Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08814

Full Text
ARMO XXXII. fl. .3.
mHnk
Por 3 mezcs adiantados i.s'000.
Por 3 mczes vencidos -V.v.'jO.

(jlAIiTA FEI1U DE JANEIRO DE :856.
Por auno adiantado l.sOOO.
Porte franco para o subscriptor-
t
x
DIARIO DE

t


V.
K

ENCARRF.GABOS DA SUBSCRIPCAC NO NOIU E.
Parahiba, Sr. Gervaiio V. da Nilividade; NaUl, o Sr. Joa-
qun I. Pereiri iunior: Araeaiy, 8r. A. de Lemos Braga ;
Ceiri, oSr. J. Jal deOliveira ; Maranhao, o Sr. Joaquim Mar-
ques Rodriguea; Piaukj, o Sr. Domingos Herculano A. Pessoa
Cearense; Para, o Sr. Juiliano J. Ramos; Amazonis, o Sr. Jero-
nymo da Coala.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda ; todos os das.
Caruaru Bonito e (.aranhuns : nos dias 1 e 15.
Villa-Bella. Boa-Vista, Kxu' e Ouricury : a 13 e 28.
Goianna e Paraiiiba : segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal : as quiuas-fciras.
AUDIENCIAS DOS TRIBL'XAES DA CAPITAL.
Tribunal do cominercio : quarlasc sabbados.
lela...... lercas-feiras e sabbados.
Ka/enda quarlas e sabbados as 10 horas.
I uizo do 11 ninu'mii: segundas as 10 horas e quintas ao meio-dia.
Juio dcorphaos : segundas e quintas as 10 horas.
Priineira vara docivel : segundase sellas ao meio-dia.
Segunda vara da cvel : quarlase sabbados ao meio-dia.
epiiemeiudes di me/ di: Janeiro.
7 La nova as S horas, ls minutos. il segundos da tarde.
14 xjuariocrrsceole a 1 hora),24 minutos e SS segundos da larde.
22 l.ua chela .i 1 hora, 10minutse IB segundos da inanhaa.
30 Ouarto minguanleas 5 huras, 10 minutse 1S segundos da ni.
I'REAMAII lK IH)Jr
Piimeir as II horas e VI minutos damanh.ia.
Segunda as 12 horas e 0 minutos da larde.
DAS DA SEMANA.
I! Segunda. S. Flix ni. ; S. Macrina v. ; S. Malaquias profeta.
I> Terca. S. Amaro ab. ; Ss. Abaeuc e .Miqueas protejas.
10 Ouarla. Ss. Berardu, Acureio, uthuii, Pedro e Adjucto inm.
17 Quinta. S. Ant.'io ab. ; Ss. Kleusippo, .Mclciisipu e LconiHa. m.
1S Sexta. A eadeira de S. Pedro ap. en Huma. S. Prisca v. m.
10 Sahbadn. S. Canuto ici m.; Ss. Aodilax e Abacuc irs. mm.
'.'0 Domingo da Septuagsima. S. Fallan p. m. S. Subasliao no.
K\<;\nitK(;.\iMis da si itsciiiH:..0 ND si i.. '
Alaguas, o Sr. Claodino Falivio Dias : Baha, o Sr. II. Dupral
Rio de Janeiro, o Sr. Joao Pcreira Al .ir ni.-.
km i'hitwMiiico.
O proprictano do DIARIO Manoel Figueiroa de I ana, na >ua
livraria l'r.n.a da liidepindenria ns. 6 e 8.
Vctor Mano al S. rei da Sardenha.
Os senhores Gavour e Azeglio.
A eliegada do rei di Sardenha em Pars uAo provo-
ca somenle a curosdade publica ; ella excila lam-
ben) em lod.ii a cianea da populaban uina viva e
universal ympalhia. Desde que pisou o solo fran-
cez, Vielor Manoel lem aido o objeclo das manifes-
tar, .e- as mais fervorosas: em MarMlha, Valencia,
1.x ao e em todas ai cidades por onde passou em seu
trajelo, elle encontrn uro acolhimento eiillmsiasla;
e Paris acaba de fazer-lhe ama verdadeira ova-
cao.
Depois da viagem da rainha da Inglaterra, as rej
cepcoes de soberanos nao se limitam mais a urna Iro-
ca de cortesanas entre lentas coroadas. A najan
tambem recebe seus alliadoa, e, pan ehegarem as
Tulherias, es hospedes de Paris atravessam a cidade
escollados por um exercilo alrave de urna mullidao
compacta do quinhentos mil horneas qui lhes f izom
cortejo.
Mais que nenlium, o rei da Sardenha tinha direilo
a es-as homeuagenl.
Do todos os soberanos, Vielor Mainel ho o nico
tal ve/, cuja pnpularidade nao seja conleslada por
nenhum partido. A fama da sua bravura, suas qua-
lidades privadas, suas ideas libarnos, a reclidau de
aua poltica, a lealdade de seu carcter, e mesmo os
infiirlunins qnc oulr'ora tilo rrtielmeule o oxperi-
menlaram, ludo dovia prevenir em sen favor o povo
o mais hospitaleiro, e o mais -xmpall.icn do mundo.
Uos saudavam o hroe de Novara, outros o repre-
sentante de. um povo livre ; e lodo* acclainavam o
cooperador da poltica francesa e o alliado das nos-
aas armas Da Crimea.
Nao he de hontem qae il.il.im as alliaoras enlre a
Franca e o Piemenle.
Acosa de Saboa (lie orna das mais antigs fami-
lias sulieanas da Europa, lis llap-bourgs e os Bour-
bons a lem em todo lempo julgado digna de suas
alliancas, e, no almanak de (olla, a dynaslia de Sa-
boia-Csrignaa tem a precedencia sobre muilas gran-
des casas reinantes. O sea escudo, quarleadn de
lodos os hrazoes primicerios, he um* verdadeiro cha-
dret herldico, onde (iguram as armas de (ienova,
d Geoebra, de Monlferral e ate es emblemas dos
reinos inpartibus de Chipre e de Jernslem.
Nao sabemos mais qne duque de Saboa rom-
parava a Italia do norte a uina akachofra de que
elle compunha roma por follia, condado por condado
o -cu futuro reino.
O reino do Pienionle, formado das pnsscsses da
casa de Sabnia fui reconhecido pel Iralailo de U-
Irechl, celebrado em 171:1 ; (o reino da Prussia he
da mesma prnmncao ) ; em 1720, elle permulava
a Sicilia pela Sardenha ; em 1815 ohteve das poten-
cia signatarias do congressn de Vienna o tcrri'oain
de (ienova como dlreito de suzerania sobre o prin-
cipada da Monaco.
A Sardenha fora reconstituida pelas grandes po-
tencias n'um pensamento hostil i Franja, mas esla
nac.io. nobrcmcuie ingrata nilo servio jamis san-
Hi all,mea. A patria de Silvio Pellico ede ..esar
Balbo dedicava-se por insliiicto causa da lber-
darla e *du progresso, e nesla polilira, a dvi- naslia
reinante pareca auxiliar o impulso naci.i..l eni
vez de coale-lo.
Anda qae a Sardenha eslivesse legal mente sujei-
'a monarehia absoluta e a um rgimen quasi
feudal, lodavia neste paiz os costumes haviain pre-
cidido as lea, e a opiuiao de accordo rom o sobera-
o raarchava a passos largos para as vas conslilu-
ciinaes.
Em 1K{7, quando Pi IX, que depois deu o im-
pulso ao movimenlaj liberal de Italia, o rei do Pie-
inoule Carlos Alborto se moslrou inteiramenre lis-
posto a soecorre-lo, e dea prava* no eqaivocas de
sua cooperarlo i causa da independencia italiana,
a cansliliiir.to piemontaia ja eslava tuda preparada
quando rebeulou a revolucao de fevereiro delSIK.
Em Franra esta mndanc..i quasi se operou sem ro-
uhecimenlo daquelles que a deviain fazer. No Pie-
nionte ella era prevista, e os aeonlecimentos apenas
acceleraram-lho a evecorio. A constituieao sarda
promellida em 8 de fevereiro de 181K, foi publi-
cada a do mez segninte.
O Etlatulo fundamental, promulgadn pelo rei
. toarlos Alberto e jurado pelo rei Vctor Manoel na
sua asceiie.Au toroou-se le dn Eslado, e rege ainda
o Pieroonte. Celebram-se todos os annos cm Torio
as fealas do Usalulo, assim como o anniversario da
independencia em Hroxellas. A constiturfio sarda
assemalha-sa em suas principaes disposiees com a
carta de 1830. Ella eslabeleceu duas cmaras re-
presentativas com o inesmo svslema eleiloral.
O renlo moslrou que a Sardenha eslava habili-
tada para a liberdade conslilurional ; por quanlo
desde e tros, a despeilo dos obstculos c dos perigos que
vieran assaltar essa recente monarehia representa-
tiva, se tem empenhado em desenvolver progressi-
vameale o* principios da conslituicAo. D'ahi essas
lulas parlamentares que nao lem sido sem gloria c
sem esl rondo.
Nao rallaremos da guerra desastrosa de 188, em
que o Piemonle sacrilicou-se heroicamente pela
causa valleirosas do principe Vctor Manoel, eiilao duque
de Saboi.i, e a parle brilhanlc que elle a frente de
sea bello regiment das guardas, lomou nos com-
bales de Custozza, de Uoilo e de Novara.
O Piemonle snccnmliin tiesta lula desigual ; mas
Carlos Alberto depois da derrola de Novara, pode
dizer, como Francisco 1. em Pava : Tudo esla
perdido, excepto a honra, m O rei xeucido ahdicou
em favor de seu filho, e Vielor Manoel III foi ac-
elamado re> da Sardenha a 1 de marco de 1819,
Elle esposon Mana Adelaidc, archiduquesa 'Aus-
tria, filha do archiduque Rcinier. A Au-lria iiAu
nipo/. menos ao Pienionle eoOilieOes onerosas, e
nina enorme conlrboicjlo de guerra.
Forcosu foi iMigaar o doloroso tratado de 6 de
ago o rhefc do Eslado e os representantes da narao a-
charam o ineio de se mostraren) nohres e dignos. A
cmara ao principio recusara concluir o acto da ra-
lificacao ; todava fui preciso consumar,o sacrificio.
O conde Bulbo propoz a sanrrao por um roto silen-
cioso. A cmara se contorniou dignamente com es-
te pensamento.
Depois ilesla poca, no leudo mais o Piemonle
de que >c preoccup.ir senjo das questes internas,
Irabalhou roiislaiitcmenle em desenvolver os prin-
cipios de sua constituirn, e por suas insliluires
em harmona com ella. O exercilo, a ailminislra-
V,ao, as rendas do estado, a instnircao publica e o
exercicio do callo lem sido objeclo de regulamentos
orgnicos c de ules reformas. O rei Vielor Ma-
noel cnlrcgou-sc a esta larefa com uina intelligen-
cia perfeila e uina especie de intuidlo publica. A-
penas iniciado no mcchanisino 13o complicado
do eoverno reprcseiilalivo, elle deseropenhou-sua
missio de rei constitucional com um laclo perfeilo,
um sentido firme o urna precis-lo quasi militar. Em
quanlo mantcm com independencia as prerogalivas
do poder execulivo, limita-so a reinar, c deiiar o
paiz elle inesmu se govcriiar.
Os discursos que o rei Vielor Manoel pronuncia
cada auno, na abertura dn sessflo sao impregnados
desse espirito liberal c conciliador. Elle partee de
si inesmo prevenir o voto nacional, bem pronuncia-
do ca favor da independencia du paiz e do desen-
volvimenlo do genio itlico. Conliai cmmim, di-
zia elle na abertura das cmaras em 1853, e, cs-
Ireilamchto unidos completaremos a obra que meo
pai erigi e eu saborei defender.
t) rei da Sardenha lem sido auxiliado nesla dilll-
cil larefa por iloiis homens de estado, que eslao bu-
je a seu lado e comparlilham a popalaridude do
monarcha : esles sao os senhores Azeglio e Cavour.
\ ielor Manoel he fiel a seus mini-tros, c desde
ISi'J'os Srs. Cavour e Azeglio lem aaoeolo nos con-
selbos, assim como chafes do gabinete lem repre-
sentado turno a turno as duas cores da
cmaras piemonlezas e no paiz.
O Kiihor Azeglio he conservador progressisla ; o
Sr. Cavour liberal moderado. Um he o ehefe 'o
centro, o ouiro arregimenta cm caso de necessid
o centro esquerdo earrastra assim amatoria.
He esta honrosa coalisao que lem permillido ;
esles dous homens .le eslado de fazer frente a oppo-
sirAo da direila que representa o parlido clerical e
feudal.
Como se v, os Srs. Azeglio e Cavour sao da es-
cola franeexa em materia de poltica parlamentar :
elles pralicam o equilibrio dos poderes, e o svslema
de balanro como nossos homens de estado de 18:1(1,
porcia con mais deferescia para a opiuiao do que
o Sr. uisol, e mais probidade polilica do que o Sr.
t) Sr. Cavour he considerado no Piemonle a per-
souilic.ie.lo a mais completa dos principios ronsti-
lucionaes. Seus adversarios arguem-oo de ser o
Staluto enea ruado. Sera isto nina censura ou elo-
gio ?
Osaconteeimenlos de dezembro de I8">l haviam
creado eerlo Amillarado ao goxorno. O deaapparoci-
menlo ilo governo parlamentar em Franca poda
fazer repercussao no iinrn eslado constitucional que
subsislisse na Italia. A Sardenha Dio se jalgava
mais arrimada i Franca : a Austria dava ao rei se-
veras admoestaees; o papa MMaieava-o com a ei-
cominunho. Vielor Manoel .com ludo resisti a esla
A. J
RIO DE JANEIRO.
Exposi a o do conselbeiro Sergio Telxeira de
Maccdo, a respelto das estradas de ferro do
Rio, Baha e Fernambnco.
Conclusau. )
'nrma dos pagamentos.
Ha na Inglaterra duasordens de conlraladores de
obras. I n, alm da intelligenria e habilus essen-
ciaes a esle genero de cspeculaccs, dispsem laro-
|liu era poc marcada, mas podem ser suspensos' ou iitdi'innisariio /Lia,comanlo que losse lao ele-1 buscar a l.ondre-, a Parise a ontras liarles da Eu-
ropa aquelles de que precisa.
A marcha na luglalerra he no- contratos declarar-
se qoal he o engeuheiro da companliia.c o conlrata-
dor desde logo se submette as suas decisoes. He um
arbitro aceito de ante-roao por ambas as partes.Mas
bem de grandes capilacs. (luiros nao poanem esja
dupla presta, perseverou cm sua marcha e manle- I segunda vaiilagem. Aquelles empreheedendo as
ve enrgicamente a indepeiidcncia poltica c reli- | contlrurc/Vea lacilitam os pagamentos, esperando
cpimao, as
OS FILHOS DA F0ITII\. (*)
1'or Paulo Fetal.
*------
CAPITULO XV.
Probidade antls.i.
Os Uic-itdos de importancia, modelando-sc por
madama les Garennes, lomaram urna allitudc seve-
ra ; s o artista, travesso incorrigivel cubri o rosto
com o lenco para rir a vontadl-.
indecente!..... murmurou madama Des Jar-
dint ; positivamente.'
Cora esse hornero damnado, disse Du Taillis, a
gente nem tem o recurso de chamar um aervo e
mandar lanea-io fra... Elle segurara o servo pelo
Descoco, e batera Des Garennes com...
E sem grande dilliculdade! accresceutou Pilo
Secco rindo, pergante ao viuvinho!
Interiormente a ninguem allligia essa aventura.
Os Des Garennes, segundo todas asapparencias, iam
ser lambrm mystificados, o que ccrlamenle nao era
mal. A
O Americano recohrava um pouco do terreno per-
dido, .lornava-sc quasi um personagem.
Trfdos os olhos eslavam cravados na incomparavel
Julia.
Mea amigo, disse ella forc,ando-se a sorrir, e
Ihiers.
A integridad! dosenhor Azeglio ho proverbial;
sua divisa he : justira e lealdade.
Nao poderia negar, disse um dia'o leal minis-
tro na tribuna, que ha um problema obscuro e lar-
rivcl a resolver, e he o dos destinos futuros da so-
cedade, e nao me julgo mais apto que os onlros pa-
ra o resolver ; mas son de opiuiao, e afllrmo, na
sinceridiile de minha alma c cm minina consciencia.
que a sociedade nao poder adiar repouso itaio em
um governo honesto, qualquer que elle seja.
O Sr. Azeglio lem u'emais o prestigio da bravura
militar. Ello fez suas provas durante a campanba
da Lombardli em 18(8, e receheu mullas feridas
combalendo ao lado de Vctor Manoel pele causa da
independencia italiana.
O Sr. Cantillo de Cavour, descendcnle de pri-
meiramcnle pagem do rei Carlos Alberto, elle servio
por ligara lempo como tegaado lenle de enge-
nharia, e quando passou para o ministerio da fazen-
da fez o Piemonle adoplar a liberdade rominercial,
diiniiiiindo as tarifas das alfandegas, e franquean-
do o mercado piemonlez i importaran cstrangeira.
A Sardenha foi, dcbaixo da sua Dspiraco, a pri-
ineira a executar lealmenle, desde 1851, as conven-
eoes internacionaesconcluidas coma Franca contra
a cuntrafaeco Iliteraria.
gosa de seu povo.
Em 1853, tendo o governo au-.li iar.i decretado o
sequcslro dos bens doi emigrad is Lombardos que se
haviam naluralisado piemonlczes em consequencia
da ultima insurrei;o milaneza, a corlo de l'urin
proleslou por um memorndum enrgico.
As cmaras vnlaram um crdito de 1" i.mni fran-
cos para prover as primeiras necessidades dos Lom-
bardos feridos pelo decreto de sequeslrarao. A Fras-
ea, e a Inglaterra approvaram esla leal e generosa
resolurj.lo.
.\ guerra do Oriente olTerecia a Sardenha urna
occasao de fazer aclo de potencia, e o rei Vielor
Manoel apreasadn aproveiloa-a. O tratado de 10
de abril, entre a Franca, Inglaterra e Turqua, -
cava aberlo por urna clausula especial, a adbesao
das potencias europeas. A Sardenha fui a primeira
a adherir, dando assim o exemplo nao s as pulen-
cas de segunda ordem, mas tambem a algumas gran-
des potencias.
Desde largo lempo, compro dize-lo, a corle de
Tumi esteva poltica com a de S. Pelersburgo ; e
o czar nao tinha pardeado a Carlos Alberto a caval-
leiresca campanha da Lombarda, c sobreludo sua
couslituicao liberal. Desde 1SS que a Russia nao
linha representante ollicial junio a corle de Turiu,
e a circular do Sr. de Nesserolde, pela qoal o im-
perador notificava ,i declararlo de guerra ao Pie-
monle, he recliei.ida de una aiiimosidade que se
nao dcixa aperceber. de ordinario, as pec,as dplo-
malicas.
Mas o rei da Sardenltl se havia anlecipado. Um
exercilo do 1.">,00!I homens, dividido em cinco briga-
das.eslava prompln a embarcar le para a Crimea. O
duque de Genova, irmao do rei devia tomar o coiu-
maudo; m.is a morle veio ferir o secundo filho de
CarlosAlberlo no momento cm que os estandartes do
Piemonle aose unir aos da Franca da Inglaterra.
A adherencia da Sardenha a alliaoca das potencias
occideiilaes, expunilaneanienlo offerecida por Vctor
Manoel, foi ratificada pelas cmaras piemonlezas. O
senhor Cavour proiiunriou nessa occasao um discur-
so, que tinha a importancia de um manifest, e que
fez lirado na Europa.
" Duas polticas se apresenlam, disse elle, para o
Piemonle: a nculralidade, isto he, o isolamenlo, ou
a allianra com as potencias occidcnlaes.
a A nculralidade, muilas vetea possvel para os
eslailos de primeira ordem, o he raramente para os
de segunda ordem, se elles nao so arharem enlloca-
dos em circuinslancias polticas ou geographicas es-
pecaes. Todava a biliaria nos' ensilla que a ueu-
Iralidide raras veiet he feliz: osen fruto o menos
amargo be remecer alimento as suspeilas e aos des-
den! dos dous partidos. As alliancas leem sempre
sido mais favoraveis ao Piemonle. a quem ocorarao
nobre de seus reis lem sempre inspirado nma polti-
ca decidida.
O Piemonle chogou a adquirir na Europa mais
imporlancia do que o exigia o sen lerrilorio limitado,
porque no da do perigo cammum sou sempre afron-
tar a sortecemmum, c parque nos lempos de Iran-
quillilade. os principes de Saboa liveram a rara >a-
bedoria de conformar gradualmente as leis polilics
e civil aos novas de-ejos e as necessidades novas;
consequencia natural das conquistas incestante! da
eiviliac,ao. Algumas vezes leve por sem duvida de
offrer provaces pela l'or^a dos aconteeimenlos
mas nunca desconheceu nem quebrou olaro que ali-
gava a seus soberauos, e sempre arhou sua salvar ao
na coufiaaca a) eslima que soubc inspirar.
Nao precisamos recordar a parle gloriosa lomada
pelo exercilo piemontez na campanha de I8.">.>, na
Crimea. Em cada reconlro e principalmente na
batalba de Traklir, elle deu provas desse vigor de
ataque, e dessa energa de resistencia que faz as boas
tropas.
A unan mais cordeal reina enlre os soldados fran-
eczes c os do Piemonle, uiiio cimentada pela com-
munliao de glora c de perigos, pela fralernidadc do
sangue deiTaniadu cm commum, porquanlu um dos
chefes do exercilo sardo, o valenle general de Ls>
Mrmara, pagan nobremenleq sua divida ; ello aca-
bou no campo da honra,assim como o marecbalSaint
Aruaud e Lord. Ragln.
Ch. Branne.
< l'resse. )
prevista.
A' parle contraanle, a quem convm a alleraeo
do qiiaulilalivo ou da poca do pagamento, be que
compelo provar que esta allerac.io deve ter lugar.
Daqui parece seguir-se um absurdo. Ao contraa-
A tribu loda eslava eslupefarla.
Joilo .Ricardo!... repetiam lodos; dar-se-lia
caso que o paule no tenha morrido 1
Eis urna occasiilo disse soberba A acuita em
seu esl>lo particular, ah obrigada !...
Positivamente 1 exclamo DesJardins, isso be
admiravel!... muilo admiravcl!
Se o patile passou ao eslado de lio na Ameri-
ca, insinuou o arlisla, esc nos enviisse (oueis de
ouro em p!
Oue be isso? pergunlou de longe a castellaa
designando o papel com geslo desdeuhoso.
Mmlia boa amiga, respondeu Des Garennes
perturbado ; com cffeilo be a lettra de meu irmao,
e he urna procurarlo.
Perdoe-me!... exrlamou o substituto, nma
procuracao dada em paiz estrangeiro...
Neceaaila para ser valida no lerrilorio fran-
ccz... arcresccnloii o anligo advocado contente de
fazer proezas diante da mulher.
De uina hoinologarao judicial, lornou o subs-
tituto.
A qual, arabou Massnuneau, somenle pode ser
dada pelo presidente do tribunal civil !
Assim cantaram alternadamente esses dous ho-
mens da arle. Arraaes ambo.
A castellaa chamara o m.iri.lo para ionio de si,
e lomou depois de haver trocado com elle algumas
palavras em voz baixa :
Nao ignoro que poderiamoa discutir o valor des-
la procuracao... mas, charos prenles, nada leos
que occullar, e esta reonilo de familia nao tem ra-
dirigindo-se ao marido no auge do emhararo, faca racle' legal... I'raza a Dos que Joan Ricardo, ir-
cessar esse engao. O senhor Stephen Williams es-
Ir.mlio aos nossos costumes ignora lalvez que releva
ser prente do menor ou membro designado pela fa-
milia para aisistir...
Salvo lendo procuracao legal, prouunciou dog-
mticamente o substituto.
E como o senhorSlephen Williams, contiuunu
a castellaa, nao he membro da familia nem acha-se
aulorisado... .
Engana-se, senhora, interrompeu o America-
no com seceura.
Ah I cxclamoii Du Taillis, isso he moito!
A familia est completa, accresceutou Des Jar-
dina ; quem loria dado ao senhor sua procuracao'.'
O viuvinho bem qazera tomar urna attitude e'lan-
rir algunrisp.ilavras firmes na dsriissao ; mas nao
podia deixar de eoidar nos msculos que vira no
braco do anligo Robinson : isso lornava-o mudo co-
mo um peixe.
Entretanto, Slephen Williams escolhera urn pa-
pel na carleira, e apresemos a Des Garennes per-
gunlando :
Reronhece a lettra deseo irmao Joao Ricardo *
A niao de Des Garennes Iremeu, e a castellaa ma-
lta de cor.
Vide Diario n. 12.
man de meu marido, esleja com elleito vivo... Em
todo o caso se o senhor Slephen Williams quer ficar
entre mis, fique.
O Americano mellen o papel no bolso, e appro-
vou com um areno a eonelntfo da castellaa.
Ab ah .lua a lia Natalia a Sophia Des Ita-
livcaux por cima do hombro de Slephen Williams,
esse Joao Ricardo!... Eis urna sobre-carga paraos
pobre Des Garennes!
Nao lalla-me tal respeilo, responda Sophia,
esses billres lem a vida l.lo dura !
l'm rapaz honesto leria morrido Irinla vezes!...
fez observar Du Taillis.
De certo apotoa Des Jardius.
Positivamente! accrrscenlou ujovial La l.u-
terne, o qual lomou a liberdade de imitar oorgao
do desandenle Ilegitimo de Ricardo Corai jo de
l.e.lo.
Cora tanto que baja feslini quando vollar esse
filho prodigo, disse Pao Secco, e seja eu convidado,
nao me oppnnhn sua volla.
Madama lies JardiiM aellnou-se e murniuiou ao
ouviili, ib, marido :
AIoii.. csiuno que /elia li'iiba sabido. Iguore
ella seinpre que houve um palife na familia !
Des (arrimeslomou novaineute a allilude le ora-
dor e disse :
longos prazos.
Os conlratadores, que nao sao ao mesmo lempo
capitalistas, ao contrario estipulan! sempre paga-
mentos promptos, c muilas vezes al adiaiilanienlo
de fuudos.
unan lo -(. lem .le formar rompanliia em Ingla-
terra he vanlajoso, seiiao absolulainenic uccessario,
sobreludo se as obras se execulam em paiz lougin-
quo, apresentar ao publico como coiilralador deltas
um ou muilos associados desses uomes de contrata-
dores mulo cunhecidos em que elle est aco-tuma-
do a conliac. Esles contralailores de ordem eleva-
da coslumam sub-conlralar as construrcocs divididas
em porgues com uniros dos nao capitalistas, a quem
elles facilitan! pagamentos e al adiaolam dinbeiros
e esla claro que sobre ludo isso percebem lucros,
que representara os seus riscos. Ha posifOCl me-
dianas entre estes dous extremos como cm todas as
cousas.
Nos ltimos lempos que precederam a guerra ac-
tual apparecerara em diversas partes do mundo va-
riadas emprezas que foram a luglalerra buscar ca-
pilaes e sciencia, e esses grandescontratadores loma-
ram lautas deltas que ao depois se virara embara-
zados. Com a paz, abundancia de capillas e con-
fianza era-lhes fcil levar avante todas ; mas a
guerra dllioultou ludo. Os mais vleme- eonlia-
ladores que tinhatn promellido tomar a si as erra-
das do Rio de Janeiro e de Peruambuco recuaram.
Assim como me decidir a dispensar a compa-
lihia ingleza, e a poupar para o Brasil os lucros que
liram os seus directorios, assim me decid a dispen-
sar a inlcrvencao de um grande e dinheiroso une
tratador.
Posto que Mr. Pricc ja disponha de um capital
avultado anda nao pertence aquella ordem de cuu-
Iraladores. Ao comerar cmico seus ajustes elle
declaroo-me que punha miiiha disposicao iutelli-
gencia, aclividade c honra, mas cu havia de fome-
cer-lhe o diiibeiro. Nao precisava de euipresliiuos
ou adianlanienlos, mas nao podia 'lesembolsar mais
de 5.0U lili mil lihras.scm ser immedialjmenle pago
del las.'Lu linha pois de combinar com elle os meios
de satislazcr plenamciilc a esla condicao, e ao
mesmo lempo nao eupor o lliasil a fraudes, e a ris-
cos de baDcarotaaeoulros, V posigao era dillicil,
e mullo delicado o |rrobr,na a-re .*,. .;. me-
nos auimoso recuaria, cu eslava decidirlo a
vanear.
O svslema adoplado he claro no conlralo, posto
que aprsente certa complicarlo na oxecurao. Mr.
Price deposiloii !". 5,1)00, valor real de ac,;iies de
diversas emprezas, cajo valoij nominal era milito
maior, e Ihe ficaram salvos ns juros on dividendo*
dessas acees. Logo que se empichen le una dee-
sas obras occorrem grandes despena em Londres
com a remssa dos machinamos e apnarelhoa de
conslruccao planl), com as sommas que se adan-
lam, ou preslages que se pagam aos fornecedorei"
de ferro, do material rolante, e de oulros arligos,
com asdespezas de pftageM e -lai. le imenln de
engenheiros, empregados c obreiros, etc.
Calculada essa primeira despeza em t. 50,000, foi
estipulado que elle a receberia em duas preslacoes
de 5,000 cada uina, em dalas certas, logo que
provasse t-la incorrido. A execucao desla clausu-
la era fcil, posto que por sem duvida houvesse o
perigode cuganos edlos se cu estivesselralando com
homom capaz disso, ou com hoinem que nao lives-
se antes o maior inlcressc em execular lealmenle o
seu conlralo do que levanlar-sc logo com urna, rela-
livamenle insicuificante, parle de lucros illieilot, o
que de cerlo lhe callarla caro, Esses pagamentos
foram por mim felos com fundos recebidos do Ihe-
souro ( que a companhiaja embolsoii), e b demous-
Iraeao das despezas incorridos me foi feila por Mr.
Price com franqueza.
Seguia-se o pagamento dos trahalhos que se fns-
sem execulando. e dos malcriaes que se fossem
se a obra nao avanca na mesma relarao ou, apres- vada que afastisse lo.la a contingencia de convir
sados se ella so execula ruin mais rapidez to que a I antes pagar a multa do que a prestacao no prazo
usado. Ficou pois essa multa ou indemoisaeu xa
marcada :! por rento ao mez.
He sabido que quem prometi ou assevera urna
rou-a. olleiecendo-se a soflrer grandes |..rilas ou pe-', e-ses engenheiros que assim se escolhera nao 5 os
l as, ila idea da seguranca c coiiflanea que (em em da classe dos engenheiros residentes, sao os lumen a
dor lira urna larefa fcil de prceucher, isto he, a de si, c porlanlo loma urna posicao decorosa. Oucm ; eminentes, de grande fortuna, de ama poscao iade-
pclo contrario nao confia em suas forcus he que re- pendente, sao esses que coslumam ser presideolp. de
cusa promelter essas segnranea). Otlerccendo pois instituto, mu Rendel, um Brunnel. um Cuhitl, elr.
aquella multa ou inenutliliare pxa eu del 'ao go- etc.
verno a eompanllilj urna posicao decorosa, c o li- Se nao podamos apontar para arbitro a Mr. I'rira
vrei da cODlingencia ,le ver a qoalqucr lempo apre- i um eogenbeiro brasileiro.lamliem lhe nao |i liarnos
senlar-sc-lhe enntas interminaviis por in.leaini-a- : fazer aceitar um engeuheiro ingtez contratado para
cues de perdas c dainos. o servijo do goveruo imperial.Contra esse se illega-
Hcessa mulla ou inilemnisacao fixa que secn- ra sua de|iendencia,sua coudico de aMalaiiado. e
provar qne executou mais Irabalhos. compren mais
inalcriaMo que se previo. He a prova de fados
laugiveil. Ao governo ,' on companhia que loma
o seu lugar tica a trela quasi impossivei *lc pro-
var um fado negativo, isto lio, que se nSo exeeu"
laram obras, que se noo imporlaram materiaes cor-
respondentes ao valor das preslacoes.
c improperios contra mim e contra o governo impe- engeuheiro que Mr. Price houvesse de emprrgar.
rial. Aquelles : por rento nao sao juro a queeu Os engenheiros que o governo do Brasil pede fou-
svjeitasse o goierno cu a companhia ', porque o tratar, aquelles que consenteiu em sabir para paite
seu pagamento s pode ter lugar se negligenc.iar o i eslraugeiros, podem de laclo ser em tlenlos, em
pagam entu de alguna presl.irao, a isso seria um pi'alica, em tino administrativo superiores a essas
fado seu, que a lembranca daquella mulla serve grandes rcpularOcs que vivem em Londres, mas fal-
lala evitar despertando o seu cuidado. Se nao boa- la-lhes essa grande repulacAo, nao a lem anda for-
ver dinheiro em caixa sempre sera' fcil levanla-lo mada, e se a tivcssem c* nao xnbam. Os quera
a l| por cenlo ou punco mais ao mez, e nao ha as- vcni s'i0 excellentes para dirigir Irabalhos ;ao menos
Eu vos reun, charos prenles, para consoltar-
vos ollicialmenle sobre urna queslao de alguma im-
porlancia... Antes de entrar na materia permilli-m?
que vos annnnrie um aconlecimento feliz, o qual vos
alegrar pela atTei^ao que lendes minha familia :
o casamento de Camilla est justo, c apresenlo-vos
meu genro.
Pozera a man sobre o hombro de Du Guercl, o
qual -o na empanturrado.
F'o um fogo cruzado de cumprimcnlns e de feli-
citaciies. Dn Taillis murmurou que Camilla poderia
casar melhor; mas sua voz fui sulTocada ; espera-
vam-se bodas e festina, o artista cnluou um hosan-
na que echoon de urna i nutra exlremidade da
mesa.
Slephen Williams abrir, seu binculo para cou-
lemplar allenlamenle o viuvinho.
Eolio, nobre eslrangeiro, exclamo Pao Secco
maiicirade zumbara, digna-se de conceder a esle
casamento sua alia approvarao'f
A largura da mesa pareca ao artista urna prolec-
(3o siillceiile contra os gostos gymnasticos de Sle-
phen Williams. .
Esle fecbou binculo, respondeu : Nao.' c reco-
brou sua allilude impassvel.
0 viuvinho Icntou sorrir cmquanto Du Taillis di-
ta em meia voz :
Nao hemo aquelle selvagem!..... mas aposto
qae o primo Du Gueret pagar o rnntingo mais ca-
ro do que seu famoso lilbury .'
He possvel'. respondeu DesJardins com ar
mu serio.
Provavel!... arcresccnlou La l.nzernc.
Cerlo allirmoii o arlista zombeleiru.
E agora abreviemos esse negocio, primo Des
Garennes, exclamo Du Taillis ; pode se fallar fran-
co entre prenles : gosto de dar um panela depois
dojanlar... Acabemos logo isso, pois o approvamos
anlecipadameiile.
Os estmagos dos Ricardos pediam ar ; assim o co-
ro repeli :
Acabemos logo isso !
Rolando Ricardo, nosso sobrinho, disse Des
Garennes claramente cono quem deu-se ao Iraba-
Iho de saladar a lirao, havemlo'feilo esla primavera
vinle anuos, leve de salisfazer a lei do recrulameu-
lo, e tirou mu sorte... Charos prenles, se elle fosse
um rapa/, ordinario, c livesse una rarreira compra-
da ou ao menos em especlaliva, cu nao vos leria i*n-
commodado para ronsnllar-vos..... mas Rolando,
nosso infeliz sobrinho, jamis quiz applcar-se ao
Irabalho do eseriptorie. Tem una ndole ao mesmo
lempo preguicosa e iiidomavel, que a' educacao nao
pode emendar.
Elle tem boa rafa, interrompeu Du Taillis ;
lembra-se de que bigorrillm era seu pai.'
Des Garennes digirio-lhe um otilar de censura ;
mas a castellaa ercucu os olhos^io co e murmurou :
(Juan.lo enlrei na familia, nosso infeliz irmao
Joao Ricardo nao eslava mais aqu; assim nao pos-
Das estipulacoes mais claras podem uasccr duvi- ,
das c 11 liit iilila.le- quando ha desejo de as procurar, i fundi cun juro, e que deu lugar a lanas censuras principalmente a uo decidida supe londj.te sobre
Assim como a boa fe e a razan acham meios de
aplanar diflienldades quando a letra dos ronlralos
he ambigua ou de dillicil cxecu;ao. au lia lana
difliculdade em provar essa preleudida negarao. As
obras e as machinas lem um preco do orcaiiienlo
aunexo ao contrato, O qne esla vista, ou oque
esla feito, be fcil apreciar que parle cousliluc no
lodo que deve ser fornecido, isto he. se be a derima,
a quinta, ou a lecca parte desse tudo. Se porm ha
musas ja compradas, pagas e remedidas que nao
eslao Villa ao conlralador compele provar que es
bloja compradas, pagas o remedidas ; a provado
contrario he a simples negarito.
Estas questoM naopertencem em Inglaterra aos
Iribuiiaes de lei, mas aos Iribunces de equidade,
e segundo o conlralo ellas pcrlenrcm aos arbitros.
Os Iribiinaesde equidade ingleses, ou quaesquer
arbitros conscicnciosos a quem a queslao fosse leva-
da, sempre a decidiriam por eslo modo. Ha usos
ha legras, iia Iradicoes, ha decisnes que regem to-
dos os contratos em sua applieacgoe Ibes scrxem de
commenlario. A utenc.ao do contrato he clara.
Nem o pagamento da obra deve ser demorado, nem
ella paga de mais lcando o governo, ou a rompa-
ulua. a descoberlo de sommas adiantadas. Aquelle
dos contraanles que prelendease recusar ao oulro os
meios de executar seu conlrafo, c armasse riladas
para o fazer cahir cm violacf.s de seus deveres afim
de prexalecer-se de mullas ou de nutras vanlagen5
estipuladas, esse contraanle se apreseutava aos
olhos ,le seus jatees arbitros, os juizes de equidade,
leudo [lerdido os foros de homcm de boa f.
O inleresM do conlralador he viver em paz c em
harmona com quem o emprega para que oblenha
o contrato para a prolongarlo da estrada. Arri-car
chicanas c disputas cm que os proveitos seriam re-
lalivameule intlgniOeaole c cm que podia ser balido,
seria proreder com loucura.
0 que convm he eslahelccer agora de commum
accordo regras para a execnego daqnellas condiees
do conlralo. lie lempo de o fazer, porque ja lem
appareeido algumas difrulilailes c ja ha experien-
cia. Essa mesma existencia de difliculdads I qnc
crcio em grande parle aplanadas me inhibe de dar
maior de-envolviiueulo, neste momento, as minlias i
ideas a tal respeilo.
Mullas.
( conlralador quera que no conlralo se decla-
rasse que nao pagando o governo ou a comiianhia'
qualquer prestadlo no da em que fosse devida, lica-
rii 'a responsavel por lodas as perdaa c damnos que
'labi lhe resullassem.o Nem era precisa essa decla-
rac,ao, porque a consequencia he jurdica. Sabe-se
porm que coutas de perdas e damnos sao clsticas
iulerminaveis.
De nao ter lecebido o pagamento no dia aplazado
se podia seguir a ruina do crdito do ronlratador,
porque com essa certeza leria areilo letras pagaveis
dias depois. Podia perder contratos vantajosos fe-
los para fornerimcnlos, porque nao recebendo os foi-
necedores sen pagamento no dia aprazado podam
recusar a eonliiiuacao do conlralo, e lerem de ser
obtidos ao depois os nbjectos por precas muilo mais
elevadas. Emlim lodo o homcm entendido cm ma-
terias mercautis sube quanlai rcclamacocs se no-
dem armar justase provadas por causa da demora
de um pagamento.
Eslava pois no interease do governo e da compa-
nhia evitar a CODlingencia dessas cotilas de perdas
e damnes, e o nico meio era fixar no contrato urna
multa ccrla, ou urna indeiniiisticao marcada para
esses casos de demora de pagamento. Cuslou a con-
vir uisso o contratador. Dizia elle : o De que me
o serve recebar urna mulla, por grande que seja, se
o eu liver fallido na prara, o que bem poda aconte-
cor por causa da dilculdade dos lempos em le-
remellcndo de Inglaterra durante oseos annosque a val,lar repeolnamenle urna sarama qualquer ".' ..
obra deve durar. Eu quera que se pagassem a cor
tos prazos as parles da estrada que se fossem aca-
bando, mas com i'so nao pode conformar-sc Mr.
Price, porque podia ter despendido mais de um
terco do valor de seu contrato antes que podesse
concluir urna a milita de estrada. Depois de mu.
tas combinar/ies, e de apresenlados de parle a parte
mudos arbitrios, arbitrios, adoplou-se o que esl-,
no conlralo, islo be, us pagamentos sao de qu.inlia
so fallar segundo minhas proprias impressoes... ludo
o que lenho ouvido dizer uuanimemenle obriga-me
a dar razao a nosso primo Du Taillis, salva lalvez a
rudeza da forma. Sim, Rolando Ricardo asscmrlha-
se inteiramente ao pai.
S..lino um grande suspiro, e sen semblante expri-
mi a tristeza que senta por ver pcr.ii/ i- lautos cui-
dados.
Com elleito. Rolando fura creado enlre os serves
ale idada de dez annos, depois do que melleram-
no no collegio. Sahindo do collegio, onde ninguem
cuidara nelle, lizeram-nu entrar em urna das gaio-
las de grades do escriplorio Des Gaiennes com um
linleirii e um livro grande para terminar sua educa-
rlo. O menino ingrato nada escrevra e adormecer
sobre o livro meditando nos bellos campos de Tan-
nina onde se haviam passado os prineiros annos de
sua vida, mcdilando lalvez lambem nos sorrisns de
sua prima Camilla.
M.io sangue m rara !
Nestas circumstancias, continuofi Mr. Des Ga-
rennes, pensamos que o eslado militar era lalvez o
que melhor couvinlia para carrigir essa ndole dif-
licil.
He verdade exclamo ocrcador, nada ha co-
mo isso!... Sote annos deservido o toruarao bran-
do como nina luva !
Tive um servo que fora soldado, disse mada-
ma Des Jardins, essa gente costa do asseio e da boa
ordem !
E nao be infeliz! accrescenlou La Lu/erne ;
sele sidos de cinco cm cinco das para despezas
particulares.'
Alm dos subsidios do paiz, aventuron* l'.n
Secco sempre folga/ao.
Enfilo, prosegua Mr. Des Garennes, pensis
como eu. que nao convm comprar-llie subslilulo?
Sem duvida! exclamaran vinle vozes ; nao
fallava mais do que isso !
Applacada essa febre de approvacao, o America-
no pergunlou tniii liraiulanienle :
Esse joven senhor Ricardo lem paiao pelo es-
tarlo militar ?
lina gargalhada eslrondosa rebenlnu por loda a
sala de jantar. Sem o saber Slephen Williams acha-
ra o ponto cmico Bella porgante!... disse Augusta Massonneaii.
Com elleilo, accresceutou La Luzcrne Hngindo
grande sericifade, rumpria rnnsullar previamente a
socaran desse rapaz inleressanlc !
Se elle preferisse ser fazcudeiro! exclamo
Pao Secco. #
Essa lie boa disso com azedlime Du Guerel, o
qual sorprender lalvez algumolhar imprudente du-
rante u jantar, iiiiiguum perciiula aos meiiiiins inuos
so querern aer acontedos, aenhor Slephen Witlinm*.
O viiivo be que teria sid.i acolitado so a castellaa
houvesse lido as varas ; ella mor.leu segunda vez us
beicos. Se Du Gueret nao ic|.i. -enia-se para ella a
soturna de quiubenlos mil francos, leria podido ver
Insist pela minha idea argumeiilando com a pan-
.l.i le .lo nao concluir elle a estrarla no lempo prc-
lixo, em rujo caso de cerlo ae nao quereria expor a
pagar perdas c damnos. Elle recusava a compara-
cao porque nunca tal se estipulan em contrato al-
gum, c nunca se considerou consequencia lgica
e jurdica esse pagamento de perdas e damnos por
obra nao concluida no lempo uxorio.
Custou-mc, mas consegu marcar-se essa mulla
sm perigode urna negligencia que poderia ser fa-
lal a empreza, cque seria mais fcil de occirrer
se nao houvesse aquelle agrillijo lao claro e 13o
prsenle ao eiitendimeuln de Ihesaureiros, directo-
res, inlernsafloSi etc, ele.
Mas essa mulla nao lem comparacao rom a de i.
00 por mez, em que incurre u conlralador se nao
concluir as obras no lempo marcado. Nem pode
le-la, nem deve te-la. He mais fcil occorrercm
causas, que so nao possam provar do forja maior,
para impedircraa conc.lusao de urna obra em paiz
longinquo do que para diuicultar o pagamento de
urna somina. Diaheiro sempre ara governo ou urna
grande ossociaeao levanta com mais ou menos sacri-
ficio, quando precisa ou quer. Causas de demora
em execucao de obras frequenlemrnle occorrem e
nao se podem remover. O Intercala do conlrala-
dor be acabar a obra o mais breve possvel. O in-
teresse de quem faz um pagamento he sempre de"
mnra-lo, porque o ilnheiro sempre rende as raaos
de quem o guarda. Em regra se aceilam penas
contra nao poDlual pagamento. Mui raras vezes
seeslabelecem peaascontra demoras na (Mclnate
de obras, 00 por mez para um particular he
lima somma furle. A muilo improvavel ntttaiida
de de pagar i. I,00, para urna grande associacAo
ou |iara um governo, he nina contingencia que nao
emite. Nao se pode pois argumentar com a inulln
em que incurre o conlralador para* a que se iinpe
ao governo ou a companhia. Se ha differenc.i. he
ella mais decorosa a c-te ultimo, que raoslr.i mais
conlianea em suas forjas.
Ol arbitros.
O melhor meio de decidir as duvidas que se pos-
lam suscitar em* contrato- desla natureza lino juo
arbitral. Sobre esle ponte creio que nao ha encon-
tr de opiiics. Essas duvidas podem referir-se a
inlcrcsscs diversos. Se ellas nao exigem conheci-
men le- scicnlilicos. se se nao referem a questes para
asquaes s engenheiros sao competentes, em tolos
os paizes se achara homens de honra e inUlligenles
que possam inspirar conttanea a ambas as parles. A
diHiciildade pois para a rscolha de arbitros s appa-
receu para o caso de questes identificas.
Esta dilliciitdade nao lie nova, nem loi no contra-
a Price que primeiro se eslabeleceu o meio nico de
a corlar. Na clausula 38a do conlralo celebrado en-
lre mim e os rcuicessioiiarios de-la mesma eslfada
em novembro de 185:1, foi estipulado qneem ultimo
recurso o arbitro Horneado fosse um dus engenhei-
ros que for ou liver sido presidente do instituto dos
engenheiros civis de Londres. Esla mesma disposi-
cao se adopten no conlralo Price. Em 185:1 e!li era
estipulada para durar noventa anuos, agora ella o he
rnente por Iros c meio. (l conlralo de 185:1 foi
publicado. Ninguem cnlao censurou aquella clau-
sula. Agora porm ellaconstituc uina das mais vio-
lentas aecusaroes cunlra mim.
0 Brasil vai buscar Inglaterra os engenheiros qoe
precisa para suas obras mais importantes, porque no
pail lem homens eminentes na sciencia, mas nao os
lem na ortica. He pois natural presumir que ba-
ja conlianea de sua parle naquclles que na Inglater-
ra sao os mestres, os chefes, os formadnres dos enge-
ulieiros que para c vem.
He absurdo norm imaginar que engenheiros in-
glczcs, escolhidos para executartiu'aqu trabadlo*
importenlCSi c por consequencia ja conecituados e li-
tios por habis, quizessein siihnicllcr suas decisoes e
trabadlos a censura ou reprovacao de engenheiros
brasileiros que nao sao conhecidos, que nunca execu-
i i.ii.i.' pela mur parle nuncaviram uina estrada de
ferro, c que embora possam ser v'e sei que muilos o
sao. .-ininenle- na sciencia, o proprio governo impe-
rial e provincial os declara incompetentes para diri-
girem c cxecularem esses irabalhos, pois que manda
lodos us que contralei assim o tem prvido,; mas nao
lem essa posicao que se exige no arbitro.
Para dar urna idea do que sao esses grandes en-
genheiros, referirei o seguinle facto, Oa ni lo se
(rain das obris da alfandega, diriei-me ao primei-
ro engeuheiro hvdraulico da Inglaterra, e lhe pro-
puz vir examinar as localidades, levantar ss planta*
e depois dar-me um engeuheiro residente que exe-
culasse as obras. A proposta suppanlia tres raezes
de ausencia de Londres ; foi-me respondido qae se
ca lhe oll'erecesse por esses tres metes i. 5,00(1 lia-
da me ii'io declarava que aceiliva ; qoe iuo porm
era intil, purque elle me dava um eogenbeiro qoe
havia de fazer todo t.io bem como elle mesmo. Es-
se escolbido foi Mr. Neitc, qae de certo esta moito
ao alcance de sua larefa.
.Nao se pode pois adinittir a idea de eoatraar o
governo para o seu servico um desses eogenbeiro-
que se aceilam por arbitros, para no coutralo logo
declarar que suas decisoes scrao soberanas. Nao tea-
do porlanlo possvel obter que o engeuheiro do rea-
Iratador se sujeilasse s Jerises soberanas de enge-
nheiros brasileiros, por muilo eminentes que es jal-
gasse na sciencia, nem a .lecisao Jos engenheiros
ingleses contrata.los pelo governo pira u servico,
o nico svslema a adoptar era o que idoplei.
O modo pralico de o exercer parece-me ser o se-
gunde, que um accordo pode determinar de melhor:
Se ha iiuiformidade enlre o engeuheiro do governo
e o do conlralador em descreverem o ponto liligia,
es-a descripcao be subraeltida ao arbitro em la-
Jres. Tambem se lhe podem iprosentar amostras
dos malciiaes cejo empreco lie disputado. Se nao
ha essa oniformidade em deserever o objeclo da da-
vida, se ha necessidadede ratera,o arbitro nomri-
do pode mandar um enyenheirohbil r prob de sua
conlianea examiuar a localidad.-, e lodos ai circants-
lancias qoe se referem ao litigio, pan fazer-lhe um
relatorio, sobre o qual dar a sua sentenea.
A despeza da viuda desse engenheiro posso avaliar
rm S. (00, que he pouco mais ou menos por quanl
ajaste) o engenheirnque veio examinar e levantar a
planta do dique da illia das Cobras. Se a quedan
nao vale i. 600, eut.io aqu se decide amigavel-
inenlc. Esla claro que as casias da arhragem ps-
sam sobre a parle vencida, e quando nao be claro
quem o seja, ou se dividen), ou arbitro decide quem
as deve pagar.
Mas se esle sv slcma he (ao mo. porque nada cen-
tra elle se disse em 1851, quando (ni adoptado n'um
contrato que devia durar '.10 annos '
Nao se devem, porm, lemer (reqneiitrs recurso,
a arbitros. O engenheiro do conlralador ha de por
va de regra admittir sempre as exigencias do enge-
uheiro do governo, sobreludo sendo este nm liomem
de mrito real e prudencia, que nunca aconselhar.i
o governo-(ou a ronipanbiai a insistir em preleariiei
qne nao julgue bem fundadas e segaras de lerem ca-
lillas no juizo arbitral.
Pretender que arbitros inclezes, s por seren in-
glczcs, hfio de dCM lir sempre as qaesles a favor dn
conlralador que he inclez, he antorisar a este a le-
vantar a mesma suspeda contra os arbitros brasi-
leiros.
As cousas nao se passam asim. Enlre Boa peda
-colmenlo nacional, irritado por ollensas recebidas
do governo ingle/, nutrir urna grande prevencan
cunlra ludo o qoe he ingtez, prevencan funesta qne
os homens esclarecidos devem rombaler. Vio-so
que me decid a nao formar companhia ingleza,
porque era contraria aos nossos intercales. Nao pre-
ciso, a^ara conhere-los e par os preferir aos interes-
ses dos capitalistas c especuladores inclezes. ser ata-
cado de anglophobia. O governo britnico pode em
alguns casos ter urna poltica contraria a nossos in-
leresses. pode ter preveneOes coolra nossa sineerida-
dc em execular cerlo genero de obriftrt$. O pa-
quea incomparavel Julia jngava murros anda me-
lhor do que o terrvel Americano.
Eaao, disse esle fazendo pelo contrario um
sigual de agradecimento ao viiivniho, he um casti-
go que a familia inlligc a esse rapaz'.'
0 aenhor nao ho Francas I exclamo Des Ga-
rennes procurando refugio na emphase, se fosse
Francez saberla que na nossa patria a gloria nunca
pude servir de castigo.'... Quando sao enviados ao
campo da honra, nossos rapazes vio de coraran alegre
cantando durante todo o calumbo nossos bxmnos pa-
Irioltcos.
Ab! quanlo apraz ser soldado!... garganteou
La Luzcrne cmquanto o arlisla declan.ava :
o Para servir minha patria
ir Joven dcixei logo os campos... .
Em 1811. disse impetuosamente Matsonnean
filho, o qual tirou os oculos para linipar-lhe os v-
dros. na barrena de Clicbv os discpulos da Escola
Polylecbiiea...
Ilem! bem! Feliciano, meu filho. inlerrom-
peu a soberba Augusta, que ouvira sessenla vezes pe-
lo menos a historia da harreira de Clicby e da Esro-
la Polilechnica, isso foi representado no Circo ; de-
mais vosss sui rapazes sisudos que pagam dous mi]
francos de pensRo... Rolando, porem, nunca sera
outra cousa senao um bigorrilba.
Ou para melhor dizer farroupilha apoiou o
arlisla.
Alias roini vallina exclamo La Lu/erne.
Somos forjados a fazer observar que os Ricardos
haviam jaldado copiosamente, sem oque o leitor nao
ailmiltiria esses desvos de discussao. O cerlo he que
depois deltas patarras da soberba Augusta, grande
desordena estabelecen-se na deliberaeo do couselho
do familia. Sophia Des llalveaux e a lia Natalia
Iravaram di-cu-sao aobro o uniforme dos caca.lores
de Viiieenues. DesJardins sustenloii que podam s"r
mui reniloaas as empiezas de subsliiiiicao. I lia 'Tail-
lis gabou-se de ter fornecido mas larinlias para v-
veres : no anuo prximo fuluro esperava ganhar tio-
zenlns por cenlo as renilas. Pao Secco grilava
que se cada soldado em vez de entregar-sc ao mao '
habito dos licores fortes, qnizesM, laucar no menos I
un. sold por semana na mama poder-se-hiam esta-
be'ecer cntsos de pintora sobre vidro em lodos os
legimentos do exercilo franco/,
R.assotiiicau digerndo e quasi dormilaodo cm um
can.o dizia com satisfacao :
Minha inullier prefere os cnvalleiros aos lau-
ceiros... Porque?... porque be sua idea... Olanlo
a un.o, n tahuniba he qne d-me prazer!
Slephen Williams na.la mais dizia, e esperava rom
grande paciencia que se rcslabelecesae a tr.iiiqinlli-
dade. (guando houve alcnmllendo, elle lornoo lol-
laudu-se para Mr. Des Garennes :
Visto que parece certo quo esse rapaz nao ira
de hoa voolade para o exercilo, eu desejava saber
se elle possuealguma cousa, e se seos proprios meios
lhe permidiriam rcsgalar-se.
Todos os Ricardos recomecaram ao mesmo lempo.
Se elle possue alguma cousa cxclamiram aos,
Nu como um vidro! respondiam oulros.
Dirijo me a Mr. e a madama Des Garennes,
insislio o Americano com seceura.
Vmc. desempenha sua missao ronscicnciosa-
mente, disse a castellaa ; isso he proprio de homem
honrado... Nossos charos prenles enganam-sc quan-
do diiem que Rolando nada possue.
Enlao foi vtiss quem deu-lhe alguma cousa'.'
iiitfrroiiiper.ini dous ou Ires Ricardos.
Nossa conduela para com Rolando vai scr-lhes
exposla, ronlinuoii a castellaa, e lodos pdenlo apre-
cia-la... (Juando Joao Ricardo parlio reslava-lhe
ainda recclier mil traucos da beranca de nosso lio li-
vreiro. Meu mando liuha-lhe emprestado certas
sommas ; porm n,lo quiz" pagar-se com esses mil
francos, nico haver do orpliau, eos mil francos li
cerara intactos pcrlenccndo ao nosso sobrinho Ro-
lando.
He una accao magnifica disso Du Guerel com
admirac.lo.
Com elleito! exclamo Du 'Taillis, he mui gen-
til!... Nao ter-se pago!...
O arlisla por. as mflos, e exrtamooao mesmo lem-
po que La Lu/erne :
O' probidade ulica !
O proprio Americano fe/ um areno francamente
approvador ; depois arcresccnlou :
Com mil francos pde-se comprar um substi-
tuto?
Nao. senhor, respondeu Des Garennes; mas
lioso sobrinho Rolando possue mais de mil fran-
co-... Minha inuther nao disse ludo.
Quo! exrlamou o coro dos Ricardos ; ha ain-
da outra cousa !
Conlc vosee mesmo. meu amigo, djc a ras-
lellaa com branda dignidad?, e pondo a mao sobre
o braco do ni trido ; a boa accao lhe pertence, com-
pcle-lhe coiilessa-la.
Meu Dos I exrlamou nreramonle Des Ga-
rennes, nioobrei assim para ganhar premio!... Ca-
da auno no jaros do pequeo capital de Rolando fo-
ram reunidos inassa, e elle ou miles seu pai. se
Dos nolo conservar, pode dispr agora do dius
mil e quindenios francas.
A lia Natalia de um lado e Sophia Des lialiveaux
rio oulro levanteram-sesolemnemente para ir apor-
tar a mao de l.lo virtuoso prenle. I'!m um abrir e
fechar de olhns |cs Garennes vio-se rodeado pela
mullidao dos: Ricardos enternecido! a ponto do cho-
raren!.
One helio rn- o ,lo generosidade '.... li/iam ;
--.o alala o corando.
lia anda delicadeza sobre a trra! exelamava
Du Taillis.
Se isso fosse referido as gazela?, disse o arlis-
ta sinceramente maravilhadn, muita gente nao daria
credilo !
Nao s'io cummuns lies feilos!... acrescenlou
Des Jardins.
No meio desea concert de elogios a voz de Ste-
phen xYilliams elevou-se de novo para repetir a ul-
tima pergunta:
Com dous mil e quinhentos francos pede rem-
prar-sc um substituto'.'
Todos cncararam-uo com indicnaco. Cuidar Des-
sa partiralardade em presenca de semelhinle he-
rosmo !
Ha gente, disse em voz alia madama Des Jar-
dn-, que nada lem dobaixn do pedo esqnerdo !
.Mr, Des Jardins nao per.leu essa occasao de col-
locar seu positivamente.
Entretanto Des Garennes eslava um tanto emba-
rarado pela pergunta clara e precisa do eslrangeir ;
mas a incomparavel Julia que nao comecara a arena
sem ler formado seu plano, responden :
Com dous mil e quinhentos francos, senhor,
pode eomprar-se nm substituto... Mis dolando,i.-.
so sobrinho,nao comprara.
Muilo bem I exclamaran! os Ricardos ; anim
lie que se falla !
Ile-me permillido preguntar porque 1 iiwHi
anda Stephaa Williams.
Por duas roznes, lornou a ra-lellaa no tom do
advogado que expe o argumento decisivo. Em pri-
meiro lugar se nosso irmao Julo existe, bem cama
Vmc. me-mn disse, o filho nao pode herdar delte eos
sua vida : o dinliciro pertence pois a nosso irmao e
nao a Rolando.
O Americano ahaixuu os olhos, e rarrecen leve
mente o sohrollio. A esse golpe magistnlmente da
do nao havia resposta possvel.
Os Ricardos enraravam-se rom um arque tigoi-
ftcava : Oue mulher respeitavcl!
Em secundo lucar, coniinuou a castellaa, cuja
voz lomou inllexoes mais ravalleiro.as, domo lobr-
nho Rolando nao comprara sub-lilido. porque houve
quem lspozesse antecipadameule dos doas n.il e qoi-
i.lenlo- bancos que nossa solirilude lhe a-s-corara.
i.iiiem ailo '.' pergunloa Slephen Williinis vi-
vamente.
I'ma casa de lloston, respondeu madama Ites
Garennes com irm sorriso equivoco, julgou dever
adiantar a nosso irmao Joao cem libras eslerlinas,
somma igual ao crdito de Rolando em nossos livro-.
O Americano levantou-sc. saudou profundamente
a rastellaa. e di-se :
Isto ferlia-me a bocea.nula -enhor.i: em nnme
de Joao Ricardo nada mais posso fazer pelo en IIik.,
o derlaro-mc salisfedo.
Os Des Garennes vencedores n.io lorain levaslosem
tiinmpho ; mas lodos ose-collaiam para --ahir da sala
de jantar, e rida Ricardo senlio-e muilo ufano de
perlenccr mais ou menos a esse casal recoma
davel.
(Connar-e-*.)


