Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08912

Full Text
AUNO HIT. SOMERO 286,
Por tres niezes atlmntaltis !>$0O0.
Por Iros niezes uncidos 6000.
QMTA FIRA 15 DE DFZEMBRO DE 1859.
Por anuo adianlmlo 19^000.
Porte franco paca o subscriptor.

ENCARREGADOS DA SUBSCRlPg.VO DO NORTK.
r.irnhiba, o Sr. JooRodolpho Gomos; Natal,
o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaty, o Sr. A.
do Lomos Brag; Cear, o Sr. J. Jas do Oliveira
Maranho, o Sr. Manee'. Jos Martins nibciro
Guimaraes; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos d"
Muraos Jnior; Para, o Sr. J ,3,...-j .. nomos;
Amazonas.o Sr. Joroiivino da Costa.
PAtUlllA IX,- l.WltKI-.lws;
Olinda todos os dias as 9 12 horas to (lia.
Iguarass, Goiannao Parahiba nas segundas o
sextas friras.
s. Anto, Bezcrros, Bonito, Caruar), Altinlioo
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Aiho, Nazareih, l.imooiro, Rrojo, Prs-
queira, fngazeira, Flores, Villa Bella, lioa-Visla,
Ouricuryc Ex as quarlas-feiras.
Cabo.Serinhaem, Iti" Formoso, Una, Barreiros,
Asna l'iit.i, Pimentoiras o Nni.il quintas feiras.
[Todos is crrelos parloni .1- laboras da manha.)
AUDIENCIAS DOS TRIBU.NAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio: segundas c quintas.
Relacao : trras feiras e sabbados.
Fazenda: trras, quintas o sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quintas ao meiodia.
Ditu de orphaos: tercas c sextas as 10 horas.
Primelra vara docivel: toreas e sextas ao meio da
Segunda vara do civel: quartas e sabbados ao
meio di.i.
EPHEMERIDES IX) ME/ DE DKZEMIIRO.
2 Ouarlo crescente as 11 horas t-30 minutos da
manha.
10 I.ua clivia aos 53 minutos da manha.
lt Quarioniinguaulc asC horas e 50 minutos da
tarde.
25 La nova as 3 horas c 27 minutos da ma-
nha.
TREAMAR DE HOJE.
Primeiro as O hom e 18 minutos da manha.
Segundo as '> horas e 42 minutos da tarde.
PARTE OFFICIAL
DAS da semana.
12 Segunda. S. Justino m. ; S. Herencia ni.
13 Terca. S. Luzia v. m. ; S. Olhilia m.
1! Quarla. S. Agnello ab. ; S. Matroniano m.
lo Quinta. S. Euzebio Vndense b. m.
16 Sexta. Ss. Ananias, Azarias ellizael mm.
17 Sabbado. S. Rartholonieo de S. Gcminiano.
18 Domingo. N. S. do O' ; S. Speri lio b. c.
EKCARREGADOS DA SUBSCRIPCO NO SIL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcoslas; Babia, o
Sr. Jos Martins Aires ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBLCO.
O preprietario do diario Manoel Figueiroa da
Faria.na sua iivraria praea da Independencia na.
fi e8.
EXTERIOR.
Ministerio da Justina.
Ministerio dos negocios da juslica.Rio de Ja-
neiro, eni 18 de novembro de 1859.
lllui. e Exm. Sr.Tendo resolvido o governo
imperial nao designar majores pira os cornos da
guarda nacional que au eslean) devidanicnte
organisados, Cardados o armados, e sobretudo
que nao prestem servieo regular, recommondo a
Y. Kie. que as ptoposlas e roquorimenlos de
capilaes pedindo sei designados para aquellos
lugares, V. Exc. informo logo se os corpos a que
piriencem os mesmos capiles estn as cir-
cunistancias cima referidas
Dios guarde a V. Exc. lodo Lusosa da Ch-
nfta PetranatfM. Sr. presidente da provincia
d ......
GOVERM DA l'ROVIXCIA.
Despacho do dit S de noveniliin.
Requerimento de Feliciano do Rogo Barros, ar-
rematanto dos concertos da ponte/dos Carttalhos,
podiudo 15 di,->s de prorogacao para a concluso
ios mesmos concertos.Informe o Sr. director
interino da reparlicao das obras publicas.
Dilo de Eelisbeito Jos de Santa Anua, ex-pra-'
ca doexercito, pediudo passagem para a provincia <
lo Rio Grande do Sul.Prove o que allega ajun-
lando o documento da escusa.
Dito do Dr. Joo Honorio Be/erra de Menores,'
2o cirurgiao do exercito, pedindo ser dispensado
di seguir para a enfermara de villa Bella.*Pelo
cemmando das armas ja foi o siipplicanle dispen-
sado de seguir para villa Bella.
Dito de Fr. Joao Baplista do Espirito Santo,
guardiio do convento de Nossa Sen hora das Se-
ves em Olinda, pedindo se mande extrahir una
parte da lotera concedida ao nosso convento.
Informe o Sr. thcsoureiao das loteras.
Dito de Joaquim Luiz dos Santos Villa Verde,
pedindo ser preferido para furnecer pao cuin-
ranliia de aprendizea do arsenal do guerra.lo-
arme o conselho administrativo para orneciraen-
io do arsenal de guerra.
Rcquerimenlo do Agapio Jos daP.iixo,' preso
pira o recrutamento, pedindo o prazo dol dias,
i!-:,u do de 20que j obiero para provar isenco
legal.Anda nao tindou o prazo marcado ao sup-
pl cante.
Dilo de Antonio Borges da l'onccca, pedindo
se mande admitiir na companliia de aprendizos
do arsenal de guerra o menor Manoel de Jess do
Nascimento.Informe o Sr. director do arsenal
de guerra.
MU) de Francisco Jos do Horaes e Silva, :'
oscripturario da thesourara de fazenda, pedindo
16 dias do licenea para ir a provincia da Parahy-
ba buscar sua familia.Informe o Sr. inspector
da Ihesourara de fazenda
Dito Ce Ignacia Maria Harcolina da Suledade,
pedindo iicenca para ir ao presidio de Fuando.
Informe o Se. Dr. chele de polica.
Dilo en Jos Agostinlio, cx-praoa do exercito.
Requera Ihesourara de fazenda a liguidacudo
que se Ihe de ve
Ollicio n. 11!)2, do Dr, chefe da polica, apre-
sentando os tontas das despeaos feitas no tnez de :
selembro ultimo, coiu o sustento dos presos po- \
bres da cadeia do termo da Escada.Remullido
ao Sr. inspector da thesourara provinchl para
mandar pagar, estando nos termos legeos.
Dito n. 1194, do ruesmo, apresentando aconta
<1?. despe/a feita no trimestre de julho a seiem-
iiio dos presos pobres da cadeia do termo de Cim-
bros.Remello ao Sr. inspector da tbesouraria
provincial para mandar pagar, estando em le-
mos legues.
Dilo o chefe do estado maior da guarda na-
cional dos municipios de Olinda c Iguarass,
iransmittindo dous ollicios do major comman-
daole interino do 9 batalhao de infamara, pe-
dindo o primeiro que se mande pagar os prels
dos cornetas do mesmo batalhao vencidos desdi'
I de abril; eo segundo dous calcetas para
fazeram a limpeza do quartel das Cinco-Pontas.
Informo o Sr. inspector da thesourara de fa-
zenda sobro o pagamento dos cornetas.
Dito n. 333, do director do arsenal de guerra,
transmi lindo as contas do concert de 231 ar-
mas Volle ao Sr. director do arsenal do guerra
para declarar oservico a que se destinan) os ob-
yectos indicados, ilim" de saber-se a que minisle-
110 pertence a respectiva despe/a.
Dilo 11. 200 do capitao do porto, solicitando se
mande dispensar do serrico da giiarnioo a Jos
Severino dos Santos, matriculado naqella capi-
tania.Informe o Sr. commandaute do !)" bata-
lhao de infantera da guarda nacional nquartela-
Requerimento de Antonio da Cimba Soaros Gui-
maraes, prsticantc da recebedoria de rendas ge-
nes, pedindo 3 mcv.es de licenea cora vencimen-
los.Informe o Sr. inspector da tbesouraria de
fazenda, ouvindo o administrador da recebedo-
ria.
Dito de Antonio Francisco Pereira, capilo da ,
prmeira companhia do 1" batalhao de infamara
Ja guarda nacional, pedindo ser reformado.
l'asse-so portara reformando o supplicante 110
mesmo iosto.
Dito de Jos Gomes da Cuuha, pedindo ceili-
dao da ;ua patente de capitao da gualda nacio-
nal. D;-se-lhe.
Dito do bacharel Marn Corroa de Cmara Ta-
marindo, juiz municipal do termo de Flores, pe-
dindo o pagamento de seus ordenados.Infor-
me o Sr. inspector da tbesouraria de fazenda.
Requerimento do bacharel Francisco Cablas
I.ins, juiz municipal do termo do Rio Formoso,
pedindo 13 das de licenea. Passe-se portara con-
cedendo a licenea na forma requerida.
Dilo de Francisco Jos de Moraes e Silva, 3" es-
cripturaro da tbesouraria de fazenda.Passe-se
portara concedendo ao supplicante 10 dias de li-
cenca cora voncimeulos na forma do art. 53 do
Jecfelo n 736 de 20 de novembro de 1830.
Dito dos indios da aldeia de Cimbres, pedindo
eer mantido na posse dos terrenos que oceupam.
Remedido ao Sr. Dr. juiz municipal do termo
vio tambres, p;ira fuzer minter os indios as suas
posses reconhecidas, informando a este governo
re c que allegam.
Dilo de Joo O/orio de Castro Maciel Monleiro,
amanuense da alfandega, pedindo o adiantamen-
to dos rencimeulos de 2 mozos, alim de prepa-
rar-separaa visita que S. S. M. M. I. 1. teui de
azer a esta provincia.Informe o Sr. inspector
da Ihesourara de fazenda.
Dito de Luiz Jernimo Ignacio dos Sanios, l-
ente secretario do rorpo de polica, pedindo que
se iguale o scu suido ao dos lente do mismo
corpo.Por ora nao itm lugar o que requer o
.Mipplieante.
Diti do Dr. Manoel Alvos da Cosa Branclianle
2o cirurgiao do corpo de saude do exercito, pe-
liiido o adianlamento de sold de tres raezes.
informe o Sr. inspector da thesourara de fa-
zcndi
Offlcio n. 1210, do Dr. cliefe do polica solici-
tando o pagamento das despozas feitas no mezde
outubro como sustento c curativo dos presos po-
jares da casa de detcueo.Remeltido ao ar. ins-
pector da Ihesourara provincial para mandar pa-
gar, estando era termos lgaos.
Dito n. 419, do commandantc do corpo do po-
lica, informando o requerimento ao soldado do
mesmo corpo, Jos Honorio da Siha Coelho.
Informe ao Sr. inspector da Ihesourara provin-
cial.
Coufcderaeao Argentina,
DOCCMENTOS OKl-li'.IXKS.
Monteridco, 2doseiombco de 1830.
Ao Exm. Sr. ministro e secretario de estado
da? relaeoos exteriores da confederacSe argenti-
na, Dr. D. Baldemero Garra.Os diario e cartas
dr Buenos-Ayrcs annunciaram que o cnsul bra-
sileiro naqella cidade, Pereira Pinto, conver-
lendo-se era agente do governo de D. Valenlim
Alsina, se linba comprometiid a vira Montevi-
deo para obtora severa ueulralidade oo governo
oriental na questao argentina e a expulso da
esquadra da confederacao surta neslc porto.
EfTectlvamente no dia 28 do mez nassado ap-
paroceu o cnsul brasiloiro ; no dia 30 cliegou a
esquadra de Ruenos-Ayres, atfeclando a resolu-
cao de bat r os nossos navios. Parece que por
inlerposieo do ministerio brasiloiro, o Sr Ama-
ral, so promoveu un ajuste, com o pretexto de
evitar conflictos desagradaveis ao paiz, o projul-
zos aos neutro?. O resollado deste ajuste foi o
que ver V. Exc. pelas duas notas que o abaixo
assignado dirigi ao Sr. ministro do relaeoos ex-
teriores, p que van juntas com os ns. 1 e 2.
A legacao argentina profundamente sorprendi-
da por estas nolificaccs julgon dver replicar-
Ibes na forma que ver V. Exc. pela copia nu-
mero 3'.
Cora a remesas dessa communicaco coincidi
o decidido pronunciamento da opinio publica,
em opposicao resolurao deste excellenlissimo
governo, o hontem ;s 10 horas da noite foisanc-
cionado oaccordo que incluo com o 11. 4, medi-
ante o qual cabio por Ierra a sinistra combina-
cao do governo de liuciios-Avres, confiada ao
cnsul Pereira Pinto, o favorecida aqui polo Sr.
Amoral, combinacao cuja tendencia bem claro
era a de nauviare dividir, se possivcl fosse, as
intimas relaeoos que ligara a confederacao no es-
tado oriental.
Levando ao conhecimcnlo de V. Exc lodosos
documentos dcsto episodio bem singular, dovo
expr que os senhores ministro de relaeocs ex-
teriores e do fazenda, os mumbros da commisso
permanente ea maioria dos Orientaos se mostra-
ran) altamente ciosos da dignidade nacional desla
repblica, que influencias cstranhas lendiam a
deslustrar, e que felizmente fica contra a vonla-
de driles no lugar que Ihe corresponde.
Dos guarde a V. Exc. muitos anuos.Mariano
Daulrir.
Copia n. 3.Montevideo, 31 de agosto de 1859
A S. Exc. o Sr. ministro o secretario de csta-
d 1 de relaees exteriores. Dr. I). Antonio de las
Carreras.O nbaixo assignado, cncarregado do
negocios da confederacao argentina, lem a boma
de acensar a V. Exc. n lecebimento de suas olas
duladas de 8 o de boje, dirigidas, a prmeira, a
mamfestar-llic que o principio do ueulralidade
adoptado pelo exicllontissimo governo desla re-
pblica, como regia de sua conducta na questao
argentina, e as complicfcoes de seria Irauscen-
dincia cm quo pode ver-se conipromettida na al-
tura a que chegaram os successos, poo o gover-
no de \. Etc. na necessidado de declarar ao abai
\ assignado, que, na ai-tuilidade considera in-
corapativel a coolinuaco ;do armaraonto da es-
quadra argentina, e at mesmo a sua permanen-
cia 110 porto desla cidade, com essa ncutralida-
de que reprsenla para o governo oriental a po-
utfca du suas conriceos e das conveniencias
deste pal/. .\.i segunda nota expe V. Exc. quo,
segundo os successos ltimamente occorridos
ueste porto, o Eira. Sr. presidente cncarregou a
V. Excj de declarar ao abaixo assignado, para
os etfeilos necessarios, que seintimou a esquadra
de Buonos-Avres se retire das aguas da repbli-
ca, nlim de que a argentina possa evacuare porto
b horas depois da sabida daquella.
O abaixo assignado presin as notas de V. Exc.
toda a attoncao que a sua gravidade devia natu-
ralmente inspirar-ilie, o pede licenea a V. Exc.
para responder-lhes com toda a miuciosidade
que o seu conloado exige, allm de dissipar ao
menos pela rocordaeao opportuna de lodos os
tactos que precederra > armamento e estacao
dos navios argentinos nestas aguas, loda a appa-
roncia de que a esquadra da confederacao, -por
um usj imprudente do diroito de hospilalidade,
leulia (lodido por em perigo os principios funda-
menlaes da poltica actual do governo de V. Exc.
e muito menos oxposlo ,1 conflictos ; um povo
cuja independencia e tranquillidade sao toearas
ao governo argentino, como julga l-lo provado
com subido desinteresso a notoria seronidade.
O abaixo assignado conhecia a perfeita neutra-
ndado que S. Exc. o Sr. presidente da repblica
se impoz, desde a sua subida ao poder, as dis-
sencoea da confederacao argentina, mas sabia
tambem, pela, noloredade dos aconteciraenlos
que tlvcram lugar em 1858, e pela mensagem que
0 digno antecessor do V. Exc. dirigi s honradas
cmaras legislativas, em 9 de abril prximo pas-
sado, que o governo de ltuenos-Avres, no meio
dos protestos de amizade e de respeilo ao do V.
Exc. o qual nao poda ser acensado seuau de seu
excesso de benevolencia, e nosproprios momen-
tos em que reconhecia em sua conducta a res-
peilo da questao argentina a mais rigorosa neu-
iralidadc, iinha organisadoe dirigido sobro Mon-
tevideo a vandlica expedico do Maip, com o
designio de rcalisar seus danos de guerra contra
a confederacao.
solemne que o governo de Buenos-Ayrcs, crimi-
noso aos ollios desla naci por seu attentado
contra a paz e independencia da repblica, es-
lava em completa dosiiilelligenciu com o de V.
Exc, o que essa dcsintclligencia "durara em-
quant durasse a actual situado daquella pro-
vincia, porque assim era a vontade do governo
oriental, que se fazia um devot declaia-lo aos
representan les da naco.a
Anlogas aprecia^oes tinhaconsignado V. Exc
na nota que com data de 12 de Janeiro de 1838
se servio dirigir ao ministro de relaeoos exterio-
res Ja confederacao argentina, ;ia qual, demons-
trando V. Exc. os motil os reprovados e as ten-
dencias dominadoras do governo de Buenos-Ay-
rcs, se servio manifcslar que dellas provinha o
empenhode s fozer revi ver a lula dos antigos
partidos, a propaganda daimprensa demaggica
com suas doulrinas de exclusivismo al o exter-
minio '. Irahida e mautida pelos propros indi-
viduos que a suslenlavam nos diarios officiacs
de Buenos-Ayrcs; o eiulini a rebellio, o subor-
no, asconspiracocs do mercenarios estrangeiros,
preparada com uiiquidadc abominavcl, etc.
E pois nos momentos cm que V. Exc. e seu
digno antecessor o Sr. Nin julgavam deste modo
a poltica do governo de Ruenos-Ayres, e esta-
beleciara tio tlaramento a desinlclligencia cm
que se acha com o dista repblica, sobrevieram
os pronunciamentos dospovos argentinos, pela
soluco da questao nacional que lem conservado
dividida aquella repblica e agitados alguns dos
calados rizinhos ; o o governo argentino na ne-
1 essjdadc de preparar-sc para resolver pelas ar-
mas as diiii .uldades que durante sette annos
lera opposto o de Ruenos-Ayres paz e organi-
sacao_da confederacao, o do garantir a livre na-
vegacao dos ros que affiuem ao Prata ; ordenou
se apromplasse una aunada, da qual umadivi-
so se acliou por causas cstranhas neste porto.
A lig.ii-ao argentinanunca pensuu sorprender a
bcncvelencia do governo de V. Exc, nem julgou
dever envolver os aprestos mariliraos da Confe-
decacjio nas sombras do mysterio.
Pensou, pelo contrario, que as intimas rolacdos
d.' amizade n de allianca existentes entre o go-
verno argentino eo de V. Esc, e cultivadas com
lana lealdade o esmero por S. Exc. o presidente
Ja GoncdenrJrj em momentos do provaeo, lor-
nava uaturaes aquellos aprestos destinados a ga-
rantir a paz dos Estados do Prata.
E para isso nenhuma sombra veio occullar o
armamento dos navios que deviam concorrer pa-
ra consolidar o repouzo desles povos contra as
aggressoes de um inimigo commun o aleivpso.
O abaixo assignado deve consignar aqui com ox-
pressoes de reconhiM imenio que nenhuma diffl-
culdadc lhe foi creada enlio pelo excellenlissi-
mo governo de V. Exc, e que, longo disso, 011-
rontrou bem manifestadas suas boas disposicoes
para com o da Confederado.
Sera embargo, anhelando apresentar franca-
mente alguiuas conveniencias da qucsto argen-
tina, solii itou do antecessor de V. Exc, o Sr. Nin,
una conferencia, na qual leve a honra de oxpor-
Ihe as vistas desla legacao sobre o armamento
dos navios com outros pontos que julgou o abai-
xo assignado conveniente apreseutar consdora-
co de V. Exc.
O abaixo assignado pede licenea a V. Exc para
recordar-lbe que suas solicitudes foram aceitas
sem limstaedes, e para indicar-lhe que em um
memorndum que em maio prximo passadoen-
tiegou ao Sr. Nin, de que V. Exc. lem conhec-
rnento, se achara recapituladas todas as iusinua-
ces desta legacao.
O illustrido predecossorde V. Exc. nao oppoz
inconveniente s principies solicitudes alli cunti-
das, c o excellenlissimo governo de V. Exc. pro-
vou com tactos retleirados, quo nao necessaro
mencionar, a siia couforinidadc com o memorn-
dum desta legocio.
Em vista destas disposicoes proseguiram os na-
vios argentinos ueste porto esperando, pan ter-
minar seu armamento, pela incorporando do va-
por Hercules doliriguc Argos, que se Iripola-
vam c aprestavanr no Rio de Janeiro, de cujo
porto notorio ter chegado o ultimo ; e quando
annuncios de ftucnos-Ayres indicram quo emi-
grados orientaos levados de Enlre-Rios em navios
daquolle governo desembarcariam nestas cosas,
os vapores argentinos estiverara promplos ao
servico do governo de V. Exc. com a solicitude
devida.
O abaixo assignado cumpli o dever de com-
riiunicar ao sen governo as deferencias do do V".
Exc, que loraaram desnecessara a sabida dos
navios, pois que podiam terminar ueste porlo
seus aprestos eomo pareca kccordado : estas de-
ferencias foram devidainenle apreciadas pela Con-
federacao Argentina, pelo seu esclarecido chefe,
que dcscansou desdo ento a rospuito desta divi-
so, e o abaixo asignado se compra/, em acreditar
que nao toro sido indilVerenles a V. Exc. os les-
temunbos de perfeita reciprocidade com que a
Confederacao Argentina procurou provar a sua
estima e eslreitar suas relajos con)murciaos coni
0 Estado Oriental, alim de quo fossem ellas to
solas, como intimas ecordiaes erara as diplom-
ticas do ambos os gorernos.
O abaixo assignado sent a necessidade de acres-
contar aqui a V Exc. quo to claras encontrn as
disposicOS deste excellentissinio governo em fa-
vor da inlegridade da Confederacao. que nao se
apresentou dilliculdade alguma nem mesmo para
concertar a completa nterdico do todos os pol-
los do Estado O^ninlcom os do Rwftnos-Ayrrs;
semprc que igua. isse nos por-
tos argentinos.
Ella fui cffectivanientoi Confedera-
cao c nesta capital : o c ngresso argentino se
apressou a reparar, por meio de medidas conve-
nientes, o prejuizo quo esso inlerdieo podia oc-
casionar ao commercio desta Repblica, e sup-
poslo a inhibico ajustada nao se mantivesse em
Montevideo, por causas dcsconhecidas ao abaixo
assignado, ao menos lhe ser perniillido invocar
a rccorlaoo dosso pensamento discutido, ajusta-
do o posto em execuoo, para justificar a eonvic-
eo que leve e procurou suggerir ao seu gover-
no, de que o de V. Exc, por motivos de propria
seguranza e de alto interesse nacional, sympatbi-
sara com a causa da Confederacao Argentina c
com a eliminaeao do actual governo do Buenos-
Ayres, cujas tendencias especiaos contra a inde-
pendencia o ordem deste Estado V. Exc Ilustra-
damente osbocou na sua nota de 12 de Janeiro, j
citada.
_ Com estas facis disposicoes do governo de V.
Exc. coincidi acommunico que fez ao abaixo
assignado o cncarregado d'e negocios aagenlinos
11* Rio de Janeiro, de urna nota dirigida pelo Sr.
Lamas, ministro plenipotenciario desla Repbli-
ca, na qual lhe participava ter sido ajustado com
o governo do Brasil que a esquadra da Confcde-
neao poderia usar livremenle de todos os portos
do Imperioc do Estado Oriental, por nao ser pro-
pro submett-la as restrieces vigentes para os
navios de Ruenos-.Vyres, cm razo da dll'erenca
de relaroes existentes.
O abaixo assignado \ io nossa correspondencia
um novo reconneciracnlo da intimidado que ha
entre o governo de Y. Exc. o o da Confederacao, a
qual nao podia ser dusconhecida ao represen-
tante oriental nem ao governo do Brasil, que a
haviam observado existente c desinlcressada em
pocas mui noliveis para a tranquillidade e ven-
tura deste Estado.
Fundado pois em lodos osles iilecende, entos
em outros que prolixo seria recordar, presuma o
abaixo assignado que o l'.xm. Sr. presidente desta
Repblica nao considerad inflingir o principio da
ueulralidade que se linba imposto, permittindo o
apresto e estaco dos navios argentinos neslo
porto.
Considerara o abaixo assignado que o governo
de V. Exc, neutro era todas as questes que nao
affectam a tranquillidade e altos inleresses desta
liepublica, nao so julgarii cointudo obligado a
permanecer rigorosamente indifforentn entre o
sen amigo o alliado o governo da Confederico
Argentina o o da provincia de Buenos-Ayrcs, que
lio seriamente arahava de por etn peiigoa paz c
prospeiidide deste Estado.
Julgava que de.-sa natural differonca, do inte-
resse geral que todas as repblicas americanas
teni na conserv aco integra de suas nacionalida-
des, oda permanenteinqnictacao do governo de
Ruenos-Ayres, se derivara a deferencia quo a es-
quadra argentina esperav-a. para terminar o ar-
mamento que tinha principiado, na segnranca de
que nao era contrario s vistas do governo de V.
Exc, c que, longe de ser opposto ao principio
di noutralidade, era porfeilanionte compalivel
com elle como V. Exc. mesmo ndica te-lo con-
siderada.
Desta conwcco em que o governo argentino
teni estado at o prsenle prom que osla divi-
so se encontr boje separada do resto da esqua-
dra da Confederacao. sem ordena do Exm. Sr.
presidente, e que leiiha sorprendido muito a es-
ta legacao a repentina noticacaoque faz V. Exc.
sem deuar-lhe nem o lempo necessaro para
Iransmitti-la a S. Exc. o Exm. Sr. presidente di
Confederacao,
O abaixo assignado se permiti recordar a V.
Exc. quo circumslancias mui graves, pensamcu-
los mui serios quo a V. Exc. nao sero desco-
nheridos, alfaslaram momontaneamentfl ao chefe
superior desta divso general t). Benjamn Vira-
soro, iT-quc uestes momentos immensa a res-
ponsabUidade do movimonto desla esquadra. A
despeito disto ludo,o abaixo assignado sabe ago-
ra pelas notas de V. Exc, a que lem a honra de
responder, quo o l'.xm. Sr. presidente considera
necessaro o alTastamento dos navios argentinos
das aguas orionlaos ; o, por sensivel quo lhe so-
ja linar a notificaefio de v. Exc. ao conhecimcn-
lo do Kovcrno argentino, que se mostrea semprc
to solicito cm favor da independencia desla Re-
publica o da estabilidad!' do sua ordem constitu-
cional, cuniprir com o dever de fax-di assm,
como com o de dar as ordens convenientes pira
que a esquaJra da Confederacao dex? Batisfeilos
os desejos do Exm. Sr. presdeme que V. Exc.
lhe ha coramunicado.
0 abaixo assignado aproveila esta opportuni-
dade par reteirar a V. Exc. as segurancia do seu
mais diclincto apreco.
Mariano Daudriz.
Minislerio de relaeocs exteriores.Paran, 14
de Selembro do 1839.lleccbi boje una com-
municac.ao do encarngado de negocios argenti-
no em Montevideo, do 2 do crreme, na qual
expe que os jornacs c cartas do Buenos-Avies
linham comecado a ununciar que o Sr. Pereira
Piuio, cnsul btasileiro naqella cidade, se com-
prometiera a ir a Montevideo, e a conseguir do
governo oriental a. expulso da esquadra da Con-
federacao Argentina, surta nesse porto ; que de
falto, a 28 de Agosto ultimo cliegou a Montevi-
deo o Sr. cnsul, e a 3U do mesmo mez se de-
xou ver alli a esquadra pirtica de Buenos-Ay-
res, alTectando baleros navios argentinos: que
ento. e pela interposieao, segundo parece, de S.
Exc. o Sr. Amara!, ministro residente do Barsll
naqella capital, intimou o governo de Monte-
video a nossa esquadra que sabisse daquolle
porto, mas que este accordo foi derogado na ai-
le do 1, em consequencia de exploses da opi-
nio publica irritada.
Acereseenla o cncarregado de negocios que
com este accordo quebrou-se, sao suas patarras
;< a sinistra combinacao, cuja tendencia bem
clara era enflaquecer e corlar, se fosse possivcl,
as intimas relajos que ligam a Confederacao c
o Estado Oriental.
Tendo levado ao conhecimenlo de S. Exc. o
Sr. rice presidente da Repblica a extralada no-
la do cncarregado de negocios argentino, orde-
nou-me elle que rae dirigase a V. Etc., como
lenlio a honra de fjze-lo, pedindo-lhe que se
digne transmitlir ao governo argentino as expli-
caces que pudor acerca dos tactos denuncia-
dos ; porque elteclivaniente, perde V. Exc, na-
da seria mais estranho do que ver um ministro
do governo imperial, a quem o argentino tanto
aprecia, c com quem o ligam to intimas e fre-
quentes retacos, e a um cnsul da mesma na-
ci, dando passos dos quaes de qualquer modo
rosullasse prejuizo Confederacao, na qual o
governo imperial, como lodos os governos, e.x-
ciusivamenle reconhece a nacionalidade argen-
tina, o de combinacao e em prol do governo de
um provincia violentamente separada da nacio-
nalidade a quo perteuce.
Seria tanto mais estranho esso pracedimento
quanto poda elle de algum modo dar vanlagens
aos navios de Ruenos-Ayres, navios que nao
eslo dobaixo da garanta de potencia alguma
reconhecda, que se acham porlanto fra da pro-
lecco do direito couunum, o que falsamente ar-
voram a bandeira qua o governo de S. M. I. nao
reconhece seno como signal exclusivo do gover-
no argentino.
Quando se lem a fortuna do fallar com um di-
plmala to hbil o to dextro como V. Exc,
nao necessaro indicar que nao teria sido mui
regular quo o representante do Imperio era Mon-
tevideo dsse pasaos de qualquer nalureza que
fossem, na present questao argentina, sem con-
sultar c pr-so de accordo, quanto fosse possi-
vcl, com o representante do govorno argentino,
amigo do Roverira imperial e mui sinceramente
volado a seus inleresses, como o tem provado
sempre que a occasio Ib'o ha pcrniiltido.
O Sr. vice-presdsnte oncarrega-me, contan-
do com a caracterstica bondade de V. Exc, do
manifestar-lhc que se coniprazeria muito com
obter a resposta desta ola o mais breve quo as
oceupaces de V. Exc. lhe permiltirem.
Me 6 distinclamente grato saudar a V. Exc
com sentimentos de respeilosa adlieso.liar-
comero Garca. Ao Exm. Sr. enviado extraor-
dinario o ministro plenipotenciario de S. M. o
Imperador do Brasil, pr. Jos Mara do Ama-
ral, etc., etc.
Legacao imperial do Brazil.Paran, 15 de
Selembro de 1859.O abaixo assignado, envia-
do extraordinario c ministro plenipotenciario de
S. M. o Imperador do Brazil, leve a honra de
receber boje, com data de hontem, una nota de
S. Exc o Sr. Dr. 1). Baldomcro Garcia, ministro
o secretario de estado de retacees exteriores da
Confederacao Argentina.
S. Exc. lendo recebido do cncaricgado de ne-
gocios argentino em Montevideo urna commu-
nicaco em que este fundando-se em peridicos
o cartas irovenientes de Ruenos-Ayres altribue
ao cnsul geial do Brazil nesla ultima cidade a
misso de promover junto do governo do Es-"
lado Oriental do Uruguay a expulso da esqua-
dra argentina surta no porto da capital daquella
liepublica, reclama do ministro do Brazil no
Paran explicaces a lal respeilo.
O abaixo assignado satisfaz a esta rcclamaco
de S. Exc. o Sr. ministro de relaces exteriores
transmiltndo-lhe com esta nota copia da cor-
respondencia ullimamcnie havida entre os Srs.
Joo Carlos Pereira Pinto e Dalmacio Vele/.
Sarsfield, pela qual ver V. Exc. quo a com-
misso dada pelo governo de S. M. aquello s0-
nhor, e que motivou a sua reiterada ida a Mon-
tevideo, tem por objeclo fazer com que, por
parte de Bnenos-Ayros, seja re>peitada a dou-
trina professada pelo Imperio e pela Confede-
racao Argentina nos arts. 3, 4 e 18 do tratado
de 7 de Marco de 1856.
A este mesmo (im teodeu tambem a legacao
imperial em Montevideo, fossem quaes fossem as
formas do seu procedimento, de corto mal coin-
preliendido por aquellos que o reputara hostil
Confederacao Argentina.
O abaixo assignado aproveila esta nova op-
portunidade para reiterar a S. Exc. o Sr. minis-
tro de relaces exteriores o oflerocimcnlo de
seus respeitos e eslima. )
/os Maria do A mar al.
III111. c Exm. Sr. Dr. D Baldomcro Garcia, mi-
nistro c secretario do estado de relaces exte-
riores, ele,, ele.
Documentos annexos d nota de 15 de selembro
do Exm. Sr. enriado extraordinario e mini plenipotenciario de S. M. o Imperador do lira-
sil. Pr. ./os Maria do Amaral, ao Exm. Sr.
ministro e secretario de estado das retardes ex -
tenores da Confederacao.
Minislerio do relaces exteriores. Buenos-
Ayrcs, 2 de agosto de 1859.Ao Sr. cnsul ge-
ral do Imperio do Brasil, Joo Cirios Pereira
Pinto.
O abaixo assignado, ministro do governo e re-
laces exteriores, inteirou-se e levou ao conhe-
cimcnlo de S. Exc o Sr. governador na copia do
um despacho dirigido a S. S. cm 3U de julho an-
terior pelo ministerio de negocios estrangeiros
110 Rio de Janeiro, no qual se lhe rocommenda
que entregue ao abaixo assignado a dita copia,
abstendo-se de toda a discusso intil acerca do
seu objecto.
No dito despacho, o Exm. Sr. ministro dos ne-
gocios estrangeiros depois de referir-se a varias
estipulaces que obrigam o Imperio a defender a
independencia e inlegridade do Estado Oriental
contra toda a aggresso cstranha, e as quaes diz
ter recordado ao governo de Buenos-Ayres em
circumslancias anlogas s aHuacs, ossegura com
referencia as declararles feitas nas cmaras, que
aquello governo seinfpozunia poltica de noutra-
lidade na guerra boje existcnle entre a Confede-
racao o Ruenos-Ayres, de confnrmidadc com
pactos que o ligam ao governo daquella c ao do
Estado Oriental, e que, supposlo nao vacillar
em concorrer quanto nossa para o restabeleri-
menlo da paz e da unio argentina, desoja nao
sabir do sua neutralidade seno para defender
dignidade e os interesses essencias do Imperio, ou
para apoiar o governo oriental contra qualquer
ataque sua independencia e inlegridade.
Acrescenta o Lxra. gr. ministro que era de es-
perar que a paz e a ordem legal do Esta lo Orien-
tal nao fossem comprometlidas por urna guerra
estranha, na qual a dita repblica se declaran
neutra, e procura maater-se na posicao pacifica
em que se achara para com ambo.-, os belligeran-
les antes da guerra, mas que ltimamente lem
occorrido [actos que preoecupam o governo orien-
tal, c obrigam j o Imperio a precaiicocs in-
commodase dispendiosas, cujos fados sao o trans-
porte para este Estado de emigrados orientaos
quo existan) em Enlre-Rios, e Icrem ellos salu-
do daqui para cosa do Uruguay, prvidos de re-
cursos, dando assim lugar a s is| ilai se que al-
guma censa vo tentar contra aquelle governo ;
o que ludo tem chamado mui seriamente a al-
tencao do governo imperial,e suscita a mais fun-
dada desconliaca de que o governo de Buenos-
Ayres tenha resolvido estender suas hostilidades
ate ao Estado Oriental.
E' por ludo isto que o governo imperial incum-
be a S. S." de saber quaes sao as verdadeiras dis-
posicoes deste governo a respeilo do Estado Orien-
tal, o torna a preveni-lo de que o goveruo im-
perial, ha do prestar quelle o apoiuquese.es-
tipulou e que 6 acouselhado pola segurane 1 c in-
teresse do Brasil.
Conclue o Exm. Sr. ministro dizenle a S. S.
que oliu do despacho os eviiar.se fot possivcl,
por urna declaraco franca da parte do governo
imperial, que se augmentein os prejuizos que a
guerra occasiom a todos os inleresses pcnicos
envolvendo indirectamente na questao argentina
o Imperio e o Estado Oriental.
Este despacho, Sr. cnsul geral, tem sido ob-
jeclo de a serias mcdilaces do Sr. governdor, o
qual, em virtude delle, ordenou ao abaixo assig-
naJoqie dingissc a S. S. a presento nota, por
crer que estando S. S. prevenido para nao entrar
0111 discusso, este meio < o nico que resta
para fazer as- obserracoes e dar as explicaces que
a propria natureza do despacho demanda forco-
samente, e que o governo de Buenos-Ayres nao
pode nem deve omiltir.
Ignora o governo de Buenos-Ayres qual seja
essa analoga entre as acluaes circumslancias e
oulras quaosquer anteriores. O que se sabe o
se acha ante os olhos de lodoso a j anliga, pu-
blica e constante hoslilidade exercida a respeilo
de Bue.ios-Ayres pelo governo Oriental, por ac-
tos lo quallicados como numerosos, e nao pode
deixar de sorprender a sesso couda 110 despa-
cho de que aquelle governo so declarou neulro
na presente guerra e procura manter-se em po-
sicao pacifica.
E pois.no pensar do governo de Buenos-Ayres,
pod.a c de S. M. Imperial mui fundadamente de-
clinar essa obngaeo de defender e proteger o
governo oriental, que diz ter eontrahido nos pac-
tos ou cslipulaces que menciona, os quaes tra-
zem em si mesmos a indispensavcl condicao de
que o alliado ha de cumprir seus devores para
com as domis nacos.
E' por islo que loria sido muito para desejar
que o governo de S. M., ao veros repetidos tactos
de hoslilidade cm que o governo oriental incor-
ria, entre elles o escandaloso armamento 110 seu
porto de navios pertenceutos a um beligerante,
Uvesse obstado ao extravio do seu alliado, anda
que nao fosse seno para afastar assim o Impe-
rio de dificul Lides e compromisos. .
Porm, cmtim, sojam quaes lorem as aprecia-
coea que o governo de S. S. tenba podido fazer
acerca da natureza de suas obrigaces, e cingin-
do-se o abaixo assignado ao que respeita raais
imraedialamentc ao Estado de Buenos-Ayres,
seja-Hio hcito observar que, assim como noto-
rio que o governo oriental incoirou om repelidos
lacios de hoslilidade para com Buonos-Avres
tambem o c que Buonos-Avres pela sua part'e ne-
11 hura absolutamente excrceu para con) elle, nao
obstante o seu inqucstionavel diroito do exer-
ce-Ios.
O transpoitc dos emigrados orientaos em nada
deslroe esta verdad.;, Sr. cnsul geral. Esso fac-
i lem sido mal comprehendido o aposentado
em urna falsa luz.
Sercm ou nao osses individuos ppostos ao go-
veruo do seu paiz, umi circumstancia mui oc-
cidental. O governo do abaixo assignado s vio
nelles homeiis de bro que, residindo, nao no
territorio neulro. mas em territorio inimigo. de-
sejavam sabir delle para virem, em virtude (de
suas sympalluas de causas, coadjuvar a defza
deste paiz na guerra a que foi provocado.
O governo da Confederacao, por oulra parle.
explorara a sua residencia all, lazendo crer as-
tutamente que conlava com elles, e por conse-
grante com loda a emigracao oriental pira a
grande cruzada que contra este paiz proclamara,
e o governo de Buonos-Avres, por "isso mesmo,
ao tira lose conduzi-los de Entre-Rios, quebra-
ra urna parte do poder material o moral do seu
inimigo, no que proceda indu'.mavelmanto den-
tro do seu perfeito diroito.
O outro tacto6 absolutamente inexacto deque
honiens que mancharam a nossa fronlera, onde
hoje se achara com as armas na mo contra o
inimigo de Buenos-Ayres, se tenliam dirigido
costa do Uruguay prvidos de recursos, etc., etc.;
sera que isto seja dizer, Sr. cnsul, que se fosse
verdadeiro esse faci teria importado um proce-
der reprovavel no governo do Buenos-Ayres.
Nada disso, porque o governo oriental, torea
repeti-lomuilas vezes, lem procedido muito l'ios-
lilmentc a respeilo de Buenos-Ayres, a auera
deu assim o direito de hostilisa-lo por sua vez de
todas as manoiras.
O governo do Brasil desoja saber- apezar de
tudo islo, quaes sao, com relacio ao Estado Ori-
ental, as verdadeiras disposicoes do de Ruenos-
Ayres : e como nada ha de Ilegitimo ou som-
bro na poltica deste, nenhun inconveniente
acha o abaixo assignado om dizer explcitamente
o que. alm de oslar j revelado pelos fados, to-
ra fcilmente deduzido S. S. do Iheor e do espi-
rito das explicaces c eselarecimentos quo pre-
ceden), a saber, que o goveruo do Estado de
Buenos-Ayres contina na sua firme resolubao
do nao abrigar pensamento algum contra a in-
dependencia ou inlegridade oriental, nem "pre-
tende perturbar a paz naquelle paiz, nem rcsol-
veu estender at l as hostilidades, salvo sem-
pre o sagrado direito do defesa.
Por isto mesmo, porlanto, o por ter declarado
o goveruo imperial que se iuipz urna poltica
de neutralidade na guerra actual, declaraco que
agora chega directa e officilraenle noticia do
de Runos-Ayres, eque elle acceita desde logo e
aprecia di'vidamente, cre-sc este governo auto-
risado pira esperar com confianca que o do Bra-
sil far quanto lhe seja possivcl dentro de suas
estipulaces internacionaes com aquella rep-
blica e com a urgencia que as presentes circums-
lancias exigen para que o governo da referida
repblica o incite na pratica com toda a lealda-
de, lomando a entrar era una neutralidade que
seja real o satisfactoria para todos.
Ao concluir esta coiumunicaca, o abaixo as-
signado deve dizer ao Sr. cnsul que o goveruo
de Buenos-Ayres ver com muila salisfaco o
aceitar gustoso quacsquer bous officios "que o
governo imperial nim.or excrcor pela paz entro
este Estado o a Confederacao Argentina.
Deixando assim cumpridas as ordens de S.
Exc. o Sr. governador, tem a honra o abaixo as-
signado de reiterar a S. S. as segnranoas da sua
mais distincta consideracio. Dalmacio Vele:
Sarsfield.
Consulado geral do Brasil.Bueuos-Ayres, 2'i
de agosto de 1839.O abaixo assignado", cnsul
geral do Brasil, leve a honra de receber a nota
que o Sr. ministro de relaces exteriores de Bu -
nos-Arres he dirigi por rdem do Exm. Sr. go-
vernador, com dala de 21 do corrente.
S. Exc. f.uendo um,-\ resenha nessa nota >
/*
despacho |iio o Sr. ministro dos negocios es-
Irangciros do imperio dirigi ao abaixo ossigna-
idoemad de julho ultimo, e do qual lhe foi en-
< trege pelo abaixo assign ido uma copi 1 aulheo-
tica. om conforraidadocom as ordens do seugo-
venio, aprsenla as observaces que o governo
de Buenos-Ayres julga |ue nao pode nem deve
lOmiltir, e presta aquellas explicaces que ere:
exigir forcosa raen le a propria natureza .do cilado
despach 1 a .ore fa tos que lera chamado mu se-
riaraente a atlenco do governo imperial, as
quaes espera porlanto que sero tomadas cm
eonsijlcragao pelo mesmo governo c apreciadas
devidamenlv.
Cumpiv pois ao abaixo assignado informar a
. Exc, para que sesir.a faze-lo chega r ao co-
nhecimenlo do Exm. Sr. govcrnador.quo promp-
lamente levar i presentado governo imperial
copia da citada nota, assim como desla resposta
O abarco assignado reteira a S. Exc o Sr. D.
Dalmacio Veloz Sarsfield os protestos da sua
mais olivada e n-speilosa considoraco.
AS. Exc. oSr. Dr. I). Dalmacio Veles Sars-
uelit.Joao Carlos Pereira Pinto, cnsul geral.
Ministerio de relaces exteriores.Buenos Ay-
res, 2i de agosio de 1859.
ao Sr. cnsul geral do Imperio do Brasil, ca-
vallieiro Joo Curios Pereira Pinto.
O abaixo assignado, ministro de relaces exte-
rtores do Eslado de Buenos-Ayrcs, ref'erindo-se.
as conferas que leve com o Sr. cnsul geral do
Brasil desde 16 do crrenle at 2. (crido sido
esta ultima na presouca do Sr. governador, re-
cebnu ordepi Je S. Exc. para declarar a S. S.
que o governo de Buenos-Ayres, lendo dado so-
I lucio ao despacho do Sr, ministro dos negocios
estraosciros do Imperio do Brasil com data de
130 de julho ultimo, o achando-sc disposio ache-
gar a uro accordo satisfatorio sobre o restante da
commisso de que o cncarregou o seu governo,.
1 e de que S. S deu conhecimenlo ao do Estado,
com tanto uuo o procedimenio queso lhe aconse-
llia se leve a cileo porum acto espontaneo des-
le governo, deve declarar que todo o accordo de-
Onilivo sobre este uliimo ponto depende esseen-
cialmeute de que o Imperio do Brasil garanta a
Buenos-Ayres a ncntralidade do governo orien-
(tal, ou que osle governo, entrando nos rerdadei-
ros principios da sua neutralidade declarada,
obrigue a esquadra do general Urquiza a nao sa-
bir daquolle porlo para hosllisar o governo do
buenos-Ayres.e a conservar-se conseguiutemen-
: te em completo desarmameuto, de conformidad!;
com o que prescrecc o. direito internacional em
; relacao aos dous bclligerantes.
O abaixo assignado aproveila osla occasio pa-
ra reiterar a s. S. as seguranzas da sua mais dis-
tincta coiisideraco.Dalmacio J'elez Sarsfield.
Consulado geral do Brasil.Buenos-Ayres
de selembro de 1859.
O abaixo assignado. cnsul geral do Brasil, re-
cebeu em devido lempo a uola que com dala du
27 dn agosto uliimo, lhe dirigi o Sr. minislro
das relaees exteriores de Buenos-Ayres.
Nessa nota refere-.se S. Exc. s conferencias
; que leve com o abaixo assignado na ultima quin-
zena daquolle mez, as quaes deram lugar pri-
, raeiramente uola de S. Exc em soluco s de-
claracos do governo imperial comidas no des-
, pacho do Sr. ministro dos negocios estrangeiros
do Imperio datado de 3 I de julho do corrente
auno, e em relacao s consideraces que foram
apresentadas na mesma occasio" ao governo de
que S. Exc, faz parle, acerca da Iba de Martfm
Garca, ellas produziram a explcita uianifesiacao
do mesmo governo de que, como actoseu espon-
taneo a citada ilha seria desarmada, e declarada
conseguinloraeulc a sua neutrslisaco por meio
de una le do Estado, sempre que'o Brasil, con-
servando-se neutro na questao entre a coufede-
ragao o Buanos-Ayres, garantisse a neutralida-
de do Estado Orieelal na dita questao, ou o go-
verno dessa repblica mauitestasse por um acto
de publica noloridade ter entrado no caminho da
vordadeira neutralidade.
Entendc, sem embargo, agora S. Exc, que es-
sa demoiistraco por parte da repblica do Uru-
guay, pJe ser manifestada pela relenco da es-
quadra da Confederacao no pono de Montevideo
e o seu completo dcsarmamento, o que, consigua
tambera S. Exc. na sua dita ola, est de accordo
com os principios do direito internacional.
Cumpre, portante, ao abaixo assignado, nao
entrando no exame dessa pretencao do governo
de Buenos-Ayres, que alias lhe parece nao estar
de accordo com os principios do direito das gen-
tes, como mui explcitamente observou do viva
voz na sua entrevista com S. Exc. em 27 do dito
mez, de agoslo, informar ao Sr. ministro de re-
laces exteriores de que na prmeira occasio
opportuna instruir ao governo imperial de quan-
to occorre a este respeilo, para que o mesmo go-
verno resolra so lhe convem ou nao prestar a-
quella garanta, de accordo com o goveruo da re-
publica do Uruguay, para que se faca etfeclivo o
COmpromisso sobre a precitada ilha," o que inte-
' ressa sabroraaneira aos Estados riineirinhos do
Rio da Prata o de seusatlluenles, para assegurar
Liberdade da navegaco desses ros ; e cmquanto
neutralisrao do Estado Oriental, se empenha-
r o mesmo abaixo assignado, como de seu do-
ver, de conformidade com o que se acha consig-
nado no mencionado despacho do Sr. ministro
dos negocios estrangeiros do imperio datado de
M de julho do corrente anuo, cm solicitar a le-
gacao imperial nadita repblica que por meio do
sen conselho e influencia consigna que os actos
daquolle governo estejam de accordo com os prin-
cipios do dueiio internacional e ajustados ssuas*
repetidas declarantes de neutralidade na ques-
tao entre Buenos-Ayres c a Confederacao.
O abaixo assignado reitera a S, Exc. os pro-
' testos da sua mais distiucta considoraco, a S.
Exc o Sr Dr. D. Dalmacio Vclcz Sarsfield.
1 ioo Carlos Pereira Pinto.
Ministerio de relaces exteriores Buenos-
Ayres, 2 de selembro de 1859.Ao Sr. cnsul ge-
ral do Imperio do Brasil, Joo Carlos Pereira
Pinto.
O abaixo assignado ministro de governo e de
, relaces exteriores, lem ordem de S. Exc. o Sr.
! governador de dizer ao Sr. cnsul geral do Bra-
sil, depois da conferencia verbal que tere com
S. S., i|iie por communicaco do chefe da es-
quadra de Buenos-Ayres soube que o governo da
Repblica Oriental intimou esquadra da Confe-
deracao Argentina a sua sabida daqueilc porto no
termo de triuta e seis horas, contadas das (i da
tarde de 31 de agosto, e que nao conforme
condicao que este governo pdz a S. S. era anota,
ninda nao respondida, que se lhe dirigi com
dala de 27 de agosto, do desarir.aiiicnlo comple-
to da dila esquadra
O governo eulende porlanto que nao C chegado
o caso do assenliraento que presin ao conselho
a que se refere a precipitada nota de 27 de agoslo.
O abaixo assignado aproveila a opporlunidado
para reiterar a S. S. a seguranca da sua mais al-
ta considerarlo.Dafmaetc Velez Sarsfield.
Consulado geral do Brasil.Bueuos-Ayres, 3
de selembro de 1859.
O abaixo assignado, cnsul geral do Brasil, ac-
ensa recebida a nota qua o Sr. ministro de re-
laees exteriores de Bueuos-Ayres lhe dirigi
com dala de hontem.
S. Exc. alluduido conferencia que leve com o
abaixo assignado, e refenndo-se nessa nota
communicaco do chefe da esquadra do Estado,
em que lhe participa a resolucao tomada pelo go-
verno oriental na sua qualidade do neutro na
questao entre Buenos-Ayres e a Confederacao,
e de accordo com os principios do direito intei-
nacional em relacao s esquadras dos dous bclli-
gerantes, declara! por ordem do Exm." Sr. go-
vemador, que nao se achande a dita resolucao
de conformidade com a condicao de que se trata
MUTILADO
N


