Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08824

Full Text
ANU XXXII. N. 23.
I
SHilADA I1JUV 28 DE JANEIRO DE IX .I.

*
I
I

4
I
-
V
"r*"
Por 5 mczes adiantado* 4$000.
Por ."> mczes vencidos W500.
DIARIO DE
Por anno adianlado 15000.
Porte franco para o subscriptor.

i-;m:.vi;iu:. \n Parahiba, o Sr. Gervazio V. da Nativdade ; Natal, o Sr. Joa-
qun) I. Pereira Jnior: Aracaty, o Sr. A. de Lemos Braga ;
Ceari, oSr. J. Jos deOlivera ; Maranhuo, o Sr. Joaquim Mar-
que Rodrigues: Piauby. o Sr. Domingos Ilcrculano A. IV-..m
Crense.- Para, o Sr. Juatiano J. llamo.: Amazonis, o Sr. Jcro-
nymo da Cosa.
PARTIDA DOS i.ORKF.IOS.
Olinda : lodos os das.
Caruaru Bonito e (iaranluins : nos das 1 e 15.
Villa-Bella. Boa-Vista. Kiu' e Ouricury : a 18 e 28.
Cioianna c Parahiba -. segundas c setlas-feiras.
Victoria e Natal : nasquintas-feiras.
AUDIENCIAS lOS Tltlltl \.\KS HA CAPITAL.
Tribunal do commerrio : quartase sabbados.
Relaco lareas-feiraa e sabbados.
Pareada quartas e sabbados as 10 horas.
.I iii/D do commercio : segundas as 10 horas e quintas ao meio-dia,
Juiro de orphos : segundas e quintas as 10 horas.
Priineira vara docivel : segundase sellas an meio-dia.
Segunda vara da civel quartase sabbados ao meio-dia.
EPHEMERIDES DO MI! DK JANEIRO.
7 La nova ai 8 horas, 48 minutos. l!l segundos da tarde.
14" (liarlo rresreule a 1 hor.i.'i minutos e 48 segundos datante,
22 t.ua chela o 1 hora, 10 minutse 48 segundos da inanli.a.
30 Ouarto miaguaatc as 5 lloras, IB minutse 48 segundos da m,
l'l'.lWIAIl lil. UOJfc.
Priineira H9 hcril e 18 minutos da m.-tiha.
Segunda as 0 horas e 12 minutos da larde.
DAS DA SEMANA.
28 Segunda. OSS. Nomo do Jess : S. Cvrillo b. : S. Lenidas.
99 Terra. S. Francisco de Sales : S. P.ipi soldado m.
.'10 (.toarla. Dedicaco da llazilira de S. Pedro dos Clariros.
31 Quinta. S. Pedro .Nulasro : Ss. Oro e Tarjo mm.
1 Sella. Jejum. S. Ignacio li. ni, ;"S. Pronin presta
2 Sabhado. >j l'urilirecaoda SS. Virgen MAi de lieos.
3 Domingo da i.)uinquagesim.i. S. Brai h. m.: S. Cclcrino diac.
EXCABREGADOS DA SI WMVH X MaV
Alagoas, o Sr. Claudino Kilr.io Das: Babia, o Sr. D. sTanni
Rio de Janeiro, o Sr. Joao Pereira Marliat.
EH l'ERXAMIHCO.
O proprlelario do DIARIO Manoel Figueiroa de Faria, na tu
livraria Prora da Independencia ni 6 e 8.
PARTE QFFICI&L
COMMANDO DAS ARMAS.
Qaartal general do coaamando das armas de
Pernambuco na cldade do Recite em 26 de
Janeiro de 1856.
ORDEM DO DA N. 19:1.
O marechal de campo, cominandnnto das armas,
faz cerlo, para sciencia da guarniciio e devida eflei-
lo, que, medanle autorsacAn que Iheconferioa pre-
sidencia por ouicio de 23 do corrente, contraten nen-
ia data, para ejercer an finirces de seu ministerio
no negando hatlhAo le infanlaria, que est aera
eapellAo, o reverendo padre francisco Peinlo Duar-
le, o qual sera considerado adiliilo, e percehera, em-
quanlo assim empregado, a gralificarao mensal de
ilrsO rs.
Fax igualmente certo, que a I do andante foi
nomeado. para faxer o servioo como addido an dci-
mo balalhAo de infanlaria, o Sr. segundo cirurgi.io
lenle do corpo de sade do exerrilrf llr. Kozendo
Aprigio Pereira GuimarAcs, que licar desusado do
segundo da mesma arma.
Jos? Joaquim Coelho.

