Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08768

Full Text
fl nr.0 <1e 1847.
Sabbado 17
O buniO pul.c-te Wdos os da.,
i _.,.rrfn < !,reco da 'signatura he de
rom < 4|0 J? $& *.S inserido, i r.,to de
nuncios .los s,, emlyp0 HiflVrmte, e as
ID rt. P"r l,n',' ma PI1ASES DA LOA NO MEZ DE ABRIL.
. os 61 min. da larde.
I 4 horas e I rain, da manha.
, as S hora eso inia. da maulia.
ItTIDA DOS CORREIOS.
Goianna e Paraliyba, i segundas esettas feirts.
Rio-(irande-dn.Norte quimas feias no meio-dia.
Cal, SarinhSein, Rio-Formoso, Poilo-Calvo e
Macelo no I.", a ll eii decada mcj.
(iarn'iliuns e llonilo, a lOel.
Roa-Vista e Floras, a 13 e 8.
Victoria, as quintas feias.
Ulinda, todos os dias.
Kt!*,l!,2
l.uaow. ';"
CrtiCf'!'*- "' 1
LuTcheia.".""^0""66
PREAMAS DK HOJE.
Priineira, ai 6 horas a 6 minutos da larde.
Segunda, as 6 horas e 90 aaioutoi da mauliia.
de Abril.
Anno XXIII.
.eo.
DUS DA SEMANA.
IJ Segunda. S. Vctor. Aud. do J. dos or-
1 ilios, doJ. doc. da v. e do J. M. da i i.
'crea. S. T'uso. Aud. do J. do civ. da 1
y. e do I. de pai du 2 ilisl. de t
M Quarta. S. Lunlierl.i Aud. do ). do civ.
da I t e do J. de pa7. do 1 dist. de t.
16 Quinla. S Anaslacia. And doJ.deorph.,
edo J. municipal da I vara.
16 Taita. 3 Fructuoso Aud do J. docir.da I.
. do J. de pai do I. dbl. de t
17 Sabbado. S. Aniceto. Aud do J. do civ. da
I. y. e do J de pax do I dist. de t.
IB Domingo. S. Galdino.
CAMBIOS NO DA 10 DE AORIL.
Cambio sobre Londres a /,d p. II r. a 0 d
P*rs SIb ra. por Tranco.
Lisboa 95 de premio.
Desc. de lettras de boas lirm. I'/ P-'/a *8 ""*
OuroOncas lespanbolas.... J8>400 a J#0*
MoedasdeBlOO velli I6#100
de 6I00 nov ; 16 IODO a |6|100
> desfOOfl..... 0 000 a OJIOO
Prata P.lacoes........ "00 a I0I0
Pesos columnares... I 00 a *#*>*
Ditos muicanos ... i #01.0 a a#7
Miuda............ I|00 a l#tJ
Acede da coinp.do lleUwib d SOf 00 r. par.
DIARIO DE PERKAMBUCa
PA*TEPFF.CIU..
LE N. 188, DE 17 DE MARCO DE 1847.
Jpprova o controlo celebrado entre o gorerno da pro-
vincia e a cumpanhid do theatro publico em 27 de ft-
vertiro di 18*7',eautoriza o mesmo gorerno a cumprir
desdejt as condicOt do referido contrato.
Antonio Pinto Chichorro da Gama, presidente da
provincia de Pernambuco. Fago saber a lodos os seus
habitantes que a assembla legislativo provincial de-
crelou.oeu .->aiicconc a resolucSo seguinte-:
Artigo 1." Fica approvado o contrato celebrado pe-
lo governo da provincia com a companhia do thea-
tro em vinle e sele de fevereiro desle auno.
Art. 2 Fica desde j autnrisado o presidente da
^ovincia a cumprir as condiges exaradas no mes-
mo contrato.
Art. 3." Ficam revgadas todas as leis e disposi-
gesem contrario.
Mando, portanto, a todas as autoridades, a quem
o conhecimento e exepugflo da referida resolugflo
pertencer, queacumpram e facam cumprir tilo iritei-
ramentc como nclla secontm. O secretario interi-
no desta provincia faca imprimir, publicar o correr.
Cidade do Recife de Pernambuco, em 17 de margo de
1817, vigesimo-sextoda independencia e do imperio.
L. S. Antonio Pinto Chichono da Gama.
Curta de lei, pela qvul V. Exc. manda executar a re-
soheo da assembla legislativa provincial, que Iwuve
por hem sanecionar, approvando o contrato celebrado pe-
lo governo da provincia caln a companhia do theutro, e
autorizando o presidente ra provincia a cumprir desde j
as condicSes exaradas no mesmo contrato; ludo como
cima se deflara.
Para V. Exc. ver.
Paulino Augusto da Silva Freir a fez.
de Pernambuco, aos fl'ile margo de 1847.
Sellada e publicada nesta secretaria da provincia
Antonio Jos h*e Oliveira.
Registrada a folhjis 10 v. do livro 2. do registro de
Liisqu&.aei.VCJ"''" tanrnlaiia lia ,ruvimaa da l'ar-
[nanibuco, aos 17 de margo de 1847.
Maneel Jos de Souza Luna.
LEI N. 189, DE 17 DE MARGO DE 1847.
Fixa aforra policial para o anno de 1847 -- 1848.
Antonio Pinto Chichorro da Gama, presidente da
provincia de Pernambuco. Fago saber a todos os seus
habitantes que a assembla legislativa provincial de-
crelou, e eu sanecinci a resojugflo seguinte.
Artigo I. A forca policial de toda a provincia, pa-
ra o anco de 1847 1848, constar de um corpo de in-
fantaria com 600 pragas, no sen estado completo,
conservando a organisago actual.
Art. 2." Fica aulorisado o presidente a elevar des:
deja esta frgaat mais 200 pragas de pret, de con-
formidadeenm as necessidades publicas.
Art. 3. Ficam revgadas lodas as leis e disposi-
5es cm contrario.
.. Mando, portanto, a todas as autoridades, a quem o
ebnhecinfenlo o cxecugfto da referida rcsolugilr) per-
tenec, que a cumpram e fagam cumprir tilo inteira-
mentecomo nclla se conten. O secretario-interino
desta provincia a faga imprimir .publicar e correr.
Gidade do Recife de Pernambuco, erri 17 de margo de
1847, vigcsimo-sexlo da independencia e do.impcri.
f,. S. Antonio Pinto Chichorro da Gama.
Carta de lei, pela qual V. Exc. manda exficular are-
salucdo dWastembUa legixlattvafrotinaal que houve por
hem sanecionar, fixatido S forra policial de. /oda a pro-
vincia para o anno de 1847 a 1848, e autorizando a pre-
sidencia a elevar desde jista frca at mais 200 praeai
de pret, de conlormidade com as necessidades da provin-
cia ; ludo como cima se deelara.
Para V. Exc. ver.
Paul no Augusto da Silva Freir a fez.
Sellada o publicada nesta secretaria da provincia
de Pernambuco, aos 17 de margo de 1847.
Antonio Jos de Oliveira
Registrada a folbas 11 do livro a." do registro de
leis que serve nesta secretaria da provincia de Per-
nambuco, aos 17 do margo de 1847.
Manoel Jos de Souza Luna.
Comuiaiulo das armas.
Quarttl-gincral na cidade do Recife, 16 deabril de 1847.
Oh DEM )0 DA N.o 165.
O brigadeiro Antonio Correa Scra, commajidantc
das armas desta provincia, chama ullcngno dos Sis
ofliciaes, que, na conformidado do 1.* art. 2. do
reculamento >lc 8 de maio de 1843, esldo sol) seu
coinmando, disposigSo exprossada no 9.' do mes-
mo arlipo I" que segu IrnusCripta : E que nflo
o continu arregulatdade do assignar o superior
o seu nome abaixodaquelle do subdito, nacor-
resuondencia otlicial, devendo exigir que o of-
superior g.raduagno oti auloridade, as-
,, signo sempre cima do nomo daquelle a quem se
a dirige, o de igual na mesmo linha, e o de inferior
9 abaixo. -",,
enlomo Correa Seara.
