridades policiaes e pedestres a sua
aprehonso, levando-a estrada de Rarros, sitio
da residencia de seu senbor Joo Bcrnardino do
Vasconcellos. que recompensar o Irabalho.
Segunda-feira 19 do corrente.
PELO AGENTE
REAL MPANHIA
Anglo-Luso-Brasileira.
. r~.....* -"!*** uu ^wiiiiuciuij
que tem justo e contratado a compra da armacao
e gneros existonics no eslabclccimenlo n. 48,
da ra das Aguas-Verdes, portencenle ao Sr!
Uirysoslonio Cavalcanli de Albuquerqne: se por
ventura houver quem se opponha a mesma tran-
sacao reclame no prazo de 3 dias a contar de
boje.Joaguim F. da Veigu.
Cidade da Victoria.
ATTENCAO.
Pcde-sc pela segunda vez providencia ao Kxm.
Sr. presidente sobre o doslacaiuenlo da cidade
d_a \icloria, de guarda nacional, quo desdo odia
lo de outubro a 13 do corrente fazem 1 dalas que
nao recebem seus sidos esto passado necessi-
dades, e que do mais bello seren amcar.ados
com priao por se queixarem, e oulros metlcr-
se em conselho por venderera os fardas para co-
mer, visto que nao lem o.ilro recurso senao seus
sidos e osle nao se Ihc paga a lempo. Victoria
14 de dezembro de 1859.
O imparcial.
Antonio Sebaslio Itibeiro" Guimaraes se-
gucjiara a corte no vapor nacional Oyapok.
Precisa-se alugar una escrava [tara o ser-
cite 1 de dezembro "de 1859.--tno'io"Bernar-
do Qvinteiro, subdelegado siipplonte.
Pela recebedoria de rendas internas so faz
publico, que no corrente mez se linda o prazo da
cobranza amigavel aos impostos portcnecntes ao
exercicio de 18581S59, a saber renda aos pro-'
pnos nacionaes : foros de terrenos c de raarinha
dcima addicional de m.io mora; imposto sobre
lojas o .asas de descont ; dito especial sobre
casas de movis, roupas, mobilias e calcado es-!
Irangeiro: dito sobre barcos do interior e laxa '
com
mu os.
pnssageiros e en-
os agentes Tasso Ir-
gfrtfl
>
(ft. ,4ii i .* -'"-se aiugar ama escrava para o ser-
enles lia taberna da rila do W.erno o externo de urna rasa, assim como
frirloeniv mm rV* A^ ___i Iambp,m '"" escravo : na ra da Santa Cruz n. 06.
LOaorniZ qU6 Ol dO tillado I Vendem-se lencos delabyrinlhoricos, tan-
JOilO ta Silvn Rnl-Vh n!l Passados como cheios, em can.braiade inho,
un ^n\d lOd-\ISia, eje com bieos flnissimos: na ra Novan.
") andar.
Desappareceu hontem 15 de dezembro pelas
Rio de Janeiro.
vas
ment.
l, se-
l,,uuo acit-j DeM,ar
flO lliesmo eStabeleC-4 horad.lde. do8aao do sbralo d"ru
bem assim as dividas acti-|gu^and"
Augusta onde mora o Sr. capilao Francisco Ca-
, mello Pessoa, um cavallo nielado claro com al-
Viilorisado por mandado do lllrn. Sr. Dr. juiz | guns dos Ps calcados e encengalhado, perten
Compra-se urna oscrava moca de bonita fi-
gura e que seja perfeila coslureira, prefere-se
mulata : a tratar na loja da ma da Cadeia do Re-
tire n. 64.
Precisa-sc de uma ama que saiba cozinbar
o diario de urna casa para pequea familia, ou
escrava de idade : na ra da Cruz do Bocifo n. 31.
= Perdeu-se desde o boceo do Espiuheiro,
estrada dos Afflictos at o Parnamcirini ninapul-
ceira de coral formando uma cobra e lendo ao
pescoco uma fita de ouro pendente uma coracio-
zinho tambera de ouro c na cauda uma otra
fila : quem a achou queira levar ra da Impe-
ratriz, oulr'ora aterro da Boa-Vista, terceiro an-
dar n. 37, ou ra do Vigario n. 11.
Desappareceu de cima do 1 barrica na por-
ta do armazem do Sr. Anuos defronte da alfan-
dega, 20 latas com biscoutos de soda : roga-se
aos Sr?. vendelhes que as recebeu por engao,
por algum negro ler levado e mesmo furto quo
fosse ofTerccor; roga-se a quem poder dar noti-
cias das mesmas, dirigir-se ao mesmo armazem
do Sr. Annes, que ser generosamente recom-
pensado.
Aviso ao publico.
D. Joo Nogueis, dentista faz saber ao publico,
que so inudou da ra larga do Rosario para o
Recife, becco do Abreu n. 3, primoiro andar.
= O aballo assignado, procurador bastante de
Josepha Thereza, herdeira da meiaco dos bens
de Antonio Jos da Silva Crispiannoi previne ao-
publico ou a qnaesquer que interessar possa que
a casa torrea da ra da Roda n. 31, nao pode ser
vendida por titulo algum sera concentimento do-
abaixo assignado. Recife 15 de dezembro de 1859.
Joo ios da Silca Crispa nao.
>KEMP m'EV-yoRK)
PILULAS VEGETAES
ASSUCARADS
Rio Grande do Sul.
i _>uia cAuiiiuoreui o uaianco e mais nuorma-
Segue com bre\ idade por ler dous tercos da c.0Ci podom os pretndenos entender-se com o
carga tratada, o patacho Bom Jess, capit Joo agente a qualquer hora do dia em seu armazem
Gonealves Res : pata o resto, trata-se com Cae-' da na do Vigario n. 11.
tao Cyriaco da C. M. no lado dn r.nrnii S.-mln _-------~ *
Consellio le compras navaes.
riJS I' i''9! pr,m0Ver a aC1U^a* d0 n,ale- iano'Cynaco
riai abaixo dtclarado, iwm como de conlratar-se numero 23.
o fornocimento de vveres, ed'ouiros ohioclos por! Drw.ru rv DU J^ T^
lempo de tres mezes lindos em marco do anno! VOI d U llIO U.C Jti"
prximo para o consumo dos nav.os da armada e <
esudtelecimcnlos de marinha ; manda o conse- | H61P0
lio de compras navaes fazer publico quo tratar ,
dessa arquisicao na sessao de 17 do corrente e TJ iT brovidjdo o palhabole -Irltrta, capilao;
Jos Joaquim lveo das Neves, recebe carga e!
. U:09t>S200, a maior parte documentadas. Os abanto assignado; agradecem cordial-
Oleilao teta lugarna niesoia liberna. mente irinandado do N. S. do l.ivramenlo o
Para examinarem o balanco e mais informa- | bonl acolhimonlo com que se preslaram ao Te-
Deura que os mesmos abaixossiguados manda-
do con nato na de 27 lambem do corrente vis
de propostas apresentadas al s 1J horas da
manhaa e seb as clausulas ou condices do es-
tylo, sendo que os pretenden les ao contracto de-
vero acbar.se acompanliados dos fiadores para, i
concluido "
resp
passageiios : a tratar com Caeta'no Cyriaco da C.
M. ao lado do Corpo Sanio n. 25.
A 19 to corrente.
-t
Opreposlodo agenle Oliveira, pir causa da
chegada do vapor, transiere o leil.io do esnolio
do finado Thomaz Illakely, que havia ler lugar
i hojo (16 de dezembro) consistindo om mobilias
do Jacaranda e de amarello, piano o em tudo
de familia,
Agua-raz 2 arrobas.
AIrnsgre 10 arrobas.
Bandeiras imperiacs de C pannos 0.
Ditas, dita de ditos t.
Brea 10 barris.
Cobre em varo do |8 60 va roes.
--* -wvr.-x.<.* .ii.vivwi;| ili' ijl II fTiJX_l
da Cruz n. 1, ou com o capilao Manoel de Olivei-
ra Rarros, no Corpo Santo.
Para o Aracaly pelo Ass,
segu com muita brevidade a barcaca Maria
Amelia, lendo a maior parle do carreganionlo
prompto : para o rosto, trala-sc com Prenlo
P^nn. i f i.i .----- prompro : para o rosto, trala-si
tanos de ferro do 1-2- polegadas 860 ps. : Vianna & C. ra da Cadeia n. 57.
i .Tila time ,'Arl i 1,-t.' r.A !,.... ,._.._ ,i__.....
Cadeados sonidos 50.
Cobertores de 15 50.
Cr 1 (i arrobas.
Cambas do brim 100.
Ditas de algodaoazul 100.
Cera em a reboles para faroes 40 libras.
Gorama graxa 50 frasquinhos.
Leames de skupira 150.
Lencos do seda prela 100.
Lante.rnas de patente 20.
Oleo de linhaca 100 arrobas.
Plvora grossa 5 arrobas 7 libras,
Pinho 41:145 ps.
Pitssava lOO.moIhos.
^Papellao do composijao pora forro de navio
2o arrobas 10 libras.
Raspas de ferro 50.
l'apcle 150 covados.
Tinta verde 10 latas.
Dila prela 50 Jilas.
Dita branca de chumbo 50 ditas.
Pa.aoPo.toAlogre,com escala pelo Rio I y aGcnte ilyppolifo da Silva 1
Ciando do Sul, sabe com milita brevidade o pa- i l"ilao de uma poivao de saceos com
1 .'i.'l.ii ii,r(i I llll/l l.,l,i T V ii.ii .' pmln .1a nmmmtt II I I ..
Alillio e farinha.
O agente llyppolilo da Silva fara
rain cantar na dita igreja om accio de gracas pe-
la feliz rinda do SS. MM. H. esta provincia.
Jacomc Gerardo Mora Lumachi de Mello.
Manoel lluarque do Macedo Lima.
Joaquim Urbano Maria Lumachi de Mello.
George Nesbiu.
Joo Anglada Jnior.
Joo Carlos Italia Lumachi do Mello.
Os abaixo assignados agradecem cordial-
monte ao provincial do convento de N. S. do
Carino, fre Jorge do Sani'Anna, assim como os
seus dignos collegas que ranlarara na estante o
Te-Deum que os mesmos al.ai.xo mandaram cu-
toar na igreja de N. S do l.i.nmento om aeco
de gracas pela feliz viuda de SS. MM. II. esta
provincia.
Jacomc Gerardo Maria Lumachi de Mello.
Manoel Ruarque de Macedo Lima.
Joaquim Urbano Maria Lumachi de Mello.
George Nesbitl.
Joao Anglada Jnior.
Joo Carlos Maria Lumachi do Mello.
- Antonio Pires Porreira gratificar genero-
samente a quem Ihedescobrir uma colherantiga
de [tala, de repartir peixc, com a firma G. P. F.,
que dosapparecera de sua .asa n. 3, na ra da
Trompe, na Boa-Vista, ha 15 dias.
Precisa-se alugar una ama que saiba lavar,
engommar e cozinhar, para uma casa de ruuilo
pouca familia, sendo torra ou captiva: a tratar
i na ra da Madre de cos n. 7.
Altenco.
Espera-s das Alagoas at o fim do corrente
j moz, tuna barcaca do primeira viagem, do muilo
Lees.
Dita dita de zinco 50 ditas. j carga prstata :
Vidro Je I, Ij2 c 2 palmos de comprimento co,n oapitao Graciano Honrique Mafra.
cairas.
Fornecimenio de vveres e outros objectos.
Assucar branco grosso.
Azi;ile doce do Lisboa.
Bolaxa,
Bacalho.
Carne verde.
Carne seca.
Caf em u;ro.
Canaica.
Farinba.
Feijao.
Manleiga.
Os Srs. Joo Ozorio de
Castro Maciel Monteiro, empregado na alfandega ;
MSnoel Ribeiro da Fonseca Braga, que loi caixoi-
/^i t ro om uma prensa de algodo no Forte do Mat-
1 jP,1F1 APirlPIl P ,n; ,los'' ,oa'lui'" do Espirilo. Santo, alfaiate e
VJ^CAA X.VvMl CAV/U %D inspector do quartetrio da ra da Palma da fro-
f-\ guezia de Santo Antonio, e Jos Fiuza de Mello,
I fy\ Dial i marc'"e"'0 e morador na Cabanga quoiram quan-
^_*. i4j|u. )0 antes entonderom-se com o abaixo assignado,
O patacho nacional Auna, tem boa parte da a "fgocio quo muilo lhos diz respcilo, e se n
a tratar com Tasso limaos ou bzerem se publicar para que lim sao chama-
por esta lolha
O agente Pestaa continua a eslar aulorisado
pela commissao Iiquidataria da extincta socieda-
de de liaeo o tecidos de algodo pira vender o
restante do terreno do sitio da mesma sociedade.
Os pretendemos podem dirigir ao armazem da
ra do Vigarion. 1!. a qualquer hora do dia a
entender-se com o difo agente.
adra do so evitar comprometlimenlo.
O Sr. Alexandre V'ieira deAtaujo annuncio
a sua inoradi para sor procurado.
I ni rapa/, de boa conduela o com pralica de
> administrador de engeuho, offereco-se para qual-1
, quer engonho : quem de seu presumo su quizerl
utitisar, dirija-se a ra larga do Rosario n. 38.
No paleo do Paraso n. 13, precisa-se fallar
com o Sr. acadmico Jos Paulino de Albuquor-
quo Sarment, o mais breve possive.
Alexandrioo Mximo Leal do Ranos, part- '
cipa ao respeilavel publico e parli.ularmente ao
corpo do commercio, que tem disaolrido amiga-
volmenle a sociedade que linha na taberna n.82
da ra das Cinco Pomas, com Joao Baptbia do
Horaes Jnior, licando dila taberna pertencendp
lo smenlo ao anuuinianlo. Recite 16 de de-
zembro do 1859.
Chapeos de pasta.
i Na praca da Independencia, loja do chpeos n.
(I rftitini iml-mlo inaa* fi->l.ll..,.. .,^ 3 ,ia para vender ditos chapeos muilo bom foi-
U ( > ida ns pessoas que se insircveram pa-; senno" e meninas, por procos commodos.
ra eoniparaccrem hoje s 10 horas ta
numliaa, na ra tas Ci-uzcs 11. ,10.
Vendem-se quoijos novos a 2# : na ra Di-
ila n. 1 i.
I do-
Jos lleudes Salgado Cui
maraes.
Bravos do Imperador.
re
Vendem-se canoas do amarello, do 25 a 35
p-ilrnos de comprido, com bocea sufflciente, mui-
lo b".m feitas, por pro^o corotnoJo : na ra ; i
^ igario n 0.
MUTILADO
N
darlas a entregar
O Sr. Candido Thomaz Pereira Dulra lem uma
caria rinda do Penedo, om casa do Sr. Dr. Sa-
bino, ra do Santo Amaro n. 6.
O Sr. Antonio Martins da Costa l caria viada do Haranhao, om casa do Sr. Dr.
Sabino, ma Je Santo Amaro n. 6.
NEW-YORK.
O MF.LHOR REMEDIO CONDECIDO
Conlraconatipocot, ictericia, affeeeoet do/lgado,
febres biliosas, clicas, indigesles.enxaquecas.
Ilemorrlioidas, diarrliea.doenras da
p*lle, irtipcoes.e todas as en Ierra idades,
PROVKtlERTES DO ESTADO VPI'RO DO SINGLE.
75,000 caixasdcste remedio cousomniem-sc an
nualmente 1 !
Remedio da natureza.
Approvado pela faculdadc de medicina, e re-
commondajo como o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os conhecdos. Sondo estas pitillas-
puramente vegolaes, nao contera ellas nenhuui
veneno mercurial ncm algum oulro mineral ;
esio bem acondicionadas om caixus de folha pa-
ra resguardar-se da huraidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e efficaze
em sua operaeo, o um remedio puderoso para a
juventude, puberdade o volhice.
Lea-so o folhcloqueacompauhacada cai.xa.polo
qual se flear conhecondo as multas curas milagro-
sas quelem efiectuado. D. T Lanman & Kemp,
droguistas por atacado em Nova York, sao os ni-
cos fabricantes e propietarios.
Acbam-se venda em todas as boticas dasprin-
cipaes cidades do imperio.
DEPSITOS.
lito de Janeiro, na na da Alfandega n. 89.
Bahia,Germano &C, ruaJulio n. 2.
Pornambuco, no armazem de drogas de J. Soura
& C, ra da Cruz n. 22.
Pjoclsase de um t-aixeiro de 16 annos enm-
prati.a do taberna oque d fiador a sua conduc-
ta : na ra da Cruz n. 20.
Jos Antonio Morena Dias A; C, continuara
o receber por todos os paquetes de Europa un,
lindo sorlimcnto de obras do ouro, diamantes o
brilnanles: a tratar no seu escriplorio, ra da
Cruz n. 26.
i FILIIi DA VISIMIA.
" ROMANCE ORIGINAL BRAS1LE1P.0,
no sn.MiOR
AMOVIll .IOSK' Hit \ VMIIS RES
Acaba de sabir a luz esto intoressanle roman-
eo, o acha-se venda no Rio de Janeiro, no es-
criplorio do Correia da Tarde, na ra Nova do
Ouvidor n. 2. O volume de mais de 300 paginas
custa 2s!.
= Vende-se no armazem de Jos Antonio Mo-
roira Dias & C, na roa da Cruz n. 26 .
Mercurio doce.
Rotroz.
Lindas em njvellos.
Cora de Lisboa em velas.
Graxa ingleza em booes.
Lazarinas c clarinetes.
Chumbo em lenco!.
Dito de munieo.
Ferros do ac para engommar.
Pregos do ferro do todas as quaUdados.
Ditos francezes sonidos.
Mairiiieirw ua ma das
Crines n. 29.
N'esla ofilcina nrocisa-se de alguns aprendizes,
dando-so-lhes o sustenlo.
Aos vendelhes.
Ratatas muilo novas a 1$600 o gigo do 32 li-
bras : na ra da Madre do leos n, 8, arreazem de
Valenca C.
-Mf
\


DIARIO DE PERNAMBUCO. SABBAO 1* DE DEZEMBRO DF, 1859.a

Eugie Clkqoot a Keims.
Advertc-se ao respeitavel publico de
Pernambuco que o nico deposito de
seu Champagne para a provincia de
Pernambuco e cm rasa de i, Praeger &
C, ra da Cruz n 11.
J. Praeger & C na da
Cruz ii. 11.
Receben ltimamente :
Vinlio muscatel mossen de superior
qualidade.
Champagne de Eugcne Clicquot.
Bisco utos inglezes e hsmburguezes.
Agua deSeller.
Vinho de Boideanx, ehsvteu lallles,
rose, leowills.
Queijos suissos.
Ditos Ion Ji nos.
Vinho do Porto c xerez em grrrafas.
Enrilhas, meias e querta*.
Mustarde defrauzer.
Ameixaa em latas.
Sardinhas em meias latas.
Baianeai decimacs.
Velas s (ar i as.
Charutos de Ha vana.
Frutas em fiascos.
Tintas era o'e'o, latas de 28 ai robas.
Alraiade em barril.
FOLIimitS PAR i
Estao venda na nvrara da
pendencia ns. 6 o 8 as folhinhas para 1860, iro-
pressas tiesta lypographia, da seguales quali-
dades
w
NICA, VEKDADtlUA
GITJMA
t. LE-
SALSA PARRiUA
CASA DE 8ANH0
Nesle provelosoestabeleeimcnto, que pelos no vos molhoramentos feos aeha-so conve-
nientemente montado, far-se-ho tambera do Io de novembro em vanle, contratos mensacs para
mainr i onimodidadee economa do publico de qiiem os proprielarios esperara a remuneracao de
tantos sacrificios.
Assignatura de banhos frios para urna pessoa por mez.....
momos, de choque ou ehuviscos por mez
Series de cartees e banhos avulsos nos oreos annunriadns.
fftl
10|000
15$0'J0
yj^\
1800.
praea da Inde-
Itemedio sera igual, sendo reconhecido pelos
mdicos, os tnas imincnles romo remedia inf.il-
lrel para curar eserophulas, cancros, ilieumalis-
j mo, enferinidades do ligado, dyspepsia, dchili-
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
la-'midades resultantes do em preso de mercurio,
ulceras e erupcoos que resultara da impureza do
sangue.
CAUTRLA.
D. T. I.anman & Kemp, droguistas por atacado
New York, arham-se obrigados a prevenir o res-
! peilavel publico para desconfiar de algumas le-
i nes imitaces da Salsa l'arrilha de Brislol que
hoje se rende nesle imperio, declarando a lodos
me sao .'lies os nicos proprielarios da rereita
do nr. Brislol, tonlo-lhc comprado no anuo de
1856.
Casa nenhuma mala ou pessoa alguma tem
direilo de fabricar a Salsa l'arrilha de Brislol,
porque o segredo da sua prepararlo acha-se so-
mente era poder dos referidos I.anman i Kemp.
Para evitar engaos cora desapreciareis
binacocs de drogas perniciosas, as pessoas
quizerem roruprar o verdadeiro devora
servar os seguintes signaos sera os quaes qual-
quer outraprcpara$ao 6 falsa :
1" O envoltorio de fora est gravado de un
lado sob una chapa deseo, Irazendoaop as
seguinles palavras :
D. T. LANMAiN & KEMP
SOL AGE.VTS
-V. G9 Water
n.
ARCHIVO UNIVERSAL.
REVISTA HEBDMADA IUA
COIJLAKORADO
PELOS SRS.
Antonio da Costa A. F. de CastilhoA. GilAlexandre HerculanoA. G. RamosA. Guimo-
raesA. de LimaA. de Oliveira MarrecaAlves BranroA. P. Lapos de Mendon.a A. Xavier
Bodrigues CordeiroCarlos Jos BarreirosCarlos Jos CaldeiraE. Pinto da Silva' e Cunda F
Gomes d Araorim Y. M. Bordalh.1. A. de l'reitas OliveiraJ A Maia-J. A. MarquesJ. de
AndradeCorvoJ. daCosta CascaesJ. Daniel ColiseoJ. E- de Magalhes Goutinho1. G. Lobata
PiresJ. H. da Cunha Rivara.1. 1. da Orara JniorJ. Julio de Oliveira PintoJos Maria
Latino CoelhoJulio Mximo de Oliveira l'imenlelJ. Pedro de SouzaJ. S. da Silva Forras
Jos de TorresJ. X. S. da MollaLeandro Jos da CostaLuiz Filippe I.eitcLuiz Jos da
Cunha L. A. Bebello da SilvaPaulo .MidosiRicardo Julio FerrolValentim Jos da Silveira
LopesXisto Cmara.
DIRIGIDO
POR
A. P. de Canalliol. F. Silveira [da MollaRodrigo Paganini.
Destinado a resumir todas as semanas o movimento jornalUtico e a oTerccer nos leilores, con-
co- jdntaincnle com a revista do que mais notavcl houver occorrido na poltica, na sciencia, na indus-
* que ; V'3 ou- nas- 8rte* a'nuns "ligos originaos sobre qualquer destes assumplos, o archivo mus khs.w.,
bem oh- : uesdeJaneiro de 1859, em que comecou a publiear-se, tein satisfeito aos seus ins, com a moior
exartidao o regularidadc.
Publica-so todas as segundas feiras em folhas de 16 paginas, e completa todos os semeslres
um volme de 120 paginas cora ind.ee e frontispicio eompetenles.
Assigna-se no esciiptorio deste Diario, roa dasCruzes, c na ra Nova n. 8.
Proco da assignatura : pelos paquetes a vapor lo200 por anuo ; por navio de vela 8S moeda
brasileira).
O Sr. thesouretro manda tazer pu-
blico que se acham a ven Ja todos o; dias
das 9 horas da manbaa as 3 da tarde,
no pavimento terreo da casa da ra da
Aurora n. 26 e nas casas commissionadas
pelomesmo Senlior tliesoureiro na pra-
ea da Independencia a. IX e!6, os
bilbetese raeios da qu&rta parte da pri-
meira lotera do convento de S. Fran-
cisco de Olinla, cujas rodas deverao an-
dar impreterivelmene no dia 21 do
corrente mez.
Thesouraria das loteras 7 de de-
zembro de 1859.Oescrivao. J M. da
; Cruz.
I JJ'fliBA WtWJttl
Sen resguardo nein iiicomiiioilu
Erysipela n'uina perita.
Desojse de cumplir com meu duver vou por
ineio de sna aered,' la folha agradecer ao Sr.
Ricardo Kirk, morador na ra do Parlo n. 119
por le curado porfcilamonle em 32 dias a minha'
sohkora com a applicaco do sanChapa* me-
. dicinuesr-:dc lima erysipela etu urna perno, que.
sotTrendo inuilissinias ddrese usando intilmente
I de todos os remedios possiveis, acha-se agora l-
Ivredo Lio icrrivel molestia. Prtanlo aceite o
mcii r-.onhecimonio o Sr. Ricardo Kirk. pela in-
v'ii'.ao de l'.i olil remedio, cojo mi rtcimciilo
superior a i los os elogios.
\iujusiu C. Prengtl.
Ba do Colovi-llo n. 27.
Compras
Joias.

