Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08908

Full Text
AHHO XXX?. aOK0 282.
Per tres me/e? adiantatlos S$0O0.
Por tres mezes vencidos 6j#00.
SifiBiDO 10 DE DIZEMBRQ DE S8S9.
Per anno adiantado 19$000.
Porte franca para e subscriptor
CXCIRREGADOS DA SUBSCRIPTO DO NORTE.
Parahiba, o Sr. JooRodolpho Gomos; Natal,
o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaty, o Sr.A.
de Lcmos Drag-i; Cear, oSr. J. Jos de OUreira
Maranhao, o Sr. Manuel Jos Martin? Ribeiro
Guiuiarcs; Piautiy, o Sr. Joo remandes de
Moraes Jnior ; Para, o Sr. J ...... .. imus;
Amazonas,*) Sr. Jeronymn da Costa.
l'AKliDA BG3 COKKfcHKj.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
seitas feiras.
S. Anlo, Bczerros, Ronito, Caruar, Altinhoe
Garaniuus as torras foiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, lugazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
urieury e Ex as quarlas-foiras.
Cabo.Seiiiihem, RioFarinoso,Una,Barreiros,
Agua l'rota, Pimeuieiras e Natal quintas feiras.
(Todososrnrraio* partem as 10horas da manha.)
AUDIENCIAS DOS TKIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio: segundas o quintas.
Relaeo : tercas feiras e sobbados.
Fazenda: tercas, quintas c sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quintas ao meio dia.
Dito de orphaos : trras e sextas as 10 horas.
Primeira rara docivel: tercas o sextas ao meio dia
Segunda vara do civel: quartas o sabbados
meio dia.
ao
El'IIEMKRIDES DO ME/. DE DCZKMBKO.
2 Quarto crescente as 11 horas c 30 minutos da
manha.
10 La cheia aos 53 minutos da manha.
16 Quarto minguaiite as 6 horas e 56 minutos da
tarde.
24 La nova as 3 horas e 27 minutos da ma-
nha.
PHEAMAR DE HOJE.
Primeiro
Segundo
as 5 horas e 18
as 5 horas o 42
minutos da manha.
minutos da tardo.
PARTE OFFICIAL
GOVKHVOD V PHIV1\CIA.
expediente do din 14 de novembro.
(iiHciu ao chelo de polica.Concertando nes-
(. data ao delegado de polica do termo de Ca-
rnart, capitn francisco Antonio de S Brrelo,
lormsso para vir a esta capital, onde peder
temorar-se 15 dias: assim o comuiuuico a V.
S, pira seu couhecimeiito. Coiumunicou-se
tamben ao commaudante do corpo de polica.
Dito ao inspector da thesourara de fazenda.
feudo o ongenheiro liscal da estrada de forro
Ernesto Diniz Street exercido as respectivas fun-
roea no me/, de oulubro prximo lindo baja V.
S. do Ihe mandar pagar os respectivos renc-
menlos.
Dito ao mesmo.Ao sen officio de 10 do cor-
rento, sobn. 802, respondo declarando que, nao
se tendo consigna lo quaulia algum i para o me-
Ihoramento do porto, deven) ser pagas sol mi
nha respousabilldade as despezas, que se achara
feitas e as que se houvorom de fazor por cotila
da respectiva rubrica eni quniitn o enverno im-
perial nao providenciar a este respeito.
Dito ao mesmo.Remeta por copia a V. S.,
para sua inteligencia, o officio que me dirigi o
chele de polica a respeito do recruta Joaquim
Jos de Saul'Anua.
Dito ao mesmo.Remetiendo a V. S a relaeo
e prcl dos vcueimentos de 25 pracas da guarda
nacional, que, sob o eommando do alteres Ha-
noel de Souza Braga escoltaram do termo de
Garuara at esta capital 3 remitas e 8 presos de
justica, o auloriso a mandar pagar 8 umdcri-
maa parles : do sold e elape, a que tiverem di-
reto tanto as proras como o referido alferes, fi-
ncando o restante para ser satisfeitu pola thesou-
rara provincial. Hiciou-se sobre o mesmo as-
sumpto ao inspector da thesourara provincial c
ao commaudante do balalho n. 27 de inf Hila-
ria da guarda nacional de Caruar.
Dito ao director geral dos indios.Ao officio,"
que V. S. dirigi em 11 de oulubro prximo lin-
do rom orequeriiueiilo, que dovol/o, do mato-
ral da aldeia de Harreirus l'edro Coma da Maia,
se me offerece a dizer que os indios devero ex-
hibir peranle ojuiz municipal c de orphaos, os
seus ttulos, e justificaren) suas posses par.i se-
rn legalmenle manutenidos, visto que da Infor-
marn do juiz municipal de Barreiros se Concloe
que. elles nunca recorrern! s autoridades lo-
< aes para rosguardu de qualquer damno, que en-
lendc se Ihes faz.
Dito ao e.ommandanle superior da guarda na-
cional de Goianna.Ao seu officio de 8 do cor-
ri 11! e respondo declarando que, logo que se pre-
pararen as armas precisas no arsenal de guerra
ser salisfeita a requisieo de V. S,
Entretanto mando nesla dala apromptar os 6
tambores ea bandeira de que trata o citado olli-
cio.OITiciou-se ueste sentido ao director do ar-
.- nal de guerra.
Hito ao jiiiz municipal e de orphaos de Bar-
ro-iros bachaie.1 francisco Augusto da Costa.
Pelo MU oilicio de 31 do me/, prximo lindo li-
quei inteirado de que, teudo Vmc, voltado de
berintiaem. onde fura funecionar como subslitu-
^j to juiz de direilo, roassumira naqoella dala o
exercicio do cargo de juiz manicipal e de orphaos
de Barreiros.l'.ommunicou-so. ao inspector da
thesourara de fazenda e ao presidente da rela-
eo.
Dilo ao promotor publico do Rio Formoso ba-
iharel Avies de Albuuuerquo Gamas,Telo seu
officio de 9 do corrente, fiquei inteirado do ter
Vmc. naquella data entrado no gozo da licenca
de 3 dias, que Ihe foi concedida por portara
de 18 de oulubro ultimo. Communicou-se ao
inspector da thesourara de fazenda e ao presi-
dente da relaeo.
Dito ao juiz municipal de orphaos do termo de
Villa Bella hachare! Marcos Correia da Cmara
Tamarindo,Ao sen officio de 20 de setembro
nltimo respondo declarando que, havendo S. M.
o Imperador regressa lo do Rio de S. Francisco,
tqrna-ee desnouessiria a licenca, que Vine, pe-
dsi^ara ir beijar a mao ao mesmo Augusto Se-
uhor.
Dito ao delegado interino da repartico espe-
cial das trras publicas.Fica Vmc. a'utorisado
a mandar caiar e pintar externamente o edificio
em que se acha essa reparlicoo declarando-me
o custo desse servico.
Dito ao tncarregado da gerencia da companhia
l'eniambucana.Pelo seu oilicio desta data i-
quvi inteirado de que o vapor l'erxinunqa arri-
bara a este porto, e seguir ao seu deslno logo
que estiver concertada uina de suas pecas.
Dito cmara municipal de Limoeiro."Ao offi-
cio que em 25 de oulubro prximo lindo rae di-
rigi a cmara municipal do Limoeiro, respondo
declarando que se S. M. o Imperador se dianar
de visitares.se municipio se providenciar para a
retirada dos presos, que se acham no pavimento
terreo da casa, em que essa cmara faz suas
sossoos.
Dito do Flores.Ao officio, que em 12 de ou-
lubro prximo Ando me dirigi a cmara munici-
pal de Flores, respondo declarando que a arre-
.nataco dos impostos j feita deve ser mantida, e
fi cmara do municipio novamente creado se en-
tregar o respectivo producto em proporco nao
s do lempo da ereacnoe inslallacao desse muni-
cipio, como da parle do territorio', que Iho ficou
pertoncendo. Remollou-so copia desle officio
cmara municipal de Ingazeira.
Dito mesma.Approvo a arrematarlo que fez
acamara municipal deplores dos impostes par-
encenles a esso municipio, como se v do seu
officio de 12 de oulubro prximo lindo.
Portara.O presidente da provincia, allonden-
do ao que Ihe requeren o lenle do 2." batalhao
de inlanlaria da guarda nacional do municipio do
Recite Andr Guilherroe Brekenfieid, resol ve ron-
ccder-lho passagera para o 7. batalhao da mes-
ma arma. Commnnicou-se ao commaudante
superior do municipio do Recite.
Dita. O presidente da provincia, atteudendo
ao que requerou o juiz municipal o de orphaos
do termo de Goianna bacharel Joo Hircano Alvea
Maciel, resol ve conceder-lhe 8 dias do licenca
com ordenado.
Dita.-O presidente da provincia, atlendendo
AO que requeren o juiz muuicipal e de orphs
do termo de Barreiios bacharel Francisco Augus-
to da Costa, resolve conceder-lhe 3 me/.esde li-
cenca com ordenado para tratar de sua saude.
Bita. O presidente da provincia, altendendo
ao que requereu O capto da 4.d conipauhado
3." batalhao da amiga guarda nacional do muni-
cipio do Rccile, Luiz Cvsario do Rogo, resolve re-
forma-lo no mesmo posto, de conformilade com
u artigo 71 da le u. 6')2 de 19 de setembro do
1850, e art.83 do decreto n. 722 de 25 de oulu-
bro do mesmo anno. CommuotCOU-se ao com-
mandanto superior da guarda uacioiial do muni-
cipio do Recife.
Dita O presidenta da provincia tendo vista o
que requereu o guarda da alfandega dosla capital
ttenio Burgos Leal, e bem assim as informacoes
dos chafes dos reparlices competentes, resolve
conceder-lhe tres mezes de licenca co'm venci-
menios na forma da lei para tratar de sua
saude.
Dita.O Sr. gerente da companhia l'ern.imbu-
cana, mande dar passagem para o Ass ao ba-
e quatro filhos menores, em lugares destinados
para passageiros do governo.
Dita.OSr. agento da companhia brnsiloira de
vaquetea a vapor mande dar transporte para a
provincia da Baha, no vapor que se espera do
norle, por conta do ministerio da guerra, ao de-
sertor do 2. batalhao de infatuara Joo Pires de
Assumpcu, o para a Corle ao desertor do 1" ba-
talbo da mesma arma Antonio Jos Rodrigues
Pacheco. Comuiunicou-su ao commandanle das
armas
Dita.O Sr. agento da companhia biasiloira de
paquetes a vapor mande dar passagem de r para
a provincia du l'ar a Antonio Muniz de Almeida,
havendo lugar vago para passageirodo estado.
Dita.0 Sr. agente da companhia brasleira de
paques a vapor mando dar passagem para o Rio
Grande do Norte, por conta do ministerio da
guerra, no vapor que se espera do sul a Jos Fi-
gueira do Nsscneiito, que love baixa do exorcilo
no 10 batalhao de infantera. Cummunicou-se
ao commandanle das armas.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao chele de polica. A thesourara de
fazenda tem ordem para pagar, de conformidade
com o officio de v. s.' de 10 do corrente, sob n.
1223, as despezas feilas com recrutas, viudos
do Bonito e cujos nomos constara da relaeo, que
acompanhou o citado oilicio. o qual tica assim
respondido, de ordem de S. Exc o Sr. presidente
da provincia.
Dito ao director das obras "militares.Do or-
leni de S. Exe. o Sr. presidenta1 da provincia de-
claro a V. s.*, em resposta ao seu officio de 11
do correte, sob n. 309, que por despacho desta
data, se autorisou o inspector da thesourara de
fazenda a mandar pagar a Antonio Ramos a quan-
tia de 191S250, importancia da troca da imagem
de N. S. da Conceico, necessara capella do
hospital militar.
DIAS DA SEMANA.
5 Seg. S. Geraldo Are.; Ss. Pelino c Grato mm.
6 Tere. S. Nicolao b. de Myra.
7 Quart. S. Arabrozio b. dout. da Igr.
8 Quint. % Conceico de N. S.; S. Romaneo ab.
9 Sext. S. Leocadia v. m.; S. Restituto b.
10 Sab. S. Melquades p. m. ; S. Gemelo b.
11 Dom. 3. do advento ; S. Damaziop.
ENCARRILADOS DA SUBSCRIPCAO NO SI I
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias ; Bahia. i
Sr. Jos Harlins Alvos Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Percira Martins.
EM I'ERNAMBl'CO.
O propietario do numo Manoel Figueiroa d
Para,na sua livraria prara da Independencia k
6e8.
EXTERIOR.
A diffculdadeitnlinuu.
A entrada triumpbal do exercMo da Italia en-
corrou o curio e glorioso periodo da guerra, que
nevemos atraveseado,
O imperador exprimi apezar de ver separa
rem-se em pouco lempo os elementos de urna
(orea lo bem organisada e tao respeitavel ; mas
ao mesmo lempo aunnnciou que urna parlo dos
nossos soldados a volver para seus lares, c que
os proprius chefes reassumiram os encargos ou
as oceupaces do paiz.
Onde termina a guerra comeca a obra da po-
ltica e da diplomacia.
Ignoramos aindo quaea sejam as combinscoes
que teuhara de sahir das conferencias de Zur'ich.
A rainha da Inglaterra no discurso de encerra-
meiito do parlamento, declarou que nao havia
aind'i recebido as informacoes necossaras para
poder decidir se deveria tomar parte as delibe-
racoes de um congresso mas que regosijava-se
de achar-se em estado de contribuir para o esta-
belecimenlu de negociac&es, que colloquem a
paz gerahnbie urna base satisfatoria e duravel.
Por sua parlo, o chefe do foreign-officie
fez conhecer A cmara dos communs, que, con-
forme todas as informacoes olliciaes que ha re-
cebido, persista em suppor que a Franca e a
Austria nao empaegaram a forra para restbele-
cer nos ducados as dymnaslias exautoradas.
Como v-se, os negocios na Italia csto longe
de achar-se definitivamente arranjados ; e a di-
plomacia tem anda mullo que fazer nelles.
Nao sao os ducados somente que repeliera com
energa seus aoligos domiuadores ; nao a cida-
de de l'arma somonte que pelo oryo do seu pri-
meiro magistrado o conde I'hilippc Linati, de-
clarou, que as popularles esto unnimemente
resolvidas oppor-se, anda que pola Torca, a
toda a idea, toda a tentativa de restauracao.
As legaedes, que acham-se sob o dominio do
soberano pontfice, repeliera cora igual energa
esse dominio ; e pois corto que a paz e a or-
dem sero impossiveis na Italia tanto quanlo os
povos forem toreados a supportar governos que
Iho sao antipathicos
Haveraos analysado documentos officiaes que
nao dcixam a menor duvida acerca da deplora-
vel administrado dos estados pontiticaes. Temos
ouvido vs agentes da propria Austria declararem
que a justica ahi era alertamente vendida ; que
os abusos mais monstruosos eram commeltidos
impunemente ; que a incompatibilidade mais
profunda exista entre aspopulacoesda Romana
ea anta S ; e ouvimos igualmente a deposi-
cao_de Mr. Rossi, o infeliz ministro de Pi IX.que
emitla em juizo nao menos severo.
Alera de que essas mesmas populac&es nao
fazera mysterio de seus votos c do seus anhelos.
O que vai pois fazer.se ?
Deixar-se-ho essas populacGes inlolligenles
asmaos com um poder que ellas aborrecen! ?
So poTlemo-lo acreditar.
Entrelem-se com o m.uor cuidado a opinin de
que, destacando-so uraa porro qualquer dos
estados romanos para pu-la sob urna auloridad
dilferente daquella de papa, far se-hia A religio
calholica um ataque irreparavel ; opinio que,
por errnea, devemos combater cora tanla ener-
ga, quanfo o crapeiiho que se desonvolve na
respectiva defeza.comprindo-nos sobretodo afer-
vorar-nos por vencer os escrpulos religiosos,
que so exallam com esse ini de um modo dos-
mesurado.
Para aplacar semelhantes escrpulos nao bas-
tan)argumentos ordinarios,fez-sc preciso que nos
apoiemos era autoridades competentes e dignas
do respeilo dos liis ; que citemos os trechos
sagrados, as opinioes dos chefes da Igreja.
isto havemos feito cm artigos publicados an-
tecedentemente.
As palavras de Jess Chrislo. as de S. Pedro,
dos Santos mais venerados, dos papase dos don-
lores mais illustres bao sido produzidas e tem
confirmado a opinio de que o chefe da Igreja Ca-
lholica nao devia administrar nenhum interesse
temporal, e que por conseguidle poda-so dispor
si o exigessem as circurastanrias, do todo ou de
parte do dominio temporal do papado, no inte-
resse dos povos, sera que com istu perdesse ou
fosse alTeciada a religio em si.
A isto, a osle complexo de pravas liradas dos
documentose das iradicoes mais venerareis da
Igreja, sabis o que nos bao opposto ?
E queris conhecer era que termos respondem
os iiussos adversarios .'
No^querem ver, di/ein elles, que at esse po-
bre Siecle"pretende campar de taeologo e met-
ler-se a ensinar o caUccUmo ao soberano pon-
tilice ? Todos os theologos dossa nova (ornada
distuguem-se por urna profunda ignorancia acer-
ca dos dogmas calhoticos ; fallara como os cegos
tratara a respeito das cores ; si os juizes sao de
urna notavel falsidade, si, em urna palavra, o
odio e o temor do calholicisrao sao o seu nico
mubil, essas pieoccupacoes constantes sao anda
nina humenagem involuntaria rendida a religio
de Roma. Em geral p6e-.se de parle o que nao
tem valor, nao se combate o que nao tem forca,
assim como deixa-se de temer o que impoten-
te, e nao se collocatn todas essas pecas as bate-
ras seno quando a fortaleza aprsenla fortes
bastios.
Responder por tal forma
declarado de vencido
lliviamos previsto o famoso argumento le nossa
profunda ignorancia ; mus ignorancia ou nao,
pouco importa !
Os textos que citamos sao falsos ou verda-
deiros *,
Nisto est toda a quesio.
Se sao falsus dizei-o ; aecusai-nos ; se porm
sao veidadeircs, quw leudes a oppor, e que pode
fazer para o caso a profunda ignorancia dos dog-
mas calholicos?
Por acaso seria um dogma o governo dos es-
tados romanos pelo papa?
Os nossos antogoislas sao algunas rezos ha-
bilissimos, mas desahamo-los a que nos provem
que em a'.gcra lempo fosse onsinado esse dogma,
ao passo que mtiiiiplicamos pravas ao lontra-
no, que fogem de refutar.
E por ventura S. Pedro Santo Ambrosio. S.
Chrisoslumo, todos esses padres, estn tambora
sepultados rrSaraa profunda ignorancia dos dog-
mas calholicos?
Suasepliiioes nao lorio algum peso por acaso t
.Nao estaro todos de aceordu sobre as dosordens
profundas, irromedioceis, que invadirain a igre-
ja no dia ora que, renunciando o espirito evan-
glico, os ministros da religio occuparani-se da
acquisico de beus temporana ?
Ledo, pois as laueutacoe.s de Santo Hilario,
que compara-os aos tscribas e nos pharUos, que
fatiam na apparencia estiradas oraeet e engu-
lla m as casas das riuvas.
Lde S. Jeronyrao, que refere comddr'oin-
dignaco, que nao havia sorte de artificio de que
os sacerdotes e os mnngcs de seu lempo se nao
servissem, para attrair a si os bens dos parti-
culares. S. Jeronymo 6 tao forte neste lugar,
que seria impossivel reproduzir seno em lalim
os departimentos que elle apresentou sobre es-
ses artificios.
Lde finalmente S. Basilio, S. Gregorio Nazian-
zeno o todos os mais notaveis Santos desse tem-!
po, que trovejaram contra o temporal eccle-
siastico.
Inquir porque os imperadores Valentinano e
Graciano viram-se obrigados a publicar contra
esses abusos monstruosos uraa lei, queiuterdizia
a todo o ecclosiastico a entrada em casa de viu-
va e orphas ; e porque o papa Dmaso ordenou
que ella fosse I da as igrejas de Roma.
Era preciso que o mal fosse mui grande, para
que se chegasse a um tal extremo.
Ignoris essa palavra cheia de amargura, que
escapou ao neto de Clovis, a Chilperico, e que
Gregoriode Tours refere no livro VI, capitulo 46 :
Nosso filho tornou-se pobre ; as nossas riquezas
foram transportadas para as igrejas ; s os bispos
que retlo, que gozam das grandezas, que
nos nao desfructamos mais .
Foram as liberalidades dos reis que constituin-
do esse dominio temporal, ao qual o papado
provincia servir apenas para o servico de con-
Juoco de mala;, servico, que. com quanto seja
de incontestavel ulilidade nao ella no entinto
o unico que se procurou attender com a creaciio
la companhia e com oj favores que Iho foram
concedidos.
Esto mal, filho da inobservancia de urna ta-
bella definitivamente approvada pelo poder com-
petente, nao tem escapado ao digno agen le da
companhia e s reparlices fiscaes.
O agente da companhia convidou aos carre-
gadores a que com antecipaeo fizessem todos os
despachos de suas cargas, e as repartics fiscaes
pre-tam-se ate a trabalhar em dias era que sao
dispensadas de funecionar, com o louvavel lim
de prestarera seus bons ofQcios a quem se v
privado do que li^itimaraenlelbe pertence.
Porm nada disto p le anda satisfacer, por
que iniroduzio-se tambara, e nao sabem como os
abaixo assignados, o inqualificavel costuraa de
serem considerados como gossndo da previlegio
os carregaraentos de outras provincias, recusan-
do-?e os commandanles a receber toda e qual-
quer carga sob pretexto de se adiar o carrega-
mento completo cora o que lera de recebar nos
outros portes,
Um exemplo. para se nao dizer que decla-
macao, apresentam os abaixo assijjnados o exem-
plo de um facto que com um deles se passa.
I.stavam promptos, j despachados os gneros
de que tinha de fazer remessa, quando chegou no
sabbado o vapor Oyopock das duas para as tres
horas da tarde, e sendo aununciada a sua sabi-
da para as 10 horas da manhaa de segunda-
fetra, pretenda fazer o seu embarque, quando
fot esle recusado a pretexto de que tendo o vapor
n^eip'aU^ de receber carga de farinha em Maranhao. e ou-
cipios religiosos.
Onde ha nelle a sombra de um dogma f
Fallando-se dos estados romanos tem-se dilo
que elles sao o dominio de S. Pedro e heranca
citem-nos por urna lnha, urna palavra
del
que justifique esta asscrco, S. Pedro eslava lon-
go de suspeilar que seus successores seriam so-
beranos temporaes, e Jess Chrislo certamente
nisto nao cuidava de sorte alguraa ; por que ha-
via formalmente interdicto seus apostlos toda
a denominaco dessa especie.
Quando combinacoes da poltica julgasscni ne-
cessario, que o chefe da igreja fosse privado no
soraente das legaces e das Marras, mas ainda
de todo o seu poder temporal, nenhum dogma
seria offeudldo ; e a igreja. longe de ser ames-
quinhada, approximar-se-hia pelo contrario das
intencoes do seu divino fundador.
Nos jamis insistiremos bastante sobre esta di-
viso essencial.
tra era diffsrentds portes, nao poda por issoac
cetor essa carga, que ao maior frote alm dos in-
teresses da companhia, deve-se ainda accrescen-
tar a commodidade della, circuinstancia que cuiii-
preser milito altendida,
Prescindndo porm os abaixo assgnados de
mais c'onsideracoes, entendera que sem se esbu-
Iha-los da um direto, nao podem os vapores
partir deste porto antes que se completen) as fin-
ia e quatro horas uteis.entendem igualmente que
nao havendo disnosico alguma em favor das
"provincias que f/cara ao Sul desta. nao podem
os com mandantes dos vapores fazer a recusa a
que estao habituados, contraria aos nteresses
comraerciaes desta praca, abusiva e arbitrara,
dentis disposto, porque ella se nSo funda mais
O clero, emquaulo corpos^co temporal, ten-1" 1U* etn um canricho, ou quando menos em
do influencias e intereses temporaes, nada lem | uraa ntellibei|^|Vrronea.
de csmraum com a jaligao. suas pretencocs na
ordoi temporal s*) formalmente contrarias s
prescrpedea evanglicas. Pode-se por tanto ani-
lysar o clero sem atacar a religio, c, ras cir-
cuinslanciasacluaes honrar a esta, render-
Ihe homenagem, oppor-se aquello.
Nao estar no espirito do evangelho e da re-
ligio o defender-se contra os cardeaes a libcr-
dade, os diretos das populares infortunadas,
que ha longo lempo soffrem sob o dominio tem-
poral da Santa S.
Nao oslar no espirito da religio o oppor-se
a todas as tendencias retrogradas do partido ul-
tramontano, parte do turbulento que tem exer-
cido no clero urna to funesta influencia, e que
tem-no arrastrado constituirse adversario da
liberdade?
As eonsciencias que se tranquilisem, por quan-
to pode-se tocar no dominio temporal da Santa
S. sem locar-se na religo. Nao somos nos quo o
affirmamos Jess Chrislo, sao os evangelistas,
sao tudos os padres, lodos OS Santos, lodos os
doutores da primitiva igreja que o dizem, e con-
sequentemeute dovemo-lo crer.
A auloridad temporal do papado nao um
dogma, como no-lo dizem mui inconsiderada-
mente escriptores que nao recuam de taxar os
outros de ignorantes : nos prova-los-hemos era
oulro artigo com o exame d^origcm desse poder
temporal, o qual se elles a tem prodigiosamente,
veremos se esta origem tem como pretendem,
alguraa cousa de dogmtico ou de divino.
Come quer quo soja a agilaco suscitada pelo
partido ultromontano com o instincto da suslen-
laco desse poder temporal una agilaco de
partido falsamente coberta com o manto da re-
ligio.
Esor-nos-ha fcil prova-lodemonslrativamente.
( SicleWitiuvio ).
Os aba*-, assgnados dirigindo-se a V. S.
fora a vupoi icio que ora fazem, confiara que se
INTERIOR.
nao importar urna
Para Xt deontiibro de 1859.
Illra. Sr. Os negociantes da praca do Pa-
ra abaixo assgnados, j ha mais lempo doveriam
ter levado ao conhecitneiito de V. S, os prejui-
zos sem conta que eslo sodrendo era suas one-
races commerciaes depois que foi alterada a la I
liella, pela qual se regula o lempo da oslada que!
devem ter os vapores da companhia brasleira i
de paquetes, em cada um dos portos de sua os!
cala.
Sendo a nova alteracao feita com o fira, mu-
to util sera Juvida, do tornar mais breves as va-!
jrens, foi por isso necessario diminuir o tempo de :
demora nos diflerenles portos ora que tocamos1
vapores ; mas por esta inasina razo de ter ha- |
vidouma seraelhante diminuico cumpria que a
poniualidade fosso entendida nos devidos termos
sto que as sabidas se nao fizessera antes da
hora marcada assim como sa nao fizessem depois
para que assim se attendessa de urna vez a todas
as conveniencias.
Para as outras pracas que demoram antes des-
la, ha a regala de tocaren) n'ellas, duas vezes
os vapores ; ora quanlo que osla pela circums
lamia excepcional de eslar no extremo da lnha
nao Ihe perraittido gosar de uraa somelhante
vaniagem.
Esta razo de bastante peso para quo se
conceda praca do Para algum favor, em com-!
pensaco desta des vaniagem, devda a sua posi-
cao, alim de que por este modo ella possa vir a
gosar dos beneficios que traz a navegacao a va-
por, de que so v esbulliaJa.
Ihes (ara a justica em que esto no seu direto re-
clamando-a.
Aproveitam mais os abaixo assgnados a op-
portundade de manifestaren a V. S. sua per-
feila estima e disiincta consideraco.
Illm. Sr. gerente da companhia brasleira de
paquetes vapor.
Manoel Onety.
Augusto Tappenbeck & Comp.
Lamaro, Horta <& Comp.
Lucio de S. Machado.
Pptn. Bishop Norris ex Comp.
Jos Pereira Uias.
Singlehurst Brocklehurst & Comp.
Manoel Jos Carvalho ^ Comp.
Tedro Martins & Comp.
Manoel Jos Ribeiro.
Ppra. Tissetfrezes.
A. Harsmandi.
Antonio Marques de Carvalho & Comp.
Antonio da Molta Marques & Irruios
Francisco Jos de Araujo.
Joo Augusto Correia & Comp.
Gualter Jos Ribeiro.
Justino Jos Ramos.
Antonio Domnguos de Souza & Comp.
Costa & Chaves.
Manoel Joaquim de Fretas & Irmao.
Ppm. A. Campliell c\ Comp.
Jos Ventura dos Santos.
Juan Gasto.
Gerardo Antonio Alves Filhos.
Joaquim Francisco Ramos da Cruz.
Joaquim Francisco Fernandes.
Francis Moran.
M. A. dos Santos Leal.
Hearique de L Roque & Comp.
Deniz Crouan i Comp.
Ppra. da Mulher uval & Comp.
Elouard Leduc.
Joaquim Francisco de Souza A Comp.
Ppm. I. H. Gaensly & Comp.
T, Gaonsly.
Le ti \ Santos.
( Diario do Commercio.'
mmistraiivo j e l.asianm couiiecnlo por tojo o m crrin.i -.,.i,i.......i_____ a TTT-------'----------
Brasil, pelas adrainistracoes que multo o honra- d" t?0" n .a'r' a .'bra ah! 'nfi^"
e esperan, que^o estada anarchico, qne reina n,\SriSSSESS^AfSSf^ST
nolZ{T'S \pr0y\nC1:, dBVBffB2w,.le!* Iguns pontos i al ra col deravol
t%*% ?Jt5tEl LofelU<2?ment0 : Por cima dos montes que se levantara em luga
ros- scitar dessos ttulos infernaos ou dos arma-; rPes destinados sua passagem. \ mlluwic Id
*r%"0le*g"'n a sopu tarara : es- governo tem feito que grande non eudueac
rlZZnSv CSS3 i"0" 5reP0,nc1ia' m' d ci,ntes;tenham comprado acrd da rompan b
ofeno^fe^ cred,to.cheiue a",:
a
afflicto? e perseguidos.
A comarca de Braganea onde reina urna ver-
dadeira anarchia, tem "estado infestada do la-
droes, assassinos, e entretanto nenhuma provi-
dencia enrgica se havia dado. O juiz munici-
pal daquelle lugar o Dr. Manoel Percira da Sil-
va Drarabilla, distincto Peniambucano tem sido
disre3peitadn, e mesmo insultado por alguns ho-
mons, que sendo exaltadissimos as suas ideas,
i issain por cima de todasas considoraces.e nao
trepido lancar as salivas do insulto ta casa de
qualquer pessoa que queira proceder com houes-
ttda e circurapeco as suas attribuicoes.
niolueH;vmK da SO**' ',UC, ?m : '-^0 ^m Tr^cTi "
njo tutelar vira trazer o balsamo consolador aos s k ..,.,,!
lHir.1.. ,. _.....,;<.. i ** *" '- .ni.iiis.ii el
quando so trata de nr'.
I mover o bem publico, e em breve o Staranha
i Ihe ter rauito que agradecer.
O nosso Ihenlro ach a-se arruinado, e pnura
. peranca temos de que to cedo se proceda a< -
| reparos de que carece.
lem aqui produzido milito sousaco o gor.
descontentamente o novo regulament'u do sel!'
I'lauhv.
Parnahiba, 5 de novembro de 1859.
Amigo Calvo.Nao se admire da appariro ta
inopinada de um seu correspondente nesta ve
dar, sendo para delegado de polica o lente do quer parte que se acha. pela consciencia ou
1 i ao dl' '"''""""13 ,,e hui. Antonio Jo-' tora dos relevantes serviros probados or ol
slereirade Carvalho, e para subdelegado, o i aos principios de ordem) e s inslitnicoos d
capitn Manoel Bernadosde Souza, cora os seus | nosso paiz, lendo-sesubraergido
competenies destacamentos. Esta resoluco de Geribuz pelas aguas do
S. Exc. necessariamente h) de pacificar aquelle
ponto da provincia.
Acidadc de Camota quo ha mais de tres annos
lem sido montada A ventado de alguem, boje
propriedadi' dos liberaos equilibristas.
A salubridade publica nesta capital tem sido
bastante alterada, talre pela irregularidade da
dstaco. A febre amanilla que desde 1850 se
tornou para o Brasil uraa molestia endmica.tem
apparecido nesta cidade com alguma intensida-
de. Os
as alturas d<
rarnahiba, ao passa
pela embocadura do cristalico e caudaloso Urus
suhyfoipor um genio benfico que habjta n-
limpidas crlenles desse rio. lomado sob su i
guarda protectora, viudo lanca-lo, qual nove
lonaihas, s plagas desta prosaica e rWalericu
trra, onde aquillo se passa ainda tendo aquilh
com que se compram os meliies.
Cora otfeito nao esperen to prodigioso mila-
gro, e menos Ihe estar agora a contar o caso di
perigo em que andou a rainha pobre e insigni-
de. Os eslrangeiros, assim como os naluraes, j liranto individualidadede mudar de estado po-
te m sido acommetlidospor osse nial succuinbin-; rm afinal o passado, passado esquecamo-lo.
do victima dellc : com a differenca porm de os j Acho-me pois do facto alojado presentemnt'
ou vomitado, nesta cidade, contemplando o pro
gresso do presento, o as ruinas do passado..
eslrangeiros, raorrcreni inmediatamente, e os
naturaes durarem as vezes qunze dias.
Tem-se sentido grande falta de governos de
primeira necessidade, A carne verde tem qua-
si desapparecido do morcado ; a farinha d'agoa,
Onde a pobreza tira a sua subsistencia, est por
m prego fabuloso e nao ha no mercado.
.No dia 22 saino para Cayena a corveta de
guerra Ibicnhy levando o nosso cnsul Joo
Wilchens de Maltos, que desde marco achava-so
nomcado.
At outra re/..
ODiphiles (doTar.1
Mnranlifu.
S. I.uiz 28 de novembro de 1859
Segu no Paran urna commisso que a c-
mara municipal desta capital enra S. M. o
Imperador para cumprimentar em seu nomo, e
depor a seus ps os tributos de tidelidade e res-
peilo de seus municipes. Nao tendo esta pro-
vincia ainda por esta vez a honra de receber a
visita dos Augustos Viajantes, nem por isso
menor o euthusiasmo qne se nota em sua popu-
laco, e que se traduz no ardentc desejo que ella
musir de merecer igual honra, e na parte que
toma na alegra das que a ten) lido.
A viagem de SS. MM. c hoje o assumpto de
todas as convorsacoes ; narra-se aqui e comnien-
ta-se mais de ura rasgo de magnaniraidade de
S. M. o Imperador, mais de um desses actos em
que a beneficencia c boudade do Mona echa, gra-
van) no coraco do povo o sentimento de mo-
narchia.
As demonstragoos pronunciadas de cnlhusias-
mo c alegra com que o Imperador lem sido re-
cebido cm todas as provincias onde tora ido, de-
vem-n'o ter convencido de que 6 no amor dos
brasileiros que se firma o seu Ihrono e de que
elle reina sobre nossos corages.
A nossa provincia continua a laclar com as
difficdldades que Ihe resultara do augmenta dis-
proporcional de suas despezas a par da diminu-
Na verdade a Parnahiba, quo amigamente er
una cidade to prospera, devido a industria t-
actividade deseos habitantes, cujos signaos ain
da se notara, ha 5!) annos a osla parle, que .i
industria e actividade daquelles succcdendoi
indolencia e incuria de seus descendentes, tele
vivido esla illuslre patria de cavalleiros na>-
montados, em completa decadencia, carpindo <
negligencia e a iugralidao de seus lilhos.
Agora porm a Parnahiba como quo j uva
reanimando com o influxo poderoso dos vapo-
res, que j Ihe vo trazando a vaniagem de fre
quenleraeme povoarem-na do grande numero d-
passageiros, e gra*, que aqui aporlam no Ca-
mocim para o norte ou sul, ou em demanda di
l russuhy, afimde ne'lo se iransportarem par;
os centros das duas provincias linvitrophes as
sim vai aqui apparecendo de vez em quimd,.
mais vida, caras novas e menos sedices do uui
aquellas cora que vivemos do familiarisado-
Vnius voets tenor fastidium offert et varieta-
delectat.
Anda ha poueos dias se tornou esla cidad.
iileirainente festiva com a chegada aqui do Era
Sr. Dr. Diogo Velho C. de Albuquerquc c d
srande numero de passageiros, e sera duvid i
;i esse elemento vaporoso, e portentoso, quo
devoraos o mdisivel contentamente, que todo-
os Parnahibanos sentimos sem dilferenca de c'
poltica por haver aqui aportado pela "primeira
vez um administrador de nossa provincia. Lj.,
que seraelhante assumpto cheguei, justo qn
complete a noticia.
O Exm. Sr. Dr. Diogo Velho desde que foi Ro-
meado presidente para esla provincia manifes-
toulogo a ulencao devir sallar nesla cidade
abra de subir no vapor lluvial da provincia e ob-
servar o estado desta navegaco, e conhecer do-
melhoraraentos que precisar. Foi-nossemelhan-
le noticia asss grata e lisongeira, e ancioso<-
aguardavamos o complemento de tal nova. Che
gando o Camocim no dia 12 de vulla de Cear,
cao evidente de suas rendas. Urna idea que des- i "os determinou esse dia desojado, e etrectiva"-
CORRESPONDENCIASnODIAUIO DE PER-
NAMBl'CO.
Para S6 de novembro ilclH.-,:.
leu charo amigo, Reatando o fio da cadeia
que me ligava as columnas do seu mui cuuccilua-
do jornal, o qual pur motivos imperiosos e intei-
i ament independenios.de minha vonlade, se ha-
via quebrado, varillo se de va ou nao continuar, e
levar avante a rainha improza atientas as diffi-
culdados cora quo teuho do lutar no immenso
campo, em que ora so acha plantada a irapre.l-
sa nesta nossa tena de Saula Cruz.
Cora cffeito, sera habilitages para escrever,sera
estylo algum quo possa servir ao racuos de egy-
de ao meu demasiado acanhamento, grande
ousadia de minha parte, o pretender que osmeus
rasranos sejam estampados no mesmo lugar em
que tem assento as copias liis dos ponsametilos
dos grandes colaboradores do seubellissimo Dia-
rio de l'ernambuco.
Mas como, segundo Cousin, querer pudor
embora a pratica em alguns casos evidencie o
contrario a este principio do distinelo philosupho,
1 vuu ver se querendo en, roadjuvado pelos raeus
Pelo que (fea exposw deduz-se que alm do Idi E^SoT^miSu0 **" ^^ ^"^
custo espaco estabdecido pela nova tabella, elle j Vmc. deve saber que o nosso distincto Pcr-
ainda alterado, marcando-se as sabidas de mo- nainbucano, o Exm. Sr. Dr. Antonio Cocino de
do quo nao ficam preenchidas as vinte e qualro1 Sa0 Albuqueique.scacha de posse das redeas
horas uleis que d a tabella. da administracn desta infeliz provincia, que,
t\ .' vaina a verdade, quasi suecumbe ante a sucecs-
Ora, se as vinte e quatro horas nao saosuQi-!Sao nao interrompida de tres administradores,
cenles para que dentro deltas o commercio sa- i q"f nada mais fa/endo do quo entregar-se nos
tsfaca a todas as suas necessidides, est visio bra'.os do partido liberal equilibrista, acabaro
que nodas arbitrariamente como lem sido, i pr d""Ltril,,,iphr f m&} J?1*,01 Perse?u'So
,. "" ,uu' aos conservadores desta malfad.id.a provincia. O
dir q:i9 a naveg-rao a vapor pa-s esfn Esm.'Sr. Dr. S c Albuquenfde, cujo tlenlo od-
cobre menor reflexo sobre os trabalhos das
assembleas provinciaes, a tendencia que em
todas se nota de supprrair os impostos, por be-
nevolencia para com o povo, o de votar despe-
ras ao mesmo tempo superiores s rendas pru-
vinciaes ; exlngue-se assim as (antes de rique-
za d;i provincia ese a enlloca as circumstancias
de nao poder satisfazer as mainres necessidades
do povo, a quem por esta forma se faz mal era
vez do bem.
Flha desta circumstancia,
bem couhecidos, a situacao
viucia dosanimadora A presidencia bracos
cora os mil embaracos que Ihe offerece esso s-
te estado de cousas, mal pode cumprir os empe-
nhos que j achou contrahidos E que ditlicul-
dades nao tem ella encontrado, para restabelecer
o equilibrio perdido entre a receita e adtspeza
da provincia? Tcm-lhc sido forcoso dimittir ein-
pngados, supprimr reparlices e tomar emm
muilas outras providencias, que sao verdade
justificadas pela necessidade, mas que tem algu-
ma cousa de odioso c de relativamente duro.
0 Exm. Sr. Dr. Silveira lem cuidadosamente es-
tudadu as circumstancias da provincia, o seus
actos provam o desojo que o anima de por um
termo ao progresso do mal c de cura-lo. Elle
mente fomos vanas
barrada Amarraran
pessoas esperar S. Etc. na
desde o dia 21. A final ia
quando dcsacorocoavamos e al o coronel O-o-
rio se havia retirado, rompendo a aurora do dia
25, eaoesfrogarmos os olhos surge por entn
nuvens transparentes e as verdes ondas que a>
beijavam, o fumeganle Camocim, que oigulhcsi-
e arrotante pela alia dignidade quo cuiilinha e
du digno deposito que Ihe foi confiado, toto's
euibandeirou ao demandar a barra e investinde
c de alguns fados i a serena c garbosamente, voio fondear no anee
pecuniaria da pro- fado'""o da Amarraco s 8 horas da manha.
Os habitantes daquella povoacao, que alias
perlcncem a provincia do Ceara alegraram-so
igualmente comnosco da chegada de S. Exc, sau-
dando-o com girndolas e tiros de arma' glo-
sa etc.
As8e meia passou S. Exc. do vapor para ama
galeota de tolda e decente, que de diite-maoS
Ihe havia preparado, e fazondo o trajelo nella
da distancia de mais de 5 niilhas, qual da-
quelle ancoradouro a esta cidade, veio saltar
aqui ao pino do meio dia.
Os Srs. coronel Ozorio, cpitao do* porte, v
cummandante super rTSun teda a ollicialidade
da guarda nacional cm baixo do rigoroso unifoi-
me, e com lodo o arrogando militar, c alm d.
lem comprchondiJo que, sendo IndUpcnsavei sa-1 ,ull0 destacamento^ derdamente formado, rt
lisfazer as ohiigacos que posara hoje sobre os
cofres, 6 forcoso fazer entrar para elles o dinhei-
ro necessario para esse tira, e enllocantes em os-
lado de poderein pagaras numerosas subvenidos
voladas pela assembleo, c do cumprirem as con-
nirdes pecuniarias dos contratos da provincia.
Apezar entretanto de todos os estoicos feitus
pela zelosa e econmica administraco do Exm ts*^aatisfetto coi
Sr. Silveira, nao pens que estojamos livres de Nao querendo
una bancarrota. "iT01"- e uesejoso
leve lugar por portara de 18 do corrente a
nonieaco dos substituios dos juizes muuicipaes
o de orphaos para toda a provincia. Eslo ahi
eoinprelicndulos os homens mais importauli s di
ambas as cotes polticas, o que prova quo, o rae-!
rito c nao a poltica, foi o que guin S. Exc, !
Iiesso acto. Tem sido geralmente bem recebido
nos lugares em que tem j chogado.
Aqui chegou no dia 21 de corrente 0 Dr. Abi-
lo, que foi removido do cargo de chefe de poli-
ca da provincia do Cear para o mesmo cargo
uesta provincia. Sumus informados de que u Sr.
Dr. Abilio rene a ura grande talento, c s me- V|1,cia do Maranhao o coronel Egas Muniz, len-
te beram S. Exc. ao desembarcar nesta cidade .
aeompanharam-o al a matriz e all assistioa
um Te-Denm.
No lerceiro da depois de sua chegada S. Exc.
visitn o quartel de primeira linha, o alfandega.
a capitana, e finalmente ao vapor L'russnhy, qit<
logo lambem havia chegado se mostrando S.
Exe. saiisfoito com os com modos delle.
demorar a marcha regular di
de chegar ao tormo de su
viagem, parti S. Exc. desta cidade no dia 30
do prximo lindo, deixando em os poueos dias
que aqu estove comnosco, todos ora geral satu-
rnamente saudosos c penhorndos pelas mancira-
I lianas educo trato com que a iodos acaiava.
Anda grande numero da gente mais grad.>
desta cidade acompanharam S. Exc. bordo do
vapor al sahir do Iguarass, que c um braco do
Parnahiba queconduza esta cidade.
Seguirn) a bordo do vapor, igualmente com
S. Exc. os passageiros seguintes : Para a Unai
inajor Lobo e Veras, e para a Villa-Bella, po
rode-se
Inores qualidades, mutla actividade e muita ap-
tido para o cargo que vera desempenhar. De-
sojamos e devemos pois esperar que ello venha
augmentar aqui o crdito que ganhou na admi-
nistraco da polica do Cear.
i A estaco naval dos'.a provincia, hoje sob o
eommando do Sr. chefe de divisan Wandenkolk,
marcha na raclhor ordem possivel
parti elle para o Para na canhoneira Tiet, li- [
canuo nicamente ueste porto perlencentc es-
taco o brigue Caliope, por estarem os mais na-
vios empregados em diversas comraissos.
Prepara-sc ura grande baile para o dia dois d(^
dezenibro. A julgar pela mportancn das pes-
soas encarn-gadas de promover o subscripcao e
pelos exforcos que fazem, eremos que a realida-
de corresponder s esperanzas.
Gracas ao Exm. Sr. Silveira, eremos que agora
a obra do encanamente d'agua do Atiii chegars
te Tlieodoio Freir e sua joven seiihnra, o com
mandante superior desta cidade, alteres Jone
Vcira Guedes e dous inferiores o seto pracase
tora duas que acompanham S. Exc. e a cria-
tlagem.
De volta desle bota-fora vemos reflexionando
i sobre as ideas polticas que S. Exc. raanifestou
!, 261 nesta cidade. e suas disposicoes, quo togerjl
mente agradaran!, c depois disto, se voltaria ou
no no prximo futuro anuo a tomar assento na
cmara, e neste caso se por aqui tornara a vir.
Era pois esta tima quesio, que apenas alguem-
se aventurava a responder por conjocturas e uc
de sciencia certa, e assim se esgoteu a verba, e
viremos folha ... ...
Remontemo-nos agora administraco passa-
da, o aquilatemos a Bituaco em que vai o Exm.
Sr. Dr. Albuquerquc receber a provincia.
Recebendo r. provincia no estado de dcsmai:-
conclulr-sc. k eropreza tendo j empregado I dos em qne deixott o Sr. Gouto, o Exm. Sr. Tr
/*
MOTILADO
N