PERNAMBUCO.
SESSAO EM 13 DE ABRIL DE 1847.
PRESIDENCIA OO SR. SOUZA TEIXElaA.
(Continuado do n. 83'.
ORDEM DO DA.
Continuar-do da lerceira discussde do projecton.G.
O Snr. Reg Monteiro manda mesa a seguidle
emenda:
Emenda para so collocar aonde convier :
c O mximo do diuheiro emprestado a urna mes-
ma pessoa, e por urna vez, ser o de quatro cotilos de
icis, e o mnimo dez mil rea.
Apoiada, entra ciu discusslo.
A assiMiililt'.i consonle queoSr. Nuncs Machado ro-
tirc a sua emenda, relativa a materia de que trata a
precedente.
O Sr. Presidente; Sobre o projecto, contina com
a pahivraoSr. Nunes Machado.
USr. Nunes Machado : Scnhorcs, eu deixaria de
lomar lempo casa anda desta vez, se mo me actua-
se collocado n'uma jiosqHo um pouco dificil, eque
mesmo se complica com aquelle amor c ternura que
ospais dovem ler pelos seus filhos. Como se sabe,
eu sou um dos autores do projecto que so discuto,
etendo-o visto adoptar pela casa em priineira e se-
gunda discussAo com muito pouca repugnancia, es-
tava descansado, eesperava qm? ello oblcria o sacra-
mento da conlirmagao, sem nenhum impedimenlj
porque, com etteito, no o ha ncm cannico, nem
pojitico : todava ja na ultima discusslo um valente
campeo se me apresentou de revez, combatendo o
pi ojecto ; digo de revez, porque n5o o esperava : que
fazer, pois, collocado no terreno da deresa ? O amor
de pai e as regras da gentileza me mandanrquehrar
com lio nobre cavalheiro algums langas nesto lor-
neio.
Nao lenho o desvanecimenlo de poder destruir as
rgiiniBiiiiicfiM do nobicdeputado, desafma-lo, nem
cer aifU"J-A>i- i^r ">.m'" '.*-*"*.;'
M
conve--.
projecto n.1o prov as necessidades provlnciaes
Ex., Senhor presidente, e a casa sabem que me dis-
tingue a franqueza, e conhcccndo-me sobre modo,
lenho mais de urna vez confessado a niinha insulll-
cirncia. He, pois, por um deverde honra que tomo
a palavra para oflerecer a casa algumas consde-
ragOes. .
O nobre deputado combateu o projecto por dous
fundamentos: Io, porque era Ilegal, eoffendiaa
consiiiuicflo: 2 o, porque no trzfa vantagens ne-
nhumas: o projecto ofrende a consiiluigHo aparle
em que determina e saneciona una contr.buig.io lor-
gada sobre os empregados pblicos; porquanlo sen-
do o ordenado do emprego vurdadeira propriedadc,
essa no podo soffier nenhuma modilicag.io senao
nos casos da lei.
Aargumcnlagao do nobro deputado nao procede
de maneira alguma; pelo contrario, desvia-se do ri-
gorismo da argumenlagfio, eoffeudeos principios da
ciencia. So constiltie propriedade o producto im-
mediato dolrabalho do homeni j c anda, Senhor
picsidenl'e, ningnem disso que o noiprogado publico
era um productor: nflo como verdadeirus operarios,
mas como as proprias machinas, delles se serve a so-
ciedado para occorrer s necessidades do publico
servigo; eseaqui haalguma propriedade, nao pode
deixar de ser considerada propriedade publica; eo
capital que recebem a titulo de ordenado, lem a mes-
ma nalureza daquelle capital que o industrioso cm-
prega na compra de nieios, bragos, machinas, &c.,
para levar a vante a empreza : e tanto isto he assim,
que o nobre deputado se vio na neoessidade de soc-
correr-sea urna argumenlagno especiosa, separando
o ordenado do emprego, como se a algucm fosse per-
miltido dar aos elTeilos urna nalureza dilTercntc da
causa, donde derivam. Se o emprego, na lingoagem
c piopria ccnlissfio do nobre deputado, nfloconsti-
tue propriedade, como considerar tal o ordenado,
que lie'um efi'eilo dessa causa ? Cuidava cu que cau-
sas scmelhanles produzem elTeilos semelhanlcs, c
porisso nflo cohecho como, nflo sendo o emprego
propriedade, queira o tiobro deputado que o ordena-
do, que he um ctTeito dessa causa, lenha essa quali-
dade. l-sla Verdade, Senhor presidente, anda mais
sobresali em vista de outras conlissOes fetas pelo
nobre deputado. O emprego (disseellej pode ser
supprniido, e demitlido o empregado, mas isso nflo
lira ao ordenado a condigno de propriedade. He,
Senhores, uma propriedade suigeneris, c incompre-
bensivel; he o siniul este, et non etse!
Senhor presidente, um dos caracteres da proprie-
dade he a sua lixidade ; nflo poder o dono pcrde-la
senta por um acto da sua vontade, a menos que se
mella em linha de conta esses casos extraordinarios,
de frg* maior, que nflo eslflo na ordem commum
das cousas, li pois, Senhores, se o ordenado consti-
tu: uma propriedade, e se esta nflo pode ser perdida
senflo por acto do proprictario, cedenho-a por um
contrato qualquer, visto que urna de suas coiuligOes
essenciaes he ser permanente, a consequencia i in-
mediata he que o emprego nflo pode ser supprimido,
poique sem elle perde o empregado o direilo de pro-
pricda'de que adquiri pelo facto de sua nomeago,
do mesmo modo que se nflo poderia tirar ao homem
a faculdade de Irabalhar, que he a fontc de toda a
propriedade; mas, nao se podendo negar a socieda-
de o poder de supprimir os emprgos que ella cria
c da, nflo cm beneficio do individuo, porm em at-
lengfloas necessidades publicas, he sem qucslfloque
nem o emprego nem o ordenado constitue, no rigor
mm
da sciencia, verdadeira propriedade; pois, so he um
meio de produzir, nflo p le ser empregado, nem pro-
duzir senflo em favor de quem delle dispOo : do con-
trario, teriamnsum meio empregado ao mesmo lem-
po pordiferenlos pessoas, o produzindoelTyitos dif-
lerentes. A doulrina opposta he toda chela de ab-
surdos ; nflo se pode sustentar, porque seria condom-
nara sociedado a todas aconsequcncias deum 09-
taciouamento desnrrasoado.
Nflo admitto que so possa ajustadamente comparar
o empregado com o operario; ha uma ilifTercnga
immensa que os separa: o empregado est lodo de-
pendente da vontade do governo que, rosponsavel
pelo hem commum da sociedade, nflo pode deixar (le
ler toda a ingerencia nos meios de obter esso grande
lim, cmaneja-los couiojulgar mais convenientej o
empregado procura o emprego : mas o operario nflo
est assim tflo dependente da vontade doemprehen-
dedor, pelo contrario he este que est dependente da
vontade daquelle, e sua maior procura ; a alta ou
baixa ilos salarios nflo depende do querer do empre-
hendedor, outras emui dTercnles circumstancias
influcm nesse resultado: portanto j ve V. Ex., Se-
nhor presidente, quanta he adifferenga : o empre-
gado nflo tem voto na designagflo o fixagflo do orde-
nado que he fixo e permanente; nflo assim o opera-
rio, que ajusta o seu servigo, e o executa como cn-
tende : porlanto nflo he a mestna cousa.
