Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08783

Full Text
Auno de -1847.
Sabbado 41
O 1)14 RIO publici-se lodoi os iIms .jie n.in
rem 'le unHi i o preco da ii-^ii iinr lie He
IjOOft rs. por qiiarlel, pm;n< ixtitntarlot. O un
nuncios do* Disimilantes sm.i imernln i rnsode
}0 rJ. por linba, 4 0 n cm tri>o di'erente, as
ri-peti=oej pula melad. Os que Qho fjrein asig-
nantes pagarSo 80 rs por lima, e 100 em tjrpo
dillrente, porcada publicac'in.
PHASES DA LA NO M' DE DEZEMBRO.
I,na ora, a 7, as 8 horas c !! minutos d manli.
Creacente alt.i I hora e C inin.d mauba.
Luacheia a?l, sC hoips e 49 inin. da larde.
PREAMAIl DE HOJE.
i'rlmeira, I hora c 18 minutos da maohaa.
Mudante 29, s 11 horas e 29 miu. da Urde. ISegunda, i 1 hora e 42 inmuto da Urde.
PARTI\ DOS CORREIOS.
'niiiin i rl'.inliiia is secundas sextas fein.
Ixio-rande-dn. Norte quintas feirasao meio-dia
Cabo, Seriuliiem, Hm-Kormoso, Pono-Calvo e
Maceiii. no I.*, a 11 e II de cada mei.
(varaiibims e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vta e Flores, a 13 e 18.
Victoria, s quintas*eh as.
illinda, todos os das.
DIARIO

.Je Dezembro. Anno XXIV.
N. *7*.
DAS DA 8EMANA.
29 Seg. S. Saturnino. Awd. do J. dos orph. e
do J. doc. da 2 v. ado J. M. da 2 v.
30 Terra. >> S. Andr.Au.l. do J; ilo civ.
ila I. v. e do I. de paz do 2. dist. de t.
1 Quarta. S. Eloy. A mi. do i. do civ. dal.
v. e do J. de paz do 2. dist. de t.
2 (Juinta. S. Bibiana. Aud do J. de orph.
e do J. municipal da la vara.
6 Sela. S. Francisco Xavier. Atid do I-do
civ. da I.V.a do J. de paz do 1. dist. de t.
4 Sabbado. S. Uirbara. Aud. do. I. do civ.
da I. v. a do J. de paido I dist. de I.
& Domingo, (craldo.
Sol
CAMBIOS NO DA 3 DE DEZEMBRO.
C0 da.
>bre T/indres a 28 d por IJ rs. a i
u Parto 340 rs. por tranco,
a TaisliAa 95 a 100 de premio.
DeM.ttolauras de boas firmal I a l\'/tom.
(juroOnru-l-espiiiholas-----28*000 J'jfOOo
Modisdc O .00 velli. I?|00 a iSfJOO
.. ,1,- n-i." ii... n.j.'ii a leflOO
., do 4*000..... Jfr.00 a 9*100
l'rala Palaces.......... I#980 a 2/000
Pesos colunmares... 14940 a JJ980
u Ditos mexicanos... I|700 a HSCO
Muida............. I920a l#980
\cres dacoinp. do lebenbe de 50f000 rs.ao par.
PERNAMBUGO.
PARTE GFFICIA5..
COMMANDO DAS ABRAS.
Quartel do commando das armat na cidade do Reci-
te, 1. de dezemembro de 1847.
OROKM 1)0 DlA N. 27.
Nflo leudo, na ordem do dia do hontem, sido con-
templado pora o commando de urna das bridadas, na
grande parada d'amanhia, o Sr. lente-coronel
commandanfe do 5.* batalho do fuzleiros, Felicia-
no Antonio Falcilo, determina o commandanto das
armas que o mesmoSr. tenente-coronel fique na in-
telligenciaque tem decommamlar urna das brigadas
ilio houver de designar no acto da niesma pa-
.d.
Moje tarde passarao revista gcral de mostra,
nos seus respectivos quarteis, os corpos de linha des-
ta guarniefio, pela inaneira soguinte : o balalhio de
lacadores 6.*, s 4 horas ; a companhia do artfices,
s4emeia; a companhia de cavallaria, s 5 ; ti 2."
balalhflo de artilharia a p, s 5 e meia ; e o 5. de
batalho defuzileiros, as t.
(Assignado) Manoel Ignacio de Carvalho Mendonca.
Conforme. Manoel Porfirio de'Castro Arauio, al-
dante de ordctis.
EXTERI R.
ITALIA.
ROMA, 3 DE OUTUBRO.
Moto propkio u Po IX, puulicado em Roma no
UIA 1." 08 OUTUBKO.
Quando a Divina Providencia nos chamou a reger
a groja o o estado, os nossos desvelos paternaes se
dirigiram logo a todos os povos subjeitosao nosso
governo, e es poeta I ment a nossa famosa cidade, ca-
beca do todos, a qual nos lio grato consagrar as nos-
sas vigilias, porque reunimos no poder supremo de
soberano o de bispo do Roma, que tanto preza-
11108.
Sendo para nos gralo Hender com alTectuosa so-
licitude pelos nossos charos subditos, maior satis-
fcelo experimentamos em o manifestar aos Roma-
nos, presentes sempre aos nossos olhos, dos quacs
temos recobido provas nao equivocas do amor filial
que nos consagram.
O que mais importava, o que nos pensamos dove-
ria ser cansa de gral satisfaefio, era restituir a esta
cidade o antigo esplendor da reprcsonlai;fio munici-
pal, outhorgando-lhe um concellio tleliherante,
magistrados encarrogados da execucffo das suas de-
liberares e rendiinontos proporcionados aos encar-
gos que sobre ella pesam.
Fot agradavcl ao nosso coraefio oceuparmo-nos
deste ass'impto, sem que delle nos alTastassom as
graves difilculdades que imuediram os nossos ante-
cessores de emprehender tumanha empreza. En-
commendmos a tima commissfio especial muito
respeitavel quo (izesse um regulameuto, no qual,
conservando intactos os dircilos da Santa S u da
soberana, sedeterminassom asallrihuicocs da no-
vo n-presentacilo o administraefio principal de Ro-
ma.
E, tendo nos examinado este Irabalho, adiando
que elle he em tudo conformo as nossas ideias, de
nosso motu proprio e suprema a u tonda Je, temos or-
denado, o ordenamos o seguinto :
Retumo das principad dispotirOes do regulameuto.
Cessam todas asattnbuiges c jurisdieces, tanto
administrativas como judiciaes e baronaes, exerci-
das al ao presento pela magistratura romana; em
seu lugar haver um conceho deliberante e urna
magistratura executiva.
O DUQUE DE GUISE. (*)
por f reDerico Milite'.
PRIMEIRA PARTE.
VI.
Consullava Cenuinoem anciososilenci um velho
rologio, que eslava posto ao canto da casinha em que
elle se chava com Casta, sua neta ; mas, sahindode
repente do incommodo silencio em que se achava
absorto, perguntou menina :
K tu os viste i
Sim, pai, respnndeu ella com voz suave e Iris-
te; Peppe Palombo vem ; mas porque he essa impa-
ciencia ? A boiaaprazada ainda naochegou, o Vni.
se assusta sem rgajo,
lie verdade, disse 0 velho, como he que os mi-
nutos.sao lao vagarosos, quando os anuos s9o 13o
rapkios? Miguel Sautis.prometleu latnbem vir?
Ja disse a Vm., que elle lambem promelteu
vir, respondeu Casta em lom fro e quasi secco.
O conceho ser composto do cem cidad.los domi-
ciliados na jurisdicQodo Roma, que liverem vinte e
cinco annos completos e goza re ni de boa reputa-
c3o.
Scssenta equatro destesconcelhciros serilo pro-
prictarios, oti de bens de ra/, ou de ronda animal,
cujo mnimo mo (leve descer de duzentos escudos .
trinla e dous serilo eleilos d'entre os olliciaes do go-
verno, profussores de arles liberaos, mestros do ar-
les o ofiicios quo liverem seis olliciaes, e finalmente
quatro representarao o clero, eos domis cstabclc-
cimentos publico.
A' excepcao desses, que serilo nomeados pelo car-
deal vigarlo o pela autoridade goveruativa, os de-
mais concelheiros sera.) eleilos a primelra vez pelo
soberano, e depois pelo mesmo conceho, ou cm
conformidade do que se estabolecor as novas leis
orgnicas municipaes, salva a approvacHo supe-
rior.
0 conceho ser renovado parcialmente todos os
dous annos, de modo que no lim de seis se ache re-
novado de todo. Os concelheiros quo sahirem po-
derfio ser reeleitos, por urna s vez, salvo quando
medear o espado de dous annos.
O conceho dever reunir-se tres vezes em cada
anno, salvo quando occorrerem circunstancias ex-
traordinarias, ou houver- ordem oxpressa do sobo-
rano. PoderSo ser excluidos delle os membros que
faltarem a tres reuniOes.
As deliberarles do conceho nflo leen) forca sem
approvacjlo superior.
A magistratura do Roma ser composta de um
senador, que ser o chefe, e de oilo conservadores,
osquaes constituirdo o senado romano. Estes en-
cargos sSo gratuitos e para osdesempenhar he ne-
cessario que o individuo lonha pelo menos trinla
annos de idade
Todos os membros do senado sahirao do conce-
ho pela maneira srguinto : tres dos de mais eleva-
da categora por nascimento ou por betis do for-
tuna, dentro os quaes o soberano ha de eleger o se-
nador; tresds concelheiros que liverem para ci-
ma do mil escudos de renda ; eos tres ltimos das
classes inferiores do conceho.
Todos o.i iros annos ser renovado o senado, pri-
meiro sorte, e depois por idades.
A roeieicSo requer as mesmas condiefies cima
mencionadas.
As sessOes do senado edo conceho terao lugar no
capitolio.
As atiribuicOes das novas autoridades serilo as
mesmas de que gozam as municipalidades nos de-
ntis estados da igreja O senado administra os
bens o propiedades da cidade, assim como os di-
reilos de entrada, e lodosos rendimenlos applira-
dos para os encargos municipaes.
A magistratura cuidar da polica das ras, n-
meros, portas, agoas, Ionios, passeios, cemileros,
matadouros, finalmente de todos os estabeleoiiii.n-
tos pblicos. Tera lambem a seu cargo o abasteci-
meiilo, os incendios, as iuundaces, a saiide, a
limpeza, a Iranquillidado, a beneficencia publi-
ca, etc. etc.
militares, passou hontom revista a todos os bata-
IhOesde reserva.
Foi convocado o conceho federal de guerra para
o da 14 deste niez. Tres balalhes, o ,.. 3.o 4."
devem entrar na cidade no dia II. Ilonlcm orde-
iiou o governo a formacio de onze batalhOes do
milicia de reserva. Est-se trabalhando de noite
e de dia em lazer cartuchos. Os canles do Vaud,
dO-Genebra, do Argova e de Turgovia, aprosenlam
ardor igual nos preparativos desta empreza.
Todos os olhos esto alientos para os GrisOes e
para S.-Calls, aonde estao depositados, ueste mo-
mento, os destinos \la Suissa. SOo os arbitros da
paz ou Ja guerra. Odia 11 ser aquello em que
a sua prudencia ou imprudencia decidirffo da sorte
do paiz.
Segundo as carias recehidas esta manlitla parece
pi'ovavel quoem ambos os canles- ser submettida
aquesiaoao povo ; oopovoe nao o grande conce-
ho, he que ha de decidir o que julgar mais confor-
me com o paci federal.
O principio dominante deste pacto he, como ilin-
guem ignora, o da independencia dos canles.
Tmta-se de saber se ha de alear-so urna guerra
sanguinolenta ; trata-se dos mais charos, dos mais
graves, dos mais sagrados interesses da Suissa ;
trala-se de um assumpto que podo perturbar a paz
da Europa; e conformo fr a decisao le um peque-
o cautao na- sua assembla commumnal assim se
ha de desembainhar ou emhainhara espada, lie
innegavel quo a independencia cantonal he a base
da constituiefio. E o quo pretende o radicalismo
sen3o destruir a independencia de Lucerna o dos
milins canlOes catholicos ?
