Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08910

Full Text
-
1HH0 XXI7. NUMERO 284
Por teas mozos adiantados !>$0O0.
Por tres mozes vencidos 6JJ000.
TERCA FEJRA 13 DE DEZEMBRO DE 1859.
Por anno adiantado i9$000.
Porte franco para o subscriptor
EMCARREGDOS DA SlTiscniPCA'O DO NORTE.
ParahiU, O Sr. JooRodolpho Gomes.; Natal,
O Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaty, o Sr. A.
de Lemos Braga; Cear, oSr. J. Jos de Oliveira
Maranho, o Sr. Manoel Jos Martin Ribeiro
Guimaraes; Piauhy, o Sr. Joo Fcraundcs de
Maraes Jnior; Para, o Sr. J ,,u .. hamos;
Amazonas,o Sr. Jcronvmo da Cosa.
PARTIDA DOS LORKKKN-
Olinda todos os dias as 0 1/2 horas Jodia.
Ignarass, Goiamia c Parabiba nas segundas a
sextas feiras.
S. Anlo, Rezorros, Bonito, Caruai, Altinhoo
Garanliiins nas tenas feiras.
Pao d'Alho, Na/.aroth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, luga/eira, Flor.s, Villa Bella, Boa-Vista,
Uuricufv e Ex nas quartas-feiras.
Cabo, Soriiihem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, l'imenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os cniTeios p.iriem as 10 horas da nianhSa.]
AUDIENCIAS DOS TRIBl'NAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio: segundas c quintas.
Relacao : tercas feiras e sr.bbados.
Fazenda: tercas, quintas o sabbados as 10 horas,
.luizo do commercio: quintas ao meio dia.
Dito do orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara docivel: tercas c sextas ao meio dia
Segunda vara do civel: quartas e sabbados ao
meio dii.
ElMIEMfiKIDES DO MEZ DE DKZEMKRO.
2 Quarlo cresccnle as 11 horas 30 minutos da
manha*.
10 La cheia aos 53 minutos da manha.
16 Quarlo minguaute as 6 horas e 56 minutos da
tarde.
24 La nova as 3 horas e 27 minutos da ma-
nha.
PREA.MAR DE IIOJE.
Primeiro as 7 horas e -i minutos da manha.
Segundo as 8 horas e fi minutos da tarde.
PARTE OFFICIAL.
Ministerio do imperio.
Senhor Tendo a le do orcamento n. 939 de
26 de setenibro de 1857, no 9'do arl. 16, auto-
risado o governo a despender a quantia de reis
40:0009 para melhoramento d raa cavallar, e
introduceo de camellos no paiz : e havendo-se
ordenado no exercieio de 18581859 despezas
com estes objeelos, alguraas das quaes j tem
sido feitas, e outras esto anda por tazar, resul-
tou dar-se um dficit da quanlia de 23:193$, co-
mo consta da demonslracao que tenho a honra de
juntar. Assim. pois, permita Vossa Magostado
que aprsenle a imperial assignatura o decreto
incluso, abrindo ao ministerio do imperio urn
crdito supplcmentar da referida quantia de
23:193$, para fazer face ao dficit que apparece
com estas despezas, pertencenles ao mencionado
exercieio.
_ Son, senhor, com o mais profundo respeito de
V. M. I. reverente subdito.Angelo Muniz da
Silva t'erraz.
dameuic
0:ut 11)^113o
Tolal .
Crdito comedido da dita le
Dficit
19:3255085
62:1939000
40:001 IjjOOO
S3:193ono
Secco do contabilidale,
1859.Bernardo Jos de
lino.
e:n 7 de outubro de
Catiro, chele inlo-
Decreto n. 2,497 de 11 de oitn&ro de 1859.
Abre ao ministerio do imperio um crdito sup-
plementarda quantia He 23:193$, para occor-
rer s despezas com o melhoramento da raca
cavallar, e introduceo do camellos no paiz,
pertencenles ao exercieio de 1858 a 1359.
Tendo ouvido o meu conselho de ministros,
hei por bem, em conformidade do j 2o do arl. 4"
da lei n. 589 de 9 de sctcml.ro do 1850, abrir ao
ministerio do imperio um crdito supplenlar de
23;193j>, para occorrer s despezas pertencenles
ao exercieio do 1858 a 1859, que foram ordena-
das, e que aiuda eslo por fazer-sc com o tnelho-
rainenio da raca cavallar, o introduceo de ca-
mellos no paiz, cuja autorisa< o foi dada no
9o arl. 16. da lei do orcamento n. 939 de 26 de
setembro de 1857,dcvcndo porm esta medida em
lempo opportuno, ser levada ao onheciraento do
corpo legislativo para a definitiva approvacao.
Joo Ue Almeida Pereira Filho, do meu conse-
lho. ministro e secretario de estado dos negocios
do imperio o tenha asslm entendido, e faea exe-
cutar.
Palacio na Babia, era 11 de outubro de 1859,
33' da inpependencia e do imperio.Com a ru-
brica de S. M. o Imperador.Joo de Almeida
Pereira Filho.
Demonslracao das despezas feitas, c por fazer,
por conla do crdito S 9o do art. 16 da lei do
orcamento n. 939 de 26 de setembro de 1857,
para a inlroducco de camellos no paiz, e me-
lhoramento da raca cavallar.
pesas effectuadas.
pago
!lem-
.hro ultimo por conla
do dilo crdito, e de
que se tem conheci-
nento, com deduccao
dasquantias mandadas
annullar, provenientes
da venda de alguns
dos cavallos, vindosda
Allemanha por enconi-
menda aeste ministe-
rio .......251955705
dem no thesouro,
apezar da deficiencia
do crdito, segundo o
aviso do ministerio da
fazenda de 23 do rae/ *
passado.cm virtudedo
que por este ministeri
foi dirigido aquello en.
21 do dilo mez, pe
frete e condueco d;
14 camellos para a
Srovincia do Cear, o
das do demora do
navio Splendide. capi-
lao Burlot, na forma
do respectivo contra-
to .......15:672jl50
.3:867015
Por effecluar.
Para pagamento a
Flix Vedi, de 1,509
fr., que lhe foram pro-
medidos para dirigir
O transporte dos 14
camelos cima para o
Cear, ondechegaram,
calculado o franco, por
aproximado, a 290 rs.
dem ao condo Car-
los Uerzeerg, pelo se u
n-gresso esia cotu-
da eommissao para a
compra dos cavallos.
dem aos 4 rabes
engajados por um ati-
no pura tratarem dos
camelos, e cnsinar a
BrasiUiros a domar ;
condo/ir aquellos mi-
maos ; os quaes foram
contratados por 200
ir. meosaes cada um
ao cambio de 375 rs.
por fr., e pagos adai.-
tadamente por quiuze-
09 .3:600501''.
Gratifica -
roes aos tus-
taos, estipu-
ladas nos ar-
ts. 5." e 7."
do contrato
c elebrado
com ellos em
Argel. 220*000
Para as
despezas dos
mesmos no
sou regres-
so, segundo
o dito con-
trato por
approxima-
Sao hiOOjOO
585f(KK<
l:050fOOQ
Mem com agralili-
cacao da I5jmensae-
a dous individuos con-
tratados pelo presi-
dente do Ceari, sendo
um por 25 e oulro
por 20g, allm de i
adestraren) no tra:.-.-
ment dos camelos, e
ajudarem aos rabes
nos servicos que es-
tes por eslranhos- nao
podem fazr, calcula-
do de julho ultimo,
em que chegaram o
camelos, at dezerabro
prximo futuro. .
dem para o regres
so dos rabes, segun-
do o contrato appro-
v ido......
Para pagamento de
(atrs despezas em
Londres, das quaes
aiuda nao se tem co-
i-i.cciiueutoaproxia.-t-
--------------5:920|I)9
27ia DO
6:4QQfO00
,*-j
DAS DA SEMANA.
12 Segunda. S. Justino m. ; S. Herencia tu.
13 Torga. S. Laa t. ra. ; S. Othilia m.
14 uarta. S. Agnello ab. ; S. Matroniano ni.
15 Quima. S. Eitzcbio Verselense b. m.
16 Sexta. Ss. Ananias, Azarias eMizael rom.
17 Sabbado. S. Rartholomeo de S. Geminiano.
18 Domingo. N. S. do O' ; S. Speri lio b e.
ENCARREGADOSDASUBSCRIPC-AO NO SIL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias ; Babia, o
Sr. Jos Martina Aires ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martins.
"EMPERNAMBICO.
O preprietario do diario Manoel Fiueiroa de
Faria.na sua livraria praca da Independencia n=
6 e8.
e estatisiica da provincia do Espirito
Senhor.A necossHade de providenciar-se no
tuelhoramoiito do estado sanitario da capital e
mais povoaces do imperio ; as epidemias da
febre amarella e das beiigas, que anda nao foi
possivel extinguir; a caresta dos gneros ali-
menticios que e.ii rauilos lugares tem obligado
o governo c cuidar do abasteeimento de vveres
para lomar menos penosa a condi;o dasclasses
pobres : e o silencio da vigente lei do orcamen-
to n. 1,040 de 11 de setembro ultimo, juslificam
a abertura lo um crdito exlraordtnaiio de
2OO.OOO3OOO, como consta da demonslracao jun-
ta, para occorrer no actual exercieio s despezas
que, sob o titulo deSoccorros pblicos, se
lni feito e se cotitinuam a fazer com as ditas
epidemias, e cora outros serviros do igual na-
lureza.
As'sim, permita Vossa Magostado Imperial que
aprsenle imperial assignatura o decreto in-
cluso, abrindo ao ministerio do imperio um cr-
dito extraordinario da mencionada quantia de
200:000g()00, paralaosdespezas no referido exer-
cieio.
Son, Senhor, com o mais profundo respeito,
de Vossa Mageslade Imperial, reverente e fiel
subdito.Angelo Muniz da Siloa Ferris.
liKCBETrt X. 2,593 DF. 16 I.K NOVEKBRO IIK 1859.
.46i-c ao ministerio d-j imperio nm crdito extra-
ordinario de 200:0004para occorrer, no actual
exercieio, t despezas com toccorroa publico.
Hei por bem, tendo ouvido o meu conselho de
ministros, de conformidade com o ^ 3. do arl.
i.da lei n. 589 de 9 do setembro de 1850, abrir
ao ministerio do imperio um crdito cxiraordi-
uario de 200:0005 afim de occorrer no actual ex-
ercieio, s despezas que, sob o titulo de,soccor-
ros publicos.se tem feilo.ese continan) a f.izer
na corte e mais povoaces do imperio, com as
epidemias da febre amarella e das boxiaas ; c
bem assira com outrosserrirosde igual nalureza ;
devendo esla_ medida, em lempo opportuno, ser
subraettida, approvacao da assembla geral le-
gislaiiva.
Joo de Almeida Pereira Filho, do meu con-
selho, ministroesecretario de estado dos nego-
cios do imperio, assim o tenha entendido c faea
executar.
Palacio .la Babia, em 16 do novembro de 1859,
38 da independencia e do imperio. Com a ru-
brica de S. Mageslade o imperador. Joo de
Almeida Pereira Filho.
Demonstrarodtis depezas feitas e por f.u.er com
scennos pblicos durante o crrente exercieio
de 139 a 186:).
DespenJ Jo pela verba -rErenluaes e pelo art.
7 ta lei n. 598 de 1 de selembro de 1850, que
nao sao sufucicnles para os mesmos soccorros.
Com a gratificaQo do medico in-
cumbido de iratar os enfermos
de febros interruilcnles Jallha
do Goveraador...... 575000
Pelos medicamentos aos ditos en-
fermos......... 3625260
Por objeelos fornecidos aos mes-
mos.......... 1505000
Com o pesso.al empregado na ir-
rigaro da cidade at o mez do
outubro ultimo...... 1:267$900
Com o aluguel de carroras para a
mesnia inegaeao e com o ma-
'erial......... 21:839;015
Cora as gratiflcacdes aos dous ci-
rnrgies domatadouro 8')03000
Com o vencimento do medico in-
cumbido de trataros indigentes
da Ilha do Govornador accom-
metlidosdebexig.as .... 1:075$000
dem ao medico encarregado do
Iratamenlo dos indigentes anec-
iados da febre amarella no pe-
voado da Igreja Nova na pro-
vincia das Alagoas..... 10-5000
Pela despoza feita na provincia do
Rio Grande do Norte com o Ira-
lamento de um bexiguento na
cidade de S. Jos ....
Arl. 3." Os unposlos de patente ou outros a torta
que se reforem os decretos mencionados nos arti-t samo.
gos precedentes, soro devidos pelo anuo Inteiro :------------
quaiito aoscollelados cnmiirehendldos no lan-a- 1111111 \\llll ls: inuts
ment, c desde o dia em que comeearam o exer- *~***' AS All AS.
cicio da industria ou prolisso, qua"nto aos que Ruarle! general do commanilo das
seestabeleccrem depoisdo mez de julho de cada armas de Pernambueo, na cida-
'"""> S Tilico. A disposieo deslo artigo lera lugar 1H59,
anda que as casas se fechem antes da lindar o ORDEM DO DIA N. 326.
exercieio e quando a qnola da imposto for maior O lente general eommandnte das armas de-
que 12J80.) animaos. termina que nesta dala passe a servir na com-
Art. 4. Cessando o exercieio da industria ou panilla do arlifices, na qualidade do addido. o
ou prolisso por olmo, abertura de falleu.ia e Sr. alteres do 9." batalho de infamara Hcrcu-
As legioes da Allemanha lem de migar-se de
grandes huniiliacoes.
O soldados de Garibaldi combaterim com todo
lao Geraldo de Souza Magahes.
Assignado. JosJoaquim Coelho.
ConformeHoracio de Gusmao Coelho, alteres
EXTERIOR.
fechamento do esubelecimenlo por ordem da
auioiidade publica, o imposto nao ser devldo
pelo anuo inteiro, se a quota for maior de 12*800
animaos, mas smenle al o dia em que livor ajiidautede ordens do enramando
occorrido qnalquor dos mencionados fados. ___
Arl. 5." Nos casos de que trata o arl. 13 do
regulamenlon. 361 de 15 dejunhode 1811, o r-
denle peder transferir para OSUCCOSSOr a quota
do imposto posterior cessao, manifestando a
na eslaco fiscal, e pagando o imposto vencido na
poca da cessao, (icando assim explicado o refeti.
do artigo.
S 1." Se o cedente nao manifestar a cessao, Pi-
car responsavel, bem como o cussionario cada Soldados do oxercilo da capiti
um delles, pelo imposto que for devido na con- aIIaneada pela torca das vossa-
formidadedo art. 14 do citado regulamenlo.
S -" A transferencia da
Rio da I'ratn.
OCL'XEMTO OFFICIAEE 00G0V8BN0 DE BIEMOS-AIBES.
Ordem do dia.
O general om chefe. do exercito da capital s
tropas que salvaram.
al A paz est
s baiouelas. O
exercito que vos ameacava nao pode mpor-nos
quota do imposto nao a le da violencia, nem destruir a ordem de cou-
podera ser reclamada depois do exercieio. sas creadas por vossa soberana voutade. pois que
Arl. i. Asqiiolassupplomeulares, assim como pelo tratado que assignou e que o governo doz
o descomo do imposto nos casos do art. 13 do debaixo da vossa salvaguarda reconhecc
regulamenlo n. 361 de la de juuho de 1II, serio mente a vossa sobcrania, deixa odireilo
calculadas desde o da em que se realis.r a mu- ca ns mesmas raaos em que osenconlrou e
danea para iS casas do maior ou menor lugul obnga-se a evacuar o territorio do Estado sm
ou importancia comraercial pisar no recinto sagrado da cidade de Bu!enos-
Art. /. As reclamaroes dos collectados con- .\vres.
Ir o lancamenlo, tendentes exooeraeo ou ff-' Guardas nacionaes da
ducao do imposto sero
plena-
e a for-
capital! Havcis mos-
^if^&*X^n'^^i^.
sos e mojidas que servissem a zeus usos, e no
. Brasil mais do que em nenhum oulro paiz se fdz
o ardor de homens, quosabemque a salv..ro de urgento essa necessidade, vista da diversidad*
,rru,t.f!!Ida ''" S1'" dumi,iii" "r, le,n d pesos e medidas hoie em vosa em todo o in
oulta salvaguarda quo nao seja as suas armas : [ ,; ., { ... e louu "n
podo dentro em pouco chegar o lempo, em que i p l0' .0,,d8 mui,as 'ellas sao accetlas em urna
os IiBtianostenhamde mostrar, que ellos sao lio- Prvincia e desconhecidas ou desusadas em ou-
tras, resultando a confuso, o abuso da confian-
?a publica e a triste idea de pouco ou nada ter-
mos avancado na estrada dos melhoramenlos.
Parece-nos, poi?, rauito digna de considera-
?o a or.portunidade que se nos offerece para,
firmados n^s principia da sciencia o nascoave-
nienciss sociaes, refornirmos inteiramente o nos-
so syslem de pesos e medidas; e desta forma
nao s daremos um grande passo na sene das
reformas utei?, de que tanto precisamos eorao
_ tambem provaremos que nao somos ndifferenies
dos homens Urces contra as tradiooes d'uma ly- asqnesloes que se agilam em favor Jos iataresses
rannia que quer impor ou dar ordens. geraes.
Assim proporcos.
I." Fica con ni luida urna eommissao espe-
cial de cinco merabros, designados pelo E\m.
Sr. presidente, que abrir e entreler correspon-
dencia com a Associacao Internacional, fundada
em Paris, para a uniformidad.) dos pesos e me-
didas.
2." A eommissao eleger um presiden!*,
um relator o um secretario.
3. lodos os trabalhos da eommissao, a-
companhados de um relatorio, sero presente?
ao conselho da Sociedade Eslatisiica do Brasil,
pata que este, se os approvar, leve-os consi-
deratjao dos poderes de estado, am de obler a
realisago das medidas que forera proposlas pela
eommissao.
(Do Correio Mercantil.)
tana.
Os; Toscanos fem deixado de tomar urna parle
activa na guerra, e talvez tenham aiuda precisan
do baptismodesangtie antes de marchar em ple-
na liberdade.
Para a sua felieidade, para a felicidade da Eu-
ropa, em nomo da rivisaeao eda humanidade,
esperamos que a lula Ihes seja poupada. que nao
lenhjim de entrar nella ; mas importa-Ibes com-
pen*!|trarem-se de quo agora o sempro a crise nao
comporta a menor hesilaco.
A modoracAo pode scrma boa cousa, mas a
timidez acha-sc lemvdaacBle deslocada quando
se encarna naquelles que defendem os direilos
Ouesejam pacficos lano quanlo for possivel a
paz; que estojara promplos para a guerra, por
que esta pode caber-lhcs em partilha ; que re-
sislam cora firmeza e coragem, quaesquor que
sejam as eventualidades que sobrevenham-lhes ;
e ludo podo anda ter una soluco lisongeira.
[Chronicle.'Witruoio 1
INTERIOR.
KIO D8 JANEIRO 25 DS NOVEMBRO.
No da 15 do crrante, reunio-se o conselho
da Imperial Sociedade Amante da nstruejao.
Kstiveram presantes os $>t, general Biltancourt.
Dr- Nazarelh, Vr Guedes e Dr. D
vigor.
Arres sustenta ha seto anuos, o que huestes Iri-
i&JrZ&JESZ T\ T r,rf7C 08tt ',r"g0 uu|PharP'a P". "mo a havieis feilo Iriumphar
sntiuma reclamecao ser admiltida seuao por pela guerra.
dem do ministerio da fazenda na corto e pro- Veteranos e guardas nacionaes de Cepeda Do
nieta do Rio de Janeiro, e dos inspectores das campo da balallia vos conduzi capital depois da
HiMourarias nasde.nais provincias, no caso nao I car senhor desse campo, depois de u na re fra-
previs o do incidente pera..te elles justificado. da memoravel. depoisP de un, combae naval
nJ m J >T"TlS T'.0 ,r,terP1s!ns Pr de glorioso em que to bem toraastes parle, c vossa
n r\ %t i sP,n.cirei1? SUS0u0fl18,T0 "* 'Vimos presenca conlribuio poderosamente para salvar
do art 3. do regulamenlo n. 361 de 15 dojunho a capital, cobrindo snas trincheiras wm a me"
VI' i- i;- ; --r i. ^ "'a cora8em co" 'le um campo raso, c um con-
..? i ^.dispOM-.oe fundadas na disposicodo ira quatro derrotasles os batalnes que se me-
an. 4o serao feitas sob pena de porcinpcao, den- d:ram (omvosco.
tro do praso de utn mez, a contar da data do obi- Companheiros de armas I So fallo dcsta ma-
37S300
26:498f075
Por despender.
Na corto c nas provincias onde
j se lera aulorisado despezas
sera marcar o quantum e com
as que poderSo ser aulorisadas
(por approximacSo] .... 173:50302i
Crdito extraordinario 200:000^000
Imporia o referido crdito em duzenlos cootos
de ris.
8.* seceo da secretaria de estado dos negocios
do imperio, em 3 de novembro de 1859.\o
impedimento do chele,* Bernardo fos de Castro.
ngu
se de nos haver
que mnguem
imposto a lei,
nossorespeilo ocios de commise-
ligo o caso do artigo 15 do referido regula- pode vanglo
inento. |nemcxercid
Art. 9. A mulla comtninada por infraeco do raco.
artigo 17do regulamento n.361 de 15de"juuho CompalrioL. armados
de lSi, ser igual importancia de um sames- paz. como vos haveismo,
tre.ccobrar-se-ha de multado alm do imposloa des e dolorosos sacrificios da guern
que esliver sujeito. com nobreza a posico
Moslrai-vos dignos da
islrailo dignos dos gran-
".------..... """", n"v iiuiuuiemu na grande lamilla
do artigo antecedente serao objecto do donuu.ia argentina, o fazeraos com nossa bandeira cora
perante as autoridades adm.nislrativas. havendo 08 nossos homens, cora os mesmos principios que
respectiva importan- | 'eraos sustentado por espaco de solo anuos, lis-
os denunciantes nietade dti
Ca na turma da legislacao fiscal. i postos a mante-los com energa nas lulas paci-
Angelo Muniz da Silva Lerraz, do meu conse- | ficas de opinio, e a defende-los cusa de nos-
drade, Dr. Araujo o Albono Cordeiro.
Approvou-se a ac'.a da antecedente.
. Tomaram posse e assento no conselho os Srs
conselheiros supplentes Joao Catlos de Souza
Ferresra, capillo Jos Joa^uim de Lima e Silva
e Bu i Germack Possollo.
Leu-se um officio do Sr. secretario do colle-
gio das orphaas, acompanhanjo o requerimenio
do flomtncndador Bernardo Gomes Carceiro. A'
vista deste oflicio o Sr. presidente propoz que
Espirito Santo.
Victoria, 20 de novembro de 1852.
O presidente Ja provincia, como noliciei era
rainhacarta anterior, daqui sabio para a cidad
do S. iMalheus no dia 22 do mez passado, e
voliou a 29 : tem S. Ex. andado era continuas
viagens, dando assira prova de sua aJmiravel
actividade, assira como do zelo, solicitude, e
mesmo dedicago com que encara os negocios da
fi il i -------- ,-,- -i>- -----------w,v.v. Mi,, <|ou eiicaia os negocios da
ncasse o conselho autonsado a promover os mt-ios provincia, porque nessas viagens os tem estudado
ca c do imperio.Com a rubrica de Sua Ma- rao raais urna vez os immorlaes principios da
gestado o Imperador.-.tnsefo Muniz da Silva revoluciode maio, o bradai comio neste rao-
terras- niento solemne:-Viva Buenos-Ayres e que
------ ~ cst-' brado vos alent no meio da paz a perseve-
GO ERA'O D.V raoVIXCI.l. rar "a virtude civica, como vos tem alentado
Expediente do dia f ? de novembro. lant vezes no n> das lulas sangrentas em que
Ollicio ao eommandnte das armas.Para se nos ltl,lOS empenhado em defesa de nossos di-
resolver sobre a materia do seu ollicio de non- rei|os.Vosso general o amigo, Bartholom Sii-
tem. sob numero 1002, sirva-se V. Exc. do de- tre- *
clarar se a Ilumina, o, a que se refere, exte-
rior e somonte durante os prmeiros dias da che-
gada deSS. MM. H.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
A'jvisla do que pondera o inspector do arsenal
de niaritiha no officio junto por copia, mande
V. S. pagar, sob minha responsablidade, as
IIIIMOS Amps
1} de novembro de 1859.
Departamento do governo.
Tendo terminado a guerra em que se achava
o hslado de Buenos-Ayres com o presidente- da
ederacao Argentina, por meio do convenio
espezas, que se forera fazendocom as obras do d.e Pa'. celebrado no dia 10 do torrente o rati-
raclhoi menlo do porlo at ulterior deliberacao i ,lcaJo por arabos os governos, e sendo este um
do governo imperial.-Communicou-sc ao is- aconteciraento que de urna vez acaba cora o der-
pcclor do arsenal de marrana. ramamenlo do sangue do irmos, permillindo ao
Jilo ao mesmo.A' vista do nedido junto i Paiz continuar em sua marcha de
para que, quanlo antes, fossem liquidadas as
conlas da fornecimento com o referido commen-
dador Cameiro. Foi approvado.
Mandou-se lagar pelos cofres da sociedade a
importancia exigida por Manoel Jos da Paixao.
pertencente i orpbaa d Matia de Lima, boje sua esposa.
pepois do Sr. presidente ter consultado ao
conselho, consetitio que o Sr. Sebasto Vicente
Leile, gerente da Companbia Edificadora Doze
de Agosto, dsse algurnas eJplicacoes sobre os
negocios pendentes entre esta sociedade e a mes-
ma companbia ; tendo em seguida o Sr Dr.
Norberto requerido que o Sr. gerente reduzisse
a escripto oque acabava dedizer, afira de ser to-
mado na devida conideracao. Foi approvado.
Entrou era discusso o parecer da eommissao
e o vol em separado do Sr. Dr. Noberto Fer-
reir a respeito das obras do seminario da Can-
dada. Fallaram o Sr. Dr. Noberto e Araujo,
tendo este ultimo senhor concluido o se
em conse?equencia da hora estar rauito
m sobre a mesa diversas proposlas para
Levantou-se a sessao s 10 1|2 horas da
noite.
No dia 22 reunio-se o conselho adminis-
trativo da sociedade F.stalislica do Brasil, sob a
presidencia interina do Sr. Dr. Bernardo Szam-
bui>, achando-sa presentes os Srs. conselheiro
Bellegaide, Drs. Villa-Nova Machado, Jos A-
zarobuja e Nascentes Pinto, Azevedo, Vieira
Pinto, Albano Cordeiro e Fernandes da Cunha.
O expediente consiou de um officio doSr. F
por si, provendo s necessidades mais urgentes,
segundo Ib'o p8rmiltem os nos03 recursos, que,
como sabidos sao muito escassos, e osto por se:
creados,
O Sr. Dr. Velloso tem dixodo traaos inde-
levflis de ua zelosa administraco por todas as
localidades que ha visitado, assira como decidida
sympaihia nos coracoes de seu habitantes, co-
mo raostra a descripraode sua \iagem aS. Ma-
theus ; nessa localidade eile vio que era de neces-
sidade um ceraiterio e fonies publicas na vil-
la da Barra, emandou-as fazer, ordenando a
entrega cmara das quantias consignadas para
taes obras ; na cidade providenciou para que fe
concluisse a casa da cmara e cadeia, e se edifi-
casse um caes, obra importante e de urgencia;
para encarregar-se de urna e oulra S. Ex. acliou
dous honrados cidadaos, que do seguras garan-
tas de que sero concluidas com notavel econo-
ma. Na nascente o esperanzosa povoacao de
Itaunas lr3tou de prover necessidade de um
templo mandando auxiliar a conclusao de urna
capella comejada custa dos povos.
0 Correio da Victoria descreve pomposa,
mente as ovacoes com que fci obsequiado em to-
da a comarca de S. Matheus o Exm, Sr. Vel-
loso, principalmente depois que tratou de desva-
necer a idea, que gyrava, de que a visita de S.
Ex. era devida a motivos eleiloraes a exetnplo de
outros presidentes que por tal fim l haviara ido
em remlas rss : os homens mostravam-se es-
quecidosde que o presidente es', gracas a Dos,
a incompatibilisado, e que por outrem nao
vale a pena sacrificar a direceo segura que o
| Sr. Velloso lera dado sua administrado, guar-
de I aula Brilo. oflerecoudo os -26 volumes pu-'dando a mais escrupulosa imparcialidade entre
blicados do peridico Archivo Municipal a os partidos da provincia", e ten lo por
mente a juslipa o a honeslidade.
todos os mais que foram publicados ; e da urna
carta do Ir. Dr. Antonio Mara de Miranda
norma so-
iSo ser fra de proposito que d nesla caria
Castro pedindo para si e para dous amigos seus urna idea do quec a comarca deS. Matheus, su3
Ministerio la fazenda
DECRETO ?i. 2,500 DE 1<) DE SOVEHBRO ].K 15'J.
Regula o lancamenlo, arrecadaco e fiscaiieaco
di" imposto a iue sao ~njrit'as as tojas e c isa
de commercio e outras de diversas tlasses e de-
nominarles ; as de leilo e m ida, os despa-
chantes das alfandegas, ajenies de leiles e
corretores.
Para execuc/io dos decretos n. Mi] de 15 de
junbo >lr 1844, o. 1,914 de 28 de marco de 1:>7.
capitulo 14, n. 1939 de23dcjtinho do- mesmo
ai no. os. 2,145 o 2,116 de 10 de aoiil de 18'.8, c
n. 2,313 de 29 de Janeiro ultimo, hei por bem,
era virtude do art. 102 12 da constiluico do
imperio, decretar 0seguale ;
Artigo 1. As disposieoes do art. 2o do decre-
to n.2,1*5 o do,art. :l' do decreto n. 2,14(1 de
10 de abril de 1858 nao alteraram o art. 0'do
decreto n 80G d.:2o de julho de 1851, e o art.
13 do decreto n. 858 de 10 de novembro do mes-
mo anuo.
Art. 2." O lancamenlo dos impostes de que
tillamos decretos citados no artigo aiileceden-
l*e o regulamenlo n. 361 de 15 de junho de
Ib 11, quando os individuos a elles sujeitos, para
esquirarem-se ao mesmo lancamcota, ou por
fraude exercerem sua industria ou prolisso s
occullos ou em locallidades iucertaso nao deter-
minadas, effectuar-se-ha em attengo casa em
que por ventora lesidneiii ou habitarem em
qnalquor poca du anuo logo que o lancodor
competente constar o esercicio da industria ou
I prolisso. inlitncdo o collectado para os effeilos
cgaes na forma das disposieoes em vigor.
1. A junta dos corretores, nos casos em que
ptocederem na forma ao artigo 41 3 do decreto
n. 806 do julho de 1851 contra os que so inlro-
mcltara nas funecoes de corrector, ou indevida-
mente as excream remelterao as estacoes liscaes
encarregadas da arrecadaco e fiscal sacan do
imposto is informales precisas para so fazer o
lancamenlo nos. lermos deste artigo, e para
qoaesquer outros effejtos legaes^
8 %. Aos respectivos lanzadores ser pelos
rib".r.c5, estaeSes ou autoridades competentes
, iornectd\ a sua' requisico unta relacao dos ne-
gociantes e sociedades matriculadas e quaesquer
registros donde conste a existencia las
I individuos OJeilos ao referido impos'O
as provincias confederadas, a cujo acto assistir
i municipal de Ouricurv.Ao governo com lodas as corpom-Oes e emprega-
irigio cmara municipal de dos civis e militares.
Art. 2. No mesmo dia
mas.
l)ilo cmara
officio, que rao dirigi a cmara i unicip
Ouricurv, respondo declar..u,> que polas razes,
>'uio.ui>, ii.-suouuo ueciar.'ijdji que pelas ra/.oes, ".> > mesmo uia e n
constantes do parecer, junto por ropia, dado po- exercito da capital formar em gr
lo conselheiro presidente da relacao sobre ques- praca da Vicloria.
tao idntica, devera os supplentes dojoiz niuni-l ArL 3. Os ministros do gover
cipal e de orpjios do termo de Ouricurv esten-
der a suajunsdiecoo aodo Ex, novamente crea-
do, em quantosubsisiirem as ra/oes, a que allu-
do.Itemciieii.se copia deste ollicio ao juiz de
direilo d i Boa-Vista.
PortadaO presidente da provincia, atienden-
do ao que requeren o twienle da primeira com-
panbn do psquadrao de cavallaria da anliga
guarda nacional do municipio do Reeife Joo
Pereira Lagos, resol ve refrmalo no mesmo
posto, de conformidade rom o art. 71 da lei n
02 de 19 de selembro de 1850, e arl. 83 do do-
> reto n. 722 de 25 de oulubro do mesmo anuo.
Communicou-sc ao eommandnte superior do
Recite.
DitaO presidente da provincia, altcndendo
ao que requereu o promotor publico do termo do
Reeife Dr. Joo Alfredo Correa deOliveira, rc-
solvo conceder-lhc oito dias de licenca com ven-
cimento?.
DitaOSr. agente da companbia btasileira de
paquetes a vapor mande dar transporte para
Macei no lente Berardo Joaquim Correa era
lugar de r destinado para passageiro de es-
lodo.
-rno p da guerra
Ocam cncarregados da execucao deste decreto na
parte que Ibes diz respeito.
Art. 4. Communique-se, publique-se c re-
Kistre-se convenientemenle. Lavallol,Car-
los Tejedor. = Juan Bautista Pena.=Juan A
Gelti y 06c*.
cujos nomes declara, o titulo de socios effectivos
da] sociedade Estalisiica mediante a concessao de
lioenga que pede para fundir com a organisarjo
da dita sociedide um pensaraento que S. S. con-
cebou relativamente creacao de urna associacao
que tenha por fim verter para a lingua nacional
os melhores escriptos econmicos e eslatisticos.
A oferta do Sr. Paula Brito foi rscebida com
mosha hora, n I a^ado > e |anto carta do Sr. Dr. Castro o
ande parada na conselho resolveu que se respondesse remetiendo
um exeraplar dos estatutos, esto consagradas as
disposieoes que regen a admisso dos socios cf-
fectivos.
Para a eommissao encarregada de examinar
os decretos ns. 797 e 798 de 18 de junho de
1851 foram nomeados os Srs. conselheiro de es-
lado Candido Baplista de Oliveira, Dr. Jos Bo-
nifacio Nascentes de Azambuja, conselheiro Pe-
dro de Alcntara Bellegaide, Dr. Jos Mauricio
Os dutrados Italiauos.
A Toscana, Patina e Modena nao pretendetn
S^WffilS!t^ s oaS: I tr* pr; 5^ ** G**
mimo de Vctor Emmanuel. ,XQt0 o ViIla-JNova Machado.
Sem embargo de ludo, os crticos mais invejo- 0 Sr. Azevedo apreentou a seguinte proposta
sos nao podem di/.erque tenham ellas sido com- que foi approvada dogois de algunas considera-
pelluLas, por qualquer ,nodo, a manifestar &,! pelo mesmo senhor apelos Srs. con-
O imperador dos Francezes eomprometleu-se a s?'ne'r0 Bellegarde e Dr Villa-Nova :
nao intervir, por meio da forga, para o restabe-1 Nao podendo a sociedade Estalistica do B;a- S4)lo favoravel todas as culturas ; a queOHtr'orat
riqueza actual e elementos de futura prosperida-
de. Comprehende ella todo o territorio que
vat do Rio Doce ao Mucury, em sua maior par-
te ainda despovoado, e mesmo dt-sconhecido, tal-
vez que nao passe de um trigsimo de lodo o
territorio : l.a urna duvida de limites por aquello
lado com a provincia da Baha, que se diz coro
direito pane comprehendida entre o rio Mu-
cury e o ribeiio qua desagua no oeeano, eonhe-
cido pelo Riacho Doee ; entretanto, me paree*
que melhor direito ha por parte desta provincia
j por litlos amigos de doacao e venda da capi-
tana, como pelo uli possidelis.
A comarca de -le fallamos consta da cidade-
do mesmo nome, assentada a S leguas da foz do-
rio, e da villa da Barra, onde acaba a p'esidencia
de crear termo por contar mais de 50 jurados-
qualiica los : urna e oulra localidade ostenta-s
esperanzosa, parecendo-me todava-que, em pro-
porcao, a villa progredir com mais forqa.
O rio navcgavel por grandes canoas, na ax-
tensao de quinze leguas de sua foz, e de dez por
barcos que demandam de 8 a 10 palmos d'agua;.
urna circunstancia que tem toncorrido para ;,
importancia do lugar, junta uberdade do seit
all vieram escollan lo dez sentenciados mili-
tares com deslino ao presidio de Fernando.
Coraraunicou-se ao coinmatidanle das ar-
mas.
Expediente do secretario do governo.
Ollicio ao inspector da thesouraria de fazenda.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia manda
transmita-a V. S. as 9 inclusas ordens do Ihc-
souro nationa! sob nmeros 177 a 185.
"'.',o ao directorgorl da insiruccao publica.
a. Exc. o Sr. presidente da provincia manda re-
Nem por momentos crivel, que o imperador tatistica universal, discutida boje em toda a Eu-
os Francezes possa approvar urna semelhanle rfepa a acceita j em alguns da seus estados, pois
i'iitatna de violencia; o mais que podo aconte- *li.i.iu c .
i a formar o mais seguro penhor da
los povos em urna mesma faailia,
esta sociedade, lomando em seria
elevaila importancia e extrema
prestar
: sua pi
abrigado asombrado seu throno.
genero grande exportaco para a Babia* O va-
por muito lem contribuido para o progresso de
S. Matheus, cujos habitantes nao cessam demos-
trarle gratos aos fundadores da empreza Espi-
rito Santo, pelo que mo consta que o Dr. Pe-
reira Pinto lem alli decididas adheses.
nanos, que instara por'sua proteccao, ese tem ull''ll8de'. no So P^fa ella, como para o paiz, I Urna localidade quo muito promette prosperar
da grandiosa queslo de adopeo dosvsteraa uni- | a d
nome, terrenos ferlissimos, proprtos
10
MUTILADO
provincial utn exeraplar do Ensaio sobre
se
quo
.- adopeo do svsteraa uni- a de Itaunas, onde abundan), margem do
Nessa siluacao expectante, pode muito bem forme de pesos a medidas, constilua urna com- daquelle
wm o momcato de obrar nao esteja lodgiu- misso especial d'entre os seus membros para para agricultura e criacio da gado ; o rio ofere-
Corrc que os Austracos reuncm furcag em Man- '"V"^.^8 luC'lo. abrindo relar;5es cota a as-i ce navegago a lanchase grandes canoas n'uraa
tua, e esia cidado nao ica distante 0 Modena; socia^o central, fundada em Paris sob o titulo ; extensao da mais do quinze leguas; pena qua
de Ass'octaco Internacional, para uniformidade1 nao tenha urna barra aecessivel, razo por que
de, ^iesos e me-didas,, lemprehendeu-se, ha mais de oito annos, a aber-
ft As nncessidades comraerciaes e em geral as: tura de um canal destinado a reunir as aguas do
j registros donde mate a existencia dw casa;, ou I metter y. S.. com destino bibliotheca publica e ser ^^S!;^ nao podiaru comportar por mais; [launas s de S. Matheus, tornando commum a
a ''" r-;n,' os A*?M9% relativamente uos IlB'a>-,nj. tempo a fa.Ra da typos nicos a universaes do pe-1 barra do ultimo; obra que,
mas esperamos jue to cedo r>
urna nova guerra na *' '.
iSSfflera ^* CSw
Os
toremos de ver
Francezes e os
incumbida a urna
/*
ILES.L


