Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08771

Full Text
nno de W?
Quarta-feira21
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i|iel'5ue" I j0 g0 r, or liaba, e 160 en Ijpo
PHASES DA LA NO MtZ, DE ABRIL.
,, 8, ao M ">'" d ,arde-
M>np" u 4 horas H min. da manliaa.
I.u, no". ij g |lon, e46 ,llin d nunhaa.
Cr"X .' a 80, as 11 horas e 5 miau, da larde.
PAflTIDA DOS CORREFOS.
GoiennaeParahyba, as segundas eseitasfeiras.
Riu-Grande-dn-Norle quima faina ao meio-dia
Cabo, Seiinl.em, Rio-Formoso, Poilo-Calro
IMaceio no .*, a 11 c J i de cada mes.
Garanhuns a Bonito, a le 21.
Boa-Vista e.Flores, a 13 e 28.
Victoria, as quintas fciras.
uuiiua, iouos os ius.
PREAMAA DE HOJE.
Primeira, as 9 horas a 18 minutos da tarda.
Segunda, as 9 lloras a 12 minutos da manilas.
DIARIO
fe Abril.
Anno XXIII.
N.89.
das da semana.
10 Segunda. S. Scrates. Aud. do J. dos or-
nhCos, do J. doc. da 2 v.e do J. M. da 2 v.
20 Terra. S. Accindino. Aud. do .1. do civ.da I
v. e do 1. de pai do 2 dist. de t.
21 Quarla. S. Anceliuo. Aud. do i. do civ.
ra 3 v e do J. de ps? do 2 dist. de t.
22 Quinta. S Soler. Aud do J. de orpli,,
e do -''. municipal da l vara.
23 Setla. 8. Jor.e. Aud iloJ. t'ucir. da I.
v. e do i. de pat do l. dist. de t
21 Sabhado. S. Honorio. Aud do J do ci. da
I. v. a do i da pat do 1 ist. de I.
2a Domingo. S, Marcos.
CAMBIOS NO DA 10 DE ABRIL.
Cambio sobre Londres de JO/, a '/4 d. p. tf rs.
l'-ru 31 !i rs. por franco.
a Lisboa 96 de premio.
Desc. de leltra de boas firm.s 1 '/ p.% ao HK.
OuroOncts lespsnholas.... 2J00ra ?9|n
NoedasdeeflOOvelli. 16/100 a Ifi/IOO
de 6/100 nov.. I8fJ*0 a l6|aoo
detfoon..... tfooo a hiivu
Prala Pataeoes......... fil a 21010
Pesos eolumnates... 2j00 a 1IO20
Ditos mexicanos ... >|0 a lfTAO
Miuda............ IJ000 a 1192*
Acresdacoinp.do lleberibe de 50^000 rs.ao par.
FE1MAMBUGO
INTERIOR.
connESPovDHfcia SO jonax. do commercio.
Vlagem de S. Jtt. o Imperador,
Campos, 25 de margo'de 1847.
A's 8 horas da manha muitos cidadaos distinctos
do paiz achavara-se na fazenda do Queimado par* le-
rema honra de comprimentar a S. M. otreompanha-
]o de seg at a cidatle.
A's 10 horas e meia S. M. ouv;o missa celebrada
noloseu capcliao o conego Fraricisco Jos de Almei-
da, e s 11 o um qtiarto parti om prestito para a ci-
Atianl* marchava urna guarda de policiaos per-
i manentesenmmandadapor um tonente; seguiam-se
stfpois os carrinhos, traquitanas c oalcgas tras pes-
soas que tinham vindo para acompanharS. M. na
ordem seguinto: o guarda-roupa sorvindo de mor-
domo, o medico, o estribeiro-menor, o secretario to
ministro, um piquete de vallara da guarda natio-
nal servindo de batedores, 9 coche de S. M., no
qualiam tambem b ministro, camarista o presidente
da provincia, o csajiadrflo de caVallaria da guarda na-
cional, eemlim um acompanhamento numeroso de
cidadaos a cavallo.
A'slt e 3quartoschegouS. H. pequeo distan-
cia da groja de S.-Francisco, no meto de renclif'ri*- ",
cnthusiasticos vivas. Achava-se alli um concuo
immenso de povo, ea cmara municipal, trajada
ciarte,sustentando o pallio para recebera S. M. Lo-
go que S. M. se apeou do coche, o presidente da c-
mara municipal, o Sr. Jos Martina l'inheiro, dando
vivas a S. M., que forarrr repetidos cotn indisivcl
cnthusiasmo, apresentou a S. M. cm urna rica salva
de prata a chave da cidade, dirigindo-lhe da parte da
cmara um breve discurso. S. M., depois de compri-
mentar a camata esaudar a todos que o rodeavam,
recebeu a chave e a ontregou ao ministro a fazen-
da.
Collocado debaixo do pallio, dirigio-se S. M. A
groja doS.-Francisco, passando por baixo de um ar-
co elegantemente preparado a custa da municipali-
daile. Entre os dous lados desse arco esperavam o
Imperador seis meninas primorosamente vestidas de
branco, que sobro elle espargiam odorferas flores, e
dotis meninos vestidos de anjo quo cum thuribulos o
inecnsavam.
A' portfea igreja achava-se o clero da cidade e os
vigariosdedillerentes freguezias, e o llvm. vigario
da vara, o Sr. padre Jos llodrigues Barbo/.a, que,
depois do dur a beijar a S. M. a cruz, deitou-lhe agoa
beata
Concluida esta ceremonia, S. M. sodirigio ao lugar
que Ihc fdra destinado, e tomou assenlo em urna ca-
deira de espaldar feita no paiz com totlo o primor da
arle, apresentando no encost a coroa imperial la-
vrada na mesina madeira, e com pcrfeicflo tal, que
por momentos attrahio a allencifo ra municipal que permanecer de pe por algum teni-
po, recebeu ordem de S. M. para sentar-se.
Subi ao pulpito o Rvm. vigario o Sr. Joio Carlos
Munteiro, e recitou um longo discurso anlogo ao
oliji'do, leudo por texto o salmo 144, verso 1.*, que-
diz: Exaltaba te >eu> meus rex, el benedicam nomini
tuain sieculum et insacidum sttculi. Nelle mostrou o
orador as vanlagons das viagens dos reis, os benefi-
cios que derraqiam sobre os povos, vendo suas ne-
iTssidados para remedia-las; c dando os parabens
nos Campistas por tfio honrorosa C henifica visita,
podio ao Toilo-Poderobo quo conservase o vida e
sadedonielhor dos monarchas e do toda a familia
imperial.
Apezar dafadigada vigem, S. al. assistio a esta
oraeflo com profunda atiendo.
Concluido o sennao, seguio-seo Te-Ueum, quofoi
soll'rivel[liento execulado pela msica vocal c instru-
mental, c bem cantado pelos cantuchionatas, d'entre
usquaes ha vozes dignas desoarem ua capella im-
perial.
Durante a ceremonia religiosa, os dou* meninos
vestidos de anjo elavam poslados aos lados do Ihro-
iii), inci-nsaniio a S. Al., eas seis meninas, de quo
cima fallo, achavam-se collocadas defionte, tendo
nas mflos pequeas bandeiras de setim verde com o
centro amartillo, nas quaesestavam escriptos os no-
mes tas oito freguezias da cidade.
A' urna hora e meia da larde S. M., collocando-so
debaixo do pallio Sustentado pelos vereadores, so-
guio em grande prestito para palacio.
Fallam-tne lempo e expresses para descrever esta
entrada tao enlhusiaslica, liiu'caracterstica do amor
que os lirasileiios consagran) ao seu virtuoso monar-
cha. Nilo foram os iireus ollios os nicos que por mais
de una vez dcrraniaram lagrimas de jubilo ao con-
templar os transportes de alegria desses Campistas,
que, unidos para um s lim, o de. recebereo o seu
monarclia, soesqueccram de niesqtiiiihas intrigas e
discussoes polticas.
As jancllasdas ras o da praca, por onde linha tic
passurS. M- eslavam brilhantemente guarnecidas
de colchas de damasco, e ncllas appareciam um sem
numero dosenhoras ricameulo (rajadas, quo, agitan-
do os lencos c lanzando llores para acoinpauharein
os ostrondosos vivas de alegra que parliam do todos
os lados, aprsenla iran o espectculo o mais tocante
que joiajs vira Campos, e que jamis se reprodtizira
nesla cidade.
S. M. cheio de bondade e do prazor, para todas
de povo, soguio debaixo do pallio, e no moio de en-
thusiasticos o repetidos vivas, pelas ru.as de S.-Fran-
cisco, Direita, Floros, Praca, ra Boira-Rio al a casa
da sua residencia. Pertotla matriz achava-se um c-
leganle arco levantado com o producto de urna aubs-
iripcio promovida por urna Cbmmisslo composta
los Srs. JosMartins Pinheiro, Joaquim Pinto Neto
dos Reis, Luiz Antonio de Siquoira, Manool Joaquim
da Fonseca Kigueredoe Aolono Luiz Forreira Pin-
to, aos lados do qual se liam os versse disticos sc-
ginles: j
SONETOS.
Doce mimo dosetsj. d'um Daos traslado
He por cerlo.Jia trra Un re clemente ;
Por issaft dur ruloa gente
ErgueuiRlii^a*4l*o altar sagra**
riiisM|illl#1iilt*yiii i a proi do estado,
l'm re iU*iea^uaI astro refulgente;
K por isso tNMn do povo ingente
Foi sempre o s** Numa idolatrado.
Mas unir om conjuncto prazenteiro
A clemencia e saber alto e fecundo,
, Formar de Nutna e Tito um lodo inteiro,
He gloria que d'assombro espanta o mundo,
Ose s caboao mona relia brasileiro,
Ao "grande Imperador Pedro Segundo.
recepcao.
S. M., precedido pelo clero, autoridades do paiz,
distinclos cidBdflos, e acompanbado pelos seus cria-
dos de honra, ministro, presidente da provincia, odl
ciaes da guarda nacional e um concurso inmenso
Sejas bem vindo, augusto soberano,
Em quem sobra a real munificencia;
Vem darao povo teu ditosa eSsencia,
Vem ver como de ti so ostenta ufano.
Em prol dos filhos leus sondando o arcano,
Das soccorro misrrima indigencia;
Na quo exepces geral beneficencia
Es quosi um semi-deos, s mais que humano.
A patria adorar teu regio busto :
De Campos nos aunaos ser homquista
A momoriad'um rei tilo sabio e justo;
E a pardos immortaes na egregia lista
Far eternisar teu nomo augusto
O genio, a gratidilo, o amor campista.
Se um poder colossal o throno altea
Sobre cimentos de tenor, de susto,
Vai-lho as bases minando odio robusto,
E o monarcha sobre elle cabecea.
Porm se um rei munfico premia
A virtude, o saber, o varlo justo; -
Se forgado a punir, s puno a custo,
E da clemencia o nctar saborea;
Popular gratidilo seu busto adora,
Aras Ihe eleva senlimenlo interno,
E a gloria seus pendes no estado arvora.
Tal vives sobre nos, rei supremo;
De teus filhos o amor leu throno escora,
Throno cm bases d'amor he throno eterna.
Monarcha excelso, cujo nomesa
Tilo caro aos enrames da patria amantes,
llenigno escuta os hymnos triumphantes
Que risonha por ti a patria enla.
Maior, mais nobre a fama te aprega
Que osd'alta Roma altivos imperantes;
Cercada de floros mais radiantes
Sobro a cabeca te fulgura a cora.
Munfico, leal, clemente, invicto,
Teus dias vilo luzir na tiossa dade
Quaes foram dias de Trajauo ou Tito.
E a par desses hroes da antiguidade
Refulgente vers leu nomo escripto
No templo da suprema lernidade.
As quatro pyramides que guarnecem o arco em
cujas pedestaes se acham os sonetos, sao ornadas tts
duas do urna face com os nomes das provincias do
mperio, e as oulras com a inscnpQiio das seguintes
r'pocas notavbis.
1500, abril124.
1654, Janeiro 27.
1808, margo 7.
1822, selembro7.
1823, julhoa.
1824, margo 25-
1825, dczembro2.
1840, julho 23.
1843, selembro 4.
1845, feverero23-
Ao passar por oslo arco, seis lindas meninas pri-
morosamente vestidas espargiram llores sobre S. M.
A's duas hora da tarde a guarda nacional, com-
mandada peloSr. commandanle de legiflo,BcrnanIi-
no Jos Maciel, marchou em continencia em frente
do palacio e dou as salvas do estylo.
A's duas e tresquartos foi admittida prosenca do
S. M. a cmara municipal, cujo presidente, recitau-
do um tocante e anlogo d.iscurso, obteve do mesmo
augusto Sonbora resposta geguinte: Grande regj-
. zijo se apodera de miin vendo-me no meio dos Cam-
as janellas e povo se diriga agradcendolao cordial pistas, povo tao leal, e que tanto se distingue pelo
seu amor ao trabalho. Comparecrain depois as
autoridades do paiz, orcorpo consular residente em
Campos, que tambem dirigiram a S. M. discursos de
felicitages, aos quaea S. M. respondeu agradecen-
do com benigna expresses. I*! "*
A's tres horas houve beijamilo, a que concorreu
grande numero de pessoas gradas do paiz e toda a.
oflicialidadeda guarda nacional.