- t)s jomaos Ja opposiijSo, tanlo de Uerne como de
Zurich, nao cessam de clamar que so appelle para o
povo na questlto da paz ou da guerra. Isto he
DUitoconstitucional, nada tem de revolucionario.
A cada instante, e para a mais insignificante lei no-
va se convoca o povo e se Ihc pede a sua opinin
Os radicaos que trazem Bempro nos labios a palavra
soberana do povo, tifio podem fazer a mais leve
objeccao, com exterior de justicia, a esta proposla ;
csein embargo ellos a repellem com todas as suas
frcas.
( Corrcsp. parido Jornal dot Debis.)
( Diario do Governo do Lisboa ;
c.lo commereial); dos Srs. W. Brown, mombro do
parlamento CJiapman, Stuart e Wyle, membros da
associaco iHjs negociantes que comnrorciam nos
Estados-Unidos; dos Srs. Horsfallo iiu-li llornby,
delegados dos notaveis; e, omlim. dos Srs. Nichol,
presdante, e Tumor, dopuado presidente da asso-
ciai;.H) das Indias e da China.
i Journal du Havre. )
mil., i -
IIIAIIfO RB PBKNiaBCCO.
CUAN BKKTVNIIA.
amattaij d mu sasaui'JitM uta ujj?,
Iloje pela manbaa, o Sr. Jos Mauricio de Olivcira
Macicl propinou a si mesmo tfio grande dsede ve-
neno, que suecumbioao cabo de 3 I horas de an-
gustias.
Ha lempos, alguna dos actos do Sr. Maciol como
que denunciavam que o seu cerebro sollria desar-
ranjo : entretanto, ningucm suppunha que esse Sr.
so resoJvessc a tentar contra a' propria existencia.
Diversos sao os motivos a quo ah so atlribuc
13o desesperada resolU.CO ; mas Hilo lia certeza -
cerca de nenhum delles.
Gorrespoiidcnciia.
As despezas da guarda cvica (carao a cargoda
cidade.
Os fundos applicados a cobrir as despozas da ad-
ministratjao serilo os rendimenlos ordinarios dos
demais concellios ou municipalidades do estado,
salva a contribuicao dos Judous, a qual lica abolida,
o excepto a parto que, segundse ha do determi-
nar, devora entrar para o thesouro.
(Preste. )
SUISSA.
BEII.NE, 9 E OUTUBRO.
Vfio proseguindo com toda a aclividade nesle
canllin os preparativos militares, no quo parece
querer ella dar o exemplo aos outros O presdan-
te do Vorort, na qualidade de director dos negocios
LONDRES. Holsa t)R 19 oe outubho I Por via
extraordinaria. | A' hora'bcm adiantada da tardo,
foi lionlem conhocida ofilcialmeole a suspensfln do
banco real de Liverpool. Comquanto08jomaos li-
VesseRI publicado a noticia em segundas edicoes, cm
geral tifio se Ihc poda dar crdito ; pois quo os
8rs. Robarts Curts & C, agentes do referido banco
om Londres, haviam continuado os pagamentos em
toda a maiihfia, o assegurado que nao linha conhe-
blmento algum do sinstro. Todava, pelas quatro
lloras, j nflo sendo permittida aduvida,oa fundos,
soll'roram subitffmentfl urna baixa de ', a 1 por >/
o depois do encerrados os Irabalhos desceram de
1*9 ', a ...
Esta maolifia, ao abrirent-so os irabalhos, os fu-
aos regulara.'ii como hontem a tarde depois do en-
cerrainentii. Pareca que anda se eslava sob a im-
pressfio do abalo causado pelo acontccimcnto de
ioniuin, o os precos conlinuaram a affrouxar at as
du.is horas, em quecliegaram a 78 ,, por causa Ja
noticia Je urna nova suspensfio os Srs. Robert lio-
binson &C. estilo com um passivo do 90,000 libras.
Entretanto, cspalhou-sc tardo que lord John
Russcl consenltraxeceber, no serfio, urna de]iutacfio
de todo o corpo de commercio de Liverpool, quo
vem solicitar do governo medidas capazas de parau-
sar os desastrosos eQeilOS da cuso ; e, i'otn esta no-
va, os fundos rcadquiriain o precio que liuliam ao
onectar-s o expediente. A depulacdo compde-se do
"aire de Liverpool ; ha um seculo, lio esta a prime-i-
ra vez que so V6 um mairo a lenle de una depula-
>,
Vide .Otario u. 274.
Como t'o disso elle?
A rapariga tifio respondeu.
Como te rece bou ? Que te respondeu ? disse o
velho cm lom imperativo
Obedec a Vm. indo levar o seu recado a Miguel
Saulis ; elle vira, Iho digo, mas nao me obrigue a re-
petir o que eu nunca devera ter ouvido.
Genuino olliu para a neta com irnico sorriso, e
replicou om lom obelo de sarcasmo :
A voz do carniceiro Santis nao he 13o suave,
ao que parece, como a de dom Flix do Medina ; nao
tem o seu amor expressOes tfio escolhidas, imagens
tfio lisongeiras, nem tfio pouco acaricia com tanta
moguice a vida Ja de Je urna rapariga.
Miguel nho me fallou do amor, mcu av, repli-
cou Casta com dignidade.
Que te disse elle enlCo que tanto oflondcu os
teus caslos ouvidos?
Disse-mo cousas que 09 do Vm. no devem ott-
vir, o minha bocea repelir, j Ih'o disse.
Oh I disse Genuino com amargura, fallou-te de
tua niiii, sem duvida ?
A rapariga abaixou a cabeca.
Tambem le fallou de mim, nlo he isso?
Casta poz-sc a chorar.
Por San Jatiuaro, quo mentio exelamou o
velho'iirilado; porque dsse-te, nao foi assim, i|uu
eu linha transigido com a deshonra de tua mal, e
perdoado a Kilortiarini ? Disse-le, esloit hem certo,
que eu queria fazer de ti o Instrumento do meuodio
e vinganca, o quo cu dara de barato a tua honra a
quem quizesse servir-mc em meus projectos do am-
bicfio ?
A rapariga colmo o rosto com as mSos.
Oh! proseguio o velho, sem dar mostras do
condocr-seda consternagao de Casia, isso he muito
digno desse niisoravel, e dia vira em que mu elle ha
de papar esse insulto e anda oulros.
Mas para que, exelamou entao Casia debtilha-
da em lagrimas, para quo chamou Vm. esse hoinem?
porque o quer associar a seus projectos ?
Porque, seeu poder uni-lo a l'eppo Palombo,
ainanlifia seremos se n lio res da villa, e Gennaro o seu
miseravel consolheiro Luigi del Ferro estarfio derri-
bados. Quanto a ScipiSo Catinalasio, esse ha do vir,
tifio achas i'
A rapariga respondeu por um sighul adirmalivo
de cabuga.
E esse, coutnuoit o velho, lambem le disso
cousas quo tifio podesses ouvir ello be mogo, bello,
bravo.
Ponnc (era o sobrenome daquclle a quem Ge-
niiino chamara Scipifio Cannalasio,, Pionne, accres-
centou a rapariga, he sobretudo boin e devotado.
E elle lambem te ama '! peiguulou-lhc o velho.
N3o posso saber so me ama, respondeu a ra-
pariga fazcudo-sc vortnelha, porque nunca mediase
tuna palavra quo me desse a entender quo mo tem
amor.
Em verdade, replicou o velho; repete-mc se-
ment o que te respondeu elle, quando Ihc l'osle d-
zer da minha parle, que o.u o osperava esta noile
nestacasa. lia muito lempo que Ihetenho mandado
numerosos mensageirns, o a uenhuin deu tesposta.
Mas l'allas-te-lhe tu, e ello prometlou vn ; como te
disse elle isso, Casta i' Preciso sabe-lo.
Traasmiiti-llie a nicusageui do.Vui., uicuav,
Srs. Reductores do Diaria'de Pemambuco. -- Agredi-
do injustamente pelo Diario-Novo, fiz a correspon-
dencia inclusa om que defondo a minha replselo
que em vfio pretendo manchar um intrigante, para
ser publicada pelo mesmo jornal, e assim poder ser
lida pelas niesmas pessoas que leramo communica-
tlo que me agredi : mas o Si;. Roma, nfio obstanto
tua imparciutidade, admittindo urna censura contra
mim, nfio quiz, tifio se porque, aJmittir a minha
defesa.
Peco, pois, a Vms. que lenliam a bondade do ad-
mitlr no son jornal esta correspondencia.
CONTINUACAO'DO CAES DO RAMOS
.Srs. Redactores. Com este tilulo, trouxe o Diario-
Novo n. -280 um communieado, em que seu autor es-
talieloce ou descuvolve Insorias, segundo as quaes
julga que so devem construir os caes em urna cida-
de commerciante como a nossa, e appltcamlo-as
conlinuacfio do caes do Ramos, e nolando quo nfio
he este construido segundo as bases, polo commu-
nicanle apuntadas, censura o arrematante da obra,
por omissoes que Ihc redundam em proveito e em
prejui/o da fazouda provincial, usando de expres-
sAes quo seriara dignas de soberano desprezo, so o
publico conhecesse as bases e condiges sobro as
quaes se oncarregou o arrematante do sua execuc3o.
Nfio entro na inJagacfio do melhor syslema, por
que se devem construir taes obras, ignoro a arto e as
suas tneorias ; conlwco, poim, o quo me incumb
de fazer, segundo vejo eacriplp noorgamenlo, basa
do contrato. So o orcamento est mal feito, se sao
mais aprovoilaveis a pratioa as theorias do oom-
municante, dirija suas quuixasosuas sellas contra
quem o fez, contra a presidencia que o approvou, e
au contra quem parle alguma tomn nello e s-
mento O execula.
Ilem vio.porm, ocommunicanto quo'a sua critica
a l'i'rir.a aJmitiistrac.n) Ja provincia; o elle nfio tova
por lim mais Jo quedar dcsabafo a um injusto rc-
seutimonto, filho da oveja c da'ambicfio dosmarca-
Ja : fingindo amparar o presidente e o cngenhelro
com a pessoa do arrematante, deixou ir seus tiros.
certeiros aos alvos que linha em vista.
VoiiJo-si! o coiiimunicanle ostentar tanto zelo pe-
lo hem publico, bom sera, para desmascara-lo, pa-
tontear o verdadeiro motivo que o levou a calum-
niar-me, apresoutaudo-ine como defraudador da fa-
zenda publica.
O Sr. Jos Miginio Je Miranda quiz arrematar a
obra da eoiU.inuac.io do caes do Ramos. Para isto,
nfio queria subjeilar-se a concurrencia do oulros;
empregou l sous meios para ser elle encarregado
.foBajamMliTuinnun is.i lim waiaii
respondeu a rapariga, o elle disse-mc estas nicas
palavras i
i< Queros que cu la v, Casta?
o Como ni cu av o quer, eu devo deseja-lo.
E como lu o desejas, rci, respondeu Pi-
onne.
E lirou do pescoco a itnagom de.N. Senhora do
Carino, e m a deu dizendo :
* Agora volta para Conumo, c como a noile j vai
longa, podes atravessar aples em seguranza, mos-
trando esta imagen) a quem quizer impedir-te o ca-
minho. Dir-lhe-hasque t'a deu Scipifio Cannatasio,
disse Pionne, e nemeapa preta do partido de Palom-
bo, nem pea descaaos dascompanhias de Santis,
nem soldados do Gennaro, nem salteadores do Scop-
pa ousarfio dizer-te unta palavra.
Pionne dizia a verdade, meu av, fui (imitas
ve/es presa, ao voltar dos postes avanzados do lorio
Sanl-Liiuo, mas todas as vezes emmudeciam, todos
os posto su me frauqueavam ao aspecto da santa
imagoin, que Scipifio modera.
Sim, sim, disse o velho sorriudo satisfeito, Pi-
onne s por si lem mais autoridado que todos os ou-
troschefes reunidos, he un animo honrado e des-
lijo dambiefio. Nao deixou elle lomar Masaniello o
piimeiro lugar, nao obstante sor quem coninian-
Java os lazaioucs no dia cm que foi derribado o po-
der dos Despalillos ? sim, sim, conlinuou Genuino,
na falta de outros, esse so me bastara, se quizer com-
preluiiJor-iue U servir-ine. E isto depende de ti.