l.irdJohn llnssell na cidade.1,'ird John Huttelt
em Exeter-llalt.Da tolerancia religiosa.Das
perseguir-oes.O doulor Joknton.Da Ihruria
do magistrado. O direito o marti/rin.
A cidade de Londres apressnlou lia oas um espec-
tculo singular, deploravel e mu digno de seria me-
dita rgo.
Nesse da. no meio de um feslejo publico, um ho-
inem que maulem eom lioora o mais glorioso nnine
polilico da Inglaterra, foi apupado como um hylrAo.
a voz que durante qiiarenta anuos fiira otmda com
respeilo as assemblas soberanas, fui ahafada rom
vaias e apupos. Nao se pasava islo no meio da ra ;
era no banquete do lord mare, islo lie, n'uma reu-
niAo de iiiUlgus e de abastados, em face dos repre-
sentantes da potencias cslrangeiras. na gpresenca de
senlioras, e n'uma sala resplendenle de ouro, prala e
diamantes. Nunca tiouve conjuntura eni qoe lord
John Kussell (ivesse mais direilo para ser ouvjdn
coin Bltent;Ao e festejado pelos seus concidad;iis, que
nesla.na qnal triumpliava o principio porque pugna-
ra (oda a sua vida, u principio da liberdade. de cons-
ciencia. Pela primeira vex, o novo lord mairo eta
um judeo, e nao ha na Inglalerra um nomeque pos-
la com mais justo titulo, que o de lord John Kussell,
associar-sa a esta victoria da igualdade. religiosa.
Tildo esqueccram ; a precrainenci:i hiitorica do no-
me, a illusIracAo individual do hornera, oa fnicos
de urna vida intcir.i. foram n'un ilia a viclima das
potaue populares. Kecordamo-nns de ter visto lord
I ohiv Kussell condnzido em Iriumpho pelas mas da
cidad***; enlAo cumparavatn-no A\* seu grande anle-
passadu.^n qual itisse um historiador : Equamio'
esse illuslninarlyr alravessava a ci.lade no carro, di-
rigindo-se nVlagar do supplicio, o povo julgava ver
a liberdade e virludp assenladas ao lado dellc. O
descendenle de To/d William Kussell em vez ile mar-
char ao sapphcio, camiiihava no meio deovaces.
tira o menino querido da cidade o da cmara doscoin-
muus. Por vezes o menino querido Iransformava-se
em rapaz travesso e huln.ow ; por nina bagalrlla,
por um capricho deixava caliir um ministerio e def-
haral iv.i-o ; mas perdoavam-lli o, como ordinaria-
mente se perdoa ao filho predilerlo qoc de-pedaca
os movis ricos da casa, o houiem niais eapiriluoso
da loglalerra dfea a sen respeilo :
inslanlcssupplicas, conservou esse tcito, mas ener- I numero de peasOM que corren) o mcsino perigo.Mui-
gico proteslo contra a ingralidao popular, c so de- los individuus ile varias litados e calhesorias, e de
pois da sua inorle he que o sol da Inglaterra enlrou ambos os sexos nsiao, elodos os dias se acharao, ini-
nessa casa ulirajaila.
I'eli/.menle, alm da repblica morredora dos
tactos, ha a repblica immorlal das ideas. Tivcmns a
firtuna de ver. nos noMOfl dios os liomens de acres
mais illuslrrs accollicrcm-sc a sombra dastetlraa e
nos placidos templos da philnsophia. Oexemplodadu
em Franca por Mr. Gurzol, r Mr. Thiers, por Mr.
tainain, iior Mr. Villemain oi'aha de ser imillado na
Inglalerra por lord .luhii Kussell : o ministro dera-
hido rccoidou-se que antes de le feilo o tai 11 da re-
forma, escrevera livros, e anda ressentido dos asso-
hios da cidade, fez um curso de philosophia e de
moral n'nmn sociedade relisi(*9a.
Oohjeclndo discurso escollado por lord John Kus-
sell era : Doi obstculo* que retardam o progrfsso
moral e poltico, e este thema dava-lhe occttao para
naturalmente tratar da quesl.lo da liWdade de enns-
Na sua
plicailos nesla aixu^a^ilo. O que he cerlo he que o:
templos, que eslavain qttasi deserlos, sao mui fre-
quenta'lofi, e que os sacrificios, por mnilo lempo em
abandono, agora tornain a comecar. Vendem-so j
por toda a parle victimas, que antea nao tinliam
compradores. Por aqui se V quantos pudenlo cu-
rar-se do seu desvario, so se allende ao sen arrepeu-
dimdnto.
lie evidente que I'linio nao era un perseguidor!
minio cruel, quo pleileava pelo arrependiinenln, qui-
nao vevava os acensados, e que era um medi.nTe I
accasador publico. Trajauo raspondia-lhe :
o Procedesles, como vos cumpria, met charo Pli-
nio. no processo alentado contra os clirislAos. NAo
he possivel eslabelecer urna formula cerla c genri-
ca ueste caso. NAo he necessario proceder a devaasaa
contra elles : se foremacrusadus e convictos, he inis-
it piini-los ; -e o acensado nafta que se^a chrislo.c
iflncia e da tolerancia religiosa. Pa sua opini.io,
os obstculos *o ile Huas surtes, o* que proveni dos que o prove pe
(ovemos e os que proven) do proprio povo. Ospri- : vocanuo os deoses, deve-se perdoar ao sen Vrep.
meiros sAo mais graves, prncedem do modo errado I dimento, sem embargo de qualquer suspeila em que
porque os covernos apprcciam M seus deveres c as | antes livesse incurrido. De resto, nio deve acceilar-
-e o acensado liega que atja chrislo.c
pelo seu procedimeiito, qu-M^ilizer in-
soses, deve-se perdoar ao sen rrepen-
as fnnecoes :
F>las funcees. diz o orador, san ja mui ampias
na sua legitima esphera. Assim um guvernn esla eu-
cariegado de proteger a vida e a fazeoda doscida-
dos ; basla isso para coinprehender todas as ques-
Ies de direilo civil, as leis da familia, a da proprie-
dade, as relares entre os patre* c os operarios, em
siiinma todas .is relaressociaes.....Vlm disso o go-
vernu Icm a sen carga proteger a aerzoranea o a unie-
se nenhuma denuncia sem assignatura, seja qual for
a accusacAo : seria isso um excinplo pernicioso e
conlranu as matimas do nosso reinado.
Trajino, como se v, sii casligava com repugnan-
cia : nao quera que se procodesse a devassas. To-
dava a proposito desta carta, eielamava l'erlu-
ii ni :
o Rescripto imperial, porque sois cnnlradictorin ?
Se ordeuaes a coiidemnacAo de uin crime, porque
liendencia da nacAo. por isso cumpre-lhe formar al- nAo ordenis a devassa / E se prohibs a devana.
liantes, celebrar tratados, manter os exercilos e as
esquadras. tratar da |iaze da guerra. Por cerlo que
lia ah larefa sufliciente para um Huilerjh nu um
Sollv. para a sah-duria de um. Snmmers ou pan a
energa de um Kiclielieu, para os tlenlos de um
lleurique IV de Hranca ou de um (ulherme III da
Inglaterra. Ora [os. quprem que alem ile lodos es-
tes encargos, os overnos teiihnm o dircita e a
ohrigacan de prescrev'r o culto religioso e marcar
una linha que o ppusnmcnto nao deve transpr...
Parece-nos que lord John Ru*sell indica com e\ac-
lldao a verdadeira ongem daspersesuices religiosas.
NAo queremos fallar das Brande! perseguic/ies qne li-
zeram correr o sangue de lanos mil marlvres ; essas
sAo etcepees, sAo moiislriiosidailos. Os siipplicios
de ero e de Domiciano sAo apenas fados hrutaes,
que nao suscitan: nenhuma queslao pliylosophica.
Nos comprehendemos no lerino geral de peiseguicAo
qualquer le religiosa promulgada pelos governos,
qualquer crenca espiritual imposta do poder temporal.
Seria urna puerilidad! discutir os direitos da liberda-
de con-cienra. Iratando-se de llelingabalo, os pode-
res contra os quaes he misler eslabelecer c defender
cssa liberdade s,io pelo contrario poderaj racionaes, e
porque nao decrelaei a ahsolvicAo 7 o
Essa lluso de Plnio, dizeudo que o mal diminua I
e que poderla iMir-se-lhe lerino, he ama prova e\- i
huheraule da intil i la lo das perscguic/ies religiosas,
lalvez houve, apparentemeute, um momento de I
reaccao, porm a enfermidaile era incuravel e ala-'
cou o mundo. Sanguis marlyrum, semen Chris-1
tianoram, o sansue fecunda a verdade, e ale o erro; J
uAo ulliii'i i o protestantismo nos l'aixes-Haixos, as- [
simcomo iiAn ahafou u calholicismu na Irlanda.
Lord John Kussell riluii tamben) cite magnifico tre-
cho de trocio acerca da perseguicAo dos protestantes
nos Paizes-laixos :
i' Nesa poca iDuilos principes eslavam conven-
cidos, que era mi-ler que toda a nacao fosse anima-
da pela mesma religiAo, como por urna s alma ; e
que o melhor modo de lecislar lano para o espiri-
tual como para o temporal, era nao deiur isso ao
arbitrio da iiiultidAo... Porm o resullado nao jusli-
licou esla opiuiAo, porquesememliargo de que mu-
tos foram supphciados, minies mais tomaram os
seus lugares. Porque o que pratcanios para agradar
ao rorpo, est sujeilo i autoridade |>elo temor da
inorle e do (opplieju ; porem a alma, como por sua
al virtuosos ; -ao os movernos que confuudindo por' nalureza he livree immorlal,quaudo com ardor alna
um modo funesto as suas altribuicocs, consciosaineii- ca una opiniAo, nao pode ser vencida nem pelo fer-
ie se julgam eucarregados de regularisar os pensa-
inenlos ntimos dohomem, assim como oss*mis movi-
meulos exlernos, conservando a ordein tanto no in-
terior como no etlerior.
Nao he coosa nova o dizermns que Socrales.segun-
do psrece, fu juslamenle, pelo menos legalmente.
ro nem pelo logo. O proprio pongo anima a resis-
tencia, e considera-se ama gloria, e una graca, sof-
frer castigos crueis e infames com a consciencia l-
vre de loda a mancha...
Prtenlo a lusioria demonslra qtio a perseiuican
nunca leve outro resullado tenia dar uovivil.a
condemiiado, em viriude das leis que protegiam a i "enea ou opiuiao solire que recaa. E he c*le por-
religiAo dominante ea usanca eslabelecida. lia um
outii) eveinplo que logo lembra, porm que escrupu-
lisamos de mencionar. Diremos so, que nAo aliemos
como um legi-lade nosso lempa se e_.forc.ou p.ira ile-
nion.ir.il a illeoalMade da senlein.a : u que importa-
va era [trovar o contraro.
ventura motivo para justificar a persegnieau e fa/er
a sua apolbeses'.' Ha, ca-o raro, sophi-las que as-
sim peusaram. He assim que vimos um liouiein de
espirilo, de muilo espirito, Mr. Il'l-raili, sustentar
senamenle que os christaos deviam a maior gralidao
ao povo judeu por ter crucicadn Jess Cllristo.l'or-
Progreilindo ; ah tendea a inquiicao :icecca rlar que, dizri elle, foi a sua inurle que pruvon a sua di-
ijual tanto se lein declarada a \o ten feilo lo dele** vmdade, e por causa do seu supplicio he que foi re-
a fiolia homem maishod'osoque lord John Kus- l,%"is melodramas. Estamos convencidos que he Ira conhecido como Dos. Mr. Il'1-raeli, que se diz
II, porem o sea maior defeilo he que para elle pao lialhar em vAo, e deinais urna inepcia, tratar de de- i nnsto, desenvolvuu esla msignlicanle blasphemia
innn-trar que os nqoisidores erain uns barbaros. re-,L ",n maior sanguo fro. Por este motivo, com ef-
sel
la liroidei moral, lie capaz de todas as empiezas.
Evtosiiacr-uadidu que nAo duvidarMjsaa?xa/r>7a^eao
da lalha, edificar a igreja de S. Paulo, c aaaumii m
menos de dez minutos u commandn da esqua ,
e ninghem veudo-o dira, que o enfermo mor ),
Sue a igreja desahou,o que a esquadra se suhmcrgo.
Ao he possivel dormir Iranquillu quandu elle e.-ia
de quarlo.
Esta apreciacAo, embora pareca mordaz, no fundo
lie benvola, vuiha de um amigue de um admirador
sincero, de Sydney Smilh.'e nAo houveajirnverbo
que mais corresse de bocea em bocea. I.ord John
Kussell, em loda a sua vida, nao desmeutiu essa ap-
preciaCfAo : revelou sempre esses defeitos e essas qua-
lidades, e por elles e por ellas foi sempre estimado.
E he esle homem, que n'uma grande asscmblca
publica foi apupado e assohiado, como se eslivera
n'um labiado de feira. E porque '.'Porque leve aco-
ragem e a viriude de arro-tar a opiniao vulgar, c de
pronunciar palavras de paz no meio dos fragores da
guerra. NAu ser este o caso dzer com o poela :
Sitot qa' A son dclin votre asir lulclaire
Epanehe son dernier rayn.
Votlre nom qui s'leinl. sur le llot populaire
Trace peine un lger silln.
Pastel, passez ; pour vnus poinlde liaule -lale ;
Le peuple perdra votlre nom :
t'.ar il ne se souvient que de l'homme qui le
Avec le sabr el le canon ;
II n'alme que le liras qui dans les champs liumides
Par millicrs fail pnurrr les o ;
II aime qoi lu fail batir des pyramidrs,
Porler des pierrs sur le dos. ,11
Pela iiossu parle, minias vezes lemos censurado
lord John Kussell, e al com dureza, mas Dcos nos
livrede jontarmus a nossa voz aea i^nubeis assohios
da iiiullidao, e de ir levantar da lama pedras. para
as atirar ,i cabeca dos dolos abatidos. Kespeilamos
mais o homem apupado que o homem triuinphador.
Aristides vive na historia menos pela denominjcAe
le jpslo que pelo ostracismo a que eaae propriu noiue
o fez condemnar.
Nunca Mirabeau sobio mais alio, que qaando d-
za : Tainhem quizeram levar-me em lriiini|dio, e
agora ah apregoam as ras : A grande conspira-
ra!) do ronde Mirulieait. NAo careca desla licAo para
saber que o capitolio su Mista itm pauo da rocha
Trapeia..., E na vida de \Yellington ha laiiibem
llm rasgo que muilo admiremos. Esse hoineui, ipie
aalvara o seu paiz, fui em cerlo da insultado pela
Eipalaca, que Ihe quehrnu asvidracas s pedradras,
nlAo iiiainlou pr has janellas porlas de ferro ; e
durante vinte anuos, sem embargo de continuadas c
(1) Apenas o vossn astro despeda o seu derradero
claran, u vosso nome que va i apagandn-sc, sobre as
ondas populares deina apenas um lioeirn sueco. Ide,
camnhai. para vos nao se elevarAo eslastua povo perder a memoria do vos*o nome porque elle
so se lembra do homem qua mala com a espada e
com a hala. S estima o braco que nos campos san-
gaenlos faz apodrecer aos militares os cadveres ; ap-
precia nicamente aquetles qne o fazem levantar py-
ramides e curvar-se ao peso monsirar que os uiqotidore* erain uns barbaros, re-,1. '"" maior sangue Trio. Por esle motivo, com ef-
Kosqaiulu-se quando quoiinavaiu os herejes. He uin'pc''"> s chrisiAos deveriam reverenciar os judeus
contra sonso. O verdadero iuqui.idor, o Ivpo, he i. [como os autores da sua religiAo; por esle motivo
ministro de Dos, renle e virtuusn. que se juica ce tamliem deviam levantar aliares a ero o a Deo-
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAMBUCO.
PRO.IECTO PARA A CRKAi;AO DE liniA BIBLIOTIIECA
PUBLICA.HISTORIA DEUM MEDICO FRAIKZZ.
L'ma das necessidades moracs, espiritualistas, que
eiperimenlamos, he sem duvida a creaeAo de nina
hibliolheca publica.com ampias prnporcoes, em que
o ignorante v imlruir-se, c o illuslradu compulsar
os monumentos lillerarios que nao pode ler em seu
gabinete.
Sabemos que timcstahelpcirr.enlo completo dcste
genero n*o he obrado um ilia, mas com o correr dos
lempos, -pude lurnar-se urna ^ crcac.io grandiosa e
merecer as bencAos e a gralidao da posleridade.
Foi assim que procedern) os povos antigos e mo-
dernos, os quaes anual chegaram aos resultados mais
lisongeiros que se podiam desejar.
Com effeilo, a hibliolheca mais anliga de que nos
falla a historia lie a fundada no Egvplo por el-rci
Osymandyas, de quem ella lomou o nome.
Ao principio era mui insignificante, mas coin o
favor do soberano, seu instituidor, lornou-se depois
um dos monumentos mais celebres deslc genero na
anguidade egypcia.
Eucerrava muilns militares de obras Iliterarias e
cientficas, adquerdas pelo ronmicrrio e navegacAo
dos Phenicios.
As snas paredes eram ornadas de quadros magui-
licos, de baijos relevos e dedivindadesT-scolpidas.
Eulrctanlu, hoje, de toda esla pompa restan) ape-
nas qaalro columnas, como gnal da eivilisae.lu de
um grande povo.
A lirecia anliga deveu lodos o seus progressos
as boas arles e as letlras as bibliolhecas fundadas
pelos soberanos e pelos particulares.
Deslas ultimas a mais nolavel era a de Anseteles,
qne, ao morrer, legou-a a Theophraslo.
i
ra d'almas, levanta o braco armado rom a espada
le para deaempenhar a sua miasao. He aquello q
lastima a sua victima que chora, n;ia pelos solfrime
tos do seu cor(io, mas |>ela penlico da sua alnaaj
que he capaz de marlvrisar-se a si proprio para-sal-
var o herege que vulou as rliammas. Eslainos nli-
inameule convencidos que anda nu nosso lempo os
liomens que anhelan) por acabar com a liberdade de
consciencia sAo pessoas sinceras que su desejam o nos-
so Immii, e que aspiram absolutamente a salvar as
nos-as almas, man grado j.osso.
Prtenloalaslamos qualquer pranpposico de bar-
baria, de ambicAn, de cebica,'de paililes mundanas;
ailmiltimos que os poderes eucarregados do governo
do estado se julgam lambeiii sinceramente encarre-
Bndoado governo das rnnsciencias, e que nsaninam
as melhores intencoes. Ora eis all a orisem da tv-
rama, e lord John Kussell com razas) di/, que um dos
| maiorcs obstculos, ao progresio moral e polilico he
essa confusa" das allribuices .los governos. Trajino
he um do principes que dAo honra a humaui.lude e
que illustram a historia, e apezar disto foi persegu-
; dor des chrislAos.
i Lord John Kussell menciona a caria celebre oue
Punte o moro escreveu a seu soberano, e daqual eis
aqu alguna extractos:
o Considero romo umdever. senhnr, consullar-vos
quando duvido e hesito ; porque, quem melhor que
vos podesuiar-rae as minhas prrplexidades ; escla-
recer a minba ignorancia '.' Nunca assis ao prores-
sus coma os chn.laos, por isso nAo se a que e ate
onde se applira n caflgo ou a informacAo. N'Ao sube
resolver se deve levar-se em conla a idade, ou ap-
plirar igual castigo an rapaz c ao homem maduru ;
se compre perdoar ao impendido : ou se aquel c
que se fez ebrislao nao deve ser allendido quando
deluda o ser ; se he sii o nome. embora livrc do
crime, ou os rnmes ligados ao nome que se casli-
gam....
Plnio conla depois que rondemnara aquellos que
nao quizeram abjurar ; porem qne jiilgnu rlever ab-
solver os que se arrependinm. Refere tamben) os
depoimenlns dos que abjuraran), c diz :
o Em smnina. allrmavam que a >ua lalla ou o
seu erro s.i consistir nislo: Keuniam-sc no da
marcado, anles do nancer do sol ; enterran) alterna-
damente canucos em louvor do Chrillo, como de um
Heos ; por jurameuto se nhrigavam, ar a pralica
dealgum ctime, mas a nAo commellerem roulios,
nem malfeitorias, nem adulterio, aserem liis as suas
promessas, a nao Majaren) o deposito ; depois disto
coslumavain separar-sc. e de novo se reuuiam para
comer comidas innocentesc em coinmum. Depois do
meo cilicio, accreacenlnvam, pelo qual, conforme as
voseas nrdens, prohibir as associafes, tinliam aban-
donado lodas estas pralicas. lulguei uecessario, para
conbeier a verdade, Sijeitar a tortura duas mullic-
res escravas, que se dizia acharem-se iniciadas no
seu culto; porm s eiiconlrei urna supersticAo ridi-
cula e excessiva. Por tanto suspend o snmmarin,
para recorrer s vnssas luzes ; ocaso pareceu-me di-
gno de nelle se reflectir, mu parlicnlarmenle pelo
Mas a hibliolheca de Alejandra, que foi devida a
munificencia dos reisgregosdo Bgyplo daquella po-
ca, eveedia a todas as nutra-,
F>a o deposito das obras enlao ennhecidas. inclu-
sive lodas na obras-primas Jos liomens illusliesque
os principes allrahiam a sua corle, e cuja reuniao
em sociedade lomou o nome de Museo. *
Conlinha TtKMKKi volumea, cuja meladc foi des-
araradamente devorada pelas cbaininas de um in-
cendio, de que foi victima I esquadra dos Egypcios,
ancorada no porlo de Alexandria.
Os Romanos, a imilacAo dos tregos, tambem es-
(abelerenm bibliothecis, eoatrium do templo da
Liberdade receben a primeira que fui randada em
Hoina.
Eram decoradas com estatuas e bustos de hoineus
celebre. Oiiaiido nio haviam retratos verdadeiros,
rerorria-sc inilaro por mco da tradioAo, mi da
idea que as respectivas obras suggeriam. lie a este
processo que llevemos o retrato de Homero.
Entre os edificios de luto fundados por Constanti-
no em Bvsancio, havia lainbem nina bibliotbcca, cu-
ja memoiia, posto que Icnha chei'ado al os nossos
dias com grande rcpulucAo, alguus viajantes negam-
Ihe o metilo bislorico que ella adquirir, e asseau-
ram que eia mu uomerosa em lvios rabes, turcos
e persa, c linha mu poneos gregos.
Na Allenunhi a hililiolheca mais celebre he sem
rnnlradircAo a do imperador em Vienna, laudada
em 11:10 por Maximiliano. As de Leipzig, de Dres-
de. d'Auu^liourg rivalisam com a imperial.
As de Mantua, Tuiiil, Ferrara. Bolonlia, de S.
Marco em Venen, de S. .Insto, S. Antonio e S. Joao
de LalrAupui l'adiia, a de el-rei e dos dumiuicanns
un aples, sAo as mais celebres da Italia.
A bibliollieca de Oxford, aumhenlada e aperfei-
eoada por varios soberanos iuglezes, he boje o estas*
belecimenlo dcste genero mais iinporlanle do reino
unido.
A Kus-la lambem conla grande numero de biblio-
lhecas, sendo a mais celebre a imperial de Peters-
hnrgo, e todas roram fundadas depois do reinado de
; Pedro lirande.
Ku. 11 ni. passando em silenrin as dos Estados scan-
| dfnavos, Ja Prussia, e de outros paires du orcidenle
-1
eleelaoo quo pnvoaram o eo e eiiclieram as pagi-
nas do martirologio: finalmente toda a religiao, lo-
da a doulrina proscripta deveria bemdizer os seus
perseguidores.
Nada diremos no que respaila ao co ; comprc-
hendese que o chrislau considere o marlyrio como
urna corda, e aceite os sollrimenlos enmo unta gra-
ca.' llevemos porm lembrar que se trata da Ierra
e das causas que accclcram. ou retardan) o progresso
moral e polilico dos povos. Acabamos de ver um
amador de ptrldoxos demouslrar as vantagens do
marlyrin. vejamos um humein i-nid.lo desenvolver
oulra Ihese que poderiamos chamar o direito ao mar-
lyrin. He o doulor Johnson, islo he, um homem
ente nome indica logo sisudeza, sciencia,moralidade,
viriude, a quem cliamaiu o doulor, como a Wclling-
ton o Duque, e que ha s por si o diccionario da
academia da Inglaterra. Ora Johnson, era lam-
bem de opiniao que os cidatMos sAo lillios do Eslado
c que o Eslado he uin pai ; ha delle um curioso dia-
logosobre a tolerancia. Os interlocutores'sAo John-
son e o doulor Mayo ;
Johnson. loda a sociedade lem o direito de
velar pe a paze pela ordem, e por conseguinle lem
o lircilo de prohibir a propagacAo de opiuies coin
Icndencias pertgozas.Uizer que "o magistrado tem es-
te dirate.be empregar uma expreasao ineomte, he
a propria sociedade que o magistrado reprsenla.
Moral e liieulosicamenle, pode ser injusto obstando
a propagacAo de opiuies que j ti I ga perigosas ; mas
politicamente, lem razio.
.1/31/0.He minlia opiniAo. seulior, que todo o
homem lem direito ;\ liberdade de consciencia no
que Inca a religiAo, e que o magistrado nao pode res-
tringir esse direito.
i ./o/imsoh.Seulior, sou da sua opiniAo. 'todo o
honi'-m tem direilo a liberdade de consciencia ; nes-
le ponto nada lem que ver o magistrado. Porm o
inundo confundo o direilo de pensar cun a liberda-
de de tallar ; anda mus com a lbenla le de evan-
gelisar. Todo o homem lem pbvsicamcnlc o direilo
de pensar como Ihe apraz, porque nao se pode saber
como elle pena. Porm moralmcnlc nao tontease
direito, porque he obrigado a instroir-M e a tratar
de pensar rom acerlo. MaS senhor, nenhum inein-
hro da siriedade lem direilo para ensiuar urna dou-
lrina contraria aquella que a sociedade julga srr a
verdadeira, O magistrado, repilo-o, pode engaar-
se ; porm, em quanto esliver convencido que pensa
conforme a xerdade, pode e leve fazer prevalecer a
sua crenca.
'< Mago.Enlao, senhnr,permaneceremos sempie
no erro, c nunca a verdado prevalecer ; c o maitis-
gislradii linha razao quando persegua os primeiros
chrislAos.
A esla qucsIAo directa, o sentencioso doutor nao
responde lAo directamente : ronleula-secnni eslabe-
lecer por um modo genrico, esla regra feroz :
" Senhor. o nico melbu lo pelo qual possa e>la-
belecer-se a verdade religiosa he o marlyrio. O ma-
gistrado lem o direilo de azer prevalecer o que jul-
gl ser a verdade ; e por outro lado, o humen) cons-
cio de a DOMoir, lem o direilo de morrer por ella.
da Europa, a Fram.a conlem grande numero de bi-
bliutbecas, sendo as mais nolaveis as qualro de Pa-
rs, cuja principal he n chamada a tiitiliolheca do
rei.
Todos esles cstalielecimenlos, cm principio, pouco
avullavam. Entretanto os favores dos res, assuhveu-
cocs dos listados e as dadivas dos particulares, Ibes
permillirain a magnifica prosperidide e repulac.io
iiiiinnrl.il ue que hoje gozain.
As bibliolhecas nAo sAo ineramente funda^oes de
lino c de siimpluostdade, para alleslar a grandeza e
civilisarAo dos pazes a que perlenccm, sAo ins-
tiluices utes e neceasarias para coadjuvar o deson-
volvimenlo lilleratio, artstico eacientlieo de um
pnvn ; e assim cuino o Eslado anule a communliao
em geral os meios necessarios a existencia material,
com a creacao de hospilnes, salas d'asylo, estradas,
ponlcs, etc. lamliem Ihe deve garantir e facilitar a
cultura da inlelligencia, minislraiido-llia os meios
que poneos dos seus meuibros podein ohlcr por si siis.
Jo possuiinos o ncleo para a formarlo de tuna
bibliolheca provincial, mas a quola votada, depois
de cerla poca, pela noasa assembla provincial, he
lao exigua, que s de|iois de mtiitos anuos puder
preencher o seu lim.
Para coadjuvar o governo ncte empenho l.io pro-
veiloso, lAo nobre. nAo sera mao formar uma suce-
dade em commatulila, a imilaeao do Gabinete Por-
tugnez. de l.eilura, anda que depois de ccila po-
ca a bibliolheca se ternasse urna propriedade pu-
blica.
Ou enlao, se se julga inconveniente este nlvilre,
os nossos depiilados geraes beiu pudiam incluir na
lei do ornamente urna quola para esle lim.
Talvcz que o recelo de que. as nutras prnvncias
exijam a mesma cousa desanime os reprcsenlaules
de Pernambuco a propi semelliantc medida. EnlAo
Ibes diremos que, como as onlras fraccoes da oom-
niiiuli.io hrasileira nao roncorrein rom igual quola
que mis para o orcaiuenlo geral, uAo lem direilo a
fazer as exigencias a que temos juz.
Se consegiiiriniis islo, dentro em poucu poderemos
ler um eslabelerimenlo desta ordem, que alistar as
nossas neretsdades iiitellecluaes e arlislicas, g
mesmo lempo nos acreditar perante o eslrangeiro
adianlado na carreira da civilisacAo.
I'arece-me que nao ha nutro meio para afferira ver-I
daiTe, senao por um ladu a perseguirn e pelo ou- I
tro M>flre-la.
Fi-aqiii um inquisidor, uin juiz, como dudamos
cima. Era nAo s um Immem de muilp saber, um i
homem respailadae considerado, mas um homem de I
liem, do qual se iiiencioiiam inultos rasgos de beni- \
licencia. Em quanto a mis. leudo estas sentencaa I
repasfladM de tanta crueldade. e para assim dizer ile !
tao virtuoso ry nisino, logo imaginamos o doutnr com
a loga e coin as faces e a macbadinha, asaentado no
pretorio, administrando a jnslica entina. Porem nao
olhamos para o sen retrato, e ve:un-lo com a sua es-
paeosi frniiie, coin o seu rosfo saranio, com a sua ca-
belleira snellilda e empoada. A expres-ao da sua
physiuiinmia lio benvola, e parece que. rom elfei-
lo, era um homem bondoso ; lord John Ku-sell i ha-
ma-lhe um bom e grande rbrislAo.
Eis-aht todava al onde poda levar o paradnxo e
algica. O magistrado respeila o pensamenlo.c de-
ntis nA i o ve, nao poda apalpa-lo, mas ulista a que
se palenlec, prohibe-llie que eaia, maiida-llic que
nao vivo. De que vos queixais ? Nin^iieiu vos pro-
hibe que pensis, uma vez que sej.i comvosco 'mes-
mo. ta>m Pascal diremos, lie esse o principio c a
imagein da lyrannia por toda a face da Ierra.
O progresso, ess progresso de que fallava.c acer-
ca de que flllava lord John Kussell, sera deixar cn-
Iregues as suas proprias (oreas a verdade e o erro.
o Porque, diz elle, porque se nao fia de consentir
qne uma e nutra corren) lirremenle 1 Porque nao
ha de oppor-se raciocinio a raciocinio, esclarrcimen-
lo a esclarecmenlo '.' Anda quando a causa da ver-
dade sollresse por alguin lempo, por causa da cre-
duldade humana, ijuif alir." i enm alian o erro, e
permanece fra cumj o gelo em face da verdade, li-
cai cerlos todava, que as luzesda discussAo acaba-
ran) por dissipar as Irevas das falsas opiiies, e por
mnilo lenla que seja, a prova do livrc exame separa-
ra, quandu fr lempo, o trigo do jogo. lie aqu que
est a queslao. O doulor Johnson, e outros como
rlle.dizem que os governos leen) o direilo e a obriga-
cAo de velar pelos seus subditos,como os pas porseus
Nlhos. Os amigos da liberdade. religiosa sustentan)
que os governos nAo leem essn direito, nAo possuem
as facilidades especaes uecessarias para eslas funr-
ces. All est a controversia. I
Aqu doixamos a queslao eslabclcrida por lord
John Kussell. Olanlos anuos, e secutas lalvez, serao
necessarios para a resolver? 0 melbodo do doulor
Johnson, a Iheoriadd magistrado, sAo 19o roinmodas
au so para explicar, sean que para justificar a con-
demuacao de lodas as iiovidades! No entretanto con-
sule-se a verdade : por ventura nao Ihe lica o direi-
lo ao marlyrio'.' John /.rmoinne.
[Journal des Debis.)
A PORTAGEII DO SI'NI).
Ja indicamos em outro artigo 1 as diversa- solu-
ees, que pode ler a que*tio, subuiellida as confe-
rencias de Copenhague, a difiranles bases, que
se pode dar ao novo sxslem, chantado a substituir
as alfandegis do Sund, as larifas e as formalidades
qne ellas impocm, Cnmofe agora indagar uoaea
sejam, deslas soluriies, as mais razoaveis e mais jus-
tas, as quaes couciliain mellior u interrsM da nave-
gai;Ao geral, e o que pode baver de jii'lo e de bem
fundado as prelencoesda Dinamarca.
Pode-se eacolber, dssemos mis, ou a conservarAo
do sxstenn actual ile urna tarifa de porlagcni, qner
por navio, quer pelo valor do carreganinnto, suh-
mcllendo-se as laxas em tajar a uma justa revisgo ;
ou a abolirn das lanas n't'avio uma ndemnisa-
cAo em lerrilorio e os privilegios, de uma nenlrali-
dade perpetua ; ou urna aiiDitisacao auiiua! sol os
principios disentidos em diversas pocas; ou um
resgale definitivo, medanle urna capilalisnenoda por-
tagem ; nu finalmente applicar i navegacAo du
Sund os principios eslabelecidos nos arlgos Sal"
do aclo final do congressn de Vienna, c nos regula-
meulos annetos, sobre os ros e ribeiras.
laes sao, com um syslema novo, cuj) pensamen-
lu tem sido sustentado ultimamenlc na Dinamarca
pelos jornaes e correspondencias da Allemanba, mas
que evidentemente nada lem de real c pnticivel
2 ; laes sAo, repelimos, as diversas solucies que
que pode ler a queslAo hoje agitada na Europa c
ventilada com o mesmo ardor, com que o foi ha
tres seclos.
Ilcslas cinco solue,oes, a primeira, a rcvisAo das
tarifas acluao, he a que mais conviria' Dinamar-
ca ; porm seu governo pareco coinprehcnder, que
ha pouca nrnbabiliuada de ser ella recebida boje oa
America e na Europa; e no Memorial ainiexo ao
despacho do I. de outubro. pelo qual convoca os
represcnlantes dos diversos Eslados, inleressados na
queslao, para as conferencias de Copenhague, deta
absolutamente de parle o negocio da tarifa, c psre-
ce bastante inclinado a abandona-la, a despcilo de
suas repugnancias. He, pois, urna dillculdade de
menos, e a mais grave ; por quanto so a conferencia
se ociupasse do exame c discussAo de lodas as coin-
plicacoes de tarifas, e das quesloas que originan!.
seria um nunca acabar. He, alm disto, um feliz l be-se a qne algsrismo se elevarla a indemnisc.o
piogno-lico para os naveaantes, que fazem n rom- concedida, segundo as bases que ella propon '! O
mercio entre as rostas occnlentaes e o Kallico, c que produclo I- Imposto do Sund, segundo a estilstica
ao menos, podem esperar que serAo algum dia sen- i publicada em Franca pelo ministerio do eommercio
los dos tributos a obstculos de loda a especie que i durante um periodo de vinte annos, elevando-sc
a alfandega de Klsenenr Ibes pfle em suas operaeOes. animalmente, termo medio, a .ViOS.ti.", fr. do IS-21
A segunda distas solucies, a indemnisacao em i a 1x:t(i, e a (;:('.ti,.">l i fr. de 1837 a 1813. Nesle ul-
lerritorio, nAo conviria :i prapria Dinamarca menos I limo anno era de 6:438,000 fr. c deve ler-se aug-
do que a conservarlo das tarifas. Ella obtaria com mentado desdo cnlAo com o numero de navios qne
sso um augmento de crdito polilico e ao mesmo) lem alravessado os elreiin. Pois bem ; raplalisa
lempo recursos linanceiros, e uin i salisr.irao tarda { esse producto e rbegareis a um algaVismo enorme.
a estas promessas vaas que a liga. Ihe havia fallo I que as potencias mfilhiMS rormarto aceitar, Per-
em 1SI:l oque os tratados de Kiel e os arlos dos i guiilai, se a Inglaterra, por exemplo, que lem urna
congressos de Vienna com lauta inju-liea desconfi- j parte activa na navegarao dos mares do norte, que
Ceranjt; esla seria, por nutra parte, a melhor solo- em 185:1, pnr exemplo, mandn para o Sund nada
cAo europea. Porm onde encontrar hoje lerrilorio I menos de i,IUiS navios, islo he, mais da miarla par-
disponivel ua Europa, a n.lo ser i cusa dos Esla- le da navegacAo lolal dos eslretos, pcrgunltu, se a
dos mais Traeos'.' A Silera cortamente que nAo es- I Inglalerra consentira cm rapitalisar a '4iim e-
l.i disposta a reslilur a Dinamarca a Scania, e lo- norme, que os seus qualro ou cinro mil na*Jaj> "le-
da essa praia septentrional do eslreito que usurpou podiam cada anuo na alfandega de tlrcsund, e pa-
o lempo de Koskil Is, precisamente h i dous secu- gar de nina so vez Dinamarca urna lAo rica ta-
los, alim de lirar-lli; jura sempre as nrclencet j demnsacAo pelo direilo jo mais contestado e o mais
soberana do Sund. A Prussia nio desoja lambem I conlestavel He claro que islo nao he admi-sivcl;
voltar a essas negocaroe-s, concluidas em ISI'i a res-' c, se a Dinamarca quer que as nutras potencial lo-
peilo da Pomerania. Se imprevistas circumslan- i mem em cousiderarAo o seu nlferecimento, cuja a|t-
cas, nu so cons',qneucias nlleriores da lula, Irava-
da entre as potencias oecidenlaes e a Rntsii, irou-
xesse urna lrans|iosirAi de territorios na Europa, es-
la snliie.io tornar -se-lita pralicavel, escita, a lodos
os rospeitos a melhor ; mas nao so deve pensar
nisso.
plieargq, alara disso, fiira irnplese fcil, he tnisler
mudar o principio c a extensao dellc.
O que pota ser exigido pela Dinamarca, ja o ds-
semos, nao be um tributo imposto cm nome de um
direilo imaginario, que se Ihe ronlc-lou sempre na
Europa ; he sm nina ndemnisarAo temporaria ou
A amorlisac.io, mediante um pagamnlo innualJ permanente, 'a ttulo de remuneraran pelos servi-
salisfela pelas diversa* patencias, que pagam aclu- i ,;n prestados no S.....I i navegacAo geral. c-tahelc-
Imente o imposto do Sund. na proporfao de sua cemlo signaes e lodn as medidas de preeaocJte qoc
i.avegaeAu pelo eslreito, seria mais realisavel. Ser- p^iem neutralisar os perigns e as difliculdades
vria ao mesmo lempo de lvrar a Dinamarca c a ,a pas-agem. He necessario bausas nos canaca, lie
navegacAo das formalidades ineommodas e onerosas I necessario, alm disso, pbares pelas praias. He e-
que acarrla a arrecadacAo di portagem. lie. cessario unta polica neise tlesliladeiro escarpado,
alen disao, um vellm pensamenta da monarehia londe com Indo nAo se lem feilo necessaria, senAo
dinamarqiie/.a. Foi essa bise do Trotado di- res- por causa dos mesmos embaracos que a porlagem
gate. concluido a ti de outubro de IhV.I entre ella e oppf.e a livrc circularan dos navios. He preciso
os Estados-geraes das Provinciat-lndas, tratado indemnisar a Soeria dos dispendios que Ihe acarre-
pelo qual a II illanda licou livrc de lo lo o direilo ta a ohrgacAo contratada por ella de conservar
de porlagem,; com a condrAn de pagar annnal- pbares enllocados na co'la sueca do estrelle. A
menlo liO.IHXI dollars. Teve curia duracAo esse Dinamarca ollerece. alm disto, portas de refugio
accordo, e qualro anuos depois eslava restabelecda aos navegantes a pillos, c oulras cummodidades que
a tarifa: mas a poltica diiiamaripioz. rujo ohjec- se Ihe deve levar cm conli. Por oulra parte, aa-
d mais importante s.ln os dircilos do Sund, nAo e vegarao eatrangeira, lao visinha de suas cosas, a
esquecen dcste principio. Adoptau-o as negoria- carrete para ella muilns inconvenientes e uma vigi-
roes proseguidas com a Prussia, de IS:W a ISIS, lanca activa de que nao seria justo deixar da in-
unde esleve a poni de ser de novo applira- deinnisar. Eis o fundamento racional dos direilo
da :r ; adnplou o anda no romero da rrise actual, do Sund ; eis a base da iinlemuisarAn que *e deve
as negociarnos enceladas com os Estados-1 nidos, monarehia dinamarque/a. Oue se limita ella a
de IKti a |S>1, c cojas pcis foram nunmunica-j pedir que esla indemnisaejo seja capilalisada, em
das oocongresso Washinglon. Mas este meio dei- l lugar deser satisfela soh a forma de renda annnal.
xando de sulisislr al rerto ponto uma parte das Qne proponhl a cada naci o dar-lhe de urna so
formaldailcs, que aggravam c prejudram a n ive- vez o preco proporcional dos servicos que presta i
garAo do Sund. nao faria mate do qne confirmar I navegaban de todos os paizes 5 islo seria razoavel.jus-
| ot principios e as pretenees da Dinamarca. Picaril,; lo o de fcil execuego. NAo restaran) depois senAo
| romo em lilil ; no lempo do Traalo ti' rr'galr, dilVu-ublades secundarias ; o regulamenlo das libri-
llo mesmo estado de iucllicaca, e instabelidade. gai.ucs que a llinargarra eonlrahteN para rom as
o governo dinamarqaez, em sen Memorial, an- potenetos que a llvessera indemnoado eotocipada-
nexo ao despacho do I. de outahro, e em ludo mente para iiianler a seguranca e a commodidade
quanto sabemos de suas disposiees pelas correspon- da navegacAo do Sund, bem como as garanlias da-
dencias da Allemanba. parece igualmente inclinar-I das por ella para a rgoros observancia de suas
se desta vez i lea de um arranjo definitivo. *ob a I ohrigaries futuras ; nenhuma dillculdade seria ap-
condirgo de |nm resgalo completo, medanle nina parecera mais que comproincllesse os principio
indemnisacAo immediala. He este syslema o qoe 1 cawnciaea.
corlara de um s golpe e para sempre eternas dilli- j Se as polenrins prererssi-m ao syslemii de um res-
ciildadet qne lal qaeslAo suscita, e o que vai ser | galeimmedialo e de uma iinlemnisacAo paga de uma
por elle suhmettdo Ss conferencias de Copenhague, s vex, a COOservicto de nina renda annual, ou de
0 manifest ndica mesmo as bases cm que Ihe con- nma larifa de porlagem por navio, ou por carrega-
vira rixer repoosar essa negnciacAo definitiva, e. menta quo alravessasse os eslretos, pratica-sc hoje
qual deveria ser em seu enlenler, a parle propor- | na Europa um syslema que seria de fcil applieacgo
cional de cada Filado na indemnisacAo que se Ihe ; no Sund. O acto final do congresso de Vienna esta-
concedesse. As bases sAo : .ta um lado, a porlagem
do Sund, que seria capilalisada, recebendo a Dina-
marca n caplil cm Iroco da cessao que fizesse da
beleceu as bases do regu'.amenlo da navegacAo dos
ros communs a varios Estados, e qne os loram ou
alravessam, quer nellcs penetrem, quer Ibes sirvam
renda annual ; de oulra parte, a quanlidade de na- de Eronteiras. A navegacAo de taes rios he inteira-
vios e merradorias, que passam annualmenlo os es. menta livrea lodas as naces; regulamenlo lAo nni-
Ireitoi do Sund o dos Bella, lano ua ida como na
volt.i do Italtico. Cada narao lera no pagamento da
inlemnisacAo geral. uma parle-igual a que seus
navios e merradorias lomassem no movimcnlo ge-
formes e favoraveis, quanto he possivel, ao commer-
cio de lodos os Eslados dirigen) i polica dos los II-
vres.dircilos de navegacAo moderados, uniformes,
invariavei, ndepcndcnles do genero de mercadori-
: ral da navegacAo do Sund ; e, para facilitar os Ira- j as, alim de aparlar as formalidades onerosas ; arma-
ballios da conferencia a litarAn do algarismo lolal 7.ens de arrecadacao lAo mdicos, quanlo pode -er.
inimtilaveis, c nada leudo de commum com as alian-
degas dos Estados ribeirinhos ; nenhuma parle dos
dircilos de elape, de escala, onde arribada forrada;
emlim os direilos percebidos em proveilo dos Esla-
I Veja-sc a Press de 12 de agoslo de IK.Vi.
J1 Esto sxsleir.ii fui explicado no COHStitueionel
de :t de novembro. A Dinamarca, segundo elle,
transportarla seus encurregadoi da cobranca para os
dllerenlei parios do Kallico, na Kussia e oulras par-
les, e os navios que alravessassem o Sund, sem all
demorar-se, seriflo obrigados a pesjar, no |.orto de
seu destino, os direilos que pagAo actualmente em
Klscueur. Acnnteceria o mesmo na volla; os direi-
to se pagaran) no podo da partida, e as lulorida-
des rossas ou allemfles dos lugares para ondea Di-
namarca livesso assim transferido sus guardas da
alfandega, e recebedores, conlrabiriam a obrigaro
de velar no pagamento dos direilos. O Coustiliili-
onel da esla coiiibinaco muilo. engenliosi e Ihe faz
admirar a ha!.ilutado do governo dnamarquez.
O ('onstitulionel nAo parece duvidar, que esla
combinaran, que admira, suscitara graves que-les
de soberana, o que nenhuma potencia permilliria
fcilmente a Dinamarca arrecadar assim impostas no
seu territorio. Mas quem nao v, que esle syslema
lena os mesmos inconvenientes, que o aetool, c que
os Envanese embiricos que i>esAo sobre a navega-
rAo seriam apenas mudados de lugar, lurnamlo-se,
lalvez, mais oneroso e ciirommodos? De mais, esta
ideia, evidentemente nada lem de sera, senao a i-
maginacao dos novellMas aiieuiAes. \ Dinamarca,
como se vera, nu se alem as tarifas examinadas, ou
capitalisacSo do imposto do Sund,
()s nossos mulos, as grandes columnas supe-
riores do jornal, cm que Incamos hmiiililemeule es-
las liulias hehduuiailaras, andan) chcias depois de
alguus das de maravilhas dcslumbranles, de mila-
grea Inauditos altribuidos, na cura do rholera-mor-
bus. a escola lioinu'opalhica pura.
Carlas particalares, comniunicacrics imigaveis
tactos mus ou menos controvertidos fazem o the-
ma incessanle dos propagandistas dadoulrini dos so-
metliant.
F>tes rociamos, rujo menor mnl li'.ra liam t as
experiencias pralicas oa liomens de sciencia e ohser-
vacAu, loman) um sentido c um ell'eito verdadelra-
mcnle lamenlavel, infiltrando no povo ignorante
uma convircAo, nma crenca tanto mais reprehensi-
vel. quanto o modo de curar na sin applicarao, se I
aprsenla ignorancia delle mais simples e menos I
dispendioso.
NAo perteiicetnos a nenliiiina escola medica, su |
lemos nesla inalri ia os couliecimenlos snperliciaes
que a leilura nos hadado ; nao lemos a honra tic t
perlenrcr a til ou lal faculdade, nao podemos apre-
rular em apoio du nosso valor individual nem titu-1
lo de enfermeiro, neii, oommissoes de ollirial de,
satide, nem diploma de doulor, posto que com esles
Idilios diversos confundidos aqui, pela extrema in-
diligencia e facilidiideileexann-s das faculdades da Ha-!
lita e Rio de Janeiro, certas charlantes d'alm-mari
tomem despejadamente o titulo publico de doulor, e
maten) impunemente o povo crdulo que os paga.
Mas, se na falla .lestes ttulos, que nos podciiain
dar, permita o juizo c a apreeiarAo publica um va-
lor que au lemos, ptovassemos que ludos esles re-
clamos, lodas eslas maravilhas, lodos esles milagros
s^o oulras lautas mentiras cm proveilo da rolbela
pecuniaria que os glbulos inertes da homiaopalhia
devem produzir, em proveilo desses eufermeiros,
otliciaes de sade e doutores faminlos, vidos de ga-
lillo, c sempre indiflerentes < sciencia. eremos ler
feito ao pulilicn engallado, Iludido, um erviro equi-
valente ao mal que se Ihe prepara, que se Ihe faz,
deseugaiiando-o, tirando-lhe lodas as illirses a esle
respeilo, e hradandu-lhe : ICialeta-le .'
A horateopllhil nao heais que mu instama.
Haiiheinann, uat concepees fecundas do sen genio
da indemnisac.io e da parlo proporcional de cada
Estado, o gallineto de Copenhague junten a sen
manifest dous mappas, dos quaes, um menciona o
producto dos impostes, do Sund nos Ires ltimos an-
nos, c nutro o movimcnlo annual da navegacAo nos
eslreilos
Fvsle syslema, confessemo-lo, he mui simples e
de inconleslavcl applieacgo pralica. lia s nina coli-
sa a notar, e he que se basea na autiga pretcneao
da Dinamarca ao exercicto da soberana exclusiva
no eslretto do Sund ; be que faz da porlagem um
deve para as oulras nuees c um direilo para a Di-
namarca ; he que susrila de novo lodas e-sas tangas
e rendidas conlcslaccs, que occorreram ha tres no-
dos ribeirinhos, mas srm oulro lim qoc o de indeni-
nsa-los das respciisabilidailes que lomAo de conser-
var os caminhos de reboquen c os Irabalhos neces-
sarios nn Icito do ro para quc'a navegarao nao en-
conlre ubslarnlos. Tal he o syslema que o congres-
so de Vienna cstabeleceu no que he conccrncnle
navegacAo dos ros c ril.eiros, anda mesmo quando
n direilo de soberana lauto sobre o rio, como sobre
as margena nao fosse contestad*. Com qaanlo mais
razAo e julira nao deveria ser esle svslema applica-
culos. A Dinamarca diz s potencias martimas, du n navegacAo do Sund, eslrtito lvre, ahcrlo a ta-
que se qnerem iscnlar do Iribulo que lite pagam j das as nac/.es e que escapa, pela nalureza das con-
por ellelo de condices temporarias, e nao de uma |sa, a qualquer soberana particular-.'!
obrigaego permanente :Vos me picis tanto mr ,. ...
=in i" i Oualqucr que seja a regra adoplada para ofuluro.
anno c o fazeis em tal proporcao. l.apilalisemos a |s(, )0 |lef ,|a fmm ^ m mtereMes em
porlagem, pagai-me d'uma s,. vez ; contribu cada que9,a0| biisear-se-ha sobre um ou nutro dcstes.lou,
uma (.ara esla indcmmsarao immediala na propor-
cAo de vossas ronlribuires annuaes.
Isla seria bnm, se houreste nina ohrigarao real ;
mas existe por ventura semelhanle obrtgacAo ? qual
ser a sua extensao '.' .Vqui he que esla a queslao, e
a Dinamarca parece nao ler pensado nella. Ora, sa-
:t Eneontram-,e documentos curiosos sobreests
negociacoes na .Voita coUeerSo dos tratados dc.Mur-
kard, loni. \ III, pag. 95.
polenta, jiilgou encontrar no ellelo substitutivo de
cerlos medicamentos um desliicamenlo salntar as cau-
sas mrbidas que perturbam a economa animal ou
o organismo.
O modo de administrarlo pliarmarculca, sh a
forint da divisan dos tomos cm partea infinilesimaes
uAo foi mais que urna lentativa, que natlragon cu-
tre suas nios poderosas.
Morreu entregue as suas pesquisas, e deseen ao
Inmuta rom u legrado das suss convicc'cs : gran-
de erro de um genio audacioso, rcspeilado pela sci-
encia, que su vio nesses legados de una vasta inlel-
ligencii o csfmro nao realisado de um beneficio liu-
manilario.
Os germeus lanrados no mundo por este grande
Iralialhador nao produziram frurto algum ; c a ge-
rar.in medict, scientilica, que o seguio. recolhendo
esta heranca e aceilando-a ao principio rondirioi.al-
menle, afinal abandunou-a, quando o imperismn e
o eslilo deram, como resullado definitivo, a nega-
cAo e o nada.
Com ellelo, fura urna ahcir.ican monstruosa arre-
dilar qui tima verdade, tima rerdad inroni'usta.
a mais transmitiente de todas, mais importante para
a humanidad!, do que i's verdades descoberlas por
Italilco e NetYlon, fosse negada, despresada, rejeila-
tla por lo las as corporares to mundo sabio : int-
ualos, academias, ele.
Nao. a verdade nAo se sulfura, Iriiimpha a dos-
pello dos liomens e do lempo, participa da esen-
cia divina, manitesta-se e penetra por toda a
parle.
Nao ha para ella nem barreiras, nem obstculos,
nem s\ sientas, nem tlonlrinal. Permanece porque
exista, Iriumpha pela, razan de que deve vencer ;
e os homem sempre a arcilan, porque ella he a ver-
dade.
tienner. Harvey rapoosam sobre um pedestal im-
morlal. e llanheuiaiin ii.lu (cm mais que um tmulo
e o olvido.
Nao queremos, nem podamos contestar o valor r'e-
lalivodas dnutriiias medicas que uiilllam entre nos.
Anda repelimos, a nusso nrouipeleucia em seme-
lhanle materia he completa, a nossa ronvlcege
nos (.eNeiice. confessamn-lo |iuhlicamenle, mas
nAo pretendemos erige-la em iloutrina.
vslenias: ou uma indeinnisarAo immediala. repar-
lida. como propoe a Dinamarca, cutre as potencias
martimas, na proporcao da parte que (oui.io no nrn
vimeuloda navegacAo do Sund, e fundada, embora
u negu a Dinamarca, no principio nico de paga-
mento de serviros prestados; ou orestabalecimenlo
de una tarifa fundada na mesma base c regulada de
confOrmidade coin os principios estatuidos nos arl-
gos IOS a 117 do arlo geral do congresso tle Vienna
|s(o posto : seja-nos permillido terminar pela nar-
rarao de um fado que recebemos de fonle pura, e
cuja aulenticidade afianzamos sinceramente.
I'm principe da sciencia homieopalhica em Fran-
ca, nm verdadero dentar pela faculdade de Pa-
rs. uma intllicencia pouro vulgar, espirito
potico antes que ludo, pellico sybarite, ho-
mem tos prazeres, ambicioso, ttesejando ao
mesmo lempo honras e riquezas, coraran genero-
rnsn. -eosivel, apatxonado, procurando menos as
ronvicroes ta ronscienria to que os resollados ma-
lcraos da proli-sao, faz da inaneira segoinle a
ronlisslo ta sua vida medica :
Perdido, ao sabir da escola, com o meo diploma
na tnao, entre a mollido dos aspirantes a clenlella
parisiense, sem animo suBieienla para entrar em lu-
la, no campo dos grandes hospitars, leudo repug-
nancia natural as grandes oprrscnes cirurcicas, im-
piessionavel ao espectculo to sangue e aos gritos .le
diir dos infelizes mulilados, Bcrplico, mais poeta que
sabio, jiitguei ver na iloultiua medica tle llanhe-
niann, eni.io em moda, e especialmento sobre a re-
larAo das inotlilican'ies que cu llie (ludia imprimir, a
estrada aborta ao ineii destino.
Prolegido (telas minhas relaces de familia, enlre
resolutiinriilo na carreira. lis primeiros resultados,
posto que lentos, animaran) a minlia eslrea.
I uia rircumstaucia feliz abrio-nf as perlas da
aristocracia parisiense. A princeza Adelaide. irmAa
to rei I.ui/ Filippe, adepta couscieuciosa da l.om.eo-
palbia mandou-me chamar nm dia.
Esta insigne honra nao tlesvarou a minba razflo,
acud sem perd.i de lempo an chamado, e enlAo ella
com as maiieiras mais obsequiosas e lisongairas pe-
do-me que fosse tratar o llhn do um anligo iniiis-
Iro, O ir. i tur do naneo tic Franca, atacado, tlizia a
sania uiulher, tle una enlcimidade vergonbosa. lle-
vo relatar aqu, que era um fado tic coslumes, mu
caracterstico da poca.
A iiiinha primeira visita ao palacio do director foi
foila pela porta principal, em pleno da, francamen-
te, como teriam feilo Kicord nu Velpeau ; mas ao sa.
Mr, o inspector e a miilher, reclamando a conlinna-
cSo dos meas cuidados, |.etliram-me ao mesmo tempu
que s enlrasse no palacio pela porta de delraz, pela
para reger a navegacAo dos rise rilirirt... Taes sao
os principios que os enviados da diversa potonciaa
reunidas ou que eslAo a ponto de reunir-te em Co-
penhague nao podem deixar de obetocrr nn comer.,
de suas conferencias c que Ibes devem diciar lodos as
aclos.
J. B. Calache.
Ijt Preste.'
PERIAMBUCO.
KECIFE (i DE JANEIRO 18-Vi.
AS 6 HORASUATARDE.
RKTR0SPECT6 SEI KMU,
I ivemos na semana passasla doos vapores da capital do imperio, o quaes, a excencao da um
ou nutro despacho, de um ou oolrodecreto dos dif-
ferenles ramos ta adminislrarao geral, s nos Irno-
xe a Iri.le e desoladora noticia de que a e|>e se havia manifestado em quasi lodas as provincias
daquelle lado.
Segundo nolicias que recebemos de Sergfpa, mal se achata quasi etlinclo, deptiis de ler feit
urna larga colbeta de victima humanas.
L o numero dos morios he maior qoe o flamero
dos que escaparan), e nem allopalhia nem hnraeo-
padiia poderain romhaler o loimigo. lodos os meios
arlificiaes foram mpolentc, u mmico su abaa-
donou o campo quando se senta saciado de morios.
Na provinna tas Alagoas a ei.eleinu i vai de-
clinando no Interior, mas infelizmenle se desenvol-
ver na capital, iiosln que em geral com em carc-
ter benigno.
Alem da ralamidade da molestia, os alagune
e-lavain sondo llagelado pelos clamores da f.mie. A
farinha, a carne, o feijAo, etc., todo se at-hava' por
allo preco; de sorle que o presidente daqadta pro-
vincia, sein se importar com as presrrproes dos eco-
nomista, para salisfazer as net-ewidades publicas,
ordciiou m cmara municipal que, sob saa repon-
sabilidada, latasse o preco das carnes verde, o nao
foi iramediltamente etecnladn pela cmara.
Recebemos carias do Rouito, que ananaciam o
dcsenvnlvimenlo do malein diversos pontos da co-
marca, leudo feilo muilo pequeo numero da virii-
mas, em conseqiiencia da lienignidade com quo aa
lem apresentado. M-s nAo aconteca o mrtm.. em
Papacaca. onde a morlalidade era grande, segando
as carias do nosso correspondente que publicamos
em oolro lugar desle jornal.
Tinha apparecido em Caruaru, porem benigno,
dando-sc apenas nm nu oulro caso tle morir.
Do A limito e de uniros ponas daquella Incalida-
de soubemos qoe o mal vai desappareeando. lendo
causado pequeos estragos.
lim Siot. Antaoe na Mora de Coito lambem se
ia tlesenvolvendo rom grandes estragos.
Entretanto, no meio de semelhanle ralamidade,
resta-nos a grata roosotarao-de anniinciar que- em
qualquer parte desla provincia onde a epedoraia sa
ha manifestado, se lem ao mesmo lempo desenvol-
vido grande de lir.ir.io, quer das aoloridades, quer
do publico cm geral, em favor dos accommeltidos ;
e felizmente para nos e para a civisacta e hama-
nidaile tos nossos comprovincianos, anda nao tive-
mos occasiAo da fulminar o menor aclo de
da parle de ningoem.
S. Etc. o Sr. presidente lem silo ineaaiavet em
remelter soccorros de to>lo o genero a varios pna-
tosesa qoe a epe lamia se lem mostrado. Onai todos
os ilia |>arlem datju facultativos, condtixindo com
sigo tlinheiro, carga de medicamentos* e .te aenatats
almenlicios, pecas de hielas, camisas, elr. ele.
A capital ale a eilenrAo tle H leguas para o centro.
20 pata o sol e todo o norte, ain la est tenia do
flagello.
Mas entretanto o Sr. presidenta da provincia vai
lomando providencias paca combtler o inimiso, no
caso de nos assaltar.
Para esle fin consta-nos qoe se (em comprado p-
Cs dorsjioeta, e preparado leilos para os hospitaes
que forem necessarios.
Finalmente, achando-se I molestia, em nossa pro-
vincia, geralmenle confundida rom nutras que rot-
lumam apparecer no paiz, linda sa nio pode deci-
didamente clussllcar como cholera asitico, asi en-
lAo nao lem o mesmo grao de inlenidade, pan* que
a morlalidade he anles cansada pelo desprexo da
molestia, mo Iralamenln e irrcgulari lade de comi-
das, etc., do que pcli proprio mal.
Recebemos carias da Alsgaa do Monteim, pcrlen-
cenlc -i provincia da Parahiba, onda a peste anda
conlinuava a grastar, e tinliam perecido X* pessoas ;
mas felizmente na Alagoa de llaixo o mal linha mi-
norado a tal ponto, que nos ltimos qualro dias nao
lizcra victima algoma-
Muilos publicistas, e varios memhros dislinclo
da sciencia, bAo discutido mnilas veres e em diver-
sas occasies a queslao da utilidade das qturealanas
roncluudu uns a favur eoulros contra samethante
utilidade.
Sem que pretendamos entrar nesla queslao, dire-
mos apenas que a etpcriencia lem demonstrado qne
ipezar de qnarenteuas. de conloes sanitarios e da
lodas as medidas providentes tomadas para embar-
gar a marcha tas epeilcmiat, ellas lem teronra inva-
dido os paizes que mais rigorosos se han mostrado
ua execurio de laes medidas.
Ora, se islo se d.i onde se recebe com* as armas
na mAo aos qoe ousam romper as qnarenlenas a oa
cordes anuarios, o que acontecer cnlre nos, onde
por mais aperladas que sejam asorden do governo.
lotlos os das se dAo infraccoes escandalosas, e va
pessoas ao Lazareto, eommunicam com os indivi-
duos que la se acham, permanecen) horas e horas o
recebem abjoclx sem seren desinfectados ? !
Por oulro lado, se o cholera existe na Victoria,
(loria do Coila. Bonita. Caranhun;, etc.. ele ; aa
nAo ha a mnima caulella com as cousas e pessoas
que todos os das chegam aqni vinda daquella pa-
ragens, e com que nos adiamos em grande contacto;
de que servem mais a qnarenlenas para os qoe
vem embarrattos a esta cidade
Sabemos que S. Exc. lambem reconhece a ina-
tilidade das qnarenlenas, e se anda maulem o
burlesco Lazareto, he rnente para rumprir nm de-
ver, ir de acord com a medicina, alim de evitar
a censura tle que abandona a saluhrdade publica, e
nAO ser culpado do resultado do apparecimenlo .1 .
mal na capital.
Entretanto, lemos para nos que na rircnmslan-
rias em que nos leamos, cerrado em quasi lodos os
pontos pela epidemia, em rommauiearao com aa
pessoas que nos chegam continoadamenle do laga-
res alleetndns. as quarentenas sAo absolutamente
uullas ; e que hoje a medicina ollirial nao aos asa-
dera' demonstrar a cllicacia de semelhanle meio.
Assim, tara conveniente justo suspender esla
medida, que actualmente s (em um lim real: va-
peqaena ra dos Bous l:nfants, islo he, quasi em se-
gredo.
Comprcliendi que semelhanle medida cnnsisnva
um preonreilo. e me sobmelti a islo. O doenle ata-
cado tle urna syphxlit inconleslavel e rhromra l.ara
,rala lo precedentemente por Crnveillier e Kicord.
NAo prometti nada, mas fiz esperar, e confesa,
sem Iludir a ronlianca desla familia arrlirta,uh-
melli u tinenta a medicaran ricional consagrada pela
experiencia. Fiz mais,exced a cncrgia de Kicord, o
as mullas garialtabas hom.oopalhiras rnnlinhamuma
magnifica doM de dtnlo-rhlarureto que passava sob
I Crina il'atomn inlinilesimaes.
Com o soccorro >la nalureza c da tnoci.la.de do
doenle oblive em poucus .lias um grande palliatito,
e haiilio lias aguas sulfurosas conlirmaram a cara.
NAo foi mistar nada in.ii par| abrir a horca das
cen tubas da lama. O mciis cuidados e o meo lem-
po j nao eram suflicienles s exigencias de ama
rlienlella, que de da em dia se loru.ua mais nume-
rosa ; e. realisando-sn o sonho do Bjavj de-tino, as ri-
quezas viiiham com as honras.
Mas ronfesso: nunca na clnica inniimerivel que
n.eu nome fez nasccr, nunca me lornci absolutista.
As mais das vezes deixava a medicina especiante le-
da a honra da cura : e se os iiieus glbulos nAo tte-
n a ni produzir nada, nao p-.di.un fazer mal.
Ponras vezes o mcir dagmstico lalloa-mV. pos
j casos graves e urgente ein que a torca sntalitoiiva
' me pareca aggravanle, tomata nn arsenal pharma-
ceutco da sciencia anliga c moderna, os mediramen-
' los proprio, e os met doenle os lomavam sob a fe
' de urna dnae hoiiuropalhira.fe que eu me a tal i-
nli.i tic enfraqnecer, linha a rnulianra do indi-
viduo.
A minba pregoca natural e a minba inrlinarao ao
repens te uppem a qualquer Irahalho eslalntiee,
que resuma o Tactos e ohservaces ile uma clnica
tle mais de vinle annos, mas tranquillo em miaba
consciencia, e sceplico no fim da minha carrein,
romo foi nu comeen, declaro que a platica da
mu-opalfiia foi sempre pata niinia pasaste ta i
ria.
.Abalahel-hrati,.)

