Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08816

Full Text
AiUO VWll. N. 15.
Por "> metes adiantadoa isoo.
Por "> meses \uncidos falOO.
DIARIO DE
IREUADOS DA SUBSORIPSAO' NO NORTE- PARTIDA DOS COKREIOS. AUDIENCIAS DOS THIIll
a. o Sr. Gervuio V. da Nalividade ; Natal, o Sr. Joa- Olinda tudos os dios. Trihnnal diimmrnmrrla auna
SEMA FtlKA \8 l)E JANEIRO DE mii.
Por anuo adiantado lgOOO.
Porte franco para o subscriptoi.
Kxr.\KKt;<:,\iMs da subsoripsao' no norte
l'arabiba, o Sr. Gervazio V. da Nalividade Natal, o Sr. Joa-
|uim I. Pereira Jnior; Aracaty, o Sr. A. de l.cmos Braga;
Ceara. o Sr.J. Jos de Oliveira ; Maranho, o Sr. Joaquina .Mar-
ques Rodrigues ; Piauhv, o Sr. Domingos Hercuiano A. Fessoa
Ceareuse; Para, o Sr. Justiano J. llamos ; Amazonas, o Sr. Jero-
u miiu da Cosfa.
PARTIDA DOS COKREIOS.
Oliudd .- tudos os di.-i
Caruaru Uomlo c (arauliuns; nosdias 1 e lo.
Villa-Uclla. Boa-Vista, Eiu' e Ourieury : a 13 e 28.
(luianua e Paraliiba : segundas c sextas-feiras.
Victoria e Nalal : lias quiutas-feiras.
AUDIENCIAS DOS TKIBLXAES DA CAP l AL.
Tribunal do conimercio : quaruise sabbodus.
Kelaco tercas-l'eiras e sabbados.
Fa/endu ; quartas e sabbados as 10 boras.
Juizo do cninmerrio : segundas as 10 boras e quintas ao luefo-dia.
Juizo deorphos : segundas e quintas as 10 horas.
Primeira \ara ilocivel : segundas e sextas ao meio-dia.
Segunda vara da eivel quartas e sabbados ao meio-dia.
KPIIF.MII'.llil s Do MI./. DI. JANEIRO.
7 Lo uova asS horas,48 minutos, iy segundos: da tarde.
14 Quarlocrescente a 1 hora,21 minutos c -H segundos da larde.
22 La eheia a 1 hora, JO minutos e 1H segundos da niaiihaa.
30 Ouarlo miuguaule as 3 huras, l(i minutse 18 segundos da ni.
l'ttKAMAIt l)K MOJE.
Primeir i I li ra e 18 mitiul"S dalarde.
Segunda a 1 hora e '- minutos da maullad.
V~
)
i
r
DAS DA SEMANA.
I i Segunda. 8. Flix ni. ; S. Uterina v. ; s. Hslaqun profeta.
15 Terca. S. Amaro ab. ; S>. Abacuc t Miqucas prolclas.
16 Quarta. Ss. Berardo. Aeurcin. Uthon, Pedro u Adjurin un.
17 Quinta. S. Antuo ab. ; Ss. Eieutippo, .Meleusipo e Lioiulla. m.
IS Sen. A eadeira de S. Pedro ao. eru Boma. S. I'n.ca
19 Sabbado. S. Canato rei m..- Ss. Audilax a Abacuc ir.
i:.M:\iuti:i.\i>os n\ si itv iupiao \o M i.
Alagjas. uSr. (laudino Ka Icio Das: Babia, o Sr. I). Iin r
Rio de Janeiro, uSr. Juao Pcreira Marn.
Eli i'i:t\\uin i...
O proprietaho do lilAKTO Manuel Fiiueiro* de Fana, na toa
-0 Poming da Septuagsima. S. Fahiju p. ni. S. Scbasliao m. livraria Prava da Indepi ndencia lis te.
Eiii consequencia dos dias festivo* receber-se-ha
a snbicripjo do quurlel aclual desle Diario a UJ
rs. al o dia 20 do correle, e depois delle a i>500.
Os Srs. assignantes I quein o' recebedor uSo en-
contrar em suas residencias, queiram manda-la
irazer .i livraria ns. (i e S da praca da Indepen-
cii, para obviar contestaces de mo se ler pro-
curado.
GOVEKNO DA PROVINCIA.
Expediente do di 11 de Janeiro.
1 lllicioAo Exm. inarechal commandau'e das ar-
ma, declarando que a sabida do Leqalidade para o
presidio de Fernando Tica transiendo para o dia H
do corrente.Fizerara-se as oulra* cotora.unicac.oes.
DiloAo niesinn, recommudamlo a expedir.au de
suas ordena para que o alfrez Antonio doe Santo*
Caria, seja substituido por oulru eflicial iu> cmi-
iii.ndo do destacamento da villa de Caruaru, vislo
assim convir ao serviro publico.Counninuuicou-se
ao chele de pulida.
DitoAo inesmo, inleiraudo-o Je haver em visla
de -'ii ioforioacao prorogalo por mais dous mezas a
licenca sem veiicimentos com que veio a esta pro-
vincia o segundo clele segando sargento do oitavo
lniallido de intentara. Tilo Augusto 1 Albuquer-
que l'orlocarreiro. l'arlicipou-se ao lixin. prcsi-
denle das Alego**.
DiloAo inesmo, trnnsmiltinlo para lereni o des-
lino conveniente as reIcues das alleraroes que no
me de deeinhro ultinin lncr.nn losar acerca dos
olliciaea e pracas de prcl que, peileucendo alsans
do< corpos em liiiarnicl nesla provincia echancaa
aclualmenle -ervimlo nomeio balalhAoda Paraluha,
' tii-in .i-iin a guia do lertenle Joao Auloniu l.eilo
que veio para esla c.tpila!.
DitoAo inspector da Ihesourana de fazenda.
paia mandar comprar coni urgencia alim de seren
reroetlidos para a colunia de pimenteiras oa medica-
mi-lili e mais objeclos m-liciona los na rularlo que
ciivia.r-Coniinuuicou-se au director da mencionada
colonia.
DitoAoiuesmo. (ransmilliiiilo pata sen conlie-
cimcnlo e alim de que o faca couslar a quena com-
petir, copia ato ullicio em que o Exm. pre-identeda<
AlagdM du as razes pelas quaes proroou por I.*
das a licenca rom que i'oi a corle o commanlaulu da
escuoa Leu-Joya. Joaquim Alves Moreira.
DitoAo presiileule da consillio admihislrasivo,
recoioroendaudo em visla"do que pnmleriru o direc-
fcsles pronieiiores parecen) arillos, mas observo
que o progres alate partido lie considralo cora
ligan ioteraMj na Inglaterra, e pretendo explicar,
T
St vemu-la aaora em um eslado de decadencia se I clamara -na gralidflo pela IU parlo uessas marav- '
a eaercil mental e poltica parece ler inorrido, ou Ihosa* Iransaiciii-s.
esi.n- inorihiinila b lambem porque estas qualida- Sai una melanclica pliilosnphia lie que que pn-
des lem desrallecido.dcgeneradi) e enl'iaquccido. nao de ver ne-las guerras o au suas (eooeqoencias na-
so for possivel, onde jaz a sita (orea, s onde o leu I porque Icnham deludo de allingir o mais alto lu- i da maim ou tnaii Uen.'firo do que os designiu* c- I eousa obre a riheira de S. Jos, nSo no queicmo*
perigo. i gar {iji sociedaiic europea. | cle-jaalicos de eugrainlecinieolo eu pretexto indui- fazer esperado*,
0 ell'eilo da emigragio europea nas eleiees he e\-
Ora.e cuino nao ha ilc ser aasiinie ja aborcam a | Acuita com ua produrOc nf aceitaran contente-,
enviando ao escriplorjo do Uiario em caria fechada
- Nos que promeilemoa honlem indiciar algiima | o que Ihe aprouver. lie desuecesMiio di/ennus, une
A
|ietimcut.idu mais seiisivelmenlo as cidades, ilo'aicl
Italia, por exemplo, esta' em um esiado de de-, dual de li ibulos n.i interior, ou incremente inquie- riilpira ,i, s j,., ,., ,,.., .. ,i i,B -
icia poltica; mas como Italia, como nacao, uo \ lu amor de perico e ventura. S- ,Me e D 8 """,
lulo grande unida lo de existencia poltica no Mas na llespanlia a- cruzadas mo podem sr>r e- 1ue c"lev,!'' 'ld Bu-^ "l" : lambem ti
que no campo; e ah na* cidades. como Ixcw \ ork, mulij,, moderno. Em veidade. o cluistianismocre- negrecidas eom lao tristes coi es. Os Mouro. a es- amavel igella, que aqu para nos lie ama chucha.
lormacao delles em volantes na vespea de urna elei-
i. u> V5tNI volantes i u un fetos ahi ha cousa de
duas semanas a votacao naliva prepondera uiui lar*
gamenle.
A opimao as cidades, ;soudu dividido o partido
demucratal Toi bastaule lurte para vencer es precon-
cebios contra a escravi.lao do paiz, e collocar os can-
didatos Knun-iiolliiugs em quasi todos os cargos.
Como a reumao do cougresso ss vai appruximau-
do, a positMu que os meinbros kiiow-uuliii ngs hilo
de turnar sobre a adinissao de kauzas ja val sendo
zes no solo de Huma exhausto, e lanrou vi-
goroioa ramos e leve urn crescmenlo igualmente
marajvillinao c inexperado no estado em que encon-
Irnu li socieilade quando ppareceu.
Eslas inaravilhas nao forain manifestadas smenle
ua esphera ecclesiaslicaestes nomes veneraveis
que deixaram inaiore* vealigioa da ua inllueaicia na
Europa do que"Carloii-Magno ou NapoleonSn t-
menle esles, mas aquellas marnvilho dades da idade inedia, cujo vigor mal podemos apre-
ciar boje.
E*lp pequeos reino* cidadaos ero grandes uas
aites u as arrna. mas er&o numerosos o n;lo um. O
seu mutuo nenie deixou vestisio* anda pereep-
liveis e que vivem naariualidade. lina Italia, ama
lavain na posse. e na poasc de parle do roi.lmc'ite ; deira ou .neUucira, que hola inuilagenle para di-
da Europa. Tiiihain fsudad o um reino, t-slavam I ante.
revolado (oreas para subjuiacSe universal, e le- i ,,".., .
lo-hiain felo senla fossem molestados por .eme-1 All lambein o povo clama pela espeeulao de se
Ihautes guerras; e as cruzadas despalillla* forero I eoinprar em atacado os gneros alimenticios cha
mesuiu lempo palriolieas coiile idas eiu favor da | quem assevere, que mu inspector que lem taberna
, avalleiro:
da cixitisai .io
discutida, (i Herald classilica os muml'ros assim : onidade italiana nunca formaran:. Por oulro lado a
Demcratas........81
Whigs Meridi onaes..... 9
I' o i lo Kiiow-nolliiugs.....lu
know-nothiiigs abolicionistas 13
Whigs Sepleniriunaes. ou Itcpuhli-
cauosabsoluli9las......(is
Vagos.......... 1
Mas diz, com jusiiea, que esta divisau mo pode
'er lomada como verdadeira, entrando a volacAo de
kiiizas. Dous dos meinbros kuow-iiuthiugs eleitus
dirigiraiii a sagetale circular aos meinbros desle
partido:
o Sr. ediclur do ,'m-ic 1 ork Herald.
New York 1 de uovembro.
a Como lie agora claramente sabido que os re-
presentantes americanos ao roturo cougresso colis-
litinr.lo urna grande pluralidade na cmara, he emi-
nentemente descjavel .que uina conferencia tivesse
lugar antes do comeco da sessilo.
o Nesle inluilo os abalea a-sig nados olicilam o
privilegio de convidar peioorgio das auas colum-
n.s, os dillerenles meinbros do cougresso que foram
escolhidos como reprcseulaiilos da poltica ameri-
cana, a reuuir-se para urna conferencia no palacio
lor do ar,ei.al de guerra q.. independenle de a,.- |0s representante,, sexta feira J de uovembro, a
nuncios trate de comprar com bievidade pan fur-
iiecimeoto do inesmo arsenal os objeclos menciona-
dos na relacio que remelle por copia os quaes estdo
comprcheo.lidos ua retablo a que se refeie o ollicio
da presidencia de 8 do corrente. PizeTam-sa as
nec*ssariis communica^es.
Dito Ao juiz relator da juala de juslifa, Irani-
inilliudopara seren relatados em settae da mesma
junta os processos verbaes dos suldidos Firininu I'e-
reira, Josc Vicente Targiin, Jos Pedro Alves e Jo-
s _\I -i 11 i 1 Kamos, os .ion- primeirus perlencenles
ao uieio batalhao provisorio da Parahiha e os outros
dous au meio Imi.iIImo do Ceara'.Paiticipou-su aos
presidentes daqudlas provincias.
Portara Ao agente da companlia das barcas
de vapor, lecoinmeii lando que mande dar pasaagem
para a corte por conla do goxenio no vapor i'.uana-
bara a lamilla do capitao Andr Accmli Pinheiro.
'"",r'~ coanoAiroosASabhas.
Quartel eeneral do commando das armas de
Peruambuco na ctdade do Reclfe em 1" de
Janeiro de 1866
ORDEM DO DIA N. 187.
leudo de seguir no vapor Mrquez de UUitJa
gara a provincia do Marauho.com o lim de reunir-
se ao b ilalhio .V de iufanljria u K\.l. capello le-
iieule da re .rtir.io ecclesiaslica do exercilo, padre
Manuel da Vera Cruz, determina o marechal de
campu commaiidanle das arioaa, que lique nesla da-
la desligado do 2" balalhao da inesnia arma, em o
qual se acha serviudo na qualidade de uddido.
Determina oulro -mi o inesmo marechal de cam-
po, que us Srs. cummaudanles de corpos no dia 5
de Janeiro da cada anuo, remellara ao quarlel gene-
ral urna cunta corrente segundo o modelo abaixo Ira-
;ado, dos dinlieiros recebido's da Ib nurana de fa-
zenda no auna anterior, para pagamenlo dos venci-
meolos das pravas desUcadas uo reconcavo da pru-
\ ni. i.i. ileveudo esla disposiclo comprehender o an-
uo de InVi prximo lindo. Seiiuia-sea Iraoscnp-
c io Jo modelo da coula crrenle
Jos Joaquim Coclho.
urna hora depois de meio dia.
lido jornal fara um favor aos seus mui obediente
servos,
Thot. /,'. U'hiliieu, quinlo distrirlo. N. Y.
/layar Clark, nono districlo N. Y.
Os Know-nolhings das sympalhias da luiaoterao.
a balau.a do poder, e podem a/.er umita cousa. O
seu desbarato em Virginia e a deslrucliva victorea
llespilnha. dividida em reinos, e consisisinlo de e
lomelos de nacionalidade mais dillerenles do que a
llalla, era urnaurna nao su na sua forma pli\-ira.
compacta e isolada do resto da Europa, mas urna no
coracao e na xonlade. capaz de proteger a Europa
com lima mio, e agsredircom a oulra; em armas, e
anula mil em civilisacSo, c cxlendeudu o.seu do-
miuioj sobre um man lo descooliecido Europa, e
maior'do que a sua exlenco aegregada.
Emlilteratura, as ariea.em eoiomercio, a llespa-
nha elevou-se ao mais alto arao, e o que agora ve-
nios de decadencia he a fraqueza da segunda, e lulo
da infancia orisinal. Se outros pailas inda sub-is-
lein, eila vai retrogradan lo. E qual lie o segredo
de IAo triste decadencia'.1
Nein be o inleresse individual inherente m He*-
I io ii li \ de um carcter menos penetrante do que o
que lie despertado por anta Ierra cuja propria no-
menclatura de mniiianhas, ros e cidades respira o
espirito de romance e poesa*
Se a nacao esla decahindo, e a capacidad da
ann unida se vai retirando della romo raea.oiles-
panhol tein perdido pouco da sua grandeza physiea
e moral. O Romano, o Allemlo e o rabe deixaram
visligios da sna grandeza ua sua compusiere.
Os senhores do inunJo couhecido eslamparaiu o
seu orgolho e diguidade, o rabe, a sua rorte/.ia e
inerva, as rajas teutnicas os seus romances, a sua
cavallaria, o seu amor da naiureza e da liberda-
de no llespanhol. lie urna extraordinaria compo-
-ir.io de todo* elles ; humanameiile fallando, um dos
maiores especiinem Imaginaveis da nossa raca. Don-
de resulla a sua aclual posieao entre as nacoes da
Europa ?
Vem da gradual e cuiitinaada iulluencia que nm
despotismo inleresseiro lem exercido, sobre as pro-
fundas bases da sua auliga liberdade.
A llespanha. como a mor parle do paizes em a
Europa se acha presentemente dividida, lierdou as
Iradices feudaes das racas leiilouicas. A aulorida-
de fui investida na pessoa de um ebefe eleclivu.
ubrigado por juramento a defender a pessoa e as li-
berdndes dos seus eo;icidadaus e coa ijuvadores. As-
liberdade, e urna
da Europa.
Se os Mouros livess'm os moins de formar lcti-
cas em favor da acc,au unida ruin us herticos em
Franca, ou com os seus correligionarios na Europa
oriental, nos boje estaramos em una situaco di-
versa da que estamos.
O romance c a diguidade do carcter bespanhol
leve a sua parle entre as racas mouriscas daquelle
parz, e as guerras contra elles partilhou de aigu-
ui,i surte do espirito cavalleiruso, al no lado dos
seus itiimigos.
Portante, mais e poderosos perigOl teriain nido pa-
ra a Europa se nao fra o valor e poder da llespa-
nha; unidos e animados |ior um espirito regulador.
coeuTronta a riheira snrle-a com a farinha que se de-
ve vender a retal ho.
O arreniatante lem um arina/m de farinha con-
fronte ao mercado, n isto quer d/er minio.
A taberna do inspector detpacha al as I ti horas
por um portan que vai ter a ra da Santa Hila, o
beni assim una oulra da ra de Sania Cieilia, cojo
muro deila para o da Penha.
l.einhranios ao Sr. liscal de S. Jos, que nao
seria mao Smc. laucar as suas vistas sobre o roubu
que so da no peso das carnes, que alrin de seren
pessitnas, e poi dio preco, v.io sempre para as casas
o auiabilissimo sexo he credor de lodos os respeilos.
e benevolencia.
AHTEinixiit m-: cura*.
O jtmuiiin.
Ornando simples grinalda,
Em leu leito d'esmeralda,
Tema flor, diz-me onde vas .'
Vou joule da inorle dura
Encubrir da sepultura
lalal, profundo aqu jaz.
Me bem nohre o leu destino .'
O leu comino he divine !
tu quitera le-lo assim !...
Deixa-mc ir, vou com ligo,
lenra Hdr, uo vas sem miiu.
, com urna ou mais libras Ac menos : nao sera taut-
o -lo clirislianismo e do ealholieisiao, e dirigidos pelu
dedil do successor de San l'edru, e fortalecida pela
sua bencao e pela swnpalhia da grata Europa, diri-1,,e"1 dettilui'lo de limpeza. que a imndasse lavar
giram cssa longa lula e lriiimphar.ini. lodos os dias o inercadn do lato, porque esta au al-'
Oh! e o que he hojea llespanha,onlt'ora thea-
Iro de 13o arailes Mitospatria de nina raca i io
nohre e devotada'.' He a presa de neessanlea faeeOes,
o iheatro Je renovadas guerras civis. As revoluees
se succedem coiiiinuadamenle. Cada lalegrapho Irai
ou se espera que Ira-ja, noticias de novas inudancas,
combates ou malencas, e de successivos ssbinetes.
no exlerior as suas ampias pessealoes lulo sido cou-
Irahidas em colonias soladas, c delas as mais pre-
ciosas cifio aineacadas com o quotidiano perigo de
pasar a salisazer a., creseenlea neeessidades de una
raca que, nos das de empreza hespanhola er.i re-
presentada por tribus espalhadas de seltageiis, e era
com ludo, como podemos provar, no centro da inai
patria um celleiro da Europa.
, The Tablcl.:
canee dlo los os beques oaprasivelaroma que exlia-
la esse lusar.
Com u maior escandalu lem um inspector em
Santo Antonio una casa detabelagemonde o ba-
rato que se tira sabe carissimo. O Sr. subdelega-
do cellentes iulences, mas que nem todos inspectores
Iheajadama levar ao calvario seu pezadu lenhu in-
dagne, e ver que a Pagina nao falla a verdade, e ,
Linda llr, pura e singella,
Naodorilera rapella
lenho iuveja do leu lim !...
I's emblema do perigo,
Porem uiesmo no jazio
leus poesa, Jasniim.
Lclr.
Moilaf.Para baile,vestido de isto-ii-ia |hrauci>
com llores bygienieas, isio he. de limao.
lJenlcado.Bandos arripiadus para Iraz das ore-
Ihas, se forem pequeas, e ciieias com almohadas de
pegar em ferros ; se as orcllias forem grandes, pas-
tas, com um imlin enroscado em cada fonle.
Medida* nli-cholerieat. Chegai todos os das a
| varauda ao meio dia, logo que deixem as costuras.
Charada,
> Dr. M ni,- i de Barros
Dr. Joaquim Francisco
"i Dr. Ai i-n,l--
li Dr. Joao Allredo
7 Dr. Mauoel Francisco de P. C. que
H I eiieule-coronel Leal
9 Dr. Francisco I ,., ,
III M-jor Florencio
II Di. Alhaquerque Machado
\J lenle-coronel \ ltela
l."l Di. Francisco do liego Barros Relo.
II Dr. Mello Reg
15 Pa.lr.- Varejee
10 Di*. Mo-cozo
17 Dr. Auui.i
!S lr. Joau llircano
19 Dr. Catauho
M Dr. Manuel Joaquim (.. da Cunlia
-'i Dr. Haber
Dr. Castor
Si Dr. ti llino
1\ Dr. .lo-c RodriRoes do Pas-o
St l)r. Manuel Izidru
* Dr. Jago Viceule
27 Dr. Adolpho
2S Castro .\uues
l Dr. Aprigio
:< Padre Rerhael
:il Dr. Yntoaio Dru.....mnd
dj (jeneral Seara
33 Padre Peixnlo /
Dr. I -iipu-Unio.
di Antonio de llollanda
36 Dr. Brederodes
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M
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re agora nao declaramos o lime do inspector, i ra Oh lu que tai pequea podeste tanto
e o numero da-casa do jogo, lie porque queremos. I Tn que podes lomar Uo negra e dura
como diz o apostlo, avilar priroeiro e nao ir as ul- A 1s',"lli, eia, <*Je e pura
Arreda-le de mim, eu le maldigo,
PAGINA AVULSA.
Boileau era ponlualissimo em concorrer onde pro-
mcllia ir, porque, dizia elle, lenho sempre observa-
do que os que estilo a espera enlrelem-se em pastar
revista aos del'eilos das pessoas que os faz esperar.
Esse Boileau liulia lenibranc-a
tunas.
O Sr. li-cal da Boa-Vista, empregado activo e diligente, nao dar um passeio
a ra da Ginceicao a casa do Cazuzaesquello
para acabar com aquello negociuho de mala-porcos.
expressamente piohibido pela cmara municipal '.'
Pois olhe, consta com certeza, que, espera de fesla
malou oilo. Para que nao faz esse ('.izuzaesque-
llo como orna umlhcr, que ha anuos negocia com
carnes de puco, que morando la na praca da llua-
Visla maiida-us malar em Sanio Amaro?
Os encarregados das testal daSaude.Monleiro etc.
I. lu ol! sacra lillia da mi hule
Deesa quemen peitoama, e respeila .'
Osmeus votos, henicna, escuta aceita,
Si> te apartes de miro, e le supplico.
I
em henluckv no verao acabou .o nresli-lo IpIIps : s'2n"u-",e porrOes co solo sobre titulo militar, que
elles eram obriaados a exerc
mas as recentes eleicas lli'o lem reslilaiuo e habi-
litado para se apresenlarem ;em a nova sessao com
una frente urgulhusa. Ja vSo comeijando as lulas
l>ara i eleiciu presidencial. Entre os demcratas
presentados pelos seus amigos, he Mr. Wise, de
\irqinia que esereve ^tima caria caracleristica, de
que extralo o seguinle :
a Mas se a democracia poder iiovamente ser bem
succedida, e nao poder oulia vez uuir-se com om
melhor bomein do que eu suu. e unir-se comigo,
posso apenas dizer que eua maaeira de Jack-
soufervorosa c ellicazmenle governarei o repu-
blicanismo negro. II i de governa-lo. Mas a idea
de governa-lo ou no govcrua-lo nao alterara um
pice as niiuhas propria* conviertes quanlo ao que
me iiupe o dever coii-aa patriota. Escreverei,
falhirei, obrarei como julgo de dircilo, e deiio as
consequencias a lieos e ao paiz, sem me importar
com a presidencia, a
O vapor de Nicaragua traz noticias dos ulteriores
successos de Walker. e a cessaclo das hoslilidadts.
Foi ajustado um tratado em que deixa Walker no
poder, coir. o seu exercilo para suslenta-lo, e segun-
do s ultimas dalas os mineiios e a populacao lluc-
loanle da California vinham para S. Francisco em
maior BOme.ro, do que padiam ser conduzidos nos
navios que os deviam lomar em S. Joao.
As gazetas e o seus correspondentes em Was-
hington se orcupam luuito com a abrogarlo do Ira-
lado Gavin-Buluer, gcralinenle considerando-o
com favor, e com o moviiueiilo da esquadra ingleza
para as Indias Orcideulaes.
O relalorio de banco moslra una declinaeao em
especie de52o0.000 desde a semaua passada, e una
declinadlo em depositu de :>,IH10.01)I>. Esla exposi-
i,ao nao he considerada como desfavoravcl. A li-
nh de eni| r. -lim... excede a do periudo currespnn-
denle do anuo passado em varios nnllm -s. O va-
pordaCalifornia traz cerca de jl.b.'iO.OjH) ein aspe-
ci. A semana foi assignada per llucluacoes nao
vulgares nos tlotlu. As duvidas acerca do futuro
na Europa lem causado eslas llucluacoes. 0 toe*
marliet de Noa \ urk lem respondido aus receius de
i Do hosso proprio correspondente. )
NeW Y'ork I i de novembro.
As eleiciies de novembro se lerminaram geral-
lueute em favor dos kuow-uolbiugs.
Em Marylaud venceram na cilade de Haltimore,
c igualineulc no Eslado.
Em Massachusells, emboca guerreados pelos Whigs
democralas, par.ido Auli-I.iquor l.aw e republica-
nos, elegeraiu graude maioria da legislatura e o seu
goveruadur por 15,01X1 vol- sobre lodos us oulros
candidatus.
Nesle Esladu Iriumphaiam pur una maioria de
1 J.IXK) ii 0,00t) vulos sobre os republicanos, :I5,0U0
sobre os Sofls. Demcrata*, e li.IKJO sobre os
liaras.
Urna legislatura mu anti-republicaiia esl eleila,
u os advogadus de um parlidu septentrional se-
parado esiao pusius fora du cumbatc para o annu
futuro.
Mas volaiju pela qual esla victoria fei ganha,
lie Uo inferior a votacao regular du Esladu, que es-
te appareulemcnle illusonu resollado pouco indica, i
A volacao lolal do.ullimo auno foi mais de 70,(X)0 "nPoH,,S*0 toW "" "no tj'> 926l.38a,960 contra
Avolacao dest- auno ho smenle de 300,000 \oiu iAl"'-''*"'- ,:1 "" anuo antecedenle. A eiporlacHo
pouco inais ou menos ; e a propria volacau kuuw- ',hI "" ,,,es'"" """ ha :75,l6,KtU, contra o tola'
nulliiug, com a sua organisac.io perfeila, he de;
-.ojo menos do que a sua votacao do ultimo auno,
e he excedida em 10,000 pela volarlo democrtica
naide,
Com efleilu, difliciluieule se pode dizer que elles
Icnham uoi.i maioria nos dietrictos do paiz, visto
que lem na cidade de New Yuik una maioria de
15,000, e estau quasi nivelados com us republicanos
no resto do EslaJo.
er como condic,ode pos-
se. Podiam eximir-se das suas obrigaces, renunci-
ando o respectivo valor. Como a uecessidade de
mu.i autoridade independeule se loruou mais forte-
mente sentida, o poder central loruou-se hereditario
ein vez de electivo, e semelhanle eslabelidade gra-
dualineule augmenlou os maiores feudos syslemali-
camente conservados sob a sua dependencia.
Foi sobre semelhanle germen da nacionalidad
qoe ochrislianismo emertou-se na Hespanha. Sa-
lislazendo o- mais |n ol'uudas ner ssi lailes do llll-
ini'in, e pregando ao mesmo lempo a plena liberdade
do individuo, e a inviolabilidade da aulomlade legi-
tima, creou profundas raices entre a raga romana e
leulosiiCJS^ataivo a independeule, e com ludo llevo
He assim mesmo, o leilor nao v como he mordi- i ,e"h'"" n",i, cui laJo' 'iue "a se vend,,n me'liJ"s
ilinli.i a pello de um convidado que >e faz esperar,
principalmente se he para jantar ? A principios
queesperam desculpam-nuaflazerestalvez a es-
pera do carrona paleslriiilu na ra ele,mas
logo ja se chega mais vetes a janella emurmura-se:
C>h ja MrJ lardando...liio lordam .1 horas....E
om ou oulro esperanzoso res|ion.le senlenciaimeiile.
Nao elle nu larda.
de Sania Buhara por Nossa Senhora da Saude, ou
de Santo Antonio pur S. Pautileao, como se den e
le anno na Svledade. que se vendern medidas de
s. Panialeio du anno de 1855 Ouc aaachronismo!
lijo :-."'ui nada, mudaram as sellas em grclhas.
A|iroposilo. Pedimos eneareeidemenle a certo
orador sagrado, que quau.lo for pregar e qui/.er fal-
lar uo padioeiro, ou sanio da fesla, nao aponte para
As :i hora, sdam...uagradavel chairo da apresen-1" eoro.Tao Dw,' ,occc ,c" *"<*' pe.xinhos,
ladaspa.visila Mla...eheu-si- miudas em j|J* aconlee*, o um ceg ler occasi.io de
lauenlar sua cegucira por nao ver a liiiniru de tau
un widur.
Man orado as uassas .nWerlencias, cuuliuuam
retes
jauellas...e ja se diz cun impaciencia.
Com clleito '. K um uu oulro BSperaoeaise res-
paude :
He -verdade.. .j* deram 3 hora...Corre a lem-
lado a'aolondade tradicional e ao governo militar-1 po, soam Ss i horas, abre-so urna coi xa de ferros
Deeslaveis e hereditarios com o re, us propriela-
rio*de feudos e tornaram lambem||iulentadospossui.
dores de Ierras, e garatnirain immiinidades e privi-
legios aos seus servos. Comecaram a crear corpora-
coe e municipalidades, as quaes foram concedidos
privilegios, pelos nobres e prelados, cujas possesses
ecclesiasticasparlilh iram de um carcter feudatario.
Com o andar do lempo eslas corporales se foram
tornando numerosas e poderosas, os nubres e caval-
leiros, em cotisequeuca das imrouuidades que pu-
deriam conferir, su salisfizeram com receber propri-
edades e oflerecer servidos sob a sua sauccao.
Foi a Igreja urna visivel inslituic,aosempre pronip-
la em preleger o raco contra o poder arbitrario, e
rebaler o amorpiopriodos-reise capitaes.queo oleuo
e deliniiv eslahcleriuieiito de semelhante systema
de liberdade individual, e laes escolas de indepen-
dencia de carcter pessoal, sao principalmente de-
vidos.
Os \ isigodos nio assignaram iao elevado lugar a
religiao na origrm da nacionalidade hespanhola.'
Tendiam a sugeilar todas as causas e lo la. as pes-
soas ao governo temporal, e t'ahi a anliga liturgia
mosarahica, que assignalou n isolameulo e naciona-
lismo cuja marcha a Igreja leve de combaler, antes
que as liberdades do subdito se podessem desenvol-
ver como Iteran nos sculos triumphanles da lles-
panha christaa, uobre e livre.
Este carcter de independencia que separa pro-
vincias e municipalidades, requerido e defendido
com taula resolucao por varios seculos, lua aca-
bado ri'um isolameulo permanente de muitos reinos
tenia fosse a Igreja, que, creando raizes nos pro-
pnos fuidamenlo- deslas di-linelas iusliluiccs e
corporartes, ileu-lhes urna anidada do filis e pro-
fundidade de carcter que urna f cogimum e um
coiiimiini inleresse so podia dar-Ibes.
Prelados c frades da I lauca e de, oulras parles
encoulraram a sua
a mi--.o nos mosleiros, da (lle<-
laleraainenle i panioi, regulados eomjuslic* ; pregaram a rectidao
e seincaram as semcnles da civilisacao inlellectual
c moral. Por oulro lado, os frade's espaohoes pe-
Ipjaram a batalba da unid id e da verdade. na Fran-
para semelhanle re-posta ; e a retirada do pnico
lem sido lao assigualada e rpida como fra a sua
opposirao.
