Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08810

Full Text
ANNO XXXII. N. I.
Por ?> meses adiantados i.s'OOO.
Por 3 meca vencidos 4j.r>00.


3

\
DIARIO DE
i
SEXTA FEIKA II DE JANEIRO DE 8S6.
Por anuo adantado 151000.
Porte franco para o subscriptor.
MBUCO
BNCARRE6AP08 DA SUBSCiUrcAO' XO NORTE-
Parahiba, o S Gcrve"- V. da Natiridade ; Natal, o Sr. Joa-
Suin I. Pereda e^icac^WIfcaly^ o Sr. A. de Lemos Braga ;
Bar, ii Sr. J. J. ,.,- i|,. (Un ira ; Mar i;.h : ,, o Sr. Joaquni Mar-
ques Rodrigues : Piauhy, o Sr. Domingos Herculano A. Pessoa
Cearense, Para, o Sr. Justiano J. Hamos; Amazonis, o Sr. Jero-
nyroo iUOuii.
PARTIDA DOS CORREIUS.
01 inda ; lodos os dias.
Caruaru Bonito e (aranhuns: nos dias 1 e 15.
Villa-Bella. Boa-Vista. Eio' e Ouricury : a 13 e 28.
('01,11111,1 e Parahiba : segundas e seilas-feiras.
Victoria e Natal : as quintas-ftiras.
AUDIENCIAS nos I MUA A ES DA CAPITAL.
Tribunal doconimercio : quarlase sabbados.
Relajo lercas-fcras e sabbados.
Fazenda : quarlas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : segundas as 10 horas c quintas au meio-dia.
Juizo deorphos : segundas e quintas as 10 horas.
Primeira vara docitel : segundase seitas ao meio-dia.
Segunda vara da civel : quartase sabbados ao meio-dia.
EPHEMERIDES DO ME7. Di. JANEIRO.
7 l.na nova as-S horas, 48 minutos, 19 segundos da larde.
11 (uartocrescenle a 1 hora,21 minutos c 18 segundos da tarde.
22 l.ii.i ilma a 1 hora, 10minutos e 48 segundos da manhai.
30 Ouarlo oiioguaole as 5 huras, lti minutos e 48 segundos da ni.
pitr.AMAit ni ii'1.1;..
Primeir at 7 horas e 42 minutos damanha.
Segunda asR horas e ti minutos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
7 Segunda. Regressodo Menino Jess do Gyplo-S. Luciano prcs.
.. "-"""'"v'oJusiinano patriarca de Veneza.
.1 (juana. Ss. Juliao e Bandea sna osposa mm.
10 Quinta. S. Paulo primeiro eremita : S. Goocalo de Amarante.
... SS". "llno !' '" I Ss- Sal'- Se"nr e Lucio manyres.
\l Sabbado. S. Saiyio DI. Ss. Arradio, Zotico e Taeiano mm.
13 Domingo, primeiro e ultimo depois de Res ; S. Hilario' m.
CMAItUl (.ADos DA SITtSsMtllMA \o sil.-
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao iat; Babia, o Sr. D. Duatat
Rio de Janeiro, o Si. Joao Pcreira Martins.
em PKit\xMiuco.
O proprictario do DIARIO Manoel Figueiroa de Fana, na hm
livraria Praca da lndep EQR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCn.
* 'VARIS.
7 a dezembro.
tenista m\sical e dramtica.
Depois da ultima solemnidadq do grande concurso
industrial deate anuo, ^m^jrlude de magnficos
cnncerlos que se sucrederam 'duraule dez dias na
ala immonsa e diante de varios militares de ou-
vintes,a msica fui dignamente representada na Ex-
psito Universal de I8 ; primeirametite as gigau-
tescas orcheslras, as formidaveis raassas de choros,
disseram sob as ordens de Berlioz, com urna precisiTo
e urna harmona prodigiosa as obras dos meslres ; 500
vozes. sendo 220 de baxo e tenores. 800 mullicres
70 meninos de choro, 120 raberas, irabeces gran-
des, 40 violoncellos, 28 conlrabaixos e pouco maisou
menos 200 instrumentos de spro, 30 harpas, execu-
lararo entre os applausos de nina mullida > maravi"
lhada ama cantada de Berlioz, cuvertura de Freys-
choli, un choro de Haudel, urna symphonia de Bc-
thovenu, a supplica de Moiss de Kossini, o choro o
o baile He Gluch, o choro dos Huguenols de Meyer-
beer, o Ave verum de Mozart e a marcha das bandei-
ras de Berlioz.
Depois Feliciano David fez eiccular lodas tftuai
compasiones IJo encantadoras, lio coloiidas, o De-
serlo, o Moiss, o Clirislovam Colombo ; depois as
msicas miniares de una perfeicao incnmparavel,
se excedern) na realidadc, depois emfim, as socie-
dades de choros da Fraura, da Blgica cm o numero
de 300 vozos vieram cantar com um poder de cIeilo
realmente admiravel melodas dessa anplidaO gran-
digosa e dessa harmoniosa siroplcidade qne assigna-
hUB as obras primas uDiversalmenle populares. Em
urna palavra fui urna serie de solemnidades deslina-
das a fazer poca no dominio da msica, e os felizes
ouvintes de-e. graudes dias guardaram por inuilo
lempo a respectiva lembraoca.
Os Ihealros lyricos nao liveram nada nesle mez
que se possa citar depois desles verdadeiros aconte
cimento* ; as cenas puramenlo dramticas, disse-
ram seus adeoses aoi seus hospedes eslrangciros o es-
to oceupados ailar sociedade parisiense algamas
novidades.
Mas ale o presente de lodas as obras diversas des-
tinadas a enlreler a nova eslavo, ponen ha que le-
nham grande mrito e que faram grande bulla para
Iranspor os mares sobre is azas da nossa correspon-
dencia. Com ludo citaremos urna obra que embora
nao tenha triumphado completamente, todava n.lu
deia de ler valor.
A Joconde, drama em ."i actos de Paulo Foucher c
Kegnier. representado no theatro francez. Scm mais
prembulo, diremos apenas que a Joconda recorda
ao penaamenlo urna obra prima de Leonardo de
Viuc ; o retrato desla Monadisa, dessa mysleriosa
belleza que o grande arlista florentino dorante urna
conlemplaeao de varios annos; a physionomia desse
aravilhoso semblante he por si s om enigma de
urna protundeza infinita, e o nome desla indefinivel
sereia escriplo no carta/, pnrecia dar grande' -rumes-
sa, desgraciadamente fo um litlo por ur itulo, e
os autores se moslraram puramente impru. enles.
lima menina bem nascida, I.uiza ClaV.ares, or-
phaa em mui lenra idade, sozinha no mnudo e sem
recursos, em presenta dessa miseria que gela a co-
ragem mais intrpida, se decidi a accolher o amor
quasi paternal de um velho principe, a Florenca, onde a sua eilrema belleza lhe atlraliio
una numerosa curte no meio da qual brilhavam em
primeiro lugar dous addidos i cmbaixada de Fran-
ca, Mauricio de GenlreMaiimiliano ricTnulenace,
e como ella se esconde no mais myslerioso incgnito,
estes seehores denominaram-na a Joconda por causa
de urna maravilliosa semelhanca com a Monaliza de
Vioci.
Mauricio de Geolr amara Hile. Helena de l.or-
uay que depois de lhe ter promeltido a mo. se ca-
sara repeolinamenle com o marquez de Toulenace,
procurou esquecer e se apaiionou pela formosa I.uiza.
Esla immediatamenle deia o palacio do principe,
?olla inlrepidainenle para a sua pobreza, e segue-se
um casamento ao levantar do panno.
Ei-los depois de seis annos escondidos no fundo
de um velho Castello de Franja, Mad. de (entr se
condoz como a esposa mnis casta, como a mais lerna
m, lem lodas as>irludes lodas as perfeires, Mr.
de enlr quer pagar a sua mulhcr amor por amor,
porm fa-lo tristemente e sem felicidade, abisma-se
no retiro, teme os desprezos do mundo, lem medo
que em Luiza se recoohera a Joconda.
Anda mais, peusa em Helena de Toulenac que
elle enconlra, e livre por consequencia, descobre
que a sua infidelidade somenle Irahio a sua proraes-
a para reparar a fortuna compromeltida de seu pai,
e diz que com Luiza podera consumar o sondo da
sua mocidade.
As couiasse complicam com a volla de l.ucanode
Clavieres loucamente apaixouado por Helena, igno-
rante da culpa da irmaa c feliz da sua ooiao com
Ceir. A pobre Luiza sorpreudeu o aegredo de
seu marido, e torturada pelo ciume, deba o seu re-
tiro e se dirige casa de Mad. de Toulenac.
Ahi um joven addido da embaiada que a vira em
Florenra,mormura-lhe ao ouvido o nome de Jocon-
da. Luciano provoca o imprudente, Maximiliano
reivindici os seus direitos de marido e se balcm.
Depois .lo duelo, Mad. de enlr qner dar a II-
henladc a seu marido cujo cora(3o julga para sem-
pre perdido para si, pois que o casamento conlratado
em paiz eslraiiSL-iro ull'crecc tiullidadesdeque a gen-
te se pode prevalecer, mas esto nao se separara do
meio dos seus lilhus, o jaita a mao de Luciano a ce
Helena.
Como se v os nossos aulores, querendo nos mos-
trar esle rigor implacavcl do mundo que nao se es-
quece a si ondea cniscienciaem que a moral,em que
areligido perloa.liiaram abaixoda tarefa, nao dese-
nliarain nada, uoindicaram nada precisameole, e o
seu Irahalho lie de una indecisao apagada que llie tira
lodo o alcance assim como todo o iuleresse : todava
nao mereccm a censura que se Ibes lem fcilo geni-
nenie de ler continuado a Dama das Camelias e o
Casamento d'Olympia : a Suconda uflo he urna corle
'aa. O". M.
RIO DE JANEIRO.
17 de dezembro.
Discursi do Sr. Manoel de Aranjo Porto Alegre.
orador do Instituto Histrico c f.eogrophico do
Brasil, proferido na seito puhlica do anuo de
is.-(.->.
senhore*.Aquello dia feliz em que o silencio do
vosso orador sera a mais bella pagina do programma
.desla* reunin anda nao chjegou. O anjo da morle
bajieu ao sein do ln-lilulo, poz a sua mao gelada no
consto ardenle de algnns socios bcnemerilos : mu-
dos e frios cahirain para nuuca mais se levanlarem ;
mas de lodo nao morreram, porque s morre quem
se nao identifica com a patria, ou nao combate na
plialange dos idealistas.
Vs, que havais percorridn, a seincllianra de Pan-
sanias, por e-s-is. regios animadas de to bellas re-
miniscencias, por esse pastado que vos acaba de exor-
nar o noao primeiro secretario ; vs, que haveis
existencia magnificada
grande Americano em
contemplado os dias de urna
pela coiislaule presenta do
vossos Iraballios, e pelos Iriumphos do Mpirilo c-
vilisadur, inda comigo agora, nao as portas da cida-
dc de Sotrales, e Phidias, mas sim ao berro de Cal-
ilas e de Jos Mauricio, onde adiareis, em vez de
cenolaphios, cypos, columnas, e mausoleos, a gleba
humilde c enflorecida, e a lahidd singela, protegida
pela cruz, ou por um nome que recorda urna virtu-
de, no qual rcpnusa o amor; sagrado da familia, a
saudade do aijiigii, e a gralid|ao nacional.
Nao vamos de Eleusis para Alhenas com o pre-
ceptor de Paulo Emilio e ScipiSo, porque nao vemos
a cimeira do elmo da famosa Pallas, seulioreaiido o
Smalo o 0Pyro, nem o itasligio dessa maravillia
da arle que recorda Periclesj; nao penetramos por
essa via Iriumphal da mora, guardada por Tilles
cnicos, por scniincllas de marmore, por domen-,
cujo nome enclierain o passado nas lijes da perfec-
libidade.
A arle que e alimenla dasj virtudes rousammadas
ainda nao avivenlou a inurl pelo podero do enge-
nho, nem collocou a frente do futuro como ta-
laias vigilantes o transumpto dos grandes homens, I
imagem do general, e a do escravo generoso qui
confundi seu sangue com o liere no campo de
balalha ; ella alada nao fiiz dos gemidos da gra-
lidao publica urna harmoriia do culto la patria,
nem converleu as sepulturas n'um panlheon de glo-
ria, n'um lvro do faslos nacionaes, nesse (besouro
de recordaroese de nobres incentivos para a moci-
dade ; sim, para a mocidade, porque ella he aquel-
le mgico cspelho da esperaura, unde se reflecle
antecipadamenle a aurora de lodas as grandezas ou
le lodas as huimliares dejum pavo !
ores, nao sejais para co-
para Calchas: o i-
i para predizer- s ma-
lla, e esse dia nao est
Por piedade, meus senl
migo como Againmemnoii
uislro augure nao esla aq
les. I. checaremos um
longe.
O nosso passado, csso Acfamaslor quedo o pelriii-
cado junio a deosa da iadinwenea, comer a decom-
por-se pelo choque das icls graudiosas, e a rege-
nerar-su pela mechanica applicada ao lempo c
ao espaco ; em breve nos acharemos lao longe
llle que apeuas restara
imagem tradicional do
OS FIMOS DA FORTUA. (*)
Por Paulo Feval.
Des Ca-
de sera-
CAPITULO XI.
Intrigante.
i CoiitinuarSo.,'
Nao lem um iranio na America, Mr.
rennes?
Um irmao?... repeli esle mudando
blante.
A castellaa estremecer da cabeca nos ps.
Creio que esse assumplo de' ronversarao mi
agrada-lhe moilo f disse Stephen Willia ms com seu
sorrtso um tanto cyuico.
Masen eslava 13o lonae de esperar, balbucio
Des (jarennes... Cerlamenle, senhor, ea ariiavu meii
irmao... amava-o muilo... .
He necessario diz-lo.'... interrompeu ,7 cas-
tellaa Mecamente, pois tinha-se ja serenado, e esla-
va recalada.
seu longo imperio para esca neo de si mesmo, ver-
gonha de seus apologistas, : lelo para os vindou-
ros. A ngralidlo publica I e um dos vehculos da
barbaria.
Mas emquanlo a f, o amo sublime, se nao male-
rialisam condignamente aos odos do mundo, vamos
proseguindo uossa modesta tarefa, vamos commemo-
rando as virtudes e os serbos de nossos finados
companheiros, e deposilando blala siogela de nos.
a gralidao sobre essas sepulturas que reclamam um
lesleiminha diiradouro.
O Inslilulo nao amorlalha seus membros ere urna
folha de jornal, nao os envolvejna poeira Iransiloria
das correras do um mundo mercenario, nao ; pres-
la-lhes o eolio da mais profunda venerado com
o Icslemunho publico de sua saudado e reconheci-
menlo.
Mas que vejo, senhores, que brilhanle apparirao
he esla que offusca meus olhos como a luz meleori-
ca no sein .la escuridao Alem do Ocano, junto
ao cabo de Sagres, donde parliram os conquistado-
res de mares nunca d'aules navegados, vejo um
Vossas senhorias amavam-nn moilo, (ornouNo
Apiericano ; mas baviam-se all'cilo idea de que el-
le morrra.
A falta de noticias .. desde lano lempo !
Foi Des Careunes quem disse slo. Sua mu
...ulhcr
rclleclia profundamente. Ale enlao Slepheu Wil-
liams nada dissera donde se podesse inferir quo o
pretendido irmao era pobre ou rico, e todava era
essa questao principal o be or not to be'.
Antes de ser resolvida essa questao maior, a in-
compararfel Julia n3o quera pronunciare.
Elle nunca lhes eacreveu lornou o emprega-
do da casa Peter Bristol. Ah ah! he oulro ori-
ginal I .
Essa assimlarao implcita entre o irmao ressusci-
lado e o opulento banqueiro de lioston fez brilha-
rem os olhos da castellaa, a qual disse :
O senhor Sttpheu Williams nao fallou-nos
aluda da posico..... A pessua que diz ser irmao de
neu marido esla em situarlo honrosa-!
Que enlende a senhora por isso? pergnnlou o
caixeiro encarando-a.
Vide Diario d. 8. "
Enlendo... favoravel...
O que significa...
Oh senhor, abastada.
Cuanto a sso, tornou Stephen Williams, elle
he mais pobre que Job !
A physionomia de madama Des Carennes mudou
inmediatamente, e suas sobrancelhas franzram-se.
S se ouve fallar de impostores! disse ella
com desdem.
Stephen Williams vollou-se para o marido c con-
linuou :
Ka verdade, odegracado lem um ardo fami-
lia com Mr. Des Careunes.
Esle panela lutar com sua emorao.
Oh! exclamou a castellaa, nada he mais com-
niom do que essas semclhaucas fortuitas!
uuaiiio mais contemplo a vossa senhoria, in-
lerrompeii o Ameriraiio pondo as mos sobre os hom-
bros de Des Careunes, Unlo mais admirado lico...
Pois bem .' pois bem disse esle cujo comrao
fallava desla vez, se meu irmao existe ainda, louva-
do seja Dos!
A castellaa cncolhcu os hombros e levanlou-se im-
pcllindo a radeira.
Depois gandou a galera dizendo comsigo :
Isso |,i dura de mais!
llaplisla ilisse ella cm meia voz ao servo
vigava na antecmara, deixe todos enlrarem.
Quando ella vollou, Slepheu Williams dzia
marido :
Vossa senhoria he hornero de bem !
Eu, senhor, leudo conscienria de Bao ser mu-
llier ma, disse ella... Mas, creio pouco nessas aven-
fciras, tpie sao do dominio da comedia, e quizera sa-
ln'i" rom que fundamento...
BAj'lisla abrir as pollas da galera ; no momento
em qi>e o Americano abria a bocea para respouder
a velh. Ricarda apparecen porla da direila com
Morin ;Vtuasi unuiedialamenle depois Kolaudoappa-
rereu a piirla da esquerda seguido de Antnnina.
A av e ranal lancaram ua sala o olhar tmido
e embaracailo de quem lem consciencia de seu pou-
co crdito ; lando vram Mr. c midama Des Ca-
rennes conversando com urna pessoa eslrauha, nem
um nem outro eiusoii adanlar-se.
F--a, minlia boa senhora, murmurou Morin,
lenha coragem!
Vmc. sabe fallar lao bem, qoe ser ouvido
dizia Antonina eii'i voz baixa a dolando.
A velda Ricarda meneou acbela e disse dando
um suspiro :
Se confias s'nmcule na miuha inlluciicid, meu
pubre Moho...
povo que caula liarmoiiiosamente oaquella lineal
que coui pouca i orruprao cre-se que he a latina, e
esle povo olhandu para um horneo !
Promellieo de nova especie anima a psopria esta-
tua rom a llamma que lhe infundir o anjo da poe-
sa, para alravessar as eras e sublimar as gerac/.es
futuras. Junio a imagem radiante desse varan proe-
miueute est a do Homero lusilauo prolegendo-a
com o Inmo da sua gloria e immorlalidade Que
entidades sao e-sas que lhe adornain o pedestal, e
que por si s allrahem a admirarlo de dous povos '.'
Guerreiros, fadas, cavalleiros, Mouros, navegantes,
monges e amores engriualdados de lodas as flores da
Iberia, de lodos os perfumes do Oriente 1 Uus tau-
gem harpas e atades, e oulros se adoraam no mau-
lo de Eurpides c Shakespear .' Aqu e all, re-
simbrando perfumes variados, eslao livros, eslao
esses prismas da meule que relleclcm lodas as cores
de urna alma diviiiisada pelo eiigenho. Quem se-
ra.'....
He um cenolaphio consagrado gloria, he um
(riumphu do huinein sobre o silencio da sepultura ;
he lonjo e variado o seu epilaphio, tratemos de re-
sumi-lo. *
Joao Baplisl.i Leillo de Almeida Garrel nasccu
na cidade do Porlo no dia de fevereiro de 1802.
Forma seus pas Antonio Bernardo da Silva Gar-
re!, lidalgo da casa real, e I). Maria Augusta de
Almeida l.eifao, Blha do lirasileirocJos Bento Lei-
Uo.
Educado por seu lio o hispo I). Fr. Alex ndre de
Sagrada Familia, complclou as suas humanidades aos
13 annos ; e na de 1.">inatriciiiou-se na Luiversidade
de Coimbra. Ahi revelou-se o poeta.
Em 1818 escreveu a tragedia XtrxtS ; era 1810'
Lucrecia e Merope ; e em 2i de agosto de 1820
ranlou a hberdade. Em 1821 publicou o Itetrato de
y em; em 1822 formon-se em leis e foi uomeado
ollicial da secretaria do reino, e ehife da seccao de
inslruccao publica. Compoz seu Clao, e fez o elo_
gio do palriaicha da liberdadc purtugueza Manoel
I ri nan.los riiomaz.
Em 182:1 emgrou para a Inglaterra, onde es-
creveu o seu Tratado de Educaco, c o poema hc-
roico-comico Magriro que perdeu-se em um nau-
fragio.
Em 1821 passou Franca, enlrou de caixeiro na
casa de Latidlo, e foi no Havre de Graca, no meio
dos seus deveres, que compoz Cames e D. Branca.
A tragedia o Infante Santo, que ahi igualmente
compoz, leve a mesma sorle do Magriro.
Em 1820 escreveu um longo artigo intitulado A
Europa e a America, oqual em 18.10 foi ampliado
e eslampaao com o titulo de Portugal, na halanca
da verdade.
Em Pars concebeu a idea do Parnaso Lusitano,
e escreveu a introdueco que se acha no primeiro
volume.
Jurada a Carla Constitucional em Portugal fo o
principal redator da dous jornaes : o Portuguez.
dado aeco poltica ; e o Chronisla ao movimenlo
Iliterario.
No primeiro combale eleitoralpublicou a Cuiados
eleitnres : as intrigas de partido o cucarccraram por
Ires ni"/-.
Em 1828 lornou a expatrar-se. Traballiou no ga-
biiieie do duque de Palmella. Nesle novo exilio pu-
blicou AdoUndn c a Lgrica de Joao Mnimo, ecan-
tou a balalha da villa da Praia cm urna Muelo que
dcnnmiiiou : A /.ealdade em Iriumpho.
Foi soldado no exercilo libertador, o logo que
se dssolveu o seu balalho passou para o acad-
mico.
No gabincle de Moosiiho redigio o decrelo de
16 de maio, e saltoudearma e muchila na praia
do Mnetelo com o principe que abdicou duas co-
ras.
No cerco do Porlo organisou e dirigi a nova se-
cretaria do reiuo, e recebeu os inaires elogios do
principe libertador pela reorganiacaoque fez da or-
dera da Torre e Espada.
Na qualidade de secretario acompauliou a Londres,
l'almella e Mousiiho, e esteve algum lempo cm Pa-
rs em 1833, onde procurou refazer o seu Magrico,
e escreveu urnas carias i semelhanca das de De-
mousiier.
Vollou i palria em 18:li, foi nomeado vogal c se-
cretario da commissao reformadora dos esludos, e
den um plano de reforma geral.
Nesse mesmo auno foi nomeado eucarregado de
negocios em |Bruxellas ; passou a ministro residente
na Dinamarca.
Em ambas as misses foi condecorado.
Vollou vida privada, e redigio em 18:lfio Portu-
guez Constitucional, que terminou com a revolu-
to de selembro.
Recusou oessa poca varios empregos e o minisle-
rio, purm aceilou de juiz do tribunal do com-
mercio.
Foi deputado pelo Mulio e pelos Acores no con-
gresso constituinte, onde foi tido por un orador clo-
quele sem rival.
Emprebcndeu a reforma do Ihealro nacional :
compozo Auto de CU rcente. Nomeado inspector
dos Ihealros, creou o Conservatorio Dramalico e essa
familia de memographos que fizeram urna nova po-
ca luterana.
Em 18118, sendo deputado pelos Ajores, pro-
nunciou aquelle famoso discurso que a narao iutilu-
lou o Porlo l'yreo, e escreveu a l'iagem 'a minlia
Ierra.
que
aq
T
Vou experimentar, minha pobre Antonina,
responda Rolando de sua parle ; mas nao espero
conseguir.
Dcram um passo e pararam novamenlc, porque o
eslrangeiro comcrava a fallar.
Os Des Garenn'cse Sleplien Williams eslavam vol-
lados, e nao linham visto a velha Ricarda, nem Ro-
laodo, nem seus protegidos.
Eu lhes darei as informaces mais minucio-
sas, dizia o Americano respoudendo castellaa. Te-
mos inleresse directo em esclarecer esse negurio, e
lio fallo por diverlimenlo... Emprestamos-lhe ili-
nheiro por causa do nome que lem...
Es o segredo !... exelamou madama Des Ga-
rennes. Dinheiro disso eslava eu certa !
Oh! senhora, lornou Slephen Williams, ello
vcio di/.er-uos cm Boston : chamo me Joao Ri-
cardo....*,
Joao Ricardo!... repeli a velha, a qual poz-
se a tremer.
O nome de meu pai!... disse comsigo Rolando
commovidn :
Volla, Antonina, accrescenlou elle impellin-
do-a brandameule, prumello-le fazer quanlo po-
der... volla.'
Anloiiiua reconhecra nojtslrangeiro seu raval-
leiro emule ; rctirou-se com pezar conservando a
dea de que la passar-se ahi alguma cousa extraor-
dinaria.
A velha Ricarda despedir lamben o eslalajadei-
ro, prometiendo fallar por elle.
Nao fui eu que invenid o nome lalvez conl-
nuava Stephen \\ illiams ; esse Joao Ricardo pare-
ceu-me ler quarenta annos pouco mais ou menos...
Sua idade! pensara a pobre ini, seria essa
mesma a sua idade! Ah quem me dera tornar a
v-lo antes de morrer !
Apoiou-se fraca porla. Rolando eslava em p
parta airas da balaustrada da galena.
Devo accrescenlar, proseguio o Americano, que
todas as iuforma{9es que elle deu-uos sobre sua fa-
milia foram muito exactas.
Isso prova pnuco, disse a castellaa ; somos mu
condecidos e nao ocrultamos nossa vida.
Ello fallou-nos, lornou aiuda Slepheu Wil-
liams, de sua mal a senhora Ricarda...
Esla apoiou as maos sobre o corarao.
E de seu lilho o senhor Rola'ndo.
Sem comprehender o que faza, Rolando ajoellu-
ra airas da balaustrada.
- E a coDclusao, senhor!... perguuleo madama
Des Gareones com impaciencia.
moneado chronista-mor do reino, abri rftn curso
de historia porlugueza, que muilo edifican a moci
dade.
Novamenlc eieilo diputado tire do optar cnlre
circuios de Lisboa, Acores e Viauna.
Comps para os alumnos do Conservatorio o dra-
ma D. I'hilippa i l'ilhena cm quanto negociava
cornos Estados-Unidos. Seguio-se o Al/ageme, o
Elogio histrico de I ieira de Caslro, t'rei l.uiz de
Sou:a, o a Historia das rccoluces de Portugal des-
de 1820.
A raioda o nomeou visconde do seu proprio nome,
e o encarregou da pasta do ministerio dos negocios
estrangeiros. Acabou o seu romance histrica do
Arco de Santa Anna. e morreo como um verdadei-
ro chrisiao. Poela, soldado c estadista, he mais um
exemplo assignalado contra a f da mediocridade
que ni--a o dualismo, porque almeja a espcciali-
dade.
Foi Garret o primeiro poeta portoguez que me
fez amar a poesa, porque me moslrou a natureza
pela face mysleriosa do corai;ao em lodas as suas
pilases, em lodas as suas sonoras moililicacoes : lord
Byrou foi o ostensor que o collucou uesla bella
senda.
A maioria dos poetas porluguezes anteriores,
nrmente a que fecbou o sceulo passado c abri o
presente, era montona, iuseiisivel ao aspecto da
oalureza physica, porque eslava toda na repisada
Grecia : os seus novos cantos cram chos da anli-
guidade. Arraslado por ellesa claridade do OKi-
po, ou a escuridao do llar Unn. via scmpre as mes-
mas imagen*, onvia seinpre as mesmas harmonas:
se Iremia conculcado pelo peso de millas titnica",
ou pelos arrojos da exageracao, descausava u'uin
terreno artificial, sem perfumes, sem crenras, sem
memoria e sem esperance, como as diviinlades an-
ligas quo o povoavam e prolcgiam. A MU que
lilil,, os polos nas mos de Jpiter c de Pluto era,
a meus olhos, um crneo de marliiu, um artefacto
que nao recorda o homem alma, mas o houiem
dexlra.
O poela quando evoca o passado com a musa da
esperaura, sola urna licao proficua, porque o pas-
sado redivivo se eslampa no horizoute do futuro
como orna forma significativa c proporcional. Na
eonrarsio das dores e melodas, e dos prazeres em
harmonas, est o espelho da sapiencia, esto ludos
os segredos du eiigenho : lodas as irradiarles do
peusameiito, lado esse molo couccnlrico ou exceu-
Irco, quer do universo para o coracao, ou deslo
para a immensidade, nos conduzem a alguma ver-
dade sobcraua. Cuvier dizia ao Sr. Lamartine que
o emblema de Tuso, do mel sobre a beira do varo
que conlm o licor amargo que da' [ vida, esla ludo
ua poesa :
Cos all'egro fanciul porgiamo asperci
Di suave licor gli orli del vaso :
Suced animan inganualo inlanto ei heve,
E dal ingaaai suo vita riceve.
A mocidade attrahida pela belleza das ideas c do
rhylhmo, pelo brilho e movimenlo das imageus;
presa a essa cada mgica de seusaees, alienta a
essa lingiia sobrehumana, recebe um curso de pro-
funda moral e philosophia : A epopea, a tragedia
e os poemas didcticos assim o provaro.
O poela educa e fortalece o homem quando o en-
silla a uero bello e o prepara para o futuro;
grande preceptor se sobrelcva pralicando com es
ruinas ; pesando as onzas dos grandes homens,
sculado sobre os seus tmulos; exornando a patria
com os dictames da razan ; fazeudo conculir nas al-
mas os sons da sua.ou piolando a desgraca como um
abulre pieando o universo, e a gloria nacional co-
mo a luz da redempeao. Job, Salomaoe David se-
rta sempre os legisladores do fuluro, os guias, cou-
selheiros e consoladores de lodos os coraces seu-
liveis ; porque eusinar a solfrer'he amestrar para
a victoria.
No Camoes du nosso finado consocio est a musa
da esperanra : o proscripto abre asecna pela sauda-
de da patria aules que o seu hroe respire o arque
extingue a nostalgia que o consom.
k Com dr que os seios d'alina dilacera.
O deslerrado que agonisa culrev uos eulevos da
esperauca as delicias do que volla ; o poela falla
pelo poela, e nos moslra uas fatalidades do engeiiho
o comu a Providencia convertc os espiuhus da vida
em" urna coroa de llores immorlaes depois da sepul-
tura ; com elle vemos o Homero Lusitano pisar as
praias do Tejo, receber os allagos de um re que so-
nhava com a glora, calor na indigeucia, ler por
inimigos os ininigos da sua palria ; com elle vamos
a sepultura de Calharina, cao hospital... ao hospi-
tal, senhores, em cuja porla as nacoes iugralas de-
veriam escrever: .lux grands hommes la patrie
reconnaissante. ( )
Amor da palria, vcueraco a virlude, verdades
i.'leis, he urna lagrima para a desgraca, he o que
se colhe na leitura desll obra amavel o innovadora
que proiiiinpeu a luz para mostrar a Portugal que a
poesia he urna arle, urna forc.a e um progresso, e
nao um eslerzido plstico das formas rebatidas da
auliguidade, do seu sensualismo, da sua descienda,
e nesse materialismo que eiilhronisou o suicidio co-
mo una virlude salvadora.
0 chrisliaiiismo pouco apparece ua arlo porlugue-
za antes da reforma exemplilcada pelo nosso con-
socio. Os propros padres, como Fhilino Elyseo e I da, a voluvel soberana dos esprilos foieis se adu-
oulros se moslram idolal-as como Anacreonle e lio- mem sempre para pelejar de industria contra o ho-
rario, incrdulos como Sneca e oulros, que nao i mem que se colloca em primeira plana pelos fruclos
vam nada alin da morle. Transolc-indo os con- | do englobo, ou o que Ibes aprsenla urna verdade
lomos da musa grega, a reproduziam decadente salvadora, urna nova vida. Os doulos pela UniUcSo
como as pinturas dos vaso* eu seos, onde a mao pelo plagio, pela paiaphrase, pela rapsodia .lo pas-
inscicnle do operario denuncia urna belleza, mu-laado se apresenlam ; proclamain victoria, trpudim
UU'- de alaria... e no enlaolu urna foira como aquella
i Aules de haver emigrado ja linda produzido o que impelle c Judeo Errante a caminhnr-lhes gr-
Bctralo de lenus e Clao. Os primsiros lampos | la... Marcha, o clles caminham, canlando a mais
do genio foram atacados violcnlainonle pelos crili- Irsle das palinodias....
