Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08809

Full Text







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*
.
9
i
ANNO HU. H 8.
Por 3 me/.es adiantados 4|000.
Por 3 meses vencidos &JJ300.
OLMA ItlKA 10 L JANEIRO DE .836.
Por anuo adianlado 150(Mt.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO
cxcahhec Altos DA scbschipcao' NO NORTE.
Parahiba, o Sr. Gervaiio V. da Natividade ; Natal, o Sr. Joa-
quim I. Pereira Jnior; Aracaty, o Sr. A. de Lemos Braga ;
Cetra, uSr. J. los de Oliveira ; Maranhau, o Sr. Joaquim Mar-
ques Rodriguts: Piauhy, o Sr. Domingos llerculano A. I'essoa
Ceareuse; Para, o Sr. Justiano J. Ramos: Amaioms, o Sr. Jero-
njmo da Cusa.
-3E=------r-
PARTIOA DOS CORREIOS.
Oliuda todos os das.
Caruaru Bonito e Garanliuus : nos das 1 e 13.
Villa-Bella. Boa-Vista, Eiu' e Ourieury : a 13 e 28.
Uoianaa e Parahiba : secundas e sexlas-feiras.
Victoria Natal : as quiitas-feiraa.
AUDIENCIAS DOS TltlIlIXAES HA CAPITAL.
Tribunal do commercio : quartas e sabbados.
Relavan tercas-feiras e sabbadus.
Fazeuda : quartas e sabbados as 10 horas.
Juizo do cninmcrcio : segundas as 10 horas e quintas ao meio-di.
Juizo dcorphaos : segundas e quintas as 10 huras.
Primeira vara do civel : segundase sextas ao nieio-dia.
Segunda vara da civel : quartas e sabbados ao mcio-dia.
i III I.MKIl I DES UO HEZ DE .1A MCIRO.
7 La nova as 8 horas, 48 minutos. 49 segundos da larde.
14 (luarto crescenie a 1 hora,24 minutos e 48 segundo da Urde.
Luacheiao 1 hora, 10 raioutose 48 segundos d manhaa.
30 Ouarto miuguaate as tt huras, 16 utiautose 48 segundos da m.
I'llr AMA II IM-. Ilojh.
Piuneir as 7 horaa e 42 minutos damanhaa.
Segunda as 8 horas e 6 minuto da Urde.
DAS da semana.
7 Segunda. Uegresso do Menino Jess do Gypto- S. Luciano pres.
8 Terca. S. Lourenco Jusiiniano patriare* de Veneza.
9 (Juana. Ss. Juli.io e Ratifica Sna oipoa tntn.
10 Quinta. S. Paulo primeiro cremiu : S. (tonclo de Amarante.
11 SeiU. S. Ilygino p. m. ; Ss. Salvio. Sereno e Lucio mrtires,
12 gabbado. S. Salyro m. ; S. Arcadio. Zotico e Taeiano mm.
13 Domingo, primeiro O ultimo denots de Ueis ; S. Hilario m.
KNCARHKCAIM.S DA M'liSCItIPCAO Mi SI I..
' Alagoas,o Sr. Claudioo Falcio Da ; Baha, Sr. D. Vwji
Rio de Janeiro, uSr. Joao Pereira Martin.
EM PF.ISXAJUillCO.
O proprieurio do DIARIO Manoel Figueiroa )c tat, aa tna
livraria Praca da Indeptadeneia ns fi e 8.
F
mo fur de le pela* fados referido pelu comman-
dante do meacionado destacamento lia parte que
devolvo.Communicou-. ao provcd-ir ila mi.
DitoAo cniselho re administraba naval,-ap-
provando os contratos relehradus por aquelle coiise-
GDVE8NO DA PROVINCIA.
Expedienta do da 7 de Janeiro.
Ollicio Ao Exro. marechal commaudaule da iho, para arquisirio dos genero e mata ubcelos ne-
aruias, Iransinillindo pur copia o aviso da rcparli-
cao da guerra de 21 de dezembro ultimo, do qual
consta havur-se transferido para uniros Corpus o*
espilles Jos Mara de Aleiiraslro, do i. balalhlo
d arlilharia a p, Luiz Francisco Teixeira, do cor-
po de arllharia do Mallo Orosso. e Joaquim Anto-
nio Xavier do Valle, do corpo de rlifices da cor- de vapor, rrromiiicndando que
le.Comiounicou-se ao iuspector da lliesouraria de
fazeoda.
DitoAo mesmo, para mandar tefercar cum luais
loza praraa o destacamento que existe actualmente
no lazareto do Pina.
DiloAu inspector da (hesouraria de fizenda, re-
coimnau Jando que a vista da caria que reidle
mande pagar a Peres & Vascorftdlo, lObSNOO ruis,
cessarios para fcriierimeiilo da enfermara de ina-
riulia, navios da armada, barca de esravaf.lo, em-
barcarues muidas do arsenal de mariiiha. e sustento
lin- Africanos livres, que so acliam srrvindo no mes-
mu atseurfl.
Portatia.Ao agente da compauliia das barcas
mande dar passa-
ge ni para a Babia por couta du governo no vapo-1
que se espera do nurle ao moneo Candido Marlins
Nogueira, e aos soldados Jos*- Francisco Gomes, Ma-
noel Alexandrc de Souza, e ao tambor Francisco de
Asaia Araujo, todos peru-ncenles a companliia de
invlidos daquella provincia.Fez-se o necessario
expediente.
Di laNmneando ao hacliarel Ari,lides d.i Rocha
urna oacao militar como a Franca, e diz mu pre-I cum un culliunasmo exlraordinariu. Qualqaerque
eisamenle a Allcmairlia, que a paz depende inais I seja a mi'so, parece que Iriiiniphan plenamente, e
della que das poleucus occidentae. Para vencer nao' se llovida que etleajltlenha o mesmo reanltado
as re-islenrias desesporada* da Hostia, bailara com em Coinprnliagtie, ou Je deve ir preeiicher nina mis-
clleilo que a Allemanha dissipasse a ultima illosao sao anloga junio do el-rei de Diuamarca. Ote-
importancia da baela e roupas de 15a, que pira oc- i |;;|0Si para o lusar de promotor publico da comar-
correr a epidemia em Cimbres, comptou o Dr. Ole- ca lIo Brcj...I izeram-se as necessarias cununui-
gario Ceur Caboss. i cacoes.
DiloAo meamo, Iransmillindo, alim de que o i),|aJubilando a profosora publiea de inslruc-
faca rootUr ao administrador, da mesa do consola- I c5o elementar do Cralo da Se de Olinda, Isabel
do, e ao inspeclor da airandega, copias da* cotices- : Joaquina de Albuquerqoe.e removendo para aquel-
soes.a e 5. do arl.'J. do contrato rain. 111:1 e |a Cildeira a proessora publica da cidade de tioian-
da !.dode ii. M7S de >de iiovembrode ISii. das
quaes conslam as isenc,oei e favores oulorgados a
Companhia Pernambucana de navccacAo costeira.
Iguaes copias foram remedidas a Ihesourarfa pro-
vineial.
DiloAo jniz relator da juula dejaitica, Irans-
millindo para er relatado em sessSo da mesma jun-
ta o ptocesso verbal do suldado Eufrazio Alvcs da
Rocha, pertencente ao oitavo biUlliao de infanla-
ria.Parlicipou-sa ao Exin. presidenle das Ala-
goas.
DiloAo inspector do arsenal de marinlia, dizen-
do que pode cuiitralar com os machiiiistas C. Slarr
& C, pelos pre;os por Smc. indicados a factura das
eis boies, que sao. necessarias para demarcacao c
balisameuto das barras de Camarai;ibe,l'onla de IV-
dras, Tamaudar e Maranguapa.Cummuuicoti-se
a Ibosouraria de fazenda.
DiloAo juiz de direito do Bonito. Tenbo pre-
sente o seo ollicio de -2 do correle, o inteirado do
que oelle me communica devo dizer-lbe, qne alm
das ambulancias que ja' leulio inandailo para essa
camarca, remello agora a requisirao do Dr. Araujo
Lima, alguos medicamentos mail.
Alim| de que esse medico possa Icr mais perma-
uencia uo Ailinlio, ordeno ao director da colonia de
Pianenleiras, que faca seguir para o Bonito o res-
pectivo cirorgiao Souza Foutes, que devera regres-
sar ao seu lugar na colonia apeuas aejam all pre-
citos seos servic/is.
Me lem aido mu salisfalorias as iuformar/ies qoe
Vmc. lem dado acerca do Lotn comnorlamenlo c
aarvicos que bao prestado o revereudo vigario do
Allinho Agosliuhode Coe* e Vasconcello", e o res-
. peclvojuizde paz Dionisio Rodrigues Jacobina,
II Bjatiai d*v Vmr. louvar ten procedimento, que
espero ser imitado pelas demais autoridad*-. I e/-
se o necessario expediente a respeilo. '
DitoAo mesmo.(Juaodo liouver Vmcj. de fazer
algoma raqoisi;Jo de soccorros ou generes alimen-
ticios, mande logo dizer < vista das circunstancias,
que ah le derem quaes a quanlidades precisase
maude portadores seguros qoe possam fazer a cou-
duccao.Igual a cmara municipal de Cimbres.
DiloAo director das obras publicas, approvan-
do a convenci que Smc. fez con a flroprielarios
Nicolao llarllierv e D. Mafia Francisca^Marques de
Amorim, ara sem%demiac.ao algam* recuarem
os maro* desua profiriedades na eslia.la ile l'onle
do Uehda alim de se poder dar i mesma e-Irada a
cmtMenle largura e aliuiamenln, obrigaudo-se
porm ogoverno a^naodar reconstruir a sua cusa
dafcas obra que elle possuem uo actual alinba-
neolo daqoella eslrada, com a* He*, segundo o
franMolo que Smc. remlleu poder-se-ba gaslar a
quaolia de *H)00!.Commuoicoo-se a llicsouraria
proviucial.
DitoAo vigario da freguezia de Caruaru.Os
parodies com sua palavra o exemplos muilo podein
fazer a favor de suasovelbas e por lano espero de
seu zelo,<|ue agora roaieqfc nunca so estoico em
animar o habitanlrs detea freguezia para queenca-
reui com cragem a epidemia que iurclizmooten1
acha grassando. Jte muilo conveniente que Vane,
Ifies fai.-a ver o quanlo he prejudicial o cnlerraaneo-
lo natigrejat, e por boro mudo laca prevalecer a
idea do eslabelecimenlo dos cemileiiot. '
DiloAo bacharel Sergio Uiniz de Moer Millos
commonicatido que pur decrelo de I", de dezembro
ultimo, segundo constou de parlicipacjlo da secrt>>
tarjado ministerio da jusilla, fora Smc. noineado
juiz municipal, o de orphaos do termo da Escada, e
recommendaudo que veuha preatar o devido jura-
mento, para entrar no exercicio desse cargo,, cerlo
de que fica-lhoajparcado o prazo da 3 mezes pera
dentro delle apresentar a competeule carta impe-
rial. Fizeram-se as necesiarias commuuicacoes a
respeilo.
DiloAo comrnadJ^He do corpo de polica, di-
zendo que o solJas^Htonio Jurgo Monleiru, deve
ser aiimillido i aquene corpo afim de servir o lem-
po que Ibe falla para completar o seu engaja-
mento.
DitoAo mesmo, declaraudo que devem ser subs-
tituidos pur oolros os soldados do deslacameuto dn
Ilha de Santo Aleixo, Jos Jonquim de Araojo e
Joo Francisco Forreira, fazeudo Smc. puni-los co-
tia Ignez Barballto l.ins L'clioa.Fizeiam-se asue-
cessarias cummunicacoes.
Rio de Janeiro, ministerio dos negocios do impe-
rio.Keparlicao geral das Ierras pohikas em ''<
novembro .
llra. e Ex:n. Sr.Delerminaudn a lei n. tilll de
IS de seleuibro de 18V), que as sesmarias, e quacs-
quer oulra CoucenOei dos governos pruviuciaes,
que esliverem as circunstancias do arl. 5, liquem
sujeilas i revalidaeflu. c'convindo nao crear emba-
raeus a prompla execucao desla parle da lei, como
llie foi recoinmemlado por aviso ueste ministerio de
K de oultibro correte, tenbo urdem de sua inages-
tdde o Imperador para declarar a V. E\c. que laes
sesmarias e concessoes dos guvernos proviuciaes,
sendo em ludo sujeilas as diversas disposi>;es da
referida lei^eseus respectivos regulaiueotos, estao
inleiameule fora da aleada das asseiubleas proviu-
ciaes mo caliendo a estas da data da referida lei
em dianle couliecer dessas sesmarias, nem de quaes-
quer Ierras devolulas, que pelo arl. Hi da lei n. l i
de 28de oulubro de IN'iH roram cTmcedidas a cada
provincia, devendo mesmo nesle caso procedercm
na couformidade do aviso dirigido ao presidente do
MaranflAo, de 27 de dezembro de 18.>f.
Dos guarde a V. Exc.l.uiz l'edreira do Cauto
F'crraz, Sr. presidenle da provincia de l'ernam-
buco.
lo czar, pronuuciaiidu.se formal e abcrtamcnlc cm
favor das exigencias da Franca c da Inglaterra, e
significando ao governo roseo que ningoem na Eu-
ropa, anda enlre aquellos que pretendan) perma-
necer neulros. nao eslava coiu elle. Urna declara-
dlo desle genero; feila uo cometo da guerra, teria
prevenido a guerra, e boje niesino restabeleetria a I _
paz.
Hesla saber se esje appello do imperador sera
allendido. islo he, se a Alleinauba se pronunciar
cncrgicamenle conlra as prelences do czar, as quaes
nicamente lem perlurbado a paz europea. Sobre
esle ponto s se podem fazer supposicaies. o a pri-
meira vista parece impossivel que NapoleSo 111,
polilico lino, uio estivesse quasi cerlo de atemao
qoe as suas palavras acliariain echo na Allemanha.
Com elleilo, lia poucas semanas, os dous liomeus
mais influentes entre as corles secundarias da con-
federaclo germnica, M. de Beusl, primeiro minis-
Iro de Saionia, e M. dePfordlen, primeiro miuis-
Lro aa Baviera, se achavam ambos em Pars, foram
apreseulados ao imperador, e liveram com S. M.
tongas e secretas conferencias. De quo se podia
tralar neslas conferencias, seuSo du papel que per-
leuce Alleinauha as circumslancias acluaes. A
presenca em Parts dcstas duas personagens para ou*
de vieran;, sob prelexto de visitar a Exposicao, era
ja um Tarto mu significativo, pois que, no comeco
da guerra, M. M. de Beust e de ITordlen er un os
ebefes do que se cbamou a liga de Bamberg, islo
he, de nina especie de confederarlo dos Estados se-
condarios que se prununciavam quasi abertamenle
cin favur da Rus-ia. A recepcao benvola que lhes
foi fei|a as Tuilerias pruva ja que a opinio delles
se iiiaufeslara siiigularmeiite, e boje, depois do dis-
curso do imperador estamos pcrfcilamenle aulori-
sadi'S a acreditar que ello- eslao promplos, com os
oulros Estados da Allemanha, a pesar, em nome da
Stxenia e da Kaviera, as resoloces supremas da
llus-id. Emlim, mu futuro mui prximo esclare-
cer todas as duvidas : ae se emprehendercm oulra
vez as negociaces. e se a paz se fizer, ser antes da
primavera; pois qoe, no mez de abril pruximo, nao
se poderla tratar de coufeieucias, esini de una le -
ceira e terrivel caiupauba.
Entretaulo, os lacles militares se v.io lomando
mais raros, e desde o feilo de Kiiibirn, nada se
passou na Crimea, que tenlia alguma imporlancia,
e apenas se pode assigualar una escaramuza nos
arredores de Kerlcli, que acabuu na deslrui^ilo de
immeiisa quaiilidade de forrageus, accumuladas pa-
ra a susleutac.lo da cavallaria russa durante seis me-
zes. Os dous exercilos, depois de se lerein iiiulua-
cilio amcarado com un ataque, paieceiu inUira-
meiile occopados ueste momenle com os meios para
posar o Invern da inelhor maneira possivel. A
inaior p.u lo da uossa bella esquadra do mar Negro
acaba de eiitrar esa Franca com o almame Brual -
a do Billico, expellida pelos gelos, faz oulro lano :
uredo mai- absoluta reina sobre o objeclo desla ne-
gociacilo, e lodos o jornaet da Allemanha e da In-
glaterra C'lio r.- luzidot a coojeeluras mais ou me-
nos provavei. Saberam>s da verdade quando o
general vollar para Par.
^TERXOR.
COMISANDO DAS ARMAS.
Qaartel (eneral do commaoda das armas de
Femanabaco na cidade do BecKe em '.I de
Janeiro de 18S6.
ORDEM DO DA N. IS3.
Tende pateada de aoenll a pronplo o Sr. capilao I quanlo aoslnulezes, os grandes navios da sua esqua-
do 10 batalllo de infanlaria, M.auoel Lucan da Ce- i dra iro igualmente invernar em Malla.
marat;uaram.,deler1,.inaom-recbaldeca..pocon'- llc ,,,, ,, AsU qc a4 |10Jlilijes ,,., ,
loletTompida. Ja lhecona)Bniqaei o assaitodado
OS F1LH0S DA FWTl'NA. (*)
Por Paulo Feval.
CAPITULO XI.
Intrigante.
O sabio de l.uiz W era o lugar reservado exclu-
sivamente por corlas pessoas para n relogio de mesa,
o sanclaario em que concenira-se o luxo. onde cada
objeclo lem precio exorbilante, historia mais ou me-
llo aullienlca, e cobertura proleclora. Abi lem as
peudolas vestidos de garra -..oscandelabios camiso-
las de linho cinzenlo. os quadros camisas, as pollro-
uas roupoes, as etrulluras do forro maulo e al o
(apele lem mn avenlal de lodos os das.
As-iin. as mulberes elegantes de costantes parci-
mouioaos calcan, para ircm ao baile, lateado a eco-
noma de una carruagem m, ignubeis meias de la
por to'bre os sapalos de selim.
O salao de l.uiz \V era utna maravilha ; maso
inleulo da castellaa (Ora baldado ; Slephen Williams,
ese eslrangeiro disliuclo iio quizera o salan de
l.uiz XV. Os Americano sao grosseiros e esfopi-
dos! He preciso ser um Yankec para desprezar esse
salao de l.uiz \V lo bello, filo fresco, lao cheio de
carcter, apezar de seu prero fixo.
Eit o que acontece a quein olferece perolas a sel-
vagens!
Era o salao ordinario, aquello em que dansavam
na ocraiies meio-talemurs as orneas solleiras e ca-
tadas da Irib Ricardo. Fora substituida por mo-
vis modernos a mobilia anliga do traante Turlol,
a qual era verdadeirameule de Lniz XV, mas nao
l.uiz XV da moda.
Quem acea como madama Des Carennes resolu-
to e quasi ufanamente sua psito de ilho da torta-
na, nao pode mais ser elassilicado enlre o commum
Vide Diario o. 7.
Man .lano das armas, que esle Sr. oflicial, passe a
exercer as tonejdes de mandante, licando dispensado
desle servico o Sr. capilo addido Joaquim Antonio
Penlzna'ver o qual ser desligado, e regressara ao
corpo a que pertence.
Jos Joaijuim Coelhu.
iXTE
COBRESFONDENCIA SO DIARIO DE
. FEBNAMBDCO.
PARS.
20 de novembro.
A 15 desle mez urna grande solemnidade reuni-
r, nu immcnso edificio consagrado Exposicao
Universal, mais de Irinla mil especladores trance-
zes c eslrangeiro. Era o dia fix'ado para o encer-
raincnlo da Exposicao, c para a dislribmco das re-
compensas. Ao ini'smo lempo, o objeclo da ren-
niao linb.i um mu. vivo iuteresse, pois que se Ira-
lava de dar a palma aos mais merecedores nesla
gtnnde lula da industria e das arles, enlre as prin-
cipa naciie da Europa. Ilavia ahi o que ab-or-
vesse toda a curiosidade e lodoj> inleresse do pu-
blico eicolhidu que assislia ceremonia, e com lu-
do, loda a aliene/lo dos ouvinle se concenlrou sobre
em ponto nico. Em presenca do um auditorio
-'composto em grande parte de industriaes, de artil-
las e de sabios eslranseiros, o imperador com gran-
de intrepidez emui felizmente resnmio oprogram-
ma da Franca na sluac,ao actual, e o sen discurso
levanlou ama Irovoada de applauso. Eslu Jesle-
muuhos lisongeiros eram ima*exdos, nao s como
reconliecimenlo do benvolo oeolliimeulo que u im-
perador fez aos repretenlante da induslria eslran-
geira, mas lambem por cauta da precisito, da firme-
za e do lioni tenso patritico que lia na lingitagem
de petelo III.
O discurso foi aculliido pelos"jornaes de Londres
com nina aprecio enlliuiiasta, e o jornaes da Alle-
manha, jancenicc un' a'oetupar-se delle, tendem
igualmente homeuagem aovteulinienlo que diclou as
palavras d) imperador. Segundo a sua tendencia
diversa, interpretain-nooa n'uin sentido de paz, ou
em ura senli !o de guerra ; mas o que he cerlo be,
que o discurso di/ clara c sinceramente o que quer
dizef. O imperador .Napolefio III deseja apaz.se-
jam quaes furem as consequencins da guerra, para
dos plebeos enriquecidos. Madama Des Carennes
nao liaba talvez tanto cosi quanlo espirito, mas
nao era falla de goslo porque ludas as euusas da in-
Iclligencia aiidan reunidas, e fora inisler ser ceg
para rccusar-lhe niuila inlelligencia e rauilo es-
pirito.
>'lo linlia talvez n lino c a suavidade que he apa-
uago da race mas quando quena, ludia a greca
gauleza, e quando au mordia, seus bello- denles
serviaiu de aduruar-lhe a sorrisu.
Apezar de certas mesquuharias seu casle'lo era
Iraiado com grandeza ao menos apparcnlemenle ;
abi nao via-se iieuhiim ridiculo, e mo era lado a
lodos penetrar os mvsteiios da despensa.
O salao cm que se aehava Slephen Williams, da-
va, como j dissemos. para o terraro, e nelle goza-
va-sc da vista risonlia e luminosa que leuliinos des-
rrever. Salva a exlensi, cerlas formas archileclu-
raes e a altura do forro, era um dos saines unifor-
mes que ha em lodos os andares de todas as casas
de todas as ras da Cbaussee d'Anliu. Duas portas
collocadas no fundo davaui para una galera eleva-
da dou* ou Ires degr.'to-, e destinada a orcheslra. Es-
sas portas coiniiionicavam lambein (telas duas extre-
midades da galena rom os quarlos dn interior.
Fura por una dell.is que .cunra o eslrangeiro
dUlinclo.
Madama Des liareunes, sen) embargo do petar
que senlia por nao ler podido aprcsenlar sen sabio
de Luiz \V, perearrra con um olbar rpido e
transcendente loda a petwoa de Slephen Williams.
Esle paiereu-lbe i..l qul ella podera imagina-ln se-
gundo a descripc.au do marido : per-onagem exlrBva-
sanle e de belleza um Uni ronianlira. Mas esse pri-
meiro olbar da caslellaa vio oque sen esposo leria
passado a vida inleini sem ver. Um nao sei que,
cerla coma l'ugiliva e ndelinivel que causn Ibe co-
mo um ilumnenlo rio (error.
Achara seu senlior'.'
Se Aiilouina ahi eslvesse ae teria lembrado de que
nos romances de cavallaria a rainlnj experimenta
assim l vcze urna raoslo indizivel e sem causa
vista de Olivier ou de Kenaud. E S uloniu teria fi-
cado cada vez mais persuadida dr que era um.
Coitadiubu.' uesse momento ella cliorava amar-
t
pelos Russos na cidade de Kara, c a victoriosa de-
reza dos Turcos que lizeratu us sitiantes uina ver-
dadeira inatauca. Suppunba-so que depuis desle
revez, o general Mourawieil levautasse o assedio e
se reraata para a Ceorgia, taulo mais que, o ge-
ueralissimo Omer Pacha ameacava inlerceplar-lbe
as suas comrauncacoes com Tillis. A especlaliva
geral foi eoganada. As sua massas cuntiuuam a
cercar hars, e nao pudeudo tomar esta cidade por
meio da forra, se esforcam para reduzi-los por meio
da tome ; mas as ultimas uolicias nos aunuticiaui
que Omer Pacha sa.'iioalinal da sua inacru, pro-
curando ligar aos seus ilumnenlos os Cireaciaiios
du Schamvl. Lu feilo grave ja leve lugar en-
tre o Pacha e os Bussos que do balde tentaron) dis-
pular-lhe a passagem du rio Ingour. O reeoulro
foi vivo e mortfero. Mais de :100 Russos ficaram
morios sobre o campo, c Omer Pacha leve 1U0 mor-
ios e -2W ftidos. Esle feilo Ibe faz muila honra.
Espera-su que nao Bcar ahi e que o general .Moura-
wieil. amearado de acbar-se entre dous fugos, le-
vantara o assedio para vollar para Tifia.
O czar depois de ler resididu varias semauas em
Nicolaiell, deixou esta cidade a 7 de novembro.
Antes de vollar para S. Pelersburgo, quiz visitar o
seo exercilo oa Crimea, para agradecerlbe os esfor-
Soa, e dislribuu em pessoa medalhas e recompensas.
Foi a Symphoropnl e passou revista as suas divi-oe-,
al sobre as liabas que licain defronle do exercilo
alliado : parlio a 13 de novembro para a capital.
Assevcram que elle se muslrou plenamente salisfei-
lo dos seus soldados e do general (iorlschakuffque
os commanda : dizem que ao relirar-se deixara a
este plenos poderes para continuar a defeuder a Cri-
mea, ou para retroceder para o islhmo de Pe-
rekop.
Um facto acerca de que, julgo, ja Ibe ler dilo al-
guma. palavras, prcoccupa^vivamcnle a alloue.u
publica. O general Canroberl foi encarregado pelo
imperador de levar a cl-rei da Suecia o grande cor-
dao da legio de honra. Tein-sc supposto nalural-
RIO DE JANEIRO 1 6 DE/.E.MHO.
' Douiorcs em medicina,Itootem ao meio dia na
sala dos actos da escola jffliUr.leve lugar a ceremo-
nia do doiiloramei.ln ez Sedicina, em presenca de
SS. M.M. II.,do Sr. mioaslru do imperio, da facul-
dade de medicina, e de um numeroso concurso de
espectadores.
I.ogo dependa chamada dos doulorandos, e da de-
claracao da uola que obliveram ni) susleiilacan das
snas Ihesat, o director da faculdade loinou o jura-
mento do estylo a cada um delles, e coulerio-lhes o
grao.
Tcve depuis a palavra o Sr. Dr. Saraiva de Car-
valho, qoe em nome de seus collegas fez um discur-
so sobre o valor da mediciua, dirigiudo-se depois
mesma 'cuidada para Ibe agradecer a uslruccau
que receberam, e liiialmenle a S. M. o Imperador
a protecrao que lem preslaJo as scieucias, o parli-
cularmeulc a arle de curar.
Por ultimo o director em um breve discurso diri-
gio-se aus doulores dando-lhes alguus conselhos u
respeilo do comportamenlu que devem ler no exer-
cicio da medicina. Foi ouvido com umita allenco.
e lenniuou por estas palavras : I.einbrai-vos lam-
bem do juramento que lia pouee preslaslcs, como
vos haveis de recordar em lo tos os lempos da vossa
existencia, dos trabalhos por que passasles na poca
calamitosa de urna epidemia, co que correspoiideu-
do as esperances o a tolilnde paternal do governo de
S. M. o Imperador, vos mostraste dignos dos vossos
OattrM; o prazer que vos deve dar o seidiiiiunlo de
una bou conscencia sera a mais doce recompensa do
zelo e do uobre desiuteresse de que deu pruvas a
maior parle de vos, c da Justina Diviua esperamos
que esle vosto procedimento seja o preludio de urna
vida feliz como vos desejamos por muilos anuos.
Aqu llamos a lista dos seuhores que tuuiaram o
grao de doulor :
Joo .Mara Lupes da Cosa.
Saturnino Smtcs de Meireilcs.
l.uiz da Silva, ltrandilo.
Antonio Justino da Silveira Machado.
Jos Pelidriano Marlins da Silva.
Jos Joaqoim de tiuuvea.
Antonio Jos de Souza Reg.
Lonrenco Xavier Alves Carneiro.
Eduardo Augusto Pereira de Unen.
Miguel Alves Vilella.
Candido Manuel de Oliveira Hiiiatana.
Joaqun) (.arrea de Figueiredo.
Joaquim llermenegildo da Franca.
Balduiuo Joaqun) de Meoozes.
Diogo Antonio de Carvalho.
Jos Olympio Soares Itibeiru.
Joao Jote Uardoso.
Jos Joaquim lleiedia de Sa.
Manoel Vieiru da Fouseca.
Mauoel da Silva Pereira.
Olj mpio llercultiuo Saraiva de Cirvalbo,
Mauoel Antonio de Almeida.
Luiz Januario da Silva.
Custodio Cutrim Ja Silva.
Francisco Augusto |Pereira Lima.
Joaquim Jos de Oliveira Mafra.
Clulderico Rodrigues dos Sanios Franca l.eilc.
Allonso Cordeiro do Negreiros Lobato.
Jos Antonio A f re las Lisboa.
Francisca Vicente lionealvM l'euua.
Francisco do Assis Mente- l'erreira.
I'idencio Pedroso llarreio de Albaquerque.
Joao dos Santos Silveira.
Mauoel Velloso Prannos Pedei n eir.
Joaquim Antonio Hauvullaiidu de Olivcira. *
.Manuel Vieia de Mello.
RoJrigo Antonio de Aragao Hulcao.
Francisco Antonio de Agolar e Ctiuha.
Jos Itanifacio Caldeira de Andrada.
Jos Rodrigues do Oliveira Vereza.
Os Srs. Francisco de Paula Lzaro (ioncatves,
Americo llyppolilo Ewerlon de Almeida, e Joo
Baptisla dos GnimarSea nao louiaram o grio por so
acharem doentes.
ques 228
21 Dr. Antonio de Souza Carvalho 224
i) Dr. Jos Mara Ferrtira da Silva 223
26 Dr. Fausto Benjamim da Cruz Gouvea 210
27 Marrolino Xavier lavares da Silva' 206
28 Tenente-coronel Joo Dantas de Oliveira 198
-~) EXPORTACAO.
LiverpoolBrgne iuglez Icene, de 409 toneladas,
condozio 4,200 saccoj cana aetiicar pesando 21,000
arrobas.
Prepo dos genero' na Prora da Parahiba em 4 i
Janeiro de 1856.
AlgodSo da .JfJO0 a 58200.
Assucar brutos tjTOO por arroba.
Couros a 210 por libra.
Desdo 29 de dezembro a 4 de Janeiro correle cn-
liarain 635 saccas com algodilo, e foram vendidas a
jsJOOO e ">9200 por arroba.
[Commercitl ParMbauo.)
pssiisasGfl.
lava como solteiro aos seus condecido,' vivia. em [23 Dr. Chrispim Antonio de Miranda Henri-
companhia da viovadoseu enligo patrio. Untocon-
aideravam casado com esta senlior. oulros alo. O
fondo deste negocio era todo mytlcrioso.
Adoecegravemente o Sr. bario; a enfermidad6
aggrava-se. al qafi por fim a ella suecumue. A se-
nborii que em sua companhia vivia apresenla-se co.
mo sua inulher, e meeira em seus bens ; apresen-
la-se igualmente u:n testamento nuncupalivo, redn-
zido a mui simplices declararjOe. O baro de Villa
Nova do Miulio deitava a sua Ierra ao* seos paren-
tes, e pedia "arma ntklher e a tan /illta que fielmen-
te execulassein essa sua vonlade.
Esse testamento era o nico litlo do reconlieci-
menlo da espora e da filha. f'.om esla cortara o ba-
Iflo todas as relaeoes por ler ella casa lo contra sia
vonlade. Era o uuico Ululo, dizeinos, porque nem
se aprsenla ccrlidlo de casamento, nem cerlido
de biplismo.
Com esse documento ulgou a raloridada aulhcn-
licado o oslado civil dessas sciihoras, c os hens foram
deixados jiresupposta viuva meeira como invenla-
riaute e cabera de casal. Passado pouco lempo des-
averanl-se a viuva e o marido de sua lillid : quiz
esle dala por dmenle, ou pelo menos lirar-lhe a
administrarlo dos bciu do casal. Nao acoinpaiib.i-
remos paren) esse incid -ule, por ser elle alheio s
quesles da lier.inr.i que preoecupam com lauta ra-
zio a vigilancia da auloridade.
[am a coatas nesle llieor, quando o Dr. Basto Ic-
vou au sello nina Icllra de 2JO coulos de ris aceita
peto marido da Sllia heideua. Como parecesse alte-
rada a data da letlra, houve duvida em elUr-lb'a,
c logo ap-is, levando ao Dr, fastns ao juizo criminal
paraobler do aceitante que a reeoivease em ouiras
de menores valores, conforme fra ajustado, esle, *
requirlo de |irouotor publico, apprehendcu a ledra
e poz em cnslodia o |iortador.
Seguio sse nrocesso os sens tormos al pronun-
cia do Dr. Basto, que aUegava Ciuistanleinenle ler-ibe
sido dada e-sa letlra cm pagamento de serviros da
sua prolisslo, serviros podiam ju-lilicar a rnonnidade do salario.
De-petada por essas palavras e pela reiterada
publicares do Dr. Basto, a polica prosegaio cm
aas iudagres, que liuliam de recahir sobre Ires
punios :
l.'e essciici.il. Era com elleilo casado o bario de
Villa Nova do Minho ?
1.a Sera' verdadeiro o testamento
nuncupa-
livo
:!." Sera' verdadaira a leltra do 2''0:U!Hl-5 e que
casia de servirn devia ella remunerar '.'
O resultado das diligencias policiaes levaram-a a
decretarbonlem a pritlo da Sr. D. Joaquina Kosa
de Jess, aapposla viscoudessa de Villa Nova do Mi-
nho. e ilo seo genro, Antonio de Souza llbciro.
Aquella foi recolhica a' casa de correc^o, c esle,
em virlode das honras militares de que goza, licoo
ni qaartel de permanentes.
Com ellos foram presos, e se acliam lambem na
e-irrecclo, es Srs. Luiz Carlos Adolpho de Souza.
Bernardo de Oliveira .Mello, Fraurisco de Paula Vel-
loso, etiuilhenne Jos Cardase como leslemunbas do
lesliiienlo minenpalivo ; e os Srs. Paulo Jos da
Costa c Antonio Antones loimaraes, como lestemu.
libas do casamento. Ou'.ra leslemunha do casamen-
to, o Sr. Antonio Pereira do Lago, po ler sido adia-
do gravemente enfermo c moribundo nao foi preso,
e das leslemiinliasdo testamento una, o Sr. I.oiz
Meudes Ubeiro. sublrahio-sc fugindo apenas vio o
oflicial encarregado de pceud-lo.
Quanlo a' quesl.lo da letlra de 2IHI:000?, depois de
pronunciado o Dr. Basto e obrigado a pristi e li-
viaiuenlo como incorso nos rtiiues de falsdade e es-
lellionalo, loi o processo remellido ao Sr. juiz mu-
nicipal Dr. Isidro liorges Monteiro para sustentarlo
da pronuncia.
Ha mais ueste triste negocio oulra questo de nina
letlra de elevadissima quaolia que eslava em poder
de um Fulo tiodinbn. Eslehomein declaren na po-
lica que a linha. e promelleu aprcsenta-la ; depois
arrepeudeii-se da promesM, c declaren nao existir ja
em seu poder, i .-'a' preso e prucessado.
Jornal do Commercio do Ro.]
De ha muilo se oceupa a cidade com as oceurren-
cas relativas ao casameiilo e heranra do Sr. Jos
B.'i nardiuo de Sa, bario de Villa-Nova do Minho.
Nao leudo por costume ir adianto de novidades, mais
do dominio das coojeeluras da curiosidade eda ma-
ledicencia do que dos tactos, abslivemo-uos de cha-
mar a allenco dos nossos leitores para essas oceur-
reucas, o apenas, quando pelo Dr. Manoel Jacques
I'AIUIIIBA.
lie>Hltado ilc vida* os collegios da produca
ceiriio /os debutados procinciaes.
1 Dr. Manoel Tertuliano Thomaz Manriques
2 Padre Francisco Pinto Pessoa
."I Dr. Anizio Silatbiel Carneiro da Cimba
i Manuel Porfirio Aranha
.5 Dr. Diogo Velho Cavalcaiil de Alhuquer-
que
6 Dr. Olinlhn Jos Meira
7 Dr. Joi Paulino de Figueiredo
8 Vigario Camilo Mcndonra Furlado
9 Dr. Francisco Jovla Cavalcanti de Albu-
querque
10 Dr. Francisco Lucas de Soaza Raugel
11 Dr. Joaquim da Cosa Ribeiro
12 Dr. Jos Carlos da Cosa Ribeiro
13 Dr. Jutlo Rodrigues Chaves
11 Mr. AnIonio Carlos de Almeida e Albu-
querque
de Araujo Bastos foram publicadas as suas resposta,
ao inlerrogatorio que peanlo o Sr. clicfe de polica '"' Coiumaudaiile-superior Jos liomes de Sa
Ibe havia si lo feilo, algumas palavras dissemos sobre I lu' "" Fiarlo C.da Silva Freir
anecessidade em queeslavam as autoridades de tirar j l7 Commaiiilanle-supeiur Manoel Marlins
mente que o anlio general em ebefe do exercilo | a limpo todas essas historias.
da Criir.a uao linha tmenle do preencher urna
missao depuro ceiemouial. para a qual era suflicien-
le o eocarregado de negocios de Franca. Assim,
nesle momento, os olhos dos bomens polticos se
vollam para Slockolmo, onde o geueral foi acolhido
Casado
PAGINA AVLSA.
C H -vi. :
Nada ha qoe mais enfade, c nem que mais
preciso se fara de sua tritura, do que os expedien-
tes, os relalorio-, as parte policiaes etc., ele. dos
jornaes. HcaBis|ero sal, a variedade eiri ludo pa-
ra o gosto nao se finar, e o desejo perdurar. Um
orador que nao liversal em ambas as tribunas, qoe
os seus discursos nlu forem variados cm suas phra-
ses, em suas figuras, lorna-sc indubilavelmenle in-
spido.
A senhora que aoubcr lano musici como urna
calva do realeijo, mis que nao liver gra^a, expres-
so e goslo n.lo sera urna italiana, mas licar sendo
urna estril allenia.
O poela q-je nao se afastar dr um corto estvlo
serco, pesado e montono cnla-tiaia por cerlo ler
as suas luciihraroes.
Emliin esle mundo sem grara, he o mesmo que
a panella sem sal.
A nossa humilde Pagina /inulta, que faz parle
muilo obscura desee Diario, onde sao exaradus os
expedientes dos governos geral, e provincial, as di-
versas partes policiaes, as ordena do dia do qoar-
tcl general, os Irabalhosdo jurv, da relatan, do tri-
bunal do commercio ele, etc., a Pagina .Imita
mo p > lera ser lida satisfactoriamente se so cin-
gir nicamente a narrarlo de facto, sem que anles
ou depois delles nao olfereca ao leilur algoma dis-
Iracao inlellcclti.il.
A Pagina Amito, o qde faz'.'
Escolhe d'entre ora sem numero de fados, que
diariamente se vaorepioduzindo enlre nos, aqoellcs
que embora, as vezes pequeos, mas que lem seu
arame tal ou qual, e dos quaes se possa lirar quan-
do nao inoralidade ao menos alguma prevenrao pa-
ra a represiao desses mesmos fados.
Mae contada a historia, o que resta para a Pagina
Acuita '. Nciii se quer tuna disliarraozinha, um ri-
soziuho depois ile alguma raivnba ? Nao deve ser
assim.
Se porm colliermos dos livTOS de nos mesuius al-
guma oulra cousa que nasejaaconteceu succe-
ilcuque simque lalnao agradar mais. E que
duvida !
O que senlimosbe o nosso cabedal ser too pou-
quiubo... mais nao importa quandoliouwr falla del-
|0 recortemos ao de oulrem.e quando assim nada ba-
ja co'iversa-se.
Urna flor inda mu cha se ni pro excita o desejo de
chaira-la.
'leve alia da delenco um lal 1. J. O. natural
l de nutras banda*. Este illuslrissimo senhor pare-
ce, que s loi aquella residencia para comer doce,
mas be aquelle mesmo senhor, que na era de i de
novembro de 1855 leudo pretendido enviar desla
para melhor manso a um caixeiro de cerlo livrei-
ro, para o que fora armado de um eslu,)endi pasmado, perder [felizmente) a occasilo, porque
perseguido por pessoas do ppvo fora levado alo a
ra do II. depois de rodeos e escar.iniuras.onde pur
iiilervencau dos inspectores de quarteirlo da mes-
ma ra, e da ra da Praia foi preso, sempre com
a sua amavel teudinka, que depois foi lomada pe-
lo inspector da ra da Praia.
Anda nao acaben ubi a bernardo : levado a casa
do subdelegado esse bomem, que pareca querer
lirar casia de cfpalha brasas, ou arrancalucofez
ao magistrado da policia um mimo que Ihe havia
ser bem incomiiiodo. c prelendeu al lomar a espa-
da ao ordenan ra, e por islo mesmo foi sollo agora
Acaba igualmente de ser posta em liberdade,
a rT. M. C. sem se Ihe ler formado a culpa.
Esla herona he aquella mesma, que na era de 27
,ie dezembro de IN-V>,tomada de ciumes, que he urna
paixao, que rasga as libras de um corarao ardenle...
foi ra eslreila do Kosario, a casa do seu joven-li~
lia, edepois ilo incomparavel recebimeolo desoceos
e murradas, desrasca urna boa lambedeira e melle-a
sem a menor ceremonia na barriga do seu Adonis.
Presa incoiitiucnle por alguns horaeul do povo, foi
levada a casa do Sr. subdelegado,que n.lo adiando
uidletia para a accusaeJjg sollou ha pouco a in-
feliz i::
Estamos na poca das totturat. Tcve manda-
os, do de despejo da delenco o bolieiro V. i.. B., que
na
:iis
304
292
385
-Ni
277
173
272
272
11
.I
266
26'
258
2S1
218
Braz. Pois a este hoinem nlo te inalanrou proceste
ooa brabot as sollora !
Honlem mimoseara, em ama das roas mai* pu-
blica de S. Antonio, nm bolieiro, palavras de ar-
rancar conro e cabella a um moco, qoe per aeaj tra-
jes e pejo de que eslava coberlo, pareca de fina edu-
eaclo, por nao ler sido pago o alugnel do carro do
seo amo conforme Ihe pedir.
He boje orna especalacio que avalla. Os denos
das coebeirat mareara ora prero de alugael pera sane
carros conforme a distancia, aa horas, e ataiii dn
carro e a gordura da parelha, e o bolieiro, qoe raras
sao os qae nlo teera esprtela de rato, iaeaa ou-
lro, ( alm da gotgeta ), de sorle qoe regala o prero
dos carros segundo a vonlade dos boiieirat, e quan-
do alguem se atreva a fazer cerla reflexdet grama
aquellas, que essa especie de bicfto* est itaalnmi
da a dizer aos de ua tempera. Na* cidade civili-a-
das a polica he quera marca a labVIa do preces do-
carros, sempre de accordo com os inlereete* das pre-
prielarios das coebeirat.
Honlem cm um enterro apretentaram-se cinco
carros alugadosconlra urna da postaras da cmara,
segundo pensamos.
O lempo nao he de potluru, e sim de soltura.
Nao nos deveriamo iniromeller em qoedoes
alheias, mas o dever de amitade por um lado, e de
considerarlo por oulro. nos impelle a islo sem qae-
bra de nossatdignidade peatoal. Pedimos com a man
boa voulade ao nosso collega, redactor da Segan-
da-F'eira do Chronisla a que suspenda o juizo oimia-
mente desravoravel, que faz do Dr. Ponles. pokt be
bem possivel, que o cnllega mal informado talvez da
carcter des-e moro, nlo Ihe d o devido aprero qae
elle merece por sua boneslidade e sitodez : no en-
Iretaulo nao sirva esle nosso ingenuo pedido de of-
feusa ao rollega, porque mulalis mulanit, estare-
mos sempre promplos a nuvi-lo, todas as veza qoe
queira nos honrar eom suas reflexe judkiosts.
A tolerancia, a urdem e a conciliario ae os nosto
arligos de fe poltica,
Consta-nos qae vai deixar a commissao de qne
e-la eucarregado no balalhlo de S.Jos o major Ber-
nardino. Smc. se acha descosloo por te ver priva-
do de direilos, que Ihe competen).
O abbade l.acaille, famoso aslronomo, coat-
Iruio urna especie de forquilha, qae apertava a ca-
la-., .r para poder pastar as uoilet na obtervacle das
asiros. Olanlos /.acaules nlo temo* agora enfor-
i/uilhados passando as noiles na contemplarlo dot
votos :... A breve apuraclo do* votot pela cmara
municipal vem-nos acabar de convencer, qne mnilo*
dos enbores depaladot anligot a provincial nao sa.
hiram parque nao quizeram.
Prudencia he alo querer
O que se nao pode haver
lie bem verdaJe, que com a retirada de algn, a
assembla proviiical.perdea bons depaladot nao
todos : apptllem para os circulo
A's 7 Aorai da .toifr.
Sabemos agora, por nos informar pessoa mai lide
digua, que o Sr. Pinto, que lem botica na ni dos
ijuarl -i-, recebera urna caria de Papar ara qae com-
munica achar-se em peiigo de vida o Dr. Amnon.-.
I n.a oulra caria do vigario daqoellc lugar noticia
o eslado mortal daquelle pretlimoso medico, qae nao
daudo cosas ao terror, e ero negociando sua cons-
cencia ao governo, marebou para cumplir ama mis-
so, que Dos c a sociedade Ihe recommendara.
De l iiiraiihuiis sabemos, qoe o povo lem desen-
volvido urna concern desmarcada,a exemplo dosDrs.
juiz de direito e municipal, e d* vigario.
Se apparece um caso de choleros o povo nao te
aterra.corre a casa do doenle,anima-o, ei alie das
immediaroes de sua habitacao quando sabe dn sua
melhora.
O -> -t-'tna das fogoeiras lie alli cir.pregado.
A limpeza esta' com lodo aparo, e as aulori lades
slo iucansaveis no cumprimento de teas devere na
qnadra actual.
He omanhi.
I
gamente ; seu pal conversara com llornardo o mor-
domo, e Pedro Tassel deva tratar de defender-se.
IJuer Stepben Williams fosse cavalleiro errante,
quer nao, he cerlo. que o senlinienlo experimeulado
aqni pela rainha nao era amor. Ella litera como
um eslrenicnmento. c seus bellos olhos haviam-se
abaixado ao olbar firme do Americano.
Esle alleclava urna franqueza e urna sem ceremo-
nia, que madama Des (iarennes leria adiado de
mi oslo em oulras circumslancias. Mo era pro-
piamente incivil ; mas sua familiaridade pareca
prestes a passar aa limites, e a incomparavel Julia
podia Dotar que cruzava ja as pernas una sobre a
oulra.
Ah votan scnborias nao eslo mal eslabeleci-
dos aqu, disse elle recoslando-se na pollrona ; bel-
la vista, bomarl... Ah! agradeco Ibes omito seu
acolbimento...
Teriamos querido fazer mais... iiilerronipeu a
caslellaa.
Des Carennes precipiton-se sobre a mo do hospe-
de exclamando :
Temos grande salisfarao, senhor...
Bem bem disse o Americano. Vejo daqui
gente no jardim... Fara com que csle|ainus sos um
momento.
Baptisla '. giilou Des (iarennes, poe-le a porla
do fundo, e nao dei vs enlrar ninguem, absoluta-
mente !
Digam-me, lornou Slephen Williams qiiaudo
Des Carennes voiluu ao seu luuar. porqoe he que
vossas senhorias recebem-mc lio bem assim/
Porque'.'... balbuciou o castellao sorprendido
por essa pergunla inesperada.
Nem ao menos sabein quem sou... accrescen-
lou o eslrangeiro dislincin.
Enlre n, milord, respondeu madama Des
Carennes rom a mai delicada corlezania. a hospe-
dagem pode ser medala... e mesmo iusuflicienle...
Irra!... inurmurou Slephen Williams, poze-
ram-me em um gabinete como o presidenle do con-
greso nlo lem!
Masao menos, acabou a caslellaa, essa hospe-
dagem nao he indiscrela.
O Ameriuauo lirou um palito c iuelleu-o aa bocea.
Agora porm que foram recolhidos cm costodia, ,s PodM Antonio Baptisla Etpindola
ja casa de corrccco, ja ao quailel de permanen-
les diversas |iessoas, compre quo digamos alguma
cousa.
O baro de Villa Nova do Minho, que se apresen
O senhor leve a bondade, lornou Des Cami-
nes, de escrever-mc urna caita que manifeslnva o
desejo...
Ah ah!... e isso basla'.'
Perfeilamenle I
E nem pergunlarc porque desejei ler entrada
em sua casa *.'...
Temos summo prazer de possui-lo, milord,
disse a caslellaa, eis o cssr.iria!.
Isso be raaravilhoso exclamou Slephen Wil-
liams com cerlo ar do zumbara ; a celebre hospita-
lidad] dos moiilauhezes da Escocia parece-me que
lica inuilo airas... Rogo-lhe, senhora, por paren-
theses que nao me chame milord, porque nao ha
lur.li na America : primeira razo... segunda razio
porque se la houvoase lurds, eu nao faiia parle dessa
nobio casta, porquaulo confessarei en mesmo, j
que vossas senhorias nao querem peigunlar-me :
suu apenas um pobre caixeiro pouco habilitado a
laes recepcOes.
Des Carenos iuchou as bocherhas. Para emprc-
gar seu eslvlu, suspeilava desde duus minutos o tem-
poral. A mullier laiirou-lhe um olbar que elle nao
vio, pois exclamou vivamente :
Ah eullo nlo foi por sua coula que...
Pern porque a niulbcr beliscara-llie furlemenle o
bn.ro por detrs.
Que?... pergunlou Sleplien Williams com cu-
riosidade.
I>es Carennes eslava embaracado ; mas a incom-
paravel Julia livroo-o dizeudo notom mais simples:
Meu marido desejava saber unicainenle se o
senhor vem ver-nos em sen nome ou por coula de
oulrem.
Slephen Williams non den us beiros para nao sor-
rir, e disse romsigo : s
Que,mullier afilada!... remcndnu a pergunla
com mo de meslra !... O marido que he um pate-
ta ia pergunlar-me e foi por minlia conla que com-
prei as rendas honlem na Bolsa... Ali! vejo que
conven jogar rijo!
Justamente! murmurou Des Carennes rom ar
idiota, a senhora exprimi meu pensameulo inteiro.
Pois bem, linda senhura, lornou Slephen Wil-
liams coutemplaudu-a cum mais atleui.au, veoliu
l'.l Dr. Franrisco Flix de Carvalho
-0 Dr. Silviuo Elvidio Carneiro, da Cimba
21 Joaquim Jos Delinques da Silva
22 Padre Renovad) Pereira Tejo
243
J'.:t
11
210
Jai
por cunta de oulrem... Kslou encarregado delimi-
tas mis-oes: cm primeiro lugar dos rumpryicnlis
de meu palrtlo Pcler Brislol de Boston.
O senhor faz parle da casa de Pelcr Brislol ?
exclamou madama Des (iareuucs, cuja vuz lomou
inflexoea mais fagueiras.
Nosso illuslre correspoiidcnlc !... accescenlou
Des Ctennos com cmpbase.
Oh' disse Slephen Williams, eu ignorava que
u hom Peler Brislol fusse illuslre.
Esse Dome he couhecido em todo o univer-
so!.....
Conhecid" as praras, nao nego..... E Pcler
Brisl.d, que prefere o crdito i glora, nao quer ou-
lra coasa.
lie como eo... quiz dizer Des (iarennes.
A caslellaa cortou-lhe a palavra.
A modestia acha-sc sempre reunida ao verda-
deiro merecimenlo, lornou ella... O senhor Sle-
phen Williams he sem duvida o principal caixeiro
de Peter Brislol'.'
lato he evidente I... exclamou Des Carennes.
para quem he isso evidente?,., pergantono
Americano.
Vara niiin, senlioi, responden a caslellaa. lia
nu verdadeiro gentleman celia diilincfflo...
lie cuino o perfume do vinbe de Bordeo?, ac-
crescenton Des Carennes, ninguem se engaa a esse
respeilo !
Slephen Williams desalou a rir, c exclamou :
Cerlamenle. vossas senhorias lem muila bon-
dade !
O marido e a mullier encararam-se.
Ah! acliam que lenho perfume! proseguio o
eslrangeiro distinelo metiendo as maos nos bolsos ;
[io le i.un ser engaados a respeilo de genllemuns,
enlo a respeilo de vinhotl... lia na casa de Peler
Brislol mais de riucoenta eaixeiros cima de miiu !
Ah !... exclamou Des Carennes eiidireilaudo-
se, o sem occullar seu man humor.
E como o Americano levanloue para ir ver de
perlo o qnadro quo Ihe ficava cm trente, o castellao
ergueu os hombros c iuclinou-se para a mullier di-
zeudo :
Nlo be liada, absolutamente!
as ."i horas da larde do dia 10 de dezembro cortou de
chicle ni ra Nova a um pobre menino carvoeiro.
baveiuo resistido a priso, a qul foi afiual elleclua-
da por dous ordenancas do Exin. Sr. ronselheiro
presidenle, que se aehava de visita em casa do Dr.

