Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08904

Full Text
ASNO XXU. HOMERO 278,
Poiliesmezesadiaolados 5$0O0.
Pop tres mezes vencidos 6$00.
SEGUNDA FEIRA 5 DE BFZEMBRO DE 1859.
Por anuo adjuntado 198000.
Porte franco para o subscriptor.
ESCARREGADOS DA SCBSCRIPgAO DO NORTE.
Paralaba, o Sr. JoaoRodolpho Gomes; Natal,
o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaty, o Sr. A.
de Lomos Bragt; Cear, o Sr. J. Jos do Oliveira
Maranhao, o Sr. Manoel Jos Martina Ribeiro
Guimaraes; Piauliy, o Sr. Joo Fernandos de
Monta Junior; Para, o Sr. J usutro .. nomos;
Amazon.is.o Sr. Jerotivnio da Costa.
egundas o
l'AKHDA IHlMXIKKfclLKj.
Olinda todos ps dias as 9 1, horas Jodia.
Igoarass, Goianna e Parabiba aassegu
sextas feiras.
S. Anlo, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinhoc
Garanhuns as torras Cetras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoero, Rrcjo, Pes-
queira, Ingazcira, Floros, Villa Bella, Boa-Vista,
Ouricury o Ex as quarlas-eiras.
Cabo, Serinhem, Kio Formoso, Una, Rarreiros,
Agua Pri'ta, Pimcnteiras o Natal quintas folias.
Todos os ronoios parlem as II)limas da manha.)
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relaeao : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quintas ao moiodia.
Dito do orphos: torras c sextas as 10 horas.
Primeira vara docivel: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel: quartas e S3bbados ao
meio dia.
EXTERIOR.
Ouando os homeris nao querem tratar dos ne-
gocios, dizia uid sabio, os negocios conclucin-se
por si mesmo. desla mam-ira que, emquanto
os poderosos da Ierra se oceultam o reflectora
sobre os deslinos da Italia, os destinos da Italia
merebera s por si. A itnlia realisa a palavra
de um dos seus mais gloriosos lill.os : Eppnr ni
mueve : o quanto mais ella avanca, quanto mais
dulicil e impossivel ser faze-la r'ctrogadar.
Dissemos ltimamente qne o principal obieclo
da guerra linha sido libertar os italianos da pres-
siu austraca, e dar-lhes a faculdado de
ven as cidades da Prussia, e aqu oiu llerlim eiu
cada circulo eloitoral da ciJade se acham listas
abortas para roceber os nomos daquelles, que se
declararen] promplos a defender com bens e
siuiguea uniiade Allemaa, sondo geral a con-
vieco de que som esta, so acontecer um con-
flicto cora urna grande potencia cora pasta es-
Irangeira, a Allemanlia baria de suecumbir. O
Principo Regento, sera directamente fomentar
aquella questao, reconhece com tudo o direito
dos povos do pronunciar-so sera transgredir as
leis da ordom publica; e o ministro dos negocios
ostrangeiros, de Sehleinilz, diz n'uma resposta
nota famosa do conde detmchberg: As tmi-
EPHEMKKIDKS DO MEZ DE DI.ZEMUKO
2 Quarto cresecnte as 11 horas o 30 minutos da
mauha.
10 La cheia aos f>3 minutos da manhn.
16 Quarto raingiiante as 6 horas o 56 minutos da
larde.
24 La nova as 3 hora* e 27 minutos da ma-
nhaa.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro a 1 hora e 42 minutos da mankaa.
Sognndo a 1 hora e 18 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
5 Seg- S. Geraldo Are. ss. Pclino e Grato mm.
6 Tero. S. Nicolao b. deMyra.
7 Qaart. S. Ambrozio b. doul. da Igr.
8 Q.iint. i/f CoiiceieodcN. S. ; S. Romaneo ab.
9 Sext. S. Leocadia v. m. ; S. Restiluto b.
10 Sab. S. Melquades p. m. ; S. Gemelo b.
11 Dnm. 3." do advento ; S. Dama/io p.
- adquir- saccoes de 1850 drizaran som solucao grandes
m^?KS ?a .G *overno que quesles que pendiam o que nao seria prudente
EmJ di\ ,recess,da- & 1"e n6s *? ?"> usto intentar redozi-las a erros ou lendcn-
mnt V *IV '"' imPea/rWB curaPri- icias de partidos; (que reservada a solucao des-
a que preceden c acampa-1 tas ao porrir; mas urna voz que se tratar desta
solucao n'ittn (uluro nao evitare!, a PrnSSa nao
Dhou as victorias da Franca : e fallando ns s-
sira nao fazemos mais do que repetir o que ja
ten sido. Mas o ohjecto principal que indicamos
nao deixou de cumprir-se; a Italia est livre,
iccobrou a liberdade dos seus raovimentos, o
lem-se conduzido como lu alguns mesas so nao
especara.
Com este desonvolvimenlo que particular ao
espirito francez, quasi que tamos votado ao ridi-
culo o dictado italiano : L'llalla fura de se. Dis-
semos aos Italianos : Se nao sois capazos de
tratar dos vossos negocios, para quo queris que
nos envolvamos nelles? Como so a urna na-
ci que sonto sobro si o peso de duenlas mil
espadas estrangeiras, fosso fcil mover-se, levan-
tar-so e marchar S por irona cruel que se
pode dizer a um povo crucificado ::< Dias que
eras rei, que eras poderoso, o que os leus -
llios enviariam loges para le defenderem?
onde eslo as las legiea '. dizias que podo-
ras reconstruir em tres dias o templo obstrui-
do e disperso da tua oacionalidade, de cu jos
restos so linham appropriado vintc povos cs-
poladores; moslra-uos o leu templo, Qioslra-
nos teu tabernculo e o signal da tua unida-
de! V. isto que nos diziaraos Italia sem
nos recordar ou sera ter em attenooos tacos se-
culares que tinhara oppriraido os seus braco*, e
que quasi annullavam o proprio sentimento da
consciencia o de nvre arbitrio.
Os ltimos tres mezesque acabara dedecorrer.
I -era na verdade sido a uuica poca da historia
moderna, era que a Italia recobrou a faculdade
d<_- se mover livremente, e leve occasio de so
acha desembarazada; c ella tein obrado com
ura espirito de ordein, de disciplina e de digui-
djde, que pareca querer-se descouhescr-llic.
Ninguom podo duvidar que urna das razos
que levarsra as potencias, nocessariaraenle mi-
uiiges da Italia, a nao intervir mais cedo nos
seus negocios, era a esperanza do que ella nao
poderia soffrer, som abusar, "o premio da liber-
dade, que inopinadamente recoma, c que do no-
vo chamara a oppressao em presenoa da anar-
chia.
Em honra das povoacocs italianas deve dizer-
se que este reamo nao se veriiicou Nao ha um
nico crime solado e excepcional, que possa
contrariar o que dizemos; um crime que seja
visivelmonto prejudicial causa italiana, o de
que ella so torne responsnrcl.
Dcpois, assim como antes da guerra, os it.
nos nos teem mostrado ura espirito d cIV
que prova que alravez de todas as vioissitr
sua historia conservaran! sempre urna vaca es-
sencialmente poltica.
Um dos.indicios que nos fez acreditar irresis-
livehuente na guerra, quando muitos nao acredi-
taran nella, foi a tranquilidade que guiava os
Italianos no meio de todas as excitaces que os
rercavam ; osporavam a sua hora, o slachegou.
Anda agora mesmo, depos da guerra, vemos
que ellos proseguem nos seus trabalhns sera em-
Laracarera a Europa, llie estendessem a des-
ordem.
Nao tomamos no seu sentido liberal os votos
que teem sido emittidos pelas populacoes italia-
nas. A unidade nao se estsbelece ei tres dias.
Quantos annos de trabalho e de combates se tor-
naran! necessarios, para a adquirir, as naces
que hoje a possuem 1 Ko foi preciso propria
Franca o longo e lento trabalho da realeza, e a
sanguinolenta revolueao para chogar a essa cen-
tralisarao que elfectivamente a sua forca e a
[raqueta '? Mas a eeotraUsaco nao o sigtial nc-
cessario, nem a forma indispensavel da unidade.
Ha paizes que gozam de una unidado nacional
mais forte, e que se mostram rebeldes cantra-
lisacao. melhor portanto nao forcar a unida-
do quando nao pura ; e no solo privilegiado da
Italia talvez fosso melhor deixar crescer e deseo-
' jlver livremente.mullas plantas da mesma na-
tureza do que concentrar as raices e absorvor a
vida em urna umea e frondosa arvore.
Os successivos votos de annexacao emittidos
nos ducados, teem pois principalmente, na nos-
sa opiniao, um carcter negativo, islo sao
mais um protesto contra o dominio austraco, do
que um voto de reuniao ao Pieraonle. Pondo de
parto as objecces quo esta fusao poderia encon-
trar da parle das nao.oes estrangeiraas, recejamos
que o temperamento dos proprios italianos nao
csteja sutlioicntemente preparado. Nao neces-
sario tanibem dissimular as diQculdades que no
regulamento dos negocios dos ducados, Irar
(omsigoa suacommunidade com os da Romana,
e talvez soja para lamentar, as circunstancias
iresentes, que urna questao geral ache resolvida
na questao particular.
O que nos chamamos questao particular, a
dos ducados, porque ella poda e pode anda re-
gnlar-sc sem que a Europa tome parte. O que
J.'is chamamos questao geral, e a que loca aos
fistados da Igroja, porque suscita immedialaiuen-
te cm todos os oulros estados do mundo una
questao interior.
Nao discutimos o direito, lirailamo-nos a indi
car o fado, Ora, os Italianos teem o espirito
jralico para nao amillirera a importancia dos
(. 'S lacios.
Na actualidade eslao dando disso urna boa de-
nionslracao as medidas administrativas quo lo-
i.am os seusgovernos provisorios. Teem o bom
senso de se nao direra urna constiluico thoorica
de nao iazciem umadeclaracao dos diroilos do
Jomem ; cnlrogam-se simples'mcnte a lets posi-
tivas.
Esta unidade e osla un'uo, quo tardo ou codo
se nao do curaprir, preparan)-as elles pela as-
semelhaco das leiscrimiuaes, pela abolico das
t arreiras de alfandega, e pela ligaro dos cami-
nhos (!>. forro.
Desla maneira, no iulcresso da Italia, nao do-
6i jamos de modo algum
apparecer como empenhala em iniorosso pro-
prio cora vistas particulares. Com rauito maior
cautela, o rom sensivi-l contraste sublimo cla-
reza das palavra, de seu amo, se exprime a
nota do conde de Seebach, ministro do Principe
do Coburg-Golha. dirigida ao ministro da Aus-
tria junto corte do Dresde. E' esta una obra
muilo prolixa o tortuosa, que nao deixou de ser
encarada na Austria o taire/ algures) como urna
branda roctraclacao, urna palinodia; o um tre-
cho, onde o ministro parece lomar um alent
um tanto remirado, se acha exordiado assim :
Taire; que possa parecer digna da considera-
ran d> gorerno imperial e rea!, que tambera
lora da Prussia e da Austria existera 18 milhocs
de Alternaos, nao smente descontentes da
consliluicao federal da Allemanha. mas consi-
Lija, Amsterdam, Pars, Londres, New-lfurk (r
quera o pensara ) raesrao em Vieaua e Var-
sova.
Fallando de feslas nao posso deixar em silen-
cio o anniversaru millene da cathedral de S. Es-
tevao era Halberslads, quo, com a nova cansa-
gracao, ter lugar amanhaa 5 de novcnibro. Des-
la sedo episcopal foi propagado o clirislianismo
para o norte e oeste da Allemanha desde os an-
nos 789 e.86L
O bispo Hildegrin I deu os alicorees da cathe-
dral om 81 (auno da morto do Carlos Magno) e
fot consagrada por Hildegrin II em 859 a 3 de no-
vemliro. Assislio o Imperador Oslio I, que ca-
souseu filbocom Theophania, lilha do Impera-
dor grego. havendo levado comsigo de Bvzancia
grande numero de artistas grecos que elle esta-
buleccu em Halberslads o Quodlinburgo, de don-
de a arto ihristaaso iulroduzio pelo norte da Al-
lemanha.
Dei-lho parle na rainha correspondencia desc-
tembro.de urna sentenra asss levo contra 8 ou
eslrirtamente 3j patraas do igrejas evanglicas
do Ducado de Magdeburg, por ter publicado um
protesto desaforado contra as medidas liberaos a
alliviadoras do governo, relativas ao ensao obri-
gitono do Cathei ismo, ao exeroicio do culto, e
aos pretendidos direilos do clero.
Appellaram os condomnados de urna ahsolv-
i.o completa ; mas tambora o procurador da co-
rea appellou da aggravacao. E a segunda instan-
cia decidid, quo os appelanlcs nao erara reos de
offensa contra o ministro do culto, pela qual s-
menlo o tribunal anterior os linha sentenciado,
mas tambera de offensa do principe regente o do
KMARREGADOSDASl HSUUPCO NOSIT
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Das Rahia.
Sr. Jos Martina Alvo?; Rio do Janeiro, o Sr.
Joao Peroira Marlins.
EM PERNAMBl CO.
O preprietario do diaiuo Manoel Fizueiroa do
Faiia.na sua livraria prai a d Independencia n*.
6e8.
uilima tonup^ao do clero, mas uiLui se de-
monstra, que sondo o progresso a vida, o systo-
ma ecclesiastico, como typo do immobilidade
millonaria, a mera morle. Nem tambera em
Roma se oceulta que as bases essonciaos do ca-
tholicsmo esli postas em questao : o papa es-
t pouco tatisfeito do respeito quo o imperador
Napo'oo lesiemunha gmente para cora sua dig-
nidado espiritual, cujo esplendor nao pudendo
eslribar-se era possessao territorial, em breve
iria oclypsar-se ; mas o imperador, em vez do
fuer entrar novas tropas auxiliares, at parece
disposta a retirar di; Roma a guarnieo france/.a
actual. Cuutava o papa um dia cora a Huspa-
nha, mas esta agora se acha em negocios com
Marrocos (o a Franca igualmente, porque haveo-
do os Maroquinos invadido o dominio do Argel,
erechacanilo os postes france/.es, pensa o novo
imperador do Maocos, que, depos do haver
derrotada seu adversario, o entrado como ven-
cedor na capital de Mequinez, podo fazer fronte
ambas estas potencias piropeas;, c a nica os-
peranca do papa agora o rei de aplos, queciu
verdade fazavaurar umexercilo para as fronlei-
ras dos estados romanos. Entretanto moviineu-
los insurreccionaos lera lugar na Sicilia, e liou-
veram lugares frequonles encarceramenlos era
Paloi raa o era outr.is cidades. Deilarou o papa
nuHos todos os actos c decretos emanados das
autoridades rebeldes, amoscando cora lodo o ri-
gor das leis aquellos que obodecer-lhes ; fez ora
fira entregar os passaportos ao eiubaixador da
Sardenha, o conde della Minerva, o qual. apezar
de t-Ios recobi.lo era 1 de outubro. effec'uou
. sua sabida de Roraa s cm 9, o fui osla salada
perturbaran da paz publica, por cujes criuics fo- como una marcha triumphal. na qual as tropas
ran^condemnados os 4 subscriptores, era fugar de francesas apenas poderam conler as demonstra-
derando-a em sua materia com repugnancia, o 6 semanas, a 4 mezes, o lavrador do protesto era toes co
tsso precisamente, porque eufraquece a nacao | lugar de 6 rae/es de prisao, o o redactor da eslava
ongralulatorias da povoacao. O papa nao
.. presente, mas foi para Castol Gandolfo, e
para com o exterior a sua perlenrao a ser res- hreuz-Zeilung por causa da publicado, om lu-! se prepara ura asylo em Benevonlo.
P.f- nlr', C.na P,-.P0,>;!ona b;ls,?n- Sar de 50 a 100 Ihalors de mulla. De dia em dia so esperava a publieaco do
l L1LJH?. .i Tn k- t Am n\0mbr? a En DeWsaria ''' atenea, para fazer rotroee- j acto de paz, e tantas vozos foi anuunciada o de-
LSaASSl Nao desconhecer dor os zdoles da Orlhodoxia Protestante com ou pois re'ogada a assignaru do Halado que se
^Z^tJ^mLl^^^ilA^, CSGS sc,rt sola',,a. 1c sol. o ministerio cabido j lia- por fim tdr verdade que tiuuvesse ella lugar era
dosat c\^V\^^maLl0^' ",''" mcV e I a i'tM,aitir P""^ ''c- e,n 17 de 0,,l"br em Zurieh, hesitaremos8ainda
do, ale o auno de 18S e bom que fosse ecos- cies.aslicas F.rn contrario chega-nos a lastimosa cm dar-lho f.
?K!';,3n!,SuiS: Tr, i S ,,clles ; nol,ca J'> q-e o grao duque de Radc concluo As gazclas s fallara de ura tratado assignado
rJf ,^r, sin.stros, cora tudo renasce- unja concordata com a Santa S. e at sera disso entre a F.anca e a Austria, teiraando esta em
SST!. for.iquo torno desejavel dar^conhecin.onto s cantaras do pai,, a qual. seu capricho do nao asscnla -se juntamente cora
?^,^- "S-8IC S i Pded,l",eai T" SC bfm. "' sp a lh0 ri"rida como ada Austria Sardenha, apezar de ter sido a Austria a priiuei-
cepsidoracao sena, o -tue pois, afim do torna-Ios comtudo nao dcixar de exacerbar o sentimento ra quo formalmente declaro., guerra a esta : tic.
salutferos para cada ura dos membros da Alle-
manha c tamiz nio em mnima parte para o im-
perio Austraco mesmonao presta a negaro
daquelles senlimenlos, mas sira o seu rcconlie-
cimento e direccao ila parle dos governos. Pro-
nuncia a nota Coburgense sua conviccao, d
que mal seria possivel o conservar simnlesraeii-
le o est.ido actual
publico, e acarretar consequenoias funestas, co-
mo deu-se na Austria, onde chegou tal grao
quo muitos patriotas, bom que com profundissi-
raa magoa, desojaran) a derrota dos proprios
excrcitos, esperando que do tal catastrophe pro-
vicsso urna rnudanca do Systems Quando ura
soberano nao pode contar com as sympatliias de
por um lempo algum tanto seu povo, sempre busca ganhar as do partido
duradouro, o nao o'astante declara que o clerical, o a estar bom cora elle : mas esu una
pacto federal derla ser respoitado, c que umi .amizade perigosa. de modo que ver-se-ha forca-
mudanca dello nao pedera ser alcancada senao do mais codo ou mais lardo por freio a arrozan-
por urna livre convenci do todos os participan- cia Ilimitada e insaciavel doli, so nao iuer%er
les Ora que Sphyngc solver tal enigma, un- sobrepujado.
r 83 divergencias Todo o qualquer eusaio de J, por cxemplo. o imperador Napotoiio, quau-
nniaodos muitos soooranos da Allemanha feit. do acerca da actual
osla :
pois reservado um outro tratado entre a Franca
e Sardenha. Esta deve em compensacao da
l.ombardia, cedida pela Austria com excepco
de Mantua c de Peschiera, pagar Austria '40
milhoes do florins, moeda convencional, e alera
disso rsponsabilisar por 3/5 da divida do ionio
Lombardo-Veneziano, o que chegam lodo a 25!1
milhocs de francos om prata, o folla-se mais de
um tratado secrelo, era que o Pieraonle so obri-
ga a pagar a Franca as cusas da guerra e outro-
siui as pensoes de dignlarios do anterior impe-
rio francez, hypolhecadas sobre as rondas da
Lorabaidia, so eoutarem desdo 1813, poca em
que todo o pagamento liavia cessado ; o que no-
vainenle chega ura capital de 300 a 400 mi-
lhoes de francos. So or assim e o Picnionle nao
livor os moios do par (e se diz que a Franca
adiantar < milhoes de florins por conta do
Picmonle lando outro tanto om renda pie-
monteza qu*i sero resgalados annualment
5 n.ilhoe ; francos, nao inverosmil que
Saboia faciiave da Italia] o Nizza loroem-se em
acquisiQoes franeczas '? Mas tem o imperador por
si mesmo c em primeiro lugar dosempenhado
sua palavra dada ao rei de Sardenha, de libertar
a Italia at ao mar Adritico ?
A causa dos duques passott era silencio no
tratado de Zuricb, e havendo agora annuido a
Austria a um congresso de todas as potencias,
que assignaram o tratado de Vicua de 1813, (o
que ello ha va recusado antes da guerra, claro
- que aquella causa ser subuiellida ao mesmo
ntinciadoi era favor da re.nv.goracao da constitu- pnopeito. congresso ; c sendo dpois de presumir, que
caodaItalia clcilora de 8J1, obra livremente Entretanto2o oulros bispos, torneando a pro- um assembla de diplmalas sempre defend, a
erigida e jurada poli soberano e sanccionada hibicao feta as gazclas, tora publicado seus man- theoria da legitimidade (nao obstante serem os
pola Dieta, c nao obstante cm 18o0 cruelmente damentos por folhas solas. Ao lodo se pronnii-
dilacetada o pizada aos ps. Seguio logo urna ciaram 51 bispos francezes.
representarn do povo de Weimar ao seu Grao- | Conliuuam osolhos da Europa a fixar-sc so-
Duque. poJindo sua adheso esta doclaraco ; Uro a Italia, principalmente os ducados Toscana, I na raesrao exduidVpara'sorapro"todo" o "membr
. qual acompanhou una outra do Modena e Parma. que nao linham participado da da familia Napoteo). a maioria sem duvida
tos, mas osario de una linguagem spera e in-
,fio mediador leonine^^n. resta seno a .,
Ha. mas segn de preparar iTUpiiO deJo^lcitatoria, prohibi a 5 fo.as publicas de aceitar
os os Allemaes ate que a opiniao publica.-^pTr-j as ditas pasloraes, e reccbeio nomeadamenle o
a ja nao despresada pelos podorosissimos t'/u'i-ers o o A mi de la lleligion um escarment -
r
torca armada, mas a queiu lovantasso a bandeira
de justica imparcial. E se una e outra cousa
tantos para combater os bispos, ninda que is'.o
aquo chamara F fosse algum tanto esfre-
se j un tassom o.-n ura soberano, quera duvidaria gada c araarrotada ; mas ao imperador nao cun-
do resultado?E devj sso o signal glorioso o vem deixar curso ao livre raciocinio, receiando
Principe Regente da Prussia, havendo-se pro- ; que saiam Rochas que se vircm contra seu pro-
(l 111 ie i :td i"\ nm l.ivitr Ji rmni'i rrnrifiri ii i r>\nctil>i> nrio nnln
soberanos da Suecia, da Blgica, da Hespanlia,
de Portugal, e testa de lodos o da Franca mes-
ma Ilegtimos c havendo o tratado de Vien-
' ru
se
povo de Oldemburg, solicitando quo seu Grao- guerra. Qual ser a sorte futura delles? lo
Duque se declare era favor do programma de de ser restaurados os soberanos ausentes A \us-
Etsenach: o era igual sentido se prepara outra tria insiste nisso sobre toda condico : a Franca
representado destinada aos representantes nao annue, excluindo a ria da forca militar : a Pru's-
de ura Ducado, mas do dous Reinos, do da Ba- ] sia como so diz, havendo os duques promeliido
viera o do Wurlc.nbcrg. u soberanos desies, reformas administrativas e amnista geral, tara- j pean, o secretamente desejara os dous impera-
Remos nao se oppuzcram a esta manifestaco, i bera propensa em favor da restauraoo : "iio-
enlretanto quo os do Mecklonburgo, Hanno.ver e ra-se anda a opiniao da Russia ; ms a Ii 'a- i
da Hassia eloitoral perseguem os subscrtorcjJj,lerrap_a^ulga inoxoquivcl. Todas essas tri J
e o governo du Hesso D.iruftadt os cita diaue os (encas tintara accordam em nao podiir^. j
declarar era favor da reslauracao dos duques.
Pois so a interveocio armada para recouduzi-
los nao deve lor lugar, esta indociso euitim far
rebentar urna nova rovoluco e a guerra civil na
Italia, e parece quo esto resultado o que cs-
tribunaes de polica, do 80:) adhesbes no Reino
de Hinover s 6 ou 8 tem-se retractado, por
aehar-se entio arruinada a subsistencia dos res-
pectivos individuos, bascada era privilegios de i
tornecimentos, que Ibes foram retirados. O Du-
que do Coburgo interprelou por si mesmo prati-
camonte sua opiniao, permittndo, que aasso-1
ciaconacional tenha sua sede central era Cu-,
burgo, oque i lie linha sido recusado polo Sena-1
do do Francfort. Urna prova de que osla ten-!
cao nao smente de inloresse interior para a Al-
femanha, d urna nova brochura com o titulo.
Une voix d'allemagoe, publicada pelo conde
Draitri Folstoy era Bruxellas, librara do Mn-
quard], na qual se acha. ventilada a questao da
attilude, quo conviria sor tomada pela Russia
para com una futura Allemanha unida.
Mas agora um outro objccto, quo .novo as
almas dos Allomaos, do menor momento, sira,
mas muilo prximo o de um sentido gracioslssi-
uio, a colebraeao do anniversario centenario do
oascimenlo de nosso mximo poeta, Schiller, que
rahecm o 10 de uuvembro. Schillei-.se enlhu-
siasmou pola verdade. pola luz .pola liberdade,
hostil a toda a tascnagao e doslumbrainento
mental, como da oppressao desptica material,
por corto que a naco Brasilcira
em luzes o elcvacao espiritual,
nosso inmortal vale llie fossem accessiveis. Ns
mitliruma restaoraco violenta por tropas es-
trangeiras. Cl.ogou mesmo una deputai o da
Toscana curte do Berln, a qual declara or li-
cado summaraente salisfeila pelo seu acolhi-
mento bom quo smente privativa] peranle o
mmistto de Sclileinitz. Eutrataiilo os ducados,
soh gobernadores interinos que linham pedido
ao ro Vctor Emraanucl. continuara a consolidar
sua aduiinistrarao, sendo de accordo unnime,
que s a annexaeo Sardenha seria a marcha
poltica, que lhes prometteria um successo. As
barrerasadnaneiras entre os ducados lem cabi-
do : as moedas sao cunhadas cora a cllgic do
rei de Sardenha ; suas armas fincadas nos edifi-
cios pblicos ; c os actos emanados
nomo.
dores e o Papa.
('tunamente 0 Times publcou urna carta pou-
co satisfactoria, que diz baver mandado e Impe-
rador francez ao rei da Sardenha : talvez que
seja apocrypha, coraluJo. escreve-SC da Italia,
que o rei liavia chamado a Garibald, para cora
ello conferir sobre a resposta quehava de ser
dada. As folhas francezas traduzera aquella carta
do inglez.
O imperador da Austria dominio finalmente
seus ajudantes generaos : o conde do Grumio o
o barao do Keller. Poderia toraar-se este aclo
como una concesso opiniap publica : mas
junlou-so elle uraa outra deraissao, a do se-
ein
iihor do Ilubner (antes embaixador ora Pars] do
ministerio da polica, o que julgado como urna
retrogradado aborta. Era esto ministro o nico
liberal deseos collegas ; e propenso s reclama-
sen i <;oes da Bungaria : mas a causa decisiva do sin
domisso foi a doscoberta de que em lugar de
tora tudo esta marcha calma e serena foi ma-' 500 milhoes de florins, em que o emprostirao
culada por ura acto faccinoroso. o ossassiuio do I nacional de 185 huvia sido ixado por carta ira-
coronel Anvilt em Parma a 5 de outubro. Mas em j perial, foram eniitlidas obrigaces no imperte de
"?"J..!.1fef?t"M contra urna plebe amotinada | 011,571,300 llorius.... operacao Onanceira [para
nao servii-iio: do outra denominacio] o ministro
secuh,
do vil
nao dover-so-hia antes admirar, de que n'uma
popui "tllenle maltratada desde um meio
rfafl*s verdugos, este acto
ose a primeira, c do que a
raiva popular se livesse saciado com esta nica
victima? Nio dover-so-hia suppor que sendo
Satinarla muito este Anvl, complico do lyranno defunto, c que cludos das Bolsas Europeas] ; mas o governo
> merecer rail morios por crueldades o sevicias I nao poda preterir-so de um genio como o senhor
innmeras perpetradas contra a misera gente,! d Bruck. e foi aceita a domisso do Sr. da llub-
lno,T, J, lg v ,0,li'sasnaroes, levando as.ngumolenca, at o escarueo, nao or. Esla transgrosso son. oxetnplo nao poda
iffi- "cinplo os Vedas o Sbafiers dos poderia deixar de dar-se o que se deu quando se ; lixar escondida publicidade, porm o governo
Hind eran, pranos por multo lempo Ihesou- ole moslrasse em Parma Que tizeram os In- a attenuou algum tanto, acrecentando que des-
ros secretos, ninguom conhecendo a Iingua Sans-; glezos na India, quando npanharara Nessa Sahib i (es 611 milhoes caixade amortisacao26,492,100
kris. derara-nos os Inglezos urna traduccao lite- no campo delles ? Sendo recoi.l.eeido, logo foi Ponns ; de sorte, que s corran) S.OTO. 300 ti .-
ral, s logo della se apodenram poetas afamados accommettido e preso, propagando-se a nova pe- rins": mas coratudo os juros daquelles 26 1/2
jacao, para i nlroduzi-las era digno e la cidado como um logo elctrico e antes quo a milhoes, que A caisa "
da fazenda devia ter sido logo destituido e niet-
tido em processo fe immediatamente o eoipres-
tirao nacional baixou do 4 c mais larde al de 7
por cenlo, o as grandes pravas de commercio
oxigirara que os papis d:i Austria liquem ex-
m
cousa para reformar ; o todos os dias que decor-
remera vez de serem dias perdidos, sejam dias
; proveitados.Lois levme.
[Journal des Debis.)
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PERNVM-
BUCO.
nr.nttM 4 of. sovebbro de 1850.
Principiei as minhas dus correspondencias an-
teriores ventilando a que3lao da unidade da Al-
ie maiiha e de um poder central, que tenha & seu
lado um Parlamento livremente escollado por
todas as partes do pai/; o porque nao o farci
tambom agora na torceira? E o faca, per ser
esta a ria nica para 3 Allemanha vef-se emfiru
espeilada pelas nacoes estrangeiras. Conlinuam
ce toda parto as adu-sor;- ao programma de Ci-
senaci ; ora num:- sempre ascendente sobscre-
para imruuuz-ias em uiguo e la ciuaac como ura logo elctrico c antes quo a I milhoes, que i caixa d
nobre lraje. I os mal sendo para esperar, que um i torea armada aquartelada em urna distancia da raesiral.ncnte, dovara ser prodzfdos tambera pe-
profundo conhecedor do allcmao e um hbil ver- c.dade podesse acudir, j elle havia sido otra- lo naco contribuinle. Sem exempio, dizia eu i
sicador seachcm unidos em urna possoa, foca- vessado por mullas piinfaadas, seu cadver ar- PoU ixitte um exempio, nao emnenhuiu outro
s" "!" '. "g ivaduceao om prosa porliiguoza das rastrado pelas roas, o a cabeca cortada posta om paiz. porn. na mesma Austria,
r V c '"'a q'n d,'Plls.1'!m ." i,l'"."s col,.!- : c,""a "a mesma columna, era cujo p o sangue U.u mandilo imperial do Francisco I do 11 do
s poetas nao dar-lhes o biilho da poesa : pois de suas victinir.s havia corrido. Mas quando se fovereiro de 1811 doclarava verbalmante : Cu
ir do espalhou pelo pais esla nova, entrou o dictador empeuho miuha palavra imperial, que os bilhe-
arini cora tropa picntonteza cm Parma, dusli- les de banco nunca ho de sor depreciados.
tuio aiucllas]antoridades que nao naviam mos- Seis semanas depos publtcou-sc unta ordouanea
ia p ira com o povo desen- imperial, pela qual o papol-mooda foi reduzida i
Iroado, decrotou o desarmamenlo dos Parmcsanos quinta parte. Deu-sc por 5 tlorius em novos bi-
com excepco d guarda nacional, e lomou rae- Iludes um flom, nao era prata, mas cm novis-
dldas para que a justira alcaneassc os autores do
crime que todava pareccm ler-se evadidos : por
parece a corto que como um milagte, que contra cenle-
que prepara a cidide de Hamburgo. que repar- as cobardemente supphcados pela reaceo em
ferro foram um tanto assombradas pelas prelen-
cJes dos bispos das ditas Cidades, de inaugurar e
consagrara ponto e o caminho de ferro (ceremo-
nia que, intil em si mesmo, nao liavia outra
tencau que de alear a aureola do sua propria
dignidad', o que sendo escusado, linham-seos
deixado ausentes.
A taleneao publica eslava fixada ha muito
lempo sobre urna reuniao do imperador da Uus-
sia acorapanhado do gro-duque de Weiraar, dos
principes hereditarios dos Pai/es Baixos e do
Wurtemberg e do principo do GorlsehakolT cora
o principe regento o os mais principes da Prus-
sia, que houve lugar em Brosiau, capital de Si-
lesia, em 23 o 2 5 do outubro, d'ondo as augustas
pessoas voilaram j om 25 e 26 tara suas res-
pectivas presidencias, sera que, fora da plenis-
sima syn.palhia inutu, at agora transpirasse na
publicidade alguma noticia particular. E por
corto justificada esta alteneo, se; por exem-
pio, encontramos na gazela de Pelersburgo tro-
chos como o seguinte
A liberdade da imprensa ao nosso ver o
espelho do grao da tivilisaeao de um Estado ;
patarras antes inauditas na Russia, e parece co-
mo um transtorno do mundo, se o Constitutio-
nel, o Sieele etc. vierem a ser envergonhados
por uraa foi lia russal. Quera quzer mais espe-
cialmente informar-se do novo genio, que guia
a actual admtiislracao da Russia,compon as no-
vas brocharas do conde Juan Golosvicn : Le Pro-
gresse de la tussie ; l.a Russic depuis .llevan
dre le Uieu intcnlionn.
O hroe vencido do Caucaso, Schamyl, foi
tratado em Moscov e Pelersburgo (onde houve
urna audiencia peranto o imperador] com a ex-
trema cousideraeo, e declarou quo ello s>' loria
submetlidoj ha muitos annos antes, se Imu-
vesse conhecido a Russia como agora vera a co-
nhece-la. Comtudo as cousas na Caucasia anda
nao csio acabadas, pois levantou-se um novo
capataz de nonio Mahomclidnin, que reputado
por nao menos enrgico de que Schamyl. Com-
tudo a apprehenso doslc chelo causou tima emi-
gracio grandiosa para a Turqua, que concede
aos emigrados ierras livrcs [som dono) o mais
outros favores.
Um navio foi ltimamente a fundo com todos
seus 233 emigrados Tsuhcrkesses.
Em Consta..tinopla fui doscoberta urna conspi-
rarlo perigosa contra a vida do Sullo. Houve-
ra.n logar multas capturas de pessoas disliuclas.
0 Sullo ordenou aos patriarchas e bispos gre-
gos d.ts differeulos provincias que, reunidas em
Constantinopla deram muito iueommoio ao go-
verno. a se retiraron] sem demora cada um pa-
ra sua docesc.
A guerra que a Hospanha declarou ao imperio
de Marrocos vem a ganhar urna importancia
muito raaior, do quo antes pareca ; pois a In-
glaterra, ciosa que a Hospanha conquistasse a
provincia situada defronte do seu Gibrallar. o
ano debilitara a importancia estratgica e ma-
rtima desla (ortaleza para o futuro, manda p.ira
o Eslreito urna frota de observarn para obrar
segundo ascircuinstancias, talvez raesmo de op-
por-se a um desembarque hespanhol s cartas
da frica, entretanto que este vigorosamente
apoiado pola armada franecza. Mesmo opiniao
publica, que aquella doclaraco de guerra foi
meramente atienda pola Franca, pois que haven-
do a Hospanha enviado um primeiro eumse-
gundo ultimtum, c londo sido fVoiitra toda ex-
pectac-o) aeccito ura e outro pelo governo mar-
roquino anda um tercolro um ultiraaiissimuin,
o appareccu era termos quo euilim nao podia
ser aecclo. Receiando couOiclos serios, os Eu-
ropeus c al Nurlc-amencanos, residentes era
Tnger, j esto salvando os seus liaveres a bor-
do dos navios.
Na fronteira trancen jcomocarara as hostili-
dades ; dopois de um combate" de 3 horas os
Francezes, na maior parle Zuavos, oceuparam o
paco de Ain-Tacourott. Esta discordia comtudo
nao impedo que estas duas grandes potencias
opercm cm alliabra na expedioo que novamen-
le so prepara contra a China.A expedico paci-
fica, quo a Prussia manda para os imperios do
Siam.Japoa China, consstindo no vapor h-
lice Arcoita, da fragata Tlietis c da escuua Fra-
nenlob, (esta ultima 6 urna dadiva das Donas VI-
lemas para a armada allema tinada por loilo !
que eiiilliu chegou ao poder da Prussia) hade
sabir era breve, o provavelmeutc ho de juntar-
se tambera para o mesmo tira alguns navios da
Dinamarca oda Suecia, c pons;i-se que mesmo
da llussia.
De pessoas celebres morrerara na Inglaterra
primeiro o engenheiro Roberto Stophenson, Be-
guindo mili cedo iseu preclaro antecessor Bru-
nel, e receben a honra de um enlerranionlo na
abbadia do Westminsler: onde tambem jaz seu
collega Telford ; segundo o embaixador ingle/,
em Berlin aern Vienna lord Weslmoreland, que
morreu cora a id ;de de T6 annos a 16 do outu-
bro em Norlhamptonspirc.
Na Prussia monoram no inlervallo de poneos
dias 3 lenles generaos, de Wit/.U-bon, do Bcrg,
do Hirschfold e seguio uestes dias o quarto, o lo-
rente general de Trotha.
Em Casse I morreo a 22 de outubro o director
geral de msica Dr. I.uiz Spohr, celebre compo-
sitor de operas e outras obras do msica.
Era Zuricb o afamado diplmala austraco, con-
de de Colloredo.
O augmento da populnco de todos OS oslados
do Zotlrerein, aconta da numerarn do l^ i
1838, foi do 32,721,094 almas em ,572,467 o
que importa 2 o meio por cento, desles a mo-
narchia de Prussia de 17,556, no lim de 1835 em
18,107,27 i ao lira de 1838, augmentando 550,968
horaons. O mximo augmento aprsenla Fran-
cfourt s. M. de 5,9 plt. ; o mnimo Hanover de
2, pll : una diniiuuico nicamente na Kassoa
eleiloral, cuja populacno baixou de 709,659 1833
699;70S (1858) ; o q'uc faz 9861 individuos ou
1,3 pl. de menos.
Do carainhos de forro na Prussia so acharam
em serrico ao lim do 1858 ; 660, 709 leguas prus-
sia..as (*) cujas 205 o meia leguas com Iridios do-
blados : accrescimo desde 1857 33.135 leguas:
era pleno e continuo servico se acham 610, 670
'aguas, quena lemcustado 279,761,378 Ihalers, o
oducto bruto de
lialers por legua,
a saber : 11,280,077 Ihalers do pessoas (18,803
Ihalers por legua, c 21,541,325 Ihalers de fazen-
Iransportadas no decurso d-1858-; 159,327 pt
soas e 256,724 qninlsos aduaneiros (Zoll Contnc.
de 100 libras 15 ornas), pois un. com o unir
passon cada pessoa 5', 263 leguas, e eada quintal
de fazenda 8, 865 leguas.
Fabricas de ceru-ja existiam em 1858 na u<
narchia prussiana7967, dos quaes3783as cida-
des. 4184 no campo ; alni dostas 2414 fabrica-
para casas particulares. Repele-n o cotisumuc
para cabeca di popntacio : mximo na provincia
da Prussia oriental, 14",87 quarlus, o 3 s.lbergra-
sohen (**) de imposto ; minimotia provimii de
Posen, 4,62 quartos e 11 poranings : Masgradv
difieren om Berln, onde vem 34.359 quarto*
o 6 sgl 10 pf por anno.
O viajante C. de Struvc, que acompanhou a
expedico da Russsia para Kpiva e Bakhara.
achou por ura exacto nivellamento baromtrico
que o lago de Arnl do 237 ps inglezos mais
baxo que Orenburg, que elevada de 285 ps so-
bre o nivel do ocano. Sendo o nivel do mai
Caspio do 84 p mais baixo de o ocano, o do
lago Aral de 84 ps sobre o ocano, e de 132 p-
subre o mar Caspio.
Concilio com a novissiroa Ordenaio do Reino
das Madas.
O intendente geral dos theatros inhibi a to-
das as sonboras quo liverem de comparecer no
palco, de servirem-se mais com qualqucr traji.
j quo or, das chamadas Crinolinas ;sai,is com ai-
res ou donaires!. Desojara, que osle grande gol
pe dado urna moda insensata, se propague |
todas as ladies do publico.
:.
INTERIOR.
ver acabar um estado
provisorio em que Se compre reformas prali- eu eflT1M ,
cas, e em que se d fon-a lodos os das e cada i ,. c ., ,.,1,* ,
voz mais aos fados consumados. Quanto mais 'ZmJ^^Zxl^'lT^V0^
ee honrar fette, menoa ser oossivel desfazer !s>,emnI,,a'les. I"o cm Berln o Potsdam havia
arouleca oque S' stmp^e haSr ai C S'S^f S" "M ?",^> dai principaes Irado bastante ener
......--- : "/ re.na i dostas cidades, nao obliveram o assentiinento das
i:sl(;< histrico sobre* a promcia
do Cenr pelo Dr. Pedro Ihe-
berge
(Conliiiua.-o do n. 275.1
A 15 do setombro de 1636 morreo era Cara-...
o primeiro governador do Haranhio Frauc.-
Coelho de Carvalho.
Os llnllandezes, senhores j do Pernambuco.
Parabiba o Rio Grande, anda qneriam ostei.doi
se para o norte ; e o nomo de Mauricio de as-
son, j to celebre om Pernambuco, om pooce
lornou-sc tambera conhecido das Indias do in-
terior do Cear. que sua poltica frinca e gene-
rosa o sua conducta pessoal contrastaran de tal
modo com a tyranna e iiihiimanidade dos pri-
meiros conquistadores do Brasil, que uo bavia
tima tribu indigena onde elle nao fosse aprecia-
do e nao gozasso de um nonio honroso.
As tribus do Cear pois resolvern espont-
neamente submeltor-sc ao seu dominio, repu-
tando outro qualquer jugo preferir! ao que sup-
portavam desdo quo nao estavam mais dcbaix>-
do governo de Marlim Soares Moreno ; o qual
por sua prudencia e tino tinha sabido aerada
los o submettn-los ao dominio porlugi.ez.
Estos indios mandaran! offerecer a Mauricio
de Nassau nao s a sua allianra, como tambera
os seus soccorros, representaudo-lbe que seria
fcil apoderar-so de urna fortaleza guarnedda
por poneos soldados o diminuta arUlharia, assim
como ventajosa a possessao de um pauque pro
duz algodo om abundancia, sal, madoiras pre-
ciosas, iudependeiiteoenle do ambero, que m-
diz uaquclle tempo ter abundada as pr.u.is do
mar. Mauricio, conscio di importancia de urna
tal allianca, acoitou o offerecimenlo e envin
para o Cear uraa esquadrilha coinraandada pelo
general Juari Guarnan, que era casado cora ama
portugueza do Rio Grande.
Apenas os Hollandezes desembarcaram na
costa, reunio-se-lhes grande numero de Indios.
O forte situado n'uma eminencia, linha perdido
l.a -
dorara no decurso do 1858 ura pie
31,905,177 Ihalers, pois56,3i th
ia pouco lempo o seu governador Domingos da
'oiga Cabra] que snecedera a Moreno, por occa-
siao da partida dosle para Pernambuco, afim d>
auxiliar os portuguezes contra os invasores. Pri-
vados portanto do seu chefe, e vendo a dofec-
co qnasi geral dos Indios, os defensores d.>
forte capitolaram,depos de alguns dias de cer-
co ; o os Hollandezes lomando tonta do presidio,
foram successivamente se apoderando do resto
do paiz, onde seiornaram to Irraraos ou mai-
anda do que os primeiros conquistadores deste-
meamos Indios, que sem resistencia e confiados
em sua boa f se haviam abandonado elles sen.
reservas : mas desla ingratido veremos mus
logo que foram elles cruelmente castigados.
Esta conquista do Cear polos Hollandezes le-
vo lugar nos ultimas dias do anuo de 1637, e
25 de noverabro de 1641 apodcraram*se igual-
mente do Maranhao.
Quando ora quasi sua totalidade achava-se n
norte do Brasil subjugado pelos Hollandezes, re-
bentou om Lisboa essa celebre rovoluco que sul-
trahio os Portuguezes ao jugo ignora i uioso di
Hespanha, estaboleccndo no hrooo portuguez *
familia de Braganca, dopois de 6'J anuos de urna
oppressao aviliante ; e este feliz aeontecimenta
que occorreu era 1640, durante o mez de de-
zembro, s chegou ao couliecimenlo do governa-
dor do Maranhao em junho de 1611. alguns me-
zes depvis da occupaeo desta cidade polos Hol-
landezes.
Esta noticia oncheu de enlluisiasmo a todos os
Portuguezes do Brasil, o inspirou-ll.es em geral
o desojo desacudir o jugo balavo ; de modo que.
depois de longos c duros esforcofl dos Maranticu-
ses, soccorridos pela gente do Para e pelos rc-
forcos vindoi do lora, conseguio Antonio Teixe:-
ra de Mello, o.xpeHir complot.menlo esses una-
sores o apoderar-so da cidade, que acharara m.
todo redunda a ciuzas pelo ceg furor dos \eii
cidos.
Emquanto o sabio Mauricio do Nassau cst
a testa dos Hollandezes no Brasil, tudo parj elles
foi ahi prosperando, e u son dominio lirmando-
se cada vez mais ; porm, depois que a gateada
suprema passon era 16i3 s maos iuoxperientes
de um consclho do adminisiracao, que nella ..
subsliluio por inveja do governo da t oiropole
balavo, tudo entrou as conquistas .citas em
seu movimenlo de declinaoao. o .Maranhao, co-
mo vimos, sacudi o seu dominio; c o b
logo o in.ttou.
Quando os Hollandezes se apoderaram do M i-
ranho, atini de torera sempre mo os !nd:e-
do Cear, compeiliram-nos a deixar seus poisos,
o aondo os eiii.onlr.ivain ou podiam alsanra la*.
autoridades supremas, de sortc quo ho de res-
tringir-so festividades as escolas, nos institu-
tos o na Univorsidade.
A memoria mais digna de louvor me
lira poesas de Schiller gratuitamente aos esco-
lares dos dous sexos.
Prepara-se eu. Berln um seraelhante dora, po-
rm em grao muito inferior, pois om Berln exis-
ten! 60,000 escolares.
Brcseia, Vienna, Arad. Itostadet, a historia me-
more s urna victima feita pelo povo ; que umi
povoacao desde mozos quasi estirada sobre um o
I potro, o nao sabendo o que o dia seguinte llie
irar, nao pense que, sondo o diluvio amanhaa,
Fazemos votos, para que o passamento de nos-1 melhor seria hoja transtornar tudo, como a his-
so rci.j pormoitas vezes imminentu (por cuja toa das revoluccs nao carece do exornlos. E'
caus lambem o son anniversario ao 15 de oulu- essa principalmente a situacao das legaeocs ru-
bro passon pela primeira vez sem qualquer mi- manas, que jurataiu de nunca mais gotiuflectar
Duestaco pblica, militar ou civel; nao sobreve- diante a mitra.
tiha eslorrando toda a solcmnidad. Somelhan- Espalha-sc c-m Ancona, Ferrara. Barena c liar-
los e porrerlo mais grandiosos festejos lero lu- ticularmeiite cm Bolonha um sern numero de
gar emGcnebra [Genf Zurieh, Riel, Druxellns, Ihrochuras, as quaes nao smenlo se patentes a
simos bi
lestacoes
ou3/i dcsiiu valor, do sortc qua o possuidor do
20 Dorios era papel possuia enctivamente um
s tlorira un prata. Voja-sc o Manual do Esta-
tistica por Ilnib].Mas que vem a fazer-se cora
dinheiro ? Era todas as gazetas cita-se o
seguinte do dilapidaco. Euconlrou-so nos regis-
tros da contadoria militar da ultima guerra esla
rubrica :
das (3j863 Ihalors por legua; om outras receilas (;"-a(" com que fossem Oxar a respectiva' resi-
2,113,775 thalejs; c causaram em cusas de ma-
nejo 16,636,111 thal.-rs (16,900Ihalers por legua
Por isso um producto nella d>-18,328,703 Ihalers;
d'onde resulta ora juros [computando o icapilal
para a conslruccao, e os desconlas conservados
para os fundos de reserva ede renovaeao, e para
se Cobrir os impulsos 6,55 por cento. Temi-
se contado o producto liquido do 1857 a ura juro
de 7,4 i por cenlo, foi uo anuo do 1858 de 0,89
por cento monos, compensando-se em -lodos os
dados um caminho com O outro. Fazendo-se. a
leles : o som embargo do repelidas pro- j dita eonipcosacao, Custou a legua 451,017 Ihalers.
estos ultimas perderara em pouco tem-10 caminho dispeiidiosissimo o do DutTeldorf-
Elbcrfcld-Dorlmund, que custou 876,990 ihalers
por legua ; o mais barato oBrieS-N'eiffe, que cus-
tou somonte 203,629 Ihalers por leguas. Os ca-
rainhos de estado custaiam um e outro 402,736
Ihalers, e os de particulares 470,029 Ihalers por
legua. Existem 1206 locomotores, 1864 carros
para pessoas, 21939 carros para fazendas Foram
Pagos por mechas phosphorica* /"a11 u-
incites 30,000 Zuanziger (mais de 9 12 contos (*] A legua prussiana de 2400 ruthen, igual-
do res' lados como estos nao carecen: dt com-1 lando a 0985,125 da legua geographica (que era
montano. segundo o uovissimo computo do celebre astro-
Na l russtaa nova egrandiosa pona c o o.iraii.lio nomo B.dVcl nao de 23.661 nos de 23,643 ps
de ferro em Colotria foiaberta pelo principo reinan- de Prussia, cujo 1 de 1339,13 amigos liimas fran-
te. A solemnidadc pormc igualmente tambem i tesas) comprohende por iso 1,2'812 da
ca: Treveris [Trierj a da abertura do caminho de portugueza.
lejua
dnela, porto do I.jiuoui, na oxtrem.dade septen-
trional da chimada sorra da ttiapaba. Uifemlido
dcste proced meo lo dos Hollaudesea, que assim
coirospoiidia... aos ramios servicot que elles ha
viam-lhea prestado cora sacrificio do propio,
sangue, assenlara.n do lomar urna riogaaca na-
larel dessa falsa f. Com esto tnstlncto renal-
ram-se os Taputas era grande numero, o em
seguida sorprendern] o torio do Camua, bm
tomara..., assim como o das Tartarugas na be-
ricaquara, maliram at o ultimo dos horacusque
compunham as gua,-uicdes delles ; e, ufanos poi
estessuccossos, dispozeram-se a ir lomar a KM
laieza do Ceari, que seachava na distancia deT'i
leguas llalli.
Marcharan] pois com grande celeridude pelo
interior do paiz, do qual erarn mu praticos,
chegaram do UOte ao presidio da fortaleza ; i
como nao fossem apercebidos pola guarnico qui-
era numerosa, esconderam-se lias matas da vi-
snhanea a espora do dia, visto que sabiam que
ao taiar dosle a maior parte dos soldados m es
palhava pelos campos, atim de tralar de seus iu-
teresses, deixando a fortaleza desamparada.
I**} L'm quarto prussiano 0,820,811 caada
l'm thaler centn ;!0 si'.bergrascheo mi 360 pfc.-i
n'u .--.
MUTILADO
\


