Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08772

Full Text

Anno
de
I t-J"
Quinta-fera 9$
n TlUnO publica-* todo o dias, que nio
r0em "e R, ....rif|, niumt adiarttadnt. Os an-
4<" "! .?."'" f 3 i"'"i.lo, a raale de
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nuncios no
, 40 rs. en tyi'O iiflVrenlc, a a!
ntida- O quo '
JP0

PI1ASES DA LOA NO MZ DE ABRIL.
.M 8, os 5t.min. da tarde.
HhirOH" ^ )5 ist boraf e i m, ,| reanima.
'l V ij'' 4' *,ion"e,e ,nin"d* m*,,,l"'
Cr*t*B. jn ,s 11 hora e 5 miau, da larde.
Luc"'
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goi.nna e Parafcyba, i segundas esextas feires.
Kio-(,ranile- l abo, SerinSem, llio-Formo; Poito-Calvo a
al cel no 1., ii ei dcada mea.
(araubun eUmiUo, a 10 e 21. '
Boa-Vista e Flores, 'a I 3 e 18.
Victoria, as quintas feiras.
Oliuila, todos os dias.
PREAMArl DE IlOJE.
Primelra, s 10 boras r minuto da larda.
Segunda, as 1 liorasel minuto da manilla.
de Abril.
Anno XXIT.
N. 00.
das da semana.
19 Segunda. S. Scrates Aud. do 1. do or-
plios, (lo J. do c da v. e do J. M. da 2 v.
20 Terca. S. i< cciiidino. Aud.do J. do civ.da I
t. e ilo I. de pai do 2 >Kst. de t.
21 Quarta. S. Ancelmo. Aud. do >. I <"'*
ila 2 r e do J. de paz do 2 dist. de t.
22 Quinta, S Soler. Aud do J. de orpb.,
edo J. municipal da I vara.
2 Setta. S. Jor,e. Aud doJ. dociv. da I.
. e do J. de pai do I. ditl. de t
24 Sabbado. S Honorio. Aud. do J do cir. da
I. v, e do J de pat do I ditt. de t.
26 Domingo. S. Marcos.
CAMBIOS NO DA 20 DE ABRIL.
Cambio obre Londres de 20'/4 a i*'/ d
> l'.ins 31 !> rs por Trauco.
a Lisboa 95 de pre
Uec. delettras de boaslinn-s
OairoOtras l-espanholas....
a Mod.-isdelOOvelb.
a de Olioo uov .
de i}oon .....
Prula Palacoe i.......
Pesos col un ires...
Ditos mexicano....
Milida.............
p.ll.
n io.
' V, P-V o me.
2>500 a J|0
lOfJOO a 11/300
IGfiOft a Ib|1*0
SfOOO a jlOO-
202O a 2>040
2>o00 a 2|020
i|aen a ijTnn
11900 a 1*870
Acedes da coinp.do lleberbede 40|O0 rt.ao par.
DIARIO DE
PATE 0FFICIAL.
i
MINISTERIO DO.MPfilUO.
Illm. e Exm. Sr. Sendo presente a S. M. o Impe-
rador, com o'ofiicio do V, Exc. do 9 do mez passado,
acopiada rpprrsenlaglo que Iho dirigir a cmara
municipal do termo do Ical, eni que, expondo os
graves inconvenientes a que ficam subjeilos oselei-
tores do lugar com Q anuexamento da respectiva pa-
rochia no circulo eleitoral que lem ospu assenlo na
villa, cabeca de comarca, de Itapicurmerim, pede
que se revogue nesta parte a resolugiio do governo
provincial deCde outubrode 1846 : manda o mes-
mo augusto Senhur declarar a V. Exc. que o artigo
63da leLrogulamenlar das eleigocs prohibe que de-
poisde marcados os circuios ou collegios eleitoraes
pelos presidentes das provincias sejain alterados por
qualqiieroulra autoridade que nao seja o poder le-
gislativo geral ; o que por consiguite a esse poder
ser presente em lempo a mencionada representagao.
Dos guarde a V. Exc Palacio do Rio-de-Janeiro,
em 22 do margo de 1847. Joaquim Marcellino de
rito. Sr. [-residente da provincia do llaranh&o.
CORRESPONDENCIA DO JORNAL DO OOHMEBCIO.
Viagem de S. W. o Imperador.
Campos, 31 de marco de 1847.

s7 horas da manhaa S. M. sahio a p com o ca-
marista, guarda-roupa e medico, a dai um passeio
pelo cercado da fazenda e ao redor das oflicinas, pa-
rando por algum lempo na heira do rio Muriali, so-
bre cuja margem esta situada a fazenda doSr. Neto
Cruz, para contemplar a belleza dessa situaciio. Re-
colheu-se casa, o s 8 1/2 almogou. Depois do al-
ninco entreteve-se por algum tempo em fazer adivi-
nhacoes de cartas s senhoras que, n.lo sabiam o que
admirar, se a liabilidade do imperial hospedo emse-
rnolliantcs brinquedos, se a sua bondade c Ihancza
para com os seus subditos.
As 10 horas S, S., depois de despedir-se de toda a
familia, que elle dcixra com saudades, alravessou o
rio Muriali, c em oarunho seguio para a fazenda do
Sr. I.uiz Antonio do Siqneira que, cinco dias antes,
Uvera a lionra do convidar a S. M. para dignar-se
aceitar um janlar cm sua casa. A galeota, movida
por 16 remos, subi vasia o rio c foi esperar no por-
to desta fazenda para nella regressarS. M. As 10 1/2
S. M. chegou fazenda do Sr. Jos'Ribeiro e Castro,
c ahi apeou-se para descansar um pouco. Foi S. M.
recebido porta pela senhora D. Maria, esposa do Sr.
Jos Ribeiro, por este senhore pila senhora I). Fran-
cisca, esposa do Sr. Dr. Tinoco; entretanto que urna
girndola de foguctes e as salvas das bombas leva-
vamaoar a manifestag.lo de alegra dequeoSdonos
da casa se achavam possuidos vendo em sua residen-
cia osen adorado'nionarch. Varios coqueiros ear-
cos ornavam a frente da casa, c o caminhn por onde
tinha de passar M., eslava liem arraniado. S. M. v-
silou a fabrica, e ahi vio a grande caldeira para a pre-
pararflo do nielado feito no vacuo : he esta a nica
pega que resta do complicado e caroapparelho dd
Sr. Prates; porque o reslo do inacliinit no j foi
liansportado pffpa a fazenda do Sr. Juliiio Uaptisla,
qne eojnprou loda a machina ao scu proprielario, e
que breve a far trnballiar.
Depois de comer um pouco do docedecco, que
I lie IV) i -a offereciilo de urna mesa liem guarnecida de
variados doces, S. M. seguio para a casa do Sr. Si-
queira, onde chegou ao meio-dia |iouco niaisou me-
nos. O Si'. Biquelra coSr. baiio de llapemerim vie-
ra m ao enconUo de S. M.., c acbando-o anda na fa-
zenda da Sapucaia, oacompanharania cavallo al n
casa. S. M. fui recebido a piula pela senhora do do-
no da casa, por sua sobiinba e pelos seus parer.tes,
c no meio do hymno nacional, tocado por urna ex-
ccllenle banda do msica perlencenle ao Sr. Si-
(|ueira. Ctlarauntdire, bouve mu i los foguetes e
bombas.
Depois de algum descanso, a linda c inleressaute
sobrjnha do Sr. Siqneira foi ao piano e canlou oh y ni-
o, (ndooqual o Sr. Skyieira deu vivas a S. M. o
Imperador, aS M. a Imperalriz e aos principes im-
periaes, o que foi respondido com enthusiasmo pelas
pessoas que se achavam presentes.
A' urna hora S. M. fui. visitar a fabrica de serrar
movida por vapor, que^ie excellcnle c bem arran-
jada.
As duas e meia servio-so um delicado o sumptuoso
janlar, diguando-sc S. M. admiltir a mesma mesa o
Sr. Siqueira, sua senhora e sobrinha, os patentes
mais prximos da casa, calgumas pessoas dislinctus
que all se achavam.-Aiilea de S. M. so levantar da
mesa, o Sr. Siqueira, pondo-se do p, fez a saude de
S. M. o Imperador.
As quiltro boras S. M. se despedio das senhoras e
do Sr. Siqueira, com.quem por vezes conversuu des-
de qnocliegou a sua fazenda, e com ar lagueiro agni-
deceu a sua boa tiospcdngcm. Kmbarcou na galeota
que, impellida por 16 remos e pela correnteza do Mu-
riali, chegou a fazenda do Sr. Manoel Pinlo s5
menos um quarlo. -
Ahi parou c desembarcou. Um quarto do hora de-
pois, S. M. convidou a familia do Sr. Manoel Piulo a
scrvi-sc da sua galeota para transpoita-la cidade.i
oque ri aceito, viudo juntos S. M., as senhoras, o
Sr. Manoel finio, a esposa doSr. Joaqun Pinto Neto!
dos Reis e sua flha. Coma na gak-ola nao couoessis
mais gente, o medico c o estribeiro-menor vieramj
em ascaler separado; o camarista, presidente e mi-
nistro, fra da coberta da galeota. Durante a viagem
formou-se urna medonha trovoada do lado do sul,
|"que, seguffdo os praticos, costumi embaragar a na-
vegagflo; entretanto, depois de alguns chuviscos,
o lempo comegou a melhorar o tornou-so bom.
Apenas appareceu a galeota na altura do fumino,
que um sem numero de foguetes subi ao ar, annun-
ciando o regresso do monarcha. Todas as ras bei-
ra-iio achavam-se apinhadas de povo, as janellas
guarnecidas do senhoras, e dt^nvolvia-se um en-
thusiasmo igual ao do dia da entrada doS. M. na ci-
dade.
S. M. desembarcou, no meio do vivas, a mui peque-
a distancia da sua residencia, e, acompanhado das
senhoras, foi para palacio. Nessa occasifto leve a
honra de Ihc beijar a milo o camarista o l-.xm. Sr. Jo-
s do Saldanha da Gama que acabava dechegarda
corte. S. M. o recebcu com afago, edelle se infor-
mou da sadedesua augusta esposa e de seus fillius,
licamlo s. M. mui satisfeitn pelas boas milicias que
Uvera da familia imperial, annunciando depois a lo*
dos que o Exm. hispo de Chrisopolis achava-se ine-
Ihor, segundo os reJatorios que recebera dos mdi-
cos da imperial cmara, doutores Cunha c Luiz Car-
los. Esta ultima noticia foi para S. M. de muilo pro-
zer, polos cuidados C ahegoes que a perigosa moles-
lia do bispo Ihe Uvera causado logo que elle recebcu
esta triste noticia.
As 8 horas S. M., as senhoras e varias pessoas que
se achavam em palaeio, tomaran) sorvetes, c as 9 S.
M. dignou-so convida-las para ceiar. As 9 1/2 todos
so retira ram, eS. M. continuou a conversar cornos
semanarios at as II horas, em que se retirou para a
sua cmara.
1.* de abril.
S. M. parti s 10 horas para a matriz, ondo assis-
lio festa c fez elle mesmo o lava-pea. Na igreja nilo
havia mais lugar para o povo, cujo aperto era extra-
ordinario.
As senhoras das principaes familias de Campos fo-
ram-se enllocar em frente do camarina e (Icaram per-
tode S-M. noactodo lava-ps. Serviram ne9soacto
de mogos lidalgos, por especial merec, os Srs. Bento
Gongalves da Silva c Manoel Gongalves da Silva, U-
Ihos do barode Araruama, eum Ribo do Sr. Benlo
Renediclo Baplista Pereira. Serviram mais o Kxm.
camarista Candido Jos de Araujo Yianna de morilo-
ino-mor, o Exm. ministro da fazenda de reposteiro,
o Sr. Manoel Hygino do Figuciredo de mogo da toa-
llia, de esmoler-mr e meslre de ceremonias, o o
F.xm. presidente segurou na espada de S.M.,emquan-
lo durou a ceremonia do lava-ps. Foi prador
uessedia o conego Collares que fez un luilhante
sermilo As esmolas aos pobres do lava-ps foram
de 10,000 rs., e receberam esmolas em palacio urna
guinde quantidade de pobres que alli appareceram.
Sflo7 horas da noile. S. M. tcneiona ir concias
igrejas, o que duvido possa fazer, porque a noile es-
la muito escura e ameaga c|iuva. Nesle inslanle
chegou a palacio o Sr. Saldanha o sua familia, com
quem S. M. se cotretevo a conversar por algum tem-
po. S. M. goza de perfclta sade.
2 de abril.
O tempo que hontem noite amcagava ebuva, tor-
noti-septimo, e por isso S. M. sabio a visitar asi-
grojas de S.Francisco, do Carmo, a matriz, e a de
Nossa Senhora da Hoa-Morle. Muitos ottieiaes, tan-
to de avallara como de infanlaria da guarda nacio-
nal, com tocllas, acompanhai am a Sua S. II. O juiz
dedireilo, odcoiphaos, o municipal, o delegado de
polica, o commandanle superior, o commandante de
eglflo e nmitas nutras pessoas, seguiram o monar-
cha na sua digressfW. Os templos, que se fazem no-
lar pela sua simplicidade, ostavain bem illuminados:
(l'enlreellesa igwja da Boa-Morle hoque se achava
maisbrillianteoinaisbem arranjada. S. M. demo-
rou-seem cada urna dellaa o lempo necessaio para
fazer oragOo, e recolheu-se sua residencia s 91/2
da noite. O estado do tempo e o receio da chuva fez
com que houvessc pouca concurrencia do povo
8 do abril.
