Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08902

Full Text
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I
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>
I
iHHO XXX?. aPMEEO 276.
Por tres mezes adiantados 50O0.
Por Ires mezes vencidos 6$Q00.
FEIBi 2 JEJIZEIBRQ BE 1859.
Por auno adiautado 19$000.
Porte franco para o subscripior.
EXCARREGADOS DA 81 B5CRIPCAO DO NORTE.
Paralaba, o Sr. JooRodolpho Gomes; Natal,
o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaly, o Sr. A.
de Lomos Drag; Cear, o Sr. J. Jos do Olivcira
Maranhiio, o Sr. Manoel Jos Marti ns Ribeiro
Guimares ; Piauhy, o Sr. Joo Fe mandes de
Moraes Jnior ; Para, o Sr. J usm.* .. nomos;
Ama7onas,o Sr. Jeronymo da Costa.
PARTIDA DOS COnKElUs.
Onda todos os das as 9 1/2 horas dodia.
Iguarass, Goiauna e Parahiba as segundas o
sextas feiras.
S. Anta, Rezorros, Bonito, Caruar, Altinhoc
Garanlnins nas tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazarclh, Limoeiro, Orejo, Pcs-
queira, Jngazcira, Flores, Villa Helia, Boa-Vista,
Ouricury e Ex nas quarlas-feiras.
Cabo, Serinnem, Rio Formoso, Una, Rarreros,
Agua Preta, Pimenteiras c Natal quintas feiras.
(Iodos oscorreios parlen) as IQhoras da manha.)
AUDIENCIAS DOSTRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relaeo : tercas feiras e sabbados. -
Fazenda: tercas, quintas o sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quintas ao meiodia.
Dito de orphos : torras c sextas as 10 horas.
Primeira vara docivol: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel: quartas c sabbados ao
meio dia.
EPHKMRR1DES DO MEZ DE DEZEMBRO.
2 Ouarlo crescente as 11 horas oiU minutos da
manlia.
10 La cheia aos 53 minutos da manlia.
16 Quartominguante as 6 horas e 56minutos da
larde.
2 La nova as 3 horas e 27 minutos da ma-
nha.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeiro as 10 horas e 54 minutos da manha.
Segundo as 11 horas o 18 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
28 Seg. S. Gregorio III p.; s. Justina v. ni.
29 Tere. S. Saturnino m.; s. Illuroinata v.
30 Quart. S. Audr ap.; s. Trajano b.
1 Quiut. S.F.loi b. Novionense; s_Castriciano b.
2 Sext. (jejum.) S. Balbinav. m ; Cromado b.
3 Sab. (jejum.) S. Francisco Xavier aposto!".
4 Dom. 2." do advento. S. Radiara v. m.
ENCARREGADOS DA Sl'BSCRIPCO NO SU..
Alagoas, o Sr. Claudno Falco Das ; Rabia, o
Sr. Jos Harlins Abes ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martina.
ESI I'ERNAMDUCO.
O preprietario do diario Manoel Fisueiroa de
I Paria,na sua livraria braca da Independencia ns.
I6e8.
PARTE OFFICIAL
Ministerio no imperio.
Espediente do dia 14 de novembro de 1859.
3.a sceco.A' seccao dos negocios do impe-
rio do conselho de estado, sendo relator o Sr.
visconde do Abaet, para consultar sobre um
officio do presidente da provincia do Rio de Ja-
neiro, em que pede se Ihe declare se a disposi-
cao do decreto n. 842 de 19 de setembro de 1855
no 20 do arl. Io, que prohibe que cortos en-
pregados pblicos sejam eleilos raembros das
assoniblas provinciaes e deputudos ou senado-
res nos collegios dos dislriclos onde exercerem
jurisdiceao, importa a obrigaeao de pedirem an-
tecipadmentc exoneraeo dos seus empregos
.para se apresentarem eleico, pomlerando o
mesmo presidente a convenie'ncia de eslobele-
cer-se um prazo anterior eleico, dentro do
qual deva ser pedida c concedida* a demisso.
Cario, pelo feliz onniversano natalicio de Sua
Magostada o Imperador.O secretario do gover-
nofosa Denlo da Cunha Figucircdo Jnior.
COMANDO DAS ARMAS.
Quartel general do eoumianrlo das
armas de Pemnmbnco, na cida-
de do Recife, 1 de dc/enibro de
ORDKM DO DIA N. 324.
Resolvendo a presidencia, que os corpos da
guarda nacional do municipio do Recife, reun
dos aos do exercilo, formen) eni grande paraba rfiJncfad
verpool o Margarti Dcane, cora prucedencia da
Babia.
No dia 14 o Francos, deixou este mesmo porto
de Inglaterra com destino ao Cenia.
No dia 16 do corrente deixou a Rainha o pa-
lacio de Holyrood, na Escossia, com destino ao
norte do paiz de Galles, por onde S. M. fea urna
dgresso antes do seu regresso ao Castalio de
Windsor. O principe de Galles, herdeiro di co-
ra do Reino-Unido, acha-sej cm Oxford, onde
far seus cstudos superiores :
Mr. Rruce a pessoa que acompanhar Sua
Alteza Real durante a sua residencia naquella
"iversidadc. Diz-se que brevemente ser an-
Ministerio da justica.
Decreto n. 2,501 de 2 de novembro de 1859.
Desaucxu o termo do Pilar do das Alagoas c o
rene ao deAtalaia.
Ilei porbem decretar o seguinte :
Artigo nico. Fica desannexado o termo do Pi-
lar do de Alagoas e reunindo ao de Atalaia, na
provincia das Alagoas; revogadas as diaposicoes
em contrario.
Joao I.uslosa da Cunha Paranagu, do meu
conselho, ministro e secretario do estado dos
negocios da juslica, assim o tenha entendido o
faca oxccjaar.
Palacio da Bahia, aos 2 de novembro de 1S59,
38 da independencia cdo imperio.
Aviso de 14 de novembro de 1859.
Ministerio dos negocios da justica. Rio de Ja-
neiro, em 14 de novembro de 859.Illm. e
Exra. Sr.Consultando V. Exc. em seu officio
datado de 10 dc julho ultimo, se o servico da
guarda nacional deslacada devia ser datahado
pelo ofOcial da mesma guarda designado para
esse fim, ou se pelo sssislente do ajudante-ge-
neral do exercito nessa provincia ; tenho de sig-
nificar a V. Exc., para seu conhecimento, que
semelhanle duvida se acha rrsolvida pelo aviso
no dia 2 dezembro, em applauso do anniversario
natalicio de Sua Magestade o Imperador, deter-
mina o lenle general commandanle das armas,
que urna diviso sob seu commando, composta
de duas brigadas, poste-sc em linha no largo da
Ribeira na freguezia de S. Jos, s 3 horas da
larde do indicado dia.
A Ia brigada que sert composta do Io esqua-
dro de cnvallaria, da conipanhia de a: tilicos,
guarneceudo um parque de quatro bocas de
fogo ; c dos balalhes de infantarin da goaraa
nacional Io, 2o e 3o, lera porcommandante oSr.
coronel Domingos Allonso Nery Ferreira.
A 2'' bngida, que ser composta do S esqua-
dro de cavallaria, dos hatalhes de infanlaria
da guarda nacional 4o e 6", e do 10. da mesma
arma do exercito, ser commandada peloSr. co-
ronel graduado Hygino Jos Colho.
Aps a revisia do cosime, a diviso marchar
para o largo do paco imperial, aflu de dar as
descargas, e fazer as devidas continencias Sua
M agestado.
Servir de ajudanle general o Sr. coronel Den-
lo Jos Lanienha Lins, e de quailel-mestrc-ge-
neral o Sr. coronel Francisco Joaquim Pereira
Lobo.
Os Srs. officiacs dos corpos especiaos, c os
montados dos corpos movis do exercito que
nao marcharen) na linha, fnrmaro o cstado-
maiordo commandanle da divisan.
Os Srs, commandantesde brigada nomearoos
seus empregados d'enlre os Sis. oiliciaes dos res-
pectivos corpos.
Determina outrosim o mesmo tenento general
do ministerio da guerra de 28 de marco proxi- commandanle das armas, que todos os Sis. oili-
ciaes do exercilo. oda guarda nacional que ar-
mo findo, no qual se declarou que s autorida-
des militares de primeira linha compela someu-
te exigir forca para o servigo que deu lugar ao
destacamento, ficando o dclalhe da mesma forra
a cargo dos respectivos comraandantcs supe-
riores.
Dos guarde a V. Exc Joao Lustosa da Cu-
nha Paranagu.Se. presidente da provincia
de Minas-Geraes:.
ruma m.estej aro presentes no paco ao meio dia,
para assislirem ao cortejo, que lera lugar .uma
hora.
As brigadas iro convenientemente menciona-
das, deveiido o parque d'arlilharia estar piepara-
do para executar una salva de 21 tiros.
As msicas dos corpos de linha c as da guarda
nacional que arrumam se acharo opportunamen-
le no paco para tocar no acto do cortejo. As de li-
nha locaro em frente do mesmo paro, alm do
rccolher como esldetcriuinaJo, a lvorada do
EXTERIOR.
Ministerio da marinha.
Expediente do dia 5 de outubrode 1859.
A' presidencia da Bahia, declarando que os I dia 2.
vencimentos c vantagens do commandanle da Assignado.Jos Joaquim Coelho.
companhia de aprendizes menores do respectivo ConformeHoracio de Gusmo Coelho, alferes
VSen jdc ma.nnha devem ser os de comman- ajudanle de ordens do commando.
dante do navio de guerra, abonando-se as co-'___________
medorias pela tabella antiga. nos termos da ob-
-*ervajao 6a da do 15 de abril de 1854, como se
pralfea acerca da CODin>andanU> da companhia
de aprendizes niarinheiros da mesma provincia
em virtude do arl. 36 do regulamenlo a que sel
refere o decreto n. 1,517 do 4 de Janeiro de 1855.
No mesmo sentido presidencia de Pcrnarabu-
co.Comnninicou-se ao Sr. ministro da fazen-
da, ao conselho naval c a contadoria.
15
4' presidencia do Cear.Nao sendo fcil en-
contrar ncsla corte actualmente um engenheiro
hydraulico que se presle a ir com brevidade
provincia do Maranhao, como se faz necessario,
afim de proceder a um minucioso examo nas
ebras que se estao fazendo na ilha de Santa An-
na no intuito de preserva-la da continua inva-
so do mar, e evitar que seja destruido o pha-
rol qua alli existe, lembrei-me de encarregar
dessa commisso ao engenheiro P. F. Berthol,
que se acha ao servico da provincia : devendo
V. Exc, nocsode prestar-se a esse Irabalho o
mencionado engenheiro, marcar-lhe urna grati-
ficado razoavel, quclhe mandar abonar, dando
^dc ludo parle esta secretaria de estado.
cohiu:?>io:\2)s:\cias na diabio
de pi:k\amiuco. ^r
Londres, 29 de outlibro.
No dia 1 do prximo futuro mez sesnir de
Milford para o Brasil, com escala por Lisboa e
oulros povtos, o vapor Portugal, que espero ser
o portador desla carta. Ksle paquete c o segundo
da nova linha Anglo-Luso-rtrasileira, sendo da
mesma forca e arqueaco do Milford que dahi
parti de mencionado* porto de Inglaterra no
principio do corrente mez; creio que a compa-
nhia possue j um tereciro que devora seguir
com a mala do primeiro de dezembro prximo.
O paquete Portugal largar de Lisboa no dio
8 de novembro; e por isso nao levar grande
vanlagem sobre o vapor da companhia real de
paquetes que de Soulhimpton sahir para o Bra-
sil, entretanto quiz enviar por esta mala algumas
noticias, na esperanca de que ahi chegaro com
anlecipaeao s que communicare pelo paquete
de 9 de novembro.
Previno a V. Exc. de que muito convm que j No mca,, d"3lr r
o engenheiro Berlhot siga para o Maranhao com 'c
a possivel brevidade, deveudo guiar-so para o I
desempenho da commisso de quovai incumb- '
do, pelas inslrucees que lhe dr o presidente;
daquella provincia.
A' presidencia do Maranhao.Nesla data i
dirijo ao presidente do Cear, encarregando-o do
fazer seguir para essa provincia com a possivel
brevidade o engenheiro hydraulico P. F. Bcr-
thot, afim de examinar as"obras que se eslo
conslruindo na ilha de Santa Auna, no intuito
de preserva-la da continua invasao do mar, o
evitar que sej destruido o pharol que alli existe.
Fazendo esta communicac,o a V. Exc. cum-
prc-nio preycni-lo de que o referido engenheiro
devo nao s interpor o scu parecer sobre a uti-
Iidade daquellas obras, como proceder s neces- | |.uni?n
sanas investigacoes para informar a esta secrc-'
taria de estado sobre os seguintes pontos :
Io, se o pharol de Sania Anua ficar resguar-
dado das invasocs do mar com as obras de segu-
ranra^que so eslo conslruindo, ou se ser pre-
ciso anda fazer oulras, devendo nesle caso aprc-
: enlar o plano e orramcnlo das obras neces-
sarias.
2o, se nao ser prefervcl construir um novo
pharol em outro ponto, ou collocar no mesmo
lugar um pharol de parafuzo, segundo o model-
lo junto.
Para que possa o referido engenheiro execu-
tar com brevidade a commisso de que vai in-
cumbido, e qual ligo grande importancia, de-
vora V Exc. preslar-lhe todos os recursos de
que necessitar.
Ministerio da guerra.
Expediente do dia de novembro de 1859.
reuniao
accionistas da estrada de fe'ro do Recife, e
nessa occasio deu a directora conla da sua ge-
rencia no decurso dos 6 ltimos mezes. Segundo
o rclatorio que enlo apresentou a directora
as obras da segunda seceo da estrada devero
estar concluidas at o iim do presente anuo,
o brevemente eslaro tambem promptos os
(rabalhos preparatorios da lerceira e quarta
scceo da mesma estrada. V-so do mesmo do-
cuinento que o trafico leal augmentado na linha
que j est abcrla ; e ao msnio lempo que i
directora espera obtersem demora aulorisacao
do governo imperial paraconlrahir, sob garanda
do mesmo governo, um empreslinio de auatro-
centas mil libras, que devero ser applicadas ao
andamento das obras da estrada: a directora
deu a entender que este expediente leria j sido
a elTeito, se nfui fora a clise ministerial
ha pouco occorrida no Rio de Janeiro. Apezar
poim, dessa perspectiva apparenlemenle feliz,
os directores quereudo lancar fora de si a res-
ponsabilidade da dcprcciaeo em que os fundos
da empresa se acham no mercado, asseveraram
quo pela Ma paite leera procurado sempre a
prospendale da companhia, deixando por este
modo suppor que as causas que possam ter des-
acreditado a empresa procedam do governo im-
perial !
Asaccocs desta companhia continua m a des-
cont no mercado desta piara, tifiando a .' 2 3('
c S6 2 1/4 por cada titulo, que representa boje
13 dc entrada. O descont r
Babia de SB 1 1/8 a 7 8
aeco & 5 de entrada. ; do presumir que a de-
preciarlo destas ultimas accoes proceda da des-
confianca que uestes derraileiros tempe> parece
existir a respeilo das nossas estradis de forro
pelos embarazos em que.se lom achado a diroc-
o nas dA empresa da
representando cada
Ao presidente do Cear, declarando em res- loria da empresa do Kocifo porgue a nao pro-
posla ao seu officio de 20 do mez prximo pie- | ceder disto ludo mais deveria ser favoravel a em-
Unto, que as conveniencias do servico publico presa da Bahia. visto a regularidadee o progres-
cxigem que se facara effeclivas as disposices i so em que rao as obras desla estrada. Lamento
da circular de 22 de setembro do correnle anno,
que manda recolher capital a forca de linha
clsseminada pelo interior da provincia, e indi-
cando par esse fim os meios de remover os
obstculos que apona. Cnsislem csses meios
em substituir os destacrnentos de linha pela
polica c pela guarda nacional em urna ou oulra
emergencia passageira, e em ultimo case cm
chamara destacamento ornis restricto numero
de veras semelhanle estado de cousas, porque,
vejo nsto um grande embaraco para o rpido
des.'iivolvimento das vias frreas no nnsso pai/,
allendendo a que carecemos absolutamente dos
capilacs iuglczes para a multiplicarlo ue empre-
sas dessa natoreza.
Os consolidados inglezes ficam a 96, 96 12 e
97. Os 3 /0 franeczes n 69 fr. 40 c.
Os nossos fundos pblicos de 5 0 a 102 ; c os
-- I *. ....jt.U |fU)MtVV1 uv i
r.islcro da guerra. Adoptadas 'estas medidas,
poder-se-ha lenlamenle ir procedendo execu-
cao da referida circular, sem que dahi resulte
a infraeco das ordens prohibindo ou rcstringm-
do os destacamentos dc guarda nacional, pois
6 obvio que nao podem essas ordens abranger
as hypotheses em que se derem circumslancias
do previstas. E tanto mais fcil c applicacao
destes meios quanto, contando o meio batallio
Os sardos de 5 u/0 a 86; os iespanhoes 3 ,
1 i e os chilenos de 6 % a 103.
0 algodao de Periiambuco e Maranhao tem
sido vendido no mercado de Liverpool a 71/2 d.
8 d. e 9 0. por 1$ segundo a qualidade ; a pro-
cura deste genero tem sido grande nesla uliinia
semana, c conserva-se Qrme.
Os preeos dos nossos principaes productos
venda nos mercados deste paiz nao sotl'icrain
da provincia cerca do 400 praeas effeclivas, tem allerarao notavel ilepois da ltima caria que pa-
orca suguramenle sufficiente para guarnecer a ra ahi escrevi. No ilincing lae realisaram-se
capital, c podc-sc porlanto dispensar a polica nesla ultima semana vendas de algumas carre-
eui beneficio daseguraneado interior c cm ali- garOes dc nosso assucar para reexpoitaco.
vio da guarda nacional. _, ,. "
De Pe nambuco chegou no da 10 do corrente
o nas cmaras ueste Reino o projecto dc
casamento deste princepc com urna sobrnjia de
Et-re da Prussia. O prncepe Herdeiro conla a-
1 penas 18 annos de idade.
Uina participarlo lelegraphica de Manchesler,
dc 20 do corrente, annunciou para aquique nes-
se dia o principe Napoleo vistarra as fabricas
e manufacturas dessa cidade, e que logo depois
embarcou para Franca.
Foi finalmente ass'igna da a paz em Zurich en-
tre a Franca^c a Austria no dia 17 do correnle ;
assim o annunciou o Monitor Francei daquelle
dia, e parece ser geralmcnle acreditado no mun-
do poltico. Mas da redacto desta declaracao
doduz-se que o tratado limita-sc a sancciona'r a
ccsso da Lombardia.
A Sardcnha nao figura ainda romo signatario
do tralado; e conseguintementc nenlium fado
que inmediatamente lhe respeite pode ter
sido assentado, a nao ser a cessoda Lom-
bardia, sanecionada por aquellas duas potencias
A divida lombarda, que era um dos pontos que
alguns jornaes suppunham um negocio j resol-
vido, v-se que um assumpto para ulterior so-
luco. Sendo ella una obrigaeao que a Sarde-
nha lera de conlrahir, indispr.savcl que pela
sua parte assgnc o tratado. Applicando osle
raciocinio s questoes que o estado actual da Ita-
lia suscita, nao podem estas ter sido resolvidas
pelo tratado assignado cm Zuich : e pois um
congresso curapeu reputado geralmcnle inds-
pensavel. A imprensa ingleza, porui, nao er
na convocaeao delle, o que todava nao inipede
de ser gcrlmente annunciada a organisarao do
mesmo, que segundo se affirma ser com'posto,
alm das milico grandes potencias, de oilo secun-
dariosIsto dos Estados Pontificios, de a-
ples, da Toscana, do Pimonte. dallespanha.da
Sueca, da Dinamarca e Poitugal.
A Inglaterra, pelos seus ministros e pelas so-
lemnes declaraees da imprensa, faz depender
a sua participarlo no congresso de condieocs. O
Morntng Herald est de perfeilo accordo" com os
jornaes liberaos, c o Morninj Post c o Observer
renowra enrgicamente as anleriores declaraees
dos ministros. O Morning Post sobreludo 'ex-
plicito : seria bcro mo, diz elle, que o nosso
governo participasse de deliberacoes que pode-
riam mesmo.ter em resultado o rcslabelecimento
parcial das lyrannias que, a nosso,s olhos, foran
solemne e justamente abolidas. preciso antes
de ludo que o fim do congresso seja claramente
definido ; mas com o que antecipadamente co-
uhecemos da disposicao de governos taes como o
da Austria e Roma.' do presumir quo nao se
deve esperar demasiado das negociaeoss preli-
minaes indispensaveis.
Urna parte lelegraphica de Zurich annunciou
ha das que no prazo de tres semanas da dala do
tratado entre a Franca e a Austria ser elle per-
mutado pelos respectivos plenipotenciarios. A-
crescenta essa mesma partteipaco que as ques-
toes, que devem ser resolvidas no congresso, sao
a do restabelccimento do duque da Toscana, a
da Romana ou das Legaces pontificias, e a da
annexaeo do Parma c "Modena ao Pimonte.
Diz-se que o Grao-Duque vollar a Florenr-a,
dando urna conslituico liberal ; que melado do
Ducado de Parma se'dar ao Pimonte, e a outra
metade duqueza, bem como Modena. O duque
de Modena receber iudemnisaeoes pecunia-
rias.
Damorbida, ministro dos negocios estrangei-
ros da Sardenha, chegou a esta capital. Julga-
se que decidir o gabinete inglcz. a assslslir ao
congresso.
Na manha de 21 do correnle leve o conde de
Cblloredo, um dos plenipotenciarios Austracos
em Zurich, um ataque apopltico, do qual pare-
ce nao poder salvar-se. Aquclle diplmala re-
sidi alguns annos nesta corle na qualidade de
enviado de Vienna.
Naticias de Hong-Kong de 25 de agosto, c de
13 de Shang-Hai, dizem ser critica a siluaco
dos europeus c particularmente dos lnglezes'na
China. As forras inglezas rontinuavam sempre
nas visinhanras de Shana-Hai. As tropas Fran-
cezas da Cochinchina deviain reunir-se s tropas
Inglezas, que as esperavam para atacar os fortes
de Pei-ho.
Entretanto noticias dc Rombaim de 27 do se-
tembro aununciam que o governo de Pekn se
acha disposto a receber os niiuislros de Franca e
de Inglaterra ; apezar disto porem sahem para
alli numerosas forras das duas narocs.
Asconimunica.-Oes da India s pouco favo-
raveis. AVagcrs"eslava cm completa insurrei-
eao.
Por parlicipaeOos fclegraphicas do Parma c
Marselha consta" que naquella primeira cidude
continuain sendo presos niuitos individuos cum-
plices no allentado de 5 do corrente. A instruc-
eo do processo progride com actividade. A mu-
nicipalidade mandou demolir a columna sobre a
qual estcvi' exposta a cabrea do coronel An-
vili.
As ultimas correspondencias de aples afTir-
mam que o exercilo, que est actualmente reu-
nido nas fronleiras, se compe de 30.000 mil
liorocns. Parece que o Rci ir niuilo brevemen-
le passar revista a essas tropas.
Foram condemnados morte os principaes
chefes da conspiraeo contra a vida do Sullo ;
esperava-se iiorm o perdo, ainda que o lingua-
gem spera de Hussim-Pach, nas suas declara-
ees faziareceiar um novo complot.
Finalmente a declaraeo do guerra a Maocos
pela Hespanha parece ser um facto consuinma-
do. Os jornaes desla capital publicaram que.no
dia 21 do correnle o presidente do conselho de
ministros de S. M. Catholica declatou na cma-
ra, no ;nein_do mais solemne silencio, que s a
guerra poderia salvar a honra nacional da Hes-
panha. O mesmo ministro ocenpou-se depois
ero dar explicarnos acerca das ncgociaees diplo-
mticas, e em referir minuciosamente as propos-
tas feilas ao governo de Marrpcos e as sasfaees
que o de Hespanha lhe exiga.
A proposta de declaraeo de guerra foi appro-
vada por unanimidade.scudo andadatanto pelos
deputados do governo como pelos da opposieo
com gritos deviva a Rainna !
Parece que o conde de Lucena, presidente do
conselho de ministros, assumir o commando em
chefe das tropas da expedico. O general O'Don-
ncl, diz un jornal Hcspanhol, pdr-se-ha testa
de cora mil boraens, licando, para guarnicao das
provincias hespanholas.os sessenta mil restantes
que compe a totaliJade da forra permanente do
exercilo para o anno de 186!),pedida ultinianioute
pelo governo.
lemnemeiile Inglaterra que se absteri de quaes-
quer conquistas cm frica que o gabinete bri-
tannico far retirar de Madrid a seu represen-
tanle.
Por noticias lelegraphicas do Marselha consta
que o Imperador de Marrocos derrotou um dos
chefes das tribus revoltosas. Sua Magcsladc,
quando partirara as ultimas noticias, esla-
va em Mequinez, e antes disso decretou a li-
berdade de corrjmcrcio em todos os seus domi-
nios.
O general Marlimprey, enmmandante em che-
fo das forcas francezas em Algor, devia comecar
brevemente um ataque contra os marroquinos ;
de crr que esse generaf combinar suas opera-
cescom o general hespanhol, logo que ambos
se achem cm campanha.
As correspondencias de Nova-York annunciam
que o gabinele de Washington intimara Mr.
Ward, seu plenipotenciario em Pekn,, para que
guardasse a mais slricta neulralidade na guerra
que vai romper entre a China de urna parte o a
Inglaterra e a Franca da outra.
Pars, 9 de novembro de isr.i)
A quesio italiana continua a ser o negocio
mais embarazoso de quantos oceupam presente-
mente a atlnrao da Europa. Se as cousas se
nao considerassem sean pelo lado da enibu-
zilhada inigmalica da poltica, nao teriam ellas
dado um passo. O imperador Napoleo suslen-
tou os seus compromissos de Villa-franca ; no
dia 17 de ouiubro o sau ministro assignou cm
Zurich nm tractadopuro e simplesnienle confir-
mativo dos preliminaresaccordados no da 11 de
julho, e se ainda tlcou por decidir a applicacao
das clausulas essenciaesdesse documento de paz,
foi por causa das insuperaveis difficuldades que
oHorccem.
E' apenas um comeco e nao um ijm de nego-
ciaees, mais antes una coniplicaro do que
um despacho, urna intil troca deassignalu-
ras, que nao attinge ao fim que se tove em vista,
que nao conseguc aplainar os embarceos prove-
nientes da guerra o que nao satisfaz as necessi-
dados legitimas dos povos.
Veneza fica ainda un podar da "Austria, a qual,
se perde a Lombardia. conserva nao obstante as
duas pracas fortes dc l'cschiera e de Manlua, quc-
lhe permittiro, dado o primeiro rompimenlo,
apossar-se instantneamente do territorio aban-
donado.
Sao conservados os direitos dos duques acon-
selhar-se-ha ao papi que realse certas reformas
(ha 30 annos que 8 lhe d este conselho); for-
mar-sc-haunia coufederacao italiana, na qual o
imperador da Austria o gro-duque da Venezia
ter em seu favor os duques, o papa e o rei de
aples, ter finalmente todos por si, menos o
Pimonte que ficar solado e entregue aos seus j
proprios recursos.
Singuen] poder ver em ludo isto a
dencia da Italia ; nao se atiende absoli
nada aos fados consumados em Florenca, em
Parma. em Modena e em Rolonha e aos que se
medilam om Veneza. Ainda o repito: esta paz
apenas urna tregua e seria impossivel deixar
as cousas ueste estado, isto deve tecessaria-
mente teri inar por um congresso.
Ante a e^ftitualidade da convocaeao de um
conselho europeu, as potencias do Norte, que se
nao acham ^pmpromeltdas nas negociares pas-
sadas, maufcslarara tendencias a urna polilca
muito mais syiupathica nacionalidade italiana,
e isto foi parle para que o proprio Napoleo III
se moslrasso logo dsposlo a diminuir o sacrili-
Eis-aqui a historia desse desastroso acn lea-
ment :
No tempo em que viva o duque de Parma,
que foi assassinado na capil.il de sens estados, o
conde Anviti era seu fiel servidor, c nunca en-
controu escrpulos para dar proras de dedicaco
a seu amo
Cm da, indo o duque de Parma ao thealro ou
aopasseio, deparou alli com una linda moja, da
qual ficou apaixonado.
Logo que vnllou a palacio, confiou o segredo
de sua nova paixao ao coronel onde Anvii, o
qual sem mais demora conseguo viva forga
roubar da casa paterna a joven Cazini c a condu-
zio a seu amo. apesar de tola a resistencia.
A joven Cazini linha dous irmos. O duque
foi assassinado, sem quo ninguera ousasse punir
o altenlado, quo se sabia ter sido un aclo de
vinganra.
Urna tentativa de mort, operada, algum lem-
po depois, contra a pessoa do coronel, deu cau-
sa a que um dos irmos da joven Cazini fosse
preso, entregue a urna coramissj militar, con-
demnado e executado, nao obstante um placel
dos juizes dirigido duqueza
O segundo dos irmos linha urna dupla vin-
ganca que exercer, e tinha jurado de punir o
coronel, a quem a duqueza, por causa de sua ex-
trema impopulaiidade e para livrar dos perigos
que corra, tinha julgado conveniente cinpregar
em Placcnca.
Finalmente, no da 5 de oulubro, munido de
um passaporte noniificil c de urna avulla.la
sonima de dinheiro. apresentou-se o coronel An-
viti em Parma disfarcado no intuito de provocar
um movimento de reaceo.
Casini o reconheceu logo, c ceg de colera le-
ve a deploravel lembranea de o indicar a mul-
lido.
O ex-presidenle da commisso militar do du-
cado quiz suldrahir-se s vistas do povo, que
alias o aeompanhava, refugiando-se em um cor-
] po de guarda, a nina legua de distancia da ci-
dadella om que as tropas se acham aquarto-
ladas.
Hara ah apenas 4 ou 5 carabineiros, que
fizeram heroicos mas impotentes esfoiros para
proteger ao desgraeado coronel; e antes que
Ibes chegasse reforco, o povo enfurecido forea
as portas, arranca-o do poder dos carabineiros,
e a tiros de pistola e a facadas o arrasta at um
caf, onde lhe corla a cabeca, que exposta na
praca publica com grande illuminag&o.
Felizmente as autoridades conseguiram res-
labelccer n^sse mesmo dia a ordem perturbada
por aquclle acontecimiento.
O dictador Fasini, que se achava auseole,
chegou de prompto, nrocedeu logo a um enr-
gico desarmamento, priso de unas cincoenta
pessoas compromettidas, e destiluieo de al-
guns funecionarios. Do processo resulta, quo li-

indeoen "'la ',av''ao (ia parle do coronel urna conspirarn
utinieiiie Feacci0narin 'Iuo lodavia nao impedio que a
^ Jttlica contnuasse a cumprir o seu dever.
A parte que tomaram os romanhocs no movi-
menlo da Italia central, tem continuado a provo-
car as iras do orbe calholico ; conlinua-se a
gritar que um sacrilegio, ".como se a integrida-
de de um reino que nao taz parle desse orbe dc-
vesse estar necessariamente ligada posse da-
qnillo, que o proprio reverendo padre Ventura
diz a Po IX ser um punhado de torra. Naoobs-
lanle os exoivos da corle de Roma, as Marchas,
a Ombra e at mesmo Roma receberam o cho-
que dos aconlecimentos da Romana. O conde
Della Minerva, embaixador do Pimonte em fio-
cio dos inleresses e do"s votos da pennsula ,1a- "lnr;odae,S,d/ dia fm ?H "lh os seus passa-
lica feito por elle Austria. Esla iiiodilicaeo de K" m,i f5^ hm' obJf'clod.c,mani estacoes,
suas ideias, manifestou-a elle em urna carta es- ;?\ { nod.l,,o S*T reprimidas pela mode-
niirn .,-. I ra-dn d0 general tiajon. commandanle em chefe
das toreas francezas. Ao partir do Roma, o con-
crpla a Vctor Emraanuel, em 20 de oulubro, na
qual, solicitando o concurso do rei do Pimonte,
lhe declara que a Franca contrahio compromis-
sos em Villa-franca, queso nao traa mais de
saberse nissofez bem ou mal neni de obligar
illuses c queixa? esteris:quo o deque se
trata agora, de alcancaros mais favoraveis re-
sultados pacilicaco da Italia e a tranquilidade
da F.uropa;que a* Franca j lemoseu eaminho
tracado
cenca sejam annexadas ao Piemonlc, Modena
cedida a duqueza dc Parma, Florenca entregue
ao grao Juque Fernando ; que. loda a" Italia seja
subinetlida a um rgimen sabiamente liberal :
que a Austria estabelera em Veneza urna re-
iresentaro, urna administradlo e un exercito
italianos, que reconhera Mantua e Peschicra
como fortalezas federae's; finalmente a consli-
tuico da independencia italiana se consolide por
urna confederaco inleiramente livre dc qual-
quer influencia estranha ; mas que nao podo ir
alm disto.
Para a realisaco deste novo programma seria
necessario obter da Anstra certas concesses que
al hoje se nao tem podido alcancar, c so a corlo
do Vienna persistir a este respeilo em suas pri-
de Della Minerva atravessou no meio de urna
\ multidao, a qual, obrgada a conservar-se silen-
i ciosa, desbarrTava-sce o seguia era cortejo. A
duas leguas do distancia, foi aceolhido pelos
membrosde algumas das melhoros familias, que
tinham tomado a dianleira das equipagens, para
saudar com loda a liberdade o hornera que ro-
que a sua inlenVo que Parma o Pa- R'^iwv".h?^"^ d tC?dS ? da ^a,\
u embaixador Ievou comsigo para lurim 20,000
cartas do visita que recebeu nos ltimos das do
sua estada em Roma. Depois de sua partida, o
embaixador da Franca teve em Caslel Condoli
longas c frequentes conferencias cora sua Sanli-
dade e com o cardeal Antonelli, expondo-lhes os
planos, segundo os quaes a Franca desojara que
o Papado entra-se cm um novo trilho ele pol-
tica.
Como echo desses acontecimcnlos de Roma, o
episcopado francez fez um violento protesto, lo-
mando o partido e defendendo a causa desse r-
gimen poltico que agonisa sob a prolecco das
armas da Franca sem poder escapar alternati-
va, ou de sucumbir era breve sob a propria Im-
potencia, ou de remoear-se por meio de umare-
meirasideias, o gabinete das Tulherias se achara forma ha infinito lempo protclada.
iniciramenlo lvre para levar a efteito suas pri- Occupa, pois, a allenco publica a fraeco da
e ullramonlana, que acaba
mitivas Inspiraces.
O rci Vctor Emmanuel, esperando pela ulti-
ma deciso da Franca, conserva-se inleiramente
fiel causa nacional". A resposta que dirigi a
Napoleo resume-se nislo :Seo mperaoor dos
franeczes se aclia olugado pela conveneo de
imprensa legliuusla
de obter um. placel sagrado para as su as theses
vilenlas. muito para senlir essa discusso
publica e quolidana, essa critica escandalosa da
imprensa, introduzida no dominio da autoridade
immulavel; essa declaraeo de que o movimento
Villa-franca, o re da Sardenha se acha compro- geral da Italia central inspirado pelo espirito
moltido pelo voto dos povos. Nao se tr.Ua pois demaggico c pelas peiores paixes revoluciona-
de saber somenle se as potencias podero che- rias ; esse anathema lancado sobre Vctor Em-
manuel como o ambicioso mais regular ; esse ap-
pello s armas feito aos principes catholicos pa
ra reconquistar as populaees reledos dos Esta-
dos da Igreja ; essas aectusaedese invectivas le-
las s escancaras ao proprio rYapoleao 111, ludo
produzio o seu efleito, e no da 11 de outubro.
alravessando o Imperador por Bordi'aux vndo de
l'ianilz para Saint Cloud, respondeu ao cardeal
arcebispo, orgo, a esle respeilo, do clero
francez :
Agradeeo a V. Exc. pelos sentmentos que
me acaba de manifestar; faz justica s minnas.
intences, sem desconheccr todava os obst-
culos que ellas encontrar.), e parece-me que
tem comprchenddo perfeitameute a sua alia
misso buscando anles fortalecer a sua con-
fianca do que espalhar inuleis temores. A;;ra-
deeo-vos, que vos lerdos recordado de minhas
palavras, por quanto Icnho a firme esperanca
de que una nova era de gloria se levantar pa-
ra a "Igreja no dia em que o mundo nteiro
compaitilhar a convceo que tenho de que o
poder temporal do sanio padre nao opposto
liberdade e a independencia da Italia. Nao
posso agora entrar nos desenvolvimientos que
demanda a urave quesio que locastes, e me
klimitarei a 1 imbrar q\: o governo que loruou
o collocar o sanio padre em seu tlirono, nao
deixari nunca de aconsellia-lo rom tolo o
respeilo e dedicaco a promover os seus inle-
resses ; mas elle teme com razio que as nossas
tropas evacen] a cidade de Roma, o que nao
pode tardar: porquanlo a Europa nao pode
eiinillir que sctnelhanlo occupaoo se pro-
indetindamente ; e quando o nosso
gar a reunir-se o a enlender-se em um congresso,
convem tambem saber sea Italia querer sub-
metter-se s decises do tribunal europeo. A
Italia nao um criminoso, n'oni um aecusado
que eateja na obrigaeao de submetter-se a sen-
leiii'aquo se proferase contra ella; ao contraro
tem" depositado a sua ultima esperanca sob a
salva-gaarda do sagrado principio de nao inter-
venco.
A llemanba continua aagitar-se, mormcnlc
nas regies austracas. O gabinete de Vienna
lenta anida de novo um cnsao de nnittismo e de
centralisaco para provocar o sentimenlo das
nacionalidade-. Ha grande descoutenlamenlo,
especialmenle na Hungra.
A abertura do isllimo de Suez, intcrronipida
por instigacOes da Inglaterra, vai oceupar a at-
ieneo do grande conselho da Europa.
A guerra entre a Hespanha e Marrocos um
fado consumado, eo marechal "O Donnell com-
mandanle do exercito expedicionario entra a
esla hora em campanha.
Dito isto, vollemos ao ponto em que se acha-
rara os negocios ao terminar a minha ultima
caria.
As populaees de loda a Dalia cenlral loen),
desde muito lempo, dado provas de urna sabedo-
ria, que poderia causar inveja aos povos mais<
familiarisados con) o rgimen liberal. Se o ulti-
mo verbo da sapiencia diplomtica chegasse tar-
de, nao era de crer que urna poltica interessa- <
da quizesso leva-las a algum extremo para ter
a occasio do dizor-lhcs que ellas sao incapnzes
de se governirr; q")*^* indignas da liberdade
que se Ibes pretende dar ?
Apesar dos milagros dc que capaz, a sabe-
doria dos povos pode ser comparada calma do
Ocano, que dcsapparece de quando em quando
nca e a
permit
\ longue
GOVERVO DA PROVI.\CI.\
4.a seccao.Secretaria do governo de Ter-
nambuco 1 de dezembro de 1859.S. Exc. o Sr.
prcsidenle da provincia, cornija s autoridades, Wilhilmina
e mais funecionarios pblicos para assislirem ao! (Irande.
Tc-Ueum, que no dia 2 de dezembro prximo o Bargeo, vndo tambera deste porto do impe-
vindouro, ao meio dio, lera lugar na igreja do : rio, chegou a Riistol a 10 : e n 8 entrn em l.i-
a Liverpool o na\io Cabelle, e para aquclle des-
tino seguio de Gravesend no dia 15 o Auna.
O Jlratio, procedente de Macei, entrou em
li/ Calkarina, procedente do Rio
ao sopro rigi das tempestades, e a pruder
loslili- : Justina impoe Europa o dever dc os faz
A noticia do prximo rompimenlo das hostili- : jnslina impoe Europa o dever do os fazer sabir
dades entre Marrocos e a Hespanha foi aqui mal dessa siluaeo anormal,
recebida ; porque a Inglaterra reca que dalli ti- m grande assassinato, commellido ultima-
re 0 gabinete de Madrid pretexto para largas con-1 mente em Parma, a este respeilo, una le ". >
exercilo se
9
retirar o que dexar ,-H
cas de arlilharia de Armstron?. Suppo-se que
no caso de o governo hespanhol nao declarar so-
e aiiaz de
si? a anarchia o reinado do terror? Sao ques-
toes estas, cuja importancia a ningucm enca-
pa. Mas atlendei bem que para resolve-Ias
presentemente era vez de appellar para as pai-
xcs ardenlos e perigosas, procurar com toda
a calma a verdade e rogar a Providencia que
esclareca os povos os res a respeilo do st'.;0
excrcicio dc seus direitos e sobro a exlensao de
E isto um aviso aquelles,
quistas cm frica, tanto mais que se julga existir j que deve aproveitar.
para esse fim urna allianca entro a Franca e a | Esse crime, que pareca primeira vista lor- seus deveres, etc.
Hespanha. O governo brtannco tem reunido I uar odiosa o causa da nacionalidade, nao passou, que pensam que para merecer o co absoluta-
em Gibraltar numerosas forcas navacsv e parala felizmente, de um fado solado, cuja puuico foi nienle necessario ter como um do<'ma de (' a ,.0-
tero expedido tambem grande quanlidade de pe- immcdialamenle exigida por lodos o Italianos, litica do cardeal Antonelli, e aquefles que seobs-
como se r. tratr-sse dc ura allentado contra o pa- tinam cm lludir-so com essa 'silua.-ai. precaria,
-.' um. i ,-i> essa Gceno polilico. con. esse pliantasma de
poder, ao qual necessario un exercito eslran-
geiro para se poder sustentar e para conservar os
seus subditos debai.xo de sua obediencia, gover-
no, cuja existencia est dependcnie das aguas
frame/.asou dos lees da Austria. Os impruden-
tes insistes] apezar de tudoem sua polmica, cu
g i i no, protestando o seu respeilo pelo patrimo-
nio de Sao Podro, e suppondo poder alcancar as-
sim ampias concesses para as insliluicoes do po-
der temporal, quiz por um tormo s Vas e pe-
rigosas discusses que se suscitara na imprensar
e paia snblrahir dessa polemiaa os aclos e a dig-
nidade do episcopado, prohibi a todos os jornae.s
a publicaco das circulares e mandamentos dos
renerareis prelados.
0 imperador deu au Hernia logo que chegou a
Saint Cloud : o Sr. Farini, depois da envatuia
de um memorndum annexaciouista s potencias
europeas, diiigio a Napoleo III orna deputac'u.
a cerca deste mesmo assumpto.
Vctor Emmanuel enviou-lhe tambem em de-
putaco o Sr. Damorbida, seu ministro dos ne-
gocios extrangeiros, para demonslrar-lho a ne-
cessidade de fazer sanar o oslado provisorio d;i
Dalia cenlral, nomeando o principe de Carignan
como regente dessas provincias, nomearo que (.
principe nao quer acceitar seno depois que o go-
verno francez approvar. Parmenses c piemou-
lezes sahiram todos salisfeitos do paco impeib!.
O Imperador declarou todava aos enviados lot-
anos e raodeoenses que elle se achava ligad >
pelos preliminares de Villa franca, qnc nao po-
da faltar palavra dada ; mas que podiam estar
cerlos de sua sympalhia pela causa da indepen-
dencia italiana.
Prelcndeu-se adiar una explicaco plausivel
esta contrjdicco, e se dsse: < Assignar a con-
lir:naeo pura e simples da palavra dada em
Villa franca, cumprir os compromissos feitos
com a Austria ; declarar que nao haver inter-
vengo armada das potencias, e contar rom o
valor que lero no correr do lempo os fados
consummados, c permanecer fiel s promessa*
f'.utas Italia. /> L discorrendo por esla guisa,
fazia-se circular a noticia da reunio do Con-
gresso europeu jiinctaraeiitc com a da assignatu-
la do Iractado de Zurich. Ha j um mez que se
agilou a questo de saber a quem seria deferida
a solueo do.-ie diificii problema do deslinos d.i
Italia, se s onzo potencias assgnatarias dos
Iractados de 1815, a saber:a Franca, a Ingla-
teira, a lussia, a Prussia, a Austria", a Sarde-
nha, a Hespanha, Portugal, aples, Roma e n
Suecia, ou, se somonte s cinco grandes poten-
cias, o nesse tempo a Franca, a Prussia e a Rus-
sia accoitavam essa jurisdieco superior, a Aus-
tria declinara della, declarando que nao seque-
ria submeller seno aos preliminares de Vil.i
franca; a Inglaterra quera que antes de ludo su
reconhecesse nas populaees da Italia o direilo
quaJinham do escolher um governo sua von-
laJe, e essas populaees finalmente repellam co-
mo impossivel a idea dc restaurar os soberanos
deposlos.
Entretanto os governos de Florencia, de Mode-
na e dc Parma, que cxwliam cm virtude dos tra-
tados do 1815, parece que nao podendo soflYer
nina aller.vao no direiio publico europeu sera a
inlerveneo de todas as potencias astenatarias
daquelles tratados, o a Europa s dexar de reu-
nir-se cm Congresso, se os negocios forera deci-
didos sem a ouvirem. Mas, se a Franca, que
empiegou a principio sem nenlium resultado as
vas dplomaiicas, nao quizesse fnterrir de om
modo maiseffeclivo, e se os italianos susteu-
tassem a sua silua-). qual seria o resultado
provavel ?
Quando os espirtos estavam mais preoecupa-
dos com estas retlexes, o Moniteur de 18 do
oulubro annunciou um primeiro facto da obra di-
plomatica, e o fez nas duas seguintes linhas:
O Iractado de paz entre a Franca e a Austria
foi boje assignado ,17 de oulubro' em Zusicii,
pelos prenepolencia'rios da Austria e da Franca.
Nao ha quem diga que a situaco melhorou em
cousa alguma; porquanlo v-se muito bem que
as questoes mais delicadas e mais importantes fi-
caram differdas ou foram cortadas de um mod
f ouco favoravel causa da nacionalidade italiana.
J-resumia principio oque ha de essencial nes-
se Iractado, em que triumpha completamente a
poltica austraca.
Do Ihoor desse documento resulla para os in-
leresses da nacionalidade italiana esla alternaiiv:-.
ou de nao ser regulada a quesio seno pelo trac-
tado do Zurich, simplesinente confirmativo do>
preliminares de Villa franca no caso cm que a
Europa, nao obstante o convite da Franca e da
Austria, nao se quizesso reunir cm Congresso.
ou enlo, no caso de um Congresso, subjeitar-.-e
a ser regulada a quesio de um modo pouco fa-
voravel aos desojos manifestados pelas popula-
ees, a ser exacia a noticia que corre da inlre-
visla que se dera entro o Czar e o principe re-
gente da Prussia nos das 23 c 25 de outubro,
em Breslau
As populaees rom anhelas manifestaram, au
saber da assfgaatura do tratado um sentimenlo
profundo ; mas os povos dos ducados conlinuan
a allagar suas esperancs. Os direitos dos du-
ques nao tendo sido consignados expressamente,
mas debaixo dc condices, coulinuam all a ar-
mar tropas, que se elvam j a 45,1X10 horaens,
sob o commando em chefe do general Garibaldi,
e eslo a poni de medir-se com as tropas pon-
tificias, napolitanas o modenenses ; c no caso de
que chegassem a este extremo, que precipilari.i
necessariamente os aconlecimentos, elles dizem
alto e bom som que antes que as cousas che-
gassem a resolvcr-se por meio de um congresso,
a sua perseveranca acabara por tornar impossi-
vel qualquer solueo contraria a seus desejos.
Tecni declarado mais que para ellos, depois da
expressio da voulade nacional, os archiduques
depostos de facto nao poderiam mais ser restau-
rados de d'ueilo.
Eni Roma, a noticia deste novo Iractado, de-
pois do discurso do imperador em Rordeaux.
poz em duvida a. fallada entrevista de Pi 1\
com Francisco II.
A morte do Sr. de Colloredo, ministro pleni-
potenciario da Austria ca Zurich, veio embara-
car os Irabalhos complementares quo a diploiu i-
cia tinha ainda que elaborar n'aquella cidade.
depois da assignatura do primeiro tractado aus-
Iro-francez, O Sr. de Caroly foi enviado de
Vianna, alguns das depois di> fallccirocnlo do
Sr. de r i!' ir lo, para o substituir na conferen-
cia, e hoje mesmo derem ter-se assignado os
ltimos documentos.
A entrevista de Breslau tem agitado muito n
attencao publica ; qual era o seu lim ? Urna re-
solueo commum da Prussia c da Russia sobre a
coiubinaco Auslro-I'raiiceza de Zurich, ou anles
una unio intima cutre a Prussia, a Russia c a
Inglaterra, triplico allianca das grandes poten-
cias do norte para prevenir as eventualidades d"
futuro o eslabcleccr um contrapeso a influencia
da poltica Auslro-Franceza As conjecluras tciu
continuado, mas entretanto cst-se geralmenlo
de accordo era ver nislo mais sympathias na-
cionalidade italiana. A proposito desta entrevista
de Breslau parece que um ponto de reunio pru-
posto por Francisco Jos ao Csar ein Mislowitz
foi evitado por este ultimo e que enlo o archi-
duque Alberto viera a Breslau para entregar a
Alexandre 11 o tratado de Zuen e todos os ar-
ligos secretos e declarac-lhe que seu soberano
e.-tava prompto a sacriticar-lhe ludo mesmo a al-
lianca fian v/.i, se ello quizesse renovar a an-
tiga liga. Alexandre II respondeu que a santa al-
lianca es'.ava rompida para sempre desde gucrie
da Crimea o que a Russia nao leria mais com a
Vustria oulras relacoes polticas que nao fosse
as necessaras a paz do mundo.
> ih i ;i! I nava em consJeraco as dis-
/*
MUTILADO
N



