Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08792

Full Text
A'nno de 1847.
-

Qiiinfa-feira 16
f) OIIRIQ puMica-sc todos oj dias ride n3o
reTi de savw o preeo da atsignalara lie de
4.("'i> rs.por qtiartcl, pant ttdianitHof, Os an-
nuncios' do wi^mnteJ sJ:> nseri-los raso le
jitj. pirliulio, llrs em Upo rfillerente, a
i^peli^es pala'metije. O que nao f irem ass.'g-
nanlrs pagarSo SO rs por liana, e lOd e'in typo
diflerente, por =H punlicaf '10.
PHASES DA LUN'.) HF/AUE DEZEUBRO.
I.ua nova, a 7, 6 horas e H. minutos da manh.
Ciescente a Ib, I hora e 0 inin.da rnaiAa.
La cheia a JI. as 0 horas e 4 roln Irl auante a 19, s 11 horas e 19 miu. da larde.
PAUTID\ DOS CORREIOS.
Gaianna e Paraliiha s segundas esext
Rio-tirande-d. Norte quii as feirasab
tas fein
..quimas leirasab meio-dia
Cali, Sei-mlii-m, Uio-.Foiinoso.Poilo-Calvo e
llaceiri. no I.*, a 11 e ll de cada ,
(yara.ilnuit-e Itonito. a 8 e H.
Boa-Vi."la e Flores, alie 18.. "
Victoria, .i qiiiulas-feiras.
Olinda, lodos os dias.
PREAUAd DE HOJE.
l'rirneira, s 11 horas e 41 minulot da iiianha.
Segunda, as II lioraa a 6 mininos da tarde.
rfe Dezembro Anno XXfV.
V. 2>*.

DAS DA SEMANA.
a--w^^mmms^nfammaa^mi^^m^
CAMBIOS NO DA 15 DEDEBZKtl
13 Segunda S. Lutlt. And. do J. dos orpli.e do
J. do c. da I v. e'lo J. M. da I y.
14 Tarta. S. Afinclio. Aud. do J. do civ.
la l. v. e do 1. de paz do ?. disl. de t.
5 Quarta. S. Fuzeblo. Aud. rio J. do civ. da 1
v. ello J. de i> do 1. disl. de I.
10 Quinta. S. Albina, Aud do i. de orph. o
do J. municipal da I. vara.
17 SeiU. S. Colaiuco. Aud do J.dociv. da I.
v.a do J. de paz do I. dist de I. -
18 Jaldado. S. Esp-ridio. Aud. dol. do civ.
da I. v. e do .1. de pai .lo i dist. de (.
19 Domingo. S. Fausta.
Sohre Londres a 17 P.rii 310 rs por franco.
Lisl-oa 95 por or. de pre llio.
Drsc.deleitr.is de hoas Rrniai I a US ',,,
UO
liu.
OuroOnraa- l-panhola.... 1801'on a
Moed.-lllefi*iOl)elh. Hl0n a
r.otn.
HliOO
II.? (III
16/100
11110o
,|M0
IjSSO
IJ800
ifJO
Ac'poesdacouip. do llrlierihcdc 50*O0n rt.ao par.
de OfOi nov
de 4on------
Pratd Pataces........
Pesos columuarcs..
n Ditos .mexicanos..
a Miuda.....i
DfMIO a
I09() a
Ij|i4n .i
IflBOa
14900 a'
DIAB
AOS SENHOERS SUBSCRIPTORES
EM ATRASO.
N.lo he esta a primeira vez que o emprezario des-
te Diaria lia rogado aos Srs. subsriplores que se
deixaram atrasar no pagamento das respectivas as-
signaturas, hajam derealisa-las coni a devida promp-
tidUo ; mas, isto nio alistante, semclhante atraso
contina quasi na incsn.a escala, com grave prejui-
zo do referido emprezario, que tem do fazer dcSpe-
zas qtiolidianas e infnllivcis, no entretanto que
soiTre, da parte desses Srs., urna demora extraor-
dinaria no cnmp'rimento da obrigaeflo a que volun-
tariamente se subjeitar-am, quando, por proprio ar-
bitrio, vieram inscrever-so na lista dos assignantes
di'ste peridico. Kilo, pois, espera que d'ora em
diente nflo continu essa pralica tilo abusiva
quanto prejudicial aos scus inlercsses, e que os
predi tosa Srs. subscriptores se decidam a pr-so em
da no indicado psgamenlo, como rigorosamente
lites cumprc.
PERNAL BUCO.
ELEICAO I'AIIA IMPUTAROS CEBAKS.
COIJ.EGIO DO BONITO,
Os Srs.
Herculano Goncalves da Itocba
Manoel Mendes da Cunha Azevedo
Jos Francisco Amula da Camera
Joaquim Villela de Castro Tavares
Antonio Carnciro Machado Ros
Pedro Rczerra Pcreira do AraujoBeltrno
Manoel.de Souza Teixeira
Jeronymo Villcla do Castro Tavares
Filippe Carneiro de Olinda Campello
Antonio Affonso Ferreira
I.aurentino Antonio Pfrcirado Carvalho
Flix Peixoto de Rrito o Mello
Antonio Trislo de Serpa RrandSo
Urbano Sabino Pessna de Mello
Joaqiiipi Nuncs Machado
Padre Joaquim Francisco de Faria
Manoel Ignacio de CarvallioUcndoiica
Joaquim Jos da Costa .
Fiiippe Lopes Netto Jnior
Antonio Pinto (%irlinrre da Gama
Antonio da Costa llego Monteiro .
Francisco Honorio llezerra de Menezes
Joaquim TVixeira Peixoto de Abreu e Lima
l.ui/, Duarte Pereira
Antonio da Assumpr;o Cabra I
Jos Rento da Ciinlia c Figueircdo
Jos Pedro da Silva
Padre Miguel do Sacramento Lopes Cama
Antonio Herculano de Souza Bandeira
Apoliuario Florentino de A. Maraiibiio
Francisco Barbosa ISogurira Paz
Bernardo Itabcllo lia Silva Poroira
Antonio Teixeira do Borba Jnior
Jost Tliomaz Nabuco.do Araujo Jnior
Antonio Peregrino Maciel Monteiro
Alvaro Barbullid Uchda Cavalcanti
Volot.
76
70
68
63
59
55
53
52
51
46
5
45
44
44
43
41
41
39
37
37
36
35
33
32
32
24
15
14
3
2
2
2
1
1
1
1
RESUMO da volaco nos cdllegios do llecife ( exclusive
os votos tos eleilores de Muribeea e Jaboal&o) ,
Olinda, Po-d'Alho, Rio-tormo so presidido
pelo supplenle do juis de pan), Serinhem,
Sanio-Anido, Goianna, Limoeiro, Pitarelh e
Bonita.
OS SRNnORES.
Antonio iVlTonso Ferreira
Jeronymo Villela de Castro Tavares
ajjjjaaja^aMJajaaaaieaeai aw 111" y.v^.narv*
VOTOS.
643
627
O DUQUE DE GUISE. (*)
pon ffrcDcvico feouW.
PRIMEIRA PAUTE.
XIII.
La vilo os nossos aventuraros mar em lora.
O vento soprava rijo; a vela ia cheia, e a barca ca-
minhava rpido e serena.
Rorgia, ausentado no leme, com os olhos cham-
mejantes, o nariz em aspiraclo, e un sorrisu trium-
l'hante nos labios, oslentava urna express.lo propbc-
tica, que Anita conlemplava com una especie deas-
sombro. Q rapAz que osacompanhava, assentadoao
lado de Anita, e sustentando a corda, que colhia ou
afrouxava rom cuidado, segundo a fr?a do vento,
inclinou-se ao ouvido de Anita, edisse-lho em voz
ti isto :
Qu fidalgo he este, Aila?
lie o conde Melchior Borgia, o niais bello o
niais valentc fidalgo de aples.
Horgia....., disse o rapaz em voz baixa, j ouvi
esseoiiie; ho o de una Tamilia Ilustre.....
(*) Vide Diario n. 283.
Os Srs.
Joaquim Nunes Machado
Antonio Pinto Chichorroda Gama
Urbano Sabino Pessoa do Mello
Jos Francisco Amida da Camera'
Pelix Peixoto de Brito o Mello
Manoel Mendes da- Cnnlia Azevedo
Manoel Ignacio do Carvalho Mondones
l'ilippe Lopes Netto Jnior
Joaquim Teixeira Peixoto do Abreu c Lima
Antonio da Costa Reg Monteiro
Laurenlino Antonio Pereira de Carvalho
Padre Joaquim Francisco deFaria
Padre Miguel do Sacramento Lopes Gaa
Pedro Bezerra Pereira de Araujo lleltriio
Jos Pedro da Silva
Antonio Carneiro Machado Rios
Filippe Carneiro de Olinda Campello
Joaquim Villela do Castro Tavares
Antonio da Assumpc.to Cabral
Herculano Goncalves da Rocha
l.uiz Duarte Pereira
Manoel de Souza Teixeira
Antonio Tristao de Serpa BrandSo
Joaquim Jos da Costa
Fotos.
618
618
617
543
523
466
440
434
432
413
341
334
283
261
258
256
250
232
225
204
201
136
117
100
EI.EIQAO PARA DKPIITADOS PROVINCIAES.
aKSUMO da votaca nos colegios do Recife ( exclusive
os votos dos eleilores de Juboalo e Muribeca),
Olinda, Serinhem, Po-d'Alho, Limoeiro,
Nazareth e Bonito.
os SNHOAES.
Manoel de Souza Teixeira
Jeronymo Villela de Castro Tavares
Francisco Barboza Nogueira Paz
Laurenlino Antonio Pereira do Carvalho
Antonio Alfonso Ferreira
Lourcnco Trigo de Loureiro
Pado Joaquim Francisco deFaria
Antonio Teixeira de Borba Jnior
Joaquim Nunes Machado
pilippe Carneiro de Olinda Carapcllo
Filippe Lopes Netto.Jinior
Joamiim ioft rVtmes da 'irrlH Hachado
Antonio da AssiimpcHo Cabral
Antonio da Costa llego Monleiro
Joaquim Jos da Costa
Joaquini Teixeira Peixoto do Abreu o Lima
Antonio llerculaiiii de Souza Bandeira
Jos Pedro da Silva
Vicente Ferreira Gomes
Herculano Goncalves da Bocha
Francisco Camello Pessoa de Lucerda
Ignacio Correia de Mello
l.uiz Ignacio Ribeiro Roma
Luiz Duarte Pereira
Antonio Pereira Barroso
Joaquim Luiz do Mello Carioca
Joflo Clemente Pessoa de Mello
Padro Joaquim Jos do Azevedo
Pedro Bezerra Pereira de Araujo BollrSo
Padre Vicenlc Ferrer de Alququcrque
Jos Carlos Teixeira
Tiburllno Pinto do Almeida
Jos Maniede Alves Ferreira
Manoel Severo Granja
Manoel Claro Concalves Guerra
Antonio Carneiro Machado Rios
Rento Jos Lamenha Lins
Simplicio Antonio Mayignier
Manoel Pereira do Mnraes
Joaquim do Aqino Fonseca
Christovilo Xavier Lopes
Francisco Elias do Rogo Dantas
Joaquim Villela do Castro Tavares
VOTOS.
470
434
427
424
418
418
410
373
371
367
367
356
351
350
348
337
331
331
330
329
827
327
317
314
309
305
300
28'i
- 28t
277
275
275
270
266
262
244
244
230
225
223
221
194
190
A innis Ilustre do Italia.....
Ileverdade, responden o rapaz em lom fri e
desdenhoso, Ilustre pelos seuscrimesedevassidos,
Ilustre pelos seus venenos.
Anita fez-se vcrmelha, porque a narracadas atro-
cidades atlriluiidas a familia de Borgia lite tililia por
militas vezes atemorisado a infancia, quando de imi-
te, mu i Id antes da rcvolta do aples, as matronas
e os burguezes de Sessa, reunidos debaixo do par-
rciral que abrigava a casa de scu pai, diziam baixi-
nho as queixasdo povo contra a nobreza.
Este, respondeu ella, anda com voz trmula,
nio herdou dos seus avssenflo a espada o a miaga
que Iraz a cinta.....Nilo temo os seus venenos, Fran-
cesco.
Os venenos quo se Inncam nos ouvidos das mo-
cas, disse Francesco, nao se guardam em frasqui-
olios de cristal com lampas de ouro ornadas de po-
dras preciosas, como oque fui laucado na taca de
Masauiello no dia em quo aceitou o banquete do du-
que d'Arcos ; esses venenos, Anita, estilo nos labios
dos lidalgos e d'nlii se escapa ni eni palavras lison-
geiras oprouiessas mentirosas..,..