w
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA FEIRA 5 DK DEZEMBRO DE fftftft.
\
Correspondendo a praiU-o m s i.h pievise*ou
^urtindo seus clculos o effeo deseiedado, en-
raram netla pela porta, quo Acara aborta ; eex-
tcrminaramos que tintura ficado pih numero lo
diminuto, que nao poderam resistir ao choque
inesperado de tantos l>arbaros iuimigos. Os que
jiorm andavam ra, sem ordena nem sciencia
do que havia suocedido, nao poderam r< -is'.ir. e
portanto se entregaran! prisionciros sueeossiva-
njrnle un aps ouirn.
Os vencedores avisiram logo de todas estas
nccurrenciasa Antonio Toixeira de Helio, gover-
nadordo Maranho, quccuidadosamenlc mondn
lomar cotila de lodos os presidios em noine da
eora porlugueza, o guarneceu-os com sulficien-
icstropos emfins do auno de 16i, nomcando
notao para governador do Cear a Estevao de
ampos Moreno, irgento-raor da companhia do
Maranho e prente de Martim Soares Moreno.
Estas sublovuees excitaram o entlinsiasnio
ilosTcrnnmbiicanos, que rodobraram em tal pbn-
junctura de esforcos para oxpellir os seus o; pres-
tiros. Nesla grande luta figuraran os Indios do
Cear e da serra da Ibapada, eommandndos pelo
seu illustre compatriota Antonio Felippe Cama-
rio, irmo do chele Jacauna, e como elle natur il
da serra da Ibiapaba. Em recompensa do sen
grande valor e dos relevantes serviros que pres-
in i causa da independencia, assislindo a quasi
todos os piii'onlros nolaveis das guerras dos llol-
landczes, mcreceu o titulo honorfico de Dom, h
condecorarlo da ordem de Chrislo, que naquelle
fempo s se conceda a quetn a mere cera por
grandes acedes, c nm lugar dslncto as paginas
da historia daquolla poca memoravel.
Este hroe nunca desmentio o elevado conceito
(pw dalle fizeram ose befes da expedioao; c nao
bstante a sua bravura a toda prova, nunca sabio
ierido ; mas veio a succumbir cm ltilSa urna
grave molestia.
Honraran) a sua memoria dando-lhe por Subs-
tituto no enmmando dos Indios o sen sobrinbo
Diogo Pinbeiro ('.ama rao, que, como elle, pres-
tou relevantes setvicos au Brasil, e mostrou-se
digno herdeiro do seu valore das suas virtudes.
Distinguo-se tambein nesla guerra Martim
Soares Moreno, fundador da colonia do Cear,
que combaten as ileiras dos independentes,
at quo voHou para Lisboa por ordem de el-rei
l). JooIV em lfiiS.
Dt'pois finalnionte de numerosas c oncarniea-
ilasbiilaihas ntreos Hollajidezcs o os iudepn-
denles, os invasores foram se enfriquecendo e
perdendo o animo ; e Joo Pernandes Vicira, em
ontravencao com as orJens do seu monarcha,
tiateu-os completamente, lomeu-lhes Pernambu-
i o, unir praca onde resisliam anda ; expulsou-
"S da ferrada Santa Cruz o acabou para sompre
ora o seu dominio no Brasil a 27 do Janeiro de '
Hi54, dominio este quo durou 30 anuos contados
da prmeira invasao da Unira cm 1624. Do Reci-
to seguio logo um navio para o Cear, alitn
decondu/.ir, em virlude da eonvenoo da capi-
Uilacao, os Hollandezcs que ahi se a chavan).
Neste anno o governo do Maranho fui divid-
docm capitanas dependentes do governador ge-
ral do Brasil; mas em 1G5 rcslabeleceu-so
aquello estado ou governo em dependencia al-
guma, o para ello fui Borneado governador geral
Andr Vidal do Negreiros. E por essa mesma oc-
casio foi o Cear desmembrado do Usa lo do
Maranho, c annex.ado ao govcuio de. Pern.tinbu-
o.do qual ficou dependente na ordem dacapi-
lania de segunda rlasse.
Desde esta poca .. o anuo de 1799, cm que
re elevada i calhegoria de capitana indopen-
dente, a sua historia confunde-so ou se torna
multo secundaria e completamente subordinada
a da capitana do Pornambuco. Todava | rocu-
remos apoutar os fados mais notareis que se
eram durante este periodo, quo comprehondo
.tais de seculo.
J vio se que Antonio Teixeira de Mello, go-
v^rnadur do estado do Maranho, mandn em
JtHf, dcpois da expulsan dos Hollandezcs do Cea-
r lomar conla dos seus presidios por Estevao de
'.ampos Moreno, a qiiem uomcara capilo mor e
governador delles e dos demais eslabelecimoutos
quealli existiam ; o qual parece que continuou
ueste governo at a total evacuacau do Brasil pe-
los Hollandezcs, porque as chrouicas do lempo
nao fallam de nenhutn oulro cap i 15 0 mor do Cea-
r ate a dala delGS'i. Todava de snpporque
na annexaeno do territorio doCcar capitana
de Pernambuco era 1653, fosse nonieado oulro
pelo governador dossa capilania. Mas como nao
consta que fosse conservado uem lo pouco subs-
Muido ate 1680; e aln) disto nao sendo prova-
vel que tenlia continuado no governo durante o
decurso de-30 annos, de presumir que haja
neste periodo urna lacuna na succossao dascapi-
Kies mores governadores do Cear.
Os jozuilas do Maranho, a cijo governo por-
teada anda o Cear, mandarara missionarios dos
saos collegios para os serios desia capitana, o
para as planicies da serra d,i Ibiapaba, afirn de
destruircm nos indios j reunidos cm misados as
Jipas herticas, que tinham recebdo dos Hol-
Imidezes, com quera haviam combatido durante
a sua estada no Brasil, e de chamarem nutras
hordas anda selvagens ao gremio da religiao ea-
lliohca. Tinham nesla poca os jezuitas por pro-
vincial o padre Anlono Vieira, lo condecido ne-
las-euas obras Iliterarias, como pelo pelo zelo
em que so porlou nestas misados dos indios.
t)epois de to arrostrada perseguidles, Iraicoes c
opposroessera numero dos governadores do Ma-
i.inhao c Para, que por inleresse proprio favore-
can) a escravisacao dos indios, obterc d'el-rci I).
loao IV n alvar de 9 de abril de 1655, em que
.se prohiba o caplivero dos indios, exceptuando
apenas 4 casos : 1." quando tomados em guerra
j'ista, para a qual concorrcsscm tod >> as circums-
lancias exaradas no dito alvai ; i. quando se
oppozcsscm pregaco das verdades evanglicas;
3." quando fossem presos corda, destinados pa-
ra serern comijos; 4." lnalnieule quando fossem
vendidos por outros indios, que os houvessem
lomados cm guerra.
O padre Vieira foi mandado expressamento
Lisboa para advogar a causa dos indios, e o fez
com tanto zelo, quo obteve o despacho cima,
vollando para o Maranho nm maio de 1C55. En-
< ontrn enlao no poder Andr Vidal de Negrei-
ros, que o favoreceu em todas as suas empiezas a
lavor da catechesc dos indios, no que procodeu
muidiffereiilcmeiile dos seus predecessores. O
venerando missionario aproveitando-se desta bou
disposicao do governador, nao s envin missio-
narios ao Cear, como tamben reio posaoalmen-
ie visitar e promover as missoes da sena da Ibia-
paba.
Li. sem poder molembrar aonde, a descripco-
ue sua viagem a estas regios, c n'uma carta iiue
elle escreveu a el-rei, com datado 11 do forc-
iciro de 1660, d-lhe conla dos successos ootidos
nestas missoes dos indios Tabajars, que, diz el-
lo, por espaco de 24 annos, em que estovo oceu-
pado Pernambuco, foram nao s adiados, mas
vassallos dos Hollandezes, e anda cmplices das
-suas herezias; mas depoisquo foram cm missao
a esta gente dous religiosos da companhia. quo
residem seinpre com oiles, sobro oslaren) con-
vertidos a (eos que eram chrslos, assm elles,
como lodos os outros indios daquolla costa osla o
reduzdos obediencia de V. M. e ao commercio
o amizade dos Tortuguezes, c a viver as Ierras
iio Maranho para onde inuitos so lom passado.
Assim que, senhor, o listado do Maranho eslava
como siliado de dous poderosos inimigos, que o
linham c\-cado e lechado entre os bracos de uin
o outro la*o, porque pela parlo do Cear o ti-
nham cercada os Tabajars da serra, e pela parte
do Cabo do Norte (que sao os dous extremos do
Estado) os Nheeugaibas. E como ambas estas na-
eoes linham commuuicaco com os Hollandezcs
o miara de seus commercios, j se vcem os
dainnos que desta unio snpodtam temer, que o
juizo do todas as pralicas do Estado nao era me-
nos que a total ruina. Mas de todo este perigo e
temor foi servido Dos livrar aos vassullds de V.
M. por meio de dous missionarios da companhia,
e com despeza de duas folhns de papel que foram
as que de uma e oulra parte abriram camnho
paz e a obediencia com quo V. II. lom hoje es-
tas forinidaveis nages, nao s conquistadas e
itvassalladas para si, genio inimigos jurados dos
Hollandezes, conseguindo Dos por lo poucos
homens desarmados, e cm to poucos das, o que
tantos governadores cm mais de vinlo annos,
com soldados, cora fortalezas, com presidios e
tom grandes despezas sompre deixar nu em peior
estado.... Nesla longa cilaco qnz deixar fallar
im grande poltico, que expe admirav cimente o
estado desla parle do Cear.
Em quanto os jesuitas do Maranho tralavam
de mandar missionarios para ahi, outras crdens
lambem expediam seus religiosos para cslabele-
ecrem missoes pelo interior das tenas. Os car-
melitas descalces linham missoes nas margeos
lo no de S. Francisco, que ahi haviam estabe-
Iccido missionarios do sua ordem vindos da Ba-
ha com os intendentes da casa da Torre, que
nessa localidade tinham situado nimias fazen-
das, o io incessantemento se eslendendendo
pira os limites naturacs desta provincia ao sul,
lormados pela serra do Araripo
Muitos habitantes de Pernambuco vendo pro-
longar-se o dominio hollando*, linham abaudo-
uudo o Ihoairo da guerra, reliraiido-su para o
interior do paiz, e cora cspocialidade para o des-
ta capitana para onde eram, alera disso allra-
ni I >s pela nonieada do Bio do Jaguaribc, Ho-
rneada que exista desde rauilo lempo.
Anda nisto erara levados estes emigrantes pelo
estado de independencia .do Cear, que. apenas i
estece sobo poder dos hollandezes por dez aa-]
eos, do manera que nao se eslendendu estes
durante o respectivo dominio para o interior, e
limitando-se lo smente eoctipacio dos pre- !
sidos do litoral, foram no eulanlo aquelles eroi-
grantes apoderando-so de terrenos nas boiras'
dos ros grandes, nos quaes ostabulereram fa-l
zondas de criar gado e animaos, terrenos que
adquirirara ulteriormente por datas e sesmarias
oblidas, urnas do rei de Portugal, outras dos ca-
pilaes geueraes. governadores de Pernambuco,
elas dos"capilcs mores governadores suba-
(ernos do Cear aquellas final mente pelo faci
de lerem sido povoadas por bandeiras viudas da
cidade da Babia ou por liarles de habitantes
dola, sendo oslas adquiridas polas autoridades
d'alli.
Isto collizi de diversas escriploras de dalas o
sesmarias daquellasepoehas, quconconlrci ninas
cid nios do particulares, e outras lan adas era
livros de notas dos tabelics do Ico.
Que nesla cpncha os serios do Cear criavam
grande copia de gado, pois sabido quo, du-
rante a guerra contra os hollandezes, no decur-
so do auno do 1G7, senlndo-so no orraial dos
porluguezes grande taita de viveros, Andr Vidal
de Negreirosjsahio para o Cear em dias de agosto
e chegaodo ao Rio Grande ahi se deteve tortu-
rando o dosliuindo ludo, em quanto voltava da-
quolla capitana o capilo Joo Barbosa Pinto,
a quein eucurabio do receber e conduzir o gado
que se podesse atontar: o qual constou no to-
do de nm magote de 700 teses; o quo servio de
grande allivio aos enmbatentes. Este faci pro-
va que j neste lempo existiam [atondas situa-
das al certa distancia do litoral, e quo ellas
prodnzam nao pequea quanlidado do gado.
Se estes gados fiessera do interior, loriara se-
guido naturalmente oulro eaminho diverso des-
tc do Rio Grande.
Em 1671 foi explorado pela prmeira vez o
territorio da ulteriormente creada capitana do I
Piauhy. Domingos Alfonso Serlo, assim deno-
minado pola audacia com que intornava-se pelo
centro dos serios, veio das immodiacos do Itio
i.'e S. Francisco en(r.inhando-se pelas calingas
at encontrar a serra do Araripe, cujas vastas
planicies alravessou perto da sua uniao cora a
niesin.i serra-, e dahi desceu polo valle do rio
lialim at dar com o rio Parnahiba.
Nesta donla airavez de regios desertas o
habitadas somonte por indios bravios, encon-
trn outro ouzado aventurciro, paulista, de no-
mo Domingos Gorge, que, como elle, ia em pro-
cura de minas de ouro, ou do amigerado El
Dourado.
F.:n quanto estes aventurciros t-imavam o ea-
minho do Piauhy, outros viudos das mmedia-
i.""s do mesrao rio de S. Francisco, situavam fa-
' i las entre o rio de S. Francisco ca 3erra do
Araripe.
Em 1677 j eram to povoadas as margens de
S. Francisco, que o primeiro arcebispo no anuo
de sua posse creou as parochas de Jacobina c
de Santo Antonio da villa Nova do dito S. Fran-
cisco.
Ueste foco de populacho interior partirn) di-
versos exploradores, que pouco mais ou menos
nesta mesma epocha atravessaram a chapada do
Araripe, e desceran) para os Cariris, no valle do
rio salgado, onde encontraram cxcellontes ierras
de agricultura, que convdavam a una residen-
cia permanente aellas; mas tambora ahi exis-
liara diversas tribus indgenas raleles e nume-
rosas, que eram precisosubjugar.
Conla com lodo o fundamento o autor dos
lamentos para a historia do Cariri, que
un escravo da casa da Torre, residente n'uma
das fazendas do cro, situada entre a serra do
Araripe o o rio de S. Francisco, foi roubado
pilos ludios Cariris de 1060 at 1670, achava-sc
esla tribu, possuidora do Cauri, em guerra com
outras tres tribus vizinhs, as quaes he despu-
tavara a posse das feriis regios quo cercam a
sen i: oslas tribus vizinhs eram os Cariris,
que oceupavam as nascencas do ro desle noine
e us do rio Baslides, com que se rene; os
L'nhamuns, que vaguoavam nas u scencas do Ja-
guarihe, da Parra dos Bastios para cima; e os
Calabacas Qnalmente, que eram senhores das
margens do Jaguaribc o do salgado, nas irame-
dia oes da sua unio e perto do local onde so
aclia hoje a cidade do lo. O negro, que era
bastante ladino, lomuu una grande influencia
sobre o animo dos Indios Cariris, entre os quaes
viva, e nao cuslou a persuadir-lhes que inevi-
lavclmenlo suecumbiriarn se nao tivcssem algum
soccorro, iuduzindo-os simullanemcnte a pe-
di-lo aos brancos; o que foi aceito.
Parti pois com alguna Cariris para o rio do
S. l'iailciSCO, C leenn-.w !, frwan.l-i (Ja VaCUS,
onde foram nao s bem acollados, como ninfla
o son podido de soccorro attendido ; pois um in-
lendenle da casa da Torro, por nomo Medrado,
desojando estender Os dominios de sua procu-
radura, mandn para o Cariri urna bandeira de
200 homens s ordens de Joo Corroa Arnaud,
da familia de Caramur.
( Contina)
PERNAMBUCO.
RECIPE, "26 DE NOVEMBBO DE 1859,
S 6 HORAS 1U T.VKUE.
Retrospcctu semanal.
No correr da semana tiremos noticias da Eu-
ropa c do sul.
A obra da guerra foi era todos os lempos rnais
expedita do que os abstrnsos c inextrcaveis en-
redos da diplomacia. Na guerra, como o diz um
hornera entendido na materia, ludo se reduz ao
ataque o defeza ; na diplomacia acham-se cm
lucia muitos iuloresses oppostos.
Desde 1856, no ultimo congresso de l'aris ,
reunido para regular a quoslo oriental dos prin-
cipados danubianos entre a Russia e a Turqua,
que so aveulou a idea de examinar e decidir
lambem os negocios da Italia ; desde enlao que
a diplomacia Irabalha sem descanso para levar
SSO a ell'eito. Dopois de tres longos anuos de
nuleis estoicos, veio a guerra o quarenla das
decorridos sob a influencia doste novo agente
baslaram para quo a Italia se achasse livre do
dominio estrangeiro desde o Mediterrneo al !s
aguas do Mncio. at ao famoso Quadrlatoro.
Mas, inlervindo novamenle a diplomacia, ja l
fio gastos mais dequalro mozes,scm que a quos-
lao inili.i adianladu se anor um passo.
O tratado de 17 de oulubro assignado em Zu
rich cutre a Franca e a Austria, e os dous que
se lhe seguirn) e lhc serrosa de complemento,
deixam os espiritos no mosmo oslado de. duvida
c de incerteza era quo linham Qcado com o in-
explicavol aecordo do Villa Franca. Em Zunch,
como cm Villa Franca, poslorgarani-so os prin-
cipios mais condecidos do direilo publico uni-
versal e do direilo inlernacional da Europa. Ao
simples pras-nos das altas parles eoniialantos
sacnueou-se o voto das popufacoos da Italia cen-
tral, que tom o direilo absoluto de constituir-se
iiviomeote, e altorou-se as bases dos tratados
de 1815, sera previa audiencia das potencias que
os assignaram.
Somenle una quoslo Qcou deflnllivamente
resolvida em Zurich : fui a quoslo pecuniaria.
0 Picmonte tom que pagar a Austria, como in-
demnisac.no da porda do territorio da Lombar-
dia, 250,000,000 do francos, dos quaes a Fran-
inn nnCnl'uI!r)"leUt' taMl u i,uintmenlo de
Bosolvou-se alli, como em Villa-Franca, de
reservar os dircitos do grao-duque da Toscana
c dos duques de Parma e de MuJena, e restabe-
lecer-se o governo do Papa nas logaces ; mas
bem se comprehende quanto hado vago c de
indenido em ludo isto. desde que nao se deter-
mina o modo porque se lornaro ell'eclivas ps
, las clausulas. Inlorvir a forca para reslabeler
os duques c o governo pontificio nas provincias
insurgidas?... Soria isto um alleulado, uma
j violacao Qagranle do direilo. Deixaro que as
provincias insurgidas se subniellam ? ... Neste
I caso as esnpulaeoes dos tratados de Villa Fran-
i ca o de Zurich seriam uma completa burla, pois
i uinguem acredita boje no rostabelecimenlo da-
quellos governos pela vonlade dos povos.
Para ajuizar do que ha de incerlo e de obscu-
ro cm todos osles trabalhos da diplomacia, basta
comparar os preliminares do Villa Franca e o
tratado de 17 de oulubro com a caria, que cm
dala de 30 de oulubro dirigi f.uiz Napoleo ao
re Vctor Emmanuel. Neste ultimo documento
ja so nao trata, como nos prmeiros, de resrval-
os dircitos dos soberanos doposlos ; antes se
falla da annexacao de Parata e do l'lacencia ao
reino do Piomomc, do augmento do territorio
da loscanaucusta do ducado de Modena.que pas-
saru para o duque de Parma.
Finalmente do ludo isto resulta urna cousa
que u nconicsiavel ; a necessidade instante de
reunir-se um congresso europ j necessida-
de que u propria Austria acaba ao ecouhecer.
Espiremos pois, polas deciscsdojjrando con-
sellio da Europa.
Os cnsinos da experiencia sao sempre os que
mais aproveitam. O dominio desptico e vi-
lenlo da Austria sobre a Italia foi o que deter-
uiinou a serie de complicaces e a guerra que
trouxenim como resultado peda da l.embar-
dia. Teniendo que lhe viene a succeder outro
tanto na Hungra, rcsoheu a Austria reslabelccer
alli a conslituicao c as foir.as supprimidis desde
a rovolucao de 1848. Resta, porcm, em vigor uma
das causas que mais acreleraram as complica-
ces da Italia; resta em vigor a celebre concorda-
ta da Austria com a Sania S, e em virlude da
qual se estabeleccu a censura previa da impren-
sa. Todo o mundo sabo o que ha de irritante
neste embaraco posto livre raanifeslacio do
pensaniento. Com uma prudenle abrogaeo des-
sa concrdala, e com a conslituicao oulo'rgadn
Hungra, a Austria poder talvez conservar an-
da por muitos annos aquella parlo importante de
seus dominios.
Na allemanha, o partido das reformas do pacto!
federal leva de vencida todos os preconceilosem !
lavor da organisacao actual. Alguns espiritos
mais sofregos desejam quo o congresso, que esi
prestos a rounir-se, examine as bases da nova
conslituicao federal, o as aceite osanciiono logo.
Oulros julgam nocessario a rouno previa do
uma assembblaconslituinledo todos os Estados
federaes. Outros, Rnalracnle, aceitando a idea da
asscmbla constiliiinle, enlendem que um con-
gresso europou nada tmia que ver corr. os ne-
gocios peculiares da Allemanha, cuja existencia
tedcral j so acha reconhecida por todas as po-
tencias, e faz parte do direilo publico da Eu-
ropa.
O ultimo atlenlado conlra a vida do sultn en-
cheu os earceres do Constantinopla das pessoos
mais_qu.alilic.adas do imperio-turco. A conspira-
cao liona o sen fuco no seio do divn, e pessoas,
de cuja lealdade o sullao nao tnha a mnima
suspeila, como Hossein-Pach, commandaule em
chefo do exorclo da Romelia, tomivam nolla uma
parle inuilo .activa. O numero de priscs, ell'oc-
luadas era pessoas da mais alta hierarchia social,
excede j de eincoento. Mas, de todas as medi-
das vilenlas, lomadas para reprimir aquello at-
lenlado, a que mais tem irritado os espiritos a
da suppresso dos jomaos Heraldo do .toante
e Imprenta do Oriente.
A guerra entro a Uespanha o n imperio de
Maocos passou do dominio das probabilidades
para o das certezas. Oyarater frvido o belll-
coao da Taca ibrica acha nesta guerra um meio
de satisfazor-se, som corapromcltcr apaz inte-
rior com as continuas lucias civis, a que se li-
nha entregue por falta dodverso Esla guerra,
quer por esta singular Icii'dncia d'aquelles povos,
quer por_ causa da inimizade Ir.adiccional dos
Hespanhes contra os Moures, extremamente
popular em toda a uespanha.
A Inglaterra extorce-sc no meio do uma raulti-
do de dlculdados, a moior parto d'ellas suggeri-
das pela sua poltica suspicaz o ambiciosa. Po
interior as ideas de reforma cteiloral, ede refor-
mado syslema das tarifas coulinuam a encontrar
serios embaraces quanto aos meios do loca-las a
ell'eito. No exterior acha-so ella em hostilidades
com a China, para onde ia mandar reforcos ; lia
India, a insurreico avulla do novo, soba direc-
co dos famosos chefes Nana-Saib e Begmi ; no
Egyplo procura destruir a influencia franceza
ceno (im deembaracar a abertura do islhmo de
Suez ; em Marrocos, pretende embaracar Ues-
panha o direilo que osla ton) de so faz'or repral-
as injurias que tem soffrido dos Mouros, tomondo
lalvez que venha ella a fortificar-se do outro la-
do do estrello do Gibraltar, eneulralisar assim a
influencia ingloza naquelle ponto importante ; na
America, rrita-se contra os Estados-Unidos, por
se ter apossado da pequea ilh.a de Sao Joo, que
e a chave dogolpho da Georgia, e vem finalmen-
te enlcrvir cm Buonos-Ayres nas qucslos intes-
tinas do governo de Buenos-Avies com a Confo-
deracio argentina.
A Inglaterra est em toda a perle, motte-se
em ludo ; ecom todas estas cousas tem necessi-
dade de fazer enormes despezas que augmentara
todos os annos, n'uma proporeo espantosa, a
acuitada divida passiva.
- Compre notar, todava, que lodos osles emba-
races, em queso acha aGra-Brelanha, tcem me-
nos de philaniropcos do quo de iulcrosseiros.
O paquete do sul foi escasso do noticias.
Do Rio da l'rala nenhuina noticia. Das provin-
vincias do imperio a melhor o a mais importante
que era todas reinava o socego. Em quasi to-
das estovara feitaa as eleices para doputados
provini iaos
Em S. Paulo tinham tomado o g
rol em direilo 55 ostudantes, no dio -
bu. No Io, -1", 4" o 3" linio da Fe
Diroito npnhum esl'idanle linda sido
uenhum lora approvado simplesmente.
Do II io as noticias que nos trouxe o Oyapock
resumoni-se na reeleico do F.xra. Sr. conseihei-
ro Joao de Almeida Pereir.i Filh >, ministro do
imperio, era alguns despachos c outras de menor
inleresse.
Na Baha linha-se dado um grande incendio na
ladeira da Preguica. A falla .de um servico re-
gular de bombas fui parlo para que o incendio
lomasse maiores proporcos.
Em Sergipe c nas Ala'gas o que de mais im-
portante occorria eram os preparativos detestas
para a rocepcao de SS. MM. II.
Aqui lecm continuado por lodos estos dias
as demonslraces do jubilo pela honrosa visita
de Suas Mageslades a osla povincia.
Todas as pessoas mais qualilicaJas, lodos os
corpos colleclivos, militas pessoas do todas as
classfs tcem ido saudar a SS. MM., e vollam pe-
nhorados da nianoiri benigna e obsequiosa poi-
que sao recebidos.
Durante a semana S. M. o Imperador visitou a
caixa d'agua, em Apipucos ; estovo no Po<-o da
1 .mella, no Monloiro, no Arr.alal, na Casa Frlc e
na Igreja da Estancia ; ouvio miss.a em S. Frei
Pedro Goncalves, visitn as igrejas do Pilar, ma-
triz de S. Jos, matriz da Boa-Vista, capella de
Belem, Conccico dos Militaros, o os conventos
do S. Francisco e do Carino : foi alfandega, ao
consulado, s thosourarias geral c provincial c ao
correio ; visitou o cemiterio publico ; foi exami-
nar as obras do porto ; foi varzea. a Guarapos
c ao Cabo. A algumas desias partes acompa-
uliou-o S. M. a Imperalriz.
Hoje acham-se SS. MM. II. era Olinda, para on-
de foram logo ao romper do da.
Temos recebido noticias do interior da pro-
vincia. J c conhecido o resultado das eleices
para doputados provinciucs no 10", 11" c 12 cir-
culo eloitoral.
No 10, circulo, foram eleitos doputados os
Sis :
Francisco Jos Fernandos (tirana.
Joao Braulio Correia da Silva.
Luiz de Albuquerque Marlns Pereira.
No llu circulo foram eleitos os Srs :
Dr. Jos Bento da Cunha e Figuoiredo.
Francisco Rapluel de Mello llego.
Antonio dos Sanios de Siqueira Cavalccmli.
Deram-se durante a semana, tres assassi-
natos no interior da provincia ; dous na comarca
do Brejo da Madre de Dcos c um na do Santo An-
lao. Aqui no Recife deu-sc un fado do fori-
nionto.
Termiram os actos do Io, T e 4o anno da
Faculdade de Direilo. Al hoje tem liavido do
i" at o 4o anno da Faculdade 44 approvaccs
simples, e do Io at 3 22 reprovaces. No 4o
anno nao houve reprovaco algum.a, e no 5o anno
nao houve, at agora, era reprovaces, nem ap-
proraees simples.
Terminar.aui tarnbem.'no da 30 do passado,
os exanios do preparatorios para a Faculdade.
Ilouve, durante o mez de novombro. cerca do
oOO exames.
Deniandaram este porto, do dia 26 do passa-
do 2 do crrenle, 30 navios mercantes, com a
lolacao de 12,077-toneladas. Sahiram, no mos-
mo decurso do lempo, 19embarcaces mercantes,
com a lotacao do 7,727 toneladas. Enlrou e sa-
bio um vapor de guerra hollaiidez e sabio um
vapor do guerra nacional.
onT-1Re.ndcram n'esses dias a alfandega ris
J:bi869 rs. ; o consulado geral 5:251#108 rs. ;
a rocebedoria das rendas geraes internas ris
4:383$322 rs. ; o consulado provincial 5:5S7.~?72.S
res.
O movimenlo geral de voluraes na alfandega
durante os mesraos dias, foi do 59762, a saber :
volumos entrados cora fazendas 1,179, cora g-
neros 2,156 ; total dos voluraes entrados 3,335 ;
voluntes sabidos com l.azendas 790, cora gneros
1,637; total dos voluraes sabidos 2.427.
Fallecern) durante a semana 39 pessoas, son-
do : 11 homens, 16 mulhereso 7 prvulos, livres ;
homens, 2 mulheres o 1 prvulo, ascravos.
OUu.i. As 7 e rama a manha chegaram ao
grande barraco, que havia sido preparado no
\aradouro, sendo ahi recebidos pela cmara mu-
nicipal, que lhc enlregou as chaves da cidade.
Alm do3 vereadores, achavam-sc congregados o
cabido, cprnmandanle superior o o seu estado
maior o ofOcialtdadc da guarda nacional, o dc-
putado geral Dr. Sihino Cavalcanli, delegado do
termo Uoavonlura Costcllo Bronco, coronel La-
racuha, e todas as autoridades do termo, judiaaes
e administrativas, varias senhoras e grande nu-
raero'de meninas. Apoz osse aclo de|vassalagem.
Suas Mageslades seguirara acorapanhados de quasi
toda populaco, debaixo do pallio, at a S, fa
zendo ahi oraeao e passando incontinente para a
casa da cmara,aonde repousram ealniocrain;
sahindo Sua Magostado o Imperador, .ao depois
a visitar lodosos cstabelccimenlos, e grojas at
1 hora p raeia da tarde.
algum lempo lhe (urtavam do seu campo grande
porcao de batatas, mandn pdt dous guardas
sua plantacio; um delles fazendo a ronda n'uma
noite, poicobcu que o terreno debaixo de seus
ps eslava co; marcou oponte, e no dia seguid-
le foi com o companheiro examinar o lugar, o
ambos depois de lmparam do poni marcado a
relva c us filias quo alli exisliau, acharara ura
alcapao, levanlado o qual, virara uma caverna
pcrlotamonte nrranjada.
Sendo o propnctario avisado, esle parlicipou
logo s auloridas do lugar, que vieram em con-
liuento, o doscendo a caverna, acharara os se-
guidtesolijecios;
Um molde oe argila para as nioedas de um ta-
lber, um apparelho para fundicao, uma garrafa
de espirito de vinho, alguns peda eos de colheres
de prata o l pecas de u
cora
m lalher falsos.
A caverna tin'.ia a iusulTicicnlo capacidade pa-
As horas S. M. tomn n sabir para observar; ra Irabaiharem duu.^ homens vonlade, podendo i
a cidade recolhendo-se s 7 da noile, hora era i comniodamcnte dormir muilo mais.
que leve lugar o tentar: a pos oque partirara para Nao se pondo porm saber a quera perloncia a-i
esta cidade, aonde chegaram s 9, sendo sauda- quella oflicna.
dos cora enthusiasnio, qu.r nas ras por ondo Inglaterra.Ocoslumo admittido entro os
pass.arara, quer no largo do paco, cm o qual ha- inglezes de peditem conselho aosjuizos durante!
via grande numero de pessoas. a scsso do tribunal, d lugar em etilos casos a
A cidade achava-se, ornada cora seus mais ri- ; sconas singulares.
Entre outros o seguinle nao dcixa do sor cu-'
lioso.
Um individuo de uns cincoenta annos apresen-
ta-so a m. Bingham, juizdc Malhorrugli Sliut, e
lhe faz as seguintes confidencias :
Cinco dias Uepos deetfecluar o meu casa-
mento ninlia mulhor mor leu-inc por toda a par-
lo do meu corpo.
II. liinghan.Muilo bem eis aqui uma bel-
lo m.aneira de vos provar o seu amor !
O qutixoso,Mas, senhor, nao foi para me pro-
var a sua affeico para commigo, que ella me
mordeo; mas sim porque depois de casado lhe |
revelr, quo tuha tro/, lilhos, c o mais vclho cora i
12 annos.
-V. Uinjhan.).\ss vos devoris tor fcito e"ssa
confidencia antes de vos casar
O queicoso.Meu caro senhor, meu caro c ve-
llio e botn amigo, [riso geral:, oproveilei a pr-
meira occasio, quej'ulguei favoravcl para lhe fa-
zer a minha revelaco ;. porm, de repente, ella '
eos atavos, e noite lornou-so raagestosa,
a bolla illurainaco, que leve lugar.
No dia Io do coi rento noile o Sr. lenlo da
armada Euzobio Jos Antones, secretario e adeu-
dante d'ordensdo rommandant da estaco naval,
teve a honra de offerecer i S. M. o Imperador o
1. 2". co3. voluraes do Bruzil Ju'ariitmo.pcrio-
dico^que o mes-no Sr. redigo col0 volunte c parte
do 2, das Regias Inlernacionaos e Diplomacia da
Marn ha por Orlla R quo ler tradusido e publicado
annexo aquello priodico, auginentadocoin inicies-
santos noals. S. M. recebeu osla ofTerlacora alTa-
bilidade, tendo sido o raesmo official apresentado
n esta occasio pelo distinelo chefe do divsao
Francisco Manoel Rarrozo, commandaule da es-
taco naval.
Somos toreados, pola pertinacia do Liberal
Pernambiicano, a escrever algumas linhas sobre
o que se l no de 30 do passado, ora um artigo
edictorial, que tem por flra descrever o palacio
do governo desla provincia, hoje transformado
cm Paco Imperial, e os festejos por occasio da! cahe sobre mm, o vos podis ver o oslado
chog.ada de SS. MM. II.
Julgavamos quo elle lioha abandonado o j
lo sdico systema de intrigar, c anicsqui-
nhar as grandes questes, lomando-as pessoaes.
Enganamo-nos completamente ; c pertinaz,
nao obstante as tendencias des nimos
una concillarn geral.
A que vera 'a intriga, sem effeilo algum, de
dizer-so que o Exui. Sr. barao de Camaragbe
ora
nada pretenda fazer para que o nosso Augusto !
Monarcha e sua Adorada Consorte fossera rece-
lo los como deyiam e foram recebidos? t
Os sous redaclorcs eslo de veras persuadidos
que com o artigo do di.a 30 do passado, podera
fazer desmerecer as pravas que tem dado o Exm.
Sr. barao do Camaragbe do amor e dodicaco
nionarchia e as insliluices quo nos regom"?
Quando pela prmeira vez cssos Sis. do Libe-
ral aecnsou 0 Exm. Sr barao, de nada ha ver
preparado para a recepto Imperial, nos o contes-
tamos, e provamos, que mais nao era possivcl fa-
zer, um vicc-prcsidenle que, cora a noticia da
projectada viagem de SS. MM., recebia cartas do
presidente Horneado, conimunicando-llie, quaes
os seus planos para a rocepcao de SS. MM., e
qual a manera porque desejava preparar a casa j amigo. Agraileco as vossas bondades.
que eslou coborlo de mordeduras.
Alm disto nao lenho ollicio polo qual possa
Irabalhar cm casa. O meu modo de vida ven-
der pennas, o oflereco-as de porta ni porta, nos
armazens e casas respeitarels, dizei-me agora,
para j raeu caro senhor, se neste eslado posso apresen-
| lar-ine adianto de inous freguozes. Demais mi-
nha mulhor j so desfez de minha filha.
M. liinghan.UW. ella a nialou?
O queixoso. Nao, senhor, ella a poz n'uma
casa ja para servir, e quanto aos outros tambora
os ra.itidou para uma fabrica.
Jf. liinghan. As mordiduras quo aprcsenlaos
sao algumas vezes signaos de ternura ; porcm
parece-so quo neslo caso nao so pode considerar
assim. Eu vos protegerei, pois, contra os accesos!
nervosos dossa amazona, e jiot isso vou fazer1
passar um mandado para que olla venha minha
presenca.
O queixoso.Oh Dos! No m'o entreguis,
ser-nie-hta impossivel aprescnta-lo.
M. liinghan.Eulo vou nianda-Io por umjio-
l ice man.
O queizoso, com espanto, c doixando a audien-
cia.Agradeco raeu caro senhor, meu excediente
'a bacha-
novera-
lade de
,'rovudo,
iuo devia servir de Paco.
A pintura, lirapeza o corlas obras indispensa-
veis ao Palacio, foram mandadas fazer pelo
Exm. Sr. barao de Camaragbe; e appollamos
p ira o testemnnho do Exra. Sr. Fiuza, que' vi-
sitando o palacio no dia da sua chegada, as on-
controu em andamento, bem como a construc-
co da ucharia, cavallarice, cCheir.a, etc., etc.
Se S. Exc. o Sr. barao de Camaragbe nao no-
A industria na Suissa.A Suissa segundo o '
Journal of Marina, Manufactures andArt, pos-1
suc pouco mais ou monos 16 )0 fabricas que em- '
pregara 25000 mil operarios. Estas fabricas sao,
todava, independentes das lajas a rctalho, que1
sao muito numerosas, c nas quaes se oceupara '
muitos empregados.
Os relogios, as caixas do msica, e a bijoute-
ria erapregam quasi sempre 100000 operarios, e
ineou essa commisso para a decoraco do pala- ; nunca menos de 120000
ci, foi porque soube, quo o Exm. Sr. Fiusa, se As fabricas de algodo c de seda cslo mais;
haviaencarregado dola sob a sua propria direc particularmente eslabelccidas nos cantoensalie-
cao, lano quo cncommendra para Europa mo- nics de Balo, Zurich o San-Gall, em quanto '
bilias, e ludo o mais que para tal fim era mis- qne os cantos franco/os de Genebru c No\vclia-
ter ; esmenle foi nomeada a mencionada cora- tol tem o monopolio d relojoaria.
missao, depois que S. Exc. teve noli.ia deque Entro as ouhas industrias, contara so 89 roa-
os objeetos encomraendados nao chegariara a nnfacluras de tabaco, 150 lypographias, e 120 li-
lempo. thographias. Finalmente as olicinas de bordadu-
Oue razio, e que fundamento pois loem para rl. cujosproductos tera ura proco muilo bai.xo,
aecusarem too inconvenientemente ao Exra. Sr. ocenpam 8,000 pessoas; e as gravuras e esculp-
barao de Camaragbe ? turas em madeira perlencem a 17 fabricas, que'
Duranle a adminislraeo desle Senhor projec- empregam 1,500 operarios,
taram-se todos os divertimentos, que se teeml Passageiro da barca nacional Castro III,'
realisado nestes doze dias, sendo para notar-seIvindo do Ass : Joo Rodrigues Machado e Jos'
que nenhuin delles foi iniciado por gente da que Carlos Pessoa.
faz parle da Sociedade Liberal, ora norac do Pap.tizadosda freguezia le Santo Antonio do Re-
quera falla. | ^ cife de 19 do passado a 3 do crreme.
Acensar o Exra. Sr. baro de Cam.aragibe por Sancha, branca, fllha -\ M deSfaria Francis/"
nao ter promovido osles signaos de rcgosijo, es- | das Chafas. ... .--------
sasprovasde amor a monarchia, que loraos les- cfLJ>raiw;i, fllho legtimo do capilo Manoc
lemunhado, fazer urna grave offensa aos bros *o_Wntrfim Limae D. Francisca Hara da Con-
des Pe.rnaaibucanos, que nao pecessitam de es- ceicSo.
tiraulo da presidencia, soja ella oceupada por Manoel, pardo, liHmnatnral-dc Bita M.ari.a. "
devido preito ao me- l,n ll1'10 du Franci
pos, como porque chegaram a licor sem escra-
vo algum, boin como exporiraentou Vicente
Piros Camargo. que sendo possuidor de 30, um
so, nao escapou com vida, e tendo seis Albas
casadas, e tambero possuidoras do muitos escra-
vo, nao so os vio lalecerom, como acs gen ros 3
a tudo quanto foi escravo delles, licando-lhe as
costas dozoito netos ; Joo de Miranda Pontea se-
nhor de 26 escravos, nos os vio morrereni tod
como lhe morrendoa mulher.os fllhos casados er-
entre homensc niulheres.quartose nelos vio mor
rorem 34 vacas, um grande numero de ovclhas e
cobras, licondo elle nicamente vivo, e um tan!
surdo, quo passou a ser soccorrido polos guar -
dies do convento do Santo Antonio de Olinda
por ter sido ura beiifeilor daquelle convento com
muita franquean, eixo de repetir outros mui-
tos factos desles, porque nao posso pela penab-
d.adc que estou sentindo, basla serem ellos com-
petentes, e publicamente sabidos.
Polo verao 1747 nao appareceu a tal epide-
mia, c por isso nao houve dclament uo. E ver-
dado, que muitos familias que existiam em lo-
dos os lugares, que licara declarados, e que po-
diara ir para o campo o fizeram, pare se verem
livres da tul Cobro se ella apparpeesse.
Pelo vero 17S nao deixou de apparerer nim-
ia maligna ; porem tudo escapou, a caso morreu
um outro.
Pelo verao de 1749 appareceu a mesma epide-
mia, fez eilrago grande de morios, principal-
nie.nle em toda beira-mar da barro, para o Sul
at villa do Porto-Calvo, e da barra para o
norte at qu.ase o cidade da Parahitia. Mas o
extrago nao foi rauilo grande na cor branca -
porem na parda, e prcla foi sera limite, N
declaro a qie numero chegaram os morios por
nao poder fazer a indagaco como flz na primoi-
ra vez. O que posso afirraar cora verdado, sem
alocar ao corpo medico, e cirurgico e, que a
medicina era nada valen, erabora se empenha-
cem os professores em receilar como cheios de
hurannidado, e sabedoria : tudo faltara. O soc-
corro para mullas familias inteiras do lod bei-
ra-mar como dito tica, foi o campo, o banhos
nos rios communicados cora as aguas salgad?*
de corla altura, para cima, que sendo logo no
principio das entradas das aguas salgadas, ne-
nhum benelico recobiam : assim como lambem
maiores moles experimenlavom cora as aguas
doces lo smenle. Vendo o corpo medico, o
cirurgico da praca do Recife, que seria mu til
aos habitantes da mesma que, se deveriam re-
tirar dalias, para fora, logo que enlrasse o mez
do oulubro em cada um anno, e que usando de
banhos duranle o verao, nao experimontariam
com tanta vehemencia as epidemias qupjappare-
cessem, assentaran entre elles a fazerera as de-
vidas experiencias das aguas eommunicadas por
todo no Capibaribe cima desde a ilha de Fer-
nam Fragozo, al o engenho Sanios Cosme, c
Dannao da frcgu.sia da Varze, e pira que po-
zesscm era exeem-o esta lembranra consulta-
rara a alguns rieassos do Recife para serem oju-
dados; o iiue nao houve duvida, e por isso lo-
go que. entrn o mez de Janeiro de 1750, deram
principio factura da expreioncia cxposla por
lempo do 2 horas de 10, em 10 dias : o mesroo
pralicarera em fevereiro, e marco aleo appareci-
menlo das chuvas. lio mez de'abril em diante
at os primeiros das de selembro s o fizeram
duas vezes em cada um mez. Entrado o mez do
oulubro tornaran) s raesmas experiencias ; po-
rem mais ainiudadas, e nisto levaram al de-
zenibro, e dahi conlinuarara com as mesmns
ate mareo do 1851, e pelo invern algumas ve-
zes, de sorto que em abril do 1753, entraram a
fazer certo, que as aguas doces do rio Capibaribo
eommunicadas com as salgadas, que por elle
siibiara, s podiam beneficiar a humnnidade do
lugar da Catanda, para cima al a ponte do en-
genho Monleiro, sendo era mar cheia e vnsia
por se conservar nessa distancia era grao sempre
certo, o permanente ; sobre ludo da ponte do
Cordeiro ao lugar do Caldereiro, sem que nessa
distancia houvesse alteraco, e deminuieo do
grao cm que com a endiente, vazanle, e de lodo
vasto; o no das salgada?, se conservara sempre
e noite em dito grao. O dito corpo medi-
dia.
quera lr, para ronder o
llior dos Monarchas, o EXCELSO "PEDRO II.
A discusso no terreno era que a collocaram,
inconveniente, imprudente, c impropria do
actu.alidade.
'i Liberal nao podo impunemente acensarnin-
guoni, por se nao ter mostrado animado de sen-
timonios monarehicos.
N.ki lomos nos por corlo que convidamos o
povo, para que se apresentasse fri e cabisbaixo
anle o Monarcha, para que elle reconhecesse
que o sen povo ha onze annos genio no ostiacis- i
mo, o sob o jugo de uma oligarchia. i Gustavo Bazilio de Lima
Nao lomos nos cerlaraenle que, nos dias pro- nus. hepalito.
ximos a chegada de SS. MM. iizeraos Iranscre-1 fenacio, branen, 4 annos, inftammaco.
ver urnas clebres coincidencias do reinado do i Manoel Antonio do Biilo, pardo, casado, 56 an-
Sr. D. Pedro I com o actual reinado. ,ms apoplexia.
Nao parti linalniente de nos a idea da (rasla- Isabel, preta, escrava, 2 annos, vermes,
dacao dos ossos do infeliz c sempre chorado Nu- Hospital de caridadb. Exisiem 68 ho-
nos Machado. mens, 50 mulheres nacionaes; 2 homens eslran-
No di.a 22 do passado, pelas 9 horas da ma- i geiros, c 2 escravos, total 122.
nlia, o delegarlo de policio do tormo da Escoda i Na lotalidade dos doontos exslom, 37 aliena-
capl'iiou pessoalmente no engenho Aguas-Cla- a0?, sendo 28 mulheres e 9 homens.
rancisco Raptista do Almoida.
Casamentes.
Antonio Silvestre Xavier de Souza cora Maa
Joaquina dos Santos.
Benedicto da Cosa c Paula da Costa, pelos.
MoiiTu.imnK no OU 30 no correste:
Candida Violante Lopes Lumack, branca, casada,
30 annos, cscrophula.
Jos, prolo, escravo, O annos, solteiro, hydro-
pesia.
Antonio Joaquim dcSant'Auna, pardo casado,43
annos, bexiga.
branca, solteira, 27 an-
ra* criminoso Manoel Thoro de Jess, que
1 anuos so evadir da cadea daquolla
lcr.uo.
Polo raesmo delegado foi tambora preso no
da H do passado Manoel Joaquim Ramos, pro-
cessodo e pronunciado no termo de Rarrciros
por crime do tentativa de mortc.
I.-so no Jornal de Tangen":
Os jidkosde txncer. Os judeos formara
m Tnger a terceira parle do populaco, e go-
zara do privilegio de nao eslareua e'nccrrados,
como nos outras cidades, cm um bairro chamado
.Mellan. O nico idioma quo fallam;alm do ara-
be. o o castolhano ; lom as casas mobiladas
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgo
-ntos7 horas e 30 minutos da manha, e
pelo Dr. Doradlas s 8 e l[ horas da manha.
Senhores Redactores.Paiecendo-me provei-
losa a publicacao de unanoticia, que existo
jem meu poder e procedo de pessoa que oulr'ora
fez parlo do extinclo Prolo-medialo desta pro-
vincia, vonho rogar a Vs. Ss. que se digneni do
admiltl-Ia rras columnas do Diariodc Pernam-
buco.
A noticia, que remello, moslra nao s que tem
roado aqui grandes epidemias, que se nao
achara descriptos ou raesmo mencionadas em
bespanhola, c excepeo das differencas que res-1 obra alguma, senao que foi dossa, de que trata a
pcilatn ao rilo religioso, os seuS costumos sao noticio, que veio o coslumc, que tem a parle
hespanhes. Elles forraam, no meio dos rabes, abastada da populaco de ir para o campo du-
uma nacao parte cora sua peculiar organisacao, ranle o vero. A noticia nao somente uteres-
adminisiraco e legislaco, e s cm caso de de-' sanie pelo lado medico, mos polo histrico; c
helos communs dopondora da autoridade do Pa-
cha, a quera pagara una quantia determinada,
que raunem entre si por meio de uma derrama,
segundo as suas fortunas, e to snmmamenle
mdica, quo nao chega a dous reales '' res )
annuaos por cabeca. Tem "- ogas
completa liberdad do N^ "ga-
dos a deraonstraces humiiianles co respciio,
como andarcm de joelhos para fallar ao Pacha e
doscalcar-se quando passam era fenlo das mes-
quistas. Nao podem tambera comprar escravos,
montar era cavallos, era usar de armas. Para
viajar o sabir do imperio necessitam uma lcenea
imperial, deixando em retens a sua familia at
que vollam.
Oxcndo u.vrcua. O Shiping Cazetle pu-
blica a soguinto noticia sobro um novo propul-
sor para a inarinha :
Mal se acaba do inventor o hlice, o ja se
descubrirn) outros meios que parecem destina-
como me parece que da honrosa visita, que S.
M. o Imperador dignou-se do fazer a Pernam-
buco, resultar emponho pela invesligacao .de
documentos amigos, nao- mo que cada um
concorra para quo se possa escrever a historia
desla heroica provincia.
Son com'a maior consideraco ele
Dr. Joaquim de Aquino Fonceca.
Recife 29 de Novombro de 1859.
NOTICIA.
Dos motivos que deram principio situacao do
Arraial do Poco da Panella, sondo da posses-
so do en"onh"o Casa-forle. em oulubro do an-
no de 1759, da erogan da capella para a collo-
caco da Santssima Virgem Mario Mi de
Dos, com o titulo do Nossa Senhora da Saude.
Primeiro motivo.
Apparecendo am toda villa do Recife desde o
lugar denominado Fora de Portas at o bairro de
Santo Antonio, una grande epidemia de febre,
dos a substituir ventajosamente aquellos que j : era os lins de outubro, de 1746 a qual grassan-
onereciam vanlagons nolaveis. ( do o bairro da Boa-Vista, cidade do Olinda, praia
do Po-Amarollo, Affogados, Giqui, Boa-Via-
Ha das (ove lugar nas docas da sociedade
dos commercianics ousados de Brislol > uma
experiencia, no presenca de muitos ofJQciacs su-
periores da raarinhu o"de um grande numero de
genllomen, aquem inlorcssam os progressos da
scicncia martima. O mais completo exito coroou
a experiencia.
O modelo de pequea diraenso, que foi ex-
hibido, andou sem blico, nem rodas. O princi-
pio adoptado polos inventores dispensa lodos os
apparclhos exteriores, e importa por isso uma
economa consideravela construc^oo do navio.
Alm d'isto, todo o navio podo receber o
novo apparelho sera alteraco do forma. Final-
nionte, a nova invencao pode applicar-sc aos na-
vios de vola, para os quaes ser nm poderoso
auxiliar. Por uma disposico muilo simples, a
machina, no caso do navio fazer agua, tor-
na-so de poderoso elfeito com bomba a vapor,
gom, Ibura foi lindar em toda Curcurana depois
que appareceram os prmeiros chuva sem 20 de
marco de 1847, e ter chuvido quaze 10 das suc-
cessivos entre dia c noite : cuja epidemia tirn
por todos os lugares cima declarados lo38 pes-
soas desla vida, para a eterna, entro homens, c
mulheres, brancos, pardos e proles, pas, filhos
e escravos, ieando lezos da dita Cebra ludo
quanto conlava de 25 annos para baixo al os
nascidos do um dia ; e os que mais doprossa fa-
leciara eram os que se conneciam por mais ro-
bustos, c fortes de conatruccao para outras mo-
lestias.
As familias que pelo estrago, quo viam fazer a
febre nas casas de. seus viziiihos, so retiraran)
para Iguarass, Beberibe, Apipucos, motriz da
Varze e Jaboat&O finia quo j fosera com o loque
della, nao passavara pela perda da vida, por
. REVISTA DIARIA
Suas Mageslades Iraperiaes, acompanhndos
de sua comitiva, o Sr. presidenlo da provincia, o
seu ajudanto de ordens, engenheiro Mello Reg,
juiz do paz Caelano Pinto de Veras e cento e
e, em coso do incendio, eslinguir fcilmente as I apparocer ncllas a declar.acao de seses, que vo-
' choramos. \ mitades, e purgados so' virara livres dellas.
Caverna de inoedeiros falsos.
Houve familias, que tiveram grande mortan-
. dado nos escravos, n-r isso que a febre nes-
i-e-se no. jornal do trancfort:Foi ultima- ; los decdiu a peda d vida em tres dias at qua-
nto descoberta junio a Polsdam (Prussia) uma | tro.e muitos familias fiearam para sempre pobres,
ttauETtfSi da pSS&S3U I mT9' qaf> sema para a fabrica-a0 da eda! t88 "7dM remedros r ycu7a"s
^osia cidade, foran no di, visito^ cid:,,, de "feto proUtario leudo notado que depois do | o^^^^ol^^M St
co, e cirurgico parando cora estas experiencias
era abril de 53 al dezembro de 54 tornaram a
dar principio a ellas em Janeiro de 1755, at
margo, c de abril por dianle nada fizeram al
lins de selembro. Entrando porem o mez de ou-
tubro tornaran) ao mesmo fim al dezembro,
e continuaran) era Janeiro de 56 at o fim do
anno com uuvos professores, que nesta provin-
cia vieram eslabelecer-se.
Todo o anno do 57, desde Janeiro al dezem-
bro, nao s se viam os professores nesta expe-
riencia applicados, como muitns pessoas inslru:-
- tamo clrigos, como seculares, c frades do
o, e antoninos. O que muilo se aprazoa
medico, e cirurgico.
que o dilo corpo medico, e cirurgico em
]..uoiro de 1758 por carta oficiosa parliriparara
o que pralicarara a bem da_humanidade habi-
tanle nesta provincia, no governador c capito
general Luiz Diogo Lobo da Silva, ao ouvtoor e
coiregodor da comarca, s cmaras do Recife,
Olinda, Iguarass, Goiannn, Serinhcm, e Porto
Calvo, declarando as rozos porque se propu-
; zerom a csse to dilatado trabalho, quem o*
ojudou com o que so fez preciso e neces-
, sarjo : assim como tambero das pessoas ins-
truidas que a isso se propuzeram, e mesrao o quo
j ellos corao profesores em medicina, o cinirgia
i tinham ochado, por.cuja razo iam lambem ellas
, assignadas era dita caria de oEcio. Tarabem offl-
| ciaram ao llluslrissimo e reveiendissimo cabi-
do, e aos prelados da relgio, e igualmente
i aos reverendos parochos do todos ns freguezias
de boira mar desde o Recite par o sul ateo
' Porto-Calvo o do Recife para o norte al Goiau-
na, e por ultimo aos capites mres o comraan-
dan (os de lodos os lugares etc Declararan) mais
que aulrmavam, que o lugar denominado Po-
ico da Panella, muilo bem expraiado, e proprio
para ser situado de cosas para banhos, cujo ter-
reno perloncia ao senhorio do engenho Casa-
Forte no qual ninguem habitava, e que ssim
, nello apparoci.a algumas mulheres a lavaren
roupa, e que linda a lavage serotiravara, era
oplimo para embarque, e dezembarque das
familias e trastes ; que oulro sira pelo ser
expraiado era toda a frente rasa, pelo que
noile se podiam collocar muitos banheiros por
ser do um e outro lodo desse arraial, rebancei-
ras mu altase que dariam muito trabalho ase
. fazerem as descid.as poro os banheiros, que ao
] p das ditas rebancoirns quzossoin collocar ;
; que portanto, aforando-se os palmos necessarios,
pora a edificacao de uma casa o senhorio nao
deixari.a de querer perceber esses lucros. Publi-
cada a caria ofiiciosa pela que era agradecimen-
to a ella respondeu o governador ter aquelj
corpo medico e cirurgico tomado a seu cargo >
descobrimenlo das aguas pora banhos era grao
sempre certo a beneficio dos habitantes desla
provincia na necessidade de banhos por cau?a
do molestias ou de calores no Recife, assim co-
mo dadcscoberto do lugar pata elle podereni
situar cosas a esse lim, como lambem pelos com-
raodos de podercm ir as familias em canoas, e
seus trastes alli dezembarcorom, e do mesrao
modo embarcaren) no regresso para o Recife,
alora de quo por Ierro mais perto era para escra-
vos podercm ir viren poucos horas de quo
mu satisfeito so mostrou o ajuntamenlo medico
e cirurgico.
As prmeiros pessoas que se deliberaram a ir
vero arraial foram os Rvds. Dr. Francisco de
' Araujo Carvaiho Gondira e Angelo Custodio Ma-
chado Gaio, por seren adopn'adissimos, e mui-
| lo amigos,c porque acharara ojlugarem ludo b"i:i
para nello receberom raelhoramenlo nas suas
molestias, dalli parliram para o engenho Casa
I Forte a fallaren) com o.ssnhor do dito engenho,
e arraial para Ibes a forarem o terreno preciso
para a edificaco de casas de podra c cal. Oque
nao conveio ao dito senhorio, s sim sendo do
lapas, o que por cada urna das dilas casas so
'lhe doria de foro duas patacas por anno: nSoti-
' veram nisso duvidas, e logo trouxeram seus pa-
1 pois de foro. Espalhad essa noticia outros mui-
i tos senhores fizeram o mesmo, do sorlc que pelo
' vero do mosmo anno em oulubro se edificararu
i doze casas da dita taipa, e algumas milito bo is
excepeo da do mostr de campo Lniz da Cu-
nha, qu foi logo de podra e cal. Todas estas ca-
sas edificaram-se com a frente para o rio, e os
fundadores dellas foram as pessoas seguintes :
Os Rvds. Dr. Francisco do Araujo Carvallu
Gondim, Angelo Custodio Machado Gaio, o ca-
pilo llcnriquc Martins, Bernardo Rabello Pe-
reira da Silva, ajudanlc do corpo de artilhari.i
paga da praca do Recre, o capilo Bernardo Luiz
Ferreira Portugal, o Rvd. Dr. Luiz Garca Vclho
do Amoral, e conego da S de Olinda, o eapitj
Manoel de Almeida Ferreira, Rvd. Dr. Antonio
AlvesVarejao, o Rvd. Manoel Rabello, o capi-
lo Domingos de Arogo, o capilo Manoel Al-
ves Monteiro, o capilo aposentado do corpo de
arlilharia fulano do tal Correa, morador na Boa-
Vista, o bem conhecido pelo rapitoo Onca. Eto-
go depois se edificaran) mais duas casas de tai-
pa grandes, uma pertenecnte aos religiosos dj
Carmo do Olinda, e a outra a .uma senhora viuva
cujo nomo ignoro, e todas as ditas casas que sao
qutaze com a de podra o cal do mcslrc de cam-

