Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08911

Full Text
*.-..
/
/
AMO 1X17. HOMERO 28*.
Por* tres mczes adiantados >$0O0.
Por tres meses vencidos 6$000.
OSilTi FEIRA 14 DE DZBM8R0 DE TS59.
Por anno adiantado i9$000.
Porte franco para o subscriptor.
EXCARREG ADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE.
.Parahiba, o Sr. JooRodolpho Gomes; Natal,
o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaly, o Sr. A.
de LemesBrag; Cear.'i, o Sr. J. Jos de Oliveira
Maranho, o Sr. Manoel Jos Martin? Ribeiro
Guimarcs; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Moraes Jnior ; Par, o Sr. Jusv.no .. riamos;
Amazonas.o Sr. Jeronymo da Costa.
PART I>A H)S CORKKIOs-
Olinda todos os das as 9 1 .'2 horas dodia.
Iguarass, Goiannae Parahiba as segundas o
sextas feirns.
S. Anto, Bezorros, Bonito, Cantar, Altinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, I.imoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Plores, Villa Bella, Boa-Vista,
Ouricurve Ex as quartas-foiras.
Cabo.'Serinliem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintasfeiras.
[Todososcorreios partera n-; 10horas da manha.)
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relario: tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.'
Juizo do commercio : quintas ao meio da.
Dito de orphios: tercas e sextas as 10 horas. .
Primeira vara docivel: tercas e sextas ao meio.da I
Segunda vara do civel: quartas e sabbados ao
meio dia.
EPHEMERIDES DO MEZ DE DEZEMBKO.
2 Quarto crescentc as 11 horas e3Q minutos da
manha,
10 I.ua-eheixaos 53 minutos da manha.
16 Criarlo miDgaaute as 6 horas o 50 minutos da
tarde. '* .
24 La nova as 3 horas cv 27 minutos da ma-
bita.
PREAMAH DE HOJE.
Primeiro
Segundo
as 8 horas e 30 minutos da manha.
as 8 horas e 54 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
; S. Merencia m.
9. Othilia m.
S. Matroniano m.
12 Segunda. S.Justino m.
13 Terrea. S. Loria v. m. ;
1 Quarta. S. Agnello ab.
15 Quinta. S. Euzebio Venrense b. m.
16 Sexta. Ss. Ananias, Azarias eMizael mm.
17 Sabbado. S. Bartholomeo de S. Geminiano.
18 Domingo. N. S. do O" ; S. SperidiSo b. c.
E.NCARBEGADOSDASIBSCRIPCAO NO SI .'..
Alagoas, o Sr. Claudino Falcio Dias-Babia, o
Sr. Jos Marlins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Harttns.
EM PERNAmCCO.
O preprietario do diario Manuel Figuci?oa a"->
Para,na sua linaria prara da Independencia ns
6e8.
PARTE OFFICIflL.
Ministerio do imperio,
EXPKD1ESTK DO DIA 21 DE N0VEMBR0 DE 1859.
Ao presidente da provincia do Cear, para in-
formar-se as duas pontes de ferro que for.ini eu-
i :ommeodadas para a estrada de Da tu rite 'pela
quantia de 8;U8JK)00, e cujo pagamento requer o
engenheiro Genty, chegaram ao seu destino, e se
offereccm as condiges de solidez estipuladas no
contrato.
EXTERIOR.
blea Legislativa, e >' como se segu :Pela cida-
de 36 deputados. c por cada urna das 13secc0es
da campanhn, 3.
Art. 3. As actas das creires sero remettidas Para quefoj.eita a
ao poder execntivo para pssa-las aos eleitos, BaIa-nopra
alim de que installada a convenci proceda
approvario daquellas.
< Art.' 4. Communique-se, publique-se, ele,
etc.Felippe Liavallol.CarlnsTejedor. -
Sobre esse decreto ha urna obserraco a fazer.
e que marca para muito tarde o da das clei-
ces A razo desso vem do estado de ronflagra-
ro em quo sr achava a campanha de Buenos-
ingerencia para preparar-nos lerreifu dessas
questes ; quando pois peco urna,-poltica da
abstencao, nao quero dizer'fle>indifferenca ; mas
iQjQgeia e os diplmalas ?
_JR3Tingerencia diploma-
tica pur***TmfTes.
O que queremos nao sao rspoliaces nem con-
quistas ; oque queremos sao concsscs mutuas,
tratados de commercio, de limites, do extradic-
co, de navegaro, etc., que aproveitam a am-
bas as partes. "Assim corao os nossos grandes in-
seresses externos esto no Rio da Prata, assim
tanibcm os do Bio da Prata esto no Brasil ; e
Ayres ainda nao ha m ni tos das, e que nao per- t isso nao ser urna garanta que nos podia pou-
n:\os- \yrks.
27 de novernbro.
Nao ha noticia alguma importante a dar : o
rneu districto tica em profunda paz, to profun-
da quo desconfo della.
0 tratado de S. Jos de Flores tcm sido at
aqu lielmente cxocuUdo ; nada ha ainda que re-
vele ra f ou deslealdade em nenhuma das duas
partes.
Ao contrario, o tratado aprsenla na pratica
grandes diflkuldades, e ambos os governos esfor-
c,am-se em remov-las para nao se afasl3rem se
quer da letra das eslipulacoes.
Ha porm algumas em que nao lhes vejo furo.
Urna dellas a seguinle:Bnenos-Ayres, ou
lera que renunciar a concorrer eleigio do novo
presidente da Confederarlo, ou tem que aceitar
pura e slmplesmonie a constiluicao nacional de
tnaiodo 1853. Nao ha meio termo, e a razio
clara.
Pora concorrer eleigio do presidente, Buc-
nos-Ayres precisa ocio tratado preencher duas
condiges ; a primeira, ja ter jurado a conslitui-
ro nacional, islo ja haver fcilo a sua incorpo-
iraco de facto a Confederaro ; a segunda, levar
os'scus votos ao congresso" federal at o dia 1 de
xnaio prximo, em que deve ter lugar sera adda-
mcr.to o escrutinio geral e a acclarnago do novo
presidente.
Ora, se a convenci provincial que tem de re-
visar a constiluicao por parte de Bnenos-Ayres
nao aceita-la sem discusso e propozer reformas,
estas, por menores que sejam, tero de ser le-
vadas ao conhccimenio do governo da Confede-
raro, que por seu turno as subraetler ao con-
gresso para decidir a convenci nacional ad hoc,
a quem compete toma-las "em considerado e
resolv-las definitivamente. Art. 5 e 12 do tra-
tado.
pois possivel, nesse caso, fazer-se dentro do
prazo marcado tanta cousa, isto eleiges da
convenci provincial revisora, discusso da cons-
tituiro, reuno do rongresso, convocaco da
convenci nacional ad hoc, discusso das* refor-
mas apresentadas, incorporacio do facto do Bue-
nos-Ayres, e depois de ludo isso, as eleifes de
presidente? Esse processo exigixiria mais de
anno.
Nessa colliso as opinies dividem sobre o
partido a tomar.
O Sr. Sarmiento appareceu ha poucos dias no
Racional propondo qne se prelira a elcico de
presidente discusso da constituirlo, e convida
a todos os candidatos convenci "revisora a
dar a sua opiniio pela imprensa sobro a qacstio
afim de orientar o povo sobre a escolha dos le-
jrtimos representantes de suas ideas. A Impren-
a igualmente sustenta unnimemente a opiniao
do Sr. Sarmiento ; nos circuios porm e nos con-
selhos do governo a cpiniio contraria a mais
aceita por ora.
Nao se pode pois dizer ainda qual das duas
prevalecer ; a opiniao publica comer apenas
agora a formar-se a esse respeito. Domis, pa-
ra mim, de pouco vale saber qual hoje a ten-
dencia de Buenos-Ayrcs nessa queslo, porque
Buenos-Ayres muda de ideas como um perii-
inaitre ou um lorette muda de vestuario. O tra-
ta lo de S. Jos de Flores, esse famoso pastel que
eclipsa opat cari me que tem mais massa do que
retheio, urna prora cabal disso.
A opiniao porm do Sr. Sarmiento c da Im-
prenta talvez seja a que venha prevalecer, por-
que tem o apoio dos clubs perfumados de bou-
d'iir.
Nao pense ja o leitor que venho com urna das
miabas ; nnnea fallei lio serio, e seriedade re-
quer o assumpto de que eslou tratando.
Nestes paizes republicanos, e sobretudo em
Buenos-Ayres, a mulher reina em falta de rei ;
< i magostado deslas paragens. A porteaba nao
c cssa creatura de Chateaubriand que nasce, sor-
ri e morro, nem a Eva do Paraso, nem esses an-
jos de nossa trra ; s lam desses seres celestes
ou terrestres a belleza e a graca, a Judilh da
Biblia, Jeaune d'Arc dos lempos heroicos da
.franca cavalheiresca, a descendenle em linha
lirecta de Mara Calderona, a cujos ps so ajoe-
lh.-iva o demonio do meio dia. A portenha do-
na do seu pas, como a brasileira de sua casa, c
8 sultana do seu kiotque ; manda e quer ser obe-
decida ; os homens de estado sao os seus escra-
vos. Do fundo de seus carnarios forrados de se-
ca e perfumados oriental, a fada dirige com sua
tareta mgica os destinos dcsla parle do novo
mando. O segredo desse demonio est em que
.ellas si'guem o syslema de madame Labarrcjc a
domadora de lees e de ursos, em que sao fcilas
di arga das Medas, e em que possuem a llie-
soura com que Dalila cortou os cabellos de San-
sZo.
Fducam-se alem disso para mandar, como' a
trasileira para obedecer ; sabem poltica como
Lola Montez, diplomacia corao a mi de Francis-
co I. c sao bellas como a Venus de Millo. A bra-
tlloia, ao contrario, nem sequer aprende ado-
minar om pombo. I", que Dos a fez como a flor
delarangeira.
Pois beiu, as senhoras de Buenos-Ayras nao
qui^rem Dorqui para presidente da Confederaro,
c preferem Fragueiro que, segundo o calculo'fei-
1 > sobre os escrutinios proviuxiaes, tem 7 voto
denos que o primeiro.
A menos, pois, que as senhoras nio mudem
de parecer, o que tambera pode ser, porque on-
t.' .i mulher reina o capricho governa, a conven-
irlo n'visora aceitar a constituir.o sem propor
reformas, .'lim de ter-se lempo de fazer a eleicao
le presidente concorrendo-se a que a'balanca
tlu lado de Fragueiro. Rasa a sua vonto-
de soberana o todas as suas voniades encarnani-
c t m lei.
N D sou en s que pens assim. O general
L'rquiza que, melhor do quo cu, conhecc Buenos-
Ayres, di.ia no seu acampamento militar as
vesperas da paz: c]lenho mais medo das unhas
das porlcnhas do que das espadas dos prtennos':
edevia t-lo ; de urna bem linda ouvi sahir es-
tas palavras : no caso que D. Justo entre e sub-
metta a cidade, lhc raandarei um ramalhete de
ii r :nvcnciiado* Era morte certa, porque es- :
cas llores, pela mi de quem vinham, nao po-,
diam deixar de ser eheiradaa.
As eleirocs da convenci provincial devem I
ter lugar no ultimo domingo de de.'.embro pr-
ximo, e a convenci se compor de 75 membros,
tudo na forma do seguinle decreto :
< Departamento do governo. Buenos-Ayres,
24 de novernbro de 1859.
< Km cumprimeoto do art. 3 do convenio do
paz d 11 do corrente, o governo accordou c J -
creta:
Art. 1. No ultimo domingo do mez de de-
sembr emtanto so proceder em todo o esta-
do i eleicao de deputados para a convenci re-
virara da constiluicao que se deram as provin-
cias confederadas em 1 de maio de 1853.
Art. 2. A eleicao se tara conforme a lei de elei-
[oes do estado o no numero de senadores e d.-
raitiia que a accio da autoridade legitima se res-
tabelecesse. Os pasteUeirosfporm por parte de
Buenos-Ayres do pacto de familia de S. Jos de
Flores que, talvez por ser de familia, sanio as-
sim, devian ter previsto que a campanha, que
era o theatro da guerra, baria licar ressenlida
par cssa poltica de intervencio que nos tem
dado tantos desgoslos ? Cruzemos os braco, e
s intervenhamos para manter puro em lodos os
sentidos o equilibrio internacional do nosso con-
tinente.
Essa ( a opiniao do humilde correspondente do
por alguin lempo. Felizmente para ellos as cou- 'Jornal do Commercio, c vai expressa com toda
sas entraram cm seus cixos mais cedo do que se a liberdado da imprensa. Em outra occaso a
esperara, gracas influencia do general L'rqui- desenvolvere!.
za, que com todo o seu peso concorreu para que] Perdoe-mc porm o leitor a digressio. Vol-
a tempestado que ja eslava de novo armada se j lando vacca fra, a resistencia da campanha,
dcsfzessc. deque vinha fallando, foi urna das primeiras
O negocio foi nada menos do que isto: os che- difliculdades que apresentou o tratado de paz, e
fes que o general L'rquiza em sua marcha trium-j por pouco impede que a elcico da convenci
phal sobre Buenos-Ayres foi pondo a tesla dos revisora tivesse lugar dentro des 20 dias marca-
diversos departamentos da campanha licarnm dos pelo art. 3.
senhores nicos dola depois da paz, c com for- \ Impeda igualmente a applicaco do art. 13,
tes destacamentos armados. A campanha alm Que manda restabelecer em seus postos, antigui-
disso passagem do general l'rquiza se baria dade e gozo de vencimentos, a todos os officiaes
subl \ado tod-p em seu favor c destituido as au- do exercito de Buenos-Ayres, dados de baixa
loridades de Buenos-Ayrcs assim sublevada desdo 1852, que se acharen) ao servieo da Con-
engrossava as torcas dos novos chefes o apresen-; federacio ; os chefes sublevados da campa-
tou nos primeiros dias a este governo, apezar de : nha pertenciam justamente a essa ciaste de otli-
ordens terminantes do general l'rquiza para de- ciaes.
sannar-se, urna resistencia qua nietteu medo a Impeda finalmente o levantamento de estado
lila sent que ja so havia entregue s docuras de sitio c de assembla do povo, tal era o re-
da paz.
Correram ento boatos de todos os calibres';
que esses chefes repelliain o tratado de S. Jos
de Flores o conlinuavam a guerra por sua con-
ta ; outro, que nisso andava o dedo do general
Urquiza, que pela boca pequea recommenda-
ceio, e porlanlo o desarmamento da esquadra e
do exercito da capital ; o liecnciamento da
guarda nacional, e a demoliro das ortfica-
coes.
Tudo isto, porm, de hadous dias para c, tcm
sido e vai sendo exocutado. Apenas, quanto ao
sem a esse jamar, lendo sido todos convidado.-,
uvi oizer que a razo disso foi por nao se ter
convidado o general L'rquiza; e-ulros porm as-
severam-me que o general Urquiza fra convi-
dado. O que exacto que o janlar annunciado
com Unta pompa esleve fro e choco.
Os festejos da paz ainda continuara e conliniu-
rio. Buenos-Ayres passou quasi um anno sem
dansar, quer desforrar-se. Pica-se lambem es-
perando a l.a-Grange e a Medori que os jornaes j
dio em caminho pata c
Dos as traga: s assim applaudirei com cn-
thusiasmo o Fa*Ullo.
ya-lhes essa resistencia, e outras cousas desse desarmamentc da esquadra. a imprensa pede a
jaez e gesto. j sua conservacio, e consla-me que -ser ouvida
Nao faltou quem lembrasse que linha chegado em parte ; porque o tratado nao consente mais.
o caso de pedir-se a garanta do Paraguay. Sin-, (Art. 11.)
lo que o negocio nao fosse adianto para que o' Em geral pode-se dizer, na data em que es-
tupremo governo reeonhecesse em que camisa : crey, que Buenos-Ayres j cxeculou todas as
de onze varas se mclteu. Macaco velho nao' eslipulacoes que requeriara immediala execu-
melte a mo em cumbuca, diz o proverbio ;, eo. Assim, j entram e sahem, sem ser moles-
mas desla vez o proverbio falhou : S. Exc o Sr. I lados nem perseguidos, em virtud do olvido
presidente Lpez, apezar de ver as barbas do 'perpetuo da desgracada unio ('expresso do art.
sen vzinho ardor, islo apezar de ver o que ,10], Baudriz, Bushenlal, Lagoa e todos os inimi-
custa ao Brazil manter a tranquilidade cm Mon-! gos de hontem.
le-rido, nao pz as suas de mollio, enterrando-' O general L'rquiza pelo seu lado lem feito o
se at p pescoro no tratado do S. Jos de Fio- mesmo ; ou melhor, realisou puntualmente a
res. E verdade que a garanta de S. Exc.' nao n"ica obrgario que seimpoz no Iratado, que era
foi ii el l o definida, e assim como pode ser physi- de mandar-se mudar cora toda a sua gente do
ca, pode tambem ser moral. Su S. Exc. qui- territorio de Buenos-Ayres dentro de 15 dias de-
zessp, proponha-me a sustentar que nao foi pois de ratificado e pastello : o que elle fez
nem una nem outra, que foi melaphysica. com a maior pressa possivel e o maior prazer do
Nao lhc ser preciso recorrer ao Sr. Loureneo mundo.
S. Exc. assistio at fim o embarque de suas
ropas, e foi o ultimo dos saldados da Confede-
Torres pira isso.
Mas, como ia dizondo.
. a resistencia da cam- ,
panha intimidara tanto mais quinto que os che- a?" a. acar a bella Buen is-Ayres, a sua de-
les que ostavam senhores della eram homens de ,e"da Carlhago. Hoje j replousa elle das fadiga
lopele e de topa
ral Lagos, os co
nos, Pila, Echep.
igualraenie conhecidos turbulentos e valentes a fuaJ'> --fl'ue rcvela-me que o novo Annibal con-
niais niio ser. i scrva olho aberto, c nao se deixa adormecer no
. iravesseiro da Daz.
Chegovam ao mesmo lempo do lado do sul, o "enonl irVti & u;a i. t.Am .,..
para augmentar as ms ..olidas do norte, infor- ESMU-% outro homem para
,7 ~ Jr.03.'. Ja na? e l,9re "e Monhel, o
im senhores della eram homens de "Utt -ariago. no|e ja repiousa elle das tadigas
opar tudo ; por exemplo o gene- (la guerra em seu palacio de S. Jos todo entre-
coroneis Laraella, La Prida, Hol- '8ucc<>m os seus 64 annos s delicias de Capua.
legaray, Busto, Larariaya e outros u ?cu exercito desembarcou igualmente noru-
raaroes oinciaes de mortes e de roubos commet- rf;ij.: j0 r',.r..Vr.'------r"j":" ~
lidos p.los indios de Calfucur e por grupos' la90tlL llZ2 hSLu 9 l ''Uer'
commandados por Pedro llosas, Chiril.o T Mar- bro-^oi a rVn ^ E"
As cousas com ellVilo estavan. Us e amea- I ^ u! Pasagem. Qnantum mutatus
cavam tomar de um momento para outro um' n.nJ,,-M-ij.__o r
carac.er serio. J ningue.n da va nada pela paz,' 00^ot?" m.0. Sl ^"nando -p no
.' ,' pono do ligre, essa raesma cidade quasi era
pesoJoi comprimcnta-lo ; governador, ministros,
e rosnava-so que esse governo pelo seu
ia denunciar o tratado de S, Jos de Flores. Ao'
mesmo lempo receiara-se empregar a torca para
nao aggiavar a situaco, e na verdade est hoje! rios-Vvre
corpo consular, senadores, deputados, senhoras
ctonimisses de quanta corporacio ha em Buc-
o meio a erapre-
provado que a prudencia era
gar.
A meu ver, comtudo, o poder mgico que
desarinou de repente esses chsfes foi urna amea-1
ca, era bous termos, do general L'rquiza; mas,
losse o que fosse, o que verdade que Iodos-,
ellos desde alguns dias renderain preito e rae-j
nagem ao governo de Buenos-Ayres, e puzeram-
se s suas ordens. Este geverno )ii
lo as suas autoridades c fez marchar para os
diversos pontos da campanha una columna de
boas tropas ao mando do general Flores, que
contina ao servieo de Buenos-Ayres, sempre
cora a sua legio" oriental.
Chamo de passagem a altencao db nosso go-
verno para isso, no que possa intcressar-lhe :
verdade porm. qde, segundo corre por aqui
nos altos circuios, o general L'rquiza trata de ai-
Cancar do governo oriental a amnista geral e
sem limites para os emigrados de Montevideo, e
fazer que alli lenha lugar entre blancos c colo-
rados o mesmo abraco fraternal era que acaba de
reunir unitarios c federaos.
Acrescenlam a isso pessoas bem informadas
que a sua intenrio estabeleccr um lio elctrico
prendido pelas extremidades nos presidentes Pe-
reira e Lpez, e pelo qual o fluido da entente
cordeale correr de um poste ao oulro ao toque
do sua vrela magntica. Ter poder paralan-
te 1 O Sr. Lope/, se prestar a servir do
Se nao cntrou foi porque nao quiz ; do Tigre
embarcou-se no Sallo e veo al esto porto, cm
quo passou ao fiissou, vapor de guerra francez,
e parti no mesmo dia para o Urugnav, acom-
panhando-o o Sr. l)c-Becour para azer-lhc as
honras. Nao desembarcou.
Nesta occaso recebcu urna salva de 21 tiros
ti-tillnii en do forle do Relir0 ede lodos us "avos de guerra
'*! "" CStrangeiros surtos no porto, excepto oPara-
"guass, vapor brasileiro. A Imprensa fez no-
tar esse facto, quo nao SOi se foi intencio-
nal.
Nao poda, em urna palavra, ter recebido mais
ovaroes do que as quo rerebeu. Buenos-Ayres
rencida abateu-sc a seus ps como urna escrava,
ou como urna amante arrependida que pede per-
dao. O general L'rquiza vencen-a physica e mo-
ralmente. Tornou-se aquelles tempns em que as
mocas diziam;
No bailaremos con gusto
Hasga no venga D. Justo.
O mediador foi tambem immensamente ricio-
rado. Nio sei mesmo se prefira as felicitaces
que leve S. Exc. s do vencedor do Buenos-Ay-
res ; nao en. numero e caso, mas em genero. Flo-
res, grinaldas de todas as especies, ramalhctes
monstros /Vi um do lamanho de urna menina de
12 annos), doces, bordados, versos de moca, len-
cos, cartas, regalos, todas essas cousas enifini,
que nio &3l3. de" dar,ld0 recebeuo
Futre esses prsenles dislingua-se, pelo espi-
bulam torar.osco, o que nao creio que o (acara.
Continuo a nao acreditar us vozes que correra
contra nos a esse respeito, e tenho bebido essa
crenca na observa^o cuidadosa dos fados que
se eslo passando.
Por agora, pelo menos, a confederaro c Bue-
nos-Ayres tratam apenas de realizar o tratado
de paz, o que nao pouco ; Lpez de deshaver-
Se da queslo anglo-paraguaya em que de nada
ha de valer-llic o Pacto da familia argentina;
Pereira, finalmente, de fazer com que nio suba
futura presidencia de Montevideo alguma som-
bra de Qninleiros, e de nos [aire /'i/proclaman-
do-so eternamente neutral em todas as guerras
do mundo havidas e por haver.
Domis (quanto Flores e sua legiio}, nem
toda rerolucio em Montevideo quer dizer peda
de sua independencia, o i.-lo s o que nos im-
porta verdaduramonto. Temo-la garantida por
um iratado, c nao supponho alera disso, os Ori-
entaos to falos de patriotismo que escravisem
por si mesmos a sua patria em lempo algum.
Tudo maistodas essa questes de colorado c
blancaem que nos interessam ? Oualquer dos
dous pailidos ([ue estoja no poder, desde quofl-
zermos urna poltica enrgica o irme, ter de
respailar os nossos direitos como naci e como
indi 'dos.
Facamos a mesma poltica da Inglaterra, Fran-
ca e slados-lndos ncsles paizes, (acamo-nos
respelados, e sempre que as nossas reclamares
forern feilas com ar de rerlamaccs, nio lenna-
raos duvida que seremos atlcudidos. A poltica
de intervencio surdn j est experimentada e
gasta, prejudica-nos em vez de
porque nao podemos deixar de
um partido, chamando assim sobre nos os odios
do partido contrario. Depois, quando vera o dia
de deiu'lelligencla, que sempre vem. nchamo-
nos mal com uns e com outros.
Comprehendo que nao podemos deixar, pela
proxmidade era que estamos destes paizes, e tam-
bem porque temos anda muitos direitos impor-
rilo que o acompanhava, urna bomba de flores do
ar cora o ramo symbulico de oliveira no bico:
trabalho de urna extrema delicadeza. A flor do ar
branca e mimosa como o jasinim, e do um per-
fume o mais agradavel possivel; a mais linda
parasyla destas paragens, e exprime ella s, miu-
dinba como mais do que um diccionario inlei-
ro de flores ; finalmente a flor querida da por-
tenha, a sua companheira iuseparavel, o emble-
ma mais perfeilo da sua alma altiva : a flor do ar
nao nasce no chao'.
Tudo isso disse a paloma, ou deva dizer, ao
Sr. general mediador.
Outro prsenle de que nao posso deixar de fa-
zer menead honrosa 6 o seguinle acrstico da Sr1.
D. Rosa Guerra ;
*^a palma alcanzas de la paz preciosa
h noble joven, en la unin de hermanos
*Sucda mui patrio accin tan generosa.
Kslimar.y los pueblos soberanos
Sostener cual la gloria mas hermosa.
Alm desses mimos do bello sexo, o corpo do
commercio desla cidade offereceu-lhe um rico l-
bum de sndalo ; falla-sc tambem em bailes es-
plendidos a S. Exc.
Quanto a este gove.-no, se quiz festas, fol-lhe
preciso f.iz-las ; estas feslas consislirara em um
janlar olficial, cm um Te-eum solemne, era urna
grande parada coinmandada pelo general em che-
fe do exercito, e era algumas outras cousas me-
nos importantes. Nolei qfle nao houve desta vez
carne com cuero de rigor dos festejos pblicos;
isso talvez venha a fazer cora que o povo ama-
aprovcilar-nos, nhaa j nao se tornbre Ao Pastello de S. Jos de
cncostar-nos a Flores. E verdade que cm falla disso houve car-
ne sem couro em abundancia no lantar oflicial
Para esse janlar foi convidado o ebefe da nossa
Zurich 18 de Outubro
a Eis urna analisedo tratado de paz conclui-
da entre a Franca e a Austria, (al como foi as-
sigado pelos plenipotenciarios ; mas que ainda
nao foi ratificado pelos dous governos.
O tratado KHneQa pelo prembulo ordinario:
Desejosos de por termo as calamidades da
guerra e de transformar em um tratado definitivo
os preliminares convencionados em villa-Franca,
os dous imperadores nomearam seus plenipoten-
ciarios e lhes conferirn plenos poderes. Os di-
tos plenipotenciarios concordaran) no que se segu:
A paz ser concluida, ele.
. A i'ranca restue Austria os sieamers
austracos apresionados durante a guerra, e que
ainda nao sofTreram um julgamento, etc.
A Austria cede a Lombardia, a excepcao
de Mantua e Peschier.i, at a linha do fronteira,
que foi xada por urna commisso especial ^Este
limite j conbecido).
O imperador dos Francezes declara que
transftre esta parte da Lombardia ao rei de Sar-
denha.
Depois seguem-se os anigs relativos juris-
diccao, saber :
A escolha aos erapregados do Pieraontee da
Austria de permanecer ao servieo dos dous go-
vernos e a de transferir em um anno seus bens
para o Piemonte e vice-versa Todava
conservam seus direitos sobre toda propriedada
deixada na transferencia de seu domicilio da
Austria para a Sardenha ou da Sardanha para a
Austria.
As penses adquiridas na Lombardia sarao
respailadas e pagas pelo novo governo aos que
tinhio direilo, e, caso tambem se ts'.pulou, s
viuvas e filhos dos pensionados.
O iratado oceupa-sedo regulamento da di-
vida, que faz o objecto de dous artigos, um dos
quses encana urna convenci addicional sobre
a raaneira do pagamento. De conformidade
com estes artigos o Piemonte deve pagar Aus-
tria 40 milhoe' Ja florins ( moeda convenci-
nada ) e, al# disto, responsavel pelo Monta-
Lombardo-ienesiano (O total da divida tans-
ferida Sardenha sobe a 250 milhes da
francos ).
Segue-se o art. 18 que redigido nestes ter-
mos :
Desejando que a tranquilidade da Igreja c o
poder do Sanio Padre sejam assegurados ; e
convencidos do que este desidertum nao pode se
conseguir por um meio mais eficaz do que um
systema adequado s necessidades das populacoes
e por meio de reformas, cuja urgencia j tem
sido rsconhecida pelo summo pontfice, as duas
partes conlractantes uniro seus esforcos afim da
que reformas sejam feilas por sua sanlidade na
administracao dos Estados da Igreja.
O ari. 19 determina que os limites territo-
riacs dos Estados independentes da Italia, que
nio lomaram parte na ultima guerra, nao podem
ser mudados senao com o assenlimento das ou-
tras potencias da Europa, que lomaram parto na
formarao e tcm garantido a existencia destes Es-
tados. Os direitos do grao duque de Toscana,
do duque do UoJona, e do duque de Parma sao
expressamonte reservados pelas altas partos con-
traclantss.
Art. 20. Os dous imperadores auxiliaro
com todas as suas forcas a formacao d'uma con-
federarlo de todos os Estados da Italia, cujo fim
ser firmar a independencia e integrdade da
Italia, assegurar o desenvolvimento de seus inte-
resses moraes e materiaes, e velar na defeza do
interior e exterior da Italia, por meio d'um exer-
cito federal.
A Veneza -, que Picar sob o sceplro do
imperador da Austria, far parte desta confede-
ragao e participar dos direitos e obrigaces do
pacto federal cujas clausulas serao estabeleciJas
pelos representantes de todos os Estados da
Italia.
O art. 21. estipula que os, que lomaram
parlo nos ltimos aconiecimentos, nio serio
perseguidos em suas pessoas, nem em seus bens,
e poJero fien nos dous paizes sem ser inquie-
tados.
as UUisoos, os pesares esteris, e examinar rau
camcnle o estado real dascousjs.
Assim, nao se trata hoje de saber se cu obrei
bem ou mal em concluir a paz em Villa-Franca ;
rrws sim de tirar do tratado as conseqiiencias mais
nrrorareis pacicaco da Italia,eso repousoda
Europa. Antes de entrar no exame d'csta questio,
devo recordar de novo a vossa magestadeos obs-
tculos que tornivam lio difficeis toda a nego-
ciaco o todo o Iratado definitivo. Com efieito. a
guerra lera muilas vezes menores complrcacoes
qu a paz : na primeira, dous inleresses somonte
eslo om presenta um do oulro : o ataque e a
defeza : na segunda, pelo contrario, trala-se d
sarao dos planos do Imperador. >Vs ditficulda-
des vera de um grupo de agente*, a frente do*
quaes necessariamente se deve colfoear o eond..-'
de Cavour. e que s renunciar a seu sonho n;i
ultima exlremidade. Sr. de Cavosf da bis-
ma sorte que seus amigos, nio perlenee ao par-
tido de Mazzini ; mas lal a torea que otarras-
tre que el les obrara exactamente' como obrara
esse chefe revolucionario ; e lodos os hamlid -.
da Italia, arregimontados por cssa, formara n;.
i-eahdado, a maior parte dosupposto partido-na-
cional, ane o Sr. de Cavour dirige. Ora at hoje
o re Vctor Ernuianuel foi interamente domina-
quaes a Europa se interessava.
Julguei ento que, se o imperador da Austria
qulzessa entender-sc francamente comigo, atirn
de chegarmos a este resultado, desappareceriam
as causas dn antagonismo, que, ha seclos, divi-
den! estes dous imperios, e a regenerarlo da Ita-
lii se completara de commum accordo.'sem novo
derraraamento de sangue.
Eis, na rainha opiniio, as condres essenciaes
d'essa regeneraro : A Italia seria composta de
muitos estados independentes, unidos por um
laco federativo
Cada um d'esses estados adoptara um syslema
representativo particular e reformas salutares. A
confederaco consagrara ento o principio da na-
cionalidade italiana : elle teria urna s bandera,
ura s syslema de alfandega, una s moeda. O
centro director sera em Koma ; forinar-se-hia de
representantes nomeados pelos soberanos sobre
urna lisia proposta pelas cmaras, alim de que
n'essa especie de diela, influencia das familias
reinantes, suspeilasde parcialidade em favor da
Austria, fosse contrabalanr.ida pelo elemento
emanado da eleicao. Conferindo ao Santo Padre
a presidencia honoraria da confederaro, satisfaz-
so o senlimnnlo religioso da Europa catholica.
augmenta-se a influencia moral da Pap, em to-
da a Italia, c isto lhe permtte fazer conc.esses
conformes aos desejos legtimos das populares.
Pois bem I este plano que cu havia formado'pcla
conclusio da paz pode ainda realisar-se, se vossa
magestade empregar sua influencia em faz-lo
prevalecer.
Deinais, ja se lera dado grandes passos para
este fira. A sesso da Lombardia cora sua divida
restricta um facto consummado. A Austria re-
nunciou a seu direito de guarniro as pracas de
Placencia, de Ferrara, de Commachio. O direito
dos soberanos foi reservado, verdade ; mas a
independencia da Italia Central foi igualmente
garantida ; porque, faz-se formalmente de parte
loda a idea de intervencio estrangeira. Emlim, a
Venecia vai ser urna provincia puramente ita-
liana. O verdadeiro inleresse de vossa magesta-
de como o da Pennsula, auxliar-mo no desen
volvimenlo d'esto plano, para fazer com que del-
le deriven) as melhores conseqiiencias. por quan-
to, mister nio esquecer, eu estou ligado pelo
tratado, c nio poderla jamis deserabararar-me
dos meus empenhos, no congresso que se vai
abrir. O papel que a Franca deve desempenhar
ah est tracado de anlemo. Nos pediremos:
que Parma e Placencia se reunara ao Piemonte,
porque este territorio lhe estratgicamente in-
dispensavel, pediremos que aduqueza de Parma
seja chamada para Modena ; que a Toscana, com
o augmento talvez de alguns territorios, seja en-
tregue ao grara-duque femando ; que se adopte
um systema de sabia liberalidade em todos os Es
lados da Italia ; que a Austria se desembarace
francaraenie de urna causa incessante de emba-
razos para o futuro, e que consiula em comple-
tar a nacionalidade da Venecia, nao smenle cre-
ando-lhe urna representaco e ama administra-
gao separadas, mas anda" um exercito italiano
Pediremos que as fortalezas de Mantua, c de Pes-
chiera sejam reconhecidas fortalezas federaos ;
oralim, que urna confederaro bascada sobre as
necessidades reaes, bem como sobre as tradicoes
da Pennsula, e a excluso do toda a influencia es-
trangeira, venha assegurar a obra da indepen-
dencia da Italia. Nao pouparei esforcos para chc-
gar a esto grande resultado.
Convenca-se disto vossa magestade, meus sen-
limentos nao ho de variar; o al onde se lhe
nao oppozerem os inleresses da Franca, serei fe-
liz em servir a causa pela qual arabos ris com-
batemos jnelos.
Saint Cloud, 20 de setembro de 1S39.
Tal C3ta caria, verdadeiro programiin da po-
ltica franceza, e que tem produzido na Europa
una impressao immensa. Se ella houvesse sido
escripta um mez : mas cedo, nao ha duvida que
nao teria singularmente acelerado a solu^io; mas
ainda hoje devena contribuir para acalmar os
espiritos, e para ajudar a obra do congresso, for-
necendo-lhe as bases sobre as quaes as poten-
cias devero deliberar e cntender-se.
Segundo seus incorrogiveis hbitos, os italianos
quizeram ver ainda n'esta carta urna especie de
approvacio de seus planos. Os jornaes de Turim
pertendem fazer acreditar aos seus leitores que
o imperador, pronunciando-se era favor da res-
taurarlo dos antigos soberanos, teve smente por
tira dar um teslemunho de sua lidelidade aos
empenhos conlrahdos e sustentar a palavra que
deu em Villa Franca. Depois de haver assim
cumprido suas obrigaedes na presenca do impe-
rador da Austria, elle' deixaria a Italia Central
toda a liberdade de obrar a seu modo ; porque
elle declara expressamonte que toda a idea de
intervencio estrangeira posta de parte. Tal
fcilmente
como os inventores do systema pan-ciam cre-lo.
>a propna Toscana j se indignara muito com -
pertencao que teria o Piemonte de substituir sua^
leis as excellcntos leis Leopoldina, que regen.
aquello ducado. Em Milo, o negocio outro
la a annexacao esl feila : mas quantas diflicul-
dades se levam de lodos os lados Milo ura i
capital relba c opulenta quo considera insolente
a pertencao que tem Turin de ficar sendo a sede
do reino. Sobre este thema exlendem-se os para-
phlelos e os pequeos jornaes ; o por toda
pariese manifestara symploraas de seria oppo-
sicao. O governo Sardo j tem sido obrgado a
contar cora a opiniao publica da cidade railane-
za, que nao quer ser sacrificada. J appareceu
um decreto que transiere para Milao a corle de
Cassacao, tribunal supremo de justica. Nio for
tao grandes esforcos que se chegou a obter esta
primeira satisfazlo : os magistrados e os advo-
gados de Turin grilavam altamente contra isso :
elles tinham por orgo no Conselho o ministro
da justica o Sr. Migliette, que nao podendo con-
seguir que sua opiniao fosse aceita, depoz sua
pasta as raaos do re. E acreditae que islo n->
e mais que o principio do conflicto entre as duas
eidades.
O maior e.obaraeo da Italia e o maior perigo
quinto ao arranjo pacifico de seus negocios, o
exercito indisciplinado que foi organisado nos
ducados sob as ordens de Garbaldi e de Fanti-
Esses corpos de voluntarios creados para defen-
der o paiz contra inimigos externos que so nio
deixam rcr,nem mesmo sabem preserva-lo da>
desordens interiores. Garbaldi incessantemen-
to lhes exalta a cabeca por raeio de eraphatcas
proclamaeea mas essa exaltacio que se lhes
sopra um perigo de mais Dar a paz publica, o
a cada momento reca-se alguma violencia de-
parte desses bandos. Aquellos de taes volunta-
rios que lem alguma cousa em que cuidar, aban-
donara suas fileras e desertan) .- os outros vi-
vera i cusa das eidades, depois de haverem ex-
haurdo o thezoiro. De ludo isto resulta orna
Iristissima situaro !
O effeto da carta do Imperador na Ingiaterr..
foi excellenli' i principio. O plano que nessa
rarta se aclia desenvolvido ao mesma tempo
tao liberal a to rasoavel quo o bora enso in-
glez, nada achou que censurar alii. Depois vie-
ran) as chicanas, por que as relacdes sao taes
s dois paizes que nao seria p'ossivel polos
Entretanto, hoje parece cerlo que.
' Londres consente em tornar parte
R

