Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08811

Full Text
ANNO UIII. R. .0.
Por T> iK'/.es adiantados i.sOOO.
Por 7> meses vencidos is'tOO.
SABBAUO 12 DE JANEIRO DE IISC
I'ur auno adianlado ISfOM.
Porte franco |>ara o subscriptor.
I I
BNCAKREGADOS DA SUBSCBl^AO" KO NORTE-
l'.ir.i'nbi. o Sr. Gervazio V. di Natividadc ; Natal, o Sr. Joa-
?uim 1. I'ereia Jnior: Aracaty, a Sr. A. de Lemos raga :
ear, oSr. J. Joa deOliveira ; Marauhao, o Br. Joaquini Mar-
ques Rodrigues : Piauby, o Sr. boniingus llerculauo A. Pesase
Cearense; Para, o Sr. Juatiano J. Kamos ; Amazonas, o Sr. Jero-
nvmo da Costa.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda Untos os di.is.
Caruaru Bonito c aranluin* ; nosdiasl e lli.
Villa-Bella, Hua-Vista. Eiu' c Ouricury : a 13 e "!(".
Vctor 0 Natal : as quintas-friras.
AUDIENCIAS DOS TRIHUNAES HA t'APIl'AL.
Tribunal do cotnniercio : querase sabbados.
Retacea lertas-feiras e sabbados.
Ka/enda : (liarlas e sabbados as 10 lloras.
lu/. do romnicrcio : segundas as 10 huras e quintas lo uicio-dia.
Juizo dcorphaos : segundas e quintas as 10 horas.
Primeira vara docivel : segundase sextas a. mem-dia.
Segunda vara da civel quartase sabbados an meiu-dia.
EPIIEMEKHlKS lio JIEZ in: J.i.XEIRO.
7 Lu nova m8 horas, is aunlos, ! II "n.irli. rre.-.enle a 1 lu.r.i.2f minutos (X sriindus da larde.
22 La chaj a 1 hora. 10 minutse 48 segundos da inanha.
10 Ouarto minguanta as 3 horas, 16 minutse 48 segundos da m.
I'ltl .V.IAK IlK IIO.lt..
I'rimeir aaH horas e 30 minutos dlmanhia.
Segunda as S huras e o niiuuliisda tarde.
DAS da semana.
7 Segunda. Regressodo Uenioo Jess do Gypio-S. Luciano prca.
K Terca. S. Lourenfo Justiniano patriarca de Vene/a.
!l (liarla. Ss. Julin e Bazilira stia osposa nuil.
10 Quinta. S. l'aulu primeiro eremita : S. Uoncalo de Aniarair.e.
11 Sexta. S. Ilygino p. m. ; Ss. SalviOi Screiir e Lucio martvres.
12 Sabbado. S. Satyro m.: S.>. Arcadio, Zotieo e rirjano mm.
13 Domingo, primeiro o ultimo depois de Keis : S. Iliiaiiu ni.
i:.\( AIU ,\IMS DA M BSUIIPalAt NO MI-
Alagoas, o Sr. Claudino Palea* Das ; Bahia. o Sr. U. Duiir.it
Rio de Janeiro, oSr. Joau Pereira Martina.
ESI l'KUWMHIO.
O prupriclario do DIAHIO Manuel Figueiroa de liria, .a na
livrana l'taca da ludi|H udencia ns 6 e 8.
C-07ESK0 DA PROVINCIA.
Expediente do da S de J.nelro.
OlllcioAo Barn. director da Facultado de Di-
reilu do Recite, IratiMoillinda para ler exeeucan na
liarle que llie lora o aviso da repartirlo da justara,
de 15 de dezeinliro ultimo, no quil ao exige nn.i
relaclo dos hachareis formaJos naquella Faculdade
no anuo prximo passado.
UiloAo Exm. mareehal rommandanle das ar-
mas, dizeodo que aa copias daa sentenoas impostas
Dilu \'< inspector do arsenal da marinhs, Iraus-
I miniado por copia uioad o aviso do ministerio da
| niariuba de 2t> .le ile/emtiro ultimo, mes tambera o
contrato celebrado na intendencia de narinha da
i corle rom Scoll Wilson & C. aliin de ronieceram
pelo lempo ile mu anuo o oarvao de peilra. que
j for preciso nesla provincia para us navio da ar-
| mala.
DitoAo mesmo, recosamendando a expcdiclo
de suas ordena para que o transporte nacional Lt.
galiiade siga para o presidio de Fernando no da
!> do mrenle, ordenando ao coiuinaiidanlc do re-
aos soldados do oitavo batalhao de infantaria Joa- feri" ,r'"'-i>"rlr. que receba a seu bordo nao
qoim de Santa Anua, e Francisco Monleir, foram
rumetlidas ao juiz municipal da primeira vara des-
la cidade come executor das sentencia.
DitoAo mesmo, transmlllindo por copia o aviso
de 18 de dezembro ultimo, no qual o.Exm. Sr. mi-
nistro da guerra, communicon haver-se expedido
urdem para que o primeiro lenle Jos da Cer-
queira Lima, se recolha ao i. balalhSo de irttlba-
ria a pe i que perlenre.
sentenciados que ti- forcm aprescnlados por parle
diijui/. municipal lia primeira vara, c do ebefe de
polica e as praras de primeira llnha enviadas pelo
mareehal eominindaole das armas, mas lambam os
gneros H mais olijeetos que liver o eonselho admi-
nistrativo de remelter para o mesmo presidio.Fi-
zerain se as uecessarias coniinuiiicaiic?.
HitoAo director do arsen.I de guerra, remel-
leiido por copia o aviso,la repartiro da guerra de
DitoAo mesmo, dixande que pode mandar pas- "'' de ,le,e"ll,r" ull>,no. *> qual consta que se expe-
sar escusa ao recrula do evercilo Justino (ioines da
Silva, visto ser elle incapaz paran serviro segundo
S. Exc. infcu moii.
Dilc.Ao mesmo, enviando por copia o aviso de
17 de dezembro ultimo, no qual o Eini. Sr. ininis.
Iro da guerra, communicon que se roncedeu des-
pensado serviro ao lente do secundo batalbfo
de infantaria Luil Paulo de Figueiroa Nabuco de
Araujo, para concluir ocurso da sua arma na es-
cola militar da corte.
DitoAo mesmo, declarando que pela leitura do
aviso que remelle por copia, espedido pela rrparli-
S. Exc. ioleirado de ter sido deferido o requeri-
ineuto em que Joaquim Garca dos Santos, mpe-
trou a grara de ser reformado no po^to que oceu-
pou de segundo sargento de primeira buha.
UiloAo mesmo, remetiendo por copia o aviso
da repartirlo da guerra de 17 de de/euibro ultimo,
do qual consta haver-se expedido orden para que o
tenenle do secundo balalhio de infantaria Joto Ma-
ra Petra de Bilancoocl, te demore na cile al
fim de Janeiro o!lima.
DitoAo inspector da lliesotiruria de fazenda.
remetiendo por copia o aviso do ministerio da guer-
ra de 18 de dezembro ultimo, do qual consta que
se expedio erdem a pagadoria das Iropas da corle
para cessar de novembro panado em ruante o paga-
lira ordem para ser enviada a esse arsenal no bri-
gue Firmeza a plvora que so deslinou para as pro-
vincias ilas Alagoas, l'arahiba, Cear, Piauhv, Ma-
ranhao, l'ara o Amazonas.
DitoAo juiz de direilo do lirejn.Acabo de rc-
eeber o seu oflirio de 3 do crreme, e com quanto
inda felizmente nao leuha a epidemia invadido o
termo do Hre>, todava remello-lhe urna ambulan-
cia, e uta declaro que para Cimbres onue co.nsla j.t
ler apparecido, enviei urna ambulancia e mamle
um niediro, o qual l.imbem succorrer.i esse termo
se necessitar. Kemetlo urna porrao de etempla-
res das prescripces hygienicas, e sobre o emprego
do tindo p.na aerem dsitriboidoa pela popula^au
que 11,1o .leve cahir em desanimo e sim rombater
comcoragem os primeiros ivmplontaa do mal. Vai
tambem nina porrao de limos.
DiloAo vigario de Cimbres. Neslei'momenlo
recebo o seu ollicio de i do coirenle, coinmunican-
do baver a epidemia invadido essa freguezia, do
queja leudo sido sabedor fiz para osle lermo seguir
urna ambulancia que daqui parti no dia i do cor-
renle c um medico rom oulros soccorros. Cumpre
porlaulo que Vmc.se esforc em animar e soccor-
rer a populara i, recommeudando multo a observan-
ria do rgimen hyitienico aeonselhado nos impressos
cujos exempl.iros lenlio feilo de-liilmir.
DitoAo jais municipal de Calimb, constando
ment da consignado mensal, que alli deivou de I P** provincia das Alagoas que a epidemia ja appa-
seu mido o alferes du dcimo batalliao de infanta- i torera nessetermo, apreaso-me em remelter a Vmc.
ria Augusto Carlos do Siqueira Chaves, a quem se I """a ambulancia para soccorrer aos doenles caso
deve abonar o sold por iuleiro a contar do diado seja verda.leira aquella noticia, o que Vmc. me in-
mez de novembro.
DitoAo mesmo, recommeudando que com a
possivel brevidade envi as conlas do que lem sido
despendido com os vveres medicamentos c oulros
objeclos requintados pela presidencia das Alagoas,
alim derme possam ellas ser Iransmiltidas ao go-
ver uo imperial. -
DitoAo mesmo, recommeudando que por um
estafelado correio, que se lite apresentara' faca S.
S. seguir para Cabrob urna ambulancia .iscc en-
tregue ao respectivo juiz municipal.Olliiioo-se ao
administre dor do correio para apresenlar estfela
de que se dala. i
DitoAo mesmo, Iransmillindn por copia o de-
creto n. 16811 de 15 de dezembro ullimn, pelo qual
foi creado do lermo da Escada um lugar de juiz
municipal, que accumular as funcees de juiz de
orphSos.Fizeram-se as outras communicariies.
DiloAo mesmo, nleitando-u de baver o jui
de direilo da comarca do Bonito, parlicipaJo que
nomeara em o dia d8 de dezembro doanno prxi-
mo pastado ao cidadao Jo3o Izidro Goncilves da
Cruz, para inlerinamenle exercer as funeces de
promotor publico daquella comarca, villa ter sido
removido para a do Rio Formoso, o bacharel henlo
Jos de Sonza, que as exercia.Fizeram-se as ou-
Iras comuiiinicaeoes.
DiloAo mesmo, para mandar pagar an Dr.
Candido Jos Casado Lima, na razio de -JIIOS por
roez a gratificarlo pelo lempo em que elle esleve
exercendo o logar de director do lazareto do Pina.
Ditonchele de polica, inleirando-o de baver
expedido ordem a lliesnuraria provincial, para pa-
gar ao subdelegado da freguezia da Vanea a quan-
tia de 361000 importancia de um semestre do alu-
guel da casa qne serve de quartel ao destacamento
do polica daquella freguezia decorrido do I. de ju-
ana ao ultimo de dezembro passado.
DiloAo presidente do consellio administrativo,
para promover a compra das faxanda e mais ob-
jeclos mencionados na relarao que remelle', os
quaes lo necessahos ao arsenal de guerra.Fize-
ram-se as uecessarias coramunicares.
OS FIMOS DA FORTIM. (*)
Por Paulo Feval.
CAPITULO XII.
Jovialldade dos Ricardos.
Emquanlo Steplien Williams sozinho no salan cn-
Iregava-se conlemplindo odinheiro du viuva e do
orphao a nieditaees senlimenlaes de que o n.lu le-
riamos julgado capaz, o ramalbele dos Kirardos dis-
persa va suas mil flores pelos poiaes e lerrajos. Iliam
as gargalhadas e fallavam em voz alta como gente
que sente-se com o direito de fazer estrondn no mun-
do. Para o Americano uao ouvi-los era misler que
sua preoecuparao fosse mu grande.
Elle ahi eslava com seu vestuario excntrico, suas
barbas de apostlo, bem como dissera .Mr. Des Ga-
rennes ; mas a emorlo profunda e concentrada mu-
dara de tal sorle o .-aracicr de seu semblante, que
lena costado a Du Guerel, o viovinho possuidor do
lilbury recentemeuie viudo de Londres, reconliecer
nelle o lerrivel Robinsnn, amo de Vcndredi.
formara' rom urgencia.
Itemetto-lhc tambem urna porrao de'excmplares
lano das prescripces di junta de livgirnc sobre o
Iralamcnto do cholera ionio do ernprego do sueco
do liniao, para serem distribuidos pela popularlo, a
quem muito se deve recommendar toda a coragem
e plena observancia do conselhos higinicos.
DiloAo provedorda suade, iuleirando-o de ha-
ver vITiciado ao inspector da thesourarin J.e '"enda
para mandar entregar a Smc. logo que el ao
porlo desla cidade o vapui que se esperad' u...
30:0005 para serem Irausmillidos ao Exm. presiden
le das Alagoas, o recommeudando quo opportuua*
mente passe essa quaulia para as mos do cumman-I .
daule do rehuido vapor,ruin as formalidades piecsas
alim de que elle a couduza para aquella provincia.
()fliciou-se a respeilo ao agente da companliia dos
vapores.
DiloAo r. Jlo Pedro Ma luro da Fonceca,
dizeudo que aprsenle a conla dos medicamentos
por Smc. comprados ao boticaria Jlo Snum, afim
de ordenar-s- seu pagamento.
DiloA Firmino Jos de Oliveira, declarando
De oleirado dj haver Smc. no dia primeiro do
trrenle enltado no exercicio da vara de juiz de
paz do segundo deslriilo da freguezia de S. Anto-
nio do Rea,Igual a Caetano Pinto do Vera
relativamente ao exercicio de ui de paz do quar-
to anuo do primeiro diatriclo da mesma fre-
guezia.
l'ito^A cmara municipal do Caruar, irans-
milltndo [ior rupia para lerern a ddvida execttco as
posturas que sendo organisadas por aquella cmara
acercada ailubridade publica foram provisoriamen-
te approvada pela presidencia.
DiloA cmara municipal .te tambres.lotel-
rado di> que rominuiiica essa cmara em ollicio de
3 do rorrenic oeste momento recebido,respondo que
ao juiz de direilo desaa comarca fare remelter urna
ambulancia para o caso de infelizmente ahi desenvol-
ver-se a epidemia.e declaro a Vmcs. como a elle ja o
fiz que para Cimbrea havia mandado urna ambolaneia
e um medico com mais alguns toccorros,0 qual se
osto de fallar franco, dizia DjTI aillis no ler-
nro, acho que Des Garennes recbenlos mu sum-
roariaineole !
Madama Des Jardins, mullier de Ricardo ies Jar-
dn, membro de muitas suciedades e descendente di-
recto de Ricardo Coracao de Lelo. coc,ou os beicos
com despeilo e disse :
Quando a prima Des Garennes vai a minha ci-
sa. acho sempre lempo para fazer-lhe compinhia,
nao he assim Xelia?
Esta era urna rapariga alia e magra, que descen-
da tambem directamente de Ricardo Corarlo de
Le5o, e que era temida pelo seu talento prec'occ no
piano.
Sim, bella mliziolia, respoudeu ella reque-
braudo-ae, e seu ulhar ingenuo foi proenrar na mul-
lidlo dos Ricardos o joven Ricardo Des Sablom
'substituto do procurador da Repblica.
Avislei a prima Des Garennes, gritn de cima
o lilho de Mnssonneau, o qual tinha o uniforme da
Efcola Polilechnica; ella escapulio-se pela tan-
gente !...
Zelia rieiiou de contemplar o substituto, e volveu
leu olhar innocente pan o joven guerreiro, que Ira-
zia os ocnlos zoes de algebrista. O rorarao de m ..
damesella Des Jardins nlo eslava inda fuado.
Geralmentea familia Ricardo nlo sabia o que era
tangente, mas achava o lermo bello. Mr. e madama
Massonneau poderam gozar assim da vanlagem de
seu herdeiro.
Mr. De la Luzerne, que era o maii jovial dos Ri-
cardos e que razia collecrlo de chistes, diriga a con-
venafAo em um grapo alegre composlo da lia Nala-
li i Ricarda de La Riviere, de madamesella Sophia
Ricarda Des Baliveaux, do artista De l'Etang, ap-
petlidado Pao Secco, c do anligo advogado Masson-
neau.
Vide Dmrio o. 9.
Se a prima Des Garennes i igia os assados, lu-
do vai bem, disse La l.u/erne... a proposito, lem-
bro-me de um dito de Hortensia das Variedlo...
Aquello m hrequenla as aclrizes!... iulerrom-
peu Sophia Des Baliveaux, ergueudo seus hombros
pentodos.
E aclares tambem, reclificou La Luzerne. Sa-
beni o dilo que proferio Grassol .liante de miin so-
bre a e.pos'rlo do Londres?
Eu antes quizera comer do que saber o dilo de
Grassol, inuruiiirou a lia Natalia ao ouvido do artis-
ta, o qual tinha a mesma nplnilo.
Meo Dos, dizia mais adianle madama Des
Jardins, cujas meias liravain a azul, nao me fallen,
dMH* campos cultivados!... A Ierra de madama Des
Garennes pude ser mu bella, mas eu dara lodos os
campos de Beauce, de Touraine c de Anjuu pela me-
nor paizagem alpestre... E tu Zelia?
Eu lambem, linda rdaizinha, respoudeu a ra-
pariga, adoro as paizasens alpestres!
Chara filha exclamou madama Des Jardins ;
sua imaginaclo tem-se desenvolvido muito ha dous
mezes : mudei-lhe o professor de lilteralura... A-
quelles de nossos amigos que eniendein, dcscobrem
nella o germen de urna inlelligencia vasta.
Positivamente! disse appruximando-se o des-
cendente de Ricardo Corarlo de Lelo, diloso pai de
Eolia.
Esla pergunlava a si mesma na innocencia de seu
joven corarlo se preferira ser esposa do substituto
de casaca prela com nariz pontudo e prrnas linas, ou
do discpulo da Escola Polilechnica com seu collele
e seus oculos azoea.
Para dizer a verdade, ella achava ambos mui gra-
ciosos.
Minha mullier disse-me, pronunciou nesse mo-
mento Massonneau, o qual era velho simples c sem
artificio, que seu primo lleitor dissera-llie que di-
ziain que hav-ria duas las chelas no mez de jolln.
Ravel coinpnz um dito a esse respeilo excla-
mou La Luzerne.
Pcrgunto-lhes. continuou a ml de Zelia, que
dizem esses campos alma?
Ali! linda mliziuha, nlo dizem uada absolti-
lamenlc'. suspirn a rapariga.
Positivamente'. approvou o pai metiendo a
nao debaixo da casaca azul; nem lem sombra de
cararler !
Ah! nlo go-tas do frumento. Des Jardins '!
pergtiulou La Luzerne em voz alta e inlelligivcl.
Era fcil de conhecer-se que ineditava ein bom
dito.
;. Nlo goslas dos bellos campos, continuou elle
procurando cuidadosamente as palavras. nem dos
biins prados... nem docaracler do alqueive (guirel),
non) do carcter da lozerna?
O comero nao era mo ; lodos approximaram-se
para ouvir melhor.
"Sabes o que issoprova? pergunlou o Ricardo
afamado pelos seus chistes.
, Calliofeiro'.... murmurou Des Jardins, o qual
lemia jm epigramma, vas dizer-nos alguma cousa
curiosa!
-Soiunoi .capaz I Inrnou La Luzerne l.inrando
em torno de si")m olhar triumohantc ; isso prova
que goslas do carcter da urze (bruyre).
Bravo !...j. exclamou Des Jurdiui ;
preslara ao curativo dos que ah foretn allacados,
Bocommendo muito a easa cunara quo deivelle-ae
em soccorrer aos seus miiniripcs aiiimaudu-ns, re-
movendo ai eaoiaa de insalubrhlada e observando
as ileleriniuac's que inleriormciile hei feilo.
PortaraAo agente da rompaiihia das bateas de
vapor, ieroinmeiidau.!o que mande dar passagem
para a Bahia por conla do governo no vapor que se
espera doiiortl ao toldado do invlidos Uanoel Jos
e ao panano Domingos da Rocha, que leve baixa
do serviro militar.Fez-te a respeilo o necessario
expe.lioile.
Dita1) presidente da provincia, lendo em vista
o que ponderou o mareehal commaudante das armas
em ollicio n. I3l5de:2! de do/enihro ultimo, sobre
a avaharan a que proceden a Ihesoiiraria de fazen-
da das elapes para forneciinonlo da tropa de pri-
meira linha no seineslie do 1.de|aneiro correnle a
30 .le jiinho prximo vin.louro. resolve de confor-
midaile rom o dsiposlo no art. 5. da lei de !'% de
novembro de I.VHI emendar a referida avaliaro
pela forma indicada ua labella junta assiguada.'pelo
ecretario do governo.Fizeram-se as uecessarias
coinmunirares.
COMMANDO HAS ARMAS.
Quartel general do commaodo das armas de
Fernambuco na cidade do Recite em 10 de
Janeiro de 1856.
ORDEM DO DIA N. IS.
(I marocbal derampo cnmmaiidanle das armas,
em xiilude das commuuicacoes ollciaes recehi.tas
da presidencia na dala de 8 .lo correte, com refe-
rencia aos avisos do ministerio dos negocios da guer-
ra de 17 de dezembro ultimo, decala para conheci-
menlo da guarnirlo e lilis necessarioi, que o gover-
)io imperial liouve por bem determinar que fosse
dispensado do serviro o Sr. lente do segundo ba-
lalhio de infantaria l.uiz Paulo do Figueiroa Na-
bur de Araujo, para concluir o curso de sua arma
na esculo militar .la corte ; que o Sr. lenle do
inesino batalhao J.no Maria Petra de liitaucourl >e
demore na corle ale lilis do andante mez de Janeiro,
e finalmente, que por inmediata e imperial resn-
luclo .le 1J do rilado mez de dezembro, turnada
sobre consulta do conselhn supremo militar, foi in-
deferido o requerimenlo du cx-segundo sargento
Joaquim Garca dos Santos, pedindo ser reformado
no poslo que occupnu.
Declara igualineule u mesmo mareehal, que a pre-
sidencia em portara de Sdesle mez resolveu que a
rarlo de etape para o correnle semestre fosse salis-
feila segundo a avaharlo constante da labella abai-
xo Iranscripta, islu be, na razio de quatru reios rs,
e na de ll) a dn po destinada aos doenles do hos-
pital regimenlal.
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laum.i li-.i .iliT-ii^m, m.is ilar-iliflti uini i!".i
i mili porrera a rulara reprcstolArAn ilai ilinrenlcii
|iiti\i:if ,i> .ui*(ri..'-,f-. A"-, t tiii-i-Tlm* provincUes
ur permittiilu tlir cunselliti, que as uloii.l.nje-
m ifi.i > a lilirril.nl.* ile aceitar ou rr^it.ir
ritmo julearem roiivctiienlc. O inundo oflirial lin-
i6 I-ir ...MLiiia impordinei i ao ucc* II-
OKUEM OOIHA W. IX.-.
O mareehal de campo r.jmm.tml.inie faz publico jnr.i i niihocinieiln tia suarnir.io, que u
ntoverno tle S. M. o Imperador foi som-U pr a vi* a
expedido pelo nmn-leno du; negocios ta ptuorra de
10 ile deiciubro do anuo profimo fin ln, conreder
dispensado servigo para o da corlo o curso .(a raspee ti fi arma, aa Sr. lenpnie i
quartel mo.he .lo dcimo batalhao de infanuria f Estados pro*inciaes mas o poblieo rnnhecc
(aHinillo \ ivierde Mello, Redando eonstua tli* oflirio plenamente qe o aoveruo i"i.i raidado para que
la presidencia dala lo -le 2V i citadii me*. DcU-r- | s rcpre-euUnlw da poto >- nao lenham influencia
real. Tem sitio repetidas ve/,*- Austria para o futuro pretende ser gobernada ahxo-
miin por lano o inesmu niareclial decampa (po es-
la Sr. ollici.il, qoc tem de regreMaf a sru destino
no vapor que *e espera do noria, lique desda ja dii-
peuiidf> do servico do Iial* t->.
A-siunado.Jo*c Jnayun i X'ftflho.

OH,
Al 'sTWA.
fo nosio i-orrcpoiiilnue.
Vienna :! de dpzeinbro.
lia poneos dias o mareehal Kadrlzkv inloriuou ao
habilanle da Lombardia e de Vene/a que u restaba.
leciineuto das o congregacpi centraos o tinha sido
delinilivamenlc rrsolvido pelo enverno imperial, o
como semelhanle imlitoi(oei ilevem ser ntrodnzi-
das as oulras proMiirias auslriaras, sera convenien-
te levar ao sen roolieciuienlo urna narrarlo um
pourn rircumstauciada a esto respeilo.
tunando ha tl anuos, a Lombardia e Veucza tor-
naran! a panar para o sreptro austraco, o lino
Lombardo Venesiano foi dividido em dous governos
\Mtibernitn\ Em nina provinria, Millo era a slo
do governo; em oulra, Venen. A Lombardia era
sub.lividi.la em e Vneta em S circuios, que esla-
vam rnllocadus sob a superintendencia das a delega-
Sci ou antoridadea poliliras.
Em obediencia aos rescriptos imperiaM publicados
a 7 e i de abril .lo IS|.">, conselhos erinanrnles
foram formados de pessoas que gozavam da ronlian-
ra das dilloreutes ciasses do povo, e era do spii dever
dar o beneficio do seu eonselho is antoridadea do
circulo. A lingoagem empregada por S. ,M. o falle-
c lo imperador francisco era :
a As autoridades polticas devem procurar saber
exactamente os dtelos e as necessidades dos habi-
tantes do reino Loinliardo-Veneziano. e aprovcllar-
luiampiiic, c por tanta que as cengregac^ivs centraei
ou qnaesquer iiisliluires seinelhanles serao lmen-
le una despexa addieional i nar^ilo.
O espirito de eropreza levanlou-se n'.Vmlria, c
he claro a niim que os e\-preguico-n, cnirrm para
diai.te Drmemetite. Como Ihe disse ullimamenle,
varias linhas .e eaminho de forro eslo prestes a s,.|
postas rm cxcrurlo por companliias particulares, e
agoia os lidalg.is hngaros opulentos esto pira en-
trar em campo. A roinpanbia s- prope eslabele-
cer nina rommunirarAo direela por eaminho de fer-
ro entre Itaab c Belgrado, qnr, romo sabe, deve
li-.r-so mi mesmo eaminho rom Conslanlinnpla. O
plano lie grande, mas o bario Bruck lalvcz fizesse
bem lembrar qnr a niani.i pela construrr.V de ra-
niinhos de ferro ha poucos anuos ocrasioiiou urna
rrise lerrivel na Inglaterra. A fiuanrai se achara
surte poilerao publicar livretnente soaa ordens e im-
tru.-c.. s saine neg.iciosecrlesiaslicos.
Art. i. (I; nrcebispo* < bl-pns lero lailllieiii luda
i lili lade para .. gn\ -rn. de suas diocesep, .Ir
?\ 'ic. i i.,,I,., ns lrcit.'S q,ic lli p. il^uc iu. ,iu \ir-
l.i.le .as deelatacca r dii|ioai{6e< os ilgradoi c-
nones, ronforiiie a disciptina prsenle da Igrej
approvada pela Sania S.;, e principalmente oa di-
reitos :
i De constituir como vigarios, ronvlheiros c au-
Mliarcs to sua adiniuistracAo q ;aesquer eccle-
tiaslico! que ulgarem aplon para prceucher cssa
t'illi'-rn .
/>) Ite elevar ao estado rterhn! c promover ^ or.
dem sarna, de conformidad! c ira os sagradas cao-
nes, todos aquel les que jolsarem necenarios oB
Ulea a suas dioce.es. e lambem de impedir que re-
reh.iiu ordena boina os que |ulgsrem indisnna ;
< Do cr.-ar benelicioa menores ; e, depon do s.c
leiem entendido com s,. M. imperial, inorui.nl..
para a li\ .rio de um redilo conveniente, de insti-
tuir, reunir, ou dividir aa parochiaa ;
i/ De preicrever preces publica-, ou oulras obras
pias. quando o bem da Igreji. do Eslado, pu do
povo o exigir ; de designar ns lugares de orarlo e
de romaria, o de regular os funcracs c todas a- mala
runrcea sagradas, conforman lo-se a ludo respeilo
com aa pir-rripr-c canonical ;
De convocar e celebrar, da roiiformidii.le com
batanle enfraqnecida para soflrer qualquer abalo o< sagrados caones, concilios provinciaes csynodo
repentino, t) proprio estabeleciroento do Hamo hy-' diocesanos, de Ibes publicar oa aclos.
. o proprio estabeleciroento do Banri
polec.irio e o crdito m .biliar tem produtido um
efleilo exlremamenle desfavoravel em todas as es-
pecies de stocks.
(i emprcstinio nacional que se esperava propor-
cionaase un grande alivio ao Eslado, revclou urna
risle falla. Elevou-se a 93 e esta agora em "t. S.
M. d.-crelo-i que os ofliciacs c einpregados pblicos
Art. .">. A instrucclo de la.lu .-. ..ivonludc catb di-
ca. em todas as tscolas publicas c particulares, ae-
ra conforme a doutiini da rdigiao caOiollca. t)s
bispos, segundo os devores le -ms funccOes pasto-
rae, dirigirlo a edocarlo religiosa da mocidade, em
lo loa o estnbelccimentos publico!, ou parliculares
t'ducar.io, r Icrlo a
ar vigilancia, para qu
odu/a cousa
ou pureza
ni i pagassem mais as qnolaa a que eram obrigados, em nenhunu eap tcie de efisino sa inlrodnxa couaa,
mas ,,s pobres Fervos quo subscreveran alguma cuii- que ej,i contraria 1 religilo calbolica,
aa das snss economas anda sao (.briga.los a pagar dos costurnos.
as s,,s sb.riiprea. Art. (i. Em ucnlium rslal>elecimento publico nu
Oimpci.dor, como aignal da sua sali-farlo pes- particular se poder.) ensillar Iheolngia. calheciamo,
soal, em consequencia da concordata concluida rom mi doulrina religiisi. aem ler recebido minio, oa
a Sania S, subscreveu Vi.imhi fr., como contrbui-[ p?rmis.j|.i do bisp i dinccmio, que podersi revoga-
Co aom.....uncnlo qne deve srr erigido no Piaiza la log-i que as'itn lli? pan -an inveniente, apro-
as das benulzen) opioioea e conselboa dos seus :e- di pagua coi liorna, em eommemorarlo do dia em esaoroa nublicoa de llieulngii c os meslres de ralbe-
nrescnlaiitcs em hendido do paiz. que asle pontificia declaroit a liiim culada Cou- I cismo era i earntliid.is, d'iiiiaqne o biapo liver^-se
Alim de quo os desejos e as neccssida'les do pnvo I ceijSo ser um dos dogmas da groja ratholica roma-1 pronuncia lo S'ibre a f-. a ciencia c o aenlimentu
possam ser conhecidas, as clumadaa congregar/es I He um objectn de duvida. qual dos doosi religioso dos prelendenlrs, d'entre aquellea a quem
cenlrae-," estavam constituidas em Mi loo c Veneza, i ma's contrario a concrdala, s; a biireaucracia ou lnmesmo biapa declarar que esta ron vid > a canfe-
sob a presidencia do goveruador das dnas provin- exercito. Os prim iros declaram que a concorda- rir a luisalo r aulnrid!- de ensaar. Naquelles
chis. As < delegares ou autoridades dos dJITereu-1ld l'vou o governo do poder de exerular os seua I lugares, em que coslumim. oa bispos encarrenar al-
ias circuios tambem linliam os aeua conselheiroa n3o plenos para amalgamar as dilfercntes raras, puia que ; gnus professorea da l'arul lade de Iheologia do en -
s.....'os e-i.id.inies de seus seminario', os dilos
professorea so pn.iem ser lirado* d'entre os que os
biapnsliverem julgad oais dignos de preeneber cs-
le.-aigo. I'ari o evune d iquell-s que aspirara ao
grao de donlor em tbcologi i, un em direito can-
nico, o l.i.>.......lear inelade dos examinadores
d'entre oa doolores em theologi, ou direito cano-
olliciaes rongregares provinciaes os quacs linliam os utinicrosoa sdanos da igrrja grega e ns protes-
uma esphera um pouro extensa de arrio, se as in-1 t'ntea hngaros e transa, Ivanos serlo mais desafei-
ropria-
tenres manifestadas pelo soberano
mente pralicadas.