As 10 horas o meia S. M. foi. a p, assistr paixflo
na igreja matriz Havia um concurso immenso de
hmense senhoras. S. M. deu de csmola nessa oc-
casiilo12moedasde 4,000 rs. Itegressou a casa a
hora e meia da tarde, e vai ver passar a procissio da
casa da senhora D. Auna Barroso, que mora na pra-
Cfl
manha tencionn assislir S. M. festa da matriz,
e de noite honrar qom a sua presenga o baile do Sr.
Joaquim Pinlo Neto.
No dia 5 volta S. M. fazenda do Sr. Joaquim Pin-
lo Nelo para fazer urna partida de bilhar.
No dia 6 tcneiona visitar o canal do Nogueira o pas-
sar a imito cm casa da senhora I). Auna Barroso.
.No dia 7, dia de grande gala, ira S. M. ao llieatro, e
no dia 8 partir para S.-Joo-da-Barra,onde regiessa-
ra no dia 10.
No dia llassistirS.M. abertura do lyceo, e par-
tir oo dia 19 pora S.-l'idelis, donde voltar paro
Campos no dia 13.
No dia 14 dar S. M. um baile om palacio, o no dia
6 partir para Qussaman, donde seguir para o
corle noslia 19.
1114111,1 U I11 II \ AII lll! CU.
nrcirr, ai dk abbii. de 1S47.
Alguns dos Srs. deputados (jeixaram de compare-
cer hoje, e por isso a assembla nlio trabalhou.
Hojo, s8 1/2horas da mantilla, recebemos asga-
zetas que nos trouxe o vapor Pernambucana, chegado
hontem dos portes do Norte.
As.do Coar alcangam a 14 do correte.
Visitados por chuvas tilo copiosas e aturadas, que
em alguns dos lugares contraes, bem como em S.-
Joo-do-Prncpo, tinham produzido endientes de
rios. aquelfes dos habitantes dessa provincia que so
(liloao precioso Irabalho de rotear os campos, pres-
tnirosns soaproveilavam dgsse favor dos ecos, e ha-
bilitavam-su a colhor delle todo o beneficio possi-
vel, qur preparando do novo as Ierras quo o (lardo-
jar do sol havia lomado rcenlas e improprias para a
plantaglo, qur semeando as que se nilo achavam
om tflo mao estado, c apenas precisavam da frescura
que das chuvas receberam.
A 9 de margo prximo passado, fallecou o coronel
de segunda liuha.Joao de Araujo Chaves, quo outr'o-
raalli occnpra o cargo de commandante das armas.
Entre o vigaiio da C-anja o o do Acarac penda
mui seria quesillo acerca dus limites das respectivas
freguezias; ecom(|uanto, conforme refere o l'idro
II, o nosso mui digno prelado j teuha providencia-
do a respeito, anda os dous parochos nilo liayiam
diegado a um nccoido, que-lanto mais necessariose
torna, quanlo he nconleatavcl que desses conflictos
entre os pastores espirtuaes podeni resultar mui gra-
ves inconvenientes religiilo o ao estado.
Os jornaes do Maranhito cliegam a 10 (leste mez.
hslava muito adianlada a obra da concilagflo dos
parlidos, que o Exm. Sr. Franco de S tilo nobromen-
le emprolicndra.
S. Exc. continuava a merecer as sympalhias dos
seus comprovincianos; os pensadores, osjusticc-
ros, estavam satisfeitos com a sua adminislragilo ; e
os seus actos anda nao desagradavam sen;"o a um ou
mi Un desses entes iucontentaveis, a quem nada pare-
ce bom, e que sempre esLIodspostes a capitular de
mase nflocousentaneasao molhoramonlodo paiz as
medidas quo nao parlom do si, ou do acanhado cir-
culo, a que pertencem.
clero maraiihense havia perdido um dos seus
mais dignos meuhros, o conego Antonio Rodri-
gues da Silveira, que expirara a 26 de feveroiro pr-
ximo passado, o que, anula no verdor dos annos, ti-
nha costumes verdaderamento apostlicos.
E nao he s essa a nica existencia preciosa, cuja
falla lem o Maranhno de lamentar: lamhcni Irans-
poz os umbraes da oternidade o comn endador Anto-
nio Ilaymundo Franco de Sa, terceiro vice-presidon-
le da provincia, presidente da respectiva assembla
o director geral do Indios.
De posse de folhas de Portugal de dalas mais mo-
dernas do quoas existentes no Rio-de-Janeiro ao sa-
bir dalli o vapor S.-Sebaitido, e a que nos referimos
m 0 numero 87 deste Diario, assim se exprime a re-
dacefio do l'ublicadur Martn/tense acerca da guerra
civil, contumazmente sustentada pelos habitantes
daqucllc reino :
Pela Urbana, onlrada de Lisboa no da i.' do cor-
rente, recebemos jornaes daquella capital. Os que
a vimos alcangam apenas a 27 Ue levereiro. Depois
da victoria do Torrcs-Vedras, nada tinha occorrido
de grande importancia. Alm do que se v nos
extractos quo hoje damos, consta-nos que o marc-
chai Saldanha se acha em Olivcira de Azeineis, a
u cinco legoas do distancia do Porto, porm anda
nao tinha Hlravcssado o Douro, e que de Lisboa la
sabir o bario da Foz com alguma tropa e arlilhana
para sitiar Evora no Alemtejo. Vimos nos jornaes
que fra modificado o ministerio, entrando para a
fazenda o conde deTojal, e interinamente para a
'guerra o bariio do Ovar; que foram soprendidas
parle das forgas do major llharco pelos pronuncia-
dos dosul do Tejo; equo o novo ministro inglez
SirGcorge Ramilln Scymour, quo veio sulistiluir
a a Mr. Southern, apreseulou as suas credenciaes
a rainha uo dia ^0 de fevereiro.
As noticias que recebemos do Porto pela bar-
ca Carotina, de la sahida no dia 2 de marco.nao ad-
antam sobro as que j tinhanios por Lisboa. ~As
a folhas dos pronunciados conteni as inesmas fan-
farronadas o cxageragOes quo o Diario do Governo;
o que nos parece he que a lula so prolongar, sal-
a vo algum incidente imprevisto, porque nenhum
dosdous pailidos tem forgas bastantes para dar
golpes decisivos. Depois da retirada do conde
das Antas de Santarem, as torgas do Porto leem
a crescido, por se haverom sucessivamenle recolh-
do lodos os populares levantados em diversos pon-
los. O general Povoas, que esteve qtias cercado
por Migas superiores dos lenles do duque de
Saldanha, pode escapar-1 he por meio de marchas
a c contra-marchas habilsimas, e conseguio roco-
llier-so ao Porto. A junta coiifeiio-lho o titulo de
conde de Povoas. Varias divisossahiam froqen-
a tmente a pereorrer toda a provincia doMinho.
A junta linha lies vapores a sua disposigao, o Du-
que-do-l'urlo sossobrou querendo rebocar um na-
vio para dentro da barra. Em compcnsag1o_o va-
por l'orlo, perlencenle ao governo, so Ihe veio cn-
k tregar O marechal Saldanha eslava a urnas cinco
a legoas, masaopiniao geral das toldas do Porto,
a he que elle nilo se atrever a atacar as hnbas.
a O Alentejo eo Algarvecontnuam insurreciona-
rlos. EmAlcacor o major llharco, que havia bati-
a do os pronunciados de Cintra, foi sorprendido
a e aprisionado com160homens quecommandava,
havendo morrido 17 no ataque.
a Em Lisboa ha um partido quo quer a reintgra-
le gao dos Cabraes, c aos seus manojos sedevejaa
a nomoagflo do conde deTojal paja a pasta da fa-
a zonda.
O Para, que desta vez nos nilo remetteu o seu Tre-
m de Mato, acha-se tranquillo.
Hontem, depois do 8 horas da noile, em urna das
tabernas do patoo da Santa-Cruz, barro da Boa-Vis-
ta, indo o caxoiro tirar do urna das pipas certa por- .
gao d'ago'ardenle, e havendo tido a imprudencia de
conservar tima vea accesa na mao esquerda emquan-
tocomadireita abra a lorneira, succcdcuque o liqui-
do espirituoso, ao cahir sobre a luz, repentinamente
seinllammasse, communieasseachanjiiaalodaa. pi-
pa, e produzisse um incendio, quo telizmenle foi de
prompto abalado.
As igrejas foram expeditas em dar o toque de fogo,
e poneos momentos depois delle, vimos atravessar
para o referido bairro as bombas dos arseoaes de
mai inba e guerra; indo a desle acompanhada de di-
versas pragas da companhia de artfices, e guarne-
cida a daquelle pela gonte que so acha sob a inspec-
gilo do capllo do porto.
Por essa occasao, fazemos sentir autoridade, -
i|uem competir, a necessidade do regular esses toques
do maneira quo, ao mesmo tempo que indiquem ter-
so manifestado o incendio, assignalem o lugar em que
scelbideu; aliindeque as pessoas qupalo signa!
forem despenadas dirtjam-so logo para esse lugar,
e em indaga-lo uno porcam um tempo precioso.
Quanto a nos, isto fcilmente se conseguira, de-
lermiiiando-so aos sacrslilesque para annunciarem
incendio cm cada urna das freguezias da cidade, a-
doptem um numerocerlo debadaladas: como, por
exemplo, seis para a de Santo-Antonio, oito para a
da Boa-Vista, dez para a de S.^Jus, e doze para a
de S.-Frei-Pedro-Gongalves.
Correspondencia.
Sri. Redactores. Amigo do mui digno director,
do arsenal de guerra desU provincia, o Sr. coronel
Cipriano Jos de Almeida, sinto pular-meocoragfto
.ie prazer, quando lonbo oecasies de coovencer-
mo de que as bellas qualidades desle distincto mili-
tar sSo devidamente apreciadas.
Urna dessas oecasies foi cortamente aquella em
qne.londoa Senlinella da Monarchia de 21 de margo
ultimo, nella deparei com um artigo quo, a pedido,
publicara essa gazeta, o no qual um Cearense ma-
nifesla o bom jui/.oque forma do meu mu nobre a-
migo.
Apenas terminei a leitura conceb o projecto do so-
licitar do Vmcs. a transcripgao do trecho do referi-
do artigo, que ao Ilustre coronel diz respeito; po-
rm os mous nilo poucos afazeres concorreram para
que s hojo podesse realisar esse meu projeclo : e
por isto, cis-meante os Srs. Redactores, rogan.do-
Ihes semelbante traiiscripgilo.
O trecho, a que me reporto, he o seguinte:
Ficamos muito alegres quando vimos aqu que
pela imprensa tora lembrado o digno coronel Cy-
prianoJosd'Almeida para virgovcrnnr o Ceara,
porque, comquanto o nilo conbegamos pessoal-
mente, lomos as mais favoraveis nl'ormagoM d'es-
so honrado militar; o l'edro II transcreveu esse
-artigo que servio de lenitivo a todos: nas, que
a tardanga ho essa 11
Por este favor muito ohrigado Ihes ficar, Srs.
Redactores, o seu leitor o assiguanlc__
Fnblicarocs si pedido.
ALAGOAS.
POlICaS PALAVR4S AO Sn. ESCRIPTOB DO DIAI0 SOVO,
que no dia 5 de marco tan agallado te mottrou, por eu
Ihe kavrr dirigido algumas atercOes mai$ acrimonio-
sas, em resposta sua parle nilo official de 9 de fen-
reiro passado.
Eslava bem persuadido, Sr. Redactor.quo fosse es-
so Uro dar om algum liso, ou cabano daqui que as
cnxorradas livesso conduzido a Pernambuco, e ah
o choque da viagem o fizesse vomitar parlo das ca-
lumnias, de. que vivem constantemente recheados;
errei, porom, o alvo sem o querer, porque nunca
me persuad que um escriptordo Diario JVopo,allielo
como siiponhoj a parlidos das Alagdas.dando o des-
envolv ment, como, disse, a pegas olllciaes, tilo
apaixonado e parcial se moslrasso, a ponto de no-
moa r e-dar como certo taese tacs pessoas como che-
fes do attentado concebido por Lima Rocha.
Se oSr. escrplnr se I i vesse limitado publicago
dastaes pegas, e Ibes dsse o desenvolvunento quo
das mesmas pegas natural e rigorosamente se po-
desse deduzir, bom, e toda rasilo loria de quedar-
se ; mas Sua Merce nilo so contenlou com tilo pouco,
asseverou que eu me achava na capital, quando do
offlcio do Exm. presidente so v quo elle me parti-
cipa haver alguem aventurado esto juizo, porcm
que o nrto acreditava: ecomo hoque Sua Merc as-
severa urna cousa que o proprio-presidente confes-
sa nilo ter acreditado ? Foi para reprimir essa calum-
nia, que apresentei o novello e molho de grellos,
com que Sua Morc denominou mmlia correspon-
dencia, classificagao com que me nilo ofrendo, por-
que reconbecendo minha nenhuma capacidade intol-
leclal, Hito'eampeio de erudito e eloquente^ e ape-
nas com singeloza e verdad escrevo o que sinto, e
ila maneira que Dos.me ajuda ; no foi por tanto**
carapuga talhada para o Sr. oscriplor, mas.como de-
ve reconhecer fsc he que he dotado de rasilo) que n5o
obrou em regra, quando prcipladamente avodgou
proposiges inexactas, tenha paciencia* e lembre-se
do proverbio muilo antigo:Quora no quor ser lo-
bo no Ihc vista a pello.