Anita fez-se ainda inais vcrmelha; e, flngin'Jo nflo
comprehender o rapaz, disse-lhe :
Onde he quo tu soubesle, Francesco, que lau-
caran! veneno na lac,a de Masauiello i1
O rapaz deu um profundo suspiro, e respondeu
com voz dolorosa :
Aquello que praticou semclhanto criine fui
confessado, antes de oconimetter, pelo padre Cap-
pece, capellflo do duque d'Arcos, que o absolveu, e
he. disse que, estando a.ssiui puro do toda a man-
cha, era digno de oxccular a Justina do Dos contra
um mireravel revolucionario; dahi algiim tetnpo,
O Srs. yolos:
Jos Theodoro Cordciro 190
Zeferinodu Cunha Bastos 169
Antonio Tristao de Serpa Brandfo 16o
Francisco Carneiro Machado Rios 148
Pedro Dornellas Pessoa 148
Francisco Joaquim do.Barros Concia 147
Jos Pacheco de Moracs 145
Joaqun lligino da Motta Silveira 128
Podro Nemesio de S. Joflo Gualbcrto 126
Joflo Baptista do Amaral e Mello 12
llmbclino Ferreira Calilo 120
J. P. de A. Maranhflo 119
Francisco SimOes da Silva 118
Jos Francisco Arruda da Camera 113
Manoel Mendes da Cunha Azevedo 104
Urbano Sabino Pessoa de Mello 101
Manoel Florencio Alves de Moracs 99
Castao Alves de Souza Filgueiras 97
Jpflo Jos Pereira 8*
Jos Caetano de Medeiros 83
Francisco Ferreira Barreto 77
Jos Antonio de Figueircdo 74
Virialo da Cunha Gouveia 74
Francisco Xavior de Lima 72
Luiz Correia do Queiroz Barros 72
Francisco de Paula Carnciro Leio 67
livllarmino do Arruda Cmara 64
Manoel Teixeira Peixoto 60
Francisco Goncalves da Bocha 58
Correspondencia.
- A i alumina mata tres prsssoas :
o calumniado, o calumniador c
(pifin o ouve.
F.xl. 4a Talmud.
Srs. Redactores. Pela vez primeira venho boje oc-
eupnrns columnas do scu eslimavcl jornal, o o lim
qio pretendo attingir," he tanto inats louvavol,
quanto envolve o desoinpeuliodo mais suave e nio
merlos imperioso dever do cidado : zelar a suo
boi Tama. Isto posto, Srs. Redactores, nio me. ora
possivel deixar germinar urna calumnia atroz que
nesles ltimos dias tem prgnido contra mim sen be-
diondo eolio. N5o F,-se, felizmente, para as pes-
soas que me conhecem, o fazem-mejustica, he bal-
dado o meu trabfllho, o mesmo nflo me lie licito sup-
prtr d'aqucllas de quem nflo son-conhecido ; para
oslas basta o sopro da calumnia para dar corpo
desfavoraveis juizos. Assim quo, constando-me quo
tem corrido do plano nesta cidade, que, do parco-
ria com oulras pessnas, as induzira a queespancas-
si.in alguna Portuguezcs que se achavam no bailo
i|ue dera a socieilade Philo-Terpsichore orna noito
lo dia 4 do correle, en venho subiuetler conside-
raeflo do publico sensato os 5 documentos jun-
tos em frente dos quaes se prova que, longe do
lomar parle neslas assuadas vergonhosas, devidusao
cxaltamento da poca, e que tilo altamente reprovo,
cu, como agento policial, achei-mc no lugar da des-
orden!, onde, reunido ao Sr. subdelegado de San-
to-Antonio e mais inspectores, pozemos em constan-
te aclividade todos os recursos do quo podamos
lancar inflo, aiim de quo nflo soflresso a seguranca
publica, o garantissemos, quanto em nos coubesse,
j as pessoas que eslavam no baile, j as que se reti-
ravain is suas casas. E quem pode aquilatar, Srs.
Redactores, o que haveria, a nflo se darom estas pro-
videncias, a vista da face quo o tumulto apresen-
loii?!... Appello, pois, para a probidade das pes-
soas,que alai se acharam ; certo de que nflo scrci
contradicto ; assim como convido a qualquer impu-
dente, para quojsc fornega primeiratnentc de docu-
nK'nlos taes como os que ora aprsenlo a conside-
raQflo publica, e depois venha conlestar-me, quando
nflo, certo o confuiulirci.
Tenho concluido,Srs. Redactores, aguardando quo
alguem meobriguoa voltura materia.
Sou de Vmcs. atiento venerador o criado.
Manoei Juvenciodc Sabota.
Becife, 14 de dezembro de 1847.
DOCUMENTOS.
u lllm. Sr. subdelegado. Diz Manoel Juvencio de
Saboia, que a bom de sen dircito precisa que V. s.
oltesle, circiinistaiiciadameiili', ao pdesto: 1.", se.
no dia 4 do correte, V. S. encartegou ao sunpli-
cante, como inspector de quarteirlo, de algumn di
ligencia; 2., a hora em que ella leve principio, su i
qualiiladc c o lugar ; 3.", se alguns Inspertores do
qtiarteirflocoadjuvaran aosupplicanteoin dita dili-
gencia ; 4., se V. S. lambem a ella assistio, que pro-
videncias deu c o lempo que ella durou ; ."', filial-
mente, oque consta a V. S. a rrspeito da conduela
do supplicanle, uestes termos, pede a V. S que
se digno do nltestar, como o supplicanle requer,
pelo quo B. Me.
< llecife, H de dezembro de 1817.
ii Manoel Juvencio de Saboia.
Atiesto quanto aos 1.c 2." quesilos, que no di.;
4 do corrente, por as 8 horas da noilo, oncnrivguci
O supplicanle, na qualidade de inspector do quartoi-
rflo, detlisporsar os grupos de individuos dcsconhe-
cidos que appareceram na travessa do arsenal de
guerra o becco do Virginio na ra da Praia, com o
lim de apedrejarcm a sociedade Philo-To.rpsicliore,
existente no mesmo ra, em cuja diligencia des-
envolvis o supplicante muita aptidflo o a niaior dc-
diracQo pelo socego publico; quineto no 3.", que
depois comparecerum loutros Inspectores quo igual-
mente coadjuvaram o supplicante, o milito Concor-
rerain para a dispersao dos referidos grupos ; quail-
10 ao*,', quo me a presen te i porta da locimladc
nulos de principiar o baile, o OlDciei ijnmediata-
monte, logo que recobi a denuncia aaShorosiln lici-
te, requisilandofrca ao ofllcial de estado do corpo
do polica, e como este me nflo mimd.i-se, fui pos-
soal meia-noite acompanbado do supplicante, por
isso quo o negocio ia lomundo um carcter mnis
serio, c como nesla oecasiflo so me apiesonla.sso
um soldado, liv. logo reunir as palmillas rondantes
o a guindada ribeir, o com os usfoTcos do suppli-
cante e outros inspeclores pude uissolver os dous
grupos, e conservar a tranquillidado publica, ilu*
raudo a diligencia ate as 4 horas da manhfia do dia
5, em quo scconcluioo baile; o i|llanto, liiialrneutu
ao 5., queo supplicante be do condula illihada,
uhdiet.le .s autoridades,' o relevantes sei vicos tem
prestado a Iranquillidadp publica desta freguczia.
Subdelegada da freguozia de Santo-Antonio,
11 do dezembro de 1847.
iJosi lligino de Miranda,
Subdelegado supplenle.
n lllm. Sr. coronel Feliciano, Jos Ncces (onzaga.
Lu abono lia vcrdnde, preciso que V S. so digne do
deelarar-roo ao p desta quaes as pessoas quo na
uoilc do dia 4 do corrento, quando V. S. se relirou.
ila sociedade Pbilo-Torpsicliore, acompanliaram a
V. S bem como o lugar aondo as encontrn, o pa-
ra que lim ellas all so achavam : o com sua res-
posta milito obrigar quom he com respeilo
De V. S. aUcnto-Yenoradoi'e criado,
Munoel Jutcnciu de Saboia.
n S. casa, 11 do dezembro do 1847.
lllm. Sr. Manuel Juvencio de Saboia.---Rcspon-
dendoaoque V s. do mim exige, declaro, em a-
bono da verdade, que me acompanliaram, e a urna
familia que viuha em mitins companhia os Sis.
subdelegado Miranda c alguns inspectores, ntreos
quaes vmba V. S ; o que o fizeram desdo 0 edificio
em que houvc o baile, aonde se achavam lodos na
ra, em frente do mesmo edificio, desdo algumas
......aiia!iiiaaaaaaaaa>aaaJrtaa>aiiaigiaataiaiii a rity,
depois do crime, foi elle confessado de novo pelo
ca .leal Folomarini, que o absolveu tamboin por ter
seguido as ordens doco.
Entilo, disse Anita, porque chamas tu crime a
una aceflo, da qual dous santos sacerdotes a liso I ve-
ra m aquello que a commeleu ?
-^- Porque todas as vezes que pens nisso, respon-
deu O rapa/ aliaixando a i'abi'ea, para occilllar as la-
grimas que Iho rebentavam dosolhos,'a minba vista
se perturba, a mflo (rcme-me, e o coraQflo so mo
opera.
Entflo quem fti que lancou ovencnoP repli-
cou Anita, litando cm Francesco ardento e curioso
olhar. "; ^'
A niio que sinjeni;j corda desta vela foi quem
o lancou, e a mflo que pega no leme desta barca foi
quem o minislrou.
Aila tornou-se paluda, c lancou os olhos espavo-
ridos para Melchior.
Oh l'....... exclamou de repente Borgia, oh
l !.....vilflo; colhc'inais a corda, se nflo perdemos
loda a vantagem do vento...... Que he isso? enjoas
no mar? a mflo vai-lo tremendo e estremecendo,
como essa vola !
He verdade, V. Excedencia tem rasflo, disse
Francesco cm lom enfadado, e minba mflo Iromeoa
sua he firmo boto lie. Eja que Reos nos reuni na
mesilla barca, procurarei imitara V. Ex'celloncia......
Vamos la, vamos la.......accrcscentoii elle, dando ao
vento todo o panno quo poda ter a vela latina que
desfraldava, corramos.....vamos depressa.....Ja que
estamos a caminho, agora he chogar ou morrer.
Ainda bem replicoU Borgia com exallacflo ;
s um rapas de bom agoiro ; cliegar ou morrer....
bes um ou outro desses dous lins que as pessoas de
.. wtiM^tiumsmjeias0Mmd*!*s
coragem devem tentar.....Vamos, vamos ; d toda a
vela ao vento.
Nesle momento, cncheu a vola toda com um rijo
lufflo ; a barca, depois de so ter como erguido qua-
si direita sobic aproa, pareceuquerer abysmar-so
no mar; porin, suslenlada o levantada pelo lemo
que a inflo firme o prompta do Borgia manejava, des-
lisou como una frecba pelo declive da enorme onda
que ac ha va de passar, o remontou oin a mesma ra-
pidez a onda que seseguio.
Dos nos proteja murmrou Anita consterna-
da, nflo s pelo perigo quocorria, como lambem pe-
lo que acabava de saber.
Depois fez o sgnal da cruz, e principiou urna
orafiflo.
Fortuna! oh fortuna I exclamou Borgia, la
gostasdus temerarios eu me entrego a ti.
lie o diaboem pessoa.....disse Francesco; va-
mos Ja.....
A barca continuava a correr rpida. Bom depres-
sa os nossos viajores tr'anspozoraiii a linlia longin-
qua daquelles pescadores, a quem Borgia bzeru sig-
naos para que o vK'sscm buscar a praia.
Por San-Januario disse Borgia, apenas rhega-
do a altura cm que se achavam as oulras barcas, por
San-Januario", que se en podesse dispr de una ho-
ra abordara algn) daquelles patifes, pura llie ensi-
llar a responder nos que so acham n'algum aparto.
Dir-se-hia quo esses iniseravcis leen: coMciencia
da sua na ncc,3o olheiu como a medida quo nosap-
proxiniatnos dcada um fogom a toda a pressa ; sa-
borfloolles que Osla barca rouduz um humciii miiio
nunca doixou passar injuria seni vingancai'
Francesco sacudi a cabera sorrindo desdenhoso.



