Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08805

Full Text


ANNO XXXII. i\. 4
Por 3 mera adiantados tyOOO.
Por 5 mera vencidos IjjOO.
'<:,-.'\-:- t ;
J
SANADO S DE JANEIRO DE 185C.
Por anno adiantado 15$000.
Porte franco para o subscriptor.
BUCO
:\<: VliliK. \!os da siibscripcao' no or te.
I'ir.iliib.i, o Sr. Gervasio V. da Nalividade ; Natal, o Sr. Joa-
i|uini I. iVtvir.i Jnior: Aracaiy, o Sr. A. de Lemu& Hm.-i ;
Oir, o9r. J. Jos deOliveira : Maranho, o Sr. Joaquim Mi
jues Kodrigue?. Piauliv, o Sr. Domingos Herculano A. IV-mm
Cearense; Para, o Sr. Jusliano J. Ka i nos ; Amazonis, o Sr. Jero-
ii wi u da Costa.
PARTIDA DOS COHREIOS.
Olind-i.- todos os tir is.
i -:ii uaru Bonito e liara nhuns : nos dias 1 e 15.
Villa-Bdla. boa-Vista, Exu' t Ouricury : a 13 e 28.
(oianna e ParaUiba : segundas e sexlas-feiras.
Victoria e IN.itt.1 : has quintas-feiras.
M'MENCIAS DOS TRIBUS VES DA CAPITAL.
Tribunal d. rommercio : i|uartase sabbadus.
Rela^ao tercas-feiras e sabbados,
Kazeuda : quartas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commerco : segundas li 10 huras e (uinlas ao nieio-dia.
Juizo de orphos : seguudas e quinta* a 10 horas.
Primera vara do civel : segundas e sextas ao meio-dia.
Segunda vara da nvel quartas e sabbados ao mcio-dia.
epiiemi:iui>i:s no mi;/ dk Janeiro.
7 Lua nova as8 huras, 48 miixitns, f'J segundos da larde.
14 Oh rin crescente a 1 hora. 24 minutos e 18 segundos da tarde.
22 I u.i i lin.i .i 1 hora, 10 minutos c 48 segundos da ui.nihja.
30 Ouarto miuguanlc as 5 huras, lo' minutos e 43 segundos da m,
1'liKAMAII IH, IIO.IK.
Primcir as 2 horas e,54 ruiiulosda tarde.
Segunda as 3 horas c 18 minutos da manhaa.
DAS da semana.
31 Segunda. S. Silvestre ap. ; S. Nominando.
1 Terca. i$< ('.ircufiict'Ju do Senlnir.
2 uarla. S. Isidoro b. ; S. Argeo ni.
3 Ouinta. S. Aprigio b.; S. Amero p. rn.
4 Sexta. S. Til. b. S. Prisco presb. m.
o Sibbado. S. Sem Vio Estilita.
6 Dumlngo. Eppbauia, Manifest).'tu do Sciibor.
i:m:\rhk4.\ih>s da sium hiin \ vi m i,.
I Alagoas, o Sr. Claudino Palca l>i : Babia, u Sr. I>. Uwht.ii
[Rio de Janeiro,oSr. Joao Pereira Martin.
EM i'U;\ \mi;i 130-
O proprieUrio do DIARIO Manuel Figueiroa dr (aria, na m
livraria Praca da 1 ndi-[n udeiicii ns- 6 e 8.
-.
PARTE QFFiai&l.
COHHANDO DaS AHMaS.
Quartel general do commaodo das armas da
Pernaaibaco na eidade do Recite em i de
jaaalro da 1866.
ORDEM DO IA N. 179.
O marechal de campo cominanrianle das armas,
determina que o Sr. capillo do 10 balalh.lo de in-
fanUria Manoel Pereira de Souza Buril), que por
inconvenieole deixou de seguir para a prdvincia da
Kahia a 26 do mez pagado, cum\e>tava delermi-
nado fique dispenso do servico do batajliiio.vislo que
em de embarcar uo vapor que se esperado Norte.
Declara o mesmo marechal que liontem fe. > sua
aprsenmelo no quartet general, e lirn reunida ao
balallnlo !) da mesma,arma a que perlence o Sr. al-
teres Francisco Borges de Lima, vindo da corle no
vapor Guanabra.
Jme J X
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNABXBUCO.
PARS
7 de dezembro.
O papel da Allcmnulij no meio dos preparativos
das parles beligerantes be sempre o mesmo,a
inercia ; e ruin ludo o imperad..i Ka plelo III dis-
se-llie : no meio do grande conflicto curopeu a In-
il i lie renca he um mno calclo e o silencio lie un erro.
A paz seria e durndoura que a obstinarlo da ICussi.-i
recosa aos triumphos das armas alliadas se realitara
promplamenle sea Europa inteira alinal se pronuu-
ciasse pela polilica oceideul.il, se o czar alinal esli-
\es.e bem cerlo que j nao pude contar sobre apoio
algum, sobre complicidade alguma.
A lula chrgou a um momento supremo em que
cumpre que as siluaco.es e precisem e que as ijin-
palliias se declarem, uiuiuem poile -.lu onde sera
misler levar .i lula para forrar a Russia a pedir mi-
sericordia. Sebastopol lomada, a Crimea perdida,
lodos 09 portos russos do mar Negro arruinado* ou
destruidos, Sweabor^ incendiado, Croustadl amea~
rada, ludo islo tulvez nio seja sullicienle: assiui un
papel consideravel cabe aos estados secundarios da
Allemanlia. A l'russia pin consequencia da sua ri-
validade tradicion.il contra a Austria lem mu bem
conquistado a roufianca da Russia, mu bem mere-
cido as desconfianzas das poleucia occiileulaes para
exercer de um onde outro lado urna influencia pre-
ponderante. Os oulros Esladosda Confederaran estilo
em ama situarlo mais livro ; marchando al o pre-
sente sobre o raslo de urna das fraudes potencias
germnicas, no da em que elles quizerem.a sua opi-
niAo vencer, porque o seu concurso dcslocar. sem-
pre no seulido que julgarem convcuieute o comple-
xo dos votos na Dieta germnica.
Para a augmentar, n'uma legitima medida, a sua esphera
de auloridade e d'acrao, deven siguilicar a .\lc\au-
dre II que ir.lo augraeular a lisa ile inlercsse ge-
ral cuja iniciativa as potencias orciilcnt$&* loniaram
desde muito lempo. Fallarse em um nasso conec-
tivo que elles pretenden! tentar na corle de S. IV-
lerburgo : esperemos que estes boatos sejam serios
e se coufirmem.
guando fallamos da mpoleacia completa da Prus-
sia a todos os respeitos, nao fazeiuos urna verdadeir
assercSo : alguns servos iulieis desencaminharam e
ntregiram urna correspondencia confidencial diri-
gida ao secretario particular de Frederico (juilher-
me e ao redactor da uova (.aulla da Prussia. Esle
fado revela as relares dos abafa, dos partidos da
Russia e da Prussia e particularmente era Berlim.
Segundo criam os correspondentes de MM. de ei-
lacli e Niebuhr, fra mister que a Europa rerome-
Sasse contra a i'ranea a campauba de ISIi, lie a
Franca queameara e compromelleaordem e o equi-
librio europeu ; he a Russia que he a salvaguarda.
A reprovaejio e a voz imparcial da razio universal
farilo justira a estas leudencias do gabinete de Fre-
derico Guilberme se he que as lem, e se soh a pres-
so de semclhantes conselheiros, c i vista das repug-
nancias da Allemanlia para com a ROMia, conserva
urna immobilidade completa, descera ale o aniqui-
lameulo do seu poder.
TuJo lie contradicres oas noticias allcnnlas, e eis
que as ultimas correspondencias preslam a el-re da
Prussia consideraveis esforo.os para preparar um
terreno pos-ivel das negociarles novas e um verda-
dero e pessoal desejo de pacificaran, uina iulliiencia
real sobre sua ralla, x Imperalriz in5i, que de sua
parle usara da sua influencia sobre o espirito do
imperador Alexandre II, seu Uno, para decidi-lo a
dar Europa as garaulias que ella Ihc pede. Aguar-
demos a verificarlo c oeffeito dcslcs estreos de nina
potencia que no menos ollicialmenle neutralida-
de ; com elleito o discurso de el-rci <\j Prussia ir'1
abertura das cmaras se contena com glorificar o
compnrtamenlo passivo do paiz e consiilera-lo como
om peuhor de ronciliacSo futura.
A casa imperial d'Austria esleve em vespera de
ser dolorosarr.eule ferida, a 7 de novembro, pela
volla das '.i horas da inanbaa. o arebi-duque ler-
iian lo Mailmili.no, irinilo do imperador, acompa-
nhadodo seu ajodante de campo descia urna ladeira
perto de Trieste em urna pequea carruagem, quan-
do subitainenle um dos cavallos se espaulou e car.
rungern esleve em risco de virar. O archi-duque sal-
toa ueste momento, mas cabio lAo desgraciadamente
que halen com a parle posterior da cabera uo chao.
Levaram-no iimnediatamentesem sentidos para urna
casa vislnha onde lof.-o o saograram. O imperador
assim que soche di noticia se dirigi para o pe do
augusto ferido, ruja situarlo felizmente inelhorou
nmi promplamenle.
Guusidera-se romo quasi certo que a questao dos
principados ser prximamente discutida pela Porta
C.OHI as poleucias occidenlaes e a Austria. Dizem que
a Russia proles!.ra de anlemoo contra ludo quaolo
for dcrilido a esle respeilo sem a sua parliciparao.
Esle proteslo, se he exacto, he absolutamente desti-
tuido de fundamento, pois que os diversos tratados
concluidos em diversas pocas entre a Porla e a Rus-
sia etilo abrogados de fado pelo eslado de guerra, e
a pmpria itus-ia reconheceu na conferencia de Vien-
na al abolilo do pruleelorado exclusivo que Ihe fu-
ra anlisamcnle devolvido,
A nssignatura da concordata cnlre a Austria ea
Sania S he d'hoje em vanle um facto consumado :
em iieuhum paii do mondo o. djreitos da igreja ra-
Iholilca nnnea ohliveraiu um reeonhecimeulo lao
formjal e l.lo ampio ; a atlrihuirlo devolvida as ju-
nsdicre- eeclesiaslic.is no que diz respeilo ques-
tao ihis casainenlos, a auloridade dada aos hispos
em maln.-! de inslruceo primaria, prava um facto
de ni.ii-, de que o sabinete de Vieima sempre con-
sera a preuccupacAu da unidade do imperio, e que
na inlciisao de se collorar ao mesmo lempo eiu urna
posiro dupla coulra a Prussia proleslautc e con-
Irs a IRussia seliisinalica. Nao deve salisfazer a Aus-
iria CMsIituir-sc o antaconisla materialmente inac-
tivo di Priusia e da Russia.
Fallavamos anida agora na neutralidade funesta
que inanlem o gabinete de Berlim ; a neutralidade
he lamben perigoaa para o gabinete de Vieuua.
Me i'uiivcm que a Austria se engae sobre o alean-
ce dassxinpalhias da Franca e da Inglaterra para
rom el-ret da Sardenha. He urna letlr de cambio
Saccad. por ella : sea aceilar eendixsar, a prima,
vera prxima vera o ext-rcito auslriaco tomar parle
na guerra, ou Francisco Jos se empatillara seria-
mente para oblar da Hussiu que fara a paz, e entilo
Viclor Emuiiinuel vi.llara para sua capital romo
veio. .Se a Austria nao aceilar e deixar pioleslir.
he ella que patn as cusas, c a Lombardia pegar
fugo, e a baudeira da unidade italiana se desdo-
blara victoriosa de Tarta a Milo, de Venen a
NapolaV.
O ditno berdaira do cavalleiroso Carlos Alberto,
le ranipco da causa da independencia e da
did.de italiana lira hoja da sua allianra com
as potencias occidenlaes una viiiitageiu sem pre-
mio pela gloria imuiorlal, que os seus exercilos ad-
queriram em coinbaler com o no...... A aalida-
riedade da doria, a do sangue derramado lem na-
rionalisado o exercito sardo em Franca, o Piemonle
ja nao he para alia um estrangeiro e o seu rei acs-
bi de recabar a ele res|>ei(o o lesleinunlio evidente
pelo acolhiineulo do que fura ohjeclo. Partido de
tieno\a a ^11 de novembro, iicom^njia. -tf^ una
corle hrilhante. do conde Cunilln de Cavour, pre-
sidente do couselho. do cavalleirD Uaximo de Aze-
gliu, aiitigo ministro, seu ajodaule de rampo, do
doque de Pasijua, prefeilo de |xilicin, do bario de
o ..le
,, acin
Negra
ie-i l.
uperiiilcndeule da casa real, do major ge-
o ronde de .Marozzo de la Bocea, do major
OS F1LII0S DA PHTI14. (*)
Por Paulo Feval.
CAPITULO VIII.
A tea de Penelope.
Madama Des Garennes sabia rio loucador jn pon-
teada e veslida ; fatlavam-lhe smente as joias c o
retoque que da lom ao lodo. Seu vestido era de fa-
zenda mui rica, e viera das maos da inelhor coslu-
reira ; sua estatura podera ser mais esvelta oulr'o-
ra, porin gauhra em mxgestade ; era una mullier
alia, de gordura.razoavel, e realisava liem a iaa
que qualquer pude ler de urna soberana burgurza.
Tiiiha cabellos louro<, um tanto ili.ro* e crespus, ac-
commodados com arle sobre uina fronte mu conve-
xa ; suas peslanas inquietas nao deixavam ver a cor
de seus olhos ; eram cinzfenlos lirando a verde, mas
queni ns via julgava-os, ora pardos, ora azues. Seu
nariz descrevia correctamente a curva aquilinea e a
oval de seu roslo teria sido perfeila, se nao livesse o
deleito que Ihe quebrav o contorno na altura das
queixadas.
A bocea falla esoffre fallando a iniprcssdo do pen-
sanenlo. Os olhos para o vulgo usurparam o mo-
nopolio dos symplomas phvsionomiros. Os olhos rii-
zemo senlimenlu actual, a emoriio momentnea:
sat>*espelhos; a bocea, porcm, conserva o cunho cu-
ino um dagoerreotypo liel, e ronlu a historia da
alma.
Madama Des (jareoues linlia una vil hueca, a
qual todava rooslrava, abrindu-se, lentes mui lin-
dos ; por isso muila gente deixava-se engauar pelo
seu son iso. l'iiili.i tnnla e cinco para luid e seis
anuos, eslava mui bem conservada, e poda anda
sem escrpulo trajar como moja.
O relogio do caslello acabava de dar ditas horas
da tarde. Nao he nn sallo onde ja muilos Ricardos
estavam reunidos, que adiamos madama Des tiaren-
nes. Ilavia lias conslrurces rirpendentes do cailel-
lo uina sala vasla, situada entre a despensa e o qliar-
lo de Bernardo; era ah que madama De.Gara-
na, passava revista de sua gente ante' da halalha.
Pela janella da direita ella avislava para o paleo,
un qual eutravam a cada instante novos vehculos .
lela janel.a da esquera dominava a Ierras, al a,
Vida Diario n. 300.
general, marquez de Angrogua, do cavalleiro Car-
darlo, do conde Lgalo, do cavalleiro Pesauo,
do con le Valperga. chegara a Pars a :>:(, c durante
seis dii s foi da parle dos seus augustos hospedes e
da grande eidade franceza o ohjeclo das maiores
honrasle das maiores cordealidades. as festas se suc-
cederan para elle cora grande magnificencia e des-
liiiiilu.i'iii. esplendor. A l) deixoa as Tuilerias
para ir| a Windsor, onde o mesmo acolhimenlo Ihe
foi feilo.
Durante a viagem real, o prncipe Eusenio de
Sahoialt^arEiian fui investido com a regencia tem-
poraria, Giovanui Lanza, ministra da iiislrucr.lo
publica se encarrccou interinamente das Ruancas,
em suislluieo do conde de Cav.ur ; a niensagem
em reiposla ao discurso real respira a dedicacao
mais completa, c a unilo mais perfeila entre a na-
ci e o soberano.
Dizem que a Suecia, assim como a Dinamarca,
contralrarn compromisui positivos para com a
Franca : eis-ahi porlanto a aecesso dos Eslados
escandinavos i allianca das poleucias occidenlaes
entrada d'ora era vanle uo dominio das mais vero-
simeis evcnlualidades : arrescenlaria o isolarnculo
que leude a se pradozir em torna da Russia, c que
ser cmplelo no da em que o mundo germnico
liver eompreiieudido toda a sua siluarao. O aco-
lhimenlo feilo em Slockolmo ao uetieral Canroberl.
embaixarior extraordinario do imperador Napoleao
III, he um sjmploma deslas felizes disposices da
opiniao no norlc. Desembarcado a (1 de novembro
entre as acelamaroes de urna alllucncia numerosa,
o general fraucez leve desde o da seguinle audien-
cia de el-re Osear. Fui conduzido ao caslello em
urna carruagem real (irada por olo cavallos, sus-
tentados a bride por criado, a pe, com o grao-mes-
poial, que era preciso desear para ir ao jardim. lm
avenlal de seda nao falto de nodoas cobria-lhe o es-
lofo brilhanta do veatido, erabre suas eanadn*. noaa
havia um lenco ja usado, quas um lenro de cozi-
' lia. Estova asseulada em uina radeira de jardim, e
Bernardo, rriailo grave, conservav.i-se a seu lado.
Diante dalla os ser\osde ambos os sexos alinhavam-
se como rccrolas na parada. Dizemns retraas e inlo
soldados porque madama Des Garennes preferindo o
numero a qualidade, nao procurava os velanmos de
auleraimira, rujo sersico p.ga-se a peso de ouro :
ella formina servos. Pelo prern de um s camaris-
ta serio e bem ensaado hnha meia duiia de [bre-
gos, que vesliain inelhor ou peior a libr.
Assim, vemos alguinas pessoas bem alfaiadas e
pouco hibliomaniacas inaudaiem forrar pedamos de
pinho que, eollocados lias ullunas ordens de urna
bibliolheca inniptnosa, prodezem abtolntamanle o
mesmo efl'eilo que os mais bellos livros do mundo.
A' excepeo do rozinheiro, da Camarista e de Ber-
nardo, madama DesUaraunea niio linha senao aldees
estupirlos Vestidos de tralos, e vaqueiras eonverli-
das cm criadas. E anda o cozinheiro era lalento
mo comprehendido, a camarista urna llorna refor-
mada e Bernarda urna sombra de mordomo.
Ali! o polne Bernardo hem o saina! Em tal ca-
sa um mordomo devia dar bem as carias, e fazer
mais do que lomar; porcm madama lies Garennes
ajustan as reden, e Ola sei se o infeliz'Bernardo li-
nha as chaves da adesa Madama Des Garennes via
ludo, sua inspecrlo rigorosa e iuraligaviel nao dei-
xava pasear nada. Bernardo melanclico c magro li-
mitas, suas roncussoes a alguns soldoli, e apenas
poda sublrahir cotos de velas. Eis um hoiiiem que
lamenta sinceramente o anligo resimcii.'
.Madama Des Garennes linha delermiado desde
muilo lempo todas as miiide/.as desse jamar memo-
ravel, que bMia de coulenlar o appctde dos Kir.ir-
dos. Repartir por lodos os rendeiros de seu domi-
nio as contribuirnos e as larefas. Nunca netihuma
mullier poasuira em lio alio grao o talento de fazer
chocaren! em seu proveilo as galiuhas de suas reu-
deras. Seu olbar de agua va ao mesmo lempo o
lodo e as particularidades ; as cousas iniudas ixao
Ihe cnrohriain as crandes ; os das de Ir.mifh. que
eitorquia, as dutias de ovos qoe furlava, nao im-
pediani-na de augmentar peridicamente o prero
de seus arreiiilanienlos. Era urna castellaa, filha d
industria, secca, firme e sasaz, que Iralava suas Ier-
ras cuino paiz ronquislado, e tosquiava (aftlo suas
ovelhas que a Ha nao lioh.i lempo de rrescer. Era,
alm disto, bem fallanle, philnsopha iiiesmo, cheia
de veneno contra a enliga nohrcza, e saba derla-
mar liheralmenle a respeilo ilodi/iino e dosdireilos
do -enleu
tre de ceremonias de fronte de si, seguido de oulra
carruagem em que se achava o seu ajiidante de cam-
po cora o capililo sueco conde de Bjorustierue, aju-
danle de campo do el-rei, ns suas ordens durante a
sua residencia : chegado ao palacio, foi conduzido
com o mais pomposo cercmunial a el-rei, cercado
dos duques d'OsIgoklaud c de Dalecarlie, e entre-
gou ao seu illuslre hospede o grande cordita da le-
giilo de honra. Depuis de ler visitado a rainha e as
prinerzas, foi reconduzido au _seu palacio cun as
inesma, honras uo meio de urna mullidlo compac-
ta, -audaiido nclle o vencedor de ink.erin.in. Se-
melhanle hospiUlid.de he de inelhor agouro, e as
correspondencias annunciam o pleno Iriumpliu da
mi-san do diplmala fraucez. A aazeta de Vota
declarou que a etiqueta que el-rri Osear ubscrvou
nesias circumslancias n,lo he ordinaria, e excede lu-
do quaolo ha sido feilo em seraelhaule circumslau-
cia, especialmente da parle de um governo eslrio-
tanieule neutro, e islo leva-a a concluir que o gene-
ral Canroberl leve um pleno Iriumpho.
Chegado a Copenhague a 35 de novembro, ahi fo'
tambera calorosamente recebido. leve no dia se-
guinle a sua audiencia do rei, e durante a sua resi-
dencia foi o objecto das mais lisongeiras distlncc/ies,
parti a *.> para Franca, e recebeu de el-rei na su
audiencia de despedida a ordem do Elephaute, co-
mo linha recebido era Slockolmo a ordem dos Sera-
phins.
Era Copenhague as negociares relativas ao peda-
gio do.Sund aberlas a I!> de novembro, foram sus-
pensas mmedialainente, por que o governo ameri"
cauo nao (omou medidas para se fazer representar
na conferencia; jolga-M que os Estados-luidos
nao querem discutir una qnesllo que creem resol-
vida, e que o presidente se contentar com decla-
rar oa sua prxima mensagern, que mo pagar mais
d'ora em vanle pedagio pelos seus navios ; resla sa-
ber como esta medida ser recebida.
Aguardando a renovarao das conferencias, dizem
que o ministro pedio que o princepe Frederico
Guilberme fose excluido da successo ao Himno em
consequencia da sua recusa de assignar a nova cons-
liluicao. e sri faria sabir a Dinamarca da neutrali-
dade para obligar as potencias occidenlaes a confir-
mar esta inudaiica na linha de successao.
Na Grecia o novo gabinete ainda nao moslrou
fraucamenlo que espirito o anima. Ja deve saber
o lameulavel incidente que leve lugar na inaugu-
rarJto de uina nova i^reja urega. Apezar de lodos
os protextos com o soccorro dos quaes procurou-se
allenuar esle negocio, leve, segundo se diz, uina
ir.ui grande gravidade, el rei e a rainha linham idu
visitar a igreja com grande pompa, e se cantara
dianlc rielles um Te-Deum cm honra da Russia.
Alera disso, nilo se sabe o que imaginar em Alhenas
para ueulralisar o elT.lto dos desasir* soOndoj pela
Russia. c se publica que ella Iriumphar cm defini-
tiva pelo Intermedio da Allcmanha. Ouhro emba-
raco da lituaela he o assa-sinalo, um momento com
primido pela praseuca das Iropas francezas e pela
energa do iniiii.icrio Maurocnrdalo, loma a crguer
hoje a caber;., a faz eiptosSo com um compleio que
bem revela uina accilo combinada e um saulo geial.
Em laes cnnjuuclur.is os trabalhos legislalivos lem
urna curta iulerrupr.au, el-rei abri nina nova ses-
sao por um discurso que excilou em todas as para-
gens urna curiosidade bem natural, obrigou-se a
urna neutralidade ahsolula, promelteo que o sen
governo se oceuparia essencialmeiile com inanler a
ordem publica, desenvolver a pro-peridade in(erior
do sen paiz e dola-lo com reformas ha muilo lem-
po deferidas. Silo cxcellenles proBMans, de que he
hora lomar ola, e que se forera curapridas, asseuu-
rarSo o fuluro da nova Grecia.
Aindamis: ullimamenle para dar salisfacao a
opiniao do Occidente, o enearregado dos negocios
da Grecia em Pars recebeu do seu governo a ordem
para alcancar a nserrAo de orna inferrmelo que
dn um coloriilo inteiramente novo visita de el-re
a igreja greg : A visita deSS. MIL hellenicas a
igreja de S. Nirodemus linha um alvo puramente
arlislico, o pessoal da leaarao russanSo eslava em
uniforme, so se achou ahi M. Persianv, mas sem
uniforme. O capclllo e dous cantores que habitara
em urna casa couliaua igreja, la se apresenlaram,
ao ver chegar a corle ; nilo se canloo Te-Deum, as
velas nlo estavam acresas ; i.o houve nem oraroes
nem ceremonias ; emlim, he de observar que a rai-
nha que rallan com el-rei do seu pstelo habitual,
eslava veslida a amazona, o que coolribue ainda
para dar a esla visila um carcter iuleiramenle par-
ticular. >i Assim esla versan quasi oflicial tira
Europa occidental lodo o direilo du se queixar.
Ka llcspaulia o governo prosegne na carretea das
suas reformas administrativas, acaba de dolar a paiz
com una ulil insliluirao, a dos juizes de paz. As
curies votar.m o eslahelccinieulo de um caminho de
ferro de Madrid a Saragoea, paseando por Guadala-
jarra, Ligerenza eCalalavud ; deveri ser terminado
oin cinco anuos, e a couccsslo ser por 'JO.
A Irauquillidade que ahi favoreca a volla dj pro-
priedade malerial no paiz foi um momento pertur-
bada por um iucidente laineutavel, uina rrise ma-
terial. Em consequencia de una discussilo bstanle
viva entre o general Zaboi., inini-lro dos negocios
eslrangeiros. Mr. Olozaga, emb.ix.dor era Paris e
repraaentanlo no congresso do partido da allianra
Essa i cu iiiao dos servos no caslello era como o en-
sato geral no momento de representar a pera. Con-
vinha determinar o papel de cada um, e distribuir
pelos diversos Ricardos os aposentos qae Ibes esta-
vam assignados. Na hora em que entramos, mada-
ma Des Garennes acabava de dar as ultimas inslrue-
roes ao cozinheiro, c de Hornear aquelles que rie-
viam ajuda-lo neas. rircumslanria. Lera a caria do
eaugeiro dislittctii Stepbeo Williams, e queria a
lodo o cusi deslumhrar o capitalista rico que fazia
subir a renda sna vonlade.
Germano, diste ella uo lom ao mesmo (cni|>o
brando e secco que Ihe era particular, vase servir
au -"iihor Slepheu Williams.
Ja indio Mr. Du Taillis c Mr. De la l.uzer-
nc, objeclou Germano.
o me responda, meu amigo, inlcrroinpeu
madama Des Garennes, cuja voz lornou-se mais
branda, um servo que responde he logo expulso.....
despedido, para inelhor dizer. Germano, pois nao
esla em meu carcter humilhar pessoa alguma.....
ouea-me bem : desejo que o senhor Slepheu Wil-
liams lique salisfeilo... Vosse Ihe dar, accrcscculou
ella vollando-se para Bernardo, o quarlo do pri-
meiro andar que eslava destinado dos Des Jardins, e
tambera a alcova azul onde havia de dormir Mr.
Du Taillis.
lle-me permillidn pergeniar onde alojarei a
familia Des Jardn, o Mr. Du Taillis 7 diste o inor-
dumo.
Isso he evidenle, Bernardo! Deve dirisir-se a
mim para ludo... Os Des Jardins e Du Taillis lorio
os lojamenlos dos Massonneau, e de Mr. De la Lu-
zerne... Os Massonneau e Mr. De la Luzerue...
Para nao eucelarmos uina enumeraco fatigante,
diremos que os Birardos eram alojados no caslello
Des Garennes pela ordem da riqueza coiu rigorosa
equidade. Parlindo dos Des Jardins, especie de Mun-
dor, al ao pobre arlisia l'ao'Secco. passaudu pelos
Massonneau, De la Rivierc, Du Sablnn, esem esque-
cer o abbarie, o substituto e o advogado, etc. ma-
dama Des Garennes graduara osalojainenlris dando
a cada um lugar proporcionado a sua renda, propor-
ciouad% tambera aos capilaes que os diverso-. Birar-
dos linham empresario na casa : pois Mr. Des Ga-
ones era o bauqueiro da familia.
Slepheu Williams lomando para si smenle os
dous mais helios quarlos, a escala dos Ricardos des-
cia dous gro, e assim Pie Secco, que desde o prin-
cipio linha apenas nina mansarda, corra o risco de
ir ao celeiro.
Far smenle exrepco, disse madama Des Ga-
rennes lermiuando, quaulo ao uosso primo Du Gue-
rel... Meu marido deseja que elle conserve sen apo-
sente ordinario.
mecen e chele real da maioria, oll'erecen a sua de-
missao. Era dillicl rrever as consequeucias de um
rompimenlo defiuilivo eulre esle depulado inlluente
e o goveiuu : assim, as altas regies do poder loi
unnimemente reconhecido, que orna de-l i i. ;u
uiiiusleri.il seria urna verdadeira calainidade. Turlu
se fez para chegar a coneiluca i; os g-neroso- esfor-
eos Iriunipharain, e o artigo b da cousliloirlo, oli-
jeclo de loria esta tempestarie, declara d'ora em ven-
ia que lodos os Haspanhoes san adraissiveis i. func-
t;oes e cargos pblicos, sem que se exija de uiugucm
ttulos de nobreza.
M. Bruil apreseutou s cortas dous projertos de le
desliuados a tomar livre o commerrlo do lbaro e, do
sal a partir do l de julho de I8J7. Elle foi aulori-
sado pela rainha a apreseular s cortes um |irojec-
to de le para o estahelecimenlo do banco de circu-
ladlo em I lespanha e as ilhas adjacenles. As gra-
ves quesloes do hudgel e das tarifas, ocriipandu o
ministro das finanras, decidrao da sua retirada ou
da sua consrvatelo no poslo ; ellas lem lodo > mi-
nisterio cm perigo, e a opiniao publica cm sus-
penslo.
Em alguraas provincias os demcratas se agitara,
e prucuraiu assiguaturas para prnleslos que preloo-
dera dirigir as corles conlra o huriuel, as leis em via
gor dos tijuitl,iii,Leiilv< e rias depulacoes proviuciacs.
Os fabricantes c operarios da Calalunha nlo despre-
zam oada para lomar intil ou puramente iiouunal
a reforma das tarifas ; escrevem, associam-se, uo-
meain coramissdes, publicara memorias supplicau-
les e ameaciirioras, ludo em uoioe do que se chama
pruteceo da indoslria nacional; esla prolceco
n'uma palavra he illimilada. Entretanto, o contra-
bando vai arruinando o paiz, todava he duvidoso
que o monopolio acabe por IrTumphar.
MM. 1). Olozaga e Gaales de la Vega sao presi-
dentes e secretarios da rmmmslo de exame do pro-
jeclo de reforma. Os molins carlistas se agilain sem-
pre na impotencia, os nicos chele, de pedido que
subsisten na Calalunha appareceram presrnlemen-
(e na provincia de Lrida.
Era Bruxellas el-rei Leopoldo abri a lude no-
vembro a sessilo das cunaras, o seu discurso nlo fez
alluso alguma .i guerra do Orienlr, e nellc sr feli-
cita allameule pelo acolhimenlo dado ao principe
real nos paires estrangeiros.
Emlim, fura da Frnnc. ofTIcial e sobre o doloroso
terreno do exilio, a familia real dos Bourluuis fo'
ameacada de um grande lucio : a saude da rainha
Maria Amelia, viuva de Luiz Philippe d'Orleans,
relinda em Nervi, perto de Genova, se altern pro-
fundamente e causou as mais serias inqiiictares ,
os seus filhos vicram para o p della, e as ullimas
noticias parecein fazer espera um restahelecimeu-
(o prximo.
Urna du* gloriat do Foro francezl'aillrl.