XUSPABTigAO SA POLICA
Parle do dia 9 de auero.
Illm. e Exm. Sr.Levo ao couhecimeolo de V.
Exc. que dat dillecnles parlicipa(6et honlem a bo-
je reeebidas nesla reparliclo, coosla qoe e deram
as seguinlet occuirencias:
Foram presos : pela suhdelegacia da freguezia ih>
Recito, o portuguez Antonio Ignacio Carduzo. Ma-
ra do Rosario d'Aprescntaclo, ambo por inMlles,
e o preto escravo Manoel,a reqoerimentodo senhor.
Pela sohdelegacia da freguezia de S. Jos, Marce-
lina da Paz, por furto, c o escravo Francisca, a re-
qiieriineuto do senlior.
E pela subdelegacia da freguezia da Boa-Vitla.
Manoel Luiz da SHva Freir, por saspeile em rri-
me de roubo.
Dos guarde :i V. Exc. Secretoria da polica de
Peruambueo 9 de Janeiro de 18Vi.Illm. e Eim.
Sr. conselheirn Jos Bentoda Cimba e Figadredo.
presidente da provincia.O chefe de policia, Lu:
Carlos dr Paa Teixeira.
t. da-te !... di-se madama Des Carennes em
voz baixa ; se elle vier pelas lellras de cambio !.....
llc justo!... Mas que idea linhainos feilo des-
se huineni!
F.niu. li|rnoii Slephen Williams contemplan-
do o quadro, creiii que vossas senhorias nao me afa-
gam mais?...
Que insolente!... disse Des Carennes.
A castellar impoz-lhe silencio com um uesto e-
nergiro.
I'iz esla viugem como quarlel-mestre, conli-
nuou Slephen Williams vollando ao seu lagar, alim
de alagar urna casa para n caixeiro principal.
Ab exclainaraiu ao mesmo lempo Mr. c ma-
i dama Des Carennes, Peler Brislol envin seu cai-
! xeiro principal i Franca !
Para fazer cerlas cobranras importantes, res-
ponden simplesmeute o eslrangeiro dislinclo.
V. elle lia de chegnr brcvemcule!'
J rhegou.
Qne !... balbtiriou o marido, o qual nao leve
presenca de espirito para disoimnttr sua inquie-
lar8o.
Madama Des Carcuues pelo contrario baleu pal-
] mas moslraado mais viva alegra, o disse :
Que felicidade! temos receido carias muilo
umnvois dente caixeiro que cbama-se...
Kobiuson.
Com clfeilo, arcrescenlou Drs Carennes um
pouco serenado, creio que esse charo senlior Bobin-
son Icni-nos esenplo cartas milito amovis... mai do
qne aniaveis.,, Ciuando o veremos?
Vossa seuhoria j o vio, respondeu Slephen
Williams.
Eu o vi?
Nao lembra-se mais daquelle P.obinson qus es-
lava conuco na salada hospedara?
Des Carennes arregalou os olboi e disse :
Sun, lembro-me..... mas litio he possivel!.....
Vine, ii.iiou-o como caixeiro inferior... i
Precisamente.
Peior anda! acerescenlou Mr. Des Carennes,
como servo.
.Itisl intuito .... Aquelle Kobiuson be um ori-
REI.ACAO HAS PESSOAS FALECIDAS NA KRE-
Cl E/.IA DE SANTO ANTONIO DO RECIFE.
;i:\I DE/.EMBRO DE 1855.
Ignacio Domingues lavares, branco, cazado. Kl sa-
nos, cari bule.
Mouica, erioula, escrava de Francisco Manoel de
Souza Oliveira, i", anuos.
Antonia, Africana, escrava de Hilaria Maria da*
Virgens, 7."> unos.
Adelaide, branca, exposla, .'> meze, (caridade.
Juanita Paula dos Sanios, parda, viuva, Vannos.
ginal... No raminho leve a phanlasia de inverler os
papis e de passar por meu subordinado.
A caslellaa ouvira atlenlamenle e era silencio ;
depois dirigindose ao marido dise :
Summe resto fazer um i coosa, mea amigo, he
lomar a earruagem e correr a hospedara.
Para busra-lo?... inlerrompeu Slephen Wil-
liams delendo Des Carennes que ja linha-ie levan-
lato. nao aconselho lal coosa!
F.nio porque?
Ouem sabe se elle esla anda na hospedara a)
No duvida convm apretsar-te...'.. insisti a
caslellaa.
(iiieam-inc. tomoo o Americano, Peler Bris-
lol he mui simples mui franco, mas tea princi-
paesraixeiros sao principes!... Kobiuson nao gotla
do zelo, e foi para evitar certas demonlrsries raui-
lo obsequiosas que lomou esse humilde papel.
Como lio que Des Carennes hesilava aiada. ac-
erescenlou recoslando-se de novo oa poltrona :
V, se qoizer, |>ela minha parle zombo del-
le I... Com elleilo. esse Kobinson lie brutal : mas
ninguem morro de urna -ova do Incitadas!
Mr. Des Carennes eslava em |>c como tolo da miilher, a qoal ulo diiia mais nada. Seja qaal
for a idea que o leilor lenha feilo du ralell!o e da
castellaa, he cerlo que es-a ameara indirecta de elu-
cidada- ullrapassava os limites da mais etloavada
phanlasia.
Peter Brislol c*clhera de proposito um embaixa-
dor de etpeeie He terrivel, oo este subalterno in-
solente lomava a liberdade de fazer urna mxtlifi-
caro ?
Emquanlo o marido e a mullier. ambos mullo em
bararados, forinavam urna c-pecie de rontelliu mu-
do, Slephen Williams tornou com franqueza :
O melhor he fiear tranquillo ; rreie-me. v***a
seuhoria vera sempre esie Robinton, talvez breve-
mcnle. Assenle-se e conversemos sobre um negocio
de que lembrei-me agora... Nlo he graude couta, r
se eu nlo aproveilasse a orcasio, cerlamenle me es-
qneeeri.i delle... Ota, lenho inleresse em nlo esque-
c-lo.
(Co/ifinr-i-a.)


