Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08773

Full Text
mmmm
1847.
fSexta-fcira 23
n MAMO |>u!>lc-e lodos oj dias, que rilo
0 j//"""V 0 preco da signatura lie de
rocn ''e p" r'1(,|_ pagnt adinnladnt. Os n-
oo0 rs. poi'1 i.inle, ,- nri,,os i rns.lo de:
niiocins 'los -,,.,. em ,v,,a dilftrentc, cas
10 ,i.|>or !"".e ( quenjo forern g.
"I""' .fro 0 l"-|i"ha. e ,C" e,n 'TP
PHASES DA LOA H MEZ DE ABRIL.
., ,i 101 61 min. da (arda.
MinKoaiUe,^. ^ 4 ^^ g min d> ,,,-
Lu n0"' jj' e horas 46 min, da manlii'.i.
a'cheia', a SO, '' ll0ras e 5 *" d>rdc.
PAflTIDA DOS CORREIOS.
Goiennae Paratffba, s segundas t sextas Cairas.
Itio-Urande-dn. Norte quintas feiraj aomeio-.lia.
Cabo, Serinliem, Rio-Formoso, Porto-Calvo e
_ Mcele, no I.', a II e 5 i de cada mez.
(iarauliuns e Bonito, a I02(.
lina-Vista e Flores, a I a e t.
Victoria, s quintas feiras.
Uliuda, todos os dias.
^REAMAR DE HOJE.
Primeira, j 10 horas a &t minutos da tarde.
Segunda, t II lloras e 13 minutos da manlia.
de Abril.
Anno XXIIT.
N. 01
das da semana.
.9 Secunda. S. Scrates. Auil. do J. dos or-
^ nlios, doJ.doc da ? v. e do J. M. da 2 v.
29 Terca. S. Accfadino. Aud.doJ. dociv.da t
y. e'do ). de paa do 2 dist. de t.
l Quarla. S. Ancelnio. Aud do >. do civ.
da 5 v e do J. de pax do 2 disl. de t.
22 Quinta. S. Soler. Aud do J. de orph.,
edo J. municipal da I vara.
j >eita. 8. Jor^e. Aud do i. nocir, da I.
v. e do J. de pal do I. dist. de t
24 Sabbado. S. llonorio. Aud. do i do civ. da
I. v. e do J denat do I dist. de t.
2& Domingo. S. Mreos.
CAMBIOS NO DA 22 DE ABRIL.
Cambio sobre Londres de 29'/, a 2f> P.ris 311 rs. por franco,
i) Lislma 95 de premio.
Desc. d leltrai de boas grata I '/P-Va
OuroCacas l-espanholas------JiAOO
Modasdetlfinovelli
i de 6^(00 uov
de l '000 ....
Ptaiii rUv .....
a Pesos columnares..
a Ditos mexleauos .,
Miud
p. I#rs.
io mez.
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16 00
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9| 100
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Acedes da comp.do He beriiie de &0f 000 rs. ao par.
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101:00
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2J020
2II00
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I 900
PA-VTEOFFICUL
Commando das anuas.
Ilm e Extn. Sr. -Satisfago a exigencia cohib
no offlrio que V. Ex. m dirigi a 3 do corrente,
untando aqu o mappa demonstrativo da torga dos
cornos desta gnmi?So.t Do referido mapp so col-
ige quo actualmente existem disponiveis.anspogadas
Roldados 161, c que a guarnido diaria, conforme
ornteiro tambem junto, absorve89dilos, sendoob-
vio que, ainda com meio-dia de folga, 17 silo atro-
pellados por espaoo de *8 horas. Dos guardo a V.
f\ Quarlel-goneral na cidade do lleeife C ile abril
de 1847.* tiln, e Exm. Sr. presidente da provincia.
lton Correa Se/ra
^Ifm.Sr. -Para que tr-nha a devida oxecugH.o re-
meti a V. S., de ordetn Jo Sr. general eommandan-
le das armas, o odelo, por copia aqu junto, do
Exm Sr. presiente desta provincia.Dos guarde
a V. S. Quartel-gcneral na cidade do Itecife 10 de
abril de 1847.Illm. Sr. Joaqtiim Jos Lulz de Sou-
in coronel eommandanle do 2." batalhlo de arli-
lliria upe. Jos-da Silva Gimares, ajudante de
ordena.
No mesmo sentido se ofHciou aos commandantes
do 6.' batalliito de caladores e das companhias de
cavallaria e artfices.
i Illm. e Exm. Sr.A'vista do .cilicio que V. F.x.
me dirigi em data de 7 do enrenlo, acompanbado
detlous mappas da frtrc.a de linlia actualmente ex-
istente nesla provincia, e dodetalhe do respectivo
servieo,1 preciso quo V. Ex. me remella o seguin-
lei tuna relacilo nominal das pracns do cada mu
dos erpos, que se dizem empregadas no Servigo
delles, com declaradlo da qualidade do mesmo ser-
vico; urna dita das que estro en diligencia, de-
clarando quando provavelmonto so conclue ; e oit-
tra das, que estHo com liccnc.a indicando a utori-
dade que a conceden, por que tompo, e quando de-
ve concluir-so: devendo, finalmente, infonnar-me
quantas piucas se acham cm cada urna das fortale-
zas, bent como so os recrutas do 6.' batalhlo teein
ou nao praca uolle, e no caso afirmativo, a rasu
por que n3o foram comprebondidos no numero dos
liroiiiptos l)cos guarde a V. Kx. Palacio de Pe -
namnuco, 10 de abril de ISMAntonio l'into Chi-
chorro da Gama.IHiti. e Exm. Sr. brigadeiro Anto-
nio Correa Seara, eommandanle das armas.
Illm. t Exm. Sr. Cun a remessa das relacOes
nominaos, mappa e copia do ollicio do coronel com-
mandantedo o. hatalhao de caladores, ludo aqui
junio,, lipa salisfeita a exigencia expressada no offi-
ciotle V. Kx., datado de 10 do correnle.Deos-guar-
dea V. Ex. Quartel-gcneral na cidade do Itecife, 14
le abril de 187.Illm. e Exm. Sr. Antonio Pinto
Cbichorro da Gama, presidente desta provincia.
Antonio forrea Sema.
Illm. e Exm. Sr.Em cumprimenlo ordem de
V. Ex., communicada em ollcio do ajudante de or-
ilins cm data de 11 do crrenle, para que lenlia n
devjda execueflo o determinado pelo Exm. Sr. pre-
sitIonio desta provincia, que por copia me foi.de or-
dem de V. Kx., remettido, tenlio a honra de levar as
nulos de V. Ex. as relacOes nominaes juntas: pri-
meira das pragas do batalhlo sol) met commando,
que na organlsaglo do mappa diario deste batalhlo
ile 5 do crlenle, conforme o modelo dado por V.
Ex., a.contempladas como empregadas em ser-
vico docorpp, com declaragSo da qualidade dclle ;
sogunda das placas cm diligencia, sem auo me so-
ja possivcl declarar ijuando ella possa lindar por
mo depender to arbitrio meu ; terci;ira,|inalmente,
das que se acham com liccnc.ii, e as obseivacOes
aespectivas consta qual a autoridade que as con-
ceden, e quando findam. Qtiaulo aos recrutas do
babiHiSo, teem todos praca assente, c vilo no nume-
ro-dos recrutas, poique o 81*10, C tem podem ainda
! a pmmplos, por Ibes altar a aplidao sulll-
cicn'le, nao s pelo pouco lempo que ainda teem de
praca, como mesmo pela movibilidadecm que teem
estado O batalbao; qtianlo a destacados em fort-
lezas, ncnliuma praca existe do hataltilo Dos
guarde a V. Ex. Quarlel na fortaleza das Cinco*
Ponas, 13 de abril de 1847Illm. c Exm. Sr. An-
lonio Corra Seaia brigadeiro c comuiandante das
armas.Itliciano Jote Kira Gonzaga, coronel gra-
duado eommandanle.
.\WIA L1TTERARI...
POR
A. RKBODXANO.
Lomos com muita altcngilo e gosto o primeiro
tomo da Historia de Portugal, escripia pelo Sr. A.
Herculano, o publicada en. Lisboa no auno prximo
passado. Farcinos portanto um rpido eshoco da
materia cuntida neste volume, e exporemos com
franqueza a nossa niniflo acerca do plano da obra,
do estylo, c das habilitacOesdo autor para commet-
ter taihanha empreza.
A Obra tem esta simples dedicatoria A Sita Me.a
Ileal o Principe l>. I'eilro e depois urna advertencia
de oilo paginas,- em que o autor cxpOe "*[
que commetleu a empreza ue escrever a historia do
seu paiz, sem lercomtu.ro a pretendoidocaptara
benevolencia do publico, de quem so espera jobo
severo. Elle nlo desconhece os riscos da situacao,
em que se collocou, rejeitando as Tabulas das eras
antigs, e sujeitando a historia dos primeiros lem-
pos da monarchia portugueza urna critica judiciosa,
sem importar-se com as preocupagOes nacionaes,
porque oscreveu apenas para os amigos singlos da
verdade. Como, porm, a sciencia da historia cami-
nha na Europa com passos frmese rpidos, preferio
di/.er eom.animo generoso aos proprios seus aquillo
mesmo que os estranhos pdenlo dizer depois com
mais franqueza. O autor escusa langar frente do
seu trabalho o plano dello para no prevenir o Icitor
no julgamento do procosso do seu livro, eonfessan-
do as obrigagoos que deveas pessoas, quo o ajuda-
ran nesla grandiosa empieza, no numero das quaes
cila com especialidadea el-rei I). Fernando.
Para fallar, porm, da creagilo da monarchia por-
tugueza devia o autor examinar o povo que a for-
inou ; e como esta monarchia fui cm parte creada
pela desmembragilo de outra jt existente, e pela
aequisigilo de um territorio que perlencia raga
diversa (o Algarve), foi mistar tratar autos desses
povos, e remontar por um lado monarchia leoueza,
e por oulro invaslo e conquista dos rabes na
Pennsula ibrica. Eis ahi pnis o objecto da sna
ilitroducglo, dividida em tres periodos.
No>l. periodo, alOm das consideragOcs prelimina-
res sobre os cscriptos da idade media o da poca da
restauragilo cas leltras, e sobre os caracteres que
podem estabelecer a idenlidade na suecossfio dos
lempos : o territorio, a rara e a llngoa, expe com
singeleza as nogOes mais autorisadas acerca dos pr-
moiros povos da Pennsula isto be, ragas barbaras
da Asia, conhecidas pela denontinagflo de Iberos,
Celias ou Clticos, que pela lUCCeasSo dos lempos se
foram mesclando entre si e coin os Gregos c Phe-
nicios por meio de colonias, 0 ltimamente com os
Cartagenez.es, at quo, feita a conquista pelos rna-
nos, dosappareeeram todos os caracteres, que esta-
beleciam antes a denudado desses povos, pela nova
diviso territorial e mudangaMa lingoa. Neste estado
se conservou a Pennsula at o seculo V, em que
urna nova invasSo de barbaros do norte veio mudar
a face do territorio, misturar de novo a raga e alterar
a lingoa : a invaslo dos Vndalos, Alanos, e Suevos,
em lempo de Geroaeio, general romano, convertou
o paiz quasiqueem um ermo. Os Visigodos depois,
cominandados por AUhulfo, invadiram tambem a
Pennsula, e por auccessivas guerras chegaram a
dominar todo o territorio, ea cstabolecer a monar-
chia v*ig*7"~que abrangeu toda a Hespanha em
lempo do Leovegildo. Este imperio durot por tres
seclos, at que os Arabos no seculo VIII invadiram
a Hespanha. .. "'
O 2." periodo da introducglo comeca polas dissen-
sOes do imperio gotbico, que Ironxeram a Hcspanlia
os Mussulmanos. Depois de relatar a conquista da
Pennsula por Tarik o Musa, o autor refere ueste pe-
riodo toda a guerra civil entro os conquistadores, as
tentativas alm dos Pirineus, e as primeiras vanta-
gens dos (lirismos as Asturias, c successivainente
o dominio dos rabes at a entrada dos Almorvides,
cuia seita desereve no lim deste periodo, desdo sua
origom atJussuf, quo do frica passou a Hespanha,
epoz um cravo na roda da fortuna, que Wo lavora-
vcl so mostrara ao re de Leilo, Aonso VI, a luis do
seculo XI. i
0 3.* periodo comeca pela reaegao da raga visigoda
contra a conquista dos Sarracenos na Hespanha, nou-
cos anuos depois da invaslo. lim punhado de Godos,
capitaneados por l'elagio, levantou as monlaunas
das Asturias o estandarte da religmo o dai indepen-
dencia, e comegou urna gircrra que devia durar por
mais dff 700 anuos, atea expulsfo total desses mes-
mos Sarracenos no lim do seculo XV. Fundada a nova
monarchia visigoda as Asturias; sempre em guena
com os invasores, marcha de batalha em batalha,
atravs de suas proprias dissensOes e guerras ciyis,
at o fundamoiito das nionarcliias de Leao e de Las-
lella, reunidas dobaixo do sceptro do Fernando 1.