(*)
DIARIO DE PERNAMBliCO. SEXTA FE1RA 2 DE DEZEMBRO DE 1859.
V
posicoes das potencias do nnrleo escrevou a Vc-
tor Emtnanucl a caria onde traca o programma
ila Franca diante do futuro congresso, pro-
grmala que seria desdo eniao poderosamente
apoiado.
Era Turim os resultados da diplomacia sao aco-
tabetecer o Seheriai, le divina do koiiio em to-
da a sua fon-a o pureza primitiva, 5" proteger os
chrislos, 6U respeilar a Europa.
O programma foi entregue por Uassar Parlia,
general de brigada com mandante das furlieares
do Bosphoro. Os conjurados eompareeendo dian-
lhidos com pouco favor, mostram-se pouco sa- te da commissao respondern] eom ama altivez
nsfeilos com o gabinete actual, achau-no ruuilo
prudente para nao dizer muio tmido, queriam
ver M. de Cavour subir ao poder ao lado de M.
Kutazzi, conridam o governo a acelarar os arma-
iiientos e proseguir enrgicamente a obra da uni-
icacodas provincias da Italia Central. A nova
lei ele ton l deve sentir ooditieacoes a convoca-
cao do parlamento foi demorada, dizem que, para
janero de 1SW).|
Em aples Francisco 11 prosegue activamente
lados como a franca, para que todos abraui ao
progresso a rerdadoira estrada.
A par d'esta grande reforma tracta-so de ou-
Iro assumplo, que o seu comeclario iramediato
e necessario. E' a instrnceo publica. Ha as
Universidades de Franca un milheiro de pro-
fossores eruditos, quo cachen) a cubera da mo-
exlrema, increpan io a seus juizes de profana- cidade de textos de grego e de latim, e todos os
rom a lei do propbcta tomando emprestado ins- ; annos sahem dos Lyceus com mil mancebos com
lituioes profanas aos inlieis, arruinando deste o diploma do barbareis em letras, ignorando
modo o imperio de Osman.
Esta altitudo dos chef<>s religiosos e militares
da conspiracaa affeclou multo ao sulto, o aprej-
sou-se em levrosle drama logo ao desteche :s
ministros juizes e partas condemnaram a morte
qualro dos cliefes da conspirarn, Hussein Pa-
cha, um Mufl, um coronel e um individuo que,
os preparativos railitares,-o exercito que elle tor-i segundo di/.em, devia matar Abdul Medjid. En-
mallas fronteiras do reinocontari 30:OG homens I tretanto dizem que o povo nao ratificara estejui-
;i vanguarda ser coiiiui.nidada pelo general Pa-Izo, que manifestara intciieos de se insurgir ;
nclli, o corpo de reserva pelo general Vale. Em I quo se pozeraui misteriosamente antearas es-
ludas as sicilias, ein Messiua, em Palormo, em J criptas no palacio, e que o sullao ordenu quje
Cataoi se uiaiiifestam a agilaco e o descontenta- suspendessem a execucio dos condeinnados.
ment que precedem as rovoluces. Se nao obs- Fondas da lu/. que ludo islo laura no estado
ante esta attitude dos povos o exercito napoli- doscspiritbs os representantes das potencias ou-
tauo for a Italia Central minorar as hostilidades, ropcas, juntos ao sulto, llie dirigirn) um me-
Vtctot Emmanuel tirar a espada em defeza d'a- morandum reclamando a sua atlenco sobre as
quolles qu se collocaram debaixo dr sua salva reformas, exprynindo o seu pezar de ve-las re-
guarda oenlo ser mister que a liberdade se con- lardada, e as iiitenees que tem a Europa de de-
quiste nos campos de bataina. Deve pois a di-1 liberar-sc, se a Porta por mais lempo taltasse as
plomada obrar promplamenie porque pode-so suas promessas. A resposta do sullao n'um Hall
dizer que os armamentos do aplos acharao sua Imperial de 15 de outubro ordenou a seus mi-
resposta nos preparativos do Turim e quo do um nislros do enliarera nos caminhos das aroelhora-
. siri'ino a ouiro da pennsula a guerra a ques- edea administrativas e das reformas linanceiras.
completamente ludo aos 19 anuos, e a maior
parlo d'elles, por causa do infinito retalliameulo
das fortunas, na impossiblidade de vivarem in-
depeiidentos, de casarem-se o de educarcm os
j lilhos. O que lazara ellos para ler algum nieio
; do vida? Foi o Estado quera Ibes den a instruc-
[cao, tambera ao Estado a qucoi ellos podem e
de quem alcancem os recursos para viver. Mas
quando o numero de empregos pblicos for ro-
du/.ido, quando a necessidade do recorrer ini-
ciativa pessoal for mais lisiante, mais geral, o
que farao ellos ? A'vista das dilTiculdadosque
se Ihes nnleporiam necessariamente, lorian) elles
razo de queixar-se, dizendo quo a sociedade se
acba muito mal organisada. Mas, nao ; na.oe.il
sociedade que se aclia mal organisada, o queso
acha mal organisado 0 ensiuo. lia, pois, una;
necossidado urgente de enuher essa scusivel la- I
cuna, o do a enciioi para aquellos quo nao tem
Seguem-se osles outros pelo inesmo autor.
A S. M. o Sr. f). PEUKO II.
I.
I.tr. Ittior jinn terque 'ituler que bcule lacejo
Namqut Secunaum l'clrum absque pari reci-
pis.
II
Cirr< felices, qui 110,1 Simulacro, sed ipsa
ThereeitD el l'etri cor por a cicla eidenl.
III.
Princeps, eximia tt ingenli Xupla ttarito,
Voseriltis iwslrce portas el ara plagio.
IIII.
Sume, Vir immenso majar virlutibus orlo,
Pausas lu populi amort rari mrito
mu.
Aun i perplures, el cril Brasilia felix,
Siul modo virtuli, Mxime Pelre, luce-
povoauas. 'or sera uuvida q
ou compuuliia (pie se orgaiiisir au deve
ceiosde pedas, pelo contrario poi
preza
tor re-
discurso
Senhor
municipal do
vanlagens certas" e lucros infaHveis, alenla a ^Xa'uTrtU 'LZ^^^J ^SLn
decidida prolecco, garantas e auxilio do gover- SEi do Vu i Poss,-lda Pfla fe iz
no imperial e as ubvenedes que a ssen.bla r,insnr'lr*I l^^V 3Ua araada 5 Vlr"
desta provincia o a de Sergipe autorisaram en.!
-cus actos legislativos do 1357 o 1858. Entre
O
Consorte a esta provincia, como render a
1 dovidn h.nnenagem a Aquelle que, em virtude da
lao da ordoniido dia como se au houvcsse mais
i speranca do una paciQcacao
Em Vene/a as cousas peioram rada voz mais
se havia alguma crenra na possibilidade de mna
Austria Jilieral o de unn Veneza asss livre para
i hainar-so italiana, anda que dobaixo dus scep-
iros dos Hapsbuurgs, toda osla itluso lorna-sc
cada dia mais impossivcl. O governo austraco
nao afroxa pin nada ettm rigores militares o po-
liciaes, os iribunaos militares deram losar a um
Esta ordoni de Abdul Medjid ser oxecutadal l)i-
zem que Alli-Paeh Ihe responder que as de-
sordons.e as delapidacoes maisgravos se com-
nieiliaiii na casa imperial. Alli-Pacha portou-.o
bem, mas por esta primeira franqaeza elle foi
destituido e subti'.uido por Maliouiet Jvipnili
Pacha.
A Inglaterra serapre poo obstculos ao, nego-
cio do isthmo de Suez. A instancias suas o gtan-
do visir signiQcou ao vice-rci do l^gyplo que.so-
Kavegaco
>ajor ci'fthocagem no
Bakfl S. Francisco.
puiu-iiceiiies a sergipe os se-
guintes : Samoco, B nde, liba dos Bos,
Villa-nova, Carrapixo, Propria o Corral de Po-
dras ; ao toj i 11 poyoados sendo 1 cidade,
vii.i>, 7 povoacocs, mais ou menos importantes,
tolas Qorescenlese commerciaes, alm de varios
arraiaes e fazondas disseuiinadns em ambas as
_ "----* ~-^ -t' u.
<< Ignacio de Barros Brrelo.
Mu noel Cantillo Pires Falco
j Jos ioa,luim do liego Barros.l
5>. M. dignou-se de responder nestos termos
Agradeco cordealoiente as congratulacoes
que me enva a cmara municipal da villa '!
Cabo.o
'ributtal excepcional paia os dolidos polticos, mente o sulto linlia dreilo de decidir da empre-
iribunal do umacomposico tal e de urna juns-
dicoao loextensa que exerec sem garautias um
poder verdadeiraiucnle descririouario. Hio gra-
do s exigencias dos tribuuaes de roiiinieroio e
das conimunas as exe.ui-oes Oseaos, a falla de
pagamento de imposlos, augmenlam todos osdias
i)s estabelecimontos de educarn publica estao
'diados ou transformados em aquarteUimenlus.
t oim a emlgrarao I orna-se universal, todos os
quo podem ir-azer armas passam a noile, a dcs-
peito da vigilancia das rondas austracos, para o
solo da liomaiiha. Cidades e arielnl los so oslan
boje habitados flor mutbtres, velhos, cr.iancas ou
pelos quo nao podem absolulameulo doixar os
seus negocios.
Um ultimo despacho nnnuncia que "o governo
da'fosean a, de Faria, de Molona o da Bolonha
vo fazer ao mesmo lempo aos membros do suas
respectivas assrmblas u proposlfakl do eslabole-
i:or una regen- ia comino.n .os qualros estajos :
t'esnos sao ronhecidiis, o principe de Carigiian,
( general Ganbaldi o M. do Cavour. A regencia
(l i principe de Carignan parece offerecer a
mais garautias de rdem u seguranca. Os repre-
sentanies da Italia volaro pruvavclmjute ueste
sentido.
Todo marcha para o cumprlinenlo da obra da
O awilicaco, e lalvez os governos estra'ihos poi
pudor ou por comiccao sejam obligados aacce
di rom a vonladc dos povos.
V Confederaco Germnica e a Dira de Franc-
fort sao a obra do piincipe do Moternicli consa-
gradas pelos tratados de 1815. Durou quasi meio
seclo sustentada pela paciencia eincomparavel
o pola placidez lyiuphaliea do povo alleuiao. En
iielanlo s o que Cconlonue a verdade i" a jus-
a, o (pie ludo o que so bavia feilo al eulaoera
considerado pela sublime Porta como se nunca
honvessem L-xistide ; dahi veio una missiio de
Medikesseps o dos seus a Napuleo III, pieos
acolheu muito favoravelmenlo. Com ell'oito, a
brulalldade desta ordera de suspenderem-so im-
medialamnnle os trabalhos, de evacuar os esla-
Iciros, de retirar os maletines, o a propria exa-
geraro destas prescripfjSes, diz assaz que ella
nao e oxoquivel, e por tanto nunca ser executa-
da O g iverao francez se determina a intervir
em fazer entrar a questo ein urna nova phasc e
em lombrar a Turqua o cuinprimenlo de deve-
les que devem faz-la sentir a sua aelual si-
luacao.
Sir Bulnor Lylhon farem Conslanlinopla urna
falsa campanha.
U novo Imperador de Marrocos trinmphou de-
ftiiilivamenle de lodos os seus competidores.
Creu-se por um mouienio quo tola a questo
hespnnhola ia se terminar em son principio. L'um
communicnco foita era Madrid assegurava quo
Italia Zidi liahomet promeltia lodos as satisfagdcs, e
i s reslava ubter serias garantas.
Pode-so dizer com seguranca que o successor
de Abder-Ramanio s podia dar Ilusorias garan-
tas, e que ello to innocente como seu pai as
perlurbaroes dos Rifaius.
So a paz fosso concluida, osles nao teriam me- j so tin
nos ronlinuado de obrar a seu modo sem escutar
ordena ou consolos, o o grande negocio
msica e a gynastica, para que se achem hab- ras das l crenle* e da Canastro, na provincia de
litados, segundo a vorarao de cada um, a entrar. Minas-Geraes : dahi lomando o rumo do norte
para os esiabeleci:uciito> deeducac-to professio- otravessa loda a parte septentrional dessa pro-
na!, como sojam as escolas de bollas-artes, as vincia, incliuando-se depois para nordeste, per-
escolas do coramcrcioc manufacluns,as escolas corre tolo o interior da Baha e banha a parte
do agricultura, ele, do sorle que aos 20 annos central de Pernambuco, mudando por fin a di-
estejam em posse dos meios neeessarios para! receo que traza, encaminha-se para omarem
viver eom independencia c commodidade. ruino de leste. Cincoeuta leguas pouco mais ou
' Salisfazendo-se por este modo a nuil das ne-| monos dislanlo da l'oz, engrossado por 18 COpiO-
rossidades mais palpitantes da quadra actual, sos tributarios que em seu seio recebera duran-
nao sofecha com ludo ao mundo sclentifteo os fo- le o longo peregrinar, desee o magostse rio com
ros da intelligcncia. Os poetase os philoso-1 todo o seu grande volunte do aguas das altas
Uesmo as acluaes circumslancias do movi-
enta con
Francisco
Dizem-nos que, pelo estado ostensivo, revela-
phos <.....tinuaro a formar a gloriosa vanguarda Ierras
aguas uas anas
pie al entao cursara e despenha-se por
entre escabrosos e nlcantilados rochedos de urna
altura de cerca de :i!) palmos, fonnamb a m a ra-
bera ser que estas reformasIbes aprovoilom, j vilhesa cacboeira denorainads de Panto /finso,
das maiores do m * bater em avnncada a
ijuem sabe ? Podo mui-
da sociedade fiancoza
estrada d.i rivilUacao,
lo
e que elles niarciiem com
que souberem que nao ha mais em suas Fileiras
recruins bisonhos e IransviadoS, que nao podem,
satisfazer a sua nobre misso.
De, pois, a Franca este nobre exouiplo, c imi- j
te-a o mundo !
Os desaguisados eolio a Inglaterra e os Estados-
Unidos, por causa da pequea ilba do San-luan,
que lica entre a Colombia ingleso e a illia de V an- !
comer, nao tem causado Europa i mnima in-
va le a morte procedido de aliruns desses ni_
Pvt^Luol^hlvlr^ id i"'! u" ?' Ir-S' '^ di-s ulS'JD,as *~" "' S peh,
r-\rn, nZ> ', -o i' ", :'': fd,la 'le > e*P*l>ri M se juizo era ooalraslado tam-
veSuK o^msar r viso SSSS TS iSSSffJS "" ^ ^ '"^^
da mesado rends provinciaes eslabelecidanat! phla 8 S2SS? m?U LV pl,otord-
cidade do Penedo que a exportaran do Ut?\SS^i&J%b?'^*m*
querdaeavultadoemrsmo superior da capia -W 11." dislricto. oblive a.n votos pan
com se v,u nosoxorc.cos passados e noder supplenkw de dopados provinciaes os 'uin?"
tso7 a ls.)S, em que sendo a receila da mesa de senhores : aegaHiies
una das maiores do mundo Como quo afadi-
gado pelo longo curso de perlo de SOO leguas e
alquebrad cas grandes quedas que solIYe em
sen extenso transito, vom rom ludo o rio anda
aliivo e revollo prestar toreada vassalagcm ao
ocano entre esta e a provincia de Sergipe, s
qnaes serve de limite natural.
II
rendas do Hacei z5:707gJil a do Penedo exec-
deu-a emporio do 10:0003000 : porque subi a
;i"> "i;l i-s. Anuex-ia cssa reparii-ao est urna
inspecco de algodo que durante o nismo
: oxorciro posn i.ii soccas e levo a recoita de
l:'J33$H9 rs. Ha alm disto em Porto da Folba
urna agencia que no supramencionado exercicio
renden l::s l,\l> o o itr i em Pao d'Assucar cujo
vencimeulo foi de :35l S5 18.
vi
Os Exms. Sis. presi lentes desta < da provin-
cia de Sergipe
que
.. i ..,. lazem grande emuenho o lomam
ssa gran io va de comrauuicacao nao poda (lodo o inleresse eiu celebrar quanto ante- os
llcar inexplorada desde que quosso governo ins- contratos para os quaes so achara autorisados, o
luiei.oao. lodo o muiido conhece bem a John pirado pelo melhor dos monurchas ixconhcceu primeiro pela lei provincial n 317 de 23 e abril
irmao Jonathas, sabo-se que elles | uo era lempo do embolar as armas dos part- de 1857 e o segundo pela resolueo n. 539 de 8
dos, fazer cossar suas esteris e improlicuas lu-ldciulho do aun
tas, e lomando a poilo realisar os molhoramen-
tos inoraos e maleriacs do paiz, hasteou o es-
landarte do progress, sob o qual pressurosos
so alistaram lodos os brasileiros amantes Ja pa-
tria.
Quera lan.a os olhos sobre urna carta geogra-
phiea da America meridional conheco fcilmente
(|ue o Brasil foi destinado pelo pjoviJencia para
ge e se imprime por anuo monta na enornie | represenlariiin grande papel entre as narocs :
somma de4,000,000,000de francos! Os Estados- seu extensissimo hlloral prolonga-so desde os 4
nidos farao bancarrota se deivarem de vender! graos do lalilude ao norte do eqoador at os 33
nao bao de vir s roaos, nao porque sejam Irmos
de origeni, mas porqui so achara ligados um ao
oulro por um vinculo fortissimo, que o aVgodo.
O algodo, cuja grande cultura data apenas da
poca da independencia, a causa e o tber.no-
metro da prosperidade dos Estados-E nidos, ex-
cede de melddc do computo das exporlaces, e
forneee mais de metade de seu fele aos navios do
mundo inleiro. O algodo que se lia. se teco,
Dr. Jos da Costa Dourado 68 votos.
HiRuel Arch.'injo de Mendonra 54
Amonio Ruiiuo d AudradeLuxu 38
Consta-nos quo a sociedade do llieatro de
Appollo, pretende dar urevemente um espect-
culo, em regosijo feliz chogada de SS. MM. II.
a esta bella e heroica provincia,
A chogada de SS. MM. II. lem produzido tanto
entliusiasmo, e tanto jubilo que todos desejam
manifestar esse conten (amento, o disputara, por-
lia, a gloria dessas expausoes do respeilo e amor
ao throno, com mais luziraento, gilhardia e
goslo.
A sociedade do Appollo, modesta instituicao
de jovens, cora o lira de se divertir-so, nao pode
julgaudo al desdoiro para si, o grito do
d( soertava os olbares inquietos da Inglaterra se- algodo a Inglaterra durante um anuo. A Ingla- ao sul prefa/.endo mais de 1,100 leguas de cosa,
na d.-morado.
Alen disso a Europa se sent Iiumilliada do
ver um pavilhao eslrangeiro fluctuar a lauto
lempo era seu territorio; ella se sent conslran-
gidacom a vizinhjiiiga dcsle imperio do contra-
tica, s o que-racioiiui e verdadeiraraenle
podem durar. Todo o genio dos mais habis di- bandos inglezos quc'a inuunda lo pacolilhas cora
plmalas poder fazer jamis de una justica um projuizo de sua industria nacional o de seus in-
dhreho e o trabalho do 1815, nao se pode dnvi- leresses.
dir, se dcstroc ua Allemanha bem como na lla-
l,.i.
Os pretendidos dreitos dos soberanos ja nao
guram exclussivameule no cdigo internacional
da Europa ; o dreilo eterno dos povos, a sobo la.
A consideraco da Inglaterra nao adeleve pois
na ajuccacao da resposta c declarou-ee a guer-
ra dizem que o gabinete das Tuilberias insistir
sobre a necessidade da approximaeo de urna lu-
o enthusiasmo, as cortes, na imprensa,
i ludas as ordens da populaco.
i'iiia nacional devem lomar o lagar que Ihes
compete, tal o Pira do movlmento reformad ir,
que se espalha por loda a Allemanha, tal o im
que procuraraui os patrilas que pedirara m
Kisuach queoeslatulofeder.il de Ibl fosse do
tal sorle modlfieado que a dieta de Piancforl desse
lugar um poder central que obrasse em nonio da
nacoGermnica, representada em um parla- desta
ment.
Est bem evidente d'.iqui por diante a lodos
que a impotencia da Allemanha (liante da Eu-
ropa uestes ltimos acontecimientos tenha a sua
i-ausa principal e nica na desiiuio dos gover-
i (-, na rivalidade d is soberanos em mesquinhos sa Hesp'anha.
Tolos parlilharara este
Esta delcrmiuaco foi accolhida cora umim-
terra, pela sua parlo, timben vive mais de al-1 a contar da foz do Oyapock at a do Prata ; seu
gododo ([ue de pao. S L'nao comprou ella systeuia lluvial lgir.i immensa e intrincada rede
era ls3 cerca de* 425,CJ.>,U00 francos. Basta di- laucada pela descuidosa mao da nalureza sobre
zer islo para so compreh<*iidtr que estas gentes lodo esse extensissimo e ubrrimo solo cuja su-
no se poro era guerra por maior quo seja o de- j perlkie do 28 ,(K)J leguas quadradas parece es-
E de mais, a tal ilha, que | perar smente pido trabalho humano para palen-
aco dosestreitos de liara e toar seus maravilhosos thesouros e prodigiosas
empieza. Sobroisto releva deelarar-se qno/
liouve um projeclo da caiuafa dos Sis. deputa-
dos em 7 de jiilho de 1357 aulorisando o governo
imperial a contratar com qual pier empreza ou
companhia o servigo regular de vapores a rebo-
que na foz do rio eomprehendendo i navegaco
regular peridica mediante
Fizeramaclo na faculdade de dreilo, no dia
"do corrente, 13 esludantes que tiveram a vota-
1
cao seguale;
Primeiro anno.
i\'s. 75 e 7C appiovados plenamente.
Segundo anuo.
urna subvencaoou Xs. 3, 63 e 85 appiovados plenaincnle, n 84
ue juros e varios favores rapor-
sejo que tenham.
alias domina a nav
do Rosario, e serve de chave do golfo da Geor-
gia, deuui valor intrnseco dilninutissimo. Se
o laclo de a ler Jonathas annexado a si provocou
as iras de John Bull, disso nio resultar couse-
quencia nenhuma desastrosa. Alm do que Jo-
nathas e John Bull anda se trocara corlezias arai-
gaveis ; em quanto este envia aquelle o seu Ureai
asiera, aquelle prometi-tbeenviar era breve o
A raiulia coi pleno conselho dos ministros pro-. seu l.ecialliau dos ares, balo monstruoso, que
lunciou estas palavras que tiveram ciio era lo- < acaba de ser construido prximo Nevv-York polo
aroonaula E. S. c. Lowo. Esui machina acros-
da a p.ulo :
E necessario eslimar c por a venda todas as
rainhas joias, brincos o collares para o successo
a erapreza ; necessario difpor sem
reservado meu patrimonio particular. Para o
bem c gloria de inous lilhos. drninuiroi o ineu
luxo ; um ornato humilde balitar mais no meu
pescoco do 'iue un collar de brilhantes, se com
elle se poder servir e augmentar a fama de nos-
inleresses do clero, c ito lidenlo nrgulho de al-
guna principles e este senthnento do perige
pie correa a pa'ria coinmuiH posta a merc das
(iieumslauei.is que fez pensar (pie o momento
era propicio u recommrrara obra da mudado al
loma, tentada e abortada era 188.
enthusiasmo; parece
que o paiz iodo nteiro sent'a nina necessidade
ile curar-se na guerra estiangeira das chagasque
Ihe fez a guerra civil o de retomar aos olhos da
Europa alguma cousa da sua amiga importancia.
O governo falla apenas o:n castigar 08 niouros; a
Adieta de Francfort incapaz de prevalecer naco toda diz queso trata da conquista de Mar-
da opiniao publica de um uico servieo que llie reos.
iizeram, guarda do absoluiis.no liberal ella me- O exercito expedicionario ser, desde o prin-
receu a reprovaco unnime do povo allerao e ripio da guerra, do mais de 5'l,000 homens, sob
devo ser un quilla ia. Osque a deirendeui nao po- o com mando em cnofe do marecbal O'Donuoll, e
(eio gustar a passagera do grande principio quo dividido em tres coi pos, o primeiro dos quaes
iriumphou na Franca, na Inglaterra, nos Esta- ronimandudo pido marrchal de campo l). Uaphael
dos-Unidos, no Brasil, rm loda paite emlim Echague, o segundo pelo lenlo general D. Juan
uide elle o fundamento inabafavel do edificio
-acial.
Entretanto a estes obstinados ser mislcr an-
da algum lempo para fazc-los renunciar a seo
ompcnlio lao perigoso, quanto intil. Masapezar
do enfado da Vustria e do sru ministro o conde
de Bechbcrg a nova obra ja levo algum incre
niento' mesmo entre os principes. O duque de
talica, a maior de quantas se conhece, lora de
altura 351, ps, tem no seu maior dimetro 130
ps, e no dimetro horisonlal 10 pos. A capa-
cidade para o gaz ser de 725,000 ps cbicos,
que poderq^couler 33,335 kilogramma. Como o
peso do balan, das redes, do barco do satvacao,
t nao excede de 3,630 kilograminos, Sr. Lowo
poder prefazer a ditrereiea com pas= "iros, fro-
te, proviscs de bocea, o laslro Je ireia.
A bar [uinha tem 20 ps de circumierencia e 4
riquezas.
.Mesmo depois da nossa independencia, absor-
vidos completa e diuturuamente as lutas dos
partidas muco cuidamos nesso empenho : en-
tretanto foi crescendo o Caro Penhur que anda
infantil nos legou o hroe Fundador do Imperio,
lornou-se um Hornera o esse hoje reconhecido
pelo eslrangeiro como un dos principes mais il-
luslrados do seculo actual e por nos como o pri-
meiro estadista do paiz cojos negocios elle co-
nhece a fundo bem como todas as necessidades
do seu vastissimo imperio. Dotado de elevadis-
lligeuca, extraordinaria penelraco e
ventado cuergica, seus judiciosos pareceres acer-
leem
allos
ca das mais importantes questes que se
agitado no paiz coraccarain a influir nos
consolhos de oslado.
III
Foi urna nova poca que se abri para a
perdade o ongrandecfraenta do Brasil : como a
umfat luxdesappareceu por seu soberano
pros-
de profundidade." Ser aquecida por um fogao de influxo o deshumano trafico d carne humana
cal; islo c. um fogo sem fogo, por meio do qual ; P',ra supprir os bracos es ravos promulgarnm-si
Zarala, e o lerceiro pelo general D. Antonio Ros
de Oanos, 0 urna divisao de reserva sob as or-
dens do lente general conde de Reuss.
Nao obstante as qucixas quo a Inglaterra fez
ehegar a esle reapello ao gabinete das Tulherias,
a Pranca faz causa comniuin cora a Hespanha
nesta cxpedicrio.
Pela sua parlo j ella lem alcancado alguns
o constructor espera subir sem perigo de congo-
larao s mais elevadas regios alhraospherxas.
l'or baixo da barquinha se ha de suspender um
batel metlico para salvatero, no qual so enllo-
car una machina de Eriesson pela devoluco
do calrico), destinada a por em mov uirnlo um
propulsor do sysieraa das hlices, com o qual se
regular o poder da usceneo o da desoda do
balo.
Esle gigantesco apparelho deve atravessar o
atlntico ein 48 horas i
O' Barnum!
INTERIOR.
Saxe Cobourgo deu urna inteira approvacoo ao Iciurapbos solados, quo sao romo quo o preara-
progiaraina de Esnnch, recbeu no sen palacio o bulu da lico ipie naqucllaa raesraas parageus Ihe
ehefe do partido reformador o declarou que era compro dars fanticas e barbaras hordas, que
sua opiniao era dever dos soberanos allemaes anda lia ura raez alacarara os porlos e o territo-
faaer sacrificios aos inlercsses da patria commura rio da Algera,
em outros termos a unidade germnica, auton-| O goncral de Marlinprey acha-se frente do! maque, \
Uiu de Janeiro,
^o dia 15 do correnio reuuio-se o conselho
administrativo da Sociedade Auxiliadora da In-
dustria Nacional, sob a presidencia do E marquez da branles, achanlo-se presentes os
iCts as mais favoraves colonisacao ; como por
encanto formaram-se eompanhiase organisaram-
se emprezaspara o eslabelecimento dos railteays
em nossas provincias mais ricas e navegaco a
vapor na costa c ros navegareis. Vimos i ra-
pidez com qtfe se encelaran! as estradas de ferro
de Pedro II e Uau no Rio de Janeiro o as do
Roci fe e Baha ; viraos afacilidade com queso
organisarara as emprezas que projectam as de
Porto das Caixas e Cautagallo e de Siclheroy a
Campos na mesma provincia do Rio de Janeiro,
a de Santos a Jundiahy em S. Paulo, e anal-
mente a de Tamandar a Una era Pernambuco.
Alm da Companhia Urasileira de paquetes a
vapor que ha muito funeciona em lodo o lilloral
ao sul e norte da capital do imperio, vimos nos-
tes ltimos annos formarem-se com presteza o
funecionatem eompanhias parciaes para estroi-
larcm as relaedes das provincias visinhas, laes
como a Bahiana l'ernambucaiia, cojos vapores
cursara desde o Cear atCaravellas, e a dcsle
norne ao ltio de Janeiro : outras esto presles a
encelar seus benficos servicos as mais provin-
l antes
Ao Exra. presidente desla provincia j foi a pre-
sen la da pedo negociante do Penedo Luiz Caelann
da Suca Campos, por si e como procurador do
Jos Francisco Fines da prora da Baha: uraa
proposta paraorganisa^iu da referida empreza ;
nas querendo S. Exc. provocar uraa concurren-
cia par sem duvida favoravel aos nleresses da
provincia, e atienden lo ao bora servido e regu-
larida io com que leeni funecionado os vapores
da Companhia Bahiana e aos esforcos que olla
ha feilo para satisfazeras obrgaces do contrato
de 1853, acabado diiigir-se ao conselheiro Fran-
cisco Goncalves Marlns, presidente da directo-
ra da mesma companhia, convidando-0 por meio
da carta offlcial abixo transcripta alomar a "em-
preza e apresentar cora urgencia sua pro-
posta :
Iilm. e Exm. Sr. conselheiro Francisco
calves Marlns. V assenibla legislativa desta
provincia por sua resolin-o n. 317 de 3 de
abril-de 1857 aulorisou a osla presidencia a
contratar corr qualquer companhia ou em-
preza a navegaco a vapor no interior do rio do
s. Francisco desde a foz ot a villa de Pao de
issncar ou a povoac&o dePiranhas, mediante
os privilegios e ohrigacocs que V. Exc. poder
ver da sobrodta resoluco que vai junta le
n. 265 de 21 de abril a (pie ella se refere.V.
Exc. nao ignora que as pilloiescas e feriis
margena eilhas desse caudaloso vio il'iresccm
disseminadas por urna exlenso de cerca de 32
leguas navegaveis aquera da grande cachoera
de Paulo A/fonso ma\a de vinte povoades, dos
quaes licam margem esquerda una cidade,
duas villas e quatorze povoacoes mais ou mo-
dos importantes perlrnccntos a osla provincia
e do lado opposto duas villas e qualro povoa-
dos a de Sergipe, todas commerciaes e flores-
cenes ; e sendo pelo commura ms as vias
de coramunicaco terrestre do interior, ha lo-
da a probabilidade para osperar-se que os ha
simplesmenle.
Terceiro anuo.
Jis 102, 103 e 100 approvado simplestnente n.
10i plenamente.
Quarlo anno.
N. 3G approvado plenamente.
Ouinlo anno.
Ns. 51, 52 o 53 approvados plenamente.
l'.oncluiram-se os actos do Io e 4o anno,
sendo examinados no Io 70 esludantes os quaes-
Uvera m a seguinte votacao :
Approvados pleuaucnto 18
Approvados simplt'snicnte. 13
R"pi ovados..........y
Total.
Foram examinados no 4
les sendo :
Approvados plenamente. .
Approvados simplemente
. 70
auno 70 esludan
67
7
74
irs- consoiheircs Mam bamenio. Dis. Burla- cas do littorSl como a do Espirito Santo ao Rio
a-Nova, Slt* ior7"l,"e,n-sc ,"es,",., 1n\ Lul)"roO c COTO expedicionario, e bem podo ser que se re- J3Cy Montero com.ncndador Jos Airosa, Aze- '^ocia.o Sergypense, e a do llclem a Fortaleza.
dosde 18 de outubro a sociedade comeara a pila um Iriumpho lao asigna lado como o foi o ,., V. r j Paquetes a por i devassaram nossos maio-
*&*** ,, <>talhadelsly. j edo FernanJes da Cunha, Munu, coronelU,1^naveiavesVos yau^! Spanhia
A.AusUra que ao lado das povoacoes allemaes
renta debixode seu sceptro povos de naciona-
lidades diversas ve estes ltimos protestos tam-
beni contra 0 edificio pouco firme do congresso
de Vienna.
Nao se trata smenle da Hungra ou da Gali-
cia, as provincias as mais fiis Croacia e o Ty-
iol sao desalec.oadas a tal pomo que durante "as
11 .> > t.. .oll L i > i ..*
E preciso dizer tambera alguma cousa dos ne-
gocios interiores da Franca.
Corro secretamente a noticia de que se traa,
na alta regio offtrial, de urna medida, que nao
deixa de ter sua importancia.
O governo parece que 'est resolvido a tomar a
salular iniciativa de reformar a burocracia pa-
pelista,a accuraularao de empregos parsitas,
.\^'l1l0S!ili.tiado!,rsUv,'l'ain a p-'"l i'0 sc i;|-irl"ep.,1i nossosyslema administrativo, se bem qu
a raulos resjieitos admiravel, um mal verda-
deiramrate deploravcl.
Esta funesta tendencia, que leva uraa parte da
naco ao assallo dos empregos pblicos, tora crea-
do una especie de preguica offlcial, imraobilsa
mlhares de bracos e do" intetligeneias, onera
sem o mnimo proveilo os cofres pblicos, enfra-
quere a iniciativa individual habituando cada ci-
d ido a contar mais com a aeco do govorno, do
que com seos proprios esforcos. e produt final-
mente um servilismo que tere ao mesmo lempo
o senlimento da diguidade pessoal o do Itera pu-
blico.
0 governo lem prestado altcncao a este estado
surgir e que em Solferino ura regiment croata,
que o imperador maudou marchar, recusou e foi
decmado. Depois que em Vienna se ouviram as
palavras = Conslituires o Reformas = quando
o imperador confiou apasta do interior ao con-
de Coluchowski, este estabelejceo como base de
nm sysjenia novo as qualros condiri s srguin-
les : primeira a creaco de um ministerio da
guerra; segunda reduco do exercito ao p de
paz; ternura, nquesenl ices provinciaes; quar-
ta, orgeuisaco liberal das com muas cora urna
larga esphera de actividade ; s as duas prmei-
ras receberam ura principio do execoco ; mas
da realisacao das outras duas que dejiende o fu-
turo da monarcliia austria.
Foi lalvez a idea de que a compressao das na- ,'Vsfl*> 1"v s,'1,sls,e ha n)llllu '-''"Po : o mi-
i anualidades liie era urna condico necessaria de
i'xisicncia que inspiran a Austria em Villa-Fran-
ca ; lome ella moilo cuidado cora islo : o espiri- !
to nacional excitado torna-se fatalmente o espi-
rito revolucionario ; e querendo obviar um peri-
go imaginario ella pode atirante sobre sua cane-
ca um perigo mais prximo e mais terrivel : na
nacionalidades opprmidas, quando pensara na
vinganga, flxaro suas esperancas no poderoso
visinho, no iniraigo mais perigoso da Austria,
e os destinos desta estar o a mare da Russia
Eis como urna crise universal arrastou a de-
misso de M. UuDncr; o gabinete s ronta dous
partidarios de urna poltica relativamente liberal, ',d;l? fnica mais fecundas da prosperidade do um
Disterio da fazenda lem enviado diversas cora-
raiss&esa atgumss admiuislracoes publicns.no
intuito de examina-dgs sob este ponto de vala, e
(i resollado deales elames foi que poda dar-se
una diminuigo de um terco do pessoal. Eslas
reformas que, segundo sn deve esperar, oxten-
der-se-hio a lodo o fuuecionilismo administrati-
vo, permitlrao ao Estado de dar aos paqueaos
empregos urna retribuico mais conforme cora
as necessidades actuaos.
Ser islo um beneficio que vira juntar-so ao de
deixar-so para o futuro um numero maior de
bracos lvres iniciativa individual, que urna
paiz.
?;ste ultimo c.\k de Bruck, ministro das Gnancas,
para quem a retirada contagiosa. O rgimen
oppositor e unitario toma una dsforra. Esta-se
muito descontente em Veneza do resultado me-[pin
diocrc das primeiras concesses; pelas reclama- ra comprehender que Ihe cabo levara effeito por
.oes quesurgera de todas as partes lem-se com-; si mesmo cousas importantes, e concluir empre-
prehendido que as meiu-medidas s servem pa- .zas colossaes sem a mnima interveino do "o-
ra fazer sentir a necessidade de medidas cornple- verno.
Eslas reformas serio, consideradas por esle
lado, a melhor preparae.no para a liberdade. a
primeira lico que a naco necessita receber pa-
tas. Ora, como nao se quer absolutamente con-
sentir em urna reforma inteira, que faria da Aus-
tria urna Austria federada, a uuca Austria possi-
vcl, torna-se aos velhos erros
A lico aproveilar principalmente aos pas de
familia, sem cxoepco :
Abr a vossos lilhos as vas fecundas do lia-
halho, respeilai mulo aquel les que oceupam
cargos pblicos; mas vivei cusa do vossos
proprios recursos, empregai a vossa iniciativa,
creai pelo trabalho una carreira indepen-
dente, o deixai de eslar conslatitcmenle es-
pera das fallas do poder.
Com ideas d'esta ordera que um povo se pre-
para para a liberdade, assim que ello a poder
conquistar, bem eomo o menino conquista a pu-
no seu irmao Abdul Atiz, 2 prender julgar e berdade, ajuventude, a vrilidado o a saudo por
executar os ministros actuaos, 3o destruir todas; meio do movmento, pelo livre desenvolvimeii-
as instiluices communs debaixo da denomina- lo de todas as faculdades physicas moracs e iu-
Eis algumas minuciosidades reveladas pelos
instigadores da famosa conspiraran torca. Os
principaes chefes eram os Chuks"-Kurd Hodja,
\chmet Afendi a Hadji Nounonhi Hodja que se
tinham accordado com Husseim Lacha e I)j tVr
Pacha sobre a necessidade, diziam elles, de sal-
var a religio e o imperio ; seu programma era :
Io depr o sulto Abdul Medjid e elevar ao thro-j
(.ao de Panzimat e excluir absolulamento o ele-
mento europcu na administraro publica, 4o res-
tellccluaos.
Sirva islo do proveilosa HcajSo a tolos os Es-
Dias, Cordeiro e Gavalcanii.
O expediente consiou de urna memoria re-
inettida pelo Sr. Dr. Marlns sobre as plaas
pintiparas mais propr3S para a cullu-a bra>ile-
ia, o de um aviso do ministerio do imperio pe
dindi) que a sociedade informe sobre o novo ge-
nero de bicho da seda, indgena do Brasil, quo o
Dr. lite, Linger e Jorge Adulpho Abick preten-
den lem ler descoberto, bem como acerca da pre-
lencao destes individuos a alguns auxilios para
fuuJa'cm um estaltelccimento destinado ctia-
co em ponto grande do dito h cbo da seda.
A memoria foi rseebila co;n agrado e o aviso
remettido secco Je agricultura, da qual pre-
sidente interino o Sr. Ezequicl.
As reJacges do Tempo Monarchista
Saiitareno e Propagador remelleram alguns
r.umcros desses peridicos, os quaes foram reca-
bidos com agrado.
O Sr. BJcarJo Muniz propoz que a seccao
de cummercio, da qual presidente o Sr. con-
sclh'jiro Dias de Carvalho, fosse consultada so-
bre os seguintes pontos: !.*, quaes as vanla-
gens dos imposlos piohibilivos uo Brasil ; 2.
quaes os prejuizos ou vanlagens que resultaran)
des3r o Bio de Janeiro consiJerado porto franco.
Foi remeilida seccao de melhoramenio das
racas animaes urna proposta do mesmo Sr. Mu-
niz para que se peca ao governo, a favor do3 na-
vios que imporiarem no imperio, galo ein [,
de racas typos ; a mesma iscti^ao de Jircitos de
tonelagem que gozom os navios importadores de
colonos.
O mesmo Sr. Muniz desenvolveu era uraa
proposta jos meios de cuja adopcao entrale que
deve tesulter socieJade Auxiliadora a grande
vantagem de rcalisar os seus (ins, prescindindo
complL'iamente do subsidio que percebe dos co-
fres pblicos. Foi remerrida seccao de cora-
raercio, da qual presidente o Sr. conselheiro
Dias do Carvalho.
Approvon se finalmenlo uraa ndicacao do Sr.
Dr. Villa-Noia Machado para que a mesa da
sociedade seja autorisada a propor a troca de suas
publicacjs com as de outras sociedades nacionaes
o estrangeiras que tenham (ins anlogos.
(Du Correio Mercantil Mo Bio).
Total.......
No da 23 do corrente no lugar denominado
taquara, do lerrno de Garuar, Jos Bernardino
dos Santos assassinou asobixada a sua mulher
Harta Francisca da Conceicio.
Foi preso, o est sendo processado, graras s
diligencias do delegado de polica daquelle'termo
o capilao de corpo de polica francisco Antonio
de S Uarroto.
No termo de Santo Antao, pelas qualro ho-
ras da tarde, no engenho-lna. suicidou-sc oPor-
loguez Francisco Lourencu Carlos, morador no
termo do Cabo lancando-'se ra> acude do mencio-
nado engenho, sendo lirado j' morto, apezar
dos esforcos que se empregaram para salva-lo
logo que elle sc precipitou n'agua.
No da 29 de novembro foram. recolhidos
casa de delenco 5 homens todos lvres, sendo :
2 ordera do Dr. chufe de polica, 1 ordem do
delegado do Io dsliicto, 1 ordem do subdele-
gado da freguezia do Recife, c 1 do subdelega-
do de S. Jos.
No dia 30 do mesmo foram recolhidos casa
liantes do cenlro nao so desta como das pro- do delenco 1 hornera e 1 mulher, ambos lvres -
i vmcias liraitrophes procurem o fcil, corto e aquelle ordem do delegado do Io dislricto a
seguro meio de transporte que Ibes propor- esta ordem do subdelegado da freguezia 'do
cionarara os vapores que navegarem aquella I Santo Antonio.
grande arteria.-A empreza pois poder con- De Caruar'era 29 do passado, cscrcvcm-
lar cora vanlagens rcaes e lucros quasi infal- I nos o seguinte :
liveis.Esta presidencia toma a peito realisar i Estou contenlissifflO
quanto antes esse importante melhoramenio
nesla provincia servindo-se da aulorisac&o
concedida pela assembla provincial, e como
V, Exc. so dignar de ver da copia inclusa no
mesmo empenho, e igualmente aotorisado es-
t o Exm. Sr. presidente de Sergipe, ijue aca-
ba de eserever-me a seraellianle respeilo, re-
motlendu-me a sobredta copia : alm dsses
imprtenles auxilios peruniaros, prometteu o
Exm. Sr. ministro do imperio a valiosissima
prolecco do governo imperial em favor dessa
empreza.Fazcndo V. Exr. esta pequea ex-
posiqo tenho era vista chamar loda a sua al-
lenco sobre este iuleressanle assumplo e ro-
gar-lhe que rae informe sopor ventura a com-
panhia de que V. Exr. raui digno director
presidente querra incumbir-so de urna oin-
preza lo importante e que prometi folison-
geirn porvir. Desejaria poder entrar em ajus-
to a til respeilo ido preferencia a oulro qual-
quer) com cssa companhia, cojos honrosos
precedentes e a 1
feilo as obrgocoea
L-se no Tempo, das Alagoas.
0 nosso amigo padre M. Amnelo das Dores
Chaves, lento substituto do |yco desta capital,
fez o dstico abnixo, para ser coliocado no poco
...pores da Compo
de Navegaco e Commercio do Amazonas ha mui-
lo que percorrem as aguas desse re dos ros, o
acham-se prestes a funeciooar os das eompa-
nhias do Cuiab a Montevideo i desla ultima
cidade ao Salto, Uruguayana e Itaqui na pro-
vincia do Rio Grande do Sul. Cera cedo pois tu-
remos de ver concluida a immensa cadeia cujo
primeiro eloprende-se a .Yanta no Allo-Per,
descpelo Amazonas al O Atlntico por onde
ir al a foz do Prata, subir por esle, pelo Pa-
ran, Paraguay e S. .ourenco e terminar seu
ultimo lo na occidental cidade de Cuiab, capi-
tal da provincia de Matlo-Grosso, eomprehenden-
do assim una exlenso de mais de 2,000 leguas,
eestrellando as retacos desses lo longiniuos
lugares, antes que a lelegraphiaelctrica, de que
ja temos urna pequea amostra e felzes en-
satas na corte, se estabeleca em grande escala
em todo o vasto imperio, operando seus prodi-
gios de maravilhosa Irausniissaode avisos com a
rapidez do pensamanlo !
IV
A solirilude do governo nao podia pois deixar
em esquerimento o nosso extensissimo e valu-
moso S. Francisco, essa grande arteria de com-
muniracSo entre as importantes provincias : o
engenheiro Fernando llalfed foi incumbido de
explora-lo em 1852. resultado da exploraco
mostrou que o rio navegavel desde a cachoera
de Pirapora al nBa-Vista, mas carece de cor-
reccio ein varios pontos era consequencia das
pequeas cachuchos u oulros obus naluraes
que aprsenla. Nao me consta que o governo
imperial lenha recebiJo alguma proposla para
essa empreza apezar de arhar-se auto-isade pela
art. 29 !j 3. da le do orramenlo de 1857 a auxi-
liar com 3;)000-?OO rs. anriualmeule qualquer
companhia que sc incorpore para a navegaco a
vapor de toda a exlenso navegavel do S. Fran-
cisco da Boa-Vista para rima. Mas deixemosa
parle superior do rio, a qual nos nao pcrlence, e
tratemos das 50 leguas que formara o lmite sul
desla provincia a partir de Paulo A/fonso al o
mar.
A feliz viagera que ltimamenteS.M. olmpc- tros do imperio, seu secretario,semanarios epre-
rador fez a referida cachoera veio pralicamente sidente da provincia, sahitara honiem de palacio
dcmoiislrar a praticabihdade da navegaco do s 6 horas da manhia, e foram a carro at a es-
nob Francisco desdo a cidade do Penedo ou ; laco das Cinco Ponas: ah seguiram pelo ca-
I ao (i Assucar ou Piranhas onde o Mesmo An- miiiho de ferro at a villa do Cabo gastando na
gusto Senhor desembarcou. Por sem duvida que I viagera 37 minutos. No Cabo flcou S. M. a Ini-
nao foi somcnlc acunosidade de ver urna das, peralriz, emquanto S. M o Imperador foi percor-
maravilnas do seu vasto imperio que levou o rer, a cavallo, a eslenso da estrada que checa 2
espirito do Soberano a empreheiidcr a incom- milhas alm do lugar chamado Ulinda \o
moda e penosa viagcm qun fez ; sempre cnle- meio da S. M. o Imperador eslava de volla ua
vado no alio empenho de influir sobre os gran-i estaco do Cabo, onde Ihes foi servido um almu-
des melhoramenlos do paiz, quiz lalvez por si Ico a'cxpensas da empieza da estrada de ferro
mesmo ver e avallar os bices naluraes que im-Findo o almoco SS. MM. seguiara no trera at o
Ini-
seguio
das
gastando
cora a noticia da recep-
Co teila poios meus comprovincianos d'ahi ;t
SS. MM. II.
Nao me sendo possvel ir essa cidade, para
ter a honra de ver, sequer ao raen Monarcha,
permitta-me faca votos ao Altissirao, pela con-
servaco do Imprrader dos Brasileiros, penhorda
felicidade nacional.
Segu nrsla data para essa cidade o Dr. juiz
do dircito Pedro Camello Pessoa, que esteve en-
tre nsdez mezes, sem nterrupyo, S. S. segu
com licenca, e lem procedido de nodo a captar as
affeices de todos os habitantes da comarca.
O capito S Barrlo acompanhs ao Dr. Pes-
soa, por haver obtido licenca, assim como este.
bem sensivel a falta d'as autoridades etl'ec-
tvas as respectivas localidades.
< Foi preso no da 2 Jos Bernardino dos San-
tos, por suspeilo de haver moilo sua mulher
Mara Francisca da Conceico.
As suspeilas apparecram pela morle rc-
pcnliiia [ quo fra motivada
. jue fora motivada por upertos de
aldade cora que tem satis- guellas) de Conceico e haver o marido desta ido
do contrato que celebrou sepulta-la na freguezia da Rapoza, quatro leguas
rom osla presidencia era J do abril de l6o3 .distantes de moradia de Santos morando esto
prometiera seguras garantas de prompta roa-1 duas leguas alm desta cidade. Devenios e-!a
o daompresa.Nao devo oraiitir a \. priso actividade nunca desmentida do capilao
Si Brrelo, que ainda desta vez cuncorreu para
nao Ikar impune o uuico faci criminoso que se
deu no corrente raez
Consta-meque o delegado mandara chamar
duas pessas desla cidade, c s quaes se refero
a noticia que dei na anterior, e Ihes fizera sentir
a necessidade que ha em nao continuarem nos
desmandos de lingua que praticavam, e consen-
talo pralicassom em suas casas, sob pena de
usar dos recursos legaes.