w
DIARIO DE PERSaMBCCO* SABBAPO 10 DK DEZEMBKO DE 1859.
i.tislos.i do Amaial muito bem coiupren'eiideu as| Mendos Lobato, que se unidlo au 0isp ue Pe-
do lutar, e tem justa- nasnbuce, pedindo-Ilw missionarios alira de ca-
os, sao 08 proprios a elogia-
Uewwaios 13 alguem por ventura syslemalico,
- ifequom se duvida de seu bom sonso, ou de
'-rtjdWpeado.
Kqualqucr provincia, que passa por um :a-
idysma semelhanto. o partido que acaba de ex-
oermeut.ir duras perseguifoos, subinde le re-
!>*nieao nader, sobo com gana, e onto oscon-
s.|| lecaeoes muito pesando no animo ele S. Exc, e
procurando prevenir o menor acontecimento
lt^agradavcl, tcm refrendo os impulsos dostoo-
-ervadores. fechando ate os olhos a allomas no-
iraaces menos legaes, taitas poi seu antecessor,
j quando dtmillido, e s aftendendo alguma rc-
Jamoeo do partido conservador rigorosamente
justa e razoavol.
Tal modo de proceder c por certo urna prora
aba] de prudencia, reflexo c lino a
Este bspo mandou immediatamcnte um mis-
sionarie italiano Fr. Carlos do convento da Pe-
uhn, o qual abri missoes em pringo em Missao
Velha, o depois ein Missao Nova, no Miranda e
em outro- lugares circumvisinhos.
Encoulrei algumas escripluras de datas e ses-
marias do 1680 at 1685 que foram concedidas
pelo re de Portugal a pessoas maradoras na ca-
pitania de Pernambuco ou da Baha, as mor-
II0> que .n.Duiji jii .i j a mu juu pea.iUeu llaS sujs
excursoes* pelo districto do rio Jaguaribe, ante-
riormente ereacSo da villa do Ico.
Nesta guerra foram mortos indgenas sem nu-
mero, em nomo da randado christa, porque el-
les nao queriam aceitar a catachese e a civilisa-
eao do velho mundo, que acabou com os que se
fecollieram s aldeias, sendo perseguidos caca-
dos cmno feras as brenhas os relapsos, qnc ni
gto d'ellas, ou que a ellas nao se queriam reco-
Iher ; assim como ahi tainhem foram devorados
pela bexiga e nutras epidemias importadas da
Europa. Mnitas foram eseravisadas, como conste
de inventarios do principio do secuto 3CTIII, nos
quaes se declaro escravos de diversas tribus iu-
digenas.
A junta das missoes de Pernambuco mandou
rancie numero de. missionarios quedirigiratn as
>< piiiJSI Usie U'lillllo, seis .in.io ui'jiiua da
primeira acamarla a favor de Monte. Geraldo
de Monte ^lespeitado por este procedimento de
sen cimbado assentou de se oppr por lodos os
modos possiveis a tomada de posse destes terre-
nos. Depois de urna longa queslo entre os
rercorreu as ras um carro pnmeiraueiii r-
niade.com cinco meninas v"eTnTas de branco
e ingrinaldadas, as quaes cantaran) um bymnu
em presenta de S. M. Houre tamben) um bonito
fogo de artificio. Em todos esses festejo e ova-
cues leve grandissima influencia o disiinclo Dr.
tns do rio de S. Francisco; o que prova ler si- 1 missoes, de que acabo de fallar; e para conter os
o lodo o interior da capilaoi do Cear povuado i nenphytos que nellas conservavam os hbitos de
pac gente \ inda dos serloes da Rabia .le Pernam- furto e de rapia, que tra/.iam das florestas, suas
buco, polis margeos do Rio de Francisco. E primeiras habitacoes, mandou armar em 1701, a
nao uto do eslranhar attendendo-so pouca 20 de abril, urna pol na ribeira do Jaguaribe,
importancia que ainda tinha o Cear, a sua pou- para dar trato aos Tapias e Paranis pelas bosti-
ca antiguidaUu e ao estado dos seus rios, que
dous poderosos fejvaes, recorreram as armas, um i Jos Joaquim Firmino, lioiuem vrddeirarnente
para impedir que fosse feila a mcdco, que era prcslimozo, o dedicado
urna das condices cssenciaes psse, e outra
para realisa-la. Passou-se muito tempo neslas
-contestacocs, sendo muitas vezes cortadas e inu-
tilisadas as cujas na occasio da medico.
Os Feitosas eran ricos, numerosos e muito
unidos, tinharn urna numerosa clientela o dorai-
navaiii as tribus Indias do Cariri, do Cari e do
Juca e l'nhomuns que armaram a favor da sua
causa. Os Montes muito mais antigos no paiz,
eram lambem mais numerosos e dominavom as
tribus Colaboras e Icos o nutras j mais civiliza-
das dasvar/.eas do Jaguaribe ; porm eram mais
espalhados e menos unidos. Reuniram gente en-
verara diversos encontros.
;co/i/h*q)
seccam durante o lempo do estio, quando Per-
nambuco e llahia, pelo contrario, eram mais an-
ivo o que nao pode deixar de naver ejicannba- tigos.mais povoados.c tendo-se ji respectivapo-
o as cos'as. e como de tacto, a un? estado de pulaeao derramado para o .menor na d.reccao
wclnmlt, posto que bem poneos mezes ti-
\osae para levar a sua obra a un estado satis-
factorio. Em todo caso vai o Esm. Sr. l>r. Diogo
Vll*oencontrar toda a piouncia ja em melho-
es condieoes. O Exm. Sr. Dr. Amaral r>
n.ma mate-Vw. inflaiumadn, e muilo fez, enUeau-
i-ajuin pouco arrefecido.
isto posto, c nao (altando, como de tarto, n-
.elligencia, e as melhores ruanciras no Exm. Sr.
Ir. Diogo, para captar ;.s sympathi.is de I
iesde j lhe aguuramos um govcnio de tecundos
sultados feli/.es.
iesla cidade a gente que se denomina do par-
do conservador a mais descontente, segundo
>e diz. por nao ter S. ExC. O Sr. Dr. Aniaral
metlido logo o faci em ludo, e clovado-os to-
dos as posieoes ofliciaes, o que 6 ainda mais urna
trova do que vimos de diier da moderacao de S.
Etc.
Esses sonbores aqui, salvo honrosas excep-
tes, nao sabem aUendcr a conveniencias pehii-
as pela razao bem simples de nao lerein poli-
lico, c s os dominar e.vclosivamenlc o egoismo.
i orgu'Hio demasiado e o ciume, que poltica nao
iiiiso em muilos.
En abono de utintu assercao. com minio mo-
lo, vou entrar em materias que desejara evi-
tar. ,
O Dr. Simplicio de Souza Mondos e sem du-
vida um dos tubos da provincia mais prestante,
que muito tem servido-a, o lhe conserva um amor
i-eal e nobre : como hoinom publico e particular
liioprestavel, que nao se domina : (orno pol-
tico extremamente dedicado ao paitido eoiisei-
ador de que memoro proemiuente, e lhe da
'anta forja e calor, como o sangue das veias uu
iirpo humano, goza do grande popularidad, e
foi um braco forte que valen asss ao Exm.
Sr. consellieiro Suraiva na mudanca da ca-
pital.
Xas ultimas oleiees olio suslentou com admi-
ravel constancia e'pertinacia a candidatura do
Sr. Dr. Sollos contra os intentos da administra
o de eolio que protega a do Sr. Dr. Borges, e |
.iftnal seniauifestou a victoria pelo seu lado. U
Sr. Dr- Simplicio pois nianifeslando agora dispo-
>iros de se apresentar era 1860candidato por
circulo deputaoo genil, os prenles
do Sr. Dr. Salles so oiuslraui intensos a
:StO
Entreunto os dous se dispem aventurar
sorte, e visto que ambos sao Piauhyeiises e igual-
mente conservadores, justo que osdeixem en-
irogucsa seus propriuS recursos, que bello da
xpeclativa conleniplar-se una batalha campal
.utro dous caiapeoes esforados,ambo fiorea-
l''*eleiLibus, arcades timbo.
do curso dos grandes ros, que nunca seccam, so-
bre ludo a de Pernambuco que ia tugindo ao do-
minio hollandcz ; o qual em cena poca do go-
vcnio de Mauricio de .Nassau, estendeu-se muito
para o centro da conquista.
Depois da expulsan dos hollandezes, outras
na-
causas rieran] influir na ponelracao da pop
cao para o centro do paiz : a creacao do bispado
de Pernambuco em 1076 e sobre ludo aquella
das juntas das missoes do Brasil, por carta regia
de 7 de marco de 1681.
Antes Jcst'.i poca as missoes do Brasil ostavam
lidades que commeltiam contra os moradores
deste districto; e por caria rogia de D. Pedro I
II.de { dejunho de 1703, foi determinado que,
alm das temporalidades oulhorgados aos ludios, I
licava-lhes concedido : Io urna lego de Ierra em '
quadro para cada aldeia, am de nella morarem
e fazerem as suas lavouras; 2o espaco sufficien-
te para edificarem uina igreja eseu adro; 3o ter-
reno para casas e oulros arranjos dos parochos
^missionario) snfncietites para terem criacoes do-
mesticas: 4o emrim que (nsscm pagas as con-
gruas ordinarias cusa da fazenda real.
Rasgo admiravel de generosidado de um mo-
narcha para com seus novos subditos, a quem
PERNAMBUCO.
A heroica cidade de Goianna don esla vez
urna bella manifestaco de sua adhez a mo-
narchia. Toda a cidade esieve em rebut co
desde as 2 horas da noite do da 5 al os 5 ho-
ras da manha dadia7 : ondas do povo enchio
as ras e pracas, e os vivas a SS. UM. ero cons-
lautes e i-tn pilosos.
A guarda nacional, recebnra s armada nina
pequea parle, estere reunida rom mais de 7(1(1
Qieialidade em
I COIIl|)l lllll'lll.ll
KEVISTAOIARIA
No
VISITA IMPERIAL AO SORTE DA MIVISCIA.
dia 4 do corrente por volla de 5 1|2 horas
da tarde, seguio, como j dissemos, S..M. o Im-
perador, com destino comarca de Goianna,
acompanhado da gente de sua comitiva,e dos Sis.
baro de Camaragibe, conogo rinto do Campos,
e mais algumas pessoas gradas.
Ao passar por uiin.l i, grande ajiintaniento de
seiilioras e hootena. formando alas da ponte do
pragas e boa msica. Toda a
grande uniforme apresentou-se
o llliistre soberano.
\ frente de tanto ehUiusiasmo e mouarchisni
forca confessar que se aehavam 04 Srs. coro-
Joao Joaqum, Dr. Freitas, Dr. Uircauo, Dr. de-
logado Cunha Bobello, Padre Figuciredo, Dr..
loaquim l.uiz, lenlos coronis Gadelhaj Denlo
Wanderley, Guedes, e oulras muitas pessoas de
distinecao.
As cinco horas da manilas do dia 7. apezar da
copiosa chuva que cahia, sabio S. M. da cidade
para Tejucupapo, alini de visitar o ponto em
que existi urna pallicada, defendida por una
guarnicao Ae mnlheres que denodadamente po-
leijaram contra os Hollandezes, na guerra da
expulsao destes. o tortim j est lodo demoli-
do, e apias delle exislem poneos vestigios, co-
... .. i -. i. ^w- iin. j-"i"v w w.-D-. wj -------------------r
era paralysada pela grande distancia e pela dif- urna capella,
(iculdad das relaces eoin a America. .barro, coberla
e lioiiii-ns, formando alas
rouba nulhes de leguas para fazer-lhes a merco Varadouro ;ilc a ra de baixo, em ardente en-
de nina legoa em quaoro!.... Chegando um tais- thusiasmo lhe drigiram aclamaees. O pavi-
siouaiio ao lugar em que- pretenda eslabeleccr a ; ihio eslava oceupado pelas senliors mais gradas
sob a direceo das juntas de Portugal, cuja aeco sua missao, azia primoiro que ludo levantar da cidade, as quaes acenando com alvos loncos,
ou de ramagem ou de madeira e se loruarain a alma das cuthusiasticas [manifes-
rta com palhas de carnauba, e nodo- lacoes.
A junta de Pernambuco cusiou bastante a se pois com lelha ; e em seguida mandava os Indios No seguimento da jornada foi S. M. encoiitran-
organisar, pois 80 consta que priucipiasse seus construir suas casas n'um quadro ao redor da j do sempre o mesnio euthusiasmo. O povo rus-
irabalhos a 26 de setembro de 16D2. capella. EsUblecida assim a missao, o seu : tico e grossero do campo, nao contente em en-
Outro motivo ainda contribuio para o mesmo ; missonarin tornava-se chele absoluto nella, I toar estrepitosos vivas, corriam ainda grandes
lim, e foi o espirito aventureiro da poca, espi- a ponto de que nom as autoridades civis, nemas espacos aira/, do seu Soberano. De distancias a
rilo que levou os l'aulislas parlicularmenlu e ecelesiasiicas, exceptuadas as da junta das mis- Jdistancias passava S. M. por baixo de arcos de
tr.esmo os labianos, a .tVr-'iiiar os maiores pe-, soes, tinharn jnrisdieeao nella, nem mesmo po-
ngos para ir, em todos os sentidos do interior do diam entrar na aldeia sem licenca do missiona-
Brasil, procurar minas ioexgolaveis. que urna rio, anda que fosse o cura ou vigario da freguezia
tradicao niui vulgar indicava como existentes de-
baixu do ttulo de EIDourado. Todava, era costume iioincar na aldeia um sd-
Co.no tiestas correras e entradas para o inte- ministrador, que, de inlolligencia com o niissio-
em cujo territorio eslivesse eucravada a missao. mandar aos ares gyrandolas do fogo, c
vivas de felicilac.au ao Augusto Viajante.
palmeiras. flores c ramagens, erguidos pelo
povo.
Grande mnllido concn ia a esses ponlos, para
entoar
rior fossem nolav luiente coutraviud,as as onleus nario, incumbia-se da respectiva gerencia: ora
regias, que garantan) a liberdade dos Indios, como urna especie de procuradores da missao,
pois que apanhavam-n'os 6 caplivam-os, aulori- que adestravam os indgenas no manejo das ar-
sle
rfqui
S. M. o Imperador marchava sempre ni frenle.
e em larga destilada, montando com elegaocia e
seguraiica. A todas as manifestacoe tirava o
i chapeo, e com bondadosa cortezia agradeca as
sados estes abusos ainda por urna doclaraco da ( mas, e os capilanoavam quando marchavam para effuses do seu povo.
junta das uusses, facultando o captiveilo de lo- a guerra. s. M. Irajava sobre-casaca preta, calca de cor.
dosos Indios apprisionados no Rio Grande do Esta accuniulaeao de jurisdicQao civil e eccle- i botas russiauas, e chapeo de palha do Chile, e
Norte e Cear, e eslabelecendo que, depois de siaslica cunviuha summamente aos missionarios montava um bom e bonito cavado alasao.
baptisados, deviam ser vendidos, o que se pra- e junta das missoes, que ulilisavam-se do Ira- i
tico j, El llei D. Pedro 11 decidi, por caria regia balho dos Indios, fazeudo-os trabalhar em sea
de 28 de Janeiro de 16'Jl, depois de lomar o ze- proveito e enriquecendo-se a custa d'ellos, corno1
lo dos padres da compaubia e do oratorio na con-. segundo declara o autor dos Aponlameiitos sobre
veis i dosdilos Indios, que ellos' fossem cousi- i o /listona do Cear, fa/.iam os jesutas chefes
derailos prisioneiros, quando lomados em guer- das missoes da serra do Ibiapaba; os quaes man-
ra, mas nunca eapliva.los : oidenainlo ao mesmo ; davam os seus neophilas buscar na praia sal,
passo qne fossem postes em liberdade aps a re- que carregavam s costas dos meamos, o envia-
cepcao do baptismn, e restituido aos respectivos vaui para ser vendido nos serios lo Pyauhi, e
compradores o valor que por elles livessem | com o respectivo producto conipravam fa/.endas
dado. como a da Tiaia e oulras, que boje formam o pa-
Esta le, porm, pnrece que nao foi rigorosa- trimonio dos vigarios de villa Vicosn. Foi para
menta executada no Cear, pois encontra em di- remediar estos e oulros peioros abusos, que D.
versos inveuliiarios feilos durante os primeiros Jos, por carta regia de 7 de juulio, de 1755 lirn
annos.do seculo WIll Indios de naco Cariri,, a jurisdicoocivil e ecclesiastiea dos missionaiios,
organisando villas e fregnezias indias, como o
veremos em seu lempo.
A proporgo que iam sendo destruidas as tri-
bus Indias, os colonos iam tratando de obler
lambem datas de Ierras. Urna familia viuda de
Pernambuco. e de nomo Montos, tirou diversas
sortos de Ierras as margeos do Jaguaripo, Ba-
Ao cahir da noiie siibreveio um ligeiro ugua-
ceiro, S. M. tomou a sua capa de viagero, o se-
guio sua derrota. Logo que escureceu, muitas
casas0 choupanas doilaram luminarias. Basas
homemgens, esse euthusiasmo que no^ povo do
campo encontrn S. M., sem que para isso fos-
sem preparados, de urna originalidade encan-
tadora.
As 7 1(2 horas da noite, eslava S. M. e sua
comitiva auto um piltoresco povoado, lendo em
frenle um grande e elegaute sobrado, e urna ca-
pella. Todos os edificios convenientemente il-
luminados, apresentavam um aspecto seductor :
era o engenho Monjope, do Dr. Manoel Joaquim
Carneiro da Cnnha. No pateo iodo juncado e
no sejam os foreos e as pequeas muralbas dos lem< e ,,1(,slrou-se satstata a
baluartes. S. M. mandou derribar urna sic*pi-|c0 |iipC7.a do uuartel c do a
ra, que encontrou sobre esses vestigios, e nran- orvas.
car o tronco, o qual o trouxo com<
Depois disso, se dignou S M. de aceitar um
ligeiro lunche que lhe oflereceii o subdelegado
do lugar. Francisco Das de Albuquerqn S.
M. fez a honra de por a sua me/a o dono da ra-
sa, e os Srs. presidente da prnvinria, bario do
Camaragibe, conego Campos, Dr. A guiar e sous
eommissarios.
Ao impo dia ombarrou S. M. no lugar das iiho-
tas, no vapor rra_;, com a sua comitiva, o os
Srs. baro de Camaragibe, conego Campos, Sil-
vino Cavalcanli, coronel Joaquim Ravalcanli, el
alguns oIBcines da guarda nacional, e oulras
pessoas distinctas que o acompauharam.
Pelo correr do 1 hora aporto,i em ItamaTC, !
na ilha velha, onde o Dr. Manoel Joaquim f
neiro da Cunda o esperava.
s. M. aehot nesse lugar decente hespedagem,
e cava los para fazer con; sua comitiva e\cnr-
ses pelos difterentes pontos da ilha, ludo pre-
parado pido Dr. Cnmeiroda Cunha.
da oxaltaco le entlijsiastico amor, que dedica
aos Augustas Visitantes, que oxislem entre nos
outroi Pernambiicaoo*.
No dia 7, por obra das oito horas de um noile
de bello loar, as senboras moradoras da Passa-
gem da Magdalena e das domis localidades ad-
acenlcs, em numero crescido, e com urna ban-
da de msica (rente, dirigiram-se a residen-
cia imperial para saudar a S. M. a Impera-
Iriz.
S. M., apezar de algumarousa indisposta, com
a bondade que lhe propria, e rom a oondes-
cendente atfabilidade que lhe irradia e Ilumine
as anglicas fciooes, apparecen varanda prin-
cipal do paco, onde agraderM as demonslraces
do sexo amavo], por entre vivas sem numero o
ao Mol do hvinno nacional.
Nao ha case* esrola social, nom coudico que
nao se anime, iuilammo p por fac' >- tradoza as
emoces agadaveis, qne lhe v,. non peitosde-
dicadmente patriticos, em presenca de urna
soliiilaoo lo grata, qual o abrigarPemam-
boco em o boio a personificaran da nos-a vida
soi i.., o peiihur da felicnlade da familia bra-
sileira, que ora se inunda do mais puro ju-
bilo.
Ouinta-feira ao moio-dia SS. MM. 11. fo-
ram missa na igreja do Collogio.
A' larde do mesmo dia, salaran, SS. MM. II. a
carro, peio bairro da Boa-Vis;a, e voiUiram do
sen passeio pelos'Ahogados.
S. M. o Imperador, jcoiupauhado do *
ramarista, ministro dn imperio, comni.iudan'e
di' pi lieia e mais comitiva, visilou o quarlcl do
corpo de polica s horas di manlna de hon-
nm a oscriplur.
rmaincnlii das re-
servas.
Chamamos a alten, n da auloridajdt pnli-
I ci.il da Passagem sobr*' alguns ebrios, qnc per
; all ap[(are.-,mii fa/.einlo lgunS desacatos, afini de
( que se u4o reproduza n que pralfcaraan tres dos-
si irmandade no dia 8, fui urna laboina que
tica confronte habitarn do Sr. Jos Pereira
da Cunha.
Quera est nesse estado earidade sor reco-
Ihidn para d.ir lugar evaporarn pa ifin
vapores bscchicos, qne lhe enchem o ccrehro,
ao paSSO qu
Sados.
ue assim Itam-se muitos dcsagui-
No dia8, por occasiag do dcsembaraiae de S.
M o Imperador de sua eteurso .i Counna, i-
'.'''^ zeram-Iboas devidas honras um pdrque de ar-
jar j tilharia rom posto de 4 boceas de fogo, e o d-
cimo halalhao de car-adores ao mando do Sr. le
nente-coronel Kelly,
A' noile illuminoa-se a cidade, assim como as
iltuminacocs publicas foram accenddas.
i) dia da Padroeira do nossu uni>orio Coi
\tsitou o forte Orauge, a povoa'.ao do Pilar, solemnemente '
aulas publicas, grojas, ele.
O enlhusasmoda populacoda illia, fui o mes-
mo que o dos oulros lugares. Ahi possoii S. M
o resto do da o imito, embarcando usd horas da
manha de S no vapor Piruja para esta cidade.
Fazendo n vapor a viagero entro a costa e os
arrecifes, leve de encalhar as proximidades d i
nosso porto, s. M. tomn a galeota, e veio pa-
ra torra, onde saltn as l horas do dia.
, ......... """ w.i-. improvuaram logo no comeen da ra
Logo no acto de desembarque lo, s. M. ctrm- w 0:n fl(MlU, Jo ,,. ,m
pnniontadopor grande numero do peswas dis- se elevava na soa matar ascensi
CEAH,
Kai-tule/.a S de dezeiiibro t^ SHStl,
MoJilem foi festejado u auuiversaiio do natali-
cio de S. M o imperador com toda a pompa 0
euthusiasmo indi/.ivel. llouve Te-Denm. arni-
ui.miento de toda tropa do guarda nocional e de
ludia com o maior aceio powivel
No din 21 do me/, prximo lindo leve lugar a
revadlo extraordinaria da Assembla provincial
: S. Exc. o Sr. presidente da provincia leu um
luminoso relatorio no qual fez sentir a necessi-
iade da le do oreamenlo da provincia as ro-
>es das modilicaces de seu [ilustrado anteos
sor 0 Sr. Dr. Silvlra de Souza, e lambem o ne-
isaMade de um acto legislativo para a creaco
Ja empre/apara fazer a estrada de rodagemdes-
i.i i-idade para a villa de llalurit.
No dia 26 do moz ultimo votou a assembla
provincial a le do oreamenlo no sentido que S.
Em. manifesiou ; e ja passou em segunda dis-
ctalo a aulorisaco para con'iabir-se um em-
prestimo de mil o duzenlos eolitos para a es-
trada de rodogein, com o premio de oil
co. Hoje pastar em lerceira discussn n
ntorida lei e lambem se encerraro os traba-
ilms.
A assembla deliberou que urna commisso
ah fosse, em seu nome, felicitar S. M. o impe-
lador por sua viagem as provincias do norte. Os
oomeados sao coarenses residentes ahi : os Sis.
Drs. Pigaira de Mello, Bandeira de Mello, Alco-
oirado, Trislo de Aleinar, lenlo coronel C.ui-
mares. negociante. Rolim o oulros.
Nada mais occorre por aqui de notavel.
V tiilale.
lmenle nao houvo outro capilao mor in-1 nabiii Figueirdoe Salgado. A' membros dcsta A
iario, presiimpco esta que nao coniple- familia perlenceu O Boqueiro, abarra ilo Fi- exc
u infundada ; pois o Revd. Dr. Pompeo gueiredo, o Carro-Quebrado, no Ico, e varios si- con
locado por una ruusica do
los na Salamanca c em outros muilos ponlos.
Eram ellos em geral ricos, mas pouco unidos ;
e ainda hoje exislem diversos ramos desla fa-
milia dispersos pela provincia : os Montes oxis-
do hymno uaciona
pancadari
O Sr. Dr. Carneiro da Cunha e sua sonhora no
mesmo paleo beijaram a Mode S. Mr, em ngra-
decimenlo honra que lhe fazia, e o conduziram
para o sobrado, onde S. M. se dignou pernoitar.
A casa do Sr. Dr. Carneiro da Cunha una
cliente vivenda, quer pelo aceio e docencia
ni que esla preparada, quer pelas grandes ac-
commodacos que tem. Tanto S. M, como a sua
comitiva e lodos que o acompanharam, Rearara
cun mudamente alojados. Una profusa e deli-
cada ceia foi servida hora convenienie.
A's 5 I [2 horas da manhaa seguio S.ff.
vjlla de Iguarass. All foi recebido pola
ra municipal, que o esperava no pavilho
tado no paleo do Rosario. Depois de ler
Carib e oulras dados inventarios,e accitos pe-
las autoridades inrenlariantes.
No auno de 1680 veio tomar conta da capita-
na do Cecr Sebastin de S, capito mor e go-
vernador. 'nomeado como todos os seus succes-
soros pelo capilo general de Pernambuco. At
1690 as chronicas nao tratara de outro, c parece
que realmente nao houv
ternied
lmeme
no Hrasil nos seus apontamcnlos para a chronica
do Cear, declara lereuconlrado um documeulo
assignado por ello em 1681.
A pusic'i secundaria destes capilos mores faz
com queseja difflailima se nao impossivela ac-i Uam na capitana do Cear desde a oceupacao de
qulslcao do dados sobre a sua admimstraco, li- Pernambuco polos Hollandezes.
miladaaocommando da forga do presidio e Outra familia, oriunda de Pernambuco. e all
coucessao de algumas dalas de sesmarias. 0* I propietaria de diversos engenhos situados as
lvros de tombo leni-se perdido qnasi todos pelo maltas, adquiri lambem nos serloes desla capi-
pouco cuidado, que tem havido na sua conser- | lauia do Cear fazendas de gado, particularmente
vucau ; e as certides que se dorara aos sosinei- j noslmhamuns e no peda sorra do Ar-iripe. Rosi-
ros, lem-se destruido ou desapparecido a ponto dia a familia om Pernambuco, mas alguns dolles
de nao ler encontrado ainda, em moS de parli- iam d'alli administrar as fazendas que tinharn si-
Culares, urna s das que dizem respoito nos rios i tuado : polas dalas que encoulr> ^ye idkras, que
prtncipaes apenas hei adiado algumas escrip-1 olles tiraram por sesmarias as nascr ,nas do rio
tmas em livros de olas. Cari, parece cinc vierara ao Cear nos piimeiros
As datas que enrontrei roucodidas as proxi- aunos do secuto XVIII.
iniciados do Ico sao de 1680 at 16'Ji), sendo to- t Estas familias e outras muilas, sendo ricas, po-
das ellas emanadas dogovernadorde Pernambuco I derosas, e dominadas pela avidez de adquirir letlras de ambos os sexos,
ou do monrcha portuguez. Aquellas porm das terrenos, nao se podendo entender sobre a divi- j No exame em que poz os
Ierras situadas nos riachos, sao todas de 1700 em sao d'ellos, deram lugar a taes revalidades entre
dianle. | si, que dolas nasccram rlxas e contendas mu
Relativamente ao commando da [orea, nao ex- sanguinolentas.
isle documento algum nos archivos do CeaJ pe- Por una causa destas contenderam dous sos-
ia razan ae n'aquella poca perlencerem todos ] meirus do riacho do Sangue ; os quaes nao pil-
aos de Pernambuco, para onde eram consequou-1dendo chegar a um accordo amigavel, recorreram
temcnle remetlidos. s armas, o rcunindo-se gente de parte parle,
Em I$90 era capilo mor do Cear Pedro I.e- tiveram um encontr as margeos do dito riacho,
uu que foi substituido e:n 1700 por Francisco' onde vieram s mos com tanta sauha reciproca
lindas, o o povo reunido no pateo de palacio.
moslrou que ainda nao aneoccu do seu iuliiu-
siasnio.
Cumpro agora mencionar certos episodios d,i
viagem de S.M.," que nao sern destituidos de
inters-,'.
QuandoS. H. passara pelo lugai do Desterro.
Chelo de follias odorilicas.apeiou-se S. M. aosom unM velha que o segua dando vom ao re, sen*
do advertida por u'.n soplido, de que sahisse da
estrada para nao ser atropellada pelos caval-
Ins, respondenque me importa morrer no din
mi que cejo mcii- reie prosegoio na sua desfi-
lada om quanlo lhe pennittiram as torcas e
pulmdes. Em Uamarac urna companii a ca-
rallo, corra na frente de S. M. gritando com to-
das as torcas-acu'/i, povo. iuUe ver o Reste
rei.
Quanto a S. M., em todo o seu trajelo den
Drovasde um vigorimemnso, o superioridade as
fadigas. Hanleve a mesma pontualidado e promp-
lido durante tola a viagem, sem ao menos dar
mostrasdo mais igoiro enfado. Aeeeajaji*il a
todos, amavel ealtencioso, S. M. reeebia sempre
evan- eom bou Jado lano o rico como o pobre.
Nos lugares em que repousova, fazia
para a
cama-
o pre-
a honra '
i.do.
\ igreja da Conccico dos Militares estove bem
decorada, e i '. imntdade religiosa ioi celebra-
na com pompa.
Urna guarda honorfica composta do dcimo
halalhao do linha e da compaubia de utilices le
as honras militares
No arco da Conceico foi a mesma Senhura
lambem festejada com msgnifieendt.
Improvisaram logo no comevo da ra da Ca-
i, que
altura de
dous andares.
Esiav.nn a.-.-is i< .1 > iue.1! is inic alu-
minadas.
Foram recolhidos casa de delemn, uo
dia de dezembro, 9 homens o '.i mulherea, sen-
do, livros 2, escravos 10, a sabor : a ordern do
Sr Dr. chefe de polica 1, a ordern do delegad i
do primoiro districto deste termo 8. a orden do
subdelegado da freguezia do Recite I, a ordom du
'subdelegado da freguezia de S. Jos I, a Ordeao
do subdelegado do primoiro districto da frenezia
dos Afogados 1.
Foram recolhidos casa de tenco, no
dia 6 do corrente, 13 horaem el mnllier, sen-
di 7 livros o 7 escrnvns, a saber a ordom'do Sr.
Dr. chefe de polica I. a ordom do delegado do
primoiro districto deste termo i. a urdoni do
subdelegado da 'resuezia do Rerfle l, n ordern
do subdelegado do primeiro districto da fregue-
zia dos Aligados 1 ; o a orden do subdelegado
da freguezia da Vanea 1.
Foram recolhidos, no dia 7 do corrente. I
| casa do delencfto homens e 4 mulherea iodos
livres, a sabor : a ordern do subdelegado da fre-
guezia do Recito I, do di freguo/.ia de S. J
sidenie dessa corporaco o discurso do OStylo, a maior dislmcc.no aos dones das casas, con- do d;1 fr,,j,cia ja varzea 1 e do Ja freguezia dos
seguio s. M. dchaixodo palio nl igreja matriz, I ^eraara agradavelmente fazendo seiiiarem-.s lo- violados 1.
onde se demorou quasi urna hora copiando di-1 *'os 1"e estavam presentes.
versas inscripces de quadros qne all so acham. | Bm llapirema, eonstando-lhe que o Sr. Ma-
Depois foi aji'recolhiincnlo das freirs^ corren o1 noe' Hizerra, sabia o poemeto de um padre Lo-
pes Lima natural'desla provincia, o chamou e
tez recitar os versos em sua presenea, despn-
sando alegra e aiiiJbitidade a todos que estavam
presentes.
eilicio o examuiouifm lqiJura as recolhida
D'ahi passou s ruiuas da cauoi, v elha.ao couv li-
to de S. Francisco, igrejas d> Livramenlo c S
Sebasliuo, us obras da estrada Nova,
do Rosario e Misericordia, e aulas de
ns i grojas
prtmeiras
j .>o ex
les, nol
alumnos cessas au-
tou-se o pouco aproveitamento dolles.
Concluidas esssas revistas, reeol'ieu-so casa
da cmara, onde deu beija-mo, e de4ncou al
s 5 horas da tarde.
Foram recolhidos .i mesma. no dia8, a or-
dern do delegado do primoiro districlo 1 africa-
no livre
l '-se do fraz Tuama:
Can ioii\s ii \i.iAN\.As que tea) cantado no
real lliealro do S. Joo. desde 1820, sao as ac-
Com a illuslroefto, boas inlenefles e nualida- 0jnlcf.: Bresse-- Balbi Vareai-CrawaM-
despessoaes de s. M. lo demonstradas nesta S Masson-Ast.
provincia, bem podo ter a gloria deque nao ha
soberano uenhumdo mundo mais amado do sen
povo do que Kilo.
S. M. ao retirar-se de Iguarass deixoo di es-
molla para os pobrosOd.j.para o cemiterio 1:0009
Foi servido S. M. e a sua comitiva aluiooo o '' W l"rn n Recolhimento o para a capella do ita-
jantar com a devida profuso.
Acamara municipal, por sons minguados re-
malho S00|j[. I ni Goianna apresentando-lhe o Sr.
coronel Joan loaquim a quantia de 7rOO0j5rosul-
t;il Riboiro. A esto succedeu em 1703 Jorge de
Barros Leite ; que foi substituido a25 do setem-
bro de I7II por Jos da Malla ; e este o foi lam-
bem em 1700 por Gabriel di Silva Lago, quego-
vornou o Cear al 25 de agosto de 1710.
Francisco Duarte de Vasconcellos succedeu-o,
mas foi substituido a 8 do octubro do 1713 por
Placido de A/.evedo Falco ; c em seguida Ma-
r.slMu/u bistur*:* sbr! a iro\iii!ia
do Cear pelo Mr. redro Tb-
berge. (*)
(Conlinuaco do n. 2.8.;
tsta bandeira desceu pelo rio abaixo al a lo-
i alidade em que acha-se situada hoje a cidade do
Ic, onde acampos na beira do nina lagoa,. que
onda conserva o nome de lagoa da Torre, fado
de que enrontrei consignado n'um tvro do ar-
chivo do notariato, o qual solicitei rom o maior
-inpenho de um esciivo interino em cuja casa
tirara por falta de regulardado noslas reparti-
',es, c d'on le afinal desappareceu.
No tompo em que se davam estes tactos, o es-
pirito aventureiro da poca levou una irmaos
Lobatos de Ilabaiana, a exploraras extremas
da Parahiba com o Cear, entrando por Pianc.
Pombal, e Rio do Peixc a sahirem no sitio onde
est edificado o Ico.
Chamaram nesle trajelo ao chrislianismo os
Indios calabacas, e, depois de baplisa-los, leva-
ram-os pelo ro Salgado cima at o Cariri, onde
se uniramcom a gente para ahi man Inda pelos
procuradores da casada Torre,o baptisaram igual-
mente os Indios Cariris.
Os broncos j vinham subindo (ambem do Rio
Jagoaribe pora cima, e frwMpiilandn as rogies
oide o Salgado so lanca neiles segundo o do c
conhocer datas de sesmarias concedidas pe i i
de Portugal eml670 al 1680 : as quaes encon-
iret lancadas'nos livros das notas do L
Tamboin devo observar que a maior parle dos-
las torras foram tiradas por familias de Pernam-
buco O do Rio de S. Francisco, nao sendo enlo
datas de tres, mas sim de dez, do/e, e mais le-
guas, e at as vezes de riachos inlciros. Quasi
indas foram concedidas,pelos roisdo Portugal,ou
pelos gevernadores de Pernambuco.
que corroa sangue a ponto de corar as aguas da-
(juellu riacho ; oque lhe vnleu o nome que ain-
da hoje conserva.
No livro das notas achei o traslado da venda de
uina sorte de trras de tres leguas de extenso,
ior una o outra margem do Jaguaribe, rom seis
Bguas de fundo lambem de um e outro lado do
mesmo rio, e pegando as extremas do capilo
cursos, nao pode fazer mais do que tirar o edifl- 'ta''" u<> umn subscripeao, para S M. dar-lhe u
co da municipahdado das ruinas em ; que esl i- I destino pio.reforeou-a" Kileoom 1:0003do seu bol-, ,
va. deixando ludo ornis a cargo de oir.a com-I so ? OHndouque o mesmo Sr. coronel Joo Joa-l'Vn
riuiBrighenliCasa NovaBollolliCarradon
Gal vilavlaFabrica Beilonii.amarra
PasloriFabri DelmastroCassauo FecasM
Oli-ierllalliAlbei tini Rossi Caccia Car-
mina RoccaVelulli San-M.iilinCampos
Clara BellonlGrcsliFontanaHaaaan fr
solPoma Rebecca RvollaGamlurdella
DavedeilhiGrimoldi AbbadiaManefeWRa-
pliai lil'atriossi GoordanoLainaliiPonti
SuardiBaliadii Truff Barbien Bucherini
noel da Fonseca Jaime tomou contado governoa Joo da Fonscca que de seu cunhado Domingos
20 de agosto da 1715, Salvador Alees da Silva no
1' do novembro 1718, Francisco Manoel Francez
a TI de novembro 1721 oJoo Baplista I'urtadono
auno do 1728.
Paos Boto, e de Barlho'.omeu Francisco da Ro-
cha, situados estes no sitio de Santa Rosa, se-
gundo consta de vendas que vi do partes desla
data. A venda foi realisada no Recite, termo de
Durante os ltimos aunos do XVII seculo, a po- Diinda, pelo capito-nir Antonio Vleira de
pulaco foi-se derramando a pouco e pouco pelo
interior dos serloes da capitana ; liraram.-se da-
maiores, as quaes foram situando com gados ;
Mello, morador no no de S. Francisco, ao alto-
res Joo Esleves, morador em Pernambuco, do-
tas das tenas que ticavam as margens dos rios clorando o vendedor que houvo estas torras poi-
cara do dolo do Sua Magostade, 16 anuos antes
as isto era foito com grandes riscos o prejuizos, da poca da venda, que leve lugar no carlorio do
porque os Indios selvagens, ao passo que iam i tabellio do Recifea 28 de setembro de 1C97 ; de
dell'endondo seu paiz palmo a palmo, nao deixa-' maneira que comparadas as datas, essa obtenco
vam de roubar os gados dos criadores. Algumas1 deu-se em 1681.
vezes cases indgenas ajuntavam-se em grande Esla data de ierras e aijuella do lado occiden-
nomero e vinham alocar os invasores ; os quaes tal de Sania Rosa sao as que devem nao smen-
seu turno reoniam-se s tropas, qne o governo. te confinar com as do riacho do Sangue, mas
lins fornecia para poderem rcpellir esles inimi- al alcancar parle de seu curso, e leudo seis le-
gos, dillicilimos de 'alcanzar, nuando se entran-1 guas de fundo, devia at comprehender o sitio
bavnm pelas brenhas, onde os brancos nao podiam Ido Frade e pasear alm. Diz-se na diseripeo
penetrar, como succedia as var/.eas inmensas das freguezias do Cear, publicadas pelo desem-
do Jaguaribe, que sao coberlas de carnaubaes ini-' bargador Figueira de Mello, que o nomo de pn-
penetraveis. j roaeo do Frade, que sempre leve e ainda cou-
Conaerva-se a Iradioo de una batalha renhida,; serva o povoado onde se acha collocada a ma-
pelojada contra os Indios as varzeas de Russas, Iriz, procedeu de ter o possuidor do sitio toma-
e de outra as do Taboleiro de areia; o poste-
riormente ollas, levo lugar o aldesrem-se os
vencidos porto do lugar onde hoje existo o Tabo-
leiro, na borda do logos, n'um lugar que ainda
boje conserva o nome de Aldeia velha.
Se os Indios inquietaran] os colonos nos seus
primeiros eslabelecimenlos, estes abuaaram lam-
bem rta sua superioridade, captivando-os o mos-
ino oxlerminando-os. O reverendo Pompeu lira-
sil acliou om livros da Ihe-ouraria o traslado de
duas cartas regias com dala de 17uS e do 1715,
do o habito de Carmelita, e doado esta torra ao
convenio.
De todas as dissences que procederam das
rivalidades aleadas entre os sesmeiros, a mais
renhida c ao mesmo lempo a mais terrivel, foi
aquella que lovantou-se entre os Montes e os
Feitosas. Na narraco deste episodio seguirei
aquella que d'elle faz o autor dos .4/ion.fameu(o-
sobre a historia do Cariri, que me parece ter o
cunlio da veracidode por combinar coi tudo com
os dodos que pude colher nos livros do cmara
dondo, perseguir a lodo transe o gento do Cear,
com ordom de exlingai-lo, caplira-lo, ou afu-
lo: afim de previmr os aamnos que catisa-
inexaclidoes nolavois, consignamo-las aqu com
s respectivas correcooos.
Na pagina Ia, linhas 12, .< lambem conhecido
das Indias do interior do Cear, que sua poltica
franca etc. por lambem conhecido dos Indios
do interior do Cear, porque sua poltica tron-
ca, etc.
As linhas 33 ajobero por cambar. .
dirigid;'* so capilo general de Pernambuco, man- j do Ico e nos do carlorio do crinie, onde deparei
com muilos actores deste drama laucados no rol
dos culpados, e diversos actos seus,"laucados no
livrodas notas, os quaes esclarecem ceros pon
los desla historia.
J dase que os Feitosas, viudos de Pernambu-
co nos primeiros anuos do seculo passdo, ha~-
viam adquirido diversas posses de trras no Ca-
nil c nos Basties, dous rbs que nascera nos
froldos da serra do Araripe, e se loncom junios
no Jaguaribe, um pouco abaixo de S. Malhou.
entradas, que acha nos livros antigos da cmara O commissario alteres I.oureneo Alves Feitosa e
do lo, e as promoces a patentes de ordenancas,! seu irmo Francisco Alves Feitosa, que linliam
! em remuueraoo dos -cvicos prestados as guer- ido junios explorar o terreno oceupado pelos In-
rasdo Centio brbaro. dios Jucas e Unhamuns, pretendiara tirar oslas
E bem notavel esta ordern dada pola corle de torras por sesmaria. No entretanto as posses
Cora os ir'mos Lobatos, que forarn evidente- -
menle os segundos exploradores do interior des- '"'" cotonos. E em vrtudede ellas, o capilo
tas regiis, vinha um padre por nome Antonio general de Pernambuco. por ordem do 27 de no-
-----------------------------------------------------------------vembro 1727, mandou ao coronel do districto do
rendo sabido aparte anterior com alaminas Juguaribe, Jno de Rorros Draga, que reunase
una bandeira para executar esla ordem de exter-
minio.
D'ahi procedem ninas patentes de ofliciaes das
As linhas 101 Hiapoba por Ibiapaba. Portugal emOpposcosolicitude que apresen- das vertenles do Carrapateira foram tiradas no
Na iianinn 9a rolo nina Ia un i w lili riirinij' i- ..'... ----:.. .1.. "1___... _...i.i- ___ 1____t___:. j_ .___'. 01_____ r
Na pagina 2a, columna Ia, linhas 116
de to arrastrada perseguedes, por
de ter arrsoirado perseguedes, etc.
As linhas 166 Nhesugaibas por Nheonga-
hibas.
As linhas 170 que o juizo, do ele. > por a
piizode etc.
Columna 2", linhas 20 Que nesta poca ele,
(ior J nesta poca etc. .
As linhas 36 ahi se detee loiturando e des-
iruinao etc. por ahi se deleve talando e deslru-
indo, etc.
As linhas 86/das fazendas de crio.otc. por das
i/.endas do criar etc. >
As linhas 88 de 1660 at 1C70 achava-se etc.
por do 1660 at 1670. Achava-se ele.
N. B.Devo consignar tambem, que foi-mc
entregue este aulographoem principios de maiu
i.'este auno, lendo-o ou lido porm em lins do
anno anterior, quando cheguei do Ic.
Witrwio.
Depois l la n'uma serie de alvars publicados nos' annos
Depois.( de 1570,1587,1595, 1609. 1611, K17, 1655, 1691,
I73e 1755, iodos citadose referidos.nesle ultimo
alvar de" de jiinlio, em que manda crear villas e
freguezios do Indios. Em todos ellos recom-
mendaiio, sob penas severas, aos sous ministros e
gevernadores no Brasil, que nao consinlam a es-
cravisaco dos ditos Indios.
Esla guerra ein siimma so fez, porque em
lodos os ponlos da capitana so encontrara lia-
dicea de guerras renhidos o sanguinolentas, em
que Buccumbio grande numero do Gemios. Os
que sobrevivoram foram aldeados o por missionarios Jesutas ou Carmelitas, tendo
sido esles ullimos os religiosos que eslobeleceram
missoes no riacho do Sangue, na Tena, na Missao
Velha, na Missao Nova, na Salamanca, no Miran-
da, em S. Mallious, no Jue, noCaxass, ribeiro
do Figueiredo, na aldeia do Taboleiro, om Monte-
mr velho, em Monle-mrnovo, no Canind.
uina familia do Araujs Chaves, prenles dos
Feitosas c que com elles entretinhara boa har-
mona ; mas as do Juca o foram por sorpreza
por um Monlc.
Francisco Alves Feitosa era casado com urna
viuva.irmaa do capito-mr Geraldo do Monte,
possuidor do sitio do Boqueiro, no rio Jaguari-
be e morador n'elle ; mas os dous cimbados an-
davam malquistados entre si por causa de nego-
cios de honra de familia, de que era o culpado
Francisco Alves. Geraldo do Monte informado
das doscobertas feitas pelos Feilosas no valle do
rio Juca, apressou-se de solicitar a posse destes
terrenos, o qual alcancou do governo ; mas dei-
xou de niedi-losede silua-los do gado, ou por
descuido, ou antes pela opposicoo que lhe lizc-
ram os Feitosas, que havendo-se insinuado as
boas gracas dos gentos Jucas, tinharn logrado in-
disp-los contra seu competidor.
Tendo esta posse cabido em commsso pelas
missao do dez membros que nomcou, mas que
cinco somonte aceitaran] o encargo, e sao ellos
os Srs. Manoel Francisco do Souza I.eo, Dr, Ma-
nuel Joaquim Carneiro, Epamlnondas Vieira da
Cunha, Dr. Silviuo Cavalcanli e baro do Rio
Formoso.
As 5 horas e 5 minutos parti S. M. pora
Goianna, pernoitando no engenho Ilapirema, do
Sr. Dr. Francisco Rodrigues do. Almeidn.
Por lodo o caminho as ovacoes foram constan-
tes, bem como os oguetes c luminarias.
1) Sr. Dr. Alineida o sua sonhora. recoberam
S. M. no paleo, onde agradecidos lhe beijaram a
mo. Urna delicada ceia foi servida, e proporcio-
nada com decencia as accomraodac.6es possiveis.
As 4 horas da madrugadas parti S, M. para
Goianna, onde enlrou pelas 6 horas da manha,
seguindo em direilura para a casa, qud em frenle
da da cmara lhe havia preparado nina commis-
so composta dos Srs. coronel Joo Joaquim,
Dr. Frelas Manriques, padre Figueiredo. coro-
nel Anlonio Francisco, coronel Vianna, padre
Lui/. Jos de Figueiredo e Dr. Joo Hircano, vis-
to nao ter a casa da cmara, que nao obstante
eslava muito bem preparada, o commodoces
convenientes.
S. M., lendo entrado na cidade em trajes do
viagem, fez demorar o recebimenio itcial da
cmara, e s depois de haver mu lodo de roupa,
leve elle lugar. Da casa, em que eslava S. M.
foi conduzida debaixo do palio, c com grande
acompanhamento, at o pavilho da cmara, on-
de leve lugar a ceremonia da enlrega das chaves
pronuuciaudo o respectivo presidente o seguate
discurso :
Senhor.
.< A cidade de Goianna se desvanece ao rece-
ber em seus muros o Augusto Herdeim do Fun-
dador do Imperio, o Imperador Constitucional e
Defensor Perpetuo do Brasil, por graca do Dos
e unnime aoclamacio dos povos; Filhocom-
muin da Iradico monarchica e da vontado po-
pular, o qual representa e tem consolidado a
nossa joven nacionalidade, que se desenvolve
e fortifica enlacada com o sabio c feliz reinado
deV.M., prometiendo, para gloria de V. M.,
constituir um dos mais vastos, ricos e prsperos
Estados do Universo.
Acamara municipal desta cidade, entregan-
do a V. M. as chaves de suas portasj sent o
mais vivo jubilo pela honra que lhe eajbc de fo- l
licitara V. M., e de exprimir os scntirnenlos de I
respeitosa o leal adheso e euthusiasmo, que i
aniuiaui lodos os seus habitantes para com o Sa- l
grada Pessoo do V. M. Imperial.
Goianna, 6 de dezembro de 1859.
Antonio Francisco Pere.ira, presidente. ;
Ifay niundo de Araujo \Linia.
Mariano llamos de Mendonrn.
Manoel Jos Fiuza Lima.
Jos Francisco de Paula Cavalcanli d'A.
Manoel Moreira da Cosa Passos
Bartholomeu Gomesd'Albuquerque.
Joo Alves Pragana.
Padre Jos Paulino da Silva Monteiro.
S. M. o Imperador dignou-se de responder com
palavras de agrodecimenlo s congrotulaces di-
rigidas pela cmaro municipal.
Em seguido S. M. foi do mesmo modo al o
motriz, onde se celobrou um Te-Deu ni. A gro-
ja estovo decorada com pompa, houvo boa msi-
ca, o sermo progado polo Sr. padre Gnlgo. D'ali
foi S. M. condusido com as niesmas formalidades
at a casa da cmara, e ladeo beija ni.i i.
S. M. visitn todas as igrejas, edificios pbli-
cos, arrcbaldes o aulas publicas da cidade. Os
alumnos de iuslriicco primaria mostrarnm apro-
veitamento.
A noite a cidade estova toda Iluminada. Di-
quim applicasse o rciiSimeutO dessa quantia ao
hospital da Mizericordia da cidade, e dando mais
para esmollas hOHOduQn. para os pobres, 50J.J0.io
paro n racolhimenlo, o^OoO para duas asmlas
de aOjOOO, 11)00*000 liara o hospital da Mizeri-
cordia, 2OjOJO para a igreja dos Marlyriqs,
l:0Q0O paro o ceniilerio.
Em Tejucupapo dea 5)0$000 paro os pobres e
[tamarac Igual quantia.
Lis o como s. Si. o magnnimo Podro II, rea-
lisou asno viagem ao mul da prorincia.
No discurso enderecade S. M. o Impera-
dor pelo commisso dos bravos da independen-
cia, publicadohonlem nesta Retinta, foionittiidoo
i nomo do Sr. alteres Ignacio Antonio Borges, um
dos signatarios do mesme.
Ante-hontem levo a honra de ser apresen-
tada S. M. o Imperador a commisso enviada
pelo ossoriaco escolar do Instituto Pi o Lilte-
rario, afim defelicita-lo pelo sua viola esla
provincia
S. M. os estatutos
da commisso
Depositando as mos de
da referida associaco, o re
proferid o seguinle disrorso :
Senhor !
Quando o maior enihusiasmo ?e manifestaem
lodosos Pernambucanos, quando do todos os
ngulos desla heroii icia cerrera a porfi
OS seus hbil.mies a bijar a Augusta Mo de
V. M., nao serio possivel que o Instituto Pi e
Luterano, sempre respeitadordas insliluicoes de
seu paiz, fosse indiffercnte a ludo isso que prova
cxuberanlemcnle o grande amor que os Per-
nambucanos Iributam Menarchia e Augusia
l'essoa de S. M. ; portante o Instituto, a quem
representamos, felicita a V. M. o a si lambem;
pela visita,
ta provincia.
si(Jarcia Spalla VieltiPairiiini- Pionori
llonslcrSpccchi Giiy.
Esovaora.A esquada ingl tanaM a
Gibrallar, compoc-sedos seguidles naviot haW
lico :Malbcrough, vice-almiranle, 131 atrae
Edgar, real almirante, 91 Conquaor, 101
/.'i;> ni i/un/, 91 Priacen II >yal, 91
Orion, 91 A>;)mno, 91Centurin, 80o uu.i
canhoneira /.., irig.
Vf.vih BE ioc.nvl.O deputado hespanbol D.
Ignacio Jo i, comprou por:b,tXK duros,
(8:800SOOOrs. a I. Manoel Maria de Sania An-
uo, a propriedade do jornal deMa Inda Corres-
pon lela Aulogropha.
Cbtta Esta ctdade est sitoada na provincia
de El-Garb, reino de Pez, imperi i de Marre
mas ella faz faz parle dos presidios hespaaJtes
desde 1840. Dista de Gibralter apenas nade ki-
lmetros, conta 8.000 habitantes a sede de um
bispado : mas q seo porte mo, e nao pode re-
ceber seuo ombarcacSes de poucas t aleladas.
S.ia importancia nao procedeaeno da saa po-
a entrada do Mediterrneo, no declive de
urna eollina, ao peda monlauha dos Macacos, a
qual cotila sele morros lo aeaielbanrtai entre si
queso ohamom os Seie irmos. Deste no:
de Septum, ou sepia, que lhe deram os Ron.
se origina o nomo corrompido de Ceuta.
Afuildaoo de Cent i atlriiniida aos Carlhagi-
ne/es conquistada depois pelos Romanea, foi,
no imperi i de Claudio, a melropolo da Maurita-
nia ringiana. romada pelos Vndalos, aVettaa-
no a sugeilou ao dominio dos imneradon
Oriente.
No stimo seculo Ceuta cabio om pode.
res Wisigodos; uo seculo eitavo, o conde Jolio,
,, i seu governador a enlregou ao< Musiilmanoa. 7ny
d.gnouhonrares-|danona era) sobojugTdos co^oai.
al D. Joo I. ni de Porlueal. uuc a frente de
Sen ,oi, ap.ouutamos a occasiao para suppll- ; ,lh, ,,u,0 d .. .o, ,anb. do do al-
ear a \. H. que nos conceda a graca de receber i -, in'.,(., ,. ,-.,,, ,..,.. ,'...,.'" ,,, ,
os estatuios doqueilo instiluioao, pora a .mal im.l! *'." [ Ls-:'. u del|j-
ploramos o alia proteccSo de V. M.
qual m-
Nestas missoes achei noticias n'um livro de no-1 faltas cima declaradas, Francisco Alves Feitosa
las, ju quasi destruido, pertencente um lal.c'.- I conseguio por moio do paita?, annula-lo, e obto-
Sonhor, o Instituto Pi e Litterario, desojando
cumplir religiosamente o preceilo Divinoamar
ao prximo, como a nos proprios, e sendo presi-
dido pala grande ideo socialo homem a bu-
manidade, ou a humauidade o bomom conec-
tivo, se propoe a fazer lodos os beijojicioer que
lhe forein possiveis. seuo a humanid.ido inteia
ao menos a urna fraeco, o sta ser represen-
tada pelas inteigencias de nossa choro patria
desfavorecidos da fortuna ; mas isso nao passar
de uleisideas, de bellas palavras, se um braco
poderoso, c na Ierro, nao proteg i o instituto na
consecuco de seus fins. Esse braco poderoso
nao e nem podei ser oulro s-->iiao" o de V. M ,
e portante o Instituto, certo do quanto V. M. a-
precia essas idea-, desde j espera que V. M. o
prologla.
Finalmente, Senhor, nos os mais humildes dos
subditos de V. M. rendemos graca3 ao Creador
de ter-nos concedido a dilo do'pdennos diri-
gir a palovra a V. M., em cuja Angosta Pessoa
vemos o Filho do Libert idor do Brasil, o Her-
deirode suas exfolenlos virtuaes, o melhordos
Monarchas, o fazemos votos ao mesmo Creador
poro que baixe sobre a eabera de V. M. e dos
descendentes de V. M. todas os suos hen-
eaos.
Manoel Paulino Cenar Loureiro.
Marlinho Domiense Pinto Crdga.
Joo Landetina Dormita Cmara.
Feliciano Placido Pontual.
\ntonio Francisco Leal.
Joo Firmino Cavtlcanti.
Jos Gonvalrce Malvcira.
afim de se livrar dos corsarios, que faziam do
sen porto um couto de piratona. Adjudicada
llospanha, quando Phillipi U subi ao IfcroM
de Portugal, Ceuta censervoo-se si mpre e
unto das posses&i a dos Hi -; anhi na frica,
apezar dos repelidos .1 is Mouros para
para dalli os oxpulsarom. Enlre
es Mouros lhe tem post i conta-sc o de 1691 a
i"1..... i" is longo que se conheoa nos an-
imes do guerra. Este cono durou 26 onn
cusiou o Mujey-Ismael mais de cen mil km
e thesouros immensos.
i.euta est dividida em daat A cida-
de velha, quoorciipa i garganl i I rtreata
da pennsula, e a cidade n iva, ou Alaaiaa, m
so esteinle sobre a verlenle ao norte, e desee mj
arnphileatro t as for(ifica$oes que cingem qua-
si iodo o pennsula.
Aseases eslo edificadas dentro doajard
produzem um bollo effeilo observadai
verdura. A ste levanla-sc o monte Acho, co-
roado por um grandi i | .,,],, oe Varti-
ficacocs, em rima das quaes ha um mastro de
signaos, no qual reflectiam as cOreshoapaaa
nunio desses terrenos defendido- pe
Acho deram o nome de Almino de Ceuta. I
a costa, salvo a frente da cidade formada por
penhascos a pique, o onde pasaarn
mu albas formidoveis lorn.mi ,i costa niacces-
cessivel.
Participa o Mon.Uu/r de n Flotie, que o go-
verno inglez maudou augmentar constderavel-
mcnle as fortificaroes i i rastelta de Doarrras. Os
parapeilos da ridadella scro elevados
construido um non. armazcm, o Itata-sa i
gio o Instituto Pi o Litlersrio, ira ler os ros-
versas columnas de Iluminarn bovino pelas Jpeclivos estatutos, que llie eram offerecidos,
ras, e um grande c elleganto arco na entrada o que depois mandara asna resposta.
da cfdode, contando de codo lodo um palanquc.' Nao cessa a nossa populado de dar provas
zer-se uina estrada coberta, e um novo ramii
s. M. o Imperador dignou-se responder, que militar; os fossos sero profundados e alarga
reeebia com agrad i as fi tcila^Ses, que lhe diri- de forma q le Douvres Qcari n'um porfeilo eata-
de ded ..i. o fundo pura estas despezas de
150,000 a?.
A corte do imperador do M O ealto
de Harreos lem e titulo de Em'r-l-mo$tenio, ou
MUTILADO
N