"ras antes, empreando moios de mantor o socego
Publico. Ho quantose me oflercco dizer. Sou
De V. S. atiento venerador e criado,
Feliciano Jos Neves Con saga. .
lllm. Sr. capito Malvinas.A bem meu se faz
preciso que V. s. me declare ao p desta qual o
inspector de qu-rtoiro que, na noite do dia do
con ente, acompanhou ao Sr. subdelegado da fre-
guezia de Santo-Antonio, quando esse foi ao quar-
I I0!'C8, bem como a hora, e qual o tim, que
ai" o dirigi: e rom sua resposta muito obrigar ao
Do V. S. ltenlo venerador e criado,
Manoel Juvencio de Saboia.
S. casa, 11 de dezembro de 18*7.
lllm. Sr. Manoel Juvencio de Saboia. Em res-
posta a carta que V. S. fez-me o favor enviar, tenho
a'lizer-l.ie que no da 4 mencionado om sua car-
ta, por volla de meia-noile pouco mais ou menos,
appareceu-mo o Sr. subdelegado de Santo-Antonio
nocslado-maiordocorpo de polica, requisitanilo-
m? al? nm... .......... -_______: -._' ....
CONSULADO GEBAL.
RENDIMENTO DO 1)1 A 15.
eral.........................
Diversas provincias...............
3:217.179
124,387
3:341,566
CONSULADO PROVINCIAL.
liendimento do dia 15..............3:295,437
- .. a
lloviniento
W^BBff .....U...I.I1
do Porto.
Navio entrado no dia 15.
Tenerife, 25 dias, sumaca hespanhola Adriano de
94 toneladas, capito Francisco Oliver, equipa-
gem 10, carga vinbo, azeilo doco e mais gneros;
a Ji>;"o Pinto de Lomos'.
Novios tullidos t)o mesmo dia.
Declara^oes.
"'e aiglimu praens pera com cuas fazer retirar dn
na da Praia diversos grupos de pessoas armadas de J
as. jogando-as para un sobrado onde existia J Liverpool, barca nglcza Noroal, capitito James Don-
tji baile, ccom o referido subdelegado vinlia V.J glass, carga assucar o algodo.
a que tambem eommtgo falln; t mo lombra Rio-Grande-.fb-S.il, brigue brasileiro Confianca, ca-
qui o vi rom a sira nena passada como inspector de *- ----
passsda como inspcel
quarteiro, tomando igualmente com bstanlo om-
penho o mesmo trabaiho que exercia o dito Sr. sub-
delegado. Crcio que ser ludoqnanto V. S. de mim
exige pela sua caria, e que eu allirmo ser verdade
porlor testomunhedo.
u De V. S. venerador c criado,
o Jado .Vonltiro de Andradt Malvinas.
S. casa, 12 de dezembro de 1847.
lllm Sr. capitwt Joo Monleiro de Andrade Mal-
vinas.Queta V. S. ter a bondade de me responder
aopdestaa que hora, no dia 4 do corrente, olli-
ciei a V. s., exigindo enm toda urgencia urna pa-
trulha paraeflectuar urna ililigencia de grande im-
portancia; e a raso por que V. S. no se presin a
dita exigencia. Sou com toda consideraefio
De V. S. seu muilo atlcnciosoobrigado criailo,
Jos Higino de Miranda
lllm. Sr. Jos Btgino de Miranda Em resposta
a carta do V. S., que mu dirigi, tenho a responder-
le : estou certo que no dia 4 mencionado em sua
carta, estando eu de estado-maior no corpo de po-
lica, foi-me requisilada por V. S. urna fdrea para
fa/cr urna ililigencia de importancia, pelas 8 ho-
ras da noite, pouco mais ou menos; mas, no exis-
tido no quartel pragas que eu podesse remetter
para um tal fitn, por teremse empregado todas em
servido, respond Ihe que nilo me era possivel sa-
tisfazer tal requisiefio pelo motivo allegado, cuja
resposta mandei-a por nina palrulha'que segua pa-
ra seu .listriclo. Supponho ler satisfeto com esta
deelaraeflo 0 que V. S. me ordena em sua carta ; e
allirmo ser verdade o quanto lenlio expendido, lieos
guarde a V. S. como desejo.
Sou venerador criado c amigo obligado
/ojo Monleiro de Andrade Malvinas.
S. casa, (3 de dezembro de 1847.
lllm. Sr. inspector do arsenal de nurinha.Diz
Manoel Juvencio deSaboia, empregado coadyuvan-
do os trabadlos do cscripturacn no almoxarifado
desle arsenal, que a bem seu precisa que V.S. at-
ieste ao de dote qual o procedimento do supplican-
le em dita reparticlo, bem como a sua conducta ci-
vil e moral. I'ortanlo, pede a V.8., que, em abono
da verdade, se digno de attrstar, como o supplicanto
requer, pelo que l!. Me.
Itccife, 13 de dezembro'de 1847.
" Manoel Jwencio de Saboia.
Saboia lem ajtresentado nesla repai tico durante
o lempo que serve sol inhibas ordena, muito boa
conducta civil e moral, leudo a mesma conducta
rara della, segundo tenho observado; o que allirmo
son a palavra que me he propria.
i InspccCo do arsenal de marinha de l'ernambu-
CO, 13 de dezembro de 1847.
llodrigo Theodoro de Freitas,
Capito de mar e guerra graduado, o inspector.
(Eslavam reconhecidos.)
pito Antonio Baptis do Oliveira. carga assu-
car. Passagoiros, 3 escravos a entregar.
Rio-de-Janeiro, brigue americano Sarah-Abergail,
capililo Mchacl Doyle, carga a mesma que trouxe.
Observando.
Sabio sem ser regislado o hiato brasileiro San-Jos-
Mt/agroto.
IDITAES.
Miguel Archanjo Monleiro de Andrade official da im-
perial ordem da Rosa, caralleiroda de Christo e ins-
pector da alfandega de I'ernambuco, por 5. M. o
Imperador, gue feos guarde, etc.
Faz saber que no dia 18 do corrente, ao mcio-
dia.se ho de arrematar em hasta publica, na porta
da mesma, 20 barricas com cevada, no valor de
150,000 rs., impugnadas pelo guarda Jos Alves Te-
norio, no despacho por factura de Francisco Seve-
ranoHaliello : sendo a arremataco subjeita a di-
reitos.
Alfandega, 5 de dezembro de 1847.
PARA OS PORTOS DO SL.
O paquete brasileiro a vnpor S.-Salcador, comman-
danto A. C. de Azeredo Coutinlio deye estar aqui
dos portos do norte at 17 do corrente, o seguir no
dia inmediato.
-0 escrivo chefe da segunda secco do consulado
provincial, de ordem do lllm. Sr. administrador do
mesmo consulado, faz constar a todbs OS proprieta-
nos de predios urbanos dos bairros desta cidado,
que, do dia .do corrente mez de dezembro, se
principiaran! a contar os trinta otis pira o pagamen-
to, bocea do cofre, da respectiva decima do 1." se-
mestre do anuo financeiro corrente de 1847 a '1848 :
e todos os que dcixarem de pagar, dentro do referi-
do prazo, incorrem na multa de 3 por cento sobre o
valor de seus dbitos, e serSo do prompto executa-
dos. Recife, 6 do dezembro de 1847.
No impedimento do escrivo,
Jos GltsdtS Salyueiro.
BEBBQDBBr-
O caixa da companhia do Beberibe, tendo de pres-
tar as suas contas, lembra aos Srs. accionistas a rea-
lisactndos 4 por cento, ltimamente pedidos.
--- Estando a terminar-so a obra a que a compa-
nhia do Ileberibo se comprometteu pelos seus con-
tratos, silo convidados os Srs. accionistas para so
reunirem em assemblca geral, quarla-feira, 22 do
corrente, pelas 10 horas da manhfa, no escriptorio
da companhia, alim dse tomarem as medidas con-
venientes para ella entrar no gozo do privilegio ex-
clusivo, e se deliberar sobre outros objectos do seu
inleresse. Na mesma reunio o director far o rela-
torio dos trabadlos do ultimo semestre, n o caixa
apresentar as snas conlas, sendo de esperar que no
entretanto se completo a entrada dos 4 por cento.
Escriptorio.da companhia do Ileberibo, em ses-
sflo de 11 de dezembro de 1847.
* O secretario,
B. J. Fernanda Barros.
Leila.
Leilo, por intervengo do corrector Oliveira
consistindo em um carrinho do duas rodas com ca-
vado e mais pertences, scllimcom portonces, com-
mndas, mesas do jantar, de mco de saine outras
sofs, cadeiras, ilitas de bataneo, bancas do joo'
ospelhos. d.ous piaaos novos o um usado, c.iinas"d
arntacito e de vento, secretaria do vidraca, lavat0.
rios, louca, apparelhodech.de prata vidros, relo-
glos do patente inglezes, quadros, outrJs mnitos ob-
jectos e algumasobras de ouro, &c, &c.; sexta-feira
17 do corrente, s 10 horas da manbQa, em casa de
Jo1oKeller& C, ruada Cruz, cujo socio pretendo
fazer uma.viagem a Europa, pelo Sword-Fish, dei-
xandoa gerencia da casa ao Sr. Gustavo Lutz.
Avisos diversos.
Miguel Archanjo Monleiro de Andrade
co
? m. JKVr" TC JWA JB TVKElMXa
1%l

Alfandega.
RENDIMENTO 1)0 DIA 15. .......... 2:812,993
fctM.-rtrwnwgm.'^Ttu;.^ \ ^tm.iBaeftaa^a
Que significa esse arde desprezo? Ihe pergn-
lou Borgia. "
Significa, responden Francesco, sem se ale-
morisar com o lom severo de Melchior, que neiihum
daquelles pescadores se toria niechido do seu lu"ar
sesoubesse que esta barca era conduzida pelo con-
de Melchior liorgia.
E entilo porque se retiram ellos? repljeou or-
gia, odiando com Inais altenrio para o rapaz
Porque a inaior parte ds vezos esla barca he
conduzida por um liomem que Ibes ha ensinado
quantos escudos pesa a sua espada ; por um homem
que dies ha mudas vezes foito pagar a sua visita tao
cara, que Piles preferem tres mezes de leinpestade a
una hora de sua presenca.
. Equem he esse pirata das costas de Terra-
cmo.
Parece-me, tornou Francesco, queaquclle que
se serve da sua barca para Ido roubar a sobrinlia
nao me devia pergunlar oseu nome.
Ol inen lilho. dias itnrirn recobrando
Etcrava apprehendida pela polica.
Anna, do Loanda. -- Foi presa canduzmdo duas
pecas de chita, vinte e novo velas de cera eseis de
Manon Ignacio de Oliveira Lobo, fiscal interino do. e q," n!i0 quiz ,leclarai- dequem recebra ea
bairro de S.-Antonio do Recife', no impedimento [T^ '!?'"' 7
do actual, em virtud, da lei. F l?,:l.'!.l,.c.'.',fiVeile
Faz saber aos moradores do mesmo bairro
por edital da cmara municipal do 21 de
que
mareo do
annodo 1843, marcou elladifferenios'lugares para se
fazerem despejos nesla cidado.sendo noste bairro nos
lugaras sogiiintes : atrs do thealro velho no fun-
do da ra do Mundo-Novo boje de S.-Francisco
no caes do Machado ra da Palma no fin ou en-
contr da ra do Cano travessa de S.-Thereza
tudoa horda do rio; e da parte da mar grande na'
praia da Ribeira : por este motivo he prohibido o
langar lixos e imniundices, em outros quaesquer
lugares, como por abuso o fazem junto ao arco de
S.-Antonio, na ponte do Recife, causando damno
ao publico,nf)o so por estar aquello lugar impregna-
do de miasmas ptridos,como porque no acto de fa-
zerem tilos de pejos olfendem aos que por all tran-
sitam.com salpicosdas impuridades, mandando 'as
posturas muincipaes de 19 de fevereiro de 1833,'no
tit. 5.n$3.em combinagno com o 6." do tit. 3.
dasmesmas posturas, multar as pessoas livres em
4,000 rs. e os escravos em 48 horas de priso, que
fizcrem taes despejos lora dos lugares marcados ,
,000 rs. os que lais despejos lizerem depois das 7
horas da manlifia at as 7 horas da noilo. E para
quechegueaoconhecinienlo de lodosos morado-
res alim de prohibircm seus escravos a fazerem
ditos despejos no referido arco de S.-Antonio, de-
clara que passa a fazer cumplir as referidas postu-
ras.