Deparei lambem no mencionado Otario Novo de 6
de margo com um compridissimo artigo, assignajo
pelo Sota-cabelludo, ou cabano aovado: he isto o
que so chama escrever com graga o precisSo! Nao
ha duvida que o Sr. sovado deve ser um mogo do
grandes esperances, e se continuar a escrerer no
I


_



2

'i
i i
!'1

estylo faceto e joco-serio, entilo podo o Sr. Carapu-
cetro procurar nova vida :
Emprogou o Sr. sovado toda a la capaeidadc ana-
Irsatnria sobre o esrriplo a que elle chamou minha
oVfesa, o categricamente ileciilio final quo nada
all havia quo merecesse considerago. Pois o Sr.
paspalhflo nflo observan no seu trabalho analylico,
que apenas pretend desfazer a asergflo falsa que
uvnnrou o cscriptor do Diario >ovo, quando disse
que eu j mu achara na capital para tomar conta da
presidencia ? I'ois o Sonhor tirador de llagfiesa torto
o a direito nflo comprehendeu que ou nflo tenho
nocessidado alguma de ilefender-me dos ditos va-
gos do Sr. ovado e outros, que nflo podem crimi-
nar pessoa alguma ? 0 quo me cumpre fazer he, lo-
go quo stataure o decantado processo bem seme-
lliante ao rtdiculus mus, c que a impudencia de al
guem me tenha por nefas nello incluido, defonder-
nie e levar ao conhecimento do publico n dofesa ;
entflo lera materia para dt-hulharo escalpello do So-
nhor sovado, quo, apezarde todos os seus conheci-
nientos crticos, den un desfrute quando chamou
defesa a minha correspondencia. Emquanto ao que
me assaca nos seus artigos, nada respondo ; porque
seria expor-me a se fazer de mim o mesmo conccilo
deque se fez Sua Merc credor, porque nada mais
fcil do que dizer-se,por exemplo, o senhor Sora-ca-
belludo he assassno, heladrfln, malvado, &c. &c ;o
que seadianta com estas eousas, e quo juzo faz o
publico lequnni astiliz? As provas.Senhor sovado.sito
a alma dos eseriplos, e sem ellas os palavriados silo
ces gosos que ladram a la. A vergonha que tuve
Sua Mcrc dcapresentar son nomo, como ped, con-
vence a pessoa monos hbil que Sua Mcrrc nio ha
de ser milita cousa, e quo algum peccado mofelo o
ohriga a andar por detrs.....e as escondidas: Dis-
posto,porm, a nflo enlreter descomponcmlas e dar
palha a bestas, declaro mu formalmente ao Senhor
sovado, ou outro quah|uor, que una s palavra
n.lo darci a quem contra mim escreva som assig-
nar: fieandocerto oque oflzerassignando.qut! res-
ponderei satisfactoriamente aquella parto em quo
forero censurados os actos de minha vida publica e
particular, com aquello decente estylo que so de-
ve ompregar em attengflo ao publico, cuja oniniflo
respeilo, e desejo sempre perante ella juslificar-me
C defender-me das inrrcpagOesc calumnias, forja-
das pelo Senhor sovado e sua commitanle caterva.
Sou,Sr. Itedaclor ,seu obrigado
Jos Paulino de Albuquerque Sarmenlo.
Illm. e F.xm. Sr. Tendo sido minha proprieda-
dc cercada na madrugada do da 27 do mez de leve
reiro prximo passado, e varejadas nflo s todas as
casas da serventa (lepa o do todos os moradores,
como a de minha moradia, rom manifest desprezo
das leis e violaco das formalidades por ellas pros-
criptas, porque ao mandado de busca substitu a
incuria! portara do V. Exc., executada pelo capi-
tn is ordens de V. Exc, um lenle de caladores
o 80 baionetas, em companhia dos quaes vinha um
qudam de nome Ambrozin, outr'ora proero deuma
harcaga.e boje por desgruga tcnentc de guarda na-
cional de Pica, com olo de seus soldados que a voz
publica os denuncia pelos meus assassinos nessa oc-
cnsflo; nflo era possivel que eu deixasse de dirigir-
me a V. Exc., para protestar contra a violencia e
arbitrariedad!:de que acabo de ser victima, como
mesmo fazer conhecer a V- Exc. a nenhuina base, em
que se escorara aquelles que desgraciadamente cer-
cana a V. Exc., com a pretengAo de erguerem o co-
Irtsso de calumnias contra mim urdidas, e contra a-
quellesque estilo gcmcnilo nos ferros, ou expatria-
dos para escaparem a mais acintosa pcrseguigflu, ao
maiordos despotismos; sem me apartar un s apee
do circulo que me prescreve minha cducagflo, esem
jamis faltar ao respeilo o decoro que silo devidos ao
presidente da provincia.
Fazendo a devida justiga a V. Exc., eu nflo posso
deixar de acreditar que V. Exc. fcilmente compre-
hendeu que oattenlado concebido por Joaqun) Jos
do Araujo Lima Rocha com outros presos foi parto
smente ilho do desespero das vexacOes, a quo o e
levaram seus crimes (que nflo contesta re) c o escan-
daloso massacre de seus implacavcis e incarnicados
inimigos; quo para isso nflo foi e nem podia sor ou-
vida pessoa alguma do lado, a que tenhoa honra do
portencer, tanibem V. Exc. o sabe, e tem disso cons-
ciencia, porque at se dgnou de o declarar as pes-
soasouc foiam por mim encarregadasde participa-
ron! a V. Exc. esse trama, que me foi communicado
pela maneira que ingenuamente palenleci a V. Exc. :
o deploravel estado em que V. Exc., quando chegou
a primeira vez, enconlrnu esta desgracada provincia,
ou o partido perseguido boje, o snguc que corra
em jorros nos' municipios da Palmeira e Atalaia,
que a presenta de V. Exc. fez parausar, c o nosso
mmportamento desde entilo at o presente fizeram
sem duvida que V. Exc. conhecesse que s aspirava-
mos um administrador justiceiro que lizesse parar a
carreira veloz de urna vinganga sem par, que enlre-
tinbam e respiravam nossos* incarnicados inimigos;
cocomportamentodeV. Exc. nos iuduzio a acredi-
tar que, se nflo viainos em V. Exc. o administrador
capaz de rehabilitar a gente quo so expoz por amor
da ordem, defendondo o delegado de S. M. o Impe-
rador nesta provincia, ao menos o consideravamos
salva-guarda contra as pcrsegyiges que se nos fa-
ziain com furor infernal: c essa persuasflo em que
cstavamos, anda maisavultou e cresceu, em vista do
relatorioque V. Exc. apresentou na abertura da as-
sombla provincial o auno passado. E quem dira,
Exm. Sr., que V. Exc contra toda a sua conviegao,
contra mesmo a experiencia do quinze mezes doad-
ministragfo, podessosuppr que essa mesma gente
ordeira por excedencia (como adianto moslrare) se
iinissc com Lima Rocha para fazer urna assuada se-
melhante, sem litn nenhum poltico, senflooassas-
sinoco roubo, e me considerasse um dos cheles? Oque
claramente mostrou com o insulto e arbitrariedade
mandado praticarem minha casa, e lem querido dar
a entender com as prfidas aflirmacOes que tem pu-
blicado em documentos ofliciacs: imputacoes que
posso alllrmar a V. Exc. que o mais rancroso o
perverso de meus inimigos todos nflo se atrevera
a assignarcomoaulordade, e firmar com sen punho
como verdades incontcstaveis, como V. Exc. tem
leito, expoudo desta maneira, o mesmo excedendo
Oppoticamente os odios quo nos teem os homens de
Vicente de Paula Oh cegaoir.M Em verdade
S,,T RCna' e "ll0 a!nr,n,,r > nie-
* CV?.de gente que pouco se importa com o com-
fZ ?! de6Culp"vel precipitado foi a de V. Exc '
sorna^id"Para,,UecmPro8uemtda ardil deque
Sn^imS* culiv parlc alguma
PoishecrivelqueV. Exc. nflo penetre que o pu-
blico sensato observa e reconheceque eni verdade
um atlentadq somelhante, sendo concertado entre
pessoas preeminentes de diversos pontos da provin-
cia, como V. Exc. o quer fazer acreditar, persegui-
do escandalosamente cssas mesmas pessoas, sem
motivo algum honesto, sem so dizer onde tramado
e discutido, qual os (ins, quacs as pessoas entradas,
onde exista o armamento, onde o dinheiro, quem o
dava, ele., etc.; que urna sedigfln digo, figurada
como V. Exc. a quer ageitar, podesso abortar pe-
lo simples ficto do descobrir-so o chelo que eslava
nreso, e com a nnda mais simples providencia de V.
Exc. o mudar de prisflo? (Chefe que, a ser verdade
existir revolucSo fra da cadeia, nflo podamos
revoliHonario* contar com elle senflo depois do sol-
t ?, Nflo: ou entflo V. Ex. concordar, c pessoa alguma
nunca duvidou, quo nflo exista semelhante trama,
nunca dello se fallou senffo as prisOes,d'ondo parti,
e ondo existia seu insensato autor, o principal e t-
nico chefe, como V. Exc. bem o sabe; e seria alm
disso um contra-senso supprque e e outras pes-
soas quo estflo no mesmo caso, seguissomosn pis-
ta de Lima Rocha que, alm de outras consideragOes,
achava-se preso, e consderva-se perdido: eso um
subdito fiel de Vicente de Paula, ou quem com elle
pretenda relacionar so, sera disto capaz.
Nflo posso deixar de dizer, Exm. Sr., queV. Exe.ou
se dexou arrostar de um terror pnico, depois, toda-
va, de passado o pergo, e eslarmos na mais perfeita
tranqullidaJe, e anuvou-se, aturdi e tresvarinu, a
ponto de suppr suspensas as garantas na provincia;
ou V. Exc. muito do proposito so quiz deixar Iludir
por exigencias da desarrasoada o rancorosa camari-
Iha que o cerca, e faz solidaria a administradlo de
V. Exc, paradcsenvolveruma'perscguigfo de ha mui-
to premeditada, mas para que smento faltava um
pretexto: elle appareceu tflo desejado como o he a
aurora para todos os viventos; ao signal da descollar-
a, grtaram-lhn trra pela proa, e V. Exc, como te-
merario piloto que at entflo se conservava capa,
empurrou a niio com pannos largos sem sabor temer
cachopos, nem haixios, e quer do urna s bordada de-
mandar a trra,de falso annuuciada.
Porm, Exm. Sr. quando o homem tem a consci-
enca tranquilla nada teme; tal, eu espero com toda
a calma, longo das arbitrariedades de V. Exe. que
o tempo, descobridor das verdades, desengae a-
quelles que anda vacilam em acredla-la, e entflo
saber-se-ha at onde pode chegar a maldade de ho-
mens quo ludo envidam para saciarem os satnicos
sentimentos que superahundam em seus coraijes,
embora sacrifiqicm a reputaefio de quem qur que
fr, nina vez qiiecnnsigam a perseguidlo daquellcs,
de quem sflo gratuitos inimigos.
Eu nada devia dizer a meu respeilo, mas nflo posso
deixar do ponderar a V. Exc. que: no anno do 1823.
peguei as armas e defondi o governo que legalmcn-
to exista as Alagrtes contra o temporario que na-
quella occusiflo se inslallou em Porto-Calvo; em
1839, torne a appareeerem campo para defender o
presidente da provincia dos furores (aquellos quo
sflo boje da eonliaiiea do V. Exc ; em 18ti, outro tan-
to lz para defender outro presidente contra a suble-
vadlo e odios dessa mesma gente, do pareciria com o
salteador Vicente Forreira de Paula: tem sido este
o meu timbre e da gente que cnmpe o lado a que
pertengo; na secretaria mesmo do governo encontra-
r V. Exc documentos que comprovem qnanlo digo:
ecomo tenho a fortuna de que, para reunir gente e de-
fender o legitimo governo, seja elle representado por
qualquer pessoa que fr, nflo preciso oceupar postos
nem empregos, dahi partea cmulac,flo de meus ini-
migos, daquellos quo por vezes teem sido por mim
batidos.enflo perseguidos, quandotecm querido ten-
tar contra o governo, a quem em todo lempo respei-
tei, e appello mesmo para os administradores desta
provincia, que se tem mostrado desairelos ao meu la-
do, como sejam osSrs.: deseinhargador Cietano Sil-
vestre da Silva, l)r. Anselmo Francisco l'eieti, oscila-
dor Caelano Mara Lopes Gama,e q brigadeiro lien-
riquo Marques de Oliveira Lisboa: estes, a nflo faHa-
rem a verdade como creio. confessarflo que nunca
acharam em mim, nem em pessoas do meu credo, op-
posieflo com armas, ou ao menos lembranca disso,
quando eram elles considerados como nossos inimi-
gos declarados; c como he que se fariu a V. Exc, que
do mim mesmo e de grande parto de meus correli-
gionarios tem recebido sinceras deinoustraces de
respeilo eamizade,que, a nflo seren selladas com Tac-
tos e motivos honrosos,e nenhuma exigencia, como
V. Exc. confessara, poder-se-hiam allribuirauma ce-
ga sympathia pela pessoa dcV. Exc, ou a puro des-
carto da baixcza o adulaQflo de que somos incapa-
zes? V. Exc. portadlo, que tem agora estica.lo urna
carreira nova, quo nos tem perseguido arbitraria o
despticamente, que lem encarcerado parle de nossos
amigos, sem a menor suspeila justilicavel, que tem
expatiiado, taido c deportado, recrulado, demitti-
doe avillado; V. Exc. nflo tem rcfleclido bem no
abj sino a que o arraslou um circulo, no qual os pou-
cos bons silo dominados pelo terror dos maos'o dos
salteadores das mattas; nflo vea immensa e grave
responsabilidnde quo sobre seus hombros pesa! !
l'orvenlnra,V. Exc. dii que nflo he responsuvel por
tantas victimas que tem amesquinhad, pulas insi-
nuacAcs ecouselliosde sanhudose estultos desordei-
ros.abragados por urna iulelligencia em marasmo ou
delirio? .Sim, V. Exc. lem eslre tas con tas que dar ao
que i
governo de S. M. Imperial, ao publico u ao paiz,
das violacOes das leis na perseguieflo mais intil e
monstruosa do tantos homens de bem Qual ser sua
desculpa ? Oh vira entflo o arrependiment, pu-
rm tarde, o milito tarde...