(*.
DIARIO DE PER>iVV.'BUCO. TERCA FEIRA 13 DE DEZEMBRO DE 1859.
la para u fim de conceder poderes ao capilo Pe-
dro Alvos Fcilosa do passar o papel pulI
commissao de liunrados cidados do lugar, tero I O* Tomes oralmente apuntados sao o uo Ea-, gerarclua ; nesta procurado, repito, que. 101 un-
ido assaz vagarosa, em razao das pequeas, para J"r';''iz GomP8 da silva e do brigadeiro Roen.
nao dizer insignificantes consignarles annnaes, Qualquer dos dous, ou mesmo o distinelo cida-
Je modo que, estando aberlo o canal, de nada dio I.acento,nicrccem as honras de seruelhanto
serve, entretanto, por faliarem-llie indisiiensa- commando.
A polilii-a continua na annnnistraco do Sr.
veis requisitos da arte, para que se nao ob>tru;i
constt-me que o presidente chamou para ella a
ullencio do govemo imperial.
A populado da comarca de S. Malluus nio
passa de 5,500 almas: suas Ierras ulierrimas,
dkpondo de estradas como sao seus los, ol'iam
para a coloniacjo como sua estrella de esperan-
;a ; e em verdade ha all lugares Os niais apro-
priados para a fundaco de ncleos coloniaes.
As colonias coniinuam a merecer presiden- iCa ,\c prisao pelo crime de injuria.
Dr. Cardse sem significae.no alguma.
Ao passo que vejo nomearom-so liberaos para
os cargos do polica e guarda nacional, deparo
igualni onte com conservadores.
Hoje mesmo publica a gazela oflicial dous sub-
delegados saquaromas para Guarakessava o Gua-
raluba, e un delegado e subdelegado liberaos
para Guarapuava
Chegou ultimamenlc a conlirmaeo da scnlcn-
a do chofe de polica que con leninou o profes-
sor do lycco Jos Antonio Galvo a quatro me-
ca especiaes cuidadrs e lueubrncoes ; pena que
nem sempre tenham sido os bons dest-jos do Sr.
l*o Velloso correspondidos pelos agentes da
administracao ; fallo em retaeso colonia de
Santa Leopoldina, onde um administrador de
obras e um director, cada qual liabalhando para
-desloear ao nutro, Bao foram mujto fiis em
cumprir as ordens da presidencia, e menos se
oceupavam dos negocios a sen cargo do que em
cieaiem-se mutuas diGculdades, e desnioralisan-
do-se reciprocamente, pelo que um pedio exone-
rado, o ergenheiro Amelio Pralen, e o oulro
foi exonerado, o soit disan agrnomo Hun-
rique d'Uliers, Francezes ambos, de cuja diver-
sencia guerra encarnieula foi victima expiato-
ria a colonia, que nao podia deixar de sofTrer
com as Jissencoes d sua administracao e direc-
co ; o director demittido nem ao menos um 1-
vro de matricula deixou na colonia ; falta llie
toda a casta de esc ripturacao, qne agora se est
fazendo.
Apezar, porni, de ludo, os colonos em geral1
vio salisfeitos e promellem prosperar, excepto
alguns que enteodem dever esperar que o manjar
raia-llies do co, ou oulros pouecs a quema
iloen^a nao tein deixado foscas para trt balhar ; a
estes nao tem faltado a mao protectora e benevo-
la do governo, que numa poder ser razoavel-
menle tuxado de desleal as promessas feitas aos
emigrados, a quera se tem coberto de beneficios e
favores muilo alm dos consignados nos respecti-
vos contractos.
A visita de Suas Majestades coniinuam a
prebceupar a aliencao publica ; todos se prepa-
rara para ella, segundo suas torcas e recursos, e
eslou certo que as augustas personagens, se nio
podem encontrar sumpluosidade nesta pobre Ier-
ra, nem por isso deixarao de ser receblas com
todas as provas de amor c respeito, como sao
dignas.
A presidencia tem entendido que nao podero
os povos por melhor modo altestar seu respeito
ao monarcha do que franqueando boas estradas
por onde houvcr elle de passar; e entao lia no-
meado diversas commisses para melliorarom
taes estradas, no que me consta nao ler sido mal
succedida, pois que as commisses tratara dos
r.cioramentos des-as estradas.
O palacio se prepara com decencia e cornrno-
didado grabas aos es torcos do Sr. Velloso e ao
auxilio que para esse fim receben do bao Je
ltapemiriro, commendador Regiualdo e coronel
Cunba, que com o coronel Ciomes Biltencoint,
o quil nao responden anda se aceitava ou nao,
foram pelo presidente Horneados para,(em com-
rnisso, prepararem e armarem o edificio, que
sendo vasto nao poder ficar decentementa pre-
parado com pouco dinheiro.
Do districto de I.inbares foi assassinado
um certo Hygino de Goes, conliecido por Ca-
uc, que, tendo passado diversas vezes pelo
jubilen dojury, morreu s maos de um desgra-
sado que nao leva paciencia para soffi-lo em
suas facanhas.
astD por hoje.
( Carta particular.
[Jornal do Commercio,
rABANA,
Coritibm flO le novenbro le 1: Hoiivi- lia dias no tormo do Principe um as-
saaatoato quo encheu de pasmo a paciQca popu-
lacho do lugar.
E na verdade assim devia acontecer porque a
minha provincia extremamente notavel pola
ndole dcil do seus habitantes, e respoitosa obe-
diencia que consagrara ao principio da aulori-
dade.
Eis o caso :
No dia SO do passado Atanngildo das Noves B8-
sassinou suo mulher por motivo frivolo, segundo
se diz.
O crime eommetlido s 9 horas da manhia le-
ve lugar no quarteiro denominado Ribeiio Ver-
melho do Mato-Den tro.
Uepois de perpetrado o delicio, apresentou-se
i reo ao inspector de quarteiro, declarando o
que havia feilo, e convidando-o a que fosse to-
mar conta do cadver.
Capturado immediaiamcute, instaurou-se o
competente procosso, para o que procodeu o res-
pectivo subdelegado o corpo do delicio no ca-
dver.
A nio ser este laclo, nenhum oulro lhe loria de
referir no tocante seguranca individual, e nem
mesmo contra a propriedade, que aqui geralmcn-
se respeita.
fi a proposito dislo, tem causado admiracao
que na corte se acho ella 13o pouco garantida.
Dou-lhe a agradavel noticia de so acharen! oui
{iaz os nossos indios de Palmas com os de Nona-
iy, do Rio Grande do sul.
Os caciques Cond o Viry oslan nos seus alo-
jamenfos, com todos os Indios que commandam.
RegressarDin no dia 8 do passado salisfeitissi-
mos por haverem oblido das autoridades do Rio
-Grande a prisao dos assassinos do cacique Jacio-
tho, genro do Cond, o seu companheiro Sal-
vador.
No numero dos presos conta-se o cacique An-
tonio Prudente, que foi remeltido, bem como
aquclles, para a cidade do Porto-Alegrc.
Por ahi s ve que os nossos indios do Palmas
nao sao complelamento selvagens, e foram bem
facis dse comentar.
Cond, qunndo se apresenlou ao director dos
indios desta provincia, assim se exprimi :
Persegu os issassinose alcancei dajustica mcios
para que nao ticassem impunes ; quand cu ou
aquellos sobmiuhas ordens o mesmo fzerem, fa-
oani-me outro tanto.
Entretanto, para de lodo obviar estas diiTicul-
dades, e futuras discordias e hostilidades, trata
o Sr. I)r. Cantoso de fundar a aldea do Chag,
aDm de remover para all, Cond. Viry e seus
squitos.
Neste intento o coadjuva ojuiz.de direito da
comarca de Vasconcellos e o brigadoiro Rocha
Loures.
As rogas e planlacoos que se mandaram fazer
eslao j ultimadas, o preseiilcmenle lala-sr de
i'onstruir urna estrada que cominuniquo a futura
aldea com a froguezia de Palmas.
Pouco se despender ncsla obra, porque a
maior parle da exlenso a percorrer de capooi-
ras e campos.
Depois do feila podorao ser removidos os in-
dios com seus caciques, os quaes enconlrarao no
Uiagu as i ecessurias plantaroos- para sustento
das tribus quo dirigem.
O cacique Cond oiTereceu-se presidencia pa-
ra, com 20 indios, dar principio a estrada, a qual
ficar concluida autesdo prximo invern.
Vaisejulgada agora no municipio de Castro a
r Maria Anglica, aecusada de haver mandado
assassinar tres maridos I
Foi absolwda no primeiro julgainento, ojuiz
appellou, o a relacao recebendo a appcllaoao,
uiandou submetter a' novo jury.
Oefende-i o Dr. Laurindo Abelardo de Brito,
e conla-se com a absolviro da f.
O roZacharias Ponteado vai tambeni respon-
der por dom delictos ambos de niorle.
Por um delles j allegou o I)r. Molta ( que o
defendeu ) o favor da prescripcao, c pelo oulro
o jury agor,-' decidir como deve.
l)eos queira que os jurados procedam com cri-
terio, visto que alin do taes processos, ha 10
mais, quasi todos importantes.
O Dr. L; urindo defende a maior parte dos
Por fallar na comarca do Castro devo-lhe con-
tar que anda surgem as pretences rara o com-
mando superior de Guarapuava
O prcesso foi movido polo bacharcl Mussu-
runga, (anihem lente do liceo, ulliinamente sus-
penso do excrcicio das respectivas fnnrces por
falta de respeito ao inspector geral da instruc-
cao.
Veja pois se nao tonhu razao em opinar pola
extinecio do um estabelccimenlo, cojos resulta-
dos tem sitio a intriga e discordia entre os Un-
tes, a falta de respeito aos superiores, e o que
mais nenhum proveito mocidade j em numero
10 ) que alli froqiionla -'
Sobro a execucao do acrdao e sentcnca da re-
lacao trarou-se urna questo ( toda pacifica]
entre o Dr. chefe de polica e juiz municipal
Rento Fornandes do Barros
Aquello julgava-se incompetente para o\ecu-
lar a senlonca, esle tnha o mesmo pensamenlo,
c allegou tongas consideracocs.em justificacao do
seu acto.
Finalmente o juiz municipal deu cumplimento
ao acrdao o liouxc a duvida presidencia para
a levar deciso do governo imperial.
Nada mais por ora, ludo fica em paz profunda.
( Carta particular.)
Do Jornal do Commercio do Rio.
EkIioco Histrico sobi-c a provincia
lo Ccaa-si pelo Dr. Pctlro Tlic-
berge. (')
[Continuaco do u. 2S2.)
J deixei dito que, quando so doscobrinm as
planicies do l'iaohy, foram nellas ostabelecidas
lazendas de gado em terrenos de sesmaras, con-
cedidos pelos guveruos da Rabia c de l'ernam-
buco.
Os govornadores do oslado do Maranho quei-
xaram-se disto ao governo real, o qual mandn
o ouvnlor do Maranhao examinar o caso, e infor-
ma-lo acerca do oslado das cousas ;"o quo moti-
vou a provisao do conselho ultramarino de 11
de Janeiro do 1715, ordenando que o territorio
do l'iauhy que fura npossado pelos governos da
Rabia e l'ernambuco, neitcncesse d'ora avante ao
Estado do Marauho. Bate ouvidor conservou-se
por inuilo lempo no territorio do Piauhy osbu-
lliando os Rahianos o os Pernambucanos das Ier-
ras que haviam oblido, e coucodondo-as como
de volutas bovos sesraciros do Maranhao : foi
sera duvida este que, dcbaixo do appellido de
Tubaro, inlromoiieu-so DCsla questo das tor-
ras do Juca e allrahio sobre s a inirnixado dos
Montes, de modo que rendo-e ameacado poruin
inimigo to poderoso c violento^, unio-se .ou-
reneo Aires rotosa, que o accoTneu nasfazendas
que possula as nascencas do W> Cari.
Ora, sendo ofiiciaes superiores de. ordonancas
os douschofos dos partidos, que se debaliam.'fi-
zerara el les diversas
ico do
venda do dito sitio Cachoera d (lari'ao capitao
Antonio Garras da Cmara, a conslituinte esla-
belecc por seus procuradores no Recito seu ma-
ndo o coramiSMrta Lmenlo Alvos Peilosa, e
seu niiio o pro-parocho do Recito Jos Fcrroira
Gondini, e a seu pai o sargenlo-mor Domingos
Vaz Gondim; em Goianna o sargento-mr Malhas
Vidal de Negrelros, ao capilo Antonio Velhn
Gondim c ao padre Domingos Velho Gondim;
no Cear ao reverendo vicario Dr. Jo.io da Malla
Serra ; uo Ico ao reverendo vijrario cura da ma-
triz do N. Sonhora da Expeclaco da dita (regue-
zado Ico o padre Domingos 'ias da Silveira, ao
capilao Jos do A rail jo Chaves, ao atieres Fran-
cisco Alvos Feilosaea Pedro Alves Feitosa; na
villa de Penedo do Rio de S. Francisco aos capi-
lcs Manuel Ferreira Ferro e Joo Ferreira Fer-
ro ; sendo todas possoas ligadas por tacos do
consanguinidade ou de alfinidsdc com os Fcito-
saa anda boje.
Tendo sido incumbida um oificiai ajjpriso
de Francisco Alves Feitoza, foi esle por ello a
lempo avisado ; pelo que rctirou-.se d'alli para
o silio Buriti, no Piauby ; donde continuou a
exercer as suas vingancas contra seus inmigos.
Na piopria fazenda das Cabacas, em emboscadas
successivas mandn malar 'a nove pessoas da
parcialidade dos Montes, inclusive dous irmaos
d'csies; e em taes apuros os collocou, que Ge-
raldo de Monte vio-se compellido a abandonar
esta sua fazenda para se accolhcr ao Boqueiro,
onde morreu lempo depois.
Os Montes esqueceraiu o passado ; mas os Fei-
tozas continuaran! a vivir a sscomsgo mesraos,
sem relacao nem comiiiunicacao com o resto da
pnpulariio, e conservando sempre grande sequilo
de malvados, que acoilavam contra as persegui-
cos da autoridade.
Nos livros da cmara do Ico verifiquei que as
pateuipa elevadas de officaes de ordenancas fo-
ram concedidas pessoas, que se diz all have-
rem prestado relevantes servicos neslas guerras
dos Unhamuns, durante os primeiros annos do
secuto XVIII.
Vagou durante alguns annos pelas capitanas
do norte um impostor que so intitulava principe
do Brasil, em corapanhia de um padre debocha-
do, que lhe servia de secretario ; esse pretendi-
do principe eslorquio muilo dinheiro concedendo
titules honorficos de nobreza porsommas vul-
tadas. Francisco Alves Feitoza c seus prenles
compruram-lhe o perdo de seus crimes por una
grande soiiima de dinheiro, o que molivou a sua
volla para Juca, onde viveu e morreu em paz,
sem duvida em razo do enfraquecimonto da jus-
tii.a pela grande distancia qne a d'alli a cidade
da Fortaleza.
Conserva-se ainda na familia a espingarda de-
nominada Lngartixa, arma favorita deste lio-
raem tao tristemente celebro nosannaes do Cea-
r.
Poneos annos depois do levante dos Montes
com os Felozas, appareceu oulra intriga mnilo
lameutavel entre um filho de Francisco Alves
Feitoza, chamado Manoel Ferreira Ferro, e um
porluguoz rico, poderoso e com crditos de ca-
lente, de nome Jos Pereira Lima e morador na
fazenda Porto da Serra do Araripe ; intriga sus-
citada por causado limites entre Ierras que am-
bos possuiara no Orejo Grande e que depois de
ler se restringido em comeco aos ineios legacs,
passou a ser discutida por vas de facto. Jos Pe-
reira Lima acrescentou o apnellido Ac seu
nome, alludindo por contraposico ao nome Fer-
ro do seo adversario : o nestas "disposices do-
clamou souie esi.t uivisao, u bi-Hei atlenileudo te passarara osles a ser escolidos polo senado
rzaos, niandou passar o termo para a ] reunido com o povo em cmara. Os capitacs m-
distrieos
Fortaleza, ijue foi creada villa poralvar do 11 de res dos termos e do
marco do 1/11. Alguns colonos porm inleressa- verdadeiras autorida
dos em que Aquiraz fosse cabeca do termo, ex-
citramos Indios a pegar em armas para recla-
mar a transferencia do termo para ahi; de ma-
neira que o governo vio-so obligado a marchar
contra ellcs com as torcas, que pode arrunjar;
e dar-Ibes urna batalha, em que muitos foram vic-
timas.
El-Rei inormado deste successo, restaleleceu
em Aquiraz a sedo do termo, conservando For-
taleza a cathegoria de villa e a residencia dos
governadores, segundo se eollige da ordem rega
de 27 de Janeiro de 1713. em virlude da qual se
efiecluou esta transferencia na administracao do
capito-mr goveruador Francisco Duartekle Vas-
concellos. As cousas se conservaram neste p
sem alloiaco, por alguns anuos ; apenas foi di-
vidido o tormo era tres districtos, o do Aquiraz, o
do Jaguaribe e o do Acarac. Um juiz pedneo
porcorria estes districtos cada auno com :Seu es-
crivao adminislrando juslit}a.
Os Jesutas quo nao linham misses to Cear
senao as da serra da Ibiapab, solicitaram dos
res de Portugal que Ibes concedessem upi colle-
gio npsta capifania ; o que Ibes foi oulorgado por
carta regia de 7 de marco de 1721 com detenni-
nacao de que a fazenda real dsse aos Jesutas
de Pernambuco a quanlia de seis mil qruzados,
no decurso de tres annos e mediante prestacoes
annuacs dedous mil cruzados, para eslabelcc-
menlo do um collegio na dita capitana do Cear,
e de que nesta riam residir dez mssionarios da
corapanhia, devendo alguns delles saberfa lingua
alloma, alim de desfazor sem duvida as|hercsias
implantadas pelos Ilollandezes nos Indijos, visto
que em Portugal suppunha-se que elloi haviam
ensinado o proprio idioma aos genlios de sua par-
cialidade.
Delerminava igualnienl" a mesma carta regia
que se dsse a cada padre OtfOOO res d
ra, at que se estabelccosso as fazenda:}
ptania o imposto do urna rez por cem, e
por cada quinheotas cabegas de gado.
Km virtude desta ordem, principiou-sa| aodili-
caQodo dito collegio na villa do Aquirat, e vie-
ram os mssionarios residir nell; ma!
quanlia concedida a favor da dita edilic
Che
ordina-
da ca-
de duas
como a
icio nao
a uistricios i'oreiu erara as
des, dominando a massa da
populacao em virlude do mando militar, que
n'ella exenuam.
Como eram neste lempo procuradas com mili-
to ardor as isences do aorvico de ordenancas, os
governadores concedan] patentes graciosas em
proveito proprio, patentes de entradas, antigs
patentes do bandniras; e outras da mesma nalu-
iozi, mas estas nao davam prestigio nenhum.
O senado presidido polo ouvidor da comarca,
quando se achava prsenle, pelo juiz de fura onde
o havia, ou pelo juiz ordinario, seu presidente
nato, era um poder prestigios i em iodo o termo
pela naiureza das suas aUribuicoes lucios. Era
costme nao so fazor cousa alguma importante no
termo sem consultar o senado reunido com as-
sistencia do clero, n ibreza, horaens bons o Cilios
da folha, especie de lercoiro oslado, que mesmo
os res costumavam consultar quando quoriam
tancar um imposto, como o vimos por occasio
de se querer oslabelecer a lenca dos Jesutas a
custa dos fazendeiros; como se fazia quando se
quera crear um novo termo ou urna nova frogue-
zia etc. ; e quando o povo raanifcslava seu voto
com energa, a sua raanifestaco ora a Hendida.
A justioa era administrada pelo juiz de tora,
onde El-Rei o mandava, ou pelo juiz ordinario,
que julgava todas as questoes criminaos e civeis,
em ultimo recurso at rerta quanlia, c nis oulros
casos com appollo pira o ouvidor o depois para
a relacao da Baha, nica que honve no Riasil
at os principios do secuto actual. Quando os
termos eram grandes, havia uizes de districtos
que corriam o termo administrando juslica aos
povos ; e nos lugares onde havia aggregagio de
viole familias, como as aldeas, arraiaes po-
voados haviam juizes de vintena com abada me-
nor.
sim como os juizes ordinarios por elcico feila i
cercadores da cmara transada porpolou-'
ros como se acha explicado as ordeiiaccs do I
reino, its voreadores eleitos nomcavain juiz de!
orphos, procurador e secretario, almotacs el
outros officiaes subalternos do senado, sendo |
essi's almotacs uns fiscaes cora allribuioes am-
pias, e quo davam sen lencas definitivas era raa-
Em vij-tudo deste bando, datado de 8 de sotem-
bro do mesmo auno, atlluio milita gente ao Ca-
riri, altrahida pela cubica de cavar ouro ; e o ou-
vidor caoservou-so na Miss5o Vclha por lon"0-
espaoo d,e lempo, a fim de inspccionar os trabalhos
e regulafisar a cobranca do quinto real O gover-
nador de Pernambuco mandou um destacamenio-
de trujas de pret, commandado peto sargento
mor Jernimo Mendos da Paz, para velar na se-
guranza c fazer a poluia as minas, onde o gran-
de conrjurso de vadios o vagabundos linham pro-
duzido urna lerrivel anarchia : os roubos os as-
sassinis eslavam-se reproduzindo a cada mo-
mento, ehomens haviam que.forrando-se ao tra-
balho da minoraco, s viviam de matar os mi-
neiros para rouba-los e enriquecercm com os seus
despojas, de sorle que para obstar a continuaco
desse estado anormal, foi preciso muita energio
da parle do enraraandante do destacamento, e a
ooperaco do nuiieroso peaaoai que trouxera.
__^_____________(Continuar- se-ha).
PERNAMBUCO.
REVISTfiDURIfl
Q autor dos Entecos leve a honra de oTere-
cer a S. M. I. no dia 8 do corrento, um exemplar
rlessa sua produeco poelica, elegantemente en-
cadernado no Rio de Janeiro.
S. M. amante como das lettras, dignou se de
agradecer esso offerla com a sua coslumada uon-
dade.
O director do arsenal de guerra, o Sr. co-
ronel Antonio Gomes Leal, no dia 9, offereccu a
S. H. I. urna pistola primorosamente Irabalheda
no mesmo aisenal por artistas tilhos dessa pro-
vincia.
E esta arma de um s cano, a sua inveoco
engonhosa, e nella lanca-se ao mesmo lempo de-
zenove lulas, queprodu/.cm succcssivament'j de-
zenove lros.
A crojnha de prata lacrada, e o guarda-malo
da mesma malcra ; mas o couce de Jacaranda
perfeitauenlc esculpido.
A caixa em que eslava esla arma, forrada ex-
lenormnte do velludo verde guarnecida de ga-
o eslreilo de ouro ; e pela parle interna de vel-
chegasse para a conclusao da obra, por okiira car-1 leas de sua competencia.
la regia de 12 do fevereiro de 1732 maijidou Kl- I Superior ao senado, aos juizes e todas as au-
Rei II. Joo V dar, por urna s vez, outros dous I toridades judiciaes, era o ouvidor que, gozando
correras pelas margena do
rio Jaguaribe e Salgado, e tivoram alguns encon- assassinalos as pessoas da parcialidade contra-
tros mu sanguinolentos, o doscondo Lourenco ria
Alvos loitosado Cariri para Ico. en. companh'ia (') governo do Cear, informado destas desor-
do ouvidor, foi sorprendido coi cannnho por seu dens, mandou prender Jos Pereira Urna Ac, ao
adveisano, custando-mo assaz O poder escapar qua| envin para o Limoeiro, ou mais provavel-
com sen hospede. menle para \ ,,ah conseguindo e||e livrar-se
pe semelhantcs enconlros ou de paseos divcr- smenle depois de longos annos. como ora eos-
sos desta guerra feudal. tomaram denorainacoas turne nessa poca Nao sei em que lempo foi
eaiaclor.siicas cortos sitios que os lera conserva- offectuada osla Pristo, masposso allirmar que foi
?;,al"dii^djhc,J(!-^7Ile^ Salgado, oncou- antes do 1734, porque nao encontr! o nome
(ra-sea JWenc.o, o Arraml, a Batalha, as d'elie laucado no rol dos culpados do termo do
as, as Emboscadas e o Jb, lugar onde foi Ic6, que principiou de 1733 em oante, ao passo
mil cruzados com os quaes se concluirn! as o-
bras do dito collegio que hoje anda so v na
mesma villa em estado de completa runa. Pela
mesma carta foram elevadas a oitent mil reisas
ordinarias de rada um dos religiosos do collegio
do Cear; e finalmerile por ordem do 19 de ou-
tubro de 1733 foram declarados iseutos de lodo o
direilo os provimentos vindos de Portugal ao Bra-
sil para uso dos piares da companha.
Os povos sendo consultados em cmaras acerca
da conveniencia do se estabelecer sobre os douos
de fazendas de gado o imposto cima citado de
urna rez por come de duas por quinhentas, afim
de subvencionar com elle os padres mssionarios
da companha, reclaniaram e imploraram a cle-
mencia do monarcha allegando a pobreza resul-
tante da naiureza do paiz, onde os fazendeiros es-
lao sempre a principiara vida, por causa das sec-
eos frequentes, da pouca ferlilidade do terreno e
da grande baixa havida nos precos do gado vac-
cum e cavallar, que nesles principios da capita-
na era costume mandar para a Baha. El-Rei at-
tendendo a osla justa represenlaco, mandou pa-
gar as ordinarias a custa da real "fazenda. Mas no
ludo escarate. Sobie a lampa, pelo lado externo
ha duas tarjas de piala contendo urnaa 8. M. I.
e outra4-Ofl*rcia pelo coronel director do ar-
Si na de guerra A. G. Leal.
Esle oresente urna copia fiel dos talentos-,
que aquelc estabelecimenlo abriga em seu seiej;
e com a lembranei de urna semelhaiHe oerta*
quiz o Sr. corono] Leal dar urna pro va do quanto*
Irnbalha-rse bem all.
.No dia 30 do passado, levo a honra de ser
admiltida cumplimentar a S. M. I., em nomo
da Associacao Popular de Soccorros Mutuos, umn
commissiode > raembrus, cujo relaloroSr. Fran-
cisco de Pauia o Silva Ljhs, recilou nesta occasio
o seguintc discurso :
nov u Sci,l,or-Una corporacao de tilhos do povo
geuero de vida ; fugiam da misso, o. ara viver ~a Asscaco Popular de Soccorros Mutuos
nos mallos fui lando, -matando e assolando os "] manda apresentar a \ ossa Magestade Irapc-
sertoes. I", p lis, a -" de mato de 17-19 o governa- nal..cora .manifesUcaa de suas fecitaces pela
dor de Pernambuco ordouou ao sargento mor do 8,usP""n,< de \ ossa Magostado Imperial, e
lo urna indopendeucia absoluta, luilia irm pres-
igio immenso. Era ao mesmo lempo corregedor
da comarca e linlia obrigaco 'le todos os annos
corre-la e tomar corita dos actos de todas as au-
toridades, a excepcoes das militares. Era tam-
bera juiz das capellas, bous de eventos, residuos,
ele, ele. Todas as autoridades judiciaes, civis, e
municipaes Ircmiam perante osle lerrivel syoo-
cador de suas acones, na qualidade Jo em prega-
dos pblicos.
Os Indios aldeiados as diversas misses doin-
lerior, difilcitmeiite se acommodavam a este
as pioprias misses da Telha, do Miranda, do
Jui', e oulra3 do termo, sera carecer licenQa dos
paires missionarios Esla ordem deu lugar a
novaperseguico contra estes pobres Indios, que
rain comeco de parte a parte a deslruirem por; uou-so e estove a pontos de usar das armas cn-
ico, que a esle lempo j era villa, o povo ainoli- ara desappie'condo a ollios vistos da sua lena
assassinado por Geral lo do Monte um juiz de to-
ra, que so diriga seu acampamento como par-
lamentar c conciliador. No Jaguaribe ha o silo
dos Defunctos, S. Matheus, que deveu sen
que achei muitos parciaese mesmo escravosseus
e do seu adversario, toncados no dito rol por
crimes de morle praticadbs ncsla contenda, e
..a nome'tambera alguns por mortes feilas durante a de-
um srraial qne ah eslabelocou um dos partidos
em dia da festa deste apostoio, donde lhe veio
tambera o nome anliso de Arraial de S. Ma-
theus: mais cima oxisteo llom-Successn, o urna
vrzeo, que foi o thealro de um combate rcnlii-
do, conservando-se ainda alli urna cruz e um
monlao de podras na boira do raminho, local ora
que se enterrramos morios; nos Unhamuns on-
conlram-sc o sitio das Trincheira e o Sacco-das
Halas, onde um partido dos l'eilosas perdeu um
sacco dolas, que foi adiado muitos anuos depois
polo major Jos do Valle Pedroso.
Depois de torera decorridos muitos annos na
indilloreiica, o governo do Cear, que ora dema-
siadamente fraco para se intromelter nesta lula,
recebeu ordens, em virlude de parles dadas para
Portugal polo ouvidor Tubaro, de perseguir ara-
savenca dos Montes com os Fetozas.
Os ricos daqucllo lempo, fiados na facilidade
que havia de evitar o golpe da le, costumavam
tenor ao|ueliea por suas proprias m.los, visto que
os magistrados dcixav-im-se tambem peilar para
os absolver. Este coslume brbaro se perpetuou
do geraeao em geraco na fnnii" Feitoza, at
nossos dias em que a veremos \ 'guida pelo
governo c pelas justicas. v
O povo lanibem era geralinenli uilo sangui-
nario e eslava sempre promptoprroubar a exis-
Icocia dos seus semelhantes. No livro em que se
acham toncados os criminosos do termo da Villa
dolc.dcsde 1733 al 1795,ache cerca de mil cri-
minosos, quasi todos de niorte ; oque d porto
de 20 assassinios por anno, numero que por
certo excessivo em relacao populacao quo eli-
dios; porquanlo estes miseraveis apenas cahia
alguin combteme, corriam logo a lomar-liie os
despojos, aflroulando para islo as balas o as ar-
mas, lano dos parciaes como dos inimigos.
Estas guerras haviam aleado a inimizado entre
as dilTcrenlds tribus do indgenas quo represen-
tavam no-so drama sanguinolento, O governo po-
rm togrou acalma-la eobrigaroschefes a aban-
donaren) o ilioalro da guerra O comniissario al-
tores Lourenco Alves l'olosa rclirou-se para Per-
uambuco, donde continuou a dar troquemos via-
gensparaos Dnbamuns, e eniregou-so a fibrica-
e?o do assucar no engenho Curral, tormo de Sc-
rnhaom.
Tendo vendido em 1717 ou 1718 urnas Ierras
que possuia no sitio Cachoeira do Cari por es-
cnpliira particular, visto nao haver labellio na-
quellc centro, promellcu mandar o procurarn de
sua mulher, que so lazia necessaria para l'egali-
sar a venda ; e no livro das olas de 1716 fui de-
parar com o traslado desta procuracao, deste do-
cumento histrico importanlissirao, lavrado a 26
de mareo do 1719 no silio dos Curraos em Per-
nambuco, termo do Serinhcm. Nesta procura-
Cao em que so slenla, como era coslume na-
quellcierapo, um luxo do constituales do alta
pendente daquelle do lc .
mas ossa anormalidade se explica pela sua popu-
laran, que sempre foi muilo maior do que a dos
serios.
E quantas mortes nao passaram desappercebi-
das era virtude da disseminaco da populacao !
A populacao crescenle do Cear atlrahio as vis-
tas do hispo de Pernambuco, que reconliecendo
a necessidade de lornecer o pasto espiritual aos
colonos, que dantos nao linham curas nem vi-
garios, mas sim alguns padres seculares ou re-
gulares disseminados pelo serto, e a roda dos
quaes se agglomerava a populacao para gozar
por intermedio delles dos soccorros religiosos :
esse bspo, repito, reconliecendo essa necessida-
de, tratou do crear freguezias eprove-los de pa-
renos.
Anda se ignora a dala precisa da creaco da
froguezia do Aquiraz, a primeira quo so osiabo-
leceu no Cear, dobaixo da invocaco de S. Jos
de Ribainar da villa do Aquiraz : s relaces que
lenho visto a fazem remontar ao anno de 1700.
Foi logo provida do vigario collado, pago pela
real fazenda, o que nao succedeu com os oulros
que se crearam ulteriormente, nao querendo os
ordinarios, nao obslanle as ordens da corle do
------------.____________________________._______ Lisboa, noraear vigarios inamoviveis ; mas sim
i*) Tendo o Sr. commendador Antonio Joa- i curas Piicommendados, aos quaes removiam e
quim do Mello feilo una observaco no n. 282 mudavam frequentemenle, adra de augmentar o
i naluralidade do famoso indgena D. endinienlo da cmara ecclesiaslica com o im-
porte das provises, e poder empregar com faci-
lidade os seus validos e atilhados. Nao obslan-
le, se fosse continuado esse systema de provi-
menlo, nao sendo concedido carta de collaco,
talvoz que nao se ttvesse relaxado lano o clero,
visto quo ha/veria facilidade maior de castigar os
delinquents.
para que fosse
do Cear por
nata
Por provisao do Rvm. D. frei Luiz de Sania
Thereza, bspo do Pernambuco, datada de 20 de
fevereiro de 1717, foi mandado croar nos Cariris
ira o ouvidor, que muilo inslava
eslabelerido o imposto.
Em 1723 foi creada a ouvidoria
desraemfiraco daquella da Parahiba, comprehen- Sovos urna froguezia nova, para melhor adminis- i
dendo a sua jurisdiceao toda a capitana. O pri- | Iraco do pasto espiritual numerosa populac&O, '
l)r. Jos Mendos Machado,! que so ia agglomcrando naquolle terreno, ie
meiro ouvidor fui o
que toraou posso a 5 de margo de 1723, e rece- i urna especie do oasis, eminentemente fecundo,
beu ordem de residir na villa lo Aquiraz, eleva- j em virtude da abundancia do agua que alli ha.
da a cabera da comarca. Succedeu-lhe o Dr. An-! O visitador Manoel Machado Freir om 17-f ef-
tonio Lourero de Medcros, que adquiri a fazen- fectuou installaeao desta nova freguezia, cujo
Em 808, quando extraordinarios aconlcci-
menlos polticos conslrangcram o augusto avo de
Vossa Magestade Imperial a mudar de residencia,
, deixando temporariamente a corle de Lisboa pe-
la cidade do Kio de Janeiro, Pernambuco lison-
' geou-se de que, ao passar por defronlo do nosso
porto, quizesse o rnonarcha exil.ido honrar-nes,
descaueando ui.i pouco entre nos das fadigas de
ama viagem tongac enfadonha.
Depois da independencia, a mesma esperan-
eve esta provincia rolalivameiilc ao augusto
Antonio Felippe Caraarao, contestando a asseve-
raco de ser elle do Cear, emittida ueste Esbozo
pelo Sr. Dr. Tbeberge, devo pedir ao publico que
agua.ide a resposla desse met nobre amigo, re-
lativa a contcslaro do Sr. commend idor Mello ;
resposla que nao poder ser lo breve quanto to-
ra para desojar em materia to importante, visto
que ha una distancia intermedia de cenlo o lau-
tas legoas.
Sei que o Sr. Dr. Tbeberge. ha feilo um cstudo
aecurado sobre a malcra, assim como nao igno-
ro que o Sr. commendador Mello nao tem lido
pouco trabalho na sua patritica empreza de ex-
humar do olvido vultos importantes da historia
patria ; nesta siluaco pois o espirito vacila em
aceitar antes esta do que aquella versao, sem que
sejara ouvidas as razos de presumpeo ou do
juizo das parles que dissenlem tao radicalmente
em pcnsamenlos.
O Sr. commendador j expoz as suas razos s
paginas 182 da sua iuteressanle obra, que agora
remello ao racu honrado amigo Dr. Tbeberge,
que dola nao linha conhecimento al minha par-
tida da cidade do Ico; resta pois qne esto deson-
volva as suas, que nao devem ser lo despropo-
siadas quanto nao san singulares, visto que pen-
sa semelhantcmeiito o Sr. Warnhagem.
Sao pontos estes obscuros da nossa historia,
que s a discussao racional o extreme de amor
proprio poder Iluminar.
E possivel que o Sr. Dr. Tbeberge labore em
engao nessa altribuicao do naluralidade diltorcii-
le Camaro ; possivel qne nella segoisse una
tradicao conlroversa, mas nao posso crer que,
dando-o como irmao de Jacauna, o leona feilo
sem o esludo previo do documentos, quo lhe
desseni malcraos para esso sen juizo ; e que, ad-
miltida a fraternidade dos dous, um soja Cearenso
o outro Pernambncano.
Nao lenho esludos especiaos sobre a nossa his-
toria, mas j li em oulro autor idntica altribui-
cao, assim como, se bem me record, n'uma Cho-
rograpbia, tratando-seda provincia do Cear, na
parle relativa Villa-Vcosa, dava-so como exis-
tcnlo nella a casa solar de D. Antonio Felippe
Caraarao.
A ser verificada a exaclido disto, nao impor-
tar alguma cousa ?
Neslas obsorv/edes nem porlonge vai una con-
tcstacao: nunca iive porbora o representar o pa-
pel do bezorro da fbula, que pretendou dar re-
gras no que ignorara.
Wilruvio.
(tolra freguezia foi creada no centro da capi-
lania, sob a invocaco de Nossa Senhora da Ex-
peclaco do arraial do Ico, n'uma dala incerla
como a de Aquiraz : mas lenho fortes razos para
crer que foram ambas erectas na mesma occasio
urna para o litoral, e oulra para o centro. Lau-
cadas em notas lenho encontrado procuraces de
pessoas do Pernambuco quo j ha annos linham
deixado o centro, c aue consiiluio por procura-
dor o vigario-cur era mil seto ceios e lautos.
Continuando a populacao a augmentar, estabe-
lecerara-sc mais duas freguezias no litoral, una
sob a invocaco de N. S. da Conceijo, na rbe-
ra do Acarac, era 1714 ou 1715," cuja sede foi
ambulante ; pois que logo na occasio da crea-
eo foi determinado que servisse provisoriamen-
te de matriz, urna capella anliga dedicada a N.
S. do Rosario, edificada na margem do riacho dos
Guimaraes, ronllucnto do Gurairas, perto da sua
foz no Acarac, 25 leguas distante do mar. Ser-
vio essa capella de matriz at 1746, anno em
que se principion a edificar oulra uo sitio da
Cansara, onde paulatinamente foi apparecondo
um povoado que hoje acha-se convertido na ci-
liado de Sobral. A oulra froguezia que se creou
no mesmo lempo, pouco mais ou menos, foi a
ilas llussas na povoaro do mesmo nome, com a
invocaco de N. S. do Rosario.
O rio Ranabui servio primitivamente de limi-
tes s freguezias de Aquiraz e do Ico, compe-
lindo esta todo o territorio situado ao sul; o
aquella lodo o que fleava ao norte do sobredilo
rio ; ao depois o Mundahu foi o limite consigna-
do s de Aquiraz o do Acarac ; e o Pirangi,
s de Aquiraz o de Russas, comprehendondo
esta todos os afluentes ao norte do Banabui e
dividindo com a do Ico, pelas nascencas do mes-
mo Banabui al barra do Set pel rio, e d'a-
hi em rumo direilo a barra do Junqueiro e pon-
a septentrional da sena do Pereira, (cando pa-
ra o Ico a sua chapada ento deserta, e para Rus-
sas o vallo do Fguciredo.
Era 1710 foi a povoaco do Aquiraz elevada
cathegoria de villa, tendo por termo a capitana
inleira, o Picando dependento da ouvidoria da Pa-
rahiba. O capilo mor, governador do Cear, re-
da das Ilaaus, defmule da misso da Telha do
Quxelou, e do lado opposto do rio, e resida mais
lempo nella do que na cabea da comarca : to-
raou posse no 1 de agosto de 1729, e entregou a
vara a seu successor o Dr. Podro Cardoso de No-
raes Pereira, a 4 de junho de 1732.
Dr 172 at 1728 reinou em toda a capitana do
Cear, e niesnio era toda a de Pernambuco, urna
seeca lo rigorosa quo nao s morreu quasi lodo
o gado, como tambora muitos habitantes d'ella
succunibiram a falla de vveres. Foi esta secca
lo singular que fallaran) as aguas al no Ca-
riri.
Na misso, que anda hoje se denomina Vclha,
eslava estabelecido um.rmssionario com sua al-
deia ; a falla absoluta d'aaua ueste lugar, obri-
gou-o a mudar-se para a borda de um brejo si-
tuado una legua ou pouco mais cima da sua
antiga residencia, e ah se estabeleceu com seus
cathecuracnos, dando principio misso quo se
charnou Nova em opposicoa deuominaro de
Velha, que se deu primeira.
A esta secea succederam quatro anuos de cha-
ras abundantes al 1732, e d'ahi em vanle ou-
tros quatro aunos do secca. Parece que no XVIII
secuto os annos seceos e chuvosos se iam succe-
dendo por periodos de quatro annos.
Em 1731 succedeu ao governador Joo Baptista
Furtado o seu substituto Leonel de Abreu Lima
que lomando posse a 13 do fevereiro, s deixou
as rdeos do governo no da 11 de marco de 17:13
entregando-as a seu successor Domingos Simos
Jordo, quo conservou o poder ot selembro de
1/39, poca era quo lhe succedeu Francisco Xi-
menes deArago.
Por carta regia de 20 de outubro do 173G, re-
meltida pelo capitao general governador de l'er-
nambuco ao governador do Cear, foi erecta era
villa a antiga povoaco do Ico e ordenado ao novo
ouvidor do Cear Dr. Victorino Pinto da Costa
Mendonca, que lomou corita da vara em 1735 quo
fosse inaugurar es"a nova villa ; o que elfectuou
elle a 2 de mato de 1738, por occasio de andar
em correico pela sua comarca.
O interior ja era lo povoado nesle lempo, que,
havendo o decreto da creaco concedido para pa-
trimonio do respectivo senado quatro leguas em
quadro de terreno, ou por oulra, dezeseis leguas
quadradas, nao foi possivel compbtar-sc esle nu-
mero de leguas, quer no lodo, quer por partes,
por estarera todas as tenas at una graude dis-
tancia da villa situadas o adquiridas por sesma-
ras, o quo deu motivo a se conservar o senado
sera patrimonio at o anuo de 1778, era que con-
ferio-se-lheo dito patrimonio dedezesels leguas
quadradas na chapada da serra do Cmara, que
ate esla dala licra dcsconhccida ou peto menos
despresada era consequencia da grande falla do
agua que ah se experimentara.
0 termo da nova villa comprchenda todo o ter-
ritorio da freguezia, isto o terreno situado ao
sul do rio Banabui, desde suas nascencas at a
barra d Set, cd'ahn'nm rumo directo barra
do Junqueiro e extremidade septentrional da
serra da Michicla om;contiiuaco da do Pereira.
A creaco deste novo termo conlribuio muilo
para regula risa r a marcha dos negocios do centro
da capitana pola presenca de um senado, que na-
quolle tempo era um poder revestido do allri-
buiQes mui ampias.
Nao ser ocioso dar aqui urna idea succinla do
modo de administracao adoptado nessa poca re-
mota.
Independentemente dos governadores geraes
do estado do Brasil, cuja jurisdiceao se estendia
a ludo quanto dizia respeito ao cs'tado em geral,
havia governadores geraes de capitanias/que go-
vernavam as capitanas "maiores, c outras de se-
gunda ordem, que Ibes eram annexas; o que rea-
lisava-se cora a capitana de Pernambuco, cujo
governardor geral linha jurisdiceao nao s sobre
ella, como ainda sobre as outras "que lhe eram an-
nexas ; taes como a Parahiba, o Rio Grande do
Norte e o Cear.
Tinham ingerencia directa e quasi absoluto om
todos os ramos da administracao ; nomeavam ca-
pitaes mores governadores das capitanas aune-
xas, aos quaes delegavam parte dos poderes que
Ibes competame Davam-lhos o commando da
torca regular, que mandavam destocar na capita-
na secundaria, encarreganiio-os da seguranca
dtolla, encargo quasi meramente nominal das ca-
pitanas contraes porque estas nada linham que
recetor dos inimigos exteriores : apenas estes ca-
pitacs mores tomaram parte activa as guerras
dos Montes, Fetozas c outros conlra os ludios.
Autorisavaratn'os para conceder datas de Ierras,
mas nao obstante quasi todos as que vieram con
cedidas porem El-Rei ou pelo governardor geral
de Pernambuco.
Por intermedio dosses governadores geraes
fazia-seloda a correspondencia entre as autori-
dades superiores e a capitana a seu cargo, de
manoira que por causa destas aliribuices secun-
darias, quasi que nao sao conhecidos 'os capites
mores governadores das capitanas secundarias.
Por elles eram concedidas e passadas as patentes
de officaes de ordenanzas, especie de guarda na-
cional, cncarrogada da guarda e seguranca do
paiz, porm aquellas dos olficiaes superiores
erara confirmadas pelo monarcha, e ulterionaen-
pai de Vossa Magestade Imperial; mas ainda por
essa vez lloarara frustrados os nossos anhelos.
Causas divn-sas influirn! para que nenhum des-
sos illoslros principes chegasse al nos, visse a
nossa torra conhecesse o nosso povo.
.< E que a Providencia reservava aoinclylo H-
I Iho do magnnimo fundador do Imperio o trazer-
nho do Ico aoCrato, e comprehendendo todas as
territorio foi desmembrado da do lc, a princi-
piar d> riuclio Ciissra, situado em meio cara"
ferientes do Salgado superiores a esto riacho, e
as nascencas do Cari o Hastios. Servio provi-
soriamente de matriz a capella da Misso Velha,
dobaixo d.i invocaco de Nossa Senhora da Luz,
al que em 17G0 se deu principio a urna matriz
dedicad.i S. Jos.
Era virtude da resoluco regia do 11 de abril de
1717, fui creada a villa de Sania Cruz do Aracaly
na margem direita do Jaguaribe, '! leguas cima
da sua embocadura no mar, no t< rrilorio da fre-
guezia Jas llussas o iw lugar den uninadu Porto
dos B Fcbs d.r rio Jaguanbo. No da 10 de fere-
rciro de 1748 o ouvidor Manoel Jos do Parias
inaugurou a nova villa, e. dou-lhe por termo o
territorio da freguezia das Russas, isto do Pi-
rangi ao Mossoro exclusive, at a Barra do Jun- .
jueiro, pona da seria du Pcreiro o Barra do So- l>'superabundara amor sincero, devotaco pro
"o lodas as nascencas do Ba- '"nda e respoitosa dedicacSo Sagrada Pessoa d
nos una tal dita ; e este povo apa'dccido rende
graeas ao Todo-PuJeroso, c se congratula o mais
solcitamente possivel com Vossa Magestade Im-
; lial por lo grato motivo.
'< O povo de Pernambuco, Scnhor, queamava
o Imperador do Brasil pela fama de suas altas
virtudes, careca de conhec-lo pessoalmente,
para perpetua consolidaro desse amor quo sem-
pre he consogrou : elle aspirara honra de ser
visto o estimado de porto pelo monarcha que tan-
to li.i feiloque lano faz pela prosperidade da
sua patria bda sua gente.
Scnhot! aos (litios do Pernambucosobre-
todo aos horaens do povofollam os lucios para
demonstrareis cabalmente sua hodierna fclicida-
do, por teicn entro s o melhor dos iiionarchas;
mas em seus coraroes rcconlieciduslieos o sa-
la, comprehendendo
nabui : esto territorio foi desmembrado do I
Aquiras.
Os senados de Aquiraz o lc foram consultados
sobre a conveniencia desta creaco o quaes os li-
mites quo se devia dar ao tormo ; ao quo res-
ponderara ju liciosaraenle, quo visto exisllrcm
duas villas juntas, a do Aquiraz e da Fortaleza,
fosse esta removida parajum ponto do Acarac, c
se ereassem os tormos deAcarao, Aquiraz, Ara-
caly c lc, com os mcraos territorios que os das
freguezias respectivas.
Km 1717 exploraram-so no districto do Aca-
rac, minas de prata, que foram logo abandona-
das por seren pouco rendosas. Nossa explora-
cao, porm, dou-se um confelo de jurisdiceao
que quasi acairela asubverso daordom publica.
O administrador das minas viudo de Portugal.
eiitendeuque nellas linha todas as aiiribucesat
mesmo as de magistrado, e nesta qualidade in-
fligi penas um mirciro estrangeiro ; o qual re-
correndo para o ouvidor, nao foi esle no entreten-
- c
\ ossa Magostado Imperial;a queni seu turno
a Associacao Popular do Socconos Mutuos, por
cada um de seus offiliados, humildes subditos do
Vossa Magestade Imperial, ardeiitemente desoja
rail venturas por dilatados annos.
Francisco de Paula c Silva l.ins.
Francisco Pedro Advincula.
Octavio da Cunba Goianna.
Joo Xavier o Silva.
Ricardo Jos de Santiago.
Joo Gomes do Oveira.
- Francisco de Paula do Patrocinio.
< Pedro onoialo dos Santos.
Agapito Latino do Sacramento.
_S. M. I. dignou de responder a essa felicita-
Cao nos seguimos termos : Agradeco cordealmen-
le as congralulaces da Assueiaco Popular do
Soccorros Mutuos.
Principiamos hi je a dar o bello romance^
.1 bengala de Balzuc.traduzido pela Exm.a Sr."
1). Josophina Palter; o qual retommendamos
toattendido por seu intruso rival. A questo foi aos nossos leltores nao s pelo mrito da com-
por tanto lerada El-Rei, qne reprehenden aspe- Ps,0 como ainda pela perfeico da tra-
ramenle o administrador, declarando-Uve quo o duccao."
ouvidor era o magistrado competente para migar I.. A.Exm Sr-* 'osephina Patler tere a de-
as questos desta naiureza em todo o territorio iJlf*3 1)onJaJe de offerecer-nos esse seu traba-
da sua comarca. Iho; o como prova do apreco que lhe dame-;,
m nossas
em I -"'"'"""i'i1"-" muiiu su iiuniuiii uo amigar em si o
selembro de 1749 ; esle o Dr. Manoel Jos de nome ua Hstro Portuense, que l de Lisboa,
Parias, o ereclorda villa do Aracaly e cora quera : ?. resjde, tem um pensamento para nos
m j'i.x ivmuiia. ""** -" j*i^* uo o| Ao Dr. Victorino da Cosa Mendonca succedeu "pressamo-nos a dar-lhe publicidado em
na ouvidoria o Dr. Tliomaz da Silva Pereira em columnas,que muilo so honrara de abrigar
se deu o conflicto supramencionado, e a quera
subsliluio o Dr.Alexandrc Proen a Lomos,que veio
conta conta a 18 de Janeiro de 17'il, sendo elle no-
. quo
me alionamos o talento fcil e fecundo, com
que a dotou bondosa a mo da naiureza.
Aceite pois os nossos devidos e sinceros ogra-
moado administrador das minas de Cariris Novos. "CCimcntos por essa ofliciosidade dispendida par
< Dr. Victorino Soares Barbosa, que i
villas do Grato e Balurit, sueco i iu-1
junho '
installra as
lhe a 27 de
de 1756, e eonservou-s por espaeo de
quitorze annos na ouvidoria, at Janeiro de
17i().
Era 1743 o senado do lc vendo o augmento
npido do Cariri, creou para essa localidado um
juiz de vinicna e o competente escrivo, com or-
dem de residir no arraial de S. Jos da Misso
Velha, alim do evitar as cusas enormes das
diligencias de juslica n'uma to grande dis-
tancia.
No anno do 1712 um capitn mor governador
da capitana da Parahiba informado do que nos
cora uosco.
O discurso que segu foi enderecado a S.
M. o Imperador pela associacao do Gabinete Pcr-
lugue/. d_.L.eiiuxa. por occasio de felicita-lo
pula-sua feliz chegada a esle cidade. t
Senhor.
\ ossa Mageslade Imperial tora presenciado os
inconlestaveis lestemunhos do enthusiastica de-
dicado cora o qual o leal povo de Pernarabucu
ama o admira a Vossa Magostado Imperial.
Os Socios do Gabinete Porluguez de Leitura
eslo conscios, como seos generosos hospedes
das alias e soberanas virtudes de Vossa Mages-
tade Imperial, parlilham fielmenlo com lhes
Cariris Novos, serios do Ico, exisliain minas Je '',';' nobres,como justificados seulimentos e como
ouro, mandou examinar 0 caso o alcanc.ou com-
prar algumas oitavas de p, que mandou romo
amostra corle de Portugal, dando-lhe parlo da
descoberla destas novas minas a 18 de abril de
1/12. O caso parecen do pouca importancia ao
govemo da Hetropole, ou alias os successos da
rcvolia dos Mscales em Pernambuco distrahiram
toda a attenco das autoridades de todo e qual-
quer outro objeclo, a ponto do deixar cahir era
esqueciraonto as taes minas, de tal modo que so
nao tratou mais dolas seuo depois de novas iu-
formacoes idas do Brasil para Lisboa.
Em virlude desta nova partiripaco, ossa corlo
deu ao ouvidor Alexandre Proenca Leinos provi-
sao de director e administrador das minas do
Cear Grande, o mcumbio-o'dc ir pessoalmente
observa-las. O governador geral de Pernambu-
co expedio oidora ao capilo mor governador do
toara, Luiz (Jnaresma,Honrado de acompanhar o
ouvidor nesta exploracio ; e em julho do 1752
pozeram-sc ambos de marcha para o centro, pas-
saram pelo lc com um grande piquete de tropa
regular, e d ah seguiram na c'irecro do Arraial
de S. Jos da Misso-Velha dos Cariris, onde li-
zeram-se diversos cnsaios do mineraco na For-
tuna, nos Barreiros, nos Horros-Dourados, e as
Minas da Mangabeira, lugares osles porleocenlcs
as freguezias do lc o Cariris ; mas os resultados
nao corresponderam expectativa.
O governador, pois, retirou-se para a villa da
Fortaleza, o den parlo do resultado ao governa-
dor geral de Pernambuco, que declaren por um
bando, enviado ao do Cear para scraffixado em
toda a capitana, quo visto as ditas minas do Ca-
riri noserom bstanle ricas de metal precioso,
para fazer conta a S. Magostado de as explorar
s suas expensas, podia toda e qualqucr possoa
que quizesse entregar-sc sua extraccao.com tan-
to que so pagasso a El-Rei o quinto,e'se lhe desse
parto, so por ventura algum dia se descobrisse
alguma via mais abundante.
S
ellcs leconhecem a graca que Vossa Magostado
Imperial fez quando quiz rziitar esta abencoada
Ierra.
Nao podem lodos, como de corlo ambiocio-
navan obter a honra de significara Nossa Ma-
gestade Imperial, quanto sao gratas, sinceras,
respeilozas as homenagens, que devem a Vossa
Magestade Imperial, e a Sua Magostado a Impe-
ra I n z.
Em seu nome c animados de igual sentir sup-
plicamos a Vossa Magestade Imperial a grara
de beijar suas Imperiaes Maos o de depor nos
)S do lliiouo do Vossa Magostado Impe-
rial estas lo humildes como sinceras expres-
ses de hospedes non horados, e agradecidos,
que fervorosamente podem a Dos que guardo
e conserve por longos e dilatados annos a pre-
ciosa \ i da do Vossa Magestade Imperial, e do
sua Augusta Exci lea e Virtuozissima Espoza o
de sua Imperial Familia romo julgamos raistec
para a prosperidade o gloria do vasto o rico im-
perio i.....idencialmonte confiado a Vossa Ma-
gestade Imperial.
Gabinete Porluguez do Leitura em rernambu-
co 20 de Novembro de 1859.
Presidente do Conselho.
. Joaqtm da Silva Castro.
Director.
Eslc-o Xavier da Cunba.
Vice Director.
Manoel Ribeiro Basto.
i Secretario.
Jos Goncabjrea Villaverde.
2o Sargento.
Manoel Jos do Souza.
Thezoureiro.
Jos Azevedo do Andr ide.
Conselheiro.
Jos Alvos Lima.
Antes de hontem, depois do um longo sof-
inraealo de dous anuos e dez mezes, faUeccu
MUTILADO
N