:
k,
ir


DIARIO DE MMMBUCQ SEGUNDA FEUU 28 01 JANEIRO SE 1856
!


lar e alrupelar o comraercio. ero detrimento dos i n-
leresses publico* e particulares.
Gratis a Daos tivemos cliuvas ero abundancia
na aemana linda, principalmente no dia sexla-feira
que fui mu verdadeiro dia de invern ; e sabemos
que na maior parte da provincia lem cahido as rit-
madas primeiras aguas, o que parece um hom agou-
ro para o anno cnrrentr. verificando-so dcsl'arlr o
amigo adagio : lao stt/allivel como as climas de Ja-
neiro.
Consla-nos que no dia 28 deu-se um conflicto en-
Ire slguns Africanos livro que seacham recolhidos
no arseual de inarinha, do que resultou ficar um
muito mordido, e oulro com urna k'ijn na ca-
tm,
Apopulaco tem entendido que se aclia obrigad
a calar as frentes das suas casas ja e ja ; resultando
desi.i convicio que muitas familias pobres bao pra-
ticado esforz inauditos para curoprirein esta obri-
garao ; sem que sejam advertidas pelos liscaes, co-
mo exige a postura. Assim abaixo Iranscrevemos o
respectivo artigo, a tiro de que esle reparo Dio se
faca ao mesmo lempo, do que resulta evigirem os
caladores e pintn-, como nos coosta lerem exi-
gido :
Arl. 1. 'lodosos proprictarios de casas habita-
da* sito obrigadas te-las esteriormente limpas,
caiaDdo ou piulando-a*, logo que se acliarem dene-
gridas ou sujas, e a reparar todo e qualquer estra-
go ein tuas paredes. O proprictario que assim o
nAo lizer, sera' advertido pelo fiscal da sua fregue-
zia, o qual llie marcar.i 15 dias para fazc-lo, e nSo
fazendo, sera multado em 10?, e o concert fcilo
a sua cusa immcdialameute.
O desastre qoe aconleceu i barca norlc-amcri-
cana nas |pedras da(jalnao leve lugar no dia
25, como publicamos em um dos nossos nmeros,
mas sim a 22, a someate no dia J cninecou-se
a descarga, aem todava saber-sc em que quan-
lidade.
Consta-nos que alem das providencias dadas a esle
respeito pela capitana do l'orlo, encarregou lambem
ao 1 lente da armada MaDocl Antonio Vital de
Oliveira ein commissoda mesma capilania ao iiorle
desla cidade, da direccAo dos Irabalhos para a salva-
Sao do casco do navio e da respecliva carga, mas
com a maiur orden) e regularidade, a (im de nAo se
dar extravio algum ; sendo o lenle Vital coadju-
vado pelo primeiro pralico da barra, Josc Vt.-euta
Leile.
Entretanto, segundo n parlicipaco do oflicial eu-
carregado di deligencia, consla que o navio nao es-
t fazendo agua cm parle alguma, lem a popa a
nadoea proa em seccode mcia mar para bailo, e
que lia esperanza que em breve fique salvo.
Kendeua alfaudega 94:7149536.
Morrerain a semana passada, livres : 11 homens,
7 mulheres e 17 prvulos; escravos, 2 homcus,:) mu-
Hieres el prvulo: total I.
PAGINA AVULSA.
ver a qualidade dos despejos que se faz de urna ja-
nellinha, lie verdade que nao lie muilo codo : s 10
para as II ah vem urna purcio de cousas velbas
descomida* o desbebidas, cojo clieiro parece-sc
milito com agua de colonia de l'iver, e vai loso ao
nariz de cerlo armazenario que o poe tonto : o pobre
do homem quasi que lie atacado do una asphv xia
por gazes mesphiticos e nauseabundos !
A integra de urna caria.///mx. Srs. redac-
tores da /'agina .leulsa.No man fraco entender
juico que ninguem mus dcscouhecc os buns rcsul-
tadoa que lem alcanzado a socicdade com os pon-
lamentos de sua digna Pagina ; e Dos permita qoe
nao recua dosta ardua larefa. Se me quizer fazer
o favor acceilar e publicar o que abaixo vai notado
cu llie licarei muilo e milito grato, e anda mais
licaro os padccenles.
lia na ni a doC.......alguns liibemeiros quefazem
muilo mais negucio de nuu,te do i|ue de dia, prin-
cipalmente dous queja fura ni socios, mas hoje esl
cada um sobre si; Indas as nuule* entra para csses
dous estal.elecimcntos urna grande quanlidade de
assucir roubado (uao sei a quem por prctos ganha-
dores ou especuladores por elles ensillados, alguem
ja se lem admirado de ver lodosos dial sabir desses
dous eslahclecimeiilos muitos sacros de assucar, e
mais, e mais ele. Acbava muilo acertado que Vmcs.
lcmbrasse a polica que fos ter,lo quinlal sulliciente para plantar cana que tanto
produza.
I.einbro lambem i|uc acousellieao Sr. Araujo que
tonic sentido no material que lem uo Forte do
Mallos para a couslrucc.Au ilo caes que se esl princi-
piando, porque se assim o nao lizer ficaro em pouco
lempo sem uro so lijlo e sem cal alguma. pois as
aves de rapia mordem esses materiaes com toda
forra, silo muilo peiores do que um dialio d'um bi -
cliiulio chamado mariiim, que lia pouco lempo me
encommodou bstanle, viudo cu embarcado da ci-
dade de Olioda para esla.
Aos lllms. redactores entrego esle- aponlamentos,
elle que tana como uielhor entender, e se vir que
nao vale apena despreze.
Protesto. Ha quom nos queira fazer de
vez en quaudo persuadir que estarnos ameacados
de solTrcr algBm desacato : nao recejamos absolu-
tamente nada, c lie mister declarar a quem nao se
contena com o pouco c sisudo, que para nossa
egide temos a opiniao publica ; nao desanimen),
ponham em pralica esses planos tenebrosos, que
nos iremos cauinlio do dever, com a mo na cons-
ciencia e o% olhos em Deus.
A povoarAo ile Sanio Amaro de Jaboalao pare-
ce ijnsvr tomar a vanguarda de lodos os povoados,
iieirciin
luformam-nos que ha pouco deo-se um laclo de
selvajaria inaudita em um dos armazens do arsenal
de marinlia, onde estn recolhidos os africanos.
U Sr. inspector cerknnenle, que ignorou-o, mas
disseranr-nos qne inultos empregados da prnvedoria
observaram-o, e reclamarain rom energia contra
um lao grave atleutado feito -. liberdade e aos brios
da narao. Nos o. exporenios, ipsis veris como
nos foi noticiado. L'm disturbio houve entre os
africanos, resultando ficar um de entre elles com a
caneca quebrada ; o feitor sabendo, entrn por den-
tro do armazem com urna chibata grossa, e nAo at-
Icndeudo ao ferimcnlo do africano aroulou-o sem
piedade, embora os empreados da provedoria re-
clamassein ; a nada o bruto te moda, e emquanlo
nao saciou sua sede de espancar nao deixou a pobre
viciima I
A quanlidade d'agua que do co lem cabido
nestes dous dias lem pos'o a umita genle com a lin-
gua branca, recelosa de que se desenvolva o chole-
ra ; ora, realmente urna mudanra lao repentina
de temperatura he para desapuntar; mas diz o vul-
go que Dos sabe o que faz. A falta de chuva es-
lava abrazando a nossa mesquinha lavoura, e se
taremos de ler entre dos o cholera, mclhor he que
nao sofframos dous malespeste e secca, que sera
sem davida a torne sUa consequencia.
l'ortanto, deiieni-se de terrores; disponham-se
para recebar o hospede com bous modos se c vier,
que lalvez elle, i vista de nossa polidez faca como
em Porloral entro e saia.
Nos dias 23 e 21 houve em toda cidade total
eclgpie de ateile ; a la assommou no ultimo dia
s e at esla hora andn o povo as marradas.
Ilein sabemos que nenhoma culpa tero o Sr. con-
tratador da Iluminaran, porque d as suas ordens,
e ellas nao-anexada mente deseiupenhadas.
<.)uando se reunir a assenabla provincial ha
de ter muilo de que se aoilysar algumas posturas da
illfha. cmara municipal.
lie prohibido expreaumente que os cites errem pe-
las ruis: muilo liem; mas porque he prohibido'.' l'ara
que com hvdrophobia ou sem ella nAo mordam as
tiernas da genle ; mas diz a mesma I lima, cmara
que poderilo errar aquelles caes, cujos donas paga-
ren! urna mulla, ou teuham coleiras. Nunca vi-
mos remedio mais fcil para tornar de um lila fe-
roz, um mansinho perdigueiro.
3ne ha na Illma. amara lanas illustracocs, ace-
itaramos que Lies posturas nAo emanaran] do an-
ligo Senado municipal.
Conhecemos qoe he preciso de alguma sorle
a Illma. cmara ler recursos para o emprego de mui-
tas medidas, as quaes demandam dinheiro : enten-
damos que a tilma, cmara deveria requerer a
Eima. asserablca geral a propriedade dos (errcun-
de mariuha, para que com os foros hoovesse aug-
mento no cofre municipal; esla medida nos parece
acertada, f arara porm o que quieremque ha bas-
lanles luzes. a
Novo disturbio se deu no Lazareto do l'ina, o
destacamento com os passageiros, e este a lomando
um carcter pouco lsongeiro. Consta-nos, porm,
que o Sr. lianrques, que merece all eslima geral,
pJe conseguir aplacar a desordem. Os passageiros
eslAo sendo maltratados, dizem-nos, que pelo com-
mandante desse destacamento, l'eflimos ao Exm.
Sr. couselbeiro que mande s\ ndicar do fado ; pode
ser que sejam exageradas as noticias. -
Con vem, e convein muito que os Srs. fiscaes
deem ama corrida em certas padaras, onde os pAes
sao amassados com agoa de cacimba, por negros cha-
gados, e adobados afinal com muilo boos pingos de
suor ; oh! que pAes, e chamam-llie depois de pro-
venga, crioulo o sovado... sovados deviam ser com
visitas dscalisadoras esses eslabeleciroentos immuii-
dos. Temos um cstabelecimenlo desles, que nos in-
formao ser excellcule ; he o da ra de S. Concalo.
> O Sr. fiscal de Sanio Antonio, quando poder
^ ra do Itausel, e veja, que carne fica de um dia
Para oulro, e como dorniem em cima dos balces os
picadores...
Talvez qoe o Sr. subdelegado da Boa-Vsla a-
nore que toi na Capunga repelidos Bumbas e un
presepes, famosos chamarizes de genle candeia. l)i-
zem-oos, que um soldado do destacamento he um
paluscao ; loca seu violAo, loma sen dmicAo, faz sua
unc.lo, come seu pir.to.... ali'. maganAo !
NSo podemos deixar de rogar immensas pra-
ijas obre as malditas mucambas que lancom agua
ptrida na roa; confronte ao becco da CongregacSo
lia urna casa que parece querer fazer aquella ra
urna doca d'asuas de cheiro. Pedimos ao nosso gen-
le da ra do (ueiraadu, que posle-se cm lugar re-
servado, e veja de que andar se lanca depois das 9
horas da ooile agua na ra, lomo nota, c leve ao Sr.
fical ou ao inspector de quarteirAo.
Consla-nos que o Sr. Thomc Peretti vai
a Sanio Aniao ajodar ao r. Carneiro Monleiro. O
Sr. Peretti lem muilo (Ido e tlenlo, pode er muilo
util aos Viclorlenses, lano mais quanlo he devolado
corpo e alma ao povo.
Ha projeclos de pessoas gradas na povoaco do
O de Ipojuca do fazerem um cemiterio pblico,
para o que consla-nos que ja pediram autorisarAo ao
Exm. Sr. conselheiro. lie cxccllenlc a idea. l)cos
a come.
No dia 21 as 8 horas da au te, quaudo ludo
era brou, um sugoilo que andava de cabera imp
brigou cora uro estudanle por causa de una" joven.
A guarda foi madriuha do duello.
No.da 25 as 7 horas da manhAa na fresaezia
de S. Jos deu-se uro atleutado gravissimo. lim in-
dividuo apiiuhaloua oulro, dz-seque por motivo de
honra, o delinqoente nao evadio-se, foi preso em sua
casa, e o paciente acha-se mortal.
O Sr. subdelegado prendeu a i alravessadores
na Rlbeira, anda resti muilo a fazer : Mandu',
Tat', Paulina e Pedro B.uar, e mais outros sAo mo-
nopolislas. Assim podesse a polica obstar o mono-
polio da farinha do reino ; os padeiros clamam pela
caresta delli. c como nao (eremos pao caro
Na ra da Assompc/io fallecen ha dias e quasi
de repente o Oliveira que j foi militar, e snppo-
mos que alrooxarife do Irem, apenas fallecido foi
logo sem mais cerimonia condozido para o l.ivra-
menlo e dahi ao cemiterio, sem que o inspector desse
um ar de sua graca Andar asim, assim, assim
mesmo.
Pedi-si a quem competir que lance as suas
vistas para a triste palmeira do caes lloier : ella he
regada com agua-amoniaca, e j.i lem ao olho do sed
a sua rafc. Ah I palmeira triste palmeira.
Ha dias passou pela ra Nova um cnlcrro que
sahioda matriz de Santo Antonio, indo os cavallos a
largo trote, porque como alarde esleve mu pouco
escora pareca que ja eram (5 horas, e o director do
enterro julgou que chegariam tarde ao cemiterio e
achassem as portas fechadas, que o Vires nAo he
par gracia ; nAo se sabe se a demora foi por cau>a
da msica, quo quasi sempre chega larde, porque
um esl tirando as baratas da flauta', oulro aparando
- a palhela da clarincla, oulro ensebando, ora I ense-
bando, inresinando o aren sia rabeca, oulro esqucrei-
-se do rabcc.to, e ale h.i algum que esqueceu-sc da
guela, que havia de precisar della para cantar o de
pro/'andis, ou digo so a demora foi provenanlo de
ler-se de esperar que os convidados ss arrumassem
nos 10 carros que iam adiantc, pos no acompanha-
roenlo do fcrelro nAo podem r mais doque 5 con-
forme as posturas da cmara: nesla nossa Ierra todos
jnterprelam as leis no rigor da hermenutica, .Ao
como o inglez qoe c*sou-se Ires vezes porque a lei
dizia que nmguem se podera casar duas vezes.
Rogamos a qoem competir o obsequio de vigiar
cerlo casebreque ha nobecco.de Santo Amaro, onde
mora urna sacia de meninas d tida alegre, onde
quasi lodosos dias ha bumba nAo meu boi, mas sim
ha pancadas ; parece que naquelle lupanar ludo
apiana, lado gril,eludo teembebeda, ese a quem
competir ah chegar, ser bom levantar a cabeja e
qiietircunilam esla capital. Pretende para si o li-
me de Cintra, de Veraaillet, do Iam Como, o des-
hancar Apipucos, Monleiro, Poro, Cachang, Itebc-
ribe. Olinda. Cremos piainenle, que nAo esl longe
de elfectuar os sen* desejos. Todo concorre para que
aquella inlerejtanle povoacflo venha a ser o primeiro
arrabalde da cidade do Kecife : porque a formosura
dos dias, a amenidade das noiles, a purea das aguas,
a espessnra das maltas, a importancia das entradas se
dAo as niaos para o seu cngraiiderimeiilo. Lsle auno,
sobre lodos, lem oslado a nada man desejar-se. Nos
dias 13, 1 i e 15 houve alli um ronlinuado feslim of-
ferecido aos seus amigos peloSr. Icncnle-coronel Ha
noel Joaquini do Reno Albucpierque, em que se reu-
ni as qualro principaes rs/re/is da ualure/allo-
res, mulheres, msica e poesa.
Flores olTereciam asarvores das mallas, e os valles
do rio, e esle os banlins de selo e as delicias de seu
mgico murmurio...
As mulheres eram as venladeiras imperantes dessa
fesla perene do> bosqueslernas, compassivas, bellas
e espirilii'isas
A msica encina n espaco com suas notas melidio-
sas, que ora enterneca, ora eulhiisiasmava os cora-
coes alli feridos pelos farpes do Dos vendado, que
escondido na espessura dos bosques disparava suas
seltas e ria-sc d;w fendas, que fazia cm cerlos cora-
roezinhos.
A poesa corava com o diadema das musas as fron-
tes de jaspe las soberanas da festa Tepercicorc ah
esleve com seus pesinhos de lAa, e qoando a anima-
cao dos convivas era mais exaltada, ella colina gri-
ualdas, hrindava-os, c a sombra das ingazeiras dan-
savam loucameiile.
Foram Ires dias passado com Amor, com as Naia-
des. com a Minas e com os brandes Zeliros.
E depois, que saudades? !
No Monleiro o passa-fesla lem sido mais particu-
lar, e, com ludo o Monleiro inda mesmo dohaixo
da forma de um emprecado aposentado, que frue o
ganhailo no centro de sua familia, tranquillo, conse-
lheiro e bom amigo, nAo perde o vico de sua belleza
primitiva : anda frisa os cabellos, anda escova as
imlia*, anida banba-se cm agua perfumada, mas esl
casado, so deseja agradar a consorte e filhinhns, se
bem qu cortelo, la um dia faz a corle a urna me-
nina, que sorri para elle, e diz-lbe depoisr crear
seus filhos.
Pedimos ao nosso corrcio do Mmiteiro, que
pelo amor de Dos nao nos queira compronietlerrom
pessoas a quem devemuscnnsideracAo e respeito pelo
sen prucedimcnlu illibado, lauto mais quanlo sabe-
mos agora que esses senliores a quem nosso corrcio
illude serem pessoas de malla morii;crarAo e sisu-
nao soubessemos ^CI; 1,"e "n *Z?t*n ^f'^"^ sas sei.Ao
de lamillas honoslissimas. iNiis somos justos, e por
isso.de maneira alguma queremus fazer allusdes, que
soem ser injuriosas a quem he scnAo innocente em
ludo, ao menos no que se lite acensa. Fique porlm-
lo o nosso correio scienlilicado, qoo estamos prcmp- I
tos i.rcceber as suas noticias, porm que digam res-
paito a cousas, que de sorte alguma tenhain alluses
com pessoas sisudas. He esle o nosso programma, e
aeremos incansaveis em propaga-lo. fjueiram par-
anlo esses jovens, que se acham magoados com o
nosso correio acedar esle nosso protesto, como urna
prova da convieco profunda de que estamos possui-
dos acerca do seu procedimenlo.
O senhor, que nos remellen urna carta, em que
se deprime o crdito de algucm, fac,a-nus o especial i
favor de uAo nos incommoJar mais em fa/.er-lhcs
relenles.- Queremos noticias das quaes se possa co-
Ihcr hurlo.
O senhor, que nos enviou urna pocsia sobre...
queira ter a bondade de nAo ultrajar dessa maneira
tAo nobre prolissao.
Ai que vida que pana na Ierra ,
Quem o leile das vaccas beben,
Oiiem cantando ii'um dia de /erra
V-se dono do gado que he sen !
Quem um gozo quizer verdadeiro
He fazer-se urna vez de vaigueiro !
A VELBA.
.............qur n lempo la '
i 'oam cum elle nossas esperanzas,
Castcllos sobre nuiens levantados :
I mais pomposa serna da fortuna
De improviso se troca '
(liarcAo)
J fui mili gentil, engracada e fonnosa,
Mens labios lAo rubros rallando cnranlavan ;
A muilos mancebos ouviorgulhosa
Uizer que os mena dotes de veras amavam !
En era, entao mira, dos bailes raiuha ;
Mas boje... velhusca... ninguein me acarinha !
Qual briza fagneira, meu corpo \oava.
Por entre doncella! lambem mu prendadas;
A todos iuveja meu insta causava,
Meu porle. mens gestos o lares coradas :
Eu era, etitao mor, dos bailes raiuha ;
Mas boje... velhusca... ninguein me acarinha !
Madcixas lxenles, qual bano, eu lir.ha
Nos hombros cabidas, co'o vento lirinravain ;
Morriam mancebos por una transmita
De niiiihas inadeixas, que lano adoravam !
Eu era, culao moca, dos bailes raiuha ;
M-s hoje... velhusca...'ninguein me acarinha !
Meusollios Uo negros, Lio vivos, brilhanles,
(Juaes lochas aceczas, que a ludo alumiain,
I. inr,i\am olliares assas fulminantes,
Qne os peilos mais forte', inas duros prendan)!
Y. era enlAo moca, dos bailes raiuha ;
Mas hoje... velhusca... uingurm me acarinha !
Qne milns lAo pequeas, e alvasru linha !
Tan linas, lao lizas, qual jaspe pollido '....
Nos bracos fornidos belleza ronlinlia ;
E ludo pr'ascmpre,.. pr'a sempre hei perdido!
Eu era, enlo mora, dos bailes raiuha ;
Mas boje... velhusca... ninguein me acarinha !
Que Icnue cintura, que quirlos loliros !
(Jue corpo bem feito j foi c*te meu*!...
Qne bellos donaires, que chamam feiliros,
Feilicos, que os liomciiscliainavain do co !
Eu era, eulao moca, dos bailes raiuha ;
Mas boje... velhusca... ninguein me acarinha !
Ja luimui gentil, engrifada eformn,
Meus labios, lao rubros. Tallando encaiilavan,
A muilos manenos ouviorcuihosa
Direr que os meus deles de veras amavam !
Eu era, eulAo moca, dos bailes raiuha ;
Mas boje. velhusca... ninguein me acarinha I
Snnhei que havia morrillo
Depois de longo marlyrio,
Sem ler no iiislaute da morle
, era a presenca de um cirio.
Ilepois de muilo sollrer
Sonhei que havia morrido,
Sem que Hipcrates houvesse
Urna vez me soccorrido !
Sonhei que havia morrido
Sem que nm padre me ajudasse,
Sem que una sepultura
P'ra meu corpo se cavasse!
Ah porque me nao foi dado
Morrer no palril querida
inda que fosse mais breve
O viver de iniulia vida'.' !
1.a leria se eu morrease
l'ara inon corpo um jaaigo,
Mais doce a morle me fora
Nos braecs d'um charo amigo.
I.a leria so eu morrease
Ite um pai os leruos cuidados,
t tls extremos de urna iriiiaa %
.viremos mais que sagrados.
leria de meus mauinhos
Saudade e o choro innocente,
l'c meus pais, solaros, prontos,
E\|iiessao delor puugenlc.
lena de iniulia amada
A fervorosa ora(Ao,
Lina lagrima de amor
Vertida do corar,Ao....
li aqu ao pobre exilado
Morle Ires vezes Ihc dAo
Morle do opprobrio e vergonba
Morte de degradacao. \'\
V.
fl Sr. fiscal de Sanio Antonio den una corrida
lias cinco casas de pasto existentes n'aquelLi Iregue-
zla, e multando ao iluno de urna, a todas impoz o
segunde : I. caiar, e pintar toda casa atp a cosi- I Rodrigues, Joao Francisco lavares, Francisco Auto-
liba, c rebocar os buracos, que exislam ; 2." areiar { nio Pereira, p Joaqnim Domingos Sjares, lodos por
as vazilhas, e ter toda louca lavada ; J. lavar e es- infraccao de posturas muiiicipaes.
Iregar lodoladrilho ; i." raspare ler no maioi aceio Dos guarde a V. Kxc. Secretaria da policia de
as mesas, loalhas e lalheres : 5." demollr os quar- Pernambucu Jii de Janeiro de ISVi.__lllm. e Eim.
los dentro dos quaes junio a cozinha estile os depo- \ Sr. conselheiro .loso Rento da Cunta e Flgaeiredo,
sitos de immunilicia.e paralo-Liscssasmcdidas marcou presidcnlc da provincia.o chele de policia, Luiz
um prazo. O Sr. inspeclor lambem apresenlou-se na ('arlos de Putt ieixcira.
ruado Rangel.ecom 4 soldados loi aos acougues re pe-I___________
haver melbor nesla villa, e basta a extsusAo de um
lal reciulo para deixar palele que ha lodo o intc-
resse.
Em quanlo ao 2 informo > V. S. que o prstenle
bolicario Justino Eugenio l.avenere, se encarregou
de ministrar os remedios, c quo lem desempenha-
dusatisfaloriainente sobo receluario doltr. mili-
tar Trajino de Souza Vellio, c as dietas si o por ero
quanlo ministradas por pravas do destacamento em
quanlo eslou na diligencia de contratar um enfer-
mero, e para srvenle acabo de contratar Leonardo
Jos por 300 rs. |tarios, devaneo assegurar V. S.
que lodos os recursos e dispendios a meu alcance
scrAo csgolados por mim sem reserva, para o queja
mo aiilorison o iucaiisavel l)r. juiz de dircilo, c
crea V. S. que a nossa cor.igem e animaco com
ipie unidos em comminn temido, temos encarado o
fligello que nos accommclle, lalvez j seja a conse-
qaeocil dos felzes resultados que nAo.sao eslrauhosa
esla villa; o fado dos soldados qne foram a Papacara,
e oulros muilos de que somos teslcmuiibas allcslam
osla verdade.
Dos guarde a V. S. Dclegacia de GaranliuM 7
de janeiro de 1836.lllm. Sr. Dr. Joao Francisco
Duarle Jnior, dignissimo juiz municipal do termo.
francisco .intonio Carcalho, capitio delegado.
KEi'AKTigAO DA POLICA
Parte do dia 2li de Janeiro.
lllm. c Exm. Sr.Levo ao conhecimenlo de V.
Etc.quedes diOerentes pirtieipatjOea boje rece-
bidas nesla reparliro, consla que se leam as se-
guinlesoccurrencias :
Foram presos : pela subdelegada da freguezia de
Sanio Antonio, Jos Antonio Suarcs Rosas, por de-
sordem.
E pela subdelegada da freguezia de S. Jos, Jo-
s Joaquin de Sanl'Aiina, por feriineulo, JoAo Jos
t V 11 IHIMH ll l'l'IIMI.
Conselhos s jocens..
Deixai os romances, que principiara por amo-
res e liualisam por suicidios, destes so podis colber
loucuraefri>queza.
Procura! amar as llores, mas nao queirais mohe-
cer o que ellas dizem, fallai s com ellas por aceuos,
porque iicm sempre as percebereis.
NAo leuhais lano horror ao cholera quanlo devela
ler da seduccAo : aquella resfria o corpo, e esla gela
o espirito.
. Considerai a vossa ronda como um altar onde se
immollam viclimas ; chegai a ella como para um sa-
crificio.
Srs. redactores. luchiso acharao Vmcs. urna
mesquinha prodtircAoqoe Ihe dedico, alini de publi-
ca-la na sua Caraira de Cupido, oll'erecida ao bel-
lo sexo.
Sem dnvida Vmcs. acharo exquisitisse minha,
remeltcr-lbes urna poesa desle genero, para servir
de distraeco ao bello sexo, mas eu vou explicar a
Vmcs. a razao porque assim proced.
(I bello sexo, segundo a minliaopiniAo, he nao s-
mente romposto, ou runslilnito pelas siuliazinhas
desla cidade e de seus arrabaldes, como lambem pe-
las malulinbas, serLiiieiginhas, ele, ele.; c como eu
esleja persuadido que, aquilln qne aqu muilo des-
trehe as meninas lpc'os serlocs.ncnliunia imporlan-
cia lem, as vezes, por Me comprebrnderem, as ve-
zes, por na verdade nenliuin merecimento ter. c co-
mo a sua Pagina seja lida as cidades, na- villas,
as aldeas, desde a cabana do pobre ale ao sobrado
do rico, quiz collocar-me naqnclla posicAo que rae
pareceu mais adequada, para conseguir o meo lim,
que he agradar au bello sexo, mas nao ao bello se-
xo daqu, e sim o de Lide meu serlAo, para onde
sempre mando sua Pagina.
i'arece-me qne me jiisliliquei.c que meu Vaquei-
rn merecer a honra a que o deslinei, quando nAo
pode deslrui-lo.
Adeos senliuresila Pagina .leulsa, ale a primeira
vista.
Um sen apaixonado.
OVAQLEIHO.
,'lmitario.'
Triste vida que passa na Ierra '
Onem na Ierra so foi corlesAo,
Ouem nao cania co'o gado que berra
Oii-b>-vai, uu-lo-vai, ou ipausu !
Ouem um gozo quizer verdadeiro,
lie fazer-se uina vez de vaqueiro.
o .ti que vida esla vida qu'cn passo ,
I.i na V ir/ea deilando no cliAo
A Barrla que, a carne Ihe asso, ,
l'r'alegria de meu coracAo.
E um vaqueiro cantando la sabe :
Ou-ld-vai, ou-lo-vai, ou-lo-vai !
Oue harmona nao lem a fa/enda,
Qnande os gados nrrende la vem,
E o cabera de Mlttpo em conleiida,
Assim canta alioiando raui bem :
l)u-l-vai... e as vaquinhas correndo,
Piriri... pinri... \io fazendo.
.v<7o me awulam trabalkotda lida. n
era as oneas. me f.i/.ein chorar.
Sou valcnle On'imporli essa vida
Se as vaquinhas nao ouco herrar ?
lie niui bello se ver um casal
Do nnrillias correndo ao ruiral !
S(i no campo se matan: saudades,
Pois no campo scelo se lem,
S" no campo nAo lem-sc vaidades.
S no campo se quer muito bem !
E Val a pena morrer-so por ella.
Mais nao canto, essas vozes sentidas
Deslerrei-asde men cor.ic.Ao.
Eso culo cum vozes subidas :
Oo-l-v.ii, ou lii-va, oummsao !
Oa-li)-vai, ou-lo-vai a cantar
E as vaquinhas correndo a bernr i
Ja boje meu corpo nao mais se desliza.
Ja boje dos labios fuaie-ma o rubor ,
J boje meus passes nAo sao como a briza,
R as faces marchadas mudarara de cor ;
Poisj nAo sou moca sou brille vclhinha,
Ja sou dcsprczaila, ninguein me acarinha.
Ja' ininhas madeius luzcnles rolaram
Por sobre meu pella calmara corladas,
Sua cor reluzenle poroulra Iroraram...
Ja' miiihasmadeixas nao pendein brancadas!
Pois ja nao sou mocason Irisle vclhinia.
Ja' sou desprezada, ninguein me acarinha !...
Meus olhos Lio negros-nao mala resplandecen).
Pisados, vcrmcllios, s saliera chorar...
0 pranlo perenne meus olhos langoecem,
Os mocos nao ousam p'ra elles olhar!...
Pois ja nao sou mocasou irme vrlhinhi,
Ja' sou desprezada, ninguein me acarinha !...
J minhns inAnzinlias eslito mu nervosas,
Meus bracos fornidos se lem afinado,
Siiaruiis inacia j se acha rugosa
J lodo o meu corpo se lem demudado !
Poisj ojo SOU mocasou triste vclhinha,
Ja sou desprenda, ninguein me acarinha !...
01 lia i nesle qnadro donzellas formosas,
A sorle que o lempo vos ha de guardar...
Temei o futuro... nao sedo orgulhosas
Sabei que a belleza vos ha de deixar ;
E enlao au seris mais dos bailes ratinas,
Seris desprezadas, chamadasvclhiahas.__
F. de 5. Marlins.
2 de Janeiro delS5<.
A Pagina Atulsm pode uzer grandes serviros mi-
nha bella cidade do Recite, c por isso aceitando o
seu convite, quero roncorrer rom algumas reme-sa-
que, se forera aceitas e publicadas, me animarao a
enviar oolras.
Sea Pagina.Ivuha lomar por norma ao sempre
lembrado/.do Jornal do Commercio, e ultima -
mente a chisloza Pacolilha do Mercantil, muilo scr-
ico poder prestar a sociedade, he o que deseja-
mos. Se fdr possivel pedimos aos seus illuslrados re-
dactores a publicacao da srguinte poesa :
Morre a nlanla ressequida
Se Ihe fallece o cultor,
E se nao cha alimento
l)a selva foge o cantor.
lambem a vida so esciia,
Tambera fenece de dor.
Se nossa alma nAo s'ata
Na duecchamma do amor.
PENSAME.MO.
N'am seculo de egosmo a randado
lie lida por loucura !
E ao bezerro d'ouro do intrre-e
Adora a crcatura!
EPlCltAMMA.
Lm filho d'Albion linha. esgolaiin
l m casco de cerveja d'um s jacio,
E julgando garrafa de bom Porto
O bebedo lamba anda o sapalo!
.si... redactores da Pagina AcuitaSe ;\ poesa
Ivrica, esse rato dFvinu que se relele as liarmo-
nias de Lamartine c as Orienlaes de Vctor Hugo,
segundo a minha inaoeira de pensar, osxlous poetas
raaiores que leve a pralica das sublimidades c dos
genios a Franca ; se a poesa he a plirase sublime
em que solemnisam os alijos o Hosanna, da Eterna
Sillo ; se he a meloda que se exala da harpa de
David e das palavras de Istias ; se he finalmente a
liDguagem em que. follam os cscolhidos do Seubor,
nAo sou eu Lio fallo deconscicncia que appellide de
poesa o que pretendo de vez cm quando rcmller-
Ihes para a sua Cartcirinha de Cupido.
He fruclo de urna imaginado fraca, e, o que be
mais, acabruuhada debaixo do peso de immensos
dissabores por que hei passado ii'uma idade anda
mui lenra.
Nao me yenda o orgulho, era me cega a vaidade,
como he trivial nos nossos dias, para ler-mc na coti-
la dos poetas ; bem isenlo que son desses vaos pre-
juizos: e se acaso me Aprsenlo a Vmcs. eaos olhos
do mundo cora foros de poeta, he porque eslou cen-
sar toda carne, de cuja providencia rcsullou a pri-
sAo dos carniceiros Jos pardo, escravo de Jos Au-
lonio de Souza tjueiroz, c de JoAu Jos Ferreira,
forro, oliservando-se que depois lodos os peso esla-
vam fiel balanca do repeso publico a seu cargo,
lainem procedeu exatne nas carneseapostae a ven-
da em tojos os acougues, acompanhado ilo compe-
Icnle lacullalivo, c desse exime rcsullou mandar I
lllm. fSlB. Sr.Tenho a honra de Iransmitlir a
V. Exc. o relaloriu da conlimiacAo do serviro do
asseio das ras deSla cidade, feilo sob minha di-
receAo, do dia :ll de dezembro do auno prximo
lindo a 5 do correle.
Foram nuv.imciile limpas nas quatro freguezias a
populado deve eslar animada : quem for atacado,
combata logo o mal e nao receie.
(> omiuiiiikDov;.
laurar ao mar :Uirrobas e IS libras perlenccnte a seguinles ras, travessas, etc.
"^im.li'l"0-d',M C I''raS l'erlencc",cs a Koado Codorniz, Uoede, Lapa, Amorm. Encan-
Iguacio Adriano Monleiro. ... '
He de notar que pelo artigo IS til. i das pos- Wmenl0' Carimba, t.uia, Senzallo Nova, \elha, Ob-
turas ue :ttl de juiho de W quem deve requercr o serValorio, Brum, (ravessa do Hom Jess, dita do
repesaineiito das carnes sAo a pessoas do povo, e nao Apollo, becco do ChaTariz, do Campello, Ouaresma,
O repesador : o repeso existe, e o respectivo empre-1 ,,, Miudinhas, Crioulas, JoAo Piulo. Lama, Ter-
gado, e coiivcm, que o puvo exerca ;ao menos n islo I .. .... ,
o seu direilo reclamando quaudo for prejudi- nrettlil, Vlgarlo, Burgos, Bina, largo da As-
eado. | sembla, ra do Vigario ,da Praia, Iravessa da dita,
Correio de Cimbres.O Dr. Cabuss licou com i do Raugel ,Iravessa do Carcereiro, ra Penha, Ira-
saude, mandou pedir 50'5 rs. e rocdicaincnlos.