Exc. queja reoeb urna proposta do negociante
do Penedo \j\z ('.aciano da Suva Campos por
.-i e romo | roeurador de Joo Francisco Proes
dessa prae, para a organisacoda mesma em-
pieza ; mas estou resolvido a nada obrar antes
de recebera resposta do V. Exc: a quera rogo
que cora a maior brevidade possivel rae enve
a proposlo dessa companhia se, como espero,
quizer tila incumbir-so da empreza.Son com
a maior estima c consideraco.De V. Exc.
lllm. e Exm. Sr. conselheiro Francisco Gon-
calves Martina, presidente da dijectoria da
companhia de navegaco a rapol Bahiana
etc.Manocl Pinto de Souza Dantas.Palacio
do governo era Macei, 2 de novembro de
1859.
Macei, 2G de novembro de 1859.
SilD IO Arnon.
Diario das Alagoas.)
REVISTADIARIA
SS. MM. II. acompanhados dos Srs.
minis-
mesmo ver e avallar os bices naluraes que ira- Findo o almoco SS. MM. seguiara no irem a
pedrtn a navegab idade de lodo o grande rio. A | lugar das ollirinas, onde, depois dr S. M o
remocao desses bices lalvez nao seja inipossi-i perador examinar ludo minuciosamente, se
vel ou irapralicavrl. mas por cerlo que dispen- o trem para a cidade, chegando estaco
dosissima e mu dilllcil : convm portanto ada-
la para lempos mais azaflos ; por ora devo-se
aprovelar o que a ualureza por si mesma for-
neee.
Cinco Ponas as 2 1,2 horas da tardo,
na viagera 30 minutos : ah se ochavara as car-
ruagena da casa, e SS. MM. chegaram a palacio
antes das 3 horas.
Depois da advertencia do delegado, o si-
lencio substiluio a algazarra.
- L-se da Unido do Porto :
A O ha do Cholera. Urna pessoa que chegou
ltimamente de Mons deu noticia de um fado
que lem produzido grande sensaco.
Trata-se da descoberla de um'meio para cu-
rar o cholera.
O Dr. Defonlaine, depois de applicar o elec-
Iro-galvanisrao aos cholericos, alcanrou, poros;.'
meio, resollados suprehendentes
Ouinze cholericos, que pela maior parte es-
lavara em perigo de vida, foram subrnetlidos ul-
limamonto no hospital civil, ao tralamento do
Dr. Defonlaine, e lodos, sem cxeepcjio, senliram
consideraves ra o horas do espero de algumes
horas.
Dez a doze minutes, depois de comecar aope-
rarao, ressam os principaes syrnplomas da doen-
i;a, o calor renasce, e logo depois. desenvolveu-
se no doenle urna transpirado abundante. Se
(al resultado se confirma, essa applicaco da
eleclricidado medicina ser urna das desco-
berlas mais interessantes que tem sido follas nes-
les ltimos annos.
Ole Comilao (O Direito) !m mancebo do
20 anuos de idade natural de-Gray (Franca] co-
men dentro de duas horas o seguinte :
kilogramma.
grammas.
Vitelja assada 1 kilc
Batatas /o
Vilella preparada com
mol lio Tequenas aves duas du-
zias .< 500
18 coslpllas de carneiro 1 500
fouciuhocom ovos .< i>00
I
MOTILADO
------------


DIARIO DE PER>AMBLCO. SEXTA FE1RA 2 DF. DEZEMBRO DE 1859.
Salada
Pao
Vinho 8 litro-
Caf e 3 litros de cerveja

<.

Total 18 250
Slalisfic.M. II. G. Sanglejr publicon ro-
cenlenicnte o San Francisco Directory and llu-
siness Guide. Esla obra conten interessantes
docunieutos, sendo rauito curiosos os soguin-
tes :
Ha em S. Francisco 271 advogados; 320 eom-
' issarios; 286 hospedaras ; 13 lejas de charu-
tos ; 75 carpinteiros ; 117 lojas de modas ; 72
lejas de frutas ; 528 lojas de especiaras ; 60 ca-
sas de cabelleireiros ; 63 padanas ; 18 fabricas
de cerveja ; 125 acuuguee ; 70 arma/ens de mo-
vis ; 256 armazens de falo feito, cornprehen-
dendo os alfa tes oalgibebes ; 91 casas de pas-
to ; 50 relojoeiros e ourives ; 65 armazens de
lenha e nervio ; 3i) lojas de papel pintado ; 14
cslabelecimentos. de bauhos ; 150 corturues ; 33
serralherias ; 32 lojis de louca ; 32 rmaseos de
medeiras de construceo ; 43 ormazens de na-
vidades ; 50 olTicinas de pintores de rnalo ; 56
oflh-inasde costureira9: 51 funileirose laioeiros .-
14 armazensdeiostruiuentos agrcolas ; 21 phar-
macias-droguistas : 21 casas de leilo ; 16 casas
de cambio 9 fabricantes de buhares ; 21 offici-
nas de marcincria : 16 confeiurras : 1 galeras
de daguerreotypo i tinturaras ; l abricas do
espingardas ; 19 selleiros ; 16 lojas de chapellei-
ros ; 13 iniprensas ; 70 casas de producto agr-
colas.
Contam eni S. Francisco 800 armazens de be-
bidas espiritiiusas ; 90 negociantes de grosso Irato;
300 cafs c 14 buhares.
Ha em S. Francisco 30 publicacoes peridicas,
que conslam de 14 jornaes cuotidianos, 16 jor-
naes senranaes, 3 mensaes, um por trimestre e
outro animal. Entre es jornaes quotidianos 6
publican! ediedes gemanaes o jornaes de modas
alom das folhas diarias.
Ha 9 ornaes publicados em lingua estranha, a
saber : 5 franceses, 2 ademaos, 1 italiano c um
hespanhol
Conla-seem Pars a seguinte anedocta :
Ha pouco lempo Horacio Vernett passavan'uin
tllhory pela pela ra Delfim, e encontrando un
carro cheio de pedras, esle desarranjou de tai
forma a sira ambulancia que o celebre pintor le-
ve de se apear.
Um pintor de rnalo arranjava na mesma ra
a tablela de um loucinheiro, o reconheceudo
Horacio Vernel correu logo para reparar o des-
arranjo do carrinho.
O grande artista quer recompensa-Io, oftere-
ceudo-lho 20 francos ein ouro.
Ah U. Vernet, diz o pintor, vos me humi-
lhaes collega.
Pcrdoae, replicou Horacio, mas entao como
pederei recompensar vossos tao promptos e uteis
servicos t
= Mu siraplesmente, respondeu o pobre bor-
rador ; cstou fazendo alli um Irabalho que nao
sei acabar ; se quizesses ralcr-me com o vosso
pincel.
Horacio den o seu tilbury a um criado para o
segurar, e pegando do da pal beta e do pincel do
pintor de ornato, subi a oseada como um joven
de 20 annos, e pinlou em poneos minutos o mais
admirare! presumo do Bavonna, que se tem vis-
to em Pars.
Por esle motivo defronte do loucinheiro ha
sempre muila gente, que veni admirara obra do
Horacio Vernet devida a um acaso.
Ha poucas invencoes, diz a Industrie Belga,
que lenham dado lugar s mais patentes de in-
vencao do que a saia balo. Esta moda nao lem
seis annos de existencia, e ja cotila nada menos
que 90 privilegios de inreeao e aper
monto.
A Shiopinq Gazette publica a estalistica
mensal dos naufragios.
No m
Janeiro
em abm io; em muio itu ; em j.
julho 81, o que ludo sorama em 1,061 naufra-
gios.
= 9 Wtt friean Herald diz, que em consc-
quencia do alto prego a que tem chegado em In-
glaterra as pellos de macacos prelos, ha una lio
desenfreada concurrencia n'frica occidental pa-
ra obter os macacos daquella cor, que talvoz a
nao exnguirem a raca. devem torna-la rara.
Em 1846 vendia-se em Londres duas duzias
deslas pcllespor 1 dollar ; actualmente rali
pelle um schelliug, e as ve/.es nao se compra por
menos de dous.
O vapor Oyapock sabido para o norte, condu-
zio os seguinies passageiros :
Dr. Antonio Pires Ferreira Filho, Francisco
Cordeiro da Rocha Camplo e um criado, Fran-
cisco Rufino Vctor Pereira, Dr. Jos Joaquim
lavares Delforl e uin escravo, Antonio de Pa-
dua Pereira Puclicco e um criado, Augusto Bar-
boza de Castro e Silva, Jos Mariano Kibeiro,
Querino Joaquim Madeira, Bruno Cabral de Gou-
vea, Jos Francisco de Viveiros e um escravo,
Joaquim Jos Teixeira, Christiano Jos Tavares,
A. I). Vieira, Antonio Jos de Sampaio, Eslevao
Lopes de Sampaio e um escravo, Joaquim Anto-
nes de Oliveira, sua senliora, 2 lhose urna pro-
la livre, lenle coronel Francisco B. Cordeiro,
Dr. Amcrico Militan de F. Guimaraes e um cria-
do, Antonio M. do Almeida, Francisco Antonio
Fernandes e una nela, Antonio G. das Ghagas
desertor, Manoel Vicenta Ferreira, Firmino 1.
Cordeiro, Slouley Yaule, criminoso Miguel Jos
de Barros, e 2 pracas que o escolta, Simio de
Melle, Cuilherma Puit Farcker, Salusliano E, c.
da Cimba, Jacinlho Jos de Hedeiros.
O patacho brasileiro Emulaeo, sahid i pa-
i o Acarac conduzio os seguinlcs passa-
'geiros:.
Beuto Annibal de A. Barros, padre Antonio
Carneiro de C. Araujo, Joao de A. Rodrigues c 1
escravo, Francisco Rodrigues dos Sanios, Fran-
cisco Jos Texeira Hanoel Alvos de Souza, I.uiz
Pereira Jnior Antonio Pereira da Cruz e fran-
cisco Alves de Carvalho.
Maiadoiro piri.ico.
Mataram-se no dia do 30 correnle para o con-
sumo desla cidade 108 rezes
No da 1." do dezembro 61 rezos.
MORTALIDADE DO DA 30 1)0 CORRERTE .
Tenenie coronel Pedro Borges de Parias brao-
co, csalo, 5 anuos ; cancro.
Claiidina Mara da Luz, parda, solteira, 30 an-
nos ; tsica.
Mara, parda, 2 annos ; bydropesia.
. oaquim Thomaz Pereira, Dranco, casado, 36 an-
uos ; endocardile.
Lucia Mara, parda, solteira 16 annos ; diar-
rhea.
Hospital de caridade. Existem 68 ho-
mens, 52 mulheres nacionaes;2 homeus eslran-
t,eiros,e 2 escravos, total 125.
Na totalidade dos docntes existem, 37 aliena -
tos, sendo 28 mulheres e 9 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgiSo
Pinto s 6 horas e 50 minnlos da manha. pelo
Dr. Dornellas s 7 c meia horas de manha. Fal-
lecen urna mulher de diarrha
SESSa JLDIC1A1UA LM 1 OE DEZEMBRO.
PKKSlDENCUDo F.XM. Mi. DESEMAftGADOft
SOVZA.
Ao meio-dia, presi nles osSrs. desembargado-
res Villares, Gitirana, Silva Guimaraes, Guerra, c
deputados llego, Baslo, Lomos e Silveira, o Sr
presidente declares aborta a sessao ; o foi lida e
approrada a a>ta da antecedente.
Jl 1.0 VJU'.NTOS.
Appcllanles, os consignatarios da barca ingle-
za Serafina ; appellados, os directores da cora-
panhia vigilante de vaporosa rehoque.
Confirmada a sontenra.
A1MA5IKNTS.
Appcllanles, o presidentee-directores da cai-
xa filial do banco do Brasil nesta provincia ; ap-
pellados, N. O. Biebei & C. c J. Kellor & C.
Adiada por nao lerem comparecido os Srs.
' supploiiles, juizes cortos.
Appellantes, Ponto Jes da Cosa, Dr. Joao
Jos Ferreira de Aguiar c outros ; appellados,
a viuva e berdeiros de Agostinho Hennques da
Silva.
Contina adiada por nao ler sido apresen-
tad...
Nada mais houvea tratar
fleco Ranuf.i.,
Secretario interino.
CVMAB.V MU.MCaiMl. DO RECIPE.
SESSAOEXTRAORDINARIA DE 19 DE NOYF.M-
BR() DE 1858.
Presidencia do Sr. liego e Albiiquerque.
Presentes os Srs. Barros, llego, Franca, B-
tala, Mello Oliveira, Gameiro e Pinto, abrio-se
asessao, o foi lida e approvada a acta da ante-
cedente.
Foi lido o seguintc expediente
Lu olli-io do engenheiio cordeador, infor-
mando a peticoHe Manoel Romo Correia de
Araujo, arrematante Ja estrada da Varzea, que
pede o pagamento da lerceira prestacao, visto
achar-se a mesma estrada em estado de ser ru-
cebida ; assim como o do accrescimo das obras
.je i/cra, dizendo o cii^onlieiro ca justo o pedido era primeiro lugar, .or esiar
estrada prompa, como foi trgala, em estado
de ser reeebida, masque quanio a segunda par-
le, parccia-lhe que nopodia ainda ler lugar,
visto nao ocharse copa/, de ser reeebida a boml)3,
pagar somente a ultima
nauj UU3 llclliilcl^lUS.
Jo mez de agosto houvc 127 naufragios. Em
eiro 177 em fevereiro 165 ; em marco 151 ;
abril 159 ; em uiaio 110 ; em iunho 9 ; em
CHRONICA JUDICIARIA.
TRIBUNAL DO COIHIIIERCIO.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 1 DE DEZEM-
BRO DE 1859.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DE3ESBARUADOB
SOUZA.
s 10 horas damanhaa, achando-se presentes
os Srs. deputados Basto, Silveira, Lcmos c Reg,
o Sr. presidente deelarou aberta a sesso.
Foi lida e approvada a acta da antecedenle.
Leu-se o seguinte
EXPEDIENTE.
Um ofllcio do secretario do meritissimo tribu-
nal do commercio da capital do imperio de 14 do
novembro ultimo, acompanhando arelacaodos
negociantes matriculados alli durante o mez de
ou obro prximo passado.Accuse-sc a recep-
jao e archive-se.
Outro do mesmo, de 14 de novembro prximo
passado, aecusando a recepc.ao do que lhe foi
enviado de parte deste, datado" de 26 de oulubro
ultimolnleirado.
Outro do secretario do senado, remetiendo a
colleccao dos annuacs do senado, na sessao do
presento anno.^Accuse-se a recepcao.
Foi presente a cotacfto ofTicial do*s procos cor-
gentes da praca, relativa semana linda. Ar-
chive-se.
DESPACHOS.
m requeriraento de Jos Peres da Cru? e Jo-
rt.<,y2C,t0-'n0 ,d0, *?% satls"ondo o despacho
oeste tribunal de 28 de novembro findo, alan de
ser registrado o seu contrato social.Nao bast
a firma individual, para designar a sociedado
rcecessario ajunlar-lhe o termo Companhi.
Outro, informado, de Jovino Carneiro Machado
Ros e Lino de Faria, pedindo o registro de seu
contrato social.Na forma do parecer fiscal.
Outro de Antonio Barbosa do Barros c Manoel
de Souza Cordeiro Simoes, pedindo o registro de
contrato social, sob a firma de Barbosa &
-.inues.-Vista ao senhor desembargador fiscal.
que fica junto da povoaco, no fundo da igreja
do Rozario.
A cmara manjou
protacao.
Outro do fiscal ile S. Jos, informando a pe-
tirao de Manoel Ferreira Lima, que ruquereu
licenca para fazer um forno de dez palmos, no
quintal da caa da ra Imperial, n. 49 ; dizen-
do ip-ie o plano adoptado pava a coiuiruccao de
fornos do podaras estabelece o mnimo do oilo
palmos de dimetro de taes fornos, e que era
com effeilo no qunial da referida casa, onde se
pretende fazer o forno, icando-lhe de um lado a
traressa do Lima, e d'outro duas casas, o a pa-
daria de Jos dj Duelas, dquem se eoneedera
igual lic?nga.ConceJeu se a licencia.
Enlrou em discus;;io o olfico o'o advoga lo,
lido na sessao anterior, o ijue licou addia lo para
a de luje, dando sen parecer sobre as propostas
do chufe de polica, c a cmara rasolveu fazer a
postura respeilo dos tnarujos, votando contra o
Sr. llego.
OSr. presidente apresentou o projecto seguin-
te da allocuc,ao que, que como orgao da cmara,
tem de recitar na occasiao da eerimonis da entre-
ga da chave da cidade S. M. Imperial ; a c-
mara aciiou-o capaz, c mandou-o passar Umpo,
para dapois nngna-lo.
Ssnhor. A cmara municipal da cidade do
Recite, interpreto dos senlimentos d'amor e leal-
daJe, que animam ;i tolos os seos habitantes pa-
ra com a Sagrada Pwsoa do Magnnimo Fillio
do fundailor do imperio, vem rlieia de respeiloso
jubilo apresentar V. M. Imperial o seu fitl
p'elto o homenagem, deiosilando as augustas
taaosdeV.fi] a chave da ctJale invicta, que
ra ifoulro lempo o thcalro de nobres feilos
d armas, e que buje, n*um reinsdo de paz e de
admiravel profperidade, he como urna formse
pagina de heroicas recordaras, que -V. NI, J,
surgindo do ocano, se digna vir lr no proprio
terreno.
A cmara municipal do Rocife, Senhor, d
em primeiro lugar ae grcas que sao devidas ao
Allissimo por leo assignalado aconiecimento, e
depois V. M. I. pela honra que quer conccdui
a provincia de Pernambuco, viudo visita-la e
conhece-la de perto ; e desde j antev com or-
gullio luanlos be'is para os povos e quanto eslu-
do para V. M. I oaolrer comsigo a graciosa
Mercada Imperial Visita. Cidade do Re-
mdete.
O procarador desta eamara apressntou a va-
liosa oSerta que o proprietaro Manoel Amonio
Goncahes se dignou fazer acamara le urna chave
e urna salva da prala lavradas e primorosamente
douradas, para a rerimonia da en tregua da cida-
de S. M. Imperial no aclo da entrada nesta
cidade ; a cmara resolveu que se lhe offieiassa,
agradecemlo a sua generosidade. .
Igualmente deelarou o procura lar, que o ci la-
dao Antonio Domingaos Pinto, offorecera dar de
graca as endeirss precisas para o Te-Deum na
igreja do Gollegio ; bem como que as irmanda-
des do Santissimo Sicramento da Boa-Vista,
Santo Antonio, Cufpo Santo, Ordem 3." do S.
Francisco, conventos do Carino e do S. Francis-
co, rmandsdfl do Sacramento da freguezia do
Pogo, e lIos[icoda Penha, emprestaram, urnas
os objeetos qne llies foram pedidos, e oulras pro-
metteram fazer o mesmo ; estas corrorneoes
resolveu a cmara se olTictasse agradecendo os
sous obsequios.
Desp.charani-se as pelicoesde Antonio Sara-
fim da Silva, Antonio Ricardo do Reg, Firmi-
no Herculano da Silva, Joaquim Ferreira da
Costa Menezas, Joaquim Cavalcante do Albu-
querque, .Manoel Ferreira Lima, Manoel lomao
Correia d'Araujo, Victorino da Silva Ceilao :
e levanlou-se a sessao.
Eu Manoel Ferreira Accioli, secretario, a cs-
crevi.Reg e Albuquerque, presi Uite.Fran-
ca, Oliveira, Mello, Gameiro.
CONSULADO PROVINCIAL.
.\!sei-u\-esfeit;siio lancaineiito el
leeimn la fresnc/.ia da lioa-Yis-
ta, qno tem de servir no auno Si-
naneeiro de 18.i a 18KO pel>
lanzador Francisca Carneiro Ma-
chado Rios lunior.
Ra do Palacio do Hispo.
Numero 6.Orphao Joao Itodrigues
Lima, casa terrea arrendada por. 120$000
dem G A.Orpbo Joan Ilonrigucs
Lima, casa terrea arrendada por. 12j000
dem 8. Orphao Joo Rodrigues
Lima, casa terrea arrendada por. lOjO
dem 8 A.rpho Joao Rodrigues
Lima, casa terrea arrendada por. 120000
dem 10.Eugenio d'Assumpcao Ca-
valcauti, casa terrea arrendada por 72S0O0
dem 12.Francisco da Silva Santia-
go, casa terrea arrendada por 96^000
dem 20. Joao Pinto de Lomos, casa
terrea arrendada por .". lljOQO
dem 7.Irmandade de Nossa Scnho-
ra da Soledade, casa lenca ai leu-
dada por.........&00;000
Travessa do Palacio do Bispo.
Numero 1. Luiz Pereira Rapo/o,
casa terrea arrendada por 60$000
dem 3.Luiz Pereira Rapozo, casa
terrea arrendada por...... C0$000
dem 5.Luiz Pereira Rapuzo, casa
terrea arrendada por..... GOjOOO
dem 7.i.uiz Pereira Rapozo, casa
; terrea arrendada por..... COLOCO
j dem 9.Antonio Ribeiro Fernandos,
casa terrea arrendada por. 5-igOOO
dem 11.Antonio Ribeiro Fernn-
de, cesa tern;aarr';ndsd3 por .
dem 13.Antonio KJEelr l'einan-
des, casa terrea arrendada por .
dem 15.Antonio Ribeiro Reman-
des, casa terrea arrendada por .
dem 17.Antonio Ribeiro Fernan-
des, casa terrea arrendada por .
dem 19 Antonio Ribeiro Fernan-
des, casa terrea arrendada por. .
dem 21Antonio Ribeiro Fernandes,
casa terrea arrendada por. .
dem 25.JesuinoNunes Viaona, casa
terrea avaliada por. .
dem i Antonio Pereira de Farias,
casa terrea arrendada por. .
dem G.Antonio Pereira de Farias,
cesa terrea arrendada por. .
dem 8.Antonio Pereira de Farias,
casa terrea arrendada por. .
Ra dos Encantos.
Numero 4.Joo Luiz Ferreira Ribei-
ro, casa terrea arrendada por .
Rus Nova dos Pires.
Numero 2.Tiburcio Antunes d'Oli-
vcira, casa terrea arrendada por .
dem 4,Tiburcio Antones d'Ollveira,
casa terrea arrendada-por. .
dem 6 Tiburcio Anluiiesd'Oliveira,
casa terrea arrendada por. .
dem 8.Tiburcio Antunes d'Ovei-
ra, casa lerrea arrendada por. .
dem 10,Tibuicio Antunes d'Oiivei-
ra, casa terrea arrendada por .
dem 12.Tiburcio Antunes d'Olivei-
ra, casa terrea arrendada por .
dem 14.Tiburcio Antunes d'Ollvei-
ra, casa terrea arrendada por .
dem 16.Tiburcio Antunes d'Ollvei-
ra, casa terrea arrendada por .
dem 18.Tiburcio Antunes d'Ovei-
ra, casa terrea arrendada por .
dem 20. Tiburcio Antunes d'Ollvei-
ra, casa lerrea arrendada por, .
Mein 22.Tiburcio Antunes d'Ollvei-
ra, casa terrea arrendada por .
dem 24.r=Tiburcio Antunes d'Ollvei-
ra, casa terrea arrendada por .
dem 2(.Tiburcio Aul.....a d'Olivoi-
ra, casa lerrea arrondada por. .
dem 28 Tiburcio Antunes d'Ollvei-
ra, casa lerrea arrendada por
dem 30.Hanoel Gomes Vicgas. casa
terrea avaliada por......
Campo Verde.
Numero 4.Josepha Rutina de Castro
Carvalho, casa terrea arrendada por
dem Josepha Rufina de Castro
Carvalho, casa terrea arrendada por
dem 8.Joaquim Demetrio d'Almei-
da, casa lerrea arrendada por .
dem 10.Joaquim Lopesd'Almeida,
casa terrea arrendada por. .'
dem 12.joaquim Lopes d'Almeida,
casa lerrea arrendada por .
dem 20.Veriana Teixeira d'Albu-
querque, casa lerrea arrendada por
dem 22Manoel Antonio Teixeira,
casa lerrea arrendada por. .
dem 24.Manoel Antonio Teiselra,
casa terrea arrendada por. .
dem 28.Hanoel LuizMeirelles, casa
terrea arrendada por.....
dem 30.Manoel I.uiz Meirelles.casa
terrea arrendada por.....
dem 30.Jos Faustino do Lcmos,
casa terrea arrendada por. .
dem 38.Joio Luiz Ferreira Ribeiro,
casa terrea arrendada por. .'
dem 40 Joo Luiz Ferreira Ribei-
ro, casa terrea arrendada por. .
idem 48.Joao Luiz Ferreira Ribeiro,
casa lerrea arrendada por. .
dem 1.Padre Jos Autonio dos San-
tos Lessa, casa terrea arrendada pjor
dem 5.Jos Carneiro da Cunha.cosa
terrea arrendada por.....
dem 7.Jos Carneiro da Cunlia, casa
terrea arrendada por......
dem 9.Augusto de tal.Casa ter-
rea avaliada por.......
dem 13.Silvestre Joaquim Silvei-
ra, casa terrea arrendada. .
dem21.-Francisco Jos Goncahes
da Silva, casa tenca arrendada por
dem 23.Francisco Jos Gonralves
da Silva, casa terrea arrendada por
dem 25.Jos Joaquim Ribeiro, casa
Ierre arrendada por......
dem 27. Jos Joaquim Ribeiro,
casa lerrea avaliada por ....
dem 63.Vicente Pouco, casa terrea
arrendada por........
dem ('."> Venancio da Trindade Gue-
dos.cns.T terrea arrendada por. .
dem 07.Isabel Gomes, casa terrea
arrendada por........
( Continuarse-
Si-'OrO
84*000
8 $000
8C00
8!>00
60$000
728000
72JOC0
72-5000
4OO9OOO escusa.
de Placio ao Augusto Vistame ; na primen., o que se com o unie.o lint de propalar une na a
sessao extraordinaria que a cmara farn para tomado cha e jantado a meza WS. H I foi
tratar a este respeilo, seu presidente o Sr. maj
Antonio Moreira Lcmos
1 ucna iim presi n.1.0, |/u,u i.vit com seus contingentes pecuniarios para a dero- contar. '
rar[^nn^M.n,InH,'0raI- 'en,.l,lc-sc 1< o paternal e bondnzn coracio
Responde.am lodos que se achavam possuulosdc S. M. o Imperador foi quequiz dnr-lbe o mc-
...."!?.'- aJ-u- aeS('J do obsequiaren! ao nosso recimenlo das honras que Smc. alle-a.
(3)
Hw ,. iuiiiui.. ana p.ii.-i iiinifliuj ena e janiaao a meza com S. M. f foi
seu presidente o Sr. major que tomou a seu cargo fazer una tal corresnon-
s, convidou aos vereadores I dencia, fosse mais honesto em sua publicaeo
lentes, para coninbmrem j procurando por-so a par do ludo para saber
Augusto Soberano, mas, que suas circumstancias
Ihes nao permiltiam lomar parte em despezas tao
artilladas, quees deviam seras de que ora se tra- Irarialo,'que c o desojo de
Lembrou de
Noso persuada o correspondente eos de sua
espera que, o motivo que hora me obliga a con-
traralo, qoe e o desojo de S. M. o Imperador,
saber que fui tambem nm dos eoneorrenles para
novo o Sr. Moreira Lomos, que o festejo de sua chegada, pois se en e mais com-
1!. 1L''"S '"eadores ausentes, fazendo- eidadaos votados por Smc. ao esquecimenlo eo
IMC. ti mosnut rin\-ii.i o ...-,.1, ...,.i n I f*..-. e.- ...
120$000
192SOO0
2 OSOOO
192SO00
I925OOO
102$000
192J0O0
192*000
192*000
2405OOO
250*000
:
1925 !
192.JO0O
io 05000
, a smc. Sr. correspondente sem f. i
Foi entao que o mnsmo Sr. Moreira l.emos de- I digne de contrariar o quanto acrabo de proferir
ciarou 't cmara que nao pretenda roubar a ne- assignando seu nome
pSuin Im^riJ^i0'^ l ^"i* ^ PrePr?r ob pena de ser lomado como um mo reca-
l alacio Imperial, mas, visto lodos se esquiva- deiro.
rera, elle se obrigava s fazer a sua propria
Ol n dAAin- -.T. 1 4 *
cusa a decoraefio convenientes tal casa.
Com elfeito, o primorosa decoracao do Paco
Imperial no Penedo, foi feita a expensas s des-I
le digno eidadao, e nao por urna commisso como :
l'm Penedeit'c.
renedo 19 de novembro de 1859.
Sr. Redacior. Como mora'dor do Poco da
diz o correspondente, ao que parece dar a en- j Panella, o dever impoe-me de contestar o facto.
JRBSr0 niCmbrSd"lb' li-\V um tal Sr. anonymo registrn honlem as
Na mesma sessao deque ha pouco tratei, o I limnas u'e Slla o'l'a contra o Sr. Gustavo
ra l.emos, depois de fazer a decoracao Augusto de Figueiredo, chamando por esse facto
Sr. Morcir
citada, propoa que se tiomeasse urna commisso I a attencao do subdelegado da freguezia do Peco
mlssao gastasso nessas cousas dinheiro aigum
que nao fosse o seu.
Annuio a cmara a proposicSo de seu presi-
dente, e nomeou membros desla os Srs :
Jos Virgilio Teixeira de Araujo.
Jus Antonio de Araujo Jnior.
O primeiro deu esla resposta :
lavo maltrata sua mulher. Em bem da verda-
i de, cabe-me dizer-lhe. que o lal aconlecinieiilo
do dia 26 do correle nao prsson de urna desa-
venga familiar, nao resultando d'ahi mo trato1
,algum sua mulher ; pelo contrario o Sr. Cus-
lavo sempre soube respailar o lago conjugal ; por
on in d; v~s ,S!,?,!,O"'0nl0 ""' 0ll,irS"c o lisso essc nnuncio destituido de veracidaie.
oiiicio de \ S. em que me con ida em nome da I
3005000
300g000
240|000
143000
iii.-i 11
1205000
20$'000
1444000
.
2405000
2 !0000
300,|000
400JO00
120JC00
18OS000
180.SO0O
1 cooo
72$000
15-15000
ligOOO
1 i [9000
15I.O0O
1CS3000
12000"0
1 :000
ha }
^orrespondencia-
Srs. redactores:Postoque cu j v leudo re-
celo de fazer rellexoes, todava, para evitar erros
que podem ir sendo repetidos, julgo dever dlzer
'<>L. de B., que no Diario de Pernambuco de
neje publirou um cnmmuuicadn acerca doPa-
ro imperial do Red fe, considerado sob o ponto de
nsta histrico, me o pelado edificado por
Mauricio de Nassau em o sitio dos coque iros nao
linhaqualro torresem seos qualrq ngulos, e
simduas, como pode ver no inventario, feito
em 1G51, das casas que construirn] ou de que se
achavam de posse os hollandezes e judeos, sob o n.
i52 ; confirmando islo mesmo o que representa
urna das estampas da obra Rerumper ocienium
m Hrasilia de (aspar Barloo, da qual foi co-
piado o que se ve as scdulas de cem mil ris do
novo banco de Pernambuco.
Io Dezembro 1859.
Dr. ,1. F.
PENEDO.
Srs. Redactores.Intimo ai ligo da verdade,
e nao podendo accomodar-mc com adulacoes e
mentiras, vejo-me obrigado a nao consentii se
d publicSda.de e passe desapercebidamenle,
urna tao viciada correspondencia, intitulada
correspondencia particular do Diario das Ala-
goas >.
Sonboros Redactores, ao ler-sea prodita cor-
respondencia do j citado Diario, sud numero
210, de 20 de oulubro passado, em que se trata
da viagern de Sua Hagestadc o Imperador ao
magestoso Rio de San-Francisco, nao se pode
deixar de soltar um lirado de indignacao contra
aquellos que, como o galo da fbula, querem
enfeitar-se com alheios ornamentos, para oblerem
as honras que oulros merecem, e as nao i
eionam.
Son, Srs. Redactores, o primeiro a confessar,
que me fallam talentos e erudico, para levar
ao prlo meua pensamentos, mas, como esb
em una poca singular, lia qual qualquor escre-
viubudor arroga-se ao titulo de Iliterato, n.io
coma deestranhar, que en, que tambem sei pdr
o pelo no branco, me mella a Iludir, com es
pbrases rasleirasda verdade ma .o ma, algu-
mas dessas notareis inexaclidoes que ge encon-
trara na supracilada correspondencia, destarra-
das com os galanleios da eloqucucia.
Respeilo ao desembarque de Sua Hagestadc o
Imperador, e do Kxm Sr. Souza Dantas, presi-
dente desla provincia; festejo c hospedagom
lilla aos m< sinos peloPencdcnses.
Fu xou, Srs. Redactores, auar o factu tal
qual se deu, c onde faltar verdade concedo no
correspond ule o direilo de conlrariar-rac, o do
mesmo modo promello nao tirar o dreito a quera
o lem.
Diz o correspondente, Srs. Redactores, que S.
I.xc. o Sr presidente da provincia, que no acto
de embarcar a ir esperar na barrado magestoso
San-Francisco a chegada de S. U. o Imperador.
foi wiicamento acompanhado dos nove indivi-
duos de que faz mensao sua correspondencia.
Permuta-me o correspondente que desde j
principie a contrariar sua lachgiaphia, ruja arle
supponho Sim, professar, e que nesse acto
foram tantos os eidadaos distinctos qno acompa-
nharam a S. Exc. como cabellos lem talvez o
correspondente em todo o seu corpo, poia j cn-
lo, se encontrando derramado nos corceos pe-
nedenses o prazer e alegra, deverem o seu Au-
gusto o Idolatrado llonarcha: que, a qualqucr
menor signa! arrojavam-se lodos n'um so grupo,
c qualquor por menor que fosse, se consiuerava
com dircito a ser o primeiro a apresentar se
em taes reunios respeitando c obedecendo as
autoridades, tendo somento seguido com s Re.
at abarra do j referido magestoso S. Francis-
coao encontr do Augusto Imperante, to de-
sojado ; os nove individuos que faz mcnc&o 0
correspondente c a msica.
Dias antes, Srs. redactores, da chegada de S.
H. I. tiesta cidade, o Eira. Sr, vico-presidente
desta provincia Jacinlho Pues de Mendouca, en-
tao presidente, officiando o cmara municipal
daqui, noticiando lhe a visita imperial, e encar-
o-a de proparar v.roa casa que serrisse
cmara municipal desta cidade, de que V. S.
digno presidente, para membro da commisso
nomeada pela mesma cmara para tratar do as-'
si o e mobilia da casa que lia de servir de pala- '
co,a S. M. o Imperador.
com o maior pesar que respondo a V. S. pa-!
rasiieiililicnr a mesma cmara, iiue motivos
niui poderosos me impossibililan de nao aceitar'
lao honrosa eseolha, qus todava agradeeo, sen- '
lindo summamente perder esta occasiao de prcs-|
lar a cmara um pequeno servico.
Dos guarde a V. S. Cidade'do Penedo 23 de
setembro do 1859.
111ra. Sr. mejor Antonio Moreira Limas, dig-
nsimo presidente da cmara municipal. Jos]
Virginio teixeira de Araujo.
O segundo comparecen pessoalmente perante
a cmara, e entre razos de escusa, alegou quei-
xas que linha dos Pencdcnses.
Sao esles, Sr. correspondente sem f, os ho-
mens a quera Smc. altribue a gloria de seren
membros da commisso, que a expensas suas li-
zerara a hospedagem .10 Imperador .'
Nao verdade que hnvendo os verdadeiros
membros desta commisso encarregado aos Srs.
Araujos a direceaoda mesma hospedagem Ibes
doran] liitita por cont das despezas feilas
Se o Sr. correspoiideulc pretende querer obse-
quiara estes homens, justo que o faca a sua
cusa, o nao a dos Srs. major Antonio" Moreira
Lenios, Dr. Joaquim Scrapio de Carvalho Mo-
reira, eonimandaiite superior Manoel Gomes Ri-
beiro, lenente-coronol Jos Vicente de Medciros
e Icnente-coronel Antonio Jos de Hedeiros Bit-
tancourt, que nao sj gastaran) com a hospeda-
gem imperial, mas tambem "igaram aos Srs.
Araujos os trinta por cenlo.
Vamos a ponte para o dse arque do Au-
gusto Visilanlo, constando [o qui ; publico aos
negociantes Hanoel Dias de Ali. 'a Caslello-I
Illanco, Joaquim Jcs dos Santos Pa. y Jnior, .
Joaquim Jos dos Sanios Franco e Manuel de j
oliveira Cosa, que una oulra commisso nomea!
da pelo snpracilado vice-presidenle, para o re- '
cebimenlo e hospedagem do Augusto Visitante,
que fra composta dos Srs. commendador Nas-
cimento, Chele de estado Pinheiro, commendador
Comes Ribeiro, lenenle-coronel Biltanconrt. ca-
pito Joao Pereira llypolito e eapilo Manoel Jo-
s da Cosa Batinsje, tinnam abandonado ao lodo
seu posto de honra, e sem consullan-m ao com-
mendador Naseimenlo (que fez a hospedagem a
s- Exc. e a loda sua comitiva) c ao coefe do es-
lado Pinheiro, respondern) a vico-presidencia
que noj ,'ceiiavam a honrosa nomeaeo ; um
^..........., outio porque....*.........
e os maia proporggo, ieunram-se em assetn-
bla gera] os nogocianles cima, so bem que
poneos e perseguidos, e promovern] urna subs-
cripeo pelo commercio na qual colheram a di-
minuta quenlia de 1:12J000 rs., trataran! entao
de construir nina ponto que servisse para o des-
erabarquedo Augusto Visitante, reeahiodo o ex-
cedente do que se gastn sobro os qualro ci-
ma, alm de suas assignaluras ; tendo-sc gra-
luilamenteencarregado do risco da obta eadmi-
nistracaoo Sr. ei-cadele de piimeira linha Joao
Francisco je Araujo Barbosa, que, para dar con-
ta de semlhanl e Irabalho, vio-se na rigorosa
precisan d.' nos ltimos dias trabalhar com seus
nbeiios c obrigar ios officioes trabalhadores
com lu/.es al qualro horas da manha, entre-
tanto que orildando-se desta verdade, limitou-se
em di/erque s. m. i. as 10 horas e um qnario
passou & gilenti, e pouco depois desembttrcou
na poni que 0 commercio linha preparado, li-
cando assia no esquecimenlo os servicos desles
distinctos cdaifios, limitando-se apenas a um
delles, e peto qual espero ser tambem o corres-
pondente contrariado.
Vamos ao palanque, logo que o corresponden-
te nelle lano se esmerou, nao deriater deixado
no rol dos rsquecidos o nome do Sr. escrivfio
Caco, que, nao s prestou o seu conlingenle pe-
cuniario, como tambem servidos de summa im-
portancia, trazendo a colacgao de sua historia, I
nomes de pessoas que em nada foram envidas,
como bem um Sr....... que s oceupou-so em |
dar vivas depois da chegada do Augusto Visitan-'
te, o principalmente por onde linha o Augusto
Sr. de passar.
l se aha casi que teem de ser a residen-
ca Imperial est primorosamente decorada com
idnde, ms com muito gosto;ea cora-
misso que espontneamente se emearregou de
preparar o palacio Imperial se esmerasse para
que nada fallemni< adianto Ifi-seas 3 e meia ]
horas seryio.se oj-inlar, caliendo a honra de se-
ren convidados a comerem na meza com s. H,
I. o presidente da provincia das Alagoas com seu
- retarlo particular, o Sr. lente coronel Jos
Vicente denrdeirosJos Antonio Je Araujo J-
nior, Jos Hanoel de Araujo c Jos Virginio i, -
Xeira de Araujo, membros da commisso que a
suas expencas irataram da hospedagem imperial
o correspondente devia de ler simpatizado mui-
to com os rniTuis Araujos, ou pretende dessea ai-
gum favor, por isso que, do contrario, nao se a
tootaria a atlribuir-Inese que devia estar bem
eerto, que oulras fi/eram, mas para que osle seu
feilico engao nao v paseando sem replica, gri-
larei en, alie o bom soru : os Araujos ou bardes
como lhes (uizerem chamar, nao nzeram parle
de commisso algunas, nem gastaram um s rial
seu com a hospedagem Imperial, antes pelo con-
trario ganharam dola, como trabalhadores eni-
preilados.
Se liveram a honra de se assentarem a me/a
cora o Imperial hospede, foi por mera generosi-
dade de nosso adorado soberano, que, no ve-Ios
a toda hora no Passo, nopodera a devinharque
alli se achavam ganhando para dirigirem a mes-
ma hospedagem.Lm oulra parle da corresp iii-
dencia l-aa ensaque servio de Palacio Im-
perial da propriedade do Sr. commendador Jos
Antonio de Araujo JniorAh Sr. correspon-
dente esta c de emeommenda, diga Smc. o que I
quizer...
Saiba pois o rcspeilavel publico Alagoanocde!
lodo o Brasil que a casa de que ora se trata da ,
propriedade da Exm". Sr*. D. Carolina de He- ]
deiros Lcmos e seus lilbos, viuva do finado I uiz
Jos da Silva Cernes, desta cidade, sendo o Sr.
Araujo Snior inquibno da ditla propriedade,
servindo-se dola a penas para dormida, cujo ar-
rendamento Qnda-se ueste mesmo anuo.
Srs. Redactores, todo hornera sente-sc ao ver
outro vanglori ir-se com o merecimenlo alueio,
mas estadeve subir de ponte, quando um tero i-
ro veste oqualquer rom as galas que a outro ron-
bou c o pocm na pr;a para ser admirado de
lodos. Sis. Araujos aqui paro por ora ; e se al-
gumas de minbas rasleiras expressoes offender
ao amor proprin de VV. SS., lembrcm-se de
duas coizas, para mitigarem o dissabor. A pri-
ra que VV. SS. tralislbaram como cmpreilei-
ros, e no fim nao se Ibes recuzou a paga de
trila per cenlo do qno se gastn. A segunda
que quem o alheio x esle na praca o despe.
E' bem certo, Sr. correspondente o rifao das
antigs, que nunca de um mouro um bom chris-l
lo; agora digo cu. que nunca de um...........um|
bom........? ..,,,pote saiba o corresponden-'
Publicaces a pedido.
Al FELICE ANIVERSARIO
IL SIGNOR DoN PIETRO SECN DO
MPERATORE DEL BSASILE,
FEtlCITAZlOXE.'
Sorge felice aurora,
Ti ileite propol felice :
11 (irn lonarcha dice :
Risedo qui fr te. u
(iiammai provasti al monJo,
.. Letizia al par di quesia :
Per Don Pietro Secondo,
re;;no adralo ognor.
Sorgi Popol felice.
Ti desli umano Scetlro
Del tuo primier Lrilhanie
Dell' Immortal Don l'ietro.
Se vuoi, stranier son io,
Con te m'untsco e esulio,
L' onor che ti fe Dio
Per tua felicita-
Bra liam com lelo canlo,
Viva Pietro Secondo
Primo Monareha, al moub
nico consolator.
Viva 1' excelsa e sania,
Imperatrice eletta,
Della Brasilea Gente
Dulce c soave speranza.
A0 FELIZ ANN1VERSARI0
0)2 &3 m Xl^03 aimP3MA3i
O SENHOR D. PEDRO SEGUNDO
IMPERADOR 110 BRASIL.
FELICITADO
IRADUZIBA AO PF.' DA I.ETTRA PELA ILUSA
sin. D, VARIA CAllLlv HAMOS i: SILVA.
Surge feliz aurora,
Acorda, povo feliz ;
O Gran Monareha diz :
Resido aqui comligo. a
Jamis provasles no mundo,
Jubilo igual a este.
Por D. Pedro Segundo
Penhor sempre adorado.
Surge, povo Miz,
Te acorde humano scepre,
Do teu primeiro briliante
Do Immortal Dom Pedro.
Se queres, estrangeir eu sou.
Conitigo me uno e exullo ;
A honra (pie Dos te fez
Tor tua felicidad'.
Drademos com alegres crnicos
Viva D. Pelro Segundo,
Primeiro Monareha no mundo
nico consolador.
A iva a excelsa e sania
Imperatrz eleita,
Da Brasileira Ginte
Doce a suave esperance.
A' S. M. O IMPERADOR.
SONETO,
tjue doce e prasenteira vem lusindo
A linda aurora deste fausto dia !
Que suaves trrenles de harmona
-Nao vem leda e risonha transfundindo !
E grain a nature/.a reflorindo,
Em ondas de prazer, um canto enva
Ao Dos, Ao Peos que para Elle diz sorrindo :
Eia, Filho meu, conlompla ufano,
Esta bella porgao que a Cruz reiniu,
Que a poz sol leu sceptro justo humano.
Este povo, que ves de si surgiu,
Mas nao vive sem Ti, seu Soberano,
Soberano, o melhor que o mundo viu '.
Joaquim Pinto de Campo?.
LULA PATRITICA
Conssi-srals S. 51. I. o Sr. S, r tiro
II l:iiji>r:idi' do Brasil.
Salvo oh 1 dia vnnluroso
Para nos o mais gentil !
Dia fausto, glorioso,
Em que veio aos nossos lares
Alravez d'immensos maros
O llonarcha do Brasil !
Sbreos lios de Marm,
Da nobre filha de OlinJa,
Vao mbindo erhos sem fim
As montanhas, s florestss.
Do burborinho das festas,
Des hymnos augusta vinda.
E l nos montes oonde
Correo sangue de Flamengos,
Aos nossos vivas re.-ponde
Ribombo que assusla o peiic :
Erguidos do mortal leilo
Fallam nossos Avoengos l !.,.
Pernambuco Co aberto
Aos olbos do Soberano !
Por Ello agora despert
Do teu amigo herosmo,
Redohrards de civismo
Quanto alcanca o peilo humano !
F-squecidos nao sorao
Os trophos da tua gloria ;
Por que nunca longp iro
Des annos, que dii, dia,
\ otamos monarcha
Honra, vida, amor, victoria !
Vieram lempos de lucio,
Tempos de sangue e de mor te :
Mas sempre firme, incorrupto
Pernamburano pudor,
Ao brado do Fundador
Reposlou Fiat ao norte!, .
Eis-ahi, seu Filho Augusto,
Que da Patria foi pupillo ;
Mas hoje sabio, e'robuslo.
Grande como sen Imperio,
Ser no novo hemisferio
Um novo Here TermcLtililIo !
O Filho da Independencia ?
O Filho da Eiberdade !
Sua maior opulencia
Nao foi ter um ihrcno herdado,
Foi siber ter conquistado
Della popularidade !
Vive iriumpha prospera !
E s justo,rendem-te bravos:
E's sabio, forma's era
He la Cruz, a Cruz escuda
O Imperio, qneTsrtda,
IN'ossos netos nunca esclavos !.
O silencio surcedeu
Longo, total e profundo :
E depois que revi veu
O enthusiasmo dos povos.
l'rorompem cnticos rovos.
Hosannas Pedro Segundo '.
Salve oh dia venturoso
Para nos o mais gentil !
Dia fausto, glorioso,
Em que veio aos nossos lares
Atravez de mmenses mares
O Monareha do Brasil !...
Por .1 ao Baptista de S.}
A' S. M. A IMPERATRZ.
SOKETO.
Excelsa Imperatrz, augusta Filha.
De Hroes, que o mundo embreceram tanto !
Ausonio Lyrio Eu Te dou meu canlo,
Singelo canlo, em que a verdade briba !
Sigo des vates a pisada trilha,
Louvando Aquella, que do povo encanto,
Aquella, em quem do desvalido o pranto
Encentra sempre cordeal partilha !
Entro nos Tu viesie apressnrda,
Como Anjo do Bem, de luz infinda.
Abrir a aurora de urna nova estrada.
Mas v tambem se no universo ainda
llouve Roinha mais idolatrada,
Que o I'heresa na formosa Olinda !
Joaquim Pinto de Campos.
V Sua Magestade o Impcra-lor.
Vinte e tantosJovens da Paculdade de Direi-
ui perdido o seu auno de Irabalho. k
passo que em todos os semblantes divisa-sc o
riso P1 ?encas Imperiaes nesla provincia
os acadmicos contristam-se e elnmam nunca ler
havido tantas reprovaces na mesma Faculdade
Emquanln os domis collegas da Faculdade do
San-Paulo truem alegres o resultado de suas fa-
digas, c satisfeilos retiram-se para seus lares os
da Faculdade de Pernambuco lamentam-se e re-
liram-se magoados para as suas provincias. Tal
o o estado trislissimo em que se acbam os estu-
cantes do anno presente. Esludantes pobres
com lamilla, com lilbos, todos gemem o
das rcprov-flcdes, e nflo podnro de coito achar
linilivo s suas seno fdr o Rom Cora-
ran do Nosso Aligaste Monareha, quedenenhum
modo deixari, em um dia de tanto jubilo como
o de hoje, de lancar as suas benvolas vistas ep-
.bre lano rigor; Dignai-vos, pois, Senhor, con-
j ceder una grande graca aos jovens acadmicos
reprorados, lazendocom que ellos lamben fes-
tejem alegres a resenca em Pernambuco.
, Esla graca ser para -lies do' eterna gratidio, .
assim, Senhor, moslrai mais una vez que os
vossos ardenti s desejos s i de promover elici-
Idade e por isso o contcntamcnlo do vosb-i
; povo.