A entrada dos Irihunacs se fez nos primeiros rilas
do me/, de novembro, e o curso du novo anuo jurii-
ciario foi desde o seu comeco .ssigoalado por ura
grande lueto, ama perda immensa, ineparavel, um
principe da palavra Paillel, omiso Balonnicr d
l-'oro de Pars chele dos arivogados!, assallado por
um ataque de apoplcxia fulminanle niorreii no seu
papel de advogado, barra do tribunal, sobre este
campo ilc halalha em que elle tantas vezes e lao dig-
namente 11 lumpliou no meio de um pleito romera-
do com essa djgnjdade, cora essa prudencia, com es-
sa grara e com essa precislo, a honra de uina vida
que foi urna lula sem repouso e sem tregua para o
dever ; de uina vida que foi simples e grande como
a virlude ; advogado deu, durante Irinta anuos di-
anlc da juslica, um dos etemplos mais dilliceis a se-
guir ; o exemplo do que podem sem aventuras, sem
bulla e sem eslrondo, a habilidad., a cirrumspec-
cilo e a perseverancia.
Paillel linha emiuenlemenle o mrito de ser cla-
ro, e islo da maneira mais simples, mais fcil, mais
natural ninguem e.xpunha os fados melhor do que
elle, a palavra elegante c rpida deixava ver lado
na ana transparencia, sabia imprimir aos tactos por
certa maneira de dizer, o caracler que Ibes he pro-
prio. Possuia todas as qualidaries ndi*pensaveis ao
Foro, a medida da linguagem. a vivacidade da re-
plica, .i inlelligeiicia dos negucins, mu sangue fri
que nada ricsconcerlava, ludo realcado pelas greca.
de un espirito engenhoso e delicado, c assim dola-
do, se collocara desde muilo lempo cm primera li-
nha entre os primeiros.
A sua vida de t>0 anuos, uina das mais cheas e
das mais dignas coniecoii a 17 de novembro de I7!l(i,
depois de ler recebido do pai, notario em Sossons,
as licu, da mais rgida prohidade no collegio Char-
lemagnc, onde, dorante seus eslados, ganhou inui-
'as coras, depois que recebeu lodos osseus graos
vollnu para Solssous, c ah fez a sua rslrea de advo-
gado ; um velho praliro de quem elle guardn sem-
pre tima memoria reconhecida, adevinhuu na sua
aslrea um bhlhanie iuluro, e o animou a procurar
um campo mais vasto. Era rasado, era pai, sen pa.
triinonio era diminuto : parlio corajosamente p-ra
Paris; era modesto, mas i modestia he um pudor
que nao lira ao tlenlo a cousciencia da sua Torca ;
foi inscripto no foro de Paris em dezembro de IH-2
e desde 26de fevereiro seguinle,. eslreava no Irib-
nal dus jurados do Seine n'um triste negocio ; o de
um miscrnve! insensato, que linlia estrangulado
dous lilhos sera que se pdese, assignar ao criine i u-
Os servos Irocaram um olbar, c Bernardo incli-
iiou-sr rcspeilosamente.
Francisco, tornou a caslelkia, tire M caslieaes
: de ouro que eslo na airosa de ininha pilma Augus-
ta para po-los sobre a chamiu do senhor Stephen
Williams... Eu linha dito que deixasse ascobertn-
ras no sabio de Luiz \V : niudet de opiniao, con-
vm descubrir Indi... ludo absolutamente .'... Ber-
nardo vigiara para que o luslro grande seja acceso
cedo, sem todava disperdirar cera... Luiza, vosse
sera camal isla de madama Des Jardins... Felici-
dade, ponho-a disnosi^lo de minha prima Augus-
ta : prohibo a ambas conversaren) rom cssas senho-
ras.. Moi in ea lilha ja chegarain*.'
Nilo, senhora, respondeu Bernardo.
A castellaa frauzio as s ibrancelhas.
Pedro Tassel lamben) nao veio ainda... insi-
nuou o criado grave.
Isso he insupporlavcl! cxclamoii madama Des
Garennes, gente que havemos Iralado cura lauta
boinlade '..... O arreudamenlo de Morin nao esla
lindo ?
Bernardo respondeu allirnialvamente.
Tomo ola disso, murmurou madama des Ga-
rennes, a qual accrescculou logo : l'.--a- cousas coin-
pelcm ao meu marido, e nao quero ir aleiu dos cui-
dados domeslicoi.
Os servos da primera ordem Tiraran) impassiveis;
a segunda ordem (omou a liberdade de sorrir.
nuaudo Morin vier, ronlinnou a caslella, co-
mo elle entende bem de cavallos licar na estriba-
ra rom Joilu e Baplisla... Nao csijuera-se de que
se o senhor Stephen Williams Irouxer carruagem,
como supponho, seus cavallos dcvein ser Iralados
primen o que lodos... Auloinua, filha de Motn, Ira-
h.ilhar na dispensa, e n hora do janlar seu pai lo-
mara a libr de Eslevao, que era quasi da moma es-
ta lura.
Di/.endo isso, apoiou a tahec.i na man para medi-
tar e ver se nada omillira.
Quando ella fazia esse movimento que encohri.i-
Ihe o lerraco, uina sombra lseira passou diante da
janella. Era uina rapariga veslida de hranen, cujos
cabellos louros, que nao eram grrssos o crespos co-
mo "- da castellaa, cahiam-lhe feniiiiido aunis lle-
xiveis al aos hombros.
O senhor Bolandn nao esto lonse, pensaram
os criados ; pois eis-aqui a senhora Camilla.
Camilla alravessara o terrajo e descera o poial.
Qoando madama Des Garennes levanlou a cabera,
ella eslava j orculla airas da densa folnagem dos
rarpes. Porm a castellaa avislon alm do jardim,
na extremdade do parque, o vestuario de Cacada de
Bulando, e lomando s avessas o rarioriuiu dos cria-
ira causa senan una sede de sangue inexplicaxel.
Era ii lempo em que coroecavam essas estrenua,
doutrinas, rom as quaes se liiiham feilo de todos os
assassiiios de Mirada real oulros lanos Orestes an-
ligos.
Paillel, que animava una cunviceao profunda,
quiz arrancar o moiiomauo ao cadafalso, o seu (a- I prximo uo largo rias Neceesidadea, o qual devia ter.
r.om esles oulros rund.luieulos se^icliva o foso aquelle empreslimo ahi por cenlo. >aber-se-l<
das reclaniaroes que a impreusa quolidiauameole
fazaqui aos poderes do eslado, afiui de loinarem
alguma providencia. J mesmu ha I.j dias amiun-
ciarainas correspondencia*dos jornaes do Porlo, que
se preparava um grande meetiug, para o domingo
lento se rcvelou desde eolio rom lodo os seus ger-
mensde lgica potente, de razio elevada, de Iiu-
guagetn pura c correla que mais larde Ihe deviam
dar o priraeiro lugar.
o Iriuiiipho foi grande, recebeu na audiencia
mesmo as fclicilnres dos seus amigos, e apezar dis-
to comprcheudeu bem depressa que o seu lugar au
era a barra do tribunal dos jurados, urna vez a sua
victoria gatiha, se persuadi riislo e correu para o
lelil, c no silencio prepara p.ua o seu fuluro
liiumphos mais solidos e mais duradouros. Os
aeoolacimenlos de IKHI, que deviam csrlarccer os
allos lugares rava oceupar ahi urna posirao ; a vereda urna vez
feila, elle enlrou e ahi ttrobo siislcnlar-se coro hon-
ra ; ilalu ero vanle ha poueos negocios importantes
em que o seu iiome nlo lenha usurado. Km torios
enipregou as qualilades que Ihc erara proprius, e
em alguns deaenvolveot oolrai que ninsuem Ihe te-
ria snspeitado e que atlestavam a liquez.i do-en
minar pela assignalura de um requer menlo a el-rei.
Pelo que parece a polica preveni-o, mas dias de-
pois appareceu era varias follias da capital um com-
uiuuicadoassignadu por J. ilernsguesild., Correa, ho-
mem em que ale aqu ninguem fallava, apezar
mesmo de andar redigindo ha lempos um folhelo
rom o titulo de dellensor do ptvo. Conlava esse
coinmunicado que o seu autor convidara n'um dos
laes follielos lodos aquelles individuos que quzes-
sera fazer parle de urna aasoeid{te, que linha idea
du instituir com a denoininacao de Mstociarao fra-
lenial alimenticia, afim de levar ao couhecimonlo
do rei por mciu de urna ricpularao da mesma asso.
ciaeao em um requcrimeiilo o eslado lamenlavel do
paiz, indicando o da da reunido. Fiado no direilo
conslilucioual dirigio-se, seganriodiz, ao coutpelenle
administrador do haino, para Ihe parliripar o pro-
jeclo. O magistrado mostrou-lhe a illegaliJade da
raanilo cm virlude do rodixo administrativo, t) sig-
natario da petirJMdeclarou fazer esle nouucio para
tlenlo. Poslo que por sua delicadeza rieanal>-e pruvar que se uu vendeu, e lerminava que se ulo
lornava rrspousavel pelos resultados da prohihicao.
Apezar de ludo isl" teve lugar no domingo ',1, um
ajiu.lamento de 1,500 e tantea nanea, no largo da
Estrella, segundo o plano c'elalhado pelo zeloso tri-
buno da plebe ; reinou soceso, era perlo de meio
dia, foram chamar o homcn a sua rasa, veio, ornu,
pedio ordem, leu o requer menlo s turbas, a cuja
leitura lamben) .sislio de dentro de sua carruagem
o ministro do reino, e seguto a chamada prnrissao
da fi>me para o larco das Kaceuridadea. No caminho
sahio-lhes ao encontr o overnador civil, infurmou.
se do lira que os conduzia, ciirarregou-sc da pellcao
e enipciihou a sua palavra de que a apresenlaria ao
rei.
Bequeria-se alli, como he de crer.a prohihicao da
\ .o i ic.ui dos cereaes.
Abslenlio-me de cmillir o meu vol neila queslao,
c de lingiiaseui, por sua digoidade exlreina, por
suas precauroes iulinilas, l'aillet nlo parecesse de-
ver impressioo.r as turbas, lurnsr.-se peraolea ma-
gistratuta, peranle o lora, perante lodo o poblico,
uina das maiures glorias da palavra.
Occupario desrie ISti com os Irabalhos das assem-
blas legislativas, ah perinaneceii liel a rectidlo, n
moderacilo do seu caracler, nena potenteorganisa-
;:lo, o seo infaligavel ardor ao Irahalho salrsfazia
a ludo ; mis om INi!>. a sua saude recebeu golpes
gravea, elle combaleo-os e reapparecau man activo,
mais oberadu ile negocios rom um labor que errs-
cia sempre, era o ultimo Iriiiuipho da energa mo-
ral obra una rniisliluic.io exhausta, e a II de no-
novembro na tribuna, como pleili-ava com o seu
poder habitual, uina nuvem de morle passoo de re-
lenle sobre a sua bella iiitelligcncia, a sua voz
sempre lio firme, balbucan, elle cabio. A juslic. para alguem se decidir pela clleacia da providencia
parou, o che fe da magistratura se precipilou do seu 'requerida, lie preciso que aparecam dados eslalisli-
s-ciilu para Iho ettender a nilo, intil soccorro,
caba inorto E coma elle linha a dulorosa inlui-
c.'ii-. esle ailo mesmo. abarra, na sua losa pnr
inorlalha. no meio|deat. familia de advogadvl c rie
magislriirios| de que era o orgollio e o genio bera-
feilur : o acu lulo foi de alguma sorle nacional,
e as suas ex-quias foram laes, que nunca se pido
ilizer, laes honras nao cercaran o ataude rie um
advogado : nunca homein por mais alto que liveste
sido collocado na estima e na cousideraco dos
seus concid.id.ios recebeu os I slemunlios de sao lu-
de, lao numerosos c l.o rsponlaueos.
Todos aquelles que liveram a honra de conhecer,
e-lo homein. qua foi grande lano pe. curaedo romo
pela iulelligencia, e que assignalon o seu lunar enlre
as mais puras illiisiraeoes da musa poca. Todos,
ministros da jnslira e do interior, presidcule rio cou-
selho rie eslado, primeiro presidente do tribunal im-
perial, procuradores geraes, presidentes, collegas e
clientes quizeram acompauha-loal o ultimo repouso
e era um bello e palhelico espectculo ver este ateni-
da atravessando as ras de Paris, seguido de urna
ii.ulli lio uiiiivuis i. onde ni u- de qualrocentos ad-
vogados de loga testemunhavam a grandeza da per-
da que o Foro francez acaba de soffrer.
A Franca perdn ainda duas graudcs illustracdes
uestes ltimos dias. Ilude, o estatuario, autor de
lanas obras primas lomadas populares. O ronde
Mole, um dos hroes da vida parlamentar, um dos
hoinens de eslado que linha tornado a niouarrhia
de julho e ao paiz os mais assignalados serviros.
a. m.
LISBOA.
I '. de riezemhro.
A alta dus gneros de piinieira necessidade pela
sua funesta influeucia em lodos os inleresses e em
Indas as forlunas. nbsorve quasi que exclusivamente
o lugar destinado pela alleucao publica a oulros as-
sumplos. Elle-divamente a crise das subsistencias
vai assumiiirio proporees assusladoras.
Os coreaos vio eucarecendo torios os dias, o po
est a '> tis, ese as cousas continuaren! por esle
andar brevemente anegar a SO e a (O rcis.
A impreca de (odas as cores, com exclusao da
ministerial que ucsla conjunctura visivelmenle dis-
farca rom esluriada dissimulacilo a posic.lo indecisa
em que seaclia o governo, clama que a exporlacilo
livre seja prohibida por (i mezcs pelo menos, ou
que o imposto de sabida seja lal que mallngre os
projectos dos monupolislaa, O inilbo que se venda
na provincia do Minho a -iOis. o alqueire us ou-
lros iiuuos, vendcii-se o anuo passado e principios """'*lro no parlamento.
eos, que provem, que a prodocclo auxiliada dos de-
posilos que ainda exislisscmao lempo da ultima co-
Iheita, chegain para ocousuino e para a procura es-
Irangeira.
Para o Minho lem gelado, o o lempo em geral
cm lo.lo o paiz lem sido fro e secco.
Na provincia do Douro existen), segundo o ultimo
varejo a que se proceden, 12,58* pipas de vinb de
coiheias anteriores.
Foi pcrmillida ale :0 de jonho de KV, a entrada
. livre de direitos no Archipelago do Cabo-Verde, de
lodos os gneros cireaes, lano em grao como em fa-
rin!i.i, o arroz, os lecuines, batatas e as carnes fres-
cas mi de qualqner{uulro modo preparadas.
Notneou-s. nma commiasae para eollgir por meio
de subscripc.lo donativos a favor dos habitantes do
Arrhipelago.
O governo rnaudou no vapur /). I'edro II. que
sabia para o Brasil sorcorrosera seeros par. seren
distribuidos aos habitantes da ilha de S. Aiile, que
se achara na maior penuria. A imprensa portuguc-
:u lem votado os maiores louvores aos benemrito,
Brasileiros, que snbsoreverara cora soccorros para
aquelles infelizes insulanos. Emlim a careslia he se-
ral.
Fez-se no dia 8 a feslividade de R, S. da Concei-
cao de villa Virosa na Se Palriarchal Apparcreu em
lodos os jornaes um cxlradode urna correspondencia
de Lisboa incerla no Daihj-Sevs qae e refero os
habite, esludiosos de el-rei D. I'edro V. e entre ou.
Iras cousas diz que S. M. confeccionara um cdigo dos
regulamenlos e mais dispojir.es de um syslema de
escolas primarias. O que be sabido he que esiabe-
leceu urna em Mafra do seu bolsinho, mas por ora o
professor. provavelmenle sem consultar o regio fun-
dador, comecon por adoptar quanlos velhos compen-
dios lexisliam nos (ieiros dos livreiros. O commen-
dador Antonio Jos Viole, professor de el-rei e rio.
maiores eruditos d'esle paiz, goza cada vez mais da
inliinidade rio joven monarclia; a prohidade do dis-
lindo lilleralolhe notoria. Co.no polilicu nao lie cou-
hecido.
Sabio reelcilo depulado por Macau o Dr. Cui-
Iherme Aulonio Dias Pegado, lente ca escola Polv-
Iherhnica. Diz-sc que as corles logo depois da sua
abertura legal e forrada, no dia 1 de Janeiro seriam
adiadas al fevereiro, a Ululo de haver lempo para
que os ministros preparem algunias medidas de iros
porlancia que Ibes appresetilem, mas corre que a
nica causa he a ausencia do ministra da fazcuda sua
Talla nao pede ser substituida por neiihom outro
desle a 800, 900 o I5000.
A llrspaiilia iiupuz um direilo de sabida aos ce-
reaes, a Franca fez o mesmo, aples prohibi a
sabida, o mesmo fez o Pieiiioule, a Sicilia iuipoz di-
reitos de saluda, a Iuglalerra pede em meelings a
prohib 10 ou direilos de sabida ; a llu-.-ia nao ex-
porta, o Egypto nao pode esle anuo fornecer os
mercados eurepeus.
dos, diste consigo : Visto que alli esla Rolando, Ca-
milla nlo deve catar lonse.
au resta nada a dizer, luruou ella levantan-
do-se. l'iieam cora que lorios liquen) tonteles... Pa-
go regularmente, quero ser bem servirla... Cada um
va para n seu poslo : llavera tuna gratilirzelo para
aquelles que mostrarem mais zelo.
Os criados e as catnarislas retirarain-se silenciosa-
mente, A promessa de graticaco produzira pouco
elfeilo : uinsiiem vira jamis a cr das gralilicaces
de madama Des Garennes.
Bernardo chegou-te a ella vivamente depois que
os servos sahiaiu. e exclamou :
' Emlim !...
Madain.i Des Garennes- corlou-lhe a palavra, e
disse dogmticamente :
Bernardo, regra geral, nao quero iodos cases
siguaes m\sicrio*os...
Mas, senhor...
Nunca lulerroiapa-me quando lallo!..... Ha
tima hora vos- volve os olhos. agil.i as palpehras
como para dizer a lodos: II. um segredoentre
mira e minha ama... Ora, is'u nao heverdarie. Ber-
nardo, meu amigo ; enlrc voss c mim uao lia 11c-
iiliiim segrrdn.
Dos lal uo permita!..... enmerou o mor-
Jomo.
Ouea-me !... quem he rica e oceupa uina po-
sieao como a minha, esl exposla aos Uros da uve-
ja... cada servo he um niroigo, vose bem o sabe...
E por alguma carta insignificante que me Iraz sem
duviria...
Nao traga netihuma carta, senhora, disse Ber-
nardo.
II que he cnlilo/... falla alguma musa '.'
Nlo falla nada quo eu saiha.
Nao quer fallar agora que o interrogo.' i.lue
ha de novo.
lia mais de nina hora, respondeu Bernardo,
eu quena avisar a senhora de que um homein de
Parla desejava fallar-lhe.
Lu honiein rie P.iris'... retidlo madama Des
Garennes ; esla no sallo '.'
EllcrecuMiu al passar o porlao.
Seo nonio'.'...
Se eu livesse fallado senhora inmediatamen-
te... mas ha meta hora... nlo tembro-mo mais do
uoine...
E porque diz que he um homem de Paris?
Porque o vi militas vezes no gabiuele de Mr.
Des Garennes.
Ah... exclamen a castellaa rom admiradlo.
' Cri'io que he o tenle de cambio de meu
amo.
Por mais que a opposiclo provoque os miuisleriae-
a cxplicarem-se sobre a viagein rio ministro Foutei,
da parle desle continua a mesma reserva. Entretan-
to cousla que uao lendo elle concluido em Londres
operacao alguma finanreira leve de promelter que a varias pessoas o. planos e desenhos feilos pelo
faria reconhecer o emprcslirao de D. Miguel. Por
ste modo dizem que podera obler ura empreslimo
de 12 inilhes de francos, entrando as apoliers Gayel'.'... Mr. Gavel'.'... pronuiiciou duas ve-
zes madama Des Garennes visivelmenle coiomo-
vida.
Justamente, tornou Bernardo : eu nao podia
Icmbiar-me desse nome.
A castellaa parti como nma seta sera lirar o .1-
vcnlal ueui o lenco de cozuilia. Bernardo que a vio
alravessar o paleo o 111 rapidez apoiou-se ao peilo-
ril da janella, e disse estregando braudaineule as
naos :
Ah! querida senhora, \111c. allirma que nao
ha segredo 1 otro nos, e eu lomo a liberdade de af-
liniiiir o contrario... \ me. ecouomisa mil escudos
011 qualro mil francos caria anuo sobre a pobre gen-
le que a serve... apauha alliueles as fenrias do as-
soalho, e eorra-me os bolsos para ver que nlo lenho
nula seu... Ah um t Gavet pode costar mais ca-
ro do que trinl.i diados com o mordomo de contra
peso!... Minha querida senhora.quero saber um des-
le. dias quanlo cusla-lhe esse Gav el.
Madama Des Garennes abrir o porllo e sabira
para a avenida, a qu.il era guarnecida a direita e a
esquerria de magnificas plaulaces. A castellaa a-
vislou a direita o chapeo dtenlo de Gavet por ci-
ma da sebe, e recobrou o vigor de quima anuos pa-
ra sallar o vallado.
lrra disse Gavet, ha lies quintos de hora
passeio uestes bellos campos... Tive lempo de sobra
para admirar a paizagem.
Porque nao enlrou uo caslello?... persuulou
madama Des Garennes, a qu.l cucarava-n com ar
inquieto como se nao ousasse fazer urna pergunla
mais importante.
Porque, respondeu Gayel, seu marido lem
medo de Vmc... Nao quer que saib...
Ella pardeo ... leterranipeu a castellaa coanj
viveza.
Iiiivel laucn um olbar para cunada sebe, c uiur-
miirou :
Cerlamenle. en n.lo quererla que .0 pobre ho-
iiiein me vis-e... Elle eslava lao emhararado quan-
do periio-me que o dcsculpasse se recehia-me na
hospedara..,
Elle perdeu'.'... repeli madama Des Garen-
nes ; diga-me se perdeu '.'
Meu Dos, nao '.... Julsuei um instante, mas
a alia suslentou-se delinilivamenle.
Os hcicos de madama Des Gareuuos estavam re-
colhidos convulsivamente por urna contraern ner-
vosa.
Ah :..- di'se rila, olo perdeu !... E a alia ron-
serva-se ainda!...
Parou e accrescenlou pondo a mfto lvida sobre o
braco de Gavet :
larde.
A caixa rerde a que allodi na minha ollima tnr-
nouse proverbial, todava espallta-se qae ,. mi-
tro Gervis lem indeferido lodos os reqaerimenlas qae
ri'alli Ihe lem ido parar s mos.
A commissao central enrarregada de promovec a
eleicao da cmara muilicipll de Lisboa, depois de
Ihe seren prsenles os resultados das eleic,.r- pre-
paratorias de cada hairro, pablicou os scsumie- Hu-
mes indicados pelos mesmos bairros.
Bairro d'Alcntara, Jos Anlooio Pereua >or-
ze.lello, Juaquim Miguel Pereira ; Joaquim Joto
Fernaudes. airro aUo : Jlo de Mallos Piulo.
A)res de S Nogueira.Geraldo Jo Braaoa.Cawaap.
Hairro de Al/ama : Manoel Salusliano Damaxeao
Monleiro, Anlooio Esleves de Carvalho. Jom- do
.Nascimenlo GouralvesCorrea. Hairro d-i Itoao Joa-
quim Pereira da Cosa, Dr. Levi Mafia Jordn. Jaar
Joaquim Alves Chaves. Procedeu-se 110 dia !>a ele
rao,houve suceso em lodos a< assemhleas e vencen e
lisia aparada as diversas reunies que a prereile-
raro.
O conde da Ponle, foi exonerado pelo haver
podido, do cargo de enviado extraordinario e mi-
nistro plenipotenciario junio de sua santid.de d.
S. A. I. e Real o Archiduque Gram-Duqer da Tos-
cana. I-ni Horneado para o dito cargo o cavalleiro
Jos de Wasroncellos. enviado extraordinario coi-
mslro plonipirienciirn juulo de S. M. o imperador
du Brasil.
Aulcsdc houlein correu urna uoli-ia xrriladcira-
mente lameulavel; dizia-se que ocavalleiro Anluaiu
Valdez filho do conde de Bomlim. no., enrarregsdo
de negocios ua Suecia e Dinamarca, se suicidara;
iguoram-se os motivo de Uo desasten* acMleci-
menlu.
No prximo paquete Iransallaulico qoe des*'*
chegar de Soulhamplou vira Mr. Ileary Franrlt
lionard novo embaixarior inglez uesla cerle.
Parece que esl.i ronlralado o dsameolo do li-
Iho do marque/, de Loul com a filha do marques ile
1 ronleira.
Tero-se successivamenle declarado limpo todos
os porlosde Portugal; o cholera felizmenle lusio do
fri, apenas em Omitir se lera enn-ervado Irimo-
so. Mas so cousla que exislam actualmente i ou
i duentet em Iralamenlo no seo hospital. Os estn-
daules requrrcr.uu para se abrir a universidad, em
Janeiro, com lodo he dcsuppor que se nao abra asta
auno leclivo.
Os Irabalhos do caminho de fero de Cintra pro-
gridera cora grande ai lis id ule ; ja -e pagam a feria-
dos (30 e lanos (rabalhores. Esla nivellado o ter-
reno c promplo na distancia de dous kilmetro..
Nao falla quem diga que ainda se ha de ver con-
cluido o caminho de Cintra antes que r-lrji ahert.
a circulae.lo a primeira seccao da ia de leste. En-
tretanto parece qoe a conipanliu desle ultimo coa-
iralou um eiigenhoim francez Mr. Higol. para con
cluir a obras al Saulareni, e alsuem que ando
pre-enriando os Irabalhos hunleiu me di/.qae alli a.
vai de-eiivolvciido mai alsuma arlividade. A nova
levada do rio de Saravem estar' abanta dentro cm
pouco, porque apenas falla romper urna pedreira
que ha por bano o da ponle nova.
Consta queja se venderam alguma arces de Rau-
co do Porlo com o premio de I300" reis por ac-
rio.
Os e(alulos das comp.urinas de Mes.aseria e ,
Mal.i-posins poilnguezcs foram approvadus um
desles dias. A assemblt geral da rompanhia de -e-
gutos Douro resolveu que se pedisse ao governo a
prorogarilo da companhia.
O agente no Corto da companhia I miad
tem tomado segaros ao valor de mais de :Pi cantos
de reis, apezar de haver a concurrencia de ontra
companhias a Fidelidadc de Lisboa, qoe hi mailas
anuos esl.helecea alli agentes'
Naquclla eidade .Porlo se reaairam 110 da Jil
do passado os accionistas da companhia de Minara-
cao e carian Harmona. A assembla geral ouvio
o relalorio da commissao encarrecada de dar p ata
parecer acerca dos Irabalhos e estado da racoma
com1. nina, c por elle e pela opiniao gcial se ve
que promelte um fuluro prospero em rclacao a qu-
intarle e abuudancia de carvlo, que e explora aas
suas minas em valle de Dlo. Preceden se a elei-
r;ao da nova direrco.
O Ccret vapor inglez Iroaxe para aquella
eidade na sua ultima v.asem l: lll I cm nberaao.
Aqui em Lisboa o com mandador Nuno Ale-
xandre de Carvalho expedio ama circular a vario*
capitalistas remellenlo-llies um prosraroma Ivtha-
grapliado com as condicroes pata sr formar ama ao-
socia,rao que edifique iS casas em Cintra n'um sitio
que se ha de ecolher,e conforme os plano que lara-
lieui ja se achara lilhograph.do em poder do mes-
mo cavalleiro. Todavia alguiis dia depois apparc-
reu na iuipren-.i urna caria do conde l.ucelle reia-
vindicandoa prioridade da idea de orcaaisa^a 1I0
urna sociedade de ca pilalistas para a eonstruecae
de casas na villa de Cinlrt, dizenJo que nanea fez
rovslerio do seu projeclo e qoe chegoa ale a maslrar
-
.*

Va.v.
archileclo Mr. Mol! de Paris, acresceiitav. qu. o
projeclo que circula ti lem de commum coiu o sen
a idea que serve de base, mas que no modo difiere
Mas cnlao, senhor, ru /...
Gavel tirou a carleira, ecreveu com l.q.i- algu-
ma cifras eiu urna pagina hraura qoe an anenu de-
pois, e rc-pondeii :
Ouanlo a Vmc., linda icnhora. he causa riil-
fereulc ; nossu joso he romo os oolros; quando na
sauham, uniros perdem... Eis-aqui o extracto de
sua couta.
Madama Des Garennes lauroo a vista sobre a pa-
sina arra.irada ; as m>n< Ireniiani-lhe, e as plpe-
lo -. ngilavain-se-lhe r.q idamente.
He possivel !... cxrlamou ella.
Ah! sim, responden o impertorhaxel Gavel,
loriiauria a meller a carleira no bolso. Se quer con-
tinuar a guerra, luida senhora, le necessarios navo
subsidios.
A alia murinnrou a castellaa com raivae tan-,
do os olhu filos no clio, a alta ....
Depois loriiun crgiiendo repenliiiameute a vista
para Gavet:
-e cu jogasse |iela alia
Vine, he senhora absoluta a esse ie-peiio, 4fs*t
Gayel.
Nao... proseguio madama Des Garennes, a bai-
xa ha ile vir emlim, e nlo me aproveilara! Por
favor, espere-me aqui alguns minutos.
Volteo ao caslello einquauto Gavet assoviava ama
acia de Auber ou de Maillard, cruzando as ralas as
costas por haixo do palilii.
Penelope desfazia soa propria lea, murmurou
elle, esla desfaz a lea do mando... Pobre ITysses :
elle se leria arruinado por si mesmo !... e tremer a-
ii la diante de sua mullier!... Mas isso nlo inicie--a
me, nao deixu recibos.
L'm quarlo de hora depois, Gav el lornava a desrer
a avenida com a carleira nolavelmenle cheia eram
subsidio para continuar a guerra.
No meio do caminho avislon a carruacrui de Mr.
Des Garennes, que vultava a IroU largo, lallou 110-
v amen I" as planlaeovs e laucn a vista por urna -
berlura da sebe.
Oh! oh! disse reconheeendo Sleplien Wil-
liams no carro, Des Garennrs nem abia o ueme del-
le esla manhila... i.iue diahrura ha ahi'.'
A carroacem passoo e Gavet ficou muri lempo no
mesmo lugar, depois continnoo o caminho com ar
pensativo. Chesaodo a e-lacao ila estrada de Ierro,
elle cuida) a ainda. e rima com sigo :
Ah se esse lomar parle no uecorio. Peaeiopr
lern lea para desfarer al ao lira de -eu. diat!.... I
coran lenho minha rommisso a esse re ;..-it. iu h.
vai hem !
rontt/,>t,ir->c-*..j
"\
_ ">


rWIFI WflR FYFMDI AD ITMmMTDAnn
Mi ITII A r\r\


rouil", pois iih lim principal nao he dolara villa
ile *8 casas, roas com o numero o qualidade de edi-
ficio, que um prospero futuro llie lomar ueces-
sario. o
I'oi approvad.i a instlatele e estatuios da as-
sociac/io dos cmpregados do Estado que lem por lim
piestar temporariamente aos socios soccorros do fa-
cultativos, medicamentos, e pecuniarios, para as
despezas fuuerarias aot Tallecidos, auxiliar MM fa-
milias lano na occaiiao do d como aunualmenle
por subsidio restricto as forras do coTra social, e as-
segurar aos empreados suspensos, ou relidos em
pristo meios de subsistencia-
A providencia he urna virtude que innegavel-
mente se vai dcscuvolvendo cm Portugal, c que ha
deservir d poderoso correctivo a militas cvenlua-
lidedea desagradaveis que Dio lie possivel evitar.
I-'cz-se l reunido de proprlcterios e lavru.lore,
couvocada pelo camarista Aires de S5. Nomcou-se
a mesa provisoria, sendo eleito presiileule o direc-
tor do Instituto Agrcola, Jos Mara Grande.
Trate-se de organisar um balalhao para o Ul-
tramar Ufando 'ta 10 homeus por cada uro dos cor-
pos do cvercilo.jdos que voluntariamente quiza-
ren ir.
Kni promovido a che* de csquadra o chafe de
divisan Verissiino Mximo de Aluieida.