Finalmente a monarchia leoneza, reunida a dei (.as-
idla o de Navarra, tomou lal incremento que Alfonso
VI altribuia ja a si o titulo de imperador, tomado
constantemenlo depois por Aflonso VII. Esteterceiro
e ultimo periodo da inlroducglo acaba com a morle
de AfTiinso VI em Toledo; cuja morle foi, por assim
dizer, origem da monarchia portugueza, porque
della data a sua dbil infancia, favorecida pelos cala-
mitosos successos, occorridos na Hespanha cbnsta,
cm consequencia do fallecimentodaquello re. bis-
os pois chegados ao principio da historia do Por-
"Tirra I. 0 autor, comegando a sua historia na era
de 1097, falla antes dos districtos de Coimbra c de
Porlucalo a melado do seculo XI. Era Coimbra a po-
voacito mais notavel sobre o Mondego, assim cwiio
Portucale sobre o Douro, e deslcs distnclos lez
Alfonso VI dous condados para os dous Uorgonhezos
Raimundo o Henrique seus genr.os. Raimundo, casa-
do com I). Urraca, nica lilha legitima de Alfonso
VI, concebo a ideia de apoderar-se da monarchia
leoneza, mas sua morte prematura crcou as mesmas
ambicOes em seu primo o conde Henrique, casado
com a filha bastarda do mesmo Alfonso VI, chamada
Thereza. Morto Affonso VI, entiou D. Urraca no
dominio da monarchia, e casou-se em segundas
nupcias com Alfonso I doArago, cujo casamento
roi causa do tirria serie de guerras civis e do calami-
dades .luanlea vida dos dous esposos, o das quaes
se aproveitot hbilmente o conde Henrique para
csteuder os seus estados e plantar as sementes da in-
dependencia c da rticiunalidade portugueza, que
fructificaran! durante o goyerno da infanta DThe-
re/a, c auiadureceram no do infanle D. Allonso
Henriques, acclamado rci de Portugal, e confirmado
depois pelo papa. .
Morto o conde D. Henrique, ficou governando a
infanta I). Thereza, sua viuva, na menondade do
infante D. Affonso Uarjques, a qual soub, P0,rflD^'
de enredos e de allirgas, ja com Affonso de Aragao,
ou com a propra irmia D. Urraca, n3o so conservar
os seus estados, comoaugmenta-los, a ponto de ser
geralmente denominada rainha pelos subditos. Ena-
morada,, porm, de D. Fernando Peres de Trava, do
qual foi amante por todo o resto dos seus das, sacri-
licou a este amor a sua propria d^nidade, o ate a
sua existencia e poder. O odio que os barOes portu-
guezes consagravam aocondo Fernando Peres, fez
com que, ajudados pelo offendido orgulbo do infante
I). Affonso Henriques, ou ainda mais pola sua inex-
periencia, nilo s so levantassem contra a autorida-
de de I). Thereza, corno que, vencida ella em bala-
Iha campal, fosso expulsa pelo propno tuno, em
companhia do conde do Trava, e alinal. morrosse
desterrada injustiga que nlo tem desculpa senilo
pelo sentimentoda nacionalidade.
So a revolta do infante D. Alfonso Henriques c dos
bardes portuguezes nlo foi devida ambiguo do
mesmo infante, oudosquooacompanharam, cuino
dove, s considerar- como o castigo de um crio ;
ainda assim este erro, medido pelos costumes ila-
qucllo lempo, no era mpordoavcl, e ate parece
demasiado severa a punigio, alientos os smeos
que, (luante 14 anuos de govemo, presiona rainha
. Thereza, augmentando pelas armas e pela polti-
ca a extensao dos seus estados ao Oriento e ao Norte,
e conservando ao Meio-Dia a linba das fronteiras
quo seu maridojlhedeixara encrtanlas. F.slelivro
pois acaba com o principio do govemo do inlanto
Affonso Henriques, filho do conde Henrique de llor-
gonha. ...
livro II. O autor come.ga pela apreciacilo (las cir-
cumstancias, que .leveram marcar os primeiros
passos do mogo ufante, pois quo Affonso Vil de
Ca'stella, quo acabava de entrar na grande heran-
ga de sua mili I). Urraca, nao poda olbareom indif-
ferenga para este grave successo, isto be, para o
dominio do infante D. Alfonso Henriques, visto que
o pretexto da nacionalidade, que servir para a revo-
lucfio-contra a rainha I). Thereza, imporlava urna
ileclaragilo formal de independencia do parte do in-
fante, quando pouco antes havia o mesmo AHnnso
Vllobrigado sua tia, mili del). Affonso Henriques,
a rcconhccer-lhe urna especie de vassalagem.
Este segundo livro conlm portanto toda a Histo-
ria dos primeiros anuos do infante 1. Alfonso Hen-
riques at os ltimos dias do sen reinado, ahran-
endo toda a marcha seguida para consummai o
pensaiuenlo dos honicns esforgados, a cuja fren le se
collocara : o pciisamonto de fundar um reino uiue-
pendenle no Oeste da Pennsula. Esse intento, con-
cebido por seu pa o conde I). Henrique, approva.o
com anda pelos baroes portuguezes, desenvolvido
largamente por D. Thereza sua mili, o que por ven-
tura so bouvera ja reajisado completamente, se a
paixo amorosa da rainha e as suas tristes opnse-
quencuis nao tivosse.n dado azo a rixas intestinas :
osse intento foi convertido por I). AHoiiso I de Portu-
Lgal em um laclo consummado. O titulo de re, e. po
consequencia a separagao de Portuga fo. un. faci
materialmente consummado e completo em ll*J,
pois que o imperador Affonso VII reconheceu nesse
auno o titulo do rei, que seu primo D. Alfonso toma-
ra polo tratado de paz celebrado em Samora, cujos
preliminares se linhain assentado em Valdevez.
E porm I). Affonso Henriques, quo desconhaya da
legilimidade do seu titulo c da independencia do
dencu"polfcd" Affonso Vil, o qual se intitulava
imperador das Hespanhas, occorreu a um meio do
legitimar estos dous factos colloeando^y ****" Contra"o"fo7roii.o"do poVta,
sombra do solio pontificio. I). AHonso I, iccoiinc .i muwrniMimenU
cendo no pontfice romano o summo imperio dos '
estados cbristos da Pennsula, offereceti o seu remo
,.l,ugai, ,,.,. haver lirado mut especiedPideeen- W ojese
conhecmento do titulo de rci para Affonso Henri-
ques. A tomada de Santarcm, de Lisboa c de outros
lugares, dando do Affonso a ideia de um grande
guerreiro, veio augmentar o prestigio do seu nomo
com a cottvieglo em toda a Hespanha de que os Por-
tuguezes formavam ji um povo temido e respailado,
nao s entre os itiimigos da cruz como enit'u os
mesmos ebrstaos.
0 autor, para dar a todos estes factos a importan-
cia merecida, rejeila todas as fbulas, todas as
ondas maiavilhosas, de que eslfio recheadas as chro-
hicas daquclle lempo; elle nao admitte quo Affonso I
(osse acclamado re na jornada do Ouiiqne, nem os
cinco res mouros, que se dizem desbaratados na-
quella jornada, nem os 400 mil prsioneiros, e inuto
menos as patranhas das celebres corles do Lamcgo,
documento que ello julga absurdo o inventado no
seculo XVI, sem embargo de que, a moiado do secu-
lo XVII, se constituisse como direito publico portu-
guez, Em meu concoiloacho um pouco difllcil tratar
tojo de apoerypho ou de ridiculo um documento,
que servio por muito lempo de carta magna, c foi
reconhecido pela nagilo cmo sua (o fundamental.
O autor rejeila igualmente a pa fraude do appareci-
menlo do Jesus-Chiislo ao principe antes da batalha
de Ourique, como urna fbula grosse'ua, fundada
em um documento tilo mal forjado, quo qualquer
alumno de diplomtica o rojeitaria tambem como
falso ao primeiro aspecto, Desdo a tomada de Lisboa
ale a do Alcacer passaram de/, anuos, dos quaes as
chronicas nada dizem ; foi talvoz o lempo necessano
para reparar a norda de honiens e dinheiro, que o
asedio o tomada de Lisboa linham consumido.
Nao descansara, todava, Alfonso Henriques depois
do triumphoda nacionalidade portugueza; parece
at que o seu nome glorioso era invocado como a
arca de allianga as discordias suscitadas entre Fer-
nando II de Leao, c seu sobrinbo Alfonso MU de
(.asidla. Foi por esse lempo (pie se contratou o ma-
trimonio da infanta I). Urraca, filha le Affonso Hen-
riques, como rei de Lefio. Sem embargo soffreram
os Portuguezes em 1161 ornis tremendo revez no
Al-Kassr pela derrota quo Ibes deram OS Almuhade ;
os Portuguezes deixaram no campo seis mil morios
o erando numero de prsioneiros, perdendo por osla
o casiao todas as povoagoes, de que se haviain apo-
derado no interior do moderno Alemtcjo. Os vence-
dores, porm, contentos COm os despojos, nao passa-
ram alm, e um anuo depois os Portuguezes touiaram
a oljensiva no proseguimiento das entradas eni Ierras
dos Momos. Suceessivamente cahiram Beja e Evora
em poder dos Portuguezes, e nos seguidles annos%
(1l6t;Moura, Serpa c Alconchcl alem doLuadiana.
0 casamen* do rei de Leao Fernando II com a blbu
de Affonso Henriques, longo de produzr um affoelo
mutuo no animo do sogro e do genro, pelo contrario
cuasi nunca deixou de haver discordias entre ellcs
lepois daquclla poca; bavendo rebentadoa guerra
ntre ambos foram os Portuguezes, commandados
pelo infante I). Sancho, batidos e rolos cni rgana!
pelo proprio rei de Leao. Ii rilado AHonso Henriques
por esta derrota, abri ello mesmo a campanha pela
Caliza, e lo.nou varios castellos o territorios, desat-
rrontando assim o rev/, que soffrra seu hlho. O
rei de Portugal,- rollando da Caliza, cont.nuou as
suas correras pelo Al-Charb, o cm 1169 acommcttou
Ifadaioz. Ja havia rendido a cidade, quando appare-
' i___u. i .\n i .,,,, imiii II nara reaill-
cutido rci do Leao, Fernando II, para roan-
I UU LViiO) a ..... "i i-------"
mar as perdidas osperangas dos Sarracenos refugia-
dos na Alcagova. Neste caso traton Affonso de retirar-
mas sahin.lo da praga-quebrou urna perna
e
cabio em poder do
>, o qual genemsmnio Ihe den a liberdade a
roco nicamente do territorio, oceupado pelo Por-
estados ebristaos da Peninsula, offerecet. o seu remo U.co unicamon^" do ^ ^ ascidt.
igreja romana, pagando o censo annual demulro B^s J |.iniiae Toronho foram abandona-
oncas de ouro pag 345;. Aceta a ofterta |ielo papa "
^^tdosTLiina'oTor'onho-foram abandona-
das, Affonso I voMou aos seus estados para curar-so,
o desdo entilo at morrer assoc.ou seu filhojSancho
no governo, confiando-lhe parte da ger J. "
Mouros, que ello fazia dirigir por seus con..*,
alm da parto quo conf.o.i .mmcd.atamcntci aos
Templarios, auociaco de monges gucrreiros j
cntao cstabelccda cm Portugal. np. m.
Km 1171 vieram os Almubadcs, com o proprio im-
perador de Marrocos, sitiar Santarcm, onde se acM
a Affonso Henriques; o prompto soccorro, do ro de
Leao fez levantar o cerco com 8v,d|afll"o0vc^
sitiadores. Ai^rtecida, porm, a e"WnTSB?
leao oortuKuezfllpois do desastro de Badajoz, cuidou
leiu4 afnslar t/egoas com os Mnssu Imano s de,^ue
proseguir na guerra ; Iregoas que fui am .^
Portuguezes cm 1178, continuando a girra M1,amr
viuei. do Alemtejo, que se tornen enWo WftS
de l.alalha. Em 1185 veio embm a lalltcir i^
Smontequanl Vos foi possivcl colhere resumir na-
P?ma/o0iia? compilo nao consiste somonte
o pb.no da obra, ou na escolha dos inalcnac quo
"ntraramna sua organisagao ; mas especialmente
n acurada aprcciacilo dos factos, no juizo critico
do autor, e na depuragao do ludo quanto Ihe parecis
inverosmil ou improvavcl, exc uindo todas as f-
bulas e Icndas maiavilhosas, documentos apocrV-
phos ou visivelmento alsos. Estamos tao de aecordo
cm que a historia do um povo deve ser escoimada
dessas patranhas, que para nos he o primero mere-
cimento do aulor. Passemos ao estylo.
Quem lr a advertencia, c comparar o estylo com
Lucio II, sem comludo dar-lho o titulo de re, con-
linuai-am as negociagocs com a cuna romana ale
que alinal rcoenliceeu Alexandre III de um modo
oxplicito essa dignidade na dynaslhia de Henrique o
Borgonbez. .
D. Alfonso nao pode estender o seu dominio sobre
a monarchia leoneza, poique por esse lado elle con-
servou os mesmos limites, mais ou menos disputa-
dos, apezar do senhorio de Aslorga, que Ihe tOra
concedido pela paz de Samora, e que de corto llie
fra depois retirado; mas langou-se sobro a parle
oceupada pelos Sarracenos afim de alargar o seu
reino, ecolloca-lo de modo a dar-lheperreita segu-
Tanca o engrandecimeulo por essa parte. Como hem
observa um historiador moderno, a Hespanha mus-
sulmana rcpreswitava no meado do seculo XII una
imagom do baixo imperio, inhabilitada igualmente
liara se defender para so governar. O autor, descre-
yendo eniaooestadodo imperio rabe t.a Pennsula,
serve-se dosecuinte sublimo pensamcnlo ,pag. 353,.