ERRATA.
O primeiro verso do 2o (< recio do soneto hon-
lem publicado, lea-se: Inca Chrisliol assom-
iro... : 6r.
,/-'. de S.]
^MMS3RCJIO.
: PRACA DO RFX.IFP. |. DEDEZEMBRO DE1K
AS FRES HORAS DA TARDK.
Cotscoes otTiciaos.
Descont de letras9 e 11 0/0 ao anno.
, Assucnr mascavado purgado _. y) por
i arroba.
' Algodao do Vacei =7$700 a dinheiro posto a
; bordo.
CotacSes of&ciacs no dia 30 depois das 3 horas
da larde.
Fele de assucar daqui para Liverpool = 15i
e 5 0|tl
lio da Parahiba para Liverpool
3 S o r, in.
, Algodao do Macei = SjDOO por arroba posto a
bordo.
Francisco Mamede de Almeida
Secretario.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 ..... 40 OOHO i
OVIMENTO DA ALPANDEGA.
V'olumcs entrados com fazendns 320
t com gneros !:!
Vclumes sabidos com fazendas 135
t cem gneros 285
;:;.:
21
Descarregarc no dia 3 de dezembro.
Vapor inglezStanleyfazendas.
Barca iugfczaI loating cloudfazendas.
Brigue ingle/- Mary Wier=carro.
Barca americanaReindierCazendas e (arinha.
liana ingleza I). Aunacanes de barro.
Brigue hamburguezLucio CaroKnefazendas.
Brigue linoveiiano BurgermusterSler pol-
vera.
j Iliate americanoJohn Grefath farinha, eh j
e bren.
IHrORTACAO.
Parca ingleza rauso, viuda de Torro-Kov',
consignada Saundors Brothers & C, manifestou-
o seguinte :
3040 barricas bacallu'io ; aos mesmos.
litigue uglez Icine, vindo de Terra Nova, con-
signado a James Crabtree & C, manifeslou o se-
guinte
2,780 barricas bacalhao ; aos consignatarios
Barca ingle/a Fleetiring, vir.da de Terra Nova.
consignada a Saundcrs Brothers &C,.manitestou
o seguinte
0 barricas bacalhao ; aos mesmos.
; Brigue francez Sant'Anna, viudo de Buo*OS-
Ayres, consignado Amorim A. Irmips monifes
leu o seguinte ."
16 mullas c 1 cavfllo a ssaos,
y
MUIIMIO
\


(4)
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FE1RA 2 DE DEZEMBRO DE 1859.
CUMULl-AUU tRAL.
Rendimento do dia 1 118-G91
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 ... 91 088
DESPACHOS DE EX PORTA CAO PELA MISA
DO CONSULADO DESTA CIDADE N DIA
1. DE DEZEMBRO DE 1859.
l.iverpool^Barca ingleza .01inda>,.). CrablreeA
C, 30 saccas algodo ; Paln Nash & C 63
saccasalgodao.
llamplon Roads=Fnlacho americano Coast Pi-
lota, S. Bros 4 C, 800 saceos assucar masca-
vado.
rorloBrigue portuguez Esperance, Carvalho
Nogueira & C, 20 cascos niel.
Lisboa Brgne portuguez Mara da Gloria,
fasso limaos, 204 saceos assucar mascavado.
LisboaBrigue portuguez Relmpago, T. de A.
1'onseca j Pilho, 100 saceos assucar masca-
vado.
BECEBEBORIA DE RENDAS INTERNAS
GERAES DE l'ERNAMBLCO
Rendiracnto do dia 1 ... 6823821
RENDIMIENTO DA RECEBEDORIA DE RENDAS
INTERNAS GERAKS Dt PEhNAMBlTO DO
MEZ DE NOVEMBRO, A SABER
Toros de terrenos e de marinha..
Decima addic.ionsl das corpora-
les de mao mora.............
Sia dos Leus de raiz.............
Direilos uo\os o velhos e de
chancellara....................
Ditos de pa(antes*dos olliciaes da
guarda nacional................
Dirima de chancellara...........
Matriculada Faculdadede Direito.
Mnita por infraeces du regula-
mento..........................
Sello do papel lixo................
Dito do proporcional.............
Imposto de Corrctores............
moluroenlos.................
Imposto sobre lujas e casas de
descont*.....,......
Dito sobro casas de movis, rou-
pas, etc. labrieados em pas es-
traageiro............
Dito sobre barcos do interior. .
laxa de escravos .........
i'.'jbianca da divida activa .
liideniiiisai.es...........
freguezid de sha Jos na ra dos Copiares nu-
mero 11, com vinte palmos de frente, e quarr-nta
cinco de feundos, cosinha fora, quintal murado
com cacimba nieeira e porto para a roa dos
Barros Baixns, cuja parte foi avallada em
302$860 ; as quaes foram pinhoradas por oxecu-
oo do major Manoel do Nascimento da Cosa Mo-
ateiro, contra Jos dos Santos da Silvcira : e
nao havendo lancador, que cubra o preco da
avaliadin ser a arrematarlo feita pelo valor da
adjudicaeo com o abatimenlo da lei. E para que
cheguc ao conhcciracnlo de lodos mandei pas-
sar editacs, que serao publicados pela impren-
sa, e aflixadus nos lugares designados no cdigo
comroercial.
Dado c passado n'csta cidade doRecife doTer-
nambuco aos Tinto e nm de novembro de mil
oiio cont e cincoenla novo, trigsimo oitavo
da independencia e do imperio do Brasil
Eu Munoel Mara Rodrigues do Nascimento,
escrvo o subscrevi. Anselmo Francisco Pi-
retli.
Avisos martimos.
Aracaty.
21*556
57f060
i:S26$848
1:0535472
1:9205000
1486889
20 oo
40*720
2:8715180
:ilc5l8
iUOIllOO
1312C0
2121JS00
Declarares.
-605800
SS0O
56S000
8S-;0IHI
t>G233
21:1319076
lecebedoria de lYrnambucuco 30 do novem-
bro de 1859,
O escrivo,
Manoel Antonio Simons do .1 moral.
CONSULADO
Rendiracnto do da 1
R
PROVINCIAL.
.... 1:4385869
KEND1MENTO DA MESADO COSULADO PRO-
VINCIAL EU O MEZ DE NOVEMBRO DE 1859.
Direilos de 3 por cenlo do assucar
exportado............
Dito idem idem do algodao expor-
tado ...............
dem idem de 5 idem dos mais
gneros exportados.......
Capalazia de 320 rs. por saeca de
algodao exportado .......
Decima dos predios urbanos .
lio de heraneas o legados. .
por cenlo do* meia sza de es-
cravos......... ....
10 porcento de novos e velhos di-
reilos dos empregados provin-
ciaes............., .
Imposto de 4 por cento sobre di-
versos Cstabelecimenlos.....
209 por cada escravo exportado
para fra da provincia.....
Restituicoes c reposiees. .
Multas por infranecoes. .....
Emolumentos de polica.....
Juros da decima..........
laxa de que trata o art. 111 du lei
n. 369..............
Coiiseldo administrativo
O conselho administrativo, para fornecmenlo
do arsenal de guerra, tein de compraros ob-
jectos seguinlcs :
Para a casa de detencao.
Camas de ferio para oUiciacs'2; colchoes 2 ;
travesseiros 2.
Ouem quizer lacs objectos aprsente as suas
proposlas em carta fechada na secretaria do con-
sol io s 10 horas da manha do dia 7 de dezem-
bro prximo vindouro.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
a fornecmenlo do arsenal de guerra, 30 de no-
vembro de 1859? fenlo Jos Lamenha Lina, co-
ronel presidente.Francisco Joaquim Pereira
Lobo, coronel vogal secretario.
Conselho administrativo
0 conselho administrativo, para fornocimento
do arsenal de guerra lem de comprar os objec-
tos seguiutes :
Para a colonia de Pintenleiras.
1 forno grande de ferro para coser farinha, ou
2 mais pequeuos do mesmo metal para o mesino
0m.
Para a copella do hospital militar.
l'm frontal.
Uuem quizer vender tacs objectos aprsenle
as suas proposlas em carta fechada na secretaria
do conselho s 10 horas da manha do dia 5 de
dezembro prximo vindouro.
Sala das sessoes do conselho administrativo
para fornocimento do arsenal de guerra 28 de
novembro de 1859.Denlo Jos Lamenha I.ins,
coronel presidente.Francisco Joaquim Perei-
ra Lobo, coronel vogal secretario.
Pela mesa do consulado provincial se faz
o >ni H19 PliD''C0 aos propriclarios dos predios urbanos das
J._UI.SH:. roguozias desta cidade e da dos Afogados que
.-26;!7
2:555*383
1:377$600
1.521g622
79J237
1:619$S80
1300003
88gl20
SJOOO
102*920
48*102
4J8O
16.-684
6| iOO
21:458*337
Mesa do consulado provincial 30 de novembro
Je 1859.
O escripturario,
Llisses Cockles Cavalcanti de Mello.
Movimento do porto.
.Vatios entrados no dia 1.
Ierra Nova26 das, brigue inglcz Glaucut, do
220 toneladas, capilao Alexand.-e Reddie,
equip 14, carga 2870 barricas com bacallio: a
James Ciablrco f C.a Seguio para a Babia.
Terra Nova38 das, brigue inglez Brooking, de
148 toneladas, capilao II. Roopcr, carga 2200
barricas cora bacalho : a Whalely Foster &
C.a. Seguio paraMacei.
Londres70 das, brigue hanoveriano Burger-
meister Sluve, de 172 toneladas, capilao llin-
recks, equip. 8, carga fazendas c plvora: a
Rolh Bidulac.
Macei4 das, brigue brasileiro Santa Barbara
1 encedora, de 232 toneladas, capito Jos Ma-
linas de Alcona, cquip. 12, em lastro : a Amo-
rim Irmaos. Veio receber pralico e seguio pa-
ra o Ass.
Xavios sal idos no mesmo dia.
Rio de Janeirobarca americana Azelia, capilao
John Power, em lastro.
Acaracpatacho brasileiro Emulaco, capilao
Antonio G. Pereira, carga differenles gneros.
Maranhaovapor nacional Apa, commandante
o pnmeiro lenle Antonio Marcelino de Pon-
te Ribciro.
o- s.
Jfs,
-2 o> fe
e3?a
o 2 2
e
" 5
:-
TJ
B 2
S c
" 2. -c
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c_
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Horas.
s-- S
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tmosphera.
Direcco.
I
Intensidade.

Centgrado.
I4I4BII
;- ye ye p
io teb>--)c
Reaumur.
xxooai
Fahrenheit
-J GC 3C ~i ~i
O CC
I Uggrumctro.
?> a es I
C5SC&3
en j I
Barmetro.
2 >
id
=: C
as se
o
IX.
Editaes.
= A cmara municipal desta cidade manda
publicar, alim de que soja observada, a postura
nbaixo transcripta, que foi approvada provisoria-
mente pelo Eim. presidente da provincia.
Faro da cmara municipal do Rccife, em ses-
sao de 28 de novembro-do 1859.Munoel joa-
quim do Reyo e Albuquerque, presidente. Ma-
noel Ferreira Accioli, secretario.
POSTURA.
Palacio do governo de Pernambuco em 23 de
novembro de 1859.O presidente da provincia,
'iltendendo ao que lhe representou a cmara
municipal do Rccife, em officio de 16 do corren-
te, sob n. 122, resoive approvar provisoriamen-
te o seguinte artigo de posluja :
Artigo nico. prohibido apagar a luz dos
lampeos a gaz,fechando os registros,ou por qual-
quer oulro modo, fa/.er em dita illuminacao
ualquer altcracao, quebrar os vidios dos lam-
peos, ou por qualquer forma damnificar os pos-
tes ou bracos em que sao collocados ; sob pena
de 8 dias de prista c de 20g de multa, que ser
duplicada na reincidencia, alem da indemnisaco
que for divida pelo damno causado.Luiz Barba-
ho Uunix Fiuza.Conforme.Antonio Leitedt
J'inho. Conforme.O secretario, Antonio Fer-
reira Accioli.
i) Dr. Anselmo Francisco Piretli, commendador
da Imperial ordem da Rosa e juiz de direito
special do commorcio d'esla cidade do Recifo
capital da provincia de Pernambuco e seu ter-
mo por Sua Mageslade Imperial, e constitu-
cional, o Sr. D. Pedro II, que/ Dos guarde
etc., etc.
Faco saber aos que o presento o dital virem,
emeomo no dia 15 de dezembro do correte
.-uni, se ha de arrematar por venda, quern
masi derdepois da audiencia c na salados audi-
torios urna casa terrea na freguezia dos AToga-
dos na ra de Sao Miguel numero 81, com vinte
palmos de frente, e cincoenla e cinco de fundos,
cosinha dentro na sala trazeira, pequeo quinta!,
cercado deraadeira, sondo o solo foreiro, avaha-
da tm 500J00O, e urna parle da casa terrea na
os 30 dias uteis para o pagamento a bocea do
cofre do primeiro semestre da decima do anuo
financeiro crtente de 1859-1860 so piincipam
a contar do Io de dezembro vindouro, ficando
incursosna multado 3 por cento os que poga-
rem depois dosse prazo.
Mesado consulado provincial de Pernambuco
26 de novembro de 1859. Antonio Carneiro
Machado Ros, administrador. '
Pela subdelegada do 2. dislricto dos Afo-
gados se faz publico, que desde domingo, 27 do
correntc, appareccu urna cabra fbicho) na tra-
vessa dos Remedios, e existe depositada na ms-
ala subdelegada ." quem se julgar com ireilo a
ella, comprela para lhe ser entregue.
= O Illm. Sr. inspector da thesonraria pro-
vincial, em cumprimento da resoluciio da junla
manda fazer publico, que no da 7 de dezembro
prximo futuro, se ha de arrematar, a quem por
menos fizer o cosleio da illuminacao publica da
cidade de Olinda, avallado em 260 rs. cada um
lampeu diariamente.
A arreraalaoao ser feita por lempo de um
anno a contar do dia 15 de dezembro do corrente
anno.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
taco. comparecam na mencionada Ihesooraria,
onde acharao as condicoes com que deve ser ef-
fectuada a arreraalacao*.
E para constar se* mandou affizar o presente
o publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 19 de novembro de 1859.O secreta-
rio, A. F. da Anminciai'ao.
O Illm. Sr. iuspeclor da thesouraria pro-
vincial, em cumprimeulo da ordem do Exm. vice
presidente da provincia, manda fazer publico, que
[ranlo a junla da fazenda da mesma thesouraria
se ha de arrematar no dia 15 de dezembro pr-
ximo vindouro, quem mais der, 636 lampeos
que serviram na illuminacao publica desta cida-
de, com as suas competentes ferragens, avahados
em 40$ cada um.
Os prelendenles podern dirigir-sc leparlioo
das obras publicas, am de examinarem os men-
cionados lampeoes.
E para constar se maudou aflixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 24 de nuvembro de 1859.O secreta-
rio, Anionto Ferreira da Annunaiarao.
Para este porto segu primeiro que os quo es-
tao propostos paraalli, o hiato Exhala;o: para
o resto de seu carregamenlo e passage'iros, Ira-
ta-sc com Gurgel Irmaos, em seu escriptorio no
primeiro andar n. 28, da ra da Cadeia do Recite.
Para o Rio tic Janeiro
segu viagem com toda a brevidade por ter par-
te da carga prompla, o veleiro palhabole Oii-
veira II : quem no mesmo quizer carregar o
resto, enlenda-se com o capilao Jos de Olivera
Leite, ou com o consignatario Manoel AlvesGuer-
ra, ra do Trapiche n. 14.
Para o Aracaly.
Sahc o hiale Santa Rita : para carga c passa-
geiros trata-se com Marlins & Irmao ra da Ma-
dre de Doos n. 2.
Para o Aracaty pelo Ass,
segu com muila brevidade a barcaca Mari*
Amelia, leudo a raaior parte do car'regamento
prompto : para o resto, irata-se com Prente
\ianna C, ra da Cadeia n. 57.
Para o Ass.
Segu at o Dm da presente semana o hale
Camaragibe, por j ler parle do seu canegamen-
topromplo : para o resto c passageiros dirijam-
se a ruado \gario n. 5.
Para a Baha
O veleiro e bem conhecido palhabole Dous
Amigos, pretende seguir com muila brevidade,
tem parle de seu canegamenlo a bordo ; para o
resto que lhe falla, trala-se com seu consignata-
rio Antonio Luiz de Olivera Azevcdo, no seu es-
cnplorio ra da Cruz n. 1.
.Maraoliao o Para.
O veleiro brigue escuna Graciosa, capilao c
pralico Joo Jos de Souza, tendo j grande par-
te do seu carregamenlo prompto, segu em pou- I
eos dias ; para o resto da carga podem os Srs. i
pretedenles entender-se com os consignatarios!
Almeida Gomes Alvos & C, ra da Cruz n. 27.
Finalmente chegou a barcaca Douradinha \
para aqu sor vendida, de 750 saceos, bem cons-'
Unida, com as melhores madeiras da provincia
de Alagoas, bom massamc : quem prelendc-la, I
pode ir ao fundeadouro em frente do caes do '
Ramos, c all examina-la, e entender-se com Pr-
xedes da Silva Gusrao no caes do Ramos n. 2,
andar terreo, ou com Jos Joaquim Dourado J-
nior, na ra da Cruz n. 22, botica de Joo Soum.
Para o Porto,
o DJigue Esperanca segu al o dia 10 do cr-
reme ; anda recebe carga c passageiros: a tra-
tar na ra da Cadeia do hecil'e n. 4.
JULIO IU04UD
da casa de A. F. Desniarais,
cabelleireiro da casa imperial, presentemente
nesta cidade, tem a honra de offerecer seu pros-
timo s pessoas que delle se quizerera utilisar ;
trouxe do Rio de Janeiro um bonito sortimenlo
de grinaldas, de bouquets.de flores para vestidos,
grande sorlimento do plumas, masabouts, pon-
tos, leques c outros enfeiles proprios para bai-
les, grande sorlimento de rendas, rollarinhos,
mangas, lencos, manteletes.guarnieres de vesti-
dos, ludo de renda de Inglaterra, Alencon e
Briixellase rendas ditas a vara : podo ser procu-
rado no hotel inglez, ra do Trapiche. -
3000CACA0 l)p00Vft)}lMCA
JctrUiSUhucina.
Domingo 4 do corrente. s 10 horas da ma-
nha, havor sesso ordinaria do conselho di-
rector ; sao convidados os senhores conselhci-
ros comparecer.
J. L. Dornellas Cmara,
1. Secretario.
== Jos Joaquim de Souza, subdito porluguez,
retira-se para fra da provincia
O secretario da innandade de N. S. do Ter-
co de ordem da mesa regedora convida a lodos
os seus irmaos para urna reunio de mesa geral
domingo 4 de dezembro pelas 11 horas da ma-
nha no respectivo coosistorio. afira de tomar-se
conheeimeuto da demisso que pede o irme
tnesourciro ltimamente eloito, bem como a de
alguns outros mesarios, procedendo-se logo a
eleico daquelles que suas demissoes forem ac-
echas.
No dia 19 do prximo passado mez desap-
pareceu da ribeira da Boa-Vista um menino
pardo de idade de 10 anuos ponen mais ou me-
nos, com os signaes seguin'.es: cabellos bem
corridos, falla baizo eum pouco tato, nariz al-
lado, lilho do Pao d'Alho : quem delle souber
ou quizer dar noticia diriia-se a ra do Queima-
do loja n. 39, que ah acharao o pai que muito
agradecer.
A
lara a
ancha Flor do Ric Grande recebe carga
para a cidade do Natal ePirangi: a tratar na
] loja do Sr. Joo da Cunha Magalhes, ra da Ca-
deia do Rccife.
P' a Montevideo
segu ne dias o veleiro Digue francez San-
t'Anna, jual recebe alguns passageiros, para os
quaes oll'crece os melhores commodos ; para
tratar, com os consignatarios Amorim Irmaos,
ra da Cruz n. 3.
A quetn convenha urna barcaca de lote de
18 caixas e de boa marcha, e bem 'apparolhada,
dinja-se a ra do Amorim n. 1.
THEATRO
DE
anta Isabel.
3.a e ultima representaco 1) i-ica.
SEXTA-FEIRA 2 DE DEZEMBRO.
TVatalcio de Si M. o Imperador.
Logo que SS. MM. II. se dignarem comparecer
na tribuna esntar-se-ha
O 1IYM30 NACIONAL.
Findo o qual, segulr-sc-ha o espectculo, que
distribuido da maneira seguinte :
PItIMEIRA PAUTE.
1.Grande duelo de Liiza Miller, do maestro
Verdi.
Luiza.................. A Sra. Palresi.
n Miller................. o Sr. Torrcelli.
2.aGrande scena e aria do 1. acto da Tha-
viata. cantada a carcter pela Sra. Fabbri.
3.aScena do primeiro acto da LocBBCU Bor-
eu, cantada a carcter pela Sra. Palresi.
4.aDuelo do Elixir de Amor, cantada a ca-
rcter.
Adena................. A Sra. Fabbri.
Dulcamara............ O Sr. Torricclli.
SEGUNDA PARTE.
2. acto da Filha do Regiment.
Esta representaco ser a despedida das Sras.
Fabbri e Palresi, e do Sr. Torrieelli.
CASSINO P0PIL4R
NO
MAGESTOSO SALO
no
PALACETE DA RIJA DA PRAIA.
Sabbado 3 do corrente.
Em festejo aos anuos de S. M. 1.
A sociedade Cassino Popular, querendo festejar
aos anuos de S. M. I., e nao podendo fazer no
dia 2, em conseqiiencia de haver nesse dia espec-
tculo em Santa Isabel, Tica o Baile Cassino
transferido para o supradito dia.
A msica nesse dia, tocar novas e lindas qua-
drilhas, valsas, polkas, etc., e ser observada a
boa ordem c harmona do costume, e os carios
de ingresso estaro venda no lugar do costume,
para damas gratis, cavalleiros 2#.
N. B. llavera sorvete s 10 horas.
Publicaco litteraria.
Guia Luso-Brasileiro do Viajante da Europa
1 vol. em 4 de 500 pag.: vende-se na mo do
autor ra do Vigario n. 11, brox. 3| encad 4$.
C01PANHU BRASLE1RA
DE
jm
O vapor Paran, commandante c capito le-
ATO!.
capital
)S do i
dos ponos do norle
at o dia 6 do cor-
nente Torrezao, espera-se
em seguimento aos do sul
rente mez.
Reccbe-se desde ja passageiros, fre!e de dinhei-
ro e encommendas e engaja-se a carga que o
vapor poder conduzir sondo os volimes despa-
chados com antecedencia at a vespera de soa
chegada : agencia ra do Trapiche n. 40.
Carlos lisses Dubois, lem a hon-
ra de participar ao respeitavel pu-
blico que tendo sahido da casa do
Sr. I.econle.e acha-se estabelecido na
praca da Boa-Vista sobrado n. 3,
primeiro andar com sala para cortar
cabellos o fazer qualquer obra rela-
tiva aos mesmos cabellas para que
o acharan seinpre prompto a qual-
quer hora.
Um estrangeiro precisa de um
moleque para tratar cavallo e fazer al-
guns serviros de casa : quem tiver an-
nuncle.
No escriptorio de Domingos Al-
ves Matheus deseja-se fallar ao Sr. Ovi-
dio Gonralves do Valle, a negocio ou
pede-seque seigne de indicar sua mo-
rada para ser procurado,
Hospital Torlugucz de Beneficencia em
Pernambuco.
Tor ordem do Illm. Sr. provedor, convido a
lodosos senhores socios do mesmo Hospital Por-
tuguez a reunirem-se no edificio do estabelcci-
mento s 10 horas do dia 4 de dezembro, afim de
lor lugar a sesso ordinaria de asscmbla geral,
e cumprir-se o disposto no3." art. 17 dos res-
pectivos estatutos.
Rccife 30 de novembro do 1859.
Manoel Ribeiro Bastos.
1. secretario.
INSTRLCgiO PUBLICA.
No dia 6 do corrente, s 10 horas da manha,
faro examc as seis seguintes alumnas, da escola
Leiloes.
LEILAO
Sabbado 3 do
O agente Borja autorisado por urna pessoa que
se retirou para o Cear far leilo em seu arma-
zem na ra do Collegio n. 15, de urna rica ruo-
bilia de Jacaranda com tampodemarmore, cama,
loucas, candelabros, piala etc., e outros arligos
de urna casa de familia que estaro avista dos
compradores s 10 horas em poni do indicado
dia.
Gonfinuaco do leilo
DE
FAZENDAS.
Si'siimla-feira o do corrente.
Manoel Jos de Arauio Costa & Filho, nao po-
dendo concluir o leilo de suas fazendas no dia
em que foi nnnunciado, continuar por inter-
venro doagente Borja, a vender como nos lei-
loes passadosSem reserve de precoexceden-
tes sodas para vestidos, vestimentas' para meni-
no, bareges, fil de seda, chales, mantas, len-
cos de cambraia do linho, saias a balo etc., etc.,
o muitas oulras fazendas que eslaro a vista dos
prelendenles.
Avisos diversos.
ADVERTENCIA.
Os Srs. assignantes deste DIARIO
que ja satislizeram sua assignatura na-
ja tem a pagar pelo accrescimo at que
se venra o tempo pago.
Pedido.
Era consequencia de ser hoje anniversario de
S. M. o Imperador, roga-se a lodos os negocian-
tes desta praca, se sirvam fechar seus eslabele-
cimentos, afira de melhor demonstrar o regosijo
que se sent pela estada do nosso bom monarcha
nesla cidade.
Os abaixo assignados tem a honra de com-
municar ao respeitavel corpo do commorcio, que
tendo sido encarregados da lquidaco da exme-
la firma Momsen & Vinassa, continuara no mes-
mo Ryro de comraerdo da mesma firma, sendo
celebrado entre si sociedade que gyrar do 1 de-
zer.ibro em diante, na razo de D. P. Wlld &C.
Recife, ao 1." de dezembro de 1859.Daniel
Paukraz Wild, Theodoro Just.
Cornelio Cicero Dantas Martins, esludante
da Faculdade de Direito, declara quo de hoje em
diente se assigna Cicero Domas Marlins.
Cardozo, Idalina Tertuliana de S, Cndida Joa-
quina dos Santos cJeronyma Antonia dos Santos.
Manoel Ferreira Accioli, delegado Iliterario.
Novo Gabinete Lierario
Pemambucano.
Era consequencia da chegada de SS. MM. II. a
esla cidado no dia 22 do corrente. que se espera-
va ser realsada no dia 21, nao pode ler lugar a
reunio convocada para este dia. Convida-se,
pois do novo aos senhores que subscreveram para
a installaeo do Novo Gabinete Litterario Per-
nambucano, a comparecer amanha 2 de de-
zembro, s II horas da manha, no salo do
thealro de Apollo, afim de se nomear urna
direcro provisoria. Recife, 30 de novembro de
1859.
O Sr. Silverio Barbosa da Silva tem urna
carta no escriptorio de Manoel Ignacio de Olive-
ra & Filho.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva pa-
ra casa de pouea familia : na ra da Cadeia do
Recife n. 22.
AttencSo.
Constando ao abaixo assignado que o Sr. Jos
Ribeiro Poules acaba de cfl'ectuar a venda da sua
loja, e podendo ser que nella se incluissem as
dividas activas do raesmo estabelecimento, o
abaixo assignado previne ao respeilavel publico
e especialmente ao comprador, que o mesmo Sr.
Pontos lhe deu era pagamento de seus servidos,
como caixeiro do sobredito estabelociraentol as
dividas activas fiadas durante o lempo que o ser-
vio do que lem documento: outro sim, constan-
do igualmente ao abaixo assignado ler o sobredi-
to Sr. Ponles asseverado a algumas pessoas ser-
illo o abaixo assignado devedor, o abaixo assig-
nado protesta desde ja contra tal asserso, e de-
clara positivamente nada dever-lhe, visto romo
nenhumas transaceoes se deram depois do ajuste
I decantas cima citado, e antes delle seria por
domis absurdo suppor que o abaixo assignado
fosse devedor ao Sr. Pontes, recebendo do mes-
mo seuhor dividas em pagamento dos seus ser-
viros ; o abaixo assignado fundado na verdade,
Iraduzida em fados que jamis podero ser ne-
gados pelo Sr. Ponles, confia que elle entre no-
vameulo no caminho da lealdade, que deve ca-
racleiisar a todo o negociante de boa f, emen-
dando erro to manifest quanlo irrisorio de eon-
siderar devedor a quem smenle foi seu credor.
liifiiio Jos de Amorim.
Aviso ao publico.
Dr. Joao Noguiss, professor dentista, se ofTcre-
ce ao respeilavel publico para tirar denle? e rai-
zes, limpa-los, chumba-Ios. cautrisa-los, Hidi
los e po-los com toda a perfeico a toda o Vial
quer pessoa que precisar: dirja-se a ra larga
do Rosario u. 46, primeiro andar, hotel trova-
dor, que se aeha prompto a toda a hora que seja
Decenario.
Joo da Silva Ramos, medico pela <5
315 l.niversidade de Coimbra, mudou sua re- E
3 sidencia para o primeiro andar por cima i
v da cocheira do Adolpho na ra Nova e ^
i| continua a receber todos os dias das 8 s 8
^10 horas da manha e das 3 as 5 da tarde,
jK as pessoas que o queiram consultar, bem
fi> como a preslar-secom sua habitual promp
a| tido a qual quer chamado para os rais-
i>c teres de sua profisso comprehendendo a
g| medicina, cirurgia e partos.
utmmmsmv m mmsmm
Procisa-se de um caixeiro para taberna, que
lenha pratica e saiba ler e escrever, preferindo-
se algura recenlemente chegado de Portugal : a
tis'tt na ra de S. Jos n. 2.
Ferro reduzido de
Quevenne,
Previlegiado em seu modo de
administrado pela acade-
mia de medicina de Pars.
Os felizes effeitos do forro em ura grande nu-
mero de enfermidades sao geralmente conheci-
dos. As cOrcs plidas, as flores brancas, o em-
pobrccinicnto do sanguo cora os males do esto-
mago, e as palpilacdes, que sao dellcs a conse-
quencia : taes sao os principacs casos em que o
ferro 6 indicado, e para cortos temperamentos
fracos elle um complemento quasi necessario
do alimentadlo. A superioridade do ferro de
Qucvenno c de todas as preparaces marciacs a-
quella que introduz mais quanlidade de forro no
sueco gstrico em um (.eso dado. Deposito em
Pernambuco, pharmaeia do Pinto, ra larga do
Rosario n. 12.
= Aluga-se ou vende-se o sitio denominado
Campo Grande na povoadio de Beberibe, com
muilos arvoredos de fruct : os protendentos di-
rijam-se ra Imperial n. 4. a fallar com Manoel
Joaquim Esleves.
Fazendas inglezas e francezas
Chegadas nesles ltimos dias; um variado I
sorlimento de fazendas inglezas e francezas, dos i
ltimos gostos : no armazom do Almeida Gomes, I
Alves & C, la da Cruz n. 27.
Cera de carnauba e velas.
Vende-so cera de carnauba a mais superior
possivel a 12, idem segunda soi le llj}500 a ar-
roba, velas dita pura e de composico, fio da Ba-'
la, tremoias, rosarios, espegnilhas", o raeios do
sola, por piceos razoaveis : na ra da Cruz, ar- i
mazera n. 33.
Escravos.
Vende-se um mulatinho de 12 annos, vindo da
cidade do Ico : na ra da Cruz, armazom n. 33. "
Saca-se para a Babia : na rua da Cruz, ar-
mazcm n. 32.
OTerece-se urna mulher para servir de ama
secca : quem se quizer uiilisar, dirija-se a rua
das Calcadas n. 23, que achara com quem tratar.
= Guilhcrme Augusto Ricardo regressa para a
Babia.
Escravo cozinheiro.
Vcnde-se um escravo de 18 a 19 annos, muito
bom cozinheiro ; assim como urna preta cozi-
nheira, engommadeira e lavadeira, e urna negri-
nha de 13 anuos : a fallar com Octaviano de
Souza Franca, rua da Cadeia do Recife n. 36.
Diuheiro em cobre.
Vende-se constantemente na rua da Penha, so-'
brado n. 19, em pequeas c grandes porcoes.
Compram-sejornaespara cmbrulho a 3$8 0 i
a arroba: no pateo do Toreo n. 9.
= No dia 3 slO horas, na loja do sobrado n.
5, sito na rua da Cruz, se ha de arrematar o
espolio do finado hambuiguez Fernando I.ucca.
Bolos.
Apromptam-se bandeijas de bolos com arma-
coes e rasas por preeos commodos, bolos, radns,
doces, alctria e diversas iguarias proprias para
presentes.
jSa mesma casa
offerece-se aos Sr. armadores fesles de flores
muito ricos de seda e de canutilho para enfei-
tes do greja. r
Altenco.
Na rua da Cadeia do Recife n 11 vendem-se
as seguimos obras theatraes
O Demonio Familiar, comedia em 4 actos.
A Corda Sens.vel, vaudeville era 1 acto
Gabriel e Lusbel ou os milagres de Santo Anlo-
n.o, magnifico myslerio em 4 actos
vT/mlP iT^ e "ociante ladr'o drama.
Aiem destas ha mais a venda.
deVrp0oetlasllIa' Cntend Uma bella colX*c&
0 5?8ua%GL?B,e a sociedadc ou a hisloria fiel
sc^fmotff8Sar!? dec,orar seus PreSs P>istudo
se prometle vender em conla.
iiteressinM88 reccb?"se asignatura pan o
im fnii 1h bnm ?scriPt0 Jornal d ^ Ja-
neiro intitulado Revista Popular.
IRIMDADE ACADMICA