Ao esplendido jantar desse dia S. M. se dignou ad-
mitlir o bardo do Araruama, o commandatitc supo-
iii>r da guardn nacional, o Sr. Manoel Piulo Neto
Cruz e o Sr. Joaquim Pinto Noto
Por todo o resto do dia, tifio obstante o ardor.do
sol, um concurso inmenso de povo permanecou dos-
coberto om frente da residencia imperial; o todas
as vezes que. S. M. chegava janella, prorompia om
enlhusiasticos vivas a S. M a S. M. a Impuratn/
aos principes imponaos.
A casa em quo reside S. M., situada na ra Beira-
flio, donde se goza urna linda vista, pertenceao Sr.
Manoel Pinto Neto Cruz que, apezar do poucotem-
po que teve, a apromptou com o maior asseio possi-
Vel. Nclla moram tambem o camarista, o guarda-
roupa, o medico, o ostrrbeiro-menor o quatro olll-
ciaes de fuzileiros que acompanharam a S. M. To-
llos ent aposentos separados o mui decentes estao
bem accommodados.
O ipinistroda fazenda, o presidente da provincia,
o ollicitat.de gabinete do ministro e o ajudante d'01"-
dens do prusnlente foram hospedar-so em casa do
Sr. capittlo-mr Manoel Antonio Ribeiro e Castro,
3ue tem-se esmerado cm obsequiaros seus hospe-
cs.
A' noite illuminou-se toda a cidade, os dous arcos
de que cima fallei, e algumas barias que, arranja-
tlas em fileira no rio Parahiba, offereciam um lindo
espectculo.
Alm tiestas illuminages, haviam mais duas na
frento da igreja matriz o na da cadoia, feitas com o
producto da subscripcao agenciada pelaeommissiln
cima dita. Na parte media da primeira illiiniina-
efio eslavam os retratos do SS. M.M., c loo cima
lia-so o dstico AMOB-CSATIDA
Na segunda illuminago havia um vasto tablado
brilhantemente Iluminado o destinado para as dan-
sas de caboclos, que Uveram lugar no dia seguinte.
As 8 horas ila noite S. M., vestido em grande gala,
e acompanhado pelo esquadrSo de cavallaria, foi as-
sistir no Iheatro represcutagao da pega intitulada
Luiz de Catnescomposigilo doSr. Luiz Rurgain,
e a um elogio dramtico anlogo ao obiecto.
A' porta do theafro S. M. foi recebido no meio do
repetidos vivas pelo commandanle superior, coin-
inandanto de legio, varios ofilciaos da guarda na-
cional, presidente da cmara, o outros cidatUo,
que com tochas allumiaram a S. M at tribuna.
O theatro de Campos ho vasto e bem arranjado;
lio maiorqueodo S.-Januario no Rio-do-Janciro, c
tom tres ordensde camarotes. A tribuna do S. M ,
que foi feita rasgando-se tres camarotes da frento,
eslava ricamente preparada, e o theatro cheio do
senhoras elegantemente vestidas e de cidadaos bem
trujados.
Apenas S. M. apparoceu na tribuna, soltaram-se
pomboso parliram do todos oslados vivas queso
prolongaran! por muito lempo, ao quo S. M. nilo
eessava de agradecer com ar risonho, dirigindo-sc
ora para, a platea, ora para os camarotes, dondo as
senhopas o saudavam com os seus longos.
Segu.io-se depois o hymno nacional, cantado por
urna cmica que pelo seu volume pareca dever ter
fortes pulmes, e cuja voz foi entretanto ahafada
polos repinicados da llanta do Sr. Joo Peroira. O
susto que so apoderara dessa cantora era tal, que
por mais attitudes que lomasse o ncaps que fizes-
se, apenas se ouviram as notas mais agudas.
Acabado o hymno, veio o elogio dramtico, que
s foi ouvido o visto pela platea, por n3o haver ou
tro remedio, emquanto que dos camarotes s se
prestava attengo para o lado opposto da scena, on-
de uesta noite eslava o nico objecto que euleava os
olhos c os corages campistas.
Em seguimenlo representou-sc a pega-Luiz do
Cames, na qual o Sr.-Germano fez o papel de
Cames com a habitidado que distingue este joven
artista.
Acabado o hymno, appareceu em um camarote
um mogo ano, cheio de enlhusiasmo e engasga-
mento, priucipiou com mmica descompassada a
lcr urna pega de versos quo prjncipiavaassim : Vo-
ou, voou o voou ; de maneira quo pensei quo se la
renreseutar o Cavallo de llronze, e que o poeta vinha
annunciar que nao havia mais reprcsentagilo por
terdesapparecido o cavallo. Desenganoi-me, porm
quando ello fez a graga de dizer o que he que tinha
voado; mas o vo foi tao rpido que uo posso dar
ideia dessa sublime pega, por mo ter voado da me-
moria tal preciosidade. Acabado o seu recado por
urna reticencia, (icou envergonhado o poeta ; voou
para dentro do camarote e desappareceu rpida-
mente.
e mais possoas, foi dar um passeio a cavaHo at o
lugar denominadoCora, o abj entrn na fabri-
ca deserrar movida por vapor, nertencento ao Sr.
Aletandre Davidson. Depois do assislir ao trabalho
da fabrica, retirou-so e porcorreu diversas ras da
cidade, rocolhendo-se a palacio aotnnio-dia.
A' tardes. M. foi a p para a ra Direita, e da ca-
sa do Sr. Jos lliboiro de Castro, III lio do capilflo-
mr, vio a procissao da Sonbora das Di\res ; voltan-
do para casa s 7 horas, tomou a sabir a p As 9,
acompanhado de immenso concurso do povo o de
pessoas dstinctas, para ver as luminarias que es-
lavam brilhantose bem arranjadas. Perto to arco
que se acha ao lado'da matriz, pamu S. M. para ler
os versos c dsticos que alli so achavam inscriptos ;
e na volta dignou-se, da casa do Sr. Dr. Siqueira,
assislir a urna dansa de caboclos, os quaos, pela
agilidade e passos do en avanl deux que faziam, pare-
cer,nn-me discpulos do Franccz do cabolleira o ca-
saca verde que foi encontrado por Chateaubriand
nos sertes dos Estados-Unidos, ensillando contra- ,
ilansas francezas aos selvagens.
A's 10 lloras choveu em qnantidade, e os cabo-
clos, com medo das constiparlos o da polka, cor-
rram e dosapparecram.
S. M. regrossou a palacio s 11 horas da noite, o
contina a gozar porfoita sade.
27 de margo.
S. Mageslade, pelas 9 horas to dia, sabio a cavallo
o foi ouvir missa na igreja da MHi dos llomens, col- .
lirada polo sen c.ipelli'io o conego Almeida, O dopois
passou a visitara Santa Casa da Misericordia. Finda
a visita, ordenou aoSr. Manoel Hygino do Figueire-
lo que ao provedor enlrogasso do esmola 5 conlos do ^
res e 1 mil reis para cada doente. Tanto na entrada ^P^
Concluida a representag3o, S. AL, com as mesmas
formalidades e manifestagao de jubilo, com que vie-
ra para o theatro, regressou para palacio, onde die-
go u depois da meia-noilc.
Ninguem faz ideia da quantidade de fogucles do
ar e bombas que se teem queimado ilesde Macahe al
Campos; equo bombas do lamanho de urna jaca,
fazendo um estampido maior do quo as pegas de ar-
tilliaria do forte de Macahe.
Esto appendico a todas as festas remonta entro
nos a antigos lempos, em queosouvidos cram mis
duros o menos sensiveis, e os cavallos mais mansos;
boje porm, que a sensibilidado he mais exquisita
eos ginetcs mais desinquietos, lomo licarsurdoou
levar alguma queda. Alm disto, a profusSo de so-
melhantes fogos mostra que aos pyrotechnicos do
Campos no teem acontecido as mesmas desgragas
que aos do Rio-de-Janciro.
26 de margo.
S. M., acompanhado peto commandantc superior
desse pi estahelecmento como na sabida, S. M. foi
acompanhado pelo provedor o conego Agoslinhodos
Santos Collares e mais raos da mesa, o por gran-
de concurso de povo ; o no acto do se retirar, o pro-
vedor den vivas a S. Mageslade, protector da Santa
Cusa da Misericordia. Vollou S. M. pela ra Boira-
Rio esc dirigi Lapa. Dopois de examinar minu-
ciosamente este edificio, boje muilo arruinado, ma-
nifestou o dosejo que alli se estabelocesse o lycfco,
fazendo-s* um edificio novo, para oquojo presi-
dente den as competentes providencias. Em 60guda
foi visitara fabrica do gaz liquido doSr. Perret-Gon-
til, que pouco dista da l.apa, e um potico mais ad-
ente o foruo do fazer cal. S. M. voltou a palacio ao
meio-dia.
\ nina hora S. M. recebeu toda a familia do Sr. Ma-
nool Pinto Neto Reis, que viera ter a honra de com-
primentar a S. M. fjflssa occasiao S. Magostado, ni-
miamente allavel, sontretevo a conversar com o
chele da familia, eom algumas de suas lilhas o com
a esposa do Sr. Manool Pinto, cujas maneiras eafla-
bilidadc s3o proverbiaesom Campos.
A' noite S. M. foi ao Iheatro assislir A representagtb
da pega nlilulada,as Memorias do iabo, retirndo-
se para palacio s II horas c meia da noite.
28 de margo.
S. M. foi assislir na matriz festa de Ramos, que
durou at hora o meia da tarde. O templo a cha va-so
aplnhado de povo esenhoras, as quaes, a dospeitodos
gritos o opposiges do mostr de ceremonias, quo
quera espago para manobrar, invadiram a capella-
mreroram-secollocar dcfnmte da tribuna impe-
rial para de perto terem o prazer d contemplar o
monarcha. .
A' 4 1/2S. M. foi a p ver a procissao doTnumpho
da casa do Sr. Jos Ribciroe Castro. Antes do sahlr
do palacio recebeu a depulagflo da Santa Casa da Mi-
sericordia, quo vcio agradecer a S. Al. a esmola quo
se dignara fazer a tao pioostahclecimenlo, recitando
o provetlor o discurso seguinte :
Senhor A mesa da Santa Casa da Misericor-
dia desta cidade nos enva peranto V. M. I. para, em
nome dclla o de toda a irmandade, respoilosamente
agradecermos a V. M. I. a honrosa visita quo V. M. I.
se dignou fazer quclle po estabelecimento, e o
muito apreciado soccorro recebido da caridado de V.
M. I. .
Senhor, a sorto desses infelizes, que nunca conlie-
ceram os alfagos palernaes, e que a Santa Casa, pe-
sarosa, larga-os do seu seio por falla de meios, tai
tornar-se mais supportavcl por effeitos da paternal
bondade de V. M. I.; e elles, Senhor, instruidos pe-
la Santa Casa do que a V. AL I. silo devedores do
bem que gozam, dirigiro diariamente fervorosas
preces ao Ente Supremo para que derrame sobre V.
M. I. e toda a imperial ramilia todas as gragas to ceo
e todos as venturas da trra; e ebegadosa idade a
rasflo, elles diro agradecidos: Devenios nossa
existencia ao anjo tutelar do Brasil; dediquemo-la
toda ao seu sorvico. a
Dienc-sc, pois, V. M. I. do conceder-nos a subida
honrado beijarmos, por nos e pela irmandade, a
augusta mflo do V. M. l.-()conego Agosl.nboidos
Sanios Collares, Manoel Jos do Castro, Rento Bene-
dicto de Almeida Baptista, Domingos Gomes Barrei-
ros Manoel do Olivoru Guimaraes.Francisco Maxwell
Wo'od. Manoel Jos Rodrigo Nunes.
As 7 horas S. Al. rccolheu-se A residencia impe-
rial.
29 de margo.
A's 10 horas S. M. recebeu os professores do lyco,
e o director, em um bem doduzido discurso, pedio a
S. Al. a graga de inslallar o dito lyco, emquanto S.
Al. se dignasse permanecer em Campos. Consta-rao
que esta installagao se far breve na presenga de S.
M. A's 10c meiaS. M.sahio a cavallo, foi vera La-
fa do O/.orio, onde deve terminar o canal, que nesse
ugar j se achava feitq em grande cxtens3o. Depois
percorreu diflerenles ras da cidado e cheeou A ca-
sa s 11 horas e meia. A" tarde S. M. deuum passeio
a p pela cidade, foi visitar a fabrica de serrar do Sr.
(
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.AR ENCONTRADO, TlLEGIVEL
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Terra, que pouco dista de palacio, e noite entrete-
ve-se a conversar com os semanarios.
Ncstes ltimos* clias S. M. tem manilado distri-
buir muitas esmolas pelos pobres que teem vindo a
palacio.
30 de marco.
