Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08786

Full Text
.Anno (\e
1847.
Quinta-feira 9
^.LiJ-.
O DI miO puMio-se todos OJ dial qie na
ren de jmr li i o preno- di a*siff,hiititra he de
4J00" rs.poi qmrtel, pni< a4iantadnt. Oj 0
nuncios doi asji^n'inte^ lid imeri I n r;no de
ID rj. p-irlinha, (i> em tvjo diTerente, as
rppeliyoej paU nielarle. Os qua^io l*reni **"
nantes pi(r!JS r. par Un tu,' e I Un em lypo
dill'ereiite, por =art publicarlo).
PIIASES DA LA NO MEA UE DliZHBUO.
I.ua nov, a 7, >. G horas o I ininuloj da inanh
Crcscenta a lf>, i I hora e C ma. da' mauhla.
Luaclirla JI. il rtoias e49 min. da tarde.
N ii*oantc 29, i 11 horas e 3t ma. da Urde.
PAitTI>\ DOS CORREIOS.-^
"oianiiH eParahiba s segundas sextas feir.
llio-di-.inde-dn-Norl^iuiolasfeirasao ineio-dia
Cabo, Serintilem, Rio-Fornroso, Porto-Calvo e
llacalrt. no I .*, n I! e i i do cada mez.
(rara ilunua ilnnito. a 8 e 21.
Hoa-Vi't Fiara*, a le >8.
Victoria, lis quiutas-feirns. -
Olinda, todos os dias.
PltEAMAri DE HJE.
I'rimeira, s hora e ( mulos da manliHa.
Segunda, i Lora a 10 minuios da tarde.
m a i n
VJEs
de Dezembro Anno XXIV.
y. a*.

das da semana.
6 Seg. S. Nicolao. Aud. da>J. dos orph. do
J. doc. 7 Terra. S. Ambrosio. Aud. do J do ct.
da I. v.e do I. de par. do 5. rH. de I.
8 Guara, >fc Conceicj de No'a enhe-
r% l'adioeiru do Imperio.
9 Quinta. S. Leocadia. Aud. do J. deorpli. c
10 Sosia. S. Mrlquiades. Aud doJ.dociv. da
l.v.a do J. de paz do I. dist de t.
11 Sablmdo. S. Dam-z\ Aud do J. do civ.
da I. v. e do J. de pal do I dist. del.
IJ Domingo. S. Justino.
CAMitlOSNODlA OEDE/.SMBRO.
i n efe.
Sobre Londres a 28 d por I* rs
.i Parts 3t0 rs. por franco.
o I.LihAi 95 100 de premio.
De*C. de lettras de boas Grima I a
118 / aoin
(ir0-OfM l-espaiihoUs-.... *0M JM
Modasdotliiin valli. lOJlOil a I9#J0
da 8*400 iiov.. liijHIM 18/109
. de 4 $"000..... 9#<108 a JIo
frala Patacoes.......... l#90 a l#i>
a Pesos columnares... 14940 a l#960
Ditos mexicanos... I#700 a l#800
. aliada............ I* 'I910
Acedes da cowy. do Uelieribe de 50f000 rs.ao par.
MAMB
TTf*

.-V:5
PRT 0FFIC1L.

GOVERNO DA KflOVlNCLA. .
EXPEDIENTE 00 DA 18 DO PASSADO.
Oflicio Au com manda ote das armas recom-
mcnilando exi;e di 2 de dezembro prximo futuro, marche em
grande parada a (ropa-de linda existente nesta ci-
dade, reunida aos hatallioes ns. I, 2, 3, 4, 5 o 6 da
guarda nacional do Recife, ao respectivo esquadrflo
de ca vallara, ao 1.' lala I han de Olinda, ao corpo de
polica, k companliia de artilices, e sob o i-ominando
em cliefe de S. S. : conclua declarando que no re-
ferido dia 2 e no antecedente a guarnieio da prapa
*ever$ ser fcila pelos guardas nacionacs que nflo
i lerem marchar.Ofrfciou-se a respailo aocom-
... .luanle superior da guarda nacional, do Recife,
lo de Olinda e. Iguarass u ao comuiandante geral
do corpo de polica.
Dito A.G. .Salinas, devolvendo a carta-pa-
tento, pelo qualS. M. o Imperador conlirmou a no-
mcago de8. S. para o cargo de cnsul dos Estados-
Unidos da America nesta provincia.Officiou-se a
respeito ao inspector da tliesouraria da fazenda, ao
da airaruJcga e ao do arsenal de marinlia ; ao cliefe
de polica e ao administrador da mesa do consu-
lado.
Dito Ao enmmandante superior da guarda|na-
clonal do Olinda o Igijarass, ordenando mando a-
prvsentar ao commandante das armas, n inanli3a
do 1." do dezembro prximo futuro, urna forga de
quarenta pracas do 1. batalhilo da respectiva pri-
mera IegiHo, afim de seren aproveiladas no servi-
do da guarnicio da praca.l'articipou-se ao com-
mandante das armas.
DEM DO DIA 15.
Oflicio Ao inspector da thesouraria da fazenda,
trahsrr.ttindo copia do aviso de 26 to oululwo desle
auno, a respeito do impost sobre as casas de com-
mercio que teem caixeiros estrangeiros.
Dito Ao director do arsenal de guerra, orde-
nando, em consequencia da requisicOo do commis-
sario-pagadof, faga separar das que se acham em
bom estado as pegas arruinadas do fardamento do
batalhilo da guarda nacional destacada.
PERNAMBUCO.
~
TltlfimAia DA UKLAGAO'.
JIILGAMENT NO TdA 7 DE DEEZMBRO BE 1847.
Daembargadar de semana Sr. Has tos.
Na appellagfn crimo em que silo partes Joaquim
Thomaz reo preso) ea justiga, julgaram proceden-
te a appellagfo, e mandaram submetler a causa a no-
vo jury.
Mandaram dar vista is partes as segualos appcl-
lagocs civeis :
Na do senador Francisco de Paula Cavalcanti e sua
niiilher e os^herdeiros do finado Gervazio Pires Fer-
reira ;
Na de Jos dos Santos Nevos e Antonia Mana do
Sacramento.
iii\i!ii)iiKi'i;i!\Aiiiiri'ti.
aiCBjaaij o a)J j)i*M'j'jiiujaii na aoa?^
Estamos com os ps sobre urna crtera, que amea-
ca envolver-nos em devastadoras lavas : dentro em
breve desapparecer, porvcnlura, esse resto de se-
guranza individual com que alguem anda cont ; e
entilo, bem poucos scrilo os individuos que possam
vagar impunemente pelas ruSs desta cidade, oulr'o-
ra tilo pacifica ; -o entilo, tal vez se aprsente a qua-
dra terrivel-de uo poder dcixar a casa, nem mesmo
O DUQUE DE GUISE. (*)
por frrDenco >oultc'.
PIUMEIRA PARTE.
VIII.
Oilo dias depois do curioso dialogo que narramos
no capitulo antecedente, dous cavalleiros que ha-
viam partido de Roma corriam a toda a brida pela
estrada real doTerracino. Ambos eram mogos, am-
bos bellos, magnficamente armados, eostenlavam
no rosto a resolugio da mocidado. Eram dous fidal-
gos de vinte c quatro a viole c cinco anuos. Um del-
les, montado ii'uiii cavallod'Africa, de urna hardidez
extraordinaria, era-do estatura mediana o de com-
pleixao dbil; o rostotinha-oelle paludo,eos mom-
bros delicados; toda a fOrga, toda vida desse ho-
() tide Diario nS 277.
para tratar dos mai vtaes interosaes, o cidadlo
inoffensive que tiver a infelicidade de contar um
inimigo gratuito, ou um desafegoado entre ossos
aniotiiiadorcs do povo que possuem oinfornal se-
gredo de faze-lo esauecer as regras da sila moral, os
preceos do christianismo e os dictamos da raso,
para transformar-se em horda do selvagens, para
espancar o insultar a homons inermes, dos quaos
nSo lia recebido nonhum aggrav sequr.
fie, defeito, com dr profunda queassim nos ex-
primimos, pois nada haquo tanto nos custe como
reoonhecer em nossos irmilos essos ilesvios do ver-
dadeiro carcter pernambucano, a que silo elles le-
vados pelos degenerados que so lingem seus ami-
gos, para separa-los da vereda do progresso bem en-
tendido, a que quorem conduzi.-'" os que os amam
devoras : mas falta-nos essa ousadia com que al-
guem se atreves nogar verdades reconhecidas e pro-
vadas; no nos be possivel resistir ovidencia dos
factos.
Ha na ra da Praia desta freguezia de Santo-Anto-
nio urna sociedade de dauga, deiioiiinada F!Uo-
Terpsichore, composta de nacionaes e estrangeiros
lueassentaram dereunir-se para divertirem-so al-
burnos vezes no anuo, e que, como outros muitos,
tnham dado os seus saraos em profunda paz, sem
queninguem se lembrasso de ir pcrturba-los nesse
passalempo tilo innocente : appareceu, porm, quom
concebesse projecto de indispdr o incauto povo
contra ossa sociedade, assegurando que constaya
ella de Portuguezcs sement, o que estes haviain li-
do o arrojo de inserirnos respectivos estatutos um
artigo que exclua dos seus diverlimentos a lodos
os Brasileiros. Ksla intriga miseravcl, esla calum-
nia revoltante, contra a qual um dos socios pernam-
liucanos protestou logo em ccrlo peridico, niio
produzioresullailo inmediato, e pareca haver sido
desprezada por aquellos em cujo animo desejavam
que influase.
Entretanto, n!lo era assim : crescia nsoccultns a
rizania, arteiramente semeada por milo malvola,
e no dia 4 do correte, ei-la que se ostenta tilo ra-
mosa, quanto terrivel em seus effeitos, como os loi-
tnres vSo ver.
Era' esso dia o designado para a partida com que
a Phito-Tcrptichorc tinha do abrir os iliverlimentos
do mez : s seto horas da note, pouco niais ou me-
nos, o socio a quom cotillera as funegoes de mestre-
sala, e que nascra nesta provincia, foi avisado da
existencia do um plano segundo o qual nosas
vidragas do edificio devam de serdespedagadas a
pedras, logo _que oomegassem as quadrilhas; mas
tambem haviam de ser insultadas as pessoas que
concorressem ao inesmo edificio a lomarem parte no
sarao : o mestre-sala drigio-se immcdialaHicnleao
Sr. subdelegado da freguezia ; ntoirou-o do aviso
que acabava de receber: ponderou-lhe queas fami-
lias, que tnham de comparecer a sociedade, eram
mui honradas c dignas de lodo o respeito; fez di-
versas consideragOesmais; esolcitou providencias
capazes de fazerem abortarsemelhanle plano: oSr.
subdelegado assegurou-lhe que tomara medidas
preventivas; c, acompanhado de inspectores do
quarteirao e da patrulha rondante do dislrclo, apre-
sentou-so em frente da casa, depois de ter requisita-
do em vilo, segundo dizem, algumas das pragas do
corpO de polica que so acbavam no respectivo quar-
tel. Entrementes, nada disto foi suflieicnte; pois que,
pelas 10 horas, deram principio aoapedrejament,
arromessando um grande seixo para a varanda, o
qual foi offendor ao Sr. Jos do Nascimento Lopes
que ah eslavo. Entilo, o mestre-sala desceu a rua ;
fallou ao povo ; enlendeu-se pela segunda vez com
o Sr. subdelegado; dirigi a palavra aos inspecto-
res ; conduzio, emlim, a estes e ao referido Sr. sub-
delegado para sala do baile, alim de mostrar-lhes
quaes as pessoas que aoccupavam: ah chegadas,
as auloridados policiaes asseveraram que se esfor-
gariam por conseguir que a desordem premeditada
se liinilasse ao que linba havido, e passaram aoc-
par os aiiligos posto* ; mas (caram com os bons de-
sejos, porquanlo ao cabo de urna hora appareccram
novas pedradas, urna das quaes qoasi que se ompre-
ga no proprio Sr. subdelegado,, que, as duas horas,
rajaanr J.LJ.. '.. .'1T""jnjr:^*.V***"-:-j-~-*i*"'"-
mem pareciam ter-so abrigado na ardentc chamina
que lhe scinlillava dos negros olhos, sobre os quaes se
desenliavam duas bastas sobrancelhas, tambem pre-
t'as. Galopava elle silencioso, com os ollios fixos para
diante de si, emquanlo um tremer convulsivo lhe agi-
tava os labios c herissava o escuro bigode. Era o
hespanhol D. Flix de Medina.