DIARIO DE EfeftNMftCO. SAtoAfi tO DE D.^ZEMBRO DE Hi>Q.
c cmird<.> entes co de KaU'.'.-el-itaigni vi-
gano do Don}. Elfe reclama .1 supn macia sobre
toda a_ ra;a ;:rahi>, e pretend qhe o imperador
tuno v.m usurpador do califato.
O poKr do imperador limitado o directo. S
goverua por inlermodio de seu visir o dos minis-
tros. Nio ten conselliode Vlcmasque deva con-
sultar ; se s vezes convoca alguna fuiceionarios
euperiorosdo imperio, c por que assim mallo lhe
opriz ; pode passar sem seguir os seus conso-
Ihos. A principal personagem do imperio depois
do sullao o seu secretario, ou kreb-el-Enini
que lem a particular attriluiirao de tratar dos ne-
gocios importantes com os cnsules.
iTimelliato ao secretario do principe o mola-
el-tabo, ou enaceitar, que o encarregado de
prtr o annel imperial em todos OS actos ofllciaes
em prescuca do imperador. Segue^se depois o
intendente do imperador, mnla-el-rossoroa, quo
regula as Jespe/as do palacio, e raza sna poiicia.
O Imperador d audiencias publicas ou no pa-
lacio, 011 ilebaivode um guarda-sol. signal da sna
auto-idade sustentada por un caid Ningqem,
quer naejoual quer estratigeiro pode aproximar-
se de imperador soiu levar na mio um presente;
a carta do reeemmenda.jao, sem a qual, nao
pode ser admitlido. o imperador transporta-so
regulare alternativamente para cada nina dd suas
dem 21. Manoel Antonio Fcr-
reira Gines, casa terrea oceupa-
da pelo [ruprietario, avallada
por..................... -200SOO0
dem22.Marcellino Antonio IV
reira, nasa de sobrado de um an-
dar arrendada por......... SOOvOOO
dem 23. Miguel Archanjo da
Fio'ueiiedo, casa torrea oceupada
pelo proprietario, avaliada por.. 300^000
dem 24. Francisco cavalcante
d'Alhuquerque l.ios, casa terrea
arrendada por............ 2409000
dem 25. O mesmo, casa terrea
arrendada por............. 240$0ti0
dem 20. O mesmo, casa terrea
arrendada por........... 6009000
dem 27. Jos da Costa Doura-
rado, casa terrea arrendada por 2009000
dem 28. Sebastiao Jos da
Silva Braga, casa terre avalla-
da por
duas capitaes, Fez e Marrocos, visita lamben!, dem 29. Jeronvma Manoella
do Na>cimonlo, cesa frrea ava-
liada por.................
dem 30------Rernardino de Sena e
Silva, casa terrea arrendada poi
dem 3-2. Jos Joaquim entu-
nes, rasa terrea arrendada por
em pocas indeterminadas, as diversas cidades
do imperio. Pe cidade, onde apparece, exerce
a principal aitrihnirao, que a de decidir todas
os conlendas arbitrariamente em ultimo recurso
c direclamente.
Por toda a parle em que est presente elle, rei-
na e goverua por si s. Na sua ausencia ;so as
provincias administradas por caids, que lem s 111 "1T ~W~ '"n"" ",,e"l,*,ua I""1
seas ordens dous califas. Ajustira distribu- jIaem ~ Ur- "eodoro Cl-
raesrao tempo o servido religioso as mosquitas. sobrado Jo um an !ar occup.da
liste servieo, como na Turqua, consiste na leilu-j n(4i, npn,,,. ,.,;., 1- '
ra das oraces. Estes funecionarios representan, P"2 V^iHmo, avahada por
o poder central, porm s mais das vezes nao |luem '/. Herdeiros lo vizconde
excrcem sua aulofidade senao por intermedio ou 'le Goianna, casa de sobrado ar-
com o assentimento de outros Caids. rendada por
A corto, do imperador lem tarabem entre os |rfm 9* a.'1'"'" l..-'J-
seus priucipaes officiaos tres yassis, ou mesl.es ,dtin 35' 7 mc"nos' sa -,r-
dc ceremonias, que introduzem os peticionarios. I rea "rendada por..........
e aos qua esli adjuntos drogmans de todas lin-; dem 3i. Us mesmos, casa ter-
guas Os el-zepbir o otlicial encarregado das | roe arrendada por..........
cavallarieas imperiaes, elcm as suas ordens urna t,iu, >> #*. -,.. '.
companh.a de cocheiros. O El-Kakaroe.uarrega- ldel me>n,0S' M9a ler'
a dacaca.as espingardas, ns caes, c todos s res-
pectivos utensilios estri ao seu cuidado. Entre os
Enlre os subordinados lia o selictor, que
leva u
sabr do imperador, o kosby, que guarda a lau-
ca, o cheki't, que tem a obrigaco do levar o re-
ogio imperial e de dizer as horas, que sao.
O resto do cortejo do sulto consta de libid,
medico, de um cirurgio, de um arm-iro, de
dous portadores de bacas, em quo S. H. lava as
mos; de dous astrlogos, de tres imana, de do-
zc icoglans ou pagens, que condu/.en, os palau-
quins, em que o impera lor passeia Ha alcm
disto cinco oiliciaes de ucbarias, que sao obriga-
4os a provar todas as comidas que vo mesa do
sullao ; halres empregados eni-arregados dos ba-
nhos. Finalmente todos os olllcios tem o seu
representante na corte, e por isso alli se encou-
(raum mostr carpinteiro, um saoateiro, umal-
faiatc, ele.
Passagciros do vapor Paran, entrado dos
portos do norte :
Francisco Nuncl, los Antones Sobrinbo, Ca-
simiro Euzebio de S, Brancisco Maia Curte um
criado e um escravo, U. Bita M. dos liis, Jos
Pedro de Castro e dous escravos, Francisco de
Paula fiarnos, Vieenle Jos l'creira e um escla-
vo, Joiio Francisco da Silva p*pos. Francisco
Antunesde Mendonca, Antonio Jos da Silva Vi-
veiros, Francisco G. dos Res com 5 t seravos, An-
tonio Nbgdeira de Souza, Joao Jos l'ernandes o
Silva eura escraro, Jos Ar Ionio Moreira da llo-
clla, Enea de Araujo Torreio, Jos V. B. de \1-
buqnerque e sua sogra, Joao nianoel Antonio
da Silveira Ouedelha, Francisco Jos Leite. An-
tonio Jos da Silva Lcitc e um escravo, 5 escra-
v*s a entregar, capilao O. Dovel e sua senhora,
um piloto e 7 marinheiros, naufragados da gale-
i-Bingle/a Jo7i/i Lucy, Manod Tlicopliilo A. Bi-
beiro, Antonio Joaquim Seve o um escravo, Cui-
Iherme Brekonfeld, Antonio Jos da Silva Braul,
John E. Christiane, Francisco Antonio Ribeiro'
Lino Jos Aires, Hanoel de feflo Honle Negro
Antonio B. Bibeiro Dantas, Antonio Bento d
Costa, Feliciano Jos Tacares, I)r. Amaro B. Car-
neiro Cavalcanli e um criado, G. Jesuia e una
fillia, Luiza Mara da Gloria, Antonio Curra .la
Silva, Manoel M. Caraacho.Jos da Silva Coelho,
W. Puttefarken, Manoel de Araujo Lima, Augus-
to (Jomes e Silva, Z. Herber, Domingos Jos Fi-
gueiredo, Jos da Cosa, Antonio da Molla e Sil-
va. Francisco Soares de Araujo, conego Joo
Baptista Pereira de Mello, Jos B. dos Rcis, Jo-
s Antonio de Barros, 2 soldados de polica com
nm criminoso, um escravo a entregar.
Segnem para o sul :
Major Luiz Jos Pereira de Carvallio, cscrirao
da armada Joo Mililao II. Soares, cirurgio A.
Porfiro de Magalhaes, sua senhora e Ju.is filln.s,
Dr. Jos Lourenco de Castro e Silva, cadete Mi-
guel Franklin de C, do Nascimenlo, Joo Jacin-
tho, sua senhora, um irrao e sua senhora e 3 li-
lhos, I). I.eopolilina Mara Maia, D. Auna I. Car-
neiro e um lho, Conde, Leopoldo Mafei, sua se-
i50ooa
15090O0
2403000
12O000
G003000
1:0009000
969000
1 ?.0000
120000
meiro. at 29 do pasando t da segunda ate 6 do
correle.
A paz acba-sc definitivamente concluida, pas-
sando Bucnos-Ajres a fazer parte da Confedera-
do Argentina,
O governo imperial concedeu ao Sr. desem-
bargador Antonio Jos Machado, cinco mozes du
liccnga com ordenado, para tratar de sua saude
fra da corte.
Por decreto de 30 de setembro prximo pas-
sado foi concedida ao conselhciro Antonio Hen-
riques de Miranda Bego a ap*osentadoria quo po-
dio 110 lugar de contador do thesouro nacional, e
nomeado para o substituir o chefe de soeco. do
mesmo Jos Joaquim d'Almeida Arnisaut.
Da Babia nada ha de importan'.
Comniuiiicados.
"BTu
Agora Icio uu sea Diario d & no cornntcc do urna eloquenle iicnia puia \,- t
transcripto um Esbofa histrico sobre a provin-\ sumplo.
cia do Cearfl pelo Sr. Dr. Pedro Thebeige;, no
qua1! ste fiz que o mesmo hroe D. Antonio Fi-
lippe Crfinfao era irmie do rjicfe Jacuana, c co-
iuo esle natural da serra de Hiapaba.
Pcco-lbes poitanfo' a iuserQno desla no seu
Diario, e por ella atintcioso convido ao Sr. Dr.
Pedro Theberge a relratar-se do seu erro ou
inadvcrlencia quanlo fa'lsa nnluralidade, que
J al). Antonio Filippe Camaro ; ou a dar nos
as provas que o induzam a permanecer na cren-
ca de que lhe altribuio no seu dito Esloro, alim
de que a discutamos, e se restabeh-ca a venlade.
Sou de Vmcs. ltenlo venerador e criado
ifnfonto Joaquim de Mello.
J^
vado a- -
**ac3ixas fcienrtwde algod
rea arrenalada por..........
Estrada do Rosarinbo.
N. 2. Bernardo ea Cunda Gui-
marees, casa teriea oceupada
pelo proprietario, avaliada por 200000
Mem 3. Franci.-co Accioli de
Gouveia Lins, caca terrea ar-
rendada por\............... 500OOO
Idom 4. Viu-a de Antonio Joa-
quim Forreira Guimares, casa
ierro 1 arrenJala por..... 1929000
dem 5. Jys Ferrara Clao,
casa terrea oceupada pelo pro-
prietario, avaliada por.. ... 200SOO
dem 6. Fluctuoso Jos Perei-
reira uira, casa teriea oceupa-
da pelo proprietario, avaliada
por^.------... ............ I6O9000
IJeiu 7. Capitiio de fragata Joao
Baptista d'Oliveira Gutaares,
casa terrea arrendada por... 300*000
dem 8. Joaquim dus Sinlos
AzeveJo, casa terrea ajrendada
pr....... ;........ 4009000
Mam 9. HaiJeirvs de Auna Rila
do Sacram.'nio, casa teirea ava-
liada por............... 4O09000
dem 10 Desembargadpr Ma-
noel rio'lrgtie3 Villares, casa
terrea occupa.la pelo proprieta-
rio, avllala por............ 4009000
dem 11. I). Mara Tliarozj
d'Assumpcjo, casa teirea airen-
daJa P"1 ............. .. 5008000
dem 12. Jos Cardoso da Sil-
va, cn;.i terrea occupala pelo
proprietario. avaliada por... 7 29000
dem IT. Dr. Can lido Jos Ca-
sado Lima, casa terrea aireada*
da por ................. 100900
Mein l i. Ignacio Jos I"Ol
veira, casa terrea arrenlada por (609000
Estrada do Corcunda.
->. I. Viuva e herdetros de Joa-
quHii Elias de Rloura, casa de
sobrado de um andar oceupada
pelo> proprietarios, svalixda por 5009000
Estrada, de Cruz de Almas dos Pescadores.
iN. I. Leonardo Icbuler, casa
terrea airen lada por.
O lia de novemnro de 185 em
Pcrna mbuen,
Sao 5 horas da madrugada, c no desabrochar
risonho de urna aurora cfieia de encanlos, iiu-
mensa multidao de povo enebe as mas desta ci-
dade e todos pressurosos proruiavam ver e reu-
der suas vassalagens a SS. MM. que viuham nos
honrar com suas visitas. As ras revestidas de to-
dos os seus ornatos e riquezas, olTerecem o mais
bello panorama. E por que que ludo se reveste
desse carcter de sumptuosdade? porqne havia
chegado a occasiao de os Periiambucanos darem
as demonslraces de adhesao as mais solemnes
aos Augustos Visitantes. E, na verdade, nem
outra cousa era de esperar de um povo, cujo
brio tanto o destingu, dia glorioso em que
Pernambuco vio rutilar s Estrellas Brasileiras,
nao deve ser somente um dia de jubilo, porm
ainda mais de solemnidade nacional. E tanto
inaior deve ser o enthusiasnio que elle inspira
quanto ja nao emente una serie de bons re-
sultados que temos a esperar, mas sini tambem
urna serie de fados gloriosos quo temos ap-
plaudir.
Efectivamente se grave'esse nosso'enthusias-
1110, essa gravidade sobe d ponto, essa solem-
nidade requinta, quando ,10 pensamento grandio-
so que 1 lie d iirigem, vem reunir-se os sentiraen-
tos monarchicos que nutrimos.
Sini, por esse meio que poderlamos ebegar
a formar um s corpo, um s sentimento e urna
liga fraternal.
-Nao ha milito lempo que divididos em fraecea
partidarias, reciprocamente nos hostilisavaiios,
boje, porm, em puro amplexo exprimimos um
s pinsamento, e formamos un s corpo de bra-
silciros. E a queni devemos essa lo rpida me-
tamorphose. Ao nosso Augusto e Adorado Mo-
narcha, que deixando os seus mais charos penlio-
res, as Serenissimas Princezas suas idolatradas
Filbas, se deliberou a vir visitar algumas pro-
vincias do imperio, cabendo-nos amis subida
honra de ser o nosso bello Pernambuco una das
primarias. Feliz e bem feliz o povo Pernambu-
c ano pelo porvir que lhe aguarda. Feliz ainda
o Monarcha Brasileiro, que no meio de seus sub-
ditos, s encontra amor c dedicaoo sem par
Augusta Pessoa.
E osle o mximo desidertum que pode atlin-
gir um Monarcha, que esluda e se desvela para
proporcionar a maior prosperidad? ao sen povo,
objecto dos seus cuidados de cada instante. E
para que pois nao sejamos desennhecidos, mis-
ter que lhe consagremos ainda um voto de nossa
adheso, afim de na futura geraeo ser reveren-
ciado o no me Pernamhucano, assim como os fi-
lhos da soberba Albion se ufanavam do seu no-
mo. Os Pernambucanos tambem derem fazer
timbre em sustentar o seu brio, imitando assim
os heroicos feitos das naces civilisadas.
Tudo quanlo vemos parece maravilhoso, e urna
lal mudauc.a nos assegura que o povo Pernam-
bucano acaba de dar um manifest solemne do
sen reconhecido afierro a cora biasileira, e que
conlinuar a ser o sustentculo fiel da monar-
chia. E quem oduvidar ? Aonde que nacao
do mundo civilisado jamis moslrou tanto en-
lliusiasmo, tanta dedicaco aos seus monaivhas ?
Os proprios estrangiiros invejam como os Per-
nambucanos se moslram idolatras de seu monar-
cha, tambem digno dos seus maiores sacrificios.
Sim os estrangeiros se extasinm a vista do que
tcstemunhom, e por mais amor ;proprio que le-
iiliarn pelo seu paiz, nao podem deixar ac con-
ci'der aos Pernambucanos, o que com justie&lhes
cabe No meio de um turbilho do povo,"que
impossivel ennumerar, se v de mistura o gran-
de, o pequeo, o rico o o pobre, todos a porfiaa
enloarem vivas a SS. MM., e. com tal expres de enthusiasnio que causa ndmiraro e SS. MM.
a lodos correspondendo com a maior fTabili-
dade. jr
De feito, pareceWjue de dia em dia se vai iden-
lificando com os seus subditos, que mais gratos
se naostram por tnrnnnha honra.
O povo v no sabio Monarcha o lo em que se
nbora cuma criada, comlssario da armada Jos ,aem 2# Miguel Marques de
Joaquim de Oliviira Castro, D rsula Maa de
SanfAnni e urna anillada, Antonia Mua do ls-
pirito Santo, Tito J. Cardoso, sua senhora e um
tilho, Pedro N. Baplisia I'erieira, varios escra-
vos a entregar, varias piaras de inarinha.
Passageiros du brique portugnez S. Manoel
f: Jos Augusto de Castro, Francisco Lopes Mo-
reira, Narciso MarlinsGomes, Jos Manada Cos-
ta Teixeirra, Jos Joo de Castro Auiorim, Ma-
noel Jos Baptista, Manoel Rodrigues Vioira Ne-
ves, Antonio Joaquim da Molla, Antonio los da
Costa Arauio, Custodio J.os de rtliveira, Manoel
Antonio Pinbeiro, J^s^Antonio Marques da Mul-
ta Guimares, Jos Gomes, Rento Jos Rodri
Lma. casa frrea oceupada pe-
lo proprietario, avaliada por...
dem 3" Joo Carlos \ tal, ca-
sa terrea avaliada por........
dem i. Jos Gomes Meo-
nliOQa. casa le rea avaliada per
dem .Mara ludada Concei-
530 casa, terrea ocupada pala
proprietaria avaliada por.....
dem 6. Amesma, casa terrea
arrendada por.............
Lu/. Antonio Pereira do Miranda Joaquim An- I^cm 7. Antonio do Oliveira
tonio, Joaquim da Silva Ferrena, Manoel Anto-
nio, Antonio Goucalves MeUliior, Joaquim Fer-
reira Bartholo, Manoel Carlos da Silva, Antonio
Francisco Moreira, Joo Valerio, Antonio Joa-
1209000
I5Q9000
609000
7 29000
G09000
609000
Publieaces a pedido.
A' S. M O IMPERADOR.
Eis-me hoja a vossos ps, Monarcha eximio,
Temerosa, poim da prazer cheia.
Pobre orpha, educada na pobreza,
A vergonlia e o pudor a voz me enleia.
Porm, que importa a voz trema, vacille,
Diante de to grande Magestade?
Oh! meu Imperador? se hoja me anima
Meu amor, meu dever, ir.inh'humildaie ?
Sim, Senhorl j de ha milito que minh'alma
Por esle dia excelso suspirava
Bejar a voisa mao, ver-vos, amar-vojs,
Era ludo o que eu imis ambicionava.
as tenues cerdas do instrumenlo rude,
Oigna de vos, nao tenho urna canelo,
To pobre, como dir smenle
A rntii pura u fiel dedicacffo.
Meus versos, como os lyrios da campia,
Que nascem sem culiura" e sem disvellos,
N'alma os burila a inio do sentimento
Sem arte, sem saber, toscos, singellos
Despidos da lisonja e falsidade
Nao saben se adornar da falsas cores
Exprimam de minh'alma o poro affec o,
Sao simple? a modestos como as flores.
Ah Senhor, vos que sois to indulgente,
Saliereis desculpar minha ousadia
ttecebei minha oti'feoda, d'alma, pura
E se eu tivesse mais, eu mais daria.
Estas flores, Senhor, a que eu dei.vida.
Que ousarara minhas mrios enlrelajar,
Permitti que hoje venha humil lemeule
A's plantas do meu Rei depositar.
Sei sempre de flores matizado
O imperio do Monardi* Brasileiro
Que amor, dedicado, fidelidade
Eterno voU-llia o Brasil inteiro.
Somos o povo de um t'bom Monarcha,
Somos o povo mais feliz do mundo,
Temos a gloria de ser vre, amando
^iosso Rei, nosso lunfa, Pedro Segundo.
Fi I lia querida da formosa aples,
Que ao Throno do Brasil dais rustre e gloria ;
Archanjo trHell^r a cujo abrigo,
Vive o Rei, vive o povo e vive a historia
E-drella fulgurante, em cos de rosa,
Que se anima da luz de sol fulgente :
Meiga estrella polar de um povo livre)
Que sob as patrias leis marcha contente,
Vos que sois da orphandade o verbo grato,
Da chorosa viuvez consol e amparo ;
Que sois Jo pobre arrimo e a nossa gloria,
Nosso archanjo de luz lio snelo e churo ;
Conscnli quo a pobrera humilde, amante
De peno vos contempla exusiada,
Deixando a vossos ps me-quinln ofTrenda
Do imo cor,-vrao, d'alma arrancada.
Sao (lores : mas sao flores que nao vieam
A's gratas primaveras do paiz ;
Fi-las T^pobro'artista, e as deposito
Aos ps da minha sancta Impeatriz.
Recile I.8 de dezembro. <
AIcKumlriiiu,
A (ta'
..t ..
*^ tfrtas
. bibsfm.
aijw, un 1.
etc. : a Ja*>
S caixas forragens, 2 barriquinbas lor : a
1 coi xa meias; a J. Ke,
r
sinceras e cordiaes provas de respeiln, e borne'
nagero dirigidas pelo mais humil.re, e reverente! ViTnn"*"r"""*""'
servo.Francisco Cordeiio Cavalcanli. i '('(, 7"i ..,.
Engenho Macaxeia em Pernambuco, 4 de dr-U V l0bcrtong>
/.embro de 1859. wi i
SE *jp^ Pe- commissao do sociedad, :J^TS^ ^ ? d^d'e'do'"'
Aihennu Maranliense ao Hlm. Sr. David Gon- nho a J. Paloi A 1
calves A/cvedo, vice-consiil de sua magestadel 1 harnea papel, 1 raiaa rasticaea- a J y. ,
lidelissinia, por occasiao de dar lhe, por parte go/.o "' T" '
da mesma suciedado os psames pela sentida } caixas arrcioa ; a E H Wyait
norte da presada esposa du monarcha portu- 5 hnfoa fazi n.t.i de ..1^0,1, -), utua dita de u
f?,** a :'" e linho. 20 testos fui o:as pira assucar a C '
lllm. Sr. vice-consul.Commissionados pida Asile y & i.' '
assuc.arao Aiheiom Maranhense para ojie, pean- 4 eauas hcenda de algodio; a t A ^m
lo a respintavel pessoa de V S., como mullo dig- 1 eaixa camisas ; a E. H. WilItarX >,1,,etl
no delegado do governo de Porluxal n'est po- 1 caita renda de alodo ; a A resA r -
viucia, signilicassemos a dor profunda com que [ 1 dita miudeza?. 2 ditas e 2 bar-^uinh.s 6
a mesura sociedade aoubo do passamenlo prtcoce ragens ; -4 Mello-, Lobo & C a Iul"ns m
da virlaosa d sempre lembrada esposa do sugus- 4 caixas objectos partieures a M J de Ol
lo monarcha portugiie/,, cumprimos ueste, mo- veira i Filhos. -..utx
ment esse dover, recordando a V. s., que sendo 3 caixas e bfdoa f.17. odas da linl,,-, ri
tao justa a magoa que enluta o eoraco de to xas o 17 lardo, faenda de algdt>, 1 1 ouim e
plausos dos anjos, que aguaidavara a volta de sna 1 caixa lacre, .1 dita liunVj
companhe.ra. 1 dita |,scoi.os ; a Ama(Jl Aires C
Conhada na benevolencia de V. S., muito de-: 1 fardo e 1 ca xa fazenda de alaodao
sejavaasociedade Alheneu Maranhense que, per de Abreu
inteimidi) de V" S., chegasse ao conhecimenlo
de sua inagesiade lidelissima o Sr. I). Pedio V.
estes seus sinceros e rerdaeiros psames.
Maianhan 2 deouluhro de I88.
I Alexandn- Magno Rodrigues.
1 Euclydcs Ludgero Correa de Paria.
I Antonio Marques Povoas.
Odorico Latin da Silva Azevedo.
Antonio l'iaiicisi'o Paria Mallos
RLSPSTA.
i Em nomo de sua mageslade lidelissima el-re a Brand-.
oSr. D. Pedro V, meu augusto amo, agradeco j 3 saceos amostras, embrulhos
1 mu cordialmente illustrada e aeaMr^osa as- versos. >-'>"s, eic. a
soc.aco Athoneu Maranhen.-.- as tvas de amor irrigue ingle Earl Grey, vindo i. | iyaWaaal
ede.ncac.ao, que ao mesmo augusto1 senhor tii- consignado a Saunders llio!hers& > 2
bula na mensagem de pesamos, que acaba de ler Ion e Segunle -., manilo
eentregar-me, a qual, como do mea dever, vou 66 jos lonca, M lonetadas eawrka ra .
na pr.meua occasiao fazer chegar a sua real ore- Mam*. :, ?? |,MI,nS d, ,,,!a, tiiuSiS.
* A 1
liicaixas liabas; a Barroca e Medeiro
20 fardos e 5 caixas Duenda de algodv, l.t d
lonlurragens, 11 bairiqninhas vidros traix
nrnora-se, 2 ditas Tolbaa de Flaodres ; a H
: Kuokera C.'1
5 caixas miud.-zas. 3 dftafl fa/.enda dr lii.I,,,
I a Southall Mellors t C."
1 barrica viudo ; a 1!. n J.its
4far.os.a/,.nd,!sde algodno : a Fox Brnthr,-
al?i. ,U1""'spi r; "niand.
ele.
senca.
Maraabie 2 d.....itubro de lb59.
Uacid Uonralccs'le Aseredo.
\ ice-consol.
- ItH) Ubi
HW Unas rerro, Mfcarris unto de porco. 4 fard.
1 ';;, l''"s;'Yd8 &,rd08 f;,z,;nda ^ odao^
"oiurnes cevada ; aos cenaigaalaijoB.
Arl p*sde fer>. 45gigoslouca .- a
-. .- -iouca : a ordciu.
*G barucas een eja : a C. J; Astley A C
Sumaca h.-spanhob. ..trrfifa, vinda de Mala
Barcelena. consignada a Anflaca t Brvan m
iilfaatou o seguinte : J '
Correta, pjr occasiao da morte "pri-1 rJFjJm1:fi mfiM L' 22 1,;>rris vi"ht>.
___t jr r 1 xas < w meias .usa-, 8 voinam <**-
matura de sua nrtuoaa esposa n Exraa. consignaiarios.
Sra. D. Ltliza Mara da Conceicao
ca Lir.nniA
Olterecida ao lllm. Sr. Jos Djminguesj
ai
LO.\SLLAI)')GERAL.
rteiidimeulo do da 1 a 7 .
dem do di* 9 .
9-313" K
2-I8S8-
llJUt|32
DIVERSAS I''| ftan.dimento do -lia 1 ., 7
dem do dia 'J .
Crrela.
" /'";,; c Dos (u? tl ra'./.''*
Que to cedo dr e nta Int. ttr-lt
Quo cedo dos meut (Csw5cs..
Anda urna existencia preciosa acaba debaixar
ao tmulo !
No dia 13 do crente, cerca de 3 horas da lar-
de, sabio mar:sao dos justo; a Bxma. Sr I)
Lui/.a Mara da Conceieo Cnrreia. A Ilustre fi-
nada soffrendo ba oito mezes os terrireis effeitosl
de urna affecco nos pulmoes, sucnn>bio S
della, quando a medicina tornon-se improflr i,
zombando dest'arte da pericia de mdicos intcl-
ligentes.
Contava ella, apenas, trinta e quatro annos de
idade, e qunlorze de casada, deixando cm seu C8na'Br'gue prussianoxPat Agirst, S> Mrc
passamenlo qualrp lllhos menores votados 01- '' re* ,s !' saceos asentartaascava*.
phandado oh dura parca nem ao menos te s,ockholmBrigue sueco Aana, N. O Bieb--
condocsie da innocenria .. !'-. M muros salgados.
A Sra. I). l.ui/a era una alma christa c cari- '-.l1'"}'' ~" Brigu? porlngiiez 1 Marta da lilcn.i
tlfjjlte
8l^pK4
DESPACHOS HC EXPOItTAC.V PKl.
Di) CONSULADO HESTA CIDADt NO DI i
9'DE IIKZEMBRO lE 185
Liverpool Barca ingie/a 'i j-ac9 Rvd.
ft C, 120 barricas c 500 sai aasacar na-
ca v,i !
dosa, bem faseja, dotada de senlimentos n ibres.
F. s Bab. ,\
masacrada.
Fillio, 2tM taceos asaa
ile trato ameno e delicado ; era ella urna filba
obediente, amiga tiel, mii esln mosa, e esposa I or, Briguc portuguez cEspetaaca, Mam
dignadetodoomeredmenloporsuftsviritiile.se F-da Silva, 75 sarros e 3 barritas aesaca
lionestidadc, attributos que formaram a i >r
gloria de seu inconsolavcl esposo.
Se l no assentoetherio onde su!
Memoria desla vida se consente,
Nao i" esquecas da^aeMg amor ardente
Que j nos olhos meus tao puro viste
branro, 15 saceos dito mascavndo.
LisboaBrgue poHuguez Retampaga*.divi
caires ..... 11:, saceos tasacar branca, e II"
ditos d,'" mascavado.
IIKCEB- ORIA DE RENDAS INTERNAS
GEKAES DE PllllNAMBI CO
lli-ndimi- o dodi. 1 a 7 5 Klftjti
* 9...... 1:MB|B.
dem do dia
prende a cadeia de seu deslino, que este pa-j
ra aquelle como espirito illuminado. de cuja hoc-f ,., ,,!-
ca inspirado espea ouvir a solucao do problemaf^'e''"0 do Jv-" ?" '" d> festejar. ttssia,\
"'oro da '
dn Rea'
Juiz por eleieio '.
CONSULADO
da feliridnde da vida.
Somos Brasileiros, o nosso bro natural' os
nossos estmulos de gloria por mais de tres se-
clos ja/.iam comprimidos sob a presso esmaga-
dora do despotismo. Pois bem, boje que goza-
mos de todas as delicias, que temos un mo-
narcha modelo em virtudes e em todos os do-
mis predicados, que temos a nossa adorada
Iiuperalri/., que nm Archanjo tutellnr, um ar-
chelypo no seu sexo, haremos conseguido tudo
quanlo desejar podamos para nossa prosperida-
de. Saudamos pois era coro imilher flor da
casa de Braganea. ao methor dos Monarclia-, ao
nosso Excelso Imperador Pedro II e a sua vir-
luosissima consorte.
A'. F. da Si!,-a.
A virludc, na phrase de um escriplcr moderno,
uaa iiione como a divindade, de que urna
taspiraco, ella deixa up* os scalos, sem que
injlaam na plenitiHe de se fulgor. E Rom ef-
t'eito o pensamento do Ilustre escriptor prende-
ae esiejar -"'-" se inteiramenle nossa humilde Opinio razao Rendimei.io do dia 1 a 7
Senhora da Concedo, erecta* caoella da ofendemos, que o pensairento da Wr-' W'"' de. dia 0 .
ponte do Reafe no anno de 1860. Sosa cmisorte nao deve ser lomado, por seu es- '
: poso inconsolavcl, como estado dt dcsi
I Elle, verdadeiro cathelico, confiando no Ser
Supremo deve confessar coranosco, que a MI
finada na celestial manso, rece be ni a coi. del
6:l8a; O lllm. Sr. Jos .Tacme Tasso.
Juira por eleijao :
A lllma. e Exma. Sr" D. Maris Matbilde1 suas*v'rUides.
das Naves, esposa do lllm Sr. Antonio fran-
cisco das Navas.
Juiz por devorlo :
PROVINCIAL,
2.2tWi.
14.176c7
Ho vimeniodo porto
Infeliz quem chora, ella iinou-se
.< Porque os anjee ierra nao perteneca
Nem as copiosas-lagrimas de um desventurado
(D
O lllm. Sr. major Domingos Atves-Malheus. I espose, nem o lamenlavel e doloroso pranl 1 de
Juiz por devocao : innocentes Qlhos, nem o solurar eontiaui de a-
A lllma. e Exma. Sra. D." Mara Anna d'O- Ws dedicadas aprovettam finada : ella parti
(Correspondencias.
deslc pelago insondavel, permutou-o par essa
vida de alem tmulo, vver incomprebensivcl,
viver mvsterinso !
quin Goncalves, Joaquim de Alinela, Antonio
Ribeiro Ponles, AiTonso Ilenrique de Vascon-
cellos.
Passageiros da barca franeeza Don.-- Eafitsr-
aloss, sahida para Marselha :
ranino Vicenco, Cuida Vicence, Pinamorc Vi-
to, I'inamore Jossep, Rigione Pietro, Bigione Pi'-
tro Guraaro, I'lorenzano Gwiani, Lacorle, Cari-
nini, Giannnzzt, Francioe, Tlorenzano Gioram,
Tlorenzano Gussepe, Fazzano Pascualo.
l'assageiras da galera ingleza D. Diogn, vin-
da de Liverpool :
Calerina Melcbell e duas menores.
Mata uocuo fubmco :
Mataram-se no dia 8 do crrente para 0 consu-
mo desta cidade 02 rezos.
No da 9 do mesmo 65
MORTALlAE l>0 DU 8 DO COH1UMT
Manoel, prcto, 2 dias. espasmo.
L'mbelina, parda, 2 mezes, espasmo.
Senhorinha, exposta, parda, soHcira, 1S annos,
phtisica.
9
Mara do Roraio, parda solleira, 76 annos, en-
terite ehronica.
Joann.i Maria da Conceicao, prela, solteira 80 an-
nos, erysi pella.
Maria do Monte, parda, viuva,70annos, hepatile
ehronica.
Thomasia, preta, cscrava, 30 annos, solteira, tu-
brculo pulmonar.
Maria de Tal, preta, solteira, 18 annos, pero-
tonites.
Jos Theoplulo di Cosa, prcto, solteiro, 23 an-
nos, elephantiaae.
Miguel da Silva de S u/i, pird, entrn para o
hospital de caridade sem falla, c por isso igno-
ra-se a idade, estado, e de que morreu.
(lenriqueta Joaquina da Cunha, parda, solteira,
2 annos, metete ehronica.
Hospital DE MRIDADE. Exislem 61 ho-
mens 50 remitieres nacionacs, 1 bomem eslran-
geiro, % homens escravos, total 114.
Na totalidade dos docnles exislem 37 aliena-
dos sendo 29 mulhercs e 8 homens. Foram visi-
Bamos, casa terrea arrendada
[)(,r..................., 300*000
Estrada dos Aflitos.
11. 1. Manod Maximiano Que-
des, casa lerrea ocupada pelo
proprietario avallada por..... 41'OSOOO
dem 2.Antonio Joaquim de
Souza Ribeiro, casa lerrea ar-
te i.lada por.............. 3C0500O
dem 3 Antonio Joaquim Fer-
reira (i 11 maraes, casa lerrea ar-
rendada por............... 2009000
dem 5.Dr. Francisco de Souza
Cime Lima, casa tenca arren-
d la por................ J0O&000
Llena 6.O mesmo casa terrea ar-
rendada por.............. 1003000
dem 8.l). Anna Joaquina de
Oiiveira Quinlella, casa teriea
oceupa la pela proprietaria, ava-
liada por................. 2409000
dem 9.1) Maria Carolina Fer-
reira de Carvallio, casa terrea
arrendada por............. 351.5000
Mem 10, Margarida Francisca
Xavier, casa -terrea oceupada
pela proprietaria, avaliada por 1205000
dem 11.Joao Filippe dos San-
jo i, casa terrea oceupada pelo
proprietario avaliada por .... 1205000
Mem 12.Viuva de Jos Joa-
quim de Mesquila, casa terrea
avaliada por.............. 0009000
l lem 13. 1). Maria Joanna
1 Machado Calvalcante, casa ter-
rea arrendada por.......... 1725000
dem lo.Bariholomeu Francis-
co de Souza, casa terrea arren-
dada por
liveira Meaeiros. esposa do lllm. Sr. Antonio
r Ignacio do Reg Medeiros.
Escrivo por eleicao :
____O lllm. Sr. Alvaro Augusto d'Almeida.
dever de tudo hoiiiem. que Fserivaa or eleicao '
c-scr^aa poreieicao 1 Depositemos sobre a fra lousa que a cobre
A lllma. e fc-xraa. Sra. D. Mana Jote de Je- una cora de perpetuas: alen,, lhe
sus Mus, fdia do fallecido Sr. Jos Vlaria de seja leve.