Casia, poique elle te urna, e bem vs quo o que tu
quizores, querer* elle.
A rapariga meneou blandamente a cabera, como
quem uissera que nfio poda pagar a obediencia do
"
MUTILADO
i



I
da *bra que se punha em arremalaco. Mas nlo o pode
alcancar, porque o arrematante offereceu mais van-
tagenso oSr. Jos Higinio nlo sei quaes ofTereceu,
c porque o .Sr. Jos Higinio ciiconlrou algucm que
ohstasse a queclle fosse preferido no concurso n to-
do o trame.
Resentido o -Sr. Jos lligino de nlo tcr este nte-
rcssc, fez urna cabala, c podo conseguir um abaixo
assignado do pessoas, todava do menos considera-
Cilo, denunciando a presidencia a nullidado do con-
trato celebrado coin o arrematante, com o fin), ao
menos pelo que parece fcil concluir, de que fosse
levada de novo praca a obra. Mas o presidente
desprozou cssas alicantinas, e mallogrou o projncto
do Sr. J. II que, resentindo-se, e alguem resentindo-
ft com elle, lomou a penria para ferira reputaco
do arrematante, illibada, gracas a l)eos, al boje,
julgainlo cm pouco o que constitue o carcter de sua
alma, para assaccar comdeseinbaraco a outrein, a
quem nlo pode julgar senflo por si.
Nlo devia o arrematante ostentaras peiras da fren-
te do caes em carnada de argamassa hydraulica, como
quero communicaute; porquanto o art. 4." do or-
namento s exige queaj juntas da superficie do lado
da mar sejam tomadas comeymento hidrulico; o
tanto mais nlo lie isto de estranlsar, quanto, segun-
lo mo consta, em nenbum caes que se tem aqui
construido, tem-sc assentadoa pedra de cantara so-'
bro argamassa.
Nlo exige o orcamento que as pedras tcnbam ale
dous palmos e meio de grossura, mas sim dous pal-
mos. Eis-aqui como elle se exprime : ... a Taco ex-
terior do lado da man-, que ser de podra de canta-
ra ali a grossura do dous palmos medios. A prep-
sito ale exclue a ideia de deverem as pedras ter
niaisdo dous palmos de grassura, e indica que urnas
pdem ler menos, o outras tunto; mas o communi-
cante, paraphraseando as palavrasciladas, as inver-
to assim :--a grossura media de ilous palmos;
note-ge, porm, que medios concorda com > pal-
mos e no com grossura. Se a grossura media de-
vesse ser de dous palmos, para que veria al .
Una cousa be grossura de tantos palmos medios--,
outra be grossura media de tantos palmos Ocoin-
niunicante, pois, ou nflo be entendedor, como incul-
ca, ou entende mal porque tein vonlade.
He falso que as pedras sejam assontadas sem amar-
rado : e como contra esta accusagflo n3o possa ha-
ver argumento mais que a conleslacflo, appello para
as vistas do Sr. inspector da niesma obra, que ns-
siste sua conslrucgilo sem fazer o menor roparo.
Quo a amarrado seja porfiadas, nio exige o orca-
mento, nem o inspector, e nem necessario ora, como
entende o communicaute; visto que a amarragilo da
obra de alveuaria com cada pedra lie sem duvida
nielbor do que por liadas ; o tanlo menos merece o
arrematante censura por isto, quaulo uno lile vem
dabi interesse algum ; porquanto, tanto Iho vale
assentar urna fiada de pedra larga e oulra estreila,
como assenlar una pedra larga e oulra estreila em
cada fiada.
Quanto ao reboque, que diz o communicaute, que
he fcilo logo para tapar a vista dos curiosos o falla-
dores, ( fallou acrescentare dos invejosos e jesutas)
lie esta urna miseravel aecusacao, e sem fundamen-
to algum. Na frente do caes tomam-so as juntas
com cymenlo bydraulico, como manda o orcamen-
to ; e polo lado opposto reboca-so pela mesma ra-
sfloosob pena, no caso contrario, de ser a obra ar-
ruinada pela mar, que be a mesma rasilo por que se
manda rebocar e tomar as juntas.
Aobradealvcnariahe, na verdade, feila com arga-
massa ordinaria, como diz o communicante, e assiin
o exige o orcamento; he portanto anda banal a
critica ; se leva muitaareia e pouca cal, responda o
Sr. inspector, se julgar q utya vista das banalidadesa
que se ten respondido com o orcamento, ainda po-
de o publico dar algum peso a tSo miseravel cri-
tica.
. O arrematante nflo tem culpa de que baja, no lugar
da ribeira, necessidade de oseadas e rampas ; o orca-
mento mi o subjeitou a faze-las; consrguintemcnte,
uno as fazendn esta no sen direito.
Ocies,diz o orcamento, ter dezasete palmos
ile allura, sendo tres para alicorees, e quatorze de
clevaciio. n
A' vista listo, fazendo o arrematanle de dezasete
palmos a altura do caes, tem cumpridoa sua obriga-
eflo; portanto, be banal, como as outras, a censura
do communicante, por se ter feilo o alicoreo de tres
palmos smenle, lanto para os lugares elevados do
terreno, como para os baixos. Se licar o caes pensil,
culpa nao ser do arrematante o regulamento res-
pectivo ordena que, quando sobrevier necessidade
mo prevista nos orcamentos das obras, a adminis-
li acio mandara prover a ellas e inemnisar o arre-
matante. Assim, se o terreno, por baixo, exigir um
alicerce mais fundo do que o designado no orca-
mento, ahi esta o inspector para o declarar ; o o ar-
rematante de bom grado o far, visto que lera de ser
indemnisado.
Quer mais o communicante que o caes tenba ar-
gancos c lugar designado para guindastes:, lalvez para
incar o amarrar champroes de umarello ). "
ifrtmniiifTnriBi iii n wn'i wm j mu 111 i u jj.ajMgiM
l'ionnc com o premio que se lite pedia. Provavel-
inente nflo dcixaria o velho passar esse tcito pro-
testo sem obrigar Casta a explicar-se, se um bater
discreto, quasi simullaneo, a porta da ra, o no
viesse nterromper.
Foi o velho abrir a porta, o entrou acompanbado
de um bomem dos seus trinta anuos, pequeo, gros-
so, vigoroso, eem cujas feices seadivinbava facil-
meiili-qne a coragem e resolucflo andavam nelle a
pnrdealguiua astucia.
Era Peppe Palombo um mais eslimado ebefe dos burguezes.
----------------------- ||4
O communicante, qu tanlo ama o bom publico,
que os faca, que o arrematante, para servir a sen pa-
iz, niio carece de seus conselhos : sim, so estas, co-
mo as outras exigencias, a que nflo obriga o orca-
mento. No entanto, he de notar que estas commo-
didades que deseja o communicanto ao publico, tai-
vez ufo sejam senflo para o Sr. Higinio, na frente de
cuja casa est o caes.
I'assava-me fallar no p de serra, digo, no p de li-
tlo. O orcamento'quer que elle entre na argamassa,
h o arrematante o empregou ao principio ; porm
licou inutilisada a obra, e as juntas das pedras, com
essa argamassa, icaram abertas, porque olla cahio ;
c, dizendo-se que provinha isto do nao ligar o p de
serra, digo, o p de tijolo com a cal, ( porquo esta
tamhem devo entrar na composicAo, segundo o or-
camento) subslituio-se ao p de lijlo o cymenlo,
que he mais caro, e com o que, portanto, uSo ganha
o arremtente.
Concluo, dizendo ao communicante, que pode
continuar ver e a fallar, visto que he seu vicio, de-
baixo da capa de santurrSo c boato, cario du que o
aterro que com toda pressa se faz, e Cjue be para aguar-
dar a paredo fresca d'agoa da mare, no est no caso
dos pranches de amarello.
Com a publicado desla, Srs. redactores, muito
obrigado Ibes ser
arrematante da continuando do caes do Ramos.
I'uhlica$ues a pedido.
ELOGIO DRAMTICO (*)
Ao dia 1." de dr.sembro, anniversario da abertura do
teatro de Apollo.
nKCITADO KO HESMO THKATR0.
Carmen hoc parvum, ncomptum, .lgubre, in so-
latium, ot levamen desiderii vehomentis a sororc
sua Theresia a Jesu Bandeira de Mello, que sacra-
menta et precibus ecclcsin rite munita nuper de-
cessit, ct in fraternitatis, amicitlas, gratique animi
signum, infrascriptus frater dolenter edit, memo-
ria; que illiusconsecrat. '
/. L. U.
COIYIMERCIO.
Alfandega.
n%NDIME.NTO DO DIA 3............15V79I,855
Descarregam hoje, 4 de detembro.
Brigue Ventura-Felis batatas, vimes, albos e
ceblas.
Escuna Romilly bacalho.
Ilrigue l.ouisr ac, papel e farinha.
Calera Sword-Fisk mercadorias.
ISriguc hlisa-llowen dom.
O recem-chegado saudou cordialmente a rapari-
ga, o fallou-lhc com amizado, emquanto Genuino
foi segunda vez abrir a porta, qual de novo ha-
viam batido. Dous liomens se apresenlaram na sala,
ondejestava Peppe l'alombo.
I'm coberto de andrajos, vinba carregado de tan-
las armas, quantas podiam supportar tres ou qua-
trocordas, urnas cingidos pela cintura, outras ati-
racol, 6 nasquaes haviam adagas, punliaes, pisto-
las; trazia ao hombro um pesado mosquete, pen-
dente ao lado um largo machado, o na inflo urna
grande lauca, ainda tinta de sangue negro o coallia-
do. Era ocarnicciio Miguel Santis, chele da mais vil
gantalha de .aples, e dos criminosos a queni ha-
viam aberto asprises nos priir.ei'ros dias da revo-
I IIClO,
Viidiaapscllo um lindo mancebo de ar tmido
eacanbado. Genuino Uvera rasBo de dizer que era
Donilo ; mas o seu olbarfixo, a immobilidade triste
C melanclica das feices, um balancar continuo de
cabeca davam-llie o aspecto de um idiota ; trajava
Por mais queempreguea frvida lingoagem,
Por mais que o coraeflo, nadando em jubilo,
Procure em doces termos expressar-se;
Nada posso dizer n'um dia immenso,
Da de glora que seduz, que encanta,
Que me convida a forte enthusiasmo.
Surge de novo abrilhantaiido os quadros
Da scena que se eleva; ei-lo formoso
Excedendoem fulgor quantoshei visto
Nesta amena porc.lodo Novo-Mundo
Que posso eu proferir}*... Ideia augusta
Me extasa de todo : o natalicio
DoCrflo Pedro II ei-lo que volve,
Trazendo aospeilos urna paz profunda,
Profunda quelaeflo, alma alegra.
Da scena patria, oh bello anniversario,
Tu me fallas de amor, tu me comomves,
Encbes minb'alma de sublime arrobo,
Avultas no presente, e me offereces
Lindo painel de um prospero futuro.
Resplandece 1 de nos jamis te apartes.
E posso acaso, to prezados socios,
Nesle grato momento de transporte,
Do enlevo maior, deixar de dar-vos
Do meu prazer a prova mais solemne?
Posso esqueccr n'um tflo diloso instante
Do meu dever a le ? Ouvi benignos
A mnha voz que o regosijo exeila,
A mnha voz a candida homeuagem
Vai levar-fu de um socio que vos preza,
Que deseja entrever na longa historia
Da scena o quadro en- ureos caracteres.
Rccehci meu cantar, saudai commigo
Do da imincnso'a viuda graciosa;
A patria nos escuta, a pala aceita
Dos lilhos a lingoagem fervorosa.
Eia, do grande, do monarcha excelso
O nomo bemdizci nesle almo dia ;
E a scena que brilhanle se aprsenla
Applaudi, transportados de alegra.
1MPORTACAO'.