Itcmellu algumas estalisticas inleresiantes la re-
partic.lu do lliesouro relativas ao commcrcio do paiz
no anno que expirou a 30 de jo olio de 1855. A
;do ;7H 2ll,iMi'i no auno aule'eelente.
| rimes.)
HESPANHA, ANTIA E MODERNA.
Se al-iim i o.i_;,-. da liropa moderna lem acerca
do seu propriu oonie un carcter de myslerio e inle-
resse, he a da llespanha. Menos conhecida e menos
viajada do que qualquer oulra da familia europea,
esta' com tu lo. ou tem eslado em lao alto grao de
civilisacao como qualquer della-.
OS HUIOS DA FORTLW. (*)
J'oh Paulo Feval.
CAPITULOXVI1.
Pster Bristol
......svallar a riqueza desse homem, dizia Mr.
Des (iareanat assemado no meio de um circulo de
Ricardos graves, he coosa impossivel, mesmo appro-
Minadameiiie... Em 9 emprestou tres millies de
dollsrs ao banco de Nova Orleana para impedi-lo de
fazer haucarola.
i.iuin/o un lu'ie. de francos I..... calculuu Des
Jardins. o qual conlava quasi Ion bem como o pe-
queo Massouneau discpulo da Escola.
Elle tena podido emprestar o duplo sem in-
eommodar-ee, cuutitiuou Des Uareanet ; he urna
da casas colossaes para com a qual nossa Europa
mo leria termo de ompararao, se os Rothscluld nao
exi-lissrm... Peter Bristol tern escriploriu no Cana-
d, no Rio de Janeiro, no Panam, em Boston, em
New-Tork e em llubile... He elle que paaaae as mi-
nas d> i IiiiiiiIio que ha entre o lago Superior c o
Mississipi... Seus mineiros foram os primeiros que
revolveiam a Ierra de ouro de Sonora .... Elle lem
um agenle no Cabo, um embaixadoi, em CauhVi.....
asna navios robrom o mar das Indias e- o golplio de
Rngala !...
He grandioso e bem feilu esse quadro di*e
Des Jardins.
Ah exclamnii Du l'aillis. relativamente a la-
manilas riqueza- Irinla e cinco mil libras de renda
sao p.lo secco e agua !
Vida Diario n. 14.
Se um homem assim (ivesse a mania america-
na, disse La l.uzerne, e urna, pessoa estivesse jonto
delle par si^r agradayej ajMj seus iillimos munien-
los.....
Ouviiuln fallar de inania americana, todos os Ri-
cardos lizeram caretas; eslavam envergonliados, e a
leinhranca de sua campanil* grutesca contra a heran-
c.i pbantaslica de Stcphen Williams perseguia-os co-
mo um remorso. A unir parle dellcs procuraran!
lorlivainenle com a vista o Americano mau gracej-
dor; mas ninguem o vio. Stephen Williams desap-
parecera depois du enceirameuto du conselho de fa-
milia.
Eulrelanlo o baile conliniiava entre os mocos, eo
dilo'.i Du liuerel, ao qual u orguiho e a alegra li-
rnvam dez alios pelo menos. A linda nsUzinha ten-
tara ja duas un tres vezes fazer nascer para Zelia a
oeeasigo de cantar alsum romance ltigo e dramti-
co. A lia Natalia vermelha e de olhos aniiiados cha-
inou ,i parle madama Des Camines, e apezar dos
signaes que esla inulliplicava para induzi-la ao si-
lenciu, disse Ihe :
Esla feilu!...
Como Sophia Des Baliveaux abi eslava alenla, a
castellaa ap-nas pode aperlar a mao da lia Natalia e
murmurar-Ihe au uuvido :
O chale esta em seu quarlo.
Senhores, cxclamoo repentinamente l.a l.u-
zerne cun impelo, proponho-lhes excluir o artista da
familia.
Ab ali! vejamos'. vejamos disseram us ama -
don's de chisles apprnximando-se.
Mr. De-liarenues carregou osobrolho. Encelara
eom lano rosIo essa potica e pomposa descripcao
la casa Pelar Bri.tol, e l.a l.uzerne vinha arrancar-
Ihe o auditorio no mellior momentu !
Oh! meu charo primo, disse elle de mao hu-
mor, com vosse nao se pode .Conversar seriamente
dous minutos.
Com elleilo, nao envelheco, responden l.a Lu-
leros lomando isto por cumpriiuentu, acurado liver
selenla anuos serei anda moro !
cae na Italia, e o calhulicismo e a uacionalidade
se ajustaran! por um desenvolvimento natural e es-
pontaneo, que elevou a llespanha cima da peque-
nhez, orguiho e isolameulo que cresceu denlre dos
seus limites, cun o andar dus lempos, e os rnonai-
cbas procuraran! para si um pinculo de grandeza
terrestre que a Providencia evidentemente lulo Ihe
conceder alcaucar.
Publicamos ein nutra parle das no-sa columnas
alguma cousa de um mu espirituoso rascuulio da
historia hespanhola de um contemporneo eslran-
gero. Foi sob um lal IValema que a llespanha ele-
vou-se a urna unidade capaz de esforros tan nolircs.
e lealisuu obras lao grandes para o heuelirio per-
manente da Europa e da raca humana.
Scja qual for agora a opni.lu dos cscriplores e dos
pensadores desloa grandes acoiiiecinientus, em tomo
dos quaes o romance e a cavallaria da Europa se
reuni na idade media, as cruzadas contra os Tur-
cos e Sarracenos, a llespanha, ao menos, deve re-
Mas porque excluir o pobre Pao Secco .' per-
gunluu Du Talllis.
Esperem que mitiha inulher esleja aqu, ob-
jcclou Massouneau, pnj lomar 1,1o grave determi-
narlo.
O circulo forinra-se em lornu do facelo l.a l.u-
zerne, o qual conleinplou o audilurio como liomeui
habituado ao bnin acolhimeiilo, e disse :
Quero excluir Pao Secco da familia, porque faz
pinturas sobre vidro, o que lulo bu arle rica um ri-
clie arl !
Algana eolenderam logo e riram, depois as inlel-
ligenciasde segunda ni.lem comprehenderain lam-
bem e riram. A lercira carnada ven por lim, e
Ma-souneau foi o ultimo que ipplaudio. Foi um
successo de pelolau
Snlfrivel.'... decidi Des Jardins.
l.a l.uzerne eslava inquieto desJe a sopa, disse
Du Taillis, o parlo fui penivel.
Se ao menos tivesse proferido esse dito duran-
te o coiisclhu de familia! apoiou Augusta, a qual
acudir chamada du marido.
O artista lirtra do bolso urna grande carleir.i en-
sebada, na qual puz-se a escrever urna uola com
lapis.
C?ue fazes, Pao Secco'.' pergiilaram de ludas
as parles.
Cmplelo minba Iheuria das cores, respondeu
elle. Eu linda de amarellasomente o sol, as cairas de
ganga, as moedas de ouro. os canarios e os junqui-
Ihus... accrcscenlo a essa h-i,i o riso do primo De
La l.uzerne quando alguui de seus dilus nao produz
ancho.
Desta vez houve urna trovoada ; as mullieres qui-
nao luid,ii o recalo da linda iiii/nilia li'raiu ver-
dadeiros t Ros. Du iaillis jurn tres ve/es em hon-
ra do arli na, eoproprio Des Jardins, juit impar-
cial, proi.ioiiciiui:
Helia resposta... positivainente !
l.a l.n/.eriie mal juluado por esses profanos, pro-
melleu a si me-ino appellar ulleriormenla para os
adeptos ue frequentam o lar das Variedades.
aiialouico-, ceda qual e cada um toma o seu escal-
pellu, fucha-se a roda, entra para ella donas de casa,
lilhos, lilhas, visitas, parsitas, o galinho que mia
cun fume, o cadellu que rosna estallando, eo hos-
pede esperado que he de ceremonia, que deve ver o
bello sei vico de porcellana, as exticas garrafas de
cristal, os copos de cristal com receptculo para
champagne, emlim a prolusao das viandas...o hos-
pede que he um prclctalenlt, porque ha um genero
de prelciideiiles que se empurra pa.a dentro,he an-
da esperado.
Os semblante* principian! a empallidecer, a fu-
me esl com lodos, e eulao luca.
Isto ho grusseiia.
Ora se he...
Esquereu-se.
Qosl mi fez cuso ;
Que incivil'!
Oue diabo !..
Seremos suas criadas'.'
E cu que estallo...diz um gracioso.
Va para o inferno !
Oh la de dentro, lira o jantar !
Ileiiidizem que elle he..,
Sim j ouvi dizer...
Ora se he faz dos mais seu gato-tpalo...
Elle ha muito l'eiu...
Vo-ss nao reparan! o mudo que elle lem de
astnngur'.'
* E que roupas mal Coilas '.'
E que fcices da grude '.' !
E dizem que he um tratante...
Siui. situ...diz-se por bocea pequeiu.
Eu lugu vi !
ESTA' NA MESA diz una das pequeas,que
nao alinocou para poder aportar-te.
Que pretor que goslo que mil-jos que fome !
E quando repaite-sc a sopa, (se he mesa em que
val sopa) bale pairas, oove-se o eom licenraco-
iiheccm a voz. abre-Mi purl, ha rumor na mesa
cede-se a presidencia, entra o hospede aos palinos
para a sala do jantar, o riso se derrama por lodus
os semblantes, as corlezias. os apertos de nios se
trocam, e u dono da casa diz minio lampen o :
Esperei al agora por V, S. uu V. Exc. c...
pense! que nao nos darla o praaer...
. Nesle momento saio de casa, visitas, amigo-,
unas caria.-...u vapor...emflm cis-ine.
Dahiem diante nao ha homem mais delicado,ncm
cavalleiro mais bizarro.
Entretanto, n Ineomparavel Julia vira delonge o
perigo dessa diversao, c com um lance de visla jul-
gou que podia aproveitar esse circulo formado e e-sa
-i11--n,j.iii despertada. No momento em que madama
Des Jardins, que India a mesilla idea, dizia a bella
lilha : Ah Celia, se nos cantales agora alguma
cousa'.' a castellaa eulrou no grupo, e dirigindo-se
ao marido, dis-e-lhe :
Nosmm prenles Rostariain muito de ver um
autographn do lamoso Peter llrtslol, de que lia punco
Ibes rallaste.
Des prennos meiteu logo a inga no bolso. Em-
quaitto elle procurava, a castellaa prosegua :
A vida desse IVler Bristol he mais curiosa do
pie muitos romances ; en darla muito para conhe-
c-la iiiiudaineiile ; pois u que sei a esse repeilo
disperla-me a cnriosidaile no mais alio punto.....
On.ii io pens que esse hoineiu, cuja rique/a 1-0,1,1
e excede a dos rei, ehegou um da da Inglaterra de
sacco s costas e bolsa vasia. -coi ler ao meiius um
dallar!... Dizem que fez-se .lesearvegador no porto
de Boston, c ajinilou algumas libias i (urca du Ira-
balli.'. Cuino dissera que vinha d Bristol deam-lhe
o nome de--a cidade. No flu de duus anuos deixou
de Irahalhar com as mlog, e laucn na -praca o pri-
meiro paptl assignado Pe"-!' Brisiul ; sen crdito es-
tabeleceu-se de um dia para oulru. Quando sua ca-
la (inha penas dous OU tres anuos de idade, elle j.i
era minia- vezes millioiiario.
A felicidale... disse Du Taillis. E domis nes-
ses paites...
Enlau, meu amigo, nao aihas'.' pcigunluu a
castellaa ao marido.
Eu quitera tirar a carta em que elle falla-me
do hauru do Panam : ses-euta por cenio do lucro !
Houve nm silencio, duraiile u qual n. Rirardus
que liubam rapitaes disponiveis refleeliam j.
Meu Dos, pouco importa a carta, loruou ma-
dama Des (.arinni's, traa so s......-ule de mostrar
aos nossus prenles a lellia desse homem, cojo no-
me lera sem duvida lugar ua historia contempo-
rnea.
as orgias da taberna da ra do Hospicio.
No dia em que a nossa Pagina locou uesse objeclo
-2 soldados de polica as (i huras da larde pozeram-se
defrouie da taberna uns 5 minutos, e retiraram-se
al boje.
Essas mullieres deseufreadas sao as que ludo in-
/lammam; nflammam us soldados, inllammam ocai-
xeiro da taberna, inllamuiam o diabo que as carre-
gue, cum lie insuporlaveis michttlat, que :
u Jii caucadas de lomar
Mil caseiras medicinas:
Por fortuna tem o ser
Dis hospitaes iuquilinas.n
Para (|ue esse caixeiro consenle morar ua taberna
es-a Marta-garrafa') He as!) herai, e mais larde,
que se fecha essa taberna, e que toUrem as familias,
que i'iic.mi esees termos impdicos, c-sas palavradas,
que ratera Corar a mais impdica messaliua Ojo-
gu lambem f z urna parle inuiln importante dessa
tasca, e he nelle que se da os disturbios, e algazar-
ras. O caixeiro, que Ihe convem alimentar esse lu-
panar, chega a abrir as 1 horas da madrugada a ta-
berna para vender agurdente aqueui estr/to/erca :
egonda vez.
No dia lli; as 8 horas da manhaa, na estrada
da Capunga, foi gravemente contuso um pobre ve-
Iho de 78 alios por una curruca : o boi fustigado
de mais pelo conductor, disparou.sem que o velhi-
i nlio podesse evitar a calasliophe. S.dlreu um ar-1
raucamenlo da pelle na parle anleio interior da per- (" J" ('',','i'i"1!'!0"1^
Conctito.
Ah n.M deixes entrar, oh miaba bella !
Em leu peilo esse monstro tau cruel !
Se nao queros me ver Inste, inorrrr
De mil dores libando amargo fel !
f'Of.-iflv.
Amor p'ra que dure e medre
Precisa -er sosteirlado.
Nao venha conlar-me lerias
Oiiem for amanta quebrado
Quem esta doentc
Va se deitar
Quem nao lem gimbo
Deixe de amar.
No balni se melle a ruuoa,
lambem ss melle na gaveta ;
V mulata nao ke preta.
Do caldo se faz a sepa.
O famiulo a ludo tupa ;
loman se hanhos ein linas.
Pem-se annuucios as esquinas,
Os grlus vendein -e aos molhoi,
Nao ha meninos sem olhus,
Nem ha olhos sem meninas.
COI.I.EtilO DECABROBn.
Prndenle.
Josc Soares de Mello Avellmo.
Secretarios.
Iloniralo Honorio Rilieiro liraujo.
Jos Francisco de Convela Lima.
.-'TM/adorc.-.
Belarmiuo Ferreira Padilha.
Francisco Alvares de Ohveira Cabral.
Senhores.
Dr. Joao le Sonta Res
Kvd. Auloiilo Jse i liman de Nuvae
Bariio de Camaragibe
Dr. Joao Francisco da Silva Braga
Dr. Franciscu Carlus Biandau
Dr. Juse QuiiiIiiio de Castro l.eao
Dr. Manoel Juse da Silva Neiva
Dr. I.iiiz Carlos de Pasiva Teixeira
l.ouego Joaquim Piulo de Campo
Padre Margal Lopes deSiqueira
\otu-.
13
li
M
U
1
u
U
\2
u
ri
Dr. Rodrigo Castor de Alliuquerqoe Maiaiihau 12
'1 estamento de um pobre.
a Km nome de Dos ameni!
Nao lenho se quer uns cobre*,
lenho dividas aos ceulos
Deixo o "resto para os pobres.n
Dito ehUiOW do dia. Qoando alguma mocinha
esta enlreleiidu as horas vagas com o seu emperrari
nlio, eu conversando, uu olliaudo, ou cantando, se a
quizerem ver desapuntada digam-lhc gstenla, que
nos diremes : AU amanhaa.
Apurara geral da cotarao pura depulados pro-
rinriaes.
1 Barn de Camaragibe 850
2 Dr. Francisco Carlos Hundan 825
3 Padre Leonardo minus de Metra Henri-
ques 80:|
4 Dr. Soota Res (i'JII
5 Dr. Joaquim i'ni^M.iclia io Porlella 6!I7
0 Dr. A. A. S. Carvalho 6S6
Dr. Antonio dusSaulos Siqueira Cavalcauli Ii55
8 Dr. Ignacio Joaquim de Souza l.eao
1 )r. .-ilvino
10 Antonio Marques do Amoriiu
11 Jus Pedro da Silva
ua diteita na extensao de um palmo, que foi precis)
coser : lambem leve una oulra leridano pello do pe-
de duas pollegadas de compriineulo. O infeliz pro-
curando, mu medico que por ahi algures hahilava foi
deshumanamente desprezado, sem se Ihe alar una
ligadura s (cridas ; nesse eslado de abandono, dila-
cralo por duresatrozes veio a casa do Dr. Muscoto,
onde fui caridusamenle Iralado. e esmnllailii. Sr. Dr.
Moscn nunca se arrependa desses e oulros actos de
caridade : o Sr. cumpli o dever de medico, mas
n'iiina poca de tanto egosmo fot mais do qoe um
dever, pralicon um acto de virtude, que seraj1 grava-
do no eterna livru do Supremo preiiiiadur dos bens,
queca lizertnos.. i/tti muncf, incaritale in Deo ma-
tul, et Deut in eo.
Desojando us, que a nossa Pagina lambem
scja lida pelo ninabilissimo sexo, lomos rcsulvido rie
vez em quando de licar-lhc mui respcilosamenle al-
gumas lindas sob o tituloCarteirinha de Cupido.
O titulo nao nos parece raimando. Se alguna lo.
nnssiis I-,tures nos quizerem ajndar a escrever na
Carteirinha de Cupido e enriquecer a Pagina
Ah! meo primoThomat, inainnou Des Jar-
dins, sabes que faro rolleccao... Oblive um destes
das urna carlinhi ile lord Palmerston, e oulra de
Ruhert llou-liu : se podes-es dispor em meu favor
de algumas linhas, isso me dara graude prazer.
T.'iiho inaios! respondeu lies (iaieuiies re-
mechende as algbeiraa.
Comprehende-se, conliuuou a castellaa, que a
iuveja nao tardn em nascer em turno des-e oslro
que aasomava lao brilhauteineule. \'ou eoiilar um
lacio mui curioso, e que certamenle mereca ser re-
leriilo em um livro.
Peter lliislol dislingiiia-sc j entre os principacs
negocianles de Boston ; seos amigos coidarsm ein
coufer-r-lhe nao sei que magistratura cou-ular. creui
(|ue a de vereador. Ora, lodos sahoin que na I niao
Americana as eleicoes fazeme como ua Inglaterra
hebendo agurdente ejogando iiiiiitoso bastonadas.
Peler Bristol foi Horneado a despello do vivi-sima
otqiosic;lo ; mas seus adversarios literam mulim na
cidade, e pediram que ao iiieuoso novu magistrado
jusltlicasse seu uasclmenlo.
Peler Bristol disse : Dai-me Irinla dias. Fin pa-
quete parlia (mmedlataroeulv, e no trigsimo dia foi
avisladu ac norte do cabo Cud.
As ras enclieaiii-e logo de povo, porque a cu-
rio.id,ule havia augmentado, lio.ion inieira deseen
a heira do mar quando a chalupa do paquete alra-
ve-soii a ensesda. O ca|niao vinha na chalupa, e
iran na mao um colic/inho esculpido. Os magis-
trados eslavam rrunidos esperando a cerlido do
iiasi-inienio do Peter Bristol.
u povo iii.iiidooou a praa c apinhou-HO as vi-
sinhanras da casa d.i cmara.
O i .dio rniilinha um peraaniinho sellado rom as
al in.is ila ranilla, o Irazoiido t.iniheiii o -cito muni-
cipal da cidade de lili-lol.
Com elleilo, era uu.a i- -i inLiu de u i-cinieulo as-
signada peta < hele du conselho municipal da secun-
da dos ti,-s reinos e pelos dote aldornien. Por esta
cerlido para nos extravagante e alias conforme aos
61
til i
KN
GJ
627
ta
ilo Nasciiueulo MachaJu Por-
Dr. Manual
tolla
15 Dr. Abilio |KI
lli Dr. Luiz Filippe liOS
17 Dr. Theuduro tio:l
18 Dr. J -c QuiiiIiiio 397
lil Dr. Augusto Sonta l.eao 58.1
20 Dr. Sebastiao do Reg Barros llarrelu 581
21 Dr. Sabino 57:1
22 Dr. Aoguslo Fredetico de Uliveira Vi!!
2.1 ConegoJ. P. de Campos 358
2 Dr. Ignacio d Barros Brrelo 557
23 Di. Caelano \. P. de Brito 557
2ti Desembargador Figueira de Mello 5d
27 Padre (iuiuiaraes -535
28 Dr. E-1'lllU 2ii
20 Dr. Cosme de Sa Pcreira 500
dO Dr. Aulooio Luiz Cavalcauli de Albuqucr-
que 502
Dr. Sabino Olegario Liidgero Piuhu
Uesaiubaruadur Jerouvmu Marlioiaiiu
Mello
Dr. Juse Alaria Freir Cameiro
Dr. Joao Josc Ferreira de Aguiar
Ceneral Auluniu Cunea Seara i
Dr. Ju-e Rudri^ues du Passu
Dr. Aiiiuiuo Alves de Suuza Carvalho
Tenante coronel Jote Yaleuiim \ dicta
Majur Antonia Juse deOliveua
Negociante Antete Marques de Amonio
Dr. Silvia* Cavalcauli de Albuqueiqoe
Dr. Aagusiode Souza Le.lo
Dr. Francisco de Paula B.iplista
Dr. Judo Hiicauu Al\e- Maciel
Dr. Aristldca da K"Cha ha-t"-
Dr. Augusto Frederico de i Uncir i
L)r. Caelano Estelita Cavairanli Pessoa
Teueote-coronel Anluuiu Comes Leal
Dr. Joaqun) Pire- Machado Porlella
Dr. Manoel do Na-cimeulo Machado Porlella
lar. Jalo Alfredo de Oliveira Aulla.le
Dr. Iheuduin M .diado Freiie Pereira da Silva
l>r. Atdlt* Jaso Tavaree
Dr. Francisco de A-si-'Oliveira Maciel
Dr. Francisco (jomes \ illosode Albuquerqiie l.im 7
Dr. Leonardo Auiuues Meira Heuriques
Dr. Ceme de Sa Pereira
Dr. Manuel de Albuquerque Machado
Dr. Antonio Aunes Jacume Pires
Juse Joaquim do Reg Barros
Padre Autouio Fr>nci:co uncahes 1. iiuiii i.-
Dr. AiiIonio da Cunta Flgueiredo
Dr. Bernardina de Sena Das
Dr. Caelano Xavier Peicira de Brito
Dr. Antonio dos Saulos SiqueiraCarvalcanli
Dr. AntonioEpaiuiuondas de Mello
Dr. Joao Aniones" Carrea l.ins Wauderle
Dr. Julio Barbosa de \ asconccllo*
Dr. Ignacio Joaquim de Souza l.eao
Dr. Apriete Ju-liuianno da Si va tiuimarae-
Dr. l.u/ Filippe de Souza l.eao
Padre JoSo Captetraae da Mandaaaa
Mejor l-loieiiiorj. CameiroMonteiro
Icu-llle-coronel Antonio Cameiru Machado Ros
luspeclur Jus Pedro da Silva
Coiiego Franci-co Rochad Pereira de Brilo
lenle Candido Leal Ferreira.
12
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III
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KEPARTIIJAO DA POLICA
Parle o da 15 de Janeiro.
llim.eExm. Sr.Levo ao conberimeiilo de '< .
Exc. quedas dillerenles participacoe* bote rece-
id .- ne-l.i n'a.ii ii.;.io, cuusta que se deiam as ee-
guinles uccui reucics:
Foram presos : a i.....ha ordena, o porluguez Joao
Pinto de Souza. por criase de lorio.
Pela subdelegada da freguesia do Recita, o ma-
rojo Tiloma/ de Aqoino, por fermiento-, e Beruai-
dino Monteiro, por briga.
Pela sublelegicia da freguezia de Sanie Antonio.
Antonio Francisco e Antonio VerissimoSoare-, am-
bos por desordem.
Pela subdelegada da freituozia de S. Jos, as pi.
Iil2 ] las Liubelina Mana, e ihereza Mana de laos.
II Padre Marcal
.12 Dr. Benlo Jos da Cosa
XI Dr. Neiva
:ti Dr. Manuel Clemeutino
33 Dr. Ilin'i-la
:l Antonio Jos de Oliveira
1 Jos Joaquim do Rogo II nc-
2 Dr. Braga
tainbem por de-ordem.
Pela subdelegada da freguezia do Poco da l'a-
nella, Antonio Domingos, por suspeilu de ser de-
sertor.
F. pela subdelegac'a do pinneiro di-iriclo da Irc-
uezia de S. I.ourcnco da Malla, Francisco Pereira
da Silva, por furto de auimaes, e o prclo eecravo
lliomaz, p.-r baver a-sassinado a seu senhor o |>ar-
lugaei Manoel Jos Pereira, de quem se fez meu, io
na parle diana de honlem.
Helero o delegado do pnm-iro districlo desle ler-
mu em officio dests dala, que as 10 horas da noile
do da LI do corrente, no becee do Porto da fregue-
zia do Renta, fura tari lo com i tacadas o marojo
inglez Andreson Semquesl, dadas pelo marojo bao-
pauhol late t. i-a '-.(p.e immediatamenie tai preso,
havendo-se procedido o competente carpo de iofloc-
HII lo para ser instaurado o respectivo summarm.
184
8.1
i 7'I
17.1
171
169
167
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Peruainbiico 15 de Janeiro de 1s"5.lllui. e Exm.
Sr. conselheiro Ji-c Benlo ita Cunta e Figoeired-.
presidenta da provincia.O chele de polica, /.:
(arlos dr Paira Teixeira.
II.
Illm. e Exm. Sr.Levo ao oulicciniento ileC
costumes de nossos vizuihos, a cidade de Bristol da-
vaao illoslre han -in-irn o titulo de tilhu querido, e
coiistiluia-se aullienlicamenle sua mai.
A casa da cmara resoou com os bravos, e Peter
Bristol foi proclamado primeiro vereador.
Original..... disso De- Jardins, excntrico
inesmo !
Mas esse hauco de Panam, tornou Du Taillis,
he por accoes'.'
O hom do cri*'.dui liulia quasi xontade da fazer
que suas trila e cinco mil titiras de renda produ-
zisseiu cincoenta mil escudos.
Por accoes'!... repeli Des Carennes cun ar
dislrahido sem duvida nenhuina, meu primo... Niu
sei onde deixei cssa maldita carta !
Elle lie casado?... peruunlou madama Des Jai"
din- alagando a /.elia com a visla.
Nao. mii ha prima. Ainla ha pouco eu liaba
es-a caria !... Euilini, nao importa, eis-aqui oulra, e
bem como diz imnlia mullid. vosees poderAo ver
sempre a letlra.
Jutaa-se um liouiem lela sua letlra, prenuncio i
sentenciosamente Des Jardins tirando os oculus da
caita.
Enlretauto De- t,sien.es abra a lanio-u caria que
jn moslrsra a isayet nossa manila. Os Rirardoa api-
iiharain-se em loniii do aotographo, e ai|uelles que
nao podiam rbrgar primeira ordem erguiam-te so-
bre a |i"tila dos ucs.
Bella, bellissima Icllia dic Des Jardins pri-
meiro que todos.
Ha certa mam-ira de inclinar as ledras, disse
Du itueivl. queaununfia mande distmcc.io ne--e
liouiem.
Eos linos! exetamou l.a l.uzerne; vejam os
finos!
Com idi.'it'o es es linos nao -.m communs! ap-
provou o artista.
Sabeiii o que nulo .' tornou Des Jardins ; dio
corla os T toiiiiaudii arco-.
Na verdade... vejam ns dous I de crcditt.it-
Umitado !
Fui Des Carennes quem tez esla utacrv.ieao, ea--
sim lodus os Kicardus souheran que elle ludia rre-
ditu Himplado na casa de Peler Bristol.
Isso deve provar frauqt'eza, di.- La Lu
teme.
E os A, intcituinpeu Des lardin-. elle nao
forma-us.
Tem raigo, meu primo, respondeu Des liaren-
ues ; veja cordiahdade, u A esta cheio.
8ou observador admiravel! cuita ni De-Jar-
dins. Positivamente!... Com duas linhas da letlra
desse borne ni podere dizer-lhes se he forte ou fraco,
sudiii ou doenle...
Loare ou moreno, interrumpen La l.uzerne.
E sobreludu se esereve bem ou mal, acohou
Pao ataca.
Mas, exclamoii Du taillis, i-so nao diz -e a
gente pode ler accoes uesse banco de Pauam, que
leude se-senla por lenta.
II i-la tares a carta, respondeu o viuviuho aju-
I dando uatuialineiile a Des l-arenues ; ve como Hel-
ia he Iralado nosso primo.
o eonselho foi sesnide ; laaea a -arla em a da
observar alellia. Jasabeni"- oque era e-sa carta
i peto elleilo que pioduzira sobre u ajenie de cambio.
| A febre de ouro ataca fcilmente us enriquecidos ;
I he contagiosa e fulminante. 1 "dos os Ricardos tivc-
) rain o mesmo sonao e viraen enlre-abnr-se o eco da
Cil-lornia. Madama Des Carennes rinde e liiuiu-
i | oando a sardina, applicou-*e a apaiarai *--.* Iran--
p.ile. Il.-.i e\i i-llculi-s conselhos lizendo .pie lodo
na industria era dita edesdla, que niagaam aasHa
| -aber, etc.. etc. Mas o inipalso eslava dado, e .m-
I.- de Mr. De- li.iii'iuu'- h.ive lida l-mpo da fe-
chara pn.....-a caria, cata um procurava aitialn-io
a-i. e adquirii abruma di^a- acc es tan rendosas.
He-lava iii'l'-ndeie roniia ee aidor, e a raima da
i-:i.a Desla.....ins i.i ser mu pequi-ua para rece*
lher essa chusa dourada.
TT



DI*R!0 iHRMMBUCO SEXTA FllR 15 DE J-NURO BE 1856
E\c. qu'i da- diOerentes p*rtieipac.6es lioje reeebi-
rins nesla repaelic,3o consta que se deram as segra-
te- occurrencia* :
Fonm presos pela rielegaeia lio primeiro Jls-
Iriclo desle leiitio. o prelo alienado lote Francisco,
pur havor quebrado coni una podra a cabeca Ja
preta Isncz, eserava de bandida Mureira.
l'cl. subdelegara da fre^ueiia do Hecife. Joo
Pires SMres, por insultos,e o preto escravu Manoel,
por futido.
Pela subdeleRieia da l'reguezia de Sanio Antonio,
a prela escnva Dorulhea, por brisa.
Pela subdelegara da freijueza de S. Jos. Maria
I '"rancisca d'Assumpcao, por desordera.
E pela subdelegada da freuoetia dos Alocados, o
portugucr. Ju-lino (lomes Villa, para averiguacucs
sobre i'ni'ii' de furlo.
O deleitado do termo de tjuuinnii refere em olli-
Cio de I* desle mcz, que em a noite do din ti de de-
aembro du auno pruviiuo lindo,no dislrictu de Teju-
cupnpo Tora assas-inado com am liro de emboscada
Antonio Luis, dado por Manoel Severiiio, que con-
sesuio evadir-se. E que no dia l do correle pira
lanibcm utaofna lo com mu liro em Ierras do euge-
libo Palta do mcsmo termo, Joan l.ourenco de Son-
ta por Bernardo (jomes, que immediatameute Coi
capturado e Macta recnlhidu a respectiva cadeia,
haveodo-ta procedido aus coinpelenles aulos de ves-
lona para foriuaco dos processos, sendo que lirava
aqueMe deleitado empreando as mais activas pro-
videncias para se ellectuar a trivio do priiueiro cri-
minoso.
Dos guarde a V. Etc. Secretaria da polica de
I', i u mitineo Iti de Janeiro de 1836. I Hu. e BllD,
Sr. conselbciro Jos Bento da Cunlia e l-iitueiredo,
presidente da provincia.O cliefe de policia, /.ui:
Curios de 1'aiia Teixeira.
novel a gran lo- feiloa :Assim como exaltara a ] ,. Eslabelecidos os bancos, o commereio, as esro-1 trilas, pouderando que lodo o rendimeulo da na-
virlu le. o hornera criminoso e vil havia /ur/ir-lo al.-, las uncida, para olas impedira esle envaino dla cao procede do pavo, que ello di' saintue c di-
que nao li/.esse da virlude um esearneo, nem viesse esludanlcs de dircito, que pelo su Harnero e inlia- a nbeiro, qae o pavocarpocoll*clivc-neeessila de
multar o horneo) de bem oceupando o luitar qua de Mlidade ameagam con.purear a riirt.uiil.iric, nobreu j o saude e vida, p usara retrlbui-ln em parle das pe-
direilo parlante ao mrito. L' l"[". da cUsse dos bachareia. nase raarlyrioaque soilrem cencorreodo em nomo
o Eo que Tanas do dinbeiro. Ariolidio .l.sus! Jess! calosla bocea lioinein ; que- da ra/ao para a lciseniiinlo.ali.il de mclhoror o
.r.tirio De *>J,?cniuuil.Mi.co.