Em Valonea uomearam-se commisses para
oblaren esraolas para as obras de um hoapital que
all se vai fazer.
Arden a groja de Veires no Concelho de Es-
larreja. Attribue-se o iucendio a urna porcao de cal
de em pedfa que all linham para certas obras. O
sacrario e ludo o niais que all exista foi presa das
cha minas.
l-'oi premiada pelo jar) internacional da Ex-
psito de Taris com menea honrosa Daniel Jo-
s da Silva e Mello por ter apresentado um museu
monetario com 1131 moedas de ouro, prata e co-
bra portuguezas e estraugeiras deutro de urna caixa,
que aprosenta 179 qualidades de raadeiras poilu-
guezas hbilmente embutidas.
Entre os con Jera nados que o brigue Carcalno
levou para a costa'd'Africa foram qualro criminosos,
que para lhcs ser commutada a pena se tioham of-
ferecido para carrascos.
Fundos,
III de dezembro.
lusenpees de:(por cenlo M 3|i41 3|4.
Acroes do Banco de Portugal 4D0>496$'
Ditas do Banco do Porto 36#2105
Notas do Banco de Lisboa 4>77543785.
Metal sonante.
Metaes Compra. Venda.
Peras .le 85000 4|8 89010 85U0 a ouro.
t)n.;as hespauliolas I5150 1.59300 a
lulas mexicanas ISPSO I-Iim
Soberanos i)>wo lytSJ a prata
Ouro cerecado I990 I5O8O a ouro.
Prala, maro 7)83(1 7s9O0
Pateen hcspanhol.is |S80 970 ,.
Ditas br.isileiras |950 hj(>
lilas mexicanas syjon ym
Goce francos ggon 90,10 a
Descont de olas do
38OO na sala reir
7 desmura. a030 goi
Xti
PAGINA AVULSA.
Mcu amado leitor, o calor faz-nos comer poeira
sea termos apetite estragado, e como nao ha de ser
assim, se os malditos tauoeiros ainda nao aprompla-
.am os encantados loueis para a irrigaran das praras,
eruas.' \alha-nos Dos. v
Se um pobre como eu lem o trabalho de pagar
quem Ihe lave e engorme o falo para tratar de
seus negocios a poeira desfaz ludo cornduas rajada-
'las de po. Malditos tanoeiros! Se um pobre como
eu, que nao pode comprar o couro oleado para o cal-
adoe so ,ei Aesn couro que preci,a ,in, ,
leudado dous pa.sos esla com um pedreiro, ou um
mador. Malditos tanoeiros!
Se livessemos porm ludo bem regadinho pela ma-
tute, e a larde ato leriamos tantos prejuizus. lanas
op Melis*, e al.nal nao viveriamoa com ar-a
romo. "' ""' de nlh* alma' ""
Malditos tanoeiros!
Anda .em: breve ca leremos o mnibus do Sr.
Uaud.o de dous andares para pr-nos acoberlo dea-
sas iiiivcns de po, que nos chegara sulTorar: ainda
ha hen.poo.cos lempos un. pobre vvente humano vio-
M entallad,, entre duas boiadas 'no Mondego anles
de ser ca cado. que se ntt lem um bom Par de ven-
tas, e Mego felino leria asph.xia.lo como em ro
deserto de urcas. Malditas b dadas '
Se .1 eompanhia de Beberibe soubesse o bem que
lazia a populara do Recife creando na chinde casis
de banho corlo que por esta enlacia o calor lanos
dainos nao causara, e grandes endientes teria a
eaisa da eompanhia.
Bem di/cu. Icilor, que o demo 11.10 he lao feio
como o pintara, e eu tenho visto demoninhos tao ch-
quiztnhos que a nao ser a grande devoeao que a gen-
te lem as suas coutas, por certo que se perdera lo-
do ale o gogo : pois o demo nao he lao fro como
Lcilor, nao vos tembrais que houve quem propa-
lase q.,e o cholera eslava causando estragos iinmen-
so. en, Agua, Bellas l Oual. meu amado leilo"m
u ouiro eso, c mesmo esses sao logo combatidos
pelo maravilhoso limao. Ha do que vos digo docu-
mentos olliciaes eate, leitor, o limao tem dado vida
a quem leve fulminantemenle o cholera
hh.'"l! qrUe-1,a '^''"""Hssimos esculapios que
ma,1 r u VrlenMe Joer"" as b"riB".
piando se falla no limao.... al.! meu leitor, tf. oM
raarrecos esperl.lhoes, uns mei.inorios, quesellam
qulando se lembram que lalvez lenl.am.s de m y?-
silados por esse hospede tao lemivel.
E quer saber o leitor 1 Juro cem contra um, que
sua"6, ? f e,cula1l,i0-1 Uverconscienci.de
sua iniao nesle mundo, e n 10 se gloriara com os males da hu.naoidade, e
neni lombara de um remedio lo prolicno como o
limao. fcu ca sigo a regra dos homeopathas re
l.imao 1 venhi o limao,
Pujamos de esfregacao !
I.eilor, me responda Um inspector de quirtei-
rao pode as deshora entrar por dentro de urna casa
tirar um pobre velho. que o nico crime que lnh
Zt, A l'e?"*- leval a Prisaoonde H ach, ha
qualro das l Pois nesl, nossa trra dase de-tes e
outros gracejos. Na ra Direita um pardo velho le-
ve urna altrelo cora um pobre innocente, moco
do reino, e palavras para c, palavras para la che'-a
o1 ma.s celebre de lodo, os in.peclores que houve,
que lia, e que ha de baver: o meu pardo velho. nio
me leu-so na loca, e estara ludo acabado se o des-
.rulah.l.ss,u.o inspector nao quizesse locar sanpliona,
.0 apilo ciega gente, arru.nam-se os vadios, ioli-
na-,e ao velho que abra, e poocos momelos depois
'X'bn Para tWtadrt> o^"iz,Pm,
Eis como, meu charissimo Icilor, deslribiicm al-
guns encarregado da polica na nossa ierra ji^tf'a
entre povo : o velho I. esl., graman.lo, e o moa-
1 a!nX."" f3"10 C, desfruc,aJ a elicias
na .11 Mire das palacasx
Ja liye ineus irenezins pela ra Augusta, mas
team V' S C"a"dal0' V "" al=umaf por ,s
.r...cam com o maior desrespeilo a Emilia, hones-
tas, nem por la ma.s dou meus passeios.
iLMiiTaul'. P/J- ',"'" leilr',lile,n 0i mednre.
o c...,,n eSU< i""S- 'Ao """* I tupido
Xl K0ID,"a as P*W**l. "i es-
0"/!.' ve,Sllhelras e propriamenle os de-
taLeStf" C,,,e'"leJ,,r "oucas Pala"a^
Dji"u' ?*?"">" '.'e '.'"Je estao muilo adianladi-
nhos, ja brincara ojertj ao pino do meio dia
sem^iiienor pejo, c ante, com wASS^t
Jor'l"Z'lUnfl"'' aj0l"a"e ""' L,I", d """''O"no
niz \ltl"! 1 q1C va'uelaPel3sruasdoCordo-
niz. Moeda, Lapa, l.argo da Assembla, etc., ele
lazendo osma.ores escndalos, o insulto, a .1 er-as
um diere, le tor que parece ler mais de 15 annos
tropa cora elle, Sr. policial Vigilancia nessa geniV
ao meuo. por amor da honeslidade publica
l.eilor.... que meninos? !
Al. amanha.
------ ni
COMARCA DF. GOIANNA.
Itambc2 de Janeiro.
Mcu amigo, receba o nosso cortejo do l,aixo do
grano? uniforme, por occasie de Ihe dannos as
l>oas fcsias c melhor rinda deste 56, do .iual mui-
10 reeeio; porm, deixemn do parle esses prescu-
limenlos;o .pie coidialmcnle Iho desojo, lie que
tenha dcsfui.lado todos os gozos desla vida, pois
su assim so pude lomar o fardo da existencia mo-
nos pesado.
Pedros de Fogc.
Odia 13 do passado foi aqu feslejado polos
alumnos da escola do ustruecao primaria do 1-
grao, por occasiao das ferias ; depois dos exames,
ondo npresenlaram os alumnos um resultado sa-
tisfactorio, doanno lecl\o, a noile acliavaru-se na
can do digno professor algunas pessoas gradas da
Iiovoasao, convidadas pelos alumnos, as qnaos fo-
rain obsequiadas com um cli, acliompanbado de
^a grande profuso de bolinhos ; nao vi a torre
de Malakoff, sera duvida por nao baver aqu esse
hbil confeiteiro, que por alii lia porm, appare-
ceram bandejas-, que pela diversidade de bolinhos.
divididos por frocos de papel, represeniavam car-
las geographicas ; depois do cb, que foi servido
com toda a diquela, walsou-se, quadriOion-se,
a.uou-se, emfim o soire so falln ser animado
pelo bello sexo ; o que ludo Inl.riguei por entre as
venenius, pois se eu livesse lido 1 distincia de
ser convidado, enlao isso ira ininuciosamenle ana-
lysado, pois s me coube por felicidade um canli-
nho na parle do (ora, e assim mesmo s eu sei os
aperloes que me deram os patuleas ; forte genla-
Iha, romo n.o liveram ingresso borraram a frente
da casa do digno piofessor nao s;i quando esses
moloques passaro .1 negros, pois lio o mais a que
podem chegar.
Consia-nus e sabemos de certeza, para melbor
dizer, que o reverendo 1 gario do Ilamb convi-
dara o respectivo subdelegado para nromoverein
urna anbsciipeao com o fim do montar nes:a po-
voacao urna casa de earidade, onde sejam trata-
dos os iodigenies, no caso do nppaiecimenlo do
cholera, ao que o Sr. tenente-coroiiel Mariano Ha-
mos do Mendorjca annnio, dizendo que econgra-
lulava como reverendo gario, e eslava prompto
a satisfazer .a especlaliva do mesmo, pois esses
eram os seus seniimcnlos ; imiiiedialamente 110-
meou-se urna commissao, que promovesse a subs-
cripto, composla dos senliores :
Juiz de paz, Manoel Caelano Fiuza.
Capito, Raymundo de Araujo Lima.
Dito, Antonio Gooeakes de Oliveir.i.
A comiiiissSo aclia-se possuida dos melliorcs
senlimentos que he possivel, e consta-nos harer
algum fervor; Dos queira guiar os passosl da-
quelles que procuram o bem da humanidade. j
No dia 30 de dezembro s 4 horas da larde es-
palhoa-se o terror nesta povoacao, em virtude de
una in nova dada por um passador viudo dahi,
por antonomazia Malla Cavalio, o qual parece que
tinha summo prazer de ser o postilhao da morte,
pois vinha dizendo a todos que encontrara, que o
cholera eslava no Recife, e queja se linham dado
qualro casos, quando hontem ( de Janeiro ) li-
vemos carias dahi e nada dizem a respeilo ; por
corto a sermos o subdelegado mandaramos paraca
sa de dsaneao por uns 3 dios o tal senhor precur-
sor do cholera.
A" 24 do passado Antero de tal, morador na
ruada Rica da parle da Parahiba, recebera duas
facadas dadas pela carne da sua carne e ossiji de
seu osso, das quaes se ada bastante tnolesld, e
consta-nos que essa boa ir.ulher levaniou o forro
e fez-se de vela cen vento ;i popa.
Cufio publico.
Ja sabe Vmc. que um seu correspondente he
um hoinem de novidades. Sabendo cu que na ma-
triz do Desterro de Ilamb estava-se fazendo pre-
ces publicas, l fui cm corpo e alma pela primeira
vez ; por cerlo liquei maravilludo de ver a eon-
currencia dos liis, e dale todo o acto reinou
nm silencio profundo, principiando o acto por
urna allocucio feila pelo reverendo vigario, na
qual mosirava a ellicaciada penitencia e neces^ida-
de da confissao, emfim sentimos nao termo* as-
siido nos dias antecedentes ; advirta .pie coheor-
reram nunca menos de 600 pessoas.
la que Ihe falloi do Desierro de Ilamb, nao
quero deixar de dar-lhe nina idea do que pu.l ob-
servar.
O Desterro, que assim se chama por ser 1 pa-
droeira Nossa Senhora do Desierro, be umi pla-
nicie no cimo do monte, cercada pelo rio III mb,
ah est collccada a matriz, isto be, um tclheho
sustemado por esteios, que a nao baver ja um prin-
cipio de obra de pedra c cal (segundo me lisse-
ram, feila pelo v igario actual) Dio se din 1 que
era casa de Dos e sim una casa de feira ;. mais
adianle um pouco, so v unas ruinas da ;nliga
matriz, ruinas que s servem de lestemunhar o de-
nso, o desprezo com que sempre traloj a ; dmi-
,nislraraoda Misericordia, que nem ao monis cu-
rava da casa de Dos, nao obstante estar de posse
dessa California, he milito abusar... K nosje pej:,
essa sucia de misericordiosos do a presen lar-sd, que-
rendo reivendicar o patrimonio de Nossa Seuliora
do Destorr? de Ilamb, quando em rons.-ieiicia es-
t ella obrigada a restituir esses (rucios esbanjados
a seu bel prazer, nao se importando com os legados
pios tio recomnieuihdos pelo testador; chegou o
escndalo a ponto ( segundo dizem j de dexarem
cahir a igreja de Nossa Seuliora do Desterro, e se
nao fosse a piedado dos liis, que recolherain a
imagem em urna casi particular, os bous e mise-
ricordiosissimos procuradores deixariam sepultada
as ruinas imagem de Nossa Senhora do Des-
ierro, a predilecta do capilao general Andr Vi-
dal de Negreiros !... Dessa Misericordia libera
nos Domine.
Eslou quasi me zangan lo com o nosso fiscal da
Illtna. de Goianna, poistendo apparecido por aqui
o aferidor da cmara, adiando as medidas com
urna diminuiew, segundo o padro, fez accrescen-
lar as medidas, eis que,apparece o nosso lissal e
manda arrancar o accrescimo, ora esso fiscal es-
lar de carta branca, se est me diga, porque nao
quero graras com S. S., e entao a seu respeilo vi -
remos folha e calalus esl bocorum. Dizem os
meninos da Candinha que tendo S. S. de vender
urna pouca de farinha mandara por as medidas no
estado primitivo ; esses meninos nao Ibes escapa
nada, sao muilo talladores
Pedimos ao Sr. subdelegado que recommende
mais moderacaoao inspector da roa do Cobra, Lusa
de Tal, que na, noile de Natal na occasiao da missa,
tendo prendido um sujeito e querendo conduzi-lo
pnso mmediaiamente, loi preciso travar razes
com o preso, com o que peiturbou o santo sacrifi-
cio da raissa, e por onde a passando Ievava de ror
jo quem encontrava ; portento he preciso mais mo-
deracao da parte desse inspector.
A patuJa honlem perconeu estas ras de mas-
qu, que pareca urna legiao de diabos, uns berra-
vam, outros saltavam, outros davam chifradas,
nao se mente em dizer que hontem este povoacao
foi invadida por um peloteo de diabos lodos rotos,
fazendo quanta mimica Ihe vinha ao bsslunto, ao
som do urna infernal caixa, emfim deram pasto ao
genio ; antes assim do que horrarem portes.
Basta por hoje, nao posso demorar mais este
bello homem, tao soffredor, veja se o engaja na
eompanhia de Ribeiriohos.
Adeos, meu bom amigo, uns 4,000 assignan-
s Ihe desojo para hydropesia de suas algibeiras.
W.
( Carla particular. )
Retar-;,,, da, orara que /allecenm no hospital re-
gimmUtl no auno de 1835.
Soldarlo do quarlo balalh.lu. primeira eompanhia,
Joio regono, tubrculos, entrn 110 I" de teneiro e
talleceu a 1( de Janeiro.
Dito do segundo balall.a,., tercrra eompanhia,
Domingos Jas, diarrhea. enlrou a II de noveinhro
de n e rsllecen a i de Janeiro.
Dito do nono balalliao. quarla c.mnanhia, Joao
tranc.sco, anemia, enlrou a : de Janeiro e Talleceu
Dile do dcimo batelhio, oilava eompanhia, l.au-
er:!!!e;eu1ju:,,!S,l,,1,erCUlOSe,,,rUUa:,,,eJaueiro
rm..'I'1." 2?"*? ****** eompanhia, Sabino
..orne, (uh.erculus, enlrou a .II de Janeiro e fallecen
.1 :> (le revereiro.
H ''i',0 p=u':."Olalh.lo, selima eompanhia. Val-
devino Jos Joaquina, varilas, enlrou a -11 de Janei-
ro e fallecen a S de fevereiro. J
m !,'',.'.'" 1sca,a"'.'I halallao, lerceira eompanhia.
.Manoel Le.te da Sil.... varilas, enlrou a II de te
verciro e rallcceu a i\.
D1I0 do deci.no batelbio, stima eompanhia, Ber-
nardo Brilo de Noronha, (ebre amarella, enlronVs
de revereiro e fallecen a '
Rer'/'r i'" afir ""'I'.*"' <"nr'-' '""P^'hia, Jos
"lceu a'i "m:lre.....C'"r0U -" ;'e fevereiro e
Dilo do segundo halalh-,,. sexla eompanhia, Ma-
noel Joaqmm do Espirito Samo, varila, enlrou a
18 de mareo e telleceo a -_>:,.
Dlo do segundo l,;;i.,;i,.., ,,;h1.1,1 eompanhia
'.regorio de Sonta Maciel. feb. amarella. en "ou
-' oa marro e lallecm -*.
Dilo do derinio batelnln. quarla eompanhia, La-
dialao da Usa Manir, aaslro-iniarite, enlrou a :l
de janairo O fallereu a do marro
Dilo do dcimo batelhio, secnda eompanhia. Al,,-
oH lenlo Monleiro, fobre amarella. enlrou a L-0 1.
jar.ciro e telleceu a 2t de marcu.
I. "^f TKm, Vnn1c'*a ?'">", '.-I-re amarel-
la. e.r.u a 11 de revereiro e telleceu .1 (i de marco
Saldado do segundo balalhSo. snte eompanS
Amaro J i.,es tebre amarella, enlrou a J le
fevereun e Talleceu no I" de abril
Dilo do mondo batelhio. lerceira eompanhia
II de marro e Talleceu a 5 de abril
Dilo do segundo batelhio, segunda eompanhia.
I !te :""CTI,''3 **>*>*' *, enlrou a
A de marro c falleceu a 7 de abril.
flUlllO DE fimiMgtttO SABIDO 5 OC JiNcIRO IE 1856
gDil do derim.i halalhao, stima eompanhia, Eva-
risto Olmo da Voiga, vanlas, eutrou a l:i de marro
e fallecen a i) de abril.
Dito do dcimo batalliflo, quinte eompanhia, Joa-
quiin Paulo Fernandas, diarrhea, eulrou a 15 de fe-
vereiro c fallereu a >i de abril.
Dito do quarlo balalhao, oilava eompanhia. Teo-
rloro Hlueiro. diarrhea, enlrou a IK de revereiro e
telleceu a :> de mate.
Dilo.lo segundo balalhao. segunda eompanhia,
Henediete Anlonte dos Sanios, tubrculos, enlrou a
> de Janeiro o telleceu a l.'l de raiio.
IMlo do segando balalhSo, primeira eompanhia.
uindMo im6 boncnlvet, eerebrile, enlrou a 14 de
mate telleceo a it.
Dilo do segando batelhio, lerceira eompanhia,
Antonio Joa.uun de Mello, tebre amarella. eulrou a
lo le uiaio e telleceu a 21.
Dilo ,lo segundo baUlbSo, lerceira eompanhia,
Manoel Josd .Murnra, congeslao pulmonar, enlrou a
() de marco e telleceu a 2'i de malo.
Dito do seguu lo halalhao. segunda eompanhia,
Joaquim Joadde Banl'-Anna, diarrhea. enlrou a 5
de Janeiro e telleceu a 26 le maio.
Dilu ilo segundo batelhio, quinta eompanhia, li-
lippe Rodrigues de Souia, vanlas, enlrou a '. de
maio e telleceu a -S.
Dilo ,1, nono iMiollian, .piarla eompanhia, .Marcos
Jos, tubcreulos, enlrou no I- ,|e malo c telleceu
a 9.
Kecrnte Laurenlno .los de Saol'-Anna, colile,
enlrou a i de maio c telleceu a 23.
Dilo J,k(- Principe de Portugal. Tebre amarella,
enlrou a 11 de maio e telleceu a 29.
Segando cadete do segando halalhao. segunda
eompanhia, lele-duro Angoste Silverio de Alencar.
tebre amarella. enlrou a :>7 de maio e telleceu a i
de illliI: ..
Soldado do segundo liatalhao, stima eompanhia,
merino Jos Hilario, tubrculos, enlrou a >\ de
abril e telleceu a 7 de junlio.
| Dilo do segundo batelhio, stima compani.ia, l.uiz
i Soares Itaposo da Cmara, varilas, enlrou a 21) de
| abril e latieren a -"JO de junte).
Dilu do segundo balalhao. stima eompanhia, Se-
ralim de Oliveira Sooza. gasIro-hepaliCe, enlrou a 23
de innho c telleceu a 27.
! Dilo do segundo balalhao, oilava eompanhia, Jos
laboro da Silva, eerebrile, eulrou a 33 de iuiilio e
; telleceu a 29.
Dilo reformado Antonio da Silva, anazarca, en-
| Irou a 25 de abril e blleeeu a 5 de unho.
Dilo do segundo balalhao. quarla eompanhia, Ma-
noel Pereira, luberculo', enlrou a 22 de jonlu. c tel-
leceu a 2S de jiilho.
Dilo do sesundo balalhao, quinta eompanhia, Joao
Jos da Silva, diarrhea, enlrou a 23 de juuho e telle-
ceu a 25 de julho.
Dilodo dcimo balalhao,stima eompanhia, Paulo
Jos itibeiru, lubcrculos, enlrou a !> de maio e telle-
ceu a ti de julho.
Capiau retermado Manoel Soares de Souia, car-
cinoma da bexiga, enlrou a 2li de junho e telleceu a
2 de julho.
Pifimo do quarlo halalhao, primeira eompanhia,
Kaytnundo Lzaro Hamos, diarrhea, enlrou a IK de
abril o tallecen no 1 de agoslo.
Sida lo do quarlo halalhao, quarla eompanhia,
Jos Joaquim dos Santos, iiiherculos, enlrou a 12 de
Janeiro e talleceu a de agoslo.
Dilo do nono halalhao, quinla eompanhia. l.uiz
Serino Jos da Konsera, naslro-hepalile, enlrou a 28
de abril e telleceu a I. de agoslo.
Dilo do segando halalhao. quinla eompanhia. Ma-
noel Francisco dos Sanios, tebre amarella, enlrou a
17 de selembro e tellercu a 311.
Dilo do nono balalhao, quinla eompanhia, Valen-
lii.i Jo de Sanl'-Aiiiia. tubrculos, eulrou no 1 de
maio e telleceu a 7 de selembro.
Dito do quarlo balalhao, primeira eompanhia, l.uiz
Pereira da Rocha, tubrculos, enlrou a (i de oulubro
e falleceu a 2!).
Dilo do sesundo halalhao, quarla eompanhia, Joao
Rcruardinu. lubcrculos, eulrou a 5 de julho c falle-
ceu a de utubro.
Dilo do sesundo balalhao, primeira eompanhia,
Domingos Jos Antonio, phtvsica laringe, eutrou a
2) -le juuho e fallereu a 23 de oulubroi
Dilo do dcimo halalhao, primeira eompanhia,
Manuel Jannario .los dos Sanios, gailro-meoingite,
enlrou a 13 de oulubro o telleceu a 25.
Dilo retermado Manoel Francisco de guiar. diar-
rhea. eulrou n 12 de selembro c telleceu a 21 do ou-
lubro.
Dito do quarto halalhao, segunda eompanhia,
Anuncio Joaquim Maciel. lesSo rcrehro-espinhal,
enlrou a 17 de nuvembro e fallereu a 17.
Dilo do segundo halalhao, sexla eompanhia, Joan
Ignacio Pereira, eolile-ehrooiea, enlrou a 2i de ju-
nho e fallecen a IS de novemhr...
Dilo do nono balalhao. sexla eompanhia, l'ilppe
Nerv, tubrculos, enlrou a I i de oulubro c telleceu
a 2 de noveinhro.
Dilo do nono balalhao, quarla eompanhia. Joa-
quim l'edr... tubrculos, enlrou a 12 de selembro e
teHeceu a 28 de novemb.ro.
Dilo ilo nono batelhio, quinta eompanhia, Manoel
t.osme. tubrculos, enlrou a III de novembro e telle-
ceu a 30.
Dilo do nono halalhao, primeira eompanhia, Joa-
quim Pedro da Silva, gaslro-inlerle. enlrou a 15 de
noveinhro e falleceu a 31).
Dilo do dcimo balalhao, quinla eompanhia. Joo
Rodrigues Lopes, luberrulos, enlrou a 23 de julho e
telleceu a 2!l de novembro.
Anspeeada do qoarlo balalhao, quinta eompanhia.
Jos do Amor Divina, tubrculos, enlrou a 12 de
dezembro e falleceu a 20.
Sol lado do nono balalhao, segunda eompanhia,
Joaquim Jos de Sanl'-Anna. colte, enlrou a 25 de
dc/.embro e telleceu a 29.
Dilo do decim.v balalhao, quinla eompanhia, Jos
Bernardiiio, gaslro-hepalile, eulrou a 3 de selembro
e telleceu a 7 de dezembro.
Particular segundo sargento do dcimo balalhao,
segunda coinpanhi*l Jota Biplisla da Lapa Tranc-
la, gaslro-hepalile, enlrou a de oulubro e telleceu
a 14 de dezembro.
Hospital regimentar 1 de Janeiro de 1856.
Dr. Prxedes Gomes de Souza Pitanga,
Cirurgiao encarregado.
MAPPA deinonstratico dos doentr* tratados no
hospital regimental de Pemambuco no me: de
dezembro de 1833.
Juaquim Francisco Antonio, para recrul do exer-
. ilo.
Pela subdelegada da fregante da Boa-Viste,
Francisca Thoroe Pereira, por desobediencia, e as
pretos I s ishna Joaquina do Rosario, e Felisarda
da Losla, ambas por espanramcnlo.
E pela ubdetegaeia da foguate dos Afogados, -.-s
pardos Filippe de Santiago Lacena, e Silvano Ro-
drisuesCa.npello, ambos para averigua, oes sobre
criinedF Turto.
Era ollicio desla dala referi o delegado do primei-
ro dutriclo desle termo, que segundo a pirlicipar.io
que Ihe fi/.er.i o subdelegado da Treguozia da Var-
en em dala de lioulein, (ora m tardo do dia 1 do
crrenle no luaar do H-.rl.alho d'aqnella Treguezia,
assassiuada com una Tacada sobre o corara Marli-
nha Marte da Conceicao por Joaqoirn Jos de
>ani Anua, com que a infeliz enlretiuha retaco il-
licil.s lendo o criminixo coosegai lo por-se em Tuaa
apezar das diligenciasemprega.las p-la poliria para
a sua captura, nu eutretanlo que se preceder a
competente vesioria para ser Instaurado o respectivo
seminario. ReTere igualmente em ollicio de 31 de
dc/.einhro doanno liuili. o delegado sapotete do
termo de Santo Anlio, que nu .lia 26 do mesmo
niez as II) horas da noitc lora assaHinado com urna
lacada sobre o poiio e-querdo Uanoel Jos da R .-
cha por Joaqoirn Patatelo, ambos moradures un
mesmo lermo, cansegoindo lamhem por-se em fuga,
Contra o qual se esl procedendo na forma da le
e licava aquelle delegado einprcgando as diligencias
necessarias para a sua pritlo,
Dos guarde a V. Ese. Secrelaria da polica de
Peroambuco 3 de Janeiro de 1856. Illm. eExm.
Sr. conselheiro Jos Rento da Cunba e Figoeiredo,
presidente da provincia.O chefe de polica, Luiz
Carlos de Paita Teixeira.
<>'OIJIilliMl(l?.l.
Hospital na Soledade 1 de Janeiro. g H 99 L? l:t o H E es u C o I. MI 3
Semina 2'r2
Obsercariies.
Dos Tallecidos 2 foram de gaslro-liepalile-rrnnica,
I de eolito e I de lubercnlos-pulmoiiares.
Dr. Prxedes Comes de Sur.a Pitonga,
1" cirurgiao encarregado.
MAPP.V dos doentes tratados no t/uarlo trimestre
"e '*" '"> ItuspUal regimental de Pemambuco.
Hospital na
Soledade I" de
Janeiro.
Somrna
A
101 408 5091 382 16 III 509
Hoje, 3.do corrente mee, o Si. leiicnlc-coronel Se-
hasliao Lopes lluimaracs deixou de exercer as func-
roes de dirertor interino do arsenal de goerr, e no
curio espaco de semelhanle exercicio porlou-sc S.
S. de modo a grangear a'eslima o consideracao de
seus subordinados.
Nao be esta a primeira occasiao em que o Sr. l-
enle coronel (uiraaracs se lia mostrado diuuo da
consideracao c respeits de seus subordinados ; as
diversas commisses em que ha sido empreado lem
sabido elle bem cumprir os seus deveres, conseguin-
do por esle modo a atlenrilo dos homens honestos e
apreciadores do verdadeirn mrito.
Reni pouco lempo durou o exercicio das funcees
que no arsenal de guerra oceupou o Sr. tenenle
coronel Sebasliao Lopes (iuimaraes; mas foi bstan-
le para que se possa dizer que S. S. moslrou-se dig-
no da noakeacBe do actual presidente, e que em na-
da desmenlioo conceilo que felizmente ha grangea-
do S. S. dos seus palricios.
Aceite oSr. lente coronel Sebastian Lopes (iui-
maraes estas puucas linlias como prova da conside-
racao e respeilo que Ihe consagra o
/-.. S.
Senhnres redactores.Cousinlam que pelo seu
conminado Diario eu dirija o seguiulc convite ao
autor ou autores da correspondencia desla capital,
datada de 28 de oulubro ultimo, qual Vmcs. se
serviram de dar publicidade integralmente no seu
Diario de 15 de novembro.
Se sois, senliores escrevinhadores de corres-
pondencias annimas, suscepliveis de algum senli-
meuto de cavalleirismo se nAo queris que sobre
vos pesen justamente os epilhetus de embustearos,
de ussasiinos eooaraVs ta reputarao alheia, tirai a
vossa torpe mascara deannimo, com que os in-
solentes e despresiveis soem arreiar-se, c, ussignan-
do vossos escriplo, discoli quaesquer dos artos de
minha vida publica, porque ci.lao lerei nao peque-
a salistecaode entrar em lide, para mostrar que
vos, calumniadores insolentes e Iraicoeiros, nao p..-
deis jamis permanecer em Trente d quem se presa
de ler sempre servido ao seu paiz. senao com a iu-
lelligeneia necessaria, ao menos rom zelo e dedica-
ran no desempenho dos deveres de careos, que a sa-
bedoria do eoverno imperial Icm-lheronliado, eque
minha conduela lem cerlamente sido muilo dille-
rente daquella -que apresentam cerlos individuos,
lalvez vossos comparras, cujos lirias parecer cou-
sislir nicamente na crpula, na iuconliueucia pu-
blica, ele.....
Picara' obrigada j la publicarlo deslas lindas, o
seu constante c a'tencioso leitor.
i Joao ll'ill,ens de Mallos.
Ilarra 9 de dezembro de 1855.
.vMinr'OtiiV.
r
Dr. J'raxcdes Comes de Souza Pitanga,
I" cirurgiao encarregado.
MAPPA das doentes tratados no hospital regimen-
tal no anuo de 1833.
Ho-pilal na -: re ca
Soledade 1" de |S ra o 3
Janeiro de ls",(i p s ( "*
u a t. pfl rt
^________ ._ ___
Somiua Sli 1151 1337 131.11 lu 111 l
_53T
Dr. Prxedes Gomes di Souza Pitanga,
1" cirurgiao encarregado.
MAPPA d'inonstratieo das in'peefdet feilat no nos-
pital regimental de Ptrnambuco para o trrico
do e.renilo no anuo de 1853.
Hospital na Soledade I- de Janeiro
de I83G.
Voluntarios........
Herrlas.......'_ \
Quarlo balalhao de artilliaria a no!
Segundo balalhao do infantera .
Nono balalhao de infantera. .
Deci.no batelhio de intentara. .