Pelas 7 1/2 da manhda S. M. dirigio-se de carrua-
gom ao Porto-da-Lancha, e pnssou para o lado op-
posto da ciliado cm urna excellente e commoda bar-
ca de pndulo, pertencente ao Sr Lambert, a qual
nessa occasflo achava-se entapelada c mui decente-
mente arranjada polo seu proprictario para receber
a S. M. Apezar de ser nesse lugar o rio muito largo,
comludo a barca o atravessou cm cinco minutos.
Tanto de um lado do rio como do outro, um concur-
so immenso de povo saudava o monarcha com vivas
eumsem numero de salvas e logeles doar. Cho-
cando ao outro lado, S. M. ontrou em um carrinho de
duas rodas com o scu camarista, e seguio viagom
para a fazonda do Sr. Manoel Pinto Neto da Cruz,
que dista da cidade legoa e nn-ia. Seguirn) a S. M.
cm camnhoe o ministro e presidente, o guarda-rou-
pa o medico, o estribeiro-mennre oofllcial do gabi-
nete do ministro, e muitas outras pessoas a cavado.
Todas estas condueges foranj fornecidas peloSr.
Hanoel l'intoAPejg caminho S. M. foi recebido com
vivas; o miltlircsxle foguetes do ar unnuncin va ni ao
longo que o imperante transilava por aquellos cami-
nhos. A estrada fronteira casa do Rev. padre Ana-
cilo Jos Ribeiro achava-se toda juncada de flores
o folhas. Na entrada da fazenda acbava-se um arco
de folliase dores, perlo da casa haviam maisdous
guarnecidos da incsma maneira, e muitoscoquoiros
fincados aos lados da estrada principal.
As 9 horas cliegou S. M. fazenda do Sr. Manocl
Pinto, e porta da casa ro recebido por este senhor,
pelo lia rilo de Araruama, pelo capitilo-mr Manoel
Antonio Riboiro e Castro e seus lilhos, o por mais de
vinle sonhoras, todas pertonceiites s ramillas desses
tres respcitaveiscidadilos.
Nesse momento tocou o hymno nacional a banda
de msica dos Tuzileiros, que de vespera viera all
esperar a S. M.
Foi patente a satisfagdo quemanirestava o Impe-
rador por urna tal recepgdo. Apenas entrn, dirigi-
se S.M. ao dono da casa, comquem conversou por
algum lempo informando-se de varias cousas; e de-
poisentreleve-se a conversar com a sen hora e com
alguns lilhos do Sr. capitdo-mr.
As 10 horas servio-se um esplendido o delicado al-
moeo do sessenta talheres, sentando-sc mesa, con-
junclamcnte com S. M., todas assenhoras e paren-
tes mais chegados do Sr. Manoel Pinto, que licou
sentado em frente de S. M.
Depois do almogo, o Imperador, acompanhado das
scnhnras o dos homens, foi ao engenho ver moer.
Ainda que uflo fesso o lempo proprio do moagem,
comludo o Sr. Manoel Pinto deu todas as providen-
cias para que S. M. visse nesse dia trabalhar a sua fa-
brica de vapor. Aomeiodia principiou a machina a
trabalhar e as moendas a rodarem ; entilo S. M. le-
vando urna canna enramalhetada com lindas flores,
a deitou as moendas. A exemplo do monarcha, to-
das assenhoras o homens, dando vivas a S. M., fo-
ram buscar caimas e corrern) a langa-las as moen-
das. Depois destedivertimenlo, cm um vasto salilo
contiguo a fabrica dansou-se una quadrilha do cun-
Iradansas franeczas, dignando-se S. M. escolher para
scu par a urna filha do Sr. Manoel Pinto, casada com
o Sr. Jos Ribeiro e Castro.
Km urna correspondencia feila rpidamente nilo
se pode dar urna ideia doquo he a fazenda rio Sr.
Manoel Pinto Neto Cruz, o mesmo nflo se podera co-
nhecer csse colosso senilp vendo-o. Urna vasta, bom
construida e asseiada casa de vivenda, urna magnifica
fabrica de assucar, cujas moendas silo movidas pelo
vapor,um terreno immenso para plantacocs e pastos,
e mullos outrosedificios e olliciiias na melhorordem
possivel constituem a proprfedade principal ilesse
incansavcl einteHigenle razendeirb. S. M. depois de
examinar varios edificios da fafeiida, dirigi ao pro-
pietario os seus compriinentos por possuir t.lo im-
portante estabelecimenlo.
Depois do jamar, no qual appareceram variadas o
delicadas iguarias, S. M., acompanhado das senho-
ras e mais pessoas, den um passeio ao pomar e ao
lindo jardiin da fazenda; e nessa occasiilo todas as
senhoras, espalhadas pelo jardim, colheram flores e
respetosamente vioram oflerec-las a S. M., que
cheo de affabilidade asacoitou com ar prazenloiro
e retribuio-lhcs da mesma maneira, dando a cada
umadellas urna flor, lirada de um ramalhete que
elle mesmo lizera nesse divertido passeio.
'' noite, tres senhoras solteiras, dinas do dono
PERNAMBUCO.
SESSAO EM 20 DE ABRIL DE 1847.
PRESIDENCIA DD SR. CIWHA MACnADO.
SUMMAR10. Chamada. Approvaco das actas dat
sessOes anteriores. Expediente. Projectos. Pa-
receres. Dispensa da impretso de um dos projec-
tos. Approraco da redaeco doorcamento muni-
cipal e do projecto n. 11; do contrato celebrado com o
proprietario do Diario de Pernambuco, aceren da
pubhcacJodos Irabalhos da assemblia ; dos projecto*
ni. 10 e 32, em lerceira discussdo; dos dens. 22 e 23,
emprimeera; edos de tu. 16 19 em segunda. fe-
jeicdo do de n. Dispensa de intersticio para en-
traran na ordem do dia da sessdo seguinte todos os pro-
vectos que, ntsta, foram approvadvs em primeira e se-
gunda discussdo.
As II 1/2horas da manh.la, oSr. l."Secretario faz
da,
tados.
a chamada, e verifica estarcm presentes 20 Srs. depu-
da casa, cantaran) ao piano o ao som da rabeen toca-
da pelo padro Manoel, capelllo da capella imperial,
moilinhas brasileiras e o hymno dedicado a S. M. a
Impcralriz, e composlo pelo Sr. Tornaghi, canlan-
do no c<\ro S. M. e todas as pessoas que so acliavam
presentes-
Apenas lerminou o hymno, que foi saudado com
cstrondosos vivas a S. M. a Impcralriz, dados pelas
senhoras e homens, appareceu urna interessante
menina do idade de 8 anuos, lilha do Sr Jos Ribei-
ro de Castro, que com vozinlelligivel e com muito
desembarago cantou a seguinle moda, cujas lellras
e msica commoveram a S. M. c a toda a sociedade :
Longe da esposa que adoro tanto,
Sem vera filha que he meu encanto,
Susler nao posso meu triste pranto.

V
Se ao brando leito
Vou enlregar-me,
Se o mol le somno
Vem procurar-me.
Dura saudado
Vem despertar-me.
Smente em sonhos
Gozar me he dado
Da filha os mimos,
Da esposa o agrado,
Qudo pouco duras,
Prazer sonhado!
Da filha o riso,
Puro, innocente,
Semprc na ideia
Trago presente.
Ah que saudades
Minha alma sent/
Qu'inda a ver cheguo
Aos cos imploro
Os objectos
Que tanto adoro,
Ausente del I es,
Saudoso choro.
Depois desse divertimenlo comecaram as contra-
danzas franeczas tocadas pela banda de msica, o S.
iVnl8l,M"Vr,.comM nillasd0 Sr- "noel
i into. ora com as do bardo de Araruama e com a
So dDotaqi,ir-,nt0 -7el CpH* tarniM.ndoo sa-
rao uepois da mcia-noite. Assim lerminou csse dia
ManOT-M"' 8ali?faSa- "o sabido o Sr
mnnhn a quo ma,s lizesse Pra dar um leste!
munho do seu prazer e contontamento, ordenou
O Sr. Presidente declara aborta a sessio.
OSr. i.'Secretario 10 as actas das sessOes antece-
dentes que san approvadas.
OSr. i.* Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Um ofllcio do secretario d provincia, transmit-
tindo o parecer do Exm. prelado diocesano acerca
dos compromissos das irmandades de N. S. da Con-
ccigo e N. S. do Botn-Despacho. .4' quem fe* a re-
quisifo.
Outro do secreta rio da provincia dasAlagoas re-
metiendo urna colleco dos actos legislativos da'res-
peclivaasscmbla. Mandaram-se archivar.
Um requerimento, em qucJnaquim Pedro do Re-
g Cavalcanti pede que se Iho mande pagar 9:277,455
ris, importancia da melado do prego por que arre-
matara urna parte do langn da estrada do Po-d'Alho
oflerecendo o abate de 12 porcento sobre o capital'
A' commisso de contas e despegas provinciaes.
Outro, em que os arremalantos do imposto sobre o
gado consumido no municipio do Recife pedem re-
forma da ultima leltra. A' commissdo de fazenda i
orcamento.
OSr. barroso participa que a commissflo encarre-
gada de levar a sanceflo os actos legislativos cumprio
sua misado, eque S. Ex. oSr. presidente da provin-
cia Ihe declarara que tomada os referidos actos na
devida consideradlo.
08*. Presidente declara que a resposta de S. Ex.
foi recebida com especial agrado.
L-se a redacgflo do orgamento municipal, e ho ap-
provada sem discussdo.
Entra cm discussdo o contracto fcito pela com-
missflo de polica com Manoel Figuera de Faria
proprietario do Diario de Pernambuco, e pelo qual
dito proprietario se obriga a fazer apandar por lachi-
graphos c publicar no mesmo Diario os trabalhos da
assembla provincial, mediante aquantia do 4:5008
ris por sessfio animal, e pelo prazo du4annos a1
contar de 1848 a 1851. '
He approvado, com urna emenda doSr. Nunos Ma-
chado.
ca e Jeaquim Corroa dos Santos, mandaram dar vis-
ta as partes.
Nadita dita entre Jos Higinio de Miranda e Jos
Bonifacio Alves o outros, conOrmaram a sentenga.
Nadita dita entre Gncalo Jos Carneiro Monte-
ro o Francisco de Miranda, desprezaram os em-
bargos.
a dita dita entre Manoel Antunos Villaca e Rita
Maria do Espirito Santo c outros, confirmaran a en-
tonga e condemnaram o appellante as custas.
Na dita dita entre Antonio da Costa Ferreira o Rita
Maria do;Espirito-Santo, conOrmaram a sentenga e
condemnaram o appellante as custas.
Na dila ditalentro Manoel Joaquim Ferreira e Joa-
qun) da Silva Lopes, mandaram dar vista s partes.
Na dita dita entro o juizo eJos Dias Fcrnandese
outros, mandaram que, averbado o imposto, torntfs-
sem os autos.
Na dita diia entre a cmara municipal c o Dr. Joilo
Ferreira da Silva, desprezaram os embargos.
Na dita dita entre Joflo da Fonseca Silva e Deane
Woule & Companhia, conOrmaram a sentenga c con-
demnsram o appellante as custas.
Na dita dita entre Antonio Gomes Villar e outros,
confirmaran) a snnler.ca.
Na dita dita entro Maria Florinda Correia deAI-
meda e AnnaGoncalves dos Santos, mandaram dar
vista as partes.
Correspondencia.

gos.
L6-se e approva-se a rodacgil" do projecto n 11,
L-se, julga-se objecto de deliberacflo e manda-
se imprimir um parecer da commisso de negocios
das cmaras sobre as posturas da cmara municipal
da villa de Agoa-i'reta.
Tambem l-se o Julga-se objecto Tde deliberacHo
um projecto da com misado de legislado, declaran-
do extensivo aus compradores dos dillcrentes ramos
do contrato de 2,500 rs. por cabeca de gado de con-
sumo o abale concedido aos nrincipaes arrematan-
tes.
O Sr. Laurentino manda um requerimento, pedin-
doa dispensa da impressiio dcste projecto, e quose
o de para ordem do dia da a mantilla.
Lem-se. e, sendo julgado objectos de delibcracdo,
vilo a imprimir:
Um projecto concedendo urna lotera para a cons-
Iruccno de um hospital do cardade na cidade da
Victoria;
Outro autorsando a construcedo de um acude na
povoaedode llezerros.
ORDEM DO DIA.
Entra cm lerceira discussdo e sem ella ho appro-
vado o projecto n 32.
Entra em primeira discussdo o projecto n. 22 quo
aulorisao presidente da provincia a pagar o que so
deve ao arrematante do 13 hinco da estrada da Vic-
toria, com o descont do 13 por cento.
Me approvado sem discussdo.
Entra em primeira discussdo o projecto n. 23 quo
eleva o onh'nailu do proressor de primeiras lellras
do collegio dos orphdos a 700,000 rs.
Ho approvado sem discussdo.