Rairro de S.-Antonio do Recifo 14 de dezembro
de 1847.
O liscal interino,
Manoel Ignacio 3e Oliveira Lobo.
JgnacioJos Pinto, fiscal da freguezia da Boa-Vista
em virlude da lei, etc.
Faz saber aos proprietarios de casas situadas na
referida freguezia que, no dia 19 do corronte.linda-
se 0 prazo de 40 das marcado pela cmara munici-
pal para os concertos das calcadas.
E para que cliegue ao conhecimento de todos,
mandn publicar o presento
Freguezia da Boa-Vista, 14 do dezembro de 1847.-
Ignacio Jo Pinto.
. ineu lidio, dissi! liorgia .
le novo o pi unitivo tom indiflerenle, cuino tu co-
nheces Carniole Scoppa ?
Estou ao seu servico, meu senhor, responden
o lapaz, e ja o eslava no dia do grande banquete me
o duque d Arcos den a Masanicllo no sala,, du Cas-
lello-.Novo.
Rorgia cravou os odios sc.intillantes sobre Frances-
co, o qual suportou scmelhante odiar com rosto ini-
po.SSl V|,
ro~e,HCs,!,1rd,"le' re8P0,,deu elle, agora te reconhe-
?o, eiustu que servias a Masanicllo; poraue esse
I.ieza do paiz. lovca insolencia de dizer o.io nao
quena ser servido senflo por pessoas da sua especio
precauco era boa, no he nssim, meu rapaz ? dis-
b Rorgia efh tom de mofa.
Ainda se nfio acabou ludo, excellentissimo.
disse rancesco. *
Ao menos para elle, ja se acabou ludo, replicn
Rorgia, e ludo se acabar tambem para aquello que
quizer empecer a carreira dequem tem na m.To o
leme .lestes negocios mysleriosos. I.embra-te s-
mente .1 una cousa, menino, e beque a frgil barca
que se prende* pdpa da nao que corre conquista
d un reino, la chega sempre com os conquistado-
res ; em vez de que, se ella se lauca imprudente an-
tea sua marcha para Ihe causar algum obstculo
a pujante nao aabalidacom i proa, quebra-a e
Mil.mergo com ludo o que leva, sem que scinelhan-
te encontr dio retardo a carreira, nem sequr um
um minuto, ou Ihe abale o bjo com o mais pequeo
estremecimento. E agora corramos.' J eu poda
contar as velas das galeras Tundeadas no porto da
ilba de Ponza : corramos, porque he l que nos di-
rigimos por agora.
Anita tiuha ouvido todas estas palavras; e posto
qucseachassealii com Melchior Borgia, com aquel-
lea quem amava, ou antes cuja nobreza e fortuna
amava,--.com uquelle que-llie prometiera faz-la
ramlia .ja o quejieabava de saber dio havia snrena-
iloodelino dasloucas esperancas com queseem-
barcara, e agora l eslava sentada no seu banco, eom
a eabeca baixa, a vista lixa, o o terror n'alma.
Entretanto, a harca continuava a vogar rpida
para a ilha de Punza, cd'ahi a pouco apenas dista-
ra algumas loozas das primeiras galeras ancoradas
junio aos baluartes. Urna sentrnellaliespau.hola.nre-
guicosamcnlo deitada sobre l
levava. Acha-so recolhida cadeia desta
ser reclamada na subdelegacia dos
Afogados.
PublicAcao Littcraria.
HISTORIA DE PORTUGAL,
por A/exandre Herculano.
Os Srs. novos assignanles queram mandar
car ao segundo andar da casa n. l da ra da
os primeiro e segundo volu mes desta interessante
obra que chegaram ultim ament servindo-se en-
viar o seu preeo de 6,000 rs.
bus-
Cruz
v visos martimos.
ra o Rio-de-Janeiro o patacho VniSodeve se-
17 do corrente : quem quizer embarcar es-
dirija-se a Caudino
Para o
gulr em
ernvos, ou ir de passagem
Agoslinho de Barros.
~ Para o Rio-de-Janeiro o hrigue-escuna Feliz-
Ventura segu com brevidado, por lera maor par-
le de seu carregamento proinpta : o capitao be Joilo
(.oncalves Leite : quem no mesmo quizer carregar
drlja-soa Gaudino Agoslinho de Barros, na pra-
cinha do Corpo-Santo n. 66.
Para a Bahia segu viagem com muita brevida-
do, por lera maior parte da carga prompta, a escuna
tunosa, Torrada c pregada de cobre : para carga e
passageiros, trata-se com Domingos Antonio de A-
zevodo, a bordo da mesma, ou com Luiz Jos de
Sa Araujo, na ra da Cruz, n. 26.
Para Lisboa pretende sabir com toda a brevida-
do por ter parlo da carga prompta o brigue por-
lugucz Carlota-Si-Amelia de que he capitOo Ma-
noel Joaqumi dos Santos: quem nellequizor carre-
gar, ou ir de passagem, para oque tem excedentes
easseados commodos, dirija-se aos seus consigna-
tarios Francisco Severiano Habcllo & Filho ou ao
mesino capito.
-- Para o Itio-de-Janeiro o brigue llom-Jesus
bem condecido nesla praca deve partir a 17 Ao
corrente: quem no ii.esmo quizer ir de passagem.
ou embarcar escravos dirija-se a Gaudino Agosli-
nho do Rarros ou ao capito Pedro Jos de Sales
ostrangeiro que assim
ousava abordar um navio
< niDi.iu i\. bl
estn venda ao meo-dia na livrariada praca da In-
dependencia, ns. 6 e 8. Recommenda-se a leitura
dcste numero, que certa mente est muito intores-
sante.
Pergunla-se ao Sr Joo Jos Duarlc Gomes
morador na ra do Queimado, n. 9, se pretende
seguir viagem para o Porto, no da 20, sem primei-
ro pagar a quantia de 10,000 rs. que podio empres-
tada a Joaquim Pinto de Azevedo.
-Precisa-so de um csixolro que lenha pratica do
venda, e d fiador a sua conducta : quem quizer
dirija-se ao caos da Alfandega, no armazn de Ba-
cellar, que. achara com quem tratar.
Os Srs. assignanles do Panorama tenham a bon-
dade de mandar buscar na ra da Praia n. 24, at
o numero 36. Na mesma casa vende-so o primeiro
anno da llluslraco em 52 nmeros, por 4,000rs.
Prccisa-se do urna pessoa capaz, que d conhe-
cimento da sua conducta para cobrar timas divi-
das, no Rio-Doce, Jang Po-Amarello, S. d'O'
e Maria-Farinha dando-se-lho um portador para
ensinar as casas dos devedores que lodos sSo pes-
soas capazes: nesta typograpbia.
Precisa-so do urna ama, ou de urna cscrava que
saiba cozinhar e engommar : na ra do Crespo, loja
de miudezas, n. 11. Na mesma loja compra-se urna
escravn de 18 a 20 anuos, de bonita figura, que
saiba cozinhar, engommar, lavar de sabo e fazer
todos os mais arranjos de urna casa e que no te-
lilla vicios nem achaques ; agradando, paga-so bem.
Roga-so a Senhora Alexandrma Mara, que ha-
ja de tirar um cordo que tem empenhado as Cin-
co-Pon l as n. 92, no prazo de 3 dias ; do contra-
rio, ser vendido para pagamento do principal o
juros. Na mesma casa vende-se um cavado bom
esquipador, porpreco commodo, por seu dono se
retirar para fora da provincia.
Aluga-se urna grande casa terrea na ra Impe-
rial, com duas salas, 7quartos cozinba fra, quin-
tal murado c cacimba : a tratirna ruada Cadeia do
Recife sobrado n. 55
Precisa-se do um caixeiro de 14 a 16 annos,
que enlenda de negocio que seja diligente e d
fiadora sua conducta : na ra Direita n. 28, se di-
r quem precisa.
Prccisa-se do prelas para venderem po pa-
gando-se vendagem, sob lianca de seus senhores :
na ra Direita, n. 26.
Precisa-se de um trabalhador de masseira que
seja perito em sua occupaco : na ra Direita, pa-
dari n. 26.
Para casa q"o familia estrangeira precisa-se alu-
garuma prcta cscrava, que seja carinhosa para
meninos de tenra iiLule e que saiba lavar roupa
dosmesmos : na ra do Trapiche n. 16, primeiro
andar, ouannuncie.
Perdeu-se, desde a praca do Commercio at ao
patoo do Collegio, um cdula de 200,000 rs. : quem
achon sendo queira restituir leve ao tanque de
agadeJoo de Brito Corroa atrs da ribeira, que
se Ihe dar urna Terca parle desta mesma quantia.
-- Precisa-so de urna ama -ecca para lodo o servi-
Co de urna casa de pequea lamida : na ra da S.-
Cruz, n. 24.
Offcrece-se urna crioula moca par t o servico In-
terno de urna casa: na ra do Rozario da Boa-
Vista, ii. 2.
Desapporcceu, no dia 14 do corronse, nm me-
nino de nomo Clemente, de 6 annos pouco mais
ou menos; levon calcas do riscadinho azul, jaqueta
de la ja desbotada : quem o tiver leve-nao becco
do Padre, n. 2, loja do alfaiale.
A directo da sociedade. Rccreio-
.1 ii ven i I transferios partida de 18 do cor-
rente para Janeiro de 1848.
Pode-se a Senhora Luiza moradora em algum
lempo no cngei.ho Cafar que annuncin por esta
folha a sua morada, para ser procurada a negocio
de seu inleresse.
-- Aluga-se o segundo andar do sobrado sitona
ra da Guia, n. 64 por preco muito commodo : a
tratar na mesma ra, venda n. 7, de Jos Pcreira.
. ------ ------------------------- ~Uw,.,, hcspanhol. Mas ja Borgia estava sobre o convz,
gritando com voz imperativa
Sim ; lie possivel que elle ainda no chegas-
se.....Ento, senhor capilo, continuou elle viva-
mente, no vio nada ainda?
"Nada, respondeu fleugmalico o Hespanhol, se-
no una duzia de faluaszinhas que, em vez de en mi-
no ave m costa ahaixo, dobraram a nosse ilha, eago-
ra se dirigen* para o porto de GsCte.
Equem pensil o senhor qucievam essas fa-
cciiiou liorgia batendo com violencia na coberla, las? disse Borgia com riso. 11 margo.
L-r?u!m S0 ps1ue?a 'oque ao principo D. Joo' ~ So provavel
O capito? onde est o capito? he assim que
se viga aqu. ondo esto os ofliciacs ? vo-me cha-
mar aqu immediatamenle.' Kacam signal para que
vcnbam para bordo; que se pieparem para
Andem depressn, au.lem depressa, aceres-
lodos
partir.
no fallamcordas para enforcar os marinheiros'cri-
minosos, nem urna arma para punir os olliciaes oue
seesquecem do seu deve*.
Quasj que no mesmo momento, e 00 signal dado
'oloollieial inferior a quem tiuha t>ido confiada a
guarda da galera, se viram vir de Ierra todos os ina-
rinlieiros, e d'ahi a pouco o proprio capito.
Senhoi capito, Ihe disse severamente Borgia,
sabe oque se passa ? Sabe que emquantu esl em
ierra, talvez oceupado com algum divrtimento fri-
volo, osiuiinigos de llespanha passam ao alcance
ua sua artilharia, sem que o senhor d un passo pa-
ra os prender ? ,
O capito que era um homem circumspcclo e a
quem a violencia no atemorisavn, como amedron-
lara a sua tripqlacflo, respondeu-lhe seceo :
Que cu esleja sobre a cubera du mou navio ou
em trra, os meus odios o os los meus olliciaes ve-
lam em ludo p quo so passa no mar; se a llespanha
nao tem a temer outros inimigos seno os quo te-
nlium podido passar ao alcance da nossa artilbaria e
a vista das nossas praias, pode dormir tranquilla
ri'uo r 11 '?'" ?nsultou rel6'o qe traz.ia cinta, o
provavclincnlealguns rapazes que quize-
ram mostrar a sua coragem e destreza, seguindo
esse caminbo pouco freqiientado por embarca oes
loo frageis, porque o som dos seus cantos alegres
chegou al ao pavilho onde eu me achava, e de l
osobservei.