! ~ 2.
". Uepousa l no ce cli-riiaineule
; E viva eu c no trra sempre triste
Jess Mus.
Escrivo por dovocjio :
O lllm. Sr. Narciso Maria Carneiro.
scrivaa por devocao :
A lllma. e Exraa. Sra. D. Amelia Leopol-
dina Ramos de Carvalho, esposa do 1lnK. S?.
Vicente Al ves da Gesta e Silva.
Thesoureiro :
O lllm. Si. Manoel da Silva Noguqira
Procurador geral :
O lllm. Sr. Jos Velloso Soares.
Procuradores.
Os Hms. Srs :
Antonio Francisco das Nevo;.
Eduardo Ferreir Bailar.
Ignacio Pedro das Noves.
Francisco Pedro das Neves.
Joao Jos da Cruz Mu ni 7..
Manoel Mosquita Cardoso.
Recife 8 de dezembro de 1869.
O arce lingo vigario
Placido Antonio da Hile: Si '.. .
Parahiba, 21 de novembro de 1859:
^________ Um amigo.
COMMERCIO.
PRAQA DO RECIFt 9 0E DEZKMCRO DE l5t-
S TRKS HORAS DATAROL.
CotaQoes olUciaes.
. Descont di- letras9 t; ao auno.
; Cambio sobra Londres r lii e 25 Ii2 d. a
90d|v. e60d,v.
Cambio sobra Pars387 a M 90d|c
Cotacoes olciaes no dia 7 depois das 3 horas
an tarde.
Descont d.\ letras9 0/n ao auno.
Cambio sobre a Paris=387 r.-. poi fr. 90dp.
Francisco UameJe e Almeida.
Secre'.ario.
Srs. redactores
presa a sua repulaco levar ao conhecimento do
publico aquelles (actos que sao sullicienles para
desmarcarar a um de-des homens que se embre-
gara em levantar calumnias, e a titulo de advi-
nhar pensamentos, espalhar boatos estpidos por
qualqoer conversa que presencie : na verdade
nao se pode tolerar um bomem desla ordem.
Eu nunca rae daria ao trabalbo de relatar factos
que envergonhain a pessoa alguma, porm o Sr.
R... me obrigaa sabir fra dos limites, e patentesr
os seus bellos procedimentos, e para quo o pu-
blico fique eonheceiido o seu carcter.
n Sr. R... um destes P........ que se despre-
sanide o sir, nao obstante ser desbaratado na !
Granja como polilico, o que pelo seu genio exal- |
tado foi amarrado e desmoralisado, a ponto dse |
redu/.ir a criar porcos junto de Serra Grande. Nao i
posso deixar de lastimar o genio deste iikm;o des
miolado, que pena ser pai de familia, su pao o
fosso, entao poderla dizer quo tendo um genio
igual viveria mendigando o pao, e despiezado de
toda a sociedade.
Oh que vergonha para miui, patentear fados
desla ordem, de um bomem que abrigado a ser!
moralisado como empregado publico I Os seus
principios condecidos enlre nos foram de um re-'
finado jugador, quo tendo justo o seu casamento, I
foi dissolvido inmediatamente, porque entendeu'
que o tendo justo, era bastante para poder tancar i
mao dos possuidos de sua futura esposa para s'a- 1
lisfa/er o sen genio em urna esleir de jugo, foi
una vacca preta !, pena que o Sr. R... nao en-]
contrasse no Sobral gentes iguaes para pleitear A SUA MAGESXibDE IMPlU.Vl..
urna fortuna pido rabo da sota : porm alinal po- Senhor.Quando, ao encerrar o parlamento, 1 Volumes-sabidos com Eaaaadaa
di1 descubrir ura raeio de vida para dclle eolher I dignou-se Vossa Magestade Imperial declarar que i cunageaeras
bons fruclos no Sobral : o pnmeiro levantar fal-j tinha de fazr.r urna visita ao .Norte do 'Imperio, :
sos lestemiinhos, o segundo levar e trazer da me-; o meu eoraco ao ler o imperial discurso, se en- 1.
Ihor forma que pode arranjar, o terceiro a deseo-1 ebeu de grande cqntentarnento, por ver que Descarragam boi lOdedezernbi
berta do niethodo do Castilho, que pena o Sr. Vossa Magostado Imyerial contemplavq a briosa Sarca inglesaD. Amucanos de barro.
R..:se esleja perdendo por lo heroicos bufares, | Vencza Pernambucana como urna das provincias Barca iugiewiFltaling Cloudfazciias.
e nao v concluir, ou aprender o mWhodo em escolhidas para le a subida honra. I Brigue inglezEvertoofazendas.
que se julga to habilitado a cnsinar pois esle de Senhor, como verdadeiro 'eruanibucano, uc | Brgue inglezBar Greyfazendas.
que o apeiida de Casiilho, nao parece igual ao pedia deixar de possuir-mc, do le o ndisivel Brgue portuguezLaia Tilazeile, toucinbo e
que o Sr. Gamboa cstabeleceu em Pernambuco, e prazer, urna vez que, eu e a provincia de Pea- far lo.
aambuco, linhaaos de ver, pela vea] priraeira, Patacho americano Uannoi brinha
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le le le le ti 1 SS 0C CC yi -. 1 c: i be '-'3: i Centgrado. -* K O
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^Sa 1 1 b,~~ i Barmetro

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LFANDEGA
Reudiuieulo o dia 1 .. 7 .
dem u.. dia 9 ....
117 3a
32.68*9
MOVIMtNl'ODA AL*NI)Ci..v.
, V'otu -.es futradas coiu faaeM4as
< c com g
tadas as enfermarias pelo cirurgio Pinto as 7 dem 1G. I). Thereza de Jess
horas e 3/4 da manha, pelo Dr. Doroellas as8
horas e. 1/2 da manha.
Falleceu um bomem dediarrha.
OOWSUbTpR0^1NCIAL.
COLI.ECTORIA PROVINCIAL DA ROA VISTA.
Laneamento da declina tus ni-edios
urbanos do districtw da eoBlecto-
ria que lem de servir no auno II-
nancelro le Hr,u I8CO, ti>iii
eollector Manuel Jos le Azeve-
do Aninrim,
&,dS de. Joo de Barros.
N. 20. Dr. Antonio Jos d'As-
sumpcao Nves, casa terrea ar-
rendada por............... 40T000
Coelho Souza l.eo, casa torrea
arrendada por.............
dem 17.Seminario Episcopal
de Olinda casa terrea arrend la
por........'..........;.
Ider 17 Ignacio Francisco de
Mello casa terrea occupala pelo
proprietario avali.h por. .,
dem 19. Antonio Magalhaes
da Silva, casa lerrea oceupada
pelo proprietaiio avaliada por. .
C.OOftOO
."00*000
000^000
1:2007000
30'#000
que na boa f lemvlhe tecido elogios, e feito o
Sr. Casiilho considera-lo como ura moco de. espe-
ranzas, (islo por falla de conhccimetos, seno
nao o faria.)
Perguntarei eu ao Sr. R... quem nao lem bons
costumes poder da-los? nao ; logo o Sr. nao
pode fazer parle da educacao de urna populaco,
porque a educacao deve ser confiado a um lioraem
moral, e nao ao Sr. que nio a lem.
Eu pedera oceupar-me mais um pouco rm
analysar os feitos do Sr. R..., porm nao quero
Liverpool,
e ver.
pisar o seu o solo o Monn-rchajnsliceiro, sabio, o lugo.
rirtuoso.emfim o grande PEDRO II. Aproxima- Brgue hanoveriano Burgermuslcrcarvo
va-se o praseutairo dia da chegada de Vossa Ha- fiiiprta*o
gestade imperta! 4 capial desta provincia, u pos- Brigue inglea Everton, viudo
to que, me ai-hasse ha mezes adoentado, com lu-
do sacriiieando a minha saude, e despresando os
meus padeaimentos, dirigi-me para cidade do
Recite no dia 20 de novembro.
Dous dias de impaciencia, fi/.cram-mc parecer
seculos, e assim me conservava quaado ao raiar
passar por massanle, e pero desculpa aos leitores da aurora do da 12 do referido, os sinos da ca-
destas mal trabadas linhas, que so liveram por
lim fazer conhecer, com todo o cuidado os factos
que caracterizam um professor do novo iiclhodo
do Castilho, do Sr. R... cstabnlecidos puc homens
ignorantes que s procuran! meios de vida.
Sobral 22 de novembro de 1S59-.
(Oocu/jj-o., neoros.l
pital, girndulas, e liborabo de artilharia (ra-
vam-me da apathia em que me ajehava. Dci
gracas ao Creador, e logo sem d(-nnira caminhei
para o pateo do Collegio, o entre a immensa inul-
tido de povo Uve a gloria do meus desejos, ver
desembarcaren) os Augustos PcnhorcS do Impe-
rio du Sania Cruz.
Neste ponto, Senhor, quo chegou o zenith de
Srs. redactores.No temo 2 das Biograpkias minha gloria, e ademirajao Dizcro que1 prc-
de alguns poetas e homens alustres da provin- \ sencioi no gentil porto, e civis maneras de Vos
/
MUTILADO
N
consignadoaSaund'-rs BrutKers \ 1 .u, manifestou
o seguinte.
l caixas fazendas ile linho, G^ dilas e 40 fardos
ditas do algodao, 50 barris manteiga, 1
mantas para covallos nos consignatarios.
10 fardos fazenda de algodao. 67 cestos for-
mas para assucar; a N. O, Bieber & C.a
12 caixas cobre em folhas, 13 barris vioho,
li)0 barricas e 25 raizas ceneja, 100 barris man-
leiga.il ditos brandy, 2 barriquinbas frucias, 2
caixas bolachas, 0 jarros passas, 40 presuntos,
Sanios entrados m dia 8.
Terra Nova2b dias, brigue uaflaa t'.ama, d>
170 toneladas, capilao B. Pend ngrasl, equi
pagem 10, carga 2,640 barricas com bacalhi
.1 James Crabtree i C.
I na Nova 25 (Has hnrea ingleza Chase, de*t
toneladas, rapito Jarris, eaaipagea 1, car-
ga 3.660 barricas com bacallao, a John
Palor & C.
Cdiz2"> dias, patacho americano Breeie, de 2tl
Vola-, capilao w. s. AljeilwMlgt eaji
geni 9, carga sal, a M. Aastin V C
Porto por Vigo S9 dias brigue portiigaea a
Hanoel I. d> 1'.'2 toneladas, capilao Carh
Ferrcira Soares, equipagata lfi, carga viubi
---------------. rebolas c ni isgneros, a Mauo 150:0184368 mos e Silva.
: Sanios20 dias, brigue franecz Timar, da i
tonelladas, 1 ipilao Russell, equipagem 'J, car
ga isel frora &C, arril
abarla. Segaia para > Havre.
Portos do aorta7 das, rapar naciansl l'
899 commandanle o capilao tenenU tom l.-opold-
de N T.nezao
' M Maullar1") dias, caahneira nacional rsa
r< commandanle pnmeiro lente r
607 Ilion. di- Castro Araujo.
S ikido '
Rio de JaneiroBasca americana Hiendeer. sa
pitao w. Recley. carga parte da que Irauai
ynri'i entrai
rriesic=85 dias, brigue austraco / gesteo, C
160 toneladas, capilao AThomicb, equipagen
14. carga 3,800 barricas rom fsrinha d< tri_
maisgenei >s, a Saunders Brothen \ I
Rio de Janeirolo di is, brigue portuguei I
de 221 toneladas, capilao Hanoel di u
ranos, eojuipagare 12, em lastro, u a i..-i
Oliveira Azevedo.
Marselha47 dias, barca franeeza Oow Masa
dos, de 270 toneladas, capilao Gustavo do 1
prade'le, cquipagem 13, carga vinhe ti
gneros, a N. O. Bu l"'i & C.
New Castle56 dias, paterno ingle Reares*, d-
10:: lonelladas, capito Thumar Woodctx
105
591
173
de
1 |uipagem 0, carga carvao d<- padra, a o
N\ w Porl15 dias, barca hamburguesa Carta
riaai, de 2^i toneladas,capilao V 9.
equipagera 13, caiga carvao de prora, a S
Wilara & C.
24 queijos,5 volamos cha. 1 caixa charutos, 101 Rio de Janeiro20 dias, barea trancen Indi
ditas eunsorvas, 6 duzias jarros com doro, 2 di- de 281 toneladas, capilao Raeden, equipa,
tas potes moslarda, 2 eaixas volas; a ordoro. 12, era lastro, a Tissat, Frre A 1
30 caixas qneijes, 10 ditas vinhes, 10o banis Liverpool9 dias, galera inglesa D'~ W
manteiga; a Tasso & Irmao. do 320 toneladas, capitao 'ames i handl
40 toneladas carvO ; a Scolt Wilson. equipagem li, carga fazenda e mais genero-
-9 diase i
icional /'
fente fdi '


41
DIARIO DE PLRNA.VBCCO. -- SaBsUD iO DE DEZEMBRO DE t859.
.caty11 dias, hiato brasileiro uvidnno, de pretndeme, poder esto, sera no-, o exame ser
43 toneladas, eapito Pedro Jos Francisco, | proposto ao governo.
5, carga sola e uiais gneros, n 3^ Quando porem coniparecoreni dous ou
, ma'.s, haver sobre a materia, cujo ensillo for
i'objecto da cadeira, toe livor de ser prehenchida
un trabalho escripto, para o .jual ser marcado
ura praso rasnavel, segundo o impoitancia da
equipagom
Marlins limaos.
Navios sahidoi no inesmo dia.
'ortos do sulvapor nacional Paran,
mandante o capitao tcnente Jote L.
torrezno. .
HavanaPatacho hespanhol Drack, capuao Sil-
vestre Austrech carga carne.___________
coBi-
de N.
dcima addiaoualde nwu mora ; imposto sobre i aceiados commodos, trcta-se com o consiguata- i CruzS das H :$ 11 da manha, e (tas
loias e casas de descont; dito especia sobre r0 Thimaz de Aquino Fonseca, ra do Vigario '
n. 19, primeiro andar.
Editaes.
iiDr. Anselmo Francisco Pcretti, commendador
da imperial ordem da Rosa, e juiz de direito
especial docommercio desta cidade do Recite
je Pernambuco e seutermo, por S. M.I. c Cons-
titucional o Sr. Pedro II, que Dcos piar-
tic de*
Faro saber aos que o presente edita] vircm e
.relie' noticia tiverem em como no dia20 decor-
ante mez, pelas 10 horas da manha, se ha o de
rematar os bens. que se acham recolhidos no
. stabeleciraento no pateo do Terco n. 11, perlon-
. entes a Antonio Pacifico do Amaral, sendo n
nreniataeo feila no niesnio lugar cima indica-
do, e sao- os seguintcs: 1 ar.nacao avallada em
IHWI ra 32 latas de sardinha V2aS00?*25 garrafas
deTha'mpanha a 1*500, 37500, 20 garrafas de vi-
,,ho Bordeux a 400 rs. 9$(0O (llatas com doce
,>m mo estado a 80 rs.. 3*400, meiasgarrafas
.,, licor a 320 rs. WW. Jgarrafas de .cor a
;9. 18g, *9"^J^Tt^S&^S!Si
Hollando a 320 rs. 12*180. 43 ditos vastos a 30 rs^
s25W 70 botigas de genebra a 200 rs. 14f, 1(I
.tas Casias a 20 rs. 2S. 30 libras de cha em mo
estado a 500 rs. 15*, 27 caixas de charutos em
u;,o estado a 320 rs. RS6W, 30 caixtnhas degra-
vaa 4U rs. 13200, 9 bornea de doce a 320 re.
*88t> 9 latas com masa de tomate a iiOrs. 2IW,
r, "libras de rap a 10 rs. 3g2O0. 38 botoes ranos
uara inantriga a 320 rs. 12*160, 43 meias garra-
tl s drhampanha a 500 rs., 21*500. 190 garra-
Vas de vinho a 500 rs. 95g, 70 garrafas de licor
da trra a 200 rs. 14*. 16 gnalas de ceneja bran-
,an320rs. 53120. 20 resmas de papal de em-
orulhoa 800 rs. 20*800,5 resmas de papel alma-
Ai palitos pal-
para limpar facas a 8'
960, 1 arroba de alfa-
para 11IUW" i'"-"J <"' --.- -- .
Umapoi3*. meia barrica de. bre.u 3, 4Idltas va-
~,as a 1 rs. 4S. 25 libras decravoa 4n.1U.
>5 libras de manleiga em mao estado a IbO rs. f&
r. libras de sag a 200 rs. 1*. ,2 candieirosde la-
uto era mo estado por 3*.2 garrafas de azeile
dOce a 500 rs. 1*. 350 garrafas vastas., 20 r> ,p
'0 cascos de barricas vastos a Ora. 4*80 >, 10
dco de mantelg. a 160 rs. 1*600, 6 cestas em
,04o estadoa 160 is. 960.* 8ta;%$
re 23400 c 13 duzias de pomada a loo re. 2S080,
os'quaes rao praca porwccueiio de Andrade
ACampello. contra o referido Antonio Tantico
simos do Amaral ; e nao havendo lanzador que
,.bra os procos das avaliacSes. aera a arremata-
do feita pelo preco da djudicacuo com o abali-
inento da lei. .
1 pan Me chegue. no conhccimento de todos
manaei sanar ediclaes ae sero publicados:pela
imprensae allixado nos lugares designados no
1-odiKO commercial.
Dadoepassado nesta cidade do Renfe de Per-
i.ambaco aos 9 dias do mez de de/eiubro de 189,
!H da independencia e do imperio do Brasil. Em
Manuel Marta Rodrigues do Nascimento, esenvao
o subscrevi. .
Anselmo Francisco PereM
oDr Anselmo Francisco Peretti, commendador
da imperial ordem da Rosa c jmz de dneiio es-
pecial do commcrcio, nesta cidade do Recite,
Tapital do provincia de Peruambuco o seu ter-
.oo. por S. M. I. e C. o Sr. D. Pedro II, que
Dco's guarde, etc.
Faro saber pelo presente, que no da 10 de de-
;umbro deste auno se bao de arrematar por ven-
da a quem mais di-r, em praca publica deste
i j'zo, porta da sala dos auditorios, a preta Be-
, ricta, de iiac,io, de idade de 30 anuos, pomo
mus ou menos, avahada naquantia de 1:0005000
rs. a qual fora penhorada a Sebastiao LuizPer-
reira por exeeurio de. Joo de Santa Rosa Mo-
ni/., e na falt de.'lanc.ador ser arrematada pelo
peco daadiudicaco.
Upara que os licitantes tenham noticia, man-
o-i Msaar editaes que sero afiliados nosluga-
is do costante, o publicados pela imprensa.
Dado o paseado nesta eidado do Bccife aos 24
de novembro de 1859. Em Francisco Ignacio de
Torres Bandeira, escrivo do juizo commercial o
liz escrever. .
Anselmo Francisco Pe.retti.
Secretoria da mstrucco publie de
Peroaiuftuvo, de dezembro de
1HK.
Por este se faz constar sos r.rofessores e pro-
lessoras, directores e directoras de todos os esta-
l)lecirnenlos parliculaies de instruccao primaria
rt secundaria da provincia qusr habilitados na
forma da lei, quer nao que iratem com a niaior
hrevidada de remelter a esta secretaria, por in-
termedio dos respectivos delegados de dislricto
Iliterario, niio so a declaracao da ra e numero
da casa ou lugar em quo teem as suas aulas on
estabelecimontos, afim da se fazer as precisas al-
teracoes no Hvro competente; como o mapa
annual dos seos alumnos, de conformidade com
o disposto no arl. 86 da Lei regulamentar
materia ; c flndo elle os concurrentes argumen-
tarao uns com os ontros sobre os pontos que
cada arguente cscolher, conseroentes a materia
e ao methodo c systema do ensino respectivo.
4 O assumpto do trabalho escripto ser o
mesmo para lodos os concurrentes, quo forem
examinados em cada dia, e designados por sor-
teio d'entrc os pontos do programma do que tra-
ta o arl. 5.
5. Os nomes dos concurrentes sero lanza-
dos em una urna donde O secretario os ir ex-
trabindo. O priaaeuo argir por espaco de
meia hora o segundo ; esto o lerceiro e assim
successivamente al o ultimo, que dever ar-
gir o primeiro.
O Dr. Anselmo Francisco Piretti, commendador
da imperial ordem da Rosa e juiz de direito
especial do commcrcio d'esta cidade do Recifc
capital da provincia de Pnrnambuco e seu ter-
mo por Sua Magostado Imperial, e constitu-
cional, o Sr. I), l'edro II, que Dcos guarde
etc., ele.
Fuco saber aos que o presente o dital vircm,
em como no dia 15 de dezembro do corrente
anno, se ha de arrematar por venda, quem
niasi der depois da audiencia o na salados audi-
torios urna casa terrea na freguezia dos Affoga-
ruade Sao Miguel numero 81, com vinte
de frente, e cincuenta e cinco de fundos,
dentro na sala trasoir, pequeo quintal,
de niadeira, sendo o solo foreiro, avalia-
500$000, e urna parle da casa terrea na
freguezia de Sao Jos na ruados Copiares nu-
mero 14, com vinte palmos de frente, e quarenta
cinco de fornidos, cosinha fora, quintal murado
com cacimba meeira e porto para a ra dos
Barros Baixos, cuja parle foi avaliada em
3O2J80O ; as quaes fornm pinhoradas por execu-
cao do majar Maooeldo Nascmurnto da Costa Mo-
uleiro, contra Jos dos Santos da Silveira : e
nao havendo lancador, que cubra o preco de
avaliaeo ser a arrematago feita pelo valor da
adjudicaeo com o abatimento da lei. E para que
chegue ao conhecimento de todos mandei pas-
sar editaes, que sero publicados pela impren-
sa, e arJixados nos logares designados no cdigo
comnu-reiai.?
Dado e passado n'csta cidade do Reeife de Per-
uambuco aos vinte e um de novembro de mil
oito cento e cincoenia e nove, trigsimo oitavo
da independencia e do imperio do Brasil
Lu Manoel Mara Rodrigues do Nascimento,
escrivo o subscrevi. Anselmo Francisco Pi-
retti.
casas de movis, roupas, mobilias e calcado es
trangeiro ; dito sobre barcos do interior e taxa
dos escravos, lindo o qual se promover a cobran-
za executiva contra os remissos: outro sira que
no mesmo rnesnio mez deve ter lugar o paga-
mento dos impostos pertencentes ao excrcicio
de 18891860, a saber : do primeiro semestre da
decima addicional de mi morta. do imposto so-
bre lojas, do dito especial, do de barcos do inte-
rior, depois do qual pagar-seha conjuntamente a
mulla de 3 0|(j. Recebedoria de Pcrnambuco, 5
de dezembro de 1859.O administrador, Jfano
Carneiro de Souza Lacerda
Iiispecvao do arsenal de inarinha.
Faz-se publico que a commisso de peritos
examinando, na forma determinada no regula-
n.enio baixado com o decreto n. 132i de 5 de
fevereiro de 1854, o casco, machina, caldeira,
apparelho, maslreaco, veame, ainatras, e an-
coras do vapor Igunrasi el C.ompanhia Pernam-
bucana de navegaco costeira, athou lodos estes
objectos em estado regular.
Inspeccao do arsenal de marinha de Peruam-
buco era 6 de dezembro de 1859. O inspector,
Eliziario Antonio dos Santos.
==. Pela subdelegacia do primeiro districlo dos
Afngados se faz publico, que se acha recolhido
casa de detenco por estar fgido, o pardo Da-
raio, o qual diz ser escravo de D. Rosa de tal,
moradora na ra do Vigario: quem se jnlgar
com direito ao mesmo, compareca munido de
seus ttulos, que Ihc ser entregue.
Pela subdelegacia do primeiro dislricto dos
Afogadosse faz publico, que se acha depositado
um cavallo ruco pedrez : quem se julgar com
direito a elle, compareca, que provando legal-
mente, lhe ser entregue.
Para o Rio de Janeiro
Pretende seguir com muita brevijado a barca
nacional Amelia, teni parte de seu carregamen-
lo a bordo : para o resto qlic lhe falta trata-se
com o seu consignatario Antonio Luiz de Olivei-
ra Azcvcdo, no seu escriptorio, ra da Cruzn. 1.
as G da tarde.
Prccisa-se
THEATHO
DE
COMPAMITA
PERaAMBL'CAXA
DE
\avega(o costeira a vapor
O vapor nacional Iguarao, commandante o
segundo tenente Moreira, seguir para os portos
do norte de sua escala at a cidade da Fortaleza
s 4 horas da tarde do dia 10 do corrente, para
os quaes recebe carga da maneira seguiute : para
o Ccar e Aracaty no dia 7, para o Ass, Rio
Grande do Norte c Paralaba 9, sendo a rnesma
posta a bordo pela prancha a cusa dos Srs. car-
regadores. O expediente da gerencia fecha-se s
4 horas da tarde.
Para o Porto Alegre, com escala pelo Rio
Grande do Snl, sahe com mita brevidade opa-
tacho Novo Lima, tem promplo parle do carre-
garaento ; e para o resto a frote, trata-se com os
consignatarios Amorim rmeos, ra da Cruz n. 3.
Vene-se
o hi-ite americano Our'ana, de lote de
Itaciaractts.
Crrelo.
Pela administracao do comi desta provincia
se faz publico, quo amanha tO) do corrente,
pelas 3 horas da larde em ponto, fechar-se-ho
as malas que tem de cmiduzir o vapor costeiro
Iguarass, com destino s provincias do notte
at a do Cear nicamente.
Crrelo
Retaco das cartas seguras viudas do norte pelo
vapor Paran, e das existentes na administra-
cao do correio para os Srs. abaixos declarados.
Antonio Garlos Damascenn.
Antonio Flix de Souza Estrella.
Antonio Lourenco de Carvalho Serra.
Antonio Marques d'Ainorim
Candido Jos de Mello e Silva.
Francisca Xavier.
Gurgel (\ Irmao.
Joo Ferreira d'Oliveira e Silva.
Jos da Cunha Jnior.
JosPereira de Miranda Cunha.
Margaiida Candida da Cunha.
Manoel Goncalves da Silva.
Manoel Perera de Castro.
ScvcFilnosJi C.
Umbelino Eustaquio de Mello Albuquerque.
Vicente de Paula Nogueira.
:= O museo do Gymnasio est exposto desde
o dia 8 at 12 do corrente: quem o quizar visi-
tar, pode f.ue-lo das 5 horas da tarde at s 8
da itoite.O regedor do Gymnasio.
Pela mesa do consulado provincia
I. D. P.
Recreacao.
Os Sis. socios sao convidados a mandar rece-
ber seus cartes nos dias 7, 8 e 9 do corrente das
7 horas da manha s 7 da noite, no escriptorio
do mesmo thealro, para o espectculo quo se tem
de oterecer a SS. MM. II. ; s.uisfazendo na
mesnia orcasio o importe de suas asignaturas.
Reeife 6 de dezembro de 1839.Joo Francisco
Marques, 1." secretario.
Lei loes.
a
Francisco Santini, aino, aMtfcue de piano
canto, ex-niaojlre da conipan'ma rjrfca da sim.
chegou nesta capilal ha pouco. len.io:iandu ts-
lalmiicer-se : porlanto l:ni a houi j de participar
a este espeitavel publico prnambncanot quo
aquellas pessoas que dos seu* p; sstiaMa quw-
rem-se ulilisar, no ensino de piano e canto, p0-
dero prucura-lo na ra Nova no deposito do
pianos do Sr. Vogely.
Quem se Julgar erada* da taberna sita
ra Direita n.93, pertoMMla a francisco da Si'
vaQueiroz. queira dirigir-ae coin BMCctaata aj
escriptorio de Taaso limaos, ra do Amono.
Precisa-sede ama mulher que saiba testar
de enancas para servir de ama mora : quem s#
achar ueste caso, dirjase a ra do Crespn. 16.
esquina.
A eacrara cabra, de IMM Antonia, que rr
presenta ter S6 annos, olhos grandes e pardo*.
baixa, e com os deules limados, nariz chl>, (a-
bellos crespos e crescidc.s, anda va.liando por
esta cidade desde o da 7 do corrente : qiea a
apprehender, leve-a praca da Independencia,
loja ns. lie 15, que ser ratificado pela sen!.
ra da dita escravo.
O abaixo atajenado, leudo o Diario de >
corrente, vio inserido no mesmo Diario o diacurs >
da cmara desta cidade, recitado por orgo d j
seu presidedte, no momento de entregar a chave
deste municipio ao inrlyto Imperador o Senbor
D. l'edro II, no dia :( do corrente, por occasia
da honrosa visita que os Augustos Soberanos so
dignaraui honrar este municipio ; c como no di-
to discurso nao existe a sssignalura do aoaixu
assignado, o qual passa a declarar, que tal dis-
curso, por engao, nao se lhe entrego para o
assiguar, como membro da raesma cmara e qu>-
presente se achava, tendo a distincla honra o
abaixo assignado de acomp inhar a SS. MM. II. >
barraco, c em seguida a S e ao palacio epiaco-
pal, e senipre segurando a vara do palio; bem
como tambera se achuu leuuido com a mesm.'
cmara na occasio da saudaro que a iiiesra
fez pela viuda de SS. MM. II. osla provincia .
sendo corlo, que o amor e Bdelidade do abaix i
assignado para com o Augusto Soberano se re-
monta a toda sua dyuaslia, e a respeilu ex'.stei;)
documentos na secretaria de estado, e uulr
secretaria desta provincia. Olinda 6 de dezem-
bro de 1859.Pmteiteo du Chaga.< Salyueiro.
Precisa-.se de dous meninos para c.ixeiro
de padaiia e que dccui fiador a iu conducta :
Jo ua ruil dos Pescadores n. 1.
Aluga-se una casa que lera commodos para
| grande familia, com arvoredoa de alguraas fruc-
Saca-se tambera para O Porto em tas, com baixa decapim, no Pogo da l'aoella, pa-
cas de Barroca & Medeiros ra da Ca-1ra St Pjssar a fesU- em fa'"u' a C>s*do Sr- ^-
dc urna ama seqca forra ou escrarn, que soja de
boa conducta : a tratar na ra di Queimado, na
loja de miudexasda boa fama n. 33
Aluga-se o grande sobrado, que oceupava
o collegio d' Aurora, no Caes do Ramos, proprio
para igual eslabelecimenio a tratar com Jos
Hygino de Miranda.
Guilherine l.uiz do Almeida, faz sciente
ao publico, e ao comimrcio desta praca que
comprou ao Sr. Francisco Marques Guima-
raes, sua loja de ferragens, cita na ra das Cin-
co Ponas n. 62.
= Precisa-se alugar ura escravo para andar
com urna cairoca com boipara servico de ura si-
tio : quem tirar e quizer alugar, dirija-se a ra
da Cadeia do Reeife n. 9, que ahi far o ajuste.
Escravo fgido.
De bordo do lugre nacional Sanio Amaro,
fugio no da 8 do corrente o pretn marinheiro de
nomc Jos, escravo de Francisco Gomes da Silva
Saraiva, de idade de 35 a 40 annos pouco mais i
ou monos, altura regular, reforjado do corpo,
falla bem o portuguez apezar de ser africano,
tema barba cerrada, porem bem rapada, sahio
de bordo (rajando camisa branca, calca de, case-
mira escura echapeo branca de feltro, um tan-
to loquaz e bastante desembarazado: roga-se
portanto as autoridades, pedestres e capiles de
campo, e mesmo a qualquer possoa que o conhe-
ca o apreheudam e lev a presenca de qualquer
i autoridade policial para o mandar recolher a
I y toneladas e capacidade para 2.2U \ casa de detenco participando ao abaixo assigna-
barrcas de farinha. forrado e encavi-1 d0^< ostoleiro de Santo Amaro, quo gratificar
.hado de pobre e promplo para navegar, ^Francisco Gomes da Siloa Saraiva.
muito veleiro e de pnmeira marcha, Coraprarase 3 ou 4 jogos de molas usa-
acha-se fundeado no lamarao : quemid.os- na na nova de Santa Rita, primeira serra-
, ,. .. j ra do lado do nascente.
o pretender dinja-se ao escriptorio de ___ rnmnrnin
Rostron Rooker & C, praca do Corpo!
Santo n. 48.
uioedas de
| ouro de 20$, 1G^ e 10$: na ra
da Cadeia loja de cambio el 38.
Compram-se moedas de ouro de
20,S\ 16je 10$ : na ra da Cadeia
Reeife, a rameal n. "6.
Avisos martimos.
Para o Porto
sahir cora brevidade o patacho portuguez flit-
que do Porto, de primeira marcha : quem no
mesmo quizer carregar ou ir de passagein, dirija-
se a ra da Madre de Dos n. 34, a tratar com
Jos Antonio da Cunha & Irmao, ou com 0 capi-
tao na praca do Corpo Santo.
Para o Aracaty pelo Ass,
segu com muita brevidade a barcagn Mara
Amelia, tendo a raaior parte do carregamento
promplo : para o resto, trata-se com Prente
Vianna & C, ra da Cadeia n. 57.
as
REALCOMPAilUA
Por todo c qualquer preco.
NA RA DO
Imperador n. 15.
Terca-fdra 13 to corrente
O agente Borja vender era leilo por todo e
qualquer pree.o os obectos existentes era seu ar-
mazera silo na ra do Imperador : urna porco
de cadeiras do Porto em pereiln estado, muilas
e dironles obras de marcineira de rauito bom
gosto, grande quanlidade do prata em obras e
em brulo, difidentes qualidades de apparelhos
de almoco, cbrystaes, vidros, candelabros, lan-
ternas, e muitos objectos de gosto que definiti-
vamente sero vendidos
Sem reserva de preco.
son
quem a pretender, dinja-se Fra de Pw
j tas, 3 fallar cora Manoel da Silva Noves.
qual- Na ra da Paz n. 3, d-se comida oarlicu-
'i I lar oor Dreco mais commoJo
i deia do Reeife n 4.
Saca-se obre o Porto por
i ir i .A. 'ar por preco mais commoJo que era outra qual-
quer somma pagavel all ou em Lisboa. | q^cr parte ; tamben uflerace paatela deludZaaa
podendo as letras serem pagas a vista qualidades, tanto para baile como para
mediante o disconto na razao le 5 pdr ?!"? l'.oJe "* "cora.-L.ndar: liaapeaa c bem-
. fcitona ja se sabe.
i cento ao anno, aos portadoies que o exi >-a ru, Nova n. 35, vendem-sc
Igirem, dirijam-se a Joatjuim da Silva
j Castro, ra do Crespo.
Na ra do Rangel
Assim como um carro
com o seu competente boi
bom es'ado.
de
carregar gneros,
se acha em muito
n. 30.
saceos i
railho muito novo pelo preco de 49530, dinheito
vista.
Vuude-se urna carro.-a para um boi, taten
do em meio uso : na ra du Arago u. 29.
DE
Paquetes inglezes a vapor. Sabbado 10 do corrente.
No dia 15 deste mez espera-se do sul o vapor i ^ a %. o-i i
se faz i Tvne, commandante. Leiks. o qual depois da de- i y agente Hyppolito da Silva tara
publico aos prop elanos dos predios urbanos das mora do costume seguir para Southampton, lo-i leilo por conta e risco de quem per-
tencer de 500 barricas fcom blachinha
fregueziasdsta cidade e da dos Afolados que
os 30 dias uteis para o pagamento a bocea do
cofre do primeiro semestre da decima do anno
naneciro corrente de 1S59-18GO se piinciplaiu
a contal do Io de dezembro vinJouro, ficando
uicursoa na multa de 3 por cento os que paga-
rcm depois desse prazo.
Mesa do consulado provincial de Pcrnambuco
20 de novembro de 1859. Antonio Carneiro
Machado Rios, administrador.
= O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
cando nos portos de S. Vicente e Lisboa, para
passagens etc., trata-se com os agentes Adamson
ilowie & C, ra do Trapiche Novo ri^f-2.
N. B. Os Srs. Pritcliard & afuitiaaWn. n 10 ru
Drouot e ru Kossini n. Paris, st os agentes
desta companhia naquella cidade.
Baha.
proxilno futuro, se ha de arrematar, a quem por
menos lzcr o costeio da illumin.ico publica da
cidade de Olinda, avaliado era 260 rs. cada um
lampeo diariamente.
A arreraatacio ser feita por terapo de ura
anno a contar do dia 15 de dezembro do corrente
anno.
As pessoas que se propozerem a esla arreraa-
laco. compari cam na mencionada tbesourara,
onie acharan as condices cora que deve ser e-
cetuada a arremalac.
E jiara constar se" uiandou aflixar o prsenle
e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 19 de novembro de 1859.O secreta-
o, .1. F. da Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumplimento da ordem do Exm. vice
presidente, da provincia, manda fazer publico, que
369, abaixo transcripto, sob a pena indica- pe.ranlo ajunta da fazendada raesma thesouraria
J, no art. 100, lanibam transcripto, aos que fo- *? ha arrematar no dia 15 de dezembro pro-
rera omissos.
Segu uestes dias por ter maior parte do carga
ohiate Bom Amigo; para o resto trnla-se con)
vincial, era curaprinicnto da resoluco da junta Caetano Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo San-
manda fazer publico, que no dia 7 Jo dezembro to n. 25.
ingleza, em lotes a vontade do compra- i
dor: sabbado ti) do-corrente as 11 lio-!
! ras em ponto no caes tw Apollo arma-'
zem do Sr. Jos Duarte das Neves.
Importante
tOlllMMHA BitASLIElItA
O secretario interino
Salvador Henrique de Albuquerque.
A Higos a que se refere o edital aciraa :
Arl. 86. Os professores e directores de esta-
iielecirnentos particulares so obri^ados :
J.* A remetter aos respectivos delegados rela-
tirios triraensaes de seus trabalho?, declarando o
numero de alumnos, a disciplina e compendios
adoptados, e fszendo as observares que cnlende-
rem conenientes.
2/ A patlicipar-lhes qualquer alt-racio que
projeclem no rgimen dos seus eslabelcciraen tos
coma precisa antecedencia e a solicitar autorisa-
-<.;io para isso.
3." A dar-lhes parte de qualquer mudanca de
ibidencia.
i. A franquear-Ibes as aulas, dormitorios e
mais dependencias dos estabelecimemos no caso
de os quererem inspeccionar.
Att. 100. Incorrero tambera na multa de
-2G a 1009 r? quando deixarem de cumprir
s olirigaijoes que esta lei Ihes impoe
Secretaria da instrueco publica de Pernam-
l'uco 7 de Dezembro de 1859.
i'elo present; se faz publico que achando-se
-agas as cadeiras de instrueco elementar do Io
grao da illm de Itaninrac, Salgueiro c Buique,
'Sl marcado o praso de 30 dias a contar da
Jacta deste, para a inscriuco c processo de ha-
iiililaco dos candidatos (que se queiain oppor,
adverindo-se que o concurso sci feilo de con-
loraiidadc com as insliluices de ti de junho
ilesle anno j publicadas cujas disposi^'es res-
pectivas vo abaixo transcriptas.
O Secretario.
Saltador Henrique de Albuquerque.
Oisposiroes a que se refere o edital cima
Art. 2 Io. Se o examinando pretender ha-
liilitar-se para professor das escolas do Io grao
le iastruci;o primaria, o exame versar sobre
as seguintes materias:
1* Doulrina Christ o Historia Sagrada.
2* Leitura e escripia.
3" Grammatica porlugueza.
' Arithmetica.
5* Systema de pezos e medidas do imperio.
t* Systema pratico o melhodo do cnsiuo.
.*rt. 10. Quando vagar ou se criar qualquer
adiara publica o director geral o far annun-
' iar pelos ornaes, marcando o praso de 30 dias
para a inscripeo e processo de habilitaco dos
candidatos.
1." Findo este praso ser da mesma forma
unuciado dia para o exame dos concurrentes,
.'O qual sero adraittidos tanto os candidatos no-
\ ament habilitados, como os que j o tiverem
>ao anteriormente.
g 2o Quando no conc-.ir.o se presentar um s
DE
O vapor Cruzeiro do Sul, conimandaule o
capitn de mar e guerra Gervazio Mancebo, cs-
pera-se dos portos do sul em seguiracnlo aos do
norte at o dia 13 do corrente mez.
Reccbe-se desdeja passageiros, frete de dinhei-
ro e encommendas e engaja-se a carga que o
vapor poder conduzir sendo os voluntes despa-
chados cora antecedencia ate a vespera de sua
chegada : agencia ra do Trapiche n. 40.
DE
zimo vindouro, quera raais der, 636 lampeos
[que serviram nailluminaeao publica desta cida-
j de, com as suas competentes ferragens, avallados
' era iOgcada um
Os pietendenles podem dirigir-se repailico
i das obras publicas, alim de examinarem os men-
cionados lampones.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 2i de novembro de 1839.O secreta-
rio, Antonio Ferreira da Annunaiacdo.
= Pelo commando das armas dasta provincia,
nos termos do Aviso do ministerio da guerra de
lti de novembro ultimo, e da ordem do dia do
quartel general do exercito de 22 do mesmo mez
sob o o. 162, contrata-so ura capcllo para o
presidio de Fernando. O Rvd. sacerdote que cs-
tiver habilitado, e quizer prestar-se a este ser-
vico, ter a bondade de comparecer no quartel
do mesmo commando, das 9 horas da manha s
2 da tarde dos dias uteis, alim de celebrar-sc o
contrato sob condices que lhe sero patentes.
Secretaria militar no Mondego, 3 de dezembro de
1859.Francisco Camello Pe-moa de Lacerda, ca-
pitao secretario do commando das armas.
Conselho administrativo
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra tem de comprar os objec-
tos seguintes :
Para a enfermara militar a cargo do 7. bata-
Ihao de infantaria em Macei.
Calcas de chita 30 ; camisolas de brim 30 ; bu-
les de" louca 2 ; chicaras e pires 12 ; ljelas pc-
3nenas de. louca 23 ; pratos rasos 25 ; ditos fu-
os 25; bandejas meies 2 ; talheres 20 ; copos
de vidro para agua 4 ; linteiros de vidro 1; toa-
Ibas pequeas para as bancas 30 ; mesa forrada
de zinco para antopsia 1 ; estojo porttil cirur-
gico 1 ; toalhas proprUs para facturas e de di-
versos tamanhos50; lavatorios de ferro 4.
Para irovimento do armazem do arsenal
de guerra.
Sola, raeios 200; laboas de pinho de soalho,
du/ias 20 ; taboas de 3/4 de grossura, duzias 10 ;
pranches, duzia 1 ; oleo de linhaca, arrobas 5 ;
alvaiade, arrobas 5 ; er, arrobas 4 ; zarco, ar-
robas2; secante, arroba 1 ; gamma laca, arro-
ba 1; ocre, arrobas 5; pregos de guarnicao, mi-
IheroslO; nieis sortidos duzias 5 ; lixa sorti-
da, duzias 12.
Para a fortaleza de Pao Ama relio.
Urna bandeira imperial cora 6 pannos de largo.
'Juera quizer vender laes objectos aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho s 10 horas da manha do dia 12 de.
corrente mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra 5 de
dezembro de 1859.Bento Jos Lamenha Lins,
coronel presidente.No impedimento do secre-
tario, Joaa Francisco de Chabi, coronel vocal.
- Pelo recebedoria de rendas internas se faz
publico, que no corrente raez se Anda o prazo da
cobranca amigavcl aos impostos portencentes ao
exercicio de 1858-1859, a sabor renda aos pro-
prios DttdOQSes : foros de lerre'? c ii m:rinha
Fazendas finas.
lina do lii.,ci'a zem n. -I.
Tem para vender alera de varias qualidades
de loucas exccllentes jarras finas e entre-finas
de lodos os tamaitos, asssm como as bonitas
buhas haniburguezas de todos os tamaitos c
delicados gostos pelo proco mais coramodo pos-
sivel tanto em porcoes como a retalho.
Oh que pechin-
cha
Milito, feijo e farinha ; vende-so na roa do
Queimado n. 14, loja de ferragens.
Infracto tic iiusturas.
Itoga-se ao Sr. fiscal da freguezia da Boa-Vis-
ta, que procure apanhar era flagrante a quera,
das 10 horas da noite em diante, lauca na ra
do Arago cisco com cascas de fructas, osos e
quanto trapo immundo ha, o que contra a civi-
luaco e posturas da cmara municipal.
Attenco.
Sara Cibs, auerendo retirar-se no primeiro
; vapor, particiqa ao roapuilavel publico desta ci-
dade, que anda tem um lindo sorlimenlo de
joias de ouro e cora brhnntes, as quaes est
' disposto a vender por presos muito razoaveis pa-
ra acabar: quera o quizer procurar o achar a
qualquer hoa do dia no hotel Francisco, na ra
do i'rapicue. O mesmo vende urna rede branca
com varandas de labyrinlho, muito linda, chega-
da do norte no ultimo vapor.
= Precisa-se de um atnassador : na padatia
; em Santo Amaro alraz da fundicio.
! Casa de campo.
Aluga-se ou vende-se um grande sitio na cn-
' irada da estrada do Arraial, antes de chegar o do
Sr. Johnston, cora excellente casa reedificada de
novo e pintada, cora muiios commodoa para
grande familia, eslribuia para cava los, cacimba
cexcellentes arvoredos fructferos de mulases-
oa ra de Apollo n. 19, ou ra do Amo-
rim n. 43.
Perdeu-sc um im-io bilhate n l--l'.l da 27.
lotera da empreza lyrica do Rio de Janeiro, o
qual esl assigrwdo no verso por Manoel Jos
Goncalves e o coronel Jos Bernardo Salgueiro ;
por isso quera o achar far o favor de cntrega-lo
na ra do Queimado n. 2, e os Srs. caulelistas e
Cear, Acarac e
Granja.
O patacho nacional .4una, (era boa parlo da
carga prorapta : a tratar com Tasso Irraos ou
com o capitn Graciano Henrique Mafra.
Para Montevideo
segu uestes dias o veleiro btigue francez San-
t'Auna, o qual recebe alguns passageiros, para os
quaes oirerece os mclhores commodos ; para
tratar, cora os consignatarios Amorim Irmaos,
ra da Cruz n. 3.
= Para Lisboa e Porto pretende seguir viagera
com a maior brevidade possivel, o patacho por-
tuguez Flor de Maria ; quem no mesmo quizer
carregar ou ir de passagein, trate com o consig-
natario Thoraaz de Aquino Fonseca, ra do Vi-
gario n. 19, primeiro andar.
Para o Rio Grade do Sul
segu com toda a brevidade a barca Malhilde,
tem parte da carga prompta : quem quizer car-
regar o resto pode, tratar com Manoel Alvcs Guer-
ra, ra" do Trapiche n. 14.
Para Macei
c S. Miguel dos Campos.
A barcaca Douradinha recebo carga para os
portos cima, o sahe al o lm da presente se-
mana ; est atracada na escadinha.
Maraulia e Para.
O veleiro brigue escuna Graciosa, capito e
pratico Joo Jos de Souza, tendo j grande par-
te do seu carn'garaento prompto, segu era pou-
cos dias ; para o resto da carga podem os Srs.
pretedentes entender-se com os consignatarios
Almeida Gomes Alves & C, ra da Cruz n. 27.
Ass
Hiato Cames segu no dia 10 do corrente ;
para o rosto da carga trata-se com Caetano Cy-
rioco da Costa Moreira, ao lodo do Corpo Santo
n. 25.
Para o Aracaty.
O hiate u Santa Rita : para carga e passagei-
ros, trata-se com Marlins & Irmao, ra da Ma-
dre de Dos n. 2.
= Para Lisboa segu com a possivel brevida-
de, o bem conhecido brigue portuguez Relmpa-
go, para o que tora parlo da carga prompta : para
o resto Jp carga e passngeiros.aos quaes offorece
MUTILADO
Seguitila-feira 12 do corrente., SC" i-:
O agente Borja autoi'isado pelo Sr.
Gustavo Masset, fara' leilao no dia ci-
ma designado em sen armazem n. 15
sito na na do Imperador, de suas ri-
cas e apreciaveis fazendas che radas Dro-1.
; r "i _vi Tn.v~Liuigadores de lulhcles a qnnm for ell aprcsenlado
ximamente do Rio de Janeiro, consis- roga-se igualmente que nao paguera, avisando
tindo em vestidos de seda para senhora na '"o.-ma casa.
i.. .... j i___ i j Fugio no dia 1 do corrente una preta de
de apui ado gosto, bem acabados man-; nai.(0 ^ ropi.P.Stnla ur 30 annos o idade,
telet'S de ren iae cassa bordadas, sahi- baixa, cheia do corpo. multa bexigosa e pi la,
das de baile, nobrezas. (ils, flores, fa- tem fal,a d" do"s d8?e> n" fro"tc ; f vis,a om
, ,. .i una casa no aterro dos Afo
zendas de linlio etc., e outras militas contra quem o livor oceulta
que ao ver nada deixam a desejar e;
que ettarao a disposirao dos licitantes
as 11 horas do referido dia.
Na mesilla occasio
serio veudidos 20 relogios patente in-
glezes, de parede, de gosto moderno
nunca vistos neste mercado.
N. B. O referido agente declara que
niio faz o leilao que cima menciona no
hotel inglcz onde reside o Sr. Masset,
em consequencia de ahi nao haver com-
modos suficientes.
LEILAO
ados, e protesla-se
roga-se s pessoas
policiaes ou capiles do campo a apprehcodam
e levcin-im ra da Cadeia Velha n. 1, quesera
pago lodo o trabalho : foi vista para as bandas
de Alagados.
Presa-so alugar urna amo forra ou captiva
para lomar cunta lii: ura menino j desmamado :
quera pretender dirija se roa das Cruzos n. :i,
segundo andar.
O abaixo assignado declara a quem possa
interessar que desdo o 1." do correnl mez mu-
dou seu estabclccimciilo do fazendas o roupas
feitas, do arco da Conccieo n. 2, para o pateo
do Terco n. 68. Reeife 9*de dezembro de 1859.
Domingos Jos Vieira Braga.
Nova loja de calcil fran-
cez, de Antonio Rodri-
gues Pinto, no aterro da
Boa-Vista n. 8, defrontc da
boneca.
Neste novo eslabelciimento tem caVados no
recebeu pelo ullirao navio francez, dos melho-
res fabricantes de Paris, o vende por menos do
; que em outra quabiuer parle, a dtuheiro vjjtj
Vendem-se tres moradas de casas lernas
no lugar denominado Ponteanha, defronte da
estacao da estrada de ferro, ptimas para qual-
quer" negocio ou morada : quem pretender, diri-
ja-sea ra Lireita n. 8, ou a ponte dos Carvalho
era easa de Manuel dos Santos de Olivara G
calves.
Vendem-sc por baratos precas as fazendas
seguintes : paletois de alpaca o de brim pardo
fino a 32iM>, ditos de brim de u'iadrinh -
IS|i00,chitas linas iraneczas o inglezas a IK)
180 rs. o covado, ililas com pequeao lOJpM de
mofo a 1 (O, cassa piulada a 320 a vara,
raeia caseraira e de 12a a3j ea Ij2iM, chaV
raeriu bordados de velludo a 7j?, ditos de cassa
bordados e lisos a tJtO e a 15. dos de lat a 1,
luvas de seda por 8tlU rs., cortes de carabrar Ja
seda para vestidos a :i?, rolletes de gorgor
39300, lencos de. seda a 800 rs., ditos de caaes
tinos e grandes a 20J rs., grvalas de varias qua-
lidades a 1$. 8'k), 500 e 160 rs., e outras muilas
fazendas, tanto para homens como para senho-
ras: na ra da Cadeia do Reeife, loja n. .VJ A
Escravo fgido,
Desapparecen do seminario de Olinda um es-
cravo de nonie Momio, leudo de idade 23 aun-.
pouco raais ou menos, mualo de cor pslidj.
estatura regular, pouca barba, cabellos um '
carapinhos, beicos um pouco gross)s, sendo e
inferior mais saliente, falto de denles na fr.
um tanto raoleiio, e lera tres marcea de 1
tes as costas ; levou calca de brira de liitra e
camisa de niajapolo; natural do C*riri a
vos, e como tal, provavel que se dirija pan
por issM pede-se as aotardadea polciaw au
quera quer que o enoonirar, o frea piender
var ao memo seaamata, onde ser iwsa>|
sado .por Manoel Antonio Marlins de Je-n.
O Sr. )ti da irmandade de S. I.s- de \\.
ba-mar convida a todos <>s irraos tfa attwaM ir-
mandade, para que no dia 11 do corrAH t
rao ai'!i.ir-se lodos no consistorio 1
ja s8 horas da manha, para amana
alim de Iratar-se de negocio de muila importan-
cia para a mesma rasa, do que aafrra 1 honrada
presenca de Vs. Ss comprehendeMa taai
os niesarios.Ha noel dos Alijos T<.rre,
do mesmo.
Vende-a unta carroca c um titate boi,
muito manso e bom trabaihador : na ra .
do Rosario n. 18.
Vendo-so urna mobilia de Jacaranda cm *<
seguintes pecas : 1 sot, 1 mesa r.dond*. i con
solos cora pedra, 20 cadoicM, temi I Je aol
co, assim como ura guarda-loura de omairllo
na ra do Collegio n. II.
Vende-se uma riea le, rontendi-
qualru casas, sendo unta para familia. oult,
hotel, outra para cochra, e outra para guani.i.
cirros, 10,lo acabado deediftear de ivo, c cora
grandes commodos e aceio, propno paso mtar
uma boa casa de negocio : qaca MetttMaW,
tenda-se cora o proprietario Jos Sarda .
zallamos, na villa do fio d'Alho, m ,.
nova, confronte a matriz, >-u ealeuda-oa 1
prara com Mmoel Itibeno I", mandas, m raa
larga di Rosario, confronte botica i
iholoraeu.
PELO AGENTE
PESTAA.
O referido agente fara leilo por conta dequem
Eerlencer segnnda-feira 1*2 do cqrrenle das 10
oras da manha na porta da alfandega a saber
DE
lOOcaiascom massas vindas neste ultimo na-
vio sendo sortimento de aletria b motado ma-
carrao.
Na mesma occasio vender-
se-ha para fechar contas
30 latas de bolacha de soda de 8 libras.
50 ditas de dita de 4 libras.
80 latinhas de biscouto.
20 barris com manteiga ingleza.
Avisos diversos.
A redaccao deite DIARIO precisa
de pessoasrjue fraduzain a linguatran-
ceza.- a (fingiseo esrriptorioruadas
V
Attenco.
i
Hotel Ifovadop, na larga do Rosario
n. 0 dono desle estabelccimento, Francisco Gar-
rido, participa aos seus freguezes, queencontra-
rao era seu ostabek'cinien'o, qualquer hora,
bous petiscos, grande variedade de manjares, su-
periores vinhos, taes com) : Duque do Porto,
afamado Chamico, escolenle .Moscatel, deliciosos
licores, etc., tm'io o mclbor que ha, para que os
freguezes sejara bem servidos. N"> domingos e
dias santos haver saborosa mo de vacca, das
2 horas da madrugada al 10. Fornece-se comi-
da para fora cora proinptido e aceio, por preco
rauito commodo.
O secretario da irmandade da Senhora do
Livramento convida aos irraos da mesma irman-
dade, para no dia 11 do corrente s 9 horas da
manha comparaceieiit 110 consistorio da mesma,
alira de se proceder a eleico de juiz da dita ir-
mandade, em consequencia do despacho do Illm.
Sr. Dr. provedor do capellas.
Joo de Oliveira Lima vai a provincia do
Par.
Da relinaco da ra da Concordia n. 8, fu-
girara no dia 5 de dezembro, s 2 horas da ma-
drugada, do'is pretos cora os nonios e signaos se-
guintes : Joo, crioulo, idade 30 annos, pouco
mais Ou menos, estatura bem alta, cor preta, cara
bexigosa, e tora uraa marca abaixo ao peito, co-
mo de caustico ou quoimadura ; o outro de nonie
l.uiz, da mesma idade, pouco mais ou menos,
de naci Angola, cor preta, estatura baixa e
cheio do corpo, tem ura signal como de ura talho
na espadoa direita ; este escravo esleve fgido
por espaco de 7 anuos, e veio ha pouco do enge-
nho Anttumas do Rio Formoso : quem pogar di-
tos escravos, lovj-os teOaacao cima, que se
gratificar cor": gonerosidade.
[Avio Je Soma e Silva,
Chapeos de pasta.
Na praca da Independencia n. Si, loja .b. -
peos alada tem chapeo* Je pasto para 1
proco coramodo.
Vende-se una cyliadro do Irabaltur em
sos, em bom esl .J 1 : na ra da ;
numero !li.
Joias... joias... joias.
As instancias de alguraas familias no: 1
desta cidade, Mareos W'eyl,[da rasa de Daaaiafjot
Uo ilinho, oalheiro oarvroa, ra dos urives a
27, no Rio de Janeiro: chegou com ura cataple
sortimen-to de joias do mais elegante gg
do es'.a casa avoravclmenlo coaax oda con.'
casa de conflanca, o pelos producios manian.
da sua fabrica, seria fcil convencer-so o>i barj', 1
o das boas qualidades das joias. Com
tmenlo Je condecoracesbrasfleiras deb
te, ouro e prata dourada, a pre>os comn
ecebe-se era troe t..dos os object is do our...
prala o pedras linas eraqualquer estado :
tratar, no lintel inglcz.
Vuude-se um carro de 4 rodas puente ,
glez, consiruceao forte, largo baataate para 1
pessoas, forrado ce fa/.enda de seda de bou,
gosto e cor, ludo i.ovo, stra lar 3.do anida ser-
vido, muito de ;"ntc e proprio nara a apera
de S. M. I.: os pretndanles podem ve-lo
qualquer hora na cocheara do SI;guel, aterro i*
Boa-Vista.
Escravo coziiihciro.
Vende-se j:.i escravo de 1S l 1?
hora coz.ai.oh j ; assim como urna pros
nhetra, engommadeira e lavadeira, e uma
nha do 13 annos: a fallar com Octai
Soma Franca, 1 ja de Cadeia do Rvcifen. 30.


