Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08808

Full Text
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E N

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V.
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i
9
ANNO mu. N. 7.
Por mete* adiantados IgOOO.
Por o meses vencidos .v") OLAKIA FE1KA E JANEIRO DE 18o6.
Por auno adiantado I jjjO.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE
i.xcvuregados da scusciupcao' xo norte
I'arahba, o Sr. Cervario V. da Xatividade ; Natal, o Sr. Joa-
i|uim I. Pereira Jnior: Ar.tr.,i\, ,, Sr. A. de Lemos Braga ;
Ceara, oSr. J. Jos deOliveira ; Marauhao, o Sr. Joaquim Mar-
ques KodiiL.-m.-s: l'iauliy. o Sr. Domingos Herculono A. Pcssoa
Cearense; Para, o Sr. Jusliano J. Hamos; Amazonjs. o Sr. Jero-
ti) mo da Costa.
PARTIDA DOS CORRE1S.
Oliuda todos os dias.
Cerner Bonito a (aranbuus : nosdiasl elo.
Villa-Bella. Boa-Vista. Eiu' e Ourirurj : a 13 e 2.
Goiaoaa e l'araliiba : secundas e sexlas-feiras.
Victoria e Natal : nal i|uiiilas-feras.
AUDIENCIAS DOS TRIIII XAKS DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : quarlase sabbados.
Kelar.ao tercas-feiras e sabbados.
Kazeuda : Ruarlas e sabbados as 10 boras.
luizo do commercio : segundas as 10 boras e quintas ao mcio-dia.
Joizo deorpbaos : segundas c quintas as 10 horas.
Primeira tara do civel : segundas e sextas ao meio-a.
Segunda vara da civel t quarlase sabbados ao mcio-dia.
EPHEMERIDES Do MEZ DE JANEIRO.
7 Lila nota asS horas, 18 minutos, SI) segundos da larde.
14 Quarm crescenle a 1 hora, 21 minutos e 18 segundos da larde.
22 La chela a 1 hora, 10 minutos o 48 segundos ,! ( msohaa.
30 Ouarto ininguat.lc as 3 horas, lli minutos c 48 seguudos da ni.
I'RKAMAH HK llo.i;..
I'timeir a*l> horas e I minutos damaiiliaa.
Segunda as 0 horas e 30 minutos da larde.
das da semana.
7 Segunda. Regres.-o do Menino Jess do Gvplo-S. Luciano iires.
8 Terca. S. L.iurcuc.0 Jusiiniami patriarca de Veueza.
II Quarla. Ss. Juli.iu e Ba/ilica loa osposa mm.
10 Quinta. S. Paulo primeiro eremita : S. Gencalo de Amarsuie.
11 Sexta. S. Hyginop. m. ; Ss. Salvia Serene a Lucio martvrcs.
12 Sabbado. S. Satsro ni. : Ss. Arcailio, /tico e Taciano inui.
i:a<:aii1;i:i.\diis da m itst:niri.\o \o su..
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Das ; Babia, o Sr. 1. Hubo l
Rio de Janeiro, o Sr. Joo Pereira Martina.
EU 1'i:il\AMItt C4>.
O pruprieiario do UIAKIO .Manuel Figueiroa de taria, i.a .-na
13 Domingo, primeiro e ultimo depois de Res ; S. Hilario m. [livraria Praca da li.depuideucii ns6e 8.
j M
GOVERNO DA PROVINCIA.
Exponiente do da ."> de Juaelro.
OllicioAo Exal, inarechal conimniidante das ar-
mas, dizendo que po.le S. Exc. nao td autorsar o
eommandan- do destacamento da Garanhuns a alu-
jar urna casa para enfermara das praras da niesmo
destacainenlo, que forem aecominellidas do cholera, j ly i(a|a
ca datado de hi.nlem. rom referencia ao aviso do
iiiiiiisliTiu da guerra de -21 do rilado me?, de dezcm-
bro. Determina por tanto o inesmo marcilial de
campo, que o Sr. eapiUo Aleneastra seja boje mes-
ino excluido do : balalhio de artilharia a pe, e que
se aprompte para sesuir a corte no vapor que se es-
pea do norte. Determina nutro sim, qne o Sr. 2
eirurglio de contrato Dr. Aususlo Garneiro llontei-
ro da Silva Santos, fique seivindo como addido no
laodc inliitaria, e por isso deslizado do 2
e a fazer as despezas necessarias coro a compra das da raesma arma; c que o Sr. 2 cir.irmSopnente do
dietas para as lilas pracas, mas lainbem mandar
apromptar cea a malar parcimonia e economa as
roupiu que diz 8. Ele. seiem precisas para o uso
corpo de saude do evercilo Jos Muniz Cordeiro Gi-
lahy |ias*e a i empreado no hospital regimeutal,
em substituirn ao Sr.-> cirr.rgi.io lenle do dito
Jote Joauuim Coelho.
dos doeoles, remetiendo a curapeleute coula. para curpo tagarta Cesar Coboss, que -eguio para a fre-
ser salisfeita pela thesouraria de fazcuda. .UMa je Cimbres.
DitoAo niesmo, inteirando-o de haver cm visla
de ma iuforiiiar-io aulorisado o inspector da thesou-
raria de fazeoda a mandar pagar ao capillo Fran-
cisco Antonio de Carvalho, e ao alfares K-lev.m
Jos l'aes Brrelo, o quo legalmeute se llics esliver
a dever.
iloAo mesino.Vtslo "que o medico Olegario
Ccar Caboss se oflerecera generosamente para ir
prestar os serviros de sua prolissao em qualquer
parte em que a popularan l'or atacada pela epide-
mia, voll solicitar de V. Esc, que baja de o avisar,
para seguir com a niaiur brevidade possivel para
Ciunbies, para onde ja foi tuna ambulancia, deven,
do elle requUilar-me o tfrirs necess.irio para sua
viagem.
DitoAo inspector da thesourariade fazenda, di-
zeniioque lem designado o ctele de seccio da con-
ladori.i daquella thesouraria Francisco Jos Martina
Pena, para'substituir ao contador da incsina thesou-
raria no etaroe que se acba aborto entre os respec-
tivo* pratica lites.
DitoAo mesroo.Ao Dr.|()lcgario Casar Cabos-
s, que vat em commissao medica ao lerino de Cim-
bres, mande V. S. entregar a quantia de 0I}.?, pela
verbasalubridade publica.
UiloAojuiz relator da junta de jnslica, Irans-
rnillindo para ser relaladti em sesajlu da mesnia juu-
la o proeesao verbal do soldado do 2." batalllo de
iufantaria Francisco Jos da Silva.larticipou-se
ao inarecli.il com mandante das armas.
DitoA o inspector da tbesouraria provincial.
Tendo em vilLi o que me requeren o arrematanle
do empedraracnto do IS. lauco da estrada da Vic-
toria Amaro feraitnde* Dallro, e bem a-sim, as in-
fonnares que a respeito foram ministradas pelo
director das obras publicas em 13 de novembro ul-
timo, aob ii. i.si i e por Ymr. em IS de dezemhro
proaimo lindo, n. 7, resolv que o meuciouado
arrematante seja indemnisido do excesso da distan-
cia marcada uo retpectivu orcamento para a conduc-
cao da pedra precisa aquella obra, a raziio de I&5O0
|>or cada urna braca correte de transporte. (I i|ue
rommunico a Vmc. para seu cnnliecimeulo. e alim
de que. vista do competente certificado mande
ellecluar sentethanle iudcmuisaco.Necia sentido
olliciou-se ao menciona.n direrlor.
DitoAo jan de direito de tiaranhumKecebi
o seu oliicio le l"I que de
l'apacacai dirigio-\He o Dr. Amazonas, < uteirsdo
do seu cunleudo, lenlio a responder-lite, < quan-
lo ao medico para ahija parti o Dr. Irajano de
Soasa Velho, e foi mais urna ambulancia, alem dos
quer eviilorocau. K*U massa collo-sal de gelo ele-
va-sc cm tid I loDg. oeste. Corresponde ao ei\o
da peniu-ula, e prnvavelmente he o nico ob-lacu-
les, em numero
ti.'i > pinado p
a minba collcccao de historia natura), mas conseua
de qo.ilro. Man transportados no | do- ardaos deveres d:i associacao vai ojunlar-sc aos | llms no anuo de IS, a na doce.
oos caes. I'ui obrigado a -aerificar IjauRolptiados iwabysmodo |ia-. recorda^io dos ser-
|iafria cucoulra o justo
premio de mas fadlgas.
-Mas antes niesmo de provar com a riqueza da
liesse o zelo dos cultivadores, o Instituto Histrico e
V, es-e anuo de existencia, es-e aune de esforcos
loque se oppoc aque a lrueiilandia aprsente os1 salvar os documentos da expedirlo. I nao foi estril, nao ser etquecido.
caracteres de illa i. A organisacHo tiesta viagem foi calculada para fa- a O relalorio do digno e illu-lr.ido 1 secrcldr'1'
o l.evanla-sc |icrpeujicularmente ate a altura de i zcr face as possiveis alternativas do gelo c da agua.: far.i conbecer circunislanciadaincnte o estado da so- Ceographico do Brasil pode osteDlar previamente na
:UX) pos, e foi explorada ao louso da sua base, no Cousistia em lanchas collocadas sobre paliaos de ma- ciedade, o fruclo da applicac.lo dos talentos de nos- importancia elevada de que gola, e no vivo jalares
um esc.irpamcnto couli- deira, e em alguus pequeos Irenos para auxiliar o I sos consocios. Veris que. loime de retrogradar- ; se que inspira, a demonslrar.io irrefra"avel do es-
trausporia dos vveres. A' exceptao de sganlas re-
gos limitadas de farinhas e da sebo, so conliavamos
de
A ULTIMA VIAGEM AO POI.tJ RCTICO.
O Dr. Kane publicou a segiiinle rclac/io da sua
avcnlurosa viagem ao polo rctico, devemlo toda-
va dar a luz oulra mais circunstanciada ;
a A nossa expedieJbi voltou Ha e salva.
o Challamos alo aos eslabelecimciilos dinamar-
quezes de UpeniWik, no da (i de agosto pasudo,
depois de nina dillicil viagem de 1,300 milbas, du-
rante a qual liveinos de alravessar ora zonas de ge-
lo, ora de agua, transportando as uossas lauchas So-
bre treno-, c provendo a nossa sustentara i sdeosfl
o auxilio dos uossas espingardas. Cliogamos a linal
a porto de salvamento, leudo andado S dias expos-
los is intemperies.
o Tenlio a honra de esbocar apenas as nossas ope-
raeoes e os resallados que alcancamos, asuardaudo
cominunicaciies mais circuiuslanciadas.
o Os meiis despachos anteriores informaran] o
ministerio da marinha da nos.a chegada aosestabe-
lecimculos septcnlrionacs da liroenlaudia. Dal'
Iravessei, semnenliam desastre, a babia de Mel-
ville e cheguci ao estreilo de Sinilb, em :. de agos-
to de 1851. Vendo que o cabo llathcrton, onde
quera deixar um sign.l, licava encuberto pelo jion-
lal mais preeminente da lina LUtlrloo, escollo e-le
ulliino ponto para mea, airn.e all colloquei um
poste e deposilei os mena despachos.
< Para o lado do norte o glo apresenlava urna
masas Hacinante de enorme appa.-encia, leudo
as carnadas superponas formado, em alguns pontos,
barricadas com JV pea de altura. Inulilisaudo-sc
os meas esforcos para entrar por essa massa do gelo
resolv procurar ama passagem ao longo da costa,
onde a aceto da insr que aqu sobe o deseo la a
10 pea ) deisava pratiravel ama precaria passagem.
Antes do levar a elloito esta ponderusa determioa-
cAo, mandei occollar n'oms grande enseada.ailoada
na lal. 7S v(, um deposito de vveres e urna lancha
insobmergivel.
So a extraordinaria valenta do .Idiance poda
resistir a esta Irabalhosa iiavegac.ni. Sen. embargo
de licar em saces, quamlo a maro baixava, e de, por
duasvezes, ser arremedado costa pela violencia
dos gelos, nao sollreu avaria de cousideraco. De-
pois de um mez de ioceaaanle Irabalbar, animadas
todava por um progresso gradual, a, novas' mastas
de gelo aggliuerarani-se cm redor de nos. por for-
ma que nos impossibililaram de progredir na nossa
espaco de Sil milbas,
nuado.
Esta serra de gelo liga-se as grandes massa.- con-
tinentaes da lroer.landia e da America. Eiplca-
se desigual e eieruamenle geUile da parte superior
do estrello de Siuith, a abouancia dea gelbs fluc-
ta ules, e ale corto punto, a aspereza do clima. He
um espectculo realmente sublime.
A tena sempteiilrional a que su liga esta serra de
gelo, cbama-se a trra de Washington, c a babia
que lca entre ella c a (iroeulauda, puz ou o nome
de,Mr. Peabedy.
A baha Peabodv abre-sc na sua curva d'oe>le
; .MI VI' loug.) cm mu largo canal, que consliluu o
objerto mais interessante da nossa viagem. consi-
derado geograpbicameutc. O canal eslende-se para
o norte, ii'um i regiao -iberia c sem gelos, onde
abunda a vida animal, e que aprsenla lodos o? ca-
racteres de um mar polar aherlo. Vimos dediver-
ss alturas urna superficie de 3,000mlhai qu.idra
das, lvresde gelos. e o bori.onle ao norte isual-
mentc lmpo. Um vento do norte, que durou .'t
horas, nao impellio para este espaco neulium objocto
fluctuaule.
Sinlo sobremaneira ler de participar ao ministe-
rio da iiiarnh.i que me foi impossivel navegar nos-
"as asuas.
Estavam separadas da Ierra Uo sul, mais prxima
por 125 imillas de solida massa de gelo, mu desi-
gual para que as lanchas as podessem atravessar.
Os meus proprios esforcos, em abril e em malo,
nao poderam conseguir (rauspnrtar um dos ineus
pequeos escaleras de Cauutchou ate 9(1 militas do
canal.
Eu e a minha gente cslavainos exhaustos de Tor-
cas. A quatro borneas foi r.ecessaro amputar-se-
ceso dedo grande do pe, pirque gelara ; quas lo-
dos padeceram de acorbtito, e a estacao ia mu adi-
autada para ser possivel oulra viajem. Ao norlc
de 81 17 lal. as margena do canal loruaram-se esca-
cabrem, e sem passagem, niesmo para o Indo,
Villiam Morln, que ajlingira al esas ponto, em
companba de um esquinan, e com urna pequea
pareUia de cae-, avancen a pe, ato um cabo cortado
a pique, cojos cachopoj the embargaran! os passoa
completamente.
Era as costas de oesle deste mar, qtic eu espera-
va encontrar os vestigios dos nobres marlyres, em
cuja demanda araos. Os esforcos admiraveis do dou-
lorltay, de quus agora ienbo conbecimeiilo, li-
inedicamculos requisttados pelo Dr. Amazonas ; e rUrmi.
.... ... derrota. Nao foi sem dil iru i adt, aue deuaeamns
que agora remeti a Vmc. fanolia, bo acha, arroz, -
sal, assucar, familia do Maranlrao, as quantidades
constantes do relac.io jur.la : e bem assim, a quan-
tia de 8008 cm dinheiro, cumprndo declarar-lbe
que esses soccorros devem ser uiiicanieule presta-
dos aos que forem verdadeira e reconliecidamente
pobres; pois as pessoas que teem posses devem sus-
lenlar-se sua propria costa.
Acabo de otliciar no delegado da cidade da Vic-
toria, para com urgencia comprar e remeller a
Vmc. mais urna porcao de familia. V me. ;i visla
das cireumstancias que alo se derem, be que poder
calcular aquautidade necessaria de vveres ; e per-
ianto, quando bouver de fazer alguina requisiclo,
designe o quauto dever.-i ir, e venham portadores
de confianca que possam condozir.
Moilo me satisfez a noticia do bom resultado do
jimio: contiii'.ieui a emprega-lo com a regularida-
de preseripia no imptesso que remett, e nilo desa-
uimem.
Quanlo as orpbaas, i|nediz haver em Papacara,
recummende qu sejam recolhidas ao collego do
Bom Cousclbn olgumas que forem pobres desvali-
das.Ofllciou-se ao delgala da Victoria, para com-
prar a fsrinlia do <\ne se traa.
Portara Itecomrnenthinilo i- ,
picitem toda a coadjuvacan ao Dr. Olegario Cesar
Cabosa, que vai em comioissAo ao termo de Cim-
bres tratar das possoas que all forem accommelli-
das do cliulera.
COWMANDO DAS AHMaS.
Qoartel general do commanda das armas de
Perijmboco na cidade de Recita em 8 de
Jeavetro e 1856.
ORDEM DO DA N. 182.
O marechai de campo commaudante das armas,
faa publico, que o governo de S. M. 8 Imperador,
bouve por bem, por decreto de 17 de dezembro do
anno passado, Iransferir para a 2 companba do 4 ba-
talllo da artilharia a p o Sr. capilfio da :t companliia
do corpo de arlilluria de Mallo Grosso l.uiz Kran-
cisco Teiieira; para esla companhia o Sr. capilao
da 1 do corpo de artfices da corle Joaquim Antonio
Xavier do Valle; e para esta ultima o Sr. captao
da 2 do referido i: balalho Jos Mara do Alencas-
lro, como foi commiinicado em ollicio da presiden-
OS FILHOS DA FORTOA. (*
i Paulo Feval.
CAPITULO X.
Bem caaal.
Madama Des tarenn tirtra oavental e o lenco
de cozioha, porquanlo podia encontrar Ricardos alr-
vessando o jardim, e era sobreludoaos Ricardos que
nao quera mosirar-se o fratquei. Alm disto es-
perava de minuto em minuto o e'rangciro dittinc-
/Slepben Williams. Tinha reeclido, parecia-lhe
que havia mvslerio uesse negocio ; nunca ouvira o
marido fallar de Stephen Williams aales dessa ma-
nbaa. Nao soubera pouco tes que Des (rennos | | com um abrigo para o invern, no fundo de urna
baha, que se abria na lal 7S W, e para a qual im-
pellimos a nono bru-ue, que ja sollrea lauto, em
10 de selembro de 1853. Foi .leste ponto central
1ue ";ll"rl....."'as as nossasexploraces.
Nao ha memoria de um invern lie rigoroso
como foi este. Ja no mez de novembro, gelava a
agurdenle, e o mercurio olidilcou-se durante
quatro mezes. A concordancia de II lliermome-
tros .le aleool, escolhidos romo os melbnres, apre-
senlan. temperaturas, variando de l0 a 75 abaixo de
zeio, e a temperatura media do anuo foi de 5.2',
Farenheil, abaixo desle ponto anda nao se regis-
Irou temperatura algoma.
O extremo fri combinado com a ausencia do
sol, dorante 120 dias, prodatio una especie n.in
bem definida, mas terrvel, do telanoa. Os esor-
tosdo Dr. llaves, f icullativoda expedicSo, conse-
guirn! extinguir o escorbulu cm punco lempo, po-
itim ela leiiclencia para os espasmos resisti aos
nossos maiores diavelldS. A eufermidade atacou
ate os nossos caes, cujos 57 morreram, de sorle que
vimo-nos inuilo cniliaracados para ,is aproveitar-
mos dos (renos.
" As eiploiacues pro-eguiram alravs de dillicul-
dades incriveis. Trabalbamos com os Irenos at 2i
de novembro, e no mez de marro proseguimos nes-
sa trela. A maior parta das uossas excursnes rea-
li,aram-se de noale, e tlgomss con. urna lem
peralura que chegava al 50. Empreheni'.i pesso-
alineute a primeira viagem de invern,
so com urna parelbl de caes, e, graras ao
dos nossos olliciaes. podemos render
que o cauQasso proslrava, levando
racao al 12 dejulbo. P.irece-me
bouve nenlium i exploracAo realisada com
constancia. Toda a gen le da tripulado Irabalhava
com issidodaile e delicarao.
Vou dar um resumo das nossas exploracoes.
a Ocsireito de Smilli fui explralo em' Inda a
sua extensa... Ao nordeste acaba n'uui golpbo que
lem lio militas na sua maior largara.
< A Groenlandiafoi reeoobecida al costa do
norte, que corre quas directamente ua direcrao de
leste a oeste ( he o 17 grao a nossa pasaagem
mais para o AUaatieo loi embargada por monles de
gelo, que silo nina b.ineira insuperavel para qual-
A castellaa descera o pelel sem responder, e diri-
gira--.- ii catinba do parqae. Clirgandoaos carpes
forrara o aemblanle um tanto sombro a sorrir ; mas
Rolando, Camilla e niesmo a Vcilla Ricarda que co-
iiheciam perfeilamenle o sorriso de madama Des
liarennes, nao engananavee um s instante a esse
respailo.
Miolia reapeilavel mai, lornon a castellaa de-
pois de haver beijedo a frunle da sogra ollicial e rri-
.,luiente, pens que Vine, acha-se bem aqu em seu
retiro... Se atsim nlo iosse. bastar-llie-iiia |uoiiiin-
eiar orna palavra : Vmc. pide escoll.er entre todos
os quinto- .le minba casa.
Se eu mo me acliasse bem aqui, respondeti a
velha Ricarda, seria enlao mu dillicil de conlentjr ..
Ja bouve lempo em quo eslavamos pcior alojados
minba lilba.
Cuslou a madama Des liarennes conservar o sor-
riso. Al enlao avilara olhar para Rolando e Camil-
la, cuja vista nao dimnuita-llie omao humor.
Era por causa delles que viera ; pois bem sabia
mas
ao zelo
aquelles
assim a explo-
que lilil.i nao
nliam redolido o inte
as nossas espingardas para prover a uossa subsis-
tencia. Todava conservou-se iMada urna pequea
reserva de bolacha e de caruc de Borden para occor-
rer a qualquer necessidade. O nosse falo era todo
de pclle-, c levavamos cpalos de tpele.
O nosso maior Irabalbo foi a passagem de urna
zona de gelo cousideravel, que se esteudia entre o
hrigoe e a agua mais prxima ao sul. Posto que esta
especie da murallia de gelo s liveata 81 milbas de
exleusao, era de tal natuieza, e lanas eram as nos-
sas diflieuldades do transporte, que essa passagem nos
levou :ll dias, e percorremus um es .aro de 316 mi-
litas.
Da cabo Alexandre avancamosem barcas, excep-
to algnmas paaaageoa sobre o gelo, na base das gran-
des serras. No cabo Vork.levanlei um montculo e
colloquei unta banduira, rom despachos para conbe-
cimeulo dos navios que atravessem v baha de Mel-
vle. Depois, tendo mandado dcsmincbar a lancha
de reserva para lenba, embarquvi pira os rsUbele-
cimenlos da Groenlandia leptenlrioaal. Chegamos a
L'pernivick como ja disse ,. G d'agnsto, sem desas-
tre c com boa saude, e escolente disposicao de es-
pirilo. Dorante essa lo-iga viagem cs ineus compa-
nbeiros inostrarant sempre maior coragr-m. Seria
injusto rom ellesse dexasse de recrnliecer a sua fi-
delidade n minha pessoa, e o seu nobre toinporta-
menlo em lempos de privaccs e de perigos.
Em L'pernivick, lome) passagem para Inglaterra,
a bordo do brgue dinamarqus Maiiiiiina, mas fe-
lizmente, arribando a liodliavcn (Disco, fomos en-
contrados pelos nossos corajosos compatriotas, as or-
deus do capillo llaralein. Tinham echado anda ag-
glomerado o gelo no estreilo de Smilb, mas haven-
do encontrado os esquinaus, porto do cabo Alexan-
dre, por ellas soabersm a nossa partida e voltaram
para Ira/. Chegaram a Disco nicamente 2i horas
antes da hora marcada paia i nossa partida para a
Inglaterra, fiestas rircumsducias, julguei que era
do meu dever annular a minha passagem no Mnri-
Jitna e vir com o /Ideare c ,lrc/ic.
A presente eslaco ronsi.ler.i-se Lio spera como
as precedentes. O gelo eslcn-le-se milito para o nor-
te, e foi por muila fortuna que a expedicao escapea
a ame iavernsgem Toreada. Como o invern se on-
lecipara, ja em redor dos navios se vio formando
arailes massas de gelo. c nem a foica do vapor, ncm
mo-, avancemos com prudente passo na vereda dos mero nunca deamenlide com que lem-se empenba-
melhoramenlos. do por cumprr a dillicil e espinhosa missio de que
ir Escriplos franqueados ao publico na Revista I se enearregon.
Irimeusal, escriplos que aguardaiu a vez de verem
a luz. escriplos de longo o improbo Uabalho, cuja
leilura nilo foi anda terminada em nossas sessoes
ordinarias, exhbelo piova iuconlcslavel da capi.ci-
dadee esloilo dj seus dislinclos e diligenles au-
tores.
Com eflelo tanto no -eio da patria como no res-
lo do mundo de Colombo. e coi.i anda i.as mais c-
vUsadas naces que demoram alm do atlntico, o
nosso instituto se honra de ler merecido c de conti-
nuar a merecer soleinues_il.lincnies que se nao ba-
raleam amis, e que anlus com empenhos se apu-
.( Em breve, senhores, a llevisla ofTerecera li vos- j rain para realear as graudes e sabias academias do
sa estudiosa curiosidade erudita e engenhosa ana- manilo litterario.
lyseda viagem do conde de CiKlelnao, desse viavein i o .No gremio patrio o Instituto Histrico e C-eo-
ncada du inesactidoes, crespa de erros e freqoenle- | grapbico do Brasil se desvanece e gloria "de ler por
mente adversaria da venia Je as cousas da nossa | l'rimeiro socio o primeiro cidadiu do Brasil : he um
lerr. Em breve lereis em llorido a castigado csl\ nobre apostolado que cunta por medre o Imperador:
lo a variada historia .11 poesa, quicii da litleratura
nacional. Os illostres socios (jila de loe larefes se
oneraram siio de vos condecidos vanlajosamenle por
iuiport.tules lucubraces que os tem constituido be-
nemritos do Instituto e dss letras braaileires.
ir Com quauto os poderes do estado roulinucm a
nao descei ia I magostado do alto de seu Ihrouo para
etiegar al elle, para recebe-lo como hospede queri-
do debaivo dos reaios ledos, para adopla-lo romo
filho, cujos passos viga, cuja vida anima e raslents,
cujofuturo preparaeengrandece, se por ventura a
o i associacao nao se mostrasse de alguina sorle
auxili.ir-nos patriticamente, o subsidio votado no I digna de sus generosa e magnnima proleccio.
orcamento do imperio lici anda a quriu do que
liavemos mister para bem Stlingir-se o nosso lim so-
cial. Nao estamos habilitados com as sommas pre-
cisas para dar ao prlo algons dos bous manuscrip-
los que enriqaecem nosso archivo, nem para reim- ,
E anda mais, dignando-se de tomar parle em
nossos arduos trabamos, reaendo de seu palacio o
templa auausto em que se solemnisa a nossa festa
universaria, o Imperador fos relleclr os raios lu-
minosos de sna corda sobre esla nobre instituicao
piiniir obras de mereciniento. ja raras, coucernen- l'Herara. que, tomando a peilo colligir, melhodi-
les n ini- i historia e geegraphia.
e-l.i a mao poderosa e muniliceute que nos eievou
a eminencia que o.-cupainos : ella nao cansa de dis-
pensar beneficios. E-fureemo-nus por merece-los,
que nada faltara ao crdito do Instituto, e contri-
buiremos cllicazmenle para a glora da patria.
sa.- e publicar u archivar os documentos concar-
iienles historia e geographia do imperio, e a ar-
cbeoluaia, eUinograpbia elingussde seus in.cenas,
estabelece esse laco de anidada e de continuidade
enlre o domo ser de lionlem e n nosso ser de boje,
secundo a phrase do Sr. Lamartine, prepara o lo
mak como das praias do atlntico em r*ew-\ ork, e
das margens do Manzanares e do Tejo, do Seoa e
do Tamisa, do bar e do Dauuhio, do Spree e do
Novo, e das praias do Mediterrneo, o do Bltico
de VVashinglou e de txew-York. de Nap des, de
de Marselha e ta Pars, de l.i.boa, de Madrid, de
Londres, de Copenhague, de Berlim, de Baviera, de
Vienen d'AusIria.de S. Pelersborg e de Chriiliania,
as mais celebres c illuslres sociedades nos eslendeiu
atlas, as e saudun com espanso e confiaora e seu
irmao do imperio diamantino.
a O n .- i Instituto. .liivan.io, solicito, rela-
etea, que ascieucia santifica, e cujos Uros sao ca-
da vez mais aperlados pela denlidade, ou simili-
lude dos tins a que se consagrara todas is socieda-
des Iliterarias e scienlihcas, eumpre un dever pos
cerlo bem agradavel.
u Ate aqu signaos manifestos e hoorosos de urna
estmac.io sempre cresceute e elevada abonara de
aule-mao o Instituto Historien e lieographico du
Brasil ; bosquejando agora s historia da sua vida
uo anuo social de 185, veremos como eila vera fe-
h/menle sauccionar aquelle previo e favoravel
juizo.
a O Instlalo lli-l.u ico e Geographico do Brasil,
no correr do auno que vai acabar, desveloo-se, co-
mo nos precedentes, uo fiel e exaclo cumprimento
dos preceitos dos seus estatutos, e o fez com tanto
maior cuidado, quanto reconbece que essas regras a
que se cingio sao |.llames acesos pelos consclhos da
experiencia, que o devem mais segura e ficilmeute
dirigir pela estrada do progresso.
n Mas ha pceccitos que se podem chamar iua-
preciaveis gozos ha votos que a nalurea e um af-
fecto iirdeute fazem partir ('pontnneamente do co-
rac.ia, c que a religiao e a moral anda assim a
conimendam, como deveres; a natureza impela
um lilho a a mar seus pas, esse amor he ama flor
do curarao e urna delicia da alma, e entretanto a
religiao e a moral eslabetecem o dever do amor fi-
lial : rom o Instlalo succede que a sua lei Ihe re-
commenda que urna commissao do seu seio laca ou-
vir a voz do recouhecimenlo e da lidelidade peran-
retse desta expedicao a ser pu- "s esforcos extraordinarios do capilla Uarsleii obs-
r.imenlc geographico. Atlendendocoiiscienciosanien-
Ic n condicao em que se acbavam os meus compa-
nhcirns, fi talvez um acaso reliz que se fruslassc es-
>.i tentativa de embarque.
Levantamos a caria da Ierra bauhada por este mar
ao norte e a oeste, at i altura de 82 .10 lal., c 7(i
loug. Cnnstilue o ponto terrestre, mais prximo do
polo, al boje desenliara e lera o honrado nome de
M Grinnell.
Como a eslarao ia adianlando-se, era evidente que
o nosso brgue nao ficara desembaracado. A baha
nao dcmoiislrava neulium indicio de dcscongelacao,
e at ao estrelle via-se urna superficie continuada de
gelo. Era ja larde para tentar abir com o auxilio
das lanchas. Tullamos falla de combuslivel, e os
vveres, posto que abuudanles, nao eram laes que
podessem obstar aos progressos do scorbuto.
Nesla conjuuctura, parli com seis voluntarios para
verse ebegavamos at a embocadura do estreilo de
l.ancastre, onde esperava encontrar as expedires in-
lariam a que os navios alo liscassein presos. Nao s
o estrello de Smilb, us o do Jones e de Lsncastre
estavam obstruidos por um modo iapenalravel. En-
trclanlo, apezar deslas dilliculdadei. realisaram a
circuninaveacao completa da baha de Baflin, e
chegaram ate ,ios estabelecimenlos dinaraarqoezes,
brindo i forra passagem por meio dos gelos.
(Jornal Ja Havre.)
Jornal Uo Commercio de Lisboa.
RIO DE JANBIRO
10 de dezembro.
Iiitlitulo Histrico e Geographico do Brasil.
Tevelionlem lui-ar no paco imperial da cidade a
Bsalo solemne e anuiver-aria do Instituto Histrico
e Geographico do Brasil, honrada com a augusta
preseura de SS. MM.
A sala designada para o aclo acbavase loda oc-
_! .*'. qU.aM hou.vcsse a|8u,,i "ccorros para os | cupada por um escoli.ido concurso : alem de al-
eos compauheiros. Nesla viagem seguamos a der-
rota mais ao norle de William Balh'u.mas deparando
com tima serra de gelo que se eslenda, desde o es-
treilo de Jones alca ilha de llakluvl, livemos de
vollar para o brgue com bastante dllculdade.
0 segundo invern foi de grande provac.lo. Fo-
mos obrigados a sojeitarrao-uos a viver a vida do
esquinaus, entre paredes de musgo, A luz de caudei-
as, alimcnlando-uos com carue crua de phoca e de
urso. loda a gente da nossa expedicao, excepto eu
II. Bonsall, se virara achacados cora scorbuto, ao
oseen lampo, e obrigados a eslarera deiUdos. Na-
da podia salvar-uos, senao a caga rigorosamente or-
sanisada, e o auxilio dos caes, para irmos buscar
carne de (ib'oca aos esquinaos, cujo eslabcleciraenlo
mais prximo licavaa 70 milbas da nossa baha.