s
DE
S- S. (lo Bom Conselho.t
-
O secretario da irraandade acadmica
^ de Nossa Senhora do Bom Conselho con-
vida a seus irmaos e as pessoas que qui- a
i zererapnra no dia 2 do corrente s 9 ho- &
ras em ponlb da manha na igreja dos &
religiosos franciscanos assislirem uma 5ft
missa que a irmandade manda dizer por a
pd;roIIdC S' M' Imperial Senhor D.
Pcde-se aos Srs. Antonio Annes Jacome
tires, Manoel Pantaleoda Costa, Antonio J T
de Mendonca Belera, que tonham a bondade de
dirigirem-se as aterro da Boa-Vista n. 27, loja
de trastes de L. Pusi. J
Procisa-sc de uraa ama qee saiba cozinhar e
engommar com perfeico, pagando-se bem : na
ruadoQueiraadon. 46.'
No dia 22 do corrente desappareceu de casa
o moleque crioulo, Soterio, idade 18 annos, com
OS signaos seguintes : o dedo grande do p es- i
querdo muito aberto, e uma grande marca de es-
carnadura as cosas, nalural de Barreiros, para ;
onde j fez outra fgida o anno passado : quem
o pegar, entregando na rua de Apollo n. 4, ser
gratificado.
ASSOCIACAO
DE
Soccoitos Mutuos e Lenta Emancipaco
dos Captivos.
Domingo 4 do correntc ha sesso em asscmbla
geral da Associaeoo de Soccorros Mutuos e Lenta
Emancipaco dos Captivos ; o Sr. presidente con-
vida a todos os senho"r*s socios para comparece-
rom as 11 horas da manha no saino do palacete
da rua da Praia, onde a casa de suas sessoes.
(Juando os adversarios da associaeo a intrigara e
calumniam, cumpreque por nosso empenho nos
mostremos superiores a todas as artimanhas do
adversarios pequeninos. Far-se-ha a distribui-
co dos diplomas, para o que cumpre tarabem
compareceris.
Sala das sessoes da Associaeo de Soccorros ,
Mutuos e Lenta Emancipaco dos Captivos 1." de j
dezembro de 1859.=0 1. societario.
Lu: C y naco da Silva.
= Vende-se um par de arreios novos para i
carro : na rua larga do Rosario n. 33, taberna.
Vende-se urna taberna
por lodo negocio, em rua muito commereial, no ;
i5Rua das Laragciras15
Paulo Gaignou dentista lem a honra de
avisar ao respeilavel publico que o cele-
bre Dr. dentista, dos Estados-Unidos e de
Pars, Eugenio Delcambre introductor do
novo systema VLLCANITE adoptado pe-
los pTimeiros Drs. dentistas dos Estados-
Luidos, de Londres e de Pars esl na sua
casa.
| Este novo systema, a perfeico mesmo
a de uma preciso matemtica deve subs-
e tituir sem duvida nenhuma todos os sys-
tomas empregados al agora no Brasil e
i devido ao emprego da machina" a vapor
8 de VLLCANISAR do Dr. Palnara.
I O Dr. Delcambre chegado pelo ultimo
g paquete inglez em viagem para o Rio de
I Janeiro, ficar nesta capital at o paque-
I te prximo, e durante este tempo offere-
g ce seu presumo ao respeitavel publico,
P desde das 9 horas da manha at s 2 da
g tarde, na rua das Larangeiras n. 15
baino do Sanio Antonio
Rangel, armazem n. 62.
a tratar ua rua do
O Rvd. padre provincial o mais religiosos
do convento do Carino desta cidade, convidam a
lodos os seus irmaos confrades e mais pessoas
decentemente vestidas a assislirem ao Te-Deum
ue hoje lera de fazer no mesmo convento, pelo
eliz anniversario natalio de S. M. o Imperador.
Fugio desde o dia 22 do corrente o escravo
crioulo de nome Marcos, filho do Maranhao,
representa ler idade 25 annos, cor prela fula,
rosto comprido, testa saliente, nariz chato, olhos
pequeos, muito demorado ua falla e no andar,
gnora-se a roupa que levou, a sua oceupaco
era ganhar na rua : quem o pegar leve-o a rua
da Cadeia do Recifo n. 53, que ser bem recom-
pensado.
Vende-se um cabriolet por preco
muito em conta avista de achar-se em
estado desejavel a todos os respeitos:
fallar na cocheira em frente do portao
do arsenal de marinha, onde existe e se
dir' com quem a compra deve ser tra-
tada.
Claudio Diibeux, scientiVa a
quem convier que acaba de receber um
novo carrerjamento de burros, novos e
bonitos e alguns ja quasi mancos, os
melhores que tem indo a este mercado
e os vende por com modo preco: quem
pretender dirija-se ao seu escriptorio
na rua da Cadeia para tratar.
Liivas de pellica de
Jouvin.
Vendem-se superiores luvas de pellica de Jou-
vin muito frescas, pora homens e senhoras ; na
rua do Queimado n. 22, na loja da boa f.
ATTENCO
Parisiense,
rua do Ciespo n 10, de Jos Gonealves Malveira,
vendem-se superiores luvas de pellica Jouvin, cor i
de palha c brancas para homens e senhoras, ri-
cos enfeiles de flores do mais moderno gosto, ri-
cos chapeos para senhora, enfeitados cora muito
gosto o frmalo moderno, corles de vestidos de '
seda, manteletes e taimas do seda preta para se-
nhoras, perfumaras dos melhores fabricamos.
Superiores queijos londrinos : na rua da:
Cadeia de Santo Antonio n. 28.
Attenco.
Na rua do Queimado n. 2,
terceiro andar.
Apromptam-se vestidos para baile, casamen-
los c usos domsticos.
Toda a obra propria para uso das senhoras e
enancas.
Enfeiles de vidrilho de cores e prctos, ditos de
froco, velludo e canutilho.
Bordados de marca, seda, froco, matiz, linho,
prala e ouro.
Ornamentos completos para igrejas.
Chapeos de palha, seda e escumilha.
Tudo por presos commodos.
- O escrivao d irmrndade de N.
Senhora da Conceicao da Congregaco,
para cumplir com o art. 4S do compro-
misso da mesma irmandade, avisa aos
seus carissimos irmaos para reunirem-
se no consistoiio da mesma, no domin-
go 4 do corrente mez, as 9 horas do dia
para o fim de elegerem os mesarios que
tem de unecionar no anno de 1800
a 186!.
Lendo o abaixo assignado o annuncio que o
Sr. Antonio Jos de Amorim publicou com sua
assignatura, no Diario de Pernambuco n. 274 de
30 de novembro, no qual oceupou-se o mesrao
senhor de dous assumplos com referencia, ao
abaixo assignado, vem o abaixo assignado em
resposla declarar-lhe :
1. que nao foram comprehendidas e ncni o
podiara ser as dividas activas referidas pelo mes-
mo seuhor na venda que acaba de fazer o abaixo
assignado do estabelecimento a quo alludio em
seu annuncio ; e, suppr dilo Sr Amorim que o
abaixo assignado as livesse incluido em tal tran-
saeco, depois que ao mesrao senhor ficaram el-
las pertencendo por esse titulo, que deve ler em
seu poder, querer o Sr. Amorim por si julgar
o abaixo assignado.
2. para melhor eselarceimento do publico, e
assim couhcccr-se que essas dividas nao ficaram
pertencendo ao Sr. Amorim por lh'as ter dado o
abaixo aszignado em pagamento dos seus sup-
poslos ordenados de caixeiro (visto que nao o era
do abaixo assignado, e sim um interessado do
referido estabelecimento e do raesmo adminis-
trador ou gerente, da qual esquiva-so dar, cora
exactido, as contase, conveniente que esse se-
uhor publique o titulo que em si lera relativa-
mente a essa transaceo. Ora, se o Sr. Antonio
Jos de Amorim era caixeiro do abaixo assigna-
do nesse estabelccMnento e nao interessado, com
que direito e fundamento levou com sigo e sem
scienciado abaixo assignado os livros do mesmo
estabelecimento ?! Que direito tinlia como cai-
xeiro para assim proceder o conservar cssos li-
vros em seu poder e fra do estabelecimento, ao
qual os nao tem rccolliido, apesar delle desliga-
do ?! Tome o Sr. Amorim por si o conselho que
prelendeu dar ao abaixo assignado, e trate nao
s de entregar os mencionados livros indopen-
donle dos meiosjudiciaes, como de concluir con-
venientemente o seus negocios a rospeito com
o abaixo assignado. Era vista do expendido o
publico que decida de que lado esl a m f.
Jos Ribeiro Pontes.
Os abaixo assignados rJartidpam ao respei-
tavel corpo do commorcio, tanto desta pra^a, co-
mo das mais desle imperio, que lendo por mutuo
accordo terminado hoje o nosso contrato de so-
ciedade, sao encarregados da liquidacao de todas
as transaceoes da nossa extincla Grnia Morasen
& Vinassa os Srs. Daniel Paukraz Wild e Theodo-
ro Just. Recife, aos 30 de novembro de 1859.
Por procuraeo de Alexandre Momsen e Chris-
tiano Eduardo Augusto Vinassa, Daniel P'auhaz
Wild, Francisco Linden.
V
MUTILADO


DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FEIRA 2 DE DEZEMBRO DE 1859.
!N

F0LHIK1US PARl \W).
Esto venda na livraria .ia praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1S60, im-
pressas nesla typographia, das seguales quali-
dades :
W OLHINIIA RELIGIOSA, contendo, alm do
kalendario e regulamcntodos direitos pa-
rochiaes, a continuado da liibliothcca do
Crislo Brasileiro, que se compde : do lou-
vor ao santo nome de Dcos, coroa dos ac-
HK los de amor, hymnos ao Espirito Santo e
a N. S.( a imitacao do de Santo Aml ozio,
jaculatorias e commemorarao ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo", exercicio da
Via-Sacra, directorio para oraro mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. coraco de Jess, saudaces devo-
tas as chagas de Chrislo, orace's a N. Se-
nhor*, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, respondo pelas almas, alin de
outras oraees. Preco 320 rs.
'ITA DE VARIEDADES, conlondo o kalenda-
rio, regulamenlo dos direitos parochiaes, e
urna collecco de ancdotas, ditos chisto-
sos, contos, fbulas, pensamenlos moraes,
receitas diversas, quer acerca do cozinha,
quer de cultura, c preservativo de arvores
e fruclos. Preco 320 rs.
VITA DE PORTA.a qual, alm dos materias do
costumo, contm o resumo dos direitos
parochiaes. Prego 16!) rs.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & BuEter.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Johnston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
= Precisa-se de una ama, que tenha borneo
abundante leito, para criar uma menina do 4
nezes; paga-se bera : na ra das Cinco Ponas
obrado da esquina dofronlc da matriz nova de
San-Jos.
O Dr. Cosme de Sa
ALLIANC
Estabclccida eraLoriIics
mp |g mu.
CAPITAL
Cinco mllioes de liaras
esterlinas.
Saunders Brolners&C* tcm a honra de in-
formar aes Sis. negociantes, propietarios de
casas, e a guem ruis convier, que estao plena-
mente autorisados pela dita companhia para
efTectuar seguros sobre edificios de tijolo epe-
dra, cobertos de tena e igualmente sobre os
objectos que conliverem osmesmos edificios,
quer consista em mobilia ou emfazendas de
qualquerqualidade.
CAS
f)
Compras.
Cornpram-se modas de ouro de
20f : na ra da Cadeia loja de cambio
I n ro
Neste prove toso estabelecimento, que pelos no vos mcllioramentos (citas acha-se conve-'
nicntemente montado, far-sc-ho tambem do Io de novembro em vante, coniratos mensaes para ; Compra-se uma taberna em urna-das ras
maior commodidade c.economia do publico de (jui-m os proprielarios esperan) a remuncraco de da Boa-Vista : quera tiver entenda-se na ra do
tantos sacriiicios Amorim, armazem n. 20.
Asignatura de banhos frios para uma pessoa por mez.....10$000 |_______________
momos, de choque euchuviscoe por mez 55OOO i-----------------
Series de carloes e banhos avulsos aos piceos annunriadns.
SS_s>s_eEl
Pereira&s
de volta de sua viagetn instructi-U
1 tiva a Europa continua no exer-
jeicio de sua proissaj medica.
Da' consultas em seu escripto-^
no, no bairro do Recife, ra da
Cruz n. 53, todos os dias, menosf'
nos domingos, desde asv6 horasj
t as 10 da manha, sobre os
seguintes pontos :
*. Molestias de olhos ;
1*. Molestias de coracao e de;
peito ;
3'. Molestias dos igaos da gera- ffi
co, e do anus ;
4*. Praticara' toda c qualquer
! operacao que julgar conyenten- j
te para o restabelecimento dos!
seus doentes.
O exame das pessoas que o con-
sultarem sera' feto indistincta-
1 mente, e na ordem de suas en-
i tradas; fazendo excepcao os doen- |3
I tes de olhos, ou aquelles que por 2
motivojustoobtiverem hora mar-
cada para este im. *
A apphcacao de alguns medica
mentos indispensaveis em.varios
icasos, como o do sulfato deatro-
i pina etc.) sera' feto.ou concedido
gratuitamente. A conianca que &
neiles deposita, a presteza de sua
acco, e a necessidade prompta!
I de seu em prego; tudo quanto o
demove em beneficio de seus
doentes.
wmrmmmm
Cabellereiro.
O Sr. thesoureiro manda azer pu-
bheoque se acham a venda todos os dias
das 9 horas d_pn.anl.aa as 3 da tarde,
no pavimento terreo da casa da ra da
Aurora n. 20 e as casas commissionadas
pelo mesmo Senhor thesoureiro na pra-
ca da Independencia n. li e 10, os
bilhetese meios da nova paite da tercera
lotera do Gymnasio Pernanibucano, cu-
jas rodas deverao andar imprelerivel-
raente no dia 7 do futuro' mez de dc-
-einbro.
Thesouraria das loteras 19 de no-
vembro de 1859.Oescrivao, J. M. da
Cruz.
NICA, VEHDADEIRA E LE-
GITIMA.
Hotel trovador.
Na ra larga do Rosario n. iC,
primeiro andar.
Tcndo passado este eslabelecimento ao Sr.
Francisco Garrido, se acha actualmente montado,
e oferece hoje concurrencia publica muito
commoda hospedagem em todos os sentidos.
Fornece-sccomida para fura por barato preco o
com aceio. llavera sempre a qualqucr hora'pe-
liscos'saborosos.excellenles vinhose sorvetc, das
6 1\2 horas dalnrde em dianle ; assim como
deliciosa mao devacca aos domingos, de 2 horas
da manha at 10.
=Precisa-so de uma ama forra ou escrava, que
saiba cozinhar e engommar, para casa do uma pe- approvadas pela
quena familia: a tratar na ra do Cabug n. 3, no
undgoso andar.
DELICIOSAS L 1\ FALL VEIS.
Vendas.
Pastilhas
vegelaes
de Kemp
.^SSffi.^
SALSA PABItELHA
Jayme Eneas, cabellereiro e artista em cabel-
los,continua em seu eslabelecimento na ra do
t_)uei-mado n. 6, primeiro andar, a receber eu-
i.ommendasde cabelleiras, meias ditas, chins,
rescentes M\RR\F\S UMWiuit
ima moda) trancelins, trancas para aunis, pul-
ceiras, correntes para relogio.quadros de qual-
quer gosto que se exija, como sejam : tumulares,
Imemorias, firmas, etc., ele. Tambem puntear
senhoras. e para isto acaba de receber pelo na-
vio Bertho, chegado ultima mente de Pars um
lindo sorlimenlo de pentes rainha Victoria, e
juntamente flores a Parisina do afamado florista
Constantino, flores inteiramenle proprias para
se enfeitarcm os penteades modernos, mesmo
offerece as senhores que pretenderen! ver as
gantes MARRAFAS A LUZ \V pen-
leadas como justamente devem ser, a visitaren)
o seu eslabelecimento, vislo que de oulra forma
licarao amai rotadas, c nao se poder fazer um
juizo perfeilo de quanto sao bellas; para isto
tera sempre o seu estabelecimenlo aberto al as
i) horas da noite.
PILULAS VEGETAES
ASSUCARADAS
INEW-YORK.
O MELHOn REMEDIO CONHECinO
ConlracoHstipaes, ictericia, a/fecres do figado,
febres biliosas, clicas, ii\digesles,enxaquecas.
Ilemorrhoidas, diarrhea.doenrs da
pelle, irupcas.e todas as enfermidades,
PROVNIF.NTES DO ESTADO 1MPIRO DO SAXGLK.
75,000 caixasdcstc reracdo_cousommem-se an-
nualmente I
Remedio da natureza.
fApprovado pela faculdade de medicina, e re-
comiuendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os conhecidos. Sendo estas pillas
puramente vegelaes, nao conten) ellas nenhum
veneno mercurial nem algum outro mineral ;
eslao bem acondicionadas em caixas de folha pa-
ra resguardar-se da humidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e efScaze
em sua operaco, e um remedio poderoso para o
juvcnlude, puberdade c velhice.
Lea-sc o folhcto que acompanha cada caixa.pelo
qual se licar couhecendo as multas curas milagro-
sas quclem clecluado. D. T. Lannian & Kemp,
droguistas por atacado em Nova York, sao os ni-
cos fabricantes e proprielarios.
Acham-sc venda em lodas as boticas dasprin-
cipacs cidades do imperio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra da Alfandoga n. 89.
Babia, Germano & C, ra Juliao n. 2.
Pernambuco, no armazera de drogas de J. Soum
& C, ra da Cruz n. 22.
E chegado loja do Leconle, aterro da Boa-
Vlsla n. 7 o excellcnte leile virginal de rosa
branca, para refrescar a pelle, tirar pannos, sar-
das e espinhas, igualmente o afamado oleo ba-
bosa para limpar e fazer crescer os cabellos ; as-
sim como p imperial do lyrio do I'lorenca para
bertoeijas e asperidades da pelle, conserva a fres-
cura o avelluda-do da primavera da vida.
Cura radical.
O abaixo assignado. encansavel no estudo da
cura radical da morphea, erysipela chronica,
asthmas, escrfulas, rheumalismo e carocos
esterinos, lem a salisfago de convidar a to-
das as pessoas, que de tacs molestias soffre-
rem, a curarem-se com elle, promelendo-lhes
loda a garanlia na applica^ao c proficuidade
de seus remedios do substancias vegetaes com-
poslos c preparados em seu laborarlo chimico-
cirurgico na la do Sebo n. 3, bairro da Boa-
Vista, onde deve ser procurado das 6 s U horas
da manha o das 2 s -i da larde. Picando todavia
2o O mesmo do outro lado lem um rotulo em certas todas aquellas pessoas, que com o abaixo
papel azul claro com a iftua e rubrica dos pro- | assignado conlratarem taes curativos, que 1 lies
pnelarios. : ser restituida qualqucr quanlia ou donativo, que
3 Sobre a rolha acha-se'o retrato e firma do liouver de receber em paga, no caso de nao ef-
iaventor C. C. Bristol em papel cor de rosa. j fecluar, como se comprometi, a cura radical das
4o Que as dirctes juntas a cada garrafa tcm I referidas molestias, com a condica porm das
nma phenix senielliante a que vai cima do prc- pessoas enfeimas se submclterera as regras hy-
senle annuncio. j gieunicas, que pelo abaixo assignado lhes forem
prescripias, como costuma com os seus doentes.
Remedio sem igual, sendo reconhecido pelos
mdicos, os mais iminentes como remedio inl'al-
livel para curar escrophulas, cancros, rheumalis-
mo, enfermidades do (gado, dyspepsia, debili-
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
midades resultantes do cmprego de mercurio,
ulceras c erupcoes que resultara da impureza do
sanguc.
CAUTELA.
D. T. Lanman & Kemp, droguistas por atacado
New York, acham-se obrigados a prevenir o res-
peitavel publico para desconfiar de algumas te-
nues .iraitacoes da Salsa Tarrilha de Bristol que
hoje so vende neste imperio, declarando a todos
que sao elles os nicos proprielarios da receita
do Dr. Bristol, tendo-lhe comprado no anno de
1856.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tem
direilo de fabricar a Salsa Parrilha de Bristol,
porque o segredo da sua preparaco acha-se so-
i mente em poder dos referidos La'nman & Kemp.
I Para evitar engaos com desapreciareis co-
bina^oes de drogas perniciosas, as pessoas que
' quizerem comprar o verdadeiro devem bem ob-
1 servar os seguintes siguaes sem os quaes quaU
I quer outrapreparae,ao falsa "
Io O envoltorio" de fora est gravado de um
lado sob uma chapa de ac, trazendo ao p as
seguintes palavras:
D. T. LANMAN SOL AGE.NTS
N. 69 Water Street.
Na ra das Flores, cocheira n. 33, vnde-
se um hora cabriole! com rodas novas, feilas ha
um mez, envernisadb de novo, com todos os ar-
1 roios, e um ptimo cavallo de mais de 7 palmos
de altura.
|Aos fabricantes develas.
Cera de carnauba da nova safra a 11*500 c 12$,
^ sebo refinado em pao o reas, ltimamente
chegada do Porlo, em barriease caixas de 11S500
a 12550 a arroba : no amigo deposito do largo
da Assembla n. 9.
AtteiiQao.
Na casa de Prente Vianna & C, vendem-se :
Dous turbulos de prata inglcza.
Salitre refinado.
Camas de ferro.
Cemento romano.
Genebra de llollanda.
para
hnston
Arados americanos e machinas
avarroupa : em casa de S. P. Jo-
Senzala n. i2.
G.
ra
A petiiiBcii es( se ac-
Ilillilo.
Na nova loja de tres portas da na Direita ,1.-
104 vendem-se ricos cortes de vestido de seda
brancose de cores com duas saias, os n: -
demos que ha no mercado, pelo diminuto pre-
code tOfljJcada um, ditos de cambraia cora duas
SSas a b'S cada um, dilos de unlnlana bordaJ m
de lindos gestos a 13$, ditos de cassa de seda de
lindissimos gostos a ~ cadaum, damasco de la*
com 6 palmos de largura, proprto para colcha a
9200 o corado, cbnlly de lindissimos gastosa
1? o corado, laa de flores com padrdes m
e muito lindos a 720 n covado, rascas de cores
muito finas a 640 a vara, riscados francezes lar-
gos de quadios ,1 200 rs. o corado, grosdnaples
de todas as cores a 2 o covado, camisas frn-
cezas com peitos do fusljo a 2j8O0 cada nma.
enfeltescom flores para cabera desenhoraaTJ
rada um, ditos de ridrilbo pnlos de cores o.
mais moderno que lia no mercado a 5j000 cada
um, ricas gollinna3 com manguitos de pafo a 73
cada um, gollinhas de traspasso a 2> o -
cadauin.1, orjandys decores a GS.'la vara, palc-
lots pretos de panno flnu a 259, dilos de ditas
a 20?, dilos de easemin de cores a 20?, cortes
de_casemira de cores a 5^800, ditos mais lino*
a ".3, chales de merino bordados finos a 8J
dilos lisos de franja de seda a ^.300, ditos Je
touquim a 25J e 32$, lencos de cambraia da !i-
nho em ricos bordados a 10$ cada um, e flu-
irs muitas fazedas que se deixam de mei. .
nar, e se venden) por baratissimos precos.
1 Aos cigarreiros e cha-
ruteiros.
Queimado n. 0.
Grande e variado sorlimcnto
DE
Fazendas francezas crou-
pas feilas receladas em di-
reitura pelo ultimonavio.
ao-sc as amostras com penhor.
8
9
S
80$000
Campos & Lima tora para vender cai-
xas cora fumo americano de muito boa
qualidado e a preco com-nodo : na ra
do Crespo n. 12.
contra as lombrigas
inspeceo de esludo de
Habana e por muitas outras juncias de hy-
giene publica dos Estados Unidos e mais paizes
da America.
Garantidas como puramente vegetaes, agra-
daveis vista, doces ao paladar sao o remedio
infallivtl contra as lombrigas. Nao causam nau-
sensnera sensacoes debilitantes.
Testcniunho'espontaneo em abone das parti-
Ihas de Kemp.
Srs. I). T. Lanman e Kemp. Port Byron
12 de abril de 1859. Senhores. As pastilhas
que Vracs. fazera, curarara nieu lilho ; o pobre
rjpaz padeca de lombrigas, exhalava um chei-
ro ftido, ti 11 lia o estomago iuchado e continua
comiehao no nariz, tao magro se poz. aue eu
lema perdc-lo. Nestas circumstancias um visi-
nho mcu disse que as pastilhas de Kemp linnam
curado sua filha. Logo que soube disso, com-
prei 2 vidros de pastilhas e com ellas salrei a
vida de meu filho.
Son de Vmcs. seu amo agradecido.
II'. T. Floyd.
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
Street pelos uincos proprielarios D. Lanman e !
Kemp, droguislas por atacado em New York.
Achara-se venda em todas as boticas das
principacs cidades do Imperio.
DEPSITOS : Ricos cortes de vestido de seda de cores
Rio do Janeiro na ra da Alfandega n. 89. I de 2 saias............................
Babia, Germano & C, ra Juliao n. 2. Ditos de ditos de seda prelos bordados a
Pernambuco,no armazem de drogas de J. Soum ] velludo...........................
Preciza-se fallar ao Sr. Joaquim de Azevcdo Ricasromciras deil o de seda bordadas
Pereira, na Uvraria 11. 6 c 8 da Praca da lude- Taimas de grosdnaples bordadas......
pendencia. Chales do touquim branco boidadosa
Precisa-se" de ofiiciaes de carapinas e traba- 30-3 e........ .........
dores: na campia dos Remedios, sitio do Sr. 1 Grosdenaplc de cores de quadrinhos co-
T henorio. vado...................'.............. \ <<2oq
Da-so i:000Sa juros com penhoresde ouro' Dito de dito liso covado................ l$80'Milho novo.
ou prala, ou hypntheca em predio nesta praca: Seda branca lavrada covado 1$600 a___ 2600!p 1 i,
os prelendcnles dirijam-se a taberna do Sr. Lci- Grosdenaple proto lavrado covado...... 2)}000
Dito dito liso encorpado a l$600e___
Dito dito cora 3 palmos de largura a
1$G00 e..............................
Sarja de cores larga com 4 palmos de
largura covado a......................
Gaze de sedada China de dores clistras
co vado a............................
Follar de seda de listras gosto novo co-
vado.................................
Selim de escocia e diana de seda covado
Chaly de llores novos desenhos covado
Bareje de seda de varias qualidades co-
vado .................................
Meio velludo de cores covado..........
Velbutina do lodas as cores............
Selim de todas as cores liso covado ...
Brilhanlina branca muito lina a.......
Chitas francezas claras e escuras s 260 e

Altenco.
o
Vendora-se e concertam-se carrinhos de ma
muito fortes, proprios para a remoco de tinas :
na ra da Concordia confronte a refinacao, ou
na ra Nova n. 41, loja de Ferragens.
A mili bem acredi-
tada tinta prela.
Em garrafas c raciaa defronte de
lypographia de F. C. de I., e Silva,
Nos armazens tic Tasso
vende-se :
Arroz de casca.
s. Francisco,
rmabs
Kew York.
le, na ra do Collegio n. 1
:= Fa^o publico que tenho constituido meu
bstanle procurador para tratar do inventario de
meu fallecido marido Manuel Ferreira da Silva
Maia, ao Sr. major Joo Baptista da Silva Man-
guinho.Rosa Mara da Conceicao Jlaia.
Na ra Bella n. 10 precisa-se de uma ama
para cosinhar c comprar para uma pessoa.
Precisa-se de uma ama para casa de pouca
familia : na ra do Jardim n. 22.
COLLEGIO
DE
\ossa Senliora da Conceicao.
Lisboa ra da Esperanto, n. 101 A.
Em consequencia da alteraco que se fez na
poca dos exames preparatorios para a universi-
dade, c de outras circumstancias que tem occor-
rido na pratica. determinamos alterar tambem Caseniira prela lina a lgOOe..".'..:.".".: 2H500
o comeco do anuo lectivo no nosso estabeleci- 1
ment : at aqui era a abertura a 4 de novem-
2$500 '. Taboaclo de cedro.
amwrit Velas decarnauba.
S*500 Ditas
1-3000
ljOO
900
500
15500
700
800
500
320
Ama
Precisa-se de uma mulher forra ou escrava
para cozinhar : na ra do Queimado n. 35.
Aluga-se um segundo andar com muitos
commodos, na ra do Livramenlo n. 21 : a tra-
tar no mesmo.
Precisa-se alugar um negro para vender fa-
zendas : quera o tiver e queira alugar, dirija-sc
a ra da Cadeia do Recife n. 55, loja de Claudia-
ne & Oliveira, ou Boa-Vista o. 82) ra da Santa
Cruz.
O Dr. Casanova pode ser procurado
a qualqucr hora em seu consultorio ho-
meopathico
28=RUA DASCRZES=28
0{jmesrao consultorio acha-se sem-
pre grande sorlimenlo de medicamen-
tos em tinturas e glbulos, os mais no-
jvoa e bera preparados, os elementos de
homeopalbia e Nystcm diccionario dos
Sirraos de medicina.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ruada Alfandega n. 89.
Babia, Germano & C, ra Juliao n. 2.
Pernambuco no armazera de drogas de J. Soum
& Companhia roa da Cruz u. 22.
rOTr?"? i ('T? nsTY'V'TTYTy*TYYYi*
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La-
rangeiras 15. Na mesina casa tem agua e
p denlilico.
Kk.tJJtiJJtJLJL&.Xa.t.j.t xtti.Xti. .A tY
A quem conveuha urna bjn.aca de lote
de 18 caixas e de boa marcha, o bem pparellia-
da, dirija-sc ra do Amorim n. 1.
Offerece-so para ama seca de una casa es-
trangeira de pouca familia, ou mesmo brasileira,
uma moca portugueza, de 20 a 22 anuos de ida-
de, muito bella : quem dola precisar dirija-se
a ra Imperial, confronto ao
com quera tratar.
n. 27, que achara
Sorvete
Recife 24 de novembro de 1859.
Manoel ilorges de Jfendoncn.
:, :',-'i8@?g@ SS@@@3
gCousnltorio central Iiomeopalliico
I drsablWoL-muo |
ZRuade Santo Amaro (Mun-m
| do Novo ii. 6.)
R) Continan) as consultas e visitas do w
@ mesmo modo que d'anles. A confianca
- que o Dr. Sabino deposita na pessoa que
(lea encarregada de seu consultorio nao w
ser desmentida. 0
@ Os pobres serao sempre tratados gratui-
lamente.
As correspondencias serao enderecadas
tcom subscripto ao Dr. Sabino com ausen- @
Ca ao abaixo assignado
Manoel de Mattos Teixeira Lima 'J.
Prol'essor em homeopalbia e se-
'i crelarlo do consultorio.
Ilegio, estabelecido em edificio lao pro-
o objeclo, e lao vasto [que foi elle con-
NO
W Os abaixo assiguados avisara ao respei-
tavol corpo do commercio e em particular aos
seus frageles, que o Sr. Joaquim Raimundo Al-
ves de Azcvedo deixou de ser seu caixeiro desde
o dia 7 do corrento. Recife 8 de uoxembro de
1859. Machado & Uuntas.
tnlomo Jos Ferreira Alves, medico-ci- |
rurgico pela escola medica-cirurgica da ci-
dad do Porto, recentemente chegado a es-
ta eidade, acaba de eslabelecer o seu gabi-
nete de consullas medicas, cirurgicas e ope-
roii*es na ra do Amorim n. 1o, segundo
andar, aonde poder ser consultado al s
9 horas da manha e das 2 s 4 da tarde.
Alem disso acudir a qualquer chamado
qur de noite, qur de dia, com aquella &
promplidao que sempre exige a huraani- s
dade atflicta. Os pobres serao attendidos e ||j
.tratados gr.itiiilamente. t
Serapliim & Irmao.
Ba do Cabug, loja de ourives

esquina que hca em frente da ra
Nova e pateo da matriz
HFazem publico que estao constantemente rece-
bendo da Eur = paasmais em moda^niais deli-
cadas obras de ouro, as quaes do para csco-
lher, pelos menores procos possveis, e passam
contas com recibos, as quaes vao especificadas
a qualidade do ouro, tanto de 14 como de
quilates, do que ficam esponsaveis.
Precisa-se de duas amas para servico de
casa, escravas ou livres i na ra da Cadeia de
Santo Antonio n. 11 B (entrada a esquerda).
Ha uma prcta para alugar-se que faz o ser-
vqo diario de uma casa : na ra Direila n. 8i.
Pavilhao da casa de ba-
nhos do pateo Carmo.
Todos os dias uleis das 7 s luVnoite, e nos
dias santificados, ou de esias nacionaes das 11
do dia at s 10 da noite. Ha lugar reservado
para as familias. Tambem ha sorveleiras de va-
rios tomaiihos para couducco dos sorvelcs, que
se pedirera painfora.
Precisa-se deum cozinheiro, que enlenda
perfeitamentedeslaarle, quesejalimpo o de boa
conducta, e nao ienlia vicio de beber : para (ral-
lar, na praca da Independencia n. 22.
Idiomas iuglez e francez.
Eneas Bruce, professur de lingoas, tem a hon-
ra de informar ao respeilavel publico, que conti-
na a dar lines os dilos idiomas, lanto na
sua casa como" na daquellcs que se quizerem uti-
Usar do seu prestimo. Recebe tambera discipu-
todas as noiles desde s 7 al as 9 : na ra da
S|.Cruz n. 02, terceiro andar.
jjgi Ha uma jiessoa que toma conta de uma ta-
berna por ualanco, com as habilitacocs necessa-
rias para comprar e vender, a qua d informa-
cocs necessarias : quem pretender, dirija-se ao
aterro da Boa-Vista n. 76, que achara cora quera
tratar.