(} lie a uscrpQao do Paullieoii Francez !
A cnnclu-ao, ei-la : Como elle eslava sem ami-
gos, sein asylo, sein pao e nu...
Pirou tomo de proposito. A velha Ricarda c Bu-
lando nao respiravam mais.
Os senhores franquearain-lhc icaria?... disse
a castellaa.
Tivemos piedade dille... pronunciou Slepheu
Williams lentamente.
lies Garennes locou-lhc furlivnmenlc na man c
murmurou :
Fizeram bem!
Fallara cm voz mui baila, mas ltolamlu e a velha
Ricarda ouviram-no.
Dos le alieneoc, meu lilho Thomaz!... disse
comsigo a velha chorando.
O rapaz fez um movimenlo como para lancar-se
ao lio, c agradeceu-ihe ; mas foi retido pela voz sec-
ca e irnica da castellaa que exclamava :
Maravillosamente !... De ora cm diatitc qual-
quer impostor podera dirigir-se aos nossos corres-
pondentes e tirar dinheiro da caixa as mos chelas.'
Mas, muida boa amiga... disse Des Garennes
timidaiiienle. |
Sei o que digo, senhor iulerrompeu a castel-
laa. Ninguein pode ter a presumpc.au de amar sna
familia mais Icmamcntc do que eu... Eu me niel-
leria no fogo pelos meus prenles, c. elles bem o sa-
bem... mas nao posso tolerar cerlas manobras.
\ olioii-.e repeulioamente para Slephen Williams
c pergnnlou :
Quanlo emprestaran] Vmrs. a esse homem !
Urnas cem libras.
Esterlinas?
Sim, esterlinas..... por mullas vezes..... Qu-
nhculus dolais pouco mais ou menos...
Dona mil o quindenios francos, calculou mada-
ma lies Careunes. Hcumasomma enorme!
Todava, minha boa amiga, disse o marido com
mais alguma firmeza, se he meu irmao...
Oh senhor, nao he seu irmao !... Heais, ua
din ida convem ahsler-se.
Os philosoplios lem escriplo, pronunciou gra-
vemente Stephen Williams, e leve ser excellen-
le regra de conduela. Vejo que he i senhora qoe-
devo dirigir-me |para ter resposlas serias..... As-
sim, lulo se agasle, lida senhora, se insisto e pe-
glo inteiramenle a queslo... Se Joao Ricardo, im-
postor ou oao, apreseutar-se oulra vezem nosso es-
criptorio, ficamos autorisados a adiaolar-lhe ainda
dinheiro?
Talvez... disse Mr. Des Gareunes vivamente
suppoudo...
eos, pelos inimigos da arle, e pela hypocrisia dis-
farcada em moralista. Canhou ambos os proces-
sos : provou cm publico que o seu poema nao era
mai~ que urna oblaco a pintura, e urna manara de
grupar todos os pintores para, no retratar a deosa,
disliogui-los pelo seu merilo especial. O abbade
Correa da Serra o abracou, o llie disse estas pala-
vras : > O vosso poema he a a un na de oulros mais
bellos ; porque a lilleratura he como as aguas de
\ crsailles, que quando correm pela primeira vez no
anuo sahero sempre larvas, mas ao depois se tur.
nam lmpidas e coroadas de mil arcos-iris ; e o ar-
co-iris, moco, he ossmholoda paz. i
Provou, entejando os textos, que nao liana Ira-
duzido u Clao de Addissoo, e os seos inimigos se
calaram. i>
A inveja, meus senhores, de o missionario da de-
cadencia humana, o proteo que loma todos as for-
mas para embaraar o que he bello e creador ; nos
seus odos eslao os raios que su ferem as colisas
grandes ; quando Inuva os eslranhos he porque
odia os nacionaes, c quamlo adora os auligos he
porque aborrece os modernos ; para ella nao ha pro-
gresso, porque ella he essencialiucnte estacionaria
vampiro de oalureza hvdrida, loma a abalada do
cndor para ferir as summidades, e os nieneios
ila serpele para deslruir lodos os germens fecun-
dadores. Esle monslro s se alimenta no coracao
da mediocridad!1 ambiciosa.
Os homens que querem na pocsi una arle romo
Plal.io eslaeleceu, acclamam o CamSe como a
obra prima de barril, porcia os poetas rousideram
D. II:anca cm primeiro lunar : lano urna como
oulra lem san merilo especial.
Na primeira resumba u palriolismo, a minio do
poela eleado e generoso para com a sua arao ; a
livre mas scnsala inspirara! guiando a sociedade. e
com ella a religiao severa, sania c desiiileres-
sada.
Em /). Branca a arte apparece debaixo de urna
forma mais ampia, mais variada e graciosa ; o poe-
la deleiluu-so em animar, em colorir antigs leudas
c Irann.os, c ao mesmo lempo em iufuudir pelos
cxemplos e virtudes de oulras eras aquellas ideas
que regeneram um povo. Estes dous poemas, li-
lliosda escola byniiMii.in.i, ahaleram a poesia idola-
tro, a musa plstica e auachronica do paganismo,
c abriram a juveiiludc poitugueza essa nova poca
lillerariaquc lana honra lbe faz,
lie lisongeiro para o nosso Inslilulo o contar em
seu seio os graudes prophetas da arle, os reforma-
dores da lilleralura em Franca, era Portugal, c
lambera aquelle que fez o mesmo no seu Brasil.
Depoi da reforma do (dealro brasileiro, pelo Sr.
I)r. Alagalhaes, em 18.17, appareceu a do Ihealro
portuguez pelo nosso finado collega. As suas obras
dramticas anteriores ao Alfageme c Ereil.ui: le
Souza pcrleuciaiu a escola classica de Itaciue e sens
contemporneos. Shakespeare, Caldern. Schiller,
e o mesmo Byron ainda nao linham sido esculados
e admirados por elle. E nessa poca ser-lhe-hia
permiltido dar largas nspiracao, e passar do cir-
culo do vassalo para o do cidadao em urna cidade
qoe vira caosumir na fogueira o Moliere ilumnen-
se e preparava a mesma festa de sangue ao Paulis-
la que realisou os sonhos da auliguidade, e foi o
primeiro mortal que rompen as leis da allracao e
subi aos ares era urna raachiua que Dventara O
predominio e os habaos da servido s se deslre
como atojase, sse aniquila com novas ideas, e urna
nova geranio : a idealista he o Argus. eo lempo
e a morle os Briareos,
Apezar dos lempos, de lano engeoho he precoci-
dade, c de lanos e lao innmeros escriplos, e nosso
consocio sollreu grandes c inqualilicaveis injuslicas;
linda o estigma lilicou o houiem, c o proscreveu da cummunhao dos
seres privilegiados que elevara a virlude os seus t-
lenlos uegalivos, e se absoivcm mutuamente da
ruina do eslado e da moral publica, porque lem o
dom celeste de nao versificaren).... E no cntanln,
senhores, o poela de quem cienosa a naciunalidade
ea gloria do seu paiz : poique um dia vira em que
Portugal ser Cantos, e vivera" gloriosamente da
sua individualidade.
Os homens de naluroza refractaria ao vulgaris-
mo sensual, os caracteres que mililam conlra o des-
potismo das maniras, nHU se coiilamiuam fcilmen-
te, porque mi podem lisongear, porque sao labora-
torios do pcn-amculo, e instrumentos nrorideaeiaes
para as grandes revoluces. Esles homens formara
una tribu de pugilistas, que abalroain e combatan
a cada hura da vida essas pdalauges de madracos
preteuciosos, que se lardara com uniforme do pas-
sado. e proclamam-se conservadoros zelosos. como
se a humanidad fosse estacionaria, e nao houves.se
no espirito humano os fecundos elementos do infi-
nito, do finito e das relacoes !
A i olma, a febre soporfera da decadencia, a mo-
A castcllia iiilerrompeu-o ainda :
A pcrgiinla he decisiva, a resposla igualmente
u devo ser... Eu respondo : iriul
A velda Bicarda ergueu ao ceo seus olhos cheios
de ligrimas emquanlo Rolando mudava de cor c
desvava o rosto.
Enlao, lornou Slephen Williams sera coinmi-
ver-se, lica entendido que deveriamos dciva-lo mor-
rer de fume?
Des Careunes fez um movimenlo.
Ninguein morro de fome! evclamou a castel-
laa ; ello dirija-se a nos, se quizer.
Boston he mui Innge daqui, linda senhora.
Elle faca... cmlini, la se vetilla !
Isso basto, diese Slephen Williams lirando o
livrinho de leiubraoras ; lomo nota de suas ins-
Irucces.
Molhoua pona do lapis c poz-sc a escrever.
Des Garennes deu um passo para elle, leudo a
fronte bandada de suur, e comei;ou :
Senhor...
A castellaa agai rou-lhe o braco com gcslo varonil
e pronunciou era loin imperioso :
Nossos panules esperam-nos, meu amigo.
Depois, abaixando a voz :
liesprezaremos nossa ramilla inleira por seme-
llinnte pereonsgem ? O senhor Stephen V/lliams,
murmurou ella sorrindo, lera a dondade dedescul-
par-nos...
Pois nao, linda senhora .' disse o Americano, o
qual Hudou-1 profiindaiiieule.
Eu quizera saber, lornou Mr. Des Garennes
perlurdado c aventurando pela pnmeira vez. de sua
vida um semblante de resistencia, eu quizera sa-
ber.....
Oque.'... pcrgunlou Slepheu Williams enra-
raudo-o liiinemcnle.
O que Vmc. esoreveu no seu livtinho de leni-
braucas.
Slephen Williams nao responden ; mas por um
movimentu rpido moslrou o candelillo ao cas-
tellao.
Ilavia lmenle urna linda no meio de una pa-i-
na branca, c Des Garennes pode ler : i Joao Birar-
do condemnado morle. n
Varillou e cobrio a fronte com as maos. A caslel-
laa lancou ao Americano um olhar de vbora e dis-
se-lhe :
Havemos de pageolbe o que Vmc. adianlou,
senhor ; mas seu elleiln de Ihealro baldou-se intei-
ramenle ; lemos nossos pobres.
Arraslou o marido incapaz de resistir, e fechou a
eslroudo.
Fechemos oslas pobres considerarnos com unas
palavias escripias na frente do Arco de Sania An-
ua, pelo nosso finado collega,porque ellas rilncam
sua miaste e suas cuosequencias duraule o Iraha-
lho Os grandes poclas edifican! o fuluro quando
raaaom com o passado cm mao. n
l'ldos sabemos que esle romance de a personifi-
caeta da realeza juslicando em toda a sua plenilude:
D. Pedro, ou, aquelle principe que collocou o dia-
dema dos res sobre a fronte da morle e acclamou
rainda o cadver de D. Ignez, vai a cidade do Porlo
depOe o hispo, e o castiga com mas,propros in.los.
Esle drama com paginas de foso, c escriplo por um
idealista, leve urna sesnilicacao particular ao sahir
luz. Ilavia pooeo|que oolro D. Pedro dissolvera
os conventos, e abalera a Oligarchia monacal trans-
viada de sua sagrada miedo. Os poelas, a*media*
neiros entre as lulas do espirito e da materia, satu-
rara a campo para suspenderen! a torrente e salvar
a Igrhjl ami-arada : fui promplu o armisticio, eulo-
liusa a vicloria, mas os homeus que atioaram as fo-
gueiras do Borio de Lisboa e benzeram os baraeoS
das forjas do Porlo e de lodo o reino nao se conli-
verara ; nao quizeram esperar pelo lempo, por o mesma aoloridade qoe os Hara eulbronisado e
proscriplo, c que s os pedera rehabilitar nina ou-
lra vez, mas debaixo daquella le que diz : O pas-
sado nunca se reiiova com as inesinas circuoislan-
cias.
Sao palavras de Garrel, senhoges. esculemos o ho-
mem : Waller Scolt resuscilou a |ioeiia dos lem-
pos feudaes, c nosenlhusasinfli por ella ; Lamar-
tine fez-nos chorar sobre a ruina dos raosleiros ;
\ iclor Hugo fez-nos carpir a soledade das nossas
quasi abandonadas caldcdraes. As arles do ile-endo
acudiram ao reclama da poesia c lhe prestaran lo-
dos os seus prestigios. Icz-se orna grande revola
cao, uos sentidos primeiro, depois nos senlimentoe,
depois nas opinies. O feudalism, que nao inspira-
rasenle durror ao domem do seculo dez.enove co-
inecou a excitar-lhc a admiracao ; o monaedismo,
que era aborrecido e desprezado, obleve do e com-
t'aiviii. E al aqui a revolucao era salular : lenha-
va a tolerancia, gauhava a moral, gai.dava ;, reli-
giao com ella ; porque era verdade o philosophismo
do sceulo passado linda derraucado ludo a forra de
corrigir eaperfeijoar.
I A reaccao. como ella se fez. iialuralinenle. uos
corares e nos nimos, como a inspiraran os uran-
des poetas, grandes prophetas e grandes raissiouarios
do seculo, era salular e benfica. Mas os mvopes e
pvginens da oligarchia, exagerando o elaslerio er-
dadeiro, quizeram leva-la onde nao pode ir, lorcer-
llie a direceta e grangea-la em srdido proveile de
seus|iolercsses.
t Eis-aojai como osJcsuilas qtieriam obscun.nli-
sara Franca a sombra de Chateaubriand, o immor-
lal defensor da liberdadc da imprensa ; eis-aqoi co-
mo alli viuda a le dos morgados, como all veio
lei do sacrilegio e como aiuda boje, de novo, as
pretendes clericaes, por la e por ca, por loda a par-
te rao levantando umacadeci que uiuguem diria
seoo que esla genio vem dos inDOdas, ou que sjo
os sele dorraenles da Grecia que acordaram agora e
Ble sabem o que por c foi, ueste ultimo sceulo so-
bretodo.
ii Ora. a reaccao poltica e religiosa he urna so. c
a mesma, he oulra c mui diflercnle do que elles
querem ou suppoem. os taes senhores : hilo de se ir
desengaando. Mas era quanlo se ale desengaara,
molestara e fatigara os povos com suas tentativas,
desmoralisara a sociedade, alrazam a e4vnisa(ta,
comprometiera a causa da religiao e a da hernias.
dade.
E ludo islo, a maior parle dislo pelo menos, d-
zemo-lo nos, sem querer, com a paixao do golhico.
'< A obra do espinln que se nao confunda com a
corrupcao da materia !
o Do meio desle lodo de utilitarios o agiotas em
que paliaba c chafurda o corpo da sociedade, o peu-
sameolo della leude a elevar-se a Dos, ao ideal da
verdade e da formosura eterna, ao sublime do chris-
tianisino. He ura fado ; um fado iuconleslavel. O
aliar esla mais seguro do que nunca esleve .' mas
os seus minislros esperara em viio lomar a devorar
a grossura da Ierra, muilo mais ainda tomar a do-
minar a (erra.
E os que mais Irabalhavam na reaccao religiosa
e pralica, mais abrigaesjo lera agora de Ih'o dizer,
c de fazer sentir aos povos esla verdade. Poupar-se-
ha muila fadiga inulil, multe desgraca, quera sabe
se muilo sangue tambera '.'
o Quando ao cabo deslas grandes cousuleracoes
eu concluir que por issovou publicar um romance,
urna oovella, que dirao os leves de cabeca e mais
leves de lingua '.' Paturicnl montes. Pois dizem
una saodiee, ame neeedlde em porluguez mais vul-
gar, mas n.io menos classico, urna lolice.
o Cora romances e com versos fez Chateaubriand,
Waller Scoll, fez l.amarline, fez Schiller, e fiteram
os nossos i undein. esse movimeolo reaccionario que
hoje querem sophiimar grangear para si os prests-
las e calculistas da oligarchia.
Com romances e com versos lhe havemos de
de-fazer pois o vill.io artificio. I
O visconde de Almeida Garrel, o que mais aniln-
cionou cm sua vida fui o lugar de repretenlaule de
Portugal no imperio do Brasil, e lal era a vonlade
que liaba de ver esla bella nalureu, e de abracar
os seus mais ntimos amigos do lempo da Luiversi-
dade, que me moslrou o coroero de um romance
brasileiro, no qual descrevia muitss das nossas plan-
las pelo que hara observado na Madeira a lu do
sol, e em oulros lugares, mis esluas dos jardins bo-
lanicos.
Era um hnmrm de estatura mediana, de appa-
rcucia srave c sympaOiicii, e de ama phvsionomia
expreseira. A parle superior da sua cabera era su-
blime, mas a inferior Iranianamente sensual, mar-
nenle a bocea; l'lal.io e Anacreonle sepodeiiam
cncoulraruos seus traeos phvsionomicos. Tinha aves
sonora, forte e flexivel em lodas as modularos* ; a
sua couversac.io era um teclado extensissimo que
percorra desde as ahstracciies philosopliicas ale o
brilho do lyrismo, assim como pasiava desle os
motejes graciosos, aquellos episrammas qoe abe
ir.anejar lodo u homem allamenle educado.
A sua palavra era animada por um uobre geslo. e
o seu Iralo o do homem social ; Ihauo e simples
com os amigos, corles e ulico com os grandes, re-
servado e artificioso com os descoohecidos, 6 jovial e
eugrarado quando abra o coracao. Nos seus vana-
dissimos escriplos se le a flexibilidade de sna alma.
morinenle no que elle iulilulou iagem minha
Ierra.
Debaixo da pies-ao de urna almnsphera carregada
de prevences, subi ao ministerio. Poela para >
liomens do posilivo concrelo. humein das damas nos
saines para os dvpocrilas, artista nas Academia e
Ihealros para os aaeassM poliliros, alma de joven
para os velhos arliliciaes, amigo da mocidade para
osegoislas, pareca, apezar dos seus tlenlos orato-
rios nas corles, um eulc negativo para lao alio
magisterio, para a gravidade conipmta da maiina
dos homens que aspirara o mando, c que mullas ve-
zes o couquistam por cerlas e determinadas exterio-
ridades.
Subi mal agourado, mus sabio chorado de todos
os seus subalternos, e o qoe lie mais ainda, de todo
o corpo diplomtico, que leve naquelie ensejo mais
de una vez de apreciar sua aclividade, corlezia, fir-
meza e argucia nos negocios pblicos.
i.liorain por elle as lettras e as boas arles, e os
homens que comprcheuderam e avaliaram sua iui--
siiii na reforma Iliteraria e scenica. Obreiro do Se-
nhor, ente predestinado, mortal angido pelo an|
das barmoiiins. ergueu-se no meiu do borliorioho
de um seculo revolucionario, entre o tripudio e as
correras de una era agomsaiile para preencher sen
mndalo, e desceu Ierra envollo oessa aureola
immorlal que a iuveja nao pode obscurecer, por-
que o tmulo he impcuelravcj como a escuridao que
o rodeia.
Tive a forluna de o conhecer e de almirar pe-
soalinenle, mas nunca sonhei que lhe coebesse a
desgraca da me ler por seu biographo ; supra a
amizade c o respeilo a inlelliiencia que me falle-
ce. I-i mi-Iiiii i das suas convicroes e por cll...
sulfreu e
Je r.rois a des temoins qui te font rgor/er. i
Como lodos us graudes poelas, leve a sua aurora
de esperauras, os seus das de balalha, urna vida de
agonas e algumas horas de triumplio.
(Inrale l'altissimo poela. 2
Dcixemos o oulro lado do Ocano. As eporas te-
nebrosas do Barberiniscrepusculam no passado Mst-
il dos delegados do Messias : Gutleinberg e Folln
csliio completando a obra do Evanselho.
Nocemilerio de S.;Francisco de Paula est sepul-
tado Jos Lino de Moma, natural do Sabara e na-
cido cm 1773. Seu pai, o llr. Jo-e Caetano Rnlim
de Moura, o mandou educar conforme os meios dos
lempos coloniaes, c laes foram os seus progressns,
que em 1788 foi empregado na casa dos conlos. Em
1808, a chegada d. familia real, fui nomeado conta-
dor dos armazeos da fazeoda real; e na ereacao do
arsenal de mariulia foi incumbido da oreanisseao
da n miad una geral ; assim-como na creac.io do ar-
senal de guerra, onde deu proras de sna pericia,
melhodo e zelo no Irahalho, pelo que foi agraciado
em 1810 com a ordem de Chrislo, o comja circums-
lancia singular de ser condecorado peranla todos Os
empregados, por assim o haver ordenado o principe
regenle.
Daquella i pora aa con pecie de galardoar o merilo : o do nosso finado con-
eaeie c do padre Jos Mauricio, a quem o senhor de
dous mundos condecorou cem a sua aunosla mao
cm plena corte.
Na ereacao dadiva da amorli- <,\n' fui aindajem-
pregado cuino contadoi, e ues-e emprego se aposen-
(Oii com honra e com louvor.
Na construccao do futuro ha homens que appare
cera como meslres, c oulros como operarios ; a ren-
le pericia era nina especialidsde, quando he aconi-
pauhada das virtudes da modestia e da probidade.
,1, Racine lils.
2 Danlc.
Stephen Williams lieara no mesmo losar. A pby-
sionoinia desse humera ora um Ivtq fechado, que
mili raras vez.es di/ia seu pensamcnln.
No mesmo momenloem que Mr. o madama Des
Garennes dcsappareciam, a velda Bicarda e Botando
lauraram-se lora da galera ; mas vendo a av cu-
li i, o rapaz parou c esperou.
Senhor 1 senhor exelamou a velha que alie-
nas podia fallar, sou a ra.ii dellc !
Slephen Williams vollou-so ; um estremecimcnln
mperceplivel percorrera-lhe lodos os mcinhrns.
A boa mulher pcguu-lhe das m3os e roiilinuou :
A ini du pobre Joao Ricardo, de que Vine.
fallou..... leudo um puuquinlio de dinheiro la era
cima... Espere-mo, vou busca-lo.
Dirigio-se varillando a porla que da va para os
quarlos interiores, e andandu cun a maior pressa
que pod^.
Slepheu Williams mudo c immovel seguia-a rom
a riela. Antes de passar o lumiar ella vollou-sc e
disse-lde sorrindo enlrc as lagrimas :
Vmc. he bem... Dos I lie pague o que fez por
meu lilho Joao !... Espere-rae... espere-me !
Do fundo de meu coraran digo lhe tambera,
senhor : Dos Ih'o pague pronunciou Rolando cora
\c/. alterada e chegando-se a Slepheu Williams. Sou
o iildo de Juao Bicardo.
Abri a vesta de cea, tirou dous hilheles da mil
francos e conliuuou :
S Icnho islo, senhor, oh! se eu fosse rico!...
mas, emlim, lome ludo, c diga-lhe que seu lilho
i ,1-n muilo!
Slephen Williams lancra um olhar vido sobre
esse bello mancebo de semblante franco c leal. A's
primeiras palavras de Rolando elle abaixara os o-
Ihos, c agora parecia hesitar.
Becusa encarregar-se desla roiumissiln'! per-
gunlou Rolando ilquido.
Slephen Williams lornou os dous bilhetes sem le-
vanlar a villa, e disse depois recubraudo repentina-
mente a frieza impassivel de suas feices e de seu
acento :
Nao recuso, rapaz... mas, servico por servido.
Foi asseular-se a urna mesa emquanlo Rolando
responda :
Eslou lis suas ordens, senhor.
Slephen Williams rasgn urna folha do livrinho de
lembrancas, Iracou apressadamenle algumas linhas
e conlinuou :
lia, nao longe daqui, na hospedara do ('.aval-
lo llrauro, um homem chamado Bobiuson ; eu qui-
zera que elle recebesse esle bilhele antes de meia I m.ii 1
hora.
Vou leva-lo cu mesmo, disse Rolsade lesean-
do o papel.
Pois bem.. confio em Vmc.
Ouviam-se os passos incerlos da velha Ricarda no
corredor. Botando relirou-se dizendo :
Montare! a cavallo e parlirei a galope.
Eis-aqui smente o que leudo, disse a velha
Bicarda mostraudo desde o lumiar seos dous bilhe-
tes de mil francos ; tome-os, senhor, lis moi pouco,
ah he mu pooco !... Mas Vmc. lhe dir que sua
pobre n..u nunca deixou de pensar nelle, e de orar
por elle de noite e de dia... e que se elle tiver fome
anda....
Intcrrompeu-se porque as lagrimas afogavam-lhe
a voz, o conliniimi depois .*
Volle volle para junio de sua ma. cujo ulti-
mo pedaco de pao sera para elle!
Estremecen, passou a mao pelos olhos c disse ap-
plicando o ouvido ao rumor qoe vinha de fi'ira :
Ooco-os... Nao quero licar aqui... Senhoi, aa
quera pedir orna cousa : abrace peeunim ao mea
Joao..... ao meu pobre c charo lilho1... Vmc. fara
isso"!
Ilavia I '.o enlernecedra iuquielario neslas nll-
mas palavras, que ninguem teria podido onvi-las
sera emoeao.
Itei de faz-lo, senhora, responden Stephen
Williams com frieza respeilosa.
A velha Ricarda inclinou-sc-lhc sobre a mao, a
qual dan'un de lagrimas, e relirou-se murmuran-
do : Ohrigado.
Como a primeira vez Slephen Williams segnio-a
com a visla. Quando ella passou n Imanar da porla,
os msculos desse semblante de drnnze afrouxaram-
se repentinamente : parecia oulro homem.
Hsvia nelle urna emoeao prnfo.ida c sem limites.
Slephen Willaojs lanrnu-se na poltrona que esla-
va junto da mesa, inrlinou a cabeca sobre o peilo, c
ficou aim muilo lempo absorto em si mesmo. i'e-
pois ergueu os "Idos que eslavam hmidos, e con-
templou os quatro bilhetes de banco espalhados so-
bre a mesa.
Agarrou-os emquanlo um soluco esrapava-lhc do
peilo, e apertoo-os conlra os labios com urna espe-
cie de ternura recolhida.
Dignos corares! dignos corare.! murmu-
rou com voz tremola, oh sanio e grande amor das
familias!... Que montees de ouro noderiam pesar
na halanca linio quanlo esle bolo do lilho eda
(CONlinnar-M-aa.)

tul ."TIT~7a~T\7\"


DIARIO 91 rERMIBULO SEXTA FtlRA II fJ servo de embarazo ao cmpregado, porque o egosmo
das superiores o condemna i perpetua escaridao.
Todo o emprendo hbil e modesto lie mais um sen-
ido e um membro dos seus chefes.
Ali quintos ames passam obscuramente na his-
toria Ja administradlo, que deveriam andar em
plena luz, e serem eternisados na prara publica por
padresespeciaos O empreado zeloso e inlelligcn-
le he a arteria vital do ministerio : elle corrige e
hariuonisa 01 grandes planos com a medida da ex-
periencia, com a pnlicn doa negocios ; suspende
calamidades publicas por meio do razoaveis deinona-
tragues ; esroerilha o passado, o em cada dia reco-
Ihe urna aorama que no lira de anuos roprcseuta mu
capital enorme; estabetece a ordem ; da crdito ao
governo ; torna i adminislrarao amada pela Justi-
na, presteza c urbauidade nos despachos; ideiilili-
ca-se com o serviro publico, e geme em lodas as suas
perturbacOes ; e sombra da sua probidade, da
sua constancia, repousa o Estado e a moral pu-
blica.
Nao baratea a sua vida o Trente de um excrcito,
nao he excitado pelo amor da gloria, pelas accl.i-
in.n.os da fama ; mas deixa a esposa e os fillios no
ieilo da minie pelo Irabalho ; e elle mesmo arden te
em febre, mal podendo sus(er-se, arrasta-se at o
tellouio da repartirlo, camiulia, porque a honra o
chama, porque o dever o impelle, porque o seu
superior a o sou interior descansam nelle, e as-
sim devora ama existencia chara no silencio e na
mei.i luz.
A' esta nobre familia de sera i-proscriptos perten-
ceu o uosso finado collega, de quem os fundado-
res desla associarao aioda conservam a. mais grata
memoria.
Obreiro iucansavel, desinteressado, traballiou lar-
gos anuos para a prosperidade da Sociedade Auxi-
liadora, e para a mapa do lusliluto Histrico, de
quem fui o seu primeiro thesoureiro, e abonador as
mais criticas circumstancias. O Instituto vivia|enl3o
somente de seos roesquiuhos recursos ; ainda nao
linha a immediata proleccao imperial, nem a dos
oulros poderes do Estado; ainda nao sonhava esta
era de um esplendor augusto, que o torna a face do
mundo intelligCDte a mais nobre de todas as associa-
Snes liiierarias.
Quando em 1838 fundamos o Instituto, raziamos
nosaas sesses em urna sala baixa, escura e sem for-
ro, despida de movis e de lodo o oecessrrio ; mas
no meio desla pobreza linhamoi o corarlo ardenle
dos fundadores: as nossas sesses cram numerosas,
e os uoasos (rabalhos o que moslra a Revista. Jos
Lino deMoura all se via a animar os operarios do
novo edificio e a esludar e promover os recursos ma-
teriaes para o progresso do instituto ; a sua bolsa
eslava serapre aberta, e nunca nos fez esperar por
urna impressao qualquer.
Tenho saudades, meus nobres collegas, daquelles
variies respeilaveis, daquelles velhos que, por amor
da patria, se privavam dudoscanco o de seus (on-
chegos nas horas do repouso. Como eram alegres e
bondadosasaquellas faces veuerandas do visconde de
S. Leopoldo, do cogego Jaouario, de Rodrigo Poo-
les, de Aureliano, e como ellas se harmonisavam
com a gravidade melanclica das dos nossos benem-
ritos tinados Jos Silvestre Rebello, Thom Maria
da Koosec-i, Jos Lino da Moura e o conselheiro Jo-
te Antonio Lisboa !
Recordemos de vez em quando estes uoines sagra-
dos para o lusliluto, abra de que os modernos e os
cslrauhos os reapcilem como nos, e assim veuercm
os primeiros lidadoresque combaleramos madraros,
os apolllos do regresso, os defensores da inercia,
capeada pela duvida, cora osle exentlo luminoso e
triumphante.
A maior parle closlliesouros accumulados nos I"
voluraes da nossa Revista seria perdida, se o espirito
de adiamenlo livesse prevalecido no auimo dos fun-
dadores do lusliluto. Os homens que esperam pelo
lempo esperam pela morle.
l'ara nos lodos o Irabalho nao he pena, nem nina
alavanca mercenaria ; porque o consideramos como
um dever sagrado, como um trbulo exigido pela pa-
tria, e como um meio honroso de bem merecer do
Imperador e dos Brasileiros.
Os individuos que se encarregam por. delegarlo
de um poder, on espontneamente de orgauisar qual-
quer coaia, sao os quo mais at.enoam os homens da
lempera e qualidade do nosso finado consocio;
constantes e preslalivos, laboriosos e modestos, s de-
sejam as cousas sem se iraporlarem com vaidosas
exterioridades, prosegoera alegremente, e saborcam
os fruclos de sua cooperario. Sejam ellcs serapre
bemdilos, para castigo dos que professam a religio
da inercia, e se abracara com essa forra poderosa,
que destoca e a n mil la lodo o podero, e toda a f
dos corares generosos.
Na idade das illusfles, tendo em perspectiva urna
carreira brilhaote ; moco, cheio de vico e esperan-
za, havendo percorrido j os mais altos graos da je-
rarchia social, fallecen inesperadamente o nosso
amavel consocio Joao Duarle Lisboa Seria, dolor
em malhemalicas pela Universidade de Coirnbra, de-
pulado pelo Maranha i asserabla geral legislativa,
ex-thesoQreiro geral do thesouro nacional, presiden-
te do Banco do Brasil, e do couselho de Sua Mages-
tade.
Horaem generoso, nunca aperloo os cordeles da
bolsa ao necessilado : soccorreu os seus patricios na
Ierra eslranha, umparou-os na patria, promoveo. in-
dustrias, ajudou o Irabalho, e araeigou a inlelligcn-
cia. Poela sentencioso, empregou a sua musa em as-
auraplos dignos, e moralisou com ella.
Se me abslenho de continuar a fallar-vos deste
nosso comtaule companheiro, he porque em breve
lereis sobre eUe um Irabalho mais completo : a
amizade, a gralidao, e o dever preencherao mais
dignaraenle o sea elogio do que o vosso orador,
nrmenle quando a luz do engenho e de urna cu-
rada cultura adornan) o espirito do seu futuro bio-
grapho.