Relliclli V. Exc, pondere na siluaeflo, e arrepie
carreira tilo infausta, se ainda he tempo.
O brigadeiro Lisboa,por marchar sobre este mesmo
terreno, foi destituido e coberto de maldicAes das
familias das victimas da ferocidadedos mesinos ho-
mens, que boje rodeam e ostenlam dominar a V.
Exc, ede todos em quem existiu a i ma vislumbre de
rasflq o honeslidade. E se em nossu paiz u respon-
sabilidadc legal dos grandes fiinccionarios nflo pas-
sade una faiiul.i, ahi esta a npiniao publica como
juiz imparcial para assignalar com seu inexoravel
conccilo a impericia e os actos de qualquer admi-
nisirador.
O meu estado e posieflo, Exm.Sr., fazem que muito
estimo os administradores da provincia, que me
lioiiram com sua amizade e conlianca ; porm sem
ella tenho passado da mesma forma, porque nunca
tive, em um ou outro caso, pretencOes a merecer, e
a minha conducta he tal que sempre tenho sido res-
pcilado dos Exms. presidentes, qur amigos, qui
desalTectos; ~ e a prova disso he que foi V. Exc. o
primoiro que mandou invadir minha propriedade,
haveudo-se V. Exc. com tal ra.cor o precipitaeflo,
que so nflo Icinbrou de mandar acompauhtir a tropa
por urna auloridaue propria, e com as formalidades
exigidas na leijconlradicciio em quo V. Exc. acaba de
cahir, porque, apregoando-se ha pouco, por si ines-
mo' Pr si i subdito fiel e desvelado do governo
'i?i Imperial, calca aos ps, ueste mesmo ius-
ro*.Iie:om lnai',r escndalo, as leis mantidas e
rtsputadas pclogovo.no do mesmo Augusto Senhor.
fcsse armamento, cartuxame, etc., que V. Exc.
Prtendia acharem minhar casa, deve procurar na
d'aquellcs que, em 1814, invadram a capital, rouba-
ram todo o armamento existente no quartei, e de-
pois de amnistiados entregaram algumas armas que-
bradas, o guardaram as outras .que deviam sorvir
para armaros dous mil homens, com que ameaea-
ram a V. Exc por occasiflode supporemque V. Exc
protendia dar algumas domissAos; o que tudo se vio
da portara de V. Exc. quo correu impressa: leos-
la agenteque serve a V. Exc ? Sim, elles poderflo
tal vez servir porm sendo dirigidos, e nflo direc-
tores de um presidente, como o querem e podem
fazer acreditar.
Se ho verdade que V. Exc foi levado a aflirmar,
juntamente com outros embustes que ahi o fizeram
acreditar, queou estivera na capital para lomar par-
to na desordom de Lima Rocha, nflo posso deixar de
dizer a V. Exc, que isso, podendo servir para fazer
que algum membro do governo imperial diminua
um pouco a conlianca om mim, sorvo muito princi-
palmente para que V. Exc. com rasflo seja ti.lo por
um presidente que sorve de echo a miserabilsimas
inepcias, sem o querer.
Nflo devo omiltira V. Exc. que,se,porcasualidade,
alguma asscrgo moescapou, quo o possa molestar,
se sirva desculpar-me, certo de quo nflo tenho in-
tengfo deliberada do pffender a V. Ere; declarando
por ultimo que minha innocencia me pe a coberto
dosremorsos o das transformagAcs que scabem -
quellesquoem algum lempo empunharam as armas
contra o governo de S. M. o Imperador o as instilui-
gAes do paiz.
Dos guarde a V. Exc. por muitos annos. Enge-
nlio Santo-Antonio-Grande, 15 de margo de 18*7.
Illm. e Exm. Sr. I)r. Antonio Manoel de Campos Mel-
lo, presidente .lesta provincia.JmW l'aulino de Al-
buqiierque Sarment, juiz municipal supplento da vil-
la de l'orto-das-Pedras.
COMMEftCIO.
Alfcindega.
RENDIMENTO DO DA 21............17:676,846
Descarregam koje 22.
Briguo larmoulh carvflo.
Itrigue -- Loper mercaduras
IMI'OKTACUO'.
Loper, brigue-escuna americano, vindo do Phi-
ladelphia, entrado no correute mez, consignado a
Matlieus Austin & ('.., man i festn oscguinlc:
52 volumes fazendas de algodo, 1 caixa bafltas
de dilo, 200 ditas velas do esparmacete, 1,084 bar-
ricas farinha, 437 Caixas cha, 72 barricas cravo, 20
caixas canella, 400 barriquinhas bolachinha, 2 ca-
denas do balango 1 embrulho com arreios para
carro; ao consignatario.
Consulado.
RENDIMENTO DO DA 21.
Cera!......................... 3-157,911
Provincial..................... 1:464,826
Diversas provincias............... 30,792
4:653,592
.lint uiH'iilo do l*orlo.
Navio entrado nodia 21.
Mar-Pacifico, sabido do Sag-llabor ha 35 mezes, ga-
lera americana l'anam, de 467 toneladas capi-
Iflo Thomas E. Crowell, equipagem 26 carga a-
zeitc de peixe; aocapitflo.
Navios sahidos no mesmi da.
Lisboa, com escala'pelas ilhas dos Agores, patacho
poi liii-uez Tartaruga, capital) Antonio Jos de 0-
liveira, carga assucar e arroz. Passageiro, Jos
Soarcsde A villar.
Rio-Crandc-do-Sul, com escala pelo Rio-de-Janeiro,
brigue brasileiro Korma, capitflo Antonio Francis-
co Pcrcira, carga assucar e mais gneros, e 1 cs-
cravoa entregar.
Babia, hiato brasileiro S.-enedicto, capitflo Joaquim
Jos da Silveira, carga varios gneros.
Sag-llabor, galera americana Marcas, capitflo E. H.
Ryder, carga a mesma quetroirxo.
New-Londmi, galera americana Jefferson capilflo
Ccorge Hairris^carga a mesma quo trouxe.
Sag-llabor, geler'a americana l'anam, capilflo Tilo-
mas E. Crowell, carga a mesma que trouxe.
Deca incoes.
taxa de 20 rs. por balde d'agoa nos chafarizes da
praca da Boa-Vista da caixa da ra do Pires, o da
Soledad* : os preto.ndentes podem dirigir as suas
nrospostas, em caria fechada, ao escriptorio da
companhia al o dia 24 do crtente, declarando os
seus fiadores. As propostas serflo abortas em prc-
senga da administradlo nodia 26, e se effectuar o
contrato com quem mais der e melhores garantas
ofTerecer. Escriploro da companhia de Beberibe,
9 do abril de 1847. O secretario, li. f. Fernandes
Barros.
REKDIMBUTO DOS CHAFARIZES NOS OCMMAS 3 MUS,
Chafarii da praca da BoW-FiHa.
Janeiro..........,. 108,950
Fevereiro.....3.....112,390
Margo.............154,500
375,840
dem da taixa da ra do Pires.
Janeiro.........'. 132,890
Fevereiro............ 134,760
Margo.............. 156,200
423,850
Chafariz da Soledade, de 25 a 30,000 rs. por mez.
secretario,
B. J. P. Barros.
0 arsenal de guerra compra setenta e nove es-
leirs de perpery. Quem dito genero quizerlornecer
mandar sua proposla em carta fechada, e a amostra,
a directora do mesmo arsenal, at o dia 22 (boje) do
correle mez.
Arsenal do guerra, 19 de abril de 1847.
Joa Ricardo da Silva.
-- 0 Illm. Sr. inspector interino do arsenal de ma-
rinha,tendo de cncommendar para a Parahiba a ma-
deira de sicupira que precisa para sor empregada
na construcgflo de nova barca de escavaglo pelas .
formas que existen) no mesmo arsenal, por estar Aquino Fon*eca na ra do Vigaiio
para isto autorisado pelo governo imperial, manda
fazer publico quo far o contrato de compra com
aquelloSrs. que d'alli queirain remelto-la. ou man-
da-la vir; devendo apresentar suas prospostas no
prazo de 15 dias, contados de hojo, para ser effec-
tuadocomoquose compromotta a vende-la de boa
qualidade o mais em cotila. -- Secretaria da inspec-
gflo do arsenal do marinha de Pernambuco 15 de
abril (le 1847.O secretario, Atexandrs Rodrigues
dos Anjoi.
bebbdbBi
O caixa da-companhia de Beberibe, tendo de pres-
tar coMas a administragflo no dia 24 do correte,
roga aos Srs. accionistas que se acham em atraso ,
hajam de completar ns entradas de 80 por cento al
odia24,afim de havor tempo para se organisar o
balango que deve serapresentadoem assembla ge-
ral dos accionistas no prximo vindouro mez de
maio.Itecife, 9 de abril de 1847. O caixa, M.
G. da Silva.
Contrata-se, por um anno, a arrecadaefio da
Theatro publico.
OS 30 ANNOS
da villa de um jogador.
Se representar a beneficio (la actriz
Leocadia Montera, domingo, 25 d* cer-
rante, com todo o capricho, no theatro
publico.
Pul)licflc5o Luterano.
Memorias histricas da provincia de Pernambuco, com-
postas pelo lente do eslado-maior do exercito, Josi
Bernardo Fernandes Gama.
O 3. o 4." tomos destas Memorias, cujas estam-
pas jchegaram do Rio-de-Janeiro, hflode serim-
preterivelmente distribuidos p.Jns Srs. assignantes
o mais tardaralo dia ISdejunhodocorrente auno.
O 3." tomo conclue a guerra hollandcza. .
O *." tomo contera a noticia minuciosa dos Tac-
tos notaveis que tiveram lugar em Pernambuco, de-
pois da expulsfo dos Hollandezag; bem como : guer-
ra e destruidlo do quilombo dos Palmares, que sus-
tentot por mais detrinta annos um governo inde-
pendente ; revolugflo, na qual os l'ernambucanos
prenderam um governador e capilflo-general, eo fi-
zeram embarcar preso para Lisboa ; peste denomi-
nada males-; tiro disparado contra outro gover-
nador e capilflo-general; fgida deste despola anti-
go; guerra civil, denominada dos Mscales, pela
creagflo da villa do Itecife, em 1710; posses dos go-
vernadorese capilfles-generaes com toda a cxactidio
as datas, etc., ele., etc.
0 5.* tomo ser distribuido ateo fim do corren-
te anno. <""
Subscreve-se a dous mi res cada um tomo na
praga da Independencia, livjjariS ns. 6 e 8. Em junho
fecha-sea suhscripgflo, ea obra ser entflo vendida
aos que nflo forcm assignantes por mais cincoenta
porcento.
--------X--
Publicacao Geugrapliica.
Aos csliuliintcs de geographia.
Acaba de sahira lu*, ntidamente impressa, a seguate
brochara :
PROBLEMAS DE CEOC.RAPHIA PHYSICA E AS-
TRONMICA por E. S. A., um volume in 12.
He a solugflo praticn do principaes problemas
de geographia terrestre e celesta\ para facilitar o
esludo desta disciplina e preparar os estudantes ao
respectivo exame. Vende-se por 1,000 rs., na II-
vrariade SantosA Companhiay na ra da Cruz.
Avisos mariliAios.
__________________ tt !M
=Segue viagem no dia 25, domingo, impretcrivel-
mente, o muito veleiro ti inte S -Lodo, para a Babia,
com escala por Macci: anda recebe alguma carga
miuda, ou passageiros. Quem preteudor dirija-sea
bordo do mosmo, ou rua do Crespo, loja n. 2,
que achara com quem tratar.
Al o fim do corrento mez, pretende sahir para o
Havre o brigue francez Nelie-Malhlde, capitflo Guil-
bert: quem quizer irde passagom, para o quo tem
excedentes commodos. dirija-so a tratar com os
consignatarios, J. P. Adour & C, na rua da Cruz ,
n. 21.