A tarefa das rongregares era : I coninllar
rom as autoridades acerca da divisan c eslaheleri-
monlo das lavas : -2.-. coadjuvar a execu(odore-
gulainrula .as laxas : 3., ptvrural que baja pi_
purrlo nos supprimnilos que as provincias lenhldl
de contribuir para o liado militar j i., vigiar so-
bre o manejo da propriedade das corporales e Com-
muiiidadea : 5., ver que os Irabalhos de lodos os
coadoiaos Auitriacoicatholiem romanosdo qeu dan-
les ; o os ltimos proveem que para o futuro serlo
obrigados a oceupar o segundo lugar em voz dj pri-
meiro. t) imperador recebcu a grao-.-ruz da ordem
piado Sua Sanlidade. A insignia da ord-m man
dada polo papa dizem srr magnifica. Ue escusado
dizer que o rondo Buol, o bario Itarh e o conde
I Imii nao foram esqueridos, p do qu.; gauhoii na
partida diplomtica que foi jogada.
Do primeiro demaio at I") de novembro .">19,99
eslabelecinienloa de caridnde, liospitaes, collcgios liveram o cholera no imperio austraco. iSW.lllO se
de orphlos, etc., fossem coiiveuienteineiile dirigi-
dos: I).", a superiuleiidencia sobre as estradas e
chafarizes do paiz. As congregarles lambem podiam
sulnni-ller ao governo r^utral e an soberano as -un.
neoLindes, desejos e peli;ees. a Finalmente, po-
diam ser chamados pelo soberano ou seu governo a
=0 dar os seus conselhos eopinioes em negocios relati-
vos as auas provincias.
As congregar,.! > cenlraes deviam ser c.impostai
de proprietaiios territoriaea nobres c plebeos, e dos
representares daa cidaJea reaes ( hirnighche Stai-
U.) Cada departamento nevia enviar congrega-
rlo centro! um uobre e um proprielario territorial
plcbeo, o cada cidade devia ler um representante.
Vuma palavra, a cousrega{o de Millo devia ler
i membros, c a de Veneza 25. As congregarOes
provinciaes n que deviam ser compostas de ele-
mentos semelhantes, deviam consistir, segundoa ca-
pacidade da provincia, de duus, tres, ou qualro
membros. Os deputados de ambos os conselhos du-
ravam no cargo pelo termo de seis anuos. O modo
da eleico dos depulados he o punto fraco do uego-
cio. As coinmunidades ekualmentc as cidade* de-
viam escolher tres deputtlos, e o imperador devia
designar um delles para ser membro da rongrega-
i;lo central. Se um membro da congregarlo pro-
vincial era nomeado, aa communidades e cidade-
deviam eleger Ires pessoas, e urna dellas era esco-
Ihida pela congregarlo cenlial. ub, na falla da
mesma, pelas autoridades poljeiaes da provincia, a
As ordeoancas precedentes tem agora causado al-
ni.-i..
Art. 7. Nos llymnasiis e em (odas aa escolas,
chamadas medias estahelcclminlos .le instrucclo se-
cundaria destinados a moci lado calbolica, nlo se
far.i Hornearlo para profeaaor, ou meslre, seuae de
peaanacalbolica, e tola as eonaaa sero ahi rr-u-
realabeleceram, 2Jn,8lil morreram, e :itl,-J.> amia, lados de me lo que Indo tenia, segundo a nalur
Ido ensillo, i gravar-Ibes nos coraries a |rj da vi I*
3 ;
A
. n
o ^
-
mente.'
posiliva-
l
Augusta Massonneau ignonva cuinplelamente
quem era Lallrovere; por consegoinle deu eslron-
dosa gargalhada. Seu Massonneau idiota imitou-llie
o exeniplo, e a maioria dos Kirardos, inclusivamen-
te a lia .Natalia, e Sophia Des llaliveaus seguindo o
impulso dado, cnliegaram-se a nina alegra louca.
Oh proteslou todava madama Des Jardins,
esso generu de espirito tilo he o nosso, nao he ver-
dade, Zelia'.'..... Preferimos um peusamculu senti-
mental e cnlernecedor.
He lio agradavel chorar, linda mlizioha! sus-
pirn i ingenua moca.
La Luzerne em pd e descoberlo rcrebia as fclici-
ta^oes de eus partidarios, bem como um orador que
desee da tribuna.
Ouvio-sc i voz de Du ueret disculindo dimite da
fachada do castello.
Cliegou na propria carruagem de Des Garennes,
dizia elle.
Queres sempre saber luda! respundeu a voz
grossa de Du Taillis.
Com elfetlu, insiiiuoii Massonneau. minha mu-
llier disse-me que tiiiham-lhe dilo...
Irra! nterroropeu o viovinho dos cabellos
ruivos, Des tiarrennes mesmo assim m'oaUirmuu !...
he perfeilamente o nosso hoinem da hospedara du
Cavado Branco ; um Americano, secundo creio.....
Comprou de rendas a qualro c mcio um uiilhlo e
quinheiitos mil trancos.
Seiscentoa mil francos!... reclificou l'lo Secco
adianlaudo-sc com desembarazo.
Nao neg que comprasse, disse Du Taillis in-
crdulo, mas pagou'.'...
Em diuheiro de contado, acabou Du ueret.
Vai contar isso a oulros!...
Ah.' senhorca, eiclamou Po Secco, oqual ap-
plicra os olhos i vidrara do salao, podem interro-
gar a elle mesmo, pois alli esl !
Mein duaia de Ricardos lanraratn-se logo i janel-
la : a mor parle delles sabiam ja vagamente a histo-
ria exrenlrica do almoc,o de llobinson.
Oh! viuvioho, disse o aitisla rindo, nlo te
approximes tanto... talvez elle lenha anda a phau-
tasia de administrarte oulra currrrrio.
Du Guerel que tocava quasi a porla, voltoti-se, e
encarando a l'lo Secco com ar indignado, dissc-lhe
severamente :
rallas com muita ousadia para um humera de
la especie !...
lie verdade!... exclamou Du Taillis... Enri-
quecesle esta manilla?... Ainda nlo digeriste nosso
almoro, hire!
O artista coutinuava a sorrir descaradamente, em-
boca a mullidlo dus Ricardos allloisse cm torno
delle.
Eu qne lenho trinla e cinco mil libras de ren-
da, lorunii Du Taillis, livres de imposloa, e que,
grar.i- a Dos, nada devem a ninguem, nao fallo com
tanta liberdade come lu... leus muita ousadia.
Eu respondera a isso com um hora dilo, disse
comsigo La Luzerne.
Po Secco tomou um ar innocente, e disse afaman-
do o queixo do anligo advogado.
Eis-aqui o leapeitavel Massonneau que he rico
bem como um poro, e que nlo lem dez cntimos de
ousadia.
Massonneau corou como urna rapariga e bal-
buciou :
aerrescentou lMo
Minha mullier diss;-me...
Que liuli nn-llio dito.....
Secco.
Que diziam..... torauu o pobre homein com a
roelhur fe.
Todos os Ricardos pozeram-se a rir, excepto Au-
gusta, a qual nioslrou o pjnho ao artista e chamoti-o
macaco velho. como no htm lempo cm que vendia
btalas.
Po Secco nlo responden respeitando n discpulo
da Escola Polylechnica, naa vingon-ae sobre seus
amphitrvoes da manilla.
Se Vmcs. fussem mlls/iarios como Des Jar-
dins, romo De la Luzerne, disse elle saliendo bem
que fazia seus amigos todos aquellos que nomeava,
como Des Garennes... se l/ouxessem o uniforme co-
roo o priminho Massonncui, ou a Inga como nosso
joven prenle Dea Sablom... Sa fossem, emfiro, co-
mo muitos oulros que vej) daqui. cu ronrebrri. lal-
vez seu orgolltO, Mr. Du luercl e .Mr. du Taillis...
O palife do artista poze-a a lamilla toda de sua
parle.
Mas biirgiiivinlios como sin..... arcrcscenlou
com dejdem exagerado.
ti c ili/.c..'... evrlaiiaram ao mesmo lempo o
cabello ruivo e o criador.
O artista percorreu a astembla rom a vista e vie-
se defendido.
Viuvo, continuou elle dirigin.t.i-sd a Du Gue-
rel, u qual recuou, se tilo le poxeres aa boas, irei
dizer ao Americano que It coma .'
- Ouvio-se eslrondar ainda o riso collecliro dos Ri-
cardos.
Po Secco poz a mo sibre o bolSo da porta, e
murmurou vollaudo para a mullidlo :
Saben) que elle rhatia-se agora Slepheu Wil-
liams em vez de Robiosou?
Ainda nlo comprehendi bem essa historia !
di-se madama Des Jardins
O corto be que he un helio honiem fez ob-
servar Augusta.
A parle feminiun da aatambla sobretodo contcm-
plava o romntico eslranguru rom vida curiosida-
de. Zelia, que aegurava ua linda mliziuha pela
saia, achava-0 seiuellianlea Fra Diavolo, a Zampa
e a Kobn des Bois.
De todas as parles as vetea masculinas iimrinura-
viiii a cifra respeilavel d> um malta o c seiscentoa
mil francos.
Du Taillis e Du Guerel que conaervavain anula
seu ni-.o iiuinor, pensavan que havia motivo de aus-
peila ntsse negocio.
Oue (em elle na nlu? pergunlou Zelia Des
Jardins.
Creio que lio hilbf hs de banco, respoudeu a
aobstilnlo.
Positivamente I hillides de baen.' afllrmou o
pai de Zelia ; lie um ricaoo!
E veja como tcni o r triste, iccrescentod ma-
dama De- Jardins ; a riipeza nlo d a felici.lade !
Slepli, .i Williams, objeto de toda essa allenrlo,
nlo dizia nem onvia na que a familia Ricardo elava ah coiitemplaiiilo-o,
bem como o publico no Jadim daa Plaas rodea as
gaiulas das feras.
Porque nlo entrame '.' disse o ingenuo Has-
soueau ; minha iiiuiherilsse-rac que Itavasse co-
co parti honiem para \"ai -ovil, sem embargo .le -r
er dillicilmento rcslabelecido de urna enfermidade.
Espera-ae aqui amanhaa sir ilamillun Sevm inr,
( Times.,
se acham eui Iral.iinenlu medico.
O Dr. ()|ipo/.r foi chamado pelo principe P.is- 'tiri-tia. Os bisos, depois de lerem conferenciado
Uiewiish, que dizem ler um cancro. O celebre inedi-, entre si, determinarlo, quaes devem ser os livros
que naa escolas aa ampregar para o ensinu religio-
so. Quanto i esrolha dos meslre. de religlo para
ns Gymna respeilo se lem sabiamente determinado continua
em vigor.
Art. 8. Tudus oa m-slrea das escolas elementa-
rea, destinadas aos calimbe.is. serla subn.ellidns
inspecrlo errlcsiaslira. S. M. imperial Horneara os
inspectores das escolas dioce-anis d'entre as pessoas
que o bispn propozer. Se acontecer que naa esco-
las se nlo atienda bstanle a instrucclo religiosa, o
hispo lera a mais ampia liberdade de nomear mu
eccleaiaslico para ensinar o calneciamo aos meninos.
l'ara precncher o cargo da precepior de meninos,
he necessarlo ler nina crtica pura o urna conduela
irreprehenaivel. O que se desviar desla sonda sera
repellido.
Art. *.). Os arcebispos, ou biapos e lodos os Ordi-
narios doa lugares esercerlo com ioda a liberdade
o direilo que Ibes perlenre de eatiguialisar com ran-
eara os livros pengosos religilo e aos bous cosiu-
mes, e desviar os liis de sua leitura. Pela sua
parte, o governo tomara as medidas convenientes
para que laca livros se nlo propigucm no im-
perio.
Art. It. Todas as causas eccleaiaslicas. e eapc-
II1CII
C0IWENC40
Eutrc o nosso Santo Padre, o papa Pi IX e S. M.
Francisco Jos I, imperador d'Auslrij.
fe'm nome du Santittima e Indicititiei TrUidae.
Art. 1. a reliailo caiolica c apostlica romana
'era sempre conservada em toda asuaexlenslo no
imperio d'Auslria, e em todos ns Estados que o com-
pe, com lodos os direilos e prcrogalivaa do que de-
ve gozar em virlnde da ordem est. bolenla por Dees
e das lea cannicas.
Art, 2. O pontfice rumano leudo por direilo di-
vino em toda a extenslo da Igreja, a primatia de
honra c jurisdic(,1o, a cominuiiicarlo mutua com a
Santa S naquillo que foi relativo s cousas espiri-
luaes e aos negocios ecclesiasticoa dos hispes, do cle-
ro e do povo, uo oslara sujeila ;i uecessidade de
alcaurar u reojo beneplcito, antes ser inleira-
menle livre.
Art. .1. Os arcebispos, ou bispos o lodos os Ordi-
narios dos lugares lerlo livre rmiimunicacao, para
o e.xercicio de suas Tuncces pasluraes, com o clero
o o povo de suas respectivas dicesis. Da mesma eialmenle as que dizem respeilo i f, aos acr
nhecimenlo cora elle quando acliasse ocrasilo favo-
ravel.
Veiiha roinigo, mcii primo, exclamen Po Sec-
co sempre intrpido, cu o aprescnlarei!
Abri a porta c entrou segurando o anligo ad\o-
gado pela mo.
Du ueret e Du Taillis seguiram-no de perlo, o
salan ticou logo ebeiu.
Enlrelanln Slephrn Williams permaneca ceg e
surdu : era sem duvida um nrres.o de inania ame-
ricana. t'.i.Hiu vimos, o eslraugriro dera grande rol-
dado aos Kirardos, qualquer que fusse seu uome Ho-
hiiisou ou Slepheu Williams. Os negocios de Des
Garennes haviain sido sempre um tanto mysleriosos
os prenles vingavam-se das Uenfoea tributadas
contra vonta '.e sua riqueza apparentc nioidendo-o
por dclrns. O ciume meaqninho adevinh'a bem co-
mo o odio, bem como o amor; lojoi deseonliavain
qne esse Slepheu Williams poda ser um romcla
malfico, destinado a extinguir a estrella de Des lia-
rennes nocodos lilhos da furliiua.
agente de cambio Gayel lora encontrado na es-
tarlo da estrada de ferro por alaum Ricardo hbil
em construir o castello da h\ pudiese ; outro llicar-'
i\'j de segunda ou de lerccira ordem f.'.ra beber o
trago da chegada na hospedarla do Cavallo Branco.
O cerlo he que aspalavras Mana dmertrana cir-
culavam ja no exercito dos Ricardos ; ningnem po-
da dar-Ibes sentido preciso : laes palavras he que
fazein forlona.
Di/endo ninguem, erramos pois Du ueret, o
viuvinho, eslava persuadido que inania americana
siguiiic.iva propenso desregrada para tirar a casaca
e esmurrar a gente as salas de hoapedaria.
Entrando nesse sallo onde n estrangeiro eslava so-
zinho, os i'.icardos eram dominados por senTimenlos
contrarios. Havia em primeiro lugar urna curiosi-
dade iiiiuiensa junta a una especie de respeilo reli-
giosa infundido pelo descont do mhao o soisceu-
los mil francos; mas havia lambem a idea lita de
sua importancia pessoal.
Ilesilavam em dar mu paso adianto, postoque es-
livr-s-.ni anciosos por correr.
Quem ousou romper o silencio foi o artisla, esse
traquinas de cabellos quasi brancas, que nlu liuba
preconceilos.
Senb.ir. disse rile com galhardia, cis-aqoi raen
primo Hasaonneau...
Sleplirn Williams levanlara-sc rcpcnliiiaincnle, e
parcerra > hir do um sonho.
Que be isso^ pergunlou elle laucando umo-l
Miar em torno de si
\ familia IJesJardins, osubalituto, a lia Vitalia I
e Sophia Des B.illiveaux concordaram em arhir que '
ille liuba cerlo ar de dolido, l'.lo S.rro e o anligo
advogado recuaram inatinelivamenle dianle do olhar
espantado de Slepheu Willums ; e-se iuomiuciiIo
descobiio Dn Gnerel e Du Taillis.
Ih! ah!... loroou o Americano sorrlndo, sio
meus rompanheiros de ho.pedaii.i '
Baae sorriao pro.luzio uo salan o elfrilo de um raio
deso. Todos us semblantes aleg;. :m-se.
Linda maizinha, muimurcu '.eliu, arha bellas
aa baihas delle?
Est de bom humor!... disse Du Taillis :. Du
Gnerel.
,1'flo Seccu, quo senlia-se enlao com urna coragem
a luda a prova, perguuluu farailiarmcule :
lem passido bem'.'... eu desejava apresenlar-
Ihe... r impeli. Maasonnea para adianto no mo-
mento cm que Slepheu Williams nlerrompia-o pi-
ra responder :
Eu desojo ttr descanco !
O Americano voltoo-se, e Masaoneau saudou-lhe
profundamente as rostas.
Absolulam criador. Ello esta de mo humor .'
l'lo Secco fez nina pirueta, deixaudo o primo .Mas-
sonneau de-enibararar--r romo podosse. Por infeliri-
dade do anligo advogado sua mullier ronversava nes-
se momento cora Mr. De la Luzerne, homem jovial
e de ro-lunies faceta.
Massonneau nlo moveu-se; seus ps parecan]
prega los nu rlilti; elle permaneca ahi, lendo o sot>
riso as labios e oa olhos tilos nn. costas desse perso-
nagem, rom quem a mullier ordenara-Ib.' que tiavas-
-e conhecimenlo.
tls leitores nao podoro imaginar quanlo essa con-
ducta brutal e eles orlez do estrangeiro engrande-
ceu-o repentinamenle na opinili dos Ricardos. Os
molilas, embora nao sejam milionarios, moslram-se
as vezes mui ^rosseiros ; mas o homem que compra
um milhlo e seiscontos mil francos de rendas, e que
he mais grosseiro que es manlas deve ser pelo me-
nos quinze a vinte vetea millonario : calculo tallo.
1'ni vento de neommodo soproo no sallo : os Ri-
cardos senliram-se eonatrangidoa ; decididamente es-
se homem infundia-lhea respeilo. Todo* prornra
ram enlretenimenlo; Du ueret, Du Taillis e Pao
Sece.i, approximaram-se nesse momeido solemne, e
l'ng i im conversar, DcsJardiua propoi una partida
do loga dos cantos a.i substituto, o qual talln sem
motivo de urna audiencia que Ihe dera pouco antes
o guarda sellos. La Lozerne arrependidu deterja
emitirlo seu famoso dito ; cararler de La lrmere,
prorurava outro com febre.
Minha lia, dizia o discpulo ih Escola, oflerc-
cendo nina cadeira a Natalia, nao quero que Vmc.
conserve por mala tempo a posirlo perpeudicular.
A propria Zelia assenlou-SO subtilmenle ao piano,
que por imprudencia ficra aberlo.
Emliio todos estavam exaltados, lodos obravam ou
fallavam nlo para si, nem mesmo para sena vi/j-
ubos ; mas p ira o estrangeiro, o qual nao ria nem
onvia a ninguem.
Nessat grandes circumslancias o deslino ceg re-
serva as vezea os primeiros papis aos mais humildes.
Fui dado a .Massonneau mudar a situarlo. O pobre
homem immovcl como nina estatua no meio do ,-
lln, teria Oca.lo ahi at ao lim to mundo, se una
losaesinha secca, aignal bem c.nibecido, nlo Ihe hou-
vesse feilo voltar para a mullier seua alboscxlinrlns.
Anguila arenon-lhe que lomease para as fileiras ;
porr-m qtter .Massonneau nlo livesse podido ver hem
o areno por cansa do rollariuho da ramisa. quer se-
gudo seu costuine o livesas entendido as avenas,
esse anligo oflicial ministerial julgando obedecer deu
um passo adame, b.ileu no hombro do lerrivel es-
Irang. ir-, e Jisse-lh? :
Oner conversar comiso 1
Steplien Williams votloo-se ..inda, mas desta vez
nao reprllio o pobre Usisonneau ; a vista desse sem-
blante piar Id') c innocente desarmara o stlbila-
mcnle.
los, as lonrres sagra las, ao.' deveres e direilos que
derivan do sauto ministerio, tonda unirainenle on-
-<"" do loro da lureja. devero ser iulgadas pelo jqi-
m rnlesiaslic.i. O juizo ecclesia-liru conhe.ei.i
igualmente das cansas relativaa aos casamenlos, se-
cundo us sagrados caonea, e sobreludo, segundo o
letelos doronrilio de Trcnlo ; o juiz civil nao c.i-
nhecor, sanio das elleiloa civia do casamento, ob-
servan la o que est estah-leeido pelo mesmo coari-
lio de Trcnlo, e pelas cartas apusloltcaa Aurlottu,
filei.
An. I!. Os bispos lerlo toda a liberade de iii-
iliugir as penas rouimina las pelos sasjradoa canoue-.
nu as que julgarem ranvenieiite.. a... ren. qui!
u.io Ir.iuxerem um habito rlchral de ule. couor
me ; ordem a qu perlenrerem, ou a dignidade que
oceopar, nuque, por qualquer motivo, forem dignos
de rnrrecrlo, podendo eucerra-los em mosleiru".
seminarios, ou oulros logares para iaao desuados.
Os bispos u.io polem ser impedidos de dirigir reu-
auraa aos liis, quaesquer que sejam, que Iransgre-
direm as leis eclesisticas c oa caonea.
Art. 1-2. O juiz erelesiastiru ronhecer.i do direi-
to de padroado : no obstante, a Sania S casenle,
(loando se tratar de padroado secular, que o- Irilm
naes civis possam pronunciar sobre a snasncceaiito.
quer se trate de '.isrus.ea enlr patrn..s a substi-
tuios, ou entre ecriesiasUeea designados por ea*es
memos palronoa.
Art. 1:1. A' vista das circum-tanrias do temp..
S. Sauli.hi le con-enle que o. juizes secular*-' ro-
n'ier un e julgnem das causas civis dos clrigos, do-
r nitratos, por .xemplo, daa dividas e heranraa.
Arl. I i. Pela mesma razio a Sania So e nao
oppoa a que aa cauaas dos eclesistico* em materias
de criases O Melos, que slo ponidas pelas leis do
imperio, sjam deferidas ao juiz civil, com tanta
que este sem demora a.lvirla e informe ao hispo de
Indo. Alera disso. ni pei-li do culpad... ob-ervar-
se-hln todas'as formalidades que exige o reapciiu
devida a condirjo rleriral. Se contra um -eclesis-
tico se der seulenea de mnrte, ou de pri-ao. por
mais de cinco anuos, us actos judiciarioa serlo, em
ludo o caso, commuuicados au hispo, o qual lera a
faculdade de ouvir o cnndemnaJo quanto for ne-
eessaria, para que pasas deriJir que pena ecrlesias-
lira Ihe deve ser inllinsid. A mesma cooa lera
lugar, a pedido do hispo, ae liver ~i i., imposta pena
menor. Os clrigos sollrcrao sempre a pena de
pristo em lugar separado dos seculares. Se forera
rondrmn.idos por simples delicio, oa < onlraveocao.
serlo encerrados em um mosteiro, ou cm outro es-
tahetecido ecclesiastico.
Na dispose.iu desle artigo nlo eslao absolutamen-
te compreheudidis as causas maiores, sobro qoaes
deliberoo o sanio concilio de Trenlo. ae. ->\, can
").' de refann. O Santisaimo Padre c S. SI. im-
perial, se for preciso, proverao a maneira de a*
tratar.
Arl. 15. Para honra da rasa de Basa, que he
Ite-i dos rcis e o Seuhor dos senhores, a in.inunidade
I los templos sera respeilada lano, quanlo o permil-
lirem a asgoranea publica e as exigencia da jus-
lica.
Arl. Id. o augusto imperador nao soflrerj qae a
Igreja calbolica, aua f, lilhorgia e in- iluiees -.-
I un ultrajadas nem por palavras, nem por acto..
nem por escriplos ; nem tu poucu que os bispos
ou os parodias sejam estorvados nu exercicio deseo
ministerio, maraante naquillo que Ibes compete
fizer para a dafnia conservarlo da lo ilrma. da
fr. uu dos coalames. De mais, se for necessario.
prestar auxilio para qoe os jolgamenlos das bis-
pos contra os clerigoa remissos recebam execu(lo.
Desolando alcm disso que, segundo os preceilo.
divinos, a honra devida aos ministro da Igreja seja
sempre guardada, nada permillira que posu con-
coircr a attral.ir-lhes a.deshonra c o desprezo ; ao
contrario, ordenar s lodos o* funecionarioa do im-
perio de lazer, em qualquer ocrasilo. aaa arcebia-
po-, aos hispas e ao clero a honra, c guardar-Ibes u
respeilo .evdo suas diguinades.
Arl. IT. Os seminariosepiscopaes erao conserva-
dos, c quando nao lenham a dolarlo soOirieule pira
attingir pleuamenle ao lim pira qoe foram creado-,
segundo a inleuclo do concilio de Trenlo, fu e-ha
por augmenta-la de um mudo convdenle. Os
bispos diocesanos dirigi-los-hlo e oa governario na
plenitude c liberdade de aeua direilos, segando as
regras dos sagradas caones. > ornearan por conac-
gutnte os supenores, prafe-sores e meslres desse-
seminarios, e os substiluirlo por oulros sempre que
o julgarem necessario e til. Keceberlo, para se-
ren educados neSSCS eslabelecimenlos, joven- e ine-
ninea, saaondo que, peranle Dos, assim o juigunu
de vanlagaai para suas dioceses. Os qoe liverem
saludada nos somiuirios, poderlo ser idmillidoa a
seguir os cursos de qualquer uutro eslahelerimenlo .
Porque nlo ?... murmurou elle ; >o me tirara
talvez as ideas tristes.
I ni susurro percurreo o sallo ; vinte vozcscochi-
ehavam au mesmo tonipo :
Ello lem ideas tristes !
lima pessoa verdaderamente ufana nese rnomen-
lu, e que linha razio para assim estar era madama
Augusta Massonneau. Seu marido, que na ordem
normal ficava na retaguarda da familia, acabava de
por-se repentinamenle frente !
.Massonneau passava a lingu pelos beiros, o eslre-
gav as mos de boa mee le emqiiaiito Slrpl.cn Wil-
li.irns l'a/.ia o inventario da rompanhia. Pouro antes
lodos ronlemplavim na a trovos daa vi.lraras com
um animal rorioso, agora elle admirava pelasaa vez
case bando de Ricardos de que nao havia oolro igual
no mundo.
Couhecia somonte o artisla, o mador e o viavo ;
assim foi com alearte de amador que percorreu com
a vista o resto da tribu desde lia Nalalra, vrrmelha
e curta, alo Sophia Des Baliveaux,rujo rosta de que-
hra-nvcillas moslrava-se no fundo de um fonil de
j llores.
Aprecion Oes Jardins.vrrdadeiro pai nobrede thea-
1 tro ; Fronte c.lreita e orelhas runiprida<. peilo larco
i coberfn pe., rollete branco e lio lealnienle rompene-
! Irado dr ana importancia, que Indos liiibim tentarlo
I de per.loar Ih'a ; madama Des Jardins, mullier dic-
I na que linha a einphas do mor malernal, a Inste
paixflo das rousas elevadas, e que dissera um dia sin-
ceramente* cm nlo sai que sallo, de que era a burla
de.de esse lempo ; De corlo he lisongeiro contar on>
Ir seus aol'pas-ado* um rei da Inglaterra ; mas eu
proferira descender de Vollaire en de Rousseau.
Ella descenda de um pobre homem que venda
relalhos de panno na prora do mercado, c que nlo
sabia ler.
Entre esse pai a essa rali lio noiaveis sieplien
Williams distingui Zelia. Nlo ennviria esbocar
aqui o retrato dessa amavel pessoa 1 O Americano
arliou que ella asscmelhava-se a urna das lionera-.
que nao lendo podido ven.ler -r no dia de anno bom,
licam no armazem pira o anuo seguintc: olhos ara-
iles unmnveia e luzenles, sobranrelhaa Iracadas a
pincel, nariz grosseiro, bocea redunda.
Slas amata lano as paisigeus alpestres, e dizia Uo
bem ; Linda mlisinha Positivamente era urna ra-
pariga rompida.
Slepheu Williams nao desprezou a soberha Au-
gusta, mullier furle que ameacava encordar milito, I
que tinha debaixo de sen jugo o honesto Viuhii-
neau. Augusta nlo era ma. goalava de ver oa ho-
meua bellos, desdenhava a nrtliegraphia em sna cor-
respondencia, e formava Miando, quando quera
prodiw.ir elTeilo, alaumas unies percosa*.
Mas La Luzerne! ah ah '. que rapaz alegre Qne
bella barriga de tambor que rabera de ratidrrillet '
La Luzerne La Luzerne, .Mecenas esclarecido de
lodoa oa rumeos d ) capital, amanle de todas as l'e-
jazet surcessivamenle. um moco gordo e liello, nma
canelo do t.avean encarnada : O champagne e o
amor ..
Depois o joven Massonneau Irazedo o uniforme
aabio e os oculoa azuea qoe f.uei.i parle sa clona
da Franca ; depoia Des Sahlons, seu rival nos -snhos
ingenuos de Zelia ; depois oulros l.irard'M anda,
pai, inlia, rapazes e raparigas, todos bellos, lodos
excellentes, lodos Ricardos! (Continuar-iav-sVai.)
Ilt I
IX
TT


precedencia exame, e de concorrer, se preeurherem
as mais condices requeridas para loda a especie de
cadeira fora do seminario.
Arl. IS. A Sania S, usando do direilo que llie
he proprio, erig uovas dioceaes e Mies assignar
oovos limites qnando o liem dos liis o pedir. Lo-
go, lodavia, que se llie oflerega urna lal occasio, el-
la se. culeiideru coni o goveruo imperial vum cu-
bernio imperial! concilio Inicial.
Arl. 19. S. M. imperial, ua esculla dos hispes,
que, era virlude do privilegio apostlico que llie
foi Iraosmilfldo por seus predecessores, aprsenla,
ou nomeia para sercm canoiiicameulr iusliluidos
pela Sania S, lomara' de lioje cm diante as iufor-
inares dos bispos, e particularmente as dos bispos
da provincia.
Art. 20. Us metropolitanos e os bispos, ao tomar
couta do goveruo de suas Igrejas, prestarlo peraute
S. M. imperial o juramento de lidelidade, cuju tlieo[
be o seguale : Jigo jaro el /Hornillo id Smela
Uei Evangelio, sicut decel Episcopum, obedien-
tiam el fidelilatem Ciesarear llegue AfottoUcte
Mageslatt el successoribus suis : jaro ilem el pro-
millo, me nutlam communicalionem hatiituruin,
nullique concilio inlerfuturum publico; noceal, nullamque swpectum umonem,
eque inlra eque extra Impert limites conserva-
lurum, atque si publicum aliquod periculum im-
minere rescherim, me ai iltudadverlenduin niliit
omissarum.
Art. Em toda a parle do imperio ser livre
.na arcebispos, bispos e lodosos ecclesiasticos o dis-
pr de seus bens por morle, eguiudo elles a lal
respeilo os sagrados cauoues, cujas disposicnes (le-
varte ser igualmeute observadas com cuidado pelos
lierdeiros legilimos chamados a succeder-llies ab in-
leilalo. Em qualquer dos casos, todava, scrao
exeptuados os ornamentos dos bispos diocesanos e
os hbitos poutilicaes, que deverao ser cousiderados
como parte dos heus episcopaes e a esle titulo passa.
rao aos bispos successorei. Islo se observara lam-
ben a respeilo dos livros uaquclles lugares em quo
o uso o tem admitlido.
Arl. i. A todas as igrejas roelropolliana*, ou ar-
cbiepiscopaes, e ao bispados sulraganeos, Sua
Saulidade'.conferir a primeira digoidade, a menos
que ella ulo seja de padroado secular privado, por-
que entlo Ibes ser conferida a segunda. S. M.
continuara a nomear para as outras dignidades e
prebendas cannicas, exceptuando, sempre aquel-
las que sao da livre collado dos bispos ou que
derivara de um direito de padroado legtimamente
adquirido, l'ara conegos d'cstas igrejas nao se es-
colbera sen.lo padres que lenliam as quididades
prescriplas geralmenle pelos sagrados caones c que
se tenbam distiuguido em seu miuislerio pela sal-
vadlo das almas, na direccao dos uegocios ecclesias-
ticos, ou no ensiuo das scieucias sagradas. Alcm
d'isso nao se allcndera mais a necessidade dos costa-
dos de uobreza, ou de ttulos nobiliario.'!, seoao
quando a sua funda<-ao (ver sido feita com essa
condiro expressa. louvavel coslume de dar um
canonicato em seguida de un concurso publico sera
conservado por toda a parte em que est em vigor.
Art. 1. .as igrejas metropolitanas e episcopaes,
cid que nao houver cooego penitenciario, uem lliea-
logal, e as collegiaes que nao tiverem conego llico-
logal, conforme as prescripces do Concillo de Tren-
lo (sess. cap. 1 e sess. 94, cap. 8 de Reforma,
scrao elles instituidos quauto antes, e os bispos llies
deferirao estas prebendas, segurado as regras traba-
das pelo mesmo concilio e decretos ponlificaes res-
pectivos.
Art. 21. lodas as parochias serao preeuchidas,
precedeudo um concurso publico, segundo as deter-
minares do coucilio de Trenlo. Para as parochias
de padroado ccclesiastico, os patronos apreusenlaro
um de tres iudividuos que Ibes forem proposlos pe-
lo bispo, como abaixo >e declara.