Dizia-me o i inmortal Garret que o Brasil, ao pas-
so que ganhra em poltica com a independencia,
perder em litleralira, porque a independencia ar-
rancara do gabinete de esludo muilos dos aeus com-
paoheiros deCoimbra, que elle consideravu como
tlenlos de primita plana, e homens capazes de
crear urna poca oolavel no reinado do espirilo. Af-
firmava com um sincero enlhuslasmo que esles ho-
mens eram da boa lempera dos creadores, c que al-
guna delles aubiam as alturas do engenho. Entre
alies dislinguia tres grandes latinistas, capazes de
discorrer em qualquer academia famosa sobre a lin-
gua de Cicero e de Virgilio : um desles latinistas
est aqui sentado na cadeira presidepcial deste In s-
lilolo ; oulro esl em Paris, e he o iolerprele vde
Virgilio ; o leiceiro est na Ierra da verdade, e se
chama entre os humanos Manoel A Ivs Branco.
A um moro talentoso, escriplor publico, fez gra-
sa o nosso beuemerito consocio com um aponlamen-
to biograj)hico sobre a sua vida poltica, e he desse
autographo que eu passarei a dar-vos, em primeiro
lugar, am traslado fiel, roservando somente dous
pontos que a conveniencia social me obriga a passar
por alto : as grandes verdades quando nao edifican)
devem ser clausuradas al que a posteridade as ex-
pocha a urna luz fruclificadora, porque a verdade
pode ser nlTenaiva e al destruidora se he laucada
extempornea e deslocadamenle. O morlo he quem
falla, esculeino-lo com respoito e acalimenlo :
Manoel Alvcs Branco, lilho do negociante da
Babia Joao .Vives Branco, e D. Auna Joaquina de
S. Silvestre, nasceu em 7 de junho de 1797, e de-
pois de preparado nas escolas da Babia de primeiras
lellras, lalim, Jrancez, lgica e rhelorica, parti
para a L'niverWdade de Coirabra no anuo de 1815.
o Em Coimbra frequeutou o curso complelo de
sciencias naturacs ; por trea annos o curso lecesso-
rio da sciencias malhemalicas, de que apenas xou de esludar as materias do i.- anno, que se li-
mitavam a astronoma ; matriculoa-se em direilo
do que complelou ucuuo em 182!.
Reth-oa-se para Lisboa, o d'ahi pira sua patria
em 182i, ondo chegou pouco depois da retirada das
Iropas do general Madeira.
Veio au Rio de Janeiro uesse mesmo anuo, e
loi despachado juz do crima da cidade da Babia,
onde servio pouco tnaia de I ros anuos, e foi despa-
chado juiz de fora da iiUa de Santo Amaro, donde
depois do servir pouco mais de um anno vollou pa-
ra a corle por lar sido despachado juiz de fura del-
la, e por ter sido atrita depulado legislatura que
principiou em 18:10, na qual foi repulado membro
-o partido liberal, .inda que de opiniao indepen-
dente.
Nesse auno foi encarregado pela cmara de re-
digir o primeiro cdigo do procesao por jurados que
leva o imperio, a que passou em 1831, e ainda re-
ge com as modilicaces da lei de 3 de dezembro de
I8H, qneallerou profoodamenle, ou antes unnqui-

Ion aquello syslema de julgar, e foi causa da revol-
la de Minas o S. Paulo, por.......
< No asno ds 1831 aprsenme) diyeraas prvjejcloi
sobre o poder udiciario e um sobre o ayaUna eloi-
loral, foi o primeiro que se lembrou das incorapaii-
bilidades dos juizes c oulros empreados para o et-
ercicio do poder legislativo em horinonia com os
preceiloi da consliluicao, que veda a confuslo dos
poderes, c eslabelece como basa essencial do ayate-
nia coii-lilucion.il sua divisao c independencia .
assignou oesss poca, com o depulado philosopho
da sua proviucia, a proposta da liberdade completa
de conaciencia e federaran miinarchica, que njojias-
sou por parecer muilo liberal, mas que leve o mes-
mo deslino quo a oulra, pois foi envolvida no acto
addicional de 1831, que eslabeleceu adminisirares
em asseinbl.is provinciaes, debaixo da tutela da as-
sembla geral, e dos presidentes de provincia de ex-
clusiva e arbitraria nomcarao da curie, as quaes
ainda boje continuara a existir noniinalmenle, pois
que todo o poder lhes foi tirado pelo aclo aunulalo-
rio, a que se chamoii interpretativo da cmara da
asseroblca geral.............
o Em 1832 foi Airea Branco chamado ao thesou-
ro, dando-se-lhc u lugar de contador geral mem-
bro do tribunal, e aceitn porque leudo esludos
malhemalicos e de direilo, enlendeu que devia dar-
se ao importante ramo de ailinRslrar,;lo que nos
Eslados livres mais occupaui a altencao, c he de
maior influencia para o bem da sociedade e sua
grandeza ; fazendo logo nesse mesmo anno diver-
sos regularoenlos de conlabilidade, e as primeiras
inslrucres para a escripturarao por partida! dohra-
das, que leve o imperio, onde s uo lliesonro e na
Babia se applicava esta systema com muilas imper-
feiroes e irregularidades.
l'oi desso lugar chamado para o ministerio da
jusiira c dos eslrangeiros, em os quaes propoz di-
versas melliorameiilos, c atlignoa rom Mr. Fox a
cunvenrao para reforrar os meioa de reprimir o^rn-
lico que a awenibla.... nao approvou. dando lu-
gar aos insultos que ulliiiiamcnte soffremos, e tai-
vez ainda SoOraasoa ; equanlu sabio desse niiuiste-
rio, por pequonas desintelligencias com o regente
Feij, a molestia foi i sua provincia, donde veio
eieilo senador, c foi nomeado pelo mesmo regente
em julho de 1837, estando no ministerio da fazen-
da e do imperio por nomearao do mesmo regente,
de que se rctirnu pela retirada do mesmu regen-
te .........recusando absolutamente tirar
com a regencia do imperio, como ministro do im-
peli que era, nao obstante as instancias do mes-
mo Sr. Feij, por Ihe parecer indigno de um ho-
rnera de bem servir cora os inimigos ligadaes de um
horaem de quem era amigo.
Vollou ao ministerio da (alenda por nonearo
do regente Ar.iujo Lima, hoja visconde de (Kinda,
e nesse minislert.. fez o decreto de -.JO de fevereiro
de 18J0, que inlroduzio a conlabilidade frauceza
uo thesouro, creando o systema do conlas por ex-
erricio nico, pelo qal so pode bem rcalisar a res-
pun-aliili l.i ie; le adminlslracBo no systema reprc-
sentalivo, o qual quando ainda que mal excculado
pela ignorancia dos agente) e empregados da admi-
nislrarao ainda boje existe, porque nenlium minis-
terio ainda duvidouda sua ulilidade, ja muilo de-
monstrada pela ordem e clareza que vai eslabcle-
cendo no thesouro "tliesoiirarias, onde anligamen-
le osbalauros nao diziam, c cram aconfusao e o
chaos.
ii Sabio desse ministerio em niaiodo 1810 por des-
alelligeneia com mcrabros ioflaenuH da maioria,
mas \nllou ao ministerio da (alenda em 2 de feve-
reiro de 1843, por nomeaco de S. M. o Imperador,
em oqual lulou com a grande c dillicil poca, nie-
llioraiido muilos regulamentos de arrecadacao de
rendas, diraiiiuiudo os direitos, e inclhorando o s\s-
teir.a de cobranra de ancoragem, c fazendo a tarifa
de 181 i, que ainda boje existe, e que he a maan-
is! indispnlavel da renda quo anualmente apr-
senla o imperio, emhora aabiase, c na sua volla ca-
hisse inomenlancameiite em consequeiicia do gran-
decalachsma revolucionario da Franca e da Euro-
pa em ists, psis inmediatamente levaoloo-so e
marcha Iriumphanle, ao que nao assistio por sabir
oulra vez do ministerio para carar-aa de nina mo-
lestia que ainda boje Ihe dora, e quo na poca in-
Iciranicnleo irapossibilitava de servir.
Nos diversos ministerios que servio fez propos-
tas do Bancos, ileumtrunni.il do conlas. de refor-
mas do thesouro, que nao pode levar avante ; e
como depulado e senador tem sido seinprc emprea-
do nas coinmissoes mais importantes, excepeao
dos tres anuos anteriores por iraca dos seus inimi-
gos, que nao podein deixar de ser inimigos do bem
e do imperio.
Se excepluarmos as ultimas palavras desla fe de
oflicio, lavrada pelo proprio punho de UO alio func-
ionario, veremos no seu todo resiimbrar aquella re-
casa, aquello laconismo do homem probo, que atira
i luz os fados da sua vida publica, sem lemor, e
de urna maneira victoriosa.
O magistrado, o legislador, o economista c o mi-
nistro nao eram mais que a parto ostensiva e labo-
riosa desle grande Brasileiro ; horaem cucyclopedi-
co, esliidanle incansavel, alma hormoniosa, que
possuia o eslro e a arilbmetica, c o dom de contem-
plar e Icr osmysltriosda CreacSo ; artista c geme-
tra, poela e estadista, Idelogo e naturalista, cabera
pensante, dualidade poderosa, elle abraciiva qual-
quer grupo da nalureza com a mesma forrea e sere-
n. l-ule como examioava as tabellas pautadas que
comprovum o movimenlo do fluxo e relimo das ren-
das nacionaei.
O centro de toda a orbila da sua vida publica foi
a probidade : immutavcl e forle como ella, exonera-
do dos dons da sapiencia, conservnu-se nessa almos-
phera sasrada e incorroptivel cm que morreu ; co-
mo o nobre Marlim Francisco, o d> nainico social da
independencia.
. Quando o desgrarjado Licio, do fundo da sua pri-
so, impclrava a piedada dos juizes, desculpando
aeus erros pela uhediencia que Uvera em emprestar
os dinheiros pobleos a alguna de seus superiores,
Alves Branco foi o primeiro que prole-lira cm publi-
co contra semelbaale tuggestao, c ptilverisou, co-
inerando por si a rehabililaco de seus nobres colle-
gas, porque a sua honra era o seu maior cabedal, o
ios e
se ba-
ria tornado um homem ucees-ario na adminislrarao
publica, o umeidado respailado deludas as gerar-
chias sociaes.
.Ministro da fazenda e do imperio na regencia de
Feij, renuncia como este o mais alio lugar a quo
pode alliugir o cidadao !
Na regencia que succedeu, passada a natural
temporada das represalias, he do novo chamado i
adminislrarao das linanras; prorompea maioridade,
e o aoberanu o chama para completar a obra da re-
forma administrativa das nossas linanras. A sua
conslanle apparirao uo poder em pocas tao diver-
sas e de scnliraenlos e iuleresscs [ao opposlos, prova
quo elle nao era um desses Mcmnous polilicos a
quera a caraaradageni ou o favor popular croen)
lemporariamenle para perecerem no primeiro rc-
conlro. t:ombalcu com os lvises e nao foi venci-
do ; juslou com loda a sortc de Proteos c sabio Iri-
umphanle ; a probidade he' urna cierna espada do
Bremio em todas as lulas de iuleresscs pesiles.
Euo vi rasgar um decreto, poique se Ihe iruvara
sua injuslira ; cu o vi couslemadissimo por uo po.
der reparar a deinissfio do benemrito Jos Joaquim
da Rocha ; a nossa diplomacia liaba enlAo urna es-
pecie de Sau, varUginOeo, um re occullo, para
quem os psalmos da verdade c as harmonas da luz
eram o principio de sua irrilabilida le e inconscien-
cia. Esta especio de vampiros, fuaes a lodos os go-
vernos, vive enconchada a queixar-so rjnotidiana-
mente ; mas sua alma cruza ps mares nos paquetes,
va com a malaposla. e, sera ser vista de ningaem,
fero como o raio uoa dias do primavera, nas horas
da esperanra.
Foi nobrcasaexislencia, foi admiravelincnlenx-
cniplar, porque vuneeu as lulas da pobreza em alia
posijao, e saliste/ dignamente as suas i.ecessidades ;
foi nobre porque os exemplos da corrupcao Irium-
phanle nunca o abalaran) do pedestal em que se
firmara. Os dardos de seus inimigos o nao feriram,
rasvalavain como a sella de junco u'um broquel de
ii'.-j polido.
Os homens da sua lempera sao como us quo na an-
Itguidade fabulosa penjlravara a caverna do I'rolo.
para arrancar do adivinho domicilie os segredos do
fuluro. Era precisa a lula, era preciso acorda-lo por
meio de lorluras, era preciso esgana-lo forlemenle :
duas pelejna se travavam, una lemporal e a oulra
permamanie. O adivinlio, eslorceudo-se de mil mo-
seu escudo, e a base de loados os seus triumphi
conquistas. I'or ella e por sua intelligeucia se
dos, lomando nsperlos diversos, iutava ale voltar a
fiirrna humana, a verdade do que era, para cnlao
despertar, predizer o rotoro, o eonfeasar a verdade.
B quem lie esleS'roiri, senhores, qoc lula com o
homem abalmdo, e toma a forma da serpente, da
agnia, da prostitua c da nnea Irairocira .' Nao ser
o homem invejoso, ou o ambicioso na surcessAo dos
lempos c dos Bconleeimenlos '.' N > sera elle tain-
netn csse demonio popular, o demo de l'arrlusio, o
ronjuncto de lodas as paixes terrenas conlra o ho-
mem de bem, contra o tlenlo, conlra essas forcs
que o abalen), e essas verdades qoc o Ibrcan a pro-
clamar suas virtudes, a Iranamilli-laa a posieridade,
ao animado imperio do fuluro '.'
Canamente que tim ; os reaullados pblicos de
seus Irabalhos, dos seus planos e do seu patriotismo
o levaran) de juiz a depulado, a senador, a ministro,
a conselheiro'de estado c ao titulo de Visconde de
Caravellas.
Eu vos disse, senhores, que o companheiro de
Garra!atada ramilla doa poetas; dos poetas, sim,
e nao dos versificadores intrusos. qUC o p0vo ou a
myopia confuudc para aniquilar os lilhos do co.
Coroarei o visconde de Laravellas com as llores da
primavera que elle canlou, e indemnisarei o vosso
lempo perdido pin me ouvir com as harmonas bri-
Ibanles da sua ode a liberdade, no mesmo auno e lu-
gar em que i canlra Garret, e onde elle conjunc-
lamenle colhcu as palmas immorlaesdos Iriumphos
de sua musa grandiloqoa o sonora.
O pola esla defronle do penedo da Saudade, em
Coimbra ; o co est puro c perfumado c os roux-
nes gorgeiam melodas.
Primavera goniil, athereo mimo,
ce Do seio dessa nuvem rcsplcndenlo
Ao lado da barmonia baixa ;i ierra.
Mal que apontasle, aboloaram llores
Mil variadasem matiz, etnebeiro.
Com teu almo calor alTervorado
'< Resurge do lclliargo a nalurezo,
E vera beber nas virar;oes a vida.
Amor as brancas azas desferindo,
D'oaro franjadas incansavel va
Pelo manso, azulado linnamenio ;
N'o lempo ointiipotcnie do universo
Innocentes myslerios solemnisa.
E iicjle doce canlar, dando pa./o ao corara c a
mente, desprende sua alma, va pelo iloiidego.alra"
vessa os valles, collie as llores dos v.ergis c as boni-
llas dos campos, desusa pelas mease* que oodeiam
como o decano ; v i mais longe, passa a Grecia,
pousa uo Inmuto de lleilor, evoca as rimai, o chora
o seu desierro voluntario, c diz :
Aqui ludo me liara os patrios campos !
A sua lyrasc alia agora pelos sons de 'indaro.
l'ara canlar a liberdade procura a solidao ; val sen-
lar-se nos deserlos ouJ^ o rabe errante, a despello
de Anloninoe de Trajano, eonservoua liberdade :
i'enlior do sanio dogma da igualdode.
A liberdade doura as trevas do errao, Haz os em-
blemas do Aalra ; a seu seio deseo do co urna ca-
deia, cujo primeiro fuzil be Zeno. e ap) elle Li-
curgo, Callo, Sneca,Trazase l'eto. Admira a sin-
geleza do seu lemplo. nao v em aeus atrios respi-
rar a moleza clleininada do Oriente. Contempla as
pbalanges de leocs do Caueaso descerni sobre a Gre-
cia, ve Daro, v Mlciades e:n Maralbona. I'a-sa
para Roma, contempla o terreno dos semi-dcoses e
dos monslros ; v a nalureza cxlrcmar-se em Bruto,
abaler-se emNero, e remontar em Aurelio. Evoca
a cidade^ dos Cesares, interroga-*, e diz :
Oh .' Roma I aila priucexadaseidades,
Dormitas ? Onde os leus amigos brios !
liia, acorda 1 eia, arranca denodada
A mascara fagueira dessas bydras
Que famulentasem leu sangue Ilustre
Anhelan) saciar prfidas garras !
-Nao leus a liberdade em ten amparo?
Ah que cobica fianqueaste o peito.
Contetnplai, povos livres no cadver
Da soberana de um miiliao de imperios...
< Clioiai sobre estas ruinas ma;ostosas !
i Aqui foi Roma, oh povos!
A mudez dos sepulcros,
n Onde o veto Uoot Itemendn impera,
Ser que mais horror a lena oppriine '.' !
Que lgubre alarido
Nos anlarclicos gelos longe ecba ".'
O ar se cnirenebrece : arqueja a Ierra ;
< Knsangueniain-suos asiros ;
Redoblados lro\oes stallant lelerrimos !
I ravatu combat: liorrisuno com as penlias
Enfurecidos mares ; ronca ronco
Da tempestada o genio pavoroso.
Por ampio hiato
Feias harpas
O inferno aborta
Entre ondas de espessimos vapores.
n Tanlos graos nao revolve
No seu boj o o Ocano !
< Co'as estridentes, rebatidas azas,
Vem sulcando calmucos negrumes !
Tu as .sentiste, Europa ;
Tu gemeste nas navas enredada.
A sania liberdade espavorida
Desampara teu gremio ;
Alvta o frreo sceptvo a tvraiinia !....
< Ai de li miseranda quanlos seculos
Pcndem de horrores! Ai quea locha cierna
'i Da razao tenia embada alumiar-te.
it Por aqui, por alli cropusculavam
De espacu a espaco Jias milagrosos
Abafados cm sangue, mal nascidos !....
i J quasi fenecia o santo lome,
fcis que avulta em vigor, e aclara os orbes,
o E' fama, que de lbrega espelunca
Troou pesada voz:Somos vencidos;
Fugi ii Cilios; o liomem conlieceu-se.
Basta por agora.
O viscon le de Caravellas linha u,i fronlee no olliar
0 lama da inteligencia ; a voz sonora e grave, c a
conservacao admiravel. Morreu pensando no Impe-
rador e no Brasil. Homem progressivo, augmcniou
serapre de dia em dia a sua maneira de ser pelo es-
ludu, e marcou a extensao da sua personalidade no
paiz com os signaes da sua iolelligencia e probi-
dade.
No dia 13 de julho'descansou aquella poderosa
realidade, aquello homem que soubc dar luslre a
pobreza, c elevario a modestia.
Nascij)obrc, diza elle, o pobre morrerci; mas
nasci na medanla social, e fui elevado ao fastigio
das pusieses pela magnanimidade do um principe
que nao pergunla pelos av) dos servidores do es-
tado.
Todos nos, meus senhores, costumamos ergucr no
corarao um mouamento aquellas quo veneramos pe-
lo amor pela entilada, c pela razao. No monumen-
to que Ihe cr^ucu a iniiha gratidao tsla
eata inscriprao :
t) anjo das virtudes cvicas
Come a memoria perdnravel.
Do eidadflo.
Manuel Alves Branco.
A pureza de sua alma,
A pralica de sua vida publica,
Os dona celestes da iulelligencia
Deram oelle um lustre eviterno
\.i suggeslo da jusiira,
.10 voto do cunselheiro,
Aos actos do ministro,
K ao Ihrono do legislador,
llomein incorroplivel:
Nao forlilicou o rro contra o pobre.
Nao tolerou a provaricarao,
Nem cedeu a justra.
Ao ouro e ao egosmo.
Nao gangrenou por inleresso ou arabirao
O futuro da patria ;
l'obre. modesto c parco,
I"ai grande e venerado.
l'elos iloles do ciilendiinenlo,
l'ela nobreza do eoraco,
t's raaos o deleslavam.
V patria do visconde ite Cayrii, alera da peda de
| seu liiiio benemrito, <> visconde de Caravellaa, la-
i menta ainda duas grandes pardas : a do visconde da
l'edra Branca e da do conselheiro Rodrigo Ponas.
| O visconde da l'edra Branca, o amavel poela das
Sras. Brasi|eira, depois de haver completado as
suas humanidades na Babia, foi para l'orlugal, onde
lomou na Uaiversdade de Coimbra ogiodc dou-
musas.r-emcompanli.adaqnella ,.!eada de poetas material; a energa prevaleren a argucia; o ti de
que contraen, seu numero Bocage. Nicolao To- julho o 7 d. catabro oto liaba, rigniucaeio pro-
lent.no e Jose Agos.inho de JI.ee.lo. funda; erao desregr*menl, de urna anarrhia par-
Amigo de ilippolyln,\lo rodador do Crrelo llra-
HlCTU, edo laborioso Filinlo Elysio.c cnniparli-
cipanle das ideas francezas, aolTreu pola liberdade
da sua patria, e al foi oncareerado .
Depulado as corles porluguezas, eroliro por natu-
reza, c amigo de urna lisongeira Humeada, advogoo
a liberdade polilca das mulheres, mas os seus ama-
veis esforro, naufragaram como as tentativas dos dia- j pi-eparado' para o exercico
cipulos de S. Simo, e as das reunios promovidas sao a alma dos goveruos liv
pela .tu iii, / i de branles posleriorinenle : o sec-
lo nao quiz abdicar urna parle da sua ma*culinida-
de, c as amazonas parlamentares follaran s alme-
ladas e baslidoics.
Nomeado lepre-eulanlc do Brasil em Franca, le-
vo de lutar para o seu recoiihcriiiienlu, que impliri- j lade consagrada pelos lempos.'era um ezemplo 'que
lanteote envolva ,, ,lo novo imperio. Foi em Paria .favoreca loda a sorle de amhicoes, mrmente nu.n
e durante a sua niissao que dou luz dous lomos de | paiz ondo o .'lomera se acostuma desde a infancia a
poesas ollerecidas as senhoras llrasleiras por um
Bahiano.
Eieilo senador do imperio, na fondaclo do respei-
lavel areopago brasileiro.poucas vezes veio ao sena-
da; os seus hbitos europoui, eo amor que linha
s Viagens o demoraram por longos anuos fora da
patria.
A vainica o as enfermidadeso lizeram regressar :
o calor intertropical he conservador para os velhos
valetudinarios. Fallecen esle auno cnberin da es-
tima geral, porque o seu humor alegre c picante
nunca feneceu.
Como poela perlencia a escola classca, mas o seu
ueuero lavorilo, o da sua nalureza crolica, o impe-
da de elevar-se aos arrojos varonis das musas in-
llanunadaa; purista c suave nelrilieador gozar
por muilo lempo de boa nomeada. I'esa-mc o n,1o
ler lido al bojea sua ultima obra Os luuinlos.
Alguna escriplos deveria Icr deixado, porque fora
laborioso, porem he tal anida o eslado de nossas
cousas a respeilo desta materia, que de nada sa-
bemos pelo momento. A imprensa diaria ainda nao
preeucbe a sna boa missao civili.-.idora : quando a
mao da auiizaile, ou do prenle ola Irae* o passado
de una morlo illustrc, o jorualismo nao o eslampa,
porque a imprensa anda nao esla na sua plana uti-
litaria, anda se nao liberlo do fardo material que
a limita a trabalhar para viver indepeudenle. Es-
lao longe ainda os seus dias soberanos, os seus dias
edificante-,, porque a rbita da nossa espbera social
esla anda limitada, e muilo limitada.
F.nlre as nossas calamidades domesticas, devenios
lamentar a peda do muilo erudito e prestante socio'
o conselheiro Rodrigo de Souza da Silva l'onles,
i desembargador da relarao do Maranbao, e minislro
plenipotenciario junio ao governo da Confederarlo
argentina.
As paginas da noasa Recula Trimeiuat fallara
mais alto duque a ininlia Iraca voz sobre a capaci-
dade c zelo deste Brasleiao Ido uotavel pela sua
illuslrarao, cararler c probidade.
O seu elogio vos sera lido cm oulra occasiao pelo
nosso vice-presidcnle oSr. Dr. Manoel Fcrreir La-
gos, c espero que o Institu* lucrara uesla substilui-
ejjo, assim como a memoria daquelle preclaro Bra-
sileiro bem digna de scinelhanle encomiasta.
No dia era que deseen trra o corpo que cncer-
rou a inteligencia c a probidade do visconde de Ca-
ravellas, vio-se cm p, junio sepultura do nobre
cidadao e no meio da mullidao consternada, Aure-
liano de Souza e Olivcira Coulnho, dominando
as turmas pela magcslade da sua preseura, pelo seu
aspecto robusto, calmo oprognosticador de uina lon-
ga vida. No dia 3 de outabroja oSo exista Ja
nao viva aquello homem que diiranlj >'< anuos,
quer no poder, ou lora delle, occiipou a allenrao
publica por seus aclos e sua moderaras).
O irmio do Saturnino do Sou/a e Oliveira nas-
ceu a 21 de julho de 180D, e foi baplisado na fre-
guezia do Ilap Seu pa, o coronel do enge-
nhcros Aureliano de Souza e Oliveira r.oiilinho
com o exrmplo das muilas obras publicas que
COOStroio, J 11'. : no corarao do lilho o goslo .!c
edificar, e he asse espirilo creador que lao uota-
vel lornoii o nosso benemrito consocio nas poca
mais criticas da nossa vida social.
Creado no seio l le urna nalureza virgen), quando
seu pai.construia a estrada velha da Scrra da Estrel-
la, dado ao livre exercico do curpo, o veladu pela
inteligencia c amor de seus pas, adquiri aquella
constituirn phisica cujas proporroes o tornavam sa-
liente e admirado.
Na Idade dos astados mataros entran para o se-
minario de S. Jos, que era entao o collcgio mais
regalar c mais apio ao descnvolvimcnlo das boas
inlelligeoeias.
Ah passou por um esludaulc de priraeira plana
e por um joven modelo, laes cram os dons do seu
espirito, as graras exteriores e aineuidade do seu
carcter. Matriculou-se na academia militar, onde
foi serapre premiado ; porm a sua vocaro nao
era aquella.
El-rei I). Joio VI querendo mais positivamente
premiar os satvieos de seu pa e o bello exemplo de
sua probidade nos Irabalhos colossaes de que o en-
carregara,pcrlhoa Aureliano, coino'o havia fei lo a
muilos oulros Brasileiros.e o mandou para Coimbra
cm -21 de julho de 1820, com a condrao expressa Je
esludar as sciencias ualuraes.
Un) raio do luine da Divina I'rovidcncia allurai-
ou Aureliano na Fniversidadc. Deixou o imperio
de Linceo e de Bailn pelo do Moutisque o Bocea-
rla. Estudou as sciencias jurdicas e sociaes. Ho-
mem nascido para o mundo, para uclle dignaraenle
apparecer prcsenlio que a pbilosopbia o condera-
naria a esse ostracismo singular a que foram aritos
e depois doli condemnadas lito alias e lao bellas
inlelligencias. As n.trocs quo medem o fuluro
vara c covado repeliera os naturalistas ; os modes-
tos contempladores das obras da nalureza uo en-
grandecein as doutrinas do fanqueirisino, nem res-
peitain seu alcorilo.
O lempo comprovnu a exacraj das vistas do
uosso oiisocio c muilo mais o resultado de lao alta
prolerao. Os execulores das ordena de el-re resu-
miram a sua grara em urna mesada de tllWKXI,
grava>ia
assemblea, nao he de menor valora coufissao do sea
maior adversario, Bernardo l'erelra de Wasroncel-
los, a qual findava proclamando, que o MOM d
Sr. Aureliano estar grarado na ba>e da nossa ino-
narrhia. .
A conlissao desle inimigo equivale a um areslo da
posieridade. A sua aec*.o nao se limitan polilica
e aos bens maleriaes, a moral publica lambem la-
crou. Os inocdeiros falsos, as casas de jogos Ilcitos
c os lupanares desappareceram diante do seu braco,
lodos os vii ios sejulgavain cima da lei, e invoca-
vam a liberdade.
A anarchia nao he mais que o meiloiihosymploma
da corrupcao social ; quando a espada da justra se
embola de um gome, e que a deosa lira a Nenda, a
patria se transfigura no homem e o homem n'uma
machina infernal que nada poupa. Dos be repre-
sentado pelo ouro, a religio pelo egosmo, c a pfci- i
losopbia pelo trauco.
O regente Feij, depois da formal rcnuuca"do vis-1
conde do Caravellas, cm nao o substituir na regen-
cia, mandou chamar Aureliano para lomar conla de ',
t-a. nesU pengosa siluarao, c ainda assim feliz j la granile cucarpo, 0 no,socPnsuciom:; % \
P
cial; era a liberdade rom o brrele dos gales, eran
os preludio-de urna Ivrannia snnhada por alguns so-
pbislai que so vilo ordem no seu eliminando e pre-
dominio.
O Brasil naquella decada, apezar de haver firma-
do sua independencia, e do haver entrado em lodas
unnv.ices do svstema constitucional, nao eslava
cvicas que
re. No seu passado se
havia habituado a ver as honrase as dignidades, os
postse a influencia virc do principe ; a ver no
re a lei viva, no ldalgo o cidadao, e no vassallo o
escravo possuidor de oulros escravM.
A regencia destituida deste prestigio,desla mages-
ser obedecido pelo escravo, c ao poder irrespousavel
do coveruo domeslico.
por Ihe haver preparado o terreno o enrgico Diogo
Antonio Feijn, que Aureliano subi ao poder. Ho-
mem de oulra nalureza, aniquilen csso polvo revo-
lucionario que eslendia os seus bracos do Norte ao
Sul.o sorvia pelas extremidades o sangue brasi-
leiro.
Poderoso dom dos cos, quecomecava pelos atri-
butos pliNsicos para as massas, pelos mora** para os
sensatos, e acabara pelos enrgicos para com us per-
turbadores da ordem ; a -m piesenca, quando bene-
hca, desarmava: quando severa aterrara; c logo
que se reveslia daquella dignidade com que se aoi-
raava nas horas do perigo, lodos Ihe obedeciam : a
sua mao nunca truneu para castigar, nem contrall-
se para premiar.
'.loe poca de angustias, do inconsequencias e de
desorden); quequadra medouha e perigosa; as prn-
vinciasoadavam rinsaiiguc.e a decomposiraosocial,
For meio das paixes lerozes, parela locar ao apo-
geo.
Os amigos da realeza desmentan) sua fe com o so-
nbo e os aclos de uina restaurarao, rcpellida enrgi-
camente pelo principe que cbamavam.
Os demagogos, iiriquictos nos delirios de suas am-
bires.oscillavam em grupos tumulluosos de um para
oulro lado.
O partido conservador da eonsliluirau a do seu fu-
turo, lambem era abalado por mesqaianas persona-
lidades, via a lodas as horas clarearem as suas filei-
ras e grupos do trnsfugas, segundo o prognostico
das probabilidades, passarem e vollarem cora o mes-
rao furor.
Os moiiarcbislas pessoaes couspiravam conlra o
legitimo monarelia, o sagrado popinoda naelo, por-
<|ue naoariao nelle o iramedialo manancial das gra-
SSi e favores, nem junto do Ihrono o primeiro degra
de suas Monadas grandezas.
A imprensa se bavi* convertido em um redomoi-
nbodeiujurias tevicias, na espreasao de paixoes
ignobeis: Iodos escreviam, cads palmilla linha o
seu urgi politico.
As sociedades secretas, con) -eus lelegraphus ira-
mensos, ludo solapavam.
A [orea armada, em parle desmoralisada pelos
pasquina imprassos, nao mereca a conlianra da re-
gencia.
Nesla conjuuclura, porcm, no meio desle grande
conflicto,Ircscnlidades se:uravam o imperio,emanti-
iibam a ordem suprema personificada na regeucia :
Evaristo Ferreira .la Veiga, a guarda nacional e o
senado, senhores, pela sua firmeza, pela sua illuslra-
rao e pela sua nobre coragcin.
l'ara a plena conquista da ordem geral, era necea-
sario um golpe ueste n gordio, e um punho cerleiro
e varonil que o desfechasse. Havia no meio desles
grupos variados uina fronte veneranda, na qml re-
pousava um passado glorioso; mas essa fronte corna-
da pela aureola sublime da independencia e pela co-
roa do marl>rio, havia caducado aos asaltos de po-
rigosas eiifermidadcs. Nao era mais a fronte do ho-
rnera do Ypiraoga, do sabio acclamado pelas naeBea,
era um membro inerte ero cujos seulidos a paraly-
sia linha obliterado a razao, e obscnreci.lo aquelles
donssublimesqueo magnilicaram em oulras eras.