V
Sr. U. Fraiiceliua Ramos do luios, uiuihcr Uo
Sr. capilo Silvino Guilhorrac de Barros. Espo/.a
virtuosa e dedicada, e nie extremosa, deixoii
i consolareis seu consorte o uraa fllhinha de
quatro annos de idado.
Telas 7 horas da noite do da 7 do corren-
to no tusar do Campo Verde o soldado da f>'
campanlia do 9' balalho de Infamara Joaquim
Jos de Sania Auna dea algumas caceta las eiu
Manoel Jos de Figuere.lo, fazende-llie varios
fer montos na cabera.
ofeusor est sendo proesssado pelo delegado
do 1 destriclo desse termo.
Ante honiem pelas 4 lacas c ueia da tar-
dJ um pardo de nome Jos uos era apupado
por alguns meninos e moloques que o cer:avam
no-pateo da Sania Cruz da freguesia da Boa-
Visja.
Vendo qne nao poda safar--,- aquella in-
diabrada mullic'o lombrou-se de transformar-
se em um formidavel can de fila e comerou a
ensislir rom furia, mordendo a torto e a drelo,
ate que agarrando o menor Francisco Xavier das
Chagas pregou-lhe os denles em uma'orclha fi-
cando co.ra ruelade della. Nosse confliclo che-
gou o Dr. delegado, que mandn segurar e a-
caunar esse cao de nova especie, que por todos
os modos procurara fugir, gallando muros de
alguns quintaos.
Felizmente est bem seguro e domesticndo-
se na corara i !a, e piloresca casa de deleneo.
No da 10 do frrenle foram recollidos
> escravos, a saber: 1 a ordem do l)r. chefe
de polica, 3 a ordem delegado do 1" dislricto, 6
a ordem do subdelegado do Recfe, 1 a ordem
oo da freguesia de Sanio Anlonio, la ordem
guesia do Poco, 1 a do da freguesia de S. I.ou-
renco da Mala, o 1 a do d* Muribeea.
Foram recolhidos mesraa no da 11 do cor-
rento 5 homens e 4 muflieres, sendo 5 livres e 4
escravos, a saber: .'I a ordem do delegado do
Io dettricto, 2 a ordem do subdelegado da fre-
guesia da Boa-Vista, 3 a ordem do da freguesia
<.- S. Jos ila do da freguesia dos Abogados.
Le-se no Brai Tizan a
So.vhos nos jh'si'ljunos.Propaga-so a crtica
entre os musulmanos de que cliegar a po-i da
apparicao do seu Messias.
Urna carta de Oran d curiosos pormenores
acerca da prxima apparicao de Mahdi ou Mos-
sias. Originario de Sus o'aksi, entrara em Mar-
rocos, em Fez ceroAlemcen, marchando depois
sobre Oran, cuja cidaJe redu/.ira a ruinas Em
seguida marchar ao paiz da cal, que Argel,
acampar na Metidja, tomindo o caminho do Tu-
nes, e all permanecer 40 anuos, islo ale o
seu falleciraento.
EscR.vv.vTiiii.Desde a publicaro do de-
creto de 1 i de dezembro de 1851,Bra'm liberta-
dos em Cabo Verde 253 escravos, 128 do sexo
masculino c 123 do femenino ; importancia ris
19.Vo93o(H).
Donativo.-S. M. I. a Sr. duque/.a de Bra-
ganca deu no dia 21, para commemorar o fallo-
cimcnlo de sen augusto esposo o Sr. D. Tedro
IV, 100-5 ris sociedade protectora dos orphaos
gas victimas do cholera-morbus em 185G c di fu-
ere amarella em 1587.
Peuda sissivei..m dos tacha recebid i de
Londres, noticia o fallecmento de Mr. Brunel,
celebre engenheiro, lilhodo conslrn tur do famo-
so tnel da Tamisa, e Ilustre pela conslruc o
do Leviathan.
No momento em que o gigante dos mares era
laucado ao Ocano ovia resolvido o grande pro-
blema naulico, morreu sobre o seu campo de ha-
alha, alguns dias antes da exploso das caldeiras
o Great-Easlern.
Clim\ he mahiocos.O clima de Marrocos.
em_geral bastante temperado, apezar de sua po-
sico, que o faria suopor muito mais quente a
cadea ,1o Atlas, do lado do Oriente defende Mar-
rocos do vento ste, que abrazarla a Ierra, se fos-
se frequente. A nev constante, que existe no
cume das montanhas, precipit j-se durante o in-
vern sobre os valles, e As vezes com tanta abun-
dancia, que incommode os seus habitantes. No
rerao os mananciaes, que correm das alturas tem-
peran] os excessivos calores, ao mesmo lempo
que da parto do oeste, o mar, que se prolonga
pela cosa de norte a sul, refresca tambora a tr-
ra por brisas regulares, e quasi araareis. Mas
no interior o calor lio forte que secca lodos os
nbeiros, e a nao ser o orvalho matutino, eo ven-
to a noite, seria impossirel supporlar o verao
naquella passagem.
As chavos sao muito regulares no invern, e
choga s reces a ser copiosas Km Janeiro est
6 campo cobertode verdura odores : em marco
jai se podem ceifar as cavadas, porra os trigos
nao amadurecem seno no rnez dejunho. Tolos
os [nietos sao precoces, e nos anuos de mais
prompta madureza, comecam as vindimas no
principio de setombro.
Anda que em gerai o clima do Marrocos soja
meiios ariavcl que o dos paizes scpicnlrionaes,
cora ludo, est exposto a algumas intemperies, e
a abundancia das churas algum is vezes obstara o
amadurecimenlo das searas, produzindo depois
un maior mal, que a extraordinaria crea o
dos gafanhotos no verao.
O fri nao rigoroso, e nao exige o uso do fo-
,?o ; o thermometro de Reamur raras vezes mar-
ca cinco graos cima do zero. Os dias mais coin-
pridos em Marrocos sao de 15 horas, c mais cur-
tos por consequencia sao de 10 horas.
A Gazela de Madrid de 25 de outubro pu-
blicou o ceremonial relativo ao nascimcnio e ao
baptismo do filho da serenissiraa infama Amalia,
pruceza de Bavicra. O infante leve os segua-
les nomos : Luiz FernandoMaraCarloslen-
fiquesAdalberto Francisco FelippeAndr
Constantino. Suas Magostados assisliram
ceremonia, em nome de S. M. Luiz Augusto Je
Gaviera, pai do actual re, Maximiliano II.
Un gjncxA.poa correspondente romano
escrevo Gazela de Liege o seguinle :
Se as populaees na Romana nao fossem inti-
midadas pelos bandidos piemontezes fardados, e
pelos voluntarios do Fauli, Garibaldi, e Mez/.a-
lapo, Rossclli eoulros, as scenas do carnicaria e
de milanca serrm espantosjs. Anda se nao li-
aba visto que os bandidos fossem necessanos pa-
ra manter a ordem ; 6 urna fortuna para o paiz.
Novo belume para forrar a interior das es-
ternas o dos tanques :
Tiiolos cosidos reduzidos a p duas parles ; ou-
Iras tantas de cal viva pura, e igual porco de
cnza de madeira.
Bem misturadas esla's tres substancias afun de
.'e obter um ;> bem homogneo, dissolve-se em
ozeiledoce at formar urna massa. Esta eompo-
sicj nao abre dentro d'agna, e endurece prora p-
lamente ao ar.
Captura de um negreiro :
l'ma carta recebida de Barbadoes pelas ultimas
mallas das Indias occidenlaos participa que o na-
rio l.aure; couimhiijado pelo capilo Filman,
.ra capturado pelo Archer da mariuha ingleza
DOS seguinles circumslancas:
O navio Laure tnha no poro Iodos s arrimos
precisos para a prisao dos pretos e 200 toneis d'a-
gua, e finalmente todo o munlimento preciso e
proprio para escravos. Elle navegava com o pa-
vilho mexicano, dizendo o capitao que eslava no
seu ilireito, porque a embarcaeao perlcncia a um
cidadao daqucllc estado.
Dous Hespanhocs seui passaportes estavam a
Lordo a titulo de sobre-cargas. Ellos dous e a
tripolaco do navio foram conduzidos a Fernan-
do do F ; o capilao, o calafate o o cosinheiro
conservavam-se presos no navio, quando osle en-
trou em Barbadoes.
MORTALIDADE DO DA 11 DO CORUENTE :
Anna Bczerra Muniz Braudao, branca, viuva, 68
annos, pericardite.
Patensos Derickes, branco, sollciro, 53 annos,
aneurisma.
Foneiano, prcto, cscraro.24 anuos, phlisca pu-
monar.
Hara, branca, 11 annos, infiammaco defigado.
Thoroza de Jess Mara, preta, solleira, 50 an-
nos, phlisca.
12
Mana, parda, 9 annos, hydroposia.
Haihias Ferreira da Cosa e Mello, blanco, sollei-
ra, 2 annos. febre maligna.
Hila, branca, 2 anuos, diarrhea.
Anlonio de Azovedo Castro o Silva, branca, viu-
va, 52 annos, erysipella recolhida.
M.VTADOIRO PUBLICO :
Mataram-se no dia 11 do corrcnlc para o consu-
mo desta cidade 104 rezes.
No dia 12 do mesmo 10o
l'assageira do patacho brasileiro Sania
Cruz, entrado de MunJau : D. Thereza Mara de
de Jess.
l'assageiro do brigue fraocez Sou'Anna
Sabido p.ira Montevideo : Joo Francisco Ferrei-
ra Uagalhaes,
Hospital df. CAivmADE. Existem 66 ho-
mens 5 mulheres nacionaes, 1 homem eslran-
geiro, 2 homens escravos, lolal 116.
Na totalidade dos doenles existem 36 aliena-
dos sondo 29 mulhcre.-. o 7 homeu>.
Foram visitadla as eofermaxias pelo cirur-
DURIO DE PERNAMBUCO. ^= TECA FERA 13 DE DKZEMBRO t) i859.
gio Piulo s t 1/ notas da loitutiaa, pulu Di.
Uornellas s7 1/2 horas da manhaa.
CHRONICA JUD]C!ARIA.
TRIBUNAL OHRELflCaO.
SESSAO I.M (0 UE KZCMBRO DE 1839.
PBESU-E.NClA 1U BUf. Sil. aOMSELHKtRO EUMELIXO
DE LEAO.
As 10 horas da manhia, ach indo-se presen-
tes os Sis desembargadores Pigueirade Helio,
Silreira, Gilirana, tiuerra, Lou'ronco Santiago,
Silva Comes, Caetano Santiago, procurador da
corda, (oi aberla a sesso.
l'assados os foilos e entregues os distribui-
dos, procedeu-se aosjulgamentos seguinles:
KKCl USOS CHIMES.
Reconenlo, ojii/.o ; recorrido, Vidal l'ereira
da Ciinha Barros.
Relator o Sr. desembargador Gilirana.
Sorteados os senhores desembargadores Lou-
renro Santiago, Fgueira de Melloe Silreira.
Improcedente o recurso.
ACRAVO DE PETICU).
Aggr.ivanle, D. Mariamia Dorothn Joaquina ;
aggravado, Joo Antonio Goncalrcs Maduro.
Relator o Sr. desembargador Fgueira de Mello.
s irtea los is Srs. desembargadores Lourene.o
Santiago, o Silreira. ;
Ncgaram provimonlo.
Al'PF.LI.M.OES CIVBIS.
Appellante, llanoel l'ereira do Barros ; appel-
ado, Jos Cabial do Prado.
Receberam-se os embargos.
Appellante, Tiburcio Valeriano da Costa; ap-
pellado, Jos Fernando da Cruz.
Desprezarani-Sti os embargos.
Appellante, a irmandade do Lirramento de Ja-
boalao ; appellados, Manuel Pires Ferreira e ou-
tros.
Belormou-se a sentenca.
Appellante, Joo DiasCoulnho Araujo l'erei-
ra ; appcllado, o curador goral.
Reformou-so a sentenca.
Appellante, Jos Morena da Silva ; appcllado,
Antonio Amancio da Costa.
Foram desprezados os embargos.
Assignou-se da para julgaraeuto daseguinte
revista civel :
Recrreme, Gabriel Jos Goncalves Percira
Bastos ; recorrida, D. Joaquina Toixora da Cu-
nda.
DiSTRinncor.s.
Ao Sr. desembargador Silreira, o aggravo de
pelieo :
Aggravanle, Rufino Regis Cavalcanti; aggra-
vado, o juizo.
A appeliac.ocirel:
Appellanto, llernardo Alvos Poreira ; ampolla-
da, 1). Ignaciu Joaquina Lopes.
Ao Sr. desembargador Gilirana, as appellacos
cireis:
Appellantes, os herdeiros do Miguel Jos de
-Mello : apprllada, a fazenda.
Ao Sr. desembargador Loureoco Santiago, as
appeffacdes eireis :
Appellante, Jos da Silra i'ossoa ; appcllado,
Joaquim do Reg Barros I'ossoa.
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, as appel-
laces civeis :
Appellante, MathiasLopes da Silva; appella-
d.i, Mara do JosasCordeiro.
A 1 loras da larde encerrou-se a sessao.
Comimniicatfos
i"
i, se livess.; considra-
las, me nao vera as-
as quaes experimento
Fazendo algumas reflexoes em consequencia
Ido que en baria lido na Revista Diaria de id
| do m"z linio relativamente stuacao do forle
do S. Jorge, e forca dos exereilos hollandez e
luso-brasileiro na primeira batalha dos Guarara-
1 pos, apenas tire a intein;o do contestar o que
; rae nao pareca provado, o, escrereado as linhas,
que a mesraa Revista Diaria dignou-se de ad-
: miliii em suas columnas do :) desse inez, jul-
Iguei que prestara um servieo, poisque polo me-
' nos dar lugar discuss i, que um dos nioios
de esclarecer puntos histricos duvidosos ; en-
treiaulo nao lardou que me arrependesse de ha-
rer-me aprcsculado empugnando assercoes, que
mepareciam infundadas, nao porque mcfaltasse
ra/.'io, mas por motivos que, nao leudo peso cui
qual [uer nutro paiz, sao do alguma importancia
entre n'i-, e cinfesso qui
do em certas cireumslanc
posto a polmicas, para
boje alguma repugnancia, c nao me resta tompo.
C insidorando por vezes as estampas, que exis-
ten] na obra.Ilernm peroctenium in Brasilia
de G ispar Barloo,l) eslava persuadido que a igreja
do Pilar acbara-se edificada no mesmo lugar,
que outr'ora oceupra o forte de S. Jorge ; mas,
encontrando na tarde do 27 do mez lindo um
relh i amigo, que me parece ter conheeimenlo
da historia desta Provincia o possuo documentos
o notas mu importantes, e perguntando-lhe se
era exacto o que ou suppuuha, respondeu-me
quees-i Igreja eslava um pouco a quem desse
forle, arcrescentando quealada existiam ves-
tigios de Be as alicorees. Leudo, dous dias de-
pois desse encontr, o que se disse na Revista
Diaria, e na > suppondu que a noticia parta de
pessoa lo instruid i em nossa historia, cscrevi o
que o Sr. D. V. me fez a honra de contestar;
mas, constando-me desle a noile.de 3i) desse
mez que eu leria resposla, fazeiido-so me crer
emum desbaratanicnlo completo,edeixando se-me
entrever donde me rinha a routaco, quiz escla-
reeer-aie indo ao lugar, em que exisliu o forte
de S. Jorge, c consultando com criterio aluuns
esenplores, que me parecan c impetentes, e por
' islo dirigi-mo no dia seguinle ao Pilar em com-
panhia de um amigo e collega, e cuidei de reu-
nir alguns lvros. Com cleito, no principio do
araal, que rae do Pilar ao forte do Brum, en-
conlroi restos de alicerces, que por sen material
me pareceram de edificarlo anliga e podiam ser
do forte, do que se tratara, o da leilura dos l-
vros e esrriptos, que consulte!, Ilquei persuadido
que eu nao estar em m posico ; todava, que-
renJo esclareccr-me inleirameote, tres vezes
vollei ao Pilar, e procurci nutros lirros e escrip-
los, recorrendo a um amigo, que mi nao pode
servir por te-Ios emprestado pessoa que se
acha era contado com o Sr. I). F. Das inves-
tigaeoes, e escavanos feilas nao s as proximi-
dades, senao dentro da igreja do Pilar, c do que
he rolhido das obras consultadas, creio ter ra-
zao para insistir no que disse na Reciba Diaria
de 30 do mez Godo, islo e.que a igreja do Pilar foi
edilicada um pouco a quem do forle do S. Jor-
g", porqoanlo esludei com allenco a situacSo
leuiplo, e segu alguns alicorees que an-
da existem ; podendo de ludo islo concluir que
sao as casas, que se achara no fundo dessa igre-
ja, que esli edificadas sobre o recinto compre-
henjido pelas iiimalhas desse forte.
Sei bem quo escriptores antigos dizem que a
igreja do Pilar se acha situada sobre o lugar,
que oulr'ora oceupara o forle de S. Jorge, e islo
leni sido repetido ; mas neiihum lao positivo,
que evite duvidas : pelo'contrario, se consulto
Jaboato, vejo que elle pretendo que esse forte
estara muito alem do lugar, em que fora cons-
Iruido, poisque diz que existir onde so acha o
que chamara do Brum,o que do algum modo
presta forca ao que escreri, ristoque o poe mui-
to alm dessa igreja ; se reeono s Memorias
histricas d Pernambuco do Fcrnandes Cama, a
que nao dou grande importancia, lelo na adver-
1 tencia, que se acha no lira do 2. tora, e so re-
fero pag. 202 do 1., que o forte de S. Jorge
testara no lugar era que pouco mais ou menos
existe hojo a igreja do Pilar, lendo dito autos
quo esse forte existir no lugar, em quo depois
; lora construido o do Buraco ; e cmfira, so con-
sidero no que a seu amigo escrereu essa pessoa
notavel e que muito lom esludado a historia de
Pernambuco, reconheco que ella nao sabe pst-
eramente se essa igreja esl edificada sobre o
recinto desse forte, comprehondido por suas mu-
ralhas, porquanlo, tratando da situaco da dita
igreja, pretende quo es'. mata braga menos bra-
ca desse forte.
L verdade i|ue as sosmarias obiidas pelo ca-
pito-mor Joo do Reg Barros, provedor da
fazenda real. (2; Ihe foram concedidas bracas de
torra do sitio, em que estovo o forle velhu. man-
dado deniolir por ordem regia, como so diz na
primeira sesmiria,por nao sor de utilidade al-
guma para a defosa da praca mas nom essas
bracas se elevam a sessenla", como disse a pes-
soa a quem se refere o Si D. 1\. nom o que
nessas sesmarias se l to claro c positivo,
quo lixe a situaco do forle vclho e da igreja
do Pilar. Na primeira sosmaria ;{), concedida
(1) A que possuo foi a primeira, que velo, a
osla provincia, segundo creio, comprada por
mim em Pars, em 1811, a cusi e pelas deligon-
cisdeiueu livreiro, O fallecido.!. P. Ailland.
(2 Creio que n eapito-mr Joo do Rogo Bar-
ros, de ([ne se trata aqu, nao fuigovernador da
Parahibo, o si ni um lio, alli proprctario do cn-
gonbu dos Rois e de outros do qual procedem os
Rogos daqualla provincia.
(o* Amos de Son/.! de Castro, governador da
capitana de i'cruambuco e das suas annexas etc.
um 1079 pot- A.vres du oou/.a ue Casiro, gover-
nador da capitana de Pernambuco c do suas
annexas, ao capilo-mor Julo do Bogo Barros,
se dorara rinte e cinc o bracas do trra do sitio,
em que exisliu o forle velho, cojo nomo se nao
indica, para edilicar uraa igreja de N. S. do Pi-
lar ; mas nom essa igreja, que apenas tem 9
bracas e fl polegadas d norte a sul medidas
por mim, oceupa as rinte cinco coucedidas, era
o forle, de que Se traa e era pequeo, linha
lanas bracas do extenso quantas as da sosma-
ria, e nom o termo sitio, empregado nessa
sosmaria, quer dizerrecinto comprehendido pe-
las muralhat desse forle; oanlo me parece
exacto o que digo que, cxislindo no fundo da
igreja do Pilar diversas casas, coutiguas a esta
e que se eslende aleo areal,tojas pagam furo ao
meo amigo o Sr major Jos Joaquim do Rogo
Barros, do quera o capiln-iur Joo do Reg
Barros era quinto avd. Sei quo ao mesmo Joo
do Reg Barros, D. Joo de Souza, veador da
Casa real, e successor de Arres do Souza de
Castro no governo da capitana de Pernambuco,
concedeu, em 1682, mais rinte e cinco bracas do
torra ; mas estas erara de prain, como se decla-
ra na segunda sosmaria, e estavam a quem da
igreja, e por certo nom da primeira, nom da se-
gunda sesmaria se doduz que a igreja do Pi-
lar se ache edificada sobre o recinto compre-
hondido pelas muralhas do forte de sr Jorge.
Se nao baslaiu-os raciocinios deduzidos do quo
so acha nos cscriptos, que correm, para resol-
ver a queslao, e so nao sao completas as minhas
investigacoes, feilas sobro a localdade, para que
se veja que eu linha razo para impuguar o que
na Rrrista Diaria disse o Sr. I). F. a respeito
da situaco do forte de S. Jorge, posso apreseu-
lar um documento, que me parece importante o
comprobatorio de minha asserco. Em urna
Memoria sobre o forte do mar, escripia em 1815
I'or Antonio Bern.irdino l'ereira do Lago, teen-
te-coronel do real corpo de Kngenhoiros, desta-
cado uesta provincia, que me foi couQada por
um amigo c saluo do archivo de um disliuclo
senador do Imperio, que j nao existe, encontr
diversas notas curiosas, o entre ellas ha una
que se refere ao forle do Ierra, e concludente.
Nessa nota se l o seguinle relativamente ao
forle de Ierra : Era o forte chamado de S.
Jorge, distante do Recfe para o norte, onde ho-
je chamam cidadela, entre o Pilar c o Itrum ; o
era uraa pequea casa, na qual sobre grossas
vigas'montavam tres pecas de forro, o com aber-
turas nos muros para se defoudorem apenas dos
Indios; mas que no lempo do Mathias d'Albu-
querquo so engrossaram por fra e se alteatam,
que assim mesmo por alguns dias resistiu.
Creio que nada mais basta para pro-rar que o for-
le de S. Jorge exisliu um pouco alm da igreja
do Pilar.
Nenhuma duvda eu liha, quando escreri o
que se leu na Rivista Diaria de 30 do mez lin-
do, nem lenho hoje, de que o forte de Ierra, de
que fallara alguns escriptores antigos c moder-
nos em conlraposico ao do mar, de S. Fran-
cisco ou da Lage, fosse o forle de S. Jorge, ou
vejhd, de quo tratam as sesmanas ; e, se nota)
que no inventario, a que se prucedeu, em 165.
de ludo que foi encontrado nos fortes, armazens
e casas do plvora do Recfe, se nao monsio-
nasse o forte de S. Jorge, s o fiz para mostrar
que em lodos os escriplOS antigos ha obscurida-
des, que tornam duvidosos inuilus pontos histo-
reos, nao deixando todava de dizer que rae pa-
reca, vista da ordem seguida nesse inventa-
rio, que o forte de ierra, nelle mencionado, ou-
Iro nao era senao o de S. Jorgu; mas nao is-
lo, que prva que a igreja do Pilar se acha edi-
licada sobre esse forle, nem que deslroe o que
uca dito.
Parcceiido-me deduzir-se da redaeco da no-
ticia, dada na Revista Diaria de 29 do mez lin-
do, que urna s batalha, a de 19 do abril de
164S, livera lugar nos Guararapes, erro em que
podia estar o Sr. D. F., por |ue outros o tem com-
meltido, como sojam Nieuliof o Montanos, histo-
riadores que passara por exactos, segundo o no-
ta Southey e Nolscher, e oslando persuadido de
Ujue era exagerado o numero de soldados, que
TI essa noticia se dava ao e.verclo hollandez sob
as ordens do genera! Sohkoppe, escrevi o que se
leu na Revista Diaria de ) desso mez. O que
eu disse me parece fundado, o da convieco, que
lenho, me nao demoveraiu todos esses eserpto-
res porluguezes, que semprc so mostrara exage-
rados quanlo tratara dos foilos d'armas do sua
naco, som que apresenlem documentos irrefra-
gaveis, que provem suas assercoes, que quasi
senipre nao passam de meras conjecluras, o ra-
ras vezes deixam do sor desfavoraveis aos seus
n migns ; citando, para justificar o que digo, o
que se l no CaslrioloLusitano, era que Fre Ra-
phael de Jess esligmutisa tolos os actos lioslis.
que parlera do exordio hollandez, entretanto quu
sanctilica os do luso-brasileiro, ombora rovelem
crueldaie ou nao merecara desculpa.
Morecendo-me a obraLes holUmdaisau Br-
sildo Nolscher, que escrereu-a 4 vista do do-
cumentos importantes o aulhonlicos, disse que
na primeira batalha dos Guararapes o exercito
hollandez linha 4,503 sida tos, e me na segun-
da esse exercito se compunln de 3,510 ; entre-
tanto o Sr. D. F. contesta islo, e, em voz de
apresontar-ine documento valioso, cita o Cas-
trilo Lusitano, que se nao firma em documen-
to algum, nao passando o que diz Frei Raphael
de Jess, com a*mais erideqte o exagerada par-
cialidade, de uini osliuntiva lo encarecida quo
grande parle do que se l em saa obra, que por
vezes me faz recordar desses livros, que Miguel
Cervantes coiidemuo.i ao esqueeimento com a
publicaco de seu D. Quichotte. Nolscher nao se
lirma em estimativas, nem recorre a escriptores,
quando traa das torcas hollando/as : recorrendo
aos archivos do Estado, nelles encontrn docu-
mentos ofciaes, que nao erara buletins escriptos
na intencode serera publicados o darem realce a
victorias, como se piatica actualmenle, e sua ira-
parcialdade (4) tal, que adiuitle como facto
provado o numero que os escriptores porlugue-
zes quizeram dar ao exercilo luso-brasileiro. Foi
do colatorio ciicuinstancado da primeira batalha
dos Guararapes, enviado pelo Conselho supremo
do Pernambuco aos Estados ge raes da llollandi
em 22 de abril de 1618, tres dias depois dessa ba-
talha, e existente no archivo do reino, que elle
extrahio o que so lo em sua obra ; foi do relato-
rio dos conselhciros Schoonenbrock, Haecxs, van
Beaumont, e van Goch, dirigido aos mesmos Es-
tados geraes em 16 9, e existente no mesmo ar-
chivo, que o autor citado deduzio o que disse
nesse lirro, que ello dedicou a S. M. o Sr. I). Pe-
dro II; e por certo nao dcixarei de crer nesses
documentos, que sao offlciaes e competentes, pa-
ra ircrr no que escrereu Fre Raphael de Jess
em seu Castrioto Lusitano, em que a cxagora"o
" alm da inverosimilhanca, nao bastando, pa-
* Joo Feniaiiues vn^i-a e a ouiros. |oj A diver-
gencia de opinides dos esrriptoros porluguezes
acerca do numero de soldados, urna provade que
se firraavam erainestlraalivas mais ou menos exa-
geradas. Sommando-se as forcas, que Frei Ra-
phael de Jess d ao exercito hollandez que se
achou na primeira batalha de Guararapes, v-se
que foi delle que se extrahiram esses 10,500 sol-
dados (6), cujo algarisrao se 16 em baixodo qua-
dro que est no forro do coro da igreja de N. S.
da Conceico dos Militares e foi all pintado or
ordem de Jos Cezar de Menozes, e islo repeli o
Sr-JL F- noticia que deu na Revista Diaria
do 29 do mez findo ; entretanto esse numero, que
ja era exagerado, foi elevado em sua resposta a
dozc ou treze mil, prestando sua asserco ao Cas-
trilo Lusionoque, com todasua cxagraco.no
ral a tanto. Mas, quando mesmo Frei Rap'hael de
Jess houvesse dito que o exercilo hollandez
compunha-se nessa batulha memorare! do nu-
nern querena desoaslai-lhe os eiiloHes, com que
eslava ornado esse monumento.
Todos saliera como se faziam "na Europa os
cngajaracnlos para exereilos, e nnguem ignora
que nao era a melhor gente, que se prestara a
islo ; e, se anda hoje se encontram difllculdades
para so terem por este modo bons soldados, mui-
to maioros seriara ellas no 17. seclo, em quo
so nao linha muilo lisongeira opiniio da civlsa-
i;o do Brasil, e por consequencia devenios crer
quoa mistura de subditos francezes, inglezes, al-
lomes, hnngaros, polacos, suecos e de outras
naces da Europa nao era urna garanta da esco-
Iha das tropas, que figurara no exercilo hollan-
dez. Ou os soldados, que militaran) debaixo das
bandeiras da llollanda, nao erara lao aguerridos
e disciplinados, como pretende Fre Raphael de
Jess, ou lo numeroso nao era o exercito hol-
landez, que por duas vezes baleu-se nos Guara-
rapes, quanlo ] JS.
Escuna franceza George vinho, fariaha
massas.
Palhabota brasileiro=Artistafogd.
Brigue porluguezI.aia III diversos genero
CONSULADO GERAL.
Kendimenlo do dia 1 a 10. 1 SI6105'
dem do dia 12......3 3955716
20:21 l#7fj
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 10. .
dem do dia 12 ..... .
r-----------,^""" mwmuiw u-> nu-.iupi), ou.iiuii o/, esse oscrioior. ) catriu'isinn
dm.dare,roue'? .ullima*ne",;: "el Sr" R- F- i" "5o 'e ~"> ponto de admi.tir oS5!
d sse esso ???.!??*"** r V" d" 0,(Ic minha razo repello como inverosmil,
TLTndJT Cm scu4.Cas"-,0' l***M, i e todos, que se nao doixarem arrastrar pelo en-
risque nao contou.nera poda contar, era campo thusiasmo patritico, roncordarao comi"o na-
iposio. os soldados desse. exercito. e anula me- rerondo-in,. mm n,..,nn .-_ j,..___ .t.:,'?;.
disi
uoisqu
nosT mP0mn^o0dn9Sft fircito e ainda me- recendo-me- que convem ir despinao aTtalra
coient^ram ^eSS8S,.q"e "em J.,sccr,me1nl I nessas flores artificiaos, cujo maliz se perde com
oodpl rt S i!1" 'r qUC d'f' a'|Ue"e '' I lul"P;'' q"e ":, dov~ encarecer tanto
nao podeudo de'xar do admirar-iue de que, em cortos tactos, que nao merecem a admira.-o aue
Zt htn"! 'inle3' nSr'-D- F-' qUC I?1"3' S ll,,;s ,era f'reslad0 1uo ni0 55 5 3ue
rlsHiTriZT^V r0flet,a0 C/a,SS0 "**! as dl,as ls dos Guararapes nao fazera hon-
rias Historeos de Pernambuco o Uado Fernn- ra s armas luso-brasileiras, quo nos dias 19 do
fr^"^' qU,e 73,;,. rche,adas d0 "7" e con- abril de 16 M e 19 de feverciro de 1619 se cobri-
i". ,'??n "f''."> qi'e de.xou de citar oque rara de gloria, nem que os pernarobucanos sao
w..nr... n-i? Albuc"?r(Iuc. em suas "'""os bravos do que os mais bravos soldados
951JM?
z$20f
Uemoriai Diarias; que me nooi possivel con-
sultar, por se acharem, segundo creio, em seu
poder.
So acaso Nolscher, escrevendo sua obra, ava-
hasse o numero dos soldados do exercito luso-
do mundo. Escreva-se a historia ; mas soja islo
feilo de modo, que se respeite semprc a verdade,
ombora se encorra nos dosgoslos que tem lido
Aloxandro Herculano. O exercilo hollanJez sof-
freu muilo na segunda balalha dos Guararapes ;
mas, ----------- --- *.W0 07IUAUU8 UW UAtIUlU IUSD-
brasileiro como fazom os escriptores porluguezes :,
o luasilciros, quando tratam dos hollandezes, eu '1"tlada. '""> diz Southey (11), 0 a priva esl
sena o pnraero a declinar do sua competencia e i em 1"pn dominio hollandez anda so mante-
duvidar do quo dissesse a este respeito, porquan-l c,no Recile ""s cinco annos, s japilulando
lo, sem documentos auihenticos, eu nao poderia ] 5.cl,k0PPe, cm 26 de Janeiro de 165, com condi-
convir na exactido do suas assercoes; e, se pro- 0,'s "ntajosas |
cedo assim relativamente a Nelseher, creio que
jtajosas (12); o que nao livrou-o de ser
preso ao chegar llollanda, como o foram Schoo-
nenbornh e Haecxs, acensados por lerem mal
administrado a colonia, e como j o linha sido
o almirante De W'ith, que houvera acabado na
prisao, se.nao morresso o Stadhouder Guilher-
me II.
Naslir.has, que dirig Revista Diarla o foram
publica las cm 30 do mez findo, disse quo o exer-
cilo luso-brasileiro suffreu, com a primeira bala-
lha dos Guararapes, a perda do bravo Carnario ;
o, posto fie a phrase por mim empregada nao soja
de rigorosa lucidez, todava creio quo se nao deixa
do ver, que eu quiz dizer que sua morlo foi con-
sequencia dessa batalha, sem fallar eni ferimeu-
to ou docnoa ; o, se assim me exprim, foi por-
"-","' .t..c que isto pareca-mo deduzir-se do que ha va lido :
!irv,t rampas das forcas luso-brasilelias, entretanto o Sr. D. F. tambera contesta que Ca-
aSLSEH^tSZfS. qU a .re,sP,!,, d> naro tivosse suecumbido eai consequencia dos-
toESJ^SSJXifZ? 3 e3cr'Plore3 Pr" ba,. firmando-se, para faze-lo,i.o Castrioto
s3 sdrfao^- a"m q-!lc,or?,m ?eB0S "me- ttwaik. Nao foi som fundamento, que disse que
Tef # T^aI eXCrClt 1,oUan,lez ~ 'luc Ia ercito luso-brasiloiro soffreu con. a primeira
n v I Ihf.'50 Pf vf ",eraPS q'1,! PCT' bala,lia dos Guararapes a perda do bravo Ca-
facieiUr(fn1,SC,'dr Nutscher P"'">ro >'aro : se recorro obrado Nolscher. nella
a acceildr o numero quo dao esses escriptores ao encoulro oslas pakrras la verte da insumes
cTaue rZtT Clr0, n'a 0bSla,, "^y" /' comparatirSmeat tres JE?; TaiuT-
Cia que reina entre esses escriptores, o dizer; renl rearetter la mor d'un de lcu>< chefs /es
Southey q.,e na primeira batalha dos Guararapes plus distingu*, le vailanl Camaram- o h
esse exercito se nocompunha de 2.400 homens, recorra do Sothey qu cosulToi, o arclos
^!!0.?teoNel*h..e3.)0 sida- ^^f^M^lmiJ^BlSS^^SS
O Sr. 1). F. nocxtrauliar que eu du'vide do que
diz Frei Raphael de Jess, e com eUe aquellos
que o seguirara. Quem pode saber, som exacti-
do do numero de soldados de um.ooxercilo o
general que o comraanda, visti di* mappas que
deve ter, e por consequencia era Schkoppe quem
melhor do que qualquer outro conhecia a forca
que linha sob suas ordens ; e por corlo elle nSo
mentira aos Estados geraes, aos quaes devia
conla de sua conducta. Diga o que quizer Frei
Raphael de Jess, digam e enfetem o que dizem
esses que oscreyeram depois : nao creio em suas
estimativas, e sim nos documentos officiaes que
existem nos archivos da llollanda ; e, em quan-
lo rae nao apresentarem documentos que soiam
npn
DESPACOS DE E\P)RTACAO PELA MRSA
DO CONSULADO DESTA CIDADE NO DA
12 DE DKZKMBRO DE 1859.
Liverpool Barca ingleza Midas, James Rrdwr
& C, 700 saceos assucar mascavado.
CanalBrigue prussiano Paul Augusta, S. Bro-
ters & C 2,950 saceos assucar mascavado.
StockholmBrigue sueco Anna, N. O. Reber
& C, 80 saceos assucar branco.
Hamplon RoadsBarca hamburgueza S. Tho-
maz Packet, Whalely Forster&C., 1,209 mo-
cos assucar mascavado.
HavreBrigue fraucez Belleza, Tsset Freres,
500 saceos assucar mascavado, 62 couros
verdes
Marselha = tarca franceza Napolio, Tisset
l'reres, 1,850 saceos assucar mascavado.
Pigueira e LisboaBrigue porluguez Mara da
Gloria, F. S, Rabcllo & Filho, 300 saceos as-
sucar branco.
Porlo Brigue portuguez Esperanca, diversos
carregadores, 210 saceos assuccar branco. l!(l
dilos dilo mascavado.
RECEBiDOlilA DE RENDAS INTERNAS
GERAES DF. PERNAMBUCO
Rendimento do da 1 a 10. 9:0553745
dem do dia 12...... I:690g587
10:7463332
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1 a 10. 18:6143919
dem do da 12.....5:420#76
24:0359681
Movimcnlo do porto.
dos escoliados-e capazes de resistencia.
Era nenhuma parle disse, segundo creio, que
o exercilo dos Independemos (termo que nunca
erapreguei) fosse de 6,400 homens. as linhas,
que escrevi e (orara publicadas na Revista Dia-
ria, disse que na primeira batalha dos Guarara-
pes o exercilo luso-brasileiro pra de 2,400 sol-
dados, c oslo segu o mesmo Nelseher, que lhe
da menos do que os escriptores porluguezes, en-
tretanto, seemvcz de seguir o que se le em sua
obra, eu elevasse o numero a 3,20o, creio que es-
tara tao apoiado quanto o Sr. D. F., que lrmou-
se na opinio parcial do Fre Raphael de Jess, e
na daquolles que o seguirara, poisque leria em
meu favor Southey, que assim se exprime em sua
obra :they xvhole forc was found lo amount
only to three Ihousand two hundred men ac-
crescentaudo estas patarras* quo me parecem
bcra significativas :the were such men as their
commanderscould rely on in ony difficully
Quando disse que o exercito luso-brasileiro linha
2 400 sol Jados, nao fiz mais do que seguir o es-
criplor citado : mas devo confessar quo nao foi
sem repugnancia que cprcsontoi esse numero,
porquanto rae parece evidente que os escriptores,
portuguezos do todas as rantagens a esse exer-
cito e as negara ao hollandez, nolando-se isto
nao s que s ao numero das forcas, seno quan-
lo ao dos los e feridos. (7) l.cndo-se o Cas-
trioto La o, parece nao s quo o metal, de
que oram as as balas do exercilo hollandez,
ao sahirem das boceas das armas, perda a con-
sistencia, (8) e os prqjectis o impulso recebidoda
explosao, seno que os seus soldados se toruavam
tao vulneraveis, que todos os golpes inmigos
aproveitavain o Ibes davam a morle ; entretanto
que creio que o exercito hollandez 9) resislio cora
coragem, e eslou persuadido que, se houvesse o
numero de soldados, que lhe prestara os escriplo-
!'s;;jorluguozes, aguerridos e disciplinados, se nao
doixaria baler por dous ou Ires ral niraigos.
Nada querendo deixar o Sr. D. F. sera contes-
tacao, disse que nao foi s por achar-so anda
doente do ferimenlo recebido na primeira bala-
lha dosljuararapes que o general Schkoppe dei-
xou de dirigir a segunda, e entregou o comraan-
do ao coronel Brncke, e sira porque elle nao
concordara cora o plano desle, que, se j nao os-
tivesse no comniando, nao liaba que impo-lo, e
para provar sua- asserco recorrou ao que diz
sua hislona pela melhor que at boje se lom es-
cnplo sobre o Brasil, nao s pela iroparcialidade,
senao pela exactido do suas descripces, vejo es-
tas patarras na pag. 2)2 do lom. 2 o: They h id
also anolher cause forjoy, in lhe dealh of their
indefatigable enemy Camaram, also died soon
afler lhe battle. verdade que nem um, nem
outro diz que o Carnario suecumbio aferimenlos
receludos.nein eu o disse ; mas ambos fazem par-
lir a sua raorto dessa balalha, sem dizerem quo
fallecen de molestia. Se do que di/ Frei Raphael
do Jess so nao doduz que morresso em conse-
quencia dessa batalha, lamben) se nao deduz quo
morresse de urna maligna 13); e, se as Memo-
rias Histricas de Pernambuco so lo que Cama-
rao suecumbra a urna febre, o que escrereu Fer-
nandos Cama nao me merece fe, porquanlo gos-
tava de enfeilar o que reproduzia, dcscrevendo
por vezes as cousas como ello, suppuuha que so-
nara no futuro (14); sondo bom do notar que
southey e Nelseher fallara dessa morte como
leudo lido lugar logo depois da primeira batalha,
isto e, oin fins do abril ou principio do maio,
entretanto que, a seguir-.se o que diz Frei Ra-
phael de Jess, s em agosto morreu Camaro.
Era minha opinio, mais glorioso para a memo-
ria desse bravo cuete lar morrido em consequen-
cia dessa balalha, do que do urna febre : mas, se
com elToito suecumbio a alguma afleccao o m'o
provarem. nada loroi que oppor, senludo nao
ter razo smente por causa do mesmo Camaro.
So eu fosse um desses, que recebom como
provado o que Icem, nao impugnara o quo foi
publicado na Reohla Diaria de 29 do mez lindo ;
e, se acoei-.is.se. sera exame a reputaco de lil-
torato, que se baratea hoje, e e dada a" todos que
como laes se inculcan), loria de eurrar-me dianlc
de mu los. Se assim nao procelesse, anda hoje
sediria que a figura, que em baixo-relevo se a-
Cha esculpida em urna podra, que (lea cnlre os
sobrados do ns. 62 o 6 i da ra da Cruz, ora a de
Pernambuco, como por muilo lempo fez creral-
guera, que se presentara como muito versado na
historia desta Provincia ; e, so nao fossem mi-
nhas impugnaces, anda acerera que o sobrado
den. 12 dessa mesraa ra o em que residi
Joo Fernandos Vinira depois da capitulace
hollandeza ; todava j me rou conrencendo que
e melhor deixar que as cousas corrain a sua voli-
tado do que envolver-mc era discussos, que me
r.illl,-!.., n 4,.--------^-_^____,. -______ ...
Navios entrados no dia II.
Munla 2 das, patacho nacional Santa- Cru;,
de 101 toneladas, capitao Jos Vicloruc das
Nevos, equipagem 8. carga farinha de mandio-
ca e milho : a C. C. da Costa Morera.
Assu--16"dias, patacho nacional z7om Jesits, da
li6 toneladas, capitao Joo Goncalves Rei*
equipagem 8. carga sal e patha ; a Bartholo-
meu Lourenco.
Sahidos no mesmo dia.
MontevideoBrigue rancez Sania Anna, capi-
lo I.epeciere, era lastro.
LisboaBrigue porluguez Relmpago, capillo
Rodrigo, capitao Rodrigo Joaquim Correa, car-
ga assucar e niel.
Terra NovaBarca Fletwing. capilo KugliL em
lastro.
Rio de JaneiroBrigue nacional Damo, capto-
Hanoel Jos Vieira, carga assucar e mel.
BallimorePalhabole americano John Greffite,
capilo F. Conklin, carga assucar.
Navios entrados no dia 12.
Babia3 dias, vapor nacional Valeria deSinim-
b, de 312 toneladas, coramandanlc Francisco
l'ereira, equipagem 20.
Buenos-Ayrcs28 dias, barca ingleza Baronet,
de 3)0 toneladas, capilo David Larab, equ-
gem 13, era lastro ; a ordem.
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Direceao, < o
=5 w al Intensidade.
Z 5 i ^ i IcJ M> (i t -J pC X -1 35 Centgrado. 3 1 o a I
1 e o ti' i i-s u; i^; l-S ic 1* -a bs t' e Reaumur.
ce x ~r. oo ge # I'ahrenheil
o Sao o Iiygromelro.
3 \-i -i -i -j -W -' ^ 3". =5 = en Barmetro
Editaefe.
Dr. .1. P.
n i i i. *"~**.t" i,auu uo I'1'- cnvoiver-mo e
SS^c -SUS qJ* na0 Pd!a.leF li0 ">i- roubara o tompo necessario para o ejercicio de
nuciosas informagoes do campo inimigo, a.o minha profissao, que nada ganha com arerigua-
I ernandes (.ama que nao fez mais do quo copiar, I ees histricas
alterando por veZOs o quo lia ; entretanto que 10 de dczain'bro de 1339.
.\olsclier, que deve saber dislo melhor do que
qualquer oulro, porquanlo foi fonte limpa e '
disse que esse general nao pode commandar na
segunda balalha por estar anda doenle, o que
tainbem diz Southey, passando por osla razao o
, enramando do exercito ao coronel Brncke, cujo
i plano foi approvado cm conselho de guerra (10),
I nao crido pelo Sr. 1). F., que preferc crer as Cotscpes officiaes.
ilemorias histricas de Pernambuco. Mas nao Descont de letras9 0.0 ao anuo.
PR.VQA DO RECIFF. 12 DE DEZBMBRO DE 1859
S TRES HORAS DA TARDE.
Cotscoes otficiaes.
lBiMwrM idiuni.ud uc i'iu imwiiiru. i Descont de letras9 0/0 ao anuo.
i por este modo que o Sr. D. F. rotular o que CaraDio sobre Londres25 o 25 li d. 90 d/v.
I eu disse, nem que cora cuacos de escrplores Francisco Mamede de Almciia.
I destituidos de authculicidade" conseguir fazer Secretario.
Crer o nuo nslent.i e iia suri-n A i.r.v nn _____
ra
ra prova-lo, mais do que o que diz tor-so encon-
trado sobre os campos dos Guararapes depois da
primeira balalha, o para provar quo de sua ima-
ginaco sahio muila c.ousa, nao preciso mais
do quoapresoiilar esses discursos, que elle presta
Paco saber aos que esta caria de doaco o ses-
maria yirem que, lendo respeito ao que o capi-
lo-mr Joo do Rogo Barros, provedor da fazen-
i da real desta capitana, me representou pela
I pelieo cima escripia, dizendo-me que elle por
, sua devoro quera fundar urna igreja do N. S.
do Pilar, no sitio, o ni" que estovo o forte velho
Iquepor ordem de S. Alloza so desmanen ou por
nao sor de nenhuma utilidade para a defensa
desta Praca, podiiido-me lhe lizo.-.se morco dar
em nome do dito senhor da propriedadevinto
e cinco bracas de Ierra do compridodo dilo sitio,
em que estovo o forle, ede largura ludo o que
vai do areal intil do mar ao rio, para nelle
fundara dila igreja o fazer as olficnas nocessa-
rias. E porque o procurador da cor-la no seu
parecer nao poe duvda alguma couccderein-se
as bracas do torra, quo ped", por ser para obra
tao pia, e conformando-me era ludo cora o que
S. Alloza, que Dos guarde, sbreosle particular
me cncomnienda no cap. 15 do Regiment d-'ste
governo. Uei por bem, e lhe faco merco dar,
em nome do dito senhor (como em virtude do
prsenlo dou) de propriedade as ditas vinte e
cinco bracas de torra do siiio em quo esleve o
forle velho, para nelle fundar a dila igreja, as-
sim o da maueira que as pedo confronto na sua
pelieo achando-se devolutas e nao prejudican-
do a lerceiros, com todos os uteis que nellas se
acharem, lendo o foro livre o isenlo do tributo,
foro ou peusao alguma, com obrigacao de dar
pelas ditas Ierras caminho livre ao conselho na
forma das lois ole.
() Nelseher, fallando de Joo Fernandos Viei-
ra, assim se exprime :Ce noble hros du Brsil
donna alora un esampie d'abngation raro ct
d'uuo grandour d'me sans exomple, en cdant,
sans munniirer, le coinmandemciil ce chefque
lui imposait le roi el eu lui juran!, le premier, d-
vouement el obissanco,u isto me parece mais
honroso do que as patarras que frei Haphacl de
Jess lhe presta quando os emissarios dos agen-
tes hollandezes lhe foro offoreccr os duzeiitos
mil misados, do quo trata em sua obra, isto ;
que nao venda a honra de castigar lyrannos por
lao baixo proco,o quedeixasuppor que, se fos-
se avultada o quantia, so vendera.
ALF-ANDEGA.
Rendimento do da 1 a 10.
dem do da 12 ... .
187:7041416
28.-65&S090
21:302>515
MOVIMENTODA ALFANDEUA.
Volumes entrados com fazeudas
< cora genero*
Volamos sahidos cora fazeudas
< c cora gneros .
125
204
17'
27;
329
454
! crer o que sustenta ; e nao serve de prora em
j favor de Fr. Raphael de Jess o ter dado a 1er
seu Caslriolo Lusitano a Joo Fernn les Vieira,
poiquanto oslo, que se va exaltado nessa obra.
que parece escripia para isto, nao ra destruir o
! pedestal que seu panigyrisla lhe hara levantado,
(5) O mesmo J. P. Aillaud, que em Pars deu
urna 2.a edico do Castrioto Lusitano, era sua
advertencia assim se exprime :iosuinimos al-
gumas fallas e alloccoes em que o autor mal
oxerceu sua rhoiorica, e accroscenia fomos
muito circunspectos ora ludo que diz respeito
crcdiilidade daquolles lempos.
JBJ2 fSSS^JtuHS* fS'." iC exPlimei- Descarriara hoje 13 de dezerabro.
Sali.u do Arrecir (Schkoppe pela urna hora de- Barca ngleza_!D. Anna-canos de barro.
i,.Z ." dHabnld0 16,S- comMOO Barca ingfeaa-Floaling Cloud-lachas do fer
coraba entes do.xando de reservan corone lien- arca fra8nceta_DBux Edourd-tinhos a licor
nque Hus ja livre do nosso poder; com 1,000 en- -
fanles, e ordem que era lempo certo se fosse
incorporar com o exercilo nos montes Guararapes,
como depois fez. Sol-lados auxiliares entre ne-
gros e Indios 1,400, o 700 gastadores etc.
[7) Frei Raphael de Jess, fallando das pedas
do exercito hollandez na primeira balalha dos
Guararapes, diz:De'uou o inimigo no campo1"..........r........~ ...... ......""
1,200 morios,; entretanto quo, fallando das do (11) Southey assim se exprimo, fallando dos
luso-brasileiro, diz :Cuslou-nos a victoria S hollandezes: The enemy iccre defeated, bul nol
morios.O mesmo escriptor, fallando das per-\rouled.
das do exercito hollandez. na segunda ha-alna, (12) D. Antonio Caetano do Souza, fallando de
diz:Dexouo Flamengo para cima do 2,0001 Francisco Brrelo de Menc/.os na pag. (58 do
homens morios : entretanto quo, tratando das lom. XI de suaHistoria Genealgica da Casa
do luso brasileiro, assim se exprime:-47 \realporiugueza,h que esso mes.re de campo
morios doraos Ierra. I generalrestaurou a Capitana de Pernambuco
(8) I.'raa bala de peen, que lenho, adiada cnijdo poder dos hollandezes, de quem alcancou glo-
urna das raneas do engenho Guararapes, 6 de riosas victorias, lancando-os fra daquella Capi-
ferro,_e outra de davina ou mosquete, que lam-' lana no auno de 16i9; o que inexacto, c
rro.
..cs.
Barca portnguezal'romptido ceblas, bata-
ta" e fructas.
Brigue inglezEverlonfazeudas.
Brigue inglezEarl Greyfazeudas.
Brigue oldemburguez'arldem.
Brigue hanoveriano Burgermusiercarvo.
Polaca hespauholaArdilla = diversos gneros.
[v rseisciier dizque o exercilo hollandez. ei
trando na primeira balalha dos Guararapes com
4,500 homens, leve 470 morios, e 523 feridos,
Conlando-se ueste numero o general Schkoppe
com urna hala no calcanhar, de que ficou para
semprc aloijado.corao se lo na obra de Southey,
o que na segunda, entrando com 3.510, leve957
morios, coniando-se nesto numero o coronel
Brncke que dirigir a aci;5o, nao estando cora-
prehendidos nos 957 morios o rice-almirante Gie-
lissen, chefe das forcas navaes, e muitos mari-
nheros, qup assislir'ao a essa sanguinolenta ba-
talha e succiimbiro; alm dos prisioneiroso fe-
ridos.
rio, ..^#. iiu tiu viii uwt*-i ni ti ,t /! ( u L: ------
tambera nao diz de que enfermidade morreu.
assim como nao o diz o conde da Ericcira em
seuPortugal restaurado.
(14) Para que o Sr. D. F. se convenca do que
digo a respeilo das Memorias histricas de Per-
nambuco de Fernandos Cama, pedir-lhe-hei que
lea oEnsaio lopographico-liislorico, que
vera ni l.'1 edico do tomo 1." dessa obra; prc-
vonindo-o do que foro minhas impugnaces,
feilas no Diario de Pernambuco cni 1&0, "que
mais concorrero para quo seu autor dsse 2.'
edico desso lomo,era que anda ha muitos erros,
cuntradicees e exageracoes.cono em toda a obra;
/"
MUTILADO
-'-*" | 1.IIIHJ-1ILMIVSU i:\nllii-4U'
(10) Soulhey diz o seguinle : \rhose opinin sondo conveniente que recorra nota posta i
irasovemiledby u majorUy in lhe council of; advertencia que se acha no lim do lomo 2. cm
,rar- quo vera meu ome
O Dr. Antonio Epaminondas de Meilo, prnieiro
juiz de paz do prnieiro dislricto da freguezia
do Santissimo Sacramento do bairro de Santo
Antonio da cidade du Recite etc.
Faco saber que, era virtude da lei, e commu-
nicaco da cmara municipal, convoco os eleilo-
res e supplcntes da paroenia de Santo Antonio;
o que rao abaxo designados por seus nomes,
par que compareraui na lorceira dorainga do
mez de Janeiro do auno prximo fuluro de 1SG0,
uo corpo da matriz da dila parochiapelas 9 horas
da manhaa, afim de organisar-se a junta dequa-
lificacao que leui de rever a qualificago do au-
no antecedente, dos cidados que tem dircitosdo
volar nas eloieoes do eleilorea, iuizes do paz, e
veroadoros da cmara municipal, licando scicnt-
os referidos eleitores e supplenles abaxo decla-
rados quo soffioro a mulla de 40 a 6J rail res,
se nao comparecerem, ou, lendo comparecido,
doixarem de assignarem a acia respectiva.
Metanse.
Coronel Domingos Alfonso Nery Ferreira.
Dr. AngeloHenrique da Silva."
Tonenlc-coronel Sebastio Lopes Guimares.
Dr. Antonio Rangel de Torres Bandeira.
Ilr. Antonio Epaminondas de Mello.
F.mpregado publico Caetano Pinto de Veras.
Escrivo Joaquim da Silva Reg.
\li res Caetano Jos Mondes.
Vigario Venancio Henrique de llezende.
Capilo Firmino Jos de Oliveira. *
Major Claudino Bnicio Machado.
Altores Manuel Joaquim Machado.
lente Sillrino Guilhcrrae de Barros.
Proprielario Manool Antonio de Jess Jnior.
Proprielario Jesuino Ferreira da Silva.
Capilo Joo Alhanasio Botelno.
Primeuo lenlo da armada Manoel Martns de
Araujo Castro.
Empregado publico Joo Manoel de Castro.
Toue.ile coronel'Uodolpho Joo Barata de Al-
meida.
Proprielario Anlonio Luiz dos Santos.
Negociante Joaquim Francisco de forres Gallndo.
Feneule Francisco do Paula Machado.
Empregado publico Joo Peseteada Silveira.
Artista Guilherme Pinheiro Rozas.
Artista Anlonio Francisco Gdacalres.
Artista Jos Luciano Cabral.
Alteres BarlholomeoGuedea de Mello.
Empregado publico Harcofioo dos Santos Pi-
nheiro.
Alferos Francisco Lucas Ferreira.
Supplenles de eleitores
Capitao Anlonio Augusto da Fonceca.
Dr. Joaquim de Aquino Fonceca.
Toiienio coronel Justino Poreira do Parias.
F.mpregado publico Joo Francisco Bastos.
Capitn Jos l.uiz Poreira Jnior
Dr. Joo Francisco Teixeira.
Dr. Joo da Silva Ramos.
Brigadeiro Joaquim Boruanlo de Figueiredo.
Dr. Deodoio Coelho Cat-inho.
Dr. Francisco Ferreira Martins Ilibeiro.
Es i i \ ao Floriano Corroa de Brito.
Dr. Jos Flix de Brito Macedo.
Dr. Antonio Jos Aires Ferreira.
Empregado publico Manoel da Silva Ferreira.
Capilo Flix Francisco de Souza Uagalhaes.
Dr. Carolino Pranscisco de Lima Santos.
Negociante Francisco Amonio de Brito
Negociante Anlonio Jorge doCuerra.
Artista 'os Francisco Carneiro.
Negociante Jos da Fonioca e Silva.
Negociante Sereriano Jos de Muura.
Vrlisla Domingos Nuiles Ferreira.
Capilo Francisco de Souza llego Monleiro.
Artista Francisco Jos Correa do (jueiroga.
Negociante Caetano Silvero da Silva.
\rlista lliiliuo da Ciinha Pinto.
Negociante Joaquim Silverio Martins dos Sanio-,
Negociante Joo Paulo do Souza.
Artista Joaquim Milito Aires Lima.
E para constar raandei fazer esto edilal,afila-
lo nos lugares mais publicas desta freguezia, e
publca-lo pela imprcusa.
Prirai iro dislriclo da freguezia do Santissimo
Sacramento do bairro do Santo Antonio do Ite-
cife 12 de dezerabro de 1859.F.u Joaquim da
Suva Rogo, escrivo que o escrevi.
Antonio Epaminondas de Mello