Borgia quu'eslremecia do impaciencia, deixra a-
cabar o capito, para quem olbava chcio do colera
concentrada. -
No, senhor, respondeu elle com violencia, es-
sas faluaszinhas no conduzem rapazes que pas-
seiain e cantam alegremente em sua viagem ; con-
duzem Mr. do Censante, que a Franca collocra jun-
to a Henriquu de Loruu paia o acreditar mais com
os Napolitanos; conduzom o baro dcModena, Jt-
cheford, Malicorne e Filly, seus lidalgos favoritos;
conduzem ouro c numieoes ; conduzem os emhaixa-
dores do concedi do aples, que foram offerecer
a corea aumFraucez; conduzem filialmente o du-
que de Guise em pessoa; ouvio, senhor capito?
o neto .lo Dalatr, aquello que na ultima campanha
de Flandius cntrou soz.inho em Conde coma espada
ua mo, o. com ella varreu toda a guarnicSo-como
pocira di inte de si.
(CoHtinuar-u-ha.)
-:-


Ar
LOTERA
DO
Hospital Pedro It.
0 thosoureiro da primcira quinta parlo da pri-
mcira lotera a beneficio do novo hospital do Pe-
dro II. tom a satisfago do anriunelar ao respeitavel
publico que araba de conseguir a formagfio de urna
abastada o philantropica. sociednde enmposta do ne-
gociantes naeiirnaes e osirangeiros para o restante
dos bilhotes quo houverem do ficar, eni virludo do
que afianza quo o andamento das respectivas rodas
ser impreterivelmento no da20 do corrontc mez,
ja annunciado.e por sao s se vndenlo bilhotes
at odia 19 ao tneio-dia. Igualmente roga o mosmo
thosoureiro as pessoas que apartaran! bilheto que
bajam de ir busca-Ios at o antecedente dia 19 as
horas marcadas para a vnni.
Manoel Lopes da Silva fazsciente ao respeita-
vel publico, que, tendo sido cstabflecido na run do
Rangel.'n. 11, aondetem negociado com molhados,
fazendas etc. julga nada dever a pessoa alguina;
porm, nlo obstante .sendo quo algurna pessoa se
jnlgueser suacicdora quoira apresentar su* con-
ta at o lim do cogrento auno, que, sendo reco-
nhecida legal, ser paga: oulro sim adverlo ao
mosmo publico, que nfln tom autorizado pessoa al-
gurna para fazer uenlfuma Irausacgfio cm sea nomo,
c que por isso s so responsabiliza por aquellas
feilas por si proprio. Adveite mais a todas as pes-
soas que lite titilo devendo proveniente de qual-
quer transacg.lo lite vilo pagar no prazo cima di-
to lindo o qnal usar dos meios judiciaes.
-- Aluga-se urna pequena casinha na Soledade
para oManguinliu ra de Jofio-Fernandes-Vicira,
n. 22: a tratar na ra Nuv, loja n. 5s.
--Precisa-se do urna mullter para cozinhar cm
casa-de um homein solteiro a quel seja perita lies-
te oflkio, o que d fiador a sua conducta na ra da
Cadeia-Velha, loja n. 40, so dir quem precisa.
Trapassa-se o armazem do assucar da ra da
Sonzalla-Vclha, n. 110, com lodos os utensilios e
arranjos necessarios para o soque do assucar por
muito barato proco o com o consenlimenlo do pro-
prietariodo predio : a tratar no.primeiro andar da
mesma casa.
Precisa-so de um ofllcial de feneiro, que en-
tenda bemdescu ollicio : no Aterro-da-Roa-Vists,
it. 65.
3 CH V rtSOS DE SOL 5|
8.
ATTENCAO.
liuu do Passeio* Publico, n.
Jofio Loubct participa ao rcspeitavel publico, que
recebou, por estes ltimos navios francozes, um com-
pleto sorti ment de chapeos de sol, de seda, amis
rica e superior qualidade; fu ra-cores e outrss mui-
tasconhecidas, tanto para homens, como para Sras.
e meninos. No mestrloestaboleciniento ha um sorti-
mento de chapeos de sol de paninho, dos niais mo-
dernos; dilos muito grandes, proprios para homens
decampo: tambem tein chapos de sol de paninho
para meninos o meninas, por scrcm muilo linos: po-
dem-so chamar chapeos de economa. Na mesma loja
ha sorlimculo de bengalas, bengalnhas e chicotes
muito modernos; cobre-se qualqucr armagfio do cha-
peos de 6ol, com sedas de todas as cores e qualida-
ues._ Na mesma casa ha um grande sorlimento de
panninhos trancados e lisos, imitando seda, pura
colirir os mesmos: desta fazenda se vende aretalho.
Concorla-se todo qunlquerchapo de sol, por liaver
um completo sorlimeiito de todos os pertonces para
os mesmos, com toda a perfeigfio e brevidade.
Fugio, na noite do da 28 do novembro do cor-
rente anuo, um escravo de mue Rufino, nagfio Con-
go, de idude 40 anuos: levou caiga de estopa, camisa
le olgodfio azul; lem estatura alta, corpo medio, cor
fula, dilus grandes, nariz o bocea regulare*; lio bar-
bado; tom una peina cambada, e um braco malhado
de hranco, do cotovello al n tnfio; quem o pegar
leve-o a roa da Senzalla-Velha, n. 98, quo sera ge-
nerosa monto gratificado.
Pelo jui/.o do civol desta ciliado, se ha de arre-
matar uina morada do casa de sobrado do qualro a-
ilaros n. sita na ra do Crespo ; o outra de um an-
dar osolfio, na rua do Collegio, n. por oxccugfio
de Jos Baplista Ribciro do laria e Uenlo Jos da
Silva Magaihfies, contra os herdeiros do fallecido
Antonio baplista Ribeiro doFaria.
. Jeronymo de Abrcu participa a ludas as pes-
soas que leem penltores eni sua mito de Janeiro de
1843 at o presente, hajam do os ir tirar no prazo
do 15 das, o pagar os juros que trataram ; do con-
trario os vender para seu pagamento, e publi-
car os nomes das pessoas a quem perlencerem ,
por esta folha visto ignorar suas residencias.
-- Aluga-se um preto do meia idade que seja
fiel, para trabalhar em um pequeo sitio muito por-
to desta praga -.quem o livor dirija-Be ao largo do
Collegio loja de livros n. 2.
Quem precisar de um sacerdoto para celebrar
os missasdo Natal at Res, om /lgurn cngenlio,
ou em oulro qualquer lugar, dirija-so a praca da
Independencia us- 6 e 8.
- Precisa-se alugar um molque de 13 a 15 ali-
os para o semen do urna casa do pouca familia ,
o qual saiba comprar na ra e seja fiel, dando-s c-
Iho o sustento e 8,000- rs. mensa es: na Soledade,
indo pela Trompe, lado esquerdo casa n. 42.
Jos Nimes de Fiara pretende fi-
zer nina vi tgenl a Europa a tialar de sua
saiide : c por isso f scienle a todas as
pessoas com quem lem hatisaccoes ha-
jam de concluir seus dolidos al o ulti-
mo de evereiro do auno futuro de 1848.
D-se 1:4'0,000 rs. a premio sobre dypotlieca
em casas terreas ou mosmo sitio penliores de 011-
ro e praln ou boas firmas ; u ra estreita do Ro-
zario ', n. 30, segundo andar.
>
O doutor Aicxandro do Souza Percira do
Carino, medico, mudou sua residencia
para a run larga do Rozarlo 11. 12, segun-
do e lerceiro andares do sobrado oude lem
botica o Sr. Jos Mari Conga 1 ves Ramos.

m

Alugam-se boas bichas, tanto em tamanho
comoein-qualidade, viudas prximamente do llain-
burgo : lambed so vendem cm porgfio e aretalho ."
iw"o por prego commodo na ra larga do Rozarlo,
: i2, venda da esquina confronte a igreja.
Aluga-se um excellente sobrado para passar a
festa, n. 18, prximo do porto de desembarque da
cidadedeOlinda.com grandes eommodos para fa-
milia o escolente bantteiro no fundo : quem o
pretender dirija-so vc*nda por baixo do mosmo so-
brad, quo ac)ar com quem tratar.
A praga dos tres escravos do casal do final. Jo-
s Manoel Fiusa flcou transferida para hojo ,
16 do corronte, om rasfio do feriado qun houvo
para o dia annunciado : a praga he a hora do ros-
tumo.
Aluga-se urna casa terrea na ra Relia, prxi-
ma a maro, com duas salas, tres quartos, corredor
a lado, cozinha fra, quintal e cacimba: a tratar
na rua de San-Francisco, antigamente Palacete, at
as pito horas da mauhfla.
Pelo juizodeorphfios, na ra do Aterro-da-Uoa-
Vista, boje, |16 do corrento mez, pelas qualro ho-
ras da tardo, se lulo de arrematar, por ser a ultima
piaga, tros escravos, a saber: um preto ofiicial de
marceneiro ; oulro dito de maior idade, do servigo
decampo; cuma prota quo sabe cozinhar o diario
do urna casa.
Aluga-se um primeiro andar de sobrado, na
ra do Raugcl, defronlo da botica : a tratar na ra
do Castiga, loja de Joaquim Jos da Costa Fajozes.
Alugam-se os segundo e terceiro andares do so-
brado da ruada Cruz n. 40, no Recito-, ptimos
para um consulado ou esenptorio visto ses an-
dares nHo terem cozinha : a tralar no primeiro an-
dar do mosmo sobrado.
Precisa-se de um caixeiro para vonda : em F-
ra-de-Portas, n. 84.
Aluga-se urna escolenle venda om bom lu-
gar com eommodos para morar familia : a Ira tai-
na ra do (jueimado n. 53.
No dia 13 corronte* pelas 5 llorase meia da
tarde foram entregues a um preto no armazem de
F. Iiias Fcrreira ,duas caixas com passas : e como
o dito preto nio enlregou aondo Ihe foi mandado ,
roga-seaquem das ditas caixas saiba, ou dolas
esteja ile posse de participar no referido arma-
zem que ser recompensado.
Precisa-se do urna ama quo seja do bons costu-
mes, para tratar de um homein solteiro que ost
doenlo : na ra do Vigario, n. 33, segundo andar.
--Alugam-se dous sobrados r.oui miranlos mui-
to grandes com bous eommodos para grande f-
mula o com grandes quintaos sitos na ra Au-
gusta : a tratar no viveiro d Muniz.
Coipras.
Compram se
vestidos bordados do prata ou ouro; timos do
velludo ou do seda antigos ; cabelleiras lo to-
dos os tamanhos o caracteres ; fazendas do lila de
urna s cor, excepto preta ; e outros quaosquer
objcclns antigos,proprios para so desmancharen! om
trages de grande carcter para presope : no thca-
tro publico, o fallar com o director.
Na ra Nova, loja 11. 58, compram-soos ferros
necessarios para um ofllcial do surrador ou esco-
liador de couros, a apparclhar os cornos ; para o
que tambem se precisa de um ofilcial do dito ollicio,
que saiba e o quoira oxceular.
Compra-so urna casa lerrca que tcnba bom
quintal : na ra do Sobo n. 37, ou annuncio.
Vendas.
FOLHINIIAS PARA 1848.
Vondem-sc fnlhinbasdealgibeira, de porta e de
padre as mais correctas e mais regulares na pra-
ga da Independencia, livraria ns. 6 e8; na ra da
Cruz, loja 11. 56 ; na roa do Crespo, loja n. 11 ; na
loja da esquina do Collegio; na botica do Sr. Mo-
rona defronteda matriz
Vendem-se 18 escravos, sendo '.dous moloques
de 12 a 13 annos ; 4 mulalinlios de 14 annos ;#umS
nr-grinha ; urna dita de 18 anuos que engomnia e
coso bom ; 5 escravos mogos para lodo o sorvigo ;
6escravasdo servigo de campo na ra Hircita ,
n. 3.
Vcnde-sc, no largo do Livramcnto, n. 20 um
preto do 18 anuos; urna preta da mesma idade:
ambos de bonitas figuras proprios para qualquer
servigo tanto de campo .comode casa*: a preta co-
se, cozinha e engomma : quem oretender annun-
cie
Vende-se a casa terrea da raa da Praia, n. 54,
por prego muito commodo: quem a pretender en-
tenda-se com Domingos Jos da Costa Cumiara os
no trapiche llarbozadefronle, do Corpo-Sauto.
Vende-sem doze escravos, a saber : 5
escravos muito mogos, bons para lodo o
servigo.; duas mulalinhas de 13 a 14 an-
nos, recolbidas, una'das quaes cose
muilo bem, marca, faz lavarinto, en-
gomma soffrivel, c lio muito desembaTa-
cada para o mais arriuijo de casa ; 5mu-
latinhos de 9 1111 annos, muito lindos .11
esperto! ; 3 pretus muito mogas, com a'l-
gumas habilidades, c que sabem vouder
na ra : na ra do Vigario, 11. 24, se dir
quem vendo.