Entra em segunda discusd.e sem ella he approvado
o projecto n. 19. rv
Entra em primeira discussdo o projecto n. 5 que
concedo una lotera a Francisco Antonio Pereira de
Brito, e he rejeitado depois de algumas reflexoes
do Sr. Joaquim Villela,
Vdo mesa, e sdo approvados, os segiiiiiteg re-
quer mentos : fU"^ "-
Requeiro que so dispense o intersticio dospro-
jectosque passaram em primeira discussdo, alim de
serem dados para a ordem do dia de amanlida.---
go Montetro.
Requeiro dispensa do intersticio dos proiectos
que passaram em segunda discussdo, afim de serem
dados para ordem do dia de nianh3a.-/'wVa-rf
Larralho.
Entra em lerceira discussdo, esem olla ho appro-
vado o projecto n. 10. -kf'"
Segunda discussdo do projeclo n. 16 quo trans-
adVdel sa-d7o"eZI" 6 ,PJUCa P"ra 8 Capel,a cu"
He approvado sem discussdo.
Ndoliavcnilo mais do quo tratar-se
OSr. Presidente levanta a sessdo 1 hora e um
quarlo, depois de iiaverdado para ordem do da de
amauha: le tura de projeclos e pareceres; discus-
sdo de pareceres adiados; primeira do projecto n.
24; segunda dos de ns. 22 o 23, e lerceira dos de ns.
lo 0 19.
TRIBUNAL DA RELAGA.
JULGAMENTO NO DA 20 DE AB1L DE 1847.
Detembargador de simaa o Sr. Peixoto.
Na appetUco civel entre Caetano Jos de Mendon-
I
Srs. Redactores. Ainda por esta e ultima vez vou
dizer algumas palavras acerca do que escreveu i>/.
no Diario-novo de 16, e repeli no de 19 do correte
mez, alim de quendo vingueo artificio, de que se
servio para combater o que em ilefasa da arguiedo
que me fez, puoliquei no seu Diario de 30 de margo
prximo passado.
All ndo aventurei assergdo alguma, da qual de
boa fe se podesse deduzir que ignorava a existencia
do legado, de que se tratava, ou que me pretenda
defender com essa ignorancia, como se esl'orca em
provar o /., dirigindo para este ponto toda sua ar-
gumcnlagdo; oquedisse, e domonsCrei comas ra-
ses que produzi, e documentos que publiquei, Coi
que mo live conhecimentoonicial de que estivesse
por.arrecadar o sollo desso uso o fructo ; portanto
he de evidencia que o 7. proeurou confundir as cou-
sas para concluir que eu nflo podia ignorar a exis-
tencia da verba que constituio o referido uso e fruc-
to, o que ndo contstei, nem alleguei ignorar, ver-
sando a arguigdo, de quo mo defend, sobre o ponto
de ler eu devido ou- ndo promover a cobranga do
sello do uso e fructo, a pozar de estar pogo o de todos
os bous, o que he mui dislincto o diverso do que as-
severou agora, e proeurou desenvolver o J. emsua
longa e repilida correspondencia: o como dusto pon-
to ja tratasso em dita minha correspondencia do 30
de margo, e ndo fesso combatido pelo J., limit-
me a observar que o J. ladeou da questao, confes-
sando assim que ndo tivera rasdo, e empregando um
artificio, ou desvio, que nflo assenta bem em quem
inculca de l'azer urna censura justa o rumiada, e pre-
sume de proceder com justiga e igualdade para com
o empregado pblico.
As duas cerlides que pub licou no Diario-novo do
19 do corrente, ndo combaten) o que eu disse om
minha defesa, acerca do lempo, em que so fez o in-
ventario opartilha, que se alindo, urna vez que,
constando da cerliddo quo publiquei no referido
Diario do 30 de margo, e nflo contestando o J. que se
zeram, alm da partijha, sobro-partilhasem diver-
sas datas, da cerliddo, que agora puhlicou se v que
solliciei na ultima que so fez, o ndo as diversas
que lora ni futas ejulgadas antes do estar ou exer-
cendo o em prego de procurador-fiscal, e conseguin-
temento nollas u.to tive parle, o nem por modo al-
gum intorvi ou ollicici, ficando assim em vigoro que
a esto respeito alleguei em minha defesa, pois que o
ndo destruio a referida cerliddo, como fica demons-
trado.
Pela segunda cortiddo que publicou o J. para ar-
guir-me de parcial', so v quo a causa movida por M.
II. do Pago foi principiada em 1841 antes de minha
nomeagdo, e era do meu dover proseguir nos termos
della, quando me fe-i enviada do cartorio, e ndo da-
la por concluida e extincta, fosse qual fesse minha
opinido particular, cabe.ndo smenle parte defen-
der-se como julgasse mais conveniente, sendo cer-
to que nom airopelei a causa, nem perseguigdo al-
guma fiz M. R. do Pago, assim como a ndo tenho
feto a quem qur que seja, e qualquer que seja o
motivo quo para isto tenha : por esie lado he Um-
bem injusta a censura feita sem rasdo sulllcionle
o com o desejo de gratuitamente doeslar-me. ou por
outro motivo que ndo quero investigar.
A decisdo relativa a U. Catharina, cuja Torga pro-
eurou o J. desviar cuidadosa o arleiramente, he sem
duvida alguma idntica a especie, de quo se trata
urna vez quo, sendo usufructuaria, como o he J r'
do Pago, pagou o sello da decima parte dosbensque
Iho foram .leixados em uso e fructo, como se fosse
outro qualquer legatario, e a rasdo invocada de ler
sido testamenteira ndo estabelece a pretendida difle-
renga, visto que o sello lie deduzido da importancia
dos bens legados e pago pelos testamonteiros, e
nesla qualmado, assim como os teslamenleiros do
D. H. do Pago pagou osello.ndo de sua algibeira, co-
mo presuppoe o ./., mas uadedugdo feita da decima
parto dos bens legados, como he de lei : portanto
he para o caso ndillerenle quo livesse sido testa-
menteira, ou simplesmento legataria, porque ndo
era u'aquella qualidado, mas nesta, que devia pagar
como pagou o sello. Ilavondo, pois, a relagdo deci-
dido que pagasse ella o sello do uso e fructo, sondo-
llie resliluidoo que ndevidamente pagou pela
obvia rasdo do que ndo devia pagar, ou sollrer de-
ducgdo dos dous sellos ao mesmo lempo, isto he o
da decima parto dos bens legados, e o do uso e fruc-
to, no mesmo caso eslava J. R. do Pago, que devia
pagar ou o sello da decima parte dos bens legados
ou smento o do uso e fructo, e entilo Iho eraappli-
cavel o que decidi a relagdo em caso idntico. Ora
tendo sido deduzido o sello dos bens deixados Pa-
go em uso e fructo, he inexacto dizer-se que nenhum
sello pagou, e se aquello fei pago indevidamento
segundo a decisdo referida, ndo pode deixar dolh
ser restituido para smenle pagar o do uso e fructo
na conformidade do quo dispeo regulamento de
28 de abril de 1842, que no caso do uso e fructo s
manda deduzir o sello do rendimento, o nflo da do-
cima parte dos bens. E como assim dizer-se que
Jeixel do promover a cobranga do sello devido por
lago, eque tenho projudcado os inreresses da fa-
zenda provincial ? He, pois, fra deduvida que pro-
cede a argumentaefio que Tundei n'aquelle accordamV
e que om balde proeurou o J. atteuuarexcogitando
rasOes de diflerenga que se nflo ddo por modo a I um-
o contrario he inverter e confundir as cousas '
Conoluo repettndo que pende questdo este res-
peito peranle juu recio e Ilustrado, e por sua de-
cisllo espero para Jntrar em mais ampio desen.
volvimento, quo agora me ndo he permittido em
rasdodesta mesma pendencia: parc-me have pon-
deradoquanto he bastante para elucidara quesillo
e colloca-la no seu verdadeiro oslado, e por sso
nada mais direi, nem pretendo dizer: o publico quo
avalie das rasOes do umaeoutra parte, e do mais
que porventura houver de dl/.er o J., e decida de
que lado est a rnxfin.
Alean forado.
CGMMEc:iO
Alfandega.
RENDIMENTO DO DIA 20............1 J;276,833
Descarrcgamhoje 21.
Brigue Ernestina faritiha de trigo.
Brigue Loper morcadorias
ilrigue Centurin carrito.
Consulado.
RENDIMENTO DO DIA 20.
Cera I.......'.................. 3-635,931
Provincial ..................... 1:491,145
Diversas provincias............... 152,019
5:279,095
Mnvimcnlo
do Porto.
Navios entrados no dia 20.
Mar-Pacifico, tendo sahido de Sag-Habor ha 20 me-
zes, galera americana Marcas, de 283 toneladas,
capitdo E. H. Ryder, cquipagem 24, carga azeile de
peixe; ao capitdo. ,
Costa da Palagonia, tendo sahido de Ncw-Londnn h/
31 l/2mezes, galera americana Jelferson, de 39*
toneladas, capitdo George llarris, equipagem 30,
carga azeite de peixe ; ao capitdo.
Para, Maranhdo, Cear, llio-Grande-do-Norte e Para-
biba;14dias, edo ultimo porlo 12 horas, vapor
brasiloiro Pernambuana, de 240 toneladas, cern-
ina ndan te Jos Militflo Henriqucs, cquipagem 29.
I'assageiros: para Pernanrouco, padre Miguel
Francisco^la Fila,Luiz Lopes Teixeira.BrasNeiros,
Manoel Paes Pinto de Vasconcellos, l'ortugucz,
e dous oscravos a entregar : para o Rio-de-Ja-
neiro, brigadeiro Marcos Antonio Bricio, Dr. Jos
Thomaz dos Santos Almeida, Dr. Jos Jansen do
Passo, Raymundo Augusto de Carvalho Filgueiras,
Francisco Coelho de Souza, Joaquim Maria Noguei-
ra Jnior, Dr. Manoel Soares de Souza Bezrra, Dr.
Jos Vieira Rodrigues do Carvalho e Silra, Dr. Mi-
guel Joaquim Ayres do Nascimento, padre Carlos
Augusto Peixoto de Alencar, padre Thomaz Pom-
peoda Silva Brasil, padro Antonio Pinto de Men-
donga, um sargento, 12 pragas de pret e doua es-
cravos a entregar.
Navios sahidos no mesmo dia.
Rio-de-Janeiro; sumaca brasileira Tirpsiekort, ca-
- pido Ha!tazar Jos dos Rois, carga assucar e 3 es-
cravos a entregar.
Macei; brigue-escuna de guerra brasiloiro Fidelida-
de, capullo o primeiro-tenente I.uiz da Cunha lio-
reira. Passageiros, o capitdo Guilhenne Jos da
Silva, 1 cadetee (soldados do primeiro hatalhflo
de caradores, sendo 4 presos.
Parahiba ; hiatebrasileiro, Espadarle, chiflo Nico-
lao Francisco da Costa, carga varios gneros. Pas-
sageiro, Cypriano Jos da Costa, Brasileiro.
Edgartown, galera americana Ocmulgie, capitdo Fre-
derick W. Mentor, carga a nresma quo trouxe.
Ih'claraccs.
0 vapor Pernambucana sahe para os
(nulos do Sul, amanhila, 22 do enr-
enlo, o tira as malas boje, as 6 lio-
ras da tarde.
0 arsenal de guerra compra setenta e nove es-
leirs de perpery. Quem dito genero quizer lornecer
mandar sua proposta em carta fechada, e a amostra,
a directora do mesmo arsenal, at o dia'22 do cor-
rente mez.
Arsenal do guerra, 19 de abril de 1847.
JoaS Ricardo da Silva.
0 arsenal de marinha compra no da 21 hoje)do
corrente, pelas 11 horas da na ulula, momio enxo-
frado. As pessoas quo semcllianteohjcclo quizerom
vender, comparegam nesta secretaria no indicado
da e hora, com as suas proposlas em carias fecha-
das, acompanhadas da competente amostra^.
Secretaria da inspecgo do arsenal do majlnha de
Pernambuco, 19 de abril de 1847.
O secretario,
Alexandre Rodrigues do An\os.
A alfandega das fazendas compra duas balas de
papel almaco,quiltro miliieiros de pennas, duas gro-
zas de lapes, meia resma do papel dit-llollauda pau-
lado para mappas, meia dila do papel mala-borriio.
Quem taes gneros quizer fornecor mamlar su
proposta em carta fechada e as amostras ao respec-
tivo inspector da mesma alfandega, al o dia 24 do
corrente. .
0 lllm. Sr. inspector interino do arsenal de ma-
rinha,tendo de encommendar para n Parahiba a ma-
deirado sicupira que preciaa para ser ompregada
na construegflo da nova barca de escavagiTo pelas
formas quo existem no mesmo arsenal, por estar
para isto autorisado pelo governo imperial, manda
fazer publico quo far o contrato de compra com
aquellos Srs. que d'alli queiram rometto-la. ou man-
da-la vir; devendo apresentar suas prospostns no
prazo de 15 dias contados de hoje para ser cffec-
luadocomoquose comprometa a vendo-la de boa
qualidadeomais emeonta. -- Secretaria da inspec-
g.lo do arsenal de mnrinha de Pernambuco 15 do
abril do 1847. --O secretario, Alexandre Bodrigun
dos Anjos.