MOTILADO
N


DIARIO DE PERJNAMBCO. SEGUNDA FEIIU 5 DE DEZEMBRO DE 1859.
f o Luiz i Cunta, foram acabadas em dezem-
bro, e principiaran! a servir-se deltas os seus se-
nhorios do Io de janciio do j dito armo do 1759.
No domingo primeiro dodito rocz lodos os situa-
do res do Poro da Panel la zcram cantar urna
missa de tres padres a Nossa Senhora das Na-
cesstdadcs padroeira da capaila do engenho Ci-
sa Forte, acompanhadade boa msica, o Mram
assistir a ella com suas familias, o que fizerara
em acco de gracas pelas descobertas de um tan
grande beneficio para a humanidade habitante
r.esta provincia. Km casa de cada um dos ditos
situadores houve grande jantar assislido pelos
prenles e amigos raais particulares de cada um
pai de fnmilia. Trataram nesse mesmo diacom
o Sr. de engenho Casa Forte sobre a faeuldade
Locessaria que queriam ter de estar a capella
prompia, e serapre aberta para nella irein ouvir
missa nos domingos e dias santos por sor a ni-
ca que por aquelles lugares havia mais perto,
ebrigando-se todos a cooperaren) com a : cera
para o altar da Mi Santissima, e anda mesmo
para ornamentos novos de seba-^e : o que foi
aceito pelo senhor do engenho, obrgando-seen-
toclleadaro vinlio, hostias e mandar por
um sino em um campanario para signal das mis-
sas, nao s os das de preceito como no soma-
nario, querendo os reverendos sacerdotes ir
celebrar. ludo oi aceito de parle a parto com
mullo gosto e prazer, de sorte que durante o re-
terido mez de Janeiro, e o de fevereiro, com al-
guns dias do mez de marco, s se via amisade
entre lodos os situadores, c respirar alegra.
Determinados lodos a regressarem para suas ca-
sas do Recite olleraceram as lavadeiras que vi-
ran mais capazes as do Pono, para nella lica-
rem em todo o invern, afim'de se nao fecha-
ran) e se arruinarem por causa das cheias do
rio que por all ludo innundavara e se demora-
rara por dias, o que li/.eram pelos assim ocon-
selhar o dito senhor do engenho Casa Forte, t
nao obstante receberein lodos dito consellio ex-
perimentaran) logo nesse invern grandes rui-
naa, que causaram as cheias era todas as casas
das jauellas para o chao, e por isso todos os an-
dus ditos moradores, e de se luuvar conlinuada-
mente a Dos, o a mesma Senhora como Sua MP
s intissnini, e que, alein de duarein elles o terreno
cooperaran) com dinheir para compra iratguin
material. Quandn os profasaores se ajuutaram
no mesmo da pelas qua'ro horas da lardo, por
seren chamados novamente pelo mostr de cam-
po, se admiraram de ver o melhoramento com
que se achava a dita senhora, do que Ihe doran)
os parabens. Muito mais se admiraram no ou-
tro da de manhaa, e no dia primeiro de oulu-
bro adiaram a tal senhora livre do ludo, c se de-
ram por despedidos exeepro do medico eci-
rurgin da casa, que ficando por demora-lo o
mostr do campo, para a elles dizer de onde vi-
nha aquello milagro, que sendo exposto tamben)
peranle mim, disemos todos, quo o milagro fei-
to, devia 1,-imIiddi ser feila a escriptura da don*
cao. Avista do que fui ordenado pelo dito mos-
tr de campo, que me oncarregasse eu padre An-
gelo Custodio de no outro dia de manhaa se
apresenlor com o (abetuno prnmpto para a fac-
tura da escriptura, tomando lambeni o encargo
da necesaria destrtbuic&o, o que eompsi com to-
do o gosto o satisfarn"; alein da mulla alegra
que nulo Uve. Apromptei o tabelrrio Francis-
co do Barros llego, e com elle pelas sete horas
da manhaa do da 2 do dito mez (ic outubro o an-
no de 1770 nos adiamos em casa do dito mostr
de campo, e igualmente Carlos Barbo/a Cardozo
para nutra teslemtmha. Ouvindo o tabellio do
mostr de campo Henriquo Martins e de sua mu-
Iher D. Auna Marin Clara o lim para que linha
sido chamado,lanrou a escriptura no seu livro de
notas, e na qual se ha de ler lee sido feila a doa-
co de suas livres reatados, e sem conslrangi-
meiito de pesssa alguna aos moradores daquel-
le lugar do Poeo da f anclla, como senhores,
que eram daqueUa surte de torras pulo haverem
arrematado no juizo dos orphaos da cidade de
Ohnda, cuja doaco era de 40 palmos de com-
prido e 20 de largo, para nclle se edificar urna
Wurtilla, e nella se collocar a Virgom Sanlisaima
Mai de Dos com o Ululo da Senhora da Saude,
a qual doa.ao era geral para lodos os moradores,
ale 7 de dezemuio do raes mu anuo de 1774, cu-
jas diligencias sendo reracllda ao Rvd, escrivo
da cmara episcooal, fizera com vista os autos ao
tt cerrar ten deAiimi Hila francisca oa Oou-
caigo no sitio denominado Golozo, e na mesma
_ noilo sem respeilo algum a consliluieao quo nos
itvd. promotor, que sahiram de seu poder com a rege foi a casa vareijada e brbaramente es-
rcspost.i seguinlo : pancado um fllho de Auna Rita de nome Auto-
Nao dundose julguera as doaces fi folhas, e no Manoel nico arrimo d'uquella pobre viuva
foi has por titulo cannico para elfcito de se eri- depois de espancado Antonio Manoel foi arro-
gir a capella de Nossa Senhora da Sado no lu- ; diado de cordas c remellido para a subdelegara
gar do Poco da Panella fiat. erg jusl. rain j ao dislricto a titulo de re rula.
expp o promotor Romualdoque sendo ditos p de notar que o espancamenlo foi pracado
autos entregues ao Rvd. eseriro da cmara em ; por um Jos Pereira morador para as partes de
o do mesmo mez e anuo j dito, logo os liz con- Bczerro ou Garuar, assassino segundo o lndgita
ilusos ao Rvd. provisor, o qual examinando os a voz publica, de ter matado o sogro com urna
autos desde o seu principio, e achando-os confor-, acha de lonha, este assassino aclu-se homiziado
Silo, nelles lavrou a sentenca que aqu, na sitio Golozo e com o apoio da polica zomba
(3)
dcrerUo laze-io publiu, aum de entai qualquer
mo juizo que por ventura possa prejudicar mi-
nha repulai.ao. IW-ifo 3 de dezembro do 1850.
Jos Anido de Souza Magalhaes.
Capito.
nos estavam cemessas despezas. Desgotosos al- e que em nada particufarisara a pessoa alguma,
guns pas de familias por isso, e do grande in- e sendo assim feila o assignada pelos doadores,
commodo que tlnham do ireni missa muito I depois de lda assignei eu com Carlos Barbo/.a
longe em razao do sol, assim enmone nao irem
a ella quando succedia chuverna3 vesperas dos
domingos e dias santos, ou nos mesmos de ma-
drugada ou de manhaa por causa de ficar o ca-
minho incapaz de se viajar por elle calcado,
houve de se|lembrar o [capito iDernardo]* Lu/
Terreira Portugal requerer an ordinario a facul-
ddo do erigir um oratorio em sua casa para
nellese celebrar missa nos dias de preceito para
si, sua familia e moradores do lugar, e anda se-
manariamente para lodos os reverendos sacer-
dotes 6ie oquizessem fa/.er. Nao houve duvida
em se Ihe conceder a licenca, sendo primera-
mente examinado o lugar, sua distancia do Po-
co a Casa Forte, e para isso foi mandado o reve-
rendo promotor do juizo ecclesiastico, e um es-
crivo, os qaaes indo a p de manhaa bem cede
do Pouco a Casa Forte succedeu chuver nossa
occasao de tal forma que para virem para o
Poco foi a cavallo. Concedida a faeuldade pe-
dida pelo capilao Portugal, deixaram as familias
de irem a Casa Forte, quer chuvesse quer nao.
Algunspais de familias escripolosos pelosou-
tros annos adiante trabalharam o que puderam
com o senhor de engenho Casa Forte para da--
licenca para a fundaco de urna capella serne-
lhanca da do seu engenho, j mais foi possirci
da-la por raaiores erapenhos que se Ihe lizessem
e rogos at com os joelhos curvados. Esta sus-
tentaco com que so apresentou dito senhor de
engenho, e as ruinas que causaram as cheias
foi causa de grandes desgostos nos pais de fa-
milias, pelo que alguns l nao lornaram, dei-
xando de proposito irem'abaixo as casas com as
cheias. Oulrospormentraram a mudar de lu-
Sar indo edilica-lasem lugares mais altos que
pela campia havam, e que as cheias nao as ar-
rmnassem tanto.
Sendo um dos raais enpenhados no alcance da
licenca para a fundaco da capella o ajudanle
Bernardo llabcllo, e'como credor do senhor do
cugauhu Casa Forte, recebeu o raaior nao que
se pode dar, quiz ser pago da sua divida, e pelo
nao receber.passou a jusliea-lo'fortcmeiito, e em
virtude de senhor de engenho correram una
grande demanda, no decurso da qual fallecen o
senhor do engenho, que|ento era o coronel Ja-
cinto de Freilas da Silva, a qual,sendo continua-
da com a viuva e tutor dos menores lilho; do
fallecido senhor do engenho, obleve senlcnca pa-
ra ser pago, que por Ihe nao pagar a viuva e seus
lierdeiros, fez o dito ajudanle Bernardo Rabello
penhora era dito arraial do Poco da Panella, que
por eslar situado nao Ihe pod'e dar volta, e foi
avaliado at certa altura para ir praca. He
verdade que dentro do lempo que correu" a de-
manda a viuva facultou a alguraas pessoas, para
edifkarem suas casas de pedra e col. e alguns de-
ram principio a ellas.
Indo, como foram praca as Ierras do Pqo da
Panella pelo juizo dos u'rphos da cidade de
Oliuda, que enlo exercia na vara o Dr. juiz de
fora,da dita cidade e do Recifc Lourcnco Anto-
nio de Gouva, este deu comraisso ao escrivo
da praca, e que era do mesmo juizo de orphos,
fiara fazer a arrematarlo do dilo Poco da Panel-
a em razo de se terem passado mullos dias de-
pois dos da le, e nao apparecondo lanzadores, e
s sim o capito Henriquo Martius o arrematou
porum cont e cincoenta mil res, a tarde do
dia 8 do mez de abril do anno de 1767, do que
lavrando-se o auto da arremataco pelo dilo es-
crivo commissaro Jos Pereir Louzado, oi as-
signado pelo arrematante Martins, pelo credor
Bernardo Rabello, dando-se por entregue da di-
ta quutia de l:050g01)U por coula da sua execu-
oo na mo do dilo arrematante Martins, da qual
dava plena quilaeo de paga viuva c mais lier-
deiros do seu credor o coronel Jacinto de Freilas
da Silva, e foram testemunhai da dita arrema-
taco, alera do porleiro do auditorio Ignacio Nu-
^.aes Machado, o capito Jos Francisco Rocha, o
nlferes Francisco Yellozo da Silva, e Joo Pedro
Puget, como tudo consta do mesmo aulo fechado
foiu a_ assignatura do dilo escrivo. Esta arre-
faialaco dea grandes esperanzas a lodos os se-
nhorios das casas situadas uo Puco da Panella
d>p vercra all edificada a capella que inlenlavam,
f>or ser o capito Heurique Maitins, e sua rau-
lier D. Aiuia Maria Clara pessoas verdadera-
rujcnle christas c berafazejas aos seus seine-
Ipantes, quanlo raais a una cuusa que por sua
atureza pedia se flzsse, e para ella se coopo
asse. E indo alguns dosdilos seuhores siluadu- que toda a despezaquoa osse Bmsa Bzesse.eles
res a darem os parabens ao dito Martins por ter' daran) para ella, e porque nao houresse nisso
arreraalado o ja dito Poco, ou Arraial do Poco : duvida, foram dando, o que fui recebendo, e de
da Panella, -. locando ao capilao Martins na fj- todos juntei 50-J, que depositei no poder e
cuidado da cdiicacao da capella, elle e sua mu- mo do dito Rvd, Dr. Gondim com a relaoo dos
Ibet com toda a proraptido disserara que quando nomos, e quantias
'luizessem fazer lavrar a escriptura do '
Carduza como tostmunhas. Evirahido do dito
livro de notas o comptente traslado no dia tres
do mesmo mez fui apnsenta-lo ao dito mostr
de campo e sua mulher, que por estarera con-
loles, e salisfotlos me brJndaam com una b'-
tina nova do lila franceza com todos os seus apa-
relhos, um par de mcias de soda rosas, c 19^800
para o leilio ; c para o que tosse niisler do prin-
cipio da obra da capella me entregaran! lUOjjO'JO
em dinheir, todo em nioedas de 4?D00 para se-
ren depositadas em mo e poder do Rvd. Dr.
Francisco de Araujo Carrolho Gondim o que
execuiei indo Ihe snlregar o recibo do dinheir
depositado, Findos estes passos, e corlo pelo
Rvd. Dr. Gondim de que elle faria o patrimonio
para a capella em una morada de casas terreas
com os chaos proprios que possuia na ra
que vai da Ponte V'ca paia a gruja da Santa
Cruz no baicro da Boa Vista, pmpuz-me a ir por
casa de todos os Benhorios de casas sitiadas nn-
quelle Poco da Panella Levando conimigo a es-
criplura dadoaro do terreno para a capella, e o
papel que me deu p revendo Dr. Gondim era que
declarara fazer o patrimonio para a mesma, alim
de ludo apresentf aquelles senhores, e ver o
que cada um dava de esmolas, para fundaco da
referida capella. Tire a felieidade de ir logo re-
cebendo o que cada um quiz dar em dinheir,
fazdndo com que elles de sua propria letra de-
clarassem a quanlia que mo daram assig-
nando os seus Domes, para ser todo o dinheir
depositado em mo do Rvd. Dr. Gondin seme-
lhanca dos primeiro- 10JJ003 rs Juntei nesta
occasio 250S00U rs. tudo em ouro quo depo-
sitei como dito fica.
Propuz-me a ir por todas as oleras tirar es-
molas de lijlos, e ao torno da cal em Beberbe.
Fui segunda vez feliz as promessas do que rne
podiara dar, o aos poucos fui recebendo os lijlos
e a cal. Do mesmo modo fui feliz com as ma-
deiras pedidas aos senhores dos engenhos Mon-
teiro, Apipucos e Brum.
tij "
ce
era
tri
da distribuico da escriptura, que tocando ao ta-
belliao Antonio Alvos de Souza, a lancou no seu
livro de olas nesta villa do Recite, as 18 dias
do me/ de julho, e anno de 1772, em cuja escrip-
tura se ha-de ver e ler, que o dito Rvd. Dr. Fran-
cisco de Araujo Carralho Gondim ti/.era doacoda
dita morada do rasa aos moradores do lugar cha-
(ica copiada de verbo ad verbum, cea soguinlc :
Vistos estes autos de patrimonio da capella
com o titulo de Nossa Senhora da Sado, que
intenta fundar as Ierras do Poco da Panella ter-
mo dcsla cidade, o padre Angelo Custodio Ma-
chado Gao, escriptura de doaco da trra em
apoto
inleiraraentc dos proprietaros, que por vezes
tcm o esnilido.
V. revollanle, Sis redactores, que nem se res-
peitaa oresenca do nosso AUGUSTO MONIU.HA
c que assim se estojara torturando seus fleis sub-
ditos. F. mais de notar que Amonio Manoel
Variedades.
que so ha de fundar, e mandada fazer pelos doa-J nico arrimo de sua mi Anna Rita, pobre velha
dores, o coronel Henriquo Mai litis o sua mu- viuva e aleijada e de mais dous irmoszinhos nie-
or, c inorada de. casa sita na Boa-Vista | ores.
Assim espera que o Illni. Sr. Dr. chete de po-
lica faca cessar scmclhantes soffrmentos.
O amigo du povoe do rei.
nar' P?0 |,aJre Frf1CS0O de Araujo do Carva-
Iho Gondim, e como do termo dos avaliadores, e
dos das testemunhas. e mais documentos se
prova ter a morada de casa o valor, e rendraen-
lo na forma daconsttuco : o julgo por cano-
A drecco dos festejos imponaos da fregueza
ruco, e nterpondo rainha autoridad, decreto de Santo Antonio, julga do seu dever declarar
judicial e pague as cusas. I que se acha bastante satisfeita com a execucao
linda 9 de dezembro do 1772. Joo Soarcs do pensamenlo que adoptou, c foi dcsempenfia-
ii ?Ia' *c do no dia 25 do mez passado. A drccgo louva
i ublicada que fosso esta sentenca em mo e a todos que tomarara parte no festejo imperial,
poder do Rvd. escrivo da cmara episcopal Ce- c muito agradece ao Capibaribe c as Nyades
mente Fernandes de Muraos, por elle rae foi en-! pelo deserapenho de seus papis, sendo que fi-
viada, para rainha intelligencia, c dos doadores caram cima de todo o elogio, as meninas que
do. e patrimonio da capella : assim como I cantaram o bramo dedicado a S. M. a Imperatriz.
Nao tem a direceo exprcsses cora que mostr
tambem de todos os moradores do lugar, que por
nclle se acharem a todos fui apresentar dila sen-
tenca e autos. E porque deviam elles iornar
para mo e poder daquelle Rvd. escrivo, e ar-
chivo delles, mandei extrahir traslado para fica-
rom no dito archivo, remettendo-se-me os pro-
prios autos, para o que se fizesse algum da-mis-
LE PORTUGAL F.T I.A MAISON DE BRAGANCE
hsla-se actualmente publicando en Franca, um
livro, que, por todas as razos, dev'e merecer as
mais senas atlencoos do paiz. Este livro quo
lom por Ululo Le Portugal et la Unisn de 'Ura-
gance, e cuja primeira parle, com perto de 5U
paginas, est j completa, um boni serrico,
um grande servi.-o, 6iiiu serrico eminentemen-
te patritico feito as cousas porluguezas. S
urna nolauel energa, actividade c perseveranca
podiam vencers dillculdades de tal empresa
Este, servico devido aos cuidados, ao zelo c
elevada intelligencia do Sr. Teireira de Vascon-
cetios, que residindo ha annos em Pars, prova
nao ter csquecido o amor amor a sua tena, e
sabeapphear os seus moitos recursos inlellec-
tuacs justica, utilidade, e glorficaco da
patria.
Somos era geral mal conhecdos na Europa, o '
por tanto proporcioualraente apreciados. Muilos
juizos errneos tcm sido a nosso respeilo [ellos '
e publicados nos centros de cirilisacao, leudo'
por fundamento nico inforraaces incompletas
inexactas; ou superficies. D'ahi as opioies
extravagantes, o mais deprimentes, e raais injus-
tas. Dala a descorisideraco e o descoiiccilo,
que la informando a nossa repulaco entre os
povos cultos e radicando erros funestos nossa
fama.
Desceios........
faros da garanta deemisso.! !
Premios de saques e reincssas.
Lucros e perdas.......
1ir:537"'
1:1()093)!>
142j50(
23267i
Ris. 4,250:068*22-
Demonsiraco do estado da ealxa.
Notas do tinsouro.......355-184HO0W
de 20.19
Ditas desle bar-'
co.
(
\ de
de
Ditas da caxa filial
Brasil .
Guio.....
Puta c cobre. .
1:4003
100 1:800
5iS 2:650j
20j 4:8iO
103 9:850
-----------20:5OHBOH
do Banco do
101:460*
12:5469000
1084t51
Ris. 490:814Jr,i
Demonstrado da emissao.
Notas de 20U9 Ia serio 83 16:60g
2a 530 106:000j
Riamos cortamentelibamos dreilo de rir-
de mudas desiis asserres por tal forma despro-
r posiladas que erara quasi pueris ; mas csse riso,
, umiado ao interior de um paiz
o seu reconhecimento aos illuslres ciddos que
so alistaram nos batalhes populares, pelo aceio
galhardia, o disciplina com que se apreseniaram,
H considerando que merecern) os applausos de poucos, aos raros que o conhecem bem era h-
todos,dirige as suas felicitaces o encomios ao sufcenle para desarmar as criticas severas e
ni julgar por aquel-
icoos o encomios ao sumciOnte para desarmar as criticas
Exra. Sr. commandanlc em ebefo Benlo Jos La- \ acerbas dos que s nos poda
proprios autos icam era meu poder desde o da : todos os interessados, para que so rounaiu
de hojeO do dilo mez de dezembro e auno de
1/72 da sentenca dada.
Declaro que leudo em meu poder alguns dias1
os autos sentenciados da fundaro da capella de I
Nossa Senhora da Sade do Poco da Panella, c
seu patrimonio me resolv a entrega-Ios ao Rvd.
Dr. Francisco do Araujo Cnrralho Gondim para
em seu poder le-los, o bem guarda-Ios, e appa-
recerem para o futuro, o que talvez em meu po-
der nao succeda vistos os meus continuados ata-
ques da minha chronca molestia, e para que'
assim conste em lo lo lempo, fiz tambem esla de- i
ehrac&o no dia de boje 29 de dezembro e anno
de 1772 em que mo assigno.O padre Angelo
Custodio Machado Goia.
dia 5 noite, no pateo do Carino, n. 9 primeiro
andar aflm de se tratar de negocio ingenio.
Recife 3 de dezembro de 1859.
Firmino los de Oliveira,
#Direclor.
Dr. Antonio Kpaminondas de Mello,
Vicc-director.
AgoliahoJoti de Oliveira,
Secretario.
Dr. Rufino Augusto de Ahneida.
Thesoureiro.
podendo
paite
Communicados
A' .Hnsestuile do muito alto e muito
poderoso principe o Sr. D. Pedro
Imperador Constitucional e
II
Depois de procelosa tempestado,
Nocturna sombra sibilante vento
Traz a manhaa serena claridade
Eaparanca de porto e salvamento.
Camocs.
Defensor Perpetuo do Brasil.
HOMENACEM DO MUS PROFUNDO RESPEITO.
Tuque de um vasto imperio so esplendor e a vida
Anjo de paz e amor a urna naco briosa.
Do existir social inspiraco querida,
Pernambuco tem passado por multas ricissitu- yue lllcrcol,;a o incauto oreacao formosa :
des, ja da guerra civil, ja da inconstancia das Tu que, de immensa idea interprete fecundo,
esjacoes. ja-da terrirel epidemia da febre ama- : Aos fillios de um s berco s do poder imagein,
Um porvir lisongeiro nos aguardava, para nos : l,os SSSI1' n".his,oria" espectculo novo,
nnTsos l,Lne 1 SSl""10'' ;11Tlndn,.,los Vs to sincero c invicto ajoelhar-se um Povo :
nossos Augustos Imperadores, cuja feliz realisa- '
cao tem feito arrefecer e quasi extinguir mesqui-i Tu 1uc ^ regias coroas cus o braza o herdado.
nhas dissences polticas. ua to rica Atlandda pizas garboso a Ierra,
Innmeros coraces Pernambucano, se com- Como seu Chote Illuslre, que, pelo seu doado,
prazem unsonos'por lao apreciavcl visita. 0 hTM abrir nm cofre quo a f'licidadc encerra:
tadas esmolas, que arrancaram a mcdcidade
urna poreo de nossos desvalidos irmos. como
urna memoria gloriosa da vinda dos nossos n-
clitos Imperadores, a cojo sabio governo dore-
mos o grao de prosperidade em que se acha o
Brasil ; sem o que por corto, estaramos lutando
ora um thealro de ensanguentadas scenas. cujo
Ouve da musa humilde o fervoroso canto,
Que se lhesolta d'alm em festlral momento .
Nao Ihe ser cabido o nblancat-sc tanto,
Que s por si T'elerc um raro monumento.
Mas, sodas ledras patrias s o cultor primeiro,
Se da seiencia os mimos to generoso afagas ;
Se. o futuro ampliando Ierra de Cruzeiro.
beneficio espiritual dos mesmos moradores, e
que lhes doava larabem os rendimeutos da dita
morada de casa, para as despezas do guzanionto
das missas e unalos do altar at onde chegarem
OS rendimeutos dola do presento e de futuro,
sem mais condico alguna de que do tornar
a dita casa para 'o dominio doli dnador, ou
aos seus lierdeiros no caso de fallir direceo da
dila capella, ou que se haja de demolir em qual-
quer lempo por ser a ronlade delle doador, e a
sua dreila iolenco servir a casa e seu rendiinen-
lo para o referido beneficio ; e que assim quer, e
e contente que os ditos moradores, ou o que fr
eleito administrador debaixo da condico referi-
da gozem e possuam e administren). E nao es-
pecicou pessoa alguma particular, anda mes-
mo prenle seu nesta doaco pelo fazer geral
aos moradores do dito Poco da Panella, cuja es-
criptura, depois de lida, foi por elle Dr. Gondim
assignada com as leslomunhas que presente se
acharara, Antonio de S Ribeiro, e Jos da Silva
.Noy a.
Extrabido do dilo livro de olas o compelenle
Iraslado da dita escriptura no dia 19 do mesmo
mez fui apresenladoao Rvd. doador Dr. Gondim,
ccoiu elle consultar o que decamos obrar. Foi
de parecer, que eu obrasse o mosme que tinha
obrado com a escriptura da doaco do terreno,
indo por casa de lodos os senhorios de casas do
Poco da Panella levando comlgo a sua escriptura
para os sccnlcar dola. O que cumprndo, to-
: los se ministraran) satisfeitos, duendo-nic cada
tira delles trata-so de requerer a devida faeul-
dade ao ordinario para fundado da capella, e
de vez era quando faz sangrar as tondas que se
julgavam cicatrizadas.
\ccendcr-se ao cantor, que to singlo c pobre
Inda maior do que elles, locas eternidade .
preciso para ella, que o fizcssein que ell
que de cada um roeobi. Sen-
terreno do atacado das miabas molestias, e que por v}>*
3 se goza no tumulto e na intr ra a ?je cnm fro,nte "S"'" "'"" magestoso bymno,
paz e s a paz quera o faz doce o raais eslima- lCm ,Lece,;,rv0 lempo que mil Qoroes abale,
vel de que nenhum outro bem de que os mor- Ir "rcccr-,c um culto em metro peregrino :
taes podem fruir neste baixo mundo. E1 baldada misso :no fulgurar do dia
Por urna l'emambucana. 1 Mvl se distingue a luz de paludo planeta :
jComo serberavndo s horas do alegra,
Uorr6snondonciriS IE nnle solio de um Uei'um limiu poeta'?...
_________________________________ *______Cesar de um novo rpperio Eis-me a laudar*te agora
Srs. redactores.O amor a justiea me obfiga r"b- esl pur0 co (,ue lftlu"c*a ostenta ;
a publicar estas linhas em o rosso'jornal one- so porTt, SENIIOR, que este florir d'aurora
rando-ros assim de raais trabalho. Mas des- c mais d'enlrc M onda3 t5 sem '"I rebenta.
cui,p-ll,"me v. J 11>or mim- se a "ada mais che55a o fervor da musa,
Minna sennora, sottrendo de urna grave moles- Que rompe assim n.is sombras onde viver me dado
ta recorr a allopathia aflm do ver se a restabe- E ao Suppedaneo Teu nao se arremessa intrusa'
Iecia, porcm foi tudo baldado, a seiencia falhou Dbil como el la com seu vo acanhado
em sua applcaco. .. ,
Enlo procrela liomeopathia que desprcrara :",so.v'I,,,0,flel vc,,ho, 8agrar na 'vra I
e nella por nter venci do muito hbil o ilus- ; v d? """h a ma volo,T10 P eleva
irado Sr. Dr. Joo Baptisla Casa-nova enco trei S,a ?CCna 'T^ quc V?nl amor ,npPira
o soccorro que buscara, rcstiluiado-lhe a vida Oucm ha quo de meu culto a censurar s'alrova?
quasi cstincta. | Salve, da Palria Re da Santa Cruz Luceiro !
Recebei, Sr. Dr., os meus sinceros votos de Anjo de paz e amor a urna naco briosa !
amizade e agradeciraenlo, e particularmente ros SEGUNDO PEDRO, salve !o'povo brasileiro
peco que nao desamparis tf seiencia que lom V em Ti seu Irniae, sita affeicoo ditosa.
, ..ao
Tingar distancias, nem luctar com a
universidade, apanagio natural dos lirros, que
embado queriam impugnar : desle modo os ho-
raens de nielhor fe licavara pela maior
ignorando al a sua existencia.
Era pos necessario. era urgente, rectificar
eficazmenle aquellas falsas inlormaces, e res-
taurar o decoro do paiz por meio 'uibj pub-
cacao adquada, escripia na lingua que percorre
o mundo, e conlendo com rerdade, com lhatnva
cora desassombro, una descripeo exacta e ca-
bal dos nossos antecedentes, da nossa siluaco e
das oossas esperanzas.
Temos asiaz gloVii no passado para tormos
plena franqueza no presente. Nao precisamos
encarecer nem disfarcar nada para nos justifi-
carnos de minias mputaces (inmerecidas c pa-
ra reconquislarmos urna posico de dignidade
monos precaria, isto c, menos' sujela aos bal-
does que provm de asse.vera.cs Icviauas e da
julgamentos piecipilados.
100S