., Naquclle paiz, seja qual iWr o seu grao-do cm-
. lisagao o poderio, onde hUcee o amordanatiia
ondeos vicios mais hediondosi viven a luz do sol,
onde a tddas as ambg.es he licito pretender ees-
perar ludo, ondea le, alnada para o charco das
ruis pelo p desdenboso dos grandes, vai la servir
, leioBuetesmultidOesdesenfreadas, ondea liber-
aWh mem a mageslade dos principes o as
udoida familia se convelieran, n tres grandes
. m liras, ha ah tima naglo quo va. morrer. A
, I ovi Icnci que o previo, suscita cntao oulro
KrSwnn. envolver aquello cadver no,su-
l dario dos morios. Pobre, grosse.ro, nilo nume-
: ros," que importa issoP Para pregar as tabeas
de um aUdo qualquer forga basta.
V jomada de Ourique foi sem duv.da alguma o
...andeacto, que flrmou irrevogavolmenlo a nacio-
n.lidade norlugucza. Depois dellc renovaram-se as
:iscoardUsPcomr'o impera or,- e houve c, reconlroi de g^^ff^^^S W&fc veri
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO


I
I

tii


i

f



criplos ou narrazes alheias. Sem embargo o estylo
da obra he sempre claro, conciso e correcto, com
quanto se notein as' vezos pequeas imperfeizes
o estylo, norcm, pode conter iperfeicoes som vicios
ou erros do lingoagem, porque aquellas s depen-
dem do gosto, cm que nflo ha regras. O estylo depu-
rado nilo deve conter imperfeizes, que pela maior
parlo consisten) na Taita de euphonia, na mu escolha
dos vocabulos, no uso de palavras obsoletas, ou
ainda nflo admittidas por autores de nota, ou no
abuso que se pode fazer dos idiotismos, que silo as
cxccpcoiis das regias da grammalica, adinittidas
pelos meslresda lingos. No que dependeu do autor,
o que he de propria lavra apparece sempre com o
cunho do mais depurado gosto ; para nos a adver-
tencia s vale bem todoo volme.
Loucura seria de certo, sequizessemos fazer a cri-
tica Iliteraria de urna obra smente pelo comeco,
nimio mus quando nflo podemos contestar a vera-
cidade dos fartos, nem entrar na moralidade das
provas; julgando, todava, pelo methodo, pelo es-
tylo, o pelos diferentes caracteres que distinguen)
as obras oeste genero, podemos affirmar, sem medo
de sermos argidos de procipitago, queo primeiro
voluino da historia de Portugal; escripia pelo Sr.
A- Hcrculano, n)orecc lugar distinelo entro as mo-
Ihores produrcOes, que tecm sahido dos prelos por-
tuguezes. Ha nesse comeco grande fundo de cru-
d ice jo, de'lrabalho e de talento. O encadeamenlo
das pocas he feito com mflo de mestre, apezardas
(acunas que o autor euconlrou a cada passo as chro-
nicas daqucllo lempo, muito mais quando, talvez
com o sacrilicio do orgulho nacional, elle repellio
todos os fados que julgou fabulosos, como lendas
improprias de urna historia philosophica do seu
paiz.
Nflo'foi sem muila disenejo e cordura, como o
provam as suas notas, que elle eliminou do corpo
da sna historia todas cssas fraudes dos primeiros
temposda monarchia, lempos alias de mui gloriosa
recordado para um Portuguez; porm a verdade
antes de tudo, e verdade sacriflcou talvez as con-
viccOes do povo como um tributo exactdilo hist-
rica. Qualquer que soja o premio, que o paiz Iho
prepare agora ou na posteridade, ninguem poder
negar ao autor o nobro ardimentode commetter urna
empreza to arriscada, como averiguar qual foi a
existencia das geraefies que passaram no seu paiz.
A nacilo portugueza careca de um corpo completo
de historia escripia porum Portuguez: esta missito
foi, ou est sendo preenchida com honra e nobre
sacrilicio pelo Sr. Herculano. Felicitemos pois o
Ilustre litterato, e offerecamos-lhe deste lado do
Atlntico urna cora de louro, como um triumpho,
em que ainda temos parte pela lingoa e pela origen).
EXTERIOR.
I
PORTUGAL.
LISBOA.
As noticias que hoje chegaram do norte do reino
dizein-nos que os rebeldes as operacoes que ten-
taran) ao sabir do Porto quizeram cnsaiar al onile
llic sciia proficua a infame liga com os migiiclistas
quizeram ver se os povus do Minti pruiegiam a
su a causa.
Honra seja an nobre conde do Casal,que penetran-
do o plano traicoeiro dos renegados, lem dirigido as
suas opera^Ocs de forma (al, que obstou ao desen-
volvimentoque aquello plano poderia ter, pondo a
eobcrlo os dous importantes punios de Vianna cVa-
lenfa, e conservando-se peiTcitamentc desembara-
zado para operar como melhur convier.
Temos certeza de que os movimculns praticados
pelo Ilustre general produziran o nrclhor resulta-
do ; dando occasiflo a se eonhecer que os povos do
.Miulio, com quem os renegados contavain, se conser-
var* ni quietos e tranquillos, perfeitamente indifTe-
renles louca tentativa do general do seu povo, que
tudo ser, menos militar ntelligente e aguerrido ;
oque bem mostrou no seu inexplicavel proceuimen-
to quando, acliandu-se em Tagarro abandonou
complctamenle aos recursos proprios o ex-conde do
lloinlim e seus camaradas, fugindo precipitadamen-
te em vez de os proteger.
No dia 15 pelas tres horas da tarde apresentou-se
o Xavier com a sua frza em frenle de Vianna, e
mandn um parlamentario ao caslello para que se
rendesse, mas a resposta foi um cliuveiro de balas
e bombas. O brlgue f'ouqa, que se acha all fundea-
do, fez lanihcm um vivssmo fogo que causou aos
rebeldes grave perda'em morios a forillos.
O valcnlu conde do Casal,depois de ter a certeza do
eslado pacifico dos povos do Minlio, cconhccendoja
as operacoes dos rebeldes, lera a estas horas deixado
Valonea para ir sobre elles.se por ventura se demo-
raren) fura do Porto, o quo por mais de urna raslo
n5o he de esperar.
(/Jo Inlcresst Publico de22de feveroiro.)
Temos communicadoao publico por vezes, como
as forcas leaes do commando do valcnle baro de
Vifla-Nova dcOurem perseguem activamente a guer-
rilha do caduco Povoas, que mo ousou espera-las,
fugindo mal Iheconstou a sua approximacTio.
EfTectivanientc aquelles bandidos, sem descansa-
ren) nem de noito nem de dia. poderam entrar no
dia 17 era Laniego, em eslado verdaderamente mse-
ravel, e em pequeo numero. ,
Todos, o principalmente o chefe Alvaro das Povoas,
maldiziam a junta do Porlo pelo engao que Ihe -
zera, fallando-lhe com tudo quanlo Ihehavia pro-
mcllido.
Franca e claramente accrescentava csto,que sopo-
desse conseguir inlroduzir-se no Porlo, embarcara
logo para o eslrangciro.
Potito se demoraran) em l.amcgo, porque pouco
devia tardar a frca que ospersegue ; e nlo poden-
do embarcar no Peso-da-egoa, onde so acbavan
tropas leaes, loniaiain, ao que parece, a direceflo de
P.ozeude, oude S.-Martinho.
O qua, porm, nao sofTre duvida he que a maior
parte desses poucos que ja levava o caduco rebelde
o auandonaram i.essa marcha, tendo sido vistos em
grupos cm differcntes ponlos, retrucendo na direc-
Sap de suas casas.
(Muri do Governo de 23 de fevereiro.
m.^.*no! JrnBe.8 00 Porto particular empenho,
mu lo alen) do quo he seu costume, em exagerara
bello acolhimcnto IMto pelos povos as multiplicadas
d.v.soes quedall. sainen,; o dissemos logo, que
liavia intencflo dooccultar o mallogro das tentativas
da junta.
N3o nos engaamos: o ex-conde das Antas debal-
dc recorreu ao gtne-al budalo, como dizem os orgflos
pella; o povo nem se arniou contra o conde do Ca-
sal, nem ao menos appareceu, como j dissemos cm
um dos nmeros prximos.
Mas nlo he s isto : mais o peior aconteceu ao ge-
neral Cesar do Vascoucellos om Cuimarles. O gene-
ral favorito dos rebeldes no esporou queo requisi-
lassom; reuni a sua genio, e o povo carrogou o va-
lente Cesar, gritando que su unira gustosamente aos
subditos fiis da rainha, porm em nenhum caso
junta do Porto.
Vai-se mostrando por toda aparte intil o plano
dos setembro-miguelistas. O proprio padre Casimi-
ro prosegue em suas correras, indcpeiidente da jun-
ta soberana, e puramente a favor de D. Miguel. Foi
mais umerime sem gloria nem proveito, de que se
carregou a facQTn do Porto.
Os proprios guerrilhas emnumoro do 800, que se
achavam unidos ao general miguelista Bernardino,
leem entendido que he mais prudente irem para suas
casas ; e estilo hoje reduzidos a 200 so acaso. Mos-
train nisto ter mais discrieflo que o chefe.
Entretanto no Porlo continua grande desntclli-
gencia entro os rebeldes, principalmente depois da
enfraila ilo rebelde Xaviersem dizer a que foi a
sua sortida ~ ao que se seguio a entrada do guerri-
lliciro Povoas.
A parcialidado Seabra com os estudantes quer ti-
rare) commando ao general do povo, eapa-lo mes-
moda presidencia da junta, para servirem debaixo
das ordens do miguelista Povoas.
Contra o primeiro se alTixaram muitos e infaman-
tes pasquins, e at^orriam proclamacOes mpressas;
discutndo-seporToda aparte livremente a capaci-
dade ou inrapacidade do famoso cabo de guerra.
Nestasdiscussoes alguna suslenlavam que, tendo
o mesmo variado de hbitos, perder com elles o va-
lor que oulr'ora Ihcconheciam.
Sabemos que milhares de pessoa.: de longas dis-
tancia* correram a Oliveira-de-Azemes nodra 21 des-
te mez, feira que all se faz naqunllo dia. Os povos
tecm men a eoiilianea na tropa del. *
E como hilo de teme-la estando sob o commando
do Ilustre marecbal, que tanto protege e beneficia o
Imni soldado, coir.o castiga odvasso ecriminoso?
A disciplina dos seus valcntes he maravillisa.
As ultimas noticias do alto Minhodilo-noso valen-
te conde do Casal em Vianna, donde fui repellido
com perda consideravel o ex-conde das Antas, como
j anniincimos, relranilo-se immedatamente que
levo noticia do movimento do general fiel.
Tambem sabemos que a columna do valenlo vis-
conde de Sctubal se moveu sobre Monte-Mr o novo,
e os gucrrilheiros de Evora que all liiiham entrado,
sahirain precipitadamente, hcando ainda em nosso
poder quatro miseraveis guerrilhas. Foi pena que
nlo esperassem ; e sc-lo-ha que nilo possa alcnza-
los a IVnca que saino dalli em sua perseguirn.
Apresentou-se no quartel-gencral da primeira divi-
sjo um capitn de cavallaria n. 5, que pode agora c-
vadir-se aos heroicos defensores de Evora.
{Do Interesie Publico de 27 de fevereiro)
PORTO.
Hontem entrn nesta cidade o batalho da Maia,
perfeitamente fardado, com urna bella msica, c
porta-machados. Foi recebido com todas as demons-
traces de regosijo pelo povo, que no se fartava de
admiraro asscio c garbo desle balalhilo, e louvar o
zelo do seu digno commandanle o Sr. Molla e Mello,
e mais ofllcialidade.
No fin da larde de hontem entrn a valorosa co-
lumna do Sr. Goveia Cabral, qirnha quatro mezes
tem suportado tilo duros Irabalhos, e batido sem-
pre os inimigos da (patria cm toda a parle onde os
encontrara. Esta frca est Iflo disciplinada como
qualquer corpo de liuha. Est perfoitamente arma-
da, c em poucos das estar fardada.
ros eslava mito de Ihe poder ser bom, mas mar-
char com toda frca para a Covilhfl ; foi Inutilisar-
se completamente, em flm guardo este desabafo pa-
ra si.
Hontem Ihe dirig tres ofllcios, o nlo Ihe escrov,
porque eslava de cama, o ainda o estou regalado
il'unia queda de que por milagre nilo (ico feito om
pedazos, felizmente tive apenas urna extenslo, e
pequea om um dos tendes do quadril, sangrei-
>e, hixas 4c, c estou de perninha.
Nos ofllcios Ihe di/.ia o que entenda dever-lhe di-
zer da parte do marechal, oxal* quo o Sola regres-
se quanlo antes para que nflo faca mais das suas.
Ao Caldcira Pedrozo Ihe offlciei hontem dizendo-lhe
que era de absoluta necessidade que as suas opera-
Zes se eslendessem at Castello-Branco, porque
no caso que o Povoas repassasse a Serra-de-Estrella
perseguido porV. Ex., ello (leste lado odeleria por
algum lempo, e entretanto consesuriamos desfa-
zer o foco dos rebeldes que existo naquclla cidade,
torno a repetir ha poucos Lapas.
A sua reenmmendaziTo ser attendida ej tinha-
mos observado que V. Ex. nao livesse recommonda-
do o rapaz.