i


sr


ama u mumtti oIn* Pilla to tf jiim b mi

Flix, pardo, filho de Maria Fraucisca 2 ,111110-, (caridade.)
Feliciano, branco, fillio de Manoel Havrnuudo Pena-
forlc, ;t a n dos.
Mauoel, pardo, filho de Antonio Marlius, s das.
Juaquini, crioulo, escravo de Manoel Marlius de
Araujo Castro, 20 anuos.
Thomazia, parda, exposla, l:l dias, caridade.
Manoel, pardo, expnslo, 2 das (caridade.)
Josc, pardo, hlho de Jos Esleves do Nascimenlo, 2
anuos.
Leocadio, crioulo, escravo da lose Ignacio Xavier,
t auno.
I.oorenco, pardo, escravo de Francisco Correa de
Barros, 18 auno-.
Mana, branca, (llia de Jos Rodrigues da Silva
Braga, 19 mezes.
Francisco, pardo, exposto. :l annos (caridade.)
Francisco, branco, (illio de Jos Rodrigues da Cos-
ta, 6 mezes.
Malheos, Africano, escravo de Joaima Francisca de
Jess, 55 anuos.
Mauoel, pardo, filho de Lu/. Marlins da Costa, 18
mezes.
urea, branca, exposla,:) mezes, (caridade.)
Mauoel lavares. Africano liberto, cazado, 70 an-
uos.
Mara Magdalena da Paz, branca, solteira, 12 an-
uos.
L'ra prvulo, rignora-se,; (caridade.)
Mara, branca, filha de Anua Maria da Concejero,
3 mezes (caridade.)
Jerimias de Sena da Porciuncula, pardo, solteiro, 20
annos.
Paulina, crionla, filha de Rita Maria do Rosario, 7
mezes, (caridade.)
Barbara, branca, exposta, 4 annos (caridade.)
Manoel, branco, exposto, 6 dias, (caridade.)
Severiaoa Elanleria da Silva Mello, crionla, liberta,
solteira, -1\ annos.
Joaqum Jos da Abreu, branco, cazado, 95 annos.
Jos, crioulo, cazado, escravo de Joaquim de Deus
Baptista, 50 anuos.
Jo.lo, pardo, filho de Joao Jos de Lima, _' anuos.
Antonia, parda, exposla, 12 dias, (caridade.)
I lieodora, parda, exposta, 3 mezes (caridade.)
Antonio, branco, hlho de Antonio de Souza Mallos
8 mezes.
Joao, pardo, filho de Maria Eufrosina da Conculcan.
8 dias, (caridade.)
Antonia lavares Sarmculo, branca, viuva, 70 an-
nos.
Anua, Francisca do Nascimenlo, parda, razada, i i
anuos.
Alverina, branca. ex|iosta, 1 anno, (caridade.,
Beuedla Mara da Couceigao, crioula, solteira, 50
anuos, (caridade.)
Leonario Joo tirego, prioste.
O 1)1 A 8 l)E OE/.EMBRO NA COLONIA l>E PI-
MENTEIRAS.
Furlar-se as mais patentes manifestarnos de rego-
cijo, quando um acto caracterstico de civilisago se
manifesta, ser urna culpa indelevcl que manchar
a vida do homem patriota ; porque sendo aquella a
divisa mais nobre de urna Bajo, so o homem sem
patriotismo e sem religiao poilera ser inililTereiile ao
eugrandecimento da mai patria que o vio nascer.
A religiao igualmente necessaria l.i inlelligdbcil
eaocorarao ; a religiao, queda solujoes a proble-
mas que a razio por si nao poderia resolver ; a re-
ligiao que pe um freio poderoso as paixoes crimi-
osas, que reina nos coraces para aplacar os odios
e as dissenres, e as familias para nellas se ruan-
te r a paz e os bons coslumes ; que alimenta no rico
aliumaulaJc, no pobre a resigHago, no magistra-
do a inleireza, nos povos a obediencia, e cm todos
a probidade, pelo que he a salvaguarda das socie-
dades, assim como dos individuos ; a religiao, em
fin, que conten e consola o desgragado, que Ihe
prepara a muri, que Ihe abre o eco, he iucoutes-
lavelmonle a bussolu infallivel do progresso da ci-
vilisago.
lie osla urna verdade consagrada pelos seculos,
recommendada pelos mais Ilustres philosophos, e
que por certo atravessar todas as gcragos.
Ja Plalo havia dito : [eligi vera est firmamen-
tunt reipublkic, a> verdadeira religiao he o funda -
uieulo da repblica.
A religiao, diz Tilo Livio : Depois de ter unido
os homcus em sociedade, he s quem mantem entre
elles a paz e a ordem social, como verdadeira dou-
Iriua faudada na sauta c indeslructivel mxima do
Evaogelho de Chrislo.
A irreligio, diz Sneca, lie para a nagao a foule
e todas as desordens, aisim como ao contrario, a
religiao vero a ser a foute de todas as prosperi-
dades.
Plutarco diz : n Que seria mais fcil edificar urna
cidade nos ares, do que fundar urna sociedade civil
sem religiao.,
rio, ha enm licito iau-ian ni.- festejada pelos liis
em geral que unsonos a coosideram como refugium
prccalorum el contolaliix afpielorum, e que a re-
piitam toda bondede, tuda compaililo, toda indul-
gencia.
Foi dehaixo da impressao desles principio* que
desde i infancia Machan arraigadas em noua alma,
que vimos ha pouco uesla colonia se Ihe crguer um
novo sacrosautu manuinento, una Igreja provisoria
coja capacidade he do 350 a UM) pessoas em quaulo
se nao acaba a malriz.
Foi anda debaixo das mais vivas emores e da
mais completa salisfarao quo vimos ueste canto do
inunda taiiilieni solemnisada e festejado no dia 8 do
correle a Senhera da Conceigao tambem padroeira
de nossa colonia.
A madrugada do dia 7 raiou com signaes precur-
sores de orna grande festividade ; heuve missa, ben-
zeu-se a bandeira da Senhora da Conceigao com'a
sua effigie henzeu-se a propria Imagem ; numeroso
povo calcava este solo oulr'ora inhabitado.
A' noile leve lugar urna rica vespera, a materia
combostival em iguico, os fogoj arliliciaes oscil-
lando o ar, e a msica marcial, viuda do Bonito
Iremulando harmoniusaments a almosphera, excita-
r.ini a embriaguez dos auimos ; alegra indizivel,
coutenlamento intimo que duminavam os coragoes
dos habitantes deste lugar, aiiniincjavain um grao"
de dia de fesla, de regozijo e de satisfago.
O co azulado e lmpido do dia 8, cuja aurora
com purpureo e encantador arrebol felicitara a h-
manidade, apresentava um qoadro magnifico e ex-
lasiador.
Urna pleiada de jovens de ambos os sexos, gente
de todas as idades, de todas as condiges, do Boni-
to, Allinho, S. Benedicto, Capoeiras, Agua-Prela e
outros lugares circomvizinho9 aruuiam por todas as
veredas e de lodos os lados de urna maneira nunca
vista, com o nobre lim de fetejarem e adorarem i
Senhora do dia, que Vive sempre no curarlo dos
clirislfios. A igreja c sua competente sacrista es-
lavam cheias : urna fesla esplendida e brilhautissi-
ina Uvera lugar : honve missa cantada, sermSo,
msica marcial, guarda de honra, halos, girn-
dolas de fugeles que crepilaudo nos ares cchoa-
vam o prazer que dilatava os corages de nume-
roso povo.
O mu digno e jamis esquecido director desla
colonia, o bravo capitao Jos tiomes de Almeida, o
quem realiuenle se deve todo o brilliantismo de
lao louvavel solemuidade, porque fora elle quem
fizera construir a igreja provisoria, quem Diera
aproinptar urna bandeira con a eflige da Senhora
e a soa imagen, quem envidando todos os esbir-
ros zera xir de outros lugares musica, ele, apre-
seulou depois da festa duas lonjas mesas que rom
appelilosus acepipes ofiereciam um lauto janlar,
urna as pessoas mais gradas, qiie(v(pram festivi-
dade da Padroeira da colonia ; outra situada no
grande barrado, aos soldados colones e ao povo.
A' noile apianada a igreja de assistenles cun es-
plendido Te-I)euui deram-sc grabas Virgein da
Conceigao. I'indou-se a festividade com fugo ar-
tificial : os etlrepidea da girndote!, c os vivas pa-
lenleavain o jubilo e o contentamente de que se
acliavain possudos os habitantes desta lugar.
Renou em lodo este dia a rnaior orden, alegra
o enllrusiasmo, s se nuviam os vlivas ao digno
c Exrn. Sr. presidente da provincia, o Sr. conse-
Ihero Jos lenlo da Cunta e I'igucircdo, aodislinc-
lo e semprc leinhrado capitao Come*, corno direc-
tor da colonia, ao vice-diicctor, a lodos os Pcr-
nambueanoi emfim.
Assim nao podemos deixar de lecer os devidos
elogie* ao Sr. capitao Gomes, a quem llevemos
mais esta prova denooalraliva do progresso da nos-
sa religiao e da nossa civilisago.
Continu o Sr. capitao Gomes a praticar iguaes
acto- de patriotismo e de religiao que immorlali-
sar sua vida nafta mundo (receberu do hoiu Dos
o dexido premio de MU boas ncges.
Um Bomleiue.
faena de cooro entre as flleiras dos clcheles, com-
pclliudu para bailo tildo quaulo cnconlra nesse 08-
p.aro, respondo pela liberdade constante desse
poni.
Ja so v.Jque ludo foi previnido pelo inventor da
nova machina de dorarogir algodao. Reslava s-
mente, que a ortica saneeionatse o boro desempe-
ulio de todas e-sisprevisocs. A esta respailo dire-
mos, que a vimos funecinnar e lennos salisfeilis-
simos da regulaiidade do scu trabalho.
Ignoramos ale que poni o Sr. Jos da Maia esla
informado dos diversos procc.-sos,c]apparelhos al hoje
empregados no descarogamen todo a Igodlo.Em quanto
a nos apenas conhecemos douspropriaraente titos: o
processo ou apparelho dos /usos, anda hoje usado
nos nossos serles, e a machina de Whilner, por
rueio de serra, usada nos Estados Unidos. A prali"
ca deieituosissimae informe de descarogar o algodao
malhando-ocomvarasde pu,uiisugeiundo-o a com-
pressao alternativa de um grande cvliudro de ma-
deira, pralica ainda hoje usada em alguna dislriclos
da India, nao merece, que se Ihedeem as honras de
processos regulares, lauto peluseu grandeMcspeudio
como pela ma qualidade do educto. O processo
dos fasos, se escapa a segunda pecha pecca na pri-
meira ; e a mesma machina Whilner apezar da sua
maior ierleicao nao he cotn ludo inulto mais feliz
escapaaoprimeirodefeilo.mas nao est livre do >.>
porque o algodao assim descarorado he violentamente
quebrado, o que diminue mnilo o scu valor, 25
por cento menos em elacao ao tratado pelo proces-
so dos/usos. E no enlanlo, ( Tacto nolavel!) antes
da invengao de Whilner, islo he al 1793, nao
consta, que os Estados Unidos exporlassem algodao,
no anno subsequenle ao appareeimenta da machi-
na a exportacao do algodao nos Estados Unidos
apreseulou a cifra assombrosa de 1:601,760 libras;
e no anno seguinte (1795) subi, a 5:276,300. No
auno de 1841 foi do perlo de 600:000,000. Tal he
a influencia da perfei;ao, economa e facilidade nos
processos d'arlc sobre o acresrimo da materia prima
ollerecida a industria pela agricultura Posto
isto he lgico concluir, que a machina de descaro-
car algodao do Sr. Jote da Maia deve Irazer um
melhorameiiln cnnsidera\cl e un acrweimo avullado
na produrrao c valor do algodao do Brasil, porque
se (urna machina eivada de um lao grande deleito
como he a machina de Whilner, fez por lal modo
avallar a produrrao do algodao nos Estados Unidos,
a machina do Sr. Jos da Maia sendo indubitavel-
inente milito mais perfeita c superior deve tamben
Irazer ao Brasil grandes c eonsideraveis vanlagens.
Dando porm de barato, que a cultura do algodao
no Brasil fique ainda por alg*om lempo en virliule
de oulras circunstancias entorpecida ainda assim
va i a machina do Sr. Maia prestar ja um grande
serviro a provincias, que se dao a callara do
algodao serviro extraordinario, quasi incalculavel,
porque tomando para termo do coinpararao so a
provincia de Pernamburo, onde a exportadlo an-
imal do algodao regula por 100,000 arrobas, vai el-
la prestar ja a esla una economa de cerca de....
100,0009, regalando a l> por arroba, romo actual-
mente regula, o despendi do descarorainentn.
Se us nao Iludimos em nossas esperaneas um
lindo futuro de llorescimento c prosperidade aguar-
da u pervir deste ramo importante da nossa indus-
tria, cutnpre porcm, que o faci se leve a eviden-
cia em grande escala, pela menos como ensaiu ex-
perimental, e pensamos, que o govenio nao deve
ser estranlio a urna lal tentativa.
Recife7 do Janeiro de 1850,
! uii-ni.. que lenha jamis existido em parte alguma
um estado de Balaran. Mas se a igualdade nao
existe sent no estado de nalureza, e se este estado
nunca exislio.o que vem a sor a igualdade lao chara a
Koiisseuu.' E por isso Rousseau, depois de haver dis-
trado o estado de nalureza dos philosophos, apressa-
se a refazer um nulro. isto he, o estado do homem
natural. Est,. piocedimenlo, netamo-lode passagem,
he u favorito de Rousseau. Nioguen mis hbil e
naisactivo para destruir ossysteuias dos outros c
subslilui-los pelos seus, sem que na es-encia baja
grande dillerenra entro o sxslema qua elle distrae e
o que crea.
Nada de estado de nalureza, he una chimera que
nunca existi; mas podemos imaginar o que seri 1 a
nalureza do ulioinern abandonado a si mesmo.i> O
homem natural, eis pois a hypolhc*e que KoDSsean
-obstilue ao estado de nalureza. Vejamos se a hx-
polhese vale mais que a chymera. lina nao existi;
a outra pode existir .' Tal ie a qucsiao. Aqu Joo
Jacques nos poe a nossa voulide. O dfaleelico apar-
la com tanto cuidado Indas as ideas e lodas as acqui-
siges que vem de nina outra origem que da nalure-
za do hmnem abandonado a (J momo, que elle ara-
familia, i.rm pelos amigos nem pelos vossos nego-
cios ; nao vos porfiis senao cm bem digerir, eis o
'mporlanle :
Os mdicos depois de longo lempo observam que
a alma e a espurio, urna ruin suas paixiies e o nulro
Com suas iHleious. arriiiuavam o humeslado do cor-
po, que a lamina gaslava muito a bainha. p, romo
elles alo encarrega los de enlrelcr a bainha, quei-
xam-sc dos alalos da lamina. Elles tcham que a
machina ira mu lo melhor, se Udasse Inda s, e
ellos siippriiniriam de bom grado o mao habita que
temos de pensar. Mas que'.' nao pensar. 11A0 ser
spproxiinar-se da inbeeilidade 1 Os mdicos |nos
respoiulem cun Jassas descrelo : ', Oh assegurai-
vos, que pensareis sempre asss. Koasse-iu xai
mata alen : Pois bem quando mesno nao pen-
sasseis, onde estara o mal ?
A iinlieciliilade nao he ama desgrara lao grande,
c aquello fu um eule bemfaze*o que primeiro suge-
rid a um halante das praias do Orennco o uso dessas
pranchas sobre as funles de seus lilhos e que Ihe as-
-eguram pela menos nina parle de sua inbeeilidade
e de soa original felicidadc. u
A saude e a imbcrilidade, eis o eslado natural.
bou por tornar seu homem natural tao impossivcl lim imbcil. Com saude, eis o homem natural : na
como o eslado de nalureza he chynerico ; as esta I verdad... quando separis con urna lgica rigorosa
mpossibilidadc nao iuquieU a Joao Jacques Bous- | ludo que o humen......1 da sociedade, chegais por fin
seau : elle se contraria valenteineule, mais orgulbo-! de eonlas ao selvagem inerte e imbcil. Entretanto
so da sua torca dialctica para reduzir o homem na- ; esse selvagem, despeilo de sua inercia, ser aguado
al a sua proprta exproisao do que molestado, do por alguna musa ; lera
damno que esla ronclusao deve fazer a soa doutr
Elle aferra-se mais a sua lgica que a sua cu-a.
Esta lgica he admiravel na selcrcao que ella faz.
entre o que o homem recebe da nalureza e o que re-
cebe da sociedade; sdepois de chegados ao hu des-
la cscolha he quo se tica terrorisado do pouco que he
o homem natural. Mas este terror be mesmo um
servido que Rousseau presta a snciedade. Ha com
elleito duas doulrina* qae lulam desde muilo no
mondo: urna er que o homem pude ludo tirar do
seu proprio genio, sua moras, seu governo, leis, lin-
guas, artes, industria, a sociedade emfim ; a outra
ao contrario er que o homem recebeu do mesmo
Dos nao s o poder de crear a sociedade, as iogaa*
e as insiituicOcs, como ainda recebeu u sociedad"
mesma, islo he, a linguagem e a lei, e que he desta
sociedade primitiva r divina que dirivam-se as di-
versas sociedades qae vemos sobre a Ierra. Leva'
at o lim a doulrina que faz. a sociedade de inslilui-
eto hoinana : epnlo ohomem tem feitatudo, tal-
deselos e temores ; hovera
pira elle h-n- e males ; sim, eis os desejos do selva-
gem desejos que nao passaiu de suas necessidadea
physicaa ; os nnicos bens que elle eonheee no uui-
verso, san o alimento, tima mullier, e o repou'o ; os
uniros males que leni? slo a dor c a fome. Ucee
homo !
N'.io po-so deixar de cilar aqui urna ancdota.
Ma.lami.iselle Ouinault, atriz da Opera recebia em
sua casa os philosophos e os grandes senhores do
WIII scula. Elles vinham ceiar rom ella, e ape
nas o fmulas sahiam, comecava enlao entre os bo-
mens do mundo e os de lollras a conversara., a mais
livre e mais animada que se pode imaginar. Leis e
religiao, governo o culto, ludo era porfiadamente
atacado. Ora, urna noile que se dlacerava a Dean
o papa, os rci, o clero, os magistrado, e que s se
poupava o lenlo de polica, que olisla a que a boa
campanil: 1 seja roubada, c nao lenha nias de que dar
* ceiar, pozeram-se, no lim, a fallar do prazer e da
felici lade. 0 que he o prazer '.' O quo he a felic-
pintavam-na lavoralmeiile e por isso approximavam
as escallas a percorrer do estado de nalureza civi-
lisacao. Rousseau nao jalea pralicavel a passagem,
e emprega sua incxoravel lugiea em demonslrar
contra os pliiinuphos seus conlemporanaaa a impos-
sibilidade de passar do estado de nalureza ao eslado
social, a Ouanlo mais se insiste neslu assomplo, diz
Rousseau, lauto mais a distancia das puras sensaces
aos simples couhcciinentos e augmenta i uossa vis-
,a, e lie impossivcl conceder como um homum pode-
ria com as suas nicas forras seru o soccorro da com-
lllciuicai;ao e sen 0 aguilha > da neressidade fran-
quear um lao grande inlerv-llo. Ouautus seculos
se paasaram talvez antes que os homcus (ivessetn
chegado ao alcance de vcroulr.i fogo que o do co !
Ouantos perigos diversos nae Ibes foram misler para
apprender os usos mais rouimiins ,|esle elemenlo "'..
Qae dizemos di agricaltara, esa arle que exilie tan-
to Irabaiho e prcvi.lenria, que depende de nutras ar-
te, que evidentemente e v, nao ser pralicavel se-
an em tuna loeieda e pelo menos ramera.la '.'... )i
Assim para inventar epratiear as arles as mais sim-
ples faz-se neeesaario que a sociedade esleja iielu me-
nos comerada ; mas para dar romero a sociedade
he
B
mo la, dnlanle coniuzir em/im o homem e o mun-
do ao ponto em quem ramee. Extraordinaria con-
tradirao anda ha pooco o homem s por si paswnr
de eslado natural ao eslado social, c ja Rousseau *
reroiicilia com os philosophos quem combada, e
cr- quo o homem. eraras, na verdade, iirmtl-
firaces.po.ic por si mesmo aperfeicpai sua razase
ruega, ao eslado wri.|. Kousw111 tmuit pi.. de-
terminar as din-erenrea phases desse aperfe,c..me.....
contra o qsjal praguej,, ,|e.sC cs,ntaneo deseov..|-
vtmenlo das laeaMauVa Iommmb, qo. elle considera
una decadencia, dess,
dizia
passagem finalmente, .|n*-
mposs.vel, do estad., nalural para saafoL
A primeira phaaa a estabelerimenlo da ocieda-
deheoe.labelecinentod, propriedade : Kotzssea.
assignala-a detestando-,:.....,tjfn.ro, dlI ,,
leudo rerradn um Ierren. ai,imou.,# &n m
he meo e achou gente a< simple par, iw> ^
litar, ese fui o verdadeira fundador da sociedasle
civil. One de Criases, guerras, homicdK, mi/pa. r
horrores i,o leria poupado a homauidade aqeellc
que arrancando as estocadas ou enlullin 1 0 f,.,
-jheaveaM bradado a seus scmeHianles : asjg m, t
vidos a este impostor '. Perder-vos- hatfkl m,H
prenso que o. homcus teiiham entra s, um ineio ,,,, queo. rrilrl(14 ,,, ,,,. *~
i.rarem seus pensamen- ; ,,crlel|cc lljn..uem Q ^^ ^ .J^Jj
I mas Rousseau dahi a pouco muda de pensar, e. aas>
tallar por siHcrandoquc para o homem rhesar a idea de -i..
gestos, depois que-csuhstiluiram .111, he o dia aos d,,i i,. ,,',. """""i*"*-
I 'a.te, lie misler que a aquella lenham precedido oa-
tras ideias, coiisenle em nao se considerar o fut-
ios ; he misler urna lingnageni. Ora como inventa'
a linguagem '! Dizer que se comer.nu a
gestos as articular,,, da voz, nao ha dizer musa al -
guia, porquaulo .. esla sulisliluirao lie dilliril de -c
ronceher em si mesma, pois que esta acenrdo unni-
me devera ser moifvado.p a palavra parecera ter sido
muito nccessaiia para estabeleeer o uso da palavra.
Logo o homem nao pode crear as artes as mais srrn-
merro OCCapaate como o puniriro culpado aaglj
mundo. Esle procura um culpado mais anlieo. .
crime mais original, nao sendo a propriedade seto*
um dos ltimos graos do desciivolviroenlo de h,.-
mern. Vejarnos pata os prinieiros. No principie *
Pies ante, derrear a sociedade ; elle nao pode crear 1 'r TV' >0 T** '
.. sociedade antes de crear a linguagem, e nao pode "'T^T'r ""' """'"' l""'"r f?
...,. ,. '"i =1 re que enronlrava. uu nilirii caxerna ; em um Ih-IU
ZV, 'lem.,"Ja;..ab..B.m asna diflmri-ldi.to.brou-se de cavar a ,erxa cu de se ZZZ
cao, e Kousseau concille por esla significativa relie-
bem pode tododeaorzer. Elle fez" as leis, elle as pe- dado? u S-nh,. res, exclama Duelos, um dos convi-
A MACHINA DE DESCABOI.AK ALGODAO'
DOSR. JOSfe DA MAIA.
Acabamos de analysar a nova machina de desca-
ncar algodao, inventada pelo Sr. Josc da Maia, c
<> m'n'\fpiiv,!i;iLi.
Sr. redactara.Peca Ibes a publieatioda carta,
que Ibes remello ramas presentes linhas.pela qnal se
v ter-se desenvolvido o cholera cm a villa de Cim-
hrcs.tendo at2do corrente perecidas pessoas.princi-
piandoa peste a 21 dopassado, baveiido militas pes-
soasaccnmniellidas. A caita be do vigario da fregu-
zia, que nesta dala rilllcia ao governo pedindo pro-
videncias e soccorros.JIuio agradecemos aoExm.Sr.
presidente da provincia a providencia, que lomou
fazendo sabir para aquella termo o Dr. Olegario
Cesar Csboss com algans aoccorros, e (ilKijtKlti rei*
se desenvolve
ser a villa em
mas lie do nosso dever como hlhos de C m ire e
Itancaniente exposla lelo me.sino senitir as vislas do .. 1 l c
W1. .. Taovraiaaoe conheredoies das localidades emhrar a S Exc nue
publico desla cidade era casa dos Srs. Gotivoa A .. i.u 1 < 1 q
I ejle Ul""" sendo a villa de Cimbres o lugar onde primeiro e
Nao he sem alguma violencia, que mencionamos
aqui o nome do Sr. Josa; da Maia, nao porque dei-
lumes de acatar o seu geuio eininenleinenle empre-
hendedor, c admiravel tenacidade de espirito,, tanto
mais louvavel, quantoja por vetes contrariada pelos
desfavores da fortuna e pelos azares da sorle; reco-
nhecemos purem, queo seu nome baldo do presti-
gio de urna infallibilidade pralica cm seus inventas,
pode talvez ticuttr na actualidade suspeila, ou des-
cre; 1 relativamente ao mrito e valor lio seu no-
vo adiado artstico, c comprotneller assim a prospe-
ridade da industria a que se refere. Mas ainda bem
que he s o povo.qucm placidamenle se deixa acur-
Mostesquien, fallando da religiao, diz.: aOuando rentar ao poste das primeira- impreasas, nao be
**
fosse intil, que os subditos livessem urna religiao,
nao o seria que a tivessem os principes, e que em-
branqaecessem de escuna o nico freio que podem
ter aquellos que nao receiam as leis humanas; c
era pelo mesmo motivo que Machiavel dizia, que se
a afieicao ao callo divino he a garanlia mais segu-
ra da grandeza de um estado, o desprezo da reli-
giao he a causa mais certa de sua decadencia.
Nao podemos ainda deixar de mencionar un im-
portante trecho do Sr. conselheiro Bastos a este res-
peilo.
(i A religiao, diz esle sabio escriptor, unir lias e
segura da ordem, da jnslica e da liberdade deve
ser o principio da tada a organisacao social, deve
ser as estrella que constantemente no guie : e quem
sabe se os horaens auxiliados ou mesmo impellidos
por ama grac,a especial do Senhor, no silencie, ou
na ausencia de lodas as paixoes, lanzando mao des-
sa base, deixando-se possuir inleiramenle desse
principio, marchando sempre Inz dessa estrella,
rhegar.'u um dia onde uunca tefn podido chegar J
Qoem sabe se cram como os Magos ; que depois de
haverem costeado is extensas praias do Eufrates, a-
travessaodo os rdanles desertos daSvria, subindo
os montes alcantilados de llermon, chegaram final-
mente, conduzidos por urna estrella roysleriosa, ao
lugar em que o Filho de Dos havia nascido de
urna Virgem, para operar a redempc,3o do mun-
do ? o
Logo os monumentos a as manifestacs de rego-
zijo qae allestem a grandeza e magnilude da reli-
giao serao provas irrefragaveis do aperfeii;oamcn(o
e do progresso da rivilisacao. O cbrislianismo a ul-
tima oxpre.-.ii. da verdade. a mais tocante, n mai'
sublime, ea religiao toda de paz, de mausidao, de
locura c d'amor. exleiidendo suas augustas azas, alim
de que a locha da fexpaodindo seus raios luminosos
nelles refraclados.voasse d'uma extremidade do mun.
do a outra, e podesse assignalar a pureza e veraci-
dad* de suas doulrina', cada da coala (coasa prodi-
giosa ) maior lionero de prosely tos. nao obstante as
grandes perseguices porque passou : os fados ma-
leriaes e maraes multiplicando-se aos militares vem
em demonstrarlo de seu engrandecimenlo e bri-
Ihantismo.
Ella nos apresme a pureza immaculada da Vir-
gem Mai de Dos potente, essa Mullier mortal, na
pluase d'um grande escriplor, tornada inmortal
ial d'um Deot redsmplor ; esta Maria ao mesmo
empo virgem e mai, os dous estados mais nobres
e divinos da mullier incouciliaveis na humanidade,
mas perfeilanente percebidos com a -rara de Dos
Paire, esla lilha do anligo Jacob, que vem em soc-
corro das miserias humanas, e sacrifica ora filho
para salvar os descendentes de seus pas, esta meiga
e lerna medianeira entre mis e o Eterno, a qual
abre com a doce virlude de seu sexo um roracao
cheio de piedade as nossas tristes confidencias, e
desarma um Dos olTendido, como um de seus mais
ricos mysterios, como um dos seus mais sublimados
dogmas: dogma encantado, exclama Chateau-
briand, que modera o terror d'am Dos, interpon-
do a belleza entre uosso nada e a magestade divi-
na I Por tanto esta mulher escolhida, para e vir-
Rem mesmo durante e depois da Conceic,ao de Deot
Filho, necessariamente virtuosa, cheia de bondade
e grata pela eleic.So do Dos Padre, e santificada
pela obra do Espirito Santo, deveria deixar irama-
colado o venlre que o concebeu ; e assim a l'.oncei-
cau da Senhora Mai de Dos Salvador fura urna
obra mxsteriusa do poder do Allissimo.
O dogma da immaculada Conceicao, proclamado
o anno passado em Roma pelo sanio padre Pi I \.
foi aioda um Iriurapho que obteve o Christianismo
contra seus inimigos. *
A Virgem da Conceirao, padroeira do uosso impe-
ler o povo, que nos estovemos': cscrevemos, sim,
para os hoineus entendidos nicos, que podem aqui-
latar o valor destejnovo a imprtame ochado tao es-
treilainentc ligado a urna das principies riquezas
da provincia, e do imperi'o. Julgamos a queslao de
um tnleresse capital para a nossa industria ; por is-
la posto que Mtranba a conhecimenlos professionaes
decidiino-nos aventurar algumas rellexes nesse
sentido. .
Amachina dedescaro(.ir algodao do Sr. Jos da Maia
he um perfeito aulhomato de forma irregnlarmente
cubica,apresentandoexteriormente cm urna das suas
faces lateraes, urna manivela, e na sua faco supe-
rior um caixao destinado a recebar o algodao bru-
to. O inoyinenl 1 coramuliicado manivela d cm
resultado inmediato adesnudacao do carolo 011 se-
ment, e a colleccao da la 1 em yccptaculo pro-
prio. lie extremamente dillicil pintar descriptiva-
mente um apparelho qualqaer por maior que seja a
sua simplicidade, e faze-lo por lal arle coinprehen-
der perfeilamcnle. As melhores descripres nao
valcm um simples volver dollios sob.e oapparelho,
como porem este recurso nao se ache talvez ao al-
cance de todos, daremos una deseripgjo, posto que
muitosuccinta, das suas diversas partes compo-
nentes.
Consta a machina de descarocaralgodaodo Sr. Jos
da Maia, primeiro,de nina lita ou facha continua de
couro, guarnecida por urna das suas faces, 1a que
olha para o deposito do algodao de pequeos col-
clietes de ferro, e leudo dous moviraentos ; um de
ascenso, outro de descida ; o prujciro couserva-a
pin contacto Remanente cotn e depasito; o segun-
do com : segundo, dous pequenis c vi uniros de
ferro de pequeo dimetro, sobre-poslos um ao ou-
Iru, e girando sobre seus anos, e t) mesmo sentido:
lerceiro. duas escovas parallelas ,1 estes : qtiarlo,
um percussor de ferro, collocado irnnleiramenle a
facha de conro.o qual por um moviinenlo continuado
de vai-ven a fere de quando cm quando com peque-
as pancadas.
Agora o trabalho.
Caneado o algodao dentro da caridade do depo-
sito, runipre smenle imprimir aj manivela o seu
movimeoto de rotacao. Esta propaga-se inme-
dialamcnle a lodas as demais picas da machina
por ineio do Dos de commuuiqacao. \ (adra
de couro rogando enlao pelo depaslt do algodao
em scu iDovimcn'.o de ascencao Int comslgo presos
aos clcheles ,le ferro urna qii.uilidade de carocas
proporcioual ao numero daquellcs He que os entre-
ga aos cjmdros, os quacs cm i.ipi lo movimento os
atiscrveru, o des|iojain do sen iuviilucro, cahiudode
um lado a Ma, do orrtro a semunlc nua.
As oulras pegas do apparelho salefafem a medi-
das preventivas, por exemplo : 1 Ifacha de couro
em seu movimento de ascenran poda carregar urna
porrao de algodao superior s furrias e capacidade
dos rxlindriH ; dahi o alfrontamen|o uevilavel da
machina, l esta, porem o reguladoV ltenlo e vigi-
lante (n. 1) o qual de quaudo em quando por ineio
do pancadas sobre a facha sacode o algodao exce-
dente. Poda acontecer tambem, que a laa depois
de ler espermenlado a compressao dos cylindros, e
attrahlda pela rapidez dos movimentos dcsles 'len-
desse a acompanha-los, o a insinuar-se de novo no
espago de recepcSo depois de os ler costeado. Is-
lo embaragaria consideravplmente o movimento ul-
terior da machina ; la estro porem as escovas (n.
3,i, quederendema passagem dequalquercorpnpelo
dorso dos cylindros. Ainda poda aconlecer,qnea se-
enteja despida doseu involucro por incideuleconse-
giisseabrigar-seno pequeuoespaeo triangulartle re-
cepgoatierlo entre oscylindros.e demorarse ah,
embaragando assim a passagem ao novo algodao,
qae chega ; urna mao artificial porcm collocada na
lo a molestia, e o mais populoso, por
cima da serra do l.rulia, qae pela
sua lertilidadc conten cm si a maior forra da popn-
lagao, all deve o Dr. Cahossii lixar sua residencia
rom os aoccorros c ambulancia, e nao dentro da vil-
la de l'esqueira, que apenas he habitada pelas auto-
ridades, e poneos individuos, a quem nao fallam re-
cursos, nao leudo inda all apparecido a molestia,
segundo nos consta. Amatando a razio de distar
Pesqoero de tambres i a 5 legoas licando Cimbres
em cima da serra, onde osla tambem o aldeiamento
dos Indios, e onde est a molestia em lodo o sen vi-
gor; e a nao ha ver essa" providenria lornam-se inu-
leis os soccorros enviados. Accredilamos que o Sr.
Dr. Cahossii, e o digno delegado do termo o Sr, Dr.
Miguel Arcliaiijo.independciile de ordem do governo
assim procedera.; mas julgamos nao obstante do
nosso dever lembrar nios e-sa medula lao necessaria
a popularao miseravel daquelle termo. Pela pu-
blicarao deslaj lindas milito lirar obrigado o scu
tonstante leilor.
Illm.Sr.commendador Joo l.eilcde Torre-. Dou-
Ihe a infausta noticia, que desde o da i exist
Ir nos o cholera, foi a fesla e bous anuos que Ove-
mos, ja tem ceifadn oto vidas, e exislem grande nu-
mero doenles, econlinuam a cabir, ludo est sem
recurso algurn por falta ao menos de medicamentos
para acudir de promplo aos enfermos, que estn mor-
reado miiigoa, ueste momento ollicio ao governo
pedindo sorcorro para o presente mal; Y. S. fara
possivel desua parle para se conseguir algurn soccor-
ros para esla pobreza desvalida, c sem abrigo nesla
altura,ha tambem grande neeessidado de alimentos,o
acude ja secou de todo, nem liman ha por causa do
forle vcrfm.A'lens.Seu amigoO vigario .lo- .Ma-
lillas lliheiro.
Cimbres 2 de Janeiro de 1856.
\*t ncitii Jl It.
JOAO- JACQUES ROUSSEAU, SLA VIDA E
SUAS OBRAS.
Discurso ore a desigualdadc (fas rondircf.
I
Porque ha ricos e pobres, grandes e pequeas".'
Porque nao temos lodos mis o mesmo fim e a mesma
sorlc'.' Terrivel pergnnla esta que em nossos das de
borrinenlo e martyriodirigimos a Deo c A socieda-
de, e que faz ora alhcos e ora revolucionarios ; ques-
todolorosa que os indulgenlcs e os bons se propem
tambem quando vecm seus scmellianles soffrercm, e
que para elles ha um mxslerio diviao, do qual sam
procurar |ienclrar-llie a profundis, elles Icnlam por
seus beneficios abundar Iba o rigor. Mas quer
nha da inveja p di cubica, quer da curiosidade ou
mesmo de um sentmeuto de juslira, a queslao da
desigoaldade das condigoes humanas esta no fundo
le todas as queisas c duvidas do bomein ; ella irrila
os lovejosos, inquieta os curiosos, affllga os bens.
96 o egosta he que arba que ludo esla na or-
dem natural, quando a desigualdadc he em sen pro-
veito,
l'or.pic as condieges humanas .10 dosiiuaes .' Diz
lioii-scau. Porque o homem se desenxolve, c sobre-
ludo sr desenvolve na sociedade. "Sendo a dosigual-
dade quasi nenlioma no estado da natoreza, ella lira
sua forga e scu rresciiiienlu do deseiivolvnnenlo de
nossas facilidades c dos progleasos do espirito. !Va
sociedade, com clfeilo, as facilidades do lioniein teem
man occasies c prnbabilidadcs de se desenvolveren!
que na solidan. I 111.1 vez que o bomein esta em rela-
clo corn seus sementantes, elle se eiigenha, conside-
ra; compara c mede; ha fortes e Traeos, habis e
tule, Iioiis e mos ; ha quem preveja que. se elles
derraban a arvore para lerem o fructo, so eolhem
urna so vez, se lo contrario deixain viver a arvore c
mesmo se a cultivan, tam fructo lodos os anuos. Es-
ta unir relleilo crea ja caire os horneas do Mesmo
pai-z. nina desigualdadc espantase, mas tambero esla
renexaon.'in acode ao Imrocm no eslado da nalureza:
e s aquelle queja saba do eslado da nalureza.
O que be, pois, esle eslado de nalureza onde ne-
nhuma rellcxao, nem ilesrnvolvimenlo algiini do es-
pirito vem perturbar a igualdade primitiva '.' O esta-
da de nalureza exi'lio elle cm alguma parle? Os
pliihisoplios do secuto decimo-oilaxo rallaran miiil
do estado de nalureza sem que nvestigassem bem o
que he. o giiravaiu nina Idade de ouro, que oppu-
nhan a sociedade. Rousseau ahslem-so bem de adop-
tar este eslado de natorp/a inventado por philoso-
phos que elle se aprazem contestar ; elle nega oti-.i-
le desfazer, fez os governo*, os pode desfazer; elle
fez a familia, a propriedade, a religiao, tambem as
pude desfazer. Tuda Iba he sujeito ; nada de regra,
invariaves, nada de direi'.os primordaes. Nos so-
mos, o que as leis, que cslabelcrcmos, nos hiera. A
ordem social com esta doulrina depende de um es-
crtitineo. Apurai pelo contrario a doulrina de que
a sociedade he de insliluirao divina : lodo o inno-
vador he um sacrilego, todo melboramenlo be urna
tnpicdade, loda assenbla legislativa um concill-
balo de berelcos. No decimo-oitavo scula cm que
o homem eslava etn eaminho do proclamar sua so-
berana c de desligar-se de lieos, era prestar serviro
a sociedade mostrar ao homem o pouco que elle b?
abandonado a si mesmo.
lie verdade que Rousseau quera prova ao mes-
mo lempo que esse pouco que 0 liomeni natural he
vale mais que o homem civilisado ; porem que im-
porla a conclusao do philo elle chegue ao erro passaodo pela verdade ? Nao so-
mos senhores de pararnos onde linda a verdade e co-
ro cea o erro.
a Considerando o homem, diz Kousseau, lal como
levera sabir das maos da nalureza, eu vejo animal
menos forlc que algaoa, merros gil que outros, po-
rcm, no todo, organisado o mais vaulajosameutc da
lutos I Sim, o homem he o animal o mais vau-
lajosamcnte organisado de lodos ; mas, lomai Moti-
lo, que o que constitue a superioridade tic sua or-
gamsar.lo, he que elle he capaz de rellexlo e de ra-
ciocinio. Ora, se elle rellene e raciocina, est ludo
perdido : apenas sabe do eslado de nalureza, a de-
sigualdadc comer, Je tal sorle que o hiuuem, que
mo lem a [acuidad* dcrellerlir para compensar sua
falta de forga c de agilidadeem face dos outros an-
maes, nao pode usar dessa la.'tildade sem arriscar
i.uurdi I menle esta igualdade primitiva que Jotlo
Jacques Rousseau (orna tanto .1 peito.
l-.sla neressidade fue lem o hoineiu de relledir,
porque a retlexilo ha o doin particular tic sua organi-
sacao, essa necessdide he as svrles cm que Rousseau
vem a cada momeiiln encalhar ; porquanto por mais
que faga, seu hutncii natural nao pode olhar, audar
mover os bragas, nem comer, sem rellectir.
Tudo Ihe disperla a rellexo, ludo a pila oliriga.
Vede a discriprao i]ue faz Rousseau das primeira*
arenes de seu bomein nalural.
a A Ierra, diz elle, entregue a sua ferlilidade na-
tural e robera de immensas mallas virgens de ma-
chado, offerece a cada passo provises e asxlos aos
animaos de loda a especie. Os iiomens dispersos
por entre elles observara, imillam-lhe a industria e
sobem at ao instituto das fras,coin.i vantagem que
cada especie s lem o seo nslincto proprio, e que 0
homem, nao leudo algum que lliu perleur.i, apro-
pria-se de lodos, alimciila-se igualmente da maior
parte dos nutrimentos que a uniros aninaes [se par-
lilham. e por coasegaioteacha sua subsistencia mar'
commodamente que au pode Tazer nenhum dos ou-
tros anlmaes.
Sim, como o homem nao lem nstincln twc Ihe sa-
ja proprio, pode appropriar-se do dos difTerentes
animaes; mas em virlude de que e como pode o ho-
mem fazer essa appropriactta ?
Por suarazao, por sua rellexo. Que trabalho n-
lellectual o de observar em cada animal a qualidade
que Ihe he propria e que pode ser til ao homem,
accommoda-la nosso uso, c subreludo, c he esse o
ponto mais difcil e mais delicado, transformar em
scienria o que s he 11111 nstinrto Avista da pro-
fanda differenga de forra e le processo que ha entre
o inslinclo dos animaes e a sciencia humana, pde-
se grandemente duvidar de que a imitaran dos ani-
mis podesse ajudar o homem a inventar as sciencias.
I'ra-llie mais breve e mais fcil o crea-las pelo es-
forgo espontaneo de sua intclligcnria.sc he real que o
honirm lenha elleini-stno inventado suas arles e suas
sciencias, do que imita-la* dos animaes c partir do
nstincln para chegar a scienria.
Isso nao !ie ludo : quando Rousseau falla da fer-
lilidade nalural da Ierra, o que quer elle dizer '!
Senuma ferlilidade mil e alimenticia, ou uina fe-
cundidade iucommoda e parsita J Abandonada a
sua ferlilidade nalural, sem o soccorro e direceao da
cultura, a Ierra se rubro de hervas inuleis e damno-
sas,do que de messes nutritivas. -J'
A luna tem necessidade do homem como este dol-
a. O homem que, para viver, esperasse na* ferli-
lidade natural da Ierra correria o risco tic bem de-
pressa mnrrer de Tome ; o homem cultivar pois a
(erra ; mas enlan ludo ainda esta perdido. Cultivar,
he relledir, he prever, he raciocinar, e mais que nao
ci ? Demais. para lavrar, he preciso o ferro ; a agri-
cultura, primeiro pango, nos condaz mcllllargii,
segundo perigo. .1 Pira o poeta, diz Rousseau, foram
o miro e a prala, mas, para o pliiiosoplio, o ferro eo
trigo que civilisaram os homcus e perderam o
genero humano.
Assim o homem nao podo aproveitar-sc de sua or-
ganisaglo mais vaiilajosa que .los outros aoinaea
senao Com a condigaO de rellcrlir ; porem se rellec-
tir, enlao, segundo Rousseau, o hornero sabe do es-
tado natural ; nlu 'perdido : n.io mais igualdade
possivel, e, uma vez perdida
males da civilisago rhegani.
se <'.n-lruir
uma choca de ramos: Esta fdl a enora a. __.
xao. ,. Quanlo a m.111, as des que se mulliplicani. e Convencido da nipo-sibi-: ,u hd.de quasi demonstrada 7e ,MU, ,,, l'^ZoZ/^T a "" U" """ *
nososr tooelecer por meo> r,mrL /.,.,- 5 TIZty''
nos, eadeixoa quem qupira o empHiender a dis-
russSo deste dillicil problema, qual he mais neces-
urio M a-sociedade j ligada instituigao sabre dste ponto : ello piefere mallo o honiein nalu-
ral ao homem civrlisa.lu, e. para que nao .iccusciii no
do abrandar 011 de .lissimular sua conclusfho, ches 1,
sem *e fazer rogar a scu famoso apborismii : o O ts-
lado de rellex.in he uro estado contrario a nalureza,
e o homem que medita lie um animal depravado.1.
Su o hornero que reflecte he um animal deprava-
do, o homem que nao rellccte he um animal impos-
sivcl. O11C fazer, pois .'
vas, he absurdo discutir sobre urna cousa que est
nas maos de lodos. Ilc-sc feliz quando se quer ou
se pode. Ku nao vejo... l'allai para vais a quem
para s-la, nao ha misler senao do po, queijo e da
primeira Venus llio responde Madamoisellc Grui-
nault. 3
O alimento, uma mulher, o repens, eis a felici-
dad! do hornero segundo a nalureza ; pao, queijo, e
a primeira venus, eis a felicidade do homem, segun-
do a philosophia do socolo WIII e explicada em re-
sumo por Mvdamoiselle Quinault. Singular seme-
Ihanra e plena de ensillos Sim, quaudo a civilisa-
cao comer, se ella romega nas florestas, como o pre-
tende ltou-e tu, ella romera pelos hrutaesdesejns e