n Art. 2-2. O prseme tratado ser assigna-
do e ratificado, e as ratificaroes serio trocadas
era Zurich dentro de quinze dias.
o Outro3 artigos estipulam que a Austria ser
obrigada a despedir do servieo militar os soldados
pertencentes ao territorio, que abandona.
A Austria, ao mesmo tempo, se compro-
meti a restituir os valores e as garantas, de-
positadas por pessoas particulares nos estabeleci-
mentos pblicos, que lhe pertncem.
O art. 16. conceda aos estabelecimentos
religiosos na Lombardia a liberdade de dispor li-
vremente de suas propriedades movis e immoveis
so a rossessad dellas for cornpativel com as leis
do novo governo .
(Industrie ct commerc Uelges.)
e o raciocinio das folhas annexionistas, que que-
rem entreter as illusoes dos tevoluncionarios.
Mas que viria a ser tudo isso no da em que o re
do Piemonte, nao ousando contrariar abertnmen-
te seu grande alliado, houvesse formalmente re-
cusado as coroas que se lhe offerece ? Ora, qual-
quer que seja seu desojo de engranJccer-se, Vc-
tor Emmanuel nunca se atrever a vollar-se con-
tra o homem que o salvou da invaso austraca,
que duplicou, quasi, os estados ; sobre ludo
quando o ajuste que se lhe offerece augmenta
ainda seu reino, acresccntando-lhc os ducados de
Parma ede Placencia.
Posto que se nao possa desconhecer que ha um
cerlo impulso nacional no niovimenlo da Italia
central,as pessoas mais perspicazes comecan) a
perceberque ha tambera n'esse moviraenlo,mui-i
ta cousa de falsee do facticio. Assim, em Tos-1
cana fez-so una grande questo da supposla una-i
puladus que cada departameato d pata aassow- toalcs ae-iabelvccc, de exercei ncUes um?
certa
estacio naval do Itio da Prata, o Sr. Lamego. que ninguem contera
nao compareceu porque no dia do jantar j baria
CORRFSPOADFXCIA DO DIARIO
DK l'FH\A 1!I ( O.
Pars. 7 de novernbro de 15.
Lina grandissiraa luz acaba de ser laucada so-
bre essa questo italiana quo ate aqui esterera to
rodeada de treras. o jornal inglez, o Times, que
lera a arte de drscobrir os documentos mais cu-
riosos e os m-:,is secretos, publicou, ha pouco,
urna caria escripia ao rei Vctor Emmanuel pelo
imperador dos francezes, e na qual se acha expos-
ta cop;, a maior franqueza a poltica da Franra.
Dev'o desde j fazer ver aos vossos leilores este
d'ocumento, to importante, cuja aulhencdade
p'aqui partido para Montevideo. O'mcsmb acon-
teceu cora o Sr. Thornton.
Nao deixou de sorprender a todos que os com-
misanos de paz d,r> goneral L'rquiza nio ttsslstis.
Senlior meu irmio.Escrcvo hoje a vossa
magestade para expor-vos a situaro actual, re
cordar-vos o passado, c regular co'mvosco a me-
lhor marcha a seguir no futuro. As circitrastan-
cias j5p frttfes c mister. pois, deixar de
niinidade. que se pronunciara contra o Gram-
Duque : mas hoje assignala-se una vasta cons-
piraro que teria sido descoberta cm Franca, e
que teria sido por Ora rocoiiduzir e rehabilitar o
Gram-Duquc Este fado prova pelo menos,
que no exercito, na magistratura, no foro,_mu-
las pessoas teem conservado urna
pela anliga familia reinante. Com
dade da humor que proprio das popnlaeocs
italianas noduvdoso que as massas qne ha-
viam sido arrastradas saudem com suas accla-
macOcs a volta de uraa dynaslia, que foi sempre
doce o paternal. A nica' rerdadeira qucixa que
leriam os italianos contra os duques de Toscana
e de Parma, e da influencia austraca quo possua I
sobre seus governos ; ra?,s hoje que estao sup-
primidos os tratados que conservavam essa in-
fluencia, c que se 'vljm assegurado aos poros ins-
sa tituiges re-irn5ontativaSi desapparece a queix a c
e-| tudo o-,.uo'|c i/. a este respeito nao pass:-. de
uk-s Vi,a declamacio.
asma
de accordo.
o gabinete de
no congresso.
O congresso faz-rae pensar na conferenciado
Zurich, que ainda nao completou sua tarea.
Dissc-vosque o tratado da conferencia foi in-
terrorapido pela enfermdado do Sr. coude do
Colloredo. Este diplmala j nao existe, e a
Austria enviou para substilui-lo o Sr. conde Ca-
roly. As sesses tem continuado ; o como o
Halado mais importante eslava j assignado.sup-
pe-se que a obra da conferencia ficar termina-
da ni primeira quinzena d'esle mez. S ento.
quando as satisfaedes houverciu sido trocadas de-
parte a parlo, que o congresso se devora reu-
nir.
Cumpre-me dizer-ros aqui algumas palavras
acerca de ura negocio que comer, e que parece
dever tomar um serlo carcter poltico. Fallei-
vos sobre a creaco de urna corapanhia que lem
por flm o corte do islhms de Ancz, e que se ach.i
constituida com a capital de 200 milhes do
trancos. O Sr. Fernando de Lesseps, promotor
d'esla grande empreza, francez, mas dera
corapanhia um carcter europcu ; e as subscrip-
coes para esse lim tem sido racolhidas era Fran-
ca, na Austria, na Italia, na Ilespauha, na Rus-
sia, na Piussia, na Hollanda ele. A propra In- -
gl.iterra forneccu un pequeo contingente dj _
subscriptores. Urna vez munido dos fundos d.t
subscrpeo, o Sr. de Lesseps linha ido para Ale- ~
xandra cora um numeroso pessoal de engenhei- ..
ros para comecar os trabalhos preparatorios. Foi
n'eslas circumstancias que o raio carcter do ga-
binete inglez se manilestou de um modo muito
significativo. Aproveitando-se dos erabararos era
que se achara niergulhado n'esles ltimos tem- _
pos o governo turco, o embaixador inglez cm
Constantinopla obteve de Fread-Pacli urna or- I
dera parr o vicc-rei do Egypto, afin demandar
suspender os trabalhos sta ordem foi intima-
da aos engenheiros da compauhia, c nao houve
remedio senao obedocer-lhe. Mas logo que esta
noticia chegou a Pars, o Sr. de. Lesseps pedindo ..
urna audiencia ao Imperador que lh'a concedeu. .
Quanto a exposieo que ello fez dos embaracos e
dos obstculos que este grande negocio encon-
tr, o Imperador lhe declarou que a tomara em
sena considerarlo, e que faria disso o objecto de .
uraa negociacio diplomtica.
Esta rerolucio grave por que pode d'ahi re-
sultar ura conflicto entre os dois paizes. At
hoje a Franca se havia abstido n'esle negocio ;
mas, so ella Irabalha em Conslantinopla para fa-
zer revogar a ordem da suspensd dos trabalhos.
achar-se-ha em face da Inglaterra ; e qualquei
que seja o xito d'essa dupla presso, o gover-
i no turco devora desagradara una das duaspe-
', tencias que elle lera mais inleresse em poupai.
Como as razos sobre as quaes se apoia a In-
-1 glalerr.i nao sao muito para declarar, por quan-
lo trata-se para ella de fazer recuar a civilisaco,
muito provavel que a nossa diplomacia obrera
a vanlagcm. Conseguintemenle nio restar mais
ao gabinete inglez outro meio a nao ser a forra,
se elle persiste em querer fechar Europa essa -
sabida pelo mar das Indias. Vedes qual pode
ser o alcance d'esle negocio*
Acommissao ministerial, encarregada de jul-
gar sobre o plano de Conslantinopla, acaba do
pronunciara ua dcciso.que condemna quatro dos
-n summa.. a creio le sejam
.i-.j------.-, que tornara mpossiv.i a rcaU-
Srte'wcw.0;usj)WH
ceusados pena de morte, c muitos outros
ponas menores; suppc-se que o sullo perdoa .
r aos culpados.
Uraa nova mudanca a?ha de ter lugar no mi-
nisterio austraco. Obarao de llubnardemiitio-
sc de suas (unecoes de ministro da polica ; foi
viva affoicio I substituido pelo bario Tbierry. Na Franca pas--
essa inob'ili-' samos, ha pouco, por urna raudauga semelhante.^
ii Sr. Biilaut, antigo ministro, substitue no mi-
nisleri) do interior o duque de Padua que sede-
mitlli.i.
T uia sabido, sera duvida; pelas cartas delconi-
rar-rcio da perda do Clipper Olinda, que karia
partido do Havre, ha alguns dias, em deslinu>
para oporlo d'essa cidade, cora um rico carre-
garoento de sedas e que sossobrou do lado da
Porsmoutb.
O Orara-Duque Maximiliano, rmao do Irape-
' rador da Austria,que se julgou destinado para
governo geral da Venecia, vai embarcar-se cora
! a princeza Carlota sua mulher. para ir a Ma-
dispo- deira, tambera segundo se diz, para o Brasil.
A Hespanha decidanteate declorou a guerra >_,
/*
MUTILADO
N
/"
lUSill


ii\
DIARIO DE PEfljt.jBtC. QUAUTA FEllU i 4 D DE2EMBnO DE 18j>9.
.,-*
/
Muecos: o generalOdonnel val ucxar Madrid leo poique seoljecluou a paoiticagao Ja colfTfi-1
para ir tomar o comnian.K- da expedkao. >, refiro-me publicaco minuciosa dos fados!
P. S. Sabe-so esla maiihaa que os dois ulli- feila pelos jornaes da edeie, reservando-mr- so-
reos tratados da conferencia de Zurich B rao as- mente o direito de iazc.r-lhes us co m menta ros
>ignadoa boje ou amanhta o congr'csso deve que caso pede,
icunir-se muito prximamente. O primeiro lop,rudo que houvc em tojo osle nc-
Praca do coinnierro : 3 0i(>7015 i 1129o'
b consolidados inglezes 9ti3|8.
INTERIOR.
BIO DI. JArVKIRO.
* d* ilC7.tMiil>ro do I8!l,
Rr/-7foos o/ficiacs rfo oorpo rfti armada na-
cional'e imperial pro.novillos por decreto de lti
i/e no w m ."o (fe 1850.
A capiiao de mar e guerra graduado, o cap- chefo da Confederarn Argentina, vai do novo
o de fralala Augusto Wenceslao da Silva Lis- fazer parlo dclla, e lera sem duvida do passar pe-
gocio foi o po'jro Alsina, cx-presidente do Esta-
do de Buer.os-Ayres, que chegou a sor apeado do
poder p;,ra facilitar a marcha das negociacoes que
a su", presenca contrariara, atiento o odio pes-
soal que existia o existo cutre ello e Urquiza.
Agora, o ultimo logrado que ainda se nao sabe
q'jem ser, o cui todo caso aquello que rir por
ultimo que hade rir mclhor
fado queo Estado do Buenos-Ayres leud-
se submctlido s armas e condices do vencedor
Stipplentes:
Os Srs. Dr. M. Pedro M. de Vasconcellos.
A. Francisco de Lacarda.
A. Jos da Costa.
J. Jos Rodrigues.
Joao Cezimbra.
[Diario da Baha.)
JURISPRUDENCIA.
Extracto da consolidadlo das leis
PELO DR. AUGUSTO TEIXEIIIIDE FIIIITAS.
c reconhecido o poder legal de Urquiza como Obscrvarbes do advogado Antonio Pereira Re-
boticas.
O art. 824 diz que a escriptura publica ne-
ressaria para provar o pagamento nos casos ein
lo desgosto de ser privada dos foros da capital, de
1,298. Vid. iufiu o ai l. 1,272, SO', e < art. 1,27*
o sua nota. .> -
ObserrarOes.
O que di Coellio da Rocha nos lugares cita-
dos e no 660, tratando dos crednres chiro-
5rapharios conforme a lei de 20 de junho de
774 no 42, o seguinto : Todos estes prc-
ferem entre si conforme a prioridade das di-
vidas citadas (L. 42, Porm, so antes da
abertura do concurso obliveram hypothcca ju-
dicial, pasean* para a classe dos hvpoihcca-
rios. i>
E na nota ao COI, Dos credores de ratei<>,
assim :
<.< Os credores que nao pertencem aquellas clas-
ses, se se habilitaran] em lempo com sentenca
eonlrnvertida, ainda entran para a classe das
hypotheras judicioes.
K o que diz o Digesto Portugus de Corroa
Telles, lom. 3o, n. 21)8, nao passa dislo- Esla
do cdigo, que considera j compensaco pro-
;>osla pelo demandado ao demandador! e nao
litleral e exclusivamente pelo extculado ao exe-
quente.
A nota (3) ao 4 do art. 850 (pag. 310) se re-
fere lei de 25 do marro de 18.il, comprchen-
ilida positivamente pela" lei de 20 de outubro de
1823 quanlo ao dizer no tj 3o que : Os encon-
Iros de que trata o arl. 1" nunca se entende-
rio a favor de recebedores ou conlraladores
fiscaes, quanto a dividas procedentes de seus
recebimeutos ou de seus contratos presentes ou
futuros.
Ora, o art. Io diz que os credores originarios
do Ihesouro nacional c aos seus herdeiros (quanlo
s dividas da horanca) se admillrio encomios
meira, o ortira mandado construir especialmen-
te para a prxima visita do SS. MM. II.
Os esludantes do lyce.u tralam do ergner ura
arco, na prar.a da matriz, aonde no dia 7 de se-
lemhro prximo passabo fizeram urna illumina-
cio ; para o que so cotisnram c promoveram
urna subscripto, na qual assignou 2008000 S.
Exr. o Sr. presidente da provincia.
Na quarla-feira a urna hora da tarde a re*
colherem se para cades os gales que esli ira-
balhando na obra do fortim, o malvado Vanta-
leo Roque Pinto, preso condemnado a 23 anuos
de pristi, apoderou-se da baioneta do soldado
que fazia senlinella, o com ella quiz feril-o ;
ou compensaees a respeito de todos os seus de-1 aecudindo porm um outro soldado da guarda
nnrr'r i.^'' so,adn,i1r5 encontros de dividas pode tomar-lhe a baioneita, e ento o malvado
por (rriio.-iuntia o thesouid havidos or ras- i ,
valendo-se de urna faca de pona que trazia com
rio nao s a este soldado que era do cor-
I"
passos ou cessoes, salvo se forem de credores a
polica, o a outro mais de guarda naciona!.
lou-se logo um grande molim, mas foi
do inmediatamente, o qne privn a essa
de continuar a fazer mais alguns fer;-
Immedialamenle que fot avisado o
e universa
Pela p
o monarcha
Se aos Fl
;m o prazer
1 poder do devedor, importa urna transferencia do .constantes u direito de preferencia contra a Da pteccripeao. j com os seus respectivos commandanles e oliciaes
concomitante propria fazend.i nacional em relaco aos seus, O art. 854 (pag. 311) diz quc ; nesla Prcs lco'nne a notir'n .lev* ithiiufn por elTeito da ; obr.gados e devedores por contratos de data | cripco s. motivada pela negligencia do credur, f i .^nt. espalliOU-.^
respectivas accoes posterior, como se v da lei de 22 de dezembro ; nao se exige requisito da boa f Pela cidade, e todos presUram serviQO no resta-
ssoa. i de 1761, til. 3", g 14, nesla substancia. De sorte E a ola [4] alfirma que a citada ord., estabe- belecimenlo do socego.
pouco de efTiraz quanto ; que,achando-se os taos preferentes em algum lece o contrario ;_ mas, con.o a sua in/.ao foi. por- tt S. Exc. o Sr. presidente apenas soube em
palacio do que se passava na cadea, seguio im-
medialamentepara o logar do conflicto, acnm-
parrtiado do vice-presidenle o Sr. Dr. Jaeintho
de Mondonga, do seu official do gabinete e do
patrias. Ora, n boa ou m fe nao se pde^v'-ri'- !?.U:j'jU.,,aJn!!..d1e !*M;. Ali J lil,h? flomPa"
licar na p.rescrip;o extineliva o para ella basta i 'ccido o delegado de polica, e respectivos sub-
o lapso do lempo, cono iiuju de doulrina cor-j Jelegadcs, coronel assislenle, os mdicos Dr.
r,......... Araujo e Bahia da Cunha, e outros muitosci-
dados, e lodos se preslaram ao digno chefe Je
Obiereates.
A lei de 18 de agosto de 1769, no 12 a que
manda ha ver por nao escripia a supposi^ao
que qualifica mauifestainenle errnea e no
foro externo dos tribunaes chis a magistratura
temporal poder conheccr dos peceados qne per-
tcncem privativa o exclusivamente ao foro in-
terno e espiritualidade da igreja, declarando
que a esses tribunaes e ministros seculares nao
polica, o Sr. Dr. Keiva.
S. Ex. o Sr. presdeme acompanhadb da
quasi lodos estes ciJados entraram dentro da
prisao, e pode-se reslabelecer o socego, logo que
foi mellido em ferros o cabeca, o malvado Pan-
laleao, que j o aono passado pozesta cidado
toca o conhecimento dos peceados, e lio smento | em completo alvoroco. Os feridos forara medi-
dos deudos. ..i.i c i i
Ve-scbem.pois.que a ord., liv. 4", til. 79, cfJos pe'o referidos douwres^ sendo que ne
quando diz que a prescripeao, de que trata, nao
liaver lugar nos devedores que livcrem ni f
nhum delles felizmenle corre pergo.
Parece-nos que a causa de ludo islo, foi a
receio desvaneceu-se logo, poique a maior parle, npproheaadca s outras nacoes, c maxnie aos vi- dissoloere quo cojligalm ctt.
por sem duvida os mais importantes, presta- .. *: .
O ministerio lem guardado a mais prudenf du. o art. tSJO qu
rain a sua adliesao ao governo, e desarmaram reserva sobre o
sU3S forcas Assim, o governo do Buenos-Ayres tuacod
classe possam e devam entrar os credores anlc-
Arti. 826 e 827. "olas (3] e (4). ,riorcs ;ou conforme a sua ordem) que livcrem
Diz o art. 826 que : credoi que demandar sentenca contra os devedores ohtida em juizo or-
iobro o modo porque encara a actual si-; maliciosamente mais do que se lhc deve ser dinario O contraQietorio, porque equivalen!, sem
o Rio da Trata, e a imprenta timbera condemnado cid tresdobro as cusas da parle dillerenca, a escripluras publicas com hvpo-
por se nao dar oecasi5o aopoccadotendooaHielo falta da vigilancia na Raarda dos presos, no seu
iiidcvidamontc, previne que o baja : mas nao se r, ,!' l ,
funda na supposieao de sua existencia ; assim transito para o Iraballio, por isso que dona ou
como Do menos bem se ve que a le de 18 de | tres* delles, em cujo numero entrava o tal Pan-
agosto de 1769, no S 12, o que ha por nullo o. taleec eslavam completamente embriagados .
suppor-se que poderiam julgar de peccado os j Lese no Diario de Alagaos :
creto de convocarlo do povo para as clei^oesdos. abslenho de tratar com mais clareza, Quanlo ao \s notas iy\ e (i)ciun a Ord., liv. 3." til. 3, i aa mesma lei, onde excepta'as senlcncas obli-
deuina^o ou absolucio ein vez do transuiuplo ra. real lazenda, so a faz ceder na sua pre-
fiel do preceito c saecao da lei. A conderana- 'acao s hypolheeas antes contrahidn por es-
cao de tresdoblo das costas nao da paite em j Wiptoras publicas, ou sentencas obtidas cm
que forabsolvidoo devedor, que de corlo o nao juizo plenaiio c contradictorio "e nao de pre-
, nem jamis poderia ser, do que nao deve ; | coito
nem o A. deixa de ser condemnado as cusas E627: S, pois, urna sentenca oblida em
accao ordiBaria e juizo contradictorio pode ter
! xedu demanda antes da contestaos o da lide.
Alera disto, dizen que prepara importanlissi- Justamente a Ord., liv. 3. no'tit. 31 diz que
Jo paiz. As priineiras sao cs?encial e rigorosa- siderario, eontio talvez me aoja possivcl ser
men, decarac.er nari(eo, e as segundas assu- "'^^.'ado no.avel a ac.ividade adminis-
vniram o mesmo carcter porque assm o exige a traliva que o ministerio lom desenvolvido, pres-
conveniencia publica e a nalureza das necessida- lando a mais desvelada altencao a lodos os ob-
Jes croadas pela convenci. i***03 d" s>*o publico em "todas as provincias.
No dia 18, < 4 l|2 horas da larde, entrou mam'rredSo'e sabSoria111^-" d'n i s'nsel-13 correspondentes parte em que se dei-
ero Balizas o vapor de guerra argentino Saito,
onduzi
Jeracao
. iii.i-ii.i. [u ;uuru una poucru exiMcer n sua uc- i asolviUo lia parte em q
esta saudado, respnnJendo as; saldas o vapor ^o legislativa, e dotaron) o paia comas impor- | obrigado; e, quanto s cusas, ser o A. con- s credores que entrara na 3 621 The "dar
Patnpeiro. Depois passou-se o general Ur-; lanos reformas que ha tanto lempo reclama, demnado ncllns
quiza para o vapor do guerra francez ..Bisson. 'J|,c >enos a actual legislatura no seu ultimo
i i anuo de vida nossa dizei- com Hocase '.
v qual o recebeu ecm as honras corresponlen- Ganhe )( t rf|.fl o pe|1(fe^M annng
tes, sendo tanibem sauda.lo pelo vapur paraguayo o que infelizmente acra mais quo muito -
Taquari ; a salva que igualmente foi corres-: dndelro.
pondida pelo Pampeiro. Algons momentos, O paqueto ingle Tyne trouxe-noa aagradavel
\ r .,.' n _1 noticia da coideal e erithusuislica recepcao que
.lepras largouo Bi5sun para o l arana, e aoj08 p0ininlnicanos |z,,ram Ss. MH. 11., e do
passar pelo canal exterior foi da mesma forma agrado e affabilidadc com que ellos tem recebido
saudade Urquiza pelo vapor inrlez o Leopardo essas sinceras c jubilosas demonstraces dessn
iuue de atierra francez Zebra. parle dos se^us subditos.
6 i lela minha parte nunca espcreioulra cousa da
aqui a elRcacia : ou de collocar na 8" classe esse
cre.ior, bem como, sendo anterior aos contratos
na
a-
r
para entro
em tresdobro na parte ohi quco!sl'r.e lodos a priineira preferencia como a una
II. fr absolvido por dentandar maliciosamente escriptura publica, porquo na condcmnaeao af-
o que lhe nao era devido ; e o U. ser condem- fcclou OS Leus do devedor ex Ord., liv. *3, lit.
nado somonte as cusas singlas da parlo do | j. 14 v. E se o iue licer bens de raz, c que
tribunaes ejuizes chis, declarando altamente que
isso nao da sua competencia.
E se porvenlura a lei de 18 de agosto de 1769
no 12 annullasse na ord., liv. 4o, lit. 76, como
supposieao ila existencia do peccado o qu nella
mera razio do previnir que o haja e alguma
jurisdieao lenha de o julgar, a consequenria se-
ria ficarcm utase tiaaa por laes as palavras,
por se nao dar occasiao de peccar, licando em
todo o seu vigor as outras que di/.ein : Porcia
esta lei nao haver lugar nos devedores que tive-
rem m f, porque esses laes nao podero pres-
crever por lempo algum leudo o albeio indevi-
damente. L'tile pernutile non riliatur in sepa-
ra bilibus. B
E, assim. sempre quo o devedor allegar a
prescripeao de 30 annos, contra sua obrigaco
pessoal, lhe nao aptoveitara omero lapso "de
lempo provando-se-llie que foi espaeado por
malicia, dolo c engao da sua parle, para fraudar
ao eredor.
O advogado Antonio Pereira Rebouras.
'Con(tiiuar-sa-Aa).
ver- pedido debito em que for cond. 'nado.
: pelo bri
- _. | i va Minina uaiiu uum .1 c*wcici uun j i "'ijp uu
?Otou-*c que o vapor de guerra brasileiro Slia briosa r4.0vinci,ni Csptm que ter ella jus-
" rara^uas.- nao lizes-e iguaes demonstra- tissinins motivos do npplaudir-s'e da visitado So-
ees Ko se sabia por certo que o Ta-aguas-
s nao lem o numero do iceas que exige o
regulamenio braseiro para salvar.
De Montevideo nada ha de importancia.
Da provincia de S. Pedro nao ha nulicia po'
tilica de inleresse.
be rano
O que por ora nao sabemos anda quando S.
M. resolver voltar sua corle, porque a tal res-
peilo inda duem por ora as noticias recebidas.
Tudo o mais 'pianlo podeiia ainda dizer-lhe
nao merecera altencao depois do que tica dito,
que o mais importante.
P. S.O vapor ingle/ Mersey, da linba de Sou
O Sr. Joao Carlos Gmez, que na imprenta n1OTnploni diegado lioiftem do llio da Traa, na-
de Baenos-Ayres lanto alaccu o Brasil e o seu | da adianta sobre a organisacao definitiva de Buc-
ioverno, rliegia ao iiio Orando procedente de nos-Ayres.
Buenos-Ayres- S. S. veio para esta corte no va- ,n-s0 I*roc,',lcr a elo"-ao d,,s S0,1S Reputados
por Tocantins. I federal, e lirquiza tinha j partido para asna"e*
A seguinle noticia lirada do Diaiio do Bio lamia de S. Jos no Paran, fazendo tambem re-
tirando de 26 do passado explica a viuda deste i lrar o seu excrcito do territorio de liuenos-Ay-
Milinr n eeta corte. ITS- COno havir' P^metlido.
sennor ae-tacone. Por ora oque nos temos lucrado eom o desen-
_ Ubr. Joao Larlos tjornez que daqin se- iace da queslSo de Duenos-Ayrea a acquisicao
l;uo ha dous das para Poiio-Alegre, vollou | do celebre demagogoJoo Carlos Gomes, escrip-
hontem no vapor de guerra Fluminense,
cora ordem de seguir para a opilal do Imperio.
o Sabendo o governo da provincia quo essa
celebre cnlidade dirigii-fe aqu'ulla cidade a bor-
do do Commercio, fez partir immediata
nenie o Fluminense, que enconlrando-o em fugiado com medo de Urquiza, e dizem <
Jlapoam tomou-o e trouxe a esta cidalO cora re- ^"'!c^iy(t onUo_u^- ^z-nos lembrar
cojiimendacao polica.
lor publico ao servioi de Buenos-Ayres durante
a sua phanlaslica independencia, c cuja princi-
pal oecupaco na imprensa era injuriar o Brasil
e os rasileiros.
Chegou a esla corto no vapor Tocanlim, \ indo
do Hio Grande de Sul, para onde so havia rc-
:ine pre-
0 raso
do lioniem que apanhou a vbora enregelada, o
mclleu-a no seio para aquece-la, sendo picado
Quando ha dias ds-emos que a presenca : p0r ella logo que soachou con suflicienle'calor.
do Sr. Gmez nos pareca prejudicial, bem longe o velho Phedro linlia destas lembrancas.
e-lavamos de pensar que lhefossenegado o desent- j Parece que o presidente do Rio Grande, do Sul
barque na capital ; o governo potm, djiido esse. nos mandou para ceste presento por noquc-
passo, satisfez a publica anciedade. I rcr conaerva-Io l como cousa perigosa. e para
V o 1 f 1 f 1 ; que o governo imperial resnlvesse o nue devia fa-
O Sr. Joao Carlos Gmez r.ao deve ser' z'cr c0 SPmclhaMl0 Wspodo. HaoJSde
observado no Imperio do Brasil. > que nao deve ser recebido, e desta sou cu tam-
Em Santa Camarina foi preso, roquisieao bem, mandndo-se-Ilie que procure outro lugar
do inspector da thesoursria de S. Paulo, o cx-
I anda mesmo, suma, anterior aos contratos cm
E, seo A. antes*i"a lide cont. Ja se deixarI" ical lazenda. a ex%)ne do concurso e do seu
de demandare que pedia de mais do que lhe era j privilegio 25) : que mais fbrea pode ter urna
devido, pagara singlas as cusas corresponden- \ escriptura eom hypolbeca geral para dar en-
tes at ah feilas. (rancia na 2" classe do que urna sentenca tal ?
Deixar de ser frequentes essas condemna- \ '-"S0- urna divida que pode entrar na 1* ou 2J
coes das cusas cm tresdobro, porque nao basta osse, omo total exclneo dos da 3a, entrando
o pedido de mais por ser indispcnsavel, que le- { neata deve ter a priineira atteneo. >
nha sido feito maliciosamente e nao por erro, E na verdade como que. eonhecendo-so que
por elTeito da hypothcca judicial do 14 da Ord.
Ii". 3". tit. 8, se tem o direito de promover a
engao, ignorancia e simpleza.
\o art. 828 (pags. 30Uc301)a ola (1) cita a
as cusas era dobro, e nao na pena de fazer es-
perar ao credor.
Observapoes.
Justamente nao devena haver, cumulativa-
mente a condcmnaeao das cusas em dobro do
lempo, coinpelindo ao R. pedi-la por va de
reconveneo logo, ou reclama-la por excepcao
Ord.,liv.3."tit.25,e dizque tem vslo condomnacrios execucao dos bens sujeilos j estando no poder
de lerceiro, cx-Ord., liv. 3", til. 86, SS 13, 1 f, 16
e sguinlea, c liv. 4o, lit. 10, 9:. e se pelo
contrario se nega a efficacia do mesmo direito
cm si, em suas cousequencias, conservando-se
os mesmos bens sujeilos no poder do proprio de-
vedor condemnado, sendo-lhe ah penliorados e
executados, igualmente vista da Od liv. 4",
ao lempo em que fosse de novo demandado, I '' 6* e 10, 9o, c da lei de 25 de agosto de
conforme se ve da mesma Ord. em sua parte fi- 11774, 11 ?
nal. Ao art. 838. 5 2o. a nota [4], [pag. 3041 diz:
t~, alen disso, haver o R. todo aquelle tem- .1uc os termos de conciliaco verificados no
po que faltava para haver de ser demandado, J"izo de paz cquiparam-se ssentencas de pre-
quando o autorprimciramenle o demandou com coito.
outro lanto. Obvervaroes.
Arl. 829, nota 2< [pag. 301.1 A lei de 20 de setembro* de 1859 diz "no ar-
Ob$enaote. "So 4o :
Nao o credor, que demandar por divida j : '<. 9S te,mi|5 de conciliacSo, quando esta se
paga, ou sem descont do que receben...., como verificar,tero forja de sentenca.
diz o art. 829, o de que falla a cilada Ord., liv. ; ll0 arl. 5o que : a execuei dos sobreditos
3." lit. 36; porm sim, e to sonienle, de qudennos ser feila pelos juizes de paz quando a
receben a divida OU parte dola, c demandar ou- quanlia nao exceder a de sua aleada c pelas jus-
ten vez o que lem j -recebido : pois que bem se ticas ordinarias no caso de excedo-la.
pode ler urna pessoa por credor ou por tal ser Oquec, pois, que autor isa a equipara-las
considerado, e estar a demandada divida j paga I sentenca de preceito? o isso cm una generali-
em parte ou no lodo, sem que o demandador te- da''o absoluta a sem distinecao alguma? Una
nha disso conhecimento pessoal, nioser quein conciliaco perante o juiz de paz, por mais sim-
recebeu o pagamento, por exemplo, um suecos- l''s que seja, importa mais alguma cousa do
sor por titulo universal ou singular; herdeiro ou que ir-se ou mandar-se ao cartorio de ura os-
crivo uonfessar que se deve a quantia pedida.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
collector desta provincia Amonio Nones Cor-
reia, qnedalHso reiiitra alcanzado, segundse
diz, na quantia de doze conlos de ris.
onde mcllior esteja do quo entre aquellos que
tanto alucanhou. Entretanto o Correxo Mercan-
til j hTij* sahio com um artigo em deffza do tal
escriptor demagogo, e pedindo que elle seja con-
servado no paiz como hornera muito distinclo.
Veremos o que resolve o governo a tal respeito.
Sao as noticias mais frescas que posso dar-lhe
em supplcmento.
n.
COItrtESPO.NDEXLlAS 1)0 DIARIO DE PER-
NAHSBCO.
Rio do N&O rae enganava cu quando na ultima que lhe
dirig em dala de 22 do novcmbio lhc dizia que
as noticias que se esperavnm pelo prxima pa-
quete do Rio lia Piala serieai de mxima impor-
tancia, e que, c.oulava desta vez poder entreter
coa ell.is mais argjineiile es seus leitores. Com I
'-tleilo o vapor do sul chegado logo depoi- da par- i ,
tida do que levoa para o nortea minha ctrta foi do 22,' semestre, eleicao da mesa, commissao
portador de noticias da ultima gravidide daquel- de exanie, directora ele. ; mas nada disso leve
la parle da America .Meridional, os quaes procu- |ug8r por torem sido tomadas cm consideracao as
tare aqu rezumir de modo que possa sa.isfazor !._.,,, i i:~.te i
Raha 30 de novcinbro.
Hontem leve lugar a reuniao da assemblea ge-
ral ordinaria da caixa Sociedade Commer-
cio para approvacao das conlas da gerencia
. aqi
' curiosidad;! dos leitores, so que ha algura
i propostas da directo c da commissio de conlas,
e.ousa ainda que posea distrahi;: por um poco a que depois de discutidas, decidio-so o seguinle ,
atteneo publica hessa provincia depois do roce- I 1." (Jue as propostas da dirercao fiquem adia-
.limento dos seus Augustos Hospedes e das ma- ,Ia3 alo nue a commissio de membros, nomea-
;uiestaeocsde regosiiotm quo *; achara en-! i_.ii- ,,
,.,1(jos_ 4 ; da pela assemblea geral, as esludasse e dsse o
Tentemo lo, porm, seoiprc, qu; o caso -se- flu parecer a respeito.
,''j'. 2." Oue se pagasse a vista aos accionistas, da
linliamosdcixado o general Urqu za victorie- (ruantia al 1008 rs.
so depois do combate de Cepeda, proeeguindo e:n u rv i i-
Ma marcha, e preparando-se para aecommeltor 1. 3- Que a caixa nao receba mais dinbeiro a
e entrar na cidade de Buenos-Ayres, apczai de 'juro, nem em conta correnle simples.
".odos os preparativos bellicos que, fazia esta na
intenrio de resistir-lhe.
Pensavam todos, e cu tambem, que tcrittm de
4," Que aos accionistas, que tem hypolheca-
do os seus ttulos, caucionando letlrase queiram
ieproduzir^o"nVv7s%7ons'dV'hoVror'n^ *** mporlancias, sejam acceitaa essas
idade, entrando nella Urquiza a ferro e fogr, o retiradas, cando os accionistas da caixa, pela quisito desla lei nao'muda a natural da div
guedos seuse dos!qHantia quede mjis tiverom, alm da impor- nao muda a nalureza da divida, nao ,^elho
cessionario, por adjudicarlo convencional ou
judicial de titulo credilorio, que conservava in-
laclo o credor primitivo que livesse recebido o
pagamento e passado a quilacao em separado :
mesmo o proprio credor, era'cujo nome recebes-
se um procurador ou qualquer outro seu preposto,
sem que lh'o dsse a conheccr opporlnna c de-
vidamentc,
E\ pois, justamente por qualquer das causas
mencionadas que os juizes nem sempre atlen-
dem, provendo s reconveneoes funda las somen-
te na prova do pagamento p'or Ibes faltar a con-
Rom se v, pois, que tendo-se de classilicar o
termo de conciliaco com forja do sentenca,
em concurso cora outros ttulos do execucao
cnlre diversos credores, o apreciamento depen-
der da causa e nalureza original da duvida,
com as circumstaneias respectivas 5 sua obri
gacao,
"APITUCO II.
DA C.OJU'tNSACAO.
Ao arl. 8 9 a ola 1) diz que
actualmente
-. ..* ^ w v. w,w jj..-^,.,^^,,,-, |^v. IIIVi' IU1IUI VVI -------- ^ .v .. l*| VJ_*. MU", 1". II 11 I III X lili"
dicio cssencial de havelo recebido o proprio ju- letra mora a Ord., liv. 4o, lil. 78, 4o cojo
dicial demandador da divida a elle mesmo sol- Iransnmplo o mesmo arl. K9. o mesmo na
vida. fiarte em que diz que a divida liquida por ou-
cita a Ord., tra alguma prova a ella dada.
A divida contestada nao liquida, c s a
sentenca dirime a contestadlo. As compensa-
Aoart. 813 (pag. 301) a ola (4
liv. 3." lit. 30, S 1" e diz quo entretanto os
protestos sao muito usados cm nossa praxe.
Observaces.
Diria inelhor abusados.
A duvida smente se pudo dar em quera nao
for o proprio a pedir na quantidade certa que
declarou o que j em si linha : e, se duvidava,
chamasse o devedor a ajuste de conlas, para re-
cahir a condcmnaeao soineute no que se verifi-*
casse dever ou restar.
Mas duvidar do que pedo todava pedir como
certo na probabilidade, ou ainda supposieao de
mas
coes por isso nao se allegara as accoes,
mis execucoes das sentencas por embarg 'art.
577, 5, do regulamento commercial n. 737).
Nao ha dilaco de nove das. S se compensa a
divida certa liquida exigivel, isto 0", verificada
por outra sentenca em quantia determinada, e
s assim ella pode entrar em competencia com a
sentenca que se exeeuta.
Observaces.
A ord., liv. 4", til. 78. Das compensarles, diz
lugar assim
estar parcial ou geralnienle pago, para obler a pnncimoquc a compensaco ha I
condcmnaeao do indevido, se o devedor soluto "a c;o ren/, como na pessoal.
Por conseguinle, nao e exacto dizer que as
compensa coes nao se allegara por excepcao as
contrarios.
Mas as cousas passaram-se de una maneira
iiuilo differente, terminando ludo em paz o boa
amizade, mediante os bous oflicios do general L-
pez, plenipotenciario do Paraguay c lho do che-
le desta Repblica, que achou nieios de accom-
modar osbclligeranles.
Para nao entrar aqui cm pormenores escusa-
dos, coraquanto importantes, sobre o modo pia-
da das dilas ledra?.
Fo.ram eleitos memi'ros da commissao
Os Srs. F. Sampaio v'.'anna.
Dr. Quirino Jos o^mes,
Dr, Cosa Correia.
Ur. Francisco Jos da Rocha.
Joaqutm de Castro Guimar^
se lera descuidado de guardar com seguranea a
quilacao ; e, no caso contrario, ficar como se
nao livesse demandado judicialmente o indevi-
do ; justamente o que a lei com toda a sabe-
dona previne em sua sanceao ; e contraria-la
ou frauda-la, tergiversando, seria dar azo c pro-
teceSo fraude contra o dever, faltando jus-
ca, que curapre. guardar sempre,
O art. 835 (pag. 302) diz quo cnlram neste
concurso de preferencia :
..............................................
..............................................
" 3o Os credores por sentencas havidas era
juizo contencioso, com plena disc'usso e dispula
sobre a verdade das dividas
A nota 2) cita a lei de 20 de junho de 1774,
44, e diz que: A sentenca o.'lida com o re-
da divida,
.nelhora a
accoes, quando, propostas as' accoes, compele
amplamente allega-las conforme S 15 da ord.,
liv. 3o, til. 20, e o pr. do lil. 50 ; e enlip bem se
podem provar nos 9 dias mencionados no S 4"
do lit. 78 da ord., liv. 4o; pois que para as cx-
cepcOes peromptorias sao desde logo assignados
10 dias, o as acedes commerciaes a dila.o
commum de 20 dias, sendo essas exceptes
j comprchciiilidas na conleslaco da accio, confor-
me o art. 75 do citado regulamento do 25 de no-
vembro de 1850.
as execucoes que se nao d dilacao algu-
ma para a prova dos cmbaigos de compensando,
como nao ndmissivcl. para alguns outros do
execuldo, nem por tres dias, conforme o assento
de 2 de marco de 1690 ; devcudi-os o execulado
in continente provar por documentos.
condicode credor, nao d cm summa es.' "7"
potlieca judicial do que falla Coelbo da lincha,
Direito civil 660 e 661 not.
Foi um engao, e nem o confuso decreto
portuguez de 1836 sobre o registro das hypotho-
cas autorisava tal supposieao.
A nossa hypotheca iu'dicial da Ord., liv. 3o,
til 84, 14, s lera o elVeito que lho .ssignala o
nioesto Portugus d^ forroia Telles, ion. j> n
O guarda nacional ferido pelo malvado Pan-
laleo, escapou de ser morlo, porque o preso
l.uiz Gonzaga do Nascitueiito isso impedio, pon-
do-se em frente do assassino, e segurando-lhe a
baioneta. Temos a acresce.nlar mais que o digno
juiz municipal desta cidade, o Sr. Dr. Espinhei-
ra tambera compareceu ; e que felizmente todo
o facto em si, nao leve a importancia, que a prin-
cipio pareceu.
Nada ha mais digno de menco.
PEBNAMBUCO,
REVISTADIARIA .
S. M. o Imperador vollou bonlem, no va-
por Amazonas, de sua excurso ao sul da pro-
vincia, tendo lido prospera c feliz viagem.
A resposta cora quo o Litera/ Pernatubucano
mimoseou o Sr. conego Pinto de Campos, mais
um tropho para elle ; um lestemunho raqueza, e da sem razio com queinimigo ranco-
roso e roido de inveja o ataca. Conlra a opinio
publica, que cada dia mais se declara em favor
do mrito e talento do Sr. conego ; contra o jui-
zo que d'elle fazera os estrangeiros, que o tem
honrado com diplomas de socio de varias asso-
ciaeoes luteranas, como ainda ha pouco acaba
de succeder, olerecendo-lhe a academia do Theo-
logia de Roma o honroso titulo de socio honora-
rio, de nada valem os esforcos empregados pelo
Liberal, que depois de haver confossado, que o
seriiiio do Si-, conego havia brilbado, j pelo ar-
edondamento da phrase c j pelo escoltado das
figuras de rhetorica, no dia seguinle se desdis- ,
fazendo a vergonhosa analyse, que se le no sen
numero de hontem.
Essa analyse, ou reparo que fez ao exoidio do
Sr. coiiego, revela muita ignorancia da lingua
portugaeza, ou vontade de zombar da paciencia o
illuslracio do publico, que nos atura.
O tauger de sinos A asuena no entender do
classico Liberal !!! Moraes, e outros lcxicogra-
phos j nada valem ante a opinio desse pe-
riodico !! Seria rematada loucura querermos
couvence-los de seus erros.
Quanto ultima parte da resposta do Liberal,
nada diremos, porquo o respeilo que tribuame.-.
aos nossos Augustos Hospedes, nos inipe si-
lencio.
Nao queremos descer a apanhar a luva no ter-
reno em que nos foi laucada.
Nem mesmo voltareraos mais sobre este as-
suuipto, deixando o campo livrea esse peridico
para que continu a promover o engrandeciroen-
to do Sr. conego Campos, cuja fama, e nome
parece que augmentara na razo dos esforgosqut;
seus iniuiigos empregam para prejudica-l.
Pelo ultimo paquete procedente da Europa,
enviou a academia de Theologia de Roma, ao Sr.
conego Piolo do Campos o titulo de seu socio
correspondente.
E mais um novo leslemunho de apreco que re-
cebemassuas qualidades pessoaes e iliterarias,
leslemunho lano mais importante quanto pro-
cedc.de urna das mais notavsis corporacoesscien-
tficas do antigo continente.
Dirigindo-lhe os nossos eraboras, congratula-
rao-nos com o Sr. Pinto de Campos por esle fac-
10, que por ccrlo muito deve lisongea-lo.
Pessoas residentes na ra do Sebo dio-nos
sciencia de que all existe ura individuo, que ha
convertido a propria casa em hospital de doentes
de elephanliasis.
A desconveniencia deste fado salUaos olho?,
e por isso elle carecedor de urna providencia
ekaz, quo tenha por principal fin a remoco
daquelles accommellidos para o lugar proprio e
destinado para seuiclhaule liin.
No Te-Deum que houve lugar no Cabo, por
occasiao da estada de S, M. o Imperador n'essa
antiga villa, foi pronunciada a seguinto orar
pelo Rvd. pregador da Capeila Imperial Lino "do
Monte Car mello Luna :
Josaphat Rex Juda egressus estad
pnpulum de Bersabe, usque ad monten/,
t'frain.
Josafat Rei de iuda, sahio de Serusalent
a risitar o poco, desde Bersabe at >
monte d'Efrain,
Parampomexo liv. 2 cap. 19.
Senhor !
Que jubilo nio deve penetrar ocoracao verda-
deiramenle patritico no momento glorioso em
quo ve o Chofo Supremo da Naci, o Augusto
Monarcha recommendavel por tantos ttulos, to-
car as plagas de seus Estados Que prazer nio
deve possuir o peito dos habitantes da comarca
do Cabo, que boje teem a ventura de beijar a
Mao benfica de seu Soberano, de Soberano tao
adorados pelas suas virtudes singulares, e tao
idolatrado pelos rarisimos predicados que osca-
raclerisara De que sobresalto nao deve estar
Ionio Luiz de Castro Barbosa, llenrique Mease-1 rePa!2ado 0,ora,dl,r d's*"ad? a ser orgao dos sen-
der da Rocha Freir, Jos Antonio de Alvarim I ,,me"1i)sJ,a,r,0t!C08,d,erSl*LST,'-,6 que ,em hojo
Costa. Francisco Soares do Andreas e Joaquim i a su.b,da Sj *V22L*?&* vo? D7 Prcsen-
Xavier do Oliveira P.mntol. St/ffln> %lT ^^* '
As repartQes de fazenda, do Rio, renderam no i l^l^X^tA a!dua -a em mez oasado sobre o mais humilde e mu reverente subdito
Ufandeira 1 q7. 5r^Q=) de V. M. Imperial, sobre este orador, a qiiem
.iiidiiuiQ,!...................... J, -31. -IOOTJ >- nulimn niit umi diminu
Recebemos pelo vapor Cruzeiro do Sul, jor-
naes cora as soguintsa datas! Buenos-Ayres 27
e Montevideo 2S do passado, Minas Geraes 3,
Rio de Janeiro 6, Sergipe 3 c Alagoas 6 do cor-
renle.
Em outra paite enconlrar-se-ha tudo o que diz
respeito s Repblicas do Prata, e as noticias
mais importantes da capital do imperio.
Minas Geraes.Havendo-se descoborto, no
Rio Malip, freguezia do Abre Campo, termo de
Mananna, minas de diamantes, mais de800 in-
dividuos de diversas localidades occorreram
ellas.
Antonio Rodrigues de Oliveira c sua mulher
Francisca de tal assassinaram brbaramente, no
dia ilo passado, a sen genio Joaquim Antonio
da Silva.com tiros, tacadas o bordeadas, no lugar
S. Louronco, qualro leguas distantes do Ouro
Preto. Os reos foram presos pouco lempo depois.
Rio de Janeiro No dia 30 do passado, a Fa-
culdade de Medicina, conferio, com toda a solcm-
nidade, o grao de doulor a 36 alumnos, que ter-
minaram o curso. Lis seus nomes, segundo a or-
dem de matricula :
Antonio Pinheiro do Ulhoa Cintra, S. Paulo.
Randolpho Augusto de Oliveira Peona, Minas-
Geraes.
Frederico Jos de Vlhcna, Rio de Janeiro.
Luiz Gomes Ribeiro dcAvellar, idem.
Galdno Alvos do Banlio, Minas-Geraes.
Antonio Magalhies Gomes, idem.
Domingos Gomes Barroso, Rio de Janeiro.
Eduardo Augusto Montadon, Minas-Geracs.
Ignacio Francisco Goulart, Rio de Janeiro.
Manoel llralo Peixolo de Azevedo, idem.
Amedeo Prudencio Masson, idem.
Manoel Antonio Pernandes Pereira, idem.
Antonio Francisco dos Santos Abreu, Rio Grande
do Sul.
Gustavo Migud Duque-Eslrada .Meyer, Ro de
Janeiro.
Antonio Femando da Cosa, idem.
Eugenio Augusto de Miranda Monteiro de Bar-
ros, Uinas-Geraes.
Augusto Goncalves da Silva Nclto, Rio de Ja-
neiro.
Joio Ribeiro de Brito, Pernambuco.
Pedro Pi :. ra de Almeida Godinho, Rio do Ja-
neiro.
Luiz de Queiroz Mattoso e Maia, idem.
Paulino Franklin do Amara!, Cear.
Cornelio Cypriano Alvos, Rio de Janeiro.
Antonio Jos da Silva Pirassinunga, idem.
llenrique Pereira da Ponto Ribeiro, idem.
Marianno Pinto Rodrigues de Brito, idem.
Jos Das Pinto de Figueiredo, idem.
Thomaz Northon Mrale, idera.
Manoel da Costa Caroorim, idem.
Jos Alexandre Teixeira de Mello, idem.
Belarmino Correia de Oliveira Asdrade, Peruam-
buco.
Candido Borges Monteiro, Filho, Rio de Janeiro.
Luciano Navier de Moraes Sarment, Franca.
Ireneo Brasiliauo de Carvalho e Silva, Rio de
Janeiro.
Antonio Mondes da Cruz Guimarcs, Cear.
Guilhermo Taylor March, Ro de Janeiro.
I.ui/. llenrique de. Moraes Caree/., Baha.
Por aviso de 28 do passado, foram piomoviJes
gualdas mnriiihas, os aspirantes :
Manoel Gomes de Abreu Villar, Jos de Araujo
Ges, Joio Caetano da Silva Jnior, lzidro de
Senna Hadureira, Joao Mara dos Aojos Espozcl,
Frederico Carlos l'erreira da Cruz, Jos Lucio dos
Sanios Caldeira, GuMherme Rodrigues Villares,
Manoel Marques Mancebo, Joaquim Garca Sobri-
nho, Fernando Xavier de Castro, Manoel Alves
de Azevodo Sampaio, Jos Maria de Sania Bar-
bara Garca, Jos Carlos Pereira de Macedo, Au-
0 consulado.
A recebedoria.................
A mesa provincial............
A casada nioeda enlregou ein
moedas de ouro do Ihesouro
dem particulares,.......
. Em moedas de prala, a parli-
Mosmo a ord., liv. 3o, til. 87 : Dos embargos l*"1 "10"
queseallegam na execucao, suppe no lira do lai.'Cs-\.- V....., J"U'T"7UUU
siom.ooinmharr-ns d'e <<:, pnh. ItoAta.-Nenhum jornal recebemos, enlretan-
267:4255953
288:6275113
118:086#628
5:0451863
[8:434#450
100:300; 000
L1; '^e^^J^rZ^t^^ I !5L
vine que ellos o outros smenle sejam sdmittidos
na execucao se na causa principal nao foram
altendidos.
Ainda mesmo o arl. 577, 5", do regulamento
commercial ruado se refere aos arls. 439 c 4W
occorrido depois da sabida do Paraensc.
Alagoas.No dia 2 do curenle, por occasiao
do feliz anniversariode S. M. o Imperador, hou-
ve cortejo no palacio da presidencia, sendo mui-
lo concoiiido e animado, salvando, pela vez pri-
a nalureza nio aprouve com mi larga outhor-
gar-lhe os dons da cloquencia ; o desejo porm
de cumprir o mcu sagrado ministerio e de dar
una prova de adhesao, lealdado, e de profundo
respeito Augusta Pessoa do V. II. I., este s<>
pensaraento foi o mais poderoso incentivo, que
me chamou a esta tribuna sagrada, para patentear
os votos sinceros, os puros senlimeulos de amor
e fidelidade ao throno imperial, votos que con-
sagrara os povos da comarca do Cabo, onde V. M.
se digna de visitar, e que ninguem mais do quo
eu mesmo ufana-se de partilha-los.
o hnmem, senhores, nao pode sulTocar as emo-
coes do enthusiasmo. O indeferenlismo nao lem
forca precisa para apagar essa lava abrasadora,
que 'trasborda do coracao quando cheio dfi pa-
.
S
MUTILADO
N
t
l