503
205
aa
212
2,120
5,220.
l.OO.
52,820.
24:200,?
212:0005
122:600 J
266-2O0
861:1100;
288:0005
528:200 J
1,466:000|
0 guarda livro?,
Francisco Joaqiim Pereira pinto.
AI.FANDEGA.
Reodiraen'.o do dial .
dem do dia 3 ....
40 0011909
17:27l35t&
57:27215*7
M0VIMENT0 DA ALFANDEGA.
Volumes entrados com fazendas
t com gneros
Volumes sahidos com fazendas .
e cora gneros .
570
350
111
424
9l(i
565
lustrado e amante da sua patria ha muito a
vena ler promovido e incitado por todos os
dos ; pois que san
inconvenientes de todas
do desconceito
pilados.
A publicaco a que Iludimos satisfara com-
pletamente a este proposito e desempenharia
tro. m governo rerdadeirainonie ti-,
o de-1
por todos os rao-
iraensos e gravissimos os
as ordensquo derivara
e apuucamcnto de urna naco ;
pois que um povo, queso deixa assim julgar
lootia, da quasi um tcito acceno s capituladas
em que o argueni e exauthoram.
s gororuos, que neste pai? desgoveniam mul-
las cousas, e gorernam de raais oulras, nao ollia-
rara por pequenezas tara inferiores sua alia
prosapia. A fallar a verdade o que a decen-
cia nacional, o bom nome patrio, o crdito do
um povo natdraimeute dcil e generoso, para
quera anda erapenhado em levantar a ignorancia
ea verdade Cdthegoria de supinas razes? Com
taes elementos nao poda de corto desaffronlar-
se e llibar-se a honra do pai/. Os eraprezorios
da salvaco publica doi mirara no caso ou nem
em tal pensaram, que o mais natural, porque
raro aqu pensar-so deveras neslas cousas.
Todava, apezar de lo graudo incuria e des-
mazello essa publicaco rcio a lume. Nao du-
ridamos considerar como talo livro de que da-
mos noticia!
Bem que dcsajudada, a iniciativa da um ho-
rnera pode e sobe raais do que a pofcslade d'on-
de mclhor poda e devia ler sabido o impulso.
Le Portugal et la Sluison de tragonee com-
prehende diversas resenhashistrica, geogra-
phiea, geolgica admioislratira, econmica, ar-
chcologfco, eihnographica, litleraria o scenlifl-
ca. K' lucida a sua exposieo e a sua diviso
niethodica. Esle vasto quailro abrange sysie-
matliicamente ordenada, o por lano sem confu-
sao, grande copia de noces claras, que rel'utain
implcitamente e victoriosamente quasi todos os
erros, que tinhara o curso toreado da prevenco
Das melliores autoridades e das melhores tontos
colliglo o autor ludo o que respailara liisloria
as suas diiVerentes esprossoes, mbsiraudo-sesu-
peiiormenle inlendido o instruido da ndole e
carcter das nossas amigas instiluieoes e nao me-
nos versado em militas particularidades verda-
Descarregam ioje 5 de dezembro.
Vapor inglczStanlerfazendas.
liana inglezaFloating Cloud fazendas.
Barca inglezaD. Annacanos de barro.
Barca ingleza=Midas=bacalho.
Barca inglezaFlcet-wingdem.
Barca ingleza=:Tasso dem.
Brigue inglezIcenebacalho.
Barca americanaReindierfazendas e farinha
Hiato americano John Grcfalh farinha de
trigo.
Patacho americanolfannockdem.
Brigue hamburguezl.uise Carolnefazendas.
Patacho brasilero^Annadiversos gneros
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo d.idia 1.....1 148J319
dem do dia 3 ...... 295.J668
1:4435987
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia l .
dem do dia 3......
91J088
235S52;
326J614
Dl^rACHOS DE EXPORTACAO PELA MES\
DO CONSULADO DESTA CIDADE NO DIA
3 DE DEZEMBRO DE 1859.
LisboaBrigue poi'luguezv Fouseca i Pilho, 200 saceos assucar masca-
vado, 81 cascos niel.
RECEBE0ORIA DE RENDAS INTERNAS
GERAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do
dem do dia 3
da 1
682j[82l
497JJ762
l:18.'S58i:
CONSULADO
Rendimento do dia 1
dem do da 3 .
rilOVINCIAL.
remedios para os males incuraveis se por ventu-
ra dirigida por um sabio como vos.
Sou, Srs. red ictores, obriSaJo e criado
Amaro Jos dos Prazeres.
Salve, da Honra Paira oh Principal Garante !
Viva Le da Naco !... o man cantar aceita.
Para ficar tranquillo -me. SEHHOR, bstanlo
Saber que o Novo Augusto os votes nao regeita,
Recife, 28 de novembro do 1S59.
Pelo muito rererente e affectuoso subdilo
Antonio Rangel de Torre* Bandeira,
iiie elles asig- nao pude em dito mez de julho requerer ao ot.% ^
o certo o dito Martins e narioa necessaria faeuldade, vim a faze-loem o
sua mulher que para osse fin eslavam proraptos
aa manhaa do da 1. de maio do mesmo anno
da dila arreraalaco fui de proposito depois que
de l sabi por casa de cada um dos situadores do
dito Arraial moradores ueste libte dar parle da
graca que nos tinha feito Dos segundo o nosso
intento da edificaco da capella, que para lem-
branca aos vindouros me propuz a fazer esta nar-
raco principiando como se v desde a epidemia
que grassou nossa provincia, al esle dia de bo-
je tres de maio do dito anno de 1767, e para
mez de agosto por ter melhoras. F. indo Oliu-
da uo iia 18 do dito mez de agosto, e anno de
1772, requer ao Illm. c Rvm. Cabido que enlo
eslava na governo da igreja, a devida faeuldade
para fundaro da capella, a qual por despacho
dado nesse mesmo dia, e assigoado pelos Rrds.
conegos penitenciario, e magistral, mandaran)
que o Rvd. provisor do bispado li/.esso o suu
dover.
Apresenlado por mim o requerimonlo cora o
despacho do Ulm. Cabido, ao Rvd. provisor, este
Ao publico.
ler lodo raimiento meu assigno com o meu no-' depois de ler as duas escripturas das doaces nue
me por inleiro.O padre Angelo Custodio Hacha-
do ato.
Declaro que esle csseuto feito em um livro
particular meu,onde teuho oulras mudas cousas
escripias para miuhas lerabrancas, e dos que pa-
ra o futuro ho de ser meus lierdeiros, em rrlu-
de do que se poderao evilar duvidas e conien-
das judiciacs. Recite era u retro.0 padre
iara juntas, mandou autoar, e que se desse vista
ao Rvd. promotor. Deixando tudo em mo, e
poder do Rvd. escrivo da cmara episcopal,
auloados foram os papis com vista, ao Rvd. pro-
motor cm o dia 24 do dito mez : deu os autos
com a sua resposla no dia 25. Organisada esta
de sote ilems e no ultimo fundado, o amarra-
do pela conformidado das escripturas, disse que
Srs. redactores. Em rosso Diario de 12 do'
mez prximo passado Dzestcs-rao o favor de pu-
blicar urna correspondencia por mim assignada,
na qual mostrara cu ao publico quanto acabar
o-^e saHree-de-u*. Hw+ridu de entes desprezi-
j veis, que cercando miuha casa e dirigindo-rae in-
i sollos de toda classe, me nao disserara por quera
j tinhara sido inaudados all fazer tal diligencia,
nao obstante esse acontcciniento cu segu na-i
Iqoellu mesmo dia para esta capital a tratar de '
negocios meus, deixando assim minha casa em i
cerco, soubo depois que foram taes os insul- .
| tos, que semelhante gento duigiain para rainha dola, e de presente nesta cidade, parec
casa, que todos os que pela estrada passavam, ser de meu rigoroso dever ir ao corteje do dia 2
nao poderam deixar de parar, alim de admi- do frrente, auniversario natalicio do meu au-
rarem c compadecereui-sc da miseria da referida gusto inonarcha, para receber pela primeira vez
nauallii desenfrenada ; lastimoso que o Sr. sub- a subida honra de beijar as augustas nios de
delegado laneasse mos de pessoas to estpidas SS. KM. II. ; e indo a esto lim ao paco imperial,
para occupa-las em serrico da polica, homens, '' '"c comparecen tambera o Sr. lenenle-coronel
leudo oblido, por portara da presidencia des-
la provincia, de 21 de selembro do correte an-
uo, seis mozos do liuein a para Iralar dos meus
particulares inleresses, e achando-mo no gozo
Angelo Custodio Machado Gaio. sendo o requerimento feilo pa'ra a fundaco'da
ISOllCIA 'Capella to smente em meu nome, que por mim
uos motivos quo deram principio a ereCQo e fun- s uo me constitua povo, e que so faza pie-
dai;ao da capella no Arraial do Poco da Pa- ciso que o Rvd. juiz diligentemente se informasse
nella e nella se collocar a virgera santissima vista do quem so pretenda exigir a capella
irrai de Dos, com o Ululo de N. S. da Saude. sede esmolas dos raoradoaes, ou aguem, para a
lurerraando de gravissuna molestia D. Aiiii. avor de quem quer que fossese passarom as oi-
Maria Liara mulher do capito Henriquo Martins, dens, e licencas necessaras, evitando-so assim
arrematante do Arraial do Poco da Panella, hoje contendas para o futuro, e do me chamar ao se-
mestre de campo do Tr.:o Auxiliar da praca do nhorio e posso da referida capella, sendo ella fa-
ite, e desengaada da vida pela unta dos bncada custa do povo, e
era alias vozes que se ellaalcancasse de seu ben-
to Filho melhoras na molestia deque se achara
atacada, vida e saude Ihe promellia doar com
seu marido o necessario terreno que se fizesse
inisier no Airaial do foco da Panella, pan nel-
lu se fundar a capella que os moradores do dilo
lugar lano iaientaram para nella se collocar a
niesnia Senhora com o titulo da saude : cuja doa-
..ao sena feila em geral aos mesmos moradores,
e nao em particular a pessoa alguma. O que,
sendo ourido pelo seu marido, llie disse tambera
>.m altas rozes, o peranle lodos os parentes que
alh eslavam, assim como pessoas de ora, amigas
rio mestro do campo que convinha na proraessa,
X. .'is quo bastara ser para o Cm que era a bem
deiramcnle locaes. Pelo'que toca acluiida-|
de v-se que d corita do machinismo e orxani-
l:438g8o
1:4163062
2.-855J831
PRACA DO RECIFE 3 DE DEZEJIRRO DE 1859,
AS 3 HORAS DA TARDE
Revista semanal.
Cambios- Os ltimos saques negociados
ti vera ni por baze 25 a 25 1/4
d. por lj) sobre Londres, 395
ris por fr. sobre Paris, o 110
por cento sobre Lisboa, mas
nao consta que houresse trans-
saeco nesta semana
Algodao----------Tendo-se vendido a 9 e 9$20t'
por arroba baixou para 8>40l>
8#6Q0
Assucar Os brancos venderara-se para
os armazenarios de 4$3t>0 a
4S700. e algum superior de i\<
a 5-5200 por arroba. Para ex-
portarlo venderam-se masca-
vados purgados de 296OO h
2^700 por arroba, o America di'
2*3-.i0 a 2-jiOO, o Canal a 2$200
arroba. A entrada foi pe-
ol arre
wqo dos dironles serricos pelo eVame"mnlI > cioso dos documentos olliciaes. At'"'"J""' \ebdeu-sc a7oJ apipa.
Naapreciacao das cousas e dos homens con- 'S-------------?iaSS?i sa,a leraporancos, se bem que nao insempto da na- *,.,. v ,a .T 'JporJA "
lural influencia de determinadas predileccoes -------------Venden-sede g800 por arro-
rcspira o lirio urna serenidade de animo c'um -pl
-----por
ventura de julgar com mais sercridade; mas
nesse ponto, nos, os homens de hojo, somos ainda
juizes suspeitos, e nao podemos erigir-nos reso-
lutamente em supremo tribunal. A benerolen-
ria o mais que se pode pedir, e j equaniroi-
dade. Esta qualdade, rara quando se escrere
enlre os actores dos acoalecimeulos, realca sin-
gularmente o lirro de que tratamos, e 0 11ra dos
seus nao somenos mritos.
Desar tcm sido que similhanle obra nao te-
nha estimulado mais ozello da nossa imprensa
que lauto se desbarata em bagalella, e 6 para
reparar que seja tanta a iiidilterenca para com
trabalho de tal vulto o momento quando, por ou-
tro lado, ha lamanha faclidade em acolher, pre-
goar c exaggcrar lauta cousa insignicanlo. '
A menco que lizemos pois una divida que
pagamos em nome do paiz a quera lour a vil-
mente revindica n'uina tentalra seria a parte
que-nos cabe nos concilios europeos, o remata-
mos associande-nos cordealmeote s indiciosas
reflexes com niuita [habildade eprespicacia re-
sumidas no uhimo capitulo da primea.1 parle
da olu i, o trigsimo, intitulado Va ven ir du Por-
tugal !
M. 1.
GOMIERCIIO.
que alm das qualidades (jue acabamosde fallar, Francisco de Miranda Leal Seve, eommandante
merecen) ser policiados pelos seus mos teilos ; do meu balalho, com a respectiva ollicialidade,
bem como um tal Francisco dos cachos, morador rae dirig a elle para ciimprimenta-lo, o que sen-
110 engenho Gamilheira, o qual sendo assassino, do por mim feito, rctribuio-me com dizero se-
nhor est preso : pedi que rae inslruisse do mo-
tivo do minha priso, respondeo-me que, depois
de cumprida a ordem me diria a falla por mim
commeltida ; e nomeou logo alli mesmo no pi-
co imperial, um capito para me cooduzir ao es-
tado maior do quartcl do 10." balalho do linha :
como porra soubesse, pouco depois, que o meu
crirae era ter ido ao cortejo, estando de licenca,
e por isso julgando-me sera criminalidade algii-'
ma, resolv, depois do hoja mo,
NOVO BVNCO DE PERNAMBUCO.
ItaSasu-ete lo \nvo Itaneo le I'er-
nambiifo em UO de novcici!tro de
is:;.
DEBITO.
o senhor nao cuida em prendo-lo, lalvez porque
receie delle algum mal: a meu ver, sera mclhor
que o Sr. subdelegado se oceupasso quanlo an-
tes era averiguar se ou nao verdade o que di-
go a respeilo do Francisco dos cachos, e nao oe-
cupar-se em mandar cercar minha propriedade,
e do alguma sorte consentir as insolencias de
seus diligentes, que por milagte nao lancaram
fogo minha casa : advirio mais ao Sr. subde-
legado, que o cscravo por quem me mandou
1
va-
Garanta de emissao..
Depsitos.....
Letras depositadas
Aeros depositada.-. .
JoaS depositadas..
Letras caucionadas
Letras descontadas.. .
Letras protestadas
Aluguel de casa. .
Pornecimento .
.loros.......
Batatas----------
Caf -
Cha------
Cerreja---------
Farinha de
n. di
Feijo
Ferro
6J a 7{?000 por
a 3;000 por ar-
-- coramunicar o..i,i,.,3.
rejaca casa, acha-se era deposito por despacho occorndo ao i.xm. Sr. eommandante superior a letras ;
do Illm. Sr. Dr. juiz municipal, da villa da Esca- 'I'""" ped repararo da injustica que atabaca 'de Rcmessas
da, abra de tratar cu do su.i liberdade licilamen- solTrer : S. Exc. por acto do su roconhecida im- Desueras Kcraes
le, do accordo com as leis do pais : assim, pois, \ parcialidade, ordenou ao Sr. major ajudanto de Caixa
rogo ao Sr. subdelegado queira ter a bondade nrdens, que de ordem sua dissesse aquello se-
nao mandar mais incommndar-me com seus sol-1 "bor lenenle-coronel que icasse sem elfeilo dila
dados to petulantes, e que no caso do etiva-los ordem de priso, por nao "
de direito, lourei quanlo pude ao Rvd. promotor,
c publico que liz justiea aos moradores era geral
do Poco da Panella, tanto os presentes como os
que vicrem para o futuro : porquanto tenho p-
renles, o por meu falleciraenlo poderao chamar a
capella sua possesso, quanlo eu 11 ida terei
nella mais do que como morador do dito Poro ;
e, senhores, verdades nias se nao devem occul-
tar, quunto mais estas to cheias de razo e jus-
tiea. Baixado oedilal pelo Rvd. provisor afim
d reconheccr a factura do patrimonio da capel-
la, e terreno para a sua fundaco com comraisso
ao Rvd administrador da Boa-Vista Joaquim
Teixeira da Paz, este procedeu tudo quanlo Ihe
foi determinado desdt o dia27 do mez de agosto,
a mmlia propriedade de eramente, queira re-
commendar-lhe que me 11:10 maltralem como da
primeira vez, pois csse proeedimenlo muito de-
sabona, nao a elles, que obrara sem saber como,
mas sim ao senhor que oceupa um cargo dis-
lincto...(iiionio F.ins l". Barros.
Publicares a pedido.
Roga-se ao Illm. Sr. Dr. ehofn do polica lance
suas vistas para o segundo dislriclo da fregueza
ds Escada, aonde se pralicam os raaiores escn-
dalos de abuso de autoridade e com cspecialida-
de no quarleiro de que inspector Francisco
Co-
para
Gomes genrede um tal Miguel Joaquim dos
vos, este ve'.r.o tanto mandou na notle de 26
harer motivo, e estar
eu no gozo da licenca ; e ao contrario, que me
mandara por era liberdade. Do exposto se de- Capital
duz que o meu cummandaiilc tem desejo de va- Emissao
ler-se de sua autoridado para dosconceituar-me
al mesmo no paco imperial; e se nao tora a
justiea e rectidio do Exm. Sr. Viseoude da Boa-
Vista, loria 0 Sr. eommandante descarregidoso-
bro mira lodo o peso do odio quo injustamente
me tem ; e ficaria eu privado da honra que tire
de bejar as augustas mos de SS. MM. 11., romo
se (ora o ollicial mais esquecido dos seus deve-
res ; e se assim mo considera, digoe-se de de-
clarar quaes as faltas que tenho comnictlido
o as priscs que tenho soffrido desde a nova or-
ganisaco da guarda nacional. Como o fado,,
cima leve lugar peranle 11ra grande numero do Dividendos
pessoas das mais gradas desta cidade,crreme o Saques
75S:.jiss:)l.i
80:000#000
. 125:108732
. 43:230*000
. 5:7:t5S*J 1
. ll(l:3Ms-i.i
. 2,573:6769027
4:5113500
. 1:6629500
- 19:416211
. 152S186
. 31'373067
l:999-i00
. 3:400)?353
. 490:81 S'Jol
Reis. 4,25O:068$222
CUF.IUTO.
Depsitos da direceo ....
Letras por dinheir recebido a
juros .........
Ttulos'em cauco......
Coutas crrenles Com juros. .
Contas correnles simples. .
Fundo de reserva.......
Knowles & Foster......
Jos Antonio de l'igucredo Ju-
nior..........
Letras a pagar.......
Banco da Baha S C .
/
2,000:000g000
f,496:00i$000
80:O00|0O0
3:809g930
174:0748 112
328:7109132
2:000,^000
20:3089470
5:135S01
3:439,?717
2: i 179300
23:1125007
1:9 >05000
26:00O|000
29,000 harneas.
Venderam-se de 2 a2$200 por
arroba.
--------dem de ojSOOa 7&000por ar-
roba.
Variaran) as vendas de l90O
1S750 o ljOOO por libra confor-
mo a qualdade.
Carne secco A dn Rio-Grande \ endeu-se
de 3$ a G OD por arroba, ea
do Ro da Pnla de j a 59400
por arroba, ficando cursor
13,000 arrobas da primeira. e
21,000 da segunda.
Carrio de pedia Ha falta, e a ultima venda iv-
gulou de 20$ a 21g a tonelada.
Ve.ndeu-se de 5$ a SjOOO por
dazia de garrafas.
rigo O mercado ficot supprido com
23,900 barricas, sendo 10,700
de Richmond 8,400 de Trieste,
3,800 de Philadelphia, e 1,000
de Ballimore. lendo-se reta-
lhado de 2) a 22-^ por barri-
ca da primeira, 2j da segun-
da, 18$ a Soy d terceira, I8
da quarla.
mandioca Vendeu-se de
sacca.
dem de 2?
roba.
O jnglez vendeu-se de OjOOO a
050 t por quintal, e o da Suocia
de 9j a K15.
Genebra----------A Hamburgueza o 200 rs. a
botija, c de 5g200 a 5;5d a
frasqueira.
Louca-------------A ingleza ordinaria rondett-sr
a 295 por cento de premio sobro
a factura.
Manteiga---------- A tranceza rendeu-se de 520 a
530 a libra, o a inglez 1 de 700
a 750 rs. (cando era ser 2,500
barris.
Oleo de linha^a- Vendeu-se de ljiTOO a 180.
porgalo.
Massas------------dem de 8$ a 9$ a arroba.
Quejos-----------Os Oamengos renderam-se d.i
1-3800 a 2f200 : c o de prato ..
900 rs. a libra.
Sabo--------------Venden se de 139 a 150 rs. por
libra.
Toucinho- dem o lis rs. por arroba.
Vinagre----------O de Lisboa regulou 12".- a
1850 o pipa.
Velas--------------As slearins de 660 a 670 po.i
libra.
Descont----------O rebate de leltras rariou de 8
a 12 por cento ao anno, con-
forme os prazos.
Para o Canal de 30 a 32-6, o o
lastro para I.iverfool a 15
Do algodo de 3/8 a 5/16 por
libra.
Fi .....-
Movimento do porto.
fiavios entrados no din >.
Ass, 1 i dias, barca nacional Castro TU de 301
toneladas, capito Antonio Pinto Torres, equipa
MUTILADO
N


i*)
DIARIO DE PEKNAMBUC. SEGUNDA EltU U D DEZEMB > i859.
<-m 14, carga sal e palha ; Antonio Piulj Jo
So-.iza & 1'niiao.
avin sahidos no menino dia.
Liverpool, barca ingleza Olinda ;
i ort Hjrkncsti. frga algmlao.
cnpilo
Ro-
I
Huras
2. I
Atmo*phtra.
ireccao.
Intensidade.
3
Centgrado.
< "o a co
feaumur.
aoanoc ac-i
I*.;.- -100
| Fahrenheit I
| lijgrometro.
*
-.1 -> -1 -1 =
B 2 2 iI 2
sppsg
Barmetro.
te
' o
o
>
Declarares.
Contselho administrativo.
0 niisi'lho administrativo, para forni'i imcnto
iIofTMMl de guerra, lera de comprar os ob-
.ie".os seguintes :
Para a casa de de ten cao.
Camas do ierro para oiciacs 2 ; colchos 2 ;
revesseiros 2.
Quem quizer taes nbjoctos aprsenle as suas
urOMtstaa imii caria fechada ta secretaria docon-
clho s 10 luirs da manha do dia 7 de dezem-
bra prximo vindouro.
Sala dos sessoes do ronselho adminislrativo, i
.. oineoinipnlo do arsenal de guerra, 30 deuo-i
vembrode 189.liento Jos l.amenha Lins, co-
ronel presidente. francisco Joaquim Pereira
Lobo, coronel vogat secretario.
Pela mesa do consulado provincial se faz
publico aos proprielarios dos predios urbanos das
rpgncziasdesta cidade e da dos Afogados que
H 30 dia.-; u'.eis para o pagamento a bocea do
ofre do primeiro semestre da dcima du anuo
tamciro corrente de 1859-lMiO so principiara
a contar do Io de dezembro vindouro, licanJo
incurias na inulta de 3 per cento os que paga-
rera depoia desee pra/o.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco
2 do novembro de 1859.Antonio Carneiro
Machado llios, administrador.
= O Illni. Sr. inspector, da thesoitraria pro-
vincial, od cumplimento da rosolueo da junta
manda a/or publico, que no dia 7 do dozembro
prximo futuro, se ha de arrematar, a quera-por
menos li/.er o costeio da lluminacao publica da
-idade ilo Olinda, avallado en 20*0 is. cada un
lampean diariamente.
A arremataran ser feita por tempo de un
nona a contar "do dia 15 de dezerabro do corrente
anuo.
As possoas que se propozcreni a osla arrema-
laco. conlparoeam a mencionada thesou
ude acliatao as condices com que deve ser
Para o Aracaty pelo ss,
segu com rouita brevidade a barcada Mara
Amelia, tendo a maior parto do carregamento
promplo : para o resto, trata-so com Prente
Yjanna & C, rua da Cadeia n. 57.
Para o Ass.
Segu ati': o flm da prsenle ser.ioua o hiato
Camaragibe, por j,i ter parte do sen carregamen-
to prouipto : para o resto c pass.tgeiros dirijam-
se a ra do Vigario n. 5.
Para a Bahia
U veleiro e betn conhecido palhabolc Dous
Amigos, pretende seguir com muita brevidade,
ttiu parte de sen carregamento a bordo ; para o
testo que lite falla, trata-so com seu consignata-
rio Antonio Luiz de Olivcira Azevcdo, no seu es-
criptorio ra da Cruz n. 1
Maranlio c Para.
O veleiro brigue escuna Ondosa, capilo e
pratico JooJos de Souza, tondo j grande par-
te do seu carregamento promplo, segu em pou-
cos dias; para o resto da carga podem os Srs.
ptetedentes entender-so com os consignatarios
Almeida (ornes Alvos & C, na'da Cruz n. 27.
Finalmente chegou a barcaea onradinha
para aqui ser vendida, de 750 sacros, bem cons-
truida, com as melhores madeiras da provincia
de Alagoa?, Imm massanio : quein pretenderla,
pode ir ao fundeadouro em frente do caes do
mados, e all examina-la, o entender-se com Pr-
xedes da Silva Gnsmio no caes do Hamos n. 2,
andar torreo, ou com Jos Joaquim Dourado J-
nior, na ra da Cruz n. 22, botica de Joo Soum.
ARCHIVO UNIVERSAL
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLABOnVDO
pelos sns.
D. Antonio da Costa A. P. de CastilhoA. GilAlexaii.lrc HercnlanoA. (1. fiamosA. Guiraa-
racsA. de LimaA. de OHveira MarrecaAires DrancnA. P. Lopes de MendoncaA. Xavier
Rodrigues Corde.iroCarlos Jos BarreirosCarlos Jos CaldeiraE. Pinto da Silva o Cunha F.
Gomes de Atnoriin F. M. BordalloJ. A. de Freitas OlivciraI. A Maia J. A. MarquesJ. de
Andrade CorvoJ. da Costa Cascaos.1. Daniel CollacoJ. E. de MagalhesCoutinhoJ. G. Lobato
Pires.1. II. da Cunha RivaraJ. J. da Graea JniorJ. Julio do OHveira PintoJos Mara
Latino CocinoJulio Mximo de OHveira PimentelJ. Pedro de SouzaJ. S. da Silva Ferraz
Jos de TorresI. X. S. da MollaLeandro Jos da CosaLuiz Filippe LeiteLuiz Jos da
Cunha L. A. Rebollo da SilvaPaulo MidosiRicardo Julio FerrazValenlim Jos da Silveira
LopesXislo Cmara.
DIRIGIDO
pon
A. P. de CamlliaI, F. Silveira da MollaRodrigo Paganino.
Destinado a resumir todas as semanas o movimento jornalistico c a offerecer nos leitores, con-
juntamente com a revista do que mais notavel honver occorrido na politica, na sciencia, na indus-
tria ou as artes, algn* artigos originaes sobre qualquer distes assumptos, o archivo universal,
i desde Janeiro de 1859, em que comoco't a publicarse, tem satisfeito aos seus lins, com a maior
! exacdo c regularidade.
Publica-so todas as segundas reiras em olhas de 16 paginas, e completa lodos os semestres
nm volunte de 120 paginas com indie.ee frontispicio competentes.
Assigua-sc no escriptorio desle Diario, ru dasCruzes, e na ra Nova n. 8.
Proco da assignatura : pelos paquetes vapor 10g200 por anno ; por navio de vela 8g raoeda
brasileira).
Ha algumas colleccoes desde ocomeeo da publieaeo do jornal.
Ferro reduzido de
Quevenne,
Previlegiado em seu modo de
administraco pela acade-
mia de medicina de Pars.
Os felizes efeitos do ferro era tira grande nu-
mero de enferniidades sao geralmento conheci-
dos. As cores plidas, as llores brancas, o em-
pobrecimento do sangue cora os males do esto-
mago, e as palpilacoes, que sao dclles a conse-
quencia : taes sao os principaes casos em que o
ferro indicado, e para cortos temperamentos
fracos elle um complemento quasi necessario
de alimentarn. A superioridade do ferro de
Quevenne de todas as preparaces marciacs a-
quella que inlroduz mais quanlidado de forro no
sueco gstrico em um peso dado. Deposito em
Pernambuco, pharmacia do Pinto,
Rosario n. 12.
Para o Porto,
o biigue Esperanza segu al o dia 10 do cor- !
rente ; anda recebe carga e passageiros: a Ira- i
lar na na da Cadoia do hecife n. 4.
A qtielB coTivonha urna barcaea do lote de;
18 caixasede boa marcha,
dirija-se a ra do Amorim n. 1.
n
C0MPANI1I4 BIMSL1FJK1.V
DE
PIBIJCACAO LITTERARIA.
O MONITOR DAS FAMILIAS.
AO PUBLICO.
Em tojas as ciilades eivilisadas publicam-se
e bem 'apparelhada, n0jc na Europa nao s peridicos que traan de I
iscifticia?, litteratura e poltica, seno tambera
livamenie consagrados aos interesses,;
das familias.
A capital desta provincia lao populosa e
'opulenta ressentia se desta falla, e as senhoras
I Feriianibucanas em nenhuma parte enconiravam
; um alimento sao com jue podessem nutrir seus
| temos cora^oes, sua ardente imaginacao.
Sensiveis a tao grande mal, os propietarios
do Monitor das Familias resolvern) reme-
No escriptorio de Domingos Al-
ves Matheus deieja-se fallar ao Sr. Ovi-
dio Goncalves do Valle, a negocio ou
pede-seque se digne de indicar sua mo-
rada para ser procurado
O vapor Parama, commandante o capitao le- j d.,.|0 publicando o presente peridico que en-
nente Torrezao, espera-se dos portos do norte .j.. *!,,.. j- ,.
om enonimaniano/.in .) .,t n a; <<..,. tendern) con\emenw dividir em tres paites dis-
em seguimeuto aos do sul
renle mez.
at o dia 6 do cor-
tincias Leitura para todos
pai
I-eitura
para as
Itccobe-se desde ja passageiros, fete de dinhei- senhoras; Leitura para os Meninos; sendo seus
nmeros acompanhados de igtirinos de modas,
retratos de pessoas celebres, nacionaes e estran-
geiras, estampas de tientos, vistas de lugares e
ilion u Menlos no lavis, desenhos de bordados e
labyrinthos, e msicas para piano e canto.
Para este fim compraran! una typographia e
ro e encommendas o ongaja-sc a carga que o
vapor poder conduzir sendo os voluntes despa-
chados com antecedencia al a vespera de sua
chegada : agencia rua do Trapiche n. 40.
Para Lisboa e Porto pretendo seguir viagem
com a maior brevidade possivel, u patucho por-
luguez Flor de. Marta ; ^uem no mestno quizer
carregar ou ir de passagem, Irato com o consig-
rar0 natario Thomaz de Aquno Fonseca, rua do Vi- mandaran) vir da Europa urna lythographia com-
er ef- 5ario 9> primeiro andar. plata que dirigida por dous habis artistas es-
= Para Lisboa segu com a possivel brevida- ,r9norna n.ia mnirigm m ir,>, ,n n
que
..^lua.la a arrematara,.. = !'ara Lispoa segu com a possiv
E para constar ae mandou affizar o presente !u. l),:m conhecido brigue porluguez lelampa- ] .. imnrpSri '
. publicar polo Diario I 'J0' 1lr;i 1,,c ,cm Parle da cjr"a ir,ll|U'ia para uwenno, outro aiiemao para a impressao.
Serrelarta da thesonraria provincial de Per- r r^*l ^a '""* e passageiros,aos quaes oflerece Assim habilitados, prelendiam dar principio
Carlos lilisses Dubois, lera a hon-
ra de participar ao respoilavel pu-
blico que tendo sabido da casa do
Sr. I.cconte.e acha-se estabelecido na
prara da Boa-Vista sobrado n. 3,
primeiro andar com sala para cortar
cabellos e fazer qualquer obra rela-
tiva aos mesmos cabellos para que
o acharao sempre prowpto a qual-
quer hora.
rua larga do
= Aluga-se ou vende-sc o silio denominado
Campo Grande na povoaco de Beberibe, cora
inultos arvoredos de inici : os pretendentes di-
rijam-se h rua Imperial n. 4. a fallar com Manoel
Joaquim Esleves.
Fazendas inglezas e francezasj
Chegadas nestes ltimos dias ; um variado
sortimento de fazendas inglezas e franeczas, dos i
ltimos gostos: no armazem de Almeida Gomes, Wa ru.a da Cadeia do Recne n.
Alves & C, rua da Cruz u. 27. as soguiulcs obras thealraes :
O Demonio Familiar, comedia em 4 actos.
Attencao.
Xa rua do Queimado n. 2,
terceiro andar.
Apromptam-se vestidos pa;a baile, casamen-
to* e usos domsticos.
Toda a obra propria para uso das senhoras o
enancas.
Enfeiles de vidrilbo de roros e prclos, ditos ie
froco, velludo ecar.ulilho.
Bordados de marca, seda, froco, matiz, linho,
prala eouro.
Ornamentos completos para igrejas.
Chapeos de palha, seda eescumilha.
Tudo por procos commodos.
Bolos.
Apromptam-se bandeijas de bolos com arma-
coes e rasas por presos commodos, bolos pudins
doces, aletria e diversas .iguarias proprias para
presentes.
Na niesma casa
offerece-sc aos Sre. armadores fesloes de flores
muilo ricos de seda e de canulilho para enfei-
les de igroja.
Altenco.
11, vende i:-se
Cera de carnauba e velas.
Vende-so cera de carnauba a mais superior
possivel a 12, idem segunda sorte 115500 a-ar-
roba, velas dita pura e de composico, lio da fr-
hia, tremoias, rosarios, espeguilhas", e meios de
sola, porprecos razoaveis: na rua da Cruz, ar-
mazem n. 33.
Escravos.
Vende-se um mulatinho de 12 annos, vindo da
cidade do Ico : na rua da Cruz, armazem n. 33.
Saca-se para
mazenin. 32.
a Babia : na rua da Cruz, ar-
| No dia l'J do prximo passado mez desap-
pareceu da ribeira da Boa-Vista um menino
pardo de idade de 10 anuos pouco mais ou me-
nos, com os signaos seguintes: cabellos bem
corridos, falla baixo e um pouco tato, nariz afi-
lado, c filho do Pao d'Alho : quera delle souber
ou quizer dar noticia dirija-se a rua do Queima-
do loja n. 39, que ah acharao o pai que muito
agradecer.
Altenco.
.-eri otaria ua inesour.iru pniniici.u ue re-i -. ,; -- --o- r --- o------------ 1------------------|---------------------> 1------..... t.....r-----niDCiro romes acal
ambuco. I de novembro de 1&59.-0 secreta- ; C0"M commodos, ira a-se com o consgnala- sua tarefa em Janeiro do anno prximo futuro, u.ja, e podendo ser
rio, .1. F. da Annunciacao. "'R^^S? "^ W 0 San0 1uanJo a visi,a com T'e SS. MM II. se dgna-j dividas activas do
- Olll. Sr. inspector da thesonraria pro- n n r.am *,10nrar es,a heroica provincia, os fez mu- f^S^P
Papa o Porto
inspector da thesonraria pro
v incial, oni cnmprimonlo da ordem do Exm. vice
presidente da provincia, manda fazer publico, que
permite a junta da fazenda da niesma thosouraria
se ha de arrematar no dia 15 de dezembro pro-
^.irno vindouro, quem mais der, 036 lampeos
l'ie serviram na illominacao publica desta cida-
de, com as suas competentes ferragens, avallados
"in 40gcada titn
Os pretendentes podem dirigir-se reparlicao
das obras, publicas, afim de examinarem os men-
cionados lampees.
E para constar so mandou affixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesonraria provincial de Per-
nambuco, 2 de novembro de 1839.0 secreta-
rio, .4ii/<>iio Ferreira d'i Aninintiiacao.
O Jllm. Sr. inspector da thosouraria provin-
cial manda fazer publico, que lo dia 3 do corre-
le por dianie so pagain os ordenados dos oin-
pregados provinciaos do mez do novembro pro-
Mino lindo.
Secretaria da thesonraria provincial de Por-
iiambuco, 1." dede/embro de 1859.O secreta-
rio, Antonio Ferreira da Anmmciaro.
= Pelo commando das armas desta provincia,
nos termos do Aviso do ministerio da guerra de
16 de novembro ultimo, e da ordem do dia do
quartel general do oxercito de 22 do misino "tez
sob o n. 162, contrata-se um capello para o
presidio de Fernando. O Rvd. sacerdote que os-
1 i ver habilitado, e quizer prestar-se a osle ser-
vieo, tora a bondad de comparecer no quartel
Jo mosmo commando, das 9 horas da manhaa s
2 da tarde dos dias uleis, afim de celebrar-se o
contrato sob condieoes que Ihe seio patentes.
Secretaria militar no" Mondego, 3 de dezembro de
1859.Francisco Camello l'essoa de Lacerda, oa-
piao serreiirio do enramando das armas.
dar de parecer, resolvendo publicar desde ja urna
serie extraordinaria do mesmo peridico para
sahir com brevidade o patacho portuguez Da- \dar c0la "je lodos os festejos populares que por
gue do Porto, de primeira marcha : quem no esta occasiao se teern feilo, e hao de fazer nao s
mesmo quizer carregar ou ir de passagem, dirija- | nesta capital, seno tambem as povoaes do in-
sea rua da Madre de Dos n. 3, a tratar com
Jos Antonio da Cunha 4 Iriuao, ou com o capi-
tao na praca do Corpo Santo.
Leiloes.
lenor.
A descripcao desses festejos com todas as poe-
sas publicadas ser o objeclo exclusivo desta se-
rie extraordinaria do Monitor das Familias ,
I cojos nmeros e-rao acompanhados dos retractos
de SS. MM. II., e tambem de varias e bellissi-
mas vistas; bern como a da sua entrada as aguas
do inosqueiro, a do seu desembarque no caes do
Colegio, a das rua do mesmo nome e Cadeia, na
occasiao do prestito imperial; a do interior da
Constando ao abaixo assignado que o Sr. Jos
Ribeiro Puntes acaba de eTcctuar a venda da sua
que nella se incluissem as
mesmo eslabelecimcnlo/o
previne ao respeilavel publico
e especiilmontean comprador, que o mesmo Sr.
Pontes lhe deu em pagamento de seus servicos,
como caixeiro do sobredito cstabcleciraenloi as
dividas activas fiadas durante o lempo que o ser-
vio do que tem documento: outro sim, constan-
do igualmeuleao abaixo assignado ler o sobredi-
lo Sr. Pontos asseverado a algumas pessoas ser-
Ihc o abaixo assignado devedor, o abaixo assig-
nado protesta desde j contra tal asserso, e de-
clara positivamente nada dever-lhe, visto como
nenhumas Iransacces se deram depois do ajuste
de conlas cima citado, c antes delle seria por
domis absurdo suppr que o abaixo assignado
fosse devedor ao Sr. Pontes, recebendo do mes-
roo sonhor dividas em pagamento dos seus ser-
vicos ; o abaixo assignado fundado na verdade,
Iraduzida em fados que jamis poderao ser ne-
gados pelo Sr. Pontes, confia que elle entro no-
rameule no caminho da lealdade, que deve ca-
Ol'erece-se urna mulher para servir de ama
secca : quem se quizer ulilisar, dirija-se a rua
das Calcadas n. 23, que achara com quem tratar.
= Guilherme Augusto Ricardo regressa para a
Bahia.
A Corda Sensivel, vaudeville em 1 acto.
Gabriel e Lusbel ou os milagree de Sanio Anto-
nio, magnifico royslerio em i arlos.
O caixeiro honrado'e o negociante ladro drama.
Alm deslas ha mais a venda.
O Hvro de Ir tilia, contendo urna bella colleecuo
de poesas.
O caixeiro peranle a sociedade ou a historia fiel
ce sua vida.
desnoc^ssario declarar seus precos poistudo
se promelte vender em conla.
Na mesraa casa recebe-se assignatura para o
, nleress.iuie e bem escripto jornal do Rio de Ja-
; neiro intitulado Revista Popular.
Pede-so aos Srs. Antonio Annes Jacome
Pires, Manoel Panlaleaoda Costa, Antonio i. T.
de MeDdonca Belem, que tenham a bondade de
dingirem-se as aterro da Boa-Vista n. 27, loja
da trastes de I.. Pugi.
Escravo cozinheiro.
Vende-se um escravo de 18 a 19 annos, rauilo
bom cozinheiro ; assim como urna preta cozi-
nheira, engnmmadcira e lavadeira, o urna nogri-
nha de "13 annos : a fallar com Oclaviano de
Souza Franca, ruada Cadeia do Recifen. 36.
Dinheiro em cobre.
\"eude-se constantemente na rua da Penha, so- i
brado u. 19, era pequeas e grandes porcoes.
-= Compram-sejornaespara embrulho a 3840
a arroba : no paleo do Terco n. 9.
Mi
l&
Precisa-so de urna ama que saiba cozinhar e
Terca-feira 6 do corrente.
o
PELO AGENTE
PESTAA.
igreja do Espirito Santo na occasiar de cele- ^'^"J\lJ* 'cpeante de boa f emen-
i ..!___...r: r_____ ii- ,.' dando erro tao manifest quanto irrisorio de con-
siderar devedor a quero sraente foi seu credor.
miado
brar-se o Te-Deuro que alli fr miaao ; e
mais a vista da sala do Paco saperia, na occa-
siao do beijamo dado ero celebraco do natalicio
de S. M. o Imperador no dia 2 de dezembro ; e
a de todos os pavilhoes e illuminacoes com as ras
em que se achara colloca Jas.
Finda osla serie extraordinaria, comecar o
Monitor das Familias a sua vida ordinaria,
confiado na benevolencia e patrocinio de suas
Arkwrigbt & C. farao letlao por i"v"cao i be'!as leiloras a I116 especial.nenla consagrado,
do referido agente no dia cima designado o pe-
las 10 horas da manha a porta do armazem do
O primeiro numero ada-se ex posto ao exa-
me do publico, hoje pelas 12 horas do dia, na
loja do Sr. Lecomte, aterro da Boa-Vista, na
Avisos martimos.
Aracaty.
Para este porto sesue primeiro que os que es-
i.o proDOStOS para alli, o hiato Exhalaco: para
> resto de seu carregamento e passageiros, tra-
ij-se cora Gurgol Irmaos, em seu escriptorio no
primeira andarn. 28, da rua da Cadeia do Recife.
Para o Aracaty.
0 Hiato Santa fila ; para carga e passageiros,
treta-se cora Maiiins & Irmaos, rua da Madre del
Dos 1. I
Para o Assu
Sr. Andes delronte da alfandega
200 caixas com superioire's passas muscateis che-; d.os Srs' G"iraars e Oliveira, pateo do Colle-
gadase despachadas recenlemente. gio, na dos Srs. Miranda e Vasconcellos, rua do
mesmo nome, e na do Sr. padre Ignacio, rua
da Cruz do Recife. Acompanha este numero a
vistt do desembarque doSS. MM. II. no caes
da Alfandega, o os retratos das mesmas Augustas
Quarta-feira 7 ,do correute. i Pe0M* .
As assignaluras recebem-se na typographia
| Brasileira, ruado Passaio n. 19, e na rua da
Cadeia Je Santo Antonio n. 22 a razao de 59
rs. pagos adjuntados por toda a serie.
louca*, crvstaes e urna inlinidatle de) = Precisa-se de um cozieheire : na ruada
artigos de casa de familia que tudo sera' i Moeda n. 27.
... j-i ... j i = Precisa-se alugar urna casa terrea ou um
vendido sem reserva de pre.-o algum no andar> mesni0 cora poucos L.0rainodo3, no bakro
estado em (jue se achar. Principiara as do Recife: a tratar na rua da Madre de Dos,
10 horas em ponto.
: despachadas recenlemente.
LEILAO
O agente Borja tara' leilao em
armazem na rua do Lollegio n.
umitas obras de marcineiria.
seu
15 de
prata,
- -"e com brevidade o pathabole Oliveira II:
juera no mesmo quizer carregar a frete ou ir de
passagem, para o que tem excellentcs cnnimo-
dos, entonda-sn com o capito Jos de Oliveira
I eite, ou no escriptorio de Manoel Alvos Guerra
to rua do Trapiche n 1 i.
Para o Rio Grude to Sul
segu com toda a brevidade a barca Mathilde,
'fin parle da carga prompta : quem quizer car-
regar o rosto podo tratar com Manoel Alves Quer-
:', roa do Trapiche n. 1 .
G.MPANWA
PEPoAMBlXANA
DE
taberna do Sr. Lapa.
= Marcos Weyl relira-se para o Rio de Janei-
ro, pelo prximo vapor.
=. Joseph l'ishcr e sua mulher, James Cleilon
o sua mulher, e James Fisher, retiram-se para
lora da provincia.
= A possoa que anntinciou precisar de um
, moleque para tratar de um cavallo, dirija-se
; travessa aa Madre de Dos n. 18, segunda andar.
Claudio Dubeux, proprielario da liuha de
I mnibus, scientilica a quera convier, que domin-
: go do corrento haverao mnibus para o Hos-
i pital Portuguez ; preco de cada possoa 2} ida e
volla.
Fugio da casa do abaixo assignado, na noite
O agente Borja fara' leilao na porta do Id0. uia ao (le novembro passado, o escravo Jos'
arm.o ,L fi., in. .i r. A i crioulo, ollicial de sapaleiro, indo com calca de
aima/.em do Sr. Armes deronte da al- caaemia preta, camisa de madapoln, wqacta de
tandega, por conta e risco de quem riscado o chapeo de palha de carnauba, cujo cs-
I pe tencer de 25 caixas com riueiios mu-1cr,1v0 lera s signaes seguintes : estatura baa,
, J corpo secco, barba poucn, peinas com marcas de
jtonovos e despachados prximamente | feridas, figura bonita, cor nao muito preta, ca-
Leilao
DE
mi'
Terca-feira 6 do
Iquesetao vendidos a prazo
j ra' as 11 horas.
Principias bellos rarapinhos e crescidos, e costuma nicul-
car-se livre ; presumo que ella anda por esta ci-
dade ou arrabaldes, em razao do ser muito vadio.
Vil ilil *lii i AAcIaO l VftllAli 'a aS dode arra'baldes, era razao do ser muito vadio. ***** o g"f
Aave^caocosteiiaavapoii c0lliac.v0j0|ej|0 ^j^sja^ArMatessgssa
O vapor nacional Ijnarass. commandinle o vihihumi-IW UV IVIIUU CosU e es(e venditf a Srfl ,) Maria Carila "* d,ldS.Para ^sucar
O vapor nacional IjnarassA, commanil; tile o
seguido lenle Mbreira, seguir para os porlos
do norte do sua escala no dia 10 do corrente,
j>ara os quaes roceber carga da maneira seguin-
; : Loar no dia (>, Aracaty o Ass 7, Rio Gran-
de do Norte 8 e Parabiba 9 at meio dia, sendo
mesma posta a bordo pela prancha a cusa dos
Srs. carregadores. O expediente da gerencia fe-
se 's 4 horas da tardo.
.4nfouo Jos de Amorim.
Aviso ao publico.
Dr. Joo Noguiss, professor dentista, se oero-
ce ao respeilavel publico para tirar denles e rai-
zes, limpa-los, chumba-Ios, cautrisa-los, divid-
los e po-los com toda a perfeico a toda e qual-
quer pessoa que precisar: dirja-se a rua larga
do Rosario n. 46, primeiro andar, hotel trova-
dor, que so acha promplo a toda a hora que seja
necessario.
^ y?^' Wffe CT1 yfff Z.9K
3 Joao da Silva Ramos, medico pela ffi
iQo Universidade de Coirobra, mudou sua re- 3fe
sidencia para o primeiro andar por cima ,
da cocheira do Adolpho na rua Nova e 5>
continua a receber todos os dias das 8 s S
10 horas da manhaa e das 3 as 5 d tardo,
as pessoas que o queirara consultar, bem
como a prestar-se com sua habitual promp
lidao a qual quer chamado para os mis-
teres de sua proisso comprehendendo a
f| medicina, cirurgia e partos.
V]'lll^Paltf/^ ^yf K'AL^ ff^^i ^tfl \'A ?i ii '* -*2 *t
Precisa-se de um caixeiro para taberna, que
tenha pratica e saiba ler e escrover, preferindo-
se algum recentemente chegado de Portugal : a
tratar na rua de S. Jos n. 2.
--=i Desde a entrada do largo do palacio al a
typographia do Liberal, perdeu-se um oculo de
onro dentro de urna caixinha verde, e pede-se a
quera quer que o achou, quorendo se dignar en-
tregar, dirija-se ao'convento do Carmo, segundo
andar, celia n. 10, que encontrar Fr. Ernesto,
seu verdadeiio dono, que generosamente recom-
pensar a quera se digno lo louvavelmenle
obrar.
= Compra-so urna taberna era boa localidade,
as fregueziasde Santo Antonio ou Roa-Vista :
a tratar na rua da Praia u.jju--
Chpeosle pasta.
Na praca da Independencia n. 3, loja dera-
peos anda lem chapeos de pasta para vender por
proco commodo.
Clicguew freguezes
A rua Direita u. 64.
Facas e garlos a 2?~.O0, 28O0e 3^600, ditas
muilo linas a 4^200, .ig, 5j500e65, ditas de ca-
bo do miriitn a lujoOO, ditas de cabo de unicorne
a II?, ditas de cabo prelo finas afije tijjO, co-
Ihores de metal do principo pera sopa a 5&500,
ditas para cha a 2$800.
pa a 109, ditas para cha o
a 500 rs. cada una, dilas
Paulo Gaignou dentista lem a honra de
avisar ao respeilavel publico que o cele-
bre Dr. dentista, dos Estados-Unidos e de
Paris, Eugenio Dolcambre introductor do
novo syslema VLCANITE adoptado pe-
los primeiros Drs. dentistas dos Estados-
Unidos, de Londres e de Paris est na sua
casa. ,
Este novo systeraa, a perfeico mesmo
de urna preciso maleraatica deve subs-
tituir sera duvida nenhuma todos os sys-
leinas enir-regados al agora no Brasil e
devido ao emprego da machina a vapor
de VULCANISAR do Dr. Palnara.
O Dr. Delcambre chegado pelo ultimo
paquete ingle/, em viagem para o Rio de
Janeiro, licar uesta capital al o paque-
te prximo, e durante este tempo oflere-
ce sou presumo ao respeilavel publico,
desde das 9 horas da manha al s 2 da
,. larde, na rua das Larangeiras n. 15.
engoramar com perfeico, pagando-sc bem ua ag&^. aafeAta;&<^> i^*ac ag =,<^ m>.V.
rua do Queimado u. 46. r ^^H^^ootS^T^S'*"*
iugio desde o da 22 do eorrente o escravo
No dia 22 do corrente dcsapparoccu de casa crioul d,e nome, M,arcs> lho d Maranhao,
o moleque crioulo, Soterio, idade 18 annos. com 1 rePrese,a ,cr ldadc 25 annos, cor preU fula,
os signaes seguintes : o dedo grande do p es- :rosto comPndo. testa saliente, nariz chato, olhos
querdo muito aberto. e urna grande marca de es- i Pe1ucnos. muil demorado na falla e no andar,
caldadura as costas, natural de Barreiros, para 1,8nora-s? a ro"Pa que levou, a sua oceupaca
onde j fez outra fgida o anno passado : quem : "a ganhar na rua : quera o pegar leve-o a rua
o pegar, entregando na rua de Apollo n. 4, ser i da Ca ia d Recie n- ^ 1ue ser bem recom-
gratifloado. pensado.
Vende-se um cabriolet por preo
muito em conta avista de achar-se em
estado desejavel a todos os respeitos: a
tallar na cocheira em frente do portao
i do arsenal de marinha, onde existe e SO
'dir' com quein a compra deve ser tra-
tada.
Claudio Dubeux, scientiuva a
novo carregamento de burros, novos e
bonitos e alguus ja tjuasi mancos, os
Vendem -se superiores luvas de pellica de Jou- i melhores que tem indo a este mercado
vin muito frescas, para horaens o senhoras ; na e OS vende por commodo preco : quem
pretender dirija-se ao seu escriptorio
na rua da Cadeia para tratar.
0 Sr. Silverio Barbosa da [Silva tero urna
carta no escriptorio de Manoel Ignacio de Olivei-
ra & Filho.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva pa-
ra casa de pouca familia : na rua da Cadeia do
Recife n. 22.
= Precisa-se de um feitor para lomar contado
u;n sitio pequeoperto da praca: traase narua
dos Pires n. 41.
= Connua-se a preparar bandeijas enlejia-
das cotn bolinholos do diversas qualidades, as
melhores e mais baratas do nosso mercado ; as-
= Vende-se um par de arreios novos para
carro : na rua larga do Rosario n. 33, taberna.
Vende-se urna taberna
por lodo negocio, era rua rauilo commercial, no
bairro de Santo Antonio : a Iralar na rua do
Rangel, armazem n. 62.
Luvas de pellica de
in.
JOUY
rua do Queimado 11. 22, na loja da boa f.
Laja
Parisiense,
rua do Crespo n 10, do Jos Goncalves Halreira,
vendem-se superiores luvas de pellica Jouvin, cor
de palha e brancas para homens e senhoras, ri- ,
eos enfeiles de llores do mais moderno gosio, ri- sm como bolos inglezes, podi pastis de r
eos chapeos para senhora, en fe. lados com muito e cromo ou outra qualquer encommenda : diri-
gosto e lonnalo moderno corles de vestidos de i ja-so rua da Penha n. 25, para tratar-se do
seda, manteletes e taimas de soda prcla para se- ajusto
nboras, perfumaras dos melhores fabricantes.
Superiores queijos londrinos : na rua da
Cadeia de Santo Antonio 11. 28.
JULIO RIGAUD
da casa de A. F. Destilarais,
cabelleireiro da casa imperial, presentemente
nesta cidade, tem a honra de offerecer seu pres- i >
j timo s pessoas que delle se quizerem ulilisar;, na
Irouxe do Rio de Janeiro un bonito sortimento '
I de grinaldas, de bouquets.de flores para vestidos,
igrande sorluuento de plumas, masabouts, pen-
; tes, leques e outros enfeiles proprios para bai-
| les, grande sortimento de rendas, collarinhos,
I mangas, lencos, manteletes.guarnices de vesti-
i dos, ludo de renda de Inglaterra, Alencoh e
Bruxellase rendas ditas a vara pode ser procu-
"")^) no hotel inglez, rua do Trapiche.
Aluga-se urna casa depedra e cal com mo-
bilia de amarello, na povoaco de Santo Amaron-
de Jaboatao : quem a pretender falle na rua Di-
reita n. 95.
Vende-se urna carroca eum oxccllenle boi,
muilo manso o bom trabalhador : na rua largf
do Rosario D. 18.
Vende-se urna mobilia de Jacaranda com
seguintes percas : 1 sof, 1 mesa redonda, 2 cohi-
1 solos com podra, 20 cadeiras, sendo 2 de balam-
assim como um guarda-louca de amarello :
rua do Collegio n. II. \
Vndese urna rica propriedade, contend
qualro rasas, sendo urna para familia, outra para-
hotel, outra para cocheira, e oulra para guarda*
cirros, tudo acabado de edificar de novo, e cora*
grandes commodos e accio, proprio para montar
urna boa casa de negocio : quem pretender, en
tenda-se com o proprielario Jos Gareia de Sou?
/.a Hamos, na villa de feo d'Alho, na estraJ.
nova, confronte a matriz, ou entenda-sc nesta
; praca com .Manoel Itibeiro Fernandos, na rua
.lose Pmlo do Aimeida Castro relira-se para larga do Rosario, confronte a botica do Sr. Bar-
a provincia da Baha. iholomeu.
DE
FAZENDAS.
Sesumla-tcira -\ do eorrente.
Manoel Jos de Araui,o Cosa & Filho, nao po-
. dondo concluir o leilao de suas fazendas no dia
' em que foi annunciado, continuar por inter-
venco do agente Rorja, a vender como nos Ici-
de Senna e Mell
s autoridades
qualquer posso
conduza rua Bell
so recompensar. Slalachias do Lugos Ferreira
Costa.
Relogios
Cear, Aearac e
Granja.
O patacho nacional .titila,, tem boa parlo da
trga prompta : a tralar eoin Tasso Irnios ou
COSA o capilio Graciano ilemique Mafra.
A lancha Flor do Rio Grande recebe carga
iaca a 1 idade do Natal o Pirangi: a tratar na
loja do Sr. Joo da Cunha Magalhes, rua da Ca-
i'iado R'cife.
Para Monto do
- gue nestes dias o veleiro brigue francez San-
' 1 una, o qua| recebe alguus passageiros, para os
uaes offerece os melhores romraodo3 ; para
nter, com js eooslgnotariofl Amorim Irnios,
toa da Craz o. 3.
deouro patente inglezes, do melhor fabricante
de Londres, e que se vendo mais barato que em
loes-paseados-Sera reserve do preeo-exceilen- """.T";,?"!!: KiK.'S Kh 'K
les sedas para vestidos, vestimentas- pira meni- W* ?" J'ffi1* dq Rccle' "BBaz0,B
no. bareges, fil de seda, diales, mantas, leu- '' '' d'
eos de carabraa do buho, saias a balo etc., ele,
o muitas oulras fazendas que eslaro a vista dos
pretendentes.
Avisos diversos.
Aluga-se um sobrado na cidade de Olinda,
na rua de S. Pedro, deronte da cadeia, com bous
commodos, muito fresco e escolenle vista: a
tratar na taberna do niosn#sobrado.
No dia 27 do novembro prximo passado
fugio urna negra de nome Felicia, crioula, moca,
alta e secca dd edrpo, cara compiida e bicuda,
bracos compridos e fino?, meia fula, levando ta-
boleiro com tnitho e arroz de casca, vestido de
cassa bramo com pintas, 'le Sbailados, e panno
francez : quem a pegir, leve-a a rua da Palma,
confronte ao pnriao do Sr. Piula di Don
lidiador, que Sor?, recompense .'3.
ATTENCaO.
Na taberna da Estrella do ateo do Paraizo n.
li, vende-se roanteiga ingleza a 800 rs dita
; frmceza a 640, latas com massa de tomate a
13 !O0, queijos dos mais novos a 2S20O, inassas a
I 100 rs. a libra, latas com bolachinhas de soda a
1900 rs. cada unta.
= \ endem-se siccos com farelo de primeira
qualidade, muito novo, chegado ltimamente de
Lisboa, por menos pre;o do que em outra qual-
quer parle : na rua de* Apollo, armazem n. 16.
= Vende-se unta escrava : na rua da Guia
n. 10.
Publicaco lilteraria.
Guia Luso-Brasileirodo Viajante da Europa-
do
SO- 1 vol. era 4" de 500 pag.: venle-se na mao
autor rua do Vigario n. II, brox. 3J encod.
mlia.
= Pede-se ao Sr. R. A. M. (da Bahia), que an-
tes oe se retirar satisfaga suas coutas, do con-
trario ser pubjicado seu nome por extenso e
chamado a jui/.o.
= Compram-se as seguintes comedias : Ber-
nardo 11a Lita, o Judas em Sabbado de Alleluia,
Quem casa quer casa. Por causa de um algaris-
mo, A rosca, o Duelo no Terceiro Andar, o Ir-
mo das Almas e o Diabo na escola : nesta typo-
graphia se dir.
= O abaixo assignado participa as pessoas n-
teressadas, que partir de Pernambuco no dia 7
do corrente.Ricardo Mulder.
= A mesa regedora da irraandade de N. S. do
Amparo da cidade de Olinda, nao tendo podido
levar a efleilo a fesla de sua excelsa padroeira
no dia 21 de novembro, e nem mesmo no dia 4
do corrente, como tinha determinado, em con-
sequencia de motivos nao esperados, tem de no
vo marcado o dia 11 do corrente, para cujo fen
convida aos seus charos irmos a coraparecerem
Eara assislr a esta e Te-Deum. Consistorio
." de dezembro de 1859.=0 encarregado da fes-
la, Antonio Pedro Rodrigues.
Precisa-se fallar com o Sr. Joo Rodrigues
Vianna Bayraa a negocio que o mesmo senhor
nao ignora ; em Olinda, rua de S. Dent, quina
Jo Porto Seguro, sobrado que tem taberna por
baixo.
vinho do Porlo, do mais superior, engarrafado,
dito champagne, idem, dito moscatel, idem : no
armazem de Barroca J* Medeiros, rua da CaJeia
do Recife n. i.
Vende-se um cylindro de trabalhar em mae-
sas, em bom estado': na rua da Senzala Feiha
numero (J.
rrecisa-se comprar tima negra que soja boa
co/.inheira e engommadeira : na rua da Senzala
Velha n. 9i.
^ Aluga-se urna boa casa na Boa-Vista, rua
dos Prazeres a tratar com Jos Caroeiro da
Cunha.
Aluga-se urna escrava deconlianca e de boa
conducta, para todo servico de una asa de fa-
milia, porm nrefere-se familia pequea : quem
pretender, dirija-se a rua da Cadoia de Sanio
Antonio por cima da cocheira do Sr. Augusto.
Precisa-se de unta ama para cozinhar een-
gommar para pequea familia, podendo ir dor-
mir em sua casa : na rua da Cruz do Recito nu-
mero 31
Misericordia de Loanda.
Os actuaos possuidores de predios edificados
era terrenos foreiros Santa Casa de Misericor-
pa de Loanda, sao pelo presente convidados a
comparecerem na rua da Cruz 11. 27, no escrip-
torio do abaixo assignado, recentemente uomeado
procurador, nesta cidade, da mesma Sania Casa,
alim de pagarem todos os foros que se acharem
devendo, e quaesquer outros encargos.Miguel
Jos Alves,
= Eu abaixo assignado, scientifico ao lllm.
Sr. Joo Francisco de tal, morador em suas fa-
zenda Podra de bailo, freguczi.i de S. Caelann
da Raposa, quo no dia 8 de novembro prximo
pretrito, appareceu na rua do Caldtreiro n. 12,
procurando rainha proteccao, Maria, escrava dos
orphos do tinado padre Couto, de quem V. S.
tutor. Nessa mesma data participe! por carta a
V. S., afim de dar suas delerminaeoes a este res-
peilo, e como al o presente [5 de dezerabro) na- !
ea respondesso, fiz esta publicaco para me salvar ;
de qualquer responsabilidad?. Recife 5 de Je- 1
zembro !c 1659.F, Thomaz Coelho Estima. ]
Barato que admira.
Volas de espermacele a 730 a libra, cm caixs
e a retalho : na rua Nova n. l>2.
0 advogado Souza Reis mudou o seu es-
criptorio para a rua larga do Rosario, sobrado Ja
quina n. 52.
Aluaa-se uina casa no lugar da Roa-Via-
gem,'deronte da igreja : quem a pretender, diri-
ja-se ao Dr. Rufino, ia secretaria da polica, que
dir quera a aluga.
Precisa-se uo una ama para araainonlj:'
urna menina : na rua da Palma n. 7.
Precisa-se de urna ama de leite :
110 primeiro lindar o >obrado atraz da
matriz de Santo Antonio.
Ama.
Precisa se de una ama no
pateo de S. Pedro prximo do
marcineiro segundo andar,
paga-se bem.
Ama.
Precisa-se de urna ama pa-
ra cosinhar em casa de lio-
meni solleiro, paga-se bem :
na rua do Queimado n. 46.
= Precisa-se do um caixeiro para a judaro 1
de urna padaria, ou baleo, e sabir a cobraira
quando seja preciso, prelerindo-se um queja te-
nha pratica desie negocio : aquelle que se achar
nestas circuinstan.as e aiiam;ar a sua conducta,
pode dirigir-sc a rua larga do Rosario n. 18, quo
achara com quera iratar, Jas 0 s 9, e do larde
de 1 s 3.
MUTILADO
N