Anda confessou o nobre deputado, que se pode
augmentare diminuir o ordenado; mas, sendo as-
sim, que he feitodo direilo de propriedade, garan-
tido pela coustituigflo? Pois o ordenado do emprego
quoexergo, he min lia propriedade, e vos me tiris
uma parte dessa propriedade, diminuindo o ordena-
do? He uma violencia. O nobro deputado separou o
emprego do ordenado, e disse quo o ordenado he
que era propriedade do empregado; mas, se urna das
primeiras e mais essenciaes condigOcs da proprieda-
fde, como se sabe e j disse eu, he nflo poder ser des-
truida senilp por o conseulimento do dono, como di-
minuir esse ordenado? Nao he o mesmo quo quer o
projecto, ou antes menos!" Pois podemos privar para
sempre o empregado de uma parte de sua proprieda-
de, diminuindo-lheo ordenado, e nflo podomos man-
dar demorar e suspender por certo lempo dado a sua
percepgflo ? He urna contradiceflo inqualificavel.
dnadimciiriTaffcdirsun poirilu, H |>rf#fiitu r-
gumenlos capciosos quo nflo se casam com os seus
(aleutos.
Senhores, se nos podemos (como o nobre depula-
do confessou; alterar para mais, ou para menos, urn
ordenado; se podemos tflo pouco cstabeleccr ascon-
S525
crime mesmo; o tanto assim que essas negociagfles
so se fa/.ein clandestina o simuladamente.
Disse o nobre deputado, que, so o ordenado conti-
nua o mesmo no orgamento, neste caso, a dedjuc-
gflo forgada quo diminue o que o empregado deve-
ria perceber, he urna olTensa do sua propriedade ;
mas reparc-se que ja Imita confessado quo se poda
suppriuir o emprego, o so isto nflo he contrario
conslliiigflo, menos.....
O Sr Joaquim Filela : -A olTensa A constituigflo
nflo COnsisie na dminugflo do ordenado do empre-
gado, consiste em tirar-lhe uma parte que he delle.
U Sr. "unes Hachado: Nflo comprehonilo o no-
bre deputado ; entenda que, tirada a causa, cessa-
va o effoito; e quem supprime nflo lira uma parle, ti-
ra o todo.
Mas contina o nobre deputado; seo ordenado
nflo he o mesmo, entilo ha uma doduegilo dos co-
fres provncaes: lambem nflo alcango a frga desle
argumento, acho-o especioso; porquanlo o que so
determina lie que o empregado nflo receba, durante
certo tompo, parte do ordenado marcado; he uma
condigflo muito legal que a pode impdr quom a con-
cedo. .
Dsse-so mais que nflo havia ndemnisagio previa:
responderei ao nobro deputado, quo a indeinnisagflo
he devida quando se offen le a propriedade, mas
nesta queslflo nem ha propriedade, nem o projecto*
lira ; ha uma disposigflo econmica uno, niut pe-
lo contrario, conserva a cousa, e tendo a augmenU-
la, u isso he bein uma eo;iiponsagflo.
I'allou-so em lucros futuros, cm esporangas.eds-
se-se quo antes se quera a corteza do poco do que
a esperanga do minio. Si m, antes um toma do quo
dous leda re; porm, so a esperanga he hem ronda-
da, quando se pode sem grande detrimento rosorvar
uma parto desse pouco para empr'egar om uma es-
peculagflo de lucros quas certos, eu quero a espe-
ranga, sobretudo quando na especie, de que traa-
mos, os factos provnm que esso pouco que se qner e-
Conomisar, he consumido em pura perda. E he pou-
ca ndcinnisagflo urna esperanga bein formada, mui-
to provavel, de uin lucro corlo?
Mas disse o nobre deputado:" A oxcepgflo do di-
reilo de propriedade so tem lugar nos casos dereco-
nheci la utilidade publica, eacreagflo deumacaxa
wiiumioimla ) Jo uliliJsJ fiuUiM, Jm%* "
i'Htitngpnn recahem apenas sobra minanii/im
Oh Senhor presidente, he preciso dcsconhecor a
ui Mi;iiiii/| <" !'>*<*.**' ...w r---------
dgOes, com que o empregado o deva receber, aonde
esla a rasflo parasedi/.er que 0 projecto monde a
conslituigfo. atacando o direilo de propricdai.c i
Senhores, he preciso allcnder anda mais: o pro-
ieclo nflo diz respeilo no ordenado vencido, recopi-
l cada mez, o parle de-
e collocado a queslflo neste
quantum do orgamenlu, quo nos alias podemos dimi-
nuir, e entflo dzcmos: o ordenado do empregado
ser receido, parte, no lim
puis de certo lempo;
po
direilo de pn.,----------........
dilicagflo na autdrsacflo quo demos, e comprehender
o ordenado que uma vez vencido so pertcnce ao em-
pregado. Por Unto, se o nobre deputado concedo
onto, anda dir o nobre deputado que se oircnde o
rcito de propriedade? DilTercntc he fazer urna mo-
ileagflo na autorsaeflo quo demos, e comprehender
ordenado que uma vez vencido so pertence ao em-
bregado. Por tanto, se o nobre deputado concedo
quo se possa diminuir ordenado, sem olTensa dosse
pretendido direilo de propriedade, muito mais deve
concedero que propOo o projeclo, um deposito
dessa parte .lo ordenado, justificado por multas ra-
sos de conveniencia publica.
Disse o nobre deputado; que em quanlo existo o
meio de adquirir, deve existir a propriedade. He
uma verdade; mas nflo se podo produzr sem meios
propnos: ora, se o emprego que, nesta circuinslan-
cia, he o meio de adquirir, nflobe propriedade do in-
dividuo, como j se reconheceu, o ordenado que
delle deriva, jamis deve ser considerado proprieda-
de do empregado.
Senhorqs, he muito difieren te o caso do Iliterato
que, no seu gabinete, obrando por vontade propria,
e jogando rom os recursos de sua mlclligencia,
iiroiluz um livro, faz uma dcscoberta, &c.; oeste
caso, o livro, a descoberta he sua propriedado, por
que s dependeu do seu trabalho, da sua vontade,
dos seus proprios meios produz-los, mas nflo assim
o empregado, que nflo produz o ordenado, porm o
servigo que he publico. Ncm deve o nobre deputa-
do socorrer-se .redaegflo do projecto, quando diz
que se faga a deducgflo no acto do pagamento; isto
he uma queslflo de ordem, de economa de lempo e
de irabalhu, que nflo inluo na doulrina principal,
pois a deierminacSo para essa deducgflo ja existe vi-
corosa antes do empregado fazer o servigo, e cou-
seguintcmente anles de ter prwiuzdo essa proprie-
dade de nova especie : deu-se essa redaegao ao pro-
iecto. porque he assim o meio mais Jacil, a occa-
siflo mais propria do se fazer semellia.ilo opera
Borpercebido, assim como determina
lilagOes que deve ler o funccionano.
0 nobre deputado, querendo sustentar a sua the-
anda allirmou que o ordenado tinha o caracte-
s'ticoda transmissiblidade, mas cuja disse que o
se;
lisli
nroiecto se refere, nflo ao ordenado ganho, mas a au-
r .__ __.. n.. Ia i\ ...... I .i i... un ti M,\ i,i._
presK
lilTerenga de lodoso seres,- os diversos interesses
de que se compilo o mundo,, para querer subjoitar
lodos ti mas le, a uma s condigno. Senhores,
o nleressogcral e commum da sociedade he o com-
plexo de todos os interesaos particulares, porque a
sociedado he um corpo moral composto de indi-
vidualidades; portanto, polacircumstancia de u-
ma medida qualquer aproveitar smentoacera das-
so do individuos, nflo se podo dizor que ella nflo se-
ia de utilidade publica. Todos nflo podem entregar-
se a um so genero de occupngflo, quo varia conformo
a nalureza, inrlinagfloo meios do cada um, e a me-
dida ser tanto mais til, quanlo seus effeitos forem
rcaes; porque o nobre deputado hem sabe que o pro-
veito nflo hu smento aquello quo percebe imine-
diatamcnleo omprchendedor, mas lambem a moral
que resulla de nflo haver urna classesemoccupacflo,
proletoria o vadia ; e desde que se considero a ex-
tensflo da tena o dispersflo dos homens, se reconie-
cor que lodos nflo podem gozar de uma inesma
providencia quo as vezes he proficua em certos lu-
gares o perniciosa om outros : assim, parece-me
que o nobre deputado faltou exaclid.to lgica,
quando allirmou que as caixas econmicas nSo eram
de utilidade publica, smento porque Suas vanta-
gens nflo sflo universaes. A opiniflo do nobre depu-
tado vale o mesmo que so ello disse quo uma estrada
feita na comarca do Sanlo-Antflo, ede que nao uti-
lisam os habitantes do Goianna, mo ho de utilidade
publica, e como este, outros muilos melhoramentos
materiacs e locaes, de quo s se aproveitam um cer-
to numero do ii.dividuos.