Art. 2j. S. Santidade, para dar S. M. apost-
lica ; Francisco Jos, imperador e rei, um lestemu-
uho de sua benevolencia especial, llie concede e a
seus successores calholicos no imperio, a faculdade
de nomear para lodos os canonicatos eparochias sub-
mettidas ao direito de padroado, que result.i dos
fundos de religiao e de esludo, sob a condiro,
porem, de que a nomearau dever recahir semprc
em algum dos tres que o bispo tiver julgado mais
dignos, e precedido um coocurso publico.
Art. -2li. Augmntar-se-ba taulo, quauto for pos-
sivel, a congrua das|parocliias que nao tem com que
supprir as necessidades qae resultara do lempo e du
lugar, e islo se far, lano s parochias calliolicas do
rilo oriental, como as do rilo latino. Dcmai, estas
disposicnes nao dizem respeilo as igrejas paroebiaes
submellidas ao direito de padroado ecclesiastico, ou
secular, cannicamente adquirido, cujas necessida-
des devem ser providas pelos respectivos patronos.
E, quaudo os patronos nao salisl'uerem plenamente
as obriga(oes que lbesirapOe a lei ecclesiaslica, e
sobre ludo quando a congrua ministrada ao cura for
lirada do fundo de religiao prover-se-ha entao
s saai ueceisidadet, conforme o eligir o esjado das
cousas.
Arl. 27. Como u direilo sobro os beus ecclesiasti-
cos deriva de inslituico canouica, lodos os que fo-
rem apresenlados para qualquer beneficio, grande
ou pequeo, nao poderao lomar conla da adminis-
trarlo dos beus temporaes, que ao mesmo benefi-
cio esliver anneo. seoao em virlude da instiloicao
cannica. Alem disso, na posse das igrejas callic.
draes e dos bens quedellas depedem,observar-se-lia
exaclameule o qoe prescrevein as regras dadas pelos
caones, e sobre ludo as do pontifical e ceremonial
romano, Gcaudo abolido todo o uso ou coslume em
contrario.
Arl. 28. Os regulares, que segundo as coustitui-
Qoes de sua ordem, estao submellidos a superiores
geraes residentes junto a S apostlica, serao gover-
uados por esses superiores, segundo as regras Iraia-
das pelas conslituijes, salvo, lodavia, a autoridade
dos bispos, como o determinara os caones, c ptlti-
cularmenla os decretos do concilio de Trenlo. As-
sim, ossuperiores geraes communicar-se-bao livre-
mente com seus subordinados sobre ludo o que ten-
der ao exercicio de sen cargo ; e exercero livre-
raenle seu direilo de visita nos respectivos eslal.e-
lecimenlos que llie estao sujeilos. Finalmenle os
regulares observarlo sem embanco algum as re-
gras de sua ordem, instituto ou congregacao, e ad-
millirao individuos ao noviciado e a profissao reli-
gioso, couformando-se com as prescripces da santa
S.
Todas estas disposices serao igualmente obser-
vadas a respeilo das religiosas em ludo oque Ibes
poder ser applicavel.
Sera livre aos arcebispos ou bispos cstabclecer ca-
nnicamente, em suas dioceses, orden- e congrega-
;oes, religiosas ; com ludo deverao coruruunicar ao
governo suas oteiires a tal respeilo.
Arl. 29.,A igreja gozar do direito de adquirir,
que Ibe be proprio, novos bens por qualquer titulo
legitimo ; a propriedade que ella possue actual-
mente, ou do que vier a adquirir para o futuro scr-
Ihe-ha solemnemente garantida de om modo iuvio-
lavel. E qaauto s antigs ou novas fundarnos ec-
clesiaslicas, uo poderao ser reunidas, nem suppri-
midas, sem a intervenro da autoridade da S apos-
tlica, salvo os direilos coucedidos aos bispos pelo
santo coucilio de Treolo.
Arl, :I0. Aadminislcacao dos bens ecclesiasticos
perteneer aquelles, a quera ella compele, segundo
oscanones. Tadavia, lomando em considerarlo os
subsidios que o augusto imperador de boje em'dan-
le preleude fornectr do thesouro publico, esses bens
nao poderao ser vendidos nem sujeilos a mus algum
nolavel sem o cousenlimeuto da Santa S c de S.
II., ou daquclles que em seu uome o poderem azer
por le Ibes ler coufiado o exame dessa quest.io.
Art. 31. Os beus que couslituem o que se chama
Tundo de religiao c de estudos por sua ori-
gem, latera parle da propriedade (eclesistica, e sc-
rao administrados em uome da igreja, sob a inspec-
{5o dos bispos, que exercero esse direilo pela for-
ma que a Santa S couveociouar com S. M. I.
Os rditos do fundo de religiao era quaulo
uo for dividido em dotares ecclesiasticas perma-
nentes por um accordo entre a S apostlica c o go-
verno imperial, aerao empregados ua mauulenrlo
do culto divino, das igrejas, dos seminarios e "de
ludo oque pertenceao mini.lerio ecclesiastico. S.
M. comiuuar a fornecer como gratuitamente o tem
feito al o presente, os supprimenlos necessarios,
e mesmo, se o permitlirem ascircumstancias, dar
para lodos esses eslabelecimentos maiores subsidios.
Da mesma sorle os reodimentos do fundo de es-
tudosserao exclusivamente empregados para a
inslruccao catholica, segundo a pia iuiencJo dos
instituidores.
Act. 32. Os /rucios dos beneficios vacantes, coa-
BMI0 01 PlnMRBUCO SABAO-J 12 O J-NtlBO PE 1866
forme o coslume at boje seguido, scr.lo annexos
ao rondo de religiao-, e S. M. I., por molo
proprio junta a isso os rondimeutos dos bispados e
religiao e aos hoos coslumes. E como be de gran-
de ulerease paia a sociedade civil e religiosa que o
mancebos -cjam de principio,arraigado* religiao c
abbadas secularizas, vacantes na Hungra, e nu* Lia dou.rina, concordou-se que. o, I
lerr.torios annexos a este reino, reodimentos que es- publicas e particulares, a n-lrurc,
seja .t.i i a l i l.i
a moctdade catholica de um modo Dleiraroeole con-
tornie com a don trina da igrrja. Assim. os hispo
lerflo, em virlu le- de -en cargo, qne dirigir em toda
as localidades a iii-lruccfni religiosa
mas anda que velar para que se uo enlrp, em qual-
quer pon o do ensillo, a contrariar .1 rcligi.lo e os
bou- coslumes; p por isso lodas assenlas primarias
ser.io submellidas inspeceo eecletiailiea. Estatuto*
e Igualmente que os bispos leriam, coran o querem
os sanio- cnones, a direccao, g.iverno e adniini-lra-
cao dos seminarios de clrigos ; que a iiistiluic.in e
escolha ilos superiores, profesores e meslres de M-
tat-letlras e de scieucias e a admtalo Jos alumnos,
seriara confiados a -ua prudencia e discricjlo. .Vio
sera, porlanio, permiltido ensinar em parle alguna,
uem a sciencia Iheologica, uem a do direilo canni-
co, nem o calhecisnio sera previa aulonsacao do his-
po respectivo, o
Tolas as causas ecclesiasticas, inormeulc aquel-
I is que s.u cuncernenles a fe, aos sacraiiicnlos e aos
direilos e devcres'do sagrado niiiiislerio c que dizem
respeilo unaajie ao roroecclesiastico, sern .-uhinel-
lidas a juizes ecclesiasticos, que proiiunciaro se
gundo as regraj dos sagrados cnones e as prescrip-
ces do concilio de Trono, mesmo as causas de ma-
Irimonio, nao deixanJo aosjuiaes -eculares senao o
coiilie.iinenlo dos pontos que se releem aos elleilos
civis do matrimonio. Pcrleuceri .i raesma autorida-
de eecletiailiea pronunciar sobro a exisleucia dos
e-pons.ies c sobre o* elleitos do impedimento do
matrimonio, ouservaudo com lodo o escrupulo
prudentes e sabias disposnoes do mesmo concilio de
Trenlo das carias apostlicas de nosso predecessor
fio VI de feliz memoria, coinec.ndo por estas pala-
vras.laclorem /idei. t)s bispos gozarlo de seu
pleno direilo de inflingir aos clrigos que ineiecervui
as penas ealabelecidttfl pelas leis caiioniriis, ou as
quejulgareiu conveuieutes, e terao inleramente li-
mcs do laiicir exeommuuhao iodos os liis,que ou-
sarem violar elransgrediras leis ecclesiasticas e pres-
cripces cannicas. I'osto que o direilo do padioado
dexa ser da jnrislicrao ecclesiastica, temos consen-
tido que as quesles de simples padroado secular se-
jam sujeilas aos trihunaes civis : concedemos lam-
ben!, visto as circunstancias do lempo, aos tribunnes
civis ocouhecer das causas puramente civis dos cl-
rigos, e aiiuuiiiios a que o jiilgamenlo dos clrigos
doscrunes o delicias, que s,o punidos pelas leis do
imperio, losse da competencia dos meamos Irihunaes,
masobiipodeveru ser sera demora informado de lu-
do, ob-ervando-se lodas as atleiires devidas ao es-
t ido clerical.' o
Como a casa do Dos de\e -cr por lodos honra-
da cora piedoso acalamenlo, todas as medidas po,si-
veis se loiiiaram para sustenlar o respeilo c a iiuinu-
nidade dos templos. O religioso imperador e rei n.io
consentir que a igreja catholica, aoa le, litlurgia e
sanias instituidles sejam ollcndidas ou de qualquer
modo desprendas, quer por palavras quer por es-
cripios ou actos, uem que os bispos e ministros sa-
grados sejam embaracadosno exercicio de suas tunc-
ces e deveres, nrmenle ua deleza da f c dos eos
lililes, e a inaiiler a disciplina eclesistica. Alera
disso prestara o necessario auxilio de torca para a
execuc.io das seulencas pronunciada! pelos bispos
contra os clrigos, e, velando cora acurada solicito-
de ua boora que he devida aos ministros sagrados,
ido m prohibir loda a sorto de actos que pos>am
olleudc-los. mas ordenara alcm dis,o a lodos os ma-
gistrados il imperio que lacam aos arcebispos, bis-
pos e clrigos as honras devidas, n
Entre outra.- cousas convencionad.is, a Se apos-
tlica conservou intacto e invioluvel o direilo de
crear novas dioceses, de Ibes asiignar novos limites,
logo que tiver lec.uiliecido a sua ulililade para os
liis, e sua magestadd imperial e real, no exercicio
do privilegio que llie conceder a Santa S, t!e aprc-
>eutiire Hornearos bispos, ouvjra de boje era dian-
le os prelados da provincia eecleaiastlca. A pri-
meira diguidade as igrejas inclropolilaiias, archie
pittiopaea e episcopaes sera de no,s.i nomcaca, a
menos que nao leja de padroado leigo parUeuUr.nor
qoe cm lal caso sera a segunda. Sua magestade ira
periai e real continuar a nomearuiilras dignidades
e prebendascanouicuet, a excepeo, todava daqoel-
las que to da livre collae/io dos bispos e do direilo
de padroado legtimamente adquirido. Essas pre-
horaeus de hem, assegurando e protegendo a |juer. | beudas cauonicaes serao comedidas aos sacerdotes
dado da igreja catholica, em loda a exteusao de seus '. 1'"' *,lc"1 Jili qoalidades requeridas pelos sagrados
estados. Emprcgando cada da mais zelo e dedica- j caones, se tiverem distinguido no exercicio do mi-
cao lilial em corresponder nos-a solicilude, pedio- "'lerio da cura das almas, na gerencia dos nr-ocio,
nos com instancia, que concluissemos com elle una I cccle-iaslicos, ou uo prolessorato das scieucias sa-
concordala, a qual, em virlude de nossa aoloridade (l*u'l- Conveiicionou-se lamben, que as igrejas
apostlica, podesse regular os negocios ecclesiasticos | "letropolilanas e episcopaes onde lallasse um conego
cm seu imperio, e prever melhor que d'antes as ne- penitenciario e um lbeoloc;al, c uaa collegiaes era
cessidades esplrituam de seus povos. Vos compre- 1ue 'altasie um conego theologal, segundo as pres-
hendeii racilmcnte, veneraveis innaos. com que ju- cripces do coucilio de Trenlo, sel iam logo uomea-
bilo recebemos essas solici(ai;es de sua mageiladc ,' dos> e imperial e aposlulica, solicilacoes lau louvaveis, e ]as regras do mesmo concilio, e os decretos ponlili-
lavam, ha moitosseclos, em po-sc mansa o pacifi-
ca de seus predecessores no Ihrono daquelle reino.
as provincias do imperio em que nao existetundo
de religiao crear-se-hao rominis-es mixtas para
cada diocese para O lempo da vacancia, para que
administren! os bens da renda episcopal e de lodos
os beneficios pelo modo que for estatuido em
concrdala da Santa S com S. M. I,
Arl. 33. As vicisitudes do lempo ten sido cau-
sa de que em quasi lodas as parles do imperio da
Austria e tenbam abolido os dizimos ccclcsia-lico-
por lei civil, e tae< sao as circumitanciai que elles
se uo podem reslabelecer era todo o imperio. Eis
alii porque, a instancias de S. M. ; e em atlencjlo
Irauquillidade publica, que imiilo interesal reli-
giao, S. Sanlidade permute e decido que, salvo os
lugares em que o direito de exigir o dizimos esta
era vigor, nosoulros lug-ires, coi lugai dos dizimos
e a titulo de coinpensaco, o goveruo imperial con-
signar doiaeSea quer era bens de raz e cstaveis
quer de subsidio do thesouro, as quaes serao appli-
cadat para aquelles que gozavara do direilo de exi-
gir os dizimos. Da mesma sorle S. Al. I. declara que
ellas dotaces, laes como forera lixadas, serJo lidas
e percebidas a titulo oneroso e era virlude do direi-
to dos dizimos, que ellas lic.im substituindo.
Arl. 31. Finalmente, ludo o que diz respeilo as
pestoa a cousas ecclesiasticas, e que se nao meiicio-
uou nos arligos precedeute*, regular-se-hl e admi-
nistrara', seguudo a doutriua da igreja e a discipli-
na presentemente era vigor, e ipprovada pela Sania
Se.
Art. 33. Em virlude desla couvenrao soiomne,
as leis, regulamenlos e decretos publicados ale o
presente.qiialquerquesejaasui nalureza.no imperio
da Austria e em cada um dos estados de quo se elle
compoe, sern consideradas em lodas as disposicnes
que Ibe sao contrarias, e de hoja como abrogadas era
dianle eslacouvenc,aolicara' era vigor perpetuamente,
como lei do estado, em lodas as parles do imperio.
Cada urna das parles Contraanles se compromelte,
em seu uome e no'de seus successores, a observar
lielmeule todos, e cada um dos pontos em que con-
cordaran!. Se para o futuro -obrevier alguma dilli-
culdade. S. Sautidade e S. II. I. enleuder-se-ho
reciprocamente!' ira resolve-la ainigavelmente.
Arl. 36. A Iroca das ralilicacoes da preseute cou-
veiicao far-se-ha no prazo de dous mezes da dala
desla convcucj, ou antes se for possivel.
Era f do que os plenipotenciarios supradilos as-
tiguarara a presente convento, e llie puzercm cada
qual o sello respectivo.
Dado em Vienen, aos tS de agosto do anuo da
Kcdemprao, ls."i.">.
Josepii Otiiiiiarue Rauscbeb,
M. P. arcebispo de Vienua.
I.. S.
Miguel Card. ^ uu Prela,
M. I'.
L. S.
virlude de sua origem, sao propriedale da igreja,
ser.io esses bens administrados cm seu nome, c os
bispos cuidarlo dellea, segando as disposicnes ileler-
iinii i !,i- pela S apostlica e por sua inage-tade.
Qnanlo ao rendimentodos eatabeleeJmenloi religio-
sos, sera" "inpregado no cullo divino, igrejas, semi-
narios, e em ludo o qu diz respeilo ao ministerio
ecrlesia-lico, al que o capitil depois de um acriu-
da mo. icladc, | do entre a S apostlica e o governo imperial, seja
ITALIA.
liorna ."i do novembru.
Allocuniopronunciada pelo l'upa Po IX, no con-
sistorio secreto, em ." le nocembro.
m Veneraveis rrruaos :
Em noaia solicitado apostlica pelo rebanho uni-
versal do Senhor, e era nos-o amor paternal por lo-
dds qs povos liis, submellidas imperial e real casa
d'Austria, desde o comeco do nosso supremo ponli-
licado, havemos posto, veneraveis irinos, lodos os
nossos cuidados e mato rdanles desejos em poder re-
gular os negocio, e os inlcresses oa religiao, n'aquel-
Ic vasto imperio, tincas i inliuila hondada de
Dos e piedade de nosso moilo charo ti I lio em Je-
ss Cbrislo, Francisco Jos, imperador e rei apos-
tlico d'Austria, oque detrjavamot acaba de nos
ser concedido, c he para nos o objeclo do niaior re-
gosijo. )i
Apenas este religioso principe lomon as redeas
do governo no imperio de seus pas, corre-pondendo
com presteza aos votos tao ju-laineule manifestados
por nos e os nossos predecessores, saliendo tamben)
que nossa santa religiao e sua doutriua salutar sao
para os povos a lonle da paz, da teguranca e da ver-
dadeira felicidade, nada vio de mais urgente e de
maior gloria para si do que merecer as heneaos dos
que, correspjndendo peTeitamcutc aos nossos pro-
prius desejos e dos uossos predecessores, sao urna
prova evidente do amor que este eminente principe
consagra religiao. Tambera empregamos sem de-
mora lodosos uossos cuidados e solicilude em levar
a um feliz termo negocio de lamaulia transcenden-
cia, c com ossoccorros de Dos, concluimos essa con
caei. Como a escoma de -acordles dignos e capa-
zos importa uiuito salvacao das almas, estipulou-
e que todas as parochias senam dadas, depois de
um concurso publico e de coulorinidade com as de-
leriuinaces do concilio de Iranio, que deveriam ?er
exaclameule seguidas ; e quauto as parochias de pa-
droado ecclesiastico, os patronos serao obrigados a
cordata cora o nosso dilecto lilho em Jess Cbrislo, i ''l'fcseular oa parolina ura do Ires ecclcsiaslicos que
a qual fui a-signada pelos plenipotenciarios escolhi-1 u b'*l, "ie Propoter na forma enunciada. Desejau-
dos de urna e outra parte, isto he, em nosso nome, Ju ardenlemeute dar ao imperador e rei um leste-
por nosso charo filho, Michel Vale Prela, carJeal,'luunl,u uuravel de uossa benevolencia, liavemos-lhe
sacerdole da santa igreja romaua, enviado por irs
e pela S apostlica como embaixador junto a sua
magestade imperial e apostlica, e ltimamente ptr
nos nomeado arcebispo de Itulogne : e em nome do
Ilustre imperador e rei, por nosso veneravel irmlo,
Josepb Olhmar, arcebispo de Vionna. Esla concor-
data, agora por nos ratificada plenamente e pelo
imperador c rei, ser-vos-ha, conforme as nos-
sas ordens. apreseolada com as cartas apostlicas
pelas quaes regular e solemnemente a continua-
mos, o
Mas, n'esla occasirto, alo podemos dispensar-nos
do coinmunicar-vos clara e imblicamcule n'esla au-
gusla reunio o prazer extremo que experimentamos
com e-te Teliz acontecimenlo. pon que nos rol dado
regular o que n'aquellc vaslo imperio interessa i
digoidade, autoridade, doutriha e proteegao dos di-
reilos da igreja catholica e da Sania S, bem como
aquillo que pode ronlribuir para o augmento do
bem eapiritual d'aquelles povos. Com ell'elo, vene-
raveis innaos, loi antes de lodo estatuido n'e-sa con-
cordata, que a religiao catholica e apostlica romana
seria sempre conservada c protegida em lodo o im-
perio d'Austria e em cada um dos estados que o
conslilue, e que alli possiia e goze de todos os di-
reilos e prerogativas que llie perteoeen, em virlude
de sua Inslitoiejto divina, e das eonsliluieoes canni-
cas. E como o pontfice romano, vgario de Cbrislo
ua Ierra e successor do beiiiavcnluradu principe dos
apostlos, lera, por direito divino, urna primaxia de
honra e jurisdiccao em toda a exleodo da igreja, es-
le dogma catholico foi enunciado nos mais precisos
termos uo mesmo aulo, e lem-se conseguinlcineiile
dissipado, eliminado e feto de desapparecer de lodo
a opiuiao falsa, perversa, inulto funesta e inteira-
meulc contraria a esta primaxia divina o a seus di-
reilos, opinilo sempre condemnada c proscripta
pela S apostlica, segundo a qual o placel, ou e.ic-
quatitr do goveuio civil dcveiij ser oblido em ludo
o que losse cor.-ernenle as cousns (spiriluaes e aos
negocios ecclesiasticos. lie esla a raxio porque esla-
beleceu-se, que as mutuas rcl.ices de lodos os bis-
pos dos estados austracos, as do clero e dos povos
liis com a aoN Be apostlica, em ludo o que diz
respeilo scomas espiritases c aos negocios ccclo-
sin-ticos, ileviam ser perfeilamenle livres, sera estar
mais dependentes de qualquer autoritario real,
seja qual for. Teve-sa igu.il-.'iente cuidado de pro-
ver que os sagrados pontfices gozeiu de uin.i plena
e inleira llberdade no exercicio de suas l'unci'es
episcopaes e que possara assim eutregar-se com mais
fervor aquillo que d'elles reclamara a salvacao de
seus rebaiihus. K'esse iuluilo convencionou-se, en-
tre outras cousas, que os arcebispos obispos podet-
sein coiomunicar-se livremenle nao i com o seu cle-
ro e povo fiel, mas tambem publicar pastoraes, ins-
Irucses e ordens relativas aos negocios ecclesiasti-
cos ; receber clrigos para os doutriuar segundo as
regras Iraradas pelos sagrados caones, admilti-tos
as Ordens sagradas, deuega-las aquelles que julga-
rem indignos ; crear pequeos beneficios ; fundar
e organisar parochias ; prescrever e ordenar oncees
eprecei publicas; reunir sjnodos, tanto provin-
ciae, como diocesanos ; fulminar excommonhOes e
prohibir aos liis a leilura de mus livros, contrarios
parlilhado em donedea eecleaiaslicas etlaveis. Uaa
os rendiraentos dos fundos de estudos serao nica-
mente empregados era proveilo da inslroecle catho-
lica segundo a |iia inlene|S dos fundadores.
11- Inicios dos beneficios vago- pertenecan tam-
bem a religiao, e as primarias do imperio d'Aus-
tria, onde nao existe esla propriedade. inslitoir-se-
ha eonselhos on eommiisDes mixtas, aflm de admi-
nistrar os bens, lano da mesa episcopal como de lo-
do- os beneficios em sua vacancia, segando as retiras
e- forma prescriplas por isla Se apostlica o ma ma-
gestade imperial. Mas como, por causa da Irisie
eondier.lo do- lempos, na maior parle dos pairas
do dominio austraco, osdizimoa ecclesiasticos teem
sido suppriinidus pela Id civil, e em consequencia
de ciicumslancias particulares nao podeni ser reala-
belecidos em lodo o imperio, del'erindo as supplicas
de sua magestade. e tomando em considerbaos
tranquillidadc publica,que inulto inleressaa religiao
temos concordado e eslituido, que o direito de exi-
gir os dizimos, conservi ndo-se alacio e salvo por
toda a |>artc, seja compensado pelo governo impe-
rial, inslilaindo-te con;ruas ou dotaces em bens e
propriedn les permanentes ou as rendas do Estado
l'ara seren distribuidas por lodos aquelles que ti-
nhain direito aos dizimos. estas congruas como
sua magestade n lera tambera declarado, serao con-
signadas sem ONMt algum, e percebidas e possuidas
com o mesmo titulo dos dizimos que ellas subsli-
lueiu.
a Conveio-se c.niim.quc lodas as oulrasquettoes,
relativas as pessoa- e cousas a igreja, e de que se
nao fez inenso nos arligos da Concordato, seriara
tratadas e resulvidas sigundo a doulrlua da igreja
catholica e uso da disciplina, approvada pela S
apostlica ; e eslaheleceu se ao mesmo lempo, que
as leis, ordens, decretos, qualquer que fosse ale boje
a loriua de sua publicacao no imperio d'AusIria, e
em cada ura dotpalzes do sua dependencia, e que
sao contrarios ,i presento Concordato, licariam por
direito abolidos o abrogados, c que a Concordata li-
caria em vigore sena lidd como le em loda a exteu-
sao do dominio austraco.
ce Taesaaoos pontos prineipaet d'etto ultima Con-
cordata, da qual mi* aprevenamos um breve extrac-
te, veneraveis innaos,com o fun de dirigirmos jun-
lanieiile acedes de grecas ao l'ai de misericordia, ao
Dos de consolac.io, que deu a nosso dilecto filho,
cm nome de Jess Cbrislo, Francisco Jos, impera-
dor d'Austria e rei apostlico, ura espirito sabio e
intelligeuif. Reguemos humildemente a Dos Todo
Poderoso, pelos inerecimentos de Mara, sua sautis-
sima Mai, preservada da macula do peccado origi-
nal, e de lodos os bemaventurados do ceo, dos quaes
acabamos de celebrar a lala no regosijo de una
solemuidadeque Ibes he cemmum, que aparlc do
dominio da igreja todos as erro- a calamidades, e
conceda, por sua clemencia, ao povo chnslo, que o
serve, um augmento de granas, o
(Uniters i
Journal des Deban.
PAGINA AVLSA.
concedido espontneamente a aos seus successor,
calholicos no imperio d'AusIria o direilo de nomea-
cao para Iodos os canonicatos e para todas as paro-
chias sujeilas ao direito de padroado que derive de
uiua instiluieo religiosa ou scieulilica, cora a con-
dicoia porm de que a escolha dever recahir em
unidos Iros qoe pelo bispo llie forera propostos,pre-
cedeudo-se concurso publico. Nao se deixou tam-
bem de prover que as parochias pobres gozasseni de
urna congrua sulliciente em rclajo as circunstan-
cias de lempo e de lugar. Mas como a instiluieo
cannica d smente o direito sobre os beus eccle-
siasticos, dcterniinou-se que tolos os Horneados para
qualquer beneficio, graude ou pequeo, uo pode-
riam lomar a adininistraco dos beus que Ibes esli-
vessera aunexos autesde a 1er alcancado, na forma
das iusliluirds cannicas : cslipulou-se igualmente
que, para entrar ua posse das igrejas calhedraes e de
seus bens, ser mbler observar eserupulotamenle as
piescripces dos sagrados cnones, sobro ludo do
poutilicai e ceremonial romano, uo oh-lanle os
usos e costuraos era coutrario.
t.iuaulo as couiiiiuiiidadcs religiosas, que, quan-
do hem administradas, sao de sumuia ntilidade para
o Eslado e igreja e couslituem o seu mais bello or
llmenlo, coucordou--se ijue seriam govemadas se-
gundo as re.ras de sua propria instituidlo pelos su-
periores geiacs.iesiJiudo jauto .i sania S apostlica,
salvo era lodo o ca-oa autoridade dos bispos, de con-
formidade com as liinilardes dos sagrados canoues c
do conrilio de trenlo ; que estes superiores geraes
poderiara livremenle cominunicar-se com as com-
munidades religiosas que Ibes sao cuuliadas e visi-
ta-las a seu arbitrio ; e que todas as ordens regula-
es poderiam, sem obstculo, observar as regras de
seus institutos ou congregarOes, receber novicos c
adiuiltir a profissao religiosa. Os bispos poderlo es-
labclecer livieiuenle, em suas dioceses, ordens ou
couarcgacesde um edo niilro sexo, observando o
que os sagradas caones delermiuuin lo sabia-
mente, i.
Nao boiive omissao era a-.-cguiar o proteger,
cora lodo o cuidado e ltenc,io possivel, o direilo na-
tural, que perlence igreja, da possnir luda a qoa-
ndade de eiis, porquaiilu esl ilieleceu-se nessa inet-
roa concordata, que a Igreja poderia por si mesma ad-
quirir a Ulule legitimo iiovspotsessoes, c que a pro-
priedade do- bens quo possue actualmente, ou pode
vir a adquirir para o futuro, deveria ser plena>e
nalienavol. Por isso, is fandaroes religiosas, tan.
to anliga-, como moderna-, nao poderao ser extrac-
tas, tema permitaao da Se apostlica, conservndo-
se entretanto, inleira- c intactas as faculdudea con-
cedidas a esle respeilo aos bispos pelo concilio de
Irenlo. t)s bens ecclesiasticos sero administrados
por aquellos a quetn os sagrados caones conrereni
eslo direilo dea Imini.-lrar.io. Mas romo o piedo-
sissimo imperador concede um subsidio do lliesuoro
publico s igrejas indigentes e o conceder' sempre.
esles ruesmos beus uo poderao ser vendidos, nem
sujeitar-so a qualquer o/ius inipoilaule,sem o con.
senlimeulu desla S, apostlica de sua magestade, ou
daquelles a quera tiverem elles delegado esle poder.
Alm disso, coran ha no imperio beus que se cha-
tuatnfuu-Jos a religiao e do esludo, c que, eiu
lie Fxpressamenle prohib.lo |iela polica ven-
der-se bilheles de loteras pels ruis, e cousa bem
singular, depois quachegou ao coiibecneoto do pu-
blico es-a ordem alias moilo justa, fui quando aug-
Uteutou-se o numero de corrcclorc- de bilhelea !
Quando euconlrum desgarrado uio pobre campo-
nez, que nao conheee em que mos esla, he entlo
quando lo/con gorda l'eira, ven lendo-se al bilhelus
de lolcrias ja corridas. O escravo, que bem nao lem
com que pagar a semana a seu senhor, ha de decidi-
damente tarlar para compraro quarlo e o vigsimo.
O menino, que nao lera um pji:inlw, quelhe d
dinheiro quando pe.le, lirabeni ha de dar bous botes
a gaveta do paizinho. Ocaixeiro regala-se na ga-
veta do patrio, porque Dio ha quera resista aos taes
grosnadores, quaud querem bnpiogir ura bilheli-
nho.
lia formada ama eompanhia de IraOcantes.
Keune-se ella no balrro do Recil'e a venderem aos
malulos por um proco exborbitanle faundas, que
cornpram por pouco mais ou nada.
lem essa bando um chefe, que traja o rigor da
moda, e quando eslao em ajoste com a pohro victi-
ma apparece o chefe e perguuta :
He para vender esla blenda J
lie sim, senhor, respoudein lodos.
(Jo.tolo quer '.'
Sil elles teem pedido ao matulo por urna peca de
madapoln de forro dez mil reis, responden! log.
Doze mil reis.
N'ao me serve : e relira-se para perto d'ondc
observe o que selpass.
I.ogo que o larapio-raor safa-se, o que esta emne-
gocio com o matulo, dix-lhe :
V, voss, i'reguiz, aquello he capito de poli-
ca, e eu s para nao deixar de razer negocio com
vosi, pedi-lhe aquello preco, porquanto voss he
pobre como eu, e nao o quero ruubar. O simplona
cahe no laco, e he 15o escandalosamente roubado. O
bando entao muda de rumo ; se eslava junio ao arco
da Conceiea larga-se para a ra do Trapiche, fren-
te da alfandega, e novos negocios principiara com
uniros, quo do mesmo modo i roubados.' Esta
quadrilha compe-se de 12 tratantes. Ei-los :
Uncigarreiro, queja Toi prel de polica : hoinciii
de pessimos coslumes, e jogador do fama.
Cazuza-mcu-bem, um refinado tralicante.
Chico-gago, que ja estere na mariiiha por ser ju-
gador das 3 carimbas.
(7ii';o-dajC(i-3,sargenlo bausa de uro dos balalhes
desla capital.
Pedro, pardo, escravo da viuva de certo dezem-
bargador. Este escravo paga semana a sua tenhnra,
anda aceiado, lem una amasia com 3 lilho-, e paga
cata. ."" na California.
Alexaiidre-bochechs, famoso ladiao, e ama espe-
cie de le n ve I dessa nefanda sociedade.
Elles lem sua Liria particular. Uando mandara
dar wn firo h'e para saqueir-se as algibeiras do ma-
tulo, lie no caes do Ka nos sobre uns pranches,
que esses ladros lazem as mas sesses.
Alm deslcs seis ha mais seis, que sao incumbidos
de espiarem, e convidarem ao gremio os que elles
vecm, que teem dinheiro.
Se esla nossa Ierra Issse aquella cm que solla-
vam-se os caes, e .s podras nao se arredavam de
suas camas, era bem bom. porque uo fallariam c-
celes com que nos livrassem de algum gozo impru-
dente, e estaramos bom livrcs de alguraa pedrada,
cabera quebrada, sangue derramado, genle amarra-
da, etc., ele.