*r
DIARIO DE PKRNAMBLCO. SABBAQ 10 Dfc DEZMBR DE 1859.
l*J
/

FOLIliUlS Mi I8(i0.
_-,lJD venda na linaria Ja pra-a da Indo-
itndoncia ns. 6 a 8 as f.llhihns pai'u 1860, im-
jresaesju'la fypographri, das seguintesquli-
-:ades :
ATOLIllNIlA RELIGIOSA, conindo, alm do
kali-nda-.il) e reguLum-ntoios direitos pa-
rochiae*. a cnntinuaco da bibliothee a do
Cristo Brasileiro. que se compite : do lou-
\or ao sanio nomo de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hyninoa ao Espirito Santo e
a N. S., a imitacao do de Santo Amhroxio,
jaculalorias e Cmmemorse&O ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carino, eserricio da
Vio-Sacra, directorio para oraco mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. corar" le Jess, saudaees devo-
tas s chagas de Christo, oracoes a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e arijo da
guarda, respondo pelas aunas, alera de
oulras oracoes. Freco 320 rs.
COlli'AXllLt
ALLEANCE
Estabelecida cm Londres
um m mu.
CAPITAL
VAneo miWiocs de liaras
esterlinas.
Saunders Brothers i <'.." tem a honra de In-
formar aes Srs. negociantes, proprietarios de
casas, e a guem ruis convier, que csto plena-
mente autorisadoa pela dita compendia para
effectuar seguros sobre edificios de lijlo e po-
dra, cobertos de llha e igualmente sobre os
objectos que contiverem os mismos editicios,
quer consista eni mobilia ou emazendas de
qualquer qualidade.
Precisa se de nm sacerdote para celebrar
as missas de fi-sta em mu engenho da freguezia
quer de cultura, e "preservativo de aora I'" J08 Scnhora da Escada : na ra da Cadeia
nos iVeni \-m rs Jl) aectfa Ion n. 50 J- tunlia e Silva.
c Francisco Goncalvcs de Moraes, Dr. em g
1TA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
ritf, regulamenlo dos direitos parochiaes.e
urna colleccao de ancdotas, ditos chisto-
sos, eolitos, fbulas, pensameiit-is moraes,
reccilas diversas, quer acerca de cozinha,
c fruet
jWlTA DE PORTA.a qual, alm das materias do
costume, contm o resumo dos direitos
parochiaes. Preco 160 rs.
agencia dos talu < nales muer leu-
un Grouter & Kaker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P
.ohuston c\ C, ra da Senzala Nova n. 52.
.-K
O Dr. Cosme de Su'
de volt de ua ragem iusucti-i
ittva a Europa continua no exer-"
ciciodesua pros&ao medica. \
Da' consultas em seu escripto-jt;
i rio, qo bairro do Recite, ra da!
Cruz ir. 55, todos os dias, menos-'
nos domingos, desde as" ti horas\
te as'10 da manha, sobre os,
seguintes pontos :
I*. Molestias de ollos ;
i-. Molestias de ca-acao e de'
peito ;
[3-. Molestias dos orgSos da gera- :
dio, e do anus ;
4-. Pratic-ira' toda e qualquer'
operacao quejulgarconventen- ?)
te para o restabelecimento dos *j
seus doentes.
O exame das pessoas tpie o con- ;
sultarem sera' teito indistincta-
mente, e na ordem de suas en-
tradas; fazendo excepciio os doen-
tes de olhos, ou aqnellesque por
motivojustoobtiverem hora mar-
cada para este lim.
A applicacao dealgnns medica !
meatos indispeasaveis em varios
casos, como o do sulfato deatro- i
i pina etc.) sera' feito,ou concedido I
gratuitamente. A contianca quej
nelles deposita, a presteza de sua S
accao, e a necessidade prompta,
de seuemprego; tudo quanto o
'demove em beneficio de seus
doentes.
CASA DE BANHOS.
Nesle proveitoso estahclecimenlo, que pelos rjo vos mclhoraiucnlos feitos acha-se conve-
nientemente montado, far-se-hao tambera do Io de novembro em vante, contratos mensat s pira
maior commndidade e.econoiiiia do publico de quem os proprielarios esperam a reniureraco'de
lautos sacrificios
Asignatura de bauhos fros para urna pessoa por mez.....lOgOOG
iiioDin.s, de. choque, nu iliuviscos por mez 15$00u
Series de eartoes e bauhos avulsos nos oreos anuum iado*.
ARCHIVO UNIVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLAKOHADO
PELOS SHS.
LOTliltlA
a
Bieard i Kirie, morador na ra do |'..m. n ||j.
por ler curado perleramente em S -ii
s-mhnra com a ipplic.icio de mea Gktipu
diciine$=il'' una erjipela em a-i s*ra, p-
SoSreildo miiitissiioas drese usando frnitiln
ie todos os remedios ppasiveis, acha-se agora li-
viede to tcrrivcl molestia. Prtanla aceite
meo monhecimento o Sr. Ricardo Kirk. pfla ir-
venco de tilo til remedio, cojo wrrrilalu (
superior a todos os elogios.
Anguila C. rVroayl.
Hun do Ctftovello n. 27.
Cura completa
Irlo
O Sr. thesoureiro manda azer pu-'
hheoque se acham a venda todos os dial
das 9 horas da manhaa as 3 da tarde,
no pavimento terreo da casa da ruada
Aurora n.2fj e as casas coinmissionada*
pelomesmo Senhor thesoureiro na pra-
ca da Independencia a. 1A e!6, o*
bilhetese meios da quarta parte da pri-
mara loteria do convento de S. Fran-
cisco de Olinda, cujas rodas devero an- coma applicaro das Ch.,pa* atatfeiacn d..' s..
, .' ,. "" Ricardo Kirk, moraJor na ra do Parlo
dar itupretenvelmente no da l do
das loteras 7 de de-
SBI RESGUARDO NEM INt.oMMODO.
l>illiiiiMi>ai;ii<> no ulero
Uma minlia escrava padeca de nina (orle t/i-
flammariw no ulero por espaco de 7 aitnos, com
continuadas dores agodissimas, e com o rentre
inuito alto, procedido la mesm.1 in(lammac."io
D. Antonio da Costa A. F. de CastlhoA. GilAloxandre llerculanoA. G. RamosA. Guim4- : corren te mez
raesA. de LimaA. de Oliveira MarrecaAlves BiaucoA. P. Lopes de MendoncaA. Xavier Tlipinm".rQ
Rodrigues Cord.-iroCarlos Jos BaireirosCarlosios Caldeira-E. Pinto da Silva e Cunta1.1 /,".. luicriai i t
Gomes do Amorim V. M. Rordalbi.1. A. de Freitas OliveiraJ. A MaiaJ. A. MarquesJ. de zembro de 18i>9.O escrivao. J. M. do
Audradi Corvo.1. da Costa CascaosJ. Daniel Collac.o J. E. de Magallie.s CoulinlioJ. G. Loba lio Ct'UZ
fires-J. B. da Cunl.a lUvara-J J. da Grca Junior-J Julio de. Oliveira Pinto-Jos Maria __ Lotlrc,0 Lo Saga, subdito hespanhol, exis-
Lalino LoellioJulio Mximo do Oliveira Pimentel.1. Pedro de Sou/.a.' e *' Pi-mJ_I.
t medicina, offerece os seus prestimos ao |g
Sg respeltavel publico desta cidade, as pes- j
|$ soas |ue del les se quizeram ulilisar po- Jsf
^g ilerao o procurar na na Dircita sobrado n. @
31p 93, primeiro andar, ;
Saca-se para o Porto e Lisboa no
escriptorio de Carvalho Nogueira & C,
na ra do Vigario n. 9, primeiro andar. I jn
le ao
me
Kdwa
xeiro
prximo passado. Kecile G de dezem
brode 1859.Patn Nash &C
NICA, VERDADEIRV E LE-
GITIMA.
Jos de Torres*-J. X. S. da MottaLeandro Jos da Costa Lu/. Fitippe LuiteLuiz
Cunha L. A. RebelTo da SilvaPaulo MidosiRicardo Julio Ferraz Valentim Jos da
Lopes Xislo Cmaro.
DIRIGIDO
iilva Ferraz-U lcn(en bordoda barca"franceza Rosa, que se acha
Joe Ola | enl con(.or|0 nes|(, pl,rij achando-se habilitade
bitveirp j para txcrcer 0 commercio em todos os seus ramos,
ron
A. P. de CarvalhoI. F. Silveira |da MottaRodrigo Pagauino.
Destinado a resumir todas as semanas o tnovimculo jornalistico c. a offerecer aos leilores, con-
por o ter excrcido durante alguns anuos, offere-
ce seus servicos a qualquer casa desta cidade, e
pode ser procurado a bordo do dito navio : o
anunciante tumbern ciitendc dos trabalhos agrco-
las nos, que pode ser oceupado.
OU'erece-se para caixeiro de loja de blen-
das ou armazem, um moco brasileiro chegado ha
pouco do norte, leudo nioila pratiea, hbil para
n. 1W.
ficou completamente boa, e o rentre loraoo. n
seu estado natural: este curativo foi feito en M
dias, r-i-sta minlia exposi'.o ^erdideira ev-.
por miill assignada.
Hroaieeo Vicent? Bcfuem.
Ra de Santa Lona n. 68.
Eslava afirma reconhecida pelo tab-lli.":o T
C8CO Antonio Mj hado.
Consultas todos os dias das9 horas da m
s 2 da tarde.
DEPOSITO GEK.iL
DE
Pilulas ve^eto-dcpurativaa
PauWstanas.
As pilulas p.iulislanas. \no ben; condecidas
brasileira.
Ha afumas collcccoes desde, o comeen da publicaco do jornal.
^K^Zft
DELICIOSAS E l.NFALI.IVEIS.
'-\S?3i
SALSA PAR 11 HA
DE
2r.
Na ra Bella u. 10, preclsa-se de uma ama
ara cozinhar o comprar para uma pessoa. !*^*
~3&2&ttUtt -&^U^&^
O Dr. Casanova pode ser procurado g*
a qualquer hora em seu consultorio lio- S^
meopa ihico BT
28=RUA DASCRZi:S=28 P
o^mcsiDO consultorio -acha-se sem-
pre grande sortimento de raedicanien-
tos em tinturas c glbulos, os mais no-
Ivoa e bem preparados, os elementos de
homcopathia e Nystem diccionario dos
Btermos de medicina.
n
?w?m?H- f^iw^L
Remedio sem igual, sendo reconhecido pelos
mdicos, os mais mnenles como remedio infal-
livel para curar escrophulas, cancros, rheumaiis-
mo, enfermidades do ligado, dyspepsia, dbili-
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
midades resultantes do empreo de mercurio,
ulceras e empees que. resultara da impureza do
sangue.
CAUTELA.
D. T. Lanman & Keinp, droguistas por atacado
New York, acham- se obrigados a prevenir o res-
peitavel publico para desconfiar d algumas te-
nues imilaces da Salsa Parrilha de Dristol que
hoje se vende nesteimperio, declarando a todos
que sao el les os nicos proprietaios da receita
do Dr. Ilristol, tendo-llie comprado no auno de
1856.
Casa neiihuma mais ou pessoa alguma tem
direito de fabricar a Salsa Parrilha de Brislol,
porque o segredo da sua preparacao acha-se so-
mente em poder dos referidos Lanman & Kemp.
Para evitar engaos com desapreciaveis co-
liinacoes de drogas perniciosas, as pessoas que
qui/.erem comprar o verdadeiro devem bem ob-
servar os sopuntes signaes sem os quaes qual-
quer outrapreparaco falsa :
Io O envoltorio de fora est gravado de um
lado soh uma chapa do ac, Irazendoaop as
.seguintes palavras :
D. T. LANMAN c< K.EMP
SOLK AGENT8
N. Ci) Water Street.
0"KEMP NUEMaORjy;
PILULAS VEGETAES
ASSCARADAS
Compras
Conipraui-sp as seguintes comeJ
nardo ua La, o Judas em Sabbado d-.- Alleloia,
Quera casa quer casa. Por causa de um algaris-
010, A tosca, o Dut>lo no Torceiro Andar, a 1 -
mao J.i- Almas eo Diabo na escola Deca Ijrrw-
graphia se dir.
V i'.ndas.
13L
NEW-YORK.
O MF.LHOR REMEDIO CONDECIDO
ConiraeonsujMices, ictericia, afec;oes dofigad;),
febre* biliosas, clicas, iiidige*lt-,eii.xaquecas.
Hemorihoidas, diarrhea.doenras da
pe le, irupcoes.e todas as enfermidades,
PIIOVKNMKMKS 110 ESTAUO MPL'UO 1>0 SANGl'E.
75,000 caixasdeste remedio consommeui-se an
nualmente 1 !
Remedio da mi tu reza.
Approvado pela faculdade de medicina, e re-
commendaoo como o mais valioso catrtico ve-
getal de lodos os conhecidos. Sendo estas pilulas
lluramente vegetaes, nao contem ellas nenhum
veneno mercurial nem algum ouiro mineral ;
estao bem acondicionadas era caixas de folha pa-
ra resguardar-se da humidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e eflicaze
era sua operayo, e um remedio poderoso para a
juvenlude, puberdade e vclhice.
I.ea-se o folhetoque acompanha cada caixa.pelo
qual se licar eonhecendo as militas curas milagro-
sas quetem Olle ido. *. T Lanman & Kemp,
droguistas por ay (Jeera Nova York, sao os Mili-
cos fabricantes c,.. rielarlos.
Acham-se venda oin todas as boticas dasprio-
perto de 8:0(Mg,
endo a abaixo assignada com que pagar, com i
____'i da a todos os credores de seu finado marido pa-
; ra rirem com seus ttulos ou mandaran|.no da
' 10 do e.orrente uo caes do Ramos, case do S .
Jos Hygino de Miranda, as 11 horas daTnanhaa,
alim de decedirem o que bem entender, Meando
; a abaixo assignada exonerada de lodo o debito
11 feito por seu finado marido. Recite? dede/.em-
II bro de 1859. Therezn Febronia Esteces Alees.
Leite ao p da vacra.
O'.icm quizer tomar leite ao p da vacca, pode
ir ou mandar na cocheira da ma da Florentina s ti
hors da manlia, que achar, cada garrafa a 8;
rs., lirando-se mesmo visla do cuoprador. Na j
mesma cocheira coniinuum-se a receber cavados|
. I de trato por menos proco qne em nutra qualquer]
PaSllUiaS VegelaCS le Kemp Pirte, e.arespeito do iiatamcnto a experiencia i
i nn Inmlmmn convencer se bom mi mo.
COIllI l dS 1(). II lil IgaS Precisa-se de um orueiro : nanr a da Sen- i
approvadas pela Exm." inspeocio de cstudo de |7ala Vellian. 8i.
Habana c por militas outras juncias de hy-'l ~7 Thom.iz Brouksbank e Henrv l.uvin, subdi-
gene publica dosslados Unidos c mais paizes !,os inglezcs relirnni-se para o Rio de Janeiro. |
da America. Desappareceu de um quintal das casas do
Garantidas como puramente vegetaes, agr-1 -c'r- Antonio Jos Gomes do COrreiO, na ruada!
daveis avista, doces ao paladar sao o remedio Aurora ao p d< Santo Amaro, um cavallo cas- \ An. \\ nco v\r, uiill/ini li Ifinr-i
infalli.el contra as lombrigas. Nao causara au- anho, frente aborta e um p calcado, o qual!v,u "". tutu.'.
seasnem sensacbes debilitantes. consta ter andado pastando perlo do cemiterio : ^ UI'OS para CaixtlllOS.
Teslemunho'cxpontaneo em abone das part- (IUPI" o achar ou snuber onde est, diriia-se s v i -
lhas de Kemp. | mesmas casas a ultima ao do estaleiro, ou ra
da Cruz n. 7-f, que ser recompensado.
Vidros para vi-
draca.
AO^acaixa: na ma Larga
Sei
ciuacs cdades do imperio.
DEPSITOS.
jX**\V Y 0\*\ Rio de Janeiro, na ra da Alfandega n. 89.
nanhim V, Iriiki.'. i> an ^ i Rabia, Germano & C, ra .luliao n. 2.
F lili! hlflrlOf Omesmo do outro lado lem um rotulo em Pcrnamhueo. no armazem de drogas de J. Soum
I mummmmKwm papel azul claro cora a urina e rubrica dos pro- j ^ q roa da Cruz n. 22.
prietarios. E chegndo loja do Leconte, aterro da Boa-
. J ^'e a rolha acha-se o retrato e firma do vlsla 7 0 Sxceileite leite virginal de rosa
; inventor C. C. BrWtof era papel cor de rosa. branca, para refrescar a pello, tirar pannos, sar-
1' das e csptnhas, igualmente o afamado oleo ba-
bosa para liinpar e fazer crescer os cabellos ; as-
l-'azem publico que estao constantemente roce- sellle annuucio.
Ra do Cthuft, luja de ourives
n. II,
esquina que fiea em frente da ra
Nova e pateo da matriz
4" (,'ue as direces juntas" a cada garrafa
nraa phenix semelhante a que vai cima do pre-
bendo Ja Eur o pa as mais cm moda e mais deli- |
adas obras de ouro, as quaes do para esco-
lier, pelos menores preeos possiveis, e passam
ontas com recibos, as quaes vio especificadas
i qualidade do ouro, lano do 14 como do 18
uiiales, do i'ie licain esponsaveis.
:^ Continua-se a preparar bandeijas eufeila-
:as com holiuholos de diversas qualidades, as
oelhores e mais baratas do nosso mercado ; as-
>im como bolos inglezes, podins, pastis de nata
crome ou outra qualquer cncommenda : diri-
a-se ra da Penha u. 25, para trntar-se do
ajuste.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ra h Alfandega n. &!.
Babia, Germano & C, roa .luliao n. -
Pernambuco no armazem -le drogas de J. Soum
& Companhia ra da Cruz n. 22.
P DENTISTA FRANCEZ. 3'1
sim como p imperial do lyrio do Florenca para
bertoeijas e asperidades da pelle, conserva a fres-
cura o avelluda-do da primavera da vida.
^Consultorio central liomco|)atliico
DR. SABINO 1) HT
Srs. D. T. Lanman e Ktnp. Port Ryron
12 de abril de 1859. Senliores. As paslilhas
que Vmcs. iazem, curaram meii lilho ; o pobre
rapaz padeca de lombrigas, exhalava um chei-
ro ftido, linha o estomago incitado c continua
comichao no nariz, to magro se poz. que eu
lemia perde-lo. Neslas circumslancias um visi-
nho moa disse que as pastiihas de Kemp tinham
curado sua lilha. Logo quesoube disso, eom-
prei 2 vidros de pastiihas e cora ellas Salvei a
vida de meu filho.
Soudo Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Flogd.
Preparadas no seu laboratorio n. 3b' Goldf
Street pelos uincoa proprielarios D. Lanman el
Kemp, droguistas por atacado em New Yotk.
Acham-se venda em todas as boticas das
principacs cidades do imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 59.
Rabia, Germano & C, ra Juliou. 2.
Pernambuco,- -armazem de drogas de J. Soum
& Cuinpan' "ua da Cruz n. 22.
Aluga- in sobrado na cidade'de Olinda,
na ra de S. jro, deronteda cadeia, com bons
commodos, milito fresco e excellente vista : a
tratar na taberna do m'esroo sobrado.
Publ cacao I Iterara.
Guia l.uao-Rrasileirodo Viajante da Europa
1 vol. em 4o de 00 pag.: vende-se na mo do
autor ra do Vigario n. 11, brox. 3$ encad 4ft.
Precisa-se fallar com o Sr. Joo Rodrigues
Viauua Bayma a negocio que o mesrao senhor
nao ignora em Olinda, ra de S. Rento, quina
do Porto Seguro, sobrado que tera taberna po
baixo.
Aviso ao publico.
AVISO.
mu mam
ra larga do llosa no loja
nrrotizem de louoa, mandam-se Dotar v -
dros em e.isas [>articnlare8 por prevj
milito commodo, assitn como venden;
se vidros a retalbo do t&manlio mai* pr-
queno at mais de 6 palmos.
est presente
Sangra e lira tambero denles como qualquer
medico ou cirurgio dentista ; pode ser chamado
com escripto a qualquer hora, na ra da Camboa ;
do Carino n. 2.
Clicffiem freffuezes
Aeiifio.
t Acoinraisso directora do Johkeu Club de con-1 ditas doplatBa para sopa a 1"-. litas |
l'ormidade cora o disposlo no art. K* dos respec- ty, ditas para assucar a 500 rs. cada ua ditas
ti vos estatutos, manda fazer publico que e.st aber- para terrina multo tinas a 3$, panellas, chai
A ra Direita n. 64.
Facas e garios a 25*00. 2jJ800 e 3S600. di.or
rauito linas a :>0, *>, ")$500e65, ditas I-
lio de in-iriiin a lu;o00, ditas de cabo de unicon
a llj, ditas de cabo preto finas a 6$ e 6j5(H>.
Hieres de nieta! Jo principo pera sopa
ditas muil tinas a ti.-?, ditas para cha a 2|6UO,
m
> Paulo Gaignoiix, dentista, ra das La- r i # ^
h rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e j^ p deiitilico. ^
>;AAAAAUJLft.i.4.AA.lAAi..ti.AA.LAAA.'y
ta a insrripeo dos socios que quiserem tomar trigideiras c cassarolas, todo mais barato do
I parte lias corridas que devero ter lugar em mea- ,.n outia qualquer parte.
i do de dezemhro, cojo dia ser annuneiado cora
antecedencia, o para coiihecimeiito de todos
[ manda declarar as seguintes clausulas.
I." A direco niarcou o premio de 50(k*00-) pa-
ra a primeita corrida ; d, 200JOUO para a se-
gunda ; e de JOO^t'J para a lerceira, alera das
entradas.
[ 2.'' As entradas para cada cavallo sero pealo
i forma segrale : primeira corrida C05OD0 ; se [1
; gunda, 30g000 ; e lerceira, UlgOOO
3.'' S at o dia 15 de de/embro podero ser I*
I inscriptos os cavaUos que livcrem de lomar par- \
le as corridas, nao sendo admissivel reclama-
; cao alguma depois desse dia.
4.'' Ao secretario devei o socio que qui/.ei' t
I mar parle as corridas,declarar a cor do vestuario
! de seu Jockey e nomo do cavallo,para nao ha ver -21 jt*
ni- |
lo- S
Dr. Joo Noguiss, professor dentista, se oilerc-j inscriptos com igual cor, recebendn ura coobe-l
ce ao respeitavel publico para tirar denles e rai- cimento que ser apresenlado ao Ihesourciio, a {
zes, limpa-los, chumba-ios. cautrisa-los, divid- quem ser paga a importancia da entrada; e es- j
'os e po-los com toda a perfoicao a toda o qual- to conhecimenlo ser apresenlado ao director do 5
do Novo n. 6.)
1oRa das Larangcras---lo
Paulo Gaignou dentista lera a honra de
avisar ao respeitavel publico que o cele-
bre Dr. denttsta, dos Estados-Unidos o do
Pars, Eugenio Delcamhre introductor do
novo syslcma VULCANITE adoptado pe-
los primeirns Drs. dentistas dos Eslados-
Unidos, de Londres e de Pars esta na sua
casa.
Este novo system.i, a perfeico mesmo
de uma preciso matemtica deve subs-
tituir sem duvida nenhuma todos os sys- |i
lemas empregados al agora no Rrasil e jg
devido ao emprego da machina a vapor
de VULCANISAR do Dr. Patnam.
O Dr. Delcambre dragado pelo ultimo 3|
paquete inglez era viagem para o Rio de 5?
Janeiro, ficar nesla capital ate o paque- 3|
le prximo, c durante este lempo oft'ero- SS
fce seu presumo ao respeitavel publico, J
desde das 9 horas da manha al s 2 da |S>
tarde, na ra das Larangeiras n. 15. |k
O advogado Souza Reis mudou o seu es-
tiptorio pira a ra larga do Rosario, sobrado da
una n. 52.
Aluga-sn orna casa de pedra e cal com mo-
!plia de amanillo, na povoaco de Santo Amaro
le Jaboalo : quem a pretender falle na ra Di-
. -ita n. !)5.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva
para o servieo de uma casa de familia, c que se
Idiomas iuglez e francez.
Eneas Rruce, professor do lingoas, tem a hon-
ra de informar ao respeitavel publico, que conti-
na a dar licoes dos ditos idiomas, tanto na
sua casa como na daquellcs que se quizerem uli-
lisar do seu presumo. Recebe tambera discpu-
los todas as noiles desde s 7 at s9 : na ra da
Cruz n. 62, tercero andar.
yiraia
PROVINCIA.
Os: baixo assignados venderam nos seus bi-
lheles da 91 parte da 3* lotera do Gymnasio os
seguinles premios
Continuara as consultas e visitas do
mesmo modo que d'antes. A contianca
que o Dr. Sabino deposita na pessoa que
38 tica encarregada de seu consultorio nao
JB ser desmentida.
Os pobres serio scuiprc tratados gratui-
tamente.
As correspondencias sero enderezadas
com subscripto ao Dr. Sabino com ausen-
cia ao abaixo assignado
Manuel de Maltos Teixeira Lima
Professor em homeopathia e se- >
crelarto do consultorio.
2*
f
41
Botica cendal ltoiucopalliica
quer pessoa que precisar: dirija-so a ra larga
do Rosario n. 6, primeiro andar, hotel trova-
dor, que se acha prompto a toda u hora que seja
i I necessario.
i i 5^ Joo da Silva Ramos, medico pela |p
i L'niversidade de Coimbra, mudou sua re- j>
S sidencia pjra o primeiro andar por cima ^
t da cocheira do Adolpho na ra Nova e 3S
" continua a receber lodosos dias das 8 s H
^10 horas da manha e das 3 as 5 da tarde,
as pessoas que o queiram consultar, bera
como a prestar-secom sua habitual promp
i| tido a qual quer chamado para os mis-
55 teres de sua protisso comprehendendo a
*; medicina, cirurgia e partos.
) BSB86IWW9W9ia W WigBBIIBWl
Ama.
i