O nobre deputado defini o imposto aquella quo-
tn laucada aos rditos do cidadflo para sustentar o
governo, que sendo necessorio, dovem todos concor-
rer para a sua snstenlagflo; be uma necessidado so-
cial sem cuja salisfagflo a estado deixaria do existir;
mas que, podendo o estado existir sem caixas eco-
nmicas, nflo he a sua ercago urna necessidado so-
cial. Senhores, isto he materialisar muito as cousas:
pois os interesses sociaes s se cifram no pessoal da
adminislragflo, nossa enlidade chamada governor1 ...
O Sr. Joaquim Villela: F. usei da palavra governo
nesse sentido ?
O Sr. Nunes Machado : Pois se o nobre deputa-
do no usouda palavra governo neste >enUdo, se
nflo considera necessidade social o mecanismo da
organisagflo o seu pessoal, mas wm tudo quanto
concurre para a vida do estado e seu engrandectmen-
to o prosperidae nflo podo tachar de anli-social
uma .nslituigflo smento porque seus elTcitos im-
medialos aproveitam a parle e nao ao todo em sua
universalidade. J o disse, o mundo ho um compos-
to deseres muito diversos de interesses differentes
o contrarios, e as vezes atopposto, e conciliar to-
dos esses interesses, salisfazer a cada um delles de
modo quo vivam,he a grande sciencia do governo,he
o quo constiluc a nessidade social lim individuo he
um menibro da sociedade, com os meamos direitos
e regalas, o o todo ho a rcuniflo de partes. Nestes
lermos, nflo ha rasflo para dizer-se que a creaeflo
de um banco quo leude a beneficiar diBerentes olea-
ses de cidadflos, nao he de utilidade publica. Tudo .
torsaeflo legal que o concede: eneslccaso, nflo po- esta, Senhor presidente, em saber-se se com effei-
de haver transferencia, no he permutavel; nflo lo o projecto attinge a esse f.m : se he verdade,
servindo de regra esse fado de se passarem recihoslse nflo se pode duvidar da ulilidade do projeclo,
antes" do ordenado" vencido; he u abuso, he um| mesmo considerado elle em rclagfloas
ndividuali-
MUTILADO


w
ttt



--------
,--------^
JE ^
nuiles, o bcm publico commanda que se adopte a
nccessidade.
Senhor prosMlpnlc, que relagfln lem rom a cxis-
tpncia da sociedade a pdiflicagan do un palacio? lia
nada fino paree,* mais imlilTorcntc ao hem-serdo pu-
blico? Masquen) j losconhecou a conveniencia de
semelliaiite edificio, preciso o indisncnsavcl para a
decencia c esplendor do governo!' (lomo assim,
pois, so nutras necessidades que, |>em que de un
inleresse secundario, lodavia ijbi ulnis, c milito pre-
cisas, porqnaiilo as parles menos importantes nflo
ileixaui de ser componentes do todo.
Diz o cobre deputado que odireito de impr esl
limitado pela clausula de screm os i m pos tos para oc-
correr s de.spczas publicas; mas quem be ojuiz
desta quesillo ? Somos nos, he o corno legislativo,
quem compete avallar as circumstancias, que de-
monstran) a conveniencia e necessidadeda ilcspeza,
como no caso, deque ha pouco fallei, da construc-
i'.in de mu palacio.
Senbores, quaes silo os offoitos inmediatos ueste
prnjerln, no caso de que progrida o va a vanlea
in-til u icSo i1 Scrflo pequeas as vantagens (|ii resul-
tam de una tal ou qual animaran a industria, s ar-
tes e ao commcrcio, s familias mesmo, garantin-
do-lhcs um apanagio para o futuro ? Entre outros
bpns resulta aquello de fazer diminuir tanto ou
quanto agrande listados pensionistas do estado,
que assim se tornam pensionistas lo seus ebefes.
. Disseo nubredeputado, que nenhum economista,
nem publicista, que trate difs iiecessiilades publi-
cas, anda considerou a creagilo das caixas econmi-
cas como tal.
Senhor presidente, cu peco licenca ao nobre de-
putado para contesta-lo ; porquanto ha proposigOcs
taos, que he pena que sejam proferidas poi hoincns
lln-lrados como o nobre deputado.
Senhor presidente, cu tenhoouvido dizer o lido
que a felicidado publica esla no maior numero, na
inaior extenso das fortunas particulares, devendo
a sociedadeser tanto mais feliz, quanto mais feli-
zps forem todos os seus nieinbros ; por conseguin-
te o estaheleciuieuto que tender a promover a felici-
dad? de qualqucr dessas partes, interessa lainbeui
ao geral, 8000110111111.10 E accroscentarci ao nohre
deputado, que tanto a crcagflo das caixas de econo-
mia be de inleresse geral, que at be um mel poli-
cial, como inuilo bcm dizeui os Sis. Cont e Carya-
Ibo mis suas nogoes de dircito criminal, pois i|ue
tendea destruir o pauperismo, causa de todos os vi-
cise crimes; serve para promover a oducagflo, c
offerece meios para o trahalbo, ionio dos maiures
bens ; be urna especie de polica preventiva, muito
mais eflicaz que a polica punitiva, sompre dolorosa
de exercer, e que be um mal por nutro mal.
Senbores, na quesillo do propriedade, apresenla-
rei anda um argumento que julgo mlisponsavel.
Concodo ao notire deputado, que seja o ordenado
una propriedade, de-se-lhe toda essa auiplilude le
quea cnnstiliiigoa rrvoste; perguntneii: o poder
legislativo nao pode decretar una diminuigfln dessa
propriedade? A mesma cunstituigflu responde, auto-
ri.sandoa decretacilo dos impostos, que outra cousa
1110 silo que urna diminuidlo da propriedade.
O projeclo be anda mais inconstitucional na
parte em quo diz respoito aos jubilados e aposenta-
dos. Argumentando com os principios do obre
deputado, digo-llie que he aqu onde menos se pode
encahecar a questflo de inconslilurionalldade. Se-
nbores, lembrsf-yos que o nobre deputado, quoren-
do sustentar o principio de qu o ordenado he pro-
ftriedao tlaaeitwrcgmoa, alrmou que era o recom-
pensa 1I0 seu Iruhiilliii ; mus oa jwhilatlna estilo ues-
te caso? Nao : pelo trabalho que prestaram quando
cm ejercicio, ja recabaram a competente paga ; mas
a propriedade deriva do trabalho, o os aposentados
nflo o fazem : logo, o que recehem he um favor, e
nao urna paga, porquanto estao em suas casas SOili
nada fazerem.
Senhores, tudo isto s mostra que a sociedade lom
o diieito de superintender e regular as negos de
seus mcmliros.
0 nobre deputado disse que as jubilacoes sao em
virtudede urna leiquc uo podemos revogar : com
cflcito, tanto nflo esperava Parecla-mo que no nos-
- so dircito ile propr, discutir e interpretar as leis es-
teva incluida a facilidade le revoga-las.
Senhor presidente, se eu erro, erro com capacida-
des, a quem devo respoitar; sigo o exemplo do nos-
so parlamento geral que, anda ha muito pinico lem-
po, nos livrou de nina contribuieflo somelhante, na-
ga no lempo da guerra do Sul.