Na quinla-feira o caixeiro de urna taberna na
praca uho de fumo ou cousa qie valha lo frivola, dcvia
experimentar se cabeca de negro era perfuravel, ou
bromeada, e qual n iu >..,, libertador da Snitsa fez
alvo na engraxad.i lesla (o Elhiope, e entilo compre-
hendei:, que cabeca de ingro lambem liiiha sangue,
e que nao poda resistir I imprevsdo de una pedra.
Ver.lade he que ha sei.ios, quo doem mais d que
qual quer hem logada peotada.
A polica mostrea antas, que nao he l assim, que
se Iransgride as leis das caber, u, e levou o sobredito
a ajuslar coiilas^oui o sutelegailo.
O que fara S. S., he n que nos resla ver : o cri-
3 nao be la essas cousas, mas lambem uo he l es-
sas eoiisinb is.
Beberiboesl leilo a Remora, que sendo um
paizinho de corpo lao perueno lem urna forja prodi
giosa, que la/, parar ura ihvio, seguro ao Icine ; as-
im Beberibe, que nao avulla no numero'dos nos-
sos gratles povoados, leu o poder de fazer parar a
grande aeco da justica.por que dSo-se lacios na-
quelle lugirejn, de rigoroa punirlo, mas que o pei-
xinho lera a torca de lazT desapparecer a lei.
(ainsla-uo- que deran-so ollimameule era um
individuo era leberibe das lacadas, por occasio de
ura pre-epe. As noticias ms sempre se realisam, e
se bem que esla nos fossedala sera aquello cunlio de
veracidade, qoe desejavanos, com ludo nao a omilli-
mos, porque sao deslcs csanos, que a polica deve-
seaproveitar para nreveiir as realidades.
Nos j.i conhecemns acuella localidade como a
mansau da paz, e sociabiidade.
Agora nao sei o que leu....
Faz mal aos bous sque poupa os oaos; coo-
vid culpa o que deixa pissar u criine.
A policio nao devo espirar que se reprodozam os
roubos, os astassinatoa, o desacatos para preveni-
los ; ludo deve eslar de inte indo preparado para
obtlnr a apiiaric'i de Tacos que as leis coiideinnam.
Esperar? lie incpcii.
Pede lempoile letrado,
Logo voude iic.o raiille.
I rei ja.l'liomcii caneado,
Uuem laes piloas engole,
Sem ibes [azor esisicncia.
lie painel de pxiuucia.
quntelos, edizque nlu faz como os oulros, que
estn leudo o Ir.ibalho de mudaren) de acompaiiba-
iiienlo quando mudara da cantona : talvez por e-la
desharnioiiia rspozasse una expona, pela mesma
dtarmoiiia sovasse-a de pao, c por algum bemol
no mi iu ella -e mandaste mudar para onde sthio i
e-les violes fa/em inilagres.... um !
Alo -vai, o povo esta ancioso pelos lorreoei de ]
verter aguas, e nao -abe como deixe as esquinas nos
aperloa. Em quauto porona nao -, coustruissem
esses refrigerios pblicos, nao seria lilao, que ao me-
nos junto dos templos te cullocaste ama sentineila
da e noile liara evitar u que se observaun lago
ftido de ourina, que d seguramente bem boas ii-
brat de amoniaco; se nao se tiver consideraca pa-
ra rom os templos ho de ler com a nossa casa '.'
Os quintaos las mas Velha, de Mora-, a mais
aleuniai oslo sendo o receptculo de quauto lixo, e
iinmuii licias ha : os inspectores deveriam correr se-
manalmenle os quintaos dos sen- quarieir-'e. e con-
forme o que vi-sein coinniuiiicar as companliias de
liuipe/a publica para inipoiein as mullas aos in-
fractores.
Di.-se /.iiuineniiaii, que nos nossos das houve
quera quiztsse rebaixar o verbo, diraudn as pala-
vras slo rameas ao pasto que o- relos sao machos
a palavra he reines sem duvda, mas he mi do
macho.
POESAS INDITAS.
L*mbrei-mo do leu pedido
tilosadu vai, podes vos,
U mole que Iu ii.i' desle
o Uei de araar-le alo inorrer.
MOHE.
Uei de ainar-le alo inorrer.
l.l.USA.
I'ode a minba iuiqua sorle
Contra mim vollar seu rosto.
K. roiihar-nie o notirc gu-lu
De -er eu la cousorle
Sentire lo durotorle !
Mas privar de le querer
M-lo uo, nao lem poder.
.'sao governa meas intentos,
Em quauto tiver alentoa
m Uei de amar-te al inorrer. o
11 L I K A .
Epicedio,
A morle da cabuclinha i), lio
vicio de comer Ierra.
Vosa ilor spj.i sera lira,
Eslallai de allrao,
Terininoii a chara vida
t. llosa Carnario.
Arraslai |ies.ido luctu
Chorai gente do serbio.
Mcs-ejaua, sua patria,
Perdeu o maior braslo,
faivet que nao leuha outra
D. llosa Canario.
i
Arraslai pesado lucio!
Chorai genle do serbio.
Era a fliir de sua aldea,
Da mais lina aeraco ;
Negros fados rebataraui
D. llosa Carnario.
Arraslai pesado lucio
Chorai gente do serbio.
Urauda fique o son imnie
Do- povo- no coraco ;
'aun laudada se record
D. llosa Cainaro.
ss Cjinaro pelo
Cu. i ai.
.116 amanhaa.
COMARCA UO RIO FORMOSO.
Cidadc do IIo Formlo I de Janeiro.
Imigo Sr. mcu.Que gozas-e felizes festas, e te-
lina oiiiiraa entrada no nrisonlio'e praienleiro 56,
anuo de esperanc,a e desengaoos para muita gente
boa, he o que Ibe desejo.
Julguei passar urna testa inspida; lal era a triste-
za que se notava nos semblantes dos habitantes des-
la cidade, arabas as noticias aterradoras do cholera,
adrede esplhadas: mas assim nao aconleceu : live-
mos nina das mais divertidas noiles de Natal: noite
segundo um uso aqu iniroduzido por din reverendo
missinnario capuchiuho. illuminaram-se as rrenlet
das casas dasta cidade: grupos, era cuja- emblantes
se divi-ava a alegra, percorriam as ras, gozando o
lindo loar que eulao rafia : i mea nono leve lugar
n sanio sacrificio da missa, na matriz, sendo inmen-
sa a concurrencia dos liis: dura ule a mi-si a m-
sica dos dltcclantetAi ra Bella desompciiliaramcom
apurado goslo eecolbidaa cavatinas e outras pecas de
msica.
Continuaran! os diverUaseotas durante o dia 2j e
os d jos que se seguirn. Nesses das, esle seu cria-
diuho, que speaar do velho, uo he nenhum panga,
leudo era sua compninaalguus prenles, inclusive
os de sua santa Eva. passeiou, diverlio-so, comeu,
bebeu, ele, etc. Vislarao bicadura do rio, que da o nome n esta cidade, e ah
ollereceiiias aos nossos devoradores estmagos (veja
que sao du fon; i inferior aos dos convivas do baile
do dia 2 de dezembro do detonto ) boas melancias
lar mais este magistrado probo, honiado e inlelli-
gente : deixa-uos corlados d- saudades.
E-leve por algn- das fun Iradn no porto do la-
mandare o vapor Marque: ile lllutia da eompanhia
l'eruirabucaua ; he um lia lo e inagesl.i-o barco, lal-
vez o priraeiro barco brasileiro de lo grande di-
ineuso e elegancia que solea no-sos mares: Dos
queira abeucoar e-ta cnmpanhU, e corear osesforcos
desla porcio escolbida do corpo Commercial dessa
praca, que dirige esta empr.-za eniineiiteinenle pa-
inolica. t). pawageirosdeste vapor, procedente de
Dorios impostados, liveram a nnpru leis de coin-
municar cona ierra, e ahi puaaeiarajn al alta noile,
ape/.ar da ordem que liavia de se conservaren) era
quarenlena : a que bastante eseandalisou o- habitan-
tes daquelle lugar. Proceden.lo se desle modo he
um,' a-neira conluiuarinos com cord-s sanilaiios.
A proposito julgo dever lingir-mc aoSr. provedor
da saude e pedir-lhe providencias, afnn de que res-
se o despolismo, a exlore.io, emlim rallando porlu-
gue/.. a palilaria que rola no lazareto da illia de San-
io Aleixo.
A- barracas viudas ,le porto-, que di-lam 211 e 30
leguas dos lugares impelanos, un le nao se sabe se-
llan ds noticia do cholera, s-io pullas em quarenlena
de (res e qualr dial, cora o muco lm lmenle de
obrigarem aos pobies barcaceiros a comprar carne do
Ceare' podre a*900 rs a liura. c o cancro d'agua s-
lobra quasi salgada pelo uiesuiu preco : obrigaudo-
-e a ronserv.irein-se no mar sera cummuiiicac.ao rom
a Iba: cliegando o escndalo a ponto de ale prohi-
bir-so que pesquera de suas canoas.
Pessoa fidedigna rae allirniou ser verdade ludo
quanlo acabo de narrar; e oeuM otei liderunt um
pedaco de carne do Ceara' da tal hygieniea do laza-
reto, do cusi de 200 is. a libra, que ebeirava a de-
funlo pa-sadp ; e purcerio -e nlo conhecease as phi-
lanlropicaa vistas do conselho de nsalnbridada pu-
blica, diria que os laes lazaretos san verdadeiras is-
caspara apauharo pene cholera. Esla mesma pes-
soa coolou-me o seguale : l.m pobre barraceiro que
segua do llecife para Tamandare. deixou de d^r o
benedicie ao crozeiro hygienico, e por isso fui cum-
primenlado cora ura eslrondoso tiro de pe^a, acnin-
panhado da rofupetenle ameixa de Ierro, que quasi
o lambe : e carao quer que uo obstante esse agra-
dnlio nao voltatte, loi perseguido iii.irrialineule al
ramandar, onde r,i feto praoueiro de guerra ;
sendo depois resgatadu, depois de pagar as despeza-
da guerra, tato be 83, premio ou gratificarao pelo
liro quechurbnu.
Que falla un.) lem leitu cm Sebastopol lo valoro-
sos guerreiros e ezcellentei arlilheiroa !'....
A nossa salubridade vai indo sera nolavel all-ra-
cao; lem balido, como sempre no tempo do bom
pas-ar, boas indigestos, carraspina-, solfriveis diar-
rheas, que uiuiias vezo- obriga.ii a ietainv na ra
rom liecnca da sua muuicipalidade), eurhsquecas
que por ralla cadas do rhotericas.
.Nao ha-ciencia como a mopatltia '. Aprende-se
u um esfregar de olhos. O amigo T... que o diga.
Appareceo por aqu um senhor, que diz ruta ludo
com a mopalia, e ja proclamou ter corado dous cho-
lencos ; a s nlo lem podido curar os cholencos por
dinheiro.
S. Exc. j nos enviou urna ambulancia, s nos
falta o general, isto he, o medico qoe deve eucarre-
gar-se do curativo dos accommellidos. Coro as
niaos postas pedimos a S. Esc. que tenha compaixlo
de nos; escolha um bom e conscieucioso medico.
Nao nos ponda na conliugencia do raciocinio do
marioheiro de severa exactidoSe escapo du cho-
lera nao escapo do curativo, e por faro poudo-me
ao fresco dette hospital, tmde nada ha gue te coma,
em iiadn que se beba, escapo de ambosoa por
oulra, que nos livre de verrnos reproduzidn o epi-
laphio hespanhol.
llie acet, qui non facebtl, ti acetar medicina '.
Iloguf a Dos que me d saude, e bous patacos,
que eu em minhas orarles a Elle pedirei, que lin-
de eaos seus leitores, paciencia para aturar o seu
/lio Eiirmosense.
[Carla particular.
RJSPARTIQAO DA POLICA
Parle do dia II de Janeiro.
JIlm.eExm. Sr.Levo ao conheciineuto do V.
Exc. que das difiranles participantes honlem e bo-
je recibidas nesta repartidlo, cusli que se deram
as seguales oceurreucias:
Foram presos : pela delegada do primeira dis-
trielo desle termo, Francisco de Paula Si pieira Va-
rejo, e Antonia Maria da Couceico, ambos por
embriaguez e desordem.
Pela subdelegada da freguezia de Sanio Antonio,
o preto escravo Jos, por insultos.
Pela subdelegacia da freguezia da Boa-Visto, o
porluguez Domingos llennques dos Sinlos. por fj-
rimenlos.
E pelojuizo municipal do primeiro dislriclo da
freguezia de Santo Antonio, > altralo relojoero
Carlos Waller, por nao b iver cumprido com o con-
Iralo deservicos de-na arte.
Dos guarde a V. Exc. Secretoria da polica de
l'eriumhiiru II de Janeiro de 1855.lllm. e Exm.
Sr. conselheiro Jo-e lenlo da Cimba e Figueiredo.
presidente da provincia.O chele de polica, Luiz
Carlos de Paira Telxeira.
Vr- -jirtcipejlo oflicial.cliegada honlem de Carua-
dada dVj do correle, consl.i quo a salu-
->! alli contina iualleravel.
farnuen: por parlieipir.lo da mesma dala, do Dr.
cara a partir para Panellas o mesmo medico,
por llie ser olliciado que a epidemia alli se achava.
Na cidade da Victoria a salubridade publica con-
liiiua a ser ba. e algumas diarrhas, que se ha-
viam desenvolvido e causado sustos a populacao,
esl.iv mi coiiiplelamenlc exlinclas.
O ja vamosdebarqueiro
ti sem falladtalfaiale
K-puiadaJ'anifiro
Hora viuliu ua abolela.
PIFA.
O Sr. do violio da ruad'Alegra que uo ha
noile na qual nlo incenmode a visinhanca com
seus desenlosaos gritos, lio f.ira' i> favor por amor
da cabeca alheia, de nlo ser lao philarnooico ?
Este nrpheit das Srda acompsuba n'um s ro-
Ijao moduihas, arias, daclis, lercclos, quartelos, e
e deliciosas uvas, que aiuda boje saboreamos: refri i
geramo-nos na, IVe-cas aguas do t'na, onde fomo. ,, 1'".m co '""T, ',el"",ern?. I'ara 4fc
delicadamente hospedados pelo proprietario do eu-i q e a eD"lenlla all lem diminuido de
genho deslo nome : emlim reduziiido a narrado (:f,i9","la'le, sel", nu,nero dos.doeotes limitado.
Indo o nosso pas-alempo exprsalo mais simples,
pausamos um vido, tivemos ura regala-bofes de iu-
vejar.
Nao ha nada como urna boa rcanilo de r.imilia !
Com to.la raz.lo dir Vine, qoe me importa o
seu bom passatempo do fesU Sim, senhor, nao ba
dnvida: mas li/.-lhc esta narradlo para que liqua
sabeudo que por ca tambem se paisa a fesla como la.
Palavra .le honra !.... Nao sei como hei de come-
tar a relerir-lhe as novidades escassas da passada
quiuzena. E-iou lo embarazado como a polica uo
desfiamenlo do negocio dos Africauos.
E se, segundo moderos criminalistas das nossas
plagas, orno mais ragas forem as imputarles,
quanto mais inrertos /oran os indicios c presmp-
coes, tanto maior dece ser a prora da innocencia do
aecusado. da raesma sorle qu mo mais pequea, mais
socegada for uina cidade, quaulo mais peqiieno for o
numero dos acontecimenlo-, tanto maior deve ser o
vexame, o Irabalho e apuros de um pobre chrooisla,
para desempeuhar soa pesada larefa.
Tal be a minha critica po-ieo : quasi nada tenho
de novo a communicar-lhe, porque quasi nada lem
liavido, a exceprlo de alguma hag.ilclla insignifican-
te, que neiibum cuidado lera dado a polica, romo
seja um ou outro liro dada cm algum lilho de Dos,
algum desacato a autoridade, ele.
lia dias foi allixado na parla da matriz, com lodo o
bellico apparatode tropa, loque de cmela, u sesuin-
le edilal, ou como melhor nome em direilo haja.
Dr. Fulano com todos os seus falos, etc., ele.
Africanos '.que prximamente foram extractados ou
lirado* do palhabolc que cora lt>2 foram apprchen-
iliilos na Dura de Serinhaeai, como taes decenio ser
considerados, em vista das leis de 7 de noverabro de
IS3I e (i ile setembro de |(S5>), ,; pr isso convida a
qualquer pessoa a denunciar de quera os possua. ou
a vir apre-enla-lo-, sendo que lera de premio. ou
gratificaron o triplo do valor de rada um Africano
como se /ora escravo, e para quetliegue a noticia de
todos mandn publicar c allixarnos lugares pblicos,
llecife 21 de dezembro, ao cantar do galla 1855.
Agora sim. a polica deu na bolla. Nao escapa
nem ura brrudo. E ale pude ni ni bem acontecer que
esle Un, Un, Un, que sa na pronuncia da palavra
triplo do val ir, Un lin que faz a mais deliciosa har-
mona dos ouvi los de ir- qoartas pirl-s do genero
humano : lin Un que encerra a historia dos casa-
mento' dos rapases cora as velhas imiionarias, dos
ministros que ven lem a patria e a coroa ; dos magia-
Irados que almoedara n juslica, uos caridasos medi-
\cos, que nunca eslo em casa, quando se traa de
| acudir aos pobre-, e que su asilo cora o olbo no ca-
I ininlio a e-pera do viniera ; dos l.ibelliaes que fa-
zem escripturas c testamentos ll-o-; dos sdvogados
e conscienciotoi procuradores, que atraicoaro seos
ruiisliluinles; emlim de quasi lulo esse novo int-
luenso, qu- vende uliisV de pan brasil por vinlio
do Porto, milho lorrado por cafe de M-ka, ele. e lal
einliin.... pode bem acontecer digo, que al algum
ambicioso leuha capacidado de apresenlar a mai e
receber o premio triplo
lie poique ele lin lin nao me Taz formiguinhas,
tenia havia de cuitar mnas hiilorfnj de cerlo capi-
tn.... a respeilo de laes peis.es birodos: masem/im
e tal el viviera, o melhor he usar do calumnie colu-
da, e so fallar se a necessidade que he mi da boa
ventura, urgir.
Com bstanle pezar soube que a pronuncia do Dr.
Drui.imon.l foi conlirmada : pela que sei extra-ju-
iiriatmente parece-me que foi iojostica.
Mas.ineu amigo, i(o he la negocio d'aseuhora roui
alta, niui poderosa polica; e por issu nu diga mais
nada a esse respeilo, poique estou convencido que
be mais fcil lirar o duibo de urna pa d'agua lenla,
ilu que arrancar uro pobre hornera das maos da po-
lica.
O nosso delegado, de qoom soo uireicoado, senlo
amigo, vai-se tornando negligente no exercicio de
suaslunccoes: uenhuma diligencia lem crapregado,
para que melhore o pessoal da polica, e inulto me-
nos para a punidlo dos criminosos. Ha pnucos dias
um lilho de Joo Climaco, do engeulio Telha, por
mandado deste (segundo dizem), acompanhado de
quatru sequazes, desfecharam tres tiros em Antonio
da Silva Accioly, por alcunha Antonio Doudu, qoe
o deixarara murtaiinenlc ferido; eal e-la hora ue-
nhuma providencia me consta tosSc dada, para a cap-
tura desles criminosos, que pacificamente celebrara
o caso no referido engeubo.
Casos leinelhanles lem licado impunes, apezar dos
e-l'orcos do Dr. juiz de direito, que sem u necessario
auxiliu das primeiras autoridades Boliciaes da co-
marca, jamis ver realizados os seus bous desejos.
Nao sou iniraigo do Dr. Theodoru, repilo, mas as
verdades manda Dos que su digam. Nlo hei de di-
zer que a polica he diligente, quando sou testemu-
nba ocular de seus delcixos. Tome como cousa cer-
ta e infallivcl, que o magistrado, a .luloridadc que
for publica nunca peder desempeuhar cora a devi-
da e necessarta independencia suas funches.
Depois da mais injusta preterirlo, foi despachado
juiz de direilo
OI.INDA 5 OH JA.NEIKO.
.1/cu cAeraDim. Escrecer para o publico, he a
idea, que nutro ha muilo e que todos os das me he
disperlada pela leilura do Diario de Ptmambaco,
mas ao mesmo lempo ella des-pparecc por delra/ de
ass'outra, que de prompln se rae aprsenla immensa
e iuven-ivel em seu lodo o publico he dif/i-il de
se lontenlav. E enl.lo lodos os meas projeclos nao
sao mai- que ca-lellos formados no ar, que a sua pro-
pria abura s immensidade be causa de sua deslrui-
co. Mas o desejo de ver a minba Ierra oceupar o
lugar, que llie c desuado neseebello painel peruam-
bueano, onde se divisan raudas de suas iranias mais
mocas o ate liihas e uelas, he que me leva a rabiatar
e-las liras de papel para dar ao mundo hrasilco al-
gumas noticias d'esta Ierra do- cajs.
Agora que tenho dado a razio, porque ooso Iracar
estas garatujas, tambembe lempo de dar urna idea
prxima do ineu physiao,visto qje o moral -o a iiiiui
perlence. Ora escute : cu sou pouco mais ou menea
aquelle mesmo, que na-ceu e vive anida ; aquello,
que lera visto e revisto este mondo de Iransigio atra-
vez de uns setenta janeiros, e que anda agora mea-
mu ve o aslro rei elevar sua magna cabrea cima do
vasto imperio de .Nepluno. e com seus dardos de-co-
brii os tenebrososniyslerios da desfanada noile:sou
emlim um Qudam.
Mas estou eu massando-o com esles cavacosio-
frucliferos.
Pretendo, ineu cherapim, procurar cutre as
grandes epequea- noticias da velha Europa c da
nossa America, as que mais se mo-lrareiu dignas de
fe o mens.io para euviai-lhe .le mimo, aqu einma-
rauhadas. lioje, porn, que as patrias abundara,
deixarcias estranhas para outra vez. As-nu farei.
J la se foi esconleudo por delra; do immenso
veo do passado, esse malfadndo 55, e foi seguiudo a
marcha de seus unlepatsados : esse 55, que trazende
ao velho mundo lautas dissenses, n.lo deixou de por
outro lado dar-lhe lambem varsais incrementos assim
maraes como malcriaes, que so oulros lautos passos
para a felicidade dos estados, assegurando ibes una
paz geral.Esse 55, que nlu quiz despedir-se sera
deixar bem Irisle lerabrsnca ao recente paiz da Vera
Cruz... E se por um lado nos Irouxe algn- inclho-
r.iu.en! i-, por oulro nlo poude deixar de compeu-
sar-oos com urna boa dse da jusli;a divina, l'ois foi
e-se antes nunca vindo 55, que nflo se contenan i,.
em deixar alguraas das nossas provincias gemer de-
baixo da penuria d'agua, esea-seando-lbes o invern,
e assolar oulras rom o lerrivel tlagello|da bexiga.uii-
inoseou-nus lambem eom esse exlerrainador gange-
lico, esse ante-humanitario indio, que nao podendo
saciar a sua sede cbolerica nos vellies paizes ila anli-
ga Europa veio procura do novo mundo, e uo
qucrrnd i despedir-se destesemvisilaro gigante ame-
ricano, veio at a bella e rizonha Pira', e qual uro
filho das aguas, qne he julgou adiar no grande Amo-
lonas um outro tiauges. mas, collado, como enga-
uou-se Foi alli que quando e-pregnieava-se. cono
em seu loito, euconlrou o veneno, que jazia escon-
dido debaixo de urna forma lio simples Mas ex-
pandiudo suas a/as inorluarias desdobrou o veo de
crep por essas floridas e vicejantes margen?, incau-
tas de lio horrendo hospede.
E pa-s nido d'alli a estrella mais velha da aureola
brnstjica, onde espalhou com profusloos seus pomos
mortferos, seguo at ao sol brasileiro, mai respei-
laiido alli a bem caraclerisada humanidade tem se
de alguma forma envergonhado e parece nlo que-
rer continuar em sua marcha devastadora, e ale fa-
zendo um relrocesso lem-se estendido pela amena
Sergipe, onde com furia vai cebando innmeras vi-
das e encootrandj o 3. Francisco uelle engolfon-se
para reanlmar-se, do que lem dado rooVras assolau-
do a potica Pene-Jo ; e passando s Alaaoas, lem
rhegado al nos. Sim, e lem apparecido boatos
at de que a nossa Veueza lem j experimentado essn
mal cruel. V. anda camiuha esse maldito lilho d.i
Alia !... E agora mesmo l eslo Papacara, Gar.i-
nhuns, Villa Bella e Bonilo, gemendo debaiso ibis
garras desse mimlg liumano, mas Otacas aos iq-
c .n-asei- e-lorros do no-o mu digno presidente, e
do juiz de direilo daqoella comarca o ganges uAn
lem selado a muitos corai*e< por esses lugares.
qual nlo deve ter sido o seu espanto, encontrando o
benfico sumo de I unjo, es-e verdadeiro antidoto,
s o dedo da Providencia poderia deseobrir a' huma-
nidade !... Sim, Dos e s Dos poderia patenlemr-
nos es-e myslerio debaixo da apparenria do acaso./
Ah mcu Dos, anda ba pouco uns sobmeltestes
lerrivel lebre amarella, a rebre araarella. q_oe
anda agora mesmo habita entre orva, e ja los casti
O ultimo mez do aooo lindo foi aqu asuna-
la lo pur suas muitas restas, priuripiando pelo felu
natalicio do uos-o adorado inouarrha o Senhor t.
l'edro II, o -ii<-lu o I,, com a celebre e muit an-
liga fesia da Senbora do Muntr, a qual ole ana
estove bem rhue. A' tarde houve alguma concur-
rencia as medidas, que alli producan, bous cobres
para os especuladores, e ale a lilu-lci.-nna lira d<*-
sa industria o sen lucro, quando e imposto alo re-
verte para n- cofre, do cobrador. Tocan a mu-u-
do i. balalli.lo de arlilharia ale as 9 hurni da noile.
quando legressou ao seu quarlel t./endo soar o,
inslrumeiitos pelos ra, que peicorreu.
O benfico dogma da Immarulada Conceicao
da Mli Virgein fui aqu profusamente soleronisatn
era varios i-raplo-, em algn- uiehos n iaui-nle le-
vanlados e em quasi todas as casas de familia cn-
loava-se ura Ierro, urna ladaiuha em louvur da Mli
de Dos.
-xo da K as recolhidas da Conceicao feslrjar.rn
a sua p. oledor i rom urna bem cantada rui-a e Te-
Oeum noile. Em S. Pedro o l',,n. conegu arce-
diago celebruu a- -uas exaaaiai unu missa cantada
e a uude Te-Denm de|H>is de urna bem rdiliranle
prulira. E a 11 os lerreiros du S. I'. S Fi 'iiri-io
lestejarara a mesina Senhora eantlgaaaa -uinpluu-
sidaile. havendo uovena-, vespera-, da, Te-lteum
e prucisso uo da segunde, sendo e-la a melle r,
que se tez diranle 'odo o anuo d .Vi, a qual per-
correu luda a cidade, acuinpanhada pela ion-ira de
I. e das praras di-pomveis do mesro baUlhlo,
mas na lrma do coslume fui precedida por ama
chusma de muleques SMC cm alias ratas e com es-
lo- ridiculos znmbavam de mu seto lodu religioso.
Seria para dewjar que .. palien procuraste ronl.i a
ordem nessas uccasies. Houve qualr termes,
sendo um na vespera pelo M. P. lian...I,.- que ,iei-
xon O auditorio peuhorado de oovir de sua burea s
verdades evanglicas lio bem patentes a sua inlelii-
geucia ; outro nu dia pelo R. p. |.obo, qoe lam-
bem esleve bom ; oulm antes do Te-Denm. p-lu R.
Joo Capistrauo de Memlonra, que tambem pregn
n% occasio de sabir a proci-in, o qu-l deixoo-nos.
cmnu sempre que o uuviiuu-, convencidos da- m-i.
edilicanles obras de Mara Sanliuima. a- quar.
soube ellere\eslir dos mais be.lo, florero- da rhe-
lorica, mas sena para desejar (perroilla-itos e-i i
linguagein o Sr. padre Mm luir, anida qae nao o
queiramns doulrinar que u Sr. padrefMrndiuir.
prucurasse esludar o acento prupriu da palpita,
.lei vasse esse de que faz uso, pois mais te parteo casa
un cernir, declamando, do qoe com um annancia-
dor du nalavra de leo,
Na noile do da \ para i' relebrou-ie a mia
du sallo na S olliriandu a pi uncir dianidadc<
nosso Den ; e assim em lodas as mai, igrejas, ttu
algumas das quaes canlaxain as Mana lerna p
lonnhas.
Estsrao: no bello lempo do- presepe*. e al-
guns da que -,, servem de incummodu aos visiaba.
For lodas a- ras ouvem-se e^ses tjaaaai terrestres
mide se di verle a indolente populacao nrsle Icmp.,
E como de co-lurae sempre apparecem netses bellos
passaiempos alguns disturbios originados pela im-
prudencia de un-, ou o lia inveterada de oulros, re-
sultando a i r.. ni para alguns.
lie ja lempo de roiihecer a polica qu deve estar
vigilante nessas catas, onde com racilidade se lven-
la as vezes muilo de proposito orna lapinSa para
acobertar os mo- nefanilos empregados coaira a in-
cauta innocencia dt urna paslrinha, qut quasi sem-
pre depois de unt nove metes dio a luz o frocto da
seus eiigr.ic.idos papei- representados nessas secis
dos presepes.
A salubridade publica vai sem allerj. jo alem
de algum dtfluxo produrido pela cdova. >*o ha
quera mo Ir.iga o seu limxo, e faca largo n.. del le
em suas mes,-, uao se lembram de qu pudra aca-
bar-te, e principalmente quando nlo de tempo de
abundancia.
O jury que se abn o mez pastado ro adiada
para esle auno depois de alguns jalgamentot, senda
um driles de crime de morle.
Na noite do da IS p,ra l'J do mesmo nez us
presas que se ardavam na sala livre por rooor-
een lencia do carrereiio eva lirain-se pur urna |.i-
nella, leudo feilo um arrombameui.i uo sobrado qu
lira por cima, toada um driles o seulenciido a 60X1
arantes altelo poucos dus antes por crime de nor-
te, o qual querend i a fresca pastear nes- capital
foi reconhcrido.rdc nnvorrenvadoao seu lagar, oa-
deespera o dia do cumpnmenlo desua rntcara;ootre
criminoso de lenlaliva de morle, um portngeez. qae
de parcena com o seu patrio quiz man tai .Ir-la
para melhor o nu-so celebre Joo Sinha, e mais aa-
trn, preso por uso dr armas prohibidas, eslaudo rsic-
' ltimos aiuda gosando da coudeKenJencia du car-
. cereiro.
A populacao desla caduca cidade chara a pe-
i nuria d'agua potavel, pd- por muilo lavar se cen-
prs um balde por 6 vileos, e mesmo esn botlaate-
mciilc ordinaria. A bies do Rosario, que -u-ien-
i lava loda rla genle d'agua seccou qu-si rompleU-
! mente, de maneira que os qae a ella xao drmela
muilo a vonl.de aoles que se enrln o beld. E he
esta agua ferruginosa.
Os senboiesque inalaui gado pira consumo da
populacho devem ler lidu muilo buis tarros, pois a
carne lem-se vendido i'JOe i patacas a arroba, a
esta de inulto ma' qoalidade.
"i no-si ribera ha moilo qnt nao ra vi-.lada
pelos tenhores mtalos, mas bnntrm sempre se ven-
deram a'gumas cargas de fan-iha por lian preco, a
mesmo de znle qoe se vendru a JOt res a Brrala.
Sxja' uestes lomposscnlimos alguma falla aa
concurrencia dos vveres, o que sera' de nos as a
cholera visilar-uos .. Ouod Deas acera!.
. '" lfa soube que o Exm. presidente da pro-
vincia arjdou por a diapusic|o do quarlo balalhiu
o lio.piial da misericordia para receber suas proras
enfermas. Mas nlo nos coosla que tenha dado iua,
providencia alguma quanlo a pooolarjo lodigem.
omcacado- como estarnas da epidemia. Assim cuno
qoe ja'se deu romero a cinalisaro do It-b.ribe.
Venha mais esse beneficio para ea:a mioerrina
lerrs, e contra provincia mais esse meldoramanlt
que honra a S. Exc.
Tem aqu ventado rijo do nordeste, e
ainanheceu o dia com raa de invern.
Saude e piUcos llie deseja o eo cliarapino
boje
Srs. redactores. Por doui niolivos nio quena
responder a i nrre-pondenria publicada en sen Di.
rio de h miera assignada O celno pernambaranu,
o primeiro porque nao sendo eu reo do riiroe de qne
me acusa o (WAn, ni t precise dejuslilicarort.seaaii-
do. porque o dinheiro que gando coma rmrgio de
balalhao, apenas ebega para repartir eom nove nen-
io... de iiiiiii.i bunr-iiuna familia.