(*)
DIARIO DE PERNAMBUCO. TERCA FEIRA 13 DE DEZEMBRO DE 859.
Olllin. Sr. inspector da wtsourara pro-
\iuciil, em curaprimcnto da resoluoo da junta
>la fazenda, manda fazer publico, quo a ar rema-
lacio do costcio da illominaco publica di eida-
de de Olinda, foi transferida" para o dia 15 do
corrente.
E para confiar se mandou aTixar o presente o '
publicar pela imprensa.
Secretaria di thesouraria provincial do Per- I
nambuco 9 de dezembrode 1859. O secretario,
Antonio Ferreim d'Annunciar-o.
compras navaesem 12
Declaracoes.
De niil'tii do 11 i ni. Sr. insppcior da thesou-
raria de azcuda desta provincia se faz publico,
>]ue no dia l do corrente tem de ser arremata-
da perante a mesma thesouraria, urna parte dn
-otirado de dous andares n. 29, sito na ra da
i..iia, a qual foi penhorada aos herdeiros de An-' 3] poderao ambos usar, rom o capital de ris
ionio Ferreira Duarte Velloso. As pessoas a queiu 2U:000$DOO, fornecido pelo socio Jovino, e do-
eonwer dita arrematacao, devero comparecer vendo a mesma sociedade durar por espaco de 9
cesta thesouraria 1 'hora da tarde do indicado anuos contar de 16 de novembro ultimo, dala
dia. Secretaria da thesouraria de fazenda de i da mesma escriptura.
Malte.
Pao.
Toueinho de Lisboa.
Vinagre dito.
Vellas de carnauba.
Ditas stearinas.
SaDa do conselho de
de dezembro de 1859.
O secretario
Alexandre Rodrigues dos Aujos.
Tribunal do commercio*
Pela secretaria do tribunal do commercio de
Pcrnarubuco se faz publico, que nesta dala tica
registrada a escriptura publica do contrato so-
cial de Jovino Carneiro Machado Rios e Lino de
Farias, eslabeleeidos nesla cidade com loja de
fazendas. sob a ilrma social de Parias & C, da
Pernambuco, 10 de dezembro de 1859.O official
maior interino, Luiz Francisco de S. Paio e
Mea
Pela mesa do consulado provincial se faz
publico aos proprietarios dos predios urbanos das
negueziasdesta cidade e da dos Afolados que
> s 30 das nteifl para o pagamento a bocea do
linanceiro corrente de 1859-1860 se principian)
a contar do Io de dezembro findouro, icando
mcursosna multa de 3 por cento os que paga-
ren depois desse prazo.
Mesado consulado provincial de Pernambuco
6 de novembro de 1859. Antonio Carneiro
Machado Ros, administrador.
= O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, ein cumplimento da rosolueo da junta
manda fazer publico, que no dia 7 de dezembro
prximo futuro, se ha de arrematar, a quem por
menos fizcr o cosleio da illuuiinaco publica da
idade de Olinda, avallado em 260 rs. cada um
lampeao diariamente.
A arrematacao ser feita por lempo de um
.inno a contar do dia 15 de dezembro do corrente
auno.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
tacao. comparceam na mencionada thesouraria,
fectuada a arrematacao.
E para constar se' mandou aluzar o prsenle
e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 19 de novembro de 1859.O secreta-
rio, .4. /'. da Annunciueo.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimeulo da orden) do Exra. vico
presidente da provincia, manda fazer publico, que
peanle ajuola da fazenda dajncsma thesouraria
se ha de arrematar no dia 15 de dezembro pr-
ximo vindouro, quem inais der. 636 lampees
que servirn) na illuminacao publica desta cida-
de, com as suas competentes ferragens, avallados
em 40$ cada um
Os prctendcnles podem dirigir-so leparlicao
las obras publicas, afin de examinaren) os men-
cionados lampees.
E para constar se mandou aluzar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 2 de novembro de 1859.O secrta-
lo, Antonio ferreira da Annuitaiaco.
Pela recebedoria de rendas internas se faz
publico, que no corrente mez se linda o prazo da
cobranza amigavel ios impostes pcrtenccnles ao
Torcido de 18581859, a saber renda aos pro-
-prios nacionaes : foros de terrenos c de marinha
decima addicional de mao mora; imposto sobre
lojas e casas de descont ; dilo especial sobre
casas de movis, roupas, mobiiias e calcado es-
trangeiro ; dilo sobre barcos do interior e laxa
dos escravos, findo o qual se promover a cobran-
za czeculiva contra os remissos: outro sira que
no mesmo mesmo "mez deve ler lugar o paga-
mento dos impostos periencentes ao exercicio
de 18691860, a saber : do primeiro semestre da
decima addicional de mao murta, do imposlo so-
bre lojas, do dito especial, do de barcos do inte-
rior, depois do qual pagar-seba coujuniamenlo a
multa de 3 0|0- Recebedoria de Pernambuco, 5
le dezembro de 1859.O administrador, Manoel
Carneiro de Souza Lacerda
Crrelo.
Secretaria 10 de dezembro de 1859.Dina me-
rico Augusto do llego Rangel, oilicial maior in-
terino.
Cear, Acarac e
Granja. \
O patacho nacional Anna, tem boa parle da
carga prompta : a tratar com Tasso Irmos ou
com o capilu Graciano llenrique Mafra.
Para o Rio Grnde do Su!
segu com toda a brevidade a barca Malhilde,
tem parte da carga prompta : quem quizer car-
regar o resto pode tratar com Manoel Alves Guer-
ra, ra do Trapiche n. 14.
Ass
lliate Cames segu no dia 10 do corrente ;
para o resto da carga trata-se com Caetano Cy-
riaco da Costa Moreira, ao lado do Corpo Santo
D. 25.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
Espectculo a beneficio de Manoel
de dess Ierra/,
nascido seni bracos na provincia
da Babia, e que pela
segunda vez vem a esta cidade
Otarla feira 1i do corrente.
Manoel de Jess Perraz tem a honra de annnn-
ciarao reapeilavel publico, que haveudo-lbesido
concedido o thealro por urna noite, aim de dar
una representacao A seu beneficio, ter este lu-
gar no diu cima mencionado pela manira se-1
guinte :
PRIMEIRO ACTO.
PRIMEIRA PARTE.
A senhora l>. Maria l.uiza de Oliveira cantar
una arla de sua escolha.
SEGUNDA PARTE.
0 beneficiado far os seguinles Irabaliios :
1 Depois de descalcar os seus sapatos e rncias,
atar em um lenco qualquer objeclo, cu laucar
a distancia que se quizer.
2. Com garpbo e faca, trinchar qualquer
vianda que levar a bocea para comer.
3. Descascar e comer urna laranja.
4." Apromptar o fumo de que far um cigarro,
que fumar.
5." Temperar e tomar urna chavena do cha.
0. Depois de carregar urna pistola, dar-lhc-ha
fogo.
SEGUNDO ACTO.
A senhora D. Virginia Romy, em obsequio ao
i beneficiado se digna preencher este acto com
i diversas dansas de muilo bom goslo que agra-
: daioao publico.
TECEIRO ACTO.
PR1MF.IRA PARTE.
Aria pela senhora 1). Maria Lui/.a de Oliveira.
SEGUNDA PARTE.
Os seguinles traba)hos pelo beneficiado:
I. Assignar o seu nome e mostrar ao pu-
blico.
2. Enfiar urna linlia n'uma agulha, com que
coser por algum lempo.
3. Dar corda em um relogio.
4. Ensaboar o rosto e far a barba.
5. Calcar as suas mcias e sapatos.
QUARTO ACTO.
A senhora I). Virginia Romy se digna ainda de
preeucher esto arto com dansas novas.
Com este espectculo variado, espera o bene-
ficiado do coracao bem formado des nobres Per-
Naadminslnco do concTo'desla cidade exis- nambocanos, que jamis repellirara aquellos a
tem 28 cartas rindas ullimamenle do presidio de ; (l"cm a forl,,na Pva dos m.Ci0.s de subsistencia, e
Femando : as pessoas inleressadas dirijam-se T,e recorren) asna proverbeal generosidad?, que
Leiles.
LEILAO
Quarta-feira 14 do corrente.
O agente Borja far leilao autorisado pelo
Illm. Sr. Dr. juiz municipal supplente da pri-
meira vara, a requerimento de Antonio Moracs
Gomes Ferreira, da armaco e gneros existentes
na taberna de Manoel Gomes Villar, sila na ra
do Imperador outr'ora ra da Cadeia n. 18, que
ser effectuado em dito lugar s 11 horas em
poni
dito taneez l'redenck Jacques, consis-
titulo era urna ferrara de construceao
de canos, diversos movis, um cabrio-
let novo, faltando apenas monta-lo,
grande quantidade de tijolos e tellias e
o terreno com foro perpetuo no qual se
aclia montada a dita ferrara e grande
quantidade de feixes de ac e ferro:
terca-teira 1 do corrente as 11 horas
em ponto na ra da Conceicao onde
existe a dita ferrara.
Altenco.
Nos qualro cantos da ra do Queimado n. 18
A, esquina que vira para o Rosario, vendem-se
lencos de labyriiitho vindos do Cear, os mais
bonitos que lem apparecido neslc genero.
50,000 rs.
Furlaram do engenho Novo do Goil, freguezia
da Luz, no dia 15 de novembro, dous cavallos,
um pequeo, rodado, com urna pequea bexiga
no espinhaco, marca de peiloral ; outro alaso
tostado, dous ps calcados ; ambos tem o ferro
que exprime o nome "do proprielario, Joaqun
do Reg llanos Pessoa, que ou'erccc 500O0 de
gntificaco a quem delles der noticia.
Compra-se urna canoa de amarello que se-
ja nova o que carregue 400 feixes de capim : a
I Iralarcom o Sr l.udgero Francisco de Assis, na
ra das Larangoiras.
Vende-se um excellenle terreno no lugar
. da Capunga Nova boira do rio, leudo um gran-
precisa tomar a risco cerca de 10:500$ para pa- de poco, alicerco com 40 palmos, c com alguns
gar as dille-rentes despezas, que lem sido obriga-, arvordos : quem quizer, dirija-se a Soledade
do a fazer neste porto, o dito emprestimo ser casa n. 42.
garantido pelo mesmo navio e seu carregamento,
as pessoas que pretenderen) fazer esle adianta-l
5
-_ ^
Avisos diversos.
Consulado de Franca.
i
O capilo Francois Magnon da barca franceza
Rosk, actualmente em reparacao neste porto.
>
rijo
mesma administrado aim de satisfa/.er o com-
petente sello.
== Na administracao do correio desta cidade
exislcm 20 carias viudas do presidio de Fernan-
do para os senhoics abaixo declarados, os quaes
tem de pagarem ocompelcnle sello.
Desembargador Antonio Coplista Gilirana.
-Goroncl Antonio Gones Leal (81.
Alteres Anlonio Manoel Barbosa.
Major Antonio da Silva Gusmo.
I). Candida Mria da Conceicao.
Fre David da Natividade de Nossa Senhora.
Domingos Alves Malheus.
Joaquim de Freitas Leo do Amaral.
Joo da Costa Lima Jnior.
Joo francisco de Souza (2).
Joao Xavier Carneiro da Cunha.
.los Antonio dos Santos.
Jos Camello do Reg Barros,
los da Silva Loyo (2).
Luiz Ignacio Maciel (2)
'.'uiiino Joaquim Madcira (2).
Theodoro vempregado na secretaria do govero.]
Conselho de compras navues.
Tendo se de promover a acquisico do male-
rial abaixo declarado, bem como de conlratar-se
o ornecimenio Jo vveres, e d'outros objeclos por
lempo de tres mezes findos em marco do anuo
prximo para o consumo dosnav.os da armada e
esubaleciinenlos de marmita ; manda o conse-
Por lodo e qualquer preco.
NA RA DO
Imperador n. Id.
Terca-feira 13 do crvente-
O agente Borja vender em leilao por todo e
qualquer preco os obiectos existentes era seu ar-
mazem sito na roa do Imperador : urna porcao
de cadeiras do Porto em perfeito estado, muflas
e differcnles obras de marcineiria de muito bom
gosto, grande quantidade de prata em obras c
em bruto, difTerentcs qualidades de apparelhos
de almoco, chrystaes, vidros, candelabros, Lin-
ternas, e muitos objeclos de goslo que definiti-
vamente sero vendidos
Sem reserva de preco.
Assim como um carro de carregar gneros,
com o seu compleme boi e se acha em muito
bom estado.
Transferencia
ment sao convidados a comparecerem quarla-
feira 14 do corrente s 11 horas em poni na
chancellara do consulado de Franca aonde ter
logar a dita ajudico em presenca do Sr. cnsul I
de Franca a quem por menos "fizer, o cambio
ser fixado a razio de 385 rs. por franco.
Lava-se e engomma-sc com perfeicao e
promplido : na ra do Colovello n. 50.
= No dia 2.1 de novembro prximo passado,
fugio a escrava Maria, cnoula, natural da pro- .
vincia do Para, lem os seguinles: estatura alta, irija-se ao lira das Areias, no principio do Bar-
cor bastante prela, rosto comprido e signal de ro-Vermelho, na casa de Thoiniz Jos de Aquino
bexigas, lem em urna das mos um signal de
AeiiQo.
Vende-se a loja de fazendas da ra do Impe-
rador n. 9, com poucos fundos, a diuheiro ou a
prazo : a tratar na mesma.
Vende-se ou aluga-se urna canoa nova pro-
liria para carregar 1,200 tijolos de alvenaria gros-
sa : quem precisar, diriji-se a ra Imperial, pa-
daria n. 173.
== Vende-se urna negra, cabra, de idade 18 a
19 anuos, mais ou menos, para servico de cam-
po, por preco coramodo : quem quizer comprar,
golpe de faca entre o dedo pollegar, tem m dos
ps rollado um pouco para o lado de dentro;
levou saia preta c chales azul e vestido de chi-
la : rogarse a quem apegar leve-a ra da
Cloria ii. 89, que ser recompensado.
MOBILIAS
Envernisam-se mobiiias mais em eonla do que
em outra qualquer parle : no paleo do Carino
n. 24.
Aluga-se um prelo escravo ou forro para o
o servico interno, ou compra-se um de meia ida-
de : na ra Nova n. 53.
Jos Emilio Arlhur da Rocha Vasconcellos
relira-se para o Rio de Janeiro.
Chegou do Cear no vapor Paran um exce-
lente cavallo com lodos os andares, o seu dono
no Cear inlitulava-o rei dos cavallos. quem o
Cesar.
s= Vende-se um escravo de 20 annos, bonia
figura, sem defeito e robusto, com principio de
cozinha ; e larabem trocase com urna preta mo-
ca ; na ra da Imperalnz n. 24, primeiro andar.
Sal do Ass
a tratar rn
(raba-
na ra
B
i8
DO
o acolhero benignamente e Ihe prestaro aquel-
la prolcccao que merece a sua infelicidade.
Os buhles, que custaro o pre estariio a venda no dia do espectculo no escrip-
lorio do llieatro.
O especlaculo comecar s 8 horas em ponto.
Avisos martimos.
Rio de Janeiro.
O veleiro e bem conhecido brigue nacional Ve-
tos pretende seguir para o Rio de Janeiro com
rnuila brevidade, tem parte de seu carregamento
a bordo : para o resto que Ihe falla, Irala-se
com o seu consigualorio Anlonio Luiz do Oliveira
Azevedo, no seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
LEILiO DE FAZENDAS.
AS 10 HORAS EM POMO.
O agente Borja trans-
ferio o leilao das fazen-
das doSr. Gustavo lrassctt
para hoje 13 do ce ente,
que ter lugar no primei-
ro andar do sobrado n. 2,
por cima do armazem dos
Srs. A. L. dos Santos
Rolim na ra do
IMPERADOR-
deposil
com poucos fundos airalar no mesmo.
Pede-se aos Srs. Antonio Anncs Jacome
Pires e Manoel Panlaliao da Costa, Antonio J. F.
de Mendonca Belem, que tenham a bondede de
dirigir-se ao aterro da Boa-Vista
Irastes de L. Puggi.
Os Srs. logislas c mais oceupacoes que lem i
porla aberla, cujos nomes nao esto contemplados
no almanak, qneiram mandar declarar na livraria
a pracada Independencia n. 6 e 8 ; asmudancas,
com designacao de seus antecessores para serem '
illiminados : devendo esta declaracao ser cnlre-
gue at o dia 15 do corrente.
Armaofio.
Por autorisacao de seu dono, se vende urna
rica armaco toda envernisada, feita a moderna
de
decrvsuu, propna para loja ae azenaas, roupas
feilas, deposito de massas ou charutos, etc., sita
na ra Direita : a Iralar na mesma ra n. 16, loja.
SAlDAjO ALEGRICA
a bordo lo patacho Bom Jess
ra da Madre de Ucos n. 2.
Vende-se um cavallo acoslnmado a
lhar em carro de condueco de gneros :
do Codorniz n. 8.
Casa em Kio-Fonnoso.
Vende-se ume excellente casa de sobrado com
bastantes commodos para grande familia na ci-
ucm a pretend
Sr. Antonio Francisco
no Recife na loja de
ferragens de Vidal Bastos.
tende-se nina escrava lavadeira o engoni-
madeira perfeila, e cozinha o trevial, carinhosa
para criancas : na Boa-Vista ra da Alegra
o
=
. o
= 3
O
=r-c
^-3
03
a
o.
c
o
m
n. 27, loja ae ; numero 3.
i
rfJT. Sr' Monoe,1 Jos Poreira Borges, sirva-se
declarar o nome dotllbo at fa.nilU-que oer-
deu o cabedal de seu pai na casa publica de jog. s
prohibidos, lexistente nesta cidade Igualmeu e
nome do proprielario desta, porque convem
destruir a supposico de que o Sr. Bor^s
escolhe os meios quando quer ver o scS nome
em letra redonda. Depois de sua respos.a,The
m^iu -gUma co< respeilo da moeda falsa
que elle ve gyrar nesla cidade.
Um da Victoria.
Na ra da Cruz n. 62, terceiro
andar, preetsa-se fallar com o Sr. Jos
er, diri- Gorijalyes da Silva, morador no enge-
nho AripiAj' a negocio que lbe diz res-
peito.
, .""*. Vcnde-se no sitio Caixa d'Agua
0 bois mancos para carro e 4 vaccas de
leite: a tratar no mesmo sitio com Ma-
noel Joaquim.
$
Joias.
joalheirode SS. MM. |
II. estando prximo ase I
e columnas e grandes (ileiros com puchadores! $ retlPai* paiM a COI'te, leill &
e cryslal, propria para loja de fazendas, roupas \m i. i
a honra de prevenir
&
a o
respeitavel publico desta
A
Para Lisboa.
Quiita-feira 15 do corrente
s 11 horas em ponto.
O veleiro brigue portuguez Teo, de primeira O agente Camargo tara' l-ilao em seu
marcha, pregado e forrado de cobre, pretende i armazem na ra do Vicario n. 19
seguir com rauta brevidade, lem parlo de S(u ] i y ...
Ilio de compras navaes fazer publico que tratar carregam_enlo prompto : para o reslo que Ihe | ""I no ODjectos de marcineiria
do contrato na de 27 tambera do corrente vista
de propostas aprcsenladas at s 11 horas da
manha e seb as clausulas ou condicoes do es-
tylo, sendo que os prelendentes ao contracto de-
verao ochar.se acompanliados dos fiadores para,
concluido que soja, assignarem de promplo o
respectivo termo.
Acquisico di'S objeclos do material.
Arrobas de ferro ICO.
Agua raz 2 arrobas.
Almagre 16 arrobis.
Baudciras imperiaes de 6 pannos C.
Ditas, dita de 5 ditos 6.
Breu 10 barris.
Obre era varo de 5|8 60 vares.
Canos de ferro de 1-2- polegadas 860 ps.
Cadeados sonidos 50.
Coberiores de la 50.
Ci 16 arrobas.
Carairas de brim 100.
Ditas de algodoazul 100.
Ceia et:i ardiles para faroes 40 libras,
Gomma graxa 50 frasquinhos.
Leames de sicupira 150.
Lenios de seda preta I0O.
Lanternas de patente 20.
Oleo de linhaca 100 arrobas
Plvora grossa 5 arrobas 7 libras,
Pinho 4I.-H5 ps.
Piassava 100 molbos.
Papellao de composico para forro de navio
-25 arrobos 10 libras.
Ilaspas de ferro 50.
Tpele 150 covados.
Tinta verde 10 latas.
Dita preta 50 ditas.
Dita branca de chumbo 50 ditas.
Ditad'ua dezinco 50 dilas.
Vidro de 1, 1-2 e 2 palmos de comprirnento
3 caixas.
Forneciraeuto de vveres e outros objeotos.
Assucar branco grosso.
Azeiie doce de Lisboa.
Bolaxa,
Bacalho.
Carne verde.
Carne seca.
Caf em grao.
Cangica.
Fariaha.
Feijo.
Aiaoteiga.
para
falta,-trala-sc com o seu consignatario Antonio
Luiz de Oliveira Azevedo, no seu escriplorio ra
da Cruz n. 1, ou com o capitao Manoel de Olivei-
ra Barros, no Corpo Santo.
Para o Porto
sahii cora brevidade o patacho portuguez Du-
que do Porto, de primeira marcha : quem no
mesmo quizer carregar ou ir de passagcui, dirija-
se a ra da Madre de Dos n. 3!, a tratar com
Jos Anlonio da Cunha & lrmo, ou com o capi-
tao na praca do Corpo Santo.
Para o Aracaty pelo Ass,
segu com muir brevidade a barcaca Mari.'
Amelia, leudo a maior parle do carregamento
promplo : para o reslo, irala-se com Prente
Yianna & C, ra da Cadeia n. 57.
<'
S. M. o Imperado.;
Cantada no thealro de S. Joao da Baha, c'
posla em msica para piano so pelo maestro An- '
gelo Brizzi : vende-se na ra do Imperador, loja
Precisa-se de urna ama de leile sem cria :
na ra de S. Francisco n. 10.
II. Juan Bernardo L'chle, suisso, vai ao
Para.
Precisa-se alagar urna escrava cozinheira,
sem vicios: na ra Augusta, casa defronte da i
do n. 17.
Chapeos pretos.
Na ra do Queimado
iiumerolO.
Chapeos pretos de primeira qualidade, e de
forma elegante a lOg cada um.
As melhores bichas hamburguezas : na ra
do Imperador, taberna do Campos, ha para ven-
der em pequeas c gran les porcoes ; c tambera
alugam-se.
Por preco commodo se vende urna escrava
parda de maior idade, cozinha. ptimamente e
lava, muilo sadia : na ra do Vigario n. 10.
Na ra do Vigario n. 10, vende-se a casa
terrea sita na ra de Sania Rita n. 2S.
Aluga-se durante a festa urna casa no Poco
da Panella, com bous commodos, e muito perio
do banho : na ra do (Jueimado, botica n. 15.
H
cidade que para o baile
que o corpo do commer- S
j ci vai offerecer a SS. ||
MM. II. tem exposto em
casa do Sr. Aiuorim &
lrmo, ra da Cruz n. 3
segundo andar, un rico
sorlimento de pecas de *
briluanlesdo mais apu- a
rado goslo, composto de S
litas, broches, aliinetes, g
pulseiras, botoes, brin-
i
i
S
jg eos, argolas, aunis,cru-
8 zes, lios de perolas finas,
commendas da ordem da
Rosa de ouro e brilhau-
j* tes para oficiaes e com-
mendadores relogios ,
correntes, bocelas de ou-
ro para rap etc., etc.,
tudo amaneado c jior
presos muito fav ora veis.
$
AKcncao.