DO
I

Ns.=103H 5:0003
855 1 .OtMtS
1582 10(1,1
538 200
1139 .200J
2515 100$
131 100$
e oulros de 50-1 e 20g. A garanta
praca da Independencia n. 22 aonde
Rilliele.
Bilhete.
Rilliele.
1 meio.
1 meio.
1 meio.
t meio.
paga na
se acham a
da Ia de
Preeisa"se de urna ama pa-
|DR.S. OLEGARIO L PIMO*Va eosmkar era casa de ho-
\^^^:^r^^u^^% ^^ solteiro, paga-sebera:
circulo, no dia das corridas, sem o que nao po-
der tomar parte as mesmas corridas.
5.a O cavallo so se considera inscripto depois
de estar satsfeila a entrada, ao thesoureiro, nao
pudendo ter direito de receber a dita enfrada ain-j
da que deixe de correr, qualquer que jeja a ra
zSo allegada.
6.'1 llavera ora julgadourode livre nomi
da commisso directora, cuja deciso relativa-
mente as corridas, ser sem apello.
7.'1 llavera urna guarita em que se achara o
ulgador, sendo esta (ochada durante as corridas 1
licando a chave em poder do presidente.
8." Pata poder galibar o premio, e as entrada--, i
devela o cavallo entrar com seu Jockey.
9.a llavera ura socio encarregado de dar o sig-'
nal de partida, distrihuindo antes os respectivos
lugares por sorte
l.'1 So algura cavalleiro partir antes to sig-
nal dado, nao lera direito de ganhar, o to pon-
CO salvar a sua entrada.
1l.d O esparo determinado para cada corrida
sero seguinte : para a primeira mil loaras ; pa
ra a segunda 500 bracas ; e para a lerceira 700
bracas.
venda os bilheles e meios da i' parte
S. Francisco de Olinda rubricados por
i'ieir.i i Rothchilde.
Pelos pro\'nnos uati tieles sacase
ho-
10.
1 ___ 1 Precisa-se de una mulhcr que saiha bem
ilirSO (le preparatOriOS. cozinhar na ma do HanSel n. 48 ; nao se ol
O bacharel A. R. de Torres Randeira, profes-
sor de geographia e historia antiga no gymnasio'
lesta provinria, contina ooensiuodos seguinles
preparatorios : rhetorica, philosophia, geogra-
preste a comprar e a sahir a ra em objectos do sobre Portugal no escriptorio de TI
-ervico : na ra larga do Rosario n. 28, segundo i r j v i i
indaf maz de Furia, ra do liaptche n. \
preeo.
JULIO RIG\tD
}j de medicamentos liomeopa
;-;t em glbulos como em tintinas.
^ Os procos das ca teiras sao 03 mesmos
^ que so achara estipulados UO linal do the- @
souro homeopalhico. ^
J Cada tubo avulso $000 %
& Cada vidro de tintura 2000
^ Thesouro homeopalhico ou vade-
mecum do homeopalha, encad. II $000
;
I B ti I han les
1-V. II-Ra do Crespoy. 1 i
Jos Mara la Siha Leuios so-
l ci tic Julio Lijp t C, iie*ouaii-
;/ tes Ripoi'Utiloi'cs no Rio
tleJaueiio, loiii a honra u> par-
licipai* ao respeitavel publico
desta capital pie seadu i asa |
cima nieiicionatla com uma lin- ^
ta e\|osiao le abras le bri- %
llianles lo mais apurado gasta e
juatlaile, constando le ricos S
diademas, lilas, collares, pulsei-
g ras, broches, luas e arbolas, f;
U briaeas, atis e allinetes, ero-
|g zes c los de graades aralas, #
^ eommendas e hbitos de dm-r- S
g sas ardis e dit'fereutes obras tu- A
g do de brilhantes e pedras linas. I
'k sendo ludo vendido, afiaticado e *
g por precos commodos: na ra do S
S Crespo"n. II, segundo andar. S
v- Tambem se presla a mandar *\
% quaesquer objectos a amostra Jf.
= \ ende-se nm sitio com 2XI palmos de fren-
te O S00de fondo, no lugar da Torre, ma;
do Rio Capibaribe, com uma grande e moderna
casado vivenda, cocheira, estribara para
rallos, gallinheiro, cacimba com tanque e bol -
ba, baixa para eapim, todo murado na frente-.
O Si: Miguel Joaquira de Paria Braga J-
nior morador em Pitimb, tenha a bondade de
apparecer na ra Diroita n. JG, a negocio de seu
intexesse
phia, lingoas franceza e nglezi : na casa de sua
residencia, ra larga do Rosario n. 28, segundo
-miar.
Alientan.
Carlos Ulisses Dubos, lera a hon-
ra de participar ao respeitavel pu-
blico que tendo sabido da casa do
Sr. Leconte,e acha-se estabelecido na
praca Ja Boa-Vista sobrado n. <1,
primeiro andar com sala para cortar
cabellos a fazer qualquer obra rela-
tiva aos mesmos cabellos para que
o acharo sempre prompto a qual-
quer hora.
Secessita-se
da casa de A. F. Desalarais,
cabelleireiro da casa imperial, presentemente
ne.sta cidade, lera a honra de offerecer seu pies-
timo s pessoas que delle se quizerem ulilisar;
trouxe do Rio de Janeiro um bonito sortimento
! de grinaldas, de bouquets.de flores para vestidos,
alugarnm escravo que seja bom, grande sortimento de plumas, masabouts, pen-
p.-.ga-se bera monsalmente, ou se hypotheca pe- k,Si leques e outros enfeites propros para bai- i
lo lempo que convier ao dono: na loja do l.i- ies, grande sortimento de rendas, collarinhos,
D# | mangas, lencos, manleletes.guariiires de vest-1
dos, tudo de renda lo Inglaterra, Alencon e
Bruxellase rendas ditas a vara pode ser procu-
rado no hotel inglez, ra do Trapiche.
JJella riipazcada. I ^ A viuvado finado Antonio LnVieira, pede
O hotel dos Apipucos acha-se decintcmeule, aos Srs. credores do mesmo, que apreseniein
vireparado com exce'.lentes quartos, ptimos pe-i suas contas para serem conferidas, aiim dse
seos, e vinho saborosos o de todas as qualida-1 procoder o inventario ; isto com a maior brevi-
les ; seu proprietario espera merecer a prolec-; dado possivel.
:o e concurrencia da bella rapazoada que se Ha um caixeiro que loma conta de uma ta-jcocruira do Sr. Adolpho.
quizer divertir polos Apipucos, sendo o passadio berna por balanco : quem pretender dirija-se Precisa-se de oro traballiador
ra Direita n. 104 ; na mesma se lhe daro as cao : ua ra da Concordia n. 8.
g na ra do Queimado n. 46.
Manuel Cassiano de Oliveira I.edo lera jV
SE geometra para aquellos que qui/.erem fa- 3f
3 zcrexameem marco. Gomecar das 10 >
\, horas da manha em sua casa ra dos at
|g Quarteisn. 22, primeiro andar. Adverle ^|
if* 'l"e s admitte alumnos at o dia 15 do yj
j| correte. c
Na padaria da ra Imperial n. 101, precisa-
se do um escravo pai i todo servico da mesma :
paga-se bom ordenado.
Atteiicao.
O abaixo assignado faz scicnto aos devedores
do imposto da agurdente que anda nao paga-
nini o semestre a vencer em 31 de dezembro de
1850, que a pessoa para receber o dito imposto
s c competente o seu caixeri Paulino Rodri-
gues de Oliveira, que no dia fi do corrente, s 9
horas da manhaa, da ra da Aurora at a ruado
Rangel, perduu o livro pe.rtenreute ao bairro de
S. Jos e ponte da Boa-Vista, cojo livro est ru-
Altenco.
' bricado pelo mesmo senhor, mas nao datado :
quem oachnu e queira entregar, ser gratilicado
l.uiz Jos Marques.
= No sitio da capella da Senhora da Concei-
Os abaixo assignados fazem publico, que I# da es,ra, d Joo de Barros, precisase de
compraram a loja de fa/.endas, estabelecida na umil P}'**03 para traUr de eapim e arvoredos,
ra da Cadeia do bairro do Recite n. 50 A, me : P8?811"10^ wm salario : quera pretender dinja-
foi do Sr. Jos Kibeiro Pontos, sem responsabi- bC U) "1^,,u, "
idade.alRuma dos mesmos compradores quanto CaiTOCaS de alllgUel.
fectuhr-se esta eutrega antes de comecar nova
corrida.
Ama.
Precisa-ae da uma ama boa cozinheira : na
ra do Crespo n. 21.
l'recisa-sc alugar alguns pretos escravos
por mez ou por dias, podc-se dar sustento, caso
eonvenha ao senhor: na linaria n. 0 o 8 da
praca da Independencia.
Cura completa
Sem resguardo nem ineommodo.
dirisir-se ao agente Pestaa, que se acha autor,
sado a dar as necessirias infrmameos, ca '
da venda sob as condiedes eslabeldc las ao mes-
mo pelo legitima proprietario. O di'.o sitio '
em chaos propros,
Superior ao nelhor
presuato de Qambre.
Linguasde vocea erasalmouia viriil.:
rendem-M lbicamente ..,
Iiiflaiiiitiat-o ilo estoiiutgro c dores
de euheea,
Rogo-lhe, Sr. redactor, de ir.serir no seu jor- ;
nal a seguinlo declaracao, que julgo ser pro- i
veitosa a algumas pessoas.
Ha bastantes anuos padec uma hrritel ddr\
de cabera que me prenda a nuca, tinha muitasl
vertigens, algumas vezes soffria dr na estomago
acompanhadas de clicoslaiulentas ; mande! vir
una das cimpa* medicinaet do Sr. Ricardo Kirk,
morador na ra do Tarto n. 11, appliquei-a so-
bre bocea do estomago, a no espaco de 18 dias
aehei-mecompletamente bom, o as dores de ca-
bera dcsapparoccram.
Por is-o agora posso dormir com socego; lo-
nho do idade 68 anuos e 4 mezes, e fac,o esta
de Londtvs.
armazem
Luiz Aune; defn irte
porta da alfandega.
avana
advertencia a todas s pessoas que padecorcm como tambem se confeilam castanhas para e-
Pe;as de algodao trancado, azul, com 32 cj-
vados por i350o : vendem-se na roa do Cres
loia da es iuina que rolla para a ra da Ta I
rz Vende-se doce de cajo oov i i I96OO a libra
era Olinda, ra de Malhias le reir 11. 12, assini
;;00 rs.
Precisa-sc de pma.ama para cozinhar c-rn
casa de hornera solteiro : na ra ir- f.ivrameoto
21.
ao passivo da dita leja para com a praca, ante-
rior a sua compra ; cuja loja tica gyrandocom a
lirma de Figueiredo & Irmn. Recife 30 de no-
vembro de 1859.termino Egidio de Figueire-
do.~Lutgarde$ Aureliano de Figueiredo.
Aluga-sopelo lempo de festa, urna das mo-
Ibores casas do Cacbaug e cora banho por traz :
a tratar na ra Nova, loja de lou;a deonlo da
p.ira refina-
ufonDacoea neceasarias.
Precisa-se de um pequeo para caiieiro de
de deposito : na ra Dirsita t. 9.
O Sr. Antonio da Silva Bastos Finiente!,
queira dirigir-se a ruado Ciespo o. 16, ao Qm
que v.li ignora.
Alugam-se com milita promptido rarrocas pa-
ra conduzir trastes, materiaes, gneros e o que
se faz mister, por pre^o muito commodo, afian-
.;ando-se a fiel entrega do que se receber : no
paleo de S. Pedro, loja n 4.
Bom fornciro.
Oflerece-se para forneiro um moco solteiro,
porluguez, de tudo emende bem, e d llanca a
sua conducta, e bom cnhecimento, quando sen
preslimo precise, mesmo para tomar conta de
um estabelociinento seja de aue or : dirija-se
defronte da Penha n. 10, taberna, quo 8ni acha-
ra cora quem tratar.
tal molestia pira ten'ar o dito curativo, para que
assignei a presente declararn em gratidao e [ta-
ra serconhecido do publico.
Curato de Santa Cruz.
Emytdio Jos de Parla.
F.stava afirma reconhecida pelo tabellio Jos
Feliciano Godinho.
C1HM CliflSTA
Sem r<'stvu:triti m'in incoimiiudo.
h urna perna.
y
MUTILADO
\
Desejoso de curaprir cora meu dever vou por
meto Je sno acreditada folia agradecer ao Sr.
eommendas, e outras quaesquer qualidade-
doces.
Veude-se una taberna
por todo negocio, cm ra rauito commercial,
bairro do Santo Antonio : a tratar na ra j
Rangel, armazem 11. 62.
Attencao.
No escriptorio do Mauoel Ignacio de Oliveit:
i Filho lem para vender os superiores r
nunca aqui viudo destas quaiida-Jes :
ChampagneC-ruet.
DitaIrrey.
Lalittofino.
Lavseidorn,
Ruquis.
i


(6)
DIARIO DE PERfAMBUCO. SABBAIX) 10 DE DtZEMRHO DE 18.50
L1VR4BIA ECONMICA
DE
mm & &
N. 2- UA DO CESPOH, 2
Defronte do arco de Santo Antonio.
NESTE NOVO ESTABF.LECIMENTO VENDEM-SF :
Livros de religiao, solercias, de letras- arles, viagens, historia e classicos ; rumances illustrados e
outras publicucoes era diversas lir.guas.
Globos, atlas e mappas geograpliicos.
Papel de hollanda, de peso, paquete, almasso, de cores e outros de diversos formatos e gostos.
Prensas paia copiar cartas e outros manuscriplos, livros e tintas proprias.
Livros eiu branco, penuas de varias cualidades e mais objectos para uso de rcparlices, secreta-
rias ecasasde commercio, uleneilios para desenlio etc.
Artigos de bom gesto, fantasa e curiosidade das fabricas de Paris para uso dos elegantes ; orna-
tos, presentes etc.
Cartdes e bheles pura bailes, casamentos e visitas.
HISTORIA UNIVERSAL desde os tempos primitivos at,1850, por Cesar Cantu, 12 volumes, in fu-
lio, enriquecida de mais f. 90 magnificas estampas, obra em que nada se poupou para o
leitor encontrar nella erudieo, estudo solido e leitura agradavol.
ALMANAK do lembrancas de Casti'lho para 160, assira como colleccoes completas desde o seu
comeco.
MANUAL DE COMAS j feitas para compras e vendas deassucar, algodo etc.
Fncaderna-sc cii todos os gostos desde o mais simples cm papel at ao melhor cm panno ou pelle.
lmprime-se candese bilhetes, o marca-se papel com typo proprio e em relevo 4 vontade dos
pretendentes.
Acceita-se o encargo de qualquer encommenda de livros e outros artigos tanto da corte e provin-
cias do imperio, como de Portugal, Franca, Inglaterra e Blgica, com as condiccoes mais ra
zoaveis.
4 pechincha est se aca-
bando.
iirara
vinho do Porto, do mais superior, engarraf:
dito champagne, idem, dilo musco le, idotn :
armazem de Barroca & Medoircs, ra da La
do Recife n. 4.
Na ra estreita d<> Rosario n. 39, vend)
pnlha aparelhada para qualquer obra, tanto
como grossn, por preco cornmodo.
de,
no
eia
wwbl m wHBmw
-se
i na
PolassadaRussia
E CAL DE LISBOA.
No bom conhecido e acreditado deposito
FUND
D'AURORA.
Este ulillssimo estabelecinienlo acna-se, ha pouco tempo, augmentado tanto no materia '
romo no seu pe.-soal, e seus proprieturios habilitados para vencer qualquer opposicao hostil e i
Jespre/arem a ignorante viluperaeo de malevolencia. Oilerecem a seus numerosos freguezes e i
ao publico era geral, asvantagensde sua loiiga experiencia e reconhecida promptido e ldelidade
na execuco das obras as mais importante de eugenharia, entre outras pode enumeraras seguin- :
tes : machinas de vapor de todos os lmannos, rodas d'agua de lodos os dimetros, todas de fer-
ro ou para cubos de madeira, moendas para canna todas de ferro e independentes com os me-
horameulos que a experiencia mostr ser indispensaveL/mcias ditas com todos os prepares, la- .
chas para engeuho de todas as qualidades e Unannos, rodas, rodetes, aguilhes, crivos e boceas j
para tomaina e todas as ferragens para eugenho, machinas para amassai pao e bolacha, ditas
para moer mandioca, tornos e prensas cara farinha, poutes de ferro, 'aldeiras, tanques boias e i
todas as obras de machiismo etc., etc.
b ? 5 -
s5 3 e s ty a-
T = 2 c
S-2
Na nova loja de tres portas da ra Direita n.-
104 veudem-se ricos curtes de vestido de seda
brancosc de cores com duas salta, os mais mos
demos que ha no mercado, pelo diminuto pro-
teo de 100$ cada um, ditos de cambraia com duas
Miaa a 6$ cada um, ditos de tarlataua bordados
de lindos gustos a 13$, ditos de cassa de seda de
lindissimos gostos a j-cadaum, damasco de la | No bom conhecido e acreditado deposito da
corn 6 palmos de largura, proprio. para colcha a ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
1&200 o covado, chally de lindissiroos gostos a ; pota.-sa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
1$ o covado, la de flores com padroes novos i e de superior qualidnde. assim romo lamber
e muito lindos a 720 o covado, cas-as de cores cal virgem em podra: ludo por Afeos muilo
milito linas a 650 a vara, riscados franceses lar- razoaveis.
gos de quadios a 2O rs. o covado, grosdenaples
de todas as cores a 2$ o covado, camisas frau- i
cezas cora peitos de fustao a 2jf800 cada urna,
enfeites com flores para cabeca de senhora a 7$
cada um, ditos de vidrilho pretos i de cores o
mais moderno que ha no mercado a 5$000 cada i
um, ricas go!linha3 com manguitos de pafo a 791
cada um, gollinhas de traspasso a 2} a 2>500j
cada urna, organdys de cores a 680 a vara, palc-
tots pretos de panno fino a 25$, ditos de ditos
a 20, ditos de casemira de cores a 209, cortes
de casemira de cores a 6;800, ditos mais finos
a 7?>, chales de merino bordados finos a 8$800,
ditos lisos de franja de seda n 5J500, ditos de
touquim a 258 e 32$, lencos de cambraia de 1-
nho com ricos bordados a 10j> cada um, e ou-
tras militas fa/.endas que se deixam de mencio-
nar, e se vendem por baralissimos precos.
Botica.
Ttarlliolomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguiutes medica- !
mentos:
Rob L'ATecteur.
Pilulas contra sczes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha BrisljI.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas [contra [obres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
EUisir anti-asmalhico.
Vidros de boca larga cora rolhas, de 2 oncas a
12 libras
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-'
pe para forro de sala, o qual vende a mdico
prcc,o
Primeiro andar.
Bfe"fcsS
Vende-sc
Lonas.
Estopa.
Camisas inglesas superiores c ordi-
narias : no armazem de Aikvright
t C, ra da Cruz n. 61.
Vende-so chamalole de lodas as ci
loja de Claudino e Oliveira ra da Cadeia
Cite n. 55.
M. Q. de Aojo Costa Pililo, tem a venda no cscriptorio da ra cima no sortimento de f.i-
zendas 'luetrouxe do Rio de Janeiro:
Alcatifas avelludadas para tapetar salas.
Tapetes avolludndos para sopli.
Damasco de seda de cores.
Camisinhas de-eassa bordada e de renda.
Chapelinasde paliaba Haba.
Veos de renda preta para rnapelinas.
Lencos de esguio de linho bordados do mais delicado
fmhalho.
Setim blanco, meia nohreza branca.
Lencos de cambraia de linho bordadas e com renda.
Grinaldas de flore?.
O annunriontc pode asseverar ao respeitavel publico que vende por presos muito vanla;-.-
sus, pois a sua casa do Rio de Janeiro recebe lodas as suas fazendas directamente de
%
Parisiense,
ra do Ctespon 10, de Jos Goflealves Halveira
DE
CaLERAHIA e funiqq II flflft
Sila na ra luiperialn. 118 e 120 junto a fabrica de sabo.
*!:
vendeni-.NU superiores luvns de pellica Jouvin,
de palba o brancas para bonicos e senhoras,
eos enfeites de flores do mais moderno posto,
eos chapeos para senhora, enfeilados com muito
gusto e formato moderno, corles de vestidos
seda, manteletes e taimas de seda pela para
nhoras, perfumaras dos melhpres fabricantes]
SYSTEMA MEDICO DEUOUOWAYJ
PILULAS HOI.LWOVa.
Sebsao J.da Silva dirigida por toelCarneiro Leal.
3C
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A
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i misil:
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Descoberta.
Fil de seda liso.
"i Ncste estabeleciineiito ha sempre promptos alambiques de cobre de differcntes dimencc--
r- (de 300$ n 3:0004] simples e dobrados, para destilar agurdente, aparelhos destilatorios comino-
ri- para restil n i lestilar espiritos com graduacao al 4< gios (pola graduaciio deSellon Cartieri do-
melhores syslemas hoje approvados e conhecidos ne>la e outras provincias do impario, bombas
de do todas as diiuencoes, asperanle3 e de repucho tanto de cobre como de bron'/e c ferro, tornetra.-
e-de Bronze d indas as dimengSes e feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronzet
ferro para roda- d'agua,portas para fornalhas e crivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as diinenccs para encmenlos, camas de ferro cora a r maca o e sem ella, fugues de ferro potaveis t.
econmicos; tachas c tachos de cobro, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
Este inesnmave especifico, composto Inleia-1 Pf-gT?feo? ih\ i;,a1nd.re. chumbo en, lencol e bano zinco em lenrol e barra, lsnces t
mente de bervas medwinaes nao c .,'. n rieren- "oelLis de. cobre, lencoes de ferroa latao.ferro s.uecia inglez de todas as dimei.soes, safras, torno,
ri. nei a\-uml olra tn-', lele r,X- c 'olles para; ferreiro*. etc., e outros muitos artigos por menos preco do que em outra qualque'
"."' n. m alpuma ouira s, !.-.tnn. a 'i''''V1'1-TV parte, desempenhando-so toda e qualquer encoramenda com presteza e perfeiro j conhecid.,
rr ut n, P !2fc e para commodidade dos fregu\u se dlgnarti honrarera-nos com l sua conf/anca,
delicada e igualmente prompto e seguro pjra ^ tia run Nova n. 37 loja de ferragens pesLa habilitada para
S 2

m"C 8B" ='
a c-c 3. E.S
.- sggS g-
2." c_ =T "-
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~. Z. K
|| -<* 2.531
e a compleiqao mai
e igualmente prompto o segrb par
j desarreignr o mal na compleieo mais robusta
! inlc-amcnto innocente em suas operacoes e f-
j feitos; pois busca e remore as doen^as de qual-
! quer especie e grao por mais antigs e Icnaios
j quesejam.
Entre milhares de pessoas Curadas com ente
Vende-sena ra do Cnbtig.l n. 2 R, loja de remedi, muflas que j estvam as portas da
miudezas de Joaquim Antonio Pias de Castro. I ruortc, preservando eni seu uso: conseguiram
recobrar a saude e fincas, de pois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afflictafi nao devem etregar-se a i c-
sosperacao ; facam um competente en
efRcazee efleitos desda assombrosa medicina
^restes recuperarn o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em lomar este reme i
i para qnaiquer das seguintes enermidades :
Accidentes epilptico;.
acha
encommende-
Attengao.
Na ra Nova n. 53, loja de ferragens, vende-
j se milho novo em saccas, por baiatissimo preco.
Vende-sc urna preta crioula de 18 anos,
! engomma, cose e cozinha : na ra Nova n. 49.
Ra Direita45
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Cs-
CO
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en
en
co
O proprietario desle eslabelecimenlo reco-
| nhecendo que com a excelsa visita de SS. MM.
, II. a esta cidade tem de se dar um estrago hor-
i roroso de calgados, em consequencia das fre-
i quentes paradas, marchas, contramarchas e for-
, midaveis passeios 6s brilhantes illuminaces, e
condoendo-se das boleas naturalmente pouco
farlas, dos bravos officiaes o pracas dos patrio-
ticos batalhes, cujos nomes trazem memo- |
| na os feitos gloriosos dos nossos avoengos, del i-;
i berou, em homenagem ato felizes dias baixar i
; so precos do seu eiccllenle calcado, a saber :
Para homens.
; llorzeguins aristocrticos (lustre)
Rorzeguins zouavos, obra fortissima (be-
zerro)
] Itorzoguins cidados (bezerro c lustre)
! Borzeguins econmicos
Sapatoes batedores
Para seulit"' .
Borzeguins para senhora prime
Ditos (seguuda cfanso)
Ditos para meninas (primeira ca.
lasse)
Alporcas.
Ampolas.
Arelas (mado).
Asthma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidade ou exlenun-
eo.
DeVilidade ou falta de
torgas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta.
de. barriga.
I nos rins.
9j>000 \ Dureza no reir.
' Enfeimidades no ventre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
F.nxaqueca.
Ilervsipela.
Febre biliosas
Febreto bsrtcrnifonte.
8$000
83tMK)
6flM0
5j)000
5S00O
4;6n0:
43000'
Fbrcto da especie
fotta.
Hcmorrhoidas.
Hydropesia.
fclericia.
Indigestos.
Inflammaeoes.
Ir r ug u la r i dudes lia
menstruaco.
Lombrigas de toda o!
pee
Mal de pedia.
Hancnas na culis.
h.-lriM'eu de veiili
l'htysiea ou consumo-
pulmonar.
Retengo de ourina.
RUoumalismo.
Symplomas secunda-
rios
Tumores.
lico doloroso.
Ule |s.
o (mal).
de
DEPOSITO DE PI4N0S FORTES
DOS
Mais afamados fabricantes da Europa;
ESTABELEUMESTO DE
I.P.VOGELEY.
Ra Nova n. 27 esquina da Gamboa do Carmo.
Nesle estabelccimento acha-se sempre um complelo sortimento dos mais ricos e mai-
l.em construidos e feries pianos os quaes se vendem debaixo de toda a garantia.
U teclado tem a elaslicidade desojada, o exterior desses instrumentos o mais elegantt
isivel eas vozes sao magnificas, ,11a tambem mnilo lindas HARMONAS e SERAl'IUNAS pro
prias para acompanhamento ao piano e para quatro mos e igualmente os ha apropriados par.
igrejas, (apellas, collegios etc.
II ije principalmente que a cidade vai ostentar um aspecto assas magnifico e pomposo con
a presenca do SS. MM. 11 eque em todas as salas e saldes elegantes a sociedade pernambucan
vai entrar com enthusiasmo ainda maiorno gozo dos encantos d'arte, cham.i-se a alinelo de todo-
para este grande deposito, que otl'erece tantas disposi^oes e condices to superiores para o qii:
objeelo de gostorelativamente a msica.
a mesma casa eonaetla-M afiua-ta com pifeir,lo n msmos ainatromentos.
57 Kna do Queimailo 57
NO
GUSTATO MASSET representante da muito afamada casa WALLERSTEM,MASSET & C.a
lornecedores da casa imperial do Rrasil, eslabelecida no Rio o em Paris recebeu um grande sor-
timento de fazendas e modas da primeira qualidade e novidade,querende ames de ludo fazer gozar
o respeilavel publico dos grecos muito ventajosos pelos quaes pode olferecer suas fazendas, vende
tudo a dinheiro avista ; elle acha-se residindo no hotel inglez quarlo n. 2, encarrega-se de man-
dar levar as fazendas pedidas amostra, sendo por escripto para evitar os engaos.
Recebe qualquer encommendi para mandar vir da Europa ou do Rio.
100 vestidos de seda para baile, passeios e visitas.
Mocre anlique pretos e de cores.
Nobrezas lisas prelas e de cores.
Vestidos pretos lisos, lavrados dc2saiase de velludo.
Flores, e enfeites de renda para cabellos.
Vestidos de cassa branca bordada muito finas
Carcas, cscomilhas, filos de seda e linho brancos c de cores.
Meis de seda, linho, fio da Escossia para homens, senhoras c meninas.
Sipatos de selim branco c prelo com sallo c sem elle.
Botinas de setira branco, de setim preto, de l muito superiores.
Sahidasde baile, capas de cachemira, velludo c seda.
Chales de touquim bordados c de relroz.
Manteletes de renda prelo c cassa bordada.
Corpinhos, camisinhas, colarinhos com mangas de cassa bordada a poni real e renda verdadeira.
Gnarniees de renda preta e branca para vestidos o para enfeites de vestidas.
I.euoos'de cambraia de linho muio ricos com renda.
Chapeos de sol para senhoras.
Pentes para trancas, alunetcs de peito, pulseiras, brincos de tartaruga o jaspe prelo para luto.
Grande sortimento de luvas verdadeiras de Jouvin.
Luvas deretroze de seda para homens, senhoras e meninas.
Grvalas brancas e prelas.
Chapeos de corte com plumas.
asacas, sobrecasacas, palelots de panno, cachemira dos melhores alfaiates de Pars.
Calcado do afamado Melier para homens.
Tapetes de velludo muito ricos.
Capas, capotes imperraeaveis Makiniosch para homens c senhoras.
Vendem-se estas pilulas* eatabetecimen
gcr;.l de Londres n. 22i, Stlrand, e na loja
todos os boticarios droguistas e outras posso s
encarregadas de sua renda em toda a America 4o
Sul, Havana e lluspanha.
Vendem-se asbocelidhas a 800 rs. cada urna
dcllas, conten nina instrucc&o em portugus pa-
ra explicar o modo de se usar deslas pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Souiiu
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22, em Tei-
nambuco.
APPBOVAClO E AlTORISAfiO
DA
RELOGIOS.
e tambem trancellins e cadeias Dar os mesmosL
deexcollonte roslo
m
Vendas.
Relogios de curo e prata, cobertos e descober-
los patente inglez, os melhores que existem no
mercado, e despachados hoje, vendem-se por
precos razoaveis : no escriptorio do agente Oli-
veira, ra da Cadeia do Recife n. 02, primeiro
andar.
c!e
Tasso Irmaos
Nos araiazens
vende-se:
Arroz de casca.
Milho novo.
Farinha de mandioca.
Tabeado de cedro.
Velas de carnauba.
1 "tas steannas.
Marrasquino de zara.
Licores finos.
Champagne marcas acreditadas.
Conservas.
Farelo de Lisboa.
A. mui bem acredi-
tada tinta preta.
Ei i garrafas e meias defronte de S. Francisco,
I) pjgraphia de F. C. de L. e Silva.
Aos fabricantes de velas.
Cera de carnauba da nova safra a 11*500 e 12$,
e sebo refinado em pao e velas, ltimamente
rlicada do Porto, em barricas e caixasde llg500
a 12J500 a arroba : no anligo deposito do largo
<*a Assembla n. 9.
Chapeos pretos.
Na ruado Queimailo n. 10.
Chapeos pretos de primeira qualidade, e de for-
ma elegante a IOS cada um.
p Lonlinua-se a vender fazendas por baixo &
i proco at mesmo por menos do seu valor,
^ alim de liquidar contas : na loja de 4 portas S
'.' na ra do Queimado n. 10. g
tSUSm \m%$m;-: VB&BBEW
Va ra Direita n. 66, effeclivamenle ha
bons cscravos de ambos os sexos, de todas as
idaaes e cores, com habilidades e sem ellas, e
vendem-se a dinheiro, a prazo, e tambem tro-
cam-se.
Loja de 4 portas.
Chesou a este estabelecimento um completo
sortimento do obras feitas, como sejam : pale-
oits de panno fino de 16g at 2Sg, sobrecasacas
de panno tino preto e de cores muito superiores
a 35?, um completo sortimento de palelots de
riscadinho de bnm pardee brancos, de braman-
te, que se vendem por piteo comraodo, cerou- j Vende-se em casa de Saunders Brothers ,
las de linho de diversos lmannos, camisas c, praca do Corpo Santo, relogios do afama
francezas de linho e de Jpanmnho de 2jJ ote 5 do fabricante Roskell, por precos commodos,
cada urna, chapeos francezes para homem a 8,
dilos muito superiores a 109, ditos avelludados,
copa alta a 13J>, ditos copa baixa a 10g, cha-
peos de feltro para homem de 49, 5?)eat 7fr_
cada um, ditos de seda e de palha enfeilados pa- '
ra meninas a 109, ditos de palha para senhora a
12?, chapclinhas de velludo ricamente enfeitn- j
das a 25$, ditas de palha de Italia muito linas a |
25$, corles de vestido c seda cm cartao de 40JJ
at 150$, ditos de phantasin de 16S at 35g0O0,
gollinhas de cambraia do lg al 59, manguitos
de l$500at59, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores
e padroes novos a 720 a vara, casemiras de cor-
tes para colletes, palelots e eneas de 3$500 aj
4$ o covado, panno fino preto e de cores do 2;>5fl0
al 10$ o covado, cortes de colletede velludo
muito superiores a 9 c 12$, ditos de go-guraoj^
e de fustao brancos de eores, tudo por preco (,
barato, atoalhado de algodo n 19280 a vara,I
cortes de casemiras de cores de 5 at 99, grosde- 1 *
naples do cores e pretos de 1^600 at 39200 o ^
covado, esparlilhos para senhora a 6$, coeiros'jS
de casemira ricamente bordados a 12j> cada um, |||
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12# cada um, dilos lisos para ho-
fazenda mnito superior, de. 12 at 2t>>
E Km CEMiULDE HIGIENE PtBLICA
ELECTRO-MAGNTICAS F.PISPASTICAS
l*\ra sevem ap\\Veai\as s pavtes attectadas. s**m
vosisuarAo ncm neommoAo.
r \

GRANDE E YAttlllM* SORTIMENTO
nr.
Fazendas inglczas e fiancczas c
roupas feitas,
recebidas em ircitura
KO
Armazem e ioja
PE
Ges ( Bastos
KNA RA nOOLI'.lMAIiO N. r46, FRENTE DAf
8 LOJA AMA1U.LLA E liOTLLAS BRANCAS
g? sacas de panno prelos o de cores a 2S$, 308
S e 35$, casacas de panno preto Imuilo lino a f-
k? i* ca kaoi _.!.-<. j______________. v
mem, tazenda muito superior, de 12 ate n9 a ^ Um e rco sorinenl desobreca.
duza, casemiras decores para coeiro, covado a '
2$40O, barege de seda para vestidos, covado a
lj>400, um completo sortimento de colletes de
gorgurao, casemira preta lisa e bordada, e de
fustao decores, os quaes se vendem por barato
preco, velludo decores a 79 o covado, pannos
para cima de mesa a 109 cada um, merino al-
t 40S, 45$ e 509. palelots do mesmo panno a
jg 249 e 25$, ditos de casemira a 14, 16$ e
B
':,
189, ditos saceos dasmesmas casemiras %
prelos e de cores a 10-? el2#, ditos de al- g
coehoao proprio para palelots e colletes a 2^800 | KSR?jLS S1*? 4$U %? d L!rm .
Ljr.-'____r .,- g pardo a 19500 e oj, dilos de bnm prelo a
Aos cigarreiros e cha-
ruteiros.
Campos & Lima (em para vender cai-
xas.com fumo americano do muito boa
qualidade o a proco coramodo: na ra
do Crespo n. 12.
o covado. bandos para armacao de cabello a
19500, saceos de tapete o de marroquim para via-
gem, cura grande sortimento de macas e malas
de pregara, que ludo se vende vontade dos
freguezes, c outras muitas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se mostraro.
Fazendas moder-
nas.
Cortes de casemiras de cores finas a 5J500, di-
tas de urna s cor muio finas de 3 o 6$, cortes
de collete de velludo de cores a 6$000, dilos diio
prelo a 5$ e 6$, colchas de algodo adasmasca-
das a 5j, brilhanlina branca o covado 480, case- i
mira de quadrinhos o covado 19, pannos paral
mesa muilo bonitos e modernos a 68, corles de |
barege cora tres ordens de babados a 159, cha-
peos de phantasia para homem, sendo de cor-:
guro de seda a 79, ditos doChille de 4 a 25&, j
dilos de fellro de 49500 c59, camisas de cara- .
braia de linho para senhoras, ditas de esguio :
muito fino, ditas de cambraia bordadas com man-
gas, ricos corles de seda de todas as cores, mn-
deles dos mais modernos, grande sortimento de :
perfumaras inglezas legitimas, joiasdccoral ver-
dadeiro, oleados de diversas cores imitando!
marroquim para cobrir mesas, forrar almoadas, \
dilos de esguio d"
AS CHATAS HEDICINAES sao muilo ce-nhecidasnosta corle e em todas as provincias ^-tai.
imperio ha mais de21 annos, e saotafamadas, pelas boas curas queso tem obtido as enferraidade>
al-aivo descriptas, o que se provajeom innmeros attestados que existem do pessoas capazes e d>
exlinceo.
Com oslas (.iimms-i lf. Ti\o-Mu;NF.Tir\s fpipasticvs oblem-se urna cura radical c infallive
I em lodos os casos de tnflammaco [cansarn ou falla de respiraran], sejam internas ou externas, do
I figado, bofes, estmagos, braco, rins, tero, peito, palpitarlo de coracao, garganta, olhos, erysj,-
I pelas, rheumatismo. ataques nervosos, etc., etc. Igualmente para as ditferentes especies de tu-
: mores, como lobinhose escrfulas; soja qual fr o seu tamanho o profundeza, por mcio da sup-
puracosero radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconselhado por habis e distinctos facul-
tativos.
As encommondas das provincias devem ser dirigidas por escripto, tendo todo o cuidado di
fazer as necessarias explicacoes, se as chapas sao para homem, senhora ou crianca, declarando a
I molestia eni que parle do corpo existe, se na cabeca, braco, pescoco, cora, perna, p, ou tronce
I do corpo, declarando a circuinfereneia ; u sendo ferid.i ou ulceras,"o molde do seu tamanho em
11 m peda-o de papel c a declaraco onde existem, alim de que as chapas possara ser bcni applica-
das no seu lugar.
Pde-se iiniidarde qualquer ponto do imperio do Brasil.
Consultas a todas as pessoas que a dignatem homar com a sua confianca, em seu escripu
rio, que se achara abeiio lodos os das, sem excepcao, das !> horas da manh'a s 2da tarde.
HO RA DO PARTO lili
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.
m 5j, dilos brancos a 59,
| ultimo goslo cor de taranta a 5$," sobre-
g ca^acos de alpaca muilo lino a 78 e 0?, |
K sobrecasaca de panno finopreto para me |
g nios a 159, 18 e 209, ditos de casemira g
5 de cor a 88 el08, calcas de cu- gemirs de a
S cores e prelas a 8#, 9*9, 10$, 118 e 1
K calcas debrim de cor a 39500, 49 e 5$, j
{J ditas de brim branco lino o 65 e 7?,eolio- p
H tes de gorgurDo de seda c de casemira de
ES cores o prelo a 5$, 69 e 7j>, dilos de vellu- p
[I do a 109e 12, camisa? inglezas tantopara
sS Ihoraens como para meninos de todos os te
$ lamanhos, semillas de todas as qualidades,
^ chapeos de sol de alpaca a 55, manteletes
55 prelos de muilo bom gosto a 30$ e 40?, ca-
ta saveques de fustao bordados compridosa
i 2t>$, chapeos de castor a Napoleo 88, ricos
3 manguitos de punhos bordados a :i>500 o a
"j 4$, ditos com gollinhas a 5J e 6$, gollinhas
de Iraspasso bordado c transparente a 8$, V-
caleasde meia casemira padroes modernos &
a 5$, colelles de fustao de cor e de brim
branco a 3$ e3$500e oulra3 muilas fa-
zendas e roupas mitas que sero patentes a
(5 presenca do freguez.
Relogios.
Vendem-se relogios de ouro ingleses,
T-
wmm mmim) 1 mmmm.
3 UL'ADAGLORIA,GASADOFODlO 3
CVmica pov auv\)os os svslevaas.
Iravess'eiros," etc., etc., ebem como um'completo !,e,ile : nu annazera de Augusto C. de
1 riirhini.l.. ti fikiiAnnie (ir. rii 1 1 nrnriwl- ^~ ^ i I .
de pa-
Abreu
wmmwsmm mmmmwm
Fazendas de bom gosto
Recebeu-se pelo ultimo vapor da Europa ccr-' sorliraento do fazendas do mais apurado goslo e ua rua Cadeia do Recife n. 30
es de vestido de seda de delicadas cores com 2 l o-elhor qualidade, vendendo-se ludo por baixos i ende-se superior linlia de algodo, bran-
precos, no armazerade fazendas de Raymundo iCBS e ^ cores, em^novello, para costura : em!
Garlos Leile& Irmo, aterro da Boa-Vista n. 10.
O Dr. Lo! i Hoscoso di consultasfodos os dias pela manha ede tarde depois de 4 hova-
; Contrata partidos para curar annualmcnle nao s para a cidade como para osengenhos ou outra-
i propriedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos a sua casa al as 10 horas da manha e em ca=o de m-
j gencia aoulra qualquer hora do dia ou da noite sendo por esenplo em que se declare o nome d,'
' pessoa, o darua eo uumero da ci -
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife poderao re-
moller seus bilhetes a botica do Sr. Joo Sounn & C. na ruada Cruz ou loja de livros doSr. Jos
Nogueira de Souza na rua do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja c na casa do annnn iante achar-se-ha conslantemht eos melhores medica-
menloshomeopathicos ja bem conheeidos e pelos precos seguimos;
Rolica de 12 tubos grande, ...".......10$00O
babados e 2 saias bordadas, lindos enfeites de
flores e froco para cabeca de senhora, bonitas
chapelinas de seda para senhora e meninas, as-
sim como riquissiraos corles de collete brancos
de velludo e seda bordados para casamento!
dilos de velludo preto bordado e de cores boni-
tas ; havendo outras muitas fazendas, e tudo se
vende por preces n.ais baratos do que em outras
partes: na rua da Cadeia do Recite, loia n. 50.
de Cunha e Silva.
Relogios.
casa de Seuthall
n. 38.
MoHt C, rua do Torres
Rua do Queimailo n. 37.
De novo chegaram es afamados relogios it-
glezcs de ouro.de patente, t esto venda no
armazem de Rostro ftoo&e; A; C, praca do Corp: cusiernm305 ; a 8$ chapa
Sar-cto d. 48. 'o Queimado r.
A 30$ corles de vestidos de
60?: a 10? corles de vestidos
seda que custaran
de phantasia que
para -
MOTILADO
N
lulos de 2i dilos.
Dilosde 36 ditos......... .
luto de 48 dilos...............
D j de 60 ditos...............
Tubos avulsos cada um.............
fraseos de linduras,.............
Manoal dt medicina houeopathica pelo Dr. Jahr traduzido
I rtugui z cni o diccionario dos termos de medi-
cina, caurgia etc.. ete............
Medicina domestica o Dr. Hering, com diccionario. .
Repertorio do Dr. Mello Moraes........
I50MKI
20$09
25M06
0?00('
1300
2$000
200*.'
IOS-.i
6;'-.