(*)
DIARIO DE PERSAMBUCQ. QUINTA FEIRA 15 DE DEZEMBRO DE 1859.
na parlo linal da ola de S. ate. cotii d ita de Si
do mez pastado, o sea govorno entende que nao
: clicgado o caso do prestar-so ao cumprimenlo
de sou coinproiniss sobro a itha do Marliii Gar-
da.
governo de Buenos-Arres pode terprclendi- historia, levantado, ao mcio dia do socalo,
93. r t nl'nni iii-.i^ Ttnulu> rr> fi.'i-i.*>n .4 .i .'irti.ln
nome, em noiuc uotuiuroY! t'orquo u monu-
mento gigantesco nodeixeis de Ihe levar tam-
Ij.mii a vossa podra.... Um pequeo estorbo mais,
p nao iiiorrerois do lodo : vosso nomo, o lempo
inscrevc-lo-ha no pedestal inimotredouro da
na
do nos alguma cousa alera do que so aeha ox-
j resao liolmenlo em a ola quo o abaixo assig-
uadu dirigi ao Sr. ministra do ivlaeoes exterio-
res, com data de hoje, 0111 resposla que recebeu
do S.'Exc, datada de 27 do mez passado ; porm
o certo (ie o mosmo abaixo sssignado nao se
i*mpronu'lteu de ncnlium modo a proceder des-
ta oh daquclla mancira oin rclaco a esso objec-
lo, porquanto ob\io que
.-i ein nina queslo de tai
naca mais publica, no corarlo da cidadu, da
villa, da aldcia, do povoado, da solidad, do de-
serto mosmo Apagaram-se por ventura 03 no-
mes do Colombo eCallleu, de Newton o Gullem-
berg !...
Cnrvenin-nos al o p em que pisamos....
Ri-los que deslilam silenciosamente dianle de
nossa imaginacito, nao poda resolver por' sos prophelaa do progresso, marlyrcs do pensa-
la gravidade, noai lo' monto, o usados o folizes iconoclastas do procoii-
acornpanhado pela banda da mesma msica, todo
o balalhao, postado, prorompea glorioso nesses
enihusiasticos e multiplicados vivas que Rasceta
No segundo, >ie / de jiiniio, estaboioceu mvio-
lavelmenle a liberdade das pessoas e dos bons,
i assini de raz como movis ; o exercicio da agri-
: cultura e commcrcio a favor dos Indios do Grao-
do intimo da alma do bom cidadao, quando lem Para e Marnnho, dando-lhos urna forma de go-
a rara felcidade de acolher lao Magnnimas; vernq propria para civilisa-los e altrahi-Ios ao
Personagens : em seguida serio pereorridas as i g^mio a rcligio, subtrihindo-os A toda a es-
nricinaas mas da cidade tornando a rendar 11 Preie dejursdiccuo temporal dos missionarios
e, u moa MMtr.i Jesutas, Carmelitas u de oulraqualquor oidora,
ce-sano
Indios;
Acl
1767,
iouco fazer um ajuste nesse sentido, visto que I coito enraisado, admiraveis alTrontadores da opi-
ianecia das ordens quo tinha solicitado ao gover- njo publica, tiles nos sorriom do tuudo de sua
no imperial em 20 do referido mez de agosto
volta, as mesmas homenagens a SS. MM ese
deban Jar por fim em fronte 4o mesino prtico.
A's 5 horas da manli-i seguinle, reuninJo-se
o balalhao no Ugo da Matriz. sudar aos So-
beranos Hospedes em frente do Pac/, ao rom-
per da aurora desle brilhante da, que pennano-
cer sempre estampado na memoria das AJagoas,
quando deu conla daiudlo com promsso do go-
verno do Buenos-Ayrps.
Estas simples considerares consplram incon-
testavolmente contra a idea propalada adrede
fel ijnprensadc nina obrigociio contrahida em
virtudc do um ajuste, aluda que soja certo que
existe dcsconormdade entre o accordo da reti-
rada das esquadras de Bucnos-Ayres o da Con-
federaeao do porto d-> Montevideo, e. .iquilla que
Be conten na parle final da Bobredila unta de 27
e agosto ultimo, a qual apenas liojo leve a con-
fuiente resposla.
Jidga porlonto o abaixo resignado quo. indo-
j endeiilc do fcto da inlmaoo feita polo gover-
iio do Estado Oriental para u sabida da esqoadra
4a Confederaeao daquelle porto, (piando Imita
lugar a hypotliese da garanta da1 neulralidado
ttaijoolla repblica por parle do Brasil,' ou una
amfestaco doguvorno oriental da su neulra-
lidade por actos de puMtea noloriedade, nao se
mnimar ogoverno de Buenos-Arres ao cumpri-
n.ii.'.o da sua promessa em rclaco referida
iUia.
Enire'.anlo, como por oufra parlo o abaixo as-
signado nao pode dar maia passo algara acerca
esta o! j'-co, pela Justa ra/ao que ja allogou, e
porque a coniinueao da prsenle discussan po-
de aates concorrer para preju"
jue para produzir qualquer
nos governes, cumpre-Uio informar a S. Exc,
par* que se sirva leva-lo ao conliwimento do
Hsa, Sr. governador. que Iransmillir brereiBon-
t- ao governo imperial copia auHieniiea da pre-
sante BOU, reiterando o pedido de ordens para
terminar este negocio do um modo digno c sa-
tisfactorio para todos.
O abaixo a-signado renova a S. Exc. os protes-
tos da mais dislincta ronsideraeo.A S. Exc. o
Sr. I). Dalmacio Veloz Sarsffeld. J"o Carlos
Pei~ei.ru Pinto.
onosa iuimortalidade. A's 6 horas da larda se farmar de novo para
Ai daquelle qnc lem na mo um punhado a segunda marcha, que lera os termo* da anle-
e as resguarda daijuz reiurem ce.lente, mostrando com esta rerteraro o apre-
50 eenlhusiasmo em que consideramos to alta
e honrosa visita.
Cora estes festejos pretendm os lyceistas ala-
goanos comprovar a grande lenacidado, estima
e venerado que dedico Monarchia, do Im-
perador do lirazil, a Sua Virtuosa Consorte e
v Familia Imperial.
Macei, 2 de Dezembro de 1859.
do verdades
srdido/, do que o a varen to que sepulta um thc-
souro fabuloso, e deixa, niorreml >, que seus
lilbos rolera na miseria e nrrastem sua dura
orphandade, por cima do dedo de Ierra que
Ibes esconde o intil e perdido Ihcsouro de seu
pai.
Vos, que amanhaa acordareis mdicos, mais
do aue ningucm perdestes o direlo do consa-
50 ; vossa inlelligcncin, vosso somno, rosta vida
nteira, foram votadas aoservico da humanida-
omnipotencia, e vos apona o caininlio luminoso
Jo porv ir.
Segiii-o vos oiriros, valonteso robustos /
Senhorcs I'alloi-vos de esperancas ; fal-
lar-vos-liei agora de saudades. Gomo junto da
luz est a sombra, nssim urm idi do Insto/a
anda se.npre de mistura em cada liso das alegras
humanas.
No monraato m-iis solemne de nn.ua vida eu
nao poJia deixar de laucaros nlhofl sobre o ca-
minlio que temos andado, porque sombra das
crozas que plantamos ao longo da estrada, dor-
me niuila esperanza quo a ventanfa da morte
desfoihou antes do lempo, reponsa pata aem-
icar o nssumpto do pie muita promessa que o futuro tiiiba de abrir
vanlaaem para os ao sol da gloria sobre quero o anjo do exter-
minio sacudi desuasazrs as sombras da elerni-
dade.
De cada vez que a morte veioassenlar-se no
mcio denos, cabeceira de nosso festiin de des-
cuido e mocidado, levou-nos um robusto e quo-
rido companheiro de viagero. lilla os tinha vis-
ito de longo, no afn do nocturno irabalho, con-
lava ve-Ios seus encarnicados inimigoe, e mar-
cou-os rom o olhar.
para sabmell-los olTiciaes proprios, tirados de
entre elles mesnios tanto militares como civis e
municipaes : e ordenando finalmente que fossem
estabelecidas fregueiias propriamcnlo de Indios,
com viga ros collados, pagos pela real fazenda
No lerceiro, de 10 do julho, lastimara que,
desde tantos annos, tao grande numero de Indios
tivesse dcscido dos serloes para as missocs e al-
dcias, e que d'ahi houvessem elles desappareci-
doquas't completamente, com a singularidade
de que os poneos que anda ncUasrcstavan, vi-
nasa pobres e miseravei* ; o que, em vez de
convidar os oulros a descerem, osmpedia pelo
contraro do faze-lo.ficando por essa forma preju-
dicados a religiao e o esludo ; sluacao osla que
El-Itei attribuia falla du execucao "das ieis re-
lativas liberdade dos gentos, estabelecidas por
elle e seus anlcpassados nos atvars que no
presente eram reproduzidos por extenso, isto ,
os do 1570, 157, 1595, 1609, 1611, 16i7,1656, e
outros subsecuentes. Por este motivo nesse al- .
vari de 10 de julho, foi inviolavelmnnle estatu- vcmbrodel789 fez entrega do governo ao ultimo
ai redar os colonos, e fa/.er augmentar os
o que todava os Jesutas, com luda a
sua habilidado-, nunca puderam alcaneap.
la-sc registrada nos lvros das cmaras, em
a provisao do padre Joo do Valle, que foi
mandado de Pernambueo para lomar corita dos
bens do exlinclo collegio de Aquiraz ; assini como
tambem os alvars da sua exunecao nos livrosdos
senados, o diversos bandos do" governador de
Pernambueo contra os excessos e abusos dacora-
panhia.
Depois do governador Francisco Ximenes de
Aragao, que eslava 110 governo quando se creou
a viila do Ico, Joo de Teive Barrete Uenezes
tomou conla da capitana 2 de fevereiro 17-3,
succedendo-o a 17 de agosto de 171G Francisco
da Cosa, a qm-m substituid em 19 de solembro
de 17i8 Pedro Moraes de Magalbaes. I.uiz Cua-
resma Bourado tomou conla da capitana a 18
de agosto do 1751 ; fui este governa lor o incum-
bido do ir com oouvdor Alcxandre Prooiifa Lo-
mos examinar as minas dos Cariris rovos. Suc-
ccdeu-lhc a 22 de abril de 175:1 Francisco Xavier
de Henezes flcnriques.que govcrnou at entregar
a cepilania asen suceessorJooBallhazardoQue-
vedo a 21 de Janeiro de 1759. Antonio Jos Victo-
rino da Fonseca tomou conla da capitana a 25
de abril de 1765, e conservou-e at 11 de talo
de 1782, dala em que passou-a a Joao ltaptisla
de Azevedo Coulnho de Monlauri, que aOdeno-
biu di: .aa'ksu.
Iode dezembro.
scudedo de gelo. lima lagrima para essesque,
a seu pozar, nos deixarara em meio da roma-
' geni o a lonnecerain no primeiro marco do ca-
minho....
Agora, antes de terminar minha ardua la-
refa, una palavra de agradecimonlo aos nossos
sabios meslres. Vossos corar;oes faltam por roeus
labios. A-sini nao fo3?n to descorada a lingua-
OSr Pr. Teixeira de Melo.escoHiido por vota-i gein de interprete do vossa Rmlido !.... E'que,
e&ounanime de aens collegas,pronuneiou em res- "ao fallando por mim, tallando por todos vos,
posta 00 Sr. conselheiro director da faculdadc do ; smto-nie pequeo de mais. Nao c por orgulho.
mediana poroccasiao da eollacao do grao de; Urgulho de que? Perguntoi ao mendigo que o
tuulor o'sVguiile o elegante discurso : caucro da indigencia devora so elle se orguiha
Sebores Depois da palavra varonil e pros-1 de o ser ; elle, que por sua vez pergunta aos es-
tilosa de mestre de muitos de nossos mostees, pimos que o pungem porque ser lao agudos; el-
e?levanto mais temeroso que nunca roinhs voz que pergunta porque nasceu antes mendigo do
aftatada e trmula. 11ue l""1"^1!'" E'que eu me abato sob o peso
Erguido pelo voto, antes capricho generoso de meus irmos d'armas.oinbora nao de gloria, O mais valioso agradecer e confiar que o
altura momentnea em que me ve esta illus- '"turo nuo desmentir o quo lodos elles -espera:n
trada assembla, para a qual son urna sombra 'je nos. As palayras de hoje valem menos quo os
deseonhcr.ida, eu apalpo o meco n distancia qu- &"=!
nos separa, vejo o Bbysmo qu- vai ajnneus pes e
teoho horror da grandeza do minha propria pe-
quenez.
Entretanto, urge cumplir o mandato qne me ,
r.onferiram F. a voz me fall, togo-me o pulso,
Kshoeo historie sohrcs provincia
do Cear pelo Dr. redro li-
berge.
(Continuaco do n. Sti.)
E como os mil 1 oros queran! exiaolr-se de pa-
gar 0 quinto ao re, passando por 'eorjU-abando
lodo o oro o,ue liravam, foi necessario porem-
so piquetes de tropa em todas a*esiraii8i, eo
governo tomou providencias innumeraw.is para
obstar aquella sublracoao- criminosa, impondo
pena severa aos contraventores e aos capilcs
do navios, que levassem aura em po a seu bordo :
mas ludo foi baldado, ou porque as minas real-
mente rendiam aonco, oa parque se nao pagav
o imposto ; o quinto p o ranlo rrao renda nada.
A corle o o governo do Pafoambuco desgo^la-
rarn-se desle resultado, o en consequencia disto,
apparoceu em novembro do 1768 urna ordem
regia supprimindo as minas do Gariri, e prohi-
biudn, sou penas graves, qus so caosMuaoscni
alti os trabalhos da mineraco ; e para prevenir
0 extravio doouro em lodo o Brasil, a corle do
Lisboa prohibi em novembrode IT67 o exercicio
a inrcou-os depois com o da profisso de ourives na sua descoberla da
America, com commina mados lodos os utensilios da sua arle, se conti-
nuassem a trabalhar, alim, akia a ordem,d pre-
venir o extravio do ouro e dapralado fisco.
O soverno do Cear tinha mandado levantar
quartos iw povoarao da Missao-Vellia, lano para
:> aquartelanreiito das tropas como para a resi-
dencia dos empregados das minas ; e como as
tropas se relirassem paro Pernambueo com son
commandanle, que dcixou boas rocordoces em
1 oda a capitana, o ouridor Victorino Soares Bar-
bosa, por portara de 18 de junho de 1769, en-
carrgou a Alexandro forrea Arnaud to tomar
o valor do que nad.i lem a perder me abandona ;
a solemnidade do momento me acabrunha como
o peso de urna montanha....
Fra talrz do meu dever, aproveitando o
imponente do espectculo, lancar urna vista ro-
trospeciiva sobre o passado da sciencia, cujos
it lies somos, fa/.er o inventario do legado que
beldamos, animar por 11 m minlo nquHte busto
-enerando. *) e fazer fallar aquella bocea pro-
phelica, que a morle corroo ha tanto seculo,
mis cujas palacras, ungidas da eterna verdade,
da
Corramos ao primeiro grito do infortunio ;
ao primeiro reclamo do indigente, mosmo ao ul-
timo eslortegar do moribundo ; trnbalhemos pa-
la luimanidade, nossa grando e primoir* familia,
quo nao trculos desmentido as Iludes de nossos
meslres.
Evrna. Srs. Nos vos agradecemos rossas pre-
sencas aqu ; vossos no mes s6 o- vosso maor elo-
gio, c cu quitara ler a oloquencia de cada um de
vos para traduzir o que nos vai c dentro de re-
conheciment, e que vos perlence.
Cotro Mercantil.)
ALAGOAS 1 DE DEZEMBRO DE 1859.
Donativos para festejos pubUeas.
Os Srs. Joao da Silva Reg e Mello o Se-
ttSSSlSZ? q""a STS -astiao Jos do Moraes e Bello ( do Porto de
lempo nao pode azinhavrar por scelladas de
t" lio.
<: Mas, tora carga de mais pesada para meus
hombros, d-pois de ler silo um desrespeito aos
coiibecinienios de cada un do vos.
iMocos.com as arterias batendo de esperan-
cas., a fronte tresnando de enthusilisaj) c o cora-
So fervendo em sonhos lo gloria-tendes dianto
de vos um bem invojavcl futuro !
<. Com o p direito no primeiro degro do
iluono refulgente em que est depositada aquella
ebra. quem sabe so nao de espinhos para mu-
ibs, que Hippucrates entrancou por suas mos,
cem que cada seculo lem visto arrehenlar urna
ova folln gloriosa e verde ; vos acabis de ser
s igrados sacerdotes do um culto porvontura so-
brehumano Acab iis de vos alistar campeos de
urna bem gran.iosa i lea ; i l"s d.iqui cnliar em
lima bem gigantesca lula : que nao vos abando-
ne a forca de animo que vos forra as enlranhas,
ru uiro*se vos afrouxo o cinto de gladiador que ramento com fesloesde llores de tola
oa a liberdade dos bens e das pessoas a favor
dos Indios do Grio-Par e Harauhao, com de-
clararlo de que quera e ordenava Sua Magesla-
de, que sslhes-eoncedesse essa liberdade em toda
a sua ampliiude.podcndo ellos trabalhar quando
o como melhor Ibes aprouvesso, e dispar das
suas pessoas como Ibes conviesse, semelhanra
dos demais vnssalos, ntreos quaes e iguana"
ellos, viveriam livres de adminislradoros, que-
rendo at que os qne houvessem sido dados
como refens tivesscm a faculdadc d continuar
011 deixar de o fazer a seu talante.
No qnarlo finalmente, datado de 8 do marco
de 1758, era encarecido notavclmcnte o deter-
minado nos precedentes alvars ; do maneira que
considerando, quo o papa Benedicto XIV hovia
pola cnnslUuico de 20 de dezembro de 1741 re
provado lodos os abusas contra a liberdade dos
Indios do Brasil, e condemnado dcbaixo de penas
ecclesaslicas a escravidao das pessoas o a usurpa
cao dos bens dos ditos Indios ; considerando ranis
que as disposicoes dos alvars precedentes pu-
blicados "a favor dos Indios do Grao-Par o Ma-
ranhao, seram com grande utidide e proveilo
applcadas a todos os Indios Jo Brasil, q,quc da
respectiva goneralisac,o proveriam beneficios
reaes lodos os dominios da corda de Portugal,
ordenaVa que suas disposicoes. se cxlendcssem
aos Indios do continente do Brasil, sem reslric-
cao alguma, e a todos os seus bens tanto de raz
Como movis e semoventes & sualavoura c com-
mcrcio, assim o da niesma soite que se achav
expresso as ditas leis sem inlerprolac.o, modi
Dcagap ou rcstricco alguma quaesquer que ellas
fossem.
governador subalterno,
Torres.
Luiz da Molla Feo e
Em 17G3 liouvc um desaguisado entre o gover-
nador Joao Barlhazar de Quevedo e" oouvdor
Dr. Victorino Soares Barbosa, desaguisado que
chegou aos mais lastimaveis exiremos, a ponto
do ouvidor escrever ao governador capflo ge-
naral de Pernambueo queixando-se do dito ca-
pitn mor, que aecusou-o a seu turno com docu-
menlos eujiiprobalorios delle ler querido man-
da-la assassiuar, fundando sua quexa em car-
las dirigidas a pessoas a quera convidava para
esle attentado. Esta qucixa datada de '.) de fe-
vereiro de 17(13. A l'do oululiro de 17i dou
urna oufra qucixa essa mesmf "ouvidor das aibi
I ran oda des commellidas pelo coiiiinandanle da
fot laeza do Cear, a quem attribuia re.laxaco na
guarda dos presos da mes roa fortaleza ; aos
quaes, c.8i risco de os deixar fugir, transfeiia do
una ladaia para nutra, em conlravcnco s sen-
teneas dos magistrados ; c aecusando final-
mente cao ocial de fazer todas estas cousas
por acinlc sua jurisdic^o.
[Continua '.
PERNAMBUCO.
trondoso o o mais enlhusiaslico possivel. S. M.
chegou s 7 horas da noile ; a cidado eslava toda
illuminada, na praca ha vi 3 um forte e um pavi-
Iho. Muilo fogo do ar, vivas e todas as maiores
denionslracoes de alegra.
S. M, liospcdou-so. com sua comitiva em urna
casi para esse fim afranjada polo Sr. lente co-
ronel Jos Antonio Lopes, o onde todos foram
comiiiodamenle alojados.
O povo eslava todo em alas, um balalhao po-'
miar apresenlou-se em frenlo da casa onde S.
M. so hospedou inarcliando em continencia, e
dando vivas ns mais eslrepilosos.
Toda a noile subiram fogos ao ar, tocaran mu-
sicas fi percorreram diversos cidados as ruasim-
inodiatas ao paco do Imperador.
8. M., anles de almoco, percorreu a cidade e
foi visitar a cadeiae as escolas de primeiras let-
tras de meninos, e depois a de meninas, exami-
nando per si ulguns dos aiumuos as materia*
em que eram ensillados.
epois do almoco, sabio erabaixo do palio, em.
cujas varas pegaran) os vereadores da camaru
municipal al o paviiluio, onde pelo presidente
di mesma cmara, depois de um breve discurso
Ihe foram entregues as chaves da sitiado.
Depois diti4o-se matriz, onde assislio ao-
Te Deum mandado celebrar expensas da cma-
ra municipal.
A tarde S. M, sabio a passeio al o engenho
do Machado, donde se avista Taniandor c a bar-
ra do Rio Pormoso.
Hecollicu-se s 7 horas da. tarde. "
No dia 13 pela inanha S. M. sabio s 5 horas
do Ro l-'ormoso, sendo .icompanhado por mais
de eem cavallm'ros, e foi at Tamandar, antiga
fortaleza coiiitrudi em 1691.
S. M. oercorreu loda a fortaleza, em cujo por-
lao se le a seguinle inscripeo: Foi reedificada
esta fortaleza, sendo governador o capilao gene-
ral Caclano Pinto de--Miranda Monta-Negro no
anuo da era christaa de 18211691.
A capella da fortaleza lera ao fronlespieio a
era de 1780.
S. M. demoron-se muilo em examinar tres-
pecas de bronzo all existentes, anda do lempo-
dos Hollandezes. Tem ellas as armas da Hollan-
da, c einhaixo perlo da culatra o seguinte ds-
ticoConcordia res parva crescunle, a era de
1041 em duasc 102) em urna.
S. M. vio lamben um obuz de bronze, muilo
anligo, em o qual se veciu as armas Portugue-
zas e Despatilllas.
epois S. M. o Imperador foi percorrer a linha
da estrada de ferro, c parlo da estrada de Una
al o lugar em que existe urna ponte quebrada,
Depois vollou ao trapiche do porto de Tamanda-
r, onde almogou.seguiido a bordo do Amazo-
nas para o Itecfe : embarcando-se s 11 hora*
da maiiha.' Tiveiam a honra de acompauha-lo
REVIST&DIARift
0 enlhusiasmo pela oslada de Suas Mages- s Sis. vizconde da Boa-Visla, coronel l.obo, ca-
" lados. Imponaos nesta cidade lem-se por um fio pito Mello Reg, lenle coronel Sebnsliao Gui-
sympathicocommunicado i todos os ngulos da : mataos, o deputado Augusto de Oliveira, e os
'"i provincia, anda mosmo aquellos quo nao Severa irnias dos Srs. depuiados S o Albuque.rque, a
coerta desses alojamentoi, para ser^o das arrtt- b d u tf ^h^ XIV de
g L^IS*-8 fA'Zf*!0** i. l n u ,n.M uula unportaifcia considerare!. coruoScnracnlo
..Ar^i^l^^^^JSf.^: .-lolcol asunues nao Uve lempo de extrahir
ler a dila de receber Suas Mageslade em seu
A este respeilo julge convenicnle consignar! fci.- *** lodas essas fraccoes constiluem esse
ni ,'li;i.u..,...^i....... S^jtodo dcnonmiado Pernambueo,. e Pernambueo
lodo nao deve ler senao a alegra no rosto a
salisfacao no pcito por um motivo lo plausiycl.
aqu, qu n'um livro da cmara do Aracalv, des-
tinado ao lancamento dos decretos, alvars e ou-
tros ttulos com Jorja de-lei, cnconiram-se
ros aporla os nus
us auc-ria us riua quo 0 p do combale em que
ms des rearar de morle com opalliio c faminto
enectro da doenca nao vos beba o oleo com que
levis ungidos os'membrotl ao transpor o portal
da estacada immensa a que vos chama e em que ;
vos colla juramento solemtre, cuja ultima pa-
lavra anda nos retine ao ouvido. _
ldes ler por patria o universo," por familia a
liumanidade, por mais valioso premio de fadigas
novas fadigas, por palavra do ordemprogresso,
por lbaro o Evangelho ; mas que o mundo
cmsuas sugcsldrs nao vos arraslo em seu redo-
moinho ; que a falsa ambico c a falsa gloria
nao vos loquera com a sua* verligem I Embora
obscuro e humilde, o vosso destino 6 mais dura-
douroenobre. Vossa misso outra Tendes de
ere|hecer, rerdade, cabeceira do enfermo:
leudes de sentir compungir-se-vos o coraco
vista das mais hediondas miserias, encaneceris
Podras ) assignram para os festejos pblicos da
capital, o I.* 2003*0 2.- 590$ n. capitio Joao
Francisco Coelho ?-00* rs., Jos Marinho Je
Alcntara Lima 200"l> rs., ( ambos de Piaca ).
As coimnissjs nomeadas por S. Exc. para
prepararem os festejos pblicos nosla cidade,,
progriJcm cora mu i la rapidez nos seus prepara-
tivos. A da ra do Gommercio leanlarsm um
arco nos quatro cantos, prepararm urna colmaba
para o principio da ra, e um oulro prco no li:n.
A do largo da Matriz lem muilo adiantado o
palanque para a musies imperial, levanlarcm un
arco na boca da ladeira do Algarve, eslao fazen-
do bonitas arcadas para taparom urnas ruinas
que exislera nesse largo, e projectao mais dotis
arcos, e unta columna, sem fallar no embsnJei-
a ra do
Algarve, pelo desenlio do x mundo Ilustrado
na entrada de Napoloo em Pars da volla da
guerra da Italia.
A de Jaragu j lem levantaJo um palanque
e di ns arcos ; a do largo dos Manyaos lamber
principiou com as obras de sua elegante illumi-
naco ; os artistas j derao principio a seu tra-
nalho, Qnalmenle esta ludo em um completo mo-
viraento, porque nao ha lempo a perder, e Ala-
goas 110 amor e Jedcago monarchia nao ce-
dendo a palma a nenhuma de suas irmas, quer
fazer brilhante recepto aos seus Soberanos,
nicos penhores de elicidaJe da Ierra de Sania
Cruz.
O dia da honrosa visita nos bate a porta, eo
no de Pernambueo sobre a conveniencia de um
juta ordinario residir no Cariri, rospoudou a 16
de dezembro de 1750 que nao Ihe pareca "he-
cessana tal medida, vislo.que para lli jase ha-
va nomeadu um juiz de vmiena. Nao obstante,
porm, ste parecer, o governo de Pernambueo
expeaio ao senado orden! de mandar para o Ca-
rin um juiz ordinario com seu cscrivo, c tambem
unialraolac; o que so eiTecluuu, sendo elles
primitivamente mandaddll do Ico, o ao depois
orneados d'entre pcJUts residentes nequclle
dratrieto.
Nesta dala de 1752 foram reformados os cor-
pas das ordenanzas dente novo termo do Ico, c
numeados oloiaes pan Bada distrielo ; donde
colligi qua esse lerruo so divida nos seguiulcs
disirictos ; Io o da ribeisn do Jaguaribe, ou. por
nutra, riachod*tfiangqo-$ fo dos OilU: 'i o da
Villa ; 4" o da riaoira d* Salgad o, hoje lormo
das l.avras ; 4o-o dos CanrU ; 6 o do Gario ;
7 o do 'juixelou ; 8 o fia Basuea-; o dos
Uiihamuns.
A 7 de dezembro do 1755, o visitador Fre Mi-
noel de Jess Mara, per autorisaco do Ilvd.
hispo de Parnambuco p. Jranciscui Xawiei Ar- .,
nbs, desmembrou daa)a*ana do To as ribeiros-'* Sl^rrTT? Ul,",?uAl",f;.
do Can, Basliese Uuhamnns, paradellas crear
um novo curato amovivei, cora a- invocacao de
Nossa Senhora do Carme dos Unliamuus, deter-
iiiioando que servisse provisorian'enlc de matriz
capella do Apostlo 8. Matheus, sito no arraial
do mesmo nomo. J disseque o nomo desle ar-
raial, deriv.ou-se de um partido dos Montes que
ahi arranchon-se as suas correras contra os
Feilosus, durante a guerra que esees potentados
so (ueraiu mutuamente; e n'elle foi edificada
uina capella, quo foi doado a 4 de setembro de
1731 com meia legua de Ierra deum e oulro lado
do rio, no lugar onde se acha a povoaro ac-
tual.
Como esle arraial se achasse collocado era po-
sico iiilermodia as residencias dos Montos e os
Feitosas, entro OS intitulados l-'erro c Ac, e por
conseguinlo sujotoa ser sorprendido fcilmente
por um dos partidos beligerantes, os pinos cos-
turaavam vir asaatir ao officio divino debaixo de
armas ; mas esta prnlira criminosa, immoral e
quaes nao livo lempo
por serem muilo volumosas e trataren) extensa-
mente de lodas as leis dos nionarchas de Portu-
gal relativas aos Indios do Brasil.
Em vrtude dos prcccdoules' alvars, expedi-
ram-sc rdehs s autoridades do Cear, pelo go-
vernador geral de Pernambuco.parasoiem creadas
diversas villas novas de Indios, na capitana, sen-
do trasladados lodos csies alvars cima men-
cionados no seu lerruo de creaco ; circunstancia
que dcu-lhes um carcter de. monumento hisio-
rico muito preciso. No numero deslas novas vil-
las do Indios conta-sc a de Mecejana, antiga mis-
so de Po-pina, corpostas das Irfbus P,o-pina e
Parnamerim, ambas da lingua geral, c admi-
nistradas pelos Jesutas; a de Soures, antiga
misso da Cancaia, do lingua geral, c tambera (
administrada pelos Jcsu tas ; a de Arronches.an- ,-','',: i!S 1
liga misso dJ Parangabs. do lingua geral, sendo JM
lodps estas tres erectas em 1758, com una le-
gua em quadro para termo ; e a de villa Virosa,
antiga misso dos Jesutas chamada da Ibiapaba, 1
na Serra-grnnde, ereela a 7 de julho do 179 com
o extenso territorio.da antiga misso e aonde rc-
sidiatn as tribus de ludios Caniussu, Anaces c
.-mies de lempo dianic da impotencia de vossos j coraeo pula de enlhusiasmado, esperando por
ineios, da fallibilidade do vossos raciocinios e este desejado momento em que vamos vr e ad-
mirar urna das gloras de seculo o Soberano
posperidade chamar Pedro o
fas mais seductoras Iheor.as de nossos meslres.
.Mas felizmente por cima de ludo isso est a Pro- { """"
vilenoa, em cujo accordo Irabalhais. O especia-1 (luem _>
chlo reiloirado da Iransico humana vos deixar, Beinfazejo.
alm do cato medico, no coraco a impassibilida- Donativos,
denecessaria ao augusto ministerio em que ac- Um anonyflBO ja S> M- manJou lr8zer a
banins de ser iniciados. ..v...,. ... ...
< Se o hornera que o destino eseolhesso para s- bx? 20U'J rs. para os leslems publicos
medico podesse viver cera annos e os consums- da capital; o Sr. padre Domingos Fulgeno da
m todos, da por dia, noile por noile, minuto por: Silva Les?a do Coruripe offerecou a S. Exc.
minuto, no esludo consciencioso exclusivo. mas;4f)0MOO ti ara h ta, j ^[^ Ja
iiasi nipossivclda organisacao humana e das; ,r ....
liiilharcsdc circumstancias constamos e fortuitas capital, como testeraunho de regos.jo pela Vmta
uc em mal a modificara, dona toadas como urna Imperial ; o vgano de Piassabuss Jos Rafael
e.illada aos pese cin tomo do homem se Dos | Je MacJo odereceu dous mezes de sua congrua
Czesso um homem desses da tempera dellyppo-
<;rales e Calleno, Boerhaave e Ilarv
em ums, e lbc abrisse dianle dos
ma da fatalidade do lumulo, outros cem annos; de Alcntara Lima, (de Pioca) 2(109000 rs.
ev dCf Jiididos para os fesle0S PuW'cs da capital os Srs ca-
is 'olhos,.por' pilao Joo Francisco Coelho, e Jos Marinho
ainda assim a pralica ria desmentir em mais
de um poni, cm un minuto, sua Irabalhosa
sobrehumana theoria de cem annos ; porque
Dos quz que a morle fosse una necessdade.
'< Nao una palavra de desanimo; o abu-
tre de Promclheu pairado por sobre o marco, a-
cada um ; e algumas outrasquamias pequeas.
Projcraiuma do batallmo de
voluntarios Pedro II
O corpo lyceisia alagoano, compenetrado da
mais viva satisfago e exlasi profundo pela hon-
quem do qual deve estacara ambico do homem, 1 rosa visita que SS- MM. II, prelendem Fazet
tomo da luz em multa trova, que se lcmbra s j, esla capital e delerminou sole.nnisar a cbegsda
vezes do einpat-elhar com Dos. 1 n ,6
O espiriio humano nao dorme nem cansa ; I dos Augustos Hospedes com a marcha de m
o trabalho e a tendencia para o aperfeicoomen-: baulhao de voluntarios debaixo das seguintes
to sao suas leis condicionaos de existencia. O disposicoes :
O balalhao se denominar PEDRO II. ;
cidadao,
anti-ccislaa, escandalisou a tal ponto em 1745 ao
Rvd. visitador, o licenciado Jos l'ereira de S,
que no termo da visita deixou ordem expressa de
se nao consentir ansia semelhanto abuso, nem
mosmo de dexar-se encostaras armas as pare-
des da capella da parte de fra.
Os limites da nova freguezia dividindo-se com
a do Ic foram trabadas pela barra do riacho Tu-
russ, comprehendendo o seu ralle, e da mesma
barra pelo rio Jaguaribe cima em busca da ta-
gua do Prpirf dos riachos Cangali e Fortuna in-
clusive, e da Serra de S. Pedro, ondo elles nas-
cera, a sabir no rioCari, seis leguas cima da
sua barra, seguindo a liulia divisoria das suas
aguas com as do valle do rio Hastios.
Nosla mesma visita aquello visitador desmem-
brou da freguezia das Ruasasonovo cralo amo-
vivei do (uxtramobim a 5 de novembro do
mesmo auno 1755, dando-lhe todo o territorio
bauhado pelas aguas do rio Bauabui e seus af-
fluenlcs do Seli iiiclusrvemente para cima.
A freguezia du Acarac, que primitivamente
comprehendia lodas as vdenles de ros e ria-
chos, que se langavain no mar desde o Mundah
inclusive al o va^o oriental do delta do rio Par-
naliiba, foi dividida era quatro ; pois que em vr-
tude da provisao,que para esle llm Ihe concede-
r o Ilvd. hispo Francisco Xavier Aranha, o
referido visitador em dala de 3D do agosto de
1757 separou : Io as ribeiras do Mundah, Ara-
caty-Ass, e Aracaty-.Mrim, suas ver ten les e
Dratas para formar a freguezia. nova da Amonta-
da, com invocacao de Nossa Senhora da Concei-
co da Amontada : %? as verlenles do rio Cu-
ruah e as dos mais riachos, que so laneam no
mar at o braco oriental daquelle delta,'com o
litoral correspondente al o peda serra da ibia-
paba, para formar o novo carato amanivol do
Curuahu, cuja matriz foi interinamente colloca-
da na capella do Santo Antonio de Padua, no
Olho d'Agua, emquanlo se flzesse a matriz no
lugar chamado Macavoqueira, hoje Granja : 3" as
verlenles do rio Acarac, da barra do Macaco in-
clusivemcnle para cima, e comprehendendo o
serto c a chapada correspondente da serra da
Ibiapaba para formar o novo curato amovivei da
Na comarca de Garanhuns teni-se dado de-
monstracoes bem fxpressiras nesse sentido.
Na villa honre no dia 8 do andante, festejos po-
pulares significativos do amor consagrado por a-
quclla populacho ao monarcha.
Minias illumiuacOes tiveram lugar noile, e
um biialho palriotico percorreu as ras, tendo
sua frente todas as autoridades
Tocu-se o hymnode 1). Pedro I. pela msica
marcial, achundo-se formada a guarda nacional.
O povo altua do todos os lados da freguezia
com una espotilaneidade admravol.
Km Crtente, o diamatalicio de Sua Magestadc
o Imperador fui solarnisado devidamente.
Houve 'ouuio de povo, que leudo a sua fren-
te loda a genio graikijFalH, sabio pelas ras da-
quella mportaule pbrur5o dar vivas onlbu-
siaslicos. J^->."
De lodas essas mariiistaeoos da populacao de
i d'alli. ressaitava olhos
lella, e a sua dedicaco
s pessoas do Suas M^felailes Imperiaes.
De Goianna comm'urricam-nos. que prendendo
um lenle da guarda nacional d'aquella cidade
a um guarda de sua companbia, por pretendida
falta de servico, ronservou-o detento por espaco
de 2 horas comJerros aos $s !
Disto rosolloii,*que perlo de duzentas pessoas
so reuuiram en* frenle da r.aYa vociferando oujj;
tra um semelhanle procedimento, mas sefc [5nv
loii'.oes hoslis 0 contrarias ordem publica, p"ara
cuja manulenco mi enlrelanlo preparou-se o
respectivo destacamcnio, mandando seu com-
maudnnte preparar e carregar asarmas.
Todava nao deu-se fuclo algum offensivo da
Iranqnldodc, c 110 Io do crrenle .foi sollo o
Dr. Lo jiote o de S e mais
o
a
dous seus ir-
tm vrtude das mesmas disposicoes, foram
croadas c erectas em villa, a 14 de abril do 1761,
Batufile no s da serra do mosmo nomo, c de-
baixo do tilubT >vo da America,
compondo-sc a travadaGenipa-
pos, Qui&els. e ag de junho do mes-
mo anuo de 11 o 1, o 1.1 o, amiga misso do Mi-
randa, administrada pot missionarios Carmelitas,,,
na qual so reunirn) as Iribus de lingua libada Tl'i.J'S tjfi? d"? ''"f ^,"!2E!'
Cariris,.Carias 0 Jucas. 'ua agoalade o Imperado,- desso acto arbitra-
Todos ellas foram inauguradas pelo Ouvidor
Victorino Soares Barbosa, conforme As ordens o ,
proviso" especiaos expedidas pelos governado- J't f? a^?,?, if ^ li Z 1 \ 1 ",.
res de Pernambueo I.uiz Diogo I.oboda Silva e ...l^ffllf^5B!0..^.V.elIl.-.8.er.!?.,ira1
I). Auionio do Souza Manuel de Mcnczes, copei-
ro mor e conde de Villa Flor.
Em virlude das mesmas disposicoes, obispo
de Pernambueo Francisco Xavier Aranha creon
em 1758 a freguezia de Monte-mor o velho na an-
tiga misso dos Paiacs, que fora primilivamen-
Mag
rio do quo fora victima, torau-lhe concedidos
tros mezes de lcenca como urna reparadlo Pflra
os,
cump indo que os seus autores nao fiqueni im-
punes para exemplilcaeo de oulros a quem ap-
patecatn assomos de seguir-Ibes os passos.
Chamamos por lano aotteiieo da auloridade
competente para essa emergencia, esperando que
urna providencia appareca.
( oiisla-nos que a assoc.iaco do theatro de
lo para solem-
Suas Mages-
pc
Nao lem poupado esforcos essa associaeo, para
rOa|,"+*-ue-a'mani,Sla?a0 uo seu regosijo se lomo em
" tudo.liguadaniagcstadoaquo.il dirigida, e
que por sera duvida ha do dignar-se honra-la
com a sua augusta presenoa.
,, j-l --- .c/iisut-uu J ouo u i :> 1 i 1 i|ij u
te administrada por padres seculares ao depois \x l0 U|1 1h.U es -,acuU
por Jesutas, e finalmente elevada a freguezia de ^ rf f uUd
Indios; mas sendo alguus annos depois esla l.ibu mdes InMieriaes entre nos
transportada para a villa de Porto Alegro, no Rio
Grande do Norte,licou Monle-mor por al^um lem-
po despovoado, at que foram os P
tuidos sua antiga misso por ordem do conde
de Villa Flor. Tomou esta freguezia o nome de,
Monle-mor o velho, era opposico de Baturil,
que se chamou Montc-mor o novo.
Crearam-se mais as freguezias de Soures a 5
de fevereiro de 1759 ; de Mecejana a 15 de ni ai o
do mesmo anuo ; de Arronches a 26 do mesmo
mez c anuo ; c de villa Vicosa Real lambem nu
mesmo auno iicando asfazedas dos Jesutas ser-
vindo de supprimento seus vigarios, quo li-
haui direlo ao respeclivo uso-fruto com o onus
porem de deiaar sempre as fazendas uo p ante-
rior em que as l.iham recebido le rcci,a,,0 nl d8cur80
A villa da Fortaleza foi tamben, creada sede senhor.- com o mais pro
do urna nova freguezia, desmembrada da de A-
Sua Magostado o Imperador acompanhado do
Sr. presidente da provincia e seus semanal ios^sa-
liio no dia 10 pelas 6 horas da manba, e dirigi-
so pelo camiulio de ferro al a villa do Cabo
Ahi assstio a um Te-Deum acompanhado de
militas pessoas dislinc.tas que tambem o acom-
panharara ou o foram all esperar.
Receben as chaves da villa entregues pela res
pecliva cmara municipal, tendo o sou presiden-
quiraz por provisao de 6 de agosto de 1701, com-
prehendendo lodo o litoral, desde o Mundah ex-
clusivamente at a barra do Pacali, e as Torte-
les dos ros e riachos que se laneam no mar nes-
ta pane do litoral. O seu territorio abrangia as
tres freguezias de Indios do Soures, Arronches e
Mecejana, do mesmo modo que a de Aquiraz com-
prehendia as de Moute-inor o velho e o novo,que
foi creada em Balurit a 19 de junho del7(i2.
a freguezia de Misso-velha foi desmembra-
da em 1767 a do Calo, creada em 1762. Em Al-
mofalla, missao dos Frambabs, Indios de lingua
travada, se creou tambora urna freguezia de gen-
tos, a 12 de novembro de 1766; a qual licava
nos lmites da do Amontada.
Todas oslas creacoes, lano de villas como de
freguezias, sao urna prova de que a populacao
ia augmentado com rapidez ; e essa medida que
se adoptou de obriga-los a viver reunidos em
villas, no meio dos colonos, a quem foram ni-
velados em droilos, era urna jusiica que ha mui-
lo se Ibes devera lor feilo; assim como o dar-so-
lhes vigarios seculares e po-los sob a proteceo
das autoridades cvs, indiciaos e ceelesiastieas
oslabelecidas uo paiz. Sem embargo, conlinua-
ram a passar anda urna vida pobre c raise-
uervo c a alma do progresso. O que anda hon-
temeraum dubio crepsculo, urna idea era ger- a ella Podera encorporar-se qualquer
nien, urna somentc adormecida do cerebro irre-
quieto do homem, onde alastrar um dia, ho-
j<', ou se-lo-ha amanhaa, una aurora comple-
ta,, um farlo adquirido, urna arvoie frondosa,
carregida de flores, senao de fructos maduros,
pendentes sobre a cabeco sempre juvenil da liu-
manidade.
Meus i.imos de esludos (a lingua nao me
chega para dizer de esperanzas e de fu'.uro),
nao vos deixeis, p.ois, entorpecer como se 0 >r-
misgeis sombra da mapragora Como homem
primitivo, levanlai por um pouco a fronte inrfo-
limle, estendei a mao c colhei, que sao pan vos,
fis fructos tentadores da arvoie do Edn, plan-
tada ha lano seculo, regada com o suor ben-
coado de lanas gi-rares. Porque Vos doixardes
enlevar da msica ru'ldosa e eulorpeccdora da
'poca, luz superabundare do sol, borda do
.suleo da charra, sem Ihe lancardcs a simiente
_ de quo nascer a sombra era que lero de dcs-
eancar da fadiga da jornada \ossos lilhos e ti-
los ? 1 Porque haveis de eondemnar inaceo e
6 esterilidadeaquillo que foi amontoodo Ia,borio-
sanwale pelos homens do passado, c em nosso
[) Ifyppocrales.
seja qual for sua na<;ao ou arle.
Seu distinclivo ser o uniforme: caiga e pa-
ul brancos, gorro e faxa de cores verde e ama-
relio, tendo o gorro a legenda l'EDHO II.
a faxa a inscripeo F1DELIDADE.
Marchar duas noiies consecutivas sob a di-
recQo geral do hacharel em mathematicas Ber-
nardo l'ereira do Carmo Jnior que de com-
mum arcordo, nomear na occasiao da forma-
tura os demais directores parciaes mdispensaveis
regularidade e ordem que se deve mantel para
maior brilhanlismo,
A's 6 horas da larde do da da chegada dos
Imperiaes Visitantes formar-se-ha lodo o bala-
lhao em a praca dos .Mariytios, afim de seguir
ao som de urna bandado msica j conferida
pelo Exm presidente da provincia, para opor-
tco dos mesmos lyceistas na ra da Matriz, on-
de recebendo o estandarte brasileiro se dirigir
ao Paco Imperial, era frenle do qual depois de
2 jovens lyceistas en toaren! o hymno nacional
serra dos Cocos, sendo desliuada provisoriamente 1 ravel no meio da populacao branca, e poucos
para matriz a capella do S. Gaucalo do Amarante, 1 sobreviveram al una poca mais remota,
fundada na chapada da Serra-Grande.no lugar cha- rel airara de 19 de janeiro de 1759 foram os
mado Serra dos Cocos, d'onde foi removida mais 1 Jcsuitas hauidos c proscriptos de Portugal c do
tarde para Villa Nova d'El-Rei, e ainda ulterior-,odos os dominios da coroa porlugueza, e polo
mente para o Ip : 4o finalmente lodu o territor de 3 de solembro declarados rebeldes, traidores,
rio desde o litoral at abarra ao Macaco, banba- i adversarios e reos de aggresso feila pessoa de
do pelas vertentes quedeitsm no dilo-rio Acara- |}- Jos ; c consequenlemenle havidos por pros-
c, pura a fregueiia do Acafc propriamentc cnplos e desnaturalisados. Receben Luiz Diogo
dita; c succedendo que aesle lempo se desig- Luuo ,ln Sllva. governador e capilo general do
uasse o siio da Caissara para edilicacio da ma- i Pernambueo, em consequencia disto, ordem de os
Iriz, chamoe -porlsnto freguezia da Caissara! prender era lodo o norle do Brasil-, o que exe-
quo porlim veioa ser modificada ru denomina- c.utuu com lim admravol segredo, mandando-os
co de Sobral, em consequencia de so fundar no "
mesmo sitio a villa do Sobral.
Durante o decurso do auno de 1755 D. Jos
proraulgou tres alvars relativos sorte dos In-
dios do Brasil.
No primeiro, de 4 do abril, doclarou que, de-
sojando promover cada roa Dais a propagaco da
f calhulica nos seus dominios, quoria que os
seus vassalos da America, quo casassejB com In-
dios, nao ficassem com infamia alguma, anles so
lofuosscm dignos da real attenco pata alcancar
empregos, honras e dignidades sem precisarem
fazer despez alguma ; assim como era sua voli-
tado que o mesmo se observaste para com as Por-
luguezas que casasteis com Indios, sendo oslas
prciogativas extensivas aos seus descendentes,
determinando oulro m que todas as pessoas
quo Ihesapplicossem uoraes injuriosos, fosse lan-
ciada fra da comarca pelo ouvidor da mesma,
depois de urna averiguacao tummorissirua e seo
appello nem aggravo.
tirar de todos os lugares em quo ellos residan),
e remoller depois para Lisboa, tendo lugar esse
embarque no 1. demaio de 1760. Por oulro alea-
r de 25 de fevereiro foram os bens dos Jcsuitas,
consistentes em movis nao destinados ao culto
divino, como mercadorias de comraercio, fundos
de Ierra, casas u rendas de dinheiro, que pos-
suan livres e sem encargos pos, considerados
como bens do ausentes cencorpoiados ao fisco,
revertendo para a coroa os que ella Ibes tinha con-
cedido.
Estas medidas violentas e inesperadas contra
urna comnanhia religiosa nao causou sensaeo
alguma 11 um paiz to fanatisado como o Brasil,
pelo syslema de civilisaco, que ella adoptara e
sempre desenvolver ; 6ystema que foi repro-
vado pelo mundo inleiro, e especialmente pelos
colonos do Brasil, a cujos interesses elle preju-
dicavae cuntrariava incessanlemente. No Brasil
coBMv-no Paraguay, Uveras em vistas a repbli-
ca theocralico, e para isto conseguirn, era uc-
profundo jubilo quo
a municipalidade do Cabo recebe pela prineira
veza Augusta visita de Vossa Magostado Impe-
rial, em cuja Pessoa a lei soberana niostra-nos o
Fundador do Imperio, e encarna o principio vital
da liatertiidade brasileira e a garanta de esla-
belidade de nossas lo sabias instituicoes.
i Senhor I esse intoiesse pelas provincias do
Imperio, esse patriotismo que com tanto esplen-
dor Vossa Mageslado Imperial vai revelando-nos,
o prova mais plena da realid-ide, do ludo quan-
lo assim nos assevora a le.
Eis-aqui. Senhor, a chave symbolca deste
municipio. Ella, como Vossa Magostado Imperial
o sabuco quer, nao exprime servil siibmisso
do alguns homens vontade de oulro homem :
nao senhor ella pura cxpresso da homena-l
gema mais conseienciosa c patritica de um dos
municipios da briosa provincia do Pernambueo ao I
iliefe supremo da eaco seu Defensor Perpetuo. I
Cabo 10 de dezembro de 1859.Ignacio del
Barros Brrelo.Jos Paulo do Bogo Brrelo I
Manoel Gamillo Pires Falco.Jos Joaqum do i
llego Barros.Francisco Alvos de Miranda Vare-
jo.Francisco Ferreira de Ranos ^Campello.
Joaqun) Pedro Patriota.
leudo almocado percorreu todos os lugares da
villa, o depois de jantar, seguio outra vez pelo
caminho de forro al eslaeo da Ilhs, onde o
esperara o Sr. ministro do imperio com seu se-
cretario, o Sr. deputado Augusto de Oliveira e o
Sr. I.ourenco de S e Albuquerque, que linham
saiido do Uecifo as 2 horas da tarde tambera pelo
caminho de ferro.
Sua Mageslado 0 Imperador acompanhado do
lodos esses senhores do Sr. viscondo da Boa-vis-
la, e militas otitras pessoas que desojaran) ter
essa honra, seguio a cacillo as 5 e meia horas
para o engenho das Mercos onde chegou perlo
das 8 horas.
Passou a noile n'essa casa, propriedade do Sr.
Manoel Jos da Costa, que nada poupou para ob-
sequiar o seu Augusto Hospede o loda a sua co-
mitiva.
As 5 horas da manba, Sua Magostado o Impe-
rador ouvio roissa na capella do engenho seguin-
do depois para Serinhem, leudo primoiramenle
ido verde una montanha cm Ierras daquelle en-
genho a villa de Nazareth.
As 6 leguas de distancia iue separam aquello
engenho de Serinhem, S. M. porcorreu-as em
21/2 horas, chegando com parle do sua comitiva
s 8 horas c meia em Serinhem.
A recepcao nossa villa foi enthusiaslica. S.M.
depois do almoco assislio a um Te Deum na ma-
triz, c depois percorreu toda a povoaro, visi-
tando o anligo convenio de S. Antonio c a-ca-
pella do S. Roque.
Acamara municipal aprescntou-lhe as chaves
da villa. s 5 horas da tarde sabio S. M. o Im-
perador com loda a sua comitiva para a cidade
do Rio Pormoso, onde teve um recebiracnto es-
saber:
mos.
Chegou ao Recite s 6 horas da larde, e pas-
sando-se para a galeota imperial desembarcou
no caes alraz do palacio s 6 horas e meia da
tarde.
S. M. den as seguintes esmolas:
Na villa do Cabo.
503$ para os pobres.
GOopara urna esmola de 408 e outra de 20g.
3U para a igreja do Rosario.
1:0003 para o cemileiio.
Em Serinhem.
30 para a igreja do Rosario.
1.003) para o cemlcrio.
500$ para os pobres.
No Rio Pormoso.
80g para una esmola de 405 e duas de 20$.
SOjJ para os pobres.
D00 para a irmandade do Sanlissimo Sacra-
mento.
3003 para a igreja do Rosario.
Na freguezia de Tamandar.
50lig para os pobres.
Sr. conselheiro Pedreira, como veador de S.
M.a Iinperalriz tendo obrigaco deacompanhar a
Mesma Augusta Senhora, llcou no Reeife, ondo
S. M. a Imperalriz se demorn durante a ausen-
cia de seu Augusto Esposo.
Pregus de cobre por pregos do ferro :
Por longos e escrupulosos esludos feiios com*
lodo o ze!o por M Kuhlnum nes arsenaes de
Dunkerque, este sabio observeu que sempre a.
rodados pregos do ferro que a niadeira se altera
mais depressa e mais completamente ;o que no>
acontece roda das cavilhas de pao e dos pregos
de cobre Resulla deslas observaces que para
as conslrucces de madeira, e para'aquellas prin-
cipalmente que deveiu ser expostas agua e
huniidade, compre empregar as cavilhas de pao
e os pregos de cobre.
Novo procvsso para conservar as madeiras
do conslruccao e as travessas dos caminhos de
ferro.
De lodas as preparacoes indicadas para a con-
servacao das madeiras de construeco as mais
superiores sao sulphato de cobre, alcatrao, sul-
phalo e Ierro o resinas. As numerosas expe-
riencias foilas por M. Erdmauu. e que tem sido
repetidas nes ltimos lempos por muitos cons-
Iruclores, mostrara que o sulphstode cobre pro-
duz os melhores icstillados, porque forma com
pao ordinario ou o pao bruto nina combiuaeo
bastante intima para resislir a aeco d'agua e-
do ar.
Entre o pao puro ou celluloso e o sulphato do
cobre a combiuaeo nao lo fcil, e por isso a
acc,o da agua a decompem e deslroe fcilmen-
te. M Erdmauu tem notado que sobre os paos
resinosos e bituminosos que o sulphato de cobre
forma a combiuaeo a mais estavcl, por que por
longos annos se conserva a madeira iualleravet
apezar da acgo da agua e do ar.
Conseguiniemonle antes de embeber a madeira
de sulphato de cobre, preciso faze-la resinosa.
se ella o nao for j. Como porm as minas sao-
caras, podc-se usar do alcatrao, o qual deve ser
empregado em permito estado liquido, para que
penetro bem os poros da madeira. Depois desta
preparacao pode-se embeber o pao cui sulphato
de cobre dissolvido n'agua. Esla combiuaeo d
madeira de construeco nina duraco mais per-
manente do que empregaudu someote o sulpnalo
de cobre.
Portos de Maocos.Totuo. A praca
martima raais importante do imperio de Marrocos,
sob o poni de vista commercal, a cidade de
Tctua.0,1 porto situado a 4 kilmetros do Medi-
terrneo, 28 kilmetros de Ceuta, e cm face de
Gibrallar.
A cidade de Tctuo eleva-se no meio de um-
valle rodeado por una cadeia do pequeo Atlas;
ello ofTerece um aspecto muilo mais agradavel
do que Tnger. Sua populacao actualmente cons-
ta de 40,000 almas, entre seus habitantes con-
taiu-se 12,000 Israelitas, que habitara, assim co-
mo os chrislos, um bairro particular chamado
Melak.
Esta cidade est posta emeommunicafo com
o mar por um rio, que lera o seu nome, e cuja
embocadura est situada entre a pona de cabo
Mazar e o cabo Negro. Seu porto fundo, e ad-
miti lodos os navios anida os de maior tonella-
gem. Ao sul do ro Tctuo, e a 30 kilmetros a
distancia correo rio dos Alamos; a dous kilme-
tros do cuja embocadura esl a villa de Pagara,
e a igual distancia dos dous rios v-se una pomo
chamada Torre Vieja.
A sul-esle c a 40 kilmetros de distancia do
mesmo rio Tetuo eslo a torre e o pico dos Pes-
cadores ; a primeira serve de alalaia a Tetuo.
A 60 kilmetros do mesmo ponto est.o rio de
Morlora com a villa do mosmo nome. all quo
os Mouros de Tnger, Tetuo e Fagasa vo carre-
gar seus barcos de trigo, cevada, sal e outros ob-
jectos do mesmo genero.
Os arredores de Tetuo eslo cheiosde jardins,
que iroduzeiu tamlieiu axcellenle3 fructos, prin-
cipalmente laranjas, das quaes se faz um commcr-
cio consideravel. Os principaes artigos de ex-
noita^o desta pryia sao a la e as sanguesugas,
que passam por ser as melhores. e que sao um
monopolio do imperador, o sabao, as pelles, a
casca do sobro, a cora, as aniendoas, o mel, as
laranjas. e cortos tecidos de la brancas encarna-
das. Todo o comraercio de Teluo com a Hes-
panha, e principalmente com a Inglaterra, fei-
lo por via de Gibrallar, que lem hoje uina enor-
me unporlancia conimercial.
O commcrcio etu Tetuo eslo quasi totalmen-
te concentrado na9 mos dos Judoos e dos Mou-
ros. A Franca a Inglaterra, a Hespanha e a-
ples conservara neste ponto os seus vice-consu-
cs, que eslo encarregados dos inleresses dos
seus nacionaes, e dos das oulras potencias, que
nao lera representanles.
A populacao musulmana de Teluo conside-
rada como superior s oulras ragas do Maghreb.
As mullicrcs, u'outlo lempo passavam por ser to
bellas c to sensiveis, quo o chimo musulmano
prohibi que os F.nropeus morasseni na cidade.
epois o imperador, que lira da alfandega urna
consideravel renda, c que rio a sua diminuiejio
pela ausencia dos eslrangeiros, lcvanlou a pro-
hibigao. As pessoa?, que habitara o paiz dizcm