Mas, eumo os amigos ms aconselharain, qae un
prc era hura dizer alguma eoosa. faro-Ibes a voala-
de re-poudendu aa primeiro perimiv ds enrrasiMia-
dencia, que uunca escrtvi par., lurnal algum, nao sn
pnrjme filiar o lempo para o rstudu.como porqMnio
sou politico e nem iridio lar pretendes : ao tetan-
do, que nao e--revendo uto lenho generas a vender,
e que sn se vendo quem nao nasesu livre e ten al-
ma pequ.-nin i e baixa : ao lerreiro, que lalo ale
hoja receblo gcuerosi hospilalidade du brioso povo
pernamburauu, nu trnho tazoes para oiT'ode-la,
e que nao f.i-o provucarOet porque, como diste, nao
escrevi causa alguma : ao quarlo, qoe nao lemo
nirior repressteos porque errio qoe esle srrolo nao
he do feudalismo, para casligar-.e aos qoe nao com-
inettem culpas ; e linalmenle a lodos junios, que
romo a correspondencia noolrc rteponsabilHade
por se me irrogar urna celnmnia, o Fetto que a-
signe o proprio, e idntico e nlo quem onr-a srr
lesla de ferro, que Iht darei om solemne desmenti-
do. Seo l-elho nao assignar oproprioe idntico para
chama-lo a responsabilidad*, emio. e desde it' fi-
v sendo umilesprrsivrl ralumuiador
l'.om e-las linhas publicadas era seu jornal, lh
agradecer u Dr. era me.leciua,
Uozenao .Iprigio Pcreira Gitinare:.
Srs. rrdaclores. l.enlo naPagina Axul-
sapublicada uo seu {Marte a. -i de It de laneiro
correnle, qoe nesta ca pila! a -ubscripnio pera -k--
corro dos pobres, no casa) de upparecer aqai o rha-
lera. apenas chegra a !KVj, cmpreme cerno mem-
hro da coromi--.lo rectilicsr essa atserslo. Esla moi-
lo luiige, he verdade, de chegar in que se diz de
Ipojnca : mas lambem be mais do qur !W;, poni.
nesta freguezia de Sania Antonio anda a suburripcn
por perlo de .J00>. dos quaes metade ja arreradadoa
a oulra metade por arreeadar. Verdade he. que. a'
rominissilo i andou palas lojas, omeinas, -em -ub.r
aos sobrados, nlo s foc ser seo muilo detrtneniosa
aosmembros da c.m-iuss.io.domea idosus.conio peta
quasi certeza de n iu encontrar os dono, das casas,
vistas as doras em qne a commisslo poda sabir. A
commisso acdou a, vonlade segundo as forras de
cada um ; e poiias, mai pencas peesaaa nos atira-
ram pan o gaverno | Aind. prclriidrmo sabir nes-
sa dilligeiiria : rogamos, purcui, as pessnas qoe mo-
ram iiiiii alio, queiram rimar to Se. Jos dos San-
ios Noves."aquillo que a soa cu idade e m seos meius
permilUvcm.O viganu,
Venancio llruriques de Rrzendc.
^imuufinu.
gaos 110 de prompto rom oulra pesie anda mais
para uma das enmarcas do Ceara, o | moriifera '.' !... Compadecei-vos, cienhor, de vos-
Dr. francisco Goncalves da Kocda, promotor pudii-1 sos fildos da Santa Cruz l. Teiide misericordia de
co desta comarca : tem o Ceara' a felicidade de con-i DOtl...
JOAO JACULES ROUSSEAI SLA MOA t~
SLAS OBRAS.
Discurso sobre a desiguatdade dat conirnes.
Coiilmuac.io.
III
Temos examinado n discurso do Rousseau, tal qual
de; porem mo lemos aiuda examinado lula a con-
troversia que elle sasteulou. Ua em lodas asdtKus-
sOcs ds Rousseau diias cousas qoe convein coidadinu-
menle distiuguir: a, maxirais do discurso e as con-
clusoes da controversia. As mximas to ordinaria-
mente paradoxaes; as couclusoes ebrias de Ivorn ao-
so. Elle cometa pels singolaridade, e acaba pelos
lugares commun. Esse procedimenio de Rou-eau,
qae ja notamos no discurso sobre o progresso das
cienciai e das lellras, ero neiihuma parle he ata >i-
svel como na disrusso sobre a origem da lc-igu-1-
dade das condices humanas. No descoiso. he pre-
ciso, para impedir a desigualdad, b,ur a 0118-
de, e para obstir a socieilade, impedir a humanida-
de, Rousseau parece nao hesitar. Na di-co-sao, elle
vollt a uma concluslo mais moderada, e as notas
lemos eslas uolaveis palavras, qoe distrorm o > Irma
de Rousseau sob o pretexto de o explicar.Somos for-
rados a citar essa uota curiosa: One neis! destrate'

MIITII Ano
ii Ff;i\/Fi



OIMIO I HRMIBIKO SBADO 12 UfJiHilafl DE '816
se (leve a sociedade, aniquilar o lee eo meu, e val-
lar as florestas pnra viver cun os unos'! Conseqaen-
cia a moda dos meus adversarios a quera nao quero
lunar a vergonha de adrar e preliro por isso preve-
ni-loi. O vos aq uem a euz celeste nao se/cz ou-
tir, e que nao reconhecei* pitra cossa especie oulro
destino sendo acabar ern paz esta curta rida, vos
que podis deixar licar no meio das eidades voseas
(uuestas acquisices, vossos espirites inquietos, vos-
soi cora-es corrompidos, e vossos desejos desregra-
dos reloraai, ja que depeude de vos, vossa aoliga o
primeira iuuocencia ; ido para os bosqui s tenue da
vista e da leuibram-a dos criraes de vossos roulempo-
ramos, e uo recais avillar a vossa especie, reuuu-
ciando -ii.i* luzes para renunciar igualmente cu-
vicios. Aqu enlerrorapemos a citHi.au para nos
pergunlar a quera Kousseau se derige, e se lie seria-
mente que elle Talla. Quera si escs Itomem a
quera a voz celeste nao se lem feilo OOVir, e que cr-
em que ludo acaba para o hornera com a vida'.' Sao
materialistas innocente-, a honrados atheos que
Rousseau acooselha que Vio viver nos bosques'.' Mas
vede ao mesrao lempa como elle os trate. Elles
leein espirites inquietos, coracoes corrompidos e de-
sejos uesregrado-. que elles deltirain as eidades.
Tura Irania I i' horaein nao muda lo fcilmente de
carcter como de domicilio. Nao lie porlaulo a es-
tes muadanos euvelhecido* que Kousseau acousellia
i quevao para o deserto. Continuemos: (Juauto aos
borneas semelhantes a mim, cujas patxes destruirn)
para sempre a primitiva simplicidade, que nao po-
dem maisnutrir-se de liervas e glandes, ncm pas-ar
sem leis e chafes, que foram honrados n seu pri
meiro pai com liries sobrcnaliiraes... que cm tura-
nte, arito convencido- que n TOJ divina chamuu to-
do o genero humano as Inzes c a felicidade das ce-
lestes inlelligeucias, lodos estes se e--foirearan pelo
exereicio das virtudes, que se obrigam a praticar a-
I prendendo a couhoce-las, por merecer o premio eter-
no que disto deveiu esperar; elle* respeitaram os
' sagrados lacns da sociedad!, oujos membros sao; a-
marara e serviram com todas as suas forras a seua
semelhantes, obedecern) escrupulosameute as leis fc
aquelles que sao seus autores c ministros ; honraran)
sobretodo os bous e sabios principes que souberem
preveuir.remediar, ou empalaros innmeros abusos
e males sempre prestes a nos upprirair: elles anima-
ran) o zelodesles chefes, mostrando-Ibes sera temor,
e sera lisonja a magnitu.lede sua larefa, e o rigor do
seu dever ; e todavia nao despreiarBo menos urna
constituido, queso se poe sustentar com a a)uda
de um lio respeil.ivel pessoal, que se dezeja mais va-
zes do que se oblem, consliluicao da qual,a pezar de
todos os cuidados de tanta gente respeitavel, nascem
sempre mais calamidades rearo que vaulagens appa-
ren'.es. i Assim, 01 mundanos,aquelles a quera nao
lia ebegadoa voz celeste, nao abolirama sociedade.
porque he ella o centro o mais commodo a seus es"
piritos inquietos, a seus coracoes corrompidos e a seus
desejos desregrados. E os chrislAos, por quinto he
dos cliristos cortamente que Kousseau quer fallar,
(liando diz ( aquelles que Toral)) honrados era seu
primeiro pai com litjoes sobrenaturaes a o que Ta-
rjo elles? Mauteao a sociedade, cojos membros
sao ; respeilarflo as leis, os magistrados, os minis-
tros, isto he, nada mudarlo na marcha do mondo,
trabalhando todavia era melhora-la. Nao mais, ah
Kousseau presta urna ultima e iuuoceute homenagem
as mximas do s,u discurso, elles menos prezavam
a ordera social que bao de conservar, e arguiram-
na de uecessilar de muilas virtudes para se susten-
tar.
Eis ja os paradnos do discurso apagando-se ante
o lu!i seusu modesto e simples das uotas. Nos seus
dilogos, obra siugular em que Kousseau e"mcra-se
em justilicar os seus escriptos, e que testifica essa
molesta preocupado do eu. que era a sua luucura,
Kousseau volta aiuda aseu discurso sobro a desigual-
dade dascon lini.s humanas, e be ah principalmen-
te que vamos deparar com o seu verdadeiro pega-
mento. EiU-avaganle procedimenlo do autor, em
suas obras, apresenlar na frente o erro, e encanto
a verdade!
a Em seus primeiros escriptos, Rousseau e esme-
ra em destruir esse prestigio de illus.i o, que uos Taz
eslupidameulu admirar os instrumentos de uossas mi-
seriis,eem corrigiressa eslimacao engaadora, que
no faz honrar talentos perniciosos, o ddrprezar vir-
tudes uteis. Elle uos mostra por toda a parte ~-
pecie humana melhor,mais sabia o mais feliz c
con-liiuic.io primilliva, cega miseravel e m
dida que se aparta desse estado primordial.
lini he emendar o erro dos uossoa joizos par-
dar o progresso de nossos vicios, e i
trar, que all, onde buscamos a gloria,
so encoutramos com effeilo erros e miserias; mas a
natureza humana alo retrograda. Jamis se remon-
ta aos lempos de innocencia e igualdade, qoaado so
ha umi ves dellc- apartado; lie anda um dos prin-
cipios sobre os quaes Kousseau mais Insisti.
O seu objeclo, pois, nao f.odia ser recondnzir o
povos oomtrosot, nem os grandes Estados a sua pri-
mitica simplicidade, o sim someule embargar o pro-
gresso daquelles qde por seu pequeo numero e por
sua situacao bao sido preservados de urna marcha 13o
rpida para a pcreico da sociedade e para a dcle-
( rioracao da especie. i> Aqu paramos por momentos.
E por tanto neuhuma volla posslvel para os preten-
didos temposde innocencia e deigualdarte, e couse-
quealemenle neuhuma applicai-ao das mximas de
Rousseau aos povos numerosos e aos grandes esta-
dos. Kousseau nunca leve em vista senao os peque-
os estadosna anliguidadc as repblicas da (jre-
sia,nos lempos mudemos as da Suissa. Sao estes
pequeos estado; que elle quer uiauter, sendo possi-
\el, em sua simplicidade primitiva; e logo assigna-
la um dos eOeitos da marcha rpida da civilisacao,
islo lie, a doteriorai.'Ao da especie, conscqueiicia do
aperfeicoameoto da sociedade. Se Kousseau quer
Tallar da deterioncn da especie humana cm geral,
eremos que ha tal barbaria e rudeza primitiva que
nao Taz horneas mais apessoados robustos que a
civilisacao apurada das grandes cidades: porcm se
Rousseau Tallada fraque? progressiva do individuo,
i medida que a sociedade medra e se aperfeiooa, se
elle quer dizer que o hoinem de boje, em Tace da i u-
dustria e das (prcas que ella lira do vapor, vale me-
nos, como trahalhadoT do que nao valia outr'ura,
rouilos serao tentados a abra ca a opinio de Kous-
seau. Keni sabemos que so nos dir que em nutro
lempo era ~i agente llor que se coulava no oslado, e
que boje conta-sc toda a gcule.
A duusao uao compensa o abatimentn. lia em
poltica mais partes que lucrara; nos o concedemos;
mas Dos sabe qual a parte de cada um. Os escu-
dos Torain reduzidos a cntimos; nao indagamos se
os ceutimos tivoram prazer e os escudo petar e se-
r um aperfeit-oarnonto para a sociedade'.' Nada sa-
bemos; mas nao be seguramente un auRmcuia pa
ra o individuo, lleni uos lembramos que um dos
nossos veUios amigos udizia,queo inuudo nao aca-
llara pelo fogo nem pela agua, mas sim pela aplana-
j3o. Mullos dominios pequeos e puncos grandes,
mullos lameos de espirito e pageos de genio, mui-
!os poetas e pouta poesia, uiuilo cidadios e pouca
liberdi.de, a quantidade em poltica substituida a
qualidade, tantos sigues da realitacOo da prophecia
de uosso velho amigo, e a qnal elle observava eom
malieia.
Tornamos a Rousseau, o a seus Dialogo', a Por-
fia-se em accuse-lo do querer destruir as scienciaa,
as arles, os (healros, as academias, e remergulhar o
universo em sua primeira barbaria, quando pelo con-
trario elle sempre intiiljo na conservaro das im-
tituifCti exilenle affirmaodo que a sua deslruicao
uao Taria senao tirar os palliativos, deixando os vi-
cios, e subsliluir a pilhacem u corrupcio. Elle Ira-
balhou por sua patria, e pelos pequeos estados,
como ella coiisliloido. Se sua doolrina podesse ser
til aos outros, seria mudando-lhe os, objectos de
sua eslima, c retardando lalvez lambem sua deca-
dencia, que elles accelerarnm por suas falsas apre-
ciac.ies ; mas, a despeito dessas disliucvoes tantas
vezes e lio Torteraeule reiteradas, a m T dos ho-
meus de latirs, e a necedade do amor proprio, que
persuade a qoalqucr que he sempre elle de quera se
Irala quando mestno nelle se nao peina, flzeram que
as grandes nardes (omassem para si o que era pro-
prio das pequeas repblicas, e que se baja insisti-
do em ver um promotor de desorden e de perlor-
bacOes no hornera do mundo, que consagra o mais
verdade.ro respeito s leis e as inslituces naciooa-
es,e que lem muita aversao as revolucoes o ao* cons-
piradores de toda a espeoie.que Ihe pagara com a mes-
toa aversao ;1} o
Que dizeis dessa profissao de fe que creio sincera'.'
lemo-nos pois, engaeado sobre o sentido do discur-
so de Rousseau t Temos compreheodido mal esse*
trabalhos paradoxos sobre o liomeni que se deprava Mo mais perlo de seu lim que os povos barbaros.
se rellede '.' Nao, mas Rousseau, na dscusslo so cor. | O erro nao he crer na inorle .los povos civilsados,
rigia sem crer desmenlir-se. A controversia obriga o
liomeiii a lomar ao boni senso.yuando sos uos acha-
raos oin face de BOOM peusainenlo, voluntariamente
nos abandonamos ao nosso proprio MD80E uns, quau.
do nosachamos era face do pensamenlol dos volroa,
lomamos ao senso rouimuui, e militas vtzes messno
ao lugar commuin, como .1 nosso mais seguro abri-
go, c denegamos, sem nos sentir, os nkradoxos de
que mili- nos orgulhavaraos. lie atairn que Rousseau,
mas na vnia dos povos barbaros. Poyos barbaros ha
que perecein sem jamis locarem a civilisario e a
barbaria que Ibes loma
a fazemmais longa: sea civilisacao nao
as naces, .1 barbaria Dio as faz viver.
lina palavra mais, e coocluireinos. (Jiial he nesla
ultima coiiclii-,10,0 Tundo da doolrina de Kousseau?
A sociedade he a decadencia ou decropilodo da es-
prcie Ilumina, t) homem era primitivamente hora
comraendadare* de Falliera o de (irap-Franea, ro-[ Obi meus amigos, vossos uo me esperavam
presentantes do clero ; ot oito lame- que eulravam esla noile !
que ao principio pareca querer abolir a sociedade. e feliz: decahio do sua felicidade. E como '.' Por-
to abaia cm dizer que lodos os progresaos da socie-
dade nao sao nielhorainciito.s para a hiimanidade ou
para o individuo he eaaa a sm ullim concluso e
a qoe elle sustenta contra us numeroso contradicto-
res qw Ihe grangeou sua nova obra,
A apolheo se da vida selvagem .pie pareca fazer
Kousseau em Tace dos sales do sculo \ VIH. nao
oll'enden menos o espirilo do socolo que o havia fei-
lo sua censura das lellras c das artes em face das
que elle euirou em sociedade, porque dcseovolveu
suas facilidades e suas paixOej. (lueui Dto vi1 logo
a primeira vista d'oliioa quauto es doolrina se ap-
proxiraa da doulrilin cluisla da queda do ho-
mem'.' Oue este mundo be inn.i decadencia, e
esla decadencia nina coosequencia da falla I
homem, eis os pontos de soiielliauca. Onde es-
t a ditTerenca '.' Esla cm dona potitos importan-
lea que elevara a doulrina chriatia cima da douln-
ncrarao, c domis ea decadencia he una injuslica lirus. que eu uo ousaria alliiuiar o contrario.
ile Dos; porque o horaein. -egundo Kousseau, nao
poda achar a sociedade por si inesmo. Dos lie
quera den ao homem as irles que desenvolvern!
suas paisooa e occasiouaram-lhc a queda. Na Es-
cnplura o humera cabe por sua culpa; mas apenas
cabe, Dos o levanta com a esperanza da rederap-
(to na elernidade, e alm disso d-lhe as artes e a
sociedade sobre a tetra para tornar-lhe a miseria
npporUvel. Iioereia mesmo, como o crcmmullos
doulores christu-, que as arles que o homem rea-
chou no seu desterro, elle as hnuvesae ja' 110 poraiio
terrestre .' Concedemos : a bcudade de Heos Dto he
por isso menos grande, pois que elle Un servir
consolaco do homem o que servia a sua Tacilidade.
Os enrielaos: e Rousseau discordara dos phlloso-
phos do seculo decimo-oilavo, em que esse mundo
he urna decadencia, mas os clirislos Kousseau em que esla decadencia lem seu remedio
na i.'dcrapc.tii.
I .unir os pllllosoplios do secul.i deciinn-oilavo, os
chrislMi cun Rousseau rreem que a sociedade e o
mundo-Ao um mal; mas OS chrislioa creem contra
Rousseau que e-se mal lera seu remedio na obser-
vancia da lei christaa. Os cbrislaos nao desespe-
rara, pois, do homem, nem ueste mundo ncm no
oulro.
Sao casas sciuelhaiicas o diilereucas da doolrina
de Kousseau com a doulrina rhrislaa, alo esses re-
trocessus Imprevistos, anda que cm grande distan-
cia, para o chrislianierao, que fazem o inleies-e do
cstudo aturado das obras de Kousseao.
.,ai/-.l/arc Cirandin.
' yllccuc des Deux-Moudes.
iUtteoabe*
COSTU&IES HA AMIGA I KANt.A.
/ lera de Ceiaudan.
I'or Mar] l.afon.
II
A eilrcniiilade do laso que lies em (rente do
castello do Verstiles parece perder-se ao longe.
Por urna hbil disposicao de l.euolre urna chaiueca
foi deixada no lim d~.se lago, e o lurreuo ahondo-
Dado lim de crear urna Illaoto de ptica lOMou-se
depos um bello deserlo, mesmo quando a corle no-
toava Versalhes. Esla pequea Thebaida somenia
era Trequenlada por dooa gneros de passeiadores:
aquello, que liigem da inullidilo para estar tos,o
aquelles qoe retiram-se para estar a dona. Era a
esta ultima catliegoria que perleneia o casal,que o
leilor leiia arialado a'.raz das arvores das avenidas
da esquerda se tivesse astado no 1 de junho em lu-
gar do Sr. Antonio.
Assentaila sobre urna pedra meio occulla pela
relva. a qual pisara com ar de impaciencia una ra- i va mais IIISSJ.
eu
ale
(I) Troisslome dialogue.
academias e dos Iheatros. Vollaire, que Kousseau na ,tc Kousseao.da Inda a altura da verdade sobre o
poupava aiuda muito, e a quera elle enviara sur erro, do eco sobre a Ierra. Em Kousseau, a tocie-
obra, esereveu-lhe urna dessa carias amaveii mis- dade he orna decadencia sem possibilidade de rege-
luradas le cumprimentos c de epigrammas, cujo se-
groeVi elle liona. Entro Vollaire e Kousseau, era
anles ama couversacao qoe una disroseao, e cada
um ah e nivel.,na a sua guisa. Alera de que a con-
troversia linha urna marcha mais grave, e ao mes-
rao lempo mais viva. I 111 philosopbo sabio e en-
genhoso, Uounet de lienebra, cscrevia sob o nomo
de l'bilopolis, o amigo das (eidades, u.na caria em
que resume optiinainenlc asobjeci.es que se podem
Tazer coulra o ayttema de Jo;lo Jacques Rousseau :
n Eis, dizia Ronnct, o raciocinio que eu vos pro_
ponlio : ludo que resulla iininediataraenle das lacul-
dades do hoineui nao se deve dizer resultar da sua
natureza .' I.ogo eu creio que se demonstra muito
bem que o e-lado de sociedade resulla iminediala-
menle das Taculdadcs do homem,nao qoero allegar
oulrns provos a uosso sabio autor do que suas pro-
priasideas sobre o estabolectmeolo da. sociedades,
ideas essas engeiihosas, e que elle lio elegantemente
exprimi na togonda parte de seu discurso. Se, pois,
o estado de sociedade dimana das Taculdades do
homem, elle he ualural ao homem. Seria, pois, lo
desarrasoado queixarcm-ae qoe essas facilidades, de-
senvolvendo-se, deram natcimeiilo a esle estado
como o de baver Dos dado ao homem lacs Taculda-
des. O humera he lal qual o exiga o lugar que elle
devera oceupar no universo, llovi miUerprovavel-
inente de humen- quo edilicassem eidades, assim
como de Castores que conslroissem cabanas... Quan-
do, portauto, Rousseau clama com tanto Turor e per-
tinacia contra o estado de sociedade, elle se levanta
sem pensar conlra a vonlade daquellu qoe fez o ho-
rnera e ordenou esle eslado, ele.
Rousseau respoude i carta de Bounel sustentan-
do, com mais Turca q ajamis sua concluso suavi-
sada e moderada, que todos os progressos da socie-
dade nao sao sempre melhoramentot pira a huma,
nidada no para o individuo : u O estado de socieda-
de, rae dizeis, resulla immedialamente das Taculda-
des do homem, e por consegoinle de sua natureza-
Querer que o hornera nao se lornaotoaociavel, seria
querer que elle nao Tosse homem, c he alacar a obra
de Ueos o levaular-se contra a sociedade humana.
Permitti-me, seubor, que |H>r miaba vez proponha-
vosuma dilliculdade autes de responder vossa. Eo
vos pouparia esle rodeio, se conhece-se ura cainiuho
mais seguro para chegar ao lira.
Suppouhamos que algn- sabios achassem um
dia o segredode apressar a velhice e a rlede eici,
lar os horneas a fazer uso desla rara descoberta,
persuaso que talvez no fosse de tao difllcil resulla-
do como i primeira vista parece, Dorquaab a razao,
esse grande vebiculo de todas as nossas parvoicesi
nao deixarta de assislir-lhe. Os pliilosophos, e so-
bretudo os horneas sensatos, para sacudirem o jugo
das paixes e gozaren) do precioso socege d'alma,
cbegaiiam t passos largos a idade de Nstor, o re-
nuuciariam volunlariameiilc aos desejos que te po-
dem sotisTazer, alim de se garantirem daquelles que
he mislcr aulle-car : so alguus imprudentes haveria
que envergonhando-se' mesmo de sua Traqueza, que-
leriam loucamente fcarmocos e felizes em vez de en"
velhecer para seren sabios. Suppouhamos que om
espirito eitravagaote, e para dizer ludo, om hornera
de paradoxos, lembraise se r'nlao de cen-urar aos
-> absurdo de suat mximas, de Ibes provar
,.iucorbn.io o socego, eorrom i morte,qne
izem disparatar i forc de se tnruarem as-,
e que se devem ser um dia veHios,_c'jvem
ar pelo meaos se-lo o mais tarde possivel.
lo he mitter pergunlar te nossos solistas, temen-
do o lirado do sen arcano, se apressariam a inler-
romper esst discursiila iinporluuo.' Sah velhos,
diriam elles a seus sectarios, agradecei o eco das,
grabas que elle vos oulorga, e cougralulai-vos de
haverdes iotessautemenle seguido a risca suas von-
lades. Vos estis, na verdade, decrpitos, euTermos
e cacheccos ; tal lie a sorte inevilavel 1I0 hornera;
mas voseo entendimeoto he to ; vos estis tropegoe
de lodos os membros, mas vossa cabeca be mais li-
vrc ; vos nao saberieis obrar, mas fallis como or-
culos, e se vossasdore augmenta 111 cada dia, vossa
philosophia augmenta so com ella. I.araentai esta
juventuda impetuosa a quera sua brutal saudc priva
dos bens inherente- a vossa Traqueza. I'elizes enl'er-
mid idcs que reuuem ao redor de nos tantos habis
pharmaceuticos foruecidos de mais drogas do que
vos uo leudes de males, lanos sabios mdicos, que
conhecem perfeilameule Voseo pulso, que tabem em
grpgo o noine de lodos os vossos rheumaiismos, tan-
Ios zelosos consoladores c horileiroa liis que vos con-
duzen\ suaveinenlc a' vossa ultima lora Quontos
soccorros perdidos para v, si Dio roubesseis causar
vossos males que os lornaram nece-sarios!
- Nao podemos nos imaginar que aposlrophando
ilepois nosso imprudente monitor, lies Ihe fallariam
poned mais oti menos assim:Cessa, declamador te-
merario, de proferir eoaea discursos impos! Oozai
lu criticar assim a vontade daquelle que creou :'e-
uero humano '.' O estado da velhice nao he inheren-
te a coiisliluicao humana'.' No he natural ao homem
o cnvelheccr'.' Que Tazos tu com leus discursos se-
diciosos senao alacar urna lei da natureza, e couse-
guinleinenlc o vonlade de seu Creador? Ja que o
homem cnvclhecc, be porque Dos quer que elle eu-
velheca. E os fados oulra cousa nao sao ionio a ex.
prselo de sua vontade. Aprende ; pois, que nao lie
de certo o mancebo que Dos quz fazer, e que por
lano, para appressarmos em obedecer suas ordena,
i cumprc Deceleramos era en velhecer.
Supposlo ludo islo ou vos perganlo, tender, te o
homem dos parodoxos deve-se calar ou respouder,
e, ueste caso, leude a bondade de me indicar o que
elle deve dizer ; o eu procorarei resolver enlo vos-
sa oljeccao. e
J que pretendis alacar-me pelo meu proprio
sysle.na, nao esquejis, tu vos rogo, que segundo o
meu peusar, a sociedade be natural a especie hu-
mana, como a decrepitado ao individuo, e que he
inisler artes, leis e goveroos aos povos, como mule-
tas aot velhos. A nica dillereiica he que o estado
da velhice dimana da nica natureza lo homem, e
que o da sociedade dimaua da natoreza do geuero
humano, nao iramedialameiile. como vos o dizeis,
mas, tmenle como eu o prove, com o soccorro de
cerlaa circumstancias exlernas que podiam dar-te
ou t.o, ou pelo menos chegar mais cedo ou mais
tarde, e por conseguate aceelerar ou retardar o pro-
gresso.
Muilas dessas mesmas circnmslaucias depep-
dem da vonlade dos horneas: Tu i obrigado, para
eslabelecer urna piridade perTeita, suppor no indi-
viduo o poder de aceelerar sua velhice, como na
especie o de retardar a sua. O estado de socleila-
ci de teodo portado um termo exlremo, ao qual os
horneas sao livces de chegar mais cedo ou mais
(i larde, he intil mostrar-Ibes o perigo de ir
to veloz assim como at miserias,de urna coodi-
Cao que elles tcmam pela perfeisao da especie.
Eis a ultima craclusSo de Kousseau sob sua forma
a mais viva e a mais picaute. ma> o Tundo he mo-
desto e quasi uaCa mais teo qoe possa espaalar-nos
ou oOender Qoe dir elle, na verdade, que uao
cont a historia tie lodos os povos que passaram so-
bre a trra? As sociedades nascem, vivem e euve-
lliecem segundo urna lei necessaria e omnipotente
que impeli oa individuos e os povos do nasciraenlo
mocidade, desla a idade adulta, e da idade adulta
a velhice. Felizes as sociedades que no cicerem
muito depresia, que nao se apressarem em esgo-
tar seu viatico, .pie no abreviaren) sua inTancia e
tua mocidade sob'pretexto de dilatar sua idade a-
dulla! A historia1 da civilisacao do um povo he a
historia de sua passagtm da mocidade a idade ma-
dura, o desla a velhice e a morle, e Rousseau
nao lem razio um crer que os povos civilizados ei-
1
alternativamente nos estados de oito em oito auuos
eram os enhorca de Toumel, do Honre, de l'lorac,
vida miseravel, nao Ihe I de Brigeo, de Sainl-Alban, de Apchier, de Pevrc e
eterniaa I de Fhorai representantes da nobreza cora os doze
UJalgOS poatuidorea de trras, e e-: tres cnsules de
Monde, os Iros cnsules de Mirvi'jol-, c um depula-
do ile cada una .tas dezc-eis cidadet oa coiumiinida-
des represenloDlca do lerceiro estado.
lodos essesperson.igHiis receberain o enviado do rei
com a cousideracau i|oe Ihe era devida; e derau-lhe
a mesa o lugar de honra .1 diralla do bardo de l'lo-
rac ; mas quando depoia de ter i'eilo a aaode de Sua
Mageslade, o Sr. Antonio elevando o copo beben a
morle do animal anlropophago.es meneo., le cabera
e os sorritosde lodos provarain-lhc que. se nao du-
vidavam de tua habilidade, dovidavam ao menos
do hora xito de sua empreza. Era mais do que
poda supporlar o irascivel carador. Vivamente of-
lendido, vollou-se para o barau de Koore, seu vi-
siubu, c perguiilou-lhc se julgava ajlfcra iiivulne-
ravcl.
Bofe! cavalleii o, ella lera escapado de lanos
Espero qun vosta evccllencia sera mais ousado
daqui a algn- das.
Desejo-lhe mais lelicidade do i|ue leem tido
seus predecessores, lornou o barao gravemeute, pos-
to que para fallar a verdade nao se espera isso na
provincia.
. (tu exclamon oSr. Antonio furioso, nao po-
derei destruir um lobo?
E quein llio di/, que soja um lobo '.' inlcrronl-
peu o primeiro cnsul Todas as relactol que me lem sido feilas.
Cuidado, cavalleiro, griloo un lidalgo velho
lollocado na oulra exlremidade da mesa, nao se de-
cida antes de Ic-lo viste, se poder ve-lo !
Sira, repeli um consol volUodo-ee iotlincla-
uieiilo. se poder vc-lo !
Entao segando a opimo dos seuhores, esse
aiitnial he o diabo exclamon o porla-arcabuz fora
de si.
Nao neg, reapoudeo o lidalgo velho com a
melhor le.
E como o carador sorria accrcscenlou crguendo
a voz :
Seubor espritu forte, um; 1 o que aconteceu ao
lilhu de meu reudeim. I um noile que elle voilava
da Caira de Mareoem achon-ae dienta do montlro.
M.iscorajoso que dt costura, pois ninguem volla
da leira em jejum, brandio seu basti ferrado, e
poz-sc a persegui-lo. O animil recuava de sorlc
que meu pobre rendciro lisougcava-sc ja de gaubar
o premio. Correu assim toda a uoite al que che-
gando eiuliin a urna larga quebrada, tallOU-a rapi-
daiueule c depos disse ao campouez : u Coufesse,
meu amigo,que para um veltio de oitcnla anuos nao
-altei mal.
Cro essa historia .' perguutno filamente o por-
ta-arcabuz.
.Multa gente a er, >r. Antonio !
O veterano das cacadas reaes nao quizouvii' mais;
san lando ., lodos vollou para o alojamenlo dos seu-,
e p.ii lio no inc'sHi'.) da para hateros bosques. Lio
ii'.i lugar inonlaiihoso e corlado conloo tievaudaii,o
Sera duvida, rospon leu o eampoooi inquieto,
e coniei:,pianito u porta-arcabuz do rei, uo tereraos
de affligir-nos pela la volla ao lievaiidaii ?
Nao, meu amigo, nao, meu bnm Vallclle, c
ve-I i-ha- broveinente quando soubcres para (|ue
venho aqu ; mas como morremoa de fume, come-
cemos pela ceia e viva a velha provincia !
Mulhcr, di-se e campouez, accende o logo, e
lira logo a marmita.