(oiupaidii.i li\a de (-avallara .
Cunpaulii.1 de artfices .
#3 Ml'.i 2S i i 3
15 o 1 1 3
82
207
32
11
X
IS
'.I
I
Dr. Prxedes Gomes de Souza Pitam/a.
I" cirurgiao encarregado.
KK'ASTIGAO DA POLICA.
Pr'e do dia 3 de Janeiro.
Illm. o l-.xm. Sr.Levo ao conhecimenlo de V.
hxe. quedas diileicnles parlieipacOea lio.c recebi-
dasnesia reparlicio, conste que se deram as se-
guiules .irru renciss :
Foram presos : pela subdelegara da tregnesia do
KeeiTe, .. marojo greg,. .Manoel Nicols, a requisi-
cao do respectivo cnsul, Manoel (oncalves por
lesordem, e o pardo esrravo llernardu, 'a reuueri-
uiento do senhor.
Pela subdelegara da freguezia de Sanio Antonio,
A inslruccjo popular na Infl Por f.orain, rector hinorario.
Ainda u.lo ha muilo lempo que cm franca a ins-
Irucco popul.r aprcsenlava unupiadro verdadeira-
menle allliclivo (1) A lei de 1833 imperfeilae in-
cmplela era todava sabiamente 'liberal c boa, a-
pesar dos aloques que llie lizeram. Os esfercoi
constantes dos homens einineiitcs que a fundarnm
ou applicaram, o arrojo da narao e o impulso dado
pelas classes esclarecidas melhorarain por tal roa-
ncira o eslado dessa parle essencial de nossa civili-
tacao, que sem receio de vermos abolido nosso or-
golhn nacional, podemos desde ja comparar nos ou-
Iros nevos os meios mpregadoa para o mesmo lim,
c os resallados obiidos. E-si cemparacSo nao lem
smenle um interesse de curiosidaJe rszoavel, po-
de lamhem ajudar entre nos o operTecoaiuenlo de
urna insliluic/io igualmente necessaria o Telicidade
do privo c honra do governo. Pode alm dislo
revelar-nos na organisacao das escolas, em sua di-
recebo, em seu ensiuo, prognatos ules sem Tazer-
nos injoslos para com as vautagens de que ja goza-
mos ou que procuramos. Pode recimmendar-nos.
c propor aos nossos elogios os esteraos caritativos
das sociedades estraugeiras que a isso dedicam-se,
e u ardor daquclles que as favorecen! sem lomar-
nos ingratos para com o solicito concurso das pes-
soas que se hio consigrado laiubcm no uosso paiz a
sua obra,para com os eslabelecimenlos Icigos c as cor-
poraees religiosas que formara cora esse mesmo cui-
dado prol'essorcs zelosos e piedosos. Essa rivalda-
de das naces no bem ruto pode deixar de ser prove-
losa a lodos, cootriboindo para espalbar cada vez
mais pelo povo o beneficio da inslruccau.
Na Inglaterra s ha nina opiniao sobre a necessi-
dade de dar iuslrucco as classes que dedicam-se ao
'rabalho assidoo, e vivera de salarios.
Se ha alsuus logares em que se conteste essa uli-
lidadc, se ciiconlrio-sc sempre eSpriloscegse obs-
tinados que considerara a ignorancia do pobre como
una salvaguarda de sua innocencia, urna garande de
sua submissao.uma condiraodesua iuTcrioridade na-
tural,una segurancia paraoEslado epara algreja,In-
glaterra honra-se de proclamar uiianinemenle como
cniopele a um povo livre que a sociedade, o gover-
no, a religiao e a humanidade lera igualmente por
dever imperioso nio deixar nina alma sera cultura,
c que o paiz he responaavel pelai Taitas ou pelos
Crimea que pedera pravinir por meio da insiruc-
cao.
todas as classes estao alialadaa nessa sania cruzada
..mira a ignorancia, e a Trente de lodos esla a lare-
ja. Se ella reclama ainda o privilegio de instruir
os lilhos dos [-.obres, seus proprios adversarios nao
ousariam .iccusa-la de querer abusar delle para pa-
rar o impulso dado ao cusino popular; pois sabem
quanlos esloicos lem teilo ha mais de .50 anuos pa-
ra que suas escolas conservera merecendo-a a eon-
lianra da narao. Desde IS7 ella po.la oll'ererer
com nobre orgulho aos olhos do paiz as 17:015 esco-
las quolidiaiins que maillera quasi su cora os seus
rccor-os,os 953:805 meninos que as rrequenlam.sem
contar os 166:791 que rene as escolas do domin-
go, seus 81:831 prol'essorcs, emfim os 21:873:673 (2
franco despendidos lodos os anuos para a iuslruc-
co dos pobres. Nao tellei anda da Irlanda sub-
inellida a um governu particular, nem da Escocia
daqual tratare! depois; mas smenle do que chama-
se do ouiro lado da Mancha l.nglandandll ales
islo he .los cundidos da Inglaterra propriamenle
lila a do paiz de liailes.
.Nio luuita-se a i>so a sollicitudc e liberalidadcTda
igreja anglicana pela inslrucciu popular. Ao mes-
mu lempo que ella rene lo as as adoares. Tunda-
cOes, subscripces, csmolis para sustentar sua obra,
cada ministro concorre com Ma propria pesaos, .-
quasi sempre com sua bol-., para fazer (lorescera
escola quo depende do sua paruchia.
As partes dos inspectores da rainha incluidas nos
lelaloi-ios da commissao do conselho i rivadodc ISio
a 1852 sao mu concert de recouhecimenlo pela
generosa proterciu do clero. .< Apenas um honrado
ccctesiaalieo recebe sua nomoarao, di/o scnlior lai-
quhar lloek, aen primeira cuidado he formaruma
escola (3.. Nio conlenla-se de chamar um meslre,
in-lriie-o, associa-se as reunios dos proteseores pa-
ra dirieir-lhes as conferencias.
O clero, diz o Sr. Cook em seu relalorio sobre o
dislrielo de F.-l em 1815. tez em suas taclas um sa-
cnliciu de lempo e de IraballlO que na i pudem ima-
ginar mesmo aquellea que asilo mais disposloa a te-
zer-lhe juslica. Em una al leia em que a protessora
Toa ..brigadaa deixar a esculle onde Tora impossivel
subsiilui-la, o ecclesiaslico e na mullier cncarre-
garam le iiileiranienle da educara., das meninas
durante muitos inezes ; a escola nunca prosperou
tanto. .Nao ha era tolo o meu dislrirlu um mudado
cm que nao me seja Tacil citar immedialaineiite
muilas escolas de aldeia que devem sua boa manu-
tencao a vigilancia pessoal do ministro e de sua fa-
milia. Aqui a mullier ou el'.e passa um dia inleiro
da semana dirigindo e segurado os exerccios da es-
cola. All ha horas regulares que consaram ao
exame .los deenrioss e dos meninos mais adianla-
d'.s. I) lisitador ecclesiaslico vem s vezes regis-
lrar'.....>'"' 'do os progresMi das duTerenleaclas-
ses e de ra.li diadpnlo individualmente era sua
classe, e (pian lo a ni illiplicidado de suas oceupa-
ccs impe-le o pastor .le uma parochia extensa e
populosa de appliear lano lempo qoanlo deaejarh
direceo da escola, n.lo deixa de vir enstnar fre-
quenleracnteoralliecsmo, 8 de despertar na alma
dos meninos senlimentos de religiao e de virtude.
Alcm dislo, um signal cerlo para inin do interes-
se que ellos luinaiu pela sua escola he que nove
vezes sobre dez o ministre acompanha-rae, ah lica
durante lodo o lempo do exame. loma de accordo
comigo parle activa as quesloes, ouve com alleu-
Sao as notas que preparo para o meu relatoriu, dis-
cute com imparcialdade as observacoes que Ihe
communico, e explica as perguulas que convida-iuc
a formular para com a comraisso. He cerlamente
tambera ao seu zelo que devo attribuir o arolhi-
menlo verdaderamente cordial que lodo inspec-
tor ..cha nelles.
Poslo que era geral a situarlo dos ministros da
igreja anglicana seja abastada, e permita a' sua ea-
ridade alguns 'sacririus pecuniarios para acudir as
necessidades dus pobres, ha muitos, cuja liberali-
dad.! para com a escola excede seus meios, e qoe
iucommodain-sc para sustenta-la i cusa de 8ua
propria familia. Por loda a parle em que a paro-
chia nao cuite algum proprielaro rico ou com-
mercianle generoso os reudimeiitos da escola
[srhool-pence) sao lite escassos que o ordenado do
proTeslor e as oulras despesar recaliem sobre o ec-
clesiaslico. No paiz de tialles, por exemplo, o va-
lor dos ganhos ecclesiaslicos be em alguns condados
muilo interior aodos cargos di mesms erdemem
oulras parles do reino ; e todava nao ha evagera-
ra.. em dizer que em grande numero dessas paro-
cl.ias do campo as escolas nao poderain subsistir,
se o ministro nao separasse de sua congrua de 3,00o
lancea uma somma lio grande qnanto os proprieta-
rios, cuja renda he dez vezes maior. (5;
Esse diziuio voluntario paso pelo pastor a' sua
escola priva-a muitos vezes de um dcimo de seu
gaobo, e vou Irauscrever segundo o senhor Mose-
by em seu relalorio sobre o dislrielo do control
uma lisia ds subscriproes escolares que elle cita
como um dos numerosos excmplos de sua inspec-
co :
ti castellao e principal proprielaro
territorial. Ts fr. 7:> c_
O reilor lie o ministro i;)x
A mullier do reilor i; -,
Um amigo do reilor \-t-,
Um fazendeiro proprielaro de beus
de raz |
dem dem <;
dem dem i;
dem dem |j
dem dem i;
dem dem i;
i
25
23
50
':,
iV
Vide o ijuadro da fnttruccao primaria em
iram;a, 1833 por Mr. Loraiu. .Na livraria de lla-
cbelte.
1 \ ide Parliamentarij relurns.
I ./ I.elter lo llie luid Bishop o SI. Darid.
Loodon I84(i.
Relalorio sobre as escolas de Chester, Salis-
bury, SlaTJord. 187.
rutel 711 73
jue essa unanimidade de estercos do clero era
sen lodo e era cada um de ^cus inerabros a favor da
iuslrucco popular seja um efleilo de sua pura ea-
ridade ou um calculo inicresseiro que ponhs-se
fenle da oducac.lo das classes pobres por que be
um deverchriaiau deque cumpre-lhe dar exemplo,
como na,, cesta do proclamar, ou porque quer
manler sua influencia c a inlegridade de sua dou-
trina entre o povo que todas as commuuidades r-
vaes nao Ihe disputam com menos zelo.be o que ve-
remos quando examinamios as prclenres que es-
ta actualmente era lula, as da igreja, na dos difi-
dentes, as lo estado, o que queremos somenle es-
tablecer aqu he que o principio da educarlo po-
pular na. Inglaterra he d'ora em diante adoptado e
praticado pelo clero cm primeiro lugar, a seu exem-
plo por ludas as classes da naeao.
Vimos oUimamenla consagrar o governo iuglez es-
se principio presentando sea novo bil ao partemen-
o. Seja qual ter a discussao, nao versar sobre a
necessiadade da iuslrucco; olla esta recoohecida,
e te.los applaudiram as nobres palavras de um vcle-
rauo dessa causa, lord Johii Russell, quando lerm-
nou assim um discurso de duas horas sobre essa im-
portante quesiao.
Tenlto a lirrae conlianca de que o povo .leste paiz
que no decurso da ultima metade de secute lano
fez para espalbar a iuslrucco pelas classes pobre-',
saber aupprir a insolRrencte de minhaa palavras,
e de nossa legistecio. Sinlo que esle grande, que
este imprtenle aaanmplo he dcsinado a ter um
successo lao brilh.nle como o quo lera havido a
nossa viste no mundo material e lias scieucias natu-
ras*. \ irnos ama materia abandonada muilo lempo
com desprezo Irn.formar-,e cm tente Tecunda de
claridade, e diffuudir ao mesmo lempo a luz, e por
assim dizer. i vida pelas ras e praras de nossas ci.la-
des. Vimos tercas da natureza al enlao reputadas
prejudiriaes e deslruclivas lornarem-se meio seguro
de coinmuuicarcm poneos nstenles a patees longin-
quos noticias que ha poucos anuos anda levan...n
dias c sem mas para la chesarem. Pois bem, sinlo
em atina a penoslo de que lamben lomos cm nossas
mos umi forra que pode tezer sabir desse reteso,
c-ses elementos destructores da sociedade, nova luz,
nova vida, nova inlelligencia. Depende do uso que
''ella lizermos eslabelecer, consolidar a mesmo lem-
po a durarn das grandes inalitaicOes da Inglaterra.
Temos aqui dianle de nos uma terete mais nobre.
maior successo para tenannos do que todas as ma-
ravillis da setenis, doi que todas as conquistas do
espirito no mundo material. Penetrado do senli-
ment de minha impotencia para adiar palavras que
conveiihan a lal obra ; preliro confiar na sabedoria
da cmara ; ella no pode deixar da appliear a mais
seria allcur.au a esse grandeobjeelo do qual dopende-
rae necesariamente a ventura e a prosperidade d
paiz. o
Cora elleilo qual he o ouiro remedio honrado para
lirar a forra e o apoio do paiz de-se reTugn heredita-
rio da sociedade inglesa, des-.es elementos impuros
do pauperismo endurecido, dessa presa prompla pa-
ra as toatari.es do vicio e da desorden),>ciiao a cultu-
ra de suas almas omquanto he lempo ainda. desde
Sua primeira infancia? Os Iuglezes lem um pro-
verbio pie replelo rrequentemenle : >. menino he
pai do homeiu. tue ser pois do lioinem se o meni-
no he abandonado? Sua ignorancia nao pode deixar
de langa-te na dis-olucao. a dissoloca na miseria, c
a miseria no crime. Por isso elles perseguem cora
ial perseveranra os meninos vadios que pode-sc pre-
ver que d'aqui a poucos anuos a iuslrucco nao se-
ra mais geral, puisja o he,poicni universal 6), lie
um prazer ve los apanhar por loda a parle a Turra
as pobres ereaturaa que o embrulecinieulo ou a ro-
bica de suas ternilla- disputam a escote : ollcrecem-
llies loda a e-pecie de engu lo, < quando a hraiidnra
nao baste para adquir-losa esse beneficio, he de
admirar ver nossa paiz de respeilo para com a liber-
dade de cada um, as pessoas de bem cuidaren) em
meios hgorosos para salvar, mau erado seu, os pe-
queos vagabundos dos habites Tunettos; de surte
que a iuslrucco obrigaloriu, ruja idea revolla em
Iheoria os tenlimenloa de iodependencia de cada ci-
liada ., vem a ser todava as mos da poliria o prin-
cipio das ragged-sch \oU as escolas dos menino- es-
arrapad* c i-o.-l.nug a ser pralirada de dircilo e
de laclo na Illa de Mau.desdc que em 1703 um dos
arligoa de sua rou--(iiuic.i<. couhecida geralincnte
pelo noine de consluicao do hispo WiUondizna
aecrjo g:
n A bem da .'religiao o los bous cos limes lodos
- serao obrigados a enviar seus lilhos logo que I i ,ni
- caparea de urlrucr,ao, uma escola elemental
.( petli sc-Aoofr,talva sejuslilicarinalguica dcsculpa
ii valiosa.
Seo clero da assim o esempio, a uobreza de sua
parte corresponde-lhe dignamente. (7) A primeira
vez que o duque de Nevvcastle reuni sua tenanlry,
exprimi era termos muilo enrgicos j vivo pezar
que scnlia por na adiar em suas trras (que acaba
de bordar) escolas apropriadas a cducacSo de seos te-
tendeiroa e jwnaleiros, e anuunciou a firme resolu.
rao de nao dar-sc por salisleito em quanlocada al-
dea de seu dominio n3o conlivesse uma esrola, onde
os filhos dos pobres agricultores tessem educados
com mais uma e-cola em algum lugar central para
a educarlo dos filhos de seus tezendeiro*. lajrd Iter-
hy, o conde de Ellesuiere, o .rurquez de Lausdowne
Ja deram esse exemplo, e proveram suas escolas de
lodos os meios de cducai.lo mesmo gymua.slica que
podem dar ulil auxilio a un. eusino mais serio, pois
conlcm minias vezes jardina para exercitar os meni-
nos na horticollura, e jogus de cricktt, tao charos a
ralba Inglaterra.
Tem-se aecusadomuites vezes a industria de nao
ser lavoravei a ioslruccu das cianea pobres, c recro
que cora elleilo as manufacturas farao por muilo
si so bom numero de exemplos asoni nobre libera
ldade da parlo dos propriel ros. Assim un uma
l-arorhia do condado do llerterd. na qual a popula-
ro chega apeuas a mil habtenles o tauire 10,' fon-
da escutes e conlribue para sua mauuleiirau animal
com dous mil e (|ui..heios Tranco, as oulras
cinco parochias do mesmo condado um habtenle
Taz geuerostmenle os gastes ncceMirios para a ron-
servacao das escolas. Era uma parochia de lluck.n-
ghanslnre o si/uire da n escotes mil r duzmlus ,.
cinco francos por anuo. Em m.iilas parm-has pr-
queuas do aui do WUtaMra o principal propriel .rm
de cada logar da auinialiiienle a escola a somma de
quinheolos francos. Ka llamphirc alem do teclus
quejalenhoassignatedo as parochias de Easl-Tisfed
Slralhfielsayee Wett-Meau sao aduiiraveis exem-
plos de ludo o que te pode razoavelmrnle |dir ..
generosidade das pessoas, de que na pobres esperiin
auxilio para a ventura de seus Hbas, ele.
Julguem ot no.sos leilores, pude levar-te a mais
a dcdlcaco e a earidade do que a rrspeilevel molher
lempo anda lias aldeas que oceupam tiislc concur- : cujo nome claremos com muilo goslo ; pois ron-
rencia a escola. Mas ellas sao perseguida, de perlo ; j vera que ludas as ames sejam reeonhecida, m n,,-
o zelo dos amigos da edcenlo popular Investiga pur me da humanidade a tanlo desiuteresse.
loda a parte ou de suspeita que se Ihe occnlla alaum A escola parochial de Rbvpberlb no condado de
menino. .. Oude estao os meninos quo procuro na | Pembrok- be assigualada nos reltenos dt inspec. a.
lesela e que te nao acho? diz o senhor Rurgess.' como uma das escolas do campo que dio nielhore-
Esiao mettidos as manufacluras, as ollcnas, Troelos; porcra moslra tenalmenle, quo s.ande be...
onde suas teculdades physicas sao reguladas alera pode se tezer cun pequeo, recursos V aldeis be
de sua Torea, seus orgaos embotados pelo sibilar uma das n.ais Traca, e ma.s pobre, do condado
do vapor, suas ideas moraes i se jamis as liveram) he siluada i.....aiz de alte, sobre grande est-
.. corrompidas e destruidas pela sociedade dos im- de Carmarlhen a Pembroke, e pode ler cenlo e v.n-
.. pos; estao sepultados na, minas egaleras de car- (tee un, habitantes i .dos j r j {t,Mltoi
em quaulo suas articulates conservara a fiexib- da agricullora. O produrlo das trra, lie pouca
.. I.dade (la uiTaucia, gozando apenas por interval- cousa : a geira ,obra de quarenta ares do no. sv~
.< los da luz do ceo; seu espirito lasimito-se einfim i lema mtrico .rreuda-se He dezoilo a vial. e ci,ic.
.. ao elemento em que rojam-se duranteoito ou dez Trancos. Lm bom obrrro ..... g.uba mau de
auno, de sua mocidade. Anospl.era impura pa- Tranco, e cncoeula eentiiiios a dez Tranco, do, k.
rasua alma como para seus pulmooi, onde tro- j maua sera alimento. Ahi eslabeleceu-se ha pou-
can, por uma escola de irainoralidade diaria a do | eos annos con. renda mu pequea um, mullier be-
.. profesor que Ibes ten, enriando temer a Dos nettea, lilha do Tallecido reilor de urna parte vi-
e a honrar o re. I liaba. Por uleMauotl P"rocnia i-
He cerlo que os trbateos das minase das liaces j dado anea nnroaaidsdna lasanaaaajtr* -* '"r'lu"
oll'erecem a, ternillas pobres lenteci mu grande
para deixaremse suecumbir muilaa vezes, e mais de
nina triste occasiao lereuios de ver no quadro que
queremos apresenler da inslrucrao primaria na fu-
ella fez reconstruir a i2rej. como lamben, edifica,
uma escola com aposento para o proteor. Mas c-
mo soas posse, nao parnaMIam HO) paa.r o njnjSJH
nem a meslra, raiss I homaz he esle o nonio da ax-
glalerra, a induslria assigualada como um dos obste- cellei.lc mullier re.olveu-se a driK.r ella -
culos mais iiivcnciveis. Iptr.iia ___i .
T ..... L .1MCldl e ae,llc *'"ao nao tem ces-ad de coiiHsr.,
Todava nella tainhem tem liavido grande mov- a essa empreza lonvavcl lodo o .
mnlo desde alguns annos para corresponder aos es-
seu lempo e Ixlo ot
seus recursos. I liz com veras quetadoplou por tea, li-
lhos lados os meninos] la |wrochia. i) primeiro reUto-
no do Sr. tangen sos memhro, da rommi-sio era ja
mu favoravcl a es-a etcola. c o Sr. I.ongoevilte
tembem exprime-sc uestes termo, : Minha ulti-
ma inspeccao provou-me que lie urna daa escolas
nieinor dirigidas, e onde lr..ilha-se uirlh. em to-
do, os con lados que v j,||ei. ajaj, cl(hero m
qucseleiiha ...ai, cuidado do. discipalos', nem on-
de a educacao, poste que em limite, modestos, pe-
netre com mais proveilo na alma dos menino,. .-
A ioslruccao popular nao he um lira, he um niro.
O philosopho pode anima-la era ora inleress- -eral
de civilisarao, e e csladis'a com vitlas de governo ;
m.s par., infundir no coracao de uma sociedade m-
teira o espirito que vivifica a crandn empreza h-
misler uma fe ardente e viva que o lempo c o, obs-
tculos nao gastara. No fundo dos grandes este,.-.
sustentados pelo horaem ou nato povo acha- qu'i.i
sempre um peii-ameiiio religioso.
He esse lamhem o carcter da instrocrao na In-
glaterra, e provavclraeule he essa a explicado do
cuenco sollicilo e unnime da nara em lavo, .le
todas es insiiluiroes que podem asse'gurar-lhe pra-
greaso.
Nao he preciso ler examinado muilo lempo a his-
toria da educara publica na liictetcrra.para ve, que
nao se poderia separa-la da relig sem tezer violen-
cia nao somente as Iradic?. do paiz mas lamben, as
suas inslituires lano as mais anl.sas como a, ma.s
modernas, quer lenham nascido do progresso dos se-
cutes, qner da expresso mais mo lerna da venate
do pVO.
Antes da reforma havia ja cerlo numero de emo-
las para as classe, interiore.. \s song tc':- eolat de eaetosia de rada ralhedr.,1 reamara tenos
mcu.nos que aprediain a ler e ao mesn,,. lempo ,.
cenanlochao ; outros recebiam i-.ml.em a mslruc.ao
nos chantrados mane canicie, e nos BtsaJMMak \ln
erara admillido, a sei vicos era pagamente do, qaaes
se Ibes .lavaj nstrorcao, e de.oi. um lugar na, or-
deus interioTes do riere, linham o,dina,iammle
nessa qual.dade o (ilute ata sizers. Nao *t pode del
xa, de sabanear atete a sabia poli'iica da jgreja calho-
Itee, que recrulava mu ordens religiosas no seio do
povo, especie d- repuUiea nlellecloal em qe o gc-
rao poda sabir do ten das classes mais hamild
cacue-deiioreslo.Mashe.aiudao palrsta que todos, | e rtorU-an mais ,|(as disnided
forros das classes esclarecidas.
Nao somente o bil das inaniitecliiras/c/rfori/ bil,
um dos beneficios da administraran de sir Roberl
Pecl proporcionan alguns meios de in-lrucr i aos
meninos empreados as fabricas ; mas os capitalis-
tas que asdirigem animados por inlencoes mais libe-
raos dislinguem-se imilla- vezes entre os mais zelo-
sos promotores da educacao popular.
Os meios que empregam nao sao uniformes, reen-
tem-sc das ideas particulares, e por assim dizer do
espirito individual de cada mu ; mas coucorrem to-
dos ao i.-.esiuo lira, e essa variedade de invene/tes,
cujo principio he sempre ama earidade bem enten-
dida, aprsenla urna diveraidade inleressanlc de soc-
corros eugeiihosos que do a cada lugar eniquc sao
administrados una physionoinia parlicular.
Se por exemplo um viajante' tem a cunosidade de
parar em urna dessas cidades que algum capitalista
eria de um dia para ouiro alim de cultivar uma mi-
lla da visinhauca, se elle quer ver, siippuuliamos,
em Donlais no paiz de liailes uma dessas cidades
inaravilhnsas, uao .leve deixar de vizilar a escola crea-
da pelos fundadores da colonia Sir John l.uesl >\ C.
Ahi vera uma das melhores escolas superiores da In-
glaterra mentida annoalmente por meio de urna
coi.liibuir.io de quareula cntimos por semanas des-
conteda do salario de cada obreiro.
Esses qnarcula cntimos, que elle leria lalvez gas-
te em alguns copos de gln suppteineulares, nao su
baslaopara assegurar seus lilhos iuslrucco cxcellen-
le. mas tambera [.ara proporcionar a toda a familia
consultas medicas e oulroa cuidados caritativas se-
gundo n necessidade de cada un. He segundo o
mesmo sv .tema que formara-see llorrcem oulras es
colas addidas as ullicinas de llamorgan, as dos se-
nliores Vivan, Svvansea c tantos ootros.
Era Court-\-R-lia no condado de Monmoul quem
entra na escola onde se acbain reunidos os cenlo e
Irinla e sele filhos dosobroiroa de sir Thomai Phi-
lipps, repara logo no asse, que nella reina, c na
inlnlUgeni^s com que os discpulos respouilem as
pciuntes doTfleslre, da meslra c de Ires monitores
que dirucm o entino. Se pergunla-sc quem l'un-
diiu essi escola, responden] que sir Thoinaz Plulipps
fez metade das despezas empregando niss primci-
ranieule dezoilo mil frneos, c a cominisso'de cte-
os annos faz uma parte da despeza somenle para
tezer osobreiros senliioui melhor o preee (te ins-
Iroceao que ah achara, desconlalhe do salario um
dcimo por viole o cinco Trancos, tiraras a es*e di-
minuto imposto, seus lilhos sao ducados quasj
graluilamenle, e os adultos depois dos Inhalos do
dia podem continuar sua educacao as aulas noc-
anlas. O professor c a protessora percebeffl uma
re iMiner.ii.au decente de dous mil e qualro ceios
Trancos.
Em Alloubv ao norte da Inglaterra ouiro fabri-
cante o Sr. Richardsou leve a idea singular de alen-
dar ama e oulra a prosperidade da escola e a do
cainiuho de ferro do lugar dolante a primeinicira
cora algunas SCCBea sobre a segunda, de sorle que
ordinariamente rcnUein a escola obra de 50 libras
11,250 fr.l
Nos lugares era que a gro'seria dos coslumes torna
o obreiro iuscnsivcl ao beneficio da educacao que
Ihe he tilo liberalmenle eflorecido para seus lilhos.
0 pilrio em falta do estado,que nao reconliecc o di-
rcilo de coustranger a isso as ramillas, tez delle ob-
jeelo de uma convenrao parlicular com aquelle. que
eraprega, e loma assim sen: ..Hender a juslica a ins-
lrucao obrteatoria em sua ca... I.-se as memo-
rias de sir Thoinaz l'owell Boston que no dia era
que loi associado al'aln ica de cerveja do lio, acliou
ahi homens educados com a maior negligencia. Re-
unio-os, e disse-lhes que denlro de seis semanas des-
pedira a todos aquelle, que nao soubessem ler e
esrrevei. No dia marcado houve o exame, e os re-
sultados foram tao satisfactorios que ncnhiim foi
despedido.
Eis aqu o que acho em um relalorio do Rv. Sr.
Milcliell sobre as escolas de Manchester era IHiS :
.. Faz-te em Mauchcslcr um movimente que pare-
ce Jde hora agouro. tls dictes de 127 casas in-
duslriaes aununciariim a iulenco termal de prete-
rir para obreiros aquclles que soubessem ler e es-
crever. Esla determinaran ser para nos auxilio po-
deroso contra a indiflerenca mostrada pelos, pas cm
materia de educaro lias classes operaras : nao se
pml > levar a mais os meios de animaran sera cahir
no ensiuo obrteatorio. o
Assim, a inslrucrao dos pobres na Inglaterra he
cousiderada necessidade social. Todas as coudir.'.es
conspiran! para o cumpriiueulo dessa obra salular.
Desde o clero at ao conunerro tedas as classes de
cidadaos, sacerdotes, nobres, elegante', rubricantes
associam-se por meio de estere -s c sacrificios perse-
verantes para o progresso da inslrucco. Uuando
Irala-sc de Tundar nina asela, todos querera coa-
correr com algutua cousa para ella, e se a greja.
os II talgos, o os proprielarios dte o capitel, a apura-
ran das coalas prova que osTazen.teiros enearregam-
sc do transpone gratuito das pedras. da madeira
e dos mais materiaes necoswrioa. Al o advogado
nao pede ueiihuma reinuncracao e reduziria de boa
ventado os lili) Traucos -le deapez is a que a le Ihe
lana direitoa HHI francos desello K'.
*,
No, ulli.no.
lempos que precederam a reforma Itoha-sc inlrado-
zidoja o uso de fundar e dolar escolas te grtmalic*
sempre debate da dirccr.lo de algom frade do ,-,.u-
vente ou de algum scetele do rhanlrado. Era un.
dus aiinei interiore dessa cadete do poier ecclesi-
aslico que tormava na Europa com os colleziot a a-
uuiversidades o teco espiritual da sociedade.
A reforma fMIquillas rom os despojos da igreja
cinpregou ao mesno ama parle deltes em fundar
escolas e collegio,; dolou-os com os bens dotantigM
mosteifos, e deu-lhct po, nasBtnl espalbar os princi-
pios dessa grande revoloro na te. QoaM quer qne
fossem na poltica interior as allerarJes profunda
que produzio oesa revolurao, a igreja'dahi em diau-
te sulimellida pordireilo ao, novo, poderes e-ttehe-
lecidos na naca, nao deixoa de continuar repoa-
sar de laclo s bre principio, da consliliiicJo ecctesi-
aslca untes do que civil. Sua forma risistio a .,b-
versao de suas duulrinas ; suas escola mudara...
smenle d programmas, e foram tendado, pela ,e-
rorma para en-iuarem a neair.l.. da saprrniaeia .1..
Papa, a independencia da t cl.hsl.ia, a n.........u
da eeasciencia individual e .te eslado. dahi em di-
ante litros, dizia ella, da usurpocJo de um poder
sobrenalur.d que rnenle potencia a leo,. Se
lleiirique VIII se livesse inostra te mais dcil ana
conselhos dos eneres prnrpaes da retenna, e*.
collegios e essas escolas leriam sido desde entao mui-
lo mais numerosos. O plano de f.rammcr era Tun-
dar grande numero de novas dioceses, addir a cada
calhedral um collegio pastoral, um collecio civil na>
,a a educacao da Hsssea medianas e u.na escola de
gran.maliea a-sas ric.iinento dolada para poder aJ-
miilir lilhos da genlc pobre.educad... a rusia da Tun-
daca tem prejuizo tix menino miis abatlados que
viessem buscar ahi a inslrucrao exterior.