Tlieatro publico.
OS 30 ANNOS
da vida de um jugador.
Se representar a beneficie da actriz
Leocadia Montera, domingo, a5 do ccr-
rente, com todo o capricho, no Ihetro
publico.

-------
A
.


T>r
.3.
Avisos martimos.
k harra Boa-riagtm sahe para o .Por
'"A ,o!o- anda recobo alguina cari
30 do corronu- ^ ^m Mcellenles comn
sageiros, P_ : m.ae a0 consignatario ,
pretndante* h ^ nruad0 Vigario n. li.ouao
c0 Al!cs i's Jos Rodrigues, a bordo ou ,na praga
capitno
,eruadoVigano, n. 5,
_. para a Babia sahir com muila brevidade o vo-
v hiato Tentador, pregado e forrado de cobre : pa-
! arga ou i-assageiros, trata-so na roa da Moeda,
com Silva & Grillo.
Para o Ilio-Grande-do-Sul segu imprcten-
imflnle boje, 2I ',0 corre,,le ,iriKlle naci()-
.. -i j., n.H,
do correte
ZTT-Mane-Auguilo i as pessoas que tiverem de
nl1,.' e.rvos. deverfo manda-Ios at 20 do
^^d^nS^abehoje,^ doco,
', o patacho nacional LaurenUna : quem no
mosm quizor ir do passagem ou embarcar escra-
.Y* frete, dirija-se ao scu propnetano Lourengo
1 das Neves, na ra da Cruz, n.64.
ParaoAracatysahe, impretenvelmente, coma
parea aun tiver abordo boje, 21 do corrente, o
Lucho nacional Anglica: quem no mosm quj,
Tercarregarou ir de passagem, para oque tem bons
commodos dirja-se a Luiz Jos de S Araujo, na
ra da Cruz, n. 26.
- Recebe carga e passageiros para o Acaracu com
escala pelo Cear o biato .Iguia-frasileira : os pre-
touJentesdirijam-se bordo do mesmo, a tratar
com o captao ou cnm Manoel Gongalves da Silva ,
na ra da Cadeia do Uecife. _
UL-J--------U' XJiaU-i-BB
Le i loe. -
-O correorOlivoira far Icilfto de diversas fazcn-
das inglezas, francezas e suissas, que serfio vendi-
dassem limites: quiuU-feia, 22 do crrenle, s 10
lloras da maullan, no seu oscriptorio, ra da Ca-
1 Leilfiode urna porgilo do bacalho, hoje2l,
s 10 boras da manhfia no caes da alfandega, no ar-
mazem de Bacellar.
Avisos diversos.
Precisa-sealugar urna casa, sendo de um s an-
dar bons commodos, -sita na freguezia de Santo-
Antonio ou S.-Jos; tambem se alugam os baixos'
havendo quem tenba queira alugar, poder diri-
gir-se ao largo do Livramcnto, venda n. 20, que a-
char com quem tratar.
Jos Manoel Altes, Portuguez, retra-se para
Lisboa. > .
Aluga-seum sitio na estrada que vai para Be-
lm, casa com afrente e entrada para Santo-Amaro:
quem o pretender dirija-so ao mesmo sitio, que l a-
char com quem tratar o negocio. -
Jofio Paulo Ferreira Djas retira-so para o Rio-
de-Janciro com sua familia, levandoem sua compa-
nlia osou sobrinhn Joaquim Victor de Miranda, e
cus dous escravos Florinda da Costa, e Cassiano,
crioulo.
l'n-ma-ac de urna ama que lave e engommc
perfcilamcMU.equed fiador a sua conducta: na
ra larga do Rozario n. 26, segundo andar.
Preoisa-se de um homem portuguez para fei-
torde mri engenho distante desta praga 12 legoas :
na na da Cadeia do Uecife n. 55.
' --DcordemdoIllm.Sr.juizdc direito da segun-
da vara do civel, fica transferida a praga annun-
ciada para odia 17 do corrente, pela execugfio do
Jofio Baptista Fragozo Jnior contra Jos Ferreira
Alvos de Quintal, para boje, 21.
--Precisa-so de 400,000 rs. a premio, com hypo-
Ibeca em urna escrava boa cozinheira lavadeira e
vendedeira ficando os servigos da mesma pelos ju-
ros ila quanta : quem quizcr dar annuncie.
Precisa-so de un padeiro capaz, e que tenba
pratica de masseira c forno, para a cidado da Victo-
ria : na ra larga do Rozario n. 50.
Precisa-sede um homem portuguez que tra-
badle decnxada esaiba tratar do vaccase tirar leile:
na passagem do Olmda, sitio de Jofio Antonio de
CarvalboSlqucira.
Jos Antonio de Souza, capullo do patacho
Novo-Temtrarw, tendo encontrado nestacidade ou-
tras pessoas de igual nomo ( o al mesmo nos da sua
oocupagfo ) faz scieute ao publico que d'ora em
diantose signar Jos Antonio Candido do Souza.
~ Offerece-se um rapaz brasileiro para caixeiro
de engenho, ou oulra qualquer arruinagfio : quem
d seu presumo se quizor utilisar, dirija-se a ra
Uireila n. 24, ou annuncie.
O doutor Jos Benlo da Cunha e Figueiredo
acha-se residjndo actualmente no Aterro-da-lioa-
, n 37, segundo andar continuando porma
ler o seu escriplorio no mesmo andar da casa n.
46, da ra Nova
ArCbibald Me. Callum retira-se para Tora da pro-
vincia.
A1ugn-se nma preta para todo o servigo do casa:
quem a pretender, dirija-so a ra do Prea, n. IV
Na mesma-casa vende-se um (landres do vender
nzeite.
Nicolao Machado Kreire pedo a todas as pessoas
quelbe licaramadeversorvetes no Monteiio quo
hajam do os ir pagar.
Owbaixoassignado, tomn lido no. Diario "oto
de 20de margo, a correspondencia do EstevSo fia-
valcantc, que'ressnmhra do mentiras o aleives,
protesta em lempo dar merecida resposta, por de-
ver ao respeitavel publico, o para recreio e gloria do
Sr. Estevfo CavalcanLe, e quem ho multo venera-
dor o obrigado -r Manoel florentino Carnetro da
Cunha.
Precisa-se de um caixeiro : na ra larga do Ro-
zario, padaria n. 48.
Quem precisar de urna preta para todo o sem-
So do urna casa eslrangeira pu de outra qualquer
epouca familia, dirija-se a ruada Moeda, no Re-
cife, n. 35.
Arrenda-se um bom sitio, com bastantes arvo-
redos de fruclo no lugar dos Aogados confronte
a igreja dcN. S. da Paz: a tratar na ra Direia, so-
brado de dous andares, n. 137.
Offerece-se urna ama com bastante leite para
criar:na ra Direlta, n. 12.
A pessoa que annunciou, no Diario de Pernam-
buco, de 19 do corrente n. 87 tnr negocio do in-
teresso com I). Victoria Mara do Sacramento mili
'ita fallecido Joan Nenomuceno de Faria, ou suasso-
brinhas, D. Claudina e outras, a seus beneficios,
queira declarar por este mesmo Diario.( se este no-
gocio pendo em as mesmas receberom alguma legi-
tima que porvenlura deixasse om testamento ou
declnraglo o dito fallecido; pois que D. Anna Ber-
nardina de Andrade, annunciante, tem do exigir ilo
dito fallecido a qmntia do 800,000 rs. com juros,
que emprestou, em 1826, ao mesmo a premio de 1
por cento ao mez antes quo elle se ausentasse 'des-
ta praga onde negociava o pois se n3o sabia ondo
existia, nfio tratou de sua cobranga ; o que agora o
pretende fazer urna vez que declare aquelle annun-
ciante o lugar onde falleceu o dito Faria, e seexis-
lejn bens dclle. mo tratando negocio algm com
as ditas sem primeiro fazer dita declaragilo com
a pena de, no responderlo a este annunen, (loar
obrigado pelos seus bens, indemnisacao desle
pagamento pela sua omiss.to.
~ D-se 1:200,000 de ris a premio sobre hypo-
theca ou pcnhnres de ouro e prata ou boas fir-
mas: na ra estreita do Rozario, n. 30, segundo an-
dar se dir quem d.
ALUGA-SE POR 8,000 RS. MENSAES
urna ptima casa com duas salas 6 quartos co-
piar, cozinhae quintal murado sita na ra Impo-,
rial, n.187 :a tratar na ra Direita, n.82, primei-
ro andar.
Mudou-sc o consulado britannico, da ra da
Cruz para a do Trapiche-Novo n. 15, segundo an-
dar.
Aluga-seum bom armazem para assucar, ou
doposito de qualquer outro genero, sito no boceo da
Moeda ,bairrodRecife:a tratar na ra das Trin-
cheiras, n. 50. -.,-.,
Engomma-sBCom toda a perfeigSo, por prego
commodo-.na ruada Moeda, n. 39.
Desapparecnu, do sitio da ra do Pires, um
quarto rugo-ipedrez : quem dclle der noticia ou
leva-lo ao ditoitio da caixa d'agoa, ser gratifi-
cado. %
oltlcina de encadernafao que o padre F. C. de
Lentos e Silva dirije na ra de S.-Francisco, an.
tigamentc Mundo-Novo, n.66, achate prvida
ile todo o necessario para o biin deseiupcnbo de
qualquer obra de encadernacao.por mais rica que seja :
auin como (em e opronipta quaetquer emblema* ap-
propriadon oa momas obras.
Joo Alves Pereira vai a Portugal.
N ra Nova, n. 58, se dir quem d a premio
1:200,000 rs. com Ivypotheca em casas terreas.
Aluga-se um armazem de madeira proprio
para oulcina de ferreiro ou deposito do carvOo e
mesmo para outro qualquer eslabelceimento sito
em frcnle da ra do Brum na praga projectada : a
tratar em Fra-de-Portas, ra do Pilar, n. 108.
-- Jim homem casado com pouca familia, e com
as habilitagOes necessarias para ensinar com per-
fcigilo as primeiras leltras, se ofleiece para este
magisterio a qualquer senhor de engenho que te-
nba lllhos para educar no engenho Bom-Fim da
comarca de.-Antlo, se dir quem he o preten
dente.
Na terga-reira 13 do corrente, desappareceu
do sobrado n. 13 da travessa do Veras, na Boa-Vista,
um galo amarello capado o milito manso; tem a
cauda cortada, e no meio da restante urna torcidela :
roga-se a pessoa em cujo poder estiver, o obsequio
de manda-io entregar na dita casa, que ser grati-
ficada.
A;
Agencia depassaporlcs.
Na ra do Collegio, n. 10, o no Aierro-da-Boa-
Vista, loja n.48, continuam-se a tirar passaporics
tanto para dentro, como para fra do imperio; assim
como despachatn-se escravos : tudocom brevulae.
D-se dinheiro a premio sobro penbores de
ouro e prata em maiores ou menores quanlias : na
ra daFlorentia n. 11, defronte do guindaste.
Procifa-se de urna ama que tenba bom lene ,
forra e mesmo captiva: na ra larga do Rozario,
indo para os quarteis n. 21, segundo andar.
-Dao-se 50 a 60.000rs. a premio, cum penbores de
ouro ou prata : na ra do Cabuga loja n. 3.
Sorvcte.
No Arerro-da-Boa-Visla defronte da case
do Sr. coronel Chabi, havera sorvete do
varias fructas de hoje, quarta-feira 21 do
crrente, em dianle,tehdo principio as 3 no-
raa'da tarde.
Aqu nHo ha usura.
D-se dinheiro a premio com penbores do ouro ,
mesmo om pequeas quantias : na travessa dosMar-
^lo'vigario do Brejo-da-Madre-de-Doos, Pedro Ma-
rinho Falcan, faz sciente ao publico que o vi?ano
Flix Jos Marques Bacalho dcixou de ser procu-
rador tanto de sua congrua como dos alugueisde
sua casa sita no bairro da Boa-Vista, ra do Mou-
deuo ou Quatro-Canlos, n. 5
--- Aluga-se urna casa no Aterro-da-Boa-Vista, n
68. propria para negocio, e que tem duascamarinbas,
soilo, cozinha fra, quintal e cacimba: a tratar na
ra Nova, n. 32, loja de ourives.
O bacharel formado Francisco Pereira Freir,
ex-procurador-liscal da thesouraria de fazenda da
provincia dasAlgas, propde-se a advogar no foro
desta cidade, tanto no civel como no crime, c no ad-
ministrativo, requerendo o diroito ejustiga daquel-
les que o procurarem, perante o governo da provin-
cia, thesouraria, alfandega, mesa do consulado, ecl.
He a sua residencia na ruado Queimado, n. 6, pri-
meiro andar, onde o acbarSo a qualquer hora do
din
LuizBruguire, negociante francez, estable-
cido nesta praga, tendo de relirar-se para n Europa,
participa que deixa encarregados da liquidagao de
sua casa aos Srs. A. Regord&Caucanas.
l.uiz Bruguirc rotira-se para a Europa> com sua
se n hora.