\
y
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA FEMA 5 DE DEZEMBRO DE 1850.
(*)
/
F0LIIIMI4S PAtti i 800.
Esto i Ten Ja na livraria da praca da Inde-
endencia ns. ti e 8*3 fojhinhas para 18tiO, im-
^ressas nosta lypogntphn, das seguntes quali-
.'ades :
* OLHINIIA RELIGIOSA, conlendo, alm do
kalendarlo e regulamento dos diretos pa-
rochlaes, a continuado da bibothcca do
Cristo Brasileiro. que se compe; do lou-
vor ao sanio iiome de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hyranos ao Espirito Sanio e
a N. S., a iraitac,ao do de Santo Anbrozio,
jaculatorias e commeniorvao ao SS. Sa-
i.tamento e N. S. do Carino, excrcicio da
Va-Sacra, directorio para oracao mental, |
dividido pelos das da semana, obsequios '
ao SS. corado de Jess, saudacoes devo-
las as chagas de Christo, oracoes a N. Se-
nhora, ao patrocinio do S. Jos e anjo da
guarda, respondo pelas almas, alm de
outras oracoes. Preco 3510 rs.
ITA DE VARIEDADES, conlendo o kalenda-
rio, regulamento dos diretos parochiaes.e
urna collecco do ancdotas, ditos chisto-
sos, coritos! fbulas, pensamentos moraes,
receita3 diversas, quer acerca de co/.inha,
quer de cultura, e preservativo de aores
e fruclos. Freco 320 r.
GOJII1MH1A
ALLIANCE
Eslabclecida cin Londres
imp mmu,
CAPITAL
Cinto miUioes de Vibras
esterlinas.
Saunders Brothers & C." lem a honra de In-
formar aes Srs. negociantes, propriclarios de
casas, e a guein inais convier, que esto plena-
mente autorisados pela dita companhia para
efectuar seguros sobre edificios de lijlo e po-
dra, cobertos de tena e igualmente sobre os
objectos que contiverem osmesmos edificios,
quer consista em mobilia ou emfuzendas de
qualqucr qualidade.
LOTERA
O. Sr. thesoureiro manda fazer pu-
bheoque se acham a venda todos os dias
das 9 horas da manhaa as 5 da tarde,
Utq pavimento terreo da casa da ra da
pt.urora n.26e as casas comraissionadas
; pelo mesmo Senhor thesoureiro na pra-
ODr. Cosme de Sa' Pereira^lca da Independencia n. 1 i el6, os
de volta de sua viagem instiucti-~;\i bilhetese meios da nova parte da terceira
tiva a Europa continua no exer-;%ii lotera do Gymnasio Peruambucano, cu-
ijas rodas deverao andar impreterivel-
| mente no dia 7 do futuro mez dede-
zembro.
Thesouraria das loteras 19 de no-
vembro de 1859.Oescrivao, J. M. da
Cruz.
NICA, VERDADEIRA LE-
GITIMA
FlTA DE PORTA.a qual, alm das materias do
costume, contin o resumo dos direitos
parochiaes. Preco 160 rs.
ageucla dos fabricantes anierlca-
uon Gruuver & Baker*
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Joknston 4 C, ra da Senzala Nova n. 52.
= Precisa-se de urna ama, que tenha bornee
abundante leite, para criar urna menina do 4
loezes; paga-se bera : na roa das Ciuco Pontas
obrado da esquina defronle di matriz nova de
San-Jos.
CASA DE BANHOS.
Neste proveitoso estabelo monto, que pelos no vos melhoramentos feitos acha-so conve-
nientemente montado, far-sc-hao tambem do Io de novembro em vanto, contratos mensaes para
maior commodidade e.ccononiia do publico de quem os propietarios esperam a remunerado de
lantos sacrificios
Assigualura de banhos frios para urna pessoa por mez.....10jg000
momos, de choque ou chuviscos por mez l^OliO
Series de carines e banhos avulsos aos precos nnnunciados.
Compras.
I
ciclo de sua prosso medica.
Da' consultas em seu escripto-
jrio, no bairro do Recite, ra da
Cruz n. 53, todos os dias, menos
nos domingos, desde asv6 horas
i t as 10 da manhaa, sobre os
seguintes pontos
Molestias de olhos
1
Molestias de cracao e de
peito ;
3*. Molestias dos orgaos da gera-
c,ao, e do anus ;
i". Praticara* toda e qualquer
operaeao que julgar convenien-
te para o restabelecimento dos
vus doentes.
O exame da3 pessoas que o con- >
sultarem sera' feto iudistincta-
mente, e na ordem de suas en-
tradas; tazendo exceptu os doen-
tes de olhos, ou aquellesque por
motivojustoobtiverem hora mar-
cada para este lira.
A applicacao dealguns medica
mentos tndispensaveis em,varios
casos, como o do sulfato deatro-
pina etc.) sera' feito,ou concedido
gratuitamente. A confianca que
nelles deposita, a presteza de sua
accao, e a necessidade prompta
de seu emprego; tudo quanto o
demove em beneficio de seus
doentes.
Hotel trovador.
Na ra larga do Rosario n. 46,
prinieiro andar.
Tendo passado este estabelecimenlo ao Sr.
Francisco Garrido, se aclia actualmente montado,
e offerece hojo a concurrencia publica mnito
commoda hospodagem em lodos os sentidos.
Fomece-sccomida para fra por barato preco a
com aceio. llavera sempre a qualquer hora pe-
tiscos^saborosos.excelleiites vinhos e sorvele, das
6 1\2 horas datarde em dianle ; assim como
deliciosa mo devacca aos domingos, de 2 horas
da manhaa ate 10.
=Preeisa-se de urna ama forra ou escrava, que
saiba cozinhar e engommar, para casa de una pe-
quena familia: a tratar na ra do Cabug n. 3, no
undgoso andar.
DELICIOSAS E l.xFALLIVEIS.
HKEMP ^nueyyorkj
PILULAS VEGETAES
. ASSUC.VIUDAS
1
T?
e!,
SALSA PABBILHA
4 petliindia esl se aca-
bando.
.Xa ra das Flores, cocheira n. 33, vnde-
se ura bom cabrioles com rodas novas, feitas ha
um mez, enveruisado de novo, com todos os ar-
reios, c um ptimo cavallo de oais de 7 palmos
de altura.
Cabellereiro.
layme Eneas, cabellereiro
'^s, continua em sou estabelecimenlo na ra do
'Juei-mado n. 6, priraeiro andar, a receber en-
ommendasdo cabelleiras, meias ditas, chinos,
sccntcsM\RR\F\S ALlilZWuu
ma moda) trancelins, trancas para aunis, pul-
coiras, correles para relo'gio.quadros de qual-
quergoslo que se exija, como sejam : lumulares,
lioemorias, Brotas, etc., etc. Tambem pontear
senhoras, e para isto acaba de receber pelo na-
vio Bertha, ehegado ultima mente de Pars um
lindo sortimentode pentes raioha Victoria, c
llamele flores a Parisina do afamado florista
Constantino, flores inteirainente propiias para
se enfeilarera os penleados modernos. O mesmo
offerece as senhores que pretenderem ver as
gantes MUUUFVS A LlllZWpn
toadas como justamente devem ser, a visitaren!
o seu estabelecimenlo, visto que de outra forma
tica rao amai rotadas, e nao se poderi fazer um
jjizo perfeilo de quanto sao bellas; para isto
i ir sempre o seu estabelecimenlo aborto at as
9 horas da noitc.
Remedio sem igual, sendo rcconhccido pelos
mdicos, os maisiminentes como remedio infal-
livel para curar escrophulas, cancros, rheumatis-
rao, eofermidades do ligado, dyspcpsia, dcbili-
dade geral, febre biliosa e iolermiileole, eofer-
midades resultantes do empresa de oicrcurio,
| ulceras e erupc,es que resullam da impureza do
i sangue.
CAUTELA.
D. T. Lanrnan & Kcnip, droguistas por alacado
New York, acham-se obligados a prevenir o res-
! peitavel publico para desconfiar de algumas te-
! nes imitacoes da Salsa Parrilha de Bristol que
liojc se vende neste imperio, declarando a todos
i que sao elles os nicos propietarios da receita
do Dr. Bristol, tendo-lhe comprado no anno de
1856.
Casa nenliuma ma'is ou pessoa alguma tem
, direito de fabricar a Salsa Parrilha de Bristol,
; porque o segredo da sua prepararao acha-se so-
mcnle em poder dos referidos Lanrnan >k Kcmp.
Para evitar engaos com desapreciaveis co-
! binares de drogas perniciosas, as pessoas quo
; quizerem comprar o verdadeiro devem bein ol
e artista em cabe.-1 servaros seguintes signaos sem os quaes quaVr
quer outrapreparaco falsa :
Io O envoltorio"de fora est gravado do um
lado sob urna chapa do ac, trazendo ao p ai
seguintes palavras:
D. T. LANMAN c KE.MP
SOL AGENTS
.Y. G9 Water Street.
New York.
2 0 mesmo do o;ilro lado lem um rotulo em
papel azul claro com a firma c rubrica dos pro-
! prielarios.
3o Sobre a rnlha acha-se o retrato e finna do
inventor C. C. Bristol em papel cor de rosa.
4 One as direi;es juntas a cada garrafa tem
y-

NEW-YORK.
0 MELHOR REMEDIO CONHECIDO
Contracoiustipagoeo, ictericia, affecyes do figado,
[cores biliosas, clicas, itidijesles, eiuaquecas.
I le ni or huidas, diarrhea.doencas da
pelle, irupcoes.e todas as enfermidades,
PrtOVKNIENTES DO ESTADO IXFl'RO DO SA5GIE.
75,000 caixasdeste remedio,consommem-sc an-
ouaioieotc I I
Hcmeriio da natureza<
Approvado pela faculdade de medicina, e re-
commendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os conhecidos. Sendo estas pillas
puramente vegelaes, nao contem ellas ncnltum
veneno mercurial neni algura outro mineral ;
ostao bem acoodiciooadas em caixas de folha pa-
ra resguardar-sc da humidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e eflicaze
cm sua operado, e um remedio poderoso para a
juvcnlude, puberdade e velhice.
Lea-se o folheto quo acompanha cada caixa.pelo
qual se ticar conhecendo as multas curas milagro-
sas quelem elecluado. D. T. lanrnan & Kcmp,
droguistas por alacado em Nova York, sao os ni-
cos fabricantes e proprielarios.
Acham-se venda em lodas as boticas dasprin-
cipacs cidades do imperio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra daAlfandega n. S9.
Rabia, Germano & C, ra Juliao O. '2.
Pernambuco, no arinazem de drogas de J. Soum
& C, ra da Cruz n. 22.
E chegado loja do I.econlc, aterro da Boa-
Vista n. 7 o excellente leite virginal de rosa
branca, para refrescar a pelle, tirar pannos, sar-
das c espionas, igualmente o afamado oleo ba-
bosa para limpar e fazer crescer os cabellos ; as-
sim como p imperial do lyrio do Florenca para
bertoeijas e asperidades da pelle, conserva a fres-
cura o avelluda-do da primavera da vida.
Cura radical.
O abaixo assignado. cncaosavel no estiulo da
cura radical da morphea, erysipela chronica,
asthmas, escrfulas, rheumalismo e carocos
, esterinos, tem a satisfar de convidar a to-
das as pessoas. qno de lacs molestias sofl'rc-
\ rom, a curarem-se com elle, promelendo-lhcs
loda a garanta na applicaco e prolicuidade
! de seus remedios do substancias vegetaes com-
; poslos e preparados em seu laborarlo chimico-
ctrurgico na ra do Sebo n. 3, bairro da Boa-
Vista, onde deve ser procurado das 6 s 9 horas
da manhaa c das 2 s l da larde. Picando todava
certas todas aquellas pessoas, que com o abaixo
assignado contrataren! taes curativos, que Ibes
ser restituida qualquer quautia ou donativo, que
louver de receber em pag, no caso de nao ef-
Pasihas vegetaes de Kcmp
contra as lombrigas
approvadas pela Exm." inspeo'o de esludo de
Habana e por militas outras juncias de hy-
gicne publica dos Estados Unidos e mais paizes
da America.
Garantidas como puramente vegetaes, agra-
daveis vista, doces ao paladar sao o remedio
infallivel contra as lombrigas. Nao causam nau-
seisnem sensacoes debilitantes.
Teslemonho'expontaneo em abone das parli-
lhas de Kcmp.
Srs. I). T. Lanrnan e Komp. Port Byron
12 de abril de 1859. Senhores. As pastilbaa
que Vmcs. fazem, curaram meu fillio ; o pobre
eip:\z padeca de lonilirigas, exhalara um chei-
ro ftido, tinha o estomago m lido e coolinua
comiclio no nariz, to magro se po/,. iiue en
lemia perde-lo. Nestas circumslancias um visi-
nho meu disse que aspastiihas de Kemp lioliam
curado sua filha. Logo que soube disso, enm-
prei 2 vidros de pastilhas e cora ellas salvei a
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floud.
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
Slreet pelos uincos proprielarios D. Lanrnan e
Kemp, droguistas por atacado cm New York.
Achara-sc venda em todas os boticas das;
principacs cidades do Imperio.
DEPSITOS
Ro de Janeiro na ra da Alfandega n. 89.
Babia, Germano & C., ra Juliao n. 2.
Pernambuco,no arma/.em de drogas de J. Soum
& Companhia ra da Cruz n. 22.
Preciza-se fallara Sr. Joaqiiira de Azevedo
Peretra, na
pendencia.
Precisa-se de officiacs de earapinas c traba-
dores : na campiua dos Bcmedios, sitio do Sr.
Iheoorio.
l)-so t:000> a juros com peohoresde ouro
predio
Compram-se modas de ouro de
204 : na ra da Cadeia loja de cambio
n. 58.
Na nova lija de tres portas da ra Dimita n.-
- Compra-se urna Jaberas era urna das ras 104 vendem-se ricos cortes do vestido de seda
da Boa-* isla quem ti ver enteoda-se na ra do bramse de -ores com duas saias, os mais moa
Amorim, armazem o. 2G. demos que ha no mercado, pelo diminuto prc-
' '.'Q de lOOjIcada um. Jilos de cambraia con auas
ti saias a 6S cada um, dilos de tarlatana bordad^ -
V CliUaS. de lindos gostos a 13j, Jilos de cassa de seda de.
lindissimos gostos a 73 cada im, damasco de las
com 0 palmos de largura, pruprio para Colcha .
l92o0 o rovado, chally de lindissimos gostos a
13 o corado, la de flores com padres novs
e muilo lindos a 720 o covado, cas-as de cons
muito finas a 610 a vara, riscados francezes lar-
gos de quadios a 200 rs. o covado, grosdcnaples
ArtS iMUl'K'tlllfl lP VPll< ; de lodas as cores aSo covado, camisas fran-
riua IvllM lia lltCS UC >CIdS. CCZ3ScompeiI03 d(J fl|Sl5oa 5S00 cada urna.
Cera de carnauba da nova safra a 11*500 c 12,5,; enfeites com flores para cabera de senhora a 7
e spbo refinado era pao e velas, ltimamente cada um, dilos de vidrilho pretos e de cores o
chegada do Porto, em barricas e caixas do Uj|.j0 mais moderno que ha no mercado a 5j000 cada
a 12J500 a arroba : no antigo deposilo do largo um, ricas gollinhas com manguitos de pato a 7
jcada um, gollinhas de traspasso a 2^ e 20t
, cada tinta, oagandys de cores a 680 a vara, pa!e-
' tols pretos de panno lino a 253, ditos de ditis
a 20, dilos de casemira de cores a 20$, cortes
de^casemira de cores a 580, ditos mais finos
' a 73, chales de merino bordados finos a Sg8iX>,
! dilos lisos de franja de seda a 59500, ditos de
i touquim a 253 e ''$, leos de cambraia de li-
I nho coro ricos bordados a 103 cada um, e ou-
_______. __ u- ltras muitas fazeodas qus se deixam de mencio-
ameucanos e machinas nar, e se vcodem por baratissimos precos.
da Assembla n. 9.
Attenco.
Na casa de Prente Vianoa & C, vendom-se
Dous turbulos de prata iogteza.
Salitre refinado.
Camas do ferro.
Cemento romano.
Gcncbra de Hollando.
Arados
para lavar roupa : em casa de S. P. Jo-!
hnston & G. ra da Seirala n. 1-2.
Aos cigarreiros e cha-1
ruteiros.
u
v
Queimado n. 10.
Grande c variado sortinicnto
DE
Fazendas francezas e rou-
pas feitas recebidas em di-
reitura pelo ultimonavio.
Do-se as amostras com penhor.
Ricos cortes de vestido de seda de cores
de 2 saias............................ <$
Ditos de ditos Je seda prelos bordados a
velludo.............................. 3
Dilos de ditos de seda de gaze phantasia jg
Ricasromeiras de fil 0 de seda bordadas 9
livraria o^ ti c 8 da* Praca da Inde-1 Taimas de grosdenaples bordadas...... jj|
Chales de touquim branco boidados a
303e..................80$000
Grosdenaple de cores de quadrinhos co-
vado .................................
Dito de dito liso covado................
Seda branca lavrada rovado 13600 a....
de
Tafeo Irmat
ou prata, ou hvpotheca em predio nesta praca
os pretndanles dirijam-se a taberna do Sr. Lci- Grosdenaple preto lavrado covado
te, oa ruado Collegio n. 18. ; "l10 dito liso encornado a lj600e....
= Paco publico que tenho constituido meu Rito dito com 3 palmos de largura a
bastante procurador para tratar do inventario de! 1$600 e..............................
meu fallecido marido Manuel Ferreira da Silva Sarja de cores larga com 4 palmos de
1*200
15800
23600
23000
2S5U0
2$500
Maia, ao Sr. maior Joo Baptisla di Silva Man- largura covado a...................... 13500
guinho.llosa Maria da Conceico Maia. Gaze de seda da China de flores elistras
Na ra Bella n. 10 precisa-se de urna ama covado a............................ I3OOO
para cosinhar c comprar para urna pessoa. Follar de seda do listras gosto novo co-
Precisa-se de urna ama para casa de pouca | vaflo................................. 1;000
familia : na ra do Jardim n. 22. Setim de escocia e diana de seda covado l;00
COI.I.EGIO I ':ha|y dc flores oovos desenlios covado 900
DE i Bareje de seda de varias qualidades co-
Xossa Senhora da Coiiceirto. uSnJi &' "cores cv.ado.'.'.'.*.':.'.'.."
;.i.<6oo ruada E*peranr.a n. 101 A. Velbutina de lodas as cores............
Em consequencia da alterado que se fez oa 1 setim de todas as cores liso covado ...
poca dos exames preparatorios para a uoivcrsi- milhanlioa branca muilo fina a...
dide, e de outras circumslancias que tem occor-
rdo na pralica, determinamos alterar tambem
o comeeo do anuo leclivo no oosso estabeleci-
meoto :" at aqu era a abertura a 4 de novem-
bro, e neslc anno lera lugar no da primeiro de
oulubro ; porm, esta determinacao, em cousa
alguma obsta entrada dos alumnos, cm qual-
quer lempo do anno.
Os cursos ou disciplinas professadas no col-
legio sao as seguintes, e assim classicados :
Iiislrucn'to primaria.
O en-' 4"i iiistrueeo primaria professado
em dif ieiras : na" Ia cadeira o 1 grao ; na
2' o 2f gi ^.
Ha mai. urna cadeira especial de Calliigra-
phia complementar, ordinariamente frequeulada
pelos alumnos da instrueco secundaria.
Inslrucrao secundaria.
O ensino da instrueco secundaria prefes-
sado em 9 cadeiras : na Ia cadeiragrammali-
c e lingua latina : 2a lalinidado : 3" grego : 4*
francez : 5'1 inglez : 6'1 allemao : 1" philusophia
racional c uioral c principios de direito natural :
6J rhetorica e poeica etc.: 9' geogiaphia, cliro-
nologia e historia Universal.
Inslrucrao superior.
O ensino neste collegio, classificado de inslruc-
co superior professado em 6 cadeiras : na Ia
fectuar, como so comprometi, a cura radical das -adcira-aiitlimetica, algebra geomel.ia, t.igno-
..." .. *.-_ .-I mu ri; 0 tron;rr.titru:i n: u< 11.1 rn V."
500
15500
700
800
500
320
referidas molestias, com a condic.au porm das
Ama,
nina phenix somlbaute a que vai cima do prc- pessoas enfeinias se submellcrem as regras hy
senlc annunco. I giennicas, que pelo abaixo assignado Ibes forem
DEPSITOS. 1 proscriptas, como costuma com os seus doentes.
Rio de Janeiro oa ra da Alfandega o. 89. Hecife 21 de novembro de 1859.
Babia, Germano & C, ra Juliao n. 2. Monoel Bornea de Mendonra.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum #&#$#%% #$
1 f Consultorio central homcopathicof
, I melria e geographia muiiicuiatica : 2a operaces
2 geraes de commercio e escripluraco applicada
" !\ agricullura, industria c commercio ; 3a phy-
DENTISTA FRANCEZ. 5
s> Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- <
>f rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e *<
p denlifico.
X AA.XAiJJm.i.l. S.ZXJLA tXXX i t. i X .V
A quem conveuha urna barcaca de lote
de 18 caixas e do boa marcha, e bem apparelha-
da, dirija-se ra do Araorini d. 1.
Offerece-se para ama seca do urna casa es-
frangeira de punca familia,ou mesmo brasilea,
urna moca porlugueza, de 20 a 22 annos de ida-
de, muilo bella : quem della precisar dirija-se
ao n. 27, que achara
com quem tratar.
DO
Precisa-se de uoia mulher forra ou escrava
I ara cozinhar : na ra do Queimado n. 35.
Aluga-se um segundo andar com muitos
ommodos, na ra do Livramenlo n. 21 : a tra-
tar no mesmo.
Precsa-se alugar um negro para vender fa-
zendas : quem o tiver e quera alugar, dirija-se
a ra da Cadeia do Becife o. 55, loja de Claudia- ,
ne 4 Oliveira, ou Boa-Vista (o. 82) ra da Santa a rua Imperial, contronte
i'.tuz.
;i&tbUtiu -&&&&&&%
| O Dr. Casanova pode ser procurado
a qualquer hora em seu consultorio ho-
meopathico
28=RA DASCRCZES=28
Ojmcsmo consultorio acha-se sem-
pre grande sortimento do medicamen-
tos em tinturas e glbulos, os mais no-
vo o bera preparados, os elementos de
homeopathia e Nystem diccionario dos
termos de medicina.
fTTTT TTTTTTtTT.
Os abaixo assiguados avisara ao respei-
iavel corpo do commercio e em particular aos
seus freguezes, que o Sr. Joaquim Raimundo Al-
tes de Azevedo dexou do ser seu caixeiro desde
i dia 7 do crtente. Recife 8 de noxembro de
1859.Hachado i Dantas.
Sorvete
> DR- SABINO 0 l.-NMIt)
iRuade Santo Amaro (Man-
do Novo ii. 6.j
Conliouam as consultas e visitas do
mesmo modo que d'autes. A confianca
que o Dr. Sabino deposita na pessoa que
lica encarregada de seu consultorio nao
ser desmeniida.
Os pobres serio sempre tratados gratui-
tamente.
As correspondencias serio enderezadas
com subscripto ao Dr. Sabino com ausen-
cia ao abaixo assignado
Manoel de Maltes Teixeira Lima
Piofessor em homeopalhia e se-
cretarlo do consultorio.
NO
m
Pavilhao da casa de ba- g
Botica central horneo palluca
no