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MUTILADO
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DIARIO DE PERNAMBUCO. QUINTA FEIRA 15 DE DEZEMBRO DE 1859.
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J
que n belleza las mutnurt nao lem degenerado.
Tetuo faz liarle do reino dC Fez.
Emqiianto acBao fazem 05 signae3 indicati-
vos das foliadas e sabidas dos carros polas mas
desta cidade, o que ja ordonou a illuslrissima
amara municipal, mandou o Sr. Dr. chefo do po
licia suspender a execucao dorfgulsmculn poli-
cial de 14 do passado.
= No dia 12 do correnle pelas 4 horas da lar-
do fo: esmagado no lugar do Culrim por urna lo-
comolivado Irabnlho da eslrada de forro o parlo
Joo Francisco, solleiro, idade 21 anuos, l raba -
Ihadorda mesma estrada.
Ueve-se este successo ao descuido do fllocido
por nao sabir a lempo do ciuia dos trilitos quan-
do passava a locomotiva.
Como esto, muitos outros casos lerenios a la-1 dem 2. Os mesaos casa terrea
mentar, seos Irabalhadores continuarrm hprali-. oceupada pelos proprietarios
car imprudencias, como pralicain, collocaiido-se
por brincadeira sobre os trilitos quando voni
prximo os w.-igons.
Consta que o vapor do guerra Pareme
sahe ftoje as duas horas da larde para o Hio de
Janeiro.
reir, casa larrea arrendada por.
dem 7. Manoel Marlins da
Cosa, casa terrea "airnlaia
por.....................
Idom'8.Exm. visconJeJa Bda-
vista, casa terrea arrenlada por,
Idom 10. Ignacio de Albuquer-
que Maranhao, casa terrea ai-
rendada annualmente por. ...
Estrada do Luiz do Rojo.
N. I. Viuva c herdeires do
Eustaquio Roberto Alves Fer-
reira, casa terrea arrendada por.
l -iU&OUO
7 25000
:-2>ooo
roram rccolhidos casa de delencao no dia
Id do correnle 12 homens e 3 mulheres, sendo
livres 5 e escravos 10.a saber: a ordem do 1>;\
hefe de polica 1, do delegado do 1 diriclo
5, do subdelegado da freguezia do Reeife 5, do
da de Sanio Antonio 1 e do da de S. Jos 3.
Passagciros do hiale nacional Piedade vlndo
do Rio de Janeiro; Joaquim Pedro da ('.. Mo-
reira, Manoel Thomaz de Olivcira e Maria Klza
da C Cavalcanti.
Passagciro do hiato nacional Insencivel
vndo do Aracaty : Francisco Tarares Rodo-
valhn. ,
Passageiros do hiato nacional Aracaty sabi.
do para o Aracatv : tencn'c Raimundo Stfra-
lim dos Anjos Jalay, Manoel Antonio F. Jnior.
Hospitvl he CAfirADB. Existom 07 ho-
mens 56 mulheres nacionacs, 1 homotn esltan-
geiro, 2 homens escravos, total 12.
Na totalid.ide dos doctitcs cxUleiu 36 aliena-
dos sendo 29 mulheres e 7 homens.
Foratn visitadas as enfermaras polo crur-
gtao Pinto s f horas e 3 da raanha, pelo
Dr. Dorncllas s8 horas 1/2 da manbaa.
CMARA MUNICIPAL DO RECIPE.
SESSAO EXTRAORDINARIA DE28 DE NOV1.M-
BRO DE 1859.
Presidencia do Sr. Reg c Albuquerque.
Presentes os Srs. Franca, Mello, Olivcira, e
Cameiro, fallando era causa participada os mais
Srs. abrio-se a sessao, c ib i lida c approvada a
acta da antecedente.
Foi lido o seguinte expediente
Um oflicio de 18 do correnle, do Elle, pre-
sidente da provincia, para a cmara manjar
preparar as igrejas Matrices das freguezias de
anio Antonio e Boa-Vista, alien de nellas ter
lugar no dia 20 a missa votiva do Espirito San-
to, por occasiao da eleipo de deputaos provin-
ciaes. Inleirada, por assim j se ter foilo.
Outro do mesmo, dizendo ficar ialeirado do
que a cmara Ihecommunicou em officio do l
do correnle, sob n, 121 ; mas que os fiscaes de-
viam ter a precisa vigilancia para evitar quo so-
bre os caeslanc^m lixos e mundicias, ea cmara
as posturas necessarias psraprevinir esternal.
A' comraissao de polica para reconsiderar a ma-
teria, e dizer o que se lhe effereocr.
Outro do mesmo, remetiendo approvada, pa-
ra lar a devila execucao, a postura que acompa-
nhou ao officio desla cmara de 16 do correnle,
sob n. 122. Que se publicaste a postura, e
se remellcssem copias della do chofe de polica o
aos fiscaes.
Outro do secretario do governo da provincia,
remetiendo, d'ordem do Exm. Sr. presidente,
alguns exemplares impressos do acto de 4 do
corrente, contendo diversas disposicoes, para se-
rem observados por occasiao da chegada de SS
MM. II. Ao ardtivo.
avaliada por......
Ilem i. Antonio Jos Pereira,
casa terrea Decapada pelo pro-
pietario avahada por....... 100S000
dem 5. Antonio do Fignere-
do, casa terre arrendada por.. GO5000
dem G. Antonio Jos Gomes
do Corrcio, casa lorrea arrenda-
da por..................... 500&000
dem 8. O mesmo, casa terrea,
arrendada por............. 4005000
dem 9. Manoel Pereira Le-
mos, casa terrea arrendada por. 230JOOO
I lem 10. Viuva de Rieardo
da Silva Lisboa, casa terrea ar-
rendada por............... 144#000
dem 11. Jos Gonsalves Fer-
reira, casa terrea arrendada
por................... 2*09000
dem 12. Amaro Soares Marv't,
casa terrea arre.idada annual-
mente por............... 1205000
dem 13. Domingos da Silva
Ferretra, casa terroa arrendada
por..................... 120*000
dem 14, Miguel Arcanjo Fer-
nn.les Via-ina.cisa lerrea oceu-
pada pelo proprietario avallada
por.................... 2505000
dem 15 Antonio Francisco
Carvalho, casa terrea arrendada
por..................... 2405000
Mein li). O mesmo, cosa lar-
rea oceupada pelo propietario
avahada por..............
dem 17. Hospital Inglez, ca-
sa do sobra lo do um andar ava-
llada por.................
dem 20. Joo Jos Santos Por-
to, casa terrea arrendada por...
dem 21. Manoel Custodio
Patelo Soares, casa te-rea ar-
rendada por..............
dem -22. Francisco Martin*
Raposo, casa terrea arrendada
por....................
dem 23. ~-O mesmo, casa lorroa
arrendada por.............
Mam24. O mesmo, casa ter-
rea arrendada por ..........
dem 25. O mesmo, casa ler-
rea arrenjada por..........
dem 26. O mesmo casa terrea
arrendada por,. ,.........
dem 27. O mesme. caa terrea
ai rendada por.............
dem 28, O mes.no, casa terrea
venlto de dizer para a onsciencia do mesmo
Sr. Ferraz, que tendo ante-hontem vindo mi-
do mirtli casa, a met chamado, auegureu-
me que ia in contineiiti reformar o seu program-
ma na parle que me di respeiio.
Ultimo, declarando a esse (o abalisad di-
ieltanle > que nao ten lio medo dai suas amos-
cas e que, te tem conscieneia do que publicou,
40G&000 e possue dignidade e brio, lance por ierra a mi-
seravcl capa do anonyrno de que se envolveu a
de que sa usar as almas mesquinhas, oerto de
que, so nao o fizer, nao lhe darei mais rososla
alguma e ento appellarei para a opiniao publica
que nos julgar.
Ilecife 14 de dezembro de 1859.
Maria Luiza de Oli,veira.
485000
1005000
Correspondencias.
2UU barricas saritihas ; Juse liaplisio da l'ou-
ceca Jnior.
i caixoes brides freadeiras e estribos, esporas
firelias etc. : io|o Filhos & C
1 carnb damascos e galio ; J. Francisco de
Araujo Lima.
4 caixas fecbadurae ; a Barroca & Medeiros.
1 dita figuras de barre, 100 liacas de vime.
10 mullios arcos de pau, 3 caixoes oratorios, 2
ditos obras de palrieta costuras ule, 1 sacca dro-
gas, 1 bail pei*, 1 barricas prezuntos, 10 bar-
ris figos, 2 caixas palitos, Ssaccas baloqucs, 29
caixas batatas, 13 gaiollas canatios, 5 viveiros
ditos, 1 ancorla oos, 120 rostas ceblas, 50
baldos de pau, 1 catxo craveiros ; a ordem de
diversos.
2 caixas fios o cajlilhas ; a Vianna A Guima-
res.
2 fardos capackos, 2 caixoes pomada, 1 dlo
folha de algodao: a Francisco Alvez de Pinito.
2 fardos capachos, 2 caixoes pomada, 1,400
rusleas ceblas; a J. F. da Silva Jnior.
40 barris vnlto; a Jos Joaquim Das Fer-
nandes & C.
1 caixao damascos ollandinha', cordo e bor-
(3)
Sr. redtelores.Rogo-Ibes o favor da iuser-
Qo da seguinte. De Vv. Ss. atiento venerador! Ias: a Jos Antonio dos Santos Leal,
e criado. 2 caixoes estribos, brides, picadeira c boles ;
A.J. de Mello. a Antonio J. Var de Miranda.
Illffl. e Exm. Sr. Razilio (juaresma Torreo. caixas ervas medicinaos, linliaco, e chinel-
Prczadisirao Amigo.No 2." tomo das Diogra- ,as : a Manoel Amonio Torres.
phia de alguns Poetas, e tlomens illustre da\ 8 barris carne ensacada ; a Antonio Barboza
PtoMia d* Perimmbuco, A pajy-. 18S, prove que d(' Rarros.
o Horoe Indgena D. Antonio Flppe Camarao,
famoso na guerra do Pernambuco com os Hullan-
dezes, de 1630 a 1M8, era nascido nesta Pro-
vincia de Pernambuco, e nao na do Cear, patria
le lhe altnbuio o Sr. Francisco Adlpho Var-
nagera na sua Historia Geral do Brasil.
Surge agora tambem o Sr. Dr. Pedro Theborgc
(quo naturalmente uao lera risa o mou Eacrip-
1 caixo palitos, 100 canastras albos, 20 cai-
xoes e 6 barricas sebo ; a Domingos Rodrigues
de Andrade.
1 barril preauntos, 1 caixo salpicos; a J.
Alvez Silva & Guintaiaes.
2 caixoes contas papis do carmn, botos
etc.; a Albino-Jos da Silva.
7 saceos torneiras, batoques c rolhas; a Sal-
to) dizendo em um Esbofo Histrico da provin- "dor B. Nunes Barboza.
ciado Cear, que e mesmo illuslre Indgena f). ..3 eaixas ceblas, 3 saccas feijao; a Prenle
Antonio Filiope Camarao era natural da Sorra do v ,a'ma A c- .
Ibiapaba, e irm5o do chele Jacuana. E alm 4 caixas aztneijos ; a Bailar & C.
disto, alguem ha, que se procura ajudar com a i arris preauntos, 8 ditos figos ; a J. Vleira
opinio de V. Exc.qucnoseu Tratado de Geo- graphia do Brasil, pag. 419 diado, quo a vilta .* ca,ao in>*gens ; a Autonio J. da Silva VI-
ViQosa no CearS celebre por dar'o"bero a D.
lells
Antonio Filippe Caiuaro. i .3 caixas lioha, 1 dita pnios 9t) ditas figos, 2
Nestcs termos, e visto que V. Exc. j senhor (lllils rolhas; a Francisco Guedes de Araujo.
do 2U lomo das Diographias de alguns Vuelas e'
Homens illuslres da Provincia de Pernambuco,
20 canastiw albos, 3 caixas fecbaduras. 1 cai-
xao livros iaapressos; a C. Noronha.
16 caixas ferragens; a Scbtstiao Jos da
Silva.
G ditas ceblas ; a J. Rodrigues Costa Santos.
1 caixo marmelada ; a Joaquim Antonio
Correa.
14 dilos diversas ferragens e palitos, 26 ca-
ria-aras alhos, 30 barris sardinhas ; A. L. do Oli-
arrenJaJa por............
dem 29. Francisco Martins
Raposo, cisa torrea arrendada
Outro de Administradorde cemilerio. envan- r.' qa' lo
do o inappa morluario, que lhe foi exigidoi nrren(]'a,la por
mesmo, casa terrea
Que fosss remedido ao inspector da saude, que I {j .,', _q
o requesitou.
Uutro do fiscal da Bi-Vista, informando que
o Dr. Rufino Augusto d'Almoida poJia reedifi-
car a ceica do seu sitio e casa n. I, da estrada '
do Chora Menino, para o que requercu licenja,;
vistj j existir a amiga cordearao da mesma es-!
trada Concedeu-se a iicenga.
Outro do mesmo, nao se oppondo que Jos
Fraocisco de Alencar Alcantarino, eslaLelfQa na
ra da Allracao, no lugar denominadoCampo
Verde,-- a fabrica de sabao, para a qual pede
Jicenca, visto ter a cmara designado o mesmo
lugar para estabelecimento de padjrias. Con-
cedeu-se.
mesmo, C3sa ler-
rea arrendada por..........
dem 32. O mesma, casa ter-
rea arrendad i por...........
dem 33. O me-;mo, ca.-a ter-
rea arrendada por .........
dem 34. O mesmo, ca;a lerrea
ar'cndada por.............
dem 35. O mesmo, casa ler-
rea 'arrendada por.........
Idom 37. Manoel Coelho Cin-
tra, casa lerrea avaliada por. .
Idom 41. JoDo Francisco de
Oliveira, casa lerrenda la por..
Outro do mesmo, informando favor da li-
conca que re|uereu Jos Gonr,alves Ferreira Cos-
ta, proprietario de um terreno, na ra do Lima,
em Santo Amaro, para nelle edificar seis casas,
sendo tres no esparo de sessenta o qualro palmos,
com frente para a mesma ra, e tres na ra
transversal, com vinte e cinco palmos C3Ja urna.
Defirio-se.
Outro do mesmo, informando ser exacto o ter
c major Jos Joaquim Antunes vendido Justi-
no Francisco d'Assis, com cocheira de aluguol no
paleo do Hospital, o carro de quatro rodas n. 52,
estar assim no cso de ser eliminado da res-
pectiva collada, como requer.Defiri-se.
dem 42. O mesmo, casa ter-
rea arrendada por..........
dem 43. O mesmo, casa ter-
rea arrendada por...........
llora 44. O mesmo, casa ter-
rea arrenJaia por..........
dem 45. O mesmo, cisa ter-
rea arrendada por.......... 725000
dem 40. O mesmo, casa ter-
rea arrendada por. ........ GOtfOOO
1505000
6005000
2005000
965000
48000
4300O
48?000
9G300 0
90*000
72J000
729000
72J0OO
725000
72? 000
729000
725000
725000
72#000
4005000
7-25O0O
725000
7 25000
725000
que tire a honra de lite oflerlar, e V. Exc. a bott-
dade de ra'o acceitar, sou a rogar-la, que por
bern da verdade, e especialissimo favor a esto
seu criado, so digne declarar-me, 1." em vriudo
do quo documentos, ou de quaesquer oulras
proras, ou fundamentos V. Exc. imprimi ser
1). Antonio Filippe Camarita natural da villa Vi- ,
cosa, na provincia do Cear ; e 2." so depois do vc!ra Azevcda.
me fazer a honra, que anda poco, de ler quanto 1 ca'*'dna obras de prala ; Moretra A Duarte.
escrovi a respeilo no lugar prenotado do dlo meit 50 caixas peras ; a Carvalho Eogueira & C.
2." volume, anda acredita, ou suppem, que Vapor nacional Paran, vindo dos porlos do
aquello ramoilal Indgena do Brasil nasceu na "'"le. manifestou o seguinle :
villa Vioosa da Provincia do Coar, e nao ni 1 barrica ignora-se ; a Adolpho II. Muller.
Provincia de Pernambuco ; e porqueSou como
sempre, de V. Exc. patricio respeilador, aniio e.
obngadu criaio
Antonio Joaauini de Mello.
COMMEitCIO.
p.
PRAtA-DO RECIFE 14 OE liEZKMBKO l)E 1859
S TRES HORAS DA TARDE.
Cotacoes oIRciacs.
Descont do letras9 0/0 ao anno.
Cambio sobre Londres25 d.90 d[v.
l'reie ae nlgodo de Liverpool para Paralaba :=
3/8 e 5 0| por libra.
Frote de assucar12/6 e 5 0(0 por tonelada.
francisco Mainede de Almeida.
Secretario.
AI.FANDEGA.
Reodimenlododia la 13. 237.073$08f
dem do dia T4 ltVT37#350
253:8103434
MOVIMENTODA ALFANDEGA.
Volumcs entrados cora fazeudas 135
c com gneros 476
Volumes sahidos com fazouJas 195.
t com gneros 206
611
401
1 caixinhajoias ; a Rabe Schamellau & C.
1 caixote e 5 saceos ignora-se ; ao desem-
bargador D. Francisca B. da Silveira.
6 paneiros dem ; a M. J. Ramos c Silva.
1 caixele idcni ; a Ramos & Ouprat.
1 eolio dem ; a Domingos Alves Malheus.
I lata idom ; ao Dr. Raimundo Abilio
Franco.
t cmbrulho idem ; a E.-II. Wyatt.
90 barris, 2 caixas, 50 rollos, 1 caixote, 1 en-
capado c 1 cavallo ; ordem de diversos.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 1 l3. ... 22
dem do dia 14.....
de^Olinda, foi transferida" ^ o dia 10 do ",o V ^^ t^Lenlo.
mandou afnxar o presento e 2E subscre"--Anse,mo *'**<*** "
E para constar so
publicar pela imprensa.
Secretaria da thesournria provincial do Per-
nambuco 9 de dezembrode 1859. O secretarlo,
Antonio Ferreira d'nnunciaco.
Manoel Jof Teixeira Basto?, cavalleiro daim-
peiial ordem da Rosa, e juiz de paz mais so-
lado desta frouezia de S. Jos do Reeife, em so,"' nacional do 11 do noventbro prximo pas-
sado se '-orneca a fazer nesta thcsoun.ria a subs-
lituicao das notas de 500$fK)0 da primeira. se-
Joo Baptisl de Caslro'e Sra. official da or-
dem da Fosa, c Inspector da Ihesouraru de
fazenda de Pernambuco por S. M. I. que Dos
guarde.
Paco saber aos que o prsenlo edilal virem que
em cumplimento de orden do tribunal do tie-
viitude da le, etc.
Yaqo saber, que devendo proceler-se na ler-
ceira dominga do mez de Janeiro prximo futu-
ganda e lerceir* estampas,
pois, podeni opresenln-las
Os scus pos.suidovrs,
ao thesoureiro dstn
ro a retislo da qualificao.io na cortformidade do ,n*<,rarla, que Ib'as trocar por oulras de dr-
art. 25 da lei do 19 d'e agosto do 184i se faz KLmbrod% 18$""""'^ ^ 1>ern;,mlmcoB
mister que os eleilores e supplcnles abaixo assig- Joo Baptistt de Castro e Silva.
nados cornparec,am, afira de procede'-se for- 8 Dr. Antonio Epaijtnondas de Mello, primeiro
macao da junla de qualifieacio, na forma da lu ; juiz de paz do primeiro districto da u-egnezia
e regulamenlo : pelo que ein execucao do arl 4! *>Sanlissimo Sacramento do bairro de Santo
A* ra(ar\A u; A------.........7____. .... _. Antonio di cida Ib do Reeife *tc.
laco saber que, em virtude da lei, e coramu-
nicarao da cmara municipal, convoco os eleilo-
rese suplientes da paroenia de Santo Antonio.
vo abaixo designados por srus nomes,
do
27:252^278
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 13. 1:057503
dem do dia 14 ..... .. 8
1:0575U3
Communicados
No a Diario do houti'm existe um coramu-
O meado que mi diz resiteito, sob o pseudonymo
utro do scal de S. Jos, informando que o .' J,
._ .. i i t i ludo ao iiua nao desclava responde
reno com vinle palmos onde quer Bernardo .' J .
terreno com vime p
Jos da Costa Valente edificar
quer
na ra do
l por dous principios; primeramente por estar
., ,.P e e revestido com a vil e tenebrosa capa do ano-
enm da ni9sma freguezia, fica enlre edificacoes, l
pelo quejulga o peticionario no caso da obter a n>'7' a-ma- 'U 4IU0 some"le so f 7 3 c-
licenca que requer, guardando-se, quanto ao'vorJes ,e 'nlr,an,f ; e em gonJ< 'ar por-
_:.. .. j ..._. /< que entendo qoo as vezes a melhor resposia o o
rnaiso quedetorminaram as posluras. Lonce-l1.. *, '
j... silencio ou o desprezo ; porem como esse na-
1 da procurou ridicularisar-me lan^ando-mo
deu-se.
Leu-se e Ccou adiada para a sessao seguinle,
^ ...:-..:. i c ni- i j epithetos, que en ios devo vo intactos, ser-
a requenmenio do Sr. Olivcira, a informacao do ?
- i'indn.ca r.*xp\ r>., pf. .1. a r i r ne cuto n onUliArri
advogado, na peli^o do descmbaigador Firmi-
no Antonio de Souza, lida na sessao de 7 do
correnle.A infortmQao favoravel.
O secretario apresenlou o aulographo da cx-
xiosigao, pedida verbalmenle por S M. o Impe- i
cador, das obas quo acamara est fazondo, e',
das que o municipio tora mais necessidade, foi factJ !al fal M P*850' com loJa
ella lida e approvada, mandando a cmara ang- Verf!_Lj <> ji j ,. ,
menia-lacom mais alguma cousa, que julgou' .,.H"en
conveniente, e resolvendo que fosse enderezada il
ao ministro do imperio, para ser prsenle S.
vindo-se para corroborar as suas celebrri-
mas 3sserees do mentiroso ; por isso para
restabelecimento da verdade, e em alteneao ao
publico desta cidade, a quera voto reconheci-
ment pelas maneiras urbanas c delicadas com
que tem-se dignado tratar-me, passo a relatar o
lealdadc c
Descarregara boje 15 de dezerabro.
Barca inglezaD. Anuacanos de barro.
Barca inglezal'inthp*.r.a>r<-a.lorias.
Barca francezaDoux I aardvinho, milho e
"comento.
Briguc inglezBvert ^-mercaderas.
Briguo inglezEarl ift idem.
Brigue banoveriano uiirgermeistercarvjo.
Brigue porluguz=rPromplidodiversos gneros.
Brigue porluguezl.aia IIIdem.
Brigue portuguezS. Manoelidem.
Palhabole brasileiroArtistamercadorias.
Palhabote brasileiro Piedade diversos gneros.
Polaca sarda=Lindaidem.
Escuna francezaGeorge idem.
Importa rao.
Palhabote nacional Artista, vndo do Rio
Grande do Norte, consignado a Bartholomcu
Lourenco, manifestou o seguinle :
9l barris manteiga i a Sevo & Filhos & C.
C pipas genebra, 50 volumes cognac, 36 bar-
ris whiski 26 ditos vinagre, 3 caixas aguaffiaz,
1 secretaria, 18 caixas frascos de vidro, 1 dita ar-
.eiospnra carro, 16 coleiras, 1 caixa botins; a
Henry Forslcr & C.
1 caixa verniz copal ; a Praeger 6 C.
11 caixas pedias, 2 barris manteiga ; a Cltris-
tiano Jos Tararos.
10 barricas farie.ha do trigo; a Rocha Lima
&C.
5 Cegocs de forro e pertences, 175 ditos eco-
nmicos ; o Francisco C. Cardn.
2 caixas papel pintado, 2 ditas prixe em lata,
10 dilas oleo em frascos, 1 caixa alfinetes, 1 dila
whisky, 1 lita pelicas e carneiras, 1 dita tpelos, I
1 caixolc moinnos, 1 barril loucinbo, 1 caixa
duas commodas, i ditas diversas mercadorias, 1
temo de caixas de pao, 3 caixas obras de mar-
cenoria ; u Guilhernie R Brenklield.
4 toneis, 35 barris c 6 quarlolas cognac, 186 \
caixas genebra, 16barrisrhum, 15 dilos whisky,
8 barris resina de broa, 7 caixas objectos de fo- I
Iba de Hundios, 1 caixo e 3 embrulhos cadeiras
DESPACHOS DE EXPORTACO PELA MESA
DO CONSULADO DESTA CIDADE NO DIA
14 DE liK/EMBRO DE 1859.
LiverpoolBarca ingleza Baronet, Southall,
Mellors \ C ,31 saccas algodo.
CanalBrigue prussiano Paul Augusta, S. Bro-
lersiiC 730 saceos assucar raascavado.
HamplQfl RoadsBarca 4haraburgueza S. Tho-
maz packet, Whately Forster k C, 503 sac-
eos assucar masca vado.
LiverpoolBarca ingleza Midas, James Ryder
& C.,1601) saccas assucar raascavado.
SlockholmBrigue sueco Anua, N. 0. Bieber
& C, 976 'jaros salgados.
Valpnraizo--BrJgOC hcspsnbol Canc, Amorim
Irmos, /50 saceos assucar branco.
HavreBrigue francez Bellem, Tisset Freres,
451) couros salgados e 26 saccas algodo.
Porlo^=Palacbo portuguez Duque do Porto, Jo-
s Antonio da Cunba & Irmos, 15 pranchoos
vinhalico.
LisboaBrigue portuguez Maria da Gloria, F.
S. Babcllo & l-'ilho, 400 saceos assucar branco,
LisboaPatacho portuguez Flor de Maria, T.
deA.Fonseca, 36 cascos niel.
Harselha=BniTa ranceza Napolio, E, Souva-
ge & C, 200 saceos assucar mascavado.
RECEBfiORlA DE RENDAS INTERNAS
GEBAES DE PERNAMBUCO
Rendimenlo do dial a 13. 12:397g805
dem do dia t...... 1:607$00
14:0058745
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia l a 13. 29:0503968
dem do dia 17.......5:1309721
31:1815689
Movimento do porto.
Navio sahidos no dia 13.
Terra-NovaBrigue inglez Icen, capito A.Slee-
lc, em lastro.
Navios entrados no dia 14.
Ro de Janeiro28 dias, hiale nacional Piedade,
do 240 toneladas, capito Agostinbo Gomes da
Silva, equipagem 9, carga fariuha de trigos e
mais gneros ; a B. Lourenco.
Aracaty8 dias, hiato nacional Inveneivel, de
35 toneladas, capito Jos Joaquim Alves da
Silva, equipagem 6, caiga couro3," sola e mais
gneros ; ao capito.
e mobiltas diversas, 16 caixas vinho, 57 barris Bahia-9 dias, galera ingleza Bosamond de 310
va/.ios, 4 caixas camisas do lia, 4 paeoles o 2 far- | lonelndas, capito John S. Orr. equipagem 16,
dos tapelos,2 caixas arreios, 2 ditas bolas, 13
dilas marmore, 2 fardos cobertores, 18 macos
dilos do bala, 11 barris bolacha, 3 dilos carne
salgada, 1 dito vinagre, 26 ditos e 33 caixas es-
piraos, 7 latas flandres ; ordem do di-
versos.
Hiato nacional Bom Jess, vindo do Ass, con-
oto lastro ; a Johnston Paler & C. Veio receber
ordens e seguio para Parahiba.
Rio de Janeiro2 dias. barca nacional Bebe-
duuro, de 439 toneladas, capito Joao Victori-
no de Avellar, equipagem 15, em lastro ; a
Amorim & Irmos. Veio receber pratico e se-
guio para o Ass.
o eontraclo que tinha assignado com a
& Filhos.
sociedade D. Particular Recrearlo, que trahalha 16 saccos cer" dc carnauba
sianado a Bartholomcu Lourenco, manifestou o Liverpool4! dias, barca ingleza Uindvo, dc
seguinle: 266 toneladas, capito M. F. Kiig, equipagem
53 sacros cera de carnauba, 114 moibos cou- ir,, carga carvao de pedra ; a Saunders Bro-
rinnos curtidos ; a Joso Joaquim Dios Fernandos ibers & C.
al no thoalro d'Apoll), din depois o Sr. Antonio
Oespacharam-so as palias de Bernardo Jos J'<>u'ira Ferreira da Carvalho. actual director
da Co.ta Valente.Jos Goncalves Ferreira Costa. fe Bnw, P^"": f" ^o cnsul.
Jos Francisco de Alencar Alcantarino, Jos Ur'me. SG BU <|Uer,a ,,ovaiil"le conlrac.ar-me
i___;. ,____ D t i i por seis mezes com as mesmas conlicoes do con-
Joaqinm Antunes, e Kulino Jos t^ongalvos ; e1 *
levantoii-se a sessao.
Eu Manoel Ferreira Accioli, secretario a subs-
crevi. Reg e Albuquerque, presidente. Bar-
ros Reg Barata d'Almeida, Reg, Oliveira,
J'into, Gameiro.
CONSULADO PK0V1\LI\L.
r.OI.l.ECTORIA PROVINCIAL DA BOA VISTA.
Liineamento da dcima los predios
urbanos do districto da eollecto-
ria qne tem de servir no anno fi-
nanceiro de 185 ASGO, pelo
collector Manuel Jos de Azevc-
do Amorim.
Ra dalgreja de 8. Amaro.
N. 1.Domingos de Silva Cam-
po, casa lerrea arrendada por. 72v0C0
dem I. O mesmo, casa ier-
res arrendada por..........
dem 3. O racimo, casa terrea
arrendada por..............
Iem. 4. Manoel Francisco da
Silva, casa lerrea arreada la por.
Mora 5. Herdeiros de Joao
Francisco Pinto, casa terrea ar-
rendada por...............
dem 6. Joo Francisco de (Mi-
trado transacto ; ao que lhe respond, que as-
signara novo contracto, porm nao com as mes-
mas condices; ao que elle nao concedeu.
Dias depois o actual thesoureiro da referida
sociedado dirigio-se casa do minha residencia
paia o mencionado fina, e como eu lhe repetisse
o mesmo que ji ha vi a dito ao director de en-
saios, conviemos finalmente em eu trabalhar
senj contracto, adianiando-me porm a socieda-
de um mez do meu ordenado para occorrer s
despezas que me era mistar fazer para semelhan-
tefim ; no que o predilo thesoureiro concor-
dou, passando-Ihe cu um recibo para sua segu-
ranza, l'assados alguns dias depois que leve
isso lugar, o Sr. Manoel dc Jess Ferraz p-
dio-me que cu traballiasse em seu beneficio
no ihealio de S. Isabel
a Jos Antonio da
Cimba & Irmos.
4,090 coutinbos curtidos ; a Antonio Lopes
Braga,
36 saceos cera do carnauba ; a Francisco Co-
mes da Silva Saraiva.
8 barricas sebo ; a Pinto de Souza & Bai-
ro.
1,630 alqucires de sal ; ordem.
Brigue portuguez Promptido, vindo do Porlo,
consignado a Elias Jos dos Santos Andrade, ma-
nifestou o seguinte :
2 caixas livros impressos, 1 dila fazendas do
algodo c la, 9 barris pcixe salgado, 2 caixas,
ciilim, 1 barrica e 10 caixoes sebo, 20 saceos fa-
rdo, 9 volumes pomada, palitos, linha, loalbas,
ele., 2 tardos linha, 49 volumes diversas ferra-
gens, 2 caixas fogoes, 35 chapas do ferro, 24 fo-
gareiros, 48 panellas, 3 caixoes grelhas, 4 dilos
macolla, 4 fardos linha de barqunha, 2 saceos
rolhas, 1 dito louro, 28 caixoes batatas, 1,000
resteas de ceblas, 12 chapas fogoes, 1 caixa
pertences dc ferro, 4 caixas fructas ; aos con-
signatarios.
80 canastras alhos ; n J. Marcelino da Rosa.
3 c.iixotos raacella, 3 fardos flor de sabugo, 3
caixas linha; a J. Francisco do S I.eilo.
50 barris sardinhas. 32 caixas pomada, 50 ca-
Navios sahidos no mesmo dia.
PortoBrigue portuguez Esperanza, capito
Lourenco Fernandos do Carino, carga assucar,
mel e mais gneros.
AssHiale nacional O/eeira II, capilo Jos
de Uliveira Leile, etn lastro.
AracatyHiato nacional Aracaty, capilo Joo
Jlentique de Almeida, carga dillerenlcs g-
neros.
Porlos do norteVapor nacional Cruzeiro do
Sul, comniandante o capito de mar e guerra
G. Mancebo.
da referida lei, convoco-os para que se aeliem na
igreja da Senhora do Tergo pelas 9 horas da
manbaa da mencionada lerceira dominga (15 de
Janeiro do anno prximo vindouro ) sob pena
de incorrerem na mulla comminada na mesma
lei. Eleitores os Sis. Joaquim Lucio Mon-
leiro da Franca Manoel Ferreira Accioli
Manoel Joaquim Ferreira Fsleves Joo So-
res da Fonceca \ el!o30 Joaquim Pedro dos
Sanios Becerra Amonio Moreira de Mon-
donga Felippe Santiago Cavalcante de Albu-
querque Jos Simplicio de S Esleves Mi-
guel Jos da Silva ^ Antonio Gongakes Pe-
reira Lima Jos Francisco Rento Jo^
Carlos de Souza Lobo Joaquim Jos Ta-
cares Joo de Brillo Cormia Manoel
de Almeida Lima Vicente Lieino da Cosa
Campello Joao Francisco Raslos d'livcira.
Supplentes os >rs. : Franobeu Amonio li.
Cliagas Dr. Innoccncio Strafico de Assis Car-
valho padre Albino di Carvalho Le;sa
Manoel Camello Possos Jos Francisco de
Souza Lima Jos Verissimo dos Anjos
Francisco Antonio Pereira de Briio Autonio
Francisco Alves Tiburcio Valeriano BapUsla
Francisco Joaquim de SouzaJos Ra\ mun-
do da Natividade Saldanha Jos de Frailas
Barbosa Manoel Joaquim dc Souza Vianna
Maximiano Francisco das NevesElias Ma-
rinho Falcao de Albuquerque MaranbaoAn-
tonio Emigdio RibeiroJoao das Virgens Mol-
taHemeterio Maciel da Suva Joao Joaquim
de Figueiredo Braz Antonio da Cunba t
Albuquerque.
E para constar mandei fazer n presente para
ser affixado nos lugares mais pblicos da fregue-
zia, c ser publicado pela imprensa.
Dado e pas?ado nesta freguezia de S Jos
do Reeife aos 18 de dezerabro de 1859. Eu
Jos Gongakes de S, escrivo do juizo de paz
o escrevi.
Manoel los Teixeira Bastos.
2'7^8 "^U
4 463500C tenenle-coronel Jos Gomes Leal, juiz do pa
do 1." districto da freguezia do S. Frei Po-
dro Gongalves do Reeife, em virtude da le,
etc.
Fago saber que em virtude da lei n. 387 de
19 de fgosto de 1846 convoco os eleitores e
supplentes desta freguezia, que abaixo vao de-
signados por seus nomes, para que comparecam
na tetceira dominga de Janeiro futuro de 18G0,
na matriz do Corpo Santo s 9 horas da raanha,
afim de organisar-se a juina para a reviso da
quslilicago dos cidados que teem de volar e
sor volados as prximas eleiges do juizes de
paz, cmara municipal,e eleitores, icando scien-
les os referidos eleitores e supplentes abaixc
declarados, quclbes sor imposta a multa de 40
a 60 mil ris, se nao comparecerem, on, ten do
comparecido, nao assignarem a respectiva acta.
Eleitores:
Os Senhorcs :
Domingos Uonriquos Mafia.
Anton-) H. Mafra.
Manoel Amando da Santa Gruz.
Jos Gomes Leal.
Antonio Gomes Leal.
Manoel Antonio da Silva Antunes.
Flix da Cunha Teixeira.
Amonio Marques d'Amorim.
Luiz de Franga Mello Jnior.
Francisco Xavier d'Olivcira.
Manoel Francisco Marques.
Jos M. da C- Soares.
Jos Pedro das Neves
Antonio Jos de Casto .
Joao Marques Correia.
Jos Joao d'Amorim.
Ricardo da Silva Neves
Ignacio Antonio Borgos.
Antonio Botelho Pinto de Mesquila Jnior.
Estevao Jorge Balista.
Supplentes:
Jos d'Aquino Fonceca.
Felisberto Ignacio d'Oliveira.
Thomaz d'Aquino Fonceca Jnior.
Manoel da Bilva Neves.
Padre Jos Leile Pila Ortigueira.
Antonio Jos da Silva do Brasil.
Candido Thomaz Pereira Dutra.
Manoel Bastos d'Abreu Lima.
Manoel Estanislau da Cosa.
Luiz Antonio G- Pena.
Constancio da Silva Neves
Joaquim Jos de Sant'Anna Barros.
Andr Xavier Vianna.
Joo Prudencio da Cruz.
Alexandre Augusto de Fras Villar.
Jos F Antunes Villaca.
Jos Alexandre dos Passos.
Dr. Cosme de S Pereira.
Dr. Jos Joaquim de Souza Thomaz d'Al-
meida Antunes.
E para que cheque noticia de lodos, man-
dei fazer o presente que ser affixado no lugar
mais publico da freguezia e publicado pela im-
prensa.
Freguezia de S. Frei Pedro Gongalves do
Recire, 13 de dezerabro de 1859. E cu Ma-
noel Alexandrc Gomes de Mello escrivo o es-
crevi .
Jos Gomes'Leal, Juiz de Paz.
O f)r. Anselmo Francisco Pirelli, comnien tador
para que Amparecam na lerceira dominga
mez de Janeiro do anno prximo futuro de 1__.
no corpo da matriz da dila parochiapelas 9 hora
da nianhaa, afim do organisar-se a junta de qna-
liicaeao quo tem do rever a qualilicaco do au-
no antecedente, dos cidados que tcm'diroitosde
volar nns eleiroes de eleitores, infles' de par, e
creadores do cmara municipal, licando scienle
os refeiidos eleitores e supplentes abaixo decla-
rados que sofreio a multa de 40 a 60 mil reis.
se nao romporecercm, ou, leudo comparecida,
deixarcm do assignarem a acta respectiva.
Eleitores.
Coronel DomingosjAftonso Ndry Ferreira.
!r. Angelo Ilenriquu da Silva."
Teneiite-c.oroiK-1 Si-iasiao I.opns Cuimaraes.
I)r. Antonio Rangel de Torres Ha ndolm.
Dr. Antonii) Epamidondas de Mello.
I'mpregado publico Cactano Pinto de Veras.
Cscri-ro Joaquim da Silva Rogo.
Alferes Caclano Jos Mendos.
\ gario Venancio llenrique de Rezende.
Capilo Firmino Jos de Oliveira.
M.ijor Clandino Binicio Machado.
Alteres Manoel Joaquim Machado.
Teneiite Srllvino Guilherme de Barros
Proprietario Manoel Antonio de Jess Jnior.
Proprietario Jesuino Ferreira da Silva.
Capito Ji 5o AmanasTO Botelho.
Primeiro lenle da armada Manoel Marlins de
Araujo C.tslro.
igado publico Joo Manoel de Castro.
Teiienlc coronel llodolpho Joo Barata de Al-
meida.
Propriclario Antonio Luiz dos Santos.
Negociante Joaquim Francisco dc Torres Gallindo.
Tenenlc Francisco do Paula Machado.
Empregndo publico loio Pereira da Silveira.
Artista Guilherme Pinheiro Rozas.
Artista Antonio Francisco Concalves.
Artista Jos.- Luciano Cabral.
Alteres Barlholooico Guedes do Mello.
Empregado publico Marcolino dos Santos ri-
nheiro.
Alferes Francisco Lucas Ferreira.
Supplentes de eleitores
Cipilo Antonio Augusto da Fonceca.
Dr Joaquim de Aquino Fonceca.
Tenenlo coronel Jusl;no Pereira de Faras.
Empregado publico Joo Francisco Bastos.
Capilo Jos Luiz Pereira Jnior
Dr. Joo Francisco Teixeira.
Dr. Joao,da Silva Ramos.
Brigndeiro Joaquim Bernaido do Figueiredo.
Dr. Deodoro Cooilto Catanho.
Dr. Francisco Ferreira Martins Ribeiro.
Escrivo Floriano Correa dc Brilo.
Dr. oso Felis de Srilo Maccdo.
Dr. Antonio Jos Alves Ferreira.
Empregado publico Manoel da Silva Ferreira.
Capilo Feliz Francisco de Souia Magalhes.
Dr. C rol no Fransciseo do Liria Sanios.
Negociante Francisco Antonio dt Brilo.
ciante Antonio Jorge de Guerra.
Artista 'os Francisco Cameiro. \
Negociante Jos di Fonceca e Silva.
Negociante Severlano Jos de Moura.
Artista Domingos Nunes Ferreira.
Capitn Francisco de Snu/a llego Monleiro.
Arlista Franriscc Jos Correa de Queiroga.
Negociante Caetano Silveiio da Silva.
Arlista I! o lino da Cunha Pinto.
Negociante Joaquim Silverio Marlins dos Santos,
Negociante Joo Paulo de Souza.
Arlista Joaquim Mililo Alves Lima.
F. para constar mandei fazer este edilal, aflixa-
lo nos lugares mais pblicos desta freguezia, e
publica-lo pela imprensa.
Primeiro districto da freguezia do Santisshno
Sacramento do bairro de Santo Antonio do Re-
eife 12 dc dezerabro do 1859.Eu Joaquim da
SIvh Reg, escrivo que o escrevi.
Antonio Epaminondas de Helio
,h
iravos.
cS >
"* C _
- ^1
o'g o
O.- ta
o
I i
lhe res- ""'ras albos, 7 caixas palitos, 50 ditos sebo em
Ipondi, que furia aquillo que esiivesse ao meu p,-?,):,n Ma,,10' i'10'\(,,.)i"\R'1 e -^il,va' 0
~nn' I 30 canastras albos ; a Antonio Joaquim dc Sou-
. 27000 alcance, porem que nao cantara anas, como a Ribeiro.
:ella disse em o seu programla, e o que asssj 2 caixas talbas de barro; a Antpnio dc Sou-
725000 incommodou-uie, porque tenho conscieneia de zar8. *.
L^ ? 219000
72|000
dona de cartello como disse esse dilletante,
e cstou convencida, que nao posso subir, nom
lomar o lugar das Catalannis, lennylini. Grise,
Stoltlz e outras, como tambem disse esse
aprecia.lor y, oppeliando para prova do que
/
3 amarrados eeslas : a Manoel Gonralrcs do
Silva.
1 caixa livros impressos e traslados ; a Cui-
maraes & Oliveira.
50 barris sardinhas, 150 cainslras alnos ; a
Manoel D. Rodrigues.
K S
C". BJ
3-
2-
o -.
a.
a
-^ ^.
t B)
I
Horas.
r.-s-B
* 3 2 -- c Atmosphera.
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Virecco.
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Intensidade.
m.-ik-i p>
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Centgrado.
l K li IS
-J ie bs -4 bo
Reaumu
r.
CC CCOC 3D^l
I.i ic CC
Fahrenheit
c?S3S e I Hygromelro.
- 2299:
Barmetro.
5 >
-c
Editaes.
O Illm. Sr. inspector da (hesooraria pro-
viucial, cm cuniprimcnto da resolucfio di junto
Loipco geral.
Relaco das cartas seguras rindas do sul par
os senh ires abaixo declarados :
Amorim Irmos.
Padre Antonio Cunha o Figueiredo.
Desembargado:- Caetano .l".; da Silva Santiago.
Candido Jos doJHello e Silva.
filippe Daltro de Castro.
D. l'i incisca Xavier.
Gulhcrmina Leopoldina de Andrade e Souza.
Graciliano Aristiles do Prado Pimentel.
Ignacio Antonio Fernandes.
Joa:i;ni Augusto Ferreira Jacobina.
Joaquim Francisco de Paula.
Jos Mara Rami i la.
Jos Pacheco Pereira Jnior.
Leile v Irm
Marcolina Augusta Monteiro.
1). Hargarida Candida da Cuuha.
h. M ira do Carino Ferreira.
D. Umbelina Eustaquio de Mello e Albuquerque.
Vicente de Paula Monteiro.
Novo lia neo (Je Pernambuco.
O novo liii.co de Pernambuco leco-
lhe as notas de sua emissao de 10$ e de
205, e pede aos nossuidores das mesrnas
o lavoi* de as virem trocar no seu es-
criptorio, das 11 horas da manhaa ate
as da tarde.
Coaselha administra (i vot
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal do guerra, lem de compraros ob-
jectos seguintes :
Par' o arm tsem do ahnoxarifado do mesmo
anenal.
Salitre calcinado, arrobas 5.
(Juera quiacr vender tacs objectos aprsenle
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho Ss 10 horas da raanha do dia 10 de
crreme mez.
Sala das SCSSOCS do conselho administrativo,
para fornecimenio do arsenal dc guerra, 12 do
dezembro de 1859.liento Jos Lamenha Lins,
coronel presidente.francisco Joaquim Pereira
Lobo, coronel rogal secretario interino.
= Acba-se reclhido a casa de delencao a or-
.dem da subdelegada dc Sanio Antonio, o mote-
da imperial ordem da Rosa c juiz de direilo [ ,, c,Um10 denomc Luiz, que representa ter de
especial do eommercio d'esla cidade do Recite i \r, anuos de idade e di/, ser filho da preta
capital da provincia de Pernambuco e sen ler- Mathildes, o escravo do lavrador Florencio de
mo por Sua Magostado Imperial, e conslilu- lai morador para as bandas da cidade de Olinda,
ctonal, o Sr. U.Pedro 11, que Dcos guarde 0 qual f,, ,,,,,, poi confessar andar fug do:
ele, ele. quem for seu dono compareca nesle juzo mu-
Faco saber aos que o presente o dilal virom, I nj0 de suas provas para lhe ser entregue. Re-
em como no da 15 de dezembro do correnle Ufe 14 de dezembro do lb9.=Antonio Bernar-
anno, se ha dc orremalar por venda, a quem : do Qfn/eiro, subdelegado supplente.
masi ier depois da audiencia c na salo dos judt-1 = o lllm. Sr. inspector da tbesourara pro-
vincial, em cumplimento da resolucao da junla
manda fa/er publico, quo no dia 7 do dezembro
prximo futuro, so ha de arrematar, a quem por
menos fizer o cosleio da Ilumina-cao publica da
cidade de Olioda, avallado em 26U re. cada um
lampou diariamente.
A arrematarlo ser feita por tempo de um
anno a contar do dia 15 de dezerabro do corrente
auno.
As pessoas que se propozerem a esla arrema-
tarlo, comparecam na mencionada thesouraria,
onde arhanio as condices com que deve ser ef-
fecluada a arremalnco.
F. para constar se" mandou afiliar o prsenle
e publicar pelo /'uno.
Secretaria da thesouraria provincial de Pcr-
nambuco, l'J de novembro de lfe59.O secreta-
torios urna rasa terrea na freguezia dos AfToga-
dos na ra de Sao Miguel numero 81, com vinle
palmos do frente, o cincoenla e cinco de fundos,
cosinha dcnlro na sala trazoira, pequeo quintal,
cercado demadeira, sendo o solo foreiro, avalia-
i 5 da em 500$00O, e urna parte da casa terrn na
rj freguezia de Sao Jos na ra dos Copiares nu-
lo % mero 14, cora vinle palmos de frente, e quarcnla
g c cinco de feundos, cosinha tora, quintal murado
c I com cacimba meeira e portan para a roa dos
barros llnixos, cuja parle foi avaliada era
302$860 ; as quaes l'orain pinhoradas por execu-
cao do major Manoel do atcimenlo da Costa Mo-
nteiro, contrajese dos Santos da Silveira ; e
nao havendo lancador, Me cubra o proco de
avaliaco ser a arrematado feita pelo valor da
adjudicaco com o abatimento da le. E para que
chegue ao conhccirttcuto de todos mandoi pas- \Z",'a'. i'. 'dannuncTacao.
sar editaes, que serao publicados pela impren-
sa, e affixados nos lugares designados no cdigo
commercial.
Dado e passado n'csla cidade do Reeife nambuco aos vhitc e unt de novembro de
O lllii:. Sr. iuspector da thesouraria pro-
vincial, emcumprimento da ordem do Exm. vite
presidente da provincia, e.anda fazer publico, que
peranlc a junta fla faz'.nda da mesma thesouraria
MUTILADO
\
' Mifta