Chocando nolicia de lugazeira de que em Vla-
goa-de-Baiio, termo de Cimbres, alituon casos appa-
reciam eraellianlcs ao da epidemia reinante, S.
Eic. inandou logo urna ambulancia, e olliciou ao
presidente da Parabiba para mandar um medico
para aquellas paragens, visto o ufferecimenlo que
elle i/.-t.i de estar promplo a soccorrer as fregue-
sas limilroplies da raesmu provincia.
Avisla dos rerciot que lia em l.imociro, S. Kvr.
enviou um i ambulaucia, cinco carteira* liomeupa-
lliicas, e est partir para l o l)r. Vicente Jeru-
uvmo Waurierlev com tuais medie.enlos e uulros
soccoiros para enfermara e UNKtH rs. em di-
uh*iro.
De Gloria dn (joit.i Inmbeiu parlicipam que lem
su dado casos que su9peilam ser da epidemia; o
subleleuado oll'ereceu um seu sobrado para enfer-
mara. 8. Esc. inandou ambulaucia c baetas; e
faz partir sem demora o Ur. Carneiro Monleiro rom
os precisos soccorros par* sua commis-fio em San-
to Amao. examinar o uislricto de Cacimbas, onde
tambein apparecein recelos, e occorrer aos da Glo-
ria que lie lmilrophe. Olliciou s respectivas au-
toridades para preslarem toda a coadjuvaoiio, e soc-
cerreras pessoas indigentes.
ii^iuiuiitiiub.
OESTDANTE DE DIREITO.
ROMANCE.
l'or M. I', de Maraes Pinheiro.
.... Almas formadas
Para a virlude e nobres senlimeutos,
Kacil se eiitendeni, fcil commuaicam
De seu ardor sagrado o intimo fugo.
\(tirret.:
CAPULLO IV.
Adolpho inedia a largos passos a saleta onde halti-
lava na ra de quaudo a porta abrio-se, e Pa-
r-Meinm eulrou exclamando.
a Em que pensas.mcu Adolpho '.' Ser em algum
anjo, -;. Iphide, ou buri meigamenle a baubar-te
alma com um sorriso, ou a eolaejr-tc o corpo com
iiiii ampielo do amor delirante ?
Oh, nao Para. O amor ardeute, nobre, dedicado
ale a morle, que esvoaca-me na mente como umso-
uliar de poeta, creio nao encontrado na trra. J ufo
possosem que dor pungente emope-me o pello, en-
carar para o geral deslas mulheres, que lee-:) trans-
mudado as mullas aspiraroes sautas cm um pego de
dcscrenra e de flor. MalJilas sejam todas quaiilas
com seus prooedunenlos infames teem-me plan-
tado uo sn'u o lescier de amores e dedicacOes divi-
iias. .Nao. meu amigo, nao me (aliis dolas, esque
jamo-las antes.
Clao cm que eslavas tao apurado '.' Se nao he
no amor, he sem duvida em aluui dos sonlius
palriolieos que rouhain-le as uoiles: nao he, Adol-
pho '.'
Sim : era uin destes solidos queridos que me
preoecupava a meginacSo.
Bem dizia eu cunta hi o que leus uesta cabe-
<;a est|uenlada.
I O que tenho njila. Para '.' he que medilava-no
como se (>odo em breve lempo erguer esta provin-
ciatodo o Norte do Imperio de Santa Cruza me-
ta de grandeza colossal. Oh '. e mal sabes lu, que
formemos sollro : eu c lodos os horneas ricos em
idease miseraveis em dinbeiro. Que dor, meu Dos!
ver erguer all uin monumentocomo o de lautos
lumen* amados pelas uas nac/iesa fallar Ihe um
nome, que poda ver o nosso, e por nao leruios uuro
que sobra a lanos que delle nao sabem usar, uio es-
culpirmos o nosso uume !...
Adolpho, assim peusar he para morreres dou do
doudo.
E que me importa morrer doudo, como ion
zaga nos areacs d'Africa, te por ventura seotisse no
Inundo o orvalhar de lagrimas ,de um povo grato, e
o meu nome eu-inado desde o berreo as crianzas,
como a Ibes plantar no peilo o amor da patria, e o
estimulo acees magnnimas !
o Mau, temos poesia '!
( E cj tu, Para, que mo dizes poesia poesia! co-
mo os mercaderes que s sabem de coutos de ris, e
para quern a gloria he um cifran que me veus re-
petir a echo dos e.piitos positivos '!Tu, Merim,
que lambem deves sentir n inebriaule amor patrio,
a inspiracuo de urna idea nobre ; quere unir a la
voz daquelles que dizemJe que valem poetas !
Essas palavras coslumam elles dizer como escar-
ueo a ns, que peusamos e queremos, invenamos e
eiccutaraos.
Poisbem ; anda assim queros que le explaneo
que me iuspira esle estado de coosas amesqniuhadas
por alguos] homeus, que volveni o leme do Estado :
por homeus que curaudo de si, nem ao menos le-
gara as gerarocs que nasceni ideas grandes, juslas,
nobres, sublimes ?
a Sun todo ouvidos, meu poeta,
u Escala poW. Eslava a peusar como he que o
Brasil indepeiideule desde l. com urna assem-
hla que legisla sobre lauta cousa, creando escolas do
commereio, industria, artes e scicncias, anda se nao
leoibrou de que a uarao come, bebe, veste, vive a
cusa de um nico ramoAgriculturaenao crea-
ran) orna escola agrcola lie pasmoso, nao he'.'
l'ois nao he s de pasmar, como j vai causando in-
dignacao.aos cinco inilproprielarios de engenhos e fa-
- zeudas de trafilo. Por isso quera eu ser hornero de
'nlelligeucia e dmliciro s bomem de pensamenlo e
acejo.
Com a intelligeucia bem cultivada faria gemer
a impreusa a derramar por um povo generoso como
o nosso a> ideas que borbulham-me n'alma.Quern
sabe talvez que ahi apparecesse algum liuiuem de
a O que fazia ? ia ja crear um banco agrieola e
arranca)a das maos do esliangeiro a nos-a mina de
uuroa agricultura.lsso he hnrrivel o DOtW
lonunercio em nulos eslranhas onde fica a indepen-
dencia nacional '. Ouein ignora, Merim, que o com-
mereio he o diiiheiro, o crdito: que odinheiro, o
crdito he o ervo da afie, e que esle sem ser na"
cional nao somos mais que colonos d'um Eslado
d'alcm mar !
ic Como e es lu que te dizes amigo sincero des-
les estraogeiros, e esls a eueber a bocea de patrio-
tismo que venscom tilo triste modo de pensar Do
que te serve a historia'.' Nao sabes que o Per I)
eipellindo do seu seio os llespjuhoes relrogriduu
dous seculos de sua carreira de prosperidades !
E eu disse-te, Merim, que adoptara 0 modo
brutal por que querem o commereio alguns dos
uossos escriplores ?
Eipellir os eslrangeisM do nosso solo quera
te fallou nisso t Eu nao, que repillo essa idea barba-
ra, anlipolilica, e digo-te maisestpidaso he que
ha idea entupida.
O que eu quero e empre-.irei lodos os esbirros
depois das escolas agrieola* e dos bancos, he fazer
passar suavemeule o commereio para as maos na-
ciones.
a Quaesos inoios, isso queru ver eu.
o Ouaes fazia com que as familia! aercolas cn-
viassem algum merubros para correspondenles e cai-
xeiros. Obrgaria com aa armas do raciocinio a
que estes cstrangeiros lizessem de parle de seus li-
Iboa oulros tantos successores em tao lucrativa in-
dustria.
liavendo pois um numeroso pessoal brasileiro
no rommercio, quaudo o ledo popular sacadura a ju-
ba, eechoeow alu i'-iu mei so, o* legisladores accionaos sem inconveniente,
sem abalo para o paiz, com i boceas cheias de riso,
in.iii'l.inaui que um millio de impressos vuasse do
grauilico gigante al os anuidos do norte c sul do
imperio : e uesseimpresso, Para, estara a nossa in-
dependencia, que se tafia ler na lei do commereio
a relallvi.
i Devo dizer-le, Mciim, qu crcio tanto em que o
commereio era breve ser nacional, como creio era
Ueo-. Do que Dos nos livre, he que o paiz nao es-
leja preparado, ou que o uossos legisladores se
obslniem em negar o que do uireilo pertence-nos.
A.'iierciai-vus de mis, meu Dcos e o esp-
danle cabio de joelhosse as ondas populares de al-
guina [ii Ciciltanaia erguerem o eolio tremendo a
subverler toda esperanza de futuro !
a Enhlo seremos lodos uns loucos : noseelle*.
o Elle<, os eslrangeirus, que nao nuvera o silvar
do pampeiro acastelado as enlranhas das mallas
Virgen*, e nao veem o fumo que exhala a crtera do
vulrito :
Nos, que nilo temos assaz coragem para impel-
ir ao tonga o eslourar do bul-o: nos que descuido-
Sos vemos o pego a ferver e passamos e rim-
nos !
Oh que nos nao succeda enmo Portugal a expel-
lir os judeus, e a Franca husueuolles, senao for
peior mil vezes. (.lucir lieos, que as lavas do
vulco Xjpolilaiio ventano a cahr fras como
gelo.
Muilo bem, minio bem, meu Adolpho, estas a
tornar-te prophela e palbelico : continua.
relio para depois araren) a Ierra com urna penna de los consoladores das estradas orcupem se
Jeso* Je-us cala esta bocea boineni ; que-i
que srjamoi reprova los.' Meu Heos, wisaoae
reprovado repro-
chega a saber eslou perdido
vade! isto he horrivel.
>i Sejnmoa reprovados se for preciso, Par.i ; mas
fallemos a lingiia di verdade, e ajudemos aos h-
meos de senso a esclarecer o paiz.
a Mas, Adulpho....
o Nao lia mais, nem menos. Se perleucermos a
classe ella deve ser a dos homeus de tlenlo, e que
continu a darao Bra-il bous advogados, bous m;r
Mradoa, escriplores inlelligenlea, oradores de nota,
e sobre ludo homeus meralisado*.
Pois s cejo, que nao vejas ir-se amor tetando a
importancia da classe, que com seus juizes munici-
paes i'.'in civilisado as brenbas hrasileiras : e que
com seu talento e perspicacia sustentara o lliioii.as
leis.a Oscilo, que por vezes ha estado prestes a cahr
na voragem da anarchia '.'
Esles liuineus que mandaui os tubos estudar di-
clima do paiz, isla he, d.ir-llm o sngue que as
* sectas e a incuria dos raaos eidadAos Iha lera e\-
a liauido.
i Arl. I. .Nndo as pioviucias de Pernambiiro.
Parahita, Kio Grande do Norte, Ceara e Piauhj
acolladas pelo knoul laselaJor das seceos, depois
das derrabadas das mallas, determinara que a quaria
parle do reudiineulo ile taes provincias seja applira-
da plantara i de arvoresIas estradas seraes
uas particulares:ldos cabemos do* montes des-
vestidos.
" Arl. 2, Os senhores de engentan, fazendeiros
on criadores de lae* provincias, ficam obrgadoa
inedianle lodeinuisactlo do governoa ordenar aos
seus lavradores, mora lores, loreiros, que plaulem
arvores us lusares cima deleriniiiados, excepluan-
do-se as estradas seracs.
a Arl. II. Osovemo alein da ni lemnisacao con-
cedida aos plantadores particulares, determina que
Ci'ino |u -: que seja, tiara demonstrar de um mo-
do ppremplorio, que os pns-uidores cm segunda ina"
nao lera exagerado os seus precae de venda, diremos
que na grande inaioria dos rasos a impurlarao era
>equer alcancoii um pteco r^muiierador para as suas
fariulias, cojo cusi na Europa e nos Estados Uni-
do* havia li.lo, e continua a ler, urna alia ennsidera-
vel, por efleito das mas collicilas no conlinenlf, que
desta arle loniou-se tributario de lodos os paizes
productores.Aindl mais, por esle lado, Pernam-
buco ha silo cortamente milito favorecido pelascir-
cuin-lanrias, poia que contra toda a experlacao, e
por elleilo das alternativas de urna falla quasi ab-
soluta, ou de um eveesso de abaslecimeiilu, a espe-
cularan poderia, nesse ultimo caso, le comprado
aqui, e reeipnrlado para a Europa urna grande par-
le do deposilo existente com quasi cerle/a de lu-
cro.
Quaiiln ao bacaihio, accrescida impurlarao desle
genero fui destinada a snpprir o decit da carne
secca ; e se considerarmosque esta be a verdadeira
alinenlac.io do povo, e que a sua escassez deveria
neceesarameute influir lentivelmenie sobre o consu-
mo do pei\" que a substitua, couvencer-iios-hemos
Se nos lora periuiltido an-resceular as considera- i ve o seu pncma. Dante arbuu-se em llonu rn I "'.
crios geraes que preceden), algaina fados que se iden. elle vio as duaj, extensa lilas de |ieresrino*,qoe aira
lilicarn quasi com as pessoas, | injeramos demonstra'' vessavam a |iontc de SanlAugelo d'um lado leudo
que, se este mere.do, durante a carencia de farinha
no correr do anno paseado, uto fleca de lodo des-
provido, he islo devido a iniciativa corajosa e a ou-
sadia de algansespeculaderes, queuau rocoaran anic
as probabilidades quasi certas de perda, mandando
vir por sua conla e risco, l.rnnH- do Rio ile Janeiro
o Maranhao, onerads do subido'frele do vapores
que liaiisporlarain urna srandu parle dellas.
Estas farinhas licaram-lhes postas aqui por :MI e
Hols a barrica e se o proco a rclalho deivou-lbes al-
tiiin lucro lid-; prmeiras partidas chegada", he ver-
dade lamben', que as ultima* (orara vendidas era
leilAu publico a I") e a ll->a barrica ; um lal resul-
tado era fcil anlecipar-se, em ra/ao dos rarr. sanen-
los importantes que flluiramde fora,no inlervalto,
para um mercado, que as noticias davam como des-
provido, e provocados pela esperanca de elevados
precos que poden,un realisar.
Seristo por ventura monopolio '.'
O rommercio do bacalhao exige por parle dos rotu-
radores na prega, o emprego de avulladoscapilaes.
deque os precos das vendas realisadas se bao con- c he a importancia desle producto, cujas vendas sao
I O ".ldante de Direil i he um pequeo roman-
ce que escrevemos mis ferias do nosso lerceiro anuo.
O enredo he simples e a scena be a cidade do Heciie
e a povoatao los Api puco*. Adolplio, o beroe, he
um esludanle que se omprega uns em caslelar c na-
mnrar, do que nos livros de dircilo. () nosso hroe
lem namoradas, urna Insleza. oulra casquilha, a ler-
pato era urna das maos, c com a oulra pesarem no
l.obo e Cudisoera lusar do agricultor Brasileiro.
que mande os lilbos estudar a agricultura na lusla-
terra, l-'ranra, L'niilo-Ainericana. llo-sii a-siui
que os negocios da nossa nnrao caniinharau cm or-
dem.
o Tenho muita fe" nu porvlr, Para : porque somos
a segando, e seremos anda d'aqui a anuos a primei-
ra nacao americana, se ao nosso clima, pusicao geo-
Rraphica, riquezas naturaes e artiliriaes, uuirinos a
constancia que supera, a energa que domina.
Arredcm-se das poajroea quera nao lem animo,
eoccapenvaso*homeus enrgicos. A ros, Merim, lo-
ca-nos applau.lir o voo que hade tornar esle povo
bellicoso, lalenloso, induslrioso e aspirante a um lu
gar entre us primeiras uagoesdo globo.
o A proposito de engrandecimento nacional, Pa-
ra. Sei que pela nova lei de eleiCJOa dos circulo*
leus de ser el.-ilodepnlado por um delles. lano
mus, quauto basta ler-se familia, dinlieiro, ucnlium
talento, e poucos ou nenhunsservico* a nacao. Ora,
lu depulado, has de apresenlar alsum projeclo de
'ei que le Faca conhecido : islo he indubitavel. fle-
reco-le pois una idea sobre aivoricullura : idea que
aleni de nao ser utopia, he anles una lembranrj que
era puueus anuos far qaadrupliear o valor das pro-
pnedaJes ruraes.
a Aceito, aceito o projeclo, respouJcu o oulro es-
ludanle a rir-se desmedidamente. Purera, meu A-
dolplm, para legislar coiiscieuciosamenle, como ha pou
co di/i,i-, he necessario ver e estudar o projeclo da
da lei sobre alvoricullura.
l'.e->.ni l-'-ui primeiro ; j viajastes pelas Ierras
do centro '.'
ii Como pois anda nao visle o eslado miscravel
dos uossos campos Anda nao te cahiram os ollioa
sobre nina planicie crestada pelos ardores do ral, ou
sobre uin monte coberlo de mallo secco, queimado,
morto E nflolivesto compiixo a vista das arvores
erguendo os bracos esaalliados, marrados, como
quein pede ao c una sola d'agua, que os limens
da nossa Ierra roubarara-lbe cora o uialilito e incon-
siderado sv^tema das derribadas?
Nao, Adolpho, anda nao vi nadahJisso, porque
siso o parecer dos uossos compatriotas que al igno-
rara que visiones Ihe murara ao pe, quanlo mais a
[oposrapliia do paiz.
o Poisbem Para, a miiiiio lei lem por liin dar ao
paiz o que a ignorancia Ihe roubou. Eu farri, como
Mahomel-Ali, no EgvPto, recuar as seccas a s-
bita apparicao de ranillas legifles d'arvore*. Eu sus-
pemlerei o curso dos rios l'na do Sul, Ipojuca, Ja-
boalgo, Capibaribe, Goianna, c com as repreza5
inondarei as planicies desecadas, e aellas asscntarei
nao s do
servado dentro de limites ruui animadores de bara-
tez.!.
O mximum do preco re venda para o importador,
Irabalho anteriormente marcado no regulamcnlo da-
obras publicas, como lambem das arvores. regan
do-as, limpaudo-as ; para o 'ru Ibes sera auguien- foi de
lado o estipendio. O mnimum
Arl. i. Os plantadores particulares pnrcelierAu IO maxiuiura do preco de venda a retalho
a indemnisarao, loso que derem as arvores capazo4 j em segunda m8..........
de resistir as secca-, ou ao verj ; islo he, de allura
de diia- bracas.
o Arl. .">. Os propietarios lie.iio inhibido* de
diarias, que habilila os retaltadores a coiilentarem-
se rom um mu prqueuo lucro, podeudo os senbore-
relaclores arredilar-nos, quaudo Ibes asseguramos
Ki.lHHl que o leruio medio dos beneficios realisados sobre as
S.IHHI
.... O.IMK)
O mnimum cm segunda dita..... 3,500
I nipona todava observar, que o mximum de^j
nao se roalisou se nao sobre um mu pequeo nu-
derrubar mallas uo caneco dos ouleiroe, sob pena mero de barricas, duranle a escassez do seero ; e
de um cont de res por cada monto que calveja- j bcra assim que o mnimum de :l.>iHi su pesa subre
rem : he a iinmediala execucao desta le no que diz urna igualmente pequea quautidade, vendida era
respeito as sua* Ierras, sob pena de." eolitos de I epoeas de grendes entradas, a preco toreado, en or-
vendas de ura anua iuleiro nlo excedeu de 5 por
cuito.
Anda urna vez pergunlarem, ser islo inonupo-
lio, mxime era ura paiz onde o juro dos capilaes
nao lem limites, onde a usura he consagrada na lei :
e esles uiesmos especuladores achariam fcilmente
emprego para seus fundos, dcscoiilando a ra/.ao de
12, 15 c Is por cento, laxa do juro actualmente ?
Os importadores ou eotisisualario* un fariuia e ba-
calhiio vendem a quera os queira comprar ; o inle-
dem a crear um vasio lio mercado, e soba impres- resse ea seiurauca de una venda a crcdilu tao
Art. ti. Iu,.as a* ai vares que se plaulaiein uas s"io do receio de deleriorai;io de om genero lao sus-
margena de ealradas, llcarOo arrodadas dos Irilbos ceptivel della, guardando-o por longo lempo nos ar-
uraa braca. i niazens.
.Manlaiiios cilio lo los u-; homeus que aiiiam de, Os .ilyari-inus cima sao factos que a redaerAo do
coracao a sua patria, que veem o futuro negro que Diario pude verificar, quaudo Ihe appruuver.
nos aguarda, que teein intelligeucia e coragem.
cuiiipiam e fac.ini cuioprir esta lei, sem a qual na-
da valem nem academias de direito, nem estradas
As deduccoes lgicas, que ella podera' tirar de se-
mellianle averiguarn, erAo sem duvida oppnstas a's
ideas por demaisespeculativas que precouisa, cas
de Ierro, iicni vapores costearos, que quaudo o paiz i eolueqtuitciat falact, qoe nos agoura o Belrospeclo
ceira urna menina pallida e romntica de admiravel
formusura, que o ama de lodo o cor.ic.ao. Porai, I povoacies oacionaes e cslrangeiras.
Adolpho, inclinado para a ingleza, estima, mas nao i Ob! has de ver, Merim, como surgirSo de urna
ana a joven Amella a herona lerra M> a( cnl-u povoaroes, villas.
Mas como pude Amella prender aos seu< peso le-' ., >ii
viaiin esludanle ? Como Ihe foi possivel prender Iciu,des ,na,s Del,a*' mais reenndas, mal ricas do
aijuelle cora^o que estremeca por quanta inulber Ia0 ;ls do reino LombardoVenetlano, do que as da
foriuosa elle fia? Eoi assim pouco mais ou me- Blgica e Uollanda. E isto pelo syslema daarvori-
estlver estorricadu sse carregarein pedras para tro-
car com os sonoros eslrangeirus, ou eutuo ossidas de
racionacs e irracoiiacs, feilas pela falta d'agaa.-n
llera, Adolpho, lenlio visto o leu projeclo.
Aprsenlas ou nao, quaudo foros depulado.
Vai tu apreseala-lo, sustenta lo, e e\ecula-lo,
queeu dispenso salur do meu asseulo s pedradas.
Empregaremosaaetltor o nosso lempo em ver as mo-
cas bellas. Vamos ve-las, Adolpho .'
Esta direito : vamos ver as mocas, porque tal-
vez deparealguma que me prenda c...
Oiie. u.lo le dinaJa se vio esludanle mais par-
vo (.loe tal '.' Querer fazer leis c apresenlar deas
a buiueus sabios e patriotas, concluio Para.
Vamos la, vamos ver as mocas Merim. E os
dous amigos dando-se os bracos furain platicar o
que loso cunlareinos cm oulrus capitulo*.
cultura e irrigarlo.
o Setal fizesses, Adolpho, leras o leu nome iuse-
n,iI nos regislos nacio-
Um da foi destinado a percorrer o jardim. Ame-
lia experimentsva um doce prazer ao assenlar-se ao
Jado de Adolpho, na mesma talada onde havia dor- | f'do por bem ou por
remado lagrimas, ou uo bombo bosquete de iasmns, naos.
e rosas, onde sua imasinarau pendido, lacrimoso, con.rc.o e amoroso implorar- '' ^'^ -,. "'" l """ ',e"e'1" 'SS ^
Ibeper.tao. O esludanle pela sua parte fusindu das i l,0(lcra l)CJ* Ulumiuar a cnbeca de algum destes
dividas, do direito, do rumor da cidade, deparando caiubislas, quo escorregam por cima do laurimas o
um amor rdeme, e dediodo como lanas vezes as- de ouro Uto seras lu depulado '.
lill'ir-t .iilrniriii'ii .-n c.^iat ln-Li n nlfinl. .1 ____ _B__
Soi'iey^ouDcitcia,
Sr#. reateetore*.Os ultimo* paragrapboa do Ite-
(rospecto Semanal, inserido em o n. V do Diario de
l'ernanibwo, ero data de 5 do correute, sao ridigi*
dos do seguinle modo :
u A semana passada entraran] varios navios de ba-
calhao, f.rinha de Irgo, etc., ele. ; assim, parece
que nao devrame* soll'rer uecessidade desles arli-
gos. Mas a avaretu de cirios esperoladores e a fal-
la de medulas polici.ies, lera permillido que a po-
pulac.'io seja lUsella'da cora as coiiscqueucias, lilhas
do monopolio dos qeneros alimenlicios ; de Borle
que, nao obstante as S'andes entradas quo conti-
nuadamente nos vem do eslraugciro, o bacalhao se
vende por um proco enorme, e o pilo cada vez se vai
lomando mais pequeo.
Assim, entendemos, que a excmplo do que cm
tacs casos se pratici na Europa, >c deve tomar urna
medida eBereica, que acbc com o monopolio que
exerce meia duzia de atravessadores, sem alma, sem
coraco,os quacs talvez por ineios fraudulenlus,sedu-
Semanal.
Apopulacao desla provincia nao lem sido, porlan-
to, llagellada polo monopolio de tartos especulado-
res, dominados pela avareza, e |ior falla de medida*
policimet, como parece crer o redactor do Itelios-
peclo.
Monopolio, be urna palavra allisonanle, mal en-
tendida pela unir parte dos escriplores que della
usam, be um ptantasnta pavoroso que sem erguer
diante do povo para excilar-lhe a colera ; he o mau-
lo ensanguentado de Cesar que se arrasta pelo fo-
rum das civilsaces modernas : as dobras medo-
nb.is de seu estandarte de sngue se occullavam, na
calamilosa poca do terror em Franca, os assassinos
que em seu nomo immolaram myriadas de victimas
iuuocentcs.
Em a sua accepeo absoluta ; o monopolio, ha
um privilegio de que os governos dispoera em bene-
cio propno, he um imposto disfarrado, he a appro-
priarao ea ven la exclu'iva de alguns gneros ou
inercadorias. Este abuso, consagrado pela lei, nc-
nhum oulro fundamento (em, que Bao seja a sua
ileci-.-l.i.., i, c a vontade daquelles que o decretara,
(os governos., quo lem igualmente a forca para man
te-lo. He o que se d a respeito do pao-brasil ueste
imperio, e com o fumo e tabaco em Eranea e Por-
tugal .'
Mas as Ir.uisiccoes cummerciaos sob o imperio da
livre concurrencia, e tora da influencia fatal das
coalises ou conluios, que a lei acaulelou e pune, a
existencia do monopolio be nnpnssivel.
Pouco importa, pois. que a mercadura ou genero
importado em uin mercado, se chame bacalhao, fa-
rinha ou maoteiga.
Q-jer sirva alinienlac.io. a salisl.ii.ao de necessi-
dades secundarias ou do laxo, ^essa uecessidade das
rvilisacOes), a mercadera ou genero parlicipa dos
direilos inviulaveis da propriedade: o possuidor
exerce sobre o objeelo paasuido um dominio abso-
luto ; vende-o ou guarda-o ; da-lbe o destino que
mente os -o mi na apreciaco da respunsabiliJade
pecuniaria do comprador. Alma esla garanta que
odo o negociaule presar antes de ludo a concur-
rencia existe em toda a pleuilode, iiiiigueiii be pre-
fe.ulu, e a quent mais ull'erece silo vendidos os car-
ic.'rmenlos. O pequeo numero de compradores
que exislem no mereado ilumina as cousequencias
prevaveis de urna forte concurrencia ; e esla causa,
cujos elleilos alias redandam era proveito do consu-
midor, tabarra nimias vezes uraa alfa consideravel
e produz como seria fcil provar agora, urna dilTe-
renca enorme enlre os presos desla e as pracas da
Baha o do Ido, onde o bacalhao acaba de alcancar
o prejo de 18-; e ija barrica.
As impul.ici.es graluilas de contrabandittat de
4/ricanos t de pateadores de ledalax falsat etc.,
nos parecern antes irrctleclidas, do que malvolas,
tanto mais quauto as columna- de seu ronceiliiado
jornal se nao franqueara calumnia... A penna do
redactor do Belrospeclo Iransviou-se no desenvolvi-
ineiito de ura Iheiua escabroso, e para astear factos
errneos, soccorreu-se de orna theoria lao errnea
como elles. Rio enxeigamus neslas qualilicarocs
odenlasseno o emprego ubrigado de m o arsu-
raenlos, alira de defender urna causa anida peior.
Era fin), se a nossa asseverarao estribada na opi-
iii-ii unnime do corpo do commereio tem al^um
valor uo seu conceilo, terminaremos as aeaaas estira-
das e enfadunbas rell -xes, assesurando-lhes que es-
les especuladores, pois que assim os appellida o Be-
lrospeclo ), sAo lao dignos c honrados na sua vida
privada, como leaes e probos as suas liaiisacces
comraerciacs.
Sou com a mais perfeila estima
Um membro aa tmoeiaeio commereM de Per-
nambitco,
Reconhecendo exactos os dados eslabelecidos pelo
nosso correspondente, nao estamos de acord com
alguraas de suas consequencias, e para obviar nina
discussao que naturalmente se deve tornar autipa-
Ihica, terminamos esla questao com a dita publica-
rjio. O* lledactores.
nli.ir,i, cntregava-se com todo o allecto de sua alma
a embriaguez da seduccao c a coulemplaro da na-
lureza
o Qaem sabe do futuro, Adolpho !
Eu: eu que lenta lido a infamia era muila fa-
Em oulro dia vao junios ver o por do sol : es- 6* formosa ; que tenho estudadu o coracao de rauilo
la descia rpido para o horisoute derramando sobre hornera hj pocrila, iuvejosa e cruel; que tenho ras-
a campia e mleiros ondas de uraa luz frouxa e du-l. ^
vidosa. Todo retpirava um prazer doce, saudoso,! ga,", """"' ,cu M ,lvo, e ",u,"' SUl|ario de
como a luz crepuscular, e como nina li mioma par- or,os : e an* e uulros tenho apalpado a podri-
da do ciciar do vento a morrer no caima vial alas- I dilo !
Iraudo o fundo du valle.
Como se nAo amar !
No lerceiro dia, urna barca resvalava pelas aguas
adormecidas do Capibaribe, cujas margeos erara dc-
broadas de casas, jardius c pomares. A la foi sur-
gindo preguicesa por sobro o topo das maltas. Amo-
lia e Adolpho seutiram as almas rrisparem-se de
prazer. Ella reclinuu-se sobre o peilo do mancebo,
as palpehras cerram-se-lhe como se um sonhar feliz
lite nadara no co da imaginarilo, e os seus labios
Iremulosrauruiuraramsem quererEu le amo. Adol-
pho O mancebo commovido por ura afTeclo lama-
nho, embriagado pela pureza do ur, pela amenidade (3; Ninsuem amar lano aos eslrangeiro* como
da noite, e por tanjo amor, quasi a rotar os labios eu ; purera a miuba patria amo-a ale ao delirio. Se-
Para, para hornero. Onde queres ir cora o
leu r. m.in.smo estragado'.' E a lei, o projeclo de
lei.
ii 'loma la e le.
Para Merim enlre serio e rsuoho abri o papel
que Ihe pa-sara Adolpho, e leu o seguinle .
Projeclo de lei n. ISti.
ii A assembla dos homeus sensatos, juslos e pa-
da mora lambem disso Eu arau-te
No quarlo dia, Amelia vestida de branco, com as
trancas cabidas sobre os hombros prelodiava um des-
tes cantos melanclicos que lao bem assenlam nos
labios que amaro sinceros, puros, e a vez nica.
Adolpho era pocla ; e vislarda placidez da noite,
da voz harmoniosa de Amelia, do preludiar sonoro
do piano seulin o orvalhar de lagrimas a inundarem-
Ihe as (aces.Correram pan elle, rcclinaram-llie uo
eolio, oolra tabees rociada de lagrimas, e cnrliuga-
ram-lbe as suas duas trancas perfumadas! Qaem
ralo amara assim ?
Poi j> nosso bere apezar de ludo isso na au-
sencia de Amelia, penda para a ingleza. O pai de
Adolpho vem a ser sabedor da vida folgada e mila-
grosa do fillio e suspende-lhe a mesada. .
Em lal caso concerta com o seu collega Merim
e oulro collega mais, no como ha da engaar um
velho lio pai da segunda nainorada) e obler dinbei-
ro para mesada e compra de relogio, mobilia, 1-
vros, ele., etc., etc., que ludo ja eslava vendido.
O meio foi urna caria, urna jeremiada.
Vem o dinbeiro e lodos osaobjectos pedidos. Po-
rni ..final despobre quem Ihe havia mandado lu-
do. Nao loi o lio, foi a menina formosa ; paliida e
romntica. A gralidao lixnu a esculla, e a araisa le
coroou-a. Casara-se.'