de ir ludo.
Correio de Caranhuns.O Dr. Trajano e-leve
a expirar, mas se acha salvo do perigo, grecas i boa
amizade que encontrou lias autoridades de liara-
nhuns. Esla villa por ora vai sem graude cefa,
porm no resto da comarca ja falleceram bastan-
tes pessoas ; comtudo a coracem anda nao lera
abandonado os habitantes de Caranhuns.
Mo sabbado ;* 2 horas da tarde, um soldado de
policia surripiou um charro, e o dono dando-lhe ca-
ca, iigarrou-o: foi preso, e pouco depois sollo:
quem lera fome lem carta branca para Untar.
Igualmente no sahhado foi ronb.ido Justino Pe-
reira de Andradc no lerceiro andar de urna casa na
ra Nova, na quaulia de 2:0009 rs. NAo se sabe quem
foi a pessoi.
Consla-nos, que chegara de Lisboa urna man
gueira, cujos fructos ja aqu se provou.
Ja vfio iipparecendo na circularAo sedulas fal-
sas. A policia abra o olho.
T'em-sc-nos pedido para csrrcvermos conlra a
dea de um baile masqu publico, que tem de ha-
ver na ra do Hospicio. Entendemos, que o povo
esl cm sen direilo, quando cora seu dinheiro quer
passar algumas horas de disIraccAo. Appl.iudi-
mos portante o baile, guardndole todas as conve-
niencias.
s-Na sexta-feira niorrcu alTogado uro escravo do
Sr. Araujo, que vinlia ebrio em urna alvarenga de
bacalhao.
Consla-nos, que fura demiltido o commandaulc
do destacamento do Pina.
Ale amanha.
COMARCA DE GARANHUNS.
11 de jeneiro de 18"i A cptdcmia. Em Papacara o mal continua a fa-
zer lerriveis eslragos ; ha urna semana porem lem
dccrcscido a morlalidadc snmcnlc na povoaco :
lugares ha como sejam,Barra do lirejo, Pirada, Ca-
borge, que liraram despovoados.
O nobre, dedicado, humano c raridoso Dr. Ama-
zonas, medico do corpo de saude, ja nAo existe ; fal-
leceu depois de 5 dias do residencia era Papacara,
onde nao so poupou : honremos a memoria desle
prestante cidadAo : todo entregue ao cumprimcnlo
dos seus arduos deveres, logo que chegou referida
povoacAo corren pressuroso sem lomar se quer ali-
mento algum nesse primeiro da, sem curar de sua
pessoa, a dar cometo a sua sublime missAo, e de por-
ta em porla procurava doenles, sorcorrendo-os, a
elles pobres abandonados, al cora o seu dinheiro.
Sirva esle' humilde lestemunho, que a gralidAo
suggeriu a mim anda mais humilde cidadAo des-
la comarca.de lenitivo > saudade que a esla hora en-
luta o coracAo aos collegas, amigos c prente- da
nobre viciima !
Nestes ltimos dias chegaram i Papacara um ou
dous csludanles de medicina, (indosde Mtcci. He
de nolar que o Dr. Amazonas chegou aquella po-
voaco sem Irazcr ambulancia, Iguns remedios por
elle requisilados Ihe foram enviados pelo juiz de di-
reilo da botica do l.avenere : depois he qne de
Macelo chegou alli urna ambulancia e vveres, bai-
la ele.
0 Dr. Velbo, Limhem medico de corpo de saude
vencido que muilas vezes o solado e entristecido j do cxcrcilo chegou villa de liaraiihuns ha boje!)
o de Venen a vogar descuidse | das, c de enlAo para c.i lem estado gravemeule en-
fermo cm casa do juiz do direilo ; granas aos assi-
poz a
por essas ailadas aguas he recebido com maior aeo-
lliimenlo do que us artsticos solfejos da mais ap-
plaudida prima-donna no palco de sua gloria.
Nao acharis um peusaincnlo predominante euca-
deadn desde o principio ateo lim de meus escupios
poticos, liis expressoes de um curaran que ge-
nte segundo o requemo os meslres na materia...
O qoe submcltcr, pois, aos vossos dominios e do
publico s.lo diversos fragmentos conforme as crcums-
iancias que no-Ios inspiraran, e sera o auxilio da
arle, smenle com os dados que a nalnreza
disposicAo.
Publirai-os. pis, na vossa Pagina, se chantes
que elles mereccni o ciinho da impreosa : e desde j
aceilem os votos de gralidAo do/'.
SONETO.
Ferido na Crimea um bom soldado
Do exercilo inglez eslava a morle,
E em vez de lastimar a sua sorle
Ouera ser no ponche contemplado .'
ii Nao bebas lhc dizia socegado
O medico lleuginatico do Norle.
Mas o soldado a isso com lom lorie
Responde d'algnm modo j zangado.
llci de beber o ponche embora caia
Finir os bracos da morle d'nma vez :
Leve o deino receilas de lal lela
Di-se, c licbcndo qual se fra lies
l-az que do corpo a alma preslo saia,
E morreemborrachadocomo Inglez.
V.
MOTE.
/Vos lares da pairia anuida
I agueia meu pensamtnlo.
COLCIIEIA.
Minha alma quando engolphada
Em saudoso meditar,
Ligrira la vai poisar
.Vos tares da patria amada .
\ ai rever essa engracadu
Ierra do meu uasciinenin.
Val ouvir por um momento
Charos pais, iranios queridos.
Disperto... applico os sentido-,
1 aguda meu pcnsamcnlo.
OSO.NIIt) lio DESTERRADO.
Separe de loul re qui m'clait cher
Je me consume xolilare el ditole.
Lord Byron.
Sonhei que havia morrido
Inda assim no albor da vida,
Aqu distanta dos pais
De minha patria querida.
Sonhei que meu ser. minha alma
Da materia se soliendo
Os umhracs da Elcrniilade
la eniAoja perpasnndo.
Sonhei que um ranlo da Ierra
Nao foi p'ra mim dispensado,
x'Ao houve nina loist ao menos
Para o pobre desterrado.
.Meu corpo servio de paslo
Aos abulres in-ensiveis,
Pois que os homens sa tornaram
Inda mais inliexivis.
l.avenere,, acha-se me-
vessa de S. Pedro, da VirarAo, becco do Poci-
nbo. roa de Sania Thercza, paleo do Carmo. ra do
FogO, becco da Bomba, do Sarapalel, do Padrc.'rua
da Camboa do Carino, das Flores, das Trncheras,
Larangeiras, do Cano, larga do Rosario, estrella do
dilo, Qneunade paleo do C'dlegio, ra do Passeio,
da Cdele, Crespo, Cruzes, paleo do Paraizo, ra do
Sol, de Sanio Amaro, de S. Francisco, da Florenti-
na, da Ruda, Bella, do Senhor Bom Jess das
Crioulas, do CalabOYCn das Ouarteis, prara da
Independencia, paleo da Penha, Ribcira, ra
de Sania Rita, de S. Josc, da AssumpcAo, No-
gueira, Sania Cicilia, Calcada, Cinlo-Ponlas, Au-
gusta, Maihuos, Caldereiro, Pudre Floriano
11 orla-, Aguas-Verdes, Iravessa do Dique, becco do
Marisco, Iravessa dos Marlvrios, de S. Jos, do Se-
rigado .aterro da Boa-Vista, ra do Hospicio, becco
dos Fcrreros, ra do CamarAo, da Matriz, Ara-
gao, Rosario, ConreirAo, Iravessa do Tamba, ra
dos Pires, Caixa d'Agoa, paleo c ra da Sania
Cruz, Riheira, tua Velha, becco do Veras, dilo de
Joao Francisco, (ravessa doOuiabn, rua da (loria,
Alegra, Mangueira. S. Coucalo, Coclbos, Colo-
vello, Trempe.
Limpou-se e:n geral as praias c os caes, era cujos
lugares coslutnam fazer o despejo publico.
Proseguc-sc no serviro do asseio das ras, Iraves-
vessa, etc., e os derrmenlos extensa e balsa ras
ilo (Jaro c em oulros lugares ja mencionados, cum-
prindo-mc asseverar a V. Exc. que o asseio man'
Testo em que se acham as mas desla cidade, nao I i
devido nicamente aos meus tenues trabalbos, he
consequencia do auxilio que Icnlio merecido dessa um partido, que clegeu ao Sr. Noli
'Ilustre cmara, sempre providente em seu minis-
terio.
Portento, animado por essa causa c pelas judico-
$as ordens emanadas do Exm. Sr. presideulc da
provincia, Continuo a cnipregar na execucAo desses
Irabalhos lodo zelo e aclividade.
Fez-se o serviro com > 1 Irabalhadores e aponta-
dores ; as ferias importaran! em iOfMO ; alucucis
de carrocas que Iraballi.iraui na limpeza das ras, e
em couduzir .lixo e callea para o aterro da rua do
uro 90} ; empreiUda Ma no .derraraento dessa
rua 309 ; arria empregada cm algumas ras nos lu-
gares bellos 119680'
11c ludo quanlo Idilio a honra de relatar a V.
Exc
Dos guarde a V. Exc. Recite 7 de Janeiro de
1850.lllm. o Exm. Se. bario de Capibarihc, pre-
sidente da cmara municipal.Juan dos Santos
Porlo, administrador geral da companbia de ribei-
rmlios.
Conforme ; o sccretsro, ilanoel Ferreira Ac-
cioti.
O Liberal Pernambucano, e o Sr. conselheiro
Jos Tltomaz Sabuco de Araujo.
O communicado que litemos inserir nas paginas
desle Diario, em o u. IS de 17 do correle, mere-
cen a honra de urna rcsposla da parle do l.ileral
Pernambucano, em o n. 963, nAo obslante enten-
der dilo jormd que um communicado iiAu merece
resposla ; vi.lo como esforcos individuaos apenas
podem ser considerados romo serviros prestados a
um individuo, que conhecer o coirauiicaiile, ao
passo que* publico ignorar que seja esse senhor.
Agradecemos au/.feral /'cniam/.ucuiio, de todo
nosso coracAo a occasiAo, que nos ofierece, de con-
linuarmos na defeza do Sr. Nabueo, anula que iu-
complcla, que fora pornos carnerada no communi-
cado a que se refere o mencionado jornal.
Diz o Liberal Pernambucano que n.io alga sa-
tisfactorio meo de defeza a rapa do incgnito pois
nAo podem, merecer peso algum, palavras solas ao
eean por um homem escondido, quo mais nao re"
prsenla do que urna individualidade.
Permita o Liberal Pernambucano, Ihe digamos,
que declinamos do seu jiilgamcnlu ; pois nas mes-
illas circunstancias se acha o proprio Liberal, que
contando diversos redactores, escrevendu todos, se
nao podo saber a qual dclles perlence lal ou lal ar-
tigo, enlrclaiilo que o publico desconhece quem seja
o cscriplor, allribuindo ora a um, ora a oulro redac-
tor os arligos publicados. Para obviar semclhanle
inronvenicule, d o Liberal o exemplo, nAo cousin-
la na insercAo de arligos sem a assignalura de quem
os escrever, que fazendo um grande serviro ao pu-
blico, licar habilitado para scnsiirai os e-crplo>
sem assignalura, para,dcspresa-los mesmo. Mas, em
quanlo assim nAo pralicar, nAo lem direilo de exi-
gir dos oulros aquillo a que se furia, pirque non
debel altcri per nlterum iuiqua OMdilio infer.
Pergenia o /Jeera! qual a raza > porque leudo o
Sr. Nabueo umiiarlido polilico, urna tulla e uli-
cos, ero o parido, ncm a folha e uem um amigo,
a descoberlo, defende S. Exc. A mito be lao na-
liiral, que admira ignoradla o Liberal.
0 partido defender ao ir. Nabueo cm occasiAo
opporluna slo he, quando os seus sulfragios forem
uceessarios para convenceren que S-Exc. bem me-
rece dos Pernambucanos. A folha que lie ortdto
de parlido a que perteucc o Sr. Nabueo, por mais
de urna vez o lem defendido, cagora, provavclmen-
le o nao fez, purque esle anuo anda ufo foi publi-
cada. Amigosquc o defemlam a descuWflewlOSr,
Nabueo felizmente conla muilos amigos que leein
consciencia de sua propria dignidade. E, nos mes-
mo, nAo nos furlareinos a assignar esle e oulro
qualquer escriplo qoe porvcnlura lenhamos de pu-
blicar, se o Liberal salislizer ao pedido que Ihe
dirigimos.
0 convite que o Liberal tem feito a seus adver-
sarios para entrareni emdiscussao seria e grave, nAo
se enlendecom nosco ; pois nunca derigimos jornal
algum. pelo que nos nao he cabvel a saneara que
nos loi derigida.
Ao esrrevermos o communicado, a que se refere
o Liberal, nao tivemos em vistos preslar um serviro
ao Sr. Nabueo ; mas sim reslahelerer a verdade que
havia sido deturpada pelo Liberal, que moslrou cla-
ramente a m vonlade que vola a ludo quanlo diz
respeito ao Sr. Nabueo e a anualidad*.
Salisfazendo a vonlade manifestada pelo Liberal
de que loda discussAo se eslabeleca acerca do mri-
to do Sr. Nabueo, trataremos por accompauha-lo cm
lodos os tpicos do artigo a que nos temos refe-
rido.
Da leilura do uosso commnnicado se nAo se con-
cille que o Sr. Nabueo he cITeclivaiiienle candidato
por esta provincia ; pois o que dissemos foi que__
se o .Sr. coi^selheiro Nabueo pretender ser eleilo
pelo circulo do Rerife, on olro qualquer da pro-
vincia, obler feliz resultado : por tanto he menos
exacto concluir o Liberal, do que dissemos, que o
Sr. Nabueo lio cn'ccvamenle candidalo por esla
provincia,
O feliz resollado ohtidn pelo Si. Nahurn, nao foi
una falalidado, foi antes urna prova de reeonheci-
menlodado pelos Pernamhuranos, una provade
aprecu ao verdadeiro merilo. Nio foi um letnila-
dissimo numero de pessoas, que dz.un-se constituir
foi a maio-
duos cuidados do bolicario
Ihor.
Em Aguas-Bellas lem a epidemia feilo assolares.
No lluiquc, poucos estragos. Era Crrenles nao lo-
eon liada. Em Palmeira, Canholinho c S. lenlo
lem alacado a puncas pessoas al o prsenle. Na
villa de Caranhuns c suas circiinivizinhas lem aflec-
lado a quasi loda a popularlo, mas por ora cm ca
raclcr benigno e poucas pessoas lern fallecido. Os
presos e soldados do destacamento leem sd dos, felizmente vo-se levantando, mediante os soc-
rorrosminisIraJos pelo bolicario, que he o unro
mediro, que na villa est curando : um desses
soldados, a pedido de juiz municipal fui pelo dele-
gado mandado rcrolher nma casa, que o mesmo
juiz deslinoo para hospital, comprando-a para osle
lim, a que hom se presta por ser collucada um pou-
ro Tora da villa : este-soldado, que he do V> bala-
IbAo de artilhlria esleve muilo mal c ral salvo pelos
cuidados do incansavel bolicario ; mais um oulro
cabio, e foi lambem salvo ; ambos lnliam Ido
Papacara n servico, como ludo consla do oflicio
junio por ropia. que pode publicar, so entender em
a calligraphia. Dentis ninguein se recusa nesla
Irisle quadra a preslar qualquer servico que pode :
se um visinbo cabe, o da casa mine.lala presla-lhe
inimedialamenle os nerrsserios soccorros : Dos per-
mita que contine essa dedicacao: lem-sc vislo
muilas vezes reunidas as auloridades, o vigario, o
oulras pessoas caridosas -oh as humildes lelhas de
um pobre diabo, de quera cm lempos mais felzes
uingurm dara f, lodos solcitos ein sorcnrrelo com-
medicamcnlns, dinheiro, diclas etc. Dos se amr-
ele do nos !
Deixo de uoniear algumas pessoas fallecidas, o
que pouco importa ; o que repito, he ; Dos se lem-
hre de nos em sua infinita e nexgolavcl miseri-
cordia .'
Kiii.-ilis.imln osla dev.v isscgur.ir-lhe sob palavr.i
de honra, que sem embargo do quanlo diqai se lera
escriplo para essa cidade e do que baja de se dize1"
ainda, eu Ihe hei dilo a pura verdade era relarao
ao ohjerlo desla. Calcula-so em mil as pessoas do
lodasas cimdicrci, tallecidas nesla comarca.
lllm. Sr.Accusoa rcccpcAo de dous cilicios de
V. S. datados de boje, acerca dos .! presos da cdela
que calorara da epidemia reinante, sendo um acerca
dos commodos que se Ibes deve desuar para seren
tratados melhodicameute. c oulro em que V. S. pe-
de informacacs, qual a pessoa cncarregada do trala-
menlo dos dito! presos ; cabendu-mc dizer V. S.
emsolurAo de seu esmero pela scicnca de haver ou
Uo intoresse por esses infelizes, que quanlo aos pri-
meiros foram inimedialaiiicnle removidos para a sala
da cmara, cujo lugar derenle cagasalhado nAo pode
Miii) &e ffiemtuitftitm
Havenlo falla de grandes edificios para enferma-
ra, S. Exc. o Sr. presideulc escreveu ao Sr. JoAo
Vieira da Ciinha, pedindo-lhe cedesse peloaluguel
que quizesse, o seu predio de dous andares da rua da
Aurora, alim de se montar o hospital da freguezia
da Boa-Vt-ia ; e o Sr. Joo Vieira promplamenle
respondeu que nAo s punha o dilo predio dispo-
-ian de S. Exc. para um lao justo e pi lim, como
que nada queria de aluguel por lodo o lempo em
qoe elle eslivesn oceupado. l.ouvores pois ao Sr.
JoAo Vieira da Cunha, por um acto Lio meritorio.
O provincial do convenio do Carmo saliendo qoe
S. Exc. o Sr. presidente Iralava de mandar algum
sacerdotes para sjndarem o vigario. roadjuclor c mais
padres da cidade da Victoria era seu sagrado minis-
terio, oiTerccenajS. Kxr. dous religiosos de na or-
den, nm dos quacs o Sr. Fr. Hcrcolano j parlio
honleni a larde, igualmente com o Rvd. capuebi-
nho Fr. Serapbim, que a pedido de S. Exc. cooi a
maior promplidAo mandou o# Rvm. padre incslre
prefeto da Penhii. Mil louvores e agradecimenlos a
csses caridoses sacerdotes, por sua philaulropia c
zolo religioso.
(*; O Sr. F. parece
morrer.O fif.
tal e qual que ) i e=le-e para
Portadores chegados honlcm do noticia que a
epedemia sallando de Cacimbas, esLi fazendo eslra-
gos na cidade da Victoria : s-.liemos que o Exm. Sr.
presidente da provincia lem dado as mais eucrgicas
providencias mandando logo para alli dous laculla-
(ivos, que ijudedos pelo delegado, juiz de direilo da
comarca c vigario bao prestado Inmensos serviros o
hunianidade alllicLi. Consta-nos que S. Exc. ha
procurado mandar mais medicos, e que lodos se bao
recusado ; o que obrigou S. Exc. a ordenar ao crur-
giAo Rodrigues, que segua cm eommissAo para o Bo-
nito, que se demorasse na Victoria'otO a chegada de
oulro incdico. qoe o deveria succeder : providencia
esla qoe mulloaproveilou ; porque o Sr. Rodrigues
chegou i lempo, e com remedios que levava, pera
ajudar os dous fncullalivos que ja se acbavain ex-
tenuados de forras.
Comellcilo, csLi-nos parecendo que breve lerenos
aqu na capiLil u cruel viijinlt, principalmente se
continuar a einigrarao de algumas pessoas da Vicio-
I ria. que nos consta ja lerem chegado.
lie necessarin pois qao iodos nos tratemos de au-
xiliar ao governo, niosino aquellos que por espirito
de mal entendida opposi(Ao procurara negar os es-
forcos da presidencia cm comhater o mal, c romo
que especular com nina calaniidade, que nevo ser
excoojnradi por iodos cm lugar de servir de ineio
do guerra iiiiqua. a
Consla-nos que segundo cumiiiuuic.irr.es olliciaes,
o lima i lem apretanlado hora resultado cm Cara-
nhuns: ludo osl em ser anpllendo o lempo e cora
regularidade. 0 Dr. Trajano de Souza Velbo, peio-
rando da cholerina, recorren ao sueco do limito, c
lomando-o segando 0 modo ja indicado, lo he, pu-
ro e as eeUieras de meia em meia hora, mellmron
considerevelmenle c cava i nn rop-alescenr. A
;.a da provincia, nao obstante as tricas empregadas
n (aes occasioes.
Affirma o Liberal que o Sr. Nabueo ira o ron-
,Jbiro de lodas as f.ilsilicaces, fraudes e violen-
cias commellidas naseleices ,i ileriores, e nos ne-
gamos que P. Exr. livesse parle em aclos laes. nao
obstante conhecermos que essas fraudes o violen-
cias, sAo a amarra a quese agarrara os vencidos
para jnsliflcarem as derrotas experimentadas.
A candidatura doSr. Nabueo, que anda nAo lem
o seu futuro polilico bem determinado, que mais
deseja o Liberal'! I Irar ana tal organsacAo de
cirrulos, que os Cavalcanlis e Regos Barros conti-
nuarao a predominar, epatar da rcarrAo completa
c ncessanle do reslo da provincia.
Bem dissemos existir m vonlade da parle do Li-
beral para com o Sr. Nabueo ; poi confiando o Li-
beral ni adroinsIracAo actual quanlo aos aclos pa-
sados, deve lambem confiar quanlo aos aclos (mo-
ros, que devem (azer convencer aos une lulos que
o ministerio aclual nAo quero nem deve consentir
no predominio dos Regos Barros e Civalcantis, por
ser semelhanlo predominio conlrario aos nteresses
dopaiz. He. iis acreditamos, que osles seuhores
eslao convencidos ser-Ibes irapossivel consegoircro
0 predominio da provincia, c que desejam apena
compartilhar com os seus comprovincianos os car-
gos pblicos.
NAo he urna verdade ira ralamidadc para esla pro-
vincia a eleirAo do Sr. Nabueo, que para conseguir
eleger-se nAo precisa entregaros circuios aos Caval-
canlis, e Regos Barros. O Sr. Nabueo conla rom
a opnio publica em seu favor, e mal eslara elle
se assim nao fosse. Muilo esperamos do ministerio.
Ceamos que elle nAo desvirtuara a lei para cuja
p issageus enipregou lod.i sua iiillucncia. enviden
immcnsos esforcos. O Sr. Nabueo, ainda quando
lal quizesse, nAo peder' conseguir que os circuios
sejam de lal forma dcslribuidos que predomine em
urna provinria nas ejrcnmslauciss de Pernambuco
nina familia, quer essa familia se denomine Caval-
canli, quer Reg Barros.
NAo fui para comer.ir a alvogar a candidatura do
Sr. Nabueo que escrevemos o communicado com
que so oceupou u liberal; mas sim para fazer tor-
nar saliente a m vonlade qua vola o Liberal ao
dislinclo brasileiro o Sr. Nabueo.
A m vonlade do liberal se man (esta nn modo
porque anlecpadameulc se diz, querer o Sr. Nabu-
eo representar a provincia de Pernambuco, negan-
do-se a S. Exc. ishabelilarcs precisa* para lal ron-
seguir, invoeando-se o e-pirilo de provincialismo,
cm oulras pocas esquecidos, dizendo-se que S.
Exc. nada merece dos Pernambucanos, quer como
homem polilico, quer como particular. Se isto nAo
he mi vonlade. dganos o Liberal Pernambu-
cano.
Nao somos, como parece o Liberal, um lano
ameslrados na arle dos sophismas, apenas nos lemos
aeoetpmado a dizer com loda franqueza o nosso pen-
samenlo, e porconsegiiinlc nao precisamos lorcer o
sentido das colisas.
Exc. ncnliomi f linha no anlig* vslema, o de que
est disposlo envidar lodos s esforc. para quo a
reforma seja una rcalidade. He por esle lado quo
encaramos o Sr. Nabueo, e uinguem. qee nie o
Liberal deixar.i de encara-lo como nos o havasnw
feilo.
, As consideraees qoe, al hoje, lem guardado o
Utered para cora u Sr. Nabueo, sao por demai. fa-
voraveis a nos. (> Haawel /'rrnam6ncaio lad.
guardado essas cousidenc/ies para com o Sr. Na-
bueo, com villas desle senhor lazer alg.ma coua
era beneficio desli prorineii, por cerlo que nao ha
or 3 occasiAo mais propria pin, sainad, p.
semelhaules considerantes, hislHha h da un nwdo
desabrido e menos conveniente, fazendo revisor lac-
ios que o proprio Liberal devia calar.
NSo sei para que guarda o Liberal o ajuste de
cuntas com o Sr. Nabueo que lennoso, conserva o
dominio da ine/icta, da preraricario e da infa-
mia nesla milfadada provincia. \i |le nonicl
que o Liberal: falle serio, quando diz qucdomiaatn
nesla raalfadada provincia, como agcule sdo Sr. Na-
bueo, a inepcia, a prerariracw e a infamia, entre-
tanto que guarda para mais logo o ajlale de coa-
las. Craude res|miisabilidade pesa sobre o liberal
Pernambucano, grande parle (ein nesses faci* con-
sentido conlinuem a dominar, aluiigiiido-lhes a exn-
lencia.
Nao precisamos querer, ou poder por a ma no
rorai^Ao do Sr. Nabueo, par vennos que ah un s
senilmente se palpita ointerette. Sim o interesar,
mas o inleresse de bem fazer a seu pail, o inleresw
em raoslrar-se recoiihecido aos Pernarobucaaos pa-
las bem merecidas pravas da ronsideraro qaa os-
les ha recebido, esquecendo-se que oulros ha que
dominados pelo egosmo, lado ateten lado, enve-
nenara.
Somos daquelles que ai rcudem i ulto a inlcllicrn-
cia moralisada, c por i-lu retpeilamos ao Sr. Nabo-
cu, era quem rcconliecemos baslanle moralidad*, ja
romo particular, ja como polilico. e finalmente ra-
mo juiz. A nAo seralguus (clin trazlos i publi-
00, sol. a> ve-lcs dainlriga e ral Pernambucano lrira privado .le recursos para
pruvar que temos (altado a verdade.
Perguula-nos o Lilicral onde existe essa apngoe-
da ulellisencia do Sr. Nabueo, esta illii-trarjo irr.-
mensa que colluque e provincia na resnela obriga-
;Ao de Ihe ser grasa e de carrejar rom elle a Indo
transe '.' us responderemos. Existe os valiasu^i-
rnos serviros prestados a provincia como escriptnr
publico, como depulado, e como magUlradd. O
servicos do Sr. Nahucu presta los a esla provincia
ata lAo impelanles que nAo ha quem es ignore, o
proprio Liberal, que d luo-li.is de ignora-lw, a
orrulla dominado pelo espirilo de parlido.
Onde existe a apregoada inteligencia do Sr. Na-
bueo No commuiiicailo anterior dissemos o segain-
tc, c agora o repelimos como resposla a pergunla do
Liberal, a Ouando pareca que a opinttu dom-
ii nante linha de ceder a aaaUe dos negoeioa puWi-
i eos opini.in decahida com lodo o rarleje da
reaccf.es, urna vonlade baslanle (orle isuuio il-
" gamas iulclligencias e Ibes disse :gavernai, |-
u lendendo Mmenle pira o bem do pail. Essa* in-
i< lelligencias anda nAo desmcnlnm a coofianra
que ncllas foi deposiladi, conliouam em sas ar-
" duas mssOe". apenas mal apreciadas par alguus
s despeil idos, a
Nanet pensamos e nunca dissemos qoe Pcruam-
buco he baldo de iulclligencias, e que preciu abra-
car a quem se apregoa iotelligencii, o qoe disse-
mos foi que leudo o Sr. Nahurn bem merecidamente
representado a provincia, prestando relevantes ser-
viros, nenhum motivo existe para que seja esquasf-
do dos Pernamhiic.inos, nAo obstante a na vonlade
do Liberal. f
Nao podemos c nem llevemos carrcgar/m os ca-
los do parlido gunbira -Cacalcanli.^f arlido para
mis desconhecido; somos amante deij igresio rellec -
lida, desejamoso dominio da iiilcflv--nria e da vir-
ludc, porque assim us os Brasileiros seremos al-
guma cousa.
Convida-nos o Liberal a um exame dos Irabalhe*
scienlificos do Sr. Nabueo. O convile he superior a
nossas forra e nao be (ralialb para pouco lempo.
\- iii-elha-iio- o Lilieral PerHam'mranoUmiU-
rao ha imporlanle paginamoralidadeda vida do
Sr. Nabueo, porque tem S. Exc. no loas qoe nao-pa-
dem ser cxlinclas cum facilidad.?. Por preceuri*
lua era.inlempeslivo que o Liberal ti..i..s..-d.
r ina imporlanle ; poi* (aria am grande servir.
- IpaiX, que latearan uo dominio di moralidade.
>ao espete o Liberal para a viuda de cl-rei D. Se-
Lasliao.
Nos esjieraiu>s que o novo sv-lema ei|>reasarn
i vonlade do pai/, ata s.i porque contamos roa a
aiisenciylo governo, roano lambem porque nos tia-
ra o desappareciinciito de tasn influencia- mal-
ficas.
Nos pensamos com o Liberal Pernamburano quau-
do diz que he lempo de que os Pernambucjaos ae
compenelrem de seus brios e dignid.de; que I,.
lempo de acabar cien a prepotencia ds forasleiros
sem merecimenlo ; mas discordamos do Liherml,
quando diz que be presno acabar com a importan-
cia poltica do Sr. Nab.icn. e dscordanv. porque
enlendemos que o Sr. Nabueo nAo he farasteiro.
porque emendemos qu- o Sr. aaro tem mereci-
menlo, porque enlendemos que o Sr. Nabaco honra
a provincia que o scolheu e escolheu.
Consiuta n Liberal Pcrnambu-an-i que anles de
Icruinarmos Ihe digamos qoe he lempo qoe a im-
preusa se compenetre de sua nobre missju, que nAo
repita fados que a inveja e a calumnia inventa
para, servindo-se delles, delarpar repolaco da
quem quer que seja.
I.onga se (em (ornado esla resposla ao Liheraf
Pernambucano ; mas (o oe.cessaria. Ao terminada
julgamos conveniente declarar que iiaseern unta
Ierra, que nao dependemos da arlual idmini.lra-
c,no ; por isso nos n.lo he ribivel, c rada um eontu
da festa como lhc ai nelli.
t. M,
JO de janeiro de ISJ-li.
Aceitamos a declararlo que faz o Liberal de nAo
entrar comnosco cm discussAo /.cerra da adminis-
IracAo provincial, nao porque vivamos da adminis-
Irarilo ; mas sim porque 0 nosso proposito foi oulro,
livenios cm vistas dizer alguma cousa cm defeza do
Sr. Nabueo.
lemos chegado a um periodo imporlanle do ar-
tigo cora que nos temos oceupado ; Diz o Libera; :
quem aulorisou o F. S. a atirar alluses a ho-
mens que o coiinminicnnlc /o/re: no fiSro de sua
con'cienria lenha ra:u> para mo qualificar de
egostas'. .1 ingratidi'io uo ser a c.rprfssiio mais
aculada do egosmo i
Ao lermos semelhanle periodo tiramos pcrplexns,
e, dissemos rom nosco, o> Liberal ou conhere-nos
ou nao. Se condece-nao nlirou-nos ferie allusao !
porque deve saber que nos nAo Irme- razes para
'i\ r de pensar como nos exprimimos no nosso pri-
ineiro commnnicado, e se nAo nos ronbece nianifcs-'
lou desejos de magoar-iros, de ollcnder-nos mesmo
nao nos valeudo a i-i.-'cira calada.
O que quer dizer a iagraUdiio nao ser a ci-
presino mais ovillada ito egosmo.' Evpliqur-sc.e
liberal Pernambucano.
A eloquenle voz do Sr. Nabaco em favor da re-
forma eleiloral, he a prov.i a mais ral il de -.ue >.
Para ver-se com que perfidia proceJr o liberal aa
sua torpe enjenla censura ao Sr. prrsidtnle da pro-
vincio, basta ler os seu arligossobre a peatr.__
Ouando se eslabeleccram s quarenlcnas e 1 ./are-
lo- o apostlo grilou ronlra laes medidas, e procorou
deseonreiliia-las, sempre inrrepando. nao janla
central de hvgeine publica. nAo o governo imperial
que as luir i minen ; mas o Sr. prcnlenlo. que he In-
do o sen duende. Agora porcm o apnsinlo quer qua
rcnlenas por Ierra, quer conloes -a.ulano- qner que
se rorle loda a commuicacao com n pobres inalulu-.
que solfrem. e cuja causa oapnsinln Ait qne delrndp,
copiando alguns podaros dos Srs. \ ianna e Karlwsa!
Ora, qoem nao v qoe o pobre apostata o qoe qoer
he pretexto para ilescoinpor, e desrompor como am
rasgado, como um sevandija t
(Juera ignora que o Sr. conselheiro Jos lenlo n*n
lem demorado providruria alguma pan os logares
do centro alacados pela epidemia- J l|Uem nio le
lodos os dias o expediente do governo 7 Pois o a-
poslolo diz que nada se ha eilo, absolulamenle na-
da. Chega a ler o descaramenlo de -llirmar qoe
Sr. So c Alhiiqucrque (o quem mandn medir., a IV
pacara.quandn lodos sabera que o I ir. Amazonas (ora
daqui enviado pelo Sr. conselheiro, rom rerommen-
darao ao Sr. Sa e Albuquerque pin faz-lo acom-
panhar de um oulro medico, e fornecer-lhe lo.i.
auxilios neressarios, os quaes foram eflerlivamrnle
recebidos, como prnpiio Dr. Amazonas m.n.d u.i di-
zer para aqui. ludo isloronsla das parles ..nkiae :
mas o apostlo da mentira o que quer be presar pe-
las, com lamo .pie de-, ompnniia n prndenle.
r.-inibeni pelas parlici|u< que o Sr. i-nn llien,. Jos<; lenlo lem mandado mal-
los soccorros para as Alagoas, vveres, medicamen-
to-, c al dinheiro : ja la foratn essenla conloa de
reis em nioeda, alem do mais. Knirolantn allirm.i
apostlo da falsidade qne o Sr. Ji.se Henlo se mos-
tra inilill'ereiile aos males da hnmanidads alDicla, r
que o Sr. Si e Albuquerque r..i qoem enviou aeol-
lalivos o Papacara. Podera haver maior deseera-
menlo C
Base apastlo da calumnia n.lo ocrcvc de cerlo
para Perna.nhaco ; porque elle sabe qoe- am dn
grandes serviros do aclual presidenlr he o vivo inle-
resse que elle lera lomado prla saude pablica. Mas
he preciso desfigurar os fados, mentir inr-uin para
fura da provincia. Quer e-so miseravel aposlnto
eevar o seu despeilo cusa d.i epidemia, chorami-
gando pelo povo, rom qoem elle se n.io importa a
a quem nao he rapaz de dar mn real de esmola. lla-
vera' pesie maiur que e redactor do Liberal t
O Liberal nao carpe a miseria do povo : nao be
pan o povo que elle desejara o reales do Ihesouro !
mas he par* .. sua barriga. Agazalhem-m, que el-
le licir' rldente, e a patria sera' salva, e o Sr. Josc
lenlo sera' um dos hroes da sua loba,
(luem o nAo conhecer, que o compre.
!
rabal i
0 IjtERAI. E O SR. CONSELHEIRO NABI'CO.
.XI Sr. con-elheirn Nabaro arha-se 'acora enlre a
higiirna e n marlello do Liberal. Ja isso lardara,
vislo que o compadre deverii ler escolado a saa pa-
ciencia innocente.
E com efleiio la' se efcoaram muilos meses de es-
pera, e depois dessa espera era mui nalaral qua o
amavel redactor do iberal firewe o mrno que
l