Concluirci por agora, porque no tenho cabeza
paramis, por me lerem tirado muito sangue. Ve-
ja se he possivel augmentara frza do 9 com solda-
dos a presentados, mesmo dos que ti vessem baixa
antes de42.Eu tinha proposto ao marechal man-
dar-lhe para ahi cazadores 6, para que com infante-
ra 9 se formasse a 5.' brigada de infantera, e V. Ex.
flcassc sendo o seu commandanle, porque nao he
justo que outros eslejam percebendo as vantagens, e
marechal ponderou-me quo nilo convinha mandar
para ahi esses dia los de Torres-Vedras, por ter pun-
ca frza, o desertaren) com mais facilidade para os
obeldcs, assim como tem acontecido a grande par-
le dos medidos nos outros corpos, assim lieara isto
para quando rena ao exercito, e que tenha pacifi-
cado a Beira.
Sou sempre de V. S. amigo verdadeiro *
liarreiroi.
[Do Nacional de 19.)
visto isso, podemos perder as esperanzas de ven-
cer.
Tambom ralham desbocadamente contra o Sewal-
bak.por ello ter medo do condo de Mello.
Ao llharco, que foi feito prisioneiro com toda a sua
gonte, chamam-lhc hebado o estupido. Em flm ra-
lham c estilo descontentes de todos os seus eneraes,
porque ncnlium ten) feito cousa que se lea. O que
elles fa/em he pedir dinheiro e mais dinbeiro, do
que h por e muila falta.
Espalha-se aqui muita mentira; os cabralistas dito
o Povoas desbaratado o prisioneiro com o resto da,
genio que o segua. Tenho f em Dos e na pericia
deste habilissmo general, que tal nlohavia de acon-
tecer, e que se elle no derrotar os seus perseguido-
res, pelo menosIhes escapar. .0 que lie certo he que
os cabralistas tecm grande vnntado de Ihechegarom,
o que ellos deram grande cavnco quando souheram
que elle se tinha pronunciado pela.causa nacio-
nal.
O Diario do Governo trnz um decreto dosautornn
do dos seus postos e hbnraso general Poyoas, o con-
de de Uezendc, o barSo de Primo, e oujros officiaes.
Silo desautorazoes que autorisam, e qu, em vez de
tirarem honras, asaugmentam.
O commcrcio est paralysado, como nunca esteve;
nlo se apura um vintem; o descont das notas con-
tina entre quatorze o quinze tosios a moeda. As
classes haixas estilo na maior miseria, e para mais,
estilo os manlmentos muito caros. Passa-se aqui
muita fome. Quem rier hojea Lisboa nilo a conhoee, *
tito mudada olla est. Esta cidade, onde se via tanta
grandeza, tanto luxo. o tanta vida, est triste, me-
V. Ex. com mais merecimento os trabalhos, maso ^ncolica c abatida. Nola-se pelas ras a diminuicSo
Tivemos a satisfaclo de ver entrar hontem nesta
cidade a brigada do Exm. Sr. Cezarde Vascoucellos,
um dos mais intelligenles e valorosos generaos do
nosso exercito, que ainda ha pouco acabou de pres-
tar rclevanlissiino sei vico a suu patria.
Somos informados do que o Exm. Sr. general Ber-
nadino lem completamente organisado os batalhOes
da sua forte lvisilo, que lie toda composla de man-
cebos c soldados vellios, e coiumandada por urna
ollicialidade perita e valeutissima.
Os gneros appreliendidos em Vianna orcam por
seis contos de ris de valor, e devem chegar hoje a
esta cidade.
Fiem-sc netles.Consta que fra preso o Sr. Jos
Alexandre de Campos. Nos sempre dissemos queo
Saldanlia dizia quo nilo havia de fazer mal a nin-
guem, a ver se achava quem cahisse na corrila de
o acreditar, -para ello dopois o esmagar vontade.
Por oflicio do administrador de Mnimcnla-da-Bcira
de i i, consta que a guerrilha do Marzal fra batida
e dispersada pelas loicas populares de Alexandre
Botelho, matando-llie onze homons.
As frzas populares que se tinham reunido em La-
mego e suas vizinbanzas, crain inmensas, distin-
guindo-se as do Justiniano, o as de l). Antonio Judi-
ce Locio.
Consta tambem que as frzas do Sola tinham mar-
chado sobre gueda.
(E$trella do Norte.)
CORIIESP0lDiMCIA TOS IEBII-DES bo saluanua intercep-
tada ri.HTII DE VIZEU.
Carla do liarreiroi, que lem o Ululo do l.aru da Luz,
ao apa qut lumou o de Vurem,
gueda 8 do everciro de 18*7.Meu charo collega
e amigo do C llespoudo caria escripia de Lanie-
go em 3, e direi que nflo foi gracejo, s nos casados
sabemos o valor que as senlioias dflo a un bonito
titulo, foi por isso que, quando o marechal me mos-
trou a sua carta, eu (he liz as reflexOes que disse ao
meu amigo, isto he, Aldea-de-Cruz no ha, Vla-
K rauca ha ja, ou bouve um baro, ornis bonito he
o de villa nova de Ouremdiga agora: gostou da
minha esculla '! Eu afinal desist do covllo, porque
minlia mullier disseque se podiam engaar o dizer
cu-blloou cu-vello, e por isso prefer o de N.-Se-
nhora-da-Luz;
Tenho visto os seus mov mentos, e confesso ao
meu amigo, que nos tem gradado muito, e que
nilo ha u.uitos Lapas, senos os tivcsscinos,oulro
gallnos cantara, na verdade que nflo'sei o que
lem feilo o Sola desde 18 a 5 desle mez, andouem
19 das 19 legoas-semprc agarrado brigadinha e
aos cavalliuhos, sou amigo dellc, mas nesta occasiSo
nflo Tez o que esperavamos, eu tinha-lho mandado
Uizcr que se eslivase no sou lugar licava com gra-
naderos na Guarda, e mandava 16 airas do Povoas,
so elle passasse a serra, como fez, com os grauadei-
QUE FAZES, BELLA LISBOA
O governo cabralista-allemo he fraco, e misora-
vcl.
Duas ou tres commisses leem sido nomeadas pa-
ra supprira cmara municipal de Aldeia-Galega, e
nenhuma aceitou.
Na Moita o outras trras do Sul acontece o mesmo.
Emquanto povoazes de pouca importancia re-
sistem assim, e emquanto os povos zomham dos
seus oppressores, Lisboa dorme sobre os ferros!
Aondi estar esse amor liberdade dos artistas
lisbonenses ?
Aonde est esse ardor do de novembro de 18361
Aonde estar a nobre decisilo de 13 de marzo 1
Os prenles e os amigos presos, os correligiona-
rios expatriados, e essa povoazflo cheia de ardor,
de frza, de aocno, e de vida jaz sobre os ferros so-
eogada e pacifica .'
At quando. bella e livre corte do Portugal,soffre-
rs teus Traeos oppressores, e rojars a calceta de
forzado ?
ize, captiva,nlo te envergonha a nobre decisilo
do povo aleintejauo que te ofterece o auxilio ?
Nlo te enches de pejo ao ver como todas as pro-
vincias choram sobre ti e te otendem os brazos?
Oh sacudo esses ferros, despreza os teus careo-
reros, que ellos so fracos ; da um signal do vida,
lava-te da mancha,do que tu leus coberto.
Se una manha te voltares para o lado de teus op-
pressores, elles licarilo esmagados com o teu peso
inerte, sem frza do aczlo, sem mesmo intencHo
de os inagoar.
Conheceo leu dever, bella cidade de Lisboa, ex-
perimenta a tua frza, e t sers salva, e ser salva
a patria mais brevo do que o vai ser.
Oh Nilo pureas a occasiilo de cobrir-to de gloria,
porque ao depois nflo poderas ter parte na quo vira
a caber aos que le quebraren) os ferros !
0 nosso triumpho he certo, a corteja o conhece,
nlo te admoestamos,porque necessitemos do teu au-
xilio, fazemo-lo para te livrar da infamia, para sal-
var a honra do teu nome do conceito dos vindouros.
(Do Espectro.)
(Carta particular.)
Lisboa, I* de fevereiro.
J ahi hilo de saber do ataque que o Nculel foi dar
ao destacan.culo do major llharco, de que resultou
ficar prisioneiro oslo majore toda a sua gente, que
foram levados para Evora.
No dia 12sahiramdaqui uns 60 homens, nossos,
armados, e foram dar comsigo a Samora, onde pren-
dern) aquelle celebre administrador que ha pouco
lempo liuha prendido alguns soldados de Torros-V-
dras que iam apresenlar-se ao conde de Mello. A-
quello administrador e uns poucos do cabos que ti-
nha comsigo, l foram levados para Evora, escolla-
dos pelos nossos patriotas que foram reforzar a va-
lente columnado conde de Mello. Se so fr fazen-
do a lodos os administradores e autoridades cabra-
linas o mesmo que se fez ao administrador de Sa-
mora, haver monos quem quera exercer cargos lio
arriscados.
Asahida do brigue Audaz para Angola com parle
dos prisioneiros de Torres-Vedras, causou geral in-
dignaeflo, e dosonvolveu-se a maior sympalbia a fa-
vordaquelles benemritos proscriptos. Senhoras das
mais Ilustres familias trubalharam, com assus pro-
prias mQos, em arranjarcm enxovaes para Ihcs offe-
recerem, e bouve muito quom Ibes dss anilladas
quantias de dinheiro.
O povo de Lisboa olha para a rainha com a maior
nditrereuza, c teem-so pronunciado muito a avcrsio
e o odio contra o re. Quando elles passam polas r-
as ninguem faz caso delles.
Os cabralistas andam muito desavindos uns com
os outros; ha urna parcialidade que quer a todo pan-
no, que sejam nonieados ministros o Jos Cabral e o
Antonio, ou pelos menos o Jos, porque dzcm elles
que he bomem activo e enrgico. Estes ralham mui-
to contra os actuaes ministros que appeilidam de es-
tupidos e incapazes para a occasiilo, e sobre tudo
de muito ladres. Tambem estilo muito descoca-
dos do Saldanha, por elle estar, ha dous mezes, sem
fazer a mais pequea operazflo, o por nilo ter ataca-
do o Porlo. Se o Saldanha nfio atacou o Porto -- di-
zem ellesem quanto ahi havia menos gente ar-
mada, o as.linhas estavam licnos seguras, para
quando llies espera? Consta quo do pazo so Ihe tec)
feilo as mais urgentes instancias para que elle acabe
com isto; mas elle j desenganou a corte de queo
Porto he um ponto inexpugnavel. Agora commen-
tam os cabralistaso Porto he inexpugnavel, sem
se vencer o Porto no se vence a causa; portante
podereuio continuar neste estado mais tempo; mas,
da gente;.inuitas casas estilo fechadas, -outras que
tinham numerosas familias, teem apenas um criado
para as guardar. Est muita gente presa, e muita
gente tem emigrado, uns para fra do reino, outros
para quintas, outros para diversas Ierras oceupadas
pelas torcas nacionacs. Para o Alomtejo no quo tem
do muita gente a engrossar as lileiras do conde de
Mello, ea procurara sombra protectora dos mtiros
d'Evora. O fidalgos estilo, se pode dizer, todos fra,
porque quasi todos estilo comprometidos na causa
nacional O pazo est deserto, e apenas o frequentam
os chefes dos caceteiros e daespionagem.
Est-se aqui com grande anciedade que choguo o
vapor Porto para trazer noticias do Casal.
A frza que aqui ha, he s a guarda municipal, o
os l>a tal lios de emprngados e caceteiros, os quaes
valem muito para rondarem o fazer tropelas, mas
na occasiilo do perigo, equando forem mais precisos,
hflo-de sumir-so aonde ninguem os veja, como i
fez o batalho de empregadns em Setubul quando l
foi o Jos Eslevilo, que nlo Ihe Hzeram a mais leve
resistencia, nem silo capazes de fazer resistencia a
ninguem.
A tropa delinha nlotem augmentado, porque os
poucos recrutas que teem sido presos, passados pou-
cos dias, desertan) lodos, e ninguem mais Ihe pOe a
vista em cima.
Diz-scrque a rainha e o re j estilo muito arrepen-
didos de se lerem mettido nesta danza, c que dfo ao
diabo aquelles que Ihes disseram antes, que isto era
urna ompreza facillima, e que ou nilo havia do en-
contrar resistencia, ou, se a encontrasse, havia de ser
tilo pequea que nada Valeria. )s cabralistas mais
esturrados ainda dizem que hilo de vencer; no as-
sim os que teem juizo, e olham para as cousas como
ellas so, c nlo como as desejam: estes j Ihe perde-
rn) as esperanzas, o para o que appellam he para
une as cousas se encaminhem de manera que elles .
nlo fiquem de todo perdidos. Estes que leem mais,
peso na cabeza, nlo goslam das lyranniase alrozes
perseguizes que so estilo praticando com os presos,
porque dizem elles depois da causado Porto
triumphar que ha do ser de nos He impossivel quo
nilo haja represalias!
Crrelos, poucos silo os que aqu chegam, e nfio
veem om diqs certos, porque a maior parte delles silo
interceptados por guerrilhas que discorrem por di-
versas estradas.
Continan) as prises de todos os quo sito alcunha-
dos de suspeitos.
KstSo aqui muito medrosos, e sempre a olhar para
o mar, a ver quando apparece alguma esqudrilha
conduzindo a bordo dous mil honions dessa cidade.
Se tal acontece, esta gente loma-so do um terror pa-
nieo, e suja as calzas de medo, o no fai a mais pe-
quena resistencia.
( Do Nacional de 24 de feveroiro.)