-
/
\
\


DiARfO DE PCTN'AMBUCQ. QUaRTA FE.RAUDE DKZEMBRO DE 1859.
tnunemo. Apenas por vezes a lingua do uai mur-
tal nao pode exprimir cabalmente a erusko do
'iibilo de que se achn possuido, masas expa'nsos
. o silencio o mais cloquele discurso.
A alogria que ressumbra do foslo dos habitan-
tes desta comarca ; o Templo do Dos, que se
acha decorado com magnificencia: os laiupana-
rios que retumbaiu ; a orchestra que Caz ouvir
si-ii5 harqjpiMos fconcertos; as gyrandolas que
-'fi'pitofK itroam os ares ; as casas que se
ornam ; as ruis que se ingrinaldam; as estu-
cas qucseapUniam ; os camponezos que deixam
fuas cabanas e coa suas pobres familias correni
presurosos; o grande e o pequeo, o rico e o
pobre, o sabio e o igtorante, o dalgo e o plebeo,
as turbas em summa que de todos os lugares a-
vidas proeuram cidade ; os vivas e acclama-
eocs que entusisticamente se prorempem acom-
ar nadas do toque marcial; todas estas demons-
trantes espontaneas e sinceres, todo este movi-
rae'nto grandioso e inaudito por sem duvida a
liuguagem mais pura de uui extremoso o grato
rigosijo; sim o requinte do jubilo, o de um
prazer exuberante de que se acham possuidos os
talilanles da comarca do Cabo, pela a feliz vi-
gila do sabio, e sempro adorado Monarcha do
Brasil. Todos se enchem de gloria e de orgulho
por v-lo era sua provincia, por se achareni pr-
ximos d'Elte.em sua Augusta presenca ; todos se
achara sobremaneira impressionados do mais
vivo enthusiasrao quando se lembram que o seu
idolatrado Imperante uao hesilou supporlar os
incoramodos de urna viagem, de susentar-se de
sua preclarissima Prole, de seus raais charos pe-
nhores, as melhores porcoes de seu coraco
(3)
O Monarcha, .-u Ueixando o seu real aposen-
to, c dignaudo-se de percorrer o territorio do
seu Imperio, poder ter perfeita idea das pre-
cises de suas provincias, poder chegar ao al-
cance do in'dcferenlismo que se tenha por ven-
tura -rotado unas, c a prcdilecoao que se baja
consagrado nutras ; poder conhecor com exac-
f ao das injusticas que muilos de seus subditos
tenhara sofrido, a pieleroao d*s dircitos de uns,
e a profuso de benocios ;'i outros ortborgados
por quo sabido, de linimento, ;i verdade chega |
aos Pacos reaes ; s finalmente a presenca do
soberano pode assegurar a ventura dcseussub-l
ditos, o seus subditos mais se arraigaren! no'
amor monarchia, por que todos o veem, lodos
(cara conhecendo, o lodos beijam a mao pode-
rosa, que benelicamente derrama no seio dos j
povos graeas abudanles, favores grandiosos.
Ao .Monarcha, que ama & seus subditos, que |
desoja a prosperidad o de seu Imperio, que as-
pira a felicidade de seu povo, repito, ronveui,
o c urna necessldade indoclinavel de visitar as
provincias de seu Ltalo, e de conhecor os seus
subditos, do receber dolles suas puras ovaces,
os submissos preltos de sua adheao, por que,
senliores, s o pae sabe bem sentir a dor do li-
Iho, quando testemnnha do seus infortunios,
quando do porto ve os sofrimontos que o acabru-
uham.
Este sentimento vivo oslo desojo ardente foi
que dominou o coraco de Josafal ro de Jud.
Sim, este soberano querendo conhcccr a neces-
sdado de seus Estajos, sabe de Joriisalem, dei-
xa o seu alcacar real porcorre desde Bersabe,
ate o monte de Efrain, observa o progresso, c o
vier Torrea, lente eoronel J. .\1. le Mour.i e sua
senhora, capitfio Carlos Augusto de Carvalho, al-
teros Pedro l.uiz Manoel do Jess, alferes Anto-
nio Joaquim da Costa, l>r. Domingos Jos Rodri-
gues, Dr. t'.onstantino Teixeira Machado, Dr. Sil-
vino E. Carneiro da Cuaba. Jos Pereira Caldas,
Manoel Jos da Cunha, I). Rosa Victorina c urna
filha, I). Joanna B. Ferreira Monto-Negro, Carlos
R. Pinto de Oliveira, Frederico Hotler, 1 cabo, 3
ex pracas e 1 escravo.
Mitadocro publico :
Mataram-so no dia 13 do correnle para o consu-
mo desta cidade 93 rezos.
MOIITALIDADE DO DIA 13 DO CORRERTE.'
Mara da Conceieao, parda, solteira, 3 anoos ;
pojocunia.
Maria, branca, 1 dia; convulses.
Josepha, branca, 5 mezes ; convulsoes.
Marianna, preta, 7 annos; escrophulas.
Jos, proto, escravo, sollciro, 45 annos; irydro-
penarde lupolil.
. Hospital de caridade. Existcm 66 ho-
mens 55 mulheres nacionaes, l hornera eslrau-
geiro, 2 horaens escravos, total 12.
Na totalidade dos doenlcs existem 36 aliena-
dos sendo 29 mulheres c 7 homeus.
_ Foram visitadas as enfermaras pelo cirur-
gio Pinto s7 horas e 20 minutos da manhiia,
pelo Dr. Dorncllas s 8 horas 1/4 da manhiia.
Fallcceu urna menor de escrophulas.
aeseucoraeau pa a|alMgo dc ^ uma dc dad'cs. propo'rco-
is propnos olhos. indagar as noce,,,- na_,hcs moos reaUassera milhoramentos e
lo imperio estuJai ulidadeSi c co;u Slla .iresenca e beUos cxera.
dades da provincia do norte d
pcssoalmentc os mcios dc remedia-las, e de dar-
llies o possivel incremento, c todos os melhora-
mcnlos raoraes e materiaes aque sao accessiveis,
e tie que sao dignas.
U Muito Alto e Muilo Poderoso Senhor D. Te-
dio II, quiz desta sorle corresponder a loaga c
ardente expectativa, os fervorosos anhelos do
herbico povo desto lado do imperio, que se faria
tambera digno de sua augusta visita, como o do
su],em uma palavra aprouvc-lho imitar a'no-
bre disposicao do Josafal Rei dc Jud, quede
Jerusalem sahira a visitar seu povo, prodigali-
sando-llie beneticios transcendentes, donde di-
vnanou a maior felicidade desses seus subdi-
tos, e toda a ventura de seus Estados. Josaphat
JRex luda.... egressns est ad populum de Ber-
sabe usque ad montem Efrain.
No marulho de tantas ideas, que se embaiera,
sobremodo dillicil achar selectas pbrases, calar
pensamentos sublimes, que asss expriman! os
vivos transpones, que dominara o eoraeo dos
habitantes do Cabo.
Entretanto, esse fogo sagrado que arde era
meu pcito, essa viva cenlelha de patriotismo
que me anima rae far entoar u cntico de lou-
_ra
pos, chama o povo, e o faz abracar o culto do
senhor, Dos de seus paos: I'L reoocav'U eos ad
Dominum Deump'ilrum suuruin. J se ve pois
CHRONICA JUDICIARIA.
TRIBUNAL DO C0MMERCI0.
SESSAO ADMINISTRATIVA F.M 12 DE DEZEM-
BRO DE 1859.
PRESIDENCIA DO EXS. SR. DE3EMBAROADOR
SOL'ZA.
As 10 horas damanha, aohando-sc presentes
os senliores depulados Leaos e Bastos, o Sr. pre-
mraia uioiJesiiu natural encama a iodos os es-
pectadores t que Ihe aoham muila capacidade
para vira ser urna boa actriz; visto que sendo
to novel na arte j agrada tanto.
Seguio-se a rcprescnlacao do bello dramaA
fronta or a frontao qual nada deixou a dese-
jar, quanlo ao bnra desempenho.
Desde j vamos senlindo a prxima ausencia
da conipanlia que lem de relirar-se depois do
dia 7 do correnle, porque a pequinhez do thea-
trinho nao d lucros sufficieules para a manuten-
ga della.
Scmpre nos recordaremos dessa companhia
aue tanto acaresce as sympathias dos habitantes
da cidade, j por sua pericia e j por sua mora
lidade.
Digne-so, Srs. redactores transcrever esta no-
ticia dada por um
GoianiHa.
ERRATA.
Ha no meu cornmunicarlo de 10 do correnle,
publicado no Diario de Pernambuco de hoje,
alm de trocas de letras queescaparam na corree-
cao das provas, um erro, que me curapre nolar.
TenJo sido rcduzido a ura s periodo o que co-
mera peka palavras: Merecendo-mo f a obra
Les hollan.lais au Brasilde Nelscher, etc.
e o quo comecava por estas : A divergen-
gencia do opinies dos escriplores portuguezes,
etc., e isto depois da correceo das mesmas
provas, julgo conveniente apresentar esta errata,
para que se saiba que sao dous periodos e nao
um, como se acha publicado.
13 de dezembro de 1859.
Dr. A. F.
JJUU.M-.MTU DA ALf AoUtCUA.
Volumes entrados com fazeudw
t com gneros
Volumes sahidos com fazendas .
c c com geueros .
127
250
275
-31
377
706
Sahidos no niesino dia.
BahioPalhabote nacional Dous .Imigns, capil.">
Belchof Manoel de Araujo, carga farinha a:ais gneros.
Editaes.
senhores, que a visita de um monarcha nao po- sidente declarou aborta asesso dc mero expe
de ser considerada como uma viagem dc mera
curiosidade ; dore ella ter um alcance o urna
signilicago irameusa. A visita imperial olha-
da elTectivaraente como refulgente aurora de
unja nova phasc
cii.
7s:~
E um beneficio, e beneficio transcendente para
Pernambuco, e suas commarcas, ler a gloria de
ver tocar era seu solo pola ve/ primeira.o prin-
cipe magnnimo, quo feliz, neni preside os, des-
tinos do grande Imperio da Santa Cruz. uma
honra subilla para o povo pernambucano, beijar
a mao, do conlioccr pessoalmente o esclarecido
Monarcha, e a virtuosa e Excelsa Impcralriz do
Brasil, cujo sceplro ornado das mais brilhaules
virtudes, constilue o mais solido [undamonte
o seguro penhor do paz, unio, c ostabilidade
das instilui^oes do Paiz ; om summa nina glo-
ria imraorrcdoura, urna ventura sera par
Pernambuco, que tantas o to incessanlcs pro-
va? ha dalo de maior Icaldadc a actual dymnas-
tia. a honrosa visita do nclito Imperador, por
diente, tendo designado o deputado Silveira para
servir de secretario
EXPEDIENTE.
Foi prsenle a cotaclo ofcial dos pregos cor-
rentes da praca, relativa soinau i linda.Af-
cbive-sc.
DESPACHOS.
Mandou-se que sitisfizesse^o parecer fiscal da-
do no roquerimenlo de l.uiz l'ranca & Compa-
nhia, pedindo o regislro do seu contrato social.
(Jue fossem a informar ao Sr. desembargador
liscal as seguintos preleneoes :
De Joo Francisco da Silva Novaos, socio ge-
rente da casa coramorcial do Teixeira Bastos, Si
Companhia, pedindo o registro do contrato de
sua sociedade.
De Joo Jos Saldauha, solicitando a nomea-
Publicares a pedido.
para ?5o dos lugares de corrc'tor
da praca do f.oar.
c agento de lcilos
vor, o hymno de gracas ao Todo Poderoso, pela T'c elle vendo cora'seus proprios olhos a gran-
prospera viagem do'nclito Imperador, que por de necessidade do elemento scicntilico do ole-
elicidadc dos Brasileiros dellos adorado Mo-
narcha, e inveja do mundo civilisado.
fcil, senliores, de conhecor a emocao que
nesta hora sent meu peito, o couliado na reli-
giosidade de vossos sen timen los passoa raostrar-
vos em breves termos quanlo til c proficua u
visita que se dignaram de fazerSuas Magostados
Iraperiaes, a provincia de rernarabuco, e suas
localidades.
Illuslraco celeste, Efuvio creador, Graea do
racu Dos", vem em meu soccorro.
Senhor 1 Uraa viso repentina ferio agora os
meus olhos ; eu vejo uma uiullier dc face ma-
jestosa, ingrinaldada de flores, de azas brancas,
e sustentando na diroita um clarira : cu julgo sor
a Fama.
Ella diz, e eu respeito : o Braco que sustenta
a Kacao e defiendo o Santuario, to glorioso no
Throno executando a Le. corao na Casa de Dos
orando ; e por isso o elogio do hroe chrislo nao
mancha a sanlidade do lugar por mais puro que
elleseja : o Brasil exulta de prazer do possuirl
nm Principe to sabio, tao magnnimo, c to |
bemfazejo, quo faz esquecer a momoria dc Alo- ;
xandre na Grecia, do Scipio na frica, Cesar ,
em Roma, Luiz XIV em l'ranca, Carlos na Sue-
cia, Pedro na Russia, Filippe em o Sul, e fre-
derico em o Norte. Calou-se... o j nao appa-
leoe. Se o elogio ferir muilo de porlo a modes-
tia de Vossa Magostado Imperial, cu disse ao
principio que a Fama que o dizia. Eu por mim
s peco liceuca a Vossa Magestadc para oomecar
o meu discurso.
Era cada syslcma do Universo so muda a or-
dem e a collocaso dos globos celesics. Entre
todos o mais doulrinal, o mais poltico syslcma,
o quecolloca o Sol no centro ao mesmo Uni-
verso para um plala lo radiante, e to neces-
sario, como o Sol, o lugar raais convenienle o
coraco.
No grande mundo o centro o coraco, e no
pequeo mundo, que o hornera, o cori^o o
cen
d
m
verso nao se encontra um throno como o cora-
menio moral, e outras rauilis cousas, quo sua
vasta illuslraco hade penetrar, tora do propor-
ciona*r-lho nioios, do prodigalisar sua alta muni-
ficencia para tirar Pernambuco desso oslado dc
rctardair.enlo e disiidio a quo tora immerecida,
o infelizmente chegado, contra as paternaes vis-
tas do sabio Monarcha, c Anjo tutelar do Brasil :
Sim, ha do regenerar Pernambuco, esta patria
de hroes, que desdo o grande f-to da restaura-
rlo do pule h ill indoz so ostenta a fronte das
ideas sublimes da religio, progresso, e incre-
mento da Patria ; Pernambuco urna das provin-
cis do Imperio onde os scnlimcnios de nacio-
nalidade, so acham radicados na historia dos!
povos ; Pernambuco. que sempro tora o orgulho '
de havor sido a provincia, que pela voz. primo- '
ra alcou o brado da liberdade ; a primeira que1
fez. tremular a bandeira da independencia, e cu-,
jos lillios serupre firmes em suas crticas politi-
De Daniel Pankraz Wild e Theodoro Just, pe-
dindo o registro do seu contrato social.
Foi deferido o requerimento do I). Francisca
das Chagas Ferreira Saraiva, pedindo O registro
daoscriptura que junta, pela qual seu marido a
aulorisa fiara poderconuncrciar.
Nao havendo nada a tralar-se, o Sr. presidente
encerrou a sesso.
SESSAO JUDICIARIA EM 12 DE DEZEMBRO.
PRESIDENCIA DO EXU. SR. DESEMRAHUADOR
SOl'Z.A.
Ao nioio-dia, estando s presentes os Srs.
Bastos e Lomos, nao pode havor sesso.
Ruco Ranc.el,
Secretario interino.
,11U
1
UMA LAGRIMA
sobre a <*anipa lu meu fliatlo ami-
go e compadre Manoel Halbalas
Hibeiro, oflereclda sua incon-
snlavel esposa
Do limitadp numero dos homons verdadeira-
ra ente honrados, d'entro os mais carinhosos e
desvelados pas de familia, a caprichosa morle
, acaba de nos roubar um dos raais aistinctos, pela
grande somma de virtudes, que possuia !! Acaso
ovaraojusto estar conderanado a ser victima
precoce da desoladora Parca ?!
Assin que passou ao numero dos finados,
esse honrado cidado, esse eximio artista, csse
inlmitarel pai de familias, csso filho exeraplar,
esse cu.as virtudes reem de chofre ao que parli-
Ihnu a fortuna de ler conhecido a Manoel Mala-
quiasRibeiro.
Apenas no consolidar da vida, havia chamado
a coraparUlhar os dissabores da existencia aquella
que o ceo lhe destinara, e cercado de quatro in-
nocentes filhinhos era cuja cducaeo se desvane-
ca va correr serenos os seus dia's, dedicados ao
trabjlho de sua profisso, o tranquilidade de
sua honesta familia.
Era elle para sua virtuosa esposa salisfaeo
coiLpIcta, para os tenros lhinhos o objeclo*de
caricias anglicas, para es seus discpulos, com-
panheiros e amigos, o alvo de todas as mais in-
genuas o cordeaos adhesoes. Era finalmente um
Communicados.
A SK.a D. HABA LUIZ A DE OLIVEIRA
Lendo no Diario de hontom um aiiiiuiicio do
espectculo que deve ter lugar no thoatro de
Santa Isabel, em beneficio do infeliz Manoel d
a traico, a inve-
cas, cheios do dvocao pelas nossas inslilicoes,,
'-tismo.'nao enipalideccraiui I ^U3J^' ?.(ua.1 ^ estampado o nomo da
;entro. Este, senhoros, propriaraeute o lugar | trangeims ; o Augusto Fill
3o Principe, que o Sol do seu reino ; o throno da :nais rico o coraco do subdito. Era lodo Uni- r >, mmot alturf
verso nao se encontra um throno corao o cora-
co dos subditos ; era toda aparte agasalha o seu
Principe, e em cada subdito o multiplica. Neste
throno quera nicamente imperar Tilo Vespa-
ano, aue reputava perdido o dia, que sem a con-! benelica fortilicadi pelas bellas disposicoes e vi-
com denodo c palri
nao rocuaram nunca ante sacrificio alguna para
fazer crescer o fertilisar osla srvoro to fecunda
lo adorada baje polos sinceros patriotas, polos
legitimos apostlos do progresso, e vorJadeiros
philosophos do socolo 19.
As grandes e sublimes vaniagens, os beneficios
inimensos que dimanara da imperial visita, sao
coninAins aos subditos e ao soberano :
os sub utos com o augmento o progresso uo s
propras localidades, o cumulo de prosperidade
que aguarda a provincia ; ganlia 0 Soberano co-
nhecendo a ndole destos povos, o vendo pes-
soalmente radicado om seus coracocs o maior af-
fecto, maior amor monarchia, a exaltaeo do
paiz.
Senhores, o nclito Descendente do sempro
lembrado Monarcha I). Joo VI., que cora tanta
benevolencia, conferio ao Brasil o honroso lta-
lo de principado ; o Esclarecido Neto do piedoso
R'.i i). Joo VI, que to benignamente franqueou
i>s porios do Brasil a navegacao e coraraercio es-
o Augusto Filho ilo iramorlal funda-
re ; do Principe, qirc
0 geral anhelo dos
povos, aleando sua poderosa voz a face do mundo,
deixou sabir de seus labios no risonho Ypiranga
estas palavras to enrgicas c salutaresInde-
pendencia ou morle !do Principe, cuja delira
cesso de alguma graca lhe escapava. Nemine
bene fici, diem perdide. Os grandiosos beneficios
que ello prodigalisava lhe grangearam a maior
dedicaco, respeito, e acrysolada estima de seus
vassalos, de sorte que foi denominadodilicias
do genero humano.
Governar nssim, 6 reinar deliciosamente por
que est nos coracos ; 6 reinar onde existe o
amor; reinar largamente porque o coraco o ;
ultimo quo perece ; reinar cora suavidade por'
que sera violencia d armas o coraco impera ; 6
reinar em summa como Doos, porque para Dos
o coraco o raelhor tributo.
Nao ha castellos mais forles que coracoes ar-
mados de finesas ; nao ha thosouros raais ri :os
que corajes abundantes de alToctos.
No scrvico de seu Soberano para ludo se pres-
tan) coracoes bem inclinado* Coracoes liis
descobrem conjuraces, e presorvam de ruinas ;
coracoes sinceros manifestara verdades e contra-
minara engaos ; coracoes raarciaes do batallas
c profligara inimigos ; coracoes generosos e vi-
dos de gloria conquislam reinse avassallam im-
perios.
Ha homons no mundo, cujas grandes prendas,
merecem grandes premios
Para remunerar o mrito dos talentos, e apre-
ciar devidamente os servicos relevantes, fez Dos
nascer Monarchas magnnimos.
A raz.o dc ser Alexandre Magno to extraor-
dinario foi por que era naturalmente magnnimo:
de sua magnanimdade proceda a sua magnifi-
cencia.
Os premios cora que ellehonrou homens be-
nemritos, boje parecem eucarecimcnlos de li-
sonja.
Nao foi s Alexandre que gozou lo bora no-
me, nono que sobrepuja raaiores riquezas, c
quo importa aecuradaraente conservar, como nos
recommenda o cdigo sagrado. Curam kabe de
bono nomine, hoc enim magis permanebit lili.
va anciedade do povo brasilciro, plantou no solo
da America a arvoro da liberdade, a cuja sombra
prospera c arulta o vasto imperio do cruzeiro ; o
lilho primognito era summa, do Principo, que
possuio ura coraco to generoso c franco, um
espinto tao sublime o ardente, jamis pode dei-
xar de laucar suas benignas c salvadoras vistas
para um povo que sobremaneira o idolatra o o
reconhece como symbolo vivo o perpetuo da re-
presentadlo e do poder, como penhor rrrais se-
guro da prosperidade, c nielhnr escudo da nossa
naconalidade.
O sabio o sempro adorado Imperador do Brasil,
visitando o nosso Pernambuco e suas comarcas,
nos coracoes de cujos habitantes Elle ja tinha um
throno erigido pelo acrisolado amor, c sustenta-
do pelas suas preclaras virtudes, um novo sol
Sra. I>. Maria Luiza do Oliveira, aspirando as pro-
tenees do prima-dona de primissimo carlello,
nao podemos deixar de dar largas nossa ailmi-
raeo e espanto, nao s por yermos altura a
que essa senhora quer subir, procurando dosta
sorle lomar o lugar das Catalanis, iennyliiii,
Grise, Stoltz e outras, cujas harmoniososgor-
geios lauto encantara, como porque nos consta
'de tuas i Je "Qlc In"il l'mpa. q'io essa senhora nao p-
* I de de maueira alguma fazer parle dc qualquer
i espectculo publico ou particular om quanlo cs--
tiver no thoatre do Apollo, sugeita sociedade
dramtica particular llecroaeo, por um coma-
lo que a liga exclusivamente aquella sociedade.
O nosso espantu sobe de ponto quando conside-
ramos que essa senbora nenhuma habilidade tem
! para o canto, e quando pensarnos quo est sugei-
ta- a mulla de quinhenlos fciil ris se infringir
i qualquer das clausulas de Svo contrato, ractifi-
cado por seu proprio punho quando ltimamente
recebeu do thesoureiru daquella socicdadii o seu
ordenado do correnle raez, adianlado. Estamos,
pois, convencidos que a Sra. D. Maria Luiza que
tanto tora merecido duquelles que frequentam o
thoatro de Apollo, nao querer de molu-proprio
e por uns miseraveis oilenta rail rois, sugeitar-
se a um tremendo fiasco, e s lerriveis consc-
quoncias dc uraa eslra diante de um publico
Ilustrado e que nao l dos mais disposlosa
sofl'rer caprichos friaracnle meditados. Parece-
nos erufini que a Sra. D. Maria Luiza, antes de
fazer parle do espectculo que a sociedade Re-
creadlo lera do dar uestes das, nao pode, liem
deve sugeitar-se s provas de'uma eslra para a
qual nao a julgamos sufiicientemente habilitada ;
o se infelizmente persistir em seu proposito des-
propositado porque quer absolutamente cubrir-
se do um ridiculo cujas consequoncias desagra-
uaveis para ella e somonte para ella, llio custa-
coes, era que nunca penelrou
ja, ou o abjecto orgulho.
Huera por elle nao verter do intimo peito la-
grimas de amarga e profundissiraa dr !? Quem
na ah, rico ou pobre, grande ou pequeo, supe-
rior ou subalterno, que nao tenha sentido con-
innger-sc-lhe o coraco ao ouvir soar finados
por lao virtuoso c raro cidado ?!
ni dos raais peritos meslres de msica mar-
cal desta cidade, acorapanhou a dol" balalho
da guarda nacional, queenlo diriga, parada
do da 2 do correnle, do quo lhe provoio uma
lorio maligna, que o levou em poneos das eter-
nidado, deivmdo em delirio sua virtuosa esposa,
era perpelua e tirana orphandade seus innocen-
tes lilhinhos, seu velho pai e seus numerosos
omisos
o
Ah porque so nao d que os justos, os vii-
inosos, habiiein largamente este pobre mundo ?!
E o co to avaro, que no-Ios rouba mal dis-
ponlam-nesla existencia de dores, traicoes, e
egosmo ti... Sao estes arcanos da Providencia,
que a mesqninha 1 nianidade nao dado pene-
trar...
lleguemos,' do pranlo, a lousa quo en-
cara os restos desse virtuoso filho, pai, esposo,
e amigo ; e roguemos a Dos pelo eterno repou-
so, ilo que na trra foi nosso intimo e inimitavel
amigo Manoel Ualaquias Bbeiro.
Manoel Lopes Mu.:hado.
Descarregara hoje 1{ de dezembro.
Polaca Sarda=Lindabataljs, manas e farinha.
Briguu hanoverano Burgermustorcarvo.
Barca hambiirgucza=Chhsliueideni.
Barca porlugueza=Promptido-arroz, ceblas,
batata e vinho.
Brigue porluguez i.aia IIIfarelo e toucinho.
Barca inglezaFloaling Cloudlachas de forro.
Barca inglezaD. Aunacanos dc barro.
Barca ingleza Pantheafazendas.
Brigue inglezEvertonf.izendas.
Brigue inglezEarl Greyfazondas.
Brigue oldemburguez'arlideni.
Escuna francezaGeorge vinho e farinha.
Barca francezaDoux Edouardvinhos e licores.
Brigue porluguez-S. Manoelceblas e batatas.
Impar tac&o.
Brigue Oldemburguez Cari, viudo do Antuer-
pia, consignado a II. Brunn & C.a, manifestou o
seguinlc :
2 barris pregos ; a Mousseni Vinassa-
1 eaixa armas, 50 barricas cimento. 44 gigos
batatas, 26,784 lijlos, 350 laboas; a ordera.
10 fardos e 15caixas papel, Scaixas ferragens,
16 ditas crystaes, 4 caixas, 3 barris e 6 fardos fer-
ragens, 2 ditos lonas, 1 pacolo amostras, (00 far-
dos arroz,. 11 caixas armas, 2 ditas feixes, 6 cai-
xas marmore, 40 barricas pregos, 50 caixas velas,
40 ditos queijos; a Brander Brandis.
loiixas espingardas c accossorios; a Adour
\ C."
6 caixas armas e ferragens ; a Vianua & Gui-
niaros.
1 caixa ferragens, 0 barriquinhas pregos : a F
da Silva Azovcdo.
16 caixas cryslaes ; a Rotter & C.a
1 dita chales do algodao ; a lirunn & C*
1 caa livros; a A. Gomos Alvos >- i..'
t caixas marmore ; a N. O. Bieber & C.'
1 cesto tinta e papel ; ignora-se.
100 caixas queijos; n N. H. Wilt & C.a
Hiato nacional Duvidaso, vindo do Aracaty,
consignado a Martina \ Irmaos, manifestou ose-
guinle:
992 raeios do sola, 53 saceos cora de carnau-
ba, 46 caixas volas do dito, S molhos esleirs de
carnauba, 2 molhos chapos de dito, 1 pacole
pennas de cmma, 2 barricas coturnos para me-
nino e para homcm,82 meios de sola, 165 cou-
rinhos de cabra, 81 couros salgados, 5 barricas
sebo ; orlem do diversos.
Polaca hespanhola Prompla, vinda dc Barce-
lona e Malaga, consignada a Bailar & Oliveira ;
manifestou o seguinte :
135 pipas o 30 meias ditas vinho, 30 saceos
amendoas, 20 ditos avellaas, 25 ditos grao de bi-
co, 40 bailas papel "branco, 7 fardos cordas, 1
caixa polassa, 4 barris alumbro, 1 caixa alvaia-
de, 1 dita arsnico e flor de tilia, 1 dita tama-
rindos, 3 ditas o 1 barril drogas ; nos consigna-
tarios.
150 barris vinho branco, 10 caixas cora 120 h-
celas e 1200 ditas do uma arroba com passas, 100
ditas del dita araeixas, 50 barris azeile de oli-
veira, 25 barris pimeiito, 50 caixas chumbo, C
saceos crva doce ; aos lucsraos.
Brigue francez Cconjc, vindo do Marselha, con-
signado a Joo Keller e C. ; inanifestou o se-
guinte :
5 caixas figos, 13 ditas passas, 10 saceos amen-
doas, 10 ditos alfazema, 37 ditos pimenta da In-
dia, 96 dilos milho, 2i bailas o 10 baixas papel,
220 caixas massas, 50 ditas eniofre, 30 ditas o
10 barris oleo de Imhaca, 10 ditos azeto de oli-
veira, 100 caixas sab, 30 ditas marrasquino,
100 ditas licor, 150 volas stearinas, 200 barricas
-Manoel Jos Teixeira Baslos, cavalleiro da iu-
perial ordem da Rosa, e juiz de paz mais vo-
tado ccsla freguezia de S. Jos do Recife, em
virtude da le, ele.
Fajo saber, que deveuJo proceder-se na ter-
ceira dominga do raez de Janeiro prximo futu-
ro a revisad da qualificaeao na conformidadedo
art. 25 da le de 19 de agosto de 1846 se faz
raisler que os e'.eitores c y.upplentes abaixo assig-
naJos coraparejain, aliiu de proceder-se for-
marao da junta de i|ualific8co, na forma da lei
e regulamento : pelo que em execucao do art. 4
la referida lei, convoco-os para que se acltem na
greja da Senhora do Tergo pelas 9 horas da
inanhaa da mencionada terceira dominga ( 15 do
Janeiro do Mino prximo vindouro ) sob pen:>
de incorrerem na multa comrainada na mesma
! Eleitores os Srs. Joaquim Lucio Mon-
teiro da Fraoea Mancel Ferreira Accio
Manoei Joaquim Ferreira Esteves Joao Sofe-
ras da Fonceca Velloso Joaquim Pedro des
Santos Bezerra Antonio Moreira de Men-
donga Felippe Santiago Cavalcanle de Albu-
querque Jos Simplicio Jo S Esleves Mi-
guel Jos Ja Silva Antonio Gonealves Pe-
reira Lima Jos Francisco Jimio Jos
Carlos de Souza hobo Joaquim Jos Ta-
vares Joo de Britto Corroa Manoel
do Almeida Lima Vicente Licino da Costa
Campello Joao Francisco Bastos d'Oliveiru.
Supplentes os Srs. : Franciseo Antonio das
Chagas Dr. lnuocencio Serfico de Assis Car-
valho padre Albino d Carvalho Lessa__
Manoel Camello Possoa Jo- Francisco dd
Souza Lima Jos Verissimo do Aojos___
Francisco Amonio Pereira de Brilo Antonio
Francisco Alves Tiburcio ^ aleriano Baptista
Francisco Joaquim de SouzaJosRaymun-
do da Natividade Saldanha Jos de Freitas
Barbosa Manoel Joaquim do Souw Vianna
Maximiano Francisco das Neves-Elias Ma-
rinho Falcao de Albuquerque Maranhao An-
tonio Emigdio Ribei'oJoao das Virgens Mol-
la JJemelerio Macicl da SuvaJoao Joaquim
de Figueiredo Braz Antonio da Cunha e
Albuquerque.
E para constar mandei fazer o prsenle para
ser affixado nos lugares mais pblicos da fregue-
zia, c ser publicado pela imprensa.
Dado e passado nea freguezia de S. Jos
do Recife aos 18 de dezembro d 1859'. Eu
Jos Gonealves de S, escrivo do juizodepaz
o escrovi.
Slanoel Jos Ttixeira Dasfos.
O lenente-coronel Jos Gomes Leal, juiz do paz
do 1." districto da freguezia de S. Frei Pe-
dro Gonealves, do Rjcife, em virtude da lei,
etc.
Faco saber que em virtude da lei n. 387 de
19 d supplentes desta freguezia, que abaixo vo de-
signados por seus nome3, para que coraparec.am
ttJffi^S^Jf'SZte!-.*!*v Janei.ulur?d3 >>
fas razias, 36 volumes alhos, 5 pipas, 10 meias
140 barris vinhos, 70,041 kilos sal ; os consig-
natarios.
CONSULADOGERAL.
Reudtmento do dia 1 a 12.
dem do dia 13 ,
20:11#775
2577003
-.a matriz do Corpo Santo as 9 horas da manhaa,
afim de organisar-se a Junta para a revisaoda.
qiulilicaco dos cidadaos que tee'm de votar e
ser \olados as prximas eleicoes de jnizes de
paz, cmara municipal, e eleilores, Picando scien-
22-
;8SJ776'
les os referidos eleilores e supplentes abaixo
DIVERSAS PROVINCIA?.
Rendimenlo do dia l a 12. 975J273
dem do dia 13...... 823230
1:057$503
r
alvez um arrependmento lardio.
O Tltd;
Como iiasson-se odia 2 Ae dezem-
bro na eidade de Goianna.
Na vespera desse dia festejado em todo o Bra-
sil, e com muita razo por assignalar a poca do
c cu o rem- Pai I'or on(So ll>m *^e P'ssar o prestito que de-
da ca-
nacional
dados a
festival alegra, tambera o m'ais solido susten- I s- M- Imperial, a Familia Imperial, a indepen-
laculoda integrdado do .Imperio, e sua nica sal-' dencia do Brasil e aos Goianistas, que eslo pos-
vaco, o franco Deslribuidor de graca, o Han-
coroando com premio a virtude ^, v .... ,vt- i
lirei sempro, nao s o Monarcha archetypo que ; vc conduzir S. M. o Imperador ao paco
Pernambuco, abrindo de par era par suas portea mai''. o ah s 8 horas tocou o hymno
o seu coraco, a recebe e hospeda cora doce o fn,i" Tia' cnthusiasticos vivas foram
tenedor da paz, o Chefe Supremo do Estado, (|uo
interossando-se por si, inleressa-se lo bem pela
sorte do seus subditos: o Anjo tutelar do nosso
paiz, o Hoinem do raissao augusta, o augusto sym-
bolo da Magcslade, o Soberano enilim, que entro
saber o virtudes lem dado provas taos que nao
mesmo possivel dizer-se o que Elle mais pos-
sue ; om uraa palavra, quo cora paternal solici-
ludu c dsvello cura dos intoresses do throno,
bem como di segundado da nac_&0.
Senhores, vos que confundidos em vivos trans-
portes do excossivo eutliusi isino e rigosijo por i
verdes diante de vos o sabio, juslieeiro e bemfa-
quam mille Ihesauri preliosiel magni. Com as sejo por excollencia Imperador que o eco doouao
mesmas sublimes prerogalivas, com iguaes pree- Brasil, fazei subir ao Senhor, como o vapor sua-
minencias, reina o nosso adorado Monardia nos vc *la nianha que se eleva com os ralos do astro
coracoes do seus subditos. O Brasil gloria-so o luminoso, os puros irolos d i amor e lidelidade ao
ufanado prazer do possuir ura Prncipe ornado! "'roo imperial, dynastia reinante, e especial-
das mais exccllentes qualdades naturacs, eme- monte ao nosso serapre adorado Imperador; ren-
queado dos raais bellos predicados, ora uma pa-
lavra, um Soberano,que se torna a enreja de ou-
tras multas N'aecs civilisadas.
Senhores, cu aqu nao venho render preitos
lisonja. Esta cadeira, a cadeira s da verda-
de ; e cu a nao sacrifico por cerlo quando assim
me exprimo, por quo assim siuto, por que assim
reconhece meu coraco : tenho lido. e sci bem
que este, a profunda convicco*tio Universo.
O Brasil reconhece que a sabedoria c rclgio-
sidade, munificencia c candado reciprocamente
se unem no mais estreito amp'.exo. O Brasil
confessa que o seu Augusto Imperante nasceu
para como fonte milagrosa derramar seus Huidos
thesouros, c regar as mais ridas plantas com
sua natural beneficencia. O Brasil allim reco-
nhece, que o primoiro representante da Naco
s desoja a prosperidade do imperio, s almeja
a felicidade, progresso, e ventura de seus subdi-
tos, para oque ludo perscruta, ludo ve, e ludo
providencia, o nao pouco sacrificios Una prova
desta verdade nosofferece o sabio Monarcha Bra-
silciro, com a patritica viagem que emprchen-
deu, o acaba dc levar a efeilo. ,
Em vordade senhores, o Imperante anda quo
possuido das mais generosas e puras intences,
linda que dominado dos raais sublimes snli-
xnentos para proteger o felicitar os seus subditos,
rio pod; do alto de seu throno salisfazer todas
ns necessdades de seus Estados ; nao pode apre-
ciar o piogresso, ou o atrazo de cada uma das
provincias, nao pode lorum conliecimonto pleno
de cada um de seus elementos, se nao honran-
do-as :om sua Augusta Presenca, sem visitar ca-
da uma dessas localidades, mu'itas das quacs re-
cordam 'actos memorareis ppontados nos anoacs
da historia da Naco!
dei graeas infinitas ao supremo Credor do Univer-
so por iavor permiltdo, afToctuar feliz viagem, e
esta serapre memoravel visita Pernambuco, e
boje a esta bella comarca, ao Augusto Soberano
do Brasil ; iraplorai d" Ro dos Res pela mui di-
latada conservarlo do seus preciosos dias e da
indita e Excelsa Impcralriz que lo benfica c
caridosa quiz tambora conhecer de perlo os seus
subditos do norte, olflm pelos Augustos Ponho-
res de um par to diloso : rosoo as abobadas
doste sanctuario o hymno de graeas, o psalino de
gratidao; suba ao throno do cordeiro immacula-
do o perfume do sagrado Ihymeama no niomen-
lo ora que todos nos repassados do summa ale-
gra o de singular jubilo, entoamos com a voz dc
toda a naturczi.
Te Deum Laudamm, Te Domine confilemur.
Passagciros qno viciara no vapor Cruzeiro
do Sul entrados do Rio de Janeiro o Rabia : Dr.
Carlos Auguslo da Silveira Lobo, Jos Francisco
Soares, Dr. Scrates de Carvalho Moreira e um
escravo, Jos Antonio dos Santos Andrado, Ma-
noel Jos Ferreira do Oliveira, Honriques da Cu-
nha Rodrigues, Sovtrano Bandeira do Mello, Jo-
s Marques dos Sanios Corregas, Dr. Pinto de
Araujo, Manonl Pereira do Carmo, Bernardino
los do Carvalho, Seraphim Jos de Souza Bbei-
ro, Joaquim Manoel de Oliveira Maciel, Estevao
do Oliveira, Francisco Dorncllas Pcssoa, Dr. Bel
larmino Correa de Oliveira e um escravo, Dr.
Luiz l'erreira da Rocha Lima, Joo Jos do Al-
nieida Pinto, Pedro O. Pereira, l.uiz Pereira Pa-
rias, Manoel Joaquim Pereira, Francisco Jos de
Carvalho, Francisco F. Souza Araujo, Antonio de
Moura, um furriel, 3 ex-pracas, i desertor, 1
sentenciado, 2 policas, 1 proto, a entregar.
Soguera para o aorle :coronoi Francisco Xa-
uidosde ura desojo ardente e quasi frentico de
rerera a augusta pcssoa de nosso Imperador, a
quem cmo Marco Aurelio, Nuno o Tilo ; porque
todas as pessoas que foram a ciJade do Recite e
0 virara no acto da recepeo contara maravilhas
a respeito do sua bondade e do amor verdadoi-
ranionlc paternal, que consagra aos Pcrnambu-
canos desde o maior at o menor.
No dia 2 a noile outra banda do musir per-
correu as ras da cidade, c parou na ra do Ro-
sario, onde existo um bello theatrinho em que
tem funecionado uma companhia dramtica de
que director o Sr. Santa Rosa, a qual ha lem-
pos dlslrabe agradavolmento os habitantes da ci-
dade com a representaeo do cscolhidas pecas,
em vordade serapre bem dosempenhadas pelo
geral da companhia. Essa banda do msica entrn
para o theatro e ahi tocou at o fundo espectcu-
lo,que principiou pelo apparocimcnlo do umex-
cellento busto de S. M. enllocado sobre um throno
bem paramentado, quo foi iir.mediatamcntc anu-
dado com os vivas do cstylo dados entusisti-
camente c fervorosamente correspondidos por
todos os espectadores que encliiara completa-
mente o thoatro.
Seguio-se o canto do hymno nacional pelas
quadras seguinles oll'erecidas a companhia por
ura doscuidoso poeta :
Do dezembro o dia dos
Nos fastos dc nossa historia,
Assignala ura novo tempo
Do prazer e immensa gloria.
Exultai filhos do Norte!
Que a liorabateu, suou !
O grande Pedro Segundo
As nossas plagas chegou !
Derramando beneficios
Com sua mao dadivosa
Tem tornado nossa Ierra
Mais feliz e venturosa.
Seu coraco s respira
Clemencia, amor, bondad'-
L o seu maior desojo
f>o Brasil a felicidade.
Bem vindo seja o Heruc
Dos monarchas o primeir-i,
Uue tera por maior braza-,
O ser recto e juslieeiro.
Este hymno foi cantado alternadamente fe-
las Senhoras Leopoldina e Elvira ; as vozes dee-
sas cantoras da companhia nao sao de primeira
foroa, ms tem graca o oque Ibes Talla de pri-
mor as vozes, sobra-lhes era lindeza, mormenlc
na Sr.a Leopoldina, que con>. se-y rosto do ar,jn c
IMA LAGRIMA
sobre o tmulo dc miiiliu querida ir-
ma Maria Emilia de Moracs Barros,
; esposa que foi do major Belarmino
do Itcg o Barros.
Faz boje um anno que o gemer do bronze
Ador eo prantaannunciou tristonho ;
Faz hoje um anuo que a impiedosa morle,
Viera lo arrancar d'ura doce sonlio !
Pordoste a vida Como a flor dos prados,
Bella, querida, perfuraosa e casta,
Assim viveras ; mas a mao do Elerno
Fora aprossada, o to dissora basta '.
Faz hoje ura anno No correr do tempo
Vive a saudade que traduz a dor !
To moca anda Dos jardins da vida
Por ino do Eterno arrebatada flor!
Faz hoje um anno que arrancou-te a morle
Dos tornos bracos d'umamai querida !
To pura c linda, lo risonha e bella,
To moca anda que perdeste a vida !
Recito, 12 de dezembro de 1859.
Joo Jos de Caroalho Moraes Filho.
SOXCTO
A >!. I, o Imperador.
Ao raiar de um bello lia a luz fo;;ueiia
^o hotisonie Jeste Co l'ernarobucano,
Sulcando em lenho frgil o ocano,
Aqu chegastes, excelso PeJro, a vez primeira.
Qual esposa, qus se enfeita, e prasenteira
Se mostra ao esposo que recebe-a ufano,
Abre as ponas ao adorado Soberano,
Leal Pernambuco, Vencza Brasilea.
Enthusiaslicas saudacojs, que, sem cessar,
Sbera aos cos com frentico estridor,
Recebes de um povo, quo to sabe amar.
E actes de graeas rendendo ao Creador,
Fazem votos da existencia consagrar
A sua patria, ao seu Dos, e oo Imperador.
F. L. da Siha Cosa.
DESPACHOS DE FAPORTAC.VO PELA MESA
DO CONSULADO DESTA CIDADE NO DIA
13 DE DEZEMBRO DE1S59.
Mareelha=Barca franceza Napelio, diversos
carregadoros, 1,050 saceos assucar mascavado.
LiverpoolBarca ingleza Midas, James Ryder
& C, 200 saceos assucar mascavado.
Hampton RoadsBarca hamburgueza S. Tho-
maz Packet, Whately Forster & C, 10'J sac-
eos assucar mascavado.
StockholmBrigue sueco Anna, N. O. Bieber
&C, 1,8-17 couros salgado?.
ValparaizoBrigue hespanhol Canee, Araorim
Irmaos, 700 saceos assucar branco.
PorloBrigue portuguoz Esperance, Barroca
& Medeiros, 50 saceos assuccar mascavado.
LisboaBrigue portuguoz Maria da Cloria, di-
versos carrogadores, 160 saceos assucar bran-
co, e 90 ditos dito mascavado.
RECEREDORIA DE RENDAS INTERNAS
CERAES DE PEllN.VMBL'CO
Rendimenlo do dial a 12.
dem do dia 13 .
10:740332
1.C51S73
12:3978805
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a
dem do dia 13 .
12.
21:0303681
5:015J2S7
29:0505908
PRACA DO RECIFE 13 DE DEZEMBRO DE 1859
AS TRES HORAS DA TARDE.
Cotacoes officiaes.
Descont do letras9 0/0 ao anno.
Cambio sobre Londres90 djv. 25 d.
Cambio sobre Paris=90 yr. 390.
Colacoes officiaes no dia 12 depois das 3 horas
da tarde.
Algodo da Parahiba=8$800 por arroba posto a
bordo, l.'1 qualidade.
Aei.-oos do in.'Mi Banco215^000 por acco.
Francisco Mamede de Almeida.
Secretario.
Praca do Kio 4> de dezembro de
1859.
i o-,, os 0FKICI.U:s DA ,HViA DOS CORRECTORES.
C\Mmo.Londres, 25, 25 1 8 e 25 l./i d. a 90
das hontom o boje.
Paria, 385 rs. a 90 das.
Haraburgo, 720 e 725 rs. dem.
Genova, 382 rs. idem.
Marselha, letras indirectas pagareis em
Pars a 383 rs. a 90 das.
Havre, idem, idem, idem a 383 ris
idem.
dem, idem pagan is era Taris a 385
rs. idem.
Ai coi.;.Companhia do gaz a !00.$000 cada
uma.
Benjamn Mnnis Dando, pelo presidente.
Jos Lazarij, pelo secretario.
NOTICIAS MARTIMAS.
Chcgou ao Rio de Janeiro, procedente deste
porlo, a 6, o brigue nacional Joven Arthur, com
12 das do viagem.
Sabio, com destino a esto porto, a 2, o brigue
nacional Almirante.
Igualmente sabio do Macei, com destino
este porto, o brigue nacional Santa Barbara
Vencedora.
0 vapor T'jne, devh. partir no dia 9, s 9 ho-
ras da inanhaa.
Hiovimento do porto.
NOVO BANCO
DE
l'EITOAMlirCO.
EM 13 DE DEZEMBRO DE 1&59.
O Banco desconta na presente semana a 9 0 o
ao anno at o prazo de 4 mezes, e-a 10 0,'o at
o de 6 mezes c toma dinheiro era coritas crron-
les simples ou com juros pelo premio c prazo
quo s.0 conveiicionaT.
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Hygromctro.
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Barmetro.
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declarados, que Ibes ser imposta a multa de 40
a 60 mil ris, se nao comparecerem, ou,.' ten Jo
comparecido, nao assignarem a respjcva acia.
Eleilores:
Os Senhores :
Domingos Henriqaes Mafra.
Antoni) II. Mafr&.
nlotii-el Amancio da Santa (Iruz.
Jos Gomes Leal.
Anlouio Gomes Leal.
Mancel Antonio da Suva Antuae.
Flix da Cunha Teixeira.
Antonio Marques d'Amcrim.
Luiz '!c Franca Mello Junkr.
Francisco Xavier d'Oliveira.
Manoel Francisco Marques.
Jos M. da C. Soares.
Jos Pedro das Neves.
Antonio Jos de Cast.o .
Joao Marques Correia.
Jos Joao d'Amorim.
Ricardo da Silva Noves.
Ignacio Antonio Borges.
Antonio lolelho Finio de Mosquita Jnior.
Estevao Jorge Bapiista.
Supplentes :
Jos il'Aquino Fonceca.
Felisliclo Ignacio d'Oliveira.
Thomaz d'Aquino Fonceca Jnior.
Manoel da Bilva Keves.
FaJre JosLcilo Fita Onioueira.
Antonio Jos da Silva do Brasil.
Candi.lo Fhomaz Pereira Dntra.
Manoel laslos d'Abreu Lima.
Manoel F.stanislau da Costa.
l.uiz Antonio G- Pena.
Constancio da Silva Neves
Joaquim Jos de Sanl'Anna Barres.
Andr Xavier Yianna.
Joao Prudencio da Cruz.
Alexandre Auguslo de Fras Villar.
Jos F. Antunes Yillaca.
Jos Alexandre dos Passos.
Dr. Cosme de S Pereira.
Dr, Jos Joaquim de Soma Thomaz d'AI-
meida Antunes.
E para que cheque noticia de loJos, man-
dei fazer o presente iu6 ser afxado no lugar
mais publico da freguezia e publicado pela im-
prensa.
Freguezia de S. Frei Pedro Concalves do-
Rec'rfe, 13 do dezembro de 1S59. E euMa-
nool Alexandre Comes de Mello escrivo o es-
crev.
Jos domes Leal, Juiz de Paz.
0 Dr. Antonio F.parainonilas di' Mello, primen o
juiz do paz do primero districto da freguezia
do Sanussimo Sacramento do bairro de Santo
Atibuno da cidade do Recife etc.
Fago saber que, em virtude da lei, e coraran-
nicaeao di enmara municipal, convoco os eleito-
res e supplentes da paiochia da Santo Antonio,
e que van abaixo designados por seus nomos,
para quo comparoeara na terceira dominga do
mez do Janeiro do anno prximo futuro de 1860,
no corpo da matriz da dita parochiapelas 9 lionas
da manha, afim do organisar-sc a junta dcqna-
lificacao que lem de rever a qualiQcaco do an-
no antecedente, dos cidadaos que lem dircitos do
rolar as eleicoes de eleilores, iuizes de paz, x-
vercadores da cmara municipal, licando scient.-.
os referidos eleilores e suppb otes abaixo decla-
rados quo soffroro a mulla de 10 a 00 mil res,
so nao comparecercm, ou, tetulo comparecido,
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 12. .
Idora do dii 13 ,
216:363$5|-,
50;71C
rfdC)
237.073$08
A'((.-i.'s entrado: no dia 13.
Rio de Janeiro e Babiaodias c 23 horas, vapor
nacional Cruzeiro do Sul, commundante o
capilo do mar o guerra Gervasio Mancebo
Bahia7 dias, barca ingleza Sabina, de 277 to-
neladas, capito N. .1. Francos, equipagem 10,
cm lastro ; a Henry G'-bson.
deixerem dc assignarem a acta respectiva.
Eleilores.
Coronel DomingoslABonso Nery Ferreira.
Dr. .VngcloHenrlqoo da Silva.
Tcnento-coronel Scbastio Lopes Goimara.es.
Dr. Antonio Rangol do Torfoslarideira.
Dr. Antonio Eparainondas de Mello.
Emprogado publico Caetano Piulo de Veras.
Escrivo Joaquim da Silva Rogo.
Alferes Caetano Jus Mondes.
Vigario Venancio Henriquc de Rezc-ndo.
Capilo PirminoJos dc Oliveira.
Major Claudino Binicio Machado.
Alferes Manoel Joaquim Machado.
Tenento Sillvino Giiilherme d Lanvs
Proprioiario Manoel Antonio Jess j
/*
MUTILADO
N