He, pois, o nosso voluvel e idealista Adolpho,
qaem aprsenla a lei da arvoricullura.
.'" veem, pois, os leilores, que osla dada a expli-
eaego porque imprim o caplulo IV do Romanee c
au ludo. Todo o enviaremos a impreusa daqui a
.uin-.-, islo he. depois de con i si,l i, augmentado, ou
dimiiiuido. S tivemos era vista a lei ou a idea,
sobre arvoricullura, que pode approvcilar a alguem,
e mesmo, qu"in sabe se ao paiz *?
2) Aos que querem o commereio por paos ou por
pedras, u.lo era mao a leitura da excellenle memo-
ria sobre Lima rio Per', bem como a leilura dos
en-los sobre a iuquisicao do Sr. A. Uerculano.
engenhoe patriotismo, a qoem ellas servissem de Consulle-se o Osleusor Brasileiro, sobre o Per'.
jamos francos.
Os das -2(i e 27 de julbo, a lei do censo, a abrila-
da, a carnificina nos Alternaos do ido do Janeiro,
ele., etc., ele, liada mais feram >io que alguraas la-
vas que lanoso a crtera do vuleo, mas que por fe-
licidade virilou ao hoqueirao.
Qnera ignora a horrivel histeria das Vesporaa Ce-
caiias he a isso a que allu.linios, he isso que te-
memo, prevemos, se nos e os estraogeiros, nao li-
vermos animo de allslar ao longe a exhalarlo de
lavas.
Teuhamos algum pouco de amor palrio, que
semlo, quandua anarchia se enthronisar no sen Mini-
no du caveiras, de sngue e ruinas, quaudo a uliima
esperanca se extinguir no coracao dos que sabem e
preveem. ai de us! Besla-uos laucar as ruinas
quefuinegam, e no ullimo arquejar bradarinos lodos
Horramos com a patria.
ii; lie ao mnos urna grata consi.laco para os
que se esforcum pelo paiz, ver-se que as ideas nn
inorrem ; ao conliario eetaaiu em muilos coracoes.
Coinmunicar-se noticias como a seguinle, depara
fazer churar deconlenlii aquelles que velara nos li
vros, e quelromein pelo porvir do paiz.
OSr. c i pililo Vicente de Araujo Pinheiro, (irmlo
meu) logo que principie o invern, vai por em exe-
cucao o sj-lcma da arvoricullura com as modifica-
ci'S seguinles :
Os lavradores, moradores, dos engentas Lna e
Pnciul'o, equantus de futura habitaren as suas tr-
ras, silo obrigados a plantar arvores pelos cab-cos dos
montes. Loso que taes moradores queiram retirir-
se. ou sejam laucados fura, recbenlo por cada ar-
Vore como a jaqueira, laranjeira, etc., ele., IjlHII)
rs. : pelas de pequeo tamaito cuino o cale, "itill rs.
Osnovoa moradorea, quo entrando para os ditos cn-
geuhos, acharem os sitios plantados, reparliro os
producios, e coiiliuuarAo a perceber a mesma srali-
licacao pelo novo i'rvorclo que planlarem. Assim,
em bravea anuos, (eremos mil ou duas rail arvures,
pelos raberos dos moules, presentemente nu's e es-
os recursuscom dade de commereio, libcrdade de industria, lodas
estas e oolras alislracces lem um limite Irecado pe-
la raigo e pela jnsllca, mas se alguem Irauspe estes
limites, todas esla* garantas eeseam em seu favor, e
enlAo surge UMKI popidi, e a juslja he feila.
ir Porlanlo, para evitar cataslrophes funestas, para
evitar que entre mis apparecdm as srcuas que a este
respeito se estao representando na Inglalerra, e que
era laes circumslancias lera apparecido era varias
parles da Europa, pedimos a quera competir, que
lome algoma medida que nos salve da situaran criti-
ca em que nos adiamos, o
Os fados ahi consignados e a theoria, em que el-
les assenlam, temos por inexactos, e as couse-
quencias, que delles poderiam ser deduzidas em ex-
tremo perigosas e subversivas.
He sob esle aspecto que sollcilamos a concessao
de suas columnas, nao lano para refular as ideas
drsle artigo, como para restabelccer a verdade dos
factos e o sentido econmico e pralica, no que toca
especialmente a iniportacao e a vcuda dos gneros
alimenticios em Periiambuco.
Osen mercado leceheu do eslrangeiro, em lodo o
cuiso do iiiio passado (1835) 152,027 barricas de
bacalhao e 59,678 barricas de farinha de trigo.
Pouco diremos sobre a farinha, que nao repulamos
em lodo o rgor uin alimento de primeira uecessida-
de para a popularao desla provincia, cu;asclasses po-
bres uas cidades, e a quasi lulaldade dos habitantes
dos campos e do serillo, muilo pequea quanlidade
de p.lo consumen!, siisleu(aiidu-sc priucipalraeule
de mandioca c nutras substancias farinceas, que
con-liluen. a verdadeira base da alimenlacao pu-
blica.
Assim, pois, pensauoi que a farinha de trigo,
considerada cuino o alimento preterido das clisses
abastadas, escapa aeco previdente ilosovcrno, e
entra, n'uma proporcSo mnima, as previses eco-
nmicas a que pude dar origen) uin abaslecimento
iiiaior, ou nieuur, desle genero no mercado de Per-
nambuco.
^intD(i>c.
lodo a frente voltaria para o ra-lello cm direrra Aa
baslica de S. Pedro, e do oulro a dirisuem-e puro
o inonlei. //. Win Elle rerorda-s- atisaae
espectculo no sen Inferno, e em cnimomoraco fl*
aconlecimcnlo, que imlu f ojajaf te sanaste, h-
curou-se a viajar pelos tres mondos mvii\ei- no
auno de IIKKI. A arle, bem rumo a pooia. munoi: i
ii-ou a grande assembla du mundo chri. I.iol-
lo. que parece ler sido do numcio do* pssjaajBJBBea, '
liiulou, no prtico de I,airan, Bnmfariu VIII. ssj
blicando a bulla de coiivocac^o. qoe devia alialar
(oda a Europa. A historia, Pu.ilmonl--. eiiculri-u
n'esla fe.li. i I.ule secular, a |)sanaBBl de detperla*.
Ueinoraudc-me rom os peregrinos na cidade -au-
la, diz Villaui, a ver os raagetloo* e anliso n.....
melos e ler os ailos fetos dos II .mane.. ssatt|flss
por Virgilio, Saloatio, l.ucaiio, Tilo l.ivia, Valerio
Mximo, Paulo Orse e oulros grandes historiado-
res, aprend sen estro, e como Horenrj. na qua
lulade de lillia e dependenl de Koraa. eslava pai
(icularmeule disposla a execotar grandes cnosaa. pa-
receu-me conveniente contar em urna obra o* prin-
cipios d'essa cidade. o eeu pagarlo, u presente e o
que a Dos sprouver de eu fuluro.l
Assim, sempre e por Inda a parle, um pensamen-
lo superior ,-i sua existencia linda tem reunid.- o-
homeus, Iraduiiudo-se cm diversos s) mralo- pela
ari. io da poesia e da arle. Em nosso -nulo rnvn-
oam-se grandes BHid6eB pela primeira vez, sem
se Ibes propor ura lim ideal. Vo. IssjBS i lisos, aa
lieregrinaces. aos torneios e jubileos sorrederam
os comirios industriaos. Duas veze e lem a Euro
pa asilado para ver inercadorias exposlas e compa-
rar productos raateriaes, r. de volla rte-las roma-
nas de novo genero, nenhuma pe-*oa se queitoa de
que senlisse a menor falla, llavera maior indico
da revolucao que se lem operado as BflBBtea bu
manas, eda mu lao.. i que se lem ellecluad no va-
lor relativo das cousa. f Nao lie ovident que o
mundo Icio perdido em nolireza, qu a su.- exa-
geradas .- iiiii'.a.r. d'outr'ora, qne, se o quizerem
chamar, eram chimeneas t barbara., leem saceeili-
rio apphraroesmais modestase mais posiiivas 1 l-aa-
rier, jirophela de nossa poca, linha predilu que um
dia. em lugar di cnenntrar-sc nos campos da h*la~
lloi. oa nos concilios ecumnicos, as porc/te. mar-
da humanidade se disputaran) a en ollencia na rnn-
feirao de holiiihos. Esle grande anda nao t-.-on a
extrema perfectibilidad*, mas para ahi raminta a
passos largos : ha alguns diasque a. maiores in-
tellizencia da Europa se m-copavam em deci-
dir que nacao fabrica melhor a seda, og e al-
godAo.
Sera temerario proferir aqu palavras de recri-
minado oa de censura ; lid. la !o a resneitar o-
factos consumados, nosso lempo nao e presta vo-
luntariamente a critica da direcrSo goral e -le -ou-
Irabalbus. Alm de que, nao se contesta que os rur-
Ihoramrntos materiaes, qoando conthbuem para
elevar o nivel das clases inferiores e rongracar e*
povos, sirvain a ura lim religioso e moral, e lenta
pois direito ao .n-itainenl e venerarao. O erro im..
consiste em proclamar a industria lina e til. nu-
era evalla-la alm de sua ja>ta medirla, e ligar de-
masiada importancia a certos aporten; monto e
requintos. N'esla uniera de coasas, nblido beta, o
aprimnrado il'ollas he de pouco proco; porqutnlo.
seo lim da vida humana he a frluidade. o pausado
a rcali-ou sempre. inlepenrienle de lae-, solitilofa
dts. E se. como penswn coro maila razao os sabn.
a nica cousa necessaria he o p.-rl-nniuenlti na-
ral e iiitellerlual, taes accessorios deveni ronlnban
para muilo pouca cousa. A In-l-tna .-lcroce-iiccs ari-
miraveis dese.ivolvimeulos iiilellectuae-s e idado* de
ouro e de felicidade, que e tesa proriuriri no saeta
d'um eslado material em extremo srosero. A rara
brahmanica, na India, :ein attjngido urna ordena de
especularles philosophtcas que so a Alleanonha de
nossa* dias excede, tirando porem quaol i i nvili-a-
clo exterior na linha das sociedades mono, avanra-
iaa. Oiocompiravel i leal di Evaas-I'i i. on.le se
leseavolvc o senlimenta moral rom lao maravilho-
sas siiblilezas, nos traospnrta ao niei i de ama vi-Ji
simples como a dos uossos cain*o. r on-le as com-
plicacoes da vi.la exterior qua*i quo nao o*cupan;
ducar.
Tome! lomo! lome! Tanto os prudente como os
cstoiivadus, Du Jardn e Du Taillis, lano La l.uzcr-
ne como Piu Secco, os avarentos e os prdigos, os
pobres e os ricos, Sopltia Des Baliveaux, o substitu-
to, a lia Natalia, w Massotiueau : foram precisas
cen mies para reeeberem.
No meio desso delirio ouvio-se uin rumor dolado
do po.il. I'in servo entrou cora ar pensativo ua sala
de baile, e veio fallar ao ouvidu de madama Oes Ga-
rennes, a qual vollou-sa para o castalio e exclamou :
l-'aca-o entrar!...
Elle ja entrou, senhora, replicn o servo.
(ue lie is-o-.' perguutea Des Garenuet'contra-
riado por cssa mi.niipi.ao. .
A multar fez-lbe um aceno mvslerioso e proniiu-
i ou brandainenlo o nomo de Bobiusun. O castellao
adeviiihiiu, e certa emocilo appareceu-lhe no sem-
blante.
De ceilo, de certo, disse elle, faram-no entrar
ja, ou antes voii ao sen encontr.
Madama Desttarenuesdetevo-o emarmarou :
Bem sabe que elle nao gusta de zelo, liqne.
Esteeolloqulo preparara oa Kicardos para a che-
gada de algum grande personasen,, e seus olhos cu-
riosos lenlavam alravessar a escuridau que reioava
alem dosaUo de verdura. O negocio das acotes es-
lava deferido indefinidamente. Cada Iticard torna-
va hraii.lamente a si. La Luiente proeurava um
biiiu 111" ; o artista pensava que se Ihe de-sera nina
caita de ncuiiimendaca) para esse Prior Unslol po-
deria levar a bella arle da pintura sobre vidro ao
seto do Novo Mundo ; a linda uii/iuha nutria a es-
peiauca de fazer oin.iin /.-lia cantar.
Eutrelanlo Robinson, ou antes o pobre Vanthier,
que viraos n,\ hospedara doCavallo Branco era to
ina po.ic.i,,, alravesaava o ardim para sanhar a sala
de bule. No meio do camioho seutiolocarem-ltano
hombro, vollou-se, e una voz runliecida perguu-
lou-lbe :
Traz s ledras do cambio?
'depilen XVilliams eslava junio delle
Sim, tentar, respoudeu Bobiuson ra,i-i crcio
las Falsas, contrabando de Africanos, lenham ublido Ill,e *P"1- especula, ganha ou perde. Elle nAo es-
ta' sujeilo a reslrccao alguma : a lei o escuda e de-
feude.
Sabemos, entretanto, que em alguraas circums-
lancias criticas os governos sao chamados a inlcrvir
uas Iransaccoescommercaes, tm proveiln das popu-
ladles sotl'redoras, era lempos de caresta e de tome;
mas, quaudo nessas occasies o Eslado se aprsenla
no mercado como comprador, a posirAo do importa-
dor uaosotlre modilicacao alguma : he mais uin con-
currente, pelo contrario, que se sujeita, coraoos do-
mis compradores a's llui-lua..oes da praja.
Ao governo smenle incumbe, porlanlo, cuidar
no famoso Saiuf nopal/.
O cummerciu sendu cslratiho a estas medidas de
u i Hulado publica, muilo mal cabidas sao estas qoa-
lilicaQes odenlassem alma, sem coracao,appli-
cadas aquellos qoe sob a ogide da moral e da liber-
dade, expoem os seus capilaes aos riscos e as even-
tualidades dos mercados estraugeiros.
Se aa perdas que os ferem, de modo algum con-
inovcm os amigos fervorosos do povo, sempre promp
tos a embocar o clarim em (avor dos padecimentos
populares, porque razo impiilar-lhes como crime
os lucros legitimo* do urna Iransarruo feliz ?
(Juererao por ventura reslahelecer aqui as
celebres leis rio Mximum ? Em lal casos,
de novo Ibes diremos qoe, em circumstancias criticas
s au governo compele ntervir, s ellejo deve fazer,
mas de um modo conforme aos inleresses geraes, ou
seja aliviando dos direilos de alfandega os gneros
alimenticios de primeira necessidade, ou seja com-
prando-os para revende-los as classes pobres, sem
ganlio ou inesmu cura perda.Eslas resolures su-
premas sempre temporariasnem de leve ofl'endem
os inleresses, os direilos c as garantas da livre per-
mma ; e evli.iuh.i inaravilha, esle mesmo commer-
eio estigmatsado as occasies criticas, pelos espiri-
to* fortes e os oreanisadores socaes, be sempre o ins-
trumento mais poderoso e inlelligenleSJjj) abasleci-
inenlo, o a liarreii-a mais ellicaz conlra a qual se
quebrara as previsoM O OS receios de uraa penuria
geral.
E de mais, admittindo raesmo que o termo me-
dio rio proco rio bacalhao seja mais elevado no pr-
senle do que no annu passado, he ponto averisuado
quo a mor parl desle genero lem sido consumida
nos engullios ; e como Inda a venda he nina per
mulla, lima Imra. o resudado definitivo he ludo era
favor da riqueza territorial do paiz, pois que o assu-
ear vendido nesle mercado aos eslrangeiro* na safra
actual oll.'riN.....in augmento de porto de UM) por
tente em beneficio dos agricultores sabr os precos
dos auiius aalerioics.
A equaeo especulativa de semeltanle fado eco-
nmico prova exuberantemente a exaclidAo de nos-
sas observacoifs.
Eslas civilisarees a, em verdade. I das parriaes
onde a Met da urfec esse iiisiinrlo que leva o ho-
rnera a af*rsa*SIr-.r ludo o que o cena, licam SJBSSldU
lodo desconhecidas. L'ma lisillaei,!* completa deve
A POESA E A EXPOSICA'O.
Couta-se, que na feira d'Ocadb, ponto de rom. "o
commerciale congresso litie'rarioda Arabia antes do*
Maborael, os poelas das diversas tribus recilavam
publicamente seus versos, e quo ai pecas, que mais
tinlian caplivado a adrairarao dos i iivinlc, eram
escripias era ledras de ouro e presas com cravos do .
mesmo metal uas portas da Caaba j lal he a ongem "l'ar-sc- '"o *" "** c *s s-u aperfoicoasnento
dos sete Moallakal, esses poemas a.imiraveis. ot)dej",mi*T*"| e '"'li talellevi.al.
se pinta enm lanos allracl))os e magia a vida rabe j M ,s loa:e *" arl"r,'n>- progroo. da arte em
anli-islamics. NAo se pode duvidarde que os produc-! Parallel0 co T" <" 'C> no gost. do ro-
tos, exposlos oo Palacio da Industria, sejam superio- lor'a','e sou f":-'do s empregar esle orno barba-
res, em lodusos ponlus, aos que (guravam na feira "'p"' eM'"mir ama idea pouco franreza. pode-
d'Ocadh : mas osparldislas mais pronunciados do .""" ,""r' *"" P*n,l''< 1m le"'P"S o* paire-,
progresio co.iccdcr-me-hAo lambem, que he mister'. on'le c0"/"r">bl'1 ,en> '""ario .. principal .1
fazer urna euepoao no que toca a poesa, e que lr,c"vo "-0 publ,C' lelD iido "> m"m,> I1-*" >
debaiio d'esle poni de viste, as duas exposicoes "Ui """"J-"'0""' "1" '"P'" as r,(es. (H do.s
oo podero ser comparadas. Anlecipo-me em dar mi"* a8ra<,av"4 """nenlos ar(Hicos ria htttorta da
urna satisfago aus poetas desconhecidos. cijos ver- l"'m",,'"1d,!. -""da os que ..... .,.*.(.
sos nao tenho liilo ; basta-me que algum. de suas1'1 0^eC', "0>- *etulu -1"" ua cr" rl,"Ua- -
obras nao tenha sido bem acceita do publico, e re- "aha da "e"a-rar-.o. Ora, sMM de pon
calvados pelo iiveruo, requeimadose ios pelo ve-
rlo.
O Sr. tenente-coronel Manuel Leas de Arau-
jo Pinheiro. primo meu e amigo, vai por em prali-
ca o mesmo avalenta nos -cus lies eiigeullot Arau-
jo. Covas e Pist.
Teremos, ipnis, o 'tengenhoa, rom Id rail arvo-
res, ou IOH ni,limos de golas d'agus. quo brtilitara-
i 5 leguas de Ierra, que lana he a rea desles 0
engentas.
Une os oais proprietarios shracem a lembran-
r.t. e Adolpho o loncopodera exclamar nos im-
pelos da loucui a :
o Eu larri, tomo Mahainelh-Ali no Esvplo,
recitar as seccas, os desertos, a subila apparic.io
de minbas legioea d'arvores.
que ha fesla no castello esla imite, c, segundo milita
humilde opiniao, nao he momeiilo proprio...
Nao perguntei-lhe sua opilttSo, seuhor Vau-
Ulier, inlcrrumpeu Stophen IVilliamsseccamenle.
O avontureiro inclinou-se murmurando :
Eslou as suas orden*. Eulao devo apresenlar
as ledras a ?
Sim!
No meio dessa rciiuiao .'...
Sim .'
Peuso que devo 1er ao menos alguraas alten-
r.e.1.....
Nao deve ler ntiiihtimu especie de attencoes.
Mas... quiz objectar Vauthiar.
Quero que assim soja interrumpeu Stepheo
Williams com lom imperioso, v !
Eslavam a dezpatSOt da abollada de verdura que
s-imi deporta sala de baile. Slopheu Williams
inolleu-se airas dos carpes, e foi assentar-se tran-
quillainrnlc om um canto ; aviston a Bolando que
pasteara perto daltl e disse ihe :
Enlre enlre he cliega to o mntente.
O servo que madama DesGsrenne* enllocara de
tenlinella a porta, prununciuu em vuz alta e empha-
lica :
O sentar Kobinsou, repretenlanta da c isa Pe-
lar lo i- -.il de Boston .'
Sem o saber Des Gareoncs e a iniilliri lini.ini pre-
parado magiiiliramrute essa entrada. Os Ricardos
deslumhrados arregalaraot us ulhos parccia-lhe* que
o famoso Hinco do Panam que d iva sessenla por
fi-nto de lucro, lmala ura Corpo para aprsenla!-se
no meio delle-.
\ iran appaiecer ura boinoin mal vestido, e de ar
um laniii ciiii-draiigidu. Mr. Des Garennes e a mu-
ltar foram receta-lo porla pira u condozirem
Iriumpltalmenle an lugar de honra. Em sua pas-
tasen! a liiim reculbi ia inclinou-se alo querendo
ver em sua pobre apparenna mais do que um signal
de exeoiitnoida-le.
He veesa sentara, Mr. lies Carennes
guntoii Vaulhicr com voz suflocada.
per-
Eu. mesmo, respondeu o castellao sorrindo,
muilo ufano pola honra que...
A ncjmparavel Julia fez lamben) sua mesurada
fidalsa.
Vanthier exercera mudos olllcos em sua vida, mas
nunca fura ollicial de juslica. Iguorava a arle de as-
sassinar a gente cun serenla o o polidez. Sua pro.
pna repiisuancia tornoii-o brutal, o Stephetl \Vll-
liams ngo teria podido esrolbur melhor, visto que
queria dar uin golpe de maca.
O prclendJo llubiusoii parou no meio do sabio, c
disse :
. Bastada carteras, por favor!... Trago aqui
um iiilli.li. e (Cscenlos mil francos em ledas sacadas
sobre vo-sa seuhor ia ; pode pasa las ?
A Irib Ricardo ondei.u como um mar. Des Ga-
rennes iii.i- paludo que ura .1,finito, olboii para a
miilher. a qual leudo mais forle tentara anda con-
servar-se tranquilla.
Robinson liaba na mo as letras detdobradas.
Uouve um silencio verdaderamente solemne.
Nesse primeira momento u eoraega de todos os Ki-
eardos salta va de alegra : o i lioeahira. Nao Inda-
savain se a casa Des Garennes poderia ou nSo pasar;
Mam -.imcnle o golpe ria Jo no rosto, e applaodiam
o acert.
Esses Des Garcnne* orgulhnsos, que rerebiam us
prenlos humilhados om um caslell i do mu inill... > e
quintante* mil francos !
lie admiravel!... disse o respriavel Des Jar-
dn* com voz que a alegra fazia humor, positiva-
mente !
lie i-so n qua cliania-se na America um crdi-
to illimil.ido persiiiili.il La Lozrrnc.
Ab inuriiiurava Du Taillis, le 'ai de cambio !
O arlista .fagina as barbas meio brancas pen-
sando :
Bem bem vamos rii !
Sopbia D-s Baliveaui asucava os denles,.. a lia
Natalia compra/.ia-sH na idea rio que o chale rie case-
mira da india e-lava era lugar sesuro coraos brin-
cos de orelhas. Massooneau proeurava ler no setn-
xebido essa cousagra^ao que faz uraa parle cssencial
da belleza d'um poema. Como pisten sil urna reu-
niilode homens, que nulr'ora, c ine-nio em pocas
mais prximas rie ns, lona sido coroada com urna
aureola de poesia, sem nada dizer a imaginar i. a
sem produzir urna eslrophe digna de memoria 1
Eis ahi, cerlamente, um problema digno de estudo
e sobre o qual, em falla de poemas para examinar,
seria hora meditar un) pouco.
O passado tem seus panegrico8, nobres como el-
le, e cm nenhum tem fallado a poesia. Em quanlo
os rieos-s lindan) o privilegio de reunir os horneas,
as testas eram ao mesmo lempo congressos Ilitera-
rios e assembtcas religiosas ; osjogosda Grecia li-
veram Pindaro para celebrar seos vencedores c ou-
viram da bocea rie llernlolu as priineiras balbuca-
nles da historia. Mas logo que os santos substitui-
rn) os dcoses, as pere^rinacues lornarara-se ce-
iros poderosos da creac.o legendaria e cada uraa le-
ve o seu poema. As juslas e lanicios foram ;> sua
guisa as festas da honra e da belleza ; a puesia
dos trovadores o dos .l/i/niesmoaralii se tocara como
em seu berco. Cilar-sc-ha com dilliculdade um lu-
gar cjp mundo, onde os humens se lenham re-
unido, o as arles c poesia nao tenham desabru-
cbado.
(joando a ola lo media, em decadencia, esgotoo
lodos os recursos de sua vida potica c religiosa, urna
insliluicau cheia de yriginalidade veio renova-los
por algum lempo. Fui um espectculo extraordina-
rio n juhil"ii rio anuo de l.'.HO. pora onde concur-
ren, de lorias as parles da chrltlaodado, mais de
dous iiidlid. s de lioinens, sob o impulso de nina
crenca anda robusta. Em certos dias Roma clicsoii
a contar em sen seio ale du/.cnlos mil eslrangeirus;
foi necessario fazer brechas nos muro- para evihr o*
accidentes que se uiiilliplicavara uas portas. Nao
obstante e grande numero de particularidades que
esperistOBtaVa a decadencia da poca, o juliileu te-
blante da multar a opiniao que devia ter deludo
isso.
Linda mai/inha. disse /.ola, i-ujo coracao inge-
nuo rleixou escapar lodo o pensamenlo Kicardu, se
bouver vendas em casa de minha prima Des Gren-
nos viremos comprar, nao be '!
Eslou esperando, disse Kobiusoo setoolhar pan
suas victimas.
Mas -enior, parece-mu... quiz Dos Garennes
objectar.
Estou esperan lo '.... repeli Robinson.
O castellao ctagou-se vivamente a mulher, c
disse :
Com ;: reserva que esta era lita mao, o os quj.
iihenlns mil l.-anco- de !>a Guerot p.oleremos pasar.
A Castellaa nfion tpoilri u.e Des Carennes laucou-
se tiara u hituro esposo de Camilla ; mas u viavinho
recuou como -o livesse \is|o una serpente.
Bem !... pensaram os Ricardo* saiiureando esse
sesillido golpe.
Des Garennes vollou ,i iiiulher. e balliucioii :
A reserva.!... Hesla-nos sempre a reserva !
A castellaa eslava verde, c pronuuciuu enlre us
denle- cerrado- :
Vos-e ogava ua Bolsa, cu lambem !
Des Caretiue- rieivou Cahr os bracos, e esse movi-
i.tenlo foi I.-... expre--ivo que a aleara earilaliva de*
Rjcardoi converleu-se 'oso em susto ; cada um eui-
dou no diuieiro que linha na casa Des Garennes. e
lodos es-e- semblantes Iriutnphsntes empallideceram
e enlrisleceram-tsxsu mesmo lempo.
Oh I e\i-l .muu Du Taillis, elle temo a banca-
rola !
o artista linha suor uas tontes, e La l.uzerne per-
da sen guslo polos bous dilos.
Conlempl non a Dos Garennes opprimlriv duranle
alguns segundos, e depois elevou-te esle srilo imani-
me e lamentoso :
Meu dinbeiro meu dinbeiro !
Depois o rtelalhe i
Meus cen mil francos '... Meo? -.inte mil fran-
I co- .. Meuc Irinla mil franco- !. .
essas duas grandes pocas, veremot que a par do -co
lmenlo do bello, roaravilho-amenle desrnvolviriu.
havia ausencia ou falta qoasi completa rie roidado
para lado o qae lende ao bem estar e s roinmodi-
dades ria vida. O confortable privado eta, entre ...
Gregos, quasi desconbecido ; esles cidadaos de pe-
quenas trras, que erigiam em torno .le -i la*
grande numero deadrairaveis m< li.ilulavara em casas modetlissimas, i..... pooca- va-
sos, obra prima de elegancia.lite verdade. romplrta-
vam toda a decoracao. Vio-so jamis tanta ssjsjssj |
siiiip;icnlade reunidas como ne-s.-arrobaladoraspro.
ci-oes das Parratheneas e do l'arllteooii O veslua-
rio d'essas donzellas, que nos ropie-rutam a aristo-
cracia de Alhenas, nao excede cm loxo ao das can.
ponezas, osobjectos que ellas eonJu/em pai i a a-
crificio, recordara os utensilios man humildes '
usuaes.
A Italia ria lletlaara- lio aprsenla o mesma con-
traste. O Vaticano, esse incomparavel monumento
ria grande i.le. he, riebaixn do poni -le visla do
confortable, e mais Irisle palacio do mondo, m,, ar-
ruinado, ermo, etposlo ao ludibrio aos vento- I.
Nao ha hornera de fortuna que era MSSM das qui-
zesse I.abitar os aposentos do cardeal de Bibbieua
decorados pelo pintor Kapbael, anles de have-lo<
tornado dignos de tiesto sua riqueza. A ll.dia. que
lem alravessado as mais profundas riera leuda- r a>
epocasdo mais deplorase) m o gosto. utas qoe an-
da nao perdeu o senlunento ria u.-hreza e grandria.
lem-se con-crvado sempre indiil'ercnle ao que n-i-
coiisideramosesseiicial a una civilisacao asan ala
Compara! o palacio ilaiiauo e o anligo palacio Iran-
eez, que lie -ua imtrtcao, a babitacao ingiera tic
um lirio iieuhuma allcnrao as pequeas particulari-
dades ria vida, nenbum cuidado com a cumntwriiria-
de, ludu sacrificado au nobre eslv lo, negligencia ev-
DuTaillis, Dos Jardius, Ansu-la Massunnoau. a
lia Natalia, a o resto lanearam-se por um raovimen-
tu eommum a Des Garennes petrificado, e sacudiram-
no riideuieiite.
Meu itinheiro mea .'inheiro met dinheirn !
N'olbacada'.... pronuuciou Des Jardin*, ..cc.io
vergonhosa !
Abuso de eooliaaea '.... diste o lubslilnlo.
Dolo, taucarota fraudulenta i
A" pn-ao !..,
A's gales !...
\ esla palavra Do- Garennes eu.lireilou-so, c vol-
lando-so para Robinson, dis-i'-llie :
D me lempo, seuhor, e pagarei.
Achara alguma digniJade no fundo de sua des-
graca.
Sim, tu pisaras, malvado,exclamavatn us Iti-
car.iov. ,io eocitrario desgrarado de d !
Nesso momento nutrai vo/.es .elevaram-se fora do
circulo, e es-as VOZOt gritavam era coro :
No- -o solano 1 nossu salario !
Erara o^ servo* do cattrHo que viuhan turnar par-
le nesse concerlo lgubre.
Ma.lania Des Garennes que nao movera-se desde o
eomeeo da acea, estremecen brandameitte, .-uas-fa-
ces lvidas coraram, e erguendo para us prenles um
Olltar que os fez recuar iiliniti\ameiite. disse :
Anda nao eslimo* vencidos!
Depoi- ui.-ir,.i..lo Robinson cora gesta irme, acres-
cen,o :
l-.s-e li.imciu deve ser um impostor !
Do- Garennes irspiroo, tomanlia^ra a confianza
que linha nos recursos da multar ;pre enriido Ro-
lini-on panceu hesitar.e uin instante i s Uic.udos
; arrepeiotor.-lm-.o de ler-s i a lianlado mu o.
A castellaa i ic lio com a \i-ta o Icrrong que ara-
bava rie recuperar ;
Nao era preciso tanto para rrsliluir-lhe a fir-
meza .
A casa Des t.-.ireiiu,-. lornoo ella ichando a
forca de sorrir rom ironia, be em Par-s r,)a do
llolder e nao aqoi... quem ja vio apresjenlarem-se
leiras rie rommercio no rampol
Vanthier nao responden ; pois senta a pcrl'cila
ju-leza dessa otaservac.lo.
S.ln dez horas da noili'.cnnlinuou a castellaa es-
timulada pelo otilar de ariiiiiracao que lanceoIhe o
I) A nica ala habilavel he moderna e
cante considerada artsticamente.
insigaib
Guerel, que ollcicccu-mr c-ta inanli.t o seu (illi-.ir .
e que segundo espero mo se des lita...
O viininlio grdou lugo com sua voz llamada .
Sim, senh.ir !
Era para acabar como pai e n.ai da -ua ei-iu.ua
que elle emprestava lao graric-amcnlc o ten IWbei .
mando, lia muilo lempo que dansainos a cl.iiidade recenteinenle rtasariu rie l.ondtrs.
daslnzes... Qoem ja vio apresenterem-se as tetras itoinn-un que eatava wctaaapor vev latssdae
de corainercio depois rio sol poslo '.'
Robinson perturbado proeurava com a vista o
patrio.
Positivamonle pensava Des Jardius. a qucslau
seu ] o pe. deu um |ia-so para sabir do circulo.
Eia! exclamou madama Des i.hciiiic- ; app-l
laiei so preciso for, para o proprm Pctor lri-tol
N.lo acooselho-lho qne fact tal 000**), astttafe.
para atildar a laucar fura esse personasi-ni.