Hontem deram um passoio militar at o sitio do
Monte-Grande, quasi urna legoa distantedaqui pela
estrada de Lisboa, a mor parle das frzas, lauto de li-
aba, como de corpos nacionaes que estilo nesta cida-
de. Formavsm quatro numerosas brigadas, coma
competente ai lunaria e cavallaria. Era niagestosa e
respeitavel a vista que foruiava este exercito. Toda
esta frca formou no Monte-Grande, e ahi Iho passa-
ram revista os dous Ilustres generaos Antas e Po-
voas, que licaram extremamente agradados de coni-
mandarem tilo boa gente, c tilo prompta para tudo o
que seja mister a bem da causa nacional. Andavam
por ah os mexeriqueiros a dizer que a guarda nacio-
nal e os cabos de polica no havia ni de marchar, e
haviam de recusar-so a passar alm da ponte. Em
quesonhas, porco? Os que diziam islo, dizain-nua
ver se achavam alguciu quo (izesse o dito verdadei-
ro, mas o patriotismo e a decisilo de lodos os liouioiis
armados zomboii dos mosdesejos dos que lomaran)
ver-nos divididos; o nflo se ouvio.uma s voz de
enfado, antes ao contrario, se via om todos a reso-
luzo firme de marcharen) al onde os mandsssein
os dous benemritos generaos. He de nolai que nin-
guem sabia scaquillo seria s um passcio, ou so
do veras marcharan) at ao.ininu'eo, e lodos iam
promptos para oque se Ibes dolermiiiassc; e quem
marchou urna legoa, marchara tres, seis, aquellas
que os generara Ibes ordenassem. O raso he a frza
armada ter confianza nos seus generaos; c confianza
nunca bouve quem livesse (aula como o exercito na-
cionol tcni nos dous generaes Antas o Povoas. rom
elles ir a (oda n parto, porque est seguro que
guiado'por generaos lo peritos o tilo valcntes nilo
pode deixar do.obtr vantagem e gloria em qualquer
empreza.
0 exercito nacional tambem ia ufano por lavar
comsigo o habilissi.inq general visconde de S, quo
todos respeitam, como elle merece.
frente da guarda nocional ia o seu commandar.
te geral, o Exm. marquez de l.oul, com o qual mili-
to sympalhisam oscidadjos armados. Ilu honroso
para elles seren cominandados por un fidalgo tito
dislncto, e a quem.devc mmensos sorvigos- a causa
da liberdade.
Depois de pnssada a revista, ludo relrocodcu para
os quarteis. Os generaes esliveram no alto daBan-
dera a ver desfilar aquella divislo quo para e a va-
liarquanta gente tinha, basta notar-so quo gastOU
hora e meia em desfilar continuamente.
__


fi-nu na cidaJo a guarnigao ordinaria,
E "' ,,enucna, e conligenles de todos oscor-
quonanhepcq ^ ra(;o(.s as C0|Umnas dos
ros:\!.iodoAlmargem, e generaos Cezar, Ber-
nordino, e Guc -^ ^.^ reuniit0 de todo? os cor.
Como nu"i'' iiladCf nwnsegabja a muita Torea
'*aue.T.. niiiguein pensava quo avultassea
po
ble po"l-
havifl,
rodos iicaram maravillados do verem
armada. Os amigos da causa nanonal
taiiU P""'* ,ie ver tanto qumn dcfenda ; oscon-
a|,in"raLninram o alent, ao reflectirem quo estas
lr,ri(*dto muito maiores do que as do Saldanha.
(W*sldeninguem saber para onde, nem para que
A?e >na rcharam, acompamliou-as muita gente,
forca maicM" ,. colllando.se nesta nume,
unto a P%fT o o'utros estrangoiros. E todos
rn *T1 KUbem empregada a jornada,
llen,"n,> Monte-Grande foi um que, visto,
al no Montc-
E todos
porq ue
enlhu-
Antas ePo-
inho/'lanto na ida como na vol-
u.irru
'tTcioso repetirmos que o,
" nm. todo o caminho, lar
I"5'^Lbenm mais obsequiosas demonstrados
de anSade e respeito que todo o povo Ihes de-
* temos elogios com que enea roca mos o patrio-
cional
os cabos de polica,
os, c'ompareceram ageste.. ^ ^
rem Mexicanos os quo dito esta noticia que he con~
tra si, induz a dar-lhe algum crdito; porque, com,
disse cima, ha geralmente algum fogo donde saho
esta especie de fumo. A noticia, como a colhi a noi-
te passada.vai um pouco mais circumslanciada do
que a expoz na minlia primeira carta.
n Se o ataque hilo leve lugar, como se conta, diz
urna terceira carta, estou persuadido deque houve
alguma escaramuza, qualquerque fosse.
Dizem baver reinado muita doenca entro as tropas
do Mississipi c l'ennsylvania.
A Union do Washington esperava ver dontro em
poneos das a bandeira do seu paiz desenrolada do
caslello de San-Juan-de-l'lloa.
O Journal of Commerce annuneia, nflo se sabe
sob que auloridade, que os tres milhfles, acerca dos
quaes tanto se tem dito e escripto, sito para ser em-
bregados na compra da California, ou de parte della.
Urna carta de Washington ao Sun de Ballimore
diz, quo John Tyler Jnior, lllh do ex-presidente
dos Estados-Unidos, foi nomeado capitflo de infama-
ra pelo presidente l'olk, segundo o novo bil.
guare
o mais cidad&us arir.a-
o o como osta-
e onde fosse. O
"-ShnTWesampararam osseus escritorios eas
l!SLSre-rt!aU.dcir.m osseus ollic.os e
SSLm% de muito boa vontade so prestaran, a es-
,, rvic assim como se leen, prestado a muito. ou-
nf-rfo acrisolado e desinteressado patriotismo
pSSriS-T sonao quo ha d, vencer e suPpl.ntar
06NS)emos9se esta marcha foi preludio d'.lgu-
mas opu?6es militares que bajan deemprehende -
m- nenpretendemos saber. Confiamos plenamente
uo's Kcneraes que capilaneam aa nossas grandes fflr-
Smos seguros de que, estando entregues em
tSo'bons mitos, podemos estar descansados, quo a
v'clor a!l a de ser por nos. Os generi.es Antas e Po-
no"nunca na sua vida foran. vencidos. Nao o hito
di"e? agora, em que pese aos su.ssos do despo-
tiSJJK. -____
AsopcracOcs militares cm brevo corresponderflo
fl0 caraPc[er da maior revoluto que lom apparec.do
"TSSlr nteira levanta o "u brado contra a
opprcnflo do llrono, quo quer algemar o paiz, e
submeUe-loaoscu impoltico capricho.
A quesillo provoca a um duello de vida ou de
morte a todos os Portuguezes, que merecen> os le. no-
me : o resultado da lula nao pode ser duv doso.
A naeo inleira grita desde o Guadiana no Muro -
tija liberdade, e a liberdade he uo secuto XIV
Othrono levo qualro mzespara pensar, e o in.ono
Seo Mari da Gloria que se f.rmou sobre cadveres
he aquello que pede mais sangue, cpangue daqti-
les que por elle co.mer.rn o pflo do exilio. Quem ha
vera cavalheiro e Portuguez que se recuse a este
duclle' Temos generaes; temos soldados, w
mos"opovoPort6uguezcomnoseo OmelborcgOo
ser aquello que levar estes elementos a vicio w
comordcm.coragem e disciplina. Quando -atih a
butia as portas de orna. Romanos eram aque>\U qui.
defenJiam a liberdade. Nesles momentos solemnes
calam-se os caprichos, as ambrcOes ; qiiom pio-
movea desconlianca he ...im.goda liberdade. O feo
verno da junta he enrgico, he diguo da caon q
defende. Com esto govorno, com os noos pmici
pios, ecom ocora?ao de Porluguozos, baleiemoscm
nouco lempo esses salariados da ly.""ann'"- h
Aos generaes compete a prudencia, o saber, a boa
dirnccOo o combaler. Nos temos coragem, lomos
aanguo e profunda convicQao de sernos vencedores.
Cia, combatamos, pois, pela melhor das causas, e por
nos mesinos. A Europa nos contempla sisuua, e uio
ve sabor se o povo porluguez he capaz e digno des-
te noiiic.
Ocoronol visconde d'Azenha parti hoje para a
provincia do Minlio, nilo s para inspeccionar os ua-
talhOes nacioiiaes, mas para organisar novas lOrcas,
indo munido de plenos poderes conferidos puo
Exm. marechal do exercito, conde das Antas. .
COMMEBCIO.
Alfandega.
UENDIMENTO DO DA 22............ 9:702,253
Deicarregam hoje 23.
Rrigue Loper mercedorias
Hiato Juliet farinha de trigo e bolachinha.
Brigue -- larmoulh carvao.
IMPO'UTACAO'.
Julitt, hlate americano, vindo do Baltimore, en-
trado no corrento mez. consignado a llenry Forsler
& G., manifestouoseguinte:
979 barricas farinha de trigo, 30 meias ditas ditas
de dito, 50 barriquinhas bolachinha ; ao consigna-
tario.
Consulado.
RENDIMENTO 1)0 DA 22.
Perial, n. 89, por 180,000 rs.; urna dita na ra d.
(loria, n. 28, por 81.000 rs. ; una dita na ra ua
Gloria, n. 100, por 81,000 rs. ; urna dita na ra \t-
Iha, n. 13, por8t,000 rs.; urna ditana ruada Con-
ceiqflo, n.16, por 96,000 rs.; a Asa e sitio Bem-i-i-
ca, n. 5, por 450,000 rs.; a casa e olana, n. 15b, na
estrada do Giquia, por 100,000 rs.; a casa de sonrauo
na ra da Piala, n. 29, por 600,000 rs ; urna lita ao
sohrado na ra do Amoriin.n. 29,por300 000rs ; urna
dita dita na ra de Agnas-Vordcs, n.-,por300,000 is.,
um sitio de Ierras com casa de sobrado e aivoreuos
de fructo na estrada de Belm, por 200,000 rs.; um
tellieiro na estrada do Giquia, n. 26, por 21,000 rs,;
a casa de 3 andaresesotflo na ra da Senzalla-ve-
Iha, n. 112, por 600,000 rs., e a casa terrea na ra
da Gloria n. 81, por 8*,000 rs. A praca tem de
ter lugar na sala das audiencias em dito da acuna
declarado, as horas do costume. Recife 28 do abril
de 1817-O solicitador da fazenda provincial, fran-
ciieo da Costa Arruda t Millo.
Theatro publico.
OS 30 ANNOS
da vida de um jogudor.
Se representar a beneficio da actrii
Leocadia Montera, domingo, i5 do cr-
lente, com todo o capricho, no theatro
publico.
Publcacao Geuoraplica.
Aos esludantcs de geographia.
- 0 abaixo assignado faz certo quo tpm o'J>|jj"
do a sn.'.do quegtinha na ^^^^X^
xo da firma de llonr.ques & Companhia l""
seu cargo pagar aos credores o rere'ier dos aove(^
res mesma (irma por isso quenco.' 7"} "tab*
lecimento sobro si. Recife, 16 de abr I da.18*7.
Joaqun lienriquet da Mfoa.
-Osabaixoassignadoa fazem P''b~ ^"S!
Almeida Nunes Lima deixon de ser seu ca.xe.ro des
do o dia 19 do crrenlo traga, SiMi <-
-Arrenda-se um sil.o. multo perto a praca
com casa de vivenda duas exceden es ba.xas, urna
docapimeaoutrapara qualquer plnUJo', duaa
cacimbas d'agoa do beber, e com bstanles arvo
redos de fructo : na ra Vellia, n. 26.
- Roga-seaquemforofrerec.donin rolo de ra-
mo j Iberio equaal no mel, o favor de o appre-
hender e levar a ra larga do Rozario venda n. 37,
quo ser recompensado. Cnrf. jn.
- Precisa-sede urna amado le.to: no Forte-do
Mallos, ra do Codorniz, n. 12, prefer.ido-so cap-
rotira-
Acabadetahira lu; ntidamente impreua, a teguxnle
brochura :
PROBLEMAS RE GEOGRAPHIA PIIYS1CA E AS-
TRONMICA, por E. S. A. um volumo i
problemas
facilitar o
Geral..........
Provincial ......
Diversas provincias
3-766,144
1:569,076
278,914
5:614,134
tUovinicnlo do Porto.
He a solucito' pratica dos pnncipaes
do geographia terrestre e celeste para
estudo desta disciplina o preparar os estudantes ao
respectivo exaine. Vende-se por 1,000 rs., na li-
vraria de Santos & Companhia na ra da Cruz.
Avisos maiilunos.
Navio entrado no dia 22.
Baltimore; 40dias, pilot-bote americano Jultel, do
119 toneladas, capitilo HughS. Walker, cqaipagem
7, carga farinha e mais gneros ; ao capitflo.
Mar-Pacifico, lendo sahido do New-Bedford ha 29
mezes. galera americana Wuthtngton, de 34* tone-
ladas, capitflo Joseph T. Whelden, equ.pagem 24,
carga azeite de peixe ; ao capitflo.
Navio thidoe nomeimo da.
Trieste, com escala por Macelo, barca ingleza Ciim-
berland, capitflo James Cabel, carga assucar. Pas-
sageiros, primeiro cadete sargento Francisco
Marlinho de Campos eoanspecada Antonio Jos
Hamos, ambos do primeiro baUlhOo decagado.es.
Porto; brigue portuguez San-.Vanoel-rr pita Jos Francisco Carneiro, carga assucar.