Para Lisboa sahe, com toda a brevidade o brigue
porluguez Itnbim porter a ni.-iiur parte da carga quem
no niesiiio quUrr carrpgar ou ir de passogeiu Irale
com o capilo Antonio los dos Sanios Lapa na pra-
ca do Coiiiuiercio ou com o consignatario, Thoinai de
luino Fonscea na rua do .Vigario n. ill
A barca ttoa-Fiagem sabe para o Porto no dia
30 do corronte ; ainda recebo alguma carga e pas-
sageiros para o que tem excedentes commodos: os
pretendentes dirijam-so ao consignatario, Francis-
co Alvos da Cunta na ruMo Vigario ti. Il.ouao
capitflo, Jofl o Jos Rodrigues, a bordo, ou na praga
do Commercio.
Para a Babia, a sumaca Santo- Antonio-de-Padna
ainda pode receber alguma carga miuda e passagei-
ros: quem quizer carregar ou ir do passagem diri-
ja-sc a rua do Vigario, n. 5,
Para a Rabia sal ira com nuil brevidade o ve-
leiro hiato Tentador, pregado o forrado de cobre : pa-
ra carga ou passageiros, Irala-sc ta rua da Moeda,
n. 11, com Silva Grillo.
Para o Aracaly sahe, mpreterivelmonle, coma
carga que liver abordo boje, 21 do correnle, o
patacho nacional Anglica: quem no mesmo qui-
zer carregar ou irde passagem, para o que tem bons
commodos dirija-so a Luiz Jos de Sa Ara lijo n
rua da Cruz, n. 86.
I.cilao.
O corretor Oliveira far letlflo de diversas fazen-
das inglezas, francezas o suissas, que serflo ven-
didas sem limites: hoje, 22 do correte, s 10
horas da mandila, no seu escriptorio, rua da Ca-
deia.

________i______m

JHUK


*.
Avisos diversos.
A|AT,A-SE POR 8,000 RS. MF.NSAES
m. nntima cs com ,lu88,snlas 6 quartos co-
" rozinliacquintal piura.ln sita na rua Impn-
p-a,r' r, i 7 a tratar na ruaDirota, n. 82, prmei-
n.baiw as.signa.lo faz certo que tem dissolvi- i
oriedade que tinha na |0Ja .le m.udezas deba-|.ph"
:,n,leHenriqucs& Companhia : (cando a ,:!a.se_
____5,
Jos Antonio de Souza, capilflo do patacho Compra-so um cavallo carrogador balxo at
iro"o-ifmerario, tende encontrado nestacidade ou- meio c que tenha bonita figura : as Cneo-Pontas,
s pessoas de igual nome ( e at mesmo nos da sua padaria n. 15.
doVTmrdeHenrquo & CmpanhiaT ncand'a [v-!'a"se rpos,li,,l|o actualmente no Aterro-da-Hoa-
xo d' "".., aos credores e receber dos devedo- n 37 eRul!u0 "dar, continuando porm a
ter o seu escriplono no mesmo andar da casa n.
if.iP C ; sc,e,,le ao publico quo d'ora em' -- Compram-se, parH urna encommenda, escravos
(liante se assignara Jos Antonio Candido do Souza. de ambos os soxos; pagam-se bem : na ra Nova,
<)tlorecc-se um rapaz brasileiro para caixeiro loja doferragens, n. 16.
ongenho, ou oulra qualquer arrumacflo : quem Compram-se moleqiios de 12 a 20 annos, o pre-
ie seu prestmo se qmzor utilisar, dirija-so a ra tas da mosmaidado ; sendo de bonitas figuras pa-
ita n. 24, ou annuncie. | gam-so bem : tambem se oompram arguns offlciaos
' Benlo da Cunha e Fgueiredo dosapaloiro: na rua da Concordia, passando a pon-
!
* carao agar aos credores e receber dos deved
M mesma Krnia por isso quo ficou com o esta be-
ldlo sobre sL Recile 16 dc.brldel847
,LU Joaquim Htnrtquti da Silva.
Aluga-sO segundo andar da casa da ra da
Senzlla-Nova, n. 1*: a tratar na ra do Vigario ,
" _'osabaixoassignados fazem publico quo Jos do
Almeida Nones Lima deixou de ser seu caixeiro des-
P 0 "lia 1f lo crrente. Braga, Silra & C.
-Arrenda-se um Sitio, muito perto da praga ,
com casa de vivenda duas exccllentesbaixas, urna
decapim eaoutra para qualquer plantacilo, duas
carimbas d'agoa de beber com bastantes arvo-
redos de fruclo : na ra Veha, n 26.
Roga-seaqnem for oDerecido nin rolo do fu-
mo j aberloe quasi no meio o favor do appre-
Jienler e levar a ra larga do Rozario venda n. 37,
auD ser recompensado.
Precisa-sede urna ama do leite : no Forte-do-
Matlos, ra do Codorniz, n. 12, preferindo-sc cap-
livfl
-Antonio Joaquim Goncalves Guimaraes retira-
se para o Rio-de-Janciro.
Jos Carvallio da Costa embarca o seu escravo
jaeinlho de nagio Angola, para o Rio-Crande-do-
-'- Quem annunciou lerum tanquo de amarello,
j>.om galos de madeira deacupira que- leva 400 a
500 cargas de mel, annuncie sua morada, o onde o
tem.
Ptojojuzodc orphos vai a praga, de renda an-
nuBl, ositio dos herdeiros de Roaventura Gongalves,
pelo tempo de 3 annos, hoje 22 do abril.
Piecisa-sc de um amnssador preto ou branco, que
cnlemla de padaria : na ra da Florentina, n. 3.
Per.leti-se urna carleira de marroquim verde,
cwitendo a quantia de 45,000 rs. em cdulas do
1,000 c 10,000'rs e mais unas relages de botica;
uir. rol do eneommendas urnas letlras de pessoas
do serillo, e mais unas cartas. As ditas lettras so a
pessoa que as perdeu he que as podo receber: quem
a iiver adiado e quizer restilui-la, love-a na lo-
ja do l.amegu, na ra do Crespo que ser gratifi-
cado.
Jaeinlho Antonio Affonsoretira-se para fra do
imperio, o parece-lbo nada deverjmas se liouvcr al-
guma pessoa que se julgue sua credora, npresente
unas contas no prazo de 8 diaspara promptainciite
serSHtisfeito. Oannunciante constitue seus bastantes
procuradores aosSrsH Antonio Joaquim Ferrcira da
Silva, Jos Joaquim Dias Fernandez e Ponciano Lou-
renro da Silva.
I'rceisa-sc de um moleque que saiba comprar o
queseja fiel: (anibem se precisa de urna ama que
seja perita cozinheira, lave, engomme e d fiadora
sua conducta : na Soledadc, sitio do Sr. Joaquim
Xavier da Maya, se dir quem precisa.
Alugam-se tres grandes casas-trras com 3 sa-
las, 6 quartos, cozinha, grande quintal e cacimba,
na rua Formosa, ns. 2, 6 c7; oulra dila na ra da
l'nilo, n. 4, por 14,000 mensaes: quem pretender,
iiija-se aocscrptorio de F. A. deOliveira & Filho
na rua .la Aurora, n. 26.
Quem annunciou querer comprar as Ordcnages
do reino, procure na praga da Independencia, livra-
ria, ns. 6e8.
Joseph Fachinelti, professor o compositor de
msica, previno de novo a quem convier, e particu-
larmente quelles Srs. que j resol vera m princi-
piar seus estudos, que vni abrir sua aula na rua do
Queimado, n 8, segundo andar, no primeiro dia do
prximo moz de maio, demanhfla al as 9 horas, e
de larde das 5 horas em vante; sendo as mais horas
do dia reservadas para as senhoras em suas casas
particulares. Oreferido compositor dar lices de
.antora, piano, harpa, rebeca, violeta, violilo e
contraponto simples e dobra.lo pelo methodo mo-
derno, e com toda perfeico; eslabelecendo em um
dia da semana urna aula separada de lingoa italiana,
hojo muito usada na corte do Rio-de-Janeiro, e pro-
pria para a msica vocal. As pessoas quo se quize-
rem utilisar do seu prestmo, o pdenlo desde j
procurar na dila casa, al as horas cima declara-
das. ...
Na dita casa nchar-so-hflo venda as obras se-
guntcs, a saber: Tratado do contraponto, offerecido
pelo seu autor, com previa e especial licenga, a S. M.
I. oSenhorl). Pedro II, 1 v. 8." francez ; Tratado de
.antoria moderna, olVerocido as Ilustres senhoras
liiasileiras; n Bella Peiticeira, linda pega com vara-
mes, fcil para o piano; as Fauslissimas Nupciasdo
Scnhor I) Pedro II, peca musical para cantona com
aeomii|nhamento de piano, offerecida pelo seu autor
a illustro iihgilo brasilcira; (esta pega fui impressa
no Itio-dc-Janciio, e tem um lindo frontispicio que
eiirerra as lellras iuiciaes dos numes preciosos dos
augustos imperantes do Brasil;) arias novasen) lin-
goa italiana com acompanhamcnlu de piano; livros
de pecas escolliidas para o forte-piano; variages da
Norma, ele; modinhas novas impressas, e outras
nianuscriptas, com linda msica de gusto moderno;
assim como diversas outras oomposigoes. Achar-se-
lia no dilo eslalielecidienlo um copista lixo para a-
quclltt senhores e senhoras que desejam mandar
copiar pecas de msica com toilaa pcrfoigflO) asseio e
promptidilu.
Precisa-sede urna ama de leitc para criar um
menino: na rua Nova, loja de ourives, n. 32.
. I'rccisa-se alugar urna casa, sendo deumsan-
.lare bous commodos, sita na freguezia de Santo-
Antonio ou S.-Jos; tambem se alugam os baixos-
lia\indo quem tenha e queira alugar, poder diri-
gir-scaofargodoLivrameiilo, venda n. 20, que a-
c liar a com quem tratar.
Jos Jlanoel Alvcs, Portuguez, retira-se para
Lisboa. ,
Joflo Paulo Ferreirn Oas rctira-sc para o Rio-
da-Janciro com sua familia, levando em sua compa-
nhia o seu sobrinho Joaquim Viclor do Miranda, o
seusdous escravos Fforinda da Costa, e Cassiano,
crioulo.
-- trcciaa-se de urna ama que lave e engomme
pericUani.nlc.equed fiador a sua conducta: na
rua larga do Rozario n 26, segundo andar.
Vrecisa-.se de um homem portuguez para fet-
lordo Din engonho distante desta praca 12 legoas :
na rua da Cadcia do Ilecife n. 55.
-Archibafd Me. Callum retira-se para fora da pro-
vincia.
46, da rua Nova
Nicolao Machado Freir pede a todas as pessoas
que Ihe (caramadever sorvetes no Monteiro que
hajam do os ir pagar.
Precisa-se de um caixeiro : na rua larga do Ro-
zario, padaria n. 48.
-Quem precisar de urna preta para todo o servi-
do do una casa estrangeira ou de oulra qualquer
de pouca familia, dirija-se a ruada Moeda no Re-
are, n. 35.
-- Da-se 1:200,000doris a premio sobre hypo-
theca ou penhores de ouro e prata ou boas (ir-
mas: na rua estreita do Rozario, n. 30, segundo an-
dar so dir quem d.
Aluga-seum bom armazem para assucar, ou
leposito de qualquer outro genero, sito no boceo da
Moeda hairrod Recife : a tratar na rua das Trin-
cheiras, n. 50.
~ D-so dinheiro a premio sobre penhores de
ouro e prata em maioresou menores quantias : na
ua da Florenlia n. 11, defronle do guindaste.
Preci.a-se de urna ama que tenha bom loite ,
forra e mesmo captiva : na rua larga do Rozario,
indo para os quarteis n. 21, segundo andar.
--uo-sc 50 a 60,000 rs. a premio, com ponhores de
ouro ou prata : na rua do Cabug loja n. 3.
Aqu nio ha usura.
D-se dinheiro a premio com penhores do ouro ,
mesmo em pequeas quantias: na travessa dosMar-
tyrios,n.2.
--<) vigario do Brejo-da-Madrc-de-Deos, Pedro Ma-
rinhoFalcflo, faz sciente-ao publico que o vigario
Flix Jos Marques Baca-lho deixou (le ser'procu-
rador-, lanto de sua congrua como dos alugueisdc
sua casa sita no bairro da Boa-Vista, rua do Alon-
dego ou Quatro-Cantos, n. 5
. Aluga-se urna casa no Alerro-da-Boa-Vista, n.
68, propria para negocio, e que tem duascamarinhas,
sotilo, cozinha fra, quintal e cacimba: a Iratar na
rua Nova, n. 32, loja de ourives.
O bacharel formado Francisco Pcreira Freir,
ex-procurador-fiscal da thesouraria do fazenda da
provincia dasAlgas, propOe-so a advogar no foro
.testa ci.lade, tanto no civel como nocrime, o no ad-
ministrativo, requeren.lo o dircilo e justicn daquel-
les que o procuraren), peante o governo da provin-
cia, thesouraria, alfandega, mesa do consulado, ect.
lie a sua residencia na rua do Queimado, n. 6, pri-
meiro andar, onde o acharflo a qualquer hora do
dia.
LuizBruguire, negocianle francez, eslabele-
cido nesta praca, leudo de retirar-se para a F.uropa,
participa que deixa encarregados da liquidacSo de
sua casa aos Srs. A. Regord&Caucanas.
Luiz Bruguirc retira-se para a Europa, com sua
senhora.
Adolfo Rcgord & Pascoal Caucanas, Francescos
residentes ncsla praca, acabam de estabelecer nina
casa ile commercio sob firma social do A. Regord &
Caucanas, cuja casa est sita na rua da Cruz, n. I,
onde resida a Sr. Luiz Bruguiro, da liquidac.lo de
quem estilo encarregados.