(*)
DIARIO PE PERNAMBUCO. QUINTA FEIRA !.> DE DKZEMBRO DE 1859.
O
se ha de arrematar un dio 15 de dezembro pr-
ximo vindouro, quem mais icr, 636 lampeos
do, coro as Mas competentes erragens, avallados
cm 40J cada um
Os prctendentes podem duigir-se reparlieio
das obras publicas, am de examinaren! os men-
cionados lampeos.
E para constar se mandou aflixar o presente c
publicar pelo inrio.
Secretaria da thesouraria pr.ivinci.il de Per-
narubuco, 21 do nnvembro do 16">'.). O secreta-
0, .4ilionio Ferreira da Annunaiaa'to.
Pela recebedoria de rendas internas so faz
publico, que no correnle mei se linda o prazo da
cobranza aniigavel aos impostos pertcncentes ao
exercicio de 18581859, a saber renda aos pro-
prios nacionars : foros de terrenos e de marmita
decima addicional de mo mora; imposto sobre
lojas c casas de descont ; dito especial sobre
casas de movis, roupas, mobilias o calcado es-
trangeiro ; dito sobre barcos do interior e laxa
dos escravos, lindo o qual se promover a cobran-
caoteeava contra os remissos: outro sim que
no mesmo mesmo uiez deve Icr lugar o paga-
mento dos impostos pertcncentes ao exercicio
de 18691860, a saber : do primeiro semestre da
deiiraa addicional de ra o murta, do imposto so-
bre lojas, do dito especial, do de barios do inte-'
Tior, depois do qual pagar-seha conjuntamente a
muita de 3 0(0- Recebedoria de Pomambuco, 5
de dvzcmbro de 1859.O administrador, Manoel
Carneiro de Souza Lacinia
Pela mesa do consulado provincial se faz
publico aos proprielarios dos predios urbanos das
regueziasdesta cidade e da dos Afogados que 1
us 30 dias uteis para o pagamento a bocea do
cofre do primeiro semestre da decima do auno
Cnanceiro con ente de 1859-1860 se ruinciplam
a contar do Io de dezembro vindouro, (cundo
incursosna multa de 3 por cento os que paga-
rem depois desse prazo.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco
26 de novembro de 1859.Antonio Carneiro
Machado Rio*, administrador.
De ordem do Illm. Sr. inspector da thesou-
raria de fazenda aest.i provincia se faz puClico,
que no dia 21 do corrento tem de ser arremata
sobrado de dous andares 11. 29, sito na ra da
Gua, a qual foi penhorada aos herdeiros de An-
tonio Ferreira filiarte Velloso. Aspssoas a quem
convier dita arreraalacao, devenid comparecer
neste thesouraria 1 "hora da tarde do indicado
da. Secretaria da thesouraria de fazenda de
Pernambuco, 10 do dezembro de 1859.O ollicial
maior interino, I.uiz Francisco de S. Palo e
Silca
. Consellio do compras navaes.
Tendo se de promover a aoquisico do male-
tuI abaixo dtelarado, bem como de contratar-so
o fornecimonto de vveres, e d'oulros objeclos por
tempo de Ires mezes fiados em marc,o do anno
prximo para o consumo dosnav.os da armada e
estabeleciinenlos de marinha ; manda o conse-
llio de compras navaes fazer publico que Ir.-tar
dessa acquisicao na sessao de 17 do correnle. c
do contrato na de 27 lambem do corrente vista
de propostas apresentaJas al s 11 horas da
manhaa e sob as clausulas ou condicoes do esT
tylo, sendo que os pretendemos ao contracto de-
verao acliar.se acompanhados dos fiadores para,
concluido que seja, assignarem de prompto o
respectivo termo.
Acquisijao dos objectos do material.
Arrobas de ferro 100.
Agua-raz 2 arrobas.
Alimgre 16 arrobas.
Bandciras imperiaes de 6 pannos G.
Ditas, dita de 5 ditos 6.
Breu 10 barris.
Cobre era varode 5|8 60 motes.
Canos de ferro de 1-2- polegadas S60 ps.
Cajeados sonidos 50.
Cobertores de la 50.
Crc 1G arrobas.
Cami/as de brim 100.
Ditas de algodao azul 100.
Cera em ardiles para faroes 40 libras.
Gomnia graxa 50 frasquinhos.
Leames de sicupira 150.
Lencos do seda prela 100.
Lanternas de patente '20.
Oleo de linliaca 100 arrobas.
Plvora grossa 5 arrobas 7 libras,
Pinho 41:145 ps.
l'iassava 100 molhos.
Papello do composic.o para forro de navio
25 arrobas 10 libras.
Raspas de ferro 50.
Tapete 150 covados.
Tinta verde 10 latas.
Dita preta 50 ditas.
Dita branca de chumbo 50 Jila?.
Dita dita dezinco 50 ditas.
Vidro de 1, l2 o 2 palmos de comprimento
3 caixas.
Fornecimenio de vveres e outres objectos.
Assucar branco grosso.
Azeite doce de Lboa.
Bolas*!
liacalho.
Carne verde.
Carne seca.
Caf em grao.
Cangica.
Farinha.
Feijo.
Manteiga. ,
Matle.
Pao.
Toucinho de Lisboa.
Vinagre dito.
Vellas de carnauba.
Ditas stearinas.
Saa do consellio Je compras navaes em 12
de Jezembro de 1S59.
secretario
Alexaudre Rodrigues dos Anj .-.
Para
Rio de Janeiro.
O veliro c bem conhecido brigue nacional Ve-
loz pretende seguir para o Rio de Janeiro com
muita brevidade, tem parle de scu carregameuto
a bordo : para o resto que llic falla, trala-se
com oseu consignatario Antonio i.uiz do Olivcira
Azcvedo, 110 seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
REAL Ctir AMIA
DE
Paquetes inglezes a vapor.
No dia 15 deste mez espera-sc do sul o vapor
Tvne, commandante l.eiks, o qual depois da de-
mora do cestume seguir para Southampton, to-
cando nos porlos de S. Vicente e Lisboa, para
passagens etc., trala-se com os agentes Adamson
Howie & C, ruado Trapicho-Novo n. 42.
N. R. Os Srs. Pritchard & .Monneron, n. 10 ru
Drouot e ruc Rossini n. 4, Paris, sao os agentes
desla companhia naquella cidade.
Rio Grande do Sul.
Segu com brevidade por tor dous tercos da
carga tratada, o patacho Bom Jess, capita Joao
Gonoalves Reis : para o resto, trala-se com Cao-
tuno Cyriaco da C. M. no lado do Corpo Santo
numero 25.
Para o Rio de Ja-
neiro
sahe com brevidade o palhabole Artista, capitn
Jos Joaqun Alves das Neves, recebe carga e
passageiios : a tratar com Cactano Cyriaco da C.
II. ao lado do Corpo Santo n. 25.
Para aParahiba.
A bareaea Aor Esperanca, bem construida,
de primeira marcha, acha-se em meia carga :
para o resto, trala-se na ra da Madre de leos
n. 2. Recebe carga pelos procos seguintes, e
corapromclle-se a sabir al o dia" 16, a saber :
Pipas a 3S0O0
Cigos de louca 2ji560
Barricas de frinha 500
Bacalhao 320
c o mais em porco.
Para Lisboa.
veleiro brigue portuguez Tino, de primeira
marcha, pregado e forrado de cobre, pretende
seguir com muita brevidade, lem parle de seu
earregamento promplo : para o resto que lhe
falta, trata-se com o scu consignatario Antonio
I.uiz do Olivcira Azevedo, no seu escriptorio ra
da Cruz n. 1, ou com o capilo Manoel de Olivei-
ra Barros, no Corpo Santo.
Para o Porto
sahir com brevidade o patacho portuguez Du-
que do Porto, de primeira marcha : quem no
mesmo quizer carregar ou ir de passagem. dirja-
se a ra da Madre de Dos n. 34, a trotar com
Jos Antonio da f.unha & Irrao, ou com o capi-
ta na praca do Corpo Santo.
Para o Aracaty pelo Ass,
seguecom muita brevidade a barcaca Varia
Amelia, lendu a maior parte do earregamento
prompto : para o resto, irata-se com Prente
V'janna & 6.,ruadaCadeia n. 57.
Para o Rio Grnde do Sul
segu eom toda a brevidade a barca SlathilJe,
I lem parlo da carga prompta : quem quizer car-
! regar oralo pode tratar com Manoel Alves Guer-
j ra, ra de Trapiche n. 14.
Para o Porto Alegre, com escala pelo Rio
Grande do Sul, sahe com muita brevidade o pa-
tacho Novo Lima, lem prompto parle do earre-
gamento ; e para o resto a frote, trala-se cura os
consignatarios Amorira limos, ra da Cruz n. 3.
Por fodo e qualquer preco.
NA RA DO
Imperador n. 15.
Quinta-feira 15 do crvente.
O agente Borja vender em lcilo por todo c
qualquer preco os obieclos existentes cm seu 3r-
mazem sito na ra do Imperador : urna porco
de cadeiras do Porto em perfeito estado, muilas
e diflerentes obras do marcineiria de muito bom
gosto, grande quantidade de prata em obras e
em bruto, diferentes qualidades de apparelhos
de almoco, chrystaes, vidros, candelabros, lan-
lemas, e muilos objectos de gosto que definiti-
vamente seo vendidos
Sem reserva de preco.
Assim como um carro de carregar seeros,
com o seu competente boi e se acha em muito
bom estado. ^^ l
LEIUO
Quinta-feira 15 do corrente
s 11 horas ein ponto.
O agente Camargo (ara' Urilao em seu
arma/.emna na do Vigario n. 19
Ui(|uissimos objectos de marcineiria o
melhor gosto que se pode desejar.
Vidros e louca, tudo era' Tendido sem
reserva de preco.
dores, guarda louca, cadeiras do amarello, ltra-
dor d'agua, louca de porcelana para almoco, dita
para jantar, garrafas c copos de crystal, bandei-
jas, facas, garfos o colheres, pistolas revolvers e
daoutras qualidades etc.. etc. ; sexta-feira 16 do
cprrcnle, s 10 horas da manhaa, na ra da
Midre de Dos casa n.5.
O agento Pestaa continua a estar aiilorisado
pela commisso liquidataria da extracta socieda-
dc ile flacao c tecidos de algodao pira vender o
restante do terreno do sitio da mesma sociedade.
Os prctendentes podem dirigir ao armazem da
ra doVignrion.il, a qualquer hora do dia a
entender-te com o dito agente
LEILAO
Segunda-feira 19 do corrente.
PELO AGENTE