Pelo contrario, seu companheiro langava os olhos
indolentes para o campo, afagava benigno o pesco-
go doseuformoso ginete de Hespanha, c ia canta-
rolando todo O caminlio
NBo obstante a pouca idade que tinha, j era bas-
tante gordo ; a physionomia respirava-llie audacia,
astucia e conlianga ; os labios grossos e encarnados
slavam continuamente aberlps ao sorriso; os gran-
des olhos de um pardo escuro, Cobertos por tartas
pestaas, sorriam-lbe da fucsina maneira ; smenle
do lempo em lempo, u quando elle olhava de lado
para o companheiro silencioso, he que se poda no-
tar toda a malicia, penelrago e firme/a de scmelhali-
le olbar. Este segundo lidalgo era Melchior Borgia,
o mus intimo confidente de D. JoSo d'Austria. O si-
lencio que o scu.compaiiliciro guardava tornou-se-
llie provavelmonte insuportavel, porque exclaniou
do reponte:
Ora com effeilo, Dom Flix! Paroce-mo que ja
corremos ha bastante lempo, e u la indignago de-
via ter-se acabado.
Nao.....n$o, respondeu D. Flix, nunca vi tan-
ta insolencia suppoitada com urna paciencia quasi
mandou pedir ao mestro-sala n3o consontisse roti-
rar-se familia alguma, porque lhe constava quo ha-
via gruposdispostos a inaltrntarom todos quantos
sahissem da sala, o elle nao podia conter essos gru-
pos, por estar sem frga sua disposigilo .' A
Este recado foi dado felizmente a teinpo: a nao sor
elle, os quo se conservavam dentro do edificio toi i-
am do expor-se aos cceles, porquanlo igioia-
vam quo o Sr. Mauoel Antonio Vicira, que sahira com
sonliora, fra espancado, na prosenga desta, de
quemo separaram, para poderem massa-lo mais a
voutade; queoSr. Antonio Peixoto do Garvalho
roce)ier.i 13o fortes cacetadas.que ficara com a cara
bascante maltratada ; -que o Sr. Alvaro Fortunato
Jordao houvera tido igual sorte, se ahardidoz do ca-
vallo am que ia montado lito nao tvesse facilitado a
ruga;-que osSrs. Antonio JosMoreira Pinto e Ma-
noel da Silva Grillo nao teriam escapado a pancada-
ria, se este ultimo nSo houvesse declarado ios
amotinados, mo s que ora brasileiro, como que, do
mais a mais, era dedicado causa popular.
Neste estado se achavam as cousas, quando pelas
horas da madrugada sahiram algumas familias
acompanbadas pelos inspectores e pelo Sr. subdele-
gado; as quaes, isto mo obstante, forain insultadas
pelos espancadores, assim como asoutrasque, o
alvorccer da aurora, retiraram-so com os homens
quo anda existiam na sala. Destes, ainda recebe-
ram caceladas aquelles que so desviaram das sonho-
ras.
Semelhantoespancaincnto nada menos foi doque o
preludio de outros muitos que estavam projentados ;
tiessa mesma madrugada, o caixijio JoHo Botelho,
assim como diversos individuos,Toram ospancados
ao irem para n missa ; e as noiles quo decorre-
ram de 4 a 7 doste mez, forara igualmente espanca-
dos :-um caixeiro dos Srs. Nascimento & Amorim ;
oulro do Sr. Manoel Firmino; -um rni3o do Sr. Bur-
le, o qui, alm de ficar com a cara quebrada, esla
arriscado a cegar ;alguns subditos inglezes; va-
rios Portuguezes, emfim, entre os quaes releva com-
prehender os tros que, na madrugada de hoje, foram
massados uo bairro da Boa-Vista ante militas pes-
soas que se nao animaram a acudi-los, receiosos de
serem victimas com ellos.
Segundo nos informam, hontem noile deixou de
haver pancadaria em grande escala, porque as pa-
trulhas ap'prehcndoram muitos ccelos.
Eis como so acha constituida a mesa directora dos
traballios do collegio eleitoral do Recife :
Presidente, o Sr. Antonio Alfonso Ferreira.
Secretarios, os Srs. Jeronymo Villola do Castro Ta-
varas e padre Jos l.eite Pilla Orligueira.
Escrutadores, os Srs. Joaquim Nunes Machado o
Laurciiliiio Antonio Pereira de Carvalho.
^M^VlT.'^l^
Coiiimiinicado.
A MORTE DO JUSTO.
De ordinario a adulagflo e o servilismo se ncum-
bem delecer coras e prodigalisar elogios ao po-
tentado, mesmo depois do sua morte, sem que a
tortuosa carreira de sua vida offerega considera-
go do homem pensador mais do quo chagas pro-
rundas, creadas pelos crimes e pela immoralidade ;
entretanto que se nega acintosamento uina palavra
de saudade memoria do homem elimino o virtuo-
so, smenlo porque a vida desle so passou na pruli-
ca de aeges meritorias que, infelizmente, u9o teem
o poder do excitar o enthusiasmo da adulaga. De
vezem quando, porm, uina rara excopgSo vom as-
segurar-nos de queaiuda exislum almas quo pro-
fessam santo respeito pelas virtudes dos finados,
sendo que por isto sentimos a inaior consolagaoem
eoncorrer para que nSo seja condetnnada ao olvido
a memoria do respeitavel anciSo, o finado Sr. Mi-
guel Bernardo Quinteiro.
Foi mais um lo roubado pela morte grande
cadua da buiuanidade Foi mais una alma pura que
se achava deslocada nesto mundo e com a qual o
Skr dos sebes quiz augmentar o choro dos bema-
venlurados !
afcaanmi .imisSSmsSimMis^S^mkitigMSsmmsmmmsm
de cobarde. Ser verdade que um (dalgo francez
leiiba passado por defronte da residencia do emba-
xador de Hespanha, mandando tocar trombeles,
fenlo da um miseravel bando de cinco ou scisaven-
l'urciroscdozoou quinzo esfarrapados, proclaman-
do que ia conquista do um reino que nos perton-
co; oque o embaixador d'el-rei Philippe IV tenlia
supportado Lio grando injuria dirigida a nossa na-
Qflo, sem mandar dispersar a ccete semelliante mas-
carada !
Meu amigo, tornou Melchior Borgia como bom
luiarau, os cceles mo faiiain fortuna com essa gen-
te quo empunha boas espadas; muito mais quando
frente desses horneas ha um que so chama-llenri-
que de Lorna, dui|ue de Guise.
Seria nielbor quo elle se chamasse duque dos
doudos e principo dos ridiculos, replicou Flix cora
colera dcspoilosa. Ha de ser uin bom pedago do his-
toria essa partida do Boma testa do vintoedous
homens por exercito, o esla viagem em falas quo-
apenas podem com dous passageiros, mas que de-
vem vencer as trinta galeras que guardavara a en-
trada do porto de aples. Qua-ii que nao posso
acreditar em tfloloucas fanfarronadas; espero que
Dos os nao sepultara na tempestado que se prepara,
alim de que os nossos canhOes possam esmagar e
.ngolr essa ridicula frota ; porque he preciso pu-
nir taes insolentes em aples, visto que o conde
d'Ognate nao me permiti faze-lo quando passaram
por diante da nossa residencia em Roma.
Nasceu o Sr. Quinteiro nesla cidade aos 17 de mato
d 1774, e fallecen a 29 de novembro do corrento
anno de 1847, leudo gozado da existencia poros-
pago de setenta e tros anuos, seis mezese doze dias.
Filho de pas pouco abastados, porm honrados, a
honradez o honestidado foram aprecise herauga
que recolheu de seus progenitores, entretanto que,
laborioso o incansavid, leve a ventura de deseoulie-
ccr os horrores da miseria, o a felicidade de poder
soccorror a penuria de seus semelhantes. Casado o
pai de uina numerosissima familia, desfructou, co-
mo bom esposo, as doguras do estado conjugal, e ,
como excellenle pai, o* encantos da paternidade
sempre honrada, sempro respeitada por filhos dig-
nos delle. Se se procurar o seu iioine no cathalogo
d aquelles quo, devorados pela ambiguo do mando
ed'ouro, mo duvidarain frlsear a sua f, corrom-
per os coslumes, desprezar a rcligiilo e sacrificar os
seus semelhantes para oblerem triumphos salpica-
dos de crimes, corto ahi se o nSo encontrara, por-
que o verdaderochrisLlo, o verdadeiro hornera de
bom odeia as vanlagens que resultam dos esforgos
do vicio; nias se, ao contrario, se compulsar alista
daquelles quo, dedicados aos seus devores, houve-
rem ueste mundo dado pravas do inaior respeito
rcligiao e s leis da sociedade, que se houverem
desvelado na educagao de seus filhos, que houve-
rem procurado mitigar as alllicges dos outros ho-
mens pela consolagao, e a necessidado do pobre pe-
la caridade chrisLla, nessa lista, sim, figurar com
dislincgao o respeitavel nomo do Sr. Miguel Ber-
isrdo Quinteiro i c nem a inveja, nem a inalevo-
encia lhe pdenlo disputar esso lugar recommen-
davel que lhe adquirirn! suas aeges.
Como se a Providencia qui/.esso experimentar a
religosidado e resignagSo desse virtuoso pai defami-
lia, permillio que, por uina molestia longa e dolo-
rosa, fosse ello em 1836 privado da vista, fazondo
com que, a seu turno, o pai e o esposo ceg reco-
Ihesso as provas da caridade marital e filial : mas
aquellos que ontSo o conheceram tiveram do admi-
rar a humildadechristaa com queoSr. Quinteiro
resignou-se com a sua sorle, abengoando a mo
poderosa que tinha firmado o fatal decreto, assim
como viram quo a prvagfto da vista nao exlnguo
os impulsos de um corago verdadoiramente cari-
doso. ltimamente, atacado de urna mortal hepati-
te, que zombou do todos os recursos mdicos e I-
iudio os esforgos o conhocimontos scieutifleos dos
Sis. douloresDoinellas, Sarmente Ferreira, cer-
cado de sua desolada familia, visitado por seus nu-
merosos amigos, e, em lim, assislido de lodosos
recursos espiriluaes, estituio a alma ao Creador
com a contnce.no de um verdadeiro filho da religUo
de Josus-Christo. Era solemne e grandioso ver es-
so liomeni, rosignado em sou Icito de morte, sofTrer
pungentes dores, o nunca pedir a Dos a cessagflo
de seus padecimento, e smente implorara miseri-
cordia divina !.... Foi ouvdo ; porque os seus l-
timos instantes foram o deirndeiro vo do justo.
Urna hora antes do expirar chairara o seu filho, o
Di-. Jos dos Anjos Vicira de Amorim, e entre as la-
grimas de ultima despedida, lhe recommendou que
fosso elle o depositario de suas ultimas vontades
mo escripias, cousistiudo estas no desojo om que
reinasse, depois de sua niorlo, a maior concordia
onlre sua mulhore filhos, havondo escrupulosa di-
vsflo dos bens que deixava ; om que o seu enter-
ramento losso feito sem essas pompas mundanas
|ue apenas attestain O orgulho ea vaidado dos ho-
mens ; e, finalmente, om que era de sua irrevoga-
vel voutade que fosse, pela segunda voz, sepultada
com elle a caveira do sua mai que por tantos anuos
a havia conservado como trbulo de amor filial. E,
com eil'cito, parece que serlo respuitadas essas von-
tades de um pai, bem que o numeroso concurso que
assislio as suas exequias nos faga suppr quo nao
osteve ao alcance de sua familia salisl'azer os votos
do finado relativamente parcimonia do enterra-
inenlo.
Sabemos que o eximio artista o Sr. Lopos de
Barros, a pedido do Sr. Dr. Jos dos Anjos Vigira de
Amorim, fez com que o filho piedoso conservasse,
por meiod'arte, aquillodo quo a natureza o havia
privado ; e ontSo, nem mesmo a eiligie do homem
O conde d'Ognate mo so oppoz muito a isso,
tornou Borgia ; o o empouho quo tivosle em o fazer
nao foi tanto que carecesse amarrar-te o fechar-
te.....Gritaste muito, mas quanto a mechorem-se,
nenhurn do vosss leve voutade.
Que estas ahi adizer? bradou Flix com alti-
vez, julgas tu que foi algum medo quo me impe-
dio?.....