Ah Julia! ... comecoo Des Garennes maravi-
Ibado.
Perdoo-me, seuhor! inlerrroinpeu a castellaa
rom altive ; nao foi por esle houiein obrar illeg.il-
raenle que adevinhei nelle ura impostor; foi porque
. i, ,t> i signal oo amo ; os cria lo-aprineilaudo ee inoii,. ;,-
uiiem Senhora, proiitiurioii proa v<>/. ^ra\.* que el*-
vou-aM afra/ da incomparavel Julia, p a u- voltar-
se soltrc-allada, na America US cu^luniaiiin-i iralar
as pessur-. -.-.iiii.lti i'lhit merecfm.
A easlellaa Urou |M-mada cii**iiran.lt Slepli?n Wil-
liaiiis, (|tic eslava em p ao MU la l<<. I ni muMiuiriu
[.ercorreu a a4emtiU>a; pra nova pprippfia.
Siln'fnos ims-o oflCO loruoii Slophen \\ i!-
Ijii'ns com lrie/.a. As lelras Unan) apresen laclas em
(pinpo ulil na raiva tta cm*-. \h-> (i ircmips, na di
llpldpr en l*.iri>-... o ofHcial !. |ii*lira as e-pera.
i) americano vdit.Hip para Vaulhier. edi*se-l!n
em Lom *1* ur Ipm Ipci-iva:
Senhur Rtihinsun, qii**r< qup este papel seja
entregue a um olTu*ial deju4ica anlp de amanhe-
rer apre*e-e .. T*-aqu; oilir Rlcarlo Dn
1

do direito esto melhor perorada do que por raudos i,lis,e Americano endireilando sua e-lalur.i -llar
adVORldos! I re-pctlavl ; iVter Hrislol a eonJemii na .. Balas
(-"oulros Ricardos davam enlre si clovela la... j 1ue-ou Pclcr iislol!
Du i'ailishoniein de areno, ciiidava em ollereccr-se ; _\ta'. ... eirlamun a ca-tcll.ia trtoaifaxla. sae-
\ nitor ... Peter llri-lel !
Cabio vencida no* braca* de Holn lo. muro que
; correr a siislenla-la. x
Ira in-lanle depois i -ala de salteQPti tsnlll i asa
1 etperl.iculo singular. Kobin-ou retir..ra-*e Bar wat
| signal do amo ; os criado- aproseilando ee ...om
le mandar prender Des tiarenu.-- na ssastBBSMMe.
.Na oolra evlremidade rti s,tla os llic.ird. RaSMmaM
Pelel llrislol como lora ura le, ou ine-ji.o um
Dos, lim um calilo l)c-tiareiiuc- e a mulher repei.-
liumenlo cabido, nu fundo riaiuina rStantOBaa
abandonadas. Junto dHIea han., -oounte Gaantio,
a pobre rapariga que liuhaiii sjuetlria --.iiilic.it. o
Kolaudo que linlia.-n cendtmnada ao ntfje.
Xnlonina e Meta cnn-rrvavain se d-l-aivo aos
carpes mais perto dellei que do-uniros inipo-. \-
tonina mu-trava ao pal o Americano, i-o.o -einldoula
bello e altivo eia luniiiiado p i clari.iade ata raa-
dolabros, e inuiinurava com admirarn ni -turada 4*
leinor:
Eu bem di/ia a < me. que ella era ua'
'oniixuv-M-km.


I .
DIARIO II PEMMIUCO SEXTI FEIRA 18 UrjVNlIRO OE IU6

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trema e, direi mesmo, desagradavel em ludo o que
n.lo interesas a bella apparencia e elegancia : do ou-
tro urna maravilhosa apropriarao i lodas as neces-
sulades, o uhl cousiderado como le suprema, urna
elegancia exquisita, mas despida do senlimenlo da
grande magnificencia, a prelenrao da arle, se ella
ouza produzir-se, nao terminando senao em obras
desairlas e ridicula?. Ser islo falla de boa vonladp
e por conseguinle da um goslo dominante exclusivo?
Nao, cerUimenle ; porque em sua iidmirariio o la.
gle he o mais presa rupr/>. lie que a comraodidade exclue o eslylo ; nm vaso
de fabrica ingleza he mais adaptado ao sen uso. do
que todos os vasos gregos de Volci e de Kola ; estes
sao obra de arte ao passo que o vaso inglez Dio he
senao uteacilio domestico. Porque Roma, essa cida-
de da alma, como a chaina Bvrou. lie dos lugares do
mundo o que mais desperla o senlimenlo das cousas
grandes e bellas '.' Porque a vida ordinaria ahi es-
la apagada. Qoando os mais insignificantes costu.
mes da vida europea all dominaren], quando os ar-
mazens, a imilacao dos hollinares subsliluiein as
pobres loja da prara pavone quando as rhantiues
dasofllcinas de manufacluras fumegarem sobre o
Avenlmo, Roma, rssa Huma querida d'aquelles que
pensam a sentem, nao existir mais.
Mas quero eslabelecer urna lliese como exemplo
mais frisante, e que conslilue um fado capital na
historia da humanidade. Existe urna raca, que mui-
to antes de todas as oulras esleve de posse dos pro-
cessoa da industria mais aperfeicoada ; que al o fin
do ultimo seclo excedeu as oulras, alias mais no-
bres em lodo o que (ende s commodidades da vida:
lie a China. A Chiua aprsenla o phenomeuo nola-
vel de um povo que nunca pensou em ler desde o
principio, em vez da myihologiae das fbulas, un. a
lilteralura especial e positiva, em vez dos poemas,
tratados de lechnulogia, e, pois, a China nada pus-
sue que mereja o Dome de arle. Com maravilhosa
destreza manual, com sua lafularia e goslo pela ele-
gancia, aiuda nao pode chegar a expressSu do bello,
ro mesmo modo que, com seus processos manuaes
Uoadiaulados, e empirismo algumas vezes exacto,!
nada lem em si que se assemelhe a ciencia. Receia-
ria parecer syslemalico, expondo aqu os juizos que
o esludo comparado da civilisac,o pode formar sobre
o desenvolvlmenlo industrial das diversas racas hu-
manas : poder-se-ha demouslrar que as grandes ra-
ros, i indoeuropea, por exemplo, conservaram-se,
aules da poca do imperio romano, exlranhas a lo-
da a ideia de con/croiVe ; que os ollicios, a nave-
garan, a indoslria foram por longo lempo a parlilha
exclusiva das racas inferiores ; que as grandes racas
u.io se empregaram no commercio, senao muilo lar-
de, e quando ja linham perdido parle de sua mag-
nificencia ; que, na idade media, as nares chris-
lts, (ao superiores us do Orieule pelos grandes ins-
tinctos poticos e religiosus, receberam quasi toda a
sua minaran industrial da Asia, e que, al a respei-
lo dos grandes progressos as sciencias de applica-
cao, que assigualaram o comeen de dosso seculo, a
China conservara sempre a superioridade da indus-
tria sobre a Europa, de sorte que, nao ha a menor
exaggeragao n'esla formula histrica, sustentada por
M. Abel Kemusal : U luxo europeu he de origem
asitica e especialmente chineza (2). Mas o desen-
rolvimenlo d'eslas Iheoras levar-me-hia muilo lou-
ge e entrara em coiisiderarnes que passam ein I ran-
ea por paradoxos. Paro, pois, n'esle inconleslavel
resultado ; que o progresso da industria nao eslde
modo algum, segundo a historia, parallclo ao da arle
e da grande civili>acflo ; por quanto as duas sucieda-
des em que a arte se lem elevado ao maior grao de
perfcic.au, a (recia anliga e a Italia da Restaurara
conservarain-se eslranhas ans requintes iuduslriaes.
A estes dous exemplos junlarei o-da Franca, que
no dominio da arle, coolinuou ou antes melhorou
com rnuii.i felicidade a Iradicrao da Italia. He mi- -
ler lazer juslira a autiga aristocracia Tranceza, que
sempre conservuu o senlimenlo du grande estilo e
repeli as futilidades, mesmo as pocas do mais
consummado mo goslo. Quando os banqueiros do
seculo XVIII comecaram a procurar as cousas raras
e o luxo apparente, a habitarlo nobiliaria permane-
ceu grave, triste, e com nm luxo austero e xolido>
He i influencia dos coslumes inglezes que se deve
altribuir a raudanra que a esle respeiln se operou
enlre*ns. A aristocracia ingleza nunca teve o gos-
lo Uo apurado como a lidalguia franceza. a qual
formando no paiz urna classe que no se nrcupava
se no de accoes liberaos, da guerra, da cultura do
espirito, da galantera, da urbanidade, nao {ludia
fundar um edificio polico estavcl e proficuo ra
lodos ; mas era maravilhosameiile propria para *te-
lenlnr a lradicc.au de urna sociedade brilhanle .' po-
lida. A aristocracia ingleza, pelo contrario,* mais
aproximada, por seu genero de vida, do reslo da na-
c.a"o, devia obedecer a essa inclinaran natural que
leva a saa rac.a, dutada alora disso de tantas quali-
dades excellenles, n ocenpar-se antes com pequeas
causas do que com as grandes ideas e com as gran-
des piixes. Ii'alu essa falta geral de magnificen-
cia, que em ludo caraclerisa o goslo inglez ; d'ahi
tambem essa desejo de bem estar e es-e ar burguez
que os costumes inglezes lem levado por toda a par-
te. A lendencjBtae assignalo lem ainda oulra or-
dem de culpadeaSfce ousarei aecusar : sao as mu-
Iheres. He incouteslavel que os insliuclos feminis
ocuepam em nnssos das mais lugar na phisionomia)
geral do inundo do que occupuvamoulr'ora, por isso
que o mundo preocupa-se agora mais exclusivamen-
te das cousas que se contempla como o predicado das
mnlheres. Tem resultado d'ajii excellenles efl'eilos
para o m'elhoramenlo dos coslumss, mas nao se po-
de negar que esse predominio dos cuidados doms-
ticos: em detrimento dos cuidados varonil das ou-
lras pocas, lenha contribuido para diminoir as pro-
porgues da aclivida le humana. Ser necessario di-
zer, que abundara as excepcGe', e que he lalvez en-
tre as raullisres que aiuda se encoutra mais alguma
firmeza, e essa nobre faculdade de indignar-sc que
desapparece du mundo coma muralidade As mu-
Iheres prestam, alem disso, um servido inmenso i
hura nula le conservando era seu seio a lradic,ao des-
ta elegancia da vida exterior, que he quasi d.i arle
e da moral. Mas parece-me que a sua inlluencia
uesse sentido trantpoz na limiles de onde nao devia
ler passado. Era oulras pocas as mulhcies chega-
ram a dominir o mundo dando-lhe ura movimenlo
magesloso, como por exemplo na priracira parte do
seculo XVII. Vos outros Hespanhoes fallis em
vosso socego, dizia Mazarin a l.uiz de Haro. no
lempo da paz dos Pyreuneus : vossas mulheres nito
se oceupam se nao do amor : em Franca porcm nao
sucrede o mesmo, c nos temos Ires que seriara capa-
zos de perturbar ou governar tres grandes reinos >,
(3). Eis ahi oni embarac.ii que de certo nao ha de
encontrar a polilica de boje, e confessaremos que
depois de M. de Longuevillc, Mine, de Chevreuse e
da princeza Palatina, as mulheres tem feito mara-
villiosos progressos em sabedoria. Km lugar de exi-
girem dos homensgrandes aceites, emprezas honro-
ai e atrevidas e Irabalhos heroicos, pedem-lhcs a
riqueza para salisfazer ura luxo vulgar. Os cuida-
dos da casa se lem pois tornado cousa de summa
importancia, e o sequilo geral do inundo se lem
poslo ao servico dos inslinctos da mulher, nao do
grandes inslinclos em que a seu modo reflete.lalvez
melhor que o hornera, o ideal divino de nossa na-
lureza. mas dos inslinclos inferiores que formara a
parle meuos nobre de sua vnencao.
u Essa falta geral de grandeza e sublimidade, e,
por consequeucia, de poesia, que caraclerisa os fae-
tn mais nolaveis do nosso seculo, affecta a ludo o
que ha (le mais essencial no muvimenlo dos lempos
mudemos. A anliguidade. dolada de linissimo laclo,
linha estabelecido urna luminosa dislinrriio, dando
o nome de liberis us arles que ennubrecum, c de
terc aquellas que nao ennobrecem. Na verdade
o passado erroo e peccou gravemente, ferin.lo com
urna especie de ignominia o Irabalho, a coma por
ventura mais booesla e louvavel do mundo. Aere-
dilar-se-ha quo de erro em erro veio elle a conside-
rar o mesmo artfice como urna especie de produelo
que se fabricava e venda 1 A principal ronle da
riqueza de Crasso foi o proveilo que tirara de scu
escravos, a quero fazia aprender loda a surte de pro-
lssao, como ourives, esculplore, compositores,
granimalicos, e que loruava depois a vender cora lu-
cros extraordinarios i Isfu rcvolta-nos i-oin muila
razio, mas gu>rdcmo-iios de cummellcr por noso
lurno confuses nao menos graves. O Irabalho pro-
fessioual e a industria ao cousas uleis, e por conse-
guinle honrosas ; mas u3o so cousas liberaes. O
nlil nao eunobrece. so que eimobrece o homem ha
aquillo que suppoe-lhe um valor inlelleclual, ou
moral. A virlude, o genio, ou a ciencia quando
he dcsinleressada e nao lem por objeelo senao salis-
fazer o desejo que lev o homem a pendrar o enig,
ma do universo, o valor militar e a probidade, eis
ahi asrousasque correspoudem perfeilamenle m ne-
cessidades moraes, iulellecluaes, ou eslheticas do
hornera ; ludo islo pode ennoblecer. Mas, cousa cs-
Iranha os homens conceden voluntariamente mais
unraeada ao crime enorme do que utllidade raes-
quiuha ;he que o crime, qoando he acompanliado
de cerlo presligi i, da por si mesmo una poderosa
idea das fatuidades humanas, e Implica um uro de
depravaende que su as valenles racas sao capazes.
Ilojc n.lo seria iudillercnte ler o nome de llorgia-
t) que he, porro, simplesmenle ulil nao poder il-
luslrar nunca.... Vejo na fachada desse ephemero
palacio, a lado de nomo* inimorlaes na scieucia uu-
Iros Humes, honrosos na verdade, de arlifices que se
pretende inscrever no livro de ouro da gloria : files
nao o conseguirao. A industria presla a' sociedade
immensos serviQos, mas servicosquv em todo o caso
se pagara com dinlieiro. A oda um sua recompen-
sa : aos homens uleis, quer pela culium da Ierra,
qur pelas riquezas,,'! felicidade no sentido terrestre,
ludas as heneaos da Ierra : no genio, a' virlude a
gloria, a uobreza, a pobreza.
O homem de talento nao lera direilo senao a que
so Ihe nao lorne impossivel ou insuporlavel a exis-
tencia : o homem ulil so lem direilo a ser recompen-
sado na razio da importancia de seus servic is. Islo
he lano mais exaclo, quanto se v que, na classe dos
iuduslriaes, os nicos que leem Toreado de veras as
portas uo templo da gloria sao aquellos que foram
perseguidos ou desconhecidos. He sobre modo iui-
quo que Jacquarl nao livesse sido applaudido, e so
porque viveu na pobreza, Ihe (euhain decretado a
gloria. Com elleito, as qualidades que couslituem o
arlilice, de nenhum modo excluem as que caracleri-
am o geuio, mas nao suppe uccessaiiamenle urna
grande elevaejo moral ; e a pobreza de .lacquarl
prora mais em favor de seu carcter do que a iii-
vencao a que seu nome e acha ligado.
He pois urna tentativa de antemao condemnada o
empenho que leem certas pessoas, animadas das me-
Ihores iuteiiQes, de ligar a* coosas uleis e huuestas,
mas sera nobreza, as ideas de gloria de explendor e
de poesia, que o passado reservava nicamente para
as grandes accoes, accoes que fazem estimar as facili-
dades inuraes e inlellecluaes do homem.
Digamo-lo logo, nao se contesta aqui, tenao a dis-
hnrra i exterior e nao a nobreza interior, que he in-
dependenle de loda a condic/io e resolta apenas da
qualidade mural da pessoa e de seu inerilo perante
lieos, como se diz em linguagem rhristaa. O inuudo
he abrigado a jolgar pelas exterioridades e apparen-
cias; ora esle juizo he mallas vezes llosorio. Eslou
persuadido que as almas mais uohrcs lem licado e
ficarao sempre descouheciiUs ; porque ainda mesmo
que ellas se nao occullassem, o mundo nao -aliena
reconhece-las. A consideraco nao p le, pois, a nao
ser un ni circulo de pessoas hem limitado (que heein
iiiiiiii,! o que inleressa as almas uobres e delicadas),
fundar-se sobre o mrito real, mas sobre sicuaes ex-
teriores que, al a prova em contrario, -eran repula-
dos indicios de elevadlo. Ura, ajaUn considerado,
n.lo se pode negar que ledas as presumpeoes sejam
em favor das prolisses desinlere-sadas. Os prejui-
zos que na enliga sociedade franceza faziam ligar
menos imporlaucia as prolisses lucralivas, e que
vedavam todo o cuminercio e industria aos cenlis-
hoinens, eram levados a caprichosas exagaeracoes ;
mas, como a maior parte dos preconceilos repousa-
va em alauma rszao secreta, elles encerravam una
profunda oclo do equilibrio da sociedade, e accar-
relavam lalvez menos inconvenicnles do que a opi-
niao que tendesse a fazer considerar a riqueza e a
ulilidade como regra da hierarchia social, se essa
opiuio viettea prevalecer universaluienle.
le islo o que nao compreliendem as pessoas fas-
cinadas pelos grandes progressos industriaes de nos-
sos dias; imaginara que laes progressos revelam urna
revoluco uo espirito humauo. Essas pessoas lomam
o accessorio da civilisai;ao pelo principal : se a phi-
losophia da historia Ibes fosse mais familiar, veriam
que a perfeico das arles mechamcas pude allia--se
a un grande avillaraenlo moral e inlelleclual. Uo
preleudo, uein aflirrao que seja esse o caso de n -a
poca: nenhum seculo leve espirito! iao desenv 1-
vidos e cultivadus e em lao grande numero como q
nosso ; nenhum seculo vio melhur e lucou mai* di
perlo a verdade de ludas as cousas. Mas esse
gresso nao se realisou sendo em ura pequeo i:
rod liomeiis, c sua proprin elevicao nao servio se-
nao para segrega-los. A cabera parece perder cada
vez mais o governo das cousas. He ne-le sentido
que a phisionomia geral de nosso lempo he menos
illuslraua que a de oulr'ura. O mundo eucerra na
realidade mais i levaran inlelleclual e moral do que
nuuca; porm as partes nobres nao oceupam mais a
primeira ordeni, e cedem a supremaca a inleresses
secundarios.
A anliguidade exprimi islo era um mxlhoque
desejaramos ver representado em historia syinholica
pelos pilleis de Corneiius e de Kaulharh. Ella iina-
ginou um povo de Atlantes, descendente da coinraii-
nicaro dos deoses com os homens, vivendo feliz pela
iodo-Ira, e dotado de urna prodigiosa habilidade pi-
ra os Irabalhos maleriaes. O que liavia nelie de di-
vino servio-lite por algum lempo de eslorvo a que a
Quanlas cousas de que nao tenlto neressida de '.'
fintea! Hernn.
Inuritat des Debis. |
'pwl'iiiucno a pebifio.
Illin. e Exm. Sr. Os abaixo asignados, uiem-
broa proprietarins, e um delles I. supplenle com as.
senlo, da asscmbla legslaliva desla provincia, em
numero legal para constituir a dita assemblca, ''
confeccionar os acloi legislativos, lomaram na mais
alta consideraran, e como unceao poltica o ineio, que
V. Exc. Ibes nil-i eceu em seu oflcio de "i de oulu-
bro, para lomaran conhecimenlo legalmenle dos
actos pratiClldol na forraaeao de una nova mesa por
ouze Sr. depuladns.
No i inicuo da, em que conseguirn! reunir nu-
mero constitucional dememhrns propietarios, alem
de um supplenle legitimo ua ordem da volacao, os
signalaios prodigalisaudo del'ereucias, e allenses
cora aquelles on/.e Sr. depnlado<, e conservando
no seio da rcpresenlacao provincial dous Srs. sup-
penles por elles chamados a juramentados cora atro-
pellos, e desvos dos tramite! regimenlaes, jnlga-
rara do seu imperioso dever, de sua rigorosa digni-
dade, do seu ludeclinavel e profundo respeilo li
provincia, rtseus mandatarios, e mesmo a es-a une-
cao polilica ministrada por V. Exc. lomar conheci-
menlo desses aclos son o plansivel e verdadeiro
ponto de vista, em que elles foram pralicad >sde
urna liypolhese imprevista no regiment da casa.
Debaixo desse poni de vista honroso, eminente-
mente honroso para os onze Srs. deputados da mi-
nora, fui upresenlado pelo Sr. depuladu Antonio
Ricardo de Carvalho lVnna o requerimentu Irans-
criplo no curpo do ollicio, que os abaixo assignados
liveram a honra de dirigir n V. Exc. era data de ti
do crrenle, levando ao seo respcilavel conheciracn-
Ic ludo, qtiaulo occorrera na -r--ao desse da.
Os signatarios incorrerian ua mais severa censura,
e Jc-increiviiain no honroso conceilo de V. Exc. se
iiili complelassem a sua obra de urna inaueira dig-
na da assemdla legslaliva desla provincia, e do
alio apceo, respeilo, c consideraran devidin as vir-
tudes, e Mlienujs qualidades cvicas e administrati-
vas, com que ale boje V. Exc. lem dirigido o gover-
no da provincia, lio esse desejo uniformisado em
urna so vonladc, que os couduz a respeitavel pre-
senea de Y. Exc.
Iligne-sc pois V. Exc. ouvi-los, e prcslai-lhes sua
circumspecla cltenco.
>a aaaago do da 7, e a hora compelenle o Sr. de-
puladu Peima fe/, sentir ao presidente da mesa, que
erara passadas 21 horas, que os signatarios se ha-
viam relirado da casa para ilar-lhe lugar a relleclir
cora calma, e a fazer uso de sua razan, alim de que
elle enlrasse no cumprimcnlu de seus deveres ohe-
llia de S. Miguel Patacho portuguez Alfredo.
Tliomaz de Aqaino l-'onseca 7 saceos assucar mas-
cavado.
(iihraliarllrigiie hamburguez i il ni la a, N. (I. Bie-
ber ,\ Coinpanhia, I ,i"in sacens assucar hranco.
M.irselhallrigue francez uChasseur, N. O. Ilieber
iV Companlus, liOll saceos assucar mascavado.
Hamburgolirigue ingle/. uFreends", N. O. Ilieber
r\ (aimpanhia, (illll saceos i lem.
Marselbalirigue francez George, l.asserre 4
Tessclfrins, KI saceos idem.
LisboaBriguc iilmperadure. NovaeSuI Companhia,
.ai saceos assucar biSiuco e mascavado.
(ienovaPolaca sarda nKarhaelinai), Basto & l.c-
inos, 1.IIK) saceos idem idera.
Lisboallirca porlngnea Tejo, Ainorim Irmaos
iV Companhia, (KHI saceos idem idem.
HavreBarca franceza liuslave, l.asserre & Tcs-
selfrnis, IIK) couros salgados.
GibrallarBrlgoe sardo Passo quel-lempo Eneas,
Scbrainm Wbalely i!c Compauhia, G(in saceos as-
sucar mascavado.
RAES l)E PF.KNAMBl'CO.
Bendimenlodn dia I a Di 9:(i9-J*20
dem do dia 17...... -2:07(1:098
COPIA.Tendo o Sr. depntado Anlonio Ricardo
de Carvalho Peuna, na hora da apresenlacao e ni--
CawRo dos requerimeutiis, feito sentir ao Sr. preti-
dente da mesa que esla' lunceioiando.que er.lo pas-
sadas i\ horas, que a maioria composla dos signata-
rios se retirara da casa para dar-llie lugar a reflec-
lircoin calma, e a fazer uso de sua razan, alim de
i (|uc S. Exc. enlrasse no cumprimenlo dos seus de-
I veres, obedecendo ao regiment, c respeitando as
allrihuices, c o direilo soberano, que lem a assem-
hla de conhecer e decidir definitivamente de suas
decisoes na firma do arliso 168 do regiment, e que
persuadido de (neos conselhos da prmlenria e relle-
xao ja o lerlo convencido de desistir do seu proposi-
to para nao sacrificar sua repulac.ao. e para evitar
nao ao o (errivel exeinpluda mais formal c escanda-
lusa desobediencia ao regiment, e a as^emhlea, co-
mo proxocaeoese sceuas reVolUiiles, que a maioria
repelle, (leclinandii de si ai suas perniciosas conse-
queucias. esperava que i> seu requeriinenlu livesse
regular andamento na prsenle Bessao ou que o seu
recurso da decisao negativa fosse subineltido ao co-
nhecimenlo da astembla. Mas perseveruu o sr.
presidente da mesa em seu proposito a ponto de ne- I
gar ainda o segundo recurso, dessa sua decisao; re-
i n-aii ln o primeiro, cora o lira de obrigar a assem-
blca, por meio de to revollaulc e estupendo de-n-- i
g.anienloa representar um panel de automato de I Keiidiineii"o di&U~\t&'.
seos caprichos e desatinos, coiisliluiido-se elle dem do dia 17
iiiii lempojuiz de si mesmo, e arbitro absoluto dos
direilos e altriiiuires da assembla legislativa da i
provincia do Para. Em laes circumslanciasa maio-
ria composta de membros proprietarins e do I. sup-
plenle em numero legal para formar casa, e func-
cionar legalmenle, resulvida lirmemenle a proceder
cora rigorosa digni lade, c com a maior moderacjlo e
prudencia para que seu edificante exemplo possa cha-
mar a ordem o Sr. presidente da mesa, declarou pe-
la \wi do Sr. depulado Peunaque seus membros
se conservariam em suas cadeiras sean turnar conhe-
cimenlu, netn parle na volaran de acto algum, al
que elle se resolvesse a enmprir o regiment, e a
respailar c obedecer a assembla. visto ser esle o meio
mais pacifico, e mais prudente, que a honestidade.
e a extrema moderar-ao Ihe acouselharam para a as-
sembla nao Irasigir com seraelliaule Iransgressao do
regiment, e de evitar o escandaloso e fatal exemplo
de ser por tal meio nullilicado o corpo legislativo e
deliberante da provincia pelo presidente da mesa em
desobediencia formal nuregiment.Antonio Ricar-
do de Carvalho Peuna, l)r. Francisco da Silva Cas-
tro, Anlonio Goncalve* Nones, padre Prudencio Jo'-
s das Mercrs lavares, Joaquini Mariannode Leraos,
Pedro llimoralo Correia de Miranda, Miguel Anlo-
nio Pinto (uimaraes, Francisco Antonio da Cosa,
l)r. Marcos Pereira de Salles, Cnnego Eugenio An-
lonio de Oliveira Panloja, Conego Muuoe'. Jos de
te serao admiltidos uo mesmo cymnasio como alum-
nos internos e ineio-peiisionistas os meninos que se
mostraren! habilitados na cunfnnnidade do artigo ni,
segunda parle do regularaeuto de -J."> de julho de
1856.
Secretaria po gymnaaio pcrnambiirauo 7 de Janei-
ro de IS.'ili. O secrelario, .Inlunio da Msiimpruo
C.ahral.
CONSELUO ADHlfUSTRlTIVO.
O conselho adminislralivo lem de comprar o se-
goinle:
Para o arsenal de guerra,
tiflieinas de I. c i.-' cla.se.
Taboaa de asaoalho de lonrofde l'i polegadas de
largura, e 20 a 1 palmos de coniprinieulo, dnxias
H ; mao-lravcssas de louro de a i\ palmus de
cumpriincDlo SU ; costados de oilieicu K; parafusos
liara bancos .le carpiua M ; formoes deafo sorlidos,
duzias 12; goivas de acn snrlidas, ditas ti ; varru-
. mas sorlidas, ditas (i ; hdame de l|2 pollecada a
liba de h. Miguel-Patacho porl-iguez Alfredo, | ,,, dllM :i Pc,,ues ,, fuil| ., ,.,',.,,, ,,ireils
.lose Jacmtho Pav.lo, I J cascos.agurdenle ,,e a jOpollegadas 12 ; poa co.....s cmpelentes
LisboaBriaue Imperador, Mrdeiros A; Cimpa- i ferros | ,latl de ;(.-, ,)o ,ul||e!,;1 dd (. Ullu' ,le ,.,
nina, :>:l saceos a-sucar m.i.scavado. jla ; ,erras de rao de :U polegalas de comnr-
RECEBEOItlA DE UENIJAS INTERNAS OE- Illclllo':1 diUs d, ,lilu ,,,^,,,; *'
H:7liS;:llS
CONSULADO PROVINCIAL.
, l:l9340:l
, .V.iii-;5(
39:383*969
decendo ao regiment da c.\,.i. e respeitando as al- Siqueira Monde*, Manuel Antonio Rodrigues, Ma-
Iribuises e direilo, que lem a assembla do eoiibe-! noel Roque Jurge Ribeiro, Anlonio Pimeula de Ma-
galhaes. Dr. Jos Ferreira Cantan.
cer e decidir definitivamente de suas decisoes na
forma do arligo 168 do seu regiment. Porm aquel-
lo presidente responden, que conliuuava lirme era
seu proposito, lodeferindo al o segundo recurso in-
lerposlo para a assembla declarando-so por esle
modo em ostensiva e plena rebelda, e aorndo-
le por seu m iii propri.i em juiz dejsi mesmo, e ar-
bitro absoluto da assemhlcn legislativa da provincia
do Para.
Os signatario! achani-.se em numero legal para
forinarem sanio, e coulain em sen seio o presiden-
te, vice-presilenle, I. e'J. secretarios eleiloscons-
lilucionalinenle. Tran-igirem, seria saneciouar um
fado anarcliico, e desniorniiador dus principios de
ordem, e do svslema representativo; seria, Exm.
Sr.. sanecionar e proclamar a desobediencia, e aliar-
cha snb a sabij, justiccira e severa admuiisIrai.Au
de V. Exc.
Empregarein meios decisivo, on mesmo fortes,
denlro das raas tegacs, para chamar a ordem e ao
cumprimenlo dos seus deveres ao presidente da me-
sa, seria mingoar a geuerosidade e paciencia, com
que se bao con lu/.ido os abaixo assignados, e pode-
ra parecer quo se linham arrepeudido das deferen-
cias e atlences, que anda nao cessaram de prndiga-
lisar a eses onze Srs. depulados, e aos seus dous
supplenles.
Collorados, pois, os signatarios em bo critica
posicao lelo presidente da mesa, preferirn! adoptar
com evanglica paciencia a mais ligorosa digmda-
ile. e inexgolavel prudencia : deliberaran! commu-
nicar ao presiilenle da mesa pelu voz do Sr. depu-
lado Peona', que se conservariam em suas eadeira*
sera lomar conhecimenlo de aclo algum, que fosse
propuslo discusao e volac.au, al que elle enlras-
se ua obediencia, re-pcilaudo as attrihuiroes e o di-
reilo, que tem a assembla de conhecer e decidir
definitivamente de suas decisoes na forma do arl:
l(S do seu regiment.
Coiisequcnlemeule nao lomaram os abaixo assig-
nados conliecJmeutu dos nrojeetoa, que turara pus-
Ios em dUcasalo, em cujo numero entrou o projec-
to da loi do orcanieulo provincial, e ueste sentido
mandaran a declaradlo dos seos votos, qrfcjunia
ofierecem i considerac^o de V. Exc
Levantada a sessao os abaixo assignados encarre-
garam "ao Sr. depalado Penna de expor a V. Exc.
que elles identificados em um su peusamenlu, em
urna sii vonlade tiuhain na mais alta cousideracao n
pessoa de V. Exc, o haviam lirmemenlc decidido
continuar a prestar a mais franca e leal coadjuvacau
a admiurslraca de V. Exc, para que o proced,
manto desatinado do presidente da mesa au fo*se
suggerir idea alguma ile felicidade profana se nao degeneraste em nullidade;' alto couceito, que os abaixo a-siguadns liibulam i
iti)i.!iieiitt)>i) ^pro.
.varios entrados no dia I".
Terra Nova-2t> das, brlgoe americano nllclcu,
de 193 toneladas, capilau John Claypoole, equipa-
emn 9. carga 2,1 i i barricas com b ir all., o ; a
llenrv Forsler v Companhia.
Baha19 dias, garopeira brasileira Livrarao, de
10 (oucladas, meslre Mauoel Jos da Rocha, cqui-
pagem 3, carga labaco e mais gneros; a Domin-
gos Alves Malheus. Ficou de quarentena por 13
dias.