Rib-Grande-do-Sul; brigue bras.leiro A^*"f'-
Augusto, capilflo Manoel SimOes, carga assucar e
sal l'aasagciros, Joflo Gardoso deMesqu.ta, e9
cscravos a entregar. .
PortosdoSul, vaporbras.le.ro l-ernambucana com-
niandante Joflo Militflo Henr.que.-Alm dos pas-
geiroaquo trouxo dos porlos do orle leva a
seu bordo: para Macci, Rento Joaqu.m do lent-
zes Portuguez: para Baha, Ricardo da Silva Ne-
ves com sua Sra e 4 escravos, Dr Agoslinho da
Silva lleves, com 1 criado: para o Rio-de-Jane.ro,
dentado Js Pedro da Silva, com I escrovo. de-
putado Joaqui... Nunes Machado, com 1 escrayo,
joaquim Francisco Lopes Anjo, Antonio de Almei-
da Barata, com 1 lilho, Brasileiros.
=Seguo viagem no dia 23, domingo, impretenvel-
mentc.o muito veleiro hiate S -Jo/lo, para a Baha,
com escala por Macei: ainda recebe alguma carga
miuda, ou passageiros. Quom pretender dirija-se a
bordo ilo mosmo, ou ra do Crespo, loja n. 2,
que achara com quem tratar.
A barca oa-^/ajemsahe para o Porto no da
30 do corronte ; ainda recebo alguma carga e pas-
sageiros para o quo tem oxcelleules com modos .os
preten.lenlesdirijam-seao consignatario, Francis-
co Alvos da Cunha na ra do Vigano n. 11. ou ao
capitao, Joflo Jos Rodrigues, a bordo, ou na praca
do Commcrcio. .
Para a Uahia,a sumaca Santo- Jntonio-de-l adua
ainda pode receber alguma carga miuda e passagei-
ros: quem quizercarregar ou ir de passagem din-
ia-sca ra do Vigario, n. 5,
'___o niele Tentador saho para a Baha, dom mgo,
25 do correnle, impreteriveimente ; recebe apouas
alguma carga miuda o passageiros. para oquelcm
bous com.nodos: a tratar na ra da Moeda, n. II,
com Silva & Grillo. ____
WlB9S^*MH!a5B'
t*Vft
Antonio Joaquim Gonqalves GuimarSes
so para o Rio-do-Janciro.
-JosCacyalho da Costa embarca o seu escravo
Jacintho dfnacflo Angola, para o Rio-Grando-ao-
--Quom annunciou terum Unquo de amarello ,
comgatosdomadoiradesicupira, que leva 400 a
500 cargas do mcl, annuncie sua morada, e onde o
-Precisa-so de um amassador preto ou branco.que
entenda depadaria : na ra da Florentina,.n. 3.
Perdeu-se urna carteira demarroqu.m verae,
contendo a quantia de 45,000 rs. em cdulas de
1,000 c 10,000 rs e mais urnas relagoes de Dotica,
um rol do encommendas urnas lellras de ppssoas
dosertflo, e mais urnas cartas. As ditas lellras so a
pesson que as perdou he que as podo receber quem
a tiver achado e quizer restitui-la, lovo-a Jia 10-
ja doUmego.naruado Crespo, quo sera gralili-
-jacintho Antonio Affonso retira-se para fra do
impcrlb, o parece-lhe nada dover; mas se ho.iver al-
guma pessoaquese julgue sua credora, aprsenle
suas cuntas no prazo de 8 diaspara promptamento
sersatisreilo.Oanniincianle coiwtitue seus l"
procuradores aosSrs. Antonio Joaqu.m m>n>
Silva, Jos Joaquim Uias Fernandes e Ponc.ano Lou-
renco da Silva. ,,,., n
-Precisa-se de um moleque que saiba comprar o
que seia fiel: tambera se precisa de uma ama quo
seja perita cozinheira, lave, engommo e de fiador a
sua conducta : na Soledade, sitio do Sr. Joaquim
Xavier da Mava, so dir quem preeisa.
Alueam-se tres grandes casas trras com 3 sa-
\ revista que hontem levo lugar no Monte-Grande
assisliram nada menos de 25 batalhOes, e Iicaram
ainda na cidade o suas avenidas 10 corpos do diversas
armas; o temos alm dislo em operaces qualro
bellas divisOes, commandadas por habis ovlenles
generaos.
Temos frca e nflo nos falla valor, a victoria sera
nossa.
(Do Nacional de 26 de fcvereiro.^
[l'uhlicador Maranheme.)
Avisos diversos.
SOCIEDADE
PHLO-DKANATICA
iMlilal.
AMERICASEPTENTRIONAL
ESTADOS-UNIDOS.
Do Pcnnsylvania Inauirerand National Gaulte de 11
do marco ultimo extractamos oseguinte :
n O Jornal do Commercio diz, sob a auloridade dos
entendedores, que a especie ora em caminho da Euro-
pa para este paiz monta a setc milhes de pesos; to-
dava, nao obstante osla anticipada addicflo ao iihcirodopaiz, eas recontes mportacOcs immensas
de moeda, pnserva-se esta firme, mas nflo rara, em
YVall-Slrect. Ha por consequencia mais dii.he.ro do
quoJiayia, quando era abundante; e lendo os ban-
cos avlladas sommas c.n especie, procurain descon-
los generosos, poim o Jornal attribue a apparenle
cscaasez ao grande esforz para se iguala.om os cam-
bios do mundo, que esla fazendo o commercio livre.
BOATO DYJMA ACG.\0
Entre Taylor e Sant'.inna.
(i licita de Nova-Orleans de 2 de marco conlm
uma carta do Ta.npico, dalada a 17 .le fevereiro, a
qual refere, sob auloridade de tres Mexicanos quo
nanucll iHHkai l.nliam chegado te Victoria : que
as frcas dos Americanos, depois de se retirarem de
Saltillo, linham reilo alto em Montcrcy, edado ba-
talha aos Mexicanos, commandados por Sant Anua.
Di/era baver sido o coniclo longo e severo, e gran-
do'aperda em morios c feridos. No numero di
conta-se o general Arista
Diz outra carta posterior
seja noticia mexicana, he a
os ofllciaos de Tainpicu
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade, oficial da im-
perial ordem da Rosa, catalleiro da de Chrislo, e ins-
pector da alfandega, por S. M. I. qu, Dos guar-
de, etc.
Faz saber que, no dia 26 do correnle, ao mcio-dia,
na porta da alfandega, se hilo de arrematar 78 ta-
uoa'sdopinho quesearan, de estiva noarmazem
n. 4, no valor do 53,040 rs.: sendo a arrc.nalac.flo li-
vro de direitos.
Alfandega, 22 de abril de 1847.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade
Weclaraces.
-- O lllm. Sr. inspector interino do arsenal de ma-
i-iiiha,lendo de encommendar para a Parahiba a ma-
deirade sicupira que precisa para ser empregada
na construc^flodenova barca de escavaeflo pelas
formas que existem no mesmo arsenal, por estar
para isto autorisado pelo governp imperial, manila
fazer publico quo far o contrato de compra com
aquello Srs. que d'alli quejram remettc-la. ou man-
da-la vir; devendo apresentar suas prospostas no
prazo de 15 dias .contados de hoje, para
ser effec
de boa
luadocomoquose comprometa a vende- a de boa
qualidude o mais cm conta. -- Secretaria da inspec-
clo do arsenal de marinlia de Pcrnambuco IjUc
O PRIMEIRO SECRETARIO avisa aos Sis. socios,
que boje, pelas 7 horas da noitc ha sessflo da so-
ciedado.
O NAZARENO N. 24,
esl a venda na livrariada praca da Independencia,
ns 6 c 8. Recommenda-se a leitura do inlerroga-
lorio do Sr. Borges da Fonseca, feito na subdelega-
cia ede outros documentos muito intoressantes.
-'- A"luga-so o segundo andar, com um grande so-
o, do sobrado n. 46, na ra Nova, por cima da lo-
ja de alfaialo. que ca na esquina do boceo defron e
da botica do Sr. Pinlo. As bondades deste segundo
andar silo laes que, s vendo-se, se nodera apreciar.
Os prctendentes dirijam-se a sobredila loja de al-
faiato.
Arrematago publica.
Sabbado, 1." do maio prximo, lem do ser arre-
matada, por ser a ultima praca, pela segunda vara
docivel, Dr. Nabuco, logo que se finde a audiencia,
o na sala das mesmas. do renda annual, c por tem-
nodeumanno, a requerimento dos consenhoses, a
casa da esquina da ra do Crespo, que volla para a
ra doCollegio.de3andares esotflo. duas lujas, o
uma dellas ptima, por ser na ra do Crespo o ter 4
portas de frente; a qual foi avahada por700,000 rs. Os
retendentes comparecam no indicado da, so dese-
am obter um dos melhores estabclecimentos, e com
lodos os mais commodos para a moradia, sem o me-
nor sacrificio de luvasou einpenho, porque lem de
ser entregue ao mais animoso dos concurrentes, quo
este he smenle o empenho dos interessados.
Perdeu-se, lo Recife ate a ra estrella do Roza-
rio urna carlcira verde do marroquim, grande, com
43 000 rs sendo 4 notas de 10,000 rs. uma do
2 oo rs.. e outra de 1,000 rs.; duas cartas, uma pa-
r o escrivflo da cmara episcopal do Olinda.e ou-
tra para o retor do seminario da mesma cidade.
Quem a achou, nuoquerendo restituir odinhe.ro, faz
las, 6qmirtos, cozinba, grande quintal e cacimba,
na'ruaFormosa, ns. 2, 6 67; outra dita na ra d.
Uniflo, n. 4, por 14,000 meneaos: quem pretontier,
dirija-so aocscriptorio de F. A. deOliveira &Hlho
na ra da Aurora, n. 26.
Precisa-sede uma ama de leito para cnai unr
menino: na ra Nova, loja de ounves, n. 32.
- l-recisa-se alugar uma casa, sendo deum so an
dar bous commodos, sita na freguezia de Sanio-
AptonioouS.-Jos; tambera so alugam.o.ba.xos
havendo quem lenha e que.ra alug r, 1^ '"
gir-seao largo do l.ivramento, venda n. 20, que a
^iS^CSil'S.. ^rtuguez, retira-se para
Ltb-7'rccsa-scdeuma ama que lave e en|om
perfeitamente o que d-fiador a sua conducta na
ua larga do Rozario, n. 26, segundo andar.
.-Aroliibald Me. Callum retira-so para fora da pro-
""'-Jos Antonio de Souza, cap Uto do paUclio
No,o-T,mcrario, leudo encontrado nesta cidade nu-
tras nessoas de igual nomo o ate mesmo nos ua sua
occuoacTo) razsciento ao publico que .'ora em
Direita, n.'24,ou annuncie.
O doutor Jos Bcnlo da Cunha e Figue.redo
enaSe residindo aclualmentc no Alerro-da-Boa-
ViSti n 37. segundo andar, continuando porma
er o eu escriplorio no mesmo andar da casa n.
46, da ra Nova.
.- Nicolao Machado Freir podo a todas;as pessoaa
que lo Iicaram a devor sorvetcs no Monteiro que
TOlBSSKi. caixeiro : na ra larga do Ro-
".^uS^ecisSrdeuma prm.per.lodo o serv
co de uma casa eslrangcira ou do outra qualquer
Se pouca familia, dirija-se a ruada Moeda, no Re
cife,n. 35.
Aiuci-Houra bom armazem para assucar, ou
cheiras, n. 50.
no
Alexandre Rodrigues
m arando obsequio cm restituir as cartas ; o nflo
querendo entregar pessoalmento pode dingir-sc.a
macada Independencia, n. 3, o melle-las porbaixo
!la porta; e se troucer ludo perfe.lo, sera recompen-
sado.
Aluga-se, por 8,000 rs.. uma ptima casa com 2
QflO
abril do 1847.O secretario,
dos Anjus. .... i
l'orexecucflodosfe.tos da fazenda provincial,
vfio praca para serum arrematadas por venda, no
dia 24 do correnle, por ser ultima pnce, depis da -A'uf"^'" '^ "cz\^l equi.rtal murado,
aud cncia do lllm. Sr. I)r. ju.z do c.vel da 2' vara.os salas 6 qu erlos, ropiar, h Un/U
bens seguinles: um sitio com casa de pedra ceal sita na ra Imperial, n.
siluiJo na estrada da Hospicio, ... III, com 630 pal-;... 82- annunc0 aU0rer comprar ura bom re-
L300, li.do.sm^, J;;2U querendo ainda, dirija-
68, atrs do Gorpo-Santo, de
Aquino ba usura.
D-se dinheiro a premio com penhore. do ouro
mesmo cm pequeas quant.as : na travesa dos Mar-
tyrios,n.2.
Fabrica de cliapeos de sol,
asseio-Publco, n. 5.
Ncste estabelecimento se receben urna porcljo
cheos do sol lurta-cores, da ultima moda do l aris.
"mesmo esta bclccimenlo lem a n^. nd.
._ Pelo novo deslino que deu ao '"ficio da sua
residencia na ra do Hospicio, poderaoDr. Sarmen-
' SLher em sua casa dciles que desejem vir
I cu i mvw*
A!
i
1:000,000 do rs.