Teuho-te por mui corajoso, Ilustre Medina, re-
plicou Melchior no mesmo tom, mosclado de riso e
de sarcasmo, para pensar que houvesse ahi algum
medo capaz de le doler..... mas quando ha dous nie-
dos, talvez. Ires uiedos ou mais, sempre he bom ser
prudente......
Eque modos erara esses, meu charo senhor *
O prmeiro he que, se o conde d'Ognate tvesse
soltado os seus criados com cceles emciina do ri-
diculo exercito do duque do Guise, poda succeder
juo dahi a meia hora o embaixador de Philippe IV
hcasse sem cceles esom criados.....
Haviam muitos lidalgus para os sustentar com
as suas espadas.....
As espadas talvez. levassein o mesmo cabo que
os ccelos, e os dalgos o mesmo que os lacaios.
Mas um segundo medo delmha esses cavalheros; he
que atacar o duque e a sua comitiva, era violara
ueulralidado da curto de Boina, e ontao podia a-
coulecor que os esbirros de buu Saididade ajudas-
sem os i -anee/es a cusinar o diroilo das gentes aos
Hespanhes.
t
MUTILADO


virtuoso morrer para sempre. Fomos lestemunha
da dr intensa que rasgn o ceio da familia do Sr.
Miguel Bernardo Quinteiro, oque attcstava as ex-
pelientes qualidadcs o virtudes de sen chele : pre-
senciamos as lagrimas d'aquollew que foram tribu-
tara ultima veneracSo aos restos de um homem de
Ih'iii : vimos, finalmente, a derradeira provade a-
niorcderespeito quo Iho deram seus filhos, 00-
duziudo t rua, no meio das lagrimas e da dr, o
negro fretro que cncerrava o bom mais precioso
que possuiam na trra. Oh a morte!... a morte !...
espertemos os decretos da Providencia.
Sirvamao monos estas linhas, (racadas pelaami-
sade, para, em urna poca mais remota, attcstur quo
a virtude sempre merecou cultos, entreunto quo
oomochristSo invoco a benco do co sobre a me-
moria do Sr. Miguel Bernardo Quinteiro, e como a-
inigo, deponbo sobre suu tmulo urna flor e urna
lagrima de suadade. a.
Correspondencia.
EDITA ES.
O cidado Jusi dos Santos Nunes de Oliveira, juiz mu-
nicipal $upplenle, em acerado, da primeira vara do
termo do Red fe, preparador dot processos queteem de
icrtubmettidotao jury, por S. V. I. eC, que Dos
guarde, etc.
Faco1 saber quo peloDr. ju>z dedireilo interino da
segunda vara do crime,Gervasio Gousalvos du Silva,
me foi Ceita a participacin de liaver ueste tormo
convocado para o dia 15 do correte mez, pelas 9
horas da mantilla, a sexta scssSo ordinaria do jury
ileste anno para a qual sabiram sorteados os 48 se-
nhores jurados que soseguem :
Lr. Jos Mameile Alvos Forreira.
Alexandre Norberto dos Santos.
Dr. Francisco Carlos RrandSo.
Estanislao Pereira de Oliveira.
Antonio Leito de Pinho.
Annes Jacome Pires.
Msncc! Luiz Goncalveg Jur.iQr.
Joaquim Marinho Cavalcante de Albuquerque.
Coronel Francisco Joaquim Pereira Lobo.
Francisco Xavier das Chagas.
Jos Ignacio Pereira Dutra.
CORREtO.
A pessoa que sellou urna carta na administracSo
do correio sein o seu subscripto, quoira comparecer
mesma repartico.

O caix da companhia 1I0 Itoberibe, tendo de pres-
tar as suas contas, lembra aos Srs. accionistas a roa-
sacSodos 4 por cont, ltimamente pedidos.
Avisos martimos.
Srt Redactores do Diario. l.endo o Tribuno n. 49,
de 7 de dezembro, deparei com um pedacinho sobre
a marchamara; e como marchante aronselho aol
./normo, que nflo se mella a tratar daquillo que elle'
pouco entende, e que para entender he preciso pri-|Joa acneco *leQueiroga.
rneiro usar doiegocio para enlSo saber se he frau- 9r" AJ1.tonio Vicente do Nascimcnto Feitoza.
de ou he o prego dos gados que d para se vender as
carnes caras: e aconselho ao mesmo Tribuno que
trate do que est mais a par, que he a poltica, e n0o
isso que nada entende.
Com a insergSo destas linhas muito obrigadolhes
1 i cara
Um marchante.
COMMERCIO.
rVIfandega.
FNDIUF.NTO DO DIA
7.
24:198,544
Descarregam hoje, 9 de detembro.
Brigue Dorad bacalho.
Escuna Ventura-Feliz cal e arcos.
Barca Generosa barricas vasias.
Escuna John-Romilly bacalho.
Brigue Veloz mercadorias.
CONSULADO GERAL.
RENDIMENTO DO DIA 7.
Ceral.........................
Diversa* provincias..............
2.447,624
58,058
2:505,682
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 7..............2:228 S80
m-UL.-lll----- I 1 i|.....1_____J.JL.LL
llov ment do Porto.
Navio entrado no dia 7.
Faimouth, pela ilha da Madeira e ilhas das Canarias,
31 dias, e da Madeira 19, paquete inglez Pettrel,
commandante o lente Cresser.
Navios sahidos no mesmo dia.
Io-de-Janeiro, por Macoie Babia, vapor brasilei-
ro Imperador, commandante o primeiro tenente
Joaquim Salom Hamos de Azevedo. Passagciros
para Macei, A. F. de Mornay, D. Julia Donklessj
1 filha menor el escrava, Antonia, prcta forra *
para a Babia, Manoel Concalves Moreira, JoSo Bap-
tista Serhino ; para o Rio-de-Janeiro, o escrivSo
da armada Bernardo de Miranda Fontoura, o des-
embargador Antonio Joaquim de Siqueira com 3
escravos, doutor Antonio Jos Ilcnrique com 1 cs-
cravo.
Rio-Grande-do-Sul; patacho brasileiro Dous-de-A-
gosto, capitiio Joao Antonio de Souza, carga assu-
car e sal.
Londres; galera ingleza Jhomas-Arburthnot, capi-
tao John Thompson, carga a mesma quo trouxe.
Canal; patacho inglez Freedom, capitao John Gavey
carga assucar. "
Navios sahidos no dia 8.
Rabia e Rio-de-Janeiro ; paquete inglez Peterel, com-
mandante o lente Creser.
Parahiba ; hiate brasileiro Santa-Cruz, capitflo An-
tonio Ma noel Affonso, carga di (Tere ntes mercado-
ras. Passageiro, Custodio Domingos dos Santos,
Portuguez. '
dem ; hiate brasileiro Tres-IrmOos, capitao Antonio
Francisco Correia, carga differentes mercadorias.
Observaco.
Fundeou no LameirSo, para acabar de carregar
o brigue francez Armoriqut, capitflo Verlet. '
Antonio doS l.eitao.
Theodoro Machado Freir Peroira da Silva.
Thomaz Pereira Pinto.
Antonio Concalves dos Santos
Manoel Joaquim Pascoal Ramos.
Coronel Jos de Brito Inglez.
Silvcrio Joaquim Martins dos Santos.
Jos Mara da Cruz.
JoSo Manoel de Castro.
Jos Bernardino de Sena.
Antonio Concalves Ferreira, morador em S.-Amaro
JoSo Luiz Cavalcante.
Tenenle-coronerDomingos Alfonso Nery Ferreira.
Jos Joaquim do Figueiredo, solicitador.
Joaquim Carueiro Machado Rios.
Antonio Cordeiro da Cunha.
Coronel Jos de Barros Faldlo.
Joaquim Teixeira Peixolo
Jo3o Xavier Ribeiro de Andrade.
Major Florencio Jos Carneiro Monteiro.
JoSo Pires Ferreira.
Filippe Menna Callado da Fonseca.
Coronel Cypriano Jos de Almeida.
Silvestre Dantas Lima.
Francisco Goncalves GurjSo.
Miguel Crrela de Miranda.
Francisco Camello Pessoa de Lacerda.
Luiz Vctor Lieuthier.
Major Jos Gabriel de MoraesMayer.
Simplicio Jos de Mello.
Alferes Jo3o Paulo de Souza.
Joaquim Maris de Carvalho.
Jos Ha y mundo Ferreira.
Dr. Jos Rodrigues dos Passos.
Antonio Bernardino dos Res e Silva
Os quaes h.1o deservir durante a "referidaMafia
para o que sflo pelo presente odital convidados
devendo comparecer, assim como todos os in-
usados, no da o hora designados, sob as penas
E para que chegue noticia de todos, mandei
passar o presente que ser publicado pela impronsa,
e ailixado nos lugares do costume.
Reciie 6 de dezembro de 1847.-Eu, Jos Alfonso
Cuedes Alcanforado, escrivSo, o escrevi.
Jos dos Santos Nunes de Oliveira.
De orden do ll|m. Sr. inspector interino da the-
ourana da fazenda desta provincia, se faz publico
que se vai preoncher a vaga de um terceiro escriptu-
rano da contadona, e que, no dia 9 de Janeiro do
auno prximo vmdouro, se ha de proceder, na for-
ma da le, ao concurso dos que se propozerom a en-
trar neste lugar. Os pretendenlcs deverao apresen-
tar os seus requorimentos documentados com folha
corrida, certdSo de idade costado, e os mais docu-
mentos que julgarcm a bem de sua pretenc3o. Se-
cretaria da thesouraria de Pernambuco, 7 do dezem-
oro de 1847.
O official-maior,
Ignacio dos Santos da Fonseca.
ParaCotinguiba segu viagem nestes das, a
sumaca Flor-do-Angelim : para carga e passageiros,
trata-se com o mostr Bernardo de Souza, ou com
Luiz JosdeS Araujo na rua da Cruz, n. 26.
-- Para o Porto sabe com a maior brevidade o
brigue portugnez Ventura-Feliz portera maior
parte do carrgamento prompta : recebe carga a
fretee passageiros. para o que tem excedentes com-
moilos : trata-se com os consignatarios, Mendes &
Tarrozo, na rua da Cruz, n. 54 oucom o capitao,
Zefcrino Ventura dos Sanios, na praga do Commer-
cio.
---Para o Rio-de-Janeiro sahir, em poucos dias, o
muito veleiro e superior brigue-eseuna Velos-, tem
a maior parle do seu carrgamento engajada : para o
resto e passageiros, para o que lem excedentes com-
modos e o melhor tratarpento.dirjam-so ao capitao,
ou a Manoel Ruarte Rodrigues, na rua do Trapiche ,
Para o Rio-de-Janeiro sahe o brigue nacional
Sociedade: para carga, passageiros e escravos, tra-
ta-se com Jos Francisco Collares, ou com o capitao
nos trapiches das escadinhas, ou na loja de ferra-
gensda esquina da ruada Cadeia.
Para o Porto sahe impreterivelmentc no dia 20
do corren te a barca portugueza Espirito-Santo; an-
da recebe alguma carga e passageiros, para oque
lem asseiados commodos : trata-se com o capitao da
mesma, na praga do Commercio, ou com o consig-
natario Francisco Alvesda Cunha", na rua do Viga-
no, n. 11, primeiro andar.
Para o Para, com escala pelo MaranhSo, partir
com muila brevidade o lindo brigue-eseuna Arce-
lina, de construcg.no brasileira, de primeira via-
gem, orrado c encavilhado de cobre: acha-se com
a maior parte do seu carregamente prompta: para
o restante trata-se com o consignatario, Firmino
A casa de modas francezas de M.
Thearr!, rua Nova, primeiro
andar,
receben, pelo ultimo navio viudo de Franca, um
grande sortimento de di apeos de palha de todas ns
qualiddeso da ultima moda, para senhora e meni-
nas; bonetes o chapeos de pulha da Italia, milito
alva, para meninos e meninas ; um completo sor-
timento do fitas ricas e elegantes, o de hico vorJa-
deiro c imitante ; collarinhos e camisnhas borda-
das, para vestidos afogados e de montara ; chapeos
de phantazia, para senhora ; vestidos bordados para
bailes; ricos filos braneos de linho, bordados \
lisos ; tiras e enlre-meios bordados ; cinturas o
gravatinhas de litas com franjas, para senhora
cambraias bordadas; filos de seda prot, bordados'
para mantalelas, visitas e mantas; creps; flores'
ricas e sedas de boas qualidades o do todas as cores
para chapeos de senhora. M. Theard faz sempre cha-
peos e vestidos de senhora da ultima moda o por
proco rasoavel.