DIARIO H 'EWiBUCO QURT FEIM 16 ^JWIIM DE sB
vo insle: em Inglaicria nao nutre a nosso respe-
lo scnao senlmeulosde affeicao e al de considera-
rlo por sermos o nico povo da America que vive
SUD Ml-lilllinVj -omrlll.ilite- S -Ua- e a- otenla.
Nosso creJilo finaucero mo lem superior no mer-
cado de Londres. O nome do governo do Brasil lie
all considerado como o syoonimo de loaldade e 111-
leireza. Os esfurcos que o governo imperial 'fez em
todas as pocas para cumprir com linnra seus empe-
nhos pecuniarios sempre llie foram levados em con-
ta. Todos querem servi-lo, todos querem contrato
com elle. Nao liavium esforcos, nao liaviam combi-
tiarcs, uSo havia sciencia que conseguase de lao
liiun grado da parte dos credvresdo Estado o que eu
consegu por ordem do governo cm abril do anuo
passado, se eu nao representasse a lealdade em .u-
tir proverbial do governo do Brasil. Es* leal-
dade c.onslitue a nossa maior forra na Inglaterra, e
por ella na Europa. Nao se tema pois encontrar pre-
vcures contra nos, pelo contrario ellas at hoje san
a nosso favor. O que^umprc he que um espirito
mesquinho e prevenido, creando difliculdades, dis-
russes e azeilumes, luto ffcea perder aquillo que os
esforcos de tantos anuos nos tera dado.
Declives, desvias da linha trabada; e conservacao
por um armo.
Na planta e seceso ou perfil minuto ao Contrato
vao marcados clara e distinciamculc os declives da
estrada. O maior delles he de t em 107. c os oolros
sao de 1 em lis, e otitras proporces assim. l'or
excesso de precaucao, porm, pedio o coutralador,
porque nisso insista o seu engenbeiro, que se lhc
deUasse arbilriojde alterar esses declives por causa
de difiicnldades que podem apparecer na forma dos
terrenos.
En nao quiz conceder declive maior de 1 em TU,
mas afinal cedi ao mximo de 1 em 45. Talvez fi-
zesse nisso mal, mas eu linha a certeza de que se
tratava de um ezcesso de precauc.no de que o con-
tratador nao poderia ulilisar-se. Foi pois estipula-
do no art. 10 o seguiute : I Os declives indicados na
seclo ou perfil) moslrarao qoanlo fr possivel
a nivel dos carris ; mas nao sendo possivel no es-
lado do paiz couhecer com certeza a natureza do
terreno atravessado pela linha marcada na planta,
o emprezariu lera a faculdade, no caso de desvio
dessa linha, ou em razao de circumstancias im-
" previstas, de alterar os declives, como lhe for con-
" veniente, snbordinando-se todava neste objeclo
" i condicao prescripta no art. 8. Essa cundirn
he I em 45.
Ja se v que o menor declive do contrato he de 1
em 107; que o de l em 45 he s autorisado como ct-
cepcao para casos extraordinarios, e nao depende
simplesmentc da vontade do conlralador ; he neces-
sarioque hajam circumstancias imprevistas, ou des-
vio do linha, para que elle se pnssa prevalecer dessa
faculdade. Basta neRar-lhe a uecessidade dPdes-
viar-se da linba, ou negar-lhe a existencia de cir-
cumstancias imprevistas, para que essa faculdade lhe
seja tolhida. Insislindo elle, a questao he levada a
ai nitros.
Desde logo porm ti ve eu convierto de estar Mr.
Trice deliberado, por amor de seu proprio crdito,
a nao se prevalecer dessa faculdade. Encommen-
dando as locomotivas ao mais acreditado fabricante
da Inglaterra, pergunlou-lhe este quaes eram os
seus declives. Mr. l'rice respondeu : 1 em 100. Ob-
servei-lhe que elle tinlia a faculdade de adoptar I
em 45 ; respondeu-me que nao seria obrigado, se-
gando eslava informado, a ulilisar-se dessa faculda-
de. O mesmo acontecen quandn encommendou os
tcagons para litar o numero dos que deviam ter
freio ; perguntou-lhe tambera o fabricante quaes
eram 'os seus declives, seguio-se a mesma resposta
de Mr. Price, a mesma observarlo de rainha parte,
e a mesma replica.
Consultando Mr. Sfephenson sobre a vanlagem de
serem as locomotivas construidas de modo que se
podesse empregar carvao ou lcnha, pcrgunlei-lbc se
ellas, laes como eslavam descriplas, podiam levar os
Irens por declives de 1 em 45 ; respondeu-me que
sim para o Irens nao muilo pesados, mas para os
que fossem muilo pesados seria preciso por duas lo-
comotivas.
Posto que ja reconheci fura melhornau ter consen-
tido em declives tao desfavoraveis romo 1 cm 45
apezar da quasi certeza de que elles nao seriara
adoptados, comtudo devo dizer qne na Inglaterra ha
em varias estradas declives de I ce .17, e que de li
em 27 os ha na cuslosissima estrada de Turim a Ge-
nova. Este porm he o mximo dos declives co-
nhecidos para locomotivas. Para subir mais in-
gremes ladeiras, sao precisas machinas lixas, ou
oulros meios de trac-rao, que lalvez tendamos de
empregar para galgar o erra, e isso nao deve as-
Sustar.
Emlim fui informado de que Mr. l'rice aqlii posi-
'ivainente se comprometteu por troca de cartas a
nao empregar maiores declives do que 1 em 100.
Esta difliculdade pois, se existi, j esla satisfactoria-
mente removida, como creio, se removerlo todas
quando se discutirem os inleresses recprocos com
calma. O inlcretse do coutralador est em bem
servir e em agradar para obter a continuado da
obra.
olizpor ostentacilo, nem para insinuar que os erro I E... ah Esquecia-nie o talvalerie circular, quo
commellidos na questao da estrada de ferro, se os
coininetli, me tejara perdoados cm alinelo aos ou-
lros serviros. Nao he esse o jneu plano, desojo que
o-njeus actos nesln questao sejam avallados indepen-
dentemente dessa considcracfio.
Comecei dizendoque nao dtela a defender-me de
aoausares feilas por espirilos prevenidos e apaixo-
nados. Al ao tira creio que me nao afaslei desle
proposito, nem deitei apparecer a/edunie. O que
porm se lem pablieada pela imprensa he que me
tem servido de guia, alm das observares de ineus
tmigos. l'rocurei pois principalmente satisfazer as
objecrocs ou observares do Sr. ('. O. publicadas em
cinco arligos do Jornal do Commercio de junho
desle auno. Esses arligos denotara estudo, desejo de
elucidar quesles iuteressantes, e soliretudo de tirar
pata o paiz o maior proveito possivel do que eslava
feilo e tratado, emlim nao sao afeiados com inju-
rias.
Elles porm reveiam falla de conhecimentu dos
mappas, plantas, secee ou perfil, desenhns da8
obras e orcamenlo que se achatn annetos ao con- .
trato com Mr. Price,: e que au foram publicados.
Tambera me parecem alsuns argumentos do Sr. C.
O. dictados por um espirito de parciinonia, descon-
Cianea e cautela, que sendo cm geral rousas recom-
mendaveis, nao podem ser sempre applicadas a ne-
gocios desta ordem, e s serviriam para procraslinar
.nula por mais lempo a solurao de una questao que
se ia tornando tanto mais dillicil quauto mais pro-
longada. Por se nao lerera rorlado com desembara-
zo certas difliculdades desde o priucipio de 1852,
obra veio a distar milito maiores sacrilicios do que
entilo teria cuitado. Se eu me deixasse por mais
arredondando a poltica nos dar estadistas qua-
drados.
Muilo mereceu o tal anuo dos dous cincos, que
lem 1171 vezes cinco.
O que ser ti actual de 1856 '.'
Receben pessimOs legados de seu antecessor, que
nem ao menos dispnz da torea.
Teve mii heraucu a guerra, a peste o a fome, con-
sequeucia ilas Sol lio mos aii-picios, seria raislcrque elle lives-
se de b'in o ilobro do que o oulro leve deinao. para
que o podrssemos adiar solrivel.
O futuro he de Dos, c Dos he infinitamenlo
boin ; confiemos porlanlo em Sita Bondade.
E-eusu-me a narrar-lhc mulla viagcni, porque
ja lhc descrevi o itinerario que segu era otilra oc-
ca-i.in.
Somenle lhe direi que cncontrei muilo poucas
prcdisposirOes nos no-sos lioincus do interior lia-
ra rereher o terrivel hospedo que anteara visi-
ta-Ios.
Neiihum asseio nos engenbos c san/alias. Ne-
iiliuus medicamentos ; confiado no limo, que com
o verao ralo ha em multas localidades.
A esrrvalura descuidada o mal agazalbada rom
a mesma anliga indolencia.
Muilos, ou quasi todos, nao (eem anda preparado
as enfermaras, milpas c oalros mems Je agazallm
mais cuidadoso, como demanda a epidemia.
Poucos leeni lido o que ha acerca da euferinida-
de. para, em falla de medico, fazerem as devidas
applicac^es.
Os radaveres dos animaes morios, ficam exposlos
quasi no lugar, onde a morle os accoinmelle, no
Se rom as nossas refl''\6es, algumas musas ao me-
nos, quando nao endireitassoin, niudasspin de ruino
bem eslariamos, e liayamo- aleaneado o que lano
almeijamo ; mas parece que cnthjsirareinos cm
pedir providencias, lano quanlo possain ser da-
da", e as nossas palaWM vi'iain ao espaco, e
desfazem-te romo imillas de sabio : ora Den-;!
nnnra se deve arrepender, quem lem ennsei-
enria de pratiear um arlo meritorio ; fallar sempre,
porque a quera nao pede Dos nao hnuve, e sto de
ver, ouvir e calar nao he para o reculo, que os ho-
inens casados beij.....(por corletania) as inoras sollei-
rai, e estas aos viuvos, e as mullicres d'aquclles aos
pas desta, e por ah alm.
felizmente nAo o>l anda muilo inlroduzida entre
noscmelhanle liturgia.
Quando ha sede nao he lacha
Dar-lhc um heijo na borracha.
lempo prender por cssas cautelas c desconlianras lo- I mesmo cercado dos engenbos, at que os liscaes
go dous mezes depos da poca em que firnici o urub* Ihespromovam o enterrameul".
res do bairro da Boa-visla, pedindo o pagamento da
quanlia de 1009000d accrecimo de obra que fez,
sobre o que ja linha informado o eusenheiro cordea-
dor, resdteu-se que se pagasse, volando contra o
Sr. Oliveira, por nao tero requerimenle dado scien-
cia a camlra ila obra que ia fazer, e haver o enge-
nheirodeclarado (|ue elle nao linha direito de o re-
ipierer.Francisco Bolelho de Ai.drade arrcmalou
por :tV?K)0 os materiaea resalanle da* ruinas do le-
llieirn das Cinco Ponas, onde foi n anligo bebedoro.
Detpaeharam-se as petif/ies de Antonio Jnaquim
Corris, Angelo Custodio da l.uz, Caelaoo Pereira de
Cirvaiiio, Caelaoo Pialo de Veras, ova Din Fer-
nandes, Dr. I'ilippo Lopes Neilo, Francisco de Pau-
la Kigueira de Saboia, rrederieo de Souza loines,
tionr.ilo de Freilas Fragozo, Jos Florencio de Oli-
veira < Silva, Joan Soares da Fnncera Velloso, Jos
Maria BorgO, .lobnslon Palor & C. Jos Antonio de
Araujo, Jos Francisco do Reg Barros, Jos Soares
forreio simsiro. Soubomos qoe em (ioiaona de Assomprao, Joaqnim Francisco de Paula Este-
houveram dous aasaftinato ; porm na- liveram j ves Clemente, Joaquim Marques dos Santos, I.uiz
circumslanciasaggravantcs, o raorlo foi quem s ag-, Manuel do Nasrimenln, Misuel Esleves Alves. Ma-
gravon, e niandou-e mudar ; fez muilo hem. I noel Altes Guerra, I). Alaria de Pinito Borges ; c
leve i horas de rorrcci.ao o p.rluguez, em vir- "
lude do qual o lal tcabo de India cluhaleoii o me-
nina de que ja noticiamos.
Na Oponga houve um magnifico Bomba-
meu-boi e nao fallou o pad>e,|o M.ilheu-, a cai-
pora e m^is personasen de lio honesto paasalempo, !
o que fallou porm foi urna escolla de polica no ca- I
charo do padre, a bous dias de cadcia Dessa sucia da
traanles para nao abasaren) das orden da polica, i
Consta que o Sr. subdelegado reqnisilara urna forra
para dai com es-es mecos na deleurao, e por falta de
genio anda ilesla vez zombaram.
ludo iilo he mesmo urna cnipura '.
Vejamos o que lencioia fazer a asacmbla se acaso
o Exm. presidente pedir augmento do
corpo policial.
Foi iodemnisado do que dera pelo escravo bi- i
fado o Sr. I ... foi feliz, c quem pagou foi honrado. 3qa[ e^e",v a"u"" l'' Brande parada.
Realmente que o pspector da rila Augusla i Exm. Sr. Iciiente-roronel Baldoino Jos Coe-
ou nao lera olhos, ou sempre tcm*o olphalo eslra- Ihii, que se achata na presidencia na qualidadc de
gado para nao ler tislo atravessado na calcada vice-presideute
a aquella ra um mendigo, domnelo um da iutei-
11 desvio da liaba trarada no mappa que faz par-
le do contrato est sujeilo as mesmas condices a que
se sujeila o desvio dos declives marcados. Quem li-
ver conhecimenlo desse mappa ha de parceber que
o desvio qoe se linha em visla era justamente para
tomar urna direccao mais em linha recta, que va
marcada cora pontos no mappa. A faculdade se es-
tende, he terciado, a toda a linha, e ella se filuda
nos mesmos principios que a de desviar dos declives
marcados ; he sempre o pouco conhecimenlo que se
linha e lem da natureza do solo por onde a estrada
deve passar.
A linba eslava medida, as oudularOes calculadas e
marcadas ; mas havia ainda muita circumstancia
incgnita, e na'pratica podiam surgir difliculdades a
que fura injusto nao dar ao conlralador meio de sub-
trahir-se. Em urna linha de :!> milhas escassameule
se pode prever que occorram desvos que possam
produzir augmento no numero de milhas, aq passo
que o evitar urna grande difliculdade com o desvio
de '-,' de milita pode ser objeclo de grande econo-
ma. Est claro que para ligr-se, a nao se poder pre-
valecer da.faculaade de fazer alguns desvos, era
preciso ao coutralador elevar raoito mais a verba das
contingencias.
A respeilo de conservaran e reparos da linha por
cerlo lempo depois de acabada, da-sea mesma obser-
Tacao. Muitas cousas se podem exigir na Europa que
naojpodem s-lo, debaixo das mesmos condires nes-
tas distancias. All o que custam os reparos ordina-
rios sao (e tambem o podem ser aqui) fcilmente
calculados ; o contralailor que se obriga a faze-los
sabe quasi libra por libra o que vai cu-dar essa ver-
ba, e a inclue no seu orcamenlo. Outro tanto podia
fazer Mr. Price, mas esse orcamenlo para aqoi seria
maior.
Acabada a linha o conlralador pode (car, secundo
o contrato, era uina deslas ht polhese. Pode ler ob-
tido a ronslruccao da prolongacao da estrada ; pode
ler feito o ajuste previsto no art. 20, para traba-
Iha-la por esparo de dous anuos ; pode ter fechad,,
todas as suas relaroes com o Brasil e partido do paiz
removendo o seu machinisrao de conslrucco plant).
No primeiro caso ludo lhe he fcil, elle lem os
melhores meios de fazer lodos o reparos, porque es-
t trabalhando na mesma estrada, e nesse ajuste pa-
ra a prolongarlo das obras podem-se estabelecer
regras uleis a tal respeilo. t
No segando caso esiao por lorc.i de necessidade a
sea cargo todas as obras. O terceiro he o caso ]mais
desfavoravel para elle, e que elle devia ler lomado
tomo base de seus clculos.
Deixar de eslabelecer a sua responsabilidade pelos
reparos que a estrada exigisse ao menos por um au-
no seria grande imprudencia. Estipulou-se esse au-
no de responsabilidade. Eslabelecer para ella regras
mais severas do quo foram adopladas, seria compel-
li-lo lamben) a fazer maiores exigencias quanto aos
prcros. O engenbeiro do governo sabe que urna vi-
gilancia continua ejmuilosolicita he necessaria, em-
pregue-a. Sei que assim o lem feito, c he capaz de o
fazer.
Cheguei ao lermu desle meu trabalho, porque en.
tendo nao dever oceupar o publico de oulras qoes-
tOes que occorreram e lite nao foram apresentadas,
nem na tribuna, nem na imprensa. Tambera uie
nao oceupo de urna censura que me foi feita, acom-
panliada de injurias, a proposito da.estrada de ferro
da Babia. Accosou-se-me de nao ter feito urna cou-
ta queeufiz muilo a lempo e competentemente. Mas
esse negocio nada tem directamente com oque rae
oceupa oesta expoiicao.
Foi por vejes obrigado a fallar de algans dos tr-
rico que leaho pretladojao patzje ao soberano, nao
contrato, elle s por causa da elevarn que houve
uo prero do ferro teria talvez de custar militas mil
libras mais ; talvez a apparic.lo do cholcra-morbus
enlre us o lornasse iinpossivel e de cerlo muilo
mais oneroso.
Enlcndo que no decurso de vado as seguidles proposirnes que destroem mitras
lanas censuras feilas ao meu proceder :
I. Turnando a inicialivo de passar para aqu a sede
da compauhia poupei graudes sacrificios ao paiz, j
ua garanta de juros, ja as despezas de conslruc-
cSo ede cusleio das obras. A honra porm de ler le-
vado esla larefa ao fim perlence ao governo impe-
rial, porque eu lhe asseverei quo podia formar a
companhia era Londres, c o podia at agosto deste
anno.
II. Ainda que os preros do contrato Price fos-
sem cxcessvos, nunca imporlariam um tao grande
sacrificio para o paiz como o que elle eslava disposto
a fazer na pesada garanta de juros por quasi um se-
clo.
III. Se os preros da estrada da Bahia -o 1 21,621
e os da de Pernambuco 13,851, a somma de
i. 13,870 nao he excessiva para a estrada do Rio de
Janeiro, que encentra menores difliculdades de ter-
reno do que a primeira, porm maiores desvantagens
do que a segunda e iguacs ou maiores difliculdades
de terreno.
IV. A forma dos pagamentos adoptada foi a nica
possivel, c nao he lo perigusa e dillicil, como de
principio pareceu.
V. A mulla de tres por cente por demoras de pa-
gamentos foi estabelccida no inleressedo governo ou
da companhia' ; nada lera de in lecorosa, esobrelu-
do nao lie juro.
VI. O juizo arbitral adoptado para ocaso de
quesles de engenhacia he o nico possivel, e nao
lem os inconvenientes que lano se (emeni.
VII. As facililla lesdad isao conlralador para des.
viar da linha Iracada e adoptar cerlo declive desven-
tajoso nao s nao sao lAo ampias como se suppoz.
mas tamhem nao lem 1.1o grandes perigos.
VIH. Finalmente o encargo ilc conlralador cm
relar.'m repararao dos estragos da estrada duranie o
primeiro anuo depois de concluida, era oque razoa-
relmenle elle podia aceitar, a menos de elevar ainda
os preros para fazer face a urna maior contingencia,
e isso nilo era preciso.
Nao sedevedaqui deduzir que cu considero o con-
trato iscnto de lodo o deleito, superior a toda a cen-
sura.
Nao fra elle obra de um juizo aranhado, como o
meu, n.'io fra elle materia nova e chcia de diflicul-
dades, baslava ser oltta de un liomem para conler
defeitose erros. Esses rao appareceudo na execu-
o, e entilo se vera melhor um dos bens que resul-
taran) de minli deliberadlo. Se en nao livesse csta-
helecido o principio de tratar por urna parle so da
estrada, os erros que se comtnrlle-sem n'un contrae-
(O por loda ella seriam sem remedio c pesaran) com
muilo maior for Desde que nos governamos por nos mesmos, tem-
se promulgado no imperio niuilas leis, imiilos regu-
lamenlos do governo, lem-se negociado rauitos da-
tados, lem-se feito muitos contratos. Na redaccao,
as emendas, as dscus tnra dessas leis o regulamentos, tas negociares des-
ses tratados e contratos inlervieram c estilo intertin-
do os maiores bomen- do paiz. Para cada um desses
actos se invocaran) os mais competente delles. As
deliberarles se tomaran) com lempo e raadtireza, en-
tretanto sempre as leis tiveram de sercorrigidas por
oulras leis, os regulamentos por oulros regulamen-
los, e nos tratados e contratos sempre se lastimaran)
clausulas que depois parecern! damnosas. Como
posso eu pretender que que sabe de minba iutel-
ligencia so, solada em paiz e-lrangeiro, seja per-
feitn
Val pretenrao nao tenho por cerlo.
Llculso.)
<;okiu:spoxdex<:ia no diario di: PER-
XAMBIXO.
PARA1IIBA.
II de Janeiro.
Que tenha tido felizes Testas e boas entradas de
anuos, assaz estimo, (auto quanto eslimei que mi-
aba individualidade nao fosse inconimodada com o
lira e cunero dos don- auno-, passado e presente.
Deve ter estranhado meu silencio, e lalvez me
suppozcsse j noviro Benedictino, ou, quando me-
nos, leigo ; mas sabendo, para o que lhe digo, que
estiva quinze deliciosos dias sobre a proteccao do
I). abbade dos Benedictinos, no engeitho Mara, c
que dalli fiz urna dgressao cabalstica a cerlo?
poutos (olhe qae sou candidato senatoria, e se
nao pescar n,lo he por culpa Iiiiuha, e sim'do anzol,
(cujo direilo be ser torio) alim de ver se pilhava, ou
se pilbo essa entalla, que tanto lera feilo aguar
corlas'bocas, ccrtaineule desculpara jnieu sileu-
Acrcdite-ine, nao gostei do descuido, dcsalten-
rao, c nao sei mais come chame, em que uclici o
interior, tilo prximo desta capital. O que nao se-
ra cm mais loiiginquo- lugares.
A saluhridade publica vai sera al Irrarfio, mas es-
peramos a cada momeulo o hospede que por la os
visitou, porque nao temos llulos a serillos mais te-
lizes do que os nossos visinhos.
Temos lido ons preparo* de invern, que nos
leein dado algumas chuvas; mas smenle lem ser-
vido de exacerbar o calor, que havemos sofirido.
Alrauquillidade'publiea iulotcin sido iulerronipi-
da, apezar das eleires. Ncsta capital, e Campia
foram feilas com muila calma. Aqu ua capital os
restos do'parlido ordeiro creio que devosuppo-lo re-
diuido a casco unio-se a um partido de artistas, e
comer.ou a trabalhar na eleirao :l dias antes da vota-
3o.
Prevenidos com muila antecedencia pela opposi-
C30| conla-se perdido o trabalho, se bem que ainda
nao fundou a apurarao.
EmSanlaRita o leligiofoi de eaprieho cutre os or-
deiros, e alguns ordeiros e o partido da oppotifSo. A
compra de votos, al 309000, se eflecluou com toda
a publicidade. Onde vamos parar'.'!
Nunca pentoa quem fez a eonMilui(Bo, que o ci-
dadao vandeste por lano, ou tao pouco.'o dom de
voto, que romo cnusa muilo importante lhe dcu.
O resultado daquella eleirao pouco inllue, embo-
ra vencida pela opposir.lo, c pouco incomtnoda a
maior parle dos homeus do partido ordeiro.
No l.ivramento houvcrara alguns arreganhos de
denles; maso negocio licou era palavrorio, 2 pri-
ses, e um anloamenlo, cllccluado pelo juiz de paz,
se Uilu be exarta a noticia, le que um levot alguma
mustarda.
O vencimenlo he, ao que dizem, do partido or-
deiro.
Em Alaga-Nova ia baten lo um pequeo arrui-
do; mas urna prisoacalmou ludo.
Vencen o mesmo lado.
Em Cachoeira a lado ordeiro l'ugiocom nojo de ver
um volante lanrar tres, e mal sedla de urna vez
na urna. Escaso di/.er-lho o resultado.
No Taip foi feita a eleirao coma maior calma;
o mais volado da opposicSo leve vintc o '.autos to-
los.
Em V.amanguapc os dous lados vieram a um acor-
d, o dividirn) a eleirao.
Ei- o que me cotilla*
Os tliuggo nr.ii estilo quieto-. No engenho lla-
p um escravo do major Francisco Antonio Pereira
receieu urna facada em lugar iunrl.il; mas esll es-
capo.
Em Taquara un individuo cbnriinu oulro, que
nao sei se ficaria ueste mundo. Ncnhum dos dous
Ihugzo foi pilludo.
Chegaram da Baha 2 mediros, ."> esludanles de
medicina e um pharmaceuiico, mandados vir para
cura dos desvalido-, quo forera alionado- do cho-
lera.
Prolcslaratn contra a quarenlcna porque, dizem
elles tem necessidade de couhecerem o paiz para
bem trataren) das molestias, assim como Ibes he mis*)
ler iirliriatarcin-so, o que nao podem fazer no laza-
reto.
Sendo certa, como creio pamente, a primeira par-
le das raze-, pouco podem fazer, porque nao he cor-
tamente com um ou dous mezes, que hilo de couhe-
cer a provincia.
Cliegou lamben) una ambulancia do Rio de Ja-
neiro.
Os vveres lecm sido elevados a um prec,o exage-
rado, nao lano pela falla real, como motivada pelos
especuladores, que procuram emharca-los para ou-
lros lugares, a dc-peito das providencias loma-
das.
He a raja mais damninlia, que eu conheru ,i dos
malditos agilas.
Nada mais ha, que morera menr.lo.
Saudc, e quanto he hora Ibo desejo por muitos, c
muilos anuos, a bem da patria e seu.
levanlou-se a seasSo.
Eu Manuel Fcrreira Arrioli, secrelarie a esrrevi.
liaran dcCipiharihc presidente.Oliveira.Reg.
Gamelro.Barato deAImeida.Mello.Reg cAI-
huqueique.
M>imnniiiiiiDo.
Therezna7 de dezembro.
A's \ horas da manhila do 1. do correule. ebegon
nesta cidade u Exm. Sr. comincndador Frederico de
, Almciila c Albuquerque. presidente desla provincia,
pessoal do e no da 2 assamlo as funcroes adniinislralitas : o
| aclo de sua pos-e foi milito cuncorrido, e a tropa
deu as providencias necessarias em
[ i ordem a quo seu successor logo que chegasse em Ca-
ro, um mendigo de lal sorte rhagado das pernas.qu,
rausava nojo ao posante. Felizmente temos que x,as' foss" Iransporlado n seu destino rom a rapidez
agradecer ao Sr. subdelegado de S. Jos a actvi.ladc e conimodo possivel, e preparou-se para recebc-lo
nasec!nco7'on.."sa.C''',feC'ja0d0aSIU d9 mmA^oi P o llei de tucari, hei de tucarl no meu biolo
ale lebari o diavo, que nanhe he da cunta de nan-
guem, que o meu biotau he tan con, que para tucari
ilou ninas tupradelas na minha curnelinhn. a
Sabe o leilor quera as-mi se exprimi quando leu
a nossa Pagina'! Foi o lal philurmonica das broa*
que lem eslado e-lcs das com o domo no couro, c
ja nilo contenta de herrar dentro de casa sabe para
a calrada.
S lia gallo al sabbado 1 Oh que falalidade
para o amigo Soares !...
A ponte nova esta inlran/ilatel a noite. por-
que lomarara por devoctlo poslar no principio, um
vullo que faz arripiar a quem por ella quer passar
depois das 10 horas da noile.
Ser a sima lo andador da Ordem Terceira '.'
Ou sera o enteado do X. M.... '.'
Ouern pode saber he a polica.
Consta-nos que entraran) por estas ras un.
recrulas viudos do serillo; una encangados cora gro
alio carcter ; mas S. Exc. o privou dessa sati.faeno
por causa do incommudo de sua senhora, entrando
de noite e sem ser esperado ; dignando-se, porm,
aceitar a bospedagem que lhe ollereceu seu digna
antecessor, a qnal foi superior aos recursos da
Ierra.
Ha 12 anuos que enlre nos cxisle o Exm. Sr. le-
ncnte-curonel Baldoino Jos Coellio, e sem ler aqu
familia e nem riqueza, lem sempre lido elevada po-
sirilo, sendo geralmenle estimado c respailado, o que
he devido smente ao seu mrito, a firmeza de seu
carcter, a sua iutelligencia o a fidelidade com que
se presta ao paiz, ainda mesmo com sacrificio de sua
saudc e inleresses.
No carcter de secretario da provincia, de leen,
e-coronel da guarda nacional c de simples parlicu-
sasalgemas de madeira oulros com cordas atada, r> lem 3- fc,c- "os dado exhuberanles provas de
aos bracos, iiqoclles com pesados giilbes ao pesco-1 suas boas qualidades, eque bem digno he das honras
ro ele, ele. Se assim foi, islo he,se nao [orara sen- que o governo he lem conferido, e da consideradlo
lenriados-deu-se um rrime. exponlaneainenle lhe tributamos.
O decreto de2lde iniiio de IS2I iiaholioexpressa- ,. ,.
mente o uso de griMiOes, correles c quaesquer fer- Acliava-se s.bxc. na corle tratando de sua laude,
ros inventados para marltrisareni a hiiinanidade, an, eao mesmo lempo dos destinos de sua familia,quan-
tes de senteura liual. A conlravenrao legaimente'do n governo imperial comprehendeu a necessidade
provada desta disposi^ao sera irreinissivclmcnle pu
nida com o perdiinento do einprego. e inhabilidad?
perpetua para oulro qualqucr em que naja jurisdi-
r.lo.)> A nossa constiiuicao de dala posterior. 11
delle regressar a provincia, alim de lomar conla da
admiiislracao, tislo que linha de relirar-se o presi
denle que ca eslava, e o nosso dislincto patricio Dr.
cao, ao que respond qae nao querendo pe.ieguirido de queixo a banda (he pena que; nt*
ninguem, de bom grado me preilaria a isso, urna vida do foro), omrenreN-MO* al a medula .toa m~
de dezembro de 182! assim se exprime no art. 17!l I Paranagua, nao podia vir lao rpidamente quanlo
819.Desde ja hcam abolidos os aroiles, as tortu- ____: ,, o_ .,,...., ... -. ..
ras, a marca de ferro quenle, e Inda- aslu-is penas cn"v,"ha-. hr- tMo""> recusou-se a islo, visto
crueis.Isto posto he claro que qualquer emprega- Hue conlinuava .lenle, e ainda mo linha leilo. a
do, que commctle urna violencia no excrcicio ilas bem de sua familia, quanlo desejava ; porm, na-
funecoes do seu emprego, quando usa de laes tor-
turas, acha-se. inciirso uo art. lij do cdigo cri-
minal, islo he, sugeito perda do einprego no grdo
maj'imn,de suspensao por tre< anuos no medio, c
por uin no mnimo, alem das mais em que incorrer
peld violencia.
Repiliuios que se foram recrulas e nao senten-
ciados, romo nos acabara de informar deu-so um
crime. e um criine com escndalo.
Se queieni impedir a fuga por laes meios he que-
rer evitar rom inaudita entoldada o que se pode
obstar com cuidado. Mal dos pai/.es civilisados que
transportara criminosos de una para outra cidade,
sem esse cortejo revnltanle de ferros o cordas.
Deltcra esses tormentes para quando renaseer a
idade dos feudos, u nao para a actual que he a po-
ca un nosso paiz emque vigora o stslcm.i constitu-
cional c mantenedor restricto da liberdade indivi-
dual, dom mais precioso da humanidade, que os
reprobes ferem e opprimem com sanli i, porque nao
se co locam na triste pOSieSo das victimas por elles
constituida*.
O Sr. subdelegado da Boa-Vista acabou bon-
lem com cm novo monopolio na Riheira pelo ar-
rematante. Havia este homcm suhsliluido a tal ti-
galla por urna ruia da misma forma.,a qual dava aos
malulos p 80 rs. da laxa. Como e com que sem ceremonia
se delapida o povo ? E qucixain-sc da nossa Pa-
gina, quando propugna"pelo bem oslar do poto !
lamben) a mulher fateira teve um prazo para
remover o seu eslabeloeimenlo de tripas para onde
a exhalarlo de lal intestino nao delrimcntassc a
saudc.
At amanh'fi.
PAGINA AVULSA.
Andei, dcsandei, e cm consriencia direi que peior
do que.fui,voltei c senatorianiklis.lie lanienta-
vel; mas espero unir-me aos meas collegas logra-
dos, e chorar com elles, pedindo a Dos, que nos li-
vre do cholera. Amen.
Enlrou no ahysmo do passado (se nao he nbysmo
chamc-lhe como quizer; o auno das deseraras de
I8>5, e Dos queira, que nao deixasse irmaos, co-
mo deitou a elle o de I8ji... Tem de oceupar
na historia urna pagina rubra tarjada de negro.
As devstame-, incendios, morle c desgranas do
Oriente, a guerra em que se eropenharaui as mais
poderosas naces do mundo e saas consequencias
abrigadas, a pesie que (em cenado em lodo o mun-
do, a par da suerraj mllhoes de victimas, e que,
finalmente, nos veio enclier de miserias c infelici-
dades, alrazar-nosna carreira brilhanle do engrau-
decmenlo cm quo marchavamo-, s.lo por sem du-
vda sullicientes a ornar a hiogr.iphia do finado an-
uo do ludo quauto he misler. para que os vindouros
o borrorisem.
Desapparcccn no dominio do nada es-e livro de
:i(i.i folbas, em cada Ulna das quaes se contara tan-
tas miserias, desgranas e lucios, quaulas lellras nel-
las se achavam cscripl: s.
O que de bom nos deu em compensarlo ao mal
que nos fez '.'
A civilisarao da Msala o a liberdadc Ja Tur-
qua,, que ficam regenerada, lavada em dous mares