fe
Street.
NcwYovl.
2" O mesmo do ontro lado lera um rolulo em
papel azul claro com a Arma e rubrica dos pro-
OLI1INIIA RELIGIOSA, conlendo, alera do
Calendario e regularaeutodos direilos pa-
rochiaes, a conlinuaco da bibliolheca do
Crislao Brasileiro. que se compoc: do lou-
vor ao santo norae de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hymnos ao Espirito Santo e prielarios.
a N. S., a imitacao do de Sanio Ambrozio, 8o Sobre a rolha acha-se o retrato e firma do
jaculatorias e commcraoiaQao ao SS. Sa- inventor C. C. frulol cm papel cor de rosa,
cramcnlo e N. S. do Carmo, exenicio da 4o Oue as direces juntas a cada garrafa tem
Va-Sacra, directorio para orar.ao mental,' nma phenis semtlhanle a que vai cima do prc-
dividido pelos dias da semana, obsequios : sent aruiunrio.
ao SS. coracao de Jess, saudaces devo- DEPSITOS,
tas As chagas de Christo, orace's a N. Se- Bio de Janeiro na rila da Alfandega n. 89.
nhora, ao patrocinio do S. Jos c anjo da i Baha, Germano & C, ra Jnliao n. 2.
guarda, respondo pelas almas, alera de! Pernambuco no erma/.em de drogas de J. Souin
& Corapanhia ra da Cruz n. 22.
DENTISTA FfUNCEZ. i
!g raSs^^lJSlak^Su^ 3
Ha algumas collcccoes desJe o comeco da publicaeo do jornal,
ado loja do Leconte, aterro da Boa-
E che
Vistan. 7 o excedente hite virginal de rosa;
I branca, para refrescar a pello, tirar pannos, sar- !
jdas e espinhas, igualmente o afamado oleo ba-j
bosa para limpar e fazer crescer os cabellos ; as-'
JockcY Club.
A commissao directora
Jockey Club, faz cons-
os seus
central
DO
@ Consultorio
| Dlt-SABINO 0 1. PIMID
2Ra de Santo Amaro (Mun-
ITA DE VARIEDADES, conlendo o kalenda- j
rio, regularaento dos direilos parochiaes, e >
urna colleccao de ancdotas, ditos chisio-
lioincopatliico^
f
9
ranj)ras 15.
roceitas diversas, quer acerca de cozuiha, >> d,.ntitirn
quer de cultura, e preservativo de arvores i*. \ M
efruetos. Preeo 320 rs. >>^^AJXlAijL-aLJLs.AAjIAj.iLJLAjt.tlljLj.>
OlTA DE PORTA. qual, alm das materias do
eosturae, contera o resumo dos direilos
parochiaes. Preco 160 rs.
agencia dos faltrieantes america-
nos Grouver & Raker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Jofenston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
Idiomas iuglez e francez.
Eneas Bruce, professor de lingoas, lem a hon-
ra de informar no respeilavel publico, que conti-
na a dar licfes dos ditos idiomas, tanto na
sua casa como na dsquelles quo se quizerem uti-
lisar do seu prestimo. Recebe lambem discpu-
los todas as noiles desdo as 7 al is9 : na ra da
Cruz n. 62, terceiro andar.
8
f
i
i
I
9
i
i
i
v. Cosme de Sa l'ereira
(devolta de sua viagem nttrocti-8
tiva a uropa continua no excr-S
ciclo de sua proissa j medica.
Da' cousuitas em seu escripto-^
i rio, no b.rro do ltecife, ra da^f"
Cruz n. 53, todos os dias, menos. (
iios domingos, desde as1 G lioias i
t as H) du manbaa, sobre
seguintes pontos
de
1 .Molestias du ollios ;
I*. Molestias de coracao e
peito ;
3-. Molestias dosovgos da gera- :
dio, e do anus ; %
V. 1'iMtio.u-a' toda e quabpiei C
o,>eracSo quejulgarconvenien- ,
t papa o restabjlecimento dos jr
seus docntes.
O evame das pesso.is que o con- si
|sultirem sera' fetto indistincta- \
mente, e na ordem de suas en-
tradas; fazen io e\c:epco os doen- \
M tes de ollios, ou aqueliesque por 8
motivojustoobtiverP-in bora mar- '*
cada para este lim. ;\
A applicaqiio dealguns medica |
mentos indispensaveis em variosn
casos, como o do sulfato deati o- S^
'-5pini etc.) sera' ieito,ou concedido (
gratuitamente. A conlianqa cpie ki
oellcs deposita, a presteza de sua !a
accao, e a necessidade prompta
de seu emprego; tudo quanto o ^
demove em beneficio de
doen tes.
j i'Ruadas Laraogciras15 M
gp Paulo Gaignou dentista lem a honra de Si
^ avisar ao respeilavel publico que o cele- jS
bre Dr. dentista, dos Estados-Unidos e de |{
i> Pars, Eugenio Delcambre introductor do %
fnovo systema VL'LCAKITE adoptado pe- /
los primoiros Drs. dentistas dos Estados- ^_
sw, L nidos, de Londres e de Pars est na sua SK
/?> casa. fp
$& Este novo sjslema.a perfeieo mesmo ||
* de uma precisio maieraatica devo subs-
^ lituir sem druida nenhuma lodos os sys- Sr
S lemas emp regad os al agora no Brasil e *j
Jg dovido ao emprego da machina a vapor
S de VLCANISAH do Dr. Painam. *
^g O Dr. Delcambre chegado' pelo ultimo ^
^ paquete ing'.oz om viagem para o Rio de ^
^ **aeiro, licar aesta capital al o paque-

^ ce seu presumo ao respeilavel publico, |j
^ desde das 9 horas da manbaa al a 2 da
larde, na roa das Larangeiras n.
do Novo n.G.)
Continuara as consultas e visitas do
mesmo modo que d'antes. A confianza *'
que o Dr. Sabino deposita na pessoa que W
tica encarregada de seu consultorio nao w
ser desmentida.
Os pobres serio semprc tratados gralui-
tamcnle.
As correspondencias serao enderezadas @
com suDseripto ao Dr. Sabino com aseu- vS
ca ao abaixo aseignado
Manoclde Mallos Teixeira Luna C
Professor era homeopaihia o se-
crelarto do consuilorio.
e
I
Botica central horneo palluca
5* DO
fit S. OLEGARIO LPIMIOI
^ Conlinua a vender-so grande sortimenlo
S de medicamentos homeopalhicos lauto %
b em glbulos como em tinturas. %
& Os precos dascarteiras sao os mesmos @
queso acham estipulados no final do the- @
I souro homoopaihico. f>f
I Cada tubo avulso 1,<000 ^
j f Cada vidro de tintura l'ifWO $
l'hesouro homeopalhico ou vado-
3J mecumdo homeopatha, encad. 11000 (Jif
Pede-se nos Sis. SCntonio Aunes Jacome
Sires o Manuel Paulaliao d^ Cusa, Antonio.!. 1'.
. e Mendouca Bolera, que lenhaui a l>ouJad>: de
, dirigirse ao aterro da Boa-Visia n. 27, lojo de
trastes de L. Puggi.
MOB LIAS
Envernsam-se mobilias ninis em nonta do que
no pateo do Carino
zinhar, para nina casa eslrangeira de duas pes-
soas : na ra da i.adera do Recite n. 59.
Duaiie da Cosa, porluguez, vai ,i Europa.
O Sr. Manoel francisco Tavares tem urna
carta na ra de Apollo, arma/.cm n. 18.
= D-se dinheiro a premio sobre penhor de
prala ou ouro : na ra das Ciuzcs n. 30, se dir
quera eque o d.
HOSPITAL
PORTUGUEZ DE BENEFICENCIA
EM
Pernambuco.
De ordem do [Um. Sr. provedor convido a lo-
dos os sennores socios do llospiul Portuguez a
reunirem-se em assembla geral, pelas 10 horas
do dia 18 do correle, alim de ler logara eleicao
da commisso de contas indicada na segunda par-
te do S 3." dos estatutos
BccTe 14 de dezembro de 1859.
Manoel Ribeiro Batios.
1." secretario.
= Aluga-se uma grande casa no lugar de San-
to Amaro, com eomiuodos para grande familia :!
quera pretender, dirija-se a ra do Hospicio, casa
lenca n. -C.
Desaparecen
do siiio Caixad'Agua um boi prelo : quera o en-
contrar ou der nolicia na ra do Livramenlo n.
2. ser bem gralilicado.
9
m
i
m

9
as

i

i
8
Ojoalhciroile SS. MH.
II. estando prximo ase I
retirar para acorte, tem
a honra de prevenir ao
respeitavel publico desta
cidade que para o baile
que o corpo do commer-
cio vai oerecer a SS.
MM. II. tem e\ posto em
casa do Sr. Amorim &
Irmo, na damz n. 3
segundo andar, um rico
sormento de pecas de |
briihantesdo mais apu- l|
rado gosto, composto de
fitas, broches, a lmeles,
pulseiras, botes, brin-
I eos, argolas, anncis,cru- |
S /es, tos de perolas linas, |
| commendas da ordem da
j llosa de ouro e brilhan-
tes para officiaes e com-
mendadores relogios
comentes, bocetas de ou-
ro para rap etc., etc.,
Indo affiancado e por
precos muito favoraveis.
Compra $.; um Flos Sauctorum,
usado : n.^livraria n. G e 8 Ja praca da
Indeppiidiiicia.
=: Compram-se as seguintes comedias- Ber-
nndo na Lira, o Judo* em Sabbado de Alleluia,
Qucm casa quer casa, Por causa de um algaris-
mo, A rosca, o Duelo no Terceiro Andar, o Ir-
mao das Almas eo Diabo na escola : nesta lypo-
grapbia se dir.
Compram-se 3 ou jogos de malas usa-
dos : na roa nova Je Santa Bita, primeira serra-
ra do lado do nascenie.
Vendas.
:-;
i
;
v>
Vende-se uma \acca com uma cria grande
egorda: a ver-se, n Arraial, no sio du Sr.
Burgos, e a Halar na ra da Matriz da Boa-Vista
numero 7.
En (cites para cabeca de
senhora.
>'a luja d'asai de ouro, ruado
Cainita ii. I B,
rendem-se os mais lindos enfeiles com vidrilho
prclos e de lodas as cores, ditos de frot-o e vel-
ludo de toros proprios dos rostidos que so usara,
cliapeoznbo? n louquinlias muito lindas para
neuinos e menius, capellas com palma tolas
brancas proprws para noiva, e uniros mu -
mais enfeiles, leques de ruuito gosio, de madre-
perola e de outras mullas qualidades, bol oes de
iodos os goslos para ca/.iveque, assim como
franjase trancas de tol.-.s as qnalidades, bico de
sediede linho de lindos padioe, perfumaras
de lodas as-qualidades, que se vende tudo muito
barato por se ler retebido im dreiura da Fu-
ropa.
Vender se cimas de vento a t;
5500: na r.ia Direita i. 05.
'i- 'mmsmmtmm
U
IWratIa a at-I
*f
:;:
m9&pG9Qm #!
Ainda contina por alugar o sitio annun-
cado na Torro, pericncente a Jos Mariano de
Albuquerqne : a tratar como mesmo, ou com o
Sr. Jos Azeredo Andrade, na ra do Crespo.
Alinalo.
;eiras n. 15. |S em outra qualquer parle :
COJlIPilJVHIA

Estabeleeida cm Londres
KM
CAPITAL
Cineo HvHliocs Ae liaras
esterlinas.
Saunders Droibcrs&C." lem a honra de In-
formar aes Srs. negociantes, proprielarios de
casas, e a guem mais convier, que estao plena-
^ mente autorisados pela lila companliia para
uga-so um prelo escravo ou forro para o
o servico interno, ou compra-se um de meia .lu-
de na ra Nova n. 53.
Lava-so e engomma-sc com peifeicuo c
promplidao : na roa do Colovello n. 50.
saua(;o alegrica
A
S. M. o Imperador
Cantada no thealro de S. Joao da Baha, e
Precisa-se de umamnlherqie eo-
siuhe para casa de pouca faniilia ;
na luesuia casa precisa-se de uma
engomi gdeira que agradando pa-
g.i-se a' *5J mensaes : a tratar na
ra di Cruz n. 27, segundo andar.
Na ra da Cruz n. 45, segundo
andar, precisa-se de uma ama quo sai-
de
nina casa (
]<
l>a coSuihai o diario
pouca familia.
AJuga-se urna casa confronte a
greja de N S. da Boa-Yiagem, na po-
' voacao do mesmo uome, ptima pura
senassara fsta e desfruta)-se os ex-
S cellentes banhos do mar: a tratar no
pateo do Paraizo n. 10.
Aluga-se o segundo andar na ra dj Penha
30
' posia era msica para piano s pelo maestro ,\ii- ji01: aclrailav n ,ucBsn1,1( sobrado.
; gelo Bii-!i : vende-se na roa do Imperador, loja
,n. 21.
Publicaeo Iliteraria.
Gua Luso-Brasileirodo Viajante
1 vol. em 4o do 500 pag.: vende-s
effectuar seguros sobre edificios de'lijlo epc
para .
- e pe- S
da, cobertos de. lelha e igualmente sobre os 3fe
objectos que couliverem os mesmos edificios, **
quer consista em mobilia ou em fazendas del
qualquer qualidade.
Saca-se para o Porto e Lisboa noj
esciiptorio de Garra Iho Xogucira &C.,\
na ra di Vigarion. 9, primeiro andar :
O advogado Souza Beis mudou o seu es-
criplorio para a ra larga do Rosario, sobrado da
quina n. 52.
Offcreec-sc um Iioiucni capaz
com familia para feitor de sitio, que
i cnteude pcrfeitaiucntc de plaitaees:
ensta t>pographia se dir.
O escrivao da rmandade de N. S da Sole-
g^ dnde, na freguezia da Boa-Vista, por ordem do
B Sr. julz, convida a lodos osirmos em geral, pa-
ra se proceder a formaco da nova mesa que lera
1 de servir no auno de 1860, para domingo 18 do
correle, pelas horas da tarde, no consistorio
! da mesma irmandade, e espera que todos con-
i cerrara a um tal acto. Recite 14 de dezembro de
I lS59.^=./'i7itii .loa ilarlint.
| Achules Malardeux & llonor Dcrrogam,
; nao devoro nada nesta piara: elles participam
jue lencionam voltarpara o Bio de Janeiro no
autor roa do Yigario n. II,
5
da Europa
e na ino do
3j! encad. 4
Fugio do deposito geral, o pardo claro, E-
leulerio, de idade 18 anuos, alto, secco do corpo:
quera o pegar, levoao mesmo deposito, que ser
recompensado generosamente.
g O Dr. Casanova pode ser procurado
a qualquer hora em seu consultorio ho-
meopalhico
28=RL'A DASCRDZES=28
o^mesmo consultorio acha-se sem-
pre grande sortimenlo de medicamen-
tos em tinturas e glbulos, os mais no-
Iros e bem preparados, os elementos de
13 homcopathia e Nystem diccionario dos
?Kierrr.'js de medicina.
aiinrHiiiiif- m???m?!
Seraphin & Irraao.
Ra do Cabuzj;, loja de onri ves
ii. 11,
esquina que lica em frente da ra
Xova e pateo da matriz
Fazem publico que estao constantemente rece- ; primeiro vapor.
bendo da Europa as mais era moda e mais deli- i __ Ni n da Tmn n fi-> f,.0;-
.-..idas obras de ouro, as quaes dao para esco-! ama da Luz n. 02, teice.ro
Iher, pelos menores precos possiveis, o passam I andar, precisa-S tallar com o Sr. Jos
coutas com recibos, nas quaes vao especificadas Goncalves da Silva, morador no eiiffe-
a qualidade do ouro, lano de 14 como do 18 i. ::i .. n i- "
quilates, do que licara esponsaveis. \ nho Aripibu a negocio que lhe diz res-
= Gonlinua-se a preparar bandeijas enfeila- pe lo.
das cora balinholos de diversas qualidades, as i Preeisam-se de trabajadores forros ou
melhoVes e mais baratas do nosso mercado ; as- | captivos para irabalhar 8 horas por dia : nesta
-iii como bolos inglezes, podios, pastis de nala l>poaraphia.
e reme ou outra qualquer encommenda : diri-l Uma n ssoa habilitada para fazer qualquer
ja-se ra da l'enlia n. 25, para tratar-se do esaipturacao mercantil por partidas dobudas,
juste. otl'erecc-se para escrever pin qualquer casa :
Precisa-se de uma ama forra ou captiva quem de seu presumo se quizer ulilisar annun-
para o servico de uma casa de familia, e quo se ce por este jornal ou dirija-se a ra do Tasseio
preste a comprar e a sabir a ra em objectos do i Publico n. II.
servico : na ra larga do Rosario n. 28, segundo = Henry Lom, Clement Wilmonl, William
andar. Sharped : retiram-sa para o Itio de Janeiro.
brox.
10 da Silva Ramos, medico pela 3
I.'niversidade de Coimbra, mudou sua re-
l sidencia.para o primeiro andar por cima i
g da cochuira do Adolpho na ra Nova e 2
I continua o receber todos os dias das 8 is 3
'10 horas da manbaa e das 3 as 5 da tarde, *
a as pessoas que o qoeiram consultar, bem
como a preslar-sccom sua habitual promp *
I lidio a qual quer chamado para os mis- |
,- teres de sua prollssao comprehendendo a ",
| medicina, cirurgia c parios.
SF.M
Cura completa
RESGABDO NE1I INC0MM0D0.
Iiiflamiiia^au no tero
Una minha eserara padeca de uma forte in-
flammaeo un ulero fot esporo de 7 anuos, com
continuadas dores agudissiraas, e com o venlre
muito alto, procedido da mesma inflammaco ;
com a applicaco das Chapas medicinaes do" Sr.
Ricardo Kirk, morador na ra do Parlo n. 119,
leon completamente boa, o o venlre tornou ao
seu estado natural : este curativo foi feilo em 56
dias, e esta minha exposi^o verdadeira e vai
por inini assgnada.
Francisco Vicente lladuem.
Roa de Santa Luzia n. U8.
Eslava afirma reconhecida pelo tabellio Eran- j
= Ao Sr. Joaqun] Balbiuo de Azcvedo, natu-
ral da provincia do Maranhao, deseja-se fallar a
negocio de seu inleresse, na ra da Cruz do Re-
cite n. 33, segundo andar.
Ignacio Nery Ferreira fa/. seiente ao corpo
dcommercio e ao mais respeilavel pubico, que
como baja outro de igual riuine d> hoje em dian-
le assignar-se-ha por Ignacio Nery Ferreira da
Silva Lopes
Mors Lehmann vai para a Baha.
CAIXEIRO COM BOA LETTRA.
Precisi-se de um caixeiro de 16 a 18 anuos,
pouco mais ou menos, que lenlia bonita lellra, o
pode deixar carta fechada nesta lypographia, in-
dicando numero e ra de su.i residencia pora ser
procurado, botando as inciacs.N. P.
O escriturario da Companhia do
Btberibe, Marcolino Jos Pupe, anda
continua a agenciar a compra e venda
Ideaccoesda mesma uompauliia : po
, deudo ser procurado no esciiptorio ra
do Calinga'n. 16.
DELICIOSAS E I.NFALI.IVEIS.
Hotel Trovador, ra larga to
Rosario n. 4G, primeiro
andar.
O dono deste cstabeleeimento, Francisco Gar-
rido, participa ao publico e aos seus freguezes,
que enconlraro em seo estabeleciinento a qual-
quer hora bous peliscos, grande variedade de
manjares, superiores vinhos, laes romo, duque
do Porlo, afamado chamico, cxcellenle muscatel,
deliciosos licores, etc ; ludo o melhor q-io lia,
para que os fregus s sejam bem servidos. .Vos
domingos e dias santos llavera saborosa uao de
vacca, das 2 horas da madrugada at as 10. For-
neco-se comida para fra com promplidao e
aceio, por proco muitu com modo.
Precisa-se alugar alguns pelos escravos
por mez ou por dias, pode-Se dar sustento, 'aso.
convenha ao senhor: na G vi aria n. 6 e 8 da'1
piara da Independencia.
Cura completa
Sen resguardo neni flcoaimo.
luflaiiiuiat*o to est le caneca,
Rngo-lhe, Sr. rodador, de ir.serir no sen jor-
nal a seguinte deelaraeo, que julgo ser pro-
veosn a algumas pessoas.
Ha bastantesannos padec uma horrlcel dr
de cubera que me prenda a nuca, linha muilas
rligeus, algumas vezos solTria dr no estomago
acompanhadas de clicas flalulentas; mandel vir
uma das chapas medicinaes do Sr. Ricardo Kirk,
morador na ra do Parlo n. 111), appliquei-a so-
bre bocea do estomago, e no espaco de 18 dias