Com csses esqunaos, raes iiteressanlissiina, en-
laiiulainos relacoes de mudo proveilo para nos, pois
que dividamos os nossos recursos e preslavamo-nos
mutuo auxilio. Era mister nao confiar nelles absoluta-
mente, mas inllucnciados pela sua natural bondade,
e ao inesmo lempo por'algura medo, forain-nos mu
prestaveh,
1 etiho que mencionar l perd de tres dos meus
corajosos corapiiheiros, que perecern! no desempe-
oho do seu dever. :)ous delles, o calafate Chrisliam-
Ohlsen e Jellersou Baker, foram victimas do ttano ;
e o outro, Pedro Shuberl, de um abeesso qoe Ibeso-
breveio i amputacao do p. M. Ohlsen era mo s
um conselheiro de multa valia, mas meu amigo. Era
elle a quera co.iimeilia o cumulando do brgue,
quando me auscnlava para as vlagens nos treno*.
Conheceiido que outro invern nos seria fatal, e
que eslavamns. muilo inellidos pelo gelo, para nos
pdennos safar a lempo para urna expedicao ao es-
trello, durante a actual eslarao, abandonei o Jaran-
re no dia 17 de raao, evagc para o sul. Osdoen-
guns membros do ministerio, do conselho de estado
edo corpo diplomtico, grande numero de cidadaos
respetaveis concorreii a essa solcmnidade Ilite-
raria.
As li lioras da larde chegaram SS. MM. II., que
foram recebidas por todos os membros [do Instituto
a porta do palacio : logo depois a sessao foi aberta
por um breve e eloqueule discurso de S. Evc. o Sr.
viscoude de Sapucahv, digno presidente do Institu-
to ; senuio-se a leilura do relalorio dos Irabolnos da
associarjo durante o auno de 185'. pelo 1 secretario
o Sr. Dr. Joaquim Manoel da Maredo, rematando
o aclo o discurso do orador o Sr. Manoel de Araujo
Porlo-Alegre, que fez. brillantemente o elogio dos
socios do Instituto fallecidos no correr deste anno.
Pouco antes das 'J horas da noile terminou a ses-
sao relrando-se SS. MM. aconipanhadas de novo pe-
los membros dessa sociedade tfio importante e que
Uto manifesta protc.-ejo recebe do nionareba brasi-
lero.
Esperamos poder ollerecer em bieve aos leitores
do Jornal do Commercio o discurso lido bonlem no
Instituto pelo seu dislinclo orador, e enlrelanlo
(rnscrevercraosj aquelle coloque o Exm. Sr. vis-
conde de Sapucahv abri a sesdlo, assim como al-
guraas paginas d. relalorio do Sr. I" secretario que
pujemos obler :
mgico que deve unir a aclualidade posteridade,
Kesta, senhores, maoifesUr ao nosso prolector e coucorre rom os futuros historiadores, para quera te o Ihrouo augusto de S. M. Imperial nos di
magnnimo o profundo reeouhecimento do Instituto 1 enlhesoura
Histrico c tieograpliico Bra-leiro pela mere.1, quo
nilo de Courcelle Seneuil assumem aquelles que es-
crevera n historia de uma nicjio.
ir E para que finalmente ludo'concorresse a a-
cender o onthosiasmo cm nossos coraries ao lado
do nosso agosto protector, vemos sempre a nossa
magnnima imperalriz, que desvellada tambera pe-
ora lbe outorge, a esla solemnidad. Cu.npro gustoso e grado, rendeiido. Senior, a V. M. I. iiiuinneras
grecas cm nome do Instituto.
E vos, seouora, qae poioiei eu irunameute
dizer'.' N.i presenca angosta e sempre desojada de
enlhesoura os mais preciosos elementos do exer-; faustosos da palria, sobresahe, pois, o esmero e a
cicio dessa altai magialrators poltica, que na api- urania cora que o Instituto desempenha esta sa-
erada e ao inesmo lempo inapreciavel disposicao da
V. M. I. s.'nlera o Brasileiros dilolarem-ae-lbes os J lo Instituto Histrico c Geora[|hico do Brasil, nac
coraces de inefavel jubilo. E que muilo, senhora'.'
se elle* tem ante os olhos sua mai bemlazeja e ado-
rada u
Passaremos asora no relalorio do Sr. secretorio.
raseudo menc.";o des manuscriploa eobraslropressas
oll'erecidas ao Instituto, assim se exprime S. S. :
deisa uma si vea de vir turnar nuil bella e u-racio-,
sa a solemnidade do seu anniversario.
i Os Brandes poderes do Estado vilo de anuo em
anno tornando mais salientes e ostensivas as provas
do elevado apreco que fazera do lustiluto, e as mais
h'iu fundadas esperanzas que depositam em suas in-
ri Vollar os olbus para a estrada decorrida, leuo-1 vesligares, e nos seus esludos. esperancas que n3n
var o passado rom o poder resuscil olor, que lem a podem ser seniio o resollado dos fruclos que o paiz
alma ua fic.ildadeque terebra, be um tormento pro- js lem colhido das nossas poiliadas lucubracots.
fundo do coracao que Btlribola o perearino da vida lK Eiras, ministros do Sua Mageslade, bem co-
bumaoa, quando elle, tendo-se perdido no desvos ; mo tolos os presidentes das provincias do mpeiio, \ mallo um poeta persoiiilicando-o m ama persona-
dos erros, ou cabido no auyama do rrime, Irouxe it le incessiile c uotavelineutos obseqniado o Insli- gen bblica, piulou-o eslendeudo debalde os bracos
Irabalhosa viajera um amargo arrependimenlo. e lulo naosii com a mais prorapla salisfacao de Imlos
sua le.
a Nossas sessoes ordinarias foram celebradas cora
a mais exemplar regolaridade durante o curso de
lodo anno social, e constantemente se fizeram re-
eommendaveis pela apreieulaco e leilura de trs-
l.alhos de um mrito inconleslavel. Cumpre uao
olvidar que esla puntnalidade era urna s vez in-
terrompida torna-se lano mais digna de attenrao,
quanlo be de todos sabido que livemos de alraves-
sar Ir' lougos mezes de afflicliva provacSo, e de
r por dianle con. a nossa trela, entregando-nos a
afadigosos esludos no meio dos gemidos da popula-
cao, e era uma poca tormentosa, em que o da de
maullad era mais que nunca duvidoso e problem-
tico.
r. O tremendo llagello da Asa, que anda nao ha
experimenta o primeiro castigo de Dos na voz ler-
rivel doremorso, qne incessantelhebrada na rons-
ciencia, He l mibein um sacrificio que pesa e mor-
tifica as associacoes luteranas que, enervadas pela
inercia, adormecidas pela indillerencadcsconceitna-
I i- par sua esterilidade, recuam trmulas c vento-
idiosas ante o juizo dos contemporneos, que as ob-
servara, e tem medo de confessar que eslragaram o
Iheaonro do lempo, eque.ioseu seio infecundo como
a indolencia, gelado como o egosmo, rido como a
descreura, nftosabiu um so fruclo que as lizesse me-
recer os applausos e as heneaos da patria ; veslaes
que deivaram exlinguir-se o fugo sagrado, quando
sua a hura em que devem apresentar-se a seus jui/.es
fogeui e procurara escondei-sc nos rccanlos cscuros
do templo, e preferem as brevas luz.
u He enlao que para o peregrino que Irauswou.
se, esquecendo o camiuho da virludc, que para as
associares que nada produziram em proveilo da hu-
uiauidadc, transorma-se a memoria em um alaoz,
que tortura forjando com as recordaci.es que suscita
uma corda de espinlios.
o Mas quando lembrancas de nobres ou gloriosos
feilos vera suavemente desusndolo pela alma,como
as aguas lmpidas de um ribciio formoso, qoe corre
por entre duas nargeus alcatifadas de llores, quan-
do as ideas do passado chcgain doces c enlosadoras.
como as deleitosas harmonas de um cauto, que ao
longo se entila, e fazem soirir o hornera justo, que
levanta sera (error os olbus para Deos.e pode entre-
ver o no, porque nao lbe lolbe vista a nuvein ne-
gre e densa dos remoraos, que paira entre os crimes
da Ierra eos gozos puros da elernid.ide ; qiiaudu una
associacao iitleraria, arfando de fadiga, luca o mar-
eo de suas lidas anales, esabe que na exhihicao de
seus Irah illin- dar ovllenles e irrecusaveis lestcmu-
nhos do desvello com que procurou desempeuhar a
trela que sobre seus hombros lomara, eno as lera-
brancas do passaJo nao sao mais alribulace* que
al.u m mi!.ira. nem tira peso qoe ancia ; a memoria
os seus pedidos, mas ainda com a rcmessa de obras,
manscriplos e documentos, todos mais ou menos
nteres-antes i historia patria, c que vio enrique-
oendo e .lu......lo de valor o nosso archivo e o uos-
sa hibliolheca.
Especialmente o Sr. ministro e secretario de
ciado dos negocios do imperio, como aquelle a cu-
ja reparticao se acba ligado o Instillo, coolinnon
este anuo a assgnalar-sc para comnosco com una
Kolicitude esmerada, que desalia toda a gralidao da
nossa parle ; cm suas reh.ces cora S. Exc, a nossa
associacao enconlrou-o sempre activo e obsequioso,
dando todas as providencias, tomando todas as me-
didas propostas c requeridas com um esmero c
uma diligencia, que nao pu.liam dispensar um a-
gradecimenlo
o O corpo legislativo comprehendeudo era sua
sabedoria a missao importante de qne nos achatos
incumbidos, e querendo habilitar-nos com lodos os
meios para mais fcil e cabalmente deserapenba-la,
elevou o subsidio cora que nos auxiliara os cofres
do Eslado, quebrando assim com possanie mao essa
barreira material que obstava um mais rpido des-
euvolviiiicnlo e progresso da uo-sa associacao, so-
peatido-lbe vezes a uiarcha.
a As svmpalhias e a razio esclarecida dopovo
responden) como um echo prolec^ao com que S.
Magestade nos exalta, e as ilemonslr.ici.es de inte
resse cora que nos acorocoam os poderes do Estado,
e pi. lomos dizer que he chegada a poca em que o
Instituto be abencoado por lodos os Brasileiros que
ne'.le honrara o sacrario veneravel onde se rccolhem
os feilos do pascado, e onde se guarda religiosamen-
te o lvr.i de ouro era que se regislr.im os grandes
aconteciniontoi da nossa idade, para ser dcixado co-
mo um precioso legado as gerac/.e* futuras.
i. Em quanlo dentro do imperio una graca im-
perial nos lenla, romo o sol que deseovulve e ro-
bustece a arvore que apenas desila seos primeiros
ramos, oosoveruo do Estado, e todos os cidadaos
Discurso do .Sr. residente.
Annunciando-vos a solemne comineinoracao du nUdora. e era vez de forjar una corea- de espi-
dia era que foi regenerado o Instlalo Histrico e nhos, ollerec; urna coroa de gloria.
Oeographico Brasileiro, leuho,< senhores, completa Ainda um novo e feliz evemplo vera boje por
satisfarn era pateolear, inda uma vez, parante au- cm relevo a ver.lade dessa (ao simples observarlo :
deixa de ser algos, e Ir.iusforraa-se era uma fada en- nos encorajara e applaudem, de lodo o mondo civi-
isedo tem partido saudaces, que primeiro apa-
uh .ndo anda no-herco o nosso Insliluto, ealniao
sobre elle como llores, ou bv ranos gcnethliacos, e
depois" sempre conlnoaudo al boje s3o como leos
occullava-se della paia fazer cspecularoes ua Bol-a '.'
4Ie certn que eslava no mesmo caso,"com a dille-
renca que Des liarennes, rhefe legal da cuuimnuh.o,
usava de seu direito, ao passo qoe ella obrava frau-
dulentarnente. Mas a le nada podo contra a ener-
ga dos espiritos superiores. Se Des Garennes era o
chefe legal, a mulher lilil a realidad.; do governo ;
por lauto Des Gareuoes era o nico culpado.
A castellaa perguntava a si raesraa cora inquieta-
rlo, se os anuos dariain ao marido a (emendado de
fazer aclo de independencia. Nao eslava de hora bu -
mor ; perder urna soinraa consideravcl, e procura-
va algnem sub'e qne podesse vingar-u dessa injus-
tio,a da sorle. Alravessandoo temenpergunlara ain-
i da a Bernardo, se Morin e a lilha linham chegado,
e o mnrdomo conherra pelo seu semblante que o
eslalajadeiro eslava em bons lentes.
Envie-os a mira apeoas vierem, dissera mada-
ma Des Garennes.
E Pedro Tassel!... perguntra Bernardo, o
qual cuidava sempre em satis negocios particulares.
Vlde Diario n. ti.
Eu cria que eslava occiipada em seu piano, Ca-
milla, disse ella com brandura.
Miiiha mili... balbuciou ti rapariga.
Nao ha reprehenda em miaas palavras, in-
terrumpen a castellaa serciimenle, e nao Ihe he ne-
cessario desculpar-se, minha filha... Nao posso cen-
surar que veidia sandar sua av, pois eu tambera
venho... Mas ronvra escclher o lempo para ctini-
prir cada dever..... pens quej sabe a sonata de
Doebler'.'
Ella he mu dillicil para mira, senhora.
Madama Des (arennes cocn os laicos o disse :
Despend vinle rail francos para que voss au
arbe nada mili dillicil, Camilla ; espero que rae farn
o lavor de ir csturliir.
J vou. minha mai..... inurmuruu Camilla, a
qual otl o eco u a i. ou i o au beijo da velha Ricarda e
sabio sera arrresrentar mais nina palavra.
O pobre Rolando eslava embarazado ; rodeou a
poltrona e approximou-se cora o barrete na mao.
Minba ta... comerou elle.
Bom dia, meu charo 9obrinho, iulerrompeu
a castellao ; vamos oceupar-nos boje de vosiu... Te- linha mismo certai exprenao de vaUroia digridadeT
nha a bondade de ir ver se Mr. Des Garennes ja
volteo ao caslello, e diga-lhe que o espiro no
parque.
Bulando que eslava ancioso por se relirar, res-
ponde!! :
Sim, miaba lia.
E sabio laoiboin aprcssad.inienle.
Minha respeilavel mil, disse a ta-lellaa, nao
sei como meo corai.-o he julgado por aquelles a
quera lenho alleicao ; mas be cerlo que passo a vida
occupando-medeoulreiii... Consullei honleino dt.u-
tor a seu respeito, e elle disse-me que Vmc. noces*
silava de algura exercicio... Em semelhanle caso to-
das as occupacOes Reara parle : vira nllercrer-lhe
ineu braco para irraos passear no parque.
A velha Ricarda l.ineou-lhe um olhar de descon-
liauca e levanlou-se precipitadamente dizendo :
Obrigada, minha filha, sou-lbe mu recoiibe-
cida.
Passeando, lornou madama Des liarennes, cou-
versareinos no-sa vonlade.
.Ah!... disse a boa velha, cul.lo lemos de con-
versar'.'
A castellaa tomou-lhe o braco c sabirara para o
laboleiro de rclva.
Sera din ida lemos de conversar, pronunciou
ella cora alegra um lano constrangida ; en nao que-
ra coulraria-la, iniulia respeilavel mai... mas nao
posso deuar de fazer-lhe observar quo Bulando acba
em Vmc. um apuio...
Seu pai era meu lilho!... disse a velha, a qual
fez um inoviineniu para relirar o braco.
Nilo permita Dos que eu a censure por ama-
lo!... exclainou madama Des Garennes; todus iluso
amamos certamenlc... ouaudo f'aiiu de apoto, nao
queco dizer qne esse duro rapaz necessile de ser
defendido... Nnguein o ataca, pelo contrario... He
nicamente era relacai. a Camilla...
Elle* vera dar-me hora da de manha, pro-
nunciou a avo siuiplesnieiile.
Qmlqner observador tena notado que a velha Ri-
carda tilo puerilmente tmida de longe recobrava a
coragem no momeutu da balalha. Caminhava a pas-
so firme au lado da ora, e seu semblante honesto
dtono ti., conspicuo e benvolo, que a S. M. Im-
perador, seu itnnii:,lalo protector, deve elle ludo
quanlo hea vida e o progresso.
o Miis un anno de existencia cunta o nosso lus-
lilulo. Mais um anno de esforcos no desempeuho
Era principio, disse madama De- Garennes,
nao vejo neulium mal nisso..... Elles lera razio :
coniefleito, basta que Vine, nio lenha fortuna pes-
aos! paca todos aqui a trataran cora o maior respei-
to... A delicadeza assim o ordena... mas Vine, bem
sabe, minha respeilavel mai, que Mr. Des Garennes
lem inquielaces legitimas... Esses duus moros ha-
bitara debaixo .lo mesura tocto, e ehegnm i idade...
Em orna palavra, Mr. Des Garennes leine v-los a|^
proxi.naroni-se...
He elle nu voss '.'... percuntou a velha Ricar-
da, pillando para eiicarn-l...
Madama Des Garennes abaivou us olbos e respon-
den primeirainente :
Elle, sera iienliunia davida.
Depois, accrescentou crgueudo-se :
Elle e eu.
A velha Ricarda coulinuou l caminhar, e bouve
mu pequeo silencio.
Procurei, minha respeilavel raa, lornou a Cas-
lelil, slennos mais decentes e mai- alt'ecliiosos
para dar-lho a enleoder...
M'U Dos, minha ora, responden a lina ve-
lha, he Irabalbo perdido!... Assevero-lhe que en-
telado perfeilamenle.
Madama Des Garennes parou Jainbciu
inurou :
Acaso nao se me faz Justina'.'.... minha chara
sogra, Vmc. diz isso de uraa maneira...
E alias nao digo ludo o que pens, coulinuou
receido com honras preclaras as salas imperiaes o
Insliluto Histrico e Geographico do Brasil sauda
cora ardeulo eunslo de jubilo o dia de sen anniver-
sario, c celebrando una festa re letri.s aprsente em
publica e sincera esposirloo qu.nlro do -cus traba-
alVectuosos... Ouequer".' este trage era o de minha
mai : se pcrmille, nu-vrerei cora elle.
O que en dzia a esac respeito, minha logra...
Ilontem, rnterrempeii a boa raulher. eu falla-
va a favor dos llorn...amigos velhos!... VossO .l.-ii-
ine a entender uiui rospeilosaiuento qoe ineus ami-
gos podiam 11.1o seren os seos, o que o inelhor saris
calar-rae... Oh v.issr lulo disseivpressamenle, mi-
nha ora; loi como quando ivusuroo-me anda
cm sen espirito a velha Ricarda eslava dahi era el a -
ante enndeniu da sem .ippellarao.
A firmeza que mostrara lornava-a perigoss ; res-
lava tmenle adiar a arma que devia feri-la.
Madama Des Garennes procarava e repeta sera
saber o que dizia :
Cerlamente, minha sogra, en eslava bem lon-
ge de esperar.
Silencio! disse a velha Ricarda applcando o
mois respeilosamenlo iniromeiier-me eu nos neao-1 ouvido.
.-ios de su ra-a. porque compadeci-ma do velho \ i- I Ao inesmo lempo que conversavan, linham cami-
eenle, quo vosso expellira depois de qninze .ranos de "hado noj.arque.
de pora fraiernidade que libara estreitamenle a
uosss associacao com as mais sabias e famosas aca-
demias do mundo.
o O nome do lustiluto soa com louvor c honra no
novo c no ve ho mundo, e das margens do Polo-
servico
Vicente nao servia mais para nada absoluta-
mente... ir.iirnrarou madama Dos liarennes.
Seo coran lodos os ignorinles, lornou a boa
velha... relenho na memoria o que ..neo dizer nina
vez... oovi dizer que entre os selvagens quanlo um
hornera uao serve mais para nada absolutamente,
quebra-se-lhe a cabera cora uraa maca... Nos. po-
rm, somos mais crueis: expellirao-lo!... Pois bera,
minha ora, ha muilo lempo ralo sirvo mais para
nada... ab-olulamenle.
Minha socra!... exelamon a castellaa.
Baldado so ineus esforcos : soti-lhcdc da em
c raur- i ,''11,is iu.-omraoda...
Ouem falta a esse respeilo'.'. .
Perdoe-me!... Nesle inonieiito ciiteudemo-nns
o inelhor possivel... A desgra^l he que amo asnas
meu lilho Tlionia/, seu marido, ora licar em sua ca-
a velha com firmeza, (inca rae, minha ora, laco Isa apelar disao... Por conseguinte. minha llora, de-
qnaiilo posso para naoser-lhe iucomuioda ; mas p;- [claro-lhe cora franqueza que se quer que eu relire-
rece qoe nao consigno meu intento... Oulrodi vos-| rae devediter-m'o decente, aflecluosa, respeitosa-
sc .lava -mo a entender empreando os termos mais
decentes e mais all'ectuosos, que meu troce de cam-
poueza fazia-lhe vergonha ..
Na sociedade, minha sogra, espondeu mada-
ma Des Garennes sem negar o laclo, perdoa-se ese
aferr a rerlas modas antigs .is pessoas que edqui-
riiara alia postilo ou grande riqueza.
A velha Bu-arda sorrio c disse :
E eu perm.meco pobre, nao be assim ? Voss
ja tem-me repelido isso mais de cero vezes, minha
nun, serviDdo-se dus lermos mais decenles e mais
mente se assim ihe *p.*az : nas rebreludo clara-
mente !
Rftiron O braro c Ikoh em pe diante da caslella
em allitude lirme e tranquilla, O diaho nada perda
nisso, e o pol.ro coraran palpilava-lhemol lorleineu-
le no pello. Madama Des Garennes liuha as sobran-
ceibas franziiUs e os .lentes ape lados ; o esfore.0 que
fazia para canter a colera lornava a mni paluda.
Eu eslava longe de esperar... balbuciou ella
com embarace.
Com elloito, nao contara com essa rude deleza, e
l
Enlao, Julia, onde estas'.'... disse uma voz for-
te no meio das arv ores. Procuro-te ha uma hora !
Julia era o nome debaplismo da caslella.
A velha Ricarda poz um dedo aobre a bocea e
disse :
He meu lilho, nao fallemos mais a esse res-
peilo, minha non... Dos melivre de laucar um
germen de .1 saniao era sua casa. Se elle me inler-
rosasse eu respondera lalvcz : assim fujo.
Des liarennes anpareceu na voll.. da vereda e ex-
rlamou :
Euifini, achole, Julia !... ijucres fsllar-me'.'...
Oh eis-alu. luinlia ui-.i !
A b.-a velha relirava-se.
Knt.lo, niiiiha mai, exclamou Des Garennes,
Vmc. vai-se quando eu diego '!
A velha voltou-se e respoudcu alegrcracnle :
Para que ebegas quando vou-ine, rapaz'.'
Repasl... repeli madama Des Garennes com-
aign, isso he inlulltravel.'.,. Essas maneiras exaspe-
ra! um um anju !
O castel .io chegou-sc ,i mai c pcrguulou-lhe abra-
cando-lbe as faces :
Para que lauta presea'?
\ou veslir-ine... responden a velha hincando
um n'iii.ii a ora.
A castalias desviou o roslo emquanlo o marido di-
zia rindo :
He justo, he usto !... nao quero ret-la.
Abracen seganda ve. a boa mulher, a qual ganhou
a vereda que cutiiluzia cazinha.
Escellente mai!... tnurmurou Des Garcoues
seguiudo-a com a visla.
para a America, pois que nao podia vencer de um
sallo o estrello de Bliering, arrojou-se alravez do
allanlico, que elle perluslrou, como havia perlus-
tradoomar das ludias, e o Mediterrneo, eche-
gou lnalmeote al ni; a capital do imperio foi
invadida pelo falal ioimigo, e iras livemos de en-
calar face a face essa horrorosa pesie.
u Em laes cireumstancias ralo nos foi inspirada a
firmeza por aquelle fatalismo musulmana, qoe fa-
zia com que os visires otlomanos esperassem imp-
vidos e immoveis, e ufferecessem o pescoro ao cor-
do da multe imposta pela [vonlade desptica do
sulfilo: a f em Dos nos acendeu a coragem, '*
r.i/a i tos deu a placidez do espirilo, e a mais su-
blime In..io nos veio engrandecer na violencia da ad-
versidade.
u A capital do imperio letlemunhou um laclo
que ha de ser consignado na historia.
u Sua Mageslade o Imperador nao quizabando-
ii.ir a sua capital uo momento supremo. Elle, o ho-
rnera ecos-ario, aquelle que linha direito da re-
cuar ante o aspecto sioislro da morir, porque com
elle su acha identificado o futuro brilhanle do paiz,
e he delle principalmente que depende a grandeza,
a prosperidade, o progresso do Brasil, e porque he
elle a nossa mais segura garanta de etlabelidade.
de ordem a de liberdade ; Sua Magostada em vez
de relirar-sc para ni., se expor ao impeto da epide-
mia, lembrou-se que a porta por onde sabisie da
misera cidade poderia licar aberta para dar
ingresso ao terror; e enlao, para que seus subdi-
tos viisem partir do apogeo da espbera social o ex-
eniplo da resignacao e da coragem, permanecen no
centro da sua capital no meio da peste que ccifava
ceuleuares de vidas; conservou-se no seu pa-
lacio situado era unidos luir ras mais dizimados
pela'epidemia, parlilbando igualmente com o sea
povo os serios perigos da situarlo.
o O flagellu nJo escolbia as victimas que devia
derribar ; e oanjo da mor te nao via as portas das
casas dos escolhidos de Dos a quem cumpri.i pou-
par, o signal de saugue do cordeiro, que no Egyp-
lo salvou os lilhos de Israel.
i. Entretanto o imperador levou adianle a soa
inmensa dedicarlo ; deseen do ihrouo e enlrou
uesses pi,laso- asylos, onde se adeviohava a dor e
sollrimculo na horrvcl decomposic.io dos traeos
phvsioiior do coraran de miseros doeoles ; visitn os hospitaes.
e poz-se em contacto com os cholencos, renovando
o fcilo do grande horaem do seclo, que em Jalla
O mais digno coracao que confiero! declamou
a caslella dando um suspiro.
Depois accrescentou negligentemente:
Sabes porque ella relira-se'.'
Ella acaba de dizer-ine : vai vestir-ie...
Madama Des Garennes meneou a cabera soi-
rindo.
Nao he isso!... perguulou o marido.
Nao..... he porque lem alguma cousa que di-
zer-te, e nao anima-sel
Ah o que be oniao .'
Encaireguei-me de ser sua interprete, e vou
contar-te sso soltando para o caslello.
Ei-a,avante! disse Bernardo rudemente 'alr..s
do ngulo da vai oa. minba ama espera a Vmcs. ,
ha mais de uma hora !
Morin e Anlonina appareceram vermelhos e con-
fusos. Bernardo iinpellia-os litleralmrnle diante de
si esqueceudo-se da garrala de vinho de Aujou que
beber de mantisa.
Seu criado, senlinr e senhora balbuciou Mo-
rin no meio de meia duzia de saud inies.
A ca.l.is.iuilae.io do pai, a pobre Anlonina fazia
una mesura.
Bom dia, meus amibos... disse Mr. Des Ga-
rennes dirigindo-se ao outro lado da avenida.
A castellaa pelo contrario esperou a p lirme, c
dis-e cora altivez :
Vosss comnielleram uma falla...
Se a senhora lem a bondade de desrtilpar-
nos... comecou Morin cora ar humilde.
Sempre a ni unan cousa. nao be assim?... Vos-
ss passam a vida em obrar mal, c un- passamos a
uossa era desculpa-lus. Por conscguinle diz-sc que
os ricos sao crueis, c que os pobres slo vctimas in-
nnceutes.., V tomar sua libr, Morin... VossO, pe-
q-i na. faia u que Ihe ordenaren!.
Vamos, Anlonina, disse o eslalajadeiro mu
contente de vr-sequite por lio pouco.
Mr, Des Garennes finga nao ouvir o que dzia-se
do oulro lado da estrada ; tirara a carleira, e escre-
va com laps o plano de alguma operara moi lu-
crativa.
Esperein '.... exclamuo a c.i-lellia no momen-
to em que Morin afaslava-se com a filha.

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-

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i 41
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0IM1U Ot PnMlBUCO QUIHTI. FEIRA 9 Q JANEIRO PE 1856
tocara com suas maos os corpos iufcclos don empes-
la lo. para nliagoil assim o terror que abalia un
exercilo Victorino, e ensinar-lhe triamphar lm-
bela me-la. .
c E depois de tilo bellos feilos, placido e sereno o
Imperador vinha cntregar-se aos estados da bisloria
e geogr iphia patria, calmo c tranquillo, como o sa-
bio malliematico de Syracusa, que resolva proble-
nij- ao ruido siuislro das batalhas, e no fragor do
analto impetuoso de uroacidade.
Com ai lines de tal mestre era imposivel que
arrefecesse o ardor dos merobroi do Instituto ; elles
poi9souberam proseguir em leus trabnos, e a des-
peito das dolorosis e excepciouaei circunstancial
em que se vio a capital do imperio, o Instilulo, co-
mo ikou dito, nem urna s vez deiiou de celebrar
suas sesses ordinarias ,........
obra perigosa, i|uo ideara pira allrahir colonos as
suas novas possesses, c este Tliom d Soum man-
da o layo providencial, que destruindo talvcz ger-
men de muilos serios rutaros, reouo em um s cor-
po os elementos que dexiam formar Do fin de tres
seculos um imperio vasto e rico do grandiosos re-
cursos, robustecido pela identidade da religiao e
pela liomogencidade de coslumes, de Icis c de ndo-
le de lodos os seus habilanles...
S. M. o Imperador, em cuja beuigoidade c alta
proteccAo encontramos semprc urna fonle inexgola-
vel e cada ve/ inais opulenta, himno o Instilulo
Historien e Geograuhico do Brasil com tres manus-
criplos iuteressanlissimos c de extremado valor : sao
os dous primeiros as copias do Foral da capilania da
Babia e cidade de S. SalvadorEvora, ti de agos -
to Jl l.*>34 ; e do Regiment dado a Antonio Cardo-
so de Barros, cavalleiro (dalgo da casa real d' el-rei,
i-orno procurador-mrda fazeuda, que primeiro Coi
ao Brasil : Almeirim, 17 de dezembro de l'.ls ;so-
branam as datas e os ttulos desles dous lAo amigos
como imporlaules documeulos pira excitar a mais
amortecida curiosidade, e a sua leitura vem anda
dubrar-lhes a estimarlo, pois que de prompto so re-
conhece que derramam ambos grande copia de luz
sobre o regimeu administrativo do Brasil colonial,
nao pudendo porlinlo deixar de ser consultados por
todos aquelles que se oceupam da bisloria patria.
Neto be menos insigue e precioso o lerceiro roaous-
cripto que devenios a m,u lo graciosa : ntitula-se
elle Uvro i/ueda arazao do Estado do Brasil'
enriquecido de numerlos mappas coloridospa-
rece um trabalbo executado na primeira metade do
seculo XVII, e conten curiosas uoce- geographi-
cas e estudos lopographicos e administrativos sobre
ai diversas capitanas eslabelecidas uo Brasil, vindo
Ilustrada a descripc,Ao de cada urna dessas capita-
nas cuiu mappas coloridos que sao de um soccorro
eslimavel para a completa apreciarlo do texto. O l-
vro que da a razan do estado do Brasil be um ver-
daileiro (besouro do passado. a.......
O DMM preslimoso consocio, o Sr. conego l)r.
Joaquim t'.aelano remandes l'lnheiru. Tez presente
ao Instituto do l.ivro de Job, Iradoiido em verso
por JoscFJIov ( Mi,mu. e precedido : !, de um dis-
curso sobre a poesa em geral o particular no Bra-
sil, pelo mesmo Sr. ronego llr. Pioheiro ; 2.", de
urna noticia sobre a vida e poesas do traductor, pe-
lo Sr. Theophilo Benedicto (Hloiii; .1.", de um pre-
facio exlrahido da verti da Biblia, por De tienoudc.
He um pequeo volume que enceira imiuensa ri-
queza : o discurso sobre a poesa, que da comeco
obra, be a chave de ouro que abre a porta de um
monumento : o patriotismo que anima o eloquente
escriplor suspcnde-lbe o vilo em que rpidamente
considerara os polas sagrados do velho mundo, e
la/en.In-o contemplar os vultos mageslosos de Cal-
das, S. Carlos, e de oulros inspirado* da trra da
Sauta Cruz, queformam a plyade brilhanle de que
faz parle Jos Elox Uttoni, arranca-lbc da modesta
petui:i paginas elegantes que formardo um bello ca-
pitulo da(hsloria da nossa llitcralura.
O mrito subido do poeta brasjleirn Jos Eloy 01-
tonija era reconhecido antes da sui morte : o livrn
de Job por elle traduzido em verso be mu novo llo-
ra., que vem prender-se a coroa que elle conquista-
ra com a iraducao dos proverbios de Salomn; as
uares exal(am-se e fulgurara cora o espleudor do
genio de seus filbos, e sempreque bouran a memo-
ria de seos sraudes poetas, uobililam-se e engran-
decem aos ollios da bumanidade, Jos Eloy Ollooi
lie um desses bonicas que lem o poder de Ilustrar
seu Lena, c de re.il._ar a patria.
.. Alm deslas e de mullas unirs importantes o-
bras, que obsequiosamente fortn otlcrecidas ao Ins-
tituto, Ires anda lia que uiio podem deixar demere-
uma aquella dor, queso acaba com a vida: fez del-
laj una eonsolac,ao e lima coroa : a consolacAo fui a
gloria poslliiima de um tillio: a coroa foi uiu litro
que bonra a Ierra dobere,o do poeta, e que Ibc per-
petua o Hume.