de sansue...
A exposirao do Pars e as visitas reciprocas de
Napoleo e Victoria...
A coroa^.lo de Pedro V e o arrogando de lenles
entre a Inglaterra e a America luglezc, enlre a mai
e a digna lilha, eulrb a mestre e a dcil diso-
pla.
A expedirlo paraguaya, onde halmosos lories de
couros de boi com carero- de feljao.
A inauguradlo da estrada Pedro II, onde os dis-
tribuidores das (alias agiotaran) carao jadeos.
Os dilavi09,das leteias que lzerara mais inimigos
do que amigos.
Nao tem duvida, que a-sim como ha meninos que
s ouvem a palavra quando se Ibes zurzeeom as cor-
reas, u-sira tambera os cocheiros deixar.lo de pizar
o viandantes quando um gramar o anno do nasci-
mentn, ou as vanlacens do nina casa bem situada, c
arejada, como a de delenco. I
Um carro acaba de |>r em eslado deploravcl
os ps de um escravo do Sr. Saboia no Mondcgo|; nao
se pode dar cara do cocheiro, porque poz se ao lar-
go, e um pobre soldado de polica nao poderia sem
duvida acerapaiihar osdou.s que corriam.e o um, que
aiollava.
A polica anda cm indagarlo de quem he o carro,
e para descubrir n incgnita he procurar o numero,
v rulan farilliiuo be dar rom o melro no rhilindr.
Nos temos visto a- apostas dos cocheiros cm estra-
das, que mal cahem dous carros emparelbados, e en-
lao quem vem he preciso sallar para dentro dos mal-
los, frrir-se de espinhos, cahir ele, para evitar urna
morle rerla, e o mais singular he, que os que vo
dentro Silo os que instigan) essas corridas perigosas.
Nao lem nada ; um carro pizou um suscito '.' Pois
rorro, que o numero esta na trazeira, c nada mais
fcil para se saber donde he o fogoso cucheiro, que
nilo pode conler os fogosos cavallos.
A caverna de SlrOSI, ou o hairro do Rccife esla
gnnhaiido os foros do antigo Arrabal; ilepois de mcia
uoile lira enlreROe a merco dessa gcnlinha das ras
das Senziillas, porlo de Canoas, Fra de Porta-, ele.
c eulao ai do que se eucoulra com um magote des-es
bandidos !
D'ante* em algumas ras n.lo lao psquisilas daia-
vam OS ilislurbins para depois ile nwia noile, a^ora I?
ffontes... he logo a bnquinba das K horas, n'.e^mo.
mesmo.
No riia l:t na sempre c decantada na do Co-
dorniz, na taberna de um lal que lem boa-vista,
ajunlou-se ama nalrulha de liqeiros, que do noile
(dizem) vivera de sua- agencias, c de din Irabalham
na barca da escavarfio : ora iubor, sim, e daqui a
pouco, e dabi a instante, ai mea Dos I.i se vai lu-
do, tratase urna lula de Horarios a Coriacios, que
den cm resultado caberas quebrada-,braros partidos,
pernas fracturadas, e pela ra do Aniorim os gritos,
e os lamento- dos Icrldo- e massados.
Passadas largas horas, rhega una palrullia, iliri
je-se a venda, nao querem abrir,respinga de dentro,
respinga de fura, e um mi-iiinorio, que fez proczai
em cerlo da. quer reiniuar-'e, mas ahre-se a ta-
berna, e un dos mais complicados liuha-se evadido.
O nem um pessoal do corpo policial he a causa pri-
mordial de ledas eslas innocencias, porque nao ha
gonle, que cinpregue-se as rondas de ineia noile
para o dia.
Concia sinistio.Dcram 3 focadas1 mesmo (.en-
tro do Recite em um p dir iuglez -. nao so '.abe
porm quem, nem tm que ra, nem se morrora o
infeliz.
So (oramos romancista comporiamos alguma roma
a este respeilo.
Aquelle Rerife lem em si nina teia horrivel, que
s poder desda-la quem e-liver iniciado nps tene-
brosos myslerios de una noile no Recife.
Ha nesta bolla mundana
Tilo desvairados morlaes,
IJue nao Ih'imporlam penler-se,
Por ver perdidos os mais.
Esle mundo he assim mesmo, e quera quizer en-
direita-lu fica torio.
CMARA MUNICIPAL SO 3ECIFE.
SESS.VO EXTRAORDINARIA DE 19DE DEZEM-
BRO DE 1855.
Presidencia do Sr. Baro de Capibaribe.
Prsenle* O Srs. Reg e Albuquerque. Oliveira,
Garoeiro e Mello, fallando sem causa participada os
mais senbores, abrio-se a sessilo, c foi lida e appro-
vada a acta da antecedente.
Foi lido o -eguinle.
EXPEDIENTE.
Ura oflicio do fcAm. presidente da provincia, re-
metiendo approvadas provisoriamente as postura
que acamara lhe entino com oflicio de 10 le no-
vembro ultimo, n.90,sobre a limpeza publica n par-
ticular da cidade.Inleirada, e inaudou-sc publicar,
remeller copias aos li-cacs e ao einzenheiro cordea-
dor, delorminando-se e-le que al a primeira ses-
silo apresenlaase o orramenlo din lorreocs, que se
referem as mesmas postura.
Oulro do mesmo, autori-ando a -amara a alterar
a planta do Poro da Panella, na parle relativa ao
cargo da respectiva igreja ma'.riz.Inteirada. e man-
dou-se expedir ordem ao engenbeiro cordeador para
consignar a alleraco e conferir a cordearo requeri-
da por Angelo Custodio da Luz.
Oulro do Dr. rhefe de polica, remedido pelo
Exm. presidente da provincia, enviando as contas da
despeza feila pelo subdelesado da Irecuezia de S.
Jos, no edificio que foi acougue publico das Cinco
Ponas, com o sen asseio, limpeza o commodidades
para os mendicos que nelle se asilara, na importan-
cia de 633$i60 rs., alim de S. Exc. manda-la pagar.
Honderava o mesmo rhefe a necessidade da nomea-
c.lo do um individuo que permanera na albergara,
e se encarregue do seu governo e direcran para se
mo tornar a casa era verdadeira possilua, e propu-
nha para i-so a creacao de ura inspector de quarlei-
rao, estipendiado pela Ihesouraria provincial ou peta
cmara, cora a sratificacAo de 1008 rs,, que lhe pa-
reca rasoavel. Resolven-ae que se respondes-e n
S. Exc.que pareria a cmara qucsemelhante despe-
za nao devia ser paga pelos seus cofres, nao s por
mo estarem as ilbegariaa a cargo da inunicipalidade,
como por nao haver quola consignada para ese pa-
gamento ; e quando nao quizesse S. Exc. mandar
faze-lo pela Ihe-ouraria provincial, entenda a cma-
ra que a adminislrarao dos eslalieleciinenlns de rari-
dad era a mais compelenle para pagar. Que quan-
lo a segunda parle, rom quanto parecesse de necessi-
dade a nnmeacilo do inspector para a albergarla,
ainda que nao podesse a cmara crear empregados
e eslipendia-los sem aulorisacilo legal, todava tilo
sobrecarregadas se achavam as suas rendas de despe-
zas com ohjectos, lambem de ulilidade publica, que
bstanle oneroso seria supporl.irem mais esta.
Oulro do inspector do arsenal de marinha, repre-
sentando conlra a praca do assocar no largo do mes-
rao arsenal, dizendn que empata ella o Iran-ilo dos
maleriaes para os armazens de deposito e as obras.
lancias do governo e do Dr. Parauagu, e querendo
satisfazer ao sen amigo Dr. A. F. Pereira de Carva-
lbo, quecntao oceupava a presidencia e desejava re-
lirar-se para sua provincia, e em virtude das recum-
men Janes do governo, s a elle podia passar a ad-
minislrarao a oulro tice-presidenlefez o sacrificio
de vir quanlo a oles.
EraCaxias soube da infausta morle do presidente
Pereira doCarvalho.o que aguravoli os seus incmo-
dos de laude, de maueira que chegando nesla capi-
tal a 15 de agosto, s lhe foi possivel eulrar no ejer-
cicio de presidente no dia 10 de selemhro.
Acbou S. Exc. bem complicados os negocios ad-
ministrativos, porque os desgastes e molestias do Dr.
Pereira de Carvalho.que o pozeraA era eslado de opa-
lina ; a inexperiencia e nenhnma inlelligencia do
quarlo vice-presiJenle Ernesto Jos Baplisla lize-
ram cora que ludo viain muilos desgoslosos; os cofres eslavam exaus-
los ; as obras publicas, alm de dcfeiluosas, nilo
adianlavain, entretanto, que com ellas se ga-latam
sonimas con-ideraveis ; a a-semblea provincial, duas
ve/es adiada, deveria ser abarla a lempo de ultimar
seus trabalho no crrente anno ; o clinlera-morhiis
no Para e na Babia, amearava vir a Pamahiba, e
,, ,, nao lena elle rontinuado
Uoiras. desses lugares dirigiain-se presidencia as; lli
cmaras municipaes c o poto, pedindo providencias
no sciilido de impedir o ingresso do llagello, e de
-occorrer a pobreza no ca-o de ser por elle arcom-
raetlida. VMas e oulras cousas deteriora embararar
a oulro hornera que nfla fusse o Sr. Baldoino, que
alera de ler as qualidades que ja referimos lem
perleilo conliecimenlo do Pianh) e pralica adminis-
trativa. E, pois, sem arripiar carreira e. esquecen-
do-se dos teus interseo; particulares, empregou-so
exclusivamente no bem publico. Fez desapparecer
os desgoslos ; rechieou os cofres, mandando parar as
obras publicas, que era una burila pilanca que li-
tilia o achauboado Joo ludoro, mestre admiuislra-
ilor dellas ; fa/endo cessar imnierecidas gralificagOes
e os di-perdicns do hospitat,activando a arreca-
darlo da divida provincial ; abri a assembla no
1." de novembro, rcl-ilando-lhc clara o fielmente o
estado da provincia, c lazendo-lhe sentir suas mais
palpitante necessidade, cuja iniciativa compelia-
Ihe lomar ; deu as represenlages da Pamahiba e
Ocira- a considaracSe devida, e sem dispendio nem
sacrificio publico, providenciorj de tal birm.i, que
Iranquillisou e salisfez os habitantes daquclles lu-
gares. Alm disto, a indolencia do Dr. Pereira de
Carvallio c a ineplidilo do leiienlc-cor.incl rirnes-
lo, li/.eram com que muilas cousas por c.i esli-
vessem em aniioniali.t, como bem o cemtlerio, que
sendo entregue pelo etnpreiteiro dcs-a obra e ben-
zido em agosto do iiiio pa-sulo, ainda nao linha re-
gulnraent i,e por i-so,ludo all rorri i conformequeria
um sargculodiicorpude polici.i.a quem eslava entre
goe a chave deasa casa dos morios. O Sr. Baldoino
de nada so esqueceu, fez quauto lhe cumpria e
cabia em suas itlribairoes, drizando tmente jiara
sen successor a distiiliniraoila grara-. Nao fez nc-
nhiima nome.ic.lo e nem deu deniis-ao alguma, -alvo
aquellas reclamadas pela necessidade ou convenien-
cia publica, e islo mesmo fazia rom lauto lino e dia-
rrirao, que os demillili, e privados de gralifica-
re* imnierecidas, nai se qurixavarn.
Os pobres ne|lo encontraran), coran sempre, um
seguro amparo, os amigo a mesma ihaneza e jovia-
lidade, e os criminosos tun lerrivel perseguidor. As-
sim rezo Exm, Sr. lenenie-coronel Baldoino Jo-
Coelho, una Mediente administrarlo por lodos ap-
plaudiila ; e com i-ln se julga S. .\c. pago de lan-
os trabalho- o sai rilieios que lhe (rouxe a presiden-
cia do Pianhy, uo curio, porm calamitoso, periodo
de quasi !! mezes. A icpre-enlarilo provincial, em
leslemiinho de -eu reconhcciraenlo, oHereceo ura
baile ao Sr. Baldoino, e eu rae prevalejo da impren-
vez que bouvesse quem me garanlisse os respectivos
pagamentos.
Hoje, porem.diz o Sr. Eleuteiio rom Inda a boa ti
c siuceridade que o cararterisam, que fui eu que
delle sulicitei garanli-se e-la diviila, sena -oMrinbrar
que tenho em meu puder carias suas das qnaos he
fcil inferir ocunlrariu, accrescendo nao ser mui nii-
lural ir ninguem solicitar de ura terceiro lhe garanta
o que oulro lhe deva.
Cerlo de minha boas dispo-ires, apresenlou-me
depois o Sr. Flleulerio um papel de Iralo em dupl-
cala para as-ignar, mas como enlcndessc eu que me
era extremamente prejudiral, neguei-mc a faze-lo.
Por esse papel, que ja e acba uo dominio do pu-
blico, obrigava-se o Sr. Klcuterio a garanlir-me o
pagamento mensal de ViaOOO reis, que seu rmao
rom elleronvencionara fazer para solucio da quan-
lia de que me era devedor, com a condicao porem
de conliniiar cu a fornecer ao mesmo os meus hilhe-
tes c cautelas para vender.
"rile se declara lambem de modo positivo e ter-
minante que a garantid do Sr. Eleulerio s suib-
sisliria em quanto eu farneeesse a ''anoj billietes
para seren cemlidos, c togb que o deixasse de fazer,
ficaria sem ef/eito.
V-se pola claramente que a Iroco de garaulir-me
o pagamento mensal de 563000 reis, queria o Sr.
Eleulerio que eu. sem garant* alguma, forneces-e a
seu ii ni'. > os meus bilheles e cautelas para vender
na importancia talvez de 5009000, hOO-snOO reis, oo
me-in i 1:0003000 re-, mi me merecendo elle nen-
bumeonecito, alleiiloo m.io comporlanieulo queja
para contigo baria lido.
Supponhamos que Sanios se apropriava oulra vez
a importancia do- bilheles que Ih fossem forneci-
dos, poderia eu continuar cora elle em scmelhanle
negociacao'.' Certo que au, e qual seria a coase-
quencia dessa cessarao de minha parle '! Cessar tam-
bera a garanta do Sr. Eleulerio e licar eu mais pre-
judcado que danto ; poli me acharia no desembol-
so demsito maiur quanlia.
Seria grande imprudencia e al loucura ler cu
obrado de oulro modo.
O proprio sr. Eleulerio, nao podenJo negar a ra-
zao que me assistia para nao querer continuar a for-
necer bilheles c cautelas a seu irmao sem fiador id-
neo, que pela importancia dos mesmos re-pondesse,
offereceu-se-me para eucarregar-se de veud-los sub
sua responsabilidade, ao que promplamenie annui,
visto nada me constar em seu desabono.
Foi emo que, resolvidas todas a- difliculdades,
se effecluou acomposiro internada pelo Sr. Eleule-
rio mandan.lo-llie eu logo grande numero de bilhe-
les para vender, sem que livesse disso ncnhum do-
cumento e mesmo anda antes de ter recebido a<
lellras da divida de Santo-, como ludo se t de suas
cartas de I0cl2 de julbo do anno passado, que
existem em meu poder, lao bom couceilo fazia eu
delle !
Na primeira dessas cartas o Sr. Eleulerio convi-
dando-me para comparecer em casado Sr. Viegas a
tratar de cerlo- negocios, exprime-se da maneira se-
guinle :
Nesla uccasiilo lhc darei o recibo dos bilheles
qu oSr. fez o favor mandar boje. Far lambem o
'avor trazer o importe de toda conta que meu mano
|hc deve.
Na segunda, fazendn-mc igual convite para outra
casa, exprime-se assim :
(i Eu tambera la estou para entregar as lellras c
odiuheiro de alguns bilheles que jase vendern).
Nao se limilou a isso o meu procedmento para
cora o Sr. Eleulerio, querendo faciltlar-lhe o meio
de satisfazer a quanlia mensal a que se obrigara pa-
ra comigo, encarreguei-o de numerar as niinhas
cautelas, pagando-lhc esse trabalho na razao de
IjOOO reis o milheiro ; trabalho que lem feilo c
continua a fazer, como mostra a caria junta escrita
por elle a20 do mez passado, islo he,12 dias apenas
anterior adata de sua correspondencia.
Esquecido de ludo isso. diz o Sr. Eleulerio que me
assiguara as lellras na supposirao de ser ea um lio-
mem de hem, mas que infelizmente fnra por mim
engaado, pois na occasiao de ferhar-sc o contrato,
a penas me vi com as lctlras assiguadas, ueguei-me
a assignar as condices do mesuio, e de raeu arbi-
tm com quebra de minba apregoada probid?de, .in-
ui |iiilei as bases da garaula em que se elle ba-
seava para nao sofirer com o pagamento de laes lel-
f "Quem ha ah que'creia o que diz o Sr. Eleulerio?
Quem n.lo v que se tal fora o meu procedimento
Iralar comigo, receben-
do nao s cautelas para numerar sanio tambera para
vender'!
Qual seria o engaado, senborc- redactores, o Sr.
Eleulerio assignaiidn-me lellras para garantir a di-
vida de seu irra.lo, dando-lhe eu as minha- cautela.
para numerar e vender, nu eu que nflo s me ardo
ainda no desembolso de qna< toda essa divida, senao
tambem no de perto de 700>HOO reis com que se fi-
cara o Sr. Eleulerio nao ubslanlc toda sua boa f e
sinceriilade.
Exislem em meu puder 22 lellras de diftorenles
quantias a-signadas pelo Sr. Eleulerio importando
todas en tls 6909030, urna-ja vencidas e oulras
por vencer, variando seus prazos de I a 36 mezes
que provam cabalmente oque acabo de dizer.
Em quanlo dei ao Sr. Eleulerio as miaba caute-
las para veiuler, fui sempre por elle tratado rom lo-
do o acalaraenio, mas cemu enlcnli que lijo detia
continuar por mais lempo a as-ira fazer, visto o
atrazo em que se achava, pois imitando o. exemplo
de seu bom irmao. dispozera lambem daquillo que
nSo lhe perlcncia, sou agora um tratante, um ve-
Ihaco !
O que porera mais espanta, he a sem ceremonia
com queoSr. Eleulerio quer que nao sejam lidas
sos, que nao he o esereviuhador de lanas intaatias
e saudices, segando disse o I elho Pcrnambucnm.
entretanto a npiuiao publica esla pronunciada con-
tra elle, que a cida soso mais *> cnmpr*mellr.
como tenho ouvido aflirmar a pessoas da mais te-
conhecidn boa-fc, Certameote o Sr. Iloztno. tm
quer dar-se em espectculo, o que be mais etrava-
vel, oa quer divertir-se costa da gaata denla boa
Ierra; pois lalvez neu. esiarmo em alera poiz,
qae elle queira (Mtitoar coa sats luze*. o smIo as
ignorem estes manejos j lio sedieaa da imprensa
poltica. Oulro oflicio, mea Dr., por ah na* ar-
ranja nada, aprseme r., ,omento.os, IWne-
5a-nos provas robu-i.-, q-er Mr ma%tj^^ pt_
ra o qae he demais n*car. pMr OBtt. !,,,.,
e nao esse mote.iico e fofo, trlludo por Sasc.
Parecc-me qae ningnem e.t, no caso de jurar SaM
palavra do Sr. Hze*do, para o qa lhe nao desea-
.10 tilalos, quando diz nao rabiatar p.ir] /.ihtrtl
par nao ser poltico, e nem ler tme* frtltatrf;
por isso he que mais admira, tanta ouis quanlo ca-
sas prclenres naufragaran nos cachapa, 4 aaa*
maneira- ^rosseiras e insolentes, qae alienan do ai
qualquer st rapalhia, carne podem dizer os a,e rMn
elle tem lido algama retaca*.
OSr. Rozendoem sua correspondencia tai avett-
lurou urna verJadc, que ha o taculo na* et da feu-
dalismo porque se fosaa nlu injariava. nn disans
fazer todas as segundas-feirat, a primeira aalorida-
de da provincia, que lhe devia merecer saai een-
sideracao, e nao reprcenlava o triste papel de Ju-
das II, tocando em quem vola o Hateados ua sais
completo c solemne desprezo pelo sen proeedimen-
lo, qae agora nao quero baplisar.
Com a impressKo desta, 8r. redactare, mutio
obrigaro ao sea constante e assiduo leilor,
X.
S. C. 1 de Janeiro de I85K.
Penhoradn pelos obsequios e ptimo Irataateo-
to que recebi do Illra. Sr. commandanlo vine-
ror de Nazarelh Jos Francisco Lopes laau oj.
posso deixar de IriboUr os meas -rriilrcimcnaj a
a sua Exm" familia, qoe me fez a honra ,1, tratar
com toda civilisarao e delicadeza.
Passei ama Tests de prazeres no engenta do Sr.
coronel Lima, pois nilo s hoove um esplendido
preparo da fesla, cono tambem litemos boa nw-
ca e ajuntamenle de pessoas, que me afano eaa te-
as comraanieado, cojos oontes deixo de racncianu,
por nao me fazer mui exienso.
Acommunicarao .1,. Sr. |.inl, |,e moj ajjajajjfjassjjV
dell.i colhe-se moralidade c senlimenla de oa ver-
dadeiro liberal e patriota, a sua afabilidade be iaa-
raensa, o seu genio he o mais dcil a pradenle pos-
sivel. Passamlo um mezem casa do Se. Lima, nan-
ea o vi irado conlra mesmo qualquer laasoU: des-
culpe-me o Sr. coronel se com estas patarras Hen-
il a sua mode-la; S. S. sabe o qnanle son avern
ao vil insenso de adulacao, e qoe naa pretendo do
S-S. mais qoe amizade; faco-lhe juslira axiai fil-
iando.
Digne- mais profunda saudade, envi meas nleiisi e des-
pedidas, desejando-lhc vida prolongada para aaaior
feliciuade de sua chara familia, a completa prazer
de .seus amigos.
O Sr. coronel lera sempre a sua dispesiris a ira-
co presumo deste seu amigo sincero,
Padre Joaqun da Cuxha I aculeunli.
Srs. redactores.Peqneno mas imprtanle ser-
viro far-me-ha Vmc. dando publicidad- em sea la-
minoso Diario a allocucao joota, proferida pele msi-
lo erudito padre Joio do Raen Uoara digno rean-
te do collegioS. l'elroisto por oecasiaa do
cerramenlo no mesmo, dos (rabalbas cotasliCM.
O meu Juca tendo ferias, leve de retirar-se da
capital, ainda que sauJoso pelo ptimo Iraelamealn
-. affaWtidade com que fora acolhido no referido cl-
Icgio c apreciando o bem elaboradodiscarsade
seu professor a loda a prova jovial jolaou acertado
munir-se de uraa copia delle para me apresenlar ;
as-ir, que concordando eu com as idea do anea pe-
corrucho, offercro-o a Vine, para ase digae-se in-
serir os sublimes peusamentos desse l'aranibaaja ia-
tegerrirao, e que lauta honra faz a provincia qae e
vio i ascer, c bem assim a aqaelle qaa o
ii.. n comando emiire o integro preceptor de
cttaiii yuca com a adhosao e respeilo do
Decrepito Campos.
ALLOCUCAO RECITADA Nl COLLEGIO S.
PEDRO NO DA DAS FERIAS A 27 DE
NOVEMBRO DE 1855.
A nos-a reunan, -euliure-, eu direi melbar a so-
lemnidade prsenle manifesla in enlliasiauao ; este
enthusia-ino inculca ura regosijo ; e-te rigosije deve
sem duvida ser lilho desse sentimenlos nebes o ele-
vados, que acorapanham a lodo homcm maulada
lellras, ancioso do saber, e de aspira roes rabliami-
mas.
Sim, senbores, um motivo, que deve eteitar aes-
timulo de lodos aquella que freqaenUm as escalas,
ura motivo nobre a elevado nosfaz reaair baje na
aranhado recinto desla classa, o de festejar-mo a asa
em que temos terminado o nosso anno lectiva, a d-
coiigralulanno-no> pelo facto de verme cara
nosso- trabalho- scolasltcos com ventajosas
cessos.
Solemoisemos pois, o dia de nossa ferias.
nem por isso que estas hoje cumocam, conve
pender as nossas fadigas Iliterarias.
Nao, senhores, uodevera cessar os nostos radas*-
relativos a aperfeicoar o que rom lana diflicaldaac
haverao adquerido, para nao deixar limbam asqae-
Ma.
por verdadeiras as lellras que me assignou, somen-|cer aqai" metmo' CUJ 'n nos deve ser tonto
te porque ncllas se diz dinheiro recebido, tendo sido ""'* 1l'rerilvel I""1"" 'boriosa nos ai a sao ae-
soa importancia proveniente de biihetes que eu cera 'lul5,40-
Se a vida do homein em geral est em eeattoaa,
Maudon-sc responder que a cmara niiu descubra os sa, para, relatando li/lmenlo os artos de S. F\r..
inconvenientes aponlados para deixar de eonlinoar
a praca era dito lugar, e que rompelindo na munici-
palidades cscolher e designar lugares para semelhan-
(e misler e vellar na plicia das ras, ante de re-
solver a mesma cmara a mudanca da praca, reflec-
lira no que ia fazer.
Oulro do li-cat do Rccife. informando acerca da
prctcnrlo de Francisco de Panla Fuueira de Saboia,
que requereu para fechar o berro da ra da Cruz,
que pa-s.i junio a casa de -ua residencia na mesma
ra n. 18, alim de evitar que nelle se lanrcm lixos
e Inmondicie.Denegon se a bronca por ronservar
a pnula
fa/er--e
evitar.
Oulro do mesmo. informando ser etaclo ler Ma-
me! Alves liuerra vendido ao ronsul americano
dar-lhe os meus puros acradecimonlos romo
Pt iiibyi use amigo de sua provincia.
(>:i)iriv.lHMI)t'llClf:"'
Srs. redactare'.Arabo de ler correspondencia
do Sr. .loie Fileuterio de Azevedn que Vmc-. puhli-
carain em -eu Diario de boje, e rom quauto e-leja
plaoemente convencido de q->e as injurias de-se lin-
da cidade o referido hceco, e ser possivel i inem em nada prejudicam o rredilo de que felizmen-
nelle, denois de fechado, oque se quer Le gozo nesta praca, nem o bom coneeito qu tenho
sabido merecer aiiu de nacionaes como de eslran-
geiro-, In-laviii para que o publico aprenda a iles-
a Santos para vender.
Nao enlrare em dtscnssSO com o Sr. Eleaterio a
e-le respeilo, visto ser elle lilo grande juriseonsullc-
e ler lana lic:lo do nosso mdigo commercial, direj
somcule que quem se vale de taes sublilezas para
e-quivar-se an ciiniprimeulo de ohrigares contra-
hidas, nan merece era nenhuma parle do mundo a
menor con-ideracao, antes da-se-lhc una qnahfi-
cae,ln feia c deshonrosa que nao rae allrevo a deter-
minar.
O Sr. Eleulerio assigna as lctlras era questao de
sua mui livre voutade, lendo-as cm seu puder anu-
de me as entregar, como se v do trecho de sua car-
la de 12 de julbo cima transcripto, paga prompta-
raenta as duas primeiras que se vencem. di dinhei-
ro por cotila da terceira depois de vencida e pro-
testada, desculna--e era sua caria de 20 do passado
por nao poder dar-me nenhuiii dinheiro mais, visto
ter de pagar conti.s bailante atrasadas, prometien-
do faze-lo no correnle mez, e somante agora he que
acha que essas lellras nilo silo verdadeiras !|
Pergunla o Sr. Eleulerio porque razan nao se de-
clarou n.is ledras, como quer o legislador, a verda-
deira origera da divida, u verdadeiro valor forneci.
do que innocencia '. Sr. Eleaterio, nao se decla-
ren mis ledras a verdadeira origen da divida, o va-
lor forneciJo, |ior que ijso seria mui desairse a seu
irmiln ; era vez de dizer-se que a importancia del-
seu carro. Inleirada, c mandou-so
collada respectiva.
Outro da commissilo de hygicne, remedido pelo
Exm. presidente da provincia, para a cmara provi-
denciar, dizondo ler verlicado qne Jo-e Antonio de
Suu/a Quairoz lem na roa do Rangel, n. 35, um de-
pusiln de porro-, no berro denominado de Mauoel
Caelailo, nuda os mala qiielidiaiianienle, do que re-
-ulia rtbalaco de miasmas, em consequoncia das la-
mas que ah -e encnnlram. e pedindo bnuve-e S.
lar haixu na j confiar daqueilet qne ncsle mundo se acobevliur luj-
iincrilamenlc com a capa da prahitlade. como diz o
' mesmu Sr. Eleulerio, alardeando boa fe e siuceri-
dade, dar-me-hei a.i Irahalhu de rcsponder-lhe, cer-
lo de que consciuirci muslrar que he delle c nao de
mim que se peder dizer com razio que viudo fc-
. ca-- laa saldo tosqur.ido.
Cuslumando cu dar a Joaquim dos Sanios A/eve-
lula-,-om lu.lo quanto o rodeia a do heaneai qae se
dedica as ledras consiste em urna perene flaclaacao
no immenso e profundis-iino mar scientific.
O saber, -enhnrcs, he ilimillado : a ciencia*
como suscepliveit de aperfeicoamenlo a eaaaoira da
gata que quanto mais vea mais se eleva, cessaea de
da cm da o espirito humano em altara cada vea
mais incomensuraveis.
O liomem. senbores, he como a Ierra : reniada
em si ludo quanlo be necessari. para prehtncher sea
fim, e lornar-se fcil ao nosao usas, brnla e incal-
a n.io faz brotar de si mais qae cardo a abrelh* ;
deixai porem qae o arado a recode, qr-: a asia a
cullive, que o violen! suor a regu a qae a emealt
fecunda, nella se derrame, a t eren caberla de viro-
sas 'seuras, de mimosas flores, qoe cchenlo a lodos
de alegra tem de satisfazer as sua esperanza.
Tal he o liomem. senbores : Enrcqiut iSo de ex-
cedentes e necessarias faeoldades, a fsnar a desea-
vnlvimenlo, e applicara.i necessaria, embrutecas, e
era perfeila obscaridade, elle cen.lilue-se qadfera
indmita, destruidor do seu -cmedanle, iaalil a si,
c a -ocied nle. ao passo que ileenvolvendo-e a aper-
fcicoando-se, seus costume se adoran, eleva-*e Oo
da cm dia a verdades sublimes, e parece I
malcras scientificas nt limite- do espirito hua
Ah senhores, que erin rancar-me ea prsvar a
las provinha de bilheles cntela queeu lhe dera excellencia do o|,deiiai-me exprimir rosa omgran-
do Jnior, irmao de Sr. Eleaterio, bilbetei
!s- das loleria da provincia para vender,
vez de entregar-ule, como lhe enmpria, tm
e ranie-
ilic em
a a iiu-
Fixc. ile providenciar para qua ces-e seiiielhaule
abu-o.Mandoo-seonvir noli-cal respectivo.
Oulro do mesmo dirigida direclani(*nle o cmara,
remetiendo um oflicio por copia, rom data de 10 do
correule, de Joo Alliauazio Bolelho. anda sobre a I poriancla dos meamos, ileixou-se licar rnm parle
quesillo da- batatas rainhasnbejarando o mesmoBn- della. dipondo como se fora ?eu daquillo que a ou-
Iclho lhe lercm informado que o fiscal do S. Jos f- |. I,f.r|c.lll-,.
ra quem nrohibira a venda dellas.A mesma reso- ... ,, ,.,
\ac;,o. Nao estando resolvido a perder 1:120-3 res, que a
Oulro do administrador da eosapanhia eejearrega- lano monlava a quanlia com qne Sanios se ficara,
da da limpeza da cidade, etpondo o servicu feilo de esgolados o-meio-brandos, dclerminei recorrer aos
10 i 15 do crrenle.Oue se nublica-se. ,, i___A- a- i?. ,
, i __i;,. : < i Cgaes, o (iue saben lo o Sr. Eleulerio, ou por seu
Enlriiudo em disrns-no a interinaran ilo ,-nlvngailii I i~
sobro a prelencilo de Jos Francisco do Reso Barro, ,mul proprio ou a pedido do irmo, deu-se pressa
arrematante de i canos de esgolo em diversos luga- I em procurar-mu aura de propor-mt una composi-
para vender e com cujo produelo elle se ficara. jnl-
gamos lodos que era mais -imples e mais corren-
le di/.er-se que provinha de dinheiro recebido.
Gensentindo em tal, jolgoei fazer um favor ao
Sr. Eleulerio, eulrelanto ssu mesmo agora lhe ser-
ve para querer negar-se a cumprir u que comigo
tratara, e al para arru-ar-me, triste cousa he ter
creor de quem tem tanta boa f' e siuceridade !
Certo da justica dosnossos honradomagistrados,
e-p-'ro que os subterfugios do Sr. Elcuteiiu au pe-
garan e nem lerio o resudado que elle e-pera.
Com a publicarn deslas losc-s linha, as ultimas
que a este respeilo Ihes rntio, muilo ohsequirao,
senhores redactores, ao seu constante Icilur e as-ig-
II.Hile.
Recite 10 de Janeiro de isii.
Salustinunde Aquino Icrreira.
Srs. redactores.Faca mais um servido a esla liu-
inanidadc, conti le pelascenl IrombeasdeteaUo lido
Diario os povosdo Oriente ao Occidente, do norte -i
sul, para lerem a coriespondeucia mpressa era -cu
n. In, de 12 du crrenle, que em respasla n do / t-
tho Perntinibucanu inaiiilou publicar o medico mi-
litar, Dr. Ro:endo Aprigio Pereira Cuimaraes, na
qual procura esfori;ar-se a provar, que nao lem si-
do o autor da segunda-feira do chroni'la do Libe-
ral Pernambucano; realmente o humen) deixou lu-
de mador, se quizesse lon;atnente dis-crlar sata a
ulilidade da .ciencia.
He e-le um Iheorema, que di-pen-a lemnr,lra-
.;",->. Esejpudei aquilatar a amenidaste e data-
ras iuaeparavei da vida do himem scieatiDos ; se
podis ataliar do que de acradavel, e aprativel <>fle-
reecm as sciencia-, haveis de reeonhrcer dentro esa
VOS mesmos, ne-se pouco leiApo em qae freqaealaas
a- arles e sciencias, aquelle e-timulne fenlimentos
deleitosos, que sem inspirar applicaroe lao vanla-
jO-as.
As-im, senliore-, cnc lando a mai importante car-
reira, dedicados a investigar os arcanos da rieaci.
empenha>flvs a rolher as flores que vecejam nos jar-
dn- Iliterario-, v- allintirei- ao fim, a qoe se diri-
gem os esbirros darollegioS. Pedro.
Esle eslabclccimenlo se n.lo acha ainda no pe qae
he de desojar ; porque romo se sabe ha infelizaseale
e seante um nao -ei que, qua retarda o deseavalvi-
mciilo ilas melaures in-iilui(<"ie, que a acanita ases-
ino, e restringa sua fecundidade, se as n.v ealereli-
a cnnqdetamenle; mas relativamente a sea fraa-tos '
se n.lo temos cou-eguidn anda modo, temo todava
ohlido algama coas ; e islo hasta para qne na fe-
lictenlo.
Prosesui por Linio, em uraa 1.1o brilhanle carreira,
em una carreira que 'em feilo tanto e lie respej.
lavis sabios, que foram, a honra espaula e
f
T
r*
ana*