John-Romilly, escuna ingleza, vnda de Terra-
Nova, entrada neste mez, consignada a F. Itobiliard,
manifestou oseguinte :
2:100 barricas bacalho ; ao consignatario.
CONSULADO GERAL.
HENDIMENTO DO DIA 3.
Ceral.........................3:519,531
Diversas provincias............... 193,777
. -3:713,308
JoSo Keller & C. farSo o seu leilio de fazemlas
nesle anno, por inlervencSo do corretor Oliveir.i
segunda-feira, 6 do corrente, as 10 horas da ma-
nhfla, no seu arinazem, ra da Cruz.
Avis7).s diversos,
O TIIIBUNO N. 57
est venda na praca da Independencia, ns, 6 o 8
Muito interessante est e se recommenda urna
excellento poesia do joven poeta portuguez, o Sr
JoSo de Lemos Seixas Caslellobranco, com o disti-
co loa delondrts o urnas parbolas do Sa-
lomSo, tiradas do livro dos proverbios.
O n. 58 se achara amanhfla a venda em mo do
distribuidor, igualmente digno de ser lido, pelava-
riedade de seusartigos. -
Avsa-se ao dono de urna carroca que est ha 13
mozesna cocheira n. 56 da ra do Hospicio, con-
certada c prompta, que, se no prazo do 10 dias da
data deste, nflo for buscar a dita carroca, pagando o
importe do concert e o aluguel del2mezes, ser
vendida a sobredita carroca para embobo do con-
cert ealuguel. Faz-se este aviso para nflo se cha-
mar ignorancia.Pernambuco, 3 de dezembro
de 1747.
Precisa-se do urna mulher debons costumes,
branca ou de cor, para servir de ama particular a
urna senhora. irgir-se ra do Rangel, n. 59, se-
gundo andar.
Precisa-se de um amassador que entenda da
sua obrgaefo : na padara de urna s porta, junto
ao sobrado, na praca da Santa-Cruz.
Aluga-se a casa terrea n. 3 da ra do Jasmim,
por detrs de San-Conclo, na Roa-Vista, com quin-
tal e cacimba, propria para familia : a tratar na ra
do Apollo, n. 22, segundo andar.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 3............. 1:995,316
mmammt
.lloviiuento do Porlo.
Pulvis, et umbra fui, mater cum vontro gerebat
De Ierra genilum ; quid mihi ? pulvis ero.
Ad Ierran; ducor, jam jam mea vita liquesct
Lustra decem el qualuor nam perior un, .
Te, sror, socus properans comitabor, amala,
Sil mb cojlestos tecum habitare domos.
Prob dolor / excruciat valdo mea peclora acutus
Letbalsgladiiis, le moriente!... Deus,
Qui gemitus, lacrimas removes; qui solusamaenus
Mcestitia pressos auxiliaro potcns,
Auxiliare voni, quemnunc tua dextra gemenlem
Disccrpit, lacerat, cor tenuare favens.
Sit placilum alquo tib sanclam donare quetem
Cu precor ni supplex ; miserere Deus .'...
(*) Pelo Ilustre vate pernambucano, Antonio Ran-
gel de Torres Bandeira.
simples sirola dos pescadores, a camisa
IVavio entrado no\dia 3.
Ilha da Boa-Vista ; 19 dias, brigue francez U-CIr-
cutistance, de 221 toneladas, capitSo Enet. equipa-
gem II, carga sal; a Avrial Frres & Companhia.
Ficou de quarentena por 3 dias.
Observacio.
A galera ingleza Alexander, capitSo Edward Phi-
lipson, sabio para Cork hoje, e nlo no da 1." do
corrente, como se declarou.
Avisos martimos.
~ Para o Porto sahr, as prximas agoas, o bri-
gue Maria-Felis, capitSo Lourenco Fernandos do
Carmo, por se achar promplo deseu carregamen-
to; esrecebe passageros, para oque tem bons
commodos : os quequizerem ir do passagem, tra-
tem com o dito capitflo, na praca, ou com o seu
consignatario, Antonio Joaquim de Souza Ribeiro.
Para o Porto subir breve o muito velero hi i-
gue Primavera, captlo Rodrigo Joaquim Corroa :
quom no mesmo quizer carregar, trate com o dito
capitJo na praca, ou com o consignatario, Antonio
Joaquim de Souza Riheiro.
Para o Bio-Grande-do-Sul sahr breve o pata-
cho Dous-dc-Agosto, por ter parte de seu carrega-
menla promplo: quem no mesmo quizer carregar,
ou embarcar escravos pode entender-se com Amo-
rim Irmflos na ra da Cadeia n. 45.
Para o Porto sabe impreterivelmento no dia 20
do corronte a barca portugueza Espirito-Santo; an-
da recebo alguma carga e passageros, para oque
tem asseiados commodos : trata-se com o capitSo da
mesma, na praca do Commercio, ou com o consig-
natario Francisco Alvesda Cunha, na ra do Viga-
^io, n. 11, primeiro andar.
Vende-sea linda e muito veleira escuna ame-
ricana Jnhn de lote 111 toneladas, forrada e enca-
vilhada de cobre, o prompta para qualquer viagem:
a tratar com Henry Forster &-Companhia, na ra
do Trapiche n. 28.
I
uOiioi S.
-- Richard Royle far leililo, por intervonco do
corretor (Hiveira, do grande sortimento de fazendas
inglezas, todas proprias do mercado ; e como pro-
vavelmente ser o ultimo leilflo deste anno, muito
espera a concurrencia de seus freguezes : terca-fei-
ra, 7 do corrente, slO horas da maiihSa em ponto,
no seu armazem da ra da Alfandega-Velha.
a simples sirola dos pescadores, a camisa de l-
nho grosso era fechada no peito por umalfinetede
prata, e linha na cabeca o brrele vermelho de lila,
que servir decslandarde da revolta, e no qual es-
lava cosida urna imagem de S. Januarioem chum-
bo. A nica arma que carregava era urna rica espada
que havia tomado a um oflicial bespanbol, e linha
na mflo um comprido baslflo branco, dislinctivo do
seu cminando.
Logo que os tres individuos entraram, fez o velho
signal a Casia de relirar-se.
la a rapariga obodecer, mas Pionne tomou-lhe a
porta.
Onde vas tu ? Ibe disse Genuino.
Casta disse-me que viesse, vim, respondeu o
mancebo ; se ella se relira, reliro-me eu tamben.
Pois que so va, disse Santis brutalmente; no
precisamos aqui nom do urna sirigaita, nem de um
idiota.
Pionne poz-sc a rir como um tolo; mas Casta
1 reinen de ndignacflo. Ao reparar, porm, no mo-
vimento de Casia, o idiota olbou alternadamente
para Casta o para o carneceiro; os olhos sem ex-
presso e quasi vidrados que oram, se Ihe Ilumi-
naran! de una chanima do sangue, e lancando-s
para Peppe l'alombo, exclamou elle com voz gut-
tural.
Que foi o que ello disse Y
Nada, nada.. respondeu Paloinbo, nSo fallou
de ti....
De mim.....no me importo.....mas de Casta ?
Que disse elle? Casta crou o tremeu,....
Disse que urna menina Iflo prudente e 13o
discreta bein podia assistir nossa conversacOo
disse Palombo son-indo.
Ah disse Pionne, bem.
O raio de intclligencia e colera que Ihe brilhra
nos olhos extinguiu-se, e elle foi sentar-se a um
canto com a cabeca baixa, e como se estranho fra
aoque se ia passar.
Ora bem disse Santis, dir-nos-has tu para
que nos chamaste, Genuino ?
Para vos dar urna extraordinaria|noticia a qual
he que esse que alegestes capitflo-general depois da
mortc de Mossa, Gennaro, acaba de chamar a ap-
les um principe francez.
Bem, bem, disse Sanlis ; ouvi dizfr isso.
Venba, se quizer, esse Francez, entre em Nopo-
'".....He dillicil.....Mas sabir he o que eu declaro
serimpossivel, acrescentou elle mostrando o mos-
quete.
Sabes tutambemj disso, Peppe Palombo?
disse Genuino.
Sei, sim, respondeu este com mo humor.
E issonSoteassusta ?
Nos necesitamos de um chefe quo nos rena
a nobleza, disse Palombo; porque sem ella nun-
ca mais expelliremos os Hespanhes..... Ora, s
esse principe he que pode obter semelhante re-
sultado.....
Sorvete.
Na ra da Aurora, junto loja de louca, haver
sorvete com todo oasseio e perfeico que for pe
vel
Precisa-so de um bom amassador : na padara
das Cinco-Pontas, n. 30.
PRESEPE.
0$meninos eme-
ninas contratados,
eompare^am9nodo-
mingo,dnco,s sete
horas da noite em
ponto.
O Sr. Jos Urbano da Silva queira procurar urna
carta na ra da Cadeia do Recife, n 38.
Precisa-so de um caixeiro que queira subjellar-
sea trabalhar na distilacao da travessa da Concor-
dia.
Perderam-so 70,000 rs. cm cdulas no da 3 do cor-
rente, desde a repailicno do sello al a contadoria
geral, sendo 50,000 rs. em urna cdula, e 20,000 rs.
em outras : quemnsacbou, e os quizer restituir,
procure a Joflo da Malta de Miranda Castro na mes-
ma contadoiia, ou na ra dos Marlyrios, sobrado
do Chagas boticario, segundo andar, que sera re-
compensado.
Aluga-se um moleque para urna casa estran-
geira de bomem soltairo, preferindo-se o que d
flanea de sua conducta, qur seja forro ou captivo :
na ra do Queimado, n. 12, 1 andar.
Porsenflo ter podido ultimar o recebimento
das csmolas promettidas para a festa da Senhora
da Piedade, na igreja de'San-Gncalo, foi por isso
transferida do dia 5 jiara 12 do correle impreleri-
veline. Pelo presente pede-se aos moradores das
ras da Gloria, detrs da Matriz, ra Velba, Aragflo,
Praca, Aterro, Nova, Cabug, Crespo, Collegio, es-
treila do Rozario, pateo do Carmo, Camba, Flo-
res eSanla-Cruz.que tenham as ras limpas e asseia-
das, na occasiflo em que passar o Sacramento. Joa-
quim Leocadio de Friilas, juiz.--/o Salvador Ptrei-
ra Braga, secretario.Joaquim Jos da Silva Gato,
thesoureiro.
Julio Cezar Augusto retira-se para Portugal.
Furtaram, ha 8 dias, do pateo da Penha, urna ca-
bra, bixo, grande, bastante amarella e muito man-
ca, com dous lilhos, un todo preto e. a outra preta
com una malha branca pela barriga, especie de um
sellim : quem della dr noticia ou a levar ao pateo
da Penha, sobrado de um andar, n. 40, ser bem
recompensado.
Sanlis soltou urna exclamacflo feroz.
Nobreza/ quem falla danobreza?.....hradou
elle. Nobrezaotraicflomoram juntos.....n3o osa-
be,a>.....Ja V"S no lembra que esse que d'entre to-
dos os nobres quo suppunliamos ornis afTeicoado
aos nossos interesaos, Jos CarafTa, quiz impingir-
nos por verdadeiro um titulo falso?..... Esquoces-
les-vos do que fez Massa?... Nada de nobreza, e des-
gracados daquelles que fallarem em tratar com ella .'
Tu me amcacas?.....exclamou Peppe, tu .. .
Sanlis, que devias estar as gales com os que com-
mandas.....
Ah I disse Santis brandindo 1 hinca, os capas
pelas quercm tomar o lugar dos gibOes de vellu-
do..... Veremos se rcsLstom melhor a um bote de
lauca.
Talvez logo no comeco desla conferencia a cor-
rer o sangue, porque j Palombo havia desembai-
nbado a longa espada, e Genuino ficra immovel;
mas Casia soltou um grito, e inmediatamente Pi-
onne, erguendo-se com inaudita rapidez, arrancou
das niflos de Santis a terrivel lauca, e com um revs
do baslflo branco fez cahir a espada das mflos de Pa-
lombo, e depois de considerar por momentos os
dous antagonistas, um aps oulro, por ello desar-
mados, deitou a rir por modo aparvalhadu esalis-
feito, foi sentar-se oulra vez, dizendo com a sua voz
suida e embaracada :
Contina, Genuino, contina.....