Precisa-se de umn ama para tratar do um mo-
co soltoiro que est docnle : na na do Vigario, n.
33, secundo andar. Na mesma casa vende-se um pre^
to, de bonita figura, com dado de vintee um a vinte
edousannos, sem vicio algum, o que scafianca ao
comprador.
Offerece-so urna preta para ama de lete : quem
a pretender dirija-so a rua do dorias, n. 16.
O Sr. que est devendo tres mezes e meio de a-
lugel de urna casa da rua do Arago, quoira decla-
rar sua morada para se receber o dito aluguel; vis-
to que nSo he possivel encontra-lo.
Quem quzer dinheiro a juros dirja-se a rua
do Rom-Jcsus-das-Crioulas, n. 19, no sobrado por
cima da venda, no segu ndo andar.
~ Precisa-se do um rapaz de 10 a 13 annos, dcstes
chegados ltimamente, e qued fijador a sua con-
ducta : na rua do Amorim, venda n. 17.
A mesa regodora da ii mandado de S. Rita de
Cassa tem de proceder a eleic.fo da nova mesa,para
o ques3o convidados todos os irmilos a compare-
cerem em mesa geral no consistorio da irmandad-
no dia 12docorrente pelas 8 horas da manhSa. *
~ Precisa-se de urna mulherj de assento que
saiba mui bem guisare preparar todas as sorteado'
massase bolinhos. para daqui a 10 legoas em um
engenho passar a fesla ou o periodo de um mez,
para o fim de nSo s exercer a sua habilidade, co-
mo tambem fazer que urna ou duas mulatas j prin-
cipiadas consigam a perfeigSo do laes guisados e
o conhecimento do laes sortes de massas : quem
estiver nestas circunstancias, dirja-se at odia
9 do corrento a rua da ConceigSu da Boa-Vista ,
casa defronto da igreja do Rozario.
~ Aluga-se urna casa no Cachang : quem a li-
vor dirija-se a rua da Praia-de-O.-Rita n. 25.
--Aluga-se urna grande casa terrea na rua Im-
perial com 2 salas 7 quartos, cozinha fra,.quin-
tal murado e cacimba : a tratar na rua de S. Con-
ga lo, sobrado n. 29.
Perdeu-se, na praga da Boa-Vista
urna gar-
vi.hada de cobre, o prompta ,^ qualqi^r viag m rele Quen, .TchoTV t
uo Tapiche "nn2"8 FrStCr & Com"ahia > "a rua 5 MrTmV.S3 ou
" ruin n/\p uanJa < !* *. 1
- Frela-se, para a Bahia, Macei, ou Ponedo, o
hiate San-Jos-Glorioto, de 30 toneladas, o qual se
aena tandeado no caes do Collegio : a tratar na rua
la Cadeia do Recife, n. 9, loja de ihiudezad.
Leilao.
Jieclara^oes.
nriTv(i,fnC,V50 Chffc (1? aeBun'1* seceso do consulado
provincial, de ordem do lllm. Sr. administrador do
to, bocea do cofre, da respectiva dcima do 1 se
meslrc do anno financeiro correnle de 1847 a 1848
e todososquedeixaremdo pagar, dentro do referi-
do prazo, incorrem na multa de 3 por cento sobre o
valor de seus dbitos, e serSo de prompto execra-
dos. Recife, 6 de dezembro de 1847.
No impedimento do escrivSo,
Josi Guedes Salgueiro
." O corretor Oliveira far leilSo de grande va-
riedade de fazendas que vender por todo o preco-
sexla-feira, 10 do corrento, as 10 horas da manha
no seu escriptorio da rua da Cadeia.
Avisos diversos.
Eu teria affrontado lodos esses perigos
fnr"^ teim, ?e Mr 8"rra,f> Pres grudado no
lorio de Sanlo-Angelo, e depois aecusado a Rota ou
em caso de necessidade santa InquisicSo '
O papa nao se atrevera a prender um subdito
de Sua Magestade el-re de Hcspanha.....
Entilo para quo te eontentasto com aportar os
denles e fechar os punhos por entro as vidragas do
palacio, em vez de fazer urna vigorosa sortida de
cacetes olacaios ?.....
Medina cuja colera ia sendo assim aguilhoada pe-
los gracejos do companheiro, encolheu os hombros
mi3o respondeu '
A carreira dos dous cavalleiros continuou em si-
e"cl0.....Melchior Borgia sempre com o sorriso nos
labios, com o ar desembarazado e folgazSo; e Medi-
na cada vez mais sombro. Emfim exclamou oHes-
panhol de repente, como que impedido pelos peusa-
mentoa que o agitavam p
He que nunca se vio cousa semelhanle..... Um
exercito de vinte e dous homens, urna frota de doze
chalupas,, atacar o exercito do PhilippelV, com-
mandado pelo duque d'Arcos, e a frota de Hespanha
sob as ordena de D. JoSo! Na verdade, este duque de
cuise be mais que doudo; commelte um acto des-
prezivel, indigno do seu nome e que nSo merece
quo nos oceupmos com elle. ,,.
Apenas Medina pronunciou estas Dalavm nr,inm Li f galeras,,do Pnncipe JoSo. lie que tu com-
do ai. soberano VrezTBoeSKlToc^ "0Spde r W|5j senell.
assentou-se sua vontade na sella, deu um grande
suspiro e exclamou: nue
Ora valha-nos isso!
vamete'Fedx6 ^ 'SS0' PrqUe pr"? dSS0 a,ti"
,aZ? qrU nhe P "" He que eslou contentissimo de
te ouvir fallar assim comprehendo perfeitamente
que a empreza doLorena nSo merece que nos oceu-
pmos delta, e por conseguinte n3o vejo necessida-
de alguma de estafar dous bons cavados como estes
em que estamos montados, para irmos advertir o du-
que d Arcos eoexercilo del'hilippe IV, o prncipe
D. JoSo e a frota de Hespanha, que o duque dos dou-
dos o o principe dos ridiculos vai se embarcar em
frumicino com um exercito de vinte e dous homens
e urna frota de doze chalupas para tentar urna acca
desprezivel o..... Y
Sabes que mais, Melchior, disse Medina em
tom severo, se nSoestivessemos unidos ha muito
lempo com urna amizade fraterna, dira eu que tcns
alguma esperanca criminosa na tentativa doduouo
de Guise. H
Jos Flix da Roza, rua do Trapiche, n.'44, ou com
o capitao, Antonio Silveira Maciel Jnior. Advorte-
se que o assucar que segu em direitura para o pri-
meiro porto tem a seu ravorl60 rs. por arroba de
direito provincial, que paga no MaranhSo.
viS^ An.c.-| denominadas vfc.orinas na tardo do dia 2 do cor-
ver consciencia para se
. ou a quem Ihe for offere-
nda por venda tenha a bondado de dirigir-se a
mesma praca da Boa-Vista a casa de Jo3o- Xavier
Carneiro da Cunha aonde ser bem recompensado.
~ DSo-se 100,000 rs. a juros sobro penhores de
ouro, ou prata : na rua Direita, n. 58, se dir quem
Casa da F
na rua estreita do Rozario, n. 6.
O cautelista da casa cima, tendo de sahir para
fra da provincia, previne as pessoas que livercm
cautelas premiadas de a ircm cobrar na loja da rua
do Queiinado, n. 39, pertencento ao Sr. major An-
tonio da Silva CusmSo.
Pergunta-se em que conla se teem laucado as
velas, que, segundo dizem, se tem recebido nos en-
terras dos irmSos da irmandade do |SS. Sacramento
de S.-Antonio; visto que os estatutos prohibem
taes recebimentos.
-- nao-so 200,000 rs. a premio sobre penhores de
ouro, prata ou hypotheca em alguma escrava :
na rua Augusta, n. 16.
1 ~ Soverino Moreira Portuguez retra-se para
fra da provincia.
Precisa-se de um caixeiro brasileiro, de 12 a
14 annos para urna venda : na praca da Indepen-
dencia, livraria ns. 6 o 8. se dir quem precisa.
--l'recisa-se de um menino portuguez, de 12 a
14 annos para criado grave de urna casa de oouca
familia. Dirigir-se rua do Rangcl, n. 59, segundo
andar.
-Precisa-se de um caixeiro capaz para tomar con-
la de urna venda ou mesmo de um menino portu-
guez, ou brasileiro, de 12 a 14 annos ; agradando,
pagar-se-ha bom ordenado: em Olinda .nosQua-
tro-Cantos venda da esquina quo sobe para a la-
deira da ribeira.
Antonio Pereira do Miranda faz scicnte a todas
as pessoas que teem penhores do ouro e prata em
seu poder, os v3o tirar 110 prazo de 8 dias, contados
da dala deste; do contrario, ser3o vendidos para
seu pagamento.
O abaixo assignado declara aos credores da ca-
sa do seu fallecido sogro, Jos Mauricio de Oliveira
Maciel, que est procedendo a inventario dos bens
?r. li.?!'0-rsmo fallccid0. Planto o juizo d'or-
ph3os desta cidade, e que, por isso, devem os mes-
mos credores apresentar seus titulo* legaes, para
serem attend !dos c dar-se bens para seus pagamen-
Antonio Rorges Leal Jnior.
n^JW'"8* de Um lrabalhado'- de niasseira-, que
milenda do somco ; na rua da Senzalla-Velha, n.
Fugio, na noite do dia 28 de novemhro do cor-
rente anno, um escravo de nomo Rufino, nacSo Con-
go, de idade 40 annos: levou calcado estopa, camisa
le algod3o azul; lem estatura alta, corpo medio"
fula o hos grandes, nariz e bocea regulares; he har-
d S.ne^ T" P,Prna11can ,.,ada. e um braco malbado
le branco.docolovelloat a m3o; quem o pegar
leve-oa rua da Senzalla-Velha, n. 98, que ser ge-
nerosamente gratificado. H S
Precisa-se alugar um moleque ou negro fei-
VtfZT d,l,enlV ve'os,' para olervigo
1 i de "ma Ca8a de |,ouca farai,ia- lirigir-sci
rua do Rangel. n. 59, segundo andar. 8
Medina mordeu os beicose disse :
He verdade___
epP-T' enarou Me'chior por um momento, e
uosa Cm TZ me8 amcacadora> meii' affec-
Devras replicou Borgia chacoteando, e sa-
bes tu o quo eu digo, mcu charo Flix? He que a
empreza do duque le aterra ; he que esse exercito de
vintee dous homens, essa frota de doze chalupas
fazein remero exercito do duque d'Arcos e a fila
ce trila galeras do orincine JnOn 11.. ...... 1.. -~
Prncinalmenle se a nobroza napolitana, sedu-
ida pela grandeza de tSo Ilustre cliefe, aceitasse
or sua nlervencao a allianca que ella tem recuT
Ja W$todos esses -**-~
Borgia lornou-se serio e nSo rtspondeu.....
Julga-la tu disposta a isso? accrescentou Flix
LstadapartedosHespanhesimpodira nobre-
za de ceder aessesmos pensamentos, disse Mel-
chior; anda que, a dizer a verdad, torno elle com
azedume, lalvez que j seja lempo desse reino de
aples ser um reino, e n3o urna provincia perten-
cente a Hespanha ou Franca. F
Toma sentido, replicou Medina em tom de mo-
ra, dir-sc-nia que urna esperanca orgulhosa le le-
vanta o gorro, para leassentar nacaboca urna cora
uo soDcmiio.
E quando isso assim fosse, Medina ?
Pediremos ao duque de Malalono que l'a nonha
nacabeca; c isso lhe ser lano mais fcil quanlo
elle sonna com ella por sua propra conla.
NSo, por San-Januiiro replicou Borgia choio
de colera; extmga-se anles loda a minha raca do
que se submetta ao poder de um desse Carairas, tfio
insolntese tflo velhacos! N3o; antes una repbli-
ca de lazzareni antes um principe francaz; antes
a Hespanha I A galope Flix, accrescentou olle lan-
cando de novo o cavado; he preciso provenir a che-
gada do duque.
Anda bem exclamou Medina com altivez,
antes a Hespanha, nflo ho assim. A proteccHo do
principe I). JoSo, e o melhor armazem de sal desta
ierra podem dar com que sustentes o leu luxo, ca-
vados e amantes.