Marselba73 dias, brigoe Irancez Prospero, de
iiin tonelada!, capiblo Leerre Uuiliemit. equi-
pagem II, em lastro ; a Dragn.
fiacioi taidos no mesmo dia.
Canalngu- inglez Eiher Aun, capitn Tlio-
maz Flemming, carga ajusfar.
(ienovaPolaca sarda Vlaria Eliza, capililo Jos
(iaggero, carga assucar e mais gneros.
@bitae.
Illiu. Sr. Tendo esla presidencia lomado couhe-
ci'iiento do memorial que Ihe foi prsenle, subscrip-
to por 13 seuhores depulados, he de seu dever ma-
nifestar-Ibes n seu agradecimenlo pelu vol de inlei-
ra coulianca que Ihe presto, e o poder discriciona-
rio qae estn proraplos a depositar em suas raaos.
luleirada do dillcreules tpicos daquelle memu-
rial, nao pode no enlanto a presidencia deixar de
observar, sera querer com i-so iugerir-se ua qoesllo
que be origem da denlllrrsonia dos dous lados da as-
sembla, e nuil fazer insinuacao alguraa a tal res- i inuilailo em 10>, o o concedo felo a sua cusa im-
O fiscal da fregueiiade Sau Jos, avisa a lodos
os proprielanos da referida freguezia que, ua con-
formidade do arl. I da postura addicional de dO de
uoveinbro de 1K33, lem nesla dala marcado o prazo
de 13 dias, para seren caladas e piuladas as casas
habitadas, que necessitarem disso, e que lindo o pra-
zo serdo multados em IO3O0O rs. de conformidade
com o mesmo arligo. O fiscal, Joao.Jos de. Mo-
raes.
Ignacio Jos Piulo, fiscal da freguezia da Boa-Vista
desla cidade, ele, etc.
Faro publico para o devido conhecimenlo de lo-
dos os propietarios da referida freguezia, as dipo-
sicoes do arligo abaixo transcripto da postura addi-
cional em vigor.
Postura addicional de -JO de nuvembro de 1833.
Arl. 1. Todos os proprielario de casas habitadas
san nbrigados a le-las exleriorraeute limpas, caiando
ou piolando-as logo que se acharem denegrida- uu
sujas, e a reparar todo e qnalquer estrago em suas
paredes ; o proprielario que assim o nao lizer ser
advertido pelo fiscal de sua freguezia, o qual Ihe
marcara 13 dias para faze-lo. e inlo o fazendo era
O senle Borja fara leilao em seo armasen!,
ua ra du Collegio n. 13, sexla-feira, 1N do rorreas-
te, as JO horas da manliaa. de om grande e Completo
sedimento de obras de marrineiria novas e asadas,
e oulroi uioiln- nlijeclos ele, que se acharan Dten-
les no mesmo. bem romo nina excelenle mobilia a
diversos objedns para casa de familia, perienccales
a urna pessoa que se retira para fra da provincia.
os quaes se vendern sem limite de prero algum. ao
meio dia em pnnin.
J0.I0 Keller A Companhia, faro leiUo per in-
lervenc.ln do agente Oliveira, e por muta risco de
quera perlencer, em preseuca do* lllms. Srs. cn-
sul da Franca a de llamburco.ou de seus chancelle-
re-, de L. n. dio. urna caixa cnnlendo SU i\i dn-
zias de lencos de rassa ('lampado-, e de JKSB n. 63
urna dila cnnlendo -2HI corles de v*Mi braia, tendo estas fazendas sido variadas a burdo dn
navie francez l.ir.ma e MalhIUe, capillo lloodel,
durante sua recente viagem procedente do Havre
rom destino a esle porto: sexla-eira, 18 do cr-
reme, as O horas da mauha.i. no seu iiinnim, rea
da Cruz do Recife.
Vl'uio> .^tiperio.
yuem qui/er vender osles objeclos aprsenle as
suas proposta! era caria fechada na secretaria do
onselbo.s 10 llosas do dia I do trrenle incz.
Secretaria do conselho a lininislralivo para forne-
Cmenlo do arsenal de guerra I i de Janeiro de
IS'iti.0e>l(o Jote I.amenlta /.ins, coronel presiden-
te.Bernardo l'ereira do Carmo Juntar, vogal e
secrelario.
O Illin. Sr. inspector do arsenal de marraba, era
visla de aebar-se ueste porto o vapor nacional Mar-
qmes deOHnda, perleneenle a esta provincia, ent-
prefiando-se ua navegacau cosleira, e ter o mesmo
navio de salisfazer algumas
toes, ac
vereiru
ao regolamcnlo, mandado observar por oulru de-
creto 11. I:12 de de l'evereiro de 183*3, manda pu-
blicar quacs ellas sejara para cunlieciuieulo dos res-
pectivas mteres-ados.
Disposiroee.
.Nao poder navegar sera ler a burdo um inacliiiiis-
la approvado.
Sersujeilo em toAa asxiagens eauls da sabida a
urna velloria por esla repartirn 110 seu inarliinismo,
caldeiras, casco, apparellio, amarras e ancoras.
Ter um livio rubricado pelo chefe desla renarlirao
em que a coramis-ao de exarae declare a poca'de
cada urna das vesculas.
Dever preceder ao exame nu vestoria um requ-
menlo dos pruprielai ios uu gerente da companhia,
doclarando-se no raesmo requerimentu quera o ma-
clunisla e eslarem as machinas e caldeiras no Ca-
so de ser examinadas; submetlido o requerimenlo
a despacho Ires dias aules daquelle em que livor lu-'
gar o exame.
Nao se dar pela eapilaoia o despacho para a sabi-
da sem se mostrar habilitado para navegar, consis-
liudo islo em ler a bordo o machinisla na furnia da
primeira diipeaicio, e na apreaenUcio da crrlidao
da vesloria.cujo resullado h publicado pelos jornaes,
Manda mais fazer publico o dilo lllm. br. inspee-
lor, que em con-equencia do unirs disp.i-irue- nos
avisos de >> de marco e S\ de julho do crrenle au-
no, he sujeilo o sobredilo vapor a malricular em lo-
da as viagens c !er os livros de que trata o cdigo
commercial bra-ileirn nos aiiigus 5')2 a 301.
Secretarla da inspeecJIO do arsenal de mariuha de
Pernambucn 17 de Janeiro de ISVi___O secrelario,
Jlexandre Rodrigues dos Anjos.
O Sr. Joa(|iiim Uctuviano da Silva
queira dirgirxe a esla typoijraphia a ne-
gocio seu.
Desappareoeu leit;a-i'era do porto da
ra Nova, unja tiouxa de 1 oupa lavada
empruliada em urna coherta cor de gan-
i be
mola d.
<|ueiii delia souber, i|ueira por e>
peilo, que foi mal interpretado o seu ollicio de 3 de
otilubro em respu-la au que Ihe fui dirigido por l_!
dos seiihurcs depulados, que vem subscriptos no ci-
tado memorial ; porquanln a nica inlelligeucia que
se pode dar a aquel,e ollicio be que semelhanle
iiuesles devera ser levadas perante as assembleas e
qnande oslas Iratam de consliluir-se, segundo he
praiica era todas ellas ; mas se assim nao entende-
rn! os seiihires depulados, signatarios do meinurial,
por se haver talve/. complicado com oulras qucsles
regimenlaes, he no que esla presidencia nao deseja
entrar e uein julga cenvenienle faze-lo agora.
A pe/.ar piirem do que ha acoulccldo, nutre a pre-
sidencia eaperaneasde ver acabada essa desharinonia
que lauto deve prejudicar a causa publica e a marcha
regular da administrarlo provincial, a lira deque
nao se veja na dura e imperiosa uecessidade de lau-
car mo de ura arbitrio, que, emboca luleradoe ain-
da mesmo concedido em laes circunstancias, nao
deixa de Irazer embaracos e he um pengoso prece-
deule.
V. S. apresenlarn a seus collegas a rcsposla que
acabo de dar ao s-u memorial, Oeos guarde a V.
s. Palacio uo governojda provincia do Para II de
dezemhro de 183o. tebasliao do llego larras.
I1I111. Sr. Dr. Francisco da Silva Castro.
1 Treze de Maio. \
^inumnii.
i'HACA DO RECIFE 17 DE JANEIRO AS :i
HORAS DATARDE.
ColatCes olliciaes.
Assucar mascavadog^'KJO por arroba com sacco.
Cambio sobre Londres-29 (i d|v.
mediatamente. Oulro sira faz publicu o mesmo fis-
cal, que lera nesla dala marcado u prazo de 13 das
para o devido cumprimenlo do citado artizo, e que
lindo o inencioiiadn prazo. os que nao houverem
cumpriilo far lavrar Icrino da infraecao para a mul-
la decretada pelo referido arligo. O que faz publi-
co para que jamis appareca ignorancia. Fiscalisa-
rJJoda freguezia da Boa-Vista 16 de Janeiro de 183(1.
O fiscal, Ignacio Jos Piulo.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, era cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidenta da provincia de 13 do correle, manda fa-
zer publico que val novainenle a praca para ser ar-
remaladoa i|uera por menos lizer 110 dia 7 de feve-
1 ciin do correle anuo, os reparos de que precisa a
casa da cmara muuieipal e cadeia da cidade de
Olinda, pelo novo orcaraenlo de 6109000 rs.
E para constar e mandn aflixar o preseule e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Periiain-
huco 17 de Janeiro de 1836.O secretario, .1. F. da
Inmtnriaro.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resojucu da junta da fa-
zeuda, manda fazer publico que vai novamenlo a
praca para ser arremalado a quera mais der uo dia
7 de fevereiro do correnle anuo, o silio na estrada
de Belem, avallado em 3:375MJO0 rs.
E para constar semaudou allixar o preseule c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 17 de Janeiro de IS36. O secrelario, A. V.
d'Aimunciarao.
.i. 111 Ulil i" 1) Cv-
THEATRO DE APOLLO.
depois, enfra uereudo-e a pouco e pouco o elemen-
te divine, veio elle ficar abaixo do Immern. Jupi-
ler perlurbou com terremotos e innundares aquelle
pequeo mundo e o deixou reduzido a um ocano
de lama, onde ficaram submergidos os ltimos ves-
tigios dcsa aclividadc frivola. Quanlas pessoas de
nnssos dias, cujo ideal nao excede a felicidade dos
Aliantes, felicidade vulgar eaparvalhada, idade de
chumbo ou de cobre, que fazia ler saudades da de
ferru, 011 le, tendo desapparecido loda a belleza mo-
ral, lenJn-se embotado lodo o peusaineulo, nao res-
tara tengo o prazer para paisar a vida O prazer be
dizer muilo : o prazer suppe a aclividale, a vivaci-
dade ; os seculos graves e atislcros foram mais ale-
gres do que o nosso. O que pedera sobreviver era
a loucura, satisfeta de si mesilla, estirando-te soce-
gadamenle ao sol e procedendo sera pezares aos fu-
ueraes do genio.
Nao us admiremos, pois, se o nosso jubileu
induslrial nada lem inspirado nern prndmido as
coucepcoes du espritu. Expeclaculo de-luintirall-
le e seductor para os olbos, ettudo instructivo
para o homem pralico e especial, punca musa diz
ao peu-menlo Onde esliera ludo islo o senli-
menlo dos deslinos superiores da humanidade '.'
Seria injusto pedir ao palacio da industria o
que elle nao poderia dar, e nenhuma das observa-
ces que precedein eucerra a menor exprobacjb)
era contra a ideia em si mesma. nem contra a
inaueira porque fui execulada. Quil mostrar s-
menle, por um dos exemplos mais frisantes do
nosso seculo, quanlos acoutccinieiitos, dos que fal-
lara u alma mais vivamente, e nao achura Imje
diminuidos, quanlo as Batenles poticas do inundo
contemporneo se achara exhauslas, que finalmen-
te, a puesia j, ralo existe como no passado, de
pessoa de V. Exc. e ao seu justo e illuslrado go-
verno.
Baja alem de serem repelidos os mesmo aclos da
sessao do da 7, foi Bpretsatado ura projcclo de resu-
lucilo mandan Jo piir em evenir.io no anuo liuancei-
ro futuro a lei 11. >6I de l de oulubro de 18,34.
NiltO reconhecerara os signatarios ura artificie para
crear urna fulil, mas degradante conlingencia de
sujeilar a assembla vonlade absolula c desalia-
da do presideule da mesa, que se couslituio juiz de
si mesmo, e arbitro soberano das aliribuc.Oes e di-
reilo, que lera a mesrna assembla de conhecer e
decidir dcuilivumente, na forma do arl. 168, das
deci-es delle, ou de abrigar a V. Exc. a adiar a
assembla sobo frivolo pretexto de nau ler V. Exc.
leis de orcanieulo provincial e municipal, c nao po-
der por consequeucia V. Exc. mandar arreca.lar
impostes, nem fazer despeza alguma, mas cora a
dissimulado e nico lim de levar o.governo da pro-
vincia 1 un.'uu a Uanrigir indirectamente por esse
modo com a recalcilranle e pertinaz desubedieucia
do presidente da mesa.
Porm os abaixo as-ignados desejaudo dar V.
Exc. a mais significante prova de sua adhesao i pes-
soa de V. Exc. e da franca c leal coadjnvaeja, que
attaa disposlos a pre-tar a sua adminisIracdW, apres-
sam-se em desviar a primeira auloridade da provin-
cia da citada, com que quprem especular os pou-
co! Srs. depulados, que euleuderan poder Interes-
ar i V. Exc. em uina qiieslao, que Ihe he hem cu-
nbecida. Kesle einpeiiho os signatarios se apresen-
larn aula V. Exc. para lerem a honra de depositar
na iva dexlra forte, e justiccira este memorial es-
eripto nos pacos da assembla, pelo qual sigrnlicam
i V. Exc, que unnimemente deliberaran! commu-
nicar-lhe romo penhor de seus tenlimentos intimo
.1 i 5000
ao par
CAMBIOS.
Sobre Londres, -J9a29|l|2d. por ir.
u P.irit, 348 rs. por f,
Lisboa, 92pr 100.
Rio de Janeiro, a<\ par.
Acciies do Banco, O 0|0 de premio.
Accrs da companhia de II benbe.
Acces da companhia l>ernainbucaua
Ulilidade Publica, UO prtenlo de premio.
ir Indcmiiisadura.sem venda.
Disconlo de ledras, de 1_' a 13 poi 0|0.
METAES.
duro.Onras bespanholas. .
Moeda de 60KIO velhas .
o 6l*00 novas .
450011.....
Prala.Palacoei bratileirot. .
Pesos columnarios.
uiexicaniis.....
-93IIOO
Iti^MH
lli-SIIIO
95000
iJiHIO
39000
l>S60
ALFAM)EOA.
Reudiinenlo do dia I a 16. .
Idem do dia 17......
-iili:l93clU
U:86S;7:i:t
261:06*1145
p para com V. Exc. que eslflo lodos disposlos a ap-
sorle que os verdadeiros poetas do nosso lempo 1 ,,rovar M as medidas, que V. Exe. adoptara
sao ocrilico e o historiador; que vio ahi procu- respeilo das icccila
ra-los.
(2) Aliel Remusat. no Journal asialii/ue, lora I.
(1822) pag. 1.16 e segls.
(31 M. Cousin. Des carnets autographes du
cardinal Mazarla no Journal des Sai un-.Mam
de 1833.
(4) Veja-se a excellenle memoria de Slr. Naudel
sobre a econnmia polilica dos Romanos asMt-
moiret de l'Acadcmie des Intcrlpiiont el Relie-
tires, |f me J.II1. [Souvelte sene.
Longt de us essas lainenlacies dos espirilos
tristes e estacionarios que limitados era suas sym-
palhiata nina poca ou a nina ideado passado, obsti-
uam-se.por nina especi de provocarlo COUlra a oplnilo
a chamar depravacilo o que os uniros chaman pro-
gresso. De que nos servirla a historia, te ella nos
nao ensinasse a deslrilmir com a maior precaaeao
elngio (i censura, segundo as revoluces que
se eirecluassem e cujas deiradeiras eonsequeneias
nao se lem anda manifestado! A censara, alem d'tso
ieria aqui Uo pouco propria como o enlhusiaiun.
Nosso seculo naomaicha. para n hem, nem para o
mal ; marcha para a mediocridade. |jn lodas as
cou-as o (|ue loni houi exilo em ^nnssos (lias, be
o mediocre. Sao se podera negar que a applicaro
geral dos e-pirilns a* emprezas acaudadas, mis iuo-
fensivas, lem apagad 1 do mundo urna boa snmuia do
mal. .Mas as grandes emprezas do desenvolvimen-
In humano lera aproveilado 1 A mullidan que se
apeda de bailo d'ettai abobadas de chrislal he mais
esclarecida, mais raoralisada, mais religiosa do que ha
dous seculos f Nao ha duvida. Paree- que muila das
pes sahiram melhores do que linham entra lu ; e he
necessario acrescenltr, que o um dos exponenle
noloLprecisamente conseguir que lodos os visi-
tante!, se ossom bastante sabios, rapestem.a sabida
e detpezai provincial c niiini-
cipal, sera hetitarem mesmo em contlar-llie poder
discririnnario, cerlo c seguros como etUo, dos
principios econmicos, dn carecter firme, e dos sen-
limenlo! honrados, que eonobreceiu, e tanto dis-
linguem a V. Exc. nina vez que o geiiiu do mal
conserve em contumacia o presidente da mea para
obstar a promulgarlo de aclos legislativos que au-
lorisem a receila c despeza provincial e municipal
para o anuo Dnanceiro fuluro.
Digne-te V. lxc. acceitar com sua cosluinada
bondade os votns de respeilo, synipalhias, adhesao,
que por esla forma os abaixo a-sig;iados se apresen-
larn a consagrar a \ Exc. era sua repeilavel pre-
seuca.
eos guarde a X Exc. Pato da assembla legis-
lativa da provincia do Para 10de dezemhro de 1835.
lllm. e Exm. Sr. eonselheiro Sebastian do llego
Barros muilo digno presdeme da provincia.__Dr
Francisco da Silva Castro, Antonio lioncalves Na-
nea, Anlonio Pinenla de .Migalliiics, .Manuel Jos
de Siqueira Maules, Pedio Honorato Correia de
Miranda, Dr. Jus Ferreira Canto, Jeaqnim Ma-
rianno de I.emos, Eugenio Anlonio d'Oliveira Pan-
loja, Padie Prudoucio Jo- das Mercs Tavares,
Miguel Anlonio Pinto Oumaraes, Dr. Marcos Pe-
reira de Salles, Mauoel Aulnnio Rodrigues, Fran-
cisco Antonio da Cosa, Manoel Roque Jorae lli-
beiro, Antonio Ricardo de Carvalho Peona.
Descarregam hoje IKde laueiru.
Brigue inglezCamellijcurvao.
lirigue inglezAinethgslinercadorias.
Brigue suecoSu/icnuro reslo
Brrgue francezMarre/talvinlios.
Polaca iiHspauholal'roninlao reslo.
Brigue inglezll'aller Baiuebacalhao.
lirigue inglezTat'intbacalhao.
Barca poduguezaSanta Cruzmercaduras.
IMPORTAC/VO'.
Brigue francez Marrchal Bxetman, viudo de
Mancille, consiguadoa N. O. Bieber 6 C, manifes-
lou o scguinie:
119 pipas vinho. IUO caixas euxofre, lOOdilassa-
l.ni. I'ii balas papel, 30 caixa* oleo de oliveira em
garrafas, 10 halas flores de lavande ; aos cousigua-
tarios.
10 eaita chapos ; a J. keller Brigue belga Ooustole, viudo de Anluerpia, con-
signado a K-lhe v\ Bidoulac, inauifeslou o se-
gninle :
-I ciix.ts pedras de aliar, :ln barris pregus ; a E.
II. Wjatt.
i caiva com um carro ; a Mantel Joaquim Ka-
mus e Sil>a.
5 caixas espingardas, 2 dil.s
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo lem de.comprar
guinle :
Para o !S.0 batalhao de inhalarla de linha.
Bonetes, 305 ; panno verde para sobrecasacas e
calesa, covadn 1,323 ; aniagem ou eslopa, varas
133 ; boles convexos de metal brouzeado com o 11.
8 de metal amarello e de 7 buhas de diamelro,
4,270 ; dilos com o mesmo numero e de 3 ditas de
dilo, :l,0.30 ; casemira encarnada, rovadosh.!; cl-
cheles, pares 103 ; cordo de l.'i.i prala de nina linha
de grossura. varas 1.220 ; bollan,la de forro, eovados
1,181; oleado para debrum, dilos 16 ; panno prelo
para polainas, dilos 79 ; hriin branco tizo para fr-
dela! e calcas, varas 1,332; algodaozinho paraca-
misas, dilas 790; boles grandes de osso, grozas 34
e '; ; dilos pequenus de dilu, ditas 20 ; ditos pre-
los de dilo, ditas 19 ; tpalos, pares 612 ; panno
azul para capoles, covadus 1,548; clcheles para
dilos, pares 238 ; haela para forro, eovados 901 ;
boles grandes de massa, duzias 139 ; esleirs,
316.
Para provimenlo dos armazens.
Felinas de ganen, ceios 8 ; obreas, magos O.
Olliciuas de i.' classe.
/inene 111 barras, arrobas I.
Ditas de 5.adila.
Brochas para tapaleiro, milheiros i.
(Juera quizer vender estes objeclea ipretaala as
suas proposlas em caria fechada na se* retara do
conselho as 10 horas do dia 21 do correnle mez.
Secretaria do conselhu administrativo para forne-
.cimento do arsenal de guerra 16 de Janeiro de
1806.Dent Jos l.amcnlia lint, coronel presideu-
le. Bernardo Pereira du Carmo Jnior, vogal e
secrelario.
Pela mesa1 do consulado provincial se faz pu-
blico, que do dia 13 de Janeiro em dale princi-
pia-se a contar os 10 dias uleis para n pagamento do
imposto de i sobre diversos eslabelecimentos no
anuo de 1833 a IS36, lindos os quaes ineorrein na
mulla de 3 lodos os que deixarem de pagar seus
dbitos do referido auno.
BANCO DE PERNAHBCO.
O Banco de Pernambtico tacca a vista
sobie ocio Brasil no Rio de Janeiro. Ban-
co de Pt-iiambuvo ") de de/.embro de
1855.O secretario da direceo, Joao
Ignacio de Uedeiroi Rejo.
O banco de Pernainbiico toma dinhei-
ro ;: juros, de conformidade com os seus
estatutos. Banco de Pernambuco 2i de
novembro de 1855.Joao Ignacio de
Medciios Reg, secretario da direcco.
ir parte na 1 ua do Cnldeireiro em
e salisfazer algumas disposiroes das inslrue- Casa do Sr. Pimentel, Cine foi detcncami-
orapanhando o decrelo 11. 1331 de 10 de f- I .,!,,I .^ 1
do auno prximamente nudo eom r'ferei.cia | ""^ l)0'' ,,m;' P* ecrava-
I ni estrangeiro nucessita alugar um
sitio em umdosarrabaldesdexta cidade:
qucn ti ver dinja-ae a na da Gideia da
do Heci'e 11. 21.
Prerisa-se aluuar una preta para e serviro as-
inino .e urna casa de pouca familia : na Ixpogra-
phia desle Diario se dir quem precisa.
I u.io na uoile de 13 do correnle. do emicnho
Serrara de Jahoalao, o esrravo Benedicto, csa ea
sinaes .nuiles.- negro, de 3 nnn-, cor fula, per-
nas arqueadas, olhos grandes e avermelhados, dta-
les largos na Trente e falla mulo mabita e baixi.
T\irna-se muilo nolavel por orna cicatriz que alada
conserva de um cancro que leve em um eos besa-
bros : quem n apprehender, levando ao enaeaho
cima mencionado, uu enlrea>ndo-o no Kecife ae
Sr. Joaquim t/indido Ferreira, ser muilo bem ara-
lilicado. O e.cravo foi comprado ao Sr. Sea asist
Jos da Silva com loja de ferragens na roa Nova,
provavelmenle procurara algum anligo parctire.
Alosase um silio rom I casas denlro, ea la-
gar de Meringaba no termo da Victoria, no lambeta
se vende : a indar no Kecife, na roa da Cadeia de
Santo Aulonio n. 26.
O abano asignado vendo seu nona per ata
saldo de 889OI8, no Otario de Ptrnamlmeo a. 9
de 28 de dezeuibrn de 1833, na relaro de dividas ,ia
casa de Johnslun l'aler e\ Companhia per proleslo
de nao prescriptas. empre-siouado Ikou o abaixo as-
signado por se nau julsar mais devedor a esta cata.
Se exista ese saldo de 1488018. porque et Sis. Jo-
hnslou Paier & Companhia nao dirigiram .10 abaixo
assignado una cunta correnle, e por meio dessa m-
uas-c qticlquer engao qoe de ambas as partes bou-
vesse. Nao posso dispensar me dizer que hooro
para mim muila precipilarao ou falla de delicadeza
em quem eo considerava bastante pulidez. Declara
que estuu saldo de lodas as cuntas qoe tive coas os
Srs Johnslon Pater para que a mesma casa nao Iridia de haver quaulia
alcama mais asa* tHe anligc, faro o preteate. Re-
cife 17 de Janeiro de 1838.
I-i iurisro Ignacio ferreira Dias.
Precisa-se lomar 6 a SiOOOgOOO a premio, dan-
do-se garanta sullcieule em bens de raz, nao et-
cedendo o premio a I ao mez, o qual nagar-se-ha
mensalmenle : quem poder e quizer fazer esle ne-
gocio auuuucie, indicando londe deve ser praca-
rado.
Prerisa-se de duas criadas portugueza para
Bailes maSCarados a 2 e 4 de fe- "servir., de urna rasa de pouca familia em Santo
Amare, na casa do Sr coread Laineiilia.
J,.ai|uim Kerreira da Silva relira-se pera Lit-
bo-.
O juiz de paz mais volado di freguezia de S.
Jo desla cidade responde ao annuncio exarade no
Otario de boje do Sr. Manoel Ferreira Arcioli. de-
clarando que a doatnaa do aviso 11. 81 de II de ja-
( lli de l i. he que o exclue de exercei luuccfte
que lulo Ihe competen! ; por qnanlo, nao sendo n
Sr. Manoel Kerreira Arrioli joiz proprielario, ratea
se depreheude d > citado aviso, e sim em juiz up-
plenle juraioenlado para lupprir o impedimentos
dos proprielarios, he claro, lis evidente, que so ues-
te caso vou entilo na falla absoluta dos proprielario*
podera sua merco exerrer as uneces de tal joitado:
e-la he a doulrma correnle do aviso, o nao se queira
arrugar o direilo de juiz proprielario do qoarlo an-
uo, quando sua merc nao o he, porgue esle direilo
nao Ihe deu a eleirao que regeo presente goalrieni,
emliuru o proprielario Dr. Joaquim Vilella se naa-
d i-e para a freguezia ;da Boa-Vida, que smenle o
loma impedido, quando uAo queira vullar, e esleiaa-
pedimer.lo nao pude ser exercido par om juiz son-
penle, haveodu dous proprielarios : he esla, Sr.
Accioli, a geuuina dipo-iran do aviso citada, eom
petindo smenlo a sua meir os caso! de saspetfae
dos proprielarios, ou a falla absoluta dos mesmo,
por quanlo lia, rudo ainda om su juiz proprielario, a
esle compete exercer e funcriontr durante o quatrie-
nio. Se porem o Sr. Accioli enteude qoe por virla-
de dn disposicAo provisoria do Cod. dn proresso deve
sempre haver 4 juizesjoramenladut, ueste caso fa^a
cora qne a cmara chame mais outro supplenle ,>ara
juramenlar, alim de qoe na sua mente possa ette
quarto exercer as luncres que dit saa mercr Ihe
curapelem. A decisao dada pelo goveroo da pro-
vincia nao foi sobren caso vcrenle. Veja saa mer-
cr a decisao dada pelo mesmo governo da provincia
era quesillo idntica enlre J0.I0 Francisco Bastos e
hachare) Jo- Flix de Brilo Maeedo, que deve cons-
tar do archivo da cmara municipal, tnde sua inercc
he secretario : purlanlo coulino a exercer a vara
que por direilo me compele.
Manoel Jos Teiteira Basles.
Precisa-te de sou- a piemio por nm tnno, daa-
do-se por garanta bxpoiheca em 4 escravos morsa :
011 com o seu capitao Jos Pinto Nune. (! dfcjga ea j livraria da
.,.!,- i praca da Independencia, qae ah se tan quem ftz
no trapiche ci algodao. | (ai negocio.
William Lill> Jdnior avisa ao respeilavar pu-
blico, que receben dos Etados Unidos um rico e
explendido sorliinenlo do lustros de 2, 3 e i lases,
piopnos para salas, luja, ele, dnorados e broaiea-
dos, e du goslo raai moderno potsivel, e venda-te
pui ura prern que admira ao comprador : na ra de
Trapiche n. 1, primeiro andar.
___1 _.-, _II .1___________ O absixo assignado, leudo una avvenla*; no
Cal COmpaOUiaae paqUe- Diario de l'emambuco numero Ionio, qncditfia
veretro.
A dirtecao convid-| aos senhores associados para
apreseulaieni suas proposlas de convites ale o dia
21 do correnle mez, no mesmo Ihealro, das :l para
i horas da tarde, ou ao secrelario da direccSo.
^p&o? ^inirtma.
CEA KA',
Sei:ue uestes dias u hiale iCxalanio', para o reslo
da carga Irata-te eom Caetano Cxn"coda C. M., ao
lado do Corpo Sanio n. 23.
PARA O PORTO.
A barca h'ernandcs I vai selurcom muila brevi-
dade ; para carga e passageiros Irala-se com Barro-
ca A Catiro na ra da Cadeia do Recife D, i, ou
cora o capillo na prara.
PARA LISBOA
pretende sabir com militabrevidade, pol-
lera maior parte da carga prompta.obri-
gue portuguez imperador: para o rea-
to, trala-secom Novaestx- C, na na do
Trapichen. ."I, primeiro andar.
Maranhao e
Para.
Opalbabote LINDOPA-
OUETE, vai seguir com
preste/.a : para o resto
da carga e passageiros.
irala-secom o consigna-
do Almeida Gomes, na
Itrio Antonio
na do Trapi
11. lli, segundo andar.
Para Lisboa pretende sabir eom a maior bre-
vidade a nova e aceiada barca purtiuuc/a iiConslan-
tc", capilao 1 Sr. Silveno .Mantel dos Reis ; quem
na mesma quizer carretal un ir de rauHagem, diri-
ja-te aos consignatario! Tbomaz de Aquiuo fon-era
,\ l'ilho, ou ao c ipitau, na ra do Vinario n. 19.
tes inglezes
a vapor.
No da 21
desle raez, cs-
pera-se do sul
.0 vapor ./ry/|,
eoBuaandaa le
Rivell, o qual
depois da d-
me seguir pa
ra Soolhampton, locando nos portea ('8 San-Vi-
ceme. Tenera, Madeira e Lisboa: para pasgei-
ros. ele, Irala-seeom os agenles Adainson lloWie
\ C.. roa do Trtpicbt n. 12.
ra o Sr. Ilr. Pedro Bezefra Pereira de Araujo Bel-
Irao ua sua propriedade Mofumbo, que limita por
um lado com o eiigeuho Coqueiro do abaixo assag-
nado, vem protestar por tal aviventacio, porque
sendo elle o seu conlinaute nao foi ouvido, e por
isso protesta por semelhanle aviventaco, sendo que
ella lenha entrado por Ierras do abaixo assignado,
como era lempo se ha de conhecer.
Chrislovao Dionuio de Barros.
(Juera livor cuntas com o fallecido Jalius
)Oia do costu- Scbenck, queira aprsenla-as para serenx nagas, nu
escripiorio de N. O. Bieber \ Companhia, ra da
Cruz n. I, ale o dia 21 do correnle.
\i renda-e o eugeiiho Cacbanga, situado ua
fieguezia da Escada. e proroptu das obras necessa-
rias para o approveilamenlo de mu boas safra :
.\. B.(Is einbrulhos que pretenderen! mandar quem pretender, procure nesla prara a Joo Xavier
1.1ra Southampton, deverflo estar na agencia 2 bu- Carneiro da'Cunha, 110 paleo da matriz de Santo
ras tules de se fecharen! ; malas, a depois dessa Anlonio, casa 11. 2, cu em dito engenbv a Marianuo
hora, nilo e rcecbera' embrnlho algum. \avier Carneiro .la Cimba.