Botica ceuli-al homeopa tilica
DO
m
pll.S. OLEGARIO IrnillM
Continua a vender-se grande sorlimenlo
fi* de medicamentos horaeopathicos tanto
{| em glbulos como em unturas.
&' Os precos das carteiras sao os mesmos
que so acham estipulados no final do the-
f souro homeopathico.
^ Cada tubo avulso 1g000 ^
Cada vidro de tintura 2$00 Q
@ Thesouro homeopathico ou vade- @
^ mecumdo homeopalha, cncad. llgOOO ^

i
@
^SK
Precisa-se saber se anda existe a viuva D.
hThereza de Jess Coelho Souza Leito, ou alguns
, de seus herdeiros, para se pagar o laudemio e
i foros da casa terrea, esquina da ra do Motoco-
j lomb, edificada as Ierras dos ditos herdeiros :
' se deseja saber na loja da ra do Collegio n. 1.
I Desappareceu no dia 24 do cor-
rente uma cabra (bicho) com os ig-
naes seguintes : prcta com mallias bran-
cas, grande, com um illio pardo, cora
i, mal! as brancas, com as portas dos clii-
fres aparados, uma pera branca e gran-
entregar as
de : quem adiar pode
Cinco Pontas n4 92, que
smente recorapeni>do.
sera genero-
O Sr. Antonio Borges Galvo, tem urna car-
ta de importancia, na Uvraria n. 6 e 8 da Praca a
Independencia.
O Sr. Joao da Costa Maravilha, queira d-
rigir-sea esta lypogrphia a negocio do seu inle-
rece,
O Sr. FranciscoAraujo Caldas Lins, queira
derigir -se a uvraria n. 0 e 8 da Praca da Inde-
pendencia, que se precisa fallarlite.
Precisa-se de uma ama para o servico in-
terno de urna casa, e paga-se bem : na prca da
Boa-Vista n. 32, segundo andar.
Precisa-se alugar alguns pretos escravos,
por mez ou por dias ; pode-se dar o sustento,
caso conveuha ao senhor: na livraria n. 6 e 8
da praca dn Independencia.
Precisa-so de nlBciaes de alfaiale para obra
miuda : na ra Nova u. C9.
Precisa-se de uma ama de leile forra o
captiva, para criar uma menina de dous mezes:
na ra da Moeda n. 32.
~- l'reci.sa-se de umi eozinheira boa : na pra-
ca daBuu-Yista n. 32, primeiro andar.
Ama de leile.
Precisa-se de uma ama de .leile que o tenha
em abundancia, que seja sadia" e de bons costu-
mes e paga-se bem : dirija-se ao paleo do Col-
legio a. 37, segundo ou terceiro andar, a qualquer
hora.
= James Simonds, subdito iuglez, retir-se
para foro Jo imperio.
bro, e neste auno tora lugar no da primeiro de
outubro ; porm, esta determinado, em cousa
alguma obsta entrada dos alumnos, em qual-
quer tempo do auno.
Os cursos ou disciplinas professadas no col-
legio sao as seguinies, c assim classilicados :
!n. O onsino da inslrucc.ao pri
em duas c. ras : na Ia cade
2' o V gr
Ha mais ^^odeira especial de Calliigra-
phia compa ^r. ordinariamente frequentada
pelos alumnos da instruccao secundaria.
Instrucro secundaria.
O cnsino da instrucc.to secundaria prefes-
sado em 9 cadeiras: na Ia cadeiragrammati-
ca e lingua latina : 2" latinidado : 3'1 grego : 4a
francez : 5a iuglez : 6a allemo : 7a philosophia
racional e moral e principios de direilo natural :
8a rhetorica e pocica etc. : 9a geographia, chro-
nologia e historia Universal..
Instruccao superior.
O ensliio nesie collegio, elassifieado de instruc-
cao superior professado ca 6 cadeiras : na Ia
caduiraarithmelica, algebra geometra, trigno-
raetria e geographia matheraatica : 2a operacoes
geraes de commercio c escripturago applicada
agricultura, industria e commercio ; 3a ohy-
sica, chinaca, introdueco historia natural e
mechanica : 4a agricultura geral : 5a geogra-
phia e historia agrcola, industrial e commer-
cial : elementos de economa poltica e de es-
tatistica ecclesiaslica : 6a c,omentos de direilo
administra tiro, com inercia! e das gentes.
Religio e bellas-leltras.
O ensino religioso e o classico dellleratura e
de moral, professado em duas cadeiras espe-
ciaes : na Ia cadeira a religao : na 2a a litera-
tura e moral.
BELLAS-ARTES.
O ensino de bollas-arles professado em di-
versas cadeiras, segundo as. necessdades, po-
rm sao permanentes a primeira para o dese-
nlio ; a segunda para o ensino de msica e exer-
cicios de piano; a tercera para flauta o re-
beca ; quarla para excrcicos de dansa, etc.
Este coll
prio para
rento da ordem de S. Bernardo), c sendo, como
, propiiedade do director geral, oflereco por
isso raesmo a mxima segu anca c vanlagcns,
para quem nelle quizor mandar educar seus fi-
hos ou pupilos, e commoddades para estes.
Os professores, em lodas as disciplinas, sao
dos mais habis. Nao menos escrpulo ha na
escolha dos empregados c dos criados.
A educarao religiosa, que fortalece os bons
principios, fielmente mantilla ueste estabele-
cimento. Os alumnos ouvem diariamente missa
na greja do Collegio, qu<: leen castellao effectivo.
No reacio, na missa, no esludo, e nas aulas sao
os alumnos sempre inspeccionados e vigiados.
Os prefeitos, habilitados com conliecimeiilos pra-
licos daj linguas ingleza, franceza e allema,
dio a maior exercicio, e mesmo eul horas de-
terminadas, aos alumnos que eslu Jara semelhan-
tes linguas.
Os alumnos, lem quarlos separados com por-
tas para os dormitorios : estes cada um sua es-
cada. Todos os quarlos c corredores .dos dormi-
lones, sao oplimamenle ventilados: porque tem
janellas para a ra, ou para o terraco, onde o
edificio forma qualro faces, cada uma "com dous
andares.
A sala dos arlos, livraria, etc., sao no pavi-
mento superior. No pavimento baixo aigreja, e
no quadro, que foi amigo claustro, em roda do
jardim, a sala do estudo geral; as aulas, escrip-
torio, cozinha, refeilorio, ele. Estas casas sao
todas coberlas nassuas entradas, por um bom
systema de arcadas, que sustenta o terraco su-
perior.
O edificio lodo Iluminado a gas, e pouso
desle. ha a maior fiscalisaco o seguranca. To-
dos os lugares de despejo lem siphes, pelo qm:
nao se conhece rao cheiro. Esta medida, a cons-
Irucco quadrada do edificio, a sua posicio em
sitio alio, encostado ao sul, e solado por todos
os quatro lados, e todas as mais condiedes hygio-
nicas. que possue, tornara esta habitaco a mais
salubre, pois ha nella mui poucas doeiicas, e nao
foi invadida nem da cholera, nem da febre ama-
rtilla.
A pensao dos atranos de 12$ mensaes, fra
as despozas extraordinarias. Passando de 16 an-
uos pagaro 14g.
As pessoas das nossas provincias do reino e
das ultramarinas, ou do imperio do Brasil, lem
em Lisboa, muitos individuos de qualificacao
.ue os podeni informar da veracidode do *qu-;
flea exposlo. Em Pernambuco podeni diriair-se
aos Srs. Foidel Pinto & C."
Lisboa, lOdejulhode 1859.
O director-geral,
Joaqxia Lopes Carreira de Millo.
Panno preto e de cor fino provade -
mo a 3g500 a........................ 7g000
Cortes de caseraira de cor a 5g e........ 7-?000
Cas3as organdys de novos desenhos a
vara..................................
Ditas francezas muito linas a............
Manguitos de cambraia transparente bor-
dados muito ricos
mrU oroffiMuutn 9?liiihas Z'nol^o n 5!las Ue dil bordadas a 000 a.... .....
dLia o 1 grao na Tiras c entrcmeiosdecambraiabor.iados
os
para se-
I
s
t
7c500
79090
65O00
S;000
1*000
s
Ricas mantas prelas de linho
nhora ........................
I Ditas ilitas de blond brancas e pretas..
, Chales do soda de cores, prelos e roxos..
Ditos de merino bordados com franja de
seda..................................
Ditos deditudito dla..................
Ditos de dito liso dito de seda..........
Dito de dilo dito de la.................. 4*500
Dito de dito estampados fino lista de
seda..................................
Lencos de cambraia de linho bordados
finos..................................
Dilos de akodo de labyrintboO e. 1 '
Capcllas brancas para n'oiva............
Eufeites de vidnlho preto e do cores....
Aberturas para camisa de esgniao de
linho..................................
Ditas de dilo de algodo brancas a de
cores..................................
Saias balo modernas..................
Chapeos francezes forma moderna......
Gravatqs de seda depona bordadas a
velludo ..............................
Camisas fraucezas de cor c brancas
.finas alj800 o........................
Ditas ditas de fuslao branco e de cor....
Dilas ditas de esguio muito finas mo-
dernas ....................... ........
Seroulasde brim de algodo e de linho
Galeas de caseraira prelaselira 9$ e___
Ditas de dilas de cores 8$ e............
Dita de raeia casemira..................
Bijas de brim flnu e varias qualidades
3#e Golletes de velludo, gorgurao,
casemira e setim....................
Casacas de panno preto muito lino 30S e
Sobrecasacosfe paletols de panno pelo
fino 24s e...........................
Paletols de casemira mesclada golla do
.velludo.............................. I85OOO
Ditos do alpaca .rola muito finos...... lOcOOO
Ditos da merino selim prelos c da cores 9jt000
Dilos de meia caseraira.................. TjfOOO
Ditos de alpaca pretos e de cor forrados 6>500
Ditos de brim branco e pardo linos......
Dilos de brim de quadrinhos finos
8#500 e..............................
Dito de alpaca prelo o de cores..........
Relogioa de ouro naten........ios......
steannas.
1J50C Marrasquino de zara.
1*0001 Licores linos.
Champagne marcas acreditadas.
Conservas.
Farelo de Lisboa.
Na ruada Cadeia do Recile, primeiro in-
dar, n. 50, vendem-se :
Caixas com velas stearinas proprias para i!a
minacocs.
Lilas com dilas de carnauba superiores.
Courinhos de cabra.
Meios de sola.
Farola de Lisboa.
Pomada.
Toallias de panno de linho do differentes I 1-
manhos para mesa.
Folhos lisos e bordados.
Contas douradas.
Apitos.
Palhetas usadas.
Palhclas para clarineta.
Linhas de roris e de nmeros.
Bullas e rolhoes-
Cadeiras e sos, assento de palhinha, de ex-
ccltenles gosios.
Condecas, actales e cestas de vime.
Rodas de arcos de po.
Bocaes para seringa.
Cal de Lisboa.
lj?000
500
3
*
1$500
9
s
GcOOO
8?500
$300
2*500
S
I
115000
105000
485000
5*000
4O$000
355OOO
Rtlogios de ouro e prata, cobertos e desc
tos patente inglez, os melnores que existen no
mercado, e despachados boje, vendem-se por
precos razoaveis : no escriptorio do agente Oli-
veira, ra da Cadeia do Recife 11. 62, primeiro
andar.
0000
-JOOO
3500
S
Pecas de algodo trancado, azul, com 32 ce-
vados por !>300 : vendem-se na ra do Crespo,
loa da esquina que rolla para a ra da Cadeia.
Rclogios.
De novo chegaram os afamados relogios 11-
glezes de ouro.de patente, e estao venda no
armazem de Rostro Rocker i C, praca do Corpo
Sannlo n. 48.
Aterro da Boa-
Vista n. %.
Vendem-se caLxinhas do peras secas a 2S00O
dilas de figos a 237000, dilas de ameixas rainha
I Claudia a 2j800, ditas de muscalol, presuntos de
i Laraego chegados ullimaraento, muito novos .i
'500 ris a libra para acabar; a elles que so es-
1 i'io ucabando.
NO
6USTAT0MASSET representante da amito afsmada casa WAI.LERSTEM MXSSET & C*
rornecedores da casa imperial do Brasil, esUbelecida 110 Rio e em Pars receben urn grande s -
lmenlo de fazendas e modas da primeira qualida le e novidade, quercnJo ames de todo fazer ?o:ar
o respeilavel publico dos oreos minio vanlajosos pelos quaes pode offerecer suas fazendas, vende
ludo a ainnciro .aisla ; elle acha-se residindo no bolel inglez quarlo n. 3 encnrregi-se d mas-
dar levar as lazendas pedidas amostra, sendo por escriplo para evitar os 1 ug, nos.
Recebe qualquer encommendi para mandarvir da Europa ou dj Ro.
100 vestidos de seda para baile, passeose visitas.
Mucre antique prelos e de cores.
Nobrezas lisas pretas o de cores.
Vestidos pretos lisos, lavrados de 2 saias e de vell > lo.
Flores, e enfeiles do renda para cabellos.
Vestidos de cassa branca bordada muito finas.
Carcas, escomilhas, filas de seda e linho broncos e de cores.
Meias de seda, linho, lio da Escossa para hooiens, senhoras e me.:,nas.
Sapalos de selim hunco o prelo com sallo e sem elle.
as olmas de selim branco, de selim prelo, de l muito superiores. !.
Sabidas de baile, capas de cachemira, velludo o soda,
Chales de touquim uordados c de retroz.
Manteletes de renda prelo e cassa bordada.
rl?te rHai"isi"l,as' colarinhos com mangas de cassa bordada a poni waUi renda ve, lad 1
Gna.nicoes de renda prela e branca para vestidos o para enfeiles de vestidas
i.cucos de cambraia de linho muito ricos com renda.
Chapeos de sol para senhoras.
E2Lti!3ft "\nClCS dC. i?1*0' r':,,seiras- Drinco* ^ tartaruga e jaspe preto para lulo.
brande sorlimento de luvas verdadeiras de Jouvin
Luras de retrozo de seda para horneas, senhoras e meninas.
Grvalas brancas e pretas.
Chapeos de corte com plumas.
Casacas, sobrecasacas paletols do panno, cachemir* dos melnores albiales J. I'a.is.
i-airaaouo alamado Meher para horneas.
Tapetes de velludo muito ricos.
Copas, cipotes impermeaveis Makintosch pan liooenw senhoras.
MUTILADO
N


(6)
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FEIRA 2 DE DEZEMBRO DE 1859.1
ECONMICA
Defronte do arco de Santo Antonio.
NESTE NOVO ESTABELECIMENTO VENDEM-SE ;
Livros de religno, scioncias, de letras, artes, viagons, historia e classicos ; romances illuslrados e
outras publicaoes cm diversas linguas.
Cobos, aliase mappas geogrophicos.
Papel de hollanda. de peso, paquete, alraasso, de cores e outros de diversos formatos e gostos.
Prensas para copiar cartas e outros manuscriptos, livros e tintas proprias.
Livros era branco, pennas de varias qualidades e mais objeclos para uso de reparlices, secreta-
rias e casas de commercio, utencilios para desenlio etc.
Arligos debom gosto, fantasa ecuriosidade das fabricas de Taris para uso dos elegantes orna-
tos, presentes etc.
Cartoes cbilhotes para bailes, casamentos e visitas.
HISTORIA UNIVERSAL desde os tempes primitivos al 1850, por Cesar Canto, 12 volumes, in fo-
lio, enriquecida de mais de 90 magnificas eslampas, obra cm que nada se poupuu para o
leilor encontrar nella erudieao, esludo solido e lcitura agradare).
ALMANAK do lembrancas de Castho para 186'J, assim como colleccocs completas desde o seu
comeco.
MANUAL E CONTAS ja feilas para compras e vendas deassucnr, algodao etc.
Encadcrna-se ei todos os gostos desde o mais simples cm papel at ao melhorem panno ou pello.
Imprime-so cartoes e billielus, c marca-se papel cem typo proprio c em relevo vonlade dos
preteodentes.
Acccita-se o encargo dequalqner encommenda de livros c outros arligos tanto da corte e provin-
cias do imperio, como de Portugal, Franca, Inglaterra e Blgica, coni as condicoes mais ra
zoaveis.
Este uliUssimo estabelecimento acha-se, La penco lempo, augmentado tanto no malcra
como no seu pessoal, e seus proprietarios habilitados para vencer quaiquer opposirao hostil e
desprezarcm a ignorante vituperaeao de malevolencia. Otrerecem a seus numerosos freguezes e
.ao publico era geral, asvanlagensde sua longa experiencia e reconhecida promptidao e Adeudado
na execueao das obras as mais importantes do engenharia, entre outras pode enumerar as seguin-
tes : machinas de vapor do lodos os tamanhos, rodas d'agua de todos os dimetros, todas de for-
r ou para cubos de madeira, moendas para caima todas de ferro e independemos com os me-
Ihcramentos que a experiencia mostr ser indispensavel, meias ditas com todos os preparos, ta-
chas para engenho de todas as qualidados o tamanhos, rodas, rodetes, aguilhes, divos e boceas
para fornalha e todas as ferrageos para engenho, machinas para amassat pao e bolacha, ditas
para moer mandioca, ionios o prensas para Cariaba, ponles de ferro, raldeiras, tanques boias e
todas as obras de marhinismo etc., etc.
m m a
Neste estabelecimento ha para vender-te ura completo sortimento de re-
logeos de ouro patente nglezesusso para homcm e senhora, bons relogios dou-
radose follieados de ouro, ricos aprarellios de metal para mesa do mais lindo
gosto e modelo; assim como tambera achantos Srs. msicos excellentes instru-
mentos para banda militar e outros taes como flautas, violoes etc., etc A casa
recebe directamente dos melhores fabricantes de Pars, e portante pode vender
mais barato do que quaiquer outra pessoa
. Vcnliam ver as pecbinchas antes que se acabem.
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f>3
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oo
en
o
Saias balo
Vcndem-se as mcliiores cmaiscommolas saias
I alo que se podo encontrar por >8 para aca-
bar : na ra do Crespo n. 1G, esquina da roa
das Cruzcs; na mesma loja ha ricos cortes de
cambraia, branca bordadas, ditos de phantasia
que se vendem Dor precoscommodos.
= Veudc-se una muiatnha recolhlda, mu (o
bonita, de 6 anuos do idade, sabe coser rom
perfeigo, fazer labyriotho, engommar o tratar do
toilette de senhora : na ra Nova n. 52, primeiro
andar.
A dinheiro ou a prazo.
Vende-se a coclieira da ra daCa-jp
deia de Santo Antonio n. 7, tendo 5j
canos e ura rico coupeesem uso algum-
Lchegado loja do I.ccomle, aterro da Boa
Vista n. 70,excellenlc leite virginal de rosa bran-'S)
ca, para refrescar a pello, tirar pannos, sardas
espinhas ; igualmente o afamado oleo babosi
para limpar o fazer crescer os cabellos ; assim
como pos imperial do lirio de Florcnca para ber-
toejas e asperidades da pcllc,' conserva a frescura
c oavelludado'da primavera da vida.
Molcque.
Vende-se um bonito moleque crioulo com ida-
de de 13 annos, proprio para tudo : no arma-
zem de Fcrreira & Martius, na travessa da Ma-
dre de Dos n. 16.
= Vende-sc doce de caj novo a IcOOO a libra :
em Olinda, ra de Malinas Ferreira n. 12, assim
como tambera se confeitam castanhas para en-
commendas, c outras quaesquer qualidades do
doces.
Farelo, niilho, farinha,
I arroz, caf, champanha, figos, manteiga in-
gleza, ludo de superior qualidaiie c a commodos
precos: vende-se no armazem da ra da Madre
de Deos'n 12, junto ajlabcrna do Sr. Lapa
.
Urna senhora hbil e que tem esludado os me-
lhoramentos possiveis relativo a doces, acaba'
de preparar doces finissimos de goiaba, com Un- !
dascores e com gosto especial, estando cm latas
o em caixoes, e garanto um anno de duracao |
nalleravcl debaixo de quaiquer temperatura ; i
esle doce denominado Coiabada Imperial; pre-
vinc-se as pessoos que queiram obsequiar algum
amigo nada mais digno c era de niolhor gosto
do que ura presente desto doce pela sua especial
qiiadadc e tambora por se acharom os caixoes e I
as latas forradas de papis lilhographados cora o j
melhor gosto e aceio possivel. A autora rauito
grata ficai s pessoas que dercra impulso a este I
to grande ramo de induslria, o lem em vistas-
mandar buscar alguns apparolhos que se torna-
riio indspensaveis liavendo procura deste rico
doce. Senhorcs e.-lrangciros manda para a vos-
sa patria doce raro e sem rival deposito
nico na ra uireita n. C, oitao doLivraracnlo.
20
160;
Botica.
Souza, ra larga
seguintes raedca-
Bartholomeu Francisco de
do Rosario n. 36, vende os
montos:
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vogrtaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dita Sands.
Vermiiogo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas [contra febres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
I'.llixr anli-asmatliico.
Vidrosde boca larga cora rolhas, de 2 oncas a
12 libras
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
Joias... joias... joias.
As instancias de algumas familias notaveis
dcsla cidade, Marcos Weyl.jda casa de Domingos
Moulinho, joalheiro ourives, ra dos Ourivcs n.
27, no Rio de Janeiro) chegou com um completo
sortimen-ln de joias do mais elegante goslo. Sen-
do esla casa favoravclmenlc conhecida como
casa de confianoa, c pelos producios superiores
da sua fabrica, seria fcil convencer-se do barato
e das boas qualidades das joias. Completo sor-
timento de condecoracoes brasileiras de brilhin-
te, ouro e piala dourada, a precos commodos.
Rccebe-se em lioc todos os objectos de ouro,
prata o pedias finas craqualquer oslado : para
tratar, no hotel inglez
IjjOOO
720
lJfOOO
400
220
3000
2g000
3 240
2v'0O0
a
Allcncao.
Por differenles precos veste-se um
honiem da cabeca aos ps : na loja
de Nabuco & C. na ra Nova n. 2.
45Ra
Direita
O propriclario deste estabelecimento reco-
nhecendo que com a excelsa visita de SS. MM.
II. a esta cidade lem de sedar um estrago hor-
roroso de calcados, em consequencia das fre-
quenles paradas, marchas, contramarchas e for-
radaveis passeios as brilhantes illuniinacocs, e
condoendo-se das boleas naturalmente 'pouco
fartas, dos bravos officiacs c pracas dos patri-
ticos batalhes, cujos nomos tra'zem memo-
ria os feitos gloriosos dos nossos avoengos, deli-
berou, era horaenagem a tao felizes dias baixar
so precos do seu excellenle calrado, a saber:
Para homens.
GRANDE
Liquidado.
Gama & Silva, no aterro da Boa-Vista n. 60,
vendem as fazendas seguintes, por precos bara-
lissinos para apurar dinheiro :
Cassas francezas muito linas, cores fixas,
corado
Melinspara vestidos de lindos padroes,
covado
Chitas largas mudinhas, lindos padroes,
covado
Cliallysdc seda com lindlssimos padroes,
chegados pelo ultimo navio francez,
covado
Ditos miudinhos muito bonitos, covado
Folar de soda, covado
Merinos para vestidos muito lindos, co-
vado
Chitas encarnadas adamascadas para co-
borla, covado
Cortes de phantasia para vestido, fazenda
muito superior 16S000
Ditos de laa e seda muito bonitos 12Jg Dos de cambraia com babados bordados g
Ditos ditos 33500
Ditos ditos
Ditos de cassas miudinhas, padroes mo-
dernos
Pecas do cambraia lisa com 6 1[2 varas
I.aade quadros para vestidos, covado
Chamalole prelo muilo largo, covado
Giosdcnaples pretos muilo bons
Ricos penles de tartaruga imperatriz
I.uvas de seda enfeiladas
Penles de massa virados, e outras militas fazen-
das que se vendem mais baraio que em outra
quaiquer parte, dando-seasam ostras com penhor.
mmmmmm mmmmkem
$& Mauricio Jos dos Santos Ribeiro chegado.^
^ltimamente de Lisboa c com officina de**
Sourives na ra larga do Rosario n. 23, primei-||
^ro andar, participa ao respeitavel publico
Slera geral, que acaba do receber porrfio deri i
Sgobjeclos de ouro de ultima moda, osquacstS
gsao de excellentes goslos, c seus prcros^g
^lo commodos que admirara ; cm seu esta-v '
Kbelecimcnto recebe nao s concertos, coioo|g
faz cora perfeieao quaiquer obra que se Ihe '
^encoramende, sera perda de dia marcadOjK
para a sua entrega, compra nao s ouro co--"3>'
Kymo prata c podras preciosas.
SYSTEHA MEDICO DEIIOLLO'WW.
PILULAS HOLLWOYA.
Este inestiniavel especifico, composlo inteira-
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, m l algiima outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, eacompleico mais.
delicada igualmente proniplo c seguro para'
desarraigar o mal na complei^o mais robusta ; I
inteiramentc innocente era sas operacoes o of-
feitos; pois busca e remore as doencas dequal-
qner especie egro por mais antigs e lenazes
. quesejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estaram as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e forras, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As miis afllictas nao devera entregarle ade-
sesperaco ; faeam ura competente ensaio dos
efiieazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para quaiquer das seguintes enfermidades :
msm DEsaii
DE
Roupafeita para homens e meninos
VARKJTO E ATACADO*
No hotel inglez qmirto numero
5.
para ditos, grvalas de seda d
o core;
merinos para meninos, calcas de casemira preta e do "cores
e pretas, ditas de selimde urna e duas roltas.
DE
Sila na na Ir^eiial n. 118 e 120 junio a fabrica de sabo.
DF.
Setio J.da SilvadirigidaporManoelCarneiroLeal.
Neste estabelecimento ha sempre promptos alambiques de cobre de
Va d:000-5! simples e dobrartns, para destilar agurdenle aparelhos
sillar e destilar espirites com graduaco at 40 graos (pela graduaeao
es sysliinas boje approvados e conhecidos nesla e outras provincias
Neste estabelecimcnlo
(de 300?,
para res
melhores
de todas as dimen
de
fe
as
econmicos, tachas c tachos de cobro, fundos de
h\.-Are_.proraf,!?.s alamb'!iues de cobre de diTerentos dimenc5es
destilatorios cominos
io de Scllon Cartier) dos
s do imperio, bombas
torneiras
de bronzee
mbo de todas
-O6os de ferro potaveis e
para engenho, folha de Flandres, chumbo craTenfoTe blr'a^SS'^nVofe'^Tra^^sneK
arroellas de cobre., lences de ferro a latao.ferro suecia inglez delodas as dimensSe f'sras Tornos
oja do ferrageus pessoa habilitada paia tomar nota das encommenda".
rao na ra Nova n. 37
Borzeguins aristocrticos (luslr
Borzeguins zouavos, obra forlssima (bc-
zerro]
Borzegoins cidados (bezerro o lustre)
Borzeguins econmicos
Sapatcs baledores
Para senhoras.
Borzeguins para senhora (primciraclasse)
Ditos (segunda classcl
9?000
8j000
8 00
$000
59000
Ditos para meninas (primeira elasse'
*
37
5^100
48600
48000
GRANDE E VARIADO SORTIMENTO
DE
Eazendas inglczas e francezas c
roopas feilas
recebidas em direitora
NO
Armazem e loia
DE J
Ges ( Bastos
NA BA DOQUEIMADO N.'46,FRENTE DAS
LOJA AMARELI.A-E ROTULAS BRANCAS
Um completo e rico sorlimenio desobreca-
I sacas de panno pretos e de cores a 28 g e 35S. casacas de panno preto muilo lino a B
a 40, 4">S c 50^f, paletots do niosmo panno a
B 24 0 25S. ditos de rasemira a 1.-* 1fi n S?
RuadoQir' uto37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimento um completo
sortimento de obras feitas, como sejam : pale-
ojts de panno fino de 16$ at 280, sobrecasacas
de panno lino preto e de cores muito superiores
a 35-?, um completo sortimento de paletots de
riscadinlio de bnm pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por preco rom modo, cerou-
las de linlio de diversos "tamanhos, camisas
francezas de linho c de panninho de 2g at 5g
cada una, chapeos francezes para hornera a 8,
ditos muilo superiores o IOS, ditos avelludados,
copa alta a 13?, ditos copa baixa a lOg, cha-
peos de fultro para hornera de 43, 59 e at 7J|
cada um, ditos de seda c de palha enfeitados pa-
ra meninas a 10, ditos de palha para senlmra a
12j, chapelinhas de velludo riraraenle enfeila-
das a 25g, dilas de palha de Italia muito finas a
25$, cortes de vestido de seda em cartao de 40$
at 150$, ditos de phantasia de 16 at 35$000,
gollmhas de cambraia de 13 al 5, manguitos
de l$5O0at5, organdys escuras e Claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores
c padroes novos a 720 a vara, casemirasde cor-
tes para colletes, paletots e calcas de 3*500 at
$ o covado, panno fino preto e de cores de 25500
al 10$ o covado, corles de collete de velludo
muilo superiores a 9 o 12$, ditos de go-gurao
e de fuslao brancos de cores, tndo por preco
barato, atoalhado de algodao a 1J280 a vara,
corles de casemiras de cores de 5 al 9, grosde-
naples de cores c pretos de lgGOO at 3200 o
covado, espartilhos para senhora a 6$, cociros
de casemira ricamente bordados a 12 cada ura,
lencos de cambraia de linho bordados
nhora a 9 e 12 cada um, ditos lisos
mera, fazenda rauito superior, de 12
duzia, casemiras decores para coeiro,
20400, barege de seda para vestidos,
1-9400, ura completo sortimento de rolletes de
goigurao, casemira preta lisa e bordada, e de
lustiio decores, os quaes so vendem por barato
preco, velludo decores a 7 o covado, pannos
para cima de mesa a 10 cada um, merino al-
cochoado proprio para paletots o colletes a 2S00
o covado. bandos para armaco de cabello a
1500, saceos dP tapete e de ma'rroquim para via-
gera, eura grande sortimento de macas e 'malas
de pregara, que ludo so vende vontade dos
freguezes, e outras muitas fazendas que nao
possivel aqu mencionar, porm com a vista dos
compradores se moslrarao.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A npulas.
: Areas (malde).
; Aslhma.
Clicas.
i Convulses.
| Debilidade ou extenua-
I cao.
i Debilidade ou falta de
torcas para quaiquer
cousa.
Dj sinteria.
1 Dor de garganta.
| de barriga.
nos riiis.
. Dureza no venlre.
' Enfcimidades no venlre.
Hitas no Qgado.
! Ditas venreas
Fnxaqucca.
Herysipela.
Pebre biliosas
Febreto intermtente.
Pebreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hidropesa.
Ictericia.
Indigest es.
InflammaQdes.
Ir r egu la ridados da
menstru i :o.'
Lombiigas de toda es-
pecie.
Mal de podra.
Manchas na cutis.
Obstruccao derentre.
Phtysica ou consumpr
pulmonar.
Relencao de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulcera?.
DEPOSITO DE PIANOS FORTES
DOS
Mais afamados fabricantes da Europa:
ESTABELECKTO DE
VOGE
Ra Nova n. 27 esquina da Gamboa do Carino.
mais neos e mais
Neste estabelecimento acha-se sempre um complelo sortimento d
bem construidos e fortes panos os quaes se vendem debaixo de toda a garant.
O teclado lera a elasticidade desojada, o exterior desses instrumentos c o mais eleeant.
possivel c as vozes sao magnificas. Ha tambera rauito lindas HARMONAS e SER \PHINAS nro-
pnas para arompanhamento ao piano e------.......-*--
igrejas, capellas, collogios ele.
c as vozes sao magnficas.
para qualro maos e igualmente os ha apropriados para
a wJ^r^vTT TI dd?d? Vai OS,?lor ""frusto assas magnifico e pomposo com
v\?on,r^-, ,V Cq Pm.,oas as snlas c saloes elegantes a sociedade pernambucana
n :"' ;l ?nl lus'as,rao al"'<-' 2>aor no gozo dos encantos d'arte, charaa-se a alinelo de todos
,?.,frr^wn JS?,^ c objecto de gosto relativaiueule a msica. '
Oa mesma casa conoerla-ie e afina-ie com peifei5,lo o msmos sinslromenlos.

Venreo [mal).
Vendem-se estas pilulas no cslabelecimento
geral de Londres n. 224, Straod, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas I SiS
encarregadas do sua venda era toda a America do
Sul, Havana e Ilespanha. ; Sjpgl
Vendem-se asbocetidhas a 800 rs. cada urna '~<.>
dolas, contera una inslrucco cm porluguez pa-
ra explicar o modo de so usar destas pilulas. '
O deposito geral cm casa do >r. Soura' ;
pharmaecutico,
nambuco.
na ra da Cruz n. 22, era Per- ;
A loja
h
para se-
para ho
al 20? a
covado a
covado a
*!'aia uraaca
acaba de receber de Pars os seguimos objeclos,
de muilo apreco, sendo :
Luvas de pellica muito finas, e ricamente enfei-
ladas, para senhora.
Dilas dodta igualmente linas para horaem.
Ricas caxinhas pira costura, leudo fina lesoura,
agulhciro, dedal, agulhcla o furador, ludo
domado, obra de muilo gosto c perfeieao.
Jarros de porcellana dourada, mu grandes o bo-
nitos, o que de mais porfeito se pode dar
era tal genero
Banhas de superior qualidade, em bonitos vasos
de vdro, cryslal c porcellana domada.
Dita diapbone, a afamada transparente.
Exilados raui linos era bonilos frascos.
Ditos de oleo finissimos para cabellos.
Oleo philocome da sociedade hygienique c dos
agradareis cheiros de jasniim, resed, rosa
e laranja tambem para cabellos.
Enfeilcs de vidrillio pretos o de cores.
Gramposde dito tambem pretas c de cores, com
lledenles, o mais bonito e delicado que
tem apparecido.
Agua de colonia superior cm frussos e garrafas
de diTeicntos tamanhos.
Todos esses objectos se achaio constantemen-
te na loja d'aguia branca, ra do Queimado n.
10, onde serao vendidos por menos do que em
oulra quaiquer parle.
Enciclopdica de Gaspar Antonio j
Vieira Guimares, gerente
Jos Gomes Villar.
mu mmmmmmmm*
* Neslenovo estabelecimento de fazendas finas para senhoras e homens lia
tudo botu c por menos do que era outra parle quaiquer, como se provar afi'm de
".*, zer muito negocio.
( ..-, Ricas sodas, las, linho e algodo.
*kg Chapelinas para senhoras, manteletes de todas asqualidades, camisas para senhora
-~>^ saias balos, ditas bordadas de fuslao, boas ligas para perna de moca.
i
^


de cores e
colletes de

Vende-se:
Mercurio doce,
fietroz
Liona de roriz.
Dila cm norellos.
Cera de Lisboa cm velas.
Gracha ingleza.
Couiro de lustre.
.Lazarinas e clavinotcs.
i'humbo em lencol.
Pregos de ferro de todas as qualidades : no ar-
mazem de Jos Antonio Moreira Dias & C, na
ra da Cruz n. 26.'
= Vende-se um silio com 200 palmos de fren-
te o 200 de fundo, uo lugar da Torre, a margem
do Rio Capibaribe, com urna grande e moderna
casado vivenda, cochcra, estribara |para 4 ca-
ballos, gallnhciro, cacimba com tanque e bom-
ba, baixa para capim, todo murado na frente, e
lado com porto de ferro : os pretendemos podem
dirigir-se ao agente Pestaa, que se aclia autori-
zado a dar as necessarias informacoes, c a tratar
da venda sob as condices estabelecidas ao mes-
rao pelo legitimo propietario. O dito sitio todo
jra chaos proprios,
24 o 25$, ditos de casemira a 14', 10$ c
18j, ditos saceos dasmesmas casemiras i
. ; retos e de cores a 10 o 12, ditos de al- g
I a cas preta e de cores a 4$, ditos de brim $
H pardo a45O0 c 5, ditos de brim preto a
g o, ditos brancos a 5, ditos de esguiao do &
m ultimo gosto cor de laranja a 5$, sobre- g
g casacos de alpaca muilo fino a 7 c 9, p
P sobrecasaca de panno finoprelo para rae
K nios a 15, 18 e 20, ditos du casemira M
S de cor a 8 e 10, calcas de ca- serairas de J5
crese pretas a 8, 9, 10$, 11 e 12
ftS caigas debrini de cor a 350, 4 e 5j
a 'utas de brim branco fino a 6e 7,collc- p
g< tes de gorguraode seda c de casemira de
: cores c preto a 5$, 6 e 7, ditos de vello- g
h do a 10 e 12, camisas inglczas lantopara
. ihoracus como para meninos de lodos os
g tamanhos, scroulas de todas as qualidades,
tpeos de sol de alpaca a 5, manteletes
g pretos de muito bom goslo a 30g e 40, ca-
& saveques de fuslao bordados compridosa
20J, chapeos de castor a Napoleo8, ricos
g manguitos de punhos bordados a 35e a ...
i* 4g, ditos cora gollinhas a 5e 6$, gollinhas :;
S de traspasso bordado e transparente a 8g, '
| calcas de meia casemira padroes modernos
a 5g, colches de fuslao de cor e de brim _
branco a 3$ e 3S500 e outras muitas fa- 8
zondas e roupas feitas que sero patentes a S
presenca do freguez. B
rende-se superior linha de algodao, bran-
ces e do cores, em novello, para costura : em
casa de Seuthall Mellorc C, ra do Torres
n, 38.
'
K
Na loja
das seis portas em
em frente fio Livramente.
ROUPA PEITA.
Paletots de panno preto, fazenda fina, ditos
de casemira de cores com golla de velludo, di-
los de alpaca pretos, ditos de brim branco o
pardo, ditos de fusto de cores, raigas "de case- !.
miras prelas e de cores, colletes de velludo pre-!do Cunha c Silva,
lo e do cores, ditos de seda, gorguro c de ca-
semira bordados, camisas brancas e de cores
tinas a 2 : a loja est aberta das 6 horas da
manhaa s 9 da noile.
UELOGIOS.
Vende-se era casa de Saunders Brothers &
C, praea do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskoll, por precos commodos,
e lamben: trancellins e cadeias para os mesmos,
de excellenle ttosto.
Fazendas de bom gosto
Ilccebeu-se pelo ultimo vapor da Europa cer-
ies de vestido de seda de delicadas cores, com 2
babados e 2 saias bordadas, lindos enfeilcs de
flores e froco para cabeca de senhora, bonitas
chapelinas de seda para senhora c meninas, as-
sim como riquissimos corles de collete brancos,
do velludo e seda bordados para casamento,
dilos do velludo preto bordado e de cores boni-
tas ; liavendo outras muitas fazendas, e ludo se
vende por precos mais baratos do que era outras
partes : na ra da Cadcia do Rccife. loia n. 50.

.-

- moca.
Boas chitas, boas cassas organdys, enfeites de flores, ditos de vidrilho", manteletes
para menina, roupas para meninos e meninas, chales para senhora de toda
as qualidades de ponas redonda, chales de touquim prolo e de outras
chitas finas superiores, roupocs de cambraia finos bordados.
Um variado sortimento
de rouna feita, sobrecasacas superiores de panno fino
cal ;as brancas de brim, de casemira pela e de cores e
dados.
Camisas, scroulas o calcado Meller.
Finalmente neste estabelecimento ha detudoc por precos admiraveis avista da
qualidade, e pede-se a todos os senhorcs de engenho que qua'ndo vercra a praca di-
njam-sea esto estabeleeimeolo se quizercra comprar boas fazendas e por precos que
cm oulra parle nao se vendem.
Superiores charutos
sus| iros e havanciros, guanabaras c suissos, cigarros bota fogo a 140 rs. o maco.
preto,
todas
s
cores,
paleto ts,
as quali-

ffc>:

Na ra Direita, sobrado de um andar n.
33, ao p do sobrado do fallecido Ignacio Nery,
vndese doces seceos de caj muilo claro, afi-
nans, sidra, liino, o os mesmos de calda ; tam-
bem se fazem bandejas de armaco de bolinlios,
de lindos modelos, com figuras," ramos e lclrei-
ros, proprios para bailes c mais festejos; fazem-
se tambem pastis, doces d'ovos, ireraedciras, o
todo o arranjo de urna mesa.
Relogios.
Vendem-se relogios de ouro inglezes,
tente : no armazem de Augusto C. de
na ra da Cadcia do Rccife n. 36.
de pa-
Abreu.
Va ra Direita n. 66, effeclivamento ha
bons cscravos de ambos os sexos, de todas as
dados e cores, com habilidades e sera ellas, e
vendem-se a dinheiro, a prazo, e tambem tro-
ca m-se.
Coiitiuua-se a vender fazsndas por bai\
*
\: proco al mesrao por menos do seu valor,
alim de liquidar conlas : na leja de 4 portas
na ra do Queimado n. 10.
Superior ao melhor
presunto de fiambre.
Linguas de vacca einsalmouia viudas
de Londres, vendem-senicamente no;
armazem de Luiz Aunes defronte da'
porta da aliandega.
Sndalo.
Ricos jeques, palceiras, bengalas, bo-
toes, chicotes como tambem csseucia
de sndalo : no aterro da Boa-Vista loja1
n.7.
DO
5 m9. A. mh Heseow,
3 RLTA DAG9LOH1A,CACADOFUIDAO 3
Clnica \>or amitos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consullas'todos os dias pela manhaa e de tarde depois de 4 hora*
Contraa partidos para curar anuualmente nao sopara a cidade como para osengenhos ou outras
propriedades ruracs.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manhaa o em caso de ur-
gencia a outra quaiquer hora do dia ou da noitc sendo por escriplo em que se declare o nonio da
pessoa, o dama eo uuniero da casa.
Nos casos que nao forera de urgencia, os pessoas residentes no bairro do Rccife poderao re-
moller seus bilhetes a botica do Sr. Joo Sounn A C. na ruada Cruz ou loja de livros do Sr. Jos
Nogueira do Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Ncssa loja e na casa do annnnciante aihar-se-ha conslanlcincnl e os melhores raodica-
moutoshomeopathicos ja bem conhecidos e pelos precos seguintes:
Botica de 12 tobos grandes, ...".......lOgOftO
Ditos de 2! ditos.............. 15j?000
Dilos de 36 dilos.............20J090
Dilo de 48 dilos............ 25000
Ditos de 60 ditos...............OjjOOO
Tubos avulsos cada um.............IgOOO
Frascos de linduras.............. 2#00f
Hanoal do medicina homeopathica pelo Dr. ahr traduzido
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, rirurgia etc.. etc............SOiOOO
M '.icina domestica do Dr. Hering. com diccionario. lOgOG"
Rfcrtorio do Dr. Mello Morscs. ....... 6*f
/"
MUTILABA
N


DIARIO DE PERNiMBUCO. SEXTA FEIRA 2 DE DEZEMBRO DE 850.
(?)