. %
m.
DIARIO bl PERNAMBUCO: ~ QtURTA FEIRA f 4 DE DEZEMBRO DE 1869.
Propietario Jesumo Ferreira da Suva.
' apiao luo Alhanasio Botclho.
Primeiro tcncnto da armada Mauoel Marlins de
Araujo Casti.
mj'regado publico Joo Manoel de Castro.
Tcn'eiife corouel Rodolpho Joo Barata de Al-
meida.
Proprietario Antonio Luiz dos Sanios.
N.'gr ciante Joaquim Francisco de Torres Gallindo.
lente Francisco de Paula Machado.
l.mpregado publico Joo Pereira da Silveira.
Artista Guilhermc Piuheiro Rozas.
Artista Antonio Francisco Goncalves.
Artista Jos Luciano Cabrol.
Alteres Bartn'olomco Guedes de Mello.
I re pregado publico Marcolino des Santos Pi-
uheiro.
Alteres Francisco Lucas Ferreira.
Supplenles de chitares
t'.ipilo Antonio Augusto da Fonceca.
Dr Joaquim de Aquino Fonceca,
lente coronel Justino Pereiru d<> Parias.
Liuprejado publico Joo Francisco Bastos.
r.apilo Jos Luiz Pereira Jnior
Dr. Joo Francisco Teixcira.
Pr. Joao da Silva Ramos.
Brighddro Joaquim Bernaido de Figueiredo.
Dr.Decdoro Coelho Calinho.
Dr. Francisco Ferreira Marlins Ribeiro.
t'.scrivo Floriano Correa de Brito.
Ir. Jos Flix de Brito Macedo.
Dr. Antonio Jos Alves Ferreira.
Fmpregado publico Manoel da Silva Ferreira.
Capito Flix Francisco de Souza Magalhacs.
Dr. Carolino Fransciseo do Lima Santos.
Negociante Francisco Antonio de Brito.
Negociante Antonio Jorge de Guerra.
Artista Jos Francisco Carneiro.
Negociante Jos da Fonceca e Silva.
Negociante Severlano Jos do Moura.
Artista Domingos Nunes Ferreira.
CapUo Francisco de Souza Rogo Montuno.
Artista Fraucisco Jos Correa de Queiioga.
Negociante Caetano Silvcrio da Silva.
vrtista Rufino daCunha Pinto.
Negociante Joaquim Silvcrio Marlins dos Santos,
Negociante Joo Paulo de Souza.
Artista Juaquim Milito Alves Lima.
E para constar niandei fazer este edUal.afixa-
lo nos lugares mais pblicos desta freguezia, e
publica-lo pela imprensa,
rrimeiro districto da froguezia do Sanlissimo
Sacramento do baiero-de-Santo Antonio do Re-
le 12 de dezembro de 1859.Eu Joaquim da
Silva Pego, escriviio mre o escrevi.
Antonio Epaminondns de Mello
O 111. Sr. inspector da thesouraria pro-
\iucial, etn curnprimento da resolueo da juntJ
03 fazenda, manda fazer publico, que a arrema-
tacan to eoslcio ita illuminaro publica da cida-
".'irrvnle.
E para con3',R- se mandou afiliar o presente o
-. iblicar pela imprensa.
Secretaria da thesouraria provincial de Por-
* nrnbuco 9 de dezembrode 1859. O secretario.
Antonio Ferreira d'Annuncia<-o.
Oleo de linhsca 100 arrobas.
Plvora grossa 5 arrobas 7 libras,
Pinho f;i4Bfs.
Piassava 100 molhcs.
Papelillo da composijo para forro de navio
25 arrobas 10 libras.
Raspas de ferro 50.
Tapete 150 covados.
Tinta verde 10 latas.
Dita preta 50 .litas.
Dita branca <1 chumbo 50 ditas.
Dita dita de zfneo 50 ditas.
Vidro de 1, l-2 e 2 palmos de compriinento
3 caixas.
Fornecimento de vivare* e outros objectos.
Assucar branco grosso.
Azt.'ite doce de Lisboa.
Relaxa,
Bacalho.
Carne verde.
Carne seca.
Caf em grao.
Cangica.
Faltaba,
Feijao.
Manteiga.
Malte.
Pao.
Toucinho de Lisboa;
Vinagre dito.
Vellas de carnauba..
Ditas slearinas.
Salla do conselho Je compras navaesem 12
de dezembro de 1859.
O secretario
ilexandre Rodrigues dos .iajos.
Trihimal do eouiniereio.
Pela secretaria do tribunal do coramercio de
Pernambuco se faz publico que nesta dala foi
matriculado o Sr. Virante Ferreira Monleucgro,
cidado brasileiro, do 30 annos de idade, domi-
ciliado na capital da provincia de Alagoas, na
qualidade de eommercianta de ferragens e miu-
dez sporgrosso ea retalho.
Secretaria 12 de dezembro de 1859.=/). A. do
Reg /faijei.-oiTicial maior interino.
Declarares.
Correio.
Pela administrar*) do correio desta cidade se
laz puMiro, que as malas que tem de conduzir
0 vapor Cruzeiro do Sul para os porlos do norte,
echam-se hojeas 3 horas da tarde.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
incinl, em cumprimento da resolurao da junta
manda fazer publico, que no dia 7 de dezembro
prximo futuro, se ha de arrematar, a quem por
menos fizer o cosleio da illuminaco publica da
i idade de Olinda, avaliado em 20 rs. cada un
iampco diariamente.
A arrcmalaco ser feita por tempo de um
nno a contar do dia 15 de dezembro do correle
nno.
As pessoas que se propozerem a osla arreara
taco. comparecer na mencionada thesouraria,
onde acharo as condigoes com que deve ser ef-
ectuada a arrcmalaco.
E para constar se" mandou oFixar o presente
3 publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 19 do novembro de 1659.O secreta-
o, A. F. da Annunciaco.
O nim. Sr. iuspeclor da thesouraria pro-
vincial, em cumplimento da ordem do Exm. vjee
presidente da provincia, manda fazer publico, que
fieranlc a junta da fazenda da mesma thesouraria
se ha de arrematar un dia 15 de dezembro pr-
ximo vindonro, quem mais der, 6:6 lampeos
;ue serviram na illuminaro publica desta cidn-
e, com as suas competentes ferragens, avahados
em 40$ cada um
<>s preiendeiiles podem dirigir-sc rcparlieo
-j.is obras publicas, alim de examinaren) os men-
cionados larapces.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Per-
iambuco, 2i de novembro de 1859.O secrta-
lo, Antonio Ferreira da Annunaiavao.
Pela recebedoria de rendas internas se faz
publico, que no correnle mez se nda o prazo da
obraaca amigavel aos imposlos pcrtencenles ao
-xcrcicio de 18581859, a saber renda aos pro-
prios nai.ionaes : foros de terrenos e de manaba
tojas crasas de descont; dito especial sobre
asas de movis, roupas, mobilias e calcado es-
irangeiro ; dito sobre barcos do interior e taxa
dos escravus, findo o qual se promover a cobran-
za executiva contra os remissos: outro sira que
no raesmo mesmo mez deve ten lugar o paga-
.Tento dos imposlos peitencenter, ao exercicio
de 18891860, a saber: do primeiro semestre da
'Jeciraa addicional de mo murta, do imposto so-
1 re lojas, do dito especial, do de barcos do inte-
rior, depois do qual pagar-seha conjuntamente a
multa de 3 C0- Recebedoria de Pernambuco, 5
de dezembro de 1859.O administrador, Manoel
<'arneiro de Souza Lacerda.
== Na administrando do correio desta cidado
\:slem 20 cartas viudas do presidio de Fernan-
do para os senhotes abaixo declarados, os quaes
em de pagarem o competente sello.
iJescrabargador Antonio Baplisla Gilirana.
"oronel Antonio Gomes Leal (8).
Atieres Antonio Manoel Barbosa.
Mnjor Antonio da Silva Gusmo.
I). Candida Mnria da Conceico.
Fre David da Natividade de Nossa Senhora.
Domingos Alves Hatheus.
Joaquim de Freitas Leao do Amoral.
Joao da Costa Lima Jnior.
Joao Francisco de Souza (2).
Joo Xavier Carneiro da Cunha.
Jos Antonio dos Santos,
.'os Camello do Reg Barros,
os da Silva Loyo (2).
'.uiz Ignacio Maciel (2)
1 lirino Joaquim Madeira (2).
Mieodoro 'empregado na secretaria do govemo.)
Conselho de comprus navaes.
Tendo se de promover a acquisigao do mate-
tjI abaixo dtelarado, bem como de coniratar-se
o fornecimento de vveres, e d'outros objeclos por
lempo de tres mezes indos era margo do armo
jroxiroo para o consumo dos nav.os da armada e
siabeleeimenlos de marinlia ; raanda o conse-
io de compras navaes fazer publico que tratar
lessa acquisigao na sessao de 17 do correnle, e
. manhaa e sob as clausulas ou condicoes do es-
lylo, sendo que os prelendenles ao contraclo de-
verao aehar.se acompanhados dos.fiadores para,
concluido que seja, assignarem de prompto o
respectivo termo.
Acquisigao dos objeclos do materia).
Arrobas de ferro 100.
JVgua-raz 2 arrobas.
-Mrotgre 16 arrobas.
fiandeiras imperiaes de 6 pannos C.
Ditas, dila de 5 ditos 6.
Breu 10 barris.
Cobre era va rao de 5|8 60 va roes.
Canos de ferro de 1-2- polegadas 860 ps.
Cadeados sonidos 50.
Cobertores de la 50.
Cr 16 arrobas.
Cami/as de brim 100;
Ditas de algodo azul 100.
Cera em archotes para faroes 40 libras.
Gomma-graxa 50 frasquinhos.
Leamos de shupira 50.
Longos de seda preta 100.
-lanterpas de patente 20.
Cear, Acarac e
Granja.
0 patacho nacional Anua, tem boa parte da
carga prompta : tratar com Tasso Irmos ou
com o copito Graciano Henrique Mafra.
Baha.
Segu nesles dias por tor maior parte da carga
o hiato Rom Amigo ; para o resto trata-se com
Caetano Cyriaco da C. II.. aolado do Corpo San-
to n. 25.
le da altandega, o referido agente vender por
conla de quem pcitencer
72 caixas com vinho Bordeaux
50 ditos com cognac.
112 gigos com champagne.
Adverte-se que nao haver reserva de preo.
LEILAO
i>
DE
COIP.ttHIA BR4SLIE1R1
DE
MIlEfE A WflMR.
O vapor Oyapock, commandaule F. Ferreira
Borges, espera-se dos portos do Dorte em se-
guimento aos do sul at o dia 17 do corrente.
Becebc-se desdeja passageiros, frote de dinhei-
ro c encommendas e engaja-se a carga que o
vapor poder conduzir sondo os volumes despa-
chados com antecedencia al a vespera de sua
chegada : agencia ra do Trapiche n. 40.
Leiles.
TIIEATRO
DE
anta Isabel.
O espectculo annuncirdo para hoje, Pica trans-
ferido para quando annunciar se.
Avisos martimos.
LEILAO
Quarta-feira 14 do corrente.
O agente Borja far leilo aulorisado pelo
lllm. Sr. Dr. juiz municipal supplente da pri-
meira vara, a requerimento de Antonio Moraes
Gomes Ferreira, da armaco e gneros existentes
na taberna de Manoel Gomes Villar, sita na ra
do Imperador outr'ora ra da Cadeia n. 18, que
ser ellectuado em dito lugar as 11 hors em
ponto
c^
Para
Rio de Janeiro.
O veleiro e bem conhecido brigue nacional Ve-
/or pretende seguir para o Bio de Janeiro com
rauila brevidade, tem parte de seu carregamento
a bordo : para o resto que lhe falta, trata-se
com o seu consignatario Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo, no .seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
REALCWANH1A
DE
Paqueteshglezes a vapor.
No dia 15 deste mez espera-se do sul o vapor
Tvne, cotnmaudante Leiks, o qual depois da de-
mora do costume seguir para Soulhampton, lo-
cando nos portos de S. Vicente c Lisboa, para
passagens etc., trata-se com os agentes Adamson
Howie & C, ruado Trapiche Novon. 42.
N. B. Os Srs. Prilchard & Monneron, n. 10 ruc
Drouot e ru Rossini n. 4, Paris, sao os agentes
desla companhia naquella cidade.
Rio Grande do Sul.
Segu com brevidade por ler dous tercos da
carga tratada, o patacho Rom Jess, capit Joo
Goncalves Keis : para o resto, trata-se com Cae-
tano Cyriaco da C. M. no lado do Corpo Santo
numero 25.
Para o Rio de Ja-
neiro
sahe com brevidade o palhabote irsete, capito
Jos Joaquim Alves das Neves, recebe carga e
passageiros : a tratar com Caetano Cyriaco da C.
M. ao lado do Corpo Santo n. 25.
Para New-Yoik, em direitura.
Frcta-se a velira escuna norte-americana 0-
r>.aua, capilo Thaichir; e tamben recebe pas-
sageiros, para os quaes tem excellentes eommo-
dos: trata-se no escriptorio de Rostron Rooker
C, praca do Corpo Santo n. 48.
Para aParahiba.
A barcaca Hova Etpermca, bem construida,
de primeira marcha, acha-sc em meia carga :
para o resto, trata-se na ra da Madre de Dos
n. 2. Recebe carga pelos precos seguintes, e
compromelte-se a sabir at o dia' 16, a saber :
Pipas a 3g0O0
Gigos de louea 2j>560
Barricas de frinha 500
Bacalho 320
e o mais em porco.
Para Lisboa,
O veleiro brigue porluguez Tino, de primeira
marcha, pregado c forrado de cobre, pretende
seguir com omita brevidade, tem parte de seu
carregamento prompto : para o resto que lhe
falta, trata-se com o seu consignatario Antonio
Luiz de Oliveira Azevedo, ne seu escriptorio ra
da Cruz n. 1, ou com o capito Manoel de Olivei-
ra Barros, no Corpo Santo.
Para o Porto
sahir com brevidade o patacho portuguez Du-
que do Porto, de primeira marcha : quem no
mesmo quizer carregar ou ir de passagem, dirja-
se a ra da Madre de Dos n. 31, a 'tratar com
Jos Antonio da Cunha & Irmo, ou com o capi-
to na praca do Corpo Santo.
Para o Aracaty pelo Ass,
sogueos muita brevidade a barcaca Hara
Amelia, tendo a maior parte do carregamento
prompto : para o esto, trata-se com. Prente
Vianna & C, ra da Cadeia n. 57.
Para o Rio de Janeiro
Pretende seguir com muita brevidade a barca
nacional Amelia, tem parte de seu carregamen-
to a bordo : para o resto que the falta trata-se
:om o seu consignatario Antonio Luiz de Olivei-
ra Azevedo, no seu escriptorio, ra da Cruzn. 1.
Para o Porto Alegre, com escala pelo Bio
Grande do Sul, sahe com muita brevidade o pa-
lacho Novo Lima, tem prompto parte do carre-
gamento ; e para o resto a frete, trata-se com os
consignatarios Araorim Irmo3, ra da Cruz n. 3.
Para o Aracaty.
O hiale Santa Rila : para carga e passagei-
ros, trata-se com Marlins & Irraao, ra da Ma-
dre de Dos n. 2.
Para o Rio Grade do Sul
segu com toda a brevidade a barca Mathilde,
tem parte da carga prompta : quem quizer car-
regar o resto pode tratar com Manoel Aires Guer-
ra, ra do Trapiche n, 14.
Por lodo e qoalquer preco.
NA RA DO
Imperador n. 13.
Quinta-[eir 15 do corrente.
O agente Borja vender em leilo por todo e
qualquer prejo os objeclos existentes em seu ar-
mazem silo na ra do Imperador : urna porco
de cadeiras do Porto em perfeilo estado, militas
c difTeronles obras de marcineiria de muilo bom
gosto, grande quantidade de prata em obras e
em bruto, differenlcs qualidades de apparelhos
de alraoco, chrystaes, vidros, candelabros, Lin-
ternas, e muilos objeclos de gosto que definiti-
vamente sero vendidos
Sern reserva de preco.
Assim como -um carro de carregar gneros,
cora o seu competente boi e se acha em muito
hora estado.
8
A16 do corrente.
O preposto do agente Oliveira far leilo do
espolio do finado Thomaz Blakelcy, consistiudt
em mobilia completa de Jacaranda cora pedra
para sala de visitas, inclusive piano, bancas para
jogo e oulros misteres, tapetes, esleir para for-
ro, banquiuhas de amarello, relogio, quadros,
candieiros para mesa, lanternas, guarda livros,
2 guarda roupas c vestidos, commodas, lavato-
rios, espelhos, toucadores, marquezas, camas de
ferro grande e pequea, mesa de jantar, apara-
dores, guarda louea, cadeiras do amarello, filtra-
dor d'agua, louea de porcelana para almoco, dita
para jantar, garrafas e copos de crystal, uandei-
jas, facas, garfos e colheres, pistolas revolvers c
da nutras qualidades etc.. ele. : sexla-feira 16 do
eprrenle, s 10 horas da manhaa, na ra da
Madre de Dos casan.5.
LI0UI0ACA0
ID. 10.
Desejando-se acabar com esta
Ioja vendem-se todas as roupas fei-
tas, chapeos e fazendas nella exis-
tentes por menos de seus valores.
O agente Pestaa continua a estar aulorisado
pela commisso liquidataria da exlincta socieda-
de de tiaeao e lecidos de algodo pira vender o
restante do terreno do sitio da mesma sociedade.
Os pretendentes podem dirigir ao armazem da
ra doVigarion.il, a qualquer hora do dia a
enlender-se com o dito agente.
LEILAO
Segunda-feira 19 do corrente.
PELO AGENTE
Quinta-feira 15 do corrente
s 11 horas em ponto.
O agente Camargo (ara' Uilaoem seu
armazem na ra do Vigr ~ n. 9
Riquissimos objectos de incuria o
melhor gosto que se pode desejar.
Vidros e loura, tudo sera' vendido sem
reserva de preco.
LEILAO
Quarta-feira 14 do corrente.
PELO AGENTE
O referido agente far leilo por conla de
quem pertencer no dia cima designado pelas 10
horas da manhaa no trapiche do Sr. Jus da
Cunha no Forte do Mallo
DE
30 saceos cora arroz do Maranhao.
16 paneiroscom fariuha de mandioca.
Leilo
O agente Hyppolito da Silva lara'
leilo por ordem do Sr. visconde de
Lemmont cnsul deFranrae empresen-
j ca. do mesmo senhor do espolio do sub-
dito francez f'rederick Jacques, consis-
tindo em urna ferrara de construccao
de carros, diversos movis, um cabrio-
let novo, faltando apenas monta-lo,
grande quantidade de tijolos e telhas e
o terreno com foro perpetuo no qual se
acha montada a dita ferrara e grande
quantidade de eixes de aro e ferro:
terca-feira 18 do corrente as 11 horas
em ponto na ra da Conceico onde
existe a dita ferrara.
LEILAO
DOS
Gneros e mais objectos exis-
tentes na taberna da ra do
Codorniz que foi do finado
Joao da Silva Boa-vista, e
bein assim das dividas acti-
vas do mesmo estabeleci-
mento.
Aulorisado por mandado do lllm. Sr. Dr. juiz
municipal supplente da primeira vara a reque-
rimento de D, Isabel Joaquina da Silveira Boa-
vista, viuva e cabera de casal do finado Joo da
Silva Boa-vista, o'referido agente vender em
leilo publico no dia cima designado e pelas 10
horas da manhaa
A armaco, caixes, fiteiro, canteos, balanr.a,
pesos, gneros c mais objectos existentes na
meutionada taberna.
Assim como vender-se-ho as dividas activas
da mesma na importancia conforme o balanro de
9:0988200, a maior parle documentadas.
O leilo ter lugar na mesma taberna.
Para examinaren) o balanro e mais informa-
coes podem os pretendentes entenderse com o
agente a qualquer hora do dia em seu armazem
da ra do Vigario n. 11.
ILMUtlD
Quarta-feira 14 do corrente.
O agente Hyppolito da Silva fara'
lelao por conta e risco de quem per-
tencer de 500 barricas com bolachnha
ingleza em lotes a vontade dos com-
pradores: quarta-feira li do corrente
as 11 horas em ponto no caes de Apoll
armazem do Sr. Jie Ouarte das Neves.
Attenco.
Nao era possivel que Dos consentisse que os
nomens se fossem terminando, quando atacados
por molestias que se diziam insensiveis, nao. A
Providencia vem sempre em soccorro dos ho-
mens, e muitas vezes manifesta-se pelos que nao
sao depositarios da sciencia.
He o que succede com Alexandre Vieira de
Araujo, que foi capaz de dar vida minha mi a
qual sendo affectada do pulrao, ja tinha o seu
mal lao augmentado, que deilava pola bocea
grandes porcoes de sangue, apezar de ser trata-
da por habis mdicos desla cidade.
Pero a Dos que o Sr. Araujo leuha forra e
vigor por muitos annos, para salvar a hurani-
dade, que geme opprimida por tso terrivel mal
Permita que lhe dedique agora os meus senli-
mentos d'afleiro e estima pela maneira delica-
da, com que se dignou de tratar-nos e pelo maior
bem, que julgando perdido, restituio-me.
Recife 13 de dezembro de 1859.
Jos Max i mi a no Alves Cavalcanti.
Omeu escravo Francisco Caj, que honlem
annunciei, que me havia fgido, roubando-me,
ja apporeceu-mc ; assim como o dinheiro, e as
obras de ouro, que estando tudo em um bah,
quasi encostado a urna parede do quart9, acon-
leceu que com o desmancho de parte da mesma
licasse coberlo do tijolos e clice ; estando esse
escravo em casa, desaparece e nao encontra-sc
o bah se nao depois de lirar-se o entulho : re-
cahiram as suspeitas de roubo sobre o mesmo,
e nao obstante ser raeu escravo, quero com o
presente fazer ver que nada roubou-me. Recife
13 de dezembro de 1859. Marcelino loc Lopes.
Ausentou-se no dia -i do corrente, da casa
de seu senhor no silioda Joaquina, em Ponte
de L'cha, urna escrava mulata de nome Claudi-
na, eslatura regular, a qual traz os cabellos a-
tados, tem defeilo em un dedo ndex de urna das
ruaos, proveniente de um panaricio que teve :
roga-sc a quem encontra-la, queira apprehende-
Ia e levar ao referido sitio, que ser recompen-
sado ; protestando-se usar dos meios que a le
faculta contra quem a tiver oceultado.
Aluga-se urna boa casa com 6 quarlos, 2
salas e cozinha fra, na ma Imperial n. 187 : a
tratar na casa contigua, ou na ra Dlrcila n. 81-
\i Ioja do barateiro, ra
AVISO
ireita 11. 75
Avisos diversos.
PELO AGENTE
PESTAA.
O referido agente far leilo por conta de
quem pertencer hoje sll horas da manhaa na
porta do armazem do Sr. Anncsdcfronte da al-
fandega
DE
100 saceos com arroz da India.
jO ditos com feijao branco.
15 caixas com queijos fiamengos.
Late
DE
Vinho Bordeaux,
cognac c champagne.
Qinta-feira 15 do corrente
PELO AGENTE
PESTAA.
j\'o mencionado dia e pelas 10 horas da ma-
nhaa, porta do armaiern do Sr, Aunes defrou-
/*
MUTILADO
Os Srs. logislas c mais oceuparoes que tem
porta aberta, cujos nomes nao esto contemplados
no almanak, queiram mandar declarar na livraria
oa praca da Independencia n. 6 e 8 ; as mudancas
cora designaco de seus antecessores para seren
iluminados ; devendo esta declararao ser entre-
gue al o dia 15 do corrente.
O abaixo assignado faz sciente ao Sr.
Luiz Jos Marques, arrematante do consumo
das aguas arden tes, que do dia 30 de dezembro
era diante deixa de vender toda qualidade de es-
piritos nacionoes, na sua taberna sita na pra^a
da Boa-Vista n. 10. Recife 13 de dezembro
de 1859.
Manoel Jos Lviz Coelho.
Fesla do Monte.
Os festeiros de Nossa Senhora do Monte, na
sua capella de Olinda, de accordo cora o Exm,
D. Albade de S. Bento, tem destinado o do-
mingo 1- de Janeiro de 1860. para a celebra-
cao da festa da gloriosa virgera ; alirn de que
todos possam livremente concorrer a ella. Ha-
ver ladainha na vespera, no dia festa e Te-
Deum a noite, findo o qual e atacar um lin-
do fogo de vista, no arraial da mesma capella,
no qual tocar larde urna banda de msica
militar para-enlrcter aquelles que alli forem.
Os devotos, que quizerem concorrer para esta
excellente festa.de costume muilo amigo e de
tantas recordaQes milagrosas, podem procurar
no bairro de Boa-Vista a Manoel Luiz Vires,
no de Santo Antonio a Jos Pinto de Magalhaes',
e no do Recife a Jos Joaquim de Lima, para
maiscommodidade sua, eem Olinda a Francis-
co Luiz Viraes, que sao os encarregados da mes-
ma fesla no presente anno,
O abaixo assignado faz scieate ao Sr. Luiz
Jos Marques, arrematante do consummo das
agurdenles, quedo dia 30 de dezembro, em
dame deixa de vender toda qualidade de espi-
rilos nscionaes ; na sua taberna sita na praca
da Boa-Vista, n. 18 Recife 13 de dezembro
de 1859.
Josc Gomes da Fonceca.
Cera e Sebo.
^ ende-se cera do carnauba muito superior a
12$000 rs. vdas de dila e de composicao, sebo
refinado era caixotes, dilo em velas, na ra da
Cruz, armazem n. 33.
Agradecimento.
O psssageiro, abaixo assignado, muito agrade-
ce ao Illm.Sr. commandanlc do vapor Cruzeiro
do Sul, digno capilo de mar e guerra, Gervaiio
Mancebo, e ao muilo digno Sr. immediato Joa-
quim Jorge Goncalves, pelo tratamento e soc-
corros que lhe prestaran) durante a sua enfer-
midade at esta provincia.
Francisco ios de Carvalho
= Una pessoa empregada no commercio pro-
poe-se trabalhar em suas horas vagas, na es-
cripturaro de qualquer casa commercial desta
praca, quer por partidas singelas ou dobradas,
para o que tem as habilitares necessarias : na
praca da Independencia n. 3 f, Ioja de chapeos,
se dir quem ; ou o pretndeme annuncie por
este Diario para ser procurado.
Aluga-sc a padaria da travessa dos Pires,
na Boa-Vista, prompta de um tudo a tratar
com Domingos Jos da Cunha Loges.
CAIXE1R0 COM BOA LETTRA.
Precisa-se de um caixeiro de 16 a 18 annos,
pouco mais ou cenos, que tenha bonita leltra, o
pode deixar carta fechada nesta lypographia, in-
dicando numero e 'ua de sua resdcncia pora ser
procurado, botando as iniciaes.N. P,
Vendcm-sc ricos vestidos de seda pretos e de
cores, ricos manteletes de seda pretos e de cores,
ricos enfeiles de vidrilho pretos c de cores, ditos
de troco com fita, e muitas mais fazendas perten-
cenes a senhoras, ricas sobrecasacas de panno
I preto, ditos de casemiras pela c de cores, ricos
i chapeos de castor pelo o branco ; assim como
I sejam muitas fazendas quo vista do comprador
se mostraro todas estas fazendas sero vendi-
| das mais baratas do que em outra qualquer par-
, te : na Ioja do barateiro, ra Direita n. 75.
O escripturario da Companhia do
Beberibe, Marcolino Jos Pupe, anda
continua a agenciar a compra e venda
de aecues da mesma companhia: po-
dendo ser procurado no escriptorio ra
do Cabuga' n. 16.
Silvino Guilherme de Barros, Euthalia
Ramos de Barros c Scnhorinha Hamos,
agradecem cordialmete a todas as pessoas,
que se dignaran) assistir as exequias fne-
bres que se celebraran) pelo repouso eter-
no de sua sempre chorada esposa, mi e
irma Francolina Ramos de Barros; e ro-
gam a todas as pessoas de sua aniizade,
para que de novo honrera com suas pre-
sentas a niissa cantada que se deve cele-
brar no dia 16 do corrento s 8 1(2 horas
da manhaa, no convento do Carino por al-
ma da mesma finada.
j Precisa-se ue m menino para caixeiro :
na taberna do largo da Ribeira n. 1, esquina de
Santa Rita.
Na Passagem da Magdalena no sitio do =$
Sr. Joaquim Coeiho Cintra, vendem-se
vaccas muito boas leiteiras e acoslumadas
ao pasto, e bem assim bois mansos para
carro.
\ ende-se um bonito moleque de idade 18
I annos pouco mais ou menos, boleeiro, e urna
caboclinha de idade de 6 annos : na ra da Ca-
^ deia do Recife n. 51.
Vendem-se excellentes vaccas de qualidade
paridas e alguna ganles e vaccas solteiras : os
pretendentes dirijam-sc ao sitio da Passagem de
Olinda, a fallar com Carvalho Sirqueira.
iso.
est presente
sangra e tira tambem dentes como qualquer me-
dico ou cirurgio dentista, pode ser chamado
com escripto a qualquer hora na ra daCamboa
do Carino n. 20.
Saludas de baile.
Na casa de madama Theard, na ra Nova, ven- *
dem-se as sabidas de baile mais ricas e do mais
apurado gosto que tem vindo a esta cidade. As
senhoras do tora nao percam, pois, lo boa oc-
casiao de se prevenirem para o sumptuoso baile-
que o corpo do commercio vai offerecer S.
MM. II e, provavelmente, para um outro qu
5. M. o Imperador tem de dar ao archiduque Ma-
xiraihano d'Auslria. Vendera-se mais ricos en-
fetes de plumas e llores, e vestidos brancos para
baile. r
Na Ioja de ferragens e
miudezas.
Ra Direita n. 64.
Caixinhas de agulhas francezas muito finas a
320, ditas a 403 rs., caixinhas pura costura mul-
lo bonitas a 3500, 4$50O, 5 c 6$, bicos finos e
ordinarios por baratissirao prego, e do-se as
amostras ; sapalinhos de. la para meninos a 40O
rs. o par, caixinhas com grampas a 80 rs., carloes
de clcheles com duas carreiras a 80 rs., tesou-
ras para costura muito tinas a 1$, ditas para bar-
beiro a 2*. penles para alisar cabello.pretos e do
cores a 320, ditos finos a 560.
Tendo-se mandado couduzir sexla-feira 9
do correnle, por um preto, da ra da Lingoenta
para a ra do Amorim, 28 meias caixinhas de
chnrutos varetas, de BranJo, aconleceu que o
prelo as roubou ou deu a guardar para depois
distribuir: roga-se a quem dellas tiver noticia
ou a quem forera ofl'crecidas, o favor de as ap-
prehender e dar parte na ra da I.ingoeta n. 2-, e
mesmo prolesta-se contra quem as tiver guar-
dado.
O abaixo assignado faz publico que fica sem
efieito a procurado que assignou no crtorio do-
tabellio Joo Baplisla de S, constituindo por
seu procurador ao solicitador Joaquim Francisco
de Albuqueraue Santiago para tratar da arteca-
dacao da meiacao dos bens deixados pela finada
Romana Maria de Freitas, mulher do mesmo
abaixo assignado, a qual falleceu na villa do Pa-
ro de Caraaragiba ; e protesta contra qualquer
recibo ou documento que appareccr possa relati-
vamente venda da dita meiacao pertencenle ao
abaixo assignado, visto nao "ler este recebido
quanlia alguma do mencionado procurador, a
quem desde j cassa todos os poderes que lhe
outorgou no dia 10 do corrente. Recife 13 do
dezembro de 1S59.
Joo Evangelista do Nascimen'.o.
Attenco,
Vende-se urna armaco toda de amarello, for-
rada e envidrarada, propria para fazendas ou
miudezas, e no melhor lugar da ra Direita, ao
p da boca ; garanle-se a casa ao comprador,
notando-so que se vende porque a pessoa que ia
para a casa cabio doente : a tratar na ra do
Crespo, com o Sr Antonio Fernandes de Castro
ao p do arco de Santo Antonio.
SoFlimenlo de gneros
para fesla.
Ra Nova, casa de quatro por-
tas numero 48.
Vende-se superior manteiga ingleza a 16120 a
libra, dita a 1, dita franceza a 610, arroz a 120
a libra, btalas a 100 rs., superior vinho Figuei-
ra a500a garrafa, dito Lisboa a 480, dilo do Por-
to tino a 8U0 rs., ditos engarrafados de todas as
qualidades a 1$500, toucinho a HO a libra, pre-
sunto a 560, passas a 500 rs., amendoas 'a 480,
queijos vindo no vapor, os mais frescaes a 2JJ70O.
Jilo siiisso a 900 rs. a libra, chocolate de Bauni-
lha a 18500 a libra, cha muilo tino u 2J240 a li-
bra, dilo a 2g000, figos commadre a 320 a libra,
ebouricas muilo novas a 720 a libra, ameixas a
480, queijo do serto a 720 a libra, linguicas a
560, cevada muito nova a 160, gomma de araru-
ta a 240, niassas linas para sopa a 480. doce fino
a t$600 o caixo, dito a 1280, e oulros muitos
gneros, tudo de superior qualidade. e precos
muito em conla, que vista dos compradores e
das qualidades se Ihes dir o baratissimo prero.
Av
Na na do Vigano n. 10, tem venezianas novas
para vender, apromptam-so rom brevidade as-
sim'como sepintam e concertam-se as reinas
Urna mulher se ollerece para ama de cozi-
nha de qualquer casa : na travessa da Senzaia
numero 3.
Pede-sc ao Illm.Sr. Dr. Joaquim de Aqui-
no Fooseca o favor de publicara integra da se-
gunda Sosiiiaria que obteve Joo do lleno Bar-
ros no lugar hoje l-'ora de Portas, visto S. S. a
ter, e ser necessario considera-la na discussao
cm que S. S. lo profusamente se dignou cm-
penhar
Precisa-se alugar m preto ou moleque de
18 annos na praca da Boa-Vista n. 1 i.
Vende-se
Xai'uatlo Crespo Ittja aniarella n. 1.
Pava bailes.
Ricas camisas de eambraia delinho de peitos
bordados de gosto novo chegadas u'timamenle,
assim como finissimas camisas para senhora
outras muitas fazendas de goslo e proprias para
os bailes imperiaes.
Sn. redactores.Sena muilo ingrato se nao
patenleasse por este mui conceiluado Diario os
favores c beneficios que o lllm. Sr. I.ourenco
Luiz das Neves me tem feilo, como um verdade-
ro amigo, illuslre cidado ; e nao podendo agra-
decer-lhe, como de todo meu coraco desojo,
pela posicaoera que me acho, pero a'publicac
destas mal Iracadas Hutas psra dar um reconhe-
cimento de cordeal estima o alta considerarlo
deto digna pessoa. Recife 12 de dozembro'dc
1859.Um verdadeiro agradecido
A 15&000 palelols de casemira de cores, c
saceos, ditos do panno preto a 20g : na Ioja ama-
relia da ra do Crespo n. 4, de Antonio Francisco
Pereira.
Ama.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar : na
prara da Boa-Vista n. :!2, segundo andar.
s Vendem-se dous cavallos mui bons andado-
res e gordos, um delles certamenle o melhor
de carreirae que nunca deixou mal o cavalleiro
em varias cavalhadas que tem corrido: procu-
rem no Arrombado, sobrado del'ronte da igreja.
= Vende-se um prelo sadio, com dado 22 an-
nos, e dous moleques : ao ra da Cruz c. 60.
Melis.
Na ra da Cadeia n. 45, esquina da Madre de
Dos, existe um ptimo sortimenlo de borzeguins
do verniz, cordavo e bezerro do afamado fabri-
cante Uelis, que se vendem porcommodo preco
Fariuha de mandioca.
Vendem-sc saceos com muito boa farinha de.
mandioca, assim como saceos grandes com milho
muito novo, ditos cjm feijao, e gomma para en-
goramar e fazer bolinhos ; na ra do (.'ueimado,
Ioja de ferragens n. 14.
Milho e farelo.
Saceos grandes a 6$000 : na ra Nova n. 52:
idmira.
Velas de espermacele a 750 a libra, em caixa
e a retalho : na ra Novan. 52.
O boleeiro do mnibus Olinda,-Manoel Ao-
di Botelho, pede^ao autor do annuncio inserido
' no Diario de 13 do corrente, haja de declarar so
. se enlende com o mesmo, e do'ccnirario declaro
! o nome a quem se refere.
De ordem do lllm. Sr. insppclor da thesou-
raria de fazenda desla provincia se faz publico,
que no dia 21 do correnle tem de ser arremata-
da perante a mesma thesouraria, urna parte do
, sobrado de dous andares n. 29, sito na ra da
uia, a qual foi penhnrada aos herdeiros de An-
Ionio Ferreira Duarle Velloso. As pessoas a quem
; convier dita arrematarlo, devero comparecer
, nesta thesouraria 1 hora da tarde do indicado-
da. Secretaria da thesouraria de fazenda de
, Pernambuco, 10 de dezembro de 1859.-0 olicial
, maior interino, Luiz Francisco de S. Paio e
Suca
Pela mesa do consulado provincial se faz
publico aos proprietarios dos predios urbanos das
Ireguczias desta cidade e da dos Afogados que
os 30 dias uteis para o pagamento a bocea do
cofre do primeiro semestre da decima do anno
inanceiro corrente de 1859-1860 se principiara
a contar do Io de dezembro vindouro, ficando
incursos na mulla de 3 por cento os que paga-
rem depois desse prazo.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco
26 de novembro de 1859. Antonio Carneiro
Machado Ros, administrador.