Por execueflo
lo receber em >
Iratar-se nesta cidade. Serflo rccehidos nflo s os
doentes do qualquer sexo e condijOoquo sejam,
mas lambem as pessoas, ou familias, que os quizo-
rem acompanhar.
olllcina de encadernacSo que o padre F. C. de
Lemos e Silva dirije na ra de S.-rrancisco, an-
tigamrnlc Mundo-Novo, n 66, acha-ic prvida
_J(le todo o nfcpsaiio para o bom desempenho de
a Maya queiradirigir-se atrslqUliqUi lojadelouga, queselhequerlasi'mcooio lem eaprompta quaoquer emblemas ap-
mesma fazenda provincia
fallar a negocio desou particular mteresse
Aluga-se o segundo andar da casa da ra da
- na ra do Vigario ,
asasteaEteWiasfcWw*8"
propriados a> mesmas obras.
Precisa-se de um homem portuguez para rci-
[tor de nm engenho distante desta praca 12 legoas:
na ra da Cadeia do Recife, n. 55.
i
MUTILADO

f
f


Os abaixo assignados, tendo, em 8 de
jiillio de 1646, dissolvido amigavelmente
a sociedade que tinliam na lojas da ra
Nova n. 8 e esquina do Cabug n 11, que
gyravam debaixo di (Irma de A niara I & Pi-
nheirn, julgam nada dever pertencente
dita firma ; e quem sejulgar credor quei-
ra apresentar suas coritas para seren satis-
feitas : e declaram mais, que a loja da ra
Nova o. 8 ficou pertencendo a Jos de
Alenquer SimSes de Amaral, e a da esqui-
na do Cabug n. 11 a Vlanoel l'inheirode
^4
na
Mendonea, Ii cando a cargo de ambos ac
brancadas dividas activas. Hecife, ai de
abril de 1847. Manoel Pinheiro de
Mendonca. Jos de Alenquer Simites
do Amaral.
l'm homom branco casado, j de idade,
quer ser empregado em admnistrac3o do algum en-
genho : qualquerSr. de hom comportamento que o
queirasem resalvo nenhum, o podo procurar no
engenho Moreno a Ttiom Corroa de Aratijo 011
annuncie por esta folha para sn fazer o ajusto.
Antonio da Silva Ferroira Santos, subdito por-
tuguez, rctira-se para fra do imperio.
Prccisa-se alugar um proto pura o sorvico leve
do 11111 armazn!, pagando-se-lhe mensalme.ntc i-2f
rs. e o sustento : na ra do Trapiche, n. 31.
D-sc dinheiro a premio, at a quanlia de 400/
rs., com ponliores de o.uro ou prata : na ra Nova
11. 9 se dir quem d.
-r No sitio da caixa d'agoa na ra do Pires prc-
cisa-so de um fetor que cntenda de plantajes e
trahalhe de enxada.
-- Jolo Jos Rodrigues vai ao Rio-de-Janeiro.
inn
nhia osou sobrinho Joaquim Vctor de Miranda, o
seus dous oscravos Florinda da Cosiu, e CassianOf
orioulo.
;- Na ra do Sebo, n. 3, empresta-se dinheiro a
juros com penhores de todas as qualidades, em pe-
quenas porefles.
son
Compras.
Compram-se alguns pea de fructa-po de mas-
sa j mudados para pequeos oaixoes : na ra lar-
ga do Rozario junio ao quartel de polica, loja n.
20,se dir quem compra.
Compra-se um par de mangas de vidro : na rna
Direita, n 9.
-- Compra-se um cavallo carregadbr baixo at
meio j o que tmiha bonita figura : as Cinco-I'onlas,
padaria n. 151.
Compram-se, para urna encommenda, escravos
do ambos os sexos; pagarmse bem : na ra Nova,
loja de ferragens, n. t.
Compram-se molequos de 12 a 20 annos, e pre-
tas da mesilla idade; sendo de bonitas figuras pa-
gam-sebom: lambemse compram alguns olficiaes
do sapateiro: na rua da Concordia, passando a pon-
lezinha a dircila segunda casa torrea.
Compram-se, nos acougucs de Jofio Dubos, ao
p dos quartois, moedasde prata do i60rs. a 102
por cento de premio sobre papel, o a mais a cento
por cento em pagamento.
Compra-se o drama o Judeu, pelo seu dobra-
do valor : no botiqun) junto ao thealro.
Nobotiquim da Cova-da-Onca na ra larga
do Rozario, n. 3, contina-so a comprar cobre
para troco.
I'reoisa-se de urna menina de 11 a 13 almos ,
para andar atrs de urna crianca ; quem estiver nes-
las circumstaiicins, ou algucm que tenha alguma
(Iba que queira dispor dclla para esse im dirja-
se a ra airas da matriz da Roa-Vista, sobrado n. 28,
segundo andar.
Precisa-se alugar um escravo para carrogar
pilo e Tazer o scraico diario do urna casa : na ra do
Pires padaria n. 44.
Aluga-se, a urna pessoa capaz, metnih,' do urna
casa, com dousquartos por 4,000 rs. : quem pre-
tender dirija-se a Roa-Vista, truvessa do Capim ,
n. 1:
Firmino J F. da Rosa agradece a todos os Srs.
que se prestaran) a auxiliar o seu oslabelecimento,
na ra da S.-Cruz, do incendio principiado na noi-
to do da 20 do corrente.
ATTENCAO.
O abaixo assignado se dirige a todas as pessoas
que, atlcnilondoassuasms circunstancias e per-
seguieoes que tem soffrido o teem boneficiado ,
rogando-lhes quo mo s Iho aceitem e.te pequeo,
mas sincero testomunbo de sua gralidilo mus tam-
bem que, so o abaixo assignado se encontrar com
alguma das pessoas referidas o nio a comprimen-
tur, como o exigem sua gratidto e dever, se dignem
do o desculpar, attemlendo ao seu mo conheci-
mentooaimpcrfcc.lodosiia vista bom que ainda
mogo. Esta Ihana exposicilo do sua alma prova nao
equivoca deseos scniimcutos, comprehende nilos
a todos que o lecm beneficiado outr'ora princi-
piando do comeen de seus cstudos, como tumbeen
aosqueo estilo fazendo presentemente, do um e
mitro credo poltico, tanto deslu capital como de
seus arredores. Joaquim Francisco ttaptitlade Oti-
lo Oxata esludanlc em dircto at o quartoanno
Precisa-so de um criado de 12a 14 annos para
nm homem soltoiro, fra desta piuca : no Collocio-
S.-Antonio.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da ra
da Cruz, n. 18, ptimo para escriptorio, ou moradia
de homem soltoitro : a tratar no segundo andar do
mesmo sobrado, de manhiia at as 10 horas e de
larde das :iein diunie.
fcorvetc
No Atcrro-da-Roa-Vista dcrrontnda casa do
|Sr. coronel Cbabi, contina a haver sorve-
llede varias fructas, a 200 rs., tendo prin-
'cipo as 5 horas da tarde. "
Prccisa-se de um criado: no paleo do Terco .
sobrado n 9. ^'
Alugam-se osdous andares da casa da ra da
Cruz, n. 40 sendo o segundo aonde esteve o con-
sulado ingloz eoquarlo andar com slito e cozi-
nha,ptimo para urna familia; lodos por preco
commodo : a tratar no .primeiro andar da mesna
casa.
Dcseia-so saber om que lei, regulamenlo ou
oquequr que seja, existo o poder de dur-se um
guarda municipal para carnerada dos Srs. ofiiciacs?
a quem responder dar um mezdo servico gratuito
n. .. O Atropelado.
ua-se dinheiro a premio com penhores de ou-
ro, mesmo em pequeas quantias : na ra de S -
"lia, n. 18, se dir quem d.
Urna pessoa capaz so olTcrcce para tomar es-
cravos de commisslo para os vender : quem de seu
prest.mosequizcrulilisar, dirija-se a travessa do
Ifozano loja de encadernador, n. 2.
- Manoel da Silva Santos, ven-
de fariiiha de trigo da verdadeia
marca SSSF, cligada ultimainen
te a esle mercado.
Voiwl?is.
Vendem-se sapa tos de lustro para senhorajdlos de
duraque.francezes.pretos e do cores; ditos de setim;
ditos de panno e do marroquim para homem e se-
nhnra; ditos de lustro o de marroquim para meni-
nas; sapatOes de lustro e de bezerro, francezes e in-
glezes; ditos de Nantes, de pala e de tres solas; bor-
zegunsinglezes, proprospara a ehuva; ditos fran-
cezes, para hornem, senhora o meninasjchqiiilos de
lustro, de marroquim o de la, para meninos, eou-
tros muitos calcados chegados de Franca polo ulti-
mo navio; assim como um completo sortimentode
perfumaras : o que ludo so vender por commodo
proco: na praga da Independencia, loja ns. 13 e 15,
do Joaquim Pcrcira Arantes.
Vende-so urna armaco cnvklraljada, propria
para airaiate ou miudezas, .que lem 80 vidros gran-
des, pelo preco de 80,000 rs.: na ra Nova, loja de
ourives, n. 32.
Vende-se salitre e enxofre de muilo boa qua-
lidade e por menos do que om oulra qualquer parte-
no escriptorio de Claudio Dubeux, na ra das Laran-
gciras, n. 18.
Vendem-se tres pecas de armacao,
envidracadas, para loja, por muilo com-
modo preco : na ra Nova, n a3.
- Vende-se a verdadetra e su-
perior potassa da Ivussia, branca
e em barris pequeos; na ra da
Cadeia do (leerte, aimazem n. 12,
Venilcm-se3 lindos moleques do 16 a 18 an-
nos ; um pardo do 18 annos ptimo para pagem
trespretos dc2ft24 annos, de bonitas figuras!
sendo um dcHes hom carreiro; urna parda de 24 an-
uos rom habilidades ; duas pretas com ulgumas
hnbilidades ; urna prcta de idade por 180,000 rs. :
na mu do Collcgio, n. 3, segundo andar, se dir
quem vende.
- Vende-se um chao na cidade do Olinda na
ra do Malinas Fe reir ao p da Senhora I). Dioni-
zia, com alicoree, oitflo meieiro com a dita senhora;
urna casa na ra do Cotovollo n. 19 ; urna dita na
ruadeS.-Thercza n. 17; 3 ditas na ra Imperial ,
ns 44, 46 e 48 ; 5 ditas na ra Augusta ns. 53, 55,
57,59 6 61 ; duas ditas de taipa na ra Imperial, ns.
204 0 206; 8 dias de pedra ocal, ns. 210 212 214
216 218, 220, 222, 224 e 226 ; urna escrava' que esta
no deposito geral, de nome Iria para pagamento
do declinas ; 3 canoas sendo una dellas boa para
abrir; uus poucos do porcos As casas vcndoin-se
metade a vista o mcta.le a prazo de 3 anuos, ou mais,
pagando o juro de um por cento com hvpotheca
as mcsinas,
Vende-se arrpz pilado branco; dito vermelho,
tanto por alqueire velho como a peso; feijfio ordi-
nario para esclavos; ludo por barato preco : na ra
da Praia, venda n. 39.
rAiTo \rt'n,dc-s.e > por commodo preco, um casal de
roas do. i amhurgo, brancas : na ra Direita, n. 102.
Tn m"sc 12c'|e'"'as de oleo, ainda novas, a
,oo rs. cada urna; urna marqueza de angco tam-
Trn0r' ''"i 2'000 rs' ",n Par de l'anquinhas de
Jacaranda modernas; urna dita de meio desala; una
casado com colxo c enxnrgflo, ludo perfeitamente
novo, por 40,000 rs.; o mais alguns ohjcctos, ludo
por por preco que agradar ao comprador: na ra
da niito, junto a lypographia.
pateiro de toda a obra virada, o que he proprio para
pagem ; um dito crioulo, de 26 annos do boa figu-
ra proprio para todo o sorvico ; urna parda de 26
annos, que cozinha, lava desabito e cose chito; urna
linda mulalinha de 10 annos, propria para ser edu-
cada : na ra das Cruzes, n. 22, segundo andar.
Vcndem-sesapatosde Nantes de urna e duas
salas; ditos d costura; ditos de 3 solas, proprios
para o invern; sapatos inglozes ; borzeguins o
botins ditos; borzeguins a 3,600 e 7,000 rs.; sapa-
tos de duraquepara senhora e meninas; um com-
pleto sortimentode sapatinhns para meninos; di-
tos de lustro com fitas para meninos, e outras mul-
tas qualidades de calcado chegado de branca po-
lo ultimo navio : na ra da Cadeia do Recifo loja
do Moreira n. 35.
Vende-se urna rica caixa de msica, com
caixa de charflo, por preco commodo; curso da
historia da philosophia por V. Cousin 2.000 rs.;
frascos de graixa de lustro de nova invencto a 500
rs. cada um pois serve para qualquer couro ; co-
nhecimontos, a 20 rs. cada um, e o cento a 1,000 rs.:
na ra do Crespo, loja de miudezas, n. 11.
~- Vende-so urna cama deangico, moderna, em
muito bom uso, por preco commodo : na ra das
Trncheiras, n 31, casa do nicho.
Vendem-se saccas grandes com mi-
Hio furado, a 2,000 rs : a sacca, e caixas
com charutos regala a 1,100 rs. no pri-
meiro armnzem do raes da Alfandega.
Vende-se urna excellente casa terrea, com com-
mndos para urna grande familia sita nesla praca :
a Iratar no princinio da ra Imperial, n. 9.
CHEGUKM AO BARATO!
Vendem-se casaos de pombos grandes, bons ba-
tedores, bonitos e de urna rafa excellente por um
preco muito rasoavel. A ellos, antes quo so ac bom.