DIARIO GE rIMftRBOCO QUIRTft PIRA 16 01 JINEIRQ SE 1856
t>
C8o d sea seculo, e cujos uomes eternos la. se acham
debaixo da guarda dos lempos e das idades.
Nada, senhores, vos deve fazer arrefeccr : nesle
acanhado eslabelecimenlo, nesle cnllegio instituido
de poaco, que como lado qae se aclia em cometo,
nao pode offetecer grandes porpurei.es e recursos,
acharis todava algn cousa que possa satisfazer
ao menos em parle a vossa vida curiosidade.
Sdt pois pressorosos embuscar nVlle [os princi-
pios da in9trocc.8o % sabedoria, lembrados porem de
que, para chegardes ao vosso fm indispensaves se
tornam anidaos Irabalhos, e constantes lucubraces
e fadigas.
Passando agora, senhores, a dizor-vos um adeos
saudoso, forca he lambem assegurar-vos que mudo
roo desvaliera por ler sido vosso preceptor, vosso mos-
tr ; e retirando-vis ao mo de vossse familias, arei-
lat o meus sinceros votos de cordial adlicsilo c esl-
ina, certos do que vos d?stjb lano ver-vos cobertos
de gloria quanlo vos recommendo o preceilo de Ho-
racio Vocurua trsale manu, trsale diurna.
Nao convom, senhores, inlerromper vossa carreira,
e se diapostos a frecuentar as ciencias prelcnderdes
vollar para o anno viWouro a elle eslabelecimenlo,
aqu me achiris om a* mesoias disposiees, e sem-
pre prestes a concorrer para o vosso engranderimen-
lo e reuorae ; porque he para mim taiilo niaior glo-
ria, quanlo maior e mais elevado for o gran de ins-
Iruccao, a que cono discpulos meus, por ventura
postis allingir.
Vlete.
de modo qae faz honra a cirurgia, que conta nelle
um de un mais habis operadores.
Oueiram, pois, os Srs. rs. Pinto e Jos de Almei.
da Soares de Urna Bastos, director a administrarlo
do Hospital Portuguez, nao s ncsla qualidade, como
especialmenle na de medico assistenle, aceitar o pro-
testo do profundo reconhecimento que tanto me ha
peuhorado, reconhecimento que abrange igualmente
a administrar-Jo e todos os empregados do hospital,
certos de que jamis me furtarei dar um publico
teslemunho da asislencia que se me ha dado.
Dignem-se, Srs. redactores, inserir em sea con-
ceiluado jornal estas poucas linhas.
Recita 12 de Janeiro de 1856.
lose Paulo de Carratlio.
Sariefcnh
Prata.Palacoos brasileiros.
Pesos columnarios.
mejicanos. .
alfandeia.
Itendimento dodia 1 a 11. .
dem do dia 15a
25'HKI
25000
.5860
iri:i:Oil.;V,.,
:U:I12;0N2
22ti:te9i27
Uetearregam^hojtu; te aneirn.
Itrigue suecoSuperiortabeado.
Barca inglesapirtt oflhe Timesbacalho,
Brigue ingle/.Blaek l'riitre mereadoriai.
Polaca baapanholal'romntavinho.
Barca americanaililtetolaforraba de trigo.
Barca inglezaRosarloferro em barra.
Barca portuguesaSanta Cruzmercaduras.
, -aI.nsi.I.AhO tiBKAL.
Bendimeutn d" da 1 a ti .... .2:I20;207
dem do dia 15....... 7:t38alKt
Srs. redactores.Como lia quem qncira desmen-
tir as noticias que a illuslrada redacc,ao do seu con-
ceituado Jornal dera na Pagina Avulsa, acerca das
solturas de presos coni tentativa de mortc, oflereco
considerarlo publica os documentos meucio-
uados.
Muilo obrigar com este favor ao seu constante
leiloi
Joo Alhanazio Boielho.
Illm. Sr. administrador da casa de delencao.--
Diz Joa > Alhanazio Boielho, que a bem de seu di-
rcito se lite faz preciso que V. S. mande lar-lhe por
certidao oseguinte :
1. Em que dia foi presa Thereza Mara de Jess,
e o tbeor da parte com que foi recolhida c a ordem
dequem :
2. Se foi enterregada pela subdelegaba de S. An-
tonio duraute a prisao :
3. Sa foi posta em liberdade) e por ordem de
qoem.
Pede a V. S. assim o mande.E R. M.Joao
Alhanazio Botelho.
Passe. Casa de delencao 9 de Janeiro de 1856.
O ajudaale, Coila Monleiro.
Candido Theodoro Bodrigues Piulo, escrivao da
casa de detengo, por nomeacSa do lllm. Sr. Dr.
chefe de polica da proviucia de Pernambuco ele.
Cerlitico que reveudo o archivo desla casa, encon-
tr! no liTro qanze, fallas 325, o asseutn da sup-
pticaute, u qual he da forma e (lieor scguinle :
Thereza Mara de Jess, parda, soltelra, natural
dos Afogados, recolhida em 27 de dezembro tle
1855, por ordem do subdelegado de Santo Antonio,
por ferimentos, condUzda pelo proprio subdelega-
do. Por ordem do mesino subdelegado de Santo
Antonio foi posta em liberdade em i de Janeiro de
1856.
Nada mais .se conlinha nein declarava em dito as-
senlo, que eu escrivao no)prucipio|Jesta declarado e
abaixo assignado, bem Jiel e verdaderamente ex-
trahi o seu conleudo ua preseule certidao do pro-
prio livro e tullas citadas a que me reporto, e esta
vai sera cousa algoma que diivida faca, por mim
sobscripla e assignada nesla casa de .letene,,lo, aus 9'
das do mez dejannjro do anuo do Nascimenlo de
Nosso Seuhor Jess Chrislo le 1,s")ii. 31. da inde-
peudeucia e du imperio do Brasil.
Em f de verdade silbscrevi e asignei; o escrivao.
Candido Theodoro Rodrigues Pinto.
Illm. Sr. administrador da casa de detenerlo.
Diz Joao Alhanazio Boielho, que a bem de seu di-
reilo se Ihe faz preciso que V. S. mande dar-llie por
certidao n seguate :
1. Em que da foi preso Joio Jos Ferreira Gui-
maraes, e iheor da parte com que foi recolhido,
e a ordem de quem :
. 2. Se foi interrogado pela subdelegacia de Sanio
Antonio durante a prsao ; >
i. Se foi posto em libeedade e por ordVm de
quem.
Pede a V. S. assim o mande.E H. M.
Alhanazio Botelho.
Passe. Casa de detenerlo 9 de Janeiro de Ioju -
O ajudanle, Coso Monleiro.
Caudido Theodoro Rodrigues Pinto, escrivao da
casa de delencao, por nomeac.au do Illm. Sr. Dr.
chefe de policia da provincia de Pernambuco etc.
Certifico, que revendo o archivo desta casa, en-
contr! no livro quinze, Tullas 268 o assenlb do sup-
piieanle, o qual he do Iheor seguinte :
Joao Jos ferreira. branco, solleiro, natural de
Portugal, com oliicio de charuteiro, recolhido em i
de novembro de 18.15 por ordem do subdelegado de
Santo Antonio, por leiilatira de marte, aso de faca
de pona, resistencia da.pciso e espancamanlo.
Por ordem do mesmo subdelegado de Santo Anto-
nio, foi posto em hberdade em 30 do mesmo mez e
anno.
Nada mais se conlinha ncm declarava em dito as-
sento, que eu escrivao no principio desta declarado e
abaiio assignado bem, lie! c verdaderamente exlra-
lii o seu cuuteu.lo ua presente i-cili ia.i do proprio
livro e folhas citadas, a que rae reporto, e esta vai
em cousa alguma que duvida faja, por mim subs-
cripta e assignada nesta casa de delencao da cidade
do Recite, capital de Pernambuco, aos 9 das do
mez de Janeiro do anuo do Nascimenlo de Nosso
Senhor Jess Chrislo de t85(, 3t. da independen-
cia e do imperio do Brasil. Subscrevi e assignei,
em f de verdade ; o escrivao, Candido Theo-
doro Rodrigues Pinto.
Illm. Sr. administrador da casa de delencao.
Diz Joao Alhanazio Botelho, que a bem de seu di-
reitose ihe faz preciso que V. 5. rr.ande dar-lhe por
certidao o seguinte :
1. Em que dia foi preso Vespatiano de Lucas
Brando e o theor da parle com que fui recolhido, c
a ordem de quem :
2. Se foi interrogado pela subdelegacia de Sanio
Antonio dorante prisao :
3. Se foi poslo em liberdade e por ordem de
quem. -*
Pede a V. S. assim o mande.E R. M.Joo
Alhanazio Botelho.
Passe.Casa de delencao 9 de Janeiro de 1856.
O ajudanle, Costa Monleiro.
Candido Theodoro Rodrigues Pinto, escrivao da
casa de delencao, por n.uncin..i do Illm. Sr. Dr.
chefe da polica da provincia de Pernambuco, etc.
Cerlitico, que revendo o archivo desla casa, en-
conlre no livro quinze, fallas 318 o assento do sup-
plicanle, o qual he du Iheor seguinte :
Vespaziano Lucas Je Brando, pardo, solleiro, na-
tural do Rccic, bolieiro, recolhido por ordem do
subdelegado de Santo Antonio, por haver dado com
um chicote em um menor, i ponto de o cortar. Por
ordem do mesmo subdelegado de Santo Antonio foi
posto em liberdade em 28 de dezembro do anno
de 1855.
Declaro em temp q0 o preso infra foi rtcolhido
era 20 de dezembro do mesmo anno.
Nada mais se continlia nem declarava cm dito as-
seols.que eu escrivAo|em principio desla declarado e
abano assignado bem, fiel e verdaderamente ex-
trahf o sea conteudo na presente certidao do pro-
prio livro, a que me reporto, e esta vai na verdade
sem cousa alguma que duvida faca, por mim subs-
cripta e assignada nesla casa de detengo, aos 9 dias
do mez de Janeiro do anuo do Nascimenlo de Nosso
Seubor JessChristo de IK56, 31." da independen-
cia e do imperio do Brasil. Subscrevi e assignei,
em fe de verdade ; o escrivao, Candido Theodo-
ro Rodrigues Pinto.
UM VOTO DE CII ATI DA(L
Srt. redactores.>&o posso adatar no peilo o sen-
tmenlo de gratjdao de que me ardo possuido, nao sii
para coma adaaiuislrarao do Hospital Portuguez,
como lambem para com o Sr. Dr. Jos francisco
Pinlo Guimaraes: i primeira pelo Iralamcnto verda-
deramente evanglico que dei recebido durante o
lempo da enfermidade que me levou a pedir o ausi-
lio do mesmo hospital, pelos promptos soccorro que
se me ha administrado e pela solicitude piedosa de
que hei recebido as mais evidentes demonstracoes ;
ao segundo pela pericia, zeln e delicadeza de que
ojou na melindrosa operarao qae soffrt, portando-se
Ha' um ser que he cidadao de lodos os paizes, que
viaja ineessinlemeiite, que lie mais sublil do que o
ar, e mais Huido do que a agua, que tudn desloca, e
a ludo subslitue, que he mudo e falla todas as lin-
guns, que he o mais eloqneute de todos os oradores ; [ jd'JJ,',' ,
que acaba com lodos os luinullos e conteudas, que
suscita e nutre ludas as goerraa e lodos os processos,
que disperta todas as coragens, e provoca todas as
cobardas, que penetra tintos os mares, destrue to-
das as brreme, e nio quer demorar-sc em parte
alguma, que aprotima todas as distancias geogra-
phiras e alarga todas as distancias inoraes, que esla-
dellece lodas as desigualdades soelaes e que as fai
desapparecer ; que impera sobre ludas as industrias,
que traz o repouso, e qae faz perder o someto qae he
o poder da lyranniaea garanta da independencia,
que he desprezado pela virtude sem que ella o possa
dispensar, que possuindo so prodaz orgalha e que
BlO e pudendo adquirir lica-se liuinilhadu, que he
desaforado, imperioso, impudente, bemfazejo c ca-
ridosn.que he o melhor dOl amigos c o mais perigo-
so dos inimigus que he o melhor e mais funesto de
lodos os conselheiros, que reduz a pii o patrimonio
do prodigo, e ajuda ao homem econmico a aug-
mentar sua fortuna, que he innocente em si mesmo
fl que corrompe a innocencia, qne provoca lodos os-
crimes.que protege todos os vicios e allaca todas as
virtudes, que he emlim o objeclodo culto universal.
As Dicta* os individuos disputam entre s a sua
posse evclimva, nao obstante ser elle seo mutuo, e
necessario interprete. Elle procura todos os pra-
zeres c favorece a lodas as sociedades, serve com
igual zelo aos caprichos e as neressidades, aos gus-
tos, e as patloM, d leitee brinque.los a infancia, e
lio o leile c brinquedo da velhice, leva o pao a boc-
ea do paralitico, e o punhal a m;lo do assasino : he
surdo para o pobre qoe o implora c se precipita pa-
ra o rico que o prostilue ; faz ludos os casameutos
e devide todas as familias.
Sua ndole he correr iiicessanlcincute. Servo
proprio para ludo, mas vagabundo se elle entra em
vossa casa lie para sahir; se porta v o encerraes,
elle para nada pode servir, tica donnindo : lenJe
cuidado, que elle volte porque sabe ludo fazere tem
a virtude de realisar lodas as emprezas. Queris
pao, litas, commendas, ttulos, honras, e mesmo ab-
solviles t dirigi-vos a elle. Conliecednr das fa-
bricas e dos armazens, elle possue as chaves de to,
dos. Sois dbil ou bem constituido, nao importa-
elle fari de vqs um Crasso ou um 1ro. Sois Raci-
ne, ou Cuvier, Larochefoucaull, ou o judeu Samuel,
nao impurla, e|je vos abrir us pavilhes de Marlv.
Sois mai de llaxarlnl, ou de Villars, de Isaac, ou
de t'c-iiii, nao importa, elle vos Tara duqueza.
Elle he indispensavel, sem a sua ,-issislencia os
reis e os principes, as altas senhoras, e lodos os no-
bres e poderosos seriara obrigados a fazerem com
suas proprias inaos os seus calsados ; a desforme
Harina ficaria solleira ; Boavard seria servente e
Rndolphg homem de prohidade. Em ludo elle he
o bem e he o mal. Elle faz queiuiar Copenhague,
e edificar Sao Petersbourg. Elle lio inerte, e serve
de motor universal ; he inanimado eau mesmo lem-
po he e alma do mundo.
Em na omnipotencia elle quer dar a saude, en-
ra Ilypocrates ; quer desafiar a mortc, levanta as
pyramides, porem em vBo. Elle seria a Divindade,
nao obstante nascer do lodo, si.... Mas, de qoem
fallo eu J Uuem he esse pule 19o poderoso e conlra-
dilorio, lao necessario e fatal ? O dinheiro que na
lingua econmica tambera se chama numerario.
Dufresuc Saint Len.
i9:25H.-::'.!:l
UI VERSAS PROVINCIAS.
Keinlimenlodo da I a 14 ....
!>* *
2:5978776
669169
2:6639915
DESPACHOS DE EM'OKIAI.AO PF.I.V MEA
DO CONStlA DO DESTA CIDADE M> DIA
1") DE JANEIRO DE tS.ti.
LisboaBarca portugoeza Tejo, Amorim Irmaos
i\ Companhia, itl pipas agurdente.
Liverpoolliarea ingleza Ploaling Clodn, Manuel
Joaquim Paraso, I96saccasal0joda*o*
FalmoutliBrigue sueco (Diadema, Me. Calmont
t& tjompaiihia, l!UI saceos assoear hranco.
''' I '',,,oaBrigue portuguez Experiencian. Amorim
Irmaos iy Companhia. 172 volumes assucar hran-
co e 1110 ditos mase i vado.
Gibrallar Brigue hanibiirgue/. eOlioda, N. O.
lieber & t'ouipanliia. I,3IHI saceos assucar branco.
liba de S. Miguel Patacho portuguez iiAllredn,
l-'onsec.i Medeiros \ Companhia, 17 sarcos idem.
ValiaraizoBarca porlaguesa nEliza llaidsn, Jo-
hnstou Paler \ Companhia, 1,500 saceos idem.
FalmouthBarca ingleza Oueen of Ihe lunes",
e brigue Sarao, James Ryder & Companhia,
2,350 saceos assucar mascivado.
LiverpoolBrizne ingle/. Tow of Liverpool*, Jo
hnslon Palor A Companhia, 1,078 saceos dem.
'iibrali iiBrigue sardo id'asso guel-lempo Eneas,
Schramm Whalely iV Companhia, 1,50o saceos
idem.
Tilia de S. MiguelPatacho portugaez .Alfredo,
Viscondede Loires, 20 saceos dem.
LiverpoolBarca inginaKloaling Cloud, Johns-
tou l'aler iS Companhia, idem.
MarselhaBarca franceza La Franco*, Viuva A-
inorim j| Eilho. 500 saceos assucar branco, e 100
masca vado.
Exportacao .
Rio de Janeiro, brigue hrasilrdro Adnlpho, de
212 toneladas, conduzio o scguinle : SO pipas es-
pirito, n caixntes velas de carnauba, 1 cailSo es-
panadores, 1,9-10 saceos cun 9673 arrobas di. assu-
car. 89 saccas cora 476 arrobas e 3 libras de algodKo.
Marselha, hura francesa cJules, de 29N 1......1 <-
das, conduzio o seguinte :,030 saceos com 20,150
arrobas de assucar.
Buenos-Ayres. patacho dinamai-quez Auna Ce-
Ibarina, de 1 : loneladas, conduzio o seguinle :
1,000 barricas e 70 barriquinhas cora 7/.I97 arrobas
e 31 libras de assucar. *
KKCEHEDOItIA DB RENDAS WTBRNAS H-
RABS DE PERNAMBUCO.
Kendimenlodo dia 1 a II 8:5014603
dem do dia 15........ 0522806
'.1:1 Vl-ll
CONSULADO PROVINCIAL.
Hendiinento dodia I a IS 45:I3W36
Idem do dia 15....... ir.il.ijtiiS
i9:650936i
J.'i DlMllltlirO 0i> l.HMTi>.
f$nbicac0e& a i? t- b i r> o.
Elcicao dosjuizes, cscrives e mordomos, que por
devoto bao de festejar a nossa Mai Santissiina
Inmaculada cm sua Conceicao, padrneira eflicaz
do imperio do Brasil, em sua igreja dos militares
desfa cidade no futuro anou de IS56.
/Mis.
O iiossu irinSo lllm. Sr. Jos Antonio de Araujo.
Juiz/ts.
A nossa rasga Em. Sra. D. Emilia Libanw dejl.e-
mos Bastos, mulher do no-so irmo lllm. Sr. 'Jos
Tcixeira Bastos.
A E%ia. Sra. I). Maria Alfonso Moreira, RMm! do
fallecido [lisa. Sr. Jo Alfonso Moreira. (
c?torit A Exma. Sra. D. Mana Luiza Goncalves da Silva
sanios, mulher do lllm. Sr. Antonio l.uiz siok.
Sanios.
A nossa irmaa Exma. Sra. D. Alexandrina Rila do
Costa, muljier do nosso irmao lllm. Sr. 1'rancisCo
Goncalves da Costa.
Mordomas.
A Exma. Sra. I). Maria Bernardina de Gusicao Co-
elbo, mulher do nosso irmao Exm. Sr. raarechal
commandante das armas Jos Juaqaim Coelho.
A Exma. Sra. D. Antonia Vieira da Cunda, mulher
do nosso irmao Illm. Sr. majur M .noel do Nasci-
menlo da Costa Monleiro.
rV Exma. Sra. D. Francisca Izahel de t'iguciredo
Cruz, mulher du lllm. Sr. Joao I ernandes da
Ciuz.
\ Exma. Sra. D. Isabel Joaquina de Flgueiredo
Ueise Silva, mulher do nosso irmo tllm. Sr. Dr.
Alevn.Ii e Bel nal.lino dos Reis c Silva.
A Exma. Sra. 1). Joaquina de Barros Torreau, mu-
lher do lllm. Sr. Benlo Jos femandes Barros.
A Exma, Sra. D. Carlota Emilia \a\ici Carneiro da
Cunha, mulher do lllm. Sr. Joao Xavier Carneiro
da Cunda.
A Exma. Sra. I). Candida Jozephina de Oliveira
I enseca, mulher do lllm. Sr. Dr. Joaquim Jos
da Fonscca.
A Exma. Sra. D. Alexandrina de .Miranda Seve Le-
al, mulher do lllm. Sr. Jos Comes Leal.
A Exma. Sra. II. Joaquina Easlaquia de Araujo Oli-
veira, mulher do lllm. Sr. Francisco Gomes de
Oliveira.
A Exma. Sra. I). Maria Candida Virios, mulher do
nosso irmao lllm. Sr. Manoel l.uiz Virios.
A Exma. Sra. D. Francisca ScuhorinhaVIe Oliveira
Santos, mulher do nosso irmao lllm. Sr. Jos da
Cruz Sanios.
A Exma. Sr. D. Rozalina E-lme- Altes, filh? do
Illm. Sr. Miguel Esleves Alvos.
A Exma. Sra. Maria Joaquina de Mello Silva,
viuva do finado posso irmo lllm. Sr. Ignacio
Francisco da Silva.
E todas as mais pessoas que consagrara especial
devoc.au a Conceicao de Maria.
Consistorio da irraaudade de Nossa Sendora da
Conceicao dos militares, 16 de ilezemdro de 1855.
.Manoel Fernandes da Cruz, vicc-prcsidenle.Pa-
dre Joao Jos da Costa Ribeiio, pro-paroclio.
.i'nrins sonidos no dia 15.
Rio de JaneiroBrigue brasileiro Adolpho, capi-
lao Manoel Pereira de Sa. carga assucar, algoddo
e mais gneros. Passageiro, llenault e 2 Qlhos.
Em conimis-aoVapor brasileiro de guerra lc-
berihe. rominaiiilanlc o capitao-lcncnte Jos Ma-
ria Rodrigues.
gfettoeft
Miualerio dos negocios da justica.Itio de Janeiro
12 de Janeiro de I85i.
S. M. o Imperador liouve por bem dencuar a de-
portacao, que Vmc. solicita para os subditos purlu-
gnezes,Mariano Antonio e Jos Jacinlho l'avares.por
oflicios de 30 de selembro do auno pastado c 2 de
janeir.j rorrele, pela raz,1o de ser o primeiro de
conducta desregrada, e que apezar de ter acabado de
cumprir a pena de um anno de pristo simples, a que
foi condemnado pelo crime de rerim-nlos, continua
a prnlicar desacatos, leudo aimla lia punco tentado
assassinar a um inspector de quarleian ; e o segun-
do dado embriaguez, j processado por diversos de-
udos, e actualmente preso na cadeia desla capital ;
porquanto nao convm empregar este nieio ordina-
riamente e pelas razes que Vine, indica, sanio em
casos extraordinarios e por motivos de ordem publi-
ca, ou que podem nflecta-la.
Dos guarde a Vmc. JotiThomaz Sabuco de
Araujo. Sr. desemhargador chefe de policia da
corte.
O fiscal da (cgui'zia de Santo Aiiliiiiio.de novo
avisa a todos os donos de eslalielcciineulos de piulas
abertas dequalquer nalurexa qnasejam, sacrisles
de igrejas etc., que alm da obrigaco <|uo leein de
fazer varrer al as sift- horas da manliaa as testadas
dosousestabeleeimeutos < oflicnas, sao lambem obr-
gados a irrigaren! denota da varredara, as aseamai
testadas, conforme di-pera o arl. '2 esetis ^j da pos-
tura addicioual de 20 de novembro de 1855. E. por
que nao obstante o edital da cmara municipal desta
cidade, e o que j publicaran! os liscnes desla cida-
de, continu o misino estado, scientiliea que era laes
disposices se acham riimpredeiulidos us que nao as
observarem e soltrerfio as penas|deerelada pelo ci-
tado artigo, l-'iscalisaeao da fregoexiede Santo An-
tonio rio Recite 12 de jaueirode IS.it>.O fiscal, Ma-
noel Joaquim da SiUa Riliciro.
Oflscal da freguezia deSaiilnAnlnnio. avisa a to-
dos os propriolarios da referida freguez a que-, na
couforiiiidade do art. t da postura addicioual de 20
de novembro de 1855, lera ola dala mareado o
pra/o de 15 da-*, conforme determina o Oitado arti-
go para seren exleriormente ciadas ou (Volada- as'
casas habitada-., que por ventura se acharem dene-
gridas, e que fui lo o mencionado prazo sahir de
corrida, e os que assim nao hnuvprctn cumprido fara'
lavrar terrac/da infraceo, para a multa de I0Q rs.,
decretada pelo lopracilailo artigo. Oque faz publico
para que jamis nppareca ignorancia. FiscalisaeSo
da freguezia de Santo Antonio 12de jaueirode 1S56.
0 fiscal, Manuel Joaquim aa Sili-a Ribeiro.
O Dr. Anselmo Francisco Perelli, comendador da
imperial ordem da Roza, e j-.iiz de direilu especial
do commercio desla cidade do Recifc por S. M.
I.C. ele.
Fajo saber ans que a presente caria vircm cm co-
mo Manoel Joaquim Soares me fez a peticao do tbe-
or seguinte :
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz de direilo privativo do
commercio.Diz Manoel Joaquim Soares morador
nesta penca, rjue quer protestar para conservaeao e
ressalva de seus direitos e interrupcao da prescrip-
cao quinquenal contra o seu devedor Manoel Joa-
quim Pereira Lobo, que llie de devedor da quantia
de 220?, por titulo.,- alera dos juros,-cojo devedor se
aeda ausente era parle nao sabida, pelo que vem o
supplicanlc requercr a V. Exc. se digne mandar la-
vrar o respectivo termo, depois do qual seja admit-
idlo a provar dita ausencia, que provada e julgada
seja o mesmo citado por caita de edictos na forma
da le ; pede a V. Ele. dcfcrimenlo, E R. M.
Manoel Joaquim Soares.
Tomc-se por termo o protesto do supplicanlc, o
qual ji'-tificara a ausencia do supplicado.Mangui-
nd 28de dezembro de 1855.Perelli.
Aos 29 de dezembro de 1855 nesta cidade do Re-
cite de Pernambuco cm meu escrplorio veio .Manoel
Joaquim Soares, e peraute mim c as leslcmiiiilias
abaixo assiguadas disse que prutestava pelo conleu-
do em sua peticao, que fazia parle de prsenle ter-
mo para o fin na uiesina requerido, e de como assim
o disse o protestou, assignou com as teslemunlias o
prsenle termo.Eu Mutimiano Francisco D-uarte
escrivao privativo dojuizo commercial o esrrcvi.
Manuel Joaquim Soares.Antonio da Silva Ramos.
Leopoldo Ferreira Martius Ridciro.
E mais se nao contiulia era dila pelicao c trra0
aqu ludo copiado. E leudo o siipplicnite produ-
zido suas t'slemunhas, oscndo-nie os aillos conclu-
sos nuiles dei a senlenca do llicur seguinte :
Julgo pruvada a ausencia do juslilicado em lugar
nao sabido, c mando que Ihe s-ja intimado o pro-
testo constante do termo de lis. 2 verso por caria de
edietaa que se pastara rom o prazo ile 10 dias e cus-
las.Recife 2> de dezembro do IK.V. Anselmo
Francisco Perelli.
E mais se nao conlinha em dila enicnca aqui co-
piada, era virtude da qual mandn escrivao que
esta subscreveu passar a presente eom o praso de 30
dias, pela qual e seu theor se chama, intima, e hei
por intimado ao supplicado declarado na peticao su-
pra de lodo o conleudo na mcsina c termo de pro-
testo aqui ludo copiado.
<>/i>mmn-rio.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 2S 1|2 d. por l.
Paris. 318 rs. por f,
u Lisboa. 92por Ion.
Rio de Janeiro, ao par.
Acces do Banco, 'rii 0|0 de premio.
Acues da Companhia de Jleberihe. 515000
Acues da companhia Perinimliurana ao par.
Utilidadc Publica, :IO por ceulo de pteinio.
Indemnisadora.seut vendas.
Disconto de leltras, de 12 a 15 por |0.
METAES.
Ouro.Oncas despanhula....... 29J000
Moedas de b>iiiu velhas ..... 16000
o 65100 novas L O^KKI
49000. I. 95000
Pelo que lod.i e qaalquer pessoa prenles ou ami-1 snbscraveu m(ndou passar a
gos do supplicado o pdenlo fazer scienle do que '. ,,r,,z ,ic ;j,) ,|as, pelo quai r
cima Dea esposto, e o porteo dojuizo aflUarn c
publicar a presento nos lugares do costume, e sera
pudlirada pela imprensa.
Dada e paseada nestn cidade do Recita aos 31 do
dezembro de 1853.Eu aumiano Francisco Du-
arte esciivo privativo do jni/.o coinmereial a subs_
crevi.Anselmo francisco Perelli
O Dr. Anselmo Francisco Perelli, commendador da
imperial ordem da Rosa c juiz. de direilo especial
do commercio desla cidade do Recife de Pernam-
buco e seu lerino. por S. M. i. e C o Sr. D. Pe-
dro II, a quem Dos guarde, etc.
Faco saber aos que a prsenle carta viren) em ro-
mo Domingos Jos Dias de Oliveira me fez a peticao
do theor seguinte :
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz de direilo Jo commercio.
Diz Domingos Jos Dias de Oliveira, que leudo
em sea poder diversos ttulos de crditos, quer fazer
intimar aos devedores ausentes e de residencias in-
certas o seu prnleslo judicial por meio de edictos, e
aos moradores nesta cidade, requer qae sejam inti-
mados por mandado para que nao corra contra o
supplicanle a prescripcao que correra em favor dos
devedores constantes ta relac.lo junta, ludo segundo
o determinado pelo 3 do arl. 153 do cdigo com-
mercial. Pede a V. Exc. se digne assim Ihe deferir.
E R M.Joaquim Ignacio Comes, procurador.
Nada mais se continha nein nutra cousa se decla-
rava era dita peticao aqui trans ripia, na qual dei e
profer o despacho do llieor. forma c niaueira se-
guinte :
Tome-sc por termo o pwitcslo do supplicanle, o
sendo o mesmo prole-do intimado aos devedores pr-
senles, jusliliquc-se a ausencia des uniros. Recifc
20 de dezembro de 1855.Perelli.
Nada mais se conlinha nein nutra coosa se dcrlara-
vaetn dito despacho aqui transcripto, era virlude
do qual o escrivao deste jaizo lavrou o termo de pro-
testo ilo Iheor rurma c niaueira seguinte :
Aos 21 de dezembro de 1855, nesla cidade do Re-
cife de Pernambuco em meu escrplorio veto Joa-
quim limo...icio Gomes, procurador bstanlo de
Domingos Jos Dias de Oliveira, c peranle mim ft as
lestemunbas abazo assiguadas, disse que por parle
de sen constituidle prutestava pelo conleudo em sua
peticao retro, que fazia parte d i presente termo tia-
ra o fun na mesma requerido ; e de romo aasim o
disse e protestou assigUOU cura as leslemiinhas o
presente termo. Eu Maxiiniauo Francisco Duarle,
escrivao privativo do juizo commercial o escrevi.
Joaquim Inuocencio Gomes. Manoel dos Saulo*
Azevedo.Antonio da Silva Ramos.
Nada mais se continua, ncni outra cousa se decla-
rava em dilo termo de protesto aqui transcripto, de-
pois do qual s-i va as relaces dos devedores ausen-
tes que he do llieor, forma c maueira seguinte :
Relacgo das dividas perlrurentes ao casal de Domin-
gos Jos Dias de Oliveira por lelias, obrigaces c
conlas de livro.
Por letra Manoel Jos Serpa 2318KHO, illcra Fran-
cisco Cnvalcaiili de Alliuqoerque 3155486, idem An-
tonio Maria de Almida Leal 5-3I0, dem Ceder
Curmi & l'.. 5319100, por obrigaeao Jos da Silva
Braga 2003, conta de livro Francisco Jacinlho Pe-
reira, hoje os seus berdeiros, ISO>260. idem Joao
Manoel de Barros Wanderley 1199900, idem Jos
Carlos Teixeira 111/840, idem Antonio Gomes Pes-
soa 1749730, dem l.uiz Rodrigues Selle 1255810.
idem Antonio de Souza Reis 703?50, .dem Joa-
quim Jos Rehollo 123980, idem Jos Francisco Ri-
beiro de Souza II9O4O, dem Jlo Verissimo 49480,
dem Francisco de Macedo 479200.
It'lacao das dividas perlenceutes ao casal de Jos
/.icarias de Carvalho, que furain adjudicadas a
Domingos Jos Dias de Oliveira.
Conta de livro Antonio I 'lumia/ Borges da Fonse-
CB 559, dem Francisco da Cosa Braga II3, idem
l'.o'nerlo da Cruz 499840, idem Jos da Silva Braga
t I0J7IS, dem Joaquim Carneiro Machado ROS 285,
idem Francisco Pereira da Cosa 513500, dem Mi-
guel Pereira Heraldos 1429010, idem Antonio de
Souza Reis, boje seus berdeiros 2I5UO, idem Victo-
rino Augusto Borges 505769, idem Joaquim Doroin-
gues de Souza 79180, idem Joaquim Jos de Santa
Auna IO986O, idem Gaspar da Silva Loyo 3i-3, idem
Antonio Ferreira Bastos 36.3!60, dem Manoel Joa-
quim Pedro da Cosa 109640, idem Antonio Jos
Pinlo da Silva 1299190, idem Francisco Gonetlvea
da Cosa 15S0, idera Joao Maya 33810, dem Anto-
nio l.uiz da Silva 3196*00, idem lleurique Marques
da Silva 65.320, idem Joaquim de Carvalho Moura
183360, por letra* l.uiz Jos de Sampain 3189, mais
perlenceutes ao calal de Domingos Jos Dias de Oli-
veira, por val l.uiz Jos de Sampaio 8009, atm "
mesmo conla de livro 1249480,Domingos Jos Dias
de Oliveira.
Nada mais se continha nem nutra cousa se decla-
rava era dita relaeo de cuntas dos devedores alsen-