Esse projerlo receben era parle sua execurc na
l'uiidaeao por llenriqae VIH de dezesei. catbedrae.
mas seis dentro ellas smenle liveram collegio pas-
toral ainda assim bem reduzido ; do coliecio civil nao
se Iralou. A prupereao que os principio, da rotor-
ni.-i desenvolvornm ao no reinado de Eluante \ I c
de Klizabclh, as fundarues para a educacao das clas-
ses medianas loruaram-se mais numrrcwa. O exem-
plo da munificencia ie-1 produzio lamhem M d..a-
..e, e os legados de grande numero de particulares,
eesse impulso cominuoitado ,io espirite narinual a
tevor das escotes de graramalica s.. tei interronipnto
pelo e.labelecimeiito da repblica; mas todas e.sa.
escolas, qor Uvesaem reeabMe a existencia da lilie-
raiidade da realeza, qoer da earidade privada Me
seus fundadores nao deivaram por i de conservar
seu carcter oricinal. Tinham sido anppriasa la, ,
escolas das rasas religiosas porque eram considerad,
como auxiliares da, amgate; Iqqdaratn ee ora
para fazer penelrir a ReteVM Da cenca das claes
medianas do (ai/. ,
A Reforma foi o ultima aronleeimenlo nacional
de grande importancia que den conde,avel impul.
II 1.1 mi cu u .. ,.',. ,, mil ir. ,it- ?tny r> i. ...-. i
.- t soacuucarao, a democracia puritana influ,, m...
.se insiste sobre e.lcs lacios nao he somenle por- l .,,. ~H2 u,u n,a"
.. .obre a cadeira que sobre o banco da orla na,a
que conveni animar per teda a parle a imilacao .,:, .lm- .. > r roa para
, (lonnnar a opiniau puh ica. A restaura. Ao r a r-
(leiles ; mas tambera para que mo se crea que re-' ,.-M ""'".-lo r re-
volucao de H.XS, hora con!,, a elevara.) ao llirono d-
colln era mullas observacoes pessoaesou nos meus' "
,. ,ii. i casa de llrunsuich lainn.-m na la lizeram ntra asteii
esiudos, ateunias parliculanda-les raras c iS"ladas(te i, irn loen
, Iar Si" P"der polilic-.i sobre a taras ha,e d- ama i,
que seria teineridade lirar couclusi.es aeraos, \-sim s R
, ... pagacao seral ,1a in-iniccao no novo iisniti,,,,
rorrendoo risco de ser acensado de tratar este non- unum
5 / ide o relalorio do Sr. Ilellair no Oest
IN'ii ; ilo llrr. I.onqiierllle no paiz dr Calles
1819.
l; iduration is nnw general ir' should endea-
itotir lo ma/.e il unicersal. iKarquhar llook.)
pon-I' '"" r rao
i i:npul-o~ da edlleaeao.ionuter nAo Ihe foran r ,i.....
lo cura demasiada complacencia, vou rilar ainda I '. """
duas passaens dos re.lories da commissao de edil- "IC'!,I" P* CC40 do gavemo, (orara inspirado |m,
.35110 do consol!.o privlo qoc -o pirinilliriiu dar [movimenloa espontneos da earidade chri-laa.
I""'.....M'lela a domonslr.ic.io. Por um'.i .oincidenci.i uo-avel, mea que tez boma
Meu di.lriclo, diz .. Sr. A.leu. '.' toroere por I ao espirito publico, a cada crise nacional arad.
: l'ode-sever omero^s exemplos diste nos w- '"">""t"1"'' ^vo'nona,i,. corresponde ,.',,';
lal arios da Commftsiio Je educarao. No relalorio I"1" a '",or "* cl"M,:-'o popular, novo pro^re.^.
de lima so de suas visites o senhor I-telchcr meiirio- ''' inslrurra-.. Krn 1701 nacia sera riiinm a SSeta-
na entre os bemleilnres da. .-.rolas que visite por dadeataprnpiqnr,;,, ,T..,IU ckritOm ll.e ri.-
seu convite >ir .luhn lloileau bar......le, Sir Charles 11< rr nrni.ioii,,., ci.....1.. k i .
Seiuour baronete, John lialheoal esqJohn lluil esq.' *T*" U'r,>'"" kl"M- ; r. te-se ,e-
ele. K"'r cnin ''ere-s a marcha sra lual de suas escola.
H 1815 Farquhar Cook, repon on ihe Bastera I < o escale X VIH. Bao I7S- a crearlo ata fas-
mmn Otela do domingo suud.y cho| 'em (,lon-
ditlrcl.
'.i. Anuo de 1815.
10] Nao (raduzo esle ltalo porque nao lem cor-
respondente exacto na nossa erarihia social. He
uma especie de meio enlre o senhor de oulr'ura c o
simples proprielaro de hoje.
canter por Roberl ferinas e o csial.elerimenlo da
( nio das escolas do dominqo. era UM. Em f 707
comecam os Irabalhos de Rell c de taiitaaota. ori-
gem da sociedade formada depois cm 1805 oasasTta
MFI HOR FyFMPI AR FMPOMTRAnn
k\ itti An



>
lo nome de BrUk ni fareing tchool socielg. se-
guida M 1811 di grande lnstitu;ao da Socisdade
nacional. Em 1815 apparece a primeira sala de
asylo finran! school) em New-Lanark, e cm 1836
fiiuda-se a Sociedade dai salas de asylo metropolita-
na e colonial, ihomc and colonial inl'anl schoul so-
ciey.)
Esaas diversas insliluiciies denotavam um lr;ibalh0
profundo nuase fatia em silcuciu no espirito da na-
rao ; eram onlrosl.iul is rain is que brolavam do ger-
meiu assim couio o eirvelho sahe da bolola ; o espi-
rito do proselylisiuu suggerido pela i eforma bem sa-
l>ia quanlo poda esperar do poderoso soccorro das
escolas. Emlini releva observar qna o crescimenlo
de zelo religioso que pal a l nido das escolas do do-
mingo em eslarlo de reunir em saas escolas cm me-
nos de seis auuos depon de sm origem meio milli
de meninos, lie da inesma dala que o rompimenlo da
revolurao franceza, a destrono da reja em Frail-
a e a potlieo-e Couvem pois uolar que o desenvolvimentu das es-
colas do domingo para os pobres deu passos gigan-
tescos antes que os ensaios do Bell e de l.aucastrc
liouvessem dado nascimeulo a duas grandes socieda-
des que se fiiiidaram'paru o estabelecimento das Dag
schools, ou escolas quululianas. Foi o senliineuto
religioso que deu a primeira idea da educarlo do
meninos pobres, foi o proscljlismo que a poz em
obra.
Aapessoas que eslo inleiradss dos hbitos lomes-
ticos de nossot viziuhos sabein cun quaulo cuidado
cada mi de familia rslabelecc ao lado de sua mora-
da, oulra para os lilhos. O home be duplo, cumpre-
heude de un lado o aposento do pai e da mai, e jun-
to a habitadlo dos meninos, o viveiro da familia, a
nurscry eiollm.
A igreja mo (n oulra cousa: cada parochia sendo
urna lamilia grande, qui/. collorar junto de si um vi-
veiro de rebenlos, ahi cria por assim dizer o porvir
da congregado, a parochia futura, coulia a guarda e
a din cro aos seos priucipacs memb.-os, aos dico-
nos, aos aunaos, aos proles-oos. A escola e a igreja
eslo ligadas Uto intimamente eulre si, como o Billa
i mai ; parece que so lia urna porta que as aspara, e
que a religio passa indillerentemeutc e a ps cnchu-
tds da igreja a escola, da escola a' Igreja, como una
boa dona de casa que visita a cortas horas sua nur-
sery, a esperanra de toda a cungregaciu.
Instituidas para um lim puramente reliuioso. as
escolas do domiugo serviram da typp as escolas quu-
tidiaoas, nas quaes a instrucedu elementar toi a prin-
cipio naturalmente destinada a por os meninos em
estado de ler as Santas b-cripturas. Pode-se fazer
idea do zelo que ompregaram os imitadores de tto-
bert Kaikes pelo simples fado de que cm 18:13 os
primeiros elementos de instruccao eram dados na
escolas mantidaa pela caridade particular a 390,734
meiiinos; oulros I33,7i recebiam-na lambem nas
escolas mantidas por fundac,es devidas a manifesla
enes iiihs recantes do zelo religioso, de sorte que em
1833, eram educados 5i,'.)K meninos pobres em es-
colas fondada todas pela influencia da religio.
Desde 1833 os succorrosconcedidos pelo parlamen-
to lem sido administrados segundo principios que
bao dado novo impulso ao arrojo maravilboso da ca-
ridade christaa, e eis-aqui em que propon-oes aug-
mentara em I8it segundo as coinmuuicuoes de lord
Kerry o numero dos discpulos. A igreja declarava
enlao segundo os quadros da Sociedade Nacional
'i.i i.sii discpulos nas esrolas quolidianas, ittt.Ti
nas escolas do domingo, 81,831 profesores c profes-
suras representando ludo a despeza de 31,873,075 fr.
e comprehendendo os recursos provenientes de fun-
ilaroes, subscripces volnnlarias c rendimenlos de
escolas.
Ainda isso nao he ludo; as rommunidades religio-
sas de leiioinin.il.,o iliilerenle da igreja auslicana
rivalisavam em zelo cora ella, alim de augmentar
pelo desenvolvimenlo da instrucra popular o nume-
ro de seus adhereules. A' mauere da Sociedade Sa-
cional que administra as escolas da igreja eslabeleci-
da, cada urna de ata parlo formou lambem socieda-
des particulares nas quaes coneenlroa a adminislra-
'-5o ''as escolas de sua rreuca. Por ejemplo os dissi-
deulea reunidos debati do titulo de British and /o-
reing Socielg compreheudiam na llllinaai i poca
(18i6) mais de -JUO.UUU alumnos em suas escola. A
Commitle efeducalion dos ucstavens em 1850 esla-
va em rolarn com 397 escolas coulendo 38,623 a-
lumnos.
lima subdivisao dos'dissidentcs formav debati
do nome de Cnngregation board urna asVociai-ao de
8'.) es.'ol is com (i,839 discpulos.
lis catholicos lem 585 escolas couleiiduJ/ (,750 dis-
cpulos.
Releva mo esquecer que osle recenseameulo so
compreheude a Inglaterra propriamente dita e u
principado de (alies ; para niaior eiaclidao lina
mister accrescentar-lhe bom numero de oulras es-
colas que lem igualmente origem religiosa era rela-
ro com commnnidades menos consideraves; panal
fallnm-nosinforniaoesaulhenlicas a esse respeilo.
Emlira a i de abril lord John Kussell aprctenlau-
doi cmara dos communs o bil de educacu ac-
tualmente submeltidn a decisao do Parlamento.
communicou informare* colhdas com cuidado, das
quaes vamos exlrahir as principaes; ellas pcrmilli-
raoaos nossos leitores reconheccr o progresso semprc
crescente seguido at boje pela inslrucco dos pobres
nesie paiz. O extracto oilicial he de 1831 : accres-
centaremos particularidades lomadas ao Sr. Kax-
Shultlewoi til secretario geral da Commissao de edu-
carlo :
recapitul acao.
Escolas preparatorias. Numero Numero
dos alumnos. dis escolas-
Da igreja......955,868 17,0t3
Da Itriiish and foreing
DIARIO II PEMAMBUCO SfcBADO i D JtMlflQ OE il<6
he quandomuilo de 1:945,111. Em oulra occasio
vemos que os entrados commiinicados ao Parlamen-
to, confirmados pela sociedade de eslatislica de Man-
cheslcr e os do paiz de Uallcs eslo um Ierro abaixu
da cifra real.
Seria poistemeridade querer completar informa-
cues ofliciaes dadas pelo goveroo sobre as escolas
publicas pela cifra das escolas particulares, incala
para lodos ; domis isso teria mediocre importancia.
A proporc.Su de um oilavo da populuco apresentada
pelas escolas dos pobres atiesta suflicieoleraente o ze-
lo das diversas communidades que as sustentara, e
as minuciosidades que damos sobre sua origem e seu
desenvolvimenlo tiuliam por lim tslabelecer que o
carcter original tradicional perpetuo da instrucrao
popular ua Inglalerra desde muilos sceulos he ser
ubi meio-de educarlo religiosa.
(Contiiiiiarse-ha.)
cajes generosas com raeios pecuniarios para se re-
mediar.
Ao seu embarque, que, louvores tejara dados ao
Sr. chafada polica nterin-., se elecluou de sege, e
nao acompanliado de escolla, cuinoalgucm desejava,
concurreu urna qiiaulidade espantosa de pessoas de
lodas as graduarle), que pela miar parle os aenm-
panharam alo a bordo do navio, oqual ficou cheiu
de povo.
Se ila parle do Sr. chele de polica se deu aquello
acto de delicadeza, da parle do vice-consul parta*
guez. Felis Jos Caraira Serzedello, deu-se a prova
de "mais grosseiro pioredmeulo que em lal caso
podia manileslar, oque da bem a conheeer que nao
pode peculiar o o.lio iiem respeilar as conveniencias,
pelo ihenus externas, que cumpre guardar, a quem
oceupa cerlas posiroes. embora as eierra mal e pa-
ra as quaes nunca deveraui ser Humeados. Quara-
! mos fallar da sua presenra no ponln de embarque
acampaiilnido de i soldados, que elle queria que
- acorapanhassem os presos al ao navio, ao que obs-
Na quarta-feira de manhaa embarcaram para bor-. iu o Sr. oilicial que os acoropanhava por ordein do
do da barca l'araense, com destino Lisboa, os4'Sr. chafe de policio. Por esle procedimcnlo mes-
deportados Jos Joaquim Meudes C^valleiro, casado quinhu o publiro que ajuiez do resto !
e edictor deste jornal, Domuaos Jos Das em cora- I O homem que ha punco viamos por essas ras de
paulna de sua senbora, Alanoel Jos Pereira Jnior, sapalos de serise e de odaque de cliila, que nuu-
ambos coinmercianles desta prara, e Joaquim Cesa- ca foi a bordo de um navio para tomar conheciinen-
riode Brilo, que dias antes havia chegado da nova'lo dos delicios pralieadea no alio mar, que deiioo
provincia do RioNegro.ondese achavaempregadona ( sempre passar por cima os direilosdos seus conc
agencia da companhia do Amelonas, allaudo aiuda dadaos, eque nunca deusignaes de vida -enao para
um dos proscriptos, Jos de Castro Freitas, tambera : arrecadar o espolio dos que morrem e deixam, algu"
casado e commerciante, o qual lendo ido a Peruam- m, cousa, senl que ,rale nlesmo de eD(erw 0, po.
buco, se suppe que Ocira em Maranhao, pois cena- bres, esse homem virao-lo de farda a presenciar o
laque viera al aquella cidade no vapor Paran. | embarque das suas victimas !
?pnUUciu Ti> ti pi'Oi^o.
tchool society. , -'j..iiim 1,500
Wesleyau..... 38,623 397
Congregational board. 6,839 89
Romn Calholic. . 31,750 585
Ragged ( esfarrapa-
dos....... 20,000 270
fatal.. 1,281,077 19,856
De proposito n3o comprebendemos nesla recapi-
lularao as escolas do domingo que sao numerosas,
porque cm 1815 as da igreja por si s coiilinham
166,794 meuinos ; mas como a nstrucro propria-
meute dita ah be mu limilada e alem disto ellas
compe se em parle de discpulos que seguem du-
rante a semaua as escolas quolidianas, receiamos fa-
zer um emprego daplo.
Heais nao dcvtmos perder de vista que na In-
glaterra lodas as escolas de que fallamos sao desti-
nadas aos pobres ; nao he, por cxemplo como eulre
nos e sobretodo nas Metal aldeai um meio de edu-
carao commum a todas as classesdo municipio. Um
pudor louvavel ou um amor proprio um lano aris-
tocrtico apegado a dislincrdo das classes, alias mui-
lo mais sensivel entre nossos visinlios do que em
qualquer outra parte, faz que os habitantes mais
abastados, lenham escrpulo, ou acliem hiimilharao
em desviar ou applicar em proveto de seus lilhos a
tarcete destinada aos lilhos dos pobres. Assim o
numero de 1,281,077 meninos que acabamos de apre-
senlur mo comprehende nem os discpulos das esco-
las superiores oo secundarias, nem mesmo os das es-
colas elementares particulares que recebem os lilhos
das familias abastadas.
O nomero dos meninos pobres admiltidos a ius-
truejo primaria nas escolas publicas esta na pro.
parata de 1 para 81|>; se llie accrescenlasseinos o dos
meninos que recebem a nstrucro algores, o resul-
tado seria ainda mais insignificante ; infelizmente
elles escapam a todo o rccenscainnnto serio. Nao cs-
lou bem certo de que o estado tenha o dreito de in-
formar se disso fna verdadeelle nao o tem feilo.i e
as ppiuioes aventuradas a esse respeilo por liomens
alias mui versados nas minuciosidades da queslo sao
to contradictorias que o mais corlo he ato fazer ne-
nlioina conjeclura.
Na* ha talvez eslatislica mais diflicil de fazer-se
do que a da instruccao primaria, sobretodo na In-
glaterra. Ao meuos nos uniros paizes lendo o es"
laddemgerala vigilancia legal de todas as escolas,
pode formar qoando quer i'iu documento oilicial ;
porem na Inglaterra nao tanda o eslado iienhuina
lulerveucao acel nas escolas, vc-se abrigado a ic-
ceber as deelararoes que a cada sociedade apraz fa-
zer-lhe. Uuaulo as escolas particulares, aquelles
que as dirigem eslao lora de loda a cominunicarao
com o governo.
Iialu resuita a conlradicrao das eslalislicas diver-
sas dadas ao publico corso rerlas. e repousando em
cifras que se suppe iucontcstaveis.' Assim ao pajal
que o Dr. Hook em sua carta ao bispo de Saint-
David v.ilia em 2.660,000 o numero dos meninos
que devrm receber a instrucro nas escolas, o Sr.
Baines em urna discussao profunda eslabelece que
Todo o mundo sabe que esles iudividuos forain
mandados sabir do imperio em cousequencia de lioas
informares que delles deu para a curte ao seu mi-
nistro o cnsul porluguez desta cidade, por teiem
elles, e grande numero de oulros subditos de sua na-
r.lo, ido ao consulado assislir ao processo do capilo
da Dejtnior, unde li.ivi.im morrido immeuios pns-
aageiros, c cujos tristes acnnlecimenlos tanto iinpres-
sionarara a loda a gente desta cidade, como piova-
i un as narticipacoes inmediatas dos Sr. goarda-
iiini da alfandega, inspector da mesnia, provedur da
saude, etc., etc.
Cumpre notar de passagem, que boje se pretende
disfarrar o procedimenlo do caplao e do consol
com a idea de que as morles a bordo loram cansadas
pelo cholera, mas nessa occatllo ninguem falln ou
se lembrnu do cliolea, nem isso diminua a res-
pousabilidade do caplao, antes a auguieiitava, por-
que dado o caso que fosse o lerrivel cholera, mi era
comlardiohai podres e talla d'agua que se bavia de
alalhar o mal, e inuilo menos com pancadas e maos
tratos 1 Anda que fosse o cholera, o consol, em vis-
ta dos queixuines e da vez publica, que aecusava o
capitAo, nao devia deisar de proceder a todos os esa.
mes indispeiisaves, mesmo para justilica-lo, quaado
fosse innocente. .M -s as razes nao foram nunca al-
lendidus, e ludo lgalo de mal a peior.
Tendo todos licado horrorisados com laes narra-
ees, que eram confirmadas pelos passageiros que va-
gavnin pelas ras desta cidade, esperava-se que as
aulordadesconsularcs tomassem as medidas que mu
caso de lauta gravidade requera, mas foi de
balde '.
(lito das se tinhan passado, depois da thrgada do
navio, quando o Jn/io/o:., larcon para o Ainazuuas,
conduziudo quasi lodos os col......que vieram ua
De/emor, e foi t depois da parlida delles, e de urna
pe i._.i i de pessoas residentes aqui, que o cnsul cha-
niou o capillo para ser interrogado.
Ja se v que aquellas delougas 111111,-1111 por fin (tal-
lar ausentar os passageiros para que nao houvcsse
tcsleuiunhas, como de facto niio appareceram em
principio, pois nao bavia interesse em avisa-las
quera de dreito llie cumpria lazc-lo, e foi necessario
que uns ou oulros as fossem chamar onde aiuda res-
lvain algumas !
Eis a primeira zanga dos agentes consulares. Nao
podaran) levara paciencia que us curiosos se encar-
regassem daquelle trabalho, e nem mesmo que fo-seui
presenciar as tcssoai do interrogatorio, que princ-
[njian ii'uiii quario junto a corJnbada Sr. cooanl
Femando Jos da Silva, sein formalidad*, alyutna,
purque a sua casa nunca leve visos de consulado
nem elle de cousul.
Os espectadores viram todos aquellos delexos e
urna pronunciada 111a volitado para conliecer da far-
dada, que era a nica cousa que se devia procurai :
Virara aquellos delcixus, e, como ca naturalcoma-
caram a murmurar e voltaram a ver o quo se pre-
tenda fazer.
I tu consulado mi he um tribunal que julgue sen-
lencas, no entanto foi-se buicar um rbula para
defensor do Capillo; cnsul e rabota, longo de 1ra-
lareni de averiguar plcidamente os fados, parece
que tentavam antes de intimidar as leslcmunlns,
que nao linliaiii ad\ogado da sua parle Foi enlao
que alguns dos espectadores tomaram o s.mi lado c
ieiiam.it.un verbaliuenle a observancia da lei, que
nem verla esse meio do petirao nem que os do povo
sirvam pira defender osdircilos dos seus semelhan-
tes. Mas o Sr. cnsul quiz-lbes vedar esse dreito
com ocsemplo do dar piladas da suj caita ao cap-
lao e passando-llie a inHo por cima do hombro, o que
rausou graves suspeitas da sua imparriadadc, epor
lauto, os nimos irrilaramse anda mais. 0 Sr. cou-
sul que nao eslava para aquellas inassadas, rbamou
canallta a lodos quanlos all eslavam, que era gente
de lodas as classes e a quera devia couheccr, se elle
coiihecesse alguraa cousa, pois eram quasi todos do-
miciliarios desta cidade, c alguns mesmo de posirao
11a sociedade. Aquello iisullo houvc quem o qui-
zesse repclr coiiveiiieiilemeute, e nao eia dos mais
rapazes queallisc achava, mas fui conlido por aquel-
les que depois foram pintados como dc-ordeiros e
perigosos '.... O Sr. cnsul, que uo leve a forra mo-
ral para se fazer respeilar, ntaudou buscar a furra
armada, para sua eterna vergonha porque ella era
desuecessaria. Mas se eslava ullendido, se as auto-
ridades locaes oauxiliavamcom a inesma forra, co-
mo auxiliaran), porque mo maiidou prender os tur-
bulentos'.' Mas quem eram os turbulentos'! Nin-
sucm, a nao srr o proprio cnsul, o eis ah a razao
porque ninguem foi preso!
Passado niuito lempo[di-se-se que instaurara la
110 uu-ulj'j um 1 Tucesso cunta inrlividilos dos
que l foram, e al sedizia que as lelemuiih,-is dellc
eram fmulos do cnsul ou sujeitos que nao tinham
do ao consulado !...
Ninguem deu crdito a tal cousa, porque nuguem
arredila-, 1 uella, nu eutanto, 110 da 10 do mez pas-
sado foram presos 3 dataca que foram ao consulado,
mas quo mo perturbaran! a urdem, c prelcndeii-se
erabarca-los oa mesma nute 110 navio que devia par-
lir na raarlru^ada do da seguinte, sem se Ibes dar
lempo para mais nada, como se fossem vagabundos^
ladroes ou assissiiios, quando pelo contrario, esses
ti es indi iduos eram todos eslabelecidos, e dous del-
les casados!
tal era a sede de vinganca das autoridades con"
sulares, e lal a sua cegueira .
E cumpre dzer, que se nao lossea recusa do dono
ou coiisignalario do navio, elles leriam partido da-
quella turma, sem ao menos so Ibes dar lempo para
deiiarcm urna prucorarao ou darn a menor direc-
eta aos seus negocios !
Como se demoraran! alguns dias, liveram tenipo
de tratar da sua juslili.-arao) c o conseguiram <|a
maneira mais honrosa que se pode imaginar. Essea
documentos bao de apparecer (liante das autoridades
competentes, e ellas joizarlo da fe que Ibes deve
merecer um cnsul e vice-consul que assim abosara
da sua confiaiira'e Irahem a seus superiores de uina
maneira lie indigna.
Posto que nn consulado se negasse todo e qual-
quer direilo de datan aos deportados, essa mesma
recusa lia de ser ama prova das boas iiilenres e
lealdadc de quem a dava.
Veremos se um cnsul ha de ler matar airada do
que as leis do paiz edo que o seo soberano, que nao
: pode deportar um dadlo sera urna senlenra com.
J plenlo, rjuanlo mais sem lile ouvir a defeza !
Se assim fosse, o que seria de lodos os desafeirou-
. dos dos cointoles '.' O que seria lambem dos dcsafei-
I roados dos ingos dos cnsules '.' Eram lodos depor-
| lados !
O iitercssi; geral que se iiianifestou pelos presos
que seguirn) para Lisboa, prova sobej.iincule que 1
causa que elles defendern) era jusla, porque foi um
nico pcnsanieiilo de homanidade, prova iuais que
tinham sviniialhas, amisades e relares valiosas,
alera de urna posirao na sociedaJe: a estrada da ra-
deia eslava constantemente frequeulada por pessoas
que os iam v isilar, caracteres os mais elevados des-
ta cidade tomavam parle nos seus soffiimeittos e
Ibes preslavam a sua amisade : a alguro menos fa-
vorecido da forlnna, nao lhe fallarara mesmo dedl-
lle que as execures nlo se lazem sem a, prcaanca
do carrasco.
Diario do Craol'ara.i
'CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 d. por l>.
Pars, is rs. por f,
Lisboa, 98 a 100 por 100.
o Rio de Janeiro, ai. par.
Acecs do Banco, 10 0|0 de premio.
Acues da com|iaina de II 'berilio. 54M0Q
Aci0es da companhia Permuubucaiia ao par,
b'lilidade Publica, 30 porcciilu de piemo!
o Indemiiisadora.sem vendas.
Disconto de lellras, de 12 a 18 por 0|0.
META ES.
Ouro.Oneas despalilllas.....
Mondas de (idilio velhas .
>> 69100 novas ,
' 49OOO.....,
I'rata.Palaces brasleiros. ...
Pesos columnarios.....
mexicanos......
29)000
I69000
165OOO
990(10
25111 MI
25000
l58(MI
ALPAIUDBGA.
Kendimenlu do da 1 a 3 .
dem do dia i......
I4:839f079
16:7669109
3l:605si88
Deicarrcgam hoje 5 de Janeiro.
Barca iualezahloating f-foi/_uiercadorias.
Barca inglesaHeeiprnretijcarvlo.
Barca ingleaToicn of Ucerpnolcarvao e ferro.
Bngue iiilezlisther .mubacalhaa.
Brigue lardoMari* Elisamercadorias
Bnsue liainburauez(lida -mercadorias
Bngue sueco7ner5ataboado e pixe.
Briyue rrancezUeorgecemento c ladrilho.
Bngue pertuguezexperiencia--tal, iirdinliai e
pipas vasias.
Male nacionalDous .Imiqotplvora.
;.U>Slil.AOO (EKAL.
Re..dimentod,.d.ala3..... 7:6099595
dem do d. i....... 1:2855281
11 949879
IMVERSAS PROVINCIAS.
Kendimenlodo dia 1 a.'l.....
dem do da .
344878:1
1879948
I2;73I
DESPACHOS ])E E\POKIA(.\0 PELA MESA
110 CONM LUID DESIA CIUAHE NO 1)1 \
,. I "E JAMiIKO OE 1856.
LiverpoolBarra ugleza .rEiilhusiasl... Jolin-luu
I aler v\, (.., 218suecas alinitlo em rama,
tiotlieiiibourslirisuc saecn Prins Oa-ar IroJK,
>. O. Bieber ^- C., 500 mccOI assucar branen.
Lisboa liarca portugueza Carila e An.elia.i,
Francisco Sevcriano Rabello Filliu, 290 saceos
dem. -
PortoBrigoe portoeuei S. Hanoel I... Mauoel
Joaquim llamos cSilva, 125 sacros dem.
Rio d.i I'rata Barra b.asili'ira Rolinan, Vuva A-
moriin \ lilho, :loo barricas dem.
(jolliemiiour-Briuue sueco Prius O'car Fridk,
K. O. Ilieliei ,\ C., 120 saceos assucar mascavado.
Corktingues inglezes Pbaolon o Frcoaman, Ja-
mes Crablree& C, 1,200saceos dem.
lalmoiilhBrigue- inglcz nSlar, C. J. Astlev k
C, 1,800 saceos dem,
FolniouthBarca iglexa Meleoro, Barroca & Cas-
tro, 502 saceos dem.
MarselliaBrigue frauce/. Kjulesn, Vuva Araorira
& I-ilho. 'MI saceos dem.
Lisboa Barca portugueza Carlota e Amelia,
Francisco Sevcriano Rabello & Filho, 500 saceos
dem.
PartoBrigoe porluguez S. Manuel I, Manuel
Joaquim Ramos cailva, 65saceos dem.
PortoBrigue porluguez |aS. Manuel I, Domn-
Rodrigues de Andrade & C, t sacco cera de car-
nauba.
PortoBrizue porluguez S. Manoel 1, Manoel
Joaquim Ramos o Silva, 11 bocetos doce.
LisboaBarca portugueza Carlota e Amelia
Francisco Sevoriano Rabello & Filho, 6 pipas
niel. '
''*nul,-iBrigoe porluguez Imperador, Novaes i
C, 3U arrobas e 15 libras tapioca.
Exportacao .
Rio (irande dosul, brigue bra de 12i toneladas, conduzio o seguinte : 100 sac-
eos, 550 barricas e 270 ', ditas com 5,712 arrobas e
19 libras de assucar. 40u coritas de embira.
(jibrallar. brigue hollandez Elizabelh Johaniia.
de .101 toneladas, conduzio o seguinte :__3 977
saceos cura 19.885 arrobas de assocai.
ValparaifO, barca chilena Andador, de '^to-
neladas, conduziu o seguinte : 1,001) saceos com
21,000 arrobas de assucar,
KECEBEUORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PF.RNAMBUCO.
Itendimeiilii do dia 1 a 3 .... 1:25731.5o
dem do dia ........ 6939869
1:9519019
CONSULADO PROVINCIAL.
Heudiineulo dodia I a 3 .... 7:908-39.1
dem do dia i....... 5*079860
12:916:253
^'lODiiUflU) J)0 IHM|"t>.
.\acios entrados no dia 1.
Terra Nova38 das, Lrigue inglez lElther Aun,
de 171 loncladas, capillo Thnmai Fleininc. equi-
pagem II, carga 2,666 barricas com bacalhao ; a
Me. 1. iimiini \- Companhia.
denova 17 dias. brigue sardo Passoguellempo
Enea, de265tonelada*, caplao Fortunato Anui-
do, equipagem I i, em lastro a Schramm Wha-
tely ce Compaiib.'i.
-Vinos sahidos nn mesmo dia.
LiverpoolBrigue iiilez Weslmoreland, caplao
Williara Pule, carga assucar e algodao.
BarccllonaPolaca bespanhola enveancia, caplao
Francisco Millcl Marslanv. carga ataodtn e mais
gneros.
(fbfii
i- '..
Os liscaes das qualro freguozas desia cidade, abliio
assignados, ele. ele.
Fazem publico que achandose cm exccuro as
posturas addicunaesde 12 de dezoinbro ultimo', cha-
mara a allcnrao dos moradores das referidas fresue-
liai, para as disposiroes dos arligos, cuja execu-
rdo deve ser ja elfocluada, os quaes silo o-- se-
guinles :
Arl. I. lodos os proprictarios de casas habitadas
sao obrigados a (e-las exleriormenle limpai, caiando
u pintando-as, logo que se aoharem denegridas, ao
suja, e a reparar todo e qualquer estrago cm suas
paredes : o propietario que assim o mo lizer, sera
ad\erlido pelo fiscal de sua lieguczin. o qual lhe
marrar 15 dias pura faze-lu. e nao o fazendo ser
molladoeo lo-rs., e o concert falto sua cusa
immedialainculc.
Arl. 2.Os proprielariosdc Ierras devolnlai deudo
da cidade, ou mu prximo della, sao obrigados a
lo-las muradas, c nos seus suburbios sao obrigados,
pelo menos, a cerca-las, M infractores deste artigo
oOrerao a mulla Arl. 3. He expressamciile prohibido Linear de
cima das casas sobre as ras lquidos quaesquer, cis-
co, utensis velhos, animaos morios, e bem assim
ajunlnr em qualquer parle das ras vasos quebra-
dos, romo zarrafas, taoeaa, ele.