O Sr. Jos/ Pedro : Como imposto nflo poda
fazer. '
O Sr. Nunes Machado : Nfo podia, mas dccrctOU,
O Sr. Jos l'edro Imposto lirado de imposto nao
sci 0 que seja.
OSr. Nunes Machado : Eu respeilo muito as o-
piniOes do nobre deputado ; mas lia de me dar Heroi-
ca para que respeite mais as opiniOes de boinens a-
. cima dos quaes nflo scjulgara estar o nobre deputa-
do; alm de que he minha convicgflo que -a assem-
bla eslava cm sen direilo, c sem precisar de recor-
reraoin/us populi, pralicou um acto que estava den-
tro das suas aliribuigcs ordinarias.
D-senma apphcacOo forgada aos capilaes, o
que offende a liberdade da industria.
Senhor presidente, o nobre deputado nao quiz,
(oflo me posso exprimir de outra mancha) mo quiz
oomprehender at onde chpga a liberdade da indus-
tria e do commercio, quea sciencia autorisa, mas
3uc as conveniencias publicas restringen!. He verda-
e, Senhor presidente, que a constituido .lo impe-
rio garante a liberdade de industria, isto he, a facul-
dade que cada um tem, de tomar o genero de oceu-
pacilo que quizer ; mas asan direilo nao he nega-
tivodo poder que tem a sociedade, de superinten-
der sobre todas as circumstancias sociaes, eslube-
lecendo regras, dando providencias para evitar
08 mos effetos de nina liberdade indefenida qUC
pode trazer a miseria e a desgraca. Ninguem pode
ser obngado a seguir antea este ramo de industria*
do que outro; mas o governo pode favorecer antes
esta do que aquella industria, prohibi-la mesmo, se-
gundo formis conveniente e consentaneo com os
principios da sciencia porquanto, como se sabe, a
sociedade he urna limilacao do lodos os principios
emais ps honorarios e os ordenados nao sao capi-
c" ,1,lsP,"vcla e productores, e-pelo contrario o
convPr.US11'0ea,JS|,'J-i,;r,,J ^ qlqer industria,
co vorlcndo-os em capilaes productivos.
ce la vH'!re. de'"J,1aJo q'!1-'; -MUndo ja oreada a re-
cula >,-, agora dimuiui-la na raafl de 18 cotilos
n1ceLidaTeme-'0P,'1C,,,i,9 T "i-los de n.ai
leccssiuaue nflo comprehendu frca .lesta oh-
?oudrr,,r1,,Ii,ri quev8c pur "* ~5r .i,
ja vola 10, nflo podemos tomar metida nenhunia
ontflo Daramos privados ,te listaer q., ,m !,'
occui encas, necessi.lades supe, venientes a o mo-
mento; mas nao he assim, i,U,s os olas se lec.e-
lam Uespezas fora do orcamento, cuja cifra ho toda
eventual, edeve-sesempre contar com sobras, aug-
mento de receila, e metterem linha le conta a pru-
dencia,-;! economa do governo, preferindo um ser-
vido a oiilro, segundo for mais conveniente, ele,
Ptc. : nocanlo, a que veio'a argumentaban d se a-
char Jeito o oramelo ? O nobre leputailo provou
que por causa desta consignago licavam preteridos
intnresses mais reaes, despezafl mais uteis ? He isto
o que levia prnvnr ; mas nff o fez.
OSr. Jos l'edro : Se o que est oreado he tanto
qunoto he preciso para as despozas, nos vamos pre-
juilicaresta despeza publica.
O Sr. Nunes Mchalo : J lsse quo o orcamen-
to he todo eventual.
O Sr. Jos/ Pedro : Nao a respeilo da despeza,
O Sr. Nunts Machado : Mas a respeilo da recoita
que pode cresccr; e desse accrcscimo so tiram as no-
vas despeza*.
O Sr. Jos/ Pedro : Se nilo der para sobras?
OSr Surtes Machado : Tudo isto he eventual, e
lodos 08 Tactos concurren) para justificar esta espe-
ranza, cnctn leosla a nica lespeza que volamos
fra da cifra lo orcamento, no qual entram mudas
verbas sem destino corlo e determinado; mas, so-
monte cm relacao mesmo s eventualidades : do con-
trario, seria o mximo las improvidencias.
O Sr. Jos/ l'edro : Nao sci so he rasoavel, quan-
do ha um dficit
OSr. Rues Machado: Torno a repetir, respeilo
inulto o talento do nobre deputado, mas nflo llie
posso ilar os foros do reformador da sciencia econ-
mica em nutras materias eslarei prompto a con-
formar-mo com" o nohre deputado, mas agora quero
seguir antes os excmplos de linios os parlamentos,
que altestan o que acabo do dizer: quero errar com
o maior numero.
O Sr. ./.' l'edro :Se nao houvcrem sobras, don-
de ha de tirar?
OSr. \unes Machada : E se a arrecad^flp nao
corresponderdespeza oreada, o quo sella lo fa-
zer? O criterio o prudencia lo governo providencia-
rao sobre esse mal : pois estamos no inesmii caso,
e anda mais fcil, porque essa iteduccflo que ago-
ra fazemos, nao vai sorapplicada improductivamen-
te, nao ; ao contrario, vai ter urna applicacao que
a multiplicara, c quaesquer embarazos que so pre-
suman! no presente, serflo removidos 110 futuro,
porque esse diuheiro volla augmentado para os co-
fres provnciaes.
O .sr Jos l'edro ; O projeclo nao diz isto.
O Sr. ''Sanes Mchalo : Alen amigo, cu j disse
quo nao linha o desvanecitnento de considerar este
projeclo peifeilo ; apresciilci-o como um motivo ex-
citante la sabeiloria la cmara : se O nobre'deputa-
do entend! que a ideia da creaeflo deste eslabeleci-
menlo he nohre O generosa, una ideia prenhe dos
me I llores resultados, lleve ajudar-nos; retirarci o
projeclo querendoo nobre deputado npresent ir um
nutro que preencha inelhormente o fnn a que nos
propomos,
O Sr. Jos Pedro d um aparte que n:1o ouvimos*
OSr. Mues Machado :- So o nobre deputado nao
quer emendar o projecto, se apenas tem escrpulos
de illegalidade, ep lite peco, vote por ello, pois al
a nossa legislacao penal justifica o excesso do poder
quando for cominellido om utilidado publica.
' Sr. J s Pedro Quer o nobre lepulado que,
olVi'iideiiilo a Coilstiluie^Ao, vote pido projeclo ?
OSr. Nunes Mchalo -Sao csciupulus, sao SUS-
ceplibilidaies constituconaes do nohre deputado.
(i nobre deputado acbou laubem extraordinario
auhjoilar-ae u otmlributco l'in\.iila na eatalwtocl-
meiilos de cariilade, cujos heos sao tao iusullicien-
tes para suas despezas que a provincia coucorre
com una preslacao annual
Senhor presidente, ho mesmo por esta causa; he
porque boje car regamos al um corto ponto com os
estabelecimenlos do candado, quo o projeclo devia
iropr um meio quo depois de Corto lempo podesso
concjirrr para alhviar-nos de semelhanie onus
OSr. Jos l'edro :o hospital nflo coucorre, quem
concurre be o coirre publico; elle precisa nao pode
concorror.
OSr Nunes Hachado :Dessa COnsignacKo tire-se
a conlrihuic/10. O nobre deputado quer obrigarnio
a Ci-ilocxainc minucioso ....nao gosto de dizer ludo.
O Sr. Jos Pedro -.Rutilo lomos dado de mais ?
O Sr. Sanes lachado :l'de-so nao ter dado de
mais, e nao obstante poder-se cconomisar alguma
cousa.
O Sr. Jos Pedro :MOO sci.