O louco tem maisjuizo do que vos.....repli-
cOu o velho; era prudente c justa a lei dos antigua
que dlzia que os cidadflos s poderiam ir discutir
nos negocios pblicos no Forum completamente
desarmados. Pondo, pois, de' parle par lasaas e ada-
gas, e escutai-me.
Cada um dos dous adversarios apanhou a sua a'r-
ma sem dar respost.
{Coniinuar-se-ha.)
1
MUTILADO


3.
Tcndo-se estabolccido sociedade entre a viuva
da Jos Antonio Al ves da Silva e sou genro o'fllha
solteira, I). Allina Pope da Silva, afim do ficar a lio-
ranga em cnmmum e liquidar-so a casa do dito Al-
res da Silva, continuando as mesillas transacges
sob a (Irma de Viuva Alves da Silva & Filhos, os abai-
xo assignados decaram o fazem pablico que coni
o casameoto do dita U. Allina cossoti a sociedade a
seu respoito, o ficar continuando s rnente entre a
viuva o gonro de dito Alves da Silva e sob a firma de
de Viuva Alves da Silva & Genro, em cujo nome con-
tinuado as transacges, scm que baja ncllas outra
alguma allerc9o ; eflcando garant las as transac-
Ces que forarn feitas sob a prime ira lirma. Roci-
fe, i. de dezembro de 1847. O. Mara magdalena
Popa da Silva. Francisco Joo Carneiro da Cu-
"opa
nh
ATTENCAO'.
A mesa rogodora do V.' S. da Concoicflo dos mi-
litares, nilo pndendo lazar a eleicfio do presidente
no dia marcado no compromiaso, em raso do se
nSo ter reunido o numero d irmlos sufflcienles pa-
ra a eleiQlo ; convida a todos para o dia 5 do cor-
rente mez, s 9 horas da manhtfa, soacliaremno
consittorio paja a referida eleic3o.
Affonio Honorato Ilastos,
Secretario.
Precisa-se de um bom caixeiro que d fiador a sua
conducta, nacional ou estrangeiro, para tomar con-
ta de urna venda por balando, e da-se Iho bom or-
dnnado, agradando : quem estiyer nestas circuns-
tancias, dirija-se a ra Imperial, n. 25.
Andr Alves da Fonsoca, director do msicas,
participa aos seus freguozes o a quem convior, que
mudou a sua residencia para a ra Nova, 1. andar
do sobrado n. 26, aonila.se achara sempro prompto a
servir aos mesmos seus freguezes.
Precisa-se de um bom lorneiro o do um amassa-
dor para urna padaria na villa do Rio-Formoso : as
pessoas queestiverem nesse caso e quizcrem con-
'.ratar, mediante bom selario,dirijain-se a ra da Ca-
deia do Recife, loja n 55, ou na ra do Codorniz
no Forte-do-Mallos, n. O, quo all acharflo com
quem contratem.
Defronte do quartel da polica, n. 11, haver,
todos os domingos e dias santos, carno flo carneiro
muito gorda e em conta: adverle-so que quem qui-
zer carneiro na semana, dever avisar um dia an-
tes. Tambem vende-se diariamente carne de boi
muito gorda, e um peso de duaS arrobas.
~ Aluga-so um segundo ailar na ra Nova, n.
12, polo prego e quantia de 250,000 rs. annuaes, pa-
gos em quartois.
Precisa-so de urna ama parda, ou preta de
meia dade de boa conducta para o servigo do
urna casa: na praca da Independencia loja n. 3.
Irmanclade de N S. da Concei-
go, erecta na ireja da Con
gregaco.
Malhias do Azevedo Villarouca escrivo da ir-
mandade deN.S. da Concoigao, erecta na igreja da
Congregado roga a lodos os irmflos o seu compa-
rec ment no dia 5 do corrente pelas 9 horas da
manliaa no consistorio da mesma irmandade, para
reunido de mesa geral enfrmo determina o ar-
tigo 48 do nosso compromisso para o fin de se cle-
ger a nova mesa que tcm de funeciouar oin o an-
uo de 1848.
Para as pessoas que lencio-
na ni segu r viagem.
Na ria do Rangel, n. 9, conlinuam-se a tirar pas-
saporles para dentro e fura do imperio, despacha m-
se escravos e correm-se folbas tudo com brevida-
de e por preco muito e muito commodo, do que
j so tom dado exuberante prova no decurso de sote
annos.
Alugam-se os dous andaros da casa da ra da
Cruz n. 40, no P.ecife proprios para escriploro ,
consulado, ou pessoa que no preciso cozinhar :
a tratar no primeiro andar da mosma casa.
Precisa-se de una mulher branca para tralar
o fazer companliia a una senhora avista se
far o ajuste : quem estivor nestas circumstancias ,
sendo pessoa capaz dirija-se ao becco de S.-Podro,
defronto das catacumbas ,. a tratar com Jos Joa-
qbim Uuarte ou com sua senhora que dir para
quem he.
Furtaram da escada da casa da ra da Penha ,
n. 3, um em huilln com um pennacho-de oflicial su-
perior, c unas cabecadas de palha azul e branca: a
quem forcm offerecidos esses objeclos baja do os ap-
prehender, e dar noticia na dila casa.
Precisa-se de urna mulher para o servico de
urna casa de pouca familia : na ra da Cruz, n. 18,
primeiro andar.
Aluga-se o segundo mular do sobrado da iuu
doAmorim n. 14 : tambem cede-se o primeiro. O
niesino sobrado vende-se ou troca-sc por casas
terreas no barro da Boa-Vista. A tratar no pateo
da S.-Cruz,
Faz-se sciente que lodos os animaos de roda e
de mais servico do engenho Pindobinha se aclunn
marcados com as letlras p. e. c. o por sso- qual-
quer um que for encontrado fra do servigo do dito
engenho sera considerado como fuado em ra-
sao ilos mesmos nao haverem sido e nem terem de
seren negociados o que se declarar pelo presente
iinnuncio.
-- No ra Dircila, n. 30, primeiro andar, fazcm-
se flores de todas as qualidades, por preco com -
modo.
=" O substituto de philosopha e geometra do col-
legio das artes, ensina, durante as ferias, estas dis-
ciplinas, no collegio S.-Anlonio, pateo do Carmo,
ondo pode set procurado qualqucr hora do dia,
ou no pateo da S.-Cruz, sobrado grande do dous an-
dares. ,
l'recisa-se alugar urna escrava para o pequeo
servico de urna casa : na ra de Hurtas n. 16, pri-
meiro andar.
Precisarse de una senhora branca estrangeira
ou nacional, que entenda bem de costuras e dos ar-
raujoa de una casa de pouca familia: na ra Nova,
n. 25, se dir quem pretendo.
Aluga-so urna casa tenca na Soledado n. 17,
ao-p do Sr. Vieira, cambista : a tratar no pateo
do Carino, n. 17, com Gabriel Antonio.
Aluga-se o segundo andar do sobrado sito'na
ruada Guia, n. 64: quem o pretender dirija-se a
venda ti. 7 na mesgia ra, a fallar com o Sr. Jo.s
Pereira, ou na falta, na ra dos Quarteis da polica,
n. 22, loja de miudezas.
Precisa-se alugar um sitio margem do rio, nos
lugares da Passagem at a Ponte-de-l'cha : quem
tiver auuuncie por esta folha.
Quem tver para alugar um prolo bom corla-
dor de carno, certo de que paga-so bem, e da-so o
sustento c roupa lavada, falle com J, Dubois, na ra
larga do Uozario, ns. 6 e 8.
Na ra do Trapiche, casa n. 8, precisa-se alugar
um moleque para servico de casa.
- Aluga-se o sobrado de um andar o sofito na
ra Augusta, aondo morou o Sr. Jos Mara Placi-
do de Magalbes, n. 15, e tambem a loja do mesmo
sobrado para qualqucr negocio : ra do Cabug,
botica n. 11.
Acha-se tratada a venda ou permuta do sitio
no corredor de San-Joito-da-Varzea, que limita pelo
fundo com o rio Capibarbe, pelo sul com o sitio de
D. Tbeodora, viuva de Severino Alvos de Araitjo,
pelo nasccnle com a estrada que vai para o enge-
nho San-Joflo, e pelo nortecom o sitio do D. Thqreza
tambem viuva, havido em transacco de pagamen-
to do finado Joaquim Corroa Comes de Almefda e
sua mulher D. Mara de Sant'Anna Correia, e havi-
do por estes dos herdoiros do Francisco Josda
Costa CuimarSes, tambem em transacgilo do paga-
mento. Qualqucr pessoa que se achar com direito
ao dito sitio, dove-o declarar por este Mario no
prazo de 4 dias, sob pena de nilo ser attendida qual-
quer reclamado que denos deste periodo baja do
apparecer a respeito. Recite, 2 do dezembro do 1847.
Joti Joaquim Beztrra Cavalvanle.
Tendo-se annunciado no Diario de Pernam-
buco ns. 239, 240 e 241, de 22, 23 e 25 do outubro
do corrente auno, que a escrava Theodozia, criou-
la, da Sra. II. Ignaca* Guilhermina do Oliveira, se
achaya obrigada por quantia tomada por empresti-
mo : agorase declara estar j paga o satisfeila so-
melhonte quantia, c por isso livre o desembaraza-
da, para a mesma senhora fazer qualquer transac-
gilo com dita escrava, para o que so faz o presente
annuncio.
Fr. Antonio do Espirito-Santo Ti tara, presi-
dente n capile do convento de Santo-Antonio
do Recife, avisa ao respeilavel publico quo no da 8
do presente, pelas 3 horas e mea da tarde, tcm de
sabir em solemne procissSo a sacrosanta magem da
Mai de Dos; e que, tendo de percorrer as ras das
Cruzes, praca da Independencia, ra do Cabug,
Nova, das Flores, pateo do Carmo, ra de Moras a
ontrar na travessa dos Martyrios para o Terco, ra
Diroila, paleo do l.vramento, ra do Queimndo, do
Crespo e da Cadea ao rccolher, roga a todos os
moradores do ditas ras queiram tratar do asseio
dellas afim do que possa com decencia passar o
Altissimo eSenhor Dos sacramentado: o prometle
dcixar dita procissflo de transitar pelas ras indi-
cadas, nao estando ellas como pede lito piedoso
acto.
Quem tver urna preta para alugar, que saibi
cozinhar, engommare fazer todo o mais servico do
urna casa, oque d fiador a sua conducta dirija-
so a ra da Aurora n. 20.
Alugam-se e vendem-so tanto a retalho como
aos rentos muito grandes e boas bichas, chega-
ilas de llamhurgo : tambem so v.io applicar para
mais commodidade dos prelendeiites : na rua es-
trella do Kozario loja de barbeiro n. 19 dufronte
da rua das. Laraugeiras.
Esta jusla e contratada a casa terrea n. 13, da
rua da Praia do Caldereiro.pertencenleao Sr. Fran-
cisco do A moimi Lima ; se houvcr alguma hypolhe-
ca, penhora, ou oulro qualquer embaruco, hajam de
annunciar uestes oitodias, para nao haverorrt duvi-
das para o futuro.
O reverendsimo Sr. padre Manoel Curreia,
natural da frcguoza de Tendaos, tem urna carta na
rua do Crespo, n 3, ao pe do arco de Santo-Anto-
nio, venda do sobrado do Paiva.
Compras.
Compra-se um sellm em bom uso com os seus
pertences : quemo tver annuncie, para ser procu-
rado.
ComprHm-se500 meiosdesola de boa marca :
na rua doCollegio, armazem n. 19.
Compra-se una mobilin em bom uso na rua
da Cruz, n. 32.
Compra-se um braco de balanca, com suas
competentes coi rentes o conchas, sendo ja usa-
das o em bom estado : na rua da Cadeia do Recife ,
n. 14.
Vende-se cal virgem em barris chegados pr-
ximamente de Lisboa,por preco mais barato do que
em outra qualquer parlo : na rua da Moda, arma-
zem n. 17.