as gi.isspras tiecs-idades do selvagem ; mas logo
essas necessidatles c esses desejos se regram e'se pn-
rilicam, mais larde al elles lomam outros nomes,
nomes doces e sagrados.
A comida Itirna-se o banquete do lar domestico, a
lAesa lioipitaleira onde os deesas san avocados e
onde elles presidem, onde qulquer que asMntar-M
heum hospede c uro amigo. Este lerrivel nome de
mulher dcsapparece diente do nome gracioso c san-
to de esposa, o do nome lerno e sagrado de mai de
familia. Ouanlo depois de um largo gozar
dpsses queridos c sagrados bens, a civilisago deixa
corromper os costme* na alterar os .entntenlos dos
Iiomens, anillo romo que para punir as nares e
os individulo homem relrogarda aos grusseiros dp-
zejos e as necesidades grosseiras de seu romero, c
termina como priurpiou. Triste condieffo das so-
ciedades ou do homem, que leudo umas caneado as
leis c sitas instituigoes, oulras perverlido a idea da
regra e do dever, e chamando isso nao ler prejui-
zos, regressa a barbaria peln requinte! Existen), ai .'
dous estados de nnfureza ou dous Iiomens naturaes,
um que RoUkWaa invena e pinta, mas desle ao me-
nos tenho o direitoc a felicidade de duvidar, c creio
que nanea existir em parle alguma ; o outro be
anudir* u'i" produz a caceaneo.0 do caracBo e do es-
pirito humano, quando o homem, rajailando toda a
lei c todo o dever, abandona-M a si, a suas paixr.es
a seus inslinclo*, sem escrupulo c sem recalo, e s
para satisfazerseus apetites brutaes. Este he o ver-
dadeiro estado de nalureza, o nao o procuris nas
divizas : elle exisle nas sociedades-que acaban), nas
almas que se perverlern e se degradam.
Nao temo da barbaria que da comego as socieda-
des ; temo e aborrego a que as acaba : esta he a
peior. Outra nao ha seno esta que be a barbaria c
realmente o contrario da civilisago ; he tanto mais
o contrario, quanto ella be o exeesso, o que faz que
milito- se edganem.
Rousseau nlo ignoran esla grande e dulorosa ver-
dade. Elle sabe que, se mis entramos no circulo
social pelo estado de nalureza. he pelo ciado de
nltircza que sabiroos ; elle pe rnenle esle ultimo
cedadode nalureza a cargo do despotismo, u Ouaudo
os subditos nao lem outra lei, diz elle, mais que a
vontade do ly raimo, nem esle nutra regra que suas
paixoes, as noroes do bem c os principios da jnstiga
desfalleccm. lie ueste ciado que tudo se rernuduz
a nica le do mais forle, o por consesuintc a um
oco estado de nalureza divino daquelle porque
romeramo*, em que um era o eslado de nalureza ero
sua pureza, c que este ultimo he o frticlo de um
exeesso de corrupcao. n No seculo dcimo oitavo
cria-se e dizia-so de boa vontade que o despotismo
he o grande culpado de todos os males da sociedade.
Sabemos boje que o despotismo he um dos destrui-
dores da sociedade, mas nao he elle o tnico. Era o
eslado de natureza, cu o creio, o estado do imperio
romano sob seus Ixrannos, quando a lei era a forga,
quaitiln o imperador cngollava-se em lodos os seas
caprichos de crueza c devassidao, alsorassassinado;
quando o' delatores satisfaziam suas ambieoes pela
calumnia, romo o imperador pela forga; quando o
desejo, o pensamenlo universal era o ouro e o pra-
zer. Mas a democracia alheniense em seus dias asi-
agos, quando o povo obedeca cegamenlc a seas l-
OOgeiros, quaudo matava Scrates c Phocion, ou,
sem recorrer a historia antga, a Franca, quando
cm IT'.tll nao linli.1 lei nem regra sean a vontade
dos demagogos 011 o capricho brutal da inullidao,
nao era este tambem o estado de nalureza ? O des-
potismo e a auarchia sao uma igual vadla da socie-
dade barbaria. ero he o selvagem sobre o lliro-
no, como Marat nos clubs, porquanto nao ter frco
nem escrpulo, reder a lodos os seus desejos e a
todos os seus peiisaiiientus, be rertamenlc ser selva-
gem. e pouco roe importa que letihais desejos mais
puros c peiisainenlos mais complicadosque os do sel-
vagem de Kousseau, lauto .peior para a sociedade !
ero 0,1o be um Ivrauno lao cruel senao porque he
um artista, Marat nao he um UTO cruel demagogo se-
nao porque hr um sophisla : urna alma selvagem e
um espirito civilisadn, ali que combinacao lerrivel
e freqiiente mis velba sociedades!
Nao se pode consumar Koussesu'por le enfeitado
scu eslado de natoreza para no-lo fazer adoptar mais
fcilmente. Dir-se-hia mesno que en vez de a-
brjudar sua desciiprao, a elle competa larua-ladiu 1
c pirante. Elle pinta rom nina especie de cumpla,
igualdade, lodo* os I cenca o selvagem incrlo c imbcil, c cojo faz elle
Rousseau nao hesita o tvpodo homem. e Sua alma, diz elle, a quem
tarrea nasceram bem
Assim o homem sabe da
prom.sratdadc que he a mais r.diral igo.ld.de do
ando : dinS1 s r.mih,, primeiro p,o para
guas.ouseas.in=uas inventadas para o eslabc- 1? Tllx'Z 7" "T ""* *" "* ""
>e-le ni iiueiito locamos em duas roaclosne* di- podido permanecer Mata fi iguaes, *e na lal
vecsas, a conclusao de Rousseau ou antes a de seu 1 hoavaaen sido iguaes ; mas, eis a desgrara II
paradoxo, conclusao esta cheia de embararos, p de via fortes e uracos, agazes e dezasados 1 h*
coiilradicgfies apenas disfargadas, e. a par daquella, lliandn igualmente, um ganhava muii, m xo
a cenrlusao natural e verdadeira dos principios que | que outro cuslav a a viver. 1. Bem rnmprebrnderrm-,
Kuasseau eslabeleceu. conclusao que he impossivcl A decadencia be consumada: e somos chegados pela
desigualdade.
el'c nao livesse vislo. tanto se aproxima elle della. sociedade
\ ejamos agora a conclusao de Rousseau. Viveudo
nas llorestss, sem industria.sem palavra, sem domi-
cilio, sem guerra e sem ailo, sem necessidade al-
guma de seus semelliantes como sem desejo algum
de Ibes ser nocivo, lalve mesuro sem jamis reeo-
nhecer algurn rndividnaineiile, o hornern splvagcm,
sujeito a ponis piilftoa e bastando a si mesmo, nao
linha seno os scntiiiientos e as luzes proprias a esle
estado ; elle su senta sua* verdadeiras npcessidades,
su ulhava para o que cria haver interesse de ver, e
Ha inlelligencia nao fazia nais progresso qoc sua
vaidade. Se por ventura fazia alguma descoberla,
elle podia lano menos ronimunira-la que elle mes-
mo mo rernnbccia seus lilhos...Se tenho sido esten-
s.i sobre a supposirao desta condirgio primitiva, he
porque, lendo amigos erros e inveterados prejoizos
a deslrui-, rri dever profundar al raz e mostrar
no quadro do verdadeiro estado de nalureza quanto
a desigualdade, mesmo a natural, esla Iftngc de ha-
ver nesse eslado tanta realidade e iiilluencia como !
Aqui Kousseau faz um quadro medonho ds socie-
'lade. e, se nao lisorrgeoo o oslado natural na pin-
tura que Ihe fez, elle ndemnisou-se das verdades
que se vio forg.do a dizer sohre o estado natoral
pelas durezas que diz conlra a sociedade. < Urna vez
establecida a sociedade, diz Rousseao, ser parecer
lornarain-se duas cousas inleiramenle diversas, e
dessa dislincgao nasceram a ostentado grave, as-
tucia engenliosa e lodos os vicios qae Ihe .ervem
de corlejo. Por onlro lado o homem de livre n-
depeudenle que era d'antes. ei-lo. p.* ama enrhea-
le de novas necessidades, sujeilo |wr assim dizer a
toda a ualureza, e sobreludo a seos emelhanln, o>
quem elle torna se escravo em un seolido. anda
mesiiio tornando-se seu senhor: se rico, ten pre-
cisa.) de seus serviros, se pobre tam necessida-
de de seus soccorro. e a mediorrdade nao o
em estado de nao carecer ewMsa, He preciso, pois.
que elle mitranatoMlata procure interewa-los i >aa
surte e fazer-lhes adiar real ou apparentemeole w
o pre.endem unssos e.crip.ores. a Eis po,. segun- proVf, eill ,,,, f ,.
da Rousseau, as corrdirnes da igualdade primrt-va : : uulen.o e artificios., com uns, impertes, e severo
nada de domrlico, nada de industria, nada de fami- rom 0Ulro*. e o eon.|ilue na necess.d.d. de ena-
lta ; o homem nao reconhece mesmo seus lilhos : uro ar a todos aquelles de quero elle precisa, quando
espirito incrle.uma alma Indiflerente, he este o uni- elle ata |.oJe-se fazer temer.
o modo porque a igualdade pode ser conservada. '
Mas enlao 'urge a seguinte queslao : Vale ape-
nas ser a Igualdade conservada a este prego1! E
se nao podemos rearhar com efleilo a igualdade se-
nao reachando o eslado natural do homem, c se os-
le estado natural he nao ter familia, domicilio, lin-
guagem, nem industria, nao obraremos por ventura
bem 1 e-ignai iii.i-noj a nao ser iguaes uns aos eu-
iros, visto ser esle o nico ineio e nao serano* bru-
tos incites ?
Tenha Rou jseau,fallando como acabamos de ou-
nao acha inlerewr
cm os servir utilmente. Enitiro. a embriagante am
birao, o desejo ardeulc de augmentar sua follona
relativa, menos por uma verdadeira necessidade do
que para se enllocar cima dos outros. i aspiran a
lodos os harnea 1 uma negra inrlinagao a se otteade-
reni mutuamente, um cumie secreto lano mais pe-
rigoso, que para tornar sen tiro certeiro. reveste-se
inuilas vetas da mascara da benevolencia. Em nra-
ma, conrorrencia e rivalidade de uma parte, de
outra apeaste! de inleresses, o sempre o desaso
occullo ,1p tirar provello a casia de oulrri. lc.de-
vi-lo, querido concluir pr ou contra a desigualdadc, des males sao o primeiro effeilo da propriedade a
penco importa, porquanto ah no meu pensar s esla I a eomiiiyj, ,,p,ravel da desigualdade arc!, .
' V p::A. conclusao de scu discurso ; ha uma ouira |.cn,| e4, ,, wjft|l|| raeordava
ma.s bella c maior, que elle nao exprime, m* no-ao. d> ja bave-talid. em mil losare, diversa.
qual eu apresso-me a chegar. | ao nos euaahaTHmo, nof ] no
As impossibilidides humanas Itzem termo no ja-1 moralistas clsristaM do Wll serillo, c s rotamos
ler divino ; he ah que ellas se v.lo dissolver. Ouan- perplexos, na verdade, a respeito da escollia da* ci-
liada mofe, se entrega ao anteo seiitiinenlo de sua
existencia actual, sem nenlimua idea dn futuro, pot
mais prolimo que possacslar-lhe, cseusprejecloscir-
cumscriplos cono seos intentos, apenas se alaran
al o termo do dia. Tul be hoje ainda o grande
prcvisilo do Caraiba: elle de inauhaa vende sea leilo
de algodao. a tarde ven chorar para rehava-lo, falla
de prever que a noile viria a ler preris.ao delle. a
do, pois, Rousseau demonstra rom uma forra epan-
losa a imposibilidade para o homem natural de ter
uma familia, uma lingoagem,um domicilio,uma patria
nao me espantan estes golpes que elle da no bumem
natural, ao contrallo folgo, porquanto ja que o ho-
mem nao creou. a familia, a habitacaj), a linguagem,
nem mesmo a arle e a industria, he Deus quem lu-
do isso creou. o alesra-m: ver tirar-se *dc lo gran-
des c boas coosas o rararter humano para Ibes dar
o carcter divino. Repugiiava-ine ouvir dizer que
o luunein era o autor da familia, da sociedade, da
patria, c longa de estar salisfeita de orgutho humano
e fazer ludo proceder do homem, eu dizia a miin
mesmo, que sa tudo isso fura creado de mosso p,
tudo podia volver a elle, dragas a Dcos, eis Rous-
seau que prova-me que o hornero be incapaz decrear
o lar domestico, o leilo conjugal, a mesa hospilaleira,
o berro do infante, apoltrona do av e o tmulo
dos antepassados. (iracas, mil vezes gragas, ao phi-
losopho que injustamente se toma por um mysan-
Ihropo! Eo me apoiarei de ora em diante com enn-
fianca sobre estes obieclossagrados, pois que eu ei
qua piles nao procedetn de mim. O homem com e
feito s arrima-se 10 que elle nao creou ; s se con-
fia das coasas que nao saben de snas maos. Chi-
mam-no orgullioso, simorgulhoso era apparencia.mas
traco e tmido na realidade, por quaulo de ludo o qoe
elle creoo, desconfa. Elle sabe qoc ha ah nma fra-
gilidad* original que o inquieta e o descontenta; elle
e pavonea de ser creador das pequeas cousas, elle
,e espanta de o ser das grandes. Elle, por orgulho,
preza fazer suas leis, snas inslituiges, sen governo ;
mas por que os faz, naoosrespeita. (lovcrnos crea-
dos por homem, religies filhas da imaginagao ha-
mana, quede vezes nao vos hei vislo nascer e mair-
rcr E he porque assisti avossn nascimenlo qae
eu sabia anlecipadamente quo vena a vossa norte,
feliz, pois, das institoigoes quo o homem uo cresa),
que o sostenan)! Feliz da familia e da sociedade
por nao terem podido ser creadas pela humanidad.; !
Pata quem sabe ver c sabe ouvir.o abysrao que Rous-
seau poz entre o hornero natural e o homem social
he 111a abvsino intil : he o fosso que extrema a ci-
vilisarao da barbaria.
II.
Tres colisas sao eslabelccidis, primeira nunca bou-
ve estado de nalnreza, he uma chymeri do- phils-
sophos ; mas pode-se suppor o honieni abandonado
a si mesmo: eis o eslado natural segundo este estado
natural be o nico que comporta a igualdade ; mas
esle eslado he a iimnobilida em outros leriuos a inercia e a imhecilidade; terceiro
Lu.lmenle o lioincn nao pode passar por si mesrno
do eslado nalural ao eslado racial :a abvsino he
muito profundo. I ma vez estnbelecidos c-tcs Ires
pontos, prosigamos. *
Se o homem nao pode pelos Heos proprios estarces
passar Ao estado natural ao estado social, sogue-se
que a sociedade 11.(0he ulna humana, ma- dixina,
e que a desigualdade, que. segundo Kousseau, he o
carcter do estado social, lamben lie de institu
Aqu aprcscnta--c uma grande c importante
Ku sei bem que Uuusseau procura cobrir o rigor quesillo. El-la : e-le selvagem inerte c improvi-
deule. que he. segundo Kousseau. o verdadeiro bo-
de sen apliDiisiuo dizundo : uSea nalureza nos des-
linou a ser sadios. .1 rellexo lie um estado conlra a
nalureza. Mas que quer slo dizer, que o honieni
n.io lem uesle mtind 1 outra cousa a fazer senao pas-
sar bem '' O estado de nalureza nao he outra cousa
mais que a saude '.' .Neta caso o aphorismo de Rous-
lages. lomai, por exemplo, o menor theolag; dos
pregadores do XVII scalo, e eu volanlarianenle
dira o mais teigo dos pragadores ; lomai MaxmTIoa
ero suas paraahrase. dos pulmos : que Temos aos*
A vaidade. a ambicio, a viador., o luxe, a vo-
Inpcia, o desejo insaciavel desccuronlar ; ata a* vir-
tudes que o mu 11 lo condece e eslima; ei* as virtu-
des, |s quaes tl|e conot ,eo, poriijijjj,^. !_,.
ge de se considerarem todos, romo formando uma
mesma familia, cajo interesse* deven ser cora-
man*, parece que, uesle mundo corrompido, os ho-
mens nao se unen todos senao para o aagaaaram
reciprocamente, e impingirem uns aos onlro* ama
cusa por outra. A eqaidade ah passa por simpli-
cidade ; ser refolhado e fingido he um mrito que
honra. Todas as sociedades est*. envenenadas pete
defeilo da sinceridad*. A palavra nao he o inter-
prete dos corarues; e|U nao he reaaa a mascara
que os occulla e que o* eueobre. Os ealreleidmen-
lsai. sao inaisaque menliros envollas nas appa-
rencias da amizade e da polidez. Prodigali*am-se
a porfa os lonvores e a adulages, e Iraz-se no c.-
raglo o odio, o riume o despreso daquelle- a
qoem se brava. 1) interesse o mais vil arma o ir-
no coolra o irmao, o amigo contra o amigo, rompe
todos o* lagos do singue e da amizade, e lie e-le
moliv* tao baixo que decide de nossos odios e do
nosso* amores, d Que semplhanga, oa anles que
conformidad* !
O qoe Rousseau diz da socieda lo, diz Ma-sallon do
mundo. Ocaracleristico da sociedade,aagun.lo Rous-
seau, be ser ella o dominio das r'itflT humana.-:
he tambera este o oaraeleristico do mando, segundo
todo, os moralistaschri.laos. \ censara rhrislia nao
he menos viva e mtoos acerba cerlament.. que a
censura phUosophica. Que fazenlrelaolo a doulrina
c|,ristaa ? Depon de haver mostrado ao homem o
mundo tal qoal elle he, Iht diz ella qbe be proiso
aban lona-lo c ir viver no deserto ? Ihe diz ella que
s o abandooo da sociedade, on sua d-lraigl. m
philosophos preferem destruir o mundo qae ab.a-
dona-lo de que pode pre-crv .-I da corropgao ni-
versal ".' Nao. A doulrina chri'tAa lamhem coala
seni exaltado* e fanticos qae chlMUaM a huma-
nidade para o deserte. A igreja leve *eui anachore-
tas da Tbebaida : ella leve seas carlaxos e seas ri*-
Irrcienses, esses emigradas do mundo que errem nao
poder delle por-se assaz longe : mas os anachorc1a<
da I huhaida e da Trappe abandonam o mundo, ri-
les nao o querem destruir : elles .iiisram a raima e
quasi a iinniobilida.h-, nao a impclem aosnnlros : ri-
les safloeam as psilOOl, desesperando d as nao re-
grar, mas somonte as suas. Entre o anachoruta chn--
lan e n -elvagem de laosseau. ha toda via, pelo Hie-
rro-qu mo ai exterior da vida, semelh.nras ruria-
sas. O h mu ni selvagem e o hoiuein civilwado. diz
Rousseau,dillerem de lal MtW pelo fundo do cora-
cao c das ir.rlinaces. queo que taz a felicidade su-
prema de um levarla o oulrn ao dee>pero. O pri-
meiro nao desoja senao o repou-oe lber .la Je ; el-
le si. quer viver e permanecer ocioso, c a ataraxia
mero natural, reino lorna--e elle o hnniein civilisadn
que vemos '.' Pode elle o ser'.' A fura humana que
Rousseau descrave poder vir a ser o cidadjo de A-
llieiiassnb o reinado de Perirles, un o corlezao de
Veraailles sol Luiz XIV 1 Os philosophos do dcimo
sean p.irecc-se moilo is presrripges da cartos me-1 oitavo scalo aaodavidavam que a melamorphose
dicos : Se quizerdes gozar saude n.io pensis moilo,
l'ondes cuidados, esquecei-os ; tendel pezares, nel-
les nao cuidis. Na I' ti Deus homini aninutm ereatit qua per ralio-
nem atque inleUiqcnliain 01111/ihw esse privstutior r
S. Agosliiiho, file de Dieu L. 12-23.
(2) Vede em bulln a ditcripgJte da ualureza sel-
vagem.
fosse possivel, c ale criam que ella se operava pou-
co a pouco.
Elles julgaxam quedo eslado de nalureza a civi-
lisacau havia mais 011 menos estancias, mas que a
estrada era a mesma ; smeote nao faziam desle es-
lado a imagem iajucunda que faz. Rousseau : elle*
(3 Heme rtt de Mine. d'Epina), til. 2 pag. ,
livina. ls onde Roosseaa vem terminar, c, chega- m<,>nia o<,s sloicos nao irafrariMI M de sua profun-
da iidillereur.i para lodo oulrn objrcin. O .1 lad.1.1.
pelo lontrari.., sempre Srlivo. sua, afadisa-se, ator-
meiila-sc innCMnalliiii ni 1 para procurar ocropaciles
ainda mais laboi 1 1S.1, Oue espectculo nao h/ pa
ra un Caraiba os nrabalbra paataai* c mvejados de
um minislru ear.q.uu O selvagem vive em si mes-
mo ; o liomem sociaxel, sempre fura de si, luto sabe
viver -enaa na npiniao dos outros... Mul.i algu-
do a este ponto parece nao poder ir mais adianto ;
por quaulo O que dizer da desigualdade, so ella be,
como a moma sociedade,de insliluirao divina'.' Como
saldr Kousseau da betesga onde se oteroeu Como,
leudo levantado o muro contra o qual parece nao
ter mais que quebrar a cabera, vai elle procurm-se
uma sabida '.'
Seule-M na passagem da piimrii.i para a segunda I
parle quando Rousseau eslii embaragado. a Depoia "'l* palavras desla deseripgao, quo tte podera er
de haver mostrado, diz lie. que a pcrfectibili.lade, | "PPlicada ao solitario cliristao ; elle nao he i.o
as virtudes sociacs e as oulras farubUdcs que o lio- c"mo M'lva^ein. e sim calino e parihro, e sbrela.!..
incn natural recebera em partilha nao podiam ja-
mis desenvolver-sp por si mesntas, e que para isso
illas baviam misler do concurso fortuita de nimias
c i,i-i' asiranAos que podan nunca luacer, sem as
quacs elle leria rlernamenle ficado rm sua constitui-
rlo primitiva, resla-na agora examinara cotejar os
dlflereotas accidenlr* que bSo podido aperfelgoar a
razio h.imana deteriorando a especie, a tornar o ho-
mem uu cute mao, fazendo-o sociavel, e de un, ler-
indillerentc a's cousas niiind.111 is p loo ,l.-sdenlioi
ou lao espantado romo a Caraiba da aclivid.de dos
mundanos.
Em vez de fallara*** nos me-mos, lomemos ainda
de Mas-ilion aasaaa Iragos da compararan.., >|o u
diz Massillon, 110-sx vida nao be interior o concen-
tra la, mas ain a he o espirito di. luundii quo Ihe
firma os desejos, Ihe goia as raMftSB, "* regola
os julios, Ihe predaz is vistas, e llae anima loda* ai
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ni mu mii... ... E o que lie a vida do mundo seno
11 m perpetuo capliveiro onde ninguem vive
por si ? ( 4 ) Eis como Massillon piula a vida do
mundano. Asura que seria se lomaremos a pintu-
ra que os moralistas christios biem dos cncaulos da
ioido '! O que ha poisfeilo Rousseau '! Elle lem,
sera saber e sem o querer, parece-nos, lomado na
dnulrina chrisla oque ella lem de opposlo ao mun-
do e de favoravel a solidan, deixsndo de parle ludo
o que ella tein de rearas piadosa* e sabias sobre o
modo de ehrislmente viver no inundo, e elle a me-
ta morplioseou social. I> ler assiui torcido a doulri-
i.i chrisla o te-la, por assim diter, deshaptisado,
para aprnpnar-se dalla, anda uo lie luilo -" elle
tiruu a esla doutrina o que faz seu principio c ma
causa, t) que procura, coro, efl'eilo, no desorlo o
solitario chr.slo'.' Elle procura a M Dos. E he
por isso que elle fose do mundo. Elle uo pede a
lulido a ociosidade e a liberdada do Caraiba ; elle
pede o recolhimento e a oraeo : elle uo vai ah
viver como egoisla apalluro o brutal, mas como pie-
doto eotlitisiastu. Tambera ninguem esla' menos
s que o anacliorela no deerlo : lieos pova ah a
solido com a sua iiiliuila presenca.
Insolis tu inihi turba locis
eis o que o anacliorela diz sempre a Dos no retiro.
I'irai Dos da Tliebaida, e S. Jeronvino com ellei-
lu ii,".o sera' seno um Caraiba.
Assim a doutriua ile Juo Jaques Housseau nao
lia seno a doulrina d.i Tliebaida, 'desfigurada em
seus elleiios e sobre ludo privada de sua causa;
mas uo o esquecanu.s, a doulrina da Thebadl uo
ho a verdadera doulrina cbrislii he a cxaltaco
A doulrina chrisla be. mais libia e nuis lo-
dulgenlc ; ella nao ordena ao hornera que
fuja do mundo, ella lhe musir as syslcs e os peri-
cos, e ao mesmo lempo lhe amina como pode exi-
ta-los. o O' ineii heos! exclama Massillon depoi*
do haver piulado o in Dos '. quaulo uu necessilo eu do vossa grara e de
urna protecoo particular para conservar mu co-
raeo no meio do una corrupcao lio universal. ( 5 )
Ei- o scutiraenlo christo.... l'edi a Dcos a torea,
inerecei-a pela fe, e uo temis viver no mundo.
Dos nos deu seus mandamenlos para nos pre-
servar do mal, nao da desgraoa que he o cxercicio
da virlude, mas do
lodos os boracns,
dada de nenhum.
vilin, lum sociale
dtizentos nssumplos de irligwaoa meus oollegas no ierminaudo como fucinho desalan,orelhas pequeas] se Ihos permittira correr na silensfto de nvenla nu
jornal.mo. | e direilas romo cornos, peilo larao e um lano rin/.en- j cen pea, para que a fera vivamente perseguida uo
Arl. 2. Arropendo-me sinceramente de lodos o i '"' cn*Us 'Ifledei de prelo e ancla enorme rmala leub.i lempo de lanrar-se as mallas mu damas.
., Vi.:..,. ..;.i r r'e denles tan agudos que lem separado militas cabe- NSo he intil reunir a astucia a' forra ; or COOse-
absurdos, frioleras e ...nlianas co.n que I,/, gemer ,,,4,, r,irp ,., |l,eria ttmim navalha. guinlc prelendo prender entre dool pilares mui eur-
os prelos desde o dia em que me llislei as bandei. I Anda ii-ui loma.nenie, e corre saltando. Tem I los earne>u disfarcados em niullicres, erguidos so-
aailidade e ligeire/.a extremas. Em -
ras do jornalismo ; de lodos os dirhntes, graoolas,
Iroeadilhoae oulras futilidades Iliterarias da queme
servi dnranlea inhiba inspida carreira.
Arl. !l. Hoto ao publico que me per-loe os dispa-
rates, erro-, de orthographia, anachroninuM a berbe-
rismus que commrlii mnilese muitas ve/es.
Arl. 4. Peco humildemente perdao aos autores,
pelas ultimas vezes queme divert ,i cusa das boas
pecas, e peco perdao ao publico por ler frcqiiehle-
inenle pieronisado as ms.
Arl. ,">. l'eco perdao a ludas
causa dos meus elogias, lerain os romances dos Srs.
A. II. C, c as obras do Sr. /.. e oulros, pela ininha
recommendacao.
Arl. 6. Por oulro lado perdo aos dramaihurgos
e lo* vaudevillislas, lerem-me abrigado umitas ra-
lea a velar al isdnai horas da manh i para ansly-
sar suas prodcenos.
Art. 7. Perdn aos iniprcsiiivs, r.unposilori's, re-
visores e correctores sens erros t\ pogrophleos, pas-
tri guraram o meu pensamenlo e me lizeram pmsar no
dia segrate por um imbcil, sem prcjuizo do .que
era na \espera.
Arl. S. 1'erdn aos meus amigos c ennheridos que
me pe11 rain billielos da Ihealro ; perdoo aos direc-
iiiiii pequeo
inlervallo de lempo he vista a duas ou Ires leguas
de distancia. Approxima-se da preza andsndo de
rojo e rallo nao parece manir .lo que um rapozo
grande. A urna ou duas loe/as de distancia crne-
se sobre a pie/.a, a qual agarra sempre ao peseteo
por delra/. ou pnr uin lado, 'temeos bois. os qnael
a pcui em fgida, A afllieetlo he geni aesle can-
lo. Fizeiam-se preces publicas. O marque/, de
Morangies reuni ll.'.l rampnnczes para dar-lhc ca-
ca ; mas anida nao o Conseguio. .. I
dizia oulra caria viuda de Monde e datada de 20
pes-oas, que por i ,|e dezemhrn, depois de haver difundido o (error e
causado deslruires em mollas provincias, esla des-
le algara din ni nona, l-'oi villa lia um mea a
de/, leguas daqm. o aelm-sc actualmente em Boatos
irredores. Devorou anle-hunlem nina raparigni-
nba que gnardava bealasa non legua dpsie logar.
I'm destacamento de ovillara andn dorante seis
semanal em sen encalco sem ler podido avisla-la.
A provincia propoz nina recompensa de mil escudos
a quem malar use animal ; mas ninguem poude
ehar anda occasiio dealaea-lo. J
O intemlenle ealav nene punto de sua lailn
quandn fni-lhe annunriado o cura de Auni.uil. El-
le digno ecclesiaslicu ajudava a aotoridade com
muito zelo as medidas por ella lomad pelo que
nao podia deixar de ser bein acolhldo. Mi. de
Boolllnvllian receheu-n de bracos .-iberios, e de-
pon de le-lu f,-iU) a-scnlar-se ao seo lado sobre o
sof forrado de seda i um arailes ramaaens, pergnn-
tou-lh-- se Ira/.ia linas noticias.
Infelizmente nao, lenhor, respoudeu o cura
lures do llicalm, qucm'os ue derani.
Arl. !>. Einalmentc, rogo ao roquo se diane ah- fazeudo um aeslo de de-espi
solver-me de meus percadns morlaes e veniaes, c ()s soldado-de cavalluri
Nao, senhor.
E a fera continua laasadeslruiruc
nao arharain na la
tralar-me com Indi a clemencia imaainavel, em
descomo das crucis proras por quetivede paisar na | Uontem esleve preslesa devorar .. Olho de nm
qualidade ile liomeui, e das oulras anda mais crueis fazendeiro em .1 ivol
que live de corriair como jorualisla.
l-'eilo deperfeila saude por um jornalisla enfer-
mo, ele.
[Bras Tisana.)
COMO HE ENGAO CUIDAR Ol HA AMOR.
Tara que vos ileiengaueis que nao ha amor, c que
osle iiflnie especioso, anda que nos parece mais lino
he falso ; poiiliamos o asemplo em einlios os sexos.
A estas palavras abrio-se a porta do gabinete, e
entrou um Odalgo que n men lenle apresenloii ao
cura uccresrenlando :
Eis aqoi Mr. d'Ennev.il, o cei,!lire cacador que
deixsu a Norman.lia para vir ein nono snecorro ;
elle estimar* mnilo ler inforinaces minncin-as e
exactas sobre omoostro de (evaulan.
Eslou as sua- nrdens, senhor, re-poudeu o cura
inclinaudo-ee.
Eoio. iiisse o velno carador, perroilla-me que
peca-lhe sua opiniio obre e-sa fera extraordinaria.
nial que he a *tenlaC/1o de
e que nao he a necessi-
Xihil fsl lum litcordiosum
natura / uam genu* hu-
tuanum, diz S. Agoslinho fallan.ln da humanidade,
(i>) admiravel mxima quo cstabelecce ao raesmo
lempo que resol ve a quesillo era tomo da qual Itou
seau accumula lanas conlradicoes. t) horneo) lie
feilo para a sociedade, mas so os vicios do hornera
que lornam a sociedade m : d'jhi a coiiclu-ao qui-
nao os dossos vicios que he preciso destruir c uo a
sociedade; concliis.o simples e fcil, a no se consul-
tar seno i razo, mas que no he praticavel seno
com o aoccorro e a presenca de Dos. Esla preseu-
ca, Dos a deu ao hornera por seus mandamenlos
lia anliga le e pelo evangelho na lei nova.
Tudo se barmonisa pois na doulrina chrisla c lu-
do he claro. O mal vera da nilurezi liuinaua absn-
iloiiada de Dos, e o bem lambera vero da nalurcza
humana escudada por Dos, lirai Dos ao hornera,
a sociedade nao sera' mais loleravel. e do mesmo
modo que Dos torna a Ierra fecunda pelas l-i- que
dea as eslacOes, assim tambera Dos lorna a socieda-
de humana possivel c suave pela regra que deu ao
horneen. Smenle pode dar-so que a sociedade hu-
mana desobedeca a' esta regra. He verdade quede
urna vez ella lorna-se inloleravel e mponivel. Ten
tai tirar a alma humana ura so dos seulimenlos bous
que lhe provem da grara de Dos, ou eulo tenia,
lirar a vegelac,So urna s das golas de orvalhoou um
so dos raios solares que Dios lhe deslinoo, veris a
alma humana delinhar-se e a veeetac.in murchar e
morrer.
lavemos ltimamente lido um admiravel ronlode
Dickens que lem por Ululo o l'acln do l'lutnlamd,
um pouco ubscuro lalvez a primeira villa, mascujo
assumplo, a propqfgi que se e-rlarece e se palen-
lea, pouco a piuco.emiun i, r profundamenle a alma.
He um clix mico a quem o dinbu concede nao ler
mais a lembrauca nem do mal que sollreu dos ou-
tros homens ou daqnelle que elle Ibes fez, nem do
bem que elle recebera ou daquellc que elle Ibes li-
zera. lima alma que nao lem mais a memoria uera
da alegra, nem do pezar deixara' por lo pouco de
ser ama alma humana? porquanlo o que r ani-
lim a memoria cnlre nossos seulimenlos'.' J ni
ni* deilas goltas de ebuva ou um desses ra. s aula-
res sem os qu aes a vegetaran no pode pawar. O
dom *io esqueciraenlo desmoralisa a alma, > o ho-
mem que oo se Umbra mais das diversas emoces
de sua vida moral, de suas alegras, de sius pezares,
osle hornero, por mais sabio que seja tornase urna
fera. Vara mclhor explicar a licSo esse possesso lem
o infeliz dom de commuuicar o esqoecimenlo moral
todos aquel le- com que esla' era comroorcio. Tam-
bem, por loaa a parle mi le vai, muda imniediala-
menle, por seu dom gernicioso, o clima moral das
familias. All onde rehuya a alegra do lar domes-
tico, a|li onde a iufelicidade inspirava a resignaran,
porque a desgrana era supporlada em roinmum e
loru.iva-se urna piedosa lembranca da alleco ma-
tul, almas, feridas do esqueciraenlo, lurnam-se
logo egostas e mi, lano nossa alma nada pode per-
der de sua vida moral Taula iiecessidade tcm ella
de lodos os soccorros que Dos lhe. preparou, para
conservar-sealravez da vida desle mundo !
Rousseau quer que nonos vicios lOmem as insti-
luicOes necesarias, e accreacenla que es vicios fazem inevilivel o abuso das insliluires, de
lal sorle que a dannos-l'ie ouvidos no podemos vi-
ver em sociedade nem le-la boa. A esle preco, omal
he inveucivel egeral, poi* que o estado de nalureza
he impossivel, e a sociedade inloleravel. (Jue temo
mis a fazer pois seno desesperarmos e morrermos
o mais cedo possivel, afim de lurnarmos ao p don-
de jamis deveramos sahir, j que nao podemos ser
felizes, nem segundo nalureza, nem segundo a so-'
ciedadi ? Em vez de nos deixar como Rousseau
nesle (errivel embararo, a religio nos olfereCe seu
preceilo consolador e suave.que nao condemna a so-
ciedade emsua origem, porque ella a julga natural
anliouieni.rii.il a condemna emana marcha por
causa de uussos vicios, pois ella ere que os nossos
vicios he sobreludo o que a tornim ma.
Hou-seau para prevenir os abasos da soc#dade,
para evitar a desigualdade. que he o grande flagel-
lo, nao lera seno um meio, he impedir o desenvol-
v ment das paixes humanas, islo he, los impoe um
preceilo impraticavel: a religilo quer smenle que
corrijamos essas paixOes, e quo as eucamioliemoi
antes para o bem que para o mal. Rousseao diz :
e No haja pobres, nao haja ricos : a religio diz 1
l (Jue os ricos soccorram o pobres, e os pobres sof-
fram os ricos, uuFugi de reflcclir, fuai de fazer
uso de vossa razo, diz Rousseau;Usai de vossa
razo para seguir a lei, diz a religio; il raliona-
bte obtequium testrum. Desses dous cossellios uu
dessesdous prereilos, aquello do phlonpho e aqnel-
le da religilo, qual ser o mais suave ao corai.au hu-
mano t (Jual o que anima mais a supportara vida-;
(Jual he rinliin aquelle que revela e honra mais o
myslerio da condirn hu/nana, es encerrara duas palavras, um crande dever sobre a
lena e urna grande esperanc.i no eco?
(Coiitinuar-sc-ha.i
para que'cheguc o deseuaanu a lodos, e nem os lio- Julga que seja ruino diaem una hvena escapada de
inens se enganein enm as mullicres, nem as mullie- alauma aaiola, um lobo cerval, ou simplemente, um
res com os linmeus. lobo grande?
Entre ns homens houve par ventura alaum aman- Senhor, responden o cura, cnnfesso-lhe fran-
te mais perdido que Alan por Eva'.' I'o perdido, icamenle que ser-me-hia impossivel aseverr cousa
que por amelade de una uiacaa .leu um mondo in- I alauma a lal respeito. A impressao que lera eausa-
leiro, e nao pelo que era a inacaa, seuao pela rno do ene, animal sobre a mor parle daquelles que o
de quera vnlu. Tao perd lo quo per.leu o peralto lem visto, a grande distancia ein que aehavam-se os
e se perdeu a si, e us per.leu a nos, a todo- seus ; oulro-, as peaa.las equivocas e sempre coulraditoria-
Jesceudentes por no perder um leve agrado, de
quem imagioava anlo que amava inulto. Mas as-
sim couio Adau so engsnoo com o pomo, se enaanou
tambera com o sen proprio amor..,
Ein quaulo cui.luii que a pena da lei era smenle
commuiiicacao. grandes apparencias de fineza yque
tudo o que dinamos furam apparencias' : mas lano
que vio que a devas-a il deveras, |i\re-me eu urna
vez. e padeca Eva emboca.
I'ois estes erara, Adu, os vossos amores, eslas as
vo-sas finezas, estes os vossos asiremos lio allecluo-
sns '.' E-les eram. Eites erain os de Ado, e estes
so us de lodos s seus lillios ; para que na primeira
inulher aprcudam as inulliercs.e un pruueiro homem
se desenganem de Indus.
E os homensonde cnnlieceram o amor das inulhc-
res'.' No he necessarin repetir o exi'inplo, porque
a o vimos na amante de Josph. N.Ij reparou n
auloridadc, sendo princesa, nem na leallade, sendo
casada, na designaldade, sendo 'lia senhora e elle
escravo, pori|ue nada dille va. I'or s'o, diz a Es- especie de animan)
criptura. nao que pos us olhos em Josepb, seno que
lli'ns lancnu, ou lhe alirnu com elles : injeril oril-
los in ./ose/i/i.para sianilicar que em ludo o que fez
e prelendeu, obrou comu cega. Mas lano que re-
cuperou a usa, loan vio a falsi.lade de cu amur, c
como se quizesso vinaar Eva, o mesmo que Adi
disse a Dos, disse ella ao marido : lltgresiut '.-'
serrn V/eoneH, quem tiddtiJ*li. vi ilitdeirl m-
hi. Eis aqu para que me IrouieMes a casa o servo
heureu, para que elle se alrrvesse a me querer des-
icmipor. Oh falsa '. Oh desleal Oh fementida !
Oh traidora !
Agora porm si'i verdadeira, quando descobrisles
o avesso do leu coraen, o nelle o interior incons-
tante ojo randado, cura que a Josph eugauavas e
a l mesmo mentas. Masque raudo he que mu-
das-e l.-i de repeule a scena. o amor de una mu-
Iher ; quando o prinwiro aulnr de samelhanle Irage-
dia fui o priincirn liuineui ? Seos homens querein
oulro cxemplo lemtirem-sc do amor de Dalill para
com Sansilo. E se as mullieres quizerciii lamlieni
oulro, no scesqiiecam do amor de Anin para cun
'Chancar, no mesmo dia cora os maiores exlremus
amada, e no mesmo com muito miiores aborre-
cida.....
Eu bem ouco que as mullieres. e n.in os homen>
lem a opioflo da inconstancia, ma- elles san lilhos
deltas. Olhai que liem o nolou Job, com ser hu-
mera. O hninem filhn da mullier, he lao vario, lo
mudavel e Io iiicnustanle que nunca permanece,
nem dura nn mesmu estado. Mas se lu.ln o honieni
nasceda raulher edo homem, porque lhe chama Job
ueste caso su nascnlo da mullier Homo nulas de i/w<-
liere 1 l'orqu n homens no sexo sabem aos pas e
na inconstancia us mis.
Porm daqui mesmo se rolhc que lao incouslanles
so os homens, como as mullieres ; os bonicos por fi-
ltras do laes mis e as mullieres por mais de laes li-
Ihos. Ilomonqju* de mullere. A muHier inconstante
por coudieo, o lioinem inconstante por uasrimeiilo ;
a mullier como a loa, por nalure/a : u homem, como
o mar pnr influencia. Vede o que disse Cbrialo o urna
mulher. a Samarilana. Era ella nao si', a mais dis-
creta, de que se le no Evangelho : seno lambem a
mais sabia, pelas que-les que altereou com o mesmo
Christo. E que lhe disse o Sjnhor '.' (Juiaque riros
haliuisii ;et hunr i/uem hales non e*t tmii nr.
o Alm do amigo qoe asara leus, j livesle oulros5.n
l'ois nuco amigos, uus depol dos ontros, urna su
mulher, e nao de nimia dada '.' Ah veris a incons-
tancia do amor humano. Mal reparai no que por
ventura no adverts. Ou a Samarilana deixou aos
cinco, cu os cinco a ileixaraiu a ella ; se elles a dei-
xaram fiai vos l de amor de hnmeni! E se ella os
deixou quem se liara de amor de mulher '.'
Bem digu eu logo quo islo, une no mundo se cha-
ma amor, he nina cousa que no ha, nem he.
{Padre l ieiraSermoes
que se hilo observado, c as narraees diversas das
penoai atacadas tudo isso smenle serve para derra-
mar mais e-cni id.ii.
todava ha mu ponln fura de duvida. observen
o inicioionio, lie o alineo desse animal em preferir as
raparigas e mesmo as mullieres aos meninos.
He verdade, senhor. A mocllllll da aldea jun-
io de tiarde, que colina hervas era seu jar.lim coro
bre os ps; lero as nios livres e poderao fazer di-
versns ni.m.....i.i' '1;''' lepre-entaro ao animal pes-
suas vivas, e qoando elle qui/.er cahir sobre a presa,
um de niissus melhores cacadores, que eslari nccul-
lo atrnz de cada carneirolhe alirar de perlo. De
oulra parle para que se saiha o luaar e o momento
ie accudir so fur necessario, havera sobre diveraoa
montculos aproximadosfoaueintilias promplas para
serem acensas, e esses diversos loaos serSo o signal
da presenca on da appanjo da fera. ;li;
Esseproiecln pareceu excellenlc: para asseaurar
o liara etilo Mmenle era prenso una cousa desco-
brir a fera. Mas infelizmente foi o que uo se po-
de conseguir. Depois de haver balido intilmente
os busques durante oilo dias e levado de Saint Josl a
Saiul Chai)' os carneiroi disfamados em mullieres,
Mr. *iieixou-se n corle de alauraas excurses partcula-
s ealroodosas e ra.il combinadas que baviam es-
lorvado suis medidas, fazeudo peider totalmente a
| pista do animal. I'roluhi^es muito expressas foram
entilo leil.is da parle do rei a lodos os lidalgos e ou-
lros caca loros de p irseguir a fera sera nrdem preci-
sa de Mr. d'Eniieval. ,7)
Espcrava-ee muito dessa nova polica. Dahi resul-
tnu que a fera menos acossada rerommessoo, segun-
do a expressaudo proprio Mr. d'Enneval a fazer-se
fllala. A li de marco de 176.1 ella decapilou jun-
In de Albare una rapariga, da qual rumen os, pei-
los, nina espadua e ura braco. Koi perseguida, mas
reliroii-se para os bosques de que eslavo perlo. No
di seguale appareceu d. lado de Arda, despedacou
nina mulher com us garras e devorou um menino.
A ISde abril comen nutro de 12a 13 anuos na fre-
aue/.ia de Paulhac. O clamor publico lornou-se eu-
lo lurte por lal maneira, que Mr. d'Euueval nao
poude deixar de sabir a campo ; hateu os malos no
dia21, e de-la vez guiada pelo cura de Aumonl nao
per leu inleir.inienle os passos.
Entre seos cacadores aeliiva-se um paslor do moii-
le Estival, cuja imasinaco fora ihllaminada pelos
mil escudos olferccidos pelo intendente, a quero
matasse o mnnslro. Em sua choupana solitaria e
caberla de nevo elle medilava noile e dia no meio
le ganbar n preuiu, e a l'ori-u despplcHr-sc ii isso
leve urna ideia extravagante. Fez de papelao nma
imilacn do animal, c eusinoii seui cJIes, excitando-
Ibes coostsalemenle o furor a lan;arein-se sobre
es-e-.iuiulaero que jamis podiam alcanzar 8). io
da 21 elle ia diam- de lodos, tiuiado por pegadas
que recoiibecera cem vezes, penelruu na malla com
ees, e cheaando a uiua quebrada guarnecida de
rochados coberlos do moolas, io os caes pararem
leudo o furinlio ao ar e o pello herric I...
Rennlnde Inda a sua coraaem elle da' um passo e
arba-se dianle da fra, a qual agachada sobre um
rnc.'iedo, enc.irava-o ruin olhus lo sciutilanles que
li/.erara-no omorecer. Os mil escudos lao desejados
deixaram dezunir-lhe^am ouvidos, o amor da vida
sullocoii u do dinheiro, e esquecendo-se dos sonhos
de ventura, dai fadiaas do monslro de papelo, e
al dos caes poz-se a gritar em desespero. Niuaucm
uus.iva inover-se. O.cnra de Aumonl sempre corajoso
aciidiii armado de urna pistola ; porem o animal