OSr. Nunes Machado-.U nobre deputado disse
que o projeclo nflo traz vantagens pelo lado de aca-
bar com os juros convencionales ; o que be urna
grande quesillo. Nflo quererei chamar o nobre de-
putado para esta questflo; o que digo he, Senhor
presidente que, betn que cu 111*10 v para aquellos
que querem acabar absolutamente o juro convencio-
nal, poique quero livrar a sociedade de mais um
meio do iMiinoialidaile, quo vem a ser acosliiniar os
cidadios a simubnjao o a mentira, todava entendo
que o juro la maueira por quo esla, nflo so contando
com a consciencia dos em prestadores, he muito pe-
noso, c por isso devenios laucar inflo dos meios in-
directos para acabar com este llagello: esses meios
nao sao outros sendo a crcacflu do estabelecimenlos
desta ordem, que offorecam um diuheiro mais bara-
to as necessidades da populacho. Dir o nohre de-
putado que as vantagens do projeclo sao muito pe-
queninas, pola augmente-as com alguma previden-
cia mais; mas considere o nobre deputado que ha
necessidades de lodo o geneio, conforme a sorteo
posicaoilo cada individuo: se ha qqem lenha gran-
de soiiima de capilaes disponiveis, e quem seja 111.1 iT-
lercute as van'agons do projecto, oulios haverflo
que se satisfagan! con o pouco, pois nem todos po-
den) lermuilo.eas colisas nao vflo desalo a maio-
ria ios iniciesses comiueiciacs, industriosos e agr-
colas sao infelizmente ainda poqueiiinos em nossa
trra, pois auxiliemos esses interesses mesmo pe-
queninos, porque he do pouco que so vai para o
m 1I1 lo.
O nobre deputado acha quo o juro de 6 por cenlo
houma vanlagein muiio pequemna, quando boje os
capilaes euconlram maior emprego, e portanio he
anda por esta parle desventajoso o projeclo. Iri-
meiramenle digo que, se o juro do diuhuii'o empres-
lailo ho de 6 por Cenlo, as vantagens sflo lo mais
lissb, segundo as transacg5es lorem maiores, ese
cumurirem todas as disposigus do yrojoclo; de-
pois o nobre deputado nflo obra hem em restringir
e matoialisar tanto as cousas. Porque ho que as
vezeso governo coucorre para certas empiezas com
fundos pblicos, tendn certeza do iienhuns lucros
numerarios para os cofres pblicos? lio noroue he
juro de 6 porcento muito mais forte do que repre-
senta a cifra ? Pois hem, o projecto tende realisa
gilo dessas vantagens, offerecendo para uns um ca-
pital mais barato,c preparando para outros um peque-
o apanagio para suas familias. E pois, como di-
zr-se que se eseravisam os espitaos ? Iiesdo que el-
les sao emprestados populagao, esla Ibes pode dar
amis livre applicagao, c nos levemos contar com
sua inteligencia, o criterio de seus verdaderos in-
lercsscs.
Julga o nobro deputado que so offende a lei geral
que permita o juro convencional, flxando-so o do 6
porcento. He muila susceplibilidade legal! A loi ge-
ral.subsiste; subsisto o juro convencional, quo ser o
que as partes ajustaren), enada implica o oITcreci-
mento de um juro mais baixo.'
O Sr. Joaqulm Pllela: Quiz dizer quo, so os
poderes geraoslizeram essa lei, nos nflo a podemos
abolir.
O Sr. Nunes Maekvlo: Ego pro mea, tu pro tua,
unusquisque pro sua. Caila um faga o scu dever : que
nos devo importar que a assembla geral nflo com-
rchonda melhor os interesses do paiz? He para la-
nenlar que os poderes do estado se esquegam de pro-
movor o hem do paiz; mas nos dovemos fazer o que
esliver cm nossas Torgas.
O Sr. Joaqulm Filela: Ella pode abolir som
inconvenientes?
O Sr. Nunes Machado: Quaes silo os'inconve-
nientes ?
O Sr. Joaquim Vi/lela. Os bens do uns a custa de
outros por meio da contribuigao forgada.
O Sr. Nunes tlachado: -- Esses bens vilo sor mul-
tiplicados, e mo silo perdidos para aquelles que os
cedem no presento.
Senhor presidente, se fosse absoluto o principio
do quo cada um he ojuiz de seus interesses, e do
que llie convm, entilo cumpria livrarmo-nos do to-
llos esses sacrificios ouc fazemos com essa cntidade
chamajda sociedade, que nflofoi instituida sendo para
dar melhor dircQ.lo aos interesses e commodos dos
individuos: por 111 i 11 ha parte protesta Contra some-
lhante principio; a sociedade nflo foi creada sean
porque urna oxperiencia dolorosa mostrou, Senhor
presidente, quo os hnmens precisavam de um direc-
tor quo melhor coiiipreheiidesse os interesses de ca-
da um, e os conciliasse de modo que se nflo offeniles-
sein reciprocamente, e lolos fossem felizes
O Sr. Jos ledro la um uparle.
USr Nunes Machado: A coiistituigao nflo diz o
queavangao nobro deputado : a constitiiigao o que
diz he que, quando um riilado quizer seguir um ra-
mo qualqucr do iiuluslria, ninguem o estorve; mas
DSlB lisposiglio nflo he negativa do dircito nuoa so-
ciedade tem, de estabelecer reslricgOes a lodos os di-
reilos o liberdade, que o hem commuin justifica.
O Sr. Jos/ Pedro: As restriegues veem da cons-
titugffo.
OSr. Nunes Machado: Considera o nobre depu-
tado ridiculo o apanagio que o projecto stabele-
ee para as familias; e uniendo que so nflo ilove dizer
que mais val o pouco quo nada, porquo o pouco s
serve quando nflo custa sacrificios presentes.
Senhor presdanle, o nobro deputado provou quo
dessa deduccHo seguiam-so sacrificios presentes f Eu
digo a V. Etc. quo nilo existen! esses sacrificios, o
sao imaginarios Supponhamos o ordenado na im-
portancia le um couto do ris; a doducgflo feita
mensalmente be de 4,176 ris; ora, diga-me V. Exc.
com a pureza de sua consciencia: hoesta quantia de
'rB^^er^^^^prn
V, 170 ris uunsacs que irn-r. gnea Krnn'l orilioi<>
no peseule? (Vilo, Senhoros, rases quatro'mil e tan-
tos ris, Meando aunoxos ao ordenado, ser.lo gastos
inperceptivolmonte sem vantagom, mas coma ap-
plicagao do projecto, clles se tornarflo muito pro-
ductivos.
Disse o nobre deputado, que nfo. quer sacrificar b
presento pelo futuro: eu quererei sempro o presente,
porm sem desallender.ao futuro.
Senhoros, quando mais nflo seja, ha urna ulilidade
e he de nao serem consumidos esses mil e tanto
ris, no correr da vida e improductivamente.
O Sr. Jos Pedro: Comosaboo nobre deputado
isto ?
OSr. Nunes Machado: Pelo exemplo: nflo Vi
ainda urna familia de empregado publico que nao
soja pobre, e muitas pensionistas lo estado; porque
osnobres deputados sfloos primeirosque roconhe-
cem que os ordenados sflo pequeos.
O .Sr. Jos Pedro: E o projecto vai remediar esto
estado de pobreza?
O Sr. Nunes Machado : Se nao no lodo, em al-
guma parte, sempro remdela.
O nobro deputado diz que nflo serve preparar osse
apanagio para as familias, quo o esbanjarflo todo na
occasiflo em que o receberem.
Senhor presidente, com argumentos so pode com-
bateratudo: porque os lilhos podem esbanjar, os
pas nao devem crear-Ibes urna heranga I'pgo ao
n ibre deputado que lea melhor o projeclo, de-me
mais esta pro va de sua amizade, nao se devendo of-
fender por ter cu melllo a inflo na sua seara.
O Sr Jos/ Pedro : Qual he a minha sera ?