les aqui transcripta ; e leudo o fuppltcanle preda"
tillo suas lestemunlias sllalos os aulus 'siiliiram a
ronclusao enellesdei c proferi a senlenca do tde^r,
forma e maueira seguinte:
Julgo provada a ausencia dos justificados cm luga-
res nao sabidos, e mando que para o lim menciona-
do na peliro de fl. 2, sejam citados per edictos, pas-
sando-se a respectiva carta cun o prazo de 10 dias e
eustas. Manguind 31 de dezembro de 1855. An-
selmo Francisco Perelli.
Nada mais se eonlinda nem outra cousa alguma se
declarava em dila senlenca aqu bem e fielinenle
transcripta, em virtude da qual o escrivao que esta
Subscreveu mandn passar a presente caria com o
praso de 30 das, pela qual e seu llieor se cliaina, in-
tima c dei por intimados aos ditos supplicadosalsen-
les cima declarados de lodo o couteinlo ua peticao
e lernu de protesto cima transcripto.
Pelo que toda equaquer pessoa, prenles ou ami"
gos dos ditos supplicados os poderao fazer seientes
doque cima fica exposto, e o porlciro do juizo afli-
xara a presente caria nos-lugares do eo-lume e ser
publicada pela imprensa.
liada o passada ncsla cidade do Recife de Pernam-
buco nos 7 de Janeiro de 1856. Eu Mnximiann Fran-
cisco Duarle, escrivao privativo do juizo commercial,
a subscrevi.
Anselmo Franciseo Perriii.
O Dr. Anselmo Francisco Perelli, commendador da
imperial ordem da Rosa e juiz especial do com-
mercio desta cidade do Recife de Pernaiiidiico,
por S. M. 1. e C. o r. I). Pedro II a quem Dos
guarde, etc.
Faco saber aos que a presente carta viren cm co-
ran Francisco Bnlcldo de Audrade me fez a pelic.i
do Iheor seguinte :
lllm. c Exm. Sr. Dr. juiz do commercio. Diz
Francisco Boielho de Audrade que o padre Vicente
Ferreira do llego, ausente desla provincia. Ihe he
devedor de 2123 proveniente do conlas de livro, de
que V. Exc. mando lomar por termo o seu protesto
qne for, para que seja inlerrompida a prescripcao na
forma do arl. 753 do cdigo commercial, mandando
que seja o devedor citado por cilicios, visto nao lia
ve delle noticia certa, portanlo P. a V. Exc, lllm.
e E-.iii. Sr. Dr. juiz do commercio assim Ihe defira.
E II. Me. Francisco Botelho de Andrade.
Nada mais se eonlinda em dita peticao na qual dej
o despacho do Iheor seguinle:
To-inc-se por termo o protesto do supplicanle e
justifique esle a ausencia do supplicado. Recife 6 de
dezembro de 1855-Perelli.
Nada mais se eonlinda cm dilodesparlio aqui Irans-
criptu, era virtude do qual o escrivao lavrou o Icrmo
de protesto do (licor seguinle :
Aos 7 re dezembro de 1855, ncsla cidade do Reci-
fe .le Pernambuco em meu escriptoiio veio Francis-
co Botelho de Audrade, e perante mim e as tesle-
uiiinhas abaixo assiguadas disse que proleslava pelo
coiillieudo em sua peticao retro contra o supplicado
padre Vicente Ferreira do Reg, declarado na dila
pelie ao para o lira pella requerida, c de como assim
o disse e protestou assignou com as leslcniinlias o
prsenle*termo. Ivi Mazimiano Francisco Duarte,
escrivao privativo dfl jdizo commercial o escrevi.
Francisco llolelho de Andrade. Estanislao Pereira
de Oliveira.Leopoldo Ferreira Martius Ribeiro.
Na!a mais so continha em dilo (crmd'de protesto
aqui transcripto, em virtude do que leudo o sii|ii|i-
cantc produzido as suas lesleiniiiihas, e suhindo o
autos a conclnsao dei e profer a entone,1 do Ihe-.i
seguinte :
Mosirando-^e da justiflcacAo de il. :i a II. \ verso
que o padre Vicente Ferreira do lleg se acha au-
senta em lugar nao sabido, mando que para o lim
declarado na pelieo de fl. 2, seja cilado por edictos
psssando-se a respectiva caria com o prazo de 30
das e eustas. Recite 22 de dezembro de 1855.An-
sel-no Francisco Perelli.
Nula uiais se continha era dte senlenca aqui
liansrripla, em virluJe la qual o escrivao que osla
presente caris com o
eu llieor se chaina,
intima0 hei por nlimado o devedor cima declara-
do e de lodo o coutiieudo na pelicao e lermo de pro-
testo cima transcripto, pelo que luda c qualquer
pessoa, parantes ou amigos do dilo supplicado os pu-
lieran fazer scienle do que cima lira ezposlo e o
porleiro do juizo afinara' a prsenle nos lugares do
costme e sera' puble-ada pela imprensa.
Da la e passada ne-la cidade do Recife de Per-
nambuco aos 2 de jaueiro de 1856. Eu Mazimiano
rraucisco Duarte. escrivao privativo dojuizo coin-
mereial, o subscrevi.
Anselmo Francisco Perelli.
O fiscal da freguezia de San Jos, avisa a lo.los
os pioprielarlos da referida freguezia que, na con-
formidade do arl. 1 da postura addicioual de 20 de
novemdro de 1855, lem nesla daia marcado o prazo
de 15 dias, para serem caa as e pintadas as casas
daditadas, que necessitarem disso, e que (nulo o pra-
zo serao multados em 1O900O rs. de couformidade
com o mesmo artigo. O fiscal, Joao Jos de Mo-
raes.
.i i'C
lm"c>eis.
Correio g-eral.
A barca Ipojura recebe a mala para o Rio de
Janeiro hoje (16) asO horas da mauliaa.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Manco de Pernarrbuco sacca a vista
sobic o do Brasil no Rio le Janeiro. Ban-
co do Pernambuco > de dezembro de
1855.O secretario da direccao. J010
Medeiros l\v
I jiiucio le Alecten-os llego.
O banco de Pernambuco toma dinbei-
ro ;: juros, de conformidade com os seus
estatutos. Banco de Pernamlitico '\ de
novcmiiro ile
|(. 1855Joao I
'naci le
Medeiro.s llego, secretario da direcco.
Enivirtii |o do aviso da reparlican de marraba
de 27 de nnveiiibrn ltimamente findo, refenndo-se
elle o oliicio do Kxin. Sr. presidente com data de
21 do mea sobsequenle, o lllm. Sr. inspector manda
fazer publico que contraa um contra-raestre de
calafates para o arsenal de mariidia du Para', com
qualqnei individuo que apre-enle-se-llie, leudo as
necessarias habililacfles.
Secretaria da iuspcrefln do arsenal de maiinha de
Pernambuco era 7 de Janeiro de 1856. O secreta-
rio, Alexandre Rodrigues dos Alijos.
O lllm. Sr regedor interino do gvmnasio provin
cial manda declarar qne ns compendios adoptados
bonita figura, perlencenles a rele ida massa : 1er-
ca-feira, 22 do correle, as 10 horas em ponto, na
supradila toja.
O agente Rorja faro leililo em seu armasem,
ua ra do Collegiu n. 15. sexla-cira, 18 do rorre-
le, as 10 doras da manhaa, de ura grande ec .mplelo
-01 lmenlo de obras de raarcneiria novas e usadas,
e outros muilos objectos etc., que se acharan paten-
tes no mesmo, bem comu una excedente mnbilia e
diversos objectos para casa de familia, perlencenles
a urna | essoa que se retira para fra da provincia,
os quaes se vendero sem limile de precu algum. ao
11.ci" lia era punto.
H-.rruca ii Caslro fazern leilo, por jnlerveii-
cao du agente Oliveira, de un grande snrlifienln de
fazendas inglezas e l'rancezas de algodao, liuliu, laa
e seda, lodas proprias deslc mercado, e recentcmeii-
le despachadas : 110 dia quarla-feira, 16 do crrenle,
pelas lo horas da manhaa, no seu armazem da ra
da Cadeia do Recife n, 1.
! ddos a 2:0OOJ. Arh i-se cnn.tiluiila a commiasa* de
Joao keller c\: Companhia, fsrO leilo por in- esmolastls lr-guezia de S. l.ourenc\ cmopnsla dits
tervencao do agenle Oliveira. e por conla ri-ro de lllms. Srs. coronel Jos Peres Campellu Ibrsoisrn-
quem pertencer, em presenca dos lllms. Srs. ron- ro), Dr. Fillppe C.arn-iro de Ohnd t.ampello e vi-
sul da l-'ranea e de llamburao, 011 de seus chancelle- gario josc Ibiefoi:,o Rmlrigucs da Silva D. 'i.-. Esta
res, de I., n. 340, uina caixa conleudo 621 1|2 du- commissao participa a sociedade qoe uaquclla fre-
zias de lencoa de cassa eslampados, e de JKSH n. 63 guezia lem qnati geralmrnle entre o pVivo de-en-
uma dita conleudo id corles ale vestidos de ram- volvido-so diarrdea rom dures pelo venir e vmitos
draiu. leudo estas fazendas sido avariadas a bordo do '
navio franrez. fiama e Valhilde. capilAo llou.lel.
durante sua rerenle viasem procedente do Havre
com destino a esle porto : sexta-feira, 18 do cor-
rente, as 10 doras da mandila, no sen armazem, ra
da Cruz do Recife.
_ O abaixo assignado, escrivao da irmandade do
Sendor Rom Jess das Dores em S. 1 ioncalo do luir-
lo da Roa-Vista, faz scienle aos devotos da milacro-
sa iniagem do Senhor Rom Jess dos Pobres AiTlie-
tus e ao publicu em geral, que a mesa recedora re>
solveu ]..nenie,ir (.cl.i -exonda vez no da 22 de fe-
vereiro i vista dos liis solemnissima prorissse ta
mesmo Senhor com aquella pompa, txpleoor e
magnificencia que o inesmu aclo requer, e qne sea
duvida a mesa raialiais contando, como de otjlras
vezes, 'rom a valiosa prolecrao de om publico Ua c-
Ido.lovo ; assim como que na primeira quvnla-feira
da quaresma principiaro os sermes de penitencia,
sendo u orador o reverendo padre nmire pregador
da capella imperial Jlo tlapiIran. ,]e Mendoor^a.
Consistorio 15 de Janeiro de IK5t>.
C. S. Miranda (.nulo.
Sociedade Ifomeopatliica Bcnelicentc.
Aos esfnreos das cnminisses de esmolas de Ipm-
juca j inonla a sudscrirAo para soccorro dos desva-
lidos a 2:IKK).
ilefronte da arcada da alfandega.
%m ^it>rrgo^
II i-I.." & Lentos, tarto leilo por inlcrven;ao
do agenle Oliveira, de urna porcao de caixas de
niassas, viudas ltimamente de Cenova, e de porrao
de figos em raixas e cciras, chegados pelo ultimo na-
vio de Malaga; quinla-feira, 17 do correnle, ao meio
pelo professor da lingua allenia du mesmo gvmna- <"a em Pnlo, no armazem do Sr. Antnniu Aunes,
m liefri.i.lo .1 -.......I, ,l .. i......I ...
sio sao ns segrales:
liraminalica allemila de iries.
Collccc/io de pecas de diltcrcoles autores allemaes
para Iraduzir de Ermler.
Diccionario franrez allcmao e alientan fraucez
de Tliiliaul.
Auguslo Slober colleccjto de pecas allemAas
segunda parle.
Secrclaria do gjmnasio provincial de Pernamduco
7 de Janeiro de 1856.O secrelario. Antonio da As-
sumpeo Cabral.
0 lllm. Sr. ie_e lor interino do gvmnasio provin
cial manda declarar, em conformidade do arligu 62
do rcgulainculo Me 25 de juldo de 1855, que do da
15 do crrenle inezem diaule est aberta a matricu-
la do mesmo gvmnasio.
Secretaria do gvmnasio provincial de Pernambu-
o 7 de Janeiro de 1856. O secrelario, .liidino da
AstumpeSo Cabra!.
O lllm. Sr. regedor interino do gvmnasio man
ja declarar quedo dia 15 do correntc mez em dian-
le serao admillidos no mesmo cymnasio como alum-
nos internos c lucio-pensionistas os meninos que se
mostraren! habilitados na conformidade do arligo 63,
segunda parte do regiilainenln ,le 25 de juldo de
K56.
Secretaria po gjmnasio pernambilcauo 7 de Janei-
ro de 1836. O secretario, "Antonio da Assumpcao
Cabral.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O couselhn adininislralivu lera de comprar o se-
guale:
Para o arsenal de guerra.
Ollicinas de l. e 2.' classe.
i .dinas de ,-issualho do louro de 1 i polegadas de
largura, e 20 a 22 palmos de compriinento, duzias
li ; inao-lravessas de louro de 22 a 21 palmus de
cumprimenlo SO ; costados de oilicicaS; psrafusos
para bancos de carpina 12 ; formes de ac sortidos,
duzias 12; goivas de acu surtidas, ditas ti; varru-
massorlidas, ditas (i ; badames de t|2 pollegada a
l[ ditas 3 ; enchoes de fnzil 12 : compacos direitos
ferros 1 ; trato de 3|'i de pollegada I ; dilo de 1|2
dila t ;serras de niao de 31 pulegadas de coinpri-
Iiieulu3 ; ditas de dilo de 22 ditas de dilo 3.
Quem qui/.er vender e-tes objectos aprsenle as
suas proposlas em carta fechada na secretaria do
conselho.as 10 horas do dia 21 du correntc mez.
Secretaria do conselim administrativo para fornc-
ciiueiilo do arsenal de guerra ti de Janeiro de
1836.lenlo Jos Lamenha l.ins, coronel presiden-
te. Bernardo Pereira do Carino Jttnior, vogal e
secretario.
Pela subdelegacia da freguezia dos Afogados se
faz publico,que e acham depositados S cavallos, que
por diuuncias foram apprebeudidos como furlados :
quemdircitn tiver sobre elles dirija-se a mesma sub-
delegacia que llie serao entregues avista da compe-
tente prora.
Subdelegacia da freguezia dos Afogados 15 de ja-
ueiro de 1856.Osnbedclegsdo,
Francisco LuiZ Maciel l'ianna
Nesla lypograpdia precisa-** fallar ao corres-
pondente do Sr. Francisco Jos da Costa, que mora-
va na ra de Orlas.
O Sr. Joaquim Octaviano Ja Silva
queira dirigir-se a esta typographia a ne-
gocio seu.
Kirmino Jos de Oliveira, juiz de paz do 2.
dislricto da freguezia de S. Antonio, d audiencias
as tercase sextas de todas as semanas, as 3 e meia
horas da larde, em casa de sua residencia no paleo
do Carmo n. !l primeiro andar.
Lotera do eolle-
gio dos orphaos.
Aos 5:000.s, 2:5005' e 1:000x0000.
Corre no dia luarta-teira 2o do correte.
Os bilhetete cautelas do catitclista An-
tonio Jos Rodrigues de Souza Jnior,
nao estfio sojeitos ao disconto dos 8 por
cento do imposto da lei, os quaes se acham
a venda as lojas da Braca da Indepen-
dencia ns. i, 13, 15 C O, rua Oireita n.
1 ^>, rua da Praia n. 50, rua do Li\ lamen-
to n. rio e na rua do Crespo p. 5.
Os premios sao pagos logo |iie saia a
lista geral.
Bilhcte inteiro 5$80u
Meio bilhcte 28800
SI
Ivioov ^irifiwt)^.
CEARA',
Segu nesles dias o Mate li.calacio ; para o reslo
da carga trala-se com Castao Cynaco da C. M.,
lado do Corpo Santo n. 25.
PAKA O PORTO.
A barca l'cniandes'. I vai salur com muila drevi-
dade ; para carga e passaseiros trala-se cora larro-
ca Ov Castro na rua da Cadeia du Recifc u, i, ou
com o capitao ua praea.
TARA LISBOA
pretende sabir com muila brevidade, por
lera maior parte da carga proinpla.o bri-
gue poitugue/. Imperador : para o res-
to, trata-secotn NtivaesiX C, na rua do
Trapichen, i, primeiro andar.
Para Lisboa seguir cora a maior brevidade
possivel o brigue portuguez lrpcriencia : quera nn
mesmo quizer carregar ou ir de passagem, para o
que tem bous cnmmodns, dirija-se a rua da Cruz u.
5, escripturio de Amorim Irmaus -v (Companhia.
Maranliao e
Para.
Opalhabote LINDO PA-
QUETE, vai seguir com
prest era : para o resto
da carga e passageiros,
trata-te com o consigna-
tsrio Antonio le Almeida Gomes, na
rua do Trapiche n. 10, segundo andar,
ou com o seu capitao Jote Pinto Nunes,
no trapiche do algodao.
Para Lisboa pretende sabir com a maior bre-
vidade a nova c aceiada barca portugueza Constan-
tea, capilo o Sr. Silverio Manuel dos Keis : qoem
na mesma quizer carregar ou ir de passagem, diri-
ja-se ans consignatarios Tliomuz de Aquino Fonseca
i\ fillic, ou aocapilao, na rua do Vigaiiu n. I'.l.
..:000s000
2:."i(X),SOOO
1:0(iti.s06
I :-2.)0s000
I:000S000
0-2."ixi)00
oOO.sOOO
2504000
em alguns. mas que t-< denle secura Icnalmen-
Ic participa haver j.i alugalo urna cas na pavoara
para servir de eul-nnaria, no caso de apparecer
chuleta na freguezia. Roga-s* as commis~.es das
cairas freguezias que cuuiinuniquaa, semprc uue
seja possivel, o estado das sulisaipcaes e quaesejaer
medidas que hsjam lomado, assim eomo a manifes-
li;au de qualquer molestia qne alaqoe a alguna in-
dividuos ao mesmo lempo, ou sucesivamente, afim
de -ere.-u dadas as ru venientes inslrucces para Mu
Iralameuto. Recifc 15 dejaoeiro de IR56.llr. Sa-
bino Olegario Ludgern Pinho, presidenle da socsa-
dade.
Prccisa-se alugar urna canoa qne pegue de
a I. > mi lijlos de alvenaria para carregar arca em
um sitio : quem a tiver cqaizer alugar, pude pro-
curar i-i rua da Cadeia do Recife n. t, leja.
John (ialis vai para Inglaterra, levando em
sua con, j... o loa 2 li I bus menores, e tenriona vollar
dentro de pouco lempo.
A Sra. Thereza Francisca da Silva qaaira, nn
prazo de :l das, ir tirar o penhor que deiioo pela*
alugiieis que ncou a dever da loja em que morou rl*
sobrado da Trempe n. IK.pois qoe ha mais de ;l rae-
zes que ficoo de dar o dinheiro, a nada de pana-
ment ; tirando scienle que se o nio lizer se pasea-
ra a vender .. mesmo penhor pelo valor qoe se acaiar,
nao obstante n.io rliegsr para o que dave, assim eo-
mo sem direilo a reclamadlo alguma, e respansavel
pelo restante.
SVSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY
Realcr-inpanhiade paque-
por.
tes inglezes a vai
No da 21
deste mez, es-
pera-se do sul
o vapor A'on.
coiiiuiandau le
Kivell, o ,|u. |
depois da de-
mora do custu-
ine seguir pa-
ra Soiilliamplnn. locando nos portos de San-Vi
rate, Tenerifl, Hadeira c Lisboa : para pasaagei-
ros. etc., Irala-se cora os agentes Adanisnu Itowie
v\: C. rua do Trapiche n. 12.
N. It.t)s embrullios que prelenderem mandar
para Sonthampton, deverao estar na agencia 2 ho-
ras antes de se fe< d.ireni as malas, e depois des-a
horaT, n.io se recebera* embrulbn algum.
COMPANHIA
ucana.
Para o Maranhao, com escala pelos
poilos (la Parahiba, Kio-Grande do Nor-
te, Aracaty, Ceara' e Acarac, sabira
impreterivelmenteno lia IS do corren-
te, o vapor HartiuezdeOlinaan: cpicni
no mesmo quizer carregar ou ir !. pas-
sagem, dirija-se ;to escriptorio da agen-
cia, no 1'orlc do .Mallos.
Para o Rio de Janeiro pretenda sabir com
a maior brevidade possivel o brigue brasiieiro ulrisn,
cspilSo Aolonio di Souza M.iciel : quem no mes-
mo quizer carregar ou ir de pa-sagein, para o
que lem veellenles cummudos, dirija-se ao consig-
natario Manoel Alves Guerra, na rua do Trapiche
u. II. ou aocapilao a dnrdo.
'Tercos 2s000
Quartos lJ500
Quintos 1x800
Oitavos 700
Decimos OiO
Vigsimos 320
O referido cautelista declara pie st'i pa-
ga nos bill.etes inteiros veedidos em ori-
ginacs, os 8 por cento lo imposto da lei,
nos premios grandes, devendo o possui-
dor receber doSr. thesoureiro o seu com-
petente premio,piecom os referidos 8 por
cento, receidos do dito cautelista,prefaz
a sorle por inteiro sem disconto algum.
Furto de 5 cavallos.
Na noite de 1 para amanbecer lo dia
l.furtaram dositiodoTasso, na cruz de
Almas, da ponte de Ueha, tres cavallos,
um castanbo com quatro pes calcados,
com duas esponjas em cima dasmaos, sen-
do a da modireila mais pcipiena ; ou-
trorusso cardao, com as orethas muilo
acabaadas, tem marcas de puchar carro
iiospeitcse signa! de ter tl.lo urna csi'o-
ladura-no meio do espinhaco; e outro
melado, com dinas e rabo branco, com a
marcaOde logo na pa' direita :#ro-
ga-se as autoridades policiaes e mais ps-
soas tjue os virem, osipieiraia apprelien-
der, pie o abaixo assignado gratificara'
com generosidade.J. J. Tasso Jnior.
^ Precisa-te alugar um prelo ou preta
anda mesmo nao sendo moco, mas pie
sirva para todo oservico: na rua da Ca-
deia Vellia n. 45.
Precisarse de um oilbaal le aUaiate,
para contra-mestii' da mesma arte : na
litada Madre de Dcos n. 3(i, primeiro
andar.
A mesa regedora de N. S. da lloa-Viagcm con-
vida a lodos os i'nn.i ,s para comparecerem na ma-
ndaa do dia 20 do correnle, alim le se proceder a
nova eleicalo. Consistorio em mesa 1H de Janeiro de
I8.il>.Manoel Antonio Camargo Silva, secretario.
Precisa ae alogar um piano em dom uso. e que
leuda doas otas ; quem o liv;r, dirija-se a rua do
i.iiieni.-i lo n. 8.
Conlinua estar por alugar o arma/em n. 32. da
rua da Praia, pertencente ao patrimonio da ordem
lerceira de San Francisco : os prelendcntes queirain
enlender-sa cora o irmlo ministro, Jos Marcelino
de Kosb, ou nasa o alulin anjja,nsdu. Consistorio
da veneravel ordem lerceira I i de jaueiro de I83S.
Galdino Joao Jacinlho da Cunda, secrelario.
I'ma casa eSlrangeira necessila de 2 pessoas
para u servico interno, urna qoe coziudc e engom-
me, e outra para costura : na roa Aova n. 17.
Um bracelete.
I'erdeu-se no dia I:l du correnle, da roa e pateo
da Sania Cruz, rua do Aragilo, praea da Boa-Vista,
ate o fin da na do aterro, um bracelete de menina.
sendo cinco conlas de cornelina encasloadas em ou-
ro e cinco conlas de ouro pequeas : quem o acliou
e quizer restituir a seu dono, leve a rua do Collegio
n. 7, -iguiido andar, que se pagara o achado.
Tliomaz BlaKclcy, subidlo britnico, relra-se
no dia 20 du correnle me/, para Europa a Iralar de
sua saude.
O juiz de paz mais volado da freguezia de S.
Jos, Manoel Jos Teixeira Bastos, achnnde-se em
exorricio, da audiencia em -sa de sua re-idencia,na
rua do Hurlas n M, as Ierras e scilns-feiras a
tarde.
Contrala-se um trabaMiador para masseira :
na rua Direila n. 69, ou no Monleiro com o Brilo.
Preeisa-se alugar nina pela livro ou escrava
para o servica) interno de urna rasa de pouca fami-
lia ; no scKundo anda no sobrado amarello, defr.in-
te ihi matri/ da Bon-Visla.
I'recisa-se ,|e nin caixeiro paia liberna, na
iiuii-i, sendo menina mi dos chegados da ponen
na laberna de Jos* .te Almei la Kerreirn.
Quem annonciou precisar de um Horario de
om Cicero, nade procurar ua rua da Soled.uk-, de-
froute do ferreira fr.iuce/..
Francisca Lina de Oliveira Santo, prnfessora
pailicular .lo prinieiio .-i... -1. io.-ii' .:-. moradura na
in.i do Amorim n. 30, -parlirip.i aos pais de fami-
lias, que abre sua aula i-o i'ia -I lo prsenle me de
Janeiro.
I m estranceiro aom as ...bilacc- necessarias
para enfernieiro, se olVcii-ce ncsla praea OU mesmo
para o malla : quem d.....u preslimo so ipiizer uti-
lisar annuncis ou dirija-se a Santo Amar, ,-i Iraves-
ss da fiindicao, laberna ilc Josc Jarinllio de Car-
valho.
" PILULAS HOLLOWAY
Esle ineslimavelespecilico, romposlo iuleiranicu-
Ic de hervas medicinaes, nao coniem mercurio, nem
alguma nutra substancia drleclerea. Benigno a nuil
tcni i infancia, e a compleirAo mais delicada, lis
igualmente promplo e seRuro para desarraigar o raae
na compleico mais robusta ; lie inteiramenle inno-
cente cm suas oper.icnes c elTeilus ; pois busca e re-
move as .lio-nca- .le qualquer especie e sro, por
mais antigs e tenates que srjam.
Entre mi litares de pessoas curadas com estere-
medio, muilas que ja eslavam as portas da mor le,
preservando em seo uso, ronseguiram recobrar a
saude e Torcas, depois de haver tentado intilmente
lodos os outros remedios.
As mais alflictas nao devem culi egar-se a deeespe-
raeau ; acain um competente ensain dos eflicaics
ellcilns desta assumbrosa medicina, e prestes recu-
perarano deneficio da saude.
Nao se perra lempo em lomar csse remedio par
qualquer .las scgiiiulesenfcrmidades :
Vccidcutcscpilepllcos.
AIpureas.
Auipolas.
Areas.nial d'..
Aslhma.
Clicas.
Convulaacs.
Ucbilidade ou cxlcnua-
cao.
Ucbilidade ou fall.-i de
forcas para qualquer
cousa.
Desinleria.
or de garganta.
te do bairiga.
o nos rins.
Dureza no venlrc.
Enfermidadesuo ligado,
n venreas.
Enxaquera.
Erysipela.
Febres biliosas.
inlermillenles.
I elue loda e-ici ie.
Gola.
Ilcinorrhnidas.
Ilvdropisii.
Ictericia,
lndigesbies.
1 ii 11 anima ee-.
Irregolandade dmeos
I i u.i.ao .
Lombrigas de lodacspo
ce.
Mal-de-pedra.
Manchas na culis.
rhlisicaou rou-unipc.io
pulmonar.
Betenjao d'ourina
Itheumalisma.
S> mptomas secundario-.
1 enipres.
Tico doloroso,
laceras.
Venreo (oal.'i
\ endein se estas pillas no eslabelecimeuto gera
de Londres, n. 2il, Slranit, e na loja de lodo* as
boticarios, droguislase nutras pessoasencarregadas
de sua ven la cm tda a America do Sul, llavana a
llespanha.
Vende-se ashncrliuhas aSiNi rs. Cada urna drlla
coniem urna instrurcilu ero pnrloguez para explicar
o modo de se usar deslas pillas.
O depnsilo geral de em rasa do Sr. Soom pbac-
maceutico, na rua da Cruz n. 22, em IVru.im.
buco.
ROB LAFFECTEL'R.
Ounico autorisado por satajafj do conselho real
decreto imperial.
Os medico ilus hospilaes recommendarn o Arroba
de l.allerleur. romo sendo o nico autorisado pela
goveruo, c pela real sociedade do nwdicina. Este
medicamenlo d'om goslo agradavei, e fcil a lomar
em secreto, eslaem uso na marinha real desde mais
de 'in airaos; cura radicalmente em penco lempo,
noin punca ,lc-ieza, sem mercurio, as aaTerfoca da
pelle, impigeiis, as consequencias das sarnas, ulce-
ras, e os accidentes dos parios, da idade critica, e de
acrimonia hereditaria dos humores; convm aos ea-
l.iirbos, a liexiga, as rontracres, e a traque/a dos
orgAos, procedida do abuso das'injecr das. Como anli-svpliilliro, u arrobe cora em poni-
Icmpn ns Huios recentes ou rebeldes, que vatveo
iucessautes em consequenca do einprego da ropac
ba, da rubeba. mi das injei ene- qoe represenlem
virus sem neutralisa-lo. O arrobe LalTecleur ha
especialmente recnnimenilado contra as .loenca. isa
veleradas ou i ebeldes. au mercorio e ao indurlo de
polassio. I.i-boiine. Vei.de-se na botica de JJ-irrale de
Antonio Feliciano Alves de A/rvcdo.praea de I. Pu-
dro ii. KK, onde acaba de chegar urna grande porfi
de garrafas crandese pequea- viudas directamente
de Pars, de casa do dilo Bov veaii-l.allecleur l, ru
Bicheo u Paria. Os formularios do-se gratis eaa
casa do agente Silva na praea de I), Pedro, n. s-j.
I'orlo, Joaquim Araujo ; Babia. Lima & Irmaos ;
1'ornainduro, Soiini; Rio de Janeiro. Bocha v\ Fi-
lio.- ; el Moreira. loja de drogas; Villa Nova, Joao
Pereira de Mgale- l.etc; Rio Grande, Eran de
Paulo Coulu i\- C."
C. STAKK Si C.
espeilosanicntcannuiiciam que no seu eilrnsn es-
abclecimeulu cm Sanlu Aniaru.coiitinuan a fabricar
com a maior perleicao e-proiuptidau. loda a quaida-,
de de macliiiusinu para o uso da agiicullura. na-
veuacao e manuraclura; c que para maior ronuaedo
de seus niimerosus freguezes c lo publico em geral,
leein abcrlo em um dos grandes armazens rta Sr.
Mesquita na rua do llriini, alraz do arsenal de ma-
EPOSITO DE MACHINAS
construidas uo dito seu eslabelecimeuto.
All acuario os compradores um cmplela sorlr-
meillo de iiroendas.de canna, com lulos os inelhora-
menlo- alguns dcflcs uovos e urigiuaes) de que a
experiencia de mollee anuos lem mostrado i neces-
sid.ide. Machinas de vapor de daixa c alia pressao,
laixas de lodo tamaito, tanto batidas romo fundi-
das,.carros de inAn e ditos para condnzir formas dn
assucar, machinas para moer mandioca, prensa- pa-
raVIilo. (.irnos de ferro batido pan facililla, arados da
ferro da mais approvada cou-tiucrAo. fundos para
alambiques, envos u portas para fornalbas, e urna
iiilinilade de obras de forro, que seria enfadonho
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
iiite!li-;en!o 0 habilitada para receber todas as en-
coi'.ki nd.i-. etc.. ele., que os .-iniinciante< cantan
do com a capacidaile de -ua i 'dUrinas e niacdinismo,
o i ; i .!.- -eos o!',;ci,*i.'-.-c ei ii.pf.uni'lleni a laier
execular, com a maior prc-lcza. perfeie.lo, e exacta
ennfonnidade com os moddosou desenlios,e inslruc-
co-- ip'.e liles forein furnecidas.
^i'ilC-.'.
O agenle Borja, por aulorisacao do lllm. Sr.
Dr. juiz especial ^ couimercin, conforme o seu des-
pachu proferido cm reqoerimenlo do depnsilaiin da
massa fallida ile Matbias de Azevedo \ illaroucn,
far leilo da loja de fazendas, sita na rua do Crespo
n. 1, consislindo na armac,aoe lodas as fazendas ele.,
existentes na mesma, diversas ubrasdoouro, urna
iiiolnlij para casa, e urna escrava parda, moca, de I n. 70.
Domingos Francisco de Souza I e'-.i faz publi-
co, que leudo l-.do ti ai.-ac.;. e- rom o I 11'rulo Sr.
Joo lieiiriques da Silva, pncou i herdeiros do
mesmo senhor una letlra de 7:1..Tli que se ven-
cen era 22 ae dc/.eiubro i\o auno p..ivi:uo passailo,
sendo e-la u sabio de Indas as cania., qc leve com o
dilo fallecido, pelo que aba--c quilj o saldado com
os referidos herdeiro.
l-'eidel Pinto Ov. Companhia avi-am ao publico,
qne a datar do 1.a de jauciru do presente aanotem
ailmitli lo para socio de -ua casa ao Sr. Lino F. Pin-
to, o qual poder fazer uso da liruia para as Iransac-
ees da mesma.
Precisa-se de 200S a premio por punco lempo,
dando-se um moleque para seguT.uiea da dila quan-
tia, e (cando o mesmo molrqtie ua posse de quem
Ide couvicr lal negocio : :io aterro da Bou-Yisla
'* i
DO
(5PE
OSOIIE
v
O uniPO'loitosilornniiinn a *cr na liolira de Bar-
(ItiiloniPii PrAticisco tieSon/;:, na rua lar**a do Knsa-
rio n. :K ; garrafas Brandes 53O0 c pequeas:aO nirouTAMK r.UL% o niuoi
Para Gura Kraos, quor motivada piir consliparves, lossc, asih-
uia, pleuri/. esrarro-i i!c sau9ue. dor de ruciados e
peilo, pelpiUeSa no coraran, ruquelurlie. Iironehilt
dor ita^arcaula.c todas as molesl.a*dosorc->a* !*!*
monares.
VAKA1AS E GRADES.
Um lindo e variado sorlimento de modellos para
varandas e gradaras de gusto modernissimo : na
lundie.iu da Aurora, em Saulo Amaro, e no depoat-
|o da mesma, na rua do Brum.