lugio apenas vio-o approximar-se.
RoiUni.Parece que o principe dos maestros pis-
ara' o inveinoem Pars, pois que ja'nhi aluaoo
orna bella casa, pela qual paga IGO3OOO rs. por mez.
Diz-sc que todas os domingos recebera, no os seus
admiradores, por que pira isso seria n".-e-saro um
campo iinmenso, mas os seus amigos de Pars. Aftir-
roa-se que nessas reunioes no se cantara' nem loca-
ra'. Nao he isin.como moilos leem dte, porque o i I -
lastre compositor hoje despreze a sua arle ou esteja
della desgosloso, senilo porque o alDige urna etceai-
va sensibilidade nervosa : as iinpressOes da msica,
boa on ma', aailam-no, exallam-no, pro luzem-lhc
como espumos nervosos, o que de certo lh.e faz sof-
frer muilo.
O fado he que Rossini niuila; vexes chora on ri
involunlariamcute, e ueste caso al o riso he umpa-
derimeiilo. Oulra molestiasoffre que lhe he muilo pe-
nosa.e procede de que tendo lido um leve iucommodo
foi necessario applicar sanguesiigas a om dos ouvi-
dos ; poslas desasir.lmenle, urna aellas mordei.
n'uma artera, o que deu lugar a um etvaecinienln
desanaue. I.evouannos 1 reslabelccer-se, e anda
hoje padece dores de ouvidos e de cabera Uo fortes,
que o apoqueiilam sobremaneira. Cma oulra molet-
lia, que importa ao sea amigo, o doulor (avale.
cnmplio anda mais a sua sade, porm quando es-
^itlliMlVv.
TESTAMENTO DE l XI JORNAI.ISTA.
Visto que me acho de perfella saude, que como
qualro vezes por da, e que engordo a olhos vis-
tos, como om poeta elegiaco ;
Visto que no padeco, nem de gola,nem de podra,
nem de oulra alguma especie de enfermidade ;
Mas visto lambem que a murle he do sexo femeni-
no, por consequencia caprichosa, c que a magra p-
.de de boje para amanba, de una hora para oulra,
vir bifar-mc desle mundo ;
Vislo que os jornalislas nao esl mais iscntos des-
le trbulo do que os simplices particulares e ou-
lros aoimaes, eludo quanlo peusa, falla, berra c di-
gere:
Vislo finalmente, que de um minuto para oulro,
enu momento em que termino um arligo para nma
gazela, posso a/har-me em arligos de inorlc ;
Por lodas eslas causas, entend que devia laucar
aqu minhas ullimas voulades para serem fielmente! lo'lus.?Lc!,.ra|.">
cumplidas por meus leslamenleiros, se os liver :
Arl. 1. Lego minha alma a Dos, meu coraeo as
pessoas que me imaram, minha penna aos gansos,e
[ uin irmlo e una irma menores, mullas mnlieres
devoradas no auno pa-sado, a serva do Estival, que
defendeu-se muito lempo com um haslo. a pastora
que s poste p-la em foaula a lercein machadada
sobre o focinho, e niuitos oulros fados que pauso em
silencio, l'urraara sobre es-e punto urna especie de
demonstraban. Arresccnlarc duas prnvas recentes
de que vo-sa senhoria nao leve anda lempo de ser
informado. (3i
1'm.i rauca de vinlo anuos Indo ouvir missa a 2i
de fe\ereiro, avislou um lobo que sahia-lbe ao en-
contr. Den o aritos usados para afuaenlar essa
mas esic alcaucon-a em um
instante e sallou-lhe sobre a eabeca. Felizmente
acudiraul o pal e militas pessoas que lam punen adan-
la, e a fera fuaio depois de ler feilo a rapariga feri-
das pouco perigosns. No me-mo da ella alarou a
mais de duas leguas de distancia do Croiset orna mu-
lher oceupada aporta de sua rasa. No movimeolo
que fez vollanilo-se, o animal saltn lhe a eabeca,
fez-lhe cahir a louca, c anles que ella liveese entra-
do, leve lempo do alcancar o hombro esquerdo e de
airaiirar-lhe um pedaco do Vestido. Os gtilo eos
caes pnzeram-uu em fgida.
Essa preferencia, disse Mr. d'Enneval enm ar
pensativo, confirma minhas ennjecturas. O lubo
lem olphalo 111:11 delicado e sent fcilmente a carne
que provou nina ve/. Sua preferencia pude pruvir
lamheiii do iuslinclo ile-se animal, que o indiiz sem-
pre a atacar o iujimiao mais fram.
Eu adoptarii de boa vonladeessa opioio, lor-
11011 o cura, poripie concorda maravilhosauente cun
a precaucio que elle tuina de subir as alturas para
avistar a presa de mais longo, e com o cuidado que
parece ler de evitar os homens necessariameata es-
pantados pelos campos em grande numero. Seus
olhos sao j.ilg.i lo- mui penetrantes, visto a difiicul-
dade que se tem do ooeonlra-io, c as vollas que faz
.(i.in lo avista os cacadores.
Entilo, dis-e Mr. d'Eniieval, \v\e ser muido.
Tmido a ponto de ser as vezes ifugenlado por
criaucas :
A 12 de Janeiro tacn cinco meninos da al.leii
de Vllarei. fregoexia de ChavancUles. Os tres
mais idosos I111I1.un menos .le onze anuos, os oulros
dous liuliam smenle oilo. e achnani-se eom elles
duas meninas quasi da mesilla idlde. Apascenla-
vara um rebanho sabr um monte, e e-lav.iin arma-
dos de um bast.jo em cuja punta linliam cravado
una lauca de ferro ponluda do cuuiprimento de
qualro dedos. A fera veo sorprcude-los, e elles
someute a avislaram (piando j:i eslava perlo; reu-
iiiram-so anressa.iamenle e puzeram-se na defensiva.
Alen deu bres vollas ao redor delles, e enidin liu-
cou-se sobre um dus menores. Os oulros lies ca-
biram subre ella pican lo-a repetidas vezes sem po-
derein lurar-llie a pellc ; todava a' forc,a de ator-
mcola-la con-eguiram la/.e-la soltar a presa. Eli
rcliroii-sc a dous passos depois de l*r arrancado
parte da boebecha ttireila do menino.que agarrara e
pn/.-se a comer dianle delles es-e trapo de carne.
Pnueu depois lornot a atacar os meninos rom no-
vo luror ; legaron pelo braco o menor de todos e
titlrahio-o a' auela. I'm delle* amistado propoz
aos oulros fugircni em quaulo ella devorava o que
acabava de agarrar, porem o maior chamado Porle-
fains que eslava sempre a frente gritn-Ibes qoe
deviam livrar n companlieiro ou perecer com elle.
Pnzer.niie pois a perseguir a fera, e impelliram-na
para um charco que licava a cincuenta panos, no
qoal o lerreuu era tao mulle que ella alolava-se ati-
no venlre, o que retirdon-lhe o carreira.e deu aos
meninos o lempo de alcaora-la. Como haviain re-
parado que no poliain furar-lhe ? pelle com suas
mas lanras.proruraram leri-la na cubtca e sobrelu-
do nos olhos. Dorante esse combate ella conserva-
va sempre o menino debaixo da nio ; mas uo leve
o lempo de mor.de- o, porque eslava ocupada em
esquivar-se aos golpes que lhe davam. Einm os
meninos vexaram-na cun Unta eonstancia e ulre-
pidez que lizeram-llie largar segn la vez a presa,
e o mebinn qae ella arrebatara uo leve mais do
qae urna fenda no bnco pelo qual fora agirrado,
e ama arraohadura no rusto.
Como no cessavam d-- gritar com loda a torca,
um homem acu.liu, e pozse a grilar de sua parle.
O animal ouvlndochegar novoinimiao ergueu-se so-
bre os ps, e tendo avistado o homem que dirigia-se
a elle, fugio, c foi lanrar-se no riacho a meia le-
gua daba. Tres homens o \ iran mer^iilhar, sahir. e
espojar-se sobre a re va.
Isso uo prova gratule ferocidade, disse .Mr.
d'Enneval.
Espere, (ornou o cura, anda cao acabe!. Na
mesma noile elle devorou um rapazinhu de quinte
annos em Mazel. No dia 21 lancon-se sobre ama
lapariga da mesma idade, que por felicidade foi soc-
Corrida a lempo,e cujas ftidas einbnra graves nu
sao muraos. No dia segiiiiile sorprenileii urna mil-
Ronipeu-se o veo nebuloso
Ouc lanos seculos auardava,
E os sanios de oulros lempos
A quem o limbo encerr.na
Exiiliaiain. antevendo
Nnva aurora que raiava.
Cumpriraine as pruphecias
Ha lano lempo residas!
l-'olga, Abraham folgaevs lodos
Juslos das eras passadas,
Que a vossa cren^a c virtudes
Vo prestes ser coreadas.
He nado o Memas: c tudo assegura
Do rei do uuiverso o pompozn natal
O seu nascimenlo nos Irouxe a vculura,
E a quc.la iufallivel do genio do mal.
O gloria in e.icelsisque se ouve eoloado
Sauda suceesso de lano prazer :
He nado o Messias, e o co franqueado
A quem nelle espera, lem f, sabe crer.
He certo o prtenlo que a estrella assignila ;
Jesso Messiasnasceu em Uelem :
O tiln do grande que a ludo avassalla
Os Magos doOrienle curvados o vem !
Soledade no Recife C de Janeiro de 1856.
A. B. U. Costa.
tismolas notamente offertadas ao hospital Porli-
guez de Bene/irencia.
Os lliiii-, Srs. :
Dr. Almeida lOOJfOOO
Co.nmendador Amonio l.uiz Concalves Fer-
rol ra 1WJ000
Carlos I reilerir., da Silva Piulo 505000
I). Custodia Maria da Silva llraga, 6 lencnes debrira
Os brs. :
Anlonio Maooel de Souza .laOOO
liento Jos Correa 29000
Esl coufurme.Secretaria do hospital I'orluguez
de Beneficencia, S de Janeiro de 1856.
Manoel l'erreira de Souza Barbosa.
Secretario.
Terra Nova25 dias, barca inaleza eSpiril of Ti-
mes, de 2vi toneladas, capilio John Martn,
equipaaem II, carga8,630 barricas com bacalh.10;
a .Me. Calmoul c\l Companhia.
Harllepool52 dias, barca ingle/a Anie Scoll.
de 251 toneladas, capillo W 1ll1.nn Kinmnnd,
equipaaem II), carao carvo de pedra ; a Scoll
Wilson A Companhia.
llio de Janeiro'20 dus. galera ingle/a Defencea,
de liOH toneladas, caplu William Moore, equi-
paaem 18, era lastro ; a James Kyder & Compa-
nhia. I nuil de quarenlena por 15 dias.
Satio sahido no mesmo dia.
Liverpoolllrigue inglez Phintun, capit.10 Ro-
herl knighl, carga assocar.
cmcopt*
vAUUlU Ti.
ltAl,A DO RECIPE !) DEJANEIKO AS3
HORASDATARDE.
Colac/ies olliciaes.
esronlo de lellrasi l|i ',, ao mez.
Cambio sobre Londres28 '. d. 60 d|V.
5i(MK>
ao par
/Vccdes da companhia de lleberihe.
Acces da companhia Petnambucana
l'iilidade Publica, :lll pnr cenlu de premio.
i( 11 liidemnisadnra.sem vendas.
Disconlo de lellras, de 12 a 18 por 0|0.
METAES.
Duro.tincas hespanholas......2,.I5(K10
lloeda de 6>':tlll velbas .... IbjtKKI
>' 6?00 novas .... Ki^KH)
' iM........,-,;, 1
Prala.l'alaces brasileiros......2^000
Pesos roluinnarios......20000
" mexicanos.......|?KnO
Al.KANDECA.
Itendimenlo do dia I aS .
dem do dia 'J......
IOO:786Sol9
22:2!I5S(',!I6
12:i:082{0l.
:.\Mttios.
Sobre Londres, a 28 1|2 d. por l>.
Pars, :ii8 rs. por f,
ii Lisboa. 02por KM.
11 lile de Janeiro, an par.
V cacada no se poda mallogiar mais completa- Acues do Banco, id 0|0 de premi
mente ; todava Mr. de Enueval uo desanimou.
Sua repulae.o de hahilidade eslava mu compromet-
ida aos olhos da ravallaria de Mr. Dohainel e dos
fidalgos que a or.lein do rei desarmara ; assim elle
resolvea realra-li por um feilo hrilhsnte, e no prin-
cipio de inaio lornoii a por-*e nn encalen du animal.
O arraso servia-o a -11.1 vonlade.
1.111 dia que halia os bosques de Sainl Chaly em
companhia dos olliciaes, e de alguus senhores da pa-
rnchia lodusu virara parar e fa/.er pontana cuiiadu-
s.imenie. Dona tiros estrondarum anles que qual-
quer bouvesselido lempo de acudir; elle ttirnav a
carregar a espingarda e alirava pela lerceira vez
quando os cegadores se lhe reunirn). No vendo
nada depois que evaporou-se a fuinaca, porgante-
rani-lbe em que acabava de alirar.
Na li'i.i, responden elle cun voz sulfocada.
E vossa excellencis que fiz lao lina pontaria,
exrlamon-ozombeteiro Duhamel, vossa excellcncia
que lorio o arando lobo do Sdls-nninis, nao acera
um animal que dizein ser de tamaito de um boi !
Elle eslava all! balbuciava Mr. d'Enneval es-
Icndendo a inn a dez passos:
Ila/.n do sobra, senhor conde, tiara repetir um
dos liros de que vossa exuellencia nos fail.iva lion-
lem a noile.
Mas elle diraia-se a um surdo ; Mr. d'Enneval
uo o ouvia. Pallilo e a-suslado pareca par ily-a lo
de terror. Sera responder aos moiejos que era qual-
quer oulra circurastancia lhe
pela e-pada, parti aprcs-a.lamenle, e ningu-m lor-
11011 mais a vr-lo. Os cavalleiros abandoairam a
cacada alguns dias depois, de surte que o monslro fi-
eou senhor do campo da balilha. Os oslados do
Langue loe por deliheracn especial volarain do
bal le novo premio de 2,000 libras : nem essa rc-
eompensa, nem as OO libras que lhe aerrosrenta-
ram as dioceses de Mende c de Viviere, nem mesmo
os 2,000sendos promettidos pelo rei poderam dis-
pertara audacia dos cacadores. Ninguem se apresen-
lou. l-'orcnsn. foi. p.iis acabar por cn.lo devia lor
romecado, confiando essa misso a om veterano da
montera.
Havia enln um em Versvlhcs que foi designad 1
por lulos ; cavalleiri de San l.uiz. lente das ca-
cadas e poda-arcabuz de sua uiagestade, o se-
nhor Antonio recninraan.livel por cincoenla an-
uos do praliea ulo podia lenier rival. I'oi cha-
raado nn primeiro de junho a casa do duque de
Aven, seu capillo, > qual annunrion-lbe, felici-1 Bninle :
Undo-o, que o rei o : do (ieva'i.ian. Antes de fi/er-lhe essa comrauuica- | signatorios.
co. o duque loria apostado mil luizes, que o sera- i I olaca sarda Auna, viuda de Malaga e Genova,
blanle do sea lente radiara de alegra receheudu I consignada a Baslos & Lemos, manifestou o se-
a milicia da felicidade que aconlcria-lhe ; jnlgue-1 Sulll,e.
se, poil, de sua sorpreza quando a fronle do porla-
ariah 17. cobrio-se de nuvens !
('.rendo apenas seus olnos, elle foi fechar a porta
dn gabinete, e dis-e com voz commovhls :
Mea bravo companhep*0, o lempo passa Io
rapidamenle na corle, que pola minha parle ha mui-
to no entro ni lis em cunta. Es mais velho ou mais
moco do que eu"?
Oesearregam hoje 10 Je iaueiro.
liare,1 ingle/afoiariomerradorias.
Barca ingiera.Spirf 0/ the Timesbaralho.
Brigue ingle/l'riendscaldw.
Brigne americana homaz II allcrfarinha c bo-
lachinha.
Barca ameneanaMinesolamercadoiias.
Brigue suecoSuperiorlatinado.
Barca inalezaChasidem.
"r"n. 'V!.0..1''".'"! B"'-uc rdoMara /-lizamarmore.
Hiato braseiroUnus Amii/otfumo e charutos.
IMPORTADO'.
Barca amerieana Ceieii & DamoR, viuda de Phila-
delpliia, consignada i Malhcus Auslin & C, mani-
. festn o legoiote :
900 barricas e 300 meas ditas farinha da trigo,
273caitas cha, III barricas araxa, lllOduzias cadei-
ras, iscadeiras de balanro. r>|| fardos cravo, 47 ro-
his esleirs, (i| laeeaieaoella, 20 ciixas lerebenliiu,
1.100 biirricft-, bolachlnh^, V9 rnixa^ lecidos de aleo-
do, 8 Jilas drogas, 1 dita chicles ; aos consignata-
rios.
50 fardos lecidos de algmlo, i7 caitas cha ; ill.
Forsfer ^ C.
(II fardos tecidos de algodo ; a James ltvder &
Campanil la.
Brigne inglez triend, viudo de Jersey, consigna-
do Paln Nasli & Companhia, manifesloa o se-
ta livre de crises nervosas e oulros achaques, o -eu
espirito mostra-sc aaudo e jovial como oulr'ora. Ha ""-'r el1 Jullianges na frunteira de Auvergne.e cor-
quem aOrme que Knssini cmqiianlo estiver em Pa- 'ou-lbe a eabeca. I
ris, no entrara em nenhum Ihealro lyrico.
t'm bannuele imperial monslro. Relere um
jornal francez, o Courrier dla Cirondc, quo he
coslume iinraeninrial era corlo dislrieto desse depar-
tamento, celebrar a recepeo do lilhn mais velho, ou
do mais novo, com ura festn gastronmico ,|p pro-
porces eollossaes. Va ter luaar agora o casamento
de um rapaz e nina rapariga de una villa desse dis-
liicto, para o qual a lamilla de cada ura dos uovos
deve fornecer a sua amelade dos seguintes animaes,
que comporo es pralos do banqnele : um boi, cin-
co vilellas, cento e vinle galhnhas, cincoenta ami-
cos e cenlo e quareula palos : ao lodo seiscenlas e
vinle seis victimas! Islo alm da sopa, das ervas c
las sobreme/as : ora imagiuc-sc qual seni a quiuli-
ddc de vinho que lero do ahsorvyr os convidados
para lhe ajudar a digeslai,,
Jornal do Commercio de I.Uba.
COSTUMES DA ANTIGA FRANCA.
./ era de Orraudnn.
Por Marx Lafon.
i .
Alaum lempo anles da revolncao de 1789, ura
aconteciraeiito que parece hoje muilo extraordi-
nario poz loilaa i'ranea em alvornlo. I ma fea a;i-
parecera em (ievaudan (donde provm o departa-
ment aclua! de la Lozere e devaslava essa pro-
vincia. Para julgar dos eslraaos desse moustro,
que bulas as relaces dos eicadore reprosenlavim
com corpn eiiormo sobre pernal curias, cauda mui
, 1 11 j .a -' "*' ^...u. ..vi, oiiiiii si: niu
lonaa e cabelluda, gucl.i asmilldora, e garras ca- neVd| part,, com sua gento guiado pelo cura de
nazesdedespedacar um elephanle. 1,1,por a que o Auranut que cnnheeia ludes os logireVfoi pousar
leitor se enlloque ora nion.enlo alraz da poltrona de |mi|0< ,, Knueraue c do (evandan. Apenas
Mr.de Il1.11la.0v.ll1ers111lendenle.le Auver8iie,e que corren a voz de que elle eslava ero'ir.le, tocios s
lea a sua correspondencia por cima do hombro. > hous aliradores
11 Ha dous me/es, escreva-lho Mr. de
Sim, mu nuil u o intendente : ella moslra
encarmeameato inerivol.
Cura eflllilo, disse o cura, livemos lultim.imcii-
te um exemplo em Be-siere.
Novo Claque ? pergunlou o cacadnr...
E o maisespantoso lalvez de lodos os que vos-
sa exeellencia conhecc.
Imagine urna mi carregandn nm Olhinho de
pnucos me/es o leudo assentado junio de si oulros
dous maiores. A lera cabe sobre o primognita cu.
mo um rain. A mai acode depois de ler depo-lo no
dio o mais mocu e arranca-0 a forca da gucla do
mnnslro. O unimal furioso torna a "loma-lo, arras-
ta-o sem embargo dos esforcos e dos gritos da nuii
l a.....uro dojardiin edificado como lerraco sobro
a estrada, e precipita-0 dahi. Enln a mi deses-
perada agana-se a urna peina da lera ; porem c-li
volla-se, morde-lhe o braco.e pin quaulo a dor obri-
ga a mi a larga-lo. salta sobre o menino, e em nm
minuto arranca-lhe lulo a pella desde a eabeca ate
aos hombros, .",
Senhor. di-se o velho cavador, tomando .1 mao
do cura, partiremos amaubaa junios e a -emana pr-
xima nu se passar.i, se Dcns fur servido, sem que
saibamos qual he mais normando, se sen servo ou
esse iiiiiii-lru.
Se vossa exeellencia conseguir > que hlenla
ser o libertador da provincia.- pois, scercscenloojo
cura ineiicindo a eabeca com ar significalivo, Mr.
Irernn lem ra/io de dizerem sua gnela que o ci.ia-
dao do Gevaudan he devorado lodosos das, un pou-
co falla para i-so.
Nu dia seguiolc bem ruino se ajustara, Mr d'Eo-
lenho solonla annns, senhor
Sim ; mas que importa'.' por vculura um caca-
dor lica jiiniai. velho J
Porque di/.-me isso, ineu capilo?
Essa he boa .' porque leu ar carrancudo allli-
ge-ine Certamenle lenho alguns annos mai- do que
tu ; p .rm se o rei me bouvesse dito ; D'Aven, vai
an (Ievaudan e mala aquelle animal, que devora
inen- vanado*, eu lena partido a pe sem fazer ca*o
do perigo nem de ininha idade !
Ah; respoudeu o lenle fazeudo um simples
movimeolo de eabeca, no cuido agora no perigo
tem najidade.
Em que cadas eulo, meu velho amigo?
Em nina cousa que inquiela-iiie 111 lis duque
o mnnslro de Mr. d'Enneval! Pnrin viva Dos!
de dous males deve escolher-se o menor. I lei de rc-
lleclif nis-o.
E quando partirs'!
Amanba.
Na 1 leni.n necessidade de recommeodar-le es-
se lobo ou essa h\en.i...
Ilespondo por elle !
Sanindo dngabircle doiluque do Aven, o Sr. An-
tonio aeti ni um b.ilalhan de picadores e de ir.onlei-
ros eicolhidos, que o duque de Orleans e l'-uthic-
vrepunhasua disposicao ; laocoo-lhes om olhar
rpido, c u nio hunior reappareceu-lhe sobre a
fronte.
Todi.s fillavam-lhe ao mesmo lempo; elle s-
menle lis-i eslas palavras
One be feilo de Keinliard?
I ni picador respoudeu que elle disigira-se pas-
seando pin a o lago.
Di-so eslava eu cello, murmurnu o velho, o
qual recobrou as pernal de vinle anuos para seguir
u niesino camnho.
Continnar-sr-lii.
I eaixa man, 1 dita sulfato, 1 dita coral. 2 dilas
bordados, 2 dilas camas de ferro ; a N. Bravos.
1 embrulho livros ; a !'. de Assis.
10 Larris manteiga, i caixas vermoulls, 3 fardos
galha,2l) ditos coininhos, 1(1 ditos alfazeraa, I cai-
xas chapeos de palha. 27 barricas seraenles de linha-
ca, 2 jacazes seune, 58 caixas marmore lavrado, 109
dilas lijlos de marmore, 60 dias papel para escre-
ver, :182 fardos papel pardo ; aos consignla-
rios,
CONSULADO (EHAL.
Rendi.iieiilo diiili I a 8. .
dem do dia '.)...., .
5:8.173566
2::l 2S:2:1IS08
Por esta subdelegada foi apprehenddo um
queijo novo dos vulgarmente chamadosqueijosdo
Reino, a um crioulo livre, que pelas 8 horas da
noile de hoje, o fora vender em urna taberna dn ra
Imperial, e ja o diva por I96OO, o qae fez luipeilar
que o queijo era fortsdo ; quem for seu dono, pro-
cure, que lhe sera entregue, depois das averiguacoes
necessarias. Subdelegada de polica de S. Jos do
Recife 5 de Janeiro de 1856. O subdelegado sup-
p lente, Accioli.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernairbuco sacca a vista
sobie o do Brasil no Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 5 de ciezembro de
1855.0 secretario da direccao, Joao
Iguacio de Medeiros Reg.
O banco de Pernambuco toma dinbei-
ro a juros, de conformidade com os seus
estatutos. Banco de Pernambuco 24 de
novembro de 1855.Joao Ignacio de
Medeiros Kego, secretario da direccao.
Era virlude do aviso da reparlieo de marinha
de'27de novembro ltimamente lindo, refenodo-se
a elle o olcio do Exra. Sr. presidente com dais de
2f do mez obsequeute, o Illra. Sr. inspector manda
fazer publico que contrato um routra-mestre de
rablales para o arsenal de marinha dn Para', com
qnalquei iudividuo que aprcsenle-se-lhe, tendu as
necessarias habililacoes.
Seerelaria|da| iosperrau do arsen! de mniuha de
Pernambuco em 7 de Janeiro de I85I. O secrela-
rio, AJjxaudre Rodrigues dos Alijos.
O Illm. Sr regador interino do c>mnasio previa
cial manda declarar qnc ns compendios adoptados
pelo professor da lingui alleraaa do mesmo gxmna-
sio sao os seguinles:
(irsmmatica allemaa do Trios.
Cnlleccio de pecas de dillerentes autores allemars
para Iradu/.ir de Ermler.
Diccionario franre/. alleiuan e .dlemo francez
de Thibaut.
Augusto Slober rolleccao de pecas allcmaas
segunda parle.
Secretaria do gvmnasio provincial de Pernambuco
7 de Janeiro de iSoti.O secrelario. Antonio da A*-
tumpco Cabral.
O Illm. Sr. regador interino do gxmnasio provin-
cial manda declarar, em conformidade do arligo 62
do regulaiiienlo de 25 de jolho do 1855, que do dia
15 do crrenle me/.era dianle esla aherla a malricu-
la do ine-nio gymnasiu.
. Secretaria do gymnasio provincial do l'ernambu-
o 7 de Janeiro de 1856. O secrelario, Antonio da
.Issumpnlo Cabral.
O Illm. Sr. regedor interino do gvmnasio man-
da declarar quedo dia 15 do rorrele me/, em dian-
le serao admillidos no mesmo gymnasio como alu
nos unen.in e meio-pemioaislai os menino! que se
mostrarem habilitados na conformidade do artso 63,
segunda parte do regiilainenlu de 25 de julbo de
1856.
Secretaria po gymnasio pcrnamlmcano 7 de Janei-
ro de 1856. O secrelario, Anlonio da itosumpeio
Cabral.
CONSEI.IIO ADMINISTRATIVO.
O consclho administrativo, ein curaprimenlo do
arl. 22 do regulanienlo de I i de dezembro de 1.852,
fas publico quo foram aceitas ss proponas do Ber-
nardo Cerqueira Ca-lro Monleiro, Manocl Jos.; Frei-
r de Andrade, .luso francisco da Costa liuimara-s,
Joo Fernandes Prenle Vianna, Ricardo de l-'reilas
&C. e Snu/a j Irmn, para nraecerem :
O l.n, 8 barricas de farinha de Irigo marca S S S,
a :I6S<>"" rs.
<>->.o,vt arrobas de nstncar hranco embarricado,
a 19(00 rs. ; 10 dilas de arroz, pilado do Marauho.
a I-2U0 rs. ; 2 dila-' de lapioca, a 6j000 rs.; 10 me-
didas de vinho de Lisboa, a .J500 rs. a caada ve-
Iha, 10 ditas de agurdente branca, a 1 -----. r 4
pea de baelilba encarnada com iO covados, a 580
rs. ; 0 covados de panno verde, a .'tj200 rs; 2
I illiinln- de algibeira, a 500 rs. ; 12 varas du fila de
retro/, nmarello, a I9I2O rs.
O 3., 550 sacras de farinha de mandioca de ll|t
razas, medida volha, a 5^800 rs. ; po-lasa bordo.
O i.", 8 resmas de papel almario, a :t?000rs. ; 6
caniveles de 2 folhas, a fiiO rs.
O 5., resmas de papel paulado, a i^iOors. ; 8
durias de lapis, a lU'.O rs.
O ('.., 6 pelles de luslrc, por 2 l-jOOO rs. ; 6,000
presos ripaes do Reino, a 1:20!) rs. ; 10,000 dilos
caixaes, a 2S50O rs.
E avisa aos supradilos vendedores que devem re-
colherao arsenal de gueria os referidos ohjcclos
0 horas do dia 12 do crrenle me/.
SecreUria do couselho adminislralivo para forne-
cimento do arsenal de guerra 0 de Janeiro de
1856.Bernardo l'ereira do Carino Jnior, vogal
esecrelario.
Maranhao e
Para.
Opall.aboU- LI.\lt)PA-
<>UKTE, vai scguii' com
inesteza ^ jwra o resto
tda carga e passageiros,
trata-sc com o consgna-
lo rio Antonio de Almeida Gomes, na
rua do Trapiche n. 10, segundo andar,
ou com o seu capito Jos Pinto Nunes,
no trapiche do agodo.
I.EII.AO'EXTHAORINAKIO.
O agente Borja lira leilao em -enarmagem na roa
du Collegio n. 15, de um grande e completo sorli-
menlo de ubras de marcioera novas a uudn, um
rico sanctoario de goslo modernissimo.obras de or
o prata, relogios patente ingles, luisso o horizontal
para alsibeiri, candelabros, lanlernas, loaca vi-
dros para serviro de mesa, urna graode porcan do
miudezai de diversas qualidades mnilo modernas
oulros mui los ubjeelos ele, que te aeharlo paleles
no mesmo armazem no dia do leilo, osqaaes 1x10
vendidos sem limite de preco alsom ; assim como
varios e-cravos moros e de bonitas figuras, de am-
bos os sexos, nina porfo de obras de labxnnlho co-
mo bem loalhas, lenco-, ele, um escellenle bilhar
com lodos os seus pertences, e om ptimo cabriole!:
qaiota-feira lu do correle is II horas em ponto.
Vtpigp> &iperfrog.
-O Sr. Joaquim Octaviano da Silva,
quena dirigir-se a esta tvpographia a ne-
gocio seu.
bichas de iiAMiirui.il.
Na raa estrella do Rosario, loja de barlieiro 2,
veudem-se hichis de llamburgo, cl.ega.Us pataaS-
liino homo, aos ceios e mesmo a relalho, por me-
dico preco.
Prccisa-se de um caixeiro ((iietenha
praliea de taberna : na rua de Apollo
D. I!).
Dr. Joaijiiim deOliveira eSou/a,
lecciona ein sa casa, rua do Aragao 11.
V, v jior clisas particulares, a ler, esci-cver
e fallar a lingua ranceza.
Coxinheiro.
Prccisa-se de um prelo nu prela que s-ilw bem
COZnbar, para rasa de pouca familia, paga- a vista de -eu liabalhn : na rua doMueiu.adn n. N.
Festa na Capella dos mi-
lagres ein Olinda.
O ibaiso assignado. protector perpetuo r oorarre-
Sado da direcco da fesla de N. S. da Conoen-ao,
que se cosluiua celebrar na capella dos milagros*esa
Olinda, fa/scicnlea lodos os devotos e devotas da
mesma milagrosa S-nhora. que a mesma Testa lera
lugar dominio. 1:1 do correle, com aquella pompa
que lhe for posi*el. No sabbado as 8 horas da noi-
le lera lugar a handeira. a qual ser carressda per
paslonnhas. Nn domingo lera lugar a fesla, a v
noile lera fugo de vista ; ule do lugo subir an ar
um balan, r depois do logo lero lugar mais Ires de
diversas (orinas, o aobait assignado espera qae os
devotos concorram, ('.io do apreciar o bailo lugar
e a bella viste da muilo antiga e amena culada de
(Mu 11.Januario Anlonio Cosli.
Existen? para alugar na Passagem da Maida-
l.ina, anles da poule, -2 sitios com casas de sobrado.
a> quaes leudo cenuiiunicac.ao interna, lambem po-
lln servir para urna o familia : a tratar na roa da
Cruz n. 15.
Jos F. de Oliveira coulimia dar lic*s de pri-
mein- lellras, lingua nacional, francez, inglez, por
ca promelteodo lodo o disvello pelo adiaotamenlo des
mesmos : a Iralar na roa do Colovello n. 125.
Furlaram do silio de Albino Jos Kerreira da
Cimba, no Manguiiho. na noile de domingo para
segunda-feira, 6 para "do crrenle, um ravailo com
os signaes seguinles : rodado Orando a meo, anca
de pareo, cauda quebrada, bebe em brinco, cipa-
do, idade 7 para 8 anana, anda baiso, e lem mus
alguns signaes que se ignoram, como reja o ferro,
ele. : quem o pegar 011 tiver noticia, dirija-se ao
dito silio, oo 1 rua do Oueimido, loja 11. 6. que se
gratificara generosam^nle.
Na inauha do dia 11 do correle lera logar o
levanlamanlo da baaditra de X. S. 4a Boa-Viagem.
a qual se far rom Inda pompa e magnificencia.
Acabadas mis-a sahir.i a bandeira ra regada por ao-
jos e guarnecida por senhores, esla percorrera a roda
da igreja. enleaade-oe lindos versos arompanhados
por msica marcial, o levantar o estandarte m g*a
10111 -una .i,,, ici, c uesto ma eni Oanle havera
noveuas.
Precisa-sede urna ima de leile que -eja boa.
escrava ou livre, e sem lili.o : na rua da l.ingoela
n. 1.
Kendiineiitodo
dem do dii '.)
LMVKK5AS PIIOVINCIAS.
a I a 8.
::170SI66
S776H
vIim^ov mmix'tmS.
1:645)931
puifrtci5cv l! i'lDiDO..
-------- .las duas provincias, cnlre os quaes
.M;irvejOlS|olavam-se os senhores de l.onriar, lliihimilc os
no 1 de novembro de I,.., que a|,parece nesli pro- ,ICS |,afaxelte vicram pm-e debaixo de suas ordens
vincia nos arredores de l.angog.ie c da floresla de Formoa-se um gr......i con-elbo de cacada na casi
>.ercoire una fera que espalhl a conslernacao por | do vigario. c Mr. d'Enneval expoz a-sii's.. planol:
Ja lem devorado urnas vinle pes-, n ataqU oet.,| comerir a semana prxima fu- Oi Magos,;, Oriento curvados o vem.
c particularmente rapan- |Ura. fj,Mbojos sero lovados Irella, e sement -------- --------
6, Cilla .lo ahha.le de Vianne
OS RES DO ORIENTE.
A meu primo e amigo o Rvm. eonego
Manuel Xavier daTriudadc.
!le rcrlo o prtenlo que a e-lrella as-ignala :
Jesso Messiasaasceo era llelera :
O liliio do grande que ludo avassalla
Os Magos do Oriento curvados o veein.
Seguiido o camnho tracado nos ecos
Apis uma estrella Belem ivslaram;
E em pobre lapiuhl 10 dilecto de Heos
EnvollO as fsxis incens ollerlaram.
Senhores c grandes em Ierras distantes,
o Ihrono iibandouam em iuisca da luz ;
Seus olhos a viram, c all seus lurl. mies
Humilde- liraram pirante Jesus.
He corlo o portento que a estrelle isaignali;
Jesu-o alessiasn.isceu era Belem:
O lilho do grande que a ludo avassalla
Os .Magos do Oriente curvados o vem.
Os brancas penedos deixando os pastores
E as -uas cabanas a lapa corriam.
.Mil doces cantiga-, c o soui dos tambores.
E lliu-las mimosas 1-111 torno se ouviam.
Pastoras formoaai de gallas ornadas
AH ren lem cullns ao Dos recem-nado;
Alli so a- dans.is cora graca bailada-,
All mil prazeree escudo ao pcenlo.
lie cerlo o portento que a estrella atiignala ;
Jeraso Messiasnasceu em Belem:
O lilhn do grande que a ludo a\ lasada
DESPACHOS DE EVPOlvTACAO PELA MESA
DO CNSUL*.DO DESH CIDADE NO DU
0 DE JANEIRO DB" 1856.
larslhallrigue francez Jules, Viuva Amorim
5[ l'ilho, 0 saceos assocar branco.
Lisboallrigue porlugue/ Imperador)., Novaes ^k-
Companhia, 150 sacros idem.
liba de .Miguel('alacho pnrluguez Alfredos,
Viuva Alureira l'illui Companhia, .1:1 saceos
idem.
Kio da PralaItarca brasileira Rufina, Viuva
Amorim \ Pllbo, 50 barricas idem.
Kio da l'rataPatacho dian.arque/ Atina Calha-
rina, Amorim Iruios <: Companhia, 250 barri-
cas idem.
Liverpool(alera ingleza uTown of Liverpool,
Jolinston Palor i Companhia, 600 saceos sssucir
mascavado.
MarselhaBrigne francezChasscur, N. O. Ilieber
iV Companhia, HIO saceos idem.
Marselhallrigue francs ..Jules, Viuva Amorim
& l'ilho, 600 saceos idem.
Lisboallrigue porlug.iez Imperador, Novaes i\
Companhia, 250 saceos idem.
Idemllrigue portogoez aEsperieneia. Amorim
lri.ius v\ Companhia, 50(1 saceos dem.
Ilha de S. MiguelPaladn pnrluguez oAlfredou,
\ iuva Mnreira l'ilho \ Companhia, Id saceos
idem.
Rinda PralaP lacb) diiiamarqoet ..Anua i'.alha-
rina, Amorim lrm3os& Companhia, 50 barricas
idem.
Lisboallrigue pnrluguez Imperador. Novaes i\
Companhia, IIScacos niel.
demBarca portuguesa Carila c Amelia, l'ran-
cisen Sevenano Itabolln ,V l'ilbu, 5 rases nleiii.
KKCKHKIKIIIIA DE RENDAS INTERNAS (il-
UAES l'K PERNAMBUCO.
Rendimenlodo dia laK 1:162303*
Idem do dia !l........ ||7;67S
CEARA',
Segu neslcs dias o hiale fe'jralac-jo; pira o resto
da carga Irata-se com Caelano Cyriaco da C. M., ao
lado do Corpo Santo n. 25.
Para O Aracajv
segu por loda a semana o hiale Capibaribe ; para
o rosto da carga ou passageiros, Irala-se na rua do
Vigario 11. 5.
COMPANHIA PKHNAMBLCANA.
Dentro em poneos dias s.ilur para .. Maranhao
com escala pelos portes da Parahiha, Rio Crande do
Norle, Arachly, Cear, Acarac 0 Maranhao, o va-
por Mari/uez de Olinda : quem no mesmu quizer
carregar uu ir de passagem dirija-se ao esrriplnrio da
agencio no Korle do Mallos.O secrelario, Anlunio
Marguef de Amorim.
PARA O PORTO.
A barra Fernanda I vai sabir com muila brevi-
dade ; para carga e passageiros Irala-se com Barro-
ca iV; Castro na rua da Cadeia do Itccifo 11, i, 011
com o capilo na pra.-a.
PARA A RAIMA.
11 bem conhecido palbaUole nacionnl Dous Mmigos,
pretende seguir com muila l.revidadc por ler parle
do -eu carresamenlo promplo, para o resto e passa-
geiros Irala-se com o s*ii c nsignalarin Antonio l.uiz
de Oliveira Azevedo, rua da Croa 11. I.
ACARACU'.
Segu no dia 15 dn mez crrenlo o paihabole 50-
bralriisc', recebe carga e passageiros : a tratar com
Caelano CyriSCO da ('.. M.. ao lado do Corpo Sanio
11. 25.
RIO DE JANEIRO.
No dia IS do correle segu o patacho I alent :
para n resln da carga e passageiros, Irala-se eom
Caelano Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo Sanio
n. 25.
Precisa-se de orna ama de leile, forra oo cap-
tiva, que rio lenha lilho : a trilar nt roa da Cadeia
de Sanio Anlonio, armizem de lijlos n. 17.
O padre Joo Jos di Cosa Ribero. -uh-iiiuto
das aulas de l.ilim de-la ridnde, conlimu no exer-
ciciode sua aula no dia II do crreme, pateo de
Collegio n. 37, segundo andar.
Precisa-se de um caixeiro que lenha praliea de
taberna, sendo pnrluguez, de idade de 16 a iO an-
uos, que dr conbecimento de soa condeca : no Re-
cite, rua da Cruz n. 31, se dir quem precisa.
Jos Nunes de oliveira, lendo visto no Diario
de hontem. 0 do crrente, nai prescriprAes de divi-
s j das de livro e quaderno de taberna, ama divida d*
seu fallecido mano ilernarninn Nunes de Oliveira a
dever ao Illm. Sr. Pedro Ignacio Baplisla a quintil
de :137sii, pede a osle mesmo Sr., j qoe por falta
de M-1.1 no vio o annuucio que sabio no Dirrio de
17 de selembro do anuo passada, din logo dopiis
de seu fallccimenlo, para quem, por acaso, se jul-
gasse credor do mesmo seu fallecido mano,ir reeefaer
o que devesse, vislo no ler emergido a innnncio,
queira.vir mesmo ou mandar com o recibo receber
110 pleo di Santa Cruz n. K, casa de inorada, nao ..
o principal como os juros.
Precisa-se alugir om silio perlo do Recife, e
lenha pasto para 6 011 S vareas, larangeiras e baoi-
neins, e cujo terreno -eja massip : quem assim
pois o liver, annuncie para ser procurado.
O Sr. Francisco Duarle de Oliveira dos Sanios
(em uma carta viada da cidade do Porto, na mi do
Queimado n. 29.
1:5795702
CONSl LADO PROVINCIAL.
PARA LISBOA
pretende saln-com militabrevidade, ]>or
OU'erece-se uma ama rom mnilo e bom kile,
sem rrianca : na rua do Porinho, ni loja do so-
brado dn Sr. Miguel Pelicio di Silva.
SALA DE DANSA.
O abaixo assignado faz scienle as Srs. assignau-
le de sua sala, que do dia l.l do rorrenie em dianle
a mesma na estar abejla, conlinuindo os seas di-
verliinenlosconio be de cosame.
Anlonio dol Sanios Mira.
una oliria : quem liver aa-
Arreuda-sc
Dnele.
!'recisa-se de um escravo ou escrava para risa
c-lr.i.ige.ra. pee co/inhc <.. para 2 homens sollei-
ros : na rua da Aurora 11. 5S, primeiro andar
Julo Francisco Jalite vai a Rabia.
A pessoa que falln para alagar o secundo na-
dar a. 37 do alen* da Boa-Vista, -endo qoe linda
queira. pode apparecer.
A profesin particular D. Ces francisca da
Silva Coulinho avii .iossei.i- res aail de suas alum-
nas, que no dia II acha-sc com aula aberla para
continuar nos seus trabalbos. na rua Direiti n. \A,
segundo andar.
Aluga-se o segundo andar da rua do Padre
Klorianu 11.21 : a Malar na rua do Ollrgio n. 5.
Aena-aa ausente desde o dia :ll do mz prxi-
mo passado o escravo Joaquim, bem cu.herido por
molho-horacrioulo, de idade, pouco nisison me-
! nos, :S anuos, ponra barba, e enlre ella aliaos ra-
il maiorparte gne portiifjiRV. o Imperador" : para ores- [traijossda.e cami-a de alsulao/inliu he canoei-
tei
Reudimeiit.) do dia I a S
Idem do da 0
29:fi8289l
I:360c9l6
3l:2i:U807
revid.ide |
quem nu
o)"}
.'lOl'lllliliri^i) 1.MMTIV.
' Rio do Janeiro15 dial, brigue brasilein. ul.eaoo,
de 217 toneladas, capilo Adelino Elpedio Pinho,
equipagera 10. carga pipas valias e mais gneros ;
a Isaac Curio C. Pnssageiro, Pedro Vllete e
lilho. Picoa de quarenlena por 15 dias.
Lisboa2 dias, barca pnrlugn'za Constantes, de
260 toneladas, capilo Silveruk Minoel do Reis,
equipagera 20, carga vinho e mais "eneros; a
Tliom.i/. de Aquino Ponseci e: Fillio. Passagei-
ros, Blinoel Gomes de Campos, Manuel Jos de
Oliveira, Joo Pedro Rodrigues,
Ierra Nova:l( dia, brigue inglez Ralclullm,' da
211 toneladas, capitn Cenrge llarl, oquipagem
II. carga 2/.IS5 barricas com bacalluo ; ajames
Crablree i\ Compaoliia.
lo. trata-ae com Novaes iV C. na rita do
Trapichen. ~V, primeiro andar.
I'ara Li-hoa seguir.1 cen a niaior
possivel o brigue porlugoez ..rverienria
mesmo quizer carregar ou ir de pissagetn, para
que tem bous commodos, ti,
:!, eseriptorio de Amorim Irma.- & Companhia.
Companhia brasileira de paquetes de
vapor.
O >apnr Cimnubara, Jcniiiii.indaiile o I.- lenle
J. Saloim- Ramos, espera-se dos porlos do norle al
lido crranle, em srgomenlo para os porlos de
Mareo., Rabia e Rio de Janeiro : recebe passagei-
ros, carga o cnrnminend.is: agencia, rua do trapi-
che n, iO, segundo andar.
Companhia
de iiiivegaco a vapor Lu-
so-Braseira.
Do Kio de Janeiro e Bulla devera' a
estachegar, ate' o dia I (i do corrente, o
( *)Missillon, I. t.pg. 3SI a 406.
(5) Massillon!. I pig.403.
'6) Cit de Dieu. liv. XII.
gas. No ha dia que uo seja marcado por algum
novo desastre O lerror que ella infunde impede
os lenbeiros de irem as floresla-, o que torna a le-
nha mais rara e mui cara. ,
Su lia oilo dias foi qoe conseguio-se ver de per-
lo esse animal forraidavpl. lie u.oilo mais alio que
um lobo, lem as mos^urlas e garras ierriveis, pel-
lo avermelhado, cabera mui grande, comprida, c
. I Mercurio Janeiro de 1765.
2 Papis da antiga intendencia de Auvergn.
i:l) Carla original de Mr. .'.aharth. lilho'de Mar-
veje (Mirvejolel do 1" de abril de 1765.
(I) Gazett* de France de Janeiro de 1765.
() Carla au'.ogrupha de Mr. Labarlhu lilho d-
Marvejols.
conselheiru hono-
rario de graid' chambre, eronde de R1i01.de, dolada
do Clermout .765.
7 lixlraciode una caria de Mr. .rEuneval a Mr.
de ll'.ulaii.viiliers inleniciile de Ai.ver-no .1 'i ,lo
marco de 1755.
s ('.irla de Mr. Maury de Saint Vctor, meu evo
prebos.c em Mili.,11.
Rio de JaneiroIS .lias, brigue brasileiro ..Sagila- n"nE.nn<\n
rio, do 276 toneladas, capilo Manuel .lose Ri- V;,P'" UKU II, commiillilanle O te-
beirn, equipagera II. carga pipas va-ias e mais 'nenie Viej'as do O", e depois da comp!-
r^Tdaq^frte^Tsol "" C'"^ tente demora seguir' para Lisl.oa por
Cotngatba(i .lias, smaca brasileira ,.1'lor do An- Son-1 cenle e Madeira : para carias (com
gelinn.de 120 toneladas, meslre Antonio l'ran- o porte trocado), passageus e encom-
ci-co Riheiro Padilha, equipagem II. carga asol-
ear ; a Raslo & Lemos. Ficou de quarenlena por
15 dias. J
mendas, dirijam-s-: ao agente M. D. Ro-
drigues, rua do Trapiche n. 20'.
ro e foi escravo do Sr. Jnsc Jarome de Aojo :
qocm o pegar 011 delle der noticia, pode on(eniler-e
com o abaiso assignado, que cralificari.
Porlirio da Cimba Mortira Alves.
1 urlaram no du 8 do correle da estrada do
Coi.leu o :' ea\ illi.s com ns signaes seguinles : um
ase a roa da Cruz a, I melado, de clina e cauda pelas, uma costura velha
na coslella tniudinha, uma pisadura nn nieio do aa-
liiiiliaeo. pequeo ; o nuIro rastanho escuro, uma
-ana n'iura ; oulro alasn, com uma esln-ila na les-
|8, pos ralea le- de branco, com nlguoia- marcas de
assaduras 110 espinbaC'., pequeo : quera os pesar
on der nolicia rerla na rua do Hospicio 11. 20, casa
do Sr. Joo Rufino Ramos, sera generosamente re-
compensado.
Pede-sc ao Sr. Antonio de S Alhnquerque,
senhor do eugenho Siao Andr, em Morillera, n
favor de dar ducao ao negocio que uo ignora ; na
loja de calcado do abaixo aaSSJBsdo.
Re rniin.i dos Sanio- Rolco.
O Si. Antonio Mar. .1 da Cosa, do engenta
Roacica, queiri mandar pigal o seu vale, vencido ha
ura anuo : na loja de calcado do abaixo sumado.
Ilcl.111:11110 dos Sanios Hulean.
A mesa regadora da innandide de N. S. da
Boa-Viagem. len.lo de festejar sua pvdroeirs a*
dia 20do correle, fu/, scienle aos devotos da ms-
ma, para que cenrorram, alim de abrilhsnlar a d.la
fesla. No dia II de madrugada ser. levanta** a
bandeira, carregadi pnr arijos, a qual percorrera a
poMiae in arompanhada de musir de bilalbo, r ha-
ver novenas feilas com suli-mi.idade.
Na rui do Collegio. irmazem n. I ds-se 2Uc
a quem inculcar uma ama de leile forra ou captiva
que tenlia bom leile e boas qualidades.
L\ M I
n jt