.* Alvares deA/evcdo liuliauaalma o sagrado fogo
do ciiilin-iasmo: cm soas obras, que to os primei-
ros ralos de um sol que surge do oriente, admira-se
urna imagiiidc.io brilbanlc ; a nn. mili 'a le. que be
privilegio do genio; a graca, que be sempre um
encauoa inspirarlo, que be um sopro Divino; i
sensibildadc, que falla aos coracGes ; a phrase cor-
recta, que be o frulo do oslado. Sua lyra tinba urna
corda vibrante e pungente para o sarcasmo ; tinba
tont arrebslures para os cautos beroicos ; e suaves
o melanclicas harmonios para exprimir o amor e a-
deviubar a morte.
Al onde ira es-o mancebo nao be dado a al-
gueni determinar : mo se pode medir o genio, nem
marcar-lbe um limite ao vo de suas azas de fogot
Morreu deisaiido-nos um livru, que be de sobar
para o renomode um joven devinte anuos, e que lie
tambero ao mesmo lempo o tmulo de una ingente
esperauea perdida.
Passando em reojsla aprcscnlados pelos socios, pa-
receres de coiiiniissOes, etc., demora-te con-l Jeran-
do a analvseda vingem deCulelnaa pelo Sr. Lagos e
da historia da lillcratura brasileira pelo Si. Norber-
to, e diz.*
a O nosso dUlinclo consocio o Sr. Manoel Fer-
reira Lagos Irouve a considerar/"do Instilulo a sua
analy se a viagem de Casteluau pelo interior do Bra-
lil, traballm de que se aebava eucarregado, e ao
qual deu um desenvolviinentoque le.' mua ao seu
talento c illuslcacao.
te O Sr. I.... .- nao se coneutou com um simple
e breve juico, que poderla ser laudativo, ou contra-
rio ao mrito da obra sujeita a sua lina e profuuda
critica nao; acompanha passo a passo o viajante francez
alravcz das uusste provincias por elle visitadas : da-
lile a nulo sempre que o ve tropessar,c isso"acontece
muitas vezes : apouta-lbe um a um os erras numero-
sos que commcl'.e, marca-lbe os fados que invena;
prova-lhe o conliecimeiito antigo que mis lentos das
cer especial mencao, pois que as devemos a rcenles suas pretendidas descoberlas ; vinga-nns da maledi-
ii U Sr. lir. CaclaDo Alves de Souza Filgueiras,al-
mejando Tazer parle da nossa assonacao, procurou
salisfazer as condir,oes impostas pelos no-so- estatu-
tos, escreveodo e ofierecendo ao lnsliluto urna me-
moria que deuominou/'e/Zcrex sobre as primei-
ros poca da historia du brasil em geral. e sobre a
iiLstituao das capilaniao cm particular. O Insti-
tuto foi prompto cm abrir suas parlas ao novo adep-
to, que Uto bizarramente se recommendara.
n 'i trabadlo do nosso cousocio faz-se recommen-
davcl uo s pela elegancia do estvlo, como pelo vi-
gor e precisSo do raciocinio.
.' Depiiis de algumas ligeiras mas bem deduzidas
couiideraces sobre a civilisacAo dos anligos e suas
letidencias. ellecbega por urna lrausc,So feliz (lian-
te do inuiii;. Paschal no momento mesmo em que o
almirante porluguez absorto deixa oavir o brado
trra sempro consolador e doce para o inariiiiiei-
ro : a campaoba depois o reinado do rei venturoso
em suas rolacescom o Brasil, e lamentando o aban-
dono em que se esquece esla bella porr.io da Ame-
rica, esluda as causas desse olvido, e vai encontra-
las na uubiro das conquistas das Ierras da India,
c as especulares mercantil coroadas de fabulosos
lucros da India. Chega finalmenlo a poca de II.
Jo fio III, a quem elle considera como verdadeiro
cultor e povoador do Brasil ; c passando em revisla
o syslema de cnlouisao.ln empregado por esle rao-
nareba na loaran das capitanas hereditarias, sus-
tenta o, juslilica-o, o sem .li-l arcar os abusos can -
uielti los pelos captes-mres, nem esconder os gra-
ves inconvenientes da nova nsliluirao, aceita-a, ib-
solve-a de seus senes e desvantagem, mostrando
que ellenasceu directamente da suprema razan de
todas as cousas humanasa necessidade : a reforma
desle syslema cm lii9, o estabclecimrnlo do go-
veruo geral do Brasil com a ebegada de Tliom de
Souza, e as considcracocs que lhe suggere urna pro-
videncia de tauln alcance, de lo evidente provei-
to para a rica e esperanzosa colonia porlugueza da
America vem rematar o bem elaborado irabalbo do
nosso cousocio o Sr. Di. Caelauo Alves de Souza
Til giras.
^o importa urna adopcijo inleira de lodos os
principios laucados em sua dis-erlacao pelo nosso
distioclo consocio o recoohecimento da verdade as
consequeocias que deduzio. Com effeilo, o Sr. Vil
gueiras iovcsligou o passado com o olhar certeiro de
um pliilosopbo recio e inparcal. Os Porluguezes
que ao impulso do genio do ufaule U. llenriquc,
essa pedra angular do mooumeuto do poder lusita-
no, se lin'iam lineado para os mares, e logo depois
para o continente africano, e que concenlravam lo-
das as suas vistas neaaa parte do velho mundo, es-
tremeceram, como a um choque elctrico, ao pri-
meiro passo dado para o ocano iudico, com a des-
coberla de Barlholumea Dias, e logo aps os trium-
plios do grande liere dos l.uziadas, vollaram os cal-
culos de suaambicao e os souhos de sua gloria para
a regiao prodigiosa, que fra o berro do genero Ilu-
mino e do verdadeiro Dos, o Ibealro dos sublimes
mvsterios, e que era sempre a Ierra dos grandes ros
u das alias monlauhas, dos perfumes embriagadores,
das joias preciosas, dos cusilos estelos, em urna pa-
lavra, da riqueza inexgolavel ; foi enlao que a pro-
videncia diviua fez surgir o Brasil aos olhos de Ca-
bral ; mal o Brasil era um paiz inculto e nunca ex-
plorado ; e a Asia moslrava os seus lliesouros nos
seus bazares ; mas no Brasil a morte era um sacrifi-
cio ignorado, perdido uas praias, onde as ondas ur-
rojavam o cadver do naufrago, ou esquecido na
iuimeusa soido das llorestos, onde a flexa do la-
moyo denibava o guerreiro da Europa, ou emlim
consumado uo meio de urna laboa, que mo linba
passado, porque uo coDservava.Iradices ; que nAo
poda ter foturn, porque nao sabia cscrever a histo-
ria, e onde urna horda de selvagens devorava o iu-
felz prisinueiro ; e na Asia as heroicas acroes dos
bravos erarn cantadas nos byinuos culbusiaslicns dos
poclas, o echo dos golpes da espada lerrvel de Al-
buquerque resoava em lodas as naroes da Europa,
ninguem murria para a posteridade, porque a fama
juunorlulisava com o reuomc, c porlanloa ambicao
como a gloria levava as quinas porluguezas aos ma-
res da ludia, beijaudu as vezes apenas de passagem
asprtfas occdeulaes do atlntico. D. .Mano-I se-
guio a eorreule da sua puca. I). JoSo III, tomando
diverso caminho quasi que plantn o feudalismo na
Ierra di Stnta Cruz para conseguir arranca-la do
olvido a que eslava cundeiuuada pela udiflereiara,
o vinle anoos depois l'euelope poltica, desfaz a
lucubrarles de compatriotas nossos, oceupanriu-se
as duas primeiras exclusivamenle da bisloria e da
corographii patria, e scudo a ultima, como urna flor
que desabrochou sobre urna sepultura. Sao ellas o
ensaio Corographico do imperio do Brasil, olferccido
e consagrado a S. M. o Imperador o Sr. D. Pedro
II pelosSrs. Alcxandrc Jos do.Mello Moracs e I-
cencia, e com um sopro vigoroso de potente lgica
desfaz as criaees imaginarias quo o conde de Cas-
lelnau quer fazei corier o mundo cun foros de rea-
lidades.
Taz mais anda ; logo que depara com urna
falsa apreciaran do carcter, da ndole, c dos cuslu-
mes dos Brasileiros, tere-a com um epgramma pe-
gnacin Accioli de Siqueira c Silva :l.ires da bis-. nelrante e adequado, e appcllando para os viajantes
loria do Brasii, adaptadas a ieitura das escolas pelo ; c historiadores estraugeiros eonseleociosot que lem
Sr. Antonio Alvares Pereira Coruja,e emlim as escriplo acerca do Brasil, compara a obscrvar.io ma-
obras de Manocl Antonio Alvaro de Azevedo, oll'er- I ligua coiu o juizo mparcial e generoso de grandes
tadas ao Instituto pelo nosso consocio o Sr. I)r.
ci Manoel Alvares de Azevedo.
hornera, como o respelavel liumlioldl, Saiul llilai -
re, l-'erdinan.l Denyt o al^uns outros que nos fa/ein
liar a vastidao do plano c a felicidade da execue,ao
deste insigue trbalho.
ii O poeta quiz escrever a historia da poesa de
sua l .a muja patria, o no desempenho de lao honroso
Htenla Iriuiupha dus inas graves obstculos, escla-
rece as Otisduvldosat quesles, atabe da laboriosa
lide causado como o alela que acabou da lula,
mas respleudendoroin o prepriu cnlhusiasiiio que
Talgo nos seus esiiiplos, c coberlo dostat mesmas
llores que a maos cheias derramou as papims do
seu Uvro.
E li...lim 'uto coucluepela seguiile maucira :
Aqu devemos parar : foi mesquinho. rude e
obscuro o quadro que em nossa la* conbecida nsuf-
Deieneia pademot apenas etboear ; mas a dospeilo
de suas sombras e imperleicei, a imporlai.cia. a
iililidade.e o ilesenvolvimeutodo Instituto Histrico
c GeograpMeo do Brasil tepatealeam c brilham, co-
mo os ralos do da, que rompen lo as densas uevoa-
da nianliaa de invern derramam a luz no seio da
ierra.
u Muilos sao os servcos e arduas as Maquilla!
que lem ja prestido a conseguida o lnsliluto ; roa-
a sua mitsjto he anda mais alienta e ardua. Se o
brilhanlsmo do futuro, scinllaudo da aureola glo-
riosa que coroa a fronte do magostlo imperio dia-
mantino, nos iiillamina c arrebala ; preoecupa-nos.
e quasi quo nos exhaurc as foreaa, o cuidado de es-
merilbar o passado, onde o mais sabio talea as lle-
va- que envolver a historia das raras indgenas, e
lula quasi sempre debalde com esse myslerio qur
paira sobre o beieo dos povos, semelhanle a uuvem
que, oculta a uascente dos ros, que se precipitan)
dos comes gelados das monlauhas, para inundar ei
coiiliueules, como diz um grande poeta e histo-
riador.
ii Mas nao desanimamos Ilavemos de legar as
novas geraces os cleuienlos da historia de una
grande e predesliuada n.icao : havemos de ajuutar,
cariegando sobre nossos hombros, as pedras que .le-
van servir aos alicoree- do mais soberbo mouu-
menlo. a bisloria, que conere aos heres essa im-
murlalidade que he na Ierra una sombm da eler-
uidade no ceo.
o Proseguiremos u.i cinprcza, sim, proseguiremos
para insprar-nis animarao e coragem,teraos o amor
da patria, e pan gniar-uos pelo caminho da honra,
da dedicacao e da gloria, lemos o Imperador, que
marcha intrpido a nossa trente, que nos coiumau-
da c nos enthusiasm.i, que couinoscu e sempre di-
anle de mis se ilira no meio da lula, que nos leva
so combale e nos oulorga a victoria, fazeudo sem-
pre soar a nossts ouvidos, e retiir em nossos coli-
ces um grito que atea u'alma um logo divino, um
brado heroico, o lirado do genio, o lirado de tioelh
avante avinlc
Jornal do Commcrcio do Wtf.)
ii O ensaio corographico do Brasil pelos Srs. Mel- I juslica, e emlim, com indivisivel graca chamando
|o Moracs e o nosso dislinclo consocio o Sr. Accioli lamber a conlas a cohorte ilos improvisadores de
he um esluda.lo resumo de alguiius obras do mesmo
genero e de longo Mego; e seus dignos autores in-
cumbirani-lhe sem diivida a missao ''e espaldar as
primeiras e mais udispeusaveis noques da nossa bis-
loria e corograpbia pela massa da populacao menos
iuslruida: coiupeiufraram-se, como iillimameule
Lamartine, da necessidade de ensillar 10 povo, es-
crevendo o vro do povo, o livru de mdico proco e
de pequeo frmalo, de esrylo simples e de materia
fcil; cscreveram pois o seu ensaio ibrographicomais
pelo amor de seus enneidadaos do que pela gloria
propria, ou antes, converteram a gloria propsfa na-
quelle amor,conformaudo-seanda com o pensamen-
to doilluslre poeta fraucez, que laz dizer a urna per-
tonagem, mimos?, e suave crcarao de sua musa, que
a gloria que se nao converte 'ni amizade he semeu-
te que nao germina, c llainm i que nao aquecc. o
o Debaixo desle poni de v isla he ionegavel o ser-
vico prestado a palria pelos dous habis escriplores;
mas um assompto de lo vastas proporces aperlado
em lao mcsquinlms limiles devia resenlir-se de la-
cunas e omissocs alias ioeviUveis: ninguem com-
pendia que nao sacrifique ideas.
entretanto o Brasil lem o direilo de esperar -alu-
cia muilo mais da lluslrarau desses seus dous illus-
Irados lilhos. Se Ayres Casal nao deve jamis ser
esquecido, cumpreque aproveitanao-sc o que ha de
bom na sua obra, corrija sc-lhc os erros que lhe es-
eaparain, c accrcscenlando-se o que lhe falta dotse-
Ilie toda a aiuplilude que os conhccimentoi at hoje
adquiridos facilam. Mais um esforro dos nossos il-
luslrescorographos, e dever-lhes-beinos nina excel-
lenle corograpbia da nossa palria.
i I roprias para seren lid
viagens, e dos Chavagnes de lodos os lempos musir
destilando em eslravaganle revisla, a mullidao de
absurdos, de iniogruencias, de conlradii.ocs, c nAo
puncas ve/.es de inmerecidas injurias com que des-
figuran! e calumnian] o Bras borneas que escon-
den! o que vm, que improvisan! o que nao exisle,
e que para escrever um livro nvoram a mesa da
mentira.
Trabalbos como o do Sr. Manuel leircira La-
gos no nobres desforras de una nacao repelidaiuen.
le oflfendida em etoriplo*, que nao merecem l e
que sSo desprezados enlre nos. mas que nos afeiam
uo es(rang'.'iru. ti conde de Caslclnau nao cscreve
como Cluvagne, mas est longe de o fazer como
Saiiil-ililairc, e j i he quasi um dever do Instilulo
Histrico e C-eographico do Bra-il cistigar todas es-
sas rela..oes inlieis e ncouveiiieutes que deformam
o nosso paiz, com analyses lucidas, vastas e espiri-
tuosas, como esta do nosso consocio.
ii As sesses de 1833 nAo foram sutlicicnle- para
que nclla se ultimaste a leitura de urna obra lao ex-
ims i .. consideravel: no anuo prximo Toloru o Sr.
Mai. ..! Ferreira Lagos continuara a prende.- nossas
allcnciies c a justificar a merecida reputaran Ilitera-
ria de que 'oza.
O nosso prestante o incansavel consocio oSr.
Joaquim Norberlo de Souza o Silva, leu-nos os ti
captulos dos dous primeiros livros de sua historia de
lilteralora bnniloira, rroduclo esmerado di urna
comanle c prolongada inedilacAo,
o Comeea o auloe por inoslrar-uos em nina elc-
ganle inlroduro a marcha que se prepuc a seguir:
e eslra u seu Irabalbo manifeslaudo a feliz leuden-
PIlaUUUBBKGi
PAGINA AVULSA.
c apreciadas pela i.i- cia dus BrMtoSwi ,(ara ^iliv das ,e|ra leJun.
fancia, escreveu o uosso consocio o Sr. Anlonio Al-
vares l'creira Coruja as suas lices da historia do
Brasil; o melhodo que seguo he simples; os diver-
sos reinados da monarchia porlugueza c do novo im-
perio americano inarc.io as SOCCOet em que se devide
o seu livro, c em cada urna deltas apunta os feilOg
mais uotaveis da poca que abrangeni: a critica se-
vera, louvando o acert com que o autor procuroo
nos no-sos melhores hisloriugraplios e na revisla do
Instilulo, compulsada com o proveilo, os elementos
da sua obra, preferira talvcz ao eslvlo que foi era-
pregado amenidade deCanpu.
o O Sr. llr. MagalhAes cm um de seus bellos can-
tos chama a raocidade gigante do porvr ; a phrase
cabe igualmente a infancia; mas a este nuvo Hercu-
les nao se robustece nem se esforra preparaudo-o
para as lulas e os trabalbos do futuro, alimentandn-
, como an Pars da fbula, com a medula dos tigres
e|dos lees: he s a inslruccao que o vigora e forta-
lece : he s no fogo da seient ia c no suor do traballio
que se tempera a lamina desle uuerreiro dos lempos
que ha. de x ir, ecofre as llantinas que cumpre alear
em sua intcllgencia depois daquella que acende o
amor de Dos deve logo seguir-se a oulra que acca-
deu amor da palria.
No berroaiuda e no regaro maleruoadormeca o
menino ao som J..- halla.!,i-, ou ouvindo as leudas c
os coulos forjados com as tradinies do paiz, e deide
que po-sa soletear um nome, solclrc-o no livro da
bisloria da Ierra em que nasceu.
i Bem baja pois o noiso consocio que consagrou a
infancia as suas lucubracOes, c que lhe all crlou um
livro que ella deve esludar c amar, porque lhe falla
da palria, que be o co do coraeao dos bous, como o
co he a palria da alma dos justos.
o As obras de Manoel Anlonio Alvares de Azeve-
do couslam de dous volumes, conten.tu o primeiro
seus cantos poelicos; e o segujido, discursos, arligos
e diversas cotnposircs cm prosa.
o Dez anuos mais moco que Andr Clienier, da
mesma idade que Lovalle, dous anuos apenas mais
velho que Cliallcrlun, esse joven inspirado nos foi
arrebatado pela morte.
o Como a aura sabida du scio dos jardins, que en-
torna oudas de perfumes por onde passa, em >ua
curta perisrinarAo pela' Ierra, elle deixou seus ves-
ligios coberlos de llores.
o Essas llores eram hymnos, apanhou-as nma a
ca que anda mais evidencia mostrando como a
despeno das difculdadcs, calculadas uu nao, que
obslavam a iuslrucc,Aodo nosso povo no lempo colo-
nial, liuliamos ja antes da independencia histo-
riadores que iiiemorassem a gloria da patria,
pocias que celebrassem os fe i tos dos seus hroes e
oradores, que do alto da tribuna sagrada dissesema
palavra de Dos coui a cloqucucia doi inspirado! ;
passa depois o aulur a lanzar urna vista de olhos so-
bre esses povos intrpidos que habilavaiu o serlao o
seoslas do Brasil, c que succuinbiraiu aos golpes
da espada de Mera de Sii e do Saliuia e demora-sc
enlAo alguna momentos recordando a imaginar,Ao
ardenle c a lanada le no improviso que distinguan)
usl'aiuovos, vcidadcros bandos das florestas,
ti Esludaudo a llleraluia porlugueza aa hura do
seu apogeo, quaudo se perscjoilcava em Cumies a
grande epo'pa em Ferreira a tragedia o a comedia,
em lid Vicente o aulo, e em Joao de Barros a histo-
ria, demonstra que a sua influencia deslumbrante
tirou a originalidade aos nossos escriplores. desali-
ando a imitaran que alale ou apaga o genio.
o llemonslra a existencia real oupossivel da litie-
r.itina brasileira, istu be, a sua nacionalidad?, com
a iuspiraraoda nalureza virgein mageslosa e subli-
me do novo inundo, com a origiualidade que iran-
suda i\.t obras dos escriplores na cor local do paiz
nos quadrosdos coslumes de seus habilanles, nos
sentimenlos que lem a sua fonle na religiSo, na sua
bisloria, que he o relexu da gloria da uacAo.
ii Parlindo do dcimo sexto seculo, que he o nosso
primeiro secolo.o nosso consocio occupa-selargaiueu.
le dos selvagensedo seupendor para a poesa; diz
que as tribus que mais se avantajrAo uellas.descrcve
seus usos e euitumes,ieusjogos c dansas dramalicas
suas creuras a inyliius : a depois linaluicnte con-
templa as figuras venerandas dos emitas que traba-
lliando na calechese dessas Iribus errantes, aprovei-
(am-se de seu (alelo potico, de sua linguaharnio-
niosa c llexivcl, fazcm versos pagaos com pen-ameu-
lot cbrislos, a inlroduzciii o Ibealro as ciliados
que suigem do meio dos dcserlos, fazendn represen-
tar as comedias de AnchicU nos a.lrosdas igrejM
e a sombra das llorlas.
ii Proli hi a leitura do nosso illuslradu consocio
pela mesma razAo porque fura interrumpida a do Sr.
Lagos; mas o que ouvimos foi ja de sobra para ava-
Companlia hjrii-a.
Nao vamos lao mal ; a par dos sustos e a.'!ires,
quaudo s se falla culre mis em moriese oulras no-
ticias d/c./iev, chega de denova com destino ao Ma-
ranliAo una coinpanhia lyrica sol a direccAo di. Sr.
Bamonda, arlual ciii|irezario do Ibealro San Luiz
daquella capital.
Prccisavamos romo de pao para a borra, que
o Sr. Bamonda aqui aporlasse. Dos sabe por-
que.
Sr. I.ucei, olbe que o Marauho nos quer dar una
licao de bom gosto, moslraiido-se assim mais apre-
ciador do bello e do sublime.
>ns ii.io recebemos a visita du Sr. Bamonda c sua
compaiibia com iiidiueranca, porque lem de propur-
ciouar-nos cinco ou seis)nuiles de verdadciro.sorimom-
bitlism'o, porque quaudo se ouve cantar roxines
nao se dorme esse somno material, embriaga-se a
geule no somno vivo, elevase as excelsas regies da
poesa, e eis o somnambulismo.
A campan!.!., do Sr. Kamonda be una das mais
completas e das mais bem escolbi.las que lem viudo
ao Brasil.
Iloiuem iufaligavel, e sobreludo caprichoso em
desempeuhar os seus compromissos, o Sr. Kamonda
nao peaipnii eeforcos para reuuir em torno de si ar-
tistas de reconhecido metilo, canlores, que bao Ira-
hdlhado nos primeiro- thcatros da Italia, e que ad-
mira mesmo como aceilassemumsemelhanle engaja-
mento, a nao ;er o amor da gloria e o desojo de se-
ren applaudidos em um paiz cslriiiho.
N.io fallamos porouvirdizer, pois entendemos que
rom esse capolo do oucir dizer, habilila-se muila
grate, |iara uos Impingir quaula moca por abi ha de
uno goslo e pessimo sabor.
Minislrou-se-nos aljuns trechos dos jornaes de
M if'o, Torio e aples, onde os maiores elogios sao
lidos a muilos dos artista, que enlre nos se* achira,
e sobreludo no Mensageiro a de Oenebra, o qual
depois de fallar de cada um dos da companhiai
termina desle modo : Esle emprezario (falla do
Sr. Itamoudaj deve estar bstanle salisfeilo de levar
comsigo lAo habis artistas, e inulto orgullioso do
extraordinario successo, que obliveram em Oenebra.
panlna perde tola graca ; os dilectaiiles desappare-
cem, e o mais feio prosasmo iuvade a mais potica
campanilla.
lie o requinte da immoralidadeajnnlac-sa tor-
io grupa de mancebos dissoliilusconfronte a urna ca-
sa da ra do Livramento, onde cosluma-se cantar em
algumas nuiles, e por palavras obcenissimas coui-
menlar a rooulao dessa casa, e o que de mais revol-
i.inle sa di, he ijunlar-se esse grupo alguns ins-
pectores de quarlcirAo.
O que nos vale be, que se ha Talla de azeile, ha
abundancia de vergouba. Conliuuam a acreuder-se
larde os lauipei.es de llgomsi ras mais recnditas
de diversos bairros desla cidade. A ra da Alegra
be nina detlas, e desde u lim da ra do Pires at o
qnartel da Saledade as trevas dominam.
Na verdade, que Irevas c Suledado parecem-se
imitas.
E porque o lampean que aluinia a frente do quar-
tel do 9. baldlhao chura lagrimas de fogo, e. grande
porga-a de azeile se perde nesso pranlo aule-ccono-
inico '.'
A farda dos nossos soldados esta' sendo muiln
ultrajada, a nao ser urna farda u mesmo que rodilha
le prelo gaiihador.
II por estas eoutras.que disse o visconde de Pe-
dra Branca u que no Brasil loda as cousas se expli-
cava pelo absurdo, n
Euconrainos em um desles das para os lado- t\
fundirn do Star una cufiada de -oblados trazendo
a's cosas vasos inmundos da azeile. Deixarcmos de
referir as queixas de um desses homeiis da guerra,
porque a queixa he livre, e commiimcnle essa
liberdade pouco agrada.
A farda de um soldado, que be o iih'co penbor de
sua nobreza, nAo deve ser empregada em mlsleres
laes, lauto mais qiianlo nos parece, que a Ici nAo
impe ao soldado serviros desla nrdein.
Ha por ah lautos Africanos chamadoslivrcs
porque n.io se manda para cada quarlel urna meiaclu-
zia desses hoiuens para o emprego de serviros pesa-
dos !
O soldado sii se deve emporcalliar com plvora e
uAo com borras.
O nobre general bem poia se quizesse requisitar
Africanos para se iiicumbfreni da limpeza dos quar-
(eis e dos serviros de eonducc/ies.
Talvez nao hajam Africanos, mis la' esla' o goslo-
sao do Farias, pardo velho de boa firma, para fazer
consignaees delles para ca'.
Cnnsla-noi com certeza quea epidemia se desen-
volver no termo de Cimbres, e que a cmara llal-
li requisilara ao Exm.Sr. conselheiro o Dr. Ciclan..
Xavier Pereira de Brilo, como o medico de sua con-
tiaiica c coubecedor do local. He muilo de crcr
que S. Exc. nao poupara'despezis para enviar quan-
lo antes uin medico para aquella comarca.
Na segn la-l'eira, por volla das I horas da
noile. o Terce deu sigual de fogo, e apos elle as de-
ntis igrejas circumvislnbas ; o povo corren para o
lugar indicado na ra das Aguai Verdes, e so se sou-
l.e que ii'um segundo andar de um sobrado liaiii pe-
rigo de incendio, porque era para alli que lodos
aponlavam por Ibes dizerem. no enlrelanlo, que a
familia desie andar conversava impassivel para a do-
visinbo.
Um pnvoiiiimoiisocoucorreu presuroso ; um gran-
de numero de ulliciaes e soldados, alguns inspecto-
res c subdelegados, a bomba do Irem.a bomba do
arsenal de maritilia, bandos de negros cora ardiles,
inmensas mulhercs de limAo e capona, o csquadr.lo
ligeiro dos muleques, emlim nAo houve falla de coo-
currenles. Depois de una bem estirada hora, bre-
se a porla da ra, c apparecera alguns paisanos e
militares, e o inspector da ra Direila, quedisseao
povo podera-se retirar que o fogo apagou-sc !
Felizmente o fogo nao veio a turne.
Cosamos como nessa occasiao um ordeuanca a'
cavallo irrojon por sobre o povo o sen fogosa cored
sem a menor picdade : que digno (amarada para
nm pedestre A insolencia desses cdrolgados be de-
masiada nessas necasioes, que mais misler se faz a
ordeui e trauquillidade, ediga-se a um desses meas
senhores qualquer cuusa '. O sujeilo monlou, lo
mou rnn/ia/tra, be anexm bem verdadeiro.
Consla-nos que o iuspeclor da ra Dircila se
acha extremamente despeilado com nosco, por ter-
mos tocado ern sua inspectora, c que nos promelle
urna boa sova no lradn do Poco.
(Juan lo quizer amlgoinho ; somos tolerantes, e
nAo nos oll'en ier.lo as vossas queixas, in-nlin-, jusli-
licaces c o mais que quzerdes : nao vos lemos m
M.ntad.', contamos um laclo.
Consla-nos que se deu no bairro do llecfe ura
recrulameulo deseuderos por um ordenaiira, para
levareni ambulancias para o mallo. Os malulos
pinolearaui, e foi um goslo ver ordeuanca, cavallose
matulos, ludo na carreiri como roslumam lazer os
serlanejos na junta do gado piriri, pirin, piriri I
Koi-se embora o Dr. Cabsosu' para Cimbres,
acompanbado de um ordeuanca e ura guia de di-
vinle. Fira-se com lano inedo quaudo se v um
hoinem enlre nos de clavinole.... lemos logo idea
de um fabricante de defunlns.
NAo ha noile na qual nao se d urna oigia na
taberna que lica por baixo do sobrado do pioprie-
lario Vicente Ferreira da Costa na ra do Hospicio :
Os habilanles desla comarca quasi desesperados
de ver maulada a agencia do correio publico, man-
dada crear uesla cidade por decrelo imperial, lanca-
rain suas vistas para um boiueni que suppozeram ca-
paz de Ibes fazer um bem, e esse hoiiiem correspon-
deu perteilamente a expectativa de louos ; esse ho-
rnera be Vine........., .
Como seja a saude una das cuusas que mais ape-
tecemos ueste mundo, nao parece fra de proposito
dizer, que por ora nada ha, que induza a rcreioi;
ape-ias eipalhara-se de vez em quando aluumas noti-
cias de eneommenda, de que o cholera est d'aqu'
a duas ou ires leguas, n que uAo deixa de por a
muilos era calcas pardas !
No dil :W do mes p. passado teve lugar a Testada
uessa padroeira, a qual ; Testo i foi feila cora alguma
pompa, e foi bem concurrida por pessoai do oulra"
comarcas : na noile do mesmo dia houve um fogo de
visla bem sollrivel, e na larde do segaiole um fol-
guedo de civ.ilhad.is, pas-audo-se ludo cm boa
ordem.
A carne fresca deu honlem lli patacas por arroba,
e a farinha di por alqueire.
I'rurlas nao ba, a excepcao de alguns abacachis
viudos de oulras parles. \.
( Carla particular. )
REPASTigAO DA POLICA.
Parte uo dia 7 de Janeiro.
lllm.cExm. Sr.Levo ao conheciuienlo de V.
Ec. que das dillercnles pirticipicoi bnnlcm e bo-
je recebidas nesta reparlirao, cousla que se deram
as secuinles oceurreuciss :
Foram presos : pala subdelegada da (regaetii do
llecife, Jos Francisco Barbosa e Joaquim Ferreira
da Silva, ambos por desuniera. Mana Joauua Coi-
Ibermina da Conceieo, Mll Isabel da VisitacAo e
Senboriuba Mara Francisca. Unas por brisa.
Pela sal lelej ice. ,1a fresuezia do Sanio Anlonio,
o prelo escravo Sebastian, por ferimentos.
Pela tobdelegaeia da freguezia de S. Jos, Manoel
Joaquim di. Nascirncnto e Joan Luiz Jos Santos,
ambos or erime de furto.
E peta ubdelegacla da fregonia da Boa-Vista,
1 boma/ Bosendo de Olivcira, por infraccao de pos-
turas liiunicipaes.
Itefere em ollicio desla data o delegado do primei-
ro di-li ii-ln desle lerino. que pela subdelegacia da
freguezia da Boa-Vista lhe fra participado, que em
a noile de i do crrante, o pardo Joaquim Olegario
ilc Barros recebera dous ferlinenlos,
que o habito de ir machio.dmcote Igreja ; ot pas
nao se ..mentaran mais de confiar a uulrem a edu-
cacao religiosa de sens lilhos. u
Assim devemos a lodos os respeilos inscrever i
freule das Faculdades de ensino cultivadas as es-
cola! primarias a nslrucrfto religiosa. Nao aceila-
nius em lodo o rigor a >en(enca proferida contra
oulios paizes pelo honrado Sr. Burga, quando diz
que a ioriraejlo dada tas Franca as escalas pri-
marias nao infunde principios tilos de religiao iip-.u
de moral, que na Suissa ella faz democralm o
iiiliei', que na Austria redui-se a um calhecismo
poltico a favor da casa da ilapsborgo ; mas sumo
obrigados a recouhecer que em nenhum piiz a reli-
Kio esta ligada ao ensinu primario lano como na
Inglaterra. A nre]a eslabelecida, o dissidentes.
lodas as seilas lodos ... partido- concordara nesso
poni. A instruyo religiosa permanece, sendo o
fundo da mbsma inst'uei;Aii.