es*
teiiQo ;io segundo an-S
dsp quinada ruadoQticiuia-1
to (por cima da loja dojj
Sr. Preguica) entrada^
pelo beceodo Peixe Fri
ton. I. |
lli'-os corles de vestido de 2 saias &
de gorguro branco lecdos a vel- ~<6>
ludo proprios para baile o nias fe
rico que lem \indo a esta capital. )
Ricos corles de vestido de seda de
2 saias bordados proprios para
baile, fazenda do mais apurado m
gesto. J*,
Ricos cortes Jo vestido de 2 saias afl
de gorguro de seda Je cores pro- ig
priospara visita e para passeio de *
apuradissimo gos'.o. ^
Ricos cortes vestido bordados *
para casamento cora capellacor- #
rcspondeiiie. '?
i:'' '-orles de vestidos de 2
saias de gorguro prelo bordados '
e adamascados. K
Rica e ioteressantc colleccao de ai
ligos para toilette de senhora e
para eavolheiro,
a Ivcrte-se ao respeitavel publico ^
ft que: alera das fazendas annuncia- z-5
|g s na um variado sortimenlo de 3
ffi fazendas novas qua todas serao *3>
H vendidas era procos razoaveis j*L
Vendem-so pali to!s de lpica a Sg"KK) .1 e [3 :
no Passeio Publico, loja do nina noria n. .
Vende-so um sobrado em 01 inda, ra de S.
Pedro Marlyr. com baslnntes rominwdos e hora
quintal : quem o ireicnJer, dirija-se em Olinda,
ao Sr. Joao Suares Raposo, botica >lus Quain
Cantos, e no Recite, : 1a lugusia n. o.
=.- \"ende-se um sitio na povoacau .!.! Varzea
com rasa de virenda, e basUnles'arvuredos, cer-
cado, c asa le fazer farinha, e baixa para ca-
pira porto do rio: qucm pretender, dirija-sc a->
Remedio, defronlc da greja, a tratar com Ca -
tana Baptisla de Mello.
Anda est para se vender o .itio da tra-
vesa do Remedio n. 21, da freguozia dos Alega-
dos : quem o pretender, entenda-se com seu
proprictario.
Vende-se uma cadeiriuha de dous '..race-,
forrada de Jamasen, era boui esludo e por preco
inuio rnmmodo : na roa do Fogo, .-ulraj .
numero 2
Ma loja de fciTagens c
i
achei-me completamente bora, e as dores de ea-
beea des ppareceram.
Por isso agora posso dormir com socego ; le-
nho de dado G8 a no 03 e 4 mezes, e faco esta
advertencia a todas s pessoas que padeccrem
tal molestia pira tentar o dito curativo, para que
assignei a presente declaracao em gralidao c pa-
ra ser coohecido do publico.
Cralo de Santa Cruz.
Emygdio Josl de Furia.
Eslava a firma reconhecida pelo labellio Jos
Feliciano Godnho.
Achado.
Achou-sc um embrulho com chapeos de sol,
na estrada do Recite para Santo Vnlao: quem o
perdeu, dirjase ao engenho da Unio de Miguel
da Cosa Borba o Sebastin nas Pessoa de Luna,
na freguezia de N. S. da (lona de Cuita, que de-
clarando o numero delira e qualidade, e pagando
o impone deslo annuncio, Iho ser entregue.
aianoel Cordeiro relira-se para o Rio de Ja-
neiro, levando em sua companhia uma lillia
menor.
Precisa-se de uma mulher que saiba tratar ?' Mr> MK",h" ''"'" fmfaa a 80 rs., cail' s
de enancas para servir de ama secca : qucm se ,1(-'comu-ies c0m duas carreiras a 80 rs., teson-
achar nesle caso, e!iija-sea ra do Crespn. 16.
esquina.
niiiiueZfis.
Raa Direita n. 64.
Caixinhas de agulhas muito finas a
330, ditas a 01 is., caixinhas p',:a costura i
lo bonitas a ;i;oO(i. ||50O, 5 e 6J, bicos finse
ordinarios por baralissimo preco, n dan-se as
amostras ; sapalinhos de la para meninos a IM1
cis'co Antonio Ma hado.
Consultas todos os das das 9 horas Ja manbaa
larde.
2 da
DEPOSITO GERAL
Cozinheiro.
Precisa-sc
Precisa-se de um que seja perfelo na sua ar- alugar una ama secca para casa de pequea fa-
te e que nao tenha vicio de beber: na ra das rnilia : a tratar na ra de Santa Rila n. (9 ao
Cruzesn. 11. p da igreja.
Empresta-so 900| a juros sob hypotl.cca : = Grvalas broncas para baile : na ra Nova
Basta lypographia so dir quem os empresta. a. 16, loja de Jos l.uiz Pcreira.
-- Precisa-se para casa franceza do uma ra> i Guilherrae Feisller e red. Martens, subdi-
panga que seja lele que saiba coser, lavar e en-| tos prussiaiios, reliram-se para o Ro Grande do
gonimar, allianea-se o bom tralamenlo, assim Sul.
como onao_sahi'r a ra : a tratar na ra doJm-| ^_ Os Srs. Jos Cavalcant de Albuquerque e
peradora. i I Joao Antonio (Cazuqu) qoeiram vir ou manda
Quera |Uizer alugar dous ntgros para ser- aos Coelhos fallar oui o Sr. fc.nlonio Carneiroda
> !_ diario das S horas as G Ja tarde procure na
raa i) certides de curas completas j (oram publicadas
pelos jornaes, e mereccm de certo lodo a eonfian-
( a do publico.
O Sr. Carlos Pedro Elehecoin, de S. Paulo, aca-
lla de eslnbelocer um deposito geral no Rio de
Janeiro, ra do Parlo n. 119, perto da Carioca.
Desapparecou desde o dia quarla-feira, li
lo crreme, da ra da Praia, na porta do arma-
zem da Sr. l'igueiredo; um civcllo ruco com
i cangalhj, leudo os signaos seguintes : Daslan-
le grande, esl cora o quadri relado, cauda c
casis grandes : quem o pegar leve a seu dono,
Lrn.ino Jos de Moraes, na mesma la e casa,
que ser bem recompensado.
Lavagem de roupa.
Precisa se de quem se encarreguc de lavar o
engommar roupa: a quem con\ier, dirija-sc a
ra do Crespo n. 23.
Precisa-so de urna ani.i de idade para cosi-
uinna a negocio .que Ibes dizem respeito, e que nhar, forra ou escrara em Santo Aman lal
os sennores nao rn9ran. lo nielo Je Jos Jacinlho de Cerrj'ho,
Paslhas vegetaes de Kemp
contra as lombrgas
approvadas pela Exm." inspeceo de esludo de
Habana e por militas outras juncias de hv-
siene publica dosF.slados Unidos c mais paizes
. da America.
Garantidas como puramente vegetaes, agra-
i daveis vista, doces ao paladar sao o remedio
! inflllivel contra as lombrgas. Nio causara nau-
j sejsnem sensac.oes debilitantes.
Testemunho espontaneo em abone da
S. Paulo, nesta cidade c em lodo o imperio, pe- j "'as de Kemp.
las admirareis curas oblidas com ellas [alnumas Srs. I). T. Lanman e
PE
Pilulas vegeto-depurativas
VauUs tanas.
As plalas paulslanas: la. bem lonhecidas em
parli-
Kemp. Port Rvron
12 de abril de 1859. Senhores. As paslhas
que Vmcs. fazem, curarain meii lilho ; o pobre
I ripaz padeci do lombrgas, cxhnlava um, cliei-
ro Ftido, linha o estomago nrhado c continua
comichao no nariz, tao magro se po/., >iue eu
leraia perde-lo. NesU's circumsiancias um visi-
nho raeu dase que as pasli|has de Kemp tinliam
curado sua lilha. Logo quesoube disso, com-
' prei 2 vidros de pastilhas e cora ellas salvei a
vida de rilen lilho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Flo'jd.
I Preparadas no seu laboratorio n. 3 Gold
: Sireet pelos uincos proprielarios I). I.anman e
Kemp, droguistas por atacado em Nev,- York.
Acham-se venda em todas as blicas das
prncipacs Cdadcs do Imperio.
DEPOSI ros
Rio de Janeiro na ra d.i Alfandega n. 89.
Baha, Germana & C., ru.i Julion. 2.
Pernambuco.no armazein de drogas tic J. Ss ;.'.:
Denles arliiciacs.
Francisco Pinto Ozorio lem a honra de sclcn-
litirar no respeilavel publico desta cida.ie, que
esl de posse ta machina a vapor vulcanite ;
collora denles por este novo systema anda nao
visio nesta cidade, e lalvez em lodo o Brasil por
ser um systema inleiramcnle novo, e por conse-
guinte muito fcil para as pessoas que se \ .'em
na precisao de usar delles ; lambem os colloca
por meio de chopa em ouro ou platina com molas
ou pela pressaodo ar, calca os que eslao em es-
tad o de caria com ouro o 'massa adamantina, e
outro s massis brancas, por precos razoaveis, po-
denda ser procurado para este um em sua mora-
da, na ra estreita do Rosario n. 3, a qualquer
hora do dia.
\
& Companhis raa Ja Cruz n. 2
?fa
Acotnpanhamenlo mar timo
em viagem de SS. MM. II.
Parahib.
So da da sabida de SS. MM. II. paiu a pro-
vincia da Paralaba do Xorlo seguir o vapor ('./-
maragibe conduzindo a seu bordo as pessoas que
se associaivm pora o referido acmpanhamoBlo,
demora de '.res dias naqueth cidade a rolla no
mesmo vapor.
A assignaluri aeha^se aberla no armnzeru la
lo VTgario n. 1! do ngei !' ma.
raspara ros!uro mullo unas a I?, ditas para bar-
ben., a 2* penles para alisar cabello.pretos o do
cores a 30, ditos i"s a 560.
Sorlimeulo le gneros
para e.sla.
Ra Nova, casa de ruatro por-
tas numero 48.
Vende-se superior mauteiga initlezaa Igl20 a
libra, dila a lj, dita france/a a 640, aun/ a 120
a libra, btala-; a 100 rs., superior vinho Fignei-
ra a560a garrafa, dito Lisboa a iS, dito do Pol-
io lino a 800 ts., ditos enxai rafados de lod is -
qualidades a IguO, louciiiho a 1 O a libra, pre-
sunto a 500, passas a 500 rs.. amendoas a {80,
queijos viudo no vapor, os mais frescae? a 2*700,
dila sus-o a 900 rs. r. libra, chorla (o do Batini-
llia a I$500 a libra, cha muito lino 1 2,<2H) a li-
bra, dito a 2$000, ligos commadro a 3*1.1 libra,
chotircas mnilo novas a 720 a libra, ameixas a
180, queijo do sertao a 720 a libra, lingoicas .1
560, cevnda muito nova a 160, gnnima deafarn-
I 1 .1 2t0, massas linas para sopa a 180, doce fino
.1 l*i( >9 o raixAo, dito 3 1-280, eoulros m
gneros, ludo de superior qualidado. e ruceos
muito em conta, qno vist 1 dos compradores e
das qualidades selhes dir o liaratssimo preco.
Ra ilireita u. 76.
VenJe-Sfl uma ptima mulatirrlia de 15 a i!
anuos deidad', por preeo comniodo.
A lfUOO palciols le casemira de cores, e
sac< is, diios Jo panno roto a 20j : na loa am i-
r< lia dn ra i Cr *| i n. i, le Antonio francisco,
P cira.
S
MUTILADO


(fi)
.DIARIO DK PLEtNAMBLCO. SABAQ 17 DE DEZEMBRO DE 18.?.
DE
ihm m
N.2 UA DO CESPO-

2
-
loj
Bcsejaiulo-sc acabar com esta
a vendem-se todas as roupas fei-
las, chapeos c fazendas nella exis-
tentes por siienos de seus valores.
Dcfronle do arco de Sanio Antonio.
. ,. .v Kf-STE NOVO ESTARP.I.F.f.IMKNTO VENd)FM-SF.
olS^r'SSlSft 2? Wri.. gons, historia c classkos ; romances Ilustrados
ouiraspuuliraooos era diversas linguas.
Globos, aliase mappas geographicos.
Papel de hollando, de peso, paquete, almasso, de cores e outros de diversos formatos e
Prensaspara copiar cartas e outros manuscriptos, Hrros e tintas nroriaa Iorma,,s e
Livros era bronco, nennas de varias qualidades c mais objectos para uso de renarltces secreta-
as e casas de commercio, ulei.cilio? para desenlio ele r Artigos de boro goslo, fantasa ecuriosidade das fabricas de Taris para uso dos elegantes orm
tos. presentes etc. saines orna-
Cartoes e bilhetes para bailes, casamento e visitas
HISTORIA UNIVERSAL desde os te
2"Stos.
........-o, assim
so vidros a rea 11 o
queno ate mais de G palmos.
Botica.
jfflW"
vinlio do Porto, do mais superior, engarrafado
dito champagne, em, dito muscalol, idi-rn i, ',
I armazem de Barroca Uedoiros, ra da Cadeia
do Recite n. 4.
Polassactaliussia
E CAL bi LiSiiOA
No bem conliocldo e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Reeafe n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, ora
e de superior qualidade, assim como tambera
cal virgcm em podra: ludo or procos muilo
razoaveis.
= Vendem-sc escolenlos vaccas do qualidade
pandas e alguna gaotes e vaccas sol tetras : os
ilo tamaito mais pe- ; Pl,deole?.>ryn;sc aositio da iassogem de
A11
draca.

A 6$ a eaixa: na rita
do Rosario armazei de louna.
Vidros para caixilhos.
Na ra larga d Hotario loj n. 28
[armazem de louna, maudam-se botar vi-
titos cm casas particuiam por preco
muito COmmodo. assim mmn vend
larga
lea
UA un l.RSAL desde os lempos primitivos ale 1850, por Cesar Cantu, 12 vnlumcs in fo r
io enriquecida domis do 90 magniticas estampas, obra era que nada se pouTou oara o
eilor encontrar nella erudieo, estudo solido e leitura agradare! P i
AK de lembraiic.iv iln rnsiiihn nnr-i isiiii .-;., .,___.<<.._-" .
Souza, ra larga
seguintes medica-
lei
ALMANAK do lembrancos de Casiiiiio para 1860," "assm"como
comeco.
MANUAL DE CONTAS j foitas para compras c vendas deassurar aI"odo ele
Emc^arLMlLSK de9dc ^ S!mpIes em M* "W '"forera panno ou pclle.
P pre^ndemes. PPC com'>"P P>prio e era relevo voniade dos
Acceifa-sc o encargo de qualquei-encommenda de livros o outros artigos tanloda corte oprovin-
zaveis UnPt'n0' COra POrlUSal" FraBSa' In*ta,erra c *>W". c0> ^ condicroes E
ecc6ea completas desde o sen
DE
Sita na rm Imperial i. 1 18 c 120 junto a fabrica de sabio.
DK
Sebasto J. Neste pstobelecimanlo ha sempre
promplos alambiques
inelliores sysli
de bronze de ioda? r,s dimenroes e fcilios paro alambiques, tanques etc., para
ferro para rodas d'agua,portas para tomainas e crivos de ferro, tubos de cobre i
. do cobre de differenles dimenroes !
[de 3003 a 3:000*; simples e doblados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios cominos I
para resillar e d,-sillar_espirito com graduaeo at 40 graos (pela graduaco deSellon Cartier) dos I
aoje approvados e conhecidos nesta c ondas provincias do imporio, bombas
e ferro, lorncfras
irafusos do bronze e
.e e chumbo de (odas
as dimenroes para encmenlos camas de ferro com armacao c seta ella, fugos de forro notarais o
econmicos taclias c lachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumaderas cocos
para engenho, olhn de 1landre?, chumbo cm lencol e barra, zinco em lencol e barra, Isnces e
arrodas de cobre, len-.oes de ferro a latao.fcrro suecia inglez de todas as dim'onsocs, safras, tornos -
e folies para fcneiros etc., e outros muilo? ailigos por menos proco do que cm oulra qualquer i
l'n' pciihando-sc toda o qualquer encommenda com presteza e perfeicao i conhecida =
o para eommoinjade dosfreguezes que se dignarcm lionrarcm-nos com a
i ra .Nova n. 33 toja do .ferragens pessoa habilitada para tomar nota das
! ,, ull,lsMm.o e-'labelecimento aclia-se, ha pouco lempo, augmentada tanto no materia
i como no sen pessoal, o seus proprielarios habilitados para vencer qualquer modelo hostil e
despr,var,, jgaoraiile irtopendhi do malevolencia. Werecem a seus nume osos *fre?../. s e
ao pubi,co en geral, asvantagensde sua longa experiencia e reconhecida promplidao c SSelUiado
na execucao das obras as. mais importantes do engenharin, entre outras pe enumera as seguin-
les : machinas de vapor de lodos os lamanhos, rodas d'agua de lodos os dimetros, ludas de fer-
ro ou pora cubos de madeua, moendas para canua todas de ferro e independentes com os n.e-
Ihoramentos que a experiencia moslrc ser indispensavel, meias ditas com iodos os prepares ta-
chas para engenho de todas as qualidades e lamanhos, rodas, rodetes, aguilhoes, cr.vos e bo
para torualha e todas as ferragens para engenho, machinas para amassai pao e bolacha dilas
para moer mandioca, ionios c prensas para farinha, ponles de IV
todas as obras do macliinismo ele., etc.
Bartholomeu Francisco de
do Rosario n. 36, vende os
montos:
Rob L'AITectcur.
Pilulas contra sezes.
Dilas rgela
Salaaparrilha Bristol
Dita Sands.
Vermifugo inglez.
Xarope do Dos [-je.
Pilulas americanas contra ebresl.
nguenlo llnllov |
rillas do dilo.
Ellivir anli-osraathico.
Vidros de boca larga cora rollias, de 2 oncas a ;
12 libras
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico '
prego.
Vondc-se um carollo aeostumodo a Iraba-
inar em carro dr condueco de gneros
do Codorniz n. 8.
fallar com Carralho Sirqueira.
Ao barato.
O n. 4 na praea da Independencia, est tor-
rando:
liorzeguins para homem a 6.5OOO
I>!to< para senhora a 3#.
Ditos para meninos a :>;.
Sapatos rasos a 2f500.
Sopatoes de lustre a 5#.
o todo o mais calendo se vende por barato prcro.
in"" .V*St,e"se milho chogado ltimamente "d.<
lina de lernando, saceos grandes, sacros de fei-
jo mascado a 5j o sarco na ra Diretta n. 1 i,
esquina que volli para S. Pedro.
Sal do Ass
a bordo do patacho cBom Jess : a trotar ni
ra da Madre de Dos n.2.
SISTEMA MEDICO DE HOLLAVAY.
PILULAS IIOU.WOYA.
Este inestimavet especifico, composto inleira-
nao conlm niercu-
u i mente de hervas medicinacs.
lies.
'aideicas, tanques boias e
Na ra da Cadeia n. esquina da Madre de
Dos, existe um ptimo sortimenlo de borzeguins
de verniz, cordavo c bezerro do afamada fabri-
,; se vendem porcomiuodo proco
Sripfii'ier ao meihor
s S a 3 e> -
* < 5.2.2 -
a, =
3s J5'0
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9 g ~ S
38_ 3sb*S
3 3 SSo ;
sua confianca, acha-
cncommendas.
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0 E AITOIUSAMO
DA
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1 .
*--o
EPISPASTICAS
tf
IWX
impon
M/ 14J "\y i^\ IMlrLk (i _.
AS CHAPAS MEDICINAES sao mnilo conhccidasncsta corte e em tod
io ha mais do21 annos, e saojafamadas, pelas boas curas queso tem o
ELEOTRO-M LONETICA.S
yif of" i~-1
scrcm appYicadas as paites afectadas, sem
vcsgiiarAo i\cm tacoiamodo.
Jas as provincias f-esle
... queso tem oblido as enfermedades
abaixo descrilas, o que se prova.com innmeros attesiados que exislem de pessoas capazos c de
cxtinccao. r
Com estas Chapas-electro-h^cxeticis epispasticas oblem-se urna cura radical e infallivcl
em todos os casos de uiflanimacan (cansnfo ou fulla de respirafSo), sejam internas ou exlernas, do
ligado, bofes, eslomagos, braco, rins, tero, peito, palpila^oo do coracio, garganta, olhos, erisi-
pelas, rhcumalismo. ataques nervosos, etc., ele. lgualm'cnle para os differenles especies de tu-
mores, romo lobinhose escrfulas; soja qual Kro sen lamanhoe profundeza, por meio da sup-
aoserao radicalmente extirpados, sendo o sen uso aconsclhado por habis e dislinctos facul-
tativos.
As eocommendas dhs provincias devem ser dirigidas por escriplo, lendo todo o cuidado de
azor as neoessariascxplicaces. se as chapas sao para homcm, senhora ou ertaoea, declarando a
molestia em que porte do corpo existo, se na eabece. brago, pesco?o, cara, poma, pe, ou tronco
do corpo, declarando a ctrciimforcncia : e sendo fonda on ulcera?, o molde do seu lamanho era
um pedaco de papel e adeclaracao onde exislem, alimdc que as chapas possam ser bem annlica-
dos no Pde-se mandar do qualquer poni do imporio do Brasil.
Consultas a todas as pessoas que a dignaren) honrar com a sua confianra, em seu escriplo-
i-i, que se achara" aborto todos os das, sem excepcao, das 9 horas da manhaa s 2 da larde.
- te "C T3
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30
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presunto de fiambre.
Lioguase racca einsnlmoura rindas
; di Londres, veudcm*se unicame
armazem de Luiz Aunes
porta da alfandega.
AoRa Direita4.5
O proprichrio deslo estabelerimenlo
en
s
o
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en r
es
W
1
C5
o
53