f
i
fe


i
i
larga do
4&M

REALGOIPANHIA
DE
mellior gosto que se pode desejar.
Vidros e louqa, tudo sera' vendido sem
reserva de preco.
LEILAO
Queijos flamengos
e arroz da India
PELO AGENTE
PESTAA.
O referido ageiitc far leilao por eonla de
i quem pertencer hojC 13 do corrente s 10 horas
da manha na porta do armazem do Sr. Annes
defronte da all'andega
DE
00 saceos com arroz da India.
0 caixas com queijos ilamengos desembarcados
hontera.
LEILAO
Quaita-eira 14 do corrente.
PELO AGENTE
Paquetes inglezes a vapor.|i
No dia 15 deste mez espera-sc do sul o vapor
Tynk, commaiidantc Leiks, i> qual depois da de-
mora do costume seguir para Soulhaniplon, to-
cando nos porlos de S. Vicente c Lisboa, para
passagens etc., Irata-secom os agentes Adamson
Howie & C, rtia do Trapiche Novo n. 42.
N. B. Os Srs. Prilchard & Monneron, n. 10 ru
Drouot e ru Rossini n. 4, Paris, sao os agentes
desta companhia naquella cidade.
Babia.
Segu uestes dias por ter maior parle da carga
ohlaic llom Amigo; para o reslo trata-se com
| Caetano Cyriaco da C. M.. aolado do Corpo San-
to n. 25.
Para o Aracaty.
0 biate i< Santa Bita : para carga e passagei-
ros, trata-se cora Martina & Irmao, ra da Ma-
dre de Dcos n. 2.
Para o Rio de Janeiro
Pretende seguir com muila brevidade a barca
nacional Amelia, lem parte de seu carregamen-
to a bordo : para o resto que Ihe falla trata-se
com o seu consignatario Antonio Luiz de Olivci-
Ira Azevedo, no seu escriptorio, ra da Cruzn.l.
Para o Porto Alegre, com escala pelo Rio
Grande do Sul, sahe com muita brevidade o pa-1 leilao por ovdem do Sr. visconde de
1 tocho Novo Lima, tem prompto parle do carre- < r ammr,n, .,.i jnv__^___
! gamento ; e para o resto a fete, trata-se com os Le,mnt cnsul deFrantja e em presen-
1 consignatarios Amorim Irmoos, ra da Cruz n. 3.1 a "O mesmo senhor do espolio do sub-
ATTENCAO
Aluga-se urna sala e um qitarto, propria para
rapa/ sollciro, na ra da f.rz do Kceife : a tra-
tar na ra da Cadeia Velha n. 14.
Deseja-se alagar una pequea casa com
quintal e estribarla para mu cavallo, lora da ci-
dade, para um eslrangeiro solleiro : na ra da
Cruz n. 10.
Na cocheira de Augusto I'ischer, na ra
do Imperador, vende-se um cabriole! de i rodas
com dous bonitos cavallos.
Em casa de kalkmanu Irmos & C, na da
Cruz, vende-se:
Cognac superior em barris.
Dito engarrafado.
Vinho Shery e Madeira em quartolas e engar-
rafado.
Mobiiias de Vime.
Planas folies.
O referido agente far leilao por conta de
quem pertencer no dia cima designado pelas 10
horas da manha no trapiche do Sr. Jos da
Cunha no Forte do Matto
DE
30 saceos com arroz do Maranho.
16paneiroscom farinha de mandioca.
Hotel Trovador, ra
Rosario n. 46, primeiro
andar.
O dono deste estabclecimenlo, Francisco Gar-
rido, participa ao publico e aos seus fregueses,
que encontrara em seu estabelecimento a qual-
quer hora bous peliscos, grande variedade de
manjares, superiores vinhos, laes como, duque
do Porto, afamado chamico, excellenle iniiscale!,
deliciosos licores, etc ; iudo o melhor que ha,
para que os fregu s sejam bem servidos. Nos
domingos edias santos haver saborosa mao de
vacca, das 2 horas da madrugada at as 10. For-
nece-se comida para fra com promplido e
aceio, por preco muito commodo.
Irmandade de N. S. da CoilCei- Charutos da Havana superiores.
ru\ ilnv; MilirncAC T 1>ieci.sa-s,! alugnr um sobrado de um andar
,.au uua .1111 u a i LS. na freguezia de Santo Antonio ou Boa-Visto, d-
Todos os Srs. irmos sao por ordem do Sr. se luvas a quem o manjar : dinja-se a ra es-
presidente rogados a se reunirem no dia 15 do treita do Rosario, toja de ourives de Joo Paulo
corrente, pelas 3 1|2 horas da tarde, no consis- : de Souza.
torio, alira de se proceder a eleico dos mesa-
rlos que tem de funecionar no futuro anuo.
Consistorio 12 de dezembro de 1859.
Jos Caetano da Silva.
Insolencia.
Nada mais degradante e insuportavel do que
ver a maneira por que o boleeiro do mnibus de
Olinda tem se prtalo para com muitas pessoas,
que muitas vezes se dirigen) aquella cidade. No
dia 2 do corrente, na occasio era que tinha de
partir o mnibus, e quando todos eslavam pres-
tes entrar nelle, esle incivil boleeiro insulta a
um dos que tambem faziam parle da viagem, de
um modo, quo revela o carcter vil c baixo de
um individuo que nunca soube tratar com pes-
soas polidas e civiiisadas. A pessoa vendo esle
proceder insolente do boleeiro, nada Dio disse,
resolvendo-se deixar o mnibus e seguir o seu
deslino a pe. J nao esta a primeira vez que
esle boleeiro tem obrulo desta sorlc para com
aquellos que sempre tratara com devida altenco
os que sao merecedores della.
Francisco Domingues Pereira, portuguez,
relira-se para fra da provincia.
Precisa-so de um cozinheiro forro ou cap-
tivo : na ra da Aurora, casa do Dr. Joo Jos
Ferreira de Aguiar.
Vende-se urna taberna na Estrada Nova,
passando a segunda taberna : notanlo-se, quem
preferir a armaco e os pertences, tambera se
vende.
Leilao
O agente Hyppolito da Silva Jara'
Vende-se
..flKJINL
|g A abaixo assignada viuva de Silvano
t Thomaz do Souza Hagalhes, tendo folio |j
&} annuncio para se reunirem lodosos ere-
fe dores de seu fuado marido na casa do S
SL Sr. Jos Hygina de Miranda, aim de se M
* pagarem com o que l existe, e so leudo SC
& comparecido 4 declara qne tem marcado \)g
3p o dia 13 deste mez para roncluso dis'o, jfe
3| pede porlanlo encarecidamente a todos 3*
S quenodexem do comparecer. Adver- te
^ lindo qne dessa data em diante nao res- a'i
j$ ponde mais por divida algnma feita por H
a| seu marido. Recife 11 de dezembro de %p
(j$ 1859. Thereza ['ebronia l'slcces Alves. ag
jsis^^ otease ^m^smmumm
Altenco.

Aluga-se urna grande casa cm 10 quarlos, 4
salas, cosinha fora, quarto para pretos e prelas,
quintal murado, um grande curral de podra e
ol, na ilha dos Ratos outr'ora ra do Seve : a
tratar no Hospicio, segunda casa passando o
Gymnasio, com a viuva do Dr. Navarro.
Offerece-se um caixeiro de li a 16 anuos
para qualquer estabelecimento ; na ra da Praia
numero 39.
Domingos FermraM~]a7"mo- U
rador na ra do Apollo n. 4, %
V tem pira vender : 1 escravo par-
3| do de idade de :-5 a O annos, SI
bom ollicial de carpira ; outro
S dito tambem pardo bom official K
P de pedreiro ; outro dito taml>em M
m pardo de idade 17 annos, bonita S
S gura, mais sem olficio ; salsa de ^
S superior qualidade cheeada do al
Para' no dia 9 do corrente no 8
H vapor Paran', vende-se por ^
menos do que em outra qualquer g
Irecisam-so de trabalhadores forros ou
capinos para trabalhar 8 horas por dia : nesta
lypugraphia.
ROUBO.
O meu escrava Francisco Caj, que eslava em
meu sitio, pude introduzir-se pelo tclhado em
um quarto de dormida da casa, por estar era
concerlos e roubar algumas olas do Banco,
trancilins, anueis e cordes de ouro, obras anti-
gs, fugindo na noite de domingo 11 do corren-
le, levando mais um sacco com roupas, apenas
soube que iamos para o silio nessa noile ; as no-
tas eslavam embrulhadas cm um papel nolado
aquellas que se la tirando, nao lendo menos de
quinnentos e lanos mil ris : as obras de ouro
anida nao se pode saber os valores certos. Este
escravo e cnoulo, viuvo, eslalura regular, pernas
arqueadas, falla fanhosa por ler tido urna gomma
na garganta, marcas de bexigas no rosto, um
cicatriz de fenda na perna direila ; foi escravo
do engenho d'Agua de Iguarass, do fallecido
llenrique Poppe Giro. hoje do Sr. Dr. Francisco
Joao Carneiro da Cunha, muito conhecido, e
conhecedor desses lugares: rogo encarecida-
mente a todas as autoridades policiacs e mais
pessoas de o mandaren) opprchender eleva-lo
ao dilo silio, na estrada do Arraial, ou na Boa-
> isla, ra do Colovello, em minha olaria. que
pagaici o trabalho e as despezas. Recife 12 de
dezembro de 1859.
Marcelino Jos Lopes.
O esmoler do Hospital l'orluguez, lendo de
prestar suas cotilas, rosa a todas a3 pessoas que
tenham cenias com o mesmo, de as apresenUr o
mais breve possivcl alini de seren conferidas.
1 rccisa-se de urna ama para lodo o servico
de casa de familia : a tratar na ra da Aurora
n. 00, segundo andar.
A'ilonio da Costa Nogucira c sua mulhcr
D. Hara Francisca Pereira de Castro, declarara
que hca sem elleito a procurarlo que deram a
seu sobrinho Francisco Sotter de Figuciredo Casi'
tro, e que foi substituida ao capilo Manoel Joa-
quim bornes, para tratar dos negocios da heran-
ca de seu cunhado e irmo, o morgado de Sc
Francisco, e fazem esle annuncio para que nao
ie
a pena,
os que
preco: na
farelo novo de Lisboa por commodo
ra da Cadeia de Santo Antonio n. 11
Vendem-se 300 garrafas vasias que foram
de champanha, por commodo preco : na ra da !
Cadeia de Santo Antonio n. 17.
O Dr. Ignacio Manoel de Lemos vai Para-
laba do Norte.
Ainda contina por alugar o sitio annun-
ciado na Torre, pertcncente a Jos Mariano de
Albuquerque : a tratar como mesmo, ou com o
Sr. Jos Azevedo Andrade, na ra do Crespo.
= Aluga-se urna grande casa na povoaco do
Monleiro, com todos os commodos precisos", com
sabida para o rio por delraz : quem pretender,
dirija-se a taberna de Nicola Machado Freir.
lltenco.
Na ra Nova n. 35, vende-se mi-
lita muilo novo dinheiro a vista
pelo baratissimo preco de 4j}500 a
sacca.
A quem faltar urna cabra c dous
pequeos cabritos d'riju-se ao Mondego,
sitio com dous portoes de ierro, ilcii un-
te da fabrica de rap, que dando os
signaos com certeza ser-lbe-liao entre-
gues os tres ditos animaes.
St>
para que nao
se anegue ignorancia. Sania Rosa, 1" de dezem-
bro de 18)9.
Fugio no dia 29 de novembro do corrente
anno, o escravo Fabrio, crioulo, e representa ler
2U annos do idade, principia a barbar, boa esla-
lura, bstanle fornido, coi-fula tirando a cabra,
bous, denles, mos e ps bem feilos e regulares,.
caneca comprida para traz e para adianto ao que
chamara duas canecas ; provavel que se inli-
lulo de forro por ser bem fallante e andar limpo,
pois levou roupa : quem o apprehender leve-o
ao engenho Palmeira, freguetia de Jaboaio, ou
s Cinco Ponas, casa n. 134, que ser bem re-
compensado.
ASS0C1AC6 POPIJLAB
DE
Soccorros Mutuos.
Convido a todos os membros desta Associacao
que se acharen) atrasados no pagamento de sas
quotas mensaes, para que se ponhara em dia cora
a Associacao al o dia 18 do correnle ; sendo que
sero irremediavelmente punidos com
decretada noarl. 75 S 1. dos estatutos,
por ventura estiverem nella incursos.
Directora da Associacao Popular de Soccorros
Mutuos 12 de dezembro de 1859.
J. Birges Carneiro.
Director.
IMO BE\EFICEi\TE
DOS
ARTISTAS SELLEIROS
lu PernaubiKMi.
Por ordem da presidencia convido a lodos os
socios para assistirem a sessao ordinaria da as-
sembla geral hoje 13 do correnle, as 112 ho-
ras da tarde.
Secretaria da sociedade Unio Beneficente dos
Artistas Selleiros em Pernambuco 12 de dezem-
bro delB59. O 1. secretario.
Taurino Cantidio de Moraes.
Vende-se porcao de arcos de ferro que fo-
ram de fardos de fazenda, proprios para eslilajao,
por commodo preco para acabar : na ra da Ca-
deia de Sanio Antonio n. 17.
Ao barato.
O n. 4 na praca da Independencia, est tor-
rando :
Ilorzeguins para hornera a 6J000
Dito* para senhora a 3#.
Hilos para meninos a 2j.
Sapatos rasos a 2$5O0.
Sapates de lustre a 5$.
' e lodo o mais calcado se vende por batato preco.
*
h
a
?
f
MUTILADO
N



DIARIO DE PERNAMBUCO. TERCA FEIRA 13 DE DEZEMBRO DE 1859.
tOLHIMlVS l'A!U \m.
..stao venda na uvrwia da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 18b0, im-
pressas ncsla typographi, das seguintes qua-
dodes :
m OLHINiU RELIGIOSA, contendo, olm do
Calendario e regulamentodos direitos pa-
rochioes, a eoniinuoco da biblolhoca do
Cristao Brasileiro, que so compoe : do lou-
vor ao anlo nouic de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hymnos ao Espirito Sanio e
a N. S., a imlacao do de Santo Ambrozio,
jaculatorias e commeniorocio ao SS. Sa-
cramento c N. S. do Carmo, exercicio da
Va-Sacra, directorio para oraco mental,
dividido polos dias da semana, obsequios
ao SS. coraciio de Jess, saud.icdes devo-
tas s chogas de Chrislo, orueoes a N. Sc-
r.hora, ao patrocinio do S. Jos c rojo da
guarda, responco pelas almas, alin de
oulras oracoes. Preco 320 rs.
COM* AI* IIIA
(6)
D
Di
Estabclecida eio Londres
ffm$ ot mu,
CAPITAL
Cinco iail\i5cs de liaras
esterlinas.
Saunders Brothers & C* lem a honra de In-
formar tea Sis. negociantes, proprielarios de
casas, e a guem niaiS eouvcr, que eslo plena-
mente autorisados pola dila companhia para
elfectuar seguros sobre edificios de lijlo epe-
dra, cobcrlos de telha e igualmente sobre os
1TA DE VARIEDADES, conlendo o kalonda- obiecl03 I"" conliverera os mesmos edificios,
rio.regulamentodosdi.eilosparoehiaes.e 'u" consista em mobilia ou emfazendas de
urna collecpo de ancdotas, ditos chisto- 'luala."er qualidade.
sos, couios, fbulas, pensamenlos moraes, Saca-se para o Porto e Lisboa no
recitas diversas, quer acerca de cozinha,' escriptoriode Carvalho iNof'ueia Si C,
na ra do Yigarion. 1), primeiro andar.
Os abatxo assignados iazem cen-
le ao ivspeitovel publico e especial-
mente ao corpo do cornmercio que
EJward K uwoi tliy deixou de ser ca-
xeiro da sua casa desde 30 de outubro
prximo passado. Kecie b' de dezein-
brode 1859.Patn Xasb &C
NICA, VERDADEIRA E LE-
GITIMA
quer de cultura, e preservativo de arvores
e fructos. Preco 320 rs.
JJTA DE PORTA,a qual, alm das materias do
coslume, contm o resumo dos direitos
parochiacs. Preco 160 rs.
agencia dos fabricantes anierlcn-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: era casa de Samuel P.
Johnston Si C, ra da Senzala Nova n. 52.
O Dr. Cosme de Su' l'ereira
'de volt de sua viagem instructi-
tiva a Kuropa continua no exer-
I cicio de sua proissao medica.
Da' consultas em seu escripto-
j no, no bairro do Recite, ra da
jCruz n.^3, todos os dias, menos\
!nos domingos, desde as 6 horas
'te as 10 da inanhaa, sobre os
seguintes pontos
l
de
CASA DE BANHOS.
Nesle proveiloso estabelecimento, que pelos no vos melhoramentos feitos acha-se conve-
nientemente montado, ar-sc-hao tambem do Io de novembro cm vanle, eonlratos mensaos para
maior commodidade e.ecoiiomia do publico de quem os proprielarios esperora a rerauncraco de
tantos sacrificios
Assignatura de banhos fros para urna pessoa por mez.....lOjjOOO
momos, de choque ou chuviscos por mez 155000
Series de cnrloes e banhos avulsns aos pircos annunciodns.
ARCHIVO UNIVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLABOBADO
FELOS SUS.
D. Antonio da Costa A. F. de CaslilhoA. GilAlexandrc HerculonoA. G. BamosA. Gnma-
rSesA. de LimaA. de Olivcirn MarrecaAlves BrancoA. P. Lupes de MendoncaA. Xavier
Bodrigues CordeiroCarlos Jos BarreirosCarlos Jos CaldeiraE. Pinto da Silva e Cunlia F.
Gomes de Araurim P. M. Bordallo J. A. de Freitas Oliveirai. A MaiaJ. A. MarquesJ. de
Andrade CorvoJ. da Costa CascaesJ. Daniel Collac.oJ. E. de Magalhes CoulinhoJ. G. Lobato
PiresJ. II. da Cunha Rivara J. J. da Craca JniorJ. Julio de Oliveira PintoJos Maria
Latino CocinoJulio Mximo de Oliveira PimenlelJ. Pedro de Souza .) -S. da Silva Fcrraz
Jos de TorresJ. X. S. da MollaLeandro Jos da CostaLuiz Filippe LciteLuiz* Jos da
Cunha L. A. Rebello da SilvaPaulo MidosiRicaido Julio FcrrazValentina Jos da Silveira
LopesXislo Cmaro. ,
DIRIGIDO
iiOTEUli
DA
Ba do Colovello n.
Augusto C. Prengtl.
27.
si:m
Urna mii
Cura completa
BLSGLARDO NEM INC0MM0D0.
Iiiflaminacao no tero
'ia escrava padeca de una forte
ui-
I
c jra^ao
O"
/,*
Molestias de ollios
Molestias de
peito ;
Molestias dos orgius da gera- |
ao, e do anus ;
i'. Praticara' toda e qualquei ^
operacao quejulgar couvenien- **
t.- para o' restabelecimento dos
seus doentes.
O exame das pessoas que o con- 8
sultarem sera' feto indistincta-
mente, e na ordem de suas en- ..
Iradas; fazen-to exceptu os doen- '"
tes de othos.ou aquellesque por jL
motivojustoobtiverem hora mar-
cada para este m. E
A appltcacao dealguns medica '
mentos indispensaveis em varios
: casos, como o do sulfato dea tro- f
pina etc.) sera' 'eito.ou concedido
gratuitamente. A conlian^a que
nelles deposita, a presteza de sua
accao, e a necessidade prompta
de seu emprego; tudo quanto o g.
demove em benelicio de seus ^,
doentes.
na ra Bella n. 10, precua-se de una ama
<>f.j cozinhar o comprar para urna pessoa.
Safc&&3* -&ttiUa^
J^ O Dr. Casanova pode ser procurado g
" a qualquer hora em seu consultorio lio- g^
meopaihico B.
28=RUA OASCRUZES=28 $
ojgiiii'suii consultorio acha-se sem-
pre grande sortimento de medieamen-
los em liulurase glbulos, os mais no-
5vos e bem pn-pnlados, oscleineiilos de
homcopathia e Nystem diccionario dos
iermos de medicina.
Serapliim & Irmao.
SALSA PARRILIU
SS 3P
Remedio sena igual, sendo reconhecido pelos
I mdicos, os mais mnenles como remedio infal-
livel para curar escrOphulas, cancros, rheuraatis-
itio. enfermiilades do ligado, dyspepsia, dehil-
idode geral, febro biliosa e intermitiente, enfer-
! mdades resultanles do empreo de mercurio,
i ulceras e empees que resullam da impureza do
; sangue-
CAUTELA.
D. T. Lanman & Kemp, droguistas por atacado
New York, acham-se obligados a prevenir o res-
pcitavcl publico para desconliar de olgumas te-
jnucs imilacoes da Salsa Pan Iba de Brisiol que
| hoje se vende nesle imperio, declarando a lodos
| que sao elles os nicos proprielarios da receita
do Dr. Brisiol, tendo-llie comprado no anno de
' 1836.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tem
direilo de fabricar a Salsa l'arrilha de Brislo
pon
A. P. de Carvalho1. F. Silveira ftla MollaRodrigo Pagaamo.
Destinado a resumir todas as seminas o movimculo jornalislico e a offereeer aos leitores, con-
juntamente com a revista do que mais notavel liouver occorrido na palluca, na soienda, na indus-
tria ou as artes, alguns arligos originaes sobre qualquer desies assumplos, o archivo lmvkiism.,
desde Janeiro de 1859, em que comecou a publicar-se, tem salisfeilo aos seus lins, com a maior
exaetidao c rcgularidade.
Publica-sc todas as segundas feir.is em folhas de 16 pnginas, e completa todos os semestres
um volume de 420 paginas com ndice b frontispicio competentes.
Assigna-se no escriptorio desle Diario, ra dasCruzes, c na ra Nova n. 8.
Prec.o da assignalura : pelos paquetes a vapor 1D2U por anno ; por navio de vela 8J (moeda
brosilcira).
Ha olgumas collecccs desde o comeco da publicnco do jornal.
DELICIOSAS
EI.SFALl.lVEIS.
PILULAS VEGETAES
ASSUGARADAS
ilii\:r.lo Kirk, niorador :ia tua do Parto n. IT>.
por ler curado perfuitanieme em 32 dis a miulia
senhora com a applicacao Je VimCttapat ,.
dicinae*-=df una ei ypela nn una per, ,i, <\
soll'rendo muitissimas drase usandoHutihnciile
de lodos os remedios possiveis, acha-se agina li-
vre de lio lerrvel molestia. Porlanto areile o
1 neu irconhci'imeiilo o Sr. Ricardo Kiik. pela in-
venco de Mo ulil remedio, cujo merecimcnlo
f. a i superior a lodos os elogios.
U Sr. tnesoureiro manda lazei pu-
blico que se acham a venda todos os dias
das 9 horas da rnanhaa as o da tarde,
no pavimento terreo da casa da ra da
Aurora n. 26 e as casas commissionadas
pelo mesrao Senhor thesoureiro na praf-
ea da Independencia ti. 1 i el6, os ,
hilhetese meios da ararla nartp da nri- ''""'"""",<> 'ropor espaco de7 anuos, com
.jiuieiLsemeosuaquaita parte oa Ii'|continuadas doresogudissimas, e com o venlra
meira lotera do convento de S. Fran- muito alio, procedido da mesma inllammacao ;
cisco de Olinda, cujas rodas deverao an- 'cnnm a ai'P.I'C'V'o das Chapas medinau do Sr!
,i __..__ i .. ,,. i icordo Kirk, morador na na do Parto n. 119
,dar imprelenvelmente no da 21 do (con completamente boa, e o ventre loraw m
seu estado natural: esle curativo oi folio em 50
das, i1 esto mriha expusico vordndcia c vaj
por miiii assignada.
n-ancisco Vicente Haduem.
Boa de Sania Lu/.a n. 08.
Eslava afirma rcconheciJa peio tabclliuo Fran-
cisco Antonio Ma hodo.
Consultas lodos os dias dos 9 horas da DUOha
s 2 do tordo.
DEPOSITO GEItAL
Dr.
Pilulas vegeto-depurativas
I*;vn\Vsli\ivas.
As pillas paolistanas: tobem conhcch'os .:u
S. Paulo, nesta cidode e em lodo o Imperio, i e-
las admira veis curas obldas com ellas [alguinm
cerlides de curas completas jforampublcenlas
pelos jornaei, e merecem de ceno toda a eontiau-
c.t do publico.
O Sr.Carlos Pedro Llchccoin, de S. Paulo, oca-
ha de eslabelecer um deposito geral no Bio de
Janeiro, ra do Parlo n. 119, porto da Carioca.
Casa de campo.
Aluga-so ou vende-se um grande silio na en-
trada da estrada do Arraial, ontcs de chegar o a )
Sr. Joliiislon, com excellente coso reedificada de
novo e piulada, com muilos commodos para
grande familia, eslribjiia para civallos, cacimba
| e excellenles arvorodua frucliferos de mullas es-
padara ; P.er'es : "a rua C A| olio ii. 19, ou iu do Auio-
t (i'
correte mez
Tbesouraria das loteras 7 de de-
zembro de 1859.O escrivao. J M. da
Cruz.
Lcite ao pe da vacca.
Quem quizer lomar lcite ao p da vacca, pude
i ir ou mandar na cocheira da ma da Florentina s6
I horas do manhao, que achara, cada garrafa a 489
rs., tirando-se mesnio visla do comprador. Na
mesma rocheira coniinuam-se a receher cavados
de trato por menos preco que em outra qualquer
parte, e a respeilo do ratamculo a experiencia
convencer se bom ou mao.
Thomaz Brouksbauk o Henry I.uvin, subdi-
tos ingle/es retirani-se para o Bio de Janeiro.
4tteucao.
i-
Sam Bibs, auerendo retirar-se no primeiro
vapor, porliciqa ao respeilavel publico desta ci-
dode, que anda lem um lindo sortimento de
joias de oiro e com brillianles, as quacs est
disposfo a vender por\ presos muito ruzoaveis pa-
ra acabar: quem o quizer procurar o achara a
qualquer hora do da no hotel Francisco, na rua
do Tropciie. O mesrao vende urna rede bronco
com verandas de labyrintbo, muilo linda, chega-
da do norte no ultimo vapor.
= Precsa-se de um amassador
em Santo Amaro airaz da fundico.
na
NEW-YORK.
O MELUOR REMEDIO CONHECIDO
porque o segredo da sua preparacac- acha-se so-1 Contraconapares, ictericia, affecets do figri-do,
febresbiliosas, clicas, indigesles,ei\xaqueca.
Ilemot ilioidas. diarrbea.doeneas da
pelle, irupc PRON EMENTES 1)0 ESTADO IMPI'RO DO SAHSOB.
75,000 caixos desle remedio consoiuuiem-se on
nualmcnte 1 !
Remedio da natureza.
AYprovado pela facoldadc de medicina, e rc-
commendaoo como o mais valioso catrtico ve-
getal de lodos os conhecidos. Sendo estas pilulas
puramente vegetaes, nao contem ellos nenhum
veneno mercurial nem olgum oulro mineral ;
eslo bem acondicionadas em caixas de folha pa-
ra resguardar-se da huraidade.
Sao agrodaveis ao paladar, seguras e eflicaze
ora sua operncao, e um remedio poderoso para a
juventude, puberdade e velhice.
Lea-se o fulheto que acompanha cada caixa.pclo
qual se Orara eonhocendo as multas curas milagro-
sas quelem elTecluado. D. T Lanman & Kemp,
droguistas por atacado em Jovn Yorfc, sao os ni-
cos fabricantes c proprietarios.
Achoin-se A venda em todas os boticas das prin-
cipos cidades do imperio.
DEPSITOS.
Bio de Janeiro, na rua da Alfandcga n. 89.
Babia, Germano & C, rua Julio n. 2.
monte em peder dos referidos l.anman'o: Kemp.
Para evitar engaos com desapreciaveis co-
binacoes de drogas perniciosas, as pessoas que
quizerem comprar o verdadeiro devem bem ob-
servar os seguintes signaos sem os quaes qual-
quer outrapvcparaco falso :
1* O envoltorio de foro est gravado de um
lado sob urna chapo de oco, trozendo ao p as
seguintes palavras:
D. T. LANMAN & KEMP
SOL AGKNTS
.Y. G9 Water Slrcet.
2 O mesmo do oulro lodo tem um rotulo em
papel azul claro cmn o firma e rubrica dos pro-
prietarios.
3o Sobre a rolha acha-se o retrato e firmo do
inventor C. C. Rristut rm papel cor de rosa.
4o Une as direcoes juntas n cada garrafa tem
nma phenix semelbante a que vai cima do pr-
senle aununcio.
DEPSITOS.
Bio de Janeiro no ruada Alfandega n. 89.
i Baha, &ermano & C., rua .tullan n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum
& Companhia rua da Cruz n. 22.
rim n. 43.
I'erdeu-se um meio bilhete n 1239 da 27.a
Sacase tambem para o Porto em lotera da empieza lyrica do Bio de Janeiro, o
casa de Barroca & Medeiros rua da Ca- V e,s, ilS"ado !,lJ /o por Manoel Joso
. ., p lonral-cs e o coronel Jos Bernardo Salgueiro ;
aea .o Keeite n 4. por isso quem o ochar far o favor de entrega-k)
S.ica-se'.obre o Porto por qual- na ru do Queimado n. 2, e os Srs. cautelisias e
Pastilhas vegetaes ele Kemp quer r P^ aiu ou em L.,boa. tSSn^^^S%SSTTS^
COlltra as lombrigas podendo as letras serem pagas a vista jna me.-ma rasa.
approvadas pela E\m.a inspeeco de esludo de mediante o disconto na razao de 5 por! -*f'esa-se alagar urna om forra ou captiva
Habano e por muitos oulras juncias de hv- centoau anno nos nortadores rnieo pxi- < par a ,u,na,r C,,,a. l1.""' In ,,1|!"0J:' d.-smMiud..:
giene publica dos Estados Unidos c mais paizes cVnl0d0 ano- 8. poi tactores queO exi- ,,Uem pretender dirija se a rua das Cruzes ... 3,
da America. | Jirem, duijainse a Joaquira da Silva segundo andar.
Garantidas como puramente vegetos, agro- Castro, rua do Crespo.
WittS'ilKl"!.?! romedio Cuilherme Luiz de AlmeiJa, faz scienle
infallivel contra os lomhngas. Nao causara au-1 i r i J*H illV-vn
seasnem sensacoes debilitantes. ao publico, e ao cornmercio desta praea .jue ; Francisco Santini, ilolian* mostr 0.9 piano e
Testeniunho'expon'.aneo em abone das part-'comprou ao Sr. Francisco Marques (iuima- canto, ex-maeslre do companhia lyrica daBsliia,
res, sua loja de ferragens, cita na rua das Cm- !-'h,0f>"" nes,a capital ha pouco.
co Pontos n. 62.
= Precisa-se olugar um escravo para andar
com urna cairoca com boi para servido de um s-
lo : quem liver e quizer alugar, dirja-se a rua
da Cadeia do Recite n. 9, que ah tar o ajuste.
VJl
Itua do Cahug, loja de ourives
n. 11,
esquina que lica em frente da rua
Nova e pateo da matriz
F.izcm publico que esto constantemente rec-
tenlo da Eur o pa as mais em moda e mais deli-
-adiS obr-isde ouro, as quaes doo para esco-
Ihcr, pelos menores procos possiveis, e passam
unas com recibos, as quaes vao especificadas
i qualidade do ouro, tonto de 14 como de 18
quilates, do que ficam esponsaveis.
= Conlinua-se o preparar bandeijas enfeta-,
das com liiiiiiiliolus de diversas qualdodes, os
melhores e ntais baratas do uosso mercado; as-
sim como bolos iuglezes, podios, pastis de nata
Pernambuco, no armazem dedrogus de J. Soum
4TYYYTT?YTVYYrYr-rrr-rYTTTrYYY>. |& C, rua da Cruz n. 22.


DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, dentista, rua das La-
rangeiras 15. Na mesma casa tem aguo e
p dentifleo.
<
^ p denlifieo. ^
Idiomas iuglez e francez.
Eneas Bruce, professor de lingoos, lem a hon-
ro d informar ao respeilavel publico, que conti-
na a dar loos dos ditos idiomas, tanlo no
sua casa como na daquellcs que se quizerem uti-
lisor do seu presumo. Recebe tamben, discipu- i
los lodos as noites desde s 7 at s 9 : no ru da j
Cruz n. 62, lerceiro andar.
E ebegado loja do Lcenle, aterro da Boa-
Vlsla n. 7 o excellente leile virginal de rosa
branca, para refrescar o pelle, tirar pannos, sor-
: das e espinhas, igualmente o afamado oleo ba-
bosa para linipar e fazer erescer os cabellos ; as-
siin como p imperial do lyrio do Floreuca para
i bertoeijas o asperidades da pelle, conserva a fres-
' cura o avelluda-do da primavera da vida.
i # &mm i
^Consultorio cculral l!incopathko|
DRSABI\f/u L.P\II |
Rua de Santo Amaro ($fun-~9 j
lhas de Kemp.
Srs. I). T. Lanman o Kemp. Port Byron
12 de abril de 1859. Senhores. As postillios
que Vmcs. fazera, curaram raeu iilho ; o pobre
rapaz padeca de lombrgas, exhala*.! um che-
ro felido, linha'o estomago inchado e continua
comichao no nariz, to magro se poz. u.ue eu
tema perde-lo. Nestos circumstancias um visi-
nlio mcu disse nue osposii|has de Kemp lnliam
curado sua filha. I.ogo que soube disso, cora-
prei 2 vidros do pastilhas e com ellas solvei a
vida de meu filho.
Sou de Vmcs seu amo agradecido.
W. T. Flnyd.
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Cold i
Street pelos uncos proprielarios I). Lanman e
Kemp, droguistas por atacado em New York.
Achara-se venda era todas us boticas das ,
principaes cidades do Imperio.
DEPSITOS
Bio de Janeiro na ru da Alfandega n. 89.
Babia, Germano & C, rua Julio ll. 2.
Pemamliiicc-iio tirmazcm de drogas de J. Soum
& CompanhiaTua da Cruz n. 22.
O abaixo assiguado declara a quem possa
interessar que desde o 1." do corre
don seu estabelecimento de faze
feitas, do arco da Conceico n. 2, para o pateo
do Terco 68. Rocife 9"de dezembro de 1859.
Iluminaos Jos Vieira O raga.
Joo de Oliveira Lima vai a provincia do
Para.
Precisa-se
de unto orno secca forro ou escravo, que seja de
boa conducta : a tratar na rua do Qucimado, na
Loja de miudezasda bo? fama n. 33
Aluga-se o grande sobrado, que oceupava
o collegio d'Aurora, no Caes do Ramo?, propro
para igual esiabelecimeoto a tratar com Jus
livgino de Miranda.
i
iVSTm dTr"Ja^wTrTtouV-soirdo ^.^^^^^-mm^m^m \ |
paro
ajuste.
Aluga-se urna casa de pedra e col com mo-
bilia de amarello, na poveaco de Santo Amaro;
.i" Jjboalo : quem a pretender falle no rua Di-'
i tilo n. 95.
Precisa-se de umo ama forra ou captiva
| .na o servco de urna casa de familia, c que se
preste a comprar e a sahr a rua em objectos do
servco : na rua largo do Bosoro n. 28, segundo
ondar.
Curso de preparatorios.
O bacharel A. R. de Torres Bandeira, profes-!
sor de geograpliia e historia amiga no gymnasio
desta provincia, contina no ensino dos seguintes '
preparatorios : rhetorica, philosophia, geogra- |
l'hia.liiijjuasfranceza c uiglezo : na casa de sua '
residencia, rua larga do Rosario n. 28, segundo
ondar.
Nos abaixo assignados, passngeros do bri-
gue l'romptidao II, viudo do Porto pora esta cs-
i cidade de 1 ernambuco, snmmamenle penho-
fados pelos desvellos e inaneiras de agradar co-
mo omos tratados pelos Srs. copitao e pillo, c
mais Iripolacodo dito brigue, hovemos por bem
o eao deixar de patenlearos nossos reconhecidos
iouvores e agradecimentos pelos continuos ob-
sequios que nos preslaram, tanto na viagem co-
mo no arribada que fizemos a Vigo, o que seria
urna tallada nossa parlo o azer-mos publico es-
le reconheciuiento que. fazemos por nossos livres
e espontaneas voulades. A bordo do brigue
Hromplido II, ancorado no lamoro aos 9 do
mez de dezembro de 1859. Jos do Concekoo
Oliveira Figueiredo, Ernesto Claudio de Souza e
Andrade, Gaspar Mara Mo reir Lima, D. Gertru-
des Eliza de C., Jos Antunes Perera Braga, Jo-
-: Maa Goncalves l'ereira, Jos Vicente de
Mello.
loRna das Larangeiras15
Paulo Goignou dentista lem a honra de
avisar ao respeilavel publico que o cele-
bre Drf dentista, dos F.slados-L'nidos e de
Pars, Eugenio Delcambre introduclor do
novo systema VULCANITE adoptado pe-
los primeiros Drs. denlistus dos Estados-
Unidos, de Londres e de Poriscsl na sua
cosa.
Este novo systema, a perfeicae mesmo
de urna precisao matemtica deve subs-
tituir sem duvido neiihuu.a lodos os sys-
temas empregados al ogora no Brasil e
devdo ao emprego da machina a vapor
de VULCANISAR do Dr. Patnam.
O Dr. Delcambre ebegado pelo ultimo
paquete inglez era viagem para o Rio de
Janeiro, ficar nesta captol at o paque-
te prximo, e duronlc esle lempo olTere-
ce seu preslimo oo respeilavel publico,
desde das 9 boros do manlia al Ss 2 da
larde, na rua das Larangeiras n. 15.
immm
Os baixo assignados venderam nos seus
lheles da 9a parte da 3'1 lotera do Gymnasio
seguintes premos :
No aterro da Boa-Vislo, hoje rua da Impe-
ralriz, sobrado n. 21, piimeiro andor, exisle urna
i-arta para o Sr. Manoel de Souza, a qual fui li-
.ada do corrcio por engao de nome.
OfTerece-se um moco poro caixeiro de qual-
quer regocio : quem delle precisar, dirija-se a
rus do Caldeireiro n. 30, a qualquer hora, que
achara com quem tratar.
Obra Iliteraria.
Bilhete.
Bilhete.
Bilhete.
1 meio.
1 meio.
1 meio.
1 meio.
pago
se acham a
da Ia de
no
Ns.=1039 5:0nng
855 1.00,)$
1582 .00
538 200$
1139 200$ 1
2515 loOg 1
131 lOOg 1
c outros de 50 e 20J. A garantia
pracada Independencia n. 22 aonde
venda os bilhetes e meios da 4a parte
S. Francisco de Olinda rubricados por
Vieira & Rothchilde.
Pelos prximos paquetes saca-se
sobre Portugal no escriptorio de TI10-
Acha-se venda as ras do Imperador, lojas maz deFaria, rua do Trapiche n. 40-
ns. 20 IB, e rua do Crespo, loja n. 2, o peque- '
no nun.ero de exemplares que anda reslam do
curso de rhetorica otl'erecido mocidade da pro-
vincia co Para, donde foi remeltido. A precisao,
lareza, e methodo que se observo nesle opscu-
lo, excedem a todos os elogios, que responder o
superioridode que gjralmente Ihe prestara os
;nais eximios professores dessa materia, e lem
motivado a ua grande extraegao. O preco de
cada cxtmplar de 1JJ000.
do oco n.6.)
Continuara as consultas o visitas do
mesmo modo que d'autes. A confianca
que o Dr. Sabino deposita na pessoa que
tica encarrogada de seu consultorio nao
ser di>smenlida.
Os pobres serio sempre tratados gralui-
ta mente.
As correspondencias sero enderecadas
com subscripto ao Dr. Sabino com ausen-
cia ao nbaixo assignado
Manoel de Mallos Teixeire Lima
Professor em Iromcopathia e se-
crelarto do consulloiio.
Bolieaceutral horneo palluca J
I D
SDR S. OLEGARIO L PIMO 1
Conlinua a vender-se grande sortimento
de medicamentos homeopatilicos tanto
cm glbulos como em tinturas.
Os precos das corteiras siio os mesmos
que so achara estipulados no final do llie-
souro homeopathieo.
Cada tubo omiIso 1$0l)0 &
Cada vidro de tintura jjOOO @
Thesouro homeopathieo ou vade-
Publicaco litteraria.
Guia Luso-Brosleirodo Viajante do Europa
1 vol. em 4" de 500 pag.: vende-se na mo do
autor rua do Vigario n. 11, brox. 3g encad. 4S
Si Jlo da Silva Ramos, medico pela **j
fc L'niversidade do Coimbra, mudou sua re-
S| sidencio para o primeiro andar por cima &{
da cocheira do Adolpho na rua Nova e
& conlinua a receher lodos os dios das 8 5s
5^10 boros da inonha e das 3 os 5 do tarde,
^ as pessoas que o queram consultar, bem
como a prestar-se com sua habitual promp
tido a qual quer chamado paro os mis-
teres de sua profissao coraprehendendo a
|J^ medicina, crurgi.i e partos. 3fc
leiicionando es-
labelecer-se : porlanto lem a honra de participar
0 esle respeilavel publico pernambucono, que
aquellas pessuas que dos seus prestimos quize-
reui-se utilisar, uo ensino de piano e canto, po-
derao prociira-lo na rua Novo no deposito tia
pianos do Sr. Vogely.
Quera se Julgar credor dj taberna sita na
ru Direita n.93, pertenc<-nle a Fronc>co da Sil-
; va 0'ieiroz, queira dirigirse com suascontas ao
escriptorio de Lopes Irmaos. rua do Amorim.
Precisa-se de nina mullier que saib tratar
de eriancas para servir de ama secca : quem se
! adiar nesle caso, dirija-se a rua do Crespo n. 16.
' esquina.
A escrava cabra, de nome Antonia, que re-
prsenla ter 20 anuos, olhos grandes e pardos,
1 baila, e com os denles limados, na;iz chala, ra-
: bellos crespos e crescidns, anda vadiando por
csi.i cidade desde o d.a 7 do correle : quem a
apprchendor, leve-a proco da Independencia,
loja ns. 13 e 15, que ser gratificado pela Beuho-
, ... ra da dita escrav.i.
Acommissao direclu.a do Johk*yClb de con- Prcdga.8e oe dous mi nino3 para caiu,u.0
mo d.sposto no art. 0 dos respec- jc pa(Jaiia e ,I110 dem Bador a Ja ^.^.^ .
' na rua dos Pescadores n. 1.
Aluga-se urna casa que lem commodos paro
grande familia, com arvoredos de algumas fruc-
las, com baixa decapira, no Poco da Pauclla, po-
ra se passar o festa, em frente a coso do Sr. Gib-
sou : quem o pretender, dirija-se Fra de Por-
tas, a fallar com Manoel do Silva Neves.
Na rua da Paz n. S, d-se comida ['articu-
lar por preco mais commodo queem outra qual-
quer porte ; tambem ufferecc postis deludas ss
qualidades, tanto pora baile como para quem
quizer, pode vr encommendor: limpeza e bem-
feiloriu j se sabe.
reole i,e, u. i,T0S ,-'li"lllos. mando fa/.er publico que es!
sendas e rounas U a. '"*"''"--a dos S0C0S <),,e "
-?f! i PartO as corridas que deverao le. lugar en
Ama.
m
mecum do homeopalha, cucad..
Precisa-se de urna ama pa-
ra cosinhar cm casa de ho-
mo ui soltciro, paga-se bem :
na rua do Qucimado n. 46.
Manoel Cassiano de Oliveira Ledo lera *?
S aberlo um novo curso'de arithmetica e S
yj geometra para aquellos que quizerem fa- M
zer exame em marco. Comccor dos 10 oR
xj. horas da manha cm sua caso rua dos o
^| Quarteisn. 22, primeiro andar. Adverlo H
que sadmitle alumnos at o dio 15 do car
correlo. =?f
tAtlcncao.
O abaixo assignado faz sciente aos devedores
' do imposto da agurdenle que anda nao paga-
nini o semestre a vencer cm 31 de dezembro de
1859, que a pessoa para receber o dito imposta^'
s competente o seu coxeir-j Paulino ltodvi-:
m lomar
. m mea-
do de dezembro, cujo dio ser annunciado com
antecedencia; e para eonhecimente de lodos
manda declaror os seguintes clausulas.
1.a Adirecao raarcou o premio de 50O$O00 po-
ra a primera corrida ; de 200$000 para a se-
gunda ; e de 3005000 pora a leueira, alera das
entrados.
2.a As entradas pora cada ca vallo seri pela
forma segnintc : primeiro corrida 60cOoO ; se-
gundo, 30$00 ; e tercena, 4(>S000
3.a S al o dia 15 de dezembro podero ser
inscriptos os cavollos que tiverem de lomar par-
! lo nos corridas, nao sendo odmissivel reclama-
co alguma depois desse dia.
4.a Ao secretorio dojrer o socio que quizer lo-
mar parlo as corridos.dcclarar a cor do vestuario
de seu Jockey e nome do cavallo.para nao haver -2
inscriptos com igual cor, recebendo um rouhe-
I cimento que ser opreseuiado ao Ihosoureiio, a
! quera ser paga a importancia do entrada ; e es-
i le eonhecimente ser presentado ao director do
circulo, no dio dos corridas, sem o que nao po-
, der lomar parle lias mesmos corridas.
5.a O cavallo s so considera inscripto depois
de estar satisfila a entrada, ao thesoureiro, nao
podendo le direilo de receber a dila entrada an-
da que deixe de correr, qualquer que seja a ra
zoo allegada.
0. llavera um jul gadouro de livre nonieacn
jdo commisso directora, cuja declsao relativa-
mente os corridas, ser sem apello.
7.a llavera urna guarita em iue se achar o
ulgador, sendo esta foehada durante as corridos
ficando a chavo era poder do presidente.
8.a Para poder gonliar o premio, e as entradas,
devora o cavallo entrar com seu Jockey.
9." llavera um socio enearregado de doro sig-
nal de partida, distribuiidu antes os respectivos
lugares por surte
10.a Se algum caralleiro partir antes do sig- ,
nal dado, nao lera direilo de gonhor, e too pou- Citen. 55.
co salvai a sua entrada. ?f S-,'fcJ_^__
11.a o espaco determinado para cada corrida
ser o seguinle : pora a primera mil bracas ; pa
Compras.
Compram-se as seguintes comedias- Ber-
nardo na l.tia, o Judas em Snbbado de Alleloia,
Quem rasa quer casa, Por causa de um algaris-
mo, A rosca, o Duelo no Terccir Andar, o lr-
mo ilas Almas e o Diabo na escola : nesta lypo-
graphia se dir.
Compram-se 3 ou .{jogos
dos : na rua nova de Sania Bita,
do noscenle.
de molas iist-
pri meira sena-
ria do lodo
Compram-se moedas de
ouro de 20$, 10$ e iO^f: na rua
da Cadeia loja de cambio n 38.
Compram-se moedas de ouro de
iO.i, 16je 10s : na rua da Cadeia do
Kecie, armazem n. 3G.
_______Vendas._______
Vende-se chmatele de todas as cores ; :..i
loja de Claudino e Oliveira ru da Cadeia do Rc-
Faria Brasa Ju-
_ O Si: Miguel Joaquini de
nior morador em Pitimb, tenha a bondade de
apparecer no ru Direita n. 66, a negocio de seu
inleresse
Carlos Ulisses Dubois, lem a hon-
ra de participar ao respeilavel pu-
blico que leudo sabido da casa do
Sr. I.cconte.c acha-se e.slabelecido na
proco da Boa-Vista sobrado n. 3,
primeiro andar com sala paro cortar
cabellos e fazer qualquer obra rela-
tiva aos mesmos cabellos para que
o acharoscniprc prouiplu a qual-
quer hora.
JULIO RIG.ll!)
te um menino de 12 a 14 annos, que tenha pro-
sea de liberna, e boa conducta : u tratar na rua
do Imperador u. 13, amigamente rua do Col-
Kgio.
da casa de A. F. Destilarais,
cabclleroiro do cosa imperial, presentemente
nesta cidade, tem o honro de ulferecer seu pres-
limo s pessoas que delle se quizerem ulilisor ;
trouxe do Ro de Janeiro um bonito sortimento
de grinaldas, de bouquets.de flores poro vestidos,
; grande sortimento de plumas, mosabouts, pea-
les, leques e outros enfeiles proprios para bai-
les, grande sortimento de rendas, collarinhos,
mangas, lencos, manteletes.guarnices de vesti-
dos, ludo de renda de Inglaterra, .Alen^on c
Bruxellase rendas ditas a varo pode ser procu-
rado no hotel inglez, rua do Trapiche.
Os abaixo assignados fozcm publico, que
compraram a loja de fozendas, eslabelecida na
rua da ai'eia do boirro do Recite n. 50 A, que
foi do Sr. Jos Ribeiro l'ontes, sem responsobi-
lidade alguma dos mesmo* compradores quanto
ao passivo da dita loja para com a praca, aiite7
rior a sua compra ; cuja loja Oca gyrando coro a
ti" roo de Figueiredo & Irmo. Rocife 30 de no-
vembro de 1859.Ilenino Egidio de Figueire-
do.z=Lutgardes Aurelia no de Figueiredo.
Aluga-se pelo lempo de lesla, urna das me-
lhores casos do Cacbong e com bonho por tro/ :
a tratar na rua Nova, Toja de lou>;a defronte da
cocheira do Sr. Adolpho.
_ Precisa-sede um trabalhador para reQna-
ejio : na rua da Concordia n. 8.
O advogado Sou/.o Reis mudou o sou es-
criptorio paro a rua larga do Rosario, sobrado dD
quina n. 52.
UjJOOO t$ gues de Oliveira, que no dia 0 do corrento, s 9
S ; horas da rnanhaa, da rua da Aurora at a na do
Bangel, perdeu o livro pertencente ao bairro de
S. Jos e ponte da Boa-Visto, cojo livro est ru-
bricado pelo mesmo senhor, mas nao datado :
quem oachou e queira entregar, ser gratificado
Luiz Jos Marques.
= No silio do capella do Senhora da Concei-
gao da estrada de Jooo de Borros, preciso se de
: umo pessoa paro tratar de capini e arvoredos,
pogondo-se bom salario : quem pretender dirija-
! se ao mesmo silio.
Carrocas de aluguel.
Alugam-se. com muilo promplidoo corroeos pa-
ra conduzir rosles, materiacs, gneros e o que
se faz mister, por preco muito cemmodo, alian-
can do-se a Del entrega do que se receber : no
paleo de S. Pedro, loja n. 4.
Bom forueiro.
Olfererc-.se para forneiro ura moco solleiro,
porluguez. deludo emende bem, c d banca a
sua conduelo, c bom eonhecimente, quondo'seu
' preslimo precise, mesmo poro tomar conla de
, uro estabelecimcnlo seja de uue or : dirija-se
i defronte da Penha n. 10, taberna, que ah acha-
I r com quem tratar
a segunda 500 bracas ; e paro o terceira
entradas sero entregues
ao vencedor, devendo cf-
;a antes de' comecar novo
ra
bracas.
12.a Os premios e
pelo thesoureiro logo
fccluar-SC esta entre
corrido.
Precisa-se alugar alguna prctos escravo
por Hez ou por dias, pode-se dar sustento, coso
convenha ao senhor : na liviana ii. 6 e 8 d
praca da Independencia.
Bri hanles
Cura complela
i
Altenco.
Bella vapuleada.
O hotel dos Apipucos acha-se decentemente
preparado com excellenles guarios, ptimos pe-
tiscos, e viuhos sa' Osos c do todas os qualida-
des ; seu propriel.-. espera merecer a proteo-
cao O concurrencia da bella apozeado que se
quizer divertir pelos Apipucos, sendo o passadio
-JOOO rs.
Precisa-se de urna mullier que saib bem
coiiuhar: na rua do Raogel n. 49; nao se olho
preco.
Seu resguardo nem incommodo.
InflaiHiiia<*ao do estoniano *- dures
de cabeca,
ii.serir no seu jor-
pro-
Rua do CrespoN.il%
Jos Hara la Silva Lcmos so- j
i& ci de Julio Laye & C, negocian- m
^ lefinijiorlatloies ilejoias no Uio m
a M tic Janeiro, lem a honra lepar- ^
\ licipar ao respeilavel poulieo
desla capital tjiie se acha na casa "*
cima mencionada com nma lin- %
da 0\!iiKi-:in il
Rogo-lhe, Sr. redactor, d
nal a seguinle declaraco, que julgo ser
vellosa a olgumas pessoas.
lia bastantes annos padec una horrirel dr I
de cabera que rae prenda nuca, linha muitos
certigens, algumas vezes soffria dar no ettomaaol
acompaiihadas de clicas /ahlenlas ; mandel vi.-:
urna das chapas medicinacs do Sr. Ricardo Kirk,
morador no ru do Parto n. 119, nppliquei-a so-
bre boceo do estomago, e no esporo de 18 dias
achei-me corapletoraenle bom, e os dores de ca- i
beca desoppareccram.
Por is-o agora posso dormir com socego : le-:
nho de idade 68 anuos e 4 mezes, e foco esta
advertencia a todas s pessoas que padeceiem
tal molestia pora tentar o dito curativo, para que
assigne ,i presente declaraco emgratidao c pa-
ro scrconhccido do publico.
Curato de Sonta Cruz.
Emygdio Jos de Faria.
Eslava a tirina reconhecido pelo labelliao Jus
ieliciono (Jodinho.
e\poMco de abras e bri- ^
H litantes do mais aparado gasto e
2 qualidade, conslantlo de ricos S
H ademas, litas, collares, pulsci-
Je ras, broches, bixas e argolas, u
^ brincos, niteis e allaetes, cru- ^
| zes c lios de grandes perolas, 1$
g commendas c habitas de diver- ^
p sas rdeas e dil'l'erentes obras tu- 2
% do de ki-uantes c pedras linas. ||
g sendo tido vendido, aliancado e j
'& |or precos commodos: na rua do %
g Crespo n. II, segundo andar. K
M Tambem se presta a mandar fl
J| t|uacsjuer objectos a amostra j
nf i
" -- -- toquetleavana
, \ Pecas de algodoo trancado, azul, cora 32 co-
Desejoso de curaprir com meu dever vou por : vados por 45(H): vendem-se no rua do Crespo,
meio de s^ia acreditada folha agradecer au Sr. ,'oja da esquina que volts para a rua da Cadeia.
Ensinela n'uina peina.

MOTILADO
N


(6)
DIARIO DE PERNAMBUCO. TERgA FE1RA 13 DF. DE2EMBRO DE 1859.
LIVMRIA ECONMICA
DE
N.2-UAD0 CESPO-H, 2
DelYonle do arco de Santo Antonio.
NF.STE NOVO ESTARF.I.ECIMF.NTO VENDEM-SE :
J ivro de religiao, scie-neias, de letras, artes, viagens, historia e elassieos ; romances illuslrados e
outras publicaces era diversas liuguas.
Globos, atlas e mappns geographicos.
Papel de hollanda, de peso, paquete, almasso, de cores e outros de diversos formatos e gostos.
Prensas para copiar cariase outros niauuscriptos, livros c tiutas proprias.
Livros em bronco, pennas de varias qualidades e mais objectos para uso de reparticoes, secreta-
rias e casas de commercio, tencilios para desenlio etc.
Artigos de bom gosto, fantasa e curiosidaJe das fabricas de Paris para uso dos elegantes ; orna-
tos, presentes etc.
nav'.ips e billietes para bailes, casamentos e visitas.
HISTORIA UNIVERSAL desde os lempos primitivos ate 1850, por Cesar Canto, 12volumes, in fo-
lii), enriquecida de ruis de~9 magnificas estampas, obra em que nada se poupou para o
leitor encontrar nella erudicao, estudo solido e leilura agradavel.
ALMANAK de lembrancas de Casulho para 1860, assini como colleccoes completas desde o seu
coraeco.
MANUAL DE COMAS ja feitas para compras e vendas deassucar, algodo etc.
Encade rna-se em todos os gostos desde o mais simples em papel at ao melhor em panno ou pclle.
Iniprime-sp cartes e bithetcs, c niarea-se papel com typo proprio e em relevo a vonlade dos
prelendenles.
Acccita-se o encargo de qualquer encommenda de livros e outros artigos tanto da corte e provin-
cias do imperio, como de Portugal, Franca, Inglaterra e Blgica, com as condiccoes mais ra
zoaveis.
0 DAURORA.
Este utillssmo oslabclecimenti acha-se, ha pouco lempo, augmentado tanto no materia
como no seu pessoal, e seus proprielarios habilitados para vencer qualquer opposicao hostil e
esprezarem a ignorante vituperaeo de malevolencia. Offerecem a seus namerosos freguezes e>
ao publicoem geral, asvaulagensde sua longa experiencia c reconhecida promptidao e Adeudado
na execucao das obras as mais importantes de engenharia, entre outras pode enumerar as seguin-
tes : machinas de vapor de todos os tamanhos, rodas d'agua de todos os dimetros, todas de fer-
io ou para cubos de madeira, moendas para canna todas de ferro c independentes com os mc-
ioranientos q:ie a experiencia mostr ser indispensavel, meias ditas com todos os prepares, ta-
chas para crgenho do. todas as qualidades e tamanhos, rodas, rodles, aguilhes, envos e boceas
para fornalha e todas as ferrager.s para engenho, machinas para amassat pao e bolacha, ditas
para moer mandioca, fornos e prensas para farinha, pontes de ferro, aldeiras, tanques boias c
todas as obras do machinismo etc., etc.
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co
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tn
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Yidros para vi-
draca.
A 6$ a caixa: na ra larga
do Rosario armazem de louca.
Vidros para caixilhos.
Na ra larga do Rosario loj n. 28
armazem de louca, mandam-se botar vi-
dros em casas particulares por preco
muito coramodo, assim como vendem
se vidros aretalho do tainanho mais pe-
queo at mais de 6 palmos-
Botica.
Barlholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dita acoda.
Vermfugo inglez.
Tarop do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmathico.
Vidros de boca larga com rolhas, de 2 oncas a
12 libras
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
pre^o.
Descokrta.
Fil de seda liso.
Vende-sena ra do Cabug n. 2*B, loja de
miudezas de Joaquim Antonio Dias de Castro.
Superior ao melhor
presunto de fiambre.
Linguasde vacca emsalmoura viudas
de Londres, vendem-se nicamente no
armazem de Luiz Annes defronte da
porta da aifaudega.
45Ra Direita45
O proprietsrio deste eslabelecimento reco-
nhecendo que com a excelsa visita de SS. MM.
II. a esta cidade tem do sedar um estrago hor-
roroso de calcados, em eoaaequoncia das fre-
quentes parada?, marchas, contramarchas e or-
midaveis passeios as brilhautes illuminacoes, & JAreias(nudde).
condoendo-se das boleas naturalmente pouco I Asthma.
tartas, dos bravos odiciaes e pracas dos patrio-
ticos batalhoes, cujos nomes trazem memo-
ria os feitos gloriosos dos nossos avoengos, deli-
berou, em homenagem ato felizes dias baixar
so precos do seu excellcute calcado, a saber:
Para homens.
Borzeguins aristocrticos (lustrej 9J000
Borzeguins zouavos, obra fortissima (be-
viuho to Porto, do mais superior, engarrfalo,
dito champagne, iJem, dito muscalcl, idem : no
armazem de Barroca & Meeiros, ra da Cadeia
do Recite n. A.
Potassa da Russia
E CAL DE LISBOA.
No bom conherido o acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recite n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cal virgen: em pedia: tudo cor precos muito
razoaveis.
2MM 00 1111
Primeiro andar.
Vende-se
Lonas.
Estopa.
Camisas ingle/as superiores e ordi-
narias : no armazem de Arkwright
& C, ra da Cruz n. 61.
m
M. Q. de Araujo Costa Filho, tem 5 venda no escriptorio da ra cima no sortimento de fa-
zendas que Irouxc do Rio de Janeiro :
Alcatifs avelludadas para tapetar salas.
Tpeles avelliidados para sopli.
Damasco de seda de cores.
Camisinhas de ca3sa bordada e de renda.
Chapelinasdepalha da Italia.
Veos de renda prela para rhnpelin.is.
Lencos de esguiao de linho bordados do mais delicado
tralialho.
Setim branco, mcia nobreza branca.
Lencos de cambraia de linho bordadas e cora renda.
Gimaldasde flores.
O aniiunciante pode nsseverar ao respeilavel publico que vende por precos muito vantaio-
sos, pois a sua casa do Rio de Janeiro recebe todas as suas fazendas directamente de
Parisie
ra do Crespo n 10, do Jos Gonrolves Malveira,
vendem-se superiores luvas de pellica Jouvin, cor
de pallia e brancas para homens c senhoras, ri-
cos enfeites de flores do mais moderno gosto, ri-
cos chapeos para senhora, enlejiados cora muito '
gosto e formato moderno, corles de vestidos de
seda, manteletes e taimas de seda prela para se-
nhora.--. perfumaras dos melhoies fabricantes.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PlLULAS HOLLWOY.V.
Esto inostiinav''. especifico, com posto nteira-
mente de hervas medicinaes, nao conten mercu-
rio, uem alguma oulra substancia dolectoria. Be-
nigno mais tema infancia, o a corapleicao mais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarraigar o mol na compleico mais robusta;
inteiramento innocente em suas operaces e el-
feitos; pois busca e remove as doen.;as de qual-
quer espetio e grao por mais antigs e tenazes
quesejam.
Entre niilliares de pessoas curadas com esto
remedio, muirs que j estavom as portas da
morir, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrar a saude e forras, depois de baver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mis afilktas nao devem entregar-so a de-
sesperacao ; facam un compeloute ns.iio dos
cfficazes efTeitos desa assombrosa ; licina, e
prestes re cu pe rara o o benelicio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qnaiquer das soguintes enfermidades :
UUimtik i FUHDl'Q-fi Si ftTAS.
Sita na roa Impeiial u. i 18 c 120 jauto a fabrica de sabo.
DE
Sekso J.da Silva dirigida porManoel CarneiroLeal.
de bronze de iodas as diraenr5es e feitios para alambiques, tanques ele, parafusos de bronze e
ferro para rodas d'agua,portas para fornalhas e crivos de ferro, tul
tubos de cobre e chumbo de todas
as dimen^es para encmenlos, camas de ferro com armaco e sem ella, fugos de ferro potaveis e
econmicos, lachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
para engonho, folha de Flandres, chumbo em lcncol e barra, zinco era lencol e barra, lsnces e
arrnellas de cobre, lenecs de ferroa latao.ferro succia inglez de todas astiimnses, safras, tornos
e folies para ferrciros etc., c outros muitos artigos por menos preco do que em outra qualquer
parte, desempenhando-se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeicao i conhecida
e para couimodnlade dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua confianza, acha-
rao na ra Nova n. 37 loja de ferrageus pessoa habilitada para tomar nota das cncommendas.
NO
Accidentes epilpticos.
Al percas.
Ampo las.
zerro)
Borzeguins cidadaos (bezerro c lustre)
Borzeguins econmicos
Sapatoes batedores
Para senhoras.
Borzeguins para senhora (priracira classe)
Ditos (segunda clisse)
Ditos para meninas (primeira classe)
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou exlenua-
cao.
Debilidade ou falla de
torcas para qualquer
causa,
Dysinteria.
^_ | Dor de garganta.
8S001 -de bairiga.
SO'HM) -nos rius.
6gOOO Dureza no venlre.
5c0tKI
55(100
4561 i
4JO0O
37 RuadoQueimado37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimenlo um completo
sortimento de obras feitas, coiio' sejam : pale-
ojts de panno fino de 16$ al 28$. sobrecasacas
de panno fino preto e de cores muito superiores
a 35#, um completo sortimento de palelols de
riscadinho de bnm pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por preco comraodo, cerou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezas de linho e de panninho de 2$ at fj$
cada urna, chapeos francezes para hornera a 83,
ditos muito superiores a 10$, ditos avelludados,
copa alta a 138, ditos copa baixa a 10$, cha-
peos de feltro para homem de 48, &j e at 7j)
cada um, ditos de seda e de palha enfeilados pa-
Enfeiraidades no venlre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas
Enxaqueca.
Herysipela.
Pebre biliosas
Febreto iuternitente.
Febrero da especie
Gotta.
Demorrhoidas.
Uydrope sia.
Ictericia.
Indigcsloes.
Inflamma^es.
Ir r eg u la ridades da
menstruacao.
Lombrigas de toda es-
pocie.
Mal de pudra.
Manchas na cutis.
Obstruc^o de venlre.
Phlvsica ou consump-
pulmpuar.
Retencao de ourina;
Rheumatismo.
Symplomas
dos
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo [mal).
DEPOSITO DE PUOS FORTES
DOS
Mais afamados fabricantes da Europa:
ESTABELECfflESTO DE
OGEL
Rua Nova n. 27 esquina da Gamboa do Carmo.
Ncsle eslabelecimenlo acha-se sempre um completo sortimento dos mais ricos
bem construidos e fortes pianos os quacs se vendem debaixo de loda a garanta.
O teclado lem a elaslicidade desejada, o exterior desses instrumentos o
e mais
possivcl e as vozes sao magnificas. Ha tambem muito lindas HARMONAS e SERAPHIN VS pro-
pnas para acompanhamenlo ao piano e para quatro rniios e igualmente os ha apropriados nara
mais elegante
l'IIINAS pro-
propriados para
Vendem-se estas pilulas no estabelecimenlo
geral de Londres n. 22i, Slrand, c na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanlia.
Vendem-se asbucglidlias a 800 rs. cada una
deltas, conten una ii slrucclo em porluguez pa-
ra explicar o modo de'so usar doslas pilulas.
O deposito geral em tasa do Sr. Soum
pliarmaceutico. na rua da Cruz n. 22, em Pcr-
nambuco.
igfjas, capellas, cpllegios etc.
secunda- Hojo principalmente que a cidade vai ostentar um aspecto assas magnifico e pomposo com
I a presei.ca do SS. MM. II e que em todas as salas e salos elegantes a sociedade pernambucanu
vai entrar co o enthusiasmo anda maior no gozo dos encantos d'arte, chama-se a allencao de todo*
para este grande deposito, que ofTerece tantas disposieoes e condiees tao superiores para o oue
e objocto de gosto relativamente a msica. ^
Oa niesma casa cnieerta-i e alim-u rom perfeicSo 01 msroo intromentos.
APPB0VA(J\0 E ADTORISACAO
DA
IIELOGIOS.
GUSTATO MASSET representante da muito afamada casa WALLERSTF.M.'MASSET & C.a
fornecedores da casa imperial do Brasil, eslabelecida no Rio o em Paris recebeu um grande sor-
timento de fazendas e modas da primeira qualidade e novidade, querendo antes de tudo fazer gozar
o respeilavel publico dos oreos muito vantajosos pelos quaes podo offerecer suas fazendas, vende
tudo a dinlieiro avista ; elle acha-se residindo no hotel inglez quarlo n. 2, encarrega-se de man-
dar levar as fazendas pedidas a amostra, sendo por cscriplo para evitar os engaos.
Recebe qualquer encommenda para mandar vir da Europa ou do Rio.
100 vestidos de seda para baile, passeios e visitas.
Mocre antique prctos e de cores.
Nobro/.as lisas protas e de cores.
Vestidos prelos lisos, lavrados de2saiasc de velludo.
Flores, e enfeites de renda para cabellos.
Vestidos de cassa branca bordada muito finas
Careas* escomilhas, lils de seda c linho brancos e de cores.
Meias do seda, linho, fio da Escossia para homens, senhoras e meninas.
Sipa tos de setim brcinco e prelo com salto e sem elle.
Bolinas de setim branco, do setim preto, de la muito superiores.
Sahidasdo baile, capas de cachemira, velludo c seda.
Chales de ion mu bordados c de relroz.
Manteletes de renda preto e cassa bordada.
Corpinhps, camisinhas, colarinhos com mangas de cassa bordada a poni real e rend.i verdadeira.
Gnarnicoes de renda prela e branca para vestidos o para enfeites de vestidos.
Laucos de cambraia de linho muio ricos com renda.'
Chapeos de sol para senhoras.
Pentes para trancas, aliiietes de peito, pulseiras, brincos de tartaruga c aspe preto para luto.
Grande sortimento de luvas rerdadeiras de Jouvin.
Luvas de retroze de seda para homens, senhoras e meninas.
Grvalas brancas e pretas.
Chapeos de corle com plumas.
Casacas, sobrecasacas, palelols de panno, cachemira dos melhores alfaiates de Paris.
Calcado do afamado Melicr para hvimeiis.
Tapetes de velludo muito ricos.
apas, capotes impermeaveis Hakinlosch pjira homens c senhoras.
Vende-se em casa deSaundcrs Brothers &
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por picos com modos
ra meninas a toditos de palha para senhora a | ^",1"' "^ ^ ""^
12$, chapelinhas de velludo ricamente enfeita- SexSZ53 ......S
Rc-logios de ouro e prata, coberlos e descober-
tos patente ingle/., os melhores que existem no
mercado, e despachados hoje, vendem-se por
precos razoaveis : no escriptorio do agente Oli-
veira, rua da Cadeia do Recite n. 62, primeiro
andar.
Nos armazens c Tasso Irmos
vende-se :
Arroz de casca.
Milito novo.
Farinha de mandioca.
Tuboado de cedro.
Velas de carnauba.
Ditis steaftnas.
Marrasquino de zara.
Licores finos.
Champagne marcas acreditadas.
Conservas.
Fardo de Lisboa.
Cheguciri freguezes
A rua Direita n. G4.
Facas e garios a 2j60O, 2$800 e 3>600, dilas
muilo finas a 4$'20O, s|, 5g500e 03, ditas de to-
bo de inarlim a lOjaOO, dilas de cabo de unicornc
a llg, ditas de cabo pelo finas a 6$ e OjOO, co-
liierus de metal do principe pora sopa a 5#i00,
ditas muilo finas a 6$, dilas para cha a 2$80(J,
litas de platina para sopa a IOS, ditas para cha a
fj#, dilas para assucar a 500 rs. cada una, ditas
fiara terrina nimio finas a 3$, panellas, chaleiras,
rigideiras e cassarolas, ludo Oais barato do que
'-ui oulra qualquer parte.
Aos fabricantes de velas.
Cera de carnauba da nova safra a llj500 e 12g,
e sebo refinado em pao e velas, ltimamente;
chegada do Porto, em barricas e caixas de llfSM
a 12j500 a arroba : no anligo deposito do largo
da Assembla n. 9.
jgj Lonlinua-se a vender fazendas por baxo R
| preco at mesmo por menos do seu valor, E|
jgj afim de liquidar contas : na loja de 4 porlas SJ
si na rua do Queimado n. 10.
Na rua Direila n. 66, effectivamente ha
bons escravos de ambos os sexos, de todas as
idades e cores, com habilidades c sem ellas, e
vendem-so a dinheiro, a prazo, e tambem tro-
cam-se.
Aos cigarreiros c cha-
ruteiros.
Campos 4 Lima lem para vender cai-
xas com fumo americano de muilo boa
qualidade e a preco commodo : na rua
do Crespo n. 12.
Fazendas de bom gosto
Rccebeu-se pelo ultimo vapor da Europa ccr-
ies de vestido de seda de delicadas cores, com 2
babados e 2 saias bordadas, lindos enfeites de
flores c froco para cabeca de senhora, bonitas
chapelinas de seda para senhora e meninas, as-
sim como riquissimos corles de collete brancos,
de velludo e seda bordados para casamento,
ditos de velludo prelo bordado e de cores boni-
tas ; havendo outras militas fazendas, e tudo se
vende por presos mais baratos do que era outras
parles : na rua da Cadeia do Recite, loja n. 50,
de Cunta e Silva.
das a 25$, dilas de palha de Italia muilo finas a
25g, cortes de vestido de seda era carto de 40g
at 150$, ditos de phantasia de 169 at 35$000,
gollinlias de cambraia de lJJ at 5>, manguitos
de 1JJ5O0 at 5#, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas Trancezas muito superiores
e padres novos a 720 a vara, casemiras de cor-
tes para collcies, palelols e calcas de 3*500 at
4j$ o cavado, panno fino preto e de cores de 23500
al 10j o covado, cortes de collete de velludo
muilo superiores a 9 e 12$, ditos de gorgurao
e de fusilo brancos de cores, tudo por preco
barato, atoalhado de algodo a 13280 a vara,
corles de casemiras de cores de 5 at 9$, grosde-
naples de cores e pretos de 1J600 al 35200 o
covado, espartilhos para senhora a jj, coeiros
de casemira ricamente bordados a 12 cada um,
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12jf cada um, ditos lisos para ho-
mem, fazenda muito superior, de 12 al 209 o
duzia,casemiras decores para coeiro, covado a
2$f00, barege de seda para vestidos, covado a
l?O0, um completo sorlimenlo de collelesdc
gorgurao, casemira prcta lisa e bordada, c de
fusto de cores, os quaes se vendem por barato
preco, velludo de cores a 79 o covado, pannos
para cima de mesa a 10 cada um, merino al-
e ji ja amuL de mvm puma
1
..i.
i
,:
B
H
i
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS
I
GRWDEEVARIAIIO S0RIMOT0
Fazendas iglezts e francezas c
roupas feilas
recebidas em direitora
NO
Armazem e loja
E
Ges (& Bastos
Para seren aplicadas s partes afectadas, sem
vesguavdo ncm neGmmoao.
w a. a^m
AS CHAPAS HEDICINAES sao muilo conhecidasnesta corle e em todas as provincias -esie
imperio lia mais de21 anuos, e so|afamadas, pelas boas curas que se (em obtido as enfermidadcs
abaixo descriplas, o que se prova^com innmeros attestados que existem de pessoas capazos e de
cxtincio. '
SNA RA DO QUEIMADO N. "46, FRENTE D U
3 LOJA AMARELLAEBOTLAS BRANCAS ^
^ Um completo e rico sortimento desobre
g sacas de panno prelos e de cores a 28,$, 30* M
ci 35$, casacas de panno preto ;muilo lino a
cochoado proprio para palelols e colletes a 2300 S 9*' ^ e 50*' I'all>1"ls do niesmo panno a
o covado. bandos para armacao de cabello a
lftoOO, saceos de tapete e de mrroquim para via-
gem, eum grande sortimento de macas e ,malas
de pregara, que ludo se vende a vontade dos
freguezes, e outras muilas fazendas que nao
possivcl aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se mostrarao.
Fazendas moder-
nas.
Cortes de casemiras de cores finas a 5500, di-
tas de urna s cor muilo finas de 3 e 6jl, cortes
de collete de velludo de cores a 63000, dilos dito do a 10 e
preto a 5$ e 6J, colchas de algodo adasmasca- s [homens C(
das a 59, brilhanlina branca o covado 480, case-
mira de quadrinbos o covado 19, pannos para
mesa muilo bonitos e modernos a 69. corles de
barege com tres ordens de babados a 159, cha-
peos de phantasia para homem, sendo de gor-
gurao de seda a 79, dilos doChille de 4 a 259,
ditos de fellro de 4500 c59, camisas de cam-
braia de linho para senhoras, ditas de esguio
muilo fino, dilas de cambraia bordadas com man-
gas, ricos cortes de seda de todas as cores, mn-
deles dos mais modernos, grande sortimento de
perfumaras inglezas legitimas, joias decoral ver-
dadeiro, oleados de diversas cores imitando
mrroquim para cubrir mesas, forrar almofadas,
travesseiros, etc.,etc., ebemeomo um'completo
sorli
m
precos, no armazemde fazendas de Ray_
Garlos Leitci Irmao, aterro da Bou-Vista n. 10.
u ^1
29 e 258, ditos'de casemira "~a 14, 16$" e !
52 18), ditos saceos d.ismesmas casemiras
M prelos e de cores a 109 e 129, dilos de al- jf |
a pacas prela e de cores a 4g, ditos de bril
x pardo a 49500 e 59, ditos de brim preto a j&
i 09, ditos brancos a 59, ditos de esguiao do S
g ultimo goslo cor de laranja a 5$, sobre- g
g casacos de alpaca muilo fino a 79 c 99, $3
p sobrecasaca de panno finoprelo para me-
g nios a 15$, 18 e 20$, ditos de casemira g
g de cor a 89 e 109, calcas de ca- semiras de H
Kj cores e pretas a 8J, 99, 10g, 119 c 129, ^
calcas debrwn de cor a 39501), 43 e .'-
{3 ditas de brim branco fino a Ojo Tji.colle- H
ts les de gorgurao de seda c de casemira de g 1
* cores e prelo a 5S, 69 e 79, ditos de vellu- g
12a, camisas inglezas tantopara ^j
como para meninos de lodos os a \
tamanhos, seroulas de todas as qualidades, B
^ chapeos de sol de alpaca a 59, manteletes g
em todc
figado,
pelas, rheumalismo, ataques nervosos, ele.i 'etc. Igualmente para as'diirercnTes especies'de"tu-
mores, como lobiuhos e escrfulas; soja qual Iftr o sea lamanho e profundeza, por meio da sup-
puraeoserao radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconsclhado por habis e distinctos facul-
tativos.
As cncommendos das provincias devem ser dirigidas por escripto, tendo todo o cuidado de
fazer as nressariasexplicacoes. se as chapas sao para homem, senhora ou crianca, declarando a
molestia em que parte do corpo existe, se na cabeca, braco, pescoco, cdxa, perna", p, ou Ironco
do corpo, declarando a circumforencia ; e sendo (i.rda ou ulceras/o molde do seu lamanho cm
um pedaco de papel c adeclaracao onde existem, afim de que as chapas possan ser bem applica-
das no seu lugar.
no, q
Pde-se mamlarde qualquer ponto do imperio do Brasil.
Consultas a todas as pessoas que a dignarem honrar com a sua confianca, em seu escriplo-
ue se adiar aberto todos os dias, sem excepcao, das 9 horas da raanha s 2 da tarde.
H9 RUA DO PARTO H9
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.
CONSULTORIO
g prelos de muilo bom gslo a 30g e 409, ca- S
|Jj saveques de fustao bordados compridosa ^
g 20$, chapeos de castor a Napoleo 89, ricos
^ manguitos de punhos bordados a 3^500 cap
I 43, ditos com gollinhas a 59 e 6J, gollinhas
S de traspasso bordado c transparente a 8J, S|
g calcas de meia casemira padres modernos M
a 5j, colelies de fustao de cor e de brim
tS branco a 3 c 3$500 e outras muitas fa- g
zendas o roupas feitas que serao patentes a ^
presenca do freguez.
= Vende-se um sitio com 200 palmos de fren-
Q
1E13E0 F MfflHIBlD S (DTffiEttffiffi.
3 RITA S>A;L^MSA,CA^AOFr\2>10 3
CUnica pov amks os systemas.
in" r ? r"'-'-"bo Mscosod consultas-lodos os dias pela manhaa e de larde depois de 4 horas,
eltior qualidade, vendendo-se ludo por baixos '.e e 200 do fundo, no lugar da Torre, margem Contrata partidos para curar annualmente nao s para a cidade como para os engenhos ou outras
ecos, no armazemde fazendas de haymundo ^ R' Capibaribc, com urna grande e moderna propriedades ruraes ...... at ,
Os chamados devem ser dirigidos sua casa al as 10 horas da manhaa e em caso de ur-
gencia a outra qualquer hora do dia ou da noite sendo por escriplo em que se declare o nome da
pessoa, o darua e o uumero da casa.
Relogios.
De novo chegaram os afamados relogius in-
glezes de ouro, do patente, e estao a venda no
armazem de Rostro Rookei & C, praca do Corpo
Sannlo n. 48.
Relogios.
Vendem-se relogios de oe Inglezes, de pa-
tente : no armazem de Augusto C. de Abreu.
na rua da Cadeia do Recife n. 36
vende-se superior linha de algodo, bran-
cas e do cores, em novello, para costura : em
casa de Seulhall Mellori C, rua do Torres
a.33.
/-------
MUTILAN
casa de rtvenda, cocheira, estribara para 4 ca-
vallos, gallinlieiro, cacimba com tanque e bom-
ba, baixa para capim, todo murado na frente, o
lado com portao de ferro : os prelendenles podem
diri^ir-se ao agente Pestaa, que se aclia aulori-
sado a dar as necessarias informaces, e a Iralar
da venda sob as condiees eslabelecidas ao mes-
mo pelo legtimo propietario. O dilo sitio todo
era cliaos proprios,
Rua do Queimado 11. 37.
A 30g corles de vestidos de seda que custaram
609; a I69 cortes de vestidos de phantasia que
cuslaram 309 ; a 8g chapelinhas para senhora:
na rua do Queimado n. 37.
Na rua estrela do Rosario n. 3i), vende-se
palha apaielhada para qualquer obro, laato fina
como grossa, por preoo commodo.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife podero re-
meltcr seusbilhetes a botica do Sr. Joiio Sounn & C. na ruada Cruz ou loja de livros doSr. Jos
Nogueira de Souza na rua do Crespo ao p da ponte velha.
Ncssa loja e na casa do aniinnciante achar-se-lia constanlemcnl e os melhores medica-
mcnloshomeopa'liicos ja bem conhecidos e pelos precos seguintes:
liolica de 12 tubos grandes, ...".......10J000
Ditos de 2 f dilos...............15J000
Dilos de 36 ditos..............29090
Dito de 48 dilos...............25,$000
Dilos de 60 ditos...............OjOOO
Tubos avulsos cada um.............1$000
Irascos de linduras........,..... 2^00'J
Manual de medicina homeopalliica pelo Dr. Jahr traduzido
em po'-tuguezcoin o diccionario dos lemos de medi-
eiua.cirurgia etc.. ele............209001 1
Medicina domestica di Dr. Ilering, com diccionario. ljOiVI
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... 6j000