PILULAS VEGETAES
ASSCARADAS
PELO AGENTE
PESTAA.
O referido agente far leilao por conta do
quem pertcncer hojo s 11 horas da manhaa na
porta do armazem do Sr. Annes defronte da al-
fa ndoga
DE
100 saceos com arroz da India.
50 d ilos com feijo branco.
15 caixas com queijos tlamcDgos.
(MPAMIIA BIUSUEIRA
DE
MOTETES HPOIB.
O vapor Oyapock, commandaute F. Ferreira
Burgos, espera-se dos porlos do norte em se-
guimenlo aos do sul at o dia 17 do corrente.
Becebc-se desdeja passageiros, frote de dinhei-
ro e cncomiiicndas e engaja-se a carga que o
vapor poder conduzir sendo os volumes despa-
chados com antecedencia at a vespera de sua
chegada : agencia ra do Traniche n. 40.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
Cear, Acarae e
Granja.
O patacho nacional Anna, tem boa parle da
carga prompta : a tralar com Tasso Irraaos ou
com o capilo-Graciano Hcnrique Mafra.
Baha.
Segu uestes das por icr maior parte da carga
j o hiato liow Amigo ; para o testo trala-se cora
I Caetano Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo San-
to n. 25.
= Para a Figueira com escala por Lisboa,
I com toda a brevidade o lindo brigue portuguez
Bella Figueirenso, de que capilo Luiz de Oli-
veira Lobo, tem parte da carga prompta, tem cx-
! cclrentes commodos para passageirys, para urna
i c outra cousa tratase com os seus consignala-
rios Francisco Sevcnano Rabello & Filho ou
com o capilo na praca do commcrcie.
Vinho Bordeaux,
cognac c champagne.
Qinta-feira 15 do corrente
^EL0 AGENTE
PESTAA.
No mencionado dia e pelas 10 horas da ma-
nhaa, porta do armazem do Sr. Anues defron-
le da alfandega, o referido agente vender por
conta de quem pertencer
72 caixas com vinho Bordeaux
50 ditos com cognac.
112 gigos com champagne.
Adverle-se que nao haver rese/vadeafec.
Leilao
Quinta-feira 15 do corrente.
O agente Camargo fara' leilao no seu
armazem na ra do Vigario n 19
DE
Urna escrava de meia idade.
Porco de bauzinhos de tartaruga.
Grande quantidade deresriadeiras.
Ao meiodia em ponto.
Importante
LEILAO
DE
F^pcclacnlo, honrado com as augustas presen-
senras de SS. MM. 11., a benelicio de Manoel de
Jess Ferraz, nascido sera bracos na provincia da
itahia, que pela segunda vez vera a esta cidade.
SABBADO 17 DO CORRENTE.
lendo sido j publicado por este Diario o
graiuma do espectculo, o u.uc o beneficiado pre-
tende apresentar ao publico, cumpre-lhe so-
mcnie annunciai qua lera elle lugar no dia 17
do corrente, e ser honrado com a as augustas
jrreseacas de SS. MM. II.
Em virtude da retirada da Sr. D. Hara I.uiza
-le Olivcira que para evitar desgos'.os, foi dispen-
sada pelo benefi-iado de salisfazer a parle que
.se obligara a tupiar, aSra. 1). Virginia Romagno-
le se digna de preencher com dancas os interva-
los, cm que aquella senhora linha'do cantar.
Eiitrelanto o bnnelciado consagra aqu um vo-
l de agradecimenlo bondade com que a mes-
ma Sra. D. i.uiza e Oliveira se prestou a obse-
-ijuia-lo.
Ainda urna ve. o beneficiado appella para a
randado publica desla cidade, que se nao deixa-
i de comrno'cr da infelicidade, que desde o
torco o aeompanha.
O resto dos bilhetes acha-se desde j ven-
da a casa do bencliciado, ra das Cruzcs
n. C, e no diu do espectculo no escriptorio do
ahealio at as 8 loras da noile.
Avisos maritimos.
Para Nev-York, em direitura.
Freta-se a veleira escuna norte-americana 0-
riana, capilo Thaichir ; c lambem recebe pas-
.vageiros, para os quaes tem excellentes comino-
dos.- trata-se no escriptorio de Roslron Rooker
is C., praca do Cc-rpo Santo n. 48.
Leiloes.
LEILAO
PELO AGENTE
O referido agente far leilo por conta de
quem pertencer hoje 15 do corrente s 10 horas
da manhaa na porl do arm-zem do Sr. Annes
defrontc da alfandega
DE
JV'C=3I barris com figos.
L com diamanteC caixas cora 132 latas com
marmelada oiuito fina vinda neste ultimo na
vio Laia III.
LEILAO
Sexta-feira 16 do corrente.
O agente Hjppolilo da Silva far leilao de gran-
de quanlidade de vergas, mastro.s, mastareos
etc.: sexta-fetra 16 do correnle s 11 horas em
poulo no trapiche do Angelo.
Fazendas finas.
fazendas na viva do Im-
perador n. % no vvunei-
ro andar do Sr. Sanios
noVun.
Sexta-feira 16 (io corrente.
Gustavo Masset continuar
com seu leilao por interven-
co do agente Borja na ra do
Imperador por cima daloja do
Sr. Santos llolim, de suas ri-
cas e aprecia veis fazendas
chegadas prximamente do
Rio de Janeiro, consislindo em
vestidos de seda para senho-
ra s, de apurado gosto, bem
acabados manteletes de renda
e cassas bordadas, sahidas de
baile, nobrezas, filos, flores,
fazendas de linho c outras
militas qualidades de fazen-
das aqui nunca vistas, que ao
ver nada deixar a desejar e
que eslarto a disposioao dos
licitantes s 10 horas em
ponto.
LEILAO
DOS
Gneros e mais objectos exis-
tentes na taberna da ra do
Codorniz que foi do finado
Joao da Silva Boa-vista, e
bem assim das dividas acti-
vas do mesmo estabeleci-
mento.
Autorisado por mandado do 111ra. Sr. Dr. juiz
municipal suppientc da primeira vara a reque-
rimentode D, Isabel Joaquina da Silveira Boa-
visla, viuva e cabera decaaal do tinado JoSo da
Silva Boa-vista, o referido agente vender em
leilao publico no dia cima designado e pelas 10
horas da manhaa
A armaco,caixoea, fiteiro, cntenos, batanea,
pesos, gneros e mais objectos existentes na
memionada taberna.
Assim como vender-sc-ho as dividas activas
da mesma na importancia conforme o bataneo de
9:098g200, a maior parte documentadas.
O leilao lera lugarna mesma taberna.
l'ara examinarem o bataneo e mais informa-
rles podem os prctendentes' entender-se corn o
agente a qualquer hora do dia era seu armazem
da ra do Vigario n. 11.
Avisos diversos.
Os Srs. logistas c mais oceupaces que lem
porta aberta, cujos nomos nao eslo contemplados
no almanak, queiram mandar declarar na livraria
da praca da Independencia n. 6 e 8 ; as mudancas,
com designacao de seus antecessores para serem
iluminados ; devendo esta declnraco ser entre-
gue al o dia 15ido correnle.
ISEW-YORK.
O MELHOR REMEDIO CONDECIDO
Contra constipaces, ictericia, affeede$ do /gado,
febres biliosas, clicas, indigestues, evxaguecas.
Hemorrhoidas, diarrhea,doenc*as da
pelle, irupcoes,e todas as enfermidades,
PROVF.MEMKS DO ESTADO IMPI'110 DO SANCIE.
75,000 caixas deste remedio cousommem-se an
nualmente 1 I
Remedio la natureza.
Approvado pela fiteuldade de medicina, e re-
commendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os conhecidos. Sendo estas pillas
puramente vegelaes, nao contem ellas nenhum
veneno mercurial nem algum outro mineral ;
eslo bem acondicionadas em caixas de tulla pa-
ra resguardar-se da humidade.
Sao agradareis ao paladar, seguras e efficaze
em sua operaco, e um remedio poderoso para a
juventude, puberdade e velhice.
Lea-seo folheto que aeompanha cada caixa.pelo
i qual se licar conhecerulo as multas curas milagro-
! sas quetem cffeetuado. I). T. Lanman & Kemn,
droguistas por atacado em Nova York, sao os uni-
i eos fabricantes c proprielarios.
Acham-se venda em todas as boticas das prin-
cipad cidades do imperio.
DEPSITOS.
Rio do Janeiro, na ra da Alfandega n. 89.
Babia, Germano & C, ruaJulio n. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Scum
& C, ra da Cruz n. 22.
mm mwmm
Sem resguardo nem iiu-omuiodo.
Erysipela n'uina perna.
Desejoso de cumprir com meu do ver vou por
mcio de sna acred.*^da folha agradecer ao Sr.
! Ricardo Kirk, morador na ra do Parto n. 119,
| por ter curado perfeitamenle em 32 dias a miulia
genhora com a appticaco de suasChapas me-
j dicinaes=c urna erysipela ei urna perna, que
solfrendo muitissimas drese usando intilmente
de todos os remedios possiveis, acha-se agora li-
vrede lo terrivel molestia. Portanlo aceite o
meu jeconhecimenlo o Sr. Ricardo Kirk. pela in-
venco de tflo til remedio, cujo mcrccimenlo
superior a todos os elogios.
Augusto C. Prcxgtl.
Ra do Cotovello i:. 27.
AOS SENHORES PROPIETARIOS
AVISO
L'E
DE
H
^
A 16 do corrente.
O prepoito do agento Oliveira far leilao do
espolio do finado Thomaz Blakoley, consislindo
em mobilia completa de Jacaranda cora pedia
para sala de visitas, inclusive piano, bancas para
jugo e outros misteres, tapetes, esleir para for-
ro, banquinhas de amarello, relogio, quadros,
candieiros para mesa, lanternas, guarda livros,
2guarda roupas e vestidos, commodas, lavato-
rios, espelbos, toucadnres, marquezas, camas de
ferro grande e pequea, mesa de jantar, apara-
Typographias
Acabamde cheg>. 'de Paris, lindas
estatuas de GUTHEMBERG, inventor
da arte typographica, jegundo o mo-
delo do celebre Sculptor David (d'An-
gers), da altura de 20 pollegadas.
Igualmente vieram os seguintes ob-
jectos para oflicinas tjpograpliicas :
Quadrados, qu dratins, meios ditos e
espacosde carpos G, 7, 8, 9. 10, II,
12 ; lingotes de corpos 3 e-6; oterh-
nliasdel, 2eo pontos e guarnieres.
Acbam-sea venda nesta typographia, a
tratar com o impressor Pierre Jacobi
Compra se um Flos Sanctorum.
usado : na livraria n. 6 e 8 Ja praca da
Independencia.
Etique CICI|U0( a itciiiis.
Adverte-se ao respeitavel publico de
Pernambuco que o nico deposito de
seu [champagne para a provincia de
Pernambuco em casa de J. Praeger &
C, ra da Cruz n. 11.
J. Praeger & C, rua da
Cruz n. II.
Receben ltimamente :
Vinho muscatel mo-sen de superior
qualidade.
Champagne de Eugene Clicquot.
Biscoutos inglezes e liamburguezes.
Agua deSeller.
Vinho de Bordeaux, eliateu lailles, la-
rose, leowills.
Queijos suissos.
Ditos iondrinos.
Vinho do Porto e xerez em garrafas.
Emilias, meias e quarta?.
Mustarde derauzer.
Ameixas em latas.
Sardinhas em meias latas.
Balancat decimaes.
Velas stearinas.
Charutos de Ilavana.
Frutas em irascos.
Tintas em oleo, latas de 28 arrobas.
Alvaiade em barril.
= Urna ptssoa habilitada para fazer qualquer
escripturacJio mercantil por partidas dobladas,
oll'erece-se para escrever em qualquer casa :
quem de seu presumo se quizer ulilisar annun-
cie por este jornal ou dirija-se a rua do Passeio
Publico n. 11.
= Ilenry Lom, Clement Wilmont, Williara
Sharped : rctiram-se para o Rio de Janeiro.
= Desappareccu ha 2 mezes um escravo de
uoaie Vicente, com os signaos seguintes: cor
fula, altoe retoado do corpo, denUs limados,
nariz aquilino, ohos vivos e testa saliente, tem
lambem una cicatriz abaixo de urna das orelhas
e um lobinhono bico de um dos peitos : quem
o apprehendcrlevo-o a praca da Boa-Vista n.
12, que ser recompensado.
Cozinheiro.
rrecisa-sc de um que seja perfeito na sua ar-
te e que nao tenha vicio de beber: na rua das
Cruzes n. 41.
Precisa-sc de um bom amassador: na rua
estreita do Rosario n. 13.
Empresta-se 900S a juros sob hypotheca ."
nesta typographia se dir quem os empresta.
est presente
sangra e lira lambem denles como qualquer me-
dico ou cirurgiao dentista, pude ser chamado
com escripto a qualquer hora na rua da Camboa
doCarmo n. 20.
Ama.
Trecisa-se de urna ama que saiba eozinhar : na
| prac,a da Boa-Vista n. 32, segundo andar.
Offerece-se um hornero capaz
com familia para fcitor de sitio, que
cnlendc perfeitamenle de plaulaces:
[ ensla Ivpograpln'a se dir.
Carla.
Roga-se a quem receben da mo do carleiro
urna carta para Joao Daplista Sanios Lobo, o fa-
vor de mandar leva-la na Iravessa do arsenal,
taberna n. 1 A.
il;i i!. 76.
Vende-so urna ptima mulalinha de 13 a 1G
nnnos de idade, por preco comino lo.
Desappareccu desde o dia quarta-feira, 14
do corrente, da rua da Praia, na porta do arma-
zem do Sr. t'igueiredo; un civallo ruco com
cangalha, tendo os signaos seguintes : bastan-
te grande, ettft com o quadri relajo, cauda e
cascos grandes : quem o pegar leve a seu dono,
Ermino Jos dotioracs, na mesma rua e casa,
que ser bem recompensado.
= Jos Azevedo de Andrade, comprju i >r or-
dem do Sr. Joaquim Dias da Silva l.rmos, da ci-
dade do Porto, um qarto n. 5CiS da 73 lotera
da Sania Casa di Misericordia da corte.
Precisa-se
alagar urna ama secca para casa de pequea fa-
milia : a tratar na rua de Santa Rila n. 69, ao
pe da igreja.
== Grvalas brancas para bailo : na rua Nova
n. 10, loja de Jos I.uiz Pereira.
Acompanhauento martimo
em viasrem de SS. MM. II.
HOSPITAL
PORTUGUEZ DE BENEFICENCIA
EM
Pernambuco.
De ordem do lllm. Sr. provedor convido a lo-
dos os senhores socios do Hospital Portuguez a
reunirem-se em assembla geral, pelas 10 horas
do dia 18 do correnle, alim de ter lugar a eleigao
da commisso de contas indicada na segunda par-
te do S3.dos estatutos
Rccifc 14 de dezembro de 1859.
Manoel Ribeiro Bastos.
1." secretario.
Cicero Dantas Martina, tendo concluido os
seus cstudos, relira-se para a provincia da Ba-
bia, c declara que nada deve em Pernambuco;
nao obstante, se alguem se julgar seu credor,
aprsenle as suas contas al o dia 17 do corren-
te, na rua do Hospicio n. 32, que serao immedia-
tamente sa'.isfeitas.
Aluga-se urna grande casa no lugar do San-
to Amaro, com commodos para grande familia :
quem pretender, dirija-se a rua do Hospicio, casa
terrea n. 46.
Quem liver o compendio de pralica do Dr.
Daplista do abaixo assignado, lenha a bondado
de mandar cntrega-lo.
Cicero Dantas Martins.
Fugin do deposito geral, o pardo claro, E-
lculcrio, de idade 18 anuos, alto, secco do corpo:
quem o pegar, leve ao mesmo deposito, que ser
recompensado generosamente.
escrivo da irmandade de N. S. da Sle-
dade, na freguezia da Boa-Vista, por ordem do
Sr. juiz, convida a todos os irmos em geral, pa-
ra se proceder a formacao da nova mesa que tem
de servir no anno de 1860, para domingo 18 do
corrente, pelas 4 horas da tarJe, no consistorio
da mesma irmandade, e espea que todos con-
corram a um tal acto. Retife 14 de dezembro do
t89.=Jo7iin Jos Uartins.
_ Achules Mardeux &. Honor Derrogain,
nao devem nada ncsla praca: elles participara
que tencionam vollar para "o Rio de Janeiro no
primeiro vapor.
O abaixo assig-
nado
declara ao respeitavel publico, que desde o dia
13 do corrente mez deixou de ser caixeiro do Sr.
Jos Rodrigues Ferreira; ao mesmo tempo agra-
dece a elle e a toda sua familia o bom tralamcn-
lo durante o lempo que estere emsua casa.
Joao Gonrahes de Carca'lho.
Pergunla se ao Sr. juiz municipal da co-
marca de Garanhuns, qual o motivo por que n;>o
lem feilo o inventario da finada D. Euzebia Fran-
cisca de Carvalho, proprielaria que foi da fazen-
da Caracol da mesma comarca, mui principamen-
te por ter.esta fallecido ha 5 rara 6 annos, e 1er
dcixudo orbaos. Isto deseja saber
L'in que ftca alerta.
Na rua Nova de Santa Rita aluga-se urna
casa nova cora commodos para grande familia.
= Fugioda villa de Iguaruss, de 11 para 12
do corrente, urna escrava de nomo Ignez, de cor *
fula, cabellos carapinhos, beicos grossos, denles
alvos, e roslocomprido, e um'pouco descorada.:
roga-se s autoridades a sua apprehenso, e a
qualquer pessoa do povo quo a encontr, pro-
metiendo boa recompensa a quem a entregar na
mesraa, a scu senhor Sebasliao Antonio de Mello
Reg.
Guilherme Feistler c Fred. Marlens, subdi-
tos prussianos, retiram-se para o Rio Grande do
Sul.
Simio de Sampaio Leile vai ao Rio de Ja-
neiro.
Desappareceu
do sitio Caitad'Agua um boi preto : quem o en-
contrar ou der noticia na rua do Livramento n.
2. ser bem gralicado.
CONSULADO DE FRANCA.
O cnsul de FrVica lem a honra de rogar s
pessoasque ficarara'dcvendo ao finado Frcderi-
co, ferreiro francez, de mandarem saldar os seus
dbitos cm raaos do mesmo cnsul, no prazo de
8 dias, contados do presente aviso, prevenindo a
ellas que no caso de o nao fazerem, elle ser obli-
gado a chama-las por esle Diario e seguir a co-
branza cor todos os meios de direito. O cnsul
de Franca roga lambem s pessoas que lircrem
algiimas reclnmaeoes a fazer, de dirigi-las ao
mesmo consulado dentro do dito prazo de 8 dias-:
nao pudendo altender mais aquellos que nao fo-
rem feitos depois do dito prazo.
= Vcndem-se cinco bois mansos, bastantes
grandes e gordos : a ver e tratar, na estrada de
Joao do Barros, sitio em frente da cscala.
Vcnde-se vinho do Porto, reino, engarra-
fado a 15200 a garrafa, e globos para illuminaco
a 5g cada um : na rua das Cruzes n. 37, primei-
ro andar.
Vende-se urna carioca com boi, havendo
I dous para o comprador escolher : quem pretcn-
j der, dirija-so ao sitio de Xislo Vieira Coelho, no
Uonleiro, ou na rua do Crespo, loja da esquina
numero }.
_ Vende-sc macarro. talharim a 320 a libra,
aletria a 00 rs., cevadiuha a 320, manteisa in-
gleza muito boa a 960, dila franceza a 60,"quei-
jos ilamengos a 2#500, e outros muilos gneros,
ludo bom e muito cm conta : na rua da Senda
Velha n. 50.
Vende-se por preco razoavel, urna armaeo
de loja de fazendas : a tratar n a rua doQueira-
do n. 15.
Vende-se um cavallo muito novo, que d
muito bem para carro por j se tcrexperimenla-
do, de cor rodado : em Sanio Amaro, ao p da
fundico, taberna do meio.
Vende-se urna escravinha de 4 anuos do
idade : quem pretender, dirija-se a casa de de-
tenc.ao a Severino Alves Brrelo.
Vende-se na ma da Senzala Nova n. 37,
una rica mobilia de Jacaranda com pedra mar-
more.
Vende-se um boi muito bom de carro, mul-
to conhecido na alfandega : em Sanio Amaro, ao
p da fundico, taberna do meio.
Alcatifa, i
Parahiba.
No diada sabida de SS. MM. 11. para a pro-
vincia da Parahiba do Norte seguir o vapor C'-
maragibe conduzindo a seu bordo as pessoasque
se a.-sociarem para o referido acorapanhamento,
demora do tres dias naquella cidade a volla no
mesmo vapor.
A assignaluri acha-se aberta no armazem da
ruado Vigario n. 11 do agente Pestaa.
Precisa-se para casa franceza de. urna ra-
pariga que seja tiel e que saiba coser, lavar c en-
gommar, allianra-se o bom tratamento, assim
coma o nao sabir a rua : a tratar na rua do Im-
perador n. 7.
(pieni ijuizer alagar dous negros para ser-
vici diario das S horas s 6 da la: je procure na
rua do Racimado n. 13, loja.
O abaixo assignado nao responde ao anntin-
cio do SrjJoa. Evangelista do N'ascimenlo, in-
serto no Diario de honlem, porque nao o Dia-
rio iribniml competente para julgar do contratos.
Approveita p^trjm o ensejif para prevenir que
ningneza compro, hypotheque, nem de qualquer
manoira negocie os bous do casal do mesmo se-
nhor por fallccimento de sua mulher Romana
Mara de Freias ; pois que o seu cessionario
proiesta contra qualquer Iransaccao, assim co-
i mo promette no correr do inven tai io, ou de ou-
tra qualquer qneslao, romper a mascara do in-
dustrioso (guloso) que tem fascinado o Sr. Evan-
gelista c o quer comprometer. Itecfe 14 do de-
zembro de 1859.Joaquim Francisco de Abu-
ijucrque Santiago.
Dentes arliiciaes.
Francisco Pinlo Ozono tem a honra de scien-
liQcar ao respeitavel publico desla cidade, que!
est de posse da machina a vapor vulcanite ;
enlloca denles por este novo syslema ainda nao
visto neste cidade, o talvoz em'lodo o Brasil por'
ser um syslema inleramcnle novo, e por conse- '
guinte muito fcil para as pessoas que so vem |
na i/recisao de usar delles ; tambera os colloca
por meio de chapa em ouro ou platina com molas
ou pela prcsso do ar, calca os que esto em es-
tado de caria com ouro o "massa adamantina, e
outras massas brancas, por procos razoaveis, po-
dendo ser procurado para esle iim em sua mora-
di, >ia rua estreita do Rosario n. 3, a qualquer
Lora do dia.
Hampos & Lima, lem para vender S|
f porco de alcatifa de todas as qualida- >!
j des, na rua do Crespo n. 12. j
Toda allcncao ao segundo andar do sobrado
da esquina da rua do Queimado, por cima da lo-
ja do Sr. Preguic.a, entrada pelo becco do Peixb
Frito n. !.
Ricos corles de vestido de duas saias de gor-
guro branco tecidos a velludo, proprios para
baile, o mais tico que tem viudo a esta capital.
Ricos cortes de vestido de seda de duas saias
bordados, proprios para baile, fazenda do mais
apurado gosto.
Ricos cortes do vestido de duas saias de gor-
gurao de seda de cores proprios para visita c para
passeio de npuradissimo gosto.
Ricos cortes de vestido bordados para casa-
mento, com capella correspondente.
li 'i c irles do vestidos de duas saias de gor-
gurao preto bordados e adamascados.
Rica o inleressante collecco da arligos para
toilette de senhora e para cvalheiro.
Ad verle -se ao respeitavel publico, que alera
das fazendas annunciadas, ha um vaufdo sorti-
mento de fazendas novas, que todas sero ven-
didas por procos razoaveis.
Farinha de mandioca.
Desembarcada hoje. ern saceos grandes, a 7j:
na rua da Cadeia do Recite n. 50, primeiro andar
Burros hespanhoes
De raca andalusa.
Quem quizer comprar tres burros muilo no-
vos, e da raca que melhor lem approvado na Eu-
ropa e jclimalizados, dirija-se ao segundo an-
dar que fica por cima de Sr. Preguica, entrada
pelo beco do Peixe-Frito n. I, que acbar com
quem tralar.
Vende-se o deposito da rna norias n. ^9
com poucos fundos aira lar no mesmo.
Allenco.
o
Nos qualro cantos da rua do Queimado n. 18
A, esquina que vira para o Rosario, vendem-se
lencos de labyriutho viudos do Cear, os mais
bonitos que tem apparecido neste genero.
/*
MUTILADO
N


DIARIO D PERNAMBUCO. QUINTA FF.1RA 15 DE DEZEMBRO DE 1859.
PrcclM-M Oo
Tu.' saiba cozinhar
NICA, VEHDADtIHA
GITiMA
(W
i: le-
tuna tima Ierra ou ostra va,
e ensalmar, para servico e
J'Or!js a deulro ; a tratar no puteo to Tore nu-
mero 32.
Prea-se alugar una ama forra ou rapliva
para lomar conla ilc un menino j desmamado :
quem pretender dirija sq ra das Cruzes n. S,
segundo andar.
O esmoler do Hospital Porlugucz, lendo de
presiar suas contas, rosa a lodas as prssoas que
lenham contas coiu o mesmo, de as presentar o
mais breve possivel aui de seren conferidas.
Antonio da Costa Nogueira e sua niulher
r. Mara Francisca Pereira de Castro, doclaram
que ca sem effeito a procuraco que deram a
seu sobrinho Francisco Sollcr de Figueircdo Cas-
tro, e que foi substituida ao capiluo Manoel Joa-
quim Gomes, para tratar dos negocios da heran-
o de seu cunhado e irmo, o morgado de Siio
Francisco, e fazem este annuncio para que nao
se allegue ignorancia. Sania Rosa, 1" de dezi.ni-
bro de 1859. Remedio sem igual., sendo reconhecido pelos
Deseja-se alugar urna pequea casa com I mdicos, os mais mineles como remedio infal-
quntal e estribara para um cavallo, fora da ci- i Hvel para curar escrophulas, cancros, ihoumalis-
ijade, para um estrangeiro sollciro: na ra da mo, ontermdados do figado, dyspcpsia, debili-
CASA DE BANHOS.
Neste proveitoso ostabelecimento, que pelos no vos melhoramenlos feilos acha-se conve-
nientemente montado, far-se-hao tnmbcm do Io de novembro em vanto, contratos mensaes para
maior eommodidade c.economia do publico de quem os proprielarios esperara a remuneracao de
tantos sacrificios.
Assignalura de banhosfrios para nma pessoa por mez.....1fl000
niornos, de choque (o chuviscospor mez 15$000
Series de cartoes c banhns avulsos aos mecos aniiuneiados.
SALSA PARRILHA
DE
liOTfilMA
DA
sem
Cura complete
Cruz n. 10.
Offerecc-se um caixeiro de 14 a 16 annos
para qualquer estabclecimenlo ; na ra da Praia
numero S'J.
Precisa-se alugar um sobrado de um andar
na freguezia de Santo Antonio ou Doa-Vislo, da-
se luvas a qucni o manjar : dinja-se a ra es-
treita do Rosario, loja de ouvives de Joo Paulo
de Souza.
FOLlllMiVS PAR i 1860.
Lstao venda na llYraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im-
pressas nesta lypographia, das seguintes qnali-
dades :
V
OLHINHA RELIGIOSA, contendo, alm do
kalendario e regularaentodos direitos pa-
rochiaes, a continuac.o da liibliotheca do
Crialio Brasilciro. que se compoe : do lou-
vor ao santo noine de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, liymnos ao Espirito Santo e
a N. S., a imitacao do de Santo Ambrozio, I
jaculatorias e commemongao ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo", excrcicio da :
Via-Sacra, directorio para oracio mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. coracao de Jess, saudaoes devo-
tas s chagas de Chrislo, oraeocs a N. Se-
nliora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, respondo pelas almas, alm de
outras oraces. Pre^o 320 rs.
ITA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulamento dos direitosparochiaes, c
urna collecrao de ancdotas, ditos chisto-
sos, cotilos, fbulas, pensamentos moraes,
reccitas diversas, qiior acerca de cozinha,
quer de cultura, e preservativo de arvores
e fructos. Pavo 320 rs.
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enier-
midades resultantes do em proco de mercurio,
ulceras e crupees que resultan) da impureza do
sangue,
CAUTELA.
D. T. Lanman & Komp, droguistas por atacado
New York, aefiam-se obrigados a provenir o res-
pcitavel publico para desconfiar de algumas te-
nues imilacocs da Salsa Parrilha de Bristol que
hojoso vendenesteimperio, declarando a todos
que sao elles os nicos propietarios da receila
do I)r. Biistol, IcnJo-llie comprado no anuo de
1S56.
Casa nenliuma mais ou pessoa alguma tem
direito de fabricar a Salsa Parrilha de Bristol,
porque o segredo da sua preparac&o acba-sc so-
mente c-i poder dos referidos Lanman >k Kcmp
Para evitar engaos com desapreciaveis co
hinaroes de drogas perniciosas, as pessoas que
qtiizcrera comprar o verdadeiro deveni bem ob-
servar os seguintes signaos sem os quacs qual-
quer oulraprepara-;o falsa :
Io O envoltorio'do fora esl gravado de um
lado sob urna chapa de aro, trazendoaopc as
seguintes palavras :
D. T. LANMAN SOL AGENTS
N. 09 Water Street.
ARCHIVO UNIVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLABOBADO
PELOS SBS.
D. Antonio da Costa A. F. de CaslilhoA. GilAlexandrc IlerculanoA. G. RamosA. Guima-
raesA. de LimaA. de Oliveira MarrccaAlvos UrancoA. P. l.opcs de Mendonra A. Xavier!
Rodrigues CordeiroCarlos Jos BarreirosCarlos Jos CaldeiraE. Pinto da Silva e r.unha P. I
Gomes do AmorimP. M. RordalloJ. A. de Freilas OliveiraJ. A Maia I. A. MarquesJ. de
AnJrade CorvoJ. da Costa CascaosJ. Daniel CollacoJ.E. de MagilhosCoutinhoJ. 6. Lobato
PiresJ. II. da Cunha RifaraJ. J. da Graca Jnior.1. Julio de Oliveira PiuloJos Maria |
Latino CoclhoJulio Mximo de Oliveira Pnnentel.1. Pedro de SouzaJ. S. da Silva Perraz
Jos de TorresJ. X. S. da MottaLeandro Jos da Costa Luiz Filippe LcitoLuiz
Cunha L. A. Rebello da Silvaraulo MidosiRicardo Julio FerrazVaJentiffl Jos da
LonesXis'.o Cmara.
DIRIGIDO
O Sr. thesoureiro manda iazer pu-
blico que fe acham a venda todos o dias
das 9 horas da manhaa as 5 da tarde,
no pavimento terreo da casa da ruada
Aurora n.26enas cajas commissionndas
pelo mesmo Senhor thesoureiro na pra-
ca da Independencia n. 1 i elO, os
bilhetcs e meios da quarta parle da nri-
meira lotera do convento de S. Fran-
RF.SGUARno NEH INCOMMGDO..
lalammacao no tero
Lina niinha escrava padeca de nina ;.j -j~ _
flammaeQ no tero por espaeo de? aunee* ?'it
continuadas dores agudissimas, o com o
muito alto, procedid da mesma iiiflamatat
coma applicaco das Chapa medicinas & >.-l
Ricardo Kirk, morador na ra do Paito- n.. Tft,
ficou completamente ba, e o ventre ton;,
sen estado natural: este curativo foi fe i te-en SC
dias, e esta minha e\posi<;ao verdadeira- a-
por mira assiguada.
Francisco Vicente faduem.
Ra de Santa l.iizia n. 68.
I isla* i a firma rcconheclda pelotabeIuuo.lv>. -
cisco Antonio Ma liado.
Consultas todos os dias das9 liorus-da mon^.r*
s 2 Ua larde.
Jos da
Silveira
IMIl
A. P. tic Cai'valhoI. F. Silveira da MoaRodrigo Paganino.
" Destinado a resumir lodas as semanas o movimenlo jorrmlisco e a olTerecer aos leitores, con- @g53$$-$@$@-$@S@@@' prohibidos, existente'nesta cidade [ga
* junlanicnle com a revista do que mais notavel houver occorrido na polilica, na sciencia, na indos- $S B ^ | < nome do proptujtario desla, porque t
tria ou as artes, alguns ailigos originaos sobre qualquer destes assumplos, o archivo cmvkbsai., I rv r^ r^ deslruir a supposi?5o de que o Sr. Borges "
cisco de linda, cujas rodas deverao an-1
dar impreterivelmente no dia 21 do
correute mez.
Thesouraria das loteras 7 de de-
zembro de 1859.O escrivao, J. M. da
Cruz.
Lcite ao p davacca.
Quem quizer lomar leite ao p da vacca, pode
ir ou mandarna cocheira da na da Florentina sC
hora* da n.anha, que achata, cada garrafa a 480
rs., tirando-se mesmo vista do comprador. Na
mesma cocheira coiitinuani-se a receber cavados
de Irato por menos preco que em nutra qualquer
parte, ea respeito do raiamcnto a experiencia
convencer se bom ou mo.
DEPOSITO (EJUL
I'F
New Yovk.
O mesmo do oulro lado tem um rotulo em
desde Janeiro de 1859, em que come^ou a publicarse, tem satisfeito aos seus lins, com a maior
exactidao e regularidade.
Publica-so todas as segundas feiras em folhas de tC paginas, c completa lodos os semestres
um volunto de 420 paginas com indico e frontispicio competentes.
Assigna-se no escriptorio desle Diario, ra das Cruzes, e na ra Nova n. 8.
Proco da assignatura : pelos paquetes vapor l200 por atino ; j'or navio de vela 8g (moeda
brasilcira).
Ha algumas colleccoes desde o conaoco da publicarlo do jornal.
Festa do Monte.
E chegado loja do Leconle, aterro da Roa-
Vista n. 7 o escolente leite virginal de rosa
branca, para refrescar a pello, tirar pannos, sar-
das e espinhas, igualmente o afamado oleo ba- Os fesleiros . bosa para limpar o fazer crescer os cabellos ; as-, sua cape,la je 01ll, (!o aPCOrJo cnm 0 Kxm
i uos pro- gin] como p0 imperial do lyno do I lorenca paral .,. o n
bertucijas e asperidades da pello, conserva a fres-
cura o avnlluda-do da primavera da vida.
9
Joias.
| Ojoalheirode SS. MM.
f II. estando prximo a se
% retirar para acorte, tem
S a honra de
Di
FITA DE PORTA.a qual, alm das materias do
costumo, contera o resumo dos
parochiaes. Preco ICO rs.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouvcr & Baker.
Machinas de coser : em casa de Samuel P.
Jofensin & C, ra da Senzala Nova n. 52.
O r. Cosme de Sa' l'ereira^
de volt de sua viagem instructi-^
itiva a Europa continua noexer-^
Mciciodesua proisso medica.
Da' consultas em seu escripto-?
,no, no bairro do Red fe, ra daT
[Cruz n. 53, todos os dias, menos^
y nos domingos, desde as't lioras
!t as 10 da manhaa, sobre os!
seguintes pontos :
1*. Molestias de ollios
I*. Molestias de c-racao e del
peito ;
3-. Molestias dos igaos da gera- ~5
co, e do anus ;
". Praticara'toda e qualquer |r
operacao quejulgarconvenien-
t:para o restabcilecimcntodos j
seus doentes.
O exame das pes?oasqueocon-
Isultarem sera' feto indistincta-
! mente, e na ordem de suas en-
| tradas; fazendo excepcao os docn- ^
i tes de ollios, ou acjuellesque por
j motivojustoobtiverem hora mar-
(cada para este im.
A applic.ic.5o dealguus medica
mentos indispensaveis em varios^
casos, como o do sulfatodeatro-
pina etc.) sera' felo.ou concedido i
gratuitamente. A conianca que;
S^nelles deposita, a presteza de sua
"V_acedo, e a necessidade prompta K
i de seu emprego; tti'io qunnto o .
^demove em beneficio de seus
S doentes.
Na ra Bella n. 10, precisa-se de tima ama
para cozinhar e comprar para urna pessoa.
R* O Dr. Casanova pode ser procurado
*\ a qualquer hora em seu consultorio ho-
-3 mcopathico
28=RUA DASCRZES=i8
ojjraesmo consultorio acha-se sem-
pre grande sortiraento de medicamen-
tos em tinturas e glbulos, os mais no-
gvos e bem preparados, os elementos de
homeopathia e Nystem diccionario dos
Blermos de medicina.
pnetarios.
3o Sobre a roiha acha-se o retrato e firma do
invenlor C. C. frislol em papel cor de rosa.
4o Que as direcoes juntas a cada garrafa tem
nma phenix semelhante a que vai cima do pre-
sente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ruada Alfandega n. S9.
[| Babia, Germano & C, ra Julio n. 2.
' | Pernainbuco no arniazem de drogas de J. Soum
& Conipanhia ra da Cruz u. 22.
i.TTTTTTTTTVTTTTVT-iTr^'TT''TTTT'.
5 DENTISTA FRANCEZ. 5
. Paulo Gaignoux, dentista, ra das I.a- <<
rangeiras 15. Na mesma casa lem agua e **
^ p deutilico. ^
Idiomas iuglez e francez.
Eneas Bruce, professor de lingoas, tem a hon-
ra de informar ao respeilavel publico, que conti-
na a dar licoa dos ditos idioma-s, tanto na
sua casa como na daquelles que se qui/.erera uti-
lizar do seu prestimo. Recibe tambem discpu-
los todas as noites desde s 7 at s 9 : na ra da
Cruz n. 02, terceiro andar.
I). Abbade de S. Bento, lem destinado o do-
mingo I'* u*e Janeiro de 1860, para a celebra-
s
i
Pillas vcgclo-depurativass
PauYVstanas.
As pilulas paulislanas: lo bem eonheci'a f
S. Paulo, nesta cidade o em todo o tni| <. :
las admira veis curas obtidas com ellas- ('..' i
cerlides de cura-' completas j/t forampuMk
pelo jorttae*, e uiercceni de cerlo toda eottl
ja do publico.
O Sr. Carlos Pedio Etehccoin.de S. [..n ,
ba de eslabelocer um deposito geral no Sin .-
Janeiro, ra do Parlo n. 119, porto da l:r
O Sr. Manoel Jos Pereira Rorges, .<.
declarar o noaedoilhoal familiaq
deu o cabedal de sen pal na casi publica dr
:
n
eseolhe os meios quaudo quer vero seu ni
elii letra redonda. Depois de sua resnosl.-.
diremos alguma cousa a respeito da moeda i.'.-t.
que elle vo gyrar nesta ei.i.idf.
Um du Victoria.
Na ra da Cruz. n. G2, tercetK
j andar, precisa-se fallar com o Sr. Joms
g Goncalves da Silva, morador boom
ig ; nho Anpibu' a negocio que Ihe ilix rus--
g peito.
5! Prerisam-so de trabalhadoros furris ta
@C|

efiSKSteS^iai:* *^*ie^^cao da fesla da gloriosa virgen j aiim de qiiu '
SConSUltOriO Central llOllieopathic^ todos possam libremente concorrer a ella. Ha-
no
i
DR. SABINO 0 L. PIYHO
WRuadc Santo Amaro (Mun-u
do Novo n. G.J
vea ladainha na vespera,
Ueum a noite, (indo o qual
do fogo da vista, no airaial
no dia festa e Te-
e atacar um lin-
da mesma capella.
m
I
I
m
m
captivos para traball
lypographia.
ar 8 horas por dia : nesta
ASSOCIACO POPULAR
DE
Soccorros Mutuos,
Conlinuam as consultas o visitas do
mesmo modo que d'anles. A confianza
que o Dr. Sabino deposita na pessoa que
Oca cncarregada de seu consulloiio nao
ser desmentida.
Os pobres serio sempre tratados gratui-
lamente.
As correspondencias sero enderezadas
com subscripto ao Dr. Sabino com ausen-
cia io abaixo assignado
um mz*^w^v&m%m$ tm

adoptado pe- $r
Estados- *e
9
I

i

m
Manoel de Mallos Teixeira Lima
Professor em homeopathia e se-
cretario do consultorio.
$

: %?
->
l.'iRa das Laraigeiras13
Paulo Gaignou dentista tem a honra de
avisar ao respeilavel publico que o cele-
bre Dr. dentista, dos Estados-Unidos e de
Paris, Eugenio Delcambre introductor do
novo systcma VULCANITE
los primeiros Drs. dentistas dos
Unidos, de Londres e do Paris est na sua
casa. 35
3E Este novo syslema, a perfeico mesmo f
> de urna ptecisao matemtica ileve subs- f&
* lituir sem duvida nenliuma lodos os sys- ^
SP lemas empregados at agora no Brasil e y)
^ dovido ao emprego da machina a vapor |&
^ de VULCANISAR do Dr. Palnara.
B O Dr. Delcambre chegado pelo ultimo *;
^)o paqu;'tu inglezem viagtrn para o Rio de y
^ Janeiro, litar nesta capital at o paque- jife
fie prximo, c durante este lempo ollero- ^fo
ce seu prestimo ao respeilavel publico, j|{
desde das U horas da manhaa al s 2 da g
tarde, na ra das Larangeiras n. 15. ^
Botica central horneo palluca 5
00 g.
DR S. OLEGARIO L PIMOS
no qual locar larde urna banda de msica
militar para entreter aquellos que all forem.
Os devotos, que quizerein concerrer para esta
encllente festa.de coslume muito anligo e de
tantas recordacoes milagrosas, podein procurar
no bairro de Boa-Visla a Manoel Luiz Vires,
no de Santo Amonio a Jos Pinto de Magalhaes,
e no do Recife a Jos Joaiiuim de Lima, para
mais commodidade sua, eem Olinda a Francis-
co Luiz Viraos, que sao os cnearregados da mes-
ma festa no prsenle anno.
O abaixo assignado faz scieale ao Sr. Luiz
Jos Marques, arrematante do consummo
aguarJenles, quedo dia 30 de dezembro,
dianie deixa de vender toda qualidade de espi-; tes para uTlciaOS O COlll-
sua taberna sila
prevenir ao
respeitavel publico tiesta
cidade que para o baile
que o corpo do comnier-
ci vai olTerecer a SS. 1
MM. II. tem ex posto em'
casa do Sr. Amorim Irmao, ra da Cruz n. 3
segundo andar, um rico
sortimento de pecas de
brillianlesdo mais apu-
virlr rrnctn onninnolr rl Directora da| AssociacSo Popular do Sa
aOOgOStO, COmpOSlO (le $ Mutuos 12 de dezembro do 185.
fitas, broches, alinetes,
V! "Convido a todos os membros dista Associoiai
quc se acbarem atrasados no pagamento da
(H( i quotas mensaes, para que se ponliara era
@ ( a Associaeao at o dia 18 do correle ; scmV
sero irrcmediavelmenle punidos com ,
@ decretada no art. 75 1. dos estatutos, i>~
@ por ventura esliverem m lia incursos.
51 Continua a vender-so grande sortimento
* de medicamentos liomcopaihicos tanto ^
,:> em glbulos como em tinturas. @
=$ Os precos dascarleiras sao os mosmos
@ que so acham estipulados no final do the-
@ souro homcopathico. g;
Cada tubo avulso 1 $000 ^
@ Cada vidro de tintura 2>U00
tt IbesoUro homeopathico ou vade- @
S ecum Co homeopalha, encad. II$000 ;$
i4> ------
.:H<::r^^:i: &&&Mft saiaji
~ Nj da 2i de novembp pioMino passado,
ugi i a eserava Maria, crioula, natural da pro-
viucia 0" Para, tem os seguintes : estatura alta,
cor bstanle pela, roslo comprido c signal de
boxigas, tem em urna das maos um signal de
guipe de faca entre o dedo pollcgar, lem um dos
pea vollado um ponto para o lado de dentro ;
levou saia prela e chales azul o vestido de chi-
ta : roga-se a quem a pegar leve-a ra da
Gloria n S'J, que ser recompensado.
Pedc-se aos Srs. Antonio] Annes Jacomc
Pires e Manoel Pantaliao da Costa, Antonio.!. F.
do Mendonca Beleiu, que lenham a bondado de
dirigir-sc ab aterro da Boa-Vista n. 27, loja de
i.
PB0V1N