oo
C5
co
co
oo
es
en
nhecendo que com a excelsa visita de SS. MM.
II. a Osla cidade tem de sedar um estrago hor-
roroso de calcados, em conseqiiencia das fre- .
quenles paradas, marchas, conlramaichas e for-
midaveis passeios s brilhanles illuminacoes, o
condoendo-so das boleas naturalmente pouco '
fartas, dos bravos olilanes e pracas dos patrio-
ticos balalhoes, cujos nomos trazcm memo- '
na os feilos gloriosos dos nossos avoengos, deli- I
berou, em homenagem alio felizes das baixar j
so procos do seu excellente calcado, a saber:
Parahomcns.
j Borzeguins aristocrticos (lustre) 9j000
IBorzcgains zouavos, obra forlissiraa (be-
zerro)
Borzeguins cidados [bezerro o lustre)
Borzeguins econmicos
Sapaloes batedores
i no, era alguma outra substancia delectara. Bc-
nigno mais tenia infancia, e a ootnpleicio mais
delicada c igualmente prorapto e seguro para
desarreigar o mal na compleiciu. mais robusta
e uitciramenle mnoeeote-em soas operaeoese cf-
i il ; pois buscae remore as doeneas "de*ual-
quer especio e grao por mais antigs e lena/--
que sejam.
Entre militares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
raorte, preservando erasen uso: conseguirm
recobrar a saude e larcas, depois de harer tenta-
do inilijineulo todos os outros remedios.
As raiis affliclas nao devem eutregar-se a de-
uuoa -'s|-racao ;-acam un conipelenli- ensaio dos
nte no e,Ii,azes cffeitos desta assonibrosa medicina, .-
prestes recuperaro o beneficio da saude.
cironte da! Nao se perca lempo em tomrosle remedio
para qnaiquer das seguintes enfermid
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A iplas.
Areias(nialde).
Aslhma.
Clicas,
reco- Convulsoes.
Para senboras.
Borzeguins para senhora (primeira elasse)
Hilos 'segunda clisse]
Dilos para meninas primeira classe)
37 Esia do Occhaada
Lojadciporlas.
8000
8#000
6,?0()
55000
Debilidade ou extenua-
co.
Debilidade ou falla de
torcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Borde garganta.
do barriga,
nos rins.
Dureza no venlre.
Enfcimidades no venlre.
Ditas no figado.
Ditas venreas
F.nxnquecn.
Herysipela.
Eebre biliosas
Pebreto internilenle.
Febrelo da especie.
Gotta.
Ilemorrlioi-las.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflanunaces.
Irr e g u la ridades da
raenslruacao.
I.ombrigas d'e toda es-
pecie.
Mal de podra.
Manchas na cutis.
Obstruccao de venlre.
Phtysicaou consumo-
pulmonar.
Relencao de ourina.
Rhcuraotismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
ulceras'.
Venreo 'mil1.
\ondem-se estas pilulas no eslabelecimenlo
; geral de Londres n. 224, Slrand, e na loja de
] todos os bobearlos droguistas e oulras pessoas
50001 encarregadas de sua venda em toda a America do
4G(;0 Sul, Havana e Hespanha.
4j00' Vcndem-se asboectidhas a 800 rs. cada um?
5 dolas conten urna inslrucco em portuguez pa-
i ra explicar o modo de so usar deslas pilulas
I I O deposito geral em rasa do Sr. Son ni
:o, na ra da Cruz n. 22, cm Per-
ELOGIOS.
pharmactico,
narabuco.
i
?s
B*JjUU fL fBIBftF
J?J-fi^J
Chegou a este estabelecimento um completo i
sorlimcnto de obras fulas, como sejam : pal-;
oils de panno lino de 1G$ at 28g, sobrecasacasI
de panno tino pelo c de cores muito superiores '
a Mr>-, ura completo sorlimento de palelots de *--. pra^a to Corpo Santo, relogios do alaraa-
Roskell,
Vendc-se em casa de Saundcrs Brothers &
119
RA DO PARTO 119
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.
GUSTATTOMASSF.T representanlc da mnilo afamada casa WALLFRSTF.M tm\SF1
fornecedores da casa imperial do Brasil, eslabelecida no Rio c era Paris recobeu'*'
lmenlo de fazendas e modas da primeira qualidade e nori'dadc. querendo antes d
o respeilavel publico dos oreos muito yanlajosos pelos quaes pode oflerecer sua
o
ludo
d
& C."
gi ando sor-
e ludo fozer gozar
riscadinho de bnm pardo e brancos, de braman-
le, que se vendem por preco comraodo, cerou-
las de linho de diversos lamanhos, camisas
francezas de linho e de ;panninho de 2g at 5$
cada urna, chapeos francezas para homem a 8$, i!
dilos mnilo superiores a 10j>, ditos aveiludado-
copa alta a lU., dilos copa baixa a 10, cha- @
peos de feltro para homcm do 4J. 55 e at 7$'?ti
cada um, dilos de seda c de palha enfeilados pa- *$,
ra meninas a 10?, dilos de palha paro senhora
12$, chapeUnbas de velludo liramenta enfeita-'9
1 das a 25jjl, ditas de palha de Italia muilo finas a
|25j, corles de vestido de sedj cm
at 150$, ditos de phantasia de
goilinhas de cambraia de 1J> ale
do lgSOOalj, organdys
do fabricante
, por precos commodos,
e lambem trancellins e cadeias para os mesmos
de exfolenle eosto '
THMfT V'i'lT
cario de ilg
IOS al 3SC00,
S|, manguitos
escuras e claras a
i
GM\m E VARIADO SORi lilEMO
DE
rrega-se de ma-
anes.


oiio MOieoso,
tmm $mmm s oraMiDiMa.
3 RA AAa%ORIA9A^ABOVU]VBAO 3
Clnica no* aiacs os systcmas.
O Dr. Lobo Hoscoso d consultas'todos os dias pela manhaa ede tarde depois do t horas
Conlrola p.-rlidos para curar annualmentc nao sopara a cidade como para osengenhos ou oulras
proprii'dade? raraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa ot as 10 horas da manhaa e cm caso de ur-
gi ncia aoulra quahpier horado da ou da noite sendo por escriplo em que se declare o nome da
pessoa, o dama eo utunero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairrodu Recife podero re-
meiier seus bilhcies a botica do Sr. Joao Sounn & C. na ruada Cruz, ou a loja de livros do Sr Jo*
Pi leirn de Soac i na ra do Crespo ao p da ponte reina.
Nessa luja e na casa do anonadante achar-so-ha conslantemenl c os melhores
:: Mtlaspoiaeopalhicos ja bem eonhecidos o pelos procos seguinles:
Botica de 12 tubos grandes, ..."......
Dilos de 24 dilos...............
Dilos de 36 ditos...........
Dilo de 48 ditos...............
Dilos de 00 ditos...............
Tubos rateos cada um...........
irascos de lirutneis........
Manoal de medicina horaeqpalhico pelo Dr.'jahr trduzido
em porliiguezcom o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia ele. ele. ,........
Medicina domestica do Dr. Bering, cora diccionario. .
Repertorio do Dr. Mello Moraes........
ido a dmheiro avista ; clleacha-se residindo no hotel inglez. quarto n. 2 enea
ar levar as fazendas pedidas amoslra, sendo por escriplo para evitar"os"en^ar
... Recebe qualquer encommenda para mandarvir da Europa ou do Rio
ll vestidos de seda para baile, passeios e risitas.
Mucre auliqic prclos e de cores.
Noblezas lisas pretas e de cores.
Vestidos prelos lisos, tarradas do2salase do velludo.
flores, c enfeiles de renda para cabellos.
Vestidos de cassa branca bordada muito finas.
Carcas, escomilhas, filos de seda e linho brancos e de cores.
Mcias de seda, linho, fio da Escossia para houiens, senhoras e meninas
Si patos de selimbmnco e prelo cora sallo e sem elle.
Bolinas de selim branco, do selim preto, de la mnilo superiores
Saludas de baile, capas do cachemira, velludo o seda.
Chales de louquim bordados c de rclroz.
Manteletes de renda prelo e cassa bordada.
Corpinhos, camisinhas, colarinhos com mangas de cassa bordada a ponto real e rendo vciJadeira.
Gnarnicoes de renda preta e branca para vestidos e para enfeiles de vestidos
Lencos de cambraia de linho rauio ricos cora renda.
Chapeosdesol para senhoras.
remes para trancas allnctcs de peito, pulseiras, brincos de tartaruga e jaspe pelo para lulo
Grande sorliuiento de luvas verdadeiras de Jouvin. '
Luvas derelroze de seda parahomcns, senhoras o meninas.
Grvalas brancas c pretas.
Chapos de corle cora plumas.
Casacas sobrecasacas. pletots de panno, cachemira dos melhores alfaiales de Paris.
Calcado do afamado lleher para noraens.
Tapetes de velludo muito ricos.
Capas, capoles irapetmeaveis Makinlosch para Lmense senhoras.
as fazendas, vende ^00 rs. a vara, cassaa francezas muito superiores
...-O..C luiiu-iaj muitusuperiores
e padroes novos a 720 avara, casemirasde cor-
les para colleles, paletolse calcas de 3t?5(!0 at !
4g o covado, panno tino prelo e de cores de 2-0011
al 10g o covado, corles de coliele de reliada
muito superiores 09e 12$, dilos de gorguro
a de fustao brancos de cores, tudo por preco I
baralo, atoalhado de algodo a 1*280 a rara, S
corles de casemiras de cores de 5 at 9$, presde- I'
Fazendas inglezas e francezas c
roupas feilas
receidas em imitara
Armazem e loja
DE
Ges < Bastos
105000
15j000
2009)
2r,oooo
02000
gooo
2g000
Relogios de ouro e prata, cobertos e descober-
medica- ',os Palenle inglez, os melhores que exislem no
mercado, e despachados hoje, vendem-se por
presos razoaveis : no escriptorio do agente Oli-
veira, ra da Cadeia do Recife t. 62, priraeiro
andar.
200l)il
ogooo
6fOOO
Clieguem freguezes
A ra Direita n. G4.
Facas e garios a 2*1)00, 2g8tt0e 3S600, dilas
muito finas a 4200. 5$, 5?500 e O?, dilas de ca-
bo de niarfim a lOJfOO, ditas de cabo de nnicorne
: a 11*. dilas de cabo prelo linas a OS e 0300, co-
[ Hieres de metal do principe pera sopa a 55300,
; ditas muilo finas a 6fi, ditas para cha a 2}800,
I ditas de |>laiina para sopa a 10g, dilas para cha a
% dilas para assiicar a 500 rs. cada una, dilas
: para terrina muilo finas a3j, panellas, chaloiras,
igideiras c cassarolas, tudo mais baralo do que i j8{
I ai
Aos fabricantes de velas.
Cera de carnauba da nova safra a 11*500 e 12$,
esebo refinado em pao e velas, ltimamente
chegada do Porlo.em barric-ise caixasde llg.'jOO
a 12J500 a arroba : no amigo deposito do largo
da Assembla n. 9.
....
Lonliiiua-sc a vender fazendas por baixo y'
imples de cores c pelos do IftCOO al 3r2')0 o
Covado, esparlilhos para senhora a 0, coeiros
de casemira ricamente bordados aj cada um,
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12 cada um, dos lisos para ho-
mem, fazenda muito superior, de 12 al 20$ a
duzia,casemiras decores para coeiro, covado a
2|400, barege de seda para vestidos, covado a
15400, um cmplelo sortimento de colleles de
gorguriio, casemira pela lisa e bordada, c do
fustao de cores, os quaes se vendem por baralo
preco, velludo de cores a 7 o covado, pannos
para cima de mc-a a l? ceda um, merino al-
cochoado proprio para palelots emolletes a2*300
o covado. bandos para armacSo de cabello a I lO, saceos de tpele e de ma'rroquim para \ ia- Si "'"os a l->
gem.eun grande sorlimenlo de macas e malas
de pregara, que tudo se vende rontade dos
freguezes, c outras muitas fazendas que no ^ calcos debnm de cor
possivel aqui mencionar, porm rom a vista dos
compradores se mostrarao.

P1
proco ale mesnio por menos do seu valor,
aiin de liquidar contas : na loja de 4 porlas
na ra do Queimado 11. 10. '*
......W : '
\ende-se urna corroca com boi, havendo
dous para o comprador escolher : quem preten-
der, dirija-so ao sitio de Xisto Vieira Cecilio, no
Monleiro, ou na ra do Crespo, loja da esquina
numero .
Fazendas moder-
nas.
XA RA DOOL'EIMADO N. :46, FRENTE D.\
LUJA AMARELL.V E ROTULAS RUANCAS. |E,
- I ra completo c rico sorlimenio dosobreca-
g sacas de panno prelos e de cores a 28g, 8#J :
g e 3og, casacas de panno prelo muito fino a
g 405, 4;ig e 50, palelots do mesmn panno a
H 24c 25g, ditos do casemira a 14. 16$ e ai
g 18o, ditos saceos dasmesmas casemiras f?
retos e de cores a 10 c 12. dilos de al-
p pacas prola e de cores a 4$, diios de
& pardo a 4s500 e 5a, ditos de brim^nrato a
M 5, ditos brancos a5, ditos de esguiaodo ;
S ultimo eoslo cor de laranja a 5g, sobre- a
casaeos de alpaca muilo lino a 7 e 9U, 9a
do panno finoprelo para me p-
* nios a 15?, 18 o 20, ditos do casemira
do cor a 80 e loj. calcas de ca- semina de E "
cores e retas a 8, 9-3, I0t, Ha e 12f, >
. 350i), 45 efe,g
de bnm branco lino a 69 o 7,colle- t*
.-,:
bnm ib;
dilas
1 les de gorguraode seda c de casemira de &i
& cores e prelo a 5, ti e 7, dilos de vellu- !
|l do a 10 e 12?, camisas inglezas lantopara fe
jK- ihoHiens como para meninos de todos os fc*
lamonhs,seroulasde todas as qualidades, *
chapeosde sol de alpaca a 5,
a
manteletes
H prelos dp muilo hora goslo a 30g e 40, ca- 61
Corles de casemiras de cores finas a 5*500, di-|S !?d>e,!r Jc flisl" bordados compridosa s
tas de urna s cor muilo finas de 3 e 6jt, corles *' ?fl'>60? dc c?8tar* Napolco 8, ricos
de collete de velludo do cores
prelo a 5$ e 6g, colchas de a
das a 55, brilhantina branca o covado 480, case-
mira de quadiinhos o covado 1, pannos paro 18 ""T"l T1* u"OWM**r" p"vcs muriios a
mesa muilo bonitos e modernos a 63. corles de '^ ? *' cole}ll's t' fuslo de cor e de brim -;
baresc cora tres ordens de babados a 15. cha- n bra,!co a aS e3g500e outras muitas fa-
mas u* o e u>, eories x -. 7 ------w> ** ..v^w.^mw^^, itw^
[3 a 6$000, dilos do g ,",a"?-in,os de Punl,os bordados a 350e o .
algodao ada=masca-!| j*' d,lscom goilinhas a 5e OS, goilinhas |
de Iraspasso bordado e transparente a 8$,
calcas de meia casemira padroes modernos ^
!

t

^
k
i
braja de linho para senhoras, ditas de esguiao = Vende-sc um sitio com 200 palmos de fren -
muilo fino, dilas de cambraia bordadas com man- lee 200 de fundo, 110 lugar da Torre, margen
gas, ricos corles de seda de todas as cores,-man- do Rio Capibaribe, com urna grande e moderna
I
S

Aos ctoarrciios e cha-1
ni t ciros.
Si
elotes dos mais modernos, grande sorlimcnto de
perfumaras inglezas legitimas, joiasdecoral rer-
dadeiro, oleadas de diversas cotes imitando
marroquim para cobrir mesas, forrar almoadas,
Irarcssciros, ele. ele., ebem como um"completo
gr
casa de uvenda, cocheira, estribara para 4 ca-
vallos, gallinheiro, cacimba com tanque e bom-
ba, baixa para capira, lodo murado na (rente, e
lado com porlao do ferro : os pretendenlcs podem
dirisir-se ao asente restaa, que se acha aulori-
DE
Una
era outra qualquer parle.
Farinha de mandioca.
Vcndem-se saceos com muito boa farinha de
1 mandioca, assim como saceos grandes com milho
1 muito novo, dilos com feijdo, egomma paia en-
1 gominar e fazer bolinhos ; na ra do Oueimado,
loja de ferragens n. 1 i.
Vende-so macarro. alhaiim a 320 a libra,
olelria a 400 rs., cevndiiiha a 320, mauteiea in-
gleza muilo boa a 960, dita frnnceza a 6i0,"quei-
Vnrn n h (I i 111 -i ,\ r rAAA% A, -. ifl'i, ^ ,j"s flamengos a 2300, o cutres muilos gneros,
M)MX 11. ^\, JUIllO a l^OllCClCaO (IOS MlIltarCS. Robme muito emconta:narua da Senzala
* velha n. 50.
, Vendc-se per
roupas dos -- -
Campos & Lima lem para vender coi-
xas com fumo americano de muilo boa
qualidade e a preco commodo : na ra
do Crespo a. 12.
Kcsla armazem encontrar o publico na grande c variado sormaoto de
I -.- r ;' ;, fusles e bnns. para hemen, rapares c mei
de loja de fazendas
1- n, 13.
prece rozoorol, urna atmaco
p tratar : rua jp Qnieima-
Fazendas de bom gosto
Receben-se pelo ullimo vapor da Europa cer-
tes de reslido de seda de delicadas cores, cora 2
babados e 2 saias bordadas, lindos enfeiles de
flores e froco para caneca de senhora, bonitas
chapdinas de seda para senhora e meninas, as-
sim como riqusimos corles deoIlele brancos,
de velludo e seda bordados para casamento
diles do velludo prelo bordado c de core;- bolil-
las ; havendo outras muitas fazendas, c- ludo se
sortimento do fazendas do mais apurado goslo c 'Sldo a dar as necossirias informacOcs, ea (ral r
meihor qualidade, rendendo-se ludo por batios da *enda sob as condicesestabele'cidas no mes-
precos, no armnzrmde fazendas de Rarmundo mo pelo legitimo proprietaiio. O dito sitio todo
Garlos Leilc A; Irmao, cierro da Boa-Vista n. lo. '('" chaos proprios,
i
P;
De
pT>r- ti
elogios.
,'.
o novo chegaram os afamados relogios in-:
glezes de ouro.de patente, e es'.ao & venda no I
armazem de Rostro Rookei c> C, pra^a do Corno-
Sannto n. 48. "
Relomos.
Atteneao.
Na ra Xora n. 35, vende-so
Dio muilo novo dinheiro a
pelo baralissimo pceo
saeca.
vende
parles
^r r -i
por precos mais baratos do que
nr, ra da Cttdeia d: R*
oo qu
'..: c Silva.
cir miras
. c LO,
Vendem-se relogios de ouro inglezes,
tente : no armazem de Augusto C. de
na ra da Cadeia do Recifb n. 30
fende-sesuperiorlinha de algodo, bran-
cas e do cor.---, em norallo, para costura : era
de pa-
Abreu.'
Vende-se
/*
MUTILADO
farelo noro de Lisboa por commrdo pr na
ra da Cadeia dt Santo Antonio n. 17.
Vendem-se 300 garrafas vasias
de chompanha, pc.v coma|ode 1 veeo
D. 17.
que
ioram


DIARIO DE PEftNAMBUCO. SAI1BVDO !7 DE DEZEMBRO DE 1850. *
Para concluir a liquidaeo dl ..zenus \i,\r. /lq S^n/olo \llV.)n h IA
da extracta lirma deleite A Crrela, UUl a&UUlU .>U\d *A
v,,.ilm etl nc ,,>.. / i ^ tndc-se oni casa de S. 1*. Joiil.slon & C. va-
v, nJom-se assegurares fazendas, por ,1U las. de Iusllc para camiS> selling c sill-os in_
milito menos de seu valor, na toja de glezes, candeeiros e caiiaes bronzeados, lo-
quatro portas da ra do Queimado uas i#ekas, fio de vela, chicote para carros, e
numero 10.
n)
.-Jas [nelas lamaos, superior qualidade,
covado
'rosdcuaple pelo nmitobom o largo, co-
vado
Dito dito mai3 estreilo, covado
Camisetas de cambraia para senhora, urna
Tiras e ntremelos bordados
Sortimento compiti de chita de cores,
covado
Dito de chitas larg*s franeezas, bons pa-
drees o cores lixas, covado
'ansas Je cores escuras e claras, covado
15000
montara, arreius para cano de um e dous cval-
os, e reosnos d'owro patente inalczcs.
gi uvjta>< tao as ';
Corles de caira de meia casemira'alO e 281)00
Queimado n. 40.
Grande c variado sortimonto
f&HSOSELLE MOSSEDXS Fazendas frezas eren-
pasfeilas receidas em d-
rcitura pelo ultimonavio.
penhor.
s
iscoo
bO
320
lea