--Adolfo Regord & Pascoal Caucaras, Francezes
residentes nesta praga, acabam de estabelecer urna
casa de commercio sob firma social do A. Regord &
Caucanas, cuja casa esta sita na ra da-Cruz, n. 1,
onde resida a Sr. Luiz Bruguirc, da liquidaglo de
quem estflo encarrogados. ,
Na ra do Sebo, n. 3, empresta-se dinlicuo a
juros com penhores de todas as qualidades, em pe-
queas porgOes.
Percisa-se de um caixeiro que tenha pratica
de venda : na ra de S.-Rita, n. 85.
-- Roga-se ao Sr. l.uiz FranoiacoVieira de Ltna o
favor de apparecer no primeiro andar do sobrado n.
3 do Alcrro-da-Boa-Vista.
Roga-se ao Sr. Francisco Pereira Marques o
favor de apparecer no primeiro andar do sobrado
ii. 3 doAterro-da-Boa-Vista.
-Aluga-soumaobrado de um andar o sotao no
Alerro-da-Boa-VisU : a tratar na loja de cutilena
de Pommaleau.
A pessoa que estiver de posse do urna lettra sa-
cada por Joaquim da Costa Villas o aceita por Lau-
rentino Comes da Cunha endogada pelo coronel
los Mara de Barros Barreto da quanta de 2:00
rs., a vencer no ultimo de inaio do correte anuo ,
querendo rehale-la com o mesmo premio nolla men-
cionado pelo lempo que falta a vencer, podeapro-
senta-la a Manoel Ignacio de Oliveira, na ra da
Cadeia do Roci'". n. 40.
Precisa-so d urna ama para casa de um ho-
mem solteiro, que faga lodo o servigo : na praga da
Independencia, ns. 6 e 8 ou annuncie.
Da guarda de Joaquim Tbeodoro da Silva Cis-
niro desappareceu no da ultimo de fevereiro do
presente anno a preta Rita, de nago Angola le-
vando comsigo duas filhas pequeas ; escravos es-
tes panhorados ao casal do fallecido Antonio Leo-
cadio Paes Barreto, por execugSo de Joaquim da
Silva Costa, sendo o dito Cisneiro depositario dos
mesmos.'e faz constar semelhantc Tuga o pede a
qnem os apprebonder de os levar aoengenho Utinga-
de-Cima da freguezia do Cabo.
~ Na ra Formosa esquina da ra daUniao, pre-
esa-sodeum criado, urna criada e urna ama de
leite.
AteiTO-da-Boa-Vista,n. 5.
Pommaleau, cutilciro,
tem a honra de prevenir ao respeitavel publico,
que acaba de receber pela ullma embarcago yinda
de Franga um rico ecompleto sortimentode cutileria
finas.a sabeneanivetes de mola deumae mais folhas,
apparelhados do prata; facas e garios de mesa e so-
bre-mesa, e trinchantes de diversos modelos; cai-
vetes e tisouras para jardineiros; um lindo sortimen*
to de tisouras de todos os lmannos e modelos para
sonhoras; dilo de ditas para alfaiates e barbeiros ;
estojos deduasesetenavalhas (estes muitos finos,
por se afiangara qualidadoi; aliadores e massa para
osmesmos; caivetes do urna e4 folhas, de aparar
pennas; caixas e estojos para limpare tirar denles;
escarificadores para vontosa; caixas do mathemati-
cas; chicotes e bangalas do ultimo gosto; bridas de
differentes modelos; lncelas para sangrar caval-
los; esporas dolatilo ede ago, de dilTerentes mode-
lo; fundas de ambos os lados; baleiras; sacatrapos;
espoletas; cemincos, &c &c. Cuncerta espingar-
das e toda quatidade de ferragem fina. Amla sem-
pre as quartas e sabbados; e os Srs. ourives que pre-
cisaren! do folhas de Taca e garios para apparellia-
rem de prata, podem-so dirigir ao mesmo.
(Arrenda-se e vende-se um grande sitio entre a
Casa-Forto e Monteiro, periodo banho doCapiban-
bc, com casa.grande baixa ecom mullos commodos;
dita para escravos, cocheira, estribara para dous ou
tres cavallos, cacimba de boa agoa de beber, bas-
tantes fructeiras de varias qualidades, cafezeiros que
dio por anno do 16 a 20 arrobas, coqueiros antigos
e novos que princpio a dar ruto, Irinta e tantos
ps de manguciras de rueto e varias prximas a da-
rom, varias jaqueirasdefructoe outras prximas a
darem, cinco ps do tamarindos, inclusive dous que
aindano dilo fruclo, varios ps do larangeiras de
diversas qualidades, limas de duas qualidades, li-
mflo-doce, romeiras, pinheiras, figueiras, abacale,
e mais diversas frucleiras.oiticor, condessa.&c. ote.
&c: arrenda-se pelos anuos que o rendeiro quizor,
e a venda ho muito conimoda para o comprador.
Quem o pretender dirija-se a praga da Boa-Vista ,
n. 88.
-* Manoel da Silva Sanios, ven-
de fariiiha de trigo da verdadeia
marca SSSF, chegada ltimamen-
te a este mercado.
__Oabaixoassignado, respondendo aoannuncio
doSr. Antonio Joaquim Tavares, em cujas ultimas
linhas este Sr. previne o publico a rcspcitodas irans-
acctVs que elle houver-de fazer, declara ao mesmo
publico que nfio faz transarlo alguma ein nomc da
sociedado j dssolvida desde odia 14 do corrente;
e pede a lodos aquelles com quem tiver conlas, quer
em nomo da sociedade, qur particularmente suas,
queasapresentem para serem pagas; pois nao se
julga impuno como o Sr. Tavares, que recebeu urnas
re-nessas de consignagfio de Lisboa ha mais de um
anno. e o dono dellas desde esse lempo que esta cho-
rando ecgo sem nada ver, e quando as reclama, o
Sr. Tavares respondo que quem tem pressa quo ve-
nba c receber... ,._
LuiGomaga dos Santos.
Perdeu-se, do Pogo-da-Panella para o Reci-
fe, nodia Udocorrenle, as 4 horas e meia da
manhfla, um relogiodc ouro suisso, peque-
no com ponteros do relogio patente e ponteiro
de ago nossegundos; trabalba sobre 8 robi
*- Compra-se um ou dous sellins inglezos, j usa-
dos em bom estado: quem tiver w\-
- Compra-se um par do mangas de vidro : na rna
~ (!mpram-se molequos de 12 a 20 annos, e pre-
tas da mesma idade; sendo de bonitas figuras pa-
gam-so bem : tambem so compram alguns olficiaes
dosapateiro: na ra la Concordia, passando a pon-
tezinha a direita segunda casa torrea.
Compram-sa cdulas enernadas e
de ao'ooo r., com pouco descont ; as-
sim como tambem a Sagrada Escriplura,
com notas, e urna porc8o de pedra layra-
da, ainda mesmo sendo refugo, que sirva
para calcada: na esquina do Livrmento,
loja de 6 portas.
Compra-se um relogio sabonete, patente, de
ouro, bom regulador : na ra do Amonm, n. 36.
,7T--------- 1-----------------------
Vendas.
ns.
unirs
AGOA DO JAPAO'
DELICIA. PURA.
Hecbegada urna porgfio desle myste-
rioso elixir que do Rio nos trouxe o va-
por S.-Saloador. A muita exlracgSo e
immensos effeitos que lem produzulo ,
nfio pdedeixarasua continuagfio, as-
sim como pela brevidade com que elli-
cazinenle produz o scu efieilo nao po-
de doixar do dar prompta exlracgflo
porque lodos quo della usam o mal;
mas a outros cada passo Ibes nasce e
della procisfio. He intil apregoar suas ,
bondades, pois he bem conheeida o es-
t (o quanto pode ser) acreditada, tanto
na F.uropa como no Brasil, poisem toda
parte se faz digna de crodito ; muito.
bstanlo Ihe he o ter sido examinada
eanprovada pela sociedado das scien-
cias. Vende-se nicamente no deposi-
to ila praga da Independencia loja -
13 e 15, a 1.000 rs.; assim como
muilas perfumaras e calgados.
- Vende-se um armazem de sal: na ra Impe-
*'-'VendeUe arroz piladobranco ; dito ?,
tanto por alqueire velho como a peso; :'l80 r'"
nario para o.cravos; ludo por barato prego oa ra
da Praia, vendan. 39 .
- Vende-se por com modo prego. umx1 ai ue
rolas do. Ilamburgo, brancas : na ra Uircita.n.^ w.
- Vendom-sel2cadeiras de oleo,J,ndna ."V"SL
4,000 rs. cada urna; urna marqueza de a MH
bem nova, por 20,000 rs. ; um par uo.banqu.nl as de
Jacaranda modernas; urna dita de meo *" ; u|
commoda de angico, por 25-.000 {.;
casado com colxfio e enxergHo. ludo W^-"1^
novo, por 40,000 rs.; e mais alguns objeetos, ludo
por por prego qu* agradara ao comprador: na ra
da llniilo, junto a typographia.
Baratero da loja nova.
O novo barateiro-Ricardo-, da loja nova n.
p lo arco de S.-Antonio, esta vendendo pegas de
chitas muito finas, corea muito fixas o novos pa-
droes a 5.H00 ris.e o covado a 160 r.s ; casimiras do
algodfio, padres inteiramonte modernos, o corlea
I ftOOris lencos de soda muito modernos para ho-
mem, a 440 ,Seis ; dlos de cambraia muitoJ.o.^a
400 ris; cortes do chaly muito moderno, a 5,000
rc"s; mantas de seda, padres chines, no ais
moderno gosto, a lOolim.l res; algodfio azul e
Ciscado para cscravos.de 4 palmos de largura, muito ^
, crpado, a 200 ris o covado. Tem um lindosor-
tmenlo de sedas modernas no gosto chinez, rece-
idas e desembarcadas honlem, da ultima moda de
ris para vestido de bailes, &c o que vende muito
banitof assim como todas "^-" '">
ilrOcs nunca nesta praga vislos.a 6,000 rtis.
4ao
" iv.1 rr..
inoslrator de louga. Roga-se a pessoa a quem for ouo-
recido por venda que o apprehenda, quesera recom-
pensada generosamenle : e se for adiado por pessoa
uue o queira entregar pode levar no Alerro-da-iioa-
Vista, n. 26, que tambem sera recompensada.
Fabrica de chapeos de sol, no
Passeio-Publico, n. 5.
Noste estabelecimento se recebeu urna poreflo de
chapeos de sol lurta-cores, da ultima moda He I aris.
0 mesmo estabelecimento lem a mesma fazenda
para cobrir armages com toda as galantanas pre-
cisas para as mesmas; lambem tem chapeos deso
de panninho, muito proprios para fcitores Jeenpc-
nho, por serem de muito boa fazenda e muito glan-
des nois teem a serventa para as duas estagoes do
verflo e invern : tambem se faz todo e qualque.
concert nos mesmos pois para isso tem lodos i
nocessarios, e promelte toda a prouiptmao
Lima alaiate,
na na do Uvramcnto obrado n. 1, precisa de bons
officiaesdeseu oIBcio c recebe apreudizes.
-Antonio da Silva Frrea e Santos faz; se en o
aonubiieo uue substiluio os poderes o sociuiai e
queP tftta na padaria de Antonio Marques Silva de
Almeida.estabelecidanarua da Senzalla-telha. n.
98, ao Sr. Jos Fernsndes Ferreira; por issc pedo a
ser credores hajam de comparecer no prago de 8
das.
gosto i
da ultima moda de
o que vende muito
. as fazendas do luxo e
asseiado gosto, noUnd.we.uns toncos.conifranja,
a senhora, d
les nunca nes.o !> .- -.-
Vende-se o diccionario de medici-
na de Chernoviz : na livraria da esquina
* _Vendase 'azeite de coco a 400 rs. a garrafa :
"'I^Vei&JXVneira de rame propria para
relinaefio, por ser muito fina : um quadro grande
ilorado ume farda de artillarla barretina, etc.;
So multo emeonta : na ra da UniSo, junto a iy-
^."tmle-se a casa terrea n. 7, no bairro da Boa-
Vista roa da S -Cruz, em chflos proprios, bom
lnlcoin alguns arvoredos: na ra da Concedo,
"-Vende-se um bom piano alie"* >f
bom estado, por prego.commodo : na ra estraw
do lio/ario n. 31, tercero andar, das 6 as 9 oras
urna casa na ra do Colovel^o n. 19 om dUa^na
44, 46 e 48 a "ia. i imperial, ns.
Compras.
2,8'.20' _.1' 7i nnm ira. nara Dagamento
216
sem
Compram-se duas bandejas de prata,
feitio : na ra das Cruzes, n. 30.
Compram-se, para urna encommenda, escravos
^^^no^^mto'u^a'den.s
hrir" Zu ; pouS de 'porcos As casas vendem-se
i L1IZ o meudo a prazo de 3 annos, ou mais,
p^do^'urVdTum po? cento, com hypotheca
as mesmas.