-- --
DlAftlO DE PERNAMBUCO. CUARTA PE1RA 14 DE DEZEMBRO DE 1859.
F0L1IIM1.VS PAR4 1860.
Estao venda na nvraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as 'olhinhas para 1860, im-
pressas nesta lypographia, das seguintes quali-
Jadcs ;
m
C LH1NHA RELIGIOSA, conlcndo, alm do
kalendario a regulamcntodos direitos pa-
rochiaes, a conlinuacao da bibliutheca do
CriMao Brasileiro. que se compde : do lo'u-
vor ao sanio nome de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hytunos ao Espirito Sanio e
a N. S.,aimitacao do de Sanio Ambrozio,
jaculatorias e commeruoraco ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Via-Sacra, directorio para oracio mental,
dividido pelos das da semana, obsequios
ao SS. coracao do Jesiis, saudacoes devo-
tas as chagas de Christo, oraces a N. Sc-
nhora, ao patrocinio do S. Jos e anjo da
guarda, respondo pelas almas, alm de
outras orac,des. Preco 30 rs.
(5)
COMPANHIA
ALLIAN
Estabclccida cm Londres
EM
D
ITA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regularoento dos direitos parochiaes.e
urna collecco de ancdotas, ditos chisto-
sos, contos, fbulas, pensa'mentos moraes,
receitas diversas, quer acerca de cozinha,
quer de cultura, e preservativo de arvores
e fruclos. Preco 320 rs.
O
FITA DE PORTA.a qual, alm das materias do
costurne, contm o resumo dos direitos
parochiaos. Preco 160 rs.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker .
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
.'ohnston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
O Dr. Cosme de Sa'
|de volt de sua viagem instructi-;
itiva a Europa continua no exer-rj
[cicio de sua proisso medica.
Da' consultas em seu escripto-^
no no bairro do Recife, rita da)
Cruz n. 55, todos o das, menos j
nos domingos, desde asv6 horas!
t as 10 da manhaa, sobre os!
seguintes pontos :
1*. Molestias de ollios
l*. Molestias de oraciio e de!
peito ;
5-. Molestias dos orgaos da gera>-\
cao, e do anus ;
V. Praticara' toda e qualquer
operacao quejulgar convenien- j
te para o restabelecimento dos i
seus doentes.
O exame das pessoas que o con-
sultarem sera* feito indistincta-
mente, e na ordem de suas en-
tradas ; fazendo excepeo os doen- &
tes de othos.ou aquellesqfle por
motivojustoobtiveretn hora mar-
cada para este lim.
A applicaco de alguns medica |
mentos indispensaveis em varios-
casos, como o do sulfato de atro- I
pin* etc.) sera' feito,ou concedido!
gratuitamente. A confianza que!
nelles deposita, .a presteza de sua!
accao, e a necessidade prompta]
de seu emprego; tudo quanto o
demove em beneficio de seus
doentes.
a ra Bella n. 10, precisa-se de urna ama
para cozinhar c comprar para urna pessoa.
O Dr. Casanova pode ser procurado
a qualquer hora em seu consultorio no-
meopathico
28=RUA DASCRUZES=28
ojjmesmo consultorio acha-se sem-
pre grande sorlimento de medicamen-
tos em tinturas e glbulos, os mais ne-
vos e bem preparados, oselemeniosde
homeopathia e Nystem diccionario dos
termos de medicina.
JilllIHIJ! tlffVflIlfSH
Seraphin & Irma.
CAPITAL
CAueo uHiocs de libras
esterlinas.
Saunders Rrotlicrs & C* tem a honra de in-
formar aes Srs. negociantes, proprieta nos de
casas, eagucm ruis convier, que estio plena-
mente aulorisados pela dita companbia para
efectuar seguros sobre edificios de lijlo epe-
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os
objectos que contiverem os mesmos edificios,
quer consista em mobilia ou emfazendas de
qualquer qualidade.
Saca-se para o Porto e Lisboa no
escriptorio de Carvalho Nogueira & C,
na ra do Vigarion. 9, primeiro andar.
"* Os abaixo assignados lazem scien-
te ao respeitavel publico e especial-
mente ao corpo do commercio que
Edward Kenworthy deixou de ser cai-
xeiro da sua casa desde 50 de outubro
prximo passado. Recife 6 de dezem-
brode 1859.Patn Nash & C
NICA, VERDADEIRA E LE-
GITIMA.
USA DE BANHOS.
Neste proveitoso estabelccimcnlo, que pelos no vos melhoramentos fcitos acha-se conve-
nientemente motilado, far-se-hao tambem do Io de novembro em vante, contratos mensaes para
niaior commodidade ekeconomia do publico de quem os proprietarios esperam a remuneracao de
tantos sacrificios.
Assignatura de banhosfrios para urna pessoa por mez.....10j000
momos, de choque ou chuviscos i>or mez 15j>000
Series de carloes e banhos avulsos aos piceos annunciados.
ARCHIVO UNIVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
COLI.AItORADO
PELOS SUS.
D. Antonio da Costa -A. F. de CaslilhoA. GilAlexandrc IlcrculanoA. G. RamosA. Guima-
raesA. de LimaA. de Oliveira Marreca Alvos BrancoA. P. Lopes do MendongaA. Xavier
Rodrigues CordeiroCarlos Jos BarreirosOrlos Jos CaldeiraE. Pinto da Silva e Cunha F.
Gomes de AmorimF. M. RordalloJ. A. de Preitas OliveiraJ. A Maia J. A. MarquesJ. de
Andrade CorvoJ. da Costa CascaesJ. Daniel ColladoJ. E. de Magalhaes CoulinhoJ. G. Lobato
PiresJ. II. da Cunha RivaraJ. J. da Graca JniorJ. Julio de Oliveira PintoJos Maria
Latino CoclhoJulio Mximo de Oliveira PimentelJ. Pedro de SouzaJ. S. da Silva Ferraz
Jos de TorresJ. X. S. da MottaLeandro Jos da CosaLuiz Filippc LcileLuiz Jos da
Cunha L. A. Rebello da SilvaPaulo MidosiRicardo Julio FerrazValentim Jos da Silveira
LopesXislo Cmara.
DIRIGIDO
pon
A. P. de CarvallioI. F. Silveira da MottaRodrigo Pagattino.
LOTE1I4
DA
Kicardo Kirk, morador na ra do Parto u ;i9,
por.tur curada perfeitaniente em 32 dias a minli
senhora com a applicaco de suas Chapas uic-
dicinaes=de urna erysipela em urna pena, que
solfrendo muilissimas dores o. usando Intrtiltn
de todos os remedios possiveis, acha-se agu
: vie de tao lerrivel molestia. I'orlanto aceite e
I mcu reconhecimonlo o Sr. Ricardo Kirk. pela in-
. veneno de tflo til remedio, cujo mcreciraenla i
'- superior a todos os elogios.
AuguttO C. I'rengtl.
Ruado Clovcllo n. 27.
Cura completa
O Sr. thesoureiro manda lazer pu-
blico que se ucham a venda todos os dias
das 9 horas da manhaa as 5 da tarde,
no pavimento terreo da casa da ra da
Aurora n. 26 e as casas commissionada*
pelomesmo Senhor thesoureiro na pra-
ca da Independencia n. ti e!6, o
burieles c meios da quarta parle da pri-
meira loteria do convento de S. Fran-
cisco de Olinda, cujas rodas deverao an- c"m "-aPpKcato das Chapas mtdUinats do- Sr.
no
d
dar impreterivelmente
corren te mez.
Thesouraria das lotcris 7 de de-
zembro de 1859.O escrivo, J. M. da
Cruz.
Lcile ao p davacca.
Ouemquizer tomar Iciteao p da vacca, pode
ir ou mandar na cocheira da ra da Florentina i6
horas da manha, que achara, cada garrafa a 80
rs., tirando-se mesrao vista do comprador. Na
mesma cocheira continuam-se a receber cavallos
de trato por menos proco que cm oulra qualquer
pirte, ca respeilo do fraiaraunlo a txperieinia
convencer se bom ou mo.
SESI RESGUARDO SEM INCOMHOO.
lunuiiiiaoiio no tero
lina minha escrava padeca de urna [orle in-
flammafo no tero por esparo de 7 anuos, cod
continuadas dures agudissimas, e com o ventre
niuilo alto, procedido da mesma inflamma^o ;
_io mediciiiae
i ..cardo Kirk, "morador na ra do Parlo n. 119,
1 do ficou completamente boa, o o ventre tornou an
| seu estado natural: este curativo foi feito cm 56
dias, e esta minha exposiro c verdadeira e va
por mira assignada.
francisco Vicente Uaduem.
tua de Santa Luzia n. 68.
Eslava afirma rcconhccida pelotabelliaoFran-
cisco Antonio Hachado.
Consullas lodos os dias das 9 horas da manhii
s 2 da larde.
Destinado a resumir todas as semanas o movimnnto jornalistico e a oTferecer aos leitores, con- : @SS@S@-f 8-@@@K?3@
DEPOSITO GERAL
DE
Pilulas vegeto-depurativas
Paulstanas.
SALSA PARR1LIIA
DE
i
juntamente com a revista do que mais uotavel houvcr occorrido na poltica, na sciencia, na indus-
tria ou as artes, alguns artigos originaes sobre qualquer destes assumplos, o ahciuvo universal,
desdo Janeiro de 1859, em que comecou a publicar-se, tem satisfeito aos seus lins, com a maior
exactidao c regularidade.
Publica-sc todas as segundas miras em fulhas de 16 paginas, e completa todos os semestres
um volume de 420 paginas com indico e frontispicio competentes.
Assigua-se no escriptorio deste Diario, ra dasCruzes, e na ra Nova n. 8.
Preco da assignatura : pelos paquetes vapor 1U>2U0 por anuo ; por navio de vela 8$ (moeda
brasileir'a].
Ha algumas collecces desde o comeco da publicacao do jornal.
3
i
Joias.
*&gSS*m
Remedio seno igual, sendo reconhecido pelos
mdicos, os mais iminentes como remedio infal-
livel para curar escropliulas, cancros, rhcumalis-
mo, eniormidades do ligado, dyspepsia, debiii-
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
, midades resultantes do empreo de mercurio,
; ulceras e erupres que resullam da impureza do
, sangue,
CAUTELA.
D. T. I.anman & Kemp, droguistas por atacado
j New York, acham-se obrigados a prevenir o ros-
j peitavcl publico para desconfiar de algumas te-
! nes imitacoes da Salsa Parrilha de Bristol que
, hoje se vende neste imperio, declarando a todos
que sao elles os nicos propietarios da receita
do Dr. Bristol, tendo-lhe comprado no anno de
,1856.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tem
direilo de fabricar a Salsa Parrilha de Bristol,
porque o segredo da sua preparaco aclia-se so-
mente era poder dos referidos I.anman & Kemp.
Para evitar engaos com desapreciaveis co-
, bina^oes de drogas perniciosas, as pessoas que
' quizerem comprar o verdadeiro devem bem ob-
I servar os seguintes signaos sem os quaes qual-
' quer outrapreparacao falsa :
, Io O envoltorio"de fora est gravado de um
lado sob una chapa de ac, trazendoaop as
seguintes palavras :
D. T. LANMAN & KEMP
SOL AGENTS
iV. 69 Water Street.
New York.
2 O mesmo do outro lado tem um rotulo cm
papel azul claro com a firma e rubrica dos pro-
prielarios.
3o Sobre a rolha acha-se o retrato c firma do
inventor C. C. ri&tol em papel cor de rosa.
4o Que as direedes juntas a cada garrafa tem
nma phc-nix senielhautc a que vai ucima do pre-
sente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ruada Alfandega'n. 89.
Baha, Germano & C, ra Juliao n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum
& Companhia ra da Cruz u. 22.
g DENTISTA FRANCEZ. 2
P Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- <
> rangeiras 15. Na mesma casa lem agua e ^
p denlfico. 5
>5AAAA.uUJlAAAAj:AAAAAAAAA.U..4.A.5
DELICIOSAS E INFALLIVEIS.
As pilulas paulstanas: tao bem conhecidas em
40 | S. Paulo, nesta cdade e em lodo o imperio, pe-
las admiraveis curas oblidas com ellas [alguma*
@ certidet de curas completas j furam publicadas
($ palos jornaes, o merecem de corlo toda a confian-
U ea do publico.
t; 0 Sr. Cailos Pedro F.tchecoin, de S. Paulo, aca-
ba de estabelecer un deposito geial no Rio da
Janeiro, ra do Parlo rt. 119, porto da Carioca.
0 Sr. Hanoel Jos Pereira Borges, sirva-se
declarar o nome dol 1 lio at familiaque pei-
n
| Ojoalheirotle SS. MM.
f II. estando prximo a se
m retirar para a COrte, tem Sldeu ocabcdaldescapainacasap&blieadoiogos
9 i bnni* ld nroupnir < I prohibidos, existente nesta cidade. Igualmente
^ a lid lie pieveil dU |^ jo nome do propriotario desta, porque conrem
v^ destruir a supoosigao de que o Sr. Borges i
^ escnlhc os meios quando quer ver o seu nomo
@ cm letra redonda. Dcpois de sua resposta, lhc
* diremos alguma cousa a respeilo da moeda falsa
Ba do Cabug, loja de ourives
.11,
esquina que fica em frente da ra
Nova e pateo da matriz
Fazem publico que esloconstantemenle rece-
bendo da Europa as mais era moda e mais, deli- i
cadas obras de ouro, as quaes dao para esco- |
her, pelos menores precos possiveis, e passara < Fnoas Bruc professor dc iirjgoaSi tem
contas com recibos, as quaes vao especi.icadns n du nforrr,ar^ respciuvel publico, que conli-
a qualidade do ouro, tanto de U como de 18 ua a dar licues d3 ditos idiomas, tanto na
quilates, do que ficara esponsayeis >ua casa como-na dnqucucs que se quizerem uti-
= Contioua-sc a preparar bandeyas enfeita- ,sar do SQU presmo\ R(,cee Umlcm discipu-
I(liornas iuglez e francez.
a hon-
PILULAS VEGETAES
ASSUCARADAS
NEW-YORK.
O ME1.1IOR REMEDIO CONHECIDO
Conlraconslipaces, ictericia, affeccoes do fgado,
febres biliosas, clicas, indigestes, enxaquecas.
llemorrhoidas, diarrhea.doencas da
pelle, irupcoes,e todas as enfermidades,
PnOVENlEMES DO ESTADO 1MPIU0 DO SANGUE.
75,000 caixas dcste remedio.cousommem-se an
nuaimente I 1
Remedio da iiatm /.:>.
Approvado pela faculdade dc medicina, e re-
commendaao como o mais valioso catrtico ve-
getal dc lodos os conhecidos. Sendo estas pilulas
puramente vegetaes, nao contem ellas nenhum
veneno mercurial nem algum outro mineral ;
estao bem acondicionadas cm caixas de folha pa-
ra resguardar-sc da humidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e efficaze
em sua operaco, e um remedio poderoso para a
juventude, puberdade e velhice.
Lea-so o folhetoque acompanhacada cala,pelo
' qual se licari couhecendo as multas curas milagro-
i sas queleiu cllectuaJo. D. T Lanman & Kemp,
1 droguistas por atacado em Kova York, sao os ni-
cos fabricantes e proprietar^os.
Acham-se venda era todas as boticas das prin-
cipies cidades do imperio.
DEPSITOS.
Rio dc Janeiro, na ra daAlfandega n. 89.
Babia, Germano & C, ra Juliao n. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soum
& C, ra da Cruz n. 22.
E chegado loja do Leconte, aterro da Boa-
Vista n. 7 o excellenle leile virginal de rosa
bianca, para refrescar a pelle, tirar pannos, sar-
das c espinhas, igualmente o afamado oleo ba-
bosa para limpar e fazer crescer os cabellos ; as-
sim como p imperial do lyrio do Florenr.a para
bertoeijas e asperidades da pelle, conserva a fres-
cura o avelluda-do da primavera da vida.
^Consultorio
Pastilhas vegetaes de Kemp
contra as lombrigas
approvadas pela Exm.a inspeccao de esludo de
Habana e por muitas outras juncias de hy-
giene publica dos Estados Unidos c mais paizes
da America.
Garantidas como puramente vegetaes, agra-
daveis a vista, doces ao paladar sao o remedio
infallivel coutra as lombrigas. Nao causam nau-
scasnem sensaedes debilitantes.
Testcmunho expontaneo em abone das paTl-
lhas de Kemp.
Srs. D. T. Lanman
12 de abril de 1859. Scnhors. As pastilhas:
que Vmcs. fa/.om, curarain meu lilho ; o pobre
rjpaz padeca de lombrigas, oxhalava um chei-
ro ftido, tiuha o estomago inchado e continua
comicho no nariz, trio magro se poz, ijue eu
tema pcrde-lo. Nestas circumstancias um visi-
nho mcu disse o.ue as pastilhas de Kemp tinham
curado sua lilha. Logo quesoube disso, com-
prei 2 vidros de pastilhas e cora ellas salvci a
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyd.
Preparadas "noseu laboratorio n. 36 Gold
Street pelos nincs propietarios D. Lanman e
Kemp, droguistas por atacado cm New York.
Acham-se verda em todas as boticas das
principacs cidades do imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandcga n. 89.
Babia, Germano & C, ra Juliao u. 2.
Pernambuco,no armazem de drogas de J. Soum
& Compa u ra da Cruz n. 22.

fe
i
i



respeitavel publico tiesta
cidade que para o baile
que o corpo do commer-
cio vai oTerecer a SS.
MM. II. tem exposto cm
casa do Sr. Amorim &
Irmao, ra da Cruz n. 3
segundo andar, um rico
sorlimento de pecas de
brilbantes do mais apu-
rado gosto, composto de
$
65
I

i
9
1
i
i
i
central homeopatliico
das com bolinholos de diversas qualidades, as
Jiielhores e mais baratas do nosso mercado ; as-
sim como bolos inglezes, podins, pastis de nata
e creme ou outra qualquer encomraenda : diri-
ja-so a ra da Penha n. 25, para tralar-se do
ajuste.
Aluga-sc urna casa de pedra e cal com mo-
bilia do amarello, na povoacao de Santo Amaro
dc Jaboalo : quem a pretender falle na ra Di-
reita n. 95.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva
para o servico dc urna casa de familia, c que se
preste a comprar e a sahir a ra em objectos do
servido : na ra larga do Rosario n. 28, segundo
andar.
Curso de preparatorios.
O bacharel A. R. de Torres Bandcra, profes-
SOC de geographia e historia antiga no gymnasio
desta provincia, contina no ensioo dos seguintes
preparatorios : rhetorica, philosophia, geogra-
phia, linguasfranceza e ingleza : na casa de sua
residencia, ra larga do Rosario n. 28, segundo
andar.
Nos abaixo assignados, passageiros do bri-
gue Promptidao II, vindo do Porto para esta es-
ta cidade de Pernambuco, snmmamente penho-
rados pelos desvellos e maneiras de agradar co-
mo fomos tratados pelos Srs, capitao e piloto, e
mais tripolac,Jo do dito brigue, havemos por bem
0 nao deixar de patenlearos nossos reconhecidos
louvores o agradecimientos pelos continuos ob-
sequios que nos prestaran), tanto na viagem co-
mo na arribada que fizemos a Vigo, o que seria
nma falta da nossa parle o fazer-raos publico es-
te reconhecimento que fazemos por nossas livres
f, espontaneas vonlades. A bordo do brigue
Promptidao II, ancorado no lamarao aos 9 do
mez de dozembro de 1859. Jos da Conceicao
Oliveira Figueiredo, Ernesto Claudio de Souza e
Andrade, Gaspar Maria Moreira Lima, D. Gcrtru-
as Eliza de C., Jos Antunes Pereira Braga, Jo-
- Maria Gongalves Pereira, Jos Vicente de
Mello.
presumo-.
los todas as imites desde s 7 at as 9 : na ru da
Cruz n. 62, terceiro andar.
SK3
\ 6Ra das Larangciras\ |K
Paulo Gaignou dentista lem a honra de m
avisar ao respeitavel publico que o cele- ^
bro Dr. dentista, dos Estados-Unidos c de ^
Pars, Eugenio Delcambre introductor do 'gj
novo systema VULCANITE adoptado pe- f
los primeiros Drs. dentistas dos Estados- ri
Unidos, de Londres e de Pars est na sua |
casa. ir
| Esle novo systema, a pcrfei<;o mesmo
?p de urna precisao malemalica deve subs- 3x
S tituir sem duvida nenhuma lodos os sys- 3
tenias empregados at agora no Brasil e ^
* devido ao emprego da machina a vapor ^fe
*& de VILCANISARdo Dr. Palnara.
* O Dr. Delcambre chegado pelo ultimo 1|
sjp paquete inglez era viagem para o Rio de J
|g Janeiro, ficar nesta capital at o paque- g
rtr te prximo, e durante este lempo otl'ere- Jj)
^ ce seo presumo ao respeitavel publico, ^
5fc desde das 9 horas da manhaa at s 2da
U> tarde, na ra das I.arangeiras n. 15. sftg
ssee aBBtBawaw-BieleeKeiBa!
DO ^
| llR.SiBW0OL.HMW
$ Ra de Santo Amaro (Mun-9
do Novo n. 6.)
Contnuam as consullas e visitas do
mesme modo que d'antes. A confianea
que o Dr. Sabino deposita na pessoa que
lica encarregada de seu consultorio nao
ser desmentida.
Os pobres serio semprc tratados gratui-
lamente.
As correspondencias serao endereeadas
com subscripto ao Dr. Sabino com ausen- @
cia ao abaixo assignado
Manoel de Mallos Teixeira Lima S
Professor em homeopathia e se- @
crctarto do consultorio.
Job" da Silva Ramos," medico pela
L'niversidade de Coimbra, mudou sua re-
sidencia para o primeiro andar por cima
da cocheira do Adolpho na ra Nova e
continua a receber todos os dias das 8 s
10 horas da manhaa e das 3 as 5 da tarde,
as pessoas que o queirara consultar, bem
como a preslar-sccom sua habitual promp
tido a qual quer chamado para os mis-
teres do sua profisso comprchendendo a
medicina, cirurgia e partos.
Consulado de Franca.
fitas, broches, ,alinetes,
pulseiras, botes, brin-
cos, argolas, anneis,cru-
S zes, fios de perolas finas,
e Kemp. Port Byron ifi l '
commendas da ordem da
Rosa de ouro e brilhan-
tes para oficiaes e com-
mendadores, relogios,
correntes, bocetas de ou-
ro para rap etc., etc.,
tudo aliancado e por
| precos muito favoraveis.
50,000 rs.
Furtaram do engenho Novo do Goil, fregueza
da Luz, no da 15 de novembro, dous cavallos,
um pequeo, rodado, com una pequea bexiga
no espinhaco, marca dc peitoral ; outro alaso
tostado, dos ps calcados ; ambos tem o ferro
que exprime o nome do propriotario, Joaquim
do Reg Barros Pessoa, que offergee 50;(HH) de
gratificaco a quem delles der noticia.
Francisco Domingues Pereira, porluguez,
rctira-se para fra da provincia.
Precisa-se de um co/.inheiro forro ou cap-
tivo : na ra da Aurora, casado Dr. Joao Jost'1
Ferrcira de Aguiar.
O Dr. Ignacio Manoel de Lcnios vai Para-
hiba do Norte.
Ainda contina por alugar o sitio anntin-
ciado na Torre, pertcucenle a Jos -Mariano de
Albuquerque : a tratar como mesmo, ou cora o
Sr. Jos Azevedo Andrade, na ra do Crespo.
IrmandadedeN. S. da Concei-
cao dos Militares.
Todos os Srs. irmos sao por ordem do Sr.
presidente rogados a se rcunirem no da 15 do
correte, pelas 3 1|_2 horas da larde, no consis-
torio, afim de se proceder a eleicao dos msa-
nos que lera de funecionar no futuro anno.
Consistorio 12 de dozembro de 1859.
Jos Caelano da Silca.
que elle ve gyrar Desta ci-lade.
Um da Victoria.
Na ni a da Cruz n. 62, terceiro
andar, precisa-se filiar com o Sr. Jos
@ Gonqalves da Silv.i, morador no enge-
nho Aripibu' a negocio cjue llie diz res-
f Ipeito.
rrccsam-sc de trabalhadores forros O'i
^ captivos para i rabal bar 8 horas por diu : nesta
^ lypographia.
Precisa-se dc urna ama forra ou escrava,
que saiba cozinhar e ensaboar, para servico de
portas a dentro ; a tratar no pateo do Terco nu-
mero 'M.
r Prcsa-sc alugar una ama forra ou captiva
para lomar conta dc um menino j desmamado :
quem pretender dirija se ra das Cruzes n. o i.
segundo andar.
Pul icacio litteraria.
Guia Luso-Brasileiro do Viajante da Europa
1 vol. em 4o de 500 pag.: vende-se na mo do
autor ra do Vigario n. .11, brox. 3$ encad. 4$
Botica central horneo palluca
DO
n


No aterro da Boa-Vista, hoje ra da Impe-
ra'.riz, sobrado n. 21, piimeiro andar, existe urna
carta para o Sr. Manoel de Souza, a qual foi ti-
rada do correio por engao de nome.
Offerece-se um moco para caxeiro de qual-
quer negocio : quem delle precisar, dirija-se a
ra do Caldeireiro n. 30, a qualquer hora, que
achara com quem tratar.
Obra litteraria.
Acha-se venda as ras do Imperador,
ns. 20 e21, e ra do Crespo, loja n. 2, o peque-
no numero de exeraplares que ainda restara do
curso de rhetorica olerecido moeldade da pro-
vincia do Para, donde foi remeltido. A precisao,
clareza, e methodo que se observa nesle opscu-
lo, excedem a todos os elogios, que responder a
superioridade que garalmente Ihe prestara os
mais eximios professores dessa materia, e tem
motivado a sua grande extracto. O preco de
cada exemplar de 1$000.
PROVINCIA.
Os abaixo assignados vcmleram nos seus bi-
Ihelcs da 9a parle 4a 3a lotera do Gymnasio os
seguintes premios :
Ns.=1039 5:O0OS Rilhcte.
855 l:000g Bilhete.
1582 400* Bilhete.
538 200$ 1 meio.
1139 00$ 1 meio.
2515 100$ 1 meio.
131 100$ 1 meio.
c oulros Je 50* o 20$. A garanta paga na
praca da Independencia n. 22 aonde se achara a
venda os bilheles e meios da 4a parte da Ia dc
S. Francisco de Olinda rubricados por
Vieira & Iloihchildc.
Pelos prximos paquetes saca-se
sobre Portugal no escriptorio de Tho-
lojas maz deFaria, ra do Trapiche n. 40.
JULIO RIGJMJD
da casa dc A. F. Destilarais,
cabelleireiro da casa imperial, presentemente
nesta cidade, tem a honra de olVcreccr seu pres-
umo s pessoas que delle se quizerem ulilisar;
trouxe do Ro de Janeiro um bonito sorlimento
de grinaldas, de bouquets.de flores para vestidos,
grande sorliraenlo de plumas, masabouts, pen-
tes, leques e oulros enoites propri^s para bai-
. les, grande sorlimento de rendas, collarinhos,
dc um menino de 12 a 14 anuos, que tenha pra- | mangas, lencos, manleletes.guarnicoes de vesti-
lica de tabersa, e boa conducta : a tratar na ra | dos, tuda d"e renda dc Inglaterra, Alenoon e
do Imperador u, 13, antigamenle ra do Col- Bruxellase rendas ditas a vara: pode ser procu-
legio. i rado no hotel nglez, ra do Trapiche.
|DR S. OLEGARIO LPIMIOg
^ Conlinua a vender-se grande sorlimento
de medicamentos horacopalhicos tanto ^
em glbulos como em tinturas. @
Os procos das carteiras sao os mesmos @
que so achara estipulados no final do thc-
souro homeopathico. ii
Cada tubo avulso IgOOO
_i Cada vidro de tintura 2$000 #
f Thesouro homeopathico ou vade-
mecum do homeupatha, encad. II$000
O capitao Francois Magnou da barca franceza
Rose, actualmente era reparaco neste porto,
precisa lomar a risco cerca de 10:500$ para pa-
gar as ditl'erentes despezas, que tem sido obriga-
do a fazer neste porto, o dito emprestimo ser
garantido pelo mesrao navio c seu carregamento,
as pessoas que prcteuderem fazer este adianla-
mento sao convidados a eompareeerem quarla-
feira 14 do correute s 11 horas em poni na
chancellara do consulado de Franca aonde ter
lugar a dita ajudicao em presenra do Sr. cnsul
de Franca a quem' por menos "izer, o cambio
ser fixado a razao de 385 rs. por franco.
Lava-se e engomma-se com perfeco e
promptidao : na ra do Cotovelio n. 50.
Armaco.
Por ,autorisaco de seu dono, se vende urna
rica armar jo toda enveruisada, feila a moderna,
dc columnas e grandes fiteiros com puchadores
de crystal, propria para loja de fazendas, roupas
feitas, deposilo deraassas ou charutos, etc., sita
na ra Direita : a tratar na mesma ra n. 16, loja.
SADAgO ALEGRICA
S. M. o Imperador
Francisco Saiilini, italiano, mestre ae piano
canto, ex-macslre da companhia lyiica da llaliia,
chegou nesta capital ha pouco. tcncionando cs-
labolecer-se : porlanlo lem a honra de participar
i a este respeitavel publico pernambucano, que
i aquellas pessoas que dos seus prestimos quize-
! rera-se utilisar, no ensino de piano e canto, po-
, derao procura-lo na ra Nova no deposito do
i pianos do Sr. Vogely.
Precisa-so de urna mulher que saiba tratar
' de enancas para servir de ama secca : quem se
acharueste caso, dirija-sca ra do Crespn. 16.
, esquina.
A escrava cabra, d-> nome Antonia, que re-
I presenta ter 26 anuos, olhos grandes e pardos,
i baixa, c com os dentes limados, nariz chai j, ca-
' bellos crespos o crescidos, anda vadiando por
' esta cidade desdo o dia 7 do corrente : quera a
apjirchendcr, leve-a praca da Independencia,
loja ns. 13 o 15, que ser gratificado pela senho-
ra da dita escrava.
ASS0CIAC.0 P0PLL.48
DE
Soccorros Mutuos.
Convido a lodos os membros desta Associac !
que se acharem atrasados no pagamento de suas
quotas mensaes, para que se ponhara em dia com
a Associaeo al o dia 18 do corrente ; suido que
sero irrcmediavelmcnle punidos com a pena
decretada no arl. 75 1. dos estatutos, os que
por ventura estiverem nolla incursos.
Directora da Associacao Popular de Soccorros
Mutuos 12 dc dezcmbro'de 1859.
J. Borges Carneiro.
Director.
O esmoler do Hospital Porluguez, lendo de
prestar suas corita?, rosa a todas as pessoas que
lenharn contascom o mesmo, de as apresentar o
mais breve possivel'.alim de seren conferidas.
Antonio da Costa Nogueira e sua mulhrr
D. Maria Francisca Pereira de Castro, declarara
que fica sem elToito a pructirncao que der
seu sobrjnho Francisco Setter de Figueiredo Cas-
tro, e pie foi substituida ao capitao Manoel Joa-
quim Gomes, para tratar dos negocios la hi ras-
ca de seu cunhado e irmao, o raorgado do Sao
. r Francisco, c fazem esle annuncio para que na
Otel IrOVador, rila lartra dO se allegue ignorancia. Santa Rosa, I*' de dezem-
T, /P bro dc 1859.
n. 4G, primeiro VTTF\r\f
andar.
O dono deste estabeleciracnto, Francisco Gar-
rido, participa ao publico e aos seus freguezes,
queencontraro em seu estabelecimento a qual-
quer hora bous peliscos, grande variedade de
manjares, superiores vinhos, taes como, duque
do Porto, afamado chamico, excellenle moscatel,
deliciosos licores, ele ; iudo o melhnr que ha,
para que os freguezes sejam bem servidos. Nos Monteiro,"com lodos'os commodos preciso?, com
domingos e das santos haveru saborosa mao de i sai,ja
Aluga-se urna sala e um quarlo, propria par.t
rapaz sollciro, na ra da Cruz do Recite : a tra-
tar na ra daCadeia Velha n. 1 i.
Deseja-se alugar urna pequea casa cora
quintal c estribara para um eavallo, fora da ci-
dade, para um eslrangeiro solteiro: na ra da
Cruz n. 10.
= Aluga-sc urna grande casa na povoacaodn
$$## 8 @@
No dia 23 de novembro prximo passado,
fugio a escrava Maria, crioula, natural da pro-
vincia do Para, tem os seguintes : estatura alta,
cor bastante preta, rosto comprido e
bexigas, tem cm urna das ruaos um signal de
golpe de faca entre o dedo pollegar, tera um dos
pos voltado um pouco para o lado de dentro ; i
levou saia preta e chales azul e vestido de chi- |
ta : roga-so a quera a pegar leve-a ra da !
Gloria n. 89, que ser recompensado.
Carlos Ulisses Dubois, lem a hon-
ra de participar ao respeitavel pu-
blico que lendo sabido da casa do
Sr. Leconte,e acha-se eslabelecido na
praca da Boa-Vista sobrado n. 3,
primeiro andar com sala para cortar
cabellos e fazer qualquer obra rela-
tiva aos mesmos cabellos para que
o acharao semprc prompto a qual-
quer hora.
Aluga-se pelo lempo de fesla, urna das me-
Ihorcs casas do Cachang e com banho portraz :
a Iratar na ra Nova, loja de louca defronle da
cocheira do Sr. Adolpho.
O advogado Souza Rcis mudou o seu es-
criptorio para a ra larga do Rosario, sobrado da
quina n. 52.
Aluga-se o grande sobrado,
Cantada no thealro de S. Joo da Baha,
I posta em msica para piano s pelo maestro An-
! gelo firizzi : vende-so na ra do Imperador, loja
,n. 21. -
Precisa-se dc una ama de leile sem cria :
na ra de S. Francisco n. 10.
D. Juan Bernardo Uchlo, suisso, vai ao
Para.
= No sitio da capella da Senhora da Concei-
SSwlA 'l0 dl os,rada do Joao de Barros, precisase de
: | urna pessoa para traiar de capira e arvoredos,
pagando-so bom salario : quera pretender dirija-
se ao mesmo sitio.
Carrosas de aluguel.
Alugani-se com muita promptidao carrosas pa-
ra conduzr trastes, maleriaes, gneros e o que
se faz mister, por preco muito commodo, afian-
rando-se a fiel entrega do que se receber: no
pateo dc S. Pedro, loja n. 4.
vacca, das 2 horas da madrugada at as 10. For-
nece-se comida para fra cora promptidao e
aceio, por preeo muito commodo.
Precisa-se alugar alguns prclos escravos
por mez ou por dias, podc-se dar sustento, caso
convenha ao senhor: na livraria n. 6 e S da
praca da Independencia.
Cura completa
para o rio por detraz : quem pretender,
dirija-se a tabcrna*de Nicola Machado Freir.
A quem altar tima cabra c dous
pequeos cabritos d'rija-se aO Aiondego,
sitio com dous portees de Ierro, deion-
tc da fabrica de rape, que dando os
signaes com certeza ser-ibe-Iio entre-
gues os tres ditos animaes.
Offerece-se um caxeiro de 14 a 10 ai
para qualquer estabelecimento ; na ra da Praia
numero 35.
Precisa-se alugar um sobrado de um an !
na fregueza de Santo Antonio ou Boa-Visto, da-
te luvas a quem o arranjar : dinja-sc a ra (--
ourives dc Joao i'
Compras.
que oceupava
o collegio d'Aurora, no Caes do Ramos, proprio riluf e_,Manel Pantalio da Costa, Auto
para igual estabelecimento a traiar coi fos W^&tfjti^ffi
Hygtno de Miranda. trastes de L. Puggi.
Altenco.
o
Bella rapazeada.
O hotel dos Apipucos acha-se decentemente
preparado com excedientes quarlos, ptimos pe-
liscos, o vinhos saborosos e dc todas as qualida-
des ; seu proprietario espera merecer a protec-
co e concurrencia da bella rapazeada que se
uizer divertir pelos Apipucos, sendo o nassadio
ifOOO rs.
MOBILIAS
Eiivcrnisam-sc mobilias mais em conta do que
em outra qualquer parte: no pateo do Carmo
n. 24.
Aluga-sc um prelo escravo ou forro para o
o servico interno, ou compra-se um de meia ida-
de : na ra Nova n. 53.
Jos Emilio Arlhur da Rocha Vasconcellos
relira-se para o Rio de Janeiro.
Pede-se aos Srs.-Antonio Aunes Jacomc
Antonio J. F.
bondade dc
loja de
, litfflCS ut) L. J'Jgg"
Sem i'Ovi,imi(!o nem incouimodo.
Inflauma^o do estoitm$^o o dores
de enbeea,
Rogo-lhe, Sr. redactor, de inserir no sou jor-
nal a seguinlc declaraco, que julgo ser pro-
veitosa 11 algumas pessoas. ,,.; Ireita do Rosario, loja de
Ha bastantes anuos padec urna homcel dar e gouza
de cabera que me prenda a nuca, tinha umitas
verligens, algumas vezes soilria dr no estomago
acompanhadas de clicas (lalulentas ; mandei vir
urna das chapas medicinaes do Sr. Ricardo Kirk,
morador na ra do Parlo n. 119, appliquci-a so-
bre bocea do estomago, e no espaeo de 18 dias
achei-mc completamente bom, e OS dores de ca-
beca desappareccram.--
Por isso agora posso dormir com socego ; le-
nho de idade 08 anuos e -i mezes, o faro osla
advertencia a todas s pessoas (jue padeeerem
tal molestia para tentar o dito curativo, para que
assignei a presente declaradlo emgratidao c pa
ra ser conhecido do publico.
Curato de Santa Cruz.
F.mggdio Jos de Faria.
Estava afirma rcconhccida pelo tabelliao Jos
Feliciano Godiho.
(C1DM MPtURA
Sem rcNg^uardo neiu iiu-ommodo.
Erysipela n'uma (terna.
Desejoso do curaprir com mcu dever vou por
meio dc sna acrcuWJa folha agradecer ao Sr.
Precsa-sc alugar um.i escrava cozinheira,
sem vicios: na ra Augusta, casa deironte da
do n. 17.
Aluga-se durante a testa ama casa no Poco
da Panella, com bons commodos, e muito pero
do banho : ua ra do Oueimade, botica n. J5.
= Coniprara-se as seguintes comedias : Ber-
nardo na Loa, o Judas em Sabbado de AUeluia,
Quem casa quer casa, Fur causa de um algaris-
rao, A rosca, o Duelo no Terceiro Andar, o Ir-
mao das Almas e o Uiabo na escola : nesta lypo-
graphia se dir.
Compram-so 3 on i jugos de molas usa-
dos: na ra novado Santa Rita, primeira serra-
ra do lado do nasccnle.
Gotopram-se raoedas dc
ouro de 20^', 10.^ e IOS: uarua
da Cadeia loja de cambio ti. 38.
Compram-se moedas de ouro de
20.S, 16$e iQfi na ra da Cadeia do
Recife, armazem n. ot.
Compra-se urna canoa de amarello que so-
ja nova e que carregue 100 leixes dc capira : a
iratar com o Sr l.udgero Francisco de Assis, na
ra das Larangeiras.
Vendas.
Vende-se para algum engenho um escravo
dc 28 annos de idade, muito sadio c com liali-
lidade para traiar de plantacoes por estar acs-
tumado a isso ha mais de 1 annos : na ra !
Cadeia do Recife D, 25.
/
MOTILADO
N