DIARIO DE PEMMRBUCO SEGUNDA FElftA 28 11 JINCHO ftf 18)6

>

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coslumain fe/cr os garimpoiros que vendem a sua
peuua segundo o melhur preco o mercado.
O hornera que era para o Liberal a iulellisencia
do parlido guabir, a raagisu-sdo prubo que honra-
va a sua classe etc., ele, etc., esta' presentemente
transformado, pelo gigante ferreiro da imprensa,
era "ma mediocridade pulilica, em um jurisconsulto
de meu sela e o que mais lieem um antipoda da
probidade '. Assim o quer e assim o ordena o Li-
beral essa pedra de toque das capacidades !
K porque agora tanta ira, lauto despeito, lana a-
nnuoMilado, tanta petulauciu con Ira o Sr. conselhei-
ro Nabuco'.' A raiao lie mili obvia nao pegaram i
bichia; ai esperanzas frustradas em una alma pe-
nenina produz o desespero, c u'uma alma malcrea-
da produz as descomposturas. Est resolvido o pro-
blema,
Mas que picarda lao negra!!! Ilonlem compadre
boje diffamador [ Nein importa a essa alma mesqui-
nha que o Sr. Nabuco Icnlia dedicado os mais bellos
julgados que > se podeni prestar vaas inlorprela-
c/in nos lugares inais incultos do mundo civili-
sado.
Demos de barato que jnncr.t dos partidos poli-
tiros nrsla villa, nao tivatsosido lamben) tuna lola-
liva dos cliamados birlas de que (ai parte /. de
Mello linda assim clamaran! romo clumam bo-
je no deserto o laca puliliqueiros, e a razao be
obvia.
Todos nos sabemos que foi prugramma encelado,
inanli lo, e su-teiil.ido ale boje pelo calimete actual,
0 principio de reformas que viesseacab.r rom as lu-
de dctiles, ficandu ludo fcilo em menos de meio
dia.
A simpleza e afahilidade do Sr. De l-'irmo, e sobre
ludo o gaita que tem de se f.iuiiliarisar com lodos os
doontei iani a maoor rcpuguaiieii, visilando e con-
versando com cada um de per si a qualqucr bora .
quanlo a inim bu de suinina importancia e muiio
principalmente na presonle siloacao, sonde o lerrur
falla milis alio que a* molestias I
Sem embarco, alein deslas qualidades que eviden-
lomete tnanifeslam o genio medico lo memo Sr.
Dr. Firmo, todava elle eslaMleceu u sen tralamenlo
conse^iiindo por moio do unta c oulra cousu evitar
que morres-c um docnte.
Eniquanlo mis screslabolecein, nulrns vau callinilo
Frctes -P- Do assucar para Liverpool de 15. i'ela mesa do consulado provincial se fa/. pu-
l 0 e do algodao a 7itie 5 blicn, que to dia l. de Janeiro cin dianle prinei-
por cento. Tambera se cllcclunu pia-se a conlnr os .11) dias uleis para pagamenlu do
las antigs doi pirlidoi, e a idua de conciliario pro- I e assim rada dia se augmenta o numero dos aCcom-
clamadapelomeimo gabinete iem sido geralmenle I wetlidoa, de] modo que boje multo mate de cem se
acceila e recibida pelas notabilidades mais c
. : pode ciiiil.it.
A molestia l.-in sido combatida
.. ............. .w... -..... ................ por um e oulro
das de ambos os partidos, conseguinlemenlc j.i se eIsystema provcilosamente,e o dito'medieo neohuma
dias da sua mocidade aos. negnos polilicos da pro- que leudo sidoa morle dos partidos provacada pe-: repulsa tem ofloroeido contra o tralamenlo horaeo-
vincia de 1'ernamb.ico, que elle adopiou por patria, )os honien mais preeminentes do nos.o pan, na" l'ailiico, que lias so nao pode negar a sua cllicacia.
___ai ,, Altius (lenles Icm mudado de Iratauenln culre
sera U alliando-ee a una familia, de quem nao bouve ri-
quezas, mas a quem dedicado lodas as tuas l'adicas e
Irabalhos.
modar ios que nesta villa nao li/.eram mais do que
Uue importa a essa alma mesquinhaque o Sr. Na- despedarar esses laros que mmietnvam o bello socio-
!nnenl'm1'rt,CUrfll"IS"r",rai,""l,*, l'"!T" lis'" bananeirenac, seguindo nesti parle a marcha
tcanos cniprcgaiido-os uo lempo da sua administra- '
09 pruj;ressiva do serulo dominante, la saina c ptu-
buco
buc
rito
Uue importa a essa alma mesquinhaque o inaijis-
trado, que as circiiiuslancias dilliceis em que a
anarebia bavia Iraoslornado a provincia, etupe-
nbasse a severidade de juiz para puuirocrimu e
consolidar a ordem ; mas qo depata de acabado o
transe, cuid.issedo curar a cbaga social, laucando o
veo do esquecimenlu sobre o passado, c robriudn de
beneficios e de honras a mullos dos seus outi'ora
adversarios polilicos?
Que imporlam ttulos valiosos a urna alma mes-
quinha, que. desesperada por Me haver fgido a 00-
vom que ella esperava abracar, v de mais e mais no
Sr. Nabuco urna sombra que a esconde aos olhosda
genio boa o sensata que elege os represcnLiiiles da
llarao I na .dina assim mcsquinlta esquecc ludo,
favores recebidos, coMidera(es alleudiveis, e Ierra
o denle na sen emulo, e o ent-lio de baba pesonbeii-
la ; mas mo pode enveoen.i-lo.
He oslo mesmo queroiisislo a gloria ilo Sr. Na-
buco; os verdadeiros l'ernambucaons reconbecemo
seu memo, e bao de prcmia-lo. Prosiga.
Senhore redactores. Cuno be do meu dever
participar ao respeitavel publico, para lomar em
consideraran o ajuizar os acotilccimeulos que se Icm
praticado na reparlicao da rerebedoria como chafe
e adminislrador da inesni.i o II m. e Exm. Sr. L-
cenla ; passo a c*por o que praticou em I i de jitiilio
do auno de 18-M.
leudo eu requerido para imiricular os meas es-
cravos, vislo nao ler felto em lempo c-impclentp,
e tamuemdar baia em nutro por o ler vendido ao
Sr. Karlbolotneu Francisco de Sonta, em III de agos-
to de 1819; nao foi possivel querer despacbar a pe-
tiro e nein mesmo allender a ininlia reclamaran.
Depois de muilasrazes disie-me que eu ficava ileso.
iterado de pagar a tasa dos escravos mencionados ;
porque nao tiuha dado a lisia em lempo compleme,
e nislo fiquei, e al lite agradec lirar-me desla pen-
^ao; quanlo eslava muilo bem descansado apparc-
ceu-me o |agente da repartidlo, robrando-me, c '" e*niurai felas |
logo com o conltecimenlo cxgiitdo 8?iU da tala do
atino de I8.il, e eu paguei.
Passado mais algum lempo appareceu-me o mes-
an Sr. com oulru conbecimciilo mencionada do anno de 1845, e en paguei, alim de
nao queslinnar com a fazeuda nacional, ludo loffri,
Depois de passado mais .lUmn lempo appareceu-
me um ulVici.il de Jostiea da fazenda com um man-
dado para en pagar a mesma quantia mcucionada,
que com as cusas m uilou em IHo c lanos reis, ah
foi que eu esqueulci pela falla de palavra ilu Sr.
I,renla, fui queitar-tnc ao I Mu. Sr. inspector da
tbetouraria de fazenda, e lite eipUI os aronlecimcn-
los que se linitam passado, e passe a ruquerer con-
tra este empregado donde live lodo auxilio, lano
do multo digno e lllm. Sr. fiscal da fazenda, como
do illuslrissimo senltor inspector, ambos me fi-
zeratn jusltca por me acharem com militares de
razoes; emlim o Sr. Laccrda se julgava Sr. despti-
co, u.io lio'ita superioridade elle, mas enconlrou-
se com pessoa que cosluma lirar eollmsiasmo, romo
lem o Sr. Lcenla, que be um insolente e malcreado
com as parles, e be iao vil que passou a indagar'do
Sr. Bartholomeu Francisca de Souta se linba com-
prado um escravo do nome Manoel do Sr. Loareiro,
julgaudo por falsa a venda ; lano o comprador come I ca
ao vendedor, que carcter, islo be de um empregado
cliafe de urna reparlirao, Sr. Lcenla"' nao sabe Vine,
que o Sr. Soma a o Sr. Loureir., nje'slo eapazes de
fazerem lraficancias; teetn minia honra e crdito
para com o publico ? lano nao gozs o Sr. Lacerda,
sim gozar a de malcreado c sem poltica.
Ah! cultoresredactores, quem dira que um roe*-
Irc de meninos ftaia-ff^; de nina repartirlo de lan-
''.UllPUtliUlifa"; a coiisliluir39- faria para ser o
llagello da ItumaDdade ; lie inuilo-ptior du que o
cholera mafias; julg..-se com mais pfdei-do> que o ~~ ~ ]il armw
imperador ero; mi* elle obra tienta mih?tra pon .
ler a porcenlagem dos rcndimenlos dos dreilos da| di corruprao e do victo, c lu
ii.ir.io. eis-aqui o motivo do Sr. Laccrda tfr obrade
astim pv( causa da ambicao. a .
Dos de misericordia. Itvrai-nos dcslc llagello q
lauto mal'nos tem causado em ueral, sur sun i'ort
Queiram, senbnres redactores, inserir estas n.
Irr,iilas linhas de um sea assignanlsqueIheser |eumpaderaino-no
assaz agradecido.JoSo da S'lca Loureiro.
Kecife 20 de Janeiro de I8.)(>.
dCiilcmenlo iniciada polo gabinete actual.
Perderam a eieicBu por nao quererem ser rasga-
dos, di/, falsamente /c do Mello, pols ijuo o prmeiro
plano apparecido para e parlitbar igualmente por
lodos o resultado da volaran, foi recebido e bem
aceito pelos liometis da derrota.
Mas supponlia-se anda que o gabinete actual nao
qui/.esse o acabamcutn dos partidos polilicos. anda
assim como pensar /.c de Mello, Jo.lo sua venia, e
ouiros que era eensuravel o procedimento dos que
fizeram junci.ao 1
Era necessario quejo collegie do lianuaneiras fi-
zesse oppo^irao ao nome de um candidato que a
inaioria dos parihiuinos nao o julgl apio pura oc-
cuparuma eadein no senada brasilciro. e sendo es-
la opposirao aipai. compbslu de alliados proeintucu-
tes do anligo parlido saquarema, esles alliados acei-
laram poderosa coadjuvarao da anliga opposiro
radical de que fazetn parle caracteres dislinclos, sem
que. todava itenbuin des lados esigjtsa o sacrificio
das opinits. qulsersm apenas urna junc$ao nam en-
cendida c lir.-uada no patriotismo dos Bsunaneirenses
para facer Iriumpbar a rausa da iotelligencil c do
mrito, c que admiltiram rana um piano de poli-
tica sanecionado por conveniencias legitimas c renes,
vislo que a maioria dos baiinaneirenscs reconbe-
ecu como conveniente e necessaria a uclnsao de
um candidato a senatoria que alguem qucri.t illtro-
du/i-lo em ttessas lisias : c se, a legilimidade das
acres Itumanas consiste cii sua COnfonnididc cun a
le geral, o se gcralmenlej foi rcpellido o nome do
candidato a que alindo, l\t fora de Inda duvida que
sao legtimas as conveniotcias que aulorisaran um
tal aclo, por consequeneja nao terflo o menoi peso
que li/.eram
a ju"cc,ao suppra.
Finalmenle quando nada do que Icnho dito i ti t i -
Gcasse o procedimento poltico dos ronciliados uuva-
mento neslii villa, ist0> be, dos que perlenciam ao
aligo parlido baria pergunto eu : poderla Zc de
.Mello Chimar com 'fundamento rasgados, aos cha-
mados hartas no se'j rclogrado e barban entender '.'
Cortamente qne no, porque a mitiga opposiraa ra-
jical longo de aprcsenlar na rbapa que Iriumpltou
um nomo de um vet dadetro co-religionario, segundo
o \elbo syslcma l,".io precouisado por /c de Mello,
pulo contrario, ella |.roclamou desde o principio co-
mo seus candidatos tn ;s Hornea que nunca figuraran!
em suas bat.iciras, qi te sao dous dos velhos saqua-
renu !)r. Assis e JosqViiin Hinoel, c um republica-
no bem conhecido no Bfuajl ilorges da Fonseca.
On, oraanisada assim essa' v-hap.i. c liiumphando
como Iriuniphou, poder-s'eba dizc-t que os bacas
M.'i.mi rasgados por lerem volado titt sn-slenlado a
eleirao de dous barias e um republirano '.' lista Inci-
so eslava reservada para o Z de Melli, Joo
sna venta c muros ipte laes.
Vr-se, porlsnto, que a historia de rasgado e bacYa
sii pode ler assento hujo em nina cabera louca, eslu-
pendi c destituida de senso commom.
linun-M lodos os Bananeirenses era um s> feiche,
idoplcm como programan de sua unHo o progresso
e a regenereeflo de nos-a nascente sociedadc, venua
ella doude> vier, mi queiramos lucia de boincns, e
inos urna cruzada a causa
do mais que nao for islo
hayamos de representar nm papel humilhaiilc e des-
granado u,i soeiedade. Avante, iVMle, o triuiiiph
.1.1 lflierilaVfe*. ha v;/r..> e la iuslira !.V. *.-^Ief\em\s.
qt le o S de Mello bala com a cabera as esquinas
de sua nullidade que vale t.iul
necessitados sem 0 menor desgoslo dos que tepre-
srtitam os dous lystemus.
Entretanto a populacho da Varzea fai votos para
i|ue o Supremo prodigalisc ao Sr. I>r. Firmo nm Ca-
luro largo e lisoogeiro, bem como a lodos aquelles
i|itc se lem oieressado pela salvara dos desvalidos
da inesin.t frcgueiil. 7".
v'ar/ea 25 de Janeiro de 1S."i(.
para Liverpool earregando couros
em iMacei a 10 e S por rento.
Entraran: SI embircioSes lo cabolagem, '2 em
lastro, I com firioha de trigo, I com baealhao.
Tocaram: J vaprese a galera inuleza Stnrr com
corregamrnlo do a/.eilr, quu leudo sabido eitcalltou
del'ronle da barra de (ioianiia.
Sabiram : lcom carregainenlo de assucar, (i de
cabulagcm, I transporte pare Fernando, I brigue in-
gle/, de guerra, I de lncalb.io, qoc cnirott a semana
passa.la, c 1 para acabar de carregir em Macelo e
Paralaba.
Ii( arain no porto MI embarraron : sendo, ."> ame-
ricananas, i belga, -'8 brasileiras, :l rrancezas,-i ham-
bureuezus, G liespanholas, iuglezas, 7 portugue-
sas, 1 sanias e I suecas.
ommertm
rKACA DO BJECIFE2G DEJANEIK0AS3
HURAS l>.\ 1AKDE.
Colaes ofileiaes.
Cambn sobre Londres^8 :l|i d. lili d|V.
Descoulo ilu ledras1 li por pottro lempo.
p'rrtlcriro /nbilliftrd, presideute.
CAMRlns.
Saine l.oiidrr--. _'K \\ a JS :i| d. por I
i Pars. itiN rs. por f,
a Lisboa. Opor 10.
ii Itio de Jauetr.i, ^i> por.
Arenes ilo Banco, I00|tl de premio.
AccAea la eompanhia de Beberibe. .
Accoes da eompanhia l'ernambucaiia
o Ulilidade Publica, :(0 pur ceulo de preii
u o Indeniusailora.sem vendas.
IHseonlo do ledras, de t:! a 13 pul "i".
lo par.
fv'aejiM mhidot un dia i<.
Acaraeu' Male brasileiro Sobralense, meslre
Francisco Jos da Silva llalis, carga a-sucat e mais
gneros.
Sania LalltarinaSumaca biaiileira eConceirjlon,
ineitre Anlouio Jod de Olivoira, carga itsucare
mais gneros.
tiolbembourgllriguc sueco nl>. Tbereza, capito
.1. K. Doro.(in, rarga assucar e mais gneros.
Valparaizolitigue sueco Monona Gudevaa, capi-
lao O. F. Roempke, carga assucar. Patsageiro,
iNudal Solieras.
.vflri'o* nitrados no din -7.
\ alpiraizolid dias, bliguo dinamarque/. Sitlon,
do lu.'l toneladas, capilio UoUlein, equtpagcm
II, carga cooros e mais gneros ; a Viova Amo-
run & Pililo. Veio refrescar e segu para Fal-
moulb.
New-York21 dias, vapor americano lAmcrien,
de :lim toneladas, oommandanle Ilusin, equipa-
gem ;s, carga madeiras : a ordem. Veio receber
carvSo e segas para S. Francisco.
Xacio* *ako* no mesmo dia.
Par peloMaranholtale brasileiro Lindo Pa-
quete, meslre Jos Pinto Nunes, carga issorare
mis seeros. Patsageiro, Joaqaim da Silva Gsr-
neiro.
Liverpool por Marririgue ingle/. eEmma, ca-
pilan 'l'h.una/ Whil, carga assucar c blcalhao.
imposto de I sobre diversos eslabeleriinenln
anuo de I8.>5 a iS."l>, lindos os ojones iticorrem na
mulla ile .'I lodos os que deivateiu de pagar seus
dbitos du referido anuo.
BANCO DE PERNAMBLiCO.
O lianroode Pcrnaipbuco tacca i vista
sohio o do Brasil no Hio de Janeiro. Itli-
co le l'ei'iiainlini'o -i de de/.emliro de
IH").").0 secretario da direccao, Joto
Ignacio de Medeiios Llego.
O banco de Pernambitco toma dinlici-
ro a joros, de conlormidde com os seus
estatutos. Banco de Pernambuco 2- de
noveinbro de 1855.Joo Ignacio de
Medt'iios Reg, secretario da direccao-
Pelo fiscal da freguezia de Santo Aulouio foram
| multados no dia -1 i do correnle os seguinles Srs. :
llelai .nini) Alvos de Aroacha em 10c pur infracrao
do arligo nico da postura uddiciooal de -T de se-
Icmbro de 1851 ; Joan .Manuel Pinto Chaves em i3
por inliacro do arl.-JI til. .* das posturas de ill) de
junho de is'.l ;*Joaquim Pinto em 1(1-? [reinciden-
cia por inliarraodo art.2 lil. i.'das mesillas pos-
turas, o Ignacio Adriano Monleiro pela mesma in-
fracrao c em igual quaitlia : no dia -l'i Manuel Joa-
qiiiin Duatlr de Souza, Aimioel Jos Lopes ltraga.
Jos Lucio Lina e Ignacio Fcrreira Guunaraes na
quaitlia de 8? cada um ; Joaqun, Piulo e Ignacio
Adriano Monleim cada um em 169, lodos por in-
fraccao do art. lil. i.- das referidas posturas.
Secretaria .la cmara municipal da Kecife ti de
Janeiro de 1856. O secretario,
Manuel Ferreira Accioli.
UETAES. >
uro.Oneas hespinhelas. . _>- j!v).v:ii
Moedat de ii-i(iii velbas . . lujOOO
o o l't.^lHI novas . . ItigUO
o o 19(100. . . UgOO
I'rala.Palacocs brasileiros. . . uno
Pesos columnario. . . >(KKI
w mciieanos. . . IS860
Al.l'AM'lliA.
Kendimeulo do da 1 a 'Si. . . 380Uj*8
dem d dia 2(>....... . :i:."iI::-;iim
391:3559031
(vDiiUv.
De*r.arretjam hoje -JS de anciro.
liare,! ingle/.,iEmilijbacallun.
rigue ingle/.Claudiobaealhao.
tingue americanolleltendem.
Barra imericamMiqmetoufarinhi de Irgo.
P.iiacbo brasileiro/'. Franciscafumo e nahao.
Patache brasileiroSanta Cringneros do p.ti/.
CONSULADO UKKAL.
Kendimeulo do da I a 88:5189876'
dem do dia JO....... 1:699)813
90:2185719
UlVERSAS PROVINCIAS.
ItetiiliiiirTiln.lo di,, | t .
dem do da 26 ...... ,
5:2179131
I099320
5::l.. vruist
;>
iinuitoo
as venturas
dos llras-
a causa do
PARAIIIBA.
Bananeiras 8 de Janeiro.
Passou se alioal a precoitisada epocb* la cleirao
senatorial e antes que d'elli d cotila l Vmc, nao
quero deivarde l-.'liciu-lo e fazer-lbeosre udervous do
coslume, vislo que desejo a Vine, lodas
c felicidades pelo nico fado de ser um
'eiros que mais servicos lem prestado
progresso e da civilisarAo. (
Deisou-nos alinal o ingrato esempre fatal 55 com
todo o seu maulo do melanclicas Iransicoes, e apoz
a sua retirada rompeu as plagas da Sania Cruz o
radiante astro que lem de acompanbar as pli tses do
esperanzoso 5ti, seja elle propicio a lodos os Krast-
leiros e iiini principalmente a Vine, be o que jusla-
menle desejo de boa mente.
Enlnndo porm cm assumpln cumpre nlo dei-
xar cm esquecimmlo as proezas cleiloraes se gun-
do aununcici em urna de minbas lian-acias mis-
sivas.
leudo uhcgsdo o dia iprazado dual foram as cha-
pas que vigoraran! na prsenleeleirao, cm nina fo-
ram apresenlados como randidalos os Srs. Antonio
ilorges da Fonseca, Joaquim Mauocl Carneiro da
Limita c Dr. Assis Kuclta, na oulra porm ligurava
o nome do Sr. Frederiro de Almcida, c dous mais
que o /. de Mello nao me quiz dizer por lite ha ver
determinado seu Cazuza quo gitardassc segredi^ ;
apresenladas assim em campo as ditas chapas nao
era possivel que a pritneirs deixasse de ser receida
pela maioria dos homens cordatos e bem mencio-
nados deste municipio, foi realmente o que se den.
fizeram-sc varios [llanos c nenlium pode vigorar cu
favor da segunda chapa que era quasi uuauinenl'e
repellada, neslas circumslaitcias aceilavam qualqucir
convenio os sectarios desta chapa com lano quie
nAo fosse ella derretida, mas infelizmente todos os
seus esforcos foram baldado*.
'I'ralou-se de um plano gcrnl em qne fossem aqui-
nhoadoh os candi'lalos dos dous lados denominado:!
amigamente rasgado e bauta, e.i este accordo leriani
r.hegado os bomens se nao fosse o dcsconlenlanienlo'
quasi geral que causava o nome de um dos candi-
dalus.
O lenenle-coronel Cupaba, major Eslanisl.io, e
rapilao Francisco Ricardo Pessoa, lodos membrosdo
,iiligo parlido da opposcilo eram de opUrifio que o
bolo da eleirao fosse repartido gualineatc por lodos,
mas os mesmos senliores coiihecendo ao lepois o pc-
rigo d lal accordo concordaran! com oulros seua
amigos em dar o dilo por nao dito, note porm Vine'
que a principio Toi geralmenle aceita a parlillia pon
aquelle modo, ctubora dessa gcneralidade licasset
alguem excluido por nao desejar o bom etilo
de nm dos candidatos que neste. convenio figu-
rava.
Felizmente ludo (ranslornou-sc e os bomens dos \
cocos quo anles propalavam per orbem tcrrnrum que
u seu candidato bavia de ler a maioria de volos ues-
te collegiu. vil mil jnlciramcnle o contrario e foi jus-
Lmenle a chapa delles que offren uina mxima
derrua. Mas o vencido nunca se resigna com sua
Borle adversa quando cnlcuiie que deve fazer encre-
paces seus adversarios, he realmente o que se
di para com os bomens Sos cucos. _._
Depois de millogrado o accordo gerafa que se
prestavam as partes contraanles, depois de repelli-
don convilc quo riles boraens dos cocos1 li/rr.ini
ao homens da anliga opposir.io, depois de linal-
inente sahirem derrotados do campo cleiloral. cntcii-
deram l,i para si que liiilt.iui cabido cm grande des-
crdito aquelles do enligo partido saquarema, que
encorporados aos da opposicao procuravain debellara
causa do demerito, da injuslira, c do servilismo,
d'onde resoll que os pobres homens condemnam
quanlo os pando tos do Talajiba, e se algum dia se
Cazuza cootentir quo elle se poitba coulriclo, sejp ..^
novo balido e confirmado no sanio Sacramento.
Amen,
A secca va-so tomando amearadora, o calor he in-
tenso; ea agricultura vai a denhareni que lerrivcis
vicissitudcs nao us veremos seTapparecer inespera-
damente una fume, quando uus adiamos ainearados
do monstruoso cholera : !
Se Vmc. lizer nieinagem para Camiragibc do Pa-
ro de Alagoas, lenha a bou la le de me f.zer letnbra-
do ao sen Ilustrado correspondente dalli, dizendo-
Ihc que desde ja faro hlimildes soppUcM tos ecos,
para que seja ello preservado do leirivci llagello que
devasta a sua bella provincia.
Ao seu do Aera' dirija as tumbas i\mpathias.
Ao seu do llonito, que almejo de CoracSo 0 Irium-
pho de sua camlidalura a depulaco provincial, c o
mesmu ao seu inlcressanle e setnpre deleilavcl, de
I pojara.
Ao seu patricio de Diamanlp, que simo proftiuda-
menle os seus incotnmodos e o doloroso transe por-
que acaba de passar, quem o dira '.'!
Ao de Liuar, que foi menos provenido do que pu
esperava cm sua prelenrn... c silba que a chapa de
ferro do iminledl viuvez nao pode vigorar na pr-
senle quadra.
Desculpe Vmc. o que encontrar de mais, porque
v.iscunlici esla aperreado com os ettrondos doviva
o Iriutnpbo daliberdade e da jusliea.
O Atileio.
DESPACHOS DE EXPOItTAI \(> PELA MESA
UUCONSULADO DESTA CIDADE NO lU.v.
2(i DE JANEIRO DE 1850.
Uibrallarrigue sardo Passo quel-lemp Eneas.
Srbramm Whalcly c\- Companhia, 100 sacros as-
sucar miscuvado.
LiverpoolBarca ingleza Beciprocilj, Ur. t'..il-
mool 0 Companhia, -isl sanas algodao.
Lisboallrtgue pnrtuguez sTaTOJo I", Manoel Joa-
quim Ramos e Silva. 15 praiicboe de nmarello.
StockolmBarca suesa Elizabelh, N. U. Bieber
^ Companhia, 1,500 ponas .le boi.
ValparaizoBarca h.imhorgoe/.i I uuiii.,!,: Viuva
Amorim t\ Filho. 180 sacros assitrar branco.
1.1 simaBarca porlugueza uConstinteo, I boma/, de
Aqulno Ponseca Id I saceos assucar branco.
HavreBarca r.uice/.a tinstava lo, l-asscrrc &
Companhia, s saecas algodao.
l de S. Miguel Patachoporlngues aAlfrodo,
Mauocl Jos de Oliveira e Hara Joaquina de .Mo-
rara, t bail e I pipa agurdenle, c 2"> sarcos as-
sucar maacavado, e Thnroaz 19 lucios de sida.
KiibursoKrgue ingle/. I'recnds, Timm Mott-
sen, 1.59 cutiros salgados.
Exportacao .
Maranhaoo Par, palhnbnte brasileiro nLindo Pa-
quetea, de 205 lonolsdas, coudnzio o wgniote :
21H1 caixes inassas, 2 ditas ferrasens, 2 ditas fsen-
las, 1 sacco pregos de mclnl, ;t'Kl lollias efe dilo,
10 barricas cal virgem, I eaisa realejos, 't ditas me-
dicaincnlus, 5 Larris loucmlio, 3*7 barriquinlias,
1,155 barricas e 50 saceos rom 7,021 arrobas e :lli
libras de assucar, :)( rehuios de pedra de amolar,
I roda de ferro fundido, 20 Lilas oleo da ricino,
I,IKK) cocos com casca. 1,001 caixtse I caixilo cha-
rutos, 4 bocetas doce secco, 50 saecas cafe, 50 latas
com 30 arrobas de assucar reliuado, I barrica ara
rula.
Liverpool pur Maccin, brigue inglez Emilia, de
290 toneladas, eooduzio oseguinte:700 saceos
com :t,500 arrollas de assucar, 88 sarcas com i2' ar-
robas de algodao, e parle da carga com que entiuxi
ueste porto.
RBUKKBIlORlA DE RENDAS INTERNAS i.E-
KAES DE PERNAUBUCO.
Kendimeiito .India 1 a25 19:6359832
Idcm do da 2(i........1:25;5l8
20:9108380
CONSULADO PKOVINCIAI..
Iteuditnetilo dotlia 1 a 25
dem do dia 26
5:'.li;2(l!ll
t :299976a
r7:26l985t
O lllm. Sr.'inspeclor ta Ibcsouraria pnivin"
rial, cm citmpiimculo da rcsoluro da junta da fa"
/en.la, manda fa/er publico, que no dia 7 de feve-
reiro prximo vindoiiro, vai novamenle a praca pa-
ra ser" arrematada a i|us.'in por menos li/er, cou-
servarao permanente di estrada da Victoria, por
lempo de 10 mezes, a contar do I. de marco do
correnle atino c pelos preros ahaixo declarados":
I-" termo.....'..... 2:0579000
-'." dilo........... 0379000
3. dito........... 2-.0579000
I." dito........... 2;i209000
V. para constar su maiidou allixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesoutaria provincial de Pernam-
buco 21 de Janeiro de 1836. O sccrclario, Antonia
l'crreira da AunundacUo.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimculo da resolurao da nula da fa-
zenda, manda fa/er publico, qne no dia 31 do fr-
renle vai novamenle a praca pira ser ,111 .'inalada a
quem por menos lizer, a obra do cnibarreaineiilu de
um pequeuo lauro da estrada do sul, 'avahado em
990*100 rs.
E para constar se mandn allixar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ibesooriria provincial de Pernam-
buco 21 de Janeiro le I85i.O secretario, Antonio
Fcrreira da Aniiiiwiarrio.
O lllm. Sr. inspector .| Ihesouraria provin-
cial, cm comprmanlo da resolurao da jimia de fa-
zenda, manda fazer publico, que no da 7 de feve-
reiro prximo vindouiu vao nuvainenlc a praca para
serena arrematadas a queiu por menos li/er, as obras
siipplcmcnlarcs da ponte sobre o rio Capibartlie na
estrada de Pil d'Alho, avalladas em (8918822 rs.
E para constar se inandou allixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria ta Ihesouraria provincial de Pernam-
boco 21 de Janeiro de 1856.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciarao.
0 lllm. Sr. inspeelor da Ihesouraria provincial
Cll! cumprimculo da resolurao da junio .la fazenda,
manda fazer publico, que us ibas 12, I3ie l de fe-
vereiro prximo vindouro, parante a meVna junla,
so ha da arrematar a quem mais der a renga do siliu
na eslrlda de Beln), com casa de vivenda, cacim-
bas, porl.io de madena, I viveiro e diversas fru.-tei-
ras, avahada animalmente em 1709.
A ariemalaro sera fela por lempo de 28 mezes
a contar do l. do marro do crranla auno ao lim de
11111I1.1 de 1858.
As pessoas tpic se propozCrcm a esta arrcmalarao
compareram cun seus badures noi das oclua decla-
rados pelo meio da. na sala das MssOes da mesma
junta.
E para constar se iiinndou allixaro prsenle o pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de l'crnainbu-
co 21 de Janeiro de I85I.O secretario,
A. F. d'Aiinunciaeflo.
I O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial em cumpriuienlo da resolueao da junla da fa-
teilda manda fazer publico, que no da 31 do cor-
renle vai novamenle pnce pata ser arrematada a
quem pur menos lizer a obra dos reparos do 'arude
de Ceruar, avahada cm 1:21 300.
F< para cunslar se inandou allixaro prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Peniain-
buco 31 de Janeiro de 1850.O secretario,
A. F. d'Annunciarao.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em rtimpriniento da resolocgo di junla da fa-
zenda, manda fa/er publico que no dia ti de feve-
reiro prximo vindouro, vai novamenle a prara para
ier arrematado a quem por menos li/er a conserva-
rao da estrada do sul avahada em 5:1003000 rs.
A arremalac.io sera feila pur lempo de 10 me/es
a copiar do I" tic marro do correnle anuo.
E para constarse maitduu allixar o ptcscnlc e pu-
blicar pelo Diario.
Secrclaria da Ihesouraria provincial de Pcrnnm-
btteo 25 de Janeiro "le I8.j(>. o secrelario, ./. F.
ti'Anniinciacio.
t) film. Sr. insperlor da tbesooraria provin-
cial, cm cjiiprimcnlo da resolucSo da junta da fa-
zenda, manda fa/er publico que no dia II de feve-
rciru prximo vindouro, prranlc :i mesma junla vai
novamenle a praca para ser arrematada a quem pur
I menos lizer a conscrvacfio permanente da estrada du
Inorlepor lempo de 10 mezes, a contar do I" de
marro do crtenle anuo, pelo preeo de 1:20(9728.
E para consler seniaulou aftisar o prsenle e pu-
RIO DE
Janeiro.
O brigue nacional Mara f.uzia vai
seguir rom nicMilinlp, lem a inaior par-
alo seu carreja moni o imriniilo ; parj o
reato que Um Taii., pastugeinM o e*cra-
vns a frele. aus quaes da is inellinre*
Dea, irata->e com o consignatario Auto-
ra ra do Trapichen. 1(1,
accummoda_
uiu de Almcida (iome
leguode andar.
Scguc
t.i lirevti
.110 m JANEIRO.
para o Kiodc Janeiro aun min-
iado, ]>o- ter a maior parte da
quarcsiiia, consistindo empalmos, cate-
miras, sedas e OUtrat militas ijtie patcntca-
i'.'in a scu bous ivi'iity.cs, a <|iiom pelo
presente convidan: leiva-leira 2!) do
correte, rs 10 horas da manliaa, no sen
aiiiia/.i'in, no lar;o e defronte da ijjrcja
do Corpo-Santo.
U Sr. Joaquim Octaviano da Silva
queira dirigir-e a esta typographia a ne-
gocio sen.
Precisa-sede nina lavadora que la-
vede varela, ed conhecimentos de sna
pessoa : na rita de llortas n. \'i, casa de
lenle azul.
Pede-se ao Sr. Verissimo Antonio da
Cruz Soares, de dirigir-te ao arma/.em
de madeiras da ra do Sol, n. 25, a ne-
gocio-
Aluga-se o prmeiro andar do sobrado da roa
do Qoeimado n. 22 : a tratar na loja.
'recisa-se alugar urna pela livre ott
escrava, para todo O serviro interno de
urna casa de pouca familia: no terceiro
andar do sobrado amarello, defronte da
matriz da Boa-Vista.
PUllICAtiO SCIEMIFICA.
Acliam-se no prel.i as I.NST111 ICOES DE I)!-
HE1TD PUBLICO ECCI.ESIASTICU pelo Ur. Joa-
quim Villela de Castro lavares, lenta da l'aroldade
de Uireilo desla Cldade : e por esles dias sera distra-
da pelos Srs. subscriptores o prmeiro roame d*e*la
inleress.inle obra, para imprrsto da .pial os ediloras
se njo Icm pottpado sacrificio alL'iiin, lando so-
meulo em mira aprsenla la ao pnblico ntida e aa-
scadamcnle impresa, em uonslypos e ptimo pape!.
Esse volme, poi-, conlendn de ;!20a 340 pisl-
nas, em eiegaole turnulo, aehar-se-hi -i verfdi do
dia 10 d- feverciro -in diante, na livraria ilos edi-
L0TERI.1S B\ IM.0\1N<;|\.
O cautelista iSaluatiano
de Aquino Ferreira
avia ao respeita\el puldico, i|ue lendu sido alterado
o plano das prsenles lolerias da provincia para
1,000 liillietes na importancia de 2l:UNig, lem resol-
vido fizer Brmes os preros dos uillieies c cautelas
cernoabaiso se demonslra, os quaes sio pagos sera
descont le oito por ceuln da le as tres prnreiras
sorles grandes cm quanlo oxioUr o plano aclu.l,
pelo qual sio evlraliidas os Martas desta provincia.
Elle* eslo espostoa venda uas |....,s do rolome.
So lie responsavel pagar os oito por cento da le
sobre os tres prmeiro* premios -rondes em se bi-
liteles inicuos vendidos cm origioae.
Killieles 7-sMNl erelic por totoiro H:00Qtltll|
" :i:Mr3tKl
" > 2:aM>0llll
1-iOOaOIIO
l:2UtkJ0OO
" 750HIO
<> hoosmi
- :(o05ooti
(i caulelisia
Snlusliaiw de Aquino herrtirm.
<5^@^5:VS:^%*SlSe*
CONSULTORIO <$f
.oMomiiico.
2S. Kuii das Cru/w 28.
Gratuito para os pobres.)
O Ur. CoWsMOM da rnitsallis e faz vi-
f'A /tas a qualqucr bora do fila.
No mesmo ronsullorio vende-se
O TltATAMENTO IIOMOEOI'ATHI-
CO, preserralico e curativo i cholera
morhiK. arrommodado a iulellisencia !
pova, rida folltelo.
Meio, V>l(NI
1 reos ftilM)
,'u.irlos I5SU0
jlalos 1>0
Oilavos 'lia!
Decimos 7i0
V icesimos OO
i
i