4
i
j
Ra da Senzala Nova n. 42
Vccdc-se em casa de S. P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins e silhes in-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, lio de vela, chicote para canos, e
montara, arreios para carro de um e dous cval-
os, e reloios d'ouro patente inslezes.
?JMUMr**. LSit *r;J> ." J.oJMrir-; SMOSELLE MOSSEl'X
DE
TillIIflt |
LONDRES i
( em garrafas c meias gar- t
rafas.
CJ.Astley&C.
_ -
Seguro contra Fogo I
COMPANHIA |
LONDRES i
g AGENTES |
3 C J. Astley & Companhia.
OCNi dr-cce a> LMt'a c sjcjku *jhcp 1
Luvas de pellica de
Jornia.
Vendem -se superiores luvas de pellica de Joa-
:i muito frescas, para homens c senhoras ; na
ra do Qucimndo n. 22, na loja da boa f.
DIARIO DE PERNAMBUCO. TRUCA FEIRA 13 DE DEZEMBRO DE 1853.
Qiieijos frescaes de Minas.
I Na ra do Imperador n 13, so vendem excel-
| lenles qucijos ltimamente chegados de Minas.
Queimaclo n. iO.
Grande c variado sortimento
DE
Fazendas francezas e rou-
pasfeitas receidas em di-
reitura pelo uUmionavio.
s
9
i
9
t
1jj200
1}SOO
Vende-
e
i-se
Folha de cobre e Metal
amarello.
Estanto em barra c Pre-
gos de cobre.
Alvaiade eVerniz copal.
Folha de Flandres.
Palhinha para marci-
neiro.
Yirihos fiaos de Champa-
nhe e Moseile.
Lonas da Russia e Brim
de veta: no armazem
de C. J. Astlev fe C.
Fazenda com avaria.
Lpechincha sem igual.
Na loja do Preguica, na*rua doQueimado n. 2,
lem para vender pecas de algodao largo com 16
varas cada urna, pelo barato proco de 1$, pecas
de cassa lisa lina a 250(k a ellas, antes que'se
acabera,
Tachas e mocadas
Braga Silva & C, tem sempre no seu deposito
da roa da Moeda n. 3 A, um grande sortimento
de tachase moendas para engenho, do multo
acreditado fabricante Edwin Maw: a tratar no
nesmo deposito ou na ra do Trapiche n 44.
zendas com pequeo
\toque de avaria.
^ E' pccliinclia.
Na loja do Preguica, na ra do Queimado n.
2,ha para vender peras de finissimo o inuilo
'argo madapolp, pelo baratissimo preco de 5$,
:*&50O e3fc000: cheguem, antes que so'acubcm.
Chapeos de castor pretos
e brancos
Na ra do Queimado n. 37, vendem-se os me-
lborcs chapes de castor.
Do-sc as amostras cora penhor.
Ricos cortes de vestido de seda de cores
de 2 saias............................
Ditos de dilos de seda pretos bordados a
velludo...............................
Ditos de ditos de suda de gaze pbanlasia
Ricasronieiras delil c de seda bordadas
Taimas de grosdenaples bordadas......
Chales de louquira branco bojdadosa
30e.................
Grosdenaple de cores de quadrinhos co-
vado.................................
Dito iie dito liso corado................
Seda branca lavrada covado 1 $600 a___
Grosdenaple preto lavrado covado...... 25 Dito dito liso encorpado a Ij-iOOe___
Dilo dito com 3 palmos de largura a
1600 e..............................
Sarja de cores larga com 4 palmos de
largura covado a......................
Gaze de sedada China de lloreselistras
co vado a............................
Follar de seda de lislras goslo novo co-
ra flo.................................
Setim de escocia e diana de seda covado
Chaly de flores novos desenhos covado
Bareje de seda de varias qualidades co-
vado.................................
Ifeio velludo de coros covado..........
Velbutina do todas as cores............
Setim de todas as cores liso covado ...
Brilliantina branca muito lina a.......
Chitas francezas claras e escuras a 260 e
Casemira preta lina algiOQe.......... 23500
Panno preto c de cor lino provade li-
ino a 3$500a........................
Corles de casemira de cor a 5$ e........
Cassas organdys de novos desenhos a
vara..................................
Ditas francezas muilo linas a............'
Manguitos de cambraia transparente bor-
dados muilo ricos....................
Golinhas de cambraia bordadas de pona
Dila de dilo bordadas a 600n..........
Tiras e entreraeiosdcr-ambraia bordados
Ricas mantas pretas de linho para se-
nhora ................................
Ditas ditas de blond brancas e pelas..
Chalos de soda de cores, pretos e rosos..
Ditos do merino bordados com franja de
........................ 7*500
la.................. 754)90
GftAHDfi
pecMiia.
Na loja do Preguica, na ra do Queimado n.
2, vendem-sc peras de chitas finas de cores fixas
e de escolhidos "padroes cora 38 covados cada
urna, pelo baratissimo precc de"5a00, e em re-
lalho a 160 o covado.
Oliicialatos, commendas e hbitos de diver-
sas ordens, com brilhanlos e sem cd.es, o melhor
que tem vindo a esle mercado : ludo vende-se
muito barato e pelo preco da factura : na ra
Dircila n. 66.
Coberasdeshila a2$,
Ra do Queimado n. 19.
Vendem-secobertasdcchitaa U, corles do ris-
cado francez a 24500, lencos de cambraia para
algibeira a 2g a duzia.
2$000c2O0apeca.
Algodao trancado americano branco,
VA
FUNDIDO LOW -MOW,
Ra da Senzala Pova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapleto sortimento de moendas e meias moen-
das para euSenho, machinas de vapor e laixas
de ferro batido e coado. de todos os tamanhos
para dto.
Casaveques.
Vendem-se casaveques e roupes de cam-
brni bordados, o melhor que existe oeste mer-
cado, c por preco coramodo : na ra do Crespo
n. 23.
Corles de vestidos
de seda
Na rna do Queimado ii. 37 loja de A
Ci)
Para concluir a liquidarlo das f..zenu'i's
da extincta firma de Leite ti Crrela,
vendem-se assegumtes fazendas, por
muito menos de seu valor, na loja Je
quatro portas da ra do Queimado
numero 10.
Sedas pretas lavradas, superior qualidade,
covado
Grosdenaple preto muito bom e largo, co-
vado
Dilo dito mai3 estreilo, covado
Camisetas de cambraia para senhora, urna
Tiras e eniremeios bordados
Sortimento completo de chita de cores,
covado
Dito de chitas largas francezas, bons pa-
droes e cores fixas, covado
Gangas de cores escuras e claras, covado
Corles de calca de meia casemira'al 600 e 29OOU
294OO
4O0
lff2S0
Pianos
geoo
2g(XX)
1.S600
800
320
160
240
200
er'oupa de escravos, com um^e- portas ac*)ba de l'CCeber pelo UllilUO
queno toque de agua doce : no armazem dc'fa-
oOjjOOO i zendas da ra do Queimado n. 19.
Cheguem ao barato.
O l.eile & Irmao conlinuan a torrar
2g500
15500
1JK)00
1*000
lflIOO
900
500
1*500
700
800
Chapelinas de seda e de
velludo para senhora.
na ra,
da Cadeia do llecifc n. 48, pecas de cambraia li- (leiD 001' DreCO COmiUOdO,
sa com 10 jardas a 49500 e 5g, lencos de cara-
2g5Q0 braia de linho a 3 a duzia, cambalas muito fi-
nas e de linJos padroes a 640 a vara, meias fi-
nas para senhora a 3S00 9 duza, ditas cruas in-
glezas para homenfe meninos,' chales de meri-
no lisos a 4S500, c bordados a 6^, palelotsde
alpaca preta e do cores a 5$, cerolas de linho
e algodao, camisas tuglezas muito superiores a
60ya duzia, organdys de lindos desenhos a
1>I(K) a vnrn, corles de cassa chita a 3jJ, chita
francesa a 240, 280, 300 e 400 rs. o covado, pecas
de madapolo com 30 varas a 4j}S00, 5, 5g500,
6,7 e Sjj, chitas inglezas de cores fixas a 200 rs o
covado, loalhas para mesa a 3 e 4#, corles de
calca de brim de linho a 28, ditas de meia case-
mira a J20, vestuarios bordados para meni-
nos, o oulras muilas fazendas que se vende por
500
320
7$00->
7000
1S000
500
9
10500
3
i
8
barato preco.
Em casa de N. O. Rieber
ir C. ra da Cruz n. 4, vende-se ;
Champagne de superior qualidade de marca acre-
ditada na corte.
Tinta branca euperior em oleo, latas de 25 11-
bras, por commodo preco caixasdo4 latas.
Verniz e verniz copal.
Algodaozinbo da fabrica Todos os Santos da B-
hia.
Brilhantes de diversos tamanhos e de primeira
qualidado
seda..
Dilos de ditodilo
Aviso,
Hitos de dito li.so dilo de sca..].......
Dito de dilo dito de la..................
Dito de dito estampados fino listado
seda..................................
Lencos de cambraia de linho bordados
fino?..............................
Dilos de alodaode labvn'nthoOe!"!
Capellas brancas para noiva............
Enfeites de vidnlho preto c de cores....
Aberturas para camisa de csgni&o de
linho..................................
Ditas de dilo de algodao
cores.....................
Saias balao modernas..................
Chapeos francezes forma moderna......
Gravalqs de seda depona bordadas a
velludo ..............................
Camisas frauce/as de cor e brancas
linas al$800 o........................
Ditas ditas de fustn branco e de cor!!!!
Ditas ditas de esguiao muito finas mo-
dernas ............................
Seroulasde brim de agodo e deVinh
Galeas de casemira preta setim 9S e
Ditas dedilas de cores 8g e............
Dita de meia casemira ................
Dijas de brim fino e raas quali ladea
gorgorito,
(C'OOO
45500
85OOO
S
1^000
s
9
brancas 3 de
soriimenlo de cha-
peos
Meias cruas para homem, duzia
Dilas para dilo muito superior, duzia
Atoalhado adamascado muilo largo, vara
Cassas de cores Cxas e padroes vistosos,
covado
Riscadinho francez, covado
Musselina de cores fixas, covado
Chales de la cora palma de seda, um
Corles de caiga de casemira fina de cores
Ditos de dila prela
Ditos de collele de gorguro com palma
de velludo
Ditos de dilo de gorguro e seda
Ditos de dilo de merino bordado
Lencos de seda pequeos para pescoco de
senhora
Panno prelo, covado
Dilo superior, prov.i delimo, corado 3$ u 4J00
Superior brim trancado de linho, branco,
. .vara. gooo
. Dito dito de cores, vara 800
UlCaS Chapelinas de SCda C dC VClIU- Mcias brancas para senhora, duzia 3j>000
navio vindo do Havre um completo sor-
iimenlo de vestidos de seda de 2 saias,
2 babados e de aventados qnaes se ven-
20
160
240
22000
5g000
6S000
35OOO
25OOO
3000
400
2S5O0
Saunders Brolhers & C. tem para vender em
seu armazem, na prac^ do Corpo Santo n. 11,
alguns nianos do ultimo gesto, rccentimenle
chegados, dos bem couhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood JtSons de Londres, e
muilo proprios para este clima.
A boa fama-
Vendem-se as verdadoiras Juras de peluca de
Jouvin chegadas no ultimo vapor vindo da Eu-
ropa, brancas, para homem e senhoras, pelo ba-
rato prego de 35 o par, tamben se vendem gra-
ratinhas de fil muito bonitas e do ultimo goslo,
proprias para senhoras e meninas, pelo baralis-
simo preco de 2g cada urna : na ra do Qucimn-
do, na loja de rniude/.as da boa fama n. 33.
&\i>aloesde2$a3$.
Vendem-se sapatoes para menino, de 2 a 3:,-,
borzeguins para menina de 2 a 3^, dilos para se-
nhora a 3350,0 : na ra do Cabug n. 9
i\iova inveiifo aperfei-
coada,
do para senhora: na ra do Queimado*
n. 37, loja de A portas.
Golas e manguitos.
Ricas golas e manguitos de cam-
braia : na ra do Queimado 11. 37, loja
de A portas.
Manteletes
Ricos manteletes de grosdenaple ri-
camente bordados: na ra do Queima-
do n. 37, loja de 4 portas.
Pentes de tartaruga.
Ricos pentes de tartaruga para atar
cabello: na ra do Queimado n. 37,
loja de 4 portas.
Camisas francezas
Ricas camisas francezas tanto de
pcio de linho como de algodao c de fas-
ta*: na ra do Queimado n. 37, loja de
A portas.
Bonetsparacrianca
llicos bonets de marroqnira para
Chapeos de castor pretos de superior qualida-
de a lo?, ditos francezes de seda a 7g, ditos de
diford'aZTra ^Ji.'Sgtii ft ^5 L"8 ^ t*^ ^ ^
tos de. palha ingleses de copa alta c baixa a 3 e
5tL ditos de fel tro, um sortimento completo, de
5|0OO
4guO0

2Og0O0
4O)OO0
25g000
' 9
9

9
t
5
S
i
i
i
2gi00
5S500
MOOO
No armazem de Adamson, Howie & C. ra
do Trapiche n. 42, vende-se selins para homem
e peohora, arreios nrateados para caoriolct, chi-
cles para carro, coleiras para cavallo etc.
Na loja da estrella.
Ra do Queimado n. 7.
Este estabelecimento contina a estar gorlido
de fazendas de todas as qualidades como sejam :
Ricos corles de vestidos de seda de 3 lo-
Ihose 2 saias, c Aquile
Pak'luls de panno
Hilos de dito muito fino
Ditos de casemira de cor
Ditos de alpaca pretos muito Gnos e
mais abaixo
Ditos de ganga e de hrins
Calcas de casemirps pretas e de cores
Dilas de brim branco e de cores
Golletes de velludo prelo e de cores.
Dilos de gorguro muilo finos
Ditos de f jstao
Camisas francezas de todas as qualidades
Capara homem
misas francezas bordadas para senhora
l.cques da melhor qualidade e do ultimo
gosto
Mantas e graratas de seda de todas as qua-
lidades
Chapeos de sol de seda inglezes
Dilos decastor para cabeca muilo finos
Dilos pretos os melhores que tem rindo
ao mercado
Taimas pretas do ultimo gosto
Casemirasde cores para paletot
Cortes de casemiras inglezas
Ditos de dilas francezas
Ditos de ditas muilo finas
1 hapeos Amazona para senhorase me-
ninas
Machinas de costura
de S. M.Singer &C. do
New-York, o mais aper-
feicoado systema, fazen-
.^ do posponto igual pelos
^7 dous lados da costura,
garante-se a seguranca
das achinas e manda-
se ensinar as casas de
familia, bem como se
moslram a qualquer ho-
ra do dia ou da noite
nesta agencia : nicos
agentes em Pernambuco Raymundo Carlos Lci-
le & Irmao, aterro da Boa-Vista n. 10.
Ero casa de Rabe Scbmettan &
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegante pianos do afamado fabrican-
te Traumnnn deHamburgo. I
Vestidos de seda.
Vendem-se corles de vestido de seda com 2 e 3
babados, armados, de 20 a 40 cada um sendo,
que seu valor razoavel era de 80$ \ na loja do 4
pollas da ua do Queimado n. 10
Vendem-se duas escravas mogas e de boni-
tas figura, com algumas habilidades, sendo urna
dellas do mallo e sabe trabalhar de enxada : a
iratar na ra do Queimado n. 28, loja.
Meias de seda de peso
para senhora, brancas e pretas, e para meninas,
brancas e riscadas: vende-se na loja de Leite
i Irao na ra da Cadeia do Recite n. 48.
5(H)0
3500
- e vanas
oJc Golletes do velludo
casemira^ c setim.....^...
Casacas de panno preto milito fino 30 e
Sobrecasacos c palctols de panno nieto
. "".V24* c.......-.................... 35000
laieois de casemira meselada golla de
nivnc'1',d01.............................. 183000
Uilos de alpaca prela minio finos...... 10-30(1(1
Dilos da merino selim pre'.os e do cores 9;000
Dilos de meia casemira.................. 7;000
Ditos de alpaca pretos e do cor forrados 6>"J(I0
uilosde brim branco epardo finos......
Ditos de brim de quadrinhos linos
3^500 o ..............................
Dilo de alpaca preto e decores___......
Relogios do onro pal"n........tes.....
REHEDIOIMCOrflPARVEL"
LNbLENTO 11LLOWAY.
Miniares de individuos de todas as naeoos po-
dem teslemunhar as virtudes deste remidi i-
compararel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo o mem-
nros mi;rameule saos depois de haveremprega-
do intilmente oulros Iralamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascuras maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que Ih'as relatan)
lodos os dias ha muil.os anuos ; e a maior parte
dellas sao tao sor prndenles que uauuupe so
mdicos mais celebres. Quaulas pesso'as reco-
braram com esle soberano remedio o uso de seus
bracos e peinas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospftaes, onde de viam soffrer i
amputasol Dellas ha muitasque havendo deb-
itado csses asylos de padecimentos, para sen&o
su.nnellereni essa opracao dolorosa foram
curadas complelamenle, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das laes pessoas na
enfusao de seu reconhecimenlo deelararam es
tes resultados benficos diante do lord corr.....-
dor e oulros magistrados, afini de mais autenti-
caren] sua urmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude se
tivcsse bastante confianza para ensaiar esle re-
medio constantemente s'eguindo algum lempo o
mentrataloqiienecessilassca nalureza do nial
cujo resoltado seria prova rincontestavelmente :
Que tudocura.
O nnsueuto lie utl, mais particu-
larmente nos seguintcs casos.
dabexiga.
2$500 a 68500, ditos do Chile de 3j500, 5, 6, 8,
9, 10 e 12tf, dit'is 3e seda para senhora, dos mais
medernos, a 12g, chapelinas com veos do ulti-
mo goslo a 153, enfeites finissimos para cabeca
t a 4$J00 e 5#. chapeos de palha escura, massa'e
0-5000 seda, muilo proprios para as meninas de escola,
8;500 sendo os seus piceos muilo em conla, ditos para
baptisado de meninos e passeios dos mesraos,
g tendo diversas qualidades para escolher, boncls
de galio, ditos de manojuim, dilos de vcllu-
S500 do, dilos enfeitados, chapeos de boa qualidade
29500 pa" pagem, chapeos de sol de seda para me-
ninas de escola, e mesrflo para senhora e para ho-
g mens finalmente outros muitos objeclos que se-
3 ria onfadonho mencionar, c ludo se ven de mui-
11 000 loem conla ; c os senhores freguezes vista da
105000 fazenda licarao conrencidos da verdade : na bem
4500O conhecida loja dexhapeos ' de Ccnlo de Darros Feij.
CARROSAS.
Vendem-se duas carrosas novos, sendo para
boi c oulra para cavallo : na ra da Concordia,
confronte ao armazem do sol.
Vende-sc
trio n 12,
um fogo de
na ra eslreia do Ros
ferro.
Na ra Nova n. 35, vendem-se saceos com
fi^OO mi"10 "U1U0 novo Pe, Pro" dc -1*500, dinheiro
1 visla.
Vcndc-se urna carroca para um boi, estan-
do em meio uso : na ra "do Aragao n. 29.
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
linfermidades da c
cm geral.
Dilas do anos.
Erupcoes e eseoibuti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Prialdade ou fnltw de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchacoes.
Inflaniaco do figado.
tnflammaco
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos pcitos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Qacimadclas.
Sarna.
Snpura finha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de nerros.
Ulceras na bocea,
do ligado.
das articulaces.
Veas torcidas ou noda-
das as pernas.
Nova loja de calcado fran-
cez, de Antonio Rodri-
gues Pinto, no aterro da
Boa-Vista n. 8, de fronte da
boneca.
Neste novo estabelecimento tem calcados que
recebeu pelo ultimo navio francez, dos melho-
res fabricantes de l'aris, o rende por-menos do
que em oulra qualquer parte, a dinheiro vista.
Vende-se urna taberna
por todo negocio, em ra muilo commcrcal, no
bairro de Santo Antonio : a tratar na ra do
Rangel, armazem n. 62.
Altenco.

No escriptorio dc Manoel Ignacio de Olivpra
& l'ilho lem para vender os superiores vinhos
nunca aqu vindo deslas qualidades :
Champagne Cliquel.
DitaIrrey.
Lafittefino.
I.aroseidem.
Ruquis
Relroz do Porto.
Vende-se relroz prelo e de cores,dc primeira
qualidade, em porces grandes e pequeas, por
menos que era oulra qualquer parte : no Forte
do Mattos, ra do Codorniz n. 5.
Ferros de engom-
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n.221, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e nutras pessoas
encarregadas de sua venda em loda a America
do Sul, Havana e Ilespanha.
Vende-se a 800 rs. cada bocelinha, contera
urna inslruccao era portuguez para o modo de
fazer uso desle ungento.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico. na roa da Cruz u. 22, em Per-
nambuco.
Fub.
Farinha de milho americana, em barricas, che-
gada no ultimo navio dos Estados Unidos : nos
armazens de Tasso Irmaus.
= Na ruade Agua3 Verdes n. 46 se dir quem
rende urna fabrica do fazer velas dc carnauba,
bem monladae em bom estado.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: emeasa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da S-nzala n. 42.
mar econmicos.
J ehagaram os imeomparaveis ferros econ-
micos, reio urna pequea porco : no armazem
de fazendas de Raymuu.lo Garlos Leite & Irmao,
aterro da Boa-Vist n. 10, hoje ra da Impcra-
Iriz.
Urna rica mesa parajaular
Vende-se no aterro da Boa-Vista n. 51; que
pode acommodar 25 ou 30 pessoas.
Sigarros imperiaes.
Vendem-se lano emporrao como aretalho:
no aterro da Boa-Vista n. B.
ILserfwos liavatos.
Urna elegante criada de 18 annos, com boas
habilidades, 1 cscravo sem defeito, mui robusto
dc 30 annos por 1:3003, 1 escruva de 23 anuos
sem molestia por 8003, 1 dila de 22 annos bo-
uta figura por 1:400$, 2 negrinhas de 11 a 12
annos muito lindas, 1 negra coziuheira e en-
ommadeira cora una bonita cria de 2 annos de
i-lade, 1 negra de 28 annos de idade sem vicios
e oplima lavadeira e quintandeira por 1:000$ :
ba ra das Aguas Verdes n. 46.
Cavallo de sella.
Vende-se um excellcnle cavallo de bonita cor,
bom andad,.r e muito manso: quem pretender
dirja-se ao silio da capella da estrada de Joode
Barros.
*/ende-se urna encllenle casa na ra do
Rio, Poco di Panella, com bastantes commodos
pora_ urna familia, tendo dous quintaos murados,
portao para o largo da igreja, boa cacimba, tan-
que' estribarla, quarlo Tora, etc.: quem preten-
de-la dirija-se ao Mondego, casa confronte ao silio
da viuva do Illm. Sr. Luiz Gomes Fcneira,
ja de A portas.
Ferro reduzido de
Que verme,
Previlegiado em seu modo de
administraco pela acade-
mia de medicina de Pars.
Os felizes cffeitos do ferro em um grande nu-
mero de enfermidades sao geralmenlc conheci-
dos. As cores plidas, as flores brancas, o em-
pobrecimento .do snngue cora os males de esto-
mago, e as palpitaccs, que sao delles a conse-
quencia: taes sao os prineipaes casos cm que o
ferro indicado, o para certos temperamentos
fraqos elle *uw complemento quasi necessario
de alimentacac A superioridade do ferro de
Querenne 6 de todas as preparacoes rcarciaes a-
quella que introduz mais quanlidade de ferro no
sueco gstrico em um neso dado. Deposito em
Pernambuco, pharmacia do Pinto, ra larga do
Rosario n. 12.
Em cas dos Srs. Henry Fovster
& C. ra do Trapiche n. 8, vende-se:
Dous carros americanos novos.
Arreios americanos.
Bombas.
Arados.
Champagne superior.
Cognac.
Relogios americanos.
Velas com toque de avaria.
Yrmacio.
Por autorsee,ao de seu dono, se vende urna
rica armado toda enrernisada feita a moderna de
columnas e gran Jes fiteiros com puebadoresde
cristal, propria para loja de fazenda e roupas
feilas, deposito de massas ou charutos sita na
ra Direila, a tratar na niesma ra n. 16 loja.
Enfeites de ridrilho e de retroz a 48 cada
um : na ra do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Linhas do gaz.
Vendem-se na ra do Cabug n. 2 B., loja de
miudezas da Joaquim Antonio Dias de Castro.
Fil
com 2 1\2 varas de largura a 800 rs. a vara : na
ra da Cadeia do Recite n. 48, loja de Leite &
Irmao.
Brim trancado de linho todo
preto,
fazenda muito superior; garante-so que nao
desbola : na ra da Cadeia do Recite n. 48, lo-
ja de Leite & Irmo.
Na rn do Rangel
n. 30.
Tem para vender alm de rarias qualidades
dc loucas excellenles jarras finas e entre-unas
do lodos os tamanhos, assira como as bonitas
buhas hamburguezas de lodos os tamanhos c
delicados gostos pelo preco mais coramodo pos-
sivel tanto em porcoes como a retalho.
Vende-so urna casa terrea sita na ra da
Paz: quem a pretender dirija-se ao paleo do
Carmo, venda n. 9.
Ditas para dila muilo superior, duzia 40o0
Luvas de pellica para senhora, em bom
oslado, um par K000
n 11.1^.11/1
> Kisscl, relojoeiro francez, vende relogios 7\ i
de ouro e piala, concerta relogios, joias e
Z msicas, ja aqui he conhecido ha muitos *v
> annos, habita no pateo do Hospital n. 17. 2 i
i\a loja dosertanejo,rua
do Queimado n. 43 A.
Reccberam em direitura de Franca, deencom-
menda, os melhores chapeos de castor rapadoss
sendo brancos e pretos, e as formas as mais mo-
dernas que tem vindo ao mercado, e por me- '
nos que em oulra qualquer parle, assira como I
tara bem lem um grande sortimento de enfeile,
de ridrilho pretos e de cores pelo diminuto pre-
co de 4$ cada um, assim como tem chapeos de i
sol de panno a 1J200 cada um em perfeito esta-'
do, aberturas brancas muito linas a 320, ditas de '
cs8''>a do linho a lg urna, cambraia prela fina
a 360 o covado, e a vara a 560,e a 640, gangas
de cor a 540, brim branco de linho a 1J200 a va- '
*fi.0,le,es de vclludo ue furta-corespretos a '
vg 100, dilos pretos a 8 e a 9g, calcas de case-
mira de cor a 7, 8 e llg, ditos pretos a 7, 9 e |
12g, colletcs de gorguro a 4, 5 e 6g, saceos pa-
ra riagem de diversos tamanhos, eias cruas, por
ser grande porcao, a 1500, ditas a IgCOO e 2j> a
duzia, finas a 8 e 4g, chapeos enfeitados para
meninos e meninas e senhoras por qualquer pre-
co, e ludo o mais aqui se encontrar
e n5o se deixade remndei.
Bandos ou almofadas
de crina para ponteados de
senhora.
Vende-se nicamente na ra da Cadeia do Re-
cife n. 48, loja de Leite A Irmao.
Baratissimo.
A 3$500,4J500e AgSOO.
PARA ACABAR.
Vendem-se na ra do Queimado n. 19, os se-
grales algodaozinhos, a quasi por melade de seu
valor, algodao trancado americano com 20 jar-
das, muilo superior a 3$500 a peca, dilo liso ame-
ncano muilo largo com 20 varas, pelo barato
preco de 4c50O e j>800 a peca.
Pianos, se-raphioasc real*
o preco,
A 500 rs. a peca
de Ota de velludo de um dedo mnimo de largura
com 10 1[2 raras, bandos de crina para senhora
muilo bons a 400 rs. o par, pulseiras do conlas
para senhora ou meninas muilo lindas a 160 rs.
para acabar ; na loja de miudezas do aterro da
Boa-Visla n. 82, quasi confronte a matriz. .
5J11I
cobertos e desrobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de
rindos pelo ultimo paquete inglez :
Southall Mellors i fc>
Liverpool,
cm casa de
jos, a prazo o a
dinheiro.
Vende-se no aterro da Boa-Vista, toja n 82,
lyn rico o elegante pianoforte, francez, chegado
ltimamente, do melhor fabricante de Pai
tambera urna, rica scraphina ou orgao, muito
prlo para alguma igreja do malo por ser muito
barato ; e realejos pequeos e grandes rom pan-
cad-iria e sem ella, o que ludo se vende muilo
barato para acabar
Farinha de mandioca.
Desembarcada hoje, em saceos grandes, a ".-;
na rita da Cadeia do Recite n. 50. primeiro andar
Vendc-se para algum engenho um escraro
de 28 annos de idade, muilo sadio e com hab
lidade para Iratar de planlacoes por oslar acos-
lumado a isso ha mais de 10 annos : na ra da
Cadeia do Recife.n. 25.
Tachas para engenho
Fuudico de ferro e bronze
DE
Francisco Antonio Carreta Cartozo.
tem um grande sortinhento de
tachas de ferro fundido, assim
com o se faz econeerta-se qual-
quer obra (unto de ferro fun-
dido como batido.
Relogios

avos rugidos.
Presuntos superiores para
fiambre.
Tem para render Jos Luiz de Oliveira Azeve-
do, no seu armazem na traressa da Madre do
Dos n. 5.
Vendem-se por baratos procos as fazendas
seguales : paletots dt? alpaca e de brim pardo
fino a 3g200, ditos de brim de quadrinhos a
1S600, chitas finas francezas o inglezas a 200 e
180 rs. o covado, dilas com pequeo toque de
mofo a 140, cassa pintada a 320 a rara, calcas de
meia casemira e de la a 3 e a lf200, chales de
merm bordados de relludo a 79, ditos de cassa
bordados e lisos a 2g400 e a 1J, dilos dc la a 1,
luras de seda por 800 rs., cortes de cambraia de
seda para reslidos a 3g, colletes de gorguro a
35500, lencos dc seda a 800 rs., ditos de cassa
finos e grandes a 200 rs., grvalas de rarias qua-
lidades a lg. 800, 500 e 160 rs., e oulras muitas
fazendas, tanlo para homens como para senho-
ras : na ra da CadeiMdo Recife, loja n. 50 A.
Vendera-se tres moradas de casas terreas
no lugar denominado Pontezinha, defronte da
estacao da estrada de ferro, ptimas para qual-
quer negocio ou morada : quem pretender, diri-
ja-se a ra Bireila n. 8, ou a ponte dos Carralhos
em casa de Manoel dos Santos de Oliveira Gon-
'.ulvcs.
"
dc ouro patente inglezes, do melhor fabricante !
de Londres, e que se vende mais barato que em '
neuhuma parle, por isso que quer-sc liquidar a i
conla : na ra da Cadeia do Recife, armazem |
n. 4, de Barroca & Medciros.
Vende-se um pardo de idade 15 annos, de
muito boa figura e conducta, bom otticial de al- i
faiale, que corla e faz loda obra, e oplimo cria- I
do ; dous negros mocos, bons officiaes de pedrei- |
ro ; un raolequee um negro bons cozinheiros ;
tres negras mocas, e outros escravos que se ren-
den) todos baratos, tanto a prazo como a dinhei-
ro : na ra Direila n. 66.
= Vende-se madeira de jangada de todas as
grossuras, em porcao ou a retalho, mais barata
do que em outra qualquer parte ; urna canoa fe-
chada, maslros para barcaca, e urna cadeirinha
sem ser servida : quem precisar, dirija-se a ra
do Rangel n. 10, para entender-se com Joo
Duarte Maginario.
Vende-se um escraro crioulo, de 24 annos
deidade, sem vicio ou defeito algum, muilo sa-
dio, ptimo copeiro, c mestro do ofiicio de sapa-
leiro : a tratar cara o abaixo assignado na alfan-
dega, ou em sua residencia na ra da Saudade,
primeira casa com solao do lado do sul.
Toda attencao ao segundo andar do sobrado
da esquina da ra do Queimado, por cima da lo-
ja do Sr. Preguica, entrada pelo becco do Peixe
Frito n. 1.
Ricos cortes de veslido de duas sa33 de gor-
guro branco lecidos a velludo, proprios para
baile, o mais rico que lem viudo a esta capital.
Ricos corles de veslido de seda dc duas saias
bordados, proprios para baile, fazenda do mais
apurado gosto.
Ricos cortes de vestido de duas saias de gor-
guro de seda de cores proprios para visita e para
passeio de apuradissimo gosto.
Ricos cortes de vestido bordados para casa-
mento, com capella correspondente.
Ricos cortes de vestidos de duas saias de gor-
guro prelo bordados e adamascados.
Rica e interessante colleccao da arligos para
toileUe de senhora e para cavalheiro.
Adverle-se ao respeitavel publico, que alm
das fazendasanniinciadas, ha um variado sorti-
mento de fazendas oras, que todas sero ven-
didas por procos razoaveis.
Charutos da Babia
Almeida & Burgos receberam da Babia pelo
brigue Velos, e vendem em grandes e pequeas
porces, era sua loja de fazendas na ra do Ca-
bug n. 8, muilo bons charulos das marcas sc-
guintes:
Havaneiros.
Quem fumar saber.
Camama.
Lanceiros.
Saboroso3.
Regalos.
Aprasireis.
Burros hespanhoes
De raca andalusa.
Quem quizer comprar tres burros muito no-
vos, e da raga que melhor (em approvado na Eu-
ropa e j climalizados, dirija-se ao segundo an-
dar que Oca por cima dc Sr. Preguica, entrada
pelo bco do Peixe-Frito n. I, que achara com
quem tratar.
Oh que pechin-
cha!!
Milho, feijo e farinha ; vende-sc na ra do
Queimado n. 14, loja de ferragens.
Bandeiras nacio-
naes.
Vendem-se na ra do Queimado n. 7, bandei-
ras nacionaes de varios tamanhos, muilo bem
feitas a 800 rs. cada urna.
Fugio era a noite de 2 do correnle mez
dezembroo escraro Joaquira, caboclo, deidade
de 27 anuos, pouco mais ou meos, baizo e cheio
do corpo, roslo redondo, cabellos duros e cor-
ridos, olhos pardos, nariz pequeo, bocea peque-
a, com falta de denles superiores na frente, usa
bigode, o qual todava pode ler rapado, sem bar-
ba ; conduzio urna rede, calca e camisa, levando
vestido calca o camisa dc algodao riscado azul i
chapeo de couro ; veio do Cear no vapor C"i-
zcirodo Sul em 4 de oulubro prximo passado,
remedido por Luiz Ribeiro da Cimba Antonio
Luiz dos Santos & Rolim, que prometiera urna
recompensa proporcionada ao trabalho de quem
o apprehendur c levar cidade do Recife, ra do
Crespo n. 11. Pedem igualmente as autoridades
policiaes e cnpiles dc campo i appreheuso do
mencionado escraro, que se suppoc fosse para o
centro do Cear, porgue dizh ser natural da vil-
la do Casravel; c c muilo de suppor que va se
inculcando de forro tomo por rezes lem feito.
Contina fgido o preto Luiz, offlcial de
pedreiro, e cscravo do Dr. Nahor Carneiro B
ierra Caralcaoli, e anda recommenda a sua cap-
tura ; tem elle os sighaes seguintes : alio, ch
do corpo, roslo comprido, idade de 30 an
bracos grossos, polroso, e com cicarHzes as
cosas, procedentes de suira que levou em po-
der dc outro senhor. Consta andar se inculcando
de forro proinetie-se boa gratificaban a quem o
capturar e o rondu/.ir casa do seu dito senhor,
no aterro da Boa-Vista, sobrado n. 48.
Escravo fugido,
Dosapnareceu do seminario de linda um cs-
cravo dn nome Rnmo, tendo de idade 25 annos.
pouco mais ou menos, mulato de cor plida,
estatura regular, pouca barba, cabellos um tanto
carapinhos, beicos um pouco grossos, sendo o
inferior mais saliente, falto de denles na fronte,
um tanlo moleiao, e lem lies marcas de acon-
tes as costas; levou calca de brim de lislra e
camisa de rnnlapolo; natural do Coriris ne-
vos, e como lal, provavel que se dirija para l
por isso pede-se as autoridades policiaes ou a
quem qnerque o encontrar, o faca prender e le-
var ao mesrao seminario, otle ser recom
sado#or Manoel Antonio Martina de Jess.
Da reflnaeo da ra da Concordia n. 8, fu-
giram no d^ o'de dezembro, ;\s 2 horas da ma-
drugada, dous nietos com os nomes e signaos se-
guintes : Joo,' crioulo, idade 30 annos, pouco
mais ou menos, estatura bem alia, cor pivta, cara
bexigosa, e tem urna marca abaixo no prilo, ce-
rno de caustico ou trueimadura ; o outro }>.' n
Luiz, da mesma idade-, pouco mais ou n i
de naco Angola, cor preta estatura baixa o
ebeio do corpo, lem um signa] como dc um lalho
na espadoa direila ; esto escraro estove fgido
por espaeo dc 7 annos, e veio ha pouco do enge-
nho Anliumas do Rio Pormoso : quera pegar di-
tos escravos, lere-os telinaco cima, que se
gratificar com generosidade.
Lio de Souza e Silva.
Fugio no dia 2 do correnle urna preta d
naco Gosla, representa ter 30 annos de idade,
baixa, cheia do corpo, multa bexigosa c prela.
lem falta de dous denles na frente foi risJi
una casa no aterro dos Alegados, e protesta-.-
conlra q-iem o liver occulta : roga-se s pessoas
policiaes ou capilaos dc campo a apprehendam
e lcvein-na ra da Cadeia Velha n. 1, qu<
pago loilo o trabalho : foi visla para as bandas
de Afogados.
Escravo fgido.
Do bordo lo lugre nacional Sanio 1
fugio rio dia 8 do correnle o preto marinheiro d.i
nome Jos, escravo de Francisco Gomes da Silva
Saraira, de idade dc 35 a 40 annos pouco mais
ou menos, allura regular, reforcado- do corpo,
falla bem o portuguez apezar de ser africano,
tem a barba cerrada, porcm lem rapada, sabio
de burdo (rajando camisa branca, calca de case-
mira escura c chapeo branco de fcllr, 6um tan-
to loquaz o bastante desembarazado : rog". i
poitanto as autoridades, pedestres *c capiles d-3
campo, e raesmo a qualquer pessoa que o conhe-
ca o aprehndala c leve a presenta de qualquer
auloridade policial para o mandar_ recolher a
casa de detcnco participando ao abaixo assigna-
do no estaleiro de Sauto Amaro, que gratificar
ao apprehensor.
Francisco Goma di Silva Saruiat.
MUTILADO
N