O perigo era inminente, a cris se apressava ; era
preciso um oulro guarda junto ao filho da neejlo, tra-
hido no seu proprio palacio.... Fez e a mdanra.
lim non. (ulor foi velar s portas da regia, e um no-
vo mordomo zclar a orden) domeslica e reorganisar
o serviro imperial.
Kestabclecida a ordem, enlrou Aureliano no de-
senvohiiuenio de urna poca orgnica, da qual an-
da saboreamos os fruclos vivificadores.
L'ma cousa nolavcl e bem caracterstica da poca
da miuoridade, mormenle daquella em que oslamos,
foi a aridez do] espirito, a surama esterilidad* do
pensamenlo. O que eslava em andamento parou, e
nada se produzio. As obras que estampan) em si
propriaso ciinho vilale progressivo de urna naciona-
lidade, a expressao da meula couleinporanoa, os
seus vos para o fuluro, ou as que segueta as peri-
pecias da historia, dcixaram de existir. E porque,
meus senhores? Porque aquella poca nada siguili-
cava: era una repblica r.iouaichica, ou una mo-
narchia republicana.
Aureliauo, depois de consolidar o elemento pol-
tico, passou a loina-lo permanente pelos recursos da
sociabilidade, pelo contacto dos homens em horas e
occasioes improprias de disculircm inleresses ou re-
criminarcs individaaes. Para obstar laes eusejos,
comecoua Untar reunid** peridicas em sua casa on-
dea preseac* do bello sixo desarmava os pugilatos
polticos, e onde a dansa o a harmouia consorciavam
almas que se haviam amado e desquitado por opi-
nioes politicas. Foi u'um desles saraos quo pela pri-
raeira vez appareeeram os torvetes, c estes aorvetea,
senhores, o o magnifico exemplo de sua urbauidade
e geiililc/a.deluiram muilos odios, aplacaran! muilas
raivas e acalmaran) muilos resenlimeulos ; porque
al alli as familias se parecan) com tribus rivacs, ou
encerradas no circulo tragado polas suas opiuioes e
inleresses.
Ha horneas que alirahein asinlelligcnci.is sinceras
a qual foi tcitamente despresada pelo coronel Au- j lle'o magnetismo da cordi.ilidadc, ptlo brilho do seu
espirilo, e por essa almosphera conciliadora que os
circurada, e dilluiide um conlinuo bem-eslar no cir-
culo do sous socios o amigos. Estes homens, quando
empregam os seos dia* a seroes em fastas inielli-
gcucia, era culto a patria, e em obras meritorias, se
Convertem em centros de urna piolada bemfazeja,
que longe dos vtlabros o do borboriiibo muudano,
derrama a sua luz sobre a Ierra em que se acham.
A erudicrio, o Ikesooro immovel do homem bibulo,
do homem esponja, quando nao he applicada de na-
da serve ; porquo nem serapre sao creadores aquel-
les varos que passam a folear os morios em mon-
logos silenciosos, e cora es ollius filos no passado,
sem volv-los para o futuro da patria. Os haracns
que exradem osles esteris pensadores, sao os que se
identilicam com oslo c seu fuluro, porque plantara
cm favor dos oulros.
Nas reunios que ouli'ora sa lizeram na casa do
nosso consocio, o actual mordomo da casx imperial,
desse homem ojue ba visto o mundo por lodas as
suas faces, planejaram-se a creaego de muilos esta-
bolecimrutos que fazera boje a fclicidade social, o
comraoilo das familia-, c odustre desla capital. Au-
reliano ora rlosle numero, e um dos socios mais cons-
tantes c mais rdante*.
A Providencia linha-lliadadoa Telia qualidade que
deve ler lodo o boineni .le Estado : aeeilava de co-
racSo qualquer verdad.! pralica ; qualquer principio
til, sem Ibe importar com a sua origera pessoal ;
porque niio linha cssi vaidale infantil e presnmp-
cosa, Uo funesta aos que querem a prioridade em
ludo.
Nao ; a ideia era par elle meditada c discutida no
gabinete, c logo que se convenca de sua ulilidade
execulava-a. filan impassivcl, caminhava cora pas-
so regular ao seu lim, derrocando framente lodos
rellano. Os traba! has que derigira com tanto acer-
a e probidade na fortaleza de Sania Cruz, na
Scrra da Estrella e no encauamento da Carioca,
deviam-lbc conquislar bem altos inimigos cm urna
poca de orgiilho e de indigencia.
Formado em direilo, vollou o oomu consocio em
IS25, e logo fgi despachado juiz de lora c ouvidor
para S. Joao de Kl-rci. Em Minas acabou a sua
magistratura como a lluvia comerado. Ao daspa-
dir-se do lodos, refere o seu pie loso biographo,
sanenlos ridadaos dos mais conspicuos Ihe entre-
garan) por escriplo um testemunho de sua grati-
'l.io e saud.de, no qual se liara estas palavras me-
moraveis.
a Lie coherlo de bennios, homem probo c leal;
a porcia de vossa cooacieucia graogeou-vos ura
titulo glurioso ; bem sabis que vos, chamis aqui
o joiz recio, o
Homem de nalureza activa, progressisla. porem
liira da grande airada administrativa, uao podia ac-
tuar directamente um desenvohinienlo nas colisas da
provincia; mas fazia-o pesando a sua influencia po-
pular e ollicial na bslaoca de todos os melhoraraen-
(os. A inslrucr ca animada no aeolbimenlo beni-
gno que razia a lodos os prolessorcs e moros laleiiln-
sos, c progresso material nas conversas que razia
um o governador. Teutn aerearan de ama hiblio-
Ihera ; procurou melborar as visa do i oraraunicacio:
arrecadou para a fazenda publica tommaa enormes
que se julgavam perdidas: porem aquella poca era
ainda impropicia para o cultivo dos dons da paz. A
polilica individual revolva e agltava lodos os nimos
cnbirosos.
Nomeado presi lente de S. Paulo em 1830, nada
pode fazer do que Intentara. Asedelo que occasio-
nou a abdicaran do fundador do imperio linha l
graudes raizas; e'a sua presidencia mo foi mais do
que ura aclo provisorio, e una lula entro o dever e
as circamstaneia
Chcgado ao llio de Jaueiro, oceupon logo o lugar
de juizdc urpbaos, e pouco depois O de intendente
geral da polica, o o de desembargador da relacso
da curie.
Chamado pela regencia, em ls.12, ao ministerio da
justra, tomou-se um homem necessario ao governo,
porque uaqnella poca, durante qualro anuos, oceu-
pou suceessivameiile dilierenles paslas.
Todas as lulas erguidas entre o dever ostensivo o a <
moral de sua posirao, entra um programan politico, I vic
firmado pelas circumstancias e a lgica, a razo fra,
lor em direilo, c fez alguns esludos na Faculdadc elle solfrcn. Trabalhaudo do industria no mel de
de Philosophia para os spplicar a agricnllura. 11er- lanos desenconlros, .le lanos arrojos, quanlos erais
deiro de una grande fortuna, que soube cons-n- r. 0s inleresses movedicos, leve a sloria de vencer A
V!veu cm L.sboa por algum lempo 'rincipal de lodos os agitadores era puramente
pretextando ir.commodos de saude.
A morle do fundador do imperio, abatendo as es-
perancasile ana, e reforjando a daquelles que al
alli eram soldados nas lilciras de um partido, desfez
oexarcilo restaurador e dispersou o moderado. De-
sapparecido o grande ponto do ntagonismai destas
iluas allianras, era necesaria urna recomposic.io po-
ltica : as Iregoas inopinadas sao falacs, porque os
presurosos paludarios, os actores energmenos, os
hnmens sem couvicres, mudara de traje, ,e passam
cuino Fieseo para o parlido de Doria no reale da
calaslropbe. O sol do poder, que alimentava a espe-
ranza das fracces turbulentas Je ambos os lados, ro-
nasce com nova luz ; todos a elle marchavam, e as
paixoes contrariadas achavain um lenitivo no seu
mutuo desejar. Do exercitodissolvido nnvos chefes
se lerantaram, c com elies ura futuro bem difiicil de
ilescriininar-se ao primeiru inluilo.
Aureliano sabjUl que u novo regento devia sentar-
se ao pe do Ihrono com um piano consciencioso. e
csse plano era difiicil lrae*r-ae cm um terreno mo-
vedico que impedia sua justa Iriaugulacao. Os suc-
cessos posteriores comprovaram sua evidencia.
lodo o raovimento poltico he a resultante de um
proleslo conlra a aceto do poder qae altera as leis
do equilibrio social, restaura o passado, ou promov
innvate**. A maioridade fez-so, e para rcalisar o
progrmala da nova eptica foi chamado Aureliano,
e oceupou a pasla dos negocios exteriores.
Reformoua secretara a seu cargo,eslabclcceu dif-
ferenles secc.es paia o Irabalho c ordem nas relaeoes
eslerioreS) inlenloa a crearao de ura sub-sccrelar0
de oslado, para melbor regnlaridade e presteza no
serviro, e manlevo em plenissima paz lodas as nos-
sas relarOes exteriores.
A'so* presene* oo ministerio deven a provincia
de S. Pedro a presidencia de seu irra>o Saturnino,
eos resultados de sua polilica dorante a tedelo.
Iralou c couseguio a mao de uina priuceza filha
de S. Luiz. para fazer as delicias do Ihrono brasilei-
ro, e uni a casa imperial do Brasil cora os Ibronos
das Duas Sicilias e da Franca.
Nomeado presidente da provincia do Kio de Janei-
ro, encargo mais administrativo do que poltico, fez
obras consideraveis, que por longo lempo conserva-
rao seu nome. Partidario do Irabalho livre, para dar
maior .indamenlo nova estrada da Serra da Estrel-
la, mandou vir .VIO Irabalhadoroi da Allcmanba. O
correspendenle, em vez de Ihe mandar homens sol-
Iciros, enviou-lbe .500 familias. Ora, os commodus
a providencias dadas para receber aquelles hospedes
nao eram os inesmos para acolher lanos casacs, por
que a larimba do hornera solteiro afasia de razao u
h mol cazado.
.Vestes grandes apuros, c como medida salvadora
conccbcu o moriiono da casa imperial, o nosso cou-
socio Sr. Paulo Barbosa, a ideia de reJtisif urna co-
louia no alio da serra da Estrella, nas Ierras impe-
riaes, denominadas Corrego-Secco ; ideia que havia
iniciado anlcriormenlc o enger.beiro Frcderiro hel-
Icr em ura opu urna coinpanhia para esla lira ; mas esle desojo do
mordomo dependa da approvarao do auguslo pro-
prielaro.
Sua magestade foi alem dos desejos ,U seu mordo-
mo, o abri os cofres inexaolaveis do sua pirlicular
generosida le e sua soberana, e a nova colonia de-
neiiinTou-se Pelropolis.
Com a mageslalica intlaencia c aegao de um prin-
t-ipe lo progressisla, com os seus cofres aberlos,
cora a actvdado c zelo do sen mordomo, com os re-
cursos da presidencia do Kio de Janeiro, c com a d-
recrao pralica do nosso consocio o fallecida Keller. a
colonia devia prosperar e cresccr conlra lodos os
embararos naluraes.e os que suggcria a ignorancia, a
inercia,e a mrdaquellcs|homcns polticos c merce-
narios, que nao conseulcm que seus'adrersarios Ibes
parifiquen) a agua que astae behendo. A esle grnpo
insensato se veio reunir o grano criminoso dos trafi-
cantes de Carne humana, queviam nesta crearao fa-
mosa, nesle exemplo do Irabalho do liomem livrw
um embarazo i sua avidez, e talvez a agona de sua
execranda profisso. O nome de Corrego-Secco os
autorisava a negar agua aos colonos; e o aspecto es.
calvado dos picos da serra dos Orgtoa a propalaren)
que aquellas regies erara um deserto : nunca a nes-
ciainaldadc desenvolveu m.iiores recursos e activi-
dad* como os que moslrou para auiquillar Pelro-
polis.
Forera ao signal do Imperador, as monlanhss se
acbanaram, os valles se com plan ara m. as florestas se
abaleram, as estradas se nivellaram, as casas se le-
vautaram, os vergeis lloresceram.as laraa e a llores
lapeearam as eucosias, as leras fugiram, caquellas
devesassolitarias, onde smenle de vez era quanlo
se ouvia o sinserro, o trotar dos lotea, 00 o galope do
espresso, repercutirn) os hymnosda famosa lierm.i-
nia. o Iriumpho do Irabalho do homem li\rc, e c
converlcram n'um recreio imperial, n"um manaiici.
al de deliciar n'um salular asvlo dos l'luminensts,
n'uma cidade eanaUsads, fresca, tranquilla, que faz
o prazer dos nacionacs e eslraugeiros.
E porque, meus seuhores, se eonsummou era lao
breve esparo urna obra que lem urna estrada igual
em solidez, audacia c perfeirao as melhores que alra-
vessam os Alpes e Pyreneos'.' Porque sobre a concur-
rencia de lanas inlelligencias c vontades havia urna
inlelligencia e urna vonlade mais forle e permanen-
te :a do Imperador A vonlade do soberano he
como a forja conslanle de urna lei da nalureza, que
acta sem cessar alravez dos lempos, das estaco**,
das tempestades, e das proprias revoluroes du globo,
arleria vital que bale no centro da inlelligencia c
coramunica a vida regalarle progressiva a lodo o cor-
po social.
E qual ser o futuro de Pelropolis ? liumen-o :
exeinplilicou os mclhoraincntos do Irabalho livre ;
deu a forma coloni.il e productiva ao propriclario de
lenas incalas ; introducto a industriare a livoura
reaccionaria, e provuu que lodo o terreno he fecundo
quando a cultura Ihe he apropriada.
Aquello que encaran nosso borisonlcscnsivcl, cir-
culado da monlanhas de granito ; o que v o aug-
mento progressivo do grao medio do calor, a inver- i
sao das eslarnes, a proporr.io que nos multiplicamos;
o o queja nao vd ama parla desasa mentes robera
de fiondcnles llore-tas c palmares, treme pelo fulu-
ro. Cada dia qae avaucamos mais so descarna o gi-
gante, cantado por Jauoario, c a sua oasada de pedra
prorompe luz do sol: as agu is do c.> a desca liara
de da em dia, o arrastam para os valles o cristal que !
a encobria envollo cm ierra vegetal ; o sol de Aqoa- !
rio e de Piscis cresta o lidien rasleiro c transitorio, I
e as rajadas o sepultan) dilu lo nas profundidades : '
be o enraero de ura novo ermo, he o alieerco desse
fumo de reverbero que .vira um dia caletear as
planicies, seccar as fonles, incendiar as]casas, [dan-
lar o deserto naquelle Elyseoon,le por tantos secu-
los floresceu a risonha Guaoabara, e se dilatou o
ednicoNllherohy, em cujas agoas ancoravana lodas
as frotas do universo !
AlaUtemoa que ainda he lempo. Naturalistas, im-
ploramos o soccorro da nossa sabi'doria.
Envidado agricultor cava uesse reatos de ros-
la que ainda envnlve a montanlia, c garfa ns ger-
nieiis de novas florestas, de novas fonles e de urna
nova vida. Nao durma o legislador, nao ,c demore
o edil, que o lempo corre, e ainda nos pode salvar,
'loria a quem comecar lio bella amorata, gloriaao
que salvar a ranilla septentrional.
O Brasileiro ja nao vive debaixo dessa pressao
atmospberica que o entorpeci ; e .nao appelleraos
para o clima, poique a lalilude de liorna anda he a
mesma, o solo o mesraissiinu, masyo horaem nao. O
aquello soldado que dorma sobre as airas da l.ybi*
o mesmo poaene que nas mirgeiis do Itonobi*, i
nas serras da (.ale luma : o homem he ama alavan-
ca movida por urna idea, que o faz tepeadcr a tr-
renle ou aapallai as nelia.
Pctropolis he um Iriumpho assignalado soUe "
prcs.imisino dos apolllos da rutina e da inercia.
Acabada a presidencia de Aorclieno, retn-*
para a base da serr da Estrella, junio do logar de-
nominado Fragoso, e ah, sozinho, longe de sua na-
inerosa familia, comecoua edilicarSo de um retiro.
a que elle data o nome ds seu Ieilo do pedra e cal.
Operarte lamaaaita, irahalbua com as virtudes da
prudencia por ntreos maiores lropros, t leve mal-
los annos de aparar os golpes arremerados pelo mais
lormidavel e argulo adverasrio. t lalejjo do Juveoil
quura o ferio, porque ose., pjjjaj, i,iimig* liaba -
diguacaoS moral ; porem aquella mu-a qae hbil*
as -i iiliiei- na- luirs de um torpe delirio inlenloa
ni.i -na-io. mas Aureliano era hemia, que se nao pode erabaciar.O see rorsro los-
couheceu os odios daqucJJes^TanL N polilicos, e*ja
sanba se more do alto do poder I ignobil consplrt-
c ni ; porque sabia repousar diauameule qosado se
rctirava do poder. Ilouvcram nelle al.'uma< pasi-
nas da antiguidade uobre : a agricultor* o a pdvjo-
,ophia preeucbiam as suas ferias i olilicas
O Instituto bisloricoelecau-o serapre sea vice-pre-
sidenlc, e a sua assiduidade a nn-sas senues era a
maior prova do seu reconbecimenlu.
Escreveu muilo, porcm quisi ledo para o espe-
diente diario, para esse subterrneo qae r-ronde o
lempo c a illuslrarao de lanl ngenhos abalisado.
Magistrado, depulado, sena .or, presidente, mioit-
tro de csia Jo, pouco lempo Ibe reslava para derra-
mar sobre o papel us vos dn sea espirito philasa-
phico.
Nas suas ultimas Vacancias escreveu um iraUao
de geographia para seus lilhos ; algons artigo* o
favor da colonisa(Ao : e, sobre lodos, um no qaal
peilhou ai ideas astronmicas de um autor qae
aioda nOe foi aceito pela maioria dos sabias.
a do poder, niimueni o vio conspirar contra a

-
s
1 ora d
os embarazos al conseguir o escapo desojado. As-
sim se Rzerame planejaram es faodameulos da casa
de Corrccrao, a insliiico do .Monte de Soccorro,o
Monie-Pio dos Servidores do Eslado, a eompanbia
dos mnibus, o o primeiro rcgul.Hlenlo paia asle-
gaces do imperio c secretaria dos negocios eslan,
geiros.
Em 'esperas darellrar-ae do ministerio, o desem-
bargador Ramiro, depulado indepeudenle e Ilustra-
do, diste era plena caraira o seguidle: irO Sr. Aure-
liano denlro e fora da cmara he o melbor cidadao !
Sao muilos e de inimeu-a importancia us seus ser-
iros ; esto ahi bem patentes ; e praxa a Dcus que
nao nos esquejarnos naoca, no* lodos brasileiros, de
apreciare respeilarsUo benemerilo cidadao. A ca- mandriao romano que te emboca lio fraraMa a luz
meridional, quando sopra a cania-ola uu o intenso
xarouco, quandu canta o rouxinol e a Ierra he loda
llores, certameiilo uao be aquello mesmo Koraauo,
i.
mar o nao dcsuienlio ; os apoiados foram quasi un-
nimes.
Mas se he grande este (eslemunlio publico de urna
ordem publica, nem embararar a marcha da ede
Bistracao, porque au quera aulorisar com a sea
exemplo aquillo que sempre conderanar. A im-
prensa deve servir de poda e nunca de machado !
Era um humera de alia estatura, bem proporci-
nalo, de forte compleir;av,lrar;o regalares, o de aaaa
pbysionoma agradavei, A elle lambem caba o es-
pirilouso dito de Isabel calholica, que appliqaei *
seu Irmio Saturnino: A naloreza e a edocaca* for-
mara os aeulis-homeiis ; o naseimenlo e a posicaoa-
conlrafazem. O eu aspecto exterior i.-ifunlia res-
peilo, e o sea Iralo um senlimeclo de amizade. Us
iucaulus se illudiam, porquesob appareocias lAo ral-
mas e amareis coi.lavara encontrar urna alma timo-
rata ; pelo contrario, lodo elle era a energa refleeli-
da, a lenacidade Iranquilla I A sus mao naoca tre-
men para dar um golpe, como elle mesmo diiia, por
queanles de o despedir harria o meditado a calco-
lado.
I'rnmplo na evpedirao dos negocios, nao BBSJaW-
pavada lenlido espartana, nem da roorosidade ibe"
rica : a ello e nao poderia applicar o proverbio io-
glez. oo lempo de Isabel : Truja la muerte i*tUpm-
na. Conscio do seu proprio valor, nunca nvejoa a
mrito alheio ; a sua alma se nutria dos seas boas,
uuuca dos males alhajes.
Nesse quarlo de seculo que nercorreu coma ho-
rnera publicolicou sempre victorioso, porque o% xas
nimiges, que eramsudazesoa assressao, eram Um-
bcra uescios nos meios, traeos na razan, illogico* no
proce.lar, e conlra dictnos em loda a sua marcha.
Morrea Aureliano de Soaza e Oliveira Continuo
nos ltimos araos da c-cala social; nWmh relarao da corle, do couselho de Soa Mageslade, a"
nador do imperio, geulilhomem da imperial cmara,
visconde Sepeliba, srande do imperio e es-minislrn
decsladu, cavallelru das ordens .de Chri-lo e da Ro-
sa, ediguilario da do Cruzeiro, gra-croi das or-
dens do Lela Belga, de t***sa Scnhor.i a I. >nceir...i
.le Villa Virosaa.de S. Fernando de pales, de Car-
illos III da llcpaiiha dos qualro imperadores *r*
Rossia, c da ordem de S. Joao dcJcrusalem.
Era presidente dos ravallciros do Vpiranga.e mem
uro de militas sociedades liiierarias nacionae* en-
irangeiras. O seu retrato foi rollocado cm vida, no
auno de IKtl'J, na sala das se--..es do Monte Pa dos
Servidores rio Eslado,como ura Iribato .le recoabec-
menlo ao seu fundador.
A_r< ide do Kio do Janeiro, a de Nilherov e Pe-
Iropol Ihe devem serviros reaes tres coras tor-
readas fornam o pedestal de su i grata memoria.
Fall(.cu em.dtea luctuosos, na lorra da pidemia.
e no entanto de toda a parle coocorreram oamere-
sos amigos ao seu funeral. O seu nome j parteo-
ce a historia.
Se por um lado vemos baixar i sepultura horneas
ISO charos a moral publica, pelo oulro recbenlas o
mais bellu lenitivo a tanta Sor. A nossa poca apr-
senla nm espectculo digno de conlempla(io da fu-
turo;a accao moral e civilisadora prorompe e sa ma-
n I e.-ta ; a caridade multiplicou-c debaixo da forma
de lodas as virtudes sociaes, e os mclboramealos ma-
leriaes proseguirn) diariamente atravs da poste ;as
ricos abriram os seus cofres, os pobres dividirn* os
scuj bens, o eu pao e o seu Irabalho; e o fular* no
meio desles sublimes exemplos colher mais osla pa-
gina digna dos annaes da maior nacao do mando.
O Imperador n'iim dia visitava lodo, os desgrar.i
dos acoinmellidot da peste, n oulro viuha tentar.
se eos bancos do lusliluto e niveilar te rom' eiea-
do ; em oulros inspeccionara ;.s escolas, as fabricas,
as casernas, c os Irabalhos dos lilhos das musas.
No paco imperial se renova a escola palatina,*
principe esluda e abre rnnfeiencas ; disc.le pa.
sado e prepara o ruturo; compra Iteras aos sabio- da
l.ci mana, e rujian tere a nossa bibliolheca ameri-
cana. Estes Tactos nao caiiunham i-l.i.lamente rom
as obras aconselhadas c intermitientes ; val *t aulas
primarias, inspecciona a edocarao da familia qoe o
ha de circular us madureza d.i vida, e oceuppa-se
do seu futuro ; penetra a celia do franciscano, onde
jaz o monge ceg e quebrantado ; honra a imagen
fugitiva do graudc orador sagrado, e da-ihecomo era
signal de sua eslma e veneracao aqaella caJeira
auliga, onde o apostlo brasileiro, o veneravrl Ao-
chela, esludou a pralica de auas memorareis con-
quistas, e della subi banquillo i presenra do Sa-
nlior Dos.
Jornal dn I onir.irrr.i-> A', ajia.
COUIEStH)M)];x:i.\ di, iuvku BE i-m-
.aCaS Mlllilin.
SERtl'E
JO de dezembro e IKVi.
O cholera ainda he a ordem dn dia por lodos os
pontos da provincia : aqu anda niorre, alli vas esn
priucipiu, mais acola esta uo cu auge : um lamenta
a perda da mai, oulro dos lilhos ; e algueui ha qae
Ola be chorado, porque lodos ns eus prenles ja fa-
ran victimas. A .lor geral corla o corarao mais do-
ro. Poneos da.ios eslalislicos ha, e por isla erra-sa
sempre no calcula da raorlalidade: eu pens que
nao faltara pouco- para a cifra de 6,1X10 victimas, a
talvez a inetade de csrravos !! Laranseiras ja vai
cm paz, bem assim Kosario e Lasarlo, o qae nao sac-
rede com Maroim, San Cbristox.in. Ilaporansj, Es-
tancia, Santo Amaro, Propia. Villa-Nova, Aracajii,
ele, etc.. oesaes lugares vai lodo .le mal a nei'-r, ex-
ceptuando Maroim. onde ha d. clmarao.
Sa en fosa* pintar o hottoia*la asrtae*aaas<|a
qu.iii.i saris impr idea** coaonaao seno, coila i...
e modo ao povo que ainda n sollreu .flc maldito
llagcilo: he baslaute di/.er que o nSM, ;ra,i| rJ
sollreu mal lamaiihn. lieos Tavorera as mais provin-
cias para que fique em paz Alniv vera um medio-
do de curativo dado ao pava pelo Dr. Volata tialvao
medico pratieo nos huspiiars o* Frassea.
Pettoas impirtantr.i niort.:* a**S chilera.
O Dr. Fianrisioni medico, s o seu boticario, a
coniraaulanlc superior Jos Iii;itisl,i, roinmaiulaule
superior Joao do Almiar, r-iiiniandanle superior
Bernab Jose l'ellis, capilao Antonio l.uiz de |.ss-
reirn Manir, l)r. Franciseo l .bello Loila, coronel
Antonio Manoel de Souza UVlos.ferreira Utas.
,tgncultura. Jue dtrei dc-la industria clamar
un descro em favor de .urin morreo, on esta toara
isso 1
Vio alguns aafjsahaa stoaooo, onde a epedemia ja
fez ns seus estratos; mas uniendo do dia mi ni he__
ras dmlia. para melbor fallar; fall qurm corle le-
nii.i .'iriiiiLi- c qucui chame oui. quera loque (aval-
los, ele. Eu ti. um eiiajamculo .los tan forros imi-
reui beque tal gente nao quer prestar-se eouto be
necessario em lal cslabeUrimeiilo. Faz d rer-se
lana raima a pTder-sc por falla dos tiraros levado-
pelo cholera, c em um anno, que o assncar esla dan-
do uto boa preeo !! Eu nao sei a* rrrarei, m
pens que a maior parle dos engenho perderam a
melado dos escravos, pelo Denos omiso atim ac-
comeceu, o quasi com lodos os meus visinltos.
O assucar esla no Maroim a jjno e na'Babia a
:3 e taolos rs. Eu pensava ficar livre nesta safra de
certas empenhot (romo alsucm diz por ca e eilou
vendo que licarei no mesmo oo pei.tr. porque asan-
las despezas Hz com ai6lancfo. ele. wm proveilo.
Dos he grande, o que na., for ja ser,, fono, embora
com sacrificios. Eu .-spero remedio do Koveroo
Poltica. Eu mi linha aniinu de Ihe fallar em
lal malcra : assim mesmo pouco disposlo abr oara-
graphn.
OSr. bar jo de Maroim co,ulinua ua presidencia,
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porque da Bulla vollou o Sr. Pereira Pialo (dizem;
tcii.ii> ubii.it> deroisslo quem vira '.' u desejo que
seja liuineni de espirito indepeiidenle, capaz de sus-
tentar oa provincia as ideas do gabinete, e de (azer
desle povo tanto quaulo merece Tura das influencias
dos potentados. Ha disposicao p ira formar-se um
partido conciliador, e se faz preciso que estas dispo-
socs tejan animadas pelo delegado do invern.
Choque llavera, mas quem sollrer a queda"!!
Quando orna familia procura monlar-se as me-
Ihores posiroes busca para si todas as Brajas, dena
desconfianza) e deve produzir serios receios e ueste
caso quem v deve abrir os ojitos dos outros.'que an-
da os cunservam Upados. Teem apparecido cerlns
arligos no Coerci Mercantil do Kio sobre esta pro-
vincia : que coisas diz o escriptor '. E he bem h-
bil. O cholera morleceu um pouco os nimos que
i.nu cada dia produzindo ello i los: pus lie que o roes-
mo cholera servir ao futuro para ruis forte guerra :
eu Ihf contarei.
He um dos candidatos a senatoria o Sr. Di. Dorea
ei-chefe de polica do Rio Craude do Sal: e merece
por multas considerarles.
Eis um i chapa boa.Bardo do Maroim, r. Do-
ra e Dr. Jos .Nuiles. Imputado ijeraes. Hr.
Leandro Maciel, r. Manad Giren, Dr. Mallos, ele.
a para liaver conciliarao na formando da chapa dos
epatados nao deve b'avcr esquecimento do nome do
r. Sebastiao Pinto. Sera o que quizer o pavo sendo
quizer o governo....
Xotieiat dicersas. Malaran no caminlio da Ca-
paila um padre, cojo nome nao me record; e tam-
bera con.i,i que deram mis Uros em outro padre la
para as bandas do Pe do Banco, Qae gente, que
despresando a ira de Dos, lenlam e ufleudem os sa-
grlos ministro* de Jess Chrisio.
Demissao gem.Foi demittidu dos empiegos de
inspector coral das aulas, de delegado de polica do
Maroiro, medico da saude, etc. o Dr. Uuilherme IV-
reira Kcbello. Porque? ndo sci bem responder: o
que pono aseverar he que o Dr. Uuillierme lie o
mojo mais instruido da provincia, e que o Sr. Bardo
perdendo esla capacidade nao perdeu pouco o
lempo mostrar.
Foi removido de juiz municipal e de orphaos da
Estancia e Santa Laiia para Maroim e Sanio Ama-
ro o Dr. Leandro Bezerra, o para all Horneado o Dr.
Oliveira Hibeiro. Couheco muito das boas intenroes
do Dr. Bezerra, mas dos seus actos ndo posso fallar,
Mta a genio coin quem elle viven dous anuos: o
Dr. liveira he bem conhecido na proviucia como
inspector da lliesouraria provincial, secretario e pro-
motor publico da mesilla Estancia. Sejam felizes nos
seus lugares 1
Morreu em das do mei passado o Dr. Padro
Rodrigues Dantas, ermenbeiro civil, foi formado na
escola central de Pars. Foi las'.imada esta perd
que leve a provincia. Dos Iho d descanso na eter-
mdade.
Eo quizera coulinuar, raas como fraco convales-
cenle do cholera nao posto mais. Adeos.
Colinguibeiro,
P. S. Me i,normaran! agora que na Estancia es-
13o a morrer i e .VI por dia.
Tambem me disseram que dous barcos erram ha
muitos das, buscando ora um porto, ora oulro, e al-
guein diz que sao de escravo! Eu duvido.
A epidemia nao he contagiosa : pode-se cliegar ao
doenlc aera me lo. e ninguem deiie o lugar onde es-
liver accommodidamenle por oulro nade esteja com
menos commodo.
Logo que se sentir dr de barriga, diarrhea c,vo-
Miitos. ou um ou dous desses svmptomas, deve imme-
diatamente abster-se de toda "especie de alimentos c
mesmo ti'agua.
Applicar-seha sinapismos uas barricas das pernas,
e quando arderem muilo passar-se-hdo para as co-
xas, onde pdenlo ser mudados mais paraacima, mais
para baixo, ou para dianle, quando o docnte nao po-
der mais tolerar no lugar onde forem applirados.
Tomara seis chicaras pequeas de cha de menina-
la das llores ou das rabea, ou de macella, ou de cas-
ca de laranja ou das folhas de larangeira com meia
collier de agurdente de canna ou de melare em ca-
da urna, que sern administradas a duas lloras de dis-
tancia urna da outra.