Tinta verde de oleo ,
em latas pequeas vende-se por preco commodo : na
raadaCraa,D. IO.arma.emde KaJkmannk Reaenmund
__ Na ra da Senzalla-Wova, n. do,
(padaria) vendem-se juncos de superior
qualidade, em porcSo e retalKo, e por
menos do que em outra qualquer parte.
Vende-se urna mesa de pm^o, propria P
ffiSiirBS^-~iB&-.waBsrs
H
^*a
_


n

i
P
>
Vendem-so 4escravos, sendo S negras eutn
preto; todos de mnito boas figuras e mocos, pro-
prios de lodo o servico : na ra da Cadcia de S.-An-
tonio, II. 5.
-- A bordo do tingue Indeptndente Tundeado de-
fronte do Collegio, vendc-sesebo cm rama e carne
secca, por presos commodos, boa fazenda.
Medicina universal.
Pilulas vegetaes de James Vlorison.
A medicina vegetal un versal he o resultado de 20 an-
no de iiiTesligacdet do celebre James Morison. Por
meio deitai pilulas conseguio sen amor innmeras e
ad'iiiravels curas desde as ofl'eccfles que ai.it.iin as
criaucas de peilo ale" as molestias chronicas do a nenio.
A Europa saudou este remedio como remedio univer-
sal para (odas as doencas cat hoje anda nao fui des-
mentido tal titulo. ,
Esta medicina vem acompanbada de urna receitaque
ensina e facilita a sua applicaco. Consiste em tres pre-
parares a saber : duas qualidades do pilulas distinc-
las por nmeros, e um p: cadaqual goza de modos e
aeces diversas.
As punas n. I sao aperitivas; purgan) sem abalo os
humores biliosos e vlcosos, e os espulsam coin cfftcacia.
As do n. S expulsan com esses humores igualmen-
te coin grande forja, os humores serosos, acres e ptri-
dos, de que o sangue se aclia a ni indo Infectado ; per-
correm todas as partes do corpo e su ccssaiu de obrar
liando teem expulsado (odas as impurezas.
A terceira preparacao consis(e em nina limonada ve-
getal sedativa; heaperativa, temperante r adocaiue: tor-
na-seem cominum com as pilulas e facilita-lhcsos me-
lhorrs rffeilos.
A noslfc social doSr. Morison, a sua fortuna Inde-
pendente repellem toda a ideia de charlatanismo ; e as
admiraveis curas operadas com o scusystema no col-
legio de sade de Londres, sao niais que garantes da
eiiie.n i.i do sen remedio,
Hei iiiiiiiienda-se esta inedieina que nao pede ncm
resguardo de lempo nem de posicao da parte do docn-
te a (odos os que atacados de molestias julgadas ln-
t nraveis ic qulzrrem desengaar da sua vi.....le.
Oala que a humanldade feche os ouvidos aos Inte-
ressados em dcsaei editar estes remedios (ao simples,
to commodos e to verdadeiros.
\ endelil-se siiniente em easa do nico e vel iladei Id
agcn(e J. O. F.lsler na ra da Cadeia-Velha n. 29.
Vcndrm-seduasprctas mocas, de boas figu-
ras, urna das quaes engomma, e cozinha ; urna mu-
laiinha do I ti ariinis recolhida e com principios de
habilidades; 2 pretos bons para o trabalho do cam-
po e da praca ; nm dito bom cozinheiro c boliciro
na ra do Crespo, n. 10, primeiro andar.
Vendem-se escravos baratos, na ra das
Larangeiras, n. 1*, segundo andar sen-
do : um molecote de 82 annos, ptimo
canoeiro o bom pescador do alio o larra-
fiador sem vicios e imm o menor acha-
que; u ni di lo de 14 anuos, de bonita figura, com
alguns principios de cozinha; um dito de 20 annos,
bom para qualquer servico ;'um preto por 400,000
rs.; um dito bom para sitio, por 920,000 rs. ; urna
preta, por 340,000 rs. ; urna dita de elegante fi-
gura; urna dita que engomma, cozinha bom ecosc,
por prego commodo, ou troca-se por outra an-
da mt'smn que tenha vicios ; e mais alguns escravos
que a vista dos prctendentes se mostrarfo.
PANNOSFRT0SFINOS
en otos na loja ; velludo prelo ; chama-
lote de seda, para rlleles e gollas ; se-
titn niean ; o verdadeiro brim (raneado
de listras de cores: na ra do Qucimado,
loja nova, n. n, de Raymundo Carlos
Leile.
-' Em casa de Manoel da Sil-
va Sanios, no ra da Cadea, n.
4, vendem-se caixas contendo ca-
da urna doze garrafas de supe-
rior azeile de ohveira.
Na ra IVova n. 6, loja de
Maya Ramos & C. .
vendem-se excellenles chapeos de sol com armoefo
de ferro muito proprios pars o invern por pre-
go commodo.
Vende-sc urna serafina de muito boas vozes ,
propria para meninas aprenderem a piano, ou para
igreja ; varias obras de otiro; e as superiores sar-
dinhas na ra do Itangel, n. 11.
sp Vende-so urna parda de muilo bonita figura ,
3uc cozinha bem o diario de urna casa lava
e sablo e varrella cose chio o he muilo boa pa-
ra casa de familia ; na ra do Collegio, n. 16, ter-
ceiro andar.
Vende-se ou troca-se por casas terreas nesla
cidado um silio na eslrnda to Monteiro dcfrnnlc
do Amorim contiguo a propriedade do S.-Anna ,
contendo urna soffrivel casa de vivend boa agoa
de beber,circulado de excellenles baixas para ca-
pirn mesmocm lempo de verTo, arvores de fruclo,
como. larangeiras, coqueiros mangueiras, bana-
noiras.cajueiros, cafezeiros, pitombeiras, etc.;
tcm a frente cercada de limoeiros : a tratar na ra
das Trincbeiras sobrado n. 50.
Semcntes de hortalicc.
Rbanos, rabaneies, salea, senoulas, cebolla,
chicoria, chicorella sclgas, nabos, coentro de to-
ceira, repolho, couve-ltunchuda, almeirilo espina-
fre.aipo, pimpinela, couve, alfacc-rcnolhuda, dita
allemila : ludo chegado de Lisboa, no briguc Hobim,
o muito novas : vendem-se na ra da Cruz, n. 62.
Na ra Nova loja de Vaya
liamos & Companbia, n. f,
ba urna porctio de su patos de. couro de lustro para
senhora de p pequeo a 1,000 rs o par;e tambem
sapalosdeduraque de lodos os tamaitos', a 1,000
rs. upar, c um resto de pellesdo couto do lustro,
a 2,500 rs.
Vcnde-seum bonito mulatinho claro de 20 an-
nos de boa conduela proprio para pageni por
ser bom cavalleiro ; na ra estreita do Rozario, n.
10, terceiro andar.
--- Vendem-se bolina para me-
nino e homem, de todos os tama-
itos ; capachos redondos e com
pridos de crese -broncos, para
ornar salas ; esleirs de Angola :
na ra larga do Rozario, n. 21.
Charnpanha.
Veudem-sc gfgos com 12 garrafas de vinho de charn-
panha, de qualidaiic multo superior, em casa de J. J.
Tasao Jnior, ra do Amorim, n. 35.
Annuncio importante.
Na loja u. 4 da ra do Crespo, no p do arco de S -
Antonio, de Ricardo J. de-F. Ribcito, achario os
concurrentes um bello sortimenlo de casimiras de
cores cora umita elasticidad.! o de gostos os mais
modernos, recebidas da afamada l'aris; assim como
igualmente ha um sortimento completo da reconhe-
cida boa fazenda pela sua consistencia denomina-
da pello do diab, sendo o paco de cada corte
ti./?-; Bdv1erll,ulquescuspad.0es nada ficam
tamh^m,?J.U q"r.Ulra fazenda de alto custo : ha
mm o.L.Tp,el sortimelode hiendas do to-
r!?a'qu"lMlad08' 1ue merecem a devida conside-
?o\"p4S,8M"S''"riu,?s *oslos ~ >eusmo i-
en!i lre e8ta't "erecem particular alten-
^elelaZl!0''38 T risc'los ciliados e chinc.es
azuTcArKr.p,d.r0e,e >"f*res de rosa
obuvartT ad*ma9Cau* a escocen, a 280 rs
?ma-?r??r' pro)rl08 P-n vestidos, e sendo sua
amostras francas aos prctendentes.
.7" ur cscrava de naQ3o.de 16 annos ,
SuB{K,'B.Ttcm "8uma8 *"**
NA BA DOQUEIWADO, N. 11,
Vendem-sc lindas mantas de seda ,
muilo finas as mata modernas que ha ,
proprias para .senhora e meninas, a 3,->.oo
rs. ; cortes decassade cores ixas, ede
lindos padrScs, a 40o rs- 5 sarja lies-
panhola ; dita franceza ; los pretos ; lu-
do por menos de seu valor, por ter aca-
bado a Qtiuicsma ; na loja nova de B.
G. Lcitc.
= Vendem-se moendas de ferro para engenhos de as.
mear, para vapor, agoa c Jieslas, de diversos (amanbos,
porpreco commodo ; c igualmente taixas de Trro coado
e batido, de (odos os (amanbos: na praca do Corpo-San-
lo, n. 11, em casa de Me. Calmont & Companbia, ou na
ra de Apollo, arinazem. n. 6.
Vendc-se, na loja de miudezas da ra do Cres-
po, n. II, urna rica caixa de msica neva que leva
a tocar 40 minutos; vidroscom grasa para calcado
de lustro e correiames, de nova invencio, a 500 rs.
cada frasco.
Vendem-se 12 secos da companhia do enca-
namento dasagoas do Prala com todas as presta-
cOes pagosem dia : em Fra-dc-l'ortas, ra do Pi-
lar n. 108, das 6 as 10 horas da manhfla, o das 2 as
6 da tardo.
Vende-so urna preta muilo boa costurcira e
engommadeira c que ensalma bem ; ho moca ede
boa figura : na ra da Cacjeia n. 40.
Vende-so urna mulatinbade 15 annos, muito
bonita o com habilidades ; na ra estreita do Roza-
rio n. 31, primeiro andar.
Veit(lr-se um bom silio, com urna cxccllenle
casa de sobrado, com bstanles commodos para
grande familia, com 4 salas, 13 quartos inclusivo 3
maiorescom janellas, 2 cozinhas, urna em baixoo
outra em cima, bastantes arejadas.com lomos mo-
dernos, eoulros diversos arranjos, quarto para fei-
tor, senzalla para pretos, [estribara para 3 cava 11 os
a folga, alm de tima pequea casa vclha que podo
servir para cocheira; o sitio he do urna exlcosSO
immensa cconlm diversos arvoredos, um pomar do
larangeiras enseriadas cotu laranjas selectas e do
embigo, limOes doces e limas deembigo que j pro-
duzein fruclo, alm de outros ps j nnligos que
produzem laranjas muito doces, coqueiros, alguns
dedenzeiros, cajticiros, mangueiras, janibreiros, pi-
tombeiras, pitangueirns, ubaieiras, assafroeiras, ja-
queiras, pinheiras, figucitas, goiabeiras brancas, im-
mensos araceseiros, ananazeiros, oili-cors, com
haixa de capim plantado que sustenta 2 cavallos,
com um grande viveiro subdividido cm 3, com bas-
tante terreno para diversas plantacOes, como os bons
melOes, medobins, macacheiras, lugar para jardim o
com algumas llores, outro lugar para borla, todo
cercado de liino, com um grande poco d'agoa do be-
ber c mais outros dous pequeos, em chos propri-
os, muito perlo da capital, por ser no principio da
estrada de JoSo-de-Harros: a tratar no tnosmo sitio,
a qualquer hora do dia.
Vendcni se VtLAS de cera do
Bio-de-Janciro e de Lisboa
fundo e com varios arvoredos, em chitos foreiros ,
sita entre as d tas pontes da Magdalena: na ruado
Qucimado, ti 15.
-- Vende-so um cavallo castanho que carrega bat-
xo e que he muito carnudo ; um carro do 4 rodas,
com os scus competentes ar^eios ; na Uoa-Vista ,
travessa do Veras, sobrado n. 15.
~ Vende-se, por preco comniodo, urna cama do o-
leo com colxes e enxergOes, ludo quasi novo; e u-
ma commoda em bom estado, de coodur ; na ra
da ruino, junto a typographia.
POTASSA DA BUSSIA, A 180 E 200 RS.
Cunha & Amorim vendem potassa russiana nova o
de boa qualidado pelo diminuto preco de nove vin-
tense dous tustOes a libra : ni ra da Cadcia-Velha,
n. 50.
LIVROS BARATOS.
Vendem-se os seguintes: Manuel de Pbilosophie;
Laromiguire; pbilosophie ; Arithmetica pralica ;
Colonie ehretienne ; Partidas dobradas; Waltcr Scot,
visin do I). Rodrigue ; Tratado do operagOes de
bance : ludo por 8,000 rs. : urna collecco de 15
voluntes de differentes materias, por 1,000 rs. na
ra larga do Rozario loja de encsdernacAo.
yendem-se 500 arrobas de ossos, a 160 rs. a
arroba : emFra-de-Portas vendan. 92.