Vende-so urna morada do casa torrea na ra
do Pocinbo-da-1'anella : na Iravessa dos uarteis ,
n. 29,
Vendc-se um bnmcavallode sella,que carrega e
esquipa por prego commodo : na ra do Livra-
mento n. 22. primeiro andar.
Vende-se urna, propriodade de meia legoa do
Ierra na comarcado Limociro!, com duas leguas
de fundo casa do viven.la assitde 3-curraos para
gado, bom cercado,e que lio muilo favoravel d'agou:
na ra da Conccigflo da Boa-Vista armazem do sal
do Sr. Rufino a fallar com o proprictario Francis-
co Lopes Itaudcira, que a1 d por prego commodo.
Vende-so meia duza de cadeiras de conduru ,
em meio uso, por prego commodo por baixo do
hospital da ordem terecira de S.-l"rancisco, loja
quo fica confronte a venda da esquina da ra das
Cruzes.
PECII1NCIIA.
Ainda ha um resto das caixinbas com 12 frascos
doazeite doce refinado, pelo commodo prego do
3,000 rs. cadacaixinha : na ra da Cruz, -no Itecife,
n. 18, segundo andar.
Vende-se, ou permuta-so por urna casa nesla
praga, um pequeo sitio naCapunga, com casa no-
va, cercado de limito, com algumas arvores quo tifio
rructo o olras que nuo dfio, c boa agoa de beber :
na rua Direila, 11. 10.
Vendem-se 12 cadeiras com assento de pa-
linha em bom uso ; um guarda-louga; nina com-
moda do Jacaranda ; duas mesas do sala; duas ca-
nias, nina de armagfio o outra sem ella : na rua do
Queimudo, n. 30.
Vende-so urna parda de 20a 25 anuos quo en-
gomma, cose-e cozinha : cuja conducta se afianga
vendH-se por precisfio: narua estreila do Rozarlo,
n. 11, segundo andar.
('ompanhia geral da agricul-
tura das viudas do \llo-
l)ouro
O abaixo assignado, agento desta coinpanhia nes-
ta praga do Pernambuco acaba de receber pelo bri-
guc-escuna Feloz urna romessa de vinltos daquella
companhia, dopois que olla foi reabilitada pola
legislatura do Portugal e dotada com os fundos
pblicos, pelas lei do 21 de abril do 1843 para le-
var a lodos os mercados os padres o bausas do v-
11I10 genuino o puro di Allo-Douro, geralmeute
condecid" pelo nomo de viudo do Porto afim de
aervirdm de guia ao commercio. Ksta remessa, to-
da de vinltos da mais eseoldida qualidade devo
otTerecer uos Srs. consumidores, nfio s a corteza
de sua pureza, mastambom o typo verdadeiro dos
exccllentes vinltos do Porto. Espora pois o abaixo
assignado, quo os Srs. consumidores se dirigirfio a
sua residencia na rua da Cadeia do Recite loja
n. 51 para tratarom do ajusto do qualquer porgfio.
quo desejarem. Anonio francisco de Montes.
Vende-se um moleque de 22 annos. pouco mais
ou menos, que entende de oleiro e b3 canoeiro : na
rua da Cadeia-V'elha, 11. 17, no segundo andar. Ven-
de-se por prego commodo, por odno eslar do via-
gem para a Pa rali iba nesles dous dias.
Vende-so urna inulatinha rccolhida, quo tcm
principios do costura, cozinha o diario do urna casa
efaz.o mais servigo que se lito mande : o motivo da
vend'a se dir ao comprador: defronle do oitfio do
thcatro novo, casa n. 5.
Loja de 6 portas.
He s na loja de 6 portas da esquina do l.ivra-
mento que ha vestidos de cambraia com bico e
ronda, a 4,000 rs..
-Vende-se cal virgem em pedra, chegada lti-
mamente, o liagas de vimes, ludo por prego com-
modo : na rua do llrum, armazem de Mendos &
Tarrozo.
Vende-so un negro perito ofllcial de sapateiro,
de idade do 20 annos, e urna negra cozinheira, cos-
tureira, lavadeira o engommadeira, de idade de 22
anuos pouco mais ou menos : na rua estreita do Ro-
arlo, n. 43, secundo andar.
Bichas de Hainburgo.
Vendem-se as superiores bichas de llamburgo, a
500 rs. cada urna a retalho, o aos centos por menor
prego: tambom se altigam o so vilo applicar, para
mais commodidado los pretendenles : no na da
Cruz do Rocifo, n. 43, loja de Joaquim Antonio Car-
neiro&C-
Vendcm-so os utensilios de um armazem para
soccar assucar, contondo tres grandes caixfles di-
vididos om dous cada um oquo lovant de 145 a 150
cargas do assucar, leudo as taimas da frente de tirar
e por, o os mais porlences ; para ver-se, a chave a-
cha-sc na loja de ferrogens do Antonio Joaquim Vi-
dal, na rua da Cadeia do Itecife, n. 56. Adverlc-se
quo o armazem liona rua do An.oiini, casa torrea
u 32, a qual tambom se aluga para conlinuago do
mosmo estabclecimenlo, por prego commodo. Olt-
Irosim, lambem se vendem 2 rotulas, 1 porta, 2
ciixilhose 1 bandeiiii para a Ico va, por prego oom-
modo.
Vende-so urna rota do 24 annos, a qual he p-
tima engommadeira, cozinheira, costtu-eira e de ex-
c-'llento conducta : na rna estreita do Lozano, n.
31, primeiro andar.
-Vendem-se duas molecotas, do bonitas figuras,
do i.lado do 12 annos cada urna, pouco mais ou mo-
nos, por prego commodo : na rua da Cadeia-\oIliat
casa n. 39, so dir quem vende.
'__Vende-se sal do Ass a bordo do lirigue "3 :
a tratar com o proprictario, Firmino J. F. da Roza,
rua do Trapiche, n. 44.
Chapeos de mola, brancos c
pretos.
Vendcm-se chapos francezes para homem ; di-
to do sol. do soda fnrta-cilros tanto para homem.
como para senhora ; chapeos do soda o do palha ,
para senhora ; mui ricas sodas para itoivados ; lin-
das capcllas d.c flor de laranja ; plumas brancas de
passarinho tanto para enfcitos de cabega como pa-
ra chapeos ; Chalos ; inanias; longos ; luyqs.de pel-
lica e do seda ; Incias do sola brancas, lisas e com
pinba bordada ; a vordadelra sarja hespanliola; sa-
patqs de lustro setim o marroquim tanto para
senhora como para meninas; meias de laia preta
para padre ; inii lindas sodas para chapos ; cropo
decores; copas de fil par* chapeos de crep; bor-
zeguins para senhora ; perfumaras muito linas !
ludo de inelhor gusto e qualidade, por prego com-
modo : na rua do Cabuga loja de Manoel Pinheiro
de Mondonga, junto a botica do Sr. Joflo Moreira.
Vendo-so o magnifico predio sito na rua do
Amorim, prximo a alfandega grande o qual lio
quasi novo construido com forti Ifio o esmero a
moderna, com varandas do forro, do qualro anda-
ros Confiando o quinto um mirante muito elegan-
te, cuja maravilhosa o arrebatadora vista abran-
ge o mar alio esta cidade, c os campos adjacen-
tos recortados pelos tfio justamente decantados rios
Capibaribeo Ueberibe ; foi o om quo morou James
Crablrce e he mui proprio para qualqiior ostabe-
Iccimenlodo commercio; a dinheiro de contado
pelo queso a justar to tolo, ou em parte, e em
parto a prazo : os prelondentes dirijam-se ao cor-
retorliveira.
Loleria do Rio-de-Janeiro.
Vendcm-se billietes e meios ditos da
8. lotera a beneficio d reparo das matrizes : na rua 'da Cadeia,
loja de cambio, n. 38, df Manoel Gomes.
No armazem do llragucz, na rua da Cadeia, ven-
dem-se barricas com superior farolo de Lisboa, o d-
as com nozes por commodo prego.
a
Vendo-so marmclada nova, vinda do Lisboa
'.'". no patacho Andurinhn : na rua das Cruzes, r
I n. 41.
fi 56
:e:e@x. 5:e:e: :e>s:e:c!.fe:e!e a
Vende-se urna escrava de nagfio, que cozinha
e faz todo o servigo de casa o rua sadia e sem vi-
cios : na rua da Cadeia-Velha n. 17, segundo an-
da,r, se dir quem vende.
Vende-se cobre a qualro por cento: na rua lar-
ga do Rozario, nadara II, 48.
Na rua de Agoas-Verdes, ti. 46, vende-so um
escravo de 20 annos de bonita Jigura sem vicios ,
quo faz carros para engenho ctrabalha mui bom
de marceneiro e carpina.
Vendem-se dous pianos fortes patente inglez,
da fabrica do (.ollar.I & Collard : na rua do Viga-
rio, n. 4. ,
Vende-se urna mobilia moderna, de Jacaran-
da composla das pegas seguintes : una mesa re-
donda para meio desala u m jugo do bancas, um
bonito supla seis cadeiras de bragos 12 ditas sem
dragos: ludo quasi novo o scmdefoitos. Esta mo-
bilia van'de-so por so lor retirado desta provincia o
seu dono. Na rua Nova, loja n. 30, ou na rua da
Aurora n. 62, terceiro andar.
Vendc-se um brago de balanga com conchas
c pesos : na rua do Trapiche, n. 8.
Na rua de Agoas-Verdes, u. 46, vemle-so um
excellente escravo de 22annus do boa figura, bom
carreiro, mostr de assucar o ptimo sangrador; 3
molocotcsde nago de 15 a 18 anuos; 6 escravos
para lodo o sorvigo ; um dito proprio para sitio ou
tratar decavallos por 160,000 rs. ; um dito muito
fiel c quo he gauliador por 380,000 rs ; i escra-
vos com boys habilidades, que so vendem por pre-
cisfio ; 3 ditos para todo o servigo.
MOBII.IA.
Vende-so urna porgfio de trastos uovos e quasi no-
vas ; lougaso crystaos ; urna mulatinha de i anuos;
um moleque de 7 anuos ; caixas com vindo de Itor-
deaux Colares Lisboa, Porto o Madeira : tambem
nlgumascaixas do cera d Rio-dc-Jaueiro : ludo
muilo barato em virludo de retirada: para ver o
tratar ua na daSenzalla-Volda n. 110.
-----Vendcm-se enleiles de Troco de di-
versas cores para caberas de senboias :
na loj de Maya liamos Sc C, rua Nova,
n. 6.
Na casa de modas fianec/as
de M. Millocliau,
no Alerro-.la-Boa-Vista, n. 1, primeiro andar, do la-
lo dochafariz; vendem-so chapeos de palha da Ita-
lia, muito fina e alva, ditos de dita aborta, ditos de
dita de arroz e nutras, para seulioras; chapeos re-
dondos, proprios para garantir do sol; ditos do pa-
Id fina da Italia, para meninas ; ditos de dita e bo-
nos, para meninos ; chapos do soda e crep, para
senhoras; filas c flores muito ricas, do cores e qua-
lidados, paraonfcites dq vestidos e chapeos; litas
estrellas, para toncas de meninas ; cinturas e gra-
valinhas de fitas superiores, para senhoras; colla-
rinhos e camizinhas bordadas ; cambraias lisas 0
bordadas francezas, muilo alvas o finas, para vesti-
dos ; cortes bordados ; bicos largos e estreitos de li-
nho verdadeiro ; ditos de imitaefio; rendas debi-
os ; entromeios bordados ; ricos filos do bico, pro-
prios para mantas o visitas; loucas para senhoras;
bonetes do montara ; visitas de bico ; crepos do co-
ros; bicos pretos verdadeiros; bicos e rendas do
blondo ; lils de seda c de lindo, brancos c pretos ;
cassas brancas ; luvas para senhoras o meninas ; len-
gos de mfio ; nangas pelas ; larlatonus brancas e do
cores ; chales o mantas de lila de ricas cores ; veos
do montara ; sodas do todas as cOres, para chapos
de senhoras ; conloes de soda ; trangas cstreitinhas,
para enlodar vestidos de meninas ; retroz e lindas
de todas as coros; botos do passeineutcria, e mui-
tos outros objectos do moda, c por muito barato pre-
go. Na mesma casa l'azeni-se sempre vestidos de ca-
samento e chapos de senhora, a ultima moda, e
por prego commodo.