Seuhor, acereaooutoa vollaado-se para o porta-
arcabuz, leaos .rnenle po de ceuteio, leite, maa-
leiga, carne salgada, e caslanhas: mas ludo isso Ihe
olleieceino. de t 0111 coracau.
Antonio agr leceu-lhe com um cordial aperlu do
mao ; mas Keiuhirl tirando do aaceo ura loinbo de
carne, a Iros garrafas de viiiho de Burdeos, disse :
Trago o principal, lu na dars a sobre-mesa.
A-senlaraiii-se unto do logo, e npplacadd a Tome
oeamponei perguulou ao seu joven compatriola ta-
ra que voilava ao Ijevaudau.
Nao a levinliasles, responden Keinlmrd, vendo
estes -abiqos ?
N'eiis cacar a lera .'
E pens que maisfeliimontedo que Mr. d'Eu-
neval.
I'raza a lieos que tu nos livros della lie
grande llagello para a gente pobre.
Eutao Ymc. nao er, iulerrompeu u porla-ar-
cabuz, que es-e animal seja leiliceiro ?
Assim dizem naa nossas aldeias.
E lambem nos seus caotelloa ?
Se Tonta tenhoria interroaaaaa nootoa visinhos
elles Ihe diriam que essa Cera Ilude os horneas, e
que n Tugo e o Trro nao lem icciu sobre ella ; mas
esla rapariga pode di/er-lhe o contrario.
E como ?
Aute-hoiilem ella Terio-a com urna bixonela.
Tu, alariatexclamon Iteuihard.
Sim ; eu eslava sosinha aqui ; meu irmao o
minha cunhada Irabalhavam no campo ; quando eu
auinava o menino di mo da porta, ouvi rumor no
camioho, argoi o< olkoi e vi a Cera agachada a viiitc
passos ; laocci m.lo la havonela presa na piula da-
quelle pao, e quando ella -allou para mim, cravei-
Ih'a no hombro, daiido glandes grilos.
E depos ?
Ella Tugio 110 momeiilo em que eu ia repetir
o golpe ; mas nao Toi longe, porque lornei a v-la na
exlremidade do bosque.
De que lado ?
Do lado da fonle.
Seuhor Antonio, disse Reinhard, levantando-so,
a la esla clara...,
Pois bem, rapaz, turna leu sabojo ciuzento e
varaos !
Criado ueste Insar.Heiohard dirigile -em hesilar
a parle mais inculto da llrenla. Ahi os dona cacado-
res pararam, estremecen lo depoia do lerem andado
doat hora-. O sabujo que des le algn) lempo Tare-
java com ardor, eslavo prestes a quebrar a trella.
Keinhard relevo-o .1 entrada de mn claro, e o seuhor
Anlouio corvando-se, examinmi as pesadas clarida-
de da loa ; depoil ehamou hrandamenle o comiia-
'tlieiro, e inustrou-llie os vestigio?, inlerrogando-o
com o ulhar.
sao- de Versalhes, devta encontrar ditiiculdades in-
tuperaveit. Durante doos me/es ellas se inulli-
plicar.ini de maiieira propria a desanimar qualquer
oulro que no fosse nm Velho uialreiro da munleria
e um volite do ardor de Reinhard. Oque augmeu-
lava a irrilar.lo do Sr. Antonio, naluralmento piuco
paciente, era que apenas deitava um canto, a Tera
sin reapparecia, o no paasava-se semana -era que
l'n fii-sem dizer que ella devorara una enanca ou
atacara una rapariga. Qoanto a dcscobrir-lhe a
pista erabora elle tlveite eomsigo o:- inelhurcs ta-
bujos e os mais habis pica lores do rei, no pensa-
pariga que pela- -ui.s faces rosadas, pelos seus ca-
bellos encrespados e pelas suas roupiulias azues pa-
reca urna pastora de Wolteao, ouvia cora os olhos
bautoto discurso de nm rapaz em p diente della.
Este quo linha o uniformo dos co ule iros do duque
de Orleant eiiava na peroracao, a qoal lernii.iou
por estas palav ras :
Emlini, l.iiizinlia, seja como for, so podemos
gsnbar Desse negocio.
'-Deveras, Sr. Reiuhard? disse a rapariga,
quizera que Vioc. me explicasse isso; pois
aqui em lodo o seu discurso someule vejo urna cou-
sa : he que meu lio no quer ouvir Tallar a seu res-
peilo, e que eu seria repreheudida severamente se
elle soubetse...
Elle esUi 00 ceslello, e nao pode saber nada.
Assim ouca-me. Meo amo achando-me mu triste
leve a bondade outro dia de perguutar-me a cau-
sa, e no pude occullar-lhe...
Oh! pois nao I Sr.'Reiolierd! Que pensou cu
amu de mim?....
Elle uo agastou-se; disse-me que eu tinha
bom gosto, e dignou-se al de Tallar 1 ,-eu
to.
O qual recuJoTji
Siiu c nao.
Como, sim e nao?...
Quero dizer que sem recusar impoz ao seu con-
senliraento uraa condirlo dillicil.
Qual?...
Que eu gaoharia a cruz de San-I.uiz!
Mas isso lio irapossivel !
Elle bem sabe queeu nao poderiaem loduo cato
oble-la tonto depoia de vinle e ciuco anuos de ser-
vico. o que d'agoro a viule e cinco annos lerei cin-
coenla.
Ali! disse l.itizliiha. que devenios fazer?...
-Esperar e esperar. Apresenlava-se urna occa-
si.io mogniflea de ditUngnir-ma indo ao Uevaudan ;
mas como suuhuin atirador o Sr. Antonio receiou
que eu alcancas-e assim a cruz de San-I.uiz, e de-
claiou-me ha pouco que nao queria ineut ser-
vico,.
Tanto melhor! exclamon l.uizinlia ingenuamente;
pois cu tema pensando nesse vil animal.
Reatar-nos-ha urna consolacao. luruou Reiuhard
suspirando ; virei ve-la todos us dias !...
Ah emita-com isso murmorou o Sr. Auto-
uio entre os denles; e.pera, es|iera, vamos por .0-
bro uesse negocio.
E apparecendo inlciramente disse ao rapdi :
Vmc. he Tatu, Sr. Keinhard '. Como cu dei-
xava-o de parle, imaginou que linha oveja de
seu tlenlo : ha de partir ja comigo, e para provar
.1 todos que nao lomo a iiinguein, cacaremos juntos,
e Vmc. nunca se apartara de mim. ,
Adeos, senhora, disse Reiuhard com voz tr-
mula.
A esperanca que brilhava-lnc nos olhos enchugon
as lagrimta de Lniinha.
Tres semanas depoia eslava ra uo Gevaudan. I
Elorac Toi a primeira cidade em qoe pararan), lu-
gar entrecorta 1.1 de valles, bosques e liioiilanlias.
Situada na confluencia dos riachos do l'aru com o5
do Vebron e da Miunu, b'lorac occulla-se no Tundo
de urna garganta cslrtita, mas deliciosa 110 verlo.
Os ouleirus que a dominara sao cobertos ao leste de
viohas vigorosas guarnecidas de urna tinha negra
de caslanhciros e de caivalbos, e ao oeste por urna
cadeia do roche,los cinzentos, cuja base ollerecc
urna larga rotura. Nessa feuda alcatifada de mus-
go atee urna fonle que banha abundantemente a
cidade. ISr. Antonio alujou-ae na Croix Manche,
e diiigio-se depos a casa do barao de Plorac, onde
linhaiu reunido extraordinariamcalc lodos os mem-
bros dos estados da provincia.
Ahi eslavam o couego depulado do cabido de
Meude, os priores regulares de Auhrac, de l.auuog-
oecdeSiiulc Eniuiie, o abbade do Chambn- e os
GenovaPolaca sarda Mara Eliza, Bati & l,e-
inos, l:IKIII saceos dem
I.isb aBarca porlugueza "Carila eAmciiau, l'ran-
ci-co scveriauo Babel lo j l-'illi, ||| saceos dem.
demBrigue porloguez oE(porleneia, Amoiim
Innilns ,\ <>unp inliia, 330 tacrot dem.
Id 1 da Pr.uaI' larb 1 diuamarquei *Anna Calha-
riniiii.Ainorini Irmlos & Compaolna, 330 barricas
idem.
lalinonlhBngue iogh oEtlhef > niiu, Uc. Cal-
niontW Coinjia'iiliia, 1,'JtMt saceos assucar masca-
vado.
Marsclhallrigue l'raiicez Chaosenr, N. t). Iliebcr
\, Comp.iuhia. "'I' saceos dem,
demBngue tranceztieorgea, l.asserre o. Ti--et-
freres, ".VI -accos dem.
demBrigtie francez uJules, Viuva Ainorim &
l'illio.il.'i'l saceos dem.
GenovaPolaca tarda "Mana El'/a, Ba-lo Ov l.e-
1110-, 2iHI sacros dem.
I.i
ACARAD'.
Segu no da 1,1 do inez correnle o palhabole .So
trtense; recebe carga e passageiro : a tratar <
Caelaao Cjrlaeo da (.. 11., ao lado do Corpo Sauto
11. 1.
Para Ltshoa -eguir.. com a oaoooff lrevidade
possivel o brigoe porlomea Irperiein ia : quem nn
aneamo eniaer earrecar oa ir de pi-sagem. pai a o
que lem bona commodut, lirija-se a ra da Cruz a.
3, cscriplorio de Amo.un Irmao- o Comrhiubia.
Coni|ianhia
de navegatpfto a vapor Lu-
tsu-Brasi leira.
Ib'iiiu 'I' ..iiiiii > r !i.1:11a ili'Vi'in a
Ih^Bngilo'iiorl^cz .Etperieueia, Jos ^>^^^;.:^t^ Ui ,,d T"?** "
Ionio de Carvalho, 10U saceos idem. *apoi I). i'I.III.O II, lorniii.iniljiile o lc-
IdeinBrigoe porlugucc "Experiencia, Ainorim I nenie Vicgas do O, e depois da compt-
Irmloa & Companhia, (.'it) saceos idem. ,_.. 1. 1
Idem-Barca porlugoeza Carilo e Amelia, Eran- '.ulU ,1"""1" ocgilira para Lialioa, rvoi-
cisco S-veriauo Kabello A; l"iibo, II) saceos dem. San-ViCeille Mmlciia : para iinl.i (com
Litboa-Brigne iKirtugoer Imperador, Novaos A j 0 poi te I rotado, i.assareiis e encom-
t.oiiiioiu na. cseosme. I r .. o __ _
Companhia, '' ca os niel.
Cxportacao'.
Ce.ir, Maranhaoe Para, luale brasileirn ,1 Venus, ,
de \2 toneladas, cnidu/.in o seguale : .HiS vo-
luioes gneros eslranaeiros e nacionaea, I boeela
doce, I arroba cola, I einbrnlhu folhinhas de algi-
b.'ira e 1011 de porta, TtM, bar iqilllihas e "i0 barricas
com :l,(06 arrobas e 7 libras de assucar, Iut) latas
eom Kfl arrobas de astuc ir relinado, UM) garrafoes
espirito.
KKCEBEORIA DE RENDAS INTERNAS C-E-
liAES DE l'EKNAMBUCO.
Kendimento lo dia I a 10 5:2969611
Idem do dia II........I:l:li;:|j|
mendu, dirijam-ce ao aaeote M. I). R<-
dt-igues, 1 na do Trapiche n. 0-
Maranhao e
Para.
Opallialjote LINDO PA-
OUETE, vai seguir com
precien : para o i-eslo
la carga e |i.i.-sn;;i un-,
'-. J?^35BE! Irata-oecom o comigna-
Urio Antonio de Almcida (ioines, na
rita do Trapiche n. Ili, segundo andar,
tienov. porS.Trotjl-^8*a do ol'mo porto 4J, ou COUI O leu CapttteJotB Piulo Nune,
P daca sarda Fama, de 171 toneladas, capillo I no trapiche lo algodo.
Antonio afansiapan, eqoinanem II, em lastro ; > .__________________.________________________
Schramm Whalelj Companhia. ( i" ,
ColinauibaIli das, hiatobratileiro "Sania Luzia, sv* HVf !
de l'i toneladas, meslre Etlevo Ribeiro. equipa-!-----------------------------------------------------------------------
gen. :l, carga assucar; Mano-II Jos l.eile ten- U asente Dliveira fari leilao, por coala o risco
do compndo na llha de Sanio Aleixo \i das -le ue qe,n perl-ncer, de 10 pipas e _0 bairi- te quin-
quareulena.
Sacias saludos no mesmo da.
6:U0g49
))>
"DUilUtlIO^O pOli'O.
to do mais superior vinbo de >-lr*- : texta-feira. 1.1
, lo correlo, as 10 horas a.i maiiliaa, no armazem do
Kio brande do SolBriiioo bratileiro al). AITonso, Sr. Aunes laeooae, defronle da arcada da alfandeca.
c.pitioi l.aumii').lose de Carvalho. carga assucar.________
Paaaaseiroa, Mano I Marque.. J w E-teves.
l'arnBrigoe escuna bratileiro utiraciotaa, capillo I
M.......1 l.oiironei na Silva Moinlego, carga assu-]
car e raais gneros. Patsaceiros, J'iacpiim Aulo-
rtio Meados Kuas, nlauoel Francisco de Muraos.'
.H'uiii)!* stivn'.-O".
O Sr. Joaquim Oelaviano da Silva
l'hila lelphiaPatacho americano Levanto, capitao I (llteil a dirigirte a etta I vnoi'l'aphia a IK'-
S. M. Welok, carga assucar. -ocio seu.
(^Difaej
goc
I O secretario da so aedade I niao -. inlilica ao-
i Srs. socio-, que domingo, I- do correte, lera lugar
! a abertura da motse.
.litiga-se
O l)r. Anselmo iranci-cco Perelli. coiamenlHilor da j
imperial ordera da Rota e juit de direilo especial
lo commereio desla cidade do Recite, por S. H. la cata da roo do Moni I. e C.. ele. rfos para numerosa lamilla, um grande sitio com
lato saber aos quo a presente Carla de edictos bwlanles arvores fructileras e nm elesanle jardim
virem, em coiiio Joaquim liibciro Ponte., me tez I bem plntalo de lloros : na na do Oueimado, loia
a policio .i.i iheor a maiieirn -eguinle : n. 2.
illm. o Exm. Sr. I)r. joiz de direilo do cominer-! No alisa do Coiluuic. ond- reside O abaito as-
riu. Joaquim Ribeiro Ponles.commerciante ma-1 sinado, apparei-eii o eacravo pardo, de no ne l.oeio-
Incoladuno Irilmual do cominercMt de-ta capital,! do, alim de que o romprass-, o tbaixo a-signado leo-
iiii i-dividas activa-|i.'ileii'enlcs ao mes- dosc diricido ao Sr. Jos Jacome de Oliveira. pira
llercolet moderno, segundo o cbamavam os corlo- So nao no eugano, disse c o ra-to de um lobo.
Edo mu lobo velho. sentar Reiuhard I pois
|ein os pes grossos, o lalo larga, formaudo Ires covi-
nhas no chao, unhas curias c grossjs. C.uunli.i com
rraeza, c sem espanlar-se, vi-lo que pcroui re'U-
,.ii nierite o p sobre a mo.
Entao nmaUhla ser a dan-a !
Ao alvoreccr do dia seguinlo os bosques da ablia-
dia de Chazea, ordinariamente lo tranquillos resoa-
pira com os clari:i< e com os grilos dos picadores,
depois repentinamente nao se oavio mais nada.
A um signal de Reinhard. o porla-arcabuz orde-
nando a sua sent quo licasse aira/, de-cera a urna
garcinia torneada de arbustos ; a una vinle patona u-
Vistoua lera, a qual apre-entava-lhe o lado direilo
e voilava a cab-ca para ve-lo. O veterano da moa-,
'eria real Taz pontaria o atira. O animal recebe a
bala em DIU olho, e varios caluros ] chumbo no la
do. Che. Osenhor Antonio jnlgando-0 mor i.
d um grilo de alegra ; mas a fera loma aloran-
lar-sa de improviso, dirige-se a elle, e para a del
Pastos.
(I velho uo pensou ter lempo de carre;ar nova-
mente, o exclamon lalvez um tanto commovido :
Acode-raei Reiuhard !
Um tiro cubri estas palavris, o animal deu aiuda
vinle passos vaclllando, e cabio mrlo. I>s picado-
res, alguna racadures corajosos do lugar, o cura de
Aumoule Mr. de l.afon, subdelegado da intendencia,
tinham acudido ao eslrondo dos dous tiros. Rei-
uhard lites inostroii a animal estendido em um lago
de sangue, e ditae-lhet :
veohores, Igradeeam aa uosso (cuente ; foi elle
quem deu u liro mortal.
Tornou-se a-sim o libertador das duas provin-
cias, responden o subdelegado.
E lodo aquelles que as
o cora de Aumout, benidirao o momento em que
recebeu a ordem de correr era s?u soccorro. Ah !
seuhor, qoantos poderi am dizer-lhe. .Vi fuistes hic
frat cr meus non esset morluus.
Emquanto os picadores reoni.im a matilhn, Rei-
nhard avenguava a idenlidade do lobo, pois a duvida
obre sua especie no era mais possivel. Todos us
habitantes do lugar, maires, cura- e cnsules, que li-
nham assi-lido cacada, recouheceram-iio uiianillle-
mente pelo animal autropophago. 'I'inba aioda a
marca da havonela la que Mara Vallelte Ihe dera
alguus dias antes. Alediam-iio, e acharam-lhe 33
pollegadas de altura, 5 piis e '.i pollegadas e meta de
compriraenlo, :| pes do grossura e 10 denles ; de or-
dinario os lobos ap leem _6. Por ordem expressa do
intendente, decidio-se que elle seria embalsamado e
euviado a Versalbes.
Assim perecen a 10 de selembro de 170") a famosa
fera do Gevaudan. Em quatorze mezes devorara
quarcutae seis pessoas c ferira setenta e urna. Ma-
laudo-a Reinliarui, salvou a honra da montera real,
resliluio a paz i provincia, tirou das gales onde es-
piva, por ter assislido a urna pescara, ao pai de Ma-
ra Vallelte, a corajosa rapariga, e obleve com a cruz
de San Luiz a ralo da sobrinha do velho porta-
arcabuz.
>\loiiitenr.<
ti) Eis ern que termos urna carta escripia de
Versalhes a Krerou a 18 de junho de 176"> anuun-
ciava a partida do porta-arcabuz:
o Certamenle V. S. recebera' com prazer a noti-
cia da partida do Sr. Antonio, cavalleiro da ordem
real e militar de San-Luiz, porta-arcabuz do rei, e
lente da montara que S. M. foi servido enviar
em soccorro do (jov,unan depois do mo xito das
caradas de Mr. d'Euneval, esse lidalgo da Norman-
da, i.ia eslimavel pelo zelo que o levou de urna
exlremidade a oulra do reina para alacar o animal
anlhropophago, ninguem pareca mais proprio que o
Sr. Antonio para empreheoder deslrui-lo.
Com elleilo, seu talento para di Iteren les cacadas
he muito anligo, e seu Busto tempre vivo por esse
exereicio no lem sido diminuido pela pratica quasi
familiar de mais de cincoenta annos. Lem conse-
guido destruir muilos lobos, j por meio de batidas
que dirige muito bem, ja com o urna especie magnifica, que infelizmente nao oxis-
tem mais seno cm um quadro que representa a ca-
cada de um lobo nranslruosu.feila por ordem do rei.
S. M. fez prsenle de urna copia desse quadro ao
Sr. Aulonio. Os meamos caes que acossaram esse
lobo cassram lambem o de Soissonnais. o
.Nessa exlremidade com grande espanto dos oulrus
couleiros que uo iguoravam nenhniua de suas pre-
veneoe-, mandn chumar a Reinhard. O rapaz
agonraudo mal deata convocaco foi sem muito em-
peiiho .i pretensa de seu chele, o qual acolheu-o
cun brandara nao eottomado, communicon-lhe
urna caria do duque de Aven concebida uestes
termos :
i Meu velho amigo, ha dous mezes que partale
le Versalhes, e esperamos oiiiJa nolici; do xito de
tua inis.-lo. Um lidalgo de la fallou bonlem a res-
peilodee animal aulropoptiago, e disse que j li-
nha devorado mais de trinla pessoas. O re vollau-
do-sc entao para 0 meu lado, disse-me : o Eu jul-
gava que seu leaeiite eslava no timan Jan. No
respond ; mas sent o golpe. Estamos perdidos se
nao alcanzares promptimenle um bom successo
Leutbra-te de que trata-se da honra de lodos os
mouleitos reaes !
Sr. Antonio, disse Reinhard framente, per-
Icaco ao duque de Orlean-,
Ouve-me, respondeu o porta-arcabuz com ama
euioco que o rapaz nunca Ihe vira ter, podes adiao-
lar-le e entrar se quizeres ua montera de Sua Ma-
geslade !
Obrigado, Sr. Antonio, no cado em deixar
sua alteza real.
Todavia na tua idade lodos lem ambiento !
S leuho urna, e yossa seiihbria a conhece.
Loizinha he mullo moca para casar; algutn
dia lalvez, veremos.
Enlo recusa-me aiuda 1...
Sim, disse o velho firmemente, em quaulo no
tiveres preenchido a condic,o que servio-rae de
desculpa para com teu amo. .
E se eu merecer essa cruz de San-I.uiz, vosia
senhoria cumprir sua prumessa f
Seria injuriar-me duvidar disso, Sr. Keinhard.
Nesse caso Luizioha pode tomar o vestido de
uoiva.
E como coalas ser cavalleiro du San-I.uiz '.'...
Matando a fera do Gevaudan O seuhor m-
leiidenle, a quem falle! heulem, promeltcu-me essa
recoinptusa.
Keinhard, exclamou o velho vivameule com-
movido, vou submetler leu coraco a umi rude pro-
va ; ligado pela minha palavra sn le concederei
l.ui/.inhj quando tiveres a cruz, e de oulra parte se
a lera'que clamo- tur derribada por oulra bala que
nao a minha, faro sallar meus milos !
B poique '.' ,
Porque esta eiiipeuhada aqui a honra da mon-
tera ical, e porque eu uo ousaiia reapparecer era
\ crsalhet se oi'trein me excedrsse.
Eulao, diise o rapaz consternado, uo me es-
la mais esperanca !...
O [mi I, arcabuz guardava o siieucio, e Reinhard
vio duas lagrimas correrciu-lho lentamente pelas la-
ces pallidaa. Esta doi subjugou-u, e cedeudo tus
bous moviinenlos da mocidade, exclamou com
calor :
Kio choie. Sr. Aulonio So vossaseuhuna ali-
rara na fera^Io uevaudan!
lu me liria- este sjerilicio '.'
Sm: ; mas por Doos, uo chore '.
Meu amigo, disso o velho chorando abundan-
temente, aconleca o que acontecer,jamis ine esque-
cerei desle momento.
E-queramos ludo, meu lenle, e saiamol ja
a campo !
Eullto leas iul'oiuniee- '.'
A Tora est no bosque da abbadi lu Chazos.
As Irombalas deram o tignal da partida, toda a
equipagem poz-se em moviraeto e li pemoilar
om una aldeia situada no meio dos bos(|ues Eoi
Keinhard qoe seivio de quarlei-me-re, e que leudo
alojado os cmara,la. lias dependencia, da abbadia,
conduzio o Sr. Aulonio ao lugar que Ihe dcstiuava.
Era um dos catabros cou-lruidos t)e pedra sem ci-
mento que parecem feitos antes para aniuaes que
para horneas. Urna viva rlandade brllhava pela
porta aberta, e ao canto in'jnolono de urna inulher
que aninava o lilho inislurava-se o rumor de um
lear de fabricante de sarja. Alcavenaudo o alpeu-
dre rustico sustentado por grosso- pilares, o- caca-
dores entraran) na nica sala do que compuiiha-se
a habiliicao. O interior nao era mais rico que o
exterior. L'ni bahu de carvalho denegrido |ielo uso,
urna mesa no meio da sala, de um lado d cha-
mine a praleleira com a lou-.i, ln oulro um leilo
com cortinas de sarja verde, e na lenle lear do
camponrz ; eis (oda a mobilia.
A' vi-ta de Reiuhard urna rapariga que ti iva de-
bati do alpendre, a mnlher occopad i em auinar o
lilho, e o fabricante de sarja sollarain ao mesmo
lempo una evclaiuacao alegre, lima largou o fu-o
a oulra leixou o lilho, e o lerrciro aparlou-se do
lear para viren] apartar a mo do rapaz. Esle f.-.-
zendo-lhcs rapidamcute um signal inyslerioso, ex-
clamou : '
ma, provenientes de letra- como se vr da nota jun-
ta, a bem de sen direilo precita que V. Evc. se dig-
ne mandar lim ir n t termn o |.rote-!o que faz, para
tue lique nt-irconio: la a |*rcstcriedJlo nj forma rloarl.
"i:l do cdigo do commereio.
te-lo por edictos, vi*l0 n'ni re-
dores : pelo qne pede a V. R\c. se sirva assim or-
denar.E ll. _.J iiquiui Kibeiro Pontea. Per-
u iinbubo ti dedezembru de ls".',.
K nnii- S'V na i coiiliuh.i, nem oulra cousa
alguma se declarava em dila p,ii.;ao, a qual dei e
profer o despacho do Iheor forma c maneira se-
guinlo :
Tome-se por lei'nio n prolctjn do tnpplicante, e
ju.lilqiie este a ausencia d leve lores a que se re-
fere.
Recite i de dezensbrn ric 1855.Anselmo fran-
cisco Perctli.
E mais se nao ronlinha era dita |ietico t despa-
cho, em virlude da qual o escrivo lavrou o termo
de prolesto do Iheor furma moto c maocira se-
guale :
Aos -Jl de de/embl a de |s.Vi, ne.ta ri tade do Ke-
cife de Pernamhnco, eni meo e-criplorio veio Joa-
quim Kihciro Ponte*, o peranle niiin o as testciaii-
ah.is abaixo attignailas, diste que protestava pelo
coate.ido piii ma pelicao retro, que fazia parle do
prsenle termo para o lim na mesina requerido, e
de como assim o disso e prole.ou a-sigiiou o pre-
sente termo com us ditas le-temuiihas.
Eu M iMiuiano Francisco Hitarle, escrivo priva-
tivo do juiza commercial oeterevi. Joarpum Ri-
beiro Pontos, Antonio d i Silva Ramo-, Manuel
frailesco Duarle.
E inai- se uo continua nem oulra cou-j alguma
se declarava ent dilo Ierran de protesto, depois lo
qual se via a relac.to dosdovodurea ausentes que he
do Iheor forra e niaueira seguate :
Antonio Joaquim la Costa (iadellia '20 de feverei-
ro de IS:>S 173, Joto Monloiro Nogueira -2S de uo-
verahro do IS:!S l:!'o, Ignacio l.eile Ribeiro 30 de
elembru de ISil) 3l9c620, Elias de Oliveira da Sil-
Ihe o vender, di-cordaram no prei;o, e nesa occa-
sio n prevein i ile qu o dito itHiaoa eslva residin-
do para (llinda, e que -olicila-se a sua appreheotao,
e como con-la ao aoaiao a-signado que o dito escra-
iiliinan.io.se o pro- | yo .iiii.i., un la aii-enle. e nao qiierendo rrspanssabi-
deve- |isar-se por eouta alguma faz o prsenle annuncio.
t'.i-iaoo AIIhtIo Pimcnla.
O-Srs. Maooel l.uaci" dedrvalho. Manuel
l.uiz de Azevedo Araojo e Sebastilo Jo*- de (. uva-
Iho, queiram chegar a ra do Trapiche Novo n. II,
no segundo andar, aquelles para negocio de seu m-
lereota, c cst receber urna caria.
ijuem tirecisar de um portuguez para feilor de
engenho. o qual deseuipenha o seo cargo, dirija e a
ra do Hospicio u. 15.
Preci-a te de um amas-ador : na v ana da
-ua da Senzala Velha u. 96.
.linio Moreira Lopes, lespeitosamen-
Ic pede aos .seus leveiloces, por Icl Ira ven-
cidas c contal d'.' livro, que ueste oito
das venliain pagai seus dbitos, em aa
loja. na ruu do Creapo n. do contrario
lera de eoiirr dos tnesrnos senfaores jn-
dieialineiile.
(^'oiurttiTcio.
CAMBIOS.
Sobro l.oudri's, a _S l|_d. por I-.
i Paris, :IS rs. por f,
Lisboa, tl.por 10".
i Kio de Janeiro, ao pal.
Acci.e- do Banco. i() |0 de premio.
Accoes da coinnanhia de Beberibe. .5igO0
Acidos da coni,iauhia Periiambucau.i no fiar.
o o t'iilidade Publica, .'ti) por cont de piemiu.
o ludemiiisadora.sem vendas.
Disconlo do lettias, de \-> a 15 por l)|().
HETAES.
Duro.Onijas hespanbulai.......tjtlOtl
Moe ia- de H9I0U velhas .... Iinkki
ii li>Hin novas .... Hi-tKII)
> 4*00.......1*000
Prala.Palaces brasileiros...... StNIU
Pesos eoluiniiarios......J"M)Oi)
inexicaiios....... I>S0
va linrplo CI do julho de ISti _li;lill. Joaquim Pe-
rcira Fonle -6 de jalho de 1S-J 5(9180, Candido
Jos Trigneirn 3 de oululiro de lS'iti .Si'.l-jSSH, l)n-
iniigos l'riizuairo Castello Branco Anlouio Alvet
Pinto Tartaruga marco de 1830 (iv)? jo, llernardiiio
freir Eisueiredo Abren e Castro -1 de maio le
habilam acrescenlou i IK''J "WKW, Domingos dos Passos franca Ramos
131 de Janeiro de liS'it)'Ji;in, Innoceocio Ferreira
do Mello l) de agosto de lsis _64f03, Manuel
DiasMarinho, francisco Jos da Silva I i de agosto
de 1848 1349739, Domingos Copes tiuiraaraes, Ma-
nuel. Flix Pereira _:> de marco de ISIS -JO;);, An-
tonio Dias da lloclla, tioucall < Jos de Aiuoiiut '21
de marco di 181 i To-llill. Severino Joaquim dos
Santos-JS de marco de 181 i i:te70t),M.ni.iel de Hon-
ra l'.ezende 1:1 de .jiitubru de 18:18 3659554, Joao
Camello de Mello. Joao Fernandas de Souza 7 de
selembro de IS 5845891, Jos Joaquim de Sania
Auna 55. .I"sj Paulo l'rav '.-o de Arroda 3219796,
l.uiz Paulino Cavalcantc Vellez de salvara 50~.Mi -
guelJoaipiiui do Reg 475c)t>75, Thom Correado
Araojo 653:120. Joaquim Ribeiru Ponte-.
E mais se nao conlinha, nem oulra cousa alguma
se declarava em dila relaco de devedores ausente-
elen.o o supplicante produzido suas lestemunhas.
sllalos o- documentos c seudo-rae os autos conclu-
so- |oellos dei a tentenca do iheor forma e maneira
tegninle :
A vala da inquiricao de lis i a fls 5 verso, pela
qual se mostra que ua justificados eslo ausentes om
lugares nao sabidos, mando que para ser-Ibes in-
timado o piole-1 constante do termo do lis2 verso,
se passe Carla de edictos CI 111
custa .'
Miinguinho 27 dedezembro de I8">j. Anselmo
francisco l'erelti.
.Nada mais se conlinha ncm oulra cousa alguma -e
declarava em dita senleiica aqu belmente transcrip-
ta, em virlode da qual o eecrivao que esta aobscre-
veu, alan,l,iu pas-ai a prsenle carta de odelos com
o pr.i/.o de :I0 dias.....la qual a seu Ihcorea chama,
intima e hei por intimados aot devedores tsenles
cima declarados de lodo o cmileudo na pcli<;u e
termo le protesto aqu transcripto.
Pelo que toda e qualquer pestua prenles ou ami-
gos dos dilos topplicadot, os podero fazer trenle
do que cima flca expoalo, e o portoiro do juizo alu-
zara presente nos tugare- do cosime, c sera' pu-
blicada pela imprenta.
Precisa-se alurj.it" tuna cata inoliilia-
da, par.iiiiii.1 pequen lamilii. rllM M'ja
pertodo tlieatro, pelo lempo deamoMS,
nao se olha a pt>BOO : <{UCin tVW diri-
ja-tai aolio'.cl Fraucasco, que acbara' com
quem tratar.
Pertcnce o billirte inleiro 11. I2^ la suuda
parle da primeira lolena a henelicio do colleaio do*
orphaos < orphaas desta cidade, cuja extraerlo aada
n dia -3 00 correnle m de Janeiro, ao M. Jen*
Porfirio de So. do Rio de Janeiro, e fica em poder
do f. (i. de Oliveira Sobhnht.
Ruga-so n Sr. Manoel Jos de Souza Mulos,
morador 110 Rio de Janeiro, como socio liqotdatario
da liuna de Santos ferreira ,\ Companhi<, baje de
entregar aos Srs. Alvet SimcVet. uegoriaiiles na
raesma cArle, a cerlitto de bito do eacravo Bea-
to, que diz Vino, ler fallecido no dia 28 de julho do
auno prximo passado no hospital de Santa-Isabel,
e da sua cenia corrale ve-se que o dito escravo faz
despezas at I de agallo.