O
Antonio
:...-;
:E3eBGSaEBSSS!i
Jos berreira Alves, medico-ci- y-
rurgico pela escola medica-cirurgica da ci- \
dade do Porto, recenlemente chegado a es- '
ta cidade, acaba de estabelecer o seu gabl- 5
oete decoosultas medicas, cirurgicas e ope- \
rees oa rua do Amorim o. 15, segundo \
andar, aonde poder ser consultado at s
9 horas da manhaa e das 2 s 4 da tarde. \
Alem disso acudir a qualquer chamado ;
qur de noiie, qur de dia, com aquella j
promptidao que sempre exige a huinaui- !
dade atnicta. Os pobres sero alleodidos c
tratados gratuitamente.
lim & Irmao.
Boa do CabuK, loja de ourives
n. 11,
esquina que ca em frente da rua
Nova e pateo da matriz
S|Fazem publico que eslao constantemente rece-
sado da Eur o pa as mais em moda e mais del-
adas abrs de ouro, as quaes dao para -esco-l
nhos do pateo Carmo.
Todos os dias uteis das 7 s 10 da note, e nos
dias santificados, ou de testas naciouacs das 11
do dia al s 10 da noito. lio lugar reservado
para as familias. Tambem ha sorviteiras de va-
rios lainanhos para couducjo dos sorvetes, que
se pedirem para fra.
Precisa-se deum cozinheiro, que enlenda
perfeitanientedestaarte, quesejalimpo e de boa
conducta, e nao tenha vicio de beber : para lia-
lar, na praca da Independencia n. 22.
Idiomas iuglcz e francez.
Eneas Bruce, professor de lingoas, tem a hon-
ra de informar ao rcspeitavel publico, que conti-
na a dar lices dos dilos idiomas, tanto na
Sua casa como* na daquelles que se quizerem uli-
lisar do seu prestimo. Recebe tambem discpu-
los todas as noites desde s 7 at as 9 : na rua da
Cruz n. 62, terceiro andar.
Ha urna pessoa que toma conta de urna ta-
berna por balance, com as habitaces necessa-
rias para comprar e vender, a qual d ioforma-
coos necessarias : quem pretender, dirija-se ao
Hierro da Boa-Vista n. 70, que achara com quem
tratar.
Precisa-se saber se ainda exisle a viuva D.
Thereza de Jess Coelho Sonsa Leo, ou alguos
do seus herdeiros, para se pagar o laudemio e
foros da casa terrea, esquina da rua do Moloco*
| lomb, edificada as Ierras dos ditos herdeiros :
se deseja saber na loja da rua do Collegio n. 1.
ns, quera
da Inde-
Desappareeeu no dia 2i do cor-
rente urna cabra (bicho) com os j;-
Iher. pelos menores prejs possiVeU, e passara ,Dae* u'nte$ : preta com malt.a bran-
contas com recibos, as quaes vo especificadas i cas, grande, com um lillio pardo, coin
a qualidade do ouro, Unto de 14 como de 18
uilates, do que fleam esponsaveis.
Precisa-se de duas amas para servido de
casa, escravas ou livres i na rua da Cadeia de
Santo Antonio n. 11 B (entrada a esquerda).
Ha urna preta para alugar-se que faz o ser-
co diario de urna casa : naruaDirejla n. 81.
maUas brancas, com as portas dos chi-
res aparados, urna pera branca c gran-
de : quem achar pode entregar as
Cinco Pontas n. 92, que sera' genero-
samente recompensado.
fDft.S. OLEGARIO LPMi()|
^ Coolinua a vender-so grande sortimento
^ do medicamentos homcopalhcos tanto t
@ em glbulos como em unturas. @
5 Os precos das cnrleiras sao os mesmos ;i
que so acham estipulados no final do the-
$ souro homeopatliico. ^
Cada tujo avulso IgOOO ^
gi Cada v?dro de tintura 2$000 @
@ Thesouro liomcopalhico ou vade- )$
ffy mecum do hoineopalha, cucad. llgOOO Jip
% &
- O Sr. Antonio Borges Galvo, tem una car-
ta de importancia, na livraria n. o 8 da Praga a
Independencia.
O Sr. Joo da Cosa Jlaravilha, quera d-
rigir-sea esta lypogrphia a negocio de seu me-
rece,
O Sr. FrantfscoAraujo Caldas Lin-
derigir -se a livraria o. e 8 da Praga
pendencia, que su precisa fallar-lbc.
Precisa-se de una ama para o servico in-
terno de una casa, e paga-se bem : na praca da
Boa-Vista n 32, segundo andar.
Precisa-se alugar alguos prelos escravos,
por mez ou por dias ; pode-se dar o sustento,
caso convenlia ao senhor: na livraria a. t e 8
da praca da Independencia.
= Precisa-se de niiiciaes de alfaiate para obra
miada : na rua Nova u. 09.
Precisa-se de urna tama de leite forra o
captiva, para criar urna menina do dous mezes:
na rua da Moeda n. 32.
=:: Precisa-se de urai cozinheira boa
8 ta Boa-Vista n. 32, primeiro andar.
Ama de leite.
Precisa-se de una ama de leite que o tenha
em abundancia, que s^a sadia e do bous cosiu-
mese paga-se bem: dirija-se ao paleo legio n. 37, segundo ou terceiro andar, a qualquer
hora.
7= Jarnos SitlMnds, subJito inglez, retirtt-se
para "ira do imperio.
sica, chimica, introduccao historia nilural o
mechanca: 4a agricultura geral : 5' geogra-
phia e historia agrcola, industrial ccommer-
cial : elementos de economa poltica e de es-
tatslica ecclesaslica : t'1 ep-oientos de direilo
adraioistrativo, comoiercial e das gentes.
Ileligiao e bellas-lettras.
O ensino religioso e o classico de litlcratura c
de moral, professado cm dnas cadeiras espe-
eiaos : oa Ia cadeira a religiao : na 2a a litlcra-
tura e moral.
BELLAS-ARTES.
O ensino de bollas-arles professado cm di-
versas cadeiras, segundo as necessidades, po-
rm sao permanentes a primeira para o dese-
nlio ; a segunda para o cr.sino de msica c exer-
cicios de piano; a terceira para flauta o re-
beca ; quarla para excrcicios de dansa, ele.
Esto collegio, cstabelecidoem edificio tao pro-
prio para o objeclo, e lio vasto [que Coi elle con-
venio da ordem de S. Bernardo), e sendo, como
, propiiedado do director geral, offerece por
isso mesmo a mxima seguranca e vajitagens,
para quem nelle quizer mandar educar seus -
Ihos ou pupitus, e commodidades para estes.
Os professores, cm todas as disciplinas, sao
dos mais habis. Nao meos escrpulo ha oa
escolha dos empregados e dos criados.
A educaco religiosa, que fortalece os bous
principios, c fielmente manila neste estabele-
cimenlo. Os alumnos ouvcni diariamente missa
na igreja do Collegio, quo lenVcapellao effectivo.
No recrcio, na missa, no ostudo,' e as aulas sao
os alumnos sempre inspeccionados o vigiados.
Os profritos, habilitados com conhecimenlos pra-
licosda linguas ogleza, [ranceza o allema,
dao o maior excrcicio, e mesmo em horas de-
terminadas, aos alumnos que esludam semelhan-
tes linguas.
Os alumnos, tem tas para os dormilones : estes ada um sua es-
cada. Todos os qnartos e corredores dos dormi-
torios, sao ptimamente ventilados: porque lem
janellas para a rua, ou para o lerraco, onde o
edificio furnia qualro faces, cada una com dous
andares.
Chitas francezas claras e escuras a 260 e
Casemira pela fina alglOOc.......... 2500
Panno pelo e de cor lino provade li-
mo a 3500a........................ 7^00*)
Corles de casemira do cor a 3$ e........ 7i>0O0
Cas3as urgandys de oovos deseohos a
vara.................................. 1 Ditas francezas muilo linas a............ 500
Manguitos de cambraia transparente bor-
dados muilo rico*.................... a
Golinhas de cambraia bordadas de pona 8
Ditas de dilo bordadas a 600 a.......... 130
Tiras e entremeiosdecambraiabord3dos 8
Ricas mantas prelas do linho para se-
nhora ................................ J}
Ditas dilas de blond brancas e pelas.. $
Chales de soda do cores, prelos e roxos.. $
Ditos de merino bordados com franja de
seda.................................. 78500
Ditos de ditodilo dla.....-............. 78090
Ditos de dito liso dilo de seda.......... 68000
Dilo de dito dito de la.................. 48o00
Dilo de dilo estampados fino lista de
seda.................................. 8?000
Lencos de cambraia de linho bordados
linos.................................. g
Ditos de aiaodo de labyrintho800e.... IjfOO
Capellasbrancas para noiva............ jl
Enfeites de vidrilho neto e de cores___ -j
Aberturas para camisa de esguio de
linho.................................. q
Dilas de dito do algodao brancas 2de
cores.................................. Saias baldo modernas.................. UgOOO
chapeos francezes forma moderna...... 88500
Gravatqs de seda de pona bordadas a
velludo .............................. j
Camisas fraucezas de cor e brancas
finas a 18800 e........................ 8g500
Ditas dilas de fustn branco c de cor___ 2^500
Dilas ditas de e^guiao muito linas mo-
dernas............................... g
Seroulas de brim de algodao e de linho 8
Galeas de casemira prelaselim 9$ e___ 11 $000
Dilas de ditas de cores 83 e............ 108000
Dita de-meia casemira ................. 4o000
Di|as de brim tino e varias qualidades
3# e Colletcs de velludo, gorguro,
Campos & Lima :em para vender cai- *
xas com fumo americano de muilo boa ^
qualidade e a prc;o commodo: na rua 5
do Crespo n. 12.
Attenco.
Vendem-se o concerlam-se carrmhos de .
muito fortes, p_roprios para a remoeao de lisas :
na rua da Concordia confronte a rellnaco, ou
na rua Nova n.41, loja de ferragess.
A mui bem acredi-
tada tinta preta.
Em garrafas o meias defroole de S. Francisca
lypographia de F. C.dc L. e Silva.
Nos armazeni
vende-se :
Arroz de casca.
Millio novo.
Farfolla de mandioca.
Taboado de cedro.
Velas de carnauba.
Ditas steannas.
Marrasquino de zara.
Licores linos.
Champagne marcas acivditadas-
Conse vas.
Fardo de Lisboa.
Na ruada Cadeia do Recife, primeiro an-
dar, n. 50. vendera-se :
Caixas com velas stearias proprus para llu-
minaQoes.
Lilas com ditas de carnauba superiores!
Courinhos de cabra.
Meios de sola.
Farelo de Lisboa.
Pomada.
Toailias de panno de linho de difi'erciiles I -
manhos para mesa.
Folhos lisos e bordados.
Contas douradas.
A pifos. r
rlbelas lixadas.
Vallielas para clarincla.
Linhas de roa e de numeres.
Bullas e rolhdes.
Cadeiras esofs, assento de palbtiiho, >lo -'-
cellcntes gostos.
Condecas, azafates e cestas de vime.
Rodas'de arcos de pao.
Bocees para seringa.
Cal de Lisboa.
_
Rtlogios de onroe prata, robertose dse-
los pate:!e inglez, os melnores que existen) .
mercado, e despachados luje, rendemrse
precos r.izoaveis : no escriptorio do agente /
veira, rua da Cadeia do Recife o. 02, pm
andar.
nedeavarii
Pecas de algodo (raneado, azul, com 32 i.--
vados por 48500 : vendem-se na rua do Crespo,
lo&a da esquina ijne vc>'!a I'ia a ruu da Cadeia.
Relogios.
De novo chegaram os afamados relogios iu-
ezes de ouro.de patente, e eslao venda i a
casemira c setim.................... 58000 ; armazem de Rostro Rooker i C, praca do Corpo
Casacas de panoo preto muilo fino 308 e 40000
Sobrccasacos e paletots de panno preto
fino 29 c........................... 35j000
Paletots de casemira mesclada golla de
velludo .............................. 188000
Ditos do alpaca pela muilo finos...... IO3OO1
9S000
7i>0l))
C;500
69OOO
5$000
3g500

Dilos da merino selira prelos e do cores
Ditos de meia casemira..................
Ditos de alpaca pretos e de cor forrados
Ditos de brim branco e pardo finos......
Ditos de brim de quadrinhos linos
3*500 e ..............................
Dfo de alpaca preto e de cores..........
Relogios j^omf naten........es......
Sanlo n. !8.
Aterro da Boa-
Vista 11.2.
V'endem-se caixinhas de eras secas a 2$t3 I
dilas de Osos a 257000. dilas de antenas raiauti
Claudia a 2;S00, ditas de muscatcl, pre.-- I
Lamego chegados ulfimametite, muito oovos a
500 res a libra para acabar : a elles que s. -
abando.
^^^i^
Al
NO
A sala dos actos, livraria, etc., sao no pavi-
mento superior. No pavimento baxo a igreja, e
noquadro, que o antigo claustro, em roda do
jardim, a sala do esludo geral; as aulas, escrip-
lorio, cozinha, refeiloro, etc. Kslas casas sao
todas cobertas nassuas entradas, por um bom
s) siema de arcadas, que sustenta o lerraco su- Mocre antiqne pretos e de cores.
porior. Nobrezas lisas prefas e de cores.
O edificio lodo illuniinado
GDSTATO MASSET representante da muito aiima la casa WALI.F.RSTEiI,'-slA3SET i 1
fomecedores da casa imperial do Brasil cslabeleciJa no Rio e era Pars reeobeu um grandes
tmenlo de fazendas e modas da primeira qualidade e novidade, qnereno antes de ludo fazer 1
o respeilavel publico dos oreos muito vaolajosos pelos quaes pode otTerccer suas fazendas, vpbi a
ludo1 a dinheiro avista ; elle acha-se rosidin-j > no hotel inglez quano n. _', 1 se den
dar levar as lazendas pedidas amostra, sendo por esrripto para evitar os engaos.
Recebe qualquer cncommendi para mandar vir da Europa ou Ji 11! j.
100 vestidos de seda para baile, passciose visitas.
a gaz, e pouso
deste. ha a maior fiscalisaco o seguranea. lo-
dos os lugares de despejo leui siphes, pelo iyc
nao se coolu-co mo cheiro. Esta medida, a coas-
Iruceao quadrada do edificio, a sua posieo em
silio alto, encostado ao sul, e solado por todos
OS qualro lados, e lodas as mais condii;es hygie-
uieas, que possue, lornam esla habitarn a mais
salubre, poisha nella mui poucas doencas, c nao
l'oi invadida lien) da cholera, oem da febre ama-
relia.
A penso dos alumnos do I2jj mensaes, fra
asdespezas extraordinarias. Paseando de 10 an-
uos pagano 14(.
As pessoas das nossas provincias do reino e
das ultramarinas, ou do imperio do Brasil, lem
em Lisboa, muitos individuos do quaflcaco,
ue os podem informar da veracidade do que
lica exposto. Em Pernainbu-'O podem dirigir-se
nos Srs. Feidel Pinto & C.a
Lisboa, lOdejuIhode 1859.
O direclor-geral,
JonqriM Lopes Carreiru de Mello.
re
ilo.
renda verdad'
Vestidos pretos lisos, larrados de 2 saias c de
Flores, e enfeites de renda para cabellos.
Vestidos de cassa branca bordada muilo linas
Gaivas, escoroilhas, lilas de seda c linho brancos e Jo cores.
Meias de seda, linho, lio da Esc.ossia par horaens, senhoras o me.iii -
gapatos de setim branco e preto com salto e sem elle.
caoiinas de setim branco, de selim pret >, de la muilo superiores.
Sabidas de baile, capas de cachemira, velludo e seda.
Chales de touquim bordados e de reros.
Manteletes de renda prelo e cassa bordada.
Corpinhos, camisinhas, colarnhos com mangas de cassa bordada a ponto 1 I
Gnaroicoes de renda preta e branca para vestidos e para enfeites de. vcilid -
l.eui.os de cambraia do linho muilo ricos com renda.
Chapeos de sol para senhoras.
Pentes para trancas allinetes de peito, pnlseiras, brincos de brUruga preto para L" ?.
Grande sortimento do lnvas verdadeiras do Jouvio.
I.uvas do retroze de seda para honicns, senhoras e menina*
Grvalas brancas e prctas. *
Chapos Je corte com plumas.
cT^f' ,sobrf';C:,sfa;: ?alo,ols d?P;"'". cachemiw do3 melhorea alf a .- Je Paris.
Calcado do afamado Melicr para lmeos.
Tapetes de velludo muilo ricos.
Capas, capotes imperrataveis Makinlosch para homense senhoras.
/
MUTILADO
N
^
ILEGiHil

s


M
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA FF.IRA 5 DP. DEZEMBRO DE 1850.
uvrari ECONMICA
DE
N.2-UAD0 CESPO-N, 2
Defronle do arco de Santo Antonio.
NESTE NOVO ESTABELECIMENTO VENDEM-SE ;
Livros de religiao, scieucias, de letras, arles, viagcns, historia e classicos ; romances Ilustrados e
outras publicacocs em diversas iinguas.
Globos, Hilase mappasgeographicos.
Papel de hollanda, de peso, paquete, almasso, de cores c outros de diversos formatos e gostos.
IVnsas para-copiar cariase outros manuscriptos, livros e tintas proprias.
Livros em branco, pennas de varias qualidades e mais objectos para uso de reparlices, secreta-
rias e casas de commorcio, utencilios para desenlio etc.
Arligos debom gosto, fantasa e curiosidade das fabricas de Pars para uso dos elegantes ; orna-
tos, presentes etc.
Cartoes e buhles para bailes, casamentes e visitas.
HISTORIA UNIVERSAL desde os tempos primitivos al 1850, por Cesar Canta, 12 volumes, in fo-
lio, enriquecida de mais de 90. magnificas estampas, obra em que nada se poupou para o
leilor encontrar nella erudicao, cstudo solido e leilura agradavel.
ALMANAK de lembrangas de Caslilho para 1860, assini como colleccoes completas desde o seu
coraeco.
MANUAL D CONTAS j feilas para compias e vendas de.assucar, algodo ele.
Encaderna-se era todos os gustos desde o mais simples em papel at ao mcllior em panno ou pelle.
Imprime-se cartdes e bilhetes, e marca-se papel com typo proprio e cm relevo vontade dos
prelendenles.
Acceita-se o encargo dequalquer eneommenda de livros e outros artigos tanto da corte e provin-
cias do imperio, como de Portugal, Franca, Inglaterra e Blgica, cora as condiecos maisra
zoaveis.
DAURORA.
Este ulillssimo estabelecimento acha-se, ha pouco tempo. angmentaJo tanto no materia
rumo no seu pessoal, e seus propietarios habilitados para vencer qualquer opposicao hostil e
desprozarom a ignorante vituperaran de malevolencia. Offerecem a seus numerosos'freguezes o
ao publico em geral, asvantagnnsde sua longa experiencia c reconhecida promptido e fldelidade
na execueao das obras as mais importantes de engenharia, entre oulras pode enumerar as seguin-
tes : machinas de vapor de todos os tamaitos, rodas d'agua de lodos os dimetros, todas de fer-
ro ou para cubos de madeira, niooudas para canna todas de ferro e independentes com os me-
Ihoramentos que a experiencia mostr ser indispcnsavel, meins ditas com todos ospreparos, ta-
- para engenho de todas as qualidades e lmannos, rodas, rodetes, aguilhes, envos e boceas
para fornalha e todas as ferragens para engenho, machinas para amassai pao e bolacha, ditas
para moer mandioca, tomos e prensas para farinha, pontcs de ferro, aldeiras, tanques boias e
todas as obras de niacliinismn etc., etc.
&. Delonehe.
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en
oo
Cs
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O

en
en
en
co
Saias balo
Farelo, iiillio, farinha,
arroz, caf, charapanha. figos, manteiga in-
Vendem-se as roelhores emaiscommidas saias S'vza, ludo de superior qualidade e a commodos
bailo que se pode encontrar por f>8 para aca-
bar : na ra do Crespo n. Ib, esquina da ra
das Cru7.es; na mesma loja ha ricos cortes de
cambraia, branca bordadas, ditos de phantasia
que se vendem cor creeos commodos.
= Vendc-sc una muialinha rucolhida, muilo
bonita, do 16 anuos do idade, sabe "coser com
perfeicao, fazer lal>yriiitlio, engommar e tratar do
toilette desenhora ; na ra Nova n. 52, primeiro
andar.
precos: vendc-sc no armazem da ra da Madre
de Dos n 12, junio a|taberna do Sr. Laca.
|,r '_' -- msmm
A diiih
aro ou a prazo.
Vende-se a cocheira da ra da Ca-
dea de Santo Antonio n. 7, tendo 5
canos e um rico coupcescm uso algum-
E chegado loja do Lecomte, aterro da Boa
Vista n. 70,excellonto leile virginal de rosa bran-
ca, para refrescar a pelle, tirar pannos, sardas c
espinhas ; igualmente o afamado oleo babosa
'impar e fazer crescer os cabellos ; assitn
como psiniporial do lirio de Florenca para ber-
toejas e asperidades da pelle, conserva a frescura
o avelludado da primavera da vida.
Moleque.
Vende-se um bonito moleque crioulo com ida-
de de 13 annos, proprio para tudo : no arma-
zem de Fcrreira &. Martins, na Iravessa da Ma-
dre de Dos n. 16.
= Vende-se doce de caj novo a lrOOO a libra:
em Olinda, ra de Malinas Fcrreira n. 12, assim
como lambem se eonfeitam caslanhas para en-
cornmendas, e outras quaesquer qualidades de
Vende-se:
Moseurio doce.
Retroz
Linha de roriz.
Dita em novellos.
Cera de Lisboa cm velas.
Gracha ingleza.
Couro de lustre.
I.azarinas e clavinotes.
Chumbo em lencol.
Pregoa de ferro de todas as qualidades : no or-
mazem de Jos Antonio Morcira Das & C. na
ra da Cruz n.26.
= Vende-se um sitio com 200 palmos de fren-
te e 200 de fundo, no lugar da Torre, & margem
OoBio Capibaribe, com urna grande e moderna
casado vivenda, cocheira, eslribaria para 4 ca-
pullos, gallinheiro, cacimba com tanque'e bom-
ba, baixa para capim, todo murado na frenle, e
lado com porlo de ferro : os prelendenles podem
dirigir-ae ao agente Peslana, que se acha autori-
zado a dar as necessirias inforraacoes, ea tralar
da venda sob as condicoes cstabelecidas ao mes-
mu pelo legitimo proprilario. O dito silio lodo
ira chaos proprios,
GUARDE E VARIADO S0RI MEMO
DE
> Fazendas iuglczas c francezas e
roupas feitas.
recebidas era direitura
';. NO
Armazem e 4oia
DE J*
Ges ( Bastos
NA BA D0QUEIMAD0 N. '46,FRENTE DA
\ LOJA AMABELLAE ROTULAS BRANCAS ES
S Um completo e rico sorlimento desobreca- m
3 sacas de panno pretos e de cores a 28g, 30J
\ e :j3, casacas de panno prelo Jmuilo lino a 62
i 40s, 45S e 50. paletots do raesmo panno a |8
i 2 q 25J, ditos de casemira a lij>, 16g e ^
i 18*. ditos saceos dasmesmas casemiras h
J proles c de cores a 10 c 12#, ditos de al- G|
i, pacas prela e de cores a 4S, ditos de brim m
pardo a4500 e 59, ditos do brim preto a g
3 5j>, ditos brancos a 5j>, ditos de esguio do i
j ultimo gosto cor de laranja a 5$, sobre- K
i casacos de alpaca muilo fino a 7 c 9j,
j sobrecasaca de panno finoprcto para me
i nios a 15*, 18 e 20, ditos de casemira
^ de cor a 8> e 10, calcas de ca- senaras de
j cores e prclas a b}, 0j>, 10!, 11 e 12ft,
| calcas debnm de cor a 3&500, 4 e 5,
> dilas de brim branco fino a 6jfe 7#,colle-
! les de gorgurao de seda o de casemira de
cores e preto a 5g, 6 e 7, ditos de vcllu-
do a lOjjc 12, camisas inglezas lantopara
; Ihomens como para meninos de lodos os
: lmannos, seroulas de todas as qualidades, R
chapeos de sol de alpaca a 5, manteletes W
pretos de muito bom gosto a 3g e 40, ca-
saveques de fustao bordados compridosa
20$, chapeos de castor a Napoleao 8, ricos S
manguitos de punhos bordados a 3*500 caB
g 4g, ditos com gollinhas a 5e 6g, gollinhas g
P de traspasso bordado e transparente a 8g, K
I calcas de meia casemira padroes modernos S
H a 5J, coleltes de fuslao de cor e de brim M
' branco a 3$ e 3S500 e outras muitas fa- |
zendas e roupas feilas que serao patentes "a s
presenta do freguez. p
^" .....;-'
vende-se superior linha de algodao, bran-
cas e do cores, em novello, para costura : em
casa de Seulhall HeHorA C, ra do Torres
i
m
H
nmiL.
Una senhora hbil e que tem estudado os me-
lhoramenlos possiveis relativo a doces, acaba '
de preparar doces finissimos de goiaba, com lin-
dascores e com gosto especial, estando em latas
e om caixoes, e garante um annn de durado
malteravel dcbaixo de qualquer temperatura;
este doce 6 denominado Goiabada Imperial; prc-
vine-se as pessoos q,ue queiram obsequiar algum
amigo nada mais digno c era de melhor gosto
do que um presente desto doce pela sua especial
qualidade e tambem por so acharcm os caixes e
as latas forradas de papis lithographados com o
melhor gosto e aceio possivcl, A autora muito
grata ficar s pessoas que derem impulso a este
liio grande ramo de industria, e tem em vistas
mandar buscar alguns apparelhos que se torna-
rao indispensareis havendo procura deste rico
doce. Senhores estrangeiros
GRANDE
Liquidado.
Boa-Vista n. GO,
por precos barn-
fixas.
Gama & Silva, no aterro da
venJem as fazendas seguinlea,
lissimos para apurar dinbeiro :
Cassas francezas muito finas, cores
corado
Helios para vestidos do lindos padroes,
covado
Chitas largas miudinhas, lindos padroes,
covado
Challysde seda com lindissimos padroes,
chegados pelo ultimo navio francez,
covado
mmm wmwm
DE
mandai para a vos- ,
sa patria doce raro e sem rival! O deposito :,s mi"dinhos nimio bonitos, covado
reita n. 6, oitao doLivraraento. i,oIi!r de cdl. colVfdo
U I Merinos para vestidos ramio lindos, co-
Barlholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguales medica-
menlos :
Bob L'Affecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetacs.
Salsaparrilha Bristol.
Dita Sands.
Vermfugo inglcz.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
lTnguenlo Holloway.
Pilulas do dito.
Elxir anti-asmathico.
Vidros de boca larga com rolhas, de 2 onras a
12 libras
Assim como tem um grande sorlimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
prec_o.
Joias... joias... joias.
As instancias de algumas familias notaveis
desta cidade, Marcos Weyl,(da casa de Domingos
Moulinho, joalheiro ourives, ra dos Ourives n.
27, no Rio de Janeiro) chegou com um completo
sortimcn-lo de joias do mais elegante gosto. Sen-
do esta casa favor'avelmenle conhecida como
casa de confianca, e pelos productos superiores
da sua fabrica, seria fcil convencer-se do barato
e das boas qualidades das joias. Completo sor-
limenlo de condecoracoes brasileiras de brilhan-
te, ouro e prata dourada, a precos commodos.
Becebe-se cm troc todos os objectos de ouro,
prata e pedias finas emqualquer estado : para
tratar, no hotel nglez.
2 0
160
i
160,
1000
720
1000
adamascadas para co-
fazonda
vado
Chitas encarnadas
berta, covado
Cortes de phanlasia para vestido,
muilo superior
Ditos de lia e seda muilo bonitos
Diios de cambraia com babados bordados
Dilos ditos
Ditos ditos
Dilos de cassas miudinhas, padroes mo-
dernos
Pecas de cambraia lisa com 6 1[2 varas
Laa de quadros para vestidos, covado
Chiraalole prelo muilo largo, covado
Grosdcnaples pretos muilo bous
Ricos peules de tartaruga imperatriz
Lutos de seda enfeiladas
Penles de massa virados, e oulras muilas fazen- j
das quo se vendem mais baraio que em oulra '
qualquer parle, dando-seasam ostras com penlior.!
400
220;
cgooo
12$()00
s
3500!
3g000:
2gooo:
300 ;
240
2000
9
Roupa feita para homens e meninos
VAREJO E ATACADO*
No hotel ingle* quarto numero 5.
Grande sorlimento de casacas de panno, sobrecasacas dcdito.paletolssobrecasacos, ditos de
casemira de cores, sobatudo de panno o phantasia, dilosCoachemanns de dua vistas, dilos lord
ua-sian ditos leitios sobrecasaco, paletots de brim de cores ebraocosdiUis de. riscadinbos francezes
anos ac lena do norte etc., etc., calcas do casemiras prelas e de cores, ditas de brim phantasia
lasia c brancas, eolleles de seda preta, dilos para baile.ditos de phantasia, vestimentas completas
para enanca, jiiquciinhas de panno e merinos para meninos, calcas de casemira prela e de cores
para ditos, grvalas de seda de coros e prelas, ditas de setimde ma e duas voltas.
FABRICA
DE
I F 0 M DI CAO DE llf&l
Sita na roa Imperial n. 11S e i 20 junto a fabrica de sabo.
S Mauricio Jos dos Santos Bibeiro chegado
^ltimamente de Lisboa e com ofHcina d
feourives na ra larga do Bosario n. 23, primei-3
*ro andar, participa ao respcilavel publico*
|em geral, que acaba de receber porrao dei
jobjeelos de ouro de ultima moda, osquaes?
fsao de excellentes goslos, c seus procos]
lao commodos que admiram ; em seu cst'a-
Jielccimenlo recebe nao s concerlos, comol
faz com perfeicao qualquer obra que se llies
^enconimendc, sem perda de dia marcado;)
ppara a sua entrega, compra nao s ouro co-jj
Erno_prata e podras preciosas
Xeste estabelecimento ha para vender-se um completo sorlimento derc-
logiosde ouro pat -nte inglez esuisso para homem e senhora, bons relofios dou-1
t idos e folheados de ouro, ricos apparelhos de metal para mesa do mais lindo'
gosto e modelo; assim como tambem achantos Sr. msicos excellentes instru-
mentos para banda militar e outros taescomo flautas, vicloes etc., etc A casa
recebe directamente dosmelhores abricintes de Paris, eportanto pode vender
mais barato doque qualquer outra pessoa.
Yenliam ver as pechinchas antes que se acabem.
Aitencao.
Pordiffercnles precos veste-se um
homem da cabeca aos pes : na loja
de Nabuco & C. na ra Nova n. 2.
45Ra Direita45
O proprietario desle eslabelecimenlo reco-
nhecendo que com a excelsa visita de SS. M.M.
PILULAS HOLLWOYA.
Este inestimavcl especifico, composlo inlcira-
mente de hervas medirinaes, nito conten niercu-
rio, ncm alguma oulra substancia delecteria. Be-:
nigno mais tenra infancia, e a compleico mais i
delirada igualmente prompto c seguro para '
desarreigar o mal na compleico mais robusta ;
inteiramente innocente em suas operacoes e e-
feitos; pois busca e remove as doencas de qual- j
|Iquer especie egro por mais antigs e tenazes I
que sejam.
Entre militares de pessoas curadas com osle
remedio, militas que j estavam as portas da
nimio, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e torcas, df pois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mis aflictas nao devem enlregar-se a de-
sesperarao ; facam um competente ensaio dos
etlicazes effeitos desta assombrosa medicina, c
Sbasliiio J.da Silva dirigida por Manoel Carneiro Leal.
'',a or,olPS,t^,plcim,pn, l,a SPmPre PromPos alambiques de cobre de difterenles dimences
(de JO") a 3:iKl* simples o dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios contno*
para resillar e destilar cspintos com graduago at 40 graos (pela graduaco de Sellon Carticrl dn
nielhoressyslemashojeopprovado3ejconhecidosnesl3 e outras provincias do imporio bombas
de todas as d.menroes asperantes e de repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, tomelras
de bronze de ,odas as dimeneoes o fetios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
I ferro para rodas d agua.por as para fornalbas e crivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
; as d.menrues para encmenlos camas de ferro cora armario e sem ella, fugos de ferro potareis e
SSTSSL^M gachos de cobro, fundos de alambiques, passadoicas, espuraadeiros cocos
para engenho, folha de Mandres, chumbo em lencol e barra, zinco em Iencol e barra Unres e
/Zl*S tC?hlC- lenosdeferro3lalao,ferro suecia nglez de todas as dimenses, s. fras, fornof
e folies para fcrreiros ele e outros ramios artigos por menos precodo que em outra qualquer
I par o desempenl.ando-sc toda o qualquer eneommenda com presteza e perfeicao j conhecida
to na S^li^T'f qUC SG d'Snarem honrarera-nos com a" sua confianca, acha
rao na ua Nowi n. 37 loja do ferragens pessoa habilitada para tomar nota das
encommendas.
11. a esta cidade tem de sedar um estrago hor- prestes recuperaro'o beneficio da saud
roroso de calcados, em consequencia das fre-
quentes paradas, marchas, contramarchas e for-
midaveis passeios s brilhantes illuminaocs, c
condoendo-se das boleas naturalmente pouco
fartas, dos bravos officiaes o pracas dos patri-
ticos batalhes, cujos nomos Irazem memo-
ria os feilos gloriosos dos nossos avoengos, deli-
berou, era homenagera a to felizes dias baixar
su precos do seu excellcnte calcado, a saber:
Parahoinens.
Borzeguins aristocrticos (lustre
Borzegums zouavos, obra fortissima (be-
zerro)
Borzeguins cidadaos (bezerro c lustre]
Borzeguins econmicos
Sapates baledores
Para senhoras.
te.
Nao se perca tempo em lomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enferniidodes
DEPOSITO DE PIANOS FORTES
DOS
Mais afamados fabricantes da Europa.
ESTABELECIMEXTO DE
I.P.VOGEL
Y.
Borzeguins para senhora primeira classe)
Ditos (segunda classe) .
Dilos para meninas (primeira elassef
57 Ruado QuoiniiuO57
Loja de 4 portas.
Chegou a eslo estabelecimento um completo
sorlimento de obras feitas, como sejam : pale-
os de panno fino de 16g at 28g, sobrecasacas
de panno fino preto e de cores muito superiores
" 35?, um completo sorlimento de paletots do
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asi luna.
Clicas.
CohvuIsoos.
Debilidade ou exlenua-
cao.
Deliilidade ou falla de
forras para qualquer
cousa.
6S000 I ^!?ieria-
5S00 Do! du 8F?an,a-
de barriga.
nos rins.
5^000 Dureza no ventre.
4j6t)0 Enfeimidades no ventre.
45000 Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Bnxaqueca.
He ry si pe l.i.
Febre biliosas
Febreto intcrnitente.
9000
8$00O
83UOO;
Febreto da especie.
Gotla.
Heinorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigesloes.
Inllammacoes.
I r r e g u la ridades
menstruaco.
Lombrigas de toda es-1 a
pecio.
Mal de podra.
Manchas na cutis.
Obstrucoo de ventre.
Phlysica ou consump-
pulmouar.
Relencao de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Ra Nova n. Ti esquina da Gamboa do Carmo.
Neste eslabelecimenlo
acha-se sempre um completo sortimente dos mais ricos
era construidos e fortes pianos os quaes se vendem debaixo de toda a garanta
O teclado tora a clasticidade desejada, o exterior desses instrumentos o mais elefante
possivcl c as vozes sao magnificas. Ha lambem muilo lindas HARMONAS e SERAPHI.WS
pnas para acompanhamento ao piano c para quatro mos e igualmente os ha apropriados
igrejs, espolias, collegios etc.
c mais
pro-
para
gosto relativamente a msica.
a mesma casa concerta-ie e afiua-ie com perfeijao 01 mesmo sinstro montos.
* H'
Vendem-se estas pilulas no eslabelecimenlo
geral de Londres n. 22i, .Slrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do

LOJA
Sul, Havana e Bespanha.
Vendcm-se asbocetidhas
riscadinho de brim pardo e brancos, de braman- dellas contcm urna i
te, que se vendem por proco commodo, cerou- '
las de linho de diversos "tamanhos, camisas
francezas de linho c de {panninho de 2g at 5g
cada urna, chapeos francezes para homem a 8$,
ditos muilo superiores a 10$, ditos avelludados,
copa alia a 13;}, dilos copa baixa a 10$, cha-
peos de fellro para homem de 4$. 53 e al 75
cada um, dilos de seda e de palha enfeilados pa-
ra meninas a 1$, ditos de palha para senhora a
12j?, chapelinhas de velludo ricamente enfeila-
a 800 rs. cada urna
nstruc.o cm portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar deslas pilulas.
O depusilo geral era casa do Sr. Soum
pharmaceutico. na ra da Cruz n. 22, em l'er-
nanibuco.

4 loja d'agia branca
acaba do receber de Paris os seguintos objectos,
de muilo aprero, sendo !
das a 25g, ditas de palha de Italia muilo finas a Lu,as do pellica muilo finas, c ricamente enfei-
25J, corles de vestido de seda era cartao de 40$ _.. l.ada*> Para senhora.
19
1 'M
Enciclopdica de Gaspar Antonio!
Vieira Guimares, gerente
Jos Gomes Villar.
at 150$, ditos de phantasia de 16$ al 35$000,
gollinhas de cambraia de llj al 5#, manguitos
de l$500al5, organdys escurase claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muilo superiores
c padroes novos a 720 a vara, casemiras de cor-
les para colletcs, paletots e calcas de 3j500 al
4$ o covado, panno fino prelo e decoresde 2-5500
al 10$ o covado, corles de collete de vellu do
muilo superiores a 9 c 12$, dilos de gorguriio
c de fuslao brancos de cores, tudo por preco I?',a diaphane, a afatfiada transparente,
barato, atoalhado de algodao a 18280 a vara, Extractos mui finos em bonitos frascos,
cortes de casemiras de cores de 5 al 9, grosdc-
naples de cores o pretos de lj?600 al 39200
Dilas de dita igualmente finas para homem.
Ricas caixinhas pura costura, lendo fina tesoura,,
agulhciro, dedal, agulhcta c furador, tudo i
dourado, obra de muito goslo e perfeicao. i
Jarros de porcellana dourada, mui grandes e'bo-
nitos, o que de mais porfeito se pode dar
cm tal genero
Banhas de superior qualidade, em bonitos vasos
de vidro, cryslal e porcellana dourada.
sas para
le moca.
senhora,
o
covado, espartilhos para senhora a 6$, coeiros
do casemira ricamente bordados a 123 cada um,
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12$ cada um, dilos lisos para ho-
mem, fazenda muito superior, de 12 al 20{j a
duzia, casemiras decores para coeiro, covado a
2g0(), barege de seda para vestidos, covado a
I?i0, um completo sortimenlo de collelcsde
gorgurao, casemira prela lisa e bordada, o de
fuslao de cores, os quaes se vendem por barato
preco, velludo de cores a 7& o covado, pannos
para cima de mesa a IOS cada um, merino al-
cochoado proprio para paletots e colletes a 2380O
o covado, bandos, para armaco de cabello a
13500, saceos de tapete e de marroquim para via-
gem, eum grande sorlimento de macas e imalas
de pregara, que tudo se vende A vontade dos
freguezes, e outras muilas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se moslraro.
-Na loja
das seis portas em
em frente do Livramentc.
ROUPA FEITA.
Paletots de panno preto, fa/.enda fina, ditos
de casemira de cores com golla de velludo, di-
de alpaca pretos, dilos do brim branco c
Neste novo eslabeleciraento de fazendas finas para senhoras e homens ha de
ludo bom c por menos do que em oulra parte qualquer, como se provar afini de fa-
jsj*; zcr muito negocio.
.. ?-i) Ricas sedas, laas, linho e algodao.
$!'v Chapelinas para senhoras, manteletes de todas as qualidades, camisa
"UfS^ sa'as balocs, dilas bordadas de fuslao, boas ligas para perna de
^S Boas chitas, boas cassas organdys, enfeites de flores, ditos de vidritho, manteletes
;t7> i para menina, roupas para meninos e meninas, chales para senhora de todas
Sgie as qualidades de poutas redonda, chales de touquim preto e'de outras cores
'^v.*. chitas finas superiores, roupocs de cambraia tinos bordados.
H Um variado sorlimento
Dilos do oleo finissimos para cabellos.
Oleo philocome da sociedade hygienniquo e dos
agradaveis cheiros de jasmim, resed, rosa
c laranja lambem para cabellos.
Enfeites de vidrilho pelos c de cores.
Gramposde dito lambem piolase de cores, com
pendentes, o mais bonito e delicado que
tem apparecido.
I Agua de colonia superior em frassos e garrafas,
de dilferentes tamanhos.
Todos esses objectos se acharao conslantcmen-'. M9.
! te na loja d'aguia branca, ra do Queiraado n.
'16, onde sero vendidos por menos do que em
outra qualquer parte.
de roupa Coila, sobrecasacas superiores de panno fino de cores e
cabs brancas de brim, de casemira prela e de cores e colletes de
dados.
Camisas, seroulas e calcado Mellier.
Finalmente neste eslabelecimenlo ha deludo e por precos admiraveis
preto, paletots,
todas as quali-
. avista da
JmS qualidade, e pede-se a todos os senhores de engenho que quando vierem a praga di-
Sf~\ rijam-so a este estabelecimento se quizercm comprar boas fazendas e por procos que
:-''lj cm oulra parte nao se vendem. *
Superiores charutos
sus| iros c havaneiros, guanabaras e suissos, cigarros bota fogo a 140 rs. o mago.
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambem trancellins e cadeias nra os mesmos,
deexcellenle gosto.
Fazendas de bom gosto
Reccbeu-se pelo ultimo vapor da Europa cer-
jes do vestido de seda de delicadas cores, com 2
babados e 2 saias bordadas, lindos enfeites de
flores e froco para cabeca de senhora, bonitas
chapelinas de seda para senhora e meninas, as-
sim como riquissimos corles de collete brancos,
de velludo e seda bordados para casamento,
dilos de velludo preto bordado e de cores boni-
tas ; havendo outras muitas fazendas, e tudo se
vende por precos mais baratos do que em outras
parles : na ra da Cadeia do Rccife, loia n. 50,
de Cunha e Silva.
- cores .pj: Conlinua-se a vender fazendas por baixo M
loja esta aberla das 6 horas da |v preco at mesmo por menos do seu valor,
M alim de liquidar contas : na '
ios
pardo, dilos de fustao de cores, raigas "de case-
miras prelas e de cores, colletes de velludo pre-
to e de cores, ditos de seda, gorgurao e de ca-
semira bordados, camisas brancas e de
manhaa s 9 da noile.
Na ra Direita, sobrado de um andar n.
33, ao p do sobrado do fallecido Ignacio Nery,
vndese, doces seceos de caj muilo claro, an-
nans, sidra, limo, e os raesmos de calda tam-
bem se fazem bandejas de armaco de bolinhos, ;
do lindos modelos, com figuras, ramos c lelrei- i
ros, proprios para bailes e mais festejos ; fazem- i
se tambem pasleis, doces d'ovos, tremedeiras, e '
todo o arranjo de urna mesa.
Relogios.
Vendem-se relogios de ouro inglezes,
tente : no armazem do Augusto C. de
na ra da Cadeia du Becife n. 36
de pa-
Abreu,
Va ra Dircila n. 66, effectivamente ha
bons escravos do ambos os sexos, de todas as
id a des e cores, com habilidades e sem ellss. c
vendem-se a dinl.eiro, a prazo, e lamiera tro-
ca m-se.
MUTILADO
quidar contas : na loja de 4 portas
3 na ra do Qurimado n. 10.
Superior ao melhor
presunto de fiambre.
Linguasde vacca emsalmoura vindas
de Londres, vendem-se nicamente no
armazem de Luiz Annes defronte da
porta da alfandega.
Sndalo.
Ricos jeques, pulceiras, bengalas, bo-'
toes, chicotes como tambem essencia|
de sndalo : no aterro da Boa-Vista loja
n.7.
N
DO
! P* A. Iiolio ffloseoso,
mi)n(B ipjiiBrama s 3 RA DA GLORIA, CASA DO FUMDlO 3
Clnica por t\m\>os os systemas.
O Dr. Lubo Moscosod consultas'lodos os dias pela manha c de tarde depois de 4 horas.
Contrata partidos para curar animalmente nao separa a cidade como para os engenhos ou outras
propriedades ruracs.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manha e em caso de ur-
gencia a outra qualquer hora do dia ou da noite sendo por escripto em que se declare o nome da
pessoa, o darua eo uumero da casa.
Nos casos quo nao forera de urgencia, as pessoas residenles no bairro do Recife podero re-
moller seusbilhetes a botica do Sr. Joo Sounn& C. na ruada Cruzou loja de livros doSr. Jos
Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponto vclha.
Ncssa loja c na casa do annnnciante achar-se-ha constantement e os melhores medica-
mentoshomeopalhicos ja bom conhecidos e pelos pregos seguintes:
Bolica de 12 tubos grandes...........10S00O
Ditos de 2 i dilos...............15?000
Dilos de 36 ditos..............20S090
Dito de 48 ditos...............25000
Dilos de 60 ditos............... 0a000
Tubos avulsos cada um.............IJOOO
Frascos du Linduras........,..... 2$000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr traduzido
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc. ,.......20fc000
Medicina domestica do Dr. Herng, com diccionario. lOjJOOO
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... 6J000
V
/
\