Ra da Senzala INova n. 42
Vendc-sc em casa de S. P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para canos, sellins e silhes in-
gleses, candeeiros e casticaea bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de rea, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de un e dous cval-
os, e reosnos d'ouro palete inulezca.
MOSELLE MOSSEIX
Dr,
LO\BRKS
em garrafas e meias gar-
rafas.
C.J. Astley &C.
L(|llllC{lO.
Vende-se muito barato para liquidar-30 fazen-
das francezas e inglezas de diversas qualidades:'
na ra da Cadeia do Recite luja n. 5 A.
Uteiicao,
Seguro contra Fogo
No escriptorio de Hanoel Ignacio de Oliveira
&l'illto tcm para vender os superiores vinlios
nunca aqu vindo desl.is quaJauos :
ChampagneCliquct.
DitaIrrcy.
Lafitlefino
I.arseidein,
Ruquis.
Vende-se um pardo do dade de lo nnnos,
de muilo boa figura e conduela, boui ollicial de
alfaiato, que coi la e faz toda obra, ptimo cria-
do ; dous negros mocos, bous officiaes de pe-
dreiro, um nioleque o" um negro bous cozinhei-
ros, tres negras mocas, coutros esclavos que se
vendem lodos baratos, tanto a piazo como a ui-
nlieiro : na ra Direita n. C.
Attcnco ao segundo andar]|
do sobrado da esquina da
ra do Queimado por cima
da loja do Sr. Preguica,
entrada pelo becoo do
Peixe Frito n. 1.
CHA31>E
pcckinclia.
Na loja do Preguica, na ra do Queimado n.
2, vendem-se pecas de chitas finas do cores fizas
e de escolhidos padrees com 38 covados cada
una, pelo baratissimo proco de 5g800, c em rc-
talho a 160 o covadn.
5J Vende-se um bonito cavallo proprio para
carro ou cabiiolot, por ser do nimio bonita pello
e estar bastante gordo : a halar na coch.tira do
porto do capim ou na ra do Livramcnlo n. 38.
OBlcialatos, commendas c hbitos de diver-
sas ordena, com brilhanles e sera elles, o melhor
que tcm viudo a esto mercado : tudo vende-se
muito barato e pelo preco da factura : na ra
Direita n. 6G.
Vende-se urna prea de nacao Cosa, boa
figura, ptima lavadeira c quila'iideira : na ra
da Cadeia de Santo Antonio 26, segundo an-
dar.
Champaiiha.
Vende-se superior champanha da marca muito i
acreditadaC&G|: em casa de ManoclSilva!
Santos, na ra da Cadeia do Recife n. 62, se-'
gundo andar.
DA
LOW-MOW,
Rua da Senzala Jfova n. \i.
Ncste estabelecimenlo conlinua a haver um
comaplclo sorliraento de moendas e meias moen-
das para eu3cnho, machinas de vapor e faixas
Para concluir a liquidueo dasluzendus
ila extincla lirma de Leite & Corieia,
vendem-se asseguintes fazendas, por
muito menos de seu valor, na.loja de
quatro portas da ra do Queimado
numero 10. ^
Sedas pretas lavradas, superior qualidade,
corado
Grosdcnaple preto muilo bom c largo, co-
vado 2000
Dilo dito mais eslreito, covado lgGOO
Camisetas de cambraia para senhora, urna 800
Tiras e entremeios bordados 320
Sorlimenlo completo de chita de cores,
covado J60
Dito de chitas Urgs franeczas, bous pa-
droes e cores fixas, covado" 2!0
Cangas de cores escuras e claras, covado 200
taos
Carlos Marn,
joa-
OTIMi
| LONDRES |
^ AGENTES
| C J. Astley Relogios de ouro
inglezes. de patente, vendem-se por preco muilo
commodo : no armazem de fiarroca & Medoi-
ros, ra da Cadeia do Recife n. 4.
E****"JB*fHfijie M"S9Crj>$' u',osui|u de t ponas a
lheiros de Suas Mageslades Imperiaes, leniza
honra deparlicipar ao illuslrc publico que' se
acha nesla ciJadc com um comple'.o sorlimento | hrai bordados, o melhor que existe neste mcr-
de joias, que se acha exposto no escriptorio dos j cado, e por preco commodo : na ra do Crespo
Srs. Aniorim c Irmos, ra da Cruz n. 3, segn- I n. 23.
gs Cortearle vestido de duass ias de 3jp
fky cambraia de cor muito tinos a 5gU00 M
Ditos de gnze de duas saias phan- j/
tasia a 20$000 ||
*F Ditos do velandinas oscossezes a 18$000 oU
dP5 Kilos de seda duas saias a 80000 ifl
$& Uilosde 3 folbaaa 70J000 Afe
3S Dilos de blondo do 2 saias bordado 6
m decora 60^000
< Chales de froco 3 ponas a 12OO S
do andar. Itccebem-se tambera obras velhas em
troco.
O Antuncs, ra da Cadeia do Recife, ren-
de por preces coinmodos, o seguinte :
Casacas pretas franeczas.
Calcas ditas ditas.
Saunders Brothers & C. tem para vender em
.sen armazem, na praca.do Corpo Santo n. 11,
lalguns pianos do ullimo goslo. recenlimene
ljC00cn.eSado=, dos betn conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Brondvood SSons de Londres, e
muilo proprios para eslo clima.
Chapeos e roupa
feita.
Cama & Silva, no atorro da Boa-Vista n. 60,
vendem :
de ferro balido e coado. de todos os tamanhos j Corles de calca de mcia casemira ajJGO e 2^000 cl'aPros de f(!"r<> ui para dto. Meias croas para hornera, duzia 23100'rcs- Pe, barato preco de 49 cada un,.
-OO! Palelols braneos de bretanha de linlio muila
]980 "na a 59000.
Di los de casemira mesclada a 7#.
2q L Dilos de casineta a 6-J.
IfiOi Calcas de meia casemira muito bem feita* a
3JJ 3S5W-"
23OOO i Di,as ditas a 2* e 2S500.
Ditas de brira do quadros'a 2g e 2500.
Paletotsjdo panno prelo lino.
Sobrecasbca de dito
Cairas de casemira [rola a 78, 8S e 9S.
Ditas de cor a 6*500.
Gasaveques.
Meias croas para hornera, duzia
Ditas para dito muito superior, duzia
Aloalhado adamascado muilo largo, vara
Cassas de cores fixas e padrees vistosos,
covado
Riscadioho francez, covado
Musselina do cores fixas, covado
Vendem-se casaveques e roupoes de cara- Chales de la com palma de seda, um
Cortes de calca de casemira fina de cores
Ditos de dita prela
Dilos de collete de gorgurao com palma
5S000
C5OOI
Coletes dilos ditos.
Fitas de velludo prelas lavradas,
bordar becas.
Fitas, flores e oulros enfeiles para senhoras.
Tambera vende ura bom cavallo russo cardao.
Coberias de chila 2S.
= Qualqucr destes dias derej chegar da pro-
vieta de Alagoas, para sor vendida, urna barcaea
nova e bem construida, oom as melhores ror-
i deiras, c bem provida de bons massames, com '. Lencos de seda pequeos para pescoco de
! capacidade para 700 saceos : quem pretende-la di-1 senhora 400 ,
; rija-se ao caes do Ramos, andar terreo em ca-, ramio pelo, covado 80500
de velludo
Dilos do dilo de gorgurao e seda
Dilos de dilo de raciin bordado
3s000.
23000 :
3utio;
, sa de Prxedes da Silva (Jusmao, com quem po
proprias para deio tratar.
Cortes de vestidos
de seda
Dito superior, prova de limiio, covado 3J e iffMO
Superior brim trancado de linho, brauco,
1 yara I^OOO
. Dilo dilo de cores, vara 800 ,
, Meias brancas para senhora, duzia 33000 '
j Ditas para dila muilo superior, duzia 4JOO0
Luvas de pellica para senhora, em bom
eslado, um par
200000
Vende-
a
!-se
Folha de cobre e Metal
amarello.
Estanto em barra e Pre-
gas de cobre.
Alvaiade eVerniz copal.
Folha de Flaudres.
Palhinha para marci-
neiro.
Vinhos linos de Chanipa-
nhe e Moselle.
Lonas da Russia e Brim
de vela: no armazem i
deC. J. Astley &C.
.>:c,a*#(it3*ft!ji.i(iisii).ii 9 $00 o!
Fazenda com avaria.
E pechineha sem igual.
Na loja do Preguica, na ra doQueimado n. 2, que se vendo no deposito ger
c m para vender pecas dealgodo largo cora 16 gcl numero 62.
^aras cada urna, pelo borato proco de 1#, pecas
le cassa lisa lina a 2g500 : a ellos, aules que'sc
scabem,
Tachas e moendas
Braga Silva 4C, tem sempre no seu deposito
a ra da Mocda n. 3 A, ura grande sorlimenlo
le lachas e moendas para engenho, do mullo
acreditado fabricante Edwin Maw : a tratar no
inesmo deposito ou na ra do Trapiche n 44.
Vendem-se 2 escravos crioulos, sendo urna
iegra do 22 annos, bonita figura e sem defeito
algara, cozinhs alcana cousa ; e ura negro de 26
nnno, muilo boa figura, sem vicio nem achaque
ilgum, robusto, proprio para armazem de assu-
ar ou servio ideutico por ser fornido, tcm prin-
cipio de carapina e sapaleiro ; os quacs chega-
'am ba tres dias do Ico (Cear) : na ra do Quei-
mado n. 13, por cima da loja do Sr. Joiio los
de Carvalho Moraes.
8000
8$000
5SU0O
Chapeos para menino conde de Ta-
ris a
Hilos pora menina de crep a
s^= Rois para menino, russos c
|S Rasquines para senhora do fustao
m ''ompridos ullimo goslo o 25000
3g Ifilos dilos de cambraia Qnissima a 20g()00
|^ Vestidos para meninos, do soda com
? basquina de cambraia bordado a ISJjOOO
^ Dilos para ditos todos de seda a 205000
""1BW.
85 endem-sc Telas de espermacele em caita a
I .00 rs. a libra, c a retalho a 720: na ra das La-
* rangeiras n. IB.
Vende-se um carro de rodas, muito
bem construid) e forte, com asscnlos para pes-
soas do dentro, c um assento para bolceiro c
Ra do Queimado n. 19.
Vendem-se coberias de chita a 2, cortes de ris- i W&* KC^t pelo uIllIllO
cado francez
algibeira
Nova dvcdcSo aperfei-
coada,
Bandos ou almofadas
de crina para ponteados de
senhora.
Vende-se nicamente na ra da Cadeia do Be-
1SO0O !
liarasd6 Qncimatlo n. 37 loja foA,***!**r*****--rri*-t-*r-r-f-t*rx\
coz a B$500 lencos de cambraia para llilVO Viudo (lo HilVI'e Ul COlliplelO S0r- /1I I til lIjiA V
kT t*uAA SS,,ey?i**t***,,c 2 saias'!S -Sttn&SZSTi&'l 5
lili O Vivlli ftfrPfr !' nalMltlOSC tlea>eillal,OS[aeSSCVCIl-!^ msicas, jaaqui l,e conhecido ha muilos
I > annos, habita no pateo do Hospital n. 17. 2 I
2S000c2$500apeca.
--------------j
dem por preco conuuodo.
Baratissimo.
A 3^500, 4.S500 e 4^800.
PARA ACARAR.
\endem-se na ra do Queimado n. 19 osse-
guintes algodozinhos, a
& Irrao continuara atorrar na roa ,ift ., a|,p ., ,,., ,lA f|nniin-ulit
da Cadeia do Recife n. 48, pecas de cambraia li- ""F s#tl,llor' < u'1 luClIlwaO
sa com 10 jardas a 4#5O0 e 5$, lencos de cam- n. U7, lojil UC IKH'las.
braia de linho a 33 a duzia, cambraias muilo fi-i /-i 'i
Golas e manguitos.
as e de linios padrees a 610 a vara, meias fi-
nas para senhora a 33S00 a duzia, ditas croas In-
glezas para hornera e meninos, chales do meii-
criado Tora, forro de panno lino, e ludo bem ar- lisos a 4$00, o bordados a G, palelotsde
panjado : para fallar com o Sr. Poirier no aler- ; alpaca prela c do coros a 5, ceroulas de linho
ro -da Boa-Vista, c no escriptorio de lames Crab- e algodao, camisas iuglezas muito superiores a
tice A C, ir. 2, ra da Cruz.
Barato que ad-
mira.
Ricas golas c manguitos de cam-
braia : na roa do Queimado u. 37, loja
de i portas.
Manteletes
Ricos manteletes dcgcosdenaple ri-
os a duzia, organdys de lindos desenlies a
. llO a vara, corles de cassa chita a 3J, chita
francesa a 210, 2Sl), 300 e 400 rs. o covalo, pecas
de raadapolao com 30 varas a $800, 5$, 5$30,
6, 7 e 8$, chitas inglezas de cores fixas a 200 rs o
I covado, toalhas para mesa a 3 e 4, corles de
calca de brim de linho a 23, ditas de meia caso- ilit n *17 lui.'l di l iiai'l'K
Velas de cspcrmacetc a 750 rs. a libra, em ca- mira a 2?240, vestuarios bordados para meni- | \^' J. ', "' .
xa e a retalho : na ra Nova n. 52. nos, e outras muilas fazendas que se vende por
Vende-se rape Mcurou pelo mesmo preco barato preco.
na ruado Raii-
a 360 o covado, e a vara a 560,e a 6ib, gangas
, de cor a 5 SO, brira branco de linho a lt200 a va-
: ra colletcs de velludo de furta-corespretos a
; SiOO, ditos pelos a 8 e a 9g, calcas de casc-
, mira de cor a 7, 8 e lig, ditos pretbs a 7, 9 e
Ca mente bordadOS : na I'Ua dO QuCima- | m, coletes de gorgurao a 4, 5 e 63, saceos pa-
ra viagem de diversos tamanhos, eias cruas, por
: ser grande porcao, a I^OO, ditas a 13600 c 2j a
reilteS (le tartaruga. <. finas a 3 c 4$, chapeos enfetados
pcos de castor rapadoss *, k*^ ovi o peSO
sendo l.rancosc prelos, e as formas as rnas rao- PJ^enhora, brancas e pretas, o para meijinas,
dornas que lera vindo ao mercado, e por me- f,,n? e nscadas: vende-se na loja do Leite
nos que em oulra qualquer parle, assira como umho na ra da Cadeia do Recife n. 48.
tambera tcm um grande sorlimenlo de enfeite,!
de vidrilho pretos e de cores pelo diminuto pre-
co de 4 cada um, assim como tem chapeos de
sol de panno a 1S200 cada um em perfeito esta-
do, aberturas brancas muilo linas a 320, ditas de
esguiao de linho a 1 urna, cambraia^ prela fina m^SSSTSASZT ^ ^ **
-......" ^"uuu ij nutiil; II. 4o.
Chapeos pretos.
Na ruado Queimado n. 19.
illilho novo
Saccas de mho a G.000 na ra Nova n 52.
no gaz.
ouiras muilas lazenas que se vende por remes UC uu lU llgil. uum, unas a d e 4J, chapeos cufeitados para
preco. Ri'ns PHllN do tartum** n-n-i alai* meninoseJ meninas e senhoras por qualquer pre-
Em msn do N O Rioher ., p c uu 1.11 nga para aiar ,.0> e lud 0 wals ul se enC0IlUai'
1.III tclbclUC iy. U. ltuei ca|)e||0: na rQa ,|0 Qveimailo n. 37. etoMdelxadevemnder.
a da Cruz n. 4, vertde-se ; i ^ I I A A
igne de sucerior qualidade de marca acre- "'Ja "" \ porUlS. I ^jjll pn n |\nq
Vende-s
ubi de mandioc
por sacco : na ra da Cruz n. 26, armazem.
Fazendas com pequeo
loque de avaria.
E* peeliinclia.
Na loja do Preguica, na ra do Queimado n.
2,ha para vender pecas de linissimo e muilo
largo raadapolao, pel baratissimo preco de 5$,
:$500 e3$000: cheguem, antes que so'acabem.
Chapeos de castor pretos
e braneos
Na ra do Queimado n. 37, vendem-se os me-
lhores chopes de castor.
Vcndcm-se na na do Cabug n. B., loja de
miudezas do Joaquina Antonio Dias de Castro.
= Vende-se farinha de mandioca em saceos,
deboa qualidade, saceos com milho, Tditos com
fejao raulalinho, dilos cora arroz pilado e de cas-
ca, courinhes de cabra, ludo por preco muilo co-
mmodo: no armazem da ruado Rangeln. 62.
.REMEDIO NCGMPfiRAVEL.
UNGUEiNTO HOLLOWAr.
Milhares de individuos de todas os nacoes po-
den testemunbar as virtudes deste remedio i-
comparaTel e provar em aso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
bros inteirameule sosdepois do haver emprega^
do intilmente outros tralamentos. Cada psol
po4er-se-ha convencer dessas curas maravilhosas
pola leitura dos peridicos, que Ih'as relatara
todos os dias ha mn-s annos ; e a maior parte
& C. ru
Champa
dilada na corte.
Tinta branca superior em oleo, latas de 25 li-
bras, por commodo prc;o caixasde4 latas.
Verniz e verniz copal.
Camisas francezas
Ricas tamisas francezas lano
A 500 rs. a peca
ofterta.
Fil de seda liso.
Vende-sena ra do Cabug n. 2 B, loja de
miudezas de Joaquim Antonio Dias de Castro.
Por preco commodo se vende a casa terrea
a ra do
de fila de velludo de um dedo mnimo de largura
nnCeZaS UtnlO de com 10 ip varas, bandos de crina para senhora da ruJ V "W. Vff cas
lgodaozinho da fabrica Todos os Santos da Ba- DCO de lillIlO C0I110 de alOllO C de fu*S- m,," bo"sa f0 rs- ? Par- pu'seiras de cenias vjgario n. 10. "
hia. I (.-,A. i \ i )- i i : P,lra senhora ou meninas muilo lindas a 160 rs.
1 Brilhanles de diversos tamanhos e de primeira I V'""'lUI1 UO UnCllUaUO II. J/, lOj UC. para acabar na loja de miudezas do aterro da
qualidado l pOI'laS. s Boa-\ista n. 82, quasi confronte a matriz.
Brim trancado de linho todo1
Muila atteucao.
* >uuv9 v uios im uip "-a auno; ca maior parte
se para fechar contas saccas com fari-1 deUassao lio sor prendentes que uiejuupe so
indioca pelo baratissimo preco de 6!} medidos mais celebres. Quanlas pessoas reco-
prelo,
fazenda muilo superior; garanle-sc que niio
desbola : na ra da Cadeia do Recife n. 48, lo-
ja de. Leite & Irmao.
Bandeiras nacio-
nacs.
Espartilhos.
Aviso.
I
2OS000
40$000
25S000
f
9

9
5
S
No armazem de Adamson, Ifowie & C. ra
do Trapiche n. 42, vende-se selins para horaem
e penhora, arreos prateados para cabriole!, chi-
cles para carro, coleiras para cavallo ele.
Na loja da estrella.
Ra do Queimado n. 7.
Esto estabelecimenlo contina a estar sortido
de fazendas de todas as qualidades como sejam :
Ricos corles de vestidos de seda de 3 fo-
lhose 2 saias, c Aquile
Paletots de panno
Ditos de dito muilo fino
Hilos de casemira de cor
Dilos de alpaca pretos muito finos e
mais abaixo
Dilos de ganga e de brins
Calcas de casemiras pretas e de cores
Ditas de biim branco e de cores
Coletes de velludo preto e de cores.
Ditos de gorgurao muilo finos
Ditos de fustao
Camisas francezas de todas as qualidades
Ccipara horaem
misas francezas bordadas para senhora
l.equcs da melhor qualidade e do ultimo
goslo
Mantas e gravatas de seda de todas as qua-
lidades
chapeos de sol de seda inglezes
Ditos decaslor para cabeca muito finos
Ditos pretos os melhores que tem vindo
ao mercado
Taimas prelas do ultimo gosto
Casemiras de cores para palelot
Corles de casemiras inglezas
Dilos de ditas francezas
Dilos de ditas muito finas
Chapeos Amazona para seuhoras'e me-
ninas
Machinas de costura
de S. M.Singcr &C. da
New-York, o mais aper-
feiQoado systeroa, fazen-
_ do posponlo igual pelos
fe) dous lados da costura,
garante-se a seguranca
da3 n achinase manda-
se cnsinar as casas de
familia, bem como se
moslram a qualquer ho-
ra do dia ou da noite
nesla agencia: nicos
agentes em Pernarabuco Raymundo Carlos Lei-
le & Irmao, aterro da Boa-Vista n. 10.
Em casa de Kabe ScLmettan &
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traiunann de Hamburgo.
Vemfe-se farelo de Lisboa, em saceos gran-
des e de superior qualidade, por menos prego
que se vende era oulra qualquer parle : na ra
do RaDgel n. 62, armazem.
braram com este soberano remedio o uso deseus
bracos e pernos, depois de ter permanecido lon-
go lempo us hospitaes, onde de viam soflrer
amputacol DeUas ha muitas que ha vendo dei-
xado esses asylos de padecimonios, para "nao
submeticrem essa opeaco dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preemsoremedio. Algnmas das taes pessoas na
enfusao de seu rccoiiheciniento declararam es
tes resultados benficos dianle do lord correse-
dor e outros magistrados, aim de mais autenti-
caren! sua rmativa.
Ninguem desesperara do estado de saude se
Uvesse bastante confianza para ensaiar este re-
medio constantementeseguindo algum lempo o
menlralalo que necessitasse a natureza do nial
cujo resultado seria prova rinconlestavelmente '
ijue ludo cura.
O ungento he til, mais pnrtieu-
lui-mente nos seuintes-asos.
Bonets para crianca
Ricos boncls de marroqu ni para
! crianca: na rua do Queimado u 37, lo-
ja de i porlas.
En I es para senhoras.
Ja loja a, ia de ouro, ruado Cabug n. 1 B.,
^^^l'^u^10* d Vidr'lh0 Prolos i abados, armados, de 20 a 40S cada u.n sendo,
! drilhn o J, ,fu n?""h0 2Z52m' Cm V1" 1"e scu va,or "zoavel era de 80# : na loja de 4
ir d"">oe sem elle, ditos de troco de todas as coros,' norias da rua iin nuoimidnn irt
Vendem-se na rua do Queimado n. 7, bandei-; dilos de flores e Uro ue'fitas, ludo do ullimo eos- i n *o oucimado n. 10
ras oacionaes de vanos tamanhos, muito bem lo, chegado nestes "ltimos navios de Europa, e se Silla |a f|||Aimo felasja 800 rs. cada urna. vende por baralisslmo preco. IU!(IU<) yllIlluUO II. #3 fl ,
Na loja de Gama & Silva, no aterro da Boa-
Vista n. 60, vendem-se espartilhos de linho com
carrileia pelo baratissimo preco de C$500 cada
um.
Vestidos de seda.
Vendem-se corles de vestido de seda com 2 o :.!
Vendc-se um lindo cavallo mellado, bas-
tante gordo : quera o pretender dirija-so ao pa-
leo do Canco, taberna n., que achara com
quem tratar.
Escravos fgidos.
m'mmk
sorlimenlo de cha-
peos
Gaixinhas proprias para / 303 conesde vestidos de seda qUc COsuram
\ l 0O5; a 16S cortes de vestidos de phautasia que,.
cuslaram 30S ; a 8$ oliapclinhas para senhora: n'u
na rua do Queimado n. 37.
*ugio no da 28 a eserava parda que repre-
senta ler 00 anuos pouco mais ou menos, levou
vestido de chita sujo, camisa do algodao lambem
soja, lera cara larga, nariz chalo, olhns peque-
os, boi.os nervosos, levou um chale vclho bran-
co, quando anda aos saltos; julga-se eslara-
coutada era alguma casa, desde j se prole-ta
conlra quem a livor acornada : pede-se nos ca-
pitaes do cambo e autoridades policiaes que a
peguera e levera-na i rua do Vigario n. 10, que
aensados.
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canoeros.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Bnfermidades da cutis
. em geral.
Ditas do anus.
Erupcoes e escorbti-
cas".
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchagoes.
Inflaniarao do ligado.
Inflammaco da bexiga.
da matriz
Cenia.
Malos das pernas.
dos peitos.
de OlhoS.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos,
Pulrnoes.
Queimadelas.
Sarna.
Supuracdes ptridas.
liaba, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea,
do ligado.
das articulacdes.
Veas torcidas ou noda-
das as pomas.
2S 00
5S500
9^000
Vende-se este ungento no estabelecimenlo
geral de Londres n.224, Strand, e na loja do
lodos os boticarios droguistas e outras pee
encarregadas de sua venda em tuda a America
doSul, llavana e Ilespauha.
Vendo-se a 800 rs. cada bocelinha, conlm
urna nstrueco em portuguez para o modo de
fazer uso desle ungento.
O deposito goral he em casando Sr. Soum,
phannai uutico. na rua da Cruz n. 22, em Per-
narabuco.
Fazendas moder-
nas.
Corles de casemiras de cores finas a5$500, di-
las de urna s cor muilo linas de 3 e 6J, corles
de colele de velludo do cores a GJ000, ditos diio
prelo a 5S e 6$, colchas de algodao adasmasca-
das a 5$, bri'.hantina branca o covado 480, case-
mira de quddikihos o covado 1#, pannos para
mesa muilo bonitos e modernos a 6>, corles de
barege com tres ordens de babados a 15#, cha-
peos de phautasia para hornera, sendo de gor-
gurao de seda a 7,-S ditos doChille de a 25,
dilos de. fellro de 4*500 o 5?, camisas de cam-
braia de liuho para senhoras, ditas de esguio
muilo fino, ditas de cambraia bordadas com man-
gas, ricos corles de seda de lodas as cores, man-
.eletes dos mais modernos, grande sorlimenlo de
perfumaras inglezas legitimas, joias decoral ver-
dadeiro, oleados de diversas cores imitando
marroquim para cobrir mesas, forrar almofadas,
travesseiros, etc., ele, e bem como um' completo
sorlimenlo de fazendas do mais apurado gos'.o e
melhor qualidade, vendendo-se ludo por bairos
precos, no armazemde fazendas de Raymundo
Garlos Leite & irmao, aterro da Bou-Vista n. 10.
Fub.
Farinha de milho americana, em barricas, cho-
cada no ultimo navio dos Estados Unidos : nos
armazens de Tasso Irmaos.*
Na rua de Aguas Verdes n. 40 se dir quem
vende urna fabrica de fazer velas de carnauba,
bem montada e em bom estado.
mimo.
Na loja da aguia de ouro, rua do Cabug n. I
D., vendem-se as lindas caixinhas com amen-
anas de cores, sorlidas, do mais lindo gosto que
se pode encontrar, proprias para mimo, que os
vende por preco baratissimo.
Fil
cora 2 1[2 varas de largura a 800 rs. a vara : na
rua da Cadeia do Recife n. 48, loja de Leite &
Irmao.
seras recomp
Fugio no dia 28 dopassado, o raoleque Be-
nedicto, de 10 annos de dade, cabellos carapi-
nhos, tem os olhos um pouco avoroielhados
ni delleslem um signal no canlo, tem a llora
grande e falla um pouco talo, miios pequeas,
beioos grossos ; suppe-se que elle anda aqu
mesmo pelo Recife : perianto roga-se as autori-
dades policiaes c capilaes decampo a apprehen-
so delle c o levo ao caes do Ramos, sobrado
Bandeiras nacioiiaes.
Chapeos de castor pretos de superior qualida-
de a 10j>, ditos francezes de seda a 7$, dilos de
castor braneos a 14$, dilos de velludo a 8e 93,
ditos da lontra de todas as cores muilo finos, di-
los do palha inglezes de copa alia c baixa a 3 e
5g, ditos de fel 1ro, um sorlimenlo completo, de
23500 a 65500, dilos do Chile de 3$500, 5, 6, 8,'
9, 10 e 12), dilos de seda para senhora, dos mais j i r
medernos, a 12$, chapelinas rom vosdo ulti-l IuK> proprias para lesteOS por oc-
mo gosto a 15, enfeiles finissimos para cabeca ] casiao (Je SS. M.M. II a esta provincia
a 4$00 iH chapeos de palha escura, massa'e i vn ...-.-, in (' poci n S
seda, muilo proprios para as meninas de escola, nu dI "ldtlll (tO dgtllie r CSia- ; sondo os seos precos muilo em conta, dilos para a run iln A'iirni'r 11 14
baplisado de meninos e passeios dos mesmos, I luuauu WfcUllU 11. 11,
tendo diversas qualiaades para escolher, bonels 1 vendem-se por mdico preco tanto por
de galio, ditos de marroquim, ditos de vellu- 1 atacado em dnzias ou a retalho.
ao, uilos enfetados, chapeos de boa qualidade
para pagem, chapeos de sol de soda para me- se^aa, sfauaiucf bom
nios de escola, e mesmo para senhora e para ho
mens ; finalmente oulros muilos objectos que se
ria enfadonho mencionar, e ludo se ven de mui-
fo em conta ; e os senhores freguezes visla da
fazenda fiearao convencidos da verdade : na bem
conhecida loja de chapeos da rua Direita u. 61,
de Bento de Barros Feij,
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de 1 -n$raad d;> esquina n. I, que ser bem grati-
ouro patente inglez, para horaem o senhora, "codo-, .
de um dos melhbrcs fabricantes de Liverpool 1""l9 no da 2t do corrente s 9 horas d
vindos pelo ultimo paquete inglez em casa de ,noil,'> *!*" parda, de 18 annos doidade, cabel
Southall Mellors &
los carapinhos e avermelhados ; tem marcas de
i berigas, pannos por todo o corpo, pouco fallan-
5Q3>5C-5S50^;^|,-e: VeSlid 1X0 COm nori,,has ^carna-
1 v^- i+r -w wwwwxi *> 'O 'Ui l#
P Les mo Jes parisienucs i
Brilhanles
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
DE
Francisco Antonio Corrcia Cardozo,
tem um grande sorlimento de
lachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-1
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Admira!!
V.llRuado CrespoiV.ll
Jos Mara da Silva Lemos so- ;
ci de Julio Lujc & C, negocian- S
H les importadores de joias no Rio i
de Janeiro, tem a honra de par-
ticipar ao rcspeitavcl publico !
desta capital que se acha na casa
Os mais ricos vestidos de seda de
duas saias prelos bordados e de cores
bordados proprios para bailes, vende-
se nicamente no segundo andar do
sobrado da esquina da rua do Quei-
mado por cima da loja do Sr. Pregui-
ca ; na mesma casa se recebeu pelo
navio Beln), chegado ltimamente do
Franca um variado sortiraeuto de fa-
zendas de modas, as quaes se acham
3t? desde j venda.
SJJ Vi ;**
' 'li* ".?.> 1*>
na rua
Farelo a 6{000 a sacca de 90 libras
Nova n. 52
Loja da boa f no
cima niciicieunda con una lu- -m
I da exposico de obras de bri- ^
: lliantes do mais apurado gosto 6
qualidade, constando de ricos
| diademas, fitas, collares, pulsci-
! ras, broches, bixas c argolas, |
| brincos, aneis c alfmeles, cru-
| zcs e los de grandes perolas,
l commendas e hbitos de diver- ,
I sas ordens e differentcs obras tu- ^
I do de brilhanles c pedras linas. jj
| sendo tudo vendido, alianijado c
t por precos commodos: na rua do g
I Crespo n. II, segundo andar. ^
I Tambem se presta a mandar B
\ quaesquer objectos a amostra, m
te
das, dalos encarnado, argolas de cornalinas
azues eduas vollas de ouro com una mocda en-
castoada : roga-se s autoridades policiaes ou a
quem o apprehender, queira leva-la rua das
Aguas-Verdes n. 6, em casado Sr. tenente-co-
ronel Jos Rodrigues deSena, quo ser recom-
pensado. ^
Escravo fgido.
Xo principio de selembro do corrente anno
fugio do engenho Traciinhaem, comarca do Goian-
na, umeseravo crioulo, bem mogo, olhos grandes
e abouados, tesla granee, cantos muito fundos,
baixo, corpo regular, cor fula, e barbado ; post
que o dilo escravo losse surrado, ainda que pou-
co, lodavia deve mostrar alguma cicatriz as
nadegas : quem o pegar e levar ao engenho ci-
ma dito, ou ao engenho Dous Acudes, comar-
ca de Nazareth, ser bem recompensado.
Anda est fgido o mulalinho Manuel que
desappareccu da casa do esenvao Altayde, levan-
do calca e camisa azul, olhos amarellos, azulados,
roslo redondo c plido, mulalinho bem claro|
tem um p torio volliado parafia, idade Je 15a
16 anuos: roga-se as autoridades policiaes e capi-
llos do campo a apprehensao delle, que sero pa-
gos na rua Nova n. 1 i.
Escravo fgido de bordo o
brigue brasileiro Camacuan.
Pedro, idade 45 annos, cor fula, naco fag
altura regular, levou calca de algodao" riscado e
camisa branca com peilo rucado, chapeo do
panno preto, parece ser crioulo pela falla : pede-
se s autoridades policiaes e capilaes de campo
que delle souberem, c prender e leva-lo a bor-
do do mesmo brigue que se acha fundeado no
forle do Mallos, ouna rua da Cruz do Recife no
i, pausara "veas"^ ^ennace.'X -^ft *< Amorim "?* .
le carnauba .'mi TfcSK^^STdl ~ ,'US, do enScn,1 Cajabuss o mulato Bi-
4"-; ) | cardo com os -signaos, segrales : estatura me-
Vende-se um carro de 4 rodas patente in-
glez, construeco forte, largo bastante para 4
pessoas, forrado de fazenda do seda de bonito
goslo e cor, tudo novo, sera ler sido anda ser-
| vido, muito de ".ente e proprio para a espera
i de S. M. I.: os prelendenles podem ve-lo a
I qualquer hora na cocheira do Miguel, aterro da
i Boa-Vista.
mm^m^m^ym wzmswsm;
Bella-Vista
IVua ilaPvaa numero ^
Vcndcra-se neste novo estabelecimenlo'^
da BtUa-Vista, gneros de primeira qua-^
lidade como sejam manteiga ingleza, ditap
franceza, vinhos superiores de lodas asqua-S
lidades duque do Porto, Madeira secco, Xc-2$)
rez, licores finos, marrasquino, champagne,!!!
conservas, queijos, loucinho, cha, amen-
alerro da Boa-Vista n. 74.
Vende-se ricos manguitos cora camisinha e
golinha a 4 e 6-j, ricas golinhas de bordado ,
aborto a 1$400 c ig800, liras bordadas a 800 e W^W"^^^^^^^^-^^
1gr>00,pciiles de tartaruga virados muilo fortes I
a 12?, ditos imitando tartaruga a 2$, dilos de
tarlarugasem ser virado a -3 e 45500, ditos imi- j
lando a l, peca de franja para cortinado com !
15 varas a 4jJ500," papel almaco a 3$ e 3J500, dito
de peso liso e paulado a 3500 a resina, penas
do lanc.a a lg e 500 rs. a groza, caixinha com
jogo de vispora a lg, boloes de madrepcrola a
600 rs. a groza, ditos do raais fino que ha a
13120, dilos de louca a 1G0 rs., caixinha com
altincles sortido prateado de cabeca chala a 300
c 120 rs., caixinha com grarapos a'l60 e 100 rs.,
macos cora 50grampos a 80 rs., dilos com me-
nos a 40 rs., sapales do Aracaly para meni-
nos a 13120 rs., dilos de marroquim para senho-
ra a 800 e 900 rs. o par, ditos de lustre a U}440
c lj600 e um rico sorlimento de franja de se-
da, la e linho, galocs braneos e do cores, bicos
e rendas, ditas a iraitacao de labyrinlho e mais
completo sorlimento de miudezas que se vende
por menos do que em oulra qualquer loja.
Enfeiles de vidrilho c de rolroz a 4# cada
ura : na rua do Queimado n.37, loja do 4 portas.
Vidros para vi
draca.
o
A G$ a caixa: na rua larga
do Rosario armazem de louca.
Vidros para caixilhos.
Na rua larga do Rosario loja n. 28
armazem de louca, mandam-se botar vi-
dros em casas particulares por preco
muito commodo, assim como vendem
se vidros a retalho do tamaito mais pe-
queo ate mais de G palmos.
ditas de carnauba e massas de todas as .,.
lidades e outros muilos mais gneros, ludo
ifjiipor precos mui razoaveis. S
BORZEffl
a 6,000 rs.
Vendem-se borzeguins para homem a 0-3, dito
para senhora a 3#500, dilos para menina de 2 a
sapatoas para 3g, homem a 4$, ditos para rae-
niuo a3# : na rua do Cabug n.9.
Potassa da Russia
E CAL DE LISBOA.
No bera conhecido e acreditado deposito da
rua da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova por compra que fez ao Sr. Pergcntino de Aquino
e de superior qualidade, assim como tambem i Fonseea ; piovavel que tenha fgido para Pian-
cal virgen) era pedra : tudo aor aireos muito I c por ser natural desse lugar o ter sido eserava
razoaveis. ^ | de urna sajihora viuva, proprielaria da fazenda S.
Vendem-se formas de folha de' fer- ^oaventura, junio a povoaeo da Misericordia de
rn mra nnrirar nccimar lva,U *,i I fianc : roga-se a apprehensao de dita eserava,
io paia puigai assucar, levando cada !e 0 abai0 nssignado promeite a quantia de 200J
urna 3 Ij2 arrobas: no armazem del a quera lito apresenlar na ruado Brum, armazem
C. J. Astlev & C, rua da Cadeia do!n-28> "'cUra-so tambem que ter de proceder
Recif1 i contra quem a deliver debaixo de qualquer pro-
nos que regular, idade 20 annos, cor bronzeada,
cabellos crespos, testa pequea, tcm falta de un
dente na frente, corpolento, pescoco bastante
curto e falla muito descansado ; esto escravo
natural do Para, o foi comprado nesta praca ao
Sr. Francisco Xavier de Oliveira : quem o pegar
ou delle der noticia ao abaixo assignado, ser ge-
nerosamente recompensado Recife 17 de no-
vembro de 1859.
Manoel Barbosa da Silva.
200$ (legracao.
Contina a estar fgida a eserava Isabel, que
em dias do rnoz de fovereiro do correle anno,
se ausentou do poder do abaixo assignado; tem
ella, pouco mais ou menos, 30 annos de idade,
do cor parda clara, com o cabello quasi corrido,
bastante gorda, c tom na mao direita um dedo
muilo grosso em consequencia do urna enfermi-
dado que leve. Foi vendida nesla praca pelo Sr.
Domingos de Souza Barros ao Sr. Thomaz do
Aquino Fonseea, o o abaixo assignado a houve
S
MUTILADO
<:cxto.
ci da Silva Loio.


I)
DIARIO DE PERXAMBUCO. SEXTA FtJlU 2 DF. DEZEMliRO DE \ 859.
/
Litteratura.
EpoejtJBda vida lu imtllict*,
1
ANTES DO CIIR13TUMSX0.
Os poros Ja unliguidade, pelo menos aquellos
historia c ir.ul'ir. < no*; chegiram, conhere-
-, l'irilhoiis, l.i-
i .! i urna prora. Mas conheco-
rum elles o ainur: Nao; Mstc o podemos
i T.
>s itam-nos os iuorl mi >s do
.i.is; lo guorreiros
i.- ; i n'.u ras num j lhes escapa
; ; i u\i ( ontra o liero que lu
is Iraliio.
- risla (1 i nai o un 11 lerai i
ac;o parecen natural. Eneas
uua a ser" o hroe digno de todos os lotiz-
les.
Aria In.i chora aban 1 m ida n i ilha de Natos ;