Arl. 4. Todos os donos de eslaheleriraenios de por-
las aberlas de qualquer Miaren que sejam, artistas
de quaesquer ollicios, sacrslaes de igrejas, ele. es-
180 sujeitos as segiiinlcs dispus'res :
S I. Nao laucarlo, nem mandarlo lanrar a ra,
p-iHi'i, claco, esiilharus, aparas, ou linalmenlequal-
quer residuo, que embarace 11 iiausilu ou concorra
para u menor aceio das ras, e dilliciille a livre e f.i-
cil circularao du ar almosplierico.
- 2. Todas os manliaas al fea 7 horas maudarao
vairer as testadas dos seus estiibelecimontos e olli-
ciuas ale o meio da ra, se ilo lado opposto houvcr
Igual ubrigarao, alias tuda a largura della, fazendo
conducir o lvu e varrodorai para os lugares desig-
nados pela cmara, c inigar nos das de sol as mes-
illas testadas que furein vanidas : os infracloies de
qualquer das disposiroes dosle, o do 5 I pagarlo a
mulla de 59 rs., c o duplo 111 reincidencia. A cma-
ra mandara varrer as ras aoude uo hajaiu eslabe-
lecinieutos. 9
Art. 5. lodosos moradores da cidade serlo obri-
gados a conservar limpusseni lamas e immuudirias
os quintaes das casas de suas residencias, dando f-
cil esgolo as aguas pluviaes. e mhrimlo-aa cuto una
carnada de aroia limpa, coulinuaudo em vigor o dis-
posln 110 arl. 2 do til. 3 das posturas de 30 de junde
de 1819, os infractores incorrero na mesma pena
do artigo antecedente. Esla limpez* sari feita a ev-
Ec. Illm. Sr. Dr. juiz do commercio lhe defira.E
R. M.Manoel Luir, da Valga, procurador.
Nada mais se coiilinha em dita pelillo, aqui bem
e ticlmeiile transcripta,na qual dei c profer u uieu
despacho do theor -e.uinte :
l.avre-seo proteslu requerido, e justifique u sup-
plicaule a ausencia dos Individuos a que se refere.
Recile 19 de dczemliro de 1855.Anselmo Frau-
csen Perctli.
Nada mais se conlinha emdilumeu despacho aqui
bem c fielmente transcripto em virlude do qual o
escrivo lavrou o protesto do Ihcor seguinte :
Aos 19 de dezembro de 1855 nesla cidade do Re-
cita de Pernainburo no incu cscriptoro, veio Ma-
uoel I.uiz daVeiga, procurador bastante de Jos Ro-
drigues Percira, e pcranle mim e as lestemunhas
abaiin assignadas disse que por parle de seu cons-
tituiute, proteslava pelo conlcudo em sua petirao,
que Tazia parle do presente termo, para o lim na
inesma requerido, e de romo assim disse e proleslou
assignou com as leslcniunhas u prsenle termo.
En Mavimiano Fraucisrn Duarte, escrivo priva-
tivo do juizocoinmeicial o esrrevi. Manoel I.uiz
pensas da municpaldade uos quintaes das casas ha- da Valga, Joan Augusln Vasconcellos LeiUlo, Fran-
biladjs por pessoas nimiamente pobres.
Arl. 6. lie prohibido que andem c.iei sollos o va-
gando pelas ras da cidade, sondo someule permil-
(ido te-Ios em casa, sob pena de utrera apprehendi-
dos os que furein encontrados, e de Ibes ser appli-
ciscu lavares Cavalcanli.
Nada mais se contiiiha em dilu termo de protes-
to aqui bem e fielmente transcripto e junto a esle
eslava a reliarlo do theor seguinte :
Antonio Moreira da Costa Jnior letra vencida
cada a not-vomca. Nesla disposiro se mo compre- i saciada c iudossada por Francisco Nogueira Piulo,
hendein us raes que acoinpanliarcm a cus donos,
urna vez que lenliiiu estes tirado liceiiea e paco a
multa de '1-5 rs.. e bom assim aquelles que Iruuie-
1 em coleira com declurarau dus nome- das inesmos
donos, quem serio entregues mediante a mulla du
19 res.
Arl. 8. He inleiramciite prohibida a creacao de
porcos deulro da cidade, c os que fortn encon-
trados nas roas, ou uus quintaes serio aaprehendi-
dus c entregues aos hospilaes de caridade. Nesla
prohibirlo nao licam comprebendidos us que entra-
rom para seren mortos, que nao podero demorar-
se na cidade por mais de dous dias, sob neua de pa-
gar a mulla de 109000 reis, quem Os couservar alera
desle lempo.
Arl. 9. A irrig.ir.ao sera' feila b.uva com agua bem
dividida e de modo que ensope bem o delriclo que
existir sobra as ras sem empossar em parle alguma.
Outro sim declarara que presentemente os lugares
que pela cmara municipal eslo marcados para o
despeja uas mesmas freguezias, sao os seguiutes:
Freguczia de S. Frei Pedro GoDCalvaf.
lorie do Mallos entre as prenc,as,caes de Beheribe,
dito de Apollo, fundo do beco Largo, e prac,a do
rhafarizem frente da Iravessa dos Guararapes.
Freguezia de- S. Aulonio.
Caes do Ramos, porto da ra de S. Francisco, u-
tiera Mundo Novo, c ra da Concordia uulo ao
telbeiro, oulr'ora porto do Pociuho.
Freguezia de S. Jos.
I'raia de Sania Rita, Iravessa doi'ocinho, Iravessa
.la ra Augusta, ra dos Pescadores.
Freguezia da Bua-Vsla.
Ponte Velha, Coelhos, Barrciras.e secunda ram-
pa da ruada Aurora. Pelo que esperan) os dilos lis-
raes, que us moradores das sobrcdilas freguezias des-
ta ci lade, deem iiileira evencan aos arligos que no
presente edilal licam transcriptos, alim de que mo
M vejam na necessidado de fazerem elfeclivas as pe-
nas decretadas nos cilados arligos
Cidade do Recite i de Janeiro de 1856.
Os liscaes, Manoel Ignacio de Ulheira Lobo,
Manoel Joaquim da SUca fiheiro, Ignacio Josc
Pinto, Joao .lose de Moraes.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, coiumeudador da
imperial uniera da Rusa e juiz de direilo especial
do commercio desta cidade do lenle, por S. M.
I. a C., etc.
Kaeg saber aos que a prsenle carta viren), cm co-
mo Jos Joaquim Das Fernanda me fez a petirao
do llicor soguiile :
Diz Jos Joaquim Das Fernandos, que sendo-lhc
ilevedorcs os individuos da telarlo junla, e para que
diaute pagaro-se us ordenados e mais despezas pro-
vnriaes vencidas ale o ultimo de dezembro proiimo |
lindo. Secretaria da Ihesuuraria provincial de Pcr-
narabuen 2 de Janeiro de 18.56.O secretario,
A. F. d'Annunciaeau.
BANCO DE PEKNAMBCO.
O Banco de Pei'Daipbuco.iacca 1 visLi
solii e o do Brasil no Rio do Janeiro. Ban-;
co le Pcrnainlwco 5 de dezenibto de.
1855.O secretario da di recato, J080I
Ignacio de Medeirtis itego.
O banco de Pernambuco toma dinbei-
ro .". juros, de confSrmidade com os seus
estatutos. Banco de Pernambuco 21 de
novemljro de 18-").").Joao Ignacio de
Medeiros Hego, secretario da direccSo-
Nao havendo-se verificado 11 runlrato para o
foriii'cimi-iilodos feneros alimenticios do 2.' bala-
liuu de allantara por bita de concurrentes, de no-
vo se faz publico, que o conselho economicu do re-
ferido balalbao contrata a compra dos ceneos so-
iiinles : farinlii le mandioca, leijao, arruz. lou nho, carne sacea, dita verde, sal, bacalhao, azeile
dore, vinagre, assucar branco, cafe em grio, laiiha
em achas, nges de I e ti onras, e maoleiga Iranceza:
Os senbores que tal se queiiam propdr, dirijam
suas prupuslas em carta fechada secretaria do mes-
mo halalhao. no quarlcl do Hospicio, 110 dia 5 do
crrenle, as 9 huras da manb.ia. Ouarlel du 2.*
balalbao de infantera, no Hospicio, 3 de Janeiro de
1856.Joaquim Jos I.uiz de Souza, alteres secre-
torio.
S0C1EDIDE EM COIMMTA.
vencida em 7 de agosto de 18:17 21?t)l5, Francisco
Antonio de Moraes letra vencida em I de outuLro
de 18:17 13*460, Josc Candido de Oliveira letra
vencida cm :ll de Janeiro de 1837 915575, Francis-
co Lopes \iauna letra vencida em I do jullio de
18116 2Hi'-. Manoel PintoSoares de Castro letra ven-
cida em 16 de fevereiro 1838539120, Vicente Jos
de Siqueira duas letras 1 veucida em 2 de fevereiro
de 1839 649060, idem idem em 19 de marco de 1839
>::- 1279060, Francisco de Oliveira Mello e Silva
saldo de 1 letra veucida em II de outubro de 1840
209, Joao Jos de Moura 2 letras I vencida em 22
de dezembro de 1840 829375, idem idem em 23 de
Janeiro de 1841 809280 1629655, Antonio de Mou-
ra Bastos letra vencida cm 11 de marro de 1841
115?, o mesmo conla de livro 2399335 2549355,Jo(o
Ignacio de Mendouca lelra vencida am 10 de se-
lembro de 1841 1045, Miguel Joaquim de Menezes
letra vencida em 13 de 1843 359, Prudencio Fran-
cisco da Silva lelra vencida em 2 de novembrn de
1843 :I09, Ignacio dos Santos Mue* letra vencida
em 1 de junho de 1847 349330, Francisco I.uiz Fer-
naudes da Costa saldo de I letra vencida em 23 de
maio de 1818 sj-h. o mesmo 2 letras 2 vencida
em 2 de maio de 1817 221158, idem em 2 de no-
vembro de 1817 229158 127-2556, Joao Jacintho Pe-
relra Cibrol 3 letras vencidas em 24 da Janeiro de
188 999, idem em 21 de fevereiro de 1818 999,idem
idem em24demarcode 1818 IO29IIO 300-">,l 10,Josjj
Francisco Mari tus 2 letras vencida! 1 em 21 de maio
de 1848 850), idem 21 de iiovenibro de 1818 2503.
o mesmo conla de tivro 1849,367 681-9367, Antonio
Sand lelra vencida cm 30 de junhn de 1848 2(>980,
Joao Pereira Lopes Muniz lelra vencida cm 9 de se-
leuiliro de 1848 183390, idem idem em 9 de oulu-
bro de 1848 363 51;390, Manoel Joaquim Goflcal-
ves da Silva saldo de I lelra veucida em 15 de 110-
vembro de 1818 499, o mesmo conla de livro 939600
1425600, Jos de Oliveira Campos saldo de I lelra
vencida em 1 de novembro de 1848 I69U83, Manoel
Francisco Bastos saldo de sua obrigacao dalada de 9
de maio de 1836 lab.-, Antonio Jos de Oliveira te-
ve taberna na Boa Vista 215200, Zacaras Rodrigues
de Souza idem ra de Dorias 303133, Manoel Jos
da Silva idem na Boa-Vista 235025, Jos Mana llo-
mingues idem ua ra du Collegio 26-9100, Jos dos
Santos Porto idem idem ireila 1909.525, Joao de
Souza Kibeiro idem Forte do Mallos 353700, Joao
Baplisla Oueiroz dem em Santa Rila 205160, Ma-
ifuel Pereira da Cusa Larangeira, Olinda 31.9500,
Jos Viceule Mangueira dem Direila 63810. Ma-
uoel Medi-irus de Carvalhu idem Use lineo Punas
2:l30O, Itavmundo Jos Pereira Helio dem dem
VIi>h> SHuritiittit.
Para a ilha de S. Miguel
pretende sabir com a majar brevidade n patacho ,l-
fredo, uovoe de primeira marcha : para o resto da
carga e passageiros, pura o que lem os mais ateta-
dos riunnindos, trata -o com os consignatarios T. de
Aquino Fooserl & Filho, na ra doVigario n. 19,
ou com o caplao na prac.a.
Cear, Mara-
nhao e Para.
Opalhabote LINDO PA-
OUETE, vai seguir com
ptelteMI : para o resto
do sen carregamento e
passageiros, trata-se com
os consignaUrios, na rita do Trapiche
n. I (i, segundo andar.
PARA O RIO DE JANEIRO
Segu em poneos dias,o brigue nacio-
nal ADOLPHO : para o resto da carga
e esclavos a rete, trata-se com Antonio
Pedro das Neves, na ra do Vigario n.
5, 011 com o capitao Manoel Pereira de
Sa", na praca.
Vende-seo patacho brasiteira latente, de 150
toneladas, forrado, pregado de cubre, prompln a se-
guir viagem : a tratar com Caelauo Cvriaco da C.
y., ao lado do Corpo Sanio n. 25.
Para Acarara' sesue o palhabole Sobralensc ;
recebe rarca e pawaeiros : a tratar com Caelauo
C; naco da C. M., ao lado do Corpo Sauto n. 25.
iitopreswvamossewdebiloslo^erostwUM^^
eoniurmldade Oo rii0 153 do S 3 do cdigo com-
mercial, protestar : para ,,. ..1nr i V. Ese, se
digna adrailti-lo ao protesto, mandando looaai por
termo a justificar a ausencia em parle nao sabida
dos mesmos devedores, sendo os sele primeiros cita-
dos cm suas pessoas por estareni preseutes, e os inais
por edites, passaodo-se para isso a competente car-
ta. Podo a V. Exc. Illm. Sr. Dr. juiz do commer-
cio. assim o deliraE K. 51c.Alcoforado.
Tnme-sc por termo o protesto do supplicsntc, in-
Inmindo-se o mesmo proltst aussele primeiros in-
dividuos da lista jimia, passaodo-se precaloria para
a intimarlo do referido prolesto ao oilavo devedor
da lisia em quesillo, o qual be o Dr. Manoel Teixei.
ra Peiiolo, juiz de dreito da comarca do Pao d'A-
Iho, ju.-titi pie u sopplicanle a auscucia dus outro9
devedores. Itecife 18 de dezembro de 1855. A. !'.
Peretti.
Aos 15 de dezembro de 1855, nesla cidade do Re-
cife de Pernambuco, em meu escriplorio, veio Jos
Joaquim Dias tornan le-, e peraule mim e as tes-
temunlias abaiico assignadas disse que proteslava' pe-
lo rnnleudo cm sua pclic,ao retro e relaco dos seus
d;vedores, que odiante se segu, que talla parle do
presente termo para o Istia no mesmo requerido, e
de como assim u disse e protesten, assignou com as
estemuulias o presente termo. Eu, Matimiauo Fran-
cisco Duarte, escrivo privativo dojuizo commercial,
o escrevi.Jos Joaquim Dias Fernandes.Mauoel
I.uiz da Vega.Joilo Augusto Vasconcellos Leitao-
E mais se nao cuuliuha em dita petirao e termo
aqu copiados. Depois do que se v a rel.ir.io dos de-
vedores aosentes, a escpelo dos exceptuados pelo
despacho do llieor seguinte :
Antonio Joaquim Fereira da Silva 1719770, loa-
qoim (onralves de Soasa Maia (io-'JOO, Dowsly&
Companhia 709000, Antonia Marcellina de Aniorm
227.3015, Manoel Antonio Pereira Ramos 26/400,
I.uiz Urugoere TI- lo, Jos Ferreira de Mallos
1:6603000, Balbino I.uiz da Franca 715195, Joa-
quim Pinto de Meirclles 118,3280, Jos Pinto de
Queiruz 87&840, Antonio Joaquim dos Sanios 10-,
Manoel Jos Fernandes (iuimaraes 1 l.-nin, Domin-
gos Pereira de Mendanha 103200, Joao Francisco da
Lapa 'J9.500, Joaquim Duarte Pinto c Silva 67.3790,
los dos Sanios Oliveira $ Companhia 689039. Gui-
marle c\ AltOl 113500. Oliveira Irmaos A Compa-
nhia 6O9OOO. Itecife 18 de dezembro de 1855.Jos
Joaquim Dias Feruandes.
na ra da Roda 290S565, Manoel Ferreira da Silva
idem na ra do Kosario 2O9U20, Antonio Ferreira
Teitolra iilnm ... 4. VlaU 1<||5|50. In do \|-
meida Cavalcaoii idem na ra da Cruz 64>, Joao
Fernandes Generoso idem na Boa-Vista 333310, Pa-
nasco e Costa idem uo paleo da Santa Cruz 583865,
Joao Coelhode Aliucida idem ra da Cruz 119851,
Manuel Pinto de Lima idem na ra do Kosario
1309920, Ciemeula Pereira de Mello idem no l.l-
vrameiilo 239600, Jos Francisco de Soasa idem na
riheira de Santo Antonio 158-9188, Joao Antonio
Fernandes idem na ra de Hurtas 298500, Constan-
tino Alves Ferreira idem na ra des Mari; rio-
22>it., Jos da Alcntara Araujo idem na ra i-
reila ii-!itii). Antonio Jos l.citao idem na ra Direi-
la HTtiHI, Leonardo Graciano de Araujo idem nos
Afogados 211)3931), Joaquim da Silva Moura na ra
du Culleaio 2019575, Antonio Alves de Souza Ribeiro
idem pateo da Penha 10>520,Ji5n Nicol o da Mol-
la idem Olinda 27S520,Luiz Moreira de M.idem na
ra do Kangel 26-3138, Joao Antonio Comes idem no
ra do Vigario 1019300, Francisco Malaquias Soa-
res idem na Passagem 87;. os herdeiros de Cauulo
Velloso da Silveira, Afogados 1U5d200 Joao Antonio
de Oliveira dem ua roa do Araggo na Boa-Vista
289, Joao Novaes de Campos idem pateo do Carmo
959155, Domingos Pereira de Mendauha idem Ll-
\ 1 .menlo 7073529, Manoel Antonio de Figaeiredo
idem na la Direila 529172. Antonio Joaquim Fer-
reira daSliva idem na roa do Collegio 1959172, Ma-
uoel Jos Barbosa Braga idem Forte do Mallos
369060, Jos Alves dos Res idem no Afugado.......
2569965, Francisco Gomes da Fouseca idem Ara-
gao 569001, Jos de Azevedo Campos, Boa-Vista
293, Jos Moreira Campos, Moudego 3195980, An-
tonio Joaquim da Maia, Arraial 1I8J220, Theofilo
Olegario de Ferias 3lo710, Jos Antonio Pereira nos
Afogados 3LI9285, Jos dos Santos Oliveira praja da
Boa-Vista II83I55. Antonio Jacintho Coate Soares
idem na ra do Arago I'.'92I11,Mauoel Vieira Fran-
ca dem na roa do Collegio 2193169, Mauoel Jos
da Costa dem no becco da l.inguela 2179275, Ma-
noel Jos da Cula idem no becco da l.inguela
217.3275, Manoel Jos da Costa Oliveira idem na
rna do Rosario 5503181, Jos Pinto de Queiroz
dem no raes do llamos 5099460, Joao Jos de Oli-
veira idem no Alagado 753020, Manoel Valenle idem
110 becco Largo 383160, Jos Goncalves -Nimios de
Farias que leve botcquini na ra do Collegio 609881
Pan
Aracaiy
agua por loda a semana o htate Capibaribe ; para
o reslo da carga ou passageiros. Irata-sc na ra do
Vigario 11. 5.
CEAKA' E PARA'
segu no da 7 do mez crrenle o palhab. te I chus,
anda recebe carga : a tratar com t'.aot.ino Cvriaco
da C. M., ao lado do Corpo Sanio n. 25.
jcH
iiCV'
E mais se nao conlinha em dila retafjn. Depois \ Anl0DO )a'-a'10 M,eW 1ue lcvc l,olel Da rua do
produzinJoo lapplicanle suas testemaoliasdei a sen-
lenra do theor seguinte :
Estando pruvadu pela inquiriego de folhas 6 a tu-
llas 7 verso, que us individuos menciuiiadus na re-
larau de f ilhas 3 eslao ausentes cm lugares nao sa-
bidos, mando que para o lim declarado ua petirao
de folhas 2, sojam citados por edictos, passaudo-sc a
competente Carla cun o prazo de 30 dias e cusas.
Recita 29 de dezembro de 1855. Anselmo Francis-
co Perolli.
E mais so nao conlinha em dita senlenra aqui co-
piada, em vrlu.le da qual o escrivo que esta subs-
creveu mandn passar a prsenle cura o prazo de 30
das, pela qual e seu theor se chamarila, e hei
pur intimados os supplicados devedores cima decla-
rados de lodo cunten lo na policio e protesta : ludo
aqui copia lo. Pelo que loda c qualquer ptssoa, p-
renles un amigos dossupplirados os podWSo fazer
setentas do que cima Mea espolio. O porteiro do
hizo allxara e publicar o presente nos lagares do
costme, e sera publicada pola impensa.
Dada e pastada nesla cidade d Itecife aos 2 de
Janeiro de IS56. En, Maximi.ino Francisco Duarte.
escrivilo privativo du juizj commercial a subscrevi.
Anselmo Francisco Peretti.
O Mr. Anselmo Francisco Peretti, coinmemlador da
imperial orden da llosa, juiz de dreito especial
do commercio desta cidade do Itecife provincia de
Pernambiiro, por S. M. I. C, ele.
taco sabor aos que a presente caria viiem, como
Jos Kodrigues Pereira me diriga a pelillo do
llienr segiiiule :
Diz Jos lto.liua. Pereia. morador nesla 1 da- ,
I de, que estando a dier-lhes us individuo constan-
I tos da iclar.io junta, us quaes na ucrasido quo con-1
! Irahiram seus debidos, inoiavam nos lugares indi-:
Icados 11.1 mesma relarau, cojas debidos foran proTe-l
I liientes de gneros comprados ao suppliranle, e pur.
que se achara ausentes em lugar mi sabidos, o sop-
plicanle qoerprolestar como protesta perante ojuizo
de V. Exc., para que nao presrrevamos mesmos d-
bitos, c para isso requer a V. Exc. se digne man-
dar lomar por Icrmo seu protesta, adinillindo a jus-
tificaran d'ausencia em parle nao sabida dos mes-
mos seus devedores, para na forma do arl. 453 S 3 se
passar a carta de edictos pelos Jias da lei. Pede a V.
Trapiche519290, I.uiz Antonio Monteiro da Franca
Paradina 1369970, l.auriauuo Augusta Noronha,
Aracaly 373)20, os herdeiros de Jacintho A uta a do
Nnscimenlo.Ahre u de Lna 2329298, Jos Gonralves
da Silva, de M.icei 217-9275.
Nada mais se conlinha em dita relacao aqui bem e
fielmente transcripta, a qual eslava competentemen-
te sellada, depois do que lendo u supplicaiita pro-
duzido suas leslemuiibas, foram-me os aillos con-
clusos nos quaes dei iniuha stnlcnra do theor se-
guinte :
A vista da inquiririlo de II 6 a II 7 verso, pela qual
seiuoslra que os juslilicadus se acham ausentas em
lugares nao sabidos,mando que.para ser-lhes intimado
o pintcsloconstaiita do lerino de 11 2 a II 2 versse
passe caria de edictos com o prazo de 30 dias e
cusas.
Recita 37 de dezembro de 1855.Anselmo Fran-
cisco Perelli.
Nada mais se conlinha en) dila lliiulia senleuca,
aqui transcripta, em virlude da qual, o escrivo
que esla subscreveu inandou |iassar a presente
carta de edictos rom o prazo de !M dias, pelo con-
lendo da qual se chama e intima, e hei pur in-
timados aos supplicados devedores 11,1 relacao cima
transcripta.
Pido que loda e qualquer pessoa,prenles 00 ami-
gos dos supplicados, lhe po ler.ii> f.izer astenias do
que cima Oca exposlo ; e u porteiro du juizo litara
esla nos lugares du coslurae. e sera publicada pela
impronaa.
Dada e paseata nesla cidade do Itecife, aos 31 de
dezembro de 1855.
Eu Maximiaoo Francisco Daarle, escrivo priva-
tivo du juizu coiuiereial a subscievi.
.instinto Iri'inisiii Peretti.
ERRATA.
No edilal de Dio: Jos da Cusa em lugar de Sc-
raphini Velloso do Mello deve ler-se Scrallm Velho
de Mello: em vez du Antonio Lusanu Cavalcanli
Teixeira deve ler-se Antonio Lusano da Cosa Tei
isira ; c em lugar de Francisco de Souza Reg
119330 deve ler-se 1139330.
Rostron Rooker & Companhil tarto leilao, por
inlerven^ao do asente Oliveira, e por ronta e riscu
de quem pcrlcnrer, de cerca de IIK) barril com ba-
nlia chegado ltimamente dos Estados Unidos : sesunda-
leira, 7 do correnle, as tu horas da manida, no ai-
mazein do Sr. I.uiz Antonio Auues, delronte da por-
ta da all'audeca.
LEILAO EXTRAORDINARIO.
O agenia B^jn tara leil.io em seiiarn.uueni ua mn
du Collegio n. 15. de um arando e completo sorli-
nienlu de ubras de inarriiieria novas c usadas, um
rico sanctuaro de goslu modernissiiiio,obras de ouro
e prata, relogios patente iiiiitez, suisso e hurizunlal
para ataibeira. candelabros, lautornas, loora e vi-
dros para servir de mesa, una grande porca 1 Je
miudezas de diversas qualidades muito modernas e
outros muilosobjeelos etc., que se acharao patentes
110 mesmo armazem no dia do leili", osquaes SOrSo
vendidos sem timile le proco algum ; assim comu
varios escravos mocus e de bonfitai figuras, de ara-
bos os sexos: quinla-fcira lo do correnle as 1! bom
ero panto.
>>l
VMvO'> .^IlUT^Ov.
O Sr. Joaquim Octaviano da Silva,
queira dirjjii-sc a esta ty.pographia a ne-
gocio sen.
I hotel \w\ i) mn ios.
44t O proprieta rio deste estal>ele-
cimento af;radece a todas as pes-
soas (|uese dignaram honrar dito
estabelecimento nos dias 30, I
de dezembro c 1 do corrente, e
avis-i aos mesmos Srs.e a lodatas
pessoas que ((uizerem concorrer, (A
que amanha, domingo de Res, .-*,
. esta' o supradito hotel prvido 2
? de todo o necessario relativamen- 1
W le aodito estabelecimento, eque J
(A 46130 servidos com a costumada
presteza- ($)
090 0000009
BICHAS DE IAMIUKI.O.
Na ros estreita do Rosario, luja de barbeiro n. -2,
vendem-se bichas de Hamburgo, chegadas pelo ul-
timo navio, aoi ceios e mesmo a relalho, por m-
dico proco.
Instruccao.
Jos Bernardino de Souza Peixe faz
cenle aos pas de seus alumnos e aquel-
las pessoas a quem interessar possa, que
no dia I do corrente da' principio aos
trabadlos da sua aula : na rua Direila
n. 50.
O Dr.Kibeiro, medico pela l.niver-
sidade de Cambridge, continua a residir
na rua da Cruz n. 1.1.
LOTERH DE S. PEDRO IAITVR.
Hoje as 9 i^ horas da
'inanhaa corre nfalivel-
mente a lotera cima men-
cionada.
Oliveira Jnior S C.
Machina ele des-
.1 iiuirmt.u-"'.
, O Illm. Sr. inspector da Ihrsouraria provincial
manda fazer publico, que do dia i do corrente por
carocar algo-
dao.
O abiixn assisnado, leudo era breva do rctuelter
I-m.i a curte ti machina do descarocar Algodao, que
acaba de inventar, convida as pessoas que lomara
interesse em ludo quo leude a melhorar a iiiduslrin
agrenla do paiz, para que se dirijam a casa dos
Sn. (iouvcia i\ l.eile. na rua do Oueiniado, aoude
dilu machina se ach.i piileute, pan ahi a poderera
exaiuimir. Oulro sim, o mesmo abaiso assigoado
roja as pessoas Dtelligeules, que se di^ucm pela
impronsn publicar o seu julio crilicu sobre a dila
machina ; o que muilo Ibes agradecer, para assim
remediar algum deleito, qu- por ventura ella po-i
ler, a que o abaiio assigoado, n.i quahdade de in-
venlor, mo possi ler onsergado.Jos da Mata.
I'recisa-se de um rapaz porluguez deIJalS
anuos de idade, para c.iiveiro de venda, que tenha
pralica da niesma ou sem ella, o que di) liadur a sua
cunducla : a tratar mis Cincu l'u.itas 11. 32.
I'recisa-se de tima ama forra 011 cscrava para
cusa de pouca familia : paga-se bem : uos Coelhos,
sobrado junio ao hospital novo.
l'recisa-sc de urna aran para o trrico interno
de urna ra>a de pouca familia : na rua di Cadeia de
Santo Antonio 11. 1, defronte da Ordein Terccira de
San-Francisco.
FABRICA DKFIARKTECER ALGODAO,
A qual occpa diariamcnle para mais de
200 aprendise* ou obteiros nacionacr,
de 10 1 \i annos de idade para cima.
CAPITAL .100:IIIIO.sOOO.
Socios em nome rollcctivo cerrles re*|ioiissveis
osseuhures : lulonio Marques de Amorim. Justino
Pereira de lanas, Manoel Alves faena.
Kirma social : Amurtai, Finas, liuerra c\ C
A sociedade lem j numerosos awicuaiiir. que
prrlazrm para mais ,l0 valoi da nielado do capital.
hila cunliniia a admillir no decurso dcst-: miz
ocios de I MU) ale .VsMUfc-.
As pessoas MilgasalM das primeiras lista-, queik-
z-jam contribuir para a prumpla realisarao da la-
tinea s;o convidadas a nao demorar suas rrs|>ccl:va-
ssigoalaras, que devem ser pe- ida- no livm da so-
ciedada.
No lim du cu 1 fule eaaaeiaa gerentes reclanurao a
primeira presiarAo que sera' de |n pur cenlo do ca-
pital subscripln, c paasatia os competente recil -.
As vaolagens que a fabrica olfereccra' loso que
ella eatver era pleno audameulo serao :
I. ti! por cenlu sobre o beneficio aunusl que ca-
da sociu recebera', alem do seu direilo sobre o fon-
do de reserva, que ser de l a 7 por ceoto do ca-
pital.
i." Occopacio diaria 1 mais ds JUO nprrai 10-. 00
obreiros nacionac<.
' :l. Consumo de jV) 1 10 mil arrobas de algodao
nacional, u qual al agora uio leaaoalro comprador
se mi o o exportador.
1. lecido de qoalidsde superior liso es lavradu
a 2'tO a vira, em logar de -M< ou 2M que se venda
u ds Baha, e hoje nao lia mesmo a mais de 130 res,
preco da ultima venda.
A facilidade das entradas, que nanea serAo de
mais de 0 por cont do capital subscripto, pennillc
a todas as pessoas qoe poderem dispor de orna eco-
nomia meusal de 3b por mez, eolrar como socio
delOOB.
Sendo as entradas de 10 por ceoto o os Daina-
los espadados de pooco mais oo menos _' meses, so-
rao precisos 1K a -JO para ser reslisado o mleiro pa-
gamento de cada sobscrpeao.
Os senhore que re-idein lora da capital, e qoe
quieerem entrar nesla ulil sociedade, poderlo diri-
gir suas cartas de pedido s qualquer dos tres socios
gerentes, oo ao socio de industria K. M. Duprat.
que tem em seu puder o livro das subsenpenes.
Elles declararlo os seus oomes por eslena, do-
micilio e o nome do correspondente nesla capital,
encarregsdn de elTeeloar o pagamento das entradas
das prestarnos, qoando forem reclamidas.
Urna copia impressa >la rscnplura da sociedade
sera' entregue a cada um dos socios n nccasMn de
elfecluar o pagamento .1 primeira prestaro de 10
por cento do capital subscripto
Pernambuco :| de Janeiro de I83H.
/". W. Duprat.
AlMMo uina sala muilo fresca, rom um quar-
to, em segundo andar, na rua do Oueiinad : a Ira-
lar na mesma rua 11. 21.