i
i;.irleiras de 12 inediramcnlos
par n cholera, a K~ e 12NKHI.
', mira de tintura.......1:0011 I
Tubo avleos, a ;';>, .vm e Ijikio
Carlciras de lodos al tamaitos
muilo un mua.
X. 1>.Os mediranicnlos linmiropalhi-
rus t|ue forem cato pradal por conla vento ilola provincia, lerao o ..balimrnlo
de MI por ccnlo sobre. valor de que ordi-
nariamente sr vendem lo publico.
lores. Ilirardo da l'reas &C. esquina do ColWJIio
i. 20, ao preco de IHkid rns. pora os nao assiamiii-! te^fr-\tiwe-\-?^_i&eawtat44aw
(ese ah, bem como etn mao das pessoas que se en-1" --'< ^.T^jr-ar >srw 5iea>j
carga protnpla, o veleiro patacho I).
I'ranciscaij: pal a o reslo e passa;eiros,
taala-se com os consignatarios Novaes
C, na ra do Trapiche n. -Vi, prmeiro
andar.
PARA O RIO UK JANEIRO.
Segna com mia brevidade por lar parle de sea
carrc-aincnlo promptn n bem ronliccida barca l/rt-
lluldi, capilto Jcronvm.i Jos Telles, para o reslo,
patsageiros, c ocravos [ frele, i>ara que tem eicel-
lente rommodos. trata-sc no esrriplorio de Mauocl
Alvos Guerra, na ra do trapiche n. 14.
PARA 0 PORTO.
A barca Fcriinntlis, I vai sabir com muila brevi-
la.le ; para carsa e passasciros Irala-se com Itarro-
ca c\ Castro na ra da Cidria do Recite n, i, ou
com o capilao na prara.
Para Lisboa pretende sabir com a maior bre-
vidade a nova c acidada barcaDortusaezi .il'.oiislan-
(eu, capilao o Sr. Silverui Manuel dos Keis : i|uetn
na mesma qutzer carresar ou ir de passlgem, diri-
ja-so aos consigualarios Thomnz He Aquino l'tmscca
i\ l'illto, ou ao capilao, na tita do \ gano n. I'J.
Ptri o llio de Janeiro sesue empoucos dias a
polaca brsileira Xclota I, pregadac lorradade co-
lire. c de priiueira marcha ; Icm meia carga prom-
pla : para o resto trata-se no escripluno de Isaac
Cario i Compaabia, ra da Cruz u. 1(1.
Para o llio de Janeiro
seuuc cm poneos dias, por 'cr a inaior parle da car-
pa prompl.t o brigue C'oii'-ciriio, cap tlao Joaquim
Ferreira dos Sanios: para o reslo e escravos a Ir ele,
para o que lem bous commodos, Irata-se no esrrip-
lorio de Manoel Atves Guerra, na ra do Trapicbe
o. I i.
Cara n Rio de Janeiro segu com brevidade o
bem conhecido brigue brasileiro nDamao, ja icm
grande parle do seu carre^aineiilo promplo ; para o
reslo, passaueiros e escravos, Irala-se com o consig-
natario Josc Joaquim llias Feruandcs, ra da Ca-
dcia.
Tara urna viageo dcslc porlo com destino ao
do llio da I'rala, precisa-se de um pillo que letiba
caria ; quem se adiar neslas circunstancias, dirja-
se a ra da Cruz n. 3, esrriplorio de Amorim Irinaos
& Compaohja.
Healeoittpanhiaile paque-
tes higlezes a vapor.
.No lim do
me/, etpera-se
du Europa um
los va p o re s
desla compa-
nhia, o qoM
depois da de-
mora do cos-
lume seguir
para o sul: pa-
ra pas-aseiro*. ele, Irala-se com os senlas Adam-
soo lloic & C., na ra do Trapiche Novo n. \-2.
Companhia brasileira de
paquetes a vapor.
pessoas que i
carregaram do licenciar assii;naturas, *ri dUIribiii-
do ao- Srs. subscrptores, mediante a enlrcu.i da
primeira prestado Ir sna assignalura .?-M) re. : ]
fieanilo asegunda r ultima presta^ilo de igml quan-
lll, para -er paga ni occasijlo da entrega do ssestlt-
do nilumc, quejase aeba no pelo; recebando lin-
da este anno o terceiro e ultimo colnmc sem mais re-
tribuiclto algama.
Aojuelles senhores queqoixcremaindi sobscrever,
podero fae- lo ite-la provincia na livrnia dos edi-
loics e em casa das pessoas encamisadas da snbs-
cripcAo, c cm oittr.i- provincias cm casa dos respec-
tivos agentes, al a poblicacAo do se-undo volume ;
por quanlo d'essa data em dienta a obra rooaeu
vender por 1">-iiiti(i eis o eiemplar.
Precisa-se de urna ama que laibl eounhar e
fazer o servia inlcmo de urna casa : na rea Diretia
n. I (I. secundo andar.
No dia 19 do rorrele, orna prela cojos ajas.
n.ies nao se esla prsenle) dirigi-so ao sepumlo an-
dar ilo sobrad n. I da ra estrella do Rosario, em
nome de una -cultora .le nsme II. Marianos, conhe-
ci.la d.i familii que no incamu arima mota, de quem
diste a mesma prela s:cr escrava, relindo que Ihe
mandarse para amostra alsataa vestidos da moda pura
per elle fa/.cr oulros, o que cousegoio levar as floras
scsuinlcs : uin vestido de seda de quadros tle cores
se \ dillereules com dous babados recortado. ferro um
| ronpao de casia com asaclo branco e com rama'ccns
Km lace das enormes despezis que sao obrigados a i encarnadas c parda, urna loallia aberla de renda e
fazir rom a prsenle mpressAii, nlo podem os edi-
tores deivarde exigir dos Srs. lUbscriptores ; sem
e\cepi;,io a immediata entrega de sua respectiva
prestarlo logo que Ibes seja aprewiitado o prmeiro
volunte ; porqje ilo contrario, ver->eliinii na nc-
cessidade de suspender por ora a impressao dos
oulros.
/icardo de Fieilas &C.
"3 Iticardo I licita da Silva vai a l'ortugal, c
tilea nada dever a pessoa llguma, mas se alguem se
julgar seu credor aprsente suas cotilas ale :il do
correnle, na ra da C.tdeia Volita n. II.
circulada de bien iuual a mesma renda, lodo em mi
bandeja ; mas leudo a dila petsoa qoe empreslnu
ditos objectos neeesetdada delles, mandn saber da
dila senbora para quem ella 'uppox que tivrssa man-
dado pedir, foi-lhe por ella respondido que laes oh-
eclos mo bavia mandado pedir, d'onde veio a con-
cloir-sa que ludo era falso : rosa m prtanlo as aa-
(uridades policta-s que apprcbendam ditos ohjeclos.
raso sejan encontrados, e cTalifca-se com oO^llOU a
quem descubrir a autora de semelhante roubo.
aaasiaBi^Ba;tagg
ig '. [>i'i
O Sr. Joaquim Vital do Amaral queira no pra- j p? '*" I IjUIIiv.
io de 10 dias, (por j.i ler sido avisado por escripia), I ni WO arrs.'izCDl OO fazendas b.lla-
lirar os seus penliores queso acliam cm maodojM tas, ra do Colccio n. 2
abatxo assignado lia mais de S anuos, e o nflo fizcu- s i ". *
do, pana a vendo-Ios para pagamento do principal 8 vcmle-se iiin rompido sotlimcnto
c parle do. juros. Recite >'> de ianeiro de 18"j(l. Ijg de lazemias, linas e gressas, por
J- '- ''eal- 'i'- preros mais haixoa Jo queemou-
Do angenho Poeta, no dia{2S do correnle, fu-
gio um mualo aral.ralbado.de idade lis anno?, alio,
cara espinbosa ; Icvnti um Cavillo ruco, sellado :
quem o pegar e levar ao dilo eugenlio, ou no Kecife
na ra de Apollo n. (>. ser gratificado,
Srs. redactores. Munido fallam os senliinenlos
da yralido e aprcciameulo de illibadas q-jalidadc-,
ciilam-se as conveniencias da vaidade humana ; por
lano permilla que em sua Mostrada' folha diga o
adeos da ainizadc e d.a gralidao, e nunca o da baju-
laciio, porque se fosse locado de laes senlimenlos os
tena prudigalisado na poca do maiido que cnlopc-
sava sobre miulia dehil e Iraca posico ; mas boje
que as saudades me vieram sorprebender anida
iTiestrin ca ncslc estibio aonde b.ibilo, pela retirada
de meu muilo Ilustre e-roinmandanlc c amigo o
Sr. lenenle-coronel .Manuel Kolemberg de Ahlenla,
forca be tributar a esse bravo da independencia bra-
sileiro, a esse svmbolo de eandura, probidade c bon-
rade/., os senlimenlas qiie me detsa de sua separa-
rlo, se bem que lie ella so de faci, mas que moral-
meiile lici tricada em memoria de seu fiel sulnliloe
amigo que se assigna F. A. C.
Villa de (iaraultuns 10 de Janeiro de 1K3G.
PRACA DO KECIFE Jli DE JANEIRO DE 1856,
AS :i HURAS DA TARDE.
liccistn semanal.
Cambios As noticias viudas do Rio de Ja-
neiro Oieram baixar para -2H \\1 e | blii-a'r pelo Diiino.
js :i| d. por I-;, aos quaes lisa- Secretaria di Ihesourarii
rani-se as liansicros pira 0 pa-
quete ingtex.
Assucar -j- Nos qualro primeiros dias da se-
mana as entradas foram regulares;
e os preeo conservaratn-so de
JjSUlia 38U por arroba do lun
co. e de :i>IIMI a iVillil pelo mas
cavado. As transai-ees loram pe-
queas em cotiscqucociadas alien
Srs. redactores.1,'ma dyzenleria bem caracle-
risadi se lem desenvolvido na freguezia da Vanea
(lisiante desta cldade legoa e meia, a qual so bem
que lodos os BOOM all apparera, todava no crrante
tem lomado um carador evidentemente epedomico.
l-rincipioj a dcscnvolver-se etn los do me/, pro-
limo passado, e al o dta :! do correnle S7 pessoas
tem sido aceommctlidas, inclusive -2\ que falleecratn
aniesque chagaOM u medico, que para alli fora man-
dado pelo governo.
lista ullitna providencia be devida ao zelo do Sr.
Dr. Francisco de Paula Biplilt, qu com sua fami-
lia esl passaudo i fesla no Cechang, em distancia
de menos de um quai lu de legoa do lugar onde grass.i
a epedemia.
O Sr. Paula liaptisla loga que vio os primeiros
casos se repetirem progressivaineiilo, cuidan logo
de commutncar ao governo da provincia i existencia
I delta, e tambero pedir i S K\c. que desee provi-
dencias adequadas a beuelicio daquella pequea
populaco.
S. lite, qne al enlao ignorava qoc evislisse lal
redemia, tinincdi.il,imenle nomeou 10 Sr. Dr. ig-
acio Firmo Xavier, mandatido-o seguir sem perd
le lempo para alli, nao su para diagnosticar a dila
molestia, senao lambom para soeeorrer itidislincla-
menle a lodos aquelles que polo sen estado necessi
,'asscm dos soccorrns | ublieos, mandando por con-
fjeguinle pr a disposigao do racultalivo o que por
elle rosas evigido.
A rpida providencia do enverno em salisl'acrio
10 pedido do Sr. Paula Dabplista, a nomeae.io que
S. Evc. litera do Sr. Dr. Firmo pan assislii aos
dilos^jioentcs ; parece que ludo fora acertado de
mqdo que os balotantes d.i Var/.ca nada mais dcvein
desejar.
. E com elleilo muilo deve a pupulacAo da Vinel
boje um procediineiito que foram ellesos proprios, V Dr. Paula Blbptisla, que ipeser da dtslracrao da
' .... .. f esla comludo nao escapon a sua recomienda
que procuravam a principio pur cm pralica se
as uas promessas de fidelidade fo-sem acceilas.
Perdemos com honra, (mandara ellrs grilar pelo nco-
lo commcrcio eslorcm lizas
para o vapor ingle/, c depois de
sua passagetn a cluiva nao Icm
dado lug.r a routa alguina.
Al-o l.io 1'.nii ,it jin "i saecas, e as vendas
regnlaram de .">?:!() a .>>.)U<) por
arroba de primeira sorle.
Couros- lislio linnes de *Jd(l a *2'| libra dos seceos salgados.
Agurdenle-------Vanden-se a cauca da 839 a Kjb
e o espirilo a l5jl por pipa.
Baealhao Rei-elicnuis um tnico carregamen-
to nesta leroanacoro 3393 barricas,
o qual est desrarregando niclaile,
e segu oulra para a Parahiba. As
tillimas vendas regularam por
, 133500 por barrica. A falla de car-
ne secca eleva oconsnqe desla c-
neroa grande cifra, c da' lugar a
suslenlar-se o preeo,quo ape/.ar de
parecer grande, mo lem rclaeao
provincial de l'crnam-
buco 25 de Janeiro de 1856. O secretario, .1. F.
a'Aitiiunciaco.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, cm cumprimculo da resolueao da junla da fa-
zenda, manda fazer pnbico que no dia I i de l'cve-
reiio prximo vindouro, peanle a mesma junla vai
i novameiile a prara para ser arrematada a quem por
I menos li/.er a conservarn permanente da estrada do
Pao d'Alho por lempo de-IOmezes,i contar do I" de
iiii-uro dS correnle anno c pelo preco de i:(XXt*O00.
F para constar se inandou allixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco J."> de Janeiro de ISol. M secretario, .-/. F.
d'Anuiincioro.
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro. Bocal da fregue-
zia de Sanio Antonio etc., etc.
Publicando o arligo aballo transcripto chamo D
atlenrio de lodos a quem intesessa.
/'osluras de :ltl de jnnho de ISi.
Titulo 1."
Ar!. 18. Ms repesadores dos arengues pblicos sa-
rao obrigados a repesar a carne comprada, logo que
Ihe Ir por qualqucr pessoa requerido, c adiando
falla no peso avisarn loen ao fiscal se estiver presen
le. e Dlfo estando (omaro tres leslemiuilias c ola
om o da carne secca, de qoc ou- do infraclor para ipresenlar ao fiscal, com declara-
irora se suslenlava a eseravatura r.io dos ,.ornes das Icslemunltas, obrigan.b. iminc-
OllVrcee-se um rapaz pira eaixairo, adminis-
trador ou feitor de urna olaria, do que Icm pesiante
pratica, pare a prara on fora dalla : quem precisir
procure ni fabrica e lelli.i- de Antonia Carneiro da
Canda, na Boa-Visto, largo dos Coelhos.
I'm rapa/, portog'iez, ahogado lia ponen lem-
po, se ofterece pira ciixeiro de qoalqaor estibelecl-
meitto : quem precisar proeute ni roa do Caldeirci-
i o n. 32, que la se dir com quem ha de (calar.
No alcrroda Bol-Vista n. \-2. priraeiro andar,
esisle urna carta de Macelo para o Sr. Francisco Pi-
res Carneiro.
I). Thomazia de Al'i.ydc AlbaqucrquelMello,
professora de primeiras Icllras da roa do Rangel,
mudoii sua residencia para a ra das Cruzes, rasa
n. 22. primeiro andar ; recebe alomla pensionis-
tas, eviena.* e internas ; onsioa a ler, escrever e
conlnr, grammalica porlugueza, arilbmelica, riou-
(rina clirisla, coser, bordar, t.ibyriulhar, marcar,
horda, de linha. lia e seda, fazer apeles, etc. En-
sina com loda a delicadeza e docilidade, e laz lodos
os esforcos pa os seus adianlatneulos.
No dia 18 do correnle fucio do engetiho Fra-
goso, termo da Olinda, um mualo de cerca de 21)
annos de i.lade, a.-abocolado, cabello corrido, sem
barba, e li sapateiro : quem oapprehender lave-o
ao dilo engenho, ou a ra da Aurora n. II, que se-
r recompensado generosamente.
A pessoa com quem Irocou-se um chapeo de
sol uo dia i do correnle no consulado geral, quei-
ra fa/.er o favor ir taberna do Sr. Palmcira & hel-
Iro, na praca do Corpo Sanio, afini de desfa/.er-se a
(roca.
Cielo da Cosa Cimpoll e Francisco Itolelho
de Andrade sao procuradores de Francisco Jos da
Coat Campello.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da ra
do Jardim n.71, bstanle fresco, e para gratule fa-
milia : quem pretender, dirija-sc ao palcu do Car-
mo, prmeiro andar n. '.I.
llffcrece-sc um c.iixciro para qualquer eslabe-
,lecimeulo ou cabnnea- para qualquer parte da pro-
vincia : a posaoa que de set: piestimo se quizer uli-*
linar, dirija-se a prara da Independencia n. t> eS.das
U horas di manilla ao meio i!U ; o mesmo da fiador
a sua conducta.
Ira qualqucr parte, tanto cm por-
,j ee, como a retallio, aflinnrando-
te aos cempradores um s preco
;.* para lodos : este cstahclecimciilo
S idilio-:- dr coi:iI)inat-dO com a
a maior parle di casas commcrciae
. nglczs, Irancezks, alleinaascsuis-
{S sas, lar.i vi-;dcr l;i7.cndas mais cm
...| ctnila i!i)ijt!i- so ton vendido, cpr
* isto olii:- ci'do elle maiores ean-
Bj tagens deque outix) qualqucr ; o
ta proprielaiio deste importante es-
y^ lalicIcci.TiC'nlo convida a'todos os
!; leus palj icio, e ao duIico cm >
fe ral, para que vcnliain (a' liem dos
a seus nteruet) comprar fa/.endas
-.' baratas, uo armazcm da ra do
r Collejjio n. 2, de
^ij An!..;: Luir, dos Sanios & Rohm.
(\ltl VETE PORTIGUEZ
DE lEJlRl
I) vapor Imperador, rommaudanle o 1* lenle
Torrezo, leve dragar dos partos do norte a 31 du
correnle cm segnimenlo para os .le llacem, Rabia c
Rio, recebe possageiros, carga e eueommeu.las:
agencia, na ra do Trapiche o. til. segundo andar.
Para o llio de Janeiro sahe com
muila brevidade, o bem conhecido bri-
gue SAGITARIO, o qual Icm a maior
parle do sen carrfegamenlo prompto :
para o restante e paisageii'OR, trala-sc
com .Manoel Francisco da Silva Carrico,
na ruado Col legin. 17, segundo andar,
oua bordo cotu o capilao Manoel Josc
Ribeiro.
Companhia
tle uavegag&o a vapor
LUS0-8RASILEIRA.
IXOjguera
Jos Nogueira de Souza
encadernajo da ra do C
po conlronte ao arco de
Sr. commendador Ma^albe- I>.isluaj)
pon a sua rcconltecida pres-
picacia o carcter epedemico da ni desla reinante
naqnella freguezia.
ISSo licou um s doenlc que o Dr. Paula liaptisla
philo de Mello) porque somos bacas c mo nos.- > "3 yizilassc pessoalmenle, qualquer que fosse a
. tua rnndirnn : o medico lestemuubou o desveno que
unimos aos rasgados, como se esles coiladoa possam
l'ar.er enculir no anioo de alguem que elle? enlen-
dem de poltica, ,e nossatn er carteara decidir caso
elle apreswilava pela ilva?ao dos desvalido, e om
.? MIN trataram de e-dahelecer am hospital denlru
i la respectiva poYoncao, onde baria maior numero
dos ongenhos, o a elasse menos
abutada da capital. Retilhou-sc
de 1:15 a li~ por.birriea, c fica-
. rain em ser I LODO.
Carne secca- Mallo prero de 0? a ~9 por arro-
ba que lem gozado esle genero fez
bailar o consumo a lal ponto, que
de l(\0-'l(l arrullas que regulava
senianalmeiile passou tle.Vil) 1 (ilMl Inda
arrobas, reverlcudo pata o baca- I .,^,., r..
,. .... I '"-IO III JU
litan 1 dill'.Tpira; e por lMoalll-1
da lauros boje cm ser 2,200 arro-
bas, ape/.ar de nao ler bavido en-
trada.
Kariohide irigo- Umercado fui aboslocidocom um
carregamento dos Estados Unidos
de tlfil barricas que dizcm foi
vendido a "Vi por barrica: ocon-
suiin para a cida.le foi pequeuo, e Silva /beiro.
a 11.10 se lerem leilo alguna ettibar- ..
ques p,,ra as oulra, provincias c
alguns porlos secundarios de-la,
mui peiuiena ditlercnca se dara.
I'icaram em ser 7,!MM) barricas
de l'hiladelphia, 1,3110 de t.e-
mva, UN) de llespauha, 2.2IM)
de Richmond, e Wlll di marca
SSSf, vendendo-se do l'TjIKKI a
SOgOOO por barrica di primeira,
a :l(li da segunda, lerceira e ojear-
la, c .1 339 da quinta.
Descoulo----------M relale de letras susleitlnu-se 1
I l|i por ccnlo ao mez, eanda
que a prara lecebei cerca de -2(10
cantos de rs. cm dinbeiro viudos
do Rio de Janeiro, esta quaitlia
senda para meia duzia de casas
rommerfiaes ponen inlluio, o que
nao acontecera se o banco rece-
bese o 400 conlos que Ihe deve o
heneo do Brasil.
diatnmenle ao earnicairo a preheneber a talla da car-
ne : o repesador que assim 11,10 praliear pagar a
mulla de (i>, c na reincidencia n doplo, e o vende-
dor da carao fraudad! 8 das de pristi c na rein-
cidencia lli.
Pelo que, cm vista do evposir.oi cima osarada
< qualquer pessoa nne comprando carne
ezia se achat imada no peso, tlcvc rc-
quercr u repeso, o qual echa-sc na ra do Rangel
acougoo ti. !-.'..
F para que lodos Indiam scicncia do citado orti-
go, lavrei o presente que ser publicado pelo Diario*
l'iscalisacao da freguezia da Sanio Antonio -J de
Janeiro do 1836.M fiscal, Manoil Joaquim da
X-"l llU tktH'v
n.-'o $c ic;i-lo reunido numero suflicienle de 1
hros do consclho deliberativo-para a sessao annan-
11.1,1 para -21 da.correle, novamenle se eoavoea o
mesmo consedio pura o dia 28 as 6 horas da tarde.
M.F. de Souza Barhoza. 1.* secrelario >do cen-
se I lio.
Grande panora-
ma diorama.
\VRl\BOCRESI0?.lirm,R.
Vistas novas que milito devem agradar
ao publico.
M propriclario dcsle panorama declara ao pu-
blico, que amanh.la domingo, este eslabclecimento
estar aberlo das 9 horas da manhaa .-ts 2 da larde,
c das ti da (arda as 10 da noile, e nos dias de 11 mi
na continua as mesmas horas j annunciadas. As
listas novas postas amanhila ao publico vio abai-
vii declaradas, ronnuandn a lica essas mesones
\ islas ale sabhado 2 de Teverciro.
Grande bombardeamoiilo de Swcalmrg.
na Rutaia.
s^S;;*:!11^ baulb. de T^mm, m Rus-
Sia.
Uma vista de Nantes, na Ffanea.
(irande cidadede Londres, capital de In-
glaterra, vista da torra la San-Paulo.
Praca da Concordia c Campos-Klvsios na
Franca, vista con; odia liem claro.
Tomada du grande torre de Ah l.ikoll, vis-
la de da
A linda cid,ni-.: de Cdiz, na llcspanlia,
visia da baliia.
O porto de .Marseillena Franca.
Palacio dasTulheries em Pars.
Cidade deS. Francisco, na California.
Precisa-se de uma asna deleite lona
ou escrava, que lenha boas qualidades c
bom leiie : t|neiii pretender diiija-tc a
ra do Collcgio u. i">, armazem.
C. STARR & C.
tiucou ua nUicina BANCO DE PERNAMBUCO.
lie convocada a asscmblea geral dos
accionistas lo Banco de Pernambuco,
para rjeuniao ordinaria, que na eon-
formidade dos estatutos deve ter lugar no
dia Til de Janeiro, alim de que lenha e\e-
cucao o disposlo no art. 50 dos mesmos
estatutos; uo lugar docostumeeaomeio
dia em ponto. Recif'e l de Janeiro de
IS.'iii.ll.irao de Camaragibe, presiden-
te..lose Kernardo Galvlo Alcoforado,
secretario.
I'e boje ale
amaiih.ia espe-
ra-senesu! por-
to o vapor D.
Pedro II,com-
inaiidaiiic Vie-
sas do O', e
depois da rom
peanlo demo-
ra seguir ini-
ra Lisboa pe-
Usescala: pa-
ra pjusaeeiros o oncommendas e carias com o por-
e trocado), na ageoeil, ra do Trapiche 11. (i.
Para a Haba pretende sabir com muila brevi-
dade o hiale brasileiro Amelia por ler j parle de
sen carresamento promplo : para o reslo, Irals-se
com o seo consignatario Antonio l.uiz de Oliveiri
Azevedo.rua da Gru,11. I.
i'ara o Kio de Janeiro sc;ue imprctervel-
menle qnarla-feira, SO do correnle, o brigoo bra-i-
leiro nlii-". por se achar rom o sru carrocamento
promplo wi apenas pude receber escravos a Ircc :
a lr.it.ir com o cousiQnalario Manoel Alves Guerra,
na na do Trapicha u. I i.
Nogiieira
Josc Nogaeira de Sorna lem as.'.lisfac.'todoannun-
ciar ao respoilavol publico, que nbrio um novo esta-
belecinienlo de livros e m.iis objeclos tendentes ao
mesmo, na ra do Crespo, confronte ,10 arco de San-
to Antonio, edificio doSrocoinmendador Magalhaes
Haslos, onde espera leccbcr a prolcc^;lo de seus
freguezes e amigos, e do publico cm piral roino ale
boje.
M ahaixo assisnado, morador no ciiRenho Scrra
Nova da freguezia da Bocada, faz srienle ,10 publico,
que desde o dia t.* do correnle anuo cliegou cm sua
casa nm prelo de noinc lose, crinlo, idade penco
mais ou menos. -J annos, e diz ler sido escravo do
finado Vicente Padilha. que morn na fazenda Kn-
3ue,n do sertao de Cabrob ; e boje de quem por
direilo competir, visto dixer o mesmo prelo que seu
finado senbor era porluguei e sollciro, e nao linha
prenle al^um naquelle lagar,, e querendo o abaixo
signado arredar de si loda e qtiabpier i*espons8bi-
liila.Ic, Im. o prcienlc annonrio para eonhedmenlo
do seti,leilimo dono. Seira Nova I i de Janeiro de !
Is.'ib.l.uiz lrbaoo da t'.unha e Andrade.
cspelosamcnle annunciain que no sen extenso es-
abelccimcnto emSiulo Amaro.ronlinuam 1 fabricar
i.un a maior peilcnj.1.1 e piompiuldn, loda a qnaiila-,
de de macliiiiismn para o uso da asi cultora, na-
1 icsa^ao c minoracin; c que para inaior rommodn
j de seus nunieniso-IrCLtue/esc ilo publitocm gcial,
i leem iberia om um dos griodoi ..m.izens s enrh......"'. que %*VtU "* "" 'l *" ",r" d """* "^
O ;iIi;im
Attentyao.
iia.lo l.irna sniiunciai
^.fii?i'..
Vctor l.asne nao leudo podidoellec-
luaroseu leilaode fazendas, innitnciado
para odia ~1~), por causa da chu va, trans-
'erto o mesmo para lioje, S do enrente.
e pricipiara' a's U) horas da manhaa cm
ponto : 110 seu armazem, ra d Cruz.
Timm Momsen & Vinnana ftjrao Ici-
lao, por intervencao do agente Oliveira,
das melliores fazendas pera a prxima
sejain mores : na ra .la So.edade 11. Sj.
Manuel Borges de Mtndonca.
l'crdco-SC na povoaro do Sinlo Amaro de
Jahoal.io os seguinles objeclos, que julga-so seren
adiados e levados para casa praef : uma pulceira de
cabello do modello >le urna cobra, cncasfoadj e es-
maltad.1 de ir.ut, um par de re/el is eomallado de
azul e verde, um ponto de tartaruga de segurar ca-
bellos, nm lenco de retroz amarello com franjas
brancas o mu lito de mf.o .le eambraia de hubo com
lislras a roda roiia-se a quem lor olVereeidos ililos
objeclos os ipprchendam c le em roa do Qoeima-
do n. -YJ, loja de (' noria*, que se recompensar se-
BOndo o valor dos tilles adiados.
<>llerere-so nmiama para o serviro interno de
una casa : quem pretender, dirjl-se 1 la Impe-
rial u. II.
I'a.'.em-se caira-, rolletes c casacas de merino
(ranee/, pata lulo, por prefo commodo : na roa No-
va 11. 7r2. a
VESTUARIOS PARA BAILE DE MASCARAS.
Alagam-saoa vandem-sa il vestuarios de velbuii-
11a, lodos enlViladns : na ra do Mtieimado 11. \K
Vestem-se anjospara procissOes com
todoo esmeroe gosto possivel, assim ro-
mo alugam-se azas para os mesmos, tudo
por preeos bem 1 azoaveis : na ra da
Cruz do Kecife a. 27, segundo andar.
6 Precisa-se de uma imi deleite sem filho, pre-
fere-se do mallo, e que eja lmpa. paga-se bem
agradando na ra da Roda n. 53.
UEPOS1TM DE -MACHINAS
construida no dilo sen csiahelecimenlo.
All acharan os eompra.lores um completa snrtt-
t.iculo de moendas de caima, com bulos os tnclbora-
nicnlos alguns delles nevos e oiigiuaes; de ejlie 1
Iin i.'ticia ile limites anuos Irtti u.oslrado a BffJOOJO*
sidade. Machinas de vapor de baa e alia pressao,
laixas de Iodo lanianho, lan'.o batidas como fuudt-
ilas, crios demSoeditos para c011.ln7.ir formas da
,'isurai, machinas para moer maadioca, prensas pa-
raidito, tornos de forro balido para larinha, arados da
ferro da mais approvaoa con-trurr.io. fundos para
alambiques, crivos c porlaa para foiiialhas, o unta
inlinilade de obras .le ferro, queena enfadonlio
enamorar. No mesmo- ueposllo cvisic urna pcsso
inlelligenle c liabililoda para receber lodas as en-
rommendas, etc., etc., qne os anuunriaules cuntan-
lo com a capaeid.i'lrde -uas oflrioooo macliinismo,
e pericia do fecu- iidiciaes, "-c romptomcllcm a fazrr
execnlar. com a inaior presteza, petfcrao, e evaela
conforinid ido rom os modelos ou desenlio,c inslruc-
r-e-que Mies forem fornecidas.
Navallias a contento.
Na raa da Cadcia do Kecife n. 18, priraeiro an-
dar, cscriplorio de Ausoslo l'.. de Abren, cont-
nuam-se a vender .1 Ifc^XKl o par preco fuo, as ja
bem conhecidas e afamadas navalh.is de barba, feilas
pelo hbil fabriranle que foi premiado na ev.iosKo
de Londres, as quaes alcm de durarcm cvlraardina-
riamente, naosesenlein no rosto na accao d cortar;
vendem-ao com a condicao de, nSo .icradando, pe-
dercm oscon-.pradoresdcvolve-lasnlc IS dias depois
pa compra reslilatndo-sco importe.
r.
a il 1
nir