A Tallar a verdado, isso he alguma coisa, repli-
cou Borgia ; comludo, tu nos fazes pagar bem caro
a nossa fldelidade com as las fanlar'rlcos caste-
Ihanas.
Oulra vez? exclamou Medina colorico.
. 77."' mou l>l0S disse Melchior, j nos temos
batido cinco vezes com a espada na mSo; tenho
duas cicatrizes da la no braco, e tu tens Irez da mi-
nha no peito, e eslou persuadido agora quo queres
conu-caroutrabriga; mas nSo poderes tu ter urna
coragem natural e modesta ? nSo poderes encarar
a* cousas face a face como ellas s3o, em vez de as
odiares com despiezo e de tras para dianle ? Guise
le alemorisa, eamim tambem. A ti, porque elle
pode tirar o reino de aples a el-rei de Hespanha,
leu amo; e a miin, porque iiz causacommum com-
ligo.
(Conttnuar-se-ha.)
MUTILADO


fc
O LlDADOR N. 233
acha-se a venda, bem como o numero anterior.
- Aluga-se, por prego commodo una casa ter-
rea no Pogo-da-Panella a margcm do rio, com 2
quintaes, coznha fra concertada e pintada de
novo com commoilos para grande familia: a tra-
tar rom ThQmnz l'ereira de Mallos Estima, no Ater-
ro-da-lloa-Visla venda n. 54.
-- Precisa-se de um caiioiro que queira subjcilar-
seatrabalharnn dcstilagilo n>travessa da Concor-
dia. K,
Precisa-so de um homom para administrar o
servigo de urna pad,iria ; na ra das Cruzes n. 30.
.NA LOA DE IIYPOLITO SAINT-MARTN ra. Nova,- n. to, receberam, pelo ultimo navio do
Franga, ricas mantas c chulos do seda ;chapos de
palha de Italia, de arroz, abortos c fechados, para
senhora e menina, e dos padrOos mais lindos que
ha; luvas de pellica entortadas a sen enfoiles, para
senhora; ditas, ponto inglcz para uuuiem ; luvas
de seda curtas e cmpralas com palmas ; ricos cai-
xos de flores com pluma; ditos som pannas; capel-
lase ramalbctns para paito; guarngOes para vesti-
dos de noivado, o soda para os ditos; mcias do seda
brancas e prelaa o de algodflo, inuilo linas; loques
com pennas mito finas; creps milito largos, sor-
tidos omuito lindas coros; bieos de blondo, seda
e linho, brancos o prelos ; filo do linho liso o la-
vrado; fitas do selim lavradas; espariilhoi supe-
riores ; saceos para viagem ; sapalos de conro de
lustro, duraque, marroquim, cordovHo o setim ; di-
tos da couro do lustro, be/erro o marroquim, para
homom; hotins e sapalos de marroquim e lustro,
para meninos e meninas; ditos do 13a; jogos de vis-
pora, xadrez, damas e domin; bonetes de panno
muito ricos para homom, forrados do seda ; ricos
chapeos de sol para senhora ; um coinploto sorli-
mento de perfumaras; sollins inglozos e francezes;
fil de mallino prcto, muito rico, para manteletes,
o oulras militas razendasrtudo por commodo pre-
co, assim como bicosde prata para theatro.
Agencia depassaportcs.
Na rua do Collegio, n. 10, o no Aierro-da-Boa-
, Vista, n. 48, continuam-so a tirar passaportea tan-
to para dentro, como para fra do imperio; assim
como despacham -se escravos: tudo com brevidade.
Theatro de Apollo.
A direccao avisa aos Srs. socios que
mandem recelier os sens bilhetes para
a recita do ilia 11 do corrate, em casa
do respectivo thesoureiro, na ra do Tra-
piche, n. 17 ; e que as propostas para
convidados serSo entregues ao secreta-
rio, na roa de Apollo, 11. a3, e procu-
radas no salao do theatro no dia 10, das
10 horas da manhaa as G da larde, de-
pois das quaes n3o ter mais lugar pro-
posta, 011 transfereucia arguma ; decla-
rar-So esta que a direccao mui positiva-
mente faz par evitar os frecuentes abu-
sos quesaccarrctam incommudo e atra-
sam grandemente o expediente da socie-
dade.
Precisa-se alugar urna canoa que sirva para a
carreira de Goianna : quom tiver annuncie por es-
ta folha.
-- Antonio Ferrcira Braga embarca para o Rio-
ue-Janciro o son escravo, de nonio Faustino.
-- A pessoa quo annunciou querer alugar um
sitio na Ponte-do-Ucha, sendo queira um ou s
a casa que accommoda grando familia, a qunl fica
confronte a margcm do rio, dirija-se a ra Nova ,
n. 67.
Aluga-se urna casinha na na da Aurora, por
preco commodo : a tratar na ra Nova, n. 58.
Precisa-sede um sacerdote para celebrar as
missas do Natal alodiade Reis em um engenbo
distante dcsta praga 5 legoas : na ra Imperial ,
n. 63, ou annuncie.
Ainda est para se lugar a casa torrea de n.
2!), sita no lugar do Mangiiinho, muito pronria pa-
ra se passar a festa, por ser bastante fresca, ter
muitos coinmodos, quintal c cacimba, e porto de
embarque : alratar comManoel l'ereira Teixeira,
morador prximo aquelle mesmo lugar, ou na ra
Nova, loja-dc ferragens de Teixeira & Andrado.
--Alugam-se os segundo e terceiro andares da ca-
sa n. 13 na ra da Lapa, nobairro do Recife, com
commoilos sufilcientes para familia; o terceiro andar
tern um sotSo <|uo avista o mar pela parte do sul; o
preco he commodo : para ver, enlendam-se no prr-
meiro andar: a tratar na pi nca da lloa-Vista, 11. 7.
-- Aluga-se, para se passar a festa, urna casa m
limla, na ra doCabral, envidracada c com bous
coinmodos, banheiro, quintal grande com Trucleiras
e haatante capim para sustento do cavailos : tam-
bero se aluga sem o quintan a tratar na mosma rus,
na coa nova com sotflo.
3
LOTERA
no
Hospital Pedro
U.
Em consecuencia .da oxtraegao que tom havidn
na venda dos bilhetes da primeira quinta parte da
lotera a beneficio do hospital de Podro II, tem o
thesoureiro marcado o dia 20 de dezombro, para o
andamento das respectivas rodas, e espera que as
pessoas a quem o sontimentode conimiscrag,1o pa-
ra com a humanidadedesvalida forma oobjecto que
mais oceupa o sen generoso coraclo hajam do con-
correr para queso realse naquollo dia o scu impre-
terivel andamento.
Na ra Diroita, n. 30, primeirc* andar, fazem-
se flores do todas as qualidades, por prego com-
modo.
Quem tiver unta preta para alugar, que .saina
cozinhar, engommare fazertodoo rnais servigo de
urna casa, oque d fiador a sua conduela dirija-
so a ra da Aurora n. 20.
Alugam-se e vendem-so tanto a relalho como
aos cantos, muito grandes o boas bichas, chega-
das de Hamburgo : tambem so vilo applicar para
mais commodidade dos prelendentes na ra es-
trella do Roiario loja do barbeird, n. 19 defronto
da ra das l.arangeiras.
Offerece-so urna preta forra para ama de casa
de liomem solleiro : quem procisar dirija-so a ra
do Fogo, n. 49.
AO PUBLICO.
twm
4a
Odoutor Alcxandrcdc Souza Peroira do W
Carmo, medico mudou sua residencia S,
para a na larga dollozario, n. 1-2, segun- w*
do e terceiro andares do sobrado onde tem
botica o Sr. Jos Maria C.oncalves Ramos.
P>5*
mm S88
Compras.
COMPRAM-SE CAVAMOS
para remonta da companbia dd cavallaria de pri-
meira linha : quem os tiver conduza-os a ra Bel-
la, sobrado n. 14 quartel da residencia do capitilo
commandante da mesma companbia afimde aeren)
comprados, a dinheiro a vista, oslando as cir-
cumsta lirias de servir.
Compram-so diarios a 120 rs. a libra: na ra
Drcila 11. 58.
Compra-se urna carrosa para cavallo, com os
competentes arreos, sendo usada, leve, e em bom
estado: quem tiver annuncie, para ser procurado.
Compra-sc urna mesa para mcio de loja de 9
a 10 palmos de comprimciito c 6 de largura pouco
mais 011 menos : no Aterro-da-Uoa-Vista, n. 24.
Vendas.
Jos Pradines, cutileiro,
Lotera do Hio-dc-Janeiro.
Vendem-se hilhetes e rneios ditos da
8. loteria a beneficio da conslrucrao e
reparo das matrizes : na ra da Cadeia,
loja de cambio,n. 38, de ManuelGomes.
Vendc-se urna escrava mofa, bem parocida ,
c que. he boa rendeira : nasCinco-Pontas, n 31.
Para as senhoras Pornam-
bncanasque tr.ijmi a moda.
Na nova loja da ra da Cadeia do Recife, n. 32,
do Claudino Salvador Pcrcira Braga vundem-sc
extremadas sedas finissimas brancas e de cores
transparentes de oxcellentcs padrOcs o de subli-
mes gustos proprias para noivas, bailes ou qual-
quer funogo principlmenle para a festa do Natal,
a 2,000 rs.; grandes cortes de superiores gorgurdes
com bordados riquissimos para collctes, a 7,000
rs.; engranados bonetes de velludo com enfeites,
para bomem e meninos a 720 rs. ; ricos cbicoti-
nbos francezes cncastoados para bomem e se-
Acnha de ser impresso na lypngrnphia Unklo e
achar-so-ha venda na praga da Independencia, lo-
ja di' livros ena da esquina da ra (fia 10 do crrente, um folbeto de flfi paginas, em
frmalo grande, intitulado Justa apreciaedo do
predominio do partido praieiro ou historia da domina-
ido da praia.
Este improsso he a resposta do um extenso artigo
00 Diario-Novo, quea praia, reduzindo aqui a folbe-
to, fez este auno distribuir lana corlo pelas cama-
ras legislativas, rcparlicOcs publicas, c at pelas
hospedaras, botiquins, &c., em o qual foi atroz-
mente calumniado o partido da opposigilo : conlm
a rofulacilo completa dessas calumnias, cujo traba-
dlo tinha sido comegado no .dador ; c Ira/ a his-
toria resumidac documentada do dominio feroz do
partido da praia contra seus adversarios. A persc-
guigo dos cidadios o iuvasau do direilo do pro-
priedadeexercidas pela polica da praia; a dclapi-
dag;1o das rendas publicas da provincia ; o abando-
no dos mellioranicntos materiaes da mesma ; a elo-
vagilo da despeza provincial a mais de 250 cotilos
de rs., com creages de empregos o favor aoi amigos;
a oppressilo e desfavor ao commercio o lavoura ; a
perscgiiigflu da imprensa; a recordagao das inju-
rias c ataques que outr'ora o partido da praia nos
seus esenptos dirigi monarchia o a pessoa do mo-
na relia; o assassinato exercido por cotila d'auto-
ridade publica pelos actuaes agentes da polica; os
allantados coolra as pessoas e as cousas sagradas,
&c, &c; os quanto refere o mencionado folheto.
Vende-so pelo mdico prego do niil ris, para que
assim se facille a sua leitura aos nossos compro-
vincianos, e possa compensar em parte a grande des-
peza feita com a mprcssSo, atiento o avullado nu-
mero dos excmplares tirados para a distribuicilo
gratis que do inesmo folheto se vai fazer pelas pro-
vincias do imperio.
Vendc-se o magnifico predio silo na ra do
Amorim prximo a alfandega grando o qual he
quasinovo, construido com fortidflo o esmero a
moderna com varandasde ferro, dequatro anda-
res formando o quinto um mirante muito elegan-
te cuja maravilhosa o arrebatadora vista abran-
ge o mar alto, eslaidade c os campos adjacen-
tes recortados pelos tilo justamente decantados ros
Capibaribee Beberibe ; foi ooin que n orou James
Crablree.ehe mu proprio para qualquer ostabe-
lecimcutu de commercio; a dinheiro de contado
pelo que se ajustar no todo, ou om parte, e em
parto nprazo: os prelendentes dirijam-se ao cor-
rctorlivoira.
Vende-seuma bonita banca do meio de sala ,
ainda nova toda de angico o de gosto moderno;
urna cadeira de na la neo, lambem nova ; urna mar-
(jueza ; um lavatorio ; 6 cadeiras do palhinha or-
dinaria : tudo se vende por muito commodo prego,
porseu dono se retirar: na ra Nova, n. 28.