Joao da Foitteca e Silva.
Qualquer senhor de engenho que precisar le
um hbil distilador, o qual lambem enlenite de cal-
deireiro e Unoeiro ; olliciOl eslee que te lornan
muito noce-ario-, inurmeiilc quando as distila<-oot
^'10 em lugares mili distaules drsla pr;a, oude do
prompto se uso podem acudir a algn desmauebot
que regularmente apparecem uestes ofticioas : ot
prelendente- dirijam-se a povoacio de Inojoca. de-
fronte do Rosario, ou nesla prora a Iravessa kt
nueimido, taberna 11. 3, que loim niara. Adoverle-
so preferir os engaattoa que forera mais prximos
de-ta praca.
O procurador da cmara da cidade de Olmda
queira aununciar por esle Diario aoinle te lis do
procurar 110 Rente, para sn pagar foro pnleiiceiilet
a mesina cmara.
Precisa-se de uraa ama pata servico inltruo
e exterao de unta rata Calinga 11. 6.
Precita aa alagar um sitio que diste ura ou
duas leguas desla praca, e que tenha conrnudos para
12 ou Ili captivo-, e na ca-a : aattai como terreno
o prazo Je 30 dias e | nlUcienle para plaatecio de ceptm : quem o tiver
dirija-se ac largo da S dedade 11. 16, padaria.
Audr Alvesda fouseca Jnior faz -cioileaos
pas di* seus alumnos c a quem mais couvier, que dn
lia 7 do correle mez priucipiaam ot lioliallio- da
tua aula particular de lutliuccito elt'ittenUr : ua roa
do Hospicio n. 17. Alera dos cvlciuos reerbe alum-
nos meio pensionistas c pensioui-tas iuteiros, por
modCO |Te.;o.
GAltlXETE PORTltilEZ
E LEiiTIl.
ALFAMJEUA.
Hendimento do dia I a 10. .
dem do dia II......
131:8223530
I2:320j283
Por ordem lo lilm. Sr. presidente do cousclhu liheralivo ciinvoca-se o mesmo conseilm rura a reu-
nan ordinal ia no dia 15 do corrale, as b luna, da
. secretario aja
Dada e pastada tiesta cidade do Rccile de Per- ,
namburo aot 2 de Janeiro de 1855. liu Ma\w; larde.SI. f. de Souza Darbooa,
miao francisco Duarle, escrivo privativo lo juizo ; con-ellio.
coniinciciai a Mibtcrevl.
./ffito irancisco Pereli.
VI pii>S ^iii-iriiiiov*.
HOSPITAL POkTDGniS DE
BENEf IGENCI4.
CEA KA',
S.'uue nestes diafl o hi,ilc f.xnl'ir?\o ; par. o resto
ta cart;*i Irala-M com Caelaiio C)riacd.i C. M>, au
lado Para :> Aracajv
segu i.ir toda a semana o hiale Capibaribe : para
o resto da car;".! ou passageiro-, !rala-se ua ra do
Vinario 11. i.
I7:I2-S|J
Descarregam hoje 12 de iamiro.
Barca inalezatjueeninercadorias.
Barca americanaMinesotaidem.
litigue amercauaThomaz Ifalterfamilia de lr-
"''
llaica portugueza(,on>tantcvinho, batatas, e ce-
bla..
Hrigue tuecoSuperiorlaboado.
Barca ingle/..1notariolaixaa e Ierro.
! Polaca sarda.limamercaduras.
i Vapor brasileirnMaruuc; de Olindaferro.
Bngue brasileirnIrissebo em pipas.
CONSULADO ilCRAI..
Reiidimentn il.i dial a lll 3I:I65**5'
Idem do dia II......
IVr unlriii do Illm. Sr. provodot >. 1.1/ publico
aos Sr-. aecioiii.tas snltatnptoret do llospiul Por-
tuguez de liciU'hceui'it, 1 leudo o Sr. Jotd Mana
Navarro 1*01 lo oflierecide ^raUniaiuenlc por algutn
lempo os teasseivco- .10 lluspi:-I jiara s trabalhos
evleriiosdoiiiesnio.e l-ndo aiuesenlado Cianea idnea
se ocha |ior isso o i.i.-mo Sr. ene irrogado da res-
pectiva cotirauca. Hospital Prlocuez de Bcheti-
ceucij '.* do janciro le |s.Mi.O aecnlaria,
Manoel ferreira deSotaaa liarliosa.
.\n dia lo do renle lucio do aaojeoa Boa-
Vista, le nueiia do Cabo, o arela Fraoaaoea ceoheri-
UMI AiMIIA ItRNAMlll >..\>A. .,,,, ( ,,. n_ara)a|, ,. ,,,.:i. -y, .,., |H)BCO ,_
Dentro em pouco, diat ahin para o MaranhSo .. e-tai,:.., cdia. ,., do corpo. 1.....ce bar.
com esc, la pelos portee [> Pai ehil. Rio brande do Ml ,,, .ill,..,,.,_ .,, v,:olil Vste o-evavo r,.i a.
Norte oiac.lv l.c.ira. Acarad, e Maranhao. o va- s, J(H| >(| -^ llla, ,lpir e ,,., ..n,r... de Itohei-
por Margue: Uc OH / : qu m 1.....lesmoquize, r _jf ,, .,;....... ,,,, m
canegar ou II de pas.a.ein dirijO-te ao .-mptorio .la j-0 .;,,,,,,,, ..,. ,:u,le u, ,m|*ci.d.
-"-..... 'tn "" Mll0.-O secretano; .Momo ,, ,cl,,,;,c.cr,.,| Jlanoel Roleu,l..*rg de M-
uargue te Imortm. 1 lm.lil et-colaandaote doaVciai b-ialhao. leudo
PA KA t) PORTO. de relirar-aa para a provincia do faroaa na |>ro\inio
A barca / V.iiu/i.'.'s / vai senr com muila lirevi- vapor, coas quanto jalao aada levar, run lado -r
dade; para carao a panoeeiroa Irata-ae com Barro- alguem tejulgar aea cre-or, anaaiea na roa Us
ca cv Castro na tua da CaJeia do Recite 11, i, ou Cruzas n. :17.
com o capiulo ua praija.
para a Baha.
:5:357j775
B. K. Deaie-se vai para Kuropa.
Pe.le-so as autoridades ou pestoas do povo a
t) lieitt conhecido palhabole nacional Dous Aoiijns, apprehoosa* de aot cavada que.l-'scncauiiiihua--e d
prelenoe seguir eom nimia brevldade por ter parle j aterro, dot Af galos no da \ do i-ortoalo mez,
3:892b228 do seu carregamenlo prompto, para o testo e pasta- qual lem ootianaea tegoiotet: ilado taaotraa'. >a-
t;eiros trata-ae rom o seu coosisnatai o Aulonio l.uiz puto, una cruz lio |uei\o. uir. 1 sobr.-.. anua na mao
de Oliveira Azevedo. ra da Cruz 11. I. : drcila, um juelho coia marca de lepo, ..rrega de-
embararado, aa voas ajaaada aa ejaar aaoaanf qoei
UIV_H_AS PROVINCIAS. IViKi .SSIK dar patadas, lem am catea rauda, urna katp no
Reiidiinenlodo dia I alo. l:88!l-;i(IS '"- ut' espiuhaco, e he de bom lain.mli: quem 1. aptirehen-
Idcui lo dit II....... v.ij-ii-i.s, (rctondi* sallll'OOtri milita ItreVKlilUe, pul' der leve-o aoen.enii Malapiruma le bailo, oa a
---------' tera niaior parte da carga prampta,oori- uberaailo largo-Je s. Pedro do ttaeUea. i. quee-
Ji_!____ I gue portuguez Imperador..: pa ra o res- wj^Qae_'r^_aa de ana rapaz |.i... cri-.to de un.
DESPACHOS DE KXPORTACAO PECA ME*iA | i'J, Irtita-secom \ovaes'v C, na na .lo cata, rom pateca pratica ebolieira, dirijam a ra
de Hurtas n. II.
DOCO.nsii.aDO DESTA CIDADE NO da irapiclie 11. 54, primeiro andar.
II DE JANEIRO DE 1836. '
llha de S. MiguelPatacho porlueuez Alfredo. I
Thomaz de Aquiuo fouseca & lilho, 8 pipas ca-
chaca.
MarsclhaBrigue francez Jules, Viuva Amorim
Filho, 3UU saceos assucar brauco.
Attenro.
Precisa-se comprar ora toda a btevidade luok-
No lia IS do correnle sogue o patacho I alent :
para o resto da carga e pas-ageiros, Irala-sc cora ques bonitos, do 10 a II anuos : quem *s liver para
Cattano Cyriaco da C. _., eo lado do Corpo Santo j vender, dirija-se a roa do Trapiche Beata o. It, -e-
n. 25. guudo audar, das i horas da larde em dianle-
_ _



3IM.0 OE PtMAaBULO S*BA 0 12 Q JtNEIRO DE 856
Terceira edi^ao.
TRATAMENTO HMOPATHICO.
Preservativo e curativo
DO CHOLER&-MQRBUS.
PELOS DRS.
ou iustruccAo a povo para e |iu-l< carai d 'a eniermlda le, a lmiiiitr*iidoos i .-h-iIi i. m i- oflira/o-
para atalha-la, einquatito te recorr ao medico, o u mesmo para cura-1, iudiipeiidcule desle nos tugare
em que nao os ha.
TRA.U17.1O EM POttTUGl'EZ PELO DI!. P. A. LOBO MOSCOZO.
Estes doos opsculos contena* indieacoes mal* claras e precitas, e pe a sua simples e concisa exposi
cao eslao alcance de todas as iolelligeneias, nao s pelo que di/, respailo ao> meios curalivoj,roroo prin
cipalmento a>.s preservativos que lennlado oa mais satisfactorios rebultados emloda ;: parle ein qe
elles teni ido posto* em pralica..
Sendo o traiamenio homeopathico o unicu que t.Mn dado grandes resaltados noeoralivo desta horri-
volenrermidade, oigamos a proposito tradntir reales dous importantes oposeulos m litigo.) verncu-
la, para dest'arle racililar a saa leilura a quem ignore o Iraaees.
Veode-se nicamente no Consultorio do traductor, roa or n. 52, por -iMKH). Vendrin-se lambem
os medicamentos precisse boticas de l tubos rom un frasco de lindara I39i umadila de i lubos coia
tivro e 2 frascos de tintara rs. 253000.
Illni. Si. presidente e tnais mcmbios da roto
missio le hygiene desta provincia.III/. Paulo Luiz
liaiKOoui, dentista rrancez, que precisa a bem de
seu direilo, Vs. Ss. serem servidos exaiuinai a pre-
pararlo do que so serve para rbumbar denles, ede-
nomiuon naa adamantina, ein ordein de verificar-
se ,|ue a dita prepararao dinero nteiramrnte de to-
dasas condecidas. Peden Vi. S*. sejain servidos de-
rerir-lhe como requer.E, K. Me.
Paulo Lu; Gaiguoux.
A roana denominada pelo supplicauteAdaman-
tinae por elle apresentada acommissao de hjgie-
ne publica, diRere le lodas as npreseiiladas nansa
mema orcasio poi nulros; sendo a confrontaran
fctt.i na presenca ile todos. Sala da sos--c- da co'ro-
missSo :'.'.! ile jullio de 1855.Dr. A. I nn-cra.
I'rectsa-se .tincar una casa na povoarAo dos
Afogados, que tetilla quintal murado e cacimba :
qucni livtr e qui/.er alugar, ilirija-sc a ra do Kan-
fiel ii. 35, a Iralar do alogoel.
I* M: TilA.
DO UDlSi
Desappareceu no dia ."> de novembro o pardo
Manoel, com l>5 anuos de idade, lem as barbas e
os cabellos brancos, falla fina. I em as ntioa e os
joelhos foveiros como quem leve calor de lijado :
foi estrato do Joao da Uocha, ein Tijtrupapo, on-
de se julsa eslar ; porlanlo rosa-se as autoridades
policiaese ca pitaes de campo daqoelle logar a ap-
prehensao do dito escravo, que levando ao sillo dc-
fronle do Po'e.0 da Panoli 1 aos lierdeiros do Pedro Cavalcanli de Albuqtterque Litis, serao
recompensados.
Precisa-se de utn caiveiro pnrlugue/. 011 mes-
1110 brasileiro.com pralica de negocio, para taber-
na : ii.t ra eslieila do Knsarlo, taberna 11.10.
0 Dt'.Ribeiro, medico pelo Univer-
sidade de Cambridge, continua a residir
na na da Cruz n. 15.
S0C1EDVDE EM G0I1.M.TA.
PUBL1CAQAO' LITTERAKIA.
Repertorio jurdico.
Esta publicarlo sera sem dnvida de ulilidade a
principiantes que se qoizerem dedicar ao eserciciu
do fdro, pola uella encontraran par ordein alphabe-
lira as principaese mais frequenlea oceurrencias ti
\is, orphaoologicai, coiinnerciaes e ecclesiaslica*do
nossofiro, com as remissoes das ordenarles, leis,
aviso* o regutaiucnlos por i|ue se rc^e o Brasil, c-
bem assim resnluces dos Praiislai enligo* e moder-
nos ein que se lirinam. Coiilcm semelhaiile ment:
as decisiesdas rjuesloes sobre si/as. sello-, velbose
novo* direitos e dcimas, sem o Irabalbo le recorrer
colleccio de nossas leis e avisos nvnlsos. Consta-
ra de dou< volometemoilavn, grande francez. ao
primeiro sabio 1 luz.' est venda por 89 na loja de
livrosn. (i e 8da praca da ludepeudencia.
AULA DE LATIM.
padre Vicente Ferrer de Albirqucr-
que contina corn sua aula delatim, do
a -2 dejaneiro era dianti
maiitir::
pela uicsma
c sol) as condicus ja' anntm-
FABRICA DEF1AK ETLCEU ALGOD.VO,
A qual oceupa diariamente para mais de
200 aprendizes ou obreiros nacionaes
de 10 a 12 annos de idade para cima.
CAPITAL 900:000(000.
Socios em nome colleclivo gerentes responsaveis
os senh,ices : Autouio Marques de Araoriin. Justino
l'ereira de Farias, Manoel Alves (merca.
I' irma social : Amorim, Furias, Guerra & C.
Asociedade tetn ja numerosos assigoaoles, que
prefazeni para mais rio valor da melade do capital.
Ella continua a admiltir 110 decurso desle me/,
socios de 1008 al j.OOOj.
As pessoas aseignaulos das primciraslistas, quede-
/.ejam contribuir para a prompla realisac.lo da fa-
brica sSo convidadas a nao demorar soas respectivas
asignaturas, que deveui ser pessadas no Itvro da so-
ciedade.
No lim do coi reo le os socios gcreoles reclamarnos
primeira preslac,ao que sera' de lo por cont do ca-
pital subscripto, e passaro os competentes recibos.
As vaolageos que a fabrica ofiei ccera' loco que
ella esliver em pleno andamento serio :
l. 12 por cenlo sobre o beneficio animal que ca-
da socio recebera', alem do seu direilo sobre o fun-
do de reserva, que ser de i a 7 por ceuto do ca-
pital.
2." Occupaco diaria a mais de 200 operarios, ou
obreiros nacionaes.
3. Consumo de 30 a 40 mil arrobas de algodgO
nacional, o qual al agora nao lemoulro comprador
senilo o exportador.
i." Tecido de qoalidade superior liso ou lavrado
a j vara'em la!'ar de :!,' ou ^^ 1ue se woJh
o da Babia, e hoje nao lia mesmo a mais de 320 res,
precio da ultima venda.
A facilidade das entradas, que nunca serflo de
mais de 20 por cenlo do capilal subscripto, permute
a todas as pessoas que poderem dispar de orna eco-
noma mensa I de jr) por ruez, enlrar como socio
do 1005.
Sendo as entradas de 10 por cenlo e os pasamen-
tos espadados de pouco mais ou menos 2 mezes, se-
r,1o precisos 48 a 20 para ser realisado o iuleiro pa-
gamento de cada subscripcAo.
Os senhores que residem fora da capilal, e que
quizerem entrar nesla til sociedade, poderao diri-
gir suas cartas de pedido aqualquer dos Ires socios
gerentes, ou ao socio de industria V. M. Dupral,
que lem em seu poder o livro dassubsenpeoes.
Elles declara!,n> os seus nomes por eilcnso, du-
micilio e o nome do correspoudenlc nesla capilal,
encarregado de effecluarv pagamento das cutalas
das prestarles, quando forem reclamadas.
Urna copia impressa da escriplura da sociedade
sera' entregue a cada un dos socios na occasio de
effectusr o pagamento da primeira preslaco de 10
por cento do capilal subscripto.
Pcrnambuco 3 de janefro de lfj.Vi.
F. M. Dupral.
ciadas.
Urna pesso bstanle versada na lingui porlu-
goeza se ouereco para enstnur primeirns latirs a
ambos os soso, dirigindo-se paca isto as cusas dos
pais de familias: quem de seu presumo se qui/er
ulilisar, dirija-se .1 ra lio Padre Floriauo n. 2S.
que achara com quem tratar.
Precisa-se de tima senbora honesta, equeaf-
liance I sua boa conduela, para servir de Diestra de
primeiras letras a Ires meninas lilbas de un senbor
de cnaenho da fregowia da Esrada : quem lliecon-
vier annuncie por este jo.-nal ou dirija-se ao pateo
da matriz de Sanio Antonio casa 11. I, que encontra-
ra' com quem ajostar-se.
Oabi\u assignado, professor parti-
cular de instrucc&o primaria, residente
doterceiroandar da cagada ra .Nova n.
">8, da' principio to exercicio de sen ma-
gisterio, no dia I") do corrente, e conti-
nua tmbenla encinar latim e francez :
os senhorespais de seus alumnosc o res-
peitavel pttlieo. o acltarao como sem-
pre, solicito no desempenho das referidas
disciplinas.Jos Mara Machado de Fi-
ftueiredo.
-SACCA-S1
sobre Portugal
na ra da Cadeia to Re-
O Dr. Firmo medico, imidott ($j
a sua residencia para a ra Nova (gj>
n. 25, primeiro andar, e conti- 2
ntta no exercicio de sua prossao. /#
lima pessoa versada em latim, Trance/, inglez,
porluguez, geographia'aeomelria. arvllunelica e pbi-
loiophia, ensina para a fregoezia de Santo Anlflo ou
parle conjunta a ella : quem precisar annancie.
avso iiuportan-
tiSssimo para os
Srs. jugadores
das loteras.
O cautelista Salustiano
deAquinoFerreira
avisa aos Srs. jogadores das loteras da provincia,
que os presos dos btllietes e cautelas licam fumes
como abano se demonstra, os quaes sao pagos sem o
descont de oilo por cenlo da lei as Ires priireiras
sorles grandes em quaulo existir o plano actual de
5,000 bilbeles, pelo qoal sao eilrabidas as loteras
da provincia. Elles estao eiposlos venda as to-
jas do costme. S he responsavel a pagar os oilo
por cento da lei sobre os tres primeiros premios
grandes em seas bilbeles inteiros vendidos em ori-
ftinaes.
Hecebe por iuleiro
a
Bilbeles
Meios
Tercos
1 .'mirtos
i.'llilu-
Oilavos
Decimos
Vigsimos
StifKl
29800
13920
19M0
15160
720
600
300
5:OO0|O0O
2:5005000
1:6069666
1:2508000
1:00(1.5(100
6251000
5005000
2505000
cambio de 02 :
cife 11. i.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acltam-sea venda os ovos bilhetes da
lotera IS- da casa de correccao, quede-
va corre a 2 ou ." do corrente: as lis-
ias esperara-se pelo vapor nortuguez I).
PEDRO ll.de Ti a 1( do andante : os
premios serao pafjos a distribuicao mes-
mas listas.
CONsStLTORIO ClTRU E
HOHffiOPATIIICO.
g (Gratuito para os pobres.)
g Alta Je Sanio .imaro, (Mudo-Koto) 11. ti. (
A O Dr. Sabino Olegario l.udgero Pinho d j
\i consultas lodos os dias de'de as 8 Inoras da !?
manhSa a!4 as 2 di tarde. (
Visita os enfermos em seus domirilios, das &
2 boras em ilianle ; mas em casos repentinos jtt
, e de molestias anudas e graves as visitas serto Mf
fcas em qualquer hora.
As molestias nervosas merecem Iralamenlo ^
i especial segundo meios boje aconselliados M
H< pelos pralicos modernos. Estes meios exis-
:\ tein no consullorio central.
Festa na Gapella dos mi-
(agres em Olinda.
O aballo aaaumado, proleclor perpetuo e encarre-
gado da direecao da fcsla doK. 8. da Conceicao
que se coslmna celebrar na capaila dos railagres'eni
Ulinda, fazsctenlea lodos os devotos c devotas da
mesma milagrosa Senliora, que a mesma reala lera
lugarominao, I.) do corrente, com aquella pompa
quo llie for pos-ivel. No sabbadu as S boras da imi-
te lera lunar a bandeira, a qual ser carregada por
paMorlBhaa. No domiugo lera lugar a fesla, e
noile ter fugo de visla ; anles do fugo subir ao ar
um balan, e depois do fogo larga lunar mais (res de
diversas turmas. O aobaix assignado espera que os
devotos concorram, .lim do apreciar o bailo lugar
o a bella vista da muilo antiga e amena cidade de
Olinda.Janaario Antonio Costa.
O padre'Joao Jos da Costa Ribeiro, substituto
das aulas do latim desla cidade, contina no exer-
cicio de sua aula no dia ti do corrente, paleo do
tollegto n. 37, segundo andar.
Precisa-se de um caixeiro que lenba pralica de
laberna, sendo porluauez, de idade de tti a 20 an-
uos, que d conhecimento de sua conduela : no Ke-
cife, roa da Cruz n. :!l, se dir quem precisa.
Precisa-sede nina na para casa de lumoni
SOHeire : a fallar na ra Nova 11. 52, loja.
lTsJia<,*.J| j fii ,.
KXTRAIIIDO DE KUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN I- OL'TROS,
o poslo em ordein itlpbabelica, com a rieseri| rae
abreviada de todas as molestias, .1 Indica^Ao plivso-
lonica o llierapeolira de lodos os medicamento*! bu-
ineopathiros, sen lempo de accao e concordancia.
seguido de um diccionario da signiltcarjflo de lodos
o termos .le medicina e cirurnia, e |iosl ao alcance
das peasoaa do povo, pelo
DR. A.J. RE MELLO M\ES.
Os Sis. Hssignaulc podrm mandar bu-caro, seu
eaemplares, assim como quem qui/.er comprar.
.Mas-,1 adamantina.
Ile^gerlmenle reconbeeida a eicellencia desla
prepararao para chnmlur denles, porque sena resul-
tados sempre reliiea sSo ja do dominio do publico.
Sebastiio Jos ile Oliveira r.i/. uso desta preciosa
massa, para o lim indicado, e as pessoas que qoize-
rem honra-lo dispoudo de seos serviros, pndein pro-
eura-lona Iravessa do Vigario ni i, loja de bar-
beiro.
J. JANE, DEMISTA.
g continua a residir na na Nova 11. 19, primei- M
ro andar. ^
Precisa-se fallar com o Sr. Manoel alendes
icrrcit., tioimarfles, ou com pessoaencarresada dos
necocios do mesmo : em casa de l'alnn ! pauhin, ra do'lr.pi.be Novo n. 10.
O SOCIALISMO
PF.LO GENERAL ABREC ELIMA.
Ainda evistcni alanos exemplares enqomernados,
eacliam-sea'venda na loja de litros dos senhores
1 Ricardo de Kreitai & C, esquina da ra do Collecio,
e em casa do aolor, pateo do Collegio, casa amarella,
no primeiro andar.
No sobrado da ra do Pilar 11. S2, precisa-se
alunar urna pessoa livre ou escrava, que saiba cozi-
nliar alnum.i cons.i, para ser empreada nsftle e
n'oulros serviros ordinario! de nina casa de pequea
familia, 11 exceprao de engomando, preferiodo-se
desla ultima condicao, edo sexo masculino ; pagase
I i-iii agradando.
Mil RM'OS.
leent ;t ton re de participar aorespeita-
vcl publicoqueteem aberto urna nova loja
e fabrica de chapeos na ra do Crespo,
no sobrado novo que faz esquina para a
uta da Cadeia. aonde os compradores
acharao desde boje ein (liante um bello
sortimento de chapese azendas tenden-
tes ao mesmo estabelecimento, e por me-
nos proco doqueetnouIra qualquer parle,
tanto era porc-ao como a tetalho, e desde
ja llie recummendam chapeos l'rance/.es
de bonitas e elegantes lrmas e de boa
.qualidade, ditos Hitos na trra de lodas
asqualidadesdepalba, seda, e montara
para senbora, de lustre para pagem, e um
rico sortimento de {raines finos, de prata
e unto paraosmesmos; chapeos de castor
'rance/.es einglezes, ditos de Italia para
bomens, meninos esenboras, do Chile linos
para bomens, meninos e senhoras, bone-
tes de todas as qualidades, assim como se
apronlp (ptahpier encommenda tendente
ao mesmo estabelecimento, e tudo por
procos maisbaratos do que em outra qual-
quer parte.
Aluna-se urna grande c:.s,i rom sulln. .{ qoar-
los, co/.inlia fra. eslribaria, casa para prelos. 2 co-
piares, porlao ile madeno. Iiotii quinlal plantado,
sendo 11.1 Capuana, canto da ruados Drogas: os pre-
lendenles podem dirinir-se a roa lo Oueimado n. 7.
A barca nacional clpojueaa lem uecessidade
de iiiarinlieiros lirasileiros, para coinp,c a maioria
de sua Iripolcao na rcenle viageiii que vai faser ao
Rio de Janeiro, e os respeetivos consignatarios nao
duvidaui dar maiores soldadas do que ,,s estabeleei-
dns: quem quier enlenda-se com o capiUo a bordo.
Precisa-so de um moleque de U a Ib annos,
milito fiel. pra casa eslrangeira : ra Nova n. ii.
francisco de Oliveira Tranco previne a lodos
as passoas que se julgarein credoras de Pedro de Oli-
veira Jnior, que se enlendam com o mesmo, na
ra do li ii!_--I 11. I.
Furlaram do sitio de Albino Jos Kerreira da
Cuaba, no Mansuinbo, na nnile de domingo para
segunda-feira, 6 para 7 do corrente, um cava i lo com
os signaes sentiinles: rodado tirando a meo, anca
de pareo, cauda quebrada, bebe em branco, capa-
do, idade 7 para S anuos, anda baixo, e lem mais
alguns signaes quo se ignoram, como sea o ferro,
etc. : quem o pegar ou liver noticia, dirija-sc ao
dito sitio, ou a ra do Oiieimmlo, loja n. 6, que se
ratificar generosamente.
Precisa-sede urna ama de leile quo soja bo.
escrava ou livre, e sem fillio : na ra da I.ingocta
n. I.
Precisa-se de urna ama de leile, forra 011 cap-
tiva, que nao tenha filbo : .1 Iritar na roa da Cadeia
Slllln \ liliilllil irill 1 111,>. 1I1 (Inlnn K I ~
Comprase 11. na nr.i.le d iVno para porta, que
lenba de I! a I i palmus no aterro da io.i Vista 1;. I!.
Cotnpra-seum predio de 2ou Can-
dares, t :n quahlUCI' dos Ires bairros desla
cidade, cotntanto ijue nao rsteja deterio-
rado, v quo osen reiidimonto regule de
HJOs a 5llllj{000 rs. : na tita da Cad
do Kecifc, loja 11. ': I.
CMARITOS UNOS.
Veode-se na praca da Independencia, Inj.i de cal-
cado ns. :t" e il'.l. os verdadeiros cbarnlos varetas e
lenalia imperiaes.
I'arinha de inilbo vciHe-sc no neceo da l.in-
goela, deposito de pao n. 6.
lea
Comprae tm seguii .: mo nina prensa de
copiar orlas: na ra do (jueimado, loja n. IS.
Coniprftm-se escravos de ambos os >evns, as-
sim romo recebem-se para se vender de coramissao :
na ra Dlreila 11. '.
Compra-se nina casa terrea 011 sobrado de um
011 dous andares, em boas ras: a halar confronto
ao Kos.iriode Santo Antonio 11. i'.l A.
Compra-sa urna esrrava aera vicios uem acha-
ques, e que saiba coziulu c eucominar : na ra do
Cabng, loja n. II.
Compra-se urna e.-.raa prela ou parda ainda
moca, bem parecida, sem molestia e vicio alnim. o
que -e venda poi abruma cirrumstaneia, que saiba
coser, cngomuiar, lavare coainliar o diario, esirva
para e;\*.t ra : quem a liver, dirija-se a qualquer
bota do 1.1 i 111a do Ou: uado, luja 11. 211, que adia-
r com qoem traler.
LnliDtiv.
nvirviain
. 1
O cautelista
Salustiano de quino terrtira.
Precisa-se de um caixeiro que ten ha
pralica de taberna : na ra de Apollo
n. 19. '
O Dr. Joaquim de Oliveira c So tiza,
lecciona em sua casa, ra do Aragao n.
4, e por casas particulares, a ler, escrerer
e fallar a lingua franceza.
Eiistera para alugar na Passanem da .Magda-
lona, antes da ponle, 2 sitios com casas de sobrado,
as quaes tendo communicarao interna, lambem po-
dem servir para urna s familia : a Iratar na ra da
Cruz n. lo.
Jos !". de Oliveira continua dar liees ,e pr.
metras lellras, lingua nacional, francez, 'uiglc or
casas particulares, a discpulos de ambos os sexos
prometteudo todo o disvello polo adianlainento dos
mesmos: a Iralar na roa do Colovello n. 125.
Attenao.
0 abaixo assignado, tendo de fazer urna viagem a
Europa a Iralar de sua saudr, se Ibe faz Iprccisoil-
quidar seus negocios ; assim roga a lodas as pessoas
que lite estao devendo de gneros comprados em sen
estabelecimento da ra da Cadeia do Kecife u '->
lerrunle rtu becco Largo, que llie queiram p'aar
seus dbitos ale o lim do corrente uiei. Kecife 10
de jaoeiro de 1856.
.Manuel Jos do Nasciinenlo Silva.
..' ?** do um criado: na praca da lloa-
Viati n. ,18, primeiro andar.
-- Offerece-se um moco brasileiro para escrintol
rio de casa commcrcial, ou de advagado, o qual sa
be Lem ler, escrever e contar : quem preeUar, diri-
a-se a roa tretla u. 86, secundo andar.
Precisa-so de urna ama que saiba enzinbar e
azer o servico lulcrno de casa ; na ra Direill 11
120, segundo andar.
Apromplam-se encommendas para enebimed-
los de agurdente, espirito e azeile : os preleiiden-
les podem dingir-se a ra da Prais de Sauta Hita,
armazem n. 17, que abi acbarao com quem tratar e
se Ihe fsrao ver as vanlagens que lem.
MiuiiUSCB.
_ Paulo Gaignoui, dentista, eslabelecido na
ra larga do llosarip 11. 311, seeutido andar,
W colloca dentescom a pressaodo ar, c chumba tt
9 denles com a massa adamantina c uniros me- g|
Uao^secllXlcOOOrc. a premio com sonuranen,
em unta casa tiesta praca: quera pretender an-
nuncie.
,. ~, !''ur.V,ri,r" "0 da Silo correnle da estrada do
Cocdeiio ., cavdlos com os sinm.es legointcs : um
melado, de cima e cauda prelas. una costura vellia
na co,lelia intudinha, urna pisadura no meto do es-
piuliaco. pequeo ; o outro caslanlio escuro, urna
sama nanea; oulroalasao.com urna estrella 11a les-
la, pes calcados de branca, com ahumas marcas .le
assaduras no espmliaro, pequeo : quem os pe" ir
oa der noticia certa na ra do Hospicio n. 20, cas.,
do Sr. Joao Kuliuo Hamos, ser ee.iercsamente re-
compensado.
.0 Sr. Antonio .Marjal da Costa, do e.igcnho
Hoacica.queira mandar pagar oseu vale, vencido ha
um anuo : na loja de aleado do abaixo assignado.
Ilcl.irniino dos Santos B.dcao.
Na roa do Collegio, armazem n. |:> d.-se ios
a quem inculcar una ama de leite forra ou cautiva
que tenha bom leite c boas qualidades.