NAo quero dizer soineule que n-lrun lo rtli-
giosa sobrepuja a l.das ai Faculdades no ensino.
que oceupa nelle urna parte comideravrl, sean
larabein que entra na dreeeeo da escola em eu
lodo ; i,ue sera pouco para nm profesior pnisuir
It Sanias Escripluras e tirar deltas urna lirao con-
veniente sobre as creuras de sua couuregaco ; po-
rem, que deve ler-lhes infundido o espirito em toa
conduela mi ser, por assim dizer, sua app|icir*n
viva : a para ser realmente religiosa a imlrucran,
deve ser mini-lrada segundo os principios da reli-
giao por homens de coraran religioso. 1
O ministro, aerresceula elle, enlra. segondo a
ooeaailo, una ou duas veze >or dia na escola,
i Elimina Corla numero dos meninos man ulosm m-
I bre quesloes reliciosai, e Taz por dar liles algomas
explicares uleis: islo he verdade. mal o lempo
i que alu passa pode ser avadado em urna hora por
dia. Sibe pouca cousa do raracier particular de
cada menino, oque nAo lhe pecnnlle rxerctr sobre
ellossenao urna inflojondi mu limtala. O mestre
pelo contrario toma o menino desde a lanra idade.
e roinoiunica-lhe as primeiras nocoes do bem e do
mal ; passa grande parle du dia com -cus alumnos,
pode eiludar-lhes comoiodamente o carador, at di-
posieset, viga-Ios com cuidado na ..ola a fra, re-
prmir-llies os maos iii-iuicl..-. auima-los. eshorta-
los. em nina palavra forma-Ios fo Iraim. Bis a
educacAo. e lodo o ineslrc que nao dirig- nesse sen-
tido seus esforros be improprio pin o oflicio.
Nao se deve eilrinhar o grao de inslroccin qee
be eligido de um prole--.r sobre al malrrai reli-
giosas. Percorreudo as qursloei que lhe sao pro-
posias no exame. rrer-se-lua que val formarse em
llgomi escola de llieologa. lie sabido o goslo que
a nacAo em eral, mesmo as mulheres, lem por esse
genero de estudos : lodo o luglez he nm Unto Ide-
logo por incliuaeAo, os professores o sAo per ofli-
cio. J
Se a rdfgao eslabelecida reii
nasie sozinha ni in-
e que apenas, irucao primaria, ou meimo se ai diversas eorpora-
aquelle subdelegado soobe de semelhanle fado, di- ces religiosas que fazem sclu.ma eom ella r ltm
- mantereadi uma.umaescoladesiiacomrounidademr
toda a parle em que se achaie algum menint quo
ibes penencesse pela creda de sua familia, parece
que nada liaveria a desejar par. i inslruccao popul.n
sustenlada e propagada pela rivalidade das teilas.
Ma- e-e carcter religioso dado as escolas, a apri-
meira cauta de sua proip-ridade ha tambera a at*.
gem de ama discu-sAo seria ja anlici, e tuslealida
por muito lempo, mas que lem lomado desde al-
guns anuos tal i m portaneU que anteara mudar nre-
vemeule, a forma e alterar o principio.
rigio-se casa do olan li lo. e esle lhe declarara que
nAo Couhecera a pessoa que o ferira. sendo que o
mesmo subdelegado depois de haver procedido an
competente corpo de delicio para a formarAo do pro-
ces-o. Brava na diligencia de deteobrir quem seja o
aulor do cime, afira de o capturar.
Heos guarde a V. Exc. Secretarla da polica de
Pcrnambuco 7 de Janeiro de IWli. lllm. eExm.
Sr. conselheiro Jos Beulo da Cunta e Figueiredo,
presidente da provincia.O chefe de polica, Luiz
Carlos de l'aica Teixtira.
S
lllm. e Exm. ;-r.Levo ao conheeimenlo de V.
Exc. que das dillerenles participadles boje recebi-
das nesta repartieflo consta que se deram as segra-
les oceurrencas :
Foram presos : pela subdelegada da freguezia du
Becife, os marojos Trnceles .lules Joacbem e Joscph
Simoiii. a reqoisicao do respectivo consol.
E pela snhdelegacia da freguezia da Boa-Visla,
l'ilippe Santiago dos Passos, por desordem.
Hnnteui pelas !l e meja hora da noile manifes-
lou-se um incendio no solio do segundo andar do
sobrado da ra daslaftguas-Verdes, em que mora
Cosme Joaquim da "onseca liaivAn, sendo o mesmo
incendio ninlii.ido por estar acceso o fogao da casa,
e as cbammas se lerem cammunicado a cabeca de
urna travo que sabia fura da parede, por onde pegou
n fogo, que immedialanionle foi exmelo com alguns
baldes il'agua, nAo se fazeudo pred-o laucar man
das bomba* da polica e do arsenal de guerra, que
promplainenle lili te apresenlaram, sendo que ne
nlium daino sollreram o predio c seus habita-
dores. ,
Dos guarde a V. Exc. Secretara da polica de
Pcrnambuco S de Janeiro de 1SVi.lllm. eExm.
Sr. conselheiro Jos lenlo da Cimba e Kigueiredn.
presidente da provincia.O chefe de polica, /.((:
Carlos de l'aica eireira.
H tHTt'vUHMicVudil.
.Srs. redactores.Fallara ao mais rigoroso dever,
se eu i;.i' recorresseao seu muiln conceiluado Dia-
rio, para agradecer aos Srs. Dr. jse Francisco Piu-
lo liiiimaraes, e Jos Joaqitini de Moraes Sarniento,
por fazerem rae raluitamcute a operarao nos escro-
tos, tirando deiles 1 "> libras de peso, pouco mais ou
menos) 7 libras e \\ quarlas e meia de carne e o mais
angue e agua ; por tao grande servico, agradeco n-
ditos senhores doulores, e eapeclalmOBle ao Sr. Dr.
Jos Francisco Piulo Gaimaraes, por me assislir to-
rios os dias, c Tazer as curas uecessaras ; nao posso
senhores redactores, deixar de agradecer ao Sr.
Joao da Silva Moreira, por prestar-se muilo e mui-
lo, al soccorrer-me com os meios que eslavam a seu
alcance, nem s agradeco a estes dlstinctotlonhorot,
como geralineute a lodos que lo voluntariamente
se prestaran) ; e podem talai pessoas contar com
os raeus fracos servcos, aqui ou era qualquer parle
que u desliiio me conduza.
Oueiram, senhores redactores, inserir eslas toscas
linbas do seu alenlo venerador e criado,
Jntonio Manuel l'ereira l auna.
S. C. s de Janeiro de 1836.
Bernardo esperava lanto por essa chamada, que
nao se mover. Morin e Antonna pararam.
O mez passado, disse madama Des Grennos,
cu tinha-lhe olferccido rcuovar seu arrendameulu
com cera escudos de augmento.
Miiilid boa sciihar-i... oinccou Morin assusla-
do craquanlo Anlouina volva ja olhos supnlcanles
para Mr. Des Carenncs.
Vossnao o fez, loinou a mulber forle ; ago-
ra anuuncio-lhe que sua casa esla alugada... dar-se-
Ibe-ha o lempo marcado pela lei para mudar-sc.
He pos-ivcl !... exclamou Idorin coosle^uado ;
meu pai viveu nessa casa, seuhora, e foi ah que eo
nasci...
Hava um laivo de salisfacao uo semblante impas-
sivel do molduran, e elle lancava ja sobre Anlouina
um olhar triumphanle.
Oh! senhor'.... diziaesla.a qual alrnvessira a
estrada para approxiraar-se de Des Garennes.
A caslclli.i den as costal a Morin, que eslava di-
ante delle de maos postas, c prouunciuu smenle es-
tas palavras :
Va-sc .'
Morin chegou-sc a Mr. Des banana* e disse :
Ouca-ine, senhor, ouea-me !
Des Carenncs folbeava aclivamcnlo o livrinbo de
leinbraucas.
7" *-'"e* ''""c elle como queiu disperla ; meu
pobre Morin, a senhora he que occopa-so dessas
iniudezai.
Miudezas! exclamou Morin; gaslci quanto li-
uha em melhorar sua ierra, e vossa senhoria bem o
sabe.'... Miudezis ma Irata-se de minia, exislen-
cia e da existencia de minba lillia.'
Tenha piedade de nsl repela Antonna cho-
rando.
O castellao eilava visivelmenle embaracado, se-
nAo commovida ; mas um olhar que laucou mu-
lher reililuic-lhe a coragem dos cobardes, que veem
a retirada corlada, e elle disse em lom enlodado j
Nao posso dar-lhe nenhum remedio...
Vamos, vara is I diza Bernardo nesse mou sil-
lo, jolgam queeu tenha lempo para espera-losl
Morin e a lilha abaixanm a cajici-a e re
ram-sc.
Se a boa vclba.Kirarda nao sorrorrer-nos, d-
ala Morin cm voz alta, estamos perdidos !
Sn Icnho esperance no senlior Kolando dizia
Anlomna comsigo :
(Juaudo dobraram o ngulo da vereda, o raordo-
rao poz-sc dianle delles no meio do cimnhu.
se piteando os olhos.
Ha lambeui cerlo Bernardo que pulen,; fazer
alguma cousa, so quizesse...
O eslalojadeiro e a lilha iuterrogarain-uo vida-
mente rom a vista.
Ah! ali! ah .. lorrmu Bernardo passando fa-
miliarmente a m8o prloqueixo de Antonna ; con-
versaremos a esse respeilo c::i lempo e lugar cou-
veuienle.
A castellaa apoiava-se inclancolic.imenle ao braco
deui ser pulidos c benvolos ; os lilho- da fortuna de-
vera ser altivos o seceos, sob pena de vereni-se esu.a-
gados pelos grandes e rodos pelo> pequeos... Ou-
lros podem dizer com corlezia, cu quizera os lilhos
da fortuna devem dizer vigorosamente, queremos !
o du- Tena razan leus sempre razo disso lie- !ia-
reiine-. o qual n.io esperava lo lorio descarga.
E agora, lornoo a mulber dando a voz mu s-
cenlo de iaitiga, quer lazor-ine um graii.lissnno ser-
vico, senhor'.'... 'lome u coveruo alisaluto de sua ca-
sa, livre -me des-es euidadus insupporlavcis, poupe-
iue essas lulas que marlvrisuui-mu !... Acha que nao
emprego niso bstanle braiidura, pas bem, aceito
minlia demis-ao e scre a inas feliz ciealura do
mundo !
Mas ta! cousa nao conviiiha a Des Garennes. Se-
Antesde sua partida para o Brasil quiz receber aqu | |ia all, como hoje se oliservou, um ajunlamenlo de
negros, soldados e proslilulas, que jogain as pala-
vras inas obcenas que pa le pronunciar a caualha
mais desaforada e impudente, a poni de nAo pode-
rera nessas occasies chegar s anellas as fami-
lias que por all morara. Oque Taz a polica t A
polica rn/uiesra in pace.
Da-sena rbeira da Boa-Visla urna especulacilo-
zinha das arabias ; indagaremos de quem esl mais
hem no Tacto ilclla para rcferi-la ao publico, mas
desde ja pedmos a illustrissima'aramara municipal,
que abra os olhos com os laes conlraladores de ri-
o baplsnio de approvacao ; os bravos, os capos e os
reiteradas ciiauamtulo- a -cena largaroenle corres
ponderara asna espedativa....
'Tambera fainos informados por pessoa sisla, que
nm brasileira residente ha seis anuos na Italia o Sr.
Ernesto de Souza l.ecoule, falla eni suas carias para
esta capital na campanilla nossa hospede, dizendo
que o emprezario "amouda he digno dos maiores
encomios, pelo seu zdoc pela maneira porque for-
raou urna cotnpanhia lyrica de lauto mrito ; falla
uo magnifico vestuario, que fez em Turin, e ueste
M.MinfDiiH\
sentido especialmente se exprime : Nos Ihealros Reirs..
da Italia nao ss aprsenla cousas lio ricas, c de me
Ihor gosto e por ultimo falla na escolha das ope-
ras, que devem ser ostentadas.
A' v i-ta de tantas causas bonitas nao vacillamos
cm convidar os nos-os comprovincianos lumarcn
parle acliva as bellas nuiles, que ura feliz acaso (ja
que somos brasileos pelo acaso.. Tai proporcionar-
nos, curios de que b.io do aprecia-las como inerc-
ceni, uoiles pastadas a ouvir-se us maviotot cautos
desses cisnes creados na Ierra das paixoes ardenles.
ao bello sol da Italia !
Porm, Sr. Ramonda, nao allere por favor os pro-
cos dos camarotes e cadeiras, porque, meu seuhor,
assim como u rico tem bom goslo para ouvir a sua
companliia, assim o pobre artista, que depos de mu
longo dia de trabalbo, lambem querer passar algu-
mas horas a ouvir odlros tons, que uAu sejamde um
marlello na sola, dcuin malho na bigorna, eo vi-
briute susurrar de um torno.
No Km as eompanhils Ivricas lem pouca duraeo,
porque marcara una lava pesadissinn pelos cama-
rotes e cadenas; p.,s.-ado o furor, a bolsa principia
a lossir, cspeclorar c a ptbysict >e d.clara.e a rom-
(jareuues. caiilssou-tne sera que cu Ib'o pcr-iinla.--o
que ludia a mana americana...
A mana americana?... repeli a incoinpar.ivel
Julia.
Sabes u que be isso '.'
Nunca ouvi fallar de lal coii-a.
Nem eu !... F-in suninia estou convencido de-
que be mu rico, o he o principal.
Min... repello a castellaa pensativa, lio o pnn
cipal... (.lucio ver esse senlior Slephen Williams,
apenas acordar.
Chegavaui ios car|ies que guarneciaui o jardim. no
qual os Ricardos de ambot us sexos conversav.im e
folgavam entre as llores. (>ovia-se a voz gra-sa de
Du Taillis, o lenor agii lo de Du Guerel e o barvlono
ra no bolso.
Basga-me o coracAo pcuali-ar es-a boa geule !...
disse ella com senlimeoto ; mas be misler adminis-
(rar cada nm os seus dominios.
'Talvcz se tivesse podido... comecou Des Ga-
i rcones cm lora mu tmido.
A castellaa cudrcilou-se, c actbOU ironicaineiile :
Faze-lo com mais brandara, uao be o que voss
quer djzci ".' Bera sei a que cxinuiho-me dedicndo-
me era corpo e alma aos seus nlcresses : sere accii-
sada de crueldade, ja o sou (alvez ; resiguo-me : so-
mos lilhos da fortuna...
Minha boa amiga !..... disse Des Garennes, a
cujo ouvido essas palavra- soavam dcsagradavel-
inenle.
Somos filbos da fortuna repeli a cailellAa,
nAo s para a nobreza inslenle dos arredores, como
lambem para os campoiie/es de unssa Ierra. Somos
filbos da fortuna para nossos forneredores da cidade,
para nossos servo?, e raesmn para nossos prenles
mais pobres ou menos luiaoso que non... Aciso nAo
sei que estas palavras acharan era todas as boceas
quando chegamos a qualquer parle '."... Todos odiam
os lilhos da forlun pela razao natural c siij)ples de
que lodos invejam-nos... Crea-me, releva que os fi-
lbos da fortuna sepan mais fortes que lodos, se nao
querem ser vencidos no coinhale -urda e traroeiro
que lhe dSo ns superiores e inferiorei... Outros po-
-iite-ontein a noile enraman de II horasquan-
do por algumas ras de Sanio Antonio e Boa-Vista,
passeava um bando de rapazes arremedando era al-
ias vozes, c cora imineusa gritara, o-canli- fne-
bre-do oHi .-o de i!..fuios, prefacio da raissa de en-
volla com chulas adecente!, e as palrnlhis respon-
dan] amenporque deixavam passar esses ener-
gmenos, sirerdutes da liberlinagein, sem Ibes por
na epstola, ande deviam passar a noile para eslu-
darem inclbor o canto plano.
Al aiiianhtia.
COMARCA DE NAZARETH.
(i dejaneirode I8i(>.
Eu Talbrla a um dever se dexasse de felicitar a
Vmc. pela hondada que leve de estabelcccr una li-
nha de correiot enlre cs'a cidade c a capital da pru-
viucia. dolando-nos por esla forma, com um mclho-
ranienln que ha muilo era imperiosamente reclama-
do pela necessidade ; por lanto, peco-lhe perniissao
para apresenlar-lbe ns mcus respeilos, por !io assig-
nalado favor, rogando-liie me desculpe, se com isso
oliendo sua modestia.
A INSTRICCAO POP LAB NA INGLATERRA
/'or /.orain, rector honorario.
.'ConliuuacAo.l t
Na di-, iis-r... suscitada hoje pelo Estado uas c-
maras, he tambera em neme da religiao que se re-
clama o aperfeicoamenlo das escola-. u.V ignorancia,
dizoSr. kav Shullleworlb, nAu he mais considerada
a ni ti da devoran; quem quizer escrever a historia do
pauperismo na Inglaterra, deve lerabrar-se Je que,
apezar do numero de seculos decorndos. desde que
os sacerdotes missionarios da calhedral saxouia pe-
uelrarara na floresta velba, como o mundo, para
pregarem a I-i de Chrislo ao p de urna cruz de pe-
dra era alguma cucruzilhada das mallas, ou porla
de alguma caverna, ou sobre os degraos de nina
simples capella, o lenbeiro bravio, o porqueiro meio
selvagera, o pastor solitario desse lempo nAo eram
na verdade mais ignorantes de seusdevereade cbris-
los do que o sao boje os pobres dos nossos conda-
dos do sol. (,>uem nao sabe que desde ai cinco ho-
ras da ni. nli.: i at" as seis da larde, durante seis
das da semana o camponez nAo cena seu penivel
Irabalbo ; que nauta- vezes a mulber oecupa-se uo
campo em esleuder o Tena para seccar, e que seu
lilbo desdo a idade de oilo a nove anuos eraprega-
se na mesma cousa. ou serve lodo n dia de espanta-
Unaos pardaei' Nao podero aprovcilar a inslnic-
cAo do sac.rdole, excepto (alvez de noile. ou as
ccasies de doenca, ou nos domingos e dias sanios ;
mas a educacao nao os tinba preparado para tirar
alguma v.inlagem dessas raras visitas, lie por isso
quo uas nossas parochias ruracs o zelo dos raluislros
miilliplica-sc para inslrui-los : elles veem a resig-
nacAo c a paciencia do pobre, sao lesteinunhas das
angusties de sua miseria, c procurara alivia-la ; vi-
siiain-no uas iffliccoes, abren a seus olhos o livro
sagrado que a ignorancia lhe tornava illisivel :
da bocea do menino que frequeula a escola aos ou-
vido- dos pais coree a palavra da vida. O bom pas-
tor veodo-os rcunirem-se na escola da parochla,
concebe no coracAo a c.-peranea de que os lilhos nAu
bordaran a ignorancia dos pas ; a supersIicAo cede-
r o lugar a um respeilo esclarecido. a pralicas
piedosas nlroduiidas as cboupanat torio inclbores
I) I81relalorio geral do Sr. Bellair.
lomo ao aca-o no exime geni de IMS al-
guns pontos preparado, Tielo intaiiln propostos
ao can ldalo, o qaal deve reo,,der irainediatamon-
le o por escriplo. Ha lambem oulra parles oraet.
l-.-se- punios miidam-se a cada exame, e nAo -Ao
previaracnle conheculi...
ESCRIPTI RA SAGRADA.
Primeira serea.
I. Porquera e em que circumslinriis foram edi-
ficados e destruidos o primeiro e segunda templo do
Jerusalem '.'
S. Coiiie-iins a historia de Joa .lab e do reala-
ria.. Conidio.
3. t.'.ial he a paratula cm que No-a Senlior fal-
la do rrescimeulo gradual de leu rema ".'
i. Coma explica o zelo pela le que duliaguia os
Judeos do lempo de nosso Salvador c da teas disc-
pulo- era comp.iracao de toa ueglicenria pela lei ao
lempo dos prophelas V E que diuVrenra acha no
ensino da. prophelas e no ensino de Clireilo 1
.Segunda sereno.
I. (Juacs sao as quesloes insidiosas que o- l'hari-
soos, os -saduceos e u llerndiaiius propozeram a Noa-
so Seuhor durante sua ullim visita a (erusalem ?
Emquaulo e-las auaaattta servem para raraclen-
sar cada urna dessas sellas respectivas Ratposlas
que Ihes deu No-so Seuhor.
i. Ooaes sao a. ntrucc,oet dadas na Biblia para
a liicaci.i enlre dosineninoi Hebreos ?
3. O titulo de prophela ha resnelo a predirrio
dos aconlecnnenlni futuros'.' Cite etemplot 'em
apnin de sua resposla.
i. Km que medid a lei judaica permute e limita
a Irisle condicAo da escravidAo 1
Terrena secrSo.
1. Retira as circumslancias da transfiguraran do
u isso Salvador. Oaja liroei tirara daln para tena
discpulos m n- a lia o lado- '.'
2. D exemplos em que o principie do direilo de
prmogeuilura seja especificado ou posto de parle
napea Jencia de Dos revelada pela escrntara, e
refiraO) aos escoplos de San Piulo quialo oto ar-
g.lineal, s fundado- nessa coiisideracao.
:i. D os uoines das principar- prrsonagroi da
genealoga de Jess Chrislo, e cile as proplmete* de
sen nascmeulo que foram lula, a cada umi aellas.
. Em que pontos o ollicio dejoizeda
dillcria do de re e de sacerdote enlre os Jadeos?
(Juarla secr&o.
I. Knumi re.ispropheciii principies em.iuadis de
Nosso Senhore diga o que sabe de seu cumnri-
meiilo.
i. Cite oslexlos du Novo Testamento que refera
se as rirrumsiaucas da diluvio e mostr tua corres-
pondencia com a lei chri-IAi.
3. Em que periodo de sui historia a em qae cir-
cumslancias o povo judeo ai ioii-se em contada rom
os Eav naos. A-svrio-. Persas. Grecos. Romanos *
I.1THIGIA e HISTORIA KCCLESIASTICA
Primeira .-rrrilo.
1. D su minar iameule os principies pontos da
Common prayer Book.
2. Moslre pela ios ir u-can para as orarnos di aaa-
nhAi n o lugar que i Igreja da' em aros officioi p-
blicos i conli-s.io dos peccidos, a absolvirln, a ora-
ao, a medilacao, a' escriptura Santa, aa hmvor de
Dos e as accoet de sracas.
cm voz alia, e depois mais afilela que sorpreza como
podes pensar... Kotpondi-lhe que nos seria muilo
doloroso xa-la separar-sc de nos...
Mulla niAi !... exclamou Des Garennes sol-
lando o braco da mtiiher, minha raai separar-so de
nos !
podemos rele-'a i forca'.'... perguiilou simples-
ment a castellaa.
Des Garennes nao era man bomem ; tnns era
Traeo e eslava subjugado. Etaat revullas loriiavain-
se nelle cala ve/, mais breves e mais raras.
Ico oslava lao pouco preparado... balbucioo
elle. Eslas bem certa do que di/.es, Julia
Madama Des Garennes ciuzou os bracos sobre o
peilo na allltuda da dignidada olleulida que perdoa,
3. O que era o llisKop's book t o hine'i tnot.
i. Prove pelas suas parles consecutivas que ca-
lhecismo he um resumo dos deveres do chrisUo, aa
mesmo lempo urna expsito di doulrna ctxistia.
Segunda ucnio.
I. De nma explicarlo simples da palavra tmem-
mento e das parles essenciaes de qoe elle se eempe.
i. Algumas palavras sobre a origen o lim do
artigas da igreja.
.'1. ('..!e por extenso o artigo da a suflicienrii da
Escriplura Sania pira tsilvirio.
i. Deduza em poucu palavras dos arligos a opinin
da igreja -obte os punios eguinles livre irMlrio. o
peccado depois do bapli-nm, autoridades e Iradicees
da igreja.
Te reir secrio.
\. Quaes sao os cinco periodos qae podem servu
de divisan a historia ecc e-nslica 1
2. Quaes enm os paize> compreheadides ne
igreja do Oriente, e qual sai forma de cavara* *
:t. tlual era a nalureza das conlroversiat acerca
da observancia da Paschoa 1 Oaal he a esto respeilo
a crenca de nossa igreja "f
S. Exponha inui brevemente os nnn-s e os ca-
racteres das principie heresiai com qae lem ludi-
do a t chriala; insista com miis miaociosidade sa-
br a que lhe parecer mais formidavel.
ijuarta tecro.
l.ftQuies foram os seis concilios ecumnicos e qae
enlende por essa denominaba
-J-' I'i-tiiiga o clero regulir do clero socalar. a>
monge-c os religiosos, os pre.sbvlenanas e os inde-
pen lente- do seculo N.VII.
:l." Compare ot caracteres de Wiclrfl e de t'.rao-
mer e moslre sui apropriacao particular a sua obra
respectiva.
i. Indiquen nome e o periodo das parsegairAes
principies que lem solTrido a icreja rhrislAa
com urna narncAo mais rircnm-lanciada de .
Eu I.uni'.a .. disse a caslella ; mas ha pes-
soa- que alliruiam que o pai dessa rapariga lAo com-
pleta e lao bella be um negociante arruinado.
Oes Garennes estremecen c rccuoii. A castellaa
paran p.uieos patios diluale du poial.Contemplavao
marido, leudo os albos meio Techado! e a lucca riso-
Mas o que ...
Siippouiainos que eueonlra-sc melhor orrisian
de um du pira oulro... E fallando assim tenha
la!ve/ una idea...
F^s-c Slephen Williams.'... comerou lies Ga-
rennea.
nba; seu semblan le mudara compleaiueiile, -na- le-1 Porque nao *? ... perguulou a caslrllai sor rindo.
do marido, o qual metiera, bem entendido, a cartel- I gando seu cosame elle retirou-se valerosamente an-
tes de ter combatido : beijou a man da iniilber com
lisonja, c responden son indo :
Nao sou to ioimigo de iiiim mesinn. e aprecio
muilo bem a capacidad*: de minha iiieouiparavel
Julia...
Culao nan follemos ma;. a esse rrspcihi !
Poi- bera Tinhas alguma rousa a dizer-me da
parle de minha mai'.'
He verdade !... ia-me eaqnocendo... .Mas pn-
meiraineule quero saber quem he es-e senlior Slc-
pheu Williaras'.'
Oh pergunlas-me muila cousa, querida ami-
ga... Vi-u pela primeira vi/, esta inauhae... He um
homein bem apes-oado que lem barbas .1.. apostlo...
N'Ao fc/.-se rogado para subir a meu carra, e i llegan-
do ao entallo laucou se em um leilo sem ceremonia
para dormir um pouquinho.
QotnlO ao moral'.'... comecou a casHIaa.
Entendo.... mas era niela llora ninguem po-
de julgar..... 'Todava poaso dizer desde agora que
pareceu-niu ter um genio muilo extravagante.... e
mesmo...
E mesmo V...
Pode-se fallar francamente. Ocio que he um
lano...
Baleu na fronte com gcslo signilicalivo.
De veras? exclamen a castellaa admirada.
Elle mesmo disse-me quasi, tornou Mr. Des
asal do ai lisia ; Leocadia Des Jardins soprano", All- e respon leu cun blandura :
gasta Mas-onueau contralto e o coro fabur.fao dos
Ricardos complelavam esse concertn que era desa-
gradavel. Mr. Des Garennes e-ua Julia lizerain um
longo desvio para evitar a familia, e gaiihaiaui o cus-
idlo por urna vereda solitaria.
E agora, continuou durante u eaminho Des Ga-
rennes, di/.e-ine o segredo de minha mi.
Ue boa vontade. ... he verdadeiramenle una
Meu amigo, vo-sr'" faz-me lima perguula que
.miras poderiam tomar por nina Injuria mortal... Se
suppe que eu tenha o designio de afaslar una mai
da casa do lilbo...
Ib !... iolerrompeu Des Garcunes comp,uugi-
do, nao o eres. Julia !
Basla por boje, disse cun sigo a castellaa, o
golpe esla dado, amanilla produiiru seu eOeilo. Meu
moninice... (.luando inste inlerroiupur-iios la no par-1 "eos, meu amigo, loruon ella em voz alia, nao o
que, esta mulber exc. lenle .lizia-ine, uu antes da- ereio. he verdade... mas jinda que cresse re-lar-me-
va-me a cuten 1er que ns hlalo- delta casa... a vida hia minlll i ousciciicia.
que aqui passa-se... nAo Otilio de accordo com sua Eslendeu a mao i Des Gacetines, o qual beijou-a
idade c com a simplicidade um lauto agreste de seus | cura ellusio.
cn-lon. -. Ollero f.ilar-tc agora, lorniiu ella, de una cou-
Ah !... disse Des Garennes admiradu ; com ef- sa que lambem he importante.., Pens ler decidida
fcilo achei-lhe um tr extraordinario I menlc ronlralado o casamenln de nossa querida Ca-
Sim, continuou a castellaa, ella nao goitou de I milla com o pi imo Du Guerel.
ver-te chegar justamente oaquelle momento., nao | NSo be apretsar-te muilo, minha amiga ? per
l'allava-me com clareza ; mas comprebeudi perfeila- \ gunlou Des Garenue-. que eslava em veia .ie oppo-
meute que sentia-se ca la vez mais iucoramoda.la no si^ao
mee. da sociedade na fieqtienlamos.... que (inha
preferencia-, saudades.... c que seu desejo seria
in"; me liten.i.
Nao... i. -poinleii Des Garennes relleclindo,
confe-so que nao comprelieudo.
(Ib pois au !... pensou a caslellAa. a quem
cuslou a i -ni: il. i seu mao sorriso ; comprchendes,
meu amigo, c muito bem !
Fiquei a principio sorpreza, acrescenlou ella
A caslella loniou um ir tubmino, e respondeu :
Cu o ti/, para agradar-te; se adas qualquer
inconveniente...
Nao digo isso... mas...
Nossa Camilla lem quasi dezesele anr.os.
He bella e completa como pode ser urna rapa-
riga que sabe de tuas niAos, Julia !
I.isongeiro !...
Nao .. coufesso que esperara..-
roe! evpriiiia-.nl enlao urna siiperinridade protectora.
lina vez por todas, mea amigo, date ella he
lourura querer oceullar-nie alguma cousa... N'Ao
accii-n-o do nada ; mas seus negocios eslAo mal pa-
rados... nao o negu, eu osei.
Involuntariamente Mr. Des Caicunes eurvou a
cabeca.
(i primo Du Cuerol nao lie mulo rieo, prose-
guio a castellaa ; mas melle-nos quinheiilos mil fran-
cos na etica no dia di astignalnra ilo conlraln.
Julia ... s minha providencia ... evelamuu
De- Garennes aperlando-lhe as maos.
Essa soinraa bastara ?...
Com a reserva que le oonliel, essa soinuia ser
mais que sufticiciii-;... Nao sei donde vem las in-
l'onuacoes; s umi fa.la ... Mas lie certa que na
praea de Paris minha posie.io he linda magnifica ...
a lado perignso he meu balance cm l'eler Brislol de
Boston, aoqual aulorisei a sacar letras sobre mira na
valor de um unllio e st.scentos mil franco-...
A. caslellAa leve um niovimeulu de Icrror; Des
Garennes terrio, e disse:
Pensas no primeira termo du pagamento do
nosso caslello, be O destino do dinhein. que te con-
liei... NAo lenbas cuidado, este destine tari preeu-
chido... Peler Brislol faz quanlu quero, be a perola
dos homens!
Se u.o recejas...
N'Ao receio nada alisal lilamente ... com os qui-
ubi'ulos mil francos de Du Guerel. quesemduvida
lem la palavra...
Elle tem minha palavra... disse a castellaa tan-
tamente.
Subi ns ltimos (legraos do poi il, e impellio com
brandura o marido para o salgo. Depois fecbou a
porta, e repeli pondo a mao sobre o t.r.: i de Des
Garennes :
Elle lera mioha palavra ; mas...
4



.

*
*.
lies Garennes lairegtn as maos. e cvclanioa :
Seria una accao de meslre ...
Nesse caso, m-ii amigo, Invenios de lemhrar-
nos de que trata-se da ventura de nossa chara lilha...
('..'llmenle ...
Tin acto Uo impelanle merece rrflexio.
Sera devilla, sem llovida ... nada signa-
mos... samen I- ha urna palavra dada...
Se Du Guerel seagasl.s-e muilo. lornoo mada-
ma Des Garennes, as lhe diriamos que Camilla ruta
quiz.
Nao pude obrigir-se um rapari&a... pmiiau-
ciou o marido repentinamente.
Seria cousa odiosa apoiou a luulhcr.
De-Grennos esfregou dr novo as luios, e aaaaVJ.
l''ariimosesse casainenlo sem demora
A despeilo di mama ainericini! acrr-.fnluu
a castellaa soriindn.
Des Garennes coulemplou-a com enihusiaiino, e
disse :
E iosle luque livesle esst idea eso m lei..
das mulheres !
Facn o que pi>iso. responden a castellaa mo-
destamente, pan cumprir meo drve de esposi c
de mai.
O senhor Slephen Williams, disse um triado a
porla, pergunla se o senhor e a senhora queresa re-
cebe-!o 1
M andel liraras coberluris do sali de luiz \V,,
mu marn a caslellAa lo ouvido dn marido.
Francisco, acrescenlou em voz alia, inlradnza
o senhor Slephen AVilliims no salao de Luiz W !
Linda senhora, interrompen nossa amito Ro-
lan-..n I, amo de Vendredi, oqual entrn sem rere-
moma apos do criado, oslaremos isuilmeole lietn
aqui para conversar.
.s.iu Ion summariamente. e assenloa-ta a vonlade
enlre o marido eamulhei. ( oinimar-sr-iai.)
.