0IM10 BE PEIWMBU) QUINTA FRI 10 DE JlNEiRO
856
Terceira ed TRTAHENTO HOIEOPATHICO.
Preservativo e curativo
DO CHOLERA-MQR8US.
pelos DRS.
r :: .-<*^ m ai is "Bra jt j"*v. ms b -, .
mi mslrurcao au povo para se podcrcurar desla enfermida administrndoos remedios m,ii> eflicaies
para ala/lia-la. c. i ; n. 1111 o corr ao medico,ou mesruo para cura-la ludepcudente desles us lagaa
em que nao os ha.
TRADIZUX) EM PORTUGUEZ PELO Dlt. I>. A- LOBO MOSCOZO.
Esle doos opsculos conten as indieacAes ruis claras c precisas, c pela sua simples e concisa evposi-
SAo est ao alcance de lodas a inlelligencias, nao pelo que diz respcilo aos meios ctiralivos, comnprin-
cipalmenle aus preservativos que lem dado os mais.satisfactorios resultados cin toda a parte ein que
elles tom sido poslos cm pralica.
Sendo o Iratamcnto liomeopatliico o uuicoqoe Irin dado grandes resultados no curativo desta herri-
velenfermtdade. julgamos a proposito traduzir eales dous imporlanlcs opsculos em lingua verilen-
la, para desparte facilitar a sua leitora a quem ignore o francei.
Veode-se nicamente no Consultorio do traductor, ra Nova n.f>2, por 2SMIO. Vendeir.-se lambeni
os medicamentos precisos e boticas do 12 tubos coin un frasco de lindura lj, urna dita de 30 tubos com
ivro e 2 frascos de tinturas. 5s0U0.
- Desappareceu no dia 5 de uovembro o pardo
Manuel, com 65 aunos de idude, tem as barbas e
os cabello brancos. Talla Tina, lem as mios e os
joelhos foveiros como quem leve calor de ligado;
foi escravo de Joo da lincha, em Tijicupapo, on-
de se julga estar ; portaulo roga-se as autoridades
policiaes e capitaes de campo daqoelle lugar a ap-
prehensflo do dito escravo, que levando an sitio de-
froule do Pojo da l'anella aos herdeiros do falleci-
do Pedro Cavalcanli de Albuquetque Litis, serio
recompensados.
Precisa-se de uoi caiieiro porluguez ou ines-
mo brasileiro, com pratica de ue'-ociu, para taber-
na na ra eslreita do Kosario, taberna u. 16.
Instruceao..