Aluna-se por anuo ou anuos o grande sillo dc-
nnminado Pelxiubes, 10 camiulio de Beberibe, indo
pelo no, o qual be o primeiro dos >hos all eolio-
culos, e que lem milhares de pos de ma.mabeiras,
tnuilos pos de coqueiros, e mais fruclas dequasi lo-
das as qualidades, con. grande pisto para se conser-
var mala da 30 vaccas de leile, com muilo terrenu
para se ,dalar, e grande malla, con nina casa de
pedra e tal bastante mande, que oceupa 4 salas e di-
versos qiiarlos, cozinlia boa, quarlo separado para
prelos, c eslribaria, e liiu.lme.ile banho de agua do-
ce lio lo qoasi ao pe de casa, etc., ele.: quem o
pretender alagar, dirija se ao lunar dos Arrombu-
, '. '' '',"a^u,"" l'roprielaria Jo.iiuia da Silva
iledeirus. ou11,0 lltcilo, na ra do Colleni.....In,
segundo andar. '
diTsmAlS '"l^l'i, ',0 K"<,iri" st',H" 'i"e'"
d .ijs com mdico juro sob.e liypulbcca en casas
Tn\,C! .UC' "" SObr !* !" com lirinas.,
cooleiilo da pessoa quo da cssa quanlia.
OSr. Antonio Augusto Maciel queira dirigir-
so a ra do Oueimado, loja n. 8.
Precisase debons amasaadores para pa-Jaria.
paga-se bons ordenados: os prelendciiies dirijam-se
a ra Imperial, dclroiile da fabrica do sab.io 17.1.
Arrenda-sv
amuele.
de Santo Antonio, armazem de lijlos n. I
Precisa-se alugar um silio perla do Kecife, e
tenha pasto para (> ou 8 vaccas, laraugeiras e liana -
neiras, e cojo terreno seja massap : quem assim
pois o liver, annuncie para ser procurado.
O Sr. francisco Duarle de Oliveira dos Saulos
lem una carta viuda da cidade do Porto, na ma do
Qucimado n. 29.
SAI.A DE ANSA.
O abaixo assignado fai scienle aos Srs. assignan-
les de sua sala, que do dia 13 do crreme em dianle
a mesma sala estar aberla. conlitiuando os seus di-
vert meatos como be de costme.
Antonio doz Santos Mira.
Acha-se ausente desde o dia 31 do mez prxi-
mo passado o escravo Jo.iquitii, bem conhecido por
molho-bomcrioulo, de idade. pouco maisou me-
nos, 3S anuos, pottea barba, e entre ella alguns ca-
bellos j brancos ; lvoit calca de casemira de lis-
tras j usada, e camisa de algodfloznho ; he canoci-
ro e foi oicravo do Sr. Jos Jacome de Araujo :
quem o pegar ou dalle der noticia, pude enlender-sc
cora o abaixo assignado, que ratificar.
Porfirio da Cuulia Moreira Alvcs.
Pcde-se ao Sr. Antonio de S Albuqnerqtie,
senbor do engenlio Sanio Audr, em Mordiera, o
favor de dar solurao ao negocio que mo ignora ; na
luja de calcado do abaixo assignado.
Belarmino dos Sanios Boleto.
Precisase de um moleque : na pasleliaria
Francesa no aterio loo Francisco Juliao vai a Babia,
Wolhinias
PARA I856,
Bstuo a tonda as bem condecidas (b-
Ihinhas impressas nesta tynosraphia, as
de algibeira a 520 e as de porta a I O; s
de algibeira alem do Calendario ecclesi-
aslico e civil, conten um resumo dos im-
posto* municipaes, provinciaes e geraes
une allectamtodas asclasses da socieda-
de, extracto dos regula tnentos paroebiaes,
docemiterio, enterrse sello, tratamen-
lode varias molestias, inclusive ido cho-
lera, cotilos, variedades e regras para ia-
zer mantel <;a e queijr/sde di 11 eren les qua-
lidades, ditas (.-eclesisticas ou (lepadle,
correlas, e conforme as rubricas e uso
deste bispado, inclusive a resa de S. Tito,
efeitas pelo padre Machado, o mais an-
tigofolhinheirodesta provincia, 'sem pri-
vilegio visto como a constituicao e leis do
Brasil o prohibem) a 100 rs. cada uma
ditas de Almanak, a ">.'!:) ts. : vendetn-se
nicamente im livraria n. (i cS, da praca
da Independencia.
Sedas brancas.
Vendem-se ricos cortes de vcslido de seda branca
com babadoee sem elles, liavendo sortimento para
esrolher : na toja de i portas, na rui do Oueimado
n. 10.
Vendc-se a casa de past.-, do paleo do Collegio
n. 25, a qual lem bstanle fregue/.ia.
Mi l ti o e i'arinha.
Vndese milho medido i em accas. e farinlia de
mandioca de alquciica sacra, ebenado do norte nes-
les di.is, ludo por barato preco : na roa de Sania
Hila, laberna n. ">.
Vendem-se relogios de otiropatente,
meto cliroiioiiietto e de muilo boa iiuali-
dade, o que se a (llanca e por cotnmodo
preco: na ra da Cruz n. 'lli, ptimeiro
andar.
EmcasadcN. O- Biebcr&C, ra
da Cruz n. i, veude-se :
Lonas da Russia.
Brinzo.
Tintac em oleo.
Ultramar.
Cognac em caixas de tuna du/.ia.
Saceos de estopa.
Espadas para msicos ecornetas.
Por commodos piceos
Relog
inglezes de pa-
tete,
os inelhorcs fabricados em Innlalerra : em casa de
llenry lbsoo, ra da Cadeia do Kecife n. 52.
AVISO
As senhoras de bom goslo achanta em casa de J.
falque, ra do Collegio n. 4, os mais ricos chapeos
de sed. e de formas as mais elegantes e mais moder-
nas que ha em Pernambuco, lano brancos como cor
de canoa, azues e cr de losa, ditos de palha e seda
mi 1111 ,> bonito-, riquissimos laucados eenleiles para
cabec,*, de diversas cores, com flores e filas muilo li-
nas e fruco. do mais apurado gosto, esparlilhos de
diffcrenles qualidades e feilios de 33 a 125, luvas de
pellica Jouvin brancas, cor de cauna e prelas, lauto
para senhoras como para homens. No mesmo esta-
belecimento ha om grande -ui lmenlo de extractos e
perfumarlas das mais acreditadas fabricas de Pars,
como seja : l.ubin, Piver, Demsssou e outros, almo-
fadinhas de selim de varias cores com differentes
ebeiros, proprias para ter onde se guarde a roupa.
Todo* os objeclus cima declarados se vendem por
preco mais commodo que em outra qualquer parte.
Chapeos de
O 59 A
Confronte ao Rosario de
tanto Antonio,
aviso ao respeilavel publico, quo .onstantemenle
em um completo soruiiicuto do enuinte : para
mais de 2i> qualidades de bolinhos franceies, latas
de ditos de Lisboa, talas .te bolacliiiibas de Lisboa,
ditas de bis.oiiii- innlezes, ditas de niarmelada, di-
tas do uela, don ra calda e erri conserva de Fine-
tas de luropa. iiineiidoa^ de diflereules mistos con-
felnda-, cuiifeilo. diversos de Lisboa, ditos ditos de
llambnrga, ditos ditos rranceze, naslilhas de orlel-
la-j.imeiila c acnb-., licnre- Irance/.c-i. extracto de
absinliio verdsdeiro, saropes diversos linos e inferio-
res, visillo Itord.Miix, dito de caja', oixiohas com
etifeil.s as mais dilicadas que lem viudo a esta pra-
ca para eoiifetfos e para guardar aquillo com que as
bellas se adornara ; ha mais <.s chorolales seguinles
viudos de encaminen la : superfino, tilo dito de bau-
iiilba, .lito de saude, dilo homropalhico, dito em 'cha-
ratos, biscoilos da Ierra doces e aguados, folias, bis-
c.iilinlio. aramia, soda, i enalta ; ludo se vende em
purcao e a realo por caminado prego.
Vende-se a Liberna sila no ra do Hospicio n.
I : a Iralar na mesma, ou na ra da Cadeia de San-
io Antonio ii. 2i.
Vende-se una ca troca com seus
competentes arreios para um cavallo,
ludo em muilo bom estado o por barato
preco: na ra da Cruz n. 26, primeiro
andar.
Vende-se tuna escrava de uacao, de 35annos,
com habilidades, por proco commodo : ein Fia de
Portas, ma dos C-uararapes n. IS.
Vende-se una mulata de bonita finura, cara
principio de encommar, eozinhar e coser, e urna
prela boa cozinheira : na ra Direila D. 66.
Farelo de llamhurso, de superior qualidade.
em barricas : vende-so oa ra da Madre de Heos,
arma/em de l'icenle l-'erreira .'a Costa.
Pratos oces patentes
para conservar a comida
qnente: vendem-se na pra-
ca do Corpo Santo, arma-
zem n.48,de ostrn Ko-
oker ^ C.
^iusas finas ecle
8*
Taixas
Na fundicao
Bowmann na
do o chafariz
completo
fundido
bocea, as quaes acbam-se a venda, por
preco commodo e com promptidao* :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador
para engenhos.
de ferro de I). W.
ra do Hruui, passan-
, continua haver um
sortimento de taixas de ferio
e batido de 5 a 8 palmos de
Veude-se
iim craclui da ordein di Chrsto, por pre<;o muilo
coinmodo ; na ra do Qaeimudo n. !. N* ntetmi
casa sr dir i|iicn. so incumbe de e*criplur:ro?s mer-
cantis.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Avisa-seaos senhores de cngcnbo que
para facilitar o uso do arcano do )r.
Stolle para piuilieai;ao de assucar ven-
de-se o mesmo ao preco de .".SOOO cada
lata de 10 libras.
Vendem-se sacras com familia de mandioca,
chegadH ha poucos dia do norte, e de boa qualida-
de : quem pretender, dtrija-sea armazem defronle
da rampa da eseadinha n. 3, de Joaquim de Paula
Lopes, ou a ra da Cruz n. 3, escriplorio de Amo-
rim Irmaos Companhla
Sedas de cores.
Vendem-se corles de vestido de seda
noslos modernos, e por preco commodo :
portas, ua loa do Oueimado n. 10.
de cores,
na loja de
i
?*>
:io8deouro
inglezes ce pa-
tente, de sabo-
neleeclevidro,
eticados pelo ullimo paquete, vendem-se por preco
razoavel ; em cas de Augusta C de Abren, na ra
meCadeia do Recibo. 18, primeiro andar.
Ven leln-se Iravessciros de velludo cheios de
>ilS
KA LOJA DA BOA FAMA.
Vendem-se ricos leques com plaas, bolola.e
espelhoasr*. luvas de pellica de Jouvin o melhoi
qnr pode haver a 880U o pU, dita- de soda ama-
relias e brancas para lioinein c senbora a 1;M0, di-
las de tm cal prelas e com bordados de cures a 800
rs. e.lJtOO, ollas de lio de Escocia brancas e de lo-
das as cores para liomein B -enli.ra rujo rs., .lilas
para meninos e meninas muilo boa razenda a :|||,
lencinhos de relroi de ludas as rores a I;, loucas de
la [iara senhora a t!0, peines de lar lar oca para
atar cabello, faxenda muilo superior a .'i?, ditos de
alisar lambem de larlaruna a 3.3. .lito de verdadei-
ro bfalo para atar cabella Imilaado muilo aos de
larlaruna a I--JK0, ditos rTe alisar de bfalo, faien-
da muilo superior a 3J0 e 300 rs., lindas rucias de
seda pintadas para enancas de 1 a 3 anuos a 1WU0
o par, ditas de lio de Escocia lambem de bonita-
cuces para cri.11,cas de I a 10 anuos a 320 o par. s-
pelbos para pare.le com encllenles vidros a 500,
700, t^e IJriOO, mocadores com pesa 1>.">00, lita
le velludo deludas, as cores a 160 e 240 a vara, es-
covas linas pura denles a 100 rs., e linissimas a ."iOO
rs.. ditas linissimas com cabo de marlim a !?, trun-
Cas de seda de lodas as cores e largoras a 3:20, iOO e
OO rs. a vara, sapalinhos de l.ia para riiaiic..- de
bonitos padrbes a 840 e 320, aderecos prelos para
lulo com brincos e allineles a 1s, loucas prelas de
solapara criancas a 19, travessas das que se asam
para senurarcabello a 1. pattolinbaa de metal para
.i 1..111 -. a 200 ,... (talheielraa para azeile e vmanre
a 2d00, bandejas multo linas e de lodos os lansa-
nhos de I?, i-, 39 e S?, meias brancas linas para I
senbora a 210 e 320 o par, ditas prelas muilo boas'
aOOrs., ricas caixas para rap rom nquissimas es-
lampas a .'!- c >.VX), meias de seda de cores para
bomem a 640, cbarnteiras muilo linas a 2?. caol6e;
para bengalas a 40 rs., pascas para guardar papis'
aSOOrs.. ociilos de armarao de aro praleadose doo-
radosa 640, 1ae I200, lunetas com aro de bfalo
e tartaruna a 500 rs. e 15, superiores e ricas benga-
liuhas a 28, e a 500 rs. mais ordinarias, chicotes pa-
ra cavallo pequeos e grandes, lazendn moilo supe-
rior a 6S0, 800, ti, 1200. 1;j500 e 29, atacadores de
cornalina para casaca a 320, pentes muilo linos para
suissa a 500, escovaj linas para cabello a 640, ditas
para casaca a 640. capachos pintados para sala a
640, meias braocas e cruas para bomem, razenda
superior a 160, 200 e 240 o par, camisas do meia
muito Tinas a 1 e 1*200, tovas brancas encorpadas
proprias para montana a 240 o par, meias de cores
para senbora moilo fortes a |20 o par, ricas abotoa
doras de madrcperola e deoltras muitas qualidades
o gostos para rolletes e palitos a 500 rs., fivelai don-
radas para calcas a cutales a 120, ricas fitas finas
lavradaa o de lodas as largaras, bicoa firissimos dr
bonitos pndrOes todas as largoras, rica fraojai
brancas e de cure* para camas de noivas, teseari-
nha- para costura o maia fino que se pode encontrar.
Alem de tudo istooolras muttissimas cousas muilo
proprias para a testa, e que lodo se vende por pre-
so que faz admirar, como lodos os frsgoezesj sa-
' na rita do Oueimado, nos quatro cantos, na
Chales de touquim.
Vendem-se chales de touquim bordados 1 malir
e por preco commodo : ni leja de 4 portas, m ni
doQueimadu 11. |0.
Attencao.

Na conleitaiia da 1 ua da Cruz. n. 17,
acl.a-se sempre a venda utn pande e
coi 11 pleto sortimentod.> .I.mcs secaM ede
caldas, c de Iructas i!e Indas as qualida-
des, ludo superior, para embarque para
dentioou Tora do imperio, por mais ba-
..loprecoqneem outra (piabjuer parle
iiode vender.
Ss"
^ 3$>^*S
\PrR0VAD0 PELA JIMV
m: iivoii:.\e pi bi.ica do
# K10 d(?Jaiiero.
^ m privilegio :h) m
VEBNO t SUA MAitSTADE
5) Imperial.
i
i
6
bem :
bem condecida
n. 33.
luja de miudezas da Boa Fama
nina olaria : quem liver un-
oSi7,n C e U". ewravu ou '-va rara casa
cstraRe,ra, poe coziohe so para 2 homens solte-
ros na roa da Aurora u. 58, primeiro andar
Aluga-je o seguudo andar da ra do Padre
Hortauo n. 21 : a iralar na ra do Collegio ... 5.

i
1


1
i
CONSULTORIO
HONCBOPATHICO.
2S. Ra das Cru/.es 28.
(Gratuito para os pobres.,
O Dr. Ca$anova d cunsullas c faz vi- '^-'
zitas a qoalqoer hora do dia. gft
.No mesmo consullorio vende-se
0 TllATA.ML.Y10 IIOMUEOPATIII- (}
CO, preiercatito e euralica -> cholera 1
ntorbut, ircummodado a inlelligcucia do povo, cada folbelo...... 3(Kt -K.
Carleiraa de \2 in^dicamentos (&l
para o cholera, a N.-. e l^sOOO. ''
't mica de tintura......llSOOO ()
robos avalaos, a 300, 300 e 15000 ,;*
Carleiraa de todos 05 lamanhus #
moilo em cania. j
N- B.Os medicamentos homu-opalhi- i
cus que forem comprados por cor.la do go* **
verno desla provincia, terso oabatimento (,
de-JO por cento sobre o valor de que urd- f
., nariamente se vendem ao publico. \p)
Pastelaria fran-
ceza,
aterro da Boa-Visla n. 17.
Madama lllandin lem receliidn pelo ullimo na-
vio francez chocolate liauiilha a INiOOa libra, dito
Bagoeres a 19-so, dito Bam Ture a I9S8O, e um sor-
timento de raivinl.asde.'oiifeitos.
OUcrece-sc um rapaz brasileiro pa-
ra caixeiro de loja ou para algum ar-
mazem : quem pretender dirija-se a ra
do Vigarion. 29, segundo andar.
Ha um pequeo sorlitneiilo .lisies chapeos, che-
- iiios ha poucos dias, assim cuino chapeos prelos de
mola o de palha aberlos para lioniem, as qualidades
180 boas visla dos precus qoe sao muito ra/.oaveis ;
em casa de J. Falque, rus do Collegio n. i.
M LUJA DE HADABA
Theai-d.
Acha-se um rico sortimento de vestidos
de seda bordados e de blond para casa-
mento, ricas mantas de blond bordadas,
(apellas para ooivos, llores, franjas,
trancas, litas, como nao ha iguaes, ricos
e lindos enfeites de cabeca para tbeatro,
grande sortimento de chapeo* le seda e
de palha tanto para senhoras como pa-
ra meninos, e meninas, bons velludos de
todas as cores para vestidos, muito lindos,
e milito em conta.
Oculospatentes para tlieatro, ditosde
alcance, ditos de armaco,' de bfalo, de
ac, de tartaruga edeouro, tanto para
vistas caneadas, como para miopes,
brancos ou a/.ues, oculos de i vidros, e
lmelos de todas as qualidades : encon-
tram-se sempi-e na loja dos relojoeiros
ChapronUViIlertraud, praca da Indepen-
dencia, n. ISe20.
Relogios de mesa e de parede, ditos
de algibeira, lano de ottrocotro de pra-
ta domada c (oleados, patente ou hori-
zontaes: acha-se sempre um grande sor-
timento, na loja dos relojoeiros1 Cba-
proii' iV Hcrlraud, praca da Indepen-
dencia n. IS e 20:
Em casa deHenry Brunn tC.rita da
Cruz n. 10, vendem-se:
Lonasebrins da Kussia. *
Instrumentos pota msica.
Espelhoscom moltlura.
(lobos para jar di ns.
adcirai e sota's para jardim.
Oleados para mesa.
\ istas de Pernambuco.
Cemento romano.
Gomma lacea.
Meias pretas pa-
ra padres.
Vendem-se superiores maia* de laia para padres,
pelo baralissimo preco de 18800 o par, ditas de al-
tjodao prelas .1 (10 o par : na ra do Qaeimado, loja
de miudezas da Boa Fama n. 33.
Moinhos de vento
*ombombasderepuiopara regar borlase baixa,
decapim, uafnndicade D. W. Bowman : ama
doBrum ns. 6, 8e 10.
(]a ni isas demeia
de puralaa.
Vendem-se superiores cam.sasde meia de Ua, pe-
lo barato preco de 3: na na do Qaeimado, fi"
de miudezas da Boa Fama n. 33.
"Cortes de cassa para quera que
tas por pouco dnbeiro,
YAfNtem-s: corles de cassa chita de bo.
28, ditos de padrOes frsncezes a2*00, eass..
para aleviar lulo, dilas prela dejpadroesmiu.
28 o corle, alpaca de seda de quadros de todas as cu-
peonas pela^iminoio prec-o le SOOOcada orn- ia. esa 720 o covado. lene;*, da bico lano piulados
loja de Joao Moreira Lopes, ra do Crespo n. 9.
Taboado de pinho da Suecia, nlcatro e pixe.
Me. C.dmont \ Coinpauhin, leudo recetado um
rresameulo destes ^eneros pelo bri&ue sueco D.
Theresa, de Gothembours, vendero os mesmos a
retalbo por precos baratos: o taboado acha-se reco-
Ihido no armazem dos Srs. Carvallin g Inn.'i.i, ra
do Brum,
Luvas de pellica
de Jouvin prelas para lieniem, e brancas para senbo-
ra ; vendem-se na ra do Crespo, loja n. 19.
Pannos pretos
de diversas qualidades. por precos de 28800 a 85 ;
vendem-se na ra do Crespo, loja 11. 19.
Chales
de merino e lapim bordados na pona : vendem-se
na ra do Crespo, loja n. 19.
I.AUVKIMTIOS.
Na ra da Cruz n. 3i. primeiro andar, continua
a haver sortimento de boas obras de labyrinlho a'
venda.
BISGOITOS INLEZES.
w No paleo da Sania Cruz, padaria n. (1 de ^
A Joul.uiz Ferreira ltibeiro, alem do exeel- t
l?T lente pilo, bolacha muito fina, biscoilos, W
y) fallas, aramia, alliados e bolinhos de di- ')
versas qualidades, receben pelo ullimo na- a
viochegadu de iiinlalerra 1111. arande sor-
'^ lmenlo dos mui apreeiaveis biscoilinhos
i (A de dill'erenles qoalidades em latas peqne-
Vv as, os quaesse tornam muito recoinmeii-
^5j il.veis pela sua superior qualidade c deli-
/a cadeza : vendem-se por preco muilo com-
~im modo.
Alfjodao inonstro a O rs. a vara.
\ ende-se o verdadeiro alaodfio monstro. com 9
palmus de largura, pelo har.issimo preco de 900
rs. a vara : na ra do Crespo 11. S.
ROLA'O FRANCEZ.
He novamemle chegada esta aprecia-
vcl pitada no ultimo navio francez-, e esta'
a venda por barato preco: na ra da
Cruz 11. 2l, primeiro andar.
Vende-se um elegante carrinfaode
quatro rodas com arreios muito ricos,
para um ou dotts cavados : na ra da
Cruz n. 2fi, primeiro andar.
i

Vendem-se espingardas de dotts ca-
nos, francezas, muito proprias para caca
ltimamente chegadasde Franca, e por
barato preco : na ra da Cruz n. 26, pri-
meiro andar.
Vendem-se frascos com rolhas de
vdro, proprios para conservat toda a
qualidade de rap, e por baratissimo
preco: na rita da Cruz. n. 2(5, primeiro
andar.
Vende-s muito superior cham-
pagne emcaixas, o melhor que tem ap-
parecido no mercado epor cotnmodo pre-
co, licor de Kirsch tambern em caixas e
muilo em conta : na ra da Cruz n. 20,
primeiro andar.
No engenho Moreno vendem-se bois para seon-
Koe : os prelendenles podem diriair-se ao proprie-
lario do dito euaenho Antonio de Souia l.eilo.
Vende-se um cabriolel em bom uso ; a traa
ua ra do Gilleaio 11. 21, primeiro andar.
lijlos de marmore.
Acaba dt cheaar om novo sortimento de lijles de
marmore, e vende-se no armarem de la-so Irmos,
no becco do lionc--'- c
Cartas france-
zas.
Vendem-se superiores carias francezas para vel-
larcle a 500 rs. o b.iralho : na ra do llueimado,
1 vi de miudezas da Boa Fama 11. 3:1.
cWrnsabo.Tlaclos & 320 cada om, grvalas de seda pa-
ra homcm a 1 e I56OO ; lodas estas lajeadas ven
dem-se na ra do Crespo o. 6.
LEONOR D'AMBOISE.
Vende-se oexcellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza'de Breta-
nha, 2 volumespor LsOOO rs., na livraria
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
Vende-se cal em pedra chegada no ul-
timo navio de Lisboa, e potassa americana
da mais nova : no nico deposito da ra
de Apollo n. 2B, de A. J. T. Basto &
Com panilla.
POTASSA E CAL YIRGEH.
No antigo c ja' bem conhecido deposi-
to da ra da Cadeia do Kecife, escriptoro
11. 12, ha para vender muito superior
potassa da Kussia, dita do Kio de Janeiro
e cal virgen) de Lisboa em pedra, tudo a
precos muito avoraveis, cotn os quaes i-
carao os compradores satisfeitos.
, FARIMIA DE MANDIOCA.
Vende-se superior I'arinha de mandioca
em sacras que tem um alrpieirc, medida
vell.a por rii'0'10 res: nos armazens ns.
>, 5 e "i, e no armzemdefrOnte da porta da
alandega, 011 a tratareo cscriptoriq de
Novaes & Companl.ia na ruado Trapiche
n. 54, primeiro andar.
1.11500
Vendc-se cal de Lisboa ltimamente chegada, as-
sim como noiassa da Kussiacardadsira : na praca do
Corpo Santo n. 11.
Vende-se aro em cimbeles de um quintal, por
preco muilo commodo : no armazem de Me. Cal-
mont & Companhia, praca do Corpo Sanio n. 11.
Vendc-se urna balanza romana com lodos os
scias perlences.em bom uso ede 2,000 libras : qoem
pretender, dirijae a ra da Crol, armazem n. 4.
VINHO XEREZ.
Vende so superior viulio de Xerez em barrisdo
l. en: c;. a -Je E. C. Wyatl: ra do Traich e
n- 18.
Chapeos do
Ghili,
tanto para senbora como para boiaens e meninos, de
qualidade mais superior qne ha nesle mercado, re-
cntenteme ebeaados pelo ullimo vapor : vendem se
na fabrica da ra Nova n. 44.
Vende-se urna ..rmacao de orna loja que se
ile-n.aii. li..... lendu um bom balc'o, filenos, e por-
cilo de laboas, tudo euglohndo ou a retalbo confor-
me a vontade do comprador : na >rua Nova n. 8.
AGENCIA j
Da Fundicao Low-Muor. Ra d a
Senzala nova n. 42.
Ncste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de |moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coacto, de todos os tamauhos, para
dito.
COGNAC VERDADBUaO.
Vende-seo verdadeiro cognac, tanto em garrafa
como em garrafues : na ra da Cruz o. 10.
V
n.i/ I
vastas.
ipas
Vende-se porcSo de pipas vasias proprias para en-
cherde agoardeule, a preco de '17ti cada orna : a
Iralar no escriplorio de Manoel A'Jves Cnerra, na
ra do Trapiche o. 14.
Coniittua-se a vender banha di.} parea derretida
a 100 rs. a libra : na roa do Rangel lo. 33.
\

NON PLDS ULTRA.
Jos Puiz v BroRoera derlara aa respei-
lavel publico que lem o prazer de Ibe *-
iiiii as admiroveis virtaues qoe, eaa ama
tonca experiencia lem demouslrado a agaa
x ^' dos amantes, de saa oomposir.ao, e sao *s
.5) sesoinles: cura lodas a enlrmidades ele
r, \"tv< c0'no |iaiinos, com 1 garrafa post-
irV co mais ou menos, sareas cona 2 garralaa
pouco mais uu ineno- e *s eapieibas, por
muilo animas que sejam. rom risas a
Ires garrafa, pede-se uluma mais forte
ou mais carregada o applirando-a mais
queole qoe m..rna com um Irapinho sm-
Ihado, e amarraodo-o rom om lenco. Fra.
refreir, lira a pellc fariobosa esaviaa-a.
etn-lhe lastro e faz drsapparerer a cor Iri-
gneira em cinco dias de um meOo mu t -
Savel rura a horlueja com moil.i fanlida-
^ dr. par ser moilo fresca, e sem prejudirar
a saude. Iiistanlaneamenle faz desappa-
recer o ardor do sancur quando se roca a
(ffi pelle, eapplirado as faces um algudSo
^a, mnlhado ua dita acua, apaarrando-o cosa
%9 om lene, amanhecem as cores aalaraea
As, muilo agradave. sem prejudirar era nada
2 a [.elle, e node-s rontinoar quando as
IJ9 corea ae perderem ( raosar esta effeitei
,A quando se liver temperamenln Mniiaiaee).
' Bm lavatorio he um presrrvalivo opli-
IQf tiiu contra sv philis. E applicando atoraa
jas races um algodao motilado na dita a-
goa ao lempa di apparirSo das beiigas,
Igjk serve para neulralisar 00 purificar, I impar
7 o humor, e para prevenir a formado aa
I marca* no rosto; e faz desappareccr a ia-
flammarSo preservando do ar e da las,
aa* doenlasde besisas. lio mesmo moda
cora iropiigeu. dillireis de corar. Para
loucaderes 'toilette; particular da* seabo-
ra. preco 23OOII a garrafa.
Vende-se nicamente na roa da Crai,
escriplorio de Anloino l.uit de Oliveira
Azevedo.

MODA.
Chally do melhor goslo.DOssivd, 1 besado allima-
menle de branca, para veal.do de seabora e atrni-
uas, pelo preco de 15 cada covado: ao* qnalra ce-
ios, ra do (Jueimado. leja do sobrado aaaerello
n. "9.
Vende-se eaceUente taboado de piaba, recen-
lemei.ie chegado da America: aa ras de Apollo
trapiche do Ferreira. a entenderse coa o admi
a.strador do mesan..
CHAROPE
iOO
BOSQUE
codeposilocontina a ser na botica de Bar-
a FranciscodeSnuia. na roa largad* Rota-
rlo n.ott arrafas grandes58500 e pequea*.TjOlMI
IMPORTANTE PARA 0 PULICO
Har enra de phtsica em lodos os seasditem.1**
graos, quer motivada por conslipacoe*, toeae, aslli-
ma, pleuriz. esrarros de sancue, dor de cestada* e
peito, palpilac.ao no coracao, coqoeloche, braarhita
dor nacarganta.e todasas inoleslia.-dosorgia* pal-
mouares.
Vende-se cal nova e moilo s-iperior, clieaada
ullimamcnle de Lisboa no brieue purtngoez Ajar-
rirneta, e por commodo pro;.. ; qoem quirrr pode
diiigir-se ao armazem n. :i, 'defronle da laaipa da
esradiaba, de Joaquim de l'aula Lopes.
Na valas a contento.
Na rita da Cadeia do Kecife n. 18, primeiro aa-
dar, escriplorio de Aososto C. de Abreo, ronii-
nuam-se a vender a cicoot o par i preco fita, a* ja
bem conhecidas e afamadas na\ albas de barba, fe;la
pela hbil fabricante que foi premiado aa expostraa
de Landres, as quaes alem de du.arem axlraardia-
riaincnle, nao sesenleas no rosto na accao d cMlai ;
vendem-se com a cndilo de, n.io agradaada, |~ -
derem os compradores devolvc-las al 15 diasdep'is
pa compra restiloiaac-se* importe.
Relogios.
Vcmlem-se relogias de ouro plenle inglez: aa
scriplorio do agente Oliveira, ra da Cadeia do Ke-
cife n. i): primeiro andar.
TINTAS DE OLEO.
Ven3e-se tintas de oleo sortidas da me-
lhor iptalidade que tem vindo a esta pra-
ca e por preco commodo : na casa de
Adamson llovvie ii C-, rita do trapiche n.
Na ra do Crespo n. 12, loja de
Campos & Lima, vendem-se cobettores
de lita pequeos e grandes.
Vendem-se em casa de S. P. John
ton & C., na ra de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Kelofjios patente inelez.
Chicotes de carro e de montara.
Candien ose casticacs bronceados.
Lon asinglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de grasa n. 97.
Vinho Cherry em barris.
Camas de ferro.
(X'dcrat>0 fugii54?^.
Fagio a seo senbor Dominaos Soriano da Oli-
veira, propietario do engenho Onra, na fregaezia
de lina, uo dia -JO de novembro de IKA, a cran
crioulo, de nome Jos, de 28 annos de idade. esta-
tura regular, pooca barba, rosta descarnado e com
signaes miudos de beiiges lidas ha pouco lempo.
dente perfeitos, nariz afilado, ar carregado, perna*
e pee rcgolares, nadegas elevadas, e trabalba de
mestre de assucar ; conduzio om cavallo roca ver-
iiicllio pintado de pedrea, e cotn marra* ou mal de
besla nos qoadriz e as pernas : quero appeehender
dito escravo e entregar a seu senbor no mencionado
engenho, lera 100} de gratificaflo.
.No noiie de para do mez panada lucia
da campia di Casa Forle, da rasa do abaiso assig-
nado, o negro Josc, crioulo, idade de .10 anans, poa-
co mais ou menos, estatura baixa, secre do corpa e
bem espigado, cor prela. falla de denle* na frente
do lado sopertor, falla uro pouco desranr,ado, lerna
camisa de madapoUo, calca aznl, foi condai'ndo
111:111: pintado de verde do comprimenlo de '
palmos, tace maisou menos, rom ferhadara ewva.
tem o vicio de cachimbar, eostuma Iraier dalo, e
nelle a chave do baho' ; foi encontrad* na mesma
noilecima em procurado Kecife, e snppe-se ler
fuside para o serlo de l'ajcu por assim ler felu
por tres vezes que lem tomado este destina, oa para
bordo de algam navio por ser emharradico, leen oili-
cio dt serrador: qaem o pecar leve-o a roa do Ouei-
mado, loja de miudezas 11. 33.
Francisco Jos Alves taimarte*.
PErlM. : TYF. DB M. F. DE FARlA. IKj6-
1 Al I
tiir

m il