ufflHQ E PERHUBUCO O'RTA FEIRA 16 DE JANEIRO DE. 1856
Terceira edeao.
TRATAMEHTO HOMQPATHICO.
Preservativo c curativo
DO CHOLERAMORBUS.
PELOS DRS.
mi iu>lrucr,~io ao povo parase poder curar desla eniurmidade, administrndoos remedios mais nieases
I .i j i.i lliH-la, emqiianlo se rccumao medico,ou mesmo para cui a-la ludapeudentc desles nos lusares
ein que nAo os ha.
TBADUZIDO KM PORTGUEZ PELO DR. P. A. LORO MOSCOZO.
Estes dousopsculoscontentas indieneIJesmaisclara) c precisas, c pela sua simlese concisa evposi-
ao est ao alcance de (odas as ntelllgoncias, nao s pelo que dii respeiio ans meios curalivo;,comoprin-
cipalmenle as preservativos que lenidada os mais satisfactorios resultados eni toda a parle em que
elles lem sido irlos em pralica.
Sendo o (filamento nomeopathico o nico que lem dado srandcsresulla.losnociirativo desla horri-
velenfermiilmlc, julsamosa proposito Iradu/irce-les dous iinporlaules opsculos em liusua verncu-
la, para riesl'arte facilitar a sua tritura a quem isnoie o franca.
Vende-se nicamente no Consultorio do traductor, rua'Kov n.52, por 3)000. Vendem-se tambera
os medicamentos precisos c boticas de 12 tulios com oni frasco de lindura lo-;, umadita de ;!( tubos coiii
hvro e 2 frascos de tintura rs. 25S000.