A ROSEIRA.
Acaba do chegar do Lisboa ra Nova, n. 11, je-
ja de Cucrra Silva & C, com esto titulo, um bonito
romance, traduzdo do francez por urna senhora
portugueza.
He esta pequea obra urna especio de compendio
de relig.lo o boa moral, porque Bella, .lebaixoda
forma de romance, so inculca o amor oohodionciii
aos pais; mostra-se a recompensa quo Dos d sem-
pre aos bons fllhos ; o ao mesnio tempo so inculca
tambem a vrlOdoda gratidilo. ose mostracom um
bem expressivo exemplo o castigo quo rocebem os
ingratos.
He igualmente este romaneo mui proprio para
servir de um bom livrode leitura as escolas pri-
marias do ambos os sexos ; o por isso o recommen-
damosnfo s aos pas de familia para instrucgSo
do seus fillioa, porm aos mestres e meslras da ins-
trucfo primaria. Vende-so por 640 rs.
Vende-seumaporgiode caixilhos envidragados,
proprios para armagln de loja, eem muito bom es-
tado : na ra do Livramento, loja do l'azendas, n. 34.
Na rua de
A coas-Verdes,
11 46 ,
vende-se um bonito escravo, ptimo pagem, peri-
to earreiro, bom sangrador, meslre de assucar,
nada melbor para ciigenho ; 3 molequcs pegas> Je
Hagan ; um escravo pega de 20 anuos bom pagem
e bolieiro ; 3 escravos por 1:100,000 rs. bons pa-
ra todo o servigo ; um dito de bonita figura de 18
anuos ; hu dito para sitio, por 160,000 rs. ; um
l>ardo ofllci.nl do sapateiro de 20 annos ; 3 escravas
para todo o servigo : todos estes escravos so ven- 'a senhora, a 4,500 rs.
"ende-sc sal do Ass a bordo do brigue te/i:
JVO t'./f 'tron 1.yBi*i
com acompanhamento do piano: vende-se na rua da
Cadeia-Vclha, loja n. 31.
Vende-se un negro perilo offical de sapateiro,
de dado de 20 annos, e urna negra cozinbera.cos-
tureira, lavadeira o engommadeira, doidadede 23
anuos pouco mais ou menos : na rua ostroita do Ro-
zaro, n. 43, secundo anda,r. v
Vendem-se, por precisilo, duas negras, sendo
una de 20 anuos, que coznha, lava e engomma li-
so, eoulra de 30 anuos, que sabe cozinhar o da-
rio o vende miudezas ou outra qualquer venda,
ambas de muito boa figura; um moleque de 11 a
12 anuo, que cntende bem de uina casa, e coznha
o diario: lodos estes sem o menor defeito e muito
sadios, dosqiicics.se alianga a conducta : no pateo
da Santa-Cruz, n. 14, se dir quem vende.
Vende-se ou troca-se o sobrado de 2 andares
da rua do Amorim, 11. 14, por casas terreas no bair-
ro da Boa-Vista quem pretender dirija-se ao pateo
da Santa-Cruz, n. 14, que achara com quem tra-
tar.
dem por prego commodo o se aiangam as s
das.
Vendem-se as seguintes obras de otirode le,
om muito bom estado a saber: um collar feito no
Porto ; urna gargantilha ; um par de pulseiras ; 2
annclOes : tudo n 3,200 rs. a oitava por precisilo :
um relogiode 011ro novo e de patento ; um dito do
prata horizontal porprego commodo : no Aterro-
da-Boa-Visla n. 44, primeira venda, passando o
hecco do Ferreiro.
Vendc-se um relogo, patento l.ondon hori-
zontal de ouro muito bom regulador ; bem como
um trancelim francez de ouro de lei para o dito :
tudo ior baratissimo prego : na Magdalena, sitio do
fallecido I.uiz Francisco, 011 annuncie.
Veudera-se ilcz escravos, a saber : quatro pro-
les muito mogos, bons para todo o servigo, dous dos
quaes sao mullo liabois e espurios; um niulatinlio do
9 annos, muito lindo e^sperto; duas mulatinbas re-
polludas, quo engommam o fazem o mais arranjo de
casa, urna das quaes cose muito bem, marca, faz la-
Na nova loja da rua da Cadeia
lo Itceife n. 32, de Claudi-
no Salvador Pereira Braga,
vendem-se ludise riquissimos cortes de princesi-
11a a 7,000 rs. ; asseiados o galantes cortes do cam-
lirain'il" seda bordada a 14,000 rs.; cambraias de
cores, do delicados padrOes ,1 560 e 640 rs a vara ;
preciosas mantas do seda para senhora, a 13,000 rs.;
lindissimas luvas do pellica enfeitadas com tranca
e bolotas do seda a 3,200 rs. o par ; dclcadissi-
mos chapos de sol, de seda de todas as coros, pa-
en_ ra senh
jn- Ve
a tratar com npiopnetaro, Firmiio i. F. da Roza,
rua do Trapiche, n. 44
Vende-so nina preta de nagSo por 370,000 rs.:
na rua de llorlas, 11.110.
Vende-so, para engenbo ou oulro qualquer ser-
vigo, um negro de nsefio, de 20 a 24 annos, sadio e
forte : na rua da Senzalla-Nova, n. 4.
na ..iiuu/cs uuuasiuauus para numen, e se- varinto e he muito esperta; tres pretas, riue cozi-
nnori, a 1,600e2,000 rs. ; famosos brins trangados'nham, engommam, lavamroupade sabSo c varrella
de linho branco com lislras lavradas, a 1,440 rs. ; se- c vendem na rua
l i ni macan prcto e lino a 2,240 rs. ; ditos francezes,
brancose de todas as cores, a 900 rs. ; lafet a
600 rs. ; alpaca preta fina de cordiln, a 1,280 rs ;
dila lisa muilo fina a 1,000 o 1,280 rs.; lapim a
1,200 rs. e niiiilissimo lino a 1,800 rs.; panno da
Costa encarnado o azul, francez proprio para co-
e 1,500
1,000 rs., com borracha
previno aos seus fregueses que o acharflo sempro 1-600.rs- i chapeos deso, do seda, para homeui.
prompto para azer quaesquer obras de sen officio, com b".rra, 8ra",le basteas do halea com capa de
como freios para cnvallo, esporas de todas as qual-1soao,,vela Para tancar, a 7,000 rs. ; lengos de
dades, concert de espingardas, pistolas e ludo nie s'" """"l1 para gravaia do c "ja armas de fogo, por prego lasoavel : amla as 1 Tuik) Bradaveis a 1,880 rs. os de tres ponas, e os
torgas, quartas e sabhados na rua larga do Boza- I ! no. amigamente dos Quarleis, 11. 14, junto a botica ,,na a 880 rs: ; d,ta mais 6r<>sa, a 560 640 o 720
todos ostes escravos sem defei-
tos e por prego rasoavel : na rua do Vigario, n. 24,
se dir quem vende.
PARA ATESTA.
No escrptorio do Fredrco Robilliard, rua do
Trapicho-Noyo, n. 18, vende-se a relallio, em barri-
cas de 3 duzas, a muilo afamada cerveja pela, em
botijas, o mais superior que aqui tem viudo. Na mes-
a 160 rs.; maia.de seda preta, paahomeni.al^OO Tm^o"''VMdMe m0" de cobrc l'or P^
rs. ; ditas cumpridas brancas para senhora a Vendem-se 6 aseravn emir.
mem a 1,000
hrir mesas e cobertura para quando so andar em-
barcado, a 1,200 rs. o covado ; chitas rxas, a 140
;piscados do quadros e listras padrees miudos,
Loj; de 6 portas.
He s na loja de 6 portas da esquina do Livra-
mento quo lia vestidos de cambraia com bico o
renda, a 4,000 rs..
a rua dos Tanoeiros, n.
5,
2 molecoles de
uina linda par-
^,^sJb5ra'seEh0 *g^7&SE^.^tt Zl
O. de SBil narn imn..... ,... ,...:,,i101 i.,om | i -, .- ""u?'
quec.oziiiiam lavam lo sahHo e sao ptimas qui-
tandeiras: na rua das Cruzes 11. 22, segundo an-
dar.
doSr. Jos Mara Ramos.
Sorvele.
Na rua da Aurora', junto loja de louga, ha ver
rs. ; madapolo lino para camisa a 200, 220 e 240
rs. a vara e as pecas de 20 varas a 4,000, 4,400 o
4,800rs.; dito de forro, a 140 rs. a vara, ea 2,400
rt. a pega ; algodflo/inho americano muito encor-
pado a 200 rs. ; dito inglcz a 140 o 160 rs.; bico
- de dedo e meio de largura a 100 rs. a vara ; dilo do
so vete com todo o asse.o e perodo que fr possi- dous dedos, a 14* rs. ; dilo 'de tres dedos, a 180 rs
, 'dito do tres dedos e meio a 200 rs.; cortes de ves-
Avisa-seao dono de una carroga que est ha 13 tidos de barra
mozes na coebeira. n. 56 da rua do Hospicio, con-
certada c prompta, que, se no prazo do 10 dias da
data deste, n.to for buscara dita ra roca, pagando o
importe do conccrlo eoaluguel de 12mezes, ser
vendida a aohredi carraca para embolgodo con-
cert ealuguel. laz-se este aviso para mise cha-
mar a ignorancia.Pernambuco, 3 de dezembro
de 1747.
Precisa-se do urna mullier de bons coslumes,
branca ou de cor, para servir de ama particular a
urna senhora. Dirigir-sc i rua do ngel, n. 59, se-
gundo andar.
Na rua do Trapiche, casa n. 8, precisa-se alugar
um moleque para servigo de casa.
. a 4,700 rs. ditos de seda para se-
nhora a 12,000 rs.; ditos mui superiores, a 18/ rs.
~ Vende-se una parda muilo moga sadia o de
boa figura quo engomma ,
doces por prego commodo
brado 11. 26, primeira andar.
ava, cose, faz renda e
na rua do Raugcl, so-
~Vende-se Uina casa torrea feta a moderna, e que
tem mais 7 meias-agoas independentes da mesma,
que para rendimonto, n3o ha mclhor cousa, sila
na rua da Florentina : quem a pretender dirija-se a
rua do Collegio armazcm, n. 19.
Vende-se a bordo do berganim Indi pendente,
fundeado defronle da alfandega.sebo cin lama e car-
ne superior, por prego commodo: a fallar com Ma-
noel Alvos Guerra.
Vendem-se 3 escravas recolhidas de uina fa-
milia queso retira para a Europa, a saber : urna bo-
nita parda de 0 annos ; duas raparigas de nagilo
de 18 anuos : todas cosem e fazem vestidos o cami
sasde bomem, engommam lavam e coznham ;
porom a parda, alcm disto, he perfeita emtazer la-
varintoe renda : todas leem sido recolhid/s o bem
educadas : na ruada Cruz, no Recife, n. 49, se dir
quem vende.
Vende-se urna barcaga de loto de 600 arrobas,
ja usada, por prego commodo : na rua das Cruzes.
n. 30. '
Yondu-se, pul precisao urna preta de nagao,
sem vicios neni achaques quecozinha o diario do
urna casa e he muito boa quitandeira o lavadeira : I
na rua doAragBo, n. 9.
Vendo-sea venda da rua da Cadeia do Recife,
n. 8, com poucos fundos : a tratar na mesma venda.
Vende-se urna escrava de nacSo quo cozinha
o ordinario do urna casa, he boa lavadeira e enlen-
de de todao servigo de campo: na rua da S.-Cruz.
n. 66. '
.. ~ Vende-se bofacha de farinha de primeira qua-
lidade a 14 patacas; dita do segunda qualidade a
8 patacas ; farinha de trigo, propria para chapelei-
ros, a 8,500 rs. a arroba e a 80 rs. a libra : na a li-
tiga rua dos Quarleis, n. 18.
vendem-se dous escravos de 20 a 28 annos, proprios
para todo o servigo, e duas escravas de 22 a 28 an-
nos, que cosem chao e entender soffrivelmente da
cozinha, lavam e fazem toda a qualidade de bi-
eos e rendas. Vendem-so por commodo prego, por
ser para um pagamento.
- Vendemse diversos escra-
vos moco* e de boas lisuras, che-
gados prximamente do Cear ,
sendo negras, mualas costurei-
ras, lavadeiras e co/inheiras; mu-
latos, negros e moleques, proprios
de todo o servigo : na rua do
Crespo, loja, u. 2 A, se dir quem
vende.