Na rua do Sebo, n. 3, empresta-se dinheiro a
juros com penhores de todas as qualidades, em pe-
quenas porcOes.
Percisa-se de um caixeiro que tenha pralica
de venda : na rua de S.-Rita, n. 85.
Arronda-sc o vende-se um grande sitio entre a
Casa-Forlo e Monteiro, periodo banho dcCapibari-
be, com casa,grande haixa o com mullos commodos;
dila para escravos, cocheira, estribara para ilous ou
Ires cavados cacimba de boa agua de beber, bas-
tantes fructeiras de varias qualidades, cafezeiros quo
dito por anno de 16 a 20 arrobas, coqueirosanligos
o novos que principio a dar fruto, trinta e tantos
ps de mangueirasde fructoe varas prximas a da-
rem, varias jaqueirasdefructo e outras prximas a
darem, cinco ps do tamarindos, inclusive dous que
ainda niTo dflo fruclo, varios ps do larangeifas de
versas qualidades, limas de duas qualidades, li-
milo-doce, romeiras, pinheiras, figueiras, abacate,
o mais diversas fructciras.oiticor, condessa.ctc. &c.
cc: arrenda-se pelos annos que o rendeiro quizer,
e a venda lio muito commoda para o comprador.
Quem o pretender dirija-se a pra?a da Boa-Vista ,
n. 88.
lezinha a direita segunda casa torrea.
Compram-si) cdulas cnernadas
de ms'ooo rs., com pouco descont ; as-
sim como tambem a Sagrada Escriptura,
com olas, e urna porcio de pedra lavr'a-
da, ainda mesmo sendo refugo, que sirva
para calcada: na esquina do Livramento,
loja de 6 portas.
Compra-se um relogio sabonete, patente, de
ouro, bom regulador i na rua do Amorim, n. 36.
VciIas.
Vendem-se sapatosde lustro para senhora;dilos de
duraqiie.francezes.prelos e de cores;ditos de setim;
ditos de panno e de marroquim para homem e se-
nhora; ditos de lustro o de marroquim para meni-
nas; sapates de lustro e de bezerro, fraueczes e in-
glezes; ditos de Nantes, de pala c de tres solas; bor-
zeguins inglezes, proprios para a chuva; ditos fran-
cezes, para homem, senhora o mcninas;chiqnitos de
lustro, de marroquim e de laf, para meninos, eou-
Iros muitos calcados chegados de Franca pelo ulti-
mo navio; assim como um completo sortimcnlode
perfumaras : o que tildo se vender por commodo
proco: na praca da Independencia, loja ns. 13 e 15,
de Joaquim Pereira Arantes.
Vendem-se travs de louro : na rua do Queima-
do, n. 4.
lilho novo.
No armazem de farinha da rua do Collcgio, n. 21,
ha saccas eom milho novo e barato.
Vende-so urna armacfto onvidragada, propria
para alfaialc ou miudezas, quo lein 80 vidros gran-
des, pelo preco de 80,000 rs : ua rua Nova, loja de
ourives, n. 32.
Vende-so salitre e enxofre de muito boa qua-
lidade c por menos do que em nutra qualquer parle:
no escriplorio de Claudio Dubeux, na rua das I .ai a n -
geiras, n. 18.
Vendem-se tres pecas de armacao,
envidracarlas, para loja, por inuilo com-
modo pirco : na rua >.ova, n ^3.
Vende-be i verdacleira e su-
perior potassa da liussia, branca
e em Larris pequeos: na rua da
adeia do Recite, armazem n. 12,
de Bailar & Oliveira.
- Mauoel da Silva Sanios, ven-
de fariidia de trigo n verdadeia
marca SSSF,eliegada ultimanien-
le a esle mercado.
Fabrica Passeio-Publico, n. 5.
Neste estabelecimento se recebeu urna porcJTo de
chapeos do sol lurta-cores, da ultima modado Paris.
O mesmo esta beh cimento tf m a mesma fazenda
para eobrir armacos com toda as galantarias pre-
cisas iara as mesmas; lambem lem chapeos de sol
de panninho, muito proprios jiara feitores de engo-
lillo, por seren de muito boa fazenda e muito gran-
des pois tcem a serventa para as duas esla?0es de
verSo-e invern : lambcmse faz todo e qualquer
concert nos mesmos, pois para isso tem lodos os
necessarios, e prometi toda a promptido.
Lima alfaiate,
na rua do I.ivraniriito sobrado o, 1 precisa de bon*
dntclacs de cu oflicio c recebe aprendizes.
lompras.
Compram-se alguns ps de fruela-pilo de mas-
sa,j mudados para pequeos caixfles: na rua lar-
ga do Bozario junio ao quartel de polica, loja n.
20,so dir quem compra.
Compra-se um ou dous sellins inglezes, ja usa-
dos em bom estado : quem tiver annuncie.
Compra-se um par de mangas de vidro ; na rna
Direita, n.9.
RAPE" NACIONAL ANDARAHY.
Este excellonte rap, j (bastante condecido por
mudos dos lomantes desta praca pelo seu agra.la-
vel aroma e edr semelhante ao de Lisboa, efaeili-
dade com que deslila sem seccar no nariz e nem fe-
rir, sernpre so achara fresco e em boas Tornadas no
deposito da rua do Trapiche, n. 34, terceiro an-
dar, ea retalho, na rua da Cadeiado Itccife, lu-
ja* de miudezas dos Srs. J. J. do Carvalho Muraos,
A.F. Pint & Irmilo A. II. Vaz do Carvalho; de
ferragens Pontos & Sampaio ; do fazendas Cu-
nha & Amorim, Antonio Duarte de Oliveira llego,
na rua da Madre-de-Deos ; rua do Queimado lo-
ja de ferrageus da Campos & Almeida ; praca loja
de miudezas de C. C. Rrcckemfeld; Cabug i.
de A. Konseca.o L'mbelino Maximianno do Carvalho ;
Aterro-da-Boa-Vista, loja do ferragens, de Caeta-
no L. Fcrreira ', e de miudezas, de T. P. de M. Esti-
ma, c Antonio Pereira da Costa Cama.
Na botica da rua do Hangel, vendem-se os re-
medios soguinles, dosquaes a experiencia tem con-
firma.lo os melhoresch*eitos : denlillco que tem a
propriedade de limpar os denles cariados e resti-
tuir-Ibes a cor esmaltada em muito poneos dias ;
o uso do dilo remedio fortilica as gengiyas e tira o
mochoiro da bocea proveniente nilos da carie,
cmodo trtaro que so une ao pescoco desles or-
g3os; o remedio he designado pelos nmeros pri-
meiro e segundo : orchata purgativa mui til as
criancase as pessoas de toda e qualquer idade; he
composla de substancias vegelaos, nio. contm
mercurio, nem droga alguma que possa prejudicar :
remedio para curar calos, em poucosdias ; dito pa-
ra curar dores veneras antigs, c que tecm resistido
ao tralamento geralmente applicado ; dilo para pro-
vocara menstrucilo e accelerar a acgio do tero
nos partos naturaes em que iio se precisa das ma-
nobras scientificas da arle ; dilo para resolver tu-
mores lymphalicos,-vulgo glndulas; ditos para
curar boubas e cravos seceos o mais efficaz que se
condece at aqui; dito oximel de ferro, muito til
naschlorozes, vulgarmente chamadas frialdades ;
pos anl i-biliosos do Manoel Lopes, capsulas de ge-
latina conteudo balsamo de cupahiba ; ditas de
oleo de rocinos purificado ; ditas de cubebas em p
fino ; ditas de assafelida ; ditas com pos purgantes;
ditas de ruihanlo da China; ditas do sulphato de
quinina de 1 e 2 graos cada capsula ; algaleas; veli-
nhas clsticas : pilulas de sal de cabacinho; agoa
das Caldas oliogada prximamente ; remedios quo
curan) a frialdado dentro de 40 dias, mesmo estan-
do incitado ; oleo muito bom para conservar o ca-
bello, que, alm de mo deixarcahir o cabello, lim-
pa a caspa ecujo uso continuado faz reapparecer o
cabello perdido ; pilulas ospecilicas para curar as
gunorrheas chronicas quando a lesfio nao passa da
ureta ; igualmente um xaropo anti-hemorragico ,
applicado nos casos em que se deitasangue pela boc-
ea. Oprce-ode todos os remedios he mui rasoavcl,
eos bons resultados da sua applicacflo he quodevem
f azor sua apologa.
__Vendom-se 3 lindos moleques do 16 a 18 an-
nos ; um nardo de 18 anuos ptimo para pagem ;
trespretos de20a24 annos, de bonitas figuras,
sendo um delles bom carreiro; urna parda de 24 an-
uos com habilidades; duas pretas com algumas
habilidades ; urna preta de idade por 180,000 rs. :
na rua do Collcgio, n. 3, segundo andar, se dir
quem vendo.
Vende-se um carro de duas rodas, bem cons-
aa
Vend-se um chiTo na cidade do Olinda na
rua do Malinas Ferreirn ao p da Senhora D. Dioni-
zia, com alicoree, oitiTo moieiro com a dita senhora;
urna casa na rua do Cotovello n. 19 ; urna dita na
rua de S.-Thereza n. 17 ; 3 ditas na rua Imperial,
ns 44, 46 e 48 ; 5 ditas na na Augusta ns. 53, 55,
57, 59 e 61 ; duas ditas do taipa na rua Imperial, ns.
201 o 206 ; 8 .lilas de podra e cal, ns. 210, 212, 214,
216. 218, 220,222,224 e 226; urna escrava que esta
no deposito oral, da nomo Ira para pagamento
de decimas ; 3 canoas sondo urna deltas boa para
abrir; uns poneos de porcos As casas vendem-se
metade a vista o melado a prazo de 3 annos, ou nuil,
pagando o juro do um por cento, coen hypotheca
as mesmas.
Casa de modas francesas, no
Aterro-da-Boa-Vista, n. I,
primeiro
.ill-IIII .
Recebeu-se pelo navio Nelie-Mathitdt um rorti-
mento de chapeos de palha lisos, abortos o borda-
dos, da Italia, para snnhora; chapeos redondos de
palha da Italia; ditos Joiuville, para meninos su-
periores luvasde pellica brancas e de cores, para
senhora e homem ; camisinhas bordadas de mon-
tara e outras ; cabreos; ricas mantas de bico pre-
to ; fil blanco e preto do seda e de linho ; ricas e
lindas flores; vestidos do baile ; bico de Monde;
toucas para senhora ; ditas bordadas para meninas ;
lencos de ra::ihraia bordada; ditos de bretanha;
cambraia de linho o outros muitos ohjectos de uso
das senhoras. Madama Millnchau se encarrega sem-
prc de fazer vestidos do nova e do bailes, do melhor
gnsto, chapeos c toucas de senhora por prego
commodo.
AGOA l>0 JAPAO"
DELICIA PUR4.
Hochegada urna porcio deste myste-
rioso elixir que do Rio nos trouxe o va-
por S.-Saleador. A inuita extraceflo e
immensosolTetosque tem produzido,
nfio pdedcixara sua contnuaciio, as-
sim como pela brevidade com quo ell- M
cazmente produz o seu effeito nilo po-
de deixar de dar prompta extraegilo
porque todos quo della usam o mal;
mas a outros cana passo Ibes nasce, e
della precisito. He intil apregoar suas
bondades pois he bem conhecida e es-
t (o quanto pode serj acreditada, tanto
na Europa como no Rrasil, pois em toda
parte se faz dignado crdito; muito
bstanle Ihe he o ter sido examinada
eapprovada pela sociedade das scien-
cias. Vende-se, nicamente no deposi-
to da praga da Independencia loja ns.
13 e 15, a 1,000 rs.; assim como ontras
muitas perfumariasocalcados.
Vende-se um armazem de sal: na rua Impe-
rial n. 71.
Vende-se arroz pilado branco ; dito vermelno,
lano por alqueire volho como a peso; feijflo oni-
nario para escravos; ludo por barato preco i na rua
da Praia, venda u. 33.
Vinho de Bordame
driuporior qualldade, em caixan de duiia, por prefo
coniniodo : vende-se na rua da C'rui, n. 10 armazem
de K .iIU ni:iiiii t lliisrniniiiid.
Vende-se, por commodo preco, um casal de
rolas do llamburgo, brancas : na rua Direita, n. 108.
Vendem-se I2cadeiras de oleo, ainda novas, a
4,000 rs. cada urna; urna marqueza de angico tam-
bem nova, por 20,000 rs. ; um par de banquinhas do
Jacaranda modernas; urna dita de meio desala; urna
commoda de angico, por 25,000 rs.; e urna cama do
casado com colxilo o eiixergo, tudo porfe llamen lo
novo, por 40,000 rs.; o mais alguns ohjectos, ludo
por por prego que agradar ao comprador: na rua
.la ruino, junto a typographia.
Vidros de espelho
de diversos tamanhos, vondrm-scpor prejo muito com-
modo : na rua da Crui u. 10 arina/cm de Kalkmanit
fe l|(is('iiiiilllid. .
--Vendem-se urnas herangasna liba dcS.-Miguei,
freguezia da S.-Cruz, villa da Alaga : na rua das
Cruzes, n. 30.
Barateiro da loja nova.