DE
840
200
29400
4s00
13280

ghade
pechinck. Iro
I ilua da Senz;
AtENClA
em garrafas c mias
i
20 I
ICO
240 a
2c(l(H) S
r>i000 W
o$ooo a
Meias cruas para homem, duzia
Hitas para Jilo ruuilo superior, duzia
A loalhado adamascado multo largo, vara
tas de coros Qxas e padros vistosos,
covado
Riscadinho francez, covado
llusscuna de cores fizas* covado
Chales de ida cora palma de seda, um
1 res de caira de casemira fina de cores
Olios de dita prela
Ditos de cllele de gorgurao cora palma
do velluda :)H)00
Ditos de dito de gorgurao o seda 22(000
Dilos de dito de merino bordado 3000
l Pncos.de seda pei|uenos para poscoco de
senhora 400
Panno preto, covado SgOO
tuto superior, prava delimito, covado 3$ e 4)000
Superior brim trancado de linho, braneo,
.T Igooo.i
Dito d'io de eores, vara 800
Meias brancas para senhora, duzia 33000
! p.ira dila rr.uito superior, duzia 4$000
Lutos de peluca para senhora, etn bom
estado, um par lgOOO
ralas.
o
ar-
C. J. AsUev&C,
Seguro contra Fogo
Dto-sc as amostras com
Ricos corteado vestido de sedado cores
de 2 saias............................
Ditos de ditos de seda pidos bordados a
velludo...............................
iios de dilos de seda de gaze phantasia
Ricasromeiras delil e de seda bordadas
Taimas de grosdeuaples bordadas......
Chales de touquim brauco boidadosa
303e.................
Grosenaple de cores de quadriahos co-
vado .................................
Dito de dito liso covado................
Seda branca lanada covado ISo'OO a___
51 Grosderrople prelo lavrado covado......
IjtOOe....
jw LOW-MOW,
Ra da Senzala \o\a u. -42.
Na loja do Preguica, na ra do Queimado n. "este estabelecimenlo conlinua a liaver um
2, vendem-se pecas de ehilas finas de cores Qxas comsplelo sortinienlo de fuendas e meias moen-
e de escollados padrocs com 38 covados cada das para euftenho, machinas de vapor e taixas
urna, pelo baratissimo precc de 53300 e em re- i de ,rr0 Calilo e coado, de todos os tamanhos
lalho a ICO o :ovado. PM dto.
Ollkialalos, commendas e hbitos de diver-; f* A I .-. ~ ,f ,-rtnl!il/\r,
sas ordens, com brilhantcsesera clles, o melhor1 V4UI tCS GC V CSl IdOS
que tcm viudo a este mercado : tudo vende-s
multo barato c pelo preco da factura : na ra
Direila n. 66.
Gober(as de chita a 2 S.
Ruado Queimado n. 19.
de seda
Na rua do Queimado n. 37 loja de i
poras acaba de rcecber pelo ultima
navio viudo do Havre um completo sor-
80$000
I32OO
15800
25G0O
29000
2^500

.0
ATTEKC&O.
3.1
o

AGENTES
J. Asiley fc Corupanbia. g
Meias de seda de peso
para senhora, brancas e protas, e para meninas,
brancas e riscadas: vende-se na loja de 1.cite
k Irmo na rua da Cadeia do Kerife n. 43.
1*000
IjOOO
900
Kissel, rclojoeiro francez, vende relogios .,
de curo e prata, coocerta relogios, joias S
as, ja aqui he conhecido ha muitos j'S
annos, habita no pateo do Hospital n. 17. ~ ^
Venase
Metal 1
Folha de cobre e
amare! lo
Aa loja (lo Ser tae O, rua Estaaho em barra e Pre-
do Queimado n. 43 A. I A]gos 10^-.
Reccberara em direura de Franca, dcencom- 2h.Ua,.! *J er?IZ C0l)-
de vidiilho pelos c de cores pelo d
fO de lj| cada um, assim como lerr
liminulo pie-
m chapeos de A
sol de panno a 1J200 cada um em perfeito esta- f
do, tbcrlaraa brancas muito linas a 320, ditas de
o de liiiho a 1 urna, rainbr.ua prela fina
o covado, e a vara a 560,e a 640, cangas I
de cor a 5i0, brim branco de linho a 15200 a va-
ra, collelcs de velludo de furta-corcsprelos a
.$00, ditos prelos a 8 e a 90, calcas de case-
mira de cor a 7, 8 e llj, ditos pelos a 7, 9 e i
r>$, colletes de gorgurao a 4, 5 e 63, saceos pa-
ra uagem de diversos tamaitos, eiascruas, por
si r grande porcio, a lj?500, ditas a lgOO e 2? a
duna, linas a 3 e 4jl, chapeos eufeilados para
meninose mininas e senhorasporqualquer pre-
ludo o oais aqui se encontrar
Dio se deixade vomndor.
Viulios inos de Champa-
nhe e Moselle.
Lonas da Hussia c Brim
de vela: no armazem
de C. J. Astlev & C.
I Dito dito liso enc.orpado
i! Dito dito com 3 palmos de largura a
i lSfiUO e....................... ......
Sarja de cores larga com 4 palmos de
largura aovado a...................... 1^500
Gaze de sedada China de Qotcselistras
covado a............................
Follar de seda de listras goslo no o co-
vado.................................
Selim de escocia c diana de seda covado
Chaly d' llores noros desenhos covado
Barejede seda de varias qualidades co-
vado .................................
lleio velludo de cores covado..........
Velbulina de todas as cores............
SeUm de todas as cores liso covade ...
Brilhanlina branca muito fina a.......
Chitas fraile! /as claras e escura o 200 e
Casemira prela lina alglOOe..........
Panno prclr. e de cor fino provade li-
mo a 3$500a........................
Cortes de casemira de cor a 5$ e........
' ssas organdys de botos desenhos a
vara..................................
Ditas (rancezas muito linas a............
Manguitos de camhraia transparente bor-
dados muito ricos....................
Golinh is de cambraia bordadas de ponto
Ditas de dito bordadas a 600a..........
Tiras e entiemeiosdeeambraiabordados
5 Ricas manas prctas de linho para se-
nhora .......................;........
% Ditas ditas de blond brancas e nretas'i
* Chales de sodi '
Vendem-se coberlas de chila a 2S, corles de vis- limpiilfld vic|i:5c iln c,>,|i do > i.i>
cadofraoceza Sf500, lencos do cambraia para1!,, ,
algibeiraa 2a duzia. r I Z MIU-IU
idos c de avculal,os qiaes se vea-
j dem por preco comiuodo.
a ptvcli Chapeliuas de seda c de
velludo para senhora.
do Queimado n. 19. Ricas cliapeliiias de seda c de vella-
^ueiii ao barato. do para senhora: na rua do Qaeimado
O Leile & IrmO conlinuam a lunar na rua U. 37, loja de 001'laS.
da Cadeia do Rccife n. 48, pecas de cambraia li- \ /i I
sa com 10 jardas a 45500 c Sf, lencos de can.- | bOlaS C mailSUllOS.
iijooi hraia de linho a 3 a duzia, rambraias muito fi-; <-> .
nas e de linios padroes a 640 a vara, meias fi-I ICaS golas C IQan^UllOS lIC caill- ,
2$000e 28500
Algodao trancado americano branco, proprio
para loalhg e roupa de escravos, com um pe-
2g500 'l'ieno toque de agua doce : no armazem de fa-
zendas Ja rua
ua do OEcimailo n. 37.
A 30g cortes de reslidos de soda quecustaram
605; a IOS corles de vestidos de phanlasia que
cusiaian 3)#; a 8$ chnpplinhas para senhora:
na rua do Queimado n. 37.
Chapeos prelos.
Na rua do Queimado
numero i 9.
Chapeos prelos de primara qualidade, e de
lrma elegante a 10$ cada um.
Ka rua Direila n. 66, efectivamente ha
bons'escravns de ambos os sesos, de tO'!;- os
idaaes e cores, com habilidades o Bem ellas, e
vendera-se a dinheiro, aprazo, e tan.bem tro-
cam-sc.
Nova ivenco aperfei-
Cheg
D a duzia, ditas cruasln- j |>aia ; na>ua do QuCladO 11. 37, liljl |
glezas para homem e meninos, chales de racri- i
n lisos a 43500, e bordados a 6S, paletots de i C 4 p01'U\S.
rf1ft i alpaca prela e do cores a 5#, ceroules de linho
l*'nn' e a'Sdao, camisas iuglezas mui'o superiores a i
J-2.;,00.a duzia, organdys de lindos desenhos a
" 15100 a
Manteletes

-:-
o preco,
Fazeisda coi avaria.
E pechincha sem igual.
.4 S00 rs. a peca
de fila de velludo de um dolo mnimo de largura
com 10 1[2 varas, bandos de crina para senhora
muito bons a 400 rs. o par, pulseiras de emitas
pira senhora ou meninas muito lindas a 160 rs.
para acabar; na loja de miudozas do Meno da
Hoa-Visla n. 82, quasi ccnfronle a matriz.

lobertos edescobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglcz, para homem o senhora,
de um dos mclliores fabricantes de Liverpool,
viudos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
Soulhall Mellors i C
la do cores, prelos e roxos..
Ditos de merino beldados com franja do
> *' J l.......................
Ditos de dito dito dla..................
Ditos de dito liso dito de seda..........
Dito do dito dito de la..................
Dito de dito eslampados fino lisia de"
seda..................................
Lencos de cambraia de linho bordados
finos..........................
Dilos de alaodaode labyrinihoOe!!!!
Capellasbrancas para noiva............
Enciles devidrilho prelo e de cores....
Aberturas para camisa de tsguiao de
,-, .i. lmho..................................
Na toja do Preguica, na rua doQucimade n. 2, i 15 ,Ic dl, dc algodiio brancas z de
lea para vender pecas de algodao largo com 16 c ?0rC9--v..............................
varas cada urna, pelo barato preco de 1#, pecas i p',"as ,);"J modernas..................
de cassa lisa lina a 250(): a ellas, anles que'sc I ^liaPcos francezesmrma moderna......
acaben), i Gravaiqs de seda depona bordadas a
11 1 velludo
aeiiase moendas
r.rnga Silva & C, (em sempre no seu deposito
da rua da Moeda n. 3 A, um grande sortimonto
de tachase moendas para engenho, do muito
acreditado fabricante Edwin M.r.v : a Iratar no
mesmo deposito ou na rua do Trapiche n 41.
ooo12%- JSSSSAStS--"%! ^os pe.icsde tartarop para atar
K00o'baia,p;,ec- T i cabella: na roa do Queimado a. 37,
*50o| Lm casa de N. O. Bieber loja de 4 portas.
i C. rua da Cruz n. 4, vende-se ;
Champagne de suverior qualidade de marca acre-
ditada na corte.
Tintabranca superior cm oleo, latas de 25 li-
bras, por commodo preco caitas de4 latos.
Verniz e verniz copal.
Algodaozinho da fabrica Todos os Sanios da Ba- 100: na l*Ua (.0 QueilliaUO 11. i, loja lh'
** i oorta^
Brilhaiites de diversos tamanhos e de priraeira '
q,alidada Boiielsparacnanea
Ricos lioacs de
13500
5
s
i
Camisas franeezas
Ricas camisas franeezas laido de
pcio de linho como de algodao e de fas-i
755(10
75090
O5OO
4500
S5OOO
8
15000
I
9
8
8
65000
8}50
Fazendas com pequeo
toque de avaria.
E' iiecliincita.
Camisas franeezas de cor c brancas
linas a I58OO e........................
Ditas ditas de fuslao branco e de cor' ''.
Ditas ditas de esguiio muito finas mo-
dernas...............................
Scroulas de brim de aigbdo o de linho
Oakas de casemira prela selim 9g e....
Ditas de ditas de cores 8$ e......... 10;000
Dita de meia casemira..................35000
Uiias de brim Uno e varas qualidades
38 e (.olilos de-.velludo, gorgurao,
casemira c setirri....................
Casacas de panno prelo muito lino 30 e
5;J500
25500
s
njiooo
sor tmenlo de cha-
peos.
Chapeos de castor prelos de superior qualida-
de a 10$, ditos france/es de seda a 7j?, dilos de
castor brancos a 1 g, ditos de velludo a 8 e 95,
dilos da lontra de todas as cores muito finos, di-
tos do palha inglezes de copa alta c baixa a 3 e
5jt, ditos de fel tro, ura sortimento completo, de
28500 a 65500, ditos do Chile de 35500, 5, 6, 8,
9, 10 e 12, ditos de seda para senhora, dosmais
modernos, a 12g," cbapelinas com veos do ulti-
mo goslo.a 153, enfei'.es finissimns para cabeca
a IjjftOO e'55. chapeos de palha escura, massa'e
niarroquiia para
crianca: na rua do Queimado n 37, lo-;
I ja de i portas.
Ferro reduzido de
| Quevenne,
IPrevilegiado em seu modo de,
administrado pela acade-]
mia de medicina de Pars.
Os felizes effeitos do ferro cm um grande nu-
I mero de enfermedades sao geralmcnte couheci- !
I dos. As cores p.ilidas, as lores bramas, o cin-
pobrecimento do sauguc com os males do esto-
55000
SO3OOO
Relogios
Na loja do Preguica, ,,a rua do Queimado n. | Sobrecasacus c palotots de panno prcto
2,ha para vender pecas de linissimo e muito I fino *; p V
V+SB&lVSSSl*0', P*' ban,t,l8ira0 PreO de bg. Paletots de casemira" m'esda>'ro de
dffaOO eJIOOO: clieguom, anles queso acabem. velludo ................ .V. ...
Chapeos de castor prctos \r\os ^,naca Prola "i"0 finos!!!!!!
^os da merino setim pretos e da cores 93000
e CrariCOS >^os de meia casemira.................. 7000 !
Na rua do Queimado n. 37, vendem-se os me- n'!S ?LalPara prelos e de cor forrados
Jilos de brim branco epardo finos......
Ditos de brim de quadrinhos linos
dcoOO o
de ouro patente inglezes, do melhor fabricante
le Londres, e que se vende ruis barato que em
nenhuma parle, por isso que quer-se liquidar a
conta : na rua da Cadeia do Recife, nrmazem
o. de Barroca & Mcdeiros.
Vende-sc um pardo de idade 15 annos, de
muilo boa figura c conducta, bom oflicial de al-
aiate, que coila e faz toda obia, e ptimo cria-
?f ^"L"?"!04 '""C03, bons officiaes de pedrei- do i'ia'picheri.Ai, vende-se'seilns 'para 1
ro ; um molequee um negro bons cozinheros ; :e penhor, arreios plateados para cabriolcl chi-
! re* ni'Tnii inupnc o mil r -e t>cpr**-.,r< *.,.- n --., 1..1.._____..
ihuies chapes Ue castor.
Aviso.
No armazem de Adamson," Howi &
35;}000
18000
68500
63000
seda.lHuito proprios para as meninas de escola, i DiaS.. H as palpHacoes, que sao delles a coose-
sendo os seus precos rauilo em conln. dilos para i 1llellt':-,' :. l;1L'3 au os priucipaes casos cm que o
baptisado do meninos e passcios dos mesmos, crr0 e indicado, c para certoa temperamentos
tenu> diversas qualidades para cscolher, bonels cuf. clle um complemento quasi necessario
de galo, ditos de marroiuim. dilos de vellu- I ^ alimcnlacao. A superioridade do ferro de
do, ditos enfei'.ados, chapeos de boa qualidade I Queyi'ne de todas as preparoces n.ar
rciaes a-
de ierro no
para pagm, chapeos de sol de seda para me-11ue,,a 1ue "roauz mai3 quanlidadi
nios de escola,
mens ; finalmenl
ria enfadonho mem
lo em conta ; c os senhores freguezes avistada! Era cas? dos Srs. Ilenry Forster
l, emesmopara senhora e para ho-! !,ucco B"81"" e:n "nl P*SO dado. Deposito em
inteoutros muitosobjectos que se-! lernaP,1)UC. pharmacia do Pinlo, rua larga do
mencionar, e tudo se'ven de mu- i osario n. 12.
MODO
C. rua
liomem
3
alugam-se
cinco bois mansos, bastantes
= Yendcm-se
Rua Este cslabclcciraento conlinua a estar sortido
grandes e gordos : a ver c tralar, na estrada de I de fazendas de todas as qualidades como sejam :
Joao de Barros, sitio em frente da cscala. "'" < .;-! ------*~ >
Chegou do Cear no vapor Pata n um exce-
le ule cavallo com todos os andares, o seu dono
no Ccar inlitulava-o rei dos cavallos, quem o
pertender dirija-se a rua da Guia taberna n. 9, e
para ver na coxeira passando a taberna ; na mes-
nia taberna perciza-se alegar um a dous prelos.
Oh que pechin-
cha!!
Milho, feijo c familia ; vende-se na rua do
Queimado n. 14, loja de (erragens.
Bandeiras nacio-
^ftaes.
Vendom-se na rua do Queimado n. 7, bandei-
ras nacionaes dN varios tamanhos, muito bem
feitas a 800 rs. cada urna.
Na loja do baraleiro, na
Direila n. 75
v en em-se ricos vestidos de seda prelos e de
i "res, ricos uiauteletes de seda prelos c de cores;
lios infeitesde vidrilho prelos e de cores, ditos
do froco com fita, e militas mais fazendas perten-
centes a senhoras, ricas sobrecasacas de panno
preto, ditos de casemiras preta c de cores, ricos
chapeos de castor prcto c branco ; assim como
sejam muitas fazendas que vista do comprador
#C moslraro todas estas fazeudas serao vendi-
d 15 mais haraias do que eni ontra qualquer par-
te na loja do baraleiro, rua uireila n. 75.
Vende-se
Ka rua do Crespo loja amarclla n. h.
Pava bailes.
Ricas camisas de cambraia dclinhe de peitos
bordados de gosto novo chegadas u'limamenle, p
a<5m como finissimas camisas para senhora e ^*
Ricos cortes de vestidos de seda de 3 io-
lhose2 saias, c .Aquile
Paletots de panno
Dilos de dito muilo lino
Dilos do casemira de cor
Ditos de alpaca prelos muito finos e
mais abaixo
Dilos de ganga e de brins
Calcas de casemiras pelas e de cores
Ditas de biim branco e de cores
Golletes de velludo prelo e decores.
Ditos de gorgurao muito finos
Dilos de fuslao
Camisas franeezas de todas as qualidades
Capara hornera
misas franeezas bordadas para senhora
Loques da melhor qualidade e do ultimo
goslo
.Mantas c grvalas de seda de todas as qua-
lidades
Chapeos de sol de seda inglezes
Ditos 'decastor para cabera muito finos
Dilos pretos os melhores que lera vindo
ao mercado
Taimas pelas do ultimo gosto
Casemiras de cores para paletot
Ciles de casemiras inglezas
Ditos de ditas Irancezas
Ditos de ditas muito linas
Chapeos Amazona oara senhoras e me-
ninas
Machinas de costura
de S. M.Singer &C. do
Ncw-York, o mais aper-
feicoado syslema, fazen-
, do pospoulo igual pelos
i,J dous lados da costura,
garante-se a seguranza
das n achinas e manda-
se ensinar nas casas de
familia, bem como se
moslram a qualquer ho-
ra do dia ou di noite
nesta agencia : nicos
agentes em rernarabuco Raymundo Carlos Lei-
te & Irmo, aterro da Boa-Vista n. 10.
Era casa do Rabe Sel-mellan &
rua da Cadeia n. 37,
203000
OSOO
2500
9
*
9
8