Vende-se a melhor venda da rua Imperial, n.
145, porseu dono ter de ir a Portugal: o compra-
piador lem a armagilo da dila venda a seu favor,
por ser do propietario.
No armazem do Braguez, na rua da Cadeia, ven-
dem-se barricas com superior farelode Lisboa, e di-
las eom nozes por commodo prego.
MOBILIA.
Vende-se urna porgio de trastes novos e quaal ne-
vos ; lougas e crystaos ; urna mulatinha do 4 an nos;
um molequo de 7 anuos ; caixas com vinho de Bor-
deaux Colares, Lisboa, Porto e Madoira : lambem
algumascaixas de cera do Ro-de-Janeiro : tudo
muilo barato em virtude de retirada: para ver e
tratar na rua da Senzalla-Velha, n. lio.
Vendem-se enleiles de froco de di-
versas cores para cabecas de senhoras :
na loj; de Maya Hamos Se C, rua Nova,
n. 6.
Vende-se cal vrgem em barrs chegados pr-
ximamente de-Lisba.por prego mais baaato do que
em outra qualquer parle: na rua da Moda. arma-
zem n. 17.
Vendem-se espadas ticas, para ofli-
ciaes e oiliciaes superiores: na rua No-
va, loja de ferragens, n 16. *



Restam algunsescravos por se ven-
dcrero, mnilo baratos, e todos de bonita
figura, pois he para se fecharem as cori-
tas ilcsle anno : um lindo negro poca de idadc do 20
anuos, do nacflo, bom canoeiroo cozinheiro ; um
lito de 16 anuos, crioulo, ptimo para um pagem,
por ser bastante ligeiro; um dito de idade de 25
annos, perfeito ollicial de sapateiro, este vende-so
muito cmconta, por ter um pequeo defeito ; um
mulato de idade de 35 annos, de muito boa conduc-
ta, bom para tomar conta de um sitio, por 360,000
rs.j.dous negros muito fortes e de bonita figura,
.de idade de 22 annos; um dito de nacflo, bm ga-
nhador de ra, e que sabe fazer lodo o servido do
urna casa, por 340,000 rs.; um dito por 400,000 rs.,
anda moco; um dito por 200,000 rs.; urna negri-
nha de idade de 20 anuos, quo cose ptimamente,
faz lavarinto. engomma ocozinha ; urna dita de 26
anuos, porfeita cozinheira e cngommadeira ;* urna
mulata de ptima conducta, por 450,000rs. ; urna
negra or 200,000: na ra da Laiaugoira, ii. i*,
segundo andar.
Vede-se um escravo do 20 annos, com ofllcio
depedreiro; um moleque de 12 annos; urna ne-
grinba da mesma idade quo cose chao; 4 mulati-
nbasde 14 annos, quecosom eengommam liso; 3
escravas do bonitas figuras : na ra Ilireita, n. 3.
A 4^200 Rs.
Na loja de Guimares Serafim &
Companhia ra do Cres-
po, D. 5,
vendem-se chapeos de sol de se-
da para homem, pelo baralo pre
code 4^f2tOrs cada um.
Vende-so champanba de muito superior quali-
dade recentemente chegada : na ra da Cruz,
n. 38.
Vende-se urna venda na ra Velha, na esquina
da travessa de Joflo-Francisco, n. 70 : a tratar na
meima.
Vende-so urna porcflodc gomma muito alva,
por junto ou a retalho, e por commodo preco : na
ruado Ilortas, venda ti. i.)
saj
-oquad ajqos sejjsouic se as-oi?p
ruin npea *sj 005$*/ ^P owd ojbj
-cq ojad 'apepp eisau opiaajcdde
uiaai anb soou sietu soisoS a saojp
-td sop ujsa epuazej 'sacuadui;
sBSsea ap sajjoa soou as-iuapuaA
*c. *u 'od
-sa.i^) op eni 'eiqucduuo^
2guiijB.iat soij.ihiuiik) op efoj e^
'saeijadoii sessea suaou sy
Vende-so um rico presepe novo, por barato
preco : quem quizer dirija-sc a ra da Matriz da
tlua-Vista, n. 10, que adiar com quem tratar.
W0WJ9W.0 %l* 0 10 j0 100!03
& 0
0 Vendem-se cortes decassa e cambraia de se- &
^ da, a 9,000 e 10,000 rs. ; ditos de novse ri- 0
0 eos patlrocs, a 14,000 o 16,000 rs.; chapeos f
5. demassa, francezes, da ultima moda ; risca- 0
0 dos francezes para vestidos de senhora ; no- '
$S vos cortos do cassa-ebita ; eoutras muitasfa- 0
0 zondas de gosto proprias para o lempo de Q
^ testa : ludo por menos prego, do que cm ou- 0
'gs tra qualquerloja : na ra do Queimado, nos %
vi qualro-cantos, loja da casa amarella, n. 29. 0
0 1
<30t0fo0l0Tft 01* 01* 0i^ 0l 0T *ft
Pannos finos.
Vendem- se superiores pannos finos a prova de
limflo preto, a 3,000, 4,500,5,500 o 6,500 rs. ; di-
to azul, a 3,000 rs. ,e muito fino, a 4,500 rs. Kstes
pannos sflo novos c pela sua barateza, ntlcndendo
qsuaboa qualidade, tornam-se recommendaveis.
i\a ra do Collegio, n. 1.
lie so na loja do nicho que
apparecem estas pechinchas.
Na esquina do Livramonto loja do nicho, ven-
dem-se mantas para senhora a l.OOO c 2,000 rs. ;
setim branco de flores, com duas larguras, a
1,280 rs. o covado ; riscadinhos chinezes, com lis-
tras de seda a 360 rs. o covado; chales muito gran-
des do garca e seda a 2,000 rs.; lencos grandes da
roestna fazenda ,a 1,000 re.; ditos escocezes, de
bonitos gostos a 200 e 320 rs.; e oulras militas
pechinchas novas chegadas de proposito para a
festa.
Pechinchas para a Testa.
Vendem-se bonetes para ir ao banho a 360 rs.,
nSo pode haver mais baralo : no Aterro-da-Boa-Vis-
ta loja n. 78.
Sao de patente, e smente se
vendem no Aterro-da-Boa-
Vieta, loja n. 78,
excellentes bonetes do verdadeiro marroquim pre-
to e c6r de ganga, de modelo mnilo erigracado ,
obra franceza cujo gosto pode ser bem avaliado,
vendo-se a fazenda e sito 18o decentes quo podem
serem usados por qualquer personagem ; ditos de
merm de cOres bordados, e de excellentes gostos.
JNa loja nova da ra do Quei-
mado, n. HA, de Kaymun-
do Carlos Lcite vende-se a
1,000 e 1/iOO rs.
a vara de um excellente panno de lindo que che-
gou ltimamente de Porttugal, cujas pecasso de 21
varas : tambero se vende a retalho; assim coro che-
gu novo sortimenlo do de 800 rs. a vara e as pe-
Sas cora 18 varase meia : ainda contina lia haver
o de 600 'rs., e hamburgos tinos;: estao se aca-
bando os guardanapos de linho a 800 rs.
Casimiras elsticas e finas a
7^000 rs.
Vendem-se superiores casimiras elsticas finas e
de cores, pelo baratissimo prego de 7,000 rs. o cor-
to de calca. Esta fazenda he recomroendavel pela
sua qualidade tanto em fazenda como cm gostos ,
por serem os mais modernos; casimiras pretaa ,
superior fazenda por serem muito finas a 2, 3 e
3,500 rs. o covado : na ra do Collegio, loja n. 1.
sopouiiuoa soaad jod
opnj : 89ppi|nb sa sapoj op SBpuozsj op ojuoro
-lijos ojaidinoa ron 'sapuazej sejsap uiapjofopaA
-03 o si 058 8P o5a.nl oiajaq o|ad sajouadns Ou
-uad ap o sojnasa sextj sojqo op 'sao-ipad sopun op
' bjba kiuh ui.n onli lunfljin Bueuipjoejixe sris bi
-od sojisuoui sopsinviui sopeasu soaou so as-uiad
-noA BiquBduioo j? unjejassaB-iBuiino op efo| bn
sojjsuoai sopeasijf
DE 6 PORTAS Nct
Nesta loja das pechinchas, vendem-se pan-
nos finos, a 2,500, 3,000 3,500 e 4,000 rs. ,
e muito fino, prova do limito a 5, 6 e 7,000
rs. ; casimiraa de duas larguras, a 1,500 o
2,000 rs o covado, e muito superior, a 3,000
o 4,000 rs.; cortes de setim e de velludo
paracollete, a 2,000, 2,500 e3.000.rs.; man-
tas de setim para homem, a 2,000 rs.; um
grande sortimento de madapoloes chitas
e outras muilas fazendas para a festa por
baratissimo preco, para acabar antes do ba-
taneo.
Na loja nova da ra d > Quei-
mado, n. II A, de Hay mun-
do Carlos Leite, a 2,400rs. o
covado.
Alm de ter um completo sortimento de fazendas
finas e grossas, pelos precos mais rasoavois possi-
vois, ha casimiras lisas e elsticas da melhor qua-
lidade que tem vindo a este mercado, a 2,400 rs. o
covado ; bem cmodo listras, a 4/, 8/e 10/000 rs.
o corte.
Vendem-se pecas do madapoln limpo, com
20 varas, a 2,500 rs. ; pecas do cintas escuras mui-
to encorpadas, fortes e de cores lixas, a 5,500 rs. ,
e a t60 rs. a retalho : na ra estrella do Itozario,
n. 10, terceiro andar.
Yendem-se vinhos verdadeiros, de
diversas qualidades, muito superiores, e
bem conhecids ; tambem ago'ardenle
cognac e cerveja em barricas e engarra-
fada sendo propria para armazem e
para gasto particular da festa: n* ra do
Trapiche, u. 4o.
Vende-se, ou troca-se por casas nesta praca, um'
terreno com 412 palmos de frente e 150 de fundo,
sito por dclrs docoventodo Carmo : a tratar com
o seu proprietario no Manguinho segundo sitio
depoisda capolla de S.-Jos.
O BARATEIRO.
\a nova loja da ra do Cres-
po ao p do arco de 8-An-
tonio. n.4, de Ricardo Jos
de Freitas Ribero,
vendem-se casimiras a turca do urna so cor, fa-
zenda inteiramente nova empadrOes e qualidades,
e quetem una elasticidade que se no enconlra
uessas outras casimiras vulgares.sendoestasapplau-
siveis tanto para calcas como para excellentes pa-
litos por terem duas larguras, eo seu preco ser
4,000 rs. o covado e o corte de calcas 7,000 rs. Igual-
menta ha lencos de 3 ponas de cambraia com cer-
cadura de cOr e palmas bordadas, proprios para
pescoco de senhora a 120 rs. cada um ; cortes de
cambraia adamascada, de bonitos padres e Cora 7
varas, a 4,000 rs.; ditos de cambraia com listras as-
selinadas brancas e com 7 varas, a 3,500 rs.
AGENCIA l>A FUNDICAO'DEI.0W-MO0R.
Na ruada Senzalla-Nova, n. 42, conlina a haver
um completo sortimento de moendas e machinas de
vapor para.engenhos de assucar : bem como tai-
xas de ferro balido ecoado de lodos os tamaitos:'
ludo por preco commodo.
Belmiras.
Vendem-se superiores cortes da fazenda nova
denominada belmira para vestidos de senhora ,
pelo baralo preco de 4,500 e 5,000 rs. o corte. Esta
fazenda he nova e de muito sublimes gostos, sen-
do as suas0res mui apreciaveis por serem cor de
lirio, rosa e perola. A elles antes que se acabem.
Na ra do Collegio, loja n. 1.
Vendem-se caixas dech'hysson, de 13 libras,
em porcOes, ou a retalho : na ra da Alfandega-
Velha, n. 36, em casa de Matheus Austin & C.
Clieguem que estao se acabando
os sapatesde bezerro para homem, a 1,280 rs., e as
bengalinhas para passeio a 320 rs.: no Aterro-da-
Boa-Vista, loja n. 78.
Admira veis na vainas de ac
da China,
NA RA LARGA DO ROZARIO, N. 35 LOJA DO LODY.