(8)
DIARIO DE PERNAMBUCO. TERCA FEIRA 13 DE DEZEMBRO DE 1859.
Lilteralura.
Dos mudos gentes le ensinu ;
los methodos, e processos,
O quo se enlondc por modo ce eusino.Metho-
dos.Processos.Modo de eusino indivi-
lii.il.De ensino muluo.De eusino si- i da alumno em separado para dar-lhe urna lico,
nullaneo.i) que se enleade por melhodo.
ol alumnos, i's i|>iacs mu depois, sob cia do mostr, Iransmiiiindo esse ensino aos
soiis condiscpulos.
lista visto, que seja qual for o objecto do ensi-
no, querse Irale da inslruceao religiosa, quer do
ler, eserover e contar, pode-so usar destes mo-
dos de encinar, isto ou chamar n meslre a ca-
ou reunir um cerlo numero de discpulos que le-
uliam o mesmo grao de inslruceao, para dar-
lhes successiramenle urna mesnia lico, ou fi-
nalmente dar nal lieao especial a corlo Dame-
ro delles, qaedepoisa trausniiltemaos seus con-
discpulos
Agora, methodo a regia, a marcha seguida
para algum objecto especial de eusino.
Assim, supponhamos que trata-se de ensiuar
a ler. Posso seguir o rstame amigo j que por
istnar, soja qual for o ob- ser anligo nao o peior ) e que consiste cm pro-
j nuociar cada lettra separadamente para formar
AppUrac&o leitura.0 que soentende por
preces?!).A mesma applicacao. Prome-
tieres do modo de ensino individual.Sen
carcter. Suas \ n Seus inecure-
nieiils. Proiucr.oi sino simultaneo.
Suas vantagens.Seus inconvenientes.
Promenores do ensino mutuo.Suas van-
11 [ens. Seus inconvenientes.
Motfods Mino o uso que se faz de-urna cer
laneira geral. d<* <_
jeClO de.sse ensino.
Melhodo a regra empregada para ensillar as syllabas, e reunir depois as syllabas para for-
uma cousa especial com urna certa ordem, e se- marera as patarras, o as palavras para formaren
gando certo* principios. as propositos ou phrases.
Prooessos sao os meios peculiares empregados guir um ouiro melhodo, que consisto em pro-
na appliraeao de un melhodo. minciar as syllabas sem decompo-las, e com ellas
seja o
posso
producto Je sua propria iiiteltueucia. fcsle tn-
sino pois nao poderia convir s escolas ; ap-
plic.irel as casas de familias abastadas, quo a-
zom instruir seus filhos por precoptores. Nellas
o movimento inlelleclual de familia reage sobre
o discpulo e mesmo sobro o meslre. Entretem
o meslre em actividade, despert as suas facul-
dades, e leva-o o transmittir a um ou mais dis-
cpulos um rerto movimmto que nao emula-
cao, mas que o desejode nao se moslrar igno-
rante, e muilo alheio ou eslranho do mundo em
que vive.
O modo do ensino individual esta pois com
justo titulo bando das escolas- oquetenho ex-
pendido bastante para fa/.er ver que elle nao
ibes poda convir.
00 MODO DE EHSOIg SIHtLTANEO.
Ja disse que o modo de ensino simultaneo con-
siste em dividir os alumnos de urna escola em
tres, quolro ou cinco classes, em ensinar simul-
tneamente a todos os alumnos de urna raesma
classe, em quanto os outros se oceupam de al-
Posso tambem se-; guin Inbolho anteriormente indicado pelo nies-
tre.
O carcter proprio deste modo de ensinar
tambem receberem os alumnos a lieao directa-
mente do mestre : por conseguinto.o ensino
paite d uulu idade us
Expliquemos eslas definieoes por meio do exem-! formar as palavras. Ora qualquer que
pos. melhodo que eu adopte, evidente que ,
Supponhamos que um meslre tem do ensinar enipregi-lo conforme parecer,seguindo ou o mo- necessariamenle bem dado, a linguagem sem-
< atguma casa de familia, ou em urna escola i do individual, ou o simultaneo, ou o mutuo, j pre exacta, as ideas emittidas serapre justas, os
pouco froquontado ein que s ha, por exemplo, | O amigo ou noro melhodo de soletear de ne- j principios moraes sempre irreprehensveis. Ain-
Irea ou qualro discipulos de dilTereulCS idades. nhum modo depende do modo geral alias empre- j da outro carcter lem este ensino, e que elle
Yai charnando-os individualmente e passa pri-
meraraente una lico de leitura a cada um em
separado, cmquaol os outros se oceupam' de
oulra cousa.
Depois, passa ao ensino da escrpta, e d a
cada um, tambem separadamente, a lico de es-
cripia.
Logo depois trata de ensinar a grammalica, c
procede do mesmo modo, isto chama cada
menino por sua vez para explicar-lhe a gramma-
lica, em quinto os outros se empregam uo Ira-
balho que Ibes fui determinado.
Esta uianeira geral de ensinar, applicada a lei-
gado. I dado ao mesmo lempo a meninos pouco mais ou
Supponhamos poremquo lenho escolhido para menos da mesma Idade, da mesma aplidao qua-
leitura o melhodo di' Mr. Michel, o que passo a > si sempre, e finalmente do mesmo grao de ins-
i ensinar por elle.
! Posso ou usar de quadros ou carios, dianle
dos quacs se grupem os meninos, ou de peque-
. nos livros, nosquaos, cada um com oseu mo,
; aprendan a lieao. Ah temos dous processos
\ dilferenles.
Su me sirvo dos quadros para ensinar a conhc-
ccr as vogaes, posso para' chegar a este lim,
truecan ; do que resulta estabelecer-seenlre el-
los natural, e muito til emulaeo. Portento:
exactido no ensino, na linguagem, as ideas, e
alm disto emulaeo. Taes caracteres demons-
trara sullicicntemetite as vantagens deste modo
de ensino. Tile o mais geralmentc admitlido :
o nico usado na instrueco superior, nos lyccus,
penses ou instituieos. 'Anda domina no en-
proceder assim : mostr a vogal o ou o som a) i sino primario, e desse faci pode-se induzir a
km uionciia gciui uo-uiiuaoi, ap!>Hm >>v.-. pronuncio a bem alto, e o menino repele o. i?uasuporordode. Convm a todas as esrolas que
Inri, escripia, i grainnialica, tcm o nome de | Passo a vogal e, c assim por diante, emtodas as 'nao conten grande numero de alumnos. Nao lem
inconvenientes. Se o alumno nao reproduz seno
modo de.entino individual. ; vogaes ou sons : depois mostr a vogal a, sem
Chama-se, pois, modo de ensino individual a Oronuncia-la, e o menino deve responder a :
Dianeira geral de ensinar cada materia cada mostr e, sera nada dizer, e o menino responde
alumno em particular, Gcando os outros, duran-; e, etc. Emfim, se segu prmeiramenleo quadro
te o lempo da licao de seu condiscpulo, occu- '
1 a do no Ira bal h o* que o mestre Ibes houver an-
teriormente determinado.
pOSSO depois
esto um ler-
da leitura por liabas horisontaes,
segui-lo por linhas verlicaes. Ser
cetro processo.
Bem evidente que estes dilTerenles processos,
que nao sao senio meios de delalhe empregados
no ensino, quer da leitura, quer da escripia,
quer da grammalica, sao alias absolutamente in-
depeiideules, nao s do modo geral do ensino
que se houver adoptado, como do melhodo espe-
cial quo se (ver seguido.
Peco instantemente nos professores, quo se
compenetren! bem das oxplicaces que acabo de
dar sobre os modos, methodos e processos.
DO MODO DE ENSINO INDIV1DCAI..
O modo de ensino individual consiste, como
j disse, em chamar o mestre a cada menino
separadamente, e dar-lho urna lieao, emquanto
os outros se oceupam de algum trabalho que
elle anteriormente lhe indicou. U carcter prin-
cipal deste modo por o discpulo em relago
directa com o me>tre. Comprehendem-se fcil-
mente as suas vantagens. Primeiro que ludo, o
discpulo, se livor um bom mestre, receber
lieao precisa, completa e de urna inancira re-
gular.
Alm dislo, romo o mestre squem ensina,
a linguagem empregada ser correcta ; oque
bem til ao menino por habituar-so exactido
da linguagem. Domis, como o alumno reco-
uliccc facilmenie sua inforioridade em relacao
ao meslre, receber com docilidarle as licoes que
por elle lhe furem dadas, procurar dccoia-las,
e conserva-las. Essa con flanea produzir em seu
animo um certodesejo ardente de apronder.de
fa/.er progressos, pela certeza em que esl de
que tacs progressos derem necessariamenle re-
sultar do ensino que recebe. Outro carcter pro-
prio deste ensino que sendo dado pelo proprio
mullaneo a maneira geral de ensinar dividindo mestre nao se pode crerque iudu/a o alumno ao
os meninos de ama escola eui um pequeo mi- erro. Ha, alm disto, grande vanlagem no laco
mero de classes. cujos alumnos lenham pouco particular que prende o discpulo ao mestre : es-
mais ou menos o mesmo grao de inslruceao e sas relicoesquolidianas, a menos que nao seja o
leccionando todos os de cada classe ao mesmo meslre um homem sem instrucco, suspitam
lempo, emquanto as nutras oceupam-se com o u*' co:ilian.;a c aSeico bem salutares tanto polo
que o meslre lhes destinou. 11"e ^ll respailo s faculdadesiutellectuacs, co-
Mas se a escola tiver Ircsentos alumnos, o nu-, mo pelo que concerne s faculdades moraes do
mera das classes cm que seria iudisponsavel di- : menino. De soric que pcrinitta-sc-mc dizer que
vidi-los, reptoduzirin iodos os inconvenientes do mesmo quaudu se empieguem outros modos de
modo individual. eusino, necoasario que de lempos a lempos, o
Entalia outro meio geral de proceder. Pri- musir se ponha em communicacao directa com
moiramente, o mestre chama 60 ou Ti) alumnos s seus discpulos. S assim poder elle tirar
mais adiantdos, e impregu todos os dias duas bom exilo do seu ensino.
horas em dar-lhes um ensino especial. Depois Nao menos facis de comprebender sao osin-
dividc lodos os alumnos em oito classes, deven- convenientes deste modo de ensino. Primeiro,
do ser a primeira a dosjii.-is alrsados, a segn- inleiramente impralicavel nos escolas um pouco
da a dos que tcm mais algum adiaiitaniento, a numerosas. Para demonstrar esta verdade nao
i rceira a dos que tecm anda mais, e assim por preciso recorrer clculos arilhmcUcoS; basta o
diante. simples bom senso. Outra desvanlagem resulta
Subdivde cada classe em grupos mais cu me-'. da faMa absoluta de omulacao, c da impossfbili-
DOS numerosos, segundo o mnior ou menor nu- dade em que so v um alumno de comparar o
mero dos que a corapem. Depois, destribuc i que sabe com o que sabe um dos seus condisci-
por cada grnppo, e enca regados do respectivo | pulos, e tambem da ditliculdade de ter conscicn-
ensino, aqnt lies 60 ou 70 alumnos, que sao lee- cia dos seus proprios progressos. O defeilo deste
cionados directamente pelo mestre i ensino nao ter vida, nom causar emulaeo.
Tecm o nome de monitore esses alumnos que Como nao existen dados para a comparaeo, o
>;esle modo subslituem os mestres. mesmo mestre, nao poder fazer juizo exacto dos
K claro quo segundo as diversas disposires e I progressos do alumno, das suas disposiees, e do
apiidoes que elles mostraron, 6 qjue. o meslre futuro que se Ihu poder augurar. O "discipulo,
dever encarregar a uns do ensino da leitura. a por sua parte, nao leudo oulras licoes que as do
outros do da escripia, a outros do de granimati- seu meslre, e depositando com razo conflanca
ca, etc. nellas, julga que ludo lem dilo quando chcga'a
Esta maneira geral de ensinar chama-se modo decorar e a reproduzir bem o pensaraento do
de ensino mutuo. professor; e assim nenhum esforco pessoal em-
0 modo de entino mutuo consiste ,poi.. om o ; prega. Reflecto pouco, repele a lieao que iho foi
Fcil ver que se o numero dos alumnos for
i.:n pooro consfiJeravel, inapplicavcl ser por
alta de lempo, este modo gerel de ensino.
Nao precisa ler grande uilelligencia para con-
preheuder que se o mestre tiver de dirigir una
escola de 5u a 60 alumnos, nao poder ensinar
a cada um de per s, que para isto lhe faltara
absolutamente o tempo, e que emquanto eile se
oceupasse com um menino, reinara entre os
cairos a desordem.
O que devora ento fazer '? Comecar por exa-
minar sumalariamente a cada um dos alumnos,
a lim de poder dividi-los em classes, tanto quan-
to for possvel segundo as ida es, e grao de ius-
truceo e assim esabelece 3 ou i classes.
Collora na primeira os que eslo mais adianla-
do*, ua segunda os que eslo menos, e assim por
diante ele.
Lsiabelcce depoiso rgimen do esludo.
Vai chamando para junto de si cada classe
para ensinar, e emquanto se oceupa com urna.
ticain as oulras em seus respectivos lugares en-
tre! idas com o trabalho que se lhes houver mar-
cado.
Quando o meslre arha-se ensinando urna cas
se, nao se oceupa com e>le ou aquello alumno j
em separado, mas ao mesmo lempo com iodos j
da mesma classe E assim, para a lico de lei-
tura devein.todos tero mesmo livro, ou lomar
a lico no mesmo quadro ou carino. Na lico
de "escripia devem ter o mesmo traslado ; nc.
ostudo da lngna deven ler a mesma parle
da grammalica etc.
Esta maneira de ensinar km o nomo de modo
simultaneo. Chama se, pois, modo de entinost-
professor ensinar directamente a cerlo numero
FOLHETHa.
X BENGALA
Por Hdame
DE DALZVC.
1". de Girardiu.
passada, mas Lem raro ser apresenlar algum
o pensamento, seno a idea do meslre, este mes-
mo pensamenlo. esta mesma idea sao excitados
pelas respostas dos condiscpulos.
Ha ueste modo urna dilliculdade que consiste
em fazer edm quejslenciosas e applicadas con-
servem-se as classes emquanto o mestre se oc-
eupa com urna dolas ; o que todava pode ser
conseguido com o emprego de um processo sim-
ples ; quo em cada classe escolha o meslre os
primeiros alumnos do merad para dirigirem os
respectivos excrciciosemquanto elle ensina. Co-
mo que investidos da autoridade do professor, el-
los vigan a disciplina, fazem com que os con-
discpulos seappliquem larefa prescripta pelo
mestre, emquanto este estiver oceupado com
urna lico, dando-lhe conta dppois da maneira
porque se portaran seus condiscpulos durante
esse lempo.
Se a escola for nm pouco numerosa, convir
noraear vigilantes geraes d'entre os alumnos de
mais idade o mais instruidos, equeforem reco-
nhecidos de carcter mais firme. Cad* um del-
les lem o seu da de vigiar todos ostrabalhos de
todas as classes, emquanto o mestre d lico s
urna dellas,
Passarei a mostrar a ulilidado de semelhantcs
processos cm a fazer os meninos obediencia, e,
por assim dizer, inicia-los na vida social. Obri-
gados a obedecer a seus camaradas, terao por
certo alguina dilliculdade em se sujeitarem sua
autoridade. Dever ento vir o mestre em au-
xilio dos vigilantes, ou decurics, e dar-lhes
sempre razo, embora tenham excedido os limi-
tes do seu pequeo mando.
Convm habituar os meninos a ceder sem re-
calcilraco autoridade, quando mesmo esta nao
leona multa razo. O mestre porra dever fa-
zer ver en particular aos vigilantes geraes, ou
aos decuries a falla que tiveram do comedi-
mento, de moderaeo ou de prudencia.
Esta lico dupla, dada aos alumnos em geral,
quanto ao respeito sempre devido autoridade,
e aos vigilantes quando a medida do exercicio
dos seus direilos, una das melhoies occasies
quo pode ter o professor para desenvolver p-
ticamente o senso mural cm seus discipulos. A
uns ensina a obediencia, e a oulros, os encarre-
gados do poJer.moslra que delle nao devein usar
senao com cortos limites. Ao sahirem das esco-
las, terao de ir ou para oOicinas, ou para fazen-
das ruraes, ou entraro em adminislraces ou a
conscripcao os levar para o exorcilo.
Quanto nao til familiarisa-los, em todos os
casos, com estas ideas inleiramente pralicas"?
Ha tambera necessidade de esclarecer os moni-
nos sobre urna diflculdade quo- avida muilaS
vosea apparere, c quo merece qi e sobre ella lite-
mos a altencao. Quando um decurio ou vigi-
lante denuncia severidado do meslre alguma
aeco m, do seu condiscpulo, e^te sendo puni-
do, clamar contra a espionagem, o isto poder
achar echo entre os outros. L* e/ito que toda
a razo e autoridade do meslre sao necessirias.
E' preciso que faga comprehenderaosseusalum
nos, que desdo que elle investio algum delles de
sua auloridade.cessa este de serlivre.e nao lem o
direilo de deixar de denunciar daquello quo se
condui mal, e que se assim uoipraiicar, taita ao
seu dever, e commetie urna desidia. Convm
iue esta idea, razoavet e vefdadetra, lorne-se lo
familiar aos alumnos, que elles nao a contcstem
exleriormente, e ainda menos em seus coracoes.
Fazei-lhes ver que os contramestres as n'ifici-
nas, os directores de trabalhos, os cabos de es-
quadra, os sargentos ele. no exercito, os quar-
teis e mestres de equipagera, na mariiilm, nao
sao seno iguaesaos operarios, aos soldados, nos
marinheiros ; mas preposlos conocerlos deveres,
e deposilanus de umu
c hefes.
Faze-lhe sentir que de qualquer maneira que
seja considerada nao h sociedade possivel, isto
, nao ha proteceo e bem estar para todos, se-
no na boa ordem da mesma sociedade, boa or-
dem que a escola reproduz em miniatura. Se
tiverdes a influencia do fazer cora que os meni-
nos comprehendam bem esta verdade ter-lhcs-
heis foilo o mais eminente servico.
As ideas do ordem, de disciplina, de obedien-
cia, sao as maisSalulares que se podem innocu- |
lar na mocidade. Ao primeiro aspecto podem |
nao parecer mu agradaveis, porm com o auxi-
lio da reflexo nao tardar a conviccio de quo a'
fclicidade, o bem oslar real das sociedades in-
herente esta Idea.
Se a vossa autoridade, sempre firme, nao dei-
xar nunca do ser benvola,estas excellenles ideas
germinaro, e fruciilicaro no coraco de vossos
discipulos, e tereis prestado sociedade um ser-
1 ico real,que valer mais do que todas as vas de-
clamadles
DO MODO DE ENSINO MUTUO.
O modo do ensino mutuo tem por carcter pro-
prio a transmsso da inslruceao por meio de
duas gradaeoes : primeiramenlu o mestre d li-
co a um certo numero de discipulos, e depois
estes a transmuten uos seus condiscpulos me-
nos instruidos.
As vantagens dos dois modos precedentes des-
apparecem nesle. Os alumnos nao estaro c*m
communicago directa com o mestre, nao rece-
bero as suas inspiraces, nao ouviro a sua lin-
guagem, ou, pelo menos, isto nao se far seno
intermediaria, e necessariamenle com me-
nos autoridade. Por outro lado hovera vanta-
gens que compensarao a perda que tiver havido
da influencia pessoal do meslre, perda alias bem
sensivel.
Prmeiramenle os modos de ensino individual
e simultaneo nao convm seno escolas de
poucos alumnos. Desde quo houver, por exem-
plo, oitenla discpulos, ser preciso para conti-
nuar a empregaro modo simultaneo, laucar mo
de um meslre adjuncto. Mas se nm s "profes-
sor tiver de dirigir 250 ou 300 alumnos, preci-
so que elle encontr auxiliares entre 03 seus mes-
nos alunnoa ; e d'al que nasceu o modo de
ensino mutuo.
Outro carcter proprio deste modo tambem
o de dar instrucc.au a um grande numero de a-
lumnos.
Applicado com inlt'lligencia o modo de ensino
mutuo pode ler sobre os meninos urna influencia
salutar. Ensina a uns a mandar, a outros a obe-
decer. Obriga aos que se denominam monitores
a desvelar-se mais pela inslruceao, e a prestar
mais altencao ao seu carcter. A autoridade de
que seacham investidos, os rodea de urna certa
dignidado de que elles fazem muito caso.
Procurara fazer com que seja respeitada essa
autoridade; fazem um esforco sobre si mesmos,
e moderom-se.
O ensino deve sem duvda perder um pouco de
sua preciso ; mas um mestre hbil corrige logo
este defeilo por meio de exames sabiamente com-
binados ; e deve sobretodo ler o cuidado de cha-
mar a altenrjo dos monitores para a maneira por
que elle ensina. A classe dos monitores a ver-
dadeira pedra angular do modo de ensino mu-
tuo.
Ha duas qualidades de monitoresgeraes, e
partaos.
Os primeiros exercem urna autoridade anloga
dos vigilantes gerae.> na classe do eusino simul-
taneo.
Seis dever ser o numero de mouitores geraes:
mas se nao houver olumnos aptos para tontos,
pode-se reduzir o numero a tres, e at a menos :
e se anda assim nao houver, suppra-sc o iiumcru
pelo zeloe assiduidade.
O monitor geral encarregado do todos os
movimentos da escola. Compele-Ihe examinar
se a sala da escola esl limpa, se os papis e lu-
do o mais acha-se era ordem, se os monitores
parciars nao faltam chamada. quem deve
fazer comecar a aula, e mandar ajoelliar para a
recitaco di oraco. que deve ser tirada por el-
le, e respondida pelos outros, cumprindo-lhe ao
mesmo lempo vigiar se todos a recilam de um
modo conveniente.
Talve/ pareea que o mestre nada tem a fazer
durante fsse tempo ; mas um verdadeiro en-
gao. O meslre deve vigiar tudo, e de tudo en-
carregar-se. Elle suspende os trabalhos, faz
recomeca-los ; d movimenlo.regularidade, e or-
dem escola, cuja alma .
Taesjuiicces demandara bem raros predica-
I da.: io jwmdro logar, urna yerdadeira for^a
physica, depois (Vrtrema "moderaeo, urna
extrema paciencia. director de urna escola de
ensino muluo deve s dolado de urna firmeza
inveucivcl. No modos de ensino simultaneo, a
coraraunicaeo directa do mestre com o discpu-
lo, permute ao primeiro usar de indulgencia cm
muitos cosos No mutuo, pelo contrario, como
a causa, c o direilo dos monitores acham-se em-
Das 'P-aliilelc, seracs que en rae-; observa! principalmente esta regra : depois qu
lensain um bom methodo de en- houverdes adoptado algum melhodo. n o iban
sino, o lo auxilio que prestara aos donis, substituindo-o por outro, segundo voss.i
methodos a disciplina e bom ar- i phantasia, ou impresses de momento. Suppoi.-
ranjo das escolas. do embora que podereis ter fnto melhor esco-
Methodo Escolha dos methodos de ensino I,l,a' ido p0r dian,, com msmo mp>ndo par
Convm nao confiarnos methodos ainda c.m os mesmos alumnos ate que hajam comp!,
nao experimentados. Lm bom methodo
deve ser simples, Claro, preciso, natu-
ral. Os progressos dos alumnos nao devem
ser accelerados do mais 0 eusino deve
se.- mantillo em certos limites*-' Nao de*e i
ser demasiado ampio. Da disciplina de
urna escola Da nlilidade dessa disciplina.
J liz ver que por melhodo de ensino rnten-
de-se a maneira de apresenlar um objecto espe-
cial de ensino, com urna certa ordem, e segundo
CertOS principio;.
L assim que ha diversos methodos Je
de escripia, de canto, etc.
Um mestre me presa a sua profisso deve n-
riar-se no counecimento desses diversos metho-
dos, applicavcis aos dilTerenles ramos do seu
ensino. Devo compara-loa, e adoptar aquellos '
lado sua inslruceao s no leccionamento de
oulros alumnos e que podereis seguir ou adop-
tar o quejulgardes picfcrvel.
Estas qualidades geraes dos mellwdossimp;
cidade, preciso, exactidoos lereis por reto
se sustentardea vosso ensino em urna justo me-
dida. A necessidade que o mostr suppe te
alumnos. Julgam quo s podero adquirir con-
sideradlo moslrando-se mu instruidos ; e quan-
do devi-ram rcslringir-se inleiramente nos limites
I
L'm dom fatal.
Ha una desgraca que ninguera chora, um pc-
ligo que ningucm receio, um flagello que nin- I
guem evito, um flagello que nao commum, i
seno de cerlo moJo, o vem a ser pela heranca, ,
e ainda assim As vezes muilo incerto ; mas'
emtim, um flagello, c una folalidode quo nos
persegue serapre, a lodos os momentos da nossa j
vida ; um obstculo para muitas ou para to- \
das as cousas, porm nao 6 um obstculo que
encontramos, nao; muilo mais, urna infelici-
dade que arraslamos comnosco, una ventura '
ridicula que um espirito frtil invejaria, um
dom que Dos us concede,porm um dom que
s pode fazer de nos um Adonis no sociedade, ou
fallandos em rodeios, 6 urna desgraca oye nos-
Constitaa um solo no mundo: esta desgraca, este |
pergo, este flagello, osle obstculo, este ridiculo
c....
Aposto que ningucm advinho Comtudo quan-
do eu disser o que dir-se-ba': V. verdade.
.anudo qualquer pessot conhe.cer as inconve-
Mrts nao acontece assim ao homem bello, ao
homem Anlinous, ao Amor grego, ao homem
ideal, ao homem que tem urna fronte pura, li-
nhas correlas, um perfil anligo, ao homom jo-
ven, completamente bello, de urna belleza an-
glico, fatal, esse deve arrestar no mundo uni
existencia bem triste, entre os pas prudentes
que o evitan, nutre os mandos espantados que
o proscrevera ; e, cousa lerrivel, peior que todas
as desgraeas, ter de tentar fugir a todas as
velhas nobres ingle/as que correm sempre atroz
delle.
E'urna verdado nconlestavcl, um hornera
bello nao sempre seductor, mas compromette
sempre.
falre n'um poiz menos civilisado do que a
Franca, a belleza seja um poder, mas em Pars,
onde as vantagens nasceui da convenco ; a
rerdadeira belleza nao apreciada; nao .osl
c-m harmona con os costuraos do paiz ; um
esplendor que faz muilo effeito, una vanlagem
que causa muilo embaraeo ; os bellos homens
passaram de moda com os quadros de his-
toria.
As salas nao admitiera quadros seno
vllele.
As numeres da poca sonham amores
gens ; e boje a gonlileza marcha sobre
loza.
Desgraca pois ao gomera bello.
Era urna vez un rapaz muilo bello e que era
muilo triste. Eestc ropa/, nao eslava soberbo
com a sua belleza e desgracadamc-nte linha mui-
do ca-
de pa-
a bel-
iencias deste dom, desta vanlagem, dir :Dos la intelligencia paro couhecer todo o pergo que
me nao conceda tal couso.Emfim, esta
graca, a desgrano de ser bello.
des-
dilfcrenca
E" preciso todava distinguir bem a
do genero, porque dizemos:
A felicidade de ser bella.
A desgraca de ser bello.
Eis aqu que agora vamos moslrar. Pergun-
teu-se :Qual a cousa que apezar de desagra-
davel 6invejada por lodos e respondeu-se : a
velhice. Pergonta-.su agora : a E qual o fta-
ella lhe causara. Ainda que muito joven, Yefec-
lia bem, coohecia o mundo ; tinlia-o julgado
com sabedoria e cxperimenlava o que experi-
penhados na questao da disciplina, rara vez po-
der o mestre moslrar-se indulgente. A disci-
plina de urna tal esoola tem suas relaedes com a
disciplina militar : no modo de ensino simulta-
neo, o mestre serve-se mais da autoridade mo-
ral, approximn-se mais da vida de familia. O
meslre que uuizer dirigir urna escola do ensino
muluo, precisa ler um golpe de vista seguro,
que lhe permita impedir o mal ondo possa ap-
porecer, e recompensar o bem ondo quer que se
manifest.
Nesles simplices conselhos nada mais fcil do
que indicar os processos geraes dos diversos
modos de ensino. Os seus detaihes podera ser
encontrados em diversos Manuaes.
que lhe parecerem mais commodos e de" mais
fcil applicacao.
Tem-sedil, mil vezes repetido, e com razo,
que bons sao lodos os methodos de ensino urna
vez que sejam applicados por uiu mestre hbil.
Sou inleiramente deste parecer. Pens que um
melhodo, embora vicioso, applicado por um mes-
lre iutelligenle, e que nelle tenha conQaoca, de-
ve neeessariamente apresenlar resollado". Nao
, pois, o melhodo que faz o mestre tirar bom
resultado, pelo contrario, o meslre que faz o
methodo ter bom xito.
Quizera tambem inspirar-lb.es bastante corifi-
ancaallm de que seguissem o seguate conselho
de desconfiaren! de todos esses methodos pre-
conisados d'ante mo, publicados pelos jornaes,
objecto de conviles e anuuncios pomposos: de
desconlarem desses livros tao admirareis no di-
zer de seus edictores, que iiem cbegain para a
procura que delles fazem : a dar-so credilo a
loes annuucios, por um sentimento de ca ida-
de quo elles adverlera com tanto apparato ao pu-
blico que s restam poucos exemplares, e que
nao os acharan mais se ao se derem pressa em
ir compra-Ios, etc. De ordinario, a pompa do
onnunrio nao mais do que um bollo manto
destinado a encobrir a nullidade da obro. Con-
sultora, pois, a alguns homens instruidos antes
do despenderem intilmente seu dinheiro ; e se
nao tem olgum amigo que os possa aconselhar,
mais prudente que se lirnilem a usar s de obras
perfeitamenle conhecidas, ou das que liverem
sido autorisadas pelo Conselho da Universidade.
Nao correro ento o grande risco de serem il-
ludidos. Cumpre tambem que nao facam uso
seno de methodos conhecidos e conciluados.
So mais tarde, toes methodos opregoados como
infallives, forem considerados verdaderamente
dignos de attenco.s'e, depois de experimentados,
se reconhecer que podem facilitar o progresso
dos alumnos, podero enio ser adoplados. as
cidades importantes, onde se encontram juizes
competentes, quo semelhantes methodos deve-
ro ser ensaiados.
Quanto aos methodos em si mesmos. devem,
pora que possim ser applcaveis ao eusino pri-
mario, ter diversas qualidades.
Un bom methodo de ensino deve ss-r simples,
cloro, preciso, natural.
Digo que para ser bom deve ser simples, isto
, pouco complicado e fcil de comprebender.
Que deve ser claro, isto que a sua exposicao
nodeixe duvida, nem obscuridade no espirito,
que os seus preceitos sejam evidentes.
E timbera natural, isto que suas regras e
suas dedueces achem fcil accesso no espirito.
Por isso, um hora melhodo de ensino deve
proceder do conhecido ao descouhecido, do sim-
ples ao composto.
Assim, na arithmeticaeomeca-so por dar urna
idea exacta da unidade, isto ", desse termo de
comparaeo a que so referem todas as oulras
grandezas ; depois possa-so de um a dous, de
dous a tres, etc., passa-se tambem a expor esses
diflerentes nmeros pela eontagem de alguns oo-
jectos : depois a maneira de contar por dezeas,
depois por centenas, ele, segue-se desle modo
urna ordem natural, que penetra fcilmente no
espirito.
Seguindo-se sempre no ensino da arilhmelica
esta marcha simples, preciso, porm natural,
pouco lempo ser necoasario, mesmo para os
meninos de capacidade mediocre.
Quando se ensina,convm caninhar lenlanien-
le, e por assim dizer, passo a passo ; nao passai-
de urna noco a oulra que della demona sera
que a primeira esteja bem comprchendida. Nao
quero cora isto dizer que se demore alTerrada-
menle em urna idea al que o discipulo possa re-
pio,luzi-la,o que aciirretana dilliculdades e con-
siderare! perda de teiipo ; mas quero someme
que fique bem couiprehendido o sentido das re-
gras e principios, a lim de queso nao tenha de
esbarrar adianto quan~do_ delles se precise.
J recommendei, e tod~~*-foroinmenc'ara pouco, para que os mestres s enpregu^HB^WM
linguagem, simples, precisa, e exacta
que os ideaschegucm claras ao espirito dos me-
ninos, o qun demanda, como j disse, urna gran-
de aplidao da parte do meslre, um desejo extre-
mo de trabalhar. Um bom diccionario um dos
melliores livros que pode o professor adnuiiir.
Com isto -Ihe preciso fazer nao pequea des-
peza, mas urna das necessidades da sua
fisso.
leluro, d0 "ni cllSino muito elementar, cisque se laucan
era desenvolvimeulos absolutamente inuteis e
ininlelligiveis aos alumnos. isto um abaso
que os mestres frequentemeiilc fazem da inslruc-
eao. O desejo de brilhor cega-os de um modo
ridiculo. Os mocos sobreludo (e isto se compre-
hende, e mesmo pde-se perdoar sua idade)
julgam dever dar urna prova de scicncia. Longc
de so elovarcm c engrandecercm aos olbos de
seus discipulos e paienles, acabara por se descon-
sideraren!, tanto ranis quanto essa aftectaco de
sciencia anda mais insupportavel aos habitan-
tes de nossas eommunos, que suspeilam querer
humilha-los quem se pe a ostentar de sabio, i
cora razo contara as vezescoraoseu bom senso.
e conhecimento das cousas do vida ordinaria para
considerar os conhecimentos limitados do pro-
fessor.
Com alguma razo tem sido muilas vez.es cen-
surado o ensino das escolas normaes primarias,
por nbranger estudos de mais, levando-es assim
a perderem em profundeza o queganham em ex
tenso. Tambera tem esse ensino sido censura-
do de fazer excitar, sem nenhum proveito, o or-
gulho das pessoas mocas. Pens que se since-
ramente quizerem dar o ensino indicado nos
programmas impostes pela autoridade, esse en-
sino ser mais que sufficiente. Pens tambem,
ie e o que a pratica lem feilo adoptarnos escola
norraaes primarias) que o ensino de alguns do-
ramos de inslruceao, pode, para com alguns esp-
ritus menos dislinctos, ser posto de parte, f-
xando-se mais as partes maisimportanls.'nss
que a lei de 1833 havia s indicado, quando n-
regulameulos lhe addicionaram tontas e tantos
materias. Julgo que, era todo o caso, deve o
mestre compenetrar-se bem da idea de que o trae
bem muro oque sabem comparado com o que
poderiam saber, e que a modestia lhes necessa-
ria se nao querem se lomar sempre ridiculos, e
algumas vezes insupporloveis.
Os methodos colheroo o seu principal resulta-
do da maneira por que frcm opplicados, do
zelo do mestre, da sua iulelligencia, da sua razo
e persCYeranca. O seu bom xito tambem de-
pende da disciplina que o mestre estabelecer na
escola.
A disciplina de urna escola consiste na regulo-
ridade dos exercicios, na fixacao bem determi-
nada das horas de trabalho, e das materias de en-
sino, no silencio absoluto que necessario exigir
emquanto dura a aula. O silencio til, nao
s pora quem esta n estudar, pois se lhe toma
mais fcil a sua tarefa, como pora os seus condis-
cpulos, cujos trabalhos nao ficam perturbados.
Se o meslre nao se impozer a si mesmo um
regulamento, vira a ensinar ora um, ora oulra
cousa, segundo o capricho de momento. Poro o
mostr, por cerlo. que islo nao seria mo ; roas
para os pobres meninos, oceupando-sc cora a
arilhmelica quando deveriam receber ama lico
de grammalica, ouestudarem grammalica hora
ordinariamente dedicada geographia ot> lei-
tura, comojulgais que seu espirito se amolda-
ra a esses desvos do vesso, a este ensino dado
sem ordem? Perder-lhe-hieis toda a eonfian-
c.i, e uullos seriara os resultados do vosso en-
sino.
dor a cultura da alma, ella qtto a fertilisa
um coraco regado de lagrimas fecundo. Um
pozar generoso sem muito poder, d ao genio
paciencia, d corojem fraqueza, razo juven-
tude, e, na sua munificencia, pode dar espirito a
un bello homem.
II
Primeiro obstculo.
Ha aindi una desgrana de que ningucm falla
e que nao deixa de ser prejudicial no inundo :
ser oppresso toda a vida por ura nomo de baptis-
mo pretencioso.
0 pobre rapaz tinha ainda este ridiculo, ch.i-
mava-se Tancredo !
Seu pai, bravo militar reformado, poz-lhecste
bello norae em honra do seu Dos; o a pena que
elle tinha era de nao ter urna lha para lhe daro
nomo de Amenoide.
Tancredo Doriinont! ler juntamente um nome
de tragedia e um velho nomo de comodia, e por
lira ser um hroe de romance I
Ora recommendemosa um banquoro, a um la-
bel I io ou qualquer commerciantc ura rapaz cha-
mado Tancredo Doriinont e que bello como um
anjo; que digam so este nome lhes agrada.
Nos nao sabemos o que novemos de fazer
desla belleza que lo orgulhosa de si, diro es-
tys pessoas serias ; porque as prevences contra
a,pclleza e a elegancia sao l fortes agora co-
mo as prevences contra a noby c o homem
de espirito v-so obrigado. nos u tdias, a lo-
mar lodo o trabalho, para occnllar as suas vanta-
gens, quo oulr'ora tomara para as fazer valer.
Se Tancredo tivesse fortuna, nao se loria aper-
cebido da sua desgraca. Tudo so perdoa ao ho-
rnera rico, tudo lhe pennittido; mas para
aquello que tem a fazer a sua fortuna, de per si
Primeiro que tudo, proeurai obter que os me-
ninos cheguem pora a aula hora prevfomenle
Osada. Fazei com que ostrabalhos eoraecem
acahem de ura modo regular.
Esforcai-vos por que comece a aula com ordem,
de sorle que essa ordem,. assim esta.blecda!
chame a altencao dos meninos pora os Irabalho-
de que vo se oceupar.
Tonda cuidado em que as horas dos diverso.-
exerticios spjam mareadas previamente de sorte
que os meninos possam saber que materia vo
estudar. Para o progresso delles islo- de im-
mensa nlilidade.
Assim : escolhei methodos simplices, exactos,
precisos, e sobreludo que vos os possais com-
prebender bem. Todos os que vos parecerem
obscuros, ou que em vosso espirito detxarcm al-
guma cousa vaga ou indecisa, nao sao bous.
Fazei mantee o silencio de um modo abggj'(,,"'
pois condico essencial, e mesmo in/jjsPeri_
savel do bom resollado de urna escora.<_
0 ensino que derdes por este mod, serj sn
nT-,a,rnar.S0"],a aSraJ.ave1' fryWthodicc,
pois deicis ter de aniemao regularlo ^3 a;
suas partes quer do seu todo.quef de cada um d-
seusobjectos en particularizo poder ueix,
de haver boiu exito^^^x-"^
^T^SoC ^ visloque por maior talento que
preci-o ,pnli;r>-Jeslre, por moior cuidado que elle era-
pregue, jamis poder ser boa escola a que for
indisciplinada. A primeira cousa disciplina,
ordem, legularidade, exactido. Com laes ele-
mentos, um ensino, embora mediocre, torna-ce
bora.
Certo escriptor, depois de moslrar o rnthusias-
mo com que no tempo da reslauraco em franca
era preconisado o melhodo muluo", assim se ex-
prime. Hoje que a questo lem tomado o sen
verdadeiro terrenoo melhoramrnto dos metho-
dos, lem-se podido dar justo valor aos argu-
mentos apresentados pro e contra o melhodo mu-
tuo.
pro-
gello que lodos desojara? respondemos nos: no do rateada, ser assallado por ladros na sua
.1 belleza. Mas preciso que se entenda por chegadf 1 Que lhe importa ? a sua bagagem al
menta o homem que o conhece profundamente, ] s, os mais pequeos ridiculos sao desgranas,
nm desgosto amargo, urna profunda desanima-1 Quem pode persuadir um homem grosseiro,
cao. N'uina idade madura chama-sc a isto arre- feio, mal feto, calvo, que um hornera bello como
pendiinento, doce philosophia ; mas nos vinte; Apollo, chamado Tancredo, nao tem fatuidade,
annos, quando a vida comeca, por assim dizer, se que ura escolente rapaz, que nao impert-
eomeca o sentir os caprichos da sorte, horri-j nenie, que nao umjanota, ura preguicoso?E
vel. QuO importa ao viandante, que toca o ter-i como se pode ento fazer fortuna, quando se
lo bello como um Apollo e que se tem a lidar
toda a vida com um homem grosseiro,
esta palavra, a belleza perfeila, a verdadeira enlo to necessaria, agora intil, a sua bolsa feto, calvo e que lera de mais a mais toda
belleza, a belleza anligo, a belleza funesta. Ser. est vasia, os seus vestidos meio despedazados e j pecio do prevences contra nos?
um bello homem, nao ser um homem bello
Nontua, como todos os homens quo fazem gran-
des transaeces, nao goslava de parecer muito
oceupa Jo; porque, cousa notavel : as pessoas
inuteis, que teem pequeos negocios, querem
mostrar que nao teem un momento seu; innun-
dara-se n'uma mullido de papis: nao dormem,
jantameni carroagem, abracara sua mulher cal-
cando as luvas, fazem a barba urna vez por se-
mana; finalmente, fazem tudo oque podem para
parecerem oceupados,paro ganharora crdito.
Os homens muilo oceupados, pelo contrario,
prelendem moslrar que eslo sempro livres, imi-
tamos grandes senhoros, conslituem-se peque-
nos Cesares, e diclam militas cartas ao mesmo
tempo com urna completa negligencia e com um
certo arde dislracco, tomando una chicara do
cha 011 do chocolate. A niauia que os domina
de nao saberem como se achara millionarios.
Nao fallamos agora daquelles, cuja actividade
incansavel, <\uc emprehendem mais negocios
do que podem sustentar. Esses nem sequer teem
tempo do ter pretences.
O hornera de que se trato da classe daquelles
que nao querem parecer oceupados. As vezes
procurara com milita atteneio um pipel, una
lembronco, um rascunho, qualquer cousa eralira,
e folheava com muilo cuidado e nquietaco os
seus livros. jeenechia todos os seus papis, mas
por nenhunr'rao'l quera mostrar que ligara im-
portancia ao que procurara, mas tambem nao
deixava nunca do fazer a sua busca. Islo era dtf-
licilimo ; e eis-oqui o que elle fazia.
Porcorria com a vista todas as lettras dilTeren-
les, procurando cm avidez a data, o nomo ou a
quantia que querta encontrar, eniquaulo que o
seu ouvido atiento se esforcava por seguir a cou-
versaco.
Anniinciou-.se Dorimont.
< Que tenha a bondade de entrar.
Como o senhor exacto, disse o banqueiro,
sera levantar a cabeca, esse um muilo bom sig-
na!. Tiiiha-lhe dito que neSse s onzo horas, o
on/.e horas a soarem o o senhor a apparecer. Eu
gosto muito da exactido ; nos negocios, a exocti-
Cond'nual
a ei-
aquelle escapa fatalidade, lem mil condices
de ventura. Primeiro, qnasi sempre louco de
contente de si ; segundo, j se crearan estados
de proposito paro a sua belleza ; ser um bello
homem um meslr.
O bello hornera, pro'i iamentc dilo, pide ser
ditoso, como uaeador, vestindo ura lindo uni-
forme e trazend orna pluma n'um bonete ele-lgem,
gante. [*#,
Pode ser ditoso como meslre de etgrima, e
ochar mil gozoslneffavc-is ni nobreza dos suas
posices.
Pode ser ditoso tambera como cabe.leireiro,
como tambor-mor... oh 1 e enlo quo pode ser
os suns provisoes acabadas. Desla maneira, a ] Chegan'do a Pars enlregou pessoalmcntc ao
perda'eleve e quasi insnnsvel. Alm disso, porteiro de Nontua una carta de recomraenda-
esperado em sua casa, a sua viagem est lermi- j gao quo linha pora osle rico banqueiro e juutou a
nada. Mas infeliz daquelle que roubado no | osla carta un bilhelu de visita, no qual so achara
meio da estrada, que se ocha, sera soccorro, sera escripto o seu nome.
bag/agem, sem dinheiro c obrigado a conti-
nuar o seu coniinho Esse sin, cnlrislece-se,
' niimo, para, esquece o fin da sua via-
e, se a Providencia nao vem em seu au-
morre cm qualquer canto do comi-
nlio.
Ha pessoas de tinte annos que teem gola, ou-
lras que teem experiencias, cslasso os raais in-
felizes.
Donde tinha a este rapaz esta clevaco de pen-
sameuloi esta tristeza do espirito?" Vinbn da
da belleza oh! isto
mais que diteso.
Pode sor ainda ditoso como general no thea- sua belleza. 0 espirite vir
tro, e fazer o papel de um homem grande com li novo !
delicias. Comtudo justo. Tudo o que nos torna isola-
Pode ser ainda diloso como modelo as offi- j dos nos engrandece.a belleza sublime urna su-
cinas de pintores, lomando parlo nos successos \ perioridade como oulra qualquer, c toda a supe-
que grondes homens lhe devem ligilimor, os rioridade ura desterro.
don* quelhe concedeu
do-os s bellas artes.
F.isaqui como um be
oso, como pode gozar
a nature/.o, consogran-
do homem podo ser di-
rail felicidades.
Portante este rapoz ochava-se solado por que
era bello, e achava-sc triste porque estova so-
lado ; por consequencia, tomou-se um hornera
dislinc'o, porque era triste c desconhecido. A
No dio seguinte, Nontua escrevou-lhc de seu
proprio punho urna caria cheis de attenges, pela
qual o convidova a ir sua cosa nesse mesmo
da. Os mala obsequiosos offerccimenlos de ser-
vicos tornavam esto corla um dora de ventura:
ser protegido por Nontua era j umsuccesso.
Tudo corra ptimamente; Tancredo, cheio de
esperanca, foi lomar um bonhu, cortar o cabel-
lo, foi vestir a sua melhor roupa e dirigio-se
casa daquelle a quem j charaava sou protec-
tor.
O imprudente joven contara cora a sua bella fi-
gura para caplivar a benevolencia de Nantua,
nao porque este so namorasse delle, mas porque
elle lhe loria recordar o "rosto de sua mi, e Tan-
credo sabia que cstasemelhanea nao seria indif-
ferente ao banqueiro, antigo admirador dasenho-
ra Dorimont.
Nantua acabava de receber uma noticia impor-
tante que lhe fruslrava Iodos os seus planos,
quando Tancredo enlrou na sua casa; porm
feio, mil 1 do una virtude.
Pelo rainha porte sentira muito de fazer
esperar urna pessoa, cujos momentos devem ser
to preciosos ; responden Tancredo, que julga-
va dizer alguma cousa que fosse lisongeira. Mas
como seenganou, disse, nina osneira quadrodo.
1. Por julgar que Nontua lhe doria atteneio.
2." Por confessor ao millonario que o julg'ava
sempre muilo oceupado.
Os meus momentos, senhor, nao sao mais
preciosos que os seus; nao foco cousa alguma...
Mas queira aquecer-so ura pouco ao fogao quo eu
dou-lhe. ollcnco immediatamente.
Taucrcdo aproximou-se do fogo c guordou
silencio por alguns rnomcnlos.
com finura, porque sabio al que ponto os
mensd"ouro teem abusado da pennsula.
Ah tamben sobe hespanhol nao
punha que o senhor fosse to instruido! !
O senhor foi educado em Paris ?
O nosso joven nao pode deixar de sorrir da
siraplicidade d'este epigramma.
Nao, Sr., fui educado cm Genova, replicou
elle ; cstive no collegio de Henriquc IV apenas
dous annos.
Que idade tcm ?
= Viole e un annos.
O banqueiro levan I ou os olhos a estas pala-
vras e lancou-os ropidoincnle sobre Tancredo,
que voiiando a cabeca n'este momento, nao lhe
deu lempo a ver o rosto.
Esl muito alto pora a sua idade, disse
Nantua rindo.
Depois pensou :
Este rapaz tem um or muiro distinelo, que
me agrada ; alera d'sso. quero obsequiar a sua
mai... oh! que encantadora mulher,...se eu fos-
se rico n'ontro lempo...
Muito bem, Sr., est convencionado, ama-
nha hi do vir aqu corno se fosse de casa o
como o Sr. sabe hespanhol, lano melhor... Mui-
to bem, eu hcide precisamente enprega-to. Ah !
bom exclautou ello inlerrompendo de repente
a conversa
Depois Qcou silencioso e poz-se a percorrer
com urna especie de desasocego o papel que li-
nha adiado.
Durante esle espaco o rapaz dizia conisigo : .
Admiro-me muito que Nantua, grande ad-
mirador de rainha rai, nao se admire da minha
scmelhanca cora ella.
Tancredo, na modestia do sua postura, ainda
nao linha reparado que o banqueiro nao o linha
ulhado.
EniQm, Nantua lorantou-se cora urna exprs-
sito de contestemente : linha por lim adiado o
documento que buscara, e tudo oque elle medi-
tara ejecutar, tinha agora toda a possibilidade
de ser levado a ell'eito com osla provi.
A esperanca produz benevolencia e genorosi-
dade nos nolurczos nobres, e os corarnos iove-
Ijosose mediocres sao os nicos que s'o fechara e
i occullam a anroximago da ventura.
Nantua adiando d repente o meio de ovocu-
i tar ura grande projeelo, que momentos antes um
repentino obstculo linha destruido,senlio-se n'u-
ma destas boas disposiees do espirito era que
gostamos do fa/.er bera.naocora o lira de o fazer-
mos de nos mesmos, mas para fazermos
ihar a ura outro a alegra que sentimos.
Nao um nomcni ditoso que queremos, um
espirite contente que excitamos, alirn de que a
sua disposico se. harraonisc com a nossa. E' um
ho- I esle homem
sup-
mo toma sob a sua proteceo, es-
lou salvo... Como elle olha para mira !....*
Nantua continuava sempro a examinar Tan-
credo e rail pensamentes diversos
sua mente.
percornam a
parli-
- Sua mi anda vireei Blois? pergunlou o; conviva que orrastamos 00 banquete que s
*.5"VL Percorrcnuo com a vis,a sempro os oftercecu, un, conviva que embriagamos aira
de que partilhe o nosso prozer c de que o ban-
quete seja mais alegre.
Palavra de honra, julgo que o Sr. feliz,
reio n'umaoccasioem que um negocio meu
arranjado....
Nantua rallou-se de repente ; sua vista ieou
fixa como por encanto sobre o rosto de Tancre-
do, o banqueiro permanece!! callado por algum
tempo, e n'uma completa imobilidade, con-
seus papis
Sim, senhor
0 senhor sabe inglez?
Sim, senhor.
Ainda se nao casou oulra vez?
viiile e dous annos !!
Ainda nao, senhor.
E o ollemo? tambem sabe alguma cousa
d'ollemo?
uuva aos
S. 'vih|/u, w >i una cuiupiciu lu
ira, senhor, sei tambera ura pouco de hes- templara o seu bello protegido,
panhol, cfallei-o menos mal paro poder viajar' Eis a minha semelhaiiM c
agradavelujenle na Hespauha, disse Tancredo: que faz seu effeito, pensou f anc
/*
cora rainha mi
redo ; bora, se
Ao principio, a apparico d'este bello ropa/
cncanlou-o como encanta o aspecto de um bello
quadro, esta perfeila belleza, em lodo o brllho
da juventude, tinha alguma cousa d'alegro que
lisongeava avista, alm disso a semelhanca to
tocante com urna mulher que elle linha tido rae-
do de amar, todas estas impresses fallaram 00
principio em favor de Tancredo ;a noture:.:
nobre e poderosa gosou dos seus direilos algu.i-
momentos, mas veto a rearraoda sociedade. e-s
consideroces do mundo tombeffi chegou a sna
vez.
Jiabo eu nao quero um Adonis como, esle
em minha coso, pensou Nontua, c minha filha
que j to romntica, se ella o vira.,. A 1 rae".
Deus, nao me faltava mais nada ; elle fino
corno um ralo de igreja ; nao quero um gnr.
assim, e alm disso estes rapazes sao quasi sem
pre esto pidos, e preguicosos.
O Sr. ha de admirar-se de me ver mui estu-
pefacto, disse elle muito alto para explicar este
longo silencio, nao. posso deixar de o admirar :
mulla semelhanca lem com sua mi.
Muita gente m'o tem dito tambem, respot:-
deu Tancredo.
E de repente enlrisleceu-se, a sua cooBanca
dissiparo-se-lhe, sem que elle soubesse a rasa.
Verdade que Nantua nao linha dado vn
pronunciando estas palavrus.a infiexoque deve-
na dar.
0 seu accentera fri, as suas maneiras em-
baracadas, emlim ludo n'olle trahia a subid.,
tnudanca que linha havido nos seus p rojee tos -
respeito do seu protegido.
J ooze horas t inea exelamou Nan'.u 1
olhandoo relogio.
I.' preciso deixa-lo, Sr. Nantua, disse Fai
credo .lingiiido-so poro a porta.
Ento parou indeciso, porque j nao ousava
dizer: '
l'erei a honra de vir amanha receber as or-
dena de V. S.
Nantua advinhou o seu pensamento.
At amanha.disse elle, s dez horas.
Mas estas palavras foram pronunciados de urna
maneira lo exquisito, que davom bem a couhe-
cer que era una mentira.
Tancredo sabio desanimado ; porque nem
elle o sabia, mas pressenlia, advinhava que a
proteceo do rico banqueiro j lhe nao r-rten-
caeque nao farra parle da sua casa, e que era
preciso, nao obstante a benevolencia desle .Si.
rollar as suas ideas para outra parle.
N esle mesmo da tarde Tancredo receben
oe nantua una caita toda poltica e graciosa, na
qual Me exprima muita pena e lodos osseus
setilinicntes, por nao poder, por molivos inde-
pendemos de sua vonlade, dora Dormont o em-
prego que lhe linha promellido, acrescenlando
todava, que no desejo de lhe ser til, o recom-
mendaraa um seu amigo, que furia por elle lu-
do o que desojara fizer-lhe.
No dio seguinte, Tancredo foi introduzdo em
caso do amigo do banqueito, Poirceau director
d'ema nova companhia de seguros contra in-
cendio.
(Continuarse-a.)
i'En\.xi-p. ni.n. 1 Dtttiiit- isy.t
MOTILADO
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