OIMIO OE PEMIBUCQ SEGjNjA FElfU 28 OE JANEIRO DE 1856

.. .-
l'fcDRAS PRECIOSA g
?;' Aderecos de brlhanlcs, '
i diamntese perolas, pul- '.
cciras, allineles, brinca ?
o roielas, boloes e armis J
de dironlos gestos c de V
5 diversas podras de valor. <
__
Cnnipram, vendem 011
* (roeam piala, ouro, bri- S
<. Ihanles.diamanlesc pero- 3
* las, e oulras quaesquer
' joiasde valor, a dinheiro
iu por obras-.
I0REIRA DDARTE.
laja k oir.nrs
Ra do Cabuga' n. 7.
Receben, por to-
dos os vapores da lo-
ropa as obras do majs
moderno gesto, tan-
to de Franca como

.. --
MI IO I
Aderecos rompilos de
ouro, meiosditos, pukei- ;
ras, alunles, brincos c '
rosetas, rordes, trance- ,
.'. lilis, inedalbas, correles *
? e enfeiles para relosio, e '
? oulros minios objeclos de .
ooro.
Apparellios completos,
de prata, para cha, ban- t
leja-, salvas, caslit;aes,
rolheres de sopa edechn,
e moitos onlros objeclos .
.'. de prata.
- : :: ; .-

de Lisboa, as quaes vendem por
pre^o couiniodo como cosluiuani.
Terceira edi?ao.
TRATAHEHTO HOMOPATHICO.
Preservativo e curativo
00 CHOLERA-MORBUS.
PELOS DRS
CSSim-RCafi JE3 .IA.IIICIC,
ou instruccao aopovu parase podercurai testa eufermidade, administrndoos remedios mais'ellicazes
para atalha-la, emquaiilo serecorreao medico,ou niesmoparacura-laiudapendenlc desle nos lugares
em que nao os lia.
TRADUZIDO EM PORTUCIEZ PELO DK. P- A. LOBO MOSCOZO.
Esles-.dous opsculos contenas ndieac,ies mais claras e precisas, a pela sua simples c concisa etposi-
c3o eslao alcance de todas as intelligcncias. nao s pelo que diz respeilo aos meios curativos.comoprin-
cipalmente aos preservativos que lemdado os mais satisfactorios resultados cm loda aparte em que
elles tem sido postes eui pratica.
Sendoo Iratamenlo homeopatliico o unicoque (cm dado grandes resollados no rurnlivo desla horn-
velenfermidade, oigamos a proposito Iraduzir restes dous importantes opsculos cm lingua verncu-
la, para Carie facilitar a sua leitora a quem ignore o francs. ___
Vende-se nicamente no Consultorio do traductor, ra -Nov n.52. por 2>0O0. \ endem-se tambera
os medicamentos precisos c boticas de 12 tubos com um frasco de hnclura 155, umadila de 30 tubos com
livro e 2 frascos de tintura rs. 235O00. _________________________^___________
Daguerreotypo,
clcctrotypo c
stereoscopo.
No aterro da Boa-Vista n. 5, terceiro andar, eon-
tiuua-se a tirar retratos por lodos os syslemas uli-
cos c modernos,' c ah se arha um rico sorlimcnlo
O Dr.Ribeiro, medico pela l'niver
sidade de Cambridge, continua a residir
na ra da Cruz n. l.
soco vih: EM goii.nd.ta.
;- ^ \ _"
i de artefactos de ouro, e nutras qualidadcs para a
eollorar,Ao dos relralos.
PLBL1CACAO" LITTERABIA.
Repertorio jurdico.
Esta publcacilo ser sem duvida de utilidade aos
A (pial oceupa diariamente para mais de j principiantes que se quizerem dedicar ao exercicio
200 aprendizes ou obreiros nacionaeiI*?fdr* ltsua nconirtrio Pr ordem alphabe-
FABRICADEFIARETECEUALGODAO,
de 10 a 12 annos de idade para cima.
CAPITAL 00:000.s000.
Socios em nome conectivo geronlcs responsaveis
tsenbores : Antonio Marques de Amorim. Justino
Pereira de Fanas, Manoel Alvcs Guerra.
Firma social: Amorim, Parias, uorra & C.
Asociedadc tem j numerosos assignanles, que
prefs'em para mais do valor da melade do capital.
Ella continua a admiltir no decurso desle mez
socios de 1005 at 3:0005.
As pessoas assignanles das primeiras listas, quede-
zejam contribuir para a pro m pa realisacAo da fa-
brica sao convidadas a nao demorar suas respectivas
assicnaluras, que devera ser passadas no livro da so-
ciedade.
Nnfim do crranle os socios gerentes redamaran a
pr i muir prestara que sera' de I" por rento do ea- i
pital subscripto, e passarao os competentes recibos.
As vanlagensque a fabrica ollerecera'loco que
ella esliver cm pleno andamento scro :
1. 12 por ceuto sobre o beneficio aiinu.l que ca-
da socio recebera', alem do seu direilo sobre o tun-
do de reserva, que ser de 4 a 7 por cento do ca-
pital.
2. OccuparJo diaria a mais de 200 operarios, ou
obreiros narionacs.
3." Consumo de 30 a 10 mil arrobas de algodlo
nacional, o qual ale agora nao temoulro comprador
senAo o exportador.
1. Tecdo de qualidade superior liso ou lavrado
a 210 a vara, em lugar de 260 oa 280 que se vendia
o da Baha, e hoje nao ha mesmo a mais de :I20 res,
prero da ultima venda.
A facilidade das entradas, que nunca serfio de
mais de 20 por cento do capital sobscri|ilo, permute
a todas as pessoas que poderem dispor do urna eco-
noma monsal de 55 [>y roez, entrar como socio
de 1005.
Sendo as entradas de 10 por cenlo e os pasamen-
tos espadados de pouco mais ou menos 2 mezes, se-
r.lo precisos 1S a 20 para ser realisado o inleiro pa-
gamento de cada sobscripcao.
Os senhores que residem fora da capital, e qne
quizerem entrar tiesta til sociedade, poderao diri-
gir suas cartas de pedido a qualquer dos tres socios
gerentes, ou ao socio de industrial'. M. Dupral,
qne tem em seu poder o livro dastobscripcoes.
Elles declararlo os seus nomes por extenso, do-
, micilin e o nomc do correspondente nesta capital,
encarregadn de elTecluar o pasamento ras entradas
das prestarles, quando forem reclamlas.
Urna copia impressa da escriptura da sociedade
sera' entregue a cada um dos socios ni occnsiAo ilc
rtl'erluar o pagamento da primeira prcstacSo le 10
por cento do capital subscripto.
Pcrnamboco 3 de Janeiro de 18-56.
F. M. Dupral.
Illm. Sr. presidente c mais membres da com
mi- -n de hygienc desta provincia.Diz Paulo Lua
Oaisnoux, dentista francez, que precisa a bera de
seu direilo, V. Ss. serem servidos examinar a pre-
pararan de que se serve para chumbar denles, c de-
nominoo massa adamantina, cm nrdom de verificar-
se que a dita prepararlo dilfcrc inlciramenlc de lo-
das as condecidas. Pede a Va. S. sejam servidos de-
ferir-lhe como requer.E. R. Me.
Paulo Lviz Gaignovir.
tica as principar-e mais frequentes ncciirreuciasci-
| vis, orphanologicas, commeri-iaes eecelesiaslicasdo
nossoforo, com as remisses das ordenares, leis,
avisos e rcculamenlos por qoc se rege o Brasil, e
liem assim resoluroes dos Praxislas ulicos e moder-
O guarda-Iivros
brasileiro,
O autor nesla obra niaslra os diflerenles melliodos
de ex-iipluracAn al asma mohecidos, nao so 80
Commercio em gcral. mas em especial ao cumuierrin
a relalho, e de urna mapeira clara, succinla e con-
forme a le. Ozuarda-livros hrasileirn nioslra ex-
tensamenle a maneira como se esrriplnra as parti-
das no Diaria e onlros mais livro*. em partidas do-
bradas, mixta e sinselas. Tamben) moalra o ipianio
he iinpnrlanlc um livroHeaipUadoreste be um
livro Importante que faz rjesapparecer iinmcnsaa dif-
liruldades que bao para que orna casa de relalho le-
nha enipturarao regalar. Alem disto he um qua-
dro perfeilo em que o nesociaiile observa em mu
lauro de vista o moviraento mental de seu.rommer-
co. O autor nao poupou exforros para no lodo sa-
bir perfeila esta obra. <> mesmo Ipiii lonsa pralica
do commercio do Brasil. O autor do gumtla-lirros\
bratteiro cunta com a valiosa prolecrAo mo so dos
lllms. Sr. assisnanles que ja e disuaram subscre-
ver, mas lambem rom o de lodos aquelies a qneii. o
seu Irabalho se torne til. M aulor julsa esla obra
de muito proveito a nobre prolisslo de i/nanlali-
rros de que he humilde memhrn. Esper->e esla
obra por lodoocorrsiitcmezdo Bio de Janeiro. Ke-
cebem- Velha do Recilc, loja n. 22. Prern li> pacos no en-
Ireeoe da obra, e esla ser distribuida pelos dicnis-
simosSrs. assignanles. e nao se vender avaha.
Grande baile de
mascaras
as imites de ."> e "> de fevereiro, na casa
em que loi o Recreio Militar, praca da
.Boa-Vista n. 56.
Esla casa he a mais apropriada para diverlimenlos
deste genero por ler alem de tres excellenles salas
para baile, todas as commodidades eligidas para os
snmptuosos e magnficos diverlimenlos, que devem
ler_ lugar nos dias cima referidos. As 8 horas da
imite todas as. salas e de mais aposcnlos nlarao bri-
lliaiitemenleadornados e illuminados. llavera boa
msica, e a nelhnr ordem, visto que os directores
loos mesmos dos ilivertimentns que liveram Incar
na ra da l'raia pela pascoa. As entradas sAo : pa-
ra hornera 2?, e para senhora 1>.
Traspassa-se as chaves da loja da ra Dircila
n. ->, c vende-se urna rama de anciro em muilo bom
estado : a Iralar na mesma.
Precisa-sc de urna escrava cozinheira para casa,
cslrangeira : na ra da Aurora n. .Vs.primeiro andar
Madame Scasso
modista,
No aterro da Boa-Vista
n. 29,
avisa ao respeilavel publico, que alm de sna oflici-
na de apromptar vestidos para casamentas, bailes,
Ihealros e ptaseio, e os mais pertcnecs para completo
lodellede una senhora, que de hoje eludante tem
aherlo o sen eslahelerinienln, o qnal se acha sur-
tido de fazendas de modas seguintes: corles de ves-
tido de seda rom o ltalo de puupelina. ditos de tar-
laUna com hahailos proprios para bailes, chapeos de
Seda para senhora, crep prelo, ufes e nobreza de
todas as cores, chales de casemira li-o e bordados,
enlrenieos de cainhraia, babadinhoi de camhraia de
Vendein-se duas negriuliasrrieiilai, muilo lin-
das, de idade de la 18 annos, rom principios de
varias habilidades : na ra Uireila n. 3.
Vendem-se duas loalhas do labyrinlho : na ra
da Paz n. 38.
Vende-so feijao em taecaa crandes, chegado do
Ar.icaly : na ra da Cruz n. 31, primciro andar.
\cndcm-se barricas e nietas ditas proprias pa-
ra assucar, c por mdico prero : a tratar com o abar-
a a-signado.
Salusiino Epbigenio Carneiro da Cunda.
Veadero-se saccas com feijao mulalinho muilo
superior, do Aracalj : na Iraveasa da Madre de
Heos, armazem n, l.
Veinle-se cslamenha para habiloa dos lerreiros
I ranriscanus : na ra do Mucimmlo, loja u. S2.
V'ende-sc um silio na [estrada de Sanl'Auua,
coDfronle a taberna do fallecido Nicolao Rodrigues
da Guilla, com casa de morada, leudo bastante ter-
reno de comprimenlo e largura, diversos ps de la-
rangeira e outros arvoredos. c grande cacimbj de
superior acua : quem qui/.er comprar, dirija-se a
loja n. 3.1 da ra larga do Rosario, que achara com
quera Iralar.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba ; na roa-Nova n. 12.
Vende-se orna rasa na ra de Sania Thereza
n. 31 : a fallar na na estrella do Rosario n. 2 le cncadernador.
Vcnde-se nina linda muala de 20 anuos, que
enconima, f*>c rbao. ro/.mlia e a\a, e nina rrioula
rom urna rri.i mulalutha de um anuo, rom algumas
habilidades, ledas para fina da provincia ou para o
\ eiidum-se duas cabelleiraa para o liarle de \ inalto : na roa las Cruzes n. 22.
mscala, sendo una inlcira mura meia : quem qui-
lo! dirija-ee ao aterro da Boa-Vlsla u. 2,
andar.
pnuieiro
nos em que se lirmam. Contm scmelhanlemenle bonilos padres, bco verdarleiro do blondo edeli-
as decises das quesioes sobre sizas, sellos, velbos e I nho. um rico sortimento de lilas de seda, gaze e cros-
novos diieilos c dcimas, sem o Irabalho de recorrer i deuapole lavrados c de todas as larguras, ditas de
rollen-ao de nossas leis e aviso avolsos. Consta- j velludo de Indas as larguras, esparlilhos, lu\as de
riddous volumes em oilavn, grande franre/, e o Jouvin para homens eseulioras, ditas da teda lisas
primeiro sabio ;i luz esta venda por X? na loja de bordadas para seuiora, ditas lisas para hornea),
ditas para menina, meias minio linas de seda para
nova, ditas para homem, ditas para meninas, pul-
curas de cabello de goslo o mais moderno, enfeiles
p.ra cabera, romeiras chales de relroz bordados a
matiz, rarv.rs dc llores de lodas as rores, romeiras
prclas para luto lisas e bordadas a vidrilbo e man-
guitos da misma qualidade, camiseta! e manguito-
de cambraia bordados, e finalmente ludo o mais que
diz respeiloa modas c ao bom go-to.
livrosn. 6 e S da prara da Independencia.
Mascarada uni-
versal.
AOS RAPAZES E MOCAS BE||^^%|ffl??^
llSlO. i m.10 Por quatro mezes, para in- Sf
mo por quatro mezes, para tn-
teirar certa quantia, dti'-se por
st';itran;a urna boa mobilia, pie -
v.il IrOll.sOOO: quem ipiizer an-
nuncie para ser procurado, pa- ^
{ja-sc a despeza doirnnuncro. (S)
lale porta o i ai naval, e um rapaz de alguma
reputarAu nao pode dispensar um Irage completo a
carcter, assim como (oda a meca qne for do bom
gesto nao dispensar collocar urna bella mascar em
sen lindo semblante, e enroupar-se n'um rico ves-
tuario da corle de llennqoe VIII; para o que o an-
nunciante oficrece a cada um ou cada urna, por .'tin-
gue! ou venda, e por commodos precos, alim de che*-
gar ao alcance de todos as bolsas, o mais completo
sorlimcnlo dos mencionados Irages, para ravallciro
ou peao rio .ecolo de Clovis, Carlos Maguo, llenn-
que IV, l.uiz \l v', da convencAo nacional c do con-
sulado ; as espadas e lauras de pao hrilbam como
ac, e nos trages femeninos os brilhantes c nerolas
sao perfeilamenle imitados ; emlim lodos os costos
encontraran onde escolhcr, na ra da Collegio n. 18,
primeiro andar, onde se v asteada urna RAN'DEl-
RA ENCARNADA. As pessoas que quizerem ver
o bom aceio e bom costo dos vestuarios, podero di-
ricir-se a casa do auiiuncianlc das ti as 0 horas da
noile, que a acharAo ricamente illuminada, embora ludo ronveiiieulemenle annolado e seguido d
Bichas de Ilanibnrgo.
>a ra eslreita do Kosario D. w2, \\* barlieiro,
contioa biver moito boas btalws de amburgo, que
se vendem nos reios e .1 relalho, c lambem se alu-
gMl por commodo preco
CHAROPE
DO
BOSQUE
O iinicoiieposilocnntinia a ser na botica de Rar-
tholomeu l'ranciscodeSouza, ua ra largado Rosa-
rio n. 36 i carrafas grandes .">?.>(HI e pequeas 39000
IMPORTANTE PARA (I PUBLICO
Para cura de plilsica em todos os seus dArenles
graos, quer motivada por conslipacoes, losse, eslh-
ma, pleuriz. escarros de sancric, ddr de costados e
peilo, palprlac.to no corelo, coqueluche.hronchile
dor nagarcanla.e todas as molealiasdos orgo pul-
monares.
l>t:lo(jios tic mesa e tle parede, ditos
ile algibeira, lano de orno como de pra-
la donrada e iolcados, patente Ott hori-
zontact: aclia-sesemprt^ um pandesot-
limcnto, na loja dos relojoeiros Cha-
pronl i\ Berlrand, jiraca da Indepen-
dencia 11. I8e20.
Ocnlospatentes para llieatro, ditosde
alcance, dito de armacSo, debufalo.^de
ac, de tartaruga cdeotiro, tanto para
vistas enneadiis, como para miopes,
brancos ou a/.ues. ncttlos dc Vvidros, e
lmelos dc todas as qualidadet : encon-
tiam-se spmpre na loja dos relojoeiros
Chapront&Bertrand, praca da Indepen-
dencia n. IS e20.
Alvenaria grossa de pri-
meira qualidade.
Vende-se lijlo de alvenaria groisa. pode ser con-
duzido em qualquer mar, botarlo rom aquella pres-
teza que for necessari'i a 20 a 22^> o milheirn. e
mandando-se buscar a tT>, lapamento a I i? c 12? ;
mandando buscar nos Afogados, sitio do Cortumc, e
na ra Nova n. IS, luja.
Vendem-se dous pianos fortes de ja-
ca randa', COnitruccO vertical e com to-
dos os mellioratnentos mais modernos,
tendo viudo no ultimo navio de llatnbur-
jo : na runda Cadcia, arma/.cm n. S.
TAIXAS DE FEI5RO.
Na fttndicao' dAurora cm Sanio
Amaro, e tamben! no DEPOSITO na
uta do liriun lo^o na entrada, e defron
te do Arsenal de Matinlia lia' sempre
tun rrrande soiiimento de taiclias tanto
de fabrica nacional como cslrangeira,
batidas, Cundidas, grandes, pequeas
razas, e fundas ; e em ambos os logares
e\istem rpiindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sao' os mais commodos.
Vcnde-se cera re carnauba dc superior qnali-
dfole, por menos piero que em orilra qualquer par-,
la : na roa da Madre de. Dos, loja n. :ti.
Vende-se ou aluga-se para o lempo do carna-
val urna c.rlieUeira muito hem feita, e coui pouco
uso: na prara ra Independencia n. I.
Vcnde-se tuna pi cta ile naco, moca
ecom algumas habilidades: na tita da
Guia, taberna n. !t.
AD BARATO!
Na rim do Crespo, loja n. 1. vendem-se por lodo
o prero faienda dc primeira qualidade, para acabar
Bao se ollia a |irci;o.
Vcnde-se por prero commodo um piano de ja-
caranda, um lourarlor roinseus vidrosde ebeiro pro-
prio para noiva, e um berro usado : em casa do Sr.
tiiiimaraes se dir quem vende.
Veinle-se rima grande pon-lio de travs da
boas qiiahilades travs de louro e cncbameis, o una canoa de :l"i pal-
mos, muilo saa, ludo por prero commodo : quem
quizei procure a Anlonio Leal de Barros, ra do
Nigano n. 17.
ing
Precisa-sede urna ama para casa de
poma familia: na na de Apollo n. I!),
pfimeiro andar.
Publicacao Iliteraria.
Achain-se a venua na livrana classica do paleo
do Collegio n. 2 por 29 cada um esemplar, os apon-
lamentos jurdicos sobre as procurar/res exlrajurli-
ciaes com a recopiladlo das leis, regnlatnenloa c or-
rleus do governo acerca das mesmas prnriirarOcs ;
nao qoeiram alugar os mesmos vestuarios.
Massa adamantina.
lie cer.iliuriiie recoiibcrida a evcellencia desla
prepara^Ao para chumbar denles, porque seus resul-
tarlos sempre felizes sao j.i do dominio do publico.
Sebaslio Jos de Oveira faz oso desla preciosa
mass, para o fin indicado, e as pessoas que quize-
rem lionra-ln dispondo re seus servicos, podem pro-
cura-lo na .travessa do Vigarion. 1, loja de bar-
beiro.
S .I. JANE, l)E\TISTA, S
continua a residir na ra Nova n. 19, primei-
ft rn anrlar. ^
**@s8i tstteantet
O SOCIALISMO
PELO GENERAL ABREU E LIMA.
Anda axistem alqans ctemplaresenquadcrnados, granes.
eacham-sea' venda na loja de llwos dos senhores i RiihelcV
Ricardo de Kreilas & (".., esquina da ra rio Collegio, | Meios
A massa denominada pelo supplicalc- Adaman- iB em casa 'lo olor, pateodo Collegio,casa amarclla, | Tercos
tinae por elle apresenlada commissilo de bygie- primeiro andar. QU8r|0
ne publica, dilfere de todas as apresentadas nessa
mesma occasiao por oulros; sendo a confrontacilo
fcita na presena de todos. Sala das sessoes Ha com-
missiio 30 de ulho de 1855.Dr. A. Pontees.
e*-.{a .i .*.
ndice geral alphabelico baslantc illuslrador ,1a ma-
teria, pelo bacbarel formado Jos Mara da Trinda-
de. Esla obra he de grande utilidade para as pes-
soas que Irataiu de negocios administrativos, e de
particular interesen para lodos os empregados pbli-
cos, principalmente para os de fazeiula.
Prerisa-se alugar para o servir dc una fami-
lia ingleza, una prela que saiba lavar, eugommar e
i oser : na na do Trapiche Novo n. 10.
loteras da provincia.
II caulelisla Salusliano re Aqnino l'erreira lomou
a rcsolucau de vender os seus bilhetes e cauletas as
pessoas que compram para negocio, sendo a quantia
de 100? para rima, dinheiro a vista, pelos preces
balso notarlos, na ra do Trapiche n. :l', secundo
anrl.r, em quanlo existir o plano actual de 1,000
bilhetes na importancia re 2i:0(Hl?, fletado estes
prcros firmes. Elles silo pagos sem o descont dc
oito por cento da le nos tres
DEnSTAFRASis!'!
Paulo Gaignoux, dentista, estabelecido na 9
* ra larga do Kosario n.36, secundo andar, 2
'* collocadentascom a pressaodo ar, e chumba
*JJ) denles com a massa adamantina e oulros me- a
taes. Z
5?S33 ^C'J^,-5>[s
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
c posto em ordem alphabelica, com a descriprao
abreviada de lodas as moleslias, a indicac/io phvsio-
logica e Iberapeutica de todos os medicamentos ho-
meopalhicos, seu lempo de acjSo e couconlancia,
seguido de um diccionario da significaran de lodos
os termos de medicina e cirurgia, e post ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO BRAES.
Os Srs. assignanles podem mandar buscaros seu
exemplares, assim como quem quizer comprar.
y u
No sobrarlo da ra do Pilar n. S2, prerisa-se U"""*
alugar urna pessoa livre ou escrava, que saiba cozi-
nliar alguma cousa, para ser empregada ueste e
n'oulros serviros ordinarios de urna rasa de pequea
familia,* o exatjprto de engommarlo. prefenodo-se
desla ullima condirao, cdo sexo masculino ; paga-se
bem agradando.
Lotera doGvm-
nasio ^ernam-
no.
Oitavos
Decimos
Vigsimos
pnmciros premios
(jfiOO Iterche por inleiro (1:0005000
29300 ., :i:00trOO0
2*t40 2:(HK1>IU0
Ul'<*0 1:5tkrSNK)
Idilio 1:2009000
10 n i. TO^KX)
SO o (IMINK10
:'iO >: :100000
ti caulelisla
Saluttiano tic quino l'erreira.
ret
bucj

W O Dr. Firmo medico; muclou
(g) a sua residencia para a ra Nova
fg^ n. 2-1, primeiro andar, e conti-
jA ntta 110 exercicio desua prolissao.
l AILA DE LATM.
O padre Vicente Ferrer de Albiicptcr-
f|tie contina com sua aula delatim, do
dia 2 dejaneiro em diante, pela mesma
maneira e sol> as condicocs ja" annttn-
ciadas.
CONSULTORIO CENTRAL
Aos 6:000,s, 2:000.s e 1:000 0000
Corre no dia scxta-feira 1 dc leverciro
|ro\imo.
Os hillielese cautelas un caulelista An-
tonio Jos Rodrigues de Soti/.a Jnior,
nao cstao sujeitos ao disconto dos S por
cento da Ici.os quaes se acham a venda
as lojas da praca da Independencia ns.
, 13, 15c il), uta Direita n. t, ruada
Praia n -~>0, ruado Crespo d. 5.
Os premios sao pagos logo que
lista geral.
Rillietc inteiro
Meio hilliete
Tercos
Quartos
Quintos
Oitavos
Decimos
Vigsimos
Compra-sc urna canoa dc familia,
para 12 pessoas: no becco do Canim n.
110.
pCompra se clfeclivamenle hrouze, lal.io e robre
reino na deposito la fundirn da Aurora, na ra
rlollruni. logo na entrada n. 2S,e ua mesma fundi-
'.ao, em Santo Amaro.
Compra-se urna arle potica frita pelo Dr. Se-
rapllieo quem a tiver e qui/.er vender, anminrie
pala ser procurado.
Compra-se urna escrava de meia idade,
nao lenha vicios : na ra da Paz n. .'18.
que
f$atDa.