O Sr. Nunes Hachado: Ninguem quer o bem fu-
turo quando nflo tem o bem prosonte, ho verdade :
eu (juero o bem presente, mas fundando urna espo-
ranca para o futuro. Eu sempro ouvi dizer que os
sacrificios do presente garantem o futuro ; e desde
que se nflo provou quo a deducgflo ordenada no pro-
jecto sacrifica o prsenle, eantestendo eu mostrado
a sua nsignlicancia, be visto quo a medida est nos
termos de ser adoptada; houma ridicula privagflo,
le que tem de proceder um grande bem real. Disse-
so quo o futuro pe lenco a lieos, c eu digo que lodos
se devem preparar pera oruturo, lomando medidas
novidencias para que olio seja o mais lisongejre
possivel, porque Dos disse : fa;e detua parte, que
cu le ujudarei. Dos nao manda o pao, da os meios
para o adquirir, pie sao a vida, a inlolligencia, Stc.;
mas o preguigoso que se deita e espera que Dos Ule
mande, pode morror de fonic : eu confio que Dos
ajudo os me US e.sforgos.....
O Sr.ios/ Pedro: Assim osesforgosso podessem
realisar.
O Sr. Nunes Machado : A medida be baseada,
como todas as medid is sociaes, como lodas as leis
que sao verdadeiras excepgoes do todos osdireitos
lo lioincm.....
Vit"l"P^eT^i^PProjecto tem vicios propriament
taesile organisagao. 0 nobre dopulapo achnn quo
um dos vicios era a emissilo debilhetqs, que
muitos inconvenientes serios e gravos,como a falsifi-
cagflo, insolvabilidailc do quem os emilto, Scc.
Senhores, he verdado quo todo o papel est.suh-
jeito falsilicagao; mas, se o nobre deputado qul
zosae dar-se ao trabalho de lor o projeclo, acharia
nelle o remedio a osse mal : nflo somonte naprazos
sflomui curtos, como por isso mesmo oseucur;
circumscripto esta praga, onde com facilidade so
poder verificar a veracidade las tirinas, o que certa-
mente tira a facilidade da falsiflcagab.
Quanto A solvabilida'de, repare-se que o pr
cria um fundo de reserva para garanta da importan-
cia que ellcs representan).
Ainda mais", Senhor presidente, essa nussflo nao
he indeterminada, corresponde ao tergo dos fundos
da caixa, o por conseguinte nflo ha esserisco -de n-
solvabilidado.
Outro vicio do proje co he tornara caixa liypoihc-
caria, porque, no caso de insolvabilidade dos deve-
dores, flearflo os capilaes empatados.
0 nohre deputado nao quiz observar urna garanta
extraordinaria quo d o projecto contra esse figura-
do inconveniente, o he o modo por que a caixa veri-
fica essas exccugfis. Sem comprometter-so com
qucstVs judiciarias dispendiosas o tardas, a caixa
realisa suas cobrancas por um mvfroento fcil, que
silo os lciloes. O projecto he todp chcio de cau-
telas.
0 nobre deputado foi tao injusto, que al conside-
rou um vicio a curtoza .los pravos, que, sem contes-
tagflo alguma, be urna verdadeira garanta. Dis-seque
ninguem tomar diuheiro emprestado por tres me-
zes, quetalvez nao cheguem para os prcparatjyosde
qualqucr industria. A curteza dos prazos leudo para
neutralisar as consoquencias da ma f, e faz com
que a caixa nao seja comprometala com grandes
desfalques; mas, esse lempo pode ser augmentado
com as refrmas, se a directora o achar coiiveni-
onto;e assim, o relagfin ao emprego dotiinlici-
ro, lira evitado o inconveniente; e emquanto ,i in-
solvabilidade, lambein acautelado. 1
Foi la ni bem considerada como vicio a designagflo
do mximo e do mnimo do diuheiro emprestado; o
eu acho isto una bniidado mais do projeclo.
Senhores, nao confundamos as cousas : 'o projeclo
nflo ho smente para as grandes emprezas; mas eu
desojo que seus beneficios cheguem a todos as elap-
sos da sociedade; s familias que gemem deba beodo
peso enorme do juro convencional; e quando nflo li-
vesso outro effeiti), bastnva-me que elle benrficiasse
as familias pobres do minha provincia, offerecendo-
Ihes um meio fcil de remir as suas necessidades
sem sacrificio. 0 projecto chega para o pobre, e che-
ga para aquelles que soeutrcgain a grandes orcu-
pages. Sejam quaes foroin esses oscrupulos lo ille-
galidado que ciubaragam os nobres deputados, eu
nflo os tenho, e por isso voto pelo provecto em tercei-
ra discussilo
Encerrada a discussflo, Im approvado o projecto
com as emendas a elle offerecidas. .
Entra em discussio o projecto n. 12.
Tendo dado a hora, fica adiada a discussflo.
OSr. Pretidenle, tendo notado para membroda
cninmissflo dconslituicao o poderes oSr. Pessoa, o
para a commissflo especial os Srs. Ferr ira Brrelo e
Cimba Machado, levanta a sesslp depois de have |
dado para orJ.1111 .lo .lia da uuguinlo a Colltillliagao
la de hoje.
DIARIO l) l'lia.UllllJCI}.
nECirE, 16 BE ABRIX, BE 1847.
I'rimeira discussflo dos projectos ns. 22 0 23 desto
anuo ; segunda dos de ns. 16 o 19 do mesmo anuo,
e terceira do de n. 32 do prximo passado ; eis o de
de a que se do ve oceupar a assembla na sua sessao
manhaa.|
W; CIO
Alfandega.
ItENDIMENT DO DA 16.............5:235,327
fescarregam hoje 17.
Ilrigiie -- Centurin ~ mercadorias.
Ilrigue Ernestina farinha de trigo.
llrigue Gotcperlwaite-- farinha, bolachinlia o bar-
ricas abatidas.
Rrigue lurmouth-- carvflo.
. 5ll(M\TACA0".
Ernestina, pollca sarda, entrada no crranle ffiez,
viuda de Trieste, consignada a Jos JoaquKb de Oli-
ve i i-a, maifeslonOJieguinle:
1,300 barricasraiinlia le trigo, ao consignatario.
(v)lSlll.i lo.
HEND1MENT0 |)(Tl)IA 16.
(eral..........
Provincial......
Diversas provincias
2-335,287
924,800
89,040
3:349,127
VfnviiiH'nlo
I..II..II ..aj
Navios en I rados nodiaid.
Parahiba 4 dias, hiato brasileo Sanla-Cru:, de 22
toneladas, capitflo Antonio Manoel Affonso, e|Ui-
pagem 4, carga loros de mangue ; no capital
Rio-de-Janciro, 16 lias, patacho hrasilciro San
Je 131 toneladas, capitn liento Jos Govim, equi-
pagem 13, carga carne ; a Caudiiio Agostinhode
barros. I'assageiro, Basilio Alves de Miranda Va-
Irejflo, Brasileiro.
Ass 10 dias, patacho brasileiro Eupcranfa, de 108
toneladas, capilao Joaquim Anlouio Gon?alcs
Santos, oq
ilmln i i ....... w-"ulllrli |inuiiur mora
uoe e tudo isto nio sao vanlagens quo tor.uam
ou
O Sr. Nunes Machado:Nflo; mas posso lute-
I a-Ios.
OSr. Joaquim Viltela: Tutela suppOo incapa-
Cldade.
O Sr. Nunes Machado: Senhor presidente, sem-
pre que o homem se propu a fazer um negocio,
abracar uina oceupagao, tuna industria, elle, procura
Conhecer o modo mais natuial, por que as cousas po-
dem corr r; poique, a contar com os acasos, nada
haveria mais bem calculado, que nflo podesse dar
nose escolho.
cquipagcn 0, Carga sal, l4^^^^S^V
de carnauba; a Manuel Joaquim llamos e Silva-
l'assageiros, Anlouio Januaiio de Calval'io, Ma-
noel Ferrorra d Silva, Maximiauo Jos de Avilar,
Joaquim francisco de Rrito, lirasileiros.
Navios sahidos no mesmo da,
Marsellles, patacho francez leopolit, acroix,
caiga assucar calgodo.