0 novo barateiroRicardo, da loja nova n. 4ao
p do arco de S.-Antonio, est vendendo pecas de
chitas muito finas, cores muito lixas e novos pa-
drOes a 5,800 ris.e o covado a 160 ris ; casimiras de
algodfio, pa.lres inleiramentemodernos, o cortea
1,600 ris; lencos de seda muito modernos para ho-
mem, a 1,440 reis ; dilos de cambraia muito fina, a
400 ris; cortes de chaly muito moderno, a 5,000
ris; mantas de seda, padrOeschinezos, no mais
moderno gosto, a 10o 12 mil ris; algodloazul o
riscado para escravos.de 4 palmos de largura, muito
encorpado, a 200 ris o covado. Tem iim lindo sor-
tmenlo de sedas modornas no gosto chinez, reci-
bidas o desembarcadas hontem, da ultima moda da
Pars, para vestido de bailes, &c c que vende muito
baralo, assim como todas as fazendas de luxo o
assciado gosto, notando-se uns lengoscom franja,
para senhora, da melhor seda degros de Saples, pa-
dres nunca nesU praga vislos.a 6,000 res.
Vende-se o diccionario de medici-
na de Chernoviz : na livraiia da esquina
do Collcgio.
%'endenvsc cadeiras de
pitillo, a polka para assento
de portas de lojas ; um novo
sortimento de taboas de pinho, de costado e costa-
diiilio assoalho e forro para casas e tambem para
fundos de barricas; taboas americanas de todos os
comprimentos, e at de 3 palmos de largura: alrasdo
theatro, armazem do Joaquim Lopes de Almeida,
caixeiro do Sr. Joao Matheus.
Na rua da Scnzalla-Nova, n. 3o,
(nadara) vendem-se juncos de superior
i|ualitlde, em porcao e a retalho, e por
truida,e quasi novo, por prego commodo: na rual Aira nnalaucr Darte
do Hospicio, cocheira do Emilio Francez. | menos do que em oulra quaiquer pane
M
G*


A
a
A bordo do brigue Independe/He fondeado de-
fronte do Collegio ve ndc-.se sebo cm rama e carne
secca, por precos co m modos, boa razenaa.
Medicina universal.
Plalas vegetaes de James Morison.
A medicina vegetal universal he o resultado de 20 an-
uos de invesllgacoe do celebre Jame Morison. Por
mel deslai pitillas consegulo eu autor Innmeras c
admlraveis curas desde as affieccAe que atacain as
extticas de pello al as molesllas chronlcas do anclan.
A Europa saiidou esle remedio como remedio unlver-
tal para todas as docncas.e al hoje anda nao foi des-
mentido tal titulo.
Esta medicina vem acompanhada de urna receitai|iic
enninac facilita a suaapplicacao. Consute cm tres prc-
naraces,aaber: duas qualidades do pllulas distinc-
ias por nmeros, eump: cada qual goia de modos e
acedes diversas.
As pllulas n. I sao aperitivas; purgam sem abalo os
humores bilioso*? vlcusos, c os cxpuUain eotn rfncacla.
As do n. Sexpiilsam rom rsses humores igualmen-
te com grande frca, os humores serosos, acres e ptri-
dos, de que o sangUe se aclia a mludo infectado ; per-
correin todas as partes do corpn e s cessam de obrar
quand') teein expulsado todas as impurcias.
A lerceira preparaco consiste fin nina limonada ve-
getal sedativa: heaperaliva, temperante e adocanle: tor-
na-seem commum com as pilulas e facilita-llicsos me-
lhores effeitos. .
A posiee social doSr. Morison, a sua fortuna inde-
prndente rcpellem lod a Idela de charlatanismo ; e as
adniiraveis curas, operadas com osrusystema no col-
legio de sde de Londres, sao mas que garantes da
eflicaria do seu remedio.
Recoininenda-sc esta medicina que nao pede nem
resguardo de lempo nem de posicao da parte do doen-
tc a lodos os que atacados de molestias julgadas lu-
curaveis se quixerrm desengaar da sua vil lude.
Oxalquc a humanidade feche os ouvido aos nte-
ressados em desacreditar estes remedios lo simples ,
to commodo e lo verdadeiros.
Vendem-se smente em casa do nico e verdarteiro
agente j. O. Elster na ra da C.adeia-Velha n. 29.
Vndem-seduasprctas mocas de boas figu-
ras urna das quaes engomma, e cozinha ; urna mu-
Ialnhadel6annos, recolhida e com principios de
habilidades; 2 pretos hons para o trabalbo de cam-
po o da praca ; um dito bom cozinheiro o boliciro :
na ra do Crespo, n. 10, primeiro andar.
Vende-seunia parda de muito bonita figura,
que cozinha bem o diario de urna casa lava
de sabno e varrella cose chflo o he muito boa pa-
ra casa de familia : na ra do Collegio n. 16, ter-
ceiro andar. ...
Vende-seum bonito mulatinho claro de 20 an-
nos de boa conducta proprio para pageni, por
ser bom cavalleiro : na ra estreila do Rozano, n.
10, terceiro andar.
Vendem-se bolina para me-
nino e homem, de todos os lma-
nnos ; capachos redondos e com-
prlos de crese brancos, para
ornar salas ; esteiras de Angola :
na na larga do Rozario, n. 2i.
Champanha.
Vendem-se glgos com 12 garrafas de vinho de cham
panha, de qualidade multo superior, cm casa de J. J.
Tasso Jnior, ra do Amorim, d/M.
Annuncio imporlanle.
Na luja n. 4 da ra do Crespo, ao pe" do arco de S.-
Antonio 1lcRjcard0J.de F. Ribeiro, aeharflo os
concurrentes um bello sortimento de casimiras de
cores com muita elasticidad!; c de gostos os mais
modernos, recebidas da afamada Paris ; assini como
igualmente ha um sortimento completo da reconhe-
cida boa fazenda pela sua consistencia denomina-
da pelle do dinbo sendo o preco de cada corle
1,440 rs. ; advertindo que seus padrocs nuda fieiim
restando a qualquer oulra fazenda de alto cusi : ha
lambem um completo sortimento de fazendasde to-
llas as qualidades, que merecem a devida conside-
rado em seus apurados gestos como em seus mdi-
cos precos e entre estas merecem particular allen-
eflodas senhoras uns rscadoschladose chinezes,
de elegantsimos padrCcs c realzadas coi es de rosa,
azul, e cor de caf, adamascados a escoceza, a 280 rs.
o covado proprios para vestidos, c sendo suas
, amostras francas aosprctciidentes.
Vendem-se escravos baratos, na ra das
Larangeiras, n. 14, segundo andar', sen-
do : um molecote de 22 anuos, ptimo
canoeiro o bom pescador do alto c larra-
fiador sem vicios e nem o menor acha-
que; um dito de 14 anuos, de bonita figura com
alguns principios de cozinha ; um dito de 20 anuos,
bm para qualquer servico ; um pelo por 400,000
rs.; um dito bem para silio, por 220,000 rs. ; urna
preta, por 340,000 rs. ; urna (lila de elegante fi-
gura; una dita que engomma, cozinha bem ecose,
por preco commodo, ou troca-se por oulra an-
da mesmo que tenlia vicios ; e mais alguns escravos
que a vista dos pretendentes se mostrarilo.
PANNOS i-KETUSFINOS
c tiovos na loja ; velludo pelo ; chama-
lote de seda, para colleles e gollas ; se-
tiin macau ; o verdadeiro brini trancado
de listras de cores." na ra do Queimailo,
loja nova, n. ti, de Haytnundo Carlos
Leitc.
*? Em casa de Manoel da Sil-
va Sanios, no ra da Cadeia, n.
4, vendem-se caixas contendo ca-
da urna doze garrafas de supe-
rior azeile de ohveira.
NA HIJA DOQUJMaDG, N. n,
Yetideui-sc lindas mantas de seda ,
muito finas as mais modernas que ha ,
proprias para senhora e menina, a 3,->.oo
j-s. ; cortes detassade cores fixas, ede
lipdos padrSes, a 4,000 rs.; sarja hes-
panhola ; dita franceza ; los pretos ; tu-
llo por menos de seu valor, por ter aca-
bado a Quaresma : na loja nova., de B.
G. Leile
Vendem-se moendas de ferro para engenlios de as
sucar, para vapor, agoa e beatas, de diversos tamanbos-
por preco commodo ; c igualmente talxas de ferro coado
e batido, de todos os tamaitos: na praca do Corpo-San-
to, n. II, em casa de Me. Calmont & Companhta, ou na
ra de Apollo, armazem, n. 6. .
__Vendc-se um -bom sitio,- com urna excellonte
casa de sobrado, com bastantes commodos para
grande familia, com* salas, 13 quartos inclusive 3
maiores com janellas. 2 cozinhas, urna em baixo c
outra em cima, bastantes arejadas.com forno* mo-
dernos, e outros diversos errarnos, quarto para fe-
lor, senzalla para pretos, restribara para 3 cavados
a folga, alm de urna pequea casa vclha que pode
servir para cocheira: o sitio he do urna extensao
immensa c conlm diversos arvoredos, um pomar de
larangeiras enxerladas com laranjns selectas e de
embico, I i infles doces e limas de embigo que ja pro-
duzcm fructn, alm de outros ps ja antigos que
prodtizem Uranias muito doces, coijueiros, alguns
dedenzeiros, cajuciros, mangueiras, jambreiros, pi-
tombeiras, pilangueras, ubaieiras, assafroeiras, ja-
queiras, pinheiras.figueiras, goiaboiras brancas, im-
mensos aragaselros, ananazeiros, oili-cors, com
baixa de capim plantado que sustenta 2 cavados,
com um grande viveiro gubdividido em 3, com bas-
tante terreno para diversas plantajes, como os bous
moldes, medobins, macacheiras, lugar para jardn) e
comalgumas flores, outro lugar para borla, todo
cercado de limito, com um grande poco dagoa de be-
ber mais outros dou pequeos em chitos propri-
os, muito pe to da capital, por ser no principio da
estrada de Joflo-de-llarros: a tratar no mesmo sitio,
a qualquer hora do dia.
Vendem se VELAS de cera do
l\o-ile-Jancro e de Lisboa grande e
completo sorlmenlo : na ra da Seiual-
la-Velba armazem n. no, de A Ivs
Vianna
Vendc-se cal virgrin em nirias barricas chrgada
nllimamenle ; caixas vasias para assucar ; una porcao
de pesos de ferro, de duas arrobas ; serras grandes para
serrar madcia ludo por preco commodo: na ra da
Mot da, armazem n. 17.
Vcnde-se tima porglq de podras de amolar, do
rio de S.-Francisco na ra do Crespo, n. 11.
Vendem-se mantas de seda escoceza, dos melho-
res gostos possiveis; chales tnmhem de seda de oille-
rentes qualidades ; sedas brancas de superiores
qualidades para vestidos de noivas ; ditas de cores;
lencos de seda para inflo de lindos padrfles; cortes
do collete de gorgurflo, com barra, do melhor gosto
que tem apparecido; cachos de flores de differenles
qualidades; chapeos deso, para homem e senhora,
sendo de furia-cores ede urna scr;chapeos de mia-
ga francezes dos niclliores e mais modernos ; len-
cos de garca para pesclo de senhora ; corles de
cambraia de listras para vestido ; luvasde todas as
qualidades, para homem o senhora ; borzeguins pa-
ra senhora; ditos para homem ; sapatos do couro
de lustro; ditos de marroquim, para homem e se-
nhora ; um completo sortimento do perfumaras ,
assim como outras minias fazctnlas que se venderflo
pelo menor preco possivel: na esquina da ra do
Cabug, junto a botica do Sr. Jolo Moreira Mar-
ques.
Vende-se um cavado castanho que carrega bai-
xo c que he muilo carnudo ; um carro de 4 rodas ,
cornos seus competentes ar-eios : na Boa-Visla ,
Iravessa do Veras, sobrado n. 15.
pataca o covado, o a peca a 5,700 rs,; sarja preta de
boa seda limpa.a l,280rs. o covado; um Guarda-
Livros moderno em bom uso; urna canoa aborta,
deconduzir familia : na ra eslreita do Rozario, n.
10, terceiro andar. "
__Vendem-se 40 accOos da companhia de Beben-
be, tendo-se entrado com 70 por cento : na ra do
Quoimado loja de-ferragens, do Cordeiro.
Gaz.
POTASSA DA RUSSIA, A 180B200RS.
Cimba & Amorim vendem polassa russiana nova e
Je boa qualidade pelo diminuto preco de nove vin-
tcns e dous lusli's a libra : na ra da Cadeia-Velba,
n. 50.
I.IVROS BARATOS.
Vendem-se os srguintes : Manuel de Pbilosopliie;
Laromiguire; philosophto; Arillunetica pralica ;
Colonieclirelienne ; Partidas ilobradiisjW'allerScot,
visin de I). Rodrigue ; Tratado de operaces de
banco: ludo por 8,000 rs. : una collcrcflo de 15
volumes de differentes malcras, por 1,000 rs. : na
ra larga do Rozario loja do eiieadernacao.
Vendem-se 500 arrobas de ossos, a 160 rs. a
arroba : em Fra-dc-l'tulas, vendan. 92.
Vendc-se um pardo de 18 anuos; um cabrinha
de 13 anuos; um dito den anuos; una parda de 24,
oulra dita mas escura de 16, oulra de 12 lambem
escura ; oulra de 10 annos, e oulra de 7 : todas de
muito lindas figuras, com principios de habilidade,
e aptas para qualquer empregn : na ra do S.-Con-
calo n. 34, de mauhla ale as 9 horas e meia c de
tarde depnis das 3 horas.