Loja de 6 porlas.
lie s na loja do 6 portas dn esquina do l.vra-
mento quo ha vestidos de cainbraia com bico o
ronda, a 4,000 rs..
!* a rua dos Tanoeiros, n. 5,
vendem-se doils escravos de 20 a 28 annos, proprios
para todo o servigo, e duas oscravas do 22 a 28 an-
nos, quecoscm ch3o e ontondom soffrivelmonle de
cozinha, lavam e fazem toda a qunlidado de bi-
cose rondas. Vendem-so por commodo proco, por
ser para um pagamento.
- Vendem-se diversos escra-
vos mogos e de boas figuras, che-
gados prximamente do Cear ,
sendo negras, mulatas costurei-
ras, lovadeiras e cozinheiras; mu-
latos, negrose moleques, proprios
de todo o servico : na rua do
Crespo, loja, ti. 2 A, se dir quem
vende.
Vende-se urna venda com poucos fundos o
em muito boa rua, sita na Roa-Vista : quem pre-
tender dirija-so ao Manguinho, na venda do Mis-
quita.
O BOM
IMItATKIItO.
Na loja ir. SO, tic 'Cimba &
A mor ni, na rua da Cadeia
to Recite confronte a rua
ta -Madre-de Dos,
ha um bom sor monto do fazendas linas bem co-
pannos finos do cscolhidas qualidades, e en-
tro elles preto, ptimo para pannos de pretas o cal-
cas, a 2,600 e 3,500 rs. o covado ; dito azul para
fardamento a 3,000 e 3,500 rs". ; dito verde-oscu-
ro, fazenda ptima para capotes sobre-casaca* e
jaquelas a 4,500 ris o covado; casimiras pre-
tas a 2,200, 2,400, 3,000 3,500, 4,000 e 4,600 rs. O
covado; pannos mesclados para palitos e sobre-ca-
sacas, a 4,000 o'covado ; casineta preta para o
mesmo lim a 1,200 rs. o covado ; cortes de supe-
riores casimiras de cores, de muito bom gosto; cor-
les de velludo e setim bordados para coiletes, pro-
prios para ciiiamentnse bailes ; ditos de gorgurio ,
lila e soda e fustes para coiletes ; chales o maulas
do soda e garQa ; luvas de pellica para hoinem o su-
nliora ; loncos e mantas para grvalas ; ditos de
caiiihraia o seda para mito capara pescoco ; ptimas
sarjas piolas o selins ; um restante das boas sedas
cscocozas a 800 rs. o covado ; setim preto a 720
rs. o covado.
Vende-se a melhor venda da rua Imperial, u.
145, por seu dono ter de ica Portugal: o compra-
prador tem a armacao da dita venda a seu favor,
por ser do propietario.
Aluui tic escabeche.
Vendas.
AO PUBLICO.
Acaba de ser impresso na typographia Uni8o e
achar-se-ha venda na praca da Independencia, lo-
ja de livros o na da esquina da rua do Collegio, no
dia 10 do corrente, um follieto de 96 paginas, em
formato grande, intitulado Juila apreciardo do
predominio do partido praieiro ou historia da domina-
cilo da praia.
Vende-so muito bom alum do escabeche, viudo
prximamente de Lisboa; e prompto a comer-se, a
280 rs. a libra : na rua estrella do Rozaro,venda que
faz esquina para o pateo do Carino, n.
Vende-se urna morada de casa do 3 andares, si-
la na rua do Queimado, n. 9 : quem a pretender
enlenda-se na loja do mesmo.
Vendem-se dous moloques de dado de 12 a 16
annos; 2 escravos de meia ida.le; 1 negrnha de ida-
do de 12 a 14 anuos; 4 mulatinhas muito lindas, re-
colhdas, rom principios de costura o engonunado;
3escravas mocas de bonitas figuras .- na rua liireila,
n. 3.
No armazem dd Braguez, na rua da Cadeia, von-
dein-se barricas com superior farelo do Lisboa, e di-
las com uozes por commodo pre^o.
Veruleui-se 3 bataneas decimacs ,
viinl.is ltimamente de iViinca sendo
de diversas frcas, por preco muito
commodo : na rua da Cruz armazem
ii. ,48
MOBII.IA.
Vcnde-.o urna porcilo de trastos novos e quasi no-
vos ; loucas e crystaes ; urna inulalinha de 4 an nos;
mente calumniado o partido da opposicao : conten
a lefutacHo completa dessas calumnias, cujo traba-
Iho tinha sido comecado uoJ.idador; e traz a his-
toria resumida e documentada do dominio feroz do
partido da praia contra seus adversarios. A perse-
guieflo dos cidadaos e iiivasilo do direito de pio-
priedadoexercidas pela polica da praia; a delapi-
da^aodas rendas publicas da provincia; o abando-
no dos melboranionlos materiaes da mesma ; a ele-
vagao da despeza provincial a mais de 250 conlos
de rs., com creacOes de empregose favor aosamigoi;
a oppressao e desfavor ao cummercio e lavoura ; a
perseguicao da imprensa; a recordagao das inju-
rias e ataques que outr'ora o partido da praia nos
seus escriptos d rigi a monarchia c a pessoa do mo-
narcha; o assassinato exercido por conta d'auto-
ridade publica pelos adunes agentes da polica; os
atlentados contra as pessoas o as cousas sagradas,
&c, &c ; eis quanto refere o mencionado folhoto!
\ende-se pelo mdico preco de mil ris, para quo
assiin se facilite a sua leitura aos nossos compro-
vincianos, e possa compensar m parte a grande des-
peza feita com a impressao, atiento o avultado nu-
mero dos exemplares lirados para a dislribuicilo
pes ue irutas de lonas as q
ldades e do flor do laranja e orchata : tudo por pre-
co commodo e muilo bem preparado : na rua es-
treita do Rozario deposito do pao n. 39.
Oh que grande pechincha !
Na rua Nova, loja n. 8, vendem-se
chapeos de palha, para senhora, a 2,000
rs. A elles, que .sao poucos e nao che-
gam para todo.s.
Vende-se urna prela de dado, por 200,000 rs.
muito forte serve bem urna casa o vende na rua
una preta moga de muito boa figura que cozi-
nha eengomma ; um moleque do 10 annos, muilo
lindo ; um mulalinho de 10annos; um preto de 35
annos, por 300;000 rs. ptimo para un sitio : na
rua do Passcio, loja n. 19.
Vende-se una boa redo do dormir, obra pri-
ma o muito forte : na rua Nova, n. 26.
Vendem-se bolachinhas superiores,
em l.itas^cheg idas ltimamente de llain-
vmrdot/peerTrlhetOSeVa f"zcri,elas ^ bu'g : "" <* Ont, armazem 11. 48.
----Vendem-se eneites de froco de di-
versos cores para cabecas de seiihoras :
Vende-se urna prela de na$ao por 370,000 rs.:
na rua de Um tas, 11.110.
Vendarle, para engenho ou outro qualquer ser-
vico, um negro de nacflo, de 20 a 24 annos, sadio e
lorio ; na rua da SemaUa-Mova, 11.4.
na loja de Maya hamos & C, rua Nova,
n. 6.
Venrlem-se espadas iic.9, para ofli-
ciaes e ollicincs superiores: na rua No-
va, loja de forragens, n 16.
Vende-se, por diminuto prego, a ilha de Joflo-
Baptista, junto aos Afogados com dual casis do
pedra e cal, nimia novas, com diversas fr.iteiras ,
viveiiode peixe, mangues para loi.ln: a tratar
com o Sr. doutor fhiapina.ou na travessa da Concor-
dia, n. 19.
Vende-se urna canoa meia aberta em bom es-
tado : na travessa da Concordia, n. 19.
Vonde-sc um pardo de 23 annos pouco mais ou
menos sem molestia alguma que lio bolieiro, co-
peiro o com principios de ilfaiate: o motivo da
venda so dir ao comprador com preferencia, e
por menos, sendo para fra da provincia: na rua
06 J oao-Fernsnrlps-Vieir.1 '" Slll ffl Soledad,
cm um sobrad do lado direito dis 3 horas da tar-
de em dianto ou na airandcga, das 8 horas da ma-
ntilla as duas da larde.
--Vendem-se bichas superio-
res, chegadas ulfmmenle, adez
mil ris o cenlo; ede mil para ci-
ma, a oito mil ris: no armazem
de Jos Mara Palmeira, no lar-
#o do Gorpo-Sahlo, n 6.
Na casa d modas francezs
de M. Milloclia,
no Aterro-da-Boa-Visla, n. 1, primeiro andar, do la-
do dochafariz, vendom-so chapos de palha da lla-
lia, muito fina e alva, ditos do dita aberta, ditos de
dita de arroz o oulras, para sonboras; chapos, re-
dondos, proprios para garantir do sol; ditos de pa-
lha lina da Italia, para meninas ; ditos de dita e bo-
ns. para meninos; chapos de seda e crep, para
snnoras ; fitas e dores muito ricas, de cores e qua-
lidades, para cnfcites do vestidos e chapos; litas
estreitas, para toncas do meninas ; cinturas e gra-
vatinbas de filas superiores, para, senhoras ; colla-
rinhos o camizinhas bordadas ; camhraias lisas o
bordadas francezs, muito alvas c finas, para vesti-
dos ; corles bordados ; Lieos largos e eslreitos de li-
nho verdadeiro j ditos de imitagao; rendas do b-
cos ; entremeios bordados ; ricos filos do bico, pro-
prios para manas e visitas ; loucas para senhoras;
golletes de montara ; visitas de bico ; creps de cS-
res; bicos prelos verdaderos; bicos e rondas de
blonde ; filos do seda e de liuho, brancos e pretosj
cassas brancas ; luvas para senhoras e meninas ; lon-
gos de inflo ; trancas piolas ; tarlatanas brancas e da
Ores ; chales e mantas de lita de ricas cores ; veos
le montarla ; sedas de lodas as cores, para chapos
de .senhoras ; conloes de seda ; trangas estreitinhas,
para enfeilar vestidos de meninas ; retroz-c linhas
de todas as cores ; bolOes de passementeria, e inul-
tos outros objeclos de moda, e por muito barato pre-
go. Na mesma casa lazem-se sempre vestidos de ca-
samento e chapos de senhora, da ultima moda, e
Por prego commodo.
Vende-so um preto de nacHo, muito robusto ,
bom ganhiidor de rua e do servigo de casa e cam-
po do qiial entende muilo mo tem vicios nem,
achaques : vende-so para se comprar um moleque,
ou urna negrinha tambem so troca nao tendo vi-
rios nem achaques : na rua da Concordia passan-
doa pontozinha ,a direita segunda casa terrea,
-c dir quem vende.
Vendem-se :io armazem de Dias Ferreira ,
junto asescadinhasda alfandega es seguintes g-
neros por commodo prego e do superior qualida-
de ; caixas com passas, ditas com ameixas, ditas
com figos, poles.de uvas, ancoretas com azeito-
nas de Elvas barricas com sardinhas ; ditas peque-
as com ditas c batatas a 1,000 rs. a arroba.
lm edsa deFrcdeiico Itobilliard,
na ru d.o Trapiche-Novo, n. 18,
vende-se superior rerveja branca c preta, em bo-
tijas da fabrica de Barclay j condecida como a
melhor que al ao presente tem viudo.
Vendem-se 16 escravos sendo : 7 prelos ,
alguna delles com olllcio de 18 a 25 annos ; 2 mu-
latinhos de 16 a 18 annos proprios para pagem ;
duas pardas de 12 a 20 annos com habilidades ; ."
pretas de II a 30 anuos, com habilidades : lodos da
boa conducta c proprios para todo o servigo da
campo oda praga : na rua do Collegio, u. 3, segun-
do andar, se dir quem vende.
SSSF.
Manoel da Silva Sanios vende barricas
de ferioha de trigo da marca SSSF, che-
'id.! no ultimo navio a este mercado.
Vende-se um negro perito oflicial de sapateiro,
de idadede 20 annos, e urna negra cozinbeira, cos-
ture ira, lavadeira e engommadeira, de idadede 22
annos pouco mais ou menos : na rua cstreita do Ro-
zario. u. 43, se; mulo andar.
Ao bom tom l'ernambucano.