8
I
s
9
l
8
8
8
2S400
5500
95OOO
Dito de alpaca prcto e decores!.!!!.'.'.'
belogios de ouro ;>ate........tes
REMEDIO INCOMPARAVEL.
CNGLLMO HOLLOWAY.
Mhaies de individuos de todas as nacoes po-
dera tesleniuiihar as virtudes deste remedio i-
coiuparavel e provar em caso necessario, que,
Pelo uso que delle fizeram lem seu corpo e mern-
bros mteimmente saos depois de haver empreaa-
do inuliliueiite uniros tralamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascuras maravillosas
pela leilura dos peridicos, que lh'as relatara
loaos os oas ha muitos annos ; e a raaior parte
aellas sao t&p sor prndenles que raujiiupe so
mdicos mais celebres. Quanlas pesso'as reco-
braram cora este soberano remedio o uso de seus
bracos e pomas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospita.es, onde de viara soffrer a
amputacao! Dolas ha muilasque havendo de i-
tado esses asylos de padecimentos, pora senao
submeUerem essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
enlusao de seu recouhecimenlo declararam es
tes resultados benficos dianle do lord corree-
. dor c outros magistrados, aliin de raaisautenti-
| carera sua urmativa.
Ninguem desesperaria do estado de saude se
livesse bastante conanca para ensaiar este r*-
medio constantementeseguindo algum tempo'o
mentratato que necessitasse a natureza do mol
i cujo resulladoscna prova rinconlestavelrneute :
(Jue tudo cura.
O ungento he til, MStfs iiarticu-
laritiente itos secnintes casos.
fazenda Acarpo convMcidos da verdade : na bem & C rua do Trapiche n 8 VCnde-se
conhecjda loja dea* hcos da rua Direila n. 61, n "> nipiuic 11. o, v.nutsc.
de Denlo de B3rro Aj. 1 Lous carros americanos no vos.
CztRROAS. I Arreios araciicanof.
Ycndm-se duas carrocas novas, sendo para "'nbas.
boi e oulra para cavallo : na rua da Concordia,' Arados.
Champagne superior.
Cognac.
Relopios americanos.
Bandos ou almofadas
le crina para pentcados de
se iili ora.
Vende-se uni na rua da Cadeia do Re-
cife 11.48, loja de Leile &,Irmao.
Pianos, serapbiuase reale-
jos, a prazo ou a
lieiro.
Vcnd..... 1:0 aterro da Boa-Visto, loja n 62,
um rico Delegante pianoforte, francez, chegada
ltimamente, do melhor fabricante de Pars ; e
tambera urna rica seraphrna ou orgao, muilo i 1 -
prio para algnmaigreja do mato por ser muilo
barato ; e realejos pequeos o grandes rom pan-
cadara e sem ella, o que ludo se ven
barato para acbar
Taclias para engento
Fuudiraode ferro e Iironze
I'E
Francisco Antonio Carreta Cardozo,
te um grande sortiuiento de
tachas de ferio fundido, assim
como se faz econcerta-sequal-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como balido.
Vendem-se duas escravas mocas de bonita
figura, sem defcilo na rua Direila n. 123
Vende-se um sobrado de dous andares e
sotao, muilo grande'na rua Direila n 4, con-
fio!,te a tonudo Livrameuto, com grande quin-
tal c porlo para a rua do Fogo, chaos proprios :
para vCr, no mesmisobrado ; e para Iratar do
ajusle, na rua do logo, sobrado n. l, d.is 8 ho-
ras s o da tai de.
A prazo ou a di-
nheiro.
Vende-se acocheirada rua da Cadeia de San-
to Antonio n. 7, leudo 5 carros o 1 rico coupe
sem uso algum : quera pretender, dirija-se
mesma, que achara com quem tratar
BONS ESGRAV s.
L escruvo que bem serve a uai senhor de en-
genho, imii lorie, idade 0 anuos, por 1:0J0#, 1
dito sem deleito, muito fiel e ioleliaeule para
todo o servido, idade 2i> annos, por 1:300$, 4 lin-
das negrinhas de idade de 11 a 12 anuos, 1 bo-
nita escrava de idade de 22 annos, por 1:350$,
1 moleque peca, de idade de 12 anuos, 1 escrava
que engomma e cozinha bem, de idade de 30
anuos, por 1:300$: na rua de Aguas Verdes nu-
mero 40.
confronte ao armazem do sol.
Vende-se
3000; na rua estreila do Rosario n. 12, um fogo d
ferro.
Nova loja de calcado fran-
cez, de Antonio Rodri-
gues Pinto, no aterro da
^ Velas cora toque de avaria
Brilhanles
vendem-se
nutras muitas fazendas do goslo c proprias para elegantes pianos do afamado fabrican-
os bailes imperi.es. te Traumann de Hambu.yo.
Cera e Sebo. Y
Venle-se cera do carnauba muilo superior a! > eSliUOS de SCtla.
125000 rs. velas de dila c de composicao. sebo u cAorU"* do-v_C3ldf01 dc ^
._____:..,. J:.. __ ,6lvau' ibabados, armados, de 20 a 403 cada um sendo,
es dc vestido dc seda com 2 o 3
"rr^ ~ ibabados, armados, de 20 a
rtlinaJo era caixolcs, dito em velas, na rua da ql,e seu valor razavel era de 6Q#
Cruz, armazem n, 33.
fanos
na loja de 4
; portas da rua do Queimado 11. 10
Vende-se un cavallo -muslo novo, que da
muilo bem para carro por j se ter expcrimenla-
: do, decor rodado : era Santo Amaro, ao p da
fundico, taberna do raeio.
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
(interinidades da cutis
era geral.
Ditas do anos.
Empees e escorbti-
cas.
Fistolas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor nas extremida-
des.
Frieiras.
Sengivas escaldadas.
Inchaces.
Inflamacao do figado.
Inflammaco da bexiga.
da matriz
Copra.
Males das pomas,
dos peitos.
de Olhos.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos,
l'ulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supur,ices ptridas.
linha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das areulacoes.
reas torcidas ou uoda-
das nas per nas.
i
fy.niiuadocrsp-y.i
g Jos lia ria da Silva Leuios so- |j
Boa-Vista n. 8, defronte da $ ciodcJulio LjeiC.,negocian- 1
jgj tes importadores ile joias no Rio m
^ de Janeiro, tcm a honra depar-
m ticipar ao rcspeilavcl publico -
^ desta capital i|iic se acha na casa
< cima mencioiuula com urna lin-
^ da exposicao de obras de bri- 8
Lavas dc pellica
de Jouvin muilo novas e frescas, chegadas pelo
ultimonavio de Pars : ua rua da Cruz no Reci-
te n. I armazem de T T. Bastos.
= Claudia Duboiix vende 70 arrob.s de robr*1
velho no seu csrnptorio, assim coma conlinua a
ter bous burros para vender.
Alenco.
boneca.
Neste novo estabelcciraenlo tera calcados quo
recebeu pelo ultimo navio francez, dos melho-
res fabricantes de Paria, o vende por menos do
que em bulra qualquer parte, a diuheiro vista.
Vende-se urna taberna
Vende-se a melhor loja de fazendas da roa do
Imperador n. 0, com poueos fundos, muito afre-
guezada, tanto para o malo como paiaa praco, a
dinheiro ou a prazo a tralar na mesma.
H Vende-sc urna cabrinha cscural de l:t an-
nos, com habilidade : na rua do Padre FUtriane
numero 27.
\a loja
ao | do arco de
por todo negocio, em rua muito comraercia
bairro de Santo Antonio : a tratar na r
Rangcl, armazem n. 62.
ua do Hiantes do mais apurado gosto c g
g qualidade, conslando de ricos ^
A I nnpof I adeiM8i fills' collares, pulsei- |
xi.ttCllCctU m ras, broches, bixas c argolas,
No escriplorio de Manoel Ignacio de Olivera p briCOS, 8I1CS C tlliUCtCS. Cl"J- S
| zes e ios de paute perolas,
i commendas e hbitos de diver- ^:
M sas ordens ediflercnles obras tu-
8 do de brilhanles c pedras finas. j;
g sendo tudo vendido, aliancado e M
M por precos commodos: na rua do \
| Crespo d. 11, segundo andar.
Vende-sc ictroz preto c de cores, de priraeira ; M TamllCIU SC DrCSta a Rialda* M
nunca aqui vindo deslas qualidades :
ChampagneCliquet.
Dila Irrey.
Laliltelio
Larosedem,
Ruquis
Relroz do Porto.
Vende-sc este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
lodos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do Sul, Havana e Bcspanha.
Vende-se a 800 rs. cada boctinha, cont
urna instrueco era porluguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral he em casa do Sr. Sfeum,
pharmaceutico, na rua da Cruz n. 22, emPer-
nambuco.
Fub.
Farinha de milho americana, em barricas, chc-
2ada no ultimo navio dos Estados Unidos: uos
armazens de Tasso Irniaos.
Arados americanos e machinas
pata lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston ; C. rua da Senzala n. 12.
Domingos Fet-reiraM >.ia, mo- ?
a rador na rua do Apollo n. 4,
^ tem para vender : 1 escravo par-
^ do de idade de :5 a 30 annos,
|| Lora ollicial de carpina ; outro
?J dito tambera pardo bom oflicial
p de pedreiro i outro dito tambera
|| pardo de idade 17 annos, bonita f{
S figura, mais sera oilicio ; salsa de
Cs superior qualidade cheerada do
H Para' no dia 9 do corren te no
M| vapor Paran', vende-e por
* menos do que em outra qualquer
l{f parte.
Milito e farelo.
Saceos grandes a 6J000 : na rua Nova n. 52.
Tecas de algodao trancado, azul, com 32 co-
I vados por 450 : vendem-se na rua do Crespo,
loja da esciuina quo volla paia a rua da Cadeia
I Cnfcites de vidrilho e de retroz a 45 cada
um : na rua do Queimado n.37, loja de 4 p< rtas.

Admira.
Velas de espermacete a 750 a libra, era caixa
a retalho : na rua Nova n. 52.
Sanaders Brothers 4 C. tcm para vender era
-o armazem, na praca do Corpo Santo n. II,1
,-ilguns pisaos do ultimo gosto, recentimente!
negados, dos bem conhecidos e acreditados fa- I
bricentes J. Broadwood &Sons de Londres, e'
n.".1:' ) iiro^irios para este clima.
Vende-se urna escravinha de 4 anuos de'
idade quera prelender, dirija-se a casa de de-
a Severiao Aires Brrelo.
Aviso.
Fil de seda liso.
Vende-sc na rua do Cabng n. 2 B, loja de
miuaezasde Joaquim Antonio Di?s dc Castro.
Na rua do Viga rio n. lo, tem venezionas novas
! para vender, apromptam-se cora brevidade as-
Isim como sepintam e concerlam-se as velhas
Vende-se porcio de arcos do ferro que fo-
ram de fardos de r.izcnda, proprios para estilacao,
por commodo proco para acabar : na rua da Ci-
dria de Sanio Antonio n. 17.
Vondc-se um boi muito bom de carro, mui-
to conhecido na alfandega : em Sanio Amaro, )o
p da fundigio, taberna do meio.
faz.
Vendera-se na rua do Cabug n.2 B., loja de
miudezasdo Joaquim Antonio Dias dc Castro.
Fil
com 2 1(2 varas de largura a 800 rs. a vara : na
rua da Cadeia do Recife n. 48, loja de Leite &
Irmao.
Brim trancado de linto lodo
prelo,
fazenda muilo superior; garanle-se que nao
desbota: na rua da Cadeia do Recito n. 48, lo-
ja de Leite Sabidas de baile.
Na casa de madama Theard, na rua Nova, ven-
dem-se as saludas de baile raais apurado goslo que tem vindo a esta tidade. As
stnlioias do tora nao percam, pois, 15o boa oc-
casiao dse prevenircm para o sumpluoso baile
que o corpo dc conimcrcio vai oflerecer SS.
- MM. II ; e, provavelmcnlo, para um oulro que
r i"" \*^nR"SC Vln I0 J l>orl- *clho, engarra- S. M. o Imperador lem de dar ao archiduque Ha-
S*.i2_a8arfa, o globos para ilhiminacao viiniliano d'Austria. Vendera-sc mais ricos en-
to
Alcatifa.
Campos & Lima, tem para vender
porco de alcatifa do todas as qualida-
g des, na rua do Crespo n. 12.
o5 cada um : na rja das Cruzes 11. 37, pruej- eites de plumas 9 Sores, e -.stos brancas para
1 andar. '
Santo Antonio,
chegou ura completo sortimento de uvas de pel-
lica, lauto do edr como brancas : assim como
ricos bonels de velludo para menino, ditos de
cera, chapeos de seda para meninas, louquinhas
de seda para baptisado.
Escravos fgidos.
= Desapparcceu ha 2 mezes um escravo de
nomo Vicente, com os signaos seguinles : cCr
fula, alto 1: reforcado do corpo, dcnts limados,
nariz aquilino, olhos vivos e testa saliente, lem
tambera urna cicatriz abaixo de urna das on lli is
e um lobinho no bico do um dos peitos : quera
o apprehendcr levo-o 1 praca da ma-Vista n.
12, que ser re 'oni| ensado.
rr; Fugioda villa de Iguarasso, de 11 para 12
do correle, urna escrava do nome ignez, de cor
fula, cabellos carapinl.-os, beicos gro.-sos, de lites
alvos, e rosto comprido, e um pouco-doscorada.:
roga-se i\< autoridades a sua apprenensvo, e a
qualquer pessoa do poro que a encontr, pro-
metiendo boa recompensa a quem a entregar na
n sma, a seu senhor Scbastiao Antonio de Mello
llego.
Contina fgido o preto Luiz. official de
pedreiro, e escravo do Dr. Nabor Carnciro Bc-
zerra Cavalcanli, e atada recoramenda,sua cap-
tura : tora elle os signaos seguintes : hlo, 1
do corpo, rosto cumplido, idade de .39 anuos,
bracos grossos, potroso, e com cicallizes nas
costas, procedentes de Burra que levou em po-
der de outro senhor. Consta andar se inculcando
de ferro promelte-SC boa graliiica^ao a quem o
capturar e o ronduzir casa do sen dito senhor,
no aterro da Boa-Vista, sobrado n. 58.
Fugio.no dia 29 de novembro do ti rrente
; 1 uno, o escravo l'aluiao, rrioulo, e representa '. r
20 anuos de idade, principia a barbar, boa esta-
tura, bastante fornido, cor fula tirando a cabra,
bous denles, mitos e pos bem fritos e n ,
cabeca coraprida para traz e para adianto ao ..
chnmam duas cabecas ; provavel que se inti-
tule de forro por ser bem fallante e and
pois levou roupa : quem o apprehendcr leve-e
ao engenho Polraeira, fregnezia de Jaboalo, ou
s Cinco Ponas, casa n. 184, que sera bem re-
compensado.
No da 2:! de novembro prximo pass
fugio a escrava Hara, crioula, natural da pro-
vincia do Para, lem os seguintes: estatura alta,
cor bastante preta, rosto comprio e signal de
beugas, lem em urna das raaos um signal de
golpe de faca entre o dedo pollegar, ten; um dos
pa rollado um pouco para o lado de dentro ;
levou saia prela chales azul e vestido d i '.<
la : roga-se a quem a pegar leve-a i rua da
Gloria n. 89, que ser recompensado.
Segunda-feira, 12 do correte, fug
vero, escravo, boa estatura, cor prela,
corpo, feicdes cumplidas, tera um carossona
la e urna costura na barriga no ljdo dircil ;
parece de lacada, ps grandes e raaos gi
olhos vermclhos, c serrador, bem parecid e
muilo ladino : quem o trouxer a rua de II
iu. 86, ou rua do Cabug n. 5, ser recompen-
sado.
/*
MUTIIMO