$$$$&:&$:$&$$$*

tt
PEDUAS PRECIOSAS-
8
Si
| Aderecos de brilhanles,
2 diamantes e perolas, pul- '
| ceiras, alfineles, brincos
* o rozelas, boles e anneis :
: de difiranles gostos e de
$diversas pedia- de valor, .-
* Corapram, vendem ou 6
Irocam prata, ouro, bri- ?
Oj lhantes.diamanfese poro- S
j las, e milias quaesquer 1
.oas de valor, a dinheiro
, ou por obras. s
: -.
MORERA & DUARTE.
LOJl HE OlItIVES
Rua do Cabuga' n. 7.
Recebem por to-
dos os vapores da Eu-
ropa as obras domis
moderno gosto, tan-
to de Franca como

......W88&- "'
orno i: PBAT.V >
Aderecos complelos de
> ouro. meios ditos, pulcei-
ras, allinetes, brincos e
J rozelas, cordes, irance-
v lins, niedalhas, correles
e enfeiles para rclosio, o
S oulros muilos objeclos de
ouro.
Apparellios complelos,
* de prata, para cha, ban-
: deja*, salvas, caslicaes,
collicres de sopa e dech,
! e muitos oulro9 objeclos
-> de prala.
i"-"** .'<- o'%<:
de Lisboa, as quaes-vendem pop
pr$o eommodo como cosliiiuam.
O Dr. Ribeiro, medico pela Univer-
sidade de Cambridge, continua a residir
na ra da Cruz n. 15.
SOCIED.VDE EM COMANDITA.
FABRICA DEFIAR E TECER ALGODA'O,
Aqual oceupa diariamente para mais de
200 aprendices ou obreiros nacionacs
de 10 a 12 anuos de idade para cima.
CAPITAL 300:000.5000.
Socios em nome colleclivo gerentes responsaveis
ossenbores : Antonio Marques de Aroorim. Justino
Pereira de Far3S, Manoel Alves Guerra.
I Tina social: Amorim, Fa/ias, Guerra i C.
A sociedade lera j numerosos aseignanles, que
prefazem para mais do valor da melade do capital.
Ella continua a admiltir no decurso deste mez
socios de 1005 al 5:000/.
As pessoas assignantes das primeiras listas, quede-
zejam contribuir para a prumpla rcalisacilo da fa-
brica sao convidadas nao demorar suas respectivas
assisuaturas, que devem ser passadas no hvro da so-
ciedade. ,
No lira do crranle os socios serenes reilamaroa
primeira prestado que sera' de lo por rento do ca-
pital subscripto, e passaro os competentes recibos.
As vaolagens que a fabrica ollereoera' loso que
ella esliver cm pleno andamento sero :
1. 12 por cenlo sobre o beneficio aunual que ca-
da socio rocebera', alera do seu dircilo sobre o fun-
do de reserva, que ser de 4 a 7 por cenlo do ca-
pital.
2." Occuparao diaria a mais de 209 operarios, ou
obreiros nacionaes.
3. Consumo de 30 a 40 mil arrobas de alsodao
nacional, o qual al agora oo temoulro comprador
sen.lo o exportador.
4. Tecido de qoalidade superior liso ou lavrado
a liln-a vara, cm lugar de 260 ou 280 que se venda
o da Baha, e hoje nao ha mesmo a mais de 320 rcis,
prego da ultima venda.
A facilidade das entradas, que nunca sero de
mais de 20 por cenlo do capital subscripto, permute
a todas as pessoas que poderem dispor de urna eco-
noma raensal de j.-j por mez, culrar como socio
de 100?.
Sendo as entradas de 10 por cenlo e os pasamen-
to: espacadus de pouco mais ou menos 2 mezes, se-
ro precisos 18 a 20 para ser realisado o inleiro pa-
samento de cada snbscriprao.
Os senhores que residem fora da capital, e qne
quizerem entrar nesta til sociedade, podero diri-
gir suas cartas do pedido a qualquer dos (res socios
gerentes, ou ao socio de industria !'. .M. Dupral,
que lem em seu poder o livro dassubscripres.
Elles declararn os seus uomes por cvlenso, do-
micilio e o norae do correspondente nesta capital,
cncarrexado de elfectuar o pasamento dai entradas
d.is prestacOcs, quando forem reclamadas.
Urna copia irapressa da escriplura da sociedade
sera' entregue a cada nm dos socios na occasio de
cflecluar o pagamento da primeira preslaco de 10
por cenlo do capital subscripto.
l'ernambuco 3 de Janeiro de 1856.
F. M. Dupral.
O O Dr. Firmo medico, inttdot ($
() a sua residencia para a ra Nova $)
IQl n. 20, primeiro andar, e conli- ftj,
* nua no e\ercicio de sua prolissio. u>
CONSULTORIO
H ou H-: o' ai i lo.
28, Ra das Cruces 28.
(Gratuito para os pobres.) W
O Dr. Catanora da cousullas c faz vi- (rv
zilai a qualquer hora do da. />gj
No mesmo rnnsultorio vende-se w
O TKATAME.MO IIOMOEOI'ATIII- (S)
'.&, preurvalito c. emraUco d-> cholera >
morbos, accommoilado a intelligencia do **!}
povo, cada folliel....... :KH)
Cirteiras de 12 medicamentos
para o cholera, a 83 c lgOOO.
'. mira de tintura......|r-0(KI
Tobos avulsos, a :HK), 500 o I9OOO
Carleiraa de lodos os t.imanlios
muilo em ronla.
/a N. B.Os medicamentos liomu-opaihi- /*
W eos que forem comprados por coi,la 1I11 so- **/
[\ verno ileta provincia, lento o (batimento (t\
(f*\ '''"' "" '"'r cc"'" ,ol,reo valor de que mili- l
<1p) iMriamenlc se vemlem ao publico. (^)
i
i
i

i

0
Precisa-se de urna ama para casa cstranseira,
quesaiba rozinhar c engommar ; na ra dos Gua-
rarapes n. 36.
M .No s abaixo BMignadoi iazemos M
g sciente ao corpo de commercio j&
jg desta praca, que dissolvetnos ami- M
| gavelmente a sociedade que tinha- ^
S| mosnaslojasdechapeossitasnapra- M
*4 1; i da Independencia ns. 12,1 e I (!,
r\- M
m
Bilheles JfiOO
Meios 25800
Tercos 11090
Quartos 1&U0
' Quintos 15160
Oilavos 720
Decimos 600
Vigsimos 300 .S'