DIARIO DE PERNAMBLCO. SEGUNDA FE1RA 5 DE DEZEMDRO DE 1850.
Ra da Senzala INova n. 42
Vendc-sc cm tasa de S. P. Jonhslon & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins e silbos in-
glezes,'candeeiros o easticaes bronzeados, lo-
nas ingle/as, fio de vela, ch'ieotc para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inalezes.
^M*CMli3sl!flCJlrCttJHfflfflS
1M0SELLE MOSSEtx:
Liquidado.
T>F.
1 MUIBiTnLM&lC'S
I LOXDHES
em garrafas e meias gar- I
rafas.
C.J. Astley &C.
_________ i\
i
Seguro contraFogo i
COMIVVtfHIA
ttim
I LONDRES
5 AGENTES
I C, J. Astley & Compaiihia. i
Relogios de ouro
iuglezes. de patente, vendem-se por precomuito
. ommodo : no armazem de Barroca &' Mcdei-
ros, ra da Cadeia do Recife n. 4.
-afina M3> 4 # ttip *.aw.w ir y> w**
Venda-se muito barato paia liquiJ.u-so fazen-
das francezas e inglczas de diversas qualidades:
na ra da Cadeia do Recite loja n. 50 A.
Attenco.
o
No cscriptorio de Manoel Ignacio de liveira
& Fillio tein para vender os superiores vinlios
nunca aqui viudo destas .[uaiidades :
ChampagneCliquet.
Hila lney.
I-atitielio
I.aroscidem,
Ruquis.
Vende-so um pardo de dado de 15 annos,
do muilo boa figura e conducta, bom oficial de
alfaiate.que coila e faz toda obra, ptimo dia-
do ; dous negros uioeus, bons oiciacs de pc-
dreiro, um moleque e um negro bons cozinhei-
ros, tres negras inoras, coulros escravos que se
vendem todos baratos, tanto a prazo como a di-
nheiro : na ra Direita n. 60.
IJAttencao ao seguudo andar
|| do sobrado da esquinada
ra do Queimado por cima^
da loja do Sr. Preguici,
entrada pelo becco do]
Peixe Frito n.l.
guaude
pechi ncha.
Na loja do Pregutaa, na ra do Queiraado n.
2, vendem-se peras de chitas finas do cores fixas
e de cscolhidos padroes com 38 covados cada
urna, pelo baratissimo preec de 5;J800, e em re-
talho a 160 o covado.
Vende-se um bonito ravallo proprio para
carro ou cabriole!, por ser de muilo bonita pello
e estar bastante gordo : a tratar na cochaira do
porto do capim ou na ra do Livramenlo n. 38.
Officialalos, conimendas e hbitos de diver-
sas ordens, com brilhantes e sem elles, o melhor
que lem vindo a este mercado : ludo vende-se
o pelo preco da factura : na ra
muito baralo
Direita n. 66.
Veudese urna preta de naoo Costa, boa
figura, ptima lavdeira e auilandeira : na ra
da Cadeia de Santo Antonia 26, segundo an-
dar.
Champanha.
Vende-se superior champanha da marca muilo
acreditadaC&G|: em casa de Manoel Silva
Santos, na ra da Cadeia do Recife n 62, se-
gundo andar.
DA
FUNDIDO LOW-MOW,
Ra da Scnzala IVova n. 42.
Nesle estabelecimenlo continua a haver um
comapleto sorlimeulo de moendas e meias rundi-
das para euSenho, machinas de vapor e laixas
de ferro batiio e coado. de lodos os lmannos
para dio.
O)
Fara concluir a liquidacao da* azendas
da extincta firma de Leite & Crrela,
vendem-se assegumtes azendas, por
muito menos de seu valor, na loja de
quatro portas da ra do Queimado
numero 10.
Sedas prelas tarradas, superior qualidade,
covado I36OO
Grosdcnaplc preto muilo bom e largo, co-
vado 2$000.
Dilo dito mais eslreito, covado 10 ,
Camisetas de cambraia para senhora, urna 800 j
Tiras e entremetas bordados 320
Sortimenlo completo de chita de cores,
covado
Dilo un chitas largas francezas, bons pa-
drees c cores fixas, covado
, Gangas de cores escuras e claras, covado
Pianos
160
240
2(10
Corles de caiga de meta casemira a$600 e 2^000
Vende-
=
^
i
se
Folha de cobre e Metal
amarello.
Estanho era barra e Pre-
gos de cobre.
Alvaiade e Verniz copal.
I Folha de Fland res.
a Palhinlia para marci-
neiro.
Vinhos finos de Chainpa-
nhe e Mosclle.
Lonas da Rnssia e Brim
de \ela: no armazem I
de C. J. Astley & C.
Fazenda com avaria.
pechincha sera igual.
Na loja do Preguica, na ra doQucimado n. 2,
lem para vender pecas de algodao largo com 16
varas cada urna, pelo barato preco de 1$, pocas
de cassa lisa lina a 2$500 : a ellas, antes que'se
acabem,
Tachase moendas
Braga Silva A C, lem sempre no seu deposito
da ra da Moeda n. 3 A, um grande sortimenlo
de tachase moendas para engenho, do muito
acreditado fabricante Edwin Maw : a tratar no
mesmo deposito 011 na ra do Trapiche n 44.
Vendem-se 2 escravos crioulos, sendo urna
negra de 22 annos, bonila figura e sem defeito
alguro.cozinha alguma cousa ; c um negro de 26
annos, muilo boa figura, sem vicio nem achaque
.dgum, robusto, proprio para armazem de assu-
earou servico idntico por ser fornido, lera prin-
cipio de carapina e sapaleiro; os quacs chega-
ram ha Iresdias do Ico Gear): na ra do Quei-
mado n. 13, por cima da taja do Sr. Joao Jos
Je Car ralbo Mora es.
luila alienta.
Vende-se para fechar contas saccas com fnri-
nha de mandioca pelo baratissimo preco do 6-3
,>or sacco : na ra da Cruz n. 20, armazem.
Fazendas com pequeo
tede avaria.
de &
5$000 %$
2o#ooo M
188000 <\
SOgOOO CE
703000 n
60 123 290M 8
8JOO0 8
BgOOO g
5$O0O 8
Cortes de vestido de duas s-tas
cambraia de cor muito linos a
Ditos de gaze de duas saias phan-
lasta a
Hilos do velandinas escossezes a
Dilos de seda duas saiusa
Ditos de 3 l'olhas a
Ditos de blondo do 2 saias bordado
^ le cor a
P Chales de fioco 3 ponas a
e Hilos dilo do 4 ponas a
i Chapeos para menino conde de Pa-
ris a
'! I)',os Para menina de crep a
^ llonels para menino, nissos e
V Casquines para senhoru de fuslao
g coniDridos ultimo goslo a 25S000 ^
^ Ditos ditos de cambraia Qnissiraa a 20J006 oj>
Jg Vcslidos para meninos, de seda com %
4r basquina de cambraia bordado a 15*000 y
fg Ditos para ditos todo3 de seda a 205OOO 8
Knrntw,........
Vendem-se velas de espormaeetc em caixa a
700 rs. a libra, c a rdalho a 720: na ra das I.a-
rangeirasn. 16.
Vende-se um carro do i rodas, muito
bem construido e forte, com assenlos para pes-
soas do dentro, e um assenlo para boleciro e
criado lora, forro de panno fino, e ludo bem ar-
ranjado : para fallar com o Sr. Poiriet no ater-
ro da Boa-Vista, c no cscriptorio de James Crab- B r.
treeovC, c. 42, ra da Cruz.
Carlos Marin, da casa de Carlos Valais, joa-
lheiros de Suas Mageslades Imperiaes, tenida
honra depariicipar ao llustre publico que se
acha nesla cidade com um completo sortimenlo
de joias, que se acha exposto no cscriptorio dos
Srs. Amorini& Irmiios, ra da Cruz n. .1, segun-
do andar. Recebera-se lambom o.bras velhas em
troco.
O Antones, ra da Cadeia do Recife, ven-
de por procos conimodos, o seguate :
Casacas prelas francezas.
Calcas dilas dilas.
Cplletes ditos ditos.
Fitas de velludo prelas lavradas, proprias para
bordar becas.
Filas, flores e oulros enfeiles para senhoras.
Tambem vende um bom cavallo russo cardao.
Cuberas k chita a 2 S.
Ra do Queiraado n. 19.
Vendem-se coberlas de chita a 2#, cortes de ris-
cado francez a 2g500, leos de cambraia para
algibeira a 2$ a duzia.
Barato que ad-
mira.
Velas de esperraacoto a 730 rs. a libra, cm c.;i-
xa e a retalho : na ra Nova n. 52.
Vende-se rape Meuron pelo niesmo preco
que se vende no deposito geral : na ruado Ra-
gel numero C2.
loqu<
E' pechkieha.
Na loja do Preguiga, na ra do Queimado n.
2,ha para vender pegas de finissimo e muilo
argo madapolao, pelo baratissimo preco de 5$,
!j500 e3y)00: cheguem, antes que soacabem.
Chapeos de castor pretos
e broncos
Na ruado Queimado n. 37, vendem-se osme-
lliores chapes do castor.
o m.
Venderr.-se na roa do Cabus
n. 2 B.
loja de
i
naes.
Vendem-se na ra do Queimado n. 7, bandei- i
Aviso,
No armazem de Adamson, Howie & C. ra
do Trapiche n. 42, vende-so selins para homem
e penhora, arreios prateados para cabriolet, chi-
cotes para carro, coleiras para cavallo etc.
Na loja da estrella.
Ra do Queimado n. 7.
Este estabelecimento contina a estar sortido
ie fazendas de todas as qualidades como sejam :
Ricos cortes de vestidos de seda de 3 fo-
Ihose 2 saias, e Aquile JJ
Paletots de panno 20000
Ditos de dito muito fino 4000()
Ditos de casemira de cor
S5J600
Ditos de alpaca pretos muito finos e
mais abaixo
Ditos de ganga e de brins $
Calvas de casemiras pretas e de cores 9
Ditas de biim branco e de cores J
Colletes de velluflo preto e de cores. ti
Ditos de gorgurao muilo finos g
Ditos de ustao g
Camisas francezas de todas as qualidades
Capara homem g
misas francezas bordadas para senhora 9
l.eques da melhor qualidade c do ultimo
gosto g
Mantas e grvalas de seda de todas as qua-
lidades g
Chapeos de sol de seda inglezes g
Ditos decaslor para cabeca muito finos
Ditos pretos os raelhorcs que tem vindo
ao mercado
Taimas pretas do ultimo gosto
Casemiras de cores para paletot
Cortes de casemiras inglezas 2g!00
Ditos de dilas francezas 5J500
Ditos de ditas muilo finas 9^000
Chapeos Amazona para senlioras'e me-
ninas
Machinas de costura
de S. M.Singer &C. da
New-York, o mais aper-
feicoado syslema, fazen-
do posponto igual pelos
dous lados da costura,
garanlo-se a seguranca
das a achinase manda-
se ensinar as casas de
familia, bem como se
moslram a qualquer ho-
ra do dia ou da noito
nesta agencia: nicos
gentes em Pernambuco Raymundo Carlos Lei-
to & Irmao, aterro da Boa-Vista n. 10.
Em casa de Kabe Schmettan &
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegante pianos do afamado fabrican-
te Traumann deHamburgo.
Vende-se trelo de Lisboa, em saceos gran-
des e de superior qualidade, por menos preco
3ue se vende cm outra qualquer parte : na ra
o Raogel n W.armaT.em.
miudezas do Joaquim Antonio Das de Castro.
= Vende-so Cariaba de mandioca em saceos,
deboa qualidade, saceos com milho, ditos com
feijao mulatinho, ditos com arroz, pilado e de cas-
ca, courinhes de cabra, ludo por pieQO muito co-
inmodo : no armazem da ruado Rangeln. 02
REH/IEDiO NCOViPARAVEL.
l.NGl i.Md HOLLOWAT.
Milharcs de individuos de (odas as nacoes po-
dem testciiiunhar as virtudesdosle remedio in-
comparavel e provar em caso oecessario, que,
pelo uso pie delle flzeram l->m seu corpo e mem-
brosiiiirirainciiic saos depois de haver empresa;
do intilmenteontros tratanientos. Cada peso;
poder-se-ha convencer dessascurns maraTilhosasi
pela lcitura dos peridicos, qiu- Ih'as relatan?
todos os das ha miiiins annos; na maiofprte" "r3s nae*anaea- deltas sao 15o sor prendentes que lucnmpe so '
mdicos mais celebres. Quanlas pessoas reco-
braram com este soberano remedio o uso de sous
bracos e pernas, depois de ler permanecido lon-
go temro nos hospilaes, onde de viam soiTrer a
anaputacaol Deltas ha muitas que havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para seno
subini'iterem essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante oiisodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
enfusao de seu reconhecimento declararam es
tes resultados benficos diante do lord corree-
dor e oulros magistrados, afim de mais autenti-
caren] sua lirmaliva.
Ningnem desesperara do estsdo de saude se
livesse bastante confianra para ensatar este re-
medio constantemente segurado algnm lempo o
nienIrataloquenecessitas.se a natureza do mal
cujo resultado-seria prova rincontestavelmente !
Que ludo cura.
O ungento lie til, nuiis particu-
larmente nos seguintes casos.
Inflammaco da
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos noitos.
de oihos.
Mordeduras do replis.
Picadura de mosquitos.
Pulmdes.
Queimadelas.
Sarna.
Supuraces ptridas.
Tinha, em qualquer par-
te que soja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea,
do ligado.
das articulaodes.
Veas torcidas ou noda-
das ras peinas.
.H-xisra.
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da culis
em geral.
Dilas do anus.
Brupces e escorbti-
cas".
Fistulasno abdomen.
Prialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiras escaldadas.
Incliaces.
Inflamaco do ligado.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 2:2!, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguistas e nutras pessoas
encarregadaa desua venda um toda a America
do Sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs. cada bocetinlia, contm
urna iastrucco em porluguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum,
pharmaceulico. na ruada Cruz n. 22. em Per-
nambuco.
Fazendas moder-
nas.
Corles de casemiras de cores finas a 5*500, di-
tas de urna s cor muilo finas de 3 e 6g, corles
de collete de velludo de cores a 0J00, ditos dilo
preto a 5g e 6g, colchas de algodao adasmasca-
das a 53, brilhantina branca o covado 480, case-
mira de quadrinhos o covado lJJ, pannos para
mesa muito boratos e modernos a 63. cortes de
barege com tres ordens de babados a 15, cha-
peos de phanlasta para homem, sendo de gor-
gurao de seda a 7|, ditos doChille de 4 a 25,
ditos de fellro de 43500 c53, camisas de cam-
braia de linho para senhoras, ditas de esguiao
muilo fino, ditas de cambraia bordadas com man-
gas, rico3 corles de seda de todas as cores, man-
eleles dos mais modernos, grande sortimenlo de
perfumaras inglczas legilimas, joias decoral ver-
dadeiro, oleados de diversas cores imitando
marroquim para cobrir mesas, forrar almofadas,
travesseiros, etc., etc., e bem como um'completo
sortimenlo do fazendas do mais apurado gosto o
melhor qualidade, vendendo-se ludo por baixos
precos, no armazemde fazendas de Raymundo
Garlos Leitc & Irmo, aterro da Bou-Vista n. 10.
Fub.
Farinha de milho americana, em barricas, che-
Bada no ultimo navio dos Estados Unidos : nos
armazens de Tasso Irmaos.
Na ra de Aguas Verdes h. 40 se dir quera
vende ama fabrica do fazer velas de carnauba,
bem montada ecm bom estado.
yendera-se casaveques e roupocs de cam-
brai bordados, o melhor que existe nesle mer-
cado, c por preco commodo : na ra do Crespo
n. 23.
= Qualquer destes dias deve]J ehegar da pro-
vincia de Alagoas, para ser vendida, urna barcaca
nova e bem construida, oora as melhores mi-
deiras, e bem provida de bons massames, com
capacidade para 700 saceos : quem pretende-la di-
rija-se ao caes do Ramos, andar terreo em ca-
sa do Prxedes da Silva Cusmao, com quem po
dorio tratar.
Cortes de vestidos
de seda
Na ra do Queimado d. 37 loja de 4
portas acaba de receber pelo ulliiuo
navio vindo do Ila> re um completo sor-
. timenlo de vestidos de seda de 2 saias,
2$U0 C ZStlOO t) BPCl. ? lM,fcadose dc avenalas (iiiaesseyen-
M MS! Dv i dcni por preco commodo.
Chapelinas dc seda c de
velludo para senhora.
Ricas chapelinas dc seda e dc vellu-
do para senhora: na ra do Queimado
n. 37, loja de 1 portas.
Golas e manguitos.
Ricas golas e manguitos de cam-
braia : na ra do Queimado n. 37, loja
de h portas.
Manteletes
Ricos manteletes de grosdcnaplc ri-
camente bordados: na ra do Queima-
do ii. 37, loja dc 4 portas.
Pentes de tartaruga.
Ricos pentes de tartaruga para atar
cabello: na ra do Queimado n. 37,
loja de 4 portas.
Camisas francezas
Ricas camisas francezas tanto dc
peio dc linho como de algodao c dc fus-
lao: na ra do Queimado n. 37, loja dc
4 portas. .
Boncts para crianca
Ricos boncls de marroquim para
crianca : na ra do Queimado u 37, lo-
ja dc aportas.
Enfeites para senhoras.
Na lo na dc ouro, ruado Cabug n. 1 B.,
vendem s lindos enfeites de vidrilho pretos e
de core js de velludo cores escuras, com vi-
drilho e elle, dilos de frooo de lodasas cores,
ditos de ores e taco de fitas, ludo do ultimo gos-
to, chegado ncsles ltimos navios dc Europa, c se
vende por baratissimo preco.
Caixinhas proprias para
mimo.
Na loja da aguia dc ouro, ra do Cabug n. I
B., vendem-se os lindas caixinhas com amen-
doas dc cores, sortidas, do mais lindo gosto que
se pode encontrar, proprias para mimo, que os
vende por preco baratissimo.
Fil
com 2 Ii2 varas de largura a 800 rs. a vara : na
ra da Cadeia do Recife n. 48, loja de Leite &
Irmo.
Bandeiras nacionaes.
Muito proprias para festejos por oc-
casio de SS. MM. II a esta provincia
No armazem to agente Pesta-
a ra do Vigario n. 11,
vendem-se por mdico preco tanto por
atacado em duzias ou a retalho.
Algodao trancado americano branco, proprio
para toalli g e roupa de escravos, com um pe-
queo toque de agua doce : no armazem de a-
zendas da ra do Queimado n. 10.
Cheguem ao barato.
O I.oite & Irmao conlinuam a lorrar na ra
da Cadeia do Recife n. 48, pecas dc cambraia li- j
sa com 10 jardas a 45500. e 5$, lencos de cam-
braia de linho a 3# a duzia, cambraias muito fr- j
as c de lindos padroes a 60 a vara, meias fi-
nas para senhora a 3-^800 a duzia, dilas cruasin- i
glezas para homem e meninos, chales de meri- I
ri lisos a 4g500, e bordados a C-3, paletots de '
alpaca preta e do cores a 5j>, ceroulas de linho
e algodao, camisas inglczas muito superiores a
60>a duzia, organdys de, lindos desenlies a
lj>100 a vara, corles "de cassa chita a 3$, chita
franceza a 240,280,300 e 400 rs. o covado, pegas
dejnadapolao com 30 varas a 4$800, 5$, 5$50,
6,7 e 8$, chitas inglezas de cores fixas a 200 rs o
! covado, toalhas para mesa a 3 e 43, corlesle|
caira de brim de linho a 2j>, dilas de meta case-
mira a 23240, vestuarios bordados para meni-
nos, e oulras muitas fazendas que se vende por
: baralo preco.
Em casa I & C. ra da Cruz n. 4, vende-se ;
: Champagne de sunerior qualidade de marca acre-
ditada na corle.
Tinta branca superior em oleo, latas de 25 li-
bras, por commodo pre^o caixas de latas.
Verniz e verniz copal.
Algodozinho da fabrica Todos os Sanios da Ba-
ha.
Brilhantes de diversos tamaitos c de primeira :
qualidade
Brim trancado de linho todo'
preto,
fazenda muito superior; garanle-se que nao i
desbota : na ra da Cadeia do Recite n. 48, lo-1
ja de Leite &- Irmao.
Bandeiras naci-
Meias cruas para hornea, duzia 2j>i00
Dilas para dilo muito superior, duzia fcOO ,
Aloalhado adamascado muito largo, vara 1^280
Cassas de cores fixas e padroes vistosos,
covado 240
Riscadinlio francez, covado 160;
Uusselina de cores fitas, covado 2o,
Chales de 15a com palma do seda, um 2o000 '
Cortes de calca de casemira fina de cores gOOO,
Ditos de dita pida $000 i
Ditos de collete de gorguro com palma
de velludo 3000,
Ditos de dito de gorgurao e seda 2&000 ;
Dilos de dilo de merino bordado 3$000 !
Lencos de seda pequeos para pesclo de
senhora 400
Panno pelo, covado 2$500
Dito superior, prova dc Irmo, covado 3* e 4(>J00
Superior brim trancado de linho, branco,
r>.va" 1$000
Dilo dilo de cores, vara 800;
Meias brancas para senhora, duzia 33000
Ditas para dita muilo superior, duzia 4j000
Luvas de pellica para senhora, em bom
estado, um par 1$000
l ATTENCO.
H> Kissel, relojoeiro francs, vende relogios 2
de ouro e prata, concerta relogios, joias e -i
^ msicas, ja aqui he conhecido ha muitos t
)o. annos, habita 110 pateo do Hospital n. 17. 2
Na loja dosertanejo,rua
do Queimado n. 43 A.
Reccberam era direilura de Franca, deencom-
menda, os melhores chapeos de ca'stor rapadoss!
sendo brancos e pretos, e as formas as mais mo-
dernas que tem vindo ao mercado, e por me-
nos que era outra qualquer parte, assim como !
tambem tem um grande sortimenlo de enfeite,
de vidrilho pretos c de cores pelo diminuto pro-
co de 4$ cada um, assim como tem chapeos de |
sol de panno a 1$200 cada um em perfoito esta-,
do, aberturas brancas muito finas a 320, ditas de
esguiao dc linho a 1$ urna, cambraia preta fina
a 360 o covado, e a vara a 5R0,e a 60, gangas i
de cor a 540, brim branco de linho a 15200 a va-
ra, colletes de velludo de furta-corespretos a
!/$400, ditos pelos a 8 e a 9$, calcas de casc-
, mira de cor a 7, 8 e 11$, ditos pretbs a 7, 9 e
; 12$, colletes de gorgurao a 4, 5 e 6$, saceos pa-
, ra viagem de diversos lamanhos, cias cruas, por
' ser grande porcao, a 13500, ditas a 1S600 e 23 a
I duzia, finas a 3 e 1$, chapeos eufeilados para
! meninos e meninas e senhoras por qualquer prc-
; jo, e ludo o raais aqui se encontrar o preco,
I o n3o se deixa de vemnde.r.
I A S00 rs. a peca
I de fila de velludo de um dedo mnimo de largura
, com 10 1|2 varas, bandos de crina para senhora
; muilo bons a 400 rs. o par, pulseiras do contas
; para senhora ou meninas muilo lindas a 160 rs.
para acabar ; na loja de miudezas do aterro da
Boa-Vista n. 82, quasi confronte a matriz.
Esparlilhos.
Saunders Brothea & C. tem para vender em
seu armazem, na pfcac do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ullimo gosto, recnlimente
chegados, dos bem eonhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Rroadwood ASons de Londres, e
muito proprios para este clima.
Chapeos e roupa
feita.
Gama & Siha.no aterro da Boa-Vista n. 60,
vendem :
Chapeos de fellro muito finos pretos c de co-
res, pelo baralo prono de 4| cada un,.
Paletots brancos de bretanha de linho n_nita
fina a 5-000.
Ditos de casemira mcsclada a 73.
Ditos de casineta a 6$.
Galeas dc meia casemira muilo bem feitas a
3$ e 3$500.
Ditas di 1,-A a ) o 2$500.
Ditas de brim de quadros a 2$ e 2$50O.
Paletots de panno preto fino.
Sobrecasaca de dilo
Calcas de casemira preta a 7*, $3 c 9$.
Dilas de cor a 63500. .
Nova inveiifo aperfei-
Coada.
Bandos ou almofadas
de crina pora penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na ra da Cadeia do Fe-
cifc 11. 48, loja de Leite & Irmo.
Baratissimo.
A 3^500, 4#500e 4#800.
PARA ACABAR.
)cndem-se na roa do Queimado n. 19, osse-
guintes algodaozinlios, a quasi por melade de seu
valor, algodao (randado americano com 20 jar-
das, muito superior a 3$5C0 a peen, dito liso ame-
ricano muito largo com 20 varas, pelo baralo
preco de 4*500 c [0800 a peca.
Meias de seda de peso
para senhora, brancas e protas, e para meninas,
brancas e meadas : vende-se na loja de Lelte
& Irmao na ra da Cadeia do Recife n. 48.
Chapeos prelos.
Na ruado Queimado n. 19.
Chapeos prelos de primeira qualidade, e de for-
ma elegante a 10$ cada um.
MIlO HOYO
Saccas dc milho a 6$000 : na ra Nova n 52.
Descokrta.
Fil de seda liso.
Vende-se na ra do Cabug n. 2 B, loja de
miudezas de Joaquim Antonio Dias de Castro.
Por pnro corr.-modn se vende a casa terrea
da ra dc Sania Rita n. 28 ; a tratar na ra do
^ i 'a no d. 10.
Vende-se nm lindo cavallo mellado, bas-
tante gordo : quem o pretender dirija-se ao pa-
leo do Carmo, labfcraa n.l, que achara com
quem tratar.
sorlimento de cha-
peos.
Chapeos de caslor pretos de superior qualida-
de a 103, ditos franceses de seda a 7$, dilos de
castor brancos a 14$, ditos de velludo a 8c 93,
ditos da lontra dc todas as cores muilo finos, di-
tos de palha inglezes do copa alta c baixa a 3 c
5S, ditos de fel tro, um sortimenlo completo, dc
2S500 a 63500, ditos do Chile dc 33500, 5, 6, 8,
9, 10 e 123, ditos de seda para senhora, dos mais
modernos, a_12$, chapelinas com veos do ulli-
mo gosto a 153, enfeiles finissimos para cabeca
a 4$J00 e 53, chapeos dc palha escura, massa e
seda, muito proprios para as meninas de escola,
sendo os scus precos muito em tonta, dilos para
baptisado dc meninos e passcios dos mesmos,
tendo diversas qualidades para cscolher, bonets
de galo, ditos de marroiuim, ditos dc vellu-
do, ditos enfeitados, chapeos dc boa qualidade
para pagem, chapeos dc sol de seda para me-
ninos dc escola, emesmo para senhora e para ho-
mens ; finalmente oulros muitos objectos que se-
ria enfadonlio mencionar, c tudo se ven de mui-
to cm corita ; e ossenhores freguezes vista da
fazenda licaio convencidos da verdade : na bem
corihecida loja de chapeos da ra Direita n. 61,
dc Denlo de Carros Feij,
Tachas para engenho
FundiQo de ferro c bronze
Na loja de Gama & Silva, no aterro da Boa-
Vista n. 60, vendem-so esparlilhos de linho com
carriteis pelo baratissimo preco de 6$500 cada
um.
Vestidos de seda.
Vendem-se cortes dc vestido de seda com 2 e 3
babados, armados, de 20 a 403 cada um sendo,
que seu valor razoavel era de 8O3 : na loja de 4
portas da ra do Queimado n. 10
Ra do Queimado n. 57.
atm. "$ cortes de vestidos de seda quecustaram
603; a 163 cortes de vestidos de phanlasta que
cuslaram303; a 8$ chapelinhas para senhora:1
na ra do Queimado n. 37.
Escravos fgidos.
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
Suuthall Mellors & C*
>

1 Les raodes parisiennes S
m
I
DE
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sorlimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
idmira
Farelo a 6&000 a sacca de 90 libras : na ra
Nova n. 52.
Loja da boa f no
aterro da Boa-Vista n. 74.
Vende-se ricos manguitos com camisinlia c
golinha a 43 e 63, ricas golinlias de bordado
aborto a lgiOO e t$800, tiras bordadas a 800 e
1 $600,pentes dc tartaruga virados muilo fortes
a 123, dilos imitando tartaruga a 2$, dilos do
tartarugasem ser virado a 43 c 43500, dilos imi-
tando a 13, peca de franja para cortinado com
15 varas a 4$500," papel almaco a 3$ e3$500, dito
de peso liso e pautado a 3$500 a resma, penas
de lauc.a a 1$ e 500 rs. a groza, eaixinha com
jogo de visporaal$, botoes de madreperla a
600 rs. a groza, ditos do mais fino que lia a
13120, ditos de louca a 160 rs., eaixinha com
alinetcs sortido prateado dc cabeca chala a 300
e 120 rs., eaixinha com grampos a*160 c 100 rs.,
macos com 50 grampos a 80 rs., ditos com me-
nos a 40 rs., sapatoes do Aracaly para meni-
nos a 13120 rs., ditos de marroquim para senho-
ra a 800 e 900 rs. o par. ditos de luslrc a 13440
e 1$600 cura rico sortimenlo de franja dc se-
da, la c linho, galoes brancos c de cores, bicos
e rendas, ditas a imilacao de labyrhilho e mais
completo sorlimento de miudezas que se vende
por menos do que em outra qualquer loja.
Enfeites de vidrilho e de rutroz a 43 cada
um : na ra do Queimado u.37, loja de I portas.
Brilhantes
jiV.ll Ra doCrespo-~N.l
Jos Mara da Silva Lcmos so-
l ci dc Julio Luljc & C, negocian-
H tes importadores dc joias no Rio
H de Janeiro, lem a honra dc par-
|| ticipar ao rcspeitavel publico
p dcsla capital que se acha na casa
fl cima mencionada com urna lin-
H da cvposico dc obras dc bii-
H litantes domis apurado gosto c
4? qualidade, constando dc ricos
j* diademas, fitas, collares, pulsei-
M ras, broches, bixas c argolas,
S brincos, aneis e alinetcs, crji*/
H zcs c fios dc grandes perdas,
commendas c hbitos dc diver- |
g sas ordens edifferentes abras tu-
H do dc brilhantes c ped-as tinas. I
8 sendo tudo vendido, aliancado c |
m por precos commojilos: na ra do i
J Crespo n. 1^ segundo andar. ]
8 Tambera se presta a mandar 1
m quaesquer objectos a amostra i
Vidros para vi
zdraca.
AG^A^aixa: na ra larga
do Rosario armazem de louca.
V.dros para caixilhos.
Na ra larga do Rosario loja n. 28
aruiaze.m de louca, tnandam-se botar v-
dros ei-u casas particulares por preco
muito (;ommodo, assim como vendem-
se vidrc)s a retalho do tamanho mais pe-
queoo Ert mais de G palmos.
Os mais ricos vestidos de seda de
duas saias pretos bordados e de cores $
bordados proprios para bailes, vende- S
se nicamente no segundo andar do w
sobrado da esquina da ra do Quei- js
mado por cima da loja do Sr. Tregui- |rL
qa; na mesma casa se recebeu pelo P
navio Belem, chegado ltimamente do ^
Franca um variado sorlimento de la- ga
zendas de modas, as quaes se acham ^
V desde j a venda.
Vendc-sc um carro de 4 rodas patente in-
glez, construccao forte, largo bstanle para 4
pessoas, forrado dc fazr seda de bonito
gosto e cor, ludo novo, ido ainda ser-
vido, muito de centc e t ,^4 espera
de S. M. I.: os prele .nl'es pbdem vc-lo a
qualquer hora na cocheira do Miguel, aterro da
loa-Vista.

SO*
Bclla-Vista
IVfta daPvai numero L
Vendem-se nesle novo estabelecimento^
ta Bella-Vista, gneros de primeira trua-S
lidade como sejam manleiga .ingleza, ditaY5
franceza, vinhos superiores de todas asqua-SR
lidades duque do Porto, Madcira Secco, Xe-^
jg^rez, licores finos, marrasquino, champagne,^
^conservas, queijos, loucinho, cha, anipn-*
fdoas, passas, figos, velas de soermacete, A.
ditas de carnauba e massas de todas as qua-f
lidades e outros muitos mais gneros, tudot
j>por precos mui razoaveis. |g
nwmmmvmmm mw&
BORZEGUIFVS
a 6,000 rs.
Vendem-se borzeguins para homem a 6, dito
para senhora a 33500, dilos para menina do 2 a
sapatas para '$, homem a 4$, ditos para nie-
niuo a33 : na ra do Cabug n.9.
Potassa da Russia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cal virgem cm podra : tudo cor creeos muito
razoaveis.
Vendem-se formas de folha de'fcr-
ro para purgar assucar, levando cada
j urna 3 112 arrobas : no armazem de
C. J. Astley & C, ra da Cadeia do
Recife.1
Fugio no da 28 a escrava parda que repre-
senta ler 50 anuos pouco mais ou menos, levou
vestido de chita sujo, camisa de algodao tambem
soja, lem cara larga, nariz chalo, olhos peque-
os, beiros nervosos, levou um chale velho bran-
co, quando anda aos saltos; julga-se estar a-
coutada em alguma casa, desde j se protesta
contra quem a liver acontada : pede-se aos ca-
pilaes de cambo e autoridades policiaes que a
peguem c levem-na ra do Vigario n. 10, que
serao recompensados.
Fnyio no dia 23 do passado, o moleque Be-
nedicto, de l annos de idade, cabellos carapi-
niios, lem os olhos um pouco avermelhados, e
n'um deltas lem um signal no ranlo, tem a boca
grande e falla um pouco lato, maos pequeas,
beiros grofsos ; suppoe-so que elle anda aqu
mesmo pelo Recita : portunto roga-se as autori-
dades policiaes e capilaes de campo a apprehen-
sao doli e o leve ao caes do Ramos, sobrado
encarnado da esquina n. 1, que ser bem grati-
ficado.
Fugio no dia 24 do crreme s 9 horas da
noite, Marta, parda, de 18 anuos de idade, cabel-
los carapinhos e avermelhados; lem marcas de
bcxigas, pannos por lodo o corpo, pouco fallan-
te ; levou vestido roxo com florinhas encarna-
das, chales encarnado, argolas de cornalinas
azucs eduas voltas de ouro com urna moeda en-
casloada : roga-se s autoridades policiaes ou a
quem o apprehender, queira leva-la ruadas
Aguas-Verdes n. 6i, em casa do Sr. lenenle-cc-
ronel Jos Rodrigues deScna, auo ser recom-
pensado.
Escravo fgido.
N" principio de selembro do correnle anuo
fugio do engenho Tracunhaem, comarca de Goiac-
na, umescravo crioulo, bem moco, olhos grandes
c abouados, testa grande, cantos muilo fundos,
baixo. corpo regular, crtala, e barbado ; posto
que o dito escravo fosse surrado, ainda que pou-
co, todava devo mostrar alguma cicatriz nos
uadegas : quem o pegar e levar ao engenho ci-
ma dito, ou ao engenho Dous Acudes, comar-
ca de Nazarelh, ser bem recompensado.
Ainda est fugido o mulatinho Manoel que
desappareceu da casa do escrivao Allayde, levan-
do calcae camisa azul, olhos amarellos, azulad. -,
rosto redondo c plido, mulatinho bem ciar',
lem um p lorio volitado para lora, idade de 15 a
16 annos: roga-se as autoridades policiaes e capi-
laes de campo a apprehensao delta, que sero pa-
gos na ra Nova n. 14.
Escravo fgido de bordo do
brigue brasileiro Camacuan.
Pedro, idade 45 annos, cor fula, naco Naga,
altura regular, levou calca de algodao' riscado e
camisa branca com pcito riscado, chapeo do
panno preto, parece ser crioulo pela falta : pede-
sc s autoridades policiaes e capites de campo
que delle souberem, c prender c lcva-lo a bor-
do do mesmo brigue que se acha tundeado no
forle do Mallos, ou na ra da Cruz do Recife, no
cscriptorio de Atnorira limaos.
Fugio do engenho Cajabuss o mulato Ri-
cardo com os signaos seguintes: estatura me-
nos iiue regular, idade 20 anuos, cor bron/.eada,
cabellos crespos, testa pequea, tem falta de um
denle na frente, corpulento, pescoco bstanle
curto e falta muito descansado ; esto escravo
natural do Para, e foi comprado nesla praea ao
Sr. Francisco Xavier de Olivcira : quem o pegar
ou delle der noticia ao abaixo assignado, ser ge-
nerosamente recompensado. Recite 17 de no-
vembro de 1859.
-1/iioc/ Barbosa da Silva.
200$ degraliOcacao.
Contina a estar fgida a escrava Isabel, que"
em diasdo nicz dc fovereiro do correnle auno,
se ausenlou do poder do abaixo assignado; tem
ella, pouco mais ou menos, 30 annos de idade,
de cor parda clora, com o cabello quasi corrido,
bstanlo gorda, e lem na mao direita um dedo
muilo grosso em conscqucncia do urna enfermi-
dade que leve. Foi vendida nesta praca pelo Sr.
Domingos de Souza Barros ao Sr. fhomaz de
Aquino Fonseca, o o abaixo assignado a honre
por compra que fez ao Sr. Pergcnlino de Aquino
Fonseca ; provavel que tenha fugido para Pian-
c por ser natural desse lugar e tersido escrava
de urna senhora viuva, proprielaria da fazenda S.
Boavenlura, junto a povoac&o da Misericordia de
Plane : roga-se a apprehensao de dila escrava,
e o abaixo assignado prometi a quantia de 2003
a quem lhe presentar na ra rio Brura, armazem
n. 28. Declara-se tambem contra quem a detiver debaixo de qualquer prc-
Cexto. o? da Silrr
s
MOTILADO
\