DIARIO DE PEBSAMBUCO. SABBAO 0 DE DEZfrMBRO DE 1859.
i tua da Senzala iNo va n. 42
v^ScCm^B.P. ,onh.lfln &c va_ Queijos fresaos de Minas.
; -lezos, caiidoeiros castigaos bromeados, lo-! Na ra do Imperador n 18, se retraen excel-
naa inglezas, fio de vela, chicote para carros, e j R'nles queijos ltimamente chegadus de Minas,
montaa, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente injjlezes.
AfHMHU *!t I rn.>.
1
IMOSELLE HOSSEIJX!
0E *
i T0ilBATnLBI4EB |
LONDRES 1
! em garrafas c meias gar- S
C. J. Astley & C. |
rafas.
Seguro coaira Fogo
COMPANIIIA
aira
LONDRES
AGENTES
Queimado n. O.
(irande c variado sortimento
PE
Fazendas francezas e rou-
pas feitas reoebidasem dt-
reitura pelo iiltiiiionavio.
Dao-sc as amostras rom penhor.
Ricos corles de vestido de seda do cocea
de 2 saias............................
Ditos de ditos de seda pelos bordados a
velludo...............................
Ditos de ditos de seda Je gaza phantasia
Ricas romeiras do tilo o de seda bordadas
Taimas de groadeuaples bordadas......
Chales de touquim branco boidadosa
3();>e.................
Grosdenaple d cores de quadrinhos co-
vado.................................
Dito de dito liso covdo................ $800
Seda branca lavrada covado 1 (0 a..!! 29600
Crosdenaple prelo lavrado covado...... 23000
Dito dito liso encorpado a IjifiOOo___
Dito dito com 3 palmos de largura a
U6Q0 e
pechincha.
Na loja do Pregui^a, na ra do Queimado n.
2, vendem-se pegas de chitas linas de cores fictas
e de eseolhidus padrOes coto 38 corados cada
urna, pelo baratissimo prece de 5$800, e em re-
talho a lf.O o covado.
Oiicialalos, romnendas e hbitos de diver-
sas ordena, com lo ilhanles osera elles, o melhor
que tero vindo a este mercado : ludo vende-se
milito btalo e pelo pceo da factura : na ra
Dircila n. G6.
AlI&NUMl
s
*
8
I
I
SOjJOOO
18200
Luvas de pellica de
Jouvin.
Vendem-se superiores lavas de pellica de Jou-
m muito fusca*, para honiens e senhuras ; na
-.a do Queimado n. 22, na loja da boa f.
*Oft_**P Mk.J JM *>* !f #31'*:
Vende-se
, C J. Astley & Companliia. .
T|#*^ *?*>% r < Sa,"ja oe cores larga com ( palmos de
largura covado a......................
Basa de seda da China de flores e lislras
co vado a............................
Follar de seda do lislras oslo doto co-
rado................................ .
Setim de escocia e diana de seda ci
i Charr de llores novas desenhos corado
Barcjc de seda de varias cualidades co-
rado.................................
Helo velluda de cores corado..........
Velbiitina de todas as cores............
Setim de (odas as cores liso corado ...
Rrilhaiiiina branca muilo fina a.......
Chitas francezas claras e escuras o 2tu e
Casemira pela lina algiOc-..........
Panno pelo e de cor i.o prorade li-
neo a 3$500a........................
Corles de casemira de cor a 5$ e........
Cascas organdys de oras desenhos a
rara..................................
Dila.s francezas mu.lo linas a............
Manguitos Je cambraia transparente bor-
dados muilo ricos....................
Golinhas de cambraia bordadas de ponta
Ditas dedito bordadas a 600a.........-
Tiras e enlremeios de cambraia bordados
Iti'-as mantaspretas d linho para se-
nhora................................
Ditas ditas de blood beanoas e pretas..
Chalos do soda decores, pelos ArotOS.%
Ditos de merino bordados com franja de
seda..........................
Dilos de dilodito de la...........Y......
Ditos de dito liso dito de seda..........
Dito de dito dito de la..................
Dilo de dito estampados lino lisia de
seda..................................
Lencos de cambraia de linho bordados
linos..................
Folha de cobre e Metal
amarello.
Estanho em barra e Pre-
gos de cobre.
Alvaiade c Verniz copal.
Folha de Fland res.
Palhinha para narci-
neiro.
Vinhos linos de Champa- |
nhe e Moselle.
Lonas da Russia e Brim
de vela : no, armazem
de C. J. Astley & C.
Fazenda com avaria.
!
*
l
* I
2f5M
2f50O
lyaoo i

1.-'MU 11
lOOO
IffOOO
900 j
506
13500
700
800
500;
320 i
2J5O0
7J0OO
7.-000
i$ooo!
500
FUNDIDO LOW-IOW,
Ra da Scnzala Sova n. i2.
Neste eslabeleciraento continua a haver un
comaploto sortimento de moendas e meias moen-
das para eugenho, machinas de vapor e taias
de ferro batido e coado. de todos os taannos
para dto.
Casaveques.
Vendem-se casaveques e roupos de cam-
brai bordados, o melhor que existe ueste mer-
cado, por prego commodo : na ra do Crespo
n. 23.
Cortes de vestidos
de seda
Na roa do Queimado n. 87 toja de 4
portas acaba de receber pelo ultimo
aavio vindo do Havre 11 m eomplcto sor-
timento de vestidos de seda de 2 saias,
2 lia liados c de aventados qnaes se ven-
dem por uceo commodo.
Chapelinas de seda e de
velludo para senhora.
Algodao trancado americano branco. proprio Rir.K rhnnnlinnc rf< at>Ai o d ralla
iraloaHtg e roupa de escravos, con ump-I llltdS tnpeiinas Oe SCOa C iao loque de agua doce : no arma/em de fa- para MUt '. Ra l'lia lio Qlietmado
n. 37, loja de 4 portas.
Golas e manguitos.
Ricas golas e manguitos de cam-
braia : na ra do Queimado n. 37, loja
Para concluir a hquidacao das Uzeadas
ti* extincta fiaba de Le te & Correia,
vendem-se as scguintes fazendas, por
muito menos de seu vaTor, na loja de
quatro portas da ra do QueimaJo
numero 10.
()
Pianos
Sedas pretas lavradas, superior qualidade
corado
Grosdenaple preto muilo bom e largo, co-
va(do
Dito_dito mais estrello, covado
! Camisetas de cambraia para .senhora, urna
! Tiras e enlremeios bnrrjados
, Sortimento completo de chita de cores,
covado
DitO; de chitas largas francezas, bons pa-
1 droes e cores lixas, corado
Gangas de cores escuras e claras, corado
I96OO
2J0OO
lgGOO
800
320
160
2i0
Baamders Brothers A C. tem pira Vender em
sen armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto. recenliment
chorrados, dos bem ennhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londre3T~e
muito proprios para este clima.
A boa fama.
Vendem-se as verdadeiras luvas de pellica de
Jouvin chegadas no ultimo vapor vindo da Eu-
ropa, brancas, para homem e senhoras, pelo ba-
ralo preeo de 390 par, tambera se vendem gra-
Carlos Marn, da casa de Carlo3 'Volis, joa-
lheiros de Suas Magestades lmperiaes, leniza
j lionra de participar ao illuslre publico que se
, acha nesla cidade enm um completo sortimento
j de joias, que se acha exposto no escriplorio dos
1 Srs. Amorim A: Irmos, ra da Cruz n. ', segun-
do andar. Recebem-se tambera obras vclhas em
troco.
Goberlas Je chita a 2S.
Ra do Queimado n. 19.
Vendem-secohertasde chita a 2}, corles de ris-
pado francs a S$600, lencos de cambraia para
algibeira a 2ga duzia.
28000 c 21300 a peca.
200 ; ''almlias de fil muito bonitas e do ultimo gosto,
Corlesde caiga de meia casemira algCOO e 2j*()00 P"prias para senhoras e meninas, pelo baralis-
I Meias cruas para homem, duzia **it00 I *'m" Prr'.'" 1e -S eda urna : na ra do (.liieima-
do, na loja de miudezas da boa fama n. 33.
a)atoesde2#a3$.
Vendem-se gapalees para menino, de 2 a 3?,
borzeguins para menina de 2 a 3j, ditos para sc-
zendaa da ra do Queimatlo n. 10.
Ghegucn ao barato.
O l.eite & frmao con'inuam a torrar na ra
da Cadeia do Ilecife n. i8, petas de cambraia li-
sa com 10 jardas a 4.35O0 e 5$, lencos do. cam-
braia de linho a 39 a duzia, canibraas muito fi-
nas e de linios padroes a rjfll a vara, meias fi-
nas para senhora a 898OO 1 doria, ditas cruas ln-
glezas para hornera e moninos, chales de meri-
no lisos a -J5500, e bordados a 6-9, paletotsde
alpaca prela o do cores a 59, ceruulas de linbo
e algodao, camisas iuglezas muito superiores a
609 a duzia, organdvs de lindos desenhos a
1*100
j Ditiis para dito muito superior, duzia
I Atoalhado adamascado muito largo, vara
; Onssas de cores (iras* e padrees vistosos,
covado
1 Riscadinho francez, covado
I Mussena de cores fixas. covado
Chales do la enm palma de seda, um
' Cortes de calca de casemira lina de cores
Ditos de dila prela
' Dilns de eollete de gorgurao cora palma
d^ velludo
. Ditos de dito de gnrguro e seda
! Dilos de dilo de merino bordado
, Lencos de seda pequeos para pesclo de
! senhora 500
Panno prelo, covado 2$500
Dito superior, prova do limao, covado 39 e i^OOO
Snpjerior brim trancado de nho, bronco,
I .vnra.
] Dito dito de cores, vara
: Meias brancas para senhora, duzia
i. Dits para dita muilo superior, duzia
j Luilas de pellica para =nhora, em bora
estado, um par igoOO
y 5-tttt?-? r-r r-r v r-T-ryyrTTTr? ?r^
<4
45000
19280
210
160
240
2-rO(IO
iiSOflO
C$000
39000
29000
35000
15000
300
3.9OOO
SOOO
de 4 portas.
Manteletes
>
I i:
I
1'
Kissel, relojoeiro francez, vende relogios
de ouro e prata, concerta relogios, jotas e
msicas, ja aqui he conhecido ha muilos
anuos, habita no pateo do Hospital n. 17.
8
l$5 10

9
I
t
7500
7090
65WOO
495OO
8-jOOO
Ditos de alnudao de lab\ riiilhoSOO e.... ljjOOO
Capellas brancas para noiva............ g
neollinoll-l Pin irrnal Col'.iles de vidnlho prelo e de cores.... %
petllHlCa ^eUl Igual. Aberturas para camisa de esguio de
Ricos manteletes de grosdenaple ri-
, camente bordados: na ra do Qucima-
l'ranceza a 20, 280, 300 e OOls. o covado, pecas UO n. 37, loja de 4 UOllOS.
de madapoiSo con. 30 varas a 45SOO, 5J 5S500, t> fp j ftpt.
6, / e 8$, chitas nslezas de cores lixas a 200 rs o r CHIC UC Idl ll Ugd.
covado toalhas para mesa a 3 e 4. cortes de I RCOS pentes de tartarusa pai'8 atar
ealca de brim de linho a 29, ditas de meia case- Knli ~ ~ 1 i\ j a-
miraa292, vestuarios bordados para meni-1 CaDCllO na l'Ua do QUCimadO n. 3/,
iid^, e oulras militas fazendas que se vende por loja de 4 OI'iUS.
barato preco.
Km casa le N. O. Bieberj Camisas francezas
c^;:J:^;J^Z6CmarCaacr,\ Rc?S camisas francezas tanto de
ditada na corte. pC10 dC IlllllO COniO de algodflO C de fuS-
Tinla branca superior em oleo, latas de 25 li- '
^ bras, por commodo preco caixas de 4 latas.
Verniz e verniz copal.
Algodaozinho da fabrica Todos os Santos da Bi-
liia.
Brilbanles de diversos tamanhosc de primeira
qualidade
Vendem-se rinco bois mansos de correia, ,,,- .
proprios para canora, e romo tambera umea- I Mllta lia lUd UO ^UCimaUO n o/, 10-
tao: na ra do Queimado n. 37, loja de
i portas.
Bonets para enanca
Ricos bonets de marroquim para
Na loja do Preguira, na ra doQucimado n. 2,
in para vender pecas de algodao largo cora lt
aras cada urna, pelo barato preco de I9, pecas
de cassa lisa una a 23500: a ellas, antes que'se
a bem,
Tachase moendas
Braga Silva 4 C, lem sempre no seu deposito
la ra da Moeda n. 3 A, um grande sortimento
ile tachase moendas para engeuho, do muito
eredilado fabricante Edwin Maw : a tratar no
mesmo deposito ou na ra do Trapiche n 44.
Pazendas com pequeo
loque de avaria.
E' pecliincha.
Na loja do rreguica, na ra do Queimado n.
i'.ha para vender pecas de finissimo e muilo
irgo madapolao, pelo baratissimo preco de 5g,
5500 e39000: cheguem, antes que so ocabem.
Chapeos te castor pretos
e brancos
linho.
Ditas de dito de algodao brancas 3 de
cores..................................
Saias balao modernas..................
Chapeos franceses forma moderna......
Gravatqs de seda de pona bordadas a
velludo ..............................
Camisas fraucezas de cor e brancas
finas alsSOO o........................
Ditas ditas de tislao branco e de < or...!
Dilas ditas de esguiao muilo linas mo-
dernas ........7.......................
Scroulasde brim de algodao e de linho
Galeas de casemira prela setim 9>$ e....
Dilas de dilas de cores 8>J e............
Dita de meia casemira ................
Pijas de brim Ouo e varias qualidadea
39 e Coi leles do velludo, gorgurao,
casemira e setim....................
Casaras de panno preto muito uno 30# e
Sobrecasacos e paletols de panno preto
fino 25 e.........................
s
6c000
8-500
vallo; os quaes eslao venda no arco de Santo'ja de 4 BOl'lilS,
Antonio, das 8 horas em diaule. |
sorlimenlodecha-
i>a loja dosertanejo,rua
do Queimado n. 43 A.
rteceberam em direitura de Franca, deencom-
menda, os melhores chapeos de ca'stor rapadosa
sendo brancos e prelos, e as formas as mais mo-
dernas que tem vindo ao mercado, e por me-
1 nos que em oulra qualquer parte, assira como
tanibcm lera um grande sortimento de enfeite.
de vidrilho pretos e de cores pelo diminuto pre-
I co de 4g cada um, assim como tem chapeos de
sol de panno a I52OO cada um em perfeilo esta-
do, aberturas brancas muilo tinas a 320, ditas de
I esguiao de linho a 15 urna, cambraia pela fina
; a 360 o covado, e a vara a 560,e a 610, ganas
I de cor a 540, brim branco de linho a l^OO a va-
I ra, colletes de velludo de furta-corcsprelos a
1 7)3400, ditos pelos a 8 e a 9$, calcas de case-
| mira de cor a 7, 8 n 11$, ditos prelos a 7, 9 e
12JL colletes de gorgurao a 4, 5 e 6g, saceos pa-
| ra vingem de diversos lamanhos, eias cruas, por
: ser grande porco, a 1500, ditas a I56OO e 2j> a
.duzia, linas a 3 e 4$, chapeos enfeilados para
i raeuinose meninas e senhoras por qualquer pre-
j eo,l e ludo o mais aqui se encontrar o preco,
e n5o se deixa de vemnder.
Ferro reduzido de A S00 rs. a peca
8S500
25500
v-
115000 i
1(>5O0i
4f50e
5.";000
900000
35#000
peos,
Paletols de casemira mesclada golla de
,_.veiIudo,.............................. 1S5000
Dilos de alpaca prela muilo finos...... O3O00
Ditos da merino setim prelos e do cores 95000 :
Na ra do Queimado n 37, vendem-se os me- | ^is de meia casemira................x. 7j0t)O
inores chapes de castor.
Aviso.
No armazen de Adamson, Howie & C ra
Jo Trapiche n. 42, vende-sc selins para homem
penhora, arreios prateados para cabrinlet, chi-
cotes para carro, coleiras para cavallo ele.
Na loja da estrella.
Ilua do Queimado n. 7.
Este estabelecimento contina a estar sonido
le fazendas de todas as qualidodes como sejam :
Ricos cortes de vestidos de seda de 3 o-
lhose 2 saias, c Aquile .
Paletols de panno
Ditos de dilo muito fino
Hitos de casemira de cor
lutos de alpaca pretos muito finos e
mais abaixo
liitos de ganga e de brins
Calcas de caserairas pretas e de cores
Ditas de biim branco e de cores
Colletes de velludo prelo e de cores.
Ditos de gorgurao muito finos
Ditos de fusto
amisas francezas de todas as qualidades
'"apara homem
misas francezas bordadas para senhora
l *ques da melhor qualidade c do uliimo
gusto
Mants e gravatas de seda de todas as qua-
lidades
1 hapeos de sol de seda inglezes
Ditos decaslor para cabcea muito finos
Ditos pretos os melhores que tem vindo
ao mercado
l almas pretas do ultimo gosto
asentirsde cores para paletot
orlesde cnsemiras inglczas
Dilos'de ditas francezas
Ditos de ditas muilo linas
'hapeos Amazona para senhoras e me-
ninas
%
20^000
408000
25JJ0O0
9
I
I
I
3
8
Ditos de alpaca pretos e de cor forrados 69500
Dilos de brim branco epardo finos...... 691IOO
Dilos de brim de quadrinhos linos
,.33500 c .............................. 5go00
Dito de alpaca preto e de cores.......... 3j!500
Relogios do miro pateo........tes $
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO IIOI.IOWAY.
Milharesde individuos delodasasnacoes po-
dem lesiemiiiihar as rirtudcsdeste remedio in-
: comparavel e provar em caso necessario, que
i pelo uso que delle fizram tem seu corpo e mem-
bresinteiramentc saos depois de haver emprffa-
do iiiiitilnienieoutros Iraamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascuras maravilhosas
pela liilura dos peridicos, quo Ih'as rehilara
lodos os di^sJia muilos annos; ea maior parle
dellassaolao^sor prendentcs que mcmiipe so
mediros mais celebres. Quantas pessoas reco-
brara-n com este soberano remedio o uso de seus
bracos e peinas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de riam soflrer a
ampulacaol Dellas ha muilas que havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para seno
, submeiierem essa operaeo dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesso
I prec.osoremedio. Algumas das taes pessoas na
enfusao de Beu recouhecimento declararam es
les resultados benficos diante do lord correge-
doi e antees magistrados,afim de maisautenti-
< -i 1 i-ui sua Qrmativa.
NiflgUMH desesperara do eslsdo de saude se
livesse bastante confianza para ensaiar este re-
medio constantemente soguindo algum lempo o
un nlialalo que necessil-asse a nalureza do mal
cuja resultado sen* prova rincontestavelmente :
Que ludo cura.
O uu^ueiito lie til, mais particu-
lai nenie nos searlnteseasos.
Chapeos de castor pretos de superior qualida-
de a lOg, dilos franee/es de seda a 7$, ditos de
castor brancos a 14$. dilos de velludo a 8e 9,
dilos da lontra de lodns as cores muilo finos, di-
tos de palha inglezes de copa alia e baixa a 3 e
5J, ditos de fel tro, um sortimento completo, de
2o00 d C500, dii do Chile doS^SwO, 5, 6, 8,
9, 10 o 12ff, dilos de soga, para senhora, dos mais
modernos, a_12g, cb/pelinas com veos do ulti-
mo gusto a 15JJ, cnfees finissimos para cabera
a 4S">00 e 5??, chape^ de palha escura, raassa e
seda, muilo proprios para as meninas de escola,
sendo os seus precos muilo em conla, ditos para
baplisado de meninos e passeios dos mesmos,
lendo diversas qualiiiades para escolher, bonels
de galo, ditos de marroquim, dilos de vellu-
do, dilos enfeilados, chapeos de boa qualidade
para pagem, chapeos de sol de seda para me-
ninos de escola, e mesmo para senhora e para ho-
mens ; finalmente outros mnitos objectos que se-
ria enfadouho mencionar, e ludo se ven de mui- j
lo em conla ; e ossenhores freguezes vista da
fazenda icarao convencidos da verdade : na bem i
coiihe.ida loja de chapeos da ra Direita n. 61, i
de Denlo de Barros Feij.
CARROSAS.
Vendem-se duas earroc.as novas, sendo para
boi e oulra para cavallo : na ra da Concordia,
confronte ao armazem do sol.
Rap princeza de
Lisboa,
e Paulo Cordeiro do Rio de Janeiro : vende-se r.a
ra da Cruz, botica de JoaoSoum o. 22.
Vende-se
na ra eslreita do Rosario
ferro.
n 12, um fogo de
: Al pureas.
' Cahunas.
Callos.
1 snceres.
yuoo
culi
Corladuras.
Dores de cabeea.
descostas.
dos menibros.
Enfcrmidades da
em geral.
Dilas do antis.
Eruproes e escorbuli-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieifas.
Gengivas escaldadas.
Ineliai-o.'s.
Inflamaeao do figado.
Inflammacao da bexiga.
da matriz
Lepra.
Hales das pernos.
dostpttos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos,
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna.
Supura^es ptridas.
Tinia, em qualquer par- i
te que Beja.
Tremor de ervos.
Cceras na bocea.
do ligado.
das articulantes.
Veras torcidas ou noda-
das as pernos.
Machinas de costura
de S. M.Singer &C. do
New-York, o mais aper-
feicoado systema, fazen-
do posponto igual pelos
dous lados da eoslura,
garante-se a seguranca
das 0 achinas e manda-
se ensiuar as casas de
familia, bem como se
moslram a qualquer ho-
ra do dia ou da noite
nesla agencia: nicos
gentes em Pernambuco Raymundo Carlos Lei-
lp- & Irmo, aterro da Boa-Vista n. 10.
Era casa de labe Sel-metan &
C, ra da Cadeia n. 37, vemlem-se
legantes pianos do afamado fabrican-
le Trautnann deHamburgo.
Vestidos de seda.
Vendom-se corles de vestido de seda com 2 e 3 i
babados, armados, de 20 a 40ft cada um sendo,
pie seu valor razoavel era de 80* : na loia do 4
1 ,1 las da ra do Queimado n. 10 Farinha de milho americana, em barricas, che-
fiada no ultimo navio dos tstados Unidos : nos
Vendem-se saceos cora farelo de primeira armazens de Tasso Irmos.
jualidade, muito novo, chegado ltimamente de
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 22f, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e oulras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a Amrica
do Sul, Havana e Ilespanha.
Vende-se a 800 rs. cada bocelinha, conlm
urna instracc&O em porlugucz para o modo de
fazer uso deste ungente.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum,
pi.iimareutico. na ra da Cruz n. 22, em Per-
nambuco.
Fub.
isboa, por menos prego do que em oulra qual-
quer parle : na ra de Apollo, armazem n. 16.
Meias de seda de peso
para senhora, brancas e pretas, e para meninas,
brancas e riscadas: vende-se na loja de Leite
o\ Irmo na ra da Cadeia do Recife u. 48.
= Na ra de Aguas Verdes n. 46 se dir quera
vende urna fabrica de fazer velas de carnauba,
bem montada eem bom estado.
Arados americanos e machinas
pata lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. %2.
Rap de Lisboa,
Vende-se rap de Lisboa : na ra larga do Ro-
sario, passando a bolica, segunda loja de miude-
zas 11. 48. Na mesma loja precisa-se alugar una
escrava que seiba coziuhar bem o diario de urna
casa de pouca familia.
Relroz do Porto.
Vende-se retroz prelo o de cores, de primeira
qualidade, cm porcocs grandes o pequeas, por
menos que em oulra qualquer parte : no Forte
do Maltes, ra do Codorniz n. 5.
Ferros de engom-
mar econmicos.
J chagaram os imcomparaveis ferros econ-
micos, veio unta pequea porco : no armazem
de fazendas de Raymundo Carlos Leite & Irmo,
alerto da Boa-Vista n. 10, boje ra da Irapera-
Iri/.
tma rica esa pai-ajaiilar
Vende-se no aterro da Boa-Vista n. 5; que
pude acommodar 25 ou 30 pessoas.
Sigarros imperiaes.
Vendem-se tonto emporco como a relaliio :
no aterro da Boa-Visla n.5.
Escravos \iavatos.
Lina elegante criada de 18 annos, com boas
habilidades, 1 escravo sem defeito, mui robusto
de 30 annos por 1:300$, 1 escrava de 28 anuos
sem molestia por 800, 1 dila de 22 annos bo-
nita figura por 1:400$, 2 negrinhas de 11 a 12
annos muito lindas, 1 negra cozinheira e cn-
gommadeira com urna bonita cria de 2 annos de
idade, 1 negra de 28 annos de idade sem vicios
e oplima lavadeira e quiulandeira por 1:000$ :
na ra das Aguas Verdes n. 46.
Cavallo de sella.
V n.lc-se um excelleute cavallo de bonita cor,
bom andador e muilo munso: quera pretender
dinja-se 00 sitio da capella dn estrada de Joo de
Ranos.
Vende-se urna excellenpD casa na ra do
Rio, Poco di Panella, com bastantes coramodos
para urna familia, lendo dous quintaos murados,
porlo para o largo da igreja, boa cacimba, tan-
que' estribarla, quarlo Tora, ele. : quera preten-
de-la dirija-se ao Mondego, casa confronte ao silio
da viuva do Illra. Sr. Luiz Gomes Ferreira.
Vendem-se duasescravas mocas o de boni-
tas figuras, com algumas habilidades, sendo urna
dellns do mallo e sabe trabalhar de enxada : a
tratar na ra do Queimado n. 28, loja.
Quevenne,
Previlegiado em seu modo de
administra cao pela acade-
mia de medicina de Pars.
Os felizes cffeitos do ferro em um grande nu-
mero de enfermidades sao geralraente conheci-
dos. As cores plidas, as flores brancas, o era-
pobrccimenlo do sangue cora os males do esto-
mago, e as palpitaces, que sao dellcs a conse-
quencia : laes sao os pOicipaes casos em que o
Ierro indicado enjpi cerlos temperamentos
fracos elle-e u- tepiemento quasi necessario
de alimentacr superioridade do ferro de
Uuevenne CT s as preparaces marciaes a-
quulla que int mais quanlidade de ferro no
sueco gstrico em um peso dado. Deposito em
Pernambuco, phaimacia do Pinto, ra larga do
Rosario n. 12.
Era casa dos Srs. Henry Forster
& C. ra do Trapiche h. 8, vende-se:
Dous carros americanos novos.
Arreios americanos.
Bombas.
Arados.
Champagne superior.
Cognac.
Relogios americanos.
Velas com toque de avaria
Vende-se no pateo do Carmo n.
i, manteigaingieza boa a 1$ a libra.
Para Iluminarlo.
Baldes de papel com bordados coloridos, do
novos modelos e muito bellos, e lustres ornados
de copos de cores para o mesmo fim : vendem-
se todos esles objectos por precos commodos :
na ra da Cruz 110 Recife, armazem de" Thomaz
Teixeira Bastos n. 14.
A.mac&o.
Por aulorisajao de seu dono, se vende urna
rica armaco toda envernisada feila a moderna de
columnas e grandes fiteiros com puchadoresde
cristal, propria para loja de fazenda e roupas
feitas, deposito de niassas ou charutos sita na
ra Direita, a tratar na mesma ra n. 16 loja.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 4 cada
um : na ra do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Linlias do gaz.
Vendem-se na ra do Cabug n. 2 B., loja de
miudezas da Joaquim Antonio Dias de Castro.
Fil
com 2 1(2 varas de largura a 800 rs. a vara : na
ra da Cadeia do Recife n. 48, loja de Leile &
Irmo.
Brim trancado de linho todo
preto,
fazenda muito superior; garaute-se que nao
desbota: na ra da Cadeia do Recife n. 48, lo-
ja de Leite & Irmao.
de lia de velludo de um dedo mnimo de largura
com 10 1(2 varas, bandos de crina para senhora
muilo bons a 400 rs. o par, pulseiras de conlas
para senhora ou meninas muilo lindas a ICO rs.
para acabar ; na loja de miudezas do aterro da
Boa-Vista n. 82, quasi confronte a matriz.
mm
Robertos e descobertos, pequeos e grandes, de
! ourjo patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de
viudos pelo ultimo paquete inglez :
Soiilhal Mellors i C.
Liverpool,
em casa de
Relogios
nhora a 3-j500 na ra do Cabug n. 9.
Ventleui-se duas csrrocas e dous
bois mancos : na travessa do Carioca
numero 11.
Nova invengo aperfei-
Coada,
Bandos on almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na ra da Cadeia do Re-
cife n. 48, loja de Leite A Irmo.
Baralissimo.
A 3500,4#500e 4#800.
PARA ACABAR.
Vendem-se na ra do Queimado n. 19, os se-
gurles algodaozinhos, a quasi por motado de sen
valor, algoilSo trancado americano com 20 jar-
das, muito superior a 3g500 a peca, dilo liso ame-
ricano muilo largo com 20 varas, pelo barato
prego de 5500 e SSOO a peca.
Pianos, seraphiiiase reale-
jos, a prazo ou a
dinlieiro.
Vende-se no aterra da Boa-Vista, loja a sJ,
um rico i'.'legante piano fori-, francez, -chegado
uihiiiainen'.e.do melhor fabricante de Pars e
lambem urna rica seraphina ou orgo, muito pro-
prio para ilguma igreja do malo por ser muilo
barato ; e realejos peqmuios e grandes rom pan*
cadaria e sem ella, o quo tudo se vende muito
barato para acabar
Farinha tle mandioca.
Desembarcada boje, em saceos grandes, a T:
na ra da Cadeia do Recife n. 50, priraeiro andar
Objectoo de sir-
gueiro.
Largo da matriz n. 2.
\ eiidiun-se objectos de sirgueiro para guarda
nacional e exercito, vindos ltimamente do Rio
de Janeiro ; bem como holoes de marinha, ditos
de engentieiro, e ludo mais pertencente a estas
ciassea ; chapeos de pasta com a sua pluma, flo-
retes com lalinspara corte.
Vende-se o loja da ra do Collegio i. ;),
com poucas fazendas e esses de lei, a dinbeir
ou a (trazo : a tratar na mesma.-
Vende-se para algum engenlio um escravo
de 28 anuos do idade, muito sadio e com hab:-
lidade para tratar de plantaces por eslar acos-
tumadu a isso ha mais de lO annos : na ra da
I Cadeia do RecKe n. 3.
de juro patente inglezes, do melhor fabricante
de Londres, e que se vende mais barato que em
nei huma parte, por isso que quer-se liquidar a
coi la : na ra da Cadeia do Recife, .armazem
n. 4, de Barroca & Medciros.
4- Vende-seo engenho Aguas Bellas, com ta-
sa de vivenda, moente e correle, leudo casa de
Curgar, dita de caldeira, senzala principiada,
oas malas para mais do meia legoa, varzea
paifa plenlacode 2,0(0 paos para mais, cercado
rai|ilo bom para animaos, lem riacho correnle
tot|o anno, trra propria, leudo 510 bracas de
i frenle, e extrema pelo norte com Ierras d'e Ibn-
ra, para o poenle com marcos que licam na beira ;
! da estrada velha, e dahi para o sul com o enge- r
j nho Sant'Anna, c dahi para o nascene al a la- rl'UClSCO
j go do Xiqueiro, com Ierras dos herdeirosde Jo-
s do Monte Lima : a tratar no aterro da Boa-
i Vista n. 17, com Frederico Chaves.
Vende-se um pardo de idade 15 anuos, de
muilo boa figura e conducta, bora oflicial de al-
faiate, que corta c faz toda obra, e ptimo cria-
do ; dous negros mocos, bons ofncioesde pedroi
ro ; um raolequee urn negro bons cozinheiros ;
tres negras mocas, e outros escravos quo se ven-
dem lodos baraios, tanto a prazo como a dinbei-
r : na ra Direita n. 66.
= Vende-se madeiro de jangada de to las as"
Srossuras, em poreo ou a retalho, mais barata
o que era oulra qualquer parte ; urna canoa fe-
chada, mastros para barcaca, e urna cadeirinha
sem ser servida : quera precisar, dirija-se a roa
doRangel n. 10, para entender-se com Joo
1 Duarte Maginario.
Vende-se um escravo crioulo, de 2 annos
de idade, sem vicio ou defeito algum, muito sa-
dio, ptimo copeiro, e mestre do officio de sapa-
leiro : a Iratar com o abaixo ossignodo na olfan-
dega, ou em sua residencia na ra da Saudade,
primeira caso com sotao do lado do sul.
Bandciras nacio-
naes.
Vendem-se na ra do Quemado n. 7, bande-
ras nacionaes de varios lamanhos, muito bi a
feitas a 300 rs. cada uma.
as para engenho
Fundico de ferro e bronze
DI
Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Para bailes.
Escravos (agidos.
Fugio cm a noite de 2 do correnle mez de
dezembro o escravo Joaquim, caboclo, de idade
de 27 annos, pouco mais ou rn'nos, baixo e cheio
j do corpo, rosto redondo, cabellos duros e cor-
: ridos, olhos pardos, nariz pequeo, bocea peque-
a, com falta de denles superiores na frente, usa
bigode, o qual todava pode ter rapado, sem bar-
ba ; cunduzio uma rede, calca e camisa, levando
vestido cab;a e camisa de algodao riscado azul e
chapeo de c.ouro ; veio do Cear no vapor Cru-
zeiro do Sul em i de outubro prximo passado.
Toda altenciio ao segundo andar do sobrado r^el 'do por Luiz Ribciro da Cunha A Anl
dalesquina da ra do Queimado, por cima da lo- I'U1/' Jos S*nlos U"'"" 1ue pronjettem I
s.l>. e_ n------:.. I recompensa proporcionada ao trabalho do quera
o apprehendi r e levar cidade do Recife, roa'do
[Crespn. 11. Pedero igualmente s autoridades
policiaes e capilSes de campo n approhenso do
[o escravo, que se suppe fosso para
centro do Cear, porque dizio ser natural da vil-
Lavas de pellica branca de Jouvin, muito no-
vase frescas, chegadas uilimamente.
Espelhos.
Ricos espelhos de difl'erentes taannos e mol-
duras, tanto de madeira dourada como enverni-
sada.
Vende-se. uma casa torrea sila na ra da
Paz : queni a pretender dirija-se ao paleo Jo
Carmo, venda n. 9.
Presuntos superiores para
fiambre.
Tem para vender Jos Luiz de Oliveira Azevc-
do, onqui aruiazem na travessa da Madre de
Dos n. 5.
Vendem-se linguicas do sertao, muilo scc-
cas e novas, pelo diminuto prego de 480 rs. a li-
bra : na ra dos Marlyrios, taberna n. 36.
Ve. e-e um grande telheiro em
porto de desembarque na freguezia de
Santo Antonio, excellente para depo-
sito de madeira e materiaes ou para
qualquer outro mister: a tratar na tra-
vessa do Carioca n. 11.
ja (do Sr. Preguica, entrado pelo beceo do Peixe
Frito n. 1.
picos cortes de vestido de duas saias de gor-
gurao branco lecidos a velludo, proprios para
baile, o mais rico que tem vindo a esla capii.il.
Ricos corles de vestido do seda de duas saias
bordados, proprios para
apurado gosto.
Ricos cortes de vestido de duas saias de gor-
gurao de sedo de cores proprios para visita e para
pisseio de apuradissimo gosto.
Ricos cortes de vestido bordados poro casa-
mento, com capella correspondente.
Ricos cortes de vestidos de duas saias de gor-
gurao prelo bordados o adamascados.
Rica e interessanle collecco da artigos para
toilette de senhora e para cavalheiro.
Adverto-se ao respeilavel publico, que alea
das fazendasonnunciadas, ha um vanado sorti-
mento de fazendas novas, que lodas serio ven-
| didas por precos razoaveis.
Cliarutos da Baha
Almeida & Burgos receberam da Bahia pelo
l)r>gue Veloz, e vendem em grandes e pequeas
pqr^es, em sua loja de fazendas na ra do Ca-
bug n. 8, muilo bons charutos das marcas s-
guantes :
Havaneiros.
Quem fumar sabei.
Canana.
Lanceiros.
Saborosos.
Regalos.
Aprasiveis.
j Vende-se uma prela de boa figura, que co-
zinha, lava e engoraran ; na ra da Senzala No-
va n. 1. *
baile, fazenda do mais i !j d Cas(ilv;'' i "'"o de suppr que va se
inculcando de forro tomo por vezes lem felo.
De
Burros hespanhoes
raca andalusa.
Quem quizer comprar tres burros muito no-
vos, e d* raga que melhor lem approvado na Eu-
ropa e j climatizados, dirija-se ao segundo an-
dar que rica por cima do Sr. Preguira, entrada
! pelo bco do Peixe-Frito n. 1, que achara com
i quem ira lar.
S
MUTILADO
Na noite do dia 4 do correnle fugio do eu-
; genho Coiunguba da freguezia do Tracunhaem
da comarca da cidade de Nazarelh, um escravo
crioulo de norac Manoel, com os signaes segua-
les : idade 30 anuos, altura regular, corpo scc-
co, pernas finas, muilo prelo, roslo comprido,
olhos grandes e vivos, uma cicatriz no queixo,
resultado de uma pancada, lem sido muito sur-
rado, lem falla muilo explicada, lera algoma bar-
ba, c muilo ladino e sagaz : roga-sc a lodas as
autoridades da provincia e aos particulares, que
o apprehendendo, o dirijan ao mesmo engenho
Culinguba, ou aos Srs. Manoel Ignacio de Ohvei-
,ra & Pilho, que receberao uma recompensa ge-
nerosa
Desappareceu Jo seminario do Olimia un
escravo de nome Romao, do vinte e cinco annos
de iiiado pouco mais ou menos. E' mulato, cor
palliJa, estatura regular, lem pouca barba, ca-
bellos carapinhades, beicos grossos, sendo o in-
ferior mais saliente, tom falla de denles na fren-
te, o um tanlo molleirao. Levou caigas de
brim de listra e carniza de madapolao. E' de
C^riris-Novos, e como tal, prov&vel que se le-
nha dirigido para esse lugar, por isso pede-se
autoridades policiaes ou a quem quer que o en-
contrar o faga prender, e levar ao mesmo se-
minario, onde ser asss recompensado por Ma-
noel Antonio Martins de Jess.
Contina fgido o prelo Luiz, oflicial de
pedreiro, e escravo do I)r. Nabor Carocho Be-
cerra Cavalcanti, e atada recommenda a sua cap-
tura ; tem elle os signaes seguinles : alto, er-eio
do corpo, rosto comprido, idade de 30 annos,
bragos grossos, potroso, e com cicatrizes as
cosas, procedentes de surra que levou em po-
der de outro senhor. Consta andar se ineule do
de forro ; promelte-se boa gratiOcago a quem o
capturar e o conduzir i casa do seu dito senhor,
no aterro da Boa-Vista, sobrado n. 18.