fS).
DIARIO DF. I'ERXAMBCO. SABBADO 17 DE l>F.ZE\fIiRO DE '809
i
Littenitiira.
AS CIDADF.S MORAS DA FRICA,
lppona Santo A^oslmiio.
N'Afriea preoccupei-me milito mais das cida-
des moras que dos vivas, e prefer sempre as
iiiii.is iti' Ruina dcixou s casas motiriscas, o
s mosquitas. Piel no mcu srsloir.a, prnpuz-mc,
li>3 q i.- i-heguci na provincia do Constantino, a
risita i ruinas df Jiippoua e a ridado di- Sanio
Agostinho.
Chegtei a Bjiic. l.'m da foi-mc sulTrionto
vara conhecer essa cidade, que cousorvou a phy-
giODomia primitiva do sua origem arabo; para
porcoirer scu bello sitio refrescado por mu per-
l'oito oasis e ccrdadciras paln iras, o i ncaxilnado
coi vastas galeras coin arcadas constantemente
brutal, o sanio i-studv, mal da civuisacao ; au
govcrnu dos deuses do Pantheon romano'. Jclio-
vah.odeus Jos Judcus. Munidos d'uma cruz do
madeira c d'um Ecangelho, us primeiros dnis-
tios detiveram os barbaros, os desarmaran!, os
apaziguaram, os arregmontaram na milicia ce-
leste. O cliristianismo deu un assento moral au
inundo desorganisado. Dianto do uiua tal obro,
nao so tero animo de sonsurar severamente os
chrslaos do ;'", 4 a 5* secutes, que repolliram
OS primeiros philosophus, quero dizer, os herti-
co* de etUo que negaram o peccado original, a
rmidcninarin 'Lis meninos morios sem o baplis-
ino, a necessidade da gracia, que professavam o
pclagiairismo, o manirneisrr.o, odomtismo ; he-
resias combatidas com ardor pelo bispo dcllip-
pona.
A monlanha dellippona estara deserta se al-
gunsfouristas de Londres ede Pars nao alraves-
do lomillo ?
A parle meio que ellos podem dabi tirar para
submelter os povos lei e eslabeleeer, debaizo
| dos auspicios da esperanca o do receio, os prin-
' ripios de un poder de salvaco publica, que Ibes
| importa que soja o inferno* ou o cu o lugar on-
de possa ser precipitada a torrente de almas
oii*curas !
potreadas de Judeus, Maltczes e negros; para I sassem os mares para conhecer a cidade de San-
visilar sua mosquita de alto minareto, subir au |0 Agostinho.
rimo de sua Casbah, louro de Phalars, que fez
bradarem ora seus tlancos, milbarcs de presos
politicoa ; para subir e descer seus bocios tortuo-
sos, cnlulliados de Judeus niuilo gordos, de
yaouless, vestidos apenas cora urna camisa esbu-
racada, o de Mouriscos encobcrlos sob o longo
veo pintado de quailros verdes e smarcllos.
Todava, Bono compraz em lenilrar-se una
vez no auno do bispo de Hippona : o dia desua
testa a 28 de agosto. F. sabis o que a popula-
ra o de Bone vem ahi fazer nesse dia sobre a
Preferimos confessar que tocamos em urna des-
montanha d'Hippoua 1 Ella ab dansa noile. Ilas apocas de desalent, em que o genio tem
depois de terouvido missa pela manhia. Orar e!d.lt tiul<>. a forra inlellcetual esperimeuiado lo-
^sss&jGzzzsjESi, s=e-. j-*^-?~jr sr-^^ffiLir*
contra s ou'ras, como millepodes, e tnreriavel-
menle terminadas por pialaformas e servindo
de torraros, sobre as quaes. sallando do urna ou-
lra, um hbil cloxen poderia atravessar toda a
cidade.
Bono, entregue exclusivamente ao sen mercan-
tilismo, s snas vidas p/eoccuparos, ra do
toda commiirricario com o pousamonto o a arle
sagrado O profano, meio agradavel e coran odo
adiado no seculo \1X para a salracao.
Acuriosidade lerou-me o anno passado a cs-
la fi-si.i de Santo Agostinbo, celebre pelos pas-
sos de dansa, balances, vira-voltas e outros al-
tos balidos milito arriscados, ainda mesmo pe-
rante una moral epicurista. Os que nao dansa-
vam, coramodaraente brincaran] roda da sala
parecia-rac, nao obstante a sua admiravel sita-j do baile ; outros procuravam os lugares som-
jo sobre o Mediterrneo, seus- costumes estra- bros da monlanha, o myslciio o a sombra es-
iiluis e sua agslomeraciio de raras diversas, una
apenas de campo do balallia aos interesses.
Para eucontrar-se O senlimento da vida moral,
mister que o peusanientorenionte-se aos mea-
mos principios donde dimana rida poltica das
naces.
Debaizo do ponto de vista religioso, toda a so-
ciedade europea vive hoje provisoriamente.
cidade petrificada. A vida se retirara a alguns
tiros de espingarda dos seus muros, onde se habi-
tara lio longo tirapo o pcnsamenlo entre as rui-
nas da cidade de Santo Agostinho. Portan lo, no
dia srguiiio ao de minba ebegaja a Bone, ao
romper do dia puz-me a caminbo para o celebre
Hippona, que. .mies de ter desapparecido sob a
I reliada da deslumbrante noile da frica. As quando se exling, um grandissimo instrumento
luzes das salas do baile campestre raiovam no
cimo da eminencia, e lancavam seus averroe-
Ihados claros sobre o lado opposto a Sanio
Agostinho, cuja estatua se achava na sombra,
como se o grande doutor vltra a face pelo es-
Iranho aspecto dessas bacchanaes. J nao er.im
os bandos lemidosdos Vndalos, que cobriam a
Rodeei a primoira eminencia, do lado do mar, I eminencia de Santo Agostinbo, um rabe, des-
topando a cada passo com o raen grosso saplo,' coberlo por um borneo osliuracado,hara parado
ou a cada golpe da minba bengala ferrada
grossero mosaico, urna lampada de barro, escul- zes lam;ou-se por Ierra, abra jando-a o repelindo
pida sobre um tritio, medalba com a efugio dos milito alio alira deque eu ouvisso : Allah Kc-
ultimos imperadores romanos, algumas escorias bir 1.a Allah Mobamell Recoul Allah I Heos 6
de minas de ferro que os Romanos ahi exploraran) grande. Be leo* s ia Dos Mabomelt, que 6 o
antes da lampainhia dos altos tornos de Alelik, prophela de Dos,
m plena prosperidade hoje, lo com mura o
Ierro para o esplendor de Bone. quando O era
uutr'ora o bello marmore deNumidia que os mi-
neralogistas modernos ainda nao tornaram a
"liar; caminhandopensativo sobre os vestigios
d'um caminbo romano, atraressando urna ponte
que a pesada clara dos serillos nao pode destruir,
e que nos restauramos Choguei assini atravz
de tantos vestigios, agglomeradfs, revolvidos,
espezinhados, al a base d.i segunda eminencia,
sobre a qual eslavam edificados os anabaldes da
cidade destruidj pelos Vndalos.
rabes, pobres lulas privados do senlimento
da lilurJade, nico queda ao honiem urna sig-
niOcaco, um fecundo impulso, una sonora vi-
bracio ; da razio e scieucia que o esclarecera,
O guiain no spero e obscuro trilho da vida, Ma-
hoinet nao vos salvar, visto que elle perdeu o
Oriente, l'oi por se ter aferrado letlra do Al-
choro, que o Oriente (icou. depois de seisse-
culos de dominio c conquistas, na rectaguarda
das nares do Occidente, emancipadas do fana-
tismo, da escravido religiosa, e caminhando
o ful
Ha para ti duas cousas :o lar domestico e o leu
mnnicipio.O templo espiritual teesi fechado. A
un. para fazer a oraco au por do sol Por tres're- I JL?!^,?" "Sf S?!*^ C'"" ft'8
cousas da igreja nunca serao limpas por virtudes
negras, nunca haver fiis que se humilhem di-
antes dos altares e se approximera da mesa santa.
Mas esta tercelra casa nao 6 para elles a casa
de l)eus; 6 urna casa do pedra frequentada pelo
genio da autoridade debaizo de sua maisalla ap-
parencia. Nao o espirito que elles vfiem li-
vrar, mas salvar 3s apparencias da sociedade.
Um novel puramente civil impeli estes Dlhos
do roiiMre.horrorisadosde sua obra. Abracam
a cruz, porque sentem dcsabar sobre elles o *ve-
lho mundou. Ainda mesmo da satislaco de um
acto de vulgar prudencia,fazem um acto politice.
Assim fizeram os Romanos do lempo de Julia-
no o Apstala, seulindo quo o paganismo eslava
ameacado e que os dous imperios do Oriente e
Occidente nao tardariam a dissolver-sc. Volta-
ram cora fervor aos altares de Jpiter; masa
f eslava mora para elles, o os sacrificios fica-
vam sem virtude.
para o futuro, mo grado seu.e quasi com repug-
Calca-se esta eminencia por um caminbo pro- nancia, impellidas pela torca irresistivcl da
fundo, sombreado de oliveiras. alfarrobeiras, ti- sciencia e do livrcexame. Julguei ver-se levau-
guenas, -irafeireiras, quo tornara um passeio de- lar ame mim o estreilo c sangrento fanatismo
'icioso para o tourisla o dispoem maravilhosa- do Oriente, que occultava a sociedade musul-
mana, o Alchorao, Allah e Mahomet no pe das
ruinas romanas e christaas. O ponsameuto can-
eado de pousar sobre as dissolucoes moraes das
meule meditacio.
Quando visilci Hippona em abril de 1858, todo
eslava verde, arvores e relva.
O ardente sol da frica nao havia aii da cm-
palledecido as vivas cores da primavera.
f.entamente subi eminencia de Hippona, de- |
morando-me diaute das arcadas perfeitas e re-
dondas de eternas bases, immoveis, construidas
e cimentadas, como os Romanos smente sou-
beram construir e cimentar. Julga-se que estas .
arcadas sao os reslos das lliermacs de Sodios. A i
alguns muiros das Ihennaes elevou-se um monu-
mento a Sanio Agostinbo, estatua de bronze so-
bre um pedestal de marmore, que representa o
doutor da graei em traje de bispo, mitra na ca-
beca, temi um livro aberlo na mo esquerda,
sobre o qual apoia o sen coracao que sustenta
rom a mi direita, figura singella de Sanio
Agostinho escrevendo, coin as inspiracoes de co-
rarao, suas confissoes, a cidade de Dos, o Trata-
do da Orara. Sobre a fice principal do pedestal,
um pelicano abre as suas entrauhas para nutrir
sociedades, se volt, rom satisfacro para anatu- ^S^^^ffT ? a e
reza sempre harraomosa o victoriosa no meio dos ofuM(] V Ir.fioq.ioce.
debales humanos. n H
O curio crepsculo dos dias da frica havia
ji envolv lo em sombras a monlanha de Hippo-
na. Mas o poente, do lado de Constantina, bri-
i lhava com illoias coloridas de matizes os mais
vivos no seio d'um azul esruro. Por Iraz de mim
se prcfilava o gigantesco espinharo em zig-zag
como o de um dromedario dos montes espesaos
de Edough, que faziam correr profundos barran-
Icos, guarnecidos do azinheiras, desde os pe-
nhascos escarpados do cabo Ferro, at s ami-
gas grullas, queserviam do refugio aos primei-
ros enlistaos perseguidos pelos Vndalos ; a mou
; lado, os ribeiros do Abou-omma e da Seybou-
pc ara morrer cantando, no Mediterrneo, que
garecia tornar a fechar sobre elles, como dous
: Brandes bracos, seus cabos Rosa c Ferro.
Bone se afastava do crepsculo com suas ca-
Roiia e bizancio, retigiaoe nicionadade, es- uriporu a estes, u aquiiies, o uiobitiwa da t t.i-
lendem ainda sobre uossas civilisa^oes moder-i na idcnlidadoou da progressiodo hornera d'alm
as, os raios de seu antigo esplendor.
Nao ha em nossos dias um espirito serio que
nao lenha decidido sen pensaniento a respeiln
desia questaodo cotholicismo e pontificado. l)f-
vemos confcsa-lo com toda humildade ; um
tbeoria poltica que nao repousa em -urna sanc-
cio religiosa, 6 precaria, inccrln e isenta dcste
carcter de univcrsalidadc que coustiluc a forra
e a grandeza.
ora, osla base tem sido abalada por todas os
paites, a anliga ordeni polilca.a fe falla e a no-
va encentra mil difiiculdades em sua instituirn
por falta deslc ponto de appoio,porque somos
omito s luceros para nos arcommodar-mos ao
programina liberal.
Nao poderiamos considerar como base sn efici-
ente esta uniio decisoria do urna pretendida phi-
losophia e de urna falsa religiao ; o que so de- .
vena julgar de um parodio que tocando urna ra- \ xes;dc ludo quo delendn quo constituc a gloria
beca, lizessedansar seus parochiauosl Ser tal- da humanidade, sciencia, arle.philosophia reli-
vezeslaa igreja futura? giao ; que de vossos nomes, Homero, Phydias,
Newton, Bossuet. Pascal, nao ficar se qufr um
murmurio no universo. Quando imagino que a
ultima estatua perder sua forma, que o ultimo
livro. a pagina rollada para a immensidadesm
aspecto, cahir no p ; que o silencio u que a
massa do planeCJ, esgotando-sc no espaco. nao
ser dentro em p'buco mais que nm pourodc raa-
| loria csmica derramada no infinito, e aguardan-
i do algnma longinquac desronhecida fecundaro.
! Ah e bem ronveni^nle dar-se um sorriso de
piedad diante desles syslemas extinclos, dian-
; te deslas theorias sem futuro. E' preciso ter
nenie. hastanle resignac&O para concentrar o pensamen-
Responde-nie, christo contemporneo, se tens 'l0 "a vida presente o na realidade d'ella.
fe religiosa. Mentirs ; porque a religio, anda
quando se exlingi. um grandsimo instrumento Re mais,_que importa que o mundo se trans-
polilico. que parece antes um vacuo feilo era forme conlinuamenle ; que imporla a vida uni-
nossas almas, que um templo que se enche. versal, se a scienc,ia c a plulosophia nos eleva a
. eterna deulidade, a perenuidade do eu ? Nao
Eu possuo osegredo do leu corceo ; sel quo vos apresseis, catholicos de imprensa, nao ves
pertences inicuamente a vida civil, e qtioanligo apresseis em divertir-vos com esta sincera con-
cidado d'um volho povo nio pederas passar I flsso de almas que ousam encarar a realidade de
alera. Para ti a religiao como a polica, um nossos infortunios; porque vossa f nao mais
conservacio. I que um negocio de dialctica.
Os astutos Sulpicidnos e os linos Jesutas sao
! os vossos uniros apostlos, e nao convertem a
mais ninguem. Hesprosles o ar do seculo : a
sciencia o a f, a igreja e a universidadc, a lei
civil e a lei religiosa, agilam-se em vossos espi-
rilos. Como vos marchis incertos para a mor-
te, e crabaracai-vos no presente com desespero.
Esbocar a physionomia poltica de sua santida-
dc o papa Po 1\, personificar em um sobera-
no pontfice o drama da nova ordem destituida
da sanecao divina, da anliga ordem, sem gozar
dos beneficios desta sancro pola fraqueza da f
e pela convenci com os principios.
Po IX, c tambera a lucia da democracia repu-
blicana e do pontificado tentando urna allianca
iinpossivel, e enircgando-se depois a urna guer-
ra a todo Iranse. E emlim a fusio dos principios
Guelfo cCibelino, a liga do papa odo imperador
d'Auslria, contra as nacionalidades o a demo-
cracia.
O destino de Po IX tem sto de singular, que
seu inslneto levou-o antes para a carreira das
armas, que para a do clericato.
Nasceu em completo movimento revoluciona-
rio, em Sinigaglia, em 1792. Joseph-Mane, con-
de de Maltai Ferelli era um exfolente mancebo.
Estudou em Vollerra, e jer-se-hia feito um en-
cantador olficial de hussares ou laneciros, se nao
fossea delicadeza de suaconstituieio.
Este motivo obrigando-u a renunciar a carreira
de sua vocacio, decidio-se pelo sacerdocio, e re-
cebeu as ordens na dado de vinle e qnalro on-
nos. Ligado, em 1823, misso apostlica do
Chile, voltou dous annos depois Europa ama-
d mecido por esla campan ha e foi nomeado co-
nego em Roma.
irutacao do; espiritos. naturalmenle
'e nao poda deixar de coramemorar-se.
Po IX alguma cousa de um virtuoso parorho que
naopodesse ficar intensivel aos soffrimentos de
seus parochianos.
Mas aqui os parochianos sao subditos. O paro-
dio lornou-se principe. O dualismo do papa e
do monarcha crcava innumeraveis obstacnloa i
todas as reformas que o bom senso indicava.
Com pffeito, poder temporal do chefe da Igro-
,M,h. I ginas eIf.UM,,e*- AU'm d'iss". Perneando es-
1 sas quahdades, ratificamos e nao anlecipamos o
j'uizo publico; o livro nbrio seu trilho, ao lem-
po incun.be fazc-lo produzr bons fruclos.
Tratei no cometo d'este artigo, da importan-
cia progressiva que as muihorca tem conquista-
do u mundo e na lilteratura ; nao occulle as
rasoes que justifiram sua ombirao, e as circums-
tanclasqae legilirao sua audacia ; mas nao bas-
ta ter
tratar com as mulheres
o principio de sua propria
sem 1er em vista
existencia.
Alguns pensadores catholicos, penetrados sem
duvida polo embarace do pontificado, haviam
tentado, com doutrinas conciliadoras, lira-lodes-
le irapate. Citaremos entre elles Mis. Gioberti
e Ventura.
M. Gioberti era um professor de pliilosophia de
tendencias republicanas. Conhecera as amargu-
ras do exilio desde que iniprebeiideu eslabeleeer
a douliina, com o soccoi ro da qual esperara re-
generara Italia. Esta doutrina acba-se espa-
Ihada em diversas obras, especialmente na liv-
lroduclioii, 'Elude de l'hilnsovhie cno Primato.
Elle subsliluia o methodo onthologico ao psveho-
logico, e esperara, partindo deste poni, ver rea-
lisar a fusio da phllosophia e do catholicismo,
lanas vezes tentada nesle seculo.
Desta altura, a tentativa nio poda dirigir-so
senio negacao de catholicismo, ou ama phi-
i Insophia do calhulirismo, o que de iienhum mo-
do coi responde ao fim desojado.
O mais simples bom senso mostra que o pililo
sophia. islo '
Tal 6 a chaga aborta da velha poltica. E' cou-
sa estranha tambera a ulcera quo mina os
atentos da nova. De sorte que cada um de
nos, seja qual for a elasse a que perlenca, pode
larga e
sens filhos ; ainda lira emblema do genio devo- sas brancas, deitadas como indolentes sultanas
rado por aquellos pjoprios a quera elle salva.
O principio da nova autoridade desempenha-
se. Ceg, diro, quem niio o v Mas, como elle
nao absolutamente compalivcl com o antigo
dogma c nao se appoia era um novo, moslra-se
por intermitencias ephemeras. Destituido de
saneco divina, o principio da nova autoridade,
todas as vezes que lende a produzir-se e a pas-
sar com os fados,expira no deserto da irreligiao.
E'.de balde que se espera suprir esla lacuna
do viis theorias ideaos ou de demonstraeo do
progresso integral.
A demonstraeo do progresso infinito nao po-
deria ser estabelecida sem abracar com o mes-
rao golpe a vida planetaria e a vida de alm t-
mulo. Ora, a que se reduz esta pretendida phi-
losophia religiosa quando trata da vida fulura,
senio puras peticoes de pr'teipio ? Em qne
dilTerem as pclicocs de prim > de M. lean
Reyuaud, M. Seraphico, ou di Pedro Lcroux,
das revelaroes do dogma oalholi i, seno na di-
vergeiaia das alfirmacoessem pe vis e da infe-
! borda do mar, que Ibes ornam os suas vagas
, quebradas d'um fresco cinto de espuma.
Este pequeo monumento e indigno d um lal r
liomem. Com ludo seu aspecto commove pela .' ranquillisado por este socego africano,-dse rioridade notavel pelos syslemas dcstes honrosos
grande lombranea que elle evoca. J" mous semelliantes a harmona, a paz a | visionarios ?
poesa da natureza, e desci da eminencia de
Os lempos barbaros apparecein e velvem sob Santo Agostinho exclamando como o grande pan-
Ihcisla Chote : Luz, Senbor, luz! E nada de fa-
naiismo, erros, sanguc e ruinas !
[D. Gatineau.A. Luna.)
IPnstt]
nossos ollios, ordas cuberas de ferro, laucando
ao co c Ierra seus gritos de c grandiosas do primtiro seculo do Chrislianismo !
D'um lado as legies nunca fartas do insaciavel
conquistador, espalhando a carnificina o ferro c
O fugo sobre a superficie do globo ; d'oulro al-
guns dotoures lentandodeter o exercitoda forra,
nppondo-lhe inlelligencia, o verbo ardente pa-
lacra de Tertuliano, da persuasio de t.brysosto-
ino, o livro do Agostinho, o Platao do C.iiristia-
iiismo. F'nlao o mundo vaccilara, enfermo sobre
os arruinadus estelo- dos seus trisles princi-
pios.
Nao havia porto, nem buftsola :Fo combate in-j
ressanle sobre um mar furioso ameaeava um
naufragio geral A Ierra ensopada do sanguc
dos vencidos,assemel.ava-sc a nina vasta Babel,
onde, recober e dar a murte, era a vida de todos
os homens. O rclho mundo da conquista e dos
densos sensuaes espiiava na noile enosangue.
(i rhribliaiiUmo laucn seu batel sobre esta cr-
reme ; em face da furia exuberante exaltou a
flaqueza ; elle foi o refugio do velho, da mulhcr
visionarios ?
A poltica contempornea decide-sc pelo phe-
nomenu da vida. Para ella, a icligiu existente
sempre o verdadeira roligiio ; anda mesmo
que nao exista na conscienciados povos, seu fim
Retratos politiros e historeos por
Hvpolito Castille.
PI IX.
Pour comprendre (oulc l'impor-
lance de eclte volulion, il t'aul
considerar qu'en Italia, depuis la
6 conservar os altares at queum Deus mais forte,
trazendo era suas azas a essencia do urna nova
civiliaaco, desea entre nos, deslrua os aliares e
os padres, a poltica e os costumes, e arroje ao
p lodo o lassado.
Quanto ao essencial, a poltica contempornea
alheista, ou antes existe n'ella a sua propria
divndade.EllacoHiprimc o humanidade no crculo
emprico da historia, e corta o futuro com o limi-
te de nina fundaco dynaslica ou republicana,
ruine de loutes les su tres insiitu- i ou com a simples conservacio do presente.
lions sacerdotales,se peuplen'alvail v-- i '.
pas conserves d'autre sy ni hese que mo\c"c"r ,??. Ser ,ve,nc'd' ,a Pouro ",ms ou
cello de I'Eglise.
(Monlauelli, Memoire sur l'Ilalie.)
Se, como vimos em alguns arligos precedentes
os Imperios Ollomanos e de Constantinopla, sio
a pedia da abobada do edificio diplomtico do
velho continente : se a queslio do Oriente para
c do m. nio : oppoz orgia dos sentidos a pe-, os povos o questfio principal da poltica exterior;
nitencia, as santas alegras da ddr, o ezullago. a questae da Italia, qual tao estreilamente se
menos o nico cuidado da poltica governamen-
lal e da poliiica adversaria entre a maior parle
dos povos da Europa. Nao concebendo e nada
;.mas a superioridadc que tero conquis-
tado, e nao gmente a superoridade, moral c
de fado, mas a superoridade real e quasi pol-
tica. Que porvir, bom Deus e que perspecti-
va !. Mas os centenarios sao raros, c isso inle-
ressa i nessfl posleridade.
Por agora confessemos que reorganisando ideal-
mente as relaces dos sexos, e procurando os
meios de levar os homens de vencida, madama
l.esguillon nao nos parece ler feilo nenhum Ira-
balho muiloiitil, nem um livro muilo agradavel.
Essas especies de utopias Iliterarias exigem em
todo o caso que nao sejam muilo volumosas e
nada taliga mais depressa do que urna allegoria
muilo extensa.
Por nutro lado, nada ha de inexacto na idea
fundamental que a authora desenvolveu, no pen-
samenloqiie a dominou ; pelo contrario c justo
e verdadeiro.
O celebre autor do .4;/ior duplamente adulto-
ron a siluacio da inuiher representando-a como
enferma perpelualmente infantil: da enfermida-
de ella nao tem o monopolio, e da infancia leude
com razio libertar-se. coliocar-se
era substituir o principio herediiario pelo prtoci-1 ^SST m Jora vani"retrae mais ingenua-
menle, mais seriamente, ser lio bera mais Ili-
terario. Nao imagine ella urna derrota allegorca
pi electivo.
O autor tolerav.i um rei durante o perodo da
Lransircao, com a eondico de que esle rei
fosse modesto, econmico, liberal, progressista c
fosse de alguma sorte o educador do povo.
[Contina.]
Variedades.
de todas as cousas; ser mais interessanleT Com
odeseinb.ir.ico, romo talento de que tem dado
outras provas, tem ludo o que mister para le-
var de vencida M. Michelct sobre cortos pontos
sem aggravar si mesma
Deixaraos como ilos de Latina, o terreno da
polmica, da moral dogmtica, e de todas asca-
A prole, por Madama "-As mulheres em cera Sils cuJs nomes, terminando por essa desinencia
lirada do grego, parecem mais ou menos dillices