Oscbaixo assignados venderam nos seus bi-
lhetcs da 9a parle da 3" lotera do Gymnasio os
seguintes premios :
imfmfffm-
Seraphim & Irmao.
Ns.=1039 5:O0OS
855 l.OOOg
1582 iOOU
538 200S
1139 200S 1
2515 100S 1
131 100$ 1
j e oulros do 50-3 c 20$. A garanta
; praca da Independencia n. 22 aonde
! venda os bilhetes c meios da 4'1 parte
i S. Francisco de Olinda rubricados por
Vieira & Rotluhilde.
-~- Pelos prximos paquetes sacase
|Z sobre Portugal no escriptorio ma/. deFaria, ra do Trapiche a. 40.
COUPAIVIIIA
rtilhcte.
Bilhete.
Rilhete.
1 meio.
1 meio.
1 meio.
1 meio.
6 paga na
so acham a
da Ia de
\ltenco.
las
em
pulseiras, botes, brin-
eos, argolas, anneis,cru-
! zes, ios de perolas finas,
j commendas da ordem da
Rosa de ouro e brilhan-
j.
i
i
55
9
<3
ritos nacionaes ; na sua taberna sila i:a praca
Ja Boa-Visla, n. 18 Recife 13 de dezembro
de 1859.
Jos Gomes da Foncect.
= Una pessoa empregada no commercio pro- %
|ioe-se Irabalhar em suas horas vagas, na es- $$
cripluraoo de qualquer casa commercial desla
praca, t|u>r por partidas singelas ou dobradas,
(ara o que lem as habilitaees necessarias : na
praca da Independencia n. 3 i, loja de chapeos,
se dir quem ; ou o pretndeme anuuncie por
osle Diario para ser procurado.
Aluga-sc a padaria da Iravessa dos Pires,
I na Boa-Vista, prompta de um ludo: a tratar
' kcora Dooiin - CA. 10 COM BOA LETTRA.
Precisa-se di um caixeiro de 16 a 18 annos,
pouco mais ou monos, que tcnlia bonita ledra, e
pode dei.xar caria fechada nesla lypographia, in-
relogios



i
Hornes Carneiro.
Director.
Compras.
mendadores
frrenles, bocelas de ou-
ro para rap etc., etc.,
ludo amaneado e por S
precos muito favoraveis. 1
Francisco Domingucs Pereira, portuguez,
retirase para fra da provincia.
Precisa-se de um cozinheiro forro ou cap-
tivo: na ra da Aurora, casado Dr. Joiio Jos fare'
= Compram-se as seguintes comedias*
nardo na I.ua, o .ludas i m Sabbado de Ai!
Quem casa ijuer casa, Por causa de um a}gwife-
mo,. A rosca, o Duelo no Terceiro Andar,
mao das Almas co iabo na escola : irestoiv; >-
groiliia se dir.
Compram-sc 3 ou i jogos de malos ?
dos : na ra nova do Sania liita, prinwiea .-
ra do lado do nascente.
Compra-se urna canoa de amarcllo qn-sa>-
ja nova e que cariegue 400 (Vxps de i
tratar cun o Sr l.udgoro Francisco di' \
ra das Larangeiras.
Vendas.
Vemle-se
Lisboa
Perroira de Aguiar.
O Dr. Ignacio Manoel de
hiba do Ne: li .
Anda contina por alu-
ciado na Torre, periencenle a
Lomos vai Tara-
Jos Mariano de
dicando numero e ra de sua residencia para ser; Albuquerquo : a tratar com o mesmo, cu com o
procurado, botando as inieiacsN. P. Sr- Jos Azevedo Andrade, na roa do Crespo.
Aluga-se urna boa casa com 6 quarlos, 2 Imia Ildade de N. S. da COIlCei-
salas e cozinha fora, na la Imperial n. 1K7 : a ....
cao dos Militares.
Todos os Srs. irmos siio por ordem do Sr.
presidente rogados a se reunirem no dia 15 do
correnle, pelas 3 1|2 horas dj larde, no consis-
torio, afim de se proceder a elcicSo dos mesa-
dos que lem de funccionar no futuro anuo.
Consistorio 12 dn dezembro do 1859.
Ba do Cubug, loja de ourives
n II,
esquina que ica em frente da ra
Nova e pateo da matriz
Fazem publico que esto constantemente recc-
bendo da Fur o pa as mais era moda o mais deli-
cadas obras de ouro, as quaes dao para esco-
liier, pelos menores precos possiveis, e passam
contas com recibos, as quaes vao especificadas
a qualidade do ouro, tanto de 14 como de 18
quilates, do que ficam esponsaveis.
i Conlinua-sc a preparar bandeijas ciifeita-
das com bolinbolos de diversas qualidades, as
melhorcs e mais baralas do nosso mercado ; as-
sim como bolos inglezes, podios, pastis de nata
e crome ou oulra qualquer encommenda ; diri-
ja-se ra da Tenha n. 25, para tralar-sc do
ajuste.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva
para o servico de urna casa do familia, c que se
preste a comprar e a sabir a ra em objectos do
servico : na ra larga do Rosario n. 28, segundo
andar.
Curso de preparatorios.
O bacharel A. R. de Tor.es Bandcira, profes-
sor de geographa e historia antiga no gymnasio
desla proviii'h, contina no cnsino dos seguintes
preparatorios : rhetorica, philosophia, geogra-
pha. linguas (ranceza e inglezi : na casa de sua
residencia, ra larga do Rosario n. 28, segundo
andar.
Oflerece-seum moco para caixeiro de qual-
quer negocio : quem de'ile precisar, dirija-se a
ra do Caldeireiro u. 30, a qualquer bora, que
ochar com quem tratar.
Obra liIterara.
Acha-se venda n3S ras do Imperador, tojas
ns. 20 e21, e ra do Crespo, loja n. 2, o peque-
no numero de ejemplares que ainda restam do
curso de rhetorica offerecido a moeldade da pro-
vincia do Para, donde foi remedido. A prccisao,
clareza, e methodo que se observa neste opscu-
lo, excedem a todos os elogios, que responder a
supcrioridade que garalmente lhe pres'.am os
mais eximios professores dessa materia, e tora
motivado a sua grande exlraccao. O pre;o de
cada exeroplar c de 1J000.
Estabelccida ci Londres
es
i
Bella raposeada.
O hotel dos Apipucos acha-se decentemente
preparado cora excellenles quartos, ptimos pe-
tiscos, e vinhoa saborosos o de todas as qualida-
des ; seu prnprietario espera merecer a prolec-
cao e concurrencia da bella rapa/.eada que se
3uizcr divertir pelos Apipucos, sendo o passadio
JOO rs.
MOB'.I.IAS
Envernisam-sc mobilias mais em conla do que
em outra qualquer parle : no paleo do Carmo
n. 2.
Aluga-se um piolo escravo ou forro para o
o servii'o interno, ou compra-se um de meia ida-
de : na ra Nova n. 5:).
I.ava-se e engomraa-se rom perfeicao c
promplidao : na ra do Cotovello n. 50.
Armacio.
Por aulorisaco de seu dono, se vende urna
rica armaco toda envernisada, feita a moderna,
de columnas o grandes Gteiros com puchadores
decrystal, propria para loja de fazendas, roupas
feilas, deposito de massas ou charutos, etc., sila
tratar na casa contigua, ou na ra llircita u. 8'r
Precisa-se de um menino para caixeiro
na taberna do largo da Rilioira n. 1, esquina de1
Santa Hila.
O abaixo assignado faz sciente ao Sr.;
Luiz Jos Marques, arremtame do consumo
das aguas ardenles, que do dia 30 de dezembro
en dame deixa de vender toda qualidade de es-
pirilos nacionoes, na sua taberna sita na prara
da Boa-YUta n. 10. llecifo 13 de dezembro
de 1859.
Manoel Jos Lix Coelho.
O escripturario da Compartida do
Beberbe, Marcolino Jos Pupe, anda
COUtinua a agenciar a compra e venda
de aceOes da mesma compauhia : po-
o novo de i.isooa por commoctn or .: .j
ra da Cadeia de Santo Antonio n. 17.
-- Vendem-te 300 garrafas vasias (pie '. .....
de charapanha, por cora modo proco : na r: .^
Cadeia do Santo Antonio n. 17.
BSCI
.Utencao.
Na na Nova n. 35, vende-sc oi-
llio muito novo dinheiio a \
pceo de S'-O- *
polo baralissimo
sacca.-
.,'!.'.
Jos Cade:no da S
Aencao.
Hotel Trovador, i;oa larga do
Rosario n. 40, primeiro
andar.
O dono deste cstabeleclmento, Francisco Gar-
rido, participa ao publico e aos seus fregue/.es,
que encontrarao em seu estabclecimento a qual-
dendo ser procurado no escriptorio ra ,iucr hora bous peliscos, grande variedade de
do Cabuga' n. 16.
Precisa-se alugar um preto ou moleque de
ato.,
18 annos na praivi da Boa-Vista n. 14.
A 155(100 pa'letots de casemira do cores, c
saceos, ditos de panno pelo a 20g : na loja ama-
relia da ra do Crespn. 4, de Antonio Francisco
Pereira.
Tendo-se mandado coudu/ir sexla-feira 0
do correle, por um preto, da ra da I.ingoenla
para a ra do Amorim, 28 racias caixiuhas de
chnrulos varetas, de Rran.Io, aconleccu que o
prolo as roubou ou deu a guardar para depois
distribuir; roga-se a quem dellas livor noticia
ou a quem forem offerecidss, o favor de as ap-
na ra Direla : a jalar na mesma ra n. 16, loja. prehender c dar parte na .ra da I.ingoeta n. 2, c
SYDV. VO \LE(jOHir\ |mesmo protCSta-se contra qucni as tiver guar-
dado.
\
um- si
CAPITAL
Cineo akVWioes de Vibras
-esterlinas.
Saunders Ttrolliers & 0." tem a honra de In-
formar aos Srs. negociantes, proprietaiios de
casas, caguemmais convier, que estilo plena-
mente autorisados pela dita companhia para
effecluar seguros sobre edificios de lijlo e po-
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os
objeclos que conliverem osmesmos edificios,
quer consista em mobilia ou em fazendas de
qualquer qualidade.
Saca-se para o Porto e Lisboa no
escriptorio de Uarvallio Nogueira ; C,
na ra do Vigario n. 9, primeiro andar
DELICIOSAS ELNFALLIVEIS.
S. M. o Imperador
Cantada no thealro de S. .loan da Rabia, o
posla em msica para piano s pelo macero An-
gelo Brizzi : vendc-SQ na ra do Imperador, loja
n. 21.
Precisa-se de urna ama de leite sem cria :
na ra de S. Francisco n. 10.
D. Juan Rernardo Uchle, suisso, vai ao
Para.
Pnblicaoao Litteraria.
Guia l.uso-Brasilciro do Viajante da Europa,
1 vol. eni4ode500pag.: venJe-se na mao doiPaslhaS VegetaCS lie Kem)
autor ra do Vigano n. II, brox. 3g-encad. 4s I i i v-"JJl'
rag .loao da Silva Kamos, medico pela k
Vf) I'nivAruil riit i\* f\imiit*a miiflnn p
m
manjares, superiores vinhos, laes como, duque
do Porto, afamado chamico, excellenle muscalel,
deliciosos licores, etc ; ludo o melhor q-ic ha,
para que os frcgucz's sajara bem servidos. os
domingos r- dias santos haver ssborosa mo de
vacca, das 2 horas da madrugada al as l. For-
nece-se comida para fra com promplidao e
aceio, por proco muito cornmodo.
Precisa-se alugar alguns prelos e sera vos
por mez ou por dias, podc-se dar sustento, caso
convenhfl ao senhor: na li vi aria n. 6 o 8 da
praca da Independencia.
Cura compela
Sem 'resguardo nciu incommotlo.
Inflaiiunaf'ao do*estomago e dores
tle calieca,
Su; crio es< irl le dos de duassaias, com os desenhos ni -
que tem viudo a Pernambuco, roupi i
Lraia brancos bordados com muito posto, a aa
una capa branca com o bordado igual .r
o : na loja do sobrado amarello, nos
. 29,
A
6*
ro cautis da na do Queima>!
Moreira Lopes.
r= Vendem-se pscclb>t)tes vaccas de i]
paridas e alguns ganles e vaccas solteirat <
pretcndenles dirijam-se ao sitio da afengeni -.'
olinda, a fallar com Carvalho Sirqocira.
^ia loja de ferragens e
miiidezas.
Ra Direita n. 64.
Caixinhas de agulhas francezas muito da
320, ditas a 400 rs., caixiuhas pura costure
to bonitas 3J500, 4^500, 5 e 65, bi
ordinarios por baralissno preco, e d3o-ev
amostras ; sapjnhos do la a paira meninos-a .'.i
rs. o par, caiimbas com graupas a 80 rs.car i
de clcheles com du is carreiraa a SO rs., U .
Car'os Ulisses Dubois, lem a hon-
ra de participar ao respeilavel pu-
blico q-ie leudo sabido da casa do
Sr. Leeonle,e acha-se estabelecido na
praea da Boa-Vista sobrado n. 3,
primeiro andar com sala para cortar
cabellos e fazer qualquer obra rela-
tiva aos mosmos cabellos para que
o acharan sempre prooiplo a qual-
quer hora.
"i
O advogdo Souza Iteis mudou o seu es-
criptorio para a ra larga do Rosario, sobrado da
quina n. 52.
Aluga-se o grande sobrado, queoecupava
o collegio d'Aurora, no Caes do Ramos, proprio
para igual eslabelecimento a liatar com Jos
Hygino de Miranda.
Aluga-sc durante a fesla urna casa no Poco
da Panella, com bons commodos, e muito peo
I do banLo : oa roa do Qucimado, botica n. 15.
Univcrsidade de Coimbra, mudou sita re-
sidencia p3ra o primeiro andar por cima
da cocheira do Adolpbo na ra Nova e
S^ continua a receber todos os dias das 8 s
gfe as pessoas que o quoiram consultar, bem
5 como a preslar-se com sua habitual promp
^ tidao a qual quer chamado para os mis-
S, teres de sua proflssao comprehendondo a
^ medicina, cirurgia c partos.
Rofro-1ho, Sr. rodador, d inserir no seu jor- raspara costura muito linas a 13, ditas para "' -
nal a seguinto declaraeao, que julgo ser po- beiro a S&, penles para alisar cawllo.pretos: i*
reitosa a algumas pessoas. ores a 320, ditos unos a 560.
lia bastantes annos padec urna horricel dor
de cabera que me prenda a nuca, tinha mui/as
W*

abaixo assignado faz publico que fu sem
effeito a procuraco que assignou no carlorio do
labelliao Joao baplisla de S, consliluindo por
seu procurador no solicitador Joaquim Francisco
de Albuquerquo Santiago para tratar da arreca-
dacao da moiaciio dos bens deixados pela Uada
Romana Maria de Freilas, niulher do mesmo
abaixo assignado, a qual falleceu na villa do Pa-
ro de Camaragiba ; o protesta conlra qualquer
recibo ou documento que apparecer possa relati-
vamente viuda da dita meiacao pcrtcnccntc ao
abaixo assignado, visto nao "ler esle recebido
quaulia alguma do mencionado procurador, a
quem desde j cassa todos os poderes que lhe
outorgou no dia 10 do correte. Recife 13 de
dezembro de 1859.
Joao Erangehsia do Natciniento.
Precisa-se alugar urna escrava cozinheira,
sem vicios: i.; ra Augusta, casa defroulc da
do n. 17.
contra as lombrigas
appro' adas pola Exm.a inspeceao de esludo de
Habana e por muitas outras juncias de hy-
giene publica dos Estados Unidos e muis paites
da America.
Garantidas como puramente vegetaes, agra-
dareis vista, doces ao paladar sao o remedio
infalli-el contra as lombrigas. Nao causam nau-
scasnem sensacoes debilitantes.
Tcslemunho expontaneo em abone das parli-
Ihas de kemp.
Srs. D. T. Lanman o Kcmp. Port T.yron
12 de abril de 1859. Senhorcs. As pastlhas
que Y mes. fazem, curaram meu lilho ; o pobre
rapaz padeca de lombrigas, exhalava um chei-
i'u iVido, tinha o estomago incitado e continua
comicliao no nariz, lito magro se poz. ti'inia pcrdo-lo. Ncslas circumstancias um visi-
nho mcu dsse que aspasti|has de Kemp tinham
cura-11 sua filha. Logo quesoubu disso, com-
prei 2 vidros de paslilhas c com ellas salvei a
vida de meu filho.
Sou de Vtncs. seu amo agradecido.
- W. T. Flo'id.
Preparadas no seu laboratorio n. 3 Gold
Street pelos uiucos propietarios I). Lanman e
Kemp, droguistas por atacado em New York.
Acham-se venda em todas as boticas das
principaca cidades do imperio.
DEPSITOS
Rio di Janeiro na ra da Alfandega n. 89.
Baha, Germano & C, ra Juliaon. 2.
Pernambuco,no armazem de drogas de J. So im
i Companhia ra 'Ja Cruz n. 22,
verligen, alguuitjs vosos soffria dor no eslomaao
acompanhadas de clicas flatulcntas ; mandcl vir
urna das cliapas medicinae-: do Sr. Ricardo Kirk,
morador na ra do Parto n. 119, appliuuci-a so-
bre bocea do estomago, c no espaco de 18 dias
achei-me completamente bom, e as dores de ca-
be -i desap'parcccram.
Por isso agora posso dormir com socego ; le-
nho de idade 08 annos c 4 mezes, c l'.uo osla
advertencia a todas s pessoas que padecercm
tal molestia pira tentar o dito curativo, para que
assignoi a presente declarario em gratidao e pa-
ra ser conhcedo do publico.
Curato de Sania Cruz.
Emygdio Jos de I'aria.
Eslava afirma recoiihecida*pelo labelliao Jos
Feliciano Goditiho.
lleneo.
Sorfimento
Francisco Santini, italiano, mcslre ae lao e
canto, ix-inaestro da companhia lyrii a da 11 ilii i,
chegou nesla capital ha pouco. (endonando es-
labeleccr-se : portanlo lem a honra de participar
a este respeilavel publico pernambueano, que
aquellas pessoas que dos seus prestimos qui/.e-
rem-se ulilisar, no cnsino de piano o canto, pn-
derao procura-lo na ra Nova no deposito de
pianos do Sr. Vogely.
Precisa-se de urna mulhcr que saiba tratar
de enancas para servir de ama secca : quem se
achar ueste caso, dirija-so a ra do Crespn. 16.
esquina.
r= Aluga-se urna grande casa na povoaeo do
Monleiro, (om lodos os eommodos precisos", com
sabida para u rio por delraz : quem pretender,
dirija-se a taberna de Nicola Machado Freir.
A quem faltar nina cabra e dous
pequeos cabritos d'iija-se ao Mondejo,
sitio com dous portees de ferro, defron-
te da fabrica de rape, que dando es
signaes co:n certeza ser-lbehao entre-
ditos onimaes.
Vende-sc nina armacao lo la de amarcUa,
rada e envdracada, propria para fazi-i'.d.i*-; t
as, e no melhor lugar da ra Dii-ei.
p da botica ; garantc-se a casa ao Ci ruaracSI .-,
notando-so que Se vende porque a pessoa qoi .ji-
para a casa cabio doente : a tratar na :
Crespo, com o Sr Antonio Fornandes .
ao p do arco de Santo Antonio.
" generas
para festa.
Rua Nova, casa fJequalro [
(as numero AK
Vea iriar manteiga ingleza a IJ
' libra, dita a 1?, diti o,
a libra, btalas a 10*'* rs., siq -
ra a360a garrafa, ditoLisl '..-'. I
I to lino a 800 rs., ditos eng u
qoaliBados a l#5O0, loucinbo a 140 a l:br,
simio a 500, passas a 50.) rs.. amendoos c
: queijos viudo no vapor, os mais resca
[ uito suisso a 900 rs. a libra, chocolate d
i Iha a IgOO b libra, cha muito fu j g .
I brt, dito a $U00, figos comuiodre a .
chouricas muito novas a 720 a libra, i i te
180, queijo.do sertao a 720 a libra, i;: gu
r560, cavada muito nova a 100, gomma de a
la a 240, inass is linas pai i sopa a 180. d
a I9OOO o caixao, dito a IgbO, e outi
gi eros, todo de superior qualidao,
muito em cunta, que i vista dos comprad
das qualidades si Ihes dir o baralissimo 1 1
Melisu
2;.ics 03 tres
^
MUTILADO
N
s
Na rua da Cadeia n. 15, esquina da Ua .
Dos, existe um ptimo sortimento de b rz-njosai
' de verniz, cordavao e bezerro do afamado f.
icanle Melis,queso vendem porconuooo
ILEfVa


(6)
DIARIO DE PERNAMBUCO. QUNTA FEHU 15 DE DEZEMBRO DE 1859.
Desejaiido-se acabar com esla
lqja vendem-se todas as roupas fei-
tas, chapeos e fazendas nella exis-
tentes por menos de seus valores.
LIVRARIA ECONMICA
DE
H.2 UA DO CESPON, 2
Defronle do arco de Santo Antonio.
NESTE NOVO ESTABFLECIMF.NTO VENDEM-SE:
Livros de religiao, seieneias, de letras, artes, viagens, historia e classicos ; romances Ilustrados e
outras publicacoes em diversas linguas.
; Globos, aliase mappas geographicos.
Papel de hollanda, de peso, paquete, almasso, de cores e outros de diversos formatos c "oslos
. Prensas para copiar cartas e outros manuscriplos, linos e tintas proprias.
1 Livros em branco, nennas de varias qualidades e raais objectos para uso de repartieses secreta-
rias e casas de commercio, ulcncilios para desenlio ele.
Artigos de botn gosto, fantasa e curiosidade das fabricas de Taris para uso dos elegantes orna-
tos, presentes etc.
i Carios e bilhetes para bailes, casamentos e visitas.
HISTORIA UNIVERSAL desde os lempos primitivos al 1850, por Cesar Cantu, 12 volumes, in fu-
lio, enriquecida de mais de 90 magnificas estampas, obra em que nada se poupou'para o
leilor encontrar nella crudico, estudo solido e lilura agradavel.
ALMANAK de lembranoas de Castilho para 1860, assiru como colleceocs completas desde o seu
coracco.
MANUAL DE CONTAS j foilas para compras e vendas deassucar, algodo etc.
Eneaderna-sc em lodosos gostos desde o mais simples em papel at ao mclhorem panno ou pclle.
Imprime-se carios e bilhetes, o marca-se papel com typo proprio e em relevo voutade dos
pretendentes.
Acccita-sc o encargo de qualquer encommenda de livros e outros artigos tanto da corte e provin-
cias do imperio, como de Portugal, Franca, Inglaterra e Blgica, com as condiccoes mais ra
CALO ElRARI g FUHD!CAQ fig Ilf AS.
Sita na ra Imperial a. 118 c 120 junio a fabrica de sabo.
DE
zoaveis.
FUNDICAO DI
Este ulilissimo estabelecimento acha-se, ha pouco lempo, augmentado tanto no materia
como no seu pessoal, e seus proprietarios habilitados para vencer qualquer opposieo hostil e
despro/.arom a ignorante vituperaco de malevolencia. OfTerecem a seus numerosos fregueses e
ao publico era gerol, asvanlagensde sua longa experiencia e reconhecida promptido e Ddelidade
na execucao das obras as mais importantes de engenharia, entre outras pode enumerar as seguin-
tes : machinas de vapor de todos os tamanhos, rodas d'agua de todos os dimetros, todas de fer-
SebaslileJ.daSilva(iiriffidaporNanocIGarneiroLeal rrvr%^p^^^^^:'^z^zp^"^
UVIWIIHV WiUU Kjil Mi U1I I^IUU pVl iTIIIllUlsI VJUI HCII V litli chas para engenbo de todas as qualidades e tamanhos, rodas, rodetes, aguilhoes, envo.' e boceas
Neste estahelecimcnlo ha semprc promrlos alambiques de cobre de differentes dimenees para fornalI,a .todas. as ferragens para engenhn, machinas para amassar pao e bolacha, ditas
(de 300$ a 3:000) simples o dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios confino* .paa lu0Cr,mandl0ca- ?rnos c prensas para farinha, pontes de ferro, taldeiras, tanques boias e
para rcslilar c destilar espiritos com graduarlo al -SO graos (pela graduarlo de Sellon CarUer dJs 't0da3 8S braS de n,aclun,sm0 e,c- e,c-
melhores syslemas hoje approvados e conhecidos nesla e outras provincias do imporio, bombas
de todas as dimeneocs, asperanles o de repucho lanto do cobre como de bronze c ferro, 'tornoiras
- ferro para rodas d'agua,portas para fornalhas c crivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimeneocs para encmenlos, camas de fe.ro-com armago o sem ella, fuges de ferro polaveis e
econmicos, lachas e lachos do cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
para engenho, folha de ['landres, chumbo cm lencol e barra, zinco em lencol e barra, Isnces e
arroellas de cobre, lenccs de ferio o lalao,ferro suena inglez de lodas as dimnses, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e outros muitos artigos por menos preco do que em outra qualquer
parle, desempenhando-so toda o. qualquer encommenda cora presteza e perfeico j conhecida
a pnra eomraodtdade dos fregue/.es que so dignarem honrarern-nos com a sua confianca, acha-
la o na ra Nova n. 37 loja de ferrazens
?*i?*S
B"35
9 B 3 2 -
u ~ as r>
-j CO

[igens pessoa habiliada para tomar nota das encommendas. i
I
- T, *
q b,
S 3 3 3 g_-o c.
C3
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APPROVAClO E AlTORISAC'iO
DA
E JG m CENTRAL PE HIGIENE NMIC4
E.0g3o3
= 5 o.o 3 ts|
i, Csl o w O c
=r e> 2 < <* o s
i|?s|s|.f
uo2.E.q.=
ELECTRO-JVIAGNETICAS EPISPASTICAS
Para sevciu ^\>\icadas as pavics atteetadas, scw
YcsguavAo ucm inconvmodo.
AS CHAPAS MEDICINAES sao muito conhecidasnosta corte e em todas as provincias ^este
imperio lia mais de21 annos, e saobifamadas, polas boas curas que se tem oblido as enfermidades
abaixodescriplas, o que se prova^coin innmeros atlestados que existem de pessoas capazes c de
extineco.
Com oslas CRAPAS-EtECTRO-MAGNETiCAS epispastica oblem-se urna cura radical e infallivel
oro todos os casos de inflammaro [cansara ou falla de respirara), sejam internas ou externas, do
ligado, bofes, estmagos, braco, rins, ulero, peito, palpitado de coracao, garganta, olhos, erisi-
pelas, rheumatismo. ataques nervosos, etc., etc. Igualmente para as'differenles especies de'tu-
mores, como lobinhosc escrfulas; soja qual foro seu tamaito e profundeza, por meio da sup-
puracaoserao radicalmenle extirpados, sendo o seu uso aconsclhado por habis e distinctos facul-
tativos.
As encommendas das provincias i'evem ser dirigidas por escriplo, tendo lodo o cuidado de
Caseras necessarias explicaccs, se as chapas sao [ara hornera, senhora ou crianca, declarando a
molestia em que parle do corpo exisle, so na cabeca, braco, pescoco, cxa, perna, p, ou tronco
-do corpo, declarando a circuniferencia ; e sendo fe'rida ou ulceras, o molde do seu lamanho em
iim pedaco de papel c a dcclaracao onde existem, aflu de que as chapas possam ser bem applica-
das no seu lugar. ,
Pde-se mandar de qualquer ponto do imperio dp Brasil.
Consultas a todas as pessoas que a dignarem honrar com a sua confianca, era seu escripto-
que se achara aberlo todos os lias, sem excepeo, das 9 horas da manhaa s 2 da tarde.
m ra do parto m
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.
os para vi-
(Iraca.

A G$ a caixa: na ra larga
doRosnrio armazem de louca.
Vidros para caixiihos.
Na ra larga do Rosario Ija n. 28
armazem de louca, mandam-se botar vi-
dros cm casas particulares por prero
muito comiuodo, tssiin como vendem-
$e vidros a retamo do tf.manho mais pe-
queo alo mais do (i palmos.
Botica.
Barlhulomeu Francisco Je Souza, na larga
do Rosario n. (j, vendo os seguintes medica-
mentos :
ltub L'Affectcur.
Pillas contra sezes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Brislol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
A"arope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anli-asmathico.
Vidros de boca larga com rolhas, de 2 oncas a
12 libras
Assimcomo lera um grande sorlimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
Vendc-se um cavallo acosltimado a Iraba-
Ihar em carro de condurcao de gneros : na na
do Codorniz n. 8.
Em casa de Kalkmanu limaos A C, ra da
Cruz, vende-se :
Cognac superior era banis.
Dito engarrafado.
Vinlio Shery e Madeira em quaitolas e en;ar-
rafado.
Mobilias do Virae.
Planas fortes.
Charutos da Havana superiores.
Superior ao melhor ,
presunto de fiambre.
Linguas de vacca cmsalmoura vintias
de Londres, vendem-se nicamente no
armazem de Luiz Aunes defronte da
porta da alfandega.
AoRuit Direita45
O proprielario desle eslabelecimcnto reco-
ohecendo que com a excelsa visita de SS. MU.
II. a esta cidade tem de sedar um eslrago hor-
roroso de calcados, em conseqttencia das fre-
quentcs paradas, marchas, contramarchas e for-
vinho do Porto, do mais superior, engarrafado,
dilo champagne, idem, dito muscalcl, idem : no
armazem de Barroca & Medeiros, ra da Cadcia
do Rccifc n. -.
Polassa.daRussia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
! ra da Cadeia do Recite n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
I cal virgem em pedra : ludo sor nrecos muito
' razoaveis.
Vende-se porcio de orcos de ferro que fo-
I rara de fardos de fazenda, proprios para estilaco,
i por commodo preco para acabar na ra da Ca-
| dcia de Santo Antonio n. 17.
Ao barato,
O n. 4 na praca da Independencia, est tor-
rando :
Rorzcguins para homem a 6$)00
Dito para senhora a 3#.
hilos para meninos a 2#.
Sapalos rasos a 2$500.
Sopatoes de lustre a 5j.
e todo o mais calcado se vende por barato preco.
Vende-se milho chegado ltimamente *da
liba de Fernando, saceos grandes, saceos de fei-
jao mascado a 53 o sacco : na ra Direila n. 14,
esquina que volla para S. Pedro.
. Sal do Ass
a bordo do patacho Bom Jess : a Iralar ni
ra da Madre de Dos n. 2.
eV
z -~ -t 3 O
= tf> I ti Ci I V.
NO
ULTORIO
r. F. A, mi jnoseoso9
nUBDIfi IPilMMM S (DIPEIRIL
3 RA DAGLORIA9A^AROFUMDlO 3
CnAca por ambos os systemas.
O Dr. I.obo Moscosod consultas"todos os dias pela manhaa o de tarde depois de 4 horas.
Contrata partidos para curar annualmetite nao sopara a cidade como para os engenhos ou outras
propriedades ruraes. 9
Os chamados devem ser dirigidos 5 sua casa at as 10 horas da manhaa e em caso de ur-
gencia a outra qualquer hora do dia ou da noite seudo por escriplo em que se declare o norae da
pessoa, o darua eo uuracro da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairrodo Recife podero re-
moller seus bilhetes a botica do Sr. Joao Sounn & C. na ra da Cruz ou a loja de livros do Sr. Jos
ogueira de Souza na rita do Crespo ao pe da popte reina.
Nessa loja c na casa do annnnciatite achar-se-ha constanlcment e os melhores rnedica-
snentoshoraeopalhicos ja bem conhecidos e pelos procos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes,..........lOgOOO
Ditos de 24 ditos...............15S00O
Ditos de 36 ditos..............208090
Dito de 48 ditos...............25S00O
Ditos de 00 ditos.............. 0000
Tubos arulsos cada um.............IgOOO
Frascos de lincturas........,..... 2^000
Manual de medicina homeopalhica pelo Dr. Jahr ttaduzido
em portuguez coni o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc..........
Medicina domestica do Dr. Hering, com dicciouario.
Repertorio do Dr. Mello Moraes........
20SO0O-
10SOOO
6g000
Vendas.
Relogios de ouro e prata, eobertos e dcscober-
tos patente inglez, os melhores que existem no
mercado, e despachados hoje, vendem-se por
prec.os razoaveis : no escriptorio do agente Oli-
veira, ra da Cadeia do Recife n. 62, primeiro
andar.
Cliegiiem reguezes
A ra Direita n. 64.
Facas e garios a 2#800. 2g8O0e 3J600, ditas
muito finas a 420O. 5g, 5500 e 6, ditas de ca-
bo de marfim a 10jf500, ditas de cabo de unicorne
a llj>, ditas de cabo prcto finas a 6g e 65O0, co-
Iheres de metal do principe pera sopa a 5jt500,
ditas muito finas a 6g, ditas para cha a 2800,
ditas de platina para sopa a 10}, ditas para cha a
5, dilas para assucar a 500 rs. cada urna, ditas
para terrina muito finas a 3J, panellas, chalciras,
frigideiras c cassarolas. ludo mais barato do que
em outra qualquer narte.
Farinha de mandioca.
Vendem-se saceos com muito boa farinha de
mandioca, assim como saceos grandes com milho
muito novo, ditos com feijo, e gomma para en-
gommar e fazer bolinhos ; na ra do Qucimado,
loja de ferragens n. 14.
! = Vende-se unta negra, cabra, de idade 18 a
19 annos, mais ou menos, para servico de cam-
| po, por preco commodo : quem quizer comprar,
Ra Nova n. 49, junto a Conceicao dos Militares.Sw^^
Cesar.
Na cocheira de Augusto Fischer, na ra
do Imperador, vende-se um cabriolet de 1 rodas
1 com dous bonitos caballos.
DE
GSTATOMASSET representante da muito aftraada casa WALtERSTEM fMASSET & Ca
fornecedores da casa imperial do Brasil, eslabelecida no Rio e era Paris recebeu' um grande sor-
timenlo de fazendas e modas da pnmcira qualidade e uovidade.quercndo antes de tudo fazer gozar
o respettavel publico dos grecos muito vantajosos pelos quaes pode offerecer suas fazendas vende
ludo a dinheiro avista ; elle acha-se residindo no hotel inglez quarlo n. 2, encarre"a-*e d man-
dar levar as fazendas pedidas amostra, sendo por escriplo para evitar os enanos
Recebe qualquer encommenda para mandar vir da Europa ou do Rio.
100 vestidos de seda para baile, passetose visitas.
Mocre antique prclos c de cores.
Nobrezas lisas pretas e de cores.
Vestidos pretos lisos, lavrados do2saiase de velludo.
Flores, e enfeites de renda para cabellos.
Vestidos de cassa branca bordada muito finas
Garcas, cscomilhas, filos de seda e linho brancos e de cores.
Meias de seda, linho, fio da Escossia para homens, senhoras e meninas.
Stpatos de setira branco e preto com salto e sem elle.
Bolinas de selim branco, de setim preto, de la muito superiores.
Sabidas de baile, capas de cachemira, velludo c seda.
Chales de touquim bordados e de relroz.
Manteletes de renda preto e cassa bordada.
Corpinhos, camisinhas, colarinhos com mangas de cassa bordada a poni real e renda verdadeira
Gnarmeoes de renda prela e. branca para vestidos e para enfeites de vestidos.
Leucos de cambraia de linho muito ricos com renda.
Chapeo-; de sol para senhoras.
Pentes para trancas, alfineles de peito, pulseiras, brincos de tartaruga e jaspe preto nara luto
Grande sorlimento de luvas verdadeiras de Jouvin. '
Luvas deretroze de seda para homens, senhoras c meninas.
Grvalas brancas e pretns.
Chapeos de corle com plumas.
Casacas sobrecasaras. paletot*de panno, cachemira dos melhores alfaiates de Par
Calcado do afamado Mclier para homens.
Tpeles de velludo muito ricos.
Capas, capotes impcrraeaveisHaklntosch para homens e senhoras.
Aos fabricantes de velas.
Cera de carnauba da nova sarta a 11J500 e 12$,
e sebo refinado em pao c velas, ullimamenlo
chegada do Porto, em barricas e caivas de 11$300
a 12j500 a arroba : no anligo deposito do largo
da Assembla n. 9.
tonlinua-sc a vender fazendas por bao g
fl preco at mesmo por menos do seu valor, sS
m afim de liquidar contas : na loja de 4 porlas Sj
8? na ra do Qucimado n. 10.
Vende-so urna taberna na Estrada Nova,
passando a segunda taberna notando-se, quem
preferir a arraacao e os pertences,. tambem se
vende.
*B?^. '
m-m-mmw&Mm
Neste armazem encontrar o publico um grande o variado sorlimento de roupas feilas de
pannos unos, casemiras, fustes e brins, para homen-:. rapazes e meninos.
Aos cigarreiros c cha-1
ruteiros. 1
Campos & Lima tem para vender cai- jjlj
xas cora fumo americano de muito boa fi
qualidade e a preco commodo : na ra !
| do Crespo n. 12. sjfe
hWMaiwifliiiiy ^mmmw^m
Fazendas de bom gosto
Recebeu-se pelo ullirao vapor da Europa cer-
ie3 de vestido de seda de delicadas cores, com 2
babados e 2 saias bordadas, lindos enfeites de
flores e froco para caneca de senhora, bonitas
chapelinas de seda para senhora c meninas, as-
sim como iiquissimos cortes de colletc brancos,
do velludo e seda bordados para casamento'
ditos de velludo preto bordado e de cores boni-
tas ; havendo outras militas fazendas, e tudo se
vende por precos mais baratos do que em outras
parles : na ra da Cadeia do Recife, loia o 50.
de Cunha e Silva.
r
MOTILADO
Parisiense,
ra do Ctespo n 10, de Jos Goncalves Malveira,
j vendem-se superiores luvas de peluca Jouvin, cor
de palha e brancas para homens e senhoras, ri-
cos enfeites de flores do mais moderno gosto, ri-
| eos chapeos para senhora, eufeitodos cora muito
goslo c frmalo moderno, corles de vestidos de
i seda, manteletes e taimas de seda preta para se-
nhoras. perfumaras dos melhores fabricantes
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS IIOl.LVOYA.
Este inestimavel especifico, composlo inleira-
menle de berras medicinaos, nao contera mercu-
rio, ncra algitma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais Uwira infancia, e a complei'-ao raais
delicada igualmente promplo e seguro para
desarreiga? o mal na compleicao raais robusta ;
inteiramenle innocente em sas operacoes e ef-
feitos; pois busca e remove as docncas *de qual-
quer especie egro por mais anliga's e tenazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, militas que j estavam as portas da
morlc, preservando em seu uso : conseguirn)
quemes parauas, marenas, contramarchas c lor- i recobrar a saude'c forcas, depois de havertenta-
midaveis passeios s brilhantes illuminacoes, o \ ^ intilmente todos os outros remedios,
condoendo-se das boleas naturalmente "pottro As mjs afflictas nao devem entregar-se a do-
tarlas, dos bravos ofBciaes e pravas dos patrio-18jperagito_; facam mn competeale ensaio dos
ticos balallioes, cuj,os nomos Irazcm memo-
ria os feilos gloriosos dos nossos nvocngos, deli-
berou, em homenagem a lito felizes dias baixar
so precos do seu escolenle calcado, a saber:
Para homens.
Borzeguins aristocrticos (lustre)
Borzegmns zouavos, obra forttsstma (be-
zerro)
Borzeguins cidadaos (bezerro c lustre)
Borzeguins econmicos
Sapatocs batedores
Para senhoras.
Borzeguins para senhora [primeira classe)
Ditos [segunda clisso)
Ditos para meninas primeira classe)
eicazes e'eitos desta assonibrosa medicina,
prestes -ecuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A iplas.
Amas (nial de]
Asthma.
9.J000
8S000
83000 i Clicas.
6SO00
5-jOOO
5^000
4;600
4a000
11 M Qiieinuuio 11'-
'*' I ni
Loja de 4 portas.
Chegou a este esiabolecimento um completo
sorlimento de obras feitas, como sejam : palc-
oits de panno fino de 16$ al 28$, sobrecasacas
de panno lino preto c de. cores muito superiores
a 33?, um completo sorlimento de palelots de
riscadinho de bnm pardo e brancos, de braman-
te, que so vrndem por preco commodo, cerou-
inlio de diversos"
las de
fran
ca
Convulses.
Debilidade ou extenua-
cio.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
de garganta,
de barriga.
os rins.
Dureza no venlre.
Enfeimidades no venlre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Ilerysipela.
Feble biliosas
Febreto internitente.
Vendem-se eslas pilulas
Febreto da especie.
Gotla.
llemorrhoidas.
Hydronesia.
Ictericia.
Indigesles.
Inflammacoes.
Ir r eg u laridades da
menstruaco.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obslruccao de venlre.
Phlysica ou consump-
pulmonar.
Retencao de ourina.
Rheuinatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
no estabelecimento
asbocetidhas a 800 rs. cada urna
i de 49, 5^; c ate 7J< \ dellas, conten urna instrueco era portuguez pa-
ra explicar o modo de so usar dfslas pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico. na ra da Cruz n. 22, em Per-
nambuco.
RELOGiOS.
Vende-se era casa de Saunders Brothers &
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para os mesmos,
de excellenle aosto
tamanhos, camisas gpral de Londres n. 224, Slrand, e na loja de
rancezas de linho o de pauoinho de 2$ al 5g '"dos os boticarios droguistas e outras pessoas
ada urna, chapeos francezes para hornera a 83,; e_nrairegadas de sua venda em toda a America do
ditos muilo superiores a 10?, ditos avelludados, isul, llavana e Hespanha.
copa alta a loj, ditos copa baixa a 10g, cha-i Vendem-se
peos de fellro para homem de b, recal 7# '
cada um, ditos de seda c de palha eufeitados pa-
ra meninas a lj, ditos de palha para senhora a
125, chapclinhas de velludo ricamente enlejia-
das a 25j, ditas de palha de Italia muito finas a
253, cotes de vestido de seda em carlo de Og
at 1503, ditos de phantasia do 109 at 35000,
gollinhas de cambraia de 1$ al 5$. manguitos
de 1S500 at 5j}, organdys escuras e claras a
800 rs.a vara, cassas francezas muilo superiores
e padrees novos a 720 a vara, casemiras de cor-
les para colletes, paletots e calcas de 3>500 at
43 o covado, panno fino preto e decoresde 2j5O0
al 103 o covado, cortes de rollete de velludo
muito superiores a 9 e 12$, ditos de gorguro
e de fuslo brancos de cores, tudo por preco
barato, atoalhado de algodo a 1^280 a rara,
cortes de casemiras de cores de 5 al 9$, gresde-
naplcs de cores e pelos de I56OO at 3f2()0 o
covado, espartiliios para senhora a 63, coeiros
de casemira ricamente bordados a 12^ cada um,
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12t cada um, dos lisos para ho-
mem, fazenda muito superior, de 12 at 20# a
duzia, casemiras decores para coeiro, covado a
-234OO, barege do seda para vestidos, covado a
19-100, um completo sorlimento de colletes de
gorgurao, casemira pela lisa e bordada, o de
fustao de cores, os quaes se vendem por barato
preco, velludo de cores a 78 o covado, pannos
para cima de mesa a 109 cada um, merino al-
cochoado proprio para paletots e colletes a 2sS00
o covado. bandos para nrmaco de cabello a
1S50, saceos de tpele c de marroqtiim para via-
gem.eum grande sorlimento de macas e [malas
de pregara, que tudo se vende voutade dos
freguezes, c outras muitas fazendas que nao
possivcl aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se mostrarao.

Fazendas moder-
<& pretos e de cores a 109 el2j, ditos de al-
5*500 di- pac.as r,rc,a e de cores a 4fli diios de brim
cortes i Pafdo a 4*50 5. dilos de brira Pret0 a
as
GRANDE EVAWADI SORTIMESTO
DE
Fazendas inglezas c francezas e
roupas feitas
recebidas em dircitura
^-o
Armazem e loja
DE
Ges ( Bastos
NA RA DOQUEIMADO N.M6,FRENTE DA
$ LOJA AMAREI.LAE ROTULAS BRANCAS, f.
S3 Um completo e rico sorlimento desobreca- |
^ sacas de panno pretos e de cores a 283, 30# i
. 8 353, casacas de panno preto muilo fino a |
', g 40, 45g e 50. paltols do mesmo panno a
2-19 o 258, ditos de casemira a 149, 163 e a
I89, ditos saceos dasmesmas casemiras
Corles de casemiras de cores finas a
las de urna s cor muito finas de 3 e 68, corles -
de colletc de velludo de cores a 63000, ditos dilo 11 \ 5?.'.dllos bancos a 5,
preto a 53 e 68, colchas de algodo adasmasca-
das a 59, brilhantina branca o covado 480, case-
mira de quadrinhos o covado 19, pannos para
raesa muito bonitos e modernos a 69, corles de
barege com tres ordens de babados a 159, ch-
peos de phantasia rara homem, sendo d gor- !& co.res c Prelas n 89,
gurto de seda a 7?, dilos doChille de "
preto
, dilos de esguio do
ra ultimo gosto cor de laranja a 53, sobro-
I casacos de alpaca muito fino a 7# e 99,
& sobrecasaca de panno flnopreto para me-
g nios a 159, 1 e 209, ditos do casemira
B de cor a 85 e 109. calcas de ca- semiras de
99,
a /?, ditos doChille de 4 a 259,
ditos de fellro de 49500 c55, camisas de cam-
braia de linho para senhoras, ditas de esguio
muilo fino, ditas de cambraia bordadas com man-
gas, ricos corles de seda de todas as cores, mn-
deles dos raais modernos, grande sortimento de
perfumaras inglezas legitimas, jolas decoral ver-
dadero, oleados de diversos cotes imitando
marroquim para cobrir mesas, forrar almofadas,
travesseiros, ele, ele, ebem como um"completo
sorlimento de fazendas do mais apurado gosto e
melhor qualidade, vendendo-se tudo por baixoa
precos, 110 armazemde fazendas de llavmundo
Garlos Leitc & Irmo, aterro da Bo.i-Visi'a n. 10.
e 129,1
e 59, g
De novo chegaram os afamados relogios in-
glezes de ouro, de patente, e esto venda no
armazem de Rostro Rooker t\. C, praca do Corpo
Sannto n. 48.
Relogios.
Vendem-se relogios de ouro inglezes,
lente : no armazem de Augusto C. de
na ra da Cadeia do Recife n. 36
*ende-*e superior linha de algodo, bran-
ces e do cores, em novello, para costura : em
casa de Seuthall Mellori C, ra do Torres
n. 38.
de pa-
Abreu.
. 108. 11
calcas debnm de cor a 39500, 49
gjt ditas de brim branco fino a 69 e 79,colle-
tes de gorgurao de seda e de casemira de p
^ cores e preto a 58, 69 e 79, ditos de vello- S
g do a 10$ e 129, camisas inglezas tanlopara fis
i thomens como para meninos de todos os &
C tamanhos, seroulas de todas as qualidades, ff
^ chapeos de sol de alpaca a 59, manteletes j
g pretos de muito bom gosto a 30g e 409, ca- K
! saveques de fuslo bordados compridosa M
p 2i)8, chapeos de castora Napoleo89, ricos &
^5 manguitos de punhos bordados a 39500 c a ^
S 43, dilos com gollinhas a 59 e 63, gollinhas
5 de traspasso bordado, e transparente a 83 m
y calcas de meia casemira padrees modernos M
6 a 58, coleiles do fuslo de cor e de brim 3!
~ branco a 38 e 38500 e outras muitas fa- |
zendas e roupas feilas que seropalentcsa S
preserva do fregu.
= Vende-se um sitio com 200 palmos de fren-
te e 200 de fundo, uo lugar da Torre, margem
do Rio Capibaribe, com urna grande e moderna
casa de vivenda, cocheira, estribara para 4 ca-
vallos, gallinheiro, cacimba com tanque e bom-
ba, baixa para capim, todo murado na frente, e
lado cora porto de ferro : os pretendenles podem
diricir-se ao agente Pestaa, que se acha autori-
sado a dar as necessarias informages, e a tratar
da venda sob as condices eslabelecidas ao mes-
mo pelo legitimo proprietario. O dito sitio todo
era chaos proprio?,
,
y
*