Na ra da Florentina, casa de porta ejanella, uofron-
te da coebeira do Sr. Sebastiio.
Vendem-se semen les de borla I ice do todas as
qualidades, chegadas prximamente do Porto, por
preco commodo : na ra eslreita do Rozario, ven-
da ii. 8.
Vende-se urna preta muito moga sadia de
bonita figura com principios de engommar, cozi-
nhar, coser e lavar muito bem : na ra do Rangel,
n. 26, primeiro andar.
Vende-se urna escrava de nacito, muito fiel,
que cose liso, marca, engomma Taz lavarinlo e co-
zinha o diarlo do urna casa : na ruado Vigario, n.
14, segundo andar.
Vende-se ou arrenda-*e a engenhoca deno-
minada l.imciriiiha, sita na freguezia de Tracu-
nhtcn de ptima produces* e do bom assucar ,
capaz de um principianlo arranjar-se : a tratar no
engenho Tamotope-de-Flores.
do sab'So e varrella cose chfo, o h.e milito boa pa-
ra casa de familia : na ra do-Collogio, n. 16, ter-
ceiro andar.
Vendem-so dous moloques de 12 a 15 annos '
um mnlatinhodel2 annos; um escravo bom car-
reiro ; 10 escravas sendo algumas de nac3o, com
bastante pralica do servico do campo, de 16 a 28
annos : na ra Direita, n. 3.
Potassa da Russia,
pelo preco de 180 rs. a libra em barris pequeos :
na ra da Cruz n. 10 armazem de Kalkmanii &
Rosenmund.
Vende-se um piano muito bom, por 250.000 rs.,
com cadeira e excellenlcs msicas do cantoria: nu
ra da S.-Cruz n. 22.
Vende-se um escravo de Angola, do servico de
campo por 260,000 rs.; dous relogios do ouro : na
ra Direita, sobrado n. 29.
_--- Vcnde-se cal vigein cm inda barricas'.chegada
iilliiiian.ente ; cala vasias para asaucar ; uina porcao
de pejuj de ferro, deduaj arrobas; seira grandes para
serrar madeira ; ludo por preco commodo : na ra da
Horda, armazem n. 17.
POTASSA DA RUSSIA, A 180 E 200 RS.
Uinha & Amorim vendem potassa russiana nova e
le boa niialnlade pelo diminuto preco de nove vin-
lense dous tustOes a libra : na ra da Cadeia-Velha,
-- Vndem-so sccas com a mais superior farinha
que existe no mercado a 3,200 rs.: na ra Direi-
Ifl f II i "
Vendem se VliLAS de cera do
Uio-de-Janeiro e de Lisboa, grande c
complelo sorlimenlo : na ra da Scnzal-
la-Velha armazem n. no, de Alves
Vianna
-- Em casa de Manoel da Sil-
va Santos, no ra da Cadeia, n.
4, vendem-se caixas contendo ca-
da una doze garrafas de supe-
rior azeite de oliveira.
Boa-
Agencia de passaporlcs.
Vis^"|anfi.0nColIeei0 ? ,0' no Aierro-da-Boa-
Lano nlrA f conlln"8m-so 8 tirar pussaporlcs
unto para dentro, como para fra do imoerio- assim
romo despachan) se escravos :. ludo coTbre'vidudc
"enii8*"80 Uma c?,a Aterro-da-Boa-Vista, '
sntTC P.ara "80CI0 e ^""lem d-uascamarii.l as
%r.trimba--a tratar -
cx^rocmSiS^ ':ereira F"^
provincia 'm Ao nroiS0."""" ? fl,Zen,,8 d
dosU cidade, tan8lo, iveP| rol B,iV0ar W
minlstrativo requo cudo o X ""1.6' C ,,u *
'osaueoprocurrem't Z^^
na, Ihesoureria, alfandcia m, i^ '."
He a sua residencia na r '"tado' cct
meiro andar, onde" .rb.;?.tue"n.ado' P"-
^ onue o acharao a qualquer hora do
A ESTRELLA DA NOITE.
Lindissima valsa para piano : vende-se na ra da
Cadoia doRecife, loja de viuva Cardozo Ayrcs & Fi-
mos : preco, 500 ris.
Vende-se, no primeiro andar do sobrado n. 3
da ruado Alerro-,la-Boa-Vista, uma arroba deprus-
sialo de potassa 'cyanoferruro rleputastium).
fc-Ji" a* cTlilas lim'"ls' l,ons Pa,,nos. a meia
Kni n i CrVlid' a Pa 5'700 rs" i sa,Ja P"!t lo
boa seda limpa a l,280rs.o covado ; un uarda-
Liyros moderno em bom uso; uma canoa aliorta,
ue conduzr familia : na ra eslreita do Rozario n
10, lerceiro andar. "
rVen campo, de25 annos pouco muis ou menos, o de
d r!?lira.:- "" rua da Cruz n 8> sSonAo an-
dar, casa do l.ima Jnior & C
iruida pllo.?.e.UmCarrodcdu" T0dna> bem cos-
dollMnf? ua8,nlov. Pr preco commodo: ua rua
_ vP T' cocl,e'"> Jo Emilio Francez.
5, de bona nol,"ra *,es"avos. ""do : um esoravo pe-
^' 0e D0" 8ura de annos, meio ollcial de sa-
NA IUA DQUKIMaO, N. ii,
Vendem-se lindas manas e seda,
mnilo linas as m..Ws modernas que lia ,
proprias para senhora e meninas, a 3,*>oo
rs. coi tes detassade cores ixas, ede
lindos padres, a 4,000 rs. ; sarja lies-
panhola ; dfa franceza ; los preios ; lu-
do por menos de seu valor, por ler aca-
bado a Qtiaresma : na loja nova de Ii-
C. Lcite.
Vcnde-se um bonilo mulalinho claro de 20 an-
nos de boa conducta proprio para pagem por
soi -bom cavalleiro : na rua cstreila do Rozario, n.
10, toreciro andar. '
PANINOS-HETSI-INS
e noyos na loja ; velludo pelo; chama-
loledeseda, para colleles godas ; se-
tjm macan ; o verdadeiro hrim (raneado
de lislras de edres ; na na do Qucimdo,
loja nova, n. n, de Bayinundo Carlos
Lcilc.
r^lAli0r.do,.do.l"'^UR /nrfPrfn'e fundeado dc-
ClleB,0'V('"dt'-"(!splH),'m rama e carne
socca por precos com modos-, boa fazenda.
= Vcudrni-ae motiua de leno paia engeuhos de as-
aucar, para vapor, agua e bojla, de diversos tanianhos,
por preco commodo; c Igualmente tafeas de ferro coado
e balido, de todos os tamanhos: na praca do Corpo-San-
to, n. 11, P, caa de Me. Calmont 4 ConAianhla, ou na
rua de Apollo, a'Piuazetn, n. 6.
-= Vende-se umo parda de multo bonita fbnira .1
que cozinha bem o diario de uma casa, lava
-- Fugio, no domingo, 18 do corrente, urna preta,
de nome Genoveva, de nac-o*da Costa; levo
becilo de alfiodlio, saia de chita branca com i
miudinhos ; healta, com um talho Rrande na
tas .slgnaldo sua torra falla muito atravessaila.
Recommemla-seasaiitoridades'policiaes, o cptaej
decampo de a pegarem o levarom a rua da Coiicci-
?ilo da Boa-Vista, n. 46, que serSo generosa monte
recompensados.
- Fugio, no dia 15 do correnle, um preto de
nome Caetano crioulo, da freguezia da Muribeee,
cornos signaes seguintes: de mediana estatura ,
cheio do corpo, espadado, faces grosseiras, nariz
chalo denles alguma cousa alvos e perfeilos e os
da parte superior meio abertos, olhos naturaes,
cabeca um tanto grande cOr fula ; lem dolado es-
querdosobreo peito para as costollns uma grande
marca do caustico de pouco lempo, e das cosas
procurando as cadeiras, uma marca do menos de
|K>lleg"da que parece signal ou queimndura ps
um tanto largos; he muilo fallante, e he provavel
que tonha ido para as parles do Itamaraca aonde foi
criado ou para MariaFarinh.i ou quo se olTerec a
a andar em alguma barraca pois he canoeiro. 0
nbaixo assignado roga a quem o pegar sendo no
Rccife, de o levar no armazem do Sr. Jos da Silva
Campos quo ser recompensado o fra da p
no ongenho S.-llarttxjiomcu, em Muribeca; fug
camisa encarnada e calcas de algodiozinho azul de
lislras, chapeo de palha o uma trouxinha em um
lenco vermelho. Silvano Thomas de SouiaMaya-
Ik/m.
No dia 23 de marco do correte anno 3 indi-
viduos do serlo furlaram do engenho Ciimorim-
Grande, um escravo crioulo, de nonie l'ascoal, mui-
to moco poucoi barba nariz chuto o grosso esta-
tura mediana falla groSsa ,'ps mposo" nilo gran-
des orelhas fundas para brinco; gosla muito dns
cantigas e dancas dos preios de Angola i quem doli
dor noticias ,ou conduzi-lo ao dito engenho, sera
generosamente recompensado.
No dia 6 do corrente mez, fugio um escravo de
nome Manoel, de idade 25 minos, de estatura regular,
rosto redondo, nariz achatado; levou vestido calca
lo brim cr, camisa de madapolao, e chapeo de pa-
lha de abas muilo largas; lio muito rachaceiro, -
quando esl bebadoarma desorden, e lio muito lao
drilo lem sido vislo n'outra banda, nos A rogados;
para as bandas do engenho do Meio: avsa-se pes-
soa que o tem acoitado, o o traz no seu .servico, do
queja ha noticia, equeem 24 horas o venba restituir
a seu senhor, se n3o quizer (car subjeilo s penas da
lei: e roga-so a quem o pegar que o traga a rua da So-
ledade, n. 32, onde ser generosamente recompen-
sado.
Fugio, na madrugada do 21 do corrente de
bordo do brigue Norma o escravo crioulo de no-
me Flix altura regular, bastantesveco do corpo,
rosto comprido .erfylaj levou calcas de rwcado
azul e camisa branca inlitula-se por forro, sabe ler
e he muito esperto e bem ronhecido Desta pinta ,
por ter em oiilro lempo pcrlencidoa Anlonino Jos
de Miranda Calcio. Dito escravo veio do Rio-de-Ja-
neiro sob pretexto de forro ; foi capturado pela po-
lica e oSr. subdelegado da freguezia de S.-Jos,
como consta do Diario-Noto ; o sendo Conhocidoda
propria pessoa que o comprou quclle Miranda por
Jo,1o de Carvalho Rnpozo, este Sr o venden em
Santos ao capullo do brigue Encantador Joilo Fran-
cisco Fernandes ; os abaixo assignados o reclama-
ra m como encarregados dos negocios desle tiesta
praca, e Ibes foi entregue no dia anterior sob
naneados niesmos como consta do Diario de Per-
nambucodeiO do corrente. Em coiiscquencia nao
s do compromelinicnto em que se achain os abaixo
assignados, como para constara quem pertence os
abaixo assignados olTerecem desde j com mil rs.a
quem o possu capturar e trazer a rua da Cadeia,n ,45,
reconinicndanilo-se nilo toas autoridades j oiiciacs
da provincia como a lodos os capullos de cuui| o.
Amorim limos.
Fugio, no dia 6 do agosto de 1842, um pardo,
de no me Jos, de 20 annos, cabello bom o voi luc-
illo, que com a cor que tem, passu por branco, olhos
amarellos cara redonda, boicos grossos ; lem da
parte dircila um dent tirado no queixo .superior,.
(lentes limados, fulla meia tula ; tem urna barroca
na testa do um couceque Hieden um cavallo que
estando com o cabello grande adiante encobre
Iho da testa, cheio do corpo; quando fugio ainda nao
linha barba ; he rendido de uma veiilha, que os-
lando de calcas appareco a quebradura, quando an-
da lio com os joelbos cabidos para adianle. Roga-so
as autoridades policiaes c cap i mes do campo do o
apprehenderem e lovarcm aoseu legitimo senhor,
no engenho Moreno fregueziude S.-Aniaro-Jaboa-
io, que scio gratificados generosamente '
Fugio, em dezembro do 1839, urna parda de
nomo Antonia de 50annos pouco mais ou menos,
cabellos meio vermelhose ralos, lesta grande, oUios
acaslanhados, nariz grande e meio carcuhdo, hcicns
grossos denles limados c o da parle direita ou es-
querdo do queixo superior lirado; tem na barroca
da barba um signalziiih preto da parle fjireita ,
iieitoaescurridos, secca do corpo nilo he alta ncni
Ijiixa, quando anda hoescanchada, ps curios o os
dedos abertos; be parda clara,hebiu lun'o.salie coser
o fazer renda, mus tuclo luz de nenies: tambem apur-
teja o benze quanlas bruzaras ha : quem a negar
leve-ao engenho Moreno, em S.-Amaro-Jaboaiao ,
quesera recompensado.
-Fucio, no dia 21 do corrente, uma prcta c
nome Josepha do genlio do Angola ; representa ler
40 annos, estatura alta buslaiito gorda, cara lar-
ga andar descansado ; levou vestido do melim
preto anula novo o panno da Costa azul com lis-
Iros blancas ; foi escrava do Sr. Joaquim Antonio
deFanas Rarboza morador na rua do Itangel, a
quem foi comprada o mez passalo : qem a pegar
leve a rua das Larangeiras, n. 18, que ser recom-
pensado.
PtoRN.: na typ. pe*, f. defaria.-i847. % r-.
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