(8)
DIARIO DE rERNAMBLT.0. SABADO 10 DE f>EZnVIRRO DE '859
Literatura.
\ MODA.AS MU.HEHES fc OS MACACOS.A
DECENCIA DEVE SEMPRE ESTAR NA MODA.
Nos julgarr.os rauilo boni do ridiculo do urna
mola a litiga, porque vorao-la eruimagons, por-
uva mulher que vesta esta saia j morreu, por
ito Mato que se cubra rom aquello chaceo j
iT"!!f>lioliin ele.Porm uiua moda actual eii-
. ana-fios fcilmente porque Ira/ comsigo oque
odc corromper os juizos. Quando pereorremos
irro do modas j esquwridas, o rimos de pie-
olhando para ellas, dlzemoS"Como que
rpgonlc que vestio islo? Depois acreseonta-
os:Hoje a modas sao muito maja razo a veis,
- rmrlhercs veslcm-se ramio mrlhor, ele.
Mas em po'U le.n'iuiua so pensa que urna niu-
ruer quando se veslia nao' pensava arranjar-se
nal ; olgava sempre augmentar os encantos coro
oveneiles, fosem elles quaes fossom.
Uimos de urna saia ou de urn chapeo ridiculos
(unndo os remos em una rallecrode figurines;
* lambem fcil di' rir da coiraca oca e do cpa-
te U- va/.io desses hroes a quem os homens, fa-
zendo jusiica, lostemunham tanlo reconheci-
lo pelo mal que dellos reeoborani.
Porm se debati dessa riscira rissemos de
repente bijlharem os olhos do guerreiro, so do-
liaiso desse chanco un roslinho fresco e ollios de
''lindo, se dcbaixo aquella saia se desenliar
srm formas vivas, a nossa bravura c alegra bem
opreaw desappareceriam o nos hiiinilhariamos
diante desses nbjectas de nossos ditos audazos.
Se nina mulher s se veslisse ridiculamente,
.lia ser desprezada; mas como todas seguem
as modas, sejam quaes forem. 6 necessario que as
amemos como sao ; o encanto de suas pessoas es-
palha-sa sobre os artificios com que desnalurarn
Ma belleza, julgaudo augmenta-la, e confuule-se
ludo as sonsares que se cxperimenlam.
Gostais de nozefl e de caslanhas ; de cerfo a
casca da uoz, que poe nodoa nos dedos e que tem
i i amargo insupportavelde cerloo involucro
hco de pontinhas que faz com que a rastanha
pareja urn ourico, nao agradarn muilo nem aos
albos nem ao paladar; mas apauhando-as ao p
da arrore nao pensis seuo no fiuclo que se oc-
culta sob esses aposentos pouco agrada veis e sen-
Vis appetile ao ten aspecto. Se as nozes e as cas-
lanhas appirecessem aos nossos olho< com ou-
.-as formase sb involucros ainda oais desagra-
ciareis, nao seria isso razo para que nao dissev
somos ao acharmo-las :Que excellcntc fruclo! e
apanhassemos.
h preciso urn grande esforz da bom muso pa-
s apreciar imparrialmento, e alm disso c pru-
dente proceder i esse juito em momentos esco-
llos,islo olliando para u:na mulher vclha,
eia e na.
puis que leudo inventad! a tlaula e vendo us deu-
sos encantados com ossonsque tirava desse ins-
trumento, vio que liuha as faces indiadas sem
gra^j uenhuma, c alirou ao chao a flauta que
Dorus apanhou. Minerva ronservava-se mulher
justamente porque era sabia, e sobrepujando
todas as outras deusas em inlelligencia, nao que-
ra ceder o passo nenhuma a respeito de bel-
leza o que a le.vou a aceitar a deciso de Paris,
ligandoSMB babados.
o' densa, como foste perspicaz Adevinhaste,
que nascendo da rabera do senhor dos deuses
depois que no lugar ui urluUe se Iodo ton a
estatua do Egosmo, o do Interesse. Se este
ouro faz detestavcl o hornero, que indignamen-
te o afferrolha corno tara o hociem.que criuii-
nosamente o espalha ? Quantss torres de Acri
sio allerrolhadas a 7 chaves,guardadas e vigiadas,
nao digo por algum corpo sisudo de tropas ve-
teranas, mas por urna lia impertinente e hon-
rada, quaes cram as tas antes do terremoto de
1755, sao penetradas por este ouro, o quantas
Danars, so acham oceupadas, sem se saber como,
nem como nao Quantas varas do jusiica, que
para representares na Ierra o bom sonso, sertas deviam ser mais direitas, que um fuzo, se ver-
tralada como inimvga publica e nao te alrrvestea :
sabir do cerebro de Ion paiseno armada dos ps
cabeca '
ArntONSF. K.hh.
[Reme des Deux Mondes.)
O ouro.
to grande, lio extenso, lo universal o po-
der desU cousa assjm chamada, que sem blas-
phemias e llie pode chamar quasi divino. O.ouro
d olhus aos cegos, ouvidos aos surdos, e al
honra aos que, e s quo a pwdurani. D engo-
lillo aos tolos, scieuca aos ignorantes, letras, e
nobreza aos mais ignorados, que aqui se nos vo-
nbain dar a conbecer ,'i meia noite.
Por virtiidc, e poder deste phillro, ou doste ta-
lismn, as miilheres nao se fa/.cm velhas, e o ho-
mern mais repugnante, e mais feio que um.i noi-
le de trores, mais formse, que o Apollo de
Belvedere.
Qual a mulher rica, que teuha mais de 30
anuos'? l'ois urna mulher com ouro pode che-
gar nunca fazer 40 annos? Quem vio seme-
Ibante cousa em das de sua vida? Eu nao me
persuado de tal I I Aquello caixeiro h dous
dias, e nao era mais que caixeiro, era um pastel
estpido, era um selvagem l nao sei do orrde.
Tiulia lodos os abanicos, e privilegios da pobre-
za, era pobre de espirito, pobre de talentos, po-
bre de falo, que pouco mais erajque do coelho,
pobre ae manciras, pois era um cepo sem cria-
cao, era um demonio sempre poico, e sempre
desgranado. Eu nao sei, que circunstancias o
metteram cui commisses, ou o que quer que
fosse. Eil-o a manejar ouro, o a" ajunlal-o, que
6 o principal.
De repente se transformou em Adonis, as bel-
las morrem por elle ; as mesmas que regolfa-
ran Homero, e Marco Tulio se se lhes apresen-
lassernem lastro, lhe encontrara um talento pro-
digioso, urna imaginarn fecunda, urna loquella
lo amena, to urbana, tan insinuante, um co-
uhecimento l.i delicado do corafao, que nem o
mesmissirao Metastagio. Tem ja lacaios, pageos,
cozinheiro, amigos, aduladores, engenho.talentos,
merece a mais alta consiJeracn. Que diabo fez to
completa metamorpho.se? Quem? O ouro. Que
cousa# umhomem que nao tem ouro? Tem talen-
gam, e so en torta m com o pezo deste ouro,
que a ambiro, ou o iuteresse, e as visl is de
maior rapia sabem lempo espalhar, e desiru-
bur! Tudo isso assim ser, dirao muilos; C|
quem o duvid.i? E' bom possuil-o, para o nao
pedir, e quando o uso recto, pode o ouro fazer
tantos servicos virtude, como caminhos abre,
aplaina, e facilita para o crirne, quando a ava-
roza, vencida por oulra maior paixao, se resol-
ve a fazel-o vera luz do sol, e respirar em ar
livre para encher de crimes, de escndalos
esto trra, em que nos habitamos, de cujas en-
Iranhas o arrancou a cobija, para poder ser o
canal dos bens, e n instrumento dos males.
(Journal du Dimanche).
mudos |'dM>u a Imita, Inglaterra, Atleruaiiba,
Hollanda e Franaa. O italiano Pedro da Cas-
tro, o hollandaz Conrado Ammn, o allemao
Van Helmoiii, os ingldzes Joo li-.ilv,ar e Dal-
gsrno, os francezes Pereira o Ernaud, ensina-
rara-na o flzeram-so mestres de alguna surdos-
mudos, asylarlos ; porrn lodos se achavam domi-
nados pe a preoccupago deque parfl illucidar a
intolligencia do stirdo-mudo era m sler ensina-
lo a fallar ; e limilindo-se, por conteeguinte, os
letll trabalbos ao boneficio J'uma ^ducacao in-
dividunl, nao davam resultado algum geral para
a humanihule
Ao obbade l'Epa cabe a honra dfc ler formado
a arte de instruir os surdos-mudos sobre urna
verdadeira base. Elle fui o primeiro, diz um
dos seus Uogrsrbos, que soube imprimir na sua
obra o carador d'um beneficio geral para urna
classe numerosa da sociedade.
Os surdos-mudos sao dolados das mesmas fa-
.\t imti.i 'J. la-se errcitiiea>. nao rron-
nea
Na linha 98, l'-a-secollecrao de urnac nao
etc.
Na linha 122, lea-scos juizos successivoso
nao dos successivos etc.
Na linha l!tl, lfia-separa o interessee nao
por o interesse etc.
cuidados intellecluaes que os meninos que gozam I de e deum b,u>d" cVn fof"s m"il0 f,,rni
i .i.;. i j ,-j ii blondo branco bordado de preto, sobre u
da pleoitudeda seus sentidos: para esclarecl-os So ve,ludo,o ornado de tres rosas mais
As mulhcres liradam quando se Ibes faz algu- U<> ? E um perverso, um maldisente, um iuimigo
o'.iservaces sobre a moda reinante:Entre- dos horneas. Tem engenho E" preciso abate-lo,
tanto venc a*respeito dos rolletes. Mas Dos sabe 1 desacredilal-o, arruinal-o na opinio publica.
a quaiito dissabor publico e pariicular lve de re-
signar-me E 6 por isso que com algumas hesita-
*:''cs me exponho hoje novas maldades, arris-
cando algumas observaeoes que desta vez, seriam
sobre as sats e babados
Olhei bem por meia hora para nina mulher feia
* rabugenia para me conveneer bem, porque
quando se rommelte a imprudencia de fazer ob-
serraees sobre urna saia bem habitada basta o
mavimento ou a ondula^-io de urna dobra para
perturbar a cabega do juiz c averbar a sua deci-
so de parcial.Anroveitemos, pois, de um mo-
mento de ousadia lacil para dizermos a verdade.
As vastas dimenses das saias quando au
chegam a ponto de dar Is mulhcres a figura de
ama campainliaquando formara dobras fluidas
na deixam de ler urna certa nobleza graciosa ;
mas fora necessario que as senboras coslureiras
livessem a bondade de diminuir essa largura da
cintura, em vez de franzirem laboriosamente urna
(nanlidade excessiva de panno, que lornando-se
assim compacta, nao parece mais um vestido am-
pio, antes tem suas semethaneas com urna bai-
:ha que aecusa formas exageradas o fra de pro-
poreSo com a parle superior do corpo De mais,
rostido, em vez de acompanhar as bellas ond-
t.".ees e as curvas graciosas do corpo feminino,
< la completamente as formas c as desnatura.
Se urna mulher do gnsto, despindo-se a noite,
scachasse na realidade como parecen lodo o da,
cuero crer que no dia seguiuie a encontrariam
ucbullnda em lagrimas. A largura das cadeiras
urna forma natural mulher, e nao s por is-
s- -omo tambeni por outras razoes de um aspec-
to muilo gradare]; mas para que acrescenlar-
Ihes larguras, muito mal collocadas, de iuvengo
t! is costureiras?
Alem dessa forma facticia, ha ainda na forma
actual das saias um inconveniente anda mais
grave ; as ordens de babados. Ksscs trapos jun-
ios aos vestidos, moda inventada
Tem carcter, nao se abate, nao se dobra, nao
pede, ignora absolutamente o gesto, e a carau-
lonlia da lisonja? Isso um insolente. Nao
lera ouro, e faz um livro ? Pois nem os jurn3os
bao de fallar delle, e se algum escriptor fallar,
lia de ser analticamente para o amaldic,oar l'o-
riha-se um homem sera ouro no meio do mun-
do, apiesente-jo em companhia; nao h mu-
lher na salla, que lhe nao ache um ar sinistro,
um porte arruslcado, ain la quo elle seja o ho-
mem mais ingenuo, mais donto, e mais afavel
do mundo. Os hoiuens, islo c, os sonhores que
estn roda da banca, nem para elle olham,
apenas algum musculoso servente de cha lhe
oflerece urna cadeira, e o triste homem desou-
rado, ou sem uso, ou nao se sonta, apenas se
sonta de ilharga encolhido, e aflrontado. Se por
acaso, e em arde mofa, lhe dirigem urna ques-
to, nem a resposta lhe escutam. Nenhura dos
circumstantes mais capaz do que elle de jul-
gar, e ajuisar de um livro, que acaba do sabir a
luz, de urna comedia, que se representa, de um
acontecimento poltico, que mereca rellexoes ;
se o homem abre a bocea, Ires ou quatro esga-
narellos acadmicos chegadinhos n'aquelle ins-
tante do primeiro anuo, carregados de RR, al
as velhas, o
A Caridailc.
A caridade firma as relages que entre os bo-
mens doren) existir; c ella quem lhes revela a
sua mais bella ruisso, quem d a conhecer os
rpidos progressos do christianismo, quera tem
mudado a face do mundo por urna rcvolucao mo-
ral, de que aiuda estamos longe de sentir os in-
calculaveis elTeitos.
A sociedade auliga eslava enflaquecida c ar-
ruinada ; appareccu o christianismo, e seu bra
CO poderoso susteye o edificio abalado em todas
as suas parles. que o christianismo falla aos
hornens a linguagem do coraQao c evangelisa-os
eoru o amor e a unio, istp com a caridade.
A' sua voz divina cahem em pedacos os ferros
da escravido e as turbas lomara horror ao san-
guo: as distancias sociaes approxiraam-se: a
benevolencia eutra no Coraco do rico, o o pobre |
torna-se para elle ura objecto de attenco e de
cuidados.
A sociedade deita um olhar de corapaixo pa-
ra os seus membros enfermos : funda asvlos
para o indigente soffredor; levanta o bereo do
filho abandonado ; siistem at s portes do t-
mulo o volho pela ingratido abandonado e sem
arrimo ; rai em soecorro de todas as enfermi-
daijes e du todas as dores.
E a caridade que inspira os sacrificios o as de-
dicacoes ; e ella que aniihando-se no coraco
das mulheres, nesso coraco lo fcil de cora-
prehendel-a, as convida para fundar as admira-
reia associaroes a que dio o seu rime, consa-
grando nteira vida consolacao da misera hu-
manidade ; ella anda, a caridade que man-
da a longinquos patees cssej homens mais va-
lentes que os hroes do Lenidas, que a travos
de mil mortes rao encontrar no seio das flores-
las e sob as setlas do selvagem, aquellos a
quera trocam o nomo de barbaros pelo de ir-
ruios para eleval-os cima de sua nalureza.
A caridade sotTredora, diz S. Paulo; 6
aprasivel, sem sor invejosa ; nao temeraria
nem precipitada ; nao se orgulha ; nao tem am-
biques, nem iiileresios; nao se irrita ; nao des-
confiada ; sente-sn das injuslieas e alegra-se
corn a verdade ; tolera, observa', espera e solfrc
ludo..
Depois desta aduiiravel diTlnaco do apostlo,
nada mais resta do que dizer que a Igreja fez
da caridade nina das tres virtudes thcologaes, e
que o seu divino fundador assim resOine os pre-
ccitos, dizeudo : Ignore a vossa mo esquerda a
csmola que cora a direila houverdes dado.
Vrs.
necessita-sa de occasioes: a privacao do ouv'nlo,
fazando estas occasies mais raras para o surdo-
mudo, pJe contrariar esse esclarec ment ; po
rra impedil-o completamenla. As aeces e sce-
nas variadas da natureza sao fimbem urna lin-
Diremos outro tanto de outro, de crep bran-
co, cuja face formada por um plissv de velludo
guagem. que para comprehendel-a pode drspen- esmerJa|u;li bordado de um blor.de, que ornado
de um lado deum espirit blanco cor de peona
de pavo, e em baixo de dous raaguificos amores
perfeitos de velludo verde.
Ainda desse outro, igualmente de crep bran-
co, bordado de velludo roxo, leudo ao lado dous
grandes amores perfeitos com sua folhagem em
una banda de blonde c atraz, sobre urna coila de
velludo, urna pona de blonde recortada que pns-
sa o meio dessa coifa. A parte de baixo dispos-
la de urna maneira toda particular, ornada de
dous grandes amores perfeitos.
Ainda ha um outro que tem um fundo de vel-
ludo prelo bordado de azevichc e urna coifa igual,
um passe de tilo branco, a coberta di. retida pre-
sar-se as nossas linguas convencinaes. Esta
primoira cultura da inttlligencta pelos factos
mais extensa do que ple supportse primeira
vista. Osurdo-mudo '.em necessidade de entrar
om communicarpo com as pessoas que o ro-
diiam. e as coiuas (jue foram seu primeiro mes-
tre vem a ser tambera os primeiros signaes da seu
pensamento. Nao lia duvtda em.iue esta lin-
guagera do surlo-raudo solado lo limitada
como o circulo de suas ideas ; porm se desen-
volve rpidamente quando muitos destes desgra-
cados se acham reunidos na sociedade, Entao
cada qual d o seu contingente massa com-
mum ; no vas relarjoe*, novas necesidades fazem
nascar onlras ideas, ouiros santimentos, e os
signaes seguem sempre os progressos da inlelli-
gencia.
O abbade l'Epa comprehendeu quantos re-
cursos podia proporcionar a linguagem mimica
para educago do surdo-mudo. Servio-se. pois,
desta linguagem, auxiliou-a, aperfeicoou-a e
conslituio-a conforme os modos das nossas lin-
guas convoncianaes, e apropriou para o deson-
vol vi ment inlelleclual de seus discpulos c para
a inlerpretaco das palavras.
Ainda tfia os verdadeiros principios do ensi-
no dos surdos-mudos fossem j conheciJos em
1760, s nos principios do nosso seclo foi que
a maior parle dos estados da Europa crearan
eJlabolecimeulos pblicos para os meninos que
tinlum falta do ouvir o de uso de pilavra. Pa-
ria, Bordean\, Londres, Vienna, I>ga, Berlin,
Anger?, Roma, Carlshure, Bresleu, Leipz-ck e
c dos entremeios bordados das camisas de breta -
una lina, o a regularidade das pregas cosida-
mo, o corte feliz dos pentcadores e das camisc
las ruja golla o punhostem lodos os cantos bor-
dados de delicados ramos de flores ou de folha-
gem. agentilesa das touquinbas para de manh.
formadas de um simples pedaco do caga bordada
de renda com um lafo artsticamente feito; a
. variedade das gollas e das mangas, entre o-
i quaes um par formado de fofas cortadas de dis-
lancia em distancia por cnlrenieios bordados qu
, fazem ondular a masselina e desenham folho?
depnis juntan! -se para formar a manga que n"
; tem putiho separado. Toucas um pouco mais
linas erara de crep t6r de rosa, azul ou verde
ornadas de Iros ordens de blonde, de ura folho
de iiepe, ou de renda formando caracol, rodeada
de urna gnnalda de fitas re;ortadas em folhas,
I formando a frente um pouco de renda franzida
: sobre um bando chato de lita roza ou margarida
das ludias, com dous tufos de fila igual de cada
lado das tares e duas fitas compridas atlradas
para traz. Ecomo tnucados de noite tirantes de
blonde ou de renda eniremeadasde flores da c.c-
raco, com esse eucanto e esse imprevisto qu
se inspirara de um tlenlo verdadeiramonle
creador.
Quanto vestuarios de enancas, ha um deli-
cioso vestidinho de cachemira cor de caf com
leitp cujo corpinho decotadoe com pregas direi-
tas bordado de quatro lirinhas de velludo e de
urna tita franzida sobre o preto, cuja parte infe-
rior tem sobre o debrum una larga banda de
velludo azul com cinco ordens de lirinhas de ve!
ludo era cima, e cinco ordens iguaes em baixo,
cujas manguitihas imperatriz, de fofas estrellas,
cujo cinto de velludo se prende com um coldie-
te de ac. O clapeuzinho perteitamente aco-
modado ao vestido, de fcltro pardo de abas
levantadas com um laco de velludo na frente <
urna bella pluma azul.Os paletois do meninas sao
de una fa/enda nova que parece toda arolchoa-
da, com debrum de rdr, golla, canhes das man-
gas e circulo das algibeiras de pelles. Para o-
raeninos os paletots de panno se fazem da mesma
maneira.
Um traje completo de menino eompe-se de
um paletot de popelina parda todo bordado de
velludo encarnado; o corpo do- pregas direitas
la, e do lado urna paupoila de velludo preto, e j "a frente e de jaquetinha por traz, com ordena
cercada de renda. O bando de blonde matisa- de botoes de velludo encarnado que marrara af-
do de lacinhos de velludo prelo lendo do lado cosas, e botoes de velludo igual ao longo da
Ultimas modas.
>tsT>(fio do modas e noticias di-
versas,
A corobinacao dos tecldos claros, e doslecidos
escuros que caraclerisa qu asi todos oscnfeitesde
eabecas desta estacao, preduz um elTeito muilo
feliz." m dus seus deliciosos chapeos de lil
branco, bordado de velludo rosa da china, com o
alto plits de velludo igual, e na orla desseplis*,
fazendo coroa em torno do fil branco, tres ro-
sas de velludo de cOr dilTerente O toncado de
velludo, em dobras chatas formando cabeca. A
parle de baixo eompe-se de duas faces de blon-
fornido, do
ni rolo
peque-
as que as de cima. As fitas de velludo sao or-
nad is e cercadas de um pequeo blonde branco.
Maso que urna secca discripeo nao pode pintar
a graca encantadora desse toucado.
um laco do mesmo. Um fundo flexivel, de vel-
ludo azul bordado de ac, sem separaco. com
coifa semelbante, tendo em cima, urna fita de
velludo lisa direila, e bordada esquerda, fran-
zida no alto, e donde cahe uuia facha bordada c
guarnecida de franja. A orla do toucado de
tilo branco corberla de renda preta, e o lado in-
ferior de velludo dobrado, semeado de pequeas
camelias de velludo azul.
Entros toucados mais ligeros c especialmen-
te destinados ao theatro, notamos um de tilo
branco bordado, enviasado de velludo azul, blon-
de empelado, um raraalhete de plumas azues c
pretas do lado, e cahindo para traz sobre a coifa ;
fitas azues, e em baixo do blonde cinco pequeas
margaridas azues.
f orno vestidos para sabir, apparecem modelos
de grande riqueza e de um gosio irreprehensivel.
O Luiz .VFdireito, com grandes pregas atraz,
com golla, e rolla de renda, tem as mangas um
magnifico bordado.
Urna ampia e loriga pelissa do selim conveni-
ente a una mide familia paraassislir s soleui-
., ,. -. ,. ------ time a Huid jjiaiui' liHJLiid ^iiiiaiii ssimimii-
Ijroninga, sao as nicas culadas em que sa fun- nidades da igreja, tem una grande pehrine bor-
daram asylos para surdos-mudos no 40 annos
do seculo anterior
LNSTRUCCAO dos suroos-mudos.
Aristteles considerara estes desgraQadosi
baldos de inlelligencia e incapazes de recebera ='ea
menor nocaoscientifica. O imperador Justinia-
enterrcmpein com tal gargalhada, I no classificavai-os de imhecis, e a jurisprudencia
que o homem sem ouro, anea buudeira, ou met- europea os declarava fra da lai commura "eff- 76- Ao ,0fl 360 ,D,mas inS
eQauo,n q'ue'nTphilarmonica eutra no ,, \ Sarduil rattlas p|a indisciplinabilis. -*f f^^SSl
salo, alto, negro, magro, estilico, narigudo, em- aubl"le Epee assevera que ainda no seu lempo portantes do Lairo para a cidadella
perligado, o com a segranos de passo de ata-
que .' Todo o mundo se. levanta, a senhora que
taz as honras di casa, levaula-se de seu lugar,
e o recebe a seis passos de distancia, compri-
menta-6 cora o ar gracioso, chama as meninas,
e senta tudo cito no mesmo camap. Se falla,
tudo a roda silencio, conta un caso, que to-
dos o sabem j. Todos lhe acham novidade, to-
dos descubren! engenho, o a conciso de Tcito
no relalorio do homem. Quera este homem?
hivia p.w.e3 nos quaes se mandavara matar sur-
dos-mulos da idade de 3 annos, porque os con-
sidera vam como monstros.
S no fi.n do seclo XV se principiou a fallar,
pela primeira vez, d'um % rdo-mudo que sabia
lr e escrever. Ilodolfo AgYr que- morreu
em 1485, refere este (acto na hra posihu-
ma da Inveniione dialctica ..n um se-
LltNHAS EERREAS NO EGYPTO.
Depois de lerminado o caminho de ferro de
Suer., o Egypto ficou possuindo as seguintes li-
uhas : de Alaxandria ao Cairo 131 milliss Sn-
a Marioulki, 17 ; a Moks,6, : a Ras-
saleen, 3 ; de .Manta a Samanond, 21, do Cii-
ro a Suez, 91 ; a Barregh, 15 ; a BeoiSo-l
lozas. Alrn
trs menos im-
a e para Kzsr-.
en, de Samanond para Mansoura e DamietteJ
de Domanour para Afte e Roselle. Aiuda se!
nao cotillees o numero exacto de milhas dessas
linha? de menor exlcnsao.
por parven*
que subsliluem o bello pelo que caro ; essas or- j Q_"p"i a causa desta extraordinaria considera- culo depois, em 1585, Pedro l unco, benedicti-
dens-de babados, dependo desden cintura at a 9o? Esta pergunta ociosa, e intil. A causa n0 J0 Qi. no reino de eao itado como
ftmiiria do veslido. devera pelo que pjreee. para !e "u'" T'e elle tem. E um linnieai rico, mas | ..,...,., j. enRin mj ,
serom correctos, andarem fofos o nao amarrla- o mais ignorante de todos, pois ali mesmo. sem PreceP surdo-mudo. Nao empregava no
dos. Ora nao se pode trazar babados desde a cin-! passarem dous minutos pergunta se Antuerpia ensino ( diz um seu amigo, traticisco Valles.
tura at os ps, sem sentar-so em cima delles. "m l'orto do Levante entrada do Mediterrneo, I autor d'uma philosophia sagrada) outro meio
Tambera ningueni pode senlar-se em pedamos de I se Carlos Magno tora imperador da Tartaria, mais que ensinar-lhes primeiramente a escrever
p:miM lluctuantes sem amarrota-los ; de modo Mas talvt'z 1"f este homem soja gen""-" f"-
dada de renda o listada de passamanes de azevi-
che, urna golla pontuda guarnecida da rnesma
cousa e aberturas para as mangas.
Para visitas de ceremonia, e pan robrir os ba-
! hados de renda, a ponta de chalo a forma adop-
tada, eos bordados cobrem-se com enlremeios
' separados por pequeos botoes A segunda or-
dem de renda faz peleriae com pona de um la-
do e redonda do outro. A primeira aba grande
I cobre a fazenda o a segunda cabe sobre o ves-
; tido. Com urna fazenda nova, que. vista pa-
i rece acolchoada. fazem-so lindissimas pelissas
! debruadas de lita cor de cresa com abas que se
abrem e fecham vontade,
mangas; abas iguaes.
sobre o pcito t- as
que as mulhcres as sociedades passaa una par-
te da noite a procuraren*, sera successo, nao ler
os babados araarrotados. ^
Esses esforcos, baldados o penosos, produzem
dous resultados :
So baldados; por eonseguinte as mulheres
audam sempre com duas ou tres ordens de baba-
dos araarrotados. O
Sao penosos; por eonseguinte toda a mulher
qiic est 3entada u que se levantar para aproxi-
marlo deum piano, de urna nmiga.de urna m -
sariech.ou para dansar, comeca por endirelar
ueroso ? Isso urna viitude das almas tracas, e
confrmeos seus principios de moral. S embo-
cis e estupidos se podem picar de generosos.
Urna alma grande presa o ouro, e o airerro-
Iha, ou fecha selec bares. Gema o estado, que
elle escanhoou at aos ossos, nenhum real se
lhe deve arrancar das unhas, nem deixar-se car-
dar, como elle cardn. Com estes principios
aquello malvado deixa morrer de fume seu pae,
sua mi, seus irmos, e seus amigos. Com es-
tes principios fecha aquello malvado os ouridos
aos clamores da indigencia, o o coraQao a lodos
."s tres ordens" de babados sobre que eslava sen-! s loques da piedade. Mas islo nao embaraa
inda, com um gesto quelembra o do um macaco Pra que ello pelo soborno, ou apanhe novasvhc-
rocando-se. Islo de certo nao gracioso, nem cie-
rna cousa mais indecente do que esse gesto que
urna mulher repele urnasrinte vezes por noite;
. sosa preo'.'cupaco perpetua o inflexivel com os
raiiailos, tira s mulheres muita graca c muita
berdade de espirito.
Antes de tudo necessario- que urna mulher
seja bonita, graciosa e decente,' airrda que lenha
!edeilar em torno da saia menos dez mil ris de
sola.
Minerva a deusa da sabedora sabia-o bem,
raneas, ou oceupe grandes lugares, ou ande>de
vara expressos por caracteres escoplos : em se-
guida oxereitava os ern repetir pelo orgao vocal
as palavras que correspondiera a estes caracteres
.....Assim como os queestao privados do ou-
vido podem substituir a palavra com a escripia,
e chegar ao couhecimeiilo das cousas divinas por
meio da vista, como os outros o fazem por meio
do ouvido ; o sou teslamunha que assim succode
nos discpulos do meu amigo, a
Em 1620, ouUo hcspanhol, Joo Pablo Bo-
net, publicou em Madrid um trac lado sobre a
iu^iiiuo-st'. ism uv ii:iu' iiiu e f^iiiiluso, iicui uio- .*"<.-', w ww|/^ e. gante; n domis a mais difficil imaginar algu- cabeca levantada, birlo o pesco.jo.olhos enlredes^ ,rl8 de instruir os surdos-mudis : Reducgao
FOiLHCTIM.
ViO SE DEVE BRISCAR COM A DOR {'}
Por Titlame E. de Girardin.
denhosos e feroses no meio da gente, que o co-
nhece, como os seus dedos, e dos homens sen-
satos, que o despresam, como elle merece. Isto
nao embaraca, que elle gcze grande consideta-
co no mande, e que devendo ser exaltado
quanla altura tem um pau da torca, ande as
palmas dos raentecaptos.
Tal vai o mundo obscurecido, e prevaricado.
A imagera dos Irraelitas adorando uru bezerro
de ouro, o retrato de quasi todos os homens.
Excepto os vestidos de grande toilette, lodos
j agora tem mangas chalas ou meio fechadas.
Para substituir a basquina, ha urna deliciosa
: polaca coiu grandes pregas em Ionio da saia, c
cuja frente forma como que urn a ven tal. Ricos
'. botos de velludo e de azeviche guarnecen! a
A ponte de Kars-Zayate, no -INilo, e urna. ,,-eiile. desse areola] c segurara cada dobra da
obra magnifica : deve ficar pronipta era junho de saia. Um grande franjado cobre o talhe.
1860. Ser inquestionaveimonte urna da- crea-1 Ainda orna oulra moda eviste actualmente e
ces mais admiraveis dos ler. nos modernos. a d,)S vp:5!iu<,s *> calylo do Imperio com seis ou
* I nove pequeos babados em baixo da saia, multas
.----- veies alternados de preto,as mangas com eanhoes
A.PROPOStro. Um saloio discorrendo acer- c dc Pu,,ho solto-
ca de um prga.lor queouvira disse : -Virnos om -0"'10 vestido Pompadour de tres
Dro .' -,.j,., saias, a primeira em cima das cadenas, as duas
o que mais gosle foi do latim do padre, outras muilo mais em baixo, bordadas cada urna
Accudio logo outro saloio, e obsorvou-lhe : ciri ,rcs pequeos volantes. Os mesmos volan-
O'homem, pois voc entende o lalim ? I!l0? f:,/iam "n f[0,lle suspensorios. Um vestido
Respondeu o primeiro
Quem me dra a mim saber ler e escrever
como entendo o latim.
(Do Jornal do Comm o to.
No artigo de inslruccao publico, do Dia-
rio de uontem, deram-se os seguintes enga-
soire era em forma de coraco e aberto sobre
urna eamizinha bordada. Outro para passeio, era
da mesma forma, porm fechado, modelo novo e
muito original. O corpinho prende-seno hom-
bro, edabi desee do cada lado urna linha de bo-
toes que continua pela saia.
Os vestidos
zvavo nao se fazem s de seda
ou cachemira, mas sim lambemdofazendas mais
, claras. De rnusselina lisa ou bordada com fo-
tolumna principio da l3 linha em que ; Ihos e filas, conslituera o neglige mais faceiro e
o capitulo falta a palavra E'deven-
nos :
Na Ia
comer
do le-seIV lo resumido etc.
f>a linha 17, li-a-scquando enretem resoluta*
mente esta parle elee nao parte.
Na 12 lea-secomo o de nossas escolase nao
como a etc.
poem-se sobre urna eamizinha ou qualquer outro
corpinho frangido. Para soire fazem-se de fil
ou renda, e pem-se por cima de um corpinho de-
colado e liso substituem muito bem a pelerine.
Observamos em una das mais acreditadas casas
de modas dc Paris, onde se acho sempre bel-
Na linha 36, li-a-scaquellae njo aquella. 'ssimas fazendas, muilos desses ;uavos de ren-
Na 2a columna, linha 2, la-sc-t-pequeno nu- ^a, ou de fil prelo ornado de barrinhas de vel-
raero e empertancia das quesles\ nao de irn- '"do, o de niusselina com enlreim-io e com la-
portancia etc. icos grandes dc valencianas; e tambera cami-
Na rnesma columna, linha 3, lOa-sequal o rinhas rauilo delicadas.
signal do plurale nao de plural. Os trabalhos mais sei ios em fazenda que se
Na linha 73, la-sesem nada aprender do trazem de presente nao sao menos dignos de ser
examinadore nao de examinados etc. citados de que os objectos depura fantasa, i-:
Na linha 81, la-sese argem rapazeso nao por isso notamos ltimamente no enxoval de
se ergue etc. juma nova o mararilhoso bem acabado dos la vores
IX.
(Conclusa o
'Oesccndo pela ra de Londres, a Leontina di-
lendo corasigo : Ainda ha pouco eu trema
tor elle. julgava-o em perigo... moribundo...
Como era louca !
Chcgou casa o sem fallar ningucm correu,
: fechar-se no seu quarto. Senlou-se no lugar
que ni respera oceupava e disse ainda comsigo :
Foi all que hontem chnrei tanto, pensando
que elle me Irahia ; foi all que pela primeira
i oz sen ti ctumes Ah nao evoquemos mais es-
sas recordaces.
Ao aspecto desse lugar; desses objectos lestc-
.nuihas de sua dor intil, ainda lere urna crise
' indignaco. Depois tomou urna resolucao
calma.
Ao cabo de urna hora, chamnu a sua aia. A
toa rapariga, ordinariamente vira, solicita, che-
gou lentamente e rom ar triste ; vinha com os
cilios vermelhos, chorara.
O que tem? disse Leontina com bondade ;
recebeu alguma noticia m ? !
Agora, ja nao se deve esconder nada sc-
Dhora.
Entao o que. succedou ?
Ha tres dias que M. de Bastan est bem
al.
Ilcitor exclnmoii Leontina.
Est com febre cerebral; nao quer que o
iJngrem, e o medico diz que nao ha mais espe-
ranzas.. .
Antes que estas ultimas palavras cstivessciu
acabadas j Leontina oslara com a cunhada.
A senhora Alberto amava lermmcrite o ir-
rtio, a idea de perde-lo despcdacara-lhe o co-
raco.
O meu pobre Heilor! dizia ella, o que se-
t.l dc mim sem elle ? To nio;o rinte e dous
annos morrer! horrivel !
Mas de que morre elle ? pcrgunlou Leon-
tina que ia entrando.
A Sra. Alberto ergueu a cabeca a essa voz :
eepois como quera nao tem mais consideraces
guardar, disse:
Morre de pezar, nao sabe ?
Heilor infeliz I porque ?
{*) Vide Din-rio n. a'5^. ""
Que lhe importa Y voce ama a outro...
Ama a outro interrompeu Leontina com
os olhos brilhanles de colera. Nao creta nisso,
nao amo a ninguem !
Oh! venha dizer-lh'o venho salva-lo !
Elle ama-a tanto 1
E a senhora Alberto arrasloo Leontina ao
quarto do irmao. O pobre doente eslava bem
longe de esperar to agradare! visita ; tnhara-
the dito, para traiiquillisa-lo que madama de
Vircmont eslava ausente, porque muitas vezes
elle exclamava ;
Nao quero que ella me veja morrer
das ledras e arte para ensinar a fallar os surdos-
mudos. O methodo que seguio o mesmo que
o de Pedro Ponce : reduz a lettras os seus mais
simples elementos e o seu alphabeto pouco difie-
re do que, mais larde, a loplou o abbade l'Epee,
e que o que hoje est em uso na maior parte i
dos asylos.
De Hespanlia a arle de ensinar es surdos-!
~ uv,fCVa' n"ra, quri,a esPe,"a Ilal jo, "essas graves circumsiancias, parecera desencantando-o c assim deve ser ; a honra d^ i
- Heilor. fez muilo mal em duv.dar de mim. i de raao gosto. I homens est na corage-n. dc suas aeces ; a hon- i
ftao, replicn elle rom amor, -c procuran- Mas tendo-se espalhado o boato de que M. de ; ra das mulheres esta
lao sou o homem que sonho para : Pastan eslava livre de perigo, M. de Lusigny jul- montos.
Aquelle que nao tem sojfrido, o que sabe ?
mangase sobre o peito, um cinto de velludo c
algibeiras bordadas e abotoadas; calcoes
bonnet de velludo escarate.
Um veslidosinho de tafet escossez verde e
azul tem duas saias com tres lacos de fila e orna
enmprida aba redonda que figura quasi urna ter-
ceira saia, bordada com a mesma cousa. As cos-
tas tem duas grandes pregas seguras por don
botoes verdes.
Urna berthe redonda alraz faz suspensorios va
frente o em baixo, ha urn corpinho decotado e
de duas ponas, preso na frenle por botoes ver-
des e em cima com Ires lacos denla. As mau-
gas compridas o de canh sao guarnecidas da
mesma maneira.
Um traje de andar por casa escolhido pela
mais elegantes para os meninos muito novos (
de acolchoauinho branco, com um cinto grande
e urna vcslezinha zuavo. O corpinho de pon
la airar, guarnecida de dous enfeites bordado.
As mangas abortas sao guarnecidas.
No baptismo de um dos nossos ricos negoci-
antes observou-se um vestido comprido de ma-
ravilhoso trabalho. entremeado de bordado,
com enlremeios e lacos de valencianas, assim
com um .sobretodo de laifel branco todo a col
choado, eiim chapeuzinho de velludo, chcios de
lacos de fila.
De nada se tem esquerido para realcar a gen
lilesa das criancinhas em quem se pensa cora sol
licitude toda particular, nada se tem lamben
olvidado pelo que toca ao seu bem estar, o que
interossa .1 sua saudc. e se tem preparado para
ellas, deliciosos chapeurinhos de cachemira e se-
lira acolchoado, burnuus de um tecido flexivel.
destinados a garanti-los do fri.
Seja qual for a forma do vestido adoptada,
renda o seu complemento por excellenca.
Para o casamento de urna duqueza, urna cas,
de Pars creou, ha pouco, um lindissimo mo-
delo de lenco, objecto indispensavel ao toiletti
de unta senhora. E' redundo, todo de labyrin
Iho, bordado cora as armas da pcssaa que era
destinado,e nt'sse escudo lem da paite da flrm*
que talvez mais difficil e mais admiravel.
contam-se rinte e cinco especies dc abertasdit
ferentes que pareeem executadas com o o em-
pcrceptirel de Arachn.
Urna duzia de longos de abainhado furado coni
una simples firma em um dos cantos, sao e
verdadeiros lencos habiluaes de urna tidalga.
outros de abainhado mais estreito reproduzern
no ponto da cadeia niuilos desenhos differenle
e alguns lencos de fantasa tem bandas de cor,
ou pequeas vinhetas.
Para conter esses lencos, procuiou-se um co-
frezinho decarvalho esculpido, com fechadura
de aco.ossim como um tinleiro monumental, fi-
gurando rochedos, Ironcos de arvores e urna mu-
lher inclinada; oulro cofrezinho de ouro e prata
massiea representando um ninho de pintaroxos
continha quatro frascos ditferentes das essen-
cias mais linas ; c outro de tartaruga com es-
trellas e fechad ura de ouro esculpido, continha
duas duzias de pares de lavas com botoes ; dou
pares brancos um dc botoes de ouro, outro de
botos de prata, quatro pares brancos cora listas
cor de roza, azul cor de lirio e verde, para o
diflV.rentes toilettes de baile; seis pares preta
ou muilo escuras; cuma duzia de ludas as co-
res chiras as mais harmoniosamentecasadas en-
tre si. (1;
Para das modas supra, indicaremos s Mtsas
Etm". leiloras, as senboras modistas Buessarc!
Milocheau rua da Imperatriz n. 1, e Theard, ra
Nova n. 32.
(1) A lirigua franceza no que toca a modas, i
esencialmente mais rica do que a nossa. Eis-i
razo porque se torna muito ditlicil Iraduzirqna!
quer artigo desse genero. E por isso o traduc-
tor vio-se obrigado a commeller, talvez, algu
mas inl'edelidades c a dizer algumas heresia
As meninas do loni perdoaro aquellas por syc
pathia, e os iroducions puriliiDos desculparai
estas eni favor da orthodoxia da intenrao.
[Do Traductor.)
voce. Eu nao lhe perdoaria amar-me.
Pois ha de perdoar !
A senhora Alberto eslava inquieta, e no en-
tanlo contente rhorava.
Voc urna irma m, disse Leontina, foi
cruelmente discreta ; voc devia dizer-me : Hei-
lor ama-a, rase com elle ; mas eu lhe conheco.
lo orgiilhosa, nunra penou seuo na minha
fortuna, e leve medo de que lhe aecusassem de
Seu desanimo era profundo ; e a nao ser a fe-1 querer que um dos seus prenles fizesse o que
breque o exaltara, julga-lo-hiam insensivei.! se chama ura excellenle negocio, e por delitade-
Eslava extremamente paludo, c linha as feicdeal za deixava-o morrer ; ambos sao dous mos or-
| lao conlraliidas que quasi se tornava desconho- | gulhosos, que me julgaram sem alma.
Minha chara Leontina, nao me reprehenda,
disse a senhora Alberto lancando-so nos ancos
da cunhada, eu julgava que voc amava...
A M. de I.usigny I Oh en lhes contarci a
mont aproximou-se do irmao e fallou-lhc com vi-1 sua hisloria, e haremos de rir bastante, eu lhes
vacidade ; is suas palavras Heilor reanimou-se, juro .. Elle tambera me enganou indignamente,
ergueu os olhos para Leontina, e s esse olhar, I porque um hvpocrita como voc, Heitor ; com
le alegra nesse rosto niorlo, dlsse-lhe a differenca que, os senlimentos que oceulta sao
mos... Mas com una mulher do meu carcter
a hypocrisia do bem lo cruel como a do mal ;
e voces sentiro os bellos dias que a sua falsa
rido.
Leontina, ao v-lo, ficou consternadissima ;
parou, encostou-se ao marmore de um consolo,
rusiava-lhe a ter-sc em p. Madama do Vire-
tudo, e fcz-lhe em um instante comprehender
esse amor sublime que al ento se linha sabi-
do lomar incomprehensivel torca de abnega-
eao, ou antes por sua propria grandeza, por seu delicadeza lhes tem felto perder.
Heitor, restituido vida pela ventura,
as duas mos de Leontina c opertou-as
pegn
lerna
excesso.
Ah comprehender um amor desses, quasi
parlilba-lo! Leontina disperten de um sonho ;! ment. Leontina lilava naquella fronte lo pnlli
lodo o passado loe appareceu de reponte illumi- ida, olhos ainda banhados de lagrimas
nado por esta palavra mgica: Elle amava-' Comparava o amor desse nobre mancebo que
me 1 hsclareceram-se-lhe as recordaces ; mil i havia aceitado urna morte ridicula para nao aflli-
eousas outr'ora confusas, de repente expliKaram-gi-la, ao amor desse homem leviano que pelo
se deliciosamente; sbitas friezas caprichos contrario, havia-a feito sofl'rer para conservar o
suppostos, tristezas oceultas, ciumes conslrangi- seu prestigio,
dos, modestia locante, sacrificios encobertos, de-
dicarles desconliecidas. tudo revelou-sc !
Cada um dos seus bollos senlimentos, disfai-
Cad03 por sua falsa delicadeza, acaba do tomar o
seu bello nome Leontina reconheceu-os com
transporte, e em seu enrasiasmo senle seu co-
raco perder-se em indizivel emocao ; comple-
xo das emores mais coulrarias, mixto de pra-
ier e de dor, de remorsos, c de ternura, dc ad-
mirarn c dc piedade.
Heitor, disse ella, debulhando-se em lagri-
mas, porque razo nao tem conflanea em mim ?
Heitor nao respondeu. Nao ousava acreditar
em tanla felicidade.
Mas desde quando me ama assim ?
Desde que a conheco ; voc meu nico e
o meu primeiro amor.
Ama-me quntro anuos, exclamott Leon-
tina, e nunca me disse nada /
Porque nada esperara.
E porque nao esperara '
sua emoro recordan-
Uie linha licado, excla-
De repeote cedendo
do-.e de urna palana que
mou :
Ah senhor do I.usigny, tmlm razo ; as
mulheres prendem-se poia dor, mas pela dor que
causan c nao pela que tesapiedudamentc lhe fa-
zem sentir!
Heitor estere aindn pingosamente doente al-
guns dias; mas tendo-se liniiniln dniil. e sem
recusar mais os cuidados que lhe presttfvam, nao
tardou a rcstabelecer-sc.
M. do Lusigny linha ido muitas vezes ao pala-
cio de Viremont, mas linhain-lhe dito que M. de
Bastan eslava muito doente e que as Choras dc
Viremont no recebiam niuguem.
M. de Lusigny sabia que nesses dias de inquie-
taces, as mulheres sao pouco coque!tes e
que as mais amareis produzem mediocre ef-
feilo.
Abstere-se po:s dc qualquer posc senlimcn-
gnu farorarel o momento para escrever Leon-
tina.
Cumpre ser justo ; desla vez a sua caita era
encantadora ; era urna obra prima de espirito,
de graca e de elegancia
M. de Lusigny confessava todos os seus erros
com tima bonhomia odoravel e, cousa singular,
provava sua innocencia confessando-os.
Como dessa vez era sincero, tornara-se espi-
rituoso, porque os homens de espirito sao o que
dizcm mais lotices quando mnnlefn.
Fmfim, era to ainavel essa carta, que poderia a" luz "que sua
sedu/.ir qualquer outra mulher que nao Leonti-
na ; mas corn a felicidade, ella linha lomado
sua maliciosa alegra, respondeu 4 essa carta lo
terna esta despedida :
Vollando oulro dia de S. Germano, apa-
nhei urna maligna que me fez muilo mal ; tam-
bera portnioha vez nao quero mais velo.
Meus senlimentos.
Poneos dias depois M.de Lusigny receben urna
carta dando-lhe parle do casamento do madama
Carlos de Viremout com o senhor Heilor de
Bastan
Sabendo essa noticia, disse elle comsigo :
Enganci-me redondamente, nao compre-
hende essa mulher.
I', como na realidade senta muito perder ma-
dame dc Viremont, nao pode mais ficar em Pa-
ris e acaba de pirtirp.ua urna Ipngaviagem ao
Oriente.
deules inleressantes que cada qual pod lercm
na r.Scr^u^sen:^^'- ^ ^^ ^ .^ d' *" '
raras vezes imparcial, e o primeiro que lhe reco-
iihece um nico detrito ; defeito que nos nao pu-
dernos avahar bem e que talvez seja filho de na
vontade que o espirituoso, porm mordaz biogra
pbo pa rece votar a madama de Girardin. Esse
defeito seu marido.
mas aquella que lera sof-
Sada, sera durida
trido sabe muito !...
Sabe quo se poden; soffrcr mil tormentos sem
morrer ; sabe que se pode supporlar urna dor
insupporlavcl, sabe que se poilo ver morrer a
aqueiles a quem se ama e... viver !
Ver partir aqueiles de quem se tem sauda-
des..... e ficar !
Sabe que seus olhos banhados de lagrimas
que hoje procurara asombra, amanha procurara
voz hoje a hatada pelos solucos,
amanha eslrondar com risadas; que sua fron-
te hoje coberta de lulo, amanha su cubrir de
llores !
Alm deste romance que acabou hoje, madam
de Girardin publicou a licngala de M. de Balzac
romanee fundado sobre umairapossibilidade, ma
ao mesmo lempo choio de observaeoes finas e
inoraos ; a Luneta (LorgnonJ no mesmo gene
ro ; Margarida, obra prima Ue seriliuierito e c>
verdade ; e o Mrquez de l'oulanges.
A Pressc, jor nal fundado por Emilc de Girardin.
seu marido, publicou tambera varios folhctin-
Ah essa scienria falal dji desespero mais della, intitulados Lettres l'arisieiines,c assignado-
profunda e mais poderosa do que a suientir. cor-
rompida do egosmo e da vaidade '
com o nseudoiiynio de Carlos de l.avney, umdo-
folhelins ruis inieiessaiiles, espirituosos c ama
vea que temos lido.
Aqui Icrmna o romance que Iraduzimos. Pa-
recer sem interesse paia osleilures couliecerem
um ponen nmlhor a sea autora.
Madama de Girardin foi (hoje infelizmente
para os iornaes que Ilustrava com sua pciine
lo fac! e elegante para as numerosas pes-
soas que admira vam o seu espirito, e as suas I
gracas, pertencej ao reino das sombras] urna das '
mais espirituosas e elegantes bas-bleus da socie-
dade parisiense entre o vasto numero que a Fran-
ca possue. Sem ler a profundoza philoscphica delicadeza "de toque su"i,qu^lidades com qiieVen:
a erudicao un lauto mast u-hna de George Sand, i pre se ha de ler bom sillo na scena, e que Mir.
vantaja-sc-lbepela finura | de Girardin possue em alio grao. Assim see\
priir.ia um critico a seu respeito.
Seus cusa ios no genio dramtico nao desdi/
do mrito de seus romances. Alm AEscola do-
Jornalistas, Cleopatra,lajoiefaitpeur e Lad <
tartufo, que nao conhecemos, pertence-lhe tan'
bem a espirituosa tarca Chapeo do retojoeiro,
com que to boas gargalhadas deu a platea do
nosso Sania Isabel no lempo du Si. Joo Ct><
tarto.
Exquisita sensibilidade, rea cmica, gosii-
Assim o seductor deixou de seduzir, por nao madama
ter queiido um s momento doikar de parecer I da obserraro, pelo aioaueirado da ph'rasc, pela
seductor. verdade rom que Iraca o ca actor dessas creatu-
0 ternvel vencedor linha adiado mostr : urna ras elegantes, coqucltes, delicadas, cheias de ca-
mtilher enifim havia zombado delle. riciasc de amor, queseriam anjosse nao I
Donde vinha o poder dessa mtlher '? mulheres, e a quem nao obstante, Milln chamou
Quem lhe linha dado a torca do lulnr com tal pequeo defeito da natureza.
Poique razo nao ha de as nossas patricias di.
dicar-se um pouco mais aos trabalhos da intcl
adversario, e de pendrar com m s olhar as
profundo/as desse egosmo t
Quem linha dado ao seu espiri o.lo maravi-
Ihosa experiencia ?
A desgraca !
Quem linha dado a seus olhos essa perspicacia
infallivel ?
As lagrimas I
Um pozar violento para urna] mulher urna
relhice anlecipada, e cumpre dl:e-Io, tambera
urna especie de corrupcio.
Sim, urna dor muilo amarga deprava o cora-
co, porque ninguem asupporta sonto profanan-
do-a.
E depois ha certas dosgracas que engrandecem
o carcter dos hompns melhorando-o, e que pe-
lo contrario, azedara o coraco] d:'s mu'hercs,
facilidades
tads ?
Porque razao nao
to rijas cora
aproveilam essa
eme algumas sao de
Milln era ceg.
Madama de Girardin, diz Mirecourt, parece que
olha o fundo de sua propria natureza para ahi
adiar a raullu-r na sua mais adorare! cxprcsso,
em sua mais perfeita imagerc.
Desde crianca, manifeslava a mais invoncivel
tendencia para as lettras, e alguns versos choioS
de sentimento c de melancola que fez, llie mc-
recorara da parte da Chateaubriand, Jolivc, Jouy, \ Cl) FrniH.a ;,xiile.m Sb nomcs -de madama'd'
A. Loumot, c outros escnplores epoetas dislinc- Girardin, George Sand, Clemencia Robert e ou
los que formaran: O sociedade habitual de SUa | (ra8
Quando poderemos contar em a nossa Hilera
iura nomos dc senhoras igualando, e por ventura
i avaniajandu-se ao dos homens na delicadeza da
; observaco e do sentimento ?
Se o exeraplo una proc'.aniaco viva, cui
veru-se o poder dessas proclamarles vivas qu<
mai.quc semelhanca das lidalgas dos temposde
Luiz XIV, gustara de reunir em seu salo a flor
do espirito francez, mereccram-the o nome de
dcima musa.
Nao queremo fazer a blographia completa dc
Madama dc Girard'o, chcia de peripecias e inci-
E. Velmontc.
FIM.
PGR^.-Ttf OH M. i ll IHI4- 1H
/*
MUTILADO
^S
/
iifisa
S