Se lioover diarrhea dar-se-ha ao Hoente qualro
clisteres de tapioca rozida, em cada um dos quaes se
dcilar.i de 7 a 10 gotlas de ludano, de maneira
que o clistel posto na beiiga cada um ndo exceda de
qualro dedos de altura, serao dados a 3 horas de dis-
tancia um do outro.
Applicar-so-ha urna cataplasma de familia com
oleo de ricino hurrifado com ludano sobre o
venlre.
Dar-se-ha um cscaldu-pcs bastante quelite, porcia
ndo da pcllar.
Se o incommodo continuar no dia seguinto, dar-
se-ha ao docnte de i a 30 graos de ipecacuanha em
p, dados em i parle, dalas a :i horas de distancia
urna da outra, c se anda persistir no oulro dia in-
mediato, renove-se a inesma adminislr.irao de ipeca-
cuanha em po : ou em seu lugar admliiislre-se um
porgante de sal, ou em Talla deste um lasante de
oleo de ricino.
Para alliviar a sede do doonle. dar-se-ha do 10 em
10 minutos de 1 a 2 colheres de limonada d'agua e
limao.
Este tralamento he para ;. cholerina, que nao se
deve abandonar porque quasi sempre passa ao cho-
lera grave, e urna boa parte das victimas do cholera
lie talvez devida a cholerina abandonada : este fu-
nesto abandono he inesplicavet mesmo na pobreza,
porque te se ndo pode fazer lo lo o Iralamcyilo su-
pra, laca-se aquella parle que fr possivel, sondo ni-
dispeosavel a dieta absoluta ; a dieta alisolu.i acom-
panhada de ti meias chicaras d'agua. em c:d,i nina
das quae< so deilar meia collier de aguaalaule, e
dada durante o dia bastar para a cura da m >tor par-
le das cholermas, e mesmo se fallar agurdente ani-
da se pode tratar a cholerina, porque algn* mdicos
abalitados teem tirado muitn proveito smenle da
dieta absoluta, e se no da seguinle anda o incom-
modo continua, administran) enldo a ipecacuanha
como fica dito.
Par o cholera grave ser necessario chamar o me-
dico, porrm'para aquellas pessnas a quem fr islo
impossivel, poder-se-ha dar um pequeo roleiro.
N. I!. A genebra, a agurdenle europea e o nosso
cambuhy podem servir como aguardeule do canna
on de melara.
EsU Iralamnlo he para as pessoas de -JO a 60 an-
uos de idade.
Para os de idade de 15 a 10 aunos dous tercos.
Para os de idade de 7 a 13 anuos a niela I".'
Para os de idade de i a ti annos um terco.
Para os de idade de 3 aniros um quarto.
Para os do idade de 2 anuos nm sexto.
Para os de idade de I anuo uin oilavo.
Paraos de menos de um anuo a duodecima-quiu-
ti parte ou a duodcima parle.
0 cholera sporadico.
Quasi sempre veo depois de se ler comido algum
alimento de m especie.
Dores vivas no estomago.
I'rius as extremidades.
Vmitos e obras biliosas, esverdeadas oa pardas.
Pulso pequeo c pausado.
Caimbras nos membros.
1 ria raras vezes desapparecem.
Nenhuma alterarlo no exterior do muri indica o
genero da mw le.
Ha morlo anda se pode conliecer a idade do su-
geito, em quanto que no cholera grave lodos os mor-
ios parecem muilo adinnlados em idade.
11 .llmenlo do cholera sporadico.
Coulinuar-se-ha com o cha marcado no Iralamen-
to da cholerina, ou com urna bebida leve de coxi-
menlo de arroz, ou de urna leve soluto de gomla
arbica oa de resina de cajueiro, a qual se dar a
quarla parte de um copo ou urna branda limonada
de liman,
Applicar-se-ha sobre o venlre cataplasma*--de fa-
rinha com oleo de ricino burrifado com ludano.
Clisteres de tapioca cozida com 10 goltas de lauda-
no para os adultos (homens ou mull res.
O doenlc sera posto em um lugar ndo claro, e
onde ndo haja bulla e nem cheiro algum forte : he
necesario que o doenle nao padrea fri, tambera
ndo he necessario ahafa-lo com muilos cobertores.
Applicar-se-ha os sinapismos ; e se esles meios ndo
baslarcm recorra-se ao ludano de 15 a 20 gotlas
em um cozimenlo de arroz bebido uas ->'i horas, ou
ao extracto gomoso de opio em pilnlas, em cada uina
das quaes entrar um terco de grdo de extracto go-
moso de opio, ou um grao do mesmo remedio, deste
modo pode-se lomar ale 4 graos de extracto gomoso
de opio as 2\ horas.
Quando o ataque nao fr violento pode-se dar urna
chicara do cozimenlo de malvas com urna noca do
xarope de Diacodio.
Pode-se dar a ipecacuanha Modada com o lu-
dano.
He ainda aconselhado 15 a -20 gollas de acido n-
trico enfraquecido em nina infusdu de cha de Co-
lombo.
Pode-so usar do clher sulfrico de 0 a tiO solas
em urna libra de ella de follias de larangeira.
Tambem a pocao de Reviere he coulra os vomlos.
Dar-se-ha hanhos momos prolongados.
Tem-se vislo cessar lodo o incommodo com appli-
cac,do de uin largo caustico na bocea do estomago.
Symptoinas do cholera grave.
Dor alroz no venlre, vmitos e obras continuas
como cozimenlo de arroz, fri como de morlo, o
doenle se queixa de muilo calor ou ndo sent o trio,
o pulso quasi que nao he sentido ou ndoexsle, caim-
bras muilo dolorosos, suores fros,pelle azulada, ver-
rnelha on cor de vinho, figora de morto, olhos envi-
dracados com urna roda negra, muilo enterrados,
unhas azuladas, quasi sempre as urinas despa-
recen).
Produz a rnorte em poucas horas, ou em > ou om
.1 diaa.
Nos morios desla molestia a superficie do corpo he
azulada, ou iramediatamentc imitando a cor negra ;
oa dedos sao como ganchos cen usada a pelle das
nidos e dos ps.
Tralamento para o cholera grave, algdez.
Para o fro: cobrir bem o dooute.rcrca-lo de garra-
fas de asna quenle, escaldaps multo quenle, pode
deilar-se n'agua cinza boa ou agurdenle bstanle,
se o fro fr muilo forle dar-se-ha um b.-uilio de va-
por, o qual se d (endo o doente sentado em um lu-
gar um puuco elevado cercado o corpo de cobertores,
excepto a cabera, e deilar-se-ha era baixo do assento
um laixo de agua farvendo, o os cobertores que co-
bren) o corpo devem tambem cobrir o laixo,' de ma-
neira que fique o docnte, o assento e o laixo dentro
do circu dos cobertores.
Quando o doente suar baslaule aquenle-sc nina
camisa ao calor do fogo, visla-se a camisa ao doente
e dele-se na cama que tambem deve estar aque-
rida.
Ajuda-se a acedo lo banho com esfregaces por
todo corpo com o linimento seguinleagurdenle al-
eampharada 12 oncaa, (amoniaco liquido onca,.
DIARIO 2E pfRMlBUCO SEXTA FEIR. 11 0? J&NE1R0 $1 1856
Se a vea do braco ndo poder dar sangue, ippli-
car-sc-bao de 2H a 30 sansuexugas ua bocea do esto-
mago, (se os vmitos forem mais fortes do que as
obras pelo moa), e em roda do anus se forem niai
l'orles as obras que predominaren), islo quando o
doenle Vil fleando azul, (na rara branca ou parda
ou rovo (na rara prata] ; quando houver inudanra
de rr se ndo houver sauguexusas. tire-se ventosas
na bocea do estomago ou no venlre .abaixo da bocea
t\o esloinaso.i
Se houver diffleuldada de respirar esfrcue-se
espiiha [eipinha{o) de alto a baixo com um leni-
menlo coinpnsto de essencia de therebeutina I oaca,
ammoniaco liquido I oiluva, durante ."> minulos de
quarto em quarln do hora.
Para a dores de barriga cataplasma de lOgli de
farinha com oleo de ricino c com -JO gollas ele luda-
no, anas solas muilo gru.sas ; e sendo liouter
ludano inislure-se com o ang c o oleo ile ricino
o cozimenlo de folhas de conrana.
Para diarrhea clisteres de tapioca cozida com 10
gotlas de ludano, e ndo exceda do I dedos de altura
na bexisa, c appliqae-se do > em .' hora.
Se o doenle ndo nlliviar il-so-llio o rl\sleres com
o cozimenlo de ratanha em lusir dos laudanisados
cozimenlo de ratanha S onraa, evtraclo do rata-
nha I nilava.
Para os vmitos cha da folhas do larangeira, on
oulro iiualquer dos supradilos con) elher sulfrico.
Eaaancia de canda :l goltas em cha de folhas de
larangeira.
Para acalmar a sede limonada fria as colheres ou
de lempos a lempos somos de laranja.
Para acalmar os caimbras agurdenle alcaniphora-
da applirada em pannos ensopados ou ligar as portes
com ataduras ou unirs ligaduras. Sinapismos nns
pernas e nos bracos ou as pernos e no peilo. Dous
custicos as co\a.
Quando vier a rearcao, o que se conhece por lodos
os incommodos ou pelo menos principian) a diminuir
e lomara melhor caracler.e que o doenle vai tomando
soa forma Mitiga.
Se o ataque nao fr para a eabaca nem para o pei-
lo, nem para o venlre, deixa-se a natureza obrar,
porm se houver um desses inconvenientes couser-
va-so o doente na dieta, e dndose escalda-pea, e
cbama-se o medico.
PAGINA AVULSA.
I'romcllcmos fallar na ribllra da lloa-Visla, esla
famosa California de bem conhecidosespeculadores,
e eis-nosagora. Os meninos nao dormem, de lodo
lancam indo para o eaOlAa e como os donos da
casa sdo os altimos que sabem do que se pnasa do
portas a de quem deve vellar nos Intcreaaea do povo, c no
desempenho exacto das prcscriprics municipies.
Pedimos ao Sr. Dr. Marlins. m quem depona-
mos ronlianra, que preste attenrdo ao que vamos
relatar.
lia na ribeira um arrematante que tem o direilo
de receber 80 res de cada carga de farinha, feijdo,
millio c arroz que se vender, as medidas porem sao
fornecidas pela cmara, e o*que faz o arrematante?
He voz publica, que obriga ao malulos a receber
ama tigella (meia cuia para com dlajlirarema fari
uiia do sacco e deilar na medida ; pelo que alein
doslsO rs., recebe mais a dita tigella ebeia de farinha
e por consrguiule o Iriplo do que justamente de-
vera receber, por quanto a farinha se vende actual-
mente a J patacas I) que seda com a farinha, da-
so com os maia gneros cima declarados.
Ora, nada melhor seassm he, do que scr-se ar-
rematante da ribeira di Boa-Vista, e a cmara he
quem nena eperteza perde na base da arremalarao,
e os matulos liram
Corno matulos t/ac roniein peras*.
Nada disto nos admira, porque einliiii, a /niara
nao esla' no viver, mas sim no saber vivor : o que
nosniaravilha he ver, que ludo islo sa passa peranle
urna guarda, que ha all de polica, e um agente
municipal !
Continuemos. Os gneros levados prara das ri-
beir.isoii mercados, sao para seren vendidos a reta-
Iho ao povo, c mu preciso n'uma quadra como a
actual, quo a fome bale-nos a porta ; mais ainda diz
a voz publica, que o arrematante consenle e manda
que se vanada por atacado aus labeiueiros prximos
dila ribeira, e a um famoso alravessador i|ue por
ora occullamos-lhe o nuine, alim de ver se mo con-
linua a tirar o pdo quolidiaunu dos pobres e dos que
nao possuem lal>ernas.
I'iquein de sobre aviso os enhorca Chico dos gra-
dea e Luiz-paral......Ndo sabemos de que serve no
arousue publico esse'repeso all posto pela cmara
e vigiado por um guarda municipal ; o povo he pre-
judicado pelos cortadores das carnes, sobresahindo
qoelles do acoagu da fouee, que be irmla do ma-
chado.
Lembramo-nos que o Sr. Moraes quando subde-
legad mandou para a cadeil em um ti da 5 desses
bous clirstdos.
lleberibe esla' ueando como cui oulro lempo a
lerriiiha dos gibongos : esta' actualmente arephalo,
(esle termo nao he nada bom, iiiudemos) esta' entre-
gue a si mesmo sem nem se quer um quarto de au-
toridade pulu-ial. No dia ti do corrale deu all
um assassinalu as 4 hora da larde, e 4 asa" sino
continua a morar pelas proximidades aW, lo,
e a passear por ella iem a menor cercicoi..... o
ligas a polica.
Sr. Ur. chele de pulida, ilemitla quem na.
zela na seguraura da vida do rnladao ; demilla es-
ses subdelegados omissos, e lembre os deslacamenlos
volantes pelos nossos suburbios, idea que afagauma.
coino a uuca que podera salvar ao- votados do pu-
nbal homicida. O assassino que acabou ha poucos
das deassassinar a amasia no Poco da Panclla ja'
seria preso'! Poi ha quem diga'que elle nao esta'
longe daquelle povoado, e 5_^" que espera enviar
mais us 3, para eolio sor preso 1 .VX
Pergunlarrmos aspatrulhasda maia noilc coi
dianle porque abandouam o bairro do Piccita, com
especialidade Fora de Portas, onde as indis cortara
as calieras aosfilhinhos t
l.cilor, ha mais de tres milhes de nobres de
arabos os sexos, ou melhor pode-se computar um
nobre por (10 populares uos estados principaes e se-
cundaiios da Europa. Nos estados do norte no nu-
mero de 52 por 1, c nos do nieio dia (7 por 1.
Evcellenles estadus sao a Noruega, a Suecia e a
Creca, onde nao ha nobrezas. Na Franca, na Bl-
gica, na IVus-ia e na Italia as honras c o diuheiro
sao nobrezas. Em Portugal lia qualro vezes tauos
nobrescomo na Italia, e seis vezes na Allemanba
proporcionalrnenle a popuiacao.
No Brasil com especiolidado em Peruambuco nao
ha nm popular, ludo he nobre.
Si paler est Vdamus, si matar esl Eva
Cur non riman mime iiobililale pares '.'
Iieseiicr.it houiiii.. tilUs, liunt que minores
Exalta! virios, nobilitat que geuus.
fpojuca.
A rommissdo de sociedade homeoptica bendicen-
te daquelia fresuezia lemlirado era um lerjo da po-
pulacdu quasi 2 conlos de rs. para o soecorro dos po-
bres, nesta capital nda lem excedido de 'JO5'.!!
Houveram capitalistas que assignaram dous mil
rs., c em Ipojuca lavradores pobres que assignaram
J03.
He verdade que o cholera s dizima os pobres....
nem por haver os exemplos do Kio e de Macei !
O governo sem a coadjuvardo dos particulares e
daquelles que estao no caso de o ajudarem nada
por cerlo fara'. (Juera bem lizer para si he.
//' umanhaa.
Papaeica, nai povoa^do lloresceuir, olhada como |
a primera da comarca, ac!ia-se deserta, os semblan-
tes ouli'ora radiantes de vida h de felirida.le. veem-
sahoje con.. vimos, mirradose frios.... o algomaa
luirs depois.... Mangado pelo macelo do coveiro.
Sic Iraiisit /loria mundi'. !
:u
Os casos de cholera conliiiuam .1 .pparerer, porm
sempre benignos, o povo aelia-M animado e'espe-
raoroso ; entra militas possoas que se lem prestado
I soreorrer os acromni.illidos, merecen) especial
menauo, o no-so boticario, o Sr. capiUo Anlonin Vic-
iar Correa, o o Sr. escrivao M.inoel Joaqnim Perei-
ra Nello, e as autoridades.
I.- de Janeiro de IS.1I.
Eis o auno novo comprado tristemente : 8 casos de
cholera manifestaram-M entre nos, alguna com vo-
mito rebeldes, rrsfriainenlo,anejas, dores alroxea no
epigadriu ele., cora ludo, estes svinplomas aterrado
res dissipivim-se ao cabo de algumas horas com as
infuscs de macella e losna. com o alcool campho-
radn, ou com genebra, fricroes de aicool camphora-
1I0 com essenda de mostirda c ammoniaco, escalda-
pssinapisados, etc.
O mesmo dia as !) horas da noilc.
I'ua cartas dirigidas ao nosso digno Dr. juz de
direito, vieram enlutar lodosos coraroes anniiiician-
do as poucas hora que reslavaui de vida du illuslre,
ao dedicado Dr Amazonas ; ochavase no periodo
lgido da moleslia, privado da falla, e dos sentidos,
assni escreve o reverendo padre Leocadio, c o mes-
mo o vigario de Papacsca ; nasmesmaa.earlaslemoa
a chegada alH de nma ambulancia, baetas e ootros
soceorros, ludo remettido pelo illuslre pernamhuca-
no o Sr. Sa c AUiuqnerquc, presidente d Alasons :
honra e louvor ao dislinclo pernambiicano, que toa-
ba comprelieiider a situarao do desvalido o sorcorre-
lo ; amor c graliddo ao presidente humanitario.
Aleos, o tacrUlSo.
!' S.Ksquecia-me dizer-lhe que o DOSSOJUI de
direilo remetiera paca Papacara bolacha; arroz, "r-
nebra e baca, e bem nssim os remedio. pedidos
pelo Dr. Ama/anas e fviruecidospelo nosso bolicarlo.
Tritaountv experimentado por os eom proveito.
Molcza, dor 110 estomas.1. dores pelas pernas, ca-
larnos. Inlusdo de macella c losna ou de folhas de
larangeira coin i colheres de genebra ou agurdenle
de caneca, ou cutan una collier de alcool cainpho-
rado, escaldaps com cinza, abalar o doenle, quasi
sempre ncorda melhorado. immediatamenle oleo de
ricino I colheres. e na falla temos aconselh.ido com
o mesmo resultado azeile ordinario de mamona 31
colheres em urna chicara de agua morna e lomada
em dlslel, as \czrs i,-n> apparecido rcsfriamculo el
fadigl, o temos ublidoOS melhorea resultados rom a
applicacao de um sinapismo no rslomago, e fricroes I
com tintura de>pntenla da Jamaica, e alcool eam-
phorado operada por nieio de huelas fortemenle aque-'
ridas. temos aconselliado o limdo e nada podemos
dizer de sai elUcaria, porque aquellea que o loma-
ram viram-se obrigados n leroner 1 infusOes
qiieulesclc-, ele,, todava casos de vmitos lem ce-
dido com a simples applicacao do sumo de liinao :
em Macei j se vende
10? o cculo de liman.
Carta particular.)
COMARCA DE SAMO ANTAO'.
Cidade da Victoria.
Helarlo das pessoas que tem de se encarregar dos
Iralialhos no lempo do cholera no caso de que in-
pareca nesla .-idade.
Commiuo dr dlreeeHo.
O coronel i'ihnrlinn Piulo deAlmida.
O Dr. Joan Francisco Coclio Bii.incourl.
O vigario Francisco Xavier dos Santo.
Commieeao de temlas.
xi ,r iii,:... da Silva Cosa.
Padre Francisco Ferreira de Souza Bronco.
Antonio de llollanda Cavalcanli de Andrade.
Commissao to. encarrtgadot do tratameiilo nos
bairros segaintes.
I." bairro.
Roa da Ponlc, Cija, Giquia', ra dos Fcrreiros,
Hollaoda, Encarregados Antonio do Monte Lima,
Aiilunio Duarle Letc, padre Frandsco Ferreira de
Souza Branco, J0.V1 de Barros Pimenlel, vigario
Francisco Xavier dos Santos, Jos Xavier Lina de
Albuqoerque. -Antonio Colhola Ferreira da Costa,
Joao Marinho l.ins de Mello, Alexan Ir de llollan-
da Cavalcanli e Alevanlre Bezerra de Albuqueiquc
Barros.
Segundo bairro.
Ra Dircila, ra da Matriz, Salgadeira, nm da
Cadeia, cadeia, atraz do arougue, patea da feira,
Alagoa do barro al o alaga,lo. Encarregados jo.i-
quiin Eslcvdo da Silva Costa, Ignacio Teixeira do
Parias, Alexandre da Hotta, Jodo Florentino Cnelho
de Cocs Cavalcanli, Filippe Cavalcanli de Alliuqur
que, lenle Jos Antonio Pestaoa, Joai de Moura
Florencio, Tiloma/, de Aquino Oliveira, Manuel ,a
Costa Ventara, Jojlo Das Ferreira c Jos Francisco
Pedrosa.
Terceiro bairro.
Ra do l.tvrameulo, praoa do Capim, Cabanga,
ra dos Corroo., Coca.las. Crol das Almas. Encar-
regados Miguel dos Anjos Alvares dos l'raieres, Joa-
quim Mauricio Wandcrley, Joaquim Pedro do lle-
co Brrelo, Flix Cavalcanli de Albuqiie.rqu Mello,
Antonio Zeferino Rodrigos de Souza. iogcT/tmnaie
de Miranda, Trajino Jos Ferreira, Joao Vicente de
Brito GalvaO, Manoel Antonio Carrea de Queiroz,
Jos HippolilO llaidera, Jo- Hircdlino de Meilo,
Anlonio Francisco Chaves, Dionizio (jomes do Reg
e Zeferino Camello de Andrade.
Suburbios da cidade.
As pessoas dos lugares que forem ifectldos recor-
rerflo a eommissdo de direcc^lo desla cidade.
Cidade da Victoria 8 de Janeiro de 1856.
( Carta particular. )
Ora, se a lei exige a deelaraefo expressa daJt/Mafi-
ditde do rotor fornetio, e al da especie da moeda,
romo se havera romo veidadeira una lellra que diz
falsamente nkeiro rn-rbiio, quando lal dinheiro
se nao recebeu'.' Porqueraiao lio derlarou a lellra,
rom,, quiz o legislador, a verdadeira origcni da di-
vida, .1 verdadeiro valor Tornenlo '.' Sr. Aquino
Ferreira, espero na juslica dos magistrados que os
seus subterfugios nao pegarSO e nem lerdo o resul-
tado que o Sr. espera.
Entretanto, par que o publico seja csclarcrido u
seiiielhanlo respeii, devo informa-lo resumidanien-
le do que ocrorreu.
O Sr. Aquino Ferreira sendo credor'le meu r-
inao, Joaquim dos Sanios, sollicilou de inim que ga-
ranlisse ssc pag.iineulo.
Non mo reensel ene obsequio a meo irmdo, com
cerlas condires porm, e nesto intuito foi formula-
do pelo Sr. Dr. Alroforado um papel de Iratn que
eflorec ao Sr. Silu-liano para assiguar,sendo o nies-
mo papel pistado em duplcala.
O papel era concebido nos seguinles termos:
o Nos abaixo issigaidos temos couvenedonado o
seguinle : Jos Eleulerio de Axevedo se obriga
a garantir ao Sr. Salustisuo de A(|oiuo Ferreira o
o pagamento miusal de S63000 r., que ara mano
a Jo.iquim.dos Sanios A/.evodo Jnior convencio-
H nona dar para soluriio da quanlia de 1:IJI)-^
u rs., da i|ual he devedor ao dito Salosliano por
<* venda de Indicies de loleria. Saliistiauo dcAqui-
o no Ferreira se obdgl a continuar a fornecer a
a Joaquim dosSantos Axevedo Jnior bilhclesdas lo-
i (crias,que correrem nesla proviucia, recebeudo a
o importancia dos bilhelCI que for dando, depois
odo corrida a loleria cinco diaso lio fim de ca-
da mez urna lellra de 5C900U rs., para amorlia-
rio da divida existente. Declaia-se que a garan-
lia de Jos Eleulerio de Azevedo, uhsislir sii-
.1 mente einquanlo S.ilusliaiio de Aquino Ferreira
fornecer, pela forma mencionada, bilheles, para
sercm vendifos, e logo que o deivar de fazer, li-
a raro seuielfeilo, e no caso de cuuiprir dito Salus-
K limo o que fice exporto, scnbrisa Jos Eleulerio
" d< Azevedo. como particular de\edor, c pata cla-
reza se passarflo dou- do mesmo llieor. a
Mas, oque fazo Sr Salusliano '.' Aceita as condi-
jOea; passam-se as lettras. e na occasiao de fechar-
se o contrato, assignando cu as lellras na supposirdo
de ser o Sr. Salusttauo um humen) de bem, esperan-
do que o Sr. Salustiauo cumprisse o contrato, ape*
as vio-?e rom as lellras asisnadas, negou-se assig-
uar a roiilices, e da sen arbitrio, com quebra de
sui apregoida probidade, anniquilou as bases da
aaranlia cm que me eu baseava para ndo solfrer com
o pagamento das lacs lellras Isso eslou promplo
provar em jaita c pelo meio que escolhcr o Sr.
Aquino Ferreira.
Agora appelle o r. Sllusliino para a toiscicncia
(que esearneo !) dos Srs. negociantes, lano nacio-
naes como eslrangeiros, que gozara de elevado cr-
dito na provincia de l'ernambiiro; e decida o publico
qu.il dos dous se o Sr. Salnsliano de Aquino Fer-
reira, 011 Jos Eleulerio deAievedo, mereceni uesla
dila provinciamaior concdlo cm Iransacrcs com-
mercines.
Peruambuco III de Janeiro de iK.,11.
Jote Kleuterio de .tzeiedo.
CONSULADO IBRAL.
I Rendimento dndia I a 0.....
dem do dia II).......
-J8:ll50Ki
:i:Jll5ti:l
31:4653547
LMVERSAS PROVINCIAS.
Reudinionlodo tita I a'.(.
dem do dik 1(1 .
1:6454931
J13S564
1:889B lOr
Srs. redactores. Emqie lempo estamos nos.1
desejava, que me dissessem, s ja be permillido a'
um militar eserever ds maneira a mais desabrida
cimlra a priiueira aotoridade da provincia '.' porque
corre por ahi algores, que o Dr. Rosendo Apriaio
PereiTO tiaimarae*. cnurgiao do mu liatalhao, he p
redactor da Scgauda-fcira do Chronislu do Liberal
l'eriiambitcano. Aposto mil contri ,101, que no
meo lempo nao aconteci i(o ; iois ndo sci como
um ollicial vendo sua penua para insultar um presi-
dente, que talvez nem o conheca, o qup nao lie pm-
vavel lile lenha felo o menor mal. M ,s que que-
reni. se estamos no serillo das luzese dos inelimra-
ineiitus maieiiaes, eiuque itualqucr birbantt recebe
nossa hospitalidad, e veiu anula era cima provocar-
DESI'.iCIIOS DE EXPORTACVO PELA MESA
DO CONSOLIDO DBSTA CIDADE NO DI a
10 DE JAlvEIRO DE I8J(.
liolliembourg Brfgue suero ni). Therexa, Me.
Ciluioiii | Companhia, 30 pipas cachara.
Illia de S. MiguelPatacho poitusuez Alfredo,
Joao lavares Cordeiro, ti cascos dem.
LiverpoolBrigue ingle/ Freemio, James Ryder
(V Companhia, 17 sacra' algodlo eir. rama.
(cnovaPolaca sarda Mana Eliza, Baslo (i Le-
inos, (HKI saceos assucar branco.
LisboaBarca porluguea Carila e Amelias, J.
M. Rodrigues Valenca. 230 saceos idem.
Rio da PralaPatacho dinamarqoez Anua Calha-
rina, Amorim Inndos JCompanhia, itl barri-
cas idem.
lalmoiilhBrisuc iuglez oEsllier Jun. Mr. Cal-
moni i Companhia, I,SOO saceos assucar masca-
vado.
Marselh.iBrigue francez ojules, Viuva Amorim
i\ Filho, (Mil) sacros idem.
LisboaBarca porlusucza ,(Carila e" Amelia", J.
M. Rodrigue Valonea, 180 saceos idem.
Exporlacao .
Ilaltimorc, hiato americano -(Rosamondi', 'le I"i0
toneladas, condao o seguais : 1,600 sarcos coin
S,0D0 arrollas de assucar.
Falmoiilh. brigue inglcz Star*, de 38:2 tonela-
das, c ni luz, 1 o seguinle :5,3110 saceos com 26,500
arrobas de aasucar.
Bosnos-Ayios por'Montevideo, barca brasileira
oRiilinao, do 305 toneladas, condoli o seguinle :
650 barriqninhas. 1,150 barricas e 60 saceos com
11,995 arrobas e(i libras de as-ucar, 70 pipas agur-
denle, 30 dilas espirito.
(iolhemlioiirg, brigue suero uprins Osear Frcdc-
rirko, de 399 toneladas, rondu/.io o seguinle :3370
saceos coin (i,850 -arrobas de assucar.
Para, brigue escuna brasileiro atireciosao, de
l(>8 loueladas, conduzio o sesuiule : volumes
gneros eslrangeiros, 1,600 barriquinhas e 50 saceos
cora 7,1dl arrobas e 14 libra de assucar, M barri-
quinhas e 40 lal.is coin 71 arrobas e 17 libras de as-
sucar refinado, : cnitoes caixinhas de doce de guia-
ba, vinho de caj' e charutos, i saceos gingibre bran-
co, -20 latas ideo de ricino, I caixdo ganco*.
Philadelphia, patacho americano oLevanin, de 178
(iniciadas, conduzio n seguinle : 2,000 saceos com
10,000 arrobas de assucar.
HECEBEDORIA DE RENIUS INTERNAS UE-
RAES DE PEKNAMUUCO.
Rendimenlolo dia la!) 1:5795702
Idem du dia 10........ 7I6|923
5:296962.
CONSULADO PROVINCIAL.
Kendiinenlo do dia
Idem do da 10 ,
I a 9
34:2433807
3:038(683
37:2829490
mo^httestto>o porro.
lacios entrados no dia 10.
Parahibi3 dias, hiate brasileiro dConceicio Flor
das Virtndea, de 2(i tonelada-, meslre" Izidorn
Rarrcto de Mello, equipasen) 2, carga loros de
mangue ; a Paulo Jos Baplista. Passageiro,
Antonio Francisco Madeira.
nos em eua artigo dogazela, que mais parecem de I dem3 dias, hiale brasileiro Camoess, de 31 lo-
auto ile fe '.' Ndo sei se o f.icto he verdadeiro, no-
rcni neslc caso he preciso um nieio repressivo para
que a admiuislracilo ndo seja menoscabada, e ndo
lavre no riereilo a falla de disciplina, sua primdra
has, .- que muilo so respeitava cm nutras eras.
Com a insertan deslas linhas, Srs.redactores, mui-
lo obeequiarao ao seu constante assignaote, o
l'elho pernamlmcano.
pitbtic(icil :l ].M-D>0,
BEPARTigAO DA POLICA.
Parle do dia 10 de Janeiro.
Illm. o Exm. Sr.Levo ao couhccimenln do V.
Exc. quedas diflorentes participacjOea liontem e bo-
je recebidas nesta rcparliruo, rousla que se deram
as seguintes orcurreucias :
Foram presos : pela subdelegada da freguezia do
Rccife, o preio escravo Antonio, a requcrimeulo do
senhor.
Pela subdelegacia da freguezia de Sanio Anlouio,
o prelo escravo Joaquim, por fgido.
Pela subdelegacia da freguc/.ia da Boa-Visla, Jus-
linn Alves da Costa, por desordeiro.
Em oicio desla dala refere o delegado do pri-
meiro ilislriclo deste lerino, que hontem apparecera
arrojado pelo rio defronte do caes di ra da Auro-
ra o cadver de um prelo, que represenlava ler 30
a 10 anuos de idade, c que procedendo-se a com-
petente vesloria, declararam os facultativos que a
morie previera do asIUiamenlo.
Dos guarde n V. Esc. Secrclaria da polica de
Peruambuco 10 le Janeiro de 1855.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro .lose lenlo da Cimba e Figuciredo,
presidente da provincia.O ebefe de polica, tu;
(.'arlos de Putea Teireira.
COMAKCA J)E GABANHUNS.
30 de dezembro.
Estamos em lula : o terrivel viajanle das indias
desden* piimeiros dias do andante, lem cortejado a
varios habitantes desta villa, e seus contornos, res-
pcilando todava le droit de riere, ferindo rom lu-
do niorlalmente a um molequo do Sr. Anlonin Jos
da Silva ; consta-nos porcm, que essa morlo foi di-
vida ao pouco apreso que deram a una diarrhea que
110 principio se manifestara pouco assusadora, e a
qual lomando se depois pertinaz, zombou de ludas as
applicacoes, levando o iufeliz a sepultura.