Perden-se o meio lolliele da lolena .lo l'.io de
Janeiro n. .">3'i da uilava lotera da tbeatm de S. Pe-
dro, lirmado no versa por Joao Costar de Oliveira o
Amonio Alves rte Moraes: roca-se a qualquer prsraa
que n.lo faca transaren,! alguma rom o dito lulhelo
110 caso de sabir premiado,e nu caso d* querer resli-
loi-lo pode enlieiM-lo a' rua da Csdeia do Kecife
loja de ferragens n. 36.
I MA AMA.
l'recisa-sc almiar una inulber e-crava asj livre
para o servico interno de urna rasa de moilo peque-
a familia: e\ige-sc que 11.0 lieba nem Unte, r >c
eiuiiiiimai paga-sa besa : nos Afoliados, rua de \l-i
lornlomho 11. I.
VeoO ao una likrim nn lierw 1I.1 l.iusui'la
11. 10. bom lunar de notorio : a tratar na mesin.i.
DEVEK AO MEKITO.
Segunda vez veio a esla provincia cumprir hon-
rosas ronc^oes^iliererii -s a desdilusa rlasse militar
a que porteaos o Utas. Sr. lenrntc-corunel Mauoel
Rolcmbers de Almeida, e segunda vez nos driva.
tambero encarreado de alta cnmmissJIo para oolra :
lilo gratuita leijoslicn. e soobe apreciar i-ls rapi-
l.i! as relevantes qualidades que ornam o honrado
militar. Ns exercilo brasileim nos dlfcrenles pontos
sonde o dever de suas armas lem ti lo o mai r esn-
penho he aprecia le o nome do distinejo < llkiai o
Illm. Sr. Keleiiilie: ; agora, purera, o enverno ren-
Irnl dislincue u mrito a prova do que llir ronlere
o liiin 1,i,1,1 con,mando para ama nova provincia,
anude, por sem d-ivida, -atiero desempeiihai a es-
peclaliva ; assim como os embora- aos seus habitan-
tes, que de ceno farSo o mesmo accnlhnnenl lio
precnuisado em oulras provincias. Os eco hme-
nos c prupicius ventos arcollism o disno ogieial mi
feliz rriiaco de sua Kxma. e eslimavcl familia. O
mares sejam bonanzosos.
Em signal de araizade.
Aula le primen as lellris.
Manoel de Souza Cordeiro Sinues faz srirnle aos
pas de seos alumnos, que no dia X de correnle
principiara os Irahalhos de soa aula pirlirolar, na
rua travesa dos Ex|>uslos. casa n. 1S ; assim aneja
ao respeilavel publico, que admitir alamuos ester-
aos e internos, pensionistas e meio pensionista.
MMverando empresar todo desvelo a: cdoraras dos
que lhe forem confiados, afirn dr lerem rvpidos
ailiar.laraenlos. As materias que ronstiluem a en-
sillo i!c sua aula sao : leilura e escripia, arvthmo-
tica, contar nmeros iiileiros e fracrionaiio'. dou-
trina christaa, grammitica da Irona nacional e mu-
sica vocal.
O .11 ren.aianio do imposto da< afenres do
mnniipio do K'Cife convida a lodos quanlo rosto-
mam vender liquides em ancoras no dito munici-
pio, de viieui aferir as mencionadas ancoras para o
auno corrente de 1K36, pjisaproveila a nrrasiaode
prevenir aos compradores de laes gneros, qoe esto
auno alem das lellras do costume lera mais orna
marca de um It. que vem .1 ser Recita, oode boa
se poden conheeer a< afericoes taitas nesla cidade,
e assim poderao se dirigir a rua da I lorrntioa n.
36, onde sempre o acharan prompto a despaclia-los
com toda presteza como sempre praticoo.
.9 """enlatante do imposta das afericoes do
municipio du Kecife convida aos dooos dos eslabe-
lecimentos das fregoeaias do Jaboato, Moriboca,
parle das fregurtias dos Afosados e da Vares, para
que veuham aferir os referidos estabHecimenlos.
vislu o lempo marcado pla lal i lar espirado em .11
de dezembro, do contrario usar de seo direilo.
I'recisa-se alugsr urna casa terrea uo bairro
da Boa-Vista em qualquer das roas, para pequeo
familia, com lano que tenha quintil c cacimh.i-
asseveraodo-se que paga-se bem ; quem livor, din.
ja-se a roa do Vigario, no deposito de vender pao.
llenr. Hrunn A Companhia avsam so corpu
do commerriu, que com a dala de hoje enlrno como
socio na soa casa o Sr. Adolpho Muiler. Pernam-
buco 1. de Janeiro de 1836.
O Sr. 1 iuillirrme Silva queira mandar busca1
alguns numeres da l'resse qoe foram entrecues po"
engao na livraria n. 6 e 8 da prsfada Indepen-
dencia.
Porgunla-se ao Illm. Sr. Dr. provedor da >se-
de do porto, se he por lei ou por urdem do S. S.
que existe de quareulena por 13 dia na ilha de S.
Aleixo varia? barracas e um blata, carrejados rom
assucar. c .icos o arroz, virolos de Camaraffibr. Porto
Calvo e t>ame||a da Barra (irande, pnrtoseates mui-
to ao norte de Marero, e onde nao rnnsla ler-se da-
do caso iienlium do cholera, como provam as cartas
liuipas de saudr quetrazem ditas barraras, rausando
esta demora inju-la grande prejuizo aos sericultores,
aos pobres mestres o douus de barraras: deseja sa-
ber um que esl sendo irrjudicado. "
Aluga-se urna casa Ierres : quem pretendo,
dirija-se a rua larga do llosario n. :is
Instruccao.
Collegio de>. S. da Divina Providencia, uo ater-
ro da Boa-Vista 11. S, primeiro andar. A diirclora
deste collegio I) Candida lesa Me. Dermoll da IUn-
la. avisa aos pas de suas alumuas e a qurm mais
convier, que no dia 11 de Janeiro romrrario os Ira-
halhos ueste collegio No dio M de no'vrinbrn fo-
ram examinadas as discipulas destr rollen, sendo
ao ludo 53 alomase: taram examina las nas materias
lezninles : tallara, escriptn, trannaatioi nacional,
arv linilic,.'. historia santa, ceosrapliia e fran-
co/, estn ,i pn-eiiie eomo pr si Irnlr do arto
Illm. Sr. Dr. Itufrou Augusto dr Alro-iila disnissi-
1110 inapeclordo l.circuto littaravtave como exami-
na lores Srs. Dis. Pedro Auiran da Malta Alhuqorr-
quo, Joa Soares de Acevede, Juan Vicenta da Silva
Cosa, padre Antonio da Cesta Fielrola, prnfes-
sor publico ile ltiro, Porliiin ila Cuiiha Moreira Al-
vos, professor particular. I'.oi ldo Josc UatsBBa Dr.
Joaquim de Oliveira e Sonsa; foram examinadas e
jaleadas mui bem principiadas em trance/ r groera-
plna 7 destsl .iluinnas ; alem destBS foran rxamina-
das 1S iiieiiinas c sahirniii appiovadas plenamente
cm iiis|ruci.-.lo elementar di, prisnoiro cno. E para
constar se lavrou o termo c foi asssgaads jielos ditos
examinadores.
O Si. Jos, 1'iaiicisio Cirnaiio drixoa ama pnr-
ciu du roana nova em cusa de r.iline.1,1 ^ Boltro.
c como ale agora n.o trulia sido procurada, oles
avisara a quero fui sen dono de 1: ir buscar.
A pessoa que precisa dos -.Mmij a premio, di-
njj-se 11 rua de Soula Hila, -obiad n. hb.
D-se a quanlia de iOtO premio com pcuhu-
res de uuru ou prata : a tratar na toa de Santa Rita
n. M">.
AOS SENHORES DE EM.ENHO.
I 1.1 1.....10111 de di) anuos de idade. rasado, rom
pouca familia, se oercre para admiuislrar qual-
quer engrudo, pois lem rouhrrimeulo dus serviros
por ler sempre vivido em rngenho. r dsia liadur da
sus conducta ; quem de seu pie-tuno >e quizer uli-
I1-.11 annuocie.

MFI r-IOR FYFMDI AD CMrnMTDAnA
k/iiiTii Ann



MWii
PtRMmKO SISMO 5 01 JiNEIRO SE 856
'- .
Terceira edieao.
TRATA-MATO HOMEOPATHICQ.
Preservativo e curativo
00 CHOLERA-NQLBUS.
PELOS DRS.
GllA i5.^Jf^ BB3 jf i. s a at -
ou mslruc^o ao pov parase podercurar desla eofcrmidtule, administrndoos remedios mus ellicazes
para ala/lia-la, emtiuauto'sirecorrt ao medico,ou mestuo para cura-la ludependenle desles nos logares
em que nao os ha.
TRADUZIDO EM POUTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSC07.0.
Esles dos opsculos roiilm as indieares mais claras e precisas, c pela sua simples e concisa exposi-
cio e*Ui ao alcance de (odas as inlellisencias, nao > pelo t|ua dil respeilo aos meios curativo*, como prin-
cipalmeute a.-s preservativos que lem dado os mais satisfactorios resultados em toda a parle em que
elles tciu ido posten eui pralio.
Sendo o Iralamcnto lioineopalliiro o nico que tem dado srandes resudado-no curativo desla hnrri-
vel enfermidade, julsanius a proposito Iradaiir esles dous impui laules opsculos cm lingua verilen-
la, para licsl'ai le fariliiar a sua leilnra a quem ignore o franco/.
Vende-se nicamente no Consultorio do traductor, roa Nova n. .c!, por 3~*000. Vendem-se lamlr-m
na medicamentos precisos e bolicas de 12 tubos com un frasco de lindura toa, nina dita de :!t lubos cnin
livru e _' frascos de tinturas, "i-mitl.
RAPrFRNCEI
O verdadeiro e genuino rape francez
deveter preferencia sobreoulro (-iialt'ucr
rapi tanto pelo seu simples e agraaavel
aroma,comopela sua <|iialidadcliij\ cuica,
visto nao ter a menor cotnposiciio que
faca dainno as pessoas que dee fa/em
uso. Vende-se por .s'OOO cada meio k-
lograma, que regulamuito mais de nina
libra : as lojas dos Srs. Moretea iS Duar-
tc ra do Cantiga' n.. Joo Cardozo Ay-
res ra da Cadeia do Kecit'e n. 1, e io es-
criptorio de Burle, Sou7.a.& C. rita da Cruz
n. W.
a viso importan-
tissimo para os
Srs. jugadores
das loteras. '
O cautelista Salustiuno
de Aqu no Ferreira
avisa aos Srs. josadores das loteras da proviucia,
que os prerot dos bilbete* e cautelas fitsm lii mes
como abaiio se demonstra, os qnaes sao nasos sem o
descouto de oilo por centu da lei as tres pnneiras
sortes grandes em qtianlu existir o plano actual de
5,0110 bilbeies, pelo qoal so extrahjdasia. loteras
da proviucia. Elles esto expsitas a venda as lo-
jas do costme. So he responsavel a pasar os oilo
por cento da lei sobre os tres primeirts premios
grandes em seus-bilheles mteiros vendidos em ori-
inleiro 5*flOQ*00
2:5009000
hfMf6C6
l roojooo
1:(KKIS000
6251000
.itioc-doo
JOOOOO
O caulelisla
Salustiano de Aquino ferreira.
; LOTERA da provincia.
O cautelista Antonio J o-
s Rodrigues de Souza
Jtmior avisa ao respeita-
vel publico, que sabbado
o do corrente, undam as
rodas da lotera: o resto
dos seus afortunados bi-
lhetes se acha a yenda as
lojas da praca da inde-
pendencia ns. 4, 15, 15 c
40, e as outras do costu-
me ;* as sortes grandes sao
pagas sem disconfo alguui
logo que sabir a lista ge-
ral.
Precisa M de um caixeiro portugus para ta-
berna, de 12 a 10 anuos : na ru < eslreita do Kosario
n. 16.
Pergunta-se pela segunda vez ao Sr.
Miguel Esteves Alves, porttiguez e arma-
dor, |ue mora n?. lreguezia do Corpo
Santo, ate cptanclo quer ubuzar da paci-
encia ja'esgotada.de quem lia quatro me-
zes tem sido diariamente Iludido por tao
ridicula iiuantia....
Pela primeira secoao do consulado provincial
avisa-se aos proprielarios dos predios urbauos da
frei-uezia desla cidatle e da dos Aflojados que os :I0
dias uleis para o pagamento da dcima lo primciro
semestre do auno fnanceiro de ISVi a ISG liudaro-
se do dia 9 do corrente mez, e desse dil em diante
incorrer.'io na mulla de :! por cenlo lodos aquelles
que deiiarem de pagar seas debilos.
Kiuaes.
Bilheles S600 Kecebe por
Meios DMOO
Tercos 131120 )i
Quartos 151411
Quintos IBlfiO
(lila vos 720
Decimos liOO i)
Vigsimos 300
II. Kosaliua Leopoldina de Carvalho, viina de
Jos lsnario Cabra!, pretende vender um terreno
que tem entre os eucenhoa aloclo e Amparo : quem
pretender, dirija-oc ao engolillo (iameleira, para Ira-
lar com spii pai Jos francisco l'edrooo.
Precisa-se de um menino pai a caixeiro de tima
taberna : no paleo da Kibeira de San Josc n. 7.
Iluartu jo.e Pereira previne a toda e qualquer
pesoa que lenlia tido Iransacces com o ileluiilo seu
j mam, Leonardo Jos Pereira, para com elle se eu-
; tender na ra da Boa-Visla, lojade lunileiio de Jos
Pereira Coellio u. ~A.
Na fabrica de chapeos de feltro e castor, de-
fronle do novo hospital militar, piecisa-se de apren-
diiet.
No sobrado da ra do Pilar n. 82, precisa-se
alugsr una pessoa livic ou escrava, que saiba cozi-
nhar alsuoaa cousa, para ser empregada ueste
u'outros servidos ordinarios de urna casa de pequea
familia, a excepedo de eogou-mado, preferiodo-se
desta ultima condicio, edo sexo masculino ; paga-te
bem agradando.
Frecisa-se da quautia de 2:0005 a premio de
1 ',, far.endo-se nicniwlmenle o pgameulo de 005
por conla do principal, alm do respectivo juro at
linal embolso ; d;i se a precisa segurauca : quem
quizer auuuucie para ser procurado.
Precisam-se de trabalhadore para
abrir o encanamento do rio Beberibe : na
eidade de Olinda, junto ao piza, a tratar
com Nornerto Antonio Lealdade.
Fogio no dia 31 de dezembro do auno pascado,
o prelo Francisco, de na^ao, estatura regular, pouco
corpo, cor prela, com urna belide do clbo esquerdo,
anda de vagar, e coila.na tomar bichos nos pes, le-
vuu camisa de algod.lo o caifa de estopa : quem o
apprehcuder, lere-o ao abaiso assignado, ra do
Hospicio u. 21, que sera recompensado.
Feliciano Joaquim dos Sanios.
Aloga-so om sobrado iw Passagein da Magda-
lena com bastante commndo, estribara, coebeira,
casa para prrlos. oulra dila para fetor, cacimba,
todo murado, com um ptimo banho ou fundo : as
pessoas que pretenderen!, djrijam-se a ra ircila
u. 3.
Oll'ereee-se uiu rapaz portuguez para caiairo
de qualquer eslabeleciraeulo, anida mesmo scudn
Torada praca : quem pretender, dirjase a ruado
Vigario n. 9 pri.tieiro andar.
Precisa-sede um guia de cotilianca para acom-
pauhar urna pessoa ao centro das provincias do nor-
te : paga-te bero : quem esliver tiestas circuiustau-
cia, dirija-se ao cafo dos arco^.
Precisa-se de duas pessoas para o servido in-
terno de unta casa cslrangeita, que entenda de ro-
zitiha ej'ugomiiiF, o oulra para costura : na roa No-
va n. 17, se dir quem precisa.
LOTEKIA DO RIO i)L JANEIRO!
Aclia-se a venda nas luja do COStume,
um pequeo numero de bilhetesda lote-
ra S- ile San-Pedro de Alcntara : espe-
ramos as listas boje, |>elo vapor nacional ;
os premios sao pagos a' distribuirlo das
mes mas.
MiliMa'OS.
lecm a honra de [tarticipar aorespeita-
velpublicoquteemabcrto nina nova loja
e fabrica de chapeos na rua do Crespo,
no sobrado novo que faz esquina para a
rua da Cadeia, aonde os compradores
acliarao desde boje em diante um bello
sortimento de chapese tazendas tenden-
tes ao mesmo cstabelecimento, e por me-
nos precodoqueemoutraqualquer parle,
tanto em potcio ja lite iccommendain chapeos l'rancezes
de bonitas e elegantes lrmas e de boa
qualidade, ditos Kilos na ierra de todas
|asqualidddesdepaiha, teda, e montara
para senhora, de lustre para pagem, c nm
rico sortimento de gales linos, de piala
e ouro para os mestnos; chapeos de castor
l'rancezes einglezes, ditos de Italia para
homens, meninos esenhoras, do Chile linos
para homens, meninos e senhoras, bone-
tes de todas as qtialidndcs. assim como se
apronta qualquer encommenda tendente
ao mesmo estalielecimento, e tudo por
precos maisbaratos do qu eni outra qual-
quer parte.
Aluga-se urna grande casa com aoto, quar-
los, cozinha fra, estribara, casa para prelos. 2 co-
piares, portSo de madeira, boiu quintal plantado,
sendo na Capungs, canto da rua dos Drogas: os pre-
lendeores podem diriir-se a rua do Queimadu u. 7.
O Sr. Elaain tiiolma deiion de ser caixeiro da
casa rommercial dos abaivo atsignados de"ilc ."II de
detembroprximo pasudo.At nag*A Itrvan.
O
-: :-;-
BEinSIAfRAMCEZ.

CONSULTORIO
HOKEOPATniCtt.
28. Rua das Cruzes 28.
(Gratuito para os pobres.;
O Ur. Casanora da consaltas e faz vi-
zilas a qualquer hora do dia.
No mesmo consultorio vende-se
O TRATAMENTO UOMOEOPATlIt-
CO, prctervalico e curalico do cholera
normo, accommodado a iutelligeucia do
povo, cada folhelo...... :HIO
Carleiras de 12 medicamentos
para o cholera, atoe 12?.
'j onja de tintura......I5OOO
Tubos avulsos, a :100, 3011 e 15000
Carlciras de lodos os tamaitos
moito em conla.
N. li.Os medicamentos hoimnapallii-
cos que foretn comprados por conla to go-
verno desla proiincia, terito o abalimenlo
de 20 por cento sobre o valor de que ordi-
nariamente se vendem ao publico.
0
i
8
i
(0

8

' Paulo tiaignoiix, dentista, eslabeleci.10 na
% rua larga do Rosario n. ol, segundo andar, 9
61 enlloca denles com a presado do ar, e chumba .^
9 dentcs com a massa adamantina c mitro- me- Q
4 taes. ^5
caaiSts z ..;<* jt.'
Illm. Sr. presidente e mais manobres da com
misso de bygiene desta provincia.lliz Paulo l.uiz
Gaignoux, deatisia ftance/, que precisa a bem de
seu direilo, Vs. Ss. seren servidos examinar a pre-
paraban tic que se serve para chumbar denles, e de-
nominou massa adamantina, em ordem de verificar-
se que a tilla preparadlo tullere iuleiraueutc de to-
das as cuotcenla-. Pede a V's. Ss. sjam servid*. a._
ferir-lbo como reqin-r.F.. R. Me.
I'auln l.uiz Gaignou.r.
A m,isa denominada pelo mppMcaateAdaman
linae pot elle apresenlatla cummissao de bygie-
ne publica, dilTere tic lotlas as apresenladas nessa
mestna occasiao por outros: sendo a coulroulacao
feita na presenca de lodos. Sala das sessoes da coui-
misso :0 de julbo de IS'ij.l)r. A. Fonteca.
*J l)r. Firmo medico, mudou ^
a sua residencia para a rua Nova ^
n. 23, primeiro andar, e conti- A
nua no exercicio de sua prolissao. S
O padre Thornaz de Sania Harianua de Je-ns
Magalhaes mudou a sua residencia para o paleo da
Saula Cruz u. 12, frequezia da Boa-Vista, e conti-
na a eosiuar primen a. lellras, grammalica portti-
gueza e o mais que ensiuava ; e prumelle lodo coi-
dado e toda dedicarlo para o adianlaineuto de seus
discpulos.
Una pessoa versada em latim, francez, ingles,
porluguez, gengraplua, eometria. arylhmetica e pbi-
losophia, ensina para a riegue, de Santo AnUu oh
parle conjunta a ella : quem precisar anuuncie.
llesappareceti 110 tlia 25, ta Capunga, da casa
do aballo assignado, um cavallo ruco pombo, car-
rega baixo. o qual fot eocouirado solo na estrada do
Maiiguinlio, em procura do engerido Oolinguba :
quem do mesmo liver noticia, e -querendo mandar
p ruin prupro na casa cima, ou a rua da Cruza.
lis, primeiro ailar, sera generosamente gratificado.
Francisco de Paula Figueira de Saboia
Precisa se fallar rom o Sr. Viceule da Cunlta
Soulo Maior, que mora no engenta Dous Uraco-, a
negocio que nao iguora, na tiaves-a das Cruzes ti. 14.
PEUI1A.
Perdeu-se na praca da Boa-Vista um lenca de la-
hyrinlho rbeioein grade, guarnecido de bicco, com
um jarro em cada canto e qualto coroas do centro
rom as seguidles iniciaos om lellras gregas J. A. C.
M. : quem o livor adiado leve-o mesma praca,
sobrado n. t>, que sera recompensado.
Precisa-se alugar urna prela forra ou captiva,
para comprar e colindar em una rasa de pouca fa-
milia : quem liver para alagar, dirija-se a Cambo!
do Caimo n.6.
CARROS FNEBRES
POR MDICOS PRECOS, NO PATEO DO
l'AKAI/.O CASA' NUMERO 10.
Jos Pinto de Hagalbaesfazsciente que
etnseu estabelecimenlu se encontram cai-
ros para eondiicao de defuntos, donzeflas
e aojos, muito bem ornados e poi precos
a contento; promette aceioc pi omptidao,
eda mesma Forma fornece, ( sem o menor
incommodo das parti-s) attestados, licen-
cas parocniaes, msicas, armaces, hbi-
tos, cera, mortalhas de pinlio, e lambem
aluga caixdes armados grandes e pe nos : o /.ello e actividadu do annunciaiite
hebem conhecido, e por isso espera que
sera' procurado em seu estabelecimento
todas as ve/.es quese lizermister.
Precisa-se ile urna ama tle nii'ia ulade para casa
de om hotiiem viuvo e tle pouca familia, e que se en-
carregue de lodo servico, assim como fra : a tratar
na rus estreita lo Rosario 11. II.
Precisa-se de um caixeiro para taberna! em
Forado Portas 11. 8.
Mr. Eduiond Le Coal de Kervcgucu relira-se
para Franca.
l>" -Min.".''.:.
Coiaprani--e I" aecet to Banco desla provin-
cia : na rua do Pilar 11. III.
S*CltJ>i5s

X>aguerreotypo,
electrotypo e
stereoscopo.
Na anliga e bem condecida galera e ufliriua de re-
tratos do aterro da Boa-Vistan. I, lercciro andar,
contiuua-se a tirar relralos por qualquer desse sys-
teraascom toda a perfeicAo. Ah se euconlra o mais
rico e abundante sortimento de objectos para a cul-
locai-ito dos retractos, que lein vintlo a esta capital.
Ntlo se enlrega retrato alsum sem estar parecidoe de
um Irabalho perfeilo. Us retralus em slereoscopo
apresenim a pes-oa em sen (amauFio nal todo o relevo como se o proprio individuo fora, Na
galera se achata amostras desle maravilho-o Iraba-
lho. Das 0 horas ta manlia* as 1 da larde est sem-
pre a galera e ofliciua a disposicao do publico.
Quem liver 1,.~>00 a 2,000 lelhas ja servidas
para vender, dirija-se a na ta Seuz.ihi Nova, la-
berna n. 7. que achar com quem Iralar.
Terminan as ferias para lotlas as escola- publi-
cas de m-lriic ;.'io elementar da provincia no tlia T>
de janeir >,em virlude n. liti'.i, por isso a primeira aula publica em Santo
Antonio do Kecife, no da 7 do referido mezconli-
uuara em seu exercicio lectivo, na rua do l.ivra-
mentu n. :ls. primeiro andar.
Mauocl Ignacio da silva Teiieiri participa aos
senbores seus Ireguezes, tanto da eidade como tle fo-
ra, que contina a mandar fabricar em sua pallara,
uo paleo da Sauta Cruz, com frente para o poenle,
agora rebocada e catada de novo, lo la a qualidade
de pao com as denominares : redondo, proveuca,
crioulu e familia, ea bem cunliet ida bolacha e boa-
chiuha furada de agoa e tal nicamente, de differen-
les lamanbos, de <> a 30 em libra, assim como bola-
cha oqcj, lambem de dilTerenles tamanlin-, ludas
bem torradas e da melhor farinha que lia no merca-
do ; adverlindn que mudou a loja de vender jun-
io a mesma podara para a tasa do lado do norte,
rua do Kosario u. 3S, aonde pode ser procurado a
t|uc precisaren), que serilo bem servidos e precos ra-
zoaveis, e lambem d pao de vendagem a escravos,
seudu abantados por seus senbore9.
H0K.E0P.ATHA.
EXTRAH1DO DE RL'OFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
c posto em ordem alpliabetica, rom a descrip<;So
abreviada de todas as molestias, a indicacao phvsio-
logica e tberapculica de lodos os medicamentos ho-
meopalhicos, seu lempo de arcan e concordancia,
seguido de um diccionario da signifcacAo de todos
os termos de medicina e cirurgia, c posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
Dil. 4. J. DE MELLO MORAES.
Os Srs. assignaiites po.lcm mandar buscaros seu*
exeraplares, assim como quem quizer comprar.
Massa adamantina.
]legeraluicnle reconhecida a excelleuca desta
prepararan para chumbar tientes, porque seus resul-
tados semprc felizes sao ja do dominio do publico.
Sebaslio Jos de Oltveira fa uso desta preciosa
massa, para u lim indicado, e as pessoas que qoize-
rem hoora-lo dispondo de seus servicos, podem pro-
cura-lo ua ^Iravessa do Vigario o. 1, loja de bar-
beiro.
i j. nm, DENTISTA, 2
0 contina a residir na rua Nova a. 19, primei- fc
41 ro andar. %
4
Precisa-se fallar com o Sr. Manoel Mendes
Ferreira Guimares, ou com pessoa eucarregada dos
negocios do mesmo : em casa de Patn Nash & Com-
panhia, rua do Trapiche Novo o. 10.
O SOCIALISMO
PELO GENERAL ABRE E LIMA.
Anda exstemalguns eiemplaresenqotiitcrnados,
e achain-se a' venda Da loja de livros dos senbores
Ricardo de Freitas & C, esquina da rua do Collegio,
e em casa do autor, pateo do Collegio, casa amarella,
no primeiro audar.
8 COLUTORIO CENTRAL
HOXerATHlGO.
fi (Gratuito para os pobres.)
* Asm de Santo Amaro, {Munio-Noco) n. 6.
';>< O Ur. Sabino Olegario l.udgero Pinho d yy
consullas todos os dias desde s 8 horas da
manbaa at as 2 dt larde. \-.
| \$ Visita os enfermos em seus domicilios, das J(
2 lloras em dianle ; mas em casos repentinos 5
e de molestias agudas e graves as vslas serilo R3
feilas em qualquer ora.
As molestias nervosas merecem tralameulo '
especial segundo meios boje aconsclhados Wv
^ pelos pralicos modernos. Esles meios exis-
a tem no consultorio central. 'j
nwMBMWKXK m MmMJUtmaaat
Precisa-se de tuna ama de leite, pre-
ferindo-se escrava : quem pretender di-
rija-se a rua das Cruzes n. II, segundo
I It IllVU- i
')
i
1
i
. i.
Hg 'ahaixo assignado faz publico apenas,
^ em (onsequeucia de uns annuncius insertos
gil ueste Diario, nos ltimos tliasdo anuo liti-
^j do hotitem, assignadosporum ..-,'. doreiqat, grecas a PROVIDENCIA,
* anota de-la vez aliorlou O TE.MEKOSO tfl
^ PROGNOSTICO DESLA MOKTE! exa-
i.M ratlo com um arrojo extraordinario, no
Q6* almanak. para o prsenle anuo, tloaiulo
Kji diz as Tullas :r78 ser o engenhn UNA DE
S. ANTO, propriedade da VilIVA'DE
^ v\Ti)\|() CARI OBi ti t.> ,;,',.
- freada OeclaracSo se cnleiitle com o an-
23 niincianle. Dflo re-ta duvida ; nito so por-
K*S que em .s'. Antao uiio lia oulro Una, co-
SSJ mo por mo havir all nenhoiu oulro pro-
5.^ prielario ou rendeiro, que tenha seus dou*
5j* primeiro* nomes : no eutretanlo que o an-
(ij-; nunciante, que tem naqu-lle cngeulio urna
/K pequea parte; esteve cultivando-o al a S
5 inaudita e fatal separariio de sua mullier, 'tA
Tilha do Sr. commendador Antonio tic .S>- R^
(ueira Cavalcanti do engenho MarUpagi- E22
pe do Cabo! Se urna tal acinlosa declara- ^
co n3o veio de engao to elaboratior do 1^1
almanak, o Illm. Sr. Figueiroa, por cerlo fg
|o que he evidente; parlio daquelles que, JS9
arrogante* desejam anciosamente >'-/o mor- f&X
to, para alo arriscarem-se a seren reiifi-
do' em falso.
Mas o abaiso assignado (nilo sabe se de- Rw
vdo a Iranquillidade de sua ron-ciencia ; j^,
_ parreler desmentido O MISERAVEL E fS
^ ASQI.'EROSO NECROMANTE. por que m
& hnje i" de Janeiro, te nao engaase, JUL- ^H
^ GA ESTAR VIVO, CHE' SENT R-SE. ^
^g e por isso exolla de Mr, que sua mnlher SJj
ggj oao ha passado ainda pela acerba dr de g
)S cubrir-se tle lulo < ce icr-se entregue ^^
terdadeira VIUVEZ, e uem cslarem eos tr3
muito prezados e idolatrados lilliinhos 3^
(Iraicoeirarrcnle ronbados ha onze mezes V
U^ privarlos HE SEU PAI, tle sea unir ,-\
S-. PROTECTOR!! Dos queira amercearse :j
g)j de tantos lIESVAr.IOS!!!!!!!!
Recife 1 do auno de 1830!Antonio
"arlos Pereira de Burgos Ponte de /.con.
-,'.<


t
a
LOTERA
DE S. PEDRO MARTYR DE
Sabbado "> de Janeiro de IS.")(i, lio de
andar inilubilaveliiH'tile as rodas da refe-
rida lotera, no espacoso saliio da rua da
Praia n. 27, pelas if mcia horas da ma-
nliia : o resto de meds billietese cautelas
esta' a venda as lojas ja conhecidas do
respeitavel publico. Sem disconto.
Billiele inteiro 5,Sn(Kl 5:000$000
Meio biihete '2.sSk)0 2:500S000
Tercos IjflKO I:6os0(i
Quartos l.sWO 1:250*000
Quintos IsKiO I:000s000
Oilavos 720 625^000
Decimos 600 500J000
Vigsimos 500 250SOO0
Pcrnamliuco 2 de Janeiro de 1856.O
cautelista, Salustiano de Aquino Fer-
reira.
!'jV-3>>;"-
0 abaixo a-signado faz Menle ao respeitavel
publico, que mudou a sua residencia da tu. do Pa-
dre Floriauo para a Soledatle defroute do sobrado u.
-2 ; quem quizer utlisar-5e de seu prestimo, que be
curar inorphea radicalmente, arestn-, pernaa in-
diadas, ervsipella e rheumatismn, dirija-se ao men-
cionado lugar.Manoel Botgesde Mendonca.
Precisa-se alugar urna prela captiva para cozi-
nhar em ca-a de familia: DO aleiro da Boa-Vista
n. 48.
Precisa-se alugar una mullier forra, capaz,
que cuziulie bem, para lomar conla da cozinha de
urna ca-a ite familia, e leudo ascondires cima pa-
gase muito hom ordenado : uo aterro da Roa-Vi-ta
u. i8.