(6)
DIARIO DE PERNAMBUCO. Ql ARTA FE1RA 14 DE DEZEMBRO DE 1859.
fi.
m
i
LIVRARIA ECONMICA
DE
N.2-UAD0 CESPO-M. 2
Defronle do arco de Santo Antonio.
NESTE NOVO ESTABELECIMENTO VENDEM-SE:
Livros de religiao, sciencias, de letras artes, viagens, historia o classicos ; romances illustrados e
outras pablicacfes cm diversas linguas.
("lobos, atlas e mappas geogrophicos.
Papel de hollanda, de peso, paquete, nlmasso., de cores e nulros do diversos formatos e goslos.
Trensaspara copiar cartas e outros manuscriptos, livros e tintas proprias.
Livros em branco, pennas de varias qualidades o mais objeclos para uso de reparliooes, secreta-
rias e casas de commereio, utencilios para deseuho etc.
Artigos debomgosto, fantasa ecuriosidade das fabricas de Pars para uso dos elegantes ; orna-
tos, presentes etc.
Carios e bilhetes para bailes, casamentes e visitas.
HISTORIA UNIVKnSAI. desde os. teinpos primitivos at 1S50, por Cesar Canta, 12volumes, in fo-
lio, enriquecida de mais de 90 .magnificas estampas, obra em que nada se poupou para o
leitor encontrar nclla erndicao, esludo solido o leitura agradave!.
ALMANAK. do lembrancas de Castiiho para 1S60, assim como colleccocs completas desde o seu
comeeo.
MANUAL DL: COMAS j feitas para comprase vendas do.assucar, algodo etc.
Encadnele em todos os goslos .desde o mais simples em papel at aomelhorem panno ou pello.
Impme-se carios e bilhetes, o marca-se papel com typo proprio e em relevo voutade dos
pretndanles.
Accei'.a-se o encargo de qualquer oncommonda do livros c outros artigos tanto da corto e provin-
cias do imperio, tomo do l'oitugal, Tranca, Inglaterra c Blgica, com as condiceoes mais ra
zuaveis.
Vidros para vi
draca.
01UBGRA.
Este utillssin o e.-ta!iolociiDe::fo aclia-sc, lia pouco lempo,, augmenta Jo lano no materia
como no seu pessoa!, e seus proprietarios habilitados para vencer qualquer opposieo hostil e
rezaran a ignorante viluperaeo de malevolencia. OITercccni a scus numerosos freguezes c
a> publico era geral, asvanlagensde sua louga experiencia e reconhecida proniptido o idclidade
na execucio das obras as mais importantes de eugenliaria, entre outras podo enumerar as seguin-
tes : machinas de vapor de todos os tamanhos, rodas d'agua do tojos os dimetros, todas do fer-
ro ou para cubos rio madeira, moondas para ratina todas do forro e independontcs com os me-
ihoramentos que a experiencia mostr ser ndispensavel, meias ditas com todos ospreparos, ta-
chas para engenho de todas as qualiJades e tamanhos, rodas, rodetes, aguilhes, crivos c boceas
para fornalha e tojas as forragens para engenho, machinas para amassai pao e bolacha, ditas
para moer mandioca, tornos e prensas para farinha, pontos do ferro, taldeiras, tanques boias e
todas as obras do machinismo etc., etc.
A 6$ a caixa: na ra larga
do Rosario armazem de louca.
Vidros para caixilhos.
Na ra larga do Rosarlo loj n. 28
armazem de louca, mandarri-se botar vi-
dros em casas particulares por preco
muito commodo, assim como vendem-
se vidros aretallio do tamanho mais pe-
queo ale mais de 6 palmos.
Botica.
Bartholomeu Francisco Je Souza, ra larga
do Itosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'AtTectcur.
Pilulas contra sezocs.
Ditas vefotacs.
Salsaparrilha Bristol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento llolloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anli-asmathico.
Vidros de boca larga com rlhas, de 2 oncas a
12 libras
Assim como tora uro grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
Vende-se um cavallo acostumado a traba-
lhar cm carro de condueco de gneros : na ra
do Codorniz n. 8.
Em casa de Kalkmanu Irmos & C, ra da
Cruz, vende-se:
Cognac superior cm Larris.
Dito engarrafado.
Vinho Sliery c Madeira cm quartolas c engar-
rafado.
Mobilias Jo Vim.
Pinnas fortes.
Charutos da llavana superiores.
TOE-S1E
vinho do Porto, do mais superior, engarrafado,
dito champagne, iJem, dito muscalcl, idera : no
armazem de Barroca i Medeiros, ra da Cadea j
do Ileeife n. 4.
Potassa da Russia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da j
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio do Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
tal virgom em podra: ludo nor .procos muito
razoaveis.
Vende-sepono de arcos de ferro que fo-
ram de fardos do fa/.enda, proprios para estila cao,
por commodo preco para acabar '. na ra da Ca-
deia do Santo Antonio n. 17.
Ao barato.
O n. 4 na praca da Independencia, est tor-
rando:
Borzeguins para iiomem a 65OOO.
Ditou para senhora a 3#.
Ditos para meninos a 2*.
Sapatos rasos a 29500.
Sapatocs do lustre a 5J>.
e todo o mais calcado se vende por barato proco.
Vende-se um escravo de 20 anuos, bonita
figura, sem defeito o robusto, com principio de
cozinha ; o tambem troca-so com urna prela mo-
ca ; na ra da Iuiperatriz n. 24, primeiro andar.
Sal do Ass
a bordo do patacho Rom Jess : a tratar na
ra da Madre de Dos n. 2.
loii
Parisiense,
DE
mimium i forera m ii?ms
Sita na ra Imperial n. 118 c 120 junto a fabrica de sabao.
Superior ao melhor
DE
Sctiilo J.da Silva dirigida por llanoe! Carneiro Leal.
,. N',s (de 3-5 a .I:0> simples o dobrados, para destilar agurdenlo, aparelhos destilatorios continc-
para restilar c destilar espiritas com graduaeo at 40 gios (pela graduaeo de Sellon Carerl dos
melhores systemas hoje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do impario bombas
de todas as dimences, asperanles o de repucho tanto de cobre como de bronze c ferro 'tornelras
de bronze de iodas as dimences e feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d agua,portas para fornalhas o crivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimences para encamemos, camas do ferro com ormaco e sem ella, fugos de ferro potaveis e.
econmicos, tachas c lachos de cobre, fundos do alambiques, passadeicas, espumaderas, coco*
para engenho, folha de Flandres, chumbo em lencol e barra, zinco era lencol c barra ls'nces e
arrocllas de cobre, lonees de ferro a latao.ferro suecia inglez do todas as dimenses, safra tornos
o folies para forreiros etc., c outros nimios artigos por menos preco do que em oulra qualquer
parto, desempenhando-se loda e qualquer oncommenda com presteza e perfeiro i conhecid;.
epara eonirnodiaade dos freguezes que so dignarem honrarem-nos com a sua onfianca acha-
rao na ra Nova n. 37 loja de forragens pessoa habilitada para tomar nota das encommeuda<
AfPBOYACAO E 41T0RIS\(!\0
DA
lMh& OIMIIPIKIAL I Bail0@llll!IA
E JOTA CESTRAL'DE HIGIENE PUBLICA
ra do Crespn 10, de Jos Goncalves Malvcira, i
vendem-so superiores luvas de pellica Jouvin, cr
de palha o brancas para homens o sonhoras, ri-1
eos enfeites do flores do mais moderno goslo, ri- |
eos chapeos para senhora, enfeilados com muilo
goslo e formato moderno, corles de vestidos do
seda, manteletes e (almas de seda prela para se-
nhoras. perfumaras dos melhores fabricantes.
presunto de fiambre, sistema medico de holloway.
Linguas de vacca emsalmoura vindas _.. FILULAS HOI.iavoya.
, tsto mestima^ el especifico, coniposto inteira-.
de Londres, vendem-se nicamente no monto de berros medicinaos, nao eontm merou-
de Luiz Annes deronte da | ri> ncm alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a corapleico mais
delicada igualmente prompto o seguro para '
ELECTRO-MAGNETICA.S EPISPASTICAS
%J
armazem
porta da alfandega.
45Ra Direita
O proprietario deslc estabelecimento reco-
uhecendo que com a excelsa visita de SS. MM.
II. a esta cidade lera de se dar um estrago hor-
roroso de calcados, em consequencia das fre-
Pata screm a\>v>\icaavtcs aeeladas. sem
resguardo ncm ncommodo.
Hlf KMK
AS CHAPAS MEDICINA ES sao muilo condecidas ncsla corte e em todas as provincias *este
imperio ha mais de 21 annos, e sojafamadas, pelas boas curas que se tem obtido as enfermi^ades
abaixodescriptas, o que se prova'com innmeros altostados que existem de pessoas capazes e de
nv1in morle, preservando
estavam
em seu uso :
as
conseguirn!
quentes paradas, marchas, contramarchas e for- recobrar a saude e torcas, dopois de haver tenia-
mida veis passeios s brilhantes illuminaecs, e do nulilmeule todos os outros remedios,
condoendo-se das boleas naturalmente 'pouco As m;,is aJ>f,as nao devem cntregar-se a de-
fartas, dos bravos officiaes e praeas dos patrio-! ^poracao ; facam um compolentc ensaio dos
ticos batalhoes, cujos iiomes tra'zem memo- emeates effeilos dcsla assombrosa medicina, c
na os feitos gloriosos dos nossos avocugos, deli- prestes recuperarao o beneficio da saudo.
berou, cm homenagera ato felizes dias baixar | *a0 se Perca lempo, em lomar esto remedio
9*000
8S000
881)00
61N0
5000
CUST.VTO MASSET representante da muito afamada casa WA.F.RSTF.M,*MASSET & C.a
I .mecedores da casa imperial do Brasil, estabelecida no Rio e era Pars recebeu "um grande sor-
timento defazendase modas da primeira qualidade e novdade, querendo anles de ludo fazer gozar
o respeilavel publico dos procos muito ventajosos polos quaes pode offerecer suas fazendas, vende
ludo a dinheiro avista ; elleacha-se residiudo no hotel inglez quarlo n. 2, encarrega-se de man-
dar levar as fazendas podidas amostra, sendo por escriplo para evitar os engaos.
Recebe qualquer encommemh para mandarvic da Europa ou do Rio.
100 vestidos de seda para baile, passeios .visitas.
Mocre antique prctos c de cores.
Pobrezas lisas pretas o de cores.
Vestidos prelos lisos, lavrados do2saia.se de velludo.
Flores, e enfeites do renda para cabellos.
Vestidos de cassa branca bordada muilo linas.
Garras, escomilhas, lils de seda e linho brancos o de cores.
Meias do seda, linho, fio da Escossia para homens, sonhoras e meninas.
Sipatos de selim branco o prelo com salto e sem olio.
Botinas de setini branco, do selim prelo, do la muilo superiores.
Sabidas de baile, capas de cachemira, velludo c seda.
Chales de louquim bordados e de retroz.
Manteletes de renda preto e cassa bordada.
Corp'mhos, camisinhas, colarinhos com mangas de cassa bordada a ponto real e renda verdadeira.
r.nnrniees de renda prela e branca para vestidos c para enfeites do vestidos.
Laucos do cambraia de linho muio ricos com renda.
Chapeos de sol para senhoras.
Teios para trancas, alfinetes de peito, pulseiras, brincos do tartaruga c aspe preto para luto,
i.raudo sorlimenlo de luvas verdadeiras de Jouvin.
Luvas derotrozc de seda para homens, senhoras c menina-.
Grvalas brancas c pretas.
Chapos de corte com plumas.
Casacas, sobrecasacas, aletots de panno, cachemira dos melhores alfaiates dcParis.
Calcado do afamado Melier para homens.
Tapetes de velludo muilo ricos.
Capas, capotes imporraeaveis Makiniosch para homens e senhoras.
Relogios de ouro e prata, cobertos e descober-
tos patente inglez, os melhores que existem no
mercado, e despachados hoje, vondem-se por
precos razoaveis : no escriptorio do agente Oli-
veira, ra da Cadeia do Recife n. 62, primeiro
-'adar.
Gheguem freguezes
A ra Direita n. 04.
Facas o garfos a 2J600. 2S800 e 3g600, ditas
muilo finas a 4g200, 5f, 500e6, ditas de ca-
bo do marfira a 10J500, ditas de cabo de unicornc
a 113, ditas de cabo preto finas a 6g e 6^500, co-
Iherea de metal do principe pera" sopa a 59500,
litas muilo finas a Gg, ditas para cha a 2*800,
litas de platina para sopa a 10#, ditas para cha a
53, ditas para assucar a 500 rs. cada unin, ditas
para terrina muilo finas a '$, panellas, chaleiras,
frigideiras e cassarolas, ludo mais barato do que
cm outra qualquer parle.
AUenc&o.
Vende-se a loja de fazendas da ra do Impe-
rador n. 9, com poucos fundos, a dinheiro ou a
prazo : a tratar na mesnia.
Vende-se ou aluga-se urna canoa nova pro-
pria para canegar 1,200 lijlos de alvenaria gros-
sa : quem precisar, dirijn-se a ra Imperial, pa-
daria n. 173.
= Vende-se urna negra, cabra, de idade 18 a
19 annos, mais ou menos, para servico de cam-
po, por preco commodo : quem quize'r comprar,
dirja-se ao fim das Aieias, no principio do Bar-
l-Veriuclho, na casa de Thoniaz Jos de Aquiuo
Cesar.
Na cocheira de Augusto Fischer, na ra
do Imperador, vende-se um cabriolct de \ rodas
com dous bonitoscavalles.
Aos fabricantes de velas.
Cera de carnauba da nova safra a 113500 c 12,
e s?bo refinado em pao o velas, ltimamente
chegada do Porto, em barricas e caixasde llgOO
a 12^500 a arroba : no antigo deposito do largo
da Assembla n. 9.
7- -iTTmrm
g, toiiliuua-se a vender fazendas por baixo
| preco at mesmo por menos do seu valor, j>
W afim de liquidar conlas : na loja do 4 portas S|
^ na ra do Queimado n. 10. p
Vende-se ura cxcellente terreno no lugar
da Capunga Nova beira do rio, leudo um gran-
de poco, alicoree com 40 palmos, e com alguns
arvoredos: quem quizer, dirija-sc a Soledade,
casa n. 42.
Aos cigarreiros e cha-
ruteiros.
Campos & Lima tem para vender cai-
gas com fumo americano de muito boa
qualidade c a proco commodo : na ra
do Crespo n. 12.
so precos do seu cxcellente calcado, a saber:
Para homens.
Borzeguins aristocrticos (lustreJ
Borzeguins zuuavos, obra forlissima (be-
zerro)
Borzeguins cidadaos (bezerro e lustre)
Borzeguins econmicos
Sapatoes batedores
Para senhoras.
Borzeguins para senhora (primeira classe) 55000
Ditos (seguuda classe) 4*600
Ditos para meninas (primeira classe) 4*000
37 Ra do Queimado 37
Loja de 4 portas.
Chogou a este estabelecimento u-> completo
soriimcnto de obras feitas, como s- n : pale-
oits de panno fino de 16g at 28g, : irecasacas
de panno fino prelo e de coros muito superiores
a 3>j, um completo sortimenlo de palelols de
riscadinho de bnm pardo e brancos.'.ae braman-
te, que se vendem por preco commodo, cerou-
las de linho de diversos "tamanhos, camisas
francezas de linho e de Jpanninho de 2$ at 5g
cada urna, chapeos francezes para homem a 8?,
ditos muilo superiores a 10*, ditos avelludados,
copa alta a 13*. ditos copa baixa a lOg, cha-
peos de feltro para homem de 4*. 5* e al 7*
cada um, ditos de seda e de palha enfeilados pa-
ra meninas a 10*, ditos de palha para senhora a
12g, chapelinhas de velludo ricamente cnfeila-
das a 25$, ditas de palha de Italia muilo finas a
, 25g, cortes de vestido de sed3 cm carto de 40J
at 150g, ditos de.phantasia de 16* at 35gOOO,
gollinhas de cambraia de 1* ate 5*, manguitos
do Ig500at5*, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muilo superiores
o padres novos a 720 a vara, casemiras de cor-
les para colletes, palelols e calcas de 3*500 al
4g o covado, panno fino preto e decoresde 2*500
at 10g o covado, corles de collele de vellu do
muito superiores a 9 e 12g, ditos de gorguro
e de fusto brancos do cores, tudo por preco
barato, atoalhado de algodo a 1*280 a vara,
cortos de casemiras do cores de 5 al 9*. grosde-
naplcs de cores e pretos de 1*600 at 3*200 o
covado, esparlilhos para senhora a 6g, coeiros
de casemira ricamente bordados a 12* cada um,
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12* cada um, ditos lisos para ho-
rnera, fazenda muilo superior, de 12 al 20* a
duzia, casemiras de cores para coeiro, covado a
23400, barege do seda para vestidos, covado a
1*400, um completo sortimenlo de colletes de
gorguro, casemira preta lisa e bordada, c de
fuslo de cores, os quaes so vendem por barato
preco, velludo decores a 7* o covado, pannos
para cima de mesa a 10* cada um, merino al-
cochoado propno para palelols e colletes a 2*800
o covado, bandos para armaco de cabello a
1*500, saceos de tapete e de marroquim para via-
gcm.eum grande sortimenlo de macas e [malas
de pregara, que tudo se vende vontade dos
freguezes, e outras muitas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores ce mostraro.
Fazendas moder-
nas.
Corles de casemiras de cores finas a 5*500, di-
tas de urna s cor muilo finas de 3 e 6, cortes
de collete de velludo do coros a 6g000, ditos dilo
preto a 5g e 6g, colchas de algodo adasmasca-
das a 5*, brilhanlina branca o covado 480, case-
mira de quadrinhos o covado 1*, pannos para
mesa muilo bonitos e modernos a 6*. corles de
barege com tres ordens de babados a 15*, cha-
peos do phantasia para homem, sendo do gor-
guro de seda a 7*. ditos doChille de 4 a 25*.
ditos de feltro de 4500 c 5*, camisas de cam-
braia de liuho para senhoras, ditas de esguio
muito fino, ditas de cambraia bordadas com man-
gas, ricos corles do seda de lodas as cores, mn-
deles dos mais modernos, grande sortimenlo de
perfumaras inglczas legitimas, joias decoral ver-
dadero, oleados de diversas cores imitando
marroquim para cobrir mesas, forrar almofadas,
travesseiros, etc., ele, e bem como um'eomplelo
sortimenlo de fazendas do mais apurado gosto e
melhor qualidade, vendendo-se tudo por Cairos
precos, no armazemde fazendas do Raymundo
Garlos Leite &. Irrao, aterro da Bou-Vista n. 10.
desarreigai o mal na eomplei;o mais robusta
c iiiirramonlc innocente cm sias operaefles e ef-
feilos; pois busca o remore as doencas de qual-
quer especie e grao por mais antigs e tenazes extineco.
quesejam. c.om oslas Chams-i i.rcTno-'ncxr.TicAS epispastica? obtem-se urna cura radical e infallivel
Entro milhaivs de pessoas curadas com este cm lodosos casos do nflammacao [cansara ou fallade respiraro), sejam internas ou externas, do
remedio, muitas que j estavam as portas da ligado, bofes, estmagos, braco! rins, ulero, peito, palpilaco d coracSo, garganta, olhos, erisi-
pelas, rheumatismo, ataques nervosos, etc., etc. Igualmente para as"din'crcntes especies' de "tu-
mores, como lobinhose escrfulas ; soja qual for o seu lamanho c profundeza, por nieio da sup-
puracoscrao radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconsclhado por habis e distinctos facul-
tativos.
As encommends das provincias devom ser dirigidas por escriplo, lendo todo o cuidado de
fazer as necessarias explicaron!, so as chapas sao para homem, senhora ou crianca, denlarando a
molestia em que. parlo do corpo existe, se na cabeca, braco, pescoco, cxa, perna", p, ou tronco
do corpo, declarando a circumfereneia ; c sondo ferida ou" ulceras,"o molde do seu lamanho em
um pedaco de papel c a declararlo onde existem, afim de que as chapas possara ser bem applica-
das no seu lugar.
Pflc-se mandar de qualquer ponto do imperio do Brasil.
Consultas a todas as pessoas que. a dignarom honrar com a sua confianza, em seu escripto-
rio, que so achar aborto todos os dias, sem excepeo, das 9 horas da manha s 2 da larde.
para qnaiqucr das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A iplas. O
Areias (mal de).
Aslhma.
Clicas.
Convulsoos.
Dobilidade ou extenua-
co.
Dcbilidade ou falta de
forras para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
do barriga,
nos rins.
Dureza no voninv
Enfermidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Lnxaqueca.
Hcrysipola.
Pebre biliosas
Fobrelo intornitonte.
l'ebroto da especie.
Golta.
Hcmorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Infiammacoes.
Ir r cgula ridados da
menslruacao.
Lombrigas do toda es-
pecio.
Mal do podra.
Manchas na cutis.
Obstruccn develre.
Phlysica ou consump-
pulmonar.
Retongo do ourina.
Uhoumatismo.
Symplomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceran.
Venreo fraal),
J9 RA DO PARTO HO
PERTO DO LARGO DA CARIOCA;
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja do
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
eniarregadas do sua venda em toda a America do
Sul, llavana e Hospanlia.
Vendem-se asbocelidhas a 800 rs. rada urna
dellas, conten urna inslrucgao em portuguoz pa-
ra explicar o modo de so usar deslas pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaecutico, na ra da Cruz n. 22, om Per-
nambuco.
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Boskell, por precos commodos,
e tambem trancellins e cadeias p'ara os mesmos,
de excedente eosto
GMNBE E VARIADO SORiMEHO
DE
Fazendas inglczas c francezas c
roupas fciias
recebidaseiudireilura
NO

Fazendas de bom gosto
Recebcu-se pelo ullimo vapor da Europa ccr-
ies de vestido de seda de delicadas cores, com 2
babados e 2 saias bordadas, lindos enfeites de
flores e froco para cabera de senhora, bonitas
chapclinas de seda para senhora c meninas, as-
sim como riquissimos cortes de collete brancos,
de velludo o seda bordados para casamento,
ditos do velludo prelo bordado r de cores boni-
tas ; havendo outras muilas fazendas, o tudo se
vende por precos mais baratos do que esa outras
partes : na ra da Cadeia Uo Recite* lca a. DO,
de Cunha e Silva.
Relogios.
De novo chegaram os afamados relogios in-
glezes de ouro.de patente, e csto venda no
armazem do Rostro Rooker & C, praca do Corno
Sannto n. 48.
de pa-
Abreu.
Relogios.
Vcndcra-se relogios de ouro inglezos,
tente : no armazem de Augusto C. de
na ra da Cadeia do Recife n. 36
vende-se superior linha de algodo, bran-
cos e do cores, em novello, para costura : em
casa de Seulhnll Mollor i C. ra do Torres
n. 38.
MUTILADO
Armazem e loja i
i DE
i Ges < Baslos
InA RA DO QUEIMADO N. 46, FUENTE DA
S LOJA AMARELLAEBOTULAS BRANCAS. %
^ Um completo c rico sortimenlo desobreca- g
H sacas de panno prctos e de coros a 28g, 30$ gj
gj e 35$, casacas de panno preto (muilo lino a 3
&\ 40j, 45S e 50#. palotols do mesmo panno a p
S 2 o 25g, ditos de casemira a 14, 16g o M
g 18j>, ditos saceos d.ismesmas casemiras M
K prelos e de cores a IOS o 12#, ditos do al- g
fe pacas preta e de cores a 4$, diios de brim 01
g pardo a 4*500 e 5j>, ditos de brim preto a >
} 09, di los brancos a 5#, ditos de esguio do |
g ultimo gosto cor de laranja a 5$, sobre- ^
5 casacos de alpaca muilo fino a7}e 9, g
sobrecasaca de panno finoprclo para me- B
g nios a 15#, 1S e 20?, ditos de casemira g
a do cor a 8j c 10>, calcas do ca- senaras de g
g cores c pretas a 8?, 9j}, 10$, 11 o 12f, :
K calcas debrim do cor a 3*500, 4 o 5-, ;'
^ ditas de brim branco fino a 6e 7U,colle- (
SI les de go'rgurao de soda c de casemira do B
^ cores c proto a 5$, 6 o 79, ditos do vellu- g
I do a 10 o 129, camisas inglczas tanlopara
$ Ihomens como para meninos do todos os W
$j tamanhos,scroulas do todas as qualidades, g
-.. chapeos de sol de alpaca a 5ft, manteletes |
gj prelos do muito bom gosto a 30$ o 40S, ca- K
I saveques de fuslo bordados compridosa k
^ 20$, chapeos de castor a Napoleo 8#, ricos &<
^ manguitos de punhos bordados a 3?500e a m
K 4$, ditos com gollinhas a 53 c 6$, gollinhas 6*
P de traspasso bordado e transparente a 8$, ||
U calcas de meia casemira padrocs modernos E
p a 5$, colches do fusto de cor c de brim !5
j branco a 3$ e3$500e outras muitas fa-
U zendas e roupas feitas que scro patentes a
3 presenca do freguoz. g
fegX^:KES35i-' ''''
= Vende-se um sitio com 200 palmos de fren-
te e 200 de fundo, 110 lugar da Torre, margem
do Rio Capibaribe, com urna grande e moderna
casa do vivenda, cocheira, estribada para 4 ca-
vallos, gallinhciro, cacimba com tanque c bom-
ba, baixa para capim, lodo murado na fronte, c
lado com porlo de ferro : os prelendentes podem
driir-se ao agente Pestaa, que so acha autori-
sado a dar as ncccssirias informages, e a tralar
da venda sob as condicoes cstabelecidas ao mes-
mo pelo legitimo proprietario, O dilo sitio C todo
em chaos proprios,
s
CONSULTORIO
DO
W. A. liObo Meosof
BDDNM MR13IR B PBMID m.
3 RA DArLORIA9CA9ADOVU]lDAO 3
CHnlea por amLos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consullas'lodos os dias pela manha ede tarde depois de 4 hora*
Contrata parhdos para curarannualmeule nao sopara a cidade como para osengenhos ou outra
propriodades ruraes.
Os chamados devom sor dirigidos sua casa al as 10 horas da manha e em caso de ur-
gencia a outra qualquer hora do dia ou da noile sendo por escriplo om que se declare o nome da
pessoa, o darua eo numero da casa.
Nos casos que nao forom do urgencia, as pessoas residentes no bairrodo Recife podero re-
metter seus bilhetes a botica do Sr. .loo Sounn& C. na ruada Cruz ou loja de livros doSr. Jos
Nogueira de Souza na ra do Crespo ao pe da ponto velha.
Nessa loja c na casa do aminnciante achar-se-ha constanteraent e os melhores medica-
mentoshomeopathicos jabera conhecidos o pelos precos seguintes;-
Botica de 12 tubos grandes, ...".......10$000
Ditos de 2 ditos................15$000
Ditos do 36 Jilos..............208090
Dito de 48 ditos................25$000
Hitos de 60 ditos...............OsOOO
Tubos avulsos cada um.............1$000
Frascos do linduras........,..... 2$000
Manoal do medicina homeopalca polo Dr. Jahr traduzido
cm portuguoz com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia ele. etc. ,........203000
Medicina domestica do Dr. lleriug, cora dicciouario. 10$009
Repertorio do Dr. Mello Moraos......... 6$000
di:
Ra Nova n. 49-, junto a Conceicao dos Militares.
Nosle armazem encontrar o publico um grande e variado sortimenlo de roupas feitas de
pannos finos, casemiras, fusles e brins, para homens, rapazes e meninos.
Vendc-sc
i.i
arolo novo de Lisboa por commodo preco
ra da Cadeia de Santo Antonio n. 17.
= Vendoin-se 300 garrafas vasias que forara
de cbampanha, por commodo preco : na ra da
Cadeia do Santo Antonio n. 17.
.ltteneao.

Na ra Nova n. 35, vende-so nii-
Ibo muito novo dinheiro a vista
pelo baratissimo proco do 4$500 a
sacca.
Vende-se urna taberna
passando a segunda taberna
preferir a
vende.'
na Estrada
notando-se,
armaco o os pertcnecs, tambera se
Superiores cortes de cambraia brancos borda-
, dos de duas saias, com os desenhos mais lindos
""Q que tem viudo a Pcrnambuco, roupoes de cam-
| braiabraucos bordados com muito gosto, e com
; urna capa branca com o bordado igual ao rou-
pao : na loja do sobrado amarello, nos quatro
j ti u cantos da ra do Queimado n. 29, de Jos
' Moreira Lopes.
i Vendem-se 4 v.iccas do leite muilo boas, e
, 6 bois mansos, proprios para carro : na ra do
f.ivramenlo n. 2.
Vende-so ou aluga-se urna canoa grand e
Nova, |de carga de 1,400 lijlos de alvenaria grossa ;
quem I na ra de Apollo n. 12, se dir.
Clices para sor-
vete.
Na ra Nova n. 30, a S a duzia.
Vende-se niilho che-gado ltimamente da
Ilha de Fernando, saceos grandes, saceos de fci-
jo mascado a 5*S o sacco : na ra Dircila n. lf.
esquina que volt a para S. Pedro.
Veodem-se duas venezianas em bom esta-
do, e por preco commodo : na ra da Praia, loja
n. 34.
Casawques.
Vendera-sc casaveques e roupoes de caru-
brai bordados, o melhor que existe nesle mer-
cado, c por preco comuiodo : na rita do Crespo
n. 23.