de conciliar, com graca, senlimento e poesa. Ha
muilo lempo que osla' encantadora novella, to
bafejada pela aura do meio dia, lio delicada, c ao
mesmo lempo simples, mereca urna menean de
nossa parte. Ella a leve em oulro losar, e lo
lisongeira quanto o mereca; doria t-la aqui
mesmo, antes que em qualquer onlra parte, e Se-
as cousas d'esle mundo marchassera sempre re-
anuos, por madama Hermanee l.esguillon.
Mos de Lavena, por Mr. I.oins l'iguier.
Conclusao.t
Suppe-se que. ser me c cousa fcil e com-
mum, e a experiencia prova, pelo contrario,
quanto sao raras aquellas quo conhecera, aecci-
tarn e preenchem em suas innumeraveis exigen-
cias o trabalho de educar crealuras humanas;
quanto sao raras mesmo aquellas que preen-
chem conscienciosameiite o necessarioSOffl fallar! S"lar e normalmenle, se o decoro fosse um artio
d'csse superfino de perspicacia o de amor, que inviolavel do cdigo dos iornaes. eu nio sei qial
n'csse caso, tambem necessario ; sem duvida ,,'r';l devido preceder a Imprenta, na agradavel
a naturesa, a Providencia gravaram no coracao funecao de revelar duas escriploras sobre o mes-
da mulher inslinclos sublimes, orna fonte inex- i "10 nome.
gotarel de dcdicac&O aos fruclos de suas entra-! Pfonunciei a palacra rerelarao, c nao c muilo
nhas ; mas esses inslinclos tem necessidode de ^rle- Madama I.ouis Figuier
ser esclarecidos, o essa deJicaro regulada ; de
ouire modo v-sc multas vezes' irem ellos con-
tra scu proprio objecto ; o rs. rilo do ternura
allurina a mi, e enlangucce o filho, e inezpe-
suuTciente
por esie pruneiro
ensato autorisou o publico a ludo esperar, e seus
amigos ludo confiar n'ella. O exilo rpido que
elle leve, e que nos anteceden, presla-nos ao mc-
ico : dispensa-nos de analysar Casa
a authora se
Seus inslinctosde reforma ede candado niani-
feslaram-se promptamenle pelo esludo especial
das queetdcs de beneficencia publica, o pelo ar-
dor singular que elle empregava para a sua rea-
lisacao.
Successivaraente chamado, em 1827, por l.cio
XII, ao arcebispado de Spolcto, em 1832. por
Gregorio XVI ao delmola, recebeu o capello de
cardeal em 1840 e foi eleilo papa em 184G.
Examinando-se, nesla poca a composicio do
collegio sagrado, ha lugar para admirar-se a ele-
vacio de Po IX cadeira pontifical. Mas a bon-
dadecom que amara todo o mundo, adocura in-
finita de seu caracler, sua randado proverbial,
concentraran! noile os suffragios do conclave.
Depois de tres dias de deliberacao, no meio da
ogitacao eirrilacio geraes, causadas por tamas
queixas successivas, o nome de Pi IX sabio da
urna e foi saudado de um fim a outro da Ilalia,
cora o grito deEuiva Pi IX.
A hora das reformas tinha soado.
Para dar urna idea do movimento reformador
que rebentou na Ilalia ao grilo deViva Pi IX,
indspeasavel laucar um golpe de rista sobre a
marcha das ideas na Italia, nos annos que prece-
deram a rovoluclo de 1818. Vcr-se-ha poi isso
que a siluacio impossivel eila a Pi IX foi por
vezes obra do alguns pensadores que acredita-
ran) na tcalisac.io da allianca democrtica e pon-
tifical, e no fado dos precedentes creados pela
complexidade do duplo poder temporal e espi-
ritual.
O reino de I.eo XII foi marcado por urna col-
la violenta no syslema da inquisirio. Gregorio
XVI dcixou 45 miibes de dbitos.' De sorte que
Po IX suba ao Ihrono pontifical com difficeis
financas, urna administraco em desordena, no
nencia, a falta de instrucco sufficienle dmi-|scp,,a do l.anguedoc inferior onde
nuera a ulilidadeea autoridade d'csse guia que {asseohorca lo visirelmefrte dos lugares que a
reclama a humanidade nasrente. Para deseu- vi.n|ra nascer, e piula, com tal naturalidade que
volver o coruo mister dirigir a hygiene; qnan-1 "o clue a elcvafio asimpressoes diversas que
to alma, c preciso ler tambem bons e santos | se raanifestam n'essas regioes affasladas de Paris.
peusamenlos ;para agucar o espirito de outrera l maa 'li,, mister te!-o lamben mais ou menos cultivado. ,'-s<'1 v'da_de pequea cidade agreste onde as pa-
Quando se achassem recorridas a maior parte *e* sao intensas, onde s othealro estreilo.
d'essas consideraroes, qunnlas \ !/.:* as ambicio- essa exuberancia de senlimento dos homens que-
nadas satisfacaos da vida, conveniencia so- i correspondo riqueza do solo, esse mixto de as-
cial, as conicoes que a civilisacao prescreve ou pireza procedente das monlanhas de ardor que
as convencoes que o mundo tem feito vera des- ; provem do sol. e de espirito emprehendedor que
viar a me do caminbo roclo que se propoz Jii. a proximidade do mar, lodos esses traeos ad-
seguir, paralysar seus esforcos, inleiromper sua : rairavclmenle fundidos no carcter da pop'ulacu
obra ? : l.anguedoc, e grupados em torno de urna anedc-
Finalmento se a mulher me, tambem e iau-1 }a. encantadora, eis um motivo expressameute
Iher ; se tem una trela materna, (em tambera fl'itn para caplirar o leitor c para tornar a critica
oulra conjugal, deveres de um e outro lado, e propicia. Madama Louis Figuier, que sabe cscre-
que nem sempre fcilmente se conciliam ha tem- vt'r pensar; mas, quo lera prmeiro que ludo o
bem algumas vezes urna fonto de dissenlimen-. calor da alma, e a ineslimavol generosidade do
i tos deploraveis entre os dous depositarios da an-| corn.ro,nao necessila raais pedir indulgencia.Sem
toridade na familia, e por conseguinle risco de:duvian uarr.icao poderia ser mais desenvolvida,
conflicto em que ludo comprometi a paz do re- i as transi.es inelhor aproveitadas, as iiersonagens
giineni domestico, a diguidade dos esforcos, a raaisf""memeiilocaraclerisadas. Deixando de par-
educaco do filho.
Ningueni imagina por quanlas provaces lem
de passar e quant.i .-ciencia tem a applic.ar, se-
no quando frralo soffrer urnas e appl-
da alma ; espada o senlimento ; s brilhantrs
tragedias dos combates, o silencioso recolhi-
menio do claustro ; apologa da ignorancia
A BENGALA
Por lutlmnc
DE BALZAC. ()
E. le Girarrlin.
Oh que
V.Il
Falalidade.
lindo homem que
criada grave da Sr.
homem lao
Moubberl de-
a sala, que
gentil! disse a
IiOis de fazer entrar Tancredo par
idlo rapazil que ro.-io aquelie!
Que tens tu, Adelia? esl alguein no quar-
to de iinulia llia, pergunlou a mi de Vir-
ginia.
Sim, minba senhora ; c eslava eu dizendo
que nunca em minba vida vi um rapaz como
aquello qne l esl.
A Si.a IV.or entrou no quarlo desua filha,
porm lirn l pouco lempo, nem chegou mesmo
u senlar-sr : apenas soube o que sua filha havia
ilestinod" fazei noile, sabio ; mas fechando a
porta.
Tem senlido, Giba, lem sentido disse
ella.
Havia um passado iuteiro ncslas palavras, que
quera in dizer ; nem sempre has de ser feliz ;
esle hado custarmais a oceultar.
Tancredoquiz continuar asna conversado. Os
progresos que al ento havia feilo no coracao
da Sr." Moubberl erara muilo sensiveis; Ho se
pode pensar lo rpidamente como ella havia
amado.
Mas as prudentes palavras de sua mai esmorc-
ceram a pobre mulher, que anda nao havia
pensado lio perigo. Grandes embaraces lhe ap-1
pareceram, apresentou-se-lhe um sem numero
ile dfficuldades, una \ entura chela do espinhos-
Pr um instante leve modo.
Tancredo aporcebeu-so deslo arrefecimcnlo, e1
ridobrou a graca e amabilidade.
Esla seduccao vencen um temor passageiro, e
a lal ponto que a Sr. Moubberl pedio a Tiaucre-
do que a resse ver com brevidade.
Dorimout sabio muilo salisfeilo d'esla vi-
sita.
N'iim bombral da piula da cochera p.arcceu-
lhc ver um homem que o olbava com attenco.
Julgou que esle homem o esperava.
:.i ludo n-j era para admirar que elle esli-
v. -si- al-ii. Eta o poieiro, a quem a creada gra-
ve ,i i-, ia pn venido, e .-que quera ver se os elo-
gios de Adelia era;., bem merecidos.
Tae redo achou-sc i ni face d'elle, c o porleiro
admirou-o.
Cma semana sepassou ainda em encontr?,em
(rende a do catholicismo e a do pontificado, nao
esl menos eslteirainenle ligada ao principio vi-
tal das naces europeas.
passeios, em linguagem muda.em olhares temos,
e o araor crescia sempre no experimentado cora-
cao de Virginia, e cotejando ludas as suas recor-
dac.es sentia que nunca havia amado d'esla ma-
neira. Tancredo poda di/er, em toda a cxlen-
so da palana, que era preferido a lodos ; c islo
nao era lio lisongeiro ?
Dorimonl pensou que havia passado lempo
sufficienle para poder fazer urna segunda visita a
sua dama. Foi portanto sua casa. O por-
leiro vendo-o, disse:
Espera Olha o tal rapaz oulra vez ; pa-
rece que as suas rondas a esla casa sofre-
quenlcs.
Vejam o que 6 a infelicidad.;, tinha vindo
apenas duas vezes a casa da Sr." Moubberl. c j
se pensara que erara dez, tio notavel craDori-
i moni.
| A Sr." Moubberl eslava s. Comovcu-se com
o aspecto de Tancredo, e este achou-a mais bella
ainda. l'allaram um momento. Iara entender-
se... quando Moubberl entrou.
Moubberl carregou as sobrancclhas, reconhe-
ceudo Taendo. Este fro accolhimcnto dava
pouco animo ; Dorimout fez por tanto una pro-
funda saudaco c relrou-se.
Quando sabio :
deyendo com cffeilo concebej fra do prsenle,: meio de popularles consumidas pela falta de re-
loda a queslio para ellas reduz-se a viver ofli- formas, cuja necessidade espslliava-se por todas
cialmente. asparles.
Desle modo offerecem ellas em lugar do sonho \ To IX reconhecia esla imperiosa necessidade;
da virtude, o da feheidade. Approximam-se das' melhor que nenhum oulfo, conheca i m admi-
bordas do tmulo. S conhecera os morios il- | nistrario dos estados da Igreja. sua m organi-
lustres, ou anles aquellos, cujo exemplo e pre- sacio "poltica ; odelicit crescente aecusado todos
cellos podem servir ou prejudicnr o syslema. os anuos pelo budget, a diminuirn daagricullu-
I ara mis Druto, para os outros Cezar. Mas que ra, e da industria, o miseria dos habitantes o a
Dorimout pronunciou esle adeos lio respeilo-
samente, que a Sr.n Moubben nao percebeu to-
da a insolencia que elle continha ; tomou islo
por una saudade pungente e levaiitou os olhos
ao co em sigual de sympalhia. Mais tarde, com
o andar do tempo, vendo quoDorimondnio ceda
para voltar, evitando olba-la no espectculo, e
parecendo haver prescindido de una boa con-
cluso. que a dama conbeceu que elle havia
zombado della.
A Sr.a Moubberl consolou-se muilo fcil-
mente.
Era muilo bello penna roas era
cil oceulta lo, pensou ella, e esqueceu-o.
lodos sabem
qnecer I
difli-
Ora,
oque oslas almas chamara Es-
IX
Grande descobtrla.
Todava Tancredo eslava furioso, nao percau-
; sa dos obslacufos que acabara de encontrar, por
i que se pode dizer que elle se havia aproveilado
I d'elles, mas das dificuldades que esta aventura
lhe presagiara.
Tancredo nao liaba gasto muilo lempo para
I adevinhar a que cathegoria de mulheres perlen-
i ca a Sr." Moubberl. Era urna deslas svlphides,
Que quet esle rapaz ? disse Moubberl sua perfeilamenle lindas e insigiiilica les, que ama-
raulher, que a segu sempre por toda a parle com ] mos tanto quanto commoda, o quo deixamos
urna sombra, soja nos Ihealros, soja em passeios com a primoira difficuldade.
pblicos ; quando salamos a pessoaque sem-
pre vejo !
A S.' Moubberl nao proferio una palacra.
E mcu mando queja o havia notado per-
gunlou ella.
Tancredo estera triste. Com ludo como Moub-
berl quasi nunca eslava no quarlo desua mulher,
nn se desanimon e alguns dias depois voltou
a ra de Provenco para a ver.
Ah! mou Dcos! exclamou ella vendo-o,
que imprudencia u senhor nio pode voltar
mais aqui ; mcu marido descobrio ludo !
J pensara Tancredo, mais ainda nio ha
nada..
-me impossivel lorna-lo a receber sem ser
s escondidas, continuou a Sr.a Moubberl.
Eslas palacras que eram cheias de sraplicida-
dc e de esperanca, IranquUisaram Tancredo.
Meu marido, continuou ella,vio-o na Opera,
Coiitrahimos reiacocs cora ellas com lana con-
fianca, que a menor conlrariedadc desanima ;
nio a hacamos previsto, nio eslavamos prepara-
dos contra ella, e por isso derrota-nos.
Pobres mulheres Nao Ibes queiramos mal
por isso ; nao sao ellas que causara esta conlra-
riedadc ; porm nio lem oque preciso para dar
forca para a vencer.
Nao era por causa da Sr. Moubberl que Tan-
credo se afligiacom a fal.alidadcquc o persegua;
nio a amava c por tanto niio poda lamenta-la ;
mas um oulro pcnsamenlo mais doce,mais charo,
mais profundo o preoecupava, havia algura
lempo.
Era a lembranca de Malvina que o encantara ;
esla linda rapariga que encontrou no baile da
Sr." Poirceau, a encantadora Malvina que tantas
vezes havia encontrado; que mais de urna vez o
. havia recebido era sa casa c era casa de sua
depois lornou-o a ver no Gymnasio. Tem suspe- mai. Tancredo dispunhn-se a agradar-lhe ; c,
tas. j nio parece o mesmo. E triste cousa por urna coincicndencia a sua aventura com a
le essas qualidadcs que a arle reclama, e das quaes
urna obra de raas exlensao, melhor favorecer a
expansio, Slusdedavena tem um tvpo de verdade
o forma de delalhes, que sio tambem qualidadcs
car a outra ; c mister ser me para appreciar ra- : ''Iteraras da prmeira ordem. a historia do a-
balmeiito quatrocenlas paginas de reflexOes so- mor sobrepujando a dedicacio de mii. Ao iii'er-
bre a maternidade em suas relaces com o filho,' so dos costumes recebidos, o segundo d'esses ele-
e especialmente rom a filha. publico passa-''
ria lalvez com in lill'ereii.a peanle um lal tra-
tado; os inlcrissados leram, e meditaran), o
discutirn),
Nao pretendo que M."'a "* lenha resollido
todas as dilliculdades, mas parecc-me que ie-
nhuraa omiltio. Nao approvu absolutamente o
metilos, e de inleresse supera um pouco o ou-
tro. r
Mas quem d'isso se qucixaria ? Nio se sentira
apoderado de admiracao vista d'essi santa vi-
vendo e morrendo por seu filho? Nio se dexaria
levar pelo encanto indisvel d'esses costumes sc-
. nii-civihsadas, semi-ruslicos. que tem tambera
lora lynco, a effusao e eslylo com que ella ven- s,;"s prazeres c dores particulares emanando do
slo e nclle se concentrando, bem como os que
sentimos as grandes cidades.
Por mais que os caminhos de ferro dirainuara
as distancias, anda nio suppriniram todas as
diflerencas de caracteres que os costumes, as tra-
dices e os campos tornaram oulr'ora tao segre-
gados.
Existe anda alguma diversidade no mundo, e
mailas rivor em urna epocha de reconciliaco | por conseguinle resta anda alguma cousa apro-
uiiivirs.il pelo menos projectada ; maso que velar, e a narrar para os escriptores que sabem
como madama I.ouis Figuier, conservar no domi-
nio da phantasia o amor do bello, o senlimento do
justo, o accento da verdade. |Izinouo Cahen.
_________^________ (Do Pree,)
lila quesloes pela maior parte praticas ; masco-
i.heco que o sanguc fro o pbenix das quali-
dadcs da do'r feminina.
Eu poderia bem, sobre o capitulo da pedade,
indicar algumas chicanas e fazer algumas reser-
vas era favor do espirito de tolerancia, que
mister lambem infiltrar, e que concern s lucili-
nas ao mesmo tempo que a f, por que sio cha-
elevo cima d'essas mperfeices relativas, o qui
quero elogiar sem vaciilar, a profundeza rom
que Mm "* comprehendeu o papel de me.
autoridade que se junta sua experiencia pes-
soal, o generoso ardor que encerram suas pa-
\\) M. Audiganne.
acrescentou ella, a mim nunca rae acontoceu islo.
Al boje lnha vivido descansada Sempre sou
muito infeliz E a primoira vez que amo, e jus-
tamente...
Sr." Moubberl, desarranjava-o nos seus projeclos
de seduccio cora a Sr." Tliellissier; porque quan-
do tinha tantos obstculos junto da prmeira, que
pareca ter tanta experiencia para os vencer,
\ idi ;- t1 i J.K~
Estas palacras que eram cheias de impostura e quanlas nio encontrara junto da segunda, tao
pouca esperanca, arrereceram Dorimoul. joven, lio candida, lio bem educada, tao bem
E eu lambem sou muilo infeliz, replicou guardada e que devia ler tantos deveres domes-
Tancredo com extrema poltica, posto que a sor- I Udos a cumplir.
te nioquer que eu lenha bom xito onde os ou- Assim muitas vezes un acontecimenlo sera
Itrcs obtera fcli?e? resultados. imporlancia nos loma desgraredo6, por^ne'i urna
advertencia para oulra pessoa que nos interessa
mais, eque pareceser-lhe estranhos. Os nossos
amigos, que nao comprehendem a nossa tristeza,
dizem-uos : Na verdade 6 crancice affligii-se
por lo pouco... Tao pouco, s vezes o nos-
so porvir !
Tancredo eslava revollado contra o seu des-
uno.
muilo, di/ia elle, para dar em lulo ;
insupoilavel! Os maridos veem-me, os portea-
ros admiram-me, as mulheres tcem medo de
mira. Sou um paria, um leproso, um maldito,
parece que trago comigo a exciimuuhio mas
que hede fazer? a quera rao heidequeixar.' Pos-
so por ventura ir dizer que sou infeliz em ludo,
que. me expulsara de toda a parle, porque sou
muilo bello "? De veras, quera ser horroroso,
sim, quera, eu enlo... ser invsivcl entrar em
loda a parte sem ser visto. Amar, e nio com-
prme! ler aquella a quem amasse ; estar perto
d'ella sem que algucm o soubesse, sera ella mes-
mo o saber !... Oh que ventura !... era o dora
que eu cscolheria!
Toda a sua clera se niudou em mcditacaO'
Depois gnnbon loda a sua alegra.
Quero ir Opera de proposito para' nao
olbar para esla estpida Virginia, velmosse o
seu marido tambem repara n'islw.
E Tancredo foi Opera.
Ai Balzac nao est ca hoje, pena ele
liomem e a sua bengala interessoo-mc.
Tancredo sentou-se junte orcheslra ; Icvantou
os olhos e Balzac eslava defronte d'elle cora a
bengala.
Ah eis-ahi Balzac I mas eu nao o w en-
trar ; singular!
Hademoisele de '"' daosa'um passo com Mr.,
de '", Balzac levanta-se.
Tancredo vendo que as bailarinas nio eram
notareis, poz-se a olbar para Italzac.
Balzac desappareccu comtudo nlngucm sahiu
do cemarote.
Nem mesmo se abriu a porta.
Hademoiselles Essler dansaram um lindo pas-
so fraternal, muilo elegante, muilo gracioso.
Tancredo admirou-as prmeiro, depois, preo-
cupado pela sbita desappari(o de Balzac,
olbou de novo para o seu camarote.
Oh que sorpresa, Raizar.'eslava assenlado no
seu lugar com a sua bengala como se anda nao
livesse blido Tancredo pensara sonliar!
Mademoiselles Essler daiisam, yoam, o passo
acabou.
Oh! que maravilhal Balzac nio eslava l ou-
lra vez., teri por ventura voado com das"?
Tancredo eslava cada vez mas admirado
Primeramente agitou-se, coramoveu-se, todo
elle tremeu como se eslress prximo a pre-
senc'
mo
r.ct
entao ficou immovel parando dianto do mysteno
para o obligar a revelar-se. Olha, espa, ob-
Seiva, faz passar loda a forca de sua alma na sua
vista. Ah! quando um homem so prendo a
Jescobrir um segredo, vem por forca a dcsco-
bri-lo.
_*- Onde "esl n'esle momenlo Balzac"? elle
nao sahiu do camarote, est l, eu nio o vejo.
Que qjuer islo dizer ?.. Ningucm sahiu do ca-
marote, a porta tem oslado sempre fechada, mas
o homem desappareccu !... Se sahiu, por onde
sahiu? Se. est l, porque o nao vejo eu ? t.
porque invisivel... Invisivel !...
Essa palavra mirgulbou Tancredo as suas
modilacoes.
' Como cu gestara de ser invisivel !... Se cu
fosse invisivel como era feliz !..
Gygi linha um annel que o fazia invizivcl :
Huberto o Diabo lambem lera um ramo que o
loma invisivel,.. ai se -eu livesse esse ramo!
as fbulas, em todas as poesas, os aiiligOS, os
rabes, im.aginaram objeites que loruavaiu inv-
siveis as pessoas .. >
E Tancredo olbava sempre. No mesmo ins-
E-me impossivel, senhor, -me impossivel,
rephcou Balzac scccameiile ; cusla-me muito..,
mas...
A estas palavras, Balzac afastou-se, e dirigin-
do-se pessoa a quera dava o braco.
Que me qiier este doido, disse elle, en-
lendes islo ?
Este senhor parvo, respondeu ojamigo de
Balzac.
Balzac sorrio, mas ficou inquieto.
Que idea ser a d'este rapaz? pensara
elle.
Entretanto Tancredo nio desesperara do seu
bom resultado ; voltou atraz e aproximando-se
: do celebre escriptor, dissc-lhe muito baizo em
lom de orculo .
Esla recusa urna coufissao : possuo o seu
segredo, mas pode icar cerlo que o heide res-
peilar.
I! ilzac ficou ainda mais perturbado.
Pode dcscancar, senhor, continuou Taere-
: do, nio hei-de abusar de urna descoberla devida
! ao acaso ; comprehendo perfeita que S. S." tem
ame e sbitamente. Balza ornu a ^^^l^^l^^-^^^^T^t"
a porla do camarote nao se abriu Era ce-! laoJx f J;,'; I1 mais era favor de un. des-
issiL^ue balzac nao liuha podido deiznr o \?^'}^*^ $? "**
E Ral/ar linha na mi a sua grande bengala.
Tancredo vu o sujeito e o predicado.
Se esla bengala fosse como o annel de Gigs,
como o ramo de Roberto o Dalo Se esta ben-
gala livesse a facldade de tornar invisivel!..
Mas isto por forra, sim isso E siliiu da
platea, repelindo romo un louco';
J sei, j sei : bem dizia eu que havia um
myslerio, j o conheco, i nao duvdo d'elle...
i: chegou ao restaurante onde Balzac passeava fallar enlo.
Sem duvida, senhor. responden Balzac mui-
mirito agitado, este pedido parcccu-nie muilo
| singular, todava so soubesse qual foi o motivo
que o obigou a fazerm'o, poda. .
Pois bem !... mas eu nio possa explicar-
me aqu, diante de todos; se V. S. quizesse con-
ceder-me ura momento....
Annnba, sim, amanhia, v ao meio da a
nimba casa, inleirompeu Balzac, havemos d-
com um sujeito.
Tancredo cliegOU-SC
mente.
ao pe d'elle audaciosa-
Que me importa o que elle vi pensar de
mim ? Tomar-me-ha por um original, e olliar-
me-ha como tal. As pessoas de espirito esloo
costumadas a cousas extravagantes ; ha de com-
rehender-me.
Desculpc a minha franqueza, disse Tan-
credo esforesndo-se po vencer o scu embarace,
v. s. pode fozer-mc um importante servico.
Eu? Senhor: mas cu nio linho a honra
de o conbcccr, respondeu Balzac ; em que pos-
so ser-lhe til ?
Em me emprestar a sua bengala por al-
guns minlos.
A isla? pala.ras, Balzac perlurbou-se..
A minha bengala senhor; e para que?
icncinr um grande acontecimenlo ; depois ar- j urna aposta qu< fi com alguns amigos...
nou-se de resolueo, poz-se defronte do cama- Peco-lh'a por tinc Ees smente... pode fi-i
Site cm qu? potico antes haa estade Bslzac e! ca* cerlo pie..
Tancredo saudou-o graciosamente e retirou-se.
Tu con heces esle rapaz ? disse Balzac ao
seu amigo.
Nao, nem sei o seu nome, vejo o muitas
vezes na opera, no theatro italiano ; algun
rasquilho de provincia.
L muito bello, mas tolo.Que diabo me
quer elle ? m
Nao le quer nada, replicou o sg amigo ;
um pretexto para ver de mais perto ora gran-
de homem. Fica lodo satisfeilo de poder dizti
quando voltar para a sua Ierra: Falle i mi.
Balzac, vi Lamartine, vi Iteranger. > Nao
tra cousa c algum proiinciano que le admira.
Obligado I disse. Balzac afaslando-se, nao
geni inqui.-lacio, porque a penetracio de i
descor.liecido r.tormer.lava-o.
(Coiifinuar-sy/ a).
vv.K%. r\v. ouM. mutAtin- a.s.iT
I






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I

MUTILADO