Vendem-se toalbas e guardanapos
de linlio de todos os tamaitos, por mui-
tu diminuto piteo: na rito do Cabug,
toja de miudoas, n 4,
Vende-so bolacha de farinha de primeira qua- .
lidade a 14 patacas ; dita de segunda qualidade a
8 patacas ; farinha de trigo, prop ia para -chapclci-
ros, a 2,500 rs. a arroba o a 80 rs. a libra : na an-
liga rua dosQuarteis, n. 18.
SSSF.
Manoel da Silva Santos vende barricas ,
de farinha de higo da marca SSSP, ebe-
ada ni ultimo navio a e.sfe mercado.
_ Vende-so um escravo canoeiro e oleiro de 2a
anuos pouco mais ou menos, por prego mdico:
na ruada Cadeia-Velha,-n. 17.
Pecliiiicha para presepe.
Na esquina do Livramento, loja de 6 portas, ven-
dem-se boas pechinchas pura presepos como se-
jam : ricos vestidos bordados a ouro a 2,000 rs. ;
fazenda da mesma qualidade com 5 palmos de lar-
gura a 240 rs; o covado ; velludo encarnado, a
400 rs. o envad ; madapolfio de nova invengfio a
100 rs. a vara ; e outras militas cousas exquisitas ,
proprias.paraas bellas pastorinhas.
Verdeni-se diversos escra-
vos mogo* e de boas figuras, clie-
gado's prximamente do Cear ,
sendo negras, mulatas coslurei-
ras, lovadeiras e cozinheiras; mu-
latos, nebros e moleques, proprios
de todo o servigo : na rua do
Crespo, loja, n. 2 A, se dir quem
vende.


r3
"*rr

-A,
Vendem-se queos, 3halcoa* na ra da Cadeia do Recife ,
n. 36.
Vr im-se pegas .ile chitas curas, muito en-
corpidi decoros lixas ; dita: 'Vdo rosa, todas
limpas, .),oo rs., e a 160 rs. >'etaiho; madapo-
Iffo lino largo ; o "otras fazeni s baratas : na na
eslreita ilo Hozara, n. 10, fen.eiro andar.
Restam alguns escravos por se ven-
cloren), inuilo baratos, lodos (le bonita
ii;ura, pois lie para se fecha re ni as cori-
tas deste anno : um lindo negro peca de idade de 20
anuos, denagito, boro canoeiroe corinheiro ; um
Jilo de lf> anuos, crioulo, ptimo para um pagem,
por ser bastante ligeiro; um dito de idade de 25
anuos, perfeilo otllcial do sapateiro, este vende-so
muito cmconta, por ler um pequeo defeito ; um
mulato de idado do 35 anuos, do muito boa condue-
la, bom para tomar canta do um sitio, por 360,000
rs.; dons negros muito fortes e de bonita figura,
de idado do 22 annos; um dito de ncjfo, bom ga-
nhadorderua, e que sabe l'azcr todo o servico do
nina casa, por 3*0,000 rs.; um dito por 400,000 rs.,
anda moco; um dito por 200,000 rs.; urna negr-
nlia do idado do 20 anuos, quo coso ptimamente,
laz lavarinto. engomma cco/.inha; una dita de 26
anuos, perfeita cozinbcira e engommadeira ; urna
mulata do ptima conducta, por 450,0(>0rs. ; urna
negra por 200,000: na ra das l.arangciras, 11. 11,
segundo andar.
Vendo-so umadilzia de cadeiras de Jacaranda ,
em mel uso e outra duzia e um canap de oleo ,
por prego comuiodo : na ra da l'enlia, 11. 21.
\ 25000 rs.
Vi'iidein-so saccas com bom inillio : notaos da
Alfandega armazcm de.Antonio Anuos Jacome
Tires.
A 4#200 Its.
Na loja de Guimares Serafim &
Companhia ra Jo Cres-
po, n. 5,
veiulem-se chapeos de sol ele se-
da para homem, pelo barato pre
t0 de #200 rs cada um.
Vende-so champanlia de muito superior quali-
dado rccculementc chegada : na ra da Cruz,
n. 38.
sa.i
-<>i|uod a.i(j< s sBJisotuu su as-ORp
:iuit opeo "s.iqo^^V P oaojdojci
-| opd 'opepp c|sauo})ioa.ic uinaj onl) soou sigu sojsoS a soo.ip
-ed sop isa epaazej 'sacuoduu
sesseo ap aj.ioa soou as-iuapuaA
'9 *u *od
-sa.ir) op en.i 'eu|uudiuo;~)
1^ iuijwj.3 sar.iniuin) ap eloj u^i,
SOBUaduJI^CSSOO St.'AOU sy
Oi0!0)s? %i8 %\& %10 10 !#L0%103
^ #
&> Vcndem-se corles de cassa e cambraia de se- ^
da, a 9,000 e 10,000 rs. ; ditos de novse ri- gf
ko) eos padrOes, a 11,000 e 16,000 rs. chceos '<$
'*;. de massa, francezes, da ultima moda ; risca- !Q
> dos francezes para vestidos de senliora ; no- ($
"S vos cortes do cassa-chta ; eoulras limitas la- (>
ff zendas de goslo, proprias para o lempo de ''^
|" festa : ludo por menos prego, do quo em ou- $
i.y Ira qualqucr luja : na ra do Qucimado, nos '^
K quatro-caulos loja da casa amarella, n. 29. -J
%
!li*'ftg':*i&'. Pannos finos.
Vendem-se superiores pannos finos, a prova de
limSo preto, a 3,000, 4,500, 5,500 e 6,500 rs. ; di-
loazul, a 3,000 rs. e limito lino, a 4,500 rs. Estes
pannos sao novos ,e pela sua baratez*, allendendo
a su a boa qualidade, tornam-se recommendaveis.
Na ra do Collegio, 11. f.
He na loja do nicho que
apparcccm eslas pchinchas.
Na esquina do I.mmenlo loja do nicho, ven-
dem-se mantas para senliora a 1,000 e 2,000 rs. ;
sotim branco do llores, com duas larguras, a
1,280 rs. ocovado ; riscadinlios cliinezes, com lis-
tras de seda a 360 rs. o covado ; chales muito gran-
des de garca-e seda a 2,000 rs.; lencos grandes da
mesma fazenda a 1,000 rs.; ditos cscocezes, de
lionitos gostos a 200 e 320 rs. ; eoulras militas
pichinchas novas ebegadas de proposito para a
resta.
5'echiiichas para a festa
Vcndcm-sc bonetes para ir ao banho a 360 rs. ,
nfo pdehaver mais barato : no Aterro-da-Boa-Vis-
ta loja n. 78.
fcfto de patente, c smente se
vendem no Alerro-da-B >a-
ViMa, loja 11. 7,
excellcntes bonetes do verdadeiro marroquim pre-
to e cor de ganga, de modelo muito cugnigado ,
obra frauceza cujo gosto pode ser bem avaliado ,
vendo-se a -fazenda e sflo lilo decentes que jiodem
soremusados por-qualquer personagem ; ditos de
merm do ctcs bordados e de excellenles gostos.
Na loja nova da na do Qnci-
inado.n. II A de Kaymuii-
do Carlos Lcite vende-se a
1,000 e 1/200 rs
1 vara deumexcclknte panno de linho que chc-
goii ulliinarncnto de l'orttugal, cujas pegassiio do 21
varas : tambem se vende a rctalho; assun com chc-
gou novo sorlimento do de 800 rs. a vira e as pe-
cajf%>m 18 varase moia -. ruda contina ha havor
do de 600 rs. o hamburgus finos]: estilo so aca-
bai o os guardanapos de linho a 800 rs.
Casimiras elsticas e finas, a
7,^000 rs.
Vendem-se superiores casimiras elsticas finas o
decoros, pelo baratissimo preco de 7,0!)l) rs. o'cor-
te de calca. Esta fazenda he recoinmendavel pela
sua qualidado tanto em fazenda como oin gostos ,
porserem os rnais modernos ; casimiras prctas ,
superior fazenda por serom muito finas a 2, S e
3,500 rs. o covado : na ra do Collegio, loja n. 1.
- Vendem-se mascaras de bi
chos e dediFerentes caricatu-
ras : na ra do Cabug loja de
tVlanoel Pitilieiio de Mendonca ,
junio a botica do Sr. Joo Mo-
reira.
Nesla loja ilas pchinchas, vendem-se pan-
nos linos, a 2,500, 3,000 3,500 c 4,000 rs. ,
e muito lino, prova de limito a 5, 6 e 7,000
rs. ; casimiraa de. duas larguras, a 1,500 e
2,000 rs o covado, c muito superior, a 3,000
o 4,000 rs. ; cortes de selim e do velludo
para collete, a 2,000,.2,500 o 3.000 rs.; man-
tas de selim para homem, a 2,000 rs ; um
grande sorlimento do madapoloes chitas
c outras militas l'azendas para a festa por
baratissimo proco, para acabar antes do ba-
lanco.
Na loja nova da ra d Quei-
mado, n. II A, de Stayinun-
do Cario Leite, a *2 400 rs. o
covado.
Alm de ler um completo sortimcnlo de fazendas
finas e grossas pelos procos mais rasoaveis possi-
veis ha casimiras lisas e elsticas da melhor qua-
lidade que lem viudo a este mercado, a 2,400 rs. o
covado bom como de listras a Kg 8/o 10/000 rs.
o corle.
\o At rio da-Boa-Vista, lo-
ja n- 78,
vendem-se sapalos do lustro para meninas de 3 a 15
annos ; assim como para senliora.
AGENCIA HA FUNDICAO'DE I.OW-MOOR.
Na ra da Senzalla-N'ova n. 42, contina a haver
um completo sorlimento de mocudas c machinas de
vapor para engeuhos de assucar : bem como tai-
xas de ferro batida e coado de todos os tamaitos:
ludo por proco commodo.
Itclmiras.
Vendem-se superiores cortes da- fazenda nova
denominada bel mira para vestidos de senliora ,
pelo barato pceo de 4,500 e 5,000 rs. o corte. Esta
fazenda he nova o de 'imito sublimes gostos, sen-
do as suas cores mui apreciaveis" por seren cCir de
lirio, rosa e perola. A elles, antes quo se acabem.
Na ra do Collegio, loja n. t.
Vendem-se caixas de cha hysson, de 13 libras,
em pofces ou a relalho : na ra da Alfandega-
Velha n. 36, em casa de Malheus Auslin & C.
Potassa,
Vende-se potassa milito nova, proxi-
mmenle rhegnda do Rio-de-Janeiro :
na ra da Cadcia-Vclha, armazetn de
Bailar & Oliveira.
Na ra eslreita do Hozario n. 11, segundo
ailar, vende-se um bonito' escravo quo Irabalha
mui bem de carpinn; um dito de 18 annos, bom
canoeiro ; um moloquc de 11 annos.
-Vende-se una toalha de lavarinto toda aber-
ta de rhadrez de cravo muito bem feita ; duas car-
rocas cdous bois mansos e gordos.
-- Vende-so una casa terrea com muito bous
commodos: na ruado Codorniz, junto ao Forte-do-
Mattos, casa nova sem numero.
Vende-se urna tablela nova de duas faces, 3
catxes para deposito do farinha ou de assucar ,
I muito bem feitos una carleira sem ps para cima
de mesaou balcio 4 enchameis de 30 paimos : tu-
do muito em conta : na ra do Codorniz, junto ao
i Fortc-do-Maltos casa sem numero.
Vendem-se obrasdo ouro de varias qualida-
des tanto para lioiiiem como para senliora : bem
como uni relogio de ouro ; um dito de prata ; 6 co-
cheros e 6 garlos de prata : na ra do llangel, n. 11-
Vcnde-se cevadinha ein gairafoes
de ama arroba chegada prximamente :
na ra da Cruz, armizem n. 48.
\o Aterro-da-Boa-Yisla. n.78,
vende-se baujzinhosde pao com lindas pinturas e
que servom para guardar roupa de enancas o costu-
ra, de 640 a 2,560 rs.; bonetes de velludo para me-
ninos ; sapalos para senliora a 1,000 rs.
.Na ra da Cadeia-f elha, n.