Al boje, 10 pes>oa> conhecemos que foram ac-
coinmetlidas do mal (cholerina leve restabelecidas
ao cabo de algumas lloras, com as simples applica-
ci'ies de escalda ps, infusdo de macella e losna com
urna collier de sopa de alcool camphorado, oleo de
ricino pela bocea, e nao bavendo, azeile de mamona
ndo depurado, em clisteres etc., e apenas 2 casos de
diarrhea temos observado ; o primeiro em um solda-
do do destacamento que cedeu 4s applicacoes dos pa-
pis de ipecacuanha e opio.e aos clisteres laudaiiisa-
doselc.c o segundo em um morador nesla villa que
acha-se ainda com ella por nao ler seguido o trala-
mento abracado por lodos (o Iralamnlo do Dr.
Bulhoes., So nao temos al boje a lamentar vidas
perdidas, recciamos a consequencia funesla de al-
gum Iralamnlo imprudente, ainda hontem uina
sangra ui pralicada cm um doenle ;que dizia o as-
sistenle es'.at como cholera cooliimadn) Dos quiz,
porm, que o medico,errando acertasse : errou,
porque a sangra era reprovada se realmente oque,-
xoso achasse-se accommetlido do cholera, o acertou ,
porque lal moleslia ndo exista nelle, e sim a varila
e estando etta no periodo d'crupr.'io e sendo ella
acompanhada de feble, ccplislalgia intensa, olhos
injectados etc. asaugria foi benfica pirque fez abor-
tar urna febre cerebral, que esses symptoinas raziara
recriar ; a varila he benigna e d'aqui a dias o
doente estar entre mis san ct sauf.
O digno nil municipal desla comarca, o Dr. Joao
Francisco Duarle Jnior, fe-lo transportar para um
silio arredado da villa, onde o dito enfermo encon-
trar todos os cuidados : o mesmo Dr. Duarle Cun-
prou a sua cusa) urna casa perlo desla villa por rs.
9O3OOO, que foi por elle destinada para hospital ;j,i
nellase ada una familia desvalida ancarregada do
tralamento dos doenles a limpeza da casa ; foi alii
que Iralou-se osoldado, o nosso boticario foiome-
dico e enferuieiro, c (en sido e ser de lodos nos.
O nosso digno juiz de direilo Dr. Jos Bandeira
de Mello, foi assallado pelo mal, e i'inda hoje adia-
se convalescenle, apezar pormdo sen estado de l'ra-
queza ndo se lem recusado a receber quem o procu-
ra e a acouselhalos sobre a maneira do Iralarem-sc,
m-|,ii ni.lu-ihn j.n una, e mesmo como temos pre-
senciado vizilan lo alguna enfermos : o mesmo te-
mos a dizer do nosso veueravel parodio padre Ne-
mezio de S. Joao Cu liberto, nos o encontramos mul-
las vezes a cabeoeira do enfermo prodigalisando-llic
com religiosa solicitud, remedios, e forlalec;ndo-o
com palavras rsjesperanca e de salvarilo.
As mesruas suenas, porem nao se dio em Papacara:
A SENTIDISSIMA ..lOl'.IE
da presada consorte do Illm. Sr. capitao Jos fio*
drtgues Pereira, caralleiro da ordem da Posa 1
negortante matriculada naato /irafo.
S? a vlrlude i|uu ib co desconde,
Morlc 1 Tu nao poupaste a vilude !
S duvidasle suspender, pot mais lempo
Desfcixar esse guipe.... prematura "'....
Na tria campa omada fcrrolh.istc,
Quem lagrimea deiaoa, saudade o maguas;
Quem no mando mosirui bondades lautas
A' viuva consternada, a' triste orphaa :
Ouix o Summo Adon.ii a si chamar,
Alina Ido ju.la que hbil ;vn a tena,
i.>i)'os Anjos rom mil comas preparadas,
Esperar n.io podiam por mais lempo.
Selle lustros vivoo a par de nos ,
A filil protegida 'lo Senhor ;
II je porm hsbila la na gloria,
A rainha das Anjos decantando.
A parca que estraga, que extermina
E que a llge do mausoleo ahriollie.
Nao deteve dor que rala u peile
Do leruo esposo, que cansado lula
Com [icrda Uto asmivel!... e mais anda
Dona jiiiiocenlinhos, que ,1'ora cm ora
Suspiran! por sua lerna Mai-inha....
Em van buscas sullrcr. Tin bondoso
Pela sebrinha lano detvdlada.
Porm 1 inagoa t onde a levas'.'
Tilo triste gemer, genier constante.
E'trcmosos manos nao mais pranteiem
Que as lagrimas no mundo de dores
("om risos do reo quira se trocara
Peranle o tribunal do D?os Eterno.
Por A. Sanes de 1 Uiecira.
Rccife 10 de Janeiro de 1856.

H OHiuu'mi...
neladas, meslre Manad Sophio da Penha, equi-
pagem carga loros de mangue ; ao meslre.
idem3 dias, hiate brasileiro Flor do Brasil, de
28 loueladas, meslre Jo.li Francisco Marlins.
equipageni i, carga toros de mangue ; a Vicente
Ferreira da ('.osla.
Cotiogniba10 dias, sumaca brasileira Ventura
Feliz, de 109 tonelada, medre Msrcelino Jos
liiianc11: equipasen) II, carga assucar; a
Schramm Whitely i\ Companhia. Ficou do qaa-
renlena por 15 dias,
llalli 110 dios, hiate bra-ilciro oAmelia, de 03
loueladas, meslre Bernardino da Silva S"iia, equi-
pagem C, carga tabaco e mais gneros ; a Anto-
nio Luiz de Oliveira Asevodo. Passageiros, Joao
Ribeiro de Parias, Marcolino Alves Pereira, A-
driano Ribeiro Barreira. Ftcou de qiuroiilena
por 15 da.
Rio de JaneiroH dia. polaca hespanholi Joven
Doloroso, de 139 toneladas, capillo Pedro Coll,
equipjgem 12, cm laslro : a Arauaga tx Bryao.
Flcou de qnarenlen.i por 15 das.
liasp8 dias, patacho iuglez. oZibialin, de 101 lo-
nelldiU, capitn Filippe tireslej, eqoipagein 15,
carga bacilh.io : a Mr. CalmonI A. Companhia.
Dundee10 dias, brigua iuglez. Comdv, de 195
toneladas, capitao Thoinaz Tervil, equipagem 9,
carga carv.lo de pedra ; a Senil Wihon \ Com-
panhia.
yodos sahidas no mesmo dia.
Iil!i.o ieHiate imericano Rosamond, capitao
N. L.Kllis. carga assucar.
Amsterdamlirigoe inglcz nStarn, capildo Dun-
can, carga assucar.
vVl>I"!^.
PKACA DO RECIFE 10 DE JANEIRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colarf.es olticiaes,
Desconlo de lettrasI 1|5 ( aomez.
(^orrfi^oiionuiir.
519000
10 par.
Si. Redactores. Hoje esla fura de lod.i a du-
vida, que o Sr. Salosliano de Aquino Ferreira leve o
i'-iluilo de ferir a minlia repulacdii e de prejudrar-
me em minha humilde posirao de caixeiro. Feliz-
mente, porm, deu se u caso deler o Sr. Salos-
liano rinde buscar Ida e liaver sahidotosqueado__ ;
porque deseu aranzel o que se deduz he, que o Sr!
Salusliano, se nao houve com a precita digoidade, a
nem cumprio o einpenho em que liavi.i enlrado para
comigo, abusando de minha boa f. e ensinaiido-ine
desconfiar daquelles que oeste mando se acober-
l.im bypocri'.ameute com a rapa da probidade.
Antes de ludo, seo Sr. Aquino Ferreira he meu
credor por algum (ilnlu, porque ndo recorre aos
meio lgaos, o lauca nido de um Diario para inju-
rar-me ".' He esse o meio de que so serven os ho-
mens honestos, cu jo filo he smeole cobrar e ndo
desmoralisar. E se leiiho um neme, pelo qual son
conhecido, a que vein a minha quilidade de caixei-
ro dos Srs. L. Lecunie Pern \ C. .' Isso demonstra
una cousa, e he. que o Sr. Aquino Ferreira lanei
iodo desse subterfugio, para evitar una disconaos-
ria peranle as uslicas do paiz acerca da origem do
debito e das occiirrencias que se deram.
A minha declaracao pubiicida pelo Diario de
Peruambuco de 21 do passado, foi-me entilo ordena-
da pelos sagrados deveres da honra. Pcdi ao Sr.
Aquino Ferreira que dociduse 11 negocio declaran-
do a origem e iialin eza desse debito ; e mesmo soli-
citei-o parlicularnieule. Mas o Sr. Aquino Ferrei-
ra, que ndo quer sabir do mvsterio, forueccii-me
orna dedaraedo sen geitu concebida nos seguintes
termos :
Respondendo ao annuneio do Sr. Jos Bleole-
ro de Azevedo, caixeiro da casa eommercial dos
(( Srs. L. I.econlc Feron t\ C, publicado lio Diario
de Peruambuco 0.296, de i de dezembro de
1855, quo a divida he proveniente de bilheles de
lolerta que enlregoei ao Sr. seu mano loa-
quim dos Santos Azevedo Jnior, de que o Si.
( Jos Eleulerio me isaignou lellras para pagamen-
lo dos ditos,bil,ses, que sen mano Joaquim dos
Sanios rae ruma lomado para vender. Pernam-
(i buco 26 do dezembro de 1855. Salustiauo de
(i Ai/uino Ferreira. i>
Esse annuneio, pcssimamcnle ridigido, e nao sa I
lisfazcndo as cundirnos da minha exigencia, den-'
m'o o Sr. Salusliano para o fazer publicar, lalvezpi- '
ra ecouomisar o sen importe, ou para ver nisso nina
aiinuenria de minha parle. Deveria cu pablica-lo .'
Nao certameute, e poil o guanlei para pablica-lo
com as devidas relleioes, se assim 1110 parecesse con-
veniente.
A minha domara nossa publicarlo pareceu eslra-
nhavel ao Sr. Salusliano, e ei-lo quo salla sobre
mira no Diario de 2 do crrente, censoraudo-me por
nao haver feilo stmelbanla publicacao !
Enlrelauto, dou-;ue mim moaroo o para-beni
pela demora, porque sendo IVira ella, nao me bou-
vera dado o Sr. Salusliano o prazer de ver o seu no-
me eslampado em um novo annuneio,em o qual se
l o seguinle trecho :
Saiba mais.Sr. Jos Eleulerio de Azevedo, onde
ce balellras utignadisnor Vine.lodos samis daca-
iimiIos ndo lem a ior(a e validado de lellras, a
quaes dizem que recebeu l me. em moeda corren-
le. e legal, o
Parece queoSr. Salusliano ndo lem noedo alsnma
do Direilo Commercial, eque nunca paasoo os olhos
pelo nosso cdigo ; do contrario leria lido o arl.
354 nssim concebido:
n A lellra deve declarar :
S 3. O valor recebido, especificando, se foi em
0 moeda e a sua qualidade, em mercadorias, em
1 coula, ou por oulra qualquer mauoira. s
CAMBIOS.
Sobre l.ondre-, a 28 1|2 d. por l>.
Paria, 31N rs. por f,
1 Lisboa, 92por 100.
Rio de Janeiro, ao par.
Acccs do Banco, 10 O|0 de premio.
Accoes da companhia do lleberibe.
AcrOcs da companhia Pernamhucana
a L'lilidadc Publica, :(0 por ccnlo de premio.
o Itideninisadora.sem vendas.
Disconto de lellras, de 12 a 15 por OlO.
HETAES.
Ouro.Onras hespauliulas.....
Moedas de foOO velhas ,
o 69100 novas .
> 3IHH)......
Prala.l'atacne brasileiros.....
Pesos columuarios.....
i> incxicanos..... ,
293000
11,-1 BU 1
161000
99000
290OO
25OOI)
IcsStl
Al.l ANDEl'.A.
Keudimento do dia I a 9 .
idem do dia 10......
123:082:015
11:740*515
134*224530
neseirregam hoje II de aneiro.
Barca inglciulosarlomerca lorias.
Brigue inglesBlack Prinee btalas e queijos.
Brigua suecoSuperiortaboado.
Polaca liespaidiola'rompavinho.
Barca iusiezatjaeenuiercadorias.
Barca porlogoexa(.'mistantevinho, btalas, ce-
bolas e 'arelo.
Barca iogleta.S|U> oflhe Timesbacalho.
Vapor brasileiro Marque- de Oliada diversos ge-
nero.
Barca americanaMmeslafarinha de trigo.
IMPOaTACAO'-
Brigue ingle/, .tiiiellnjsl, viudo de Londres, con-
signado a James Ryder A: C, mani'eslou o ae-
gninta :
300 barril pez. 10 barric.-.s c 2 nisas garrafas de
cervejl,5 barris garrafas de Iluta, Jraixas ferragens,
I dila una rama e seos nerteuces, I dila globos, I
dila uiiudc/.as : or.lem.
165 barricas garraas de cerveja, I raivinlia lencos
de seda, I embrulho meias. 100 barris rmenlo, 201
barris polvera ; a Fox Brothers.
200 harria boies de grava, :'. caixi.s magnesia, 1
dita amostras ; a J. Crablree ,\ C.
120 barris plvora ; a Me. CalmonI & Compa-
nhia.
10 caixas goiiima laca, S barrica- tinta, I caixi-
nha fcrrageits, 1 dita objeetoa de eseriptono, 1 ilia
eonfcllos, 1 dita teddos de algodfio ; a Feidel,Pinto
v\ Companhia.
I volumes urna machina; a Manodi. Ramos e
Silva.
(i barris sal, (i dilas podra hume ; a I). A. Ma-
llicu.
I caita chapeos de sol de seda, 1 dila cobertores de
Ida c leridos de I111I10, I dita ditos dA dito, I dita
roiudeas, I dita navalhas eafiadores, i ditas cha, I
dila sellios e seus perlences ; a Lniz Antonio de
Siqueira.
25 toneladas carvao! a C.Slarr.
5 barricas tinta ; a J. Hallidaj.
I eaixiiihu Irascos de conserva, -2 bar icas poles de
sal. 3 caixas queijos, I lian ira presonlOS, I dita.Ion-
ciiihn, 3 barris vinagre, 5 ditos linguas, 10 ditos
manleiga ; a Timni .Momcii o, Vioassi.
15 caixas cha, 3 dilas biscoitoa, 2 fardos leridos de
linho, 5(1 barricas garrafas de rervejo, IDO caixas ve-
lis, (>J t-ifibrulhos curdas ; a Francisco C de Oli-
veira.
Brigue americano Tltoma: ii'alier, viudo de Phi-
ladelphia, consignado Matheus Ausliu Ox C, 111a-
manileslou o seguinle :
1,580 barricas feriaba de Iriso, 2 volumes cadei-
tas de balaceo, 20 toneladas Carvio, (RIO barriqui-
nhas bolachinhas, 1 caixinba arreios, I dila roupa e
doce, 44 ditas ch, 10 barricas lalasdc grasa ; a Ma-
theus Auslin & C.
O Dr. Anselmo Francisco Perelli, commendador da
imperial oidemda Rosa, ejuiz do direilo especial
do commercio desla cidade do Recite, provincia
de Pernambuco por S. M. I. e C. o Pedro II
a quem Dos guarde ele.
Paco saber aos que a prsenle caria virem, em
como Piulo & Inndo na fi/.erain a peliedo do Iheor
seguiule:
izem Piulo S [rmlo, que achando-sc cm liqui-
daran sua firma commercial e sendo devedoresa elle
por lilulos de dividas commcrciaes as pessoas cons-
lanles da relaedo junta, vem peranle elle juizo pro-
testar para fazerem inlerromner a prescripedo de
que falla o cod. comm. brasileiro contra os referidos
devedores, admittindo V. Exc. aos supplicanles a
jiKlicorem a ausencia dos mesmos, afim He ser-lhes
intimados o protesto porcada de edictos, como dis-
pfle o artigo 153 S 3 do cilado cdigo. P. a V. Exc.
Illm. Exm. Sr. Dr. juiz especial do commercio. que
Ihc delira E R. Me. Jnse Marianno de Albu-
qoerque. Nada mais coulinlia em dila peliedo aqu
transcripta, ni qual dei o despacho seguinle.Sim.
Recito 27 de dezembro de IS55. Peretli.
Nada mais se coolioha em dilo despacho aqu
transcripto em virlude do qual o escrivao deste juizo
lavrou o termo do protesto do Iheor seguinle. Ter-
mo de protesto. -Vos 27 dias.do mez de dezembro de
1855, nesla cidade do Recife era meu escriplorio
vieram Piulo Irmdo, e peranle mim e as leslemu-
nhas abaixo assignadas.disseram qoeproteslavam pe-
lo cuiileudo cm sua pelico relro, que razia parle
do presente termo. En Maximiano Francisco Duar-
le, escrivdo privativo do juizo commercial o tscrevi.
Pinlo & lrmao. Paulino da Silva Mindcllo.
Antonio Pinto de Barros.
Nada mats se conlinha cm dilo termo de protesto
aqui Iransciiplo, depois do qual se via a relaedo dos
devedores, que he do Iheor seguinle : Relaedo das
pessoas que davem a lirma commercial de Pinto &
IrmAo, eu liquidacdo por lellras ji vencidas. Lel-
lra aceita por Antonio Jos Quare-ma Lima da quan-
lia de 2IO?320 com o juro de 2 par cenlo, dita acei-
ta por [inicio Jos Pestaa com o juro do por cen-
lo 272)960, dito de Joao Ferreira lavares dilo dilo
179, qualro ditas ditas passadas por A. J. de Souza
(ueiroz. venoelldo o juro de 2 por cenlo ao mez
1:7639373, dito ditas passadas por Jos Bramido J-
nior rom o mesmo juro II3934O. Recito 19 de cle-
zembrii J855.Pinto & irmdo.
Nada mais se conlinha cm dita relaedo dos deve-
dores aqui copiada, produzindo o supplirante suas
leslemuiihas, selados os autos subiram a concluso,
e nelies dei a seulenca do llieor seguinle :
Julgo provada a ausencia dos juslilicados em lu-
gares ndo sabidos, e mando (fue para o lim declara-
do na peliedu de lis. 2. sejam citados por edictos.
passando-se a respectiva caria com o prazo de 30
dias c cusas.Recito 28 do dezembro de 1855.
Anselmo Francisco Perelli.
Nada mais se conlinha cm dila seulenca, em vir-
lude da qual o escrivao que esta sabscreven mandou
passar curia de edictos com o prazo de 3(1 dias. pela
qual e seu llieor se chama e intima, e bei por inti;
inados aos ditos supplicados llovedores ausentes de
lodo > cometido na peeao e termo de proleslo aqui
copiados.
Pelo que Inda u qualquer possoa prenles ou ami-
go dos dilos supplicados os poderlo fazer scicotes
do que cima fica exposto, c u portoiro dojoizuafii-
xara esla nos lagares do cosime e ser publicada
pela imprenaa.
Hada e p.issada nesla cidade do Recife de Per-
nainb.i.io ao29 de dezembro de 1855. Eu Maxi-
miano Francisco Du.irte, escrivao privativo do jui/.o
commercial a subterevi.
Anselmo Francisco Perelli.
O Dr. Anselmo l'ranciscroPerelli, commendador da
imperial ordein da Rosa ejuiz de direilo especial
do commercio desta cidade do Recife, pur S. M.
I. o C., etc.
Fago saber aos que a presente caria de cilicios
Virem, eui como Joao de Su l.cilao, me fez a pcli-
r.o do llieor forma modo e maneira seguinle :
Illm. o Exm. Sr. Dr. juiz do commercio.
Diz Jo.iu de Sa l.eildn, como tutor dos mono-
res uihos de Antonio du )-\>' Leudo c l>. Anua Can-
di,!,! de Sa' l.eildo, viuva nuca do casal lvido
cora o ultimo, que quer protestar para o fim do
lllerromper a prescripedo contra os devedores GODS-
lanles da inclusa relaedo, as quaes se naviera cons-
lilnido laes por dbitos mercantil para rom o cs-
labderimento de fazendaa, que possoira o dilo An-
lonio de Sa' l.cilao, i; como o supplicaule iguoreni
o domilicio dos mesmos devedores, quer juslilirar
a incerteza do inesuio, afim de que |ior edictos se-
jam notificado do protesto laes devedores ou seus
herdeiros no caso de fallecimenlo de ligaos de
aquellos, para isso pede a V. Exc. BSSini se digne
mandar.E R. M.Oadvolado Pereira de Mello.
E mais se ndo conlinha, nem oulra cousa
.lignina se declarava em dila peliedu, a qual dei e
profer o despacha do llieor forma c maneira se-
gdule :
Tome-sc por lermo o proleslo do supplicanle, e
justifique esle a ausencia dos devedores a que se re-
fere.
Recife 20 de dezembro de 18145.Anselmo Fran-
cisco Perelli.
E mais se ndo conlinha em dila pctirSo o despa-
cho, em virtude do qual .. escrivao lavrou o lermo
de proleslo do Iheor forma modo c maneira se-
guinle :
Aos 21 de dezembro de 1855, nesta- ridade do Re-
cite ele I ernainburo, em meu eccriplnrio veio Jodo
deSa l.eitao, e peranle mim e as teslcinunhas abai-
vo assignadas, diese que protcslava pelo conleado
em sua peticBo relro, que fazia parle do presente
termo para o fim na mema requerido, c de come
ssirn odissee prolestou assignon com as leslemu-
iihas o presente lermo.
Eu Maximiano Francisco Duarle, escrivdo priva-
tivo do juizo commerrial o errevi. Jodo d- Sa'
LeilBo, Jos t.oncalvcs de Sa', Celmi Coelho Bran-
dao,
I-, mala se nao conlinha nem oulra cousa algunu
e declarava cm dito termo de proleslo. depois do
qual se va relaedo dos devedores ausentes quo he
do llieor forrai e maneira seguinle :
Manuel de Almeida Silva crdito "vencido cm 18
de agosto de 1837 825J435, Eslcvdo Jos de Ves-
concellos dilo em execurdo de senlenra 33151675,
Francisco Barreo Arc.oli dilo vencido -ra 10 de agus
lo de 1839 203-005. Amaro los Valentimreslo da le-
da vencida em 26 de marro de 183 316.-,, Ma-
iioel domes da Silva urna letra vencida em 20 de
levereitode 1813 I13I90, Antonio Jos dos Sanios
I dila vencida em 20 de dezembro de 1844 3O0J.80O,
l'raucisco Celeslino l.eile restante de I dila vencida
em 8 de abril de 1841 27f995, Candido Fausto da
Silva 1 letra vencida em 9 de Janeiro de 1815 I00>
laooario Ferreira Cadaval I dita vencida cm 98 de
marCo de 1815 36763, Antonio Joaqnim de Mello
Silva restante do 2 letras vencidas em 31 de de-
zembro de 183 275->\Luiz Anlouio Pereira l.ins
resl.nlerle 2 letras vencida cm 17 de marQu de Ihi8
1979760, Irancisco Jos de Oliveira GalvAo restan-
le de t letra vencida en 27 de raaio de i849 120>.
Jos Roberto du Silva 1 letra vencida era M de mar-
ro de 1819 101);, Antonio Lopes de Oliveira alvdo
I letra vencida em 30 de dezembro .le 1819 928815,
Mmrael Joaquim Baplista por carta vencida ha muilo
325610, Joao Baplisl. Cavalc.inlc por caria venci-
da a muilo lti-r-nsai, .Manoel Jos Serpa por carta
vencida ha muitn 35I&465, Francisco da Costa Tei-
xeira por caria vencida ha muito I30?(0.jodo An-
tonio Rapuso por carta tencida ba mallo 1319515,
Barlholomeu lioncalvea Monteiro uor carta vencida
ha muilo 93&f72,Sebasiiaa Lina Wandeilex por car-
la vencida ha muilo 353940, Anlonio Mara de Vas-
concellos' llourbon por carta vencida|ha muilo 13-21(1
Manoel Pereira duimardes seus herdeiros por carta
vencida ha muilo 14999795, B-rnardino Joai Arantes
por caria vencida ha nimio 3839137Jos Carvalbo de
Almeida Cunha|por caria vencida ha mudo 3M9725,
Alipio Aiilran ,ia Malta Alliuquerqae 1:1-5, Francis-
co \avier Luis seas herdeiros por caria vencida ha
muito 20-, Jodo Carneiro de Lacerda reslaule do
recibo vencido ha mullo 8j>597.
Recito 19 de dezembro de 1855. Joao de Sa'
l.eitao.
E mais se nao conlinha, nem oulra cousa alsuma
se declarava em dita relaedo de devedores ausentes
e leudo o suppli-anle produzido >uas teslemunhas,
sellados os documento c endo-mc os autos coacto-
os nclles dei a sentcnca do iheor forma modo e ma-
neira seguinle :
A visla da iuquirirao de lis 5 a lis (i pela qual se
musir que os individuos designados na relaedo de
fl i. se acliain ausentes em lugares ndo sabidos,
maudo que para Ibes ?r intimado o protesto cons-
tante do termo de lis3 se pane caria de edictos com
o prazo de 30 dias e cusas.
Recito -21 de dezembro de 1855. Vnselrao Fran-
cisco Perelli.
Nada mais se conlinha nem oulra cousa alguma se
declarava em dila senlenra aqu transcripta, em vir
lude da qual o csrfivao que esta subscreveu, man-
dou passar caria de edictos com o prazo de 30 dias,
pela qual e seu lieor se chama, intima e hei por
intimados aos devedores ausentes cima declarados
deludo oconteudo na pelicao'o lermo de proleslo
aqui transcripto.
Pelo que toda o qual uer pesaoa prenles on ami-
go dos dilos supplicados, os poderao fazer sr.ienles
do que cima lica cxposio. o o portoiro do juizo afli-
xai.i a presente nns lugares do cosiume, c sera' pu-
blicada pela imprem.
D ida e passada nesla ddade do Recife de Per-
nambnco aos 38 de dezetnbro da 1855. Eu Maxi-
miano Francisco Duarle, escrivao a anbscrevi,
Anselmo francisco Peretli.
escia\,,s da freguezia de S Fr. Pedro do Kecife j
e-l."m passados, por isso podtm os inlcreudos prorn-
ra-los na me-ma reparlirdo. Rereliedoria de Per-
nambuco 10 de janeiro de 1856 O administrador,
Manuel Carneiro de Souza Lacerda.
VIlMvv .?iiir.Uli>r.
CEARA'.
Segu neslcs dias n hiale /.i alacie; para o resto
da carga Irala-ae com Caelano Cxriaco da C. M., ao
lado do Corpo Sanio n. 25.
Para o Aracajv
segu por toda semana o hiato Captbaribe ; pan
o resto da carga ou passageiro', trala-se ua roa do
Vigario n. 5.
COMPANHIA PERNAMBI CANA.
Dentro em poucos dias sahir para o Maranham
com escala pelos pollos da Parahilu, Kio drande du
Norte, vracily, Cear, Acaracii e Maranhao, o va-
por Mrquez de Olinda : quem 00 ie-snio quiiei
carresar uu ir de passagem dirjase so esenplorin da
agencio no Forle do Millos.O secretario, Antonio
Marques de Amorim.
PARA O PORTO.
A barca hernande-', I vai sdiir com muit.i brevi-
dade ; para carga e passageiros Irala-se rom Barro-
ca C CaagSO na ra da Cadeia do Kecife n, I, ou
com o capildo na prara.
PARA A BAHA.
O bem conhecido palhabole nacional Dous Amigo:.
pretende seguir com muila brevidade por ler parle
do seu carrcganienlu promplo. para o reslo e passa
ueiros lrala-e com o seo consignatario Auloniol.uir
de Oliveira Azevedo, ra da Cruz n. 1
ACARACC.
Segu no dia 15 do mez corrcnlc o palhabole ,xo-
bralense; recebe carga e passaseiros : a tratar com
Caelano Ciraco da C. M., ao lado du Corpo Santo
u. 25.
RIO DE JANEIRO.
No dia 18 do correule aegue o patacho / atente .
para o resto da carga o paasaaeiros, trale-sc rom
Caelano Ciraco da C. M., ao lado do Corpo Sanio
l'ARA LISROV
pretende saliir com mniubrevidiidc-, par
tet a maior parle da caiga promptu, o Mh
guepottugaez "lin|>eradorii paraoi-e*-
to, ttala-secom XovaesA C, na rtia do
Trapichen, li, primeiro andar.
Para Lisboa seguir com a maior brevidade
possivel o brigue portugus /i.iperieneia : quem no
mesmo quizer carregar ou ir de passacem, para
que tem bous commodos, dirija-se a ra da Cruz u.
3, escriptorio de Amorim limaos & Companhia.
Companhia brasileira de paquetes de
vapor.
O vapor Unanabarj, |commandanle o I.- lenle
J. .salome Ramos, espera-se dos porto do norle ale
14do renle, em seguimenlo para oa portes de
Macelo, llallis e Rio de Janeiro : recebe paege>-
ros, caria e eiicommendas : agencia, roa do Trapi-
che u. 10, irgundo andar.
Companhia
de uavegaco a vapor Lu-
so-Brasileira.
Do lio de Janeiro e Babia devcia .
estachegar, ale o dia I (i do rorrente. o
vapor O. PEDRO II, commamlante o l-
ente Viegat do O', e depois da com p-
tenle demora segtta' pan Lisboa, por
San-Vicente cMadeira: para cartas (com
o porte trocado), paanna < enrom-
menda.s, iiiijara-sc ao agente M. I). Ro-
drigues, ra do Trapiche n. 2(i.
Maranhao e
l*ar.
''Ci'hllMCi'v?
Por esla subdelegacia foi appreheiidido um
queijo novo dos vulgarmente chamadosqueijos do
Reino, a um rrioulo liwe, que pelas 8 hora da
noile de boje, o lora vender em nma liberna da ra
Impelid, e j- o dava por c-'itjH). o que lea saspeilar
que o queijo era loriado ; quem i'r eu dono, pro-
cure, que lile sera enlregue, depois das averiguacoes
aecessiirias. Subdelegacia de polieia de S. lose do
Recito 5 de Janeiro de X'ilj. O subdelegado sup-
plenle, Accioii.
BANCO DE PLUNAMBICO.
O Banco de Peninn?buco sacca a villa
sobre o do Brasil no Rio de J.meiro. Ban-
co de Pernambuco 5 de dezembro de
IS5.>.O secretario da drecc3of Joo
Ignacio de Ucdeiros Reg.
O banco de Pernambuco toma dinhei-
ro ;: juros, de conformidade com os seus
estatuios. Banco de Pernambuco -21 de
novembro de 1S.V).Joao Ignacio de
Medeiros Reg, secretario da direccao-
Em virlude do aviso da reparlico de ni.iriuha
Je 27 de novembro ltimamente lindo, retorimio-se
a elle o ollicio do E\ra. Sr. presidente com data de
21 domezsubscquenle, o Illm. Sr. inspector manda
fzer publico que contrata um coulra-mestre de
calafates para o arsenal de marinlia do Para', cora
qualquei iiidividuo que apresenle-se-lhe, leudo as
necesarias babililaene-.
Secretaria da inspeccjlo do arsenal de marinlu de
Peruambuco em 7 de Janeiro de 18315. O secreta-
rio, Alexandre Rodrigues dos Anjos.
O Illm. Sr rcgeu'ur interino do gimnasio previa
ca! manda declarar qne os compendios adoptados
pelo protossor da liiuu i allcmaa do mesmo giniDa-
sio sao os seguinles:
tirammatica alleiii.'ia de Fres.
Collecr.lo de peras de diflercnles autores alletnes
para traduzir de Ermler.
Diccionario francez allemao e ullemao Irancei
de i'hibaul.
Augusto Slober collecrao de pocas allemaas
segunda parle.
Secrclaria do gimnasio provincial de Peruambuco
7 de Janeiro de 1836.0 secretario. Anlonio da As-
tumpeSo Cabral.
O Illm. Sr. regodor interino do gimnasio provin-
cial manda declarar, em coiitormidade do arligo do rcgulamenlo de -2i de jaldo de 1835, que do dia
13 do rorrete mecen) diante esta abcrla a matricu-
la do mesmo gimnasio.
Secretaria do gimnasio provincial de Pernamhu-
o~ de Janeiro de I8.>(i. O secretario, Antonio da
AsskmprBo Cabial.
O illm. Sr. tegedoi interino do gimnasio man.
da declarar (nodo dia !."> do correule mez cm dian-
le serSo aduiitiidos no mesmo gymoasie como alum-
nos internos e raeio-peuiouistas os meninos que se
mostraren) habilitados na conformidade do artigo 63,
segunda parle do regulamenlii de 23 dejulhode
I83(.
Secretaria [io gimnasio pernaubucano 7 de Janei-
ro de 1836 o secretario, 'Antonio da Assumfrao
Cabral.
CONSELHO ADMIMSTR-VIINO.