/ !
ir


w


En aqu por exemplo un escoto de aldeia ; |lie
nica perleuce a' igreja eslabelecida com a raaiona
dos habitantes ; todava cerlo numero dentro elle
ao ou W estovaos, ou dis.ideulus, uu Jadeos, ou cj-
tholicos. Nao recusara seus lilhos a escola ; porm
o desauvolviiuanlo que ah da' a iustrucrao reli-
giosa poe ero pengo sua to particular. S3o por
europio anabaptistas e vecm-sc obrigadn rccilaiiilo
o calliacisioo a responder si ni a esla pergunta. Re-
cebesles o bautismo '.' Collocados entre sua cons-
ciencia e a necessidade da iiislmcc/u para seus li-
lhos, os |>,iis reclaman, ein noma da liberdade reli-
giosa coulra esaaobngaco. A igreja responde rom
aedume: mantelillo urna escola precisamenteeinm-
teresse religiuso; de minha parte lie caridade ad-
mitlir uella os lilhos de ouiro culto, mas << posso
renuu:.ar a favor de meas adversarios ao mesmo
lim qua me nruponho. A liberdade que reclamis
lie inleira ; guan ai vossos litlios, conservarei minlia
doulrina. Todava o numero das familias iuteressa-
das ha Mo c.msideravel, suas quenas lornam se to
rlenle- e Uto lories que loiii.im importancia pol-
tica e rili.il i. o Estado.
lie a primeira vez que vemos nEstado apparerer
na que iclia mus Se mo oa Inglaterra, ah venios todos in-
teressarcm se pela luslruecao popular, todas as dat-
an de cirtadAos euiprecam uisso volonlariamenle
urna parte de seu lempo e .le sen .liiiheim : su o
Estado ahi permanecen desconliecido ale ein 1833.
Nessa poca debuto da influencia de certa escola
de estadistas, que seus adversarios acciisam de haver
tirado suaj inspirac/ias de reforma do esliido das
inatituicoesda Frauf.i e da Allemaiiha, o governo
ioglez lenta inlervir emtim na eductcla dos pebres.
Suas prelenroes sao modestas, seus motivos honro-
sos, i mi .lam-se na m inuteurito da liberdade religio-
sa na escala como ja' esta' escripia na lei civil. Mas
a educarSo esta' ligada a' auloridade ecrlesias'dca
por Iradicroes lao amigas e lao umversalmente ac-
ceUai que toda a niiiovacao tentada para separa-las
nao poda deiiar de suscitar furiosas lempeslades.
Ero 1835na cmara alta lord Brougham. um dos
mais aelosos promotores da inslrurcio popular, e
cujo noro- liga-so hourosamenle a fun aanlo dos asi-
lo ana 1818. declara-se tambero contra o plano al-
Iriboido ao governo de apresenlar um bil senil para
0 estalielecimento de escolas parocluacs manlidas a
cusa do pato e sol a drecalo da adminisjrarao
publica. Em 18:19 lord.Melhoume poe cm pertoo
a eiistencia do gabinete por (er querido fundar a
educarao popul.r sobre o reconlieciiuenlo da isual-
dade dos direilos civis ein inateiia de religiao. Im
terror eslranlio apoderou-e da igreja. Gusta acn-
ceber-se os cafaren inauditos que ella fez entilo no
wio do paiz. uu l'arlainento, junio da prepria rai-
nha alim da faaer abortar o primeiro prejecto de
educarlo publica propostoa favor das classes indi-
gentes. Entretanto Iratova-se nicamente de for-
mar urna escola normal primaria sob a direccSo ilo
poder civil pira prep.rar profesin a para os" fillios
dos pobres ; mas a igreja ojo cnsmiava-te : bem vio
que no uudo era .. emanciparan das escolas pela
suppressao do canon de KiU3que declara que o mes-
lre escola recebera' sua licenca do bispo. O projecto
da escola nurmalfoi abaudoua lo.
Em 18*2 sir Itoberl l'eel, advertido pelo mao
etilo da adininisirar.io precedente, aprcsenlan lo ao
1 admenlo o bil regulamenlar das fabricas, cvilou
undar no funesto principio da igualdade das diver-
sas cominundsdes religiosa aa> clausulas relativas
a educado as mnulactura. Invoou somcute
pelo urgao de sir James Graham o estado iclnal da
le que totora as diversidades de enan religiosa. O
resultado foi dos mais inesperados. Lord Melbour-
ne veucido pala igreja uvera ao menos por si o
apoto de grande p irte da nac-lo c sobretodo o dos
dissideules.cuja causa pleileava. Sir James liraham
leve contra si a igreja e seus adversarios, pnde-.se
duer que levo lodos contra si. A igualdade reli-
giosa rovollara a iareja, a tnleramU revolioi
dissidenles de loda a especie queso a igualdade po-
da satisfaier. Em vao sir li iberl Peel vendo cou-
lra si esse concert de opinin as mal oppostas a
uio qoerendo complicar com discusses sobra a edu-
carao a respousabihlade que ja liaba lomado <|e
urna vasta reforma Doaooeira, na i deu aud .ment
ios seus primeiros projelos ; dahi em dianle as dis-
ileutesassuslados rormaram de tolos os Corpus de
auas cougregaciies um grande partida conlra a eeao
dogoveruofa/.-iiladesla ve,, causa commiiin cm
o clero para allirmirem que os esforros voluntarios
do teto religioso nos pirticu ares ba'.lariam para a
educarlo da naci iuteira, e para recusaren! loda a
lolerveiicgo da estado, Msignal .-la mesmo como pi-
ngosa para a liberdade da consciencia e para os d-
reilos dos cidadaos.
Fcilmente se coneebe que a iareja da sua parle
nao adormeceu no perigo : ,, Umi lempesia.le re-
beolara obre a igreja e sobre o pan, os sinos de ca-
da paroclna tiuliam locado a rebate, os eclesisticos
a dissidenles deram todos um gritu unaiiiinc as
vossas leudas, Israel (3 i Formou-se pois 'um
parlido poderoso no clero e entre os leigos que esla-
vamconveucidosdeque (ola a tentativa do poder
civil sobre a educacAo ofleudla osdireilos da igreja
Recosavam recoohecer ao estado ouiro dircito na
que-lai, que o de pagar somenle a> dspotas da ins-
Irocsao a colher por fmclo o melhoramento do po-
vo. A igreja recebera do proprio IJeos a missao de
uslruir, a escola nao eslava mciios dehaixo de seu
dominio do que o pulpito e o aliar. II meslre era
o catecliuta ou mesnio o dicono do ccclesiaslico
Borneado e admiltido por elle. No caso de discut,-
sau a difflcaldadesu poda ser submeltida a supe-
rior espinlual (o bispo) em ultimo recurso. lei-
gos admittidos a nina parlicipar.lo nominal como
administradores de tima escola, ou em qoalquer ou-
tra qaalidade procediam da auloridade puramente
espiritual como instrumentos de submuwlo. Na,(
lmenle o poder nao liuha o direilo de inlervir co-
mo uio liniia mesmo o direilo de iusperciunar as
escolas. Sua aejao limilava-se a faculdade de ani-
mar com subsidios em dinheiro os dizimos da aulo-
ridade acclestastica. Os inspectores pagos pelo esia-
do mas nomeados pela adminislra^ao diocesana fa-
riam em cada dioresea aviliatao annual das som-
maa ne> essarias ,is escolas para as reparables, cons
Iruccfies, admiiuslrarao das escolas normaos, apo-
senladorias, ale. O bispo segundo essas iiformacdes
escreveria ao gabinete, o qual seria o caueiro "dos
capilies do Parlamento, em proveito do clero, onico
juizdesuas necessidades.
Entre essas eiager.icfies o governo firme as
soas intencaies couliava para reunir os espritus no
bom seufo do paiz. Com effeito mesmo no seio do
clero formava-se um partido conlrarin a essas pre-
teo;oea eiorbilautes: seu descoolenlamento remon-
tava mais alio do que a quesiaoda educajao popu-
lar. Queixava-se de ver a auloridade acclesia.tica
recuai para o passado, e oppor-se inconveuienle-
menle, a innovaedes selulares. Acutava a Igreja re-
Irograda que foi qualilicada dede enlUu de medie-
val ehurch de mostrar na servir i das calhedraes
prescriplo para as capellas das e-olas noruiaes da
socicdade tucional. tendencia manifusta a dar aos
discpulos ums predilecao anliquada pelo ceremo-
nial da media idade cilava certas nsluicoes do
servico d Urde praticado nessat capellas romo
eiemplos de imilagao romanesca. Essa fraccato do
clero chegou mesmo a imlilair escolas normaes que
naocouhecerama curreccao do bispo no de seu ca-
bido, e que ficaram debaixo da vigilancia de um
conselho composto de sacerdotes e de leiaos. Ellos
admilliram geralmenle os fi I los dos dissidenles em
suas escolas com facoldada para os pas que lives-
sem esse escrpulo de dispensa-Ios do ensino reli-
gioso que ali se ds. DeputacOes consideraveis des-
se pardo declaravam einlim que se a Igreja nao re-
formasseo pessoal da commissanjdirectorada Socie-
dade Nacional, ellas se julgarian aalorisados a pe-
dir para formar uim sociedade a parte, a solicitar
do governo um decreto particular e urna carta da
rainha para lirar tambem esmolas as suas paro-
chas a faror das escol>s ; e.peravam obler nesse
caso hutas mais abundantes porqoe a antiga soraeJa-
de conim-tler a mjoslir,a de separar-Se dos leigos.
hemelhsnle revoleio liavia no campo dos dissi-
denles. Aqu-lles que nao podiam perdoar a sir
James Grabara ler querido em 1812 urganisar es-
cola- em que ts diversas ereaeaa embora toleradas
uao gozavam dos mesmos privilegios que a igreja
eslabelecida, abandonaran) tambem sua sociedade
cenlral \lirittih and foreign nociety) a qual acha
vam muilo moma para a defeza de seus direilos
Ueclararain tarabem que a edticaco e a religiao
eram inseparaveis, que pelo contrario de\ia haver
separaco completa da igreja e do e.lado, que o po-
vo satisfaz por si so as despezas de sua educaran
que a efl'eilo dos subsidios e dos soccorros pblicos
lie estancar a fon le da caridade voluntaria, destruir
a independencia dos administradores das escolas,
arruinar a energa e reprimir o livre impulso da
iiatao.eslabelecer sobre o pensamenlo um despotis-
mo que lana da religiAo e da inslrucr.to urna ma-
china poltica. A seu ver a educarao[ religiao sao
mesma cousa em dous nomes : (azer com que to-
dos contribuam para capilaes que senio appli-
cados igualmente ao erro e a verdade, nao be
somenle chimera. he impiedado, he o prunairo pas-
ar para chegar a culios assalariados pelo e-lado.
Erahm as consequencias funestas da ignorancia,
o ambrutecimento, os chines conlra a'pessoa ou a
paz publica, a p-rturbaraa das insliluires sonaos
e polticas, lodo isso nao he nada a vsla dos desas-
ir que resullariam de um plano em que se qui-
zesse o exemplo de oulras insitluic/.-s muoicipaes,
lanrar sobre a propriedade um imposto destinado a
uppnr as despezas de um syslema de educarao na-
cional. A frente desses espiriios ardenles o Sr.
Bainesdislinguio.seat ISlli pela eneraia urescen-
le com que manteve na imprensa essa aguanto sin-
gular, e desenvoiveu muito zc o. espirito e san-doria
cm servir. de ama causa ver.ladeiramenle exressi-
13. .Mas suas etagerares acharam coulradiclorcs
nao menos acdvos nein menos inllui-nles no seio das
mesmas cor.gregaroes. Os Drs. Ilaugliio, llum. o
m s'!"'>ne r<,l'issao do bil de ducado .de
Mane bes.er, ele, fizcram-lh. justica. Enlim a 1H
MN mt fatlign Sclrml Socletg permanecen fiel ao
5. t"vCUJ01,(""0 clU "3', podia eTieccr-se
dequelhafora generosamente concedido desde a
or.gem. e ale n dismnao se .Iludir sobre sua i.n-
pnrlancinrelalivae.il compararan da Igreja pelo
Humero e pela riqueza de seus adherenle*.
Eis po.s us advorsarios e us austenladures do go-
verno no plano propostn de eslabelecer na liilater-
ra as escolas sobre o principio da liberdade reli-
giosa.
Seus inimigos derlarados s3o a alia Igreja rie urna
parle e os dissidenles apaUonados de oulra.
Seos sustentadores sao o clero menos fantico de
seus antigos privilegios e os dissidentes moderados,
qoesenlem-seinteressadosno bom xito do pn.jec-
lo em coja execne.i o Estado prosegue com
delicia e perseveranra.
O enverno lem uniros sustentadores que nao pro-
curou : s.to os espritus fortes que ven to a dillicul-
Hade de resolver pacilicameute o problema propoem
eorlar OOOgordlo declarando a educara! paramen-
ta secular, t.ompreheiidendo
PUMO II gjMjjMjtj QUARTA FURA 9 E JlNtUtO OE )H6
igreja em mudar seu ens
uda a das Otjlra
loulrinas ..i,...
a repugnancia da
sino religioso, mui(0 mais
anda a das outras se.las em siibineller seus lilhos
as. ve.n com o ramo de oli-
veirai.a raao-ollerecera lodosos partidos llma ..
comm.-darao. O ensino religioso vos desalada
suppnmi-. Eli-s na. tem.fida de supprimi lu
.n.e.ramen.e, falla,,, soda escola. A escolaT.a um
erre,,,, neutro em que cada protestar se opilara
dahi em .liante a evitar toda a iiueslao religiosa rom
o mesmo zelo rain que as procarava danli-s. .Mas
os meninos nada perderan], e o ministro de sua
congregarlo poderla sempre loma-Ios ,, porto da es-
cola para leva-Ios ao calliecismo ; porqaaoto su a
ello incumbe infundir m .........'.. .!*...........i...
de su
pru- ca e auloridade de certos caracteres conhecidos, cuja
firmeza e cujas doulrina infunden considerara e
respeilo: colhem boje na volla da opiniio publica o
premio de sua boa conduela, e o compromisst pari-
lico pelo qual se terminam qu.isi sempre na Inpla-
lerra as lulas mus vivas entre o governo e o paiz Ot-
ra proveitnso a educara popular, um des grandes
beneficios da civilisarao moler
Demais
le. He asss curioso lanrar .1111 olliar sobre
esse novo cdigo de reJigiao negativa na inslnii.ao
primaria. ., Alem deslas cou-as leitura, escripia,
ele. o meslre Ibes onsinaria com cuidado o res-
* peito serio da verdade. da justira e da tolerancia,
cm notan r-laroes com oa nosws semelbanles,
a tempornea, a aclividade, a fragalidade e lo-
o das as oulras virlules ue.essarias a boa direccao
i de nossa co.idiKta parlicolar nos negocios da vi-
de. Evitaj-se-hia entinar na escola cousa que
. lavorecesse os dogmas particulares de una sena
Chritla. Neiihum ministro da religiao seria ap-
'< I" para orcup.tr i!m emprego assalariad na esco-
a la. As e imuiissies reservara cada semana bo-
l ras durante as qaaes estorgo fechadas as escolas :
i essas imras serio destinadas a darem aos .liscipu-
k los a oeeatMo de irem reeober naa urejas ou as
capellat,ondeqoizerera a m-irucro religin. 1;
plano he simples e de fcil eceurao ; t II,e
falla urna cousa, o consenso da naran, cujo espirito
revolla-se liante da supposir.io de'um ensino alheo.
Assim seus partidarios alim de c onlas pedirn, s.i-
menle que deilando -,s escnlas sen carcter religioso
rccnnliecido por indelevel, se delermiue que haver
no eotmo da semana horas c .lias nos quacs lulo se
Iralara .le religiao, alim de que os livres peusadore-
pnssam frequeula-las sem penga nessas horas mar-
cadas.
J se v que esse partido hostil i acra da igreja
e a loda e influencia religiosa ajudaia tildas as pro-
postas do governo que poderem proJuzir a deca-
dencia da auloridade eiclesiaslica.
j'or isso lonae de dar a soa reforma mu carcter
odioso pareie.nl,> aceitaresn alltonoa.o Estado a re-
pelle na apparencia patio que nao desgusle de mos-
trar de quan lo em quando esse aspantalho aos con-
servadores absololos dos amigos privilegios da igre-
ja. Elle se envergouliaria de que o podessem julgar
cmplice desemelhaiiteimpiedide; masemlim como
represenlaiile dos direilos c das liberdades de cad i
culada. no paiz. qaer ao mesmo lempo duas cansas
que devem couciliar-se a lodo o cusi : que o pobie
seja educado em sua relisiao, e que nao seja educa-
do enm principios eonlrarina ella. A eiecacgo nlu
be lio fcil q.lauto esse principie be claro ; 'porm
ape/.ar das lonlalivas.das apalpadellas, dos sacrificios
publicas, a opinifl. nisloconforme justiea quer sa-
lisracrao sobre esse poni Ella a pede ao Estad,
o qual pede a as cmaras, e lia de oble-la.
Com elle,lo para oble-la o gaverno arhou o meio
mus seguro : nao lem partido lomado. Resoluto a
chegar ao seo fin, lem-se mottrado fcil quaiilo aos
meius. lolle geral qoeexilou contra elle a pri-
meira reveladlo de suas ideas, a impopul.irida le sem
evemplocomqiiefoi aeolhidtem ISlli nitsamaras
e no paiz nao o desaleularam. Elle nao desviuii-se
do cainiiibo : em vez de assu-lar-se rom lodas as op-
pnsiroes diversas, paixonadat, injustas reunidas cm
urna mesma Icmpcsiade dos qualn. punios cardeaes
da opiuiao pblica, d'uou ao fnluro cuidado de
apnlaca a aus provaudo pelo eu retpeita reli-
gsao que nao queria locar na arca sania, a ouiro, se.
guindo sem desviar-se a liana las lbenla les pro-
mellidas, opnn:ipiodeuina igualdade de direilo.
enire as diversas creuris. Mosiroii I tolos pelo un
uso e emprego itoparcul que fez dos capilaes deixa-
dn em suas maot, que so linlia urna vonlade : a de
lazer na inslruer.lo populai melorameiilos gradua-
do- e reformas intelligeote. Alravez de lautos es-
eolli t ebeaou a separar de Indis as opinin a par-
le moderada que Ibes di Torra : um principio c-t.i
salvo logo que nao Irate-se mais de saber se ser*
adoptado, porm como ser poslo em pralica. 5,
O governo, al eolio eseluido absolutamente dos
negocios da intlraeclo popular na Inglaterra, apro-
veitmi com babtlida le um pretexto honroso para ba-
ler a parla.das escolas, e pe Mr Ib- fosse permil-
lio entrar. Seolivesse felo em nom.> da inllu-
encia poltica que Ibe he devida, sem neiihuma du-
nda lena receoido emresposta urna racotacio mas
aprnenloata qmiti cono o soldado ite polica en)
tima casa particular quan.lo lie chamad para res-
labelecer a paz.Uuvi na escoto o grilo das consrieu-
ciasquesi! revollam contra violencia fela as suas
crenras : he negocio dn aleada da polica, e incum-
be ao enverno inlervir. lie a esse titulo que ven,
submeller as cmaras um bil destinado a dar na-
rao o direilo de visar a educar.lo popular : n.io pe-
de nada cm nom de seu poder e de sua dignidade,
pede que o arme.n da auloridade necessaria para de-
fender os direilos menoscabados da erando numero
de cidadaos no E-lado.
Essa situarse be mu sin-oltr para neccssilar <\e
ser explicada. Poucas pettoas comprebendem ainiia
cniio emum pi;coni.ierado suarda avanrada da
cnilisaraoedas liberdades publicas, o Estado (em
permanecido ntranho ao muvimemo dado em qual-
queroulnipartea nslrucrao primaria pelo Estado
oetmodobeuodnfonnaade governo menos libe-
Todava o facto lie verdadeiro. Acludmente nao
na na inilalerra ministro da instrueclo publica; nao
ha instrucgo publica, ha associar'oes rarilalivas,
corporaroes immensas, numerosas escolas bem or-
denadas e bem administradas para o. pobres ; mas
lodas Hoparlieulere porque o Estado nao conlriliuc
pira ellas. \ eremos brevemente qie desde IKI9
elle insinua-se braadamenle, com a bolsa na ralo em
grande nutn-ro de escolas; mas em virludodenm
eonlralo synallasmalico como cnlrc particulares: nao
lem direilo anterior dado por lei.
Era 1833 nina somma animal que al IS.i n.lo ex-
ceden de oiloceulos mil fan
razues dadas peln covernoao parlamen-
to sao plautiveis: quer fundar oselas onde n.i.i ha,
quer dar a IMtrucao mais solidez pela escolha de
mnirn experimenUdn, quer altrahir esses mnlrn
.laudo-Ibes na sociedade posirao respeilavel, digna
amando de seo uiil papel. Nao pedo que o esta-
do nornee e demilla os matlm, cuja iiomcai-jlo oa
ilemitaao continuara' a pertencer a aulorida-
de religiosa, nao pede
va de cunselbo
receao depende
l.uziaii, de-J03 toneladas, capiao Joo da Silva
Moraes, equpagem 13, carga pipa vasias e mais
gneros ; a Antonio de Almeida (ornes. Ficnu
de quarenleua por 15 dias.
Genova17 dias, polaca sarda olt.irhelnaaV, de l
toneladas, capiblo P. Canise, equpagem li, ei
lastro ; a Basle & l.emos.
Ilarcellona42 dias, polaca hespanhola Pronpla,
a
para inlervir sena por
na direcrao das escolas ; essa di-
sea administradores. Nao
quer Impor seus iuspeetore sem a parliciparao dos
arcebispis e dos bispos, os quaes lem o direilo de
acceila-los uu recsalos. Kecouhere o immenso
progress que a inslrucca raz cada amo, mas pede
para eontagra-lo e loroa-lo duradouro, wtesoran-
lo-lbe recursos lisos i|ue ., pooham ao abrigo dos
caprichos da caridade al agora ineagolavel. I'iesen-
emeote nRo alende, na medida* lodas as esco-
las ; as aldeia e os districlos da agricultura nao
participan! da le nova. Trata-te uniearaenle das
eidades encorporadas | curporule towru J quaes su
ein e-ral os grandn centros dn industria, Manches-
ler. Liverpool, Birmingbam, ele.
Mis nao he esse lodo o alcanse do novo bil. O
verdadeiro sentido da lei pedida he mais urna o-
(ensa dos privilegios do clero angticaav, novo aug-
mento do poder leign. nova sanecao da liberdade r-
glosa. Ha a esse respeilo entre lodos os actos unpor-
lanles do governo desde aluuns anuos um ar de fa-
milia que denota sua origem fraternal.
tratase aqu para o leigo dissidente de |forrar a
pona da escola, assim como algures para njndeutde
(orear n parlamento a ultima lurreira opposla pela
"groje angheana a liberdade de COlItCencia. Islo co-
mern 1.1 mu,io tempo. mi para melbor dizer, nan-
ea cetsou depois da reforma, e a igreja em suas lu-
las com os leigos tein vislo de cada vez alguma pen-
ua rbida de suas a/.as, ornar o capeilo de seis ad-
versarios.
Hasta ver em llallam, porque serio de desventuras
o clero ja lem panado ; elle lem sido bem ponido
pelo espirito de humildade que Ihe fez delirar ojoe-
Ib dianle das einprezas de llenriaue VIII. V se-
parara da Sania S c a suppressao dos mosleiros
amias pelo rlero ingle/., re.luziram-no logo ao papel
lo vassallo mais -ubmisso da coroa ; desde enia elle
nao alreveu-se mais a mostrar neuhuma opposira.i
seria aos caprichos do re, nein mesmo quando eles
lie impozeram as mais ousadas iiuiovacoes as Dar-
les mais essenciaes da religiao. A Iraducra das
esenpturas para a liugua vulgar dahi em dianle im-
posla ao lenriro divino toruou se a regra exclusiva da
re rhristao.
No reinada de E luardo foi feita a reforma do ser-
vico publicoe da hlurgii auglicana quasi i,,l qual he
boje. A igreja perdeu rom o nlual latino o prestigio
de um lingua sagrada, rujo mvslerio realrava a
. do sacerdote. As imauens, os alla'res
de 11. toneladas, capilao H. Kes, equipacem 1:)
carga vinbo e mais gneros; a Bailar Oliveira!
l'.'ii.adi'lpbia7 dias, brigue americano Thomat
Wallern, de 150 toneladas, capilao C. G. Iliorlh,
equpagem !(, carga farinha dr trico e mais geue-
ros ; a Malheus Auslin i Companhia.
Porto31 dias, barca poriugueza Sania Cruzo de
323 toneladas, rpita Manoel de F'reilas Pires
Guiarles, equpagem 15, carga vinho e mais ge-
nere ; Francisco Alves da Cunda. Passagei-
ros, Antonio de Oliveira, Antonio Fernanda de
Oliveira, Joaquim Monleirn, Antonio Jola Vital
Joaquina do Ssulos, Jos Fernaudes.
Genova13 dias, polaca sarda Qalalaa, de -H>
toneladas, capilao Giacomo Pellegru Schiaflino
equpagem 13, ein lastro ; a Atttej ,\; Comoa.
nhia. "-i
Rio de JaneirolJ dias, patacho brniMro D.
Francisca, le 165 toneladas, capitao Francisco
(.amello da Silva, equpagem l, carga pipa va-
sias e mais generas; a Novan ci Companhia.
l'icou de quarenlena por 15 dias.
Naciot sabidos no mesmo da.
I'orlos do SulBarca ingleza 'Ynyegeura, capilao
Abruhao Pironel, em lastro. Suspendeu do la-
ineirao.
Falrnoiith Barca ingleza Meleor, capilao J.
Ba\d, carga assocar.
(fbitat$.
Dr. Anselmo I'ranciscco Perelli, commendador da
imperial urden, da Ron cjuiz de direilo especial
do commercio dcsla cidade do Recife, por S. M.
I- e C, ele.
Faro saber aos que a presente caria virem, que
Pedro Ignacio Baptisla me ioderer,ou a pelirao do
l licor seguiule :
Pedro Ignacio Baptisla quosendo-'.hedevedor Joao
Cavalcanli de Albuqucrqueilaquantiade 257:460it.
preveniente de duas lellrac que u supplicanle sicei-
louem lildemaio de 1816. sendo cada urna da
quanlia de I28|T30 rs., que prefazem a quaulia ci-
ma de principal tora 0s juros da lei pela mora al
real embolso, e como o supplicado at o presente
nao liuha salisfeito o pagamento das mesmas e ocm
ha noticia do lugar cerlo de sua residencia, e como
estoja 1 concluir-sc o praio da prescripao e nao se-
ja prejudicado, o supplicanle requer a V. Exc. d"-
ne se mandar lomar por lermo o seu protesto para o
supplicanle attignar e admilli-lo a provar com tes-
lemunhas a incerteza do lugar onde reside o suppli-
para o christao, lornou-se apenas nina tradirao vaa
Os arllgot do Creed ingle aboliram i prcsera real
do Sacramento da Eucbarisla, e o celibato dn sa-
cerdotes, todas essas Iraii,foriiiares da religiao pri-
mitiva forain .uu. prejudiciaes a inlluencia e aos to-
lerases do clero. Elle confundio-sc quasi grad'oal-
mciie com os leign. Sea vestuario simplificado no
servir, o uso da lingua commum nos igrajn, cc-
brarao do culi., na nave e uio no ciro, a posirao do
sacerdole voltado para os assislenles e Me para o
aliar, a admissao dos leigos parliciparao das duas
especies na coinmunbao, o desuso da confissao, ludo
lendeu a abolir loda a dislincnio enlreos leigos c o
clero, a confundir lodos na qualidade de membros
da sociedade chnslaa. Emlim a tendencia perpetua
da legislarao de sociedade inglexa ueste secuto eco
ollimo lem tidotempre desenvolver gradualmente a
inlluencia leiga : be ose o espirito da Keformn, be
baje o espirito da lei propnta sobre a educaran po-
l)ular- Ilecue Coiilemporainc.;
i> ,o par.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a l l|- d. por I.
Paris, 318 r<. por f,
.. Lisboa. 92 a IIKI por 100,
t Hio de Janeiro, ao par.
Acces do Banco, il) (Id) de premio.
Accoes da companhia de Beberibe. ,
Acroes da compauhia Peruambucana
.- UlUidade Publica. :lll porccnlo de premio.
i ndemuitadora.sem vendas.
Disconlo de ledras de \2 a IX por 0|0.
METABS.
Ouro.Onras hespanhulas. ....
Moe.las de 69*00 velbas .
>' (i-5'iOO novas .
4CMMJO.....,
Prata.Palaces brasileiros.....
Pesos culi,lunario.....
> mexicanos.....
29|000
l (istmo
ibynm
930(10
-CWH1
28000
19860
PKAtJAIK) KECIFE 8 DEDE/TEMBKO \S !
HORAS UA I Alt DE.
<;o(aoes olliciaes.
Assucar mascav.ido superiorjiJO por arroba
Descont de ledras de 4 e 5 mezes15 ao anuo
Lambo sobre Londres28 '.. d. 60 d|v.
-vl.FAMlbGA.
Keudimento dndia I a 7.....76-7-xi.i.vi
'"'" ""<*........S&
100:786;:) | y
Oetcarregam hoje de Janeiro.
Barca ingleza(osariomerendorias.
Barca inglezaijueen merca.lorias.
ma de qualro milbes selecenlos mil oitocenlM e
quarcnla e seto francos ; em 1852 qualro milhes
selecenlos e vinte e um mil qualrocentos e Ireze
ancos ; para 18:) as previsoes subiam a cinco mi-
Ihoes Irezeuios o viole cinco mil francos.
O primeiro cuidado do governo recebendo esse ca-
pilal de snccorru foi formar urna commissao I Cora-
mina ofCooncil on E.lucation)eencarrega-lada
reparncao. Essa commissao composla de liomens
eminenles, entre os quaes dislinguiam-se na admi-
nistradlo precedente os nomes do conde de Derbv
par exemplo, de Israeli, etc., comecou regulando
qual seria o emprego geral das somraasque Ihe t-
nnam silo confiadas pelo Estado. Depois aprssen-
loa-se na escolas cora os ma-s chelas de dinheiro,
muco moio de ser bem recebida. Lord Brougham
dissera sempre que a nlervenca do Estado nos ne-
gocios da inslruccao primaria devia ser tratada entre
o governo en fundadores das escolas obreale prin-
cipio : a IJuereis dar taul o 1 daremos o resto.
Lora elleito o Estado comprehendendo que era de
seo dever, lalvcz de seninleressenao Hcar mais lem-
po eslranno as escolas, annunciou-Ibes pela sua com-
missao que eslava pro.nplo para admill-las pard-
illa dos rundos de que podia dispor ; mas sob condi-
roes, a primeira jera aceitarem sua intpecru em
troca de seus soccorros. "
A commljtJci prepara para esse fim um auio uni-
forme que ai administradora \managtn\ le cada ess
cola contrafantti devem assignar previamente. Sao
uavendo o auto, na" h.veri dinheiro. Eslipoladas
as convencoes, o soccorro nao larda, mas o inspector
segue-o de perlo. Foi al previsto o raso de que
... de marruore.
lolaca sardaAnuahanis de viudo,
lale brasileitoD>u* Jmigottomo e charutos
Br.goe umericanj-7/mm-i; #raer-Jariuha e bo-
laclnnlia.
CONSULADO USUAL.
Kendimeiitottodia I a 7. .
(dem do da 8 ,
i!:'J25;Nli8
5:9119698
25:837#566
K. ai .B,JXEilSAS 1'ltOVINCIAS.
Kendimenlodo da I a 7.
dem do da 8 ,
86K3811
5030325
1:3709166
,?fIrr.???."^ EVI'>'-V.-0 PELA MESA
UOCO.NSLIADO DESTA CIDADE NO DI A
1 8 E JANEIRO DE 1856.