29, loja de I. O. Elstcr ,
vende-se vinho do Porto, do diversas qualidades ;
dito da Madeira ; dito de Malaga; dito de Sherry ;
dito de t;arcavellos ; dito do Tenerife; dito de Lis-
boa ; dito do Itheinu ; dilo de graves ; ditoSauter-
no ; dilo de Bordeaux; dito Chateaux-la-rosa ; dito I
S.-Juliim; ditoS.-George ;ago'ardente de Franca,
do varias qualidades ; cherry-cordial; marraschi-
no ; licores finos; PTIMA CHAMPANHA.em garrafas
inteirasemeiasditas; velas de composiSo ; cha
preto e verdo de superior qualidado; presuntos e
salames de Hamburgo ; sardinhas em latas e vidros;
petits-pois, em latas; mostarda ingleza e france-
za ; vidros com frutas em calda de assucar o espi-
rito; goa de flor de laranja ; CHHRITOS UE HA-
VANA E DA BAHA ; o outros muitos objectos : tdo
recentemento chegado.
PARA A FESTA.
Xa loja nova da ra do Quei-
mado, n. II A, de Raymmi-
do Carlos Leile,
vendem-se os mciheres ohaposdo Chili, que teem
spparocido neste mercado a 16,000 rs. cada um :
tambem ha de 7,000, 8,000 o 9,000 rs.; mantas de
seda a 2,000 4,000, 10,000 e 16,000 rs. cada urna ;
um novo sorlimento de chapeos francozes ; meias
pretas e grandes, para padre, a 600 rs. o par ; e um
completo sorlimento de pannos finos, de todas as
cores por precos commodos.
Na ra do Crespo, loja n. 12,
de Jos Joaqnim da Silva
Maya,
vendem-se muito lindos chapeos para meninas,
tanto de se.la como de palhinha chegados ultima-
mente de Paris ; chapeos de seda para senhora ;
cortes de crambraia de seda de ricos gostos por
preco muito commodo ; cortes de vestidos de cam-
braia ecassa-chitas de differentes qualidades, por
precos baratos; ditos com urna pinta de mofo e
sem elle a 2,000 2,500 rs. cada corte; mantas de
seda e lila para senliora das mais modernas que
teem vindo a esta praca,a 5,000 rs. cada urna;
mantas e chales do seda de varias qualidades e ba-
ratos; alpaca prcta, a 800 e 1,600 rs. o covado;
panno de linho a 400 rs. a vara; casimiras fran-
cezas e elsticas para caigas a 5,000 rs. o corte ;
fustfje's; setinse velludos para collete, por preco
muito em conta ; bem como um sorlimento de ou-
tras umitas fazendas, que se vendem polo barato.
Va ra do Trapiche, armazem n,
34, de M. Bernel, vende-se o
sefuinle :
salame fresco ; presuntos de Weslphalia ; licores
superfinos c superiores a lodos que teem chegado
anligamente ; coraclo verdadeiro de llollanJa; an-
chovis muito fresco ; absintho da verdadeira marca
e kirscbyvasser da Suissa ; wermouth; fructas em
ago'ardenle ; conservas de petits-pois e sardinhas;
ditas inglezas em vinagre ; conservas de bajes
sclinittbohnen) em potes muito frescos, chegado
no ultimo navio de Hamburgo; licor de kirsch em
meias garrafas brancas de superior qualidade; as-
sim como (odas as qualidades de vinhos, ago'ar-
dcnles, conservas de carne, etc.; charutos regalos
do llavaua; e muitos outros objectos tic superior
qualidade e por preco mais commodo que em qual-
quer outra parle.
Na ruada Cadeia-Velha, n. 29,
loja de J. O. Els(er,
vcndem-se bilhetes c meios ditos da lotera a bene-
ficio da ron.siriiccio e reparo das malrizesda provin-
cia do Itio-de-Janeiro. Adverle-sc aos amantes da for-
tuna que al odia 20 do corrento j pdenlo gozar
do premio que por sorle Ihes sahir i e como j res-
tar poneos bilhetes, por isso se annuncia.
A venda reforma/la loda de novo defronle da
matriz da lloa-Visla, n. 88, convida a lodosos seus
freguezes a compraren! os superiores o novos gene-
ros por preco o mais commodo possivel, a saber:
vinho do Porto engarrafado a 400 rs. ; dito de Lis-
ba PUJt a 240 rs ; dito de outros autores a 200
rs. ; dito branco a 240 rs. ; vinagre, a 100 rs.; cer-
veja a 480 rs. ; azeite doco a 500 rs.; dilo de co-
co a 400 rs.; dito de carrapato a 240 rs.; macar-
elo aletjia c lalharim a300 rs. a libra ; passas a
240 rs ; figos a 240 rs. ; ameixas a 240 rs. ; cha
hysson muito superior a 1,600, 2,150 e 2,300 rs. a
libra ; chourlcos, a 480 rs. a libra; paios a 240
rs cada um; mnteiga ingleza, a 800 rs.; dita frau-
ceza a 600 rs.; queijos flamengos a 1,400 rs. ;
salino hespanhol a 240 rs. ; dito inglez, a 140 rs. ;
nozes a 160 rs. ; amendoas, a 240 rs.; espermace-
te ameriacno a 800 rs. ; dito francoz, a 700 rs. ; bo-
lachinha ingleza, a 240 rs. : em todos estes precos se
fanlo abales comprando-se poreflo mais avultada, o
que ludo se far com umita promptidSoe assciada-
niente.
Bichas de llamlnir o.
Vendem-se bichas de Hamburgo,
a 64o rs: a retalho c em porco : em
casa de Manoel Jo> de S Araujo na
ra da Cruz, n. a4.
Ir!
I
.i
:i
itn
Na loja de Jos Manuel
Monieiro lirada, na ra
do Crespo, n. Mosqui-
na que vira para a ra
das Croases,
vendem-so mu lindos chapeos para senlio-
ra, de gosto o mais moderno, e de cores
mu lindas, por terein chegados .ltimamen-
te de Franca por precos rasoaveis; e ou-
tras muitus fazendas do gosto.
ffl
I
19
Veirdem-so bichas do Estreito tanto em qua-
lidade como em forma semelhantes as do Hambur-
go, por preco commodo : na ra larga do llozario ,
botiq'uimdaCova-da-nca,n. 34.
vende-se um oratorio grande em quo so cele-
bra inissa com seus utensilios: e una pouca de
prata velha : na ra de Agoas-Verdes, ti. 18.
BICHAS.
Vendem-se e alugam-se muito boas bichas de
Hamburgo : na ra da Conceijao da Boa-Vista ,
loja de barbuiro, n. 60.
Vndem-se dous cscravos sendo um bom mo-
lequecozinheiroe.copeiro, e o outro sapateiro e
bolieiro : esto vendo-se para fra da provincia : a
tratar no sitio do Cajueiro ou na loja do Sr. Guer-
ra na ra Nova.
~ Vendem-se 6 escravos sendo: urna prela de
20 annos, quo engomma lisoe cozinha ; urna dita
quitandeira ; urna dita que vendo miudezas, ou ou-
tra qualqucr venda e cozinha bom o diario de urna
casa ; urna dita do meia idade por 230,000 rs., quo
he boa vehdedeira ; um mulatinlio de 12 annos; um
moleque de 12 a 13 annos, que tem muito bous
principios do cozinheiro : lodos no teem vicios
nem achaques : no pateo da S.-Cruz n. 14, se di-
r qem Vende.
No Aterro-da-Boa-iYista, loja n.
78, vendem-se ricos chicotes para mon-
tria, obra de muito bom gosto ; assim
como superiores chapeos de s?\ de e-J
para senhora, de muito bonitos psdtoes
e por preco commodo, proprios para a
festa.
Vende-se urna duzia de cadeiras de Jacaranda,
usadas, em segunda mito, por 45,000 rs.; um sof
usado, por 35,000 rs.; mais utna marqueza do
condur, Usada, e mais diversos trastes : na ra
da Cadeia de Santo-Antonio, n. 18.

Escravos Fgidos.
Fugio, no dia 14 do crrante, o pardo Jos, de
25 a 30 annos cor fechada bem barbado alto e
seccodocorpo ; tem as pernas um tanto arqueadlas,
com lodosos dentes da frente ; levou calcas de ris-
do e camisa fina. Esto pardo perltico ao engenho
Carnadas, pertcncento ao Sr. .doutor Manoel Firmi-
no de Mello. Quemo pegar levo-o ao dito engenho,
ou a ra de Agoas-Vcrder, n. 46.
Hesappareccu, na noito do dia 12 para 13 do
corrente o preto Silvestre; levou um bahu do cou-
ru preto com malhas brancas o com roupa, da ra
daPraia n. 25, para o sitio do Sancho om Tigipi:
o preto he grosso, baixo, psapalhctados cabel-
los vermelhos ; tem a marca C no peito esquerdo ;
pertence a Francisco ile Carvalho Paes de Andrade
Jnior, morador no inesmo sitio. Quemo pegar
ouder noticia do bah na casa ja indicada ser
bem recompensado. .
' Aiiscnlou-se, na noite do dia 8 de novombro
do corrente anno, o escravo Herculano de cor fu-
la, que parece cabra, cabera pequea cabello ra-
lo olhos pequeos, corpogrosso, pouca barba,
estatura regular; tem uma cicatriz no hombro es-
querdo, que pode ter3 a 4 poljogadas de compri-
mento; costuma embenedar-se e nosto caso inti-
tularse por Herculano Jos dos Santos tranca-Ra ;
levou camisa e calcas de algodlo trancado azul e
algnmas camisas do madapolilo : quom o pegar le-
ve-o a ('idade de 01 inda na ra da Boa-Hora a scu
sonbor, JosFcrreira Marinho quo gratificar ge-
nerosamente.
Fugio, na noite dc5 do corrente, de bordo do
brigue S.-Maria-foa-Sorte, o escravo mar.inheiro ,
de nomeJoaquim do naco que parece crioulo,
de bonita figura, bom fallante, estatura alta bar-
bado com suissas por baixo do queixo ; representa
30 annos pouco mais ou menos; consta andar pe-
los arrebaldas desta cidad. Iloga-se a a captura do
mesmo certificando-sequequem o levar a bordo
do dito briguo, ou a Amorim IrmBos. receber boa
gralificaC'fo.
Fugio de bordo do brigue Confianza, na noite
de 30 de novembro passado, .o escravo marinheiro
de nome Jos, de nagilo Gabflo; representa 30 c tan-
tos anuos;' de estatura liaixa; sem barba ; levou
caiga dobrim, camisa de algodoe barrete, e assim
mais uma caiga do casimira amarellada, camisa do
chita e 11 ns sapalos. O dilo .escravo sabe todos os lu-
gares da provincia, o assim como os do lora della,
ej foge por habito, visto que no anno prxi-
mo passado tambem fugio do bordo do brigue Men-
tor, e fo capturado para as partes de Porto-Calvo,
aonde se inculcava por forro: elle pertence ao
Sr. Jos Mara de S, negociante no Rio-de-Jsneiro.
Boga-se, e pede-sea todas as pessoas e autorida-
des policiacs a sua captura, cerlos do que quem o
trouxer a esta praga aos abaixo assignados, receber
boa gratiligiu.
Amorim Irmioi.
Fugio, no da j3 de novembro, do
engenho das Mallas freguezia do Cabo,
um cabra carioca de nome J.o3o que
ha pouco foi comprado a Antonio. Tara-
res de Andrade morador em Mazarelh:
o qual (razia uma guia do subdelegado
do logar, o msjor Amaro Jos Lopes
Cotitinho Cuvalcanli. Os signaes do es-
cravo sao os seguinlcs : baixo bastante
rulorciiilo do corpo escuro, olhos bran-
cos cabellos incarapinhados : em quel-
quer parle que the'ga intitula-se forro e
se oFrrecc para carreiro. Qnem o pegar
leve-no ao dilo engenho, q.ie ser gra-
tificado generosamente.
l'Hgm, no da 9 i\o correle, do en-
genho das Maftas,f'ieguczia do ('abo, um
pardo, de nome Filippc, muito conheci-
do pelo Barro e Jangadinha aonde ju
por mnilo lempo passou por forro, apel-
lidndole por Manoel Camassary e
lambem no euralo do Bom-Jardirn ,
donde j veio pieso : tem os signaes se-
guidles : bastante alio secco ; repr-
senla 3o a 35 annos ; lem a cara bechi
gosa olhos pequeos e bem prelts, na-
riz grosso e com bastante tabeo falla
efeuiinada; tem marcas de acontes ca-
bellos pelos e corridos : quem o pegar
leve-o ao dito engenho, que ser bem
>econt pensado.
1JI!I1N.; NA TY.1'. DK M. t. hk. >AIA. lb47^