PUBLICAgAO' LITTERARIA
Repertorio j ti ridico.
Esta puldicacao sera sem duvida de ulilidade aos
principiaules quese quizerem detlicar ao exercicio
do ftiro, pois uella encoulrartlo por onlem alpbabe-
lica as principies e mais frequcnles occtirreucias ci-
vis, orphanol.igtcat, commerciaes e erelesiaslicas dti
nosso furo, com as remissoes das ordenacoes, le-,
avisos e roeulamenlos por que se rege o Brasil, e
bem assim resolucoes dos Pravi-tas antigs e moder-
nos em que se Tirmam. Conten semelhaulemeutc
as decisoes das que-les sobre sizas, sellos, velhos .
novos direitos e decimas, sem o trabalho de recorrer
a collecrao de uossas leis e avisos avulsos. Consta-
ra de dous voltimes em oilavo, grande francez, eo
primeiro sabio a luz e est venda por 85 na loja de
livrosn.6 eSdj praca da Independencia.
Acba-se a venda : Deraon-lracHo tos arligoi
do Cdigo Couimercial Brasil, uo. fetla por Jos All
Ionio Gomes Jnior, cujos arligos It-m referencia en-
tre si e ns regiilamentos, portarlas, alisas, consulta:
respeilo ao memo Cod. ; e a llemoii-lrac.io ilos
arligos dos icgolainenlos n-. T.'IT, 7^1S tle 2~i de 110-
vemhro de IS~0 com referencia aos avisos, portaras,
regolamentoa, pelos qnaes lem sido alterados ou ex-
plicados. Com quanlo e-la obra tivesse materia pa-
ra forneccr grande voltime, (oilavia pelo inclinlo
adoplti-lti esta titui resumida, c coniprelieude ^tlepois
da devida explicarlo)4 taboas. I.1 indica os aru.
do Cod. com referencia entre si c os Regs. ns. 696,
7.17. 738. KOH, S07. StIS, 8H. S(3, Kli,' lll.'i, Itt'l,
Xr2. 1,000, 1,001, 1,002, 1,325, 1.573, 1,597, c le
n. 7'J!I. 2.S indica os arls. do mesmo Cod. ruin re-
ferencia aos avisos, portaras, consultas, rrgolanifii-
tos alemdos mencionados na primeira |ielos quacs
lem sitio aperados ou evphcattos. 3.a indica os arls.
do Beg. n. 7:i7 na conformitlade da aulecedenle. I.
indica os arls. do Reg. u. 7:!S na mesma couforrni-
tlade ; egiie-e a lei n. T*. de l tle Miembro de
1854, e o Rea. n. 1597 do 1.- de maio do 1855: veu-
de-se nos illas uteis, tas i as b huras da larde, rua
to Sebo, ca-a n. 35 II : preco de cada exemplar
53000.
II abaixo assignadti roga a lodas as pes-oas tpte
l!i >-o dov-dora-, o favor tle salisTaxer -en- debi-
los ate o li i ti uo torrente../ot'/titm lerretra da
Silva Jnior.
Joaquiui Ferreira da Silva Jnior ro;-a a qrtal-
quef pessoa tpie se julgar seu credor de apreseutar
siias coutas para seren salisfeilas ale 10 do corren-
te : na rua du Collegio n. 1:1, primeiro andar.
All V DE L4TII.
0 padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que contina com sua aula de lalim, do
dia 2 de Janeiro em dianle, pela mesma
maneira e sol as condicoes ja' annun-
ciadas.
ffoIMiIiiiiS
PARA 1856.
Estao a' venda as bem conhecidas lb-
Ihtnbps iiapressas nesta typojjrapliia, as
de algibeira a 20 e as de porta a I O; as
ds> algilicir,! alem do Calendario ecclesi-
asticoje civil, conten um resumo dos irr.-
postof munteipaes, proviuciaes e (jeraes
que ejuectum todas asclasses da socieda-
de, extracto dos regula montos parochiaes,
doceaaiterio, enterrse sello, tratamen-
to de Varias molestias, inclusive a do cho-
lera, tontos, variedades e rearas para a-
zer manteijja e qucijosile dillerentcsqua-
lidades, ditas ecclesiaslicas ou de padre,
correctas, c conforme as rubricas e uso
deste bispado, inclusive a resa de S. Tito,
efeitas pelo padre Machado, o mais an-
tigofolliinheirodesla provincia, (sem pri-
vilegio visto como a constituicao e leis do
Brasil o prolbein) a 100 rs. cada urna:
vendem-se miicamcntc ki livraria n. C e
8, da praca da Independencia.
J'ianos clrganlos. "'"T'
No escrploro tic Domingos Alves Matheus, na
rua da Cruz n. ."il, ha para vender ricos e elegan-
tes pianos de Jacaranda de eiccllcnles vozes, por
precos mdico-.
Deposito de algodlo Irancadn da fbi J Todo
osSaot.a.Bsnia.
No estri i no tle Domingos Alves Matheus, na
da .i. em/ n.54conlina a vender-sc superior pan-
no de algodtlo trancado da fabrica da Babia proprio
para roupa tle esclavos, assim como lio proprio para
pavios de vella.
ROLA'3 FRANCEZ.
lie novamemte chegada esta aprecia-
vel pitada no ultimo navio francez, e esta'
a venda por barato preco: na rua da
Cruz n. 2(i, primeiro andar.
Vende-se um elegante carrinho de
quatro rodas com arreios muilo ricos,
para um ou dous cavallos : na rua da
Cruz n. 2(j, primeiro andar.
Vendem-se espingardas de dous ca-
nos, Irancezas, muito proprias para caca
ltimamente chegadas de Franca, e por
barato pieco : na rua da Cruz n. 20, pri-
meiro audar.
Vendem-se frascos com roldas de
vidro, piopiios para conserval toda a
qualidade de rap, c por baratissimo
preco: na rua da Cruz n. 2(i, primeiro
audar.
Vende-se muito superior cham-
pagne emeaisas, o iiiellior que tem ap-
parecido no mercado e por coinmodo pre-
co, licor de Kirsch lambem em caivas e
muilo em conta : na rua da Cruz n. 2(i,
primeiro andar.
"Vende-se urna armacSo propria para qualquer
eslabelecimento, ua rua Direila n. iS : a tratar oa
meiina, leja.
C. STARB A C.
res|ieilusaiiieiileaniiunciaiii que uo sen exleuso es-
'abclccimenlo um Santo Aiuaro.conliuuaiu ti fabricar
com a maior perfeicao e proniptnlao, lodaa qtiaula-,
de tle machiiiismo para o uso da agticiillura, ua-
vegacao e manufactura: e que para maior coinmodo
ile seus numerosos fregue/ese do publico em geral,
leem alo i lo em um dos grandes armazeus uo Sr.
Mosquita na i ua do Bruiu, alraz do arsenal tlu nia-
rinlia
DEPOSITO DE MACHINAS
construida- no dito seu eslabelecuneuto.
Alli adiarlo os compradores um cmplelo sorti-
mento de moendat de caima, com lodos os inelhora-
mentos alguns tlellcs novos e origmacs) de que a
experiencia de tuuitos anuos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baiva e alta pressao,
laixas de todo lamauho, tanto batidas romu fundi-
das, carrus de mito e ditos para condozir furnias de
assuc.ic, machinas para moer mandioca, prensas pa-
rclito, foinos tic ferro balnlo para farinha, arados de
ferro da mais approvada cousliucco. funilos para
alambiques, crivus e portas para iorualhas, e una
inlinidade de obras tle ferro, que seria enfadonho
enumerar. No mesino deposito existe urna pcssua
iiilelligenlc e habilitada para receber todas as eu-
coinmendas, etc., etc., que os annunciaiites contan-
tlo com a capaeidadedesuas oflicinase inachinismo,
e pericia tle seus olliciacs, se compromcllem a fazer
execulai. com a maior presteza, perfeicao, e exacta
ronlni innl alo com os modelos ou desenhos,o iuslruc-
coes que Ibes forcm foruecidas.
Ve ndem-se surcas com milhn por :\y>(H) : na
rua du V^ario,taberna de Jom Sillines tle Alineida.
Palmeira jt Beltrlo na praca do Coipo Sanio
n. 'i, vendem presuntos lugleze-, queijos londrilios,
:>.I innlia- ti.- ludas as qualidade- e oulros gneros,
sabidos boolcui da alfamlega.
Vendem-se 3 c-cravas tle li a 20 anuos de
idatle, una deltas boa cugouimaileira, e I escravo
tle nieta idade, por preco commodo : ua rua Direi-
la n. 3.
No engenbo Moreno vendein-se bois para arou-
gue : os pietendenles podem dirigirse ao proprie-
tario do diii t'iigeulio Antonio tle Sonsa Lean.
PIANOS.
Vendem-se em casa de llenry Brunnos
C rua da Cruz n. 1 0, ptimos pian A
cliegados DO ultimo navio da Europa.
TINTAS l)E OLEO.
Vende-se (i utas de oleo sortidas da me-
lhor qualidade que tem vindo a esta tra-
ca e por preco commodo : na casa de
Adatnson llow ie & C rua do trapiche n.
12.
Vendem-se dous pianos fortes deja-
caranda", construeco vertical e com to-
dos os mellioramentos mais modernos,
leudo viudonoultimo navio dcllambur-
go : na ruada Cadeia, armazem n. 8.
I.ini IIIALAO'.
(> arrcinalaiile ta loja da rua dos l,luarlcis n. 21,
quereiulo acabar rom presteza as mindeaaa que aiu-
ili esislem, vende baralu alim de liquidar jior lodo
o corrente mea de Janeiro.
Bicas Iranctts de setla, a vara
tjrozas de Imltu-s de seda para casaca
Lencos de seda, lieos padroes
l'enics de tartaruga para segurar cabello
Mcia- de alginlao para senhora, a duzia
Lila de cores pala bordar, a lila,i
Espeliio tle gaveta, a duzia, surtido
Papel de core-, nia-so de 20 qiiadernos
Toncas de lila para nnhora
tlbreins em caita, groza
Pea de franja de algodlo com Dolla para
cortinado
1011
I *KI III
INitHI
9500
JfSIIII
7; 6500
OO
1*KHI
550U
tjOOO
Libra de Itaita de novello grande para bordar 1?(i00
*;7IK>
:iKHHl
19200
300
160
31600
2)800
2*<)0
19000
19200
enumeram e
Melas croas para liomem, a duzia
Penles de bfalo para alisar, a duzia
Libra de eordao part vestirlo
Pecas de tila tle coz com 10 varas
Agulhas em caiviuha
Resma do incllun papel almaco
Dita de papel alutaro
Hita de tillo de peso
Chiquitos de merino bordados para meninos
Toucas de blondo para ditos
e oulros niuilos objectos ru ni
que se vndenlo sem limite.
Vende-se mais tle urna terca parle do engenho
Taipe, que locou em raleio a Miguel Henriqoes
Soares c Silva, distante tle Iguarassu' meia legua :
quem pretender, tlirija-se a seu procurador Anto-
nio Flix tos Santo-, ou na loja de cera, rua do Ca-
buga n. .
er
para crer.
veudem-so as melhores velas de carnauba que
tem vindo to Ararat) a ivi a libra, e lambem em
caixitthaa tle arroba, sacros com gomma, dito* com
cera de carnauba, por preco commodo : no alrrro
da Boa-Vista, tlefronle da honeca 11. 14, loja decal-
cado, assim como uir couiplelosortimento de cal-
cados.
Vende-se nm cabriole! em bom u-u ; a Irsia
na rua to Collegio 11. 21, primeiro sudar.
era ce car-
nauba
Vende-se rera de carnauba a rclalho e por ataca-
do, mais barata to que em oulra qualquer parle ;
quem quizer aproveite se da urcasiao : na rua do
(lueimadon. 69, loja tle ferragens.
Em casa deN. O. Bieber&C, rua
da Cruz 11. V, vende-se :
Vinlio de .Madeira em quartose oitavos
barris.
Vinagre branco.
Tintas em oli-j
Lonas.
Urins da llussia.
Papel de embrulho.
Saceos de estopa.
Cemento
Por commotlos precos.
Pastelaria fran-
cesa,
aterro da Boa-Vista
le
17.
Madama Blandin lem recebido pelo ultimo na-
vio francez chocolate Baunillia a 1 -ilO'i a |ibra, tlilo
Bagueres a !>2SU, dilo Bain Ture a 19980, e um Sor-
timento de raiMiihasde .-onfeiro-.
Navalhas a contento.
Na rua da Cadeia to Recife n. 18, primeiro a-
ilar, escriplono tle Augusto C. de Abren, conti-
uuam-se a vender a 89000 o par (preco flio, as ja
bem conhecidas e afamadas navalhas tle barba feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na cspo-irao
tic Londres, as quaes alm de durarem extraordina-
riamente, ntlo se seiilem no rosto na aceito ti corlar;
vendem-se com a cnudicao tle, nao agradando, po-
deiTin oscoii.pratlorestlcvolvc-las ale 15 diasdepois
pa compra reslituiido-sc o importe.
MOEXDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
modello e conslruccao muito superiore.
Em casa dellenrv liriinn VC.rua da
Cruz 11. 10, vendem-se:
Lonase brins da Rustia.
Instrumentos pura msica.
EspeillOSCOm moldura.
Globos para jardins.
adeiras e solas para jardim.
Oleados para mesa.
Vistas de Pernambuco.
Cemento romano.
fiomma lacea.
CHAROPE
O
4
Vende-se urna escrava crioula.de idade de | te* CORTES TURCOS*
211 anuo-, sabe cuzer e eugommar, por prejo com- | Vendem-se etles delirados corles de cassa prela
modo : ua rua de Hurtas n. 110. 1 com pintas carmezins e llstrado-, os mais lindos pot-
siveis pela sua novidade de padres, e t se Tendea
as lojas dos Srs. Campos & Lima, rua do Crespo ;
Manoel Josc l.eile, roa do (lueimado ; Narciso lia
rua da Cadeia, por pret.o muilo em
y
A I.
He muilo barato, cortes de cassa chita de lindos
goslos, com 1 varas, pelo dimiuulu preco de l*M>IMI :
na rua do (Jueimadu 11, :i:t a.
arato nao visto
A 5,600 rs.
(..lale* tle laa e sC'ld, Rntiiima raxenda, inloirninenle limlos, iiniUinln m*. ilp sed.t, ven m pelo diminuto pre^o *le :(?ir(N) na rua to Oui-i-
ipado 11. :.i A. loja de KoilrimieCv I.imi.
Veinlo-se Dina ;ran U- mrr.io de Iravi'S de ,"rf),
'l e Mi p.linios de cumplido, de quahdades limito
upOTiorea a ntnn canoa de rarreira nova, ludo por
preco roir.inoilo : n<> preleiideiitP'- dirijan.-** a An-
lonin l.eal ili- Huiros, nj ru.i do \ icario n. 17.
2 Ainda re-dam alen mas ecas rom era de car-
i.aub;i dnAracaly, i|tie MMendem por prero cooimo-
do, para fechar conlas do venda : na rua Nova u. :0,
loja de .lu-ii.) lernaodes TareDle Vianoa.
0 nico deposito.-onliiuia a ser na boliea de Bar-
Jiolomeu Francisco deSnuza, na la lardado Kosa-
rio n.^6; garrafas grandes 59500 c pequeuas^OOO
IMPRTAME PARA 0 PUBLICO.
l'ara cura de pblfsiCI em lodos os seus dillereules
graos, quer motivada por cousliparOes. losse, aslli-
in.i. (ilfiri/, escarns de saugue, dor de costados e
peilo, ..ipii.i; i. no coracao, coqueluche, bronchile
dor nauarganla.e todasas molesliasdosorgaos pul-
monares.
Fbrica de bo-
lees.
Jos Raplisla Braga, rom fabrica tle lalneiro, fun-
dicao e funileiro, ua rua Nova n. IH, acaba de mon-
tar nina oulra fabrica tle lioles de metal em poni
grande para fabricar toda a i'iinlid.ule de bnlcs com
numero, lellras ou qualquer dizer que o preiendeule
queira, lano para tropa tle Ierra como tle marinha,
douratlosou em amarello, assim romo part os bala-
Ihoesde guanta nacional, por preco barato.
Yendc-sc amajporcjlo de sola muilo hoa, pelles
de cabra, vindo do Aracarj : a tratar com Anlouio
Joaqtiim Seve, rnada Cruz n. I.'l, primeiro andar.
Cortes de seda
superiores.
Veudem-so corles tle setla de quadros, cslreilas e
largas, de muito buns goslos c modernas, assim romo
leucot'decambraia muito linos com bicos muilo lar-
gos," chales de lila e merino, liso, rom barras de cu-
res, lislras de seda e bordados, assim como onlras
multas lateadas por preco muilo commodo, a di-
nheiro vista : na rua du Cadeia do Kecile, loja n.
50" ilefrnulc da rua da Madre de lieos.
'lijlos de marmore.
Acaba dt chegar 111:1 novo sortimento de lijlos de
marinore, e vende-so no armaren* de Tasso Irmaos,
no becto do (jcnc*!vc-
'- K.W'r? IKA.Nt.li/. 5*
Pratos ocos patentes
para conservar a comida
quente: vendem-se na pra-
9a do Corpo Santo, arma-
zem D. 48,de iostron Ro-
oker Sf C.
(partas france-
zas.
Vendem-se superiores carias fraucezas para vol-
larelc a "ilKI rs. o barallio : na rua do i.itn nii.nlo,
loja de ii.iuiU'/.i- da Itoa l-'ama n. 33.
Censas finas ede
bous gestos
NA-LOJ DA BOA FAHA.
s endem-se ricos leques com plomas, bololaBe
espelho a 2>. luvas de pellica de Jouvin o melhor
que ptide baver 1981X1 o par, ditas de seda ama-
relias e brancas para liomem e senhora a l">80, di-
tas tte (orcal pretas e cora bordados de cores a 800
rs. o l*>00, uilas de fio de Escocia brancas e de lo-
rias as cores para homem e senhora a oOO rs., dilas
para meninos e meninas muilo lora fazenda a -t-ii.
lencinhos de relroz de todas as cores 18, diucas de
1,1a para senhora a llili. peines tle tartaruga para
alar cabello,fazenda muilo superior a 55, dilosde
alisar lambem de lartaruga a :'.:-. ditos de verdade
ru bfalo para alar cabello imilaudu muito aos de
tartaruga a 1 -jkii, dilos de alisar de btalo, fazen-
da muito superior a 320 e 500 rs., linda, meiat de
seda pintadas para criaucas.de 1 a :> anuos a 198U
o par, dilas de fio de Escocia lambem de bouitat
cores para enancas tle I a fOanoot a 320 o par. es-
pelho* para parede com encllenles vidro* a 500,
700, t e 15200, loocadores cum pes a 15500, lilas
de velludo de' todas as cores a 1110 e iO a vara, es-
covas finas para lenles a 100 rs., e finissimas a 500
rs., dilas finissimas enm cabo de maifim a 1;, tran-
cas de setla de todas as cores e larguras a 30, 100 e
500 rs. a vara, aapalinhet de laa para enancas de
bonitos padroes a -J-l e 320, aderece) prelos para
lulo cun brincos e allineles a lo, lucas pretas de
seda para enancas a 19, travessas dasqueseusam
para segurarrabello a 15, pistolinhas de metal para
criancat a 200 r.t., galhelciras para azeile e vinagre
a 2*rJ00. bandejas muilo Unas e de lodos ot tama-
itos tle le?, 25, 35 e 15, meias brancas finas para
senhora a 210 e 320 o par, dilas pretas muilo boas
a 100 rs., ricas caixas para rap com riquissimas es-
tampas a 35 e 25500, meias tle setla de cores para
homem a filo, charuteiras muito linas a :, c.sles
para bengalas a 0 rs., pastas para guardar papis
a 800 rs., ocultis tle armacao de ao praleados e dou-
redosa tilo, lie l.>200. lunetas com aro debtalo
c tartaruga a 500 rs. e 15, superiores e ricas benga-
linbas a 2-5, e a 500 rs. mais ordinarias, chicotes pa-
ra cavallo pequeos e grandes, fazenda mullo supe-
rior a (ilO, 800,1.3, I52OO, 15)00 e 25, atacadores de
Cornalina para casaea a 320, penles muilo finos para
suissa a 500, escovas linas para cabello a 640, dilas
para casaca a OiO, capachos piulados para sala a
(>10, meias brancas c croas para homem, fazenda
superior a llill, 200 e210 o par, camisas de meia
muilo finas a 15 e 15200, luvas brancas eucorpadas
proprias para montana a 210 o par. meias de cores
para senhora muilo fortes a 220 o par, ricas ahotoa-
duras tle madrcpcrola e de outras militas qualidades
e go-lus para colletes e palitos a 500 rt.. fivelas lloa-
radas para calcas e colletes a 120, ricas filas finas
lavratlas e tle lodas as larguras, bicos (inissimos de
bonilos padroes e Indas as larguras, ricas franjas
brancas e .le cores p*ra cama* tle noivas, lesutiri-
nhas para costura o mais lino que se ptide encontrar.
Alm de til .lo islo nutras muitissimas cousas muilo
proprias para a fesla, c que todo se vende por pre-
co que faz admirar, como lodos os fregnezes ja sa-
bem : na rua do (Jueimado, nos quatro cantos, na
bem conliecitla oja de miudezas da Boa Fama
n. 33.
Meias pretas pa-
ra padres.
Vendem-se superiores meia* de laia para padres,
pelo h.iraliosimn pre<;o de l.'Miiin pr, dilas de -il-
C tdSo pretal .1 lO o pr : na rua do Queimado, loja
de miude/as da Boa .una 11. 1.1.
(^amisas de meia
de puraia.
\ endem-se superiores camisasde meia de laa, pe-
lo barato mico de 35 : na rua do ijuciniado, loja
de mindetai da II u Pama n. 33.
Moinhos de vento
ombomba.sderepuxopara regar hurtase bata,
decapim, nafundicade U. W. Bowman : na rua
do iti-1.iii ns. li. s e 10.
CUNAC VEBDADEIBO.
Vende-se o verdadeiro coguac, lauto em garrafas
como em garrafoes : na rua da Cruz n. 10.
Cortes do cassa para quem quer dar fes-
tas por pouco dlulieiro,
Vendem-se cortes de cassa chita de bom costo a
25, dilos de padroes francezes a2">S00, castas rotas
paia aleviar lulo, ditas prela. de.padroes miudos a
25 o corle, alpaca dt seda de quadros de lodas as co-
res a 720 o covado, lencos de bico lano piulados
como bordados a 320 cada nm,. grvalas de seda pa-
ra homem a Ij e I5U00 ; todas estas fazeodas vei
deui-se na rua do Crespo n. ti.
LEONOR DAMBOISE.
Vende-se o excediente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duquesa He Breta-
nha, 2 volumes por l.sOOO rs., na livraria
n. (i e 8 da praca da Indejiendencia.
Vende-se cal em pedra chegada no ul-
timo navio de Lisboa, e potassa americana
da mais nova : no nico deposito da rua
de Apollo n. 2B, de A. J. T. Basto &
Companhia.
I'.OOO 1% O
par.
Luvas de pellica de ror. proprias para passeio ou
motilar a cavallo. muito boas, pelo diminuto pre tic I -11 "i o par : na rua do Collegio n. casa de
J. Falque.
POTASSA E CAL YIRGES!
No antigo e ja' bem conhecido deposi-
to da rua da Cadeia do Kecife, escriptorio
11. 12, lia para vender muilo superior
potassa da Rusta, dita do Rio de Janeiro
e cal vii^jem de Lisboa em pedra, tudo a
piceos muito avoraveis, com os (piaes li-
carao os compradores satisl'eitos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saceas que tena um alqueire, medida
vel lia por r>.000 res : nos armazens ns.
3,5 e ~, e no armzem delronte da porta da
alandega, ou a tratar no escriptorio de
Nova.es V Companhia na ruado Trapiche
11. i, prim eiroandar.
a Carneiro,
conla.
Vendem-se scllins com pertences pa-
tente ingles, e da melhor qualidade que
tem vindo a este mercado : no aimazem
deAdamson Hovtie&C. rua do Trapi-
che n. V2.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-te para vender ara-
dos <* ferro de "'"'ir-qualidade.
Ricos chapeos
para senhoras
os mais lindos e modernos que ha, vindu* pelo na-
vio Iranrez/o>r, toncados e enlutes muilo hoait.,
iuvas de pellica Jouvin de lodas as cores, tanto para
homens como pala senhoras : na rua do Colle&i. n.
i, casa de J. Falque.
Relogios
cobertos e des-
cobertos,
de ouro, patente ingle/..
Vendem-se no escriptorio tle Soothsll Mell-ir &
Companhia, na rua da Cadeia du Recife ti. 38, >
niais.uperiore.relosios cobertos e dccuberlos, de
ouiti. patenle inclci. de om tloa melhures labricae-
les de Liverpool, viudos pelo ultimo paqoele melez
Vende-se soperior feij*o toolaliubo dieta do
ltimamente : ua rua do Ylgatio o. ">.
H Vende-se um.i prela rriuula, idade >l 1 J.'i an-
uos ; na Iravrssa do Calabuaro velho n. :Mi.
Pipis vusias.
Vende-se porcao de pipas vasias proprias para *n-
cher Iralar no escriptorio de Manoel Alves Guerra, na
rua to Trapiche u. 11.
NA NIAO RUA DA CKIZ N. 40 HA
PARA VENDEN :
liins charutos de llavanna pelo bara-
lu preco de 8f e .S rs., cognac Unto en-
garrafado como em arraliies, ptimo vi-
nho do Kbcnoa IS.s rt. a du/.ia, hordeaux
tinto e branco a I :.s i-s. a duzia licores de
dilTercntes qualidade*.
Ven le-se a armacao e utencilios da taberna da
rua llireila u. tfi, casa da esquina ', a tratar na rea
da Cadeia n. -Jti.
AGENCIA
Da Fundicao Low-Moor, Rua da
Senzala nova n. 42.
Nestc estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de raocn-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, c taixas de ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra.
Do arcano da invencaO' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empi-egado as co-
onias inglesas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melboramento do
assucar, acba-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
a-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cru/.. n. 4.
Vendem-se em casa de S. P. John
ton A" C., na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Keloyios patente inglez.
Chicotes de carro e de motilara.
Candie 'ose castica.es bronzeados.
Lonas mglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de grava n. 97.
Vinho Cherrv em barris.
Camas de ferro.
engenhos
ferro de
do Ki un,.
D. W.
passan-
EHGE
A3$500
O ado pIliroatiKnlfl de l'.iri ; este rap lie 0
mts simples, igradavr! e mil ro lomtole,
porque nilo lein :i menor rompo^iro que
faca daino n pes-oj- que tlelle u/iirem :
vende-e por 5 r-. r..d:i Mtosrama, ua rua
do Oe^jii- |o| i amarella n. \, di* Antonio
Francisco rereir.t.
Na rua do Visarlo o. 13, vendem-se pedras de
biliar asua.
Vende-te cal de Lisboa ltimamente chegada, as-
sim como potassa da llussia verdadsira : na praca do
Corpo Sanio u. 11.
Vende-se ac em cunhetes tle um quintal, por
I preco muilo cnnimodo : no armasen* tle Me. Cal-
inonl \ Companhia, praca to Corpo Sauto n. 11.
Vende-se urna batanea romana com lodos os
Sf.ii5 pertences,cm bom uso e de 2,000 libras : quem
preei*l*r, dirija-sc rua da Cruz., armazn* n. 1.
Brins de vella : no armazem ilcN.0
Bieber & C, rua da Cruz n. 4.
Vende-se eiccllenle taimado de pinna, recen
lmenle eheuado da America : na ru i de ApoKe
trapiche do l-erreira. a entender-te oaim oadminis
Irador do mesmo.
VLMIO XEKF.Z.
Vende-te iO"*erH>r viuho de Xr-roi-em barris do
l|4, emesM jal-., U. Wyalt: rua do Trale he
n. l.
Vende-se meia lesos de Ierras de malla virgen*
e de muila producran, na ribeira de Santo Antonio
"g lirande, na proiincia das .Magnas, propria parata-
" /t-ii.l.i de cal ou eusenlio tle assucar, com asna cor-
rele, que ptide moer copeiro, dislante do pinto *J
leguas: ospretendentes dirijam-se a Antonio l.eal
de Barras, na rua do Vigario u. 17,
Tai xa- part
Na fundicao' de
Bowmann na rua
do o cjiafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fun(luo e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asi|uaes acbain-sc a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
IEGHNISHO PAR
no.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
MJEIRO DAVID WBOWNIAN. iA
KUA DO BRL'M, PASSANOO O oHA-
FABIZ,
ha sempre um srande soriimento dos sesnioles ob-
jectos tle merbanismos proprios para eiikenhos, a sa-
ber : moendas e mele moendas ta mais moderna
conslruccao ; laixas de ferro londidn e batido, de
superior qualidade e de lodos os lamanbos ; rodas
dentadas para asua on animaes, de todas as propor-
efles ; crivos e boceas de tornalhae resiitro* de bo-
eiro, ai.-iiillii'ics.iitrtii,/.,.s. parafutosectivilhoes, moi-
uho de mandioca, ele, ele.
NA MESMA FUNDICAO.
e exceulam lodas as encommendas com a superior
ridade ja conhecida. c com a devida preslezae com
modidade em pre;o.
Vendem-se caixas de vrdros de todo ns lama-
libo., dilas com follia de MaDtli-es, e chombo em
barra, par preco commodo : na rua da Cadeia do
Kecife, loja a. t.
Palitos france-
zes
de lotlas as qualidades. tanlo de panno como de se-
da. Ida, liuho e alsoddo, os mais modernos que se
pode encontrar, sendo de panno tle I '. a :W5. e de
alcodao de *? para cima : na casa de J. Falque, roa
do Collesio o. 1.
*\nTttlH>*."* MliUOOi*.
Fusio no dia ti de dezembro protimo passado
a escrava Marlanna, de naedo Mocambique, ja ve-
II,a. pes apapacaiados, canrllas lina., muilu ladina,
e hebem conhecida : a pessoa que a pesar leve-a
roa ta Praia n. ib, que ser senerosamenle recom-
pensada,
Itosa-se as autoridades dos halrros do Herir
Sanio Anlonio, Boa-Vista, tVnt da l'anella, Ulinda
e das to interior, e tic nutras proxinrias, assim romo
a qualquer pessoa que soober ou liver noticia de orna
escrava de u<*me Joaquina, fosida uo da -i de Janei-
ro do crreme anuo, panla clara, rom "i annos tle
itlade, pouco mais, catatara recular, labello alio
lecido. rosto e piseoco comprlos, loma rape, lem
na pe grandes e apopsa-tatedea e andar x asares-
foi escrava do Sr. Teixeira l'enoto. morador na roa
tle .*>. tioucalo da frrsuezia da lloa-Vi-ia. ,|a, a ap-
prchendam ou mandeni apprehrndtr e leva-la a ca-
sa do seu seulior, na Soledatle, sitio ,l, \ IttaB, que
se sralilicart, sendo salisfeilas lodas as despe-ti--:
No Bolle de -H para -ll do me pa.sado Iuio
,1a campia da Cata Forle, ta rtisa do ..h.iiu assi"-
nado. o negra Josc. rrioulo, idade de M< ann.-s, pou-
co mais ou menos, estatura b.ixa, enees do corpo e
bem "spiEado, cor prela, falta de denles na freule
dolado superior, falla um pouco descansado, levna
camisa tle madapoldo. caira azul, fui condu/uido
um hallo' pintado de venle do comprimenlo e f L-
palmos, pouco maisou menos, com fecbadnra noxa,
lem o virio tle cachimbar, ensluma Irazer cinto e
Relie a chave to bahu'; foi enronlrado na mesma
uoiie cima em procura du Kecife, ,. .nppe-se ler
fosido para o serldo de l'ajeu', por assim o ler feilo
por Ircs ve/es qup lem tomado esle dclino, oo para
burilo de alsuin n.-.xio por ser embarradico, lein ofli-
cio de serrador : qoem o pesar loxe o a rua dnOuei-
mado, loja de miudezas n. XI.
Francisco Jote Alves l'.aimaraes
l'EKN. : TYP. DB U. F. Hb FAMA. 185.
I\,ir"l LJ/^VD
N/ir-K^ni AD
MpnMTDAnn
MI ITII ARO