I'ara o Rio de Janeiro 'pretende sabir com Arrua/.eru do gol.
a maior brevidade pnsivel o brigue brasileiro ulris, Pedro Anlonio Teiveira lioimaraes contina com
capilao Anlonio de Sonta Mario! : quem nu raes- seu armazem de inater'aes, na roa da Concordia n.
rao quizer rarregar ou ir de pa-sagem, para o 2t, e cora a ine-in.i promplidao qoe sempre servio a
que lem excellenles commodos, dirija-se ao cousig- lodot os seuhores que o lem honrado com a sua cou-
nalario .Manoel Alves Guerra, na ua do Trapiche I lianra. Desiguou o proprielario com este titulo e
n. 14, ou ao capitaO a bordo. |0 seu arinazeiu, na verdade he ben. merecido, por-
i| ne no periodo de 6 annoi de sua existencia 10 sa-
leliles 011 estrellas criantes Ihe leni naerido roubar
Para Lisboa prclende sabir com a maior bre-
vidade possivel a barca purluguc/.i Teja, capilao
Joan Ignacio de Mrnrzes : quera ua mesma (uizer
ss rame de latan, LIO Kmvirlnde do aviso da 1 eparlirao de inariiiha "''-" r* l^>-<-"}>- rBa-te aos cousign.ila-
ore; a X. I). Bieber ,V ,'le 27 de nnveml.ru ltimamente f.ud. reler,du-se ""?.A,l,,'ri1" """aos M.oinpanhia, na ra da (.ruz
' -i .1 ili,-i,v A.t Vi .rt wf- .mni!*.!. .... I..I- JaW '**
l'AKA A BAHA.
dilas vidros, 1(1 dilas mariu...
Companhia. a elie o ollicio do Exm. Sr. piesidenle cora data de i "
i ditas lecidos de algudao '. a liinm Morasen v\ -I domez-ubseqiieule. o lllm. Sr. inspector manda I
Vinassa. .fazer publico que contrata ura coulra-meslre de I o bera couhecido e mello vcleiin palbabole Inasi-
dilas agua de Colonia, 2 dilas livros, .'! dilasea- Calafate para o arsenal de mariuha du Para', cora ; leiro Dout Amigo!, pretende sahir iiestet 1 das por
misos, 25 harris prego ; a ordem. : qnaiquei iudividuu que apresenie-se-lhe, leudo tt I eslar quasi com indo o seu ctrregamenlo promplo :
I caiv.i livros ; a Miguel Jos Alves. necettarias habiliiares. ] para o testo e piwgeiro, trata cora atea con-
: li-rris () caiXfet lerragem, 10,lilas papel. I era-1 .. Secrelario da inspeccn do arsenal de niaiiulia de |signatario Anlonio l.uiz de Oliveira Atevedo, ra da
brulbu amostras ; a Itreuder a Braudis Ov
Compa- Pernaniburo era 7 de Janeiro de IS. O secreta-
ma. rio, Alejandre Rodrigues dos Aojo.
I lardo panno i caixas lecidos de algo Io laa e ,,. Sr r |ur nleril|0 uo rmumM vin
enilirullio amoslras ; a J. Keller iV C0111-
Ciuz u. I,
Para o Rio lie Janeiro segu emponeot dias a
polaca brasileira Xelosa /.', pregada e furradade co-
panlia. ........."' '"'"""! cial manda declarar qne os compendio adoptado hre, e do primeira marcha; lem raeia carga prom-
I caita lecidos de lindo, 2 barris c Ii2 caitas Un- i"1'" l'rofessur da lingua allemaa do meneo gvmni- i l'.la P"r* rw,q "" se "" c-'"ill'lur"' lls l?::ac
la ; aC. J. AatleyVC.
CONSULADO (ililtAL.
ten.limen ln ,: da 1 a 10 .
Idera do dia 17.......
".(i:..l;!l.,|
rt:(Wl942J
(.:.V.(M7(i
UIVliilSAS PIUIVINCIAS.
Keiiilimeulodo da I
Idera do dit 17
a II,
' sio silo os seguintes: *
liaiuiiialica allemaa de Ins.
Colleccao de pecas de dillerenles autores alleinjes
para Iraduzir ile Brmler.
Diccionario francez allemn c allemao francez
de Thibaul.
Augulo Slober colleccjlo de pecas alleniaas
Curio c Compauhia, ra da Cruz 11. O.
I'ara o porto segu infaliveinicnle ate o dia S
do curenle a barca piulugueza Santa Cruz, a qual
ja lera a maior pnrte do carreaamenlo promplo;
u seu nrillio, ma se lem subniergidu no seu peco;
finalmente o proprielario lem robusta convirco qoo
su Dos com un diluvio arrazara o sol, porque he o
foro cuminuui de lu.lu os antros.
A negocio du sen inlercsse prcctsa-*e fallar a
Sra. Juaquiua Liuhelina do Espirilo Santo, qne veio
do l.imoeiro ser ama de kilo nesla pi ara : na ra du
Rosario, taberna 11. 2, defronte da igieja do uie-iuu
nome.
o Sr. Jee Eli aterie de Aaevcde deixou de ser
caixero da casa de 1 I.ecomlc Ferea A Compauhia
desla prara, desde hoiileiu 17 do coireme.
I. Lecumle l'eron Aj C.
Precisa-se de 11111 caixeiro porliiguez que lenha
alguraa platica de taberna : ua ra da Seuzala Velha
11. 30.
Sociedade llomeopalhica licncliceiitc.
Aus csl'nrcos das commisses de esmolas de Ipo-
juca ja muida a subsenrao para sin corro dos desva-
lidos a 2:1 IK1-. Acha-se constituida a conmista de
-'ilCiSMcJI segunda parle.
para o reslo da carga e passageiros. (rala se com os esmolas da Inguezia de S. l.ouren';o, composla dos
cnnsigualaiios Prauri.-eu Alves da Cunta \ Corapa- l!lm. Sra. coronel Jos Peres Campello l'iesourei-
nlii.i, ra du \ gario 11. II. j ro Dr. I'ihppe Carneiro de Oliuda Campello a i-
gariu Joto Ildefonso Rodrigues da Silva llulra. fcsla
(S;I7'J
!r006a200
Secretaria du gymuaiio provincial de Periiainlraco
7 de Janeiro de 1836.O seeretsrio. .tlamo da At-
tumprao Cubra/.
0 lllm. Sr. regedoi interino do gymaaaie provin
cal manda declarar, em cuiiformidatle DESP.iClIOS DE EVI'OK'IAI:.\0 PELA ME>A
DO CONSULADO DESTA CIDADE NO DU
17 DE JANEIRO DE SJK.
I'almniilliBrigue inglez dSarahs, James Rvder A; "" rcgulameuto de 2 de julho de 1835, que do dia
Companhia, I0U saceos a-sucar mascavado. 15 do crrenle rae/, era diaue esl abena a matrieu-
GibraliarPolaca tarda Calatean, C. J. Attlev, I u do njetmo trymntsio.
Liverpol7-ita'rca,'ielza eQueen uf.be Times,,, Ja-1 Secre,ari* do K>" provincial de Pemambu-
ines Rvder & Companhia, ISi sacca algodao. I o7 de Janeiro de s m. (i secretaiio, .nitaiua da
Rio de JaneiroPatacho nValente, Arauaga fa AssutnprSo Cabral.
Bryan, 30 itccat idem.
GolhembourgBrigue sueco oD. Therea^, iic.C ii-1 ** lllm. Sr. regedor inlerino do cymnasio man
moni & Companhia, 1,300 saceos assucar branco. da declarar quedo da 15 do cneme mez em dian-
PAUA O ARACATV
segu 110 dia III d% crrenle o hiale < ambrate ;
para carga c passageiros, Irala-aa na ra do Vigario
11. 5.
\?.dltk.
O agente Borja, por inloritteto do lllm. Sr.
Dr. juiz especial t\< rommercio, conforme o seu des-
pacho proferido era requerimenlo do depositario da
maesa f.lli la de llalhiaa de Azevedo Villarouco,
far leihlo da luja de fazeudas, siia na ra do Crespu
ii. I, roiisisliudo na aruiar.'ioe ludas as fazendas ele.,
existentes na mesma, diversas obras de ouro. urna
niubiha para cata, a ama eterava parda, moca, de
bonita fisura, perlencenles a referida massa ter-
ca-leira, 22 do corrate, ai 10 horas em ponto, na
supradiia loja.
cumniissao pai ticuna a sociedade que naquella fre-
guezia lem anaai geralmeulc cnlrc o povo desea-
volvido-se diarrhea com dure pelo vestir e vomito
era algn-, mas que lai lmenle se cura igualmen-
te parlicipa haver ja alagada nina casa na povear para servir de enfermarla, 110 c.130 de anparecer o
cholera na freguezia. Roga-se as cummtssoe das
oulras freguczias que roromuniquein. sempre qae
seja pussivel, o esUdo das subsenp^es e qniesqoer
medidas que li-jam lomado, assuu 01110 a manifes-
ncn de qualquer molestia qne ataque a alguna in-
dividuos an mesmo lempo. 00 uccessivamenle, alisa
de seren dadas as convenientes intlrurces para sea
Iralameulo. Recife 15 de Janeiro de IS56.Br. Sa-
bino Olegario Ludgcro Pudn, presidente da socie-
dade.
Precisa-se de um enfermeirv na roadeXe-
gueira n. 39.


Terceira edicao.
TRATAMEDTO HOMOPATHICO.
Preservativo e curativo
DO CHOLERAMORBUS.
PELOS DRS
C^M.B ,"*.. -- JE. .I.AEBBIU,
,i luslrucjao ao pov parase podereqrar .tosa eafermidade, administrndoos remedios maia ^ellicazes
para atalha-la, eniqiianlo si recurr ao medico, uu mesnm para cura-la iiidopciideute desle nos lugares
eia que nao os lia.
TRA.DUZID EM PORTUUULZ PELO 1)15. P. A. LOBO MOSCOZO.
Esles dous opsculo; conten as indieaooes maia claras e precitas, e peia sua simples e concisa eiposi-
r.io esta ao alean,' .le tudas as nlelligenciai, nao pelo quo diz respailo aos meios curalivos,comnprin-
cipalmeate as preservativos que tcindado os mais HUauclorios resultados cm toda aparte em que
elles tem ido posto em prallca.
Sendo o Iralamenlo horaeonatnico e umrnque tem dado glandes resultados nocurativo desta horri-
\el enreriiiiit.nl)-, oigamosa proposito I1.nlu7.ir restes dous implanles opsculos eni lingoa verncu-
la, para del'arle rarilitar a sua leilnra 1 quem ignore o trance?.
Veade-se unicanmnle no Consultorio do traductor, ra Nos n.SB, por '2-000. Vendem-se tsmbeni
os medicamentos precisos e boticas de 12 tubos eom um frasco da linctura IV-, iimadila de 30 tubus com
livro e "2 frascos de tintura is. "i>000.
diMIIQ K PErUMBUCO SEXTA FEIRA 18 01 JANEIRO DE 1856

falle WtMStWes--*!'
PEORAS PRECIOSAS.
1
*: Aderemos de brilliantes, *
v diamantes o perolas, pul-
ceiras, alfiuetes, brincos fe
S rozelas, boles e aunis
da deraalM goslos e de ',
f, diversas pedras de valor, t
* >
i ~
* Comprara, vendeni ou
troram prala, ouro, bri- :f
> llianles.diaraarilesepero- -,.
lea, e oulras quaequer
.' jciasde valor, a dinheiro
uu por abras.
. jK^^.^SOy'.-".."..-.-;.
MOREIRA & DUARTE.
I.0J4 HE MINES
'i::! do Cabuga n. 7.
Recebem por lo-
dosos vapresela Eu-
ropa as obras do ma is
moderno gosto, tan-
to de Franca como
:' \-''-
OCRU r. IMIATA-
Adereces completos de
ouro, meios ditos, pulcci-
ra, alOaeles, brincoa e
rozlas, rordes, trance-
lius, medalhat, eorreule
e enfeiles para reluci, e
outros inultos objcclos de
ouro.
Apparellios completos,
de prala, para cha, ban-
dejas, salvas, easlicaes,
colliores de sopa e de cha,
e inoitos oulros objectos
de prala.
. : v- *&_.
de Lisboa, as quaes venden, por
preco couisBiooo como eostumani.
O Dr.Ribeiro, medico pela l "niver-
sidade de Cambridge, continua a residir
na ra da Cruz n. 15.
SOCIEDIDE EM C0MH.VX1TA.
FABRICA DEFIARETiCEUALGODA'O,
Aqual oceupa diariamente para mais de
00 aprendizes ou obreiros nacionaes
PUBLLCACAO' LITTERAR1A.
Repertorio jurdico.
E'la publicaran sera aera riuvida de utilidade aoa
principiantes que se quizerem dedicar ao exercicio
do foro, pois nella encostrarlo por ordem alpliabe-
tiea as priucipaese mais frcquenles oceurrencias si-
ria, orphauolouicas, coninjereiaes e ecclesiaslicas do
DOMO toro, con as remisses das ordeuaces, leis.
avisos e regulameiilos por qoe se r*-ge o Brasil, e
bem assim resuliices dos l'raxistas anticos o moder-
nos eui ijup se firmara. Conten siMiielhautemenlc
as dee-isoes das que,loes sobre si/.as, sellos, velbose
novns direitos e dcimas, en o Irabalho de recorrer
coUvccTio Ce nnssas leise avisos avultos. Consta-
r de dous voluine em oilavo, i'raude francez, eo
nrimeirosabio luz* esta a venda por h5 na luja de
livrosn. ti e 8 da praca da Independencia.
AIM DE LATIM.
O padre Vrente Ferrer de Albiujuer-
Ique continua com sua aula delatim, do
Preeiaa-se de urna prela para coziubar c com
prar : na praca da Independencia n. 18 e to.
Aluea-se o primciro andar da rasa da rua da
Cadeia do Recite n. i'J, proprio para uscriptorio : a
lialar na toja da mesrua.
A QUEM IMCHESSAIt.
Avisa-se que a rifa do cabriole! que corra com .,
secunda lotera de Janeiro desla provincia, tica es-
parada para a segunda de fevereiro d i correte au-
'2j.il,s"" c?'" "ca sem elloilo n bilbele n. 1751 a
1/7. o de 1251 a 127., por se ler deseneaminhado.
Manoel CavsleSnli de Mhiiqucrqiic, rendoiro
doengenho Acia I ha da regueiia de S. I.nureueo
na Malla, nipnoe nadadever a pessua algoma a ei-
repoao di renda iln lili engenho, qoe se lia de ven-
cer do anuo de 1857 em diante ; porm e alauem
sejolgarseo i-redor, aprsame sua eonla legalisada
ao eu correspondente, na rua da I,na n, I, pri-
meiro andar, oo no referido engenho Agoa-Pria, c
islo no prazo de 8 das.
l'reci-a-se de um moco de I a 16 anuos, para
caixeirode uma das memores hijas do Pilar das Ala-
goas : a tratar na roa estreila do Rosario, Iravc-sa
do Quemado, loj.i de iniudezas II. 18 C.
h
igiierrcotypo,
electrotypo e
stereoscopo.
Noalerroda Boa-Vista u. i, lerceiro andar, con-
(inua-se a tirar retratos por lodos os s\slenia, al-
eos e modernos, c alu se aelia um rico soi limen lo
de artefactos de ouro, r oulras qualidades
collocacao dos retrato*.
MATRIZ
i i i > j i i de 10 a 12 anuos di: idade para cima. -, ,
da 2 dejaneiro em dtanle, |)cla mesma
CAPITAL 300:000.s000.
Socios em nome collectivo gerentes responsavois
ossenliorea : Antonio Marques de Amoriin. Justino
l'ereirade l'arias, Manoel Alves Gnerra.
Firma social: Aaioriui. Farias. fiueira(\C.
Asociedade tem j uumerosos assignanics, que
profazem para mais do valor da melade do capital.
Ella continua a admillir no decurso deste ruez
socios de 1009 ate .0UOff.
As pessoas assianaoles das priraeiraslistas, quede-
zejam contribuir para a pruuipta iealisai;ao da la, I
linca sao convidadas a nao demorar suas respectivas
assignaturas, que devem ser paliadas no livro da so-
ciedade.
No lira do correte os socios gerentes reclamaiaoa
primeira prestarlo que sera' de lil por rento do ca-
pital subscripto, e passarao os comptenles recibos.
Vs vantagens que a fabrica offerecera' logo que
ella esliver em pleno andamento serao
maneira c sob as condirOcs ja' annun-
ciadas.
Firmino Jos de Uliveira, juiz ile paz do ~2.m
dislrieln da fregue/.ia de S. Anlomo, il audiencias
ns terease sextas fcir.isde todas as semanas, as !t e
raeia boros da larde, em casa de sua residencia no
pateudo Carino n.'.l primeiro andar.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Iloje etpera-se do Rio do Janeiro o
vapor portuguez D, PEDRO II, conduc-
tor das listas da lotera IS- da casa de
correc(;o; ainda se acha a venda um
pcijueno numero de billietes: os pre-
mios siio pa;;os
ao receber das listas.
1. l por ce.ilosobre o benfico anoi.-l quera-' B^^F'??'^^:^^^^'^
da socio recebera', alera do seu dueilo sobro o fun- i EJJ
pital. Jg
2. Occopacao diaria a mais de _'Hi operarios, ou 11^
obreiros nacionaes.
.1. Consumo de 30 a 40 mil arrobas de algodSo
nacional, o qual at agora nao leinoulro comprador
senao o exportador.
4. I'ecido de qualidade superior liso ou lavrado
a Jtl) a vara, em lugar de 2tH) ou 280 que se vendia
o da Baha, e boje pao lia ruesuio a mais de :1J reis,
prer;o da ultima venda.
A facilidade das entradas, que nanea serao te
mais de 20 por cento do capital subscriplo, permute
a todas as pessaas que pudrem dispor de uma eco-
noma meusdl de j por mez, entrar como socio
de 100B.
Sendo as entradas de 10 por cento e os pasamen-
tos ipacadog de pouco mais ou menos 2 meses, se-
rio preciso 18 a 20 para ser r'ealisadoo inleiro pa-
gamento de cada subscripcao. .~"-,".m-,Sr' Pr"',,enle e P"" memliros da com
Osscnhoreique residem tora da capital, e qne ni.ssao de lixcicne desta provinc.a.-.z Pan o diz
quizerem entrar nesta til sociedade, poderlo diri- G,*",0.' "'n,lsla fr-'"ccz, que precisa a bem de
gir mas cartas de pedido a qualquer dos tres socios i seu ,,,m'0' X Ss- SPrcn' "*1,*,,1 e""',n" P"
gerenfei, ou ao socio de industria F. M. i,upra,,! Psraao deque se serve para chumbar denles, e de-
que tem em seu poder o livro dassubicriproei. I "O""00 ma.sa adamantina, em ordem de veriricar-
Elles declarara os seus uomea por extenso, do- *.e aue B <'.'< preparaci.u dilfere i.ite.ramenle de le*
micilio e o nome d > correspoiiderile nesta capital,
C0^StLT0RI0 CENTRAL
HOiePATHlCO.
(Gratuito para os pobres.)
Rua de Santo Amaro, (Mundo-Soto, n. (i.
O lr. Sabino Olegario I.udgero Pinito d ;
consultas todos os dias desde s 8 horas da '
manlia al as 2 d larde.
Visita os enfermos em seus domicilios, dai
9 horas em diaute ; mas em casos repentinos 1
e de molestias acudas e graves as visitas serao
feas em qualquer hora.
As molestias nervosas merecem Iralamenlo
especial segando meios boje aconselbados
pelos praticos modernos. Estes meios eus-
tem na consultorio central.
]) IIAIKItu DE SAMO
ANTONIU.
tiio sendo pnssivel festejar se no dio 20 do cor-
rente ao marlyr S. Sebasliflo, advogado contra a pes-
ia, a mesa actual resolveu mandar cantar uma ladai-
nba ao mesmo sanio, no referido dia, pelas 7 horas
da noile : e convida ao respeilavel publico a assis-
lir esle acto, para conjuncto implorarmos que nos
livre da peste que nos ameac.i .- e enlao sera desig-
nado n dia para a sua fesla. Jos
reia, tliesoureiro.
I'recisa-se na botica da praca da Boa-Vista n.
32, de um hoinem livrooo ese-ayo, para o t.abalho
da mesma botica : quem se quizer sujeitar apparera
na iiic-iiu botica para tratar.
Koga-se a quem acliou una argollaba de ca-
maplieu qoe se prrdeu iicsla eidade, baja de leva-la
ao aterro da Boa-Vista, primeiro andar do sobrado
n. .'!. que sera gratificado.
l'rorisa-se de uma ama para casa eslrangeira,
que saiba codnhar e engommar ; na rua dos (iua-
raiapes u. :it
1'reris.i-se de dous trabalhadores de padaria,
dandn-se bom ordenado,um uu dous rsiravos para a
a mesma : as Cinco Ponas, padaria e reflnacto n.
l()(i.
O abaiio auianado faz seienle ao respeilavel
publico, que ale dia;ll de dezembro prximo pas-
tado saldon todas as mas coiitaa com os senhores
0 abaixo assijpiado rojja ao Sr. Ma-
noel Jos de Suu/.u Santos, negociante na
praca do Rio de Janeiro, socio e liquida-
tarto du (irmade Santos Perreira & C,
se digne dar-lhc conta do seu escravo
Uento, que loi remettiilo a mesma casa
Perreira i\ C, em 21 de Janeiro do au-
no proymo passado, no bl'igue IKC1-
l't, para sei vendido por conta do abai-
\o assijjuado, ou le II. mandar docu-
mento legal de bito, alias tera' de ser
cliamadoi' juizopara salisl'a/.er ao ah.ii-
\o assijpiado a importancia do dito es-
clavo, poisqueasua ultima carta em 7>\
deagosto, em quelite participa a morte
do escravo no hospital de Santa Isabel,
em28 dejulbo, discordacom assaascarlas
anterioreseprincipalmente com asilel
dejulhoe I o deagosto, emque participa li-
rcara entregarosescravos doabaixo assig-
I nado a AlvesOv Simes, assim como com a
contacorrentequeacompauha a carta de
"I d'agosto, onde da em conta comedor ias
e despezas com o escravo at I \ de agos-
to, o que faz o abaixo assignado ficar du-
vidoso : O abaivo assignado taz o presen-
te annuncio, porque debalde tem escrip-
to ao Sr Souza Santos pcdiiido-llu- certi-
dao de bito do dito escravo. e ncnliuma
respecta tem recebulo ueste ponto -Jo-
s' da Fonseca Silva.
No novo enebimento da rua da
l'raia de Santa Kila. arma/.em n. 17,
apromptam-se encommendas para se en-
clier pipas com agurdente, espirito e
a/.eile, tildo milito bem condicionado e
de boa qualidade: os pictendentes po-
,io Cor- de,m dilil'"-se a este estabeleciment que
acharan com epiem tratar, ese farao ve-
as vantagens que tem ; tambem se pode
recolher pipas vazias, por ter muitos
commodos e bom desembanjue.
Domingos Francisco de Souza l.eiio taz publi-
co, que leudo liclo transarroe. rom o fallecido Sr.
Joto lleuiiques da Silva, pagou jos berdeiros do
mesmo senhnr urna lellra de 7:l(iS;7l que se ven-
cen em 22 de dezembro do anuo protimo passado,
{.sendo esta o saldo de todas as cuntas qoe leve com o
dilo fallecido, pelo que acha-se quite e saldado com
os referidos herdeirus.
Feidel l'inlo A. Compaiilii.i avisara ao p-iblico.
que a dalardu 1.- de Janeiro du prseme anuo tem
admillido para socio de sua casil ao Sr. Lino F. Fin-
io, o qual poiler fazer uso da Arma pai i as Irantae-
ees da mesma,
l'rrcisa-sc alugar uma canoa que pegue de Mili
a 1,300 lijlo* de al venara para carreijar arca em
um sitio: quem a liver equwer alocar, piide pro-
para
ECONOMA.
Vendetn-se eaixas com alelria 'cora 2. libras'
propria para sopa, por diminuto preco : no caes da
alfandega u. 7, annazem de Jote Joquim l'ereira
de Mello.
ttenc&o.
Veiuie-se nina escrava de ;t.i anuos de idade, boa
ligura, aqoitandeira : na rua Augusta n. 38.
metas preas uvradas.
( mais ricos corles de seda prela larga, lavrada,
que ha no mercado; veudem-se na toja de i portas
da rua do Queimado n. 10.
PARA MASCAMOS.
Cabelleiras e barbas: vemlem-se na
rua estreita do Rosario, loja de barbeiro
n. 2, quasi defronlc a igreia.
Vndese na praca da lloi-Visla n. 10, um mu-
lato de bonita lisura o sem deleito, de 1H annoi de
idade. proprio para bolieiro, criado ou copeiro.
Vcudoiu-se ceblas ullimaineule rlieadas de
Lisboa, o pendras .le rame : na rua da Madre de
lieos, arina/em n. 12.
Vendem-se :! eacravos \r todo servir, I
preta que coainlia bem o diario de uma casa, entorn-
illa, vende na roa e faz lodo o trrico, 1 dila que
eozinha perfeilamenle, engomroa e faz lodo o maii
servico : na rua dos Ouarleis u. 2i.
Aclia-se venda na loja d livriis dos Srs. Ri-
cardo Freilas jj Companbia, na rua do Collegio e na
rua do Sebo, c-sa de Jos Autonio tiomes Jouior n.
1. I) : Demonslraclo dos arligos do cdigo commer-
cial que tem referencia ontre si e os remilamentos,
portaras, aviso. ronullas repeilo ao mesmo Cod.,
e Demonsiracao dos arliffos dos rcciilamenlosn. 7:17,
7.'IS de 2-"ule uovemhro d IS70, com referencia aos
avisos, portarlas, rruulamenlis, pelos quaes tem sido
alterados ou explicados : l.ei n. 7!HI de Iti de se-
lemhrn de ISii. e reanlainento n. 1.197 de !. de
maio de 1835, ludo em um'volumc.
flno
abaixo mencionado*, e para que nao se chame< lao- !
rancia aluuein que por ventura se prevalece "le di- ru,ar "a rua da ';"|CIH llu Re^fe n. ."). loja.
zer que nAo leu, sabir este annuncio ft vezes: qual-
quer porm dus mesroos senhores que se ulyar pre-
judicado no prsenle, diriji-se a casa do Sr. Antonio
Kamos. ou auuuncfe >or esle diario :
\9 eucarregado de ellectuar o pagamento das entradas
das preslaccies, quando forem reclamadas.
Uma copia impressa da escriplura da sociedade
sera' entregue a cada um dos socios n occasiao de
,, cffecluar o pagamento da primeira prestacio de 10
por cenlo do capital subscripto.
Pernambuco 3 de Janeiro de 1856.
F. .'./. Duprat.
W O Dr. Firmo medico, niudou ^i
0f a sua residencia para a rua Nova ^
( b.(25, primeiro andar, o conti- (&,
ma no exercicio de sua prolissao. /^,
a viso importaii-
lissiiiio para os
Srs. jogadores
das loteriaso
O cautelista Salustiano
de Aqu no Ferreira
avisa aos brs. joaadores das loteras da provincia,
que os preco* dos bilbeles e cautelas licam til mes
corno abaiio se demonstra, os quaes sao pagos sera o
descont de oilo por cento da le as tres priireiras
sortea grandes em quaulo existir o plano actual de
.1,000 bilhetes, pelo qual silo estrahidas as loteras
da provincia. Elles estn esposlos venda as ta-
jas do costume. Su he responsavel a pagar os oilo
por cento da lei sobre os tres primeiros premios
grandes em seus bilhetes fnteiros veintids cm ori-
Iteeehu por inleiro
ginaes. Bilhetes .5fiAi
Meios 23ll
Terjos 1S20
Ouartos 154-iO
Quintos 19IO
Oitavos 720
Decimos bOO
Vigsimos 300
l:66ft)6fiti
l:2g00U
b 1:0009000
>. B2J9000
.VMISOIIO
u 200*00
O caulelisla
Salustiano Je Aquino terrttra.
Jos F. de Oliveira Contina dar liros de pri-
raeiras lellras, lincaa nacional, francez, 'inglez. por
casas particulares, a discpulos demmbos os sexos;
promelleudu lodo o disvelto pelo adiautameulo dos
iiiesuios: a tratar na ruado Colovello n. 127.
das as condecidas. Fede a Vs. Ss. sejam servidos de-
ferir-llie como requer.E. It. Me.
Paulo Luiz Gaiynouj:
A masta denominada pelo lopplicante- Adaman-
tinae por elle apresentada commissao de Ingie-
nc publica, tliirere de Indas as apresenladas iiessa
mesma occasiao por oulros ; sendo a confronlacao
feila lia presenca de lodos. Sala das sessoes da com-
missao 30 de iulho de 18.7..l)r. A. Fonseca.
-:a9 :- .IS -KS*
, DEKTIST4 FRAHCEZ. 8
A Paulo Gaignonx, denlisla, estabelecido na 9
", segralo andar, 9
. colloca denles com a pressAodo ar, c chumba Sj)
denles com a masta adamantina e outros me- %
iS taes. j
-i*. y:-.*! .l*.%:J8a ".>o'5!t
Precisa-se alugar uma crioula que saiba per-
fei lamente anaomrr.ur : quem esliver ueste caso, di-
rija-se a rua Nova n. 71.
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEQPATHA.
IvVTilAIIIO DE RL'OFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTKOS,
6 posto cm ordem alphabelica, com a deseripclo
abreviada de lodasasmoleslias, a indicaban phjsio-
logica e Iherapeulica de lodos os medicamentos ho-
meopalhicos, seu lem>0 de acc.lo e concordancia,
seguido de um diccionario da signilicacao de lodos
slennos de medicina c cirurgia, e posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DI. A. J. DE MELLO HORAES.
Os Srs. assignacles podem mandar buscar os se 11
excmplares, assim como quem quizer comprar.
Masta adamantina,
lle^uernliuenle rVconheeida a excellcncia desta
prepars{fl0 para chumbar denles, porque seus resul-
tados sempie Mise sao j do dominio do publico.
Sebasliao Jos de Oliveira faz uso desla preciosa
matas, para o lim indicado, e as pessoas que qui/e-
reni honra-lo dispondo de seus serviros, podem pro-
(XI-tKlO'ruril"'on lra%,:8,ia ',0 Vigario nJ I, loja de bar-
2:'.-XllWKH)i;l'eir-
i J. JANE, MSITISTAa 1
SJ contiua a residir iiaruaiNova u. t9, primei-
^ ro andar. .
I'recisa-se fallar rom o Sr. Manoel Mondes
1 l-crreira liuinaraes, uu com pessoa enearregada dos
Joio Tavares Cordeiro.
Ilenriquc liibson.
Nicolan O. Biebi-r.
Benlo Candido de Moraes.
Jos (todriguesde Araujo l'orlo.
Antonio Jos de Castro.
Antonio Karaos.
Tao Irmao.
I.uiz Josc da Co-la Amoriiu.
Jos J.quii Das l'crnaiidcs.
Cbrisliani & Irnilo.
Joao da Cunta Ivevcs.
Paula Santos.
GoimaiSes \ Aleanforado.
Iliomaz l-ernandesda Ciinlia.
Vicenle 1-erreiia da Costa.
Jcaqilllll .1 irnnie Piuheiro.
Azevedo ^ Borges.
Joaquim da Silea Lopes.
Manoel Tavares Cordeiro.
Clemente da Silva Cima.
Bernantino da S:\a Lopes,
l-'erreira & Malheus.
Joso Moreira Lopes.
Antonio Lopes Pereira de Millo.
Viuva Bastos^ Companbia.
Manoel Jos Machado.
Seixa* & Azevedo.
Joao Claudio liuaric.
Cruz j (Jomes.
Joaquim Itodrigues Sordos.
Jos Ito.iii.-in-s i)a Silva Bocha i\ Coinpanbia.
Francisco Alves de Pinho.
Viuva Machado.
Cidade da Victoria !. dejaneiro de 187(1.
Manoel .loso Pereira llorges.
otaria do colle-
gio dos orphaos.
Aos 5:000-, 2:500s e 1:000 OOOO.
Corre no dia quarta-i'eira 23 do corrente.
Os bilbetese cautelas do cautelista An-
tonio Josc Rodrigues de Souza Jnior,
nao estao sujeitos ao disconto los 8 por
cento do imposto da lei, osquaesseacham
a venda as lojas da praca da Indepen-
dencia ns. \, lo, 15 c 40, rua Direita n.
lo, ruada Praia n. 50, ruado Livramen-
to n. ol e na rua do Crespo p. o.
Os premios siio pagos logo que saia a
tsla geral.
Billiete inteiro 5,s80t
(f'omiJrfi?,
Meio h\
Tercos
Quartos
Quintos
Oitavos
Decimos
Vigsimos
ete
5:000$000
2:500. 1 :(it.s
l:250$000
1:000S000
.sOO
jOO.sOO
250000
2$900
2S000
I.S.)ll()
ljOO
760
iO
o20
O referido cautelista declara que so pa-
ga uos bill.etes nteiros veedidos em ori-
gtnnes, OS 8 por cenlo do imposto da lei,
nos premios grandes, devendo o possui-
dor receber ooSr. thesoureiro oseucom-
petente premio,qac com os referidos 8 por
cento, recebidos do dito cautelista,prefa
a SOrte por inleiro sem disconto aljjum.