LiverpoolBrigue ioglez al-reemmn, James Kvder
A Lompnnhia, .)0 sacras alcodao em rama. '
Golhembourg-Br2ue tueco Prins Osear Fredk.
t,; Companhia, 1,095 saceos assucar
o r I n CO
iimaescoli aceilasse
o soccorro, e recusasse depois a
(8) Burgess Carla ao reverendo liogk.
intorvencao do governo. Kigorosamenle ella lem
^ft""5 1 Es""'> viudo a ser seu credor lem
Mire lo do recobrar judicialmente as ominas que
Ihe foram comedidas sob oulras condiriies
Tem acontecido anda muilas vezes que un momen-
to de concluir koove desaventa cnlre a escola c o
ii.lado este guarda o seu dinheiro, aquella sua in-
dependenria. A escola do \Vesl-Malli=, por ex-
emplo lendo julgado ver pela sua correspondencia
r"'"? co;n,"*-,">iqe ao Ibe dariam gar.iniias suf-
ficieules de orlhodo.ia na escolha da protossora, re-
nojiciou aos soccorros pmmellidos o autos quiz diri-
girle elaridade particular do que liberalidade
saspeita do Eslado.
todava esses soccorros mo **i despresiveis, c nao
se deve avallar em menos de um Ierro a parle que a
commissao do governo toma as despezas das escolas
queaceilamsua^peccao. Por isso a deneiiilauca
que ella iiiru.idia ao principio desappareee de da
em da dianlede sua liberalidade, de sua imparcia-
lldade, de seu rnpeito escrupuloso pela Independen-
cia das escolas com que (ma. Graras ao ieu con-
curso bom numero de casas de escola elevam-se ou
irau,iormam-se para so accommodarem mlhor as
nocessrlades dos melhodos aperfeiroados. Era IS:)-'
;! ,?C0,M lle llol,r,;i- compreliendendo um
1,1 II.OINI meninos; em 1851 o extracto ollicial con-
mumeado por lord John Kussell u .-amara dos rom-
munsdal.OJI) mil escolas, e 2.IOS,73 menino*,
stohe.am augmento de I:,000 escolas a de 1,001,173
alumnos.
l'emos aqui um grande exemplo do poder da per-
severanra. He um dos caradores da narao.iiigleza c
em particular de tua poltica, por lito raras veza
se ve abandonaren! o estadistas um principio a' vis-
la de una derrota. De destella em desfeila aquella
que desde a origem emceheram o projecto de inlro-
dutir na nslrucrao primaria a igualdade religiosa
ebegaram ja a um Iriumpho quasi certa. Se lives
sem desaperadu da causa quando perorada por lord I
Melboume foi vencida em 1830, quando durante a !
admiuislracao do sir Itoberl Peel foi obrigada a reli-
rar-se, nao leriam boje a esparauca de ver approva-
do o bil de Io|d Jobo Kussell. Mas lambe.n n,lo
lem sido absolutos em seus de-ignios: lem esludado
s motivos de oppo.ir.lo que tem eurontrado para
tirarein dahi proveito, tem frito ju.lra I cerlos es-
ciupulos. lem applaeado corlas inqnietecSea. lem
dado a sua commissao urna direcrao inculpavel
lem-se mesmo tonificado no gabinete' rom a presenl
I-almoulhBrigue sueco Diadem
4 Companhia, 930 saceos dem.
MarselhaBrigue francez Juina. Viuv.i
iV l'itho, 50 saceos dem.
,;/!',VV Wt RES? P""do pela \alional
ulilie Schoul Association.
(5) Not whellier bul how U.e poor are tubeedu-
cated (Waller Farqubar.;
Me. Calmonl
Amorim
LisboaBrigue poiluguez Imperador, Manoel Al-
vos Guerra, 2ot) saces idem.
demBarca porlii-ucza Carila e Amelia, Fran-
cisco Sever.ano Itabello & Filho, O saceos dem.
liallimore-IIiate americano Rosamond, Henrv
lorster t\ Companhia. 101) saceos idem.
RlOda l'rala-J'alachn dinamarquez Auna Catha-
rina, AmorfmlrmaosiV.-Companhia, 150 barri-
cas assucar branco.
Nalparaizo-Barca ingleza .Eliza llands, Johns-
lou Pater cV Cnnipanhia, VKl siccot idem.
lalmoiuhBrigue inglez Slar. C. J. Asllev &
Companhia, 600 saceos assucar mascavado.
Ideni-Brigae sueco Diadem, Me. Calmonl A
Companhia, 760 saceos idem.
LiverpoolBarca ingleu Ei.lbusia.h., Me. Cal-
moui fi Companhia, Mi saceos idem.
Mar.,dl.a-Brigue francez Jules, Viuva Amorim
& Filho, 7oO taceos idem.
LisbaBrigue porlugaez ..Imr.erador), Novncs &
Companhia, 00 saceos idem.
demBrigue porluuez Imperador.., Manuel Vi-
ves Guerra, 150 saceos ideni.
Idcm-Barca poriugueza Callla e Amelia,., Fran-
cisco Scvcriano Bahello & Filho, 200 saceos dem.
liallimore-Hiato americano Itusainoud, Henrv
1-orsler & Companhia, :loo sacros dem. 3
Philade plus-palacl.o americano Lev.nl. Ros-
Iron Bunker & Companhia. Ntm saceos idem.
Bueuos-AyresPatacho dinamarquez cAuna Ca-
llianna, Amorim Irniaus \ Companhia, -';j|
barricas dem. '
GenovaPolaca sarda Mara Eliza, Basto A | C-
mo. ,10,000 un,as de boi
Exportacao .
Bio Grande do Sul, brigue brasileiro ol. Alton-
so, de -212 lonelad.s, cunduzo o seguiule so
embrnlhns eslpa. I,.,|y barricas e 150 saces rom
II,Mi arrobas e !l libras de assucar.
Liverpool, brigue inglez Pbanlon. de av to
",1wim' C0"d""" 8e8u"" ~ 1.000 saceos con
ju.ooo arrobas de assucar.
KECEBEDOKIA DE RENDAS INTERNAS E-
RAKS DE PliliNAMBLCO.
Kendimenlodo dia la7 .... JriNlM
,J"> ........ igrr:,
1:I62S021
CONSULADO PROVINCIAL.
Kendimenlo do dia I a 7 .... 2l:206sWI3
Idem do da 8....... "8:'76^78
29:6825891
5flot>,!uciil"i)bo iM>rn>.
'lacios entrados no dia 8.
Rio de Jaueiro15 dias, brigue brasileiro
'Mana
E nada mais se coutiuha em dila pelirao. depois
da qual segttia-se o dapaebo do Iheor seguiule :
lome-te por termo o |roleslo do supplicanle e
justifique esie a ausencia do supplicadu. Recife 18
le dezembro de I85S, Anselmo Francisco Perelli.
mais se nao conlinba em dito despacho, depois
do qual seguia-se o termo de proleslo.
Aos IS de dezembro de 1833, nesla cidade do Re-
cito da provincia de Pernambuco, cm mcu escriplo-
rio compareceu Pedro Ignacio Baptisla, a pranle
inini a as leslemunlias assignadas disse que protnla-
va contra Jorto Cavalcanli de Albuquerque c oulros
pelo couleud cm sua pelirao relro, que fazia parle
do presente lermo para o fim na mesma requerido, e
de como assim o disse e prolestou assignou o prsen-
le lermo com as leslemiinhas nbaixo assignadas. E"
Mavimiaiio Francisco Duarle, escrivao privativo do
juizo de commercio o escrevi. Pedro Ignacio Bap-
lisla.Joao Jote do Reg.Joao Augusto de Vas-
cuncellos LeilSo.
E nada mais se conlinlia em dilo lermo, dcpmsdo
qual via-sc que o mesmu proleslantc den as suas
icslemunbas e toram sellados os autos, e subiram a
niiiiha cunclusjo no qual dei a sentenra do Iheor se.
guinte :
Atiendo a justifica,.a. do tollias 3 a tolhas i verso,
julgo provada a ausencia em lugar nao sabido de
JoaoCavaleaotidc Albuquerque, pelo que mando
que seja cilado para o fim requerido na pelirao d
tolhas 2, passando-se caria de edilaes com o prazo
de .30 dias, e cusas. Recife 21 dezembro de 1855.
Anselmo F'rancisco Perelli.
Nada mais se conlinba nem ontra alguma coust se
declarava em dil.i seulenra aqui fielmeule Iranscrip-
lo c copiada e em virlude da qual o escrivao que es|a
subscreveu mandn passar a prsenle caria de edic-
tos com o prazo de 30 dias pela qual u seu Iheor se
chaina e intima,e liei por intimado o supplicado de-
vedor ausento cima declarado de todo conieudo ua
pelinlo e lermo de proleslo aqui transcripto, pelo
que loda c qualquer pessou pareule ou amigo do
dilo supplicado n puder.i fazer sciente do que cima
Hca dito, e o porteiro do juizo alisar o presente nos
lugares do entume e sera publicado pela imprensa.
Dado e passado nesla cidade do Recife de Pernam-
buco aos 26 de dezembro de 1855. Eu Maximiaoo
Francisco aarte, escrivao privativo do juizo com-
mercial o subscrevi.
Anselmo Francisco Perelli.
O Dr. Anselmo Francisco Perelli, commendjdor da
imperial ordera da Rosa, juiz de direilo especial
do commercio desta cidade do Recito da provincia
de Pernambuco, por S. M. I. c C, etc., ele.
Faca saber aos que a presento caria de edictos vi-
rem emeomo a viuva e herdaim do finado Jos de
Soiiza Garca me lizeram a pelirfio do Iheor forma e
maiielra seguiule:
Dizem a viuva e herdeiros do filiado Jos de Sou-
za (Jarcia, com toja de fazendas ua ra do Cabag,
que nao lendo os seus devedores couslaules da ola
junta, ntisfeito al o presento os seus dbitos prove-
nientes de letras que aceitaran, e ts quaes se ven-
ceram em diversas dalas, como se ve da referida o-
la veem os supplicantes peranle V. Lxc. protestar
conlra a falla desses pagamentos, alim de avilar a
prescripraclegal; c requeren, que ua formo da lei
e do cstvlo seja V. Exc. servido mandar tomar o seu
proleslo por lermo judicial e justificada a ausencia
los mesmos devedores, passe o escrivao caria de edic-
tos para ser afiliada nos lugares do costme e publi-
cada pela impreon para os elTeitos jurdicos. .Vestes
tormos sendo intimado em sua propria peno* Joa-
quim dos Res Gomes morador nesla cidade. P. a V.
Exc. Hlffl. Sr. Dr. juiz do romniercio deferimciilo.
E I!. II.Procurador, Manoel Jos Soares de A-
vellar.
E mais se declarava cm dita pctirn, a qual dei e profer o
despacho do Iheor, forma e maneiraseguinle :
Lavrc-so o proleslo requerido e justifiquen! os sup.
plicanln a ausencia dos individuos mencionados na
relarao junta. Recito 17 de dezembro de 1855.A.
F. Perelli.
E mais se nao conlinba nem entra cousa alguna
se declarava cm da Delicio e despacho, em virlude
do qual o escrivao lavrou o termo du protesto do
Iheor, forma e maneira seguiule :
-Vos IS de dezembro de 1855 nesla cidade do Re-
cife de Pernambuco r-m meu escriplorio veto .Manoel
Jos Soares de Avellar procurador bastante da viuva
e mais herdeiros du finado Jos de Souza Garca, que
prolnlava sobrp o conieudo cm sua pelirao relro
que fazia parle do presento tormo com a relarao dos
devedores que adianto so segu para u fim na mes-
ma requeridoJJe de como assim disse e protcstou as-
tignon com as lesleinur.has o prsenle lermo. Eu
Max,miao Francisco Duarle, enrivau privativa du
juizo eomnierclal o escrevi Manoel Jos Soares de
Avellar, Leopoldo Ferreira Marlms Hibeiro, Nober-
lo Alvee Caxaleanti.
E mais nao conliiiha em dilo tormo de proleslo,
depois do qual s0 via a retcala dos devedores ausen-
to que be do Iheor, torma e maneira seguiule:
Relarao das dividas perlencenla .1 viuva e herdeiros
do finado Jos de Souza Garri, que neces ilam
de nr protntadat, alim de nao pretereveren).
Joaquim Jos liaplisla nina letra vencida em 9 de I
dezembro de 1818 1629030, Antonio de Souza Arrn- cripta, a qual sendo-me apmenUda dei o despacho
da unta dila vencida em l'.lde julbo de 18472789280 seguinte :
BraiViveiros Camello Peana orna dito vencida em I Tome-sopor toimo o proleslo do suppli.-ante c
19 de marro de I83 (i(i-280. Nivardo Antonio de : justifique esto a ausencia duss devedores de que
Mello una ilila vencida em 7 de Janeiro de 1850 dala.Recito 21 deu-otwbrafdc i I8.5.-Perelti.
2839380, Jos Perrira da Silva Jnior saldo de um Nada mais se conlinba em dito despacho aqu
dila vencida e.u :!() de abril de IS',1 | a,,).).-,, A.,0,_ (ra.iscrjpto, em virlude du qual se lavrou o protesto
linlio Herma de Sanl'Aiuia urna dila vencida em 19 d U>W seguiule :
em 20 de juuho de 1835 500, Antonio Jos de Pa-
rias saldo da urna lelra vencida em II de marro de
IHH i:i0.55S5, David I.eilc de Sa' urna dila vencida
em 17 de dezembro de 18118 2589500, Antonio Xa-
vier Lobo urna dita vencida em 29 de selembro de
1811 132;, Vrenle Xavier Lobo ama dila vencida
em 23 de dezembro de 1813 :tiO#, Francisco Coelho
de Souza saldo de urna dila 1:3679130, Antonio da
Costa Cabral saldo de urna dita 1065*00, Carlos Jos
Barbosa duas letras 5193595, Francisco Antonio A
Silva urna dita 1799080, Ltiiz Jos dos Sanios saldo
de urna dita 3198680, Jaciotho Luiz de Medeiros
urna dila 12-J, Joao Leitio Bezerra urna dila 95960,
Anlouio da Costa Gadelha urna dita 819200, Dr.
Lourenco Machado Dias nina dila 88988, Paulo de
Freilas Saclo saldo de urna obrigarao3809580, Bea-
to Jos Pacheco saldo de uina letra iJI-Iik), Marcos
de Noronha Brlto saldo de urna letra 589110, Jos
Joaquim Pereirada Silva saldo de duasdilas 2199900
Joao Duarle Pioheiro una dila 729520, Jos Anto-
nio de Oliveira e Silva duas letras 1689960, loao
Rodrigues Alves duas letras 1499130, Luiz Gontaga
da Cuuba Salles unta letra 3119525, o dito e Anto-
nio Luiz de Souza urna letra vencida era 20 de Ja-
neiro de 1848 3189. Recito 19 de dezembro de 1855.
Procurador, Msnoel Jos Soares de Avellar.
E mais se nao conlinba nem oulra cousa alguma
se declarava em dila relarao dos devedores ausento..
e lendo a supplicanle produzido suas leslemuuhas
sellados os documentos e sendo os autos ceuclusos
nelles dei a seutenc.a do Iheor, forma e maneira se-
guin'e:
Altendendo a juslificaro de fl. 8 a fl. 9 v., julgo
provada a ausencia dos justificados em lugares nS
sabidos, e mando quo para o fim declarado na peli-
rao de II. 2 sejam rilados por edictos pass8ndo-se a
respectiva caria com o prazo de 30 dias e cusas.
Mauguinlio 26 de dezembro de 18*5. Anselmo
Fraudan Perelli.
Nada mais se nao coutiuha nem oulra cousa algu-
ma se declarava em dila scnloucj aqui fielmenle
Iranicripta em virlude da qual o escrivSo que esto
subscreveu mandou passar a presento carta de edc
tos com o prazo de 30 dias, pela qual e seu Iheor se
chama e intima c hei por intimados aos devedores
ausentes cima declarados de lodo o conieudo na pe-
lirao e tormo do protesto aqui transcripto, pelo quo
toda e qualquer pessoa prenles ou amigos dos ditos
supplicados os puderau fazer -cenle do que cima
lica exposlo e o porteiro do juizo aflixar o presento
nos lugares do coslume sendo publicado pela im-
prensa.
Dado e passado nesla cidade do Recito aos 28 de
dezembro de 1855. Eu Maximano Francisco Duar-
le, escrivao privativa do juizo commercial o subs-
crevi.
Anselmo r'rancisco'.Pcrctli.
O Dr. Anselmo Francisco Perelli, commendador da
imperial 01 dem da Rosa, e juiz de direilo especial
do commercio deetl cidade do Recife, provincia
de Pernambuco por S. M. I. e C. o D. Pedro II
a quem Dos guarde ele.
Faro saber aos que a presento carta de edictos
virem, em como Ignacio Manoel Viegas, requereu
aomeu antecessor e conieudo em sua pelirao do
Iheor seguiule :
Diz Ignacio Manoel Viegas, que sendo-lhe Ma-
noel Ignacio de Mello ". Jos do Reg Barros, deve-
dores da quanlia de 2625*51 i) proveniciilc de una le-
da vencida em 19 de junhu de 1837. Gil de Freilas
Cosa da quanlia de 6909320 importancia de urna
lelra vencida a 27 de agosto de 1811, Mauoel Men-
dos Pinheiro da de 6259220 em 2i de dezembro do
mesmo anno, Francisco Jos Correia o lrm.aos
2805510 lambeta de urna lelra vencida cm o 1 de
agoslo de 1SC1, Manoel Ignacio dos Santos :1 ledas
-endo ama de 1849230 em 19 de abril de I8H, ou-
lra de 1015820 em 20 de agoslo de 1811, e mais
oulra de I8i5 lamben) vencida em 19 de oulubro do
mesmo anuo, Jos dos Santos Brrelo saldo de urna
lelra vencida a i de oulubro de 1816 11551.50, An-
tonio Moreira de Carvallio urna lelra vencida a 18
de tovereiro do 1817 de 2079789 e Antonio Francis-
co Passossaldo de uina letra vencida a ~ de ........
de 1817 100?, quer fazer intimar a estes o proleslo
judicial, permrllido pelo S 3 do arl. 153 do cdigo
commercial, para que nao corra a favor de ditos de-
vedores, mandando-se passar caria de edictos para o
lim requerido, peto que pede ao Sr. Dr. juiz do
commercio defctimenlo, ER. II. O adcegado
Marlins Pereira.
Nada mais se coutiuha em dila pelicao, aqui trans-
cripta, a qual leve o seguinle despacho.
I). Como requer. Recito 26 dejunlioMe 1855.
Silva Guimaracs.
Nada mais se coulinlia em dilo despacho aqui
transcripto, c sendo distribuido ao escrivao Santos-
esto lavrou o termo de rrotesto do Iheor seguinte :
Aos 30 de 11111I,u de 1855 nesla cidade do Recito
peraule asleslemunbas abaixo declaradas,di-se Igna-
cio Manoel Viegas.que proteslava como de farlo pro-
testado tem contra Manoel Ignacio de Mello e eu-
Iros na forma declarada em soa pelirao relro, e de
como disse e prolestou na forma da dila pelirao re-
troqu lica sendo parle do .prsenle, as-ignou com
as lesleniuiihas abaiso declaradas.
Eu Joaquim Jos Pereira dos Sanios, escrivao o
escrevi.Ignacio Manoel Viegas, Antonio da Silva
Pessoa de Mello.
Nada mais se continha em dilo lermo de proleslo
aqui transcripta, e leudo o supplicanle produzido
suas tostemunhas, foram os autos conclusos ao Dr.
Caslodio Manoel da Silva tinimarSes o qual deu a
stnlenra do Iheor seguinle :
Julgo por seulenra c cusas a juslilicarao a tollus
e manto que se proceda a citarao ediclal requerida.
Recife 7 de julh de 1855. Custodio Manoel da
Silva Guimaracs.
Nada mais se confiaba em dito scnlenra aqui
transcripta, em virlude da qual, o escrivaoque esta
ubscrcveu mandou passar a presento caria de
edictos com o prazo de 3 dias, pela qual e seu
Iheor se chama e intima, e hei por intimados aos
supplicados devedores ausentes cima derlarados de
todo o conieudo na pelirao c lermo de protesto
cima transcripto.
Pelo que loda e qualquer pcssoa.parcntos uu ami-
gos dos supplicados, us pdenlo tozer cientos do
que cima lica exposlo ; e o porteiro do juizo lixar
esta nos lugares do "coslume, c sera publicada pela
i m prensa.
Dada e pana Ja nesla cidade do Recito, aos 9 de
dezembro de 1833.
F.u Max,miao Francisco Duarle, escriUo priva-
tivo do juizo commercial a subscrevi.
Anselmo trancitco Perelli.
O Dr. Anselmo Francisco Perelli commendador da
imperial orden ila Roza, e juiz de direilo especi-
al do commercio desla cidade do Recife, provin-
cia de Pernambuco porS. M. I. e C. o senhhor
D. Pedro.II, que lieos guarde ele.
F'ajo saber aos que a presento caria de edictos vi-
rem em como Pedro Ignacio Baptisla me fez a pe-
lirao to Iheor seguinle :
lllm. c Exm.Sr. Dr. juiz de direilo do commer-
ciu.Pedro Ignacio Baptisla inventariaiitc do casal
do finado Manoel Francisco Rodrigues e lulur dos
menores lilhos do mesmo, que leudo sido descriplas
no inventario as dividas constantes da relarao inclu-
,. proveniente decanas de livro, e romo atoo pre-
sento se acham as mesmas sem serem alikfeiltl, e
como na lia milicia do lugar cerlo da residencia dos
devedores do dilo casal, e como o praso da pres-
eripcJJo estoja a concluir-sc. para ule prejudicar aus
orphBot, requer a V. Exc. digne-se de mandar lo-
mar por termo 1 seu protesto, ndmiluito V. Exc.
o supplicanle approvar por teslcmunliasa inrerleza
do lugar onde residen!, c provado quo seja, V. Exc.
la,,les da relarao junta.
julgue per seulenra, |irocedendo-sc a iulimarao* do
do protesto por editaes : por lano pede a V. Exc.
assim delira.E R. M.Pedro Ignacio Baplisla.
tutor dos menores.
Nada mais se eondnlia cm dita pclir.io aqui luns-
Duarleescrivau privativo do juizo commercial o es-da e.rga uala-n com Caelano Cvriaeo da C M .0
envi.Pedro Ignacio Ueplisla. Norberto Alva!'ad do Corpo Santo u. 25.
Cavalranle.Eslanislao Pereira de Oliveira.
Nada mais te continha em dilo tormo de proleslo
aqui Irauscriplo. depois do qual seguia-se a relarao
dos devedures seguintos:
Joaquim dos Rcis Gome, 15-5180, Joaquim Jos
Barboza 19300, Miguel Ribeiro do Amoral 15,|0,
Antonio iburlioo Como d'Anla 21if7, Jos Go-
mes de Almeida 39190, Joaquim Concia da Costo
.5si20, Tbomaz Garre! J950, Braulio Rodrigues
Toiteir 39200, Francisco Domingues 39250, Manoel
Joze Soares de Avellar 35380, Juio Pacheco de
Queiroga Jnior 139980, Manoel da Silva Amorim
209620, Loorenra prela 39160, Francisco Gomes da
Sil\a 720, Emerenciano Carneiro 1al20, Manoel do
Rozario, pedreiro. 29390, Cunda d'Agua Fri 29210
Fonseca alfaiato210, Joaquim Xavier da Maia 29920
Francisco Joaquim da Cosa 350, viuva Joaqniua
parteira 1900, altores Laiz Goncalves Rodrigue
Franca 15510, Joze Maria Freir Gameiro 22S520,
Raimundo, prelo de Joaquim Mindello 59M0, Ma-
noel Simplicio, cimbado do Adelo 39*40, Joze
Victorino de Lemos 19330, Joto Manoel Freir Ma-
rt I9I6O, Miranda i.itiado do Amorim 29970, Fran-
cisco Ferreira da Cunha 6JL50, Anglica Tl.omazia
de Mello 19270, Antonio Feliciano Rodrigues Selle
9800, Joaquim Moreno .580, Agoslinho lavara
Rodovalho 39000, major Porlocarreiro H9, Joze
Luiz Iuoocencio Poge 9*860, cimbado do Thomaz
sapalairo 110, Joanna viuva do Antones 4lj>280,
Candido ajudanle do fiscal 19320, Francisco Piluml
ba 139700, Jum Romualdo da Silva 12, Filippe
Maria Becone 29560, Joao Fraucisco Duarta 79710,
Manoel Antonio Simn do Amaral 129360, Luiz de
Azevedu 39010, Joao Baptisla da AssumpciJo 639.50-
F.F. Rodrigues Selle 19200, Joaquim Joze Ray-
mundo 109610, Manoel Dnartc Ferrao 180, Antonio
Rodngoa de Albuquerque 69, Joze de Azevedo
Souza 360, Bernardino Nunes de Oliveira :to780,
Thom Ribeiro Gomes dos Sanios 39, Francisco De-
medio da Silva 63, Cavalcante Pessoa 29730, o ir-
mao do Baplisla armador 680. genro de Joze Flix
da Cruz 19310, Joaquim Ribeiro bolicario 5ail0,
Loureuco da Capunga 680, Antonio da Cosa Ferie
19380, Luiz de franca da Soledade 780, o vigario Ba-
callnio 17?160, Joao Francisco Saraiva -23.570, San-
t'Annt altoiale 3*180, andador da orden lerceira
de S. Francisco 39560, L'choa I3O90, Joaquim Joze
Moreira 5s, Joze .leaodrc escri5o das hxpoll.e-
cas 360, Joze Ignacio Alves da Maia icfij, Jo5o
Paulo procurador 29700 Braz Ramos Chaves capilao
69J80, Policarpo da Cosa 1.,7i0, Joaquim Joze da
Silva Gaio I98OO, Luiz de Pioln Borga IslSO,
-Mauoel Critpim 710 Francisco Xavier da Silva
afandonca 169630, Joa Pereira Chaves I9I00, Joze
Antonio Bitanconrt 29080, Joaquim Leocadio de
Freilas 139300, Eugenio Pacheco de Oueiroga 1?020
Joao Flix lanociro 29460, Joze Joaquim da Silva
uuimaraes (i;SiO, Jaeintho J.,/.e de Andrade 850
Francisco de Paula Lopa Vianna I9WO, Joaquim
CoelhoCinln, 1*140, I. Antonio de Lucio o Sibtos
129690, Joao da Lapa 13929, ||crique Mauricio
23, Mauoel do O. altoiale 600, Agoslinho armador
6?>>S0, Antonio de Souza lenle da polica 59180,
Caelano Luiz Ferreira 56;SO.padre Manoel Thonai
da Silva 29240, Francisco de Carvalho Pacs de An-
drade 39360, Antonio Goncalves Ferreira 69580,
Amonio Pernambuco 239760, Brandlo armador
139700, lenle ihomaz de Sania Maria Magalhln
79060, o enrielo Alcanforado 19140, A Jaiioca da
Pilla 19130, D. Cecilia 9a760, Bernardino de Sena
Barboza 69900, a mandada de S. Benedicto do
Rozario da Boa-Villa dala cidade do Recito 65;780.
Luiz dos Sanios Nunes de Oliveira 759380, a ir-
nandade de N. S. d Rozario da Boa-Vista 938300
a irmandade ile S. Gonralo ou do Sr. Bom Jess
das Dores da Boa-Vista 1199860, a irmainlede do
Sr. Bom Jess da Cruz da Boa-Villa 15160, a ir-
mandade de Sanl'Aiina erecla na igreja da Sania
Cruz 1829630, o abbade que toi do convente da Glo-
ria 169, a crenla Cosme 79680.
Nada mais se eonlinha emdila relarao aqui trans-
cripto, c lendo o tuppticante produzido suas icsle-
munhas, e sendo-me os autos conclusos nelles dei e
profer a seulenra seguale :
Julgo provada a ausencia dos justificados em luga-
res nao sabidos, e mando que |iara o lim declarado
nn pelicao de tolhas 2 sejam cilados por edictos,
pa,sando-se a respectiva carta com u prazo do 30
dias e Cusa.Recito 27 de dezembru de 1855.
Anselmo Francisco Perelli.
Nada mais se conlinba cm dila scnlenra aqui
transcripla, em virlude da qual o escrivao que
esla subscreveu mandou passar a prsenle caria de
edictos com o prazo de 30 dias, pela qual e seu Ihe-
or se chama e intima, c hei por intimados aus sup-
plicadus devedores ausentes cima declarados de
lalo o contoado na pelirao e tormo de protesto ci-
ma transcripto.
Pelo que toda e qualquer pessoa, prenles ou ami-
gos dos supplicados os poderao lazer scieutes do que
cima fira exposlo, e o porteiro du juizo afilara a
presente nos lugares do coslume e sera' publicada
pela imprensa.
Dada c passada nesta cidade do Recife aos 31 de
dezembro de 1855.Fu Maximsimo Francisco Du-
arle, escrivao privativo do juizo commercial a subs-
crevi.Anselmo Francisco Perelli.
Para ; illia de S. Miguel
pretende sabir com 1 mrior brevidade e patacho Al-
fredo, novo e de primeira marcha : para o ralo da
carga e passageiros, para o que lem os mais .weia-
dos rommodus, Irala-se com consignalario- T. de
Aqu.nu Fonseca A; Filho, na iua do Vigario n. 19,
ou com o capilao na prtra.
Cear, Mara-
nhao e Para.
Opalliabote LINDO PA-
QUETE, vai seguir cora
presteza : para o resto
do leu enlegmenlo e
]>;issafjeros, trata-secom
os consignatarios, na ra do Trapiclie
n. 16, segundo andar.
Para o Aracajy
segu por loda a semana o hiato Capibaribe para
o ralo da carga ou passageiros, trata-n na roa do
Vigario o. i.
COMPANHIA PERNAMBI CANA.
Dentro em poucos dias tahir para o Maranbao
com escala pelos porlos da Paralaba, Rio Grande do
Norle, Anctkly, Cear, Acaracti e Maranhio, o va-
por Marque: de OHnda : qaem no mesmo quitar
ctrregar uu ir de passagem dirija-se ao etcriplorin da
agencio do Forte do Millos.O secretorio, Antonio
Margua de Amorim.
PARA O PORTO.
A barca Fernandes I vai sehir com muila brevi-
dade ; para carga e passaseiros Irala-se rom Barra-
ca c\ Castro na ra da Cadcia do Recito n. 4, ou
com o capilao na prara.
PAR.V A BAKIA.
O bem ronhecido palhabole nacional Dous I mijos.
prelenda seguir com muila brevidade por ter parto
do seo carrc-ameiilo promplo. para o reslo e pasta-
ge,ros Irala-se com o seo coniigoalario Antonio Laiz
de Oliveira Azevedo, roa da Cruz a. i.
ACARACU*.
Segu no dia 15 do mes correte o palhabole fio-
bralense; recebe carga e passaseiros : a tratar coa
Caelano Cyriaeo da C. M.. ao lado do Corpo Sanio
11. 25.
RIO DE JANEIRO.
No dia 18 do rorrele segoe o patacho I alent :
para o resto da carca e passaceirw, Irala-n can
Caelano Cyriaeo da C. M., ao lado do Corpo Santo
PARA LISBOA
pretende sabir com muita brevidade, por
tern autor parte da carga promplu.obri-
i^eportugus ..Imperador: para o res-
to, liata-se'coin NovacsiV C, na rua do
Trapielien. 54, primeiro andar.
Para Lisboa seguir com a maior brevidade
possivel o brigue porlugaez F.rperienca : quetn no
mesmo quizer rarresar ou ir de passagem, para o
que lem buns romniodns. dirija-se a roa da Cruz n.
3. escriplorio de Amorim irmaos Companhia.
Companhia br.tsileira de paquetes de
vapor.
O vapor altanaban, |coinmandante o |. lenlo
J. Salame Ramos, csiera-se dos porlos do norte ale
(Ido coirente, em stguimenlo para os pilo de
Macei, Rabia e Rio de Janeiro : recebe passagei-
ros, carca e eucommendas : egencia, roa do Trapi-
che 11. 10, fcsiiudo andar.
.1
LllOCs5.
Xeclai acote.
de maiode 1815 4.3I9I00, Akna soares da Silva Aos 21 de dezembru de 1835 esla cidade Ido Re
Sl't^O.S ""rrta ^ ,::''^---'1;^e de Pernambuco em meu escriX
19598'J8, Manoel Rodrigues Dias urna dila vencida | nhas
leslemu-
0 presento termo.Eu Maximiano Francisco
Por esla subdelegada foi apprehendido um
queijo novo dos vulgarmente chamadosqueijos do
Reino, a um criuulo livre, que pelas 8 horas da
noile de boje, o tora vender em ama taberna da rua
Imperial, e ja o dava por IjnlKI, o que fez suspeitar
que o quei.o era furia.lo ; quem for sea dono, pro-
cure, que Ihe ser.i entregue, depois das avcriguac.oes
necessnrias. Sifbdelegacia de policia de S. Jos do
Recito 5 de Janeiro de 1851. O subdelegado sup-
|,le,le, Accioli.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco sacca a vista
sobi e o do Brasil no Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 3 de dezembro de
1853.O secretario da direcrao, Joao
Ignacio de Medeiros Reg.
O banco de Pernambuco toma dinhei-
ro a juros, de coni'ormidade cora os seus
estatutos. Banco de Pernambuco '21 de
novembro de IS..".Joao Ignacio de
Medeiros llego, secretario da direcrao.
Ein virlude do aviso da reparlirao de marinhl
de 27 de novembro iilliniamenle lindo, retorindu-se
a elle o ullicio do Exm. Sr. presidente com dala de
21 do mea lobseqoenle, o lllm. Sr. inspector manda
fazer publico que cndala um cuulra-meslre de
calafates para o arsenal de marinba do Para', com
qnalquei individuo que apretente-se-lbe, leudo as
necettarias habilita^bes.
Secrelaria]da| intpeccilu do arsenal de marinhl de
Pernambuco em 7 de Janeiro de 18515. O secreto -
rio, Alexandte Rodrigues dos Alijos.
O lllm. Sr rogedor interino do evmnasio provin,
cal manila declarar qne os compendios adoptados
pelo profenor da liugua allcm 1 do mesmo g\ mu-
slo silo os Bcgnintn:
Caiiimalici allemal de l'rics.
Collecctlo de peras de difJerentn autores illcmiei
para traduzir .!e Erntlor.
Diccionario francez allemao c illerao francez__
de l'hibaul.
Angosto Slober collerrflo de peras allemas
segunda parle.
Secretaria do g\mnato provincitl de Pernanbaee
7 de Janeiro ,to 1850.(I secretario. Antonio da As-
tmnprio Cabral.
O lllm. Sr. regcdoi interino do gymoasio provin-
cial manda declarar, cm conformidada 1I0 artigo (i2
do regolemenlo de 25 de julbo de 1855, qu? do dia
15 do rorrele inczein dianle esbi alerla a matrcu-
la do mesmo gymoasio.