Oconsclho adiiiinistralivo, em cumprimcnto do
arl. fcl do regolamouto de de dezembro de lS'ii
faz publico que foram aceitas i-s propostas de llcr-
nanlo Cerqaeira|Caslro Monteiro, Manoel Jos.i irei-
rc de Andrade, Jos Kranciscoda Costa (iuimar.les,
Joao Kcrnandes Prente \ iauna, Ricardo de Frailas
&C. e Souza o\" lrmlo, para fornecorem :
o 1.". ,s barricas de fariuba de rigo marca S S s.
a 36800(1 i .
O2.,-4 arrobas de .i--;i u bronco embarricado,
a iSiOO rs. ; 10 dita do arroz pilada do Maranhao,
a 'iy2IM rs. ; 2 dilas do tapioca, a iigOtlO rs. ; ll me-
didas de rinlio de Lisboa, a i-'i'ilis. a caada ve-
Iba, i') ditas da agurdenle ) \ peca de baclilba encarnada cm 10 aovados, a "istt
rs.; 1) ,'j covadoa de panno 'rde, a 3;Jiki rs; -i
tolhitilias de algtbdra, a .ViU-rs. ; \2 varas du lita de
relroz amarello, a Iftli rs.
O 3., 350 sacras de farinha de mandioca de .l|i
razas, medida vcllia, a ."jv'SOOrs. ; postas a Urdo.
0 i.", 8 resmdo papel alinurro, a 39000rs. ; G]as
c n i veles de 2 trinas, a G0 is.
05., 4 resmas de papel paulado a 19400 rs. : 8
duzias de l.ipis, a 360 rs.
O ti.", b pelle do ladre, por J3j(HJO rs. ; 6,000
pregos ripaes da Reiuo, a IrJOO rs.; 10,000 dilos
caisaes, ;i sjtrt1-'.
E avisa aos STlpraditos icniledores que devem re-
rolberao arsenal de guerra os reieridos olqeclos as
'd horas do dia 1:1 do corrento mez.
Secretoria do con-,iho adminislralivo para torne-
cimento do arsenal de guerra 11 de Janeiro de
1836.Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal
e secretario.
Pela recebedoria de rendas internas geraes se
faz publico, que os certificados das matriculas dos
Opalliabole LINDO PA-
OL'KTh, vai seguir com
presteza : jiara o resto
da carga e passaijciros,
_ tratare cora o t onsigna-
Urio Antonio de Almeida (iomes, na
ra do Trapiche n. I t. segundo andar,
ou com o seu capiL.o Jos Parto Nunes,
no trapiche do algodo.
VI'i -i .".>." itor&<>*.
RBSrOSTA OLE NAO' IMPAPA.
Nao sendo cosime approiar o Ordinario as fu-
Imohas ecclesiasliras, esta iniovacao ou arara espe-
cial imperta sem duvida um piiulpcio, que tem por
lim dar prefereneia a oulra*. Se a lulhinha de reta
que se quer arredar da concurrencia n.io esla con-
forme com alguma rubrica e com algum novo decre-
to da sagrada congrega--..lo dos ritos, ao Ordinario se
deve imputar srmclhanle falla, corno aqoelle que
dcvi.i cm lempo e pelo meio coinpedenle fazer po-
blico esse decretos a cliegar a lodo o seu cenlrcci-
inenlo, c o depois desta publicaclo, so depois de
cuinprido este dever, Ihe competa o direito a qee
se arrogara.O siuciro da S.
I'cde-sc ao Sr. Verissimo Antonio da Crez Soa-
res de dirigir-se ao ai ruazem de madeiras da roa do
Sol n. 2j, a negocio de interesal.
Ollcrece-se uin noM biusileii-o pa-
ra cai\eiro de loja on para algum ai -
ma/.eni: quem prcteuder dirija-se a roa
do Vigarion. -'.l, segundo andar.
COMPANHIA
Pcrnambucana.
O gerente pede aos senbores ue n-
cebeiam carga pelo vapor MAKOtE/.
DE OLINDA, e que lie admissivel des-
pacito por lora, como seja, barricas va-
jzias, fumo, cliarutos, agurdente, etc ,
| hajatn de la/.er os competentes despacbos
i boje.Pernambuco I Odejaneirode I85<.
Adverle-st a pessoa. digo ao coisa, qne por
mais de una vez lem denunciado acbarse on foco
de imraundiciu no quintal da rasa da rna do Sebo
n. 32, que o inquiliu i desla casa lem mais cuidado
no quintal e cm ludo ledenle a limpeza. do que
lalvez esto coisa no pralo oa cuia em qac culac,
que islo so he proprio de uro bilhoslrc infame e ca-
lumniador, o que porlauto corrija-se, poi se atee
islo de alguma raiva, siga o rifo que diz vHieni
tem raivi morde o rabo. Em signal de sua grari
Ihc envi eates remanan:
r*io lia desgrara roaior
lio que ler ma visinhanra :
He prior do qu'o ch-dera
A sua brutal vingaiiea.
-Mas, eu que poi capricho
\ isinbo seu quero ser,
Desejo que Heos me d.-
Paciencia para asaras*.
Deiie-.se de lotice.
Ilisque-a de sua idea.
Porqu'eu constantemente
l.hc trago in mente mea.
O calumniado.
Atteo&o.
_ O aballo aosignade, tendo de fazer urna nageiu a
Cumpa a tratar de sua saudc. sr Ihe faz preciso li-
quidar seus negocios ; aim roja a toda as pessoas
que Ihe esl,.o deveudo de genero conprados em seo
eslaliclecimeulo da) roa da Cadeia do Recife n. ">,
defronle do bocea Largo, qne Iba queiram pasar
I seus dehilos al o lim do correule me/. Kecife 10
; .l.inoel SOSO de .Nasrimcnl.i Silla.
Pieria-e do um ruado : na piar., da Boa-
Vista n. !S, priineire andar.
Oflerece ee ona inoro lirasiloiro tura e viMo
l in ,n- COI : < rillt.icriial. ou d o..'logado, n qoal .i
be Le : ler, esereverecoataf : qu*m |neriar, din.
ja-se a rna Direila n. Mi. segao lo ailar.
Na ra astroilada Resalto n. 51, t-rcciro an-
dar, precisa-se de urna mulhcr tarta ou .-d|.tna. que
saiba irranjar o diario de una i.isj ci-lraugeira, e
psga-se bem.
HOSPITAL PORTOGEZ DE
BENEFICENCIA.
Por ordem do Illm. Sr. proiedor se faz peblico
ao Srs. accionista e subsrnptore do Hospital l'or-
tuguez de lenelicenria, que leudo o Sr. J,,-, Mana
Navarro Poi lo oflerccido iraluitaineute por algum
lempo os scusserviro jo Hospital para us Iralulhn
estenios do mesmo.c leudo anrcscnlado lian a idnea
sandia por les e mrsreo Sr. mearregada da res-
pectiva obranca. Hospital l'ortugucz de Bciieli
cenca y de Janeiro de 8.">1>.O serrelario.
Manuel ferreira desonza Barbou.
Precia-se de nina ama que aiba n.zinb.u c
fazer o lerdee interno de casa ; na ra Direila n
\-20, segundo andar.
.Vpnimptam.se rnrommei. l.i para enchine.:
los de agurdenle, espirito e azeile os pretenden-
tes podem dirigir-sc a rus da Praia de Santa Rila,
armazera n. 17, que ahi aeharlorom quem tratar, e
se Ihe farao ver as vanlacens que lem.
! Precisa-se de urna ama para cas de I
selteiro : a fallar na ra rVova o. j2, loja.


Tcrceira edicao.
TRATAMEHTG HOHEOPATHICO.
Preservativo e curativo
DO CHLER-GffORBUS.
PELOS DRS
kj u k .- -^ w xs -c e: 'i*, .. m a fc % ,.
ou tuslrucjilo a o povu parase poder curar desla enferinidate. administrndoos remedios mais eflicazes
para ata/ha-la, eniquanlolserecorreao medico,ou inesruo para cura-la indepcndcule desles nos lagares
em que nao ob ha.
TRADL'ZIIH) EM PORTUGEZ PELO DR. I'. A. LOO MOSCOZO.
Esles dous opsculos contmm indiaaedea inais claras c precisas, c pela sua simples c concisa c\pcisi-
cao ettaao alcance de lodas as iiilelligencias, naos pelo ipie dizrespeilo aos meios curalivos, ronioprin-
cipalmeDle as preservativos que leni dado s irais satisfactorios resultados em toda a parle eniquc
alia; liiiii (.1,1.. ii,\. lut un iir 11
BMWQ DE PgMMjjCO SEXTA Fci: ,| Di JANEIRO t
'856
cipalmeale aus preservativos q
elies tein sido posto* em pratlca.
Sendo o Iralamenlo liomeopatliico o unicoque tein dado grandes resultados nocuralivo desta horri-
velenfermidade, julsamos a proposito Iraduzir estes dous importantes opsculos em lingua verilen-
la, para desCarle facilitar a toa leilnra a quem ignore o (ranees.
Vcnde-se nicamente no Consultorio do traductor, roa Nova n. 52, por :fefl00. Vendcm-se lambem
os medicamentos precisos e boticas de 12 (ulios com um frasco de lindura 15*, una dita de :lo tubos rom
ivro e 2 frascos de tinturas. 25>O00.
.1
I losa p parecen no da de novembro o pardo
Manoel, com 05 anuos do idade, lem as barbas e i
os cabellos branens, falla lina, lem as mSos e os
joelhos foveiros como qaem leve calor de Ggado ;
foi escravo de Joao da Hocba, em Tijirapapo, on-
de se julfia estar ; porlanto rosa-se asautoridades
poliriaese ca pitaes de campo daquelle lucar a ap-
preheusao do lito escravo, que levando an silio de-
fronte do Poco d.i t'auella aos berdeiros do falleci-
do Pedro Cavalcanli de Albuquerque l.ins. sern
recompensados.
l'recisa-se de um caiveiro portuguez ou mes-
mo brasileiro, com pralica de negocio, para taber-
na : na ma estreita do Rosario, taberna u. lo.
Instruceao.
Jos Bernardino de Sou/.a Peixe faz
sciente aos pais de seus alumnos e aquel-
las pessoas a quem interessar possa, que
no da 1S do roirente da' principio aos
ti'abalhos da sua aula : na ra Direita
n. 50.
O Dr.Ribeiro, medico pela Uuiver-
sidade de Cambridge, continua a residir
na ra da Cruz n. lo.
SOCIEDVDE El COMANDITA.
PUBLICACAO" LITTERAIMA.
Repertorio jurdico.
Ksla publicarlo sera sem duvida de ulilidade ao-
prineipiSMIes que se quizercm dedicar ao exercicio
do f.irc, |iois nella enconlrarao por ordem alphahc-
lica as priocipaes e niais frequentus occiirrencia* ci-
vis, orphanologicas, eommerciaes e ecelesiaslicas de.
nossofro. com as remissoes das ordenacoes, leis.
avisos e regulamenlus por que se roye o Brasil, <
beni assim resuiucoes dos l'raxislas antigns e moder-
nos em que se tirmam. Conlem semelliaulemenl?
as decises das quesles sobre si/.as, sellos, velbos e
novos direitos e decimas, sem o trabalho de recorrer
colleccao de nossas leis o avisos avolsoa. Consta-
ra de don* volomea em oitavo, grande trancas, eo
primeirosabio a luze esta venda por 83 na loja de
litro*n. (i e Sda praca da liidepeadencia.
O abaixo assiguado roca a todas as pessoas qoe
llie sao llovedoras, o favor de satisfacer seus dbi-
tos ate o fim do correule.Joaqmm Ferreira da
Silva J'tnior.
Joaquim terrena da Silva Jntior rota a qfial-
quer pessoa que sejulgar seu credor de a'prrsenlar
suas coutas para seren salisfeilas alf 10 do corren-
te : na iua do Collegio n. 1:1, prinieiro andar.
ALL DE LATffl.
O'padre Vicente Ferrar de Albuquer-
que contina com sua aula delatim, do
'2 de Janeiro em diante, { pela mesma
e sol) as condir.'ies ja' annim-
Illm. Sr. presidente c mais membrns da com
minio de hvgiene desla provincia.Diz l'aub. Lua
SIKOOni, dentina francez, que precisa a bem de
sen direilo, Vi. Ss. seren servidos examinar a pre-
paraban deque se serve para chumbar denles, eile-
iiiiminoa nana adamantina, amordeni de veriucar-
se que a dita prepararlo difiere iuleirameule de to-
das as conhecidas. I'ede a Vs. Ss. sejam servidos de-
ferr-lbe como reqaer.E, R. .Me.
I'aiitn Luiz Gaignonx.
A massa denominada pelo supplicanle- Adaman-
tina e por elle apresentada romiuissao de higie-
ne publica, dilferc de loilas as aprcsenladas iiess.i
mesma occasiio por uniros; sendo a confrontarlo
mita na presenta de iodos. Sala das sotanea da com-
misso :U)dejullio de 1853.Dr. A. Fonaeea.
REPERTORIO DO MEDICO
da
maneifa
ciadas.
Precisarse
XTRAHIDO DE Rl'OFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTHOS,
poslo em ordem alphabelica, rom n descripcio
abreviada de lodas as molestias, a indicacio plnso-
locica e Iberapeutica de lodos os medicamantos I10-
meopalhiros, sen lempo de accao e concordancia.
seguido da um diccionario da significarlo de todos
slennos de medicina e cirnrgia, posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DB. A. J. \)i ELLO HORAES.
Os Sis. assienanles poJem mandar boscarossen
evcmplares, asimeomo quem quizer comprar.
Masa adamanlina.
He;-eralmente reconhecida a eveellencia desla
pri-paracao pura chumbar denles, porque seus resol-
lados sempre felizes sSo ja do dominio do publico.
Sebasliao Jos de Oliveira faz uso desla preciosa
massa, para o fim indicado, a as pessoas que quize-
reni lionra-lo dispondo de seos serviros, poden) 11ro-
cura-lona travessa do Vigario u.' 1, loja de bar-
bciro. *
I J. JANE, DENTISTA, 1
continua a residir na ra .Nova n. 19, primei- a
& "> andar.
l'recisa-se fallar com o Sr. Manoel Mande*
i-crrcira tioimarles, ou com pessoa encarregada .los
negocios do mesmo : em casa de l'alon Nash .V Com-
panln.i, ra do Trapiche Novo n. 10.
O SOCIALISMO
PILO GENERAL ABREU E LIMA.
Anda existen) alguna eiemplares anqoadernadoa.
eacham-sea venda na loja de livros dos senhorea
Ricardo de Ircilas & C, esquina da ra do Colleaio.
e em casa do autor, pateo do Collego,casa amarella,
no primeiro andar.


No sobrado da ra do l'ilar u. Si,
de daas pessoas para o servir in-1 alagar una pessoa livre on escrava, qi
FABRICA EFIAR E TECER ALGODA'O,
... | uinisar, iiirija-se a ra iio
A t| i tal occtipa diariamente pata mais de 1e achara com quem Iralar.
200 aprendizes ou obreiros nacionacs i'rccisa-se de urna senl
J A ,\ .-, 1 i fi__-_____!.._..., .
precisa-se
r-_-.. ..,. ,. c..vtrto, iu saiba rozi-
lerno de orna casa oirangeira, qba enlenda de m-, "bar almima eoosa, para ser emnregada ueste e
tinha o eng mme, e oulra para coslura : na ma No- "'""Iros sen iros ordinarios de uuia'rasa de pequea
[a n. w, se dir i[uem precisa.
Urna pessoa bastante versada na liugua porlu-
sueza se ollerece para ensillar jpriiueiras latir,a
ambos os sexos, dirigindo-se para islo as casas dos
pais de familias: quem de seu presumo se quizer
ulilisar, dirija-se a ra do l'a|lre Floriano n. JS,
.........v.dioria honesta, cqueaf-
de 10 a 12 annos de idade para cima. la.ncc a sua 1")n ondocta, para servir de me-tra de
' pruneiras letras .Tires meninas [filhas de um senhor
CAPITAL 300:000.s000. > engenho d> freguezia da Escoda : quem Ihe con-
c,:c_____ ,. vier annuiicie por esle jo.nal ol dirija-se ao paleo
. Socios em nome colleclivo gerentes responsaveis da matriz de Santo Antonio casal n. I, que eiiconlra-
osaennorea : Antonio Marques de Araorim. Justino ra'com quem ajustar-se.
l'ereira de tarias, Manoel Alves Guerra.
firma social: Amurim, I .iras. Guerra t\ C.
A sociedade lem ja numerosos aiaigaanlea, que
prefazem para mais do valor da melade do capital.
Eli conlinua a admitlir uo decurso desle mez
socios de 1005 ale 3:0005.
As pessoas asjignanles das priraciras lisias, quede-
zejam contribuir para a prompta realisarilo da fa-
brica s3o convidadas a nao demorar suasrespeclivas
assigoaturas, que devem ser passadas no livro da so-
ciedade.
No lim do correule os socios gerentes rctlamaraua
primeiia prestarlo que sera' de lo por rento do ca-
pital subscripto, e passarao os compelenles recibos.
As vanlagens que a fabrica oflererera' loco que
ella esliver em pleno aud.uneiito sero :
I." l por cento sobre o beneficio aunual que ca-
da socio recebera', alem do seu direilo sobre o fun-
do de reserva, que ser de i a 7 por ceulo do ca-
pital.
." Occupacao diaria a mais de Hl operarios, ou
obreiros nacionaes.
:t. Consumo de 30 a 10 mil arrobas de algodao
nacional, o qual ate agora nao lemoutro comprador
Beato o exportador.
i. "i'ecidode qualidade superior liso ou lavrado i
.i -2i0 a vara, em lugar de -MI ou jm que se vendia
o da Babia, e boje nao ha mesmo a mais de :iJti reis,
prec,o da ultima venda.
A facilidade das entradas, que nunca serao de
mais de 0 por cento do capital subscripto, permute
a todas as pessoas que poderem dispor de orna eco-
noma mensal de 5) pui-me/, entrar como socio I
le 100?.
Sendo as entradas de 10 por canto e os pagamen-
loa espadados de pouco mai* ou menos 2 me/es, se- i
rilo precisos 18 a 20 para ser realisado o inlciro pa- i
gameoto de cada sobscripr.ao.
Os senhores que residem fora da capital, e que
quizerem entrar uesta til sociedade, podero diri-
gir suas carias de pedido a qualquer dos Ires socios
gerentes, ou ao socio de industria F. M. Duprat,
que lem em seu poder o livro dassubscnpres.
tilles declaraiio os seus nomes por exlc'uso, do-
micilio e o nome do correspondente Desta capital,
encarregado de effecluar o pagamento das eulradas
das prestarScs, quai.do forem reclamadas.
Lina copia impressa da escriplura da sociedade
sera entregue a cada um dos socios na urcasio de
onectuar o pagamento da primeira preslarao de 10
por cento do capital subscripto.
Pernambuco 3 de Janeiro de 1831!.
F. M. Duprat.
O Dr. Firmo medico, mttdou
a sua residencia para a ra Nova
23, primeiro andar, e conti-
1
I AO PtBLiro. ^
^j No armazem de fazendas bata- fe
tas, ma do Collego n. 2, fg
ivj vende-se um completo sortimento j
y de fazendas, linas e grossas, por S
; piceos maisbaixos do queemou- g
lia qualquar parte, tanto em pop- *
roes, como a retalho, affiancando- $&
se aos compradores um s prero 5
pata todos : este eslabeleciment
H alnio-se de combinacao com a
ja poaior parte das casas eommerciaes
a* inglezas, Irancczas, aemaas e suis-
g sas, para vender fa/.endas mais em
^ conta dojjue se tem vendido, epor
ES islo ollerccendo elle maioies van-
tagent do que outro qualquer ; o
proprieta no deste importante es-
H tabelecimento convida a'todos os
seus patricios, e ao publico em f[i>
g ral, para que vcnliam (a' bem dos
un seus interesses) comprar fazendas
g^ baratas, no arma/.em da ra do
"M Collegio n. 2, de
33 Antonio Luiz dos Sanios WammmBmBBasmBSBmmB
O abuso assiguado, prol'essor parti-
cular de instruceao primaria, residente
noterceiro andar da casada ra Nova n.
)8, da' principio ao e\ercicio de seu ma-
gisterio, no dia I do crrente, e conti-
nua tambem a ensinar latim e francez :
os senhores pais de seus alumnos e o res-
pcitavel publico, o acliarao como sem-
pre, solicito no deseinpenho das referidas
disciplinas.Jos Hara Machado de Fi-
gueiredo.
s



a
A o publica
). The
io no
:e@:@^@!^i I pacta d
i em latim. francez, ingle/, i ,nMi
>nmelri:> ir, ll.m.ll.i m l.; paleo do
D. Thereza Alevandrina de Souza Itendeira
nua no evercicio de sua prolissao. g \ 9 abri no dia 7 do correule urna aula parlicu-
" -^--^ ^ -------- '; W las de primeiras ledras, costuras, varias es-
bordados, etc., econliuua a receber 58
. tanlo internas como esternas: no S
paleo do Paraizo, primeiro andar unido a
igreja. m
^9^999999S-99^9Si9999
_ sobre Portugal a
. ix ra da Cadeia do Re-
cife n. 4.
LOTERA DO RIO DS JANEIRO.
Lma pessoa versada ..
portuguez, gangraphia, ceomelria, arMIimelica e phi-
losophia, eosina para a fiegoezia de Santo Anlilo ou
parte conjunla a ella : quem precisar annuncie.
No dia t de Janeiro fugio o preto Justino, cri-
oulo, idade anuos, moilo renrisla, rmilta na falla
ser de AnSola, tem falla de > denles na frente, es- i-imlnTl.. <7J"."
lalura regular, levou caira de riscado amarello. Ta-
misa branca ; recommeuda-se a quem encontrar
este escravo, o mande preuder e levar a ra Direita
u. ;>, quo sera generosamente recompensado.
-SACCA-SE
aviso importan-
tissiiuo para os
Srs. jogadores
das loteras.
O cautelista Salustiano
de Aquino Ferreira
avisa aos Srs. jogadores das loteras d.i provincia,
que os prero, dos bilheles e cautelas ficam firmes
como aluno se demonstra, os quaes sao pagos sem o
descont de oilo por cento da le as Ires prirreiras
sorles grandes em quanlo existir o plano actual de
5,000 bilheles, pelo qual silo eilrahidas a, loteras
da provincia. Elles estao eipostos i venda as lo-
jas do costme. S he responsavel a pagar os oto
por ceulo da lei sobre os tres primeiros premios
grandes em seus bilheles inteiros vendidos em ori-
ginaes.
itecebo por inteiro
Bilheles
Meios
Tercos
Quartos
i.'uinliis
Hlalos
Decimos
Vigsimos
B60I)
9800
I590
13140
5li0
70
600
300
:>:ni)0j00
J:.V)ft5lH)0
1:6663666
1 :"iO5000
l:IH)()-500t)
62)50(10
V0O3OIK)
riii-ooo
O caoleliila
Salustiano de equino herreira.
Precisa-se de um eaixeiro quetenha
pralica de taberna : na ra de Apollo
n. 19.
O Dr. Joaquim de Oliveira e Souza,
leeciona em sua casa, ra do Aragao n.
*,c por casas particulares, a ler, escrever
e fallar a lingua ranceza.
Cozinheiro,
l'recisa-se de um prela ou prcta que Stiba bem
coznbar, para rasa de pouca familia, paga-se bem
a vista de seu Iraballio : na ra do Qoeimado n. :1S.
Exislero para alugar ua l'assagem da Maeda-
lana, antes da ponte, > sitios com casas de sobrado,
as quaes tendo communicarao interna, tambem po-
dem servir para urna su familia : a Iralar na ra da
Cruz n. Ii.
Jos F. de Oliveira conlinua dar lirOes de pri-
meiras lellras, Ungoa nacional, francez, 'inglcz, por
rasas particulares, a discpulos de ambos os sexos :
prometiendo Indo o disvelto pelo adianlamento dos
ruesmos : a Iralar na roa Jo Colovello n. 15.
Acham-sea venda os novos bilheles da
lotera 1S- da casa de correccao, quede-
ra correr a 2 ou ." do corrente: as lis-
tas esperam-se pelo vapor portuguez 1).
PEDRO ll.de 13 a l do andante: os
premios serao pagos a distribuido mes-
mas listas.
iiTiMr*;.A"na ''irme ,la Silva> vinva (|e lose
itancllo de Medciros, querendo receber noticias dos
prenles de seu marido, a tambem negocio de seu
interesse, dirija-se a ra Direla n. 27, ou a livraria
da praja da Independencia ns. 6 e 8.
Precha-se de urna ama : na ra Helia n. ;i(
i CONSULTORIO CEXTRIL I
IIOMEOPATHICO.
)-% (Gratuito para os pobres.)
g /la de santo Amaro, {Mundo-Soto, n. 6. $
Sil O Dr. Sabino Olegario l.udsero l'inho d w
consultas lodos os dias desde s S horas da ^
W manhaa al as > da larde.
g Visita os enfermos em seus domicilios, das
g > lloras em dianle : mas em casos repenlinos
te a do molestias agudas e graies as visitas scrio
f fetas em qualquer hora.
C3 As molestias nervosas merecem Iralamenlo
3 especial segundo meios boje aconselliados
RX pelos praheos modernos. Esles meios exis-
lem no cousullorio central.
Festa na Capella dos mi-
lagpes em Olinda.
O abaixo assienado, prcleclor perpetuo e encarre-
gado da direccao .la fcsla de N. S. da Conceirao,
que se costoma celebrar na capella dos milaKres"em
1.....ua- taiacienlea lodos os devolos c devotas da
mesma milagrosa Senhors, <|ue a mesma fesla ler.
lugar dom.nao. 13 do crreme, com aquella pompa
que Ihe lor pnssivel. No sabbado as 8 horas da nni-
lamilia. a eicepro de engomniada, preferindo-sa
desta ullnna condirao, cdo sexo masculino ; paea-ae
bem agradando.
HAI IRMi'OS.
Teem a hon rs de participar aorespeita-
vcl publicoqueteera aberro una nova loja
e fabrica de chapeos na ra do Crespo,
no sobrado novo que faz esquina para a
ra da Cadeia, aonde os compradores
acharan desde hoje em diante um bello
sortimento de chapese fazendas tenden-
tes ao mesmoestabelecimento, epor me-
nos precodoque em oulra qualquer parle,
tanto em porcQo como a retaliio, e desde
ja Ihe recommendam cliapeos francezes
de bonitas e elegantes lrmas e de boa
qualidade, ditos Jeitos na trra de todas
asqualidadesdepalha, seda, e montara
pata senhora, de lustre para jiafjetn, e um
rico sortimento de gales linos, de piala
e otiro para os mesmos ; cliapeos de castor
francezes einglezes, ditos de Italia para
hoinens, meninos esenhoras, do Chile linos
para homens, meninos e senhoias, bone-
tes de todas as qualidades, assim como se
apronto qualquer encommenda tendente
ao mesmo estabelecimento, e tudo por
piceos maisbaratos do que emoutra qual-
quer parte.
Aluga-sc urna grande rasa com sotan, qoar-
los. eozinha fra, eslribaria, casa para (irclos. -2 co-
piares, pmiao de madeira, bem quintal plantado,
sendo na Caonoga, rauta da ra dos Drogas : os pre-
lendcnlcs podem dirigir-su a ra do Qneimadu n. 7.
IMA AMA.
Precisa-so alugar urna mulhcr escrava ou livre
' para o serviro interno de una casa de mnito peque-
| na familia: exige-sc que n'io beba uin furto, a se
engommar pa^a-se bem : nos Afogados, ra de Mo-
tocolomb n. I.
. S* lrreniatanle do imposto das afenres do
municipio do Kecifc convida a todos quanlo' costu-
main vender lquidos em ancoras no dito munici-
pio, de virem aterirs mencionadas ancoras para o
auno crrenle de t856, poisaproveila a occasiaode
prevenir aos compradores de laes gneros, que esle
anuo alem das lellras do coslume lera mais urna
marca de um R. que vem a ser Recife, onde bem
se poderi conhecer a> afereoes felas nesta cidade,
c assim pederao se dirigir a ra da l-'lorenlina n.
:16, onde sempre o acliarao promplo a de.-pacha-los
com toda presteza como sempre pralicou.
O arrematante do imposto das aferires do
municipio do Recife convida aos donos dos estabe-
lecimentos das fregnezias de Jaboalo, Moribeca,
parle das freguezias dos Afogados e da Varzet, para'
que venham aferir os referidos eslabelecimentos,
vislo o lempo marcado pela lei i ler espirado em 31
de dezembro, do contrario usar de seu direilo.
A barca nacional vlpojncaa lem uccessidade
de marinbeiros brasileiros, para compr a maioria
de sua IripohejM na rcenle viagem que vai fazer ao
Rio de Janeiro, e os respeclivos consignatario* nao
duvidain dar maiores soldadas do que as estabeleci-
das: quem quizer enleoda-se com o capillo a bordo.
l'recisa-se de um moleque de 1 i a 16 anuos,
muito fiel, para casa estrangetra : ra Nova n. ii.
Negocia-te urna porreo de cera de carnauba
doAracalj) por precu commodo : na ra Novan.
JO a tratar com JoSo Feroandes Prente Vianna.
Irancisco de Oliveira Franco previne a lod
as pessoas que se julgarem credoras de Pedro de Ol'
veira Jnior, que se eutendam com o mesmo, na
ra do Rangel n. t.
Antonio de Quadros l'ereira, subdita portu-
guez, pede ao Sr. Manoel Francisco de Azevedo Li-
ra, morador na povoacao de S. Jo dos llczerros,
que declare par esla folha qu*es foram as conlasque
Ibe deu dorante 5 annos e :t mezes e 16 dias que
nesle lempo foi seu eaixeiro ; assim como tambera
tralou sua lamilia, lauto interior como exterior.
lurlaram do silio de Albino Jos Ferreira da
Cunba, no Manguind, na noite de domingo para
segunda-feira, 6 para 7 do correule, um cavallo com
os signaes segnintes: rodado tirando a ruco, auca
de porco, cauda quebrada, bebe em branco, capa-
do, idade 7 para 8 aunos, anda balso, e (em mais
alguns signaes que se ignoram, eomu leja o ferro,
etc. : quem o pegar ou liver noticia, dirija-se ao
dito sitio, ou a ra do Oiieimado. loja u. (i, que se
gratificar generosamente.
Precisa-sede urna ama de leile que seja boa,
escrava ou livre, a sem filho : na ra da Linsoela
n. I.
Precisa-se de una ama de leile, forra ou cap-
tiva, que nao tenha lilho : a trttar ua ra da Cadeia
de Sanio Antonio, armazem de lijlos n. 17.
Precisa-se alugar um silio pcrlo do Recife, e
tenha pasto para (i ou S vaccat, larangeiras c baa -
nenas, e cujo terreno seja massape : quem assim
pois o liver, annuncie para ser procurado.
f) Sr. Francisco Duarle de Oliveira dos Sanios
em nina caria v,nda da cidade do Porto, na ma do
vjuviinadu n. 29.
:,. beb s* umi
_ lauto daign ?x. >,ri,i,sla, eslabelcridona
_ ra larga do v u. 36, segundo andar
W eolloca denles ,m. retudodo ar, c chomba 5
denles com a n.^s, a >aiiianlina e oulros me- as
<* laes. S
* A substitua das eadoiras de inslrocfio elemen-
tar desla cidade, residente na ra do Rotarlo da Hoa-
' isla ii. :t8, fi tjenla a quem ronvier, que abri a i
sua aula particular no da 7 do crrente.
Precisa-se de urna ama de leile para criar um
menino de 38dias, que tenha bom leile, e paga-se
"'"i ; na ra Imperial, l.ibrira de l'.aldeiiciro, se
ia quem pierisa. Asaim cuino se d io> a qnprn se
quizer encarregar de procurar c levar a mesma
casa.
(_Offerece-ie om moro porlugoez, de idade de
u annos, para eaixeiro .!e taberna : a tratar no pa-
lco do Collego n. 85. *
Francisco de Souza e Sa retira-te para fura do
imperio.
l-~ I',0.".1'1,1''1" 1'crnandes \ lamia romtjroii o bilhe-
le n. 3168 da segunda parle da primeira lotera be-
neficio do collegio dosorphaoi, por ordem do lllm.
e isini >r. Joaquim (ionralves de Azevedo, da ci-
dade da Itarra .lo Alio-Amazona*.
l>o-K8009000-rt. a premio com seguranca,
nmicle''' "* ""'" P"':'' '"Cm Pre,eB lurlaram no da 8 do correule da estrada do
.ordeno :l cavallos caca os signaes tegointea : um
melado, de rima e rauda prelas, urna coslura velba
na roslella miudinha, una pisadura no meio du e*-
piohlCO. pequeo ; o oulro caslanbo escuro, urna
sarna n anea mitro alasao, rom urna eslrella na tes-
la, pea calcados de branco, com nlgumat marcas de
nadaras no espinhaco, pequeo : quem os peaar
ouder noticia certa na ra do Hospicio n. -JO, casa
ilo Sr. Joao Rufino Ramos, sera generosamente re-
compensado.