Jos Bernardina de Souza Pei\e faz
setente aos pais deseus alumnos e auuel-
las pessoas a quem nteressar possa, jue
no dia 14 do corrente da' principio aos
trabalhos da sita aula : na rita Dircita
n. 50.
O Dr.Ribeiro, medico pela Univer-
sidade de Cambridge, continua a residir
na ra da Cruz n. 13.
SOCIEDADE EM CGIMDITA.
lllm. Sr. presidente e mais mrmhros la com i
missio de bygiene denla provincia.Diz Paulo l.m/.!
Uaignoux, dentista trance/, que precisa a beiu de
seu direito, Vs. Ss. seren servidos examinar a pre-
paradlo de que se serve para chumbar denles, a do-
numinou massa adanianliiia, em ordeo de verificar-
se que a dita prepararau dillere iiiteirameiite do lo-
das as condecidas. I'ede a Vs. Ss. sejam servidos de-
ferir -llie como requer.E. K. Mr.
t'aulo Lulz GaigHOUS!.
A massa denominada pelo anpplicaule- Adaman-
tinae por elle apresentada commissao de bygie-
lie publica, difiere deludas as aprcsenladas uesaa
inc.-ma occasiao por oulros; sendo a r/infruiilarao
feila na nresenca.de Indos. Sala das enfocada eom-
miasfo :)0de julho de 1855.Dr. A. Fouseca.
vi'irtr.
w-
^w^
i
PL'BLICAgAO' Lin ERARA.
Repertorio jurdico.
Esla publicarlo sera sem duvida de utilidade ao-
principiantes que se quizercm dedicar ao ejercicio
do foro, [mis nella enconlrarSo por ordem alphabc-
lica as principaes e mais frequeotes ocriirrencias ci-
vis, orphanologica, commerciae e ecelesiaslifas do
nosso foro, coin as reiuissOes das ordenaron, leis.
avisos e regulamentos por qoe se rege o Brasil, e
bem assim resu!uc,ues dos l'raxislas aullaos e moder-
nos em que se lirmara. Conlm semelhaulenienlc.
as decisoes das quesles sobre sizas, sellos, velhose
novos direitos e dcimas, sem o Irabalho de recorrer
eollcrco de nossas leis c avisos avulsos. Consta-
r de dous voluntes cm oitavo, grande franecz. eo
primeirosabio i luze esla venda por 83 na loja de
livrosn. G e 8 da prai.a da Independencia.
Na ra da lindan. II, se dir quem d di
nheiro a premio -ubre penhores de curo ou prala.
il ahii\o assignado raga a todas as pessoas qoe
lite sin devedoras, o favor de salisfa/er seus debi-
tes ale o ftm do corrente.Joaouim Ferreira da
Sitca J'iiiior.
Joaquim Ferreia da Silva Jnior roea a qoal-
quer pessoa que sejulgar seu rrcdnr de spAseular
sitas coillas para seren salisfeilas al, 10 do corren-
te : na ra do Collegio u. I primeiro andar.
AULA DE LTM.
O padre Vicente Ferrer do iMbuquer-
que contina coin sua aula delatim, to
dia 2 de Janeiro em diaolc, pela mesma
manera c sol as condirm's ja' annnn-
ciadas.
Pr6cis; i's>ais jiai.i o serviro in-
terno ile nina casa estraugeira, nue cnleutta ita co-
xinhae eng .mme. oalra para costura : na ra .No-
va u. 17, se dir,i quem precisa.
O cilla.liio '.aciano l'into c Veras* tendo en-
Irailo no exercicio de juiz le paz do primeiro divne-
lo da fre^ue/ia do S. acrameitlo do beirro de Santo
Aniniiii de?la eidade< faz certo a i|uem Inletvasafi
que passa a dar audiencia do mesniojui/o as -J lloras
da larde dos das ja marcados pot seu aoteceasor, na
sala em que dio audiencia os Srs. jo i/.es do ci\el, or-
pliAos, coiomercio e dos feilos da fazenda, etc., Mn-
do a casa ile ioa residencia na ra de S. Francisco
n. S, i Mil.- se achara promplo das (i a 7 '. horas da
mauliaa despachar as parles, uu na allandepa, aon-
de he empreado, ale as horas da larde.
L'raa pessoa bstanle versada na lingua portu-
i;ueza se oflerece pata eosinnr prmeirn lellrasa
ambos os tesos, diit^mdo-se para islo as c.i^as dos
pais de faniias: QjocDi de seu preslimo se qui/er
ulihsar, dnija-se a ra do 1'aJre l;loriaiio u. ~2H,
que achura com quem tratar.
Francisco Lua da Costa, cidado
relira-so para fofa do imperio.
porluj-uez,
FABRICA DEFIAK E TECER ALGODAO,
A(|ital oceupa diariamente para mais de
200 aprendizes ou obraros nacionacs
de 10 a 12 annos de idade para cima.
CAPITAL o00:000.s000.
Socios ein nome colleclivo gerentes responsaveis
nssenliores : Aolonio Marques de Amoriin. Juslino
l'ereirade Farias,Manuel Alves Guerra.
Firma social: Aoiorim, Fanal, duea & C.
A sociedade lem j numerosos assipsiantes, que
prefazem para mais do valor da melade do capital.
Ella conlioaa a admitlir no decurso deste mez
socios de 1008 at o.UOtfc.
As pessoa assigaaute* das p'rimeiras lisias, quede-
/.ejaoa contribuir para a prompla realisacao da fa-
brica sao convidadas a nao demorar suasrespeclivas
awigualuras, que devein ser passadas no livro da so-
ciedade.
Nolim do corrente ossocios gerentes retlamaraoa O abaixo assignado, Icstanienteiro de sua talle
primeira prt-siacao que sera'de loporcenlo doca- cida mSi Sra. 1). Angela Custodia do Sacramento,
pttal subscripto, e passaro os competentes recibos, declara a quem convier, que a dila fallecida em
As vantageni que a fabrica oflerecera' loco que testamento rom que linn, deixou a quantia do 308
ella estiver ein pleno andamento sero : a cada mn afllhada mi alilliada de baptmo, visla
I." Ij por ceulo sobre o beneficio annunl que ca- do que piulemos intereuados liabililar-se,e dirigir-se
da socio recebera', alem do sao direito sobre o fun- | a Iravessada rua da Concordia n. _(! I', alim ile re-
do de reserva, que ser de ia 7 por cenlo do ca- | cebercm n que llirs'perlencc de Honorato Josepli de
P"*'- Oiiveira l'igueiredo.
'a. cciipacao diaria a mais de -JK) operarios, ou I
obreiros nacionacs. A obra do Hospital l'edro II precisa de :'. olli-
3. Consumo de 30 a 10 mil arrobas de algodflo *' de rarapina : a tralar com o director Antonio
nacional, o qual at agora nao lemoulro comprador I Jsc Gomes do Crrelo.
sean o exportador.
i. Tecido de qualidade superior liso ou lavrado :.. "~ l,etl*" de urna lenliora hoaeila, e que af-
a.2<0 a vara, em lugar de 260 ou i0 que se vendia i ce.a sua l")a eool,,,ctoi P' sprvir "" '"I"
o da Baha, e hoie uo ha mesmo a mais de 3'0 reis l'rm,elr3S lelrls a ,r,,< meuinas Dlliai de un enlior
prejo da ultima venda. Ille nacnlio da hegueia da Escada : quem lite cou-
A racilidade das entradas, que nunca sero de! v,,er 0""UIK'0.l"ir *' jo-nal ou dirija-se ao p.""
mais de -20 por cenlo do capital subscripto, permute I''", n'alr"' decanto AiUouio casa n. I. que encou
a tudas as pessoa qoe poderem ditpor de urna
llomid men.ji oe- Ov'yu, inet, cimai cmnu
de 100$.
Sendo as entradas de 10 por cenlo c
ajiuuu B MEDICO
HOMEriPATHA.
KXTRAHIDO DE ltr'F E BOEN-
N1NGHAUSEN E OUTRQS,
posto em ordem alphabelica, com a desnipeo
abreviada de lodas as molestias, a indicacao physio-
logica e llierapeulica de lodos os inedicamciilos ho-
meonatliicos, sen lempo de aceito e concordancia,
seguido ile um diccionario da s~isuilicac..lo de todos
o^ termos de medicina e cirurgia, e post ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Os Srs. assignautes pndem mandar bu>caros seu
ejemplares, assim como quem quizer comprar.
Massa adamantina.
He.fieraluicnlc reconhecida a eccllcncia ilesla
preparaejlo para chumbar denles, porque seus resul-
tados semprc fclizes sio ja do dumiuio do publico.
SeoMlo Jos de Oiiveira faz uso desla preciosa
massa, para o liin indicado, e as pessoas que qui/.e-
rem honra-lo dispondo de seus serviros, podem pro-
cura-loua ,liavessa do Vigario n. 1, loiadebu-
belro.
l BEHT1SI FRACEI. S
_ l'aulo liaignoui, dentista, cslabeleeido na '
T roa larga do Kosario n. :), segundo andar,
T colloca denles com a pressio do ar, e chamba S
59 d.nles coin a massa adamantina c ontros me- l
S taes.
m i 9&<9^ -. :*
V substitua das endeirasdeinalraccSoelemen-
tar desla cidade, residente na rua do Kosario da Boa-1
isU ii. 38, la/. Ktenle a quem convier, que abri a I
sua aula particular no da 7 do corrente.
i'rcci-a-so de nina ama ile le i lo para criar um '
iiiciiii.ii iic adiaa, que telilla bom leilr, c paga-se
bem : na rua Imperial, 'abrir de Caldeirciro, te
din quem pmisa. Assim rumo se da 1 <>-~ a quem se
qeiter enearrrgor de procurar e levar .....esmi
elogios.
Vendem-se relogiof dcouio palenle ingles: no
escnpiorio .lo agente Oiiveira,roa da Cadeia do Ite-
cife n. (>2 primeiro andar.
Escola pelo mctliodo Castillio.
sos,
B-6SO*0*iaS.*l'!9jP:*.;.t;j;;.S} Uj <.?
1 J. JANE, DEMISTA. |
0 continua a residir na rua .Nova n. Vj, primei- :
9 ro andar. .
^jlejdnc
Precisa-se fallar com o Sr. Manuel Mcndes
Ferreira uimaraes, ou com pessoa encarregada dos
negocios do mesmo : em casa de Paln Nash & Com-
panhia, rua do Trapiche Novo n. 10.
O SOCIALISMO
PELO GENERAL ABRE E LIMA.
Ainda exislcm alsuns ejemplares enqiiadernados.
eaebam-sen' venda na loja delivrosdossnhnre
Ricardo ilc I reitas & C, esquina da rua do Colleaio,
e cm casa do autor, paleoo Colleglo.casa amarella,
no primeiro andar.
No sobrado da rua do Pilar n. 8-2, i.....i-e
slugir nina pessoa livre ou escrava, que saiba cosi-
nliar algiima consa, para sn emprciula ueste c
li oulros serviros ordi.....ios de nina casa de pequen
familia, execprAo de engnnimado, preferimlo-se
,w>{:< ul.....' coiijir,in, edo sexo masculino ; naga-sc
bem agradando.
Te
IRKOS.
eco-
socio
- os pagamen-
tos espacados de pouco mais ou menos > mezes, se-
rao precisos 18 a 20 para ser rcalisado o inleiro pa-
gamento de cada sobscriprau.
Os senhores que resiriefn fora da capital, e que
quizerem entrai nesla ntil sociedade, poderao diri-
gir suas cartas de pedido a qualquer dos tres socios
geretiles, ou ao socio de industria F. M. Duprat,
que lem em seu poder o livro dassubscripcoes.
Elles deelar.ii ao os seus nomes por eilc'nso, do-
micilio e o nome do correspondente tiesta capilal,
cocarregado de effecluar o pagamento das entradas
das presta roes, quaudo forem redamada-.
lima copia impressa da escriptura da socieilade
sera entregue a cada um dos socios na oceasiilo ile
cITectuar o pagamento da primeara prestado de 10
|Hir cenlo do capital subscripto
Peroambuco 3 de Janeiro de 1856.
F. t/.
paleo
Ira-
coin quem ajoslar-se.
l'recisa-se de urna ama quosaiba COlinliar, seja
limpa e de boa conducta : na rua de Apollo n. Iu>
lerceiro andar.
Desappareccu urna vacca caslenha,grande, n"
dia sexla-feira do crranle, qual boje deve eslar
parid), de luaar onde paslava Campia do Ke-
! medio, o perlencc ao abaixo assignado, na rua
! Imperial casa n. -JO!): quem delta soubcr uu a (cala
em seu poder dirijase a' mesma casa uu no Keme-
dio, sido do Sr Tenorio, que sera' recompensado
pelo abaixo assignado. Jos Francisco de Sonsa
Lima. Itecife dejineiru de IKoti.

i
Duprat.
Cf O Dr. Firmo medico, mudou (^
0 a sua residencia para a rita Nova ff) | J
Sn. 23, primeiro andar, e conti- m
nua no exercicio desia prolssab. 5.
el@S^9SS:^@:SSSSd
Urna pessoa versada em lalim, francez, ioglez,
portugus, geographia, geomelria, arvlhmelica e phi-
lusophia, eosiua para a freguezia de Santo Anlilo ou
parle conjunta a ella : quem precisar apnuncie.
No dia 4 de Janeiro fugio o preto Justino, cri-
oulo, idade 25 annos, moilo regrisla, imilla na falla
ser de Angola, lem ralla de > denles na frente, es-
tatura regular, levou calca de riscado ama relio, ca-
misa branca ; recorumenda-se a quem encontrar
este escravo, o mande prender e levar a rua Direila
n. 75, quo sera generosamente recompensado.
CONSULTORIO <#
IIOMOPATHICO.
2S. Rua (las Cruzes -2S.
Gratuito para os pobres.,
O I ir. Casanora da consultas c faz
sitas a qualquer hora do dia.
No mesmo consultorio vende-se
cem a iton re de participar aoret>peitn-
vi I publico(|itctci:iual>ei'Io lima nova loja
e tabrica de chapeos na rua do Crespo,
no sobrado novo que faz esquina para a
rua ila Cadeia, aotide os compradores
acharao desde hoje em diante um helio
sortmento de chapese azendas tenden-
tes ao mesmo estabelecimento, e por me-
nos prero (loque etnotiti'a<|ii.-il(|iier parte,
tanto em poiro como a reta I lio, e desde
ja lite recommendam chapeos l'rancc/.es
de bonitas e elegantes lrmns < de boa
qualidade, ditos elos na tetra de lodas
asqualiil.tdesdepallia, seda, e montara
para senhora, de lustre para pagem, cun
ricosortimento de galoes linos, de piala
e ouro para os mes i nos; chapeos de castor
franoezes cinglezes, ditos de Italia para
homens, meninos esenhoras, do Chile linos
pata homens, meninose senhoras, bone-
tes tle lodas as qualidade*, assim como se
apronta qualquer encommeuda tendente
ao mesmo estalielecimeuto, e ludo por
prei;os mais baratos do <|uc emoutra qual-
quer parte.
Aluga-se urna grande casa com slito, i quar-
los. eosinha foro, estiibaria, casa para iireos. -j co-
piares, portan de madeirti. bom quintal plaalo,
sendo im Capunga, canto da rua dos llroges: os prc-
lendenlea podem dirigir-se a rua do Queimadu n. ".

LTORIO MSTRAL
II0M(E0FATHIC(I.
Gtatuito para os pobres.)
Sem rigor, sem vis c^st
Huido, a estola nos ||
Tem o iiie-ire em nos amigos,
remo, n'elle amigo e pai.
itaiou lux na escul idade,
Como um doce alvorecer !
A alegra, a variedade,
l'oz encanlus no aprender.
Laslilhu, directora de iostruccAo primaria,
paiiiua '.rl.
Abrio-se esta esrola seguuda-feira, 7 de Janeiro,
no Mirado de un s andar, na roa .Nova junto a
igroja Oa Couceicjlo dos Militares ; a casa lem todas
as condieoes hygieiiiea) rcapacidade para passarem
, aluj semana os a ninnos. que pela longilnde de
sua- moradas nio quizerem rearessar diariamente as
suas rasas.Francisco de Freltm Gamboa, profeuor
particular, autorisadu pe > goveruo.
'Ottereca-so um moco portugus, de idade de
11 anuos, para caiveiro de taberna : a tralar no pa-
leo do Collegio o. 25.
Francisco de Sqjjza c Sa relir.i-se para fura do
imperio. ,
';;J l'erguifta-se ,io Sr. Marcelino Antonio de Un-
to quando pretende fazer mesa p.ra Hornear novo
liesoiiniro para feslejar a imageni le Santa Rila de
t.assia, erecta na Igrej de Soasa Senhora do Terco,
no auno crtente, pnis S.S. sendo ojuise saliendo
que n lliesoureiio morrea em dexembro de 185. ale
o nre^enle anda nao cuiduu cm faser una mesa pa-
ra noniear-se o novo thesoureiro, pois S. S. leuibre-
seqiie existe una cleic.lo lida uu pulpito na festa de
l855eqoe a mesa esta'avisada e esperando pela
festa de I8SC, islo pergunla Um procurador
Bernardo Fernandos Vianna comprou o bilbe-
le n. 3168 da segunda parle da primeira lotera abe-
neficio do collegio dosorpbios, por ordem do Illm.
c Kvm.Sr. loaquim onralvts de Azevedo, da ci-
d.idi da llanado Allo-Amazouas.
Uanoel Francisco de lloraos relira-se para o
Par.....mesmodeitoo'do tac raixeiro do Sr. Jos
Pires de Muraes desde o dia 8 do rorrcnlo, e que
moilo lite agradec" o bom Iratanienlo durante o
lempo que fi seu caixeiro.
II .sr. Man i--i .le II /en le liego Barros, dirija-
se a' ruada Sensala-Nova n. ;s, para recoli i o di-
nlieiio que lile (leve a Sr, I
del lev.
Precisa se de um moleque : na
Francez:, no aterro da Bos-Visla n. 17.
HiloeKUD:^KH) rs. a |ireuiio com segurauca,
em ama casa nesla prae-i: quem pretender an-
tAiiicie.
114
ROPE
no
iSQVE
O tnico ileiMHoconliia a
flioln,mMi Fruricn (IrSousta.
er na botica di lidi-
i.i i na lar^a il Rosa- |
00 c pequenas39000|
iiicisro Joaquini Wan<
(MslelUria
rio n.:;.,; itrrii -- grandes
IMPRTAME TAHA 0 PIBUCO.
Para cura de plitisica en: lodos os seus diflereate
graos, quer motivada por constiparnos, lusse, asin-
ina, pleurix. esrarrna desaugue, dr de costados e
peilo, palpitacilo no coraran, coqueluche, lironeliile
dr naeargauta,e lodas'as roolestiasdosorgiospuK
monares.
LVavalhas a contento.
Na rua da Cadeia do Itecife n. i8, pruueirn an-
dar, escriptorio de Aueuslu t.. de Abreu, conii-
nuane a vcudei a KjOlK) o par ,pieeo fivo, as ja
bem conheridase afamadas oavalhs de barlin leitaa
pelo hbil rubricante que foi premiado na ex,iosic;lo
de Londres, as quaes alni de durarem eslraardioa-
namenle, iiaosesenlem no rusto na areo d rollar ;
vcndeiii-se com a condco de, nao agradando, po-
derem os compradores devol ve-las al 13 diasdepois
pa compra rcslituindo-se o imporle.
a vista faz f.
Uaia Imiaos avisam aos amantes do baile masqu,
que reccberaui um lindo sorlimentode enres de ves-
lulos bordados .fe ouro e prala, pelo baratissimo nra-
SodeSsOOU.
. Vende-se nina cocheiru, sita no Varadouro da
cidade de Uliiula, rom mnibus, carro e ravallos, e
com nina planta de capiui : adeverliudo-se que se
vende em raiga do seu proprietario le nutro nego-
cio em que oceupa sua llenero, e por nlo poder ser
freqoenle uo seu e>labelcrimeato,oflerec#nde o mes-
mo vanlagens por ler assicnantes certes para ircm a
aademia mensalmenlc durante o anuo lectivo, eo
mnibus fa/.eiidn viagens para a cidade do Itecife
diariamente maior vanlagem tirara : quem a pre-
tender, dirija-si a cidade de Ulind*, a fallar ao seu
proprietario nos (Jualro Calilos, sobrado u. 5,
"ratos ocos patentes
para conservar a comida
quente: vendein-se na pra-
ca do Gorpo Santo, arma-
^ein n. 48, de ostron Bo-
oker $C.
Cousas finas ede
hmis gostos
LOJA DA BOA FAMA.
Vendem-se
Pa
(vOUU':t!v.
-fjCompra-se um Inven de batanea do autor lto-
inio. poicm que seja grande, novo ou mesmo usado
com o eomneleniea pesos on uiesroo sem elles i
qoem tive anuncie para ser"procurado.
3 Compra-se nina nrade de ferro para porta, i|ue
leuha de fl a ls palmos de altura com 3 de largo .
no ateiro da lloa Vista n. li.
Gompra-se um predio de on o n-
dales, em qualquer dos tres Itlicos desta
cidade, comtantoAjue mo esteja deterio-
rado, e que o seu rendimento regule de
flO.S a oOd.s-OOO rs. : na tita da Cadeia
do Recite, loja n. l.
Compra-se em segunda rnao uin.i prensa de
copiar cart.-.~ : na rua do Queimado, loja u. IS.
Compram-se eseravos de ambos os sesos, as-
sim como, reei lieni-se para se vender de commissao :
na rua Direila n. ...
^^libiiv.
lolhnliais
annos pretos
de diversas qualidade-. por procos re ?800 a S.^ ;
vendem-se na rua d > Crespo, loja u. 1!.
Chales
de merino e l.ipint bordados na paula : vendem-se
na rua do I',re4p,., loja n. |;i.
Louca.
No aterro da lloa-Visla n. 8, vcude-se utua por-
ra., de tonca propria para taberna, por prero muio
commodo para acabar.
Vende-se urna escrava creoula de -20 anuos,
rom nina fllha n.ul.ilmil., de ti me/es de idade, a es-
crava engomma, cose ebrio, coznha e lava, e um
escravo rnoulo de meia idade, proprio |iara silio :
na rua das Cruzes n. 2.
I.AYKIMHOS.
Na rua da Cruz n. :i|. primeiro andar, couliuua
i haver sorlimeiilo de boas obras de labvrintho a'
venda.
aos Mennosos ciioi.titicos.
Em casa do barateiro, rua du Crespo n. II, ven-
de-se o fulheio da erra ilifallivel do cholera-inorbus
pelo sumo do limao. com l(i pagiuas, remedio cuja
efticacidade he alleslada pelos mdicos c innmeras
teslemunhas; ooliosim participa ao respeilavel pu-
blico, que tem por mdicos pieros militas obras ees-
criptos, lauto scieulilicos como Iliterarios, etc. etc.
PARA 1856.
venda as bem condecidas fo-
tas impressa.i nesta tjpographia, as
# BISCOITOS IMiLEZES.
W No pateo da Sania Cruz, pa.latia n. ti de 0
f0 lenle pao, bolacha multo fina, blscoilos, ^
(?) falias, aramia, adiados e boliubos de di- (&
[A versas qaalidades, rerciieU*pelo ultimo na- S
W viochegado .le Inglaterra um grande sor- 1w
) tmenlo dos mei apreciaveia biscoitnlioa (
ft ,le lli",TI-,,|le- quali.ladcs em latas peque- 2fc
J/ as, os quaes se (ornain muilu recornmen- w
nj daveis pelasua superior qualidade e deli- fl)
k c'"'e':l : vcudem-se por preco muilo com- jff
43 modo #,
i
vi- m
#
Daguerreotypo,
electrotypo c
stereoscopo.
Na aiiliga e bem conhecida galeri e oflicina de re-
tratos do aterro da Boa-Vista n. i, lerceiro andar,
continua-se a tirar retratos por qualquer clesses svs-
temas coin toda a perfeiciio. Ahi se eucontra o mais
rnurbus, accommodado a inlelligencia do 6)
povo, cada folbelo...... :tiKI Tt
Carleiras de l medicamentos Vs
para o cholera, a 88 e l:-tH)0.
,'i onca de tintura......1)000 tt
Tubos avulsos, a HIJO, 300 e IJ4KKI X.
Carleiras de lodos os lainanhos ?/'
moilo em corita.- , N. B.Os medicamentos honueopatlii-
eos que forem comprados pur runla do 'jo- V?
verno desla provincia, temo o abalimenlo (J.
de quo ordi-
de 20 por cenlo sobre o valor
n mmente se veudcn ao publico'. B
Pastelaria fran-
cesa,
aterro da Boa-Vista n. 17.
Madama lllaudiu lem receliidn pelo ultimo na-
vio francez chocolate Baunilha a IgGOO a libia, dito
Bagneres a 5280, dito llain Ture a IjiS, e um sor-
lmenlo decaisinbasde.-oul'eitos.
O abaixo assignado, professor parti-
cular de instriic.ao primaria, residente
rico e abundante sortmento de ohjeclos para a cu no teiveiro andar da casa da rua Nova n
locacao dos retractos, que lem vindo a esta capilal.
Nao se entrega retrato algum sem eslar parecido e de
um irabalho perfeito. Os retratos em slereoscopo
apresentnm a pessoa em san lamanho natural e com
todo o relevo como se o proprio individu fra, Na
galena se achara amostras deste maravilhoso Iraba-
lho.. Das 9 horas da manha as 3 da tnrde esl sem-
pre a galera e oflicina a disposicao do publico.
aviso im porta n-
tissimo para os
Srs. joradores
das loteras.
O cautelista Salustiano
de Aqu no Ferreira
avisa aos Srs. jogadores das loteras da provincia,
que os precos dos bilheles e cautelas ficam firmes
como abaixo se demonstra, os quaes sao pagos sem o
descont de oitq por cenlo da le as tres priireiras
serles grandes em qminio existir o plano aclunl de
i.OUO bilheles, pelo qual sao exlrahidas as loteras
da provincia. Elles eslo expostos i venda Das lo-
jas do coslume. S he responsavel a pagar os oilo
por cenlo da le sobre os tres primeiros premios
grandes cm seus bilheles inleiros vendidos em or-
gioacs.
Recebe por iuteiro StMOJOOO
-50051100
" l:66C|666
" l^SOfOOl
1:11005000
" sooiooo
" -JJ09000
O caulelisla
Salustiano de Asnino terreira.
Na fabrica de chapeos de feltro e castor, de-
rroule dn novo hospital militar, precisa-se de apren-
dizei.
Bilheles anoo
Meios igWHl
1er$os 1)990
Quarlos iuo
','uilllos ijiiin
Oilavos "0
Decimos 600
Vigsimos 300
58, da principioaoexercicio de seti ma-
gisterio, no dia I."> do crtente, e conti-
nua tambema eusinar lalim e francez :
os scnliores pais de seus alumnos e o res-
peilavel publico, o acltarao como sem-
prc, solicito no .lesetnpenlio das referidas
disciplinas. Jos Mara Machado de l'i-
fjueiredo.
09iTaai@-e ; n&&
33
zm
Hua r/e .s'uit/o Amaro, (Mundo-Soto) .
O Dr. Sabino Olegario l.udscrn l'inho d
consultas todos os dias desde as 8 horas da
nMnhia ule as -2 da tarde.
Visita us enfermos em seus domicilios, das
2 lloras em liante ; mas cm casos repentinos
e de molestias agudas e graves as visitas scrao
W feitas em qualquer hora.
As molestias nervosas merrccni tr.ilamcnlo
H especial segundo meios boje acousolliados
>ia pelos pratiros modernos. Esles meios evs-
A lem no consultorio central.
IMA AMA.
I'recisa-sc alugar urna mullier
para o servieo interna de una casa de mullo peque-
a familia: exige-se que nio beba tem lurte, e se
engommar pagarse bem : nos Afosados, rua de Mu-
tocnloinlio 11. 1,
.9 arrematante do imposto das alericSes do
municipio do Recife convida a lodosquauto coslu-
niaiu vender lquidos em ancoras no dito munici-
pio, de virem olerir ss mencionadas ancoras para o
mino crrente .le IS.")(i, puis aproveita a occasiao de
provenir aos compradores de laes gneros, que esle
anuo alem das ledras do coslume ler.i mais urna
marca de um H. que vera 1 ser Recife, onde bom
se uoderi eonheccr as aferiroes bitas nesla cidade,
e issint poderlo se dirigir a rua da Florentina n.
:io, onde sempre o acharito promplo a d ispacha-los
com l.nla preste/a como sempre pralicon,
O arrematante .lo imposto das areriroesdo
municipio do Recife convida aos donos dos eslabe-
lecimeulosdas freguexias de Jaboalio, Muribeca,
parle d^s freguezias dos Afoeados e da Varzea. para
que venham aferir os referidos eslabelecimentos,
visto o lempo marcado pela le js ter espirado em :tl
de dexembro, do contrario usar de seu diieilo.
Estilo a
Ifatn
de algibeira a 520 e as de porta a 100; as
de algibeira alem do kalendario ecclesi-
asticoeCivil, conten 11111 restimoiios itr.-
:' postes municipaes, proyinciaes e geraes
que a'ectam todas asclasses da socieda-
de, extracto dosregulamcntos parochiaes,
docemiterio, enterras e sello, tratamen-
tode valias molestias, inclusive a do cho-
lera, cotilos, variedades c regras para fa-
/.crmanleiga e i|ueijosdcdlTrentesqua-
lidades,ditasecclesiusticas 011 depadte,
correlas, e conforme as rubricas e uso
deste liispado, inclusive a tesa de S. Tito,
eleitas pelo padre Machado, o inais an-
tigololliinlieirodesta provincia, (sem pri-
1 vilegio visto como i'constituico e leis do
escrava ou livre Brasil O prohibem) a i-OOrs. cada nina:
vendem-se nicamente na lvraria n. t e
S, dapraca da Independencia.
Vendem-se sacias com farinba de mandioca,
ehegadas ha poneos dias do norte, c de boa qualida-
de : que.n pretender, dirija- an armazem defronte
da rampa da escadinha 11. :t, de Joaquim de Paula
Lopes, ou a rua da Cruz n. .1, escriptorio de Amo-
riin Irmitosijj Companhia
\ ende-se a casa de pasio rio paleo do Collesio
n.'i, a qual lem bstanle fregus.
E PRItlfillIZ
DE LE1TR1.
u ma m siiam
Theard.
Acha-se um rico sortimentode vestidosi
monto, ricas mantas
. directora do liabincle l'orlpguez de 1 eilnra
nesla cidade, allendendo que a diminua 1 .incurren
ca de socios a utilisarem-se dos cursos aberlos no
niesuio t.aLinelc 11.10 corresponde ao sacrilicioUUT
se raz para suslenta-los, resolveu suspende-b
ullenor deliberacjlo ; o que se faz publico.
i.hcc.mcnto de quem inleressar. Secretariado lia -
bnele P rtugiiez de l.eilura em Peroambuco.1
Janeiro de iH.li.Joao Carlos Coelho da
secrelaiio.
I ieatro,
seda e
ale
para co
.** de
Silva, I.