Secretaria do gimnasio provincial de Pernambu-
co 7 de Janeiro de 1856. O secretario, Antonio da
.Itsunipco t'abiai.
o lllm. Sr. regedor interine do gjnunia man-
da declarar quedo dia 15 do rorrele inez em dian-
le scr.lo admitlidot no mesmo cvmuasiu como alum-
nos internet e neio-pentfoniUi os nenian que n
moslrareui habilitados na conlormidade do arligo 63,
segunda parto do rcgiilanienlo de 25 dejulhode
185ti.
Secretoria po gjmnasio pernambueaao 7 de Janei-
ro de 1856. O secrelario, Antonio da Assumprao
Cabral.
O agente Roberls tora leilAn, por ordem ilo ca-
pilao \ T> rrull, eem presenta de Lloxds. por ron-
la e risco de quem peilencer, de cerra de 113 sarcos
de eniKsr branco, mais ou meaos averiados com
agua salgada, de-rarregados da esruoa dm-inarque-
za hiena, arribada a este porto por forja maior na
sua viagem para liibraltar, e um mercado:qasr-
ta-feira,'.) do crrenle, ao meio dia em ponto, na
Trapiche do Barbosa, anea, do Corpo Sanio.
I.Ell.AO'EXTRAORUlNAKIO.
O agona Borja tora leilao em seuaraacem na rua
do CoUegio 11. 15, de um grande e completo sorli-
nenio de obras de marcinena novas c aantat, um
rico sancluario de goslo modei 1.1-im j,..|m ... de ouro
e prata. relogios palenla inglez, suisto a horiioolal
para algibeira, candelabros, lanlernas, lonja e \ 1
dros para serviro de meta, urna grande poican de
miudezas de diversas qualidadea muilo 1110 lernas a
oulros muilosobjeclos ele, que se acharao paleles
no mesmo armazem no da do leilao. os quaes saro
vendidos sem limite de preco algom ; assim romo
varios e'ctavus mojos e de bonitas figuras, de am-
bos o sexos, nina porc.lo de obras de labxriiilhoco-
mo bem loaihas, lem;..., ele, um exced ule hilhar
cum lodos os seus perlences, a um ptimo cabriole!:
quinla-feira tu do rorrcnle s II horas em ponto.
O Sr. Jos Torquato de Araujo
Barros, queira dirigir-te a esta Ivpogra-
pbia, a negocio que Ihe dii respeltu.
O Sr. Joaquim Octaviano da Silva,
queira dirigir-se a esta tvpographia a ne-
gocio seu.
BICHAS DE llAMBLRl.O.
Na roa estrella do Rosario, loja de bateen o n. 2,
vendem-se bichas de Ilamborgo, chegadas pelo nl-
limo navio, los ceios e mesmo a relalho, por m-
dico preci.
Precisa-se de urna ama : 01 roa Bella a. 36.
francisco de Oliveira Franco previne 1 lodas
as pessoas que se jolgarem creduras de Pedrada Oli-
veira Jnior, que se eotendam com o mesmo, na
rua do Rangel o. 1.
Precin-se de urna ama que saiba cozinhar, teja
limpa e de boa cooducta : oa roa de Apollo a. 19,
lerceiro andar.
Desappareceu urna vacca casimba, grande, no
dia sexla-feira i do correnle, (a qual boje deve estar
parida;, di. lugar onde pastava Campia do Re-
medio, e perlrnce ao abaiso attigoado, na roa
Imperial casa n. 209 quem dola soaber oa a toaba
em sea poder dirija se a' mesma caa oa no Reme-
dio, sido do Sr Tenorio, que , pelo abaiio assignado. Jos rranciscu de Souza
Lima. Recife 8 de jmeiro de 1856.
O abaixo assignado, professor parti-
cular de instrucrao primaria, residente
no tereeiro andar da casada rua Nova n.
38, da' principio ao e\ercicio de seu ma-
gisterio, no dia 15 do corrente, c conti-
nua tambem a ensillar latina e francez :
os senhores pais de seus alumnose o res-
peitavel publico, o adianto coreo sem-
pre, solicito no dcseinpenho das referidas
disciplinas.Jote Maria Machado de Fi-
guetredo.
% Ao publico.
V I). There/a Alexandrina de Souia i'.endeita J
9 abri no da 7 do correnle urna aula parliru- 9
las de primeiras ledras, coslaras. varias es-
pecios do bordados, ele. econliiiua a reraher tj)
53 alumn.is, lana iulrrnas como estomas: no
paleo do Parai/o. primeiro andar unido
3 igreja.
g^;:S:::i;r:.r-;,:-3s39j|
; 1111 ajp
lu a
;
-SCCA-SE
_ sobre l'nrlugal a
cambio de 02 : i>, rua da Cadcia to Ite-
cil'e n. i.
LOTERA DO RIO DS JANEIRO.
Acham-sea venda os no*os bilheteada
lotera IS- da casa de correcKio, que de-
via correr a 2 011
s
t>ii>5 ^?liuriuior.
CEARA',
Segu oestes dias o biale Fxalacio; para o resto
correee.io. (|ite<
do corrente: as lis-
las esperara-te pelo vapor porlugucz D.
PKUU ll.de 13 a l(i do andante: 01
premios serito pagos a distribu cao mea-
mas lisias.
Arreada-n uina alaria : quem lixer onnunrie.
ASia. Auna Firme da Silva, xiuva de Josr
Rabcllo de Medeiros, querendo rerrber milicias dos
prenles de seu marido, c lambrm negocio de tea
inleresse, dnja-se a rua Dircila n. iT, ou a livraria
da prara da Independencia ns. (1 e X.
Antonio de Qntsatn Pereira, subdito porlu-
gu, pede ao Sr. Manoel Fiancisco de Aievedo Li-
ra, morador na povoarao de S. Joto dos iiiverros,
que derlare par esto tolba ques foram as cotilas que
Ibe dea duranle .' annos e:)niczes e II dias quo
nesle lempo foi seu caixciru ; assim como tamltein
Italou sua familia, lauto interior como exterior.
No dia I de Janeiro fugio a prelo Justino, cri-
oulo, idade -J anuos, muilo recriada, imilla na falla
ser de Angola, lem falla de > denles na frenle, ca-
talura regular, levou caira de riscado amarcllo, ca-
misa branca ; rerommeuda-se a qoem esle escravo, o mande prender c levar a rua Dircila
n. 7">, que sera generosamente recompensado.
Aluga-se o segundo andar com olio do sobra-
do da rua das Laringciras n. i i : na rua da Aurora
n. 18, segundo andar.
Quem precisar de ama ama secca podo procu-
rar na roa do Padre Fioriauo n. Ib, esquina de Uc-
eo do Sirigado.
mi mi Arw
ti



MAMO i KMMMKO QUATRA FE R. 9 Df JANEIRO 01 '856
-
Tes *ira edieao.
TRATAIENTO HOMEOPATHICO.
Preservativo e curativo
DO HOLER&-MURBUS.
PELOS DRS.
a ->*.. :.itfi: W52 ". hi
na in,truecan au puvu para 90 podcrourar desta eufermidadc, administrndoos remedios mus eflicazes
para ata/ha-la, emquauloiserecorreio medico,00 mesmo para cura-la rndependeulc desle nos lugares
em que nao os ha.
TRADIZIDO EM POKTUGUEZ PELO DR. V. A. LOBO MOSCOZO.
Esles doas opsculos coolm ai indicaces niais claras c precisas, e pela sua simples e concisa eiposi-
c.o eit ao alcalice de lodas as intclligencias, nao > pelo que diz respeilo aos meios curativos, como priu-
cipalmeule aos preservativos que lem dado os raais satisfactorios resallados em toda a parle em que
el les lem sido postas em prallc.
Sendo o tratauentn hoineopaihico o uuicoque lem dado grandes resultados no curativo desla liorn-
vel enfermidade, julcamosa proposito traduzir estes dous importantes opsculos em lingua vernecu-
la, para desl'arle facilitar a sua leilnra a quem ignore o francs.
"Vende-se nicamente no Consultorio do traductor, ra Nova n. 52, por 2jj000. Veudem-se la
os medicamentos precisos e boticas de 11* tubos com mu frasco do liuctura IV-, urna dita de 30 tubo
livro e 2 frascos de. tinturas. JjjOOO.
mbem
tubos cu ni
PUBLICCAO' LITTERARIA.
Repertorio jurdico.
Esta publicado ser sem duvida de ulilidade ao-
principiantes que se quizerem dedicar ao exercicio
do foro, pois uella encontraran por ordem alphabe-
tica as principacs e mais freqnenles ocenrrenciat ci-
vis, orphauologicas, cororoerciaes e ecclesiaslicasdu
nossofro, com as remisses das ordeuaci.es, lata,
avisos e retulamenlos por que se rege o"Brasil, a
bem assim resuluc&es dos Praxislas nimos e moder-
nos em que se firnYsra. Conten semelhaulementa
as decises das quesloes sobro sitas, sellos, velhose
novos direilos e decimas, sem o trsbalho de recorrer
enunciad d oossas leis e avisos avulsos. Consta-
r de dout volumes em oitavn, grande francez, e o
primetrosabio j luz e esta venda por 89 na loja de
livrosn.sj e 8 da praea da Independencia.
amada Kod4 u. II, se dir quem d di-
Dbeiro a premio sobrelpenhores de ouro ou prala.
1) abaixo assiguabo ruga a lodas as pessoas qae
Ule san llovedora-, o fahor de salisfazer seus debi-
to ate Hin do crranle.Joaquim t'crreira da
Stlta Juntar. \
i
Jnaqiiim 1-crreiia da Silva Jnior roga a qoal-
quer pessoa que sejulgar spu rredor de apresenlar
suas coutas para seren salisfeitas al 10 do corren-
te : na ra do Collegio n. 1:1, primeiro andar.
(Juera precisar de um administrador para
engenho, com todas as habilitarnos necessarias, e
que du liador a sua conduela, anuuncie para ser
procurado.
Precisa-se de um criado, pois o que est ser-
viudo relira-se por estar doenle : ua roa Uireila
u. DI, primeiro andar.
Desappareceu no dia 5 de novembro o parda,
M,1 noel, com 65 anuos de idade, lem as barbas e
o cabello) brancos, falla fina, lem as roaos e os
joelhus foveiros como quem leve calor de ligado ;
foi escraxo de Joo da Koclia, em Tijicupapo, on-
de se pilca estar ; por lano roga-sv as autoridades
policiaes e rapitaes de campo daquelle lugar a ap-
preheoso do dito escravo, que levando ao sitio de-
fronle do Poco da Panella aos lierdeiros do falleci-
do Pedro Cavalcaoli de Albuquerque Lian, serio
recompensados.
Precisa-se de um caixeiro porlagoez ou ines-
mo brasileiro, com pralica de negocio, para taber-
na : ua roa estreila do Rosario, taberna 11. I (i.
O procarador da cmara municipal da cidade
de Olinda, abaixu ussignado, avUa a todo* os senl.o-
res foreirus mesma cmara, qqe bajan) de vir
pagar uo prazo de 30 das os toros que se acliatn a
dever, lindo o qoil serita eobradus os ditos foros
judicialmente. Olindu 20 de dezemLro de 18,">.
Krancisco Candido das Chagas, procurador da ca-
reara.
CASA DE EDLCACAO'.
.lerouymo Pereia Villar abri de novo era 7 do
crrente a sua aula de iuslruccao primaria, na ra
largado hosario n. ir, a qual reuni oulra de lin-
gua latina, dirigida pelo Sr. Porfirio da Cimba Mo-
rcira Alves, professor publico, o un curso de lin-1
gua l'rance/.a, prole--.ulu peloSr. Dr. Jos Soaies de
Azevedo.
1). l'mbeliua Wanderley Peixolo, directora
do collegio l'ernaiiiliucauo. ua ra da Cadeia de
Santo Antonio n. 1, participa aos pas de saas almo-
nas e ao publico em eral, que o sen collegio adia-
se iberio no dia 7 do correte. Aos que qui/.erem
confiar as suas (tilias a educacSp desle collegio de-
clara, que aceita pensionistas, meio pensionistas, e
externas; que as materias que abi conslilucni a ins-
trui-r.i eleroeutar sao : leitura, escripia, contar as
qualro especies em nmeros inleiros, "anllimelica,
doutrina christaa, grammatica purlugueza, tradu-
zir, tallar e escrever a lingua fraoeeza, Iraduzir in-
gle, geographia e historia, dozenbo, msica vocal,
piauo e dausa, coser, bordar de seda, matiz, ouro,
prata e talagarca, labvrintho, marcar de lodas as
qualidades, e as mais prendas proprias do sexo fe-
meuiuo.
-n^Hresa"? a' um TJnu p"? I;'l",";a <1"e Paria das loteras, 7 de ia-
eutenda de vender no balcto, sendo brasileuo ou J
portuguez, prestando lianca a sua conducta: nos liCII'O QO l{( EjII "
quatro cantos da Roa-Visla ii. I. 11 ***
Precisa-ie de um piloto de carta ; a pessoa que ] iIOMO JtO(U'li)U6S G A l-
sejulgar habilitada, dirija-se ao escriplorio da ra
da Cruz, casa de Viuva Amurim \ l'ilho n. !.">.
Precisare alugar ura preto ou prela para an-l 'cIS.
dar vendeudo fazenda com Mira pessoa : quem ti-'
ver anuuncie ou dirija-se a ra do Hospicio n. 31. i Offerece-se um i.ipaz porlusue/. para caixairo
1 de qualqucr eslabelecimento, anda ine-nio sendo
AULA DE UHI.
O padre Vicente Ferrer de AlbiKjiicr-
que contina coiu sua aula Je latim,
dia 2 de Janeiro em diante, pela mesma
maneiru e sol as condicoes ja' annun-
ciadas.
O Hlml Hr. thesou-
reiro mandai l'azr publico
qae se acham a venda os
bilbetes da isegunda parte
da prime ra lotera a be-
neficio do collegio do or-
pbos e orpjbas, cujas ro-
das andan, no dia 25 do
andante mz. Thesou-
Illiu. Sr. presiilcnle c mais nienibins da con
niissao ile hygiene desla provincia.Diz Paulo Luiz
liaiglIOUI, denlista flanee/., que precisa a bem de
sen dircito, Vi. Ss. seren servidos examinar a pre-
pararan deque se serve para chumbar deules, e de-
iioiiiiuou maisa adamantina, em ordem de verificar-
a que a dita proparafav dillerc iuleirameutc de lo-
das as ronliecidas. Peden Vs. Ss. sejain servidos de-
ferr-lhe como requer.K. K.Mr.
I'auln Luis GaigHOUx.
A massa denominada pido supplicante-- Adaman-
tinae por ello apreseulada connnissao de liygie-
ne publica, dilere de lodas as apresentadas essa
iiieima occasiAo por oulros; sendo a confrontarlo
feila ua preseuca de todo*. Sida das sessoes da coui-
inisso 30de julho de 18.Or. A. Fonscca.
REPERTORIO DO MEDICO
HORfLQPTH.
EXTRAHIOO DE KUOPF V. BOEN-
NINGHASEN E OUTROS,
posto em ordem alphabelica, com a descripeo
abreviada de lodas as molestias, a indicado phjBio-
lgica e therapeulica de todos os medicamentos lio-
meopalhiros, seu lempo de ac0o e concordancia,
seguido de um dicciouario Ha %ignicaclo de todos
os termos de medicina e cirurgia, a posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DK. A. J. DE MELLO I0BAES.
Os Srs. assignanles podem mandar bu exemplares, assinrcouio quem quizer comprar.
Massa adamantina.
Hegerlmeata reeonhecida a excellencia desla
pre p.irai. "..i para chumbar denles, porque sen- resul-
tados lempre felitea sao j do dominio do publico.
Sebasliao Jos de Oliveira faz uso desta preciosa
man*, para o fin indicado, e as peaeoas quo quizo-
rem houra-lo dispondo de seus servidos, podem pro-
curado na .travessa do Vigario n. 1, loja de bar-
beiro.
| J. JANE. DENTISTA. I
9 continua a residir na ra .Nova u. 19, primei- ft
' ro andar. .-'
Precisa-se fallar cun o Sr. M.inocl Alendes
Herreira (iuimaracs, ou com pessoa eucarregada dos
negocios do mesmo : em casa de Paln .Nash \ Com-
panhi.i, ra do Trapiche -Novo n. 10.
O SOCIALISMO
PELO GENERAL ABREU E LIMA.
Ainda exislem alguna exemplares euquudoruados,
e acham-se a' venda na luja de livros dos senhnres
Kicardode Ireitas iC, esquina da ruado Collecio,
,|0 e em casa do autur, palco do Collegio, casa amarella,
no primeiro andar.
aviso iiifiportan-
fiissiino |>ra os
Srs. jugadores
das loteras.
O cautelista Salustiano
de Aquiuo Ferreira
avisa aos Sr-. jouadorps das loteras da pr que os piceos dos bilhetcs e cautelas lie,un tilines
comoahaixu se dcmonslra, os qnaessau pagos sem o
descont de oito por eeulo da lei na* tres priireirati
sofles grandes em quaulo existir o plano actual de
J.UOO bilbetes, pelo qual silo exlrahidas as loteras
da provincia, ll'lc. esti'io h;m.-... a venda nal lo-
jas do ciHlume. S he responsavel a pasar os oito
por cenlo da lei sobre os tres priineiros premiiH
grandes em seus bilbetes inleiros vendidos em on-
ginaes.
Kecebe por ioleiro '>:iilM>c4KN)
:."i(liir I :(>((.-*li(
1:Vinkhi
hOWtjUOO
'i 6255000
503U00
" JJOgOOO
U cautelista
Sulusliana de .li/uinu herreira.
Pela primeira wcco do consulado provincial
aviia-ae aos proprielanos dos predios urbanos da
l're.uoza desta cidade e d.i dos Affoados que os :itl
dias uleis para o pagamento da dcima do primeiro
semestre do auno financeiro de 18)5 a IS3C Gnnaiu-
se n dia !l do corrale mez, c desse dia em dame
iucorrenni ua mulla de :i pur cenlo lodos aquelles
que di uarem de pagar seus debilos.
I). Hosalina Leopoldina de Oirvallw, viuva de
Jos^ Ignacio Cabral, prelendu vender um terreno
quellem entre oseiigenlio Moclo e Amparo : quem
pretender, dirijn->p aoengeulioC-ameleira, para tra-
tar com sen pai Jos t'rauei-eo l'edroso.
Na fabrica de chapeos de lellro e castor, de-
fronte do novo hospital militar, precisa-sc de apren-
dizes.
a DENTISTA FRASCEZ. $
j^ Paulo tiaignoux, dentista, estabelecido na
J ra larga do Kosario n. 36, segundo andar,
collvra denles com a pien do ar, c chumba ajj
9,1 denles com a massa adamantina e mili os me- %
laes.
*;>>:.... (9.::. *tsft.*
VII.I.A IH) CAIMl.
Os habilantei da fresuezia do Cabo pielendcm no
dia 20 do torrente feslcjni rom a solemnidad possi-
Bilheles ,14600
Meios JHOO
Tercos 19990
(Ruarlos lM0
pululos l.-l'l't
Hlavos 7*>
Decimos 60(1
Vigsimos 300
Pannos pretos
c'e diversas qualidades. por precos de 29800 a Hr ;
vendem-se na ma do Crespo, loja li. 10.
Chales
de merim'ie l.i|>im bordadoi na |ioala : veudoui-sfl
na iuj lioCreg|to, Injd ii. \'K
Louca.
No aterro da loa-Vista n. K, vende-se una por-
cAo de lonea prupria |iar.i taberna, poi piero limito
coinmodo pala acabar.
Vende-sc nina escrava ereoula de 20 anuos,
com um i lillia luul.ilinli.i de 6 me/e. do idade, a es-
crava entornilla, eoze chito, eo/.inba e lava, e od
escrnvo crionlo demeia idade, proprio para silio :
na ra da- Cruzas n. -.
I.ABVUINTIIOS.
Na ra da Cru/ u. :(', primeiro andar, continua
a haver lorliinenln de boai ouraa de labvriulhn a'
venda.
AOS MEDKOSOS ClIul.l.ltICUS.
Em cara do baruleiro. roa du Crespo n. II, vn-
dese o folbeio da tura ini'altivel do rholera-inorliii
pelo aumo do MaMo, com l(> patinas, remedio cuja
eflicacida.le he alleslada pelos mdicos e innmeras
Icdouiunlias; oulinsim participa ao respeilavel |iu-
blico,.qu lem i or mo.iicos precos mudas obra ees-
criptos, lauto icieolificoi como iliterarios, ele. etc.
\ ende-se muilo bom vinho a itlo rs. a Barra-
ra, quoijos limito novla iy.160. mioleiga Ingleza a
7i) a libra, dita Iraoee/a a 6MO : uo paleo do l'a-
raizo, taberna da Estrella ti. I i.
f BISCOITOS IMEZS. i
1
meila, eserivo das lote-
Instruceao.
Jos Bernardino tic Son/.i Pei.ve f;r
scicnte aos pais deseui alumnos e aquel-
la! pessoas a quem ioteressar possa, que .
foradapraea : quem pretender, dirija-te a ruado
\ igario n. 0 priuicirn audai.
Precisase de duas pessoas para o servirn in-
terno de urna casa cstranteira, que enlenda i'leco-
zinha e engimme, e nutra para costura : na rita No-
va n. 17, se dir quem precisa.
No sobrado da ra do Pilar ti. l, precisa-se
aluaar urna pessoa livre ou escrava, que saiba coli-
ndar aluuma cousa, para sei empregada nette *
n'oulros servieos ordinarios de una casa de pequea .
lamilla, a excepcito de eogommado, preferiudo-se *' 8'oriuso marlvr Selnslllo da matriz daquel-
desta ultima coudicio, cdo sexo masculino ; paga-se *"*' e I'31-1 qUB ('ss" ocioso torne mais solemoe,
os anearrega tos da fesla rouvidam a lodos os liis
derolos para comperecerem no dia indicado. No
da 10, pelas K horas da larde subir urna girndola,
que indicar que na madrugada du dia II sera le-
vantada a bandeira. a qul s ra cnnduzida por au-
jns, acompaub.ida por um i banda ile msica, c per-
coi rcr todas as mas da villa : haveudo missa can-
uda na occaaiSo da bandeira. Seguir-ae-hlo as no-
venas, cantadas por ama bella un lunlra, composla
de hsbeis profesxoies. No dia -JO pelas .'i horas da
manhaa subirao Hilndolas, urna banda de msica
marcial, viada da cidade do Itecil'e, locar alvorada.
Aogmentada a orcbeslra com profeaaores, que de
vesuera de\eiu chegar do Reclfe, canlar-se-ha as II
horas du dia a respectiva lesla : pregando tanto ties-
ta occaaiSo romo no Te-De.....o reverendo pregadnr
da capilla imperial l'r. Lino do Monte Carmello.
A isreja estar competenlemeute ornada, e na orea-
sillo di feata dividir-se-ha por todos os devolt.- que
eomparecerem resi.tos com a imagem do glorioso
msrlyr. A larde haver praciss3-i, e a noile depois
do Te-Deom feriieapelo vista um fogo artificial,
felo porum dos man habis artistas.
A substitua das cadeira de inslriicean elemen-
tar desta cidade, residente na ra do Rosario da Boa-
v irla ti. 38, la/, seieute a quem convier, que abri a
sua aula particular no dia 7 do crrenle.
Precisa-se de una ama de leile par?
menino de 38dias, que leuha bom Icile,
bem; na ra Imperial, fabrica deCaldeireiro, se
dir "|uein pitcisa. As>iiu como se d IU-; a qu in .e
qui/cr encarri gar de procurar c- levar a mesma
easa.
bem agradando.
ii. muros.
leem a honra de participar aorespeita-
vel publico queteemaberto tuna nova loja
e fabrica de chapeos na ra do Crespo,
DO sobrado novo (|tte faz cstpiitia para a
na da Cadeia, aoude os COinpradore*
acharao desde lioje em diante um bello
tortimento tlt; cha|>eose (azendas tenden-
tes ao mesmo estabelecimento, e por me-
nos prerodoqne em otilra (jiialt|iht parle,
tanto em poiro como a ic talho, e desde
ja Ihe recommendam cbaitebs liance/cs
de bonitas e elegantes lrmas e de boa
cpialidadc, tutos hilos na tetra de todas
asqualiti,ules de (lallia, seda, e montara
parasenliora, de lustre para pagern, einn
ricosortiment degaldes linos, de piala
e ouro para os meninos; chapeos de castor
francezes einglczes, dilos de Italia para
homens, meninos esenlioras, do Chile linos
para homens, meninos e .senhoras, bone-
tes de todas as qualidades, assim como se
apronta qualquer encommenda tendente
ao mesmo estabclirimeiilo, e linio por
No pateo da Sania Cruz, nadara n. 6 de
Joan Luiz l-erreira Itibeiro, alein du excel-
lente pan, bolaclia muilo lina, biscoilos, "
fatias, aramia, adiados e boliuhos f.e di- Q
versas qualidades, receben pela ttlliino na- 2
rioebegadvde Inglaterra nm grande sor- "
lmenlo dos nuil apreciareis bi-coilinbos 6
tle diOerentei qualidades em latas peque-
as, os quaesse lornam muilo recommen-
dnveis pela sua superior qualidade o deli-
cadeza : vendem-se por preco muilo com-
inodo.
i
I
1
Algodao tnonstro
Vende-i
a 100 rs.
vozes, por
Todos
i vara.
se ii verdadeiro algodo monslro, com 0
palmos de largura, pelo liara issimo prero de ooo
rs. a vara : na ra do Crespo n. 8.
Piano* ctesanles.
No escriplorio de Domingos Alves Malheus, na
ra da Cruz n. ."ii, ha para vender ricos e elegan-
tes pianos de Jacaranda de excellentes
precos mdicos.
Deposito de algodilo tramado da fabricad*
"- Santo, ila Babia.
No escriplorio de Domingos Alves .Malheus, na
ra da Cruz n..ii continua a vender-so superior pan-
no de algodao trancado da fabrica da Babia proprio
|iara roupa ile e-cravoj, assim romo liu nrourio nara
pavios ile villa.
ROLA'O FRANCEZ.
He novamemte ebegada esla aprecia-
vel pilada no ultimo navio flanee/., e esta*
a venda por barato preco: na ra da
Cruz n. 2(, primeiro ailar.
Vende-se um elegante carrinhode
quatro rodas rom arreios muilo ricos,
para un ou dons eavallos : na ra da
Cruz n. iii, primeiro andar.
V.:ndem-se espingardas de dons ca-
nos, francezas, muito preprias para cuca
ltimamente chegadasde Franca, e por
barato piero : na rita da Cruz n.*26, pri-
meiro andar.
Vendem-se (i-ascos
vidro, proprios
qualidade de
i criar um
pa;
no dia 1 i do corente da* principio aos JMJr'Mifflflrli:8B5EBSBBSiigl&SSSB& |>''-\*os maisbaratosdoque einonlraqnal-
trabalhos
n. 50.
da sua aula : na rita i)ireita
O Dr.Kibeiro, medico pela l niver-
sidade de Cambridge, continua a residir
na ra da Cruz n. 13.
SOCIEDVDE EM buANDITA.
FABRICA DEFIAK E TECLU ALGODAO,
Aqual-occupa diariamente para mais de
200 aprendizes ou obreiros naeionaes
de 10a 12 annos de idade para tima.
CAPITAL 300:000s000.
Socios em nome collectivo gerentes responsaveis
ossenhores : Antonio Marqoes de Amorim. Justino
Pereira de Farias, Manoel Alves Guerra.
Firma social: Amurim, Finas, (juerra & C.
Asociedade lem j;i iiumero-os assiortanles, qne
prelazem para mais do valor da niel,ule do capital.
Ella continua a admitlir no decurso desle inez
socios de 100 at j.DOII.
As pessoas assignanles das primetras lisias, quede-
zejam contribuir para a prompta eali-aeao da fa-
brica sao convidadas a uilo demorar suas'respeclivas
assignaturas, que devem ser pessadas no livru da so-
ciedade.
No tiro docorrente os socios gerentes rcilamariioa
primeira prestadlo que sera' de lo por cenlo do ca-
pital subscripto, c passaro os competentes reribos.
As vanlagens que a fabrica ulferecera' loco que
ella esliver em pleno andamento sero :
1." 12 por cenlo sobre o beneficio animal que ca-
da socio recebera', alem do seu dtreilo solne 0 fun-
do de reserva, que ser de 1 a 7 por cenlo do ca-
pital.
2. Occupaco diaria a mata de 2(1(1 operarios, ou
obreiros naciouaes.
Consumo de 30 a II) mil arrobas de algodao
nacional, o qual al agora uao leinoutro comprador
senn o exportador.
i." Tecido de qualidade superior liso ou lavrado
a 2W a vara, em lugar de 60 ou 280 que se venda
o da Baha, e hoje uo ha mesmo a mais de 320 reis,
preco da ultima venda.
A facilidade das entradas, que nunca serSo de
mais de 20 por cenlo do capital subscripto, permute
a todas as pessoasque poderem dispor de urna eco-
noma nien-dl de .">.? por mes, entrar como sucio
ta 100*.
Seudo as entradas do 10 por cenlo e os pagamen-
tos espadados de pouco mais ou menos 2 mezes, se
ru precisos 18 a 20 para ser realisado o inteiro pa
gamento de cada subscripeo.
Os senhores que residen) fura da capital, e que
quizerem entrar nesla u'lil sociedade, pdenlo diri-
gir suas cartas de pedido a qualquer dos tres socios
gerentes, ou ao socio de industria 1". 11. Dupral,
que lem em seu poder o livro dassubscripees.
Elles declararlo os seus uomes por extenso, do-
micilio e o nome du correspondente nesta capital,
AO PUBLICO.
* No ai-mazexn de fazendas bara-
9 tas, ma do Collegio n. 2,
aM vende-te um completo sortimento
Sj de fitzendas, linas e grpssas, por
j pret-OS mais baixos do que emon-
M tra qualquer parte, tanto em por-
ra eOes, como a relallio, affiancando-
se aos compradores um s preco ?
g para todos : este estabelecimeno
ahrio-se de combinarao com a
ja maior parle das casas coinmerciaes
* inglezas, ra.icezas, allemaas e sttis-
g sas, para vender l'azendas mais em
m conta cloque se lem vendido, epor
P isto ollerecendo elle maiores van-
gtagens do que outro qualquer ; o
( proprielano desle importante es-
K tabelecimento convida a' todos os
I seus patricios, e ao publico em ge
j ral, para que venliam (a' bem dos
a seus inleresses) comprar fazendus
baratas, no armazem da roa do
M Collegio n. 2, de
Ij 'Antonio Luiz dos Sanios & Rolim.
BlIM unan un......| |iyn ^ |, |||,|j |H||,||H
A fama corre c
va.
Francisco de l-reilas Barbosa lem a hutira tle sci-
entilicaraos Illms. Srs. olliciacs da Kuarda nacional
e do exercito, quo echarlo em sua loja de cirgoeiro,
ua ra das Irincheiras n. 61, un completo rico
mnenlo de olijeclos de seus unitormes, o mais su-
perlor que ha no mercado, e por precos mui razoa-
\eis, a saber : eales mslez e fraucez para divisas,
ricas bandas de ptimo relroz, espadas muilo linas,
talabartes, lefios, cananas, dragonas, charlalciras, e
uutros muilu.s ubjectos que visla faz cubica, lano
pela boa qualidade como pelo precu ; ludo* csli em
haver dinheiro.
U cldadlo l'.aelano l'inlo de Veras, tendo en-
trado no exercicio de luis de paz do primeiro dillric-
to da begonia du S. Sirramento do bairro de Santo
Antonio desta cidade, Taz certo a quem inlcressar.
que passa a dar audiencia do mesmo juizo as 2 horas
da larde dos dias ja marcados por seu antecessor, na
sala em que dao audiencia os Srs. jotaes do civel, or-
philos, commerrio e dos fcilos da fazenda, ele, seo-
do a casa de sua residencia na ra de S. Francisco
i- n. 8, aoude se achara prompto das 6 a 7 ', horas da
i- manhila despachar as parles, ou na alfaodega, aon-
- de he empregatlo, ale as huras da larde.
Di-se dinheiro .i juros sobre penhores de ouro
ou prala ; na ra de Moras n. 10, e dir quem dn.
Urna pessoa bailante versada na lingua portu-
aueza se oerece para ensinar piimeiras ledras a
ambos os sexos, dfrigilido-se (iara isto as casas dos
pas ile familias: quem de seu presumo se quizer
quer parte.
Alusa-se urna grande casa com solo, i quar-
los. enzinha fura, estribara, casa para pretos, 2 co-
piares, porlSo de madeira, bom quintal plantado,
sendo na Cipuoga, ranlo da ra dos Dros-s: os pre-
lendcntes podem dirigir-se a ra do Queimadu n. 7.
com rollias tle
pata conservat toda a
rape', e por baratissimo
preco: na rita da Cruz n. 2,
andar.
Vende-se muilo superior cham-
pagne emcaKas, o melior que lem ap-
parecido no mercado c
primeiro
B CONSULTORIO CENTRAL
HOMOPAIHCO.