V


DIARIO DE PERNAMBUCO. QLAUTA FE1IU H DE DEZEMBRO DE 1859.
I
/
%S2BE5Stft1h."i Oiieijos freseaos de Minas.
Hielas de lustre para carros, sellins e gilhes ia-
s, candceiros e caslcacs bronze*dos, lo- Virua do Imperador n 13, sr vendeni excel-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e i *a\ea queijos ullimamentc chesadosde Minas,
tia, arreios para carro de un e dous caval-
relogios d'ouro patente injilezes.
(7)
montana
os. e
i^KBoicui" LaL i>3> ra* n TDcEjpa fr
JIOSELLE MOSSEUX
I)F.
gar-
LONDRES
em garrafas c meias
rafas.
C. J. Astley & C.
Seguro conIraFogo
COSIPAXHIJL
MUTIll
LONDRES
AGENTES
a ,
i
Queimado n. 40.
Grande c variada sorUsnenlo
HE
i
r
I
fe
Fazendas francezas e reu-
pasfeitas receladas em di-
retara pelo ultimonavio.
Dao-se as amostras rom penhor.
5
cores
Ricos cortes de vestido de seda de
de 2 snias............................
Ditos de ditos de seda prelos bordados a
velludo... ...........................
Ditos de ditos de seda de gozo ph intasia
Ricas ro'mciras de fil < de seda bordadas
Taimas de grosdenaples bordadas......
Chales de touquira bronco boadadosa
30c.....*............
Grosdenaple de cores de quadrinhos co-
vado .................................
Dito de dito liso covado................ 1|8U0
9
t
9
s
sosooo
1g200
GRANDE
peeliDcha.
Na loja do Preguica, na roa do Queimado n.
2, vendem-se peras de chitas finas de cores fixas
e de escolhidos padrocs com 38 corados cadaH
urna, pelo b-iratissimo preoc de 5$800, e em re-
lalho a 160 o covado.
OiHcialalos, ronimcndas c hbitos de diver-
sas ordens, com brilhanlea e sem elles, o melhor
que tcm vindo a este mercado : ludo vende-se
muito barato e pelo preco da factura : na ra
Direita n. 66.
Caberlas de chita a 2$.
Ra do Queimado n. 19.
Vendem-se esbeltas de chita a 2#, cortes de ru-
cado francez a >$500, lencos de cambraia para
algibeira a 2$ a duzia.
2800C2SSOO apoca.
JVliETUCliV
DA
5 G J. Astlev +C&UW OaT : *. o ** *. ti*' :* i ,ja de Cres J,ra coni '
largura covado a.........
Seda branca tarrada covado 1 $G00 a___
Grosdenaple preto lacrado covado......
Dito dito liso cncorpado a lG0Oe....
Dito dito com 3 palmos de largura a
1S600 C
palmos de
2&600
23000
Algodao trancado americano branco, proprio
para toalh % c roupa de escravos, com uro pe-
queo toque de agua doce : no armazem de fa-
zendas da ra do Queimado n. 19.
Chegucm ao barato.
O Leite & Irmo conlinuam a torrar na ra ( n. 37, loja de 4 portas,
da Cadcia do Recife n. 18, peras de cambraia li-
sa com 10 jardas a 4>500 e 5$A lencos do cam-
FIMDICO LOW-MOW,
Roa da Scnzala lUva n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapleto sortimento de moendas e meias moen-
das para euSenho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os lmannos
para dto.
Cortes de vestidos
de seda
Xa roa do Queimado n. 37 loja de A
portas acaba de receber pelo ultimo
navio rindo do Havre nm completo sor-
timento de vestidos de seda de 2 sitias,
2 babados e de aventados qnaes se ven-
dem por preco commodo.
Chapelinas de seda e de
velludo para senhora.
Ricas chapelinas de seda c de vellu-
do para senhora: na na do Queimado
2JW00
Ifi00
Linas de pellica de
Jouviu.
j Gaze de sedada China de floreselistras
co vado a............................
] Follar de seda de lislras gosto novo co-
vado.................................
Setim de escocia < diana de seda covado
j Chaly de flores novus desenhos covado
Vendem-se superioresluvas de pellica de Jou- i Caroje de seda de varias qualidades co-
vn muito frescas, para homens e senhoras ; na \'ad0.................................
ra.do Queimado n. 22, na loja da boa le. Meto velludo de cures covado..........
#0*ljitl"# SNffl fHl? t MMr 3flri'-Si
*
2500
l>500
lffOOO
000
500
Vende-se


Vclbuna de todas as cores.........
Selim de todas as capis liso covado
I
I
B
i
Folha de cobre e Metal
amarello.
Estanho em barra e Pre-
gos de cobre.
v Alvaiade eVeruiz copal.
j Folha de Flandres.
I Palhinha para marci-
| neiro.
Tinaos finos.de Champa-
nhe e Mes elle.
Lonas da Russia e Brim
de vela: no armazem
de C. J. Astley & C.
HMM9 i M .i o M M SM N T> I >*
Fazenda com avaria. \
pechincha sem igual.
Na loja do Preguica, na ra doQueimado n. 2, i
tem para vender pecas de algodao largo com 16
varas cada urna, pelo barato preco de 1#, pecas
de cassa lisa tina a 2500 : a ellas,antes queso
acaben,
Brilhanlioa blanca Tuiilo lina a...
Chitas francezas claros e escuras a 260 e
Casen ira pela fina al400e..........
Panno pelo e de cor lino provade li-
mao a 3500 a___1...................
Cortes de casomira Je cor a ,j<; e........
Cassas organdys de novus desenhos a
vara..................................
Ditas francezas rauili linas a............
Manguitos Je cambraia transparente bor-
dados muito ricos....................
Golinhas de cambraia bordadas de pona
e ogA lencos
2oO hraia de linho a 33 a duzia, cambraas muito fi-
nas e de lindos padrdes a 650 a vara, meias fi-
nas para senhora a 3800 a duzia, ditas cruas in-
glezas para homcm c meninos, chales de meri-
no lisos a -IgOO, e bordados a 63, palutotsdo
alpaca prea e do cores a 53, ceroulas de linho
o algodao, camisas inglezas muito superiores a
6O5 a duzia, organdys de lindos desenhos a
13000 I#i00 a vara, cortes "de cassa chita a 3J, chita
le000 fwnceza a 240,280, 300 e 400 rs. o covado, pecas
de madapolao com 30 varas a i$800, 5$, 58300,
6,7 e 8,<, chitas inglezas de cores filas a 200 rs o
covado. toalhas para mesa a 3 e -13, corles de
de mcia case-
tos para raeni-
00 i nosi c outras muitas fazendas que se vende por
500 barato preco.
Golas e manguitos.
Ricas
Para concluir a liquidacao das luzen(ins
da extincta firma de Leite & Correia, |
vendem-se asseguintes fazendas, por'
muito menos de seu valor, na loja de 1
quatro portas da ra do Queimado
numero 10.
Sedas pretas lavradas, superior qualidade,
covado
Grosdenaple prclo muito bom e largo, co-
vado
Dito dito ma3 estreito, covado
Camisetas de cambraia para senhora, urna
Tiras c entremeios bordados
Sortimenlo completo de chita de cores,
covado
Dilo de chitas largas francesas, bons pa-
drees e cores (xas, covado
Gangas de cores escuras e claras, covado
Corles de calca de meia casemira alC c
Meias cruas para homem, duzia
Ditas para dilo muito superior, duzia
Atoalhado adamascado muito largo, vara
Cassas de cores fixas c padres vistosos,
covado
Riscadinho francez, covado
Musselina de cores fixas, covado
Chales do la com palma de seda, nm
Cortes de calca de casemira lina de cores
j Ditos de dita pela
, Ditos de collele de gorguro com palma
de velludo
I Ditos de dilo degorguraoe seda
, Ditos de dilo de merino bordado
Lencos de seda pequeos para poscoco de
senhora
| Panno preto, covado
| Dito superior, prova de limo, covado :t$ .
I Superior brim trancado de linho, hunco,
vara
[ Dilo dito do cores, vara
Meias brancas para senhora, duzia
Ditas para dita muito superior, duzia
Luvas de pellica para senhora, em bom
estado, um por
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender era
'seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo goslo, recen ti mente
lG00,o,ieK;",n!'. dos bem conhecidos e acreditados ia-
i'bricanles J. Broadwood &Sons de Londres, e
muito proprios para esle clima.
- Na roa Direita n. 66, effectivamente ha
jOO bons escravos de ambos os sexos,
320 j idaaes e cores, com habilidades o
vendem-se a dinheiro, a prazo, c
160 W*
210
25000
294O0
45000
1|380
20
160
20
2000
5J00O
6g000
3*000
250' 0
35000
400
igrm
de todas as
sem ellas,
tambem tro-
1O0
S00
3-^X10
45OOO
1*500 ca'a de brim de linho a 2JJ, ditas
700! mira a 2?210, vestuarios bordado
320
2o00
7O0O
Em casa de N. O. Bieber
& C. ra 3a Cruz n. 4, vende-se ;
Champagne de superior qualidade de marca acre-
ditada na corte.
ATTEMAO.
jjuuu -rnta branca superior em oleo, latos de 25 lt-
_ bras, por commodo preco caixas de 4 latas.
lOOO
'500
1
3
para se-
s
s
Ditas de dilo bordadas a OOa.......... 1$500
Tiras e entremeiosde cambraia bordados
Ricas nian'os pretas de linho
nhora............
Ditas ilitas de blond brancas e pretas..
Chales de soda de cores, pretos e rosos..
Ditos de merino bordados com franja de
seda..................................
Ditos de dilodilo de l.i.................'.
Ditos de dilo liso dito de seda..........
Dito do dito dilo de la..................
Dilo d2 dilo estampados fino listado
seda..................................
Lencos de cambraia de linho bordados
finos..................................
Ditos de aUodaode labyrinthoSOOe....
Capailas*brancas para n'oiva............
Enfeiles de vidnlho preto o do cores___
Aberturas para camisa de esguio de
linho..................................
Ditas de dito de algodao brancas 3 de
cores..................................
Salas balZio modernas..................
DO
Tachas e moendas
Braga Silva & C, lem sempre no seu deposito
da ra da Mocda n. 3 A, um grande sortimenlo
Je lachas e moendas para engenho, do muito
acreditado fabricante dwin Maw: a tratar
mesmo deposito ou na ra do Trapiche n 44.
Fazendas com
toque de avaria.
E' pechincha.
Na loja do Preguica, na roa do Queimado n.
2,ha para vender pecas de finissimo e muito
argo madapolao, pel baratissimo proco de 5g,
i;500 e35O00: chegucm, antes que sc'acabem.
Chapeos de castor pretos
e brancos
Va ra do Queimado n. 37, vendera-se os mc-
Ihores chapes de castor.
sorlimento de cha-
peos.
Chapeos de castor pretos de superior qualida-
) j de a loa, di ios franeczes de seda a 7$, dites de
I castor brancos a 14$. ditos de velludo a 8 e 9j>,
! ditos da lonlra de todas as cores muito finos, di-
tos de palha inglezes do copa alta e baixa a 3 e
5j(, ditos de fel tro, um sortimento completo, de
2g500 a 68500, ditos do Chile de 3j>500, 5, 6, 8,
0, 10 e 124, ditos de seda para senhora, dosmais
modernos, a 12, chapelinas com veos do ulti-
mo goslo a 15"), enfeites finissimos para cabeca
; a 4$500 e 03. chapeos de palha escura, massae
,j sedo, muito proprios pora as meninas de escola,
Chapeos francezes forma moderno...... 8:j50 sendo os seos procos muito em conta, ditos para
Verniz e verniz copal. 1 .
lgodao/inho da fabrica Todos os Santos da Ba- t0: na l'a O QDeimaOO n. 07, lOja OC
r, -u- a A portas.
Bnlhanles de diversos tamanhos e de pnmeira 1 r
15 ^ Bonets para cr anca
i- Ricos bonets de marroquin para
Iciianca: na ra do Queimado u 37, lo-
ja dc'4 porlas.
golas c manguitos de cam-
braia : ua ra doQueimado n. 37, loja
de K portas.
Manteletes
Ricos manteletes de grosdenaple ri-
camente bordados: na ra do Queima-
do n. 37, loja de -i portas.
Pentes de tartaruga.
Ricos pentes de tartaruga para atar
cabello: ua ra do Queimado n. 37, '
loja de \portas. Na loja do scrtanejo, ruT;
Camisas francezas
Ricas camisas francezas tanto de
peio de linho como de algodao e de fus-
15000
Kissel, relojociro francez, vende relogios < j
de ouro e prata, concerta relogios, joiaa e <
msicas, ja aqui he conhecido ha muitos !
annos, ha'nla mo pateo do Hospital n. 17. .] \
il de seda liso.
Vende-se na ra do CabugA n. 2 B,' loja da
miudezasde Joaquim Antonio Dias de Castro.
Ra to Queimado n. 37.
A 30 cortes de vestidos de seda quecuslarain
G0#; a 16; cortes de vestidos de pnautasia que
custaram30#; a 83 chapelinhas para senhora:
na ra do Queimado n. 37.
Cljapeos pretos.
Na rua do Queimado
numero 19.
Chapeos pretos de pruacira qualidade, e do
lOrma plegante a 10 cada um.
Sapatoesde2^a3|.
Vendem-se sapatoas para menino, de 2 a 3-?,
* borzegiiins paia meniua de 2 a 3$, ditos pora sc-
^ nhora a 3;p500 : na rua do Cabug n. 9.
73500;
7gO90 ,
69000
-9500!
s
1S000
8
9
(900O
9,?">00
2-500
9
US000
100000
5000
35O00
9
sosooo
4OSOO0
255000

9
t
Aviso,
No armazem de Adamson, Hovrie fe C. rua
do Trapiche n. 42, vende-se selins para homem
a penbora, arreios maleados para cabriolet, chi-
stes para carro, coleiras para cavalloctc.
Na loja da estrella.
Rua do Queimado n. 7.
Este estabelecimento contina a estar sorlido
le fazendas de todas as qualidades como sejam :
Ricos cortes de vestidos de seda de 3 So-
lhose 2 saias, c Aquile
Paletots de panno
Ditos de dito muito fino
Ditos de casemira de cor
Ditos de alpaca pretos muilo finos e
mais abaixo
Ditos de ganga e de brins
Calcaslle casemiras pretas e de cores
Ditas de biim branco e de cores
Colletcs de velludo preto e de cores.
Ditos de gorguro muito finos
Ditos de fustao
Camisas francezas de todas as qualidades
Capara homem
misas francezas bordadas para senhora
Loques da melhor qualidade e do ultimo
gosto
Manas e gravatas de seda de todas as qua-
lidades
1 hapeos de sol de seda inglezes
Hitos decastor para cabeca muilo finos- S
(titos pretos os melhores que tem vindo
ao mercado S
Taimas pretas do ullimo gosto $
Casemiras de cores para palelot ,i $
1 'il'sde casemiras inglezas r".'1"'
Ditos de ditas francezas 550O
Ditos de ditas muito finas 9{?00
Chapeos a Amazona para senhoras'e me-
ninas
IHachinas de costura
de S. M.Singer i^C. do
New-York, o mais aper-
feicoado systema, fazen-
do posponlo igual pelos
dous lados da costura,
garante-se a seguranca
das rr achinas e manda-
se cnsinar as casos de
familia, bem como se
moslram a qualqucr ho-
ra do da ou da imito
nesta agencia: nicos
(gentes em Pernambuco Raymundo Carlos Lci-
le & Irmao, aterro da Boa-Vista n. 10.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, rua da Cadeia n. 57, vendem-se
degantes pianos do afamado abrican-
le Traumann deHamburgo.
Vestidos de seda.
Vendem-se cortes de vestido de sedacofn 2e3
babados, armados, de 20 a 409 cada um sendo,
que seu valor razoavel era de 80# : na loja de 4
portas da rua do Queimado n. 10
~"'r Vcndem-se duasescravas mocas e de boni-
tas figuras, com algumas habilidades, sendo urna
Jellas do mallo e sabe trabalhar de enxada : a
tratar na rua do Queimado n. 28, loja.
Meias de seda de peso
Eara senhora, brancas e pretas, e para meninas,
raneas o riscadas : vende-se na loja de Leite
A. Irmo na rua da Cadeia do Recife n. 4$.
6000 1
5,5000!
3|500,
Gravatqa de seda de pona bordadas a
velludo ..............................
Camisas frauce/as de cor e brancas
linas alJfSOO e........................
Ditas ditas de fustao branco e de cor___
Ditas ditas de esguio muilo finas mo-
dernas....................... ........
Seroulasde brim de algodao o de linho
Galeas de casemira protselim 9$....
pCjlienOlDitasdedilasde cores Sj e............
' Dita de meia casemira .................
Hijas de brim lino c varias qualidades
33e Colletcs do velludo, gorguro,
casemira e setim.................... 59000
Casaros de panno preto muilo fino 30 c 40jOOO
Sobrecasacos e paletots de panno preto
fino 2j e............................
Paletots de casemira mesclada golla de
.velludo .............................. IS9OOO
Ditos de alpaca [Hela muito finos...... IO9OOO
Dilos da merino selim prelos e do cores 9000
Ditos de meia casemira.................. 7O00 1
Ditos de alpaca pretos e de cor loriados 6*500 '
Ditos de brim branco epardo linos......
Ditos de brim de quadrinhos linos
3;:500 e..............................
Dilo de alpaca preto e de cores..........
Relogios de miro paten........les......
REMEDIO NCQ!V!?ARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Hilbares de individuos de todas as nacoes po-
dem festemunhai as virtudes dcste remedio in-
| comparavel o prjovar em caso necessario, que,
Selo uso que dclle lizeram tcm seu corpo e meni-
rosinleiramenle saos depois de haver emprega-
, do intilmente utros tratomentos. Cada nesoa
I poder-se-ha convencer dessascuras maravilnosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
I todos os dios ha muitos annos ; e a maior parte
dellas sao to or prndenles que mojimpe so
mdicos mais cel bres. Qnantas pcsso'as reco-
I braram com rte soberano remedio o uso de seus
bracos e p n as, depois do ler permanecido lon-
go lempo nos hospita s, onde de viam soffrer a
amputacaol Dellas ha muitas que havendo dei-
ladoesses asylos do padecimentos, para seno
sulimetterem essa operaco dolorosa foram
curados completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
enfusao de seu reconhecimento deelararam es
tes resultados benficos diante do lord corro-o-
dor c o'ilros magistrados, aim de mais aulenti-
carem sua firmativa.
-Ninguem desesperara do oslado de saudc se
tivesse bastante conanca para ensaiar este re-
medio constantemente segurado algum tempo o
j mentratato que necessitasse a natureza do mal,
resultado seria prova rincontestavelmente :
' Que ludo cura.
O unjpaento lie til, mais particu-
larmente nos sesuintes -asos.
baptisado de meninos e passcios dos mesmos,
tendo diversas qualidades paraeseolher, bonets
de galo, ditos de marroquim, ditos de vellu-
do, dilos enfeilados, chapeos de boa qualidade
para pagem, chapeos de sol de seda para me-
ninos de escola, e mesmo para senhora e para ho-
mens ; filialmente outros muitos objectos que se-
ria enfadonho mencionar, c ludo se ven de mui-
to em conta ; e ossenhores freguoz.es i vista da
fazenda ficaro convencidos da verdado : na bem
conhecida loja de chapeos da rua Direita u. 61,
de Benlo de Barros Feij*.
CARRACAS.
Vendem-se dos corrosas novas, sendo para
boi c oulra para cavallo : na rua da Concordia,
confronte ao armazem do sol.
Vende-se
12, um fogao de
n.
na rua estrei/a do Rosario
ferro. _
Na rua Nova n. 35, vendem-se saceos com
milho muito novo pelo preco de 49500, dinheiro
vista.
Nova loja de calcado fran-
cez, de Antonio Rodri-
gues Pinto, 110 aterro da
Roa-Vista n. 8, defronte da
boneca.
Neste novo estabelecimento tem calcados que
recebeu pelo ultimo navio francez, dos melho-
res fabricantes do Paris, e vende por" menos do
que em oulra qualquer parle, a dinheiro a vista.
Vende-se urna taberna
por todo negocio, em rua muito commcrcial, no
bairro de Santo Antonio : a tratar na rua do i ag
Rang-1, armazem n. 62. i ffi
Ferro reduzido de
Quevenne,
Previlegiado em seu modo de i nSo"
adininistraco pela acade-
mia de medicina de Paris.
Os felizes effeitos do ferro em nm grande nu-
mero de enfermidades sao geralmenle conheci-
dos. As cores plidas, as flores brancas, o em-
pobrecimento do sangue com os males do esto-
mago, e os palpilaccs, que sao delles a conse-
quencia : taes sao os principaes casos era que o
ferro indicado, c para cortos temperamentos
fracos elle 6 um complemento quasi necessario
de alimentacao. A superioridade do ferro de
Qucvenne 6 de todas as preparaces rxarciaes a-
quella que introduz mais quanlidado de ferro no
sueco gstrico em um peso dado. Deposito em
Pernambuco, pharmacia do Pinto, rua larga do
Rosario n. 12.
Em cosa dos Srs. Henry Forster
& C. rua do Trapiche n. 8, vende-se:
Dous'par- s ^inericanos novo.
Arreios a -tcanos.
Bombas
Arados.
Champagne superior.
Cognac.
Relogios americanos.
Velas com toque de avaria
Nova iiiveiico aperfei-
coada.
Bandos ou almofadas
de crina para penteadosde
senhora.
Vende-se nicamente na rua da Cadeia do Re-
cife n. 48, loja de Leite & Irmo.
Pianos, serafinas e reale-
jos, a prazo ou a
iliuieiro.
Vende-se no aterro da Boa-Vista, loja n 52,
un rico eelegante pianoforte, francez, chegado
ltimamente, do melhor fabricante de Paris ; e
duz, linas" a 3 e '4$,* chapeos "enfeilados" pa'ra 'ambeio urna rica serapbinaou orgio, muito pro-
meninos e meninas e senhorasporqualquer pre-
co, e ludo o mais aqui se encontrar o preco,
e nao se deixa do vemnder.
A S00 rs. a peca
do Queimado n. 43 A.
Reccberara era direitura de Franca, de encom- ,
menda, os melhores chapeos de castor rapadoss j
sendo brancos e prelos, c as formas as mais mo- j
dornas que tem vindo ao mercado, e por me- ;
nos que em oulra qualquer parte, assim como j
tambem lem um grande sortimento de enfeite,;
de vidnlho pretos c de cores pelo diminuto pre-
co de coda um, assim como tem chapeos de I
sol de panno a 1$200 cada um em perfeito esta-1
do, aberturas brancas muilo finas a 320, ditas de |
esguio do linho a lj) urna, cambraia preta lina >
a 360 o covado, e a vara a 560,e a 640, gangas i
de cor a 5 0, brim branco de linho a 1^200 a va- '
ra, colletcs de velludo de furta-corespretos a I
7$ 00, dilos pretos a 8 e a 9$, caigas de case-
mira de cor a 7, 8 e 11$, ditos pretbs a 7, 9 e ;
12J, colletes de gorguro a 1, 5 e 63, saceos pa- j
ra viagem de diversos tamanhos, eias croas, por '
ser grande porcao, a I55OO, ditas a 1$600
de fila de velludo do um dedo minimo de
com 10 Ij2 varas, bandos de crina para :
muito bons a 400 rs. o par, pulseiras de contas
para senhora ou meninas muito lindos a 160 rs.
para acabar; na loja de miudezas do aterro da
Boa-Vista n. 82, quasi confronte a matriz.
prio para alguma igreja do mato .por ser muitj
barato ; e realejos pequeos e grandes com pan-
eadaria e sem ella, o que ludo se vende muito
, barato para acabar.
Farinha de mandioca.
Desembarcada hoje, em saceos grandes, a 7:
largura j na rua da Cadeia do Recife 11. 50, primeiro andar
enhora
Brilhantes
W,llRua do CrespoNA i!
Jos Mario da Silva Leiuos so-
\ co de Julio Loljc&C, negocian- \
l tes importadores de joias no Rio
cobertos e dcscobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homcm o senhora, i
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
viudos pelo .ultimo paquete inglez : em casa de i
Souihall Mellors &. C.a
Relogios
de ouro patente inglezes, do melhor fabricante
de Londres, e que se vende mais barato que em
nenhuma parle, por isso que quer-se liquidar a
conta : na rua da Cadeia do Recite, armazem
n. 4, de Barroca & Medeiros.
Vende-se um pardo de idade 15 annos, de
muito boa figura c conducta, bom oflicial
Taclias para ongeolio
Fundico de ferro c bronze
DE
! Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem 11111 grande sortimento de
tacllas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
qucr obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Escravos fgidos.
Fugio em a noile de 2 do corrcnle mez de
dezembro o escravo Joaquim, caboclo, de idade
de 27 annos, pouco maisou menos, baixo c ebeio
de al- do corpo, rosto redondo, cabellos duros e cor-
do ; dous negros mocos, bous offkiacs de pedrei
ro ; um rnolequee um negro bous cozinheiros ;
tres negras mocas, e outros escravos que se ven-
dem todos baratos, tanlo a prazo cuino a dinhei-
ro: na rua Direita n. 66.
= Vende-se madeira de jangada de todas as
grossuras, em porco ou a retalho, mais barata
do que em oulra qualquer parte ; urna canoa fe-
chada, m-astros para barcada, c urna cadeirinha
servida
ltenco.
Al percas.
Catmbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
dos cosas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em ge ral.
Ditas do anus.
Erupres c escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou folia t\r
calor as extremida-
des.
Prieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchacoes.
l iflama ;o do fijado.
Oliveira
vinhos
liiflaminaroo dabexiga.
da matriz
Lepra.
Malos daspernas.
dos peilos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
I'u lines.
Qucimadelas.
Sanio, Ijgg
Supuraces ptridas. <
Tinha, m qualquer par- '. 4$
te que soja. e?
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articulac.oes.
Vcias torcidos ou noda-
das as pernas.
Vend-sc este ungento no estabelecimento
perol de Londres n7z24, Strand, e na loja de
lodos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do Sul, Havana e llesponha.
Vende-se a 800 rs. cada bocelinha, contm
urna iiislrucro em portuguez para o modo de
lazer uso diste ungento.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico. na rua da Cruz n. 22, em Per-
nambuco,
Fub.
Farinha de milho americana, e-ra barricas, che-
gada no ullimo navio dos Estados Unidos : nos
armazens de Tasso Irmaos.
s= Na rua de Aguas Verdes n. 46 se dir quem
vende urna fabrica de fazer velas do carnauba,
bem montada e em boro estado.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston Si C. rua da Senzala n. 42.
No escriptorio de Manoel Ignacio de
& Filho tem para vender os superiores
nunca aqui vindo destas qualidades :
ChampagneCriquet.
DilaIrrey.
Lalittefino.
Laroscidem,
Ruquis
Rclroz do Porto.
Vende-se relroz preto c de cores, de pnmeira
qualidade, em porces grandes e pequeas, por
menos que em oulra qualquer parte: no Porte
do '.iotios, rua do Codorniz n. 5.
Domingos Ferreiia Jhia, mo- M
y raclor na rua do Apollo n. i, S
3& tem para vender : 1 escravo par- 8
^ do de idade de 5 a 30 annos, jlf
dito tambem pardo bom oflicial
de pedreiro ; outro dito tambem
pardo de idade 17 annos, bonita
figura, inals sem oflicio ; salsa de ?K
H superior qualidade chegada do f$
M Para' no dia 9 do corrente no ^
y? vapor Paran', vende-se por ^ menos do que em oulra qualquer S
^ porte. H
Cavallo de sella.
Vende-se um cxcellente cavallo de bonita cor,
bom andador e muilo manso : quem pretender
dirija-se ao sitio da capella da estrada de Joo de
Barros.
Vende-se urna cxcellcnie casa na rua do
Rio, Poco di Panella, com bastantes commodos
para urna familia, tendo dous quinlaes murados,
porto para o largo da igreja, boa cacimba, tan-
que' estribarla, quarto Toro, etc.: quem preten-
de-la dirija-se ao Mondego, casa confronte ao sitio
da viuva do Illra. Sr. Luiz Gomes Ferreira.
Vende-so urna cscrava lavadeira o engom-
madeira perfeila, e cozinha o trevial, carinhosa
para criancos : na Boa-Vista rua da Alegra
numero 3.
Vende-se no sitio Caixa d'Agua
0 bois mancos para corro e 4 vaccas de
leite : a tratar no mesmo sitio com Ma-
noel Joaquim.
da exposico de obras de bri-
lhantes domis apurado gosto c
qualidade, constando de ricos "
diademas, fitasrcollarcs, pulsei- ||
ras, broches, bixas c argolas, S
8 brincos, aneis c alfinctes, cru- ||
Ses c lios de grandes pcrolas, m
\ commendas c hbitos de diver- 5
g sas ordens c differentes obras tu- g
8 do de brilhantes e pedras linas. H
M sendo tudo vendido, atancado e
s por precos commodos: na rua do y
S Crespo n. II, segundo andar. S
M Tambem se presta a mandar 8
m quaesquer objectos a amostra. J
Ksi^-sissae^^ swewaeeis-siSM
1 teiro : a tratar com o abaixo asaignado na alfan-
dega, ou em sua residencia na rua da Saudade,
faiate, que corta o faz toda obra, e ptimo cria- i idos, olhos pardos, nanz pequeo, bocea peque-
a, com.falta dedentes superiores na frente, u.-a
bigodc, o qual todava pode ter rapado, sem bar-
ba ; coadune urna rede, calca e camisa, levando
vestido calqa o camisa de algodao riscado azol e
chapeo de couro ; veio do Ceara no vapor Cru-
zeiro do Sul* em de outubro provimo passado.
remet ido por Luiz Ribeiro da Cunha Antonio
Luiz dos Santos o Rolim, que promellem urna
recompensa proporcionada ao liabalho de quem
0 apprehendcr e levar cidade do Recife, roa do
Crespo n. 11. Pedera igualmente s autoridades
[luliciaes e copiles de campo a apprehenso do
mencionado escravo, que se suppoe toase para o
centro do Cear, porque dizia ser natural da vil-
la do Casoavel; o muito de suppor que v so
inculcando do forro tomo por vezas lem feito.
Contina fgido o prelo Luiz, ofiicial de
pedreiro, e escravo do Dr. Nabor Carneiro Be-
Izerra Cavalcanti, e anda recommenda asuacap-
| tura ; tem elle os signaos seguintes : alto, cbeio
I do corpo, rosto comprido, idade de 30 aunos,
| bracos grossos, potroso, e cora cicatrizes as
! costos, procedentes de surra que levou em po-
1 der de oulro senhor. Consta andar se inculcando
; de forro promelte-se boa gralificaco a quem o
capturar e o ronduzir casa do seu dito senhor,
no aterro da Boa-Vista, sobrado n. 48.
Fugio no dia 29 de novembro do qorrentoi
, anno, o escravo Fabriao, crioulo, e representa ter
' 20 anuos de idade, principia a barbar, boa esta-
j tura, bastante fornido, cor fula tirando a cabra,
' bons denlas, raaos o ps bem feilos e regulares,
caliera comprida para tro/, e para adianto ao que
chamara ditas cabecea provavel que se inli-
\ tule de forro por ser bem fallante e andar limpo,
1 pois levou rouna : quem o apprehender leve-a
I ao engenho Palmeiro, fregnezia de Jaboolo, ou
I s Cinco Ponas, casa n. 134, que ser bem re-
I compensado.
Da refinaeo da rua da Concordia n. 8, fu-
' giran) no dia 5 de dezembro, s 2 horas da ma-
j drogada, dous pretos cornos nomos e signo.' -
I guintes: Joo, crioulo, idade 30 annos, pouco
mais ou menos, estatura bem alta, cor preto, cara
bexigosa, c tem urna marca abaixo ao prito, co-
mo de caustico ou queimadura : o outro de nomo
Luiz, da mesma idade, pouco mais ou menos.
primeira casa com solo do lado do sul.
Toda allenco ao segundo andar do sobrado
da esquina da rua do Queimado, por cima da lo-
ja do Sr. Preguica, entrada pelo becco do l'eixe
Frito n. !.
Ricos cortes de vestido de duas saias de gor-
guro branco loados a velludo, proprios para
baile, o mais rico que tcm vindo a esla capital.
Ricos corles de vestido de seda de duos soias
bordados, proprios para baile, fazenda do mais
apurado gosto.
Ricos corles de vestido de duas saias de gor-
guro de seda de cores proprios para visita e para
pisseio do apuradissimo goslo.
Ricos corles de vestido bordados para casa-
mento, com capella correspondente.
Ricos cortes de vestidos de duas saias de gor-
guro preto bordados e adamascados.
Rica e interessante collecco da arligos para
toilette de senhora e para cavalheiro.
Adverle-se ao respeilavel publico, que alin
das lazendasonnunciadas, ha um vanado sorti-
mento de fazendas novas, que todos sero ven- !
didas por precos razoaveis.
As melhores bichas haraburguezas : na rua
do Imperador, taberna do Campos, ha para ven- !
der em pequeas e grandes porgues ; e tambem
alugam-se.
Por preco commodo se vende urna escraval
parda de maior idade, cozinha ptimamente e i
c muito sadia : na rua do Viga rio n. 10.
para;
lava,
terrea sita na rua de Santa Rita n. 28.
Chegou do Ceara no vapor Paran um exce-; or c.pn,.0 do 7 amios> e vcio ha pouro do e, e_
tiente cavallo cora lodos os andares o seu dono n!l0 Anhni33 (io Rio formse : quera pegar di-
no Ceara intitulava-o ra dos cavallos, quem o tos escrav0S! i0ve-os lefinacao cima, quo Se
toquedeavaria
| j Pecas de algodao trancado, azul, com 32 co-
i vados por 4^500 : vendem-se na rua do Crespo,
l loja da esquina quo volta para a rua da Cadeia
Enfeiles de vidrilho e de relroz a 45 cada
?:um : na rua doQueimado n.37, loja de 4 portas.
Linhas do gaz.
Vendem-se na rua do Cabup n. 2 B., loja de
miudezas da Joaquim Antonio Dias de Castro.
Fil
com 2 1(2 varas de largura a 800 rs. a vara : na
rua da Cadeia do Reciten. 48, loja de Leite &
Irmo.
Brim trancado de linho todo :PeloWcodoPeixe-Frllo'-n- f' fJue achar com
j quem tratar.
p,el0' Oh que pechin-
cha!!
Milho, feijo e farinha ; vende-so na rua do
Queimado n. 14, loja de ferragens.
Bandeiras nacio-
naes.
Vendem-se na rua doQueimado n. 7, bandei-
ras nacionaes de varios tamanhos, muito bem
teitaa a 500 rs. -.aJa urna.
-' denaco Angola, cor preta, estatura baixa o
~ Aa:Au?. ... sa"0..'!: ?.*.!5 I"86 a e;l'a <*ei0 'Jo co,p. !em um S)snal como de um lalho
na espadoa direita ; este escravo este ve fgido
perlender dirija-se a rua da Guia taberna n. 9, e
para ver na coxeira possaudo a taberna ; na mes-
ma taberna perciza-se alugar um a dous pretos.
Burros hcspanliocs
De raca andalusa.

Quem quizer comprar tres Lurros muito no-
vos, c da raca que melhor lem approvado na Eu-
ropa e jclimalizados, dirija-so ao segundo an-
dar que fica por cima do Sr. Preguica, entrada |
fazenda muilo superior; garante-so que nao
desbota : na rua da Cadeia do Recife n. 48, lo-
ja do Leite & Irmo.
Vende-so urna casa terrea sita na rua da
Paz: quem a pretender dirija-se ao paleo do
Garmo, venda n. 9.
Vende-se o deposito da rna Hoitas n. 29
com poucos fundos alratar no mesmo.
Attenco.
a
Nos quatro cantos da rua do Queimado n. 18
A, esquina que vira para o Rosario, vendem-se
longos de labyrinlho viudos do Cear, os mais
1 bonitos que tem apparecido neste generof
gratificar com generosidade.
Liviode Souza c Silva.
Fugio no dia 2 do corrente urna preta de
naco Costa, representa ter 30 annos de idade,
baixa, cheia-do corpo, multa bexigosa e preta,
lem falla de dous denles* na frente ; foi vista em
urna casa no aterro dos Afogados, c protesta-so
contra quem o livor oceulta : roga-se s pessoas
policiaes ou capites do campo a apprehendam
e levem-na rua da Cadeia Velha n. 1, quesera
pago todo o trabalho : foi vista para as bandas
de Afogados.
Escravo fgido.
De bordo do lugre nacional Sanio Amaro,
fugio no da S do corrente o preto marinheiro de,
norae Jos, escravo de Francisco Gomes da Silva
Saraiva, de idade de 35 a 40 annos pouco mais
ou menos, altura regular, reforcado do corpo,
falla bem o portuguez apezar de ser africano,
lema barba cerrada, porem bem rapada, sahio
de bordo trojando camisa branca, calca de case-
mira escura e chapeo branco de fellro, um tan-
to loquaz e bstanle desembarocado: roga-se
purtaiito as autoridadi-s, pedestres c capites de
campo, e mesmo a qualquer pessoa quo o conhe-
ca o aprehendan- e leve a presenca de qualquer
utoridade policial para o mandar recolher a
casado detenco participando ao abaixo assigna-
dono cstaleiro de Santo Amaro, que gratificar
ao opprehensor.
Franciico Gomts da Silva Sarans.
s
MUTILADO
N