Estas navalhas iteem n vantageui de cortar o
cabello sem offendor a pelle, deixando a cara pare-
cendo estar na sua brilhante mocidade. Este ago he
da China e seu autor be Shan. Por todas as socie-
dades das sciencias medico-cirurgicas, tanto da
Europa como da America, Asia e frica he reco-
nhecido o uso destas navalhas maravilhosas, n3o s
para prevenir as molestias cutneas a que a huroani-
dade est subjeita; mas tambem como um meio de as
curar.
Vendem-se as verdadeirass na loja cima indi-
cada.
' Vende-se a venda do pateo da S.-Cruz, n. 4 ,
com boas freguezlas, e com os fundos a vontade
do comprador, a qualjho muito propria para um
principiante por ser muito barato o seu aluguel :
a tratar na mesma venda.
\o A terro-daBoa-Vista, n.78,
vende-se bauszinhos de pao com lindas pinturas, e
que serven) para guardar roupa de enancas e costu-
ra, do640 t 2,560 rs.; bonetes de velludo para me-
ninos ; sapatos para senhora', a 1,000 rs.
Na ra da Gftdeia-vclha, n.
29, loja de J. O. Elster ,
vende-se vinho do Porto, de diversas qualidades ;
dito da Madeira ; dito de Malaga ; dito de Sherry ;
il i lo de Caica vellos ; dito do Tenerife ; dito de Lis-
boa ; dito do llhcho ; dito de graves ; ditoSauter-
no ; dito de Bordeaux ;dito Chateaux-la-rosa ; dito
S.-Juliim; ditoS.-George ; ago'ardenle de Franca;,
do varias qualidades ; cherry-cordial; marraschi-
no ; licores finos; PTIMA CHAMI'ANHA.em garrafas
inleiras e meias ditas; velas de composi5iio ; cha
preto e verde de superior qualidade; presuntos c
salames de llamburgo; sardinhas em latas e vidres;
petits-pois, em latas; mostarda ingleza e france-
za ; videos com frutas em calda de assucar e espi-
rito ; agoa de flor de laranja ; CHItRUTOS DE IIA-
VANA E DA BAHA ; e oulros rauitos objeclos : ludo
recentemente chegado.
PARA A FESTA.
Xa loja nova da ra do Quei-
mado, n. II A, dcllaymun-
do Carlos Leite ,
vendem-se os melheres chapeos do Chili, que teem
apparocido nesto mercado a 16,000 rs. cada um :
tambem ha de 7,000, 8,000 o 9,000 rs.; mantas de
seda a 2,000 4,000,10,000 e 16,000 rs. cada urna ;
um novo sortimento de chapeos francezes; roelas
pretas e grandes, para padre, a 600 rs. o par; e um
completo sortimento de pannos finos, de todas as
cores por procos commodos.
Na ra do Crespo, loja n. 1*2,
de Jos Joaquim da Silva
Maya,
vendem-se muito lindos chapeos para meninas,
tanto de seda como de palhinha chegados ltima-
mente de Pars; chapeos de seda para senhora ;
cortes de crambraia de seda de ricos gostos, por
preco muito commodo; cortes de vestidos de cam-
braia ecassa-chitasde differentes qualidades, por
precos baratos; ditos com urna pinta de mofo e
sem elle a 2,000 e 2,500 rs. cada corte; mantas de
seda e lita para senhora, das mais modernas que
teem vindo a esta praca, a 5,000 rs. cadu urna ;
mantas e chales de seda de varias qualidades e ba-
ratos; alpaca pretil a 800 e 1,600 rs. o covado;
panno de linho a 400 rs. a vara; casimiras fran-
cezas eelsticas, para caigas, a5,000 rs. o corte;
fustOes; setins e velludos yara rollete por preco
muito em conta ; bem como um sortimento de ou-
tras muitas fazendas, que se vendem polo barato.
Potassa,
Vende-se potassa da Husma a mais
nova que hoje existe no mercado : na
ra da Cadeia-Vtilia, armazem de Hal-
lar e Oliveira.
Na nova loja da ra da Ca-
deia Velha, n. 5% de Claudi-
no Salvador Pcreira Braga,
vendem-se lencos de cambraia de linho, bordados,
para niiio de senhora a 4,000 rs.; luvas de seda de
ores Sem dedos, c pretas enfeitadas para se-
nhora, a 1,000 rs. ; ditas coropridas sem dedos,
protas e de cores, enfeitadas, a 1,500 e 1,700 rs.;
lencos de seda para algibeira a 640 rs.; suspenso-
rios de seda a 880 rs.; bengalas francezas, de jun-
co envernizado a 880 rs.; e outras muitas fazen-
das por preco commodo.
iNa ra do Trapiche, armazem n.
34, de M. Heme i, vende-se o
sepilile :
salame fresco; presuntos de Weslphalia; licores
superfinos e superiores a todos que teem chegado
antigamento ; corceo verdadeiro de HollanJa; an-
chovis muito fresco ; absintho da verrladeira marca
e kirschwasser da Suissa; wermoulh; fruclas ero
ago'ardenle ; conservas de petits-pois e sardinhas;
ditas inglezas era vinagre conservas de bajes
fschnitlbobnen) cm potes muito frescos, chegado
no ultimo navio de llamburgo; licor de kirsch cm
meias garrafas brancas de superior qualidade ; as-
sim como todas as qualidades de vinhos, ago'ar-
dentcs, conservas de carne, ele.; charutos regalos
de llavana; e nimios oulros objeclos de superior
qualidade e por prego mais commodo que em qual-
quer outra parte.
Na ra da Cadeia-Velh n. 29,
loja de J. O. Elster,
vendem-se bilheles o meios ditos da lotera a bene-
licioida eoustruccao e reparo das matrizesda provin-
cia do Kio-de-Janeiro. Adverte-se aos mantos da for-
tuna, que al odia 20 do correnteja poderSo gozar
do premio que por sorte tlies sahir : e como j res-
tara poucos liillietes por isso se annuncia.
A venda reformada toda de novo defronle da
matriz da Boa-Vista, n. 88, convidas lodosos seus
freguezes a coraprarem os superiores e novos gene-
ros por prego o mais commodo possivel, a saber:
vinho do Porto engarrafado, a 400 rs, : dito de Lis-
boa 1'liK a 240 rs ; dito de oulros autores a 200
.; ditobrsnco, a 240rs.; vinagre, M*rs.; cer-
veja a 480 rs. ; azeite doce, a 500 rs.; dito de co-
co a 400 rs.; dito de carrapato, a 240 rs.; macar-
ro aletjia e talharim a 300 rs. a libra ; paseas a
240 rs.; figos, a 240 rs. ; ameixas, a 240 rs.; cha
hysson muito superior a 1,600,2,150 e 2,300 rs. a
libra ; chouricos a 480 rs. a libra ; paios ,a 240
rs, cada um; fnanteiga ingleza, a 800 rs.; dita fran-
ceza a 600 rs.; queijos Oamengos a 1,400 rs. ;
sabao hespanhol ,a 240 rs. ; dito inglez, a 140 rs. ;
nozes a 160 rs. ; amepdas, a 240 rs.; esperraace-
te ameriacno a 80D rs. ; dito francez, a 700 rs. ; bo-
lachinha ingleza, a 240 rs. : em todos estes precos|so
farflo abates comprando-so porcSo mais avultada, o
que ludo se far com multa promptidoe asseiada-
menle.
- Vendem-se ciados de marfm
de olho grande e claros, remito
bem quartdos; ligas de seda pa-
ra senhora : agulheiros de mar-
fm, para senhora : na rna da Ca-
deia do Reeife, n. 35 loja do
Morcira.
Vendem-se saccas cem milho, ditas com arroz
de cusca urna porefto de saccas vasias, de estopa :
na ra da Cadeia de S.-Antonio, n. 19.
Vende-se urna rica bandeja de casquinha pra-
teada coro 18 casaes do chicaras e pires de por-
cellana dourada e fina : na ruada Cadeia de 8.-An-
tonio, n. 19.
A 2 .y 000 rs.
Vendem-se saccas com bom milho: no caes da
Alfandega, armazem do Antonio Annos Jacome
Pires.
Vendem-se muito finos bor*
ze^uins para senhora ; sapatosde
setim branco, de couro de lus- t r
tro, marroquim e duraque, para
senhora ; ditos de lustro, dura-
que e marroquim, para meninas;
sapatoes de lustro, para homem;
sapatos de ames, de urna e duas
palas; ditos de3 solas taxeados;
borzeguins, a 3,600 rs.; chinelas
rasas do Porto ; couro de lustro,
a 2,000, 2,500 e 3,000 rs. a pel-
le : na ra da Cadeia do Itecife ,
n. 35, loja do Morcira.
Escravos Fgidos.

Fugio de bordo do briguo Confianga, na noite
de 30 de novembro passado, o escravo marinheiro
de nome Jos, de nacSo Cabrio; representa 30 o tan-
tos annos; de estatura baixa; sem barba; levou
caifa do brim, camisa de algodo e brrele, e assim
mais urna calca do casimira amarellada, camisa de
chita e uns sapatos. O dito escravo sabe todos os lu-
gares da provincia, e assim como os do fra della,
ej foge por habito, visto que no ann prxi-
mo passado tambem fugio de bordo do brigue Men-
tor, e foi capturado para as partes do Porto-Calvo,
aonde se inculcava por forro: ello pertence ao
Sr. Jos Mara de S, negociante no Rio-de-J&neiro.
Roga-se, e pede-se a todas as pessoas e autorida-
des policiaes a sua captura, certos do que quero o
trouxcr a esta prara aos abaix'assignados, receber
boa gratiliriio.
Amortm Irmos.
-- Fugio, no dia 26 do (passado, a escrava There-
za cribula de boa estatura, seccodo corpo, albos
grandes e vivos, huiros grossos, denles alvos e
bous, de 24 a 26 annos pouco maisou menos. Quem
a pegar, ou souber a casa' onde ella esl acoitada
baja de participar a ra da Aurora n. 12, quesera
generosamente gratificado.
-- Fugio, no dia 5 do corrente a vrgta Mara Joa-
quina escrava que foi de Jos .Manuel, morador no
Tot, eFilippa do tal, com os signaes seguintes :
alta, magra, com os olhos na flor do rosto egrandes,
j com cabellos brancos ; lem o p esquerdo mella-
do ; lovou vestido do chita j desbotada e com ba-
ilado por hiiixo. de outra qualidade, panno da Cos-
ta ; andava vendendo leito, bananase melOes Es-
ta prela ja esleve fgida em trras do engenho Ma-
cug, para onde se suppOe que tornarla. Hoga-so as
autoridades policiaca capitfles de campo e pessoas
particulares, que apprihendam-i.a e levem-na a
esquinada ra du Rozario, hecco do Peixe-Vrilo ,
ou na Passagem-do-Arrombado sitio de Francisco
Antonio de CarvalhoSiqueira onde serio pagos.
Assim como protesta-se haver os das de servico ,
e perdas e dainos de quera a tiver occulla malicio-
samente.
Fugio, no dia 6 do corrente um moleque, de
nomo Virialo, crioulo, de 12 annos pouco mais ou
menos; leyou camisa do chila e caigas de riscadi-
ulio j vcllias ; c lem um (islilla no queixo : quem
o pegar leve a Capunga casa de Jo3o Concal ves de
Oliveira.
Fugio do Tiriri, junto ao engenho Algodoaes.lia
um mez, o escravo pardo de nome Faustino, idade
32 a 33 annos, levou um ferro ao pescoco, mas he de
supprque ja o teuhatirado ; tem estatura regular,
rosto cumplido, laces encovadas, csignalde j ter
sido acontado ; foi comprado ao Sr. Caldillo Jos de
Aguiar, lavrador do engenho liuenos-Ayres, do cu-
ralo do Boin-Jardim, termo do Limoeiro. Roga-se
a todas as autoridades e capiles de campo a appre-
honso do dito escravo, edflo-se toas hitaras a
quem o levar ao lugar cima dito, a entregara Mi-
guel Garcez AlvesLima, ou nesta piaca ao seu se-
nlior, Casparda Silva Frocs, na ra Bella, n. 40.
Dcsapparcceu, do sitio dos Afogados denominado
Corlume, um moleque de nome Caelaiio, crioulo,
do 12 a Huimos do idade, que tem os signaes se-
guintes: um pouco fula, o com falta de denles na
frente superior : quero u pegar leve ao mesmo sitio,
quo ser recompensado, ou na ra Nova, n. 18.
PSRN.: KA TXH. DE M. F. DE >AlA.-*-r847.