Vendem-se ricos cortes do sodas brancas, para
vestidos do noivas; lindos bico* de blon'd brancos;
guarniges de filies brancas, para vestidos; lindos
leques, dos mais modernos que ha : fil de linho li-
so, dos mais finos quo tem viudo ; bonitos corles de
cambraia de seda; ricas filas de setim, lavradas,
proprias para ornamentos de vestidos o chapeos;
damascos do todas as coros; a melhor sarja preta,
que tcm viudo ao mercado ; bicos de liloinl pretos ;
veos prelos de liuho; ricas luvas do pellica, de
meto brago com oufeites ; dilas curtas com burra-
cha c eufeitcs; ditas para bomens chapeos pretos
francezes, para homens; ditos de sol, de seda fur-
ta-cores, para bonicos; crep do lodas as cores;
sedas de todas as cines, para chapeos de senhons;
ricas mantas de sedas, para sonhoras; ricos chales
do seda, do melhor gosto; merina preto muilo fi-
no ; sapatos francezes, de todas as qualidades; lan-
tornas de pos de vidro, lavradas e lisas, de muito
bom gosto; c oulras militas fazendas de gosto, tudo
por prego mais commodo do que em outra qualquer
parte : na rua Nova, n. 8.
Os Vi a r ly res,
ou o Iriumphoda rcligiao, poema pelo viscondedo
Chateaubriand, Iraduzdo om verso portuguez pelo
insigno Filinto Elysio: alm dcsla obra acham-se
venda oulras mullas, bem como urna porglo dos
melhores romances de Waller Scolt : na rua do
Queimado, u. 15.
i


i
,A

Vende-so urna preta da Costa : na ra da Cruz,
n. 18, primeiro andar.
Vende-so um moloquo de 12 annos rauito lin-
do, proprio para pagcm,ou aprender ofllcio : vende-
ce por procisao : no pateo da S.-Cruz, n. J*.
3 O
0 Vendem-se cortos de cassa o cambraia de se- *
& da, a 9,000e 10,000 rs. ; ditos do novse ri- m
0 eos padrOes, a 14,000 e 16,000 rs. chapeos K
i do massa, francezes, da ultima moda ; risca- a
0 dos francezes para vestidos de senhora ; no- f|
vos cortes do cassa-chita; eoutras inuitas fa- 3
zendas de gosto, propriaspara o tempo de
festa : ludo por menos prego, do que em ou- 0
, Ira qualquerloja : na ra do Qucimado, nos K
*$> quatro-canlos, loja da casa amarella, n. 29. 0
' 0m ara e>,"% Ph 0\% #l%
- Vcndc-sc na liegrinha cosiureira e rendei-
ra ; um mulatinlio com principios de sapateiro : na
ra larga do Itozario, loja de miudozas, n. 35,
se dir quem vende por querer retirar-se para fu-
ra. Na mesma loja lambem so vendo um piano in-
glez que precisa de um poquenu concert pro-
prio para se aprender.
(iquad ajqossej]somi se as-ORp
:iun pea -s fjOSA op o5ojdojcJ
-nq ()|3(l 'apppp BJS9U op|D9jc uioaj anb soou sictfl sojsoS 9 saoip
-(I sop Bisa epuazej 'sacuadiui
scssbo op sajjoo sooij as-mapuaA
'< *u 'od
-saj^) op eru 'cii|Uduio^)
^ uj!jlmo< sarueiuinr) ap Bfo| c^i
sacijaduii sbssbd baou sy
Vende-so um rico presepe novo, por barato
prego : quem quizer dirija-so ra da Matriz da
lina-Vista, n. 10, que achara com quem tratar.
A 4^200 Rs.
Na loja de Guimares Serafim ik.
Companhia ra do Cres-
po, 11. 5,
vendem-se chapeos de sol de se-
da para horneen, pelo baralo pre
code 4^200 rs cada um.
Vcnde-se um molequecrioulode 10 a 11 annos:
na ra de Moras, sobrado de um andar, n. 30.
Vende-so champanha de muito superior quali-
dade rcccntemcnto chegada : na ra da Cruz,
n. 38. '
Vcndem-so 6 a 7 arrobas de sebo de boi, isto do
melhorquehanapraga, por ser de rim grosso, a
4,320 rs : no agougue de Jofio Hubois, ra larga do
Itozario, n. 6.
Pannos finos.
vendem-se superiores pannos finos, a prova Uc
liuifio preto, a 3,000, 4,500,5,500 e 6,500 rs. ; di-
to azul, a 3,000 rs. c muito lino, a 4,500 rs. Estes
pannos sito novos e pela sua baratez, attendendo
a sua boa qualidade, tornam-se recommendaveis.
Pa ruado CoMegio, n. 1.
lie s na loja do nicho que
apparecem estas pechinchas.
Na esquina do Livramcnlo loja do nicho, ven-
dem-se mantas para senhora a 1,000 e 2,000 rs. ;
setim branco de llores, com duas larguras, a
1,280 rs. ocovado ; riscadinhos chinezes, com lis-
tras de seda a 360 rs. o covado ; chales muito gran-
des do garca e seda a 2,000 rs.; lencos grandes da
mesma fazenda a 1,000 rs.; ditos escocezes, de
bonitos gostos a 200 o 320 rs. ; e outras militas
pechinchas novas chegadas de proposito para a
testa.
-Vendem-se ancorelas de di-
versos tamaitos com vinho da
Madeira, tinto e branco, de su-
perior qualidade: no escripto-
rio dcOliveira limaos & Compa-
nhia na ra da Cruz, n. 9.
Altencao!
Acaba de chegar loja dol'asseio-l'ublico n. 17,
urna porgllo de cortes de cambraia transparente de
13a, para vestidos de senhora, padres inleiramente
novos, e que se espera meregam geral applauso das
senhorasde bom gosto, o muito principalmente das
que tencionam pastar u festa om seus sitios. A por-
cto lio diminuta e nito ha mais em Pornambuco ,
por isso seni demora devem mandar por elles, antes
que se acabem mesmo porque o prego convida ,
pois he o de 5,000 rs. por cada um corte.
JN'a loja nova ta ra do Quci-
macio, n. II A, de itaviiiun-
clo Carlos Lcite vende-sc a
1,000 c 1/200 i s
a vara de um excedente panno de lindo que che-
gou ltimamente de Portlugal, cujas pecass.lo de 21
varas : tambom se vende a relalho ; assim com che-
gou novo sortimento dodeSOO rs a vara e as pe-
as com 18 varase meia : ainda contina ha haver
J"0 e 600 .rs. e hamburgos finos : estilo se aca-
bando osguardanaposde liuho a 800 rs.
Casimiras elsticas e finas, a
7^000 rs.
Vendem-se superiores casimiras elsticas, finas e
de coros, pelo baratissimo preco de 7,000 rs. o cr-
tode caiga. Esta fazenda he recommendavel pela
sua qualidade tanto em fazenda como em gostos ,
porserem os mais modernos; casimiras pretas ,
superior fazenda porserom muito finas a2, 3. e
3,500 rs. o covado : na ra do Collogio, loja n. 1.
sopouiuiOD so5oid JOd
opni :g}pep!|Rnb se sepoi op sepuazaj ap oiuaiu
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Pechinchas para a festa.
Vendpm-e bonetes para ir ao banho a 360 rs.,
nfio pode haver mais barato : no Aterro-da-Boa-Vis-
ta loja n. 78.
Sao (!c patente, c smente se
vendem no Atcrro-da-B;>a-
Vieta, loja u. 7tt,
excellontes bonetes do verdadeiro marroquim pre-
to e cor de ganga, de modelo muito engrapado,
obra franceza cujo gosto pode ser bem avaliado ,
vendo-sea fazenda, e silo tilo decentes que podem
serem usados por qualqucr personagem ; ditos de
merm de cores bordados ,c de excelleutes gostos.
Vende-so urna casa terrea nova, na ra da Flo-
rentina livreo desembarazada: lambem se vende
urna balanca grande c urna porgto de pesos : na
ra do Collcgio, armazcm n. 19.
DEG PORTAS N0JE8
Nesta loja das pechinchas, vendem-se pan-
nos linos, a 2,500, 3,000 3,500 e 4,000 rs. ,
c muito fino, prova do limflo a 5, 6 o 7,000
rs. ; casimiraa de duas larguras a 1,500 o
2,000 rs o covado, e muito superior, a 3,000
e 4,000 rs. ; cortes de setim e de velludo
'paracollete, a 2,000, 2,500 e 3,000 rs.; man-
tas de setim para homem, a 2,000 rs. ; um
grande sortimenlo de madapoiaes chitas
o outras muitas fazendas para a festa pur
baratissimo prec.o, para acabar antes do ba-
taneo.
Xa loja nova da ra d Quei-
mado, n. II A, dcllaymun-
do Carlos Lcite, a fMOOrs. o
covado.
Alm de ter um completo sortimenlo de fazendas
linas e giossas, pelos procos mais rasoaveis possi-
veis, ha casimiras lisas e clsticas da melhor qua-
lidade que tuin viudo a este mercado, a 2,400 rs. o
covado ; bom como de lislras, a 4/, 8/ e 10^000- rs.
o corte.
Vendem-se pcqas de madapolilo limpo, com
20 varas a 2,500 rs. ; pegas de chitas escuras mui-
to cncorpadus fortes e de cores lixas a 5,500 rs. ,
ea iHOrs. a relalho: na ra estreita do Itozario,
u. 10, lerceiro andar.
Ycndcm-se vinlios veidadeiros, de
diversas qualidades, muito Miperiores, e
bem conhecidos ; tambein ago ardente
cognac e cerveja em barucas e engarra-
fdda sendo propria para armazem e
para ga?-to particular da festa: ni ra do
Trapiche, 11. 4o.
Vcnde-se, ou troca-se por casas nesta pra^a, um
terreno com 412 palmos de frente e 150 do fundo,
sito por detrs docoventodo Carmo : a Iratar com
o scu proprietario no Manguiuho segundo sitio
depois da capella de S.-Jos.
Vendem-se borzeguins de crese bolins, a
2,000 rs. ; sapatos de setim e tapete a 800 rs.: no
^Aterro-da-Boa-Visla, n. 84.
O BAKATEIKO.
Ra nova loja da ra do Cres-
po ao p do arco de 8-An-
tonio'n. 4, de Ricardo los
de 1 icits.Kibeiio ,
vendem-se casimiras a turca de una so cor fa-
zenda nteirainente nova cmpadrOes o qualidades,
c quetenl urna elaslicidade quo se nflo enconlra
nessas outras casimiras vulgares,scndoestasapplau-
siveis lauto para calcas cumo para exccllentes pa-
litos por terem duas larguras, eo seu prego ser
4,000 rs. o covado e o corle de caigas 7,000 rs. Igual-
menta ha leugos de 3 ponas de cambraia com cer-
cadura de cor c palmas bordadas proprios para
pescogo de senhora a 120 rs. cada um ; cortes de
cambraia adamascada, de bonitos padrOesecom 7
varas, a 4,000 rs. ; ditos de cambraia com listras as-
setinadas brunos c com 7 varas, a 3,500 rs.
DEPOSITO DE CAL, Vll\GliM.
Na ra do Trapiche n. 17, ha sem-
pre cal virgein de Lisboa, em bu iris pe-
queos, e iiitimamenle chegada mui-
to superior e por preco rasoavel.
AGENCIA DA FUNDICAO' DE LOW-MOOH.
Na ra da Scnzalla-Nova n. 42, contina a haver
j n completo sortimenlo de moendas e machinas de
/por para cngenhds de assucar : bem como tai-
xas de ferro batido c coado do lodos os tamaitos :
ludo por prego comiuodo. I
Vendem-se 4 protas com algumas habilidades;
um pardo de 18 annos, proprio para pagem ; um
dito de 11 a 12annos; um preto de 30 annos, pro-
prio para qualquer servigo no paleo da S.-Cruz ,
n. 14, se dir quem venJe.
Vendem-se caixas de cha hysson, do 13 libras,
em porgOes, ou a relalho : na ra da Alfandoga-
Velha, n. 36, emeasade Matheus Austin &C.