Ao publico
9
D. Thereza Alexandrina de Souza liemleira 9
9 abri no dia 7 do correle urna aula parlicu- '*
las de pruncirs lellras, cosluras, varias es- .
9 pecies de bordados, ele, ecouliuua a receher -3
38 alomos, lano iuternas como externas: no 3$
paleo do Paraso, primeiro andar anido a 3S
3 igreja. !.>
5j5a;:;s-:, -;r: :::; S5i
""oALliA'oJu sobra Portugal a
cambio de I2 : im rua da Cadeia do |{c-
cife n. 4.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acbam-sea venda os novos bilheles da
lotera 18- da casa de correcrao, quede-
via correr a 2 ou do coj'Bnle: as lis-
tas esperam-se pelo vapor faortuguez D.
PEDRO Il.de 13 a It do andante : os
premios serao pagos a distrlbicao mes-
mas listas.
Arrenda-se umu olaria : quem liver aunume.
ASra. Anua l'irme da Silva, viuva de Jo-e
Kabello de Medeiros, querendo receber nolicias dos
pareules de sen marido, e tambera negocio de seu
interesse, dnja-se a rua Direila 11. -27, ou a livraria
da praca d.i Independencia ns. (j e 8.
Precia-se de urna ama : ni rua Bella u.) 36.
Desappareccu no dia li do corr ule de Dimiti
na punte d I .olio 1. urna eaborrinlia moilo nova iiret
": otpi umarellox c apontinlia daraiiilaiiufl.ro
-'i ; quein a t.ver achad se quizer enlrega-la n
rua da t.ruz 11. j, ter.V una graUOcarlo.
John tlalis vai para Inglaterra, levando cm
sua companhia dous lilhos menores, c tcnciona fol-
lar dentro de pouco lempo.
Precisa-se alugar um pelo ou moleque que
sirva para lodo servieo : na rna da Cadeiu Vellia
11. 1.1.
rtoga-se a pessoa que arhou no da I de ianei-
ro .lo crrenle anuo urna loalh.i aberla de renda lu-
da com bien, dentro de um le....., no hlente da
porta Iravessa da igreja de San Pedro Apostlo em
Olinda, querendo restituir o alheio, dirja-IO a rua
do Balde do \ aradouro n. :i,quc recbela o adiado
A barca nacional Ipojucaa lem necessidade
de marinbetros brasileros, para compr a maioria
de sua Iripol-cflo na recente viagem que vai faser ao
ttio de Janeiro, c os respectivos consignatarios nao
dovtdiim dar maiores soldadas du que as cstabeleci-
diis: quemquizer euteudu-SO.com o capitn a bordo.
rreclsa-se de un moleque de i a l'i anuo-,
muilo Del, para casa eslraugaira: iu.i Nova n. i.
Negocia-so urna ponan de cera de carnauba
[doAracatjj por preco commodo: na ma Novan.
^l) a tratar com Joao remandes Prenle Vianna.
Precisa-sede urna ama pura casa de
liometn solcito : a tratrr na rua do Cres-
po, loja 11. 15.
Francisco de Oiiveira franco previne a loda
as pessoas que se jolgarem Redoras de l'edro de Oii-
veira Jnior, que se enleudam cora o mesmo, na
rua dn Kaugel 11. I.
Antonio de Ooadros l'ereira. subdito perla-
guez, pedo ao Sr. Mauocl Francisco de Azevedo Li-
ra, morador na povoarAo de S. Jos dos Bczerros,
qoe declare par esla folha quies loran as conlasque
Ihe deu durante 5 aunos e :| mezes 16 dias que
nesle lempo foi seu caixeiro ; assim como lambem
Iratou sua familia, lauto interior como exterior.
de iilond para casa-
de lilond bordadas,
capeflac para noivos, llores, tanjas,
trancas, lilas, como nao lia iguaes, ricos
e lindos enfeitesde cabera para tbes
grande sortmento de chapeos de
de palita tanto para senboras como pa-
ra meninos, e meninas, bous velludos de
todas as cores para vestidos, milito lindos,
e muilo em cotila.
Ocnlospatentes para tlieatro, ditosde
alcance, ditos de armac'i... debufalo.de
ac, de tartaruga edcouro, tanto para
Vistas caucadas, como para miopes,
brancos ou ii/.uos, oculos de -vidros, e
lunetos de todas as qualidades : encon-
tram-sc sempre na loja dos relojociros
CliapronttVIiertrand, praca dalndepen-
dcniia n. IS e20.
Kelogios de mesa e de parede, ditos
tic algibeira, lano de ouro como de pra-
la domada e (oleados, patente ou Itori-
zonlaes: acha-se sempre um grande sor-
tmento, na loja dos relojociros Clta-
pront A Bcrtrand, praca da Indepen-
dencia n. I820.
Algodao monslro a !>00 rs. a vara.
Vende-se o verdadero algodao monslro. com 'J
palmos de largura, pelo liara issimo preco de '.loo
rs. a vara : na rua do Crespo n. 5.
Pianos eivgonles.
No escriptorio de Domingos Alvos .Matbeus, na
rua da Cruz 11. :>',, ha para vender ricos o elegan-
tes pianos de Jacaranda de eiccllcnles vozes, por
precos mdicos.
Deposilo.do algodao trancado da fabrica de Todos
os Santos da Babia.
No escriptorio de Domingos Alves Matheus, oa
rua da Cruz n.", contina a vender-se superior pau-
110 de algodao trancado da fabrica dn Babia proprio
para roupa de escravo.-, assim como fio proprio para
pavins de vella.
ROLA'O FRANCEZ.
He novamemle cliegada esta aprecia-
vel pilada no ultimo navio francez, e esta"
a venda por barato prec.-o: na rua da
Cl-UZn. 2t, primeiro andar.
Vende-se um elegante carrinho de
quatro rodas rom arreios muito
dous cavallos :
ricos loques com plumas, boleta, e
espelhn a *). luvasde pellica de Jouviu o melbor
que pode haver I>|)(| pari dll,ls dt se,,a ,m,_
reliase brancas par h.unem e senhora a loiiO, di-
las de lorcal prelas c cora bordados de cores a 800
rs. c IJ>2U0, Ollas de fio de Escocia brancas e de le-
das as cures para hornera e senhora a ."RIO rs., ditas
para meninos c meninas muilu boa fazenda a .V2I)
lenciofaos de reros de lodas as cores a Ij, lucasde
liiii para senhora a (iO. peules de tartaruga para
atar cabello, fazenda muito superior a ."15, ditos de
alisar lambem de lariarnaa a 3, dilos de verdadei-
ro liiifalo para alar cabello imitando muilo aosde
tartaruga a IgUO, dilos de alisar de blalo, fazen-
da muilo superior a :|0 e 300 rs., lindas meias de
seda piuladas para rrianras de 1 1 :l ai.....s a lcU0
o par, dilas de lio de Escocia lambem de bonitas
cores para rrai.cas de I a lOVinnos a :)AI o par. es-
pedios par,, pare,|e cun excellenles vidros a OO,
W, le 19-200, toucadorescom pos a 1.>i00, filas
de velludo de lodas as cores a 160 e UO a vara, es-
covas linas para denles a 100 rs., e finis.mas a 00
rs., ditas hnissimasroin cabo de marfim a Ij, tran-
cas de seda de lodas as cores e lareoras :1, 100 e
awrs. avara, sspalinhos de ISa para enancas de
boniios padrees a 240 e :I20, adereces pretos para
tuto com brincos e alneles a U, loucas prelas de
seda para criam-as a 15, Iravessas das que se usam
para scgurarcabello a lf, pislolinhas de metal para
"',""-"" -"II rs., galheteiras para azeil- e vinagre
a 4200, lian lejas muilo linas e de lodos o taina,
unos ,ie I?.:.;, 3.3 e j5, ,Ia.,,,h brancas finas para
senhora a JO e 320 0 par, ditos prelas muilo boas
a 400 rs., ricas caixas para rape com riquissimas es-
lampas a 39 c 29.00, meias de seda de cores para
bomem a 640, cbaroteiraa muilo linas a 2. csle<
para bengalas a 40rs., pastas para guardar papis
aNUtlr-., uculos de ann,ie,io de ajo praleados e dou-
radosabO, lSe I200, lunetas rom aro de bfalo
e tartaruga a .>00 rs. e lo, superiores e ricas benaa-
liiibas a 2?, e a 00 rs. mais ordinarias, chicles pa-
ra caval o pequeos c grandes, fazenda muilo supe-
rior a (>10, 800, lo. (8900. 19500 e 2s, atacadores de
cornalina para casar a .120, pcnles muilo finos para
suissa a .,00. eseovas linas para cabello a 640, dilas '
liara casaca a tilo, capachos piulados para sala a
bit, metas brancas c croas p.ra hoinrm, faz-nda
superior a 160, 200 e 210 o par. camisas de meia
muilo linas |8 e i.,200, lovas brancas encornada*
propria |iara inonlaria 210 o par, meias de cores
para sennora muito fortes a 220 o par. ricas aboioa
duras de madrepernla e de nutras militas qualidades
e gostos para cohetes e palibis a 00 rs., livelas dea-
radas para calcas colleles a 120. ricas fitas linas
lavradssc de lodas as larguras, biros linissimos de
bonitos padrCes a todas as larguras, ricas franjas
brancas e de cures para camas de itoLvas, tesouri-
nhas para costura o mais fino que se pode encontrar.
Alem de ludo isiooutras muilissimas cousas muilo
proprias para a fesla, c que ludo se vende por pre-
co que faz admirar, como lodos os fresnezes jasa -
bem : na rua do Queimado. nos quatro cantos, na
bem conhecida loja de miudezas da Boa l-'ama
n. 33.
ra padres.
Vendem-se superiores meias de UiS para padre
pelo baratissimo preco de 1^(00 o par, dilas de al-
godao prelas ., r>0 o par : na rua do Queimado, loil
de miudezas da Ba Fama n. 33.
IVIoinhos de vento
ombombasdcrepuxopara regar horlas e baina,
decapim, na fundirn de .W. Bowmau : na rua
do liriim ns. 6, Se 10.
(]amisas de me a
de pura laa.
\ ciiilem-c superiores camisas de meia de la, pe-
lo barato preco de :to : na rua do Queimado,
de miudezas da Boa Kania u. 'Si.
Curtes de casia para quem quer dar
tas por pouco dinheiro,
Vendem-se cortes de cassa chita de bom soslo ,1
hlosde padroes franerzes 29400, cusas rosas
para ..leviar lulo, ditas pretas dejiadroes miudos a
^5 o corle, alpaca dseda de quadros de lodas as co-
res a ,20 n covado. lencos de bico lauto pintados
como bordados a 330 cada um, grvalas de seda pa-
ra hornera a I9 c i00 ; lodas estas faieodas ven
dem-se na rua do Crespo n. (i.
Atteneao.
Na confeitaiia da 11
aclta-sc sempre a venda v
completo soiiimcntodc docw seceos cHc
caldas, ede Inicias de todas as qualida-
des, ludo supe, ior, para 1 mk IMipilii
dentro ou tora do imperio, por mais ba-
>"'lo pceoqueeSfl OUtlI (iialnucr pailc
se |M)de vender. *
da (aui. n. 17,
Ja uin gianrh
S Armim pela jim 1
S E HVGIEKE R-BLICA 1)0
(A <> <'e Janeiro.
0 i:01 PRIVILFU IH) Mh
1$) VERNO DE si A MAGESTAM
Imperial.

i
i
i
i
i
m
4
NON PLUS ULTRA.
Jos l'uiz \ Bruguera declara a* respei-
tavel publico que lem o prazer de Ibe oie-
recer as admiraveis virtudes que. em osaa
longa experiencia lem deinouslrado a agua
dos amaines, de sua oomposirao, e -ao a,
seuuintes: cura lodas as enferruidadn de
pelle, como pannos, com I garrafa pon-
en mais uu menos sarita* com 2 garrafas
poaco mais ou meno- e as espinhas. par
iiiuilo antigs que sejam. com duat u
ires garrafa*, pede-se a ultima mais forte I
oa mata c.rreaada applirando-a mais
queole que m rna com um Irapinbo sao-
Ihado, e amarraudo-o rom nm lenfo. Mas
refresca, lira a palle farinhosa e tuaviM-a,
da-lhe toslro e faz desappararer a rr Iri-
gueira em cinco dias de un modo mu ao-
lavel cura a hortueja com maila facilida-
de, por ser muilo fresca, e sem perjudicar
a ande. Instantneamente faz desappa
rcrer o ardor du saugoe quando se coca a
pelle, eapplicado as faces um algodao
motilado na dila aeoa, c amarrando-* e
^ um lenco, aiiionherem as cores nalar
B """'" "-'adavcis, sem pirju tirar ai
V a pelle. e poden* continuar qoand*
^' rns >e perdrrem rans-.ra ele -ll.il
4 quando se liver leiiiper.iiuenlo -anguioeo,.
J K"1 lavatorio he um preservativo opti-
g; nm cniiia svphilit. E applicand* snenw
'?. :ias faces um aleo 1.1o mull...lo oa dila a-
/ ua ao lempo da apparicao das bexigas,
f) 'er,e Pra neutralizar ou punlicar, limpar
o humor, e para prevenir a l..rmacao das
marras no rosto ; e fax doapparreer a i*.
Iluinn.acau preservaudo da ar e da Istx,
aos .lenlesde hesitas. Do mesmo aaod*
cura impingens diltireis de curar. Para
loiic.il -res toilette particular da* aeaho-
ra<. prero aW a garrafa.
Vende-se nicamente n roa da Cras.
escriptorio de Anlomo l.oix de "l.veira
Azevedo.
s

I"(,l
es-
aa
ricos,
na rua da
para um ott
Cruz n. 2(i, primeiro andar.
Vendem-se espingardas de dous ca-
nos, fraucezas, muito proprias pata caca
ltimamente ehegadas de Franca, e por
barato pteco : na rua da Cruz 26, pri-
meiro andar.
\ endem-se frascos com rolltas de
vidro, proprios para conserva toda a
qualidade de rape, e por baratissimo
pteco: na rua da Cruz n. 5(i, primeiro
andar.
Vende-se muito superior cham-
pagnecmcaKas, o mellior que tem ap-
parecido no mercado e por commodo pre-
co, licor de Kirsch tambem em caixas e
muilo em cotila : na rua da Cruz n. 2(i,
primeiro andar.
.Noenenbo Moreno vendem-se bois para arou-
^ue : os prelendeiiles podem diriuir-sc ao prop'rie-
lario do dito eiigenbo Antonio de Souza Leao.
II?
ing
^osoeauro
lie muito barato, ...res de cassa chita de lindos
istos. com 7 varas, pelo diminuto proco de l00 :
i i ud do niieimado n. XI A.
ralo nao visto
A 5,600 rs.
Chales de 13a e seda, linissima fazenda, de costos
inlcirameule lindos, imitando aos de seda, vendem-
se pelo diminuto preco de 39600 : na rua do Ouei-
mado n. 33 A, loja de Hodriguesi\ l.ima.
'Ainda restam algomas saccas com cera de car-
nauba doAracaty, que se venden por prero commo-
do, para fechar cuntas do venda : na ma Nova n. a),
loja de Jogo Fernandes Prente Vianna.
Vende-se um cabriolnl em bom us..; a trata
na rua do Collegio n. Jl, pnmeiro andar.
tente,
Fabrica de
toes.
bo-
che jados pelo ultimo paquete, vrn.tem-se por prero
raxnavel ; cm casa de Augusta C. de Abren, na ros
da Cadeia do Becilen. 8, primeiro andar.
\ endein-sc Iravesseiros de velludo choios de
peonas, pelo .limiuuio prero de43000cada um : na
loja de Joao Mnreira Lopes, rus do Crespo n. !l.
Taboado de piulio da Suecia. alcalrdo e IHSC.K
Me. Cilinoiil \ Companhia, leudo receliidn um
carregamenlo desles eencros pelo brigue suero I).
Thereza, de Uotliembourg, vendero os raesmos a
relalbo por precos baratos: o taboado ai ha se reco-
lliido no armazem dns Srs. Carvalho & Irmilo, rua
do llrum.
Luvas de pellica
de louvin prelas para hornera, e brancas para senho-
ra ; veudciu-se na rua do Crespo, lojj p, l<).
Jos Baptisla Braga, com fabrica de laloeiro, fun-
dieao e l'uuileiro, na rua Nova u. 38, acaba de mon-
tar urna oalra fabrica de botos de uiclal ein ponto
grande para fabricar toda a qualidade de boloes com
numero, lellras OU qualquer di/.cr que o pretendeute
queira, lano para tropa de Ierra como de inariulia,
.Inorados,.u olll auiarello. a-siin como para os bata-
Ihiesde guarda nacional, pur preco baialo.
lijlos de marmore.
Acaba de clicuar um novo sortmento de lijles de
marmore, e vendese no armascm de Ta^so Irmlos,
no neceo du tjflrcalrf;.
(]artas frauce-
zas.
Vendein-so su|icricres caitas franeexas para vol-
tarele a 500 rs. o baralho : na rua do Oueimado,
loja do miudezas da Doa lama u. 33.
LEONOR UAMBOISE.
Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza de Breta-
nl.a, '2 voluntes por l.sU rs., na livraria
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
Vende-se cal cm pedra cliegada no ul-
timo navio de Lisboa, epotassa americana
da mais nova : no nico deposito da rua
de Apollo n. 211, de A. J. T. Basto &
Companhia.
POTASSi CAL YIRGEI.
No antigo eja bem conhecido deposi-
to da rita da Cadeia do Recife, escriptorio
n. 12, lia para vender muilo superior
potassa da Rusta, dita do Rio de Janeiro
e cal virgem de Lisboa cm pedra, tudon
precos muito avoraveis, com os quaes li-
caro os compradoressatiseitos.
FAR1NHA DE MANDIOCA.
Vcnde-se superior farinha de mandioca
em saccasquetem um alqueire, medida
velha por S00O reis : nos armazn* ns.
3, 5 e 7, e no armzem delronte da porta da
alfandega, ou a tratar r-o escriptorio de
Novaes & Companhia na ruado Trapiche
n. 54, primeiro andar.
A3$500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente cliegada, as-
sim como potassa da Hussia verdadsira : na praca do
Corpo Sanio n. II.
Veode-se aro em cimbeles de um quintal, por
preco muito commodo : no armazem de Me. Cal-
mo nt A; Companhia, praca do Corpo Santo n. ti.
Vcnde-se urna balanra romana com todos os
seus pertenres.em bom uso ede 2,000 libras : qnem
prea-ialer. dirija-sea rua da Cruz, armazem n. 4.
Brins 'le vella : no armazem dcN.O
Bieber & C, rita da Cruz n. 4.
VI.MIO XEKEZ.
Vndese soperior vinho de \ercz cm barra do
11!. co casa .c E. K. Wvall: rua do T raic he
u. IH.
(Iiapeos de
Chili*
lie chegado praca da Independencia ns. I a 30,
loja de Joaquim de Oiiveira Uaia, urna grande por-
co dos muito desejados e excclleules cliapeos do
Chili fines, de todos os lamanhos e diversos presos,
os quaes e vendem mais em cunta do que em oiilra
qualquer parte.
Vendeos-as travs de :i a iS palmos, de mai-
lo boas qualidades e preco, roinnmdr : roa da Con-
cordia, mulo ao sobrado de Uanoel I irmiea Fer-
reira, e a tratar cora o mesmo.
fli-
prera
Vende-e una escrava de narao, de mesa
Vende-se o sobrado de dous andares da
da Bo-\ i-la u.. : a tratar no mesmo.
Vende-se um cabriole! qaaai novo, com
us seus perlenres e cum cavallu, ou sem elle, muilo
lindo e bera feito, por menos do seu valor : na rua
da l'raia, Iravrssa do Carioca, n. II.
MODA.
(.hallv do mellior gosto possivel, chegado all*
mente de Franca, para vestido .de s-nhara e raeai-
uas, pelu prejo de la cada corado: nm qnalro can-
tos, rua do (jueimado, loja do sobrado aasarello
Vende-se um moleque de idade de IH a 20 aa-
Uos 'iii vicios uem acliaques na roa da Oaz a. I.
?lide-se excellente taboado de pinho, roen-
e...e ,le chesado da America : na rnj de Apola
lrapi..lie do lerreira. a entendrr-se com adaai
mirador do mesmo.
Relog-ios
cobertos e cles-
eobertos,
de ouro, patente ingle/..
Vendem-se no esciiptorio de Soolhall Meik.r A
Companhia, na rua da Cadeia du Recife n. X *,
mais superiores relngios cobertos e de>ceberlo>, de
ouro, patente ioclez. de um dos melbore- labriran-
les de Liverpool, vindus pelo ultimo paqaele iagkx
PIANOS.
Vendem-se em casa de Ilcnrv Brum.os
C. rua da Cruz u. 10, ptimos pianA
cliejjados no ultimo navio da Europa.
Sedas de cores.
Vendem-se. cortes de vestido de seda de cores
gostos modernos, e por prero commodo : na hria de
1 portas, na rua do Oueimado n. 10.
Chales de touquiui.
Vendem-se chales de louquim bordados a mal/
e por prec,o rommodo : na leja de 4 portas, na roa
do Queimado n. 10.
Seda francesas.
Vendem-se rico.- corles de vestido de eda branra
com Irabados e sem elles, havendo sorlimentn para
escolher : na loja de i portas, na rua do traeimado
n. ti).
Ns rua ireita n. 27, vendem-se chicharras a
210 u libra, e sardiuhas muilo novas a 19 o ceoto
i "T. V;n*-e um escrava parda, de 20 anuos e
bonita figura, sadia, propria para rasa de familia :
na rua do Crespo u. 15.
Vende-se cal nova e moilo superior, cliegada
ltimamente de Lisboa oo brigue purtugoex Ljpr-
rietteia, c por comrnode preco ; quera quizar pode
dingir-se ao irmatem n. ;l, defronte da rampa da
escadinha, de Joaquim de Paula Lopes.
Vendem-se na rua do Encantamento, taberna
n. lo, as seuuiilcs qualidades de peixe : chicharro-,
rbernee cava llinlias, viudos da i Na de S. Miguel,
uo patacho Alfredo.
Vcnde-se a arraac> da iota do spalos da raa
Uiicila n. a, cum alguns perlenres tendentes a*
mesma otabelecimeulo : quem preteoder, dirijae
a mesma roa n. II, taberna. '
ARADOS DE FERRO.
Na ttndicao' de C. Starr. & C. etn
Santo Amaro aclia-se para vender ara.
dos i1" ferro dt1
ll<-- qualidade.
(v\>iitiiu>v iaibov.
iwain irmao.
com loja de chapeos na rua do Crespo, avisa aos seus
amigos e Ireauezes, que receben ltimamente um
urande soilimenlo de chapeos di Chili linos, por
precos mais em coala dn que cm oulra parte.
Chapeos do
Chili,
lano para senhora como para homens e meninos, de
qualidade mais superior que ha nesle mercado, re-
ceiilemenle chegadoa pelo ultimo vapor : vendem se
na fabrica da rua Nova u. 4i.
Vende-se nina armacao de urna loj qoe se
desmanchou. leudo ura bom baldo, lileiro.i, c por-
cio de tabeas, ludo englobado ou a retalho confor-
me a vonlade do comprador : na rua |\uva u. 8.
Vende-se nm torno de tornear qualquer obra
de ourives, defioule da matriz da Boa-Vista u. 88.
lusio a seu senli,o Dominsos Soriano de IMi-
\..n. piopni I..HO do eiieuho Onri, na frrgeeria
de lina, no dia 20 de uovembro dc'lKja, o escravo
crioulo, de nome Jos, de 38 simo- de idade. esla-
lora recular, puuca barba, rosto descarnado e com
signaes iniudos de bexisas tidas ha pouco lesap*.
denles perfeilos, nirix afilado, ar (anegado, perna-
e pea reculares, nadegas elevada-, o Irabalha do
mestre de assocar ; couduzu um nvallo race ver-
inellio piulado de pedrez, e com marras oa mal dr
bcsla nos quadriz e as pesase : quem appreliendrr
dito escravo e entregar a sen seiibur no mencioaado
ensena*, lera 1003 de gratificado.
No noile de 2S para 29 do Han patsad* lucio
da campia da Casa lorie, da rasa do abaixo ais-
nado.o negro Jos, crioulo, idade de W annos, Ma-
in mais ou menos, estelara naia, secco du corpo e
bem espinado, cor preta. taita de denles na frente
do lado superior, falla um pouro descantado, broa
camisa de u.ad.pol.lo, ralea azul, fui condoztodo
uin baln' pintado de vcide do coniprimenlo de i '1
palmos, pouco mais 011 menos, cora fechadura nova,
lem o virio de cachimbar, eostuma Uazer rinle, e
"elle a chave do bahu' : foi encontrado na mesma
uuiteaciraa era procurado Kerife, c iippe-*e ter
Tmido para o serbio de Pajea', pur assim o ter feito
por tres vezes que lem lomado este destino, oa para
bordo de aluora navio por ser emharcadiro, lem effl-
co de serrador : qoem o peonr leve o a rua do (,tuei-
mado, loja de miudezas n. 33.
Francisco Jos Alves tioimarles.

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.
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PEKN. : TVP. DB M. F. DB FAItU.- 186.
a a
SC