l'S)
MARIO DE PERXAMBC. -= QL'AttTA FElRA H DE DEZEMBR DE ,854.
Liiteratiira.
O Sardo irlands.
Traducido pelo padre Thoma: de qitiuo.
I. Quando a .oite sombra deseo sobro as
setas de Anlrims, o que as grandes columnas
I leas da Calcada dos GlgantedasBemelliani-sc
,; raios da la que se laneuin n;is es-
aguas Jo mar do Norte, ecos it'uma voz
.' aielancliolca sedcixain ou,virnessaspraias
s 'i o canto quoixeso de un passaro
estr&ngcro perdido sobie estas plagas, que la-
menta as arrores, c os nutritivos grao; do sua pa-
' Esta doce o tremola harmouia, que se niis-
uira coni (fs frescas brisas da Moile, c que so per-
i!o noa longincuos valles, a voz'doum espirito,
i n mido do venio que suspira, desusando por
intri is tntcrrallos da gigantesca columnada de
kv.vj?
2." a voz d" um llio da vigorosa Etrin, a
voz santa do poeta que gome assim no silencio da
aoito. Como o Bardo anligo asseul.ido sobre os
rochados que do lempos cm lempos vom cobrir
espumosas vagas do mar, aportando sobre o sou
seio a harpa galilea, que reproduca outr'ora os
ecos da Irlanda, elle conla i'm palavras melodio-
sas os factos passados, e as miserias actuaos da
U"bro lena sobre a qual a sombra o-fanalica Al-
bion, ten feito germinar a miseria e a eseravi-
do.
Oh '. tu, par da miseria, nobie mi de tantos
travos! Tu oserava, bella enoro Frin Tu cuja
ronte livre se elevava entre as naees, radiante
p -lo signal sagrado da Bcdempco o'carregada
d? loaros de cen batalhas!
:?. Ah assim o quiz o Scnhor uestes lempos
do aulr'ora emquo o re de Anjou acompanliado
de scus bardes normandos, coma couraca de fer-
ro, e a pesada espada, v.io reclamar como seu
dominio todo o-paiz desde, as feriis margena do
Shaiinon t as selvagens costas de Antrin, c des-
li o Cabo Malin t 0 Cabo Clear. Desolaco!
desolaco!
4 o E assim devias trazer la eruz neste mun-
do, devias ser calcada aos ps de soldados gros-
seiroi, emposta s injurias da populara, e maltas
vezos embeber leus labios pallidos e moribundos
jio cauce da amargura; assim leus sido pela se-
gunda vez escollada para urna segunda expiaoo;
e no meio de teus soffiimeiitos, teas elevado ao
co leus hmidos olhos, para ah procurar cora-
gem c resignacao... /
5. Ah mianlas vozes depois destes diasde
lucio n'io tem ella chorado sobre ti, coja voz sup-
plicante, desgranada Irlanda, soeleva a para ella
do siio do abysmo de desgranas m que fosles
merguihada!
Siws lagrimas so tem misturado com as tuas
9 V, Albion, lu seria derribada de leu car-
ro, como o impo Antiocho ; sers acuitada de
varas como Heliodoro: chorars solitaria no seio
dos maros, cora Veneza, quo foi la o grande e
cruel como lu. O Senhor tora piedade dos des-
granados que fizoslcs ; o vento de sua colera so-
prar sobre ti; as tuas esquadras se despersaro,
eenchcrlcu seio de um mvsterioso terror; tua
voz imperiosa tornar-sc-ha'mais impotente que
o .- >pro ligero do vento que levanta apenas os pe-
talas emmurchecidas Ja roscira.
Jamis algnem se compadecer do li; e sup-
plca alguina se elevar por li ao co irritado.
Nao haver eco para 03 gemidos de Jean Tau-
reau : e urna voz infloxivel te perseguir por to-
da parle em teus diassem sol, ora tuas nones nu-
bladas, clamando pelo mundo ; Albion! que zes-
ie de la irin.i, a bella enobre ErtB f
10. Perdo, perdo, Sonhorl so estas palavras
amargas sahem da bocea do poeta, como as ondas
irrita Jas das torrentes que voengrossar as aguas
do Shaunon ; elle ama lentamente sua raa, o el-
la lem chorado tanto 1... Mas 6 que o pranlo nao
consola ; a paciencia, nao cura o coracao quo sof-
fre... e miserias existem superiores s tuas crea-
turas. Mas para que duvidar, mea Dos, de tua
justicaede toa boudado? lu nao perdoars seno
tos oulros. Assim alguus proiesauros ue geome-
tra mandara fazer sobre o terreno applicaco
dos principios abstractos, que elles lem explica-
do ; este um exercicio muito til, cujo uso
nunca se rccommcuJa de mais, quando se trata
de cnsinar esta sciencia.
O talento, ou a maneira propria do professor
se nao dever confundir com o processo era o
methodo propriaraentc dito.
Essa parte, a mais importanlo talvcz na pra-
lica do enaino, nao depende de nenhum modo
da iheoria ; porm das dsposices particulares
de cada um.
Um professor acha sobre todos os pontos Ja scien
cia observaoes 011 applicacocs interessaules,
que escapara' a outro. Este falla bem, explica
claramente, entretanto que a palavra do outro
embaraada, suas explicaces se lornam obscu-
ras. Ambos portante podera seguir o mesrao me-
thodo, e sabc-lo igualmente bem ; arabos podem
empregar o mesmo processo, o mandar que os
seus alumnos acam os mesmos oxcrcicios ; sua
maneira de explicar quo 6 diflerente; faz que um
seja bom professor, c o outro um professor me-
diocre. Esto talento infelizmente incommuni-
cavel : ica, como qualquer outra disposco na-
tural, propriedade daquelle que recebcu-a ao
aos que perdoam... Pois bem I que Albion pros- nascer; porm ella pela pralica pode-se aper-
prre ; mas que Frin seja livre Oh 1 lu perdoa-
rs, Senhor! se urna voz irlandeza clamarDos
feieoar em cada um, pela observaco dos oulros,
pelas reflcxes sobre si mesmo," pela drecno
salve Inglaterra !... Padre Nosso que oslaos no i intelligente de um mestre mais hbil.
co, lenrte piedade da Irlanda calholica, c resig-
nada ; que suas lagrimas, e suas miserias sejam
postas na batanea de vossa Justina ; e quo das de
boiinanca desear sobre suas colinas.... Amen
Amen...
11. E agora, m.ii de santos c de hroes, m-
nha Irlanda bem amada 1 O poeta que le canta
E' preciso dzcr qxactamente a mesma cousa
do carcter dos mestros.
E' para alguns individuos um dom natural
3ue fa-los seren serupro respectados e obedeci-
os pelos seus alumnos; conrm observar que
esta vantagera nao depende absolutamente nem
da docura do mando, nem daseveridade, era da
as sombras da nyite, tua colera, e tuas esperan- forma ou da forja physica.
cas, le procura nos ecos das praias de Anlrim;
rinde visita-lo nos seus sonhos de porvir; rinde
como urna apparieo bomfazeja realisar seu pen-
samiento de amori o dedcaco. Oh! nostu,
minha mi, nao s tu que ajbelhada sobre a praia
pedes ao Senhor leu Dos por leus tristes lilhos"?
11S0 s lu cujas mos carrejadas de radeias aper-
tam anda sobre leu cora^o a Cruz do Salvador ?
Resignacao minha nobre mai!
12. Oh quaulo s bella ainda minha Irlanda
em la dor sublime 1 Que viva e santa esperanca
bnlha em (eos olhos azues, que procuram no co
um refugio para tua miseria! A brsasublcva tua
Ionga como, e as expirantes vagas do Coeano vera
inulhar as dobras de tua nivea capa. Urna sonta,
e arrebatadora harmona to cerca, porque a des-
grana sagrada...
A p.ildcz de lu fronle atiesta teus longos sof-
lmenlos ; ma3 que delicioso sorriso vera ma-
gote teus labios? Nao sao as melodiosas palavras
*""- ^
considerar ligeiMiueiiiu uu uiuo euipr<,juuo.
visto que elle inteirameute perlenco ao profes-
sor, a quem o confia.
elle sli.ja qiual d crtiill", <: luuu que OS edu>
sejam sufQcienles por.1 essa operagao. Os cirur-
I gioes estrangeiros que operam a catarata, extra-
OinspectoralTastara tarabem por este racio as hera tumores, pratcara a lithomia, fazcm am-
discussoes ociosas cora diversos instructores sem- putanes de pernas, sao comparados a deoses a
pre solicites em se fazer admirar, quando ex- mdicos da Iradiccao mythologica. Tudo quan-
poorn com urna nsivel salisfacio de si mesmos o lo diz respeito a partos confiado a parteiras e
methodo ou |o processo que seguera c croera a? mulheres indgenas levantan, as suas mos ao
minias vezes seguir nteiramonte sos, co- Co, com assombro e horror, s com a dea de
rao se esle ponto particular os dovesso
cima dos seus collcgas. Se
elevar que qualquer homem fosse chamado para assis-
rtor se lir, na qualdade de cirargio, a este aclo.
fazer;' Desde li^7, os europeos tecra organisido al-
0 inspci
entrega a tacs disposicOes muito tere a fa/.er ; nesae i2/, os europeos l
porque1 nada um, apresentandu-lhe serapro seu gunsnospitaes tanto em C.anto como em Macau
mcinodo como o melhor de lodos, elle nao po- | .Nao dcix u-.un de
der elogiar um, sera ferr o outro, e alm disto '
perder o lempo em dscussoes sem resultado.
suas 9U|)plicas tem subido com as luis te o thro- de "> hvmno de esperanca que com urna voz cn-
no do Eterno; > um peiisameuto .de porvir (em eraecVa tu ""'^rascom os accordes de mmha
uarpa te o momento que o sol descendo sobre
FOJLIWTIJI.
Ento ludo desapparece. Ah 1 excepto sua dor ; e
os ltimos aecnos de sua vo/. vao levar aos ecos
os mais longinquos estas palavras que o Senhor
ouvir! I...
Irlanda, Irlanda! que Dos te proteja.
\.\oliciador calholico.)
Methodos, processos c e\ercicios; ta-
lento e carcter do profesor.
ifferen;a entre o methodo, os procesaos, os
c.xercicios etc.O talento e o carcter do pro-
fessor sao incoinmunicaveis.Este in/lue mui-
to para que o professor colha bons resultados.
Confuso fastidiosa de todas estas parles sob
o nome de methodo.Este nome impropria-
mente applicado a quaesquer processos. me-
.de porvir tem
:ahido sobre tua fronte, paluda, como um doce
raio do sol da Primavera faz germinar a flor odo- \ S.s,a*_p.raJas,dcso,adas acab.a. ? sonh? do P.oela ?
rifora no cuino de las montenhaa nevosas.
6. Enlrelaqto a Irlanda nao cahio como o pi-
nheiro verdejanle debaixo do machado do lenhei-
ro : ella levaulou-se bramindo de colera quando
osca.allos dos normandos riiicharam nos seus
valles: quando as bandeiras inimigas se desfral-
daraia sobre o cume de suas colinas. Foi noces-1
sario que um de leus (Unos com bracos fortes e
nervosos se revoltasse contra sua mi, porque
eurraslcs o joelho perante um suzerano, minha
Irlanda querida Vergonha eterna a leu nome.
rei de l.aghomag Derm, filho do Morroh 1 a ti,
uja voz sacrilega chamou o eslrangeiro era leu
soccorro; porque muito fraco contra um bravo ri-
val, nao haraom tua tribu bastantes espadas que
SC levantassera paro le defender. Oh fraco!......
7. Nao, a Irlanda nao desceu sera glora ao
abysino profundo da desgrana ; bravos filhosmor-
reran por ella; e rauitasvezes diante de sua es-
pada victoriosa ella vio fugir o inglez espavorido:
muit is vezes um grito de colera, e de liberdade
ressoou nos ecos de suas montanhas ; muitas ve-
zes a voz de seu povo mugi como o Ocano ao
npproximar-se da tempestado : e cntao, Albion,
teus- lords orgulhosos, os ministros infida e cor-
Tuptos de tea f morta, teus vidos mercaderes,
leus mercenarios soldados tem tremido. J criara
ver a harpa irlandeza,sobro as carcomidas ameias
da torre de Londres, acompanhaiido um canto de
uiort;l (
8." Albion, que lens tu feito de la irmaa, 1
bella c nobro Erin ? Tu a tena agarrado por sua
longo cabellcra, ferindo-lhe no rosto c no cora-
cao, bebido seu sangue, saboreado suas lagrimas,
escarnecido de seus gritos de angustia, c contem-
plado com vistas indtTerentes lepra de spa mi-
seria. K quando,.esqnecendo leus crimes e tuas
crueldades, a pobre rin le pedia perdo, e Ira-
tava le to dar um nome de amor, tu Uto respon-
deste com palavras de odio; ajunlando longos e
pesados aunis cadeia de ferro com que linhas
carrejado seus membros espedanados pela tortu-
ra ; lens sido insensivel a infortunios cujo nonio
faz chorar as nan.es asraaislonginquas; e rindo-
te como Satanaz no mcio do luxo mentiroso que
te cerca, leus pedido ouro !... Ouro para leus no-
Lres senhores, para leus altivos representantes,
coja consciencia lem um preo como as mercade-
ras cia India ; ouro para ti que envilheces, e tre-
mes sobre um monto de ouro !
Tem-sc visto alguns homens magros o com
defeitos naturacs obler um profundo silencio
2 urna exemplar conducta dos discpulos sub-
mettidos suadirecco ; e entretanto que oulros j
grandes o fortes, nao podem, apezar da sua se-
veridade, tornar-se obedecidos.
Por urna seraelhanto razo alguns mestres
brincara com seus alumnos durante as recreta-
ces, sem que este3 Ihos fallera jamis ao res-
peilo ; entretanto que oulros se perdem, desde
que abandonam por um s instante a severidade
magistral.
O carcter 6 urna parle importante do talento
proprio do professor ; elle faz quasi todo o poder
do mestre de esludo e do inspeccionador; elle
assegura o bom exllo do ensino do professor e do
instituidor : e, se nao pode-se dizer absoluta-
mente em que consiste, semprc convm reco-
nheccr quo so allia 'geralmentc firmeza,
moderaco, reclido, na serio de actos e na
distribuicao da censura e do elogio, penas ere-
compensas
A palavra methodo entre nos de tal sorte
mal definida, quando se trata da educan.o, que
frequenlcmento tomada, fallando d'um mestre,
pelo ajuntaraenlo das qualdades que vimos de
enumerar. Ella indica enlo conectivamente seu
carcter, seu talento de explicaco, os processos
que emprega, os exercicios que mandaexecutar,
a materia do seu ensino, emfira o modo cora que
questionar constantemente.
A's vezes lambem se emprega para designar
urna s destas partes, e particularmente um pro-
cesso, um exercicio que se distingue tambera
pelo nome de methodo de M. F. : assim tara-
bem que se diz o methodo de Jasviuski ou o me-
thodo polonez, para designar esse exercicio que
consiste era relrazer na chronologia, os anuos
de ura seculo s casas d'um tabolciro (de jogar
damasj
Esta confuso muito fastidiosa: porque ella
priva seguramente o examinador do fazer um
thodo deve ser livrePrudencia e reserva do juizo seguro do que ha de bora ou mo, de forte
examinador a tal respeilo.
O methodo propriaraenlea ordem e continua-
cao das verdades ensinadas. Nesto sentido, elle
ou pode ser reproduzido n'um livro dogmtico
ou era cadernos manuscriptos ; de sorte que nada
e mais fcil do que conhocer a fundo um me-
thodo : basta 1er o volume cm que elle est cx-
poslo.
O processo ou a maneira de ensinar do cada
professor o rucio material que cllc*emprega pa-
ra fazerapreuder o que diz aos alumno. Porexera-
plo.se se traa da geometra, um vai laboa
f xplicar a lico, que depois faz repetir aos seus
ouvintes ; outro exige que estes por si mesmos,
preparem sobre o livro a lico, que exporao de-
pois na laboa : enlo cumprc-lhe somente rc-
prehende-los, corrigi-los. se errara, explicar-
Ihes at o que nao comprehenderam ; po-
rm nao faz por si mesrao a lico. Temos aqu
ditTerenles processos, ainda que"o methodo, que-
ro dizer, a obra que se segu, possa ser a mes-
ma. Torna-so pois raulo importante nao con-
fundir estas duas partes.
Chamam-se exercicios olrabalho pralco que o
professor iropdc a seus discpulos para faz-los
comprchender as verdades c grava-las em sua
memoria. Os deveres diarios, as lines que se
ou fraco em urna classe. Importa pois a quem
querconhecer as cousas a fundo, c nao ser en-
gaado sobre cousa alguma, fazer as distincQes
que vimos de eslabeleccr, o de notar por si mes-
mo com cuidado todas as dffereneas que obser-
var sobre todos estes pontos as escolas que el-
le percorre.
Mas. era todo o caso, o methodo do mes-
tre, sob qualquer aue seja o nome, dove ser
livre.
Nada ha mais lyrannico do quo querer impor
urna maneira de ensinar a um mestre, que tem
praticadouma outra.
Nao ha nada que consiga peiores resultados ;
porque quasi sempre pela cOntinuacao d'uraa
experiencia feita sobre si mesma e sobre suas
proprias faculdades, quo o mestre tem escolhldo
tal e (al modo, e faze-lo tomar um onira para o
qual nao esl apto nem preparado, arriscar-se
a fazer um detestavel instructor 'aquelle que
ao menos era soffrivel, o ipod lt ?rf a ser
bom. >_''
Esla falta, evidentemente, nifo clie as ben-
volas advertencias que um exarahrSdor pode e
deve dar ; mas convm que, ao mesmo terapo
quo asjd.tenha o cuidado de insistir sobre aquil-
lo a que de nenhum modo eslo obrigadas ; de
repetir que nocumpre-lhe julgar os methodos,
Deve abreviar todas estas conversaces, dizendo
ao professor :
U nielhnr methodo para cada un o delle,
assim como o melhor para o seu collega o que
elle escolhcu.
Quanto a mira, nada tenJo com 0.1 melhodos.
Mostrai-me bons resultados, eludo o que vos
pego, qualquer que seja o meio erapregado para
consegui-los.
JulienAndrade Luna.
Dos modos geraes de ensino ;
dos methodos, e processos.
As opiuies vo se chegando a um feliz c
til accordo : da fuso dos methodos simultaneo
e mutuo lora resultado um methodo mixto, que
conservando na organisaco da escola as relaccs
do monitor a onrinies, pelas quacs fazem os me-
ninos o seu tirocinio das relaces da vida social,
o adralndo mais frequenlemente a aeco direc-
ta do mestre sobre os discpulos, concilla as van-
lagens de um e outro methodo, e adquire cada
da mais opinio.
O ConsUtutionel dizia que o methodo mutuo
nao tinha nada de novo : que j ha tempo im-
memorial era pralicado na India : que o tratado
dos estudos de Rolm j hara desenvolvido os
principios que formara a sua base, e que j o ha-
va visto era pralica em urna escola de Orleans ;
que madama de Maitcnon o introduzira era S.
Cyro ; que a seu exemplo, varias congregaces
religiosas, encarregadas da educarlo de meninas,
o haviara adoptado ; que um certo Herbault o
introduzio em urna escola que diriga em 1717
no hospicio da Piedade, tondo-a dividido era sete
classes, cujos melhores alumnos erara encarte-
gados de repetir suas lines aos seus condiscipu-
que um cura deNeuville na Lorreine pa-
1? realsar-se os resultados que ha-
va a esperar dessa ordem de estabclecimenlos :
samuinm de toda a parle alira de go-
beneficios de una medicaeo mais
que a que encontraran! ntreos seus
2
-~ .
sarem dos
racional de
compatriotas.
O 4KX0 novo ka c.iiixA.-Os chinezes celebrara
0 anno novo com maior pompa do que os- euro- ferencia.
peus ; c a nica soleranidade cm que elles go-
sam de urna liberdade completa, e por isso ella
cura vinte dias, nao obstante a lei s Ihc conce-
der melado desse tempo. Todos os chinezes se
vizilam, deixando bilhetes como entre nos : po-
muito grandes, ornados
ha ura grande numero d'allas, que sao constru!.
das de um corto barro, areia e cal, batido tud
entre duas pranchas de raadeira, a quo vulgar-
mente chamara tabbi.
Marrocos tem muitas pracas e mercacos que.
como as ras nao sao calcadas. Alera de outra-
mosquitas ordinarias, conla seis consideravei*
sendo as prncipaes Et Koulonbia, Et Moazzin
Et Benioii*, o a do padroeiro da cidade Sidi-Be-
labbess. o palacio do sulto est fra do recintn
que guarnece a cidade.
Este palacio entre um grupo de vastssimo'
edificios rodeados de jardins e hortas. Contera
varias mesquilase pateos de enorme grandeza.
nos quacs o sulto d os seus eschouars, ou au-
diencias publicas. Como em Hu, capital da
Cochinchfna, todos os edificios forraam ura la-
byrinthode muros como urna nova cidade.e cin-
gida do muraihas, que tem tres milhas d circun-
rtn csses bilhetes sao
Os israelitas sao muito maltratados no imperio
marroquino. Occupam na capital um bairro es-
pecial, que est guarnecido por urna rauralha
particular, e cora urna s porl, que se conserva
fechada todas as noites e em lodo o dia de sab-
com urna gravuraeni raadeira que representa as bado. Os Israelitas sao os nicos lunileiros c-
1 res prncipaes felicidades quo um hornera pode alfaiates. Os mouros nao seapplicam seno aos
officios de sapateiros, earpinteiros, pedreiros.
serralheiros, e teceles de kaiks\ goudouras. I
{Ora: Tisana.)
los
rece quo pelo mesmo tempo tambem fundara
uraa verdadeira escola do ensino mutuo : e final-
mente que em 1780, um cavalleiro, Paulet ou
Pawlel, Irlandez naturalisado, fez desse methodo
a base de urna escola que fundara era Vincennes,
para 200 criannas de ambos os sexos, instituicao
essa que obteve a proteeno eas liberalidades par-
ticulares de Lote XVI.
O nico methodo porlanto do Inglez Lancaster,
que era 1811 deu o seu nome a esle methodo,
de tersdo elle o priraero a desenvolve-lo, c a
defende-lo em ura plano infinitamente mais vas-
to do que os seus predecessores ; ter popula-
rsado este expedito, e pouco dispendioso me-
thodo de instruir todos os meninos de um es-
tado.
Variedades.
aprendem, as questes a que preciso re'spon- [ esira os resultados delle ; que so ..
der, as analyses de toda a sorte, sao geralraente portar que os seus alumnos procedam bem, qu
os exercicios mais era pregados ; porm ha mui- oucam e aproveitem ; que o examinador s dev
A BENGALA DE BALZAC.
Por 31allame F-. de Girardin.
Ill
O Sr. Polrceau ?
aqui, lenha o innomraodo de entrar.
O encommodo e lalvoz nunca melhor se em-
prega3se urna palavra ; para transpor os hom-
bracs desla porta era preciso fazer um rodeio
mullo dllicil.
O patauar das prinieiras oseadas eslava cheio
de bancos por lodos os lados, collocados em di-
versos sentidos, em forma de barricadas, de sor-
te que eslorvavam completamente o transito.
lancredo, depois de muitas dlliculdades, chc-
gou anle-camara ; l foi-lhe Becpssario parar
anda ; ura enorme tapete enrolado, obstrua a
a passagem ; atraz desse lapete estar urna gran-
de mesa da sala do jantar, tendo sobre ella lo-
dos cadeiras di mesma sala, o que fazia ura
gracioso edificio. D'um lado e de outro hava
ainda bancos, alera destes baria anda um esca-
liello, una mesa de um s p, chea de porcel-
lanas, jardineras de pao mogno para flores, can-
delabros sem velas, a parle superior de una me-
sa de marmore, capachos, ps, tenazes, bufetes,
folies, ura bulle c urna cafeteira. E no meio de
toda osla confuso, desle dosarranjo eslava um
gato adormecido dentro de um cesto.
Tanrredo alravessou esle caos sem successo
algum funesto, e chegou sala de jantar.
Novas difficuldades.
Na sala do jantar, debalani-se os movis da
sala de visitas ; poltronas, caamps, cadeiras de
espaldar, sofs, coxins. marquezas e divans ;
alem d'islo 03 objectos preciosos ; ura relogio de
sala cora o seu vidro serapre ameacado, vosos
de flores, vasos sem flores, o busto de 11 tu gene-
ral, mesa de trabalho e um piano. Todas estas
cousas, caliendo apenas na sala do jantar, leva-
vam a desordem ao seu cumulo.
Tancredo pensara passarcobre as ruinas do
mundo como um outro A tila. Na sua roda, ain-
da nao tinha visto urna administraco naquelle
gosto ; julgou que lodos aquellos movis linhara
sido salvos d'algum incendio na vespera c que
cstaram all guardados at que o seu dono tives-
se adiado casa para os metter.
hile olliava, Irepava sobre urna pprco de_ ca-
deiras amontoadas, passava sobre um caraap co-
mo sobre urna monlanha ; eraliin encontrava na
tua estrada muitas cousas excepto gente.
O Sr. Poirccau ? pcrgunlou elle segunda
re.
Por aqui, por aqui, exelamou urna voz ao
ionge.
lancredo ainda nao va cousa alguma.
Chegou porta da sala, l estavam os movis
do quarto de dormir, mas podia-se estar mais a
vonlade ; porem um ser vvente cousa que ain-
da l nao hava.
Dorimonl dirigio-se para o quarlo, e a mesma
roz dsse estas palavras.
Ora vejam Carolina tio levou as caberlas
dos trastes.
No mesrao instante ura grande embrulho, lan-
ado por mo invisivcl, reto bater de chapa so-
re Tancredo que sesentio iramedialamei.te
abofado, abysraado n'um diluvio de cobertas de
todas as cores, de todas as dimenscs, para se
desembarazar das quaes leve muito trabalho.
Urnas linham mil cordes quo se prendiora aos
botes, outras linham especies de mangas entre
as quaes seus branos se perdiam, oslando ludo
cheio de poeira. "Emiim, era uraa trapalhada
tao grande que nao pode ser descrpla.
Harendo-se deserabaranado de ludo isto, Tan-
credo achou-se face a face cora um criado arma-
do com una vassoura e ura espanador ; este li-
cou ura momento admirado.
Perdo, senhor, dsse elle, eu pensara que
ira o rapaz do ensamblador que deva vir des-
ie deve im-
e
c
QOMITO TB0 PODE IM.\ PESSOA VIVF.R SEM DOR-
MIR ? E' urna pergunla a que difficilinenle se
responde, porque a huraanidade nao perrailte
que so fagam experiencias a esse respeito. To-
dava, urna comraunicacio ullimaraenle feita a
uraa sociedadescientilic ingleza, e que descre-
re um modo brbaro de castigo que usara os
chinezes, pode, al corto ponto, esclarecer a
questo.
Parece que um negociante chinez, em Amny,
foi julgado por terassaasinado sua mulher, sen-
do condeninado a morrer pela p'rivacao de som-
no.
Oreo foi mandado para um labouco, vigiado
por tres guardas de policio, que se revozavam de
hora em hora, eque de noilc e de dia nao per-
mitliam que o paciente dormisse um s instan-
te. Esse infeliz Tiren dezenove dias nessa tris-
te situano. Quando raou o dcimo oitavo da
j os seus sofTrimenlos erara taes que implorara
das autoridades o favor de morrer enforcado,
guilholinado, queiniado ou fusilado ; a morte,
emlim, ao arbitrio da huraanidade ou crueldad
das raesmas autoridades. Este fado", que refe-
rido como authentico, pode dar uraa idea dos
horroru-da morte por privado de somno.
A nincRcu na chima.lm facto raulo curio-
so, diz a Presse medicle, qua a pratiea da ni -
rurgia completamente desconhecida pelos chi-
nezes. Qualquer que-seja a razo disso, nao ha
cirurgiao algura indigena no vasto imperio da
China (exceptuando aquellos foraui educados era
paiz eslrangeiro) nenhum medico capaz de
[azora mais insignificante operago, quando se
torne necessano o uso de instrumentos cortan-
tes. Nao ha instrumentos cirurgicos ; o tracta-
mento das fracturas c das luxanes de todo
desconhecido.
Para se arrancar um dente
c necessano que
ier na Ierra, um herdeiro, ura craprego e urna
tonga rida. Os emblemas quo os representara
sao urna crianna, um mandarim.e um velho com
una cegonha, syrabolode longevidade.
Os ANGLo-AMF.EicANOs na china.Urna carta de
Shang-hai, recebida pelo ultimo paquete, conta
a maneira singular como a cmbaixada america-
na foi condnzida, desde Ning-ho-fon at Fckin.
Cnegada a Ning-ho-fon a corveta americana, na
qual se achava M. Ward, foi delida neste porto.
Os mprabrosda legano.conduzidos porum man-
danm encarregado de os escollar, foram collo-
cados n'uma grande caixa, tendo 5 metros de
comprido e 3 de largo, nao recebendo luz, nem
ar, seno por cima, alira do impedir que aquel-
los funecionarios podessem ver o paiz.
Esta Caixa, ou qua:do ambulante, provida de
todos os objectos necessarios aos vianjantes, foi
collocada sobre urna jangada que subi o rio,
desdo o canal imperial al portada capital.
All, foi collocada n'um grande carro puchado
por bos, foi assim que o ministro dos Estados-
(jnidos eos membros dalegaco cntraram na ci-
dade de Pekn. Foram perfectamente tractados
pelos chineze3, mas nao poderam ver nada,
O carro entrou no poleo do urna grande casa
que os enviados americanos habitavam, mas da
qual nao lhes era perraittido sabir. A's ultimas
datas esperavara o dia da sua audiencia do im-
perador ; nao linham podido communicar para
fra, mas permittio-se-lhes eserever um despa-
cho a M. Fish, cnsul dos Estados-Unidos cm
Shang-hai, para lhc dar noticia da sua sorte.
Depois da sua audiencia, o ministro dos Esta-
dos-Unidos devia ser reconduzido fronleira da
mesma maneira como entrara era Pekn.
. O Jervish Cronicle, jornal de Londres, pu-
blicando os nomos dos HO officiaes israelitas,
que servirara no exercito francez era Italia, diz o
seguinte:
Na Franca o accesso depende inteiraraente
do raerecmenlo, e a populaco judaica nao ex-
cede naquelle paiz a 100 mil"almas. Pelo que o
numero de 140 officiaes Judeus cm relano ao nu-
mero da populano da mesma crenca, depem
bastante, a favor da bravura, habilida'do e mor.i-
lidade dos israelitas. Por outra parte nao dilTi-
cl que os soldados judeus do exercilo froncez
poupassem a sua coragom contra os austracos,
fanticos perseguidores de seus correligonaiios
na Europa central, principalmente depois que a
Austria adoplou ah a lei cannica como do paiz!
Entro os olliciaes judeus ha dous coronis,
dous raajores, um lenle-coronel, ura comman-
danlo de engenharia, tros cheles de balalho,
ura chefe deesquadro c Irinta e cinco capites'
Ha Imita e nove condecorados, dos quaes cinco
sao commeudadores, e quatro officiaes da lego
de Honra.
A cidade de Marrocos. Marrocos ou Merukn-
ele, antiga capital do Imperio, arruinada por
urna serie de guerrras desgranadas, e, ainda
mais despovoada pela peste, nao actualmente
mais que urna sombra de seu passado esplen-
dor.
c Marrocos, diz I.eon o africano, urna cidade
maior que Paris, ondeo rio tem ura palacio mais
sumptuoso e mais magnifico que nenhum outro
do mundo. No principio do seculo XVII Mar-
rocos contava 600,000 almas, sua populaco ac-
tualmente nao lem mais de 30,000.
Fundada era 1073, suas rauralhas altestam sen
anligo esplendor; ellas comprehendera uraa
periferia de seis milhas, e contara 11 portas mu-
nidas de torres; jardins o ruinas enchem agora
a maior parte dos terrenos encerrados as raura-
lhas. A cidado moderna perfeitamente igual
era architectura s oulras cdades de Marrocos.
Suas mas sao eslreilas c mal alinhadas. Suas
casas sao nomposlas de um palco com galeras
em roda, pelas quaes se communicam com as
sallas estrellas e coniprdas e cora raras janellas
para as ras.
Muitas dessas casas sao fetas de pedra, mas
Tancredo retirou-se.
Parecc-me que minha mulher va ficar con-
tente, pensava Poirceau.ella que gosla tanto que
os cavallenros tenhara um lindo aspecto. Que
bello rapaz Aposto que era todos os bailes de
Pergunle
CORE3 E HARMONAS.
As cores, diz Afonso Karr, sao a msica dos
olhos; combinam-se entre si como as notas :
ha seie cores como ha sete notas de msica : ha
matizes como ha seraitons.
A msica principia onde a poesa acaba. Ha
pensmentos que se principiam fallando eque se
nao podem concluir seno em msica, sob pena
de cahir no patos ( afleclaco eraphass).
Certas harmonas de cor produzem sensaces que
nao se obteriam nem mesmo com a msica. Os
vidros de cor das calhedraes gothicas e os sera-
phicos sons do orgao produzem urna irapressao
iuteiramenle anloga : o incens completa a har-
mona.
A natureza tem harmonas coraparalivamentd
com as quaes fra qualquer msica, porque as
harmonas da nalureza compoera-se de quante
Tere o* sentidos.
Ao mesmo tempo que o nosso ourdo sent o
murmurio do vento, o sussurro da agua do ar-
royo que se desusa mansamente entre as floridas
violetas, o canto do passaro as ramagens, o zu-
ido da abelha em torno do nrtico, a nossa vis-
ta recrea-se; na cor da esmeralda da folhsgem,
as violetas cor deameista e na abelha que figu-
ra o topazio a lado. Respiramos tambem o
perfume do campo e das flores. Todos os nossos
sentidos esto, por seu turno, oceupados, espti-
vados e embriagados. Beelhoven pintou tudo
isto em msica na sua sininhonia pastoril.
S se podem exprimir com palavras os sen-
tidos mais vulgares das cores, porque, come a
msica, fazem sentir o que nao se pode exprimir.
DESCOBERTA IMPORTANTE.
Temos boje a communicar aos nossos leitores.
diz a Correspondencia Aulhographa a noticia de
uraa nova e importante descoberta.
Gracas a um processo totalmente desconhecido
at hoje, deixaram de ser necessarias asdenladu
ras e denles arlificiaes, obsturadores e mais appa-
relhos que exigem as enformidades da bocea, o
metal e os chumbamentos at hojo indispensa-
veis. Substitucm-se por uraa substancia especial
que proporciona vantagens inapreciaves, como
sao a de conservar constantemente inalteraveis as
pecas arlliciaes, a de nao produzir a mais ligei-
ra molestia e a de facilitar a masligaco iramc-
dialomcnte com felicidade e perfeijo assombro-
sa3 ; o que junto qualdade de ser inalleravel
e de impossivel oxidano ou descomposico, cons-
litue a completa pcrfoiqo, a que debaldc se pro-
curou chegar at hoje.
O novo processo invengo, segundo diz o Ec-
co de Valencia, do professor dentista d'aquella
napital Dr. Raphacl Villar de Psayla.
manchar os leitos, e quera me divertir com el- Paris, nao apparece um rapaz roais bollo do que
le, so soubesse que era V. S.... I este. exactamente sua mi Gosto muilo des-
O Sr. Poirceau, perguntou Tancredo nter- le rapaz. Estou bem salsfeilo de o ler em mi-
rompeudo oslas dcsculpas. depois reparando que nha casa ; deve ser ura bello mono, e, alm ds-
0 quarlo eslava sera movis, porece-me que o'so o meu amigo Nanlua parece "dar-lhe muila
verrlio encommodar na sua muda, ajuntou elle, importancia.
Nos nao mudamos de casa, respondeu o Dizendo isto, o director da corapanhia de se-
criado cmquanto que a corapanhia aqui estiver gurs contra incendio entrou era seu quarto.
tambem nos havemos de estar. Este quarlo es- Tancredo foi para casa penhorado com o aco-
la em desorden;, mas o baile a causa de tudo Hmenlo com que foi recebido. Com os dia-
isto... e o maldito rapaz que nao chega... bos eu sou feliz ; todos me cstimam, o ban-
Um bailo ? hoje ? ... cntao virci em outra quero recoraraendou-mc muito, o director da
occasip. 1 companhia de seguros contra o incendio ( bem
J nao _o primeiro que aqu se d ; o jul-1 extenso este nome ) protege-rae ; vamos, eslou
go que o patrio pode recebera V. S., e se V. I capacitado que coraoco bem. Sympathso com
S. quizer ler a bondade de entrar para o quarto esto velho, francez, alegre, d bailes... gosto
do Sr. Poirceau, vou adverti-lo do que V. S. lhe d'isto.
quer fallar.
No carcter dos criados cm Pars nao |ha meio
termo ; um criado ou ha de ser um insolente
que nos responda apenas sm c nao, ou hade ser
utu amigo cheio de conlianca que nos pe era da
com todos os negocios domsticos desde o pri-
meiro momento em que nos encentra
Poirceau recebeu Tancredo com cordcaldade.
Vejo que o Sr. Nanlua so iuleressa muito
por o Sr., porque m'o recommenda com muila
instancia.
Dizendo oslas palavras, Poirceau examinara
Tancredo da cabefa at aos ps, o pareca cheio
de adraranao.
Ha muito terapo, ajuntou elle, que est em
Paris ?
Ha dous das.
a primeira vez que vem n ?
Nao senhor, comecei os meus estudos no
collegio de Hcnrique IV, c dexci Paris ha cinco
annos.
Ento lem estado sempre na provincia ?
Em Genova, era casa de ura meu lio cha-
mado Loindet.
Pois o Sr. Loindet seu lio ? couheno-o
muito bem ; por sigual que tinha uraa ir'raa
muilo linda ; ser por ventora sua mi ?
Sim, senhor.
Bem me pareca a mira ... acho no senhor
mulla semclhanqa com ella.... eslava duendo le, quero apresenlo-lo a ella.
(*] Yidc o Diario n 28i
cora os meus boles, osle rapaz nao 1110 des-
conhecido.
Bem pensou Tancredo, ainda a minha figura
(fue faz seu effeito.
Poirceau conlinuou :
Pois cu conheci a mi, que ainda era mu-, gada d'uraa allema toda coberta de joias o flo-
to nova, mas muilo linda ; como era encantado- res, que lhe davam o aspecto de una persona-
ra ? Toda a gente a admirara e enlo que es- geni de importancia.
pirto, que pensar aquelle, que cxccllenles qua- Poirceau licou descontente com o pouco cf-
lidades una senhora de muito mereciniento. feito que o seu protegido fez sobro sua mulher.
Onde osla ella agora ? Vcnha agora para este lado, quero apre-
Taocrcdo respondeu a todas as perguntas que scnta-lo a minha sobrinha, disse o bom hornera
Poirceau lhe fez a respeito de sua mil, e eslava toraando-lhe o braQo.
raulo contente com a benevolencia e com a af-
fcicao mesmo que o seu novo protector lne mos-
Sra. Poirceau o nome ao rapaz
que dansa com Malvina, dizia una rapariga.
O' Sr. Benard, disso uraa senhora de bas-
tante idade, veja se pode saber o nome do rapaz
que dansa com a Thellssier 1
Ninguem o conhece, um selvagera.
Pois eu creio que um inglez.
Na sala vznha, uraa rapariga que so penleava
e deilava oleo no cabello, dizia :
Que admiravel cabeca que linhas aquel-
las Endymion.
E o seu "olhar lixava-se cora prazer no desco-
nhecido.
A pintura una emancipaco para as rapari-
gas ; ella que lhes concede o direlo de olha-
rcm um homoni cm face e em detalhe ; a adrai-
raco purifica ludo. Se ou tivesse urna tilha,
ensina-la-bia s a desenliar paisagcin.
Mais longo, ura grupo de re has mulheres dei-
xava ouvir o seguinte :
E urna infelcidade ser lo bollo.
Pois sabem o que elle rae parece parecc-
me um boneco de fogo.
Se a senhora nao hava de vir com os seus
epigramnias : posolho, 110 meu lempo, conli-
nuou urna elegante relha do imperio, os homens
erara limito bellos c linham muilo espirito.
Quer a Sra. dizer que Ih'o acharara.
Aqui esl a Sr.a Poirceau... pergunle-lhe
deprossa o nome do nosso Adonis.
A Sr." Poirceau nao sabia de quem lhe queriam
fallar, nao tinha reparado era Tancredo, nem
tambera tinha ouvido o que seu'marido havia di-
to a seu respeito.
Como Pois V. F.xc. nao sabe que tem era
sua casa urna raoravilha? ora, faca favor de
olhar para o lindo cavalheiro que dansa com a
Sr.a I). Malvina, nao se falla se nao Delle. e fat
barullio no baile a sua presenna ; mas ura lin-
do rapa/.
_ A Sr." Poirceau arrependeu-se de ter dado
lo pouca importancia a urna personagem que
! lo tosido tornara o seu sanio. Aproximoa-se
robe-de-chambre, e de sapatos de enlo de sua sobrinha c aproveitou-se da occa-
sio de dizer algumas palavras lsongeiros o Do-
Tancrodo aproveiiou-se tambem dessa
siao para pedir a Sr.' Poirceau para urna
qoadrilha, e por muito favor obteve-a na sexta.
A Sr.* Poirceau eslava na dado em que anda
se dansa, porque a vida das mulheres divide-se
assim ;
A idade em que ella walsa,
ousa valsar, a primavera.
A idade em que dansa 011 walsa o esto.
A idade em que dansa anda, mas em que pre-
fere walsar, o oulono.
A idade, emlim, em que nao walsa nem don-
so. o invern, o invern sempre rigoroso do
vida.
A Sr.a Poirceau era bella, segundo OS prnci-
E Tancredo poz-se a eserever a sua mi para a
fazer partilhar das suas esperannas.
A noite foi ao baile.Que difterenna A casa
nao pareca a mesma.
Onde est a porta dizia Tancredo comsigo,
parece-rae que tinha entrado por acola hoje pe-
la maiiha.
A porta-que hava foi substituida por um es-
pelho, por todos os cautos havia caixos de flo-
res, as oseadas estavam todas tapetadas. Tan-
credo neo podia perceber como desdo pela ina-
nha at a noite se pode fazer cmbcllesaraentos
lo proraptos.
Quando elle entrou, Poirceau vete dar-lhe o
braco. Tancredo nao sabia porque motivo este
bom homem o procurou logo que entrou na sa-
la ; o dono da casa nao p-irecia o mesmo.
Poirceau tinha feito tambera alguraas mudan-
com gosto ou com
(Jornal do Commercio do Porto.)
cas era si proprio. Nao pareca o mesmo homem
lo alegro que tinha visto pela manha ; senhor
i de sua casa cora um bonet de seda bordado, com
I um grande
tapete.
Agora era um homem cheio do cuidados, por- rmont.
dido n'uma alia grvala, opprimido n'uma casa- occasic
ca, conslraugido n'uma sala, atormentado por
mil iiinharas, mas no fin de caulas, serapre ura
bello homem.
Minha mulher deve estar por aqui, dsse cl-
TancrcJo dirigio-se para a dona da casa.
A apreseulaco foi teita em silencio.
A Sra. Poirceau olhou apenas para o rapaz
que lhe tinha designado, ou antes, apresenlado
seu marido, lo prooecupada eslava com a che-
trava.
Esta encantadora Amelia talvcz ja se nao
lembre de mira ; mas que importa ? Eu tenho
muito gosto om lhe poder ser til. O seu filho,
nao 6 para mira ura desconhecido, e espero que
nos havemos de entender. Mas quero prmeira-
incntc npresenla-lo a minha mulher. E que
boa occasio icnho hoje, hoje que dou ura baile,
ha de ser precisos caralheiros para dannar, o,
por mais esfornos que fizesse, parece-me que
nao acharia um'melhor do que o filho do Ame-
lia 1
Tancredo confundio-se era comprimentos.
Esl decidido, conlinuou Poirceau, appare-
na hoje, meu charo senhor.e amanha fallaremos
de negocio. Al noile meu amigo, e se esere-
ver a sua mi, falle-lue do seu velho adorador
Poirceau.
A sobrinha de Poirceau era urna linda rapa-
riga, que por um desies aconlecimoutos que se
do nos romances, Tancredo tinha encontrado
em Genova. Seguio-se um recouheciinento ;
a Sra Thellssier acolheu Dorimont com muila
all'abilida Je ; eslava ja rogada para rauitas qua-
drilhas, polkas o walsas. porem achou meio de
desembaracar
mas cm que nao
piosd'arte, cela segundo as leis do amar.
Bella, porque os suas foicos erara de perfeila
(.regularidade, c feia porque nao tinhara har-
mona
Tinha um rosto soberbo para ser descriplo, mas
nao para ser contemplado ; era urna belleza de
passaporte que seduz o vulgar olhos grandes,
nariz aquilino, boca pequea, frente espanosa.
roslo oval, barba redonda.Era urna mulher para
so fazer amar por einbaixador como as piincezas,
e se a Sr.a Poirceau quizesse ser amada por cm-
baixada. poda mandar a descripno de suas fei-
sc desembaracar lo airosamente do todos os
scus pedidos, que icou livre e pode dausar mui- j C-ocs nias uao seu retrato.
to legalmenle cora ello o que fez attrahr toda a j Nao importa, era o que se
chama urna bella
attennao das damas do sullao sobre o nosso mulher, ora una boneca perfeta cora poderes in-
Apollo. visives, urna (igura de cera, sempre pacifica,
Com quem walsa a Thellssier? pergun- invulneravcl, sempre frisada, sempre bem vesli-
lavam j.
Quem ser aquello rapaz que dansa com a
sobrinha de Poirceau ?
(') As palavras robe-de-chambre sao eraprega-
das sempre em francez, entre portuguezes, por
isso que as nao iraiuzo.
pra trisaaa, semprc
da, sempre aperlada, oppriraida, estrellada ;
nem um s dos seus cabellos se ve solio, era
urna s renda se v despregada ; a Sr." Poir-
ceau nao se assenla seno n'uma cadena ; cora
o seu penteador parece estar adornada, com o
seu vestido preto parece vestir urna couraca.
coai o seu vestido de baile parece c'.ar armada.
Segu todas as modas, nao
prazer.Jmais com escrpulo.
O seu cabelleireiro o principal cabelleiroro
de Paris, Charpentier, o qualquer que seja o
loucado que Charpentier lhe arranje, respeita-
do por ella por cousa nenhuma d'este mundo
lhe raecheria ; esle perneado Qca-lho mal, que
importa ? para ella nao quer dizer nada ; esla
grinalda pesada, que importa ? ella nao res-
ponsavel por isso ; ha um alfinete quo a pica,
que importa ? preciso deixa-lo estar porque se
deserranja o enfeite.
O mesrao respeito exista para com a costurei-
ra. Repito, a Sr.a Poirceau segu asleis di mo-
da cegamente, as do mundo escrupulosamente e
as da nalureza convenientemente. E' severa, e
nao ra ; nao se ri seno quando d um bail ;
diz cora impostura que as mulheres nao deveni
oceupar-se de littetalura ; falla da vida domes-
tica como um professor ; tem um espirito lento,
e olha as granas que nao comprehende como
phrases inconvenientes. Em qualquer paite a
sua presenca causa frieza. A sua chegada faz o
effeilO que faz urna porta que se abre n'um ca-
marote no theatro. A amiga que visitada por
ella previne as pessoas de sua intimidado, que
nao vo sua casa na noite em que esla senho-
ra l va. Os lioraens temem-a como o aborre-
cimenlo ; as mulheres chamara-n'a s a bella Sr.a
Poirceau.
A esposado director da companhia de seguros
contra o incendio, faz valer as mulheres mais
feas ; porlanto convidada poucas vezes, nao
porque seja importuna ; nunca se oceupa cora
os negocios dos oulros; discreta, immovcl,
una estatua ; mas urna estatua com a qual
preciso ter altences ;ora isto aborrece !
Certas mulheres fazem as mesraasloucurasque
as oulras ;isto insupportavel !
A Sr." Poirceau nao goslou da belleza de Tan-
credo seno como dona da casa. Um rapaz tao
bello nomo elle ainda nao era perigoso para ella ;
a Sr." Poirceau, na sua posico, nao leria
perraittido a si mesmo amar ura "rapaz lo 110-
lavel.
Quera pode occullar una intriga cora um h-
roe destes! As mulheres que affectam virtude
e graridade sabem impr a s proprio grandes
privacoes; tcera n'isso mais merociraento que as
mulheres virtuosas ; estas, ao menos, teem para
si a virtude, as oulras nao teem mesrao o amor.
A Sr.a Poirceau nao tinha que fazer das horae-
nagens de Tancredo ; havia muito tempo que
tinha adiado o hornera que lhe convinha o esla-
va muilo salisfoila cora elle.
Eisaqui o hornera que ella havia escollado :
Era um sujeito da idade de Irinta e cinco an-
nos, que li 11 lia quatro ps coito polegadas d'al-
lura, empregado na regislracao ; ama rantajosa
posico no mundo, urna fortuna sutliciento, bons
succsssos na sua oceupaco, nao o poderam
consolar da desgrana de ser pequeo. Desde a
idade era que se apercobeu que naocresciamais,
nunca mais pode ser feliz. O pobre homem em-
pregava ludo o que podia pora se mostrar mais
alto aos olhos dos oulros ; (razia um chapeo bs-
tanle alio, botas com grandes laces, conservan-
do-se sempre direilo romo uraa girafa o andando
continuamente nos bcos dos ps como um ho
mera que quer ver desfilar um cortejo. Esta
idea do se fazer alio prcoecupara-o de continuo,
leria dado de boa vonlade nielado de sua fortu-
na c raulos annos da sua vida para ser ura ho-
rnera ordinario, para ler cinco ps c duas pole-
gadas.
Os homens pequeos que se resignara leera s
vezes muila grana, lera enlo todas as vantagens
da sua estatura, flexiblidade, ligeireza o agilida-
de : podem al ser o que se chama gentis. Mas
os homens pequeos que se irritara contra a na-
tureza por causa da sua- mesquiuhez para com
elles, que hitara com ella totalmente, nunca po-
dem ser gentis ; sao ridiculos, sao serapre ridi-
culos, como lodas as pretences em que ha im-
posaRUd.ade, alm dUso sao" mos, malignos in-
iriguistas, aborrecidos c invejosos. Quando se
falla n'uma pessoa que desagrada, dizomos que
esta est contente do si mesmo ; muito bem.
pois, ou confesso quo ha urna cousa rauito mais
desagradavel, e urna pessoa descontente de si
o homem que tenha esse defeito, enfastia-nos ;
as lisonjas irritam-o, as altences que temos pa-
ra com elle parecem-lhe piedade, compaxo,
caridade ; tao humilde que desespera, suscep-
tvel a fazer mal aos ervos, nao sabemos mes-
rao de que maneira lhe devemos fallar. Se lhe
pedmos para jantar coranosco, responde-nos :
< Muito obrigado, nao aceito o convite, conheno
que sou muito fastidioso para um conviva.*-
Se lhe pedimos para ouvir poesas, msica, era
nossa casa. < Nao vou, muito obrigado, sou mui-
to obscuro para fazor parte de urna rcunio lio
brilhante. Se lhe propomos um passeio ao
campo: Nao posso ir, muito obrigado, para es-
sa especie de divertimentos preciso jovialidade.
as pessoas amareis sao melhores para elles do
que eu. Um homem assim nao goza cousa al-
guma, para nada serr; cheio de modestia,
mas de urna modestia horrorosa, de urna humil-
dade hostil quo o pe em defeza contra lodo <
mundo ; uraa cifra imaginaria que o fai fugir
de todos 03 seus seraelhantes. Esta doenca
felizmente rauito rara ueste paiz e nao fallamos
nella seno para a provar. O nosso hornera era
uraa destas pessoas, nao porque se julgasse sem
nierccimento, mas porque so va pequeo, c di-
zia a iniudo comsigo mesmo, que quanto mais
envelhecesse tanto mais engordara e pareca
mais pequeo ainda. Para elle tudo era oppres-
sao e solfriraento. Mas ueste pequeo corpo ha-
via um grande corano cheio de odio, de um
odio celebre na proporno herclea do corpo.
sempro vivaz, sempre renovado, universal, mas
tambera parcial, porque se deteslava todos os
homens em geral, aborreca em particular:
1." Todo o ser de urna estatura agigantada :
olhava-o como um ser seu immigo, como ura la-
dr&o que lhe linha roubado seis polegadas ; una
estatura grande parecia-lhe um espolio de oue
linha direilo a tirar desforra.
2." Todo o rapazinho dedoze annos quo oe.t-
cedesse algumas linhas o ao qual achava um pouc
crescido para a sua idade.
3." Toda acriancinha que va cresccr o que 0
ameacara de o exceder era altura.
N'uma saja s o preoecupava urna idea, c era
collocar-so vanlajosaraenle.
Evita va os homens muito altos, porque ao p
delle3 pareca ainda mais pequeo. Evitara
lambem as mulheres bellas porque a sua mages-
lade humilhava-o ; mas o que detestara sobre
tudo, era, o que era diflicil encontrar, um ho-
mem da sua altura !
Oh enlo era um raarlyrio, ria-se erapa-
relhado ; era horroroso. O seu ridiculo recebia
o choque de um outro ridculo e complolava-o.
Oh ento nao podia cora tanta desventura. Que
fazia, pois? Punha o seu chapeo e sahia.
Muilo bem ; pois tudo isto nao era nada ; ha-
via um tormento mais terrivel ainda, havia um
analhema que persegua ainda este homem quo
punli.i o sello as suas miserias, era o seu nome.
Oh esse nome ora um acaso bem cruel na su
posinao. Que amarga irona que grana da ser-
le que epgramma da nalureza Este potraen
homem chaniava-se Legrand. ()
(Continuar-se-ha.)
(*) Legrand podero iraduzir-se, nao sendo nome
proprio, poro grande, donde se pode ver o con-
traste do nome cora a figura daquelle que o
tinha.
Kola da traductora.
PERK.T>l*. DEM. F.IIEFARIA 1859
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MOTILADO
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