1

Velas estearinas, pedrasdemar- ^
more para mesas, papel dc peso
tnrjle/., papel le ciiiluullio, oleo
de Imli i. :> em botijas, chicotes
para carro, pianos de armario,
lona e brim de vella, cemento ro-
mano, armamento de todas as
qualidadcs, cabos le linlio e de
manilba, pi\e da Suecia, cham-
pagne e vmbos linos do Rendo :
vendem-se no armazem dc C. J.
Astlev i\' C ra da Cadcia n. 21.
1
i
sttta a
(i:000.s000
r:O00S000
2:0R0000
I:500$000
1:200,s00()
750.S0O0
liOO.sOOO
."lOO.sOOO
lata (pie spa-
(trratuito para os pobres.)
Ilua de Sanio Amaro, i Mundo-Soro\ n. fi.
O Dr. Sabino Olegario l.udgcro l'inho di
onsnllas todos ns dias desde as S horas da
? manhaa alo as 2 di larde.
Visita os enfermos cm seus domicilios, das
2 horas em rilante: mas em casos repentinos
e de moleslias guilas e graves as visitas serio
feas em qualquer hora.
As moleslias nervosas merecem Iralamenlo
especial segundo meios hoje aconsclhados
los pralicos modernos. Estes meios eiis-
Bi no consultorio central.
IWHUlJfl
T.sOOo
r>s.oo
2:,'i(l(l
I.SSIIO
I frliO
000
7t(>
too
O referido cautclisla det
g;i nos seus bilLetcs inteiros, os S por cen-
to como lem annunctado.
Aluga-se urna caa muilo boa na Passageni da
Magdalena, com grande quintal e frucleiras, cacim-
. ha e hanho no fundo : a Iralar na ra do Oueima-
do u. 7, loja.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-sea venda os^iiovos billiclcsda
lotera i- da estrada de Mag,que devia
correr a 21 ou 22 do prsenle ; as listas
j esperamos pelo vapor nacional pie deve
pailita 25, ou pilo vapor potingue/. I).
PEDRO II, seforliansferida a sua subida
de 20 para 22 por diante: os premios
sito pagos a entrega das mesmas listas.
Precisa-se de una ama para todo o servico de
ama casa de familia : na roa Nova, sobrado n. 23
tegnnrlo andar.
PARA 0 CORRERTE AUNO.
Folhinbas de algibeira contendo o al-
ma na k ailministnitivo, mercantil < in-
dustrial desla provincia, tabella dosdirei-
tos parochiaes, resumo dos impostos pe-
raes, provinciaes e municipaes, e\tracto
de algumas posturas, providencias sobre
incendios, cntrudo, mascaras, cemiterio,
tabella de leriados. resumo dos rendi-
mentos c exportacao da provincia, por
500 rs. cada urna; ditas de porta a 160;
dilas ccclcsiasticasoit de padre, com a rtv
sa deS. Tito a 400 res : na livraria n." G
e 8, da praca da Independencia.
RELOGIOS
Cohertos e descobertos,pe-
queos e grandes, dc ou-
ro, patente inglez.
Vciidcin-o no eseriplorio de Soolliall Melle* &
Companbia, ua ra da Cadcia do Itecile n. lili, os
mais superiores relogios cohcrlns e dcsrobei tos. pe-
queos c Brandes, do ouro, palate ingle/. de um
das melhores fabricantes de Liverpool, viudos pelo
ulliniu paquete inglez.
PIANOS.
Vendem-se em casa de Henrv Bruno &
C. rita da Cruz n. 10, ptimos pianos
cliegados no ultimo navioda Kurop.
Venilem-se scllins com pertcnecs pa-
tente inglez, e da melbor qualidade que
tem vindo a este mercado : no armazem
de Adamson llowie&C ra do Trapi-
che n. V2.
SST CORTES TURCOS-
Vemlem-se estes delicados corles de cassa prcla
com piulas taime tina e listrados, os mais lindos pos-
siveis pela sua uovidade de padres, e sri se vendem
as lojas dos Srs. Campos i\- Lima, ra do Crespo
.Manoel Jos l.cile, ra do tlueinado ; Narciso Ma-
ia Carneiro, ra ra Cadcia, por prero muilo cm
con la.
No eseriplorio de Domingos Alvcs
Matlieus, lia para vender por commodos
precos, os artigosseguintes :
Ricos e eleg ufes pianos,
Rezerros engraxados.
Ditos envernizados.
Flor de Tilia.
Piassava em moldo.
Superior fariulia de man-
dioca.
A bordo do hiale nacional Castro ha pera vender
muito superior farinha re mandioca re. S. Malhcus,
poi prero commodo : para tratar, no eseriplorio de
Domingos Alves Matlieus.
Vendc-sc um ptimo jogode livros
Diario c Hazao, com capa de cottro,
de muito bom papel pautado c ciscado
comperfeieSo: na ruada Cadcia Velha
do Recife, loja n. 22.
Pipas vasias.
Na roa da Croa n. iO, vende-se una porcao de
ipas vasias, muilo cm rnnla.
\*cndem-se Ires arrobas rio massa de lmales
hem conservada a :I20 a libra : na ra da Cadera n.
15, loja re llnurgard.
Vende-so a taberna da ra da Koda n. |s, bem
afrestoeada para a Ierra, e o motivo por qne se ven-
de se rlira ao comprador.
Madapolo com a va ra
Peras de madapolilo com loque re avaria a rlous
mil res, dous mil o qoinhenlos e tres mil reis: na
loja das seis portas cm frente do l.ivramenlo.
\cnde-se um eseravn muilo roboslo, nroprio
para lodo o servico, principalmente para armazem
de assucar : a tratar na ra doQueimado n.'.I, se-
gundo andar, das 7 as !l horas da manilla.-
Fazendas pretas
para a qua-
resma.
Corles de serla prela I-n rada rom I (i rovados e al-
giim loque re mofo a I2> o crirlc. sarja de serla pre-
la a 15700 o covado, dita a 2;, dita despalillla legi-
tima a 25700, grosdenapolc prelo a 15:1011 o covado,
dito superior a 1?700. dito adamascado superior a
2jt500, sarja dc serla adamascarla a 25:1110, cbamalole
prelo para vestido a 2>. velludo prelo a :l>"ilHl, dito
a i-, dito muito superior aSaSOO, setim prelo ma-
can :15500, dito .1 2>sm, mantos pretas de Monde
de seda a 119, los relos grandes a 89. ditos mallo
superiores a 11-*, um completo sorlimcnlo de pan-
nos prelos dos prcros seguintes: panno prelo de
25-1OO, 115. 3IJ00, 15, % t9, !15 e til;,. covado, ca-
semiras prelas a |j"00, 25. 25')(io e :i> o covado,
assim enino um completo sorlimcnlo de chapeos pre-
los francotes de mallo superior qualidade,cortea de
rollete dc casemira preta bordados a Sa) o corlo : na
loj do sobrado amare Un, no* r|ualro cantos da ra
do Qncimado n. 29, de JoseMoreiea Lopes.
I m terreno com meia legoa dc malla virgem.na
riheira dc Sanio Antonio Grande, na provincia das
Alagoas, proprlo para nina fatenda de caleou onsc-
n 10 de assucar, c pode ser ilagua por ler mulla
abundancia, e d c.peiro : os pretndanles falleni
enm Anlonio l.cal de Barros, na ra do Yigario
11. 17.
Aos mascarados.
Vende se linda fazenda re rores, matizada de
praliado : na ra do Queimado, loja de miudezas
n. 2.
\a loja das seis
portas.
Em frente do Lluramente.
Chiles escuras da bom panno c tinta segura a meia
Peuca, camitinlias dc cambraia para senhora a sello,
manguitos de cainhraia bordados a quatro patacas o
par, veslirlinhos de seda para meninas de qualro a
seis anuos a seis mil reis cada um, chales de serla a
01I0 mil reis, ditos de rimhrnia eseda a quatro mil
res, ditos oscuros para casa a duas patacas, lencos
com loro para mu a doze nteos, dilos pintados
para meninos a quatro vintcns, e nutras muitas fa-
/.endas por pre-.-n que faz cotila (roca-las por sedlas.
Para quem est de luto.
Itiscailo fraiice/. prelo a meia pataca o covado, boa
chita prela a dous tustoes, metim pieto, alpaca de
linios os precos, meias prelas de algodlo linas a pa-
taca : na loja das seis porlas cm frente do l.ivra-
meulo.
nico deposito;
Vende-se a verdadeira tfincomparavel
agua dcnli'ricedor. Fierre, muito eId-
ea z na conservarlo dos dentes e bom ha-
litoda bocea : na botica dos Srs. J. Soum
dade e provincia de Pernambuco.
\ ende-se urna carioca com seus com-
petentes arreios, para um cavado, tudo
cm muito bom estado e por barato pre/
co: na rita da Cruz n. 2(i, pi imeiro afe-
ctar. ^
O corte dc calcv
5,000 rs.
lie rasemirt prcla : na ra ilo Qucimado d. ;(:.
a pechincha
1,600 rs.
Ciintinna-e a vender pelo barato prero de I96OO o
corle dc cassa cbila de bous goslos. cora"" varas : na
ra rio Oueimarlo 11. 33A.
Obras dc ouro
As mais escolhidas.
Osabaito assigiiados. rom loja re ourives na na
do Cabuga n. II, confronte ao paleo da matriz e rila
.Nova, fazem publico, que estila recebendo continua.
(Jmente muilo ricas obras >lc ouro dos melhores gos-
los, lauto para tenhoraa como para homeus e ineni.
as. os precos continuam mesmo baratos, e passa-se
conlascom responsabilirlade, especilicando a riuali-
dade do ouro dc I i ou IS quilates, licando assim su-
jeitos os mesmos por qualquer duvida.
Serapbin. Jy Irrno.
Na nova loja da na larga rio Rosario 11. 35
ha bonito Sorlimeotu de miude/.as e quiuquilharias
pelos precos mais em conla, romo seja toacas dc
laazinha de lindas cores e moldes mu prepriosde
meninas e tenhoraa e algumas que podem ser apli-
carlas para os brinqnedos re mascarados, rujo sorli-
mcnlo foi chegado pelo ultimo navio, balaios gran-
des e menores, agulh.s curtas e comprlas, surtidas
linhas re novellos, carrileis e de meada e marca de
ns. Ida 120. corchetes Irancc/esein caria c dc mi-
tras qualidades, palitos ,|e dentes ordinarios a Sllrs.
o maco, papel almaco. pe/.o e de cores, tiancas de
Ha de cores e brama o prela, Irancelins de borra-
va e ditos do relroz, lavas de pellica a llitlopar,
cuntas azues encarnadas, pelas e donadas,aljofares
dourados e re oulras cores, brincos prelos. dourados
e cores, rosetas lloaradas linas de novos padrOes, lu-
vas prelas dc loreal a SOO rs., atacadores prelos para
liorseguins, voltas de perolaa para pescoro, aljofares
ou brincos de aljofares, allineles pretos "para peilo,
Caixas de ra|ru de 1nct.1l principe e oulras qualidades
agiilhas em camnhas, medidas de marroquim para
alfaiatc a 120, chaves de relogios, suspensorios de
escrotos, rosarios milagrosos por via da pesie ; um
bonito sorliinenln re bicos e rendas, ocultos pura
genle velha e pobre, papel,agulhas de chapos e far-
da, conloes linos e grossos para vestidos, lilas de li-
nho c re cris, boloes linos de calcas e dilos de ra-
mizas, madepernla eonlrasqiali'lades.frascosde tin-
ta prcla, boas pennas le aro.canlas finas e ordina-
rias e lapis linos e crenes pintados, grampas para
cabellos, penles rio alar cabellos lingindo tartaruga.
Vendem-se camas de forro de superior quali-
dade, c por precos commodos : em rasa de James
Crablrcei\ Comptllllia, ra da Cruz n. 52.
Tinta preparada em oleo.
Na roa do Trapiche Novo n. 18. em rasade E. II:
Wjall, vcnde-se eveellenle (inla branca, preparada
em oleo, cm lalas re 2S libras. ,
Eixos c arreios para
earros.
Vendem-se superiores eixos c arreios para carros :
na ra do Trapiche Novo n. 18, casa de E. II
Wyatt.
Candelabros e lustros.
Acha-sa i venda cm rasa dc E. II. Wyatt, na ra
rio Trapiche Novo n. IS, um completoaorlimenle de
candelabros c lustros hrouz'eado* rlc 3 a 8 Inzes,
Yinlio Xereze Porto.
Vende-se vinho \ereze Porto em barra de quar-
ln em rasa dc E. II. Wyall, ra do l'rapirlie No-
vo n. 18.
ECONOMA.
N endem-sc caixas rom alelria rom 2 libras
propria para Supe, por diminuto prero : no raes ra
allaudega 11. 7, armazem re Jos Joaquim Tereira
de Mello.
POTASSA E CAL YIRGE1.
No anligo e ja' bem conlieetdo deposi-
to da ra da Cadcia do Hecife, escriptorio
11. 12, lia para vender muito sttpcrior
potassa da ttussia, dita do llindc Janeiro
e cal virgem de Lisboa em pedra, ludo a
precos muilo avoraveis, com os uuaet fi-
caiio os compradoi es salisleilos.
Reoslos
mes dc pa-
tente,
os melhores fabricados em Inglaterra : cm casa de
llenr; liibson, ra da Cadcia do Recife n. .Vi.
Taixa- para engenho-.
Na fundicao' de ferro "de D. W
Bowmann na ra do Brum, passan-
do o chafaviz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido dc 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acliam-sc a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-sc ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Relogios dc ouro
inglezes dc pa-
tente, de sabo-
neta edevi dro,
chegados pelo nllimopaquete, vendem-se por preco
razoavel ; era casa de Augusla C. de Abren,- na ra
da Caricia rio Itecifen. 18, primeiro andar.
Tabeado de piano da Suecia, alcatro e pite.
Me. Calmont \ Companhia, leudo recebido um
carregameiiln destes ecneros peln brigue sueco D.
Thereza, de Colhembourg, venderao os mesmos a
relalho por precos barato-: o tabeado acha-se reco-
Ihido no armazem dnt Srs. Carvalho i\ I rm.ro, ra
do Itrum.
Algodao inonstro a 000 rs. a vara.
Vende-se o verdadelro algodae moostro, com 9
palmus de largura, pelo baratissimo preco de 1100
rs. a vara : na ra do Cresno 11. 5.
(]artas france-
sas.
Vendem-se superiores carias francezas para vol-
tarete a 500 rs. o baralho : na ru do Queimado,
loja de miudezas da Boa Fama n. 113.
ROLA'O FRANCEZ.
lie novamemte chegada esta aprecia-
vel pitada no ultimo natiofrancez,cesta'
a venda por barato preco: na ra da
Crtrzn. li, primeiro andar.
Vendem-se opinejardas de dous ca-
nos, france/.as., milito proprias paro caca
ultimaincnte cliegadas de Franca, e por
barato/preco : na ra da Cruz 11. 2G, pri-
melno andar.
y Vendem-se frascos com roldas de
rvidro, proprios para conservat toda a
qualidade de rape', e por baratissimo
preco t na rita da Cruz n. 20, primeiro
andar.
asnal
da roa
Pelo barato preco vende-se o setntiala .-
Casacas de panno fino de cores com Imles
dourados .*,aniai
Hilas de dito pretas rom boloes de setim ."ajimii
Cnlletes dc foslao branrn para homem Istnai
tilos de seda de cores para meninos SDO
Hilos de selim pretn para ditos .*
Srdirerasacas de panno lino dc cores fi."IM
IMIas de dilo prelo
Jaqurtas re brim pardo
Hilas de n.rarlos
Calcas re brim
Chapeo- trance/es para homem
Vendem se a dinheiro vista, na lap
Nova.
(]a ii i isas de meia
de pnralaa.
Vendem-se superiores ramiiasde meia de Ua, pe-
lo barato preco dc :l- : na rna do Un rimado, lopr
de miadezas da Boa Fama n. :i:i.
Vende-se cal em pedra i -llegada no ul-
timo navio de Lisboa, e potaasa americana
da mais nova : no tnico deposito da ra
de Apollo n. 2B, de A. J. T. Basto &
Companhia.
KA HI MI A DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
velha por SfOOO reis : nos armazem ns.
, 3e7, e noarmzemdetninte da porta da
alandega, ou a tratar r-o escriptorio dc
Novaes V Companhia na ruado Trapiche
n. i, primeiro andar.
A3S500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente cliet;e4a, as-
sim romo potassa da Kussia verdadsira : na prara d
Corno Sanio n. 11.
Vende-se aro em cunhetas de um quintal, por
prero muito commodo : no armazem de Ble. Cal-
mont & Companhia, praca do Corpa Santn. II.
VINHO XKKEZ.
Vende-se seperior-.inhn de Xerez em barris do
1|t, era casa Je E. C. Wvalt: ro do Trasrk.
n. 18.
AGENCIA
Da Fundicao Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 41.
Neste eslabelecimento contina a ha-
ver um completo sot timento de |moen-
das c metas moendas para engenho, ma-
chi as de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os lamauhos, para
dito. ^
I.AHVRINTIIOS.
Na ra da Cruz n. :ti. primeiro andar, ronlinsu
a haver sortimento de boas obras da labvriaUwa
venda.
Vendem-se cm casa de S. P. Johro-
ton Scllins ingle7.es.
Relogios patenleinglez.
Chicotes de carro e de monl.iri.i.
Candieirose casticaes bronzeadus.
Lon asinglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barr de gran n. 97.
VinhoCherry en barris. "
Camas dc ferro.
CO<.NACVERIAuEmn.
v ende-se o verdadeiro cognac, tanto em sarraf -
como em garrafr.es : na roa da Crnz n. 10.
Pipas
vasias.
Vende-se porrJo de pipas vasias proprias para etv-
eher de agurdente, a prero de I7> rada urna : a
Iralar no eseriplorio de Manoel Alve Cerra, na
roa do lrapichc n. 11.
LiynoACAO-.
O arremtame da loja de miudezas da roa de
Quarleisn. t.qaerendo calrar-JU miudezas ame
evistem. vende borato alim de SJaal tea.
de leu. |n
peei W"
parecido no mercado e por com modo pie-1 1o je"il"o"r '"""" :w""
co, licor de Kirsch lambem em caixas el Ua deserta
Vende-se muilo superior cham-
pagneemcaixas, o mellior rpu; tem ap-'r''r""Ja eee teMaapara rortinarlos,
opre-i!,.*.p.,'l.1l.'",.,u,l- rtsmm- deP0
lo nomercadoeporcommod
i lambem em ca
na ra da Cruz n. 2(i,
muilo cm conta
.VTIrTIClim mudar.
Colisas finas ede
boas agostos
NA-LO JA DA BOA FAMA.
\ endem-se ricos Icques com plumas, bolola,e
espelhoa>, lavas de pellica de Jouvin o melhor
que pude haver a 1)800 o par, dilas dc seda ama-
relias e brancas para homem e senhora i 15:280, di-
tas de loreal prelas c com bordados dc cores a 800
rs. e I92OO, uilas de lio re Escocia brancas c de lo-
das as cores para homem e senhora a SOO rs., dilas
para meninos e meninas milo boa fazeuda a 3:20,
lenrinhos dc relroz de lodas as cores a ls, loucasde
lira para senhora a t*,0. pentes de tartaruga para
alar cabello, fazenda muilo superior a .Vj, ditosde
alisar lambem de tartaruga a 35, dilos de verdadei-
ro bfalo para alar cabello imitando muilo aos dc
tartaruga a 13280, ditos de alisar de bfalo, fazen-
da muilo superior a 3:20 e 500 rs., lindas meias de
seda pintadas para crianeas dc 1 a 3 anuos a I58OO
olpar, dilas de lio de Escocia lambem de bonitas
cores para rriai.ras dc I a 10 annos a 330 o par. s-
pelhos para parede com encllenles vidros a 500,
700, \i e l.-vJOO, I.mi colore-rom pesa 15500, lilas
de velludo .le todas as cores a 100 e 2*0 a vara, es-
covas linas para dentes a 100 rs., e linissimas a 500
rs., dilas linissimas com cabo de marlim a 1-5, Iran-
ias re seda de lorias as cores e larguras 320, 100 e
500 rs. a vara, sapalinnos de laa para crianeas de
bonilos padroes a 210 e 320, aderemos prelos para
lulo com brincos e allineles a 15, toncas prelas de
serla para enancas a 15, travesees das que se iisam
para segurarcabcllo a 15. pistoliuhas de metal para
crianeas a 200 r.i., galbcleiras para azeile e vinagre
1 25200, bandejas muilo linas e de lodos os lama-
uhos de 15. 25, 39 e 15, meias brancas lillas para
senhora 20 e 320 o par, ditas prelas muilo boas
a 400 rs., ricas caixas para rap com riquissimas es-
tampas a 35 c 25500, meias de seda de ores para
homem a 10, charnleiras muilo linas a 25, ctsles
para bengalas a 40 rs., pastas para guardar papis
a 800 rs., oculos re armarAo de aro praleados e dou-
rados a tilo, l5e 1(200, lunetas com aro de bfalo
e tartaruga a 500 rs. e I5, superiores e ricas benga-
linhas a 25, c a 500 rs. mais ordinarias, chirotes pa-
ra cavallo pequeos c grandes, fazena muilo supe-
rior a 610, 800,15, I52OO, 15500 e 25, atacadores de
cornalina para casaca a 320, penles muilo linos para
suissa a 500, escova- finas para cabello a (10, dilas
para casaca a 640, capachos pintados para sala a
(SO. meias brancas c cmas para homem, fazenda
Be
.ara bordar, libra
"cutes dc bfalo para alisar, duria
ivelas douradas para caira, urna
roza dc brelas muilo lirias
neos de seda linos, ricos padn-es
Calza de linhas de marra
Meias para senhora por
l'enles de tartaruga para segurar cabello
..'.oas re ranclas finas para penpas
Hitas oV boloes finos para casara
Meias p ,9 para senliota, duria
Dilas d para homem
Lacre encarnado muito fino, libra
l'apel de ciires, maro de 20 quedemos
Uu/ia de rlleles
Espelhns d e lodos os nmeros, daiia
l.inhas de novellos grandes para bordar
Riras filas escocers e de sarja, lavradas,
largas
Meias croas sem costura para livmetn
Hilas de seda 11. 2, peca
Tranca i4 seda branca, vara
1 n\.:- dc raz, dozia
Pecas de filas de eea
l.apis linos, tetan
Corilao para vestido, libra
'l'oacas de blondo para menino
Chiquito- de merino bordados para menino
e oulros muilos arligos que se toroam recommrmla-
veit por suas boas qualidades, e que nao se davidara
dar om pouquinho mais haralo a aqoelle -rohor |-
gisl.i, que queira a dinheiro comprar asis barata
do que se compra em primeira niilo.
Vende se azeile de enlzo em bojlias. pela pre-
ro de lamenta botija : na ra da Cruz n. 22.
Vendem-se linguas boas alijo cenlo, carne a
->5.>00 e (5 ; na roa da Praia n. .
ligan.
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15200
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IHit
(yfjcriitioi9 fgidos.
ogiri no da 2 dejaneiro do correle ani.o. do
engenho Malemba, comarca de Na d'AII. um mu-
llo .le nomc Faustino, quer ja pintar, eslalnra re-
gular, c urna negra de nome llamiaua. baila, mailo
regnsla : quem os apprclienrler leve ao engenho iri-
ma mencionado, que sera gralilicado com .VRstmn.
Anenle, ea no dia 20 do correle a prela -
crava Joanna, alia, secca, rojete compiido e os-ud-,
or lula, falla denles na frente o com batanle
marcas de azorraguc as costas : soppoe-te estar
nesla ci.lade e com especialida.le para a Boa-VMa.
onilccosiom, acolar-se : levaodo panno da Osjat.
Iisirado de hranco e encarnado, e vestida rovo rom
llores brancas : roga-se a lodas as autoridades noti-
ciar-, e capiles de campo a apprcnendam e leves. ..
casa de sen seolior. na ra estreita do Rosario so-
brado n. 28, 'erceiro andar.
Desapparcceu no dia 17 do
crreme, da rasa
proprias para a fcsla, e que Indo se vende por prc- i-,, do
co que caz admirar, romo lodosos fregaezes jasa-1 de Una romn
bem: na ra do Qucimado. nos qualro cantos, na Inbrod'oaaoe
bem conl
11. 33.
rida loja de miudezas da Roa I-ama
meno
dei
le Dos.
Cal de Lisboa barata.
Para fechar cantas vendem-se barris com cal dc
Lisboa, pelo diminuto prero de 39200, assim como
ha urna porcao da dita cal sola, ptima para catar
pelo sen hiilliaiitismo e rimaran, e enebe-se nina
barrica que leal sido de baealht'o por 35: na ra
ra Caricia rio Rr-rife 11. 50.
Na ra do Crespo n. l, loja de
Campos & Lima, vendem-se cobertores
de laa pequeos e grandes.
Vende-se mu rahiiolet cm hora uso ; a traa
na ra rio Collegio 11 21,primeiro andar.
superior a 160, 200 e 210 o par, camisas dcmeiii i bogado francisco trios Branda*, 1
muito linas a 1-5 e 15200, luvas brancas encorpadas ICellegi. 11. 1(. urna sua escrava de nome Anna, re-
propnas para motilara a 210 o par, meias de cores > ''" ,le 'dade de 16 annos, pooco mais oa mem~ a
para senhora muilo fortes a 220 o par, ricas ahotca-1 'iuitl '"" sido vista nesla cidade e nos arrabeldes
duras re madreperola e dc oolrat maiUs qualidades fg-se quem a roiibeeer, qne a faca prender e
e gostos para rolletes e palitos a .500 rs., livelas lou- eonduzir a rasa rio dito sea seolior, e aos capitaes de
radas para calcas e colleles a (20, ricas filas linas rampn, eonlras pessoas que vivem a prenderescra-
lavradss c de todas as larguras, bicos linissmos de v"s r="los, |iromette--e urna boa gratificaran Os
bonilos padroes e lodas ;.s larguras, ricas franjas 'anae da referida escrava sao o. seguintes :" plida.
brancas e de cores p,ra camas de noivas, lesoui i- esto Bigamia marcas de htica no rosln, boa esta-
uhas para costura o mais lino que se pode encontrar. '"'*! do corpo. Talla um pouco ga'ea e bem
Alm de luiln islo oulras niuilissimas cousas muilo Te,,'da.
engenho Silio do Mein da freguezia
ra do ltio-1 iTmo..i. no da .' o* 1
Presan lindo, o negro O.-me. criou-
lo, reprsenla ler dc idade SS annos. car fola. aliara
regular, olhos redondos, lesla saliente rom peqaenos
calilos, cicalrizes de relho as cosas, pe largo, pou-
ca barba, denles perfeilos, lavando rnupa de Isinlao
azul e chapeo re pateta, sendo ofticisl de carreiro; o
qual esclavo r llenen de Ahreu Reg cm 13 de ma'io de 1850, d
que roga-se a lodas as autoridades noliriaes e capt-
liles de campo o apprehendam. enlresando nesla
prara so Sr. Manoel Alves Kerreira. on o msima
engenho a seu senhor Leocadio Francisco Casalran-
li de Albuqiicrque ; e protesta impr'ir-se a pestes da
Ici sobre qualquer pessoa que o lenha occallado.
p, Cnnlimia andar fogida a preta Merencia, cri-
niil.i idade de 28 a 30 irinos, ponen mais ou menos,
cora os "ignaes seguintes : falla de denles na frente
nina das orelhas rasgada proveniente dos brinco* :
quem a pegar leve-a a ra do Brum. armazem de
assurar 12, que ser bem gratificado.
I iigiram na manliaa do dia 111 do correnle dou
csrravos um por nome Theodoro, prelo, rnoulo. pe
rarlor, bailo, corpulento, com muilos cabellos bran-
cos pela barba e peilos, idade 35 almos |wnro mais
ou menos; outro de nome Jorge, mualo, bailo.
secco do corpo, pestes barba, quebrado da verilha ;
lem do lado rsqnerdo do rosto urna cicatriz, este es-
rravo fui do Sr. Manoel I boina/ et-carcerriro ;
rondiiziram rom sigo urna caita, na qnal levaran
loda milpa que linham, cairas c camisas de alcadSa-
rinhn de li-lras. ramisas'de madaprdao, ama dita d.
haela encarnada ja usada e cobertores ; roga-se as
autoridades policiae* e rapilaes de campo qae os ap-
prehendam e levem a 111a da famenrdia n. 2H, iraia-
n'iii de maleriaet que serao generosamente reeoea-
pensados.
LEONOR D"AMBOISE.
Vende-se oexccllcnlc romance liisloti-
co Leonor d'Amhoise, duqueza de Breta-
nlia, i volumes por l.vtlOO rs., na livraria
u. 6 e 8 ila prara da Independencia.
Meias pretas jp^-
ra padres, j
x_/Cia (IC Cirnl II Dl. Venrlem-se superiores meias de laia para padres.
Vende-scccra de carnauba de boa qualidade, por Pc, baralissima proco de I58OO o par, ditas de al-
ios preco do que em mitra parte : na ra da Ca- (Jodio prelas a 640 o par : na ra do tjueimado, loja
ia rio Recife. loja n. 50, defronte ra ra da Madre lle miudezas da Boa l-'ama n. 33.
Moinhos de vento
ombombasdereputopara regar borlase bauaj,
derapim, nafundiraode D. W. Bowman : na ra
do Brum ns. fi, 8 c 10.
.es.
Corles de cassa para quem riuerda
las por pouco dinlieiro,
Vendem-se corles dc eass chita de hnm costo ir
23, ditos de padroes frsueczes a29100, castas rotas
para aleviar lulo, ditas prelas de'padres miiidos f
25 o corle, alpaca d seda re quarlros de lodas as ce f
res a 720 o covado, lencos de luco tanto jiinladek
como bordados a 890 cada um, grvalas de seda pai-
ra homem .115 e 11600 ; lodas estes rateadla \enT
dem-se na ras do Crespo 11. fi.
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I'KRN. : TVP. DK M. F. DE FAKU.-18.'*
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