Canal, hrigue inglez < alcolm, capilao VV. T. B-
Watson, carga assucar.
Borlo, barca porlugueza ttella-l'ernambucatta, capi-
tflo Manoel lFrancisco Nogucira, carga assiiS*1'0
MUTILADO
j


-
3.
mais genoros. Passageiros,
Prista Mava Joaqunn Peros r ------
Rn.! ieues Pililo nn, Maiioffl RO"glW< ''l!" "'' Rchs, Antonia
i,',,. rieBarros, com 2 lilhos minores, Joaquim
Morcira do Souza, Jos.Antunio Fonscca, Antonio
nFeCJan8ro, hiate brasileiro Nereide, "capilito Ma-
nnel Francisco Ja Silva Araujo, carga assucar, sola
aiO'i "'<> Passageiros, o bacharol Thom Fer>
ui les Madoira lie Castro, D Francisca de Assiz e
Silva,3 llios menores, Seriadas, o. 21 cscravos a
Paniiba. "iat0 brasHojro Conceifdo-Flor-das-Virtu-
des capito Antonio Manocl Alfonso, carga varios
gneros.
Bahia briguc ingloz Clulha, capito W. Cun-
ningiam, c.irga a niesma que (rouxo.
Sa"-Habnr, galera americana lltnry, capitflo George
'5 llrowu, carga a mesma quetrouxe.
New-Loiidon, galera americana Georgc eMary, ca-
-jtflo Joscph Bailcf, carga a mesma que trouxe
- Para o Rio-do-Janeiro saho o briguo nacional ONAZARENON. 22,
Sociedade forrado do prximo o encavilhado de co- e.sla a venda as 10 horas, na praca da Independencia,
bro e de-boa marcha : para carga iniuda e passa- livraria ns 6 o 8, leiam-no.
piros ou cscravos a frote trata-se com Amorim ; "Je vai o supremo Tribunal da relaefio o cidadlo
Irmilos na ra da Gadnia ou com Jos Fernandos Antonio liorgesda Fonscca, para decidir-seo habeas
s, na esquina loja de ferragens hojo de Jo- corpus
as da Silva ou com o'capilOo Jcronymo Jos Arrcnda-so o engenho Macaco,! situado na fre-
Tclles. j guezia delpojuca, na inargem do rio, aonde se om-
Para a Bahia com escala por Macei segu, por barca a safra do mesnio ongenbo, lodo do varzeas
estes dias o milito veleiro hiate S.-Jolo por tor. boas, torras tanto de plantaran como de cercado, e
quasi o seu carregamento prompto; ainda recebe lambem se vende a safra nova: quemo quizer dirija-
Slguma carga miuda ou passageiros: quom quizer so *<> mesmo engenho. a tratar com o proprictano
carregar ou ir do passagem, dirija-se a bordo do Filippo Santiago Vieira da C.unha.
Dcclaraccs.
0 Illm. Sr. inspector, interino do arsenal de ma-
rinha.tcndo de encommendar para a Parahiha a ma-
deira'do sicupira que precisa para sor empregada
na construcc.no d: nova barca de cscavagflo pelas
formas quo osistem no mesmo arsenal, por estar
para istoautorisado polo governo imperial, manda
fazerpublico que far o contrato de compra com
.muelle. Srs. que d'alli queiram rcmettu-la^ou mau-
lla-la vir; devendo apresenlar suas prospostas no
prazo de 15 dias, contados de boje para ser efec-
luadocom o queso comprometa a vende-la de boa
. qualidade e mais cm couta. -- Secretaria da inspec-
clo do arsenal* de marinha de l'ei namhueo 15 de
abril de 18*7. secretario, Alexandre Rodrigues
dot A hjn.______________
BEBEBDDBr
Ocaixa da companhia de Beboribesj leudo de pres-
tarcootas administragflo no dia 2* do corren te-,
rogaaos Srs. accionistas queseacham em atraso,
bajam de completar ns entradas de 80 por cenlo at
odia2*,alm de haver lempo para se organisar o
balancoque deve ser a presentado coi assembla ge-
ral dos accionistas no prximo vindouro mez de
maio.Reeife, 9 de abril de 18*7.--O caixa, M.
t. da Silra.
ConUaia-so, por um anno, a arrccadaclo da
taxadc20rs. por balde d'agoa nos chafan/es da
praga-da Boa-Vista da caixa da ra do Pires, o da
Solcdade : os prelendentes poncn dirigir as suas
prospostas, em carta fechada ao escriptorio da
companhia al o dia 2*-do correle declarando os
seusfiadores. As propostas ser.lo abortas pni pro-
senca da adniinislragto no dia 26, e se etToctuar o
contrato com queni mais der, e melhoros garantas
offerecer. F.scriplorio da. companhia de Bcberibe,
!) do abril de 18*7. O secretario, B. J. Fernandes
llarroi
The .Uro publico.
Domingo 18, a beneficio da primeira
dama Joanna Maria de I1" re las Gamboa,
se representar9 grande peca a rf.stau-
iuc\ de perinambiico total expnlsao dos
Hoandetcs. Usinlervatios seraoprcen-
clifdos por dancas ensatadas pelo Sr. Exe-
quial. A beneficiada supplica a indul-
gencia publica para urna nova dama que
/ir o papel do laca a.
OPFERTA A' BENEFICIADA.
Pedro fi.de Santa Hoza gratuitamente
vai cantar esta aria, ubaixo declarada, na
noite ito beneficio da Sra. I). Joanna, no
dia 18 deabiil de 1847.
iNo una da peca o Santa-Ros* cantar
nina jocosa aiia do
(pie terminar com a seguintc quadra da
chiquita despatillla :
Anda chiquita
Da-lhe com gracia
Que me. roubaste
La. ajina.
Dita aiia fui afranjada poldSr. Jo o de
Capiitrano Le te, diguo-.dircclor da or-
tpieitrado titeado de > -Joao da D.hia,
c obteve nuiitos applausos.
I'iiblicaeao ritieran.'
Acha-se sobre o prelo o resumo do arithmctica de
Lacroi nula edigo do epitome de geomc-
liia platica, aompostos pelo profossor publico 8. II
de Alhiiqiicrquo. Reccbetn-se assignaturas para oslas
ija de livros da praca da Independencia,
ns. v^BfC-na da esquina defiotile do Collegio; cada
assiguatura 1,000 rs.
m -r -<-----------
Avisos manliiiio.s.
Parao Aracalvsaho, impreterivelmcnto, coma
carga que livor a bordo to dia 21 do concille, o
patacho nacional Anglica: quem no mesmo qui-
zer carregar ou ir de passagem, para o que tem bons
commodos dirija-so a l.uiz Jos de Sa Araujo na
, da Oroz, 11. 26.
-Recebecarga c passageiros para o Acaracu com
escala [ o hiato Iguia-llrasilelra : os prc-
ton.loiitosdirijam-se a bordo do mesmt) a tratar
com o capitao ou com Manuel Goncalves da Silva ,
- "pa* ra da Cadeia do Reeife.
mesmo hiate.
Para o Rio-de-Janeiro pretendo sabir com bre-
vida.le o briguo Norma, e t3o breve quanto possa re-
cobor o seu carregamento : o mesmo tem superio-
res commodos para passageiros e cscravos: quem
pretender pode entender-se com os consignatarios ,
Amorim Irmiios, na'ruada Cadeia n. 45.
I.eilad.
-- No dia 19 do corrento depois da audiencia do
doutorjuizdc orphlos so hilo de arrematar cm
leililo na ra da Penha na loja do sobrado n. 11 ,
as fazendas pertencnles ao ostabelecimento de fu-
t i Iciro iiiiude/.ase drogas, quo foram do finado
Jos Jorge do Rozarlo.
Avisos (liversiis.
AVISO PARA AS PF.SSOAS QUE TENCIONAM
Sl'Crilt VIACKM.
Na na do ngel, n. 9, contina-se a tirar passa-
porlespara dentro c fra do imperio, eadespacbar-se
escravos, ludo com a