^Gratuito para os pobres.) jf
^ /ua de Sanio .Imam, [Mundo-Noto] n. (. f
;<, O l)r. Sabino Olegario l.udgcro l'iiihu d vy
^ consultas todos us dias de-de os 8 horas da >?
JJ manhla al as 2 da tarde. *%
gl Visita os enfermos cm seus domicilios, das Jj{
>ft 2 horas em diante; mas em rasos re|ienlinos iS
t ede molestias aauda-e graves as visitas serao k<
mz fci'.as cm qualquer llora.
S Al molestias ucrvosas merecem Iratamenlo
H especial secundo meios boje aconselhados M
m pelos pralicos modernos. Esles meios exis- J,
J8 tem no consultorio central. Vi
l.MA AMA.
Precisa-se almiar urna mulher escrava ou livru
para u servicu interno de u.na casa de muilo peque-
a familia: exige-se que uo beba tem forte, e se
engoman- paga-ie bem nos Afogados, loa du alo-
locolomlni n. I.
9 rr*malanl do imposlo das al'erteoes do
municipio do Kecife convida a lodos quant coslu-
mam vender liqoidoi em ancora- no dilo munici-
pio, de vircm aferir, s mencionadas ancoras para o
auno crrenle de 1S.J6, pois tproveila a uciiisiaode
prevenir aus compradores de taes gneros, que este
anuo alem das lellras du coslume lora mais orna
marca de um R. qne xem a ser Recite, onde bem
se poder conhecer a afericoes hilas nesta cidade,
e assim poderlo ie diriuir a ra da Florentina n.
gu
lario do dilo engatillo
KKrUTA.
Na necrologa publicada no u. :: do Marn, liuha r
15 em vez depor elle lauto alm-jada-le-se- Pnneil-0 andar
por elle almejada; Indias (Sem vez dena aza
veloz da etormdadelea-sa em asa veloz a elerni-
dade; liiibaa 22 em vz denao revela aos ho-
in-tis!a-senao revelou aos homem; liuhas
i7 em ve/, deque jn lia lempo o imporlunavala-
se que lano o Imporlonava; liuhas 7i em vez
defatal presseulimenlola-seo fatal presenli-
iieulo; ha alguna erros mais .- uutros de pon-
tuanio. que deisamoa illoslrarSo dos leilores a
emenda.
Escola pelo methodo Caslillio.
Sem rigor, sem vis castigos,
Kiodo, ,i escola nos ultra i
Tem o meslre em n amigos,
Temo- n'elle amigo e pal.
Itaiou luz na escuridade.
Como um doce alvurerer !
A_ alegra, a variedade,
I'z encantos uo aprender.
i.aslilho, directorio de nslruce,o primaria,
pagina 5
Abrio-se esla escola wguoda-feira, 7 de Janeiro,
no sobrado de um si. andar, na rui .Nova junto a
igreja da Couceicau dos Militares ; a casa lem lodas
Menndicoes bygwnicas e capacidade para passarem
abi a semana os a iimnos. que pela lougilude de
suas moradas nao quizerem resrewar dianamente as
suas casas.Francisco de Freilos tiamboa, professor
particular, aulurisado pelogoverno.
Offerece-sc um moco portogoes, de Idade de
17 annos, para caixeiro de taliein.i : a Iralar no pa-
teo do Collegio n. 1">.
Francisco de Souza c So relira-se para lora do
imperio.
' por com modo pre-
eo, licor de Kirsch tamliem em
nimio em conti
eai\as e
na rita da Cruz n. 2,
Vendem-se :lcicraas de U;a 20 annos de
idade, urna deltas boa engommadeira, e I escravo
de meia idade, por preco commodo : na ra Direi-
la ii. .1.
No eugenho .Moreno vendem-se bofa para acn-
;uc : os prelendenlea podem dirigir-se ao proprie-
(iropr
Antonio de Souza l.eo.
<>'flI|1V!l-'1.
Compra-se um braco de batanea do autor lto-
tnao, porem tiueseja grande, novo ou mesmo usado
com os competentes pesos: on uieamo sem elles:
: <|uetn tive anuncie para ser procurado.
Compra se elleclivanienl bronte, latan e cobre
.16, onde sempre o acharao prompto a despacha-los j V''I10 : opsito da liindicao da Aurora, na ra
com toda presteza como sempre praticou. I rum. logo na entrada u. 28,e na mesma fuudi-
edo, eiu Santo Amaro.
He limita barata, corles de cassa chita de lindos
gosloi, com varas, p, I,, diminuto preco de 15000 :
na ra do lliieim.uio li. 311 A.
rato ao
A 5,600 rs.
Chales de laa e seda, linissima fazenda. de gostos
mlciramenle lindos, imilsdn aos de seda, vendem-
se pelo diminuta preco de 39600 : na ra do Duei-
madu n. 83 A, loja de Rodrigues A Una.
JAinda reslam algumu saccas com cera de car-
nauba doAracaly, que se vendem por prero commo-
do, para recitar cuntas do venda : na ra Nova o. 20,
leja de Jlo Fernandos Prenle Viauna.
I.IQIIDACAO'.
O arrematante da loja da ra dos Qaartcis n. 24,
querendo acabar cm presteza as miudezas que alu-
d exislem, vende barata alim de liquidar por lodo
o currente mez de ianeiro.
Ricas I
Pratos ocos patentes
para conservar a comida
quente: vendem-se na ira-
ca do Corpo Santo, arma-
zem ti. 48, de Hostron Ro-
oker ^ i;.
alisas finas ede
boos gostos
NA-LQJA DA BOA FAMA.
Vendem-se ricos loquea com plumas, bulota e
espelbu a 2-. I uval de pellica de Jouviu o mellior
que pode haver 10600 u par, ditas de setla ama-
relias e brancas para homem e senhora a 1?2vi), di-
las de lorcal pretas e Com bordados de cores a 800
rs. c 19200, ditas de lio de Escocia brancas e de lo-
das as cores para homem e senhoia a ."KXI rs., ditas
para meninos e meninas muilo boa fa/.enda a 320,
lencinhos de relroz de lodas as cures a l.j, tacas de
Ua para wnhora a 640, peine de tartaruga para
alar cabello, fazenda muito superior a 3f, diln- de
alisal lainbem de larlarusa a lis. ditos de verdadei-
ro bfalo para alar cabello imitando muilo aos de
larlarusa a 13280, dilos de alisar de blalo, fazen-
da muilo superior a 320 e ,'i00 rs., lindas metas de
seda pintadas para enancas de I a :1 anuos a ICNOO
o par, dilas de lio de Kscucia tamta-m de hualas
cores para enancas de 1 a 1(1 anuos a 320 o par. s-
pelhos para parede com excellenlcs vidros a 500,
700. le 13200. loucadores com ps a I300, lilas
de velludo de lodas as cores a 160 e 210 a vara, es-
eovas lina" para denles a 100 rs., e linis-imas a .'i00
rs., dilas linissima' com rabo de marlim a 1;, Iran-
ias de seda le lodas as cores e largaras 1120, 00 e
>0(l rs. a vara, sapalinhos de lita para crianzas de
honilos padrCes a 21(1 e .120, aderecos pretos para
lulo com brincos e allineles a I, toucas pretas de
seda para enancas a I?, travessas dasquescusam
para se^urarrabclta a I5, pislolinbas de metal para
criMuc.s a 20 ra., galbeleirai para azeile e vinagre
a2320U. bandejas muilo linas e de lodos os lma-
nnos de 19, 2?, 39 c 13, meios brancas Tinas para
senhora a 210 e 320 o par, dilas pretas muilo boas
a 400 rs., ricas caixas para rap com riquissimas es-
tampas a .13 e 25500, meias de seda de cores para
homem a 610. eharoteiras moilc linas a 2J, cistoei
para bengalas a 40 rs., pastas para guardar papis
iKOOrs., oculos de armacilo dearopraleados e dou-
radosa 610, ls c l.v'OO, lunetas com aro de bfalo
c larlarusa a 50(1 rs. e I3, superiores e ricas benua-
Itiihas a 2?, c a 500 rs. mai ordinarias, chicotes pa-
ra cavallo pequeos e sraudcs, fazenda muilo supe-
rior a 610, 800,13. 13200, 13.VX) e 2?. atacadores de
cornalina para casac a 320, peules muilo tinos para
salsea a 500, escoras linas para cabello a 640, dilas
para casaca a 610, capachos piulados para sala a
640, meias brancas e cruas para homem, fazenda
superior a 160, 200 e 240 o par, camisas de meia
muilo huas a I3 e 13200, luvas brancas encorpadas
prnprias para montana 1 210 o par, meias de cores
pra senhora muito lories a 220 o par, ricas aboioa
duras de madreperola e de oulras militas qualidades
e gostos para rlleles e pautas a 500 ri livelas dou-
radas para raleas c cteles a 120, ricas filas linas
lavradas e de lulas as largaras, bicus linissimos de
bonitos padrOcs e toda, as largaras, ricas franjas
brancas e de cores pnra camas de noivas, lesouri-
nhas para costura o mais lino que so pude encunlrar.
Alem de Indo isto oulras muilissimas cousas muilo
propras para a testa, e que ludo se vende por pre-
co que faz admirar, como lodos os fremiezes j sa-
ben) : ua roa do Qoeimado, nos quatro cautos, na
bem conhecida taja de miudezas da Boa Fama
n. 33.
Meias pretas pa-
Atteneao.

Na t-uulcitai-iu da ra da Gru n. 17,
ntl.a-so .somprc m veuda um glande c
completo soi 1 mentde doces seceos ede
caldas, fdt-I. netas de todas as qualida-
des, ludosupe.i,,,., para embarque para
dentioou lora do imperio, ,wr mais ba-
ratopreroqaeeai ootn qualquer parle
se pode vender.
i
1
APPROVVDli PELA SS I
DE IIV1LXE PUBLICA 0 J
K10 de Janeiro.
COM PRIVILEGIO IH) Mi- S
VEIt.NO DI- SLA MAi.KSTADE A
ImpenaJ. ut,
I
i
I
i
-rl,
eucarregado de elTecluar o pagamento das colladas | ul'lisar, dirja-se a ra do l'adre l'loriano ii. 2S,
das preilarocs, quando furem reclamadas. qne achara com quem Iralar.
Urna copia impressa da escriplura da sociedade
sera' eutregue a cada um dos socios n> occasiilo de
elTecluar o pagameuto da primeira preslacu de 10
por cenlo do capital subscripto
Francisco l.uiz da Costa, cdadao
relira-se para tora do imperto.
porluguez,
Peruambuco 3 de jaueiro de 1856.
F. M. Dupral.
O Dr. Firmo medico, uuidou
a sua residencia para a ra Nova
n. 23, primeiro andar, e conti-
nua 110 evercicio de sua prolissfio.
Urna pessoa versada em lalim, france/, inglez,
portoguez, geographia, ceomelria, arythmclica c phi-
losopliia. ensina para a fregoezia de Sanio Antao ou
parle conjunta a ella : quem precisar annnncic.
PROCISSA'O DE CINZA.
A mesa regedora da veneravel ordem
lerceira de S. Francisco desta cidade do
Recife. tendo de apresenlar no dia (i
do viudoui'O a proi issao de Cin/.a, convida
.ios wnscltatissimos innaos que nao tem
liabito.a maiidaiein-no a/er (visloltaver
lazenda), tendo em vista o disposlo 110
art. 208 dos nossos eslatutos.Secreta-
ria da veneravel ordem lerceira de S.
Francisco, 5 de Janeiro de 1850.O se-
cretario, Galdino Joao Jacintho da Cu-
nha.
u abaixu assignado, leslamenleiro de sua falle-
cida mii aftra. I). Angela Custodia do Sacramento,
declara a quem convier, que a dita fallecida em seu
testamento com que linn, dcixou a quantia de 30
a cada um atilbado ou alilbada de baptismo, visla
do que podemos iuleressados babiliiar-se,ediriaii-se
a Iravessada ra da Concordia n. 26 1', alim de rc-
ceberem oque Ihes'perlence de Honorato Joseph de
Oliveira Figuelredo.
Aubra do Hospital Pedro II precisa de 11 ofi-
ciaes de carapiua : a Iralar com o director Antonio
Jusc Gomes do Correio.
O cautelista Vicente Tiburciu Cotnelio l'errei-
ra avisa ao respeilavel publico, que os seus bilbetes
e cautelas dorolleio "us orphilos acham-se venda
nos lasares segundes : rua da Conceicto da Boa-Vis-
la, loja do Sr. Mciulonca ; rua do Cabulla, tajado
Sr. Gnimarlea ; rua do" Collegio, loja do Sr. Manoel
DomiiiKues ; rua do (Jueimado, loja do Sr. I.emos ;
rua larga do Rosario, loja do Sr. Ermino ; paleo da
Itibeira, taja do Sr. Aseredo.
PRECOS.
Recebe por inleirn 5:0000<)0
2:500*000
< I:.'500000
" 6255000
" o 500-TOIHI j
2505000
t'recisa-so de uin.i senhura honesta, e que al-
liance a sua boa cunduila, paro servir de meslre de
primeiras letras aires meninas flbas de um senhor
de engenho da freguezia da liscada : quem Ihe con-
vier aununcie por esta jornal ou dirija-sc ao paleo
da matriz de Sanio Antonio casa n. 1, que encontra-
ra' com quem ajustar-se.
O arrematante to imposta das afariroesdo
municipio do Recife convida aos tlonos dos eslabe-
leeimenlosdas fregueiiaa de Jaboalio, Mnribeea,
parta das fregueiiaa dos Afosados c da Vanea, para
que venham alerir os referidos eslabflecimentos,
vista o lempo marcado pela lei j ler espirado em III
de dezembro, do contrario usar de seu direilo.
G4BISE1E PORTIJGDEZ
oU-Uli.
> direclnna do Gabinete l'ortuauez de l.eiltira
nesla cidade, allcndendo que a diminua concurren
ca de tocios a ultlisarein-sc dos cursos aberlos no
mesmo Gabinete nao corresponde ao sacrificio que
se faz para sustenla-los, resolveu suspendc-los ale
ulterior deliberarlo : o que se faz publico, para cu
nhccimenlo tle quem inleressar. Secretaria do (ia -
hinctaPirlusuezde Leilnra em l'eruambuco 5 de
jauetru de 1836. Joo Carlos Coelbo da Silva I
secretario.
"esappareceu no dia (i do rorrele de unisili,,
na poulcd'Urhoa, urna cahorrinlia muili.....va prela
i >i ik/jps amaretlof < a ponlinha da cauda i/uehra I
ifa ; quem n liver achido se quizer enlrega-la n '
rua da Cruz u. .,, lera' ama gralilicarao.
John Calis vai para Inglaterra, levando cm I
ia companlua dous hlhos menores, c lenciona rol-1
POUCO t -Ulpo.
OT ,
>i'n r>n-
lar dentro i
Precisa-se
va
15,
logar um prelo ou inolequo que
sirva para todo servho : na rua da Cadeia Vilha
Rilheles 55600
Meios 2aeoo
Ouarlos i>>i
Ditavu. 720
Decimos 1,00
\ i^esiiiios 300
II.
Precisase de um pelo ou prcl que saiba bem
cozinbar. pai.i casa de pouca familia, paga-se bem
a.visla de seu Irabaiho : na rua do Qoeimado n. :(s.
Ruga-so a pessoa que arhou no da I de Janei-
ro do torrente anuo una toallia aborta de renda to-
da com bico, dentro de um lenco, lio btanle da
polla ttate-sa ta groja de San Pedro Apostlo em
Olinda, querendo restituir o allieio, dirija-se a rua
do Balde do Varodouro n. 21,que recbela o arhado
A barca nacional alpojnct* lem necossidade
do marinheiroa brasileiros, para conipr a matara
de sua Inpol rao na rcenle viagem que vai fazer ao
Rio do Janeiro, e os respectivos consignatarios nao
duvidnm dar maiores soldadas do que a- cstabeleci-
dis: quem quizer eulenda-se com u capillo a bordo.
niilTISIl CI.ERKSPROVIUENT ASSOCIATION.
The general kalf yearly meeling o Ihe above as-
sncialion me be held on Wednesd) qlb. insl al
E. P.H.altheroomoof Ihe Uitiish" and Foreign
Librar) b> order.Edtvard Broad, secretar.
- Precisa-se de um moleq'ic de I i a 16 anno-
tuiilu Del, pira casa estnogeira : rua Nova
Negocia-M urna porcilo de cera tle carnauba
doAracaly] |>ur preco eommodo: ua roa Nova u.
20 a Iralar com Juiiu lernaiides Prente Vianna.
Precisa-sede tima ama para casa de
liomem solteiro : a tratrr na rita do Cres-
po, loja n. 15.
folliinlias
PARi 185G.
Estaoa' venda as bem condecidas fo-
liunhas impressas nesta typograpbia, as
de algibeira a 1520 e as deporta a 160; as
deaJgibeira alem do Lalendario ecclesi-
astieoe civil, conten um resumo dos im-
|)0stos niiinieipaes, provinciaes e geraes
(|tie ali'ectam todas asclasses da socieda-
de,e\lraclii dos regulamentos parocliiaes,
docemiterio, enterrse sello, tratamen-
t de varias molestias, inclusive a do cho-
lera, COntOS, vai edades e legras para a-
zermanteiga e tpieijos de dillerentes qua-
lidades, ditas ecclesiasticas ou de padre,
correctas, e conleme as rubricas e uso
desle iiispadn, inilitsive a tesa deS. Tilo,
efeilas pelo padrr- Machado, o mais an-
tigoiolbinlieirodesta provincia, sem pri-
vilegio visto como a constituirlo elcisdo
Brasil o probibem) a 'i()(li-s. cada tima:
vendem-se nicamente im livraria n. t <
8, da praea da Independencia.
Vende-se una escrava de nacao, de 25 annos,
por preco coinmodo : cm lora d Portas, rua dos
liuirarapes, n. 20.
a vista faz f.
para
loo
1-rMin
15600
>>00
20
79OOO
2**i00
600
IfOOO
69500
l.jOOO
neas de seda, a vara
(rozas de botoes de seda para casaca
Lencos de seda, rico., padroes
Penles de tartaruga para segurar cabello
Meias de algodao para senhura, a duzia
1.3a de cures para bordar, a libra
Espelho de gaveta, a dalia, surtido
Papel de cores, masse de 20 quadernos
tuncas de laa para senhora
Ubreas cm caito, groza
Peca de franja de algodao cura bolola
cortinado
Libra de liona de novello grande para bordar 18600
Alelas cruas para homem, a duzia
Peales de bfalo para alisar, a duzia
Libra de cordSo para vestido
Pecas de lila de coz com lOrnrus
Acaldas em eauinha
Resina do melhol papel almaeo
Ibla de papel almaeo
llila de dito de peso
Chiquitos de merino bordados para meninos
I nucas de blondo paia ditas
e uutros amitos objeclo* que nao se
que se vndenlo sem limite.
25700
:teooo
15200
;ioo
160
119600
25800
200
1?'JO0
15200
enumerara e
-
er para erer.
veudem-se as melhores velas de carnauba que
lem viudo do Aracalx a SO a libra, e tambera em
caixinhas de arroba, saceos rom guinma, ditos rom
cera de carnauba, por prero commodo: uo alerro
da Boa-Visla, defroule da boaoen a. I i, taja de cal-
cado, assim como un- completo sortimento de cal-
cados.
Vende-se um caln iolet cm bom uso ; a (rala
ua rua do Collegio 11. 21, primeiro andar.
Fabrica de
toes.
1)0-
Jos Raptista Braga, com fabrica de laloeiro, fun-
dirlo e funileiro, ua uta .Nova n. 38, acaba de mon-
tar nina oulra fabrica de boloes de metal em poni
grande para fabricar toda a qualidade de bolOes com
numero, lellras ou qualquer dizer que o preleudenle
queira, tanto para tropa de Ierra como de marinha,
douiadusou em amarello, assim como para os bata-
llles de guarda nacional, por preco barato.
Vende-se urna porco do sola minio boa. pellos
de cabra, viudo do Araeal] : a iralar com Antonio
Joaqun) Seve, rua da Cruz n. 1:1, primeiro andar.
lijlos de marmore.
Acaba de rhesar um nevo sortimenln tle lijles de
marmore, o veode-se no arrazci: de Tasso irmuos,
no becro ita (-rrrr.y c(
Vende-se un cocheira, sita no Varadoaro da
cidade de Olinda, com mnibus, carro e eavallos, e ;
Alaia Innaos avisam aos amantes do bailo masque, m
que rcrebeiam um lindo sorlnnenlode cortas deves- ^**5uJW**M/- '.,
tidos burilados de ouro e prata. pelo baralissimo pre- B .. ,, 1'KAM.t.Z.
cu de .V-oito. -gf O verdadeiro o genuino rape rrancei che-
^ ado ul'imameiile de Pars ; este rap he o
SS mais simples, agradavel e ulil aos lomantes,
1 ^5. porque nao tem a menor rnmposicao aue
v.?leT,""'-",'le ri|"l";>,',C"r''""; ,,,,e ^ taeadamno as pes.ua. que delta nlarem
,p,mn?.Srd!,*e" 'n"" "" "" ,""lru("e-- M veiide..e por 2, rs. cada kiloBrama. ...
co em que oceupa sua altencao, e por nao poder ser ,, ,..,. ,.,, .nureUa n de -Viilun
trcqueule 00 sen esUbelecimenlu, ollerecendo o mes- \ g -'V, Poreir
nio taniagem por ler.iissianiuilcs certas paro irem a
academia inen-almenle dorante o auno lectivo, o o
mnibus fasendo viagens para a cidade do Hecita
2. | diariamente maior vantagera tirar,. : quem a i.re-
lender.diiijaMM a cidade .le (Muida, a tallar ac seu
proprielarlo nua IjoalroCanlos, sobrado n. .">.
ra paqres.
Vendem-se superiores meias de lua para padrea,
pelo baralissimo preco de 1>8()(J o par. dilas de al-
godilo pretas a O o par : na rua do Queimado, loja
de miudezas da Boa Fama n. 3:1.
Moinlxo- de vento
omboinbasderepuxopara regar borlase baixa,
decapin.nafundicadeD. W. Bowman : na rua
do ilrum us. 6, 8 c 10.
(]an.i$as dme a
pura laa.
Vendem-se superiores camisas de meia de laa, pe-
ta barato preco de Un : na rua do Queimadu, luja
de miudezas da lloa tama n. 33.
COGNAC VERDADEIRO.
X ende-se o verdadeiro cognac, tanto em garratas
>Comei em garrotees : ua rua da Cruz u. 10.
Cortes de cassa para quera quer dar es-
tas por poueo dinheiro,
Vendem-se corlea de cassa chita de bom oslo a
25, ditos de padroes francezes a 25100, casias rosas
para aleviar luto, dilas prela< de padroes miudos a
ta o corle, alpaca dt seda de quadrus de ludas as co-
res a ,20 o covado, lencos de bico lano pintados
como bordados a 320 cada um, grvalas de seda pa-
ra homem a 5 e I5OO ; talos estas fazeudas ven
dem-se na rua do Ciespo 11. 6.
LEONOR D'AMBOISE.
Vende-se o excellente romanee histri-
co Leonor d'Amboise, duquesa de Breta*
nba, 2 volumes por ljOOOrs., na livraria
n. t e cj da praea da Independencia.
Vende-se cal em pedia ebegada no ul-
timo navio de Lisboa, e potassa americana
da mais nova : no nico deposito da rua
de Apollo n. 2B, de A. J. T. Basto &
Com panliia. .
POTASSA E GAL VIRGEM.
No antigo e ja' bem conbecido deposi-
to da rua da Cadeia do Recife, escriptorio
n. 12, ha para vender muito superior
potassa da Russia, dita do Rio de Jaueiro
e cal virgem de Lisboa em pedra, tudoa
piceos muito lavoraveis, com os quaes fi-
carao os compradores satis'eitos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um altjueire, medida
velha por S.sOOO reis : nos armazens ns.
o, 5 e T, e 110 armzera del ron te da porta da
alandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & Companhia na rua do Trapiche
n. 34, primeiro andar.
A3$500
Vende-se cal de 1.isboa ltimamente chegada, as-
sim como potassa 1I.1 Kussia ver dadsira : na praea do
Corpo Santa n. 11.
Vende-se ac em cimbeles de um quintal, por
preco muilo commodo : 110 armazem de Me. Cal-
moni & Coiupanhia, praea do Corpo Sauta n. II.
Vende-se urna balanza romana com todos os
stus pertenccs.em bom uso e de 2,000 libras : quem
prcteoder, diriia-sea rua ta Cruz, armazem n. 4.
Brinsde villa : no armazem de N0
Bieber A C rua da Cruz n. 4.
VINHO XERE7..
Vende-se soperior vinhn de Xerez em barris do
1;l.crac7S3 Jj U. t^- Wv.itl : rua ilol'rairhe
n. 18.
NON PLUS ULTRA.
. Brucuera declara ao respei-
lavel publico que lem o prazer de Ibe ote-
recer s admiraveis virtuites que. em orna
lonsa experiencia tem demniistrado a agua
dos amante', de soa ouinposiro. e lo a*
s'-'-ututes: cura lodas is eufrmidad<- do
pelle, romo panno., com 1 garrafa pon-
en mais ou menos-, urdas com 2 garrafas
pouco mais ou iiiem.. e a rspinhas, por
muilo antigs que sejam, com das na
)>es garrafa,. iid>-e ullim mais f*rl*
ou mais carreada e applicando-a mais
nueole que morna com um Irapinho mo-
Ihado. e amarraodo-o rom oin lenco. Fria,
refresca, lira a pelle farinhosa e soavisa-a,
da-lhe lustro e faz desapparecor a cor Iri-
jueira em ciuco dias de um modo mui no-
lavel cura a bortueja com ma.la f.c.lida-
de. por ser muilo fresca, e sem prejodicar
a saude. Inslanlaneamenle taz dnappa-
rerer o ardor do sansue quando sr roca a
pelle, eapplicado as face* un algdSo
mnlhado na dita acua, c amarrando-o com
um lenco, amanhecein as cores neluraoa
mu.io agradaveh, sem prejudirar em nada
a pelle, o pode-se continuar qoando as
ctires se perderem causara osle rflriU
quando setier lemperameiilo sangoiaco;.
Em lavatorio be um preservativo pti-
mo contra svphilis. E applicando morna
tas faces um alsodjo molhado na dita a-
gua ao lempo di appaiirSo das beiigas,
serve para neutral.'ir ou poritirar, limpar
tiliiim ir. e para prevenir a formacSo alas
mateas no n,.|.,; e f.i de llammaeao preservando do ar e da laa,
aus doenlesdebexiras. Do mesmo modo
cura iinpiugeus dilliccis de curar. Para
loucadores toilette particular das icnho-
ra, prero JbMOO a garrafa.
Veode-se nicamente n. roa da Cruz,
escriplorio de Antonio l.uiz de Oliveira
Azevode.
I
aliz.
roa
I
>:
ipas vastas.
v
\ endem-se saccas com farinha de mandioca,
ebegadas ha pou'-os dias do norte, c de boa qualida-
de : quem pretender, dirija-seao armazem defroole
da rampa da escadinl.a u. 3, do Joaquim de Paula
Copes, ou a rua da Cruz n. .1, escriplorio de Amo-
rim Irm.V.is ,\ Companlua.
(Jarlas france-
zas.
Vendem-se superiores cartas francezas para vol-
larute a "ilH) rs. o baralhu : na rua du (tueitnado,
loja de miudezas da lioa Fama u. ii.
Vende-se porcilo de pipas vasias proprtas para en -
cher de agurdenle, a preco de I7 c.nia nina : a
tratar no escriplorio de Manoel Alves duerra, n a
rua do trapiche u. Ii.
AGENCIA
Da Fundicao Low-Moor. Rua da
Senzaia nova n. 42.
Nestc estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento tle moen-
das e metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
B.cduzido de 640 para 500 rs. a libra.
Do arcano da inveneao' .lo Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas c holiandezas, com gran-!
de vantagem para o melhoramento do;
assucar, acha-se a venda, em latas de 10:
libras, junto com o methodo de en.pre-'
ga-lo no idioma portugus, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz, n. 4.
Vendem-se travs de :I0 e 48 palmos, de m.-
lo boas qualidades e presos commodo : roa da Con-
cordia, junio mi sobrado de .Manoel I 'ranino Fer-
reir, c a Iralar com o mesmo.
Vende ie nma escrava de nacao, de meta ida-
ile : na rua do Caldeireiro n. 3.
Vende-se o sobrado de dous andares da prera
da II. a-\ isla n. ."> : a tratar no mesmo.
Vende-se um cabriolel qoasi novo, com lados
os seus pericuces e cun cavallo, ,,n scgi elle, muilo
hado e bem feto, por menos do seu valor : na rua
da l'raia, Iravessa do Carioca, n. II.
MODA.
Chalh do melhor gosta po-sivel, tlirgado ltima-
mente do Franca, para vestido de aenhora e iu*m-
nas, pelo preco de I cada covado: nos quatro can-
tos, rua do gueimado, loia do sobrado amarillo
n. 39,
Vendc-se um moleque de idade de Is a -JO asa.
nos sem vicios uem acbaqoes : na rua da Cras u. I.
-zVende-se excellente taimado de piubo, recen-
te msj te cheaadn da America : na ro de Apello
Irapic.ie do terreira. a enlender-se com a adra i
lustrador do mesme.
Reoo'ios
eobertos e des-
cobrlos,
de ouro, patente ingle/..
_ Vendem-se no escriplorio de Soulhall lellor A
Companhia. na rua da Cadeia du Reata 36 o~
maissaperioresrelogios eobertos e descobertos,' do
ouro, patente inslez. de um dos melhores fabricad-
les de Liverpool, viudos pelo ultimo piquete ingles
PIANOS.
Vendem-se em caso de Henrx Urunr.ot
C rua da Cruz n. 10, ptimos pionA
chegados no ultimo navio da Europa.
Sedas de cores.
Vendem-se corles do vestido de seda de cores
goslos modernos, e por preco commodo : na lea de
4 portas, ua rua du (lueimado n. 10.
Chales de touquini.
Vendem-se chales de touquim bordadoi a
e por preco commodo : na loja de 4 portal, i
doCtaeimado u. 10.
Sedas francezas.
Vendem-se ricos cortea de vestid., de seda branca
com baados e sera elles, iiavendo sorlimcnlo para
escolber : na loja de i portas, na roa do Oueimado
o. 10.
Na na Uireila n. -27, vendem-se chichacre> a
240a libra, i -ardiulia- muilo novas a (S o cenlo.
Vende-se urna escrava parda, de 20 anuos e
bonita lisura, sidia, prupria para casa de familia -
na rua do Crespo o. 15.
Vende-se cal nova a tuaste siperior, ehesada
ullimaiuenle de Lisboa no brtgue purtofuea k.ite-
nencia, e por roiiiiiiuilo prero ; quem quizer pode
dii igir-se ao armazem u. :l, defroule da rampa da
esca linha. de Joaquim de Paula l.opei.
Vendem-se ua rua do Encantamento, taberna
r. 10, asseguinles qualidades de peixe : chicharro!,
cherne c cavallinhas, viudos da ilha de S. Miguel,
no patacho .ll/ren.
VcnJe-se a armacao da loja de sapelos da rua
Direila n. 4.", com algn- pertencc, lendeules ao
mesmo estabelecimento : quem pretender, diriia-*e
a mesma rua o. 3, taberna.
ARADOS DE FEM.
Na ltindicao' de C. Starr. 4 C. em
Sanio Amaro acha-se para vender ara:
dos tf-. Berro de 'tic- qualidade.
("'villlDO' ntiiibo.
l-'ugio a seu senhor Dominaos oriano de Oli-
veira, proprictariu do ensenho Onra, na frrgoetia
de I na. nodi.i20 de novembro doMaaV, o escravo
rr.oulo, de nome Jos, de 28 annos de idade, esta-
tura regular, pouca barba, rosta descarnado e rom
eiguaea miudos de blicas (idas ha pouco lempo.
denles per le. tos, uarix afilado, ar carrejado, perna-i
c pe. rcsolares, nadecis elevadas, e Irabalha do
meslre de assucar : condur.io um cavallo raro ver-
melhu piulado de pediez, e rom marcas ou mal do
beata nos quadriz e as pernas : quem apprehender
dilo escravo e entregar a seu senbor no mencionado
engeuho, tari 1001 de gratificarlo.
No i.oite da -'* para 20 do mez passado luco
da campia da Casa Forte, da casa do nbaiio assig-
nado, o negro Jos, ctioulo, idade de M annos, pon-
to mais ou menos, estatura boixa, secco do corpo e
bem espigado, ciir Molo, falla de denles na freole
do lado su|ienor, falla um pouco descansado, levou
Camisa de n.ail polao. calca azul, loi condu/u.do
um baln' pintado de verde do comprnnenlo do 2 .'
(almos, pouco mais ou menos, com tachadura nova,
lem o vicio de cachimbar. custuma trazer cinto, r
nelle a chave do bal.u' : foi enconlrado na mesma
noile cima em procurado Kerita, c iiippue-se ler
lusido |iara o serbio de l'ajeu', por assim o ler [rita
por tres, vezes qoc lem lomado este deslino, ou para
buido de algvm navio por iet embarcadiro, lem afli-
cta da serrador: qoem o pegar leve o a rua do Ouei-
mado, loja de miudezas n. :i:|.
Francisco Jos Altes GuimarScs.

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PERN. : TYP. DB H. F. DE FARU. 185i

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