Vende-se um pardo do 18 annos; um cabrinlia
de 13 anuos ; um dilo de 9 annos; urna parda de 24,
outra dita mais escurado 16, outra do 12, tambem
escura ; outra de 10 annos, e outra de 7 : todas de
muito lindas (guras, coro principios do habilidado,
e aptas para qualquer emprego : na ra do S.-Con-
calo, n. 34, de manhfia atcas9 horas o meia o do
tarde depois das 3 horas.
Vondom-so saccas com a mais superior familia
que existe no mercado a 3,200 rs.; na ra Direi-
ta n. 9.
Vende-se a venda da na do Fogo n. 20, bem
afreguezada para a torra com poucos fundos, com
dosobriga a praca ou a prazo.
Vendo-se ou arrenda-se a engenhoca deno-
minada I.imcirinha, sita na freguezia de Tracu-
iiliem de ptima prodcelo e (le bom assucar ,
capaz de um principiante arranjar-se : a tratar no
engenbo Tamotope-de-Flores.
Vende-se urna boa preta que cozinha, engom-
ma, ensaboa o faz lodo o mais servido de urna casa :
na ra do Collegio n. 15, segundo andar.
A ESTRELLA DA NOITE.
Lindissima valsa para piano vendo-se na ra da
Cadeia doRecife, loja de viuvaCardozo Ayres & Fi-
Ihos : preco, 500 ris.
Excellenle rapta.
Aclia-se alieno um novo deposito na ra da Crut,
n. 44. de superior rap tanto ttno comogrosso e nielo-
grosso de Gaste da lialiia e |-or multo commodo preyo.
Acha-se a venda no dito deposito e bem assim no
bairro de Santo-Antonio as lojas doa Srt. i Filippc
de Santiago, Joaqiiim de Abren, Henriques Si Com-
panhia; Alenla c Campos Antonio l)oinin| ien i Joaquim .Monieii o da Cruz & Companliia ,
Manoel Jos da Cosa Ollveira ( odecelra J Gniniaraes;
bairro da Uoa-VIsta o Srs. Antonio Ajret de Castro i
Companbia, Cae(ano Luiz Ferrelra ; bairro de S.-Jos ,
os Si t. Joo Jos Pinto de Ollveira, Vicente Jos Ta-
vares.
Vende-sc, no primeiro andar do sobrado n. 8
da ra do Alcrro-da-Boa-Visla, urna arroba deprus-
siato de potassa (cyanoferruro depulatiium). '
Vendem-se 8 escravos, sendo:'2 prelas cozi-.
nheiras ; duas ditas quitandeiras ; urna mulatinha
de 11 annos; um casal do pretos, por preco commo-
do ; 2 pardos de bonitas figuras, de 18 a 20 annos :
no pateo da Matriz de S.-Anlonio. sobrado n. 4.
4
Vendem-se chitas limpas, bons pannos, a meia
pataca o covado, o a pega a 5,700 rs.; sarja preta do
boa seda lim pa a 1,280rs. o covado ; um Guarda-
Livros moderno em bom*uso; urna canoa berla ,
deconduzir familia ; ntfruacslreila do Bozario, n.
10, terceiro andar.
Vende-se urna espada, um talime urna banda
de borlas de ouro para oflicial subalterno; ludoccm
muito pouco uso : nO Aterro-da-Boa-Vista, n. 84.

E ALEGRA !|
Temos a *
satisfaco ^
do annun- )
ciarao ma- 48
damis'mo "*
pernambucano de gsto, que se acaba de re- -
IB
m
*

m
_
* bailes qur*nos passeios, vestidas 3c pra- "*
ff| zere alegra.
c O madamismo pernambucano, pois, sempro
p. apreciador do bello eagradavel, eporconso- ^
;> guinte das modas do l'aris, nilo pdedcixar ^g
3
9h ceber de Paris a fazenda denominada prazer
*" o alegra. Paris he o berQO das modas o
* onde o bom gosto est mais apurado : all
a fazenda denominada prazere alegra tcm
tido c. tem o maior apreco; todas as sonhoras
, de apurado gosto encontram-se, qer nos
de receber com muito prazer osta noticia, ho
na ra do Crespo cm casa do Antonio l.uiz
dos Santos & Companhia, que se espera o
scu reconheciment.
Muito pode no mundo
A belleza, a sympathia ,-
Que semprc se eonseguo
Com prazer alegra
I
Gaz.
Loja de Joo < liardon
cera
grande e
completo sorlimento : na ra da Senzal-
la-Velha armazcm n. no, de Alves
Vianna
Vcnde-se cal virgem cm nielas barricas chegada
ltimamente ; caixas vasias para assucar ; Ulna porcao
de pesos de ferro, de duas arrobas; trras grandes para
errar madeira ; ludo por preco commodo : na ra da
Moeda, arma/.eni n. 17.
Vende-se urna porcSo do pedras de amolar, do
no de S.-Fraocisco : na ra do Crespo, n. 11.
Vendem-se aderecos doperolascom brilbantes,
brincos de brillianles.ditosde diamantes rozas, bor-
boletas de brilhanles, alfineles de ditos grandes com
unhas, emeios ditos de ditos. No Alerro-da-Boa-
Vista, loja de Joaquim de Oliveira e Souza.
Vendem-se mantas de seda cscoceza.dos melho-
res-gttatos possiveis; chales tambem de seda de (iiiTe-
rentes/ qualidades; sedas brancas de superiores
qualidades para vestidos de noivas ; ditas de cores;
leucos do seda para mito, de lindos padrees; corles
decollle de gorgu'rlo, com barra, do melhorgosto
que tem apparecido; cachos de llores de dilTereiiles
qualidades; chapeos deso, para homem o senhora,
sendo de furla-cres ede urna scr;cli8peos de mas-
sa franeczes dos mclbores c mais modernos ; len-
cos de garca para pescoc.0 de senhora ; cortes de
cambraia de listras para vestido; luvasdo todas as
qualidades, para homem o senhora; borzeguins pa-
ra senhora; ditos para homem ; sapatos do couro
de lustro; dilos de marroquim, para homem o se-
nhora; um completo sortimenlo do perfumaras,
assim como outras muilas fazendas que se vndenlo
pelo menor preco possivel; na esquina d ra do
cabuga.junto a botica do Sr. Joflo alore ira Mar-'
W('iT<>- Nes(a loja acha-se un rico torllineno de LAMPEOES
PARA CAZ com seus competentes vidros accendedo-
res e abafadorea.
ESICS Cnildicil'OSsao o melhoret e
mais modernos queexistem boje : recommendam-sc ao
publico, tanto pela seguranca e bom gosto de tua boa
conreceo como pela boa qualidade da luz, economa e
asselo de seu tervico.
Vil IHCSIUa loja os consumidores sem-
pre acharao um deposito de GAZ de cujo se aflanca a
qualidade, e em porcao bastante para consumo.
AVISO
aos Srs. de engeolio
Ka ra do Crespo, loja n. 12,
de Jos Joaquim da 8Uva
Maya, vendem-se
cobertores de algodflo, muito encorpados, proprios
para escravos; bom como urna fazenda de liuho a
im i tcito de' estopa, forte o propria para roupa de
escravos e saceos para assucar; tudo por proco mui-
to barato.
Vende-se um carro do duas rodas bem eons- J
truida ,e quasi novo, porpreco commodo: na ra
do Hospicio, cocheira do Emilio Francez.
Vcnde-se, na ra Direita, sobrado de um an-
dar n. 33, ao p de dous do varandas douradas
muito bom doce secco ede calda do varias qualida-
des, e muito em conta, como tambem bolinhos para
cha; enchem-se bandejas dos njesmos,enfeitadas
com ramos doallnim, llores o figuras, com a maior
perfcicSoquese podo imaginar; tambem se fazem
fructeiros de doces para meio de mesa, e tudo quan-
toho do sobre-mesa por commodo preco.
Vendem-se 40 ac^Oesda companhia de Bebcri-
bo tcndo-ceenlrado-com 70 por cento ; na ra do
Qucimado loja de ferragens, do Cordciro. "
Contina-se vender chocolate, por preco
commodo ; caf moido, a 180 rs.; dito em grio a
140 rs.; cevada, a 120 rs. ; aletria nova a 280 rs ;
bolachinha a 200 rs.; passas mosenteis, a 240 rs.;
cha hysson bom, a 2,000,2,240 e 2,560 rs.; manlcl-
ga ingleza boa, a 400, 500 e 720 rs. ; velas de car-
nauba de 6, 7 e 9 cm libra, a 320 rs.; espermacele de
6 em libra a 800 rs. ; loticinlio de Santos, a 240
rs. ; banha.deporco a 280 rs. a libra; milito al-
pista,a640 rs. a cuia, medida vclha; arroz com
casca a 3,200 rs o alqueire, pela medula velha : no
pateo do Carmo esquina da ra de Hortas lado di-
reilo, n. 2.
Vende-se urna commoda de amare Un, em mui-
to bom estado, por 20,000 rs.: na ra estreita do
Rozario, n. 32.
Escravos Fgidos
ques.
da de tiiX?v i ca8a lerrea de la'Pa enchamea-
rArT JllJo|o.|.c,m 3 Quartos, 2 salas, cozinha
fc-ra, com quintal de 64 palmos 'de fhiiV, ti 5!
Vendc-se.na rtiada Cruz, n. a3,
cera em velas, de urna das melho-
res fabricas do Rio-de-Janeiro ,
sortimenlo vontsde do compra-
dor, cm caixas pequeas, e por
preco mais liaralo do que em u-
tra qualquer P"te.

i
a
1
Polassa da Russia,
pelo prende 180 rs. a libra, em barris pequeos-
na ra da Cruz n. 10 armazcm de Kalkinann &
Rosenmund.
Na noite do dia 13 para 14 do corrento mez,
desappareceu da.casa de Lima Jnior & Companhia
um pretocrioulo, de nomo Elias, natural da pro-
vincia do Cear', pertcnecnto a Joaquim Jos Ma-
chado l'imentel, da mesma provincia; estatura baixa,
reforeBdo do corpo, de 25 annos pouco mais ou
menos com principio de barba ; levou camisa de
riscadinho o ceroulas do algodfiozinho, chopeo de
patita usado, o um saec com calcas c camisa de ris-
cado. Beconimeiula-se as autoridades policiaes o
espitaos do campo sua captura, e apessoa que o le-
var a'casados anntinciantes na ra da Cruz no
Becifo n. 28, ser bem recompensada.
- Fugio, no dia 15 do correnle um preto de
nome Caelano crioulo, da freguezia da Muribcea,
cornos signaes seguinles: de mediana estatura,
cheio do corpo, espadiido, faces grosseifas, nariz
chato denlesalguma cousa alvos e perfeitos e os
da parte superior meio abertos, olhos naluraes,
cabeca um tanto grande, cor fula ; tem dolado cs-
querdosobre o peilo para as costellas urna grande
marca do caustico, de pouco lempo, e das costas
procurando as cadiras.uma marca de menos de
pollegada que parece signal ou queimadura ps
um tanto largos; he muito rallante, e be prr
que tenha do para as partes de llamarar aonde foi
criado ou para Maria-Farinha ou que se offerec a
a andar em alguma barcada pois he canoeiro. O
abaixoassignado roga a quem o pegar sendo no
Itccife, do o levar no armazcm do Sr. Jos da-Silva
Campos que ser recompensado, c fra da praija,
no engenho S -Bartholomeu, em Muribcea; fugiocom
camisa encarnada e calcas de algodfiozinho azul de
lislras, chapeo de palha e urna trouxinlia em um
lenco vermelho. Silvano Thoma* de Suuza Maga-
lhu.
- Nodia23demarcod9corrcnte atino, 3 indi-
viduos do sertOo fuilaram do engenho Camorim-
Grande um escravo crioulo, do nome l'ascoal, mui-
lo moco pouca barba nariz chuto e grosso esta-
tura mediana falla grossa pos limpos e nao gran-
des orelhas furadits para brinco; gosla muito das
cantigas e dancas dos pretos do Angola : quemdellc
der noticias,ou conduzi-lo ao dilo engenho, ser
generosamente recompensado.
No da 6 do cnenlo mez, fugio um escravo do
nome Manoel, de idade 25 minos, de eslalura regular,
rosto redondo, narz achatado; levou vestido caiga
de brim cr, camisa de madapolfio, o chapeo do pa-
lha de abas muito largas; ho muito cacliaceiro, o
guando esta bebadoarma desordena, e lie muilo la-
drfo tcm sido visto n'outra banda, nos Afogados; e
para as bandas to engenho do Meio: avisa-se a pos-
sos quo o lem acoitado, e o Iraz no seu servico, de
queja ha noticia, e quo em 24 horas o venba restituir
aseusenhor, se ttfioquRer licarstibjeito s penas da
Jet; e roga-so a quem o pegar que o traga a ra da So-
ledade, n. 32, onde sera generosatnoulo recompen-
sado.
5K5S"
PEKN.
NA
TYP. DEM. F. DErARU.~lb47.
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