w
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA FEIRA5 DE DEZEMBRO DE f&59
Agricultura.
rtst-amentos e machinas para a
cultura.
I
ClHRIU \.
Sa existir ngulo, este poder estar oti pela
parte de ciraaou peta piale inferior da linha nor-
u fiiiiicho caso a cabera do apo ten lora
a iuclinar-se para o chao, a charra perder a
posigo, ioclinaudo-se o dente para o tundo
go; no segundo cao a cabeca do apo ser
imada, e o corpo di charra satura da trra.
i pin evitar stos n onyenientes, para fazer
M ir.- pontos cima indicados se conser-
sempre na mesma recia, queso applicarara
- mi s Charras simples. 11 Uoelindo
juco sobre osla queslio, de que cu expuz
os principio: fundamentaos com a bre-
vniade que a naturezu d'esle meu trabalho exi-
ga ; ver-so-ha que o compriineiito maior ou nie-
lo apo, do niesmo modo que o comprimen-
lo dos lirantes, influo poderosamente sobre a
marcha regular di charra, e torna maisou mo-
l >s diificil o regula-la.
A obliquidadc da linha de liragem d origom
na cabera do temo a urna forca que obriga esta
i inclinar-so para baixo. Coni etoHo, a forca
' [ua decempde-sc era duas, urna que vence
ti iriMiitalmente a resistencia da charra, c ou-
Ira vertical e de cima para baixo que carrega
na parta anterior do temo. D'esto importante
laclo poden deduzir-se algunas consequoncias,
que apenas serio aponalas aqui :
Ia Para resistir a essa forca que Icnde a a-
aer descer o temo preciso que os animaos
empreguem um esforeo ent sentido contrario ;
o que corresponde para ellos a levar una carga,
ao mesmo tompo que puxam a charra simples.
2 a Quaudo a charra lem ano jogo dianleiro
ou quando o apo aasonta em urna ou duas ro-
das, ou n'uma sapata (como as charras de
Babante), sobreesses dilfarents apoios excrce-
se-uma consideravel presso, de d'onde podem
resultar frcedes grandes a ponto de tornaren!
esses apoios desvanl.ijusos liragem.
3.* Nos arados em que o temo vera directa-
mente prender-se canga, osla forea vertical,
mais a forga que resulla da direceo" do temo'
ficar superior Unha normal de tiragem, c as
oreas de vibraco c lorco (grandissimas n'este
caso) oxercera urna presso vilenla sobre o
p'scoco dos animaos, diminuindo-llios muito o
igor para a tiragem o c.nbara.ando-lhes os mo-
vimentos. 'isto e de oulras circumslancias que
]' Beata aponladas, resulta o nao se poder fa-
t com laes arados seno urna lavra supercial,
i:: guiar c muito' imperteita.
Os^reguladores servem, como fica dito, para
d.^r Unha de tiragem a direceo mais conve-
niente para a boa execuco do 'liabalho que se
quor levar a ofTeilo. Constam em geral os re-
j viadores de duas pecas pnneipacs, urna com
inoviraento vertical, oulra em que pode deslo-
or-so lateralmente o ponto do priso dos oppa-
lelhos de liragem ao temo. J se disse qual
era a melhor direceo da liragem, pode porem
convir, para nao accumular n'uma explorago
rural muitos instrumentos, o fazer com a mes-
ma charra lavras de diversa profundidade ; para
isto se conseguir basta, sacrificando um pouco
a ostabilidade o regularidadc do trabalho da
charra, fazer subir ou doscer o ponto do re-
gnlador a que se prende a corda ou cadeiu de
ticagen.
O movimento lateral no regulador da charra
serr para dar maior ou menor largura aos ro-
gos que ella abre. Os sulcos que urna charra
abre dependen) da largura da sua folha e as
charra defeituosas (as inglezas gcralmente
teem este defcito) depende um pouco da aceo
d i parte inferior da aiveca. Querer abrir, cora
urna charra destinada para sulcos estreitos
sulcos largos, disperdicar n'um trabalho im-
prtalo parle da forca dos animaos ; e, com
o Jeito para isto se conseguir, ntcessario collo-
eat a charra n'uma posico inclinada linda
cm que ella caminha fazendo por esto modo
com a rol ha nao lenlia o scu gume na posico
conveniente para mais fcilmente corlar a eir
a, e com que parte d'csla soja levantada po-
arrancamento.
A queslo das ranlagens ou desvantagens do
fmprego ejogo dianleiro as charruaes, lem
. sido largamente debatida pola scioncia e pela
pratica. Sem querer apresenlar aqui ludo o que
n dito sobre tal objecto, dire com ludo o
i e me parece til conhecer-se, para se poder
jilear do morerimento das charras composlas.
O jogo dianleiro as charras aperfeigoadas e
firmado por um rodado, que sustenta superior-
mente o caixilho onde pode descer ou subir urna
peea'de madeira ou corredica, a que se prende
f> apo da charra ; na p irte anterior lem esta
especie de carro um cabecalho, s vezes suscep-
lire] de se mover latcnilmento sobre urna char-
noira e de se fixar assim em qualquer posico
ueste sentido, eaberalho a que se prende a ca-
de* que poc a charra em movimento. No jogo
dianleiro da charra de Dombasles existe na Ira-
vossa de madeira horisontal, de que cima so
fnllou, una caixa com movimento, que se pode
fixar em qualquer posico travessa por nioio
de um parafuso do presso, e a que se prende o
apo ; de modo que deslocnndo para a direila ou
esquerdaesta caixa, e eonseguintementc o ponto
a que se prende o apo, pode alargar-se ou es-
treilar-sc o reg que a charra abre ; faxendo
subir ou descerno caixilho a travessa de madei-
ra em que so prende o apo lorna-se a lavrar
mais superficial ou mais profunda. O jogo dian-
leiro representa, como se rfi por osla rpida des-
cnpcJo, um regulador o ao mesmo lempo um
apoio para o apo da charra.
As condicocs mochanicas, a que deve satisfa-
nor urna charra com jogo dianleiro, devem cm
hcorla ser as mesroas que regularisara o traba-
lho e economisam a forca as charras simples ;
o ngulo formado pela linha de trcelo e a hori-
sontal deve ser o menor possivel ; o ponto do io-
fn dianteira, onde se prende a cadea do trac-
cao, e o eixo das rodas devem ficar na linha nor-
mal de lirage u e na Imita acta que une o pon-
to onde o tirante se prende aosanimaes ao cen-
tro da resistencia. Para que as rodas assonlera
bem sobre o terreno, atina de que as desigual-
dades que este aprsenla nao originem desviaces
o sobresaltos, e nao faeam variar a cada instan-
te a profundidade de lavrar, usa-se na pratica
enllocar o ponto de traceo cima da sua natural
posico ; d'aqui resulta" consideravel frieco e
diflkuldade de movimento as rodas, o qu jun-
to ao peso do jo^o dianleiro produz grande des-
perdicio de forca as charras com osles apoios.
Estes inconvenientes do jogo dianteiro das char-
ras sao menos importantes quando a sua cons-
Irucco muito perfeita, quando as rodas do
eixo lixa sao perfeitamente construidas, dotadas
do grande mobilidade, o limpas constantemente
, da Ierra hmida que a ellas adhere por urna ras-
I padelra.para csso fim convenientemonte colloca-
da, quando a unio do apo com o jogo dianteiro
bem firme, c pode ser exactamente regulada,
quando emfira a frieco sobre o jogo dianleiro no
acto da liragem a menor possivel as nossas
charras ordinarias nenhuma destas condicocs se
ada salisfeita ; antes pelo contrario ludo "parece
disposto para obter resultados oppostos aos indi-
cados pela sciencia. E' intil, depois do que (lea
dito, justificar agora esta minha assereo.
As charras com jogo dianleiro'sao, apesar
dos seus inconvenientes, consideradas n'algumas
localidades, e em dadas circumslancias, como
as mais convenientes para executar urna lavra
perfeita. Funda-se esta opinio em diversas
cousas ; na maior facilidado que ha cm guiar
urna charra deslas do que urna charra
simples ou arado ; em seren muito menos sen-
siveis, cm terem muito monos influencia sobro
o trabalho os dofeitos de construeco da charra
composla, do que os do arado ; em se conservar
serapre o folha na mesma direceo e posico sem
soffrer consideraveis desvos, por se a'char a
; charra invariavelmente ligada ao jogo diantei-
j ro. O arado exige cora effeilo muito mais cui-
i dado e intelligencia do lavrador que o dirige do
que a charra composla ; o para fazer trabalho
regular indispensavel que este instrumento so-
ja construido cora perfeico, e tenha proporcoes
rigorosamente calculadas" ; satisfoitas estas duas
importantes condiees as tnntagens do arado sao
as seguimos:
1.a Servir s diversas profundidades pela mu-
danca de posico do regulador, ou pelo uso de
tirantes mais ou menos longos ;
2.* A mo do lavrador, abaixando ou levan-
vantando asrabigas, pode lambem determinara
profundidade das lavouras ;
3.a A construeco do arado c mais simples o
! econmica do que a da charra coca jogo dian-
| teiro ;
4.-1 Um bom trabalhador servindo-se do arado
pode abrir sulcos com profundidade uniforme : a
charra composla deixa por vezes a parle infe-
rior do solo por lavrar, por causa das desigual-
dades do terreno.
Una disposieo particular que so encontra as
charras simples belgas e allomas, c que appa-
rece consideravelmente modificada as charras
inglezas, d a estas quasi os caracteres de char-
ras compostas. Nos arados belgas existe por
bailo do apo urna sapata que se pode levantar e
baixar 5 vonlade, o que serve de apoio ao ins-
trumento quando elle estem marcha, c regula
assim o trabalho principalmente as lavouras
superficiaes : esla sapata substituida n'alguns
instrumentos por urna roda do pequeo dime-
tro. Quando o arado regulado conveniente-
mente,a presso sobre esta sapata ou roda qua-
si nulla, e por isso ella deve era muitos casos
inlluir favoravelmente no trabalho. as boa*
charras inglezas o apoio que existe por baixo
do apo formado por urna ou duas rosas : neste
segundo caso, que c o mais geral, as duas rodas
sao indopendentos urna da oulra e podera bai-
xar-sc ou levantar-se a vonlade : a roda da di-
reita que caminha no fundo do sulco tem um
dimetro consideravel, a da esquerda que ca-
minha na Ierra ainda nao lavrada tem muito
menor dimetro. A exisleucia destas rodas n'um
terreno muito desigual, choio de podras e gran-
des lorroes, tem o inconveniente de dar a folha
da charra, com que ellas esto invariavelmen-
te ligadas, movimentos desencontrados que per-
turbara a reguiaridade do trabalho ; a traceo
destas charras, applicada a um regulador que
existe ua parte anterior do (cmo, 6 dilBcil de
regular bem, e quando a traceo nao Dem re-
gulada, ou por descuido ou por preguica do la-
vrador. sobro as rodas faz-se urna pressao consi-
deravel, a qual tem os inconvenientes do que j
fallamos alraz. Nao so pode cora ludo condein-
nar osle systema de apoios do apo adoptado as
charras inglezas ; a sua exislcncia d maior os-
tabilidade charra, e nos terrenos muito lisos
e tirapos do pedras faz regular o trabalho ; de
mais.o modo porque se faz a traceo d meio ao
lavrador de dispor as cousas, de modo que as
rodas assentem no chao sem occasionarcm fric-
cfies consideraveis. Todas as charras inglezas
podem i rabal har sem oslas rodas, e fazer assim
o snico de um verdadeiro arado.
O trabalho da charra deve ser dirigido pela
mo do hornera, que necessita a cada instante,
restabelocer a charra na posico normal, du que
os accidentes de terreno a esto constantemente
desviando ; determinara profundidade a que ella
deve penetrar,encaminlia-la n'uraa direceo rec-
tilnea, etc. Para que esta acgo do hornera seja
fcil de imprimir na charra preciso que esta
lenha urna ou duas alavancas na parle posterior,
que tenha urna ou duas rbicas. As rbicas,
representando mcchanicamcntc verdadeiras la-
vaneas, claro est que devem ter um compri-
menlo bastante grand?, para que um peqeunoes-
forco applicado na sua extremidade possapro-
duzir etTeilo consideravel sobre o corpo da char-
ra ; da maior utilidade, para o bom anda-
mento de urna lavoura, que o homem oceupado
em guiara charra nao seja toreado a empregar
osforcos musculares que o cansen, porque neste
caso elle nao poder nem dar atlenco ao anda-
mento da charra, nem empregar a* sua habili-
dade era executar o melhor possivel o trabalho
de que est encarregado. Um dos defeitos da
primitiva chai ra e Uuiiaiaslc e o pequeo coin
priment das rbicas ; este deteilo acha-se. un
pouco corrigido nos modernos instrumentos aper-
feieoados, mas ainda muito jreral as charras
francezas. Os inglezes do s rbicas um com-
primento consideravel ( 2m e mais ) e isso 6 f-
cil em charras todas de ferro, porque as rbi-
cas nao augmentam consideravelmente o peso
da charra ; quando porem estas e o temo sao
de madcira.oseu peso pode inlluir no andamen-
to da charra : recommenda para evitar este in-
conveniente, o ilustrado professor do conser-
vatorio das artes e offuios do Paris, o Sr. Mol,
que se prolongue a cauda do temo um metro
para Iraz do lalo do dente, poi so poder assim
roduzir o comprimento o a forca das rabiras, fi-
lando a alavanca por moio d qual o lavrador
obra sobre o corpo da charra, com considera- '
rol grandeza.
Para terminar o ostudo das diflerentes partes!
que compem as charras modernas falta-nos s i
fallar do urna pecaaddicional que se liga ao apo,
a diante da sega, cuja forma a de um pequeo
corpo de charra com re//ia o aireen, e servo
para levantar e virara crosta do solo com as
raizos e parles aerias dos vegelaes herbceos,
que nessa crosla so acham.
Foi em algumas carruas belgas que o uso
dosta peca primeiro se introduzio ; hoje acha-sc
ella adoptada cm multas charras inglezas com
o nome de skim coulter (sega-raspadeira):
o uso da sega-raspadeira, como se disse, corlar
e virar a capa superior do solo, para que essa
porco do trra seja depois perfeitamente en-
terrada, quando o corpo da charra corta c vira
a leiva : por esto modo a herva enterrada fez o
elfoilo de um oslrume verde. Tarabem se repu-
ta muito vanlajoso o uso da sega-raspadetra,
quando se pretende enterrar o estrume que se
ospalhou a superficie do solo, ou alguma seara
em verde : neste segundo caso os inglezes pen-
dem a charra urna corda ou cadeia, para esten-
der no chao as hervas. A sega-raspadeira pren-
de-se no apo por meio do urna haste de ferro,
que se pode fazer subir ou descer a vonlade ;
por este modo reguh-sc a posico deste pequeo
corpo de charra, de modo que a sua acgo es-
toja em relago cora a profuudidade cia lavoura
que so pretende fazer. O uso da sega-raspadeira
e necessariamente limitado, porque o seu em-
prego em terrenos demasiadamente endurecidos
deve sor quasi inipossivel; esle uso traz um aug-
mento de resistencia e acrcscfmo de preco para
a charra ; em Portugal, polo menos em "muilas
localidades, e sobretudo nos solos compactos, a
sua utilidade seria inferior aos inconvenientes
que viriazn doseuemprego. S as experiencias
( as experiencias execuladas scienlilicamente,
porque s essas provam ) podem resolver esta
questo, assim como todas as outras de mecha-
nica agiicola. Ha muitas quesles desla natu-
reza que os prticos julgara resolvidas, c qno
nao esto senao obscurecidas por experiencias
mal fe Has, ou fados mal interpretadas; muitas
vezes urna machina tem sido condemnada, por
que o nico exemplar que della se conhoce
mal construido c faz um trabalho imperfeito ;
tem-se abandonado instrumentos agrcolas, nao
pelos seus defeitos, mas por causa dos erros de
operarios inhabeis ; lem-se desprezado novos
processosde cultura, nao por cJIes seren maus
em si, seno porque quem os cnsinou primeiro
nao linha nem a sciencia, nem a prudencia in-
dispensaveis a todos os que querera modificar
qualquer cousa em agricultura. A falsa scien-
cia pode fazer mais mal agricultura do que a
ignorancia rotineira.
II.
GRADES, ESTERHOUlOHF.S E nOLOS.
A grade um instrumento de grande utilidade
na lavoura e que presta servicos de diversas or-
dens. Pulverisa a torra, quebrando os torrees de-
pois do trabalho da charra ; arranca e tira do
solo as hervas e raizes ms ; e finalmente cobre
a sement, c pode contribuir para esta se espa-
ldar com reguiaridade.
Para pulverisar a trra preciso que as gra-
dos tenham urna aeco enrgico, que sejam por
conseguinte pesadas e tenhara denles fortes. A
energa das grades devo ser porem variare! nos
diflerentes terrenos, e por isso em todas as fa-
bricas se construem grades de dous modelos, um
ligeiro com denles de pao, outro -robusto com
denles do ferro. Em todos os casos as grades de-
vem ter os denles disposlos de tal modo que
abrara linhas parallelas equidistantes, e que cada
dente abra a sua linha distincta. As nossas gra-
des, muilo pouco satisfazera a eslas ultimas con-
diees que sao ossenciaes, c por isso o seu uso <
pouco proveiloso. intil entrar cm maiores de-
lalhes a este respoito, porque os bons agriculto-
res apreciara, como en. a verdado t, 'portan-
da (Testas curtas consideraeoes.
E muilo para recomraeudar como las mc-
lhores, menos custosas e mais energi grade
do Valcourl, onde sao completa mente yrecnchi-
das as condicoes que cima ficam indicadas. O
seu uso muito geral cm Franja. Ha dous mo-
delos, um com denles de pao, e outro com deu-
tos de ferro quadrangula-es.
Usa-se muito na Inglaterra de grades unidas
entre si em numero de duas, tres o quatro, a-
presentando nos pontos de unio, articularles
que Ihcs permillem tomar todas as posics e
amoldar-so s ondulacoes do terreno. Ests gra-
des teem as vantagons de actuar sobre urna maior
superficie de que urna grade isolada, de segui-
r m todas as ondulacoes do terreno, e quando a
trra est lavrada e dividida em camalhos, de
poderera os cavados caminhar nos regos diviso-
rios.
A grade em zigzag do Sr. Howard tripla, isto
c, formada do Ires grados, unidas onlre si por
cadeas na parle posterior, c na anterior pelo pao
da bolea mesraaque todas se prendom por duas
cadclas. Sao estas grades em zig-zag. formadas
de barras de ferro com dous colovellos ; os don
los fixam-se nos pontos do encontr das barras
de ferro, que se cruzam por um modo simples o
muito seguro. Estas grades podem trabalhar na
sentido cm que os seus denles esto inclinados
ou em sentido opposto, e n'este caso o solo
pouco revolvido, o que vanlajoso quando so
FOLHETIJ!
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAMBUCO
A CARTEIRL
3 DE DEZEMBRO DE 1553.
AlKD.V 0 DA 22 DE NOVEMBRO.OS DAS Ql E SE LIIF
tu seeciDO.o Exrmjsusao e as vistas po
E4.ICAS.O RECIPE EM COMPLETO JIOVIMENTO
O PA7RIOTISM0 EM TODAS AS CLASSES. IMA SCBHA
ADMIRAVEL. O MONWir.llA E O POTO.50VAS
ITMONSTRACOES BE RIGOSUO.E IMl'OSSIVEL DES-
CBEVEL-'AS.
Se ha urna promessa, cujo cumprimenlo seja
Be summa diflieuldade/>ara nos, a que fizemes
a semana passada ; quando de nosso proprio
movimento nos empeuhmos cm trocar o qua-
dro das festividades publicas, iuc o patriotismo
tom oslenlado com tanto fervor e magnificencia
n esla bcllissima cidade.
Ardua tarefa, por corlo, para quem dispe
apenas de um pequeo espado na arena iorna-
listiea, onde tantos espiritos experimentados o
luminosos seesforcara '
(fe subido mcrilo' o
lancia I
E' assim que a vida corre ordinariamente, sob
nos, por occasio da viuda de SS. MM. a esta
provincia : to variado o expectaculo de inef-
lavel jubilo e de suavissima dedicago patritica,
de que todos porfa tem dado as mais inequ-
vocas pro vas ; que se fossemos a tracar algumas
linhas de simples commemoraco, por" scmclhan-
tes fados, nem poderamos ser um bom folheti-
nisla, nem ora fiel noticiador.
Fique, pois, a historia com a sua opulencia c
grandeza propri? outros que nao para nos :
que ha de p c de vasto no plano do
, _,io. Icrj' -listas peritos, obreiros
d'outra loica o uc m. igorosa tempera.
Seja-nosdado a nos, expectador atiento em
maravilhas que sao do nosso proprio paiz, c que
sero sempre o justo desvanecimenlo de nossa
patriaseja-nos dado somehte fixar olhos sobre
os contornos do edificio, conlemplal-'o no todo,
admirar-lhe a estructura, ao ergucF-se elle por
oaos robustas o firmes ; e lancar nfxestadio dos
trabajadores, que vicrem, apenas nlgvmas flo-
res singlas que anda possam escapar 9P sopro
das tempestades e ao desbarato do lempo.'.
A deserico rompila e seguida mal podeWfl-
mos fazel- a, ci/cumscripto, como nos nchamos",-
atendo-nos nicamente s imprcsses intimas
quando o que gcralmente se pensa, o que geral-
menle senlem corac&es pernambucanos, sa-
I bem-n o todos, c.xporimenlam-n'o por si mes-
: mos.
Demais, vimos luz da publicidade do semana
I cm semana ; e era tal caso pertender acompa-
, nhar todos quantos fados e scenas grandiosas
aln se representara em pleno dia, vista de to-
quer gradar para coonr a semeute, ou para na
primavera desbastar as scras.
Ouiras grades inglezas do mesmo genero com
algumas modicacocs mais ou monos importantes,
e entre oslas a de Colman, em que os denles s
podem afaslar ou approximar vonlade, moro-
cem a attenco dos agricultoros que desejam fa-
zer uso de instrumentos aperfeic.oados.
Um outro genero de instrumentos, destinados
tambem para quebrar os lorroes o pulverisar a
Ierra, merece mais do que as grades a atlenco
dos agricultores; sao instrumentos que, cm voz
do trabalhar amistados sojre o solo, trabalham
rolando e cortndoos toires coai as ponas que
os ourieam.
De todas os instrumentos d'esle genero o mais
nolavel e mais usado o estorroador da Norwe-
ga. Consta osle instrumento do um quadro rec-
tangular do madeira ou bino, que sustenta Ires
oixos parallelos, sobre os quacs rodam libremen-
te muitos discos de forro fundido cm forma de
estrellas, com denles de 12 a 13 centmetros de
compriraenlos ; os denles dos discos que giram
sobre um dos eixos penetrara nos intervallos dos
denles dos disco do eixo inmediato. Este instru-
mento sustido por quatro rodas, duas lateraes
e duas dianteiras, podendo baixar-se ou 'levan-
tar-se por meio de urna simples manivella. Os
dentes, quando o estorroador est em marcha, pe-
netrara no soloe sao d'cllede modo que lodosos
lorroes, por mais duros que sejam, licam com-
pletamente pulverisados. A raso porque este
instrumento precioso n*o pode tomar lugar na
nossa agricultura, a que poderia fazer os mais
importantes servicos, o scu olevadissimo preco.
Este instrumento importa em Inglaterra em 7G$
res. Usa-se em Franca de um instrumento imi-
tado do estorroador norwego, que me parece mais
proprio para os paizes em que a agricultura
pobre ; em vez do ourico de forro fundido, o ins-
trumento formado de cylindros de madeira em
que esli implantados denles curvos de ferro for-
jado do comprimento de 13 centmetros ; e para
augmentar o peso do instrumento o conductor
guia os cavallos sentado sobro um banco que se
levanta aparle superior do inslrumento.
A pesar de ser destinado para um fim diverso,
julgo dever fallar aqui de um importante instru-
mento, quo tem na sua construeco muta ana-
logia com esle que acabo de des'crever. A roda
cavadora do Sr. Guibral tira instrumento enr-
gico, destinado a abrir profundamente a Ierra ;
urna roda forto e pesada, tendo na circunferen-
cia muitos pares de dentes corlantes e curros. O
instrumento conduzido ao campo sobre rodas,
mas para trabalhar lirara-se-se-lhe estas e car-
rega-se com pesos. A roda cavadora trabalha no
fundo do sulco abcrlo por una charra ordina-
ria, os denles cravam-se no solo e quando se
puxa o instrumento, a roda que o constitue, gi-
rando, arranca a Ierra aos pedacos-c deila-a para
a parte posterior.
O nico dofeilo d'esto instrumento, alias muito
enrgico, a sua pequea ostabilidade. Esta roda
de Guibal tem sido premiada era varias exposi-
ces, e talvezo primeiro passo do urna profun-
da reforma do principio de construeco dos ins-
trumentos de lavouia.
Os rolos sao instrumentos apenas usados
entre nos por alguns lavradores dos mais instrui-
dos, e c com ludo cerlo que o seu uso c de in-
conteslavcl vantagem, principalmente, como diz
o Sr. Mol, nos paizes de clima secco o onde a
trra gcralmente compacta, fados que se do
simultneamente em muitas lacalidades de Por-
tugal. Osrostos servem para comprimir o soloe
unir as suas partculas na superficie ', phmbage,
* para quebrar os lorroes muito resistentes.
Os rolos podem 1er urna superficie lisa c cylin-
drica.ou urna superficie mais o menos formada
de dentes on laminas.TOsJrolos lisos, como ins-
! trunientos de quebrar torros sao os menos con-
venientes ; o scu uso com tudo pode ser vanla-
joso, quando n'um solo ja eslorroado se quer fa-
zer urna compresso conveniente. Em geral os
rolos lisos sao formados do urna nica peca de
madeira, ferro ou podra, que gira com o eixo a
que est fixada n'um olho aberlo no caixilho que
cerca o instrumento, esobre o qual seexerce a ti
ragera. Ordinariamente este olhal to mal cons-
truido e to pouco abrigado que a torra, introdu-
zindo-sc n'elle, lorna a rotaco quasi inpossi-
yel, augmentando assim a tiragem e tornando
imperfeitissimo o trabalho. O ser o rolo de urna
s peca produz tambera osinconvenienlcs graves,
se rile tora bstanle comprimento de nao poder
comprimir igualmente toda a superficie do solo,
se esta nao perfeitamente, lisa e plana ; e se
tem pouco comprimenlo, de^no poder cxecular
seno um trabalho muito vagaroso*
E para evitar estes inconvenientes que se cons-
tru&m rolos articulados, isto formados de Iros
ou qu*tro pocas cylindricas, curtas, e que se po-
dem, independeutemente urnas das oulras, agei
lar forma da superficie do terreno. Um dos mo-
dos mais simples de resolver esle problema c o
adoptado pelo Sr. Haraoir e polos constructores
de Haine-Sainlo Fierre na Blgica Consiste o
rolo do Sr. Hamoir cm cinco segmentos de cylin-
dro de pao, ferro ou podra, com um largo olhal
no centro forrado de ferro; osles segmentos eslo
todos cufiados n'nm eixo cujo dimetro menor
do que o dimetro interno do olhal. Esta curta
descripeo d clarameute dea do modo de func-
cionar d'esle instrumento.
Duas condicoes sao necessarias nos rolos lisos
para que tacara trabalho regulare perfeilo ; urna
que na parte anterior haja| urna barra de ma-
deira ou forro que acompanhe o rolo de urna a
outra das suas extremidades, c execule as func-
cesde raspaJoira, para que a Ierra seno amal
gamo na sua superficie ; a oulra que a tiragem
so faga por meio de vanes e nao do cadeas para
quo os movimentos do rolo sejam precisamente
determinados pelos movimentos dos animaos de
Uro, e para que nos terrenos com declive o rolo
nao vonha bater as peritas dos animaos.
A presso exercJa na Ierra, quaudo as searas
comooam a desenvolver-so, d a estas vigor, re-
gularisa a distribuidlo das plantas,o contribue po-
derosamente para a destruico dos insectos. O
uso de passar rolos sobro as searas o pradosl
noste estado de dcsenvolvimenln, muilo gera,
nos paizes bem agricullados ; mesmo proveito-
so muitas vezospass.r a piimavera a grade na3
searas do trigo. No l'iemonlc pratica-se isto van-
tajosamentc, e aproveila-se esta gradagem para
cobrr as sementes de trevo que se lancam no
meio dos cereacs em fevereiro ou principios de
margo: com tempo secco lavradores intelligcn-
les affirmam-me que por oslo modo se assegura-
va a germinago do trevo que assim germinava a
sombra dos coreaos, o que estes loraavara maior
vigor e produziam mais. F.u vi alguns prados
muilo bons que lindara sido semeados por este
modo.
Na Escocia usa-so de um rolo para o fim de
aperlar a tena as circumslancias, que acabo
indicar, equo se denomina land-presser. O
i de Cambridge lem esle mesmo fim ; for-
ado de discos cuja circunferencia cavada co-
o a go.a de una roldana ; estes discos sao en-
^a- i- ------ I "!"-""" viii imvii um, a vista uc
todo, os das em obras dos, foca de nossa parto escusado trabalho
de reconhecida tmpor
,L!S;S,ft folhc.inistalcommenlario's solemnes do "difamo
d'esle to rico interprete das lettras c dasscien-
clas!
Esererer um fothetim muilissiraas vezes
croar e phantaziar; mas, se a malcra ll.e sobra
em elovacao e transcendencia, o elaborar um
artigo d'esscs para quem so compromelteu a
tazei-o, urna das mais custosas misses, porque
enlao e misler que o folhetinista seja ao mesmo
tompo o chronista, o historiador.
t que historia, e que chronica ah haver
mais repleta do nlcressanles c raros episodios
mais frtil de paineis soberbos e sumpluosos.niais
sublime por seu objecto, do que csse que, por-
venlura, nos decidimos a desenvolver ?
fn.^n Proraessa cmeraria ? quem sabe ?... e por i
Rosijo, pela visita agu"a dos mos S fari'JfnwS l?hHJub,loS? C S0 igual- saudado Por
&rst&a SSS5 ^ feSSr^f^f44
plausos da sociedade. P f?,l! dos' CTR sc ura so coraCa Pal'
cnlr^nhavel affecto que lo\J^S^ \ ^ olT^K o?$^U^
- r----- ^,^. ..u^a,u, t-
rela lalvoz mopporluna, que nos estaramos bem
longo deprecncher cabalmente.
a pagina que so reserva para esses
_.)s solemnes do enthusiasmo e do
festira popular.Sentemo-nos a sos porla do
templo ; e reproduzamos, so tanto podermos
urna ou outra das muitas harmonas, que l den-
tro sam a todos os instantes.
Nao eslava passado de lodo o primeiro acto
d esse drama de to deliciosos senlimentos e de
tao eloquenle magostado, que a presenca do Sr.
O. Pedro Segundo e do sua Excelsa Consorte vie-
ra abrir nesta provincia. O 22 de novembro, quo
romper, tao foiticeiro c to rodeado de incantos
cm toda a extenso do nosso horisonle, prece-
dido, como fra, por um crepsculo to sereno
e por um dos mais formosos arreboes que j al-
dea, embevecia-sc ainda na profunda contem-
placo d'essa idea sublime, que a Possa do So-
berano, ao lado do sua Virtuosa Esposa, realisava
enlao, ainda mais bella e fecunda, como a incar-
naco viva de um principio eterno, de um
fado necossario c providencial.
SS. MM. j estavam no paco.O povooin mas-
sa apinhava-so no campo qu'c Iho tica fronteiro :
cidados do todas as classos comprimiam-se all,
no empenho decidido e justo de beijar as raaos a
esses Preciosos Pcnhores da honra c da dignida-
de nacional.
Era urna fesla do rarissimo apparato,-de celes-
tial poesia, de gozo sobrenatural. Ao esplendor
custoso dos adornos materiaes, ao goslo dclica-
dissirao dos cufeitcs c dos rnalos, reunia-se
n'aquello imperial aposento a loligania singla
e deslumbradora de tantas scenas d moral pri-
mazia e do inexlinguivel scnlimenlo patrio. L
dentro as harmonas inundas, deleitosas, Minu-
tareis : c, em meio das turbas, o grito phrene-
tco do triumpho, o brado do liberaos iustinctos,
ohymnoeas ovacoes multiplicos dos lilhosdo
povo. I., dous principes, duas ideas, n'um s
principio poltico; e militares de representantes
10U jerarchias sociaes curvos, mas sem baixeza,
aiie um Ihrono que a felicidade da patria: c&,
centenares e centenares do obrciros.de artistas,
de honiens que tambem sabem c comprehendem
oalphaboljco poltico ; o que por isso, nascidos
n'uma socieYindo livre, desprezam os pharizoiis
da liberdade, para so abrigarom sob o manto da
Mouarchia coi.'Slitucional.
Alli, o enthusiasmo ; aqui a devoco ; allijum
s pensamento ; aqui urna s voz ; alli unta ci-
dade que representaba um po*o; aqu um povo
symbolisando por si so"\nu Ilustre provincia.
Depois, no correr do dia~ movimento era co-
mo urna trrenle elctrica despertada c coramu-
nicadapor toda parlo. Via-se c m tolos um impul-
so espontaneo, um quasi innata conlentamenlo ;
por que as saudacos publicas, bom longo do se-
rem o rosullado d"e formulas ou fio etiquetas im-
postas c esludadas, sh, om laes coujuncturas, o
echo nico de muilos inilhares de peiisamontose
do iraprosscs idenlicts.
as ras e as pracas, nos Iugarcs menos fre-
quentados, nos pantos de menos Irai^Sto, craum
s o espectculo iualtcravcl c co" stanle.Havia
urna revolucao immcnsa ; mas essa nao 9 man-
chara o sangue do irmos, conl'irmava-a o amor
a liberdade, robustecaa f c a osperanca n'uma
s polticaa nica poltica bra sileiraa polti-
ca da paz c do patriotismo.
Mais tarde a cidade apresontou urna perspecti-
va para incautar.
A noile que descera por fim era um ce a taas scenas esplendidas: essa noile era
um da lmpido, a refulgir formosissim p"i lo-
dos os pontos do horisonle, no co i1 na torra.
Aquello era um veo magostosoque o oi-ro o a sa-
phiro estavam cmbelleccndo com scu precioso
esmalte :a natureza ra-so n'elle ao *Sl,l posto,
como se rra anles, ao nascer o sol..vesla da-
tava-se-lhc o qujdro de una iUuminaM*(> colu-
do poderem servir para deis Bus, de sorem roa;,
enrgicos e de terem urna conslrucro muit
mais perfeita.
IV
REVEADORES, DIST1UIID0R1 5 DE ESTRCME
Os semeadores, machinas goralmente compli
cadas e muito custosas, s em paizes onde a "r
cultura sea cha muito adianlada, eslo ueralmen
te adoptados. O uso do semeador nao i urna
questo simplesmente de emprego de machinas
perfeilas, c antes de tudo, essencialmeote um,.
questo de systema do cultura.
Cora o emprego dos semeadoros oblem-se s-
planlas disposlas em linhas parallelas, ou em
grupos collocadosem quiconce, isto separado
uns dos outros c formando Imitas rectas em to-
das as dirceges. Ora eslo modo de dispor as
adosem un, eixo ond""ao"t*eem" mvimenTo Su^^ilf2Hl "a hor,l,u" n>
unto Irnos. Esto instrumento nao o mais con- a" 1 grandc d? al8"nias especies vegelaes.
cnienlc para quebrar os lorios, mas serve na ?. ? -\so do* semeadorps suppc que a torra
d
ro
ID
m
i i
m
v
cal
u
emente para quebrar os lorios, mas serve naral r semeadores suppc que a Ierra
alear os terrenos dos prados para fixar bem Pc,1,amcn1,e agncultada, profundamente sulca-
s raizes das plantas quando as acodes almosohe- ca a' e de Pedras e de 'dos os corpos
icas dcsaggroiaram demasiadamente atorra 3U0 Ps?am embarag.tr o andamento dos semea-
ricas desaggregaram demasiadamente a trra.
O rolo Crosskill, que o Sr. Mol classifica do
machina excedente, que o Sr. Jonrdier, autor do
.Valeria{ Agrcola, cousidera como urna das mais
uleis, das mais indispensaveis machinas de una
explorago agrcola, sobreludo quando ha nella
3ue possa... ^u.u...^, HvnH| alts semea-
ores e tornar irregular a dislribuigo das semen
tes. E comtudo corto que a distribuicao da^
plantas isoladas, ou mesrao em linhas, apresen-
la grandes vantagens, que se nao pode deixar de
ler era muita conla.
A? plantas, mnislivrcs e desassorabradas n'es-
tas circurastancias do que as searas eilas sem
reguiaridade, lomara maior desen volumen lo e
Iructil'aam muito mais.
Como os semeadores nao s depositara as se-
mentes com reguiaridade, mas tambem as entei
ram todas a mesma profundidade, s poucas dei-
xara de germinar ; pois possivel, til mesmo
tamente necessarias, e d'aqui resulta urna mui-
to consideravel economa de sementes Esla
conoraia podo ser de metade da sement, e mai
anda.
As scmenlcs, sendo uniformemente enterrad i-
nergicoqe'se co'nhcce"para que*war"o7iEl^^SS!!,.eM' raUes estante profundas M-
pulverisar a torra. Construem-se rolof Tn* s c?usas qe tendera arranca-las.
;iin., o rf ~- ~~;., a_______u. ePa\a '"> mesmo lempo as suas extremidades ra-
diculares se acharen n'um solo, onde a humi-
dade se conserva por mais lempo do que na cre-
ta superficial. E esta a razo por que um dis
tinelo agrnomo da Gr Bretanha, o Sr J. Hax-
ton, aflirma que o uso da cultura em linhas fei-
ta por meio do semeador, indispensne'. 'n'um
solo secco, situado n'um clima secco.
A dislribuico regular das sementes deve tra-
zer necessariamente economa de eslrumes por
que estes se applicam s onde possam ser pro-
veitados pelas plantas cultivadas, e nao onde as
mas hervas |se aproveitam dos seus elementos
nutritivos.
Finalmente, urna das mais importantes van-
tagens das culturas era linha, a acilidade de
se mondarem e acharcm muilas vezes con'
economa por meio de instrumentos apronria
dos. puxados por animaos ou dirigidos pelo ho-
Foi Tull que no principio do seculo passad
comecou cm riglalerraa fazer sentir importan-
cia e as vantagons da cultura cm linhas. Tull
exagerando eslas vantagens, suppunha que noi
meio deste systema de cultura, e dos lmannos
multiplicados que ello lornava possiveis, se po-
diam conseguir grandes c successivas colheilas
sem o emprego do eslrumes. Os conhecimenio-
de phystologia vegetal e de chimica. que hoj.-
possuimos, privara que esta idea de Tull era er-
rada, mas demonstrara tambem que osvslemade
cultura que elle defendeu o melhor possivel e
que s difficuldades econmicas se onDe a i.
geral adopgo. v
No nosso seculo, t adopeo d'esle systema pa
ra as plantas perlencentes s leguminosas, e par.
aquellas que se cultivara por causa das suas rai-
zes carnosas e nutrivos, tem-se tornado quasi se
ral na Gr-Bretanha ; e por isso n'este paiz %
construe um extraordinario numero de semeado-
res, minio pcrfcitos^osingularmente complica-
dos pela raulliptrcTdade dos orgos empregado-
para obter essa perfeieo. Para a cultura dosce-
reaes, e principalmente do tj;igo. tambem o oo
dos semeadores so lem propagado rapidaroonfe-
pnncipalmentc na Inglaterra, as regies mai-
seccas, e as Ierras melhoradas pelo escolenle
systema de esgolamento subterrneo, conhecid
polo nomo de drainagem.
A pasmosa perfeico da agricultura ingleza ex-
plica a adopeo de nm systema cm que ha ere
nomia de semcnles, augmento de produero, a-
cilidade de conservar sempre pulverisada'e lim
pa a Ierra, o, ainda mais, economa de oslrnmo-
que sao caros na Gr-Bretanha, e nao muitr
abundautes, por causa do uso ahi adoptado d
tra7er quasi todo o anno o-gado as pastagens.
B certo porm que em toda a parte onde este
adiamntenlo da agricultura se nao der, era toda
a parte onde o solo sc nao aohar enriquecido pe-
los Livores c pelos eslrumes, de modo quo possa
a sua produceo ser muilo abundante, o empre-
go dos semeadores complicados e caros, puxado-
por animaes, principalmente para a sementein
do trigo, centeio, etc., perfeitamente inadraU
sivcl.
Ha plantas cuja cultura em linha extremamenl.
vantajosa. Todas as culturas de raizes, taes como
nabos, beterravas, cenouras, etc., todas aslego-
minosas o gramneas quo procisam ser mondada?
e sachadas amiudadas veics, como as favas, er-
vilhas, foijes, milito ele, gauham muilo em se-
ren disposlas em linhas. Os semeadores grandes
puxados por cavallos, podem de certo serrirpara
asemenleira destas plantas ; porm paranoia
que, convindo quo entro linha a linha d'esla-
plantas haja um inlerrallo do mais de meio me-
tro (dous a trez palmos pouco mais ou menos .
estes semeadores nao convm muito, por nao po
dorcm semear mais de duas ou trez linhas ao
mesmo lempo. Maior approxiraaco das linhas
nao convera, nao s porque as plantas se affron-
lam, o nao fructificara cora todo o seu vigor, se-
no tambem porque urna das maiores vanlageii
da cultura em linhas, o uso do instrumentos par.!
a monda e a sacha, sc perde totalmente.
Confiuar-f-/ta.)
[irchivo Universal)
trras fortes, o rolo Crosskill, que todos os agro-
nomos concordam cm elogiar, c um instrumento
simples, formado por um eixo em quo esto en-
liados de dez a vinte discos dentados ; de dois
em dois estes discos leem mobilidade era todos
os sentidos, porque nao s rodam sobre o eixo
como os outros, mas teem tambem movimento
sobre ura auno que Ihes permute subir ou des-
cer e amoldar-so assim a todas as desigualdades
do terreno. Estes discos dolados de maior mo-
bilidade, teem um dimetro um pouco menor do
que os outros. O rolo Crosskill pode fazer o
mesmo trabalho que o de Cambridge o os mais
que cima so descreveram, c o instrumenta
mais e
roes o _----------
Crossfcii que sc podem, por meio de ura mncha-
nismo muito simples, suspender sobre rodas pa-
ra o ransporle ou apoiar no solo para o traba-
lho : alcanca-se isto por raco do rodas com o
seu eixo angular.
III.
ESCARIFICADORES, EXTIRPADORES.
Os solos lavrados teem, cm dadas circurastan-
tancias almosphericas, grande tendencia a endu-
recercm, principalmente as parles mais profun-
das : para destruir este cudurecimento, para
desaggrcgur as partculas do terreno superficie
urna simples grado pode servir, mas nao poden-
do osle instrumento penetrar profundamente na
torra, necossario que para aduar era toda a
espessura da carnada lavrada sc empregue outro
que seja muilo mais enrgico. O instrumento que
serve uestes casos o denominado escarifica-
dor.
E,' o escarificador urna especie de grade forma-
da do um caixilho triangular ou trapcsoidal de
madeira ou forro, apoiado ou nao sobro rodas, e
tendo na parle inferior sete ou dez dentes de
ferro proprios para cortar verticalmcnle a torra.
J so v que o escarificador nao corla nem des-
troc as raizes das hervas damninhas seno nos
estreitos cortes que os dentes rao fazendo quan-
do o instrumento est cm marcha ; o nico effei-
lo do escarificador, alias do muita importancia,
desaggregaro solo e torna-lo penetravel ao r c
s raizos das plantas.
Para corlar a trra horisontalmenle a urna
certa profundidade, cao mesmo lempo dar cabo
das ms hervas, serve o extirpador. Esle lam-
bem formado de um caixilho em que sc lixam
ontes do ferro nforiormenlc terminados por so-
cos duplos : sao estos socos collocados om posi-
co horisontal que cortam a Ierra e as raizes,
limpar.do assim o ampo das ms horras e arao-
lecendo-o.
Esles dois instrumentos podem ser do grande
simplicidade, e por conseguinte do um prego pou-
co elevado ; mas esses instrumentos demasiada-
mente simples sao lambem por extremo imper-
felos, c fazem ou um trabalho pouco regular, ou
pouco profundo.
Tem-se diligenciado obter quo estes instru-
mentos facara um trabalho serapre regulare cora
urna profundidade variavel, segundo as necessi-
dades da cultura que so quer eraprenhender; pa-
ra isto invcnlaram-se reguladores, que lodos
consislom n'um jogo de alavancas, por meio djs
quacs se conseguo dar ao trabalho dos instru-
mentos do ingleze ha ainda outro aperfeigoamento
importante, pelo qual o mesmo instrumento po-
de exercer as funeges a profundidade conveni-
ente. Nos instrumentos escarificador e do extir-
pador. Descrevendo era poucas palavras o sfici-
adorou cultivador doSi.Coleman, que co mais
lerfeitodos que exis'cm, farei melhor perceber
o que fica dito.
O cultivador do Sr. Coleman 6. um enrgico
instrumento todo construido de ferro forjado. A
armaco em que se implantara os denles, que na
parto posterior apoia sobre duas rodase na ante-
rior sobre urna, tem mobilidade, isto pode des-
cer ou subir, de modo que os denles se cravam
na Ierra ou licam intoiramente fura della. Estes
movimentos so-lhe dados por meio de urna ala-
vanca quo se movo entre dois arcos do circulo,
nos quaes se podo fixar por meio do una peque-
a peca de ferro que passa nos furos que ha nos
dois semi-circulos. Os denles ligam-se cora o
corpo do instrumento entrando cm olhacs bas-
tantes largos, e sendo ahi xados por meio de
cavilhas do ferro curvadas para diante, bastante
grossas c fortes para vencercm as resistencias
que se Ihes oppo quando abrem a Ierra : estos
denlos termiuam em pona, c nesta que so
metiera ou semi-cones-agudos de atestas cortan-
tes, quando se quer fazer trabalhar o instrumen-
to como escarificador, ou socos largos quando so
quer fazer operar como extirpador.
Estes instrumentos inglezes teem claramente
as vantagens sobre os outros do niesmo genero
que so construem gcralmente em Franca, ou
mesmo entre nos, onde al hoje ellos sao "muito
pouco usados, ou antes quasi desconhecidos de
lodos os lavradores que nao compulsara os livros,
pida, vivissima, bella cm extremo, quo se dif-
uudia de urna a oulra raia da cidade. A luz cla-
rissima do gaz lelomperava-se n'essa illuviao
quasi infinita de luzes, cada qual mais ampia,
mais plena, mais inspirada o suave, que reran-
giam sem igual n'um prisma da mais seductora
variodado.
Quofaxiao povocnlo? Quo faziam todos?
Contara em tropel os habitamos da cidade ; as
ondas do povo aectimularam-se, desfaziam-se,
lornavam a redemoinhar, impellidas por um gran-
de pensamento, para muilos lugares onde as ho-
menagens c os tribntoa do amor Mouarchia sc
doixvam observar om toda a sua magostado.
No espaeoso campo do paco imperial a aUluen-
cit ora prodigiosa : e apenas SS. MM. assomaram
a urna das varaudas d'esse sumpluoso aposento,
essas mullidnos compactas, frvidas do enthu-
siasmo, inspiradas pelo fog'o sagrado da liberda-
de, ronperam cm vivas estrepitosos, cm applau-
sos frenticos, era signaes do nexpnmivel con-
i lontamenlo. Foi ura movinicnlo de muitas horas
1 consecutivas ; e quando, aps ossos rasgos de
solomnissimo jubilo e do popularissinio airelo,
d estila va m lodos pelas ruasjda cid )e, ao sora
dos instrumentos msicos que nta; os excita-
ran) os bros, via-se que os momi. tos levan-
lados pela arte nos diversos bairro. chamavam
rresistivolniente um sem numero (K apreciado-
res e de espectadores de toda a ctasse e do todas
as condicocs.
As fregttezias da cidade, rivalisando em pbli-
cos teslemunhos do amor o reneracao ao Monar-
j cha, ostentaran n'cssas primorosas ronstrucedes
I lodo o mimo, luxo c elegancia que a feslividade o
o objecto exiga.
Dcscrevl-'as fra desnecossario, quando lodos
; as contcmplavam de porto, quando sc falla a um
j povo, quo em todas ollas sedeixou estampar com
, todo o seu herosmo, com todo o seu valor, com
l todos os hrazes do sua gloria, com a copia de
; paginas e paginas intuirs do sua lo estupenda
historia. Se houveraiiios do parlicularisar algu-
mas d'orilre ellas, fal-'o-iaraos, sem pcrlouccs a
| um juizo definitivo, apontando a riquissim obra
d'arle elevada no largo da Boa-Vista, a que so
ra no arsenal do Marinba, o a da Lingocia. Na
primeira, precedida de um elegante arco, ha pri-
mor e pompa : a illuminaro de bello effeilo, e
o panorama que desenrola magnfico. Na se-
gunda renlca o brilho da forma o aprazivel dos
tragos c da estructura ; c no ultimo ha a rnais pu-
ra simplicidade reunida ao mais delicado goslo.
*
* #
O que se va, o que se adrairou n'aquelle da e
n'squella noile fra assumpto do sobra para en-
cher muilas paginas do summo nteresse quauto
a hislona pernambucana; e tanto mais o vera a
ser, quando sc reflecto que o mesmo movimento,
o mesmo impulso, as nicsnias imprcsses o os
tuesmos quadros lem (ido lugar em lodos os dias
c cm lodas as noiles scguiules co sempre rcenio-
rarcl 22 de novembro.
Occupem-se outros de acompanharcom a ima-
ginaco o o espirito essas lo agradareis c ins-
piradoras scenas, quo ahi se ho multiplicado a
todos os momentos com as constantes visitas de
i S. M. o Imperador a diversos cstabelr.cimeulos
pblicos, e com a sua Presenca e de Sua Augus-
ta Esposa em varios pontos da cidade. Acharo
ahi do sobra o vulto eminente do um Monarcha
perspicaz e numniamenteilluslrado, quo por sua
insigne pulidez e por seu porle insina!iro tem
caplivadu cada vez mais as attencos o o pasmo
do povo, o do publico em geral. Encontrarn ahi
muito rasgo de generosidade e de patriotismo
superior a todo o elogio ; muilo acto de piedade
c de ternura ; muito indicio do prosperidade c de
amplissimos bons para todo o paiz. Dcscobri-
ro em ludo um Imperador, quo sabe sor cida-
do e amigo do povo, um povo que sabe amar e
respelar seu imperador: tima Impcratriz que
um Anjo de candera, um thesourode virtudes,
um arrimo da pobreza, urna Desvelada Hi dos
brasileos. Vero nesses passos firmes, que opri-
moiro Magistrado do paiz vai seguindo nesta pro-
vincia, um presagio felicissimo para gloria aitidas
mais vivase permanentes, na succcsso dos lem-
pos que nao de vir mais tarde : um quasi ant-
eoslo do delicias supremas para este povo no-
bre, que ainda se lembra com saudade C venera-
cao dos celebres Malinas do Albuquerque, Barre-
to, Vieira, Camaro, Nogucros o Dias.
Falla-nos lempo e espaco para lano : urgeni
as horas do liabalho: um brerissimo repositorio
de tantas coisas de superior quilate, sol) arela-
cao moral e poltica, seria sempre dofeiluoso
tem-no, estudem-no, e digam depois sc a Mona;
chia ou nao o governo que nos comvem,
nosso Monarcha ou nao Soberano mais popul*.
cm todo mundo.
Que prova mais aulhonlica '.'...
D-a o Imperador ao povo c esto Iba recc.a ,
respondendo-lhe com sem igual dedicago.
Sae aquclle unta vez do pago: 6 noile. Lo
minha a p, vai no meio de milhros c milharc-
de vassallos seus : todo Pcrnambuco, por as-
sim dizer-mos o que o acompanha nosta ligress
admirarcl. Pcrcorrc assim todos os pontos d..
cidade, cercam-no, coraprimem-no, qu isi as tur
bas quo o acorapanhaui: derrama-so por loda-
essas ondas do povo urna vivacissraa sccntelha di
patriotismo, anida mais forte e invencivel eslo
do que nunca : os brados sao unsonos ness'
mar mmonso de tantas cabegas, de Untos pen
smenlos ; c os brados, e os pensameutos e a-
cabecas que se levantam alli obedecom a nm *
homem, porque obedecom a un s priitcipi
Volla 0 Imperador, o com ello lodos c csse Ir,,
jeclo um novo brazo de boma imperecive',
aborto no livre amigo e sempre novo da liberd.
do o das glorias patrias.
Ainda se nao \iu to raro cxemplo de lc r.
rissima conlianc.a e dedicago! Em Monarcl.
cm meio de um povo, to "s, to seguro de .-
mesmo e dos seus Cois subditos, espertacub
virgem nc historia, dadas as condicoes espe-iae-
do paiz e das popnlacos que o lu'uilam. N'ou
tras eras seria isto um porteuto, um quasi m
lagre: boje c acillirao pata ura soberano que tab
ser Cidado, c para um povo que sabe ser livn
Mas preciso que esse Imperador se chano
, ---------->-------- !* -V.V.I.UUSU mu;? u |iit'i,i9u uuc csse iiupurauor se cuan.'
petenhamos-nos, pois, em alguns dos mui- Pedro Segundo, o que esse povo i.-ulu Wios
s
tos pormenores dessa to importante scena, quo
a \ sita do Cesar Brasileiro viu abrir cora lauto
primor nesl.i bella parte do seu dilatado im-
perio.
Em quanto outros o rio observar, subindo como
pMlosopho e historiador, os pittorescos Guarara-
pes ; interrogando a cada passo os monumentos e
as Iradicces populares; examinando asinscrp-
coes e as legendas patrias ; demrenlos olhos e
alma om oulros quadros mais para ver e para
sentir.
Ha em toda essa longa serie do fados e do suc-
cessos, que sao j um brilliaritissimo poema por
si mesnios, dois bem nolaveis o dignos do mais
religioso reparo.
A ollera simples, mas eminentemente signifi-
cativa, que os pescadores de Forado Portas o de
S. Jos nao duvidaram fazer a SS. MM., lcvando-
llics peixes n'uma jangada que conduziam por
Ierra, acto do to intima suavidade.de to ele-
vada pltilusodhia, do to doce e superior sent-
monto, que nenhuma e.xpresso o poder bem
dcscrevor.
Que pensamento alio o dessa genio pobre, to
rudo, e que nao pode nem quer ler aspirage*
de certa ordem Que belleza moral nao ha nes-
sc proceder lo novo, lo galhardo e lo desper-
tador de inspirares extraordinarias ?!
Coracntal-u seria fazl-o depreciado: medi-
a dignidade ea ttobreza de sonlimenlosdo pov<
pernanbucano.
O Monarcha deste modo deu ao povo a mai.
pro\ a de que nelle confia ; c o povo que o quer t
o ama de coraco mostrou que sobe corresponde!
nabilavol conlianca do Monarcha.
Venturoso o paiz que regido por um Sobei,
no to popular! Venturoso o Sabio Soberan
que sc dedica lo do veras ao scu paiz.
Ainda nesta parte, c cera muilo mais mi
quacs seriara os commeutarios a fazer?
Ilespouda-o a historia, quaudo vior por .
vez : agora dil-o de sobra o fado por si su.
Taes scenas sao indiscripliveis : Senlc-se o qu.
ha de supremo em todas ellas, mas i.o ha ru
der copia-lis.
S Dos sabe quanto valora espectculos de-
les ; mas o povo tambempor seu proprio iuslim
lo c natural philosophia, os pode e os sab.
apreciar.
T. D
p*hvt*p. di: *i i; ukiahi- :

>
s
wm.