Furto de 5 cavallos.
Na noite de I pata amanhecer do dia
I5,furtaram dositiodoTaiso, na cruz de
Compram-se dnaseserava de :i(l aunse de
boa conduela, mas que tenli, m a liabilldsde de coz-
nbar, engommar e eusaboar : na rua das Cruzes n.
-20, taberna.
Compram-se frascos d'agoa de Colonia vasios:
no beceo Largo do Recite, taberna n. ti.
Compram-se algumas taboas osadas, ou mesmo
pedacos alo 10 palmos, ainda sendo de menoi, de
louro, o mesmo de pinho au sendo de forro ; an-
uuncie para se ver.
Oumpra-se ura estrado de S a 'J palmos de al-
tura e 7 i, de larcura, que esleja em bom uso :
quem liver annuncio para s r procurado.
Compra-se um predio de ou 3an-
dares, em qualquer dos tres bairros desta
cidade, cotntanlo que nao esteja deterio-
rado, e que osen rendi ment regule de
VO.S a 5008000 rs. : na rua da Cadeia
do tlecife, loja n. 41.
Compra-se una esclava prela ou parda ainda
mora, bem parecida, sera moleslia c vicio algum. e
que se venda por algnma eircomstaheia, que saiba
coser, cugominar, lavar e eozinhar o diario, c sirva
para casa e rua : quem a livor, dirija-te a qualquer
hora do dia > ruadolloeimado, loja n.20, que acha-
ra eom quem Iralar.
Compra-se uma parelba de cavallos para carro,
que sejam hnn parecidos e maneas : no arma/.em
da na Nova n. 07.
Compra-se uma prela ou parda do IS a 35 an-
uos de idade, que co/.iuhe e eugommc : na rua Nova
n. 17.
Comprase urna casa terrea no bairro da Boa-
\ isla ou Santo nleiiio : a tratar na Boa-Vista, rua
do Kosario u. 11.
Madapolao
a 3,000 rs. a pe$a.
Na rua do lOueimado, toja n. 17, venie-se mada-
polo lino cora loquu de averia de agua doce a :L$(IU<>
cada peca.
Vende-sa um prelo de nacilo Costa, de lionila
figura, e bom ganhador : na rua Direila n. til.
Vende ?e um.i preta de idade 10 aunos, boa
lavadeira, cozinbeira e quilandeira : na rua Direila
u. lili.
Vende-se uma mulata de bonita fiur.i,' lava,
engoraras e colinda : na rua Direila n. 66.
Vende-se uma armacao de amarello envidra-
cada, de goto moderno, na praca da independen-
cia n. 35 : a tratar na rua do Qaeimado n. 32. pri-
meiro andar.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba de boa qualidade, por
menos preco do que em nutra parle : na rua da Ca-i
deia do Hedfe, loja n. 50, defronle Ja rua da Madre
de lieos.-
Cal de Lisboa barata.
Para fechar contal vendem-se harria com cal de
Lisboa, pelo diminuto preco de 3920U. anden como
ha uma pnrcfui da dila cal sola, ptima para caiar
pelo sen brilhanlismo e iluraeilo, e e"c'ie-se uma
barrica que lenlia silo de bacalluo por :te : na rua
da Cadeia do Herir n. 50.
RAPE' DC LISBOA.
\ eude-se rape fresco de Lisboa, rhenado prolima-
mente : na praca da Independencia, loa n. 3.
Na rua do Crespo n. 12, loja de
Campos & Lima, vendem-se cobertores
de laa pequeos e grandes.
Melogios
inglezes de pa-
Pratos ocos patentes
para conservar a comida
quente: vendem-se na pra-
ca do Corpo Santo, arma-
zem n. 48, de Hostron Ko-
oker f-C.
Cousas linas ede
bous gostos
NA LOJA DA BOA FAMA.
Vendem-se rico-, loques com plumas, bulla, e
espelho a "r. luvasde pellica de Jouvin o melhor
que pode haver > 12)600 o par, dilas de seda ama-
relias e brancas para hornera e senbora a l?:80, di-
las de lorral prelase com bordados de cores a 800
rs. e 19200, ditas de De de Escocia brancas e de le-
das as cores para hornera c senhora a .VHI rs., dilas
para meninos e meninas muilo boa lazenda a 320,
lenciiihos de retror. de todas as cores a Is, toncas de
lila para senhora a 010, penles de tartaruga para
alar cabello, fazenda muilo superior a .">s, dilosde
alisar tambem de larlarusa a 39, ditos de verdadei-
10 bfalo para alar cabello imitando muilo aos de
tartaruga a ItJKO, ditos de alisar debtalo, lazen-
da muilo superior a 320 e 500 rs., lindas rucias de
seda pintadas para enanca- de 1 a 3 anuos a I9ROO
o par, dilas de lio de Escocia tambem de bonitas
cores para chancas de 1 a 10 anuos a 3:20 o par. cs-
pelhos para parede com eicellenlcs vidros a 500,
701), \0 e 1s2l), loucadorescom pesa 19500, lilas
de velludo de Indas as cores a 160 e 210 a vara, es-
covas finas para denles a 100 rs., e fusimas a 500
rs., dilas liuissimas cora cabo de marlim a 1-, tran-
cas de seda de todas as cores e largoras 320, 400 e
)00 rs. a vara, sapalinbos de lia para chancas de
bonitos padrOes a 240 e 320, adereeos prelos para
luto com brincos e allineles a Is, toncas prelas de
seda para enancas a I--, Iravessas das que se usam
para se^urarrabello a I9, pislotinhas de melal para
crimen. a 2011 r.i., galheteiras para azeile e vinagre
a 2^200, bandejas muilo linas e de todos os laina-
nhus de-19, 29, 39 e 49, meias brancas tinas par.,
senhora a 210 e 320 o par, ditas pretas milito boas
a 400 rs., ricas caitas para rape com riquissimas es-
lampas a 39 e 29500, meias de seda de cores par
homem a (110, cbaruleiras muilo linas a 29. caslet
para bengalas a 40 rs., pastas para guardar papis
a BOO rs.. oculos de armacao de aru praloados e dou-
radosa 640, 19 e llSOO, lunelas com aro de bfalo
e tartaruga a 500 rs. e 19, superiores e riras henga-
linhas a 2-9, e a 500 rs. mais ordinarias, chirotes pa-
ra cavallo pequeos e ciaudes. fazenda mullo supe-
rior a 40, 80, la, I92OO, 19500 e 25, atacadores de
cornalina para casaca a 320, penles muilo finos para
suissa a 500, esrovas finas para cabello a MO, dilas
para casaca a 040, capachos piulados para sala a
040, meias brancas c cruas para homem, fazenda
superior a 160, 2110 e 240 o par, camisa! de meia
muilo finas a 9 e 19200, luvas brancas enrorpadas
proprias para montara a 240 o par, meias de cores
para senhora muilo forles a 220 o par, ricas aboiua-
durasde madrcperola ede oulras muilas qualidades
i! goslos para rolletes e palitos a 500 rs., tirelas (Ino-
radas para calcas e colleles a 120, ricas filas linas
lavradas c de Indas as larguras, bicos liuissimos de
bonitos padrOes e todas as larguras, ricas franjas
brancas e de cores para camas de lionas, lesuuri--
nhas para costura o mais lino que se pode encontrar.
Alera de todo islo oulras muilissimas cousas ni oilo
proprias p:tra a fesla, e que ludo se vende por pre-
cio que faz admirar, como todos os freguezes j sa-
ben: na roa do Oueimado, nos qualro cantos, na
bem condecida loja de iniudezas da Boa Fama
n. 33.
Meias pretas pa-
ra padres.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O iinicodeposilnconlina a ter na blica de Bet-
lliolomeu Francisco de Sooza, na roa largada Rosa-
rio n. 36; garrafas grandesinOO e poqaenaa3jOOt
PORTASTE PARA 0 MUCO
Para cura de phlisica em lodos 01 seas diOerrnln
graos, quer motivada por conslipacoes, tese, slfc-
ma, pleuru. escarna de sangue. ddr de colado e
peilo, palpilarao no coracAo, coqueluche, bronrbilt
dor na garganta, c todas ai molestia.dos oreaos pul-
monares.
Relogios.
Vendem-se relouios de oore palele iaglet: ao
t-cn pior 111 do agente Oliveira, roa da Cadeia da Ro-
cile n. 62. primeiro andar.
Vende-se iai cavallo roco, traite I
i a v ei ua cocheira do Sr. l'edre Albia ao pe ac-
seual iie u.amiba, onde >e dir cera ejaem so deve
Iralar.
i.tgt iiia(.vo'.
G arrematante loja de iniudezas da rea do
Quarleis ii.-21, quereudo acabar a* miudezas qoe
enstem, vende barato afim de liquidar tem peda
de lempo.
Franja com botlas para cortinados, peca JUOO
l'apel paulado, resma, ;de pto :tSUOO
Hilo de peto, resma i97itl
Lia de coi es para bordar, libra 7J0OO
l'enles de btalo para alisar, dotia ;i*ll
F'ivelas douradas para calca, una |no
(iroza de brelas muilo finas 6gO0e
Lencos de seda linos, ricos padret I9500
l.aiva de linhas de marca JMI
Meias para senhora por 2SS)
Penles de tartaruga para segurar cabello IjOOO
11 rozas de canelas lina- para pean* 2*000
Ditas de boloef tinos para casara 2SM0
Meias pretas para senhoia, duza 3BJ2M
Ditas ditas para homem 2SMS)
Lacre encarnado multo fino, libra IjMt
Papel de cores, maco de 20 quaderaos SW
Duzia de colsetei 7-a)
Espelhos de lodos Os nmeros, duzia 29500
Linhas de novellos graudes para boid. r IjCOS
lina- filas escocezas e de sarja, lavradas,
largas jajn
Meias cruas sem costura paia homem :IKKW
Dilas de seda n. 2, pe^a 3M)
Trane-s de teda branca, vara im
Caitas de raiz, duzia I96OO
l'ecas de fitas de ees 300
l.api bii.i-, groza 29(00
lamino para vestido, libra I9*M
I mica- de bloode para meaiuo 1C200
Chiquitos r mermo bordados para menina tSflOO
e oulros muitos arligos que se turnan tiummei i
vei< por suas boas qualidades, e qoe nao te dartear*
i -r um pnuquinho mais barato a aquelle teaber la-
ui-la. que queir a dinheiro comprar mais barata
do que se compra em primeira rola.
Vende-se uma canoa de carga de 1,000 Iqeiee,
com bous incolaineulus, fundo lodo nova, pota aao
tem um mez, e bem se v pela cor dat nudtiras,
multo bem encavilhtda e segora : os prrlradaalti
dirijam-te rua Imperial para ver e Iralar com
Virlorino Francisco dos Sauloa, cata de frente azol.
envidracada a moderna.
^ i-nb.iv.
Attencilo.
nesocios do mesmo : em casa de Paln Nash \. Com-
panbia, rua do Trapiche Novo 11. 10.
O SOCIALISMO
PELO GENERAL ABREU E LIMA.
Ainda exislcm algiins c.cmplaresenqun.temados.
Almas, da ponto de cha, tres cavaitos~ 5JI'* alp,k? pre,a a
um castaono com quatio ps calcados,
com duas esponjas em cima dasmaos, sen-
do a da mao direila mais pequea ; ou-
tro 1 usso carriao, com as orellias nntito
acabaadas, tem marcas de puchar carro
nospeitosesignal de ler tido uma eslo-
lailura no tncio doespinhaco; eoutro
melado, com dinas e rabo branco, com a
mateaOde logo na pa'direita: ro-
g:-se as autoridades policiaes e mais pes-
soas que os virem, osqueiram appreben-
dev, jue o abaivo assignado grati lie ra"
com genei-osidade.J. J. Tasso Jnior.
lolbinliasi
PARA 1856.
Estao a' venda as bem cbnfaecidas fo-
Ibinhas impressas nesta tvpograpbia, as
de algibeira a 20 e as deporta a 160; as
de algibeira aletn do kalendarin ecclcsi-
asticoe civil, contem titn resumo dos i 11.-
postos municipaes, provinciaes e geraes
que aifectam todas asclasses da socieda-
de, extracto dosiegulamontos paroclliaes,
docemiterio, enterrse sello, tratamen-
to de varias molestias, inclusive a do cito-
lera, contos, variedadese regias para la-
zermanteiga e queijos de dillerentes qua-
lidades, ditas ecclesiasticus ou de padre,
correctas, e conforme as rubricas e uso
deste bispado, inclusive a resa de S. Tito,
efeitas pelo padre Machado, o mais a li-
tigo folhinheirodesta provincia, (sem pri-
vilegio visto como a constituiefio e leis do
Brasil o prohibem) a iOd'rs. cada umaj
ditas de Almanak, a 500 is. : vendem-se
nicamente na livraria n. 6 e8, da praca
da Independencia.
\ en.le-se uma ereiiula com uma cria de dous
me/e. i|,. i,la,le cora muilo bom leile para criar : na
rua das Cruzes n. 38. r
Vend-ea um rico pal lo de velado prelo, todo
torrado de seda, proprio para os prosimas mascara-
das : na na de Queimado n. ,'lri.
GRANDE SORTIMEMTO.
159000.
a .T5000
os de brina de cores a :>9300
Dilos de panno prelo a..... I6.-5000
Vende-te na rua do jueimado n. ;1S, em freute do
becco da Coitgregaeeo.
RUA 1)0 OUEIMADO N. 38.
Ricas cliilas francezas'dc bonitas cores pelo barato
preco de M:>0 rs. o covado, dao-se as amotina dei-
tando o penboi.
No escriptorio de Brender a Brau-
disiSiC, na rua do Trapichen. 10, ven-
de-sc:
Lona superior, a imitaco da da Rus-
Sta.
Salitre refinado de Londres.
AVISO
teote,
os nelliorej fabricados pin lnulalerrn : cm casa ile
llenrv dibsou, rua da Cadeia du Kccrle u. ')-'.
O 59 A
Confronte ao Rosario de
Santo Antonio,
avrsa ao respeilavel publico, que constantemente
tem um completo m lmenlo do seiminte : para
mais de 20 qualidades de honhos fraucezes, latas
de dilos de Lisboa, latas de bolacllinhaa de Lisboa,
dilas de biscoilos InileSM, dilas de inarmelada, di-
las de cela, doces em calda e em conserva de fruc
tas de Europa, imeiiitoas de dillerentes goslos cor:
Yeitsdas, cnifeito diversos de Lisboa, ditos dilosde
llaraborgo, dilus dilos trancezes, paslilbas de orlel-
laa-pimenla e ridos, lieorea fraucezes, extracto de
absinlho verdadeiro, sarapes diversos finos e interio-
res, vinho llordeaux, dilo de caj', cdivinhas com
enfeiles as mnis dilicadas que tem \ unta a esta pra-
ca para conleitns e para guardar aquillo com que as
bellastse adornain ; ha mais s rbocolales seguintes ro i m, d'AmbnUo rlnrim./- rio Riut-.
viudos de encommenla: uperlioo.dito dito de bau- 'i AmbOISf ,,U'.lU"Za Be,.BPe-
nlha, dito de saude, dito lioinraiialbico, dilo em cha-
rulos, biscoilos da (erra doces c aguados, fallas, bis-
coitinho, araruia, soda, regalia ; ludo se vende em
poican ea re.illi >, por commodo preco.
i As -ciilinra- de bom guslo arhtrau em cata de J
Kalque, roa do Collegio n. I, os mait rieee chapeo.
de seda e de formas as mait elegante! e mait dan
;udem-se superiores mtias de laia para padres, as que ha em Pernambuco, lano branca ceano ed-
de canna. azues e cr de iota, ditos de palha e teOr
muilo bonitos, riqui-imo* tooradot e euleilet para
| cabera, de diversas cores, cun florea t lilas manto ti-
na e (roco, do mais apurado su>to. pelo liaralissimo preco de I58OO o par, ditas de al-
godao prelas .11 11 o par : na rna do Queimado, loja
de iniudezas da lloa Fama n. :i:l.
Moinbos de vento
ombombasderepuxopara regar norias e baixa,
decapim. nafundicade t. W. Bosman : uarua
doBtam ns.6,8e 10.
(]an$as de meia
de pura la.
"endem-'e superiores camisasde meia de laa, e-
1 larato prego de :3 : na rua do ijueimuilo, |o a
r. iniudezas da Boa I-ama u. 33.
( jrtes de cassa para quem quer dar fes-
tas por pouco dinheiro,
Vendem-se corles de cassa chita de bom goslo 1
dilosde padroes fraucezes a-JsiOII, castas roas
leviar lulo, dilas prelas de^padroes miudos a
j corle, alpaca de seda de quadros de todas as co-
res a "0 o covado, lencos de bico lano pintados
como bordados a 3:20 cada um, gravatas de seda pa-
ra homem a lo e M600 ; lodas estas fazeodas ven
dein-se na rua do Crespo 11. l.
LEONOR D'AMBOISE.
Vende-se oexcellente romance histori-
e acbam-se a' venda na loja de livros'dos senhores
Kicardode Freilat t\ C,esquina dama do Collrsio,
e em casado autor, paleodu Collegio,casa amarclla,
no primeiro andar.
O abaiso assignado, leudo de fazer urna viagem a
Europa a traanle sua saude. se le faz Iprecisoil-
quidar seus negocios ; ,-issim raga a (odas.: pessoas
que Ihe estn deveudo de genero comprados em seu No sobrado da ma do Pilar n. S-'
estabeleomenlo da i ua da Cadeia do llecifo n. 25, alagar nina pestoa livro ou escrava, que saiba enzi-
rgo, que Ihe queiram pagar i nbar algoma cousa, paia ter empregada n"sle e
m-.'Z. Kccife (I) 11, un i re servicos o dinarius de uma casa de pequea
eus dbitos al o lim do
de jaueiro de 1856.
Manoel Josc do iSastirnenlu Silva.
_ Precisa-sealugar um prelo ou prela
anda mesmo mo sendo moco, mas que
sirva para todo oservico: na rua da Ca-
deia Velhan. 4.
Precisa-se de um olllcial de alfaiate,
iara contra-mestte da mesma arte : na
nm da Madre de Dos n. .">(, primeiro
andar. '
Contrata-te um (rabalhador para matteira :
na roa Direila n. 611, ou no Monteiro com o Brilo.
Ot Srs. Cypriano Luiz da Haz, na roadoCol-
iegio ; Manoel Uuarle Vieira. largo do Collegio, (li-
nio quem d quautias de ">003 e 600 com hypothe-
ca em catas terreas.
familia, -i oxcepcac, de eucnminadu, preferirlo-se
desla ullima condico, cdo sexo masculino ; paga-se
bem agradando,
Existen? para alosar na Pasaagem da Magda-
lona, antes da ponte, 1 Isilios rom caas de sobrado,
at quaes leudo communicaeao interna, tambem po-
dem servir para uma so familia : a Iratar na rua da
Cruz n. 15.
Aliia-se uma grande casa com slito, i quar-
tos, eozinha fina, estribarla, casa para prelos, -> co-
piares, porlilu de madeira, bom quintal planta ln,
sendo na Capunga, ranla da roa dos Droges: os pre-
tendentes podem dirigir-se a rua do Queimado n. 7.
lim ealrengeiro com as liabililares necessarias
para enfermeiro, se oflerece nesta prac ou mesmo
para o mallo : quem de seu presumo so quizer uli-
lisar anuuncie ou dirija-so a Sanio Amaro, Iraves-
sa da fundieo, lafierna de Jos Jacinlho de Car-
val hn.
I'recisa-se alugar um piano em bom oso, e que
lenlia boas vosea ; quera o tiver, dirija-tea rua do
'.'ui'in.a Ii. n. 8.
Cnntiiiu.i eslar por alugar o annazem n. 3J. da
rua da Praia, perlencenle ao patrimonio da ordem
lerreir.. ne San Irancisco : os prelendentea qoeirem
enlender-ae com o irmilo ministro, Joso Marcelino
de Rote, ou com o analto assignado. Consistorio
da ycneravel ordem lereeira 14 dejaneiro de 1836.
IriddinoJoo Jacinlho da Cunha, secretario.
i ma casa eslrangeira neceada de -2 pessoas
para o servic. interno, uma que eozinhc o engom-
me, u onlra |ia.ra costura : na rua Nova n. 17.
i braeelet
i'
l'eideu-se no da 13 do corrente, da rua apaleo
da Santa Cruz, rua do Aragilo, praca da Boa-Vista,
al o lim da ma do aterra, um bracele'e deimenina,
sendo cinco conlas de cornelina encastoadas em ou-
ro e cinco contal de ouro pequeas : quem o achuo
e quizer restituir a seu dono, leve a rua do Collegio
n. 7, sigundo andar, que se pagara o adiado.
I liaiii /. JII.,.ki.|-.\, subdito britnico, retira-se
no dia -_>tl do rorrenle mez para Europa a Iralar de
sua saude.
Precisa-se alugar umi prela livre ou c.rrava
para o servido interno de uma rasa de ponen fami-
lia ; no segundo andar no sobrado amarello, defron-
te da matriz da Boa -Vista.
I'recisa-se de um caixeiro para taberna, na
Capunga, sendo menino ou dos ebegadea ha ponco:
na laberna de Jos de Almeida l-'erreira.

!
Papel pata escrever de todas as quali-
dades.
Papel de cores para chapeleiros.
Alvaiade de /.neo milito lino,
PregDf de rame.
Tapetes linos.
fio americano superior.
Vende-se um sitio 00 Monteiro, que \ai para
o Arraial, com muilas Inicien a-, muilo boas jacas,
boas mangas, bous oili-cors, rmiil.i Ierra para plan-
tario, boa casa : quem o pretender, dirija-se em
l-'iira de l'orlas, rua do l'ilar II. l j.
Vende-so unid escrava por preco commodo :
na roa da Madru de lieos n. 7, loja.
Vende-se uma Selecta franceza de Burg.iin,
Telemaco, Besoul, EueMet, compendio de ihelo-
lira, ii i n diociouario latino, Horacio, Virgilio, ludo
era bom etlado : ua roa estrella do Itosario n. 31 A.
Veudem-se muilo ricas toncas de lita
para meninos, pelo diminuto pen de
IsOOO rs. cada uma, assim como alpodo-
zinho monstro de l) ]>almos de largu-
ra a ll) rs. a vara : na loja de Joao Mo-
reira Lopes, rua do Crespo n. 9.
Vende-se panno de algodao da fa-
brica de todos os Santos da Babia, muito
encornado, de primeira qualidade e mais
largo que o comir.um, muito proprio
para saceos de assucar e roana de pre-
tos: em casa de Lima Jniord C, ou na
rua de Apollo, arma/.em n. 12; assim
como lio proprio para pavios de vellas.

Taixa- para engenhos.
Na fundirao' de ferro de D. W.
Bowmaiin ,. na rua do Brum.passan-
do o chifariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Relogios de ouro
inglezes de pa-
tente, de sabo-
neteedevi dro,
cbc-ados pelo ullimn | ;uele. vendem-e por preco
razoavel ; era casi de Augusta C. de Abren, na la
da Cadeia do Kecifen. is, primeiro andar.
Taboado de pinho da Suecia, alcalrao e pixe.
Me. Cdnionl \- Compendia, leudo recebido um
earregamenlo desle gneros pelo brigue sueco li.
Thereza, de Gotliembourg, venderlo os mesmos a
relalbo poi precos baratos: o taboado acha-se reco-
Ihido no armazem dot Srs.Camino 0\ Irmilo, rua
do Brum.
Algodao monstro a OO rs. a vara.
Vende-te o verdadeiro algodao monstro, cornil
palmos de largura, pelo baraissimo proco de '.IDO
rs. a vara : na rua do Crespo n. B.
SOLA'0 FRANCEZ.
lie novamemto chegada esta apreeia-
vel pilada no ultimo navio france/., e esta'
a venda por barato preco: na rua da
Cruzn. 2(i, primeiro andar.
Vendem-se espingardas de dous ca-
nos, irancezas, muito proprias pava caca
ltimamente chegada (le Franca, e por
barato pieco : na rua da Cruz. n. 2(i, pri-
meiro andar.
Vendetn-se Irascos com rolhas de
vidro, pro|)rios para ronserva toda a
qualidade de rape, e por baratissimo
preco : na rua da Cruz. n. "2(i, primeiro
andar.
Vende-se muilo superior cham-
pagne emeaivas, o melhor que tem ap-
parecido no mercado e por commodo pre-
co, licor de Kirsch tambem em cablas e
muilo em conta : na rua da Cruz n. 2li,
primeiro andar.
lijlos de m.u inore.
Acaba da ebe^arom novosorlimento de lijles de
raarmore, e vende-so no armazem no becco do tioccsfrcc.
Carlas franee-
zas.
Vendem-se superiores cartas francezas para vol-
larete a atl rs. o haralho : na rua do Oneiniado,
loja de miudezas da Boa lama n. 33.
"
nha, 2 volumespor LsOOO rs., na liviana
n. li e 8 da praca da Independencia.
Vende-se cal em pedra chegada no ul-
timo navio de Lisboa, 6 potassa americana
da mais nova : no nico deposito da rua
de Apollo n. 2B, de A. J. T. Basto cV
Companbia.
POTASSA E CAL VIRGEI.
Xo antigo e ja'bem condecido deposi-
to da rua da Cadeia do Becife, escriptorio
n. 12, da para vender muito superior
potassa da Bussia, dita do RO de Janeiro
e cal virgen] de Lisboa em pedra, tudoa
precos muito favoraveis, com os quaes li-
caro os compradores satisleitos.
FABLNHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinda de mandioca
em saccas que tem um alquein
velha por 53000 reis: nos arma/.ens n>.
, 5 e 7, e no armzem defrSnte da porta da
escriptorio
da rua da Cruzn. 17,
venda um grande e
como sei.i : Lubin, Piver. Ilemasaou e airea, i
fadinhas de selim de varias cores eom diderente
cheiret, proprias para ler onde te guarde a roana.
Todos os objerlos cima declaradoa n itaSira pm
preco mait commodo qoe era outra qualquer potat.
\endem-se relogios de ouro patente.
meio edronometro e de muito boa quali-
dade, o que se aflianea e por i-omrnodo
poeco : na rua da Cruz n. 2b, piiaaM.ro
Sajdar.
Atteocao.
Na confeitaria
aeda-se sempre a
completo sortimento de doces seceos ede
caldas, d<- Inicias de todas as qualida-
des, tudo superior, para embarque para
dentio ou lora do imperio, por*mais apa-
rato preco que em outra qualquer parle
se pode vender.
MODA.
Chall> du melhor goslo pottivel. rltesade ollima-
menlc de Franca, para vestido de tenhora e meni-
nas, pelo prejo de I) cada covado: no qnatro can-
tos, rua do Qaeimado, loja do obrado araareHo
n. y.
Vende-se eicellenle taboado de pinho, recen-
temenle ebegado da America : na ro de Apello
trapiche do l-'erreira. a eoteoder-to com o admi -
nislrador do mesme.
i^crat'O^fuijim.
allandega, ou a tratan o escriptorio de
Novaos & Companbia na ruado Trapiche
n. 34, primeiro andar.
A3S300
Vende-se cal de Lisboa ltimamente chegada, as-
sim como polat9a da Kussia verdadsira : na praca do
Corpo Santo n. 11.
Vende-se ac em cndeles de um quintal, por
preco muilo commodo : no armazem de Me. Cal-
moni & Companbia, iraca do Corpo Saulon. II.
VINHO XEKEZ.
Vende-se soperftaf vinho de \erez era barrisdo
11 i. cu cara de E. ">'. Wvall : rua do Traiche
n. I?.
AGENCIA
Da Fundicao Low-Moor. Rua da
Senzafo nova n. 42.
Nestc estabelecimento continua a lia-
ver um completo sortimento de Imoen-
das e metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamaubos, paia
dito.
COGNAC YEIIUAUEIUO.
Vende-se o \erdadeiro cognac, lano em garrafa
como em garrafOei: na rua da Cruz n. 10.
Aosentou se da cata de tn
de Sobral, provincia do Ceari, um escravo de i
Francisco, nirao Angola, com os tigntet egoialot:
negro, alto, tecco, rosto comprido, punca barba, ps
grandes e teccos, com fall. de denles e om lalhe de
medida Cacea n'uma das maus ; cosluma dizer qoe he lorro,
eSamangolc, nao larga om cachimbo do atarte
e gosta de beber ; e segundo milicia de rcenle da-
la ronsu que se dirige a esta provincia, diiendo qoe
iraz cartas de sen senhor : roga-*c prtenlo a lodas
as autoridades policiaes e capules de campa a ap-
preheuiao desle eteravo, e o toa entrega naqeella
cidade a tea senhor Bento Jos de Moora, eo ne-li
praca, na rua da Cadeia do Herife n. V>, to Sr. JaaO
Jo-o de Carvalho Moraes, qoe gene rota meo lo te re-
compensar.
i corrale, a* ?)
Pipas
vastas.
Vende-se pnrc.lo de pipas vaias proprias para t-
chenle agurdenle, a proco de IT cada uma : a
Iralar no escriptorio de Manoel Alves Guerra, na
rua do '1'rapi'lic n. II.
I.VliVKI.VIIIOS.
Na rua da Cruz u. di. primeiro andar, conliuoa
a haver sorlimenlo de boas obras de labyrinlho a'
venda.
Vende-se um rahriolel cm bom uso ; a trata
ua rua do Collegio u. t, primeiro andar.
Vendem-se em casa de S. P. Johns
ton & C., na rua de Senzala Nova n. 42.
Sel lins Ingleses.
Bclogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montana.
Candieirose casticaes bronzeados.
I.on asinglezas.
Fio de sapa tetro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de gra\a n. 97.
Vinho Cberrv em barris.
Camas de ferro.
liesappatereulric.i-leir.-i, I', do i
boras da noile, da rua do Sebo n. V_>, am
de nome Jos, com ot signaes tegoinles : idaaV 1:
annos, rosto oval, cor quati prela, andar banaeiraT
ps nkiiini cousa apalhelados, c parece qne com
falla de atibas provenieule de bobas e bichea tjae la-
ve em pequeo, lem omat leprat tecets na etbot ;
Ir 11.u chapeo de palha, camisa, suppoe-te qoe de
madapoln, vrlba. e caira de algodozinho azol :
portanlo roca-te a qualqner pestoa a apprrlicntae de
dilo eteravo, e leva-lo a tata cima indicada, qoe
sera generosamente recompensado. Ha probabili-
dade de que lenha tido teduzido no etteit octollo,
caso isto se verih.|iie. o abano astigoado protesta
proceder com todo o rigor da lei contra quem quer
que for, que lao vilmente houver pralicada.
Joaquim oomes da Caoba Pereira BelIrS*.
Anda fgido desde IS de dezembro lindo am
mulalinho claro, de nome llomiio, de idade 14 an-
nos, levando calca de risradinho, camisa de ahtodao- '
/inlii e chapeo de palha ja osado, lem talla de am
denle nt freole ; lem tido vitlo pelos fuodaa dan
sitios do Hotpicio, Santo Amaro, e metme te lavan-
do e pescando para estas bandas ; toppdeajo colar era
compon hit de al une m a titulo de forro : geera Ip-
prebender, leve-o a roa Velha, cata n. 90.
Desappareceu no dia qointa leira a noile, 10
di rorrele, a escrava crionla. de nomo Cotana e
estatura regular, cor prela, ..ic* ftootcH, denles
um lano podres e rom urna helide no olln. esqu r-
do, e o dedo mi mu n da m.lo direila coi lado pela
junta, leou no corpo om \rslido da chita encarna-
da iiuiidiiilia. franzido na frente : roga-te a iim
qoer auluridadet e rapilet de campn a captara da
mesma escrava, para ter entregue no paleo da Parai-
zo u. 1. a Antonio Brotado Soares (uimaraet, qte
se .:rai.iic.i. a quem a Irouser.
No noile de -JK para -J'.i do mei pastado fasio
da campia da Casa lorie, ala casa do aballo antig-
uado, o negro Jos, crioulo, idade de .'10 anota pea-
lo mait oo menos, ettatora ba, terco do corpa a
bem espinado, cor prela, falta de denles na frente
do lado superior, falla um pouco descansado, levou
camisa de madapoln, calca atul, foi condoziado
ii ni > i' pintado de verde do coinprimento de 2 '-
palmo', i < Jen mais ou menos, com ferhadara aova,
lem o virio decarhimhar. eottuma Iraxer rilo, e
nelleacbavedobaho'; foi encontrado na mesma
imite cima em procurado Rerife, e tnppoe-se ler
fucido para o serillo de Ptjeu1, por assim o ler frito
per tres eres qoe lem lomado este destino, oo para
bordo de algum navio por seremharradiro, lem odi-
en, de serrador: quem o pesar leve o a i'ua do Ouei-
mado, loja de iniinle/,1. n. .TI.
I raucisco Jote Alves l.aimarae.

l'ERN. : TVP. DB M. V. 1E KAHIa.- 186