DIARIO DE PEBNAMBUCO. QUIMA FEIRA 15 DE DEZEMBRO DE 1859.
: \

Para concluir a liqutdaeao das uzeiius
da extincta firma deleite & Correia,
vendem-se aseguintes fazendas, por
muito menos de seu'valor, na loja de
quatro portas da ra do Queimado
numero 10.
Sedas pretas aviadas, superior qualidade,
corado
Grosdcnaple prelo mtiilo bom e largo, co-
vado
Dito dito mais estreito, corado
Camisetas de cambraia para senhora, urna
Tiras e ntremelos bordados
Sorlimento completo de chita de cores,
corado
Dito de chitas larg-is francezas, bons pa-
drees e cores fixas, corado
Gangas de cores escuras e claras, corado
(?)
15600
2j0OO
SGOO
soo1
320
Kua da Senzala iNov n. 42;
Vriide-se em casa de S. P. Jonhston & C. ra-
quetas de lustre para carros, sellins e silhes in- |
glezes, candeeiros e casticaes bronceados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montana, arrcios para carro de um e dous cval-
os, e relofrios d'omo dtente iualezes.
t: ......tifcjit c: ijii a
160
: ^
2 0
200
2? 100
49000
1C2S0
2!0
160
20
2*000
58000
68000
3;000
23000
3000
00 .
200! %
MOSELLE
LOSARES
Corles de calca de meia casemira algOOCvc 2J0O0
Meias cruas para homcm, duzia
Ditas para dito n uito superior, duzia
Atochada adamascado muito largo, rara
Cassas de cores tixas e padrees vistosos,
corado
Riseadinho francez, corado
Musselina de cores fixas, corado
Chales de laa com palma de seda, um
Cortes de calca de casemira fina de cores
Ditos de dita pida
Ditos de collele de gorguro com palma
de relindo
Ditos de dito de gorguro c seda
Ditos de dito de merino bordado
Lencos de seda pequeos para pescoco de
senhora
Panno preto, corado
Dito superior, pinrn .-!e limao, corado 33 D 00O |>
*nperior brim trancado de linho, branco,
vara 1^000
Dito dito de cores, rara -800
Meias brancas para senhora, duzia 3-3000
Ditas para dila mullo superior, duzia S0O0
l.uras de pellica para senhora, em bom
oslado, um par lgOOO
* 1W11111!
o
> Kissel, relojooiro francez, rende relogios
de-euro e prala, conceda relogios, joias e
msicas, ja aqui lie conhecido ha mnitos
> annos, habita no pateo do Hospital n. 17.
XXXXXJSUlX. i. i i.-JLi.XXXi.XZi.Xi.i.i.'x
i\a loja do scrlanejo, ra
do Queimado n. 43 A.
Reccberam cni direitnra de Franca, de cncom-
menda, os melhores chapeos de castor rapadoss
sendo trancse pretos, cas formas as mais mo-
dernas que lem rindo ao mercado, e por me-
nos que era outra qualqiier parte, assim como
tanibcm teni um grande sortlmenlo de enfeite,
de ridrllho pretose de cores pelo diminuto pre-
;o de 4; sol de panno a 1g200cada um em perteifo esta-
do, aberturas brancas muito linas a 320, ditas de
esguiao de linho a 1 ama, cambraia preta fina
a 300 o corado, e a rara a 560,e a 610, pangas
de cor a 510, brim brar.co de linho a lff200 a ra-
ra, rolletes de velludo de furta-corespretos a
TgiOO, ditos pelos a 8 c a 9j?, calcas de case-
mira de cor a 7, 8 e US, ditos p retos a 7, 'Je
12g, colletes de gorguro a -I, 5 e 63, saceos pa-
ra riagem de dirersos tatnanhus, eiascruas, por
ser grande pnreo, a 1*500, ditas a 1$000 e 2$ a
duzia, finas a 3 c 4$, chapeos enlejiados para
meninos e meninas e senhoras por qualquer pre-
'.o, e todo o inais aqui se encontrar o preco,
e i)5o se deixa de rcmndnr.
em garrafas
d metas car- g
rafas.
C. J. Asllev&C.
Queimado n.40.
Graidc c variado sorlimento
DE
Fazcndas francezas erou-
pasfeitas recebidas em di-
leilura pelo iillinionavio.
Diio-se as amostras com penhor.
tatisiu:
Ygi&rcw
pechincha. ; windico low-bow.
Ra da Seuzala Aova n. 42.
Pianos
Ra da Seuzala \ova n. 42.
Na loja do Preguica, na ra do Queimado n.! Re,f 'slabelecimento continua haver um
2, vendem-se pecas de chitas finas de cores fixas ^omaplelo sorlimento de moendas e meias moen-
e de escollados padrees com 38 corados cada as para eu,enho, machinas de vapor e taixas
urna, pelo baratissimo prece de 5SS00, c em re- de cr.r0 batido e coado, de todos os tamanhos
lalho a 160 o corado. Para dl-
Officialalos, commendas e hbitos dediver- PAnlnri /Trk \-acl liTs^c
sas ordens, com brilhanlescsem ellos, o melhor| ViUI LCvO llC \ "otvlUo
que tem rindo a este mercado : tudo rende-so
muito barato e pelo preco da factura : na ra
Direila n. 66.
i
Seguro coiilra Fogo
9
S
80$000
lf
LOfJDES
.-
<
o!
*<
AGENTES
| C J. Asey & Companhia.
Linas de pellica de
JOUYD.
Vendem-se superiores loras'de pellica de
vin muito hoscas, para homens o senhoras
ra do Queimado n. 22, na loja da boa fe.
'- )
fe
l
Yenilc-se
Folha de cobre c .Metal
amarello.
Eslauho em barra e Pro-
gos de cobre.
Ricos cortes de vestido de seda de cores
de 2 saina............................
Ditos de ditos de seda prclos bordados a
velludo..............................
Dos de ditos de seda de gaze phantasia
Iticas romeiras de fil e de seda bordadas
Taimas de grosdenaples bordadas......
Chales de lounaim branco bojdadosa
30e........ .........
Grosdcnaple de cores de qindrinhos co-
lado................................. 1S200
SI Dito de dito liso corado................ I58OO
I! Seda branca lavrada corado 1$600 a.... 23600
51Grosdenaple preto larradocorado...... 23000
Hilo dito liso encornado a 1$600e.... 2g500
Dito dito cora 3 palmos de largura a
1,360 e.............................. 2$500;
Sarja de coros larga com 4 palmos de
la 1 gura corado a...................... 1 $500 !
Gaze de sedada China de lloros elislras
co rodo a............................
Follar de seda de lislras gosto no o co-
rado..............................., .
Soiiin de escocia e diana de seda corado
Chalv de (lores novos desenhos corado
Barejedo seda de varias qualidades co-
rado.................................
Meio velludo do cores corado..........
i Velbutina de todas ascores............
Setim do todas as cores liso corado- ...
I Brilhantina branca nic.ito fina a.......
. ... [ Chitas francezas claras c escuras a 260 e
de pellica de J011-i casemira preta lina al$100e..........
Panno preto e de cor llr.o provade li-
mo a 3$500 a........................
Cortos :',' casemira de cora 5ge........
Cassas organdys de noros desenhos a
vara..................................
Ditas francezas muito linas a............
Manguitos de cambraia transparente bor-
dados muito ricos....................
Golinhas do cambraia bordadas de pona
Ditas de dito bordadas a 600a..........
Tiras e entremeios de cambraia bordados
Ricas mantas pretas de linho parase-
Gobertas de diita a 2S.
de seda
Saundnrs rolliors & C. tem para vender en:
' seu armazcm, na praca do Corpo Santo n. 11^
alguns pianos do ultimo gusto, recentimeate-
Ichegados, dos bem conhecidos e acreditados fa
bricanles J. Rroadwood ASons de Londres*
I muito proprios para este clima.
Na ra Diaeita n. 66, effectiramente h*-
bons cscravos de ambos os sexos, de todas as-
dados e coros, com habilidades o sem ellas. <-
vendem-se a dinheiro, a prazo, e lambem '
cam-se.
Na roa do Qneimado n. 37
portas acaba de reeeber pelo
a
de \
uKiiuo
2S000e2S500 apoca
ilt'iii por preco commodo.
Ghapclinas de seda e de
velludo para senhora.
i
na
S5
Alvaiade eVerniz copd.
Folha de Flandres.
Palhuiha para marci-
neiro.
Vinhos linos de Champa-
nhe c Moselle.
Lonas da llussia e Brim
devela: no armazcm
de C. J. Astley & G.
a
V
A SOO rs. a peca
de fila de velludo de um dedo mnimo de largura ,
cora 10 1|2 raras, bandos de crina para senhora
mullo bons a -100 rs. o par, pulseiras do coritas
para senhora ou meninas muito lindas a 160 rs.
para acabar ; na loja de miudezas do aterro da
Roa-Vista n. 82, quasi confronte a matriz.
9 .;
s

*
---
com avaria.
nlioia
Ditas ditas de blond brancas c pretas..
Chales de s.ida decores, pelos e rozos..
Ditos do merino bordados com franja de
soda..................................
Ditos de dito dito dla...........'.......
Ditos de dito liso dito de seda..........
Dito de dito dito de la..................
Dilo de dito estampados fino lista de
seda..................................
Lencos de cambraia de linho bordados
lino?..................................
Ditos de aluodao de labyrinlhoOe""
-apollasbrancas para uoiva............
Enlejes de ridnlho preto e de cores___
Aberturas para camisa de esguio de
linho..................................
Ditas do dilo de algodao brancas ede
cores..................................
Saiaa balao modernas.
Algodao trancado americano branco, proprio
para toalhg e roupa de escravos, com um pe-
queoo toque de agua doce : no armazera de fa-
zcndas da ra do Queimado n. l>.
Cheguem ao barato.
O Leite & Irroao continuara a torrar na ra U. 37, loja de -1 BOliaS.
da Cadeia do Reeife n. 48, pecas de cambraia li- /~i I *
sa com 10 jardas a 4500 e 5g, lencos de cam-i UOiaS C liailIUllOS.
braia de linho a 3 a duzia, cambraias muito fi- t
1 imn' "as e de lin,los padres a 040 a vara, meias li- i
tsMO "as ,)ara sen"ora a 3S800 9 duzia, ditas cruas n-1 |>|>aa
ofin S'e'-as para hornera e meninos, chales do merl-l
SHU i n lisos a 4S500, e bordados a 6, palelotsde'0-C
rnn' a'r,aca Prcla c do cores a'53, coroulas de linho i
. '-J!a e algodao, cornisas iuglczas muito superiores a I
.ouu 6()j>a duzia, organdys de lindos desenhos al
13100 a vara-corles de c.issa chita a 3, chita 1
fraaceza a 24|280,300 e 400 rs. o corado, pecas
de madapolao cora 30 raras a 4s00, 5, 5S300,
6,7 e 8$, chitas inglczas de cocea lixas a 200 rs o
covado, loalhas para mesa a 3 e 43, corles de
calca de brim de linho a 23, ditas de meia case-
mira a 23240, vestuarios bordados para meni-
nos, e oulras muilas azendas que w vende por
1 barato preco.
,sSool Em casa de N. O. Bieber
& C. ra da Cruz n. 4, vende-se ;
Champagne de suueriorqualidade de marca acre-
ditada na corte.
Tinta branca superior em oleo, latas de 25 li-
bras, por commodo preco caixas de 4 latas.
Verniz e rerniz copal.
Algodaozinho da fabrica Todos os Sanios da Bi- | taOI na 1*113 O QUClIliadO n. /, Oja de |
r, lf' a v portas.
Brilbantcs de dirersos tamanhos e de primeira '
qualIdade Boncts para crianca
coerw.
Fil de seda liso.
Vende
iudeza
R:ia
\
Vende-se na ra do Cabng n. 2 B, loja ir
miudezas do Joaqoim Antonio Das de Castro.
(I A
(l
s^;
n. 37.
1^000
700!
800
500!
320;
23500;
7SO0O
75000'
9
1S500
9
S
8
7*500
7*090
OslMW
45500
Hicas golas c manguitos de cam-
: na ra do Queimado n. 37, loja
portas.
Manteletes
Ricos Manteletes de grosdenaple ri-
camente bordados: na ra do Qneima-
do n. 37, loja de i portas.
Pentes de tartaruga.
Ricos pentes de tartaruga para atar
cabello: na ra do Quoimado n. 37, |
loja de h portas.
Camisas francezas
Ricas camisas francezas tanto de
peio de linho como de algodao e de fus-
A 30S cortesde vestidos de scia nuecuslara>&'
RlCaS Cliapclllias dC Seda C dC VCllu-, 00;; a i:~ cries d.' vestidos de phantasia que-
!o para sen hora: na ra do Qneimado ^^^^v,;)^ ^^!i"!l^ rara senho^r
Chapeos
Na i-lia do Queimado
numero i 9.
Chapeos pretos (!>' primeira ciualidade, e dj
lumia elegante a 10J cada um.
Sapatoesdet|a3|.
Vendem-se sapatoes pata^nenino, do 2 a 3ft-
borze^uins para menina dej2 a 3f, ditos para se-
nhora a 3-;500 : na ra do Cabuga n. 9.
Nova isiveiifo aperiei-
Coada,
Bandos ou almoadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na na da Cadeia do P.e-
cife n. 48, loja de Leite i lrrnao.
'*
SjOOO
%
15000
s
9
sortimento de cha-
peos
Ricos bonets de marroqum para
crianca: na ra do Queimado n 37, lo-
ja de portas.
scraplii
jase
n.2,
caberlos e descoberlos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para hornera a senhora,
de um dos melhores fabricantes de
rindos pelo ultimo paquete inglez :
Southall Mellors ic
Lirerpool,
em casa de
Relogios
pechincha sem igual.
Na loja do Preguica, na ra doljueiniado
lem para vender pecas de algodao largo com 16
varas cada una, pelo barato prc;o de 15, pecas
do cassa lisa lina a 28500: a ellas, antes quc'se
acaben),
Taclias e moendas
Braga Silva & C, tem sempre no seu deposito
da ra da Uoeda n. 3 A, um grande sortiniento
de lachas o moendas para engenlio, do muito
acreditado fabricante Edwin Maw : a tratar no
mesmo deposito ou na ra do Trapiche n 44.
Fazendas com
5$500
25500
9
ngooo
'.5000
ile ouro patente inglczes. do mclhor fabricante
de Londres, o que se vende mais baralo que em
nenhuma parle, por isso que quer-se liquidar a
conla : na ra da Cadeia do Reeife, annazem
n. 4, de Barroca & Medeiros.
Yende-sc um pardo de idade 15 annos, de
muito boa figura econducta, bom official de al-
aiate, que corla o fa/. toda obra, c ptimo cria-
do ; dous negros mocos, bonsolciaesde pedrei-
ro ; um molequee um negro bons cozinheiros ;
1 res negras mocas, e oulros escravos que se ven-
dem lodos baratos, tanto a prazo como a dinhei-
ro : na ra Direila n. 66.
Vende-se um escraro crioulo, de 21 annos
de idade, sem vicio ou defeito .-Iguui, muito sa-
dio, ptimo copeiro, c niestre do oflicio de sapa-
teiro : a tratar com o abaixo assignfldo na alfan-
dega, ou em sua residencia na ra da Saudade,
primeira casa com solao do lado do sul.
As melhores bichas hamburguezas : na na
do Imperador, taberna do Campos, ha para ven-
der cm pequeas e grandes porcoes ; c tambem
aiugam-se.
Por preco commodo se rende urna escrara
parda de maior idade, cozinha ptimamente e
lava, c muito sadia : na ra do Vigario n. 10.
Na ra do Vigario n. 10, vende-se a casa
terrea sita na ra de Santa Rita n. 28.
Chegou do Cear no vapor Paran um exce-
lente corado com lodos os andares, o seu dono
no Cear inli(ulara-o rci dos cavallos, quem o
pertender dirija-se a ra da Guia taberna n. 9, e
para ver na coxeira passando a taberna ; na raes-
111a taberna perciza-se alugar ura a dous pretos.
............. S
............... 6*000
Chapeos francezes forma moderna...... 8j500
Gravaqs de seda depona bordadas a
velludo .............................. o
Camisas h*ance7as de cor e brancas
finas aJSOO o........................
Ditas ditas de fustn branco c de cor!!!!
Ditas ditas de esguiao muito finas mo-
dernas.............................
Seroulasde brim de algodao e de linho
Calcas de casemira pretasetira 9g e___
: Ditas de ditas de cores 8J e............ 100
1 Dita de moia casemira .................
1 Ditas de brim fino e varias qualidades
3#e Colletes de velludo, gorguro,
1 casemira o setim....................
I Casacas de panno preto muito lino 30 e
pequeo; flinc pale,ols dc panno pret0
toque de avaria. v''^Zo'^B^Z^
Din de alpaca preta muit finos.....! 100000
imado n. 'I10* da merino setim pretos e da cores 98000
. c muito1 Diiosde meia casemira.................. 7jf000 '
largo madapolao, pelo baratissimo preco de 5$, > Joa de alpaca pretose de cor forrados 6*500
3*500 e3JO00 : cheguem, antes que se'aeabem. i 'l'osde brim branco epardo finos...... 6*000
s de brim de quadrinhos finos
Chapeos de castor pretos de superior qualida-
1 de a 10, ditos francezes de seda a 7$, ditos de
castor brancos a 1 $, ditos de velludo a 3 e 9*.
I ditos da lonlra de todas as cores muito finos, di-
los de palha inglezes dc copa alia e baixa a 3 e !
5, ditos de fel tro, um sorlimento completo, dc '
2f5O0 a 6J50O, ditos do Chilo de 3*500, 5, 6, 8, !
9, 10 e 12*, ditos de seda para senhora, dos mais
modernos, a 12g, chapelinas com vosdo ultl-i
mo gosto a 15*. enfeites flnissimos para cabeca I
a 4J500 e 5*, chapeos de palha escura, massa'e
seda, muito proprios para as meninas de escola,
Ferro raluzido de
Queveime,
jos, a prazo ou a
(iiiieiro.
pi
vilegiado
Na
2, ha
E' ic<'3jinelia.
loja do Preguica, na na do Que
para vender pecas de finissimo
5*000
iOSOOO'
35JO0OI
sendo os scus precos muito em cunta, ditos piar Juenc* :. laes *;,c
baplisado de meninos o passeios dos mesmos, [L'"' e indicado,
lendo diversas qualidades para escolher, bonets I c0:
de galo, ditos de marroquim, ditos de vcllu- e a
do, ditos enfeitados, chapeos de boa qualidade Uuevenne e de todas as preparacoe? rr.arciaes a-
para pagem, chapeos de sol de seda para me-' 'l"u,la que inlroduz mais qoanlidade de ferro no
I nios de escola, e mesrao para senhora e para ho-; ^ucco l-'aslrico em um peso dado. Deposito em
! mens ; finalmente out'ros muitos obieclos que se-1 'crnanibuco, paarmacia d Piulo, ra larga do
Vende-se lio atorro da Boa-Vista, loja 11 82.
um rico o elegante pianoforte, francez, chegado-
uUimaracnle, do wlbor fabricante de Pars ; e-
Ltambera urna rica seraphina ou orgao, muito pro-
eill SeU nOtlo de Prio para alguma Igwja do malo por ser muito-
. 1 barato ; c realejos pequeos e grandes rom pan-
aUllliniS'aCaO pela aCade- cadana o sem ella, o que ludo se vende mailfr
mia de medicina de Pars. '
Os felizes clfeitos do ferro em um grande nu-
mero de enfermidades sao geralmente conheci-
dos. As cores plidas, as flores brancas, o em-
pobrecimenlo do sangue com os males do esto-
mago, e as palpitaccs, que sao delles a conse-
laes sao os pcincipaes casos em que o
. c para c(i tus temperamentos |
fracos elle 6 um complemento quasi necessario IdU Ulll iTl',Ulde SOl'limeiltO de
menlacao. A superioridade do ferro de
Tachas para engeelio
Fundico de ferro e hronze
he
Francisco Antonio Correia Cardozo-
Oh que pechin-
cha

Chapeos de castor jnelos
e brancos
Na ra do Queimado n 37, vendem-se os me-
diles chapes de castor.
Aviso.
No armazera de Adamson, llowie & C. ra
do Trapiche n. 12, vende-se selins para homem
e peunora, arrcios pralcados para cabriolet, chi-
cotes para carro, coleiras para carado ele.
Na loja da estrella.
Ra do Queimado n. 7.
Este eslabelecimento contina a estar sortido
de fazendas de todas as qualidades como sejam :
Ricos cortes dc vestidos de seda de 3 fo-
lhose 2 saias, e Aquile $
Paletots de panno SOgOO
Ditos de dito muito fino -SOjOOO
Ditos de casemira de cor 25^000
Ditos de alpaca pretos muito finos e
mais abaixo JJ
Ditos de ganga e dc brins 5
Calcas de caserairas pretas e de cores S
Ditas de bi ira branco e de cores
Colletes de relindo prelo e ile cores. 3
Ditos de gorguro muito finos $
Ditos de fusto
Camisas francezas dc todas as qualidades
Capara homem $
misas francezas bordadas para senhora $
Loques da melhor qualidade e do uliimo
gosto S
Mantas e graratas de seda de todas as qua-
lidades
Chapeos dc sol dc seda inglc?rs
Ditos dccaslor para cabeca muito linos
Ditos pretos os melhores que tem rindo
ao mercado
Taimas pretas do ultimo gosto
Casemlrasdo. cues para paletot
Corles de casemiras inglesas
Ditos de ditas francezas
Ditos de ditas muilo finas
Chapeos Amazona rara senhoras e me-
ninas
51000
3$500
Machinas de coslura
Milho, fcijo c farinha ; vende-sc na ra do
Queimado n. li, lojadc fenagens.
Bandeiras naci-
naes.
Vendem-se na ra do Queimado n. 7, bandei-
ras nacionacs de varios tamanhos, muito bem
f citas a 800 rs. cada urna.
Na loja do oarateiro, na
Direila 11.75
\ euiem-sc ricos vestidos de seda pretos c de
Cores, ricos manteletes dc seda pretos ede cores,
ricos enfeites dc ridrilho pretos ede cores, ditos
de froco com fita, c muitas mais fazendas perten-
centes a senhoras, ricas sobrecasacas de panno
preto, ditos dc casemiras preta e de cores, ricos
chapeos do castor prelo c branco ; assim como
sej un muilas fazendas que a vista do comprador
se mostraro todas estas fazendas scrao vendi-
das mais baratas do que cm outra qualquer par-
te na loja do haralciro, ra Direila n. 75.
Vende-se
\a ra do Crespo loja auiarclla u. 4.
Pava bailes.
Ilicas camisas de cambraia de linho de peitos
bordados de gosto novo chegadas ltimamente, |
assim como linissimas camisas para senhora e
nutras muilas fazendas de gosto e proprias para
os bailes imperiaes.
Cera c Sebo.
Vende-se cera de carnauba muilo superior a
122000 rs. velas da dila e de composic5o, sebo Porlas da lua dlJ Oucimado n. 10
i
i
2S00

K
de S. M.Singer &C. do
New-York, o mais aper-
feicoado systema, fazen-
do posponto igual pelos
dous lados da costura,
garantc-se a seguranca
das ir achinas e manda-
se cnsinar as casas de
familia, bem como se
mostrara a qualquer ho-
ra do da ou da noitc
nesta agencia: nicos
agentes em Pernambuco Itaymundo Carlos Lei-
te & IrmFio, aterro da Boa-Vista n. 10.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, rua da Cadeia n. 57, vendem-se
elegantes |>ianos do afamado fabrican-
te Traumann deHamburgo.
Yeslidos de seda.
Vendem-se cortes de resudo de seda com 2 c 3
babado?, armados, de 20 a -503 cada um sendo,
que seu valor razoavel era de 80$ : na loja de i
3#500 o
Dito de alpaca preto e decores___......
Relogios de ouro naten........tes......
REMEDIO NCOMPARAVEL.
I NGLENTO HUI.I.OWAY.
uares de individuos de todas as nacoes po-
o.iii lestemunhar as virtudes desle remedio i-
cotnparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram lem seu corpo e mem-
bros mteiramente sosdepo de havermpresa-
do inulilmcule outros tratainentos. Cada pesoa
poder-se-ha conroncer dessas curas maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que Ih'as relatam
toaos 08 das ha muitos annos ; e a maior parte
deltas sao lao sor prndenles que uinaiuipe so
mdicos mais celebres. Quaritas pessoas reco-
brar;! i.o ,om este soberano remedio o uso de seus
bracos e peinas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitacs, onde de viam sofTrer h
amputaco! Deltas ha muilas que havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, paro senao
submetterein essa operaco dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Algumas das tacs pessoas na
enuso de seu recouhecimonto declararam es
les resultados benficos diante do lord correge-
dor e uniros magistrados, afim de raaisaulenti-
carem sua flrmauva.
Ninguem desesperara do estsdo de saude se
livesse bastante conlianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algura lempo o
mentratato quenecessitassea nalureza do mal,
cujo resultado seria prova rinconlestavelmente :
Uue tudo cura.
O ungento lie ntl, mats particn-
larmciito nos seguintcs casos.
Alporcas. Inflammaco dabexiga.
Cairabras. da matriz
Lepra.
Males das pomas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras dc replis.
Picadura de mos juitu3,
l'ulinoes.
Queimadelas.
Sarna.
Supuracoes ptridas.
Tinha, em qualquer par-
le que sej a.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das arliculaces.
Veas torcidas ou noda-
objectos que
ria enfadonho mencionar, e tudo se ven de mui-
lo em conla ; e ossenbores freguezos vista da
fazenda Ujcari convencidos da rerdade : na bem
conhecida lo, ^e chapeos da rua Direila n. 61,
de Bento dc ba ros Feij.
CARROCAS.
Vendem-se duas cariocas oras, sendo para
bo e oulra para cavallo : na rua da Concordia,
confronte ao armazera-do sol.
Vende-se
na rua estrcia do Rosario n. 12, ura fogao de
ferro.
Nova loja de calcado fran-
cez, de Antonio Rodri-
gues Pinto, no aterro da
Boa-Vista n. 8, defronte da
boneea.
Neste noro.estabelecmenlo lera calcados que
recebeu pelo ultimo navio francez, dos meJno-
res fabricantes dc l'aris, e rende por'menos do
que era outra qualquer parle, a dinheiro a vista.
Vende-se urna taberna
por todo negocio, era rua rauilo commercial, no
II osa rio n. 12.
Era cas.--
taclias dc ferro fundido, assim
como se faz e concerla-sc qual-
quer obra tanto dc ferro fun-
dos Srs. Henry Fot -*tcr 'ti id O COlllO batido.
S Aviso/
& C rua do Trapiche n. 8, vende-se
Dous carros americanos novos.
Arreios americano?.
Bombas.
i Arados.
: Champeigne superior.
I Cognac.
Ilelopios americanos.
; Velas com toque de avaria
~Ksesft3aSi3ge-$
m Brilhantes ||
; SiV.lllina do CreapoN. 1 i|
Jos Mara da Silva Lcmos so- j
.9 ci de Julio l/ijc&C,., negocian-
i ^ 'es importadores de joiasno Rio ||
\M dc Janeiro, tem a honra de Dar- i
a tratar na rua do
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
deis membros.
Enfermidades da culis
era geral.
5g500 Dilas do anus. ,
9J000 ErupQoes e escorbti-
cas.
Pistulas no abdomen.
Frialdadc ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchacocs.
Inilauacaodo figado.
bairro de Santo Antonio
Rangel, armazera n. 62.
Attenco,
o
No escrlptorio dc Manoel Ignacio de Oliri'ira
& Filho lem para vender os superiores rinhos
nunca aqui rindo destas qualidades :
ChampagneCliquet.
Dita Irrey.
Lalitteuno.
I.aroseidera.
Ruquis
Relroz do Porto.
Vende-se retroz preto c de cores, de primeira
qualidade, em porcoes grandes e pequeas, por
menos que em oulra qualquer parte : no Forte
do Mattos, rua do Codorniz n. 5.
Na rua do Vigario n. 10, tem venc/.ianas aeras
i para render, apromptam-se com breridade as~
: iirn com si ; intam ec< h 'crlam-se as velhas
| Escravos fgidos.
Fugio em a noite de 2 do correte mez de
dezembro o escraro Joaquim, cabodo, de idade
de 27 annos, pouco maisou menos, baixo e cheio-
do corpo, rosto redondo, cabellos duros e cor-
ridos, olhos pardos, nariz pequeo, bocea pequo-
1 na, com falta de denles superiores na frente, usa
bigode, o qual todaria pode ter rapado, sem bar-
ba ; eonduzio urna rede, calca e camisa, lerando
v.siido calca e camisa de algodao riscado anu e
chapeo de couro ; vcio do Cear no vapor Cru-
zeiro do Sal em i de outubro prximo passado,
remeltido por Luiz liibeiro da Cimba & Antonio
I.uiz dos Santos & Rolim, que promcltera urna
recompensa proporcionada ao trabalho de quera
o apprehendcr e levar cidade do Reeife, rua do
ticipar ao resneilavel pnlilico gl^R0"11-?e.dei8ua,meDte as autoridades
,__;_____.,^, __* "._!.__ pohciaes e capilaes de campo a apprehensao do
mencionado escraro, que se suppoe fosseparao
centro do Cear, porque dizia ser natural da ru-
la do Cascavel; c muito de suppr que v so
inculcando de forro como por re/es tem feito.
Conlina fgido o prelo Luiz, oflicial de
pedreiro, e escraro do l)r. Nabor Carneiro Be-
cerra Caralcanti, e ainda recoicmenda a sua cap-
tura ; tem elle os signaos seguinles : alto, cheic
do corpo, rosto comprido, idade de 30 annos,
bracos grossos, potroso, c cora cicalrizes as
cosas, procedentes de suira que lerou em po-
der dc outro senhor. Consta andar se inculcando'
orro promette-sc boa gratificacao a quem O
r- ^* i capturai- e o condnsir casa do seu dito senhor,
... "'V -^ no aterro da Boa-Vista, sobrado n. 48.
sas ordens e amrenles obras tn- *> \ rugi no da 29 de novembro do
do dc brilhantes c pedias linas. |g
^ dcsla capital que se acha na casa
'M cima mencionada com una lin-
\m da exposicao de obras de bri-
s^ Ihanles domis apurado ostoe
!p qualidade, constando de ricos
g diademas, fitas, collares, pulsci-
,m ras, broches, bixas e argolas,
8 brincos, aneis e alfiuctcs, cru-
zes c los de grandes perolas, |?' de'f
3 commendas e hbitos dc
j| sendo tudo vendido, aiancado c
presta a
H quaesquer objectos a amostra *
dasnaspernas.
Vend-se (ste ungento no estabelecimento
geral do Londres n. z24, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
em arrogadas de sua renda em loda a America
do Sul, liarana e llespanha.
Vende-se a 800 rs. cada bocetinha, contm
una inslruccao em portuguez para o modo de
fazer uso doste ungento.
O deposito geral he cm casa do Sr. Soum,
pbarmaceutico, na rua da Cruz n. 22, em Per-
nambuco.
Fub.
las figuras, com algumas habilidades, sendo urna
dolas do mallo c sabe Irabaluar
tratar na rua do Queimado n. 28,
de enxada
oja.
refinado em caixotes, dilo em velas, na rua da Vendem-se duas escravas mocas c de boni-
Cruz, armazem n. 33.
= Vendem-se dous carallos mu bons andado-
res e gordos, um delles certaraento o melhor
de carreirac quu nunca deixou mal o caralleiro
i o .arias cavalhadas que lora corrido : procu-
ren) no Arrombado, sobrado defronte daigreja.
= Vende-se ura preto sadio, com idade 22 an-
uos, e dous moloques : ao rua da Cruz n. 60.
Meias de seda de peso
para senhora, brancas e pretas, e para meninas,
brancas e lisiadas: vende-so na loja de Loile
i Irmao ua na da Cadeia do Reeife u. 8.
Farinha de milho americana, em barricas, che-
jada no uliimo navio dos Estados Unidos : nos
armazens de Tasso Irmaos.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: cm casa de S. P. Jo-
hnston & C. rua da Senzala n. i2.
mmm sesag $mm mm mmm
M Na Passagem da Magdalena no silio do |B
^ Sr. Joaquim Coeiho Cintra, vendem-se ^
a| raccas muito boas leiteiras e acoslumadas 1|
^ ao pasto, c bem assim bois mansos para 5J
mmm y&vm ^m ^^mmwm
Vende-se ura bonito moleque do idade 18
annos pouco mais ou menos, boleeiro, e urna
caboclinba de idade de 6 annos : na rua da Ca-
deia do Reeife u. 51.
Domingos Ferreira M tia, mo-
rador.na rua do Apollo n. 4,
tem para vender : 1 escravo par-
do de idade de b a 30 annos,
bom ofTicial de carpina ; outro
dito tambem pardo bom ollicial
de pedreiro ; outro dito tambera
pardo de idade 17 annos, bonita
figura, mais sem officio ; salsa de
superior qualidade cheeada do
Para' no da 9 do corren te no ^
vapor Paran', vende-se por a
menos do que em outra qualquer 8
parte. H
Cavallo de sella.
Vende-so um excellentc cavallo dc bonita cor,
bom andador e muito manso: quem pretender
dirija-se ao sitio da capella da estrada de Joao de
Barros.
Vende-sc una escrara laradeira e engom-
madeira permita, e cozinha o trerial, carinhosa
para crianzas : na Boa-Vista, rua da Alegra
numero 3.
Vende-se no sitio Caixa d'Agua
G bois mancos para carro e 4 vaccas de
leite : a tratar no mesmo sitio com Ma-
noel Joaquim.
Milho e farclo.
Saceos grandes a 6$000 : na Tua Nora n. 52.
crreme
j; mino, o escraro Fabrio, crioulo, e representa ter
20 anuos de idade, principia a barbar, boa esta-
tura, bastante fornido, cor lula tirando a cabra,.
por precos couiuiodos: ua rua do 3? b",,,s donlcs- maos c *f*l,oni r'ilos,e guiares,
f, r ,. ?*s cabeca coroprida para haz c para adiante ao que
l.respo n. II, segundo andar. % chamam duas cabegas ; provavel que se inli-
S inihoni sf ni'f-cl-i -i in-inH ?r^ lll' ^,; frro Por ser bem fallanle e andar limpo,
'' pois levou roirpa : quem o apprehender lere-
aoengenho Palmeira, freguezla de Jaboalao, ou
s Cinco ron tas, casa ti. 13, que ser bem re-
compensado.
Da refinaco da rua da Concordia n. 8, fu-
giram no din 5 de dexembro, s 2 horas da rrra-
. drugada, dous pretos com os nomes e signaos se-
guinles : Joo, crioulo, idade 30 anuos, pouco
I mais ou menos, estatura bem alta, cor preta, cara
bexigosa, e lem una marca abaixo ao pcilo, co-
! rao de caustico ou gaeimadora ; o outro de nome
1 .uiz, da inesma idade, pouco mais ou menos,
de naco Angola, cor preta, estatura baixa e
Tecas dc algodao Irangado, azul, com 32 co- cheio du.f,"Pu. tam ura signal como de um lalho
rados por 4>50 : rendem-se na rua do Crespo,
So
aria;
; luja da esquina que volla pata a rua da Cadeia
Enfeites de ridrilho e de retroz a Ij cada
um : na rua do Queimado n.37, loja de l portas.
Admira.
Velas de espermacele a 750 a libra, em eaixa
a retalho ; na rua Nova n. 52.
Vendem-se na rua do Cabug n. 2 11., loja de
miudezas do Joaquim Antonio Dias de Castro.
Fil
com 2 1(2 raras de largura a 800 rs. a rara : na
rua da Cadeia do Reciten. 48, loja de Leite i
Irmao.
Brim trancado de linho lodo
prelo,
fazenda muito superior; garante-so que uo
desbota : na rua da Cadeia do Reeife n. 48, lo-
ja de Leite & Irmao.
Sahidas de baile.
Na casa do madama Theard, na rua Nova, ren-
dem-se as sabidas de baile mais ricas e do mais
apurado gosto que tem vindo a esta cidade. As
senhoras do tora nao peream, pois 'ao boa oc-
casio dse prerenirem para o sumptuoso baile
quo o corpo dc commercio ral oderecer l SS.
MM. II ; e, proravelrncnle, para um outro que
na espadoa direila ; este escravo estere fgido
por espaco de 7 anuos, c reio ha pouco do enge-
nho Anhumas do Rio Pormoso : quera pegar di-
tos escravos, leve-os tcQnaco cima, que se
gratificar com generosidade.
I.ivio dc Souza c Siha.
Ausenlou-se no da 4 do correnle, da caso.
de seu senhor no siloda Joaquina, cm Ponte
de Uchdo, una escrara mulata de nome Claudi-
na, estatura regular, a qual tra/. os cabellos a-
tados, tem defeito cm um dedo ndex de urna das
raaos, proveniente de un panaricio que levo :
roga-se a quem eucoiitra-la, queira apprehende-
la e levar ao referido sitio, que ser recompen-
sado ; protestando-se usar dos meios que a lei
faculta contra quem a liver occullado.
Escravo fgido.
De borlo do lugro nacional Sanio Amaro,
fugio nodaSdo correnle o prelo marinheiro de
nome Jos, escraro de Francisco Gomes da Silra
Saraiva, de idade de 3 a 40 annos pouco muL
ou mellos, altura icgular, reforcado do corpo,
falla bem o portuguez apezar de ser africano,
tem a barba cerrada, porem bem rapada, sabio
de bordo (rajando camisa branca, calca de case-
mira escura e chapeo branco de fcltro, c um tan-
to loquaz e bastante desembarazado : roga-se
porlaulo as autoridades, pedestres e capilea do
campo, e mesmo a qualquer pessoa que o conhe-
ca o aprehendan e le\e a presenca de qualquer
nutoridade policial para o mandar rccolher a
s. H. o Imperador lem de dar ao archiduque Ha- casa de detencao parlicipando ao abaixo assigna-
ximiliano d'Austria. Vendem-se mais ricos en- | do no eslaleiro de Santo Amaro, que gratificara
feites de plumas e flores, e yeslidos blancos para ao apprehensor.
baile. 1 Franciico Gome* Sitia Saraiva-
MUTILADO


rs
DIVRIO DE PERXAMBL'CO. QUINTA FF.IRA ir, DE DF.ZE JIMIO DE 1851
J
Lileratui'a.
V4COMA.
ir.- fmann, em mu dos seus momentos lucidos,
irosdo que so pens, disse:
& rfwtnilera natureza na mauifesiaco a mais
lo senlimonio profundo, que-revela a
mu i) pros utiraonto do iiui-
i Ja arle.
N idioma, era
. ...-i.... :
. idor i |>ii"fund.'/. d.i leu olliar,
, i (! leu sorri !, c arco i oosle
UtiiLle, que d< ><:.!.,un leus labios.
i'U -lili' :
n --. iiv -:11 devo por venluia adorar o ma-
.-r)" ? A alma devo cuidar do corpo desti-
* perecer ?
T'iMitK-/.a di" mou olliar < a s >l nasccnle...
me: goslasdo sol ou da sua luz ?...
' -"1 i]f a forma, ou a luz que o espi-
-:
A magnificencia do meii sorriso a brisa que
. Miz-ino: aprecias a hesi ura da brisa ou o
.-aan.'i' ?...
A !'--Lin.i que a sensaro, ou o perfume que
.*! v.1-"
sea ix l -' do meus labios 6a promossa do
it r.:c... Diz-mc : amas u futuro ou a promes-

a Juvida, ou a promessa que a
- <,->r..-i:ea"?
.nuca o mou sopro, olli
. /. : hanmta, ella en la hn.
i tclarcocm.
- para que desprezaso melhor
y ttxmcu involucro superiiciallt
n-opriaalma um ente, mas nao invoques
ule, nao adores senao a estwncin divina que
- ate, a impotencia, a iinmorlolidade.
us sentios admira a nivea viso, que urna
aprsenla, mas nao le euibevoeas na
i que a cora ; pendra as profunde/.as de
u.l.adc. Alli soincntc osla a niela de la
[li somonte encontrars o caminho da
c...
En^kAava Kachoma, a mulhcr do resplendea-
.."'.., e Ihe disse :
Sachoma sa alma de minha alma !
spondcu-nie .
Insensato !
I issuir-me que obstculos, venepsi
.: o obstculo o noviciado du