'ii sur.]'' s lagrimas j.i qu o salvou do
ltiro, mas nao olislanlc continua a cumprir
b .-'.'ii deslino,e a mythologia, que 6 > espelho
i.' sl- refleriem os cos times das pocas re -
::. las, uto so encarregou de Ihe estrannar a ac-
. o amor nao exista, como hoje existe en-
is. Inherente A natureza humana nascia no
indo du coraco, e a!,i llcava desallcndiJo ; por
lespreza-io era um herosmo, moslra-lo una
lidia.
O homem nao amara, > irque era sobcrLo, por-
qn a cois '.i-i.. oi.on o sea dolo, porgue ;i
ii.uhcr prefera a suj i. ica do guerreiro.
A rnuuier nao amava, ; irquc nao era retribui-
da porque ora a cada passo vilipendiada o i
dida no seu amor proprio, porque era considera-
da un lucio e nao um lita, un instrumen > e
:..;.' urna pessoa, una escrara o nao una igual.
Em Sparta as ... 3 nao eram julgadas dig-
is do comer c.n corapanhiadosboiiiens. O mes-
re Ags, a -.i! i. I i le vencer os athenienses,
litando triumphanie, pede que n'esse da o
.o comer e n i n panilla de iarc$p isa, mas
o iuuo '. Ihe recusa lo.
..imbe.n lhes nao ora pcrmillido o terein lilhos
. s, debis ou do qualquer modo contafeilos,
ic i Ioi s cunsiderava rapazes de matcnii-
i lo, as que dssom garantas de furneeer hpns]
. i los patria. U ici .Irehidamu.; lo Coiidcm- i
. : i a tuna mulla por li ver esposa lo urna mu- |
Iher baixa. Ana\:in Ji ir. fot abrigado a abatido-1
sua mullier, a mi de Lenidas defensor dos!
oo.pilas, para o le outra Ihe desse lilhos mais
.-1! .-os o i .rpuloutos 1 os Sitaos que linham a
t: sgrira do nascer disformes ou cont rafoilos erara
arraneados aos loa de suas mis, o precipila-
i. s dos roehedos do I aygeto.
Taiubem Ibes nao ora tolerada a timidez, nem
lado o pejo. O destino da sparlana era cor-
ni agilidade, lutar com rigor, expor,
. a indos os olhos.os encantos1 con que a na-
i a farorecera. para o c.ouscguir, loman lo-
. menos desojadas dos raauce-
'-' -, eram asdonzellns de Sparta compellidas a
uuas combater o lutar no theatro publico I
N > resto da (recia nao erar* as muiiieies mais
-. leradas do qu-: coi Sparta. Nas tragedias
g:eg.is lom-so injurias o verdadeiras grosserias
con'ra ollas.
A i Suppli inte d'Euripcdes diz-sc que a vida
e um so homem o mais preciosa do que a do
i mu -
As mis de familias craai como escravas encar-
scenas domesticas oa ida ov nojv ; pois ifti as -
tapie, a ternura que all so nota, nao c a do guer-
reiro pela esposa, que Ihe pega da mo e a cobre
de lagrimas, a do pai, que vendo que gen ftllio
se assusla do capacete qao Ihe dolende a cane-
ca, lira-o, colloca-o na torra, e pega Oepos na
lenra crianza que cobre de beijos e embala n is
bracos.
Ion Roma continua esta degradado. A escala
variad i desdo os primitivos lempos at i >s impe-
radores, mas o peusamonto do as opprimir ou
lonsderar constante em lodos efloe.
A familia era a imagem da socedade, porm
u'ella era ludoopai lo familias, nadn.ou quasi
nada, a mullier. si elle linha all un mono, s
a tijuris, s ee linha torea e direitos.
poda laen com ano divida os cabello da
mullier, quando a lomava por esposa, era o sm-
bolo d i -oo poder.
Os tsravos erai n sua prn;)rieJide, os Ribos
poda vende-los ou mala-Ios, o poder sobre a
mullier adquiria-o polo uso nao nterrompido de
II0J auno como succedia com as rousas movis,
o leara desde anio c|uiparada aos til los, islo
, adquira um uovoo eslrauho paienieseo, fiea-
va ao mesmo lempo esposa e filha do son marido,
mai e irma di' seus Olhos.
Assm, por direito antigo, para que o marido
la immoralidade cnoma-se amor, o ttvro uiiiu-
la-seAre de timar !
As mulhercs erara repudiadas por meros pr-
logos, a mullas rezos por motivos que deshon-
ravam seus maridos c niio a ellas.
Paulo Emilio repudiou sua mullier, porque o
incommodava. Nao allegou outra razao.
Salpicio Gallo fezoutro tanto, porque ella ha-
via saludo ra de cabera descabulla.
P. Scmpronio, porque linha ido ao espect-
culo sea: sua liconc i.
Cicero repudiou lerenda, depois do 30 anuos
de caza lo, porque precisa va do outro dol para
pagamento das suas dividas !
Claudio teve cinco mu rieres, e entre ellas as
depravadas Mcssalina o Agrippina. Cczar tres,
Augusto qualro, Caligula rineo.
C. Titinnius espozou a impdica Pannia c im
o nico fira de Ihe uzurpar o dolo, e em seguida
repudia-la.
Junta Calvina f"i banida por ncesluosa, as ir-
mas de Caligula lorain aceusadas da mesraa in-
famia.
Nos banhos pblicos lavavam-se ao mesmo
lempo os reinos o as enancas, os mancebos e as suspiro cu son christia !
nas seie anuos pre-isuu em coniessar um umeoiSima, ioi a poca em que tnuniphuu mulher.
Dos ; quando o ouve condemnar morte, leva- Os seculos XII o XIII tcabaram a sua cmanripa-
o ao si';" *- --'! "- --.--
em coniessar um nico sima, ioi a
! quando o ouve condemnar a morte, leva- Os seculos Xll c XIII
itio dosupplicio, da-lho o ultimo beijo, pe- ^ao.
dn-lhe que interceda por ella diaato de Dos, Excluida al ah da surcessaodos estados, a mu-
entrega o s mao* do carrasco, calende no chao Iher adquirc agora esse direito na maior parte da
pirle dos seus vestidos e rol ira-su levando por. Europa, e ora rirtude delle, pelos casaraentos
precioso deposito o sanguce a cabeca do inno- que faz, e lieraneas de soberana que leva s ca-
CPnie- sas estrangeiras, accelera a agglomeracio dos di-
Perpelua camioha para o amphiteatro com a versos paizes, prepara a centralisacao das gran-
;J ide no rosto ; ali, d ido o bejo da paz na dos monarchias, ncorda e ajuda a desenraizar do
sua companhelra do mariyrio /"oolra Fe.idadeJ
untaos cabellos era desorden), para que nao pa-
recessora una demonstrarlo \'> lulo, ccll i mes-
mo dir garganta a mao do gladiador anda
inex ; rnte, que hara errado o priraero
a, acorleza,arrepende-se romo a Mada-
i spalha polos pobres o dinheiroda infamia,
ecaminha para o supplicio na esperanza do que
' is Christo Ihe pe loara, vslo dar Ihe toreas
de eonfessar o seu sanio nomo diante da morte.
Btandina. rirgem tormosa, no verdor da idade,
sent desconjuntar n corpo delicado, mas nio
sola um gemido, mas nao faz urna supplca, e
expira entre tormentos bradando al ao ultimo
don/olas, as cortezas e as matronas.
Ospais assistiam com as Ulnas s testas
percaes, sdanras das cortezas em honra de
Da mesraa sorte, ou consumidas pelas cham-
mas, ou devoradas pelas feras, ou moras de to-
me na paisao, ou decepadas pelo slgoz depois de
violadas brutalmente por elle, subiram ao co as
virgens d'Anryra, urna Numecia, urna Candida,
Fauna foi minia s! Era umi cadea de devassidoes, em que o pie- conquistaram no marlvrir. a cmancpaco -do seu que S. Epiphanlo as" tulmnou. em castigo de
Hcenlo na-1 bou, o senador, o sabio e o imperador so davam sexo, elevando-o diguidade sania A* ""
as maos.
O que quer dizer a conspiracao das patricias
contra seus esposos ?
O que significa a condemnaco i morte ( por
urna s vez j de 160 mulheres convencidas do
liaver envenenado seus maridos ? Oual a ra-
zan porque ellas era menr.s de cinco outonos
conlavam s vezes oito casameutos?
... sic fiunt octo marlti
Quinqu per auluranos ;...
E' que ossenhoros romanos viviam enlrn urna
muliar
i-
Plo-
podesse matar sua mulher, deque era senhor I ra, as representacoes lubricas do iheati-.i, onde
e juiz ao mesmo lempo, nao era necessario que das pinturas da prosiilui.o e do adulterio, so ci-
ella trahisse a f conjugal, bastava que desenca- minhava al realidatle brulal dos amores do i urna Julia, una Uerenia, urna Crdula, una
muhasseas chavos da alega, ou mesmo que be- Pasiplial. i Ignez, e taas outras victimas generosas, que
bes* urna gota de rinho. l'aun. '
varadas polo h.ivcr bebido; Ignacio
lou a sua pelo mesmo motivo ; una outra dama
romn,', ioi condemnad i por sou< prenlos a mor-
rer de tome pelo dcscauiutiu das chaves.
Nao nos embrenharemos no labyriirtho das
leis romanas para moslrarmos as nenhnmas ga-
rantas que davam mulher ; basta dizer que
nunca se oceuparam d'ella, seno para a enllocar
eternamente em tutela, debaixo do poder do
pai em quanto nao casara, do marido logo que
se ligua a elle, de a'guiu dos prenles quando
en\ uvn.
Mais lardo, no lempo de Augusto, veio a -
bertar-se d'esta tutela, quando linha Iros (Unos ;
mos uo julgueis que islo foi urna concessao j tornavam instrumentos dos seus pra/.eros ; qu
ellas eram trocadas por essas escravas, pelas
mais depravadas cortezas, o militas vezes pelas
suas proprias prenlas, porque o incesto era um
crime vulgar n'cssa cidade, que de infamia em
infamia desoa at ir encontrar na origen) o rou-
bo das sabinas ; que a incontinencia era tao
grande e to pervertidos os costumes, que Sci-
pio poupaudo a honra do urna priuceza sua
prisioneira, causou assombro qucflc poro dis-
soltilo
Sejamos justos, a critica deve ser imparcial.
Os maridos fasem as mulheres, e todas, ou quasi
todas as fallas que ellas comeltem, a el.les de-
solo ;i .sociedad'' o'.lda
Prohibida, lano pelas leis de Constantino, ro-
mo pelas do Digesto, de administrar justica c i\<'
as-oniar-se nos Iribuiiiesao lado de son marido,
lambem no seclo Xll investida dosse poder.
Fiflippo Augiist parte para a cruzada, e deixn
a regencia don ino a sua mai. O m smo fez Ri-
'. fardo C'ini i d i /
O conde i), enrique raorre em lili, c deix.i
o seiihorio do condado poituguez a sua esposa |i.
Thcteza, que o rege durante a menoridade do son
1 lilho I). Atl'onso.
Em 1131 Hermcngarda, condessa de Narbona,
I succede a seu irmo, pede a l.tiiz o Hopo, auto-
risa ;ao para administrar o condado, e o' rcires-
ponde-lhe:
Perante vos sero levados lodos os processos
c negocios; o costume do nosso reino maisdo-
ce que o dos lempos antigos, permillc mullier
succodec e administrar a horanca.
As diaconzas, que na primitiva igreja partici-
paran! do sacerdocio, cahiram era desuso
este o nosso proposito, afiui de podermos depo..-
concluir que foi ella a que principalmente con-
co.tcu para realisar a grande preponderancia que
a mullier obleve na sociedad.
Dexcmo3 lambem a historia da sua instiluico
as ceremonias da sua investidura,os preceilosdo
seu cdigo, as descripedes das suas feslas, e diga-
mos nicamente que desdo que lodo onobre %i
cavalleiro, e que lodo o cavalleiro tere necessa-
namente una dama, a quem em publico dedi-
co u o coraco c a esparta, uo poda a mulher
d'ixar de considerar-se um ser ideal, cuja in-
fluencia dominara a poesa, os batalhas. as tes-
ta;, as coitos dos r.is, os duellos judiriarios, a
-'.acan, os costumes, a poltica, 0 claustro, a
lucarna igreja,o soriedade inleira.
Liliz Vil de Franca dala os seus decretos da
coroarao da rainha sua mulher.
Jaiques de Arigo manda que passe sao c sal -
vo todo o homem, cavallciro ou nao, que acon.-
panhasse una mulher; exrcplo sendo culpado
do (111110 de assassnio.
EduardoIII. rei de Inglaterra apanha com Ti-
vacidade n um baile a liga azul que caira bella
condessa de Salisbury. depois voltando-so para
oscorlezaos que sornram maliciosamente, diz-
Uips :llonni soil qui mal y pense o insti'tue a
ordem da jarreteira.
Km 139 doze damas inglezas sao affrontadas
com motejos penco generosos de algunscavallei-
osda sua naco, cscrciem pedindo auxilio a
multas mulheres liaverem abtai
pagua dos col!vriam>
,d^ doze portuguezes que o duque de Lencaslre lhes
- apontou como capazos de as vingar, e os caval-
- leiros do Tejo vao a Inglaterra defender na es-
E porque o nao fari.i o homem que se dizia ci
vilisido, quando os mesmos barbaros, que invadi-
rn! o meio dia da Europa e apressaiam a queda
mullidao de escravas, cuja belleza lhes nao era do imperio romano, nao duvidaram faze-lo? Po
inditferentc, e que elles com um simples aceno '
. u:ii lugar de honra, as suas
i, encon-and .-se na ra, dizia o orador I declaracocs em justica equivaliam a um jnramen-
los, deviam ler la! idade, que quem as lo. os cnsules c os pretores enconlrando-as
graciosa, porque a ser assm nao era limitada a
mai de mu corlo numero de filhos, foi urna ga-
ranlia arrancada a necessidadn, foi um ineiode
a levar ao casamento, e augmentar a populagao,
dizimada pelas prosciipgoes, os Irium vira los e
as discordias i i vis.
Que libe/dado se Ihe deixava ? A das lagri-
ma- que nao ehoravam por olla quando morn,
porque so chamara forte e sabio o marido que
ostentara essi dureza, porque a le nao appro-
vava que o homem chorasse urna mulher (< ir
non lujjel uxorein], que nao era a sua compa-
nheira, a amiga do seu coraijao, mas apenas um
complemento da sua person ilidaJe jurdica e! ''um ser imputadas. Era impossivcl que tao
sensiveis ao bem e ao mal que se lhes faz, ven-
do o llirono nupcial manchado, nao caminhas-
sem da indignacao para o ciunie de urna Hedeia
dociume para i> delirio das bareliantes, do de-
lirio para a variada escala de Crimea que os mo-
ralistas do seu lempo Ibes laocam em rosto, sem
se iniportareni cora a causa que lhes den ori-
gen).
II.
DEPOIS lio CHRISrlANISMO.
Appareceu, diz o discpulo ainado de Clnis-
lo, appareceu um grande sigual no co : Uma
mulher vestida do sol, que tuiha a la debaixo
dos ps, c uma coroa de do/.e estrellas sobre a
lheai
ba
c
na
A esla soguio-se a de Santa Clara, que no limdo
secuto XVII linha900 convenios e 20:000 religio-
sas, apezar daauslcndade da sua regra.
A par deslas instiluices quevieram augnien- a^ / c"t\,1'.'^"""i \""""'" "? <-="-
os s.ms cdigos e ah veris, que mesmo lar a importancia da mulher neste seclo, sur- : if.n, u ^fi!n^T' 68.c"alle,,ros- rom-
passassem a ponto do Arno, e que Ihe negassm
que Ceraldina, a mulher do seu amor, era abolla
das bellas.
Sucrro Quinoues combate trinla dias na cstra-
e conquistar
un opprimiilo,
sucia
O censor Mctcllo Numidico, fallando ao poro,
dizia-lhe :
v a especie humana se ptidesse perpetuar
sem mulheres,todos nos lirraramus de tao gran-
de mal : mis visto que a natureza quer que nao
possaraos subsistir sem ellas, c dever de cada um
sacrificar o seu proprio repouzo ao bem do os-
lado.
Dava-se consiJeracao fisvestaes porque linlio
a seu cargo alimentar o fogo sagrado de Vesta.
Je cuja siistcntaeao, segundo sejulgava, depen-
da a salvaco da repblica; nos espectculos
era-lhos concedido
braco, de 1:4iK> se Ihe punha a mao no hombro,
de 1:^00 se Ihe mechia no scio. Na lei Dataria- teve por lini adocaros costumes da idade-media.
pe 160 laucas, invocando a dama do seu co-
racao.
O infante D. Podro, o marlyr de Alfarrobeira,
'a da mo de sua mai moribun-
com ella as damas e donzellac
e auxilio.
ii.sliluicao que ] ContrhS"' "' l>"arle" escrcTeoI arbaros como erara foram ao Christiansrao bus- girara outras, que acabaram por Ih
nralgiius dos seus preceitos c introduzram-nos da parle dos que al ah a haviam
la Icgislac.no para proteger o pudor da mulher. um sentiracnlo que s pode chamar adoracaol i rnw.h'SUS ZaI
Assm o homem livre que, com rno sentido a uma adoracaoque locavaas raas do deliiio. i. ? espaaa
ertava o dedo da mulher livre, pigava uma mu- ; Fallamos dos Tribunaes d'A more da Cavalla-1 ,,'V.I ? *
a de 600 dinheiros, de 1:200 so Ihe locava no que carecessem de
ruin ora proporcional mente multado o que Ihe
levantasse al ao joelho o vestido, ou Ihe desa-
lassc voluptuosamente os cabellos ; o que a en-
ganasse com promessas, ou de qualquer modo
alteulasso contra a sua vrgindade.
III.
EPOC.I FECDAL.CAVALLARIA.
No enlanto muilos chrislaos apenas resgalados
da sensualdade paga olhavarn rom desconfianca
Ihe punindooa que se affastavam da corteziae leal-
rainba
eiro a pedido da niuito presada c amada
D. Leonor, dedica-lhe o livro, c nelle se
dade, ou fossein damas ou caralleros.
arrora em campeao das damas portuguezas.
Especie, ou antes parodiados tribunaes indi- ,."-!'?rJ- ,C!iv^rosanspeuret$ans reproche,
vencedor num torneio, recusa o premio da vic-
' loria, e declara que nao s suas torcas que o
cobrii -lo- "."""f".0 se devc- mas sil a "ma prenda que d-
ae Oio nha junio ao coraco, e que a sua dama Ihe ha-
L'm Gregorio VII, que inlenlando com vonlade
(irme reprimir incontinencia do clero, pin la va-
ciarlos, conheriam do todas as quesles
sas, e os seus dectetos de que nao hara appcll
cao, honrara ni ou deshonraran]
ria ou do ignominia.
E que a opinio publica os accolhia e respela-
I va dando-lho torca ; que esses tribunaes pro-
miscuamente composlos de dous sexos, eram pre-
sididos por urna Leonor de Poilou, galante espo- .
quc' sa de Luiz VII, uma Hermengardi, condessa de Sl^SSm.^SSLSM 0,llHnu"ca TB as na r'
h. -.e i ueosiaMma casa dos duques de Borgonha.
Seu lilho, Carlos. oTemerario, poo a ferro c
oquehaviade mais obre e mais elevado na so- 5??V c",ldc de l>'"ant, quehavia tido a ousa-
ciedade d'enlao. *
Queris un.a prora do seu poder?
Lina dama iiigindo-se doente recusou fallar ao
para a mulher, nao deixando de ver n'clla a
gem ; do percado.
Tal era no sceulo XI Luiz VI de Franca,
atterrado com a multidao das mulheres que Via Narbona, a querida dos poetas c dos res, uma
nascer territus multitudine filiar um pedia condessa de Champagne, ede Flandrcs, por ludo
a Dos, que Ihe coucedesse erianeas de um me
Ihor sexo.
lilippe oBom, o maior principe do seu lempo
- j em honra de sua esposa, Isabel de Portugal, ins-
-", titue a ordem do Tosao de oiro, e celebra o sen
quem
eram esposas,
, peiguntasse nao d
- le quem eram mais.
Periandro otdenou que em honra 'i' sua niu-
I is ii intian is fussem nuas ao lemplo
di Venus.
N'um discurso de Lyciasl-so que uma viuva
.brigada a justificar-so de ler ousado fallar
i. :raa reunio du homens seus prenles. Pene-
. pelo mesmo motivo, reprehendida dura-jera tida, resultavam crimes hediondos
le por seu Ulho, i sobe aos leus aposentos, \ Os pas de familia, que tinhao o direito do ri-
. diz elle, occopa-le da roca e da laiicadei-j da emorto sobre seus Clhos, provaleciam-se
ra, fize trabalnar as las mulheres, porque o dellc para expor de preferencia, c muitas vezes
rersacaoentre homeus so propria do ho- matar as filhas recem-naseidas, seiq que isso
""''', fosse muitas vezes um acto de desesperada po-
Andromaca, uma prinreza, a espoza do grande broza.
Ileitor, limpava oscavallos de seu marido, deila- Era o mesmo entre
: .- raco, coufurlava-os com rinho nos dias llenandro diz-nos :
ibaixavam os seus feixes de varas, insignias do
poder ; no entinto estasmesmas i rain victimas
da triste condieo que pozara sobro o seu sexo,
porque bastava que se veslissem toni mais algu-
ina elegancia du que convinha a uma negligen-
cia do culto, para que o pontfice as pudesse cas-
ligar com varadas no interior do templo.
Dcsle desprezo da mullier, d'osla contaem que
os gregos. O escriptor
abate
I is ellas, por mais nobres que
fosse m des-
A filha um peculio oneroso e ncommodo,
assm iodos criara seus lilhos. ate os pobres,
a nos mais muios servieos "da cas.., c para om quanlo que as liltias sao expostas pelos mes-
nennum fussem dispensados, linham ale nios ricos.
cargo despiros homens, lava-ios, perfuma-, rm uma pcca de xereiicio um marido encon-
c mduz-los u cama. Polycasta, t de Nstor, ungi l'elemaco com um oleo I posta, rolla-se para o mulher, c diz-lhc : Se
Simo depois de o haver lavado, du a Orfis-! Bzessc o que en le disse, le-la-hias morio e nao
,.,. exposlo, Qngindo uma morte que Ihe deu pro-
Dcssa sorte en .., radasnasolidao dos gyne-l babilidade de rida.
ceus (V, a >m imp .rtancia do nenhuma especie, | Em Ovidio um corlo Litios ordena a sua mu-
cjisilcracao de que minias se tornavam Iher que mate o fr icio da sua unio, so acaso tol-
os pobres victimas, em qnan- uma lllha o que der a luz.
c red oras, regeiai ara
- : mlaiam as cortezaas, as orgias de
lio, e o Templo do Venus, levantado com
iilieiro da.-- matronas que presidiara aos lupa-
-
Se consultamos os poetas, se olhamos para a
-..: i >aio cxpressodos aeutimenlosd'aquella .entro da mai.
:a, o que rumos? .lo o panegyric.
...Edia forte loo fueril foeminaparta,
(Invitus mando ; pidas, ignoscc uecalo
Hara mais do que islo, a infamia ia mais
onge, nao se esperara muitas vezes que a cri-
|anra viesse luz do dia, malaram-na anda no
li'abi resulla que Sneca fazen-
. .ico de sua mi Helvecia, elogia-a
U amor sem uignidade, o aniorsrm essas doces por nunca ler cnsaado os filtros que produ/iam
icoas do coraco, sem esse encamo que Ihe;., aborto, confirmando os versos de Juvenal :
0. o valor nas sociedades modernas.
Calipso em Homero uma amanto furiosa, o : Ianl,lm medmamina prosunl
amor de Sapho respira a embriaguez inquieta dos lOunesltrilesfacit el homines inventre necandos
Kitidos, os amantes que rodeara m a esposa d *onducil.
:s, desejam possui-la, mas nenhum procura O amor era considerado uma libertinagem,
: cer-Ihe a afieico. I uma baizezal um castigo dos deuzes, um senti-
leuelau combate dez annos diante dos muros j menlo indigno do hroes. Ilion censurando ero
i'ioa pela offensa que se fez a. um re, mas punha o amor em paralello com a embriaguez, e
pelo amor que (ivesse a Helena ; e quando { diz que elle se banqueteara, embriagava e
lo esse lempo a recobra, slenla a tnmqui- amara 1
o do indii. .i-.iitisi i, para esqueccr-sc de que | Ovidio ensina as mulhercs como llies convi-
clla Ihe rugir com Parid. Inha estar n'om feslim, onde ao mesmo tempo
O adeus deAndromaca a Ileitor na Miada a I incontrssem o amante e amante e o marido, o
passagem mais locante da antiguidade era male-1 que os mancebos deviam fazer para as lornai
i:a de sculmeulo,a que mais
(1) Gyncceu era a [.arle mais retirada das ca-
sa-, onde viviam exclusiramente as mulheres.
se assemolba sisuas amantes, oque, ellas deviam porem pratica
para allrahir aos seus lacos. Estos preceitos (cra-
so n'um lirro onde os consclhos sao idnticos
desde o primera atea ultima pagina, mas a cs-
cabeca. (2,
Allelua / Esta mulher a mi do Salvador,
do que sobre a moiilanha do Calvario larrou com
o si'u sangue a caria dj cmancpaco humanita-
ria. J nao ha senhores nem escravas. Christo
quiz nascer de urna rirgem pira levantar a mu-
Iherdo p c colloca-la junto do homem. como
seu igual I erunt do in enme urna. ) Hara, a
eleita do Senhor, veio santificar o seu sexo. Vede-
o no drama da Redempco.
As mulheresseguiram o Redemptor, ungram-
uocom perfumes, limparam-lhe os ps cora as
trancas do cabello, c-ichugaraiu-lhe o suor da
angustia no rosto, choraram-no junto da cruz,
viram-no depois de ressuscitado, pedirani-lhear-
rependidas o perdo das faltas, e elle perdoou-
Ihes.
Vede-o no meio das perseguices dos primei-
ros lempos do christiauismo, julgai-as, c tornai
a condena-las, se poderdes.
As mulheres visitara os prisioneiros, soccor-
rom os martyres, beijara-lhes as feridas, conso-
lam-nos, malara-lhes a sede, recolhem o seu
sangue eos seus ossos, sao a imagem da Provi-
dencia no meio dos soffrimenlos, o lenitivo no
meio das dores. v
Hilaria. Fiara, Sererina, Justa, daca, Pris-
cillas, Lucinias. e outras multas viuvas, depois
do gastar 60 annos de vida exercondd*a bospita-
lidade, laziam-se diaconisas e passavam dias iu-
teiros a rezai sobre as sepulturas dos martyres.
As virgens da mais humilde condigno, cobrin-
do a cabeca com \us de linho, canlavara e ora-
vam com as matronas c viuvas dos senadores,
que depois da haver cedido assembla dos fiis
a maior parle das suas riquezas, espalhavam
em beneficios de caridade o que anda lhes res-
tara.
Outras, quando ja o culto de Vesta nao achara
uma douzella que quizesse consagrar-lites a vr-
gindade, corriam em multidao s catacumbas of-
ferecendo-se para a guarda dos ossos sagrados.
Para que nao fallasse uma rirtude femina do
horco da nova religiao, a par da humildade da
penitencia appareceu o herosmo do marlyrio. A
mulher apresenloii-sc nos tribunaes aecusatorios,
desafiou intrpida o orgulho dosjuizes, e foi, sera
descer supplica, morrer ao lado do hornera no
amphiteatro dos tyrannos.
Simphorosa recusa sacrificar aos deuzes do pa-
ganismo, e prefere a morte depoisldc haver sido
esbofeleada e suspensa pelos cabellos no lemplo
de Hercules.
Felicidade exorla os seus filhos a que soffram
a morte cora coragem, e assiste ao seu supplicio
paraem breve os seguir ao co.
A mi de Barulas( innocente que tendo ape-
llie a mulher como uma Eva perigosa, cuja sedu- cavallciro amoroso que, (rajando as suas cores, a
cao baria perdido o nosso priraero pai, e conti- fei procurar antes de partir para o lorneio, afim
nuaria a perderos seus lilhos. de ihe dar o ultimo rale, c receber uma patarra,
O feroz anacoreta Pedro Damin, que corrondo um olhar que llio desse coragem no oicio da
O feroz anacoreta Podro Damin, que correndo um olhar que Ihe desso coragem i
a Italia pregando a taror do celibalo clerical e lula,
contra as mulheres, cubra-as do impreraces o
injurias laes que nao sao para se dizer a jnT
Taes eram o mongo Distan, o theologo Manc-
gold e outros escriptoros ecclesiasticos, que es
quecendo se da religiao do amor no meio do asce-
tismo das sunsdoulrinas, designavnm a protegida
do Christo cora o nomo degradante de Vas in-
firmius, como rendo nella a prostituta do Apoca-
ypse, que vestida de purpura c de escarale, co-
uerta de ouro o ornada de podras preciosas lera
nas maos um raso de ouro cheo de abominacocs
c impurezas, onde os homens vem crabriagar'-se,
matando a sede dos desejos.
A queixa foi levada ao tribunal d'amor, c a da-
ma sem eorlezia condemnada a vestir a armadu-
ra ao cavallciro a primera vez que elle fosse jus-
tar, a conduzir o carallo pelo freio ruda da li-
na, ca apresentar-the a langa dizendo :adeus,
tiom amigo, coragem, nada icmas, porque cu li-
co rogando por ti.
O trovador Qucnes de Bethunc, tendo motiros
de queixa contra a sua dama, dcsafogou amarga-
mente o seu ressentimento n'uma caiicao contra
todas ellas.
dia de calumniar sua mi,'a filha de D. Joo I do
Portugal ; manda passar ao fio da espada todos
os habitantes, mas prohibe que se insulte, ou se
toque n'uma mulher de qualquer condieco que
fosse.
Aqu tendes o que era o cavallciro da idade
media, mas nao julgueis que osle cullo, eslaado-
raco, que elle linha pelo bello sexo, era limita-
da mulher que soguisse a sua lei. Nao, o ca-
vallciro consagrando a sua espada defeza da
mulher opprimida era-lhe nditrerentc que ella
se chamasse Kaida ou Isabel, que fosse infiel ou
clirista.
Na batalia de Ramla, Balduino, rei de Jerusa-
leiu, ouvindogemer volta-se e percebe uma mu-
lher musulmana prxima a dar luz uma crian-
ga. 0 cavalleiro cobre-a com o seu manto, pe-
llic ao p fructos c agua, faz conduzir uma ca-
mella para aleilar o recem-nascido, um tapete
para o adormecer e logo que a r reslabelecida.
que se dizia contra o bollo sexo, chamou-o im-
Nao importa, sao pequea* nurens que lho oc-! prudente, podio-lheexplicaees d
cuitara o brilho ; a mulher ra Iriumphar a par' menlo, c o cavalleiro dea-as fazendo outra can-
do culto de Hara, a heranca do Calvario nTio ha Cin. ondc q".asi sc desdisse do que linha avanca-
de ser rasgada por alguns clrigos escrupulosos, : do Da primera.
que armados do uma pureza deshumana se nsse- ...n'ontpas ma chanson bien aprise,
incinam as virgens sanguinarias da autga Gal- Je n'en elianUiquo d'une solcmcnt.
ia'. Et tan forflsl que venjance cu ful prise.
J3V^^^T2,^ JSSZ! O que era isto ? Era a eorlezia a arrorar-sc em
mor pareccu-lhe demasiado o envia-a a su marido, ieumimigo jurado.
A esposa do desgranado Boadil, ultimo re do
Granada, 6 acusada de relaeoes amorosas com
Ali-Ahmed, chefe dos abencerrages.
RO SE DEVE BRWCA COM A DOU ()
Pov Maaine E.dc Girardin.
III
(Conlinuac
Dous dias depois as senhoras I
ara u n bilhctinho uestes termos
Vem c hoje um italiano que lom urna voz
soberna e que cania como Rubini Se quizerem
\ oov-lo, nao facara ceremonia ; muilo pou-
i. gente rem. JTerenios sorretes.
do rodas mal azoiladas ; excepto o canto do ho-
mem, imitara todos os cantos. Sob pretexto de
compasso muga ; sobre pretexto de volatas ,
croaxava ; depois, sen. pretexto nenhum, miara,
gaa, urrara, herrara em lodos os tons. A do-
na da casa estara muilo descontente, mas como
lodosestaram rindo, ella nao linha remedio se-
no dtsfarrar, Todos olhavam para M. de Lu-
signy que supporlava essa humilhaco com mul-
la graca, eslava em p junto chamin e aballa-
os olhos con; um ard' modestia rhcio de encan-
to. Pareca gozar essa meloda como conhece-
dor; s elle nao se ria ; elle e a senhora de Vi-
Vircmonl, re- rcmonl quo eslara pallida de indignacao; sabino
segredo dessa comedia. Quanto mais se espicha-
ra o horrivel cantor, lano mais revollada licava
Leontina ; cada som agudo que elle soltara, che-
gara-lhe ao coraco como um insulto ; era para
ella to eridente que m. de Lusigny hara ima-
Foi nosso soculo, em 1131, que a igreja mysli- rabes ?
celhmo'neH nl'-m^, L-'lf P"1* mal0. | Nasccu cnlro os gelos da Scandlnavia ou dc-
ShmSiS P vczafesiada Conceicao iiXo dos carvalhol seculares da Gallia? Temo
Bni na '/... r i i i i i -, ; sc" cdigo de formulas nas popas do Orienle.
JSBwA?liWr,^^.ba,,,,c,? nas engenhosas Boces de Edda
esculpida pelo cinzel inspirado do artista, se vio
a imagem de Jess Christo, coreando sua malco-
mo Rainha dos cos o da torra.
2) Apoc. deS. Joo, 12. 1.
O bilhele era da prima gorda que oslara sem- ginado esse sero musical, esse espantoso con-
r com sede c do nuera M. de Lusignyse oceu-
iao graciosameulc no baile.
AsSnhoras de Vir moni aceitaran] o convite, Ella sentia teda a finura que haria
o Leontina foi son. desconfianca ; mas apenas
eslava sentada disse a dona da casa.
.orto, sj para leva-la casa da pruna, como a
linha altrahido ao theatro alguns dias antes ?
em ler csco-
Ihido esse mao cantor, afim do que lho fosse m-
possirel enganar-se acercado Rm rerdadeirodes-
Ora M de Lusigny que licou de vir .t ag >- so soirc ; esses cantos odiosos eram urna lin-
r No enlanlo nult i da nos italianos, proraet-; guagom do amor qnc elle doria comprehender o
reu-me que 9 horas c eslava. que deviam compre-la. Alm disso os olha-
Ah cnlo M. do I.iisigu;. quf ai Ihe traz \ res deviam de momento em momento explica-
o cantor ? lo ; logo que o cantorcomocvaa gemerda ma-
E, o^ ha tres das que me atormenta para nona mais extraordinaria M. de Lusigny deitara
que ou de s conhcccr minhas amiga- essa roa- para Leontina um olhar suave que quera dizer.
rarilha... Ah la reui elle. ] Foi parare-la uma hora que inventen este meio.
Entrou -culo roi or rauito grarc M. de Lu- Quando o Italiano terminou a sua aiia de hra-
., acompanhado por um italiano, muilo ila- rura, foram lodos para a sala rsinha tomar chao
', um dos figuroes esquisitos que 6 possi- sorretcs. Foi cnlo que M. de Lusigny ro-sc
Assisl ii >s ssaapresentaco e devenios di- Ionio coin censuras ultrajes e epigrammas de to-
(Juaudo cantara ; mas dovu courir que de-
pois que veio para Paris tcni perdido um pouco
a voz.
Aqu as gargalhadas tornaram-se unnimes.
Disseram todos. Mas elle nunca leve voz ; e os
epigrammas foram a mais. Paternos justica a
t. de Lusigny: porlou-se admirarelmente. Op-
poz a esse molni de salo o mais gracioso san-
gue fro, a mais espirituosa bonhomia ; pareca
lo feliz por ser maltratado por todos, pareca
to orgulhoso de ser culpado que Leontina ara-
bou de commorer-so cm seu favor. Ileitor foi
dizer-lhe .-
Ento rainlia senliora. como achou o can-
tor?
Ella tere a imprudencia de responder:
Achei o'muilo divertido.
U. de Lusigny triumphara.
Berqun disse : L'ra bom coraco faz perdoar
muitas estraragancias. Nds.dissemos : o bom
goslo faz perdoar al um mo gracejo.
V.
Em materia de fllatenos, nao existe em todo
o universo urna cidade que leve as campas Pa-
r-. Roma nada era comparaco, c um.icid.i-
deziuha simples, ao passo que Paris uma col-
lecco de pequeas cidades que lutam entre si
de magiiiaco e curiosidade.
Liu Paris os fllatenos complicam-so e mulii-
plicara-se ao infinito : advnha-sc o que pode
Foi uesse tempo que em sua honra se cobrio a
Europa de magnificas cathcdracs, cujos agudos
coruchos pordendo-ae nasnuvens symbolisavam
a altura da adoraeao, como o arrendado das suas
pedradas e o delgado dos seuscoluranellos a gra-
ca c delicadeza femeninas.
Foi nessa poca que os estatuarios, os poetas c
os pintores a representaran! cima dos mundos,
calcando a la, rodeada de nuvens, cercada de
estrellas.
da Tabla
Redonda ?
Nao, a Cavallaria, filha do cliristianisnio,
I posterior a tudo isto, veio da idea generosa de
honrar a mulher, e proteger o fraco contra a ty-
raunia dos poderosos, nasceu na solido dos cas-
i tollos feudaes, entro a rida domestica da familia;
forlificou-se ao sol do Oriente, na lula gloriosa
, das cruzadas.
A Cavallaria, linha por misso como S. Jorge,
sen patrono, all'rontar o perigo, lirrar a innoren-
! cia, hurailhar o orgulho, vingar a rirtude ultra-
jada.
A Cavallaria era a lealdade, era o sentimento
tedia islo deixar de influir no destino da mu- ua honra, era o desinteresse heroico do guerrei-
,,r V ro, era o cullo exaltado de Dos, do iei, e da mu-
l odia o homem continuar a desconsidera-la, Iher.
quando assm se multiplicara o culto da Virgem, Dexemos as proezas da Caoallarla que a Ca-
da mulher por cxccllencia? | vallara obrou pelo seu Dos e pelo seu rei, e
.>ao. A poca em que triumphou Mario Sanlis- rejamos s as que fezera farordas damas, que
Nao, sem durida, mas o que quer ? os lineada; o que Ihe pareca urna offousa, lorna-se
Iriiimphos tem-o deitado a perder, dizia um en- i uma homonagera ; e como nao se julga mais
vejoso. O sugeito que por cinco anuos o me-! victima de urna fatalidade revoltante. acaba por
nio bonito de todas as mulhercs, perde a cabe- se orgulharde ser objecto de uma preferencia 1-
ca ; quem e rei da moda julga que tudo lho songera. /
pcrmitlido.
Esse personagem mysterio-o que ella encon-
trara lodos os dias, que a acorapanliava, que Ihe
obserrara lodos os pasaos e quo, entretanto
. nunca Ihe fallara e que nao procurara conhec-
niinha lia, as cousas nao se la, inleressava Leontina apezar seu. As senho-
pedir ao ras de Viremont estaram na moda ; corriam atraz
Eu sei bem, dizia um joven collateral, dian-
te do uma lia sua do quera esperara bordar, sei
bem que, se M. do Lusigny Dzesse urna cacoada
daquellas em casa de
passariam dtiquelle modo ; eu haria d
tal moco satisfacao da offensa o..... I dolas a palana. Em Paris e em (oda a parte,
E o moro, interrumpen a lia, que um I OS effeilOS da moda sao os mesmos ; o com um
faino, mas que tambera um adrersario muilo. raslilho de plvora, mas 0 necessario por-lhe
bravo e deslro, desarmarle-hia sem ferir-tc, meu fogo. Ha pessoas que tem tudo quanto neces-
caro SObrinho, c todos zombariara do ti c de tua sario para esfarem na moda ; n-o lhes falta a
lia
Quanto a mira, dizia uma antiga amiga de
M. de Lusigny estou persuadida de quo ello 6
innocente desse grande crime, oque ahi ha al-
gura quiproqu. Esse mo cantor tem um ir-
mo de muilo tlenlo c que M. de Lusigny otivio
plvora, o ras+ilho est feilo, mas nao Ihe poz
fogo, e ficam ignoradas toda a sua rida. Nao
A calum-
niada princeza chama era seu auxilio os chris-
tos ; qualro caralleros disfamados em tragos
mouriscos entrara em Granada, quando j a fo-
gucira oslara aceeza para a justicar, derrolam os
seus aecusadores, e em campo*cerrado procla-
mara a sua innocencia.
a, dizam elles,nao
oura que reclama-
era uma mulher o; -
r, esla generosidu-
, seduzia os seus pro-
seguidores do pro-
pe dos almorvides
finado a bella rai-
quatilo seu esposo D. Alfonso
VII de Castella atacara Cordora. Berengaria re-
corda ao seu inimigo que deve ser respeilada.
que uma mulher, e quo seu marido nao est
em Toledo. Nao foi necessario mais ; o ralenle
rabe raandou retirar, e o exercito desfilou dian-
te da princeza christa proclamando as suas vir-
tudes e formosura.
Agora diga-se uma verdade. Estas homena-
gens peccavam por exageradas. A mulher j nao
era a igual do hornera, era mais do que elle, era
um dolo, mas tambera ninguem mais do que
ella sabia recorapensai as provas de una adora-
cao fantica.
Quando o escudeiro era armado cavalleiro, e a<
damas assistiam ao ceremonial, eram ellas quem
Ihe veslia a cota de malhas e a couraca, queni
Ihe cingia a espada quera lhes calcava as es-
poras, quera muitas vezes Ihe chegavo carallo
Y por hacerle mas honra
La reina de dio el caballo,
Y dona Urraca la infanta
Las espuelas le ha calzado
Romance do Cid.
LContinuar-se-h )
las de Patina. No da seguinle em lugar de rii-
letas,H. de Lusigny trazta uma rosa, e por um
acaso singular, Leontina linha na mo um bou-
quel de rosas.
Nao esqueramos de dizer que nesse anno, os
bouquets de ordem composta, formados de flores
variadas os ramalhatcs fetos sao muito despe-
zados. Essas flores engaadoras c por isso mes-
mo mais durareis, cuja folhagem emprestada
enlacada de canntiiho, cuja liaste robusta
um grosso fio de lato, esses ramalhetes de ra-
milheteiras sao sub'situidos no mundo das mara-
villosas, pelos simples ramalhetes dos jardi-
neiros. A elegancia quer que so traga ou um ra-
malhele de rosas ou de lyrios.
A unidade indispensavel ; ha ainda nessa
niassa de flores alguns erros, porem nao ha mai-
rio ; o necessario. A senhora de Alberto de
hawa resta completa seas senhoras do Viremont Tiremond sempre a espreita de modas oras ha-
nao compareciam. l". por isso todos conrtda-
ram-as, nao por s, nem por ellas, porm polo
inleressc do baile que queran] dar, para di/.erem
ver-
tonlio
dadeira afloic
\'riV .,u" usl'''l''l dc riralidado applicado aos d
felo. Onco fallar lodo o dia de sua dpliCidade
e sempre achei-o de uma lealdade e delicadeza
admirareis. Accusam-o de emista, e sou ro-
cn aples comnosco : trouxe o irmo que can- no dia seguinle. ; tiremos era casa mndemoisel-
le de C, a senhora de M. ; as senhoras dc Vire-
mont, lodas as bellezas celebres do anuo To-
dos os nossos jovens e relhos oleganlcs rinhain
porfa fazer a corle s duas cunhadas. S Lu-
signy nao procurara ser opresentado.
Ucitoradmirava-se, e com essa distanciadoxa-
la mal julgando taire/. Irazer o que canta bem.
E' um erro em que elle foi o priraero a cahir,
sou capaz de apostar.
Ah minna senhora, dissc-lhc alguem, que
excellente amiga que
fallatorios.
Cada bairro tem a pretengo dc conhecer a
aren tura do dia inelhor que os outros, c cada
narrador para prorar quo sabe mais que ninguem
acrescenla a historia que corro um detalhe novo
do sua iuveiico. A historia assim desfigurada
E' vordado, dizia essa senhora,
adeira affeico a M de Lusigny ; podein fallar ra-oem plena seguraea acerca das ntcnces do
ella quanto qui/.erem ; nao Ihe conheco iimde- seu rival, fallara delle "lirreiceule, isto 6, dizen-
zer cm gloria nossa, que no mesmo instante ob- do o calibre.
do s o son!-1 conslrangido de M. de Lu- Pois que dizam os diletlantes; foi para rol a rericacao cm lo vasto imperio. A men-
-ii\ dvinltamos que o tal italiano ora mo can- ouvir isto que n >s mandaran) chamar ? tira circula Urremenle, protegida pela imiuensi-
lor e quo a cantar n I Onde soube elle que aquello pobre rapaz dado.
M. de Lusigny dep >s dc ler d xado junio do tinha bolla voz ? aquiilo o diabo, nao lom nic-
nanna o tal canto:', passou pela senhora de Car- thodo, nao tem tlenlo nenhum.
1 is de Viremont fazendo-lho um comprimenlo Atruillo nunca foi msico nem italiano.
deada de genio que Ihe deve favores. Julgam-o
um monslro, um ente desnaturado e vejo-o jun-
de ternura c respeilo.
lo a sua mai cheio He ternura e respeilo. Sus-
segue seu caminho sem obstculo. V. impossi-1 peilarain-o de querer ligarse ao governo actual o lempo de
e saliera todos pelo contrario que recusou lodos ao receio ;
os oirerecimentos que se I lio lizerani.
do o maior bem, porque era muilo generoso e
muilo sincero, para nao admirar as qualidades
dnsdenhara para si. Tudo rinlia pois conspirar
destrmenle em favonio Lusigny para com Leon-
tina. O seductor presinti essas disposices be-
nvolas c com profunda babilidade, deixou-lhes
pareca dizer-lhe: Vai rer de quanlo sou
i', por sua causo.
Enton con oooii uma sceni singular deque nao
podemos recordar a sangue fri. Um sabio
acempaohador preludiou o depois do um retor-
ncllo perfeitamenl bom locado, comecou o ita-
liano de M. de Lusigny a cantar. Nunca, nun-
ca na minha rida Icnho ourido couso seme-
Ibanto.
Ourindo aquella canlnrola, um papa nao seria
i de guardar o serio. De uma bocea immen-
i, com esforcos que s
La isso nao, dizia M. do Lusigny, ita-
liano.
Ento, nao cantor.
Nao, re;.licou riinlose Alfredo de
um fumista.
Replican) muitos conlra o dito do Alfredo.
Confessa-nos francamente, Lusigny, disse
Alfredo, nao foi o leu fumista que trouxesle pa-
ra cacoai comnosco '?
Juro-te que nao, replicn Lusigny, n um
fumista, um adrogado... e olhou para Leontina
dizendo isso...
do
*a, com estoicos que so nao imaginara, suba ni
l ins inauditos. Haria do ludo naquella garganta! Era adrogado que defende mal a causa
;-Kageni ; gatos, ratos, charos, podras, tusos. Sr,, disse alguem.
lhos, piala, cobre: excepto roz haria tudo. Tei.ho'ineus receios que sim, e lornou a
bomem imitara involuntariamente todos os olhar para Leontina; emfim um moco du fio-.
'ios queixosos da natureza ; o grito do paro, lonha quo se destinara ao foro, mas que nao pO-1 sempre desconfci:
o ua coruja, o luido do rento nas cerdas do na-' de resistir a rocaco pela msica. Ourio-0 em muilo delicado, e
*io, o Bibfllar da brisa us corredores, os gem- aples, onde fot muito bem succedido.
Durante oito dias nao se fallou nas tres prin
cipaes cidadesinhas de Pars ; o bairro de S.
Germano, Saint Honor e Chaussc d'Antin se-
no do concert, do mo cantor inventado por
M. de Lusigny. Uns indgnavam-sa da myslifi-
cacao ; outros achavam-a muito divertida ; mas
todos fallaram nella e era o que M. de Lusigny
quena. O seductor pensara cora razo que o's
ditos ,-( bL.u respeilo servirlo-hiaiu nos seus amo-
res.
Ella nao me conhecc, dizia ello comsigo,
ra ouvir fallar em mira ; nao lenio nada, o
mal que dizem de mira faz com que me amem.
Idos rer como erara fundadas as suas previ-
soes.
Que pois M. de Lusigny pregou-lbe essa
peca abomoavel dizia uma rcllia dengosa, nao
posso acreditar ; um homem Sem principios
que nunca me agradou, verdade a de qem
mas doro reconheccr que
que nada cm suas maneiras
Ah l a sua conducta poltica 0 irropre
hensircl! disseram lodos.
Ento oque Ihe censurara'?
amadurecer. Recorrer ao,principio
usara agora da seguranca ; era ura
dos seus principios ; r-ssuslar priraero para com-
S- morir, tianquillsar ao depois para allrahir. J
Sua leviandadi
querem
ijs portas d g< n rrujados, dos caires Quan lo d ifendia
faz suspeitar de q;:e soja capaz dc um gracejo
desse ge;
paia comas mulheres....
Ah querem fallar nos seus Iriumphos.
Nisso nao o defendo ; conrenho que M. de Lu-
signy agrada s mulhercs com umita felicidade
um grande defeilo, e coraprehendo que nao
lli'o possara perdoar ; todava desojo que os se-
nhores sejam culpados lanas vezes como elle.
A senhora de Carlos de Vercnionl esculara es-
ses discursos c delles resollara para ella esta
opinio ; M. dc Lusigny um lioniera de muilo
boa educaco, bravo, cheio de delicadeza e leal-
dade, muilo bom legilimista, mas muito perigo-
so, isto muito seductor.
Quanlas pessoas de quem se fazem graves clo-
'. gios, pagariam caro essa m fama !
Quando uma mulher nao tem mais contra o ;
seductor que della se oceupa seno tao doces
Iprevencoes, comcea a tornar-so mais indul-
gente.
O que Ujc pareca urna audacia ineoncel.
I loraa-se a seus clhos uma esperan'..'', muito
/"
pois p
nao empregara mais as apnaricoes sbitas, os cn-
contros inexplicaveis. os ornares ineessantes, as
allusoes faceiras e lernas ; eslava no segundo
periodo da seduco, no periodo dos cuidados de-
licados, das rocordacoes romanescas, a que cha-
, maremos tolices engenhosas. As llores represen-
| lara um agrande papel nas finezas senlimenlaes
M. de Lusigny tuha adiado um meio de remo-
ca sua reina linguagem. At cnlo linha evitado
sempre Irazer a menor foo- na casa da casaca e
linha muitas vezes cacoado d >- nossos dandys
quo dorara essa moda o quo se jiilgariam perdi-
dos se o vissem na opera sem uma camoha ou
sem uma rosa ao lado. M. de Lusigny mostrava-
se desapiadado para rom elles. Pois bem de
repente riram-no apparecer com ura bouquel de
violetas na casa da casaca. A flor era. modesta,
mas 0 escndalo foi grande,
Poisvoce coraflores Disse-lhc um amig ..
Sem durida, plicou Lusigay um ridicu-
i <. mas j que tem bom exHo ndnpto-o.
Leontiua ouvi i a exclamar e a resposta c
i porque (razie : uaQUtn bouquel de vio-
va depressa comprehendido a importancia dessa
mudanca ; tambera tinha decidido proniplamcii-
le que loria para cada festa um ramalhele da es-
lacao ; mas como semelhante cuidado Ihe paro-
ca milito frtil, tinha inspirado engenliosameiit.
ao irmo o desejo de encarregar-se delle ; e o
pobre Heitor cada dia de baile ou de concert,
mandara rma um bouquet, para ter direito
de ofi'eroce-lo lambem a Leontina. A senhora
Alberto de Viremont pareca assm ler sido leva-
da a pozar sen n'um excosso de elegancia, poi-
que nao era rcsponsavel. Mas o que pensara
Leontina vendo sempre M. de Lusigny com uma
flor que pareca roubada do seu bouquet'? E H.
de Lusigny lambem, o que pensara? Pensara
que era rauito boa malicia fazer servir lingua-
gem de SUO paitao o bouquel dado por outro. En-
trla uto nao sabia ainda qne essa lingiiagcm ti-
nha sido entendida. Leontina mesmo nao lardn
a prorar-lho som querer, tina mulher nao lu-
la impunemente de astucia com um diplmala
daquelle calibre; elle pode cahir dessa vez no
iaco que ella Ihe arma ; porm nao cahe s.
Lina noite pois, a senhora Carlos do Vircmoni,
depois de ler feilo a cunhada espera-la por mui-
lo lempo, parlio para o baile a toda a pressa
fingindo esquecer o bouquet. Era um enorme tu-
fo de lyno. quo dcixou sobre a chamin.
Clieaando ao baile, a primera pessoa que en-
contrn foi Lusigny ; fiel ao seu derer, um ru-
ininho de lyno ou por outra como diz Beraug.i.
Brilha na casaca a flor dos campos.
Elle r que a senhora de Viremont nao tem
bouquel admira-so e Leontina nao pode deixar
rrir : mas esse sorriso trahio-a. tem, d~-
comsigo o seductor, esqueceu-o de proposito, lo-
go coraprcheiideu-me e atirott fra o raminho
do 'yrio.
(Co)i.iiar-Sf-/i(i;.
PtKA-TlP. DI W. MlLUKIt- '
N