~ Vendem-se saccas com a mais superior farinha
que existe no mercado a 3,200 rs. : na ra nim-
ia n. 9
Vende-sera vendada rua do Fogo n. 20, bem
afreguezada pwa a Ierra com poucos fundos, com
desobrgn a praca ou a prazo.
Vende-sc ou arrenda-sc a engenhoca deno-
minada l.iiMcirinlia, sita na freguezia de Traeu-
nbflem de ptima produceflo e de bom assucar ,
capaz de um principianta arranjar-so : a halar no
engenho Tamolope-de-Flores.
Vende-se una boa preta que cozinha, engom-
ma, ensaboa e faz lodo o mais servico de urna casa :
na rua do Collegio, n. 15, segundo andar.
Loja de Joo Chardon ,
t terro-da-lfOa-Vista, n. 5.
Nesta loja acha-se um rico sortimento de LAMPEOES
PARA CAZ com seus complente vidros accendedo-
res e abafadores. ^
Eslt'S CaildiCirOS ao os melhores e
mais modernos queexlstem hoje : recommendam-se ao
publico, tanlopelaseguranca e bom gosio de tai boa
confcc9o como pela boa qualidade da luz, economa e
asseio de seu servico.
l\a llieSma loja consumidores eui-
preacharaoum deposito de GAX, de cujo e aflanja a
qualidade, e em porcao bastante para consumo.
AVISO
aos Srs.de engenho
i\a rua do Crespo, loja n. 12,
de Jos Joaqiiiiu da Silva
Haya, vendciu-sc
cobertores de algodSo muito encorpados, proprios
para escravos; bem como urna fazenda de linho a
mitacodo estopa, Tortee propria para roupa de
escravos e saceos para assucar; ludo por preco mui-
to barato.
1{] Vende-se,na i ua da Ctnz, n. a3, $
n cera em velas, de urna das melho- ui
*!*{ res fabricas do Hio-ilc-.lanero "pj
['{ sortimento vontade do compra- y
f dor, em caixas pequeas, e por l]'
j! preco mais barato do que cm ou- ^
4| tra qualquer paite. \t
Polassa da Russia,
pelo preco de 180 rs. a libra, em liarris pequeos:
na rua da Cruz n. 10 armazem de Kalkinann &
Rosenmund.
Contina-se a vender chocolate, por preco
commodo ; caf moido a 180 rs.; dito em grflo a
140 rs.; cevada, a 120 rs ; aletria nova a 280 rs ;
bolacbinha a 200 rs.; passas moscateis, a 240 rs.;
cha hysson bom, a 2,000, 2,240 e 2,560 rs. ; manlci-
ga ingleza boa, a 400, 500 e 720 rs. ; velas de car-
nauba de 6, 7 e 9 em libra a 320 rs.; espcrmacele de
6 em libra a 800 rs. ; loucinho de Santos, a 240
rs. ; banha de porco a 280 rs. a libra ; milho al-
pisla a 640 rs. a cuia medida vclha ; arroz com
casca a 3,200 rs o nlqueire pela medida velha : no
pateo do Carmo esquina da rua de Hurtas lado di-
reito n. 2.
Vendem-se alguns escravos, sendo: urna par-
da anda moca ; uina inulalinha de 6 para 7 anuos;
urna negrota de 11 para 12 annos; um preto ainda
moco ;uma preta de 20 a 22 annos, com.muilo bo-
nita figura muito prendada por saber cozinhar ,
cngominar, coser chao, fazer renda, lavar dosabflo e
vender na rua : vende-se poique o dona se retira :
no fim da rua da Florentina virando a esquerda, n.
11, defronte do guindaste.
Vende-seum piano muito bom, por 250,000 rs.,
com cadeira e excedentes msicas do cantoria : na
rua da S.-Cruz, n.22.
Vende-se um esetavo de Angola do servico de
campb por 260,000 rs.; dous relogios de ouro : na
rua dircita, sobrado n. 29.
Nesta loja vendc-se um completo sortimento do
roupa fcita do todas as qualidades, de panno fino ,
merino, alpaca ; assim romo palitos de la* fina da
ultima moda ; robe de chambre etc.; panno tino
preto e azul, merino, alpaca muito lina que se aflan-
ca nflo desbolar ; botOes do massa preta com cora.
proprios para fardamento de olTiciaes de cacadores ,
e outras muitas fazondas por, preco rasoavel.
Escravos Fgidos
m
m
PIlZtlIS
E ALEGRA!
e
A ESTRELLA DA NOjTE,
Lindissima valsa para piano : vende-se na rua da
Cadeia do Recife, loja de viuva Cardozo Ayrcs & Fi-
los : preco, 500 ris.
Excellenle rap.
Arha-sc abrrlo um novo deposito na rua da Cru,
n. 44. de fiiprrior rap lanto lino coiiiogTosio e meio-
grosso de Casse da llahia e por muito couimudo pirco.
Acha-se a venda no dito deposito, e bem assim no
bairro de anlo-Aulonio, as loja do Sr. i Filippe
de Santiago, Joaquim de Abren, Ilenriques &; Com-
panhla ; Almeida e Campos, Antonio DomingucsFrr-
reir .loaquim Monteiro da Crui & Coinpanliia ,
Manoel Jos da Costa Oliveira 1 odereira 8i Giiimares;
bairro da Boa-Vista os Srs. Antonio Ayres de Castro 1
Coinpanbia Caciano Luiz Fcrrcira; bairro de S.-Jos ,
os Srs. Joo Jos Pinto de Oliveira-, Vicente Jos Ta-
vares.
Vcnde-se, no primeiro andar do sobrado n. 3
da ruado Aterro-da-Boa-Visla, urna arroba do prus-
siato de polassa ,c/anoferiuro de piUeutium).
Vendem-se chitas limpas, bons panno, a meia
m
Temos a <*
satisfaco <;
do annun- -c
ciaran ma- *
damismo *
pcrnanibucano de gosto, que se acaba de re- ^
ceber de Paris a fazenda denominada prazer <^
e alegra. Pars he o berco das modas o *-;
onde o bom gosto est mais apurado: all <-
a fazenda denominada prazere alegra tcm ^
tido e tcm o maiorapreco; todas as senhoras *
de apurado gosto cncontram-se, qur nos ^
bailes qurnOs passeios, vestidas do pra- |J
zer e alegra. J;
O madamismo pernambucano, pois, sempre |J
apreciador do bello e agradavel, eporconse- ^
Suintc das modas de Paris nflo pdedeiXar 4
e receber com muito prazer esta noticia,c ho 4C
na rua do Crespo em casa de Antonio J.uz <
dos Santos & Companha que se espera o *
seu reconhecimento.
Muito pode no mundo
A belleza a sympatliia S
Que -sempre se consegue ^
^t> Com prazer e alegra i
Vendem-se dos moleques de 12 a 15 annos ;
um mulatinho de 12 annos; um escravo bom car-
ri-iro ; 10 esclavas sendo algumas de nacflo, com
bastante pralica d servico de campo, de 16 a 28
annos : na rua llircita, 11 3.
RAPE' PRINCESA NOVO LISBOA.
Acaba de chegar pelo ultimo vapor urna nova re-
messa desle excedente rap, muito fresco e com de-
licioso aroma, c contina a vender-se no deposito da
rua da Sehzalla-Velha, n. 110, e em todos os lugares
do costume, at hoje anrrunciados.
:->

t
Fugio. no domingo, 18 do crrante urna preta,
de nome Genoveva do mujlo da Costa ; Icvou ca-
.liecln de algodffo-, saia de chita branca com ramos
miudinhos ; he alta, com um talho grande as cos-
tas, signal de sua torra, falla muilo alravessada.
Recomnienda-.se as autoridades policiaes, e capitfles
decampo de a pegartm o levarom a rua da Concei-
Cflo da Boa-Vista, n. 46, que serOo generosamente
recompensados.
Fugio, no dia 15 do corrento, u mrete, de
nom/Caetano, crioulo, da freguezia da Muribeci,
cornos sgnaes seguintes: de*me.diana estalura,*
cheio do corpo, espadando, faces grosseiras, nariz.
chato denles alguma cousa alvos e perfeilos
da parle superior mcio abortos, odios naturaes,
cabrea um Unto grande, cor fula ; tcm do lado es-
qiicrdosobrco peilo para as costellas urna grande
marca do caustico*, de pouco tempo, c das costas
procurando as cadeiras, urna marca de menos de
pollegadaque parece signal ou queimadura ps
um tanto largos; he muilo fallante, e lio provavel
que tenha ido para as partes de Itamarac aondo fui
criado ou para Maria-Farinha ou que se otjbrec. a
a andar cm alguma barcaca ', pois he canoeiro. o
abaixo assignado roga a quem o pegar sondo no
Recife, de o levar no armazem do Sr. Jos da Silva
Campos que ser recompensado e fra da praca,
no engenho S.-Ilailholomeu, emMiirbeca; fugio com
camisa encarnada ecalcas de algodfloznhoazul do
listras, chapeo de pallia e urna trouxlnha em um
lenco vermelho. Silvano Thomas de Svuut Aloga-
Ihei.
No dia 23 de marco do crrante- atino 3 indi-
viduos do sertflo furlaram do engenho Camorim-
Crande, um escravo crioulo, de nome Pascoal, mui-
to moco pouca barba nariz chalo e grosso, esta-
tura mediana falla grossa pcslimposc nflo gran-
des orelhas furadas para brinco; gosla muito das
cantigas e dancas dos pretos do Angola : quem dedo
der noticias,ou conduz-lo ao dito engenho, sera
generosamente recompensado.
No da 6 do crrante mez, fugio um escravo do
nome Manoel, de idade 25 annos, de estatura regular,
rosto redondo, nariz achatado; levou vestido calca
do brini cr, camisa de madapolflo, o chape de pa-
Ih.-i do abas muilo largas; he muito cachaeeiro, .
aliando est bebado arma desordens, o he muilo la
i! rito tem sido visto n'outra banda, nos- A Togados;
para as bandas do engenho do Meio: avsa-so & pes-
soa quo o tcm acodado, o o traz no spu servico, do
queja ha noticia, equecm 24 horas o venha restituir
a seu senhor, se nflo quizer (icar subjeito us penas da
lei| eroga-sc a quemo pegar que o traya a rua da So
ledade, n. 32, onde ser generosamonle recompen
sado.
Do engenho S.-Anna do Antonio Das, da proJJ
vincia das AlagAas, fugiram, no dia 8 de Janeiro po
ximo passado cinco escravos sendo dous cab as 1
3 pretos com os signaes seguintes : Uazilio, cabra,d
22 annos pouco maisou menos, baixo,grosso,princi
piando a barbar olhos prclo.s, rnslo redondo, den
tes limados nariz regular cabello piclifliij): Anto
nio, cabra, de 30 annos, altura e grossura regulares
rosto comprido olhos pretos, nariz grosso ; bocr
regular, pouca barba cabello pichado : Manoel
crioulo altura regular de 28 annos, secco do cor
po odios pequeos, cor fula nariz grosso, olli
cal desapateiro : Antonio, crioulo, de 22 annos pou
co maisou menos, cor fula, altura regular, bou
corpo beicos grossos-, olhos brancos principiando
a barbar ,com alguns polmOes pelas costas: Luiz
crioulo, de 21 anuos pouco mais ou menos cor fu
la secco do corpo, pouca figura pouca Imi ba ros
to comprido ; tem um pmais grosso que o outro
Roga-sc as autoridades policiaes o capitfiesdj! Can
po que dos mesmos livcrem noticias, de os pegaren
e levarem ao dito engenho, a seu senhor, o canlai
Antonio Joaquim Uns l'iraua.ou na praca de Pernan
buco, a Seu correspondente, o Sur. Lourenco Josi
das Neves, na rua da Cruz, no Recife n. 64, que re
compensara. Adverle-sc que os ditos escravos le
varan) um jogo de pistolas de bronze que rouba-
ram a seu seu senhor.
-- Fugio, na madrugada de. 21 do crranle ,
bordo do brigue JVorma o escravo crioulo d no-
me Flix altura regular, bastante secco do "corpo,
rosto comprido cor fula ; levou calcas do riscado
azul e camisa branca inlitula-se por forro, sabe h"
ehc muilo esperto c bem coiiheciilo nesta l,r8ra
por ter em outro lempo prrlencdo a Antonino-Jose
de Miranda Falcflo. Dito escravo veo do l'.iu-de-Ja
neiro sob pretexto de forro ; foi capturado pela
licia e oSr. subdelegado da rrcgueziii de 'S"Ju-s''
como consta do Diario-Noto; c sendo conhecido di
propria pessoa que o comprou aquello Miranda po
Joflo de Carvalho Rapozo, este Sr o vendeu en
Santos ao capil.lo do brigue Encantador Joao Fran
cisco Fernandos ; os' abati assignadji o reclaina
ram como cncarregados dos negocios (leste DO*'
praca e Ibes foi entregue no dia anterior, so
lianca dos mesmos como consta do Diario de l'er
nambuco de 20 do crranle. Em conseqiienca ii-'i
s do eompromelimento em que se acliam os al*s'
assignados, como para constara quem perlcncc, o
abaixo assignados ofterecem desdeja cem mil rs-
quom o posan capturar e trazer a rua da Cadeia,n,*-'
reconimendanilo-se nflo s as autoridades folien
da provincia como a lodos os capitfies de campo.
, Amorim rmos.
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