maslc por icaso lagrimas sciontiflcadoras,
sai c | uite lanzada entre o hornera eo poe-
irtrc a Ierra e o reo?
i < i. e. rvo j gento as dentadas da duvida,
terpcule que derrama o ardor da ulelligon-
i i n fogo do veneno ?
obras acerca de Isocrates.Us que escrevem a his- pretender mais, porm s sob a condicao d
loria da liltcratura grega, dan-lho naturalmente a<-.icscenlarem sanos qualidades uleis ou ama-
seu logar nessa historia (1) porm entre os el is- veis um sal que nem sempre ha aellas. De ou-
sicos dos bellos lempos da Grecia no ha ne- iro modo uap fazem lodo o bem que parece de-
nhiim que seja menos lido e do quera menos se I viam fazer; dosgostam do mal sen o curarem ;
fallo lora das escolas. Penelon, servio-so de sen lornam-nos antes razoaveis do que bous e fortes;
nomo para eondemnar a rethorica, e pela na- fazera mais honra a si do que servicos ao seu
mira porque falla doli, ve-so que apenas o co-1 paiz. Mgumas vezes tambora por falla de bas-
ilisco. Nao s*i se Vollaire quo lio curioso ora, i tanto ardor, nao tem essa sabedoria que procu-
i no son reme. Th masque fazia elogios e rain, e a [ucllesqne na apparecencia so menos
qurescrevia sobre os elogios, nao polo csqiio- judiciosos do que elles julgara melhor pelo co-
in- racao. Conservara todava sempre o graudc mc-
inspira; pode a
.iloia incus raios
apenas me
co-lo e dedicon-vlhc um capitulo, anda qui
completo, a iradueQfio franceza do Auger, que
se publicou ara 1787, em hora pouco .favoravel,
apesar dos seus ttterilos, nao era bella bstanlo
para popularizar Isocrales e depois dessa nao se
iti i. I
Barlheleniy, na vitgem ele AnacharsU, Iracou
de passagera um qetratn interessanlc da pessoa
rito de presersar-sede ludo que loucura, to-
lice ou escndalo, e de conservar-se em ludo o
que a maior parle da humanidade capaz Je
fazer. F. se elovara-se acinn disto porqualquer
lado, se lem no espirito algum dom qup os des-
tina-no, cnto vem juntar-sc vivo inleresso a con-
sideracao que iuspiram, c os homens desobri-
;ain, se seguindo
liuico da philosophin, o inda:
coiu Cicero a arte da palavra al as t'ontes", ella
se confunde cora o trabalho do pensamento. His
toricamonle que devenios examinar essa preten-
Cao de Isocralos, examinando nao o que phi-
losophia em geral porm o que era ser pbiloso-
pho em Alhenas por este lempo. Ileconhecc-seque
a escola de Scrates j cnto formava alli um par-
tido, ilir.'i quasi utna seita, porque a morle de
Socrali-s tinha-a consagrando; ella linhaf e eol-
io. F.ra rcligiao, em ni ral, cm p >l lien, .
ralos Socrticos erara animados Jo mesmo es-
pirito. Suas crencas erara mais rasoareis que a
de grande numero de lioniens, Bdis
erara ni lis sevoros : no que diz respeito i idade
suas ideas erara igualmente opposlas s da mul-
lido. i-1 i lea| ensava como IMatao, cora \
uophonie, como Scrates ; porm o que Scrates
seus diziam aos discpulos que cora
Xo.'S milis
mocidado.
?iavamb,?'I'on!-da c2fron?er allV \XJuS^3S^Z dls;ral,era-1 ahn.enln.la a irem queixar sejem Alhemas. Todas
J. .. ,, ; -......"----.----- v .wU< m- ui.v i "un- uuv nuil cri iva
elsocrales, sera demorar-so sobre os seus dis- gam-se paracomelles com applausos sympalbi-i philobphavam, Isocrates reDotia-o em oarle na
Harpa nem sa quer consagrou-lhe um
Nada acho a seu re.-peilo e.m Chaleau-
eos, conservando sempre ura amor nnis torno
e una gloria anda mais viva aos meslres pujo
SCourirso oceupou de Isocrates com pensamento mais elevado e cujo impulso
mais generoso. Em urna palavra, vemos em
Isocrates o que valom urna virtudc e sabedoria
honrosas, Ilustradas por um bollo talento, po- ataca OUSadamente os rheloricos'na
cursos,
artigo,
briand.
amor: mas Courier era quasi um Grego carao
Boissonade. Os coiticos Ilustres dos nossos lem-
pi s nao lem fallado de Isocrales. I'mlim esse
tlenlo lo completo e to afamado a inda precisa
de ser interpretado; a juslifcaco de um estu-
do que pode olTei'ecer dons interesses, quor con-
siaerando Isocrales em rclaeo historia a que
perlence, quor encarando nfille s a arle e tlen-
lo de bem fallar.
fallemos prireiroda historia. A vida de Iso-
crates, quero fallar il^i iiiolla parlo da vida em que mediocre objectoT Todava como o estylo e a ex-
elle leve fama e influencia, eslenJe-se do lim I pressao dos senlimenlos. ve-ao que as mesmas
di guerra do l'eloponso ao csl.ibelecimonto da verdades que a historia aprsenla, tambem a
doiuinai o maredoniana. K' o ullimo periodo da critica liIterara apresentar, apenas sob oulro as-
existencia da Grecia livre, urna das pocas mais pecio. Acontece com a delicadeza, finura, ele-
mes rao c os
inguagera do mundo o ao mundo
phitosophos Ih'o agradecan!. ,
l'latao deu a Isocrates, pela bocea do proprio
meslre, o titulo de orador da phitosophia.
na Piteara, sua primeira obra, em que elle
A apreciaeao da rhelorlea de Isocrates c do
sua bella linguagera parece, em coniparaco
ao leu joven amigo.Porm diz 1'heJra, nao do-
vemos esqueccr o leuQual ? bello Isocra-
'> que |he fars di/.er Sociales, e o que pro-
agiladas, cheia do hutas das cidades gregas, que
se arruinam reciprocamente em provoilo de um
smhor muito desapercebido, depois sbitamen-
te incvilavcl; cheias tambera essas cidades de
agitanos intestinas que as consomcm, que dao
aos espiritos o mais alto grao de vivacidade c de
' ? Tois
trium-
gancii, dislincco e dignidade do discurso o mes-
mo que com as qualidades muraos do que sao
iraagem: csiimam-se, honran-so e mesmo che-
gando a corlo grao, admiram-so ; separara um
escriptor do vulgo. Sao dons raros; todava nao
enlevam, como um corlo espirito o genio que pe-
cnorgia. Alhenas principalmente a nica dessas I ttolra-o a quo se nao resiste. Este aceordo en I re
reoublicas que bem conhecida, porque deixou o gosld c a consciencia, julgando-se lano um
urna liileraiura q o lomos, Alhenas, a- cabera da como oulro, j urna lico ulil que se lirada
Grecia, a ridade dos oradores que sempre uiu analyse. do talento do amor; porm aim do ta-
aeco n pensamento e a palavra, e cuja voz se'
fez ouvir pelo munil ainleiro, leve durante esse e lomada em si mesma, que nao existe s em
periodo a iiriis dramtica vida. Nunca se Ihe I sociales, porm que nao se deseuvolve e patcn-
pode applicar melhor as palavras de Bossuet
( Lina ciJade em qie o espirito, a liberdade e
as paixes davara lodos os das novos espect-
culos. Todava nao s a nossa curiosidade
)ue excitada, vem a jiintar-se-lho um senti-
uunciaremos a seu respeito "? Isocrates"ainda
muito mogo : todava quero dizer o que auguro
delle.
Entao o que '? Parecc-me que era seu
.genio ha alguma cousa de mais elevado que no
de Lysiasequc elle de um temperamento mais
generoso, de modo que nao me adrairarci se,
quaudo elle for crescendo em idade, no genero
que hoje exerce, iodos os meslres parecerem ao
seu lado enancas, c se n se contentando com
essvs sureessos se abalancar a rnaiores cousas
por um inslincto mais divino, porque, na verda-
de, mou cabro l'lieJra nelle ha philosophia. tis
o que pudimos ir dizer-lhe da parle dos deuses
ei.lo anda ha a considerar a arlo, ou antes a ar- a riaem consultamos.t ao leu Lysias e cu ao meu
Scrates.
Aquellos que achavamesse Icsternunho muito
dos deboclies dos sentidos pelos gozos do pensa-
mento : porm que esses mesmos censores, lao
promptos em indignarem-se qnando vem um
mancebo que reflecte, que se esferas por dar ura
sentido sua vida, sao os homens' mais facis e
indulgentes para com aquelle que gasla a sua
existencia as voluptuosidades gi isseiras ou em
ama i:, [olcncia estril. N3o, Alhenas nao i
''1'1- nao polo r, que o pensamento o
ro mulo ao< respetos do genero huraa-
"". '!' assim i: unoaquelies quo pensam e que
|l/l'"1 pens s.i i rasque maisfazem pela sua glo-1 Sera o
na, e pie ao contrario os ioinigos do pensamen-
':' lambei i o da patria quem deshonrara.
1 4lr| '" calumniados formaram-lhc os
grandes homens que ;, Ilustraram e servirara :
nao seja ingrata para cm elle.-! ls a linguagera
que Isocralesempregava em ura discurso escrib-
i com idade de oilenla anuos, i: qtjanlo basta
para jusliliear as complacencias de Platao o as
promessas linsongeiras que coi loca na bocea de
seu mestre em favor do mancebo que em sua ve-
Ihice assim dovia fallir, i", cerlamente ura disc-
pulo digno de Sociales, e para nos servirmos das
palavras de IMatao, que o honrara tanto, porque
nelle ha philosophia : porm ve-so agora que a
philosophia de Isocrates nao urna sabedoria
a bs ti acta ou banal, independente dos aconteci-
inonti),- pessoal c viva, um todo de opinides
o senlimentosque se referem a ludo o que enio
occupavain os espiritos o interessava Alhenas. Ha
um pensamento dominante que guia o seu traba-
lho e sua vida ? qual elle c ? o que ama e o que
condemna ?o que sustenta e o que combale ?
Por estas quesles, es-nos no coracao da his-
lona.
AS ideas de Isocrales sao as da escola socr-
tica, com as nuances particulares do seu carcter
o do seu espirito. Ura a poltica dos socrticos
era Alhenas, como em Franca a philosophia do
seculo XVIII, eslava em npposicao com sordera
eslabelccida, mas com a diltereca consideravcl
lo que a philosophia franceza apoiava-se no cs-
essas miserias nao resultavam de ser a repblica
alhenicnse urna democracia, porm sim de ser a
democracia do alguns e nao de tojos. Kssa rnul-
tidao exercia na realidadu una lyrannia.e. como
os lyrannos, usa va de seu poder para satisfozer
seus desojes e para dispensar-se dos seus deve-
res.
Quera reinar pela guerra eJio quera fazer a
guerra ; pagara pois a mercenarios, c essa a
guerra perpetua dos bous cidados ; porem com
que os pagara 1 Com o dinlieiro dos subditos.
s subditos, nao liarerio mercenarios, por-
que quem os tea pago ? E sem os escraros,
larabem nao havera mercenarios, porque se lo-
dos os habitantes fossem cidados, Alhenas nao
lena iiecessidade de eslrangeiros para defen-
dor-se.
A mullidlo queria ainda (er testas, espectcu-
los, dislribairoes ; pagava ludo isso, com que 1
como dmheiro de seus .subditos. E como o que.
administrara nao erara os seus proprios dinhei-
ros. nem os fructos do seu trabalho, porem os
fructos dos trabalhos de ouircra aiminslrava-os
mal, e perda em desperas loucas os recursos dos
servicos pblicos Emflra Alhenas era abando-
nada a todas as miserias, privadas ou publi-
cas todas as especies de nferioridade que
a cscravido traz comsigo, assim lodo o atan-
do aniigo. Njo .-,c Iralava
la dos males que soflria
dos perigos de que eslava aniearda, do restrin-
gir a democracia ; pelo contrario, fora necessaro
dar-lhe mais expansao, tanio l como em todas
as cidades do mundo anligo, estende-la al on-
de se lem estendido a democracia moderna o fa-
zer '
G
me
pois para Uvra-
ou p-la a coberlo
a lio bem cm nenhum como nelle. O que vale
a arte, islo o emprego dos proco-sos calculados
para ooITcilo, e do nina forma estudada ou mes-
mo apurada l Toda a eloquencia sempre a lem
admillido de algura modo, cha genero de clo-
magnifleo tatvez procurem recusa-lo dizendo que
Plalo quiz lisonjear um orador Ilustre e admi-
rado, que era mais velho que elle alguns annos
e qoe tambem podia favorecer a fama nasccnle
do seu amigo. Talvez acrescenlcm que aos es-
., ....._ ,__. ------------- .--- 7",-; --------,-.... 0...^.^ -.... ui. sl-u iiiiji, liinw acresceniem ue aus es-
menlo mais snive o mus profundo Alhenas quencia que della faz grande uso. Uuaes sao as pirilos originaos pouco cusa louvar talentos f.-
concebeu o ensaiou a monarclua antes de lempo; | suas v.inlagens e sedueces? quaos sao tambem lizas, porem menos poderoso* que se fazem ap-
araoii ao menos para os seus concidadaos, a os sous inconvenientes e perigos? Aqui admira o plaudir sera dominar e que nao poderiam fazer
.-.; raaceiastc os ataques do sorimunlophy-
, ; itepura i corpo, e di tortura moral que
isa u pousaineiito humano .'
teste Je ser hornera para comeear a sorau-
i4a sombra da Bivindijde, eparache-
i mira, necessaro olerarj-se ale Dos.
lo murmurei:
Kclienia, perdi mullos ihesouros que me
;, .; 03, cb Tol: a dor. >
cuci o poder que rae reg-, o respon-
ininb i longo... E eu stou fraco: a
!( present o leamei, antes mesmo de conhe-
- -v' ,- aspiraco Ilimitada.
bema tu es a alma, a mniensidade; nu-
r.icessoiihos paravam nos limites do milli-
, grabas a ti, ellos se elevara e voam pa-
. Cuito.
Caibette sorriso debuxou-se nos labio- de Na-
t. .:..;, a qual levantou sua alva ilexlra, o cora
oc iutrmoniosa caniou :
lacra e er Espera e er !
'crquatrlo na arte assim como no amor, enlrc-
mprehender oinlinilo caminharpara a
-i- miiii I Naclioma, a illuso de oraanoile
. .-: : andamenos que o fogo fatuo fluctuan-
Urc os charcos, menos do que a estrella gy-
tme espaco, menos do que o ragalume rc-
,'ziiJu uas llevas; igual folha .-acudida
r*Jrt< rif:iti, niivem acoilada pela lempestade...
cj aaali de um leriaeki.
i.Xchille Simn.F. Villela.)
do futuro alli deu suas primicas, ira por le tas e da essencia vai fazeudo desapparecer cada' vez
no enlantoj grandes. Como "nao nos inters- mais a da fom.a, a rhetorica desipparece, a com
sariamos por Alhenas nos seus bons e raaos das t posieo lorna-se improvisarn, reduz-se quanlo
ora admirando-a. ora cnsurando-a porm las-1 posslvcl no estylo a despez de lempo c de tra-
balho corno superlua ; o discurso lorna-se con-
timando-a sempre, deplorando, nos fados e des-
granas que a conJusiram a escraviio, queros
deslallocimentos o flaquezas da natureza Ilumi-
na, que Oca sempre a baixodo que se propon fa-
zer, querasdoses de una torga cega que lom-
ba do homem c de suas melhwcs ambicoes e
Ihes d algumas \er.e^, lo insolentes e crois
desmentidos?<0 inleresso dessa historia inexgo-
tavel ; de qualquer raancira que a inlerpreleraos
i.'slujos sol>rc aantifraidade g;reg;a<
.*. 1KTE E OS IUSCI RISOS DE l-ViCHVIl S.
I.Socrae. Opera. Uecofmocil, ecl, G. E.
r, Lips. .R5.Qratoras aliici...- So-
c- .*;.<.*... cu 'i tramlactione repela a Carolo
reto. Par-, Firmi Didoi, 18i7.O dis-
'' s erales acerca do Aalcdores Iradu-
m rince/. pela primeira vez por A. Car-
indito' etc.
aruditas, que nunca.se caneara de estudar
-ii.ee entos da antiguidade, nao cesso, se-
i :> Jeronyrao \Volff, llcnrique Eslienne,
( ua, Becker, de publicar lodos os das
versa, e o lvrojorna
Obedecendoa esse movinieulo, que lalvez boni
e irresislivel, nao leremos urna saudade de ou-|
Iros hbitos Iliterarios, c nao nos dar pr'azer re-;
ler algumas vezes e admirar essas obras poli las
que os meslres d'arto elaboravam com amor e ;
com orgulho ?
Es as duas questoes, urna de moral poltica, |
tu compreliendanios. ha sempre maior interesse oulra de crtica Iliteraria, que se achara compre-
era esluda-la melhor, o j Mr.Mcrimc na lleoiata
dando noticia da grande Historia Greyi de M.
Grotte, moslrou quanlo essa uoca 6 considera-
rol equo rica em instrueces. Isocrales li-
guri por muilos ttulos no quadio desses lem-
pos. Por un lado cenia o que' v fazer: por sua loriga vida, contemporneo de Demosthcnes ;
oulro obra, nao como os oulros oradores, por ?oas duas vozos muito differenles o muito pouco
decretos, porm por meio de Uceos ou de con- de aceordo, toram ouvidas ao mesmo lempo e
suras. ; por occasio dos mesmos successos. Isocrales
E' um conselheiro moralista que prega ao povo apparece seguido por todos os oradores da poca
alheniense. lntcressa em primeiro lugar, como macedoniana aos quaes formou, e dous sceulos c
ra
amigo, creo ; iiorm Isocrales deven sua amisa-
de pedir nspiraces aos principios de Plalo.
Cada applauso que essa nova eloquencia recebia
aprorettava philosophia ; por isso que Pla-
lo ama a gloria de Isocrates e serve-a. E'seu
Pa. | alliado contra os adversarios Cummuns, contra
os partidarios'do gos'.o migar, que tambem sao j
os das ideas baaos e dos procouceitos pblicos, I
conlra os sophislas e oradores populares, sobe a
liga dos quaes Sociales liara suecumbido. I".
nao pessoa de Lysias que elle quer mal, po-i
rem oque ataca era Lysias urna arle oratoria
que nao recebeu lieoes da philosophia nova c
nao a acompanhou.*
Isocrales nioslrou-sc digno da honra que Ihe
f"Z Plalo, sendo liel causa da philosophia que
nunca separou da sua. Cobria-se com o nomo
do philosophia quando nelle a taca va m a ario Ja
palavra. !' a causa da palavra a mesma que a
do pensamento ; se aquella for desacreditada, es-
la tambem o ser. As lettras, o nome moder-
no que melhor corresponde ao que Isocrales cha
na philosophia, envolvera em si a philosophia c
a eloquencia como as inrolvo era si a espirito
iumano.0 cora effeiloao espirito humano, ao
hendidas em um estudo de Isocrales. e que por
si s seriara iniercssanles, Alm disso apresen-
lam-sc no meio de recordacoes e de nonios que
os homens conhecem. Esse mestre do Alhenas
discpulo de Sociales e amigo de Plalo o, por
dignos de cerlo de estima e benevolencia, ellos Co popular ?
oblera de ordinario esses senlimenlos, e podera
I.
Historia da
-------------------------] A Grecia o Alhenas exerciam com amor, entre
tttteralura greja, lodas as arles, a arle da palavra.
(1 Pierron,
1850.
,(2j Augor nao podera Iraduzir o discurso so- [ dos e musiravara-l!ic as maravilhr
bre o Anledore* de que se perlera grande parle' vam-nos de artistas de discursos
c que s fui encontrada cm 1812. Sobe esse li- j esses meslres, o mais perfeilo qui Grecia e
lulo queso refere urna aceo judciara que ; Hienas couheceram, fui Isocra
intil explicar aqui, esse discurso no realmen- c a do primeiro dos rhelorico
te seno urna grande apologa de Isocrates feita Todava elle apezar de orgulhoso pela sua ha-
por elle mesmo, talvcz a mais intsressaute de | bil eloquencia, tonv oulras prelences. Conla-so
suas obras. Augusto Cartelier, discipula da es- no numero de phitosophos e chama arto que
Os discpulos podem ser magistrados, generaos,
ministros e devera ser poupados ; porm osmes-
ires nao pausara de uns parladores, e vngam-se
-I delles pelo ridculo ou pela calumnia. No I
lempo
las muilos homens que eusiuavam-lhu os segre- do iSOc'rales era, segundo parece, a tctica segu-
" : ouaitiica-
/as le ludos
da. Une diziam quenada se aprenda com esses
homens, que seu ensino nenhum resulla lo lirih.i:
Cl* ; ?!","? ^:'!hecora.m- lcrales. -Sua reputado lor. .uj),or da m lcidade Tuham ^^
cola normal, morto Ires anuos, deixou em nia-
nuscrpto una Iraduccao do discurso sobre o
Antedores que breve ser publicada.
profossa philosophia. E philosopho com elfo
lo ? Sem contestacao moralista ; porm seria
un erro discutir aqui de um modo abstracto a di-
FOOIETHl.
1 BGALA DE BALZAC. ()
S*4nr ^latame C do Giranliu.
111
(Coutinuaca >.]
nmdchegou ,i cesa da Sr." Poirceau meia
menos um quarto, como \ierdadeiro ami-
rasa ; eslava cnto mais aborrecido que
-.. Nao goslava dos bailes, das reunies de
arpara?a, porque nesses dias linna dcdeixar as
- de laco alio, e com sapalos de'Ver-
5 | r ii.i doze linhas d'alluta.
[Sempre elegante Ihe. disse a mai de urna
Mi-inga qnedansava ; lodos sabem que as po-
t i ajis cousiraiig las a flearem nssentadas n'u-
i toda a noilc, eslao sempre alerta pa-
las os conversas, o primeiro fallador que
abarvessa a sala de dausa lica preso na sua car-
tea interrompido no vo ; colladas, ellas
ro r.slo lo onfasiadas !...
Crao V. S. vera larde, disse una....
Lrgrond nao respondeu; dous homens eolio-,
- Oanlo delles ioubavam-lhe a vista do!
iirteiramcnte. O homeni eslava furioso;
.-so lo pequeo, e de lal modo perdido!
M -aroiYidao !...
altivo corsel ; lambem um tolo indiscreto ou
jiio pode fazer abortar o planos mais sublimes
de um hroe.
V. Exc. nao me esquoceu, nao assim mi-
nha senhora ? disse Tancredo, Sr.a Poirceau ;
eis-aqui a sexta quadrilha que V. Exc. rae pro-
mctleu.
O pequeo hornera, ouvindo islo, pulou.
De V. S. ninguem poderia esquecer-se, res-
ponden a Sr.a Poirceau.
A estas palavras o pequeo hoiium tornou a
pular.
A Sr.* Poirceau nunca tinhaen sua vida pro-
nunciado urna nhrase to graciosa e lisongeira, c
islo era mo sgnal.
Poirceau veio depois procurar TaucreJo para o
apresentar a um dos seus amigos.
A senhora nao hado dansar mais com esle
rapaz, disse Legrand, trmulo de colera.
Eu? e porque, aehor ? !! replicn a
Sr.J Poirceau com dignidade.
Porque nao goslo delle.
Paciencia ; ser preciso que o senhor se
coslume a v-lo, porque meu marido o toma
para casa para substituir o lugar de Uupr.
Nao podo sor, senhora, esle rapaz nao
o substituir nunca-; isso nao sotrerei cu.
Mas, senhor....
preciso cuidado ou escolher entre mini e
esle fatuo A senhora enteude-mc ?
liissc.
V
No dia seguinle, Tancredo npresentou-se em
- Tf'."s." ainda agora ebega ? conlinuou a pri-S "sa P"ccau para tomar posso do seu novo
ara dss mais que encelajara o dialogo, prova- S?2K ISSSThS 0t ida comPanl"a
. ..*^ .. li; se"tim- ronlr.T n lfif-on(ii,-\ riton inn
wdumeatc ainda nao vio o phenix de que todos fal-
Imniaqui ?
pas apoiando-se nesle gracejo, acrescen-
Al agora tiuhamos companhia do Phe-
SK, gora o phenix d companhia.
graud nao goslou dcslc fogo de pala-
o_
Nao sei de que phenix V. E.xc. quer fallar,
r Kjxmfiexi elle mmenle.
De Apollo, do Cladon, do Adonis : do co-
the de todas as damas.
Eu repilo a V. Exc. que nfiosei o quo quer
com osen Apollo, com o seu CelaJon, com
Adonis e cun a sua coqueluche de todas
. unas.
i pebre mai fcrio-se com a afTectaco que
IjQiand dava ssuas palavras, quando" repetio
; i, aedlla hara dlo, e parase vingar.
T.a estava persuadida, disse lla, que V.
quera elle
5. sfbia
CJtr..
Ede tambem
t .
era
era, por si
fulminante
tambem da
Legrand co-
du seguros conlra o incendio recebeu-o com me-
lancola, e lendo-o olhado tristemente como a
um amigo que preciso dcixar, llic disse pouco
mais ou menos o seguinte :
Meu charo Sr. Dorimont, eslou muilo
conslrangido, muilo triste, -mc inteiramcnle
impossivel dar-lhe o lugar que Ihe tinha pro-
melldo. Estou muitissimo contrariado ; cusym-
paihisava tanto com o senhor Tudo o quo sa-
bia a seu respelo era tanto em seu favor! Po-
rm devo ceder, devo render-rac ; minha mu-
Iher razoavel, muito razoavel, enteiide ? Nao 6
deslas senhoras que gostam de arrastar no seu
carro desteselegantes, desles janotas, desles /-
vas-amarcllas, como so diz vulgarmente. Nao,
una mulher simples, que nao procura brilhar, e
por fim de contas a sua belleza, Sr. Doriraonl
chocou-a.
Tancredo ao ouvir estas palavras, fez um mo-
vimenlo desorpreza ; pensava um pouco na sua
belleza e to pouco na Sr.u Poirceau l.
Meu amigo, conlinuou o excellenle director
da companhia de seguros conlra incendio, nao
10.
kaije.
ifim, revoltou-ye, rompendo a mullidao, c
:ido (i'ura lado c d'oulro, aproxiraa-so da
ta. fia casa. Tancredo che-gara ao p della no
o momento, Legrand vio-o c ficou embas-
-a, rios de fcl percorreram todas as suas
i o odio, a raiva a mais feroz, lizeram
ar os seus olhos.
Tancredo adianlou-sc cora ura ar sereno e
eso sem pensar que o seu deslino so deci-
j. -jai! osle pequeo corpo desapercebido c to-
i paT sua nica presema todo o seu porvir
rara dse mudar.
Bm o se alegra de-
casa um rapaz cuja belleza lo nolavel ; se o
odmitlisse seria ultrapassar os limites da mora-
lidade, do bem-viver e cobri-lo de ridiculo ao
senhor. Que Ihe podia eu responder contra islo ?
Nada, l-'oi preciso submelter-rae. As mulheres,
meu charo, lem inuitas vezes rnais tacto que nos
e todas estas cousas que ainda me nao tinham
lenibrado a mira, lembraram-lhe a olla n'ura mo-
mento. A belleza s vezes una vanlagcm, mas
oulras una desgraca, amigo.
Tancredo nao respondeu. Este velho homem
que Ihe fallava da sua belleza hara um quarto
de hora comecava-o a cancar ; alm d'isso as
so
ver ha una hora tao f'sPon,nCas estavam perdidas por nina causa to
i crthido.de ler por protector um homem. m,-.':ravcl! Tancredo Itnha razio para se dis-
r suas rejacos, o podia ajudar a fazer sua
Ortxnxa ; em vo prepara um namoro com a se- E' admiravel, conlinuou Poirceau, que as
Arariba da c-isa, em vo forma os mais lindos pessoas devara ser lamentadas por terem a qua-
frojefitos : ludo se destruir, ludo ser desfeito 'id_ade que us mesmos estaramos tentados a in-
n pequeo ser intil, que elle nao vio en- ''jar-lne. E' preciso que eu Ihe confesse ain-
da una cousa...
kar Okl fatabdade o que a vida,assim co-
mm amis pequea podra pode fazer cahir um
i Mantua era casa de quem o Senhor esleve
! u'oulro dia, e por quera o senhor me foi tao re-
Vamos, disse comsigo Tancredo, o que me
ir elle confessar ainda.
[f Vido o Diario n 280.
cominendado, nao o quiz admillir em sua' casa
pelo mesmo motivo.
Como pois foi por me achar...
Dcmaziado bello, enterrompeu Poirceau.de-
niaziado bello ; recciou por sua ilha.
Mas ludo isso ura absurdo, exclnmou
Tancredo fra de si.
No absurdo, mou charo, prudencia ;
eu no lugar d'elle lena feilo oulro lauto Mas
ouca-rae, lomci interesse por o senhor, quero
ser-loo til. Achules Lennoix.esle. rapaz a quem
encarregaram do caminho de ferro de Pars a
S. Quintn, precisa de umajudanle ; e*se no-
vo ; nao tora mulher era ilha para casar, e en-
io parece-mc que o senhor est pintado para o
que elle quer. Escrcvi-Ihe urna carta cm que o
recommeiido, entrege-lh'a o senhor da minha
parle que ha de ser bem recebido. Adeus, meu
charo amigo, coragem e impute smenle as
dilhculdades que encentra natureza, |bi prodi-
ga de mais para com o senhor ; tudo s* paga na
da. Al vista, esperanza e mil saudades.
Foi assim que Tancredo, ropelido pela segunda
vez, se separou do bom Poirceau, director da
companhia de seguros conlra o inceiidi
IV.
Terceira esperanra.
O engenheiro Achules Lennox era um homem
cheio de imaginaeo e activilade, tinha um
olliar perspicaz ; decidia-se depressa, com o ris-
co de se engaar, por que entenda que se
perda menos lempo em commeller e reparar
ura erro do que em hesitar entre duas conibina-
coes e escolher o raelhoa- partido a lodttr. Ha-
cia ura raez que tinha ira balitado tanto, tanto so-
licitado paraobter a direceo docamiimo de fer-
ro de Pars a S. Quintn" que cabio doente ; e
como estava horrivclnienle contrariado por nao
ter saude, quando ura grande negocio reclaraa-
va a sua presenca, forca de se atuigir, torna-
va a sua cura impossivel.
Tancredo eulrouem casa d'elle,Lennox olhou-
o rpidamente dacabeca at aos ps, falou com
elle alguns minutos e iouiou a sua resolncao.
E' o hornera que me convm, pensou' ello.
Tera bom aspelo esle rapaz, ha do me dar hon-
ra ; ho do ver que eu sei empregar gente ca-
paz.
Depois da decisfia, fallaram de malheniatca,
Tancredo eslava forle n'esta sciencia ; falaram
de Inglaterra, Tancredo offereceu-se para fazer
urna viagem a Londres pois que sabia perfeila-
mento a lingua ingleza. OlTcrcceu-Se tambem
para vir trabalhar para junto do doenlo, fazendo
ideado conhecimenlo que Lennox dovia ler pela
ociosidade a que o conderanavam os seus pade-
cimentos. Lennoix approvou esta idea com pra-
zer. Os dois rapazes cnlenderain-se maravilho-
saniente.
Depois de urna hora de conversaeo, Tancredo
despedio-se do seu sbito amigo que Ihe pedio
para voltar no dia seguinte s 7 horas da tarde.
\endo-o partir, Lennox esfregou as mos di-
zendo :
Eslo rapaz convem-me: comprelionde-me;
como elle entendeu que o que mefazia mais do-
ente anda era perder o meu lempo. Pois o quo
euadivnho que um hornera de espirito.
Lennox nao se CStristecfa com a belleza do
seu novo empregndo ; pelo contrario esle arno-
bre c dislinclo seduza-o.
As pessoa3 de mcrecimento sao facis era so
dcixarem seduzir por o que bom ; s os peque-
nos so aterrara com as vanlagens ; os homens do
tlenlo nao sao n'unca invejosos. No seu por-
vir valeni mais que lodo o mundo; ningnem
vac aonde elles vo; ninguem cliegou ainda aon-
de elles querera chegar; nao pode invejar o que
vem, porque o que elles rneditam est supe-
rior a melhor reahdade.
Emquanlo que Lennoix se entregara s suas
relexes, Tancredo perdia-sc n'um corredor.
Era a hora fatal, a hora de molancholiae.de
niysleno era que o sol, que ainda o astro do
dia para o homem do campo, para o triste ha-
bitante da cidade apenas un reverbero, meio
extncto, apenas una, laalerna moribunda e per-
oulros proleslavam qi e era prejudicial e coman
tor. Corruptor da macidado I Tinham raataui
Isocrales com essa palavra. Isocrales repelle cora
a maisuobre irona. De-aia a que Ihe mostrera
philosopbos envolvidos por s ou por sous disc-
pulos em alguma manobra, em algura escnda-
lo. Seus nomes nunca liguraiii onde poderiam
compromeller-se, nesses ceiros de negocios, por
exernplo, que sao as reunies publicas das pai-
fida que na sombra afasia seus passos. as
praia.s espaeosas, nos caes, nos passeos o jar-
dins, ainda dia ; nas ras um doce crepscu-
lo, quasi luar ; nas casas noitee nos corre-
dores, o que ? Trevas, trovas profundas, den-
sas.
E' a horade lodas as culpas, a hora dos rou-
bos e das confisses ; o instante em que se
pode dizer airoutamenle ; < Amo-vos*, e desgra-
cadameute ha quemo diga ; a hora em que a
laboriosa coslureira persiste era coser engaa-
se ; esle claro iucerlo alTasla-lhe a vista ; pas-
sa por alto um lio na lela c una maiha na rede,
consent* as vezes erros bem pequeos que veera
a causar grande desarranjo depois ; emfim a
iiora em que as anle-camaras eslao descras,
em que es criados acendem as alampadas;
ha alguns d'esles lo prudentes que j teeni fe-
chado as janellas antes de apparecerem as lu-
zes.
Tancredo perdia-sc n'uma obscoridade com-
pleta, sahindo do quarto de Lennoix, n'um cor-
redor escuro, no lim do qual tema achar urna
oseada inesperada ; os seus passos orara inquie-
tos. Apoiando as mios sobro a parede oncon-
Irou urna porta quecedeu logo a pouca forca que
fez sobre ella, c immediatamente se achou n'um
pequeo quarto muilo elegante ao qual a dari-
ilade que vinha da ra airavoz da ridraca alu-
miara sufBcientemente. Um brando claro lil-
trava pela fonda de urna oulra porta para a qual
Tancredo se dirigi.
Baten Inveniente por prudencia.
Entra Ihe disse urna voz suave.
Tancredo abri a porta.
Perdo, minha senhora, disse elle vendo
urna mulher joven o bonita dirigir-so a elle.
Senhor 1... disse ella, mas ralou-se logo.
Este rapaz parccia-lhe una opparico divina.
V. S. quer fallar com met.... t a dizer
meu lillio. mas a palavra expirou -Ihe nos labios.,
ai'.... quanlo estimara ter ento s quinze anuos.
Queira descjalpar, minha senhora, mas co-
mo nao vi luz no corredor, e...
Com eTeilo parece incrirol Baptista, tra-
ga urna luz, venha alumiar a este senhor!
Mas Baptista que accendia multas alampadas
n'estc motlenlo nao Irouxo nenhuma.
Elle
miar-lho.
nao apparece, vou eu mesmo allu-
N.i democracia verdadeira, a demagogia desap-
parece ou pelo menos nao pode ser senao um
accidente, urna desordom passageira c logo von-
.irilo.da democracia, ao passo que a philosophia ffiaTR^Li*r ** Me-a
alhenicnse ora anli-Jemocratica, corao parece ja "
t-lo sido a philosophia phylagorica, cujas Iradi'c-
'.es recebia.
1. que os philosoplios impacientes com o mal a
nao podendo deixar do v-lo em torno de si, nao
sabem onde achar o melhor qu concebera, e le-
vados todava, por um nstincto natural, a collo-
ca-loem alguma parto, logara-o de bom grado,
ao que se aprsenla como contrario ao que elles
conhecem. Os phylagoricos viam a mullidao rei-
nar, par seus cheles populares ou lyrannos, nas
cidades da Italia; os so-;ra!cos viam-aa reinar por
si mesmo em Alhenas. Unse oulros desappro-
vavaru igualmente a democracia, ou pelo menos
o que se chamava com esse nomo; porque, como
se sabe, l s haviara apparencias, e a verdadeira
mfelicidade do Alhenas, assim corno de oulras
cidades antigs, nao foi ir at a democracia, po-
rm nao podercm aliingi-la. Nao se v, em par-
le alguma, no mundo grego, um povo que s de-
penda de si, sao ludo cidades sujcitas a oulras, e
na ciJade soberana urna populaco de oscravos
sob urna plebe privilegiada. Para quem nao era
cidadao nao haca direito piopriamenlc dito Se
era urna grande nodade na pliysica quebrar a
abobada dessa esphera, de lo curio rao, em que
se coiilinha o universo, como ousaram Democrilo
e Epicuro, nao foi urna tentativa monos ousada,
na philosophia moral, ullrapassar os limites da
Cidade como lizeram os estoicos. Os socrticos
nao se oceupavam ainda seno da cidade, e alli
nao havia desigualdade nem senhor ; bebia-so,
como diz Plalo, o vinho puro di liberdade, em-
briagavam-se com elle al delirarom, c a razuo
los s ibios chocava-se irada rom as loucuras de-
maggicas que se ostenlavara por toda a parle
Hojenos fcil reconhecer que o verdadeiro
principio desses excessos nao era a gualdado es
labelecda ntreos cidados, porm pelo contra-
rio a desigualdade sobre que ora fundada a cida-
de. E era primeiro logaras deliberaees da mul-
lidao, reunida na praea publica, tornar-so-hiam
rapossiveis, se no povo fossem coraprehondidos
os escravos, e anda mais impossivel se esses
subditos de Alhenas a que chamavam alliados,
fossem ldos por Athenienses. Assim desappare-
ciara de ura s golpe a extrema mobiliJade de um
governodeviute mil canecas, absolutamente in-
capaz de conlinuaeo ; a influencia dos demago-
gos fazendo giraran vento de seccas palavras urna
mullidao reunida duas ou lies vezes por mez
como para un espectculo ; o escndalo de urna
soberana excrcida por salario, por umi popula-
co necessitada que viva dos bolos do agora e
dos tribunaes : as funeces publicas liradas
surte, nao como uuiservico, porm comoum pro-
voilo, 80 passo que os sabios pergunlavam se a-
qnelles que tripulara um navio costumam tirar
sorie aquelle que hade gorernar o navio; una jus-
lica caprichosa como urna lotera, feita nao para
os que lera de ser julgados, porm para os juizes
porque era necessaro fornecer-lhcs procesaos
para fazo-Ios river, e recebiam vales para julgar
como receberiam vales de pao ; emflm os infeli-
zes alliados pagando todas as despezas dessa jus-
.- se contra a razio do
todo, que nao pode deixar de licar vencedora.
O le
i .11 ,. l""*iiitn>
lempo dessas verdades nao era infelizmente
poda ser o lempo dos socrticos. Ninguem
Dizendo isto a Sr.1 Lennoix (pois ora esta a
mi de Lennoix' toinou a vela que tinha accendi-
do para fechar una caria, e, apezar las nslan-
cfas que Tancredo Ihe fez para que se nao in-
comraodasso, foi aconipanha-io al a oseada.
Depois vio-o partir.
Esta circuinslancia lo pouco importante em
apparencia, quanlo foi lerrivel encontr
fatal !...
A Sr.'1 Lennox eslava'na idade em que se torna
a comeear a admirar os homens bellos; a mulher
aos quinze annos admira-os por nstinclo, aos
quarcrita por convicro.
O que prova que as vanlagens de raidade c de
convoneo mundana sao ninhorias, que com a
idade sao desprezadas; que envelhecendo, o que
verdadeiro, o que realmente bello, lem mais
attraliros para mis do que osles agrados imagi-
narios, estas qualidades facticias que outr'ora
preferiramos a tudo.
A raulher que aos rinte annos escolheu para
marido ura hornera fatuo, porque era duque ou
marquez ou porque tera rarruagem e lindos ca-
vallos, aos quarenta, se ficarviuva, vai desposar
um rapaz que nem ser celebre nem lera for-
tuna. Tal o homem quepassou ajuvenlude
em loucos prarcres procurando honras falsas, ao<
etncoenta aanoj retira-se s suas Ierra-, a plan.
lembraram de oppor ura povo, porem sera urna
Ciasse superior, ora o que achavam eslabelecido
ao pe ue si, nas cidades dricas, sob o nome de
aristocracia ou gocerno dos melhores. Digo no
p de si, mas todava em distancia, nessa distan-
cia em que nao se porcebem os delitos, em que
so se veera os mritos : ouviam fallar, mas nao
conlicciam; imaginavam, mas nao viam.
A democracia era para elles a realidad*, a aris-
locracta, o ideal; deram-se imprudenlenienle
aristocracia. Algumas vezes declaram-se por
urna dictadura, mas cora a condieao clarameiie
expressa deque essa dictadura ser ou exercida
ou dirigida por um philosopho. E a Ihese do
Dialogo poltico de Platao.
Soria m.iilo intil combater doulrinas hoio
couderanadas sen. rerr.isso. A dictadura da
philosophia, essa especie do governo ecelcsiast-
eo. eni que a igreja urna escola, nao parece,
mais fcil do ser aceita pelos profanos do que a
theocracia, c quanlo aristocracia, o mundo mo-
derno vai ropellndo-a cada voz mais. Nao me
demorare! ora indicar os erros de direito e do
faci cm que cahiam os philosopbos, atacando a
democracia; porem nao sera interesse fazer
ver as mas disposiroes que essa polmica conlra
ura grande principio alimentara no seu espirito
e que muito se fazem sentir era suas obras por-
que os preeonccito produzem os preconceitos.
as faltas trazein com sigo oulras fallas, e por ler
desconhecido a democracia, a honra tnunortal
oe Aiiienas at na sua manifestacao imperfeita
toram levados a iros mos senlimentos I a iogra-
lidao para com a palr.a, o modo do progresso e
do fuluro, c o desprezo dos homeus, seus senie-
Ihanles.
Os philosopbos desgostam-se com faclidade do
fado e ailagam a idea. O fado, era o que so
iinhi a vista lodos os dias em Athenas ; queriam
lambem alojar a idea era alguma parle, e como
a aulilhcse do fado, collocavam-a na I acede-
moma, que era a antithese de Athenas. Cele-
bravam-se as insliluiees e os costuraos laccde-
monicos, adnuravm-os quer era si, ou ainda
melhor, refleclindo-as cora mais bellas cores nas
nuvensdas utopias; eleravara com prazer agran-
de/a de Sparta ; apresenlavara sempre aos athe-
nienses seu nome e iraagem como urna lico ,
una censura : moslravam-se orgulhosos da*s fra-
quezas propnas, o de cada forca que acliaVan
fura ; emfim laconisavam cm Athenas como ou-
lros sabios, sob influencias muilo senielhanlcs
britanmsam algumas vezes enlre nos.
3KNEST0 H.WET.
{Conlinuar-se-ha).
lar arrores o a semear trigo negro, ouJc se sen-
t mais feliz.
E preciso, pois, estudar o mundo para admi-
rar a natureza. Sa multas pessbas mocas osou-
bessein, que desgoslos evitariam. quautos dios
amargurados podam evitar! como ficarain na
Ierra natal! como l seriara dilosos I Uecorda-
mo slo dous versos do Mr. de la Tiluche dirigi-
dos aura dos seus amigos fallando-lhc das lindas
margena de la Creuse: -
N'esso lugar de paz, d'onde partimos
A buscar a venluia, ella exista.
Estes versos deviam ser gravados em letras de
o uro entrada de todas as aldelas. Que doce
moral enceiram que lico !
A Sr.n I.onnoix tinha porlanto voltado, por os
effeitos da idade, s puras emo(oes docoraco ;
nao pode ver Tancredo sem urna perlurb'aco
cheia de encantos e a sua doce imagem a pree-
CUpara ainda no seu quarto- Pobre mulher, nun-
ca mais leve repouso. As prfidas feeoes de Cu-
pdo ferram-na, por que esto dos maligno oc-
cupava-se anda das ruis do familia. A Sr.1
Lennoix sent que ama.. quera '? os aqui loda
a queslo. As paixes dcsla muiher sao como
as resoluoes de seu lilho : sao promptas. Urna
idea seductora se apoderou logo della :
Eu sou rica, sou livre, sou anda bonita c
joven, tanto que ura architecto toraou-mc, n'ou-
Iro da, por mulher de meu lilho. Que rae im-
pode pois de me casar ? meu lilho nao cuida
de mim, os seos negocios o absorvem, se elle se
afTasta, de um momelo aoutro, tico s. horque
me nao heide aproveitar das miuhas vanlagens
lempo ?
Com effeito, eslava decidida.
<< Nao devo perder' aquella belleza. dizia
ella.
E cntrou no quarlo de seu
do-Ihc :
^ Quem esle rapaz que sabio agara mesmo
d'aqui ?
E um amigo de Poirceau, foi-nie muilo re-
coramendado por elle.
lilho de boa familia ?
De corto; fil'io de um official muito dis-
linclo, quo se chamava Dorimont.
Dorimont '. Que lindo neme diz bem com
o seu iodo. Dz-rae c.i, vis (castos de ac-
eordo ?
lilho perguulan-
A irrnaa da Sr." Lennoix cntrou.
Meu sobrinho, disse ella, quem este rapaz
que saina agora do leu quarlo e que eu encon-
Ire no paleo Que estatura que lindo rosto !...
Nunca vi nada mais admiravel... Charapmartn
vai depois d'amauhaa jamar a minha casa, c pre-
ciso, minha irraaa, que facas l ir eslo bello ra-
paz. De veras, urna (gura anglica faria pas-
mar ura pintor !
Boa cada vez
minha lia lambem !
0!i! nteiramonl
minha mai, elle >' um
rapaz de espirito o parecc-me milito instruido.
Se fjr espirituoso,c livor talento, com a bel-
leza que lem... .
E verdade que lem alguma belleza.
Alguma belleza!... E' admiravel! Nunca
\i un aspecto mais seductor, urnas fetces mais
disimila-, uma physionomia maisexpressiva....
graca, nobleza, poltica, tudo elle tem !
Oh meu lieos como a mi so inflamma,
disse Lennoix rindo, de veras, acredito sem cus-
i que a senhora quor casar com elle.
A estas palavras a Sr.'1 Lennoix crou, crou
como urna rapariga de dezesseis annos.
lia alguma cousa mais penosa, mais trale para
uma pessoa que lem delicadeza no coracao do
que fazer corar su mai.
Lennoix aflligio-se primeiro por causar em ba-
rago a uma mulher que respeitava ; mas este ru-
bor assuslou-o.
Lennoix tinha dilo uma graca bastante picante,
mas sem so lembrar de que estase podesse ap-
plicar em alguma cousa aos pensamentosde sua
mi; mas este pej, a emoco que notava nella,
inspirava-lhe o roceio de ini aconlcciraento em
que linda n i havia pensado. Um oulro inci-
dente roio ainda duplicar os seus ter^or-'s.
melhor pensou Lennoix,
Nao o viste, minha irma ?
Vi, responden a Sr.* Lennoix loda per-
turbada ainda..., meu fiiho du que apenas repa-
ro u nelle.
Ora n'esso caso o meu sobrinho em cala-
ratas disse a lia,que em seu lempo linha ama-
do um artista. E' preciso estar privado dos sen-
tidos para nao ver quo o rapaz mais bollo de
Pars ou do lodo o mundo Raphael, Carlos Dolci,
Le Poussin, Murillo, nao leem em lodos os seus
chefes d'obra um typo como aquello. Torno a
dizer, na minha vida anda nao vi uma cabera
como aquella !
A Sr.a Lennoix nao dizia cousa alguma, eslava
commovda ; era muilo modesta. Para ella Do-
riraonl era sempre osen bello joven, para olla
que o havia amado primeiro, j Ihe nao pencu-
da Iouva-lo. E nao Ihe havia ella j otferecido,
no seu pensamento, o seu coracao, a sua mo e
a sua fortuna? Esperara agora* que elle Ihe ros-
pondesse : agora a delicadeza exiga que nao cu-
rasse de mais nada.
I Lennoix, porm, com vista d'agu3. ponelrou
na alma de sua mi. Casamento absurdo, for-
tuna dividida, lyranias de um padrasto, procos-
sos, dispulas ; mudanzas de casa, soparaeocs,
lhos talvcz,... filhos em lempo inconveniente,
lagrimas, ruina, dramas domesticas, scenas es-
candalosas de familia, arrufes de todos os gene-
ros !... n'um momento, todos esles flagcllos Ihe
appareceram.
No mesmo instante loniou a sua resoluco.
Na mesma noite, quando Tancredo entrou era
casa para se arranjar, enlregaram-lhc um bilbete
de Lennoix.
A febre linha atacado mais o doente, dizia a
mentirosa carta, o o medico exiga imperiosa-
mente o maior repouso ; porlanto nao poda
ainda pensar em comeear os seus trabalhos por
longo tempo.
Alguns dias depois Tancredo foi saber noticias
de Lennoix, o porteiro respondeu-lhe que eslava
quasi curado e que j havia saludo.
Ao sahir, Dorimont, vio janella a Sr.1 Len-
noix, seus olhos enconlraram-se..... eratini Tan-
credo advinhou tudo. j
A conducta do
illiar da mi.
lilho foi explicada por ums
Desgranado de mira cxclamou Tancredo,
sempre as mnlheres !... c atTastou-se uiioso.
Como estava furioso,
ra/ iavel na sua posico
ihcatro.
tomou o nico partido
foi passar a noite no
[Continuar- tt-lia).
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