Aviso importan-
tissimo papa os
Sps. jogadopes
das lotepias.
O cautelista Salustiano
de Aquino Ferreira
avisa aos Srs. jogadores das lolerias da proviueia,
que os precos dos bilhetes c cautelas licam firmes
como abaiso se demonstra, os qnaes slo pagos sem o
descont de oito por cenlo da le as tres prirreiras
sortes grandes em quanto eiislir o plano actual de
5,000 bilhetes, pelo qoal sao etlrahidas as lolerias
da provincia. Elles eslo exposlos venda as to-
jas do coslume. S he responsavel a pagar os oito
por cenlo da lei sobre os tres primeiros premios
grandes em seus bilheles inteiros vendidos era ori-
ginaes.
Recebe por inteiro 5:000)000
i> 2:500*000
o l:666->6Wi
1:2508000
l:0t)l)>li(K)
6259000
>i 5009000
250-000
O caulelisla
Salustiano de Aquino terreira.
Precisa-se de um criado : na praca d lio a
Vista n. 32, primeiro andar.
Jos !'. de Oliveira continua dar lires de pri-
meiras leltras, lingua nacional, francez, ingles, por
casas particulares, a discpulos de ambos os sexos ;
prometiendo Wnln o disvello pelo adiautameuto dos
uiesraos: a tratar na ra,do Colovello n. 125.
Attenc&o.
O abaixoassignadqi tendo de fazer urna viasem a
Europa a tratar de sua saude, se Ihe faz Iprecisoil-
quidar seu negocios ; assim roga a todas as pessoas
que Ihe estn devendo do gneros comprados em seu
estabelecimenlo da Tua da Cadeia do Itecifc n. 25,
ilefronle do becco Largo, que Ihe queiram |iasar
seus debilos al o fim do crranle mcz. Hecife 10
de Janeiro de 1856.
Manoel Jos do Nasrimenlo Silva.
Apromplam-se enenramendas para onchime.i-
tos de agurdente, espirito e azeile : os prelenden-
tes podem drigir-se a ra da l'raia de Santa Kta,
armazem n. 17, que ahi arharo com quem tratar e
e Ihe far3o ver as Vanlagens que lem.
Roga-seaoSr. Manoel Jos de Sorna Santos,
morador no Kio de Janeiro, como socio liquidalario
da firma de Santos l-'crrelra & Gimpanhi, baja de
entregar aos Srs. Alvcs & Simos, negociantes na
mc-m.i corle, a cerlido de bito do eacravo Ben-
lo, que diz Vmc. (er fallecido no dia 28 de julho do
anno prximo passado no hospital de Sanla-Isabcl,
e da sua co'nla crranle ve-ie que o dilo escravo fez
despezas al 14 de agosto.
Jos da Fonseca e Silva.
PUBL1CACAO' LITTERARIA.
Repertorio jurdico.
K-l.i publicaco ser sem duvida de ulilidadc aos
priucipianles que se quizerem dedicar ao exercicio
do foro, pois nella enconlraro por ordem alpliabe-
tica as priucipaes e mais frequenlcs oceurrencias ci-
vis, orphanologicas, coiiimerciacs e eeclesiaslicH do
nosso foro, com as remisses das onleuares, leis,
avisos e regiilamenlos por que sp rege o ITrasil, e
bem assim resoluces dos IVaxislasflnlisos e moder-
nos em que se Brmam. Conten semclliautemenle
as dccises das quesiiies sobre sisas, sellos, velliose
HOTOS direilos e decimas, sem o Iraballio de recorrer
colleceao de nossas leis e avisos avulsos. Consta-
r de dous volme-em oilave, srande francez, eo
primeiro -.lino .1 luze esta i venda por 85 na luja de
livrosn.6 eSda praca da Independencia.
AllLA DE UTIi.
O padre \ cente Ferrer de Albuquer-
que contina cotn sua aula de latim, do
da 2 de Janeiro em diante, pela mesma
manara e sob as condicOes ja annun-
ciadas.
Pedro Allain venden a sol coclteira do larco
do arsenal, livre e ilesomharaeada de qualquer oasis,
ou hvpollicca : as pes*oas que se julsarein suas ere-
doras, queiram sprcMttlar suas conlas ao caixeiro
na mesma corheira.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Hoje espera-se do Kio de Janeiro o
vapor portuguez 1). l'EDKO II, conduc-
tor das listas da lotera 1S- da casa de
correcc&o ; anda se acha a venda utn
pe([ticno numero de bilhetes: os pre-
mios sao pagos ao receber das listas.
I CONSULTORIO CENTRAL j
g llOXePATHlCO.
M (Gratuito part os pobres.)
10 /Ina de Sanio Amaro, (Mundo-S010) n. 6. ;
& O Dr. Sabino Oregario l.udscro l'inho d :
> consullas lodos os das desde s 8 horas da \
'.? nianhaa al as 2 da larde.
v^ Visita os enfermos em seus domicilios, das '
)H Jlhoras.ein diante; mas em casos repentinos
^ e de molestias asudas e graves as visitas scrio
B fei'.as em qualquer hora.
As molestias nervosas merecem Ualamculo
H especial segundo meios hoje aifonsclhados
f pelos pralicos modernos. Estes meios exis-
Icm no consultorio central.
8Mfc.iB*x mwxxwaaaas
-* lllm. Sr. presidente e mais memhres da com
misso de bvgiene desta provincia.Diz Paulo l.uiz
Gaisno'ux, denlista francez, que precisa a bem de
seu direilo, Vs. Ss. serem servidos examinar a pre-
paraban deque se serve para chumbar denles, c de-
nominou massa adamantina, em ordem de verificar-
se que a dita preparae/io dillre inlcirameute de to-
das asconhecidas. Pede a Vs. Ss. sejatn servidos de-
ferir-llie como requer.E. K. Me.
Paulo l.uiz V.ainnnur.
A massa denominada pelo supplicanle- Adaman-
tinae por elle aprcentada coinmissao de livsic-
ne publica, diltere de Indas as apresenladas iiessa
mesma occasio por oulros; sendo a confronlacao
feila na presenta de todos. Sala das sessoes da com-
missao 30 de ulho de 1S55.Dr. A. l-'onseca.
DENTISTA FRARCEZ. I
Paulo liaignoux, dentista, cstabelerido na
"* ra larga do Rosario n. 36, segundo andar, &
cotloea denlescom a pressaodo ar, e chumba 0
a? denlescom a massa adamantina c oulros me- %
i taes. (i
85sS *;
Na ra do Collcgio, arm.i/.em n. 15 da-sc 2O3
a quem iurulc>ir urna ama de leite forra uu captiva
que lenlia bom Icilc c boas qualidildcs.
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEQPATHA.
EXTRAIIIDO DE Rl'OFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OLTROS,
c posto em ordem alpliabelica, com a deseriprao
abreviada de todas as molestias, a indica^ao plivsio-
logca c therapenlica de lodos os medicamentos ho-
meopalhiros, seu lempo ile ace,io e coiicordaiicia.
seguido de um diccionario da sigu|licacan de todos
os termos de medicina e cirurgia, c post ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. Av J. DE MELLO HORAES.
Os Srs. nssiguanles podem mandar buscaros se 11
exemplares, assim como quem quizpr comprar.
Massa adamantina.
lliVer..luiente reconhecida a excellenria desla
preparacao para chumbar denles, porque seus resul-
tados sempre elizes sao j do dunliuio do publico.
Sebastin Jos de Oliveira faz uso desta preciosa
massi, para o fin indicado, e as pessoas que quize-
rem honra-la dispondo de seus serviros, podem pro-
cura-lo na travessa do Vigario u." 1, loja de bar-
beiro.
Compra-se una prela 011 parda de 18 25 an-
110 de idade, que coziuhc e engomle ; na rita Nova
11. 17.
SSciriviS.
a
T
*aa33<93:sJS3-.-: '
: .!. JANE, DENTISTA, I
% continua a residir na ra Nova 11^ 19, primei- \$
% ro andar. g/
tt9'999<:iS(2i3*
Pracis-se fallar com o Sr. Manoel Mendes
Ferreira liiiimaraes, ou com pessoajencarregada dos
negocios do mesmo : em casa de Patn Nash & Cora-
pauhia, ra do Trapiche Novo 11.10.
o soc alismo
pixo ;eneral abreu e lima.
A'mda txislemaliaos exemplares enquailcrnados,
e acham-se n" venda na loja de In ros dos senhores
Ricardo de I reilas iV C, esquina da'rua do Collesio,
e em casa do aulor, pateo do Collegib.casa amarella,
no primeiro andar.
No sobrado da ra do Pilar 11. 82, prerisa-sc
alugar urna pessos livre ou escrava,! que saiba cozi-
nhar alsuma cousa, para ser empresada neblc c
n oulros serviros ordinal ios de urna casa de pequea
familia, a escandio de engommado, preferindo-se
desla ultima osndlcjo, edo sexo masculino ; paga-se
bem asradando.
Existen? para singar na Pausasen) da Magda-
lena, antes da ponte, 2 sitios com casas de sobrado,
as quacs tendo communiraeao interna, lamhem po-
dem servir para urna s familia : a tratar na ra da
Cruz n. i..
Alusa-se una grande rasa com sotan, i quar-
los, coziuha fora, estribara, rasa para prelos, 2 co-
piares, porfo de madeira, bom quintal plantado,
sendo na Opunga, canto da ra dos Droges: os prc-
lendenles podem dirisir-se a ra do Oueimadu n. 7.
Manoel Emigdio de .Mcdeiro", cidadao portu-
guez, rctira-sv para fra do imperio.
PASSAPORTES.
Tiram-se passaportes, despacham-se escravos c
correm-se folhas para esle 1 un ; procura-se na ra
do t.iuciinaiio n. 20. luja de miudezas do Sr. Joa-
quim Monteiro da Cruz.
que jiravam debaixoda
al de Reg 1'
socio Reg, responsavel pelo acti- j
voepassivoda cvtincta urina, isto "
desdeol-de Janeiro do corrente. ?
; Recite 12 de Janeiro d is:><. p
^ Joao Raptista do Rcgo.Placido**!
g Jos do Reg Araujo.
Prectsa-se de um furneirn para una padaria,
que se pretende abrir cm um dos suburbios desta
1 idade : a tratar na ra do Vigario 11. 23.
Precisa-se de urna ama pan o strvico inlcrnn
e exlerno de nma rasa de pequea Tamilia*: na ra
da MMigueira n. 7.
OsSrs.Cypriano l,iz da Paz, na roa do Col-
legio ; Manoel Duarlc Vicira, largo do Collegio, d-
r.lo quem da quantias de 5003 e 6003 com h polhe-
ca cm casas terreas.
Precisa-se de um criado : a tratar na ra Di
reila 11. 91, primeiro andar.
Os Srs. foreiros que se acham a dever a irman-
dade de S. Pedro, queiram satbfsser os seus debilos
al o dia 3defevereiro, c desla dala em diante scrio
Judicialmente cobrados^Padre Jo.io Jos da Costa
Itilieiro, procurador dos foros.
Precisa-se de dous Irahalhadnres de padaria,
dsndo-sc bom ordenado, um ou dous escravos para a
a mesma : as Cinco Ponas, padaria o refinado 11.
106.
O abano aasioosdo, professor pobl'ico de latim
da freguezia de S. Jos do Recifc, declara ao publico
que a matricula da sua aula esta al.erla do dia 15 do
crranle em diante : na casa de sua rei-idencia, 110
largo do Terco 11. 33.
.Manoel Francisco Coellm.
Precisa-se de urna ama de leite forra od cap
liva : no aterro da Roa-Vista 11. i2.
Precisa-se de dous amasadores: na ra da
Ssnzala Velhs o. 94.
Aviso aos terceiros franciscanos.
Ete auno ha procissao de cinza, c Narciso Jos da
.osla pereira, no largo do Carmo n. 2, anda lem
estamenlia legitima e cm conta.
Oabaixo assigoado faz seiente so respeilavel
publico, que aleo dia 31 de dezembrn prximo pas-
sado saldou todas as suas conlas com lis senhores
aliaivo mencionados, e para que nao se chame a igno-
rancia alsuein que por ventura se prevalece de di-
zer que n.io leu, saluri csleaiinuncio 5 vezes : qual-
quer pnrm dos mesmos senhores que se julsar pre-
jodicado no prsenle, dirijs-ee a casa do Sr. Aulonio
Ramos, ou annoncie por este Diario :
Joto lavaresCordeiro.
lienrique Gibson.
Nicolao O. itieber.
liento Candido de Aloraos.
Jos Itodiiguesde Araujo Porto.-
Antonio Jos de Caslro.
Antonio Ramos.
Tasto Iranio.
l.uiz Jos da Cosa Amorim.
JosJoiquim Uias Fernandes.
Christiani & IrmAo.
Joao da Cunha Noves.
Paula & Sanios,
tiuimaraes Aj Alcanforado.
Thomaz remandes da Cnnlia.
Vicente Ferreia da Cosa.
Joaquun Jacome Pinheiro.
Azevedo t\ Bargas.
Joaquim da Silva Lopes.
Manoel lavares Cordeiro..
Clemente da Silva l.ima.
Bernardino da Silva Lopes.
Ferreira & Malheus.
Jos Moreira Lopes.
Antonio Lopes Pereira de Mello.
Muva BasloscVCompanhia.
Manoel Jos Machado.
Seixas A; Azevedo.
JnJo Claudio Duaite.
Cmz c\ Gomes.
Joaquim Rodrigues Sordos.
Jos Rodrigues da Silva Rocha a Compatiliia.
Francisco Alves de Pinho.
Viuva Machado.
Cidadcda Victoria 1.-de Janeiro de IS'iti.
Manoel Jos Pereira llorges.
Francisco Jos da Cosa Ribeiro faz ver ao res-
peilavel publico, que Jos Isnacio dos Santos Coe-
lho dcixou de ser seu caixeiro desde o dia l do cr-
ranle em diante.
Precisa-se de urna ama para casa de 2 pessoas:
AO PUBLICO. i
EB No armazem de fazendas bara- k
tas, ra do Coegio n. 2,
B vende-se um completo sortimenlo d
g de fajeadas, finas e grossas, por |
B piceos maisbaixosdo queemou-
tS ti-ti qualquer paite,tanto cm por-
K roes, como a rclallio, a(ii:inrando-
y s<; aos compradores um s prero
H para lodos : este estabelecimenlo
abrcse de combinacao com a
^ maior parle das casas commerciaes R
mglezas, rancezas, aUemas e sois- u
Sas, ]>ara vender fa/.eudas mais em Sj
cotila cloque se tem vendido, epor B
isto ollerecendo elle maiores van- ^
S tageus do que outro qualquer ; o 8
m proptieiario deste importante es- ro
S tabelecimenlo convida a' todos os K
@ seus patricios, e ao publico em ge- gg
O ral, para que venliam (a'bem dos B
;.* seus nleresscs) comprar fazendas
^3 baratas, no armazem da rua do n
Collcgio n. 2, de sat
Antonio Lui/. dos Sanios & Rolim. N
9B r2E M3S^ffi BZ-tS^ SSS52
folhinhas
PARA 1856.
Estao a' venda as bem condecidas lii-
Ibinlitis impressas nesta typographa, as
de algibeitti a o2U e asde porta a KiO; as
de algibeira aletn do Calendario ecclesi-
astico e civil, conten um resumo dos im-
posto! muoicpaes, provinciaes e geraes
pie aflectamtodas asclasses da socieda-
de, e.v. tracto dosregulamcntos paroebiaes,
docemiterio, enterrse sello, Iralamen-
to de vat las molestias, inclusive a do (.'bo-
lera, contos, variedades e regras para a-
zermanteigae queijosdediilerentcsqua-
lidades,ditas ecclesiasticas ou depadte,
correctas, e conforme as rubricas e uso
deste bispado, inclusive a lesa deS. Tilo,
efeilas pelo padre Machado, o mais an-
tigoblhinbeirodesta provincia, hem pri-
vilegio visto como a constituidlo e leudo
Brasil o prohiben} a lOOrs. cada urna;
ditas de Al mana k, a 500 rs.: vendem-se
tnicamente na livraria 11. 6 e8, da praca
da Independencia.
Vendem-se .1 escravos para Indo o servido, 1
prela qae coziuha liem o diario de urna rasa, ens'om-
ma, vende na rua c faz lodo o servigo, I dita que
coziuha perreilameule, ensomma o faz. lodo o mais
serviro : na rua dos Qoarteis 11. 2.
Vcnde-se una morada de r.isa terrea, chaos
propries, no becco das Ferrriros n. :| : quem a qui-
Ser comptar dirija-se rua do Prosreso, na ultima
casa, que achara com quem tratar.
Acha-se i venda na loja de livros dos Srs. Ri-
cardo l-'reilasiV Campanilla, na rua do Collegiu e na
rua do Sebo, casa de Jos Antonio domes Jnior n.
V) I) : Demotislracao dos arlisos do co cial que tem referencia onlre si e n3 resulamentos,
portaras, aviso; consultas respeito ao mesmo Cod.,
e Demonslrarao dos rticos dos rcculamenlosn. 7:17,
7.'tS de 2.)de novembro de 1830, com referencia os
avisos, portaras, regulamentos, pelos quaes tem sido
allerados.ou explicados: Lei n. 7!)!t .le 1(1 de se-
Irmliro de ls:,i, c resulamenlo 11. I."i07 de I." de
maio do IKJ5, ludo em um vulume.
Vendem-se saccas com milhoa39; na roa do
Vigario n. ti, taberna de Jou stni.io de Aitnenla.
Na rua da Cadeia do Recite n. 13, vendem-8
cradesde labynnlhoa para botar em lencos, assim
como lima toalha de dito.
Vende-se nma prela Je naeao rom alsumas
habilidades: na rua das Cruzes n. 13.
Vende-se nm cavallo ru^o, rruito bonito ; pa"
ra ver na corheira do Sr. Pedro Allain, ao pe doar"
senil de mariiiha, onde se dtra cum quem se deve
tratar.
Vendem-se saccas com Cariaba : na rua da
l'r.iia 11. :l(i A. armazem de Antonio lioniesde Car-
vallo!.
Vende-se um terreno na rita da Concordia,
na quin 1 que faz frente para a cadeia nova, coin 31
palmos di fi pnle : quem o pretender, diriju-se a rua
do Ransel 11. (id, sobrado.
Sedas brancas.
Vendtnvse rico* rries iit* vestida da seda branca
rom babada* e sem elles, havendo sortimenlo para
esrolher : na loja He i portas, na rua do Oueiuiddo
n. 10.
Mili.
farinha.
MaclapoSao fino
a 5,000 rs. a peca.
Na rua do Oueimado, toja 11. 17, vcinlc-se mada-
poln lino com loque desvara do agua doce a :i^HM)
cada peen.
Vende-se um prela de nacSo Cosa, de bonita
figura, e bom sanhador : na rua Dircila n. (Mi. '
Vende se urna prela de idade (0 annos, boa
lava leir.i, cozinheira e quitandeira : na rua Dircita
n. (iti.
Vende-se urna mulata de bonita fisura, lava,
encomma e coziuha : na rua Direila n. lili.
Vende-se una armacAo de amarello envidra-
cada, desoslo moderno, na praca da Independen-
cia n. li : a Iralar na rua do (ucituadu n. 32, pri-
meiro andar.
Cera de carnauba.
Vemle-seccra de carnauba de boa nulidad*, por
menos prero duque em oulra parle : na rua da Ca-
deia do Recife, luja 11. M, defronte da rua da Madre
de Dos.
Cal de Lisboa barata.
Para recan conlas vendem-se harris com cal de
Lisboa, pelo diminuto pceo de :!-52(HI, assim como
ha urna porfi da dita ral sola, ptima para caiar
pelo sen brilhaiitisino e duraeao, e enchc-se uina
barrica que (culta sido de baeulhio por 3o na rua
da Cadeia do Itecife n. 50.
RAPE' DE LISBOA.
Vende-se rap fiesco de Lisboa, chesado proiima-
incnle : na praca da Independencia, loja 11. ,'t.
i
i
i
8
i
2
8
Alusa-se nina escrava que faz todo oarranjo de
casa, e muilo fiel: a Iralar na rua do Colleeio 11. 10,
terecro andar.
(MniijniUv
Compra-se urna escrava com cria ou sem ella,
rom lauto que esle ja em estado de mamenlar una
rrianca ; paga-so bem : na u Nova 11. :1,1, primei-
ro andar por cima do Razar l'ernambucano.
Compra-se urna grammatica frauceza de llur-
gain, ultima edicio : no pateo do Collcgio, loja de
livros 11. (i.
Compra-se una escrava de 311 annos de idade,
que nlo seja viciosa, que cn/inlie c lave de sabao :
na rua das Cruzes 11. 2J, scguudo andar.
Compra-se um arrocho de fazer farinha, em
bom uso ; quem liver aununcie para ser procurado,
o dirija-so a freguezia da Varzea, no sitio da Crux,
do padte Jos Sinies.
Compra-se mn predio de oti an-
dares, em (tualquar dos tres bairros desla
cidade, comtanto que no esteja deterio-
rado, e que o seu rendimento regule de
0II.S- a 50OJO00 rs. : na rua da Cadeia
do Recite, loja n. i-I.
Cnropra-se urna escrava prela 011 parda ainda
mora, liem parecida, sem molestia e vicio alsum, c
que se venda por alsuma riieumsIancM, quesaiba
coser, eiiiiommar, lavar e rozinhar o diario, e sirva
para casa e la : quem a liver. dirija-se a qualquer
hora do dia i ruado Queimado, loja 11. 21), que adia-
ra com quem tratar.
Compra-se urna parelha de cavallos para carro,
que sejam bem parecidos e mancos: no arinazetu
da ra Nova n. 07.
Velas estearinas, pedras de mar-
more para mesas, papel de peso
ingles, papel de cmbrulho, oleo
de Imitara cm botijas, chicotes
para carro, pianos de armario,
lona cbt'im de vella, cemento ro-
mano, armamento de todas as *
qualidades, cabos de linho e de 5.
inaudita, pt\e da Suecia, cliam- w
pague e vinltos linos do Henlto : wJ
vendem-se no armazem de C. .1. *w
A'Astley c\ C, rita da Cadeia n. 21. ($
Vendem-se sellinscom pertences pa-
tente ingles, e da melbor qualidade que
tem vindo a este mercado : no armazem
de Adamson llowie&C, rua do Trapi-
che n. i2.
AHADOS DE FERRO.
Na ltindicao' de C. Starr. t C. em
Santo Amaro acha-se para vender aras
dos (' ferro de -lir" rinalidadc.
Vende-se urna crioula de 2(1 anuos, ensomma-
deira, cozinheira e Isvadeira, para lora i' provin-
cia ou para o mallo, c um prclo de meia idade para
sitio ou serviro de rua : ns rua das Cruzes n. 22.
Superior Jacaranda.
Tem para vender Antonio l.uie de Oliveira Are-
vedo, na rua da Cruz n. I.
L1QUIDACAO'.
O arrematante da loja de miudezas da roa dos
Quarleis n. 21, quereudo acabar as miudezas que
evistem, vende barato alim de iquidar sem peda
de lempo.
Franja com bololac para cortinados, peca
Papel paulado, resma, de peso1
Dito de peso, resma
Lila de cores para bordar, libra
Penles de bufalu para alisar, duzia
t'ivelas donradas para calca, una
(iroza de brelas minio lillas
Lencos de seda linos, ricos padres t
Caixa de linhas de marca
Meias para senhora por
Penles de larlarusa para segurar cabello
('rozas de canelas finas para pennas
Ditas de hotOes linos para casaca
Meias prclas para senlioia, duzia
Ditas ditas para liomem
Lacre encarnado muilo fino, libra
Papel de cores, maco de 21) quadernns
Duzia de rolvelcs
Espelhos de idos os nunieros, duzia
l.iuhasde novellos grandes para bordar
Ricas lilas cscocezas c de sarja, lavradas,
largas
Meias cruas sem costura para liumcni
Ditas de seda n. 2, peca
Trancan de seda branca, vara
(/lijas de raz, duzia
Pecas de filas de cus
Lapis finos, groza
Cordilo para vestido, libra
Toacas de blondo para menino
Chiquito* do merino bordados para menino
c oulros muitos artigns que se lornam recommenda-
Veil por suas boas qualidades, e que nao se duvidani
dar um pouquiuho mais barato a aquello senlior lo-
Sisla, que quena a dinheiro comprar mais barate
do que se compra em primeira mito.
Vende-se una canoa de cargado 1,(100 lijlos,
com hons incolaiiienlos, fundo lodo novo, pois nao
lem um me/, e bem se v pela cor das madeiras,
muito hem enravilhada e sesura : os pretendentes
dirijam-se a rua Imperial para ver e tratar com
\ ictorino francisco dos Sanios, casa de frento azul,
cnviilracada a innderua.
Cola superior da Babia.
Vende-se no escriptoria de Antonio l.uiz de Oli-
veira Azevedo, rua da Cruz. n. I.
Farinha de mandioca.
Vende-se farinha de mandioca ; para ver, no tra-
piche do l'clourinlin, e para Iralar rom Antonio
l.uiz'dc Oliveira Azevedo, rua da Cruz n. I.
O c
Vende-se millio medido cen saccas. e farinha de
mandioca de nlqueire a sarca, chesado do norte ues-
tes dias, ludo por barato precn : na rua de Sania
Hila, taberna n. 5.
Xa rua do Crespo n. 12, loja de
Campos & Lima, vendem-se cobeitores
de laa pequeos e grandes.
Relogios
inglcxes de pa-
tente,
os melliores fabricadas em Inglaterra : cm casa de
llenrv Gibson, rua da Cadeia do Recito u. .">2.
Chapeos de
Chili.
lia um pequeo sorlimenlo desles chapeos, rlie-
gados ha poucos dias, ;n-im como chapeos prelos de
mola c de i>> llia aberlos para homeni, as qualidades
silo boas a vista dos precos que sao muilo razoaveis ;
cm casa de J. Falque, ru do Collegio n. i.
Farinha de millio ; vende-se no becco da l.in-
goela, deposito de pao n. 6.
O 59 A
Confronte ao Rosario de
tatito Antonio,
avisa ao respeilavel publico, que constantemente
(em um completo sorlimenlo do seguinle : para
mais de 20 qualidades de bonhos francezes, lalas
ile ditos de Lisboa, latas de bolachinbas de Lisboa,
dilas de hiscoitos inslczes, ditas de marmelada, di-
las de Relea, doces cm cabla e em conserva de fruc-
las do Europa, amendoas de diflcreiilo goslos con-
feiludas, confeilo. diversos de Lisboa, dilos dilosde
llamburgn, ditos dilos francezes, pssltthas de or.lel-
l.ia-pimenl.i e cidos, licores francezes, evlraclo de
absintho verdadeiro, serones diversos linos c inferio-
res, vinho Bordeaos, dito de caj', raivinlias com
enfeiles as mais dilicadas que lem vindo a esta pra-
ca para confeilos e para guardar aquillo com que as
bellas se adornara ; ha mais ys chocolales segundes
viudos de encommenda : superfino,dito dilo de bau-
nilha, dilo de saude, dilo homropalhico, dilo em cha-
rulos, biscoilos da Ierra doces c aguados, falias, bis-
coilinho, aramia, soda, regalia ; ludo se vende cm
porrau ea relnlho, por eommodo proco.
Farelo de llamhurgo, de superior qualidade,
em barricas : vende-se na rua da Madre de Dos,
armazem do Vicente Ferreira da Cosa.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann na rua do Brtim, passa-
do o cbafariz continua baver um
completo sortimenlo de taixas de ferio
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-sc a venda, por
prero eommodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se saccas com farinha de mandioca,
rhegadas ha poucos dias do mirle, c de boa qualida-
de : Quem pretender, dirija-seno armazem defronle
da rampa , de Joaquim de Pauta"
Lopes, ou a rua da Cruz n. :t, escriptorio de Amo-
rim Irmaos i\ Compauhia:
Relogios de ouro
ingle/es de pa-
tente, de jabo-
nete edevidro,
che.ndos pelo ultimo paquete, vendem-se por prero
razoavel ; em casa de Augusta C. de Abreu, na rua
da Cadeia do Reciten. 48, primeiro andar.
Taimado de pinho da Suecia, alcatrao e pise'.
Me. Calmont \ Compauliia, leudo recebido um
carresaineiito desles gneros pelo lirigue sueco /).
Tltcreza, de (iothembuurs, venderao os mesmos a
relalho per precos baratos: olahoado acha-se reco-
lliido no armazem dos Srs. Carvalho & Innao, rua
do liruni.
Luvas de pellica
Pratos ocos patentes
para conservar a comida
qciente: vendem-se Ha pra-
9a do Gorpo Santo, arma-
zem ji. 48,de Kostron Ro-
oker #C.
Cousas finase de
bous gostos
NA LOJA DA BOA FAMA.
Vendem-se ricos leques com plumas, |,olola,e
espelho a i, luvas de pellica de Jouvin o melhor
que pode baver fJBOO o par, dilas de seda ama-
rellase brancas para liomem c senhora a 1j>20, di-
las de lorcal prclas e cora bordados de cores a 800
rs. e l^'20(), dilas de lio de Kscocii brancase de lo-
das as cores para liomem e senhora a 500 rs., ditas
para meninos e meninas muito boa fateoda a 320,
Iciiciuhos de retro/, de todas as cores s 1J, Inocas de
laa para senhora a 010, pentes de larlarusa para
alar cabello, fa/.enda muito superior a .jj, dilosde
alisar lamhem de tartaruga ,1 39, ditos de verdadei-
ro bfalo para alar cabello imilando muilo aos de
tartaruga a 1 -jvi. ditos de alisar de btalo, (ardi-
da muilo superior a 30 e .100 rs., lindas meias ele
seda piuladas para criancas de 1 a :l annos a 1;S00
o par, ditas de lio de Escocia lamhem de bonilas
cores para criancas de I a 10 anuos a 320 o par. es-
pelhos para parede com eicellenlcs Vidros a 500,
700, l#e I92OO, loucadorescom pes a 1.V>00, Titas
de velludo de lodas as cores a 100 e 210 a vara, es-
covas finas para lentes .1100 rs., e fnissimas a 500
rs., dilas limssimas com cabo de marfim a 19, tran-
cas de seda de todas as cores e largaras 320, 400 e
KM) rs. a vara, sapaliuhos de lAa para criancas de
bonitos padrdes a 2J.0 e 320, aderecos pretos para
lulo com brincos e allineles a 1S, tiucas prelas de
seda para criancas a I.*, Iravessas das que se SMSS
para segurarrabello a ts, pislolinhas de metal para
criancas a 200 r< galheleiras par azeile e vinagre
a 292OO, bandejas muilo linas e de todos os tama-
itos de '9,29,39 e 9, meias brancas linas para
senhora a 210 e 320 o par, dilas pretas muilo boas
a 400 rs., ricas caitas para rape com riquissimas es-
lampas a 39 e 29500, meias de seda de cores para
homcni a 610, rharuleiras muilo linas a 29. cisles
para bengalas a 40 rs., pastas para guardar papis
a 800 rs., oculos de armac.io deaco praleados e dou-
rsdosa 610, 19 c lfSOO, lunetas rom aro de hualo
e larlarusa a 500 rs. c 19, superiores e ricas bensa-
linlias a 2?, c a 500 rs. mais ordinarias, chicles pa-
ra cavallo pequeos e srandes, fazenda muilo supe-
rior a 640, 800,13, I32OO, I9.JOO e 29, atacadores de
cornalina para casaca 320, penles muilo finos para
salsea a 500, estofas finas para cabello a filo, dilas
para casaca a (lio. capachos pinlados para sala a
(iiO, meias brancas c cruas para liomem, fazenda
superior a 160, 200 e 240 o par, camisas de meia
muilo linas a 13 e 19200, luvas brancas encorpadas
proprias para montana a 210 o par, meias de cores
para senhora muilo feries a 220 o par, ricas aboloa-
dnraede madreperola edcoulras militas qualidades
e goslos para colleles e palitos a 500 rs., fivelas dou-
radas para calcas e colleles a 120, ricas lilas linas
lavradas e de lodas as largaras, hicos finissimos de
hondos padres e lodas as larguras, ricas franjas
brancas e de cirres para camas de noivas, tesonri-
nha para costura o mais fino que se pode encontrar.
Alcmde ludo islo oulras muilissimas cousas muito
proprias para a fesla, e que ludo se vende por pre-
co que faz admirar, como todos os freguezesj sa-
hem : na rua do Queimado, nos quatro cantos, na
hem conhecida loja de miudezas da Boa Fama
o. 33.
Meias pretas pa-
ra padres.
\ endem-se superiores msias de laia para padres-
peloburalissimo preco de I98OO o par, ditas de al-
godao prelas .1 010 o par : na rua do Queimado, loja
demiudezasda Boa Pama n. 33.
Moinhos de vento
'ombombasdcrepuiopara regar hortase baia,
decapim, iiafundicade D. W. Bowman,: 11,1 roa
do Brum ns.6.8e 10.
Camisas demia
de pura laa.
\ endem-se superiores camisasde meia de laa, e-
lo barato preco de 33 : na rua do Queimado. |oji
de miudezas da Boa l'ama n. 33. _^
Em casa de N. O. Bieber 4 C, rua
da Cruz n. 4, vende-sc :
Lonas da Russia.
Brindo.
Tintas em oleo.
Ultramar.
Cognac em ca\as de urna duzia.
Saceos de estopa.
Espadas para msicos ccornetas.
Por commodos precos.
IECHANISMO PARA EHGE
HO.
NA FUNDICAO DE FEKKO DO ENGE-
NHEIRO. DAVID W. BOWNIAN. ,%A
RUA DO BRUM, PASSANDO O UIA-
FARIZ,
ha sempre nm grande soriioienlo dos sesuinles ofc-
jeclos de mechaoismos proprins para enueho, a sa-
ber : moendas e meias inoendas da mais moderna
constru con ; laivas de ferro fundido e bulio*
superior qualidade e de lodos os lasssspjess ;
dentadas para agua ou animaes, de lodas m a.
cies ; rrivos e boceas de fornalha e registros del
aire, aguilhes, broozes, parafuses.cavilhoes, moi-
nho de mandioca, etc., etc.
NA MESMA FUNDICA'O.
se eiecularn (odas as cncommendas com a sapevM*
ridade ja conhecida, e com a devida prestene eesa-
modidade em preco.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Avisa-sc aos senhores de engenlio que
para facilitar o uso do arcano Jo Dr.
Stolle para puncaro de assucar ven-
de-se o mesmo ao preco de *).)" cada
lata de ID libras. 9
\A LOJA DE UD111
Theard,
Acha-se um rico sor ti ment de vestidos
de seda bordados e de blond para casa-
mento, ricas mantas de blond bordadas,
capellas para noivos, llores, franjas,
trancas, litas, como nao ha i;uaes, ricos
e lindos enfeites de cabera para theatro,
grande soi timento de chapeos de seda c
de palha tanto para senhoras como pa-
ra meninos, e meninas, bons velludos de
todas as cores para vestidos, muito lindos,
e muilo em conta.
Oculos patentes para theatro, ditosde
alcance, ditos de armarao, debufalo.de
ac, de tartaruga e de ouro, tanto par a
vistas caneadas, como para miope s,
hrancos ou azues, oculos de i vidros, c
lunetos de todas as qualidades : encor -
tram-se sempre na loja dos relojoeiros
Chapront 4 Bertrand, praca da Indepen-
dencia n. 18e20.
Relogios de mesa e de parede, ditos
de algibeira, tanto de ouro como de pra-
ta domada e loteados, patente ou hori-
zontaes: acha-se sempre um grande sor-
timento, na loja dos relojoeiros Cha-
pront A Bertrand, praca da Indepen-
dencia n. 18e20. .
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr 4 Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas toda de Ierro, de um
raodello e construcco muito superiorc.
PIANOS.
Vendem-se em casa de llenrv Brunnos
C- rua da Cruz n. 10, ptimos pian4
chegados no ultimo navio da Europa.
Navalhas a contento.
Na rua da Cadeia do Recife n. 48, primeira an-
dar, cscriplorio de Aososlo C. de Abren, cassti-
nuam-se a vender a KgOOO o par (preco liso, as ja
bem ronhecidas e afamadas navalhas de barl leales
pelo hbil fabricante que fin premiado na ei.wurSe
de Londres, as quaes alem de durarem eiti
Cortes de cassa para quem quer dai- fes- riae.'l!e:^"*""*"""? n.or?U **. ""^J ?,U,;
^^ ,. 1 "^Iven .em-se com a condicJode, Mo agradando, pe-
las por pouco dinheiro, m os compradores devolve-las ,i,- |:> die.depois
L Vendem-se corles de cassa chita'de bom goslo ompra resliluindo-se o importe.
C:
de Jouvin prelas para liomem, c brancas para senho-
ra ; vendem-se na rua do Crespo, loja n. 19.
ijooo
39000
2700,
75000
39000'.
loo!
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15X00
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2*500
1^600
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35300
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400
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300
ij'.OIl
IE200
la-W
1CHXH)

AVISO
As senhoras de bom soslo arhiro em casa de J
Falque, rua do Collesio n. i, os mais ricos chapeo,
de seda c de formas as mais elesanles c mais modera
lias que ha cm l'ernambuco, lauto hrancos como en-
de caima, asnee c cor de losa, dilos de palha e sedr
muilo bonitos, riquissimos loucados e enfeiles para
caber, de diversas cores, coin llores c lilas muilo |.
as e Iruco, do mais apurado Boato, o-parlilhos de
diflierentea qualidades o feilios de .">> a 12}, luvas de
pellica Jouvin brancas, cor de ra.iua e prelas, lano
para senhoras como para honiens. No mesmo esla-
beleclmenlo ha nm srande sorlimenlo ile extraeloSe
perfumaras das mais acreditadas fabricas de Pars,
como seja : l.ubiu. Piver, Demaseoo e oulros, almo-
fadinhas de selim de varias cores com dillerenles
cheiros, proprias para ler onde se suarde a roupa.
Todos os objeclos cima declarados se veudem por
prego mais eommodo que em oulra qualquer parle.
<
1
I BISGOITOS WfiLHES. #
w No palco da Santa Crui, padaria n. (1 He 9
^ JoAo Lui/, Ferreira Kbeiro.alcm do e\cel- ^
lenlc pao. Iiolarlia muilo fina, blscollOS)
falias, aramia, adiados e bolinhos de di- (S)
versas qualidades, recebis pelo ultimo na-
vio chegado d Inglaterra nm grande sor-
fJ) tmenlo dos mu apreciaveis bscoitinhos
@do dillerenles qualidades em talas peque-
as, os quaes se loinjim muito recommen-
A daveis pela ua superior qualidade c deli-
3? catle/a : vendem-se por prero muilo com-
9 modo.-
Algodao monslro a 900 rs. avara.
Vende-se o verdadeiro algodao monslro. com 0
palmos da larsura, pelo baraiissimo preco de '.loo
rs. a vara : na rua do Crespo n. B.
ROLAO FRANCEZ.
lie novamcmte chegada esta aprecia-
vel pitada no ultimo navio Irancez, eesla'
a venda por barato preco: na rua da
Cruz n. 2(, primeiro andar.
Vendcm-se espingardas de dous ca-
nos, francesas, muito proprias para caca
ltimamente chegadasde Franca, c por
barato pceo : na rua da Cruz n. '26, pri-
meiro andar.
Vendem-se frascos com rolbas de
vidro, prnprios para conserval toda a
qualidade de rape, e por baratissimo
preco: na rua da Cruz n. 20, primeiro
andar.
Vende-se muito superior cham-
pagne emcaixas, o melhor que tem ap>
parecido no mercado epor eommodo pc-
eo, licor de Kirsch tambem em cai\as e
muilo cm conta : na rua da Cruz n. 20,
primeiro andar.
Nochsenhn Moreno vendem-se hois para arou-
Eue : os pretcndenles podem diriair-se ao propie-
tario do dilo euseulio Antonio de Souza l.eao.
Tijolos de marinte.
Acaba de chesar um rovo sorlimenlo le lijlos de
marinore, c vende-se ro armaiem de Tasso Irniaos,
no becco do irorre.l'-rr,
(partas france-
sas.
Vendem-se superiores carias francesas para vol-
larele a "iOO rs. o haralho : na ru. do Queimado,
loja de miudezas da lloa Fama n. 33.
ilos de padroes francezes aijiOO, cseas re
fiara alcviar lulo, dilas prela* de>adroes miudos .
ifo corte, alpaca d seda de quadros de lodas as ro-
res a 7-JD o covado, lencos de bico tanto pinlados
como bordados a 320 cada um, grvalas de seda pa-
ra homem a 13 c 1800 ; todas estas fazendas ven
dem-se na rua do Crespo o. 6. ',
LEONOR DAMBOISE.
Vcnde-sc o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza de Breta-
nha, '2 volumespor l.sOOOrj., na livraria
n. 0 e 8 da praca da Independencia.
Vende-sc cal em pedra chegada no ul-
timo navio de Lisboa, c potassa americana
da mais nova : no nico deposito da rua
de Apollo n. 2B, de A. J. T. Basto &
I Companhia.
POTASSA GAL YIRGEH.
No antigo e ja' bem conhecido deposi-
to da rua da Cadeia do Hecife, escriptorio
n. 12; ha para vender muito superior
potassa da Uussia, dita do Rio de, Janeiro
e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo a
precos muito lavoraveis, com os quaes fi-
carSo os compradores satisfeitos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em Saccas que tem um alqueire, medida
vellia por oi'000 reis : nos armazens ns.
^>, 5 e V, e no armzem dclrontc da porta da
allandcga, ou a tratar ro escriptorio de
Novaes & Com|ianhia na ruado Trapiche
n. o\, primeiro andar.
A3$500
Vende-se cal de I.isbua ltimamente chesadn, as-
sim como polassa da.Kussia verdadsira : na praca do
Corpo Sanio o. II.
Vende-se ac em cunhetes de um quintal, por
preco muilo eommodo : no armazem de Me. Cal-
moni & Companhia, praca do Corpo Santo n. ti.
VIMIO XEREZ.
Vcnde-so soperior vinho de Xerez em barrisdo
1|4, emeaea 'Je E. K. Wyall rua do 1 cuche
n. 1.
AGENCIA .
Da Fundicao Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42. .
Ncstc estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
COCNAC VERDADEIRO.
Vende-seo verdadeiro cognac, lano em garrafa
como em sarrafoes ; na rua da Cruz n. 10.
Pipas
vasias.
Vende-se poreflode pipas vasias proprias para en-
cher de agurdenle, a preco de 17? cada urna : a
tratar no escriptorio de Manoel Alves Guerra, na
rua do Trapicho u. 14.
I.ABVRINIHOS.
Na rua da Cruz n. :li. primeiro andar, continua
a baver sorlimenlo de boas obras de labvrinlho a'
venda.
Vende-se um cahriolet em Iwm uso ; a trata
ta rua do Collesio n. -I, primeiro andar.
Vendem-se em casa de S. P. Jobos
ton & C, na rua de Senzala Nova n. 4-2.
Sel lins nglezes.
Relogios patente inglez.
Chicles de carro e de montara.
Candicil'OSe caslicaes bron/.eados.
Lon asinglezat-
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para cirro.
Barris de era xa n. 97.
VinhoCherry em barris.
Camas de ferro.
-Vendem-se relogios de ouro patente,
o chronometro e de muito boa quali-
dade o que se aflianca e por eommodo
preco: na rua da Cruz n. 2(i, ptimeiro
andar.
Attencao.

Na confeitaria da rua da Cruz n. 17,
acha-se sempre a venda um grande e
completo soi timento de doces seceos ede
caldas, e de ructas de todas as qualida-
des, tudo superior, para embarque para
dentro ou fora do imperio, por mais ba-
tato preco que em outra qualquer parte
se pode vender.
MODA.
Chally do melhor soslo possivel. chesado nllisna-
meiilc de Franca, para vestido de senhora e meni-
nas, pelo preco de I- cada covado: nos qnatro ran-
los. rua do Qoeimado, loja do sobrado amarello
n. 29.
Vende-se eicelleole taimado de pinho, recen-
(cmenle chesado da America : na mi de Apolle
trapiche do Ferreira. a enteoder-se eeen e aiani
nistrador do mesmo.
Vende-se cal nova e muilo superior, rbecada
ltimamente de Lisboa no brlgue perlusuez l..ip<-
rienciu, c por eommodo preco ; quem quizer pode
dirisir-se ao armazem n. :l. defronle da lampa da
r-cadinh.i. de Joaquim de l'sula Copes.
Vende-sc urna armarao de ama loja qan se
destiianchou, tendo um bom hlelo, liteiro, *M-
to de taimas, ludo enclohado on a retallie eesifi
me a vonlade do comprador : na roa Nova a. 8.
Desappareceu no dia quinla-feira a Boile. 10
do correte, a escrava de nome Crisma, criool. bei-
14, eheia do corpo, ja de idade, lea urna bcIMe na
olho esquerdo, e n> nulo direila o dedo mnimo car*
lado pela iunla, levou vestido de chila encarnada
iniiidinlia, e um tanto sojo por estar no servir de
coziuha : roca-se a quem apprehender dita escrava
leve-a a sen senlior. no pateo do Paraito a. t, a en-
tregar a Antonio Brotado S. Goimaraes,.jee aera
recompensado.
No dia 4 de Janeiro correnle, pelas f horas aa
larde, t'usio de casa de sen senlior o escravo parda.
escuro, por nome Pedro, estatura baiu, 26 a 30 sa-
nos de idade, cabellos arancelados, poura barba, ti*
plida parecendo ler pannos pelo rosto, olhas psqae
nos, beicos linos, denles alvos, o fallar nm penca fa-
nhoso por causa de minio tabaco que loma, levando
calca de risrado de cor segura rom rinla de castra,
camisa de chila ro\a ainda nova, chapeo a* palha
usado, e orna irouva com mais roupa de sen ana,
rosluma calcar sapalos de rnu.-o branca, chamados
do Aracaly. e quasi sempre Iraz na man sa lenca de
cr escurs, e as vezes aliavessado no hombro, lem
urna ciralnz de dentada de cachorro em ama das
curvas, e nos peilas signaes de pomada salala da ;
consta que se incnlea como forro para nioser canhe
cirio como captivo ; he natural de Caaaa-Viasra,
peilo da celad- de Marareth, o qaal foi nsaeids a
criado em casa do Sr. Joaquim Visera de Meta l.ei-
ISo, c quando escravo deslc Sr. Mello l.eilo ez al-
S'imas fusidas para o eenlro : roca-se as autorida-
des paliciacs e capu.ies de campo a captara da mes-
mo mualo ; e mesmo a qaalqoer pessoe em parti-
cular, que o possi encontrar ; e ser condu/nto esta
pr ira, rus do Hospicio n. 51, que ser gratificado
de seu Iraballio.
No noile de 2S para 2!> do mez panada lacio
da campia da Casa Forle, da casa do absiio aassg-
nado, o negro Jos, crioulo, idadedeMannee, pen-
co mais ou mrnos, eslatura Imva, serco da corpa e
bem espicado, cor prels, falla de denles na frente
dolado sqperior, falla um pouro descancado, levnu
camisa da madapoUe, esle azul, lu rondnz um! il pintado de verde do comprimenlo de i ,',
palmo', i -tco mais ou menos, rom ferhadnra nova,
tem o virio de rachimbar, eoslnma Irazer nulo, a
nelle a chave do baln' ", foi encontrada na mesma
noilc.icima em procurado Recife, e >nppe-ae ter
acido pura o sorlio de Pajcu', por asim o ler feiln
por Ires ve/es que lem lomado esle leslinn, oa para
hoidnde alsum navio por ser rmlmrrariirn, lem nlt,
co da serrador: quero o pecar leve u a rua doQnci-
made, luja de miudezas n. XI.
Francisco Jos Alves Coimares.
PEKN. : TYP. DB M. F. DE FARIa. 1836