() Sr. Antonio Marr.il da Cosa, do eagenha
lloacica, queira mandar pagar osen vale, vencido ha
um anuo : na loja de caira.o do abano assisoado.
lielariuinu dos Sanios BoIcSo.
Na rua do Collegio, armazem n. 15 da-se 90g
a quem inculcar urna ama de leile forra ou captiva
quetenha bom leile c hoas qualidades.
Aluga-se por anuu ou anuos o grande si io de-
nominado l'eixinhes, ns camiiiho de Beberibe, indo
pelo rio. o qual he 0 primeiro doa sitios alli eolio-
cados, e que lem milhares de pos de mangabeiras,
mudos pesde coqueiros, t mais Inicias dequasi to-
lla- ,.s qoalidades, rom grande pasto para se conser-
var mais do 30 vareas de leile, com minio terreno
para se plantar, e grande malla, c.im urna casa de
pedra e cal bstanle grande, que OCCnpa 'i salas e di-
versos quarlOS, COZinlu boa. qnart.. separado para
preloa, o estribara, e Diwlinanle banho de agua do-
re no ro qiiiisi ao pe lie can, ele, etc.: quem o
pretender alugar. dirija se ao lugar dos Arromh.i-
dos, a fallaroom a praprielVia Joanna da Silva
SIedeiros, ou no Recife, na na do c.ollcgi., n. 18,
segundo mdar.
Na na estroill do Rosario 11. (, c dir quem
d l-AHHtr) com mdico juro sobre Inpollieca em casas
nesta cidade, ou sobre joias uu lellras com firmas u
conteni da pessoa quo d.i ama qiianlia.
O Sr. Anlonio Auguslo Maciel queira dirigir-
se a ma do Queiroado, loja u. is.
Precisare de bous amaasadorea para pesiarla,
paga-se bous ordenados : o, pretndanles dirijam-e
a rua Imperial, delronle da fabrica do sala II. 17:!.
Taixa para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, pastan-
do o cbafariz continua haver um
completo sortimento de tabeas de ferro
tundido v batiilo ile 3 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
lembarcam-sc ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Rcduzido de 640 para 500 re. a libra.
Do arcano dajinvencao' do Dr. Eduar-
do Stolleem Berln, lempregado as co-
lonias inglesase liollandezas,|com gran-
de vantagem para o mclhoramento do
assucar, ach.i-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o mcthodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Biebcr & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Vrndcm-se sacras com farinba de mandioca,
Chegada ha pouco, .lia d.....irle, c de boa qualida-
de : qun.n pretender, dirija-ieao armazem defroole
da rampa .la csradinha n. .!, do Joaquim de Paula
Lopes, mi a rua da Cruz n. 3, escrplorio de Amo-
rim limaos kV Companhia
de cores,
ua loja de
Compra-ae urna grade de Trro para porta, que
tenha de 11 a \J palmus de altura com j de largo ;
no aterro da Boa Vista n. II.
Gompra-se um predio de 2 ou ." an-
dares, em qualquer dos tres bairros desta
cidade, comtanto que nao esteja deterio-
rado, e que o seu rendimento regule de
iOo.s- a 300|000 re.: na rua da Cadeia
do Recife, loja n. 41.
Compra-s em segunda man urna prensa de
copiar carias : na rua do Queimado, loja n. 18.
Compram-se escravos de ambos os sexos, as-
sim como reeebem-se para se vender de commissao :
na rua Dlreila u. .1.
Compra-ae ama casa lerrea uu sobrado de um
ou dous andares, em boas ras : a Iralar confronte
ao Kosariude Santo Anlonio !ll. :|'J A.
MuMlMi?.
una otaria : quem livet an-
'"; ".'," i"'""-'- saunaao as 8 horas da noi- Acha-se ausenle desde o i
le lera lugar a bandeira, a qual ser carregada por "io pasudo o escravo Joauuin
paslorlnhas. No domitum lri lr ., r..,., .! .. ,ii..i...... ._,_ ,' .
pastorinhas. No domingo lera lugar a fesla, e
noile lera logo de vista ; antes do rogo subir ao ar
um balan, e depois do fugo lerlo lugar mais (res de
diversas formas. O aoban assiguado espera que os
devotos concorram, >lim do aprtv' o bailo lugar
e a bella vista da mullo anlfga. cidada'de
(Minda.Jauuario Anlonio Co>
O padie Joao Jos da Cosa' Ribero, sobstiluto
das aulas de latun de^la cidade, continua no ever-
cicio de sua aula no da I i do correle, paleo do
Collego n. 37, segundo andar.
Precisa-se de um eaixeiro que lenb.i pralica de
taberna, sendo portuguez, de idade de 16 a O an-
nos, quo de conhecimento de sua conduela : no Re-
cife, rua da Cruz u. 31, se dir quem precisa.
SALA DE NANSA.
O abano assiguado faz sciente aos Srs. asignan-
tes de sua sala, que do dia 1:1 do crreme em .liante
a mesma sala estar aberla, continuando os seus di-
verlinicnlosconio be de cosime.
Antonio dol Sanios Mira.
Airenda-sc
nuucie.
Precisa-se de um escravo ou escrava para casa
eslrangeira, puc rozinhe so para -2 homens sollei-
ros : na rua da Aurora n. .">S, primeiro andar
Jo.o Francisco Julin vai a Rabia.
_ Aluga-se o legando andar da rua do Padre
Floriano n. Jl : a iralar na rua do Collegio n. .">.
do mez proii-
riinheriiio por
Acha-se ausenle desde o dia
bem
. --- --...|u.,, tl
molliu-biiinrrioulo,de idade, pomo maisou me-
nos 38 annos, pouca barba, e enlre ella alciins ca-
bellos ja bramos ; levou caira de casemira de lu-
irs ja usada," camisa de algodgozinho ; hecanoei-
ro e foi escravo do Sr. Jos Jarome de Anulo i
quem o pegar ou dellc der milicia, pode enlender-se
com o abaixo assignado, que gratificar.
Porfirio da Cunha Moreira Alves.
l'cde-sc ao Sr. Anlonio de S Albuquerque,
senhor do engenho Santo Andr, em Moribeca, o
favor de dar soluCSo ao negocio que nao ignora : na
loja de calcado do abaixo assignado.
Itelai iiiin.i dos Sanios Bolcao.
Precisa-se de um moleque : na paslellari-
Francesa no aterro da fioi-Vislu n. 17.
folhinhais
PARA 1856.
Estao a' venda as bem conhecidas fu-
Ihtnhas imptessas nesta tvpofjraphia, as
de algibeira a 520 e as deporta a 100; as
de algibeira alem do kaleadario ecclesi-
asticoc civil, contem um resumo dos im-
postos municipaes, provinciaes e geraes
3ue allectamtodas asclasses da socieda-
e,extracto dosregulamentos paroebiaes,
docemiterio, enterrse sello, tratamen-
to de varias molestias, inclusive a do cho-
lera, eolitos, variedades e regias para la-
zermanteiga e queijrodedilierentetqua*
lidades,ditas ecclesiasticas ou de padre,
correctas, e conforme as rubricas e uso
deste bispado, inclusive a resa de S. Tito,
efeitas pelo padre Machado, o mais an-
tigofolhinlicirodesta provincia, (sem pri-
vilegio visto como a conslituicao e leis do
Brasil o probibem) a 400 re. cada urna;
ditas de Almanak, a 500 re.: vendem-se
nicamente na livraria n. 0 e8, da praca
da Independencia.
Sedas brancas.
Vendem-se ricos corles de vestido de seda branca
com babadose sem elles, havemlo sorlimcnlo para
escullid- : na loja de 4 portas, na rua do Oueimado
u. 10.
Vende-se a casa de palo do paleo do Collegiu
n.25, a qual lem bstanle freguezia.
Na rua do Crespo n. 12, loja de
Campos & Lima, vendem-se cobertores
de laa pequeos e grandes.
Vende-se urna carroca com setts
competentes arreios para m cavallo,
tudo cm muito bom estado c por barato
preco : na rua da Cruz n. 2C>, primeiro
andar.
Vndese urna escrava de uaco, de 25 anuos,
com habilidades, por prejo commodo : em Fia de
Porlas. rua dos (iuararapes n. 18.
Vende-se nina muala de bonita ligara, cum
principio de engommar, cozinhar c coser, e urna
preta boa cozinheira : na rua Direita n. fili.
Farclu de HamburgO, de supenor qualidade,
em barricas : vende>se na rua da Madre de Dos,
armazem de Vicente Ferreira oa Cosa.
CHARUTOS FINOS.
Vende-w na prara da Independencia, loja de cal-
$adn ns. :17 e 39, os verdadeirus cbarulos varetas c
regala iuperiaes.
Farinba de milho ; vcnde-se no boceo da Lia.
goela, deposito de nao n. 6.
O 59 A
Coiifronfc ao Rosario de
ftaiito Antonio,
avisa ao rcspeilavel publico, que conslanlemenlo
lem um completo sorlimcnlo do seguinle nara
maisdeaiqualidadcs de bonbos francezes,' latas
de ditos de Lisboa, latas de holachiuhas de Lisboa
dilas de bisroilos inglczes, dila, de m.rnielada, di-
las de lea, dores em calda e em conserva de fruc-
las de Europa, amendoas de dillerenlts goaloi con-
feladas. confeilos diversos de l.i,l,o.i, ditos ditos de
llamburgo, dilos ditos francezes, partidlas de orlcl-
laa-pimenla e andos, lirores francezes, estrado de
absintho verdadero, tarops diversos linos e iiirri-
res v.nbo Iloideaui, dilodecaja', caixiohas cora
enredes as mais diliradas que lem viudo a esl3 pra-
ca para conteUos e para guardar aqoillo rom qae as
bellas se adornara ha mais os chocolates segoinles
lindos de encommenda : superlino.iiio dilo Je bau-
nilba, dito de saude, dito Inmuopalliico, dito em rha-
rnlos, biscoltoa da trra doces e aguados, folia, y,.
coiiinho, aramia, soda, regala ; ludo se venda em
. p:n rio e a retnlho, por commodo prero.
JMillio c farinha.
Vende se milho medido cen sarcas, c farinha de
mandioca dealqnairea sacra, chegado do uorle ues-
tes dias, ludo por barato prero : na rua de Sania
Hita, taberna n. 5.
Vcnde-se a taberna sila u.i rua do Hospicio n.
I : a Iralar na mesma, ou na rua da Cadeia de San-
to Antonio n. 2I.
PANOS.
Vendem-se em rasa delienrj Brunnos
C rua da Cruz n. 10, ptimos pian
chegados no ultimo navio da Europa.
Sodas de cores.
Vemlein.se corles de vestido de seda
gustos modernos, e por preco commodo :
i polla-, ua rua do Oueimado n. Itl.
Relogios de ooro
ingle/es de pa-
tente, de salmo-
nete edevidro,
chesadOI pelo ullimo paquete, vendem-se por prero
razoavel ; em cas, de Augusla (.. de Abreu, na ru'a
daiCadea do Retira n. 48, primeiro andar.
Vendem-se Iravesteiros de velludo cheios de
penuas, |ilo dimiiiiiio prerg>de'.3000 rada um : na
loja de Joao .Moreira Lopes, la do Crespo n.!).
I'ahoadn .i,, pioho da Suecia, alralrao e pile.
Me. (.ilinonl \ Companhia, temi recebido um
rarregameiilo dealet eneros pelo bngue sueco/J.
1/iercta, de (ulhenihnurs, venderlo os mesmos a
realhi, por prerot baraloi: o laboado ach se rero-
'do no armazem dos Srs. Carvalho ,V Irmao, rua
do Brum.
Luvas de pellica
de louvin prelas para hornero, e brancas para *enho-
ra ; vendcm-se na rua do Crespo, loja n. 19.
a vista faz f.
Maia Irmaos avisam aos amantes do baile masqu"
que rereberam um lindo sortimento de curtes de ves'
lulos bordados de ouro e prata, pelo harali-simo pre
co de 39000.
. Vende-se urna coebeira, sla no Varadouro da
cidade de Olinda, com mnibus, carro c cavallos, e
com urna planta da capim : adevertindo-se que se
vende em rada do seu proprirlario ler oulro nego-
cio cm que oceupa sua alleuoao, c por nao poder ser
rrequenle no seu estabelecimento, olTerecendo o mes-
mo vantagena por ler assigoanlet cerlos para irem a
academia ineii-alnienle duranle o anuo lectivo, e o
mnibus falcado viagens para a cidade do Kecife
diariamente maior vanlaccm tirara : quem a pre-
tender, dirija-se a cidade de Olind, a fallar ao seu
proprielario nos Qsjalra Cantos, sobrado n. 5.
Pannos pretos
de diversas qualidades, por precos de -00 a 80 1
vendem-se na rua do Crespo, loja n. 19.
Chales
de merino e lapim bordados na pona : veudem-se
na roa do Crespo, loja n. 19.
Louca.
No alerro da liea-Visla n. 8, vende-se urna por-
rao de tonca propria para taberna, por prero muito
commodo para acabar.
Vende-se ama escrava creoula de 20 anno,
com urna Billa mulalinha de (i mezes de idade, a es-
crava engomma, cozc eblo, eozinha e lava, e um
escravo crioolo de meia idade, proprio para silio :
na rua das Cruzos n. 22.
lAYHIMllOs.
Na ruada Cruz n. :)i. primeiro andar, ruuliuua
a haver sorlimenlo de boas obras de labirintho a'
venda.
AOS MEDROSOS CIIOI.F.RICOS.
Em casa do baraleiro. rua do Crespo n. 11, ven-
de-se o folheto da cura iufallivel do cholera-morbua
pelo sumo do limio, com t( pagiuas, remedio cuja
efficacidade lie alleslada pelos mdicos e innmeras
teslemunbas; oulio sim participa ao respeilavel pu-
blico, que lem por mdicos precos muitas obras ees-
coplos, tanto sciaoilneos como Iliterarios, etc. ele.
9 BISGOITOS IMiLFZES.
i
i
No paleo da Sania Cruz, padaria u. (i de
Joao l.uiz Ferreira Itibeiro, alem do cxcel-
lenle pilo, bolacha muilo fina, biscoitos,
falias, araruta, alliados e bolinbos de di-
versas qualidades, receben pelo ullimo na-
vio chegado do Inglaterra umgrnude sor-
timento dos mui apreciaseis biscoilinbos
uo dill'ereules qualidades em latas peque-
as, os quaes se lornam muilo recommen-
d.iveis pela sua superior qualidade e deli-
cadeza : veudem-se por prero muilo com-
modo.
Algodao monstro a 900 rs. a vara.
Vende-seo verdadeiro algoihlo monslro, com 9
palmos de Jargura, pelo baraissimo prero de 900
rs. a vara : na rua do Crespo u. 5.
ROLA'O FRANCEZ.
He novamemte chegada esta aprecia-
vel pitada no ltimo navio lia nee/., cesta'
a venda por barato preco: na rua da
Cruz n. 2(i, primeiro andar.
Vende-se um elegante carrinbo de
Iquatro rodas com arreios muito ricos,
para um ou dous cavallos : na rua da
Cruz n. 2l, primeiro andar.
Vendem-se espingardas de dous ca-
nos, francezas, mnito preprias para caca
ltimamente chegadas de Franca, e por
barato pieco : na rua da Cruz n. 26, pri-
meiro andar.
Vendem-se Irascos com rolhas de
vtdro, proprios para conserval (oda a
qualidade de rape, e por liaratissimo
preco: na rua da Cruz. n. ->t, primeiro
andar.
Vende-se muito superior cham-
pagne emeakas, o melbor que tem ap-
parecido no mercado epor commodo pre-
co, licor de Kirsch tambem em caixas e
limito em conta : na rua da Cruz n. 2G,
irimeiro andar.
Pratos ocos patentes
para conservar a comida
quene: vendem-se na pra-
ca do Corpo Santo, arma-
zem n. 48, de Kostron Ro-
oker I C.
Cousas finase de
bous gostos
NA LOJA DA BOA FAMA.
Vendenv-se ricos leques com plumas boleta, a
espelbu I 2^, luas de pellica de Jouiin o melhur
que pode haver a Ij-XIMI o par, dilas de seda ama-
rellase brancas para hoinem e senhora a ls:280, di-
las de lorcal prelas c com bordados de cores a 800
rs. e 19200, dilas de lio de Escocia brancas c de lo-
das as cores para bomein c senhora a .VM) rs., dilas
para meninos e meninas muilo boa faztnda a :(J0,
lenciuhos de relroz de todas as cores a lo, biscas de
lia para senhora a (iiO. pentes de tartaruga para
alar cabello, fazenda muilo superior a :">5, dilosde
alisar lambem de tartaruga a :is, ditos de verdadei-
ro bfalo para atar cabello imitando muilo aos de
tartaruga a 19^80, ditos de alisar de bfalo, fazen-
da moilo superior a 120 e 500 rs., lindas mcias de
seda piuladas para rrianras de 1 a :t annos a I5HO0
o par, dilas de lio de Escoria lambem de bonilas
cores para cria 1,cas de I a 10 annos a .i20o par. s-
pelho para parada com eicellenlcs vidios a 500,
'(). Ve l-saoo, loucadorescom pos a 1j.'i00, lilas
de velludo de todas as cores a 160 e JSO a vara, es-
colas finas para denles a 100 rs., e linissimas a 00
rs., dilas linissimas com cabo de marfim a Id, Iran-
gJ rte seda u "odas as cores e largoras 1 :,20, 400 e
HM) rs. a vara, sapalinhos de Ua para, enancas de
bonitos padrees a 2441 c :i20, adereces prelos para
lulo com brincos e allineles a 1s. loucas prelas de
seda para enancas a ls, travessas dasqueseusam
para segurarcabello a ls, pislolinhas de melal para
rnanr, a 200 rs.. g.ilbeleiras para azeile e vinagre
a -J.;200, bandejas muilo linas e de lodos os tama-
nhoa de la. 3, a? e i9, meias brancas linas para
senhora a 210 e Sao o par, dilas prelas muilo boas
a 400 rs., ricas caitas para rape com riquissimases-
lampas a ;i> o 2J500, me,s e ena de cores ,
homem a 640, cbaruleiras muito Tinas a 28. eaatoes
para bengalas a 40 rs., pastas para guardar papis
a HOO rs., oculos de armacao de ato praleados e dou-
radosa 640, ie IfSOO, lunetas com aro de bfalo
e lartaruga a .>00 rs. e 1?, superiores e ricas benga-
Knhai a 2?, e a 500 rs. mais ordinarias, chirotes pa-
ra cavallo pequeos e grandes, fazenda muilo supe-
rior a 040, 800, lo. 1200, 13)500 e 2s, atacadores de
cornalina para casaca a .1-20, penles muilo finos para
suissa a ooo, estovas finas para cabello a 010, dilas
para casaca a 640, capachos pintados para sala a
(.40, meias branras cenias para homem, fazenda
superior a 1K0, 200 e M o par. camisas de meia
muilo linas a He l?200, luvas brancas encornadas
proprias para montara a 240 o par, meias de core
liara senhora muilo fortes a 220 o par, ricas ahotoa-
durasde roadrepcrola e de oulras militas qualidade
e goslos para colletes e palitos a .VKI rs., (velas lloa-
radas para calcas aclleles a 120. ricas fitas finas
lavradase de todas as larguras, bicos linissimo de
bonilos padroes e lodas as largoras, ricaa franjas
brancas e de cores para camas de noivas, lesoori-
nhai para coslura o mais fino que se pode encontrar.
Alem de tudo islooulras muitissimas cousas muilo
propnas para a fesla, e que ludo se vende por pre-
ro que faz admirar, como lodos os fregueses ja sa-
bem : na rua do (.lueimado, nos qualro cantos, na
bem conhecida loja de miudezas da Boa Fama
Meias pretas pa-
ra padres.
Vendem-se superiores msias de laia para padres,
pelo baratsimo prero de 1SJ800o {Mr, lilas de al-
godao prelas a 640 o par : na rua do Queimado, l.a
de miudezas da Boa Fama n. 33.
Moinhos de vento
ombombasderepusopara regar horlase baisa,
decapim.nafundicadeD. W. Bowman : na rua
do Brum ns. 6. 8 e 10.
Camisas de mea
de pura laa.
Vendem-se superiores camisasde meia de laa, pa-
lo barato preco de 3S : na rua do Queimado, loja
de 1 ludezas da Boa 1 ama n. 33.
-assa para quem iiuer dar fes-
tas por pouco dinheiro,
>ei.dem-se cortes de cassa chita de bom gosto a
S, ditos de padres francezes a2?i(IO, casias roas
para aleviar lulo, ditas preta de.'padroes miudos a
-3 o corle, alpaca da soda de quadros de todas as co-
res a ,20 o covado, lencos de bico tanlo piulados
como bordados a 320 cada um, grvalas de seda pa-
ra homem a 1.3 e IcOO ; lodas estas fazeodas vn
dem-se ua rua do Crespo 11. 0.
LEONOK D'AMBOISE.
Vende-se o excedente romance histri-
co Leonor d'Amhoise, duqueza de Breta-
nha, 2 volumes por 1.S000 rs., na livraria
n. c 8 da praca da Independencia.
\ ende-se cal em pedra chegada no ul-
timo navio de Lisboa, e potassaamericana
da mais nova : no nico deposito da rua
de Apollo n. 2t, de A. J. T. Baslo &
Companhia.
POTASSA E CAL YIRGEH.
No anttgo e ja'bem conhecido deposi-
to da rua da Cadeia do Kecife, escriptorio
11. 12, ha para vender muito- superior
potassa da Russia, dita do Rio de Janeiro
e cal virgem de Lisboa cm pedra, tudo a
precos muito favoraveis, com os quaes li-
carao os compradores satisleitos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
velba por .".sOO reis: nos at mazeos ns.
, 5 e 7, e no ai m/.em defrOnte da porta da
alandega, ou a tratar 1:0 escriptorio de
Novacs & Companhia na ruado Trapiche
n. 54, primeiro andar.
Chales de touquim.
Vendem-se chales de lonquim bordados a naalii
e por preco commodo : na leja de 4 por tai, ua rua
do Queimado u. 10.
Attencao.
Na con lei ta ria da rua da Cruz n. 17,
acha-se sempre a venda um giande c
completo soi lmenlo de doces seceos ede
caldas, ede duelas de todas as qualida-
des, ludo superior, para emba que p.u .1
dentro 011 lora do imperio, |Kr mais Isa-
1 ato pre oque em oulra qualquer parle
se pode vender.
AFFRIYAIM IU\ SE i
DE IIVGIENE Pl BLICA DO
zjft Itio de Janeiro.
4> m PllhlIKilll IN) Mh
VEKNO DE SLA
(nape
MAC ESTADE
nal.
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da prara
No engenho Moreno vendem-se bois para arou-
gue : os prctendenles podem dirigir-sc ao proprie-
lario do dilo engenbo Anlonio de Souza l.eao.
A l,6oo.
He mallo barato, cortea de caen chita de lindos
(matos, com 7 varas, pelo diminuto preco de 1;<(X) :
1 rua do Queimado u. 33 A.
a rato nao visto
A 5,600 rs.
Chales de laa e seda, huissima lascada, de goslos
inleiramenle lindos, imitando aos de seda, vendcm-
se pelo diminuta preco de 3.j(iOO : na rua do Ouei-
mado n. 33 A, luja de Rodrgaos Lima.
Veude-se um rabriolel cm bom uso ; a Irala
ua rua do Collegio 0. 21, primeiro andar.
lijlos de marmore.
Acaba de cliegar om novo sorlimenlo de lijles de
marmore, e vende-se no armazem de Tasso Iroiioa,
110 becco do Uoocqr.8.
Carlas france-
zas.
Vendem-se superiores carias francezas para vol-
larele ,1 500 rs. o baralho : na rua do Queimado,
loja de miudezas da Boa Fama ti. 33.
A38500
Vende-se cal de Lisboa ullimamenlechegada, as-
sim como potassa da Kussia verdadsira : na praca do
Corpo Santo n. II.
Vende-se aea em cuuhelss de um quintal, por
preco muito commodo : no armazem de Me. Cal-
monl ,\ Companhia, prara do Corpo Sanio n. 11.
Vende-se urna balanza romana com lodosos
su pertences.em bom uso ede ,000 libras : qaem
preaeradtr, dirija-se a rua da Cruz, armazem n. 4.
Brins de vella : no armazemdeN.O
Biebcr VINHO XEKEZ.
Vndese superior viuho de \ercz em barrisdo
i|t. cincasa 'Je E. Wyatt : rua do Traiche
n-18.
Chapeos do
Chli,
tanto para senhora como para homens e meninos, de
qualidade mais superior qne ha nesle mercado, re-
cenleinenle chegados pelo ullimo vapor : vendem se
na fabrica da rua Nova 11. i .
Vende-se lima armacao de urna loja qoe se
desmanchou, leudo um bom balcao, titeiros, e por-
Cito de tabeas, tudo englobado ou a relalho confor-
me a voolade do comprador : na roa Nova o. 8.
AGENCIA
Da Fundicao Low-Moor. Rua d a
Senzala nova n. 42.
Ncste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de |moen-
das e metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamaulios, para
dito.
COGNAC VERDADEIRO.
\endc-seo verdadeiro cognac, laulo em garrafa
como em garrafoes : ua rua da Cruz n. 10.
Pipas vastas.
Vende-se porcito de pipas vasias prourias para
ner de. aptiardenln a .,,-,>.., o., ary. ^_.i_ ___
NON PLUS ULTRA.
Jos Puiz \ Bruguera declare ao reapei-
lavel publico que lem o prazer de Ibe ollf-
recer as admiraveis virtudes qoe, em orna
Ion-a espericncia lem demonslrado agua
do amantes, de sua oomponirao, e sao a*
seguiiilc: rura lodaa a> enfermidades de
pelle, como pannos, com garrafa pos-
eo mais ou mono., sarda* com 2 garrafas
pouco mais ou menos) e as espiabas, por
muilo anligas que sejam. com daas o
Ires garrafas, pede-se a ultima mais forte
ou mais carregada e applicando-a mais
pente que mrna com um Irapinho roo-
Ihado, e amarrando-o rom om lenco. Fra,
refresca, lira a palle farinhosa e saviu-a,
da-lhe luslro e faz desapparerer cor Ira
cueira .em cinco dias de um modo mui oo-
lavel cura a borlueja com moia facilida-
de. por ser muito fresca, e sem prejodicar
a saude. Iiistanlaneamenle faz desappa-
reeer o ardor do sangoe qoando se cor
pelle, eapplicado as faces om algodio
molhado na dila agua, e amarrando-o com
_ um lenco, amanhecem as cores naluraes
muilo agradaveis, sem prejndicar em Moa
. a pelle, e pode-se continuar qaanda M
cores se perderem ( causara esle eneile
quaiido se liver temperamento ..inguiuro ,.
tm lavatorio he um preservativo pti-
mo contra svphili. E applicando mortu
Das Taces um algodao molhado na dila a-
gua ao lempo da apparicio da* benga*.
serve para neulralisar 00 parificar, limpar
o humor, e para prevenir a formarlo das
marcas no rosto; e faz desapparerer a ia-
llammacSo preservando do ar e da laa,
aus doentesde hticas, lio mesan modo
cara impingeos di niceis de curar. Para
toucad ra<. prero 2cmi a garrafa.
(A Vende-se uuiramenie n. roa da Cm.
^j. e*criplorio de Autonin l.oiz de (Miveira
jV Azevedo.
Vende-se o sobrado de doos andares
da lloa-Vista n. : a Iralar no mesmo.
MODA.
Chally do melbor goslo possivel, ihrgado ollima-
meulc de tranca, para vestido de senhora r meni-
nas, pelo preco de la cada covado: nos qoatro ana.
los, rua do Queimado, loja do sobrado amarello
n. 29.
Vende-se encllenle laboado de pioho, recae-
temen le chegado da America : na mi de Apollo
trapiche do Ferreira. a entender-se com o admi
ni-irador do mesmo.
Em casa deN. O. Biebcr&C, rua
da Cruz n. i, vende-se :
Vinho de Madeira cm ipiarlosc oitavos
bai-i-fc.
Vipagre branco.
Tiratas em oleo.
Lonas.
Brins da Bussia.
Papel de embrulho.
Saceos de estopa.
Cemento.
Por commodos preco*.
>..7 r? rua Uireila B vnd*m-se chicharres a
-Oa libra, e sardinhas muilo novas a I o cento
1 ~. Vende-se nma esenva parda, de ai aana* e
uonita lisura, sadia, propria para casa de familia :
na rua do Crespo n. 13.
Vcnde-se cal nova e moilo superior, chegada
ltimamente de Lisboa no briga porlugoez Erpt-
1 /enca, c por commodo prero ; qaem quizer pode
duigir-se au armazem n. .1, defronle da rampa da
escadinba, de Joaquim de l'aula Lopes.
Vendem-se na rua do Encantararme, taberna
11. 10, as seguintes qualidades de peive : chicharros
cherne e cavallinhas, viudos da illia de S. Matoel
uo patacho Alfredo.
Vende-se a armajao da loja de sapalea da roa
hueila 11. i.,, cum alguns perleuces leodeale* ao
mesmo estabelecimenlo : quem pretender, dirija-se
mesiiia rua n. 03, taberna.
MECHANISMO PARA EHGE-
NHO
NA FUNDICAO DE FEBRO DO ENGE-
M1EIRO DAVID W. BOWNIAN ^A
RUA DO BRUM, PASSANDO O oHA-
FABIZ,
ha sempre um grande sommento dos segainles oh-
jeclos de mechanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
roiisirucc,io ; taixas de ferro fundido e balido de
superior qualidade e de lodos os lamanhos 1 reala,
dentadas para agua ou auimaes. de lodas as prapnr-
<;oes ; envos e boceas de fornalbae registros le )
eiro, aguilhSes, bronzes, parafusos ecavillioes, snoi-
nho de mandioca, etc., ele.
NA MESMA FUNDICAO.
se eteculam lodas as encommendaa com a saperior
ridade j conhecida, e com a devida preslezae com-
modidade em prero.
Vendem-se em casa de S. P.Johns
ton 4 C., na rua de Senzala Nova n. *2.
Sel lilis ingleses.
Relofjios patente inglcz.
Chicotes de carro e de montara.
Candieirose casticaes bronzeados.
Loo asinjlezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barril degraxa n. 97.
Vinbo Clierry em barris.
Camas le ferro.
cher de agurdenle, a preco de 17 cada mh
tratar no escriptorio de Manoel Alvns (juarra,
rua do trapiche n. 14.
i
(f^crq>>o fi 13115 )-
lugio a seu senhor Dominsos Soriano de Oli-
veira, proprielario do engenhn Onra. na fn gnena
de tna, no da 20 de novembro .le I8>S, o eser.o
cnoulo, le nome Jos, de 28 annos de idade. esta-
tura regular, pouca barba, roslo descarnado e com
signaes miudos de berSM mas ha pouco lempo,
dente* perfcilos, nariz afilado, ar carresado, perna-
e pe* regulares, nadegas elevadas, e liabalha de
meslre do assucar ; conduzio om cavallo raro ver-
me ho pintado de pedrea, e rom mateas ou mal de
bcslanosqiadrizenaspernas : que,,, apptehender
dilo escravo e entregar a seu senhor no mearionado
engeuho, lea loo? de gratificado.
- No noile de 28 para 29 do mez pagado lacio
da campia .la Casa torle, da casa do abano sVZ
nado, o negro Jos, crioulo, idade de :t0 annos 1,
co mais ou menos, estatura baia, secco do corro e
bem espigado, cor prcla, falla de denle, na re..i"
do lado supenor, falla um pouco devaneado, levou
camisa d. madapolAo, cale, azul, foi Vonaaz..d
um baln piolado de verde do comprimenlo le > '
palmo*, pone maisou menos, com fechadara nova,
lem o vino de chimbar, eosluma Ira.er rinlo, e
nel e a chave do baba' ; foi encontrado na mesma
imiteacmaem procurado Recife, e tomjjsj* ler
fgido para o sertao de Pajea', p, Msi'0 fil
por res vezes que lem lomado este deslino, 00 par.,
bordo de algom uavio por ser emharradico, lem ofli-
co da serrador: qaem o pesar leve o a .'ua do Qoei-
mado, loja de miudezas n. :t|.
Francisco Jos Alves tioimarSes.


TERN.: TVf. DR U. F. 1)E FARU._ lRifc
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