Belmiras.
Vendem-se superiores cortes da fazenda nova
denominada bclmira para vestidos de.senhora ,
pelo barato prego de 4,500 e 5,000 rs. o corte. Esta
fazenda he nova e de muito sublimes gostos, sen-
do as suas cores mui aprociaveis por serem cOr de
lirio, rosa eperola. A elles, antes que se acabem.
Na ra do Collegio, loja n. 1.
MEZ MARIANO A 1,000 RS.
Vende-se na livraria Ja praga da Independencia ,
ns, 6 c 8 o Novo Mi:/. Mariano, acerca
Lausperonne do Santissimo Rozado.
Cheguem que esto se acabando
os sapatfles de bezerro para homem, a 1,280 rs., e as
bengalinhas para passoio a 320 rs.: no Aterro-da-
Boa-Vista, loja n. 78.
Sellins para a festa.
Vendem-se cxcellcntes sellins inglezes com lo-
dos os seus pertences : na rna do Trapiche-Novo,
n. 19, em casa de'reJirico Rbbilliard.
Admirareis navalhas de ac
da China,
NA RL'A LARCA DO R07.ARIO, N. 35 LOJA DO LODY.
Estas navalhas 'teem a vantagem de cortar o
cabello sem offendor a pelle, deixando a cara pare-
cendo estar na sua brilhante mocidade. Este ago he
da China e seu autor he Shan. Por todas as socie-
dades das sciencias medico-cirurgicas, tanto da
Europa cmoda America, Asia e A frica, he reco-
nhecido o uso destas navalhas maravilhosas, no s
para prevenir as molestias cutneas a que a humani-
dade est subjeita; mas tambem como um meio de as
curar.
Vendem-se as verdadeirass na loja cima indi-
cada.
\o Aterro-da-Boa-Vsta, n.78,
vende-se bauszinhos de pao com lindas pinturas e
que servem para guardar roupa de changas e costu-
ra, de 610 a 2,560 rs.; bonetes de velludo para me-
ninos ; sapatos para senhora a 1,000 rs.
Va ra da Cadeia-yelha, n.
119, loja de J. O. Efeter ,
vende-se vinho do Porto, de diversas qualidades ;
dito da Madeira ; dito de Malaga ; dito do Sherry ;
dito de Carcavellos; dito de Tenerife; dito de Lis-
boa clihi do Rheiiiu ; dito de graves ; ditoSauler-
ne ; dito de Bordeaux ; dito Chateaux-la-rosa ; dito
S.-Juliim; dito S.-Ceorge ; ago'ardente de Franga ,
de varias qualidades ; cherry-cordial; marraschi-
nci ; licoros linos; PTIMA CHAMPANIIA,em garrafas
intoiras e meias ditas ; velas de composi5So ; cha
preto e verde de .superior qualidade; presuntos e
salames de Ilamburgo ; sardinbas em ltase vidros;
petits-pois em latas ; mostarda ingleza e france-
za ; vidros com frutas em calda de assucar e espi-
rito ; agoa de flor de laranja ; CHHRUTOS DE HA-
YA NA E DA BAHA ; o oulros muilos objectos : tudo
receutemcnle chegado.
PARA A FESTA.
Xa loja nova da ra do Quei-
mado, n. 11 A, dcltaymun-
do Carlos Leite ,
vendem-se os incineres chapeos do Chili, que teem
apparccidoneslc mercado, a 16,000 rs. cada um :
tambem ha de 7,000, 8,000 o 9,000 rs.; mantas de
seda a 2,000 4,000, 10,000 e 16,000 rs. cada urna ;
um novo sortimenlo de chapeos francezes ; meias
pretas e grandes, para padre, a 600 rs. o par ; e um
completo sortimento de pannos finos, du todas as
cores, por pregos commodos.
Na ra do Crespo, loja n. 12,
de Jos Joaqum da Silva
Maya,
vendem-se muito lindos Chapeos para meninas ,
lauto de seda como de palhinha chegados ltima-
mente de Pars ; chapeos de seda para senhora ;
corles de crambraia do seda.de ricos gostos, por
prego muilo commodo ; cortes de vestidos de cam-
braia ecassa-chitasde differcnles qualidades, por
pregos baratos; ditos com urna pinta de mofo e
sem elle a 2,000 e 2,500 rs. cada corte ; mantas de
seda e lila para senhora das mais modernas que
teem vindo a esta praga a 5,000 rs. cada urna ;
mantas chales do seda de varias qualidades e ba-
ratos; alpaca prcta a 800 e 1,600 rs. o covaJo;
panno de linho a 400 rs. a vara; casimiras fran-
cezas c elsticas para caigas, a 5,000 rs o corle;
fusloes; setinse velludos para colleto por prego
muiloem cunta ; bem como um sortimenlo de ou-
tras muitas fazendas, que se vendem pelo barato.
Na nova lojadebarbeiro, na ra da Cruz, n"
58, vendem-se ealugam-se bichas de Ilamburgo ,
por mais barato prego do que em outra qualquer
parte : bem como todo o mais servigo pertencento
ao mesmo ofllcio.
Na nova loja da ra da Ca-
deia-Velha, n. 32, deClaudi-
no Salvador Pereira Braga,
vendem-se lengos de cambraia de linho, bordados,
para mo do senhora a 4,000 rs ; luvus de teda de
cores, sem dedos, e pretas enfeitalis, para se-
nhora, a 1,000 rs.; ditas compridas sem dedos,
pretas e de cores, entalladas, a 1,500 e 1,700 rs.;
lengos de seda para algibeira a 640 rs.; suspenso-
rios de seda, a880rs. ; bengalas francezas, de jun-
co envornizado a 880 rs.; e outras muitas fazen-
das por prego commodo.
Escravos Fgidos.
Fugio de bordo do brigue Contonea, na noite
de 30 de iiovembro passado, o escravo marinheiro
de nome Jos, de naglo Gabilo; representa 30 e tan-
tos annos; de estatura baixa; sem barba ; levou
caiga de brim, camisa de algodo e barrete, e assim
mais urna caiga do casimira amarellada, camisa de
chita e uns sapatos. 0 dito escravo sabe lodosos lu-
gares da provincia, e assim como os de fura della,
ej foge por habito, visto que no auno prxi-
mo passado tambem fugio de bordo do brigue Men-
tor, e foi capturado para as partes de Porto-Calvo,
aonde se inculcava por forro: elle pertenCe ao
Sr. Jos Maria de S, negociante no Rio-de-Janeiro.
Roga-se, e pedo-sea todas as pessoas e autorida-
des policiaes a sua captura, certos de que quem o
trouxer a esta praga aos abaixo assignados, receber
boa gratiigiio.
Amorim IrmSos.
I'ugio, nodia 28do passado, o preto Rufino,
de nagfio Congo, de 40 annos pouco maisou menos,
de estatura alta, corpo medio, cor fula, olhos gran-
des, nariz c bocea regulares barbado ; tem urna
perna cambada e um brago desde o colovello at
a mfio quasi branco. Roga-se as autoridades po-
liciaes e capitaeB decampo, que o apprehendam e
levem-no a ra da Senzalla-Velha, n. 98, que serflo
gratificados.
-- Fugio, no dia 26 do passado, a escrava There-
za crioula de boa estatura, secco do corpo, olhos
grandes e vivos, beigos grossos denles alvos e
bous, de 24 a 26 annos pouco mais ou menos. Quem
a pegar, ousouber a casa onde ella est acoitada
neja de participar a ruada Aurora n. 12, quesera
generosamente gratificado.
Fugio, fio din lo de outubro do
engenho das Matas, fregnezia do Cobo,
a cabra Vernica ; representa ter 3o a
35 annos baixa, bastante reorcada do
corpo beicosgrossos ; tem os denles do
lado superior podres : tem urna lieli-
da peejuena em um olho ,
los da frente crescidos ,
branco em urna das ps; foi encontrada
Barro
no
tem os cabel-
e um signa l
pas;
nodia i5 de irovembro indo
para o Kecife com um conductor di-
zem que chamado Guilhermino e que
mora em S.-Antao ; dizetn mais que
icou occnlla no Recife Quem a pe-
Potassa,
mais
: na
Bal-
Vende-se potassa da l\ussia a
nova que hoje existe no mercado
ra da Cadeia-Velha armazem de
ter e Oliveira.
Vende-se um cavallo de linda cor, bem gordo,
livro de achaques muito novo bom carregador de
baixoameio, cmbense novos arreios, ou sem
elles : na ra da Cluria, ii. 26 das 6 as 9 horas da
mauhaa ou at as 4 horas da tarde.
Vendem-se, na loja de miudezas da ra do
Crespo, n. 11 caixas de charutos os mais linos
possiveis, os quaes deixam muito bom paladar na
bocea, por prego o mais mdico possivel de 1,000
rs. Os amantes dos bons charutos devem comprar
logo, porque se estSo acabando.
Vendo-so sal de Lisboa, lino e alvo, a 1,600
rs. o alqueire da medida velha: na ra da l'raia ,
armazem u. 18.
ella
gar leve-a ao dito engenho, ou a ra )i-
reita, n.6, que ser recompensado.
No dia 10 de agosto de 1846, fugio urna mula-
ta, escrava, de nome Maria, que tem os seguintes
fignaes : estatura regular, bnstante alv, olhos a-
gatados, cabello corrido, nariz adiado, dentes al-
vos e limados; tem una marca de verruga entre os
dous olhos, outra marca parda ao lado de urna das
ventas e outra marca (fe ferida as pernas ; o cor-
po descarnado. Inculca-se forra e o parece, pois
traja, ora de maula e chale,e ora de timlo, eas vezes
anda a par do mulato doSr. I'aranhos. Fsta mulata
he bem conhecida, por ter sido escrava da senhora
viuvadoSr. Baptista, om cuja casa tem urna lilha
captiva, e da senhora viuva do Sr. Bastos ; j este
na cadeia, no tempo daquella primeira senhora.
Tambem be bem conhecida do corpo de polica por
ter andado com o sargento Padilha, o tem o apel-
lido deErna Macuca. Tem sido encontrada as
ras Direila e Assumpgio, depois de 8 horas da noi-
te, o na porta da igreja da Penha. Sabc-se quo est
oceulta n'umaj casa, onde lava e engomma. A
pessoaque a tem sera em tempo competente res-
ponsavel por todos os das do-servigo desde que el-
la se ausentou. Tambem se lem visto entrar larde
da noito na loja do sobrado da senhora i). Josefa,
viuva do LeitSo, por causa de um seu escravo. Ro-
ga-je, pois, as autoridades policiaes o a qualquer
pessoa que a pegar, o favor de leva-la a madama
Knoth, no largo da l'enha, sobrado n. 4, que dar
100,000 rs. de gratiflcagio.
Fugio do Tirii i, junto ao ongenho Algdoaes.ha
um mez, o escravo pardo de nome Faustino, dado
32 a 33 annos, levou um ferro ao pescogo, mas he de
suppr que ja o leulia lirado ; lem estatura regular,
rosto coinprido, faces encovadas, e signal de j ler
sido acontado ; fui comprado ao Sr. Galdino Jos de
Aguiar, lavrador do engenho Buenos-Ayres, do cu-
rato do Bom-Jardim, termo do l.imoeiro. Roga-se
a todas as autoridades e capitaes de campo a appr-
heusSododito escravo, edSo-se boas alvigaras a
quem o levar ao lugar cima dito, a entregara Mi-
guel Carcez AlvcsLima, ou nesla praga ao seu se-
nhor, Casparda Silva Fracs, na ra Bella, n. 40.
Fugio, nodia 29 do mez prximo lindo, urna
escrava por nomo Filippa, do idade de 22 anuos,
fula, com iiiaos e psgrandes ; he bem conhecida,
por ler o brago direito-todo manchado por haver
tido tim grande cobreo, e na mfio una cicatriz de
um tallio ; levou vestido branco, panno da Costa j
voltio, e gancho aopesCgo, talvoz o tirasse : quem
a pegar leve-a ao puteo du San-Pedro, i\. 20, quo se-
r recompensado.
Pera.: kk tp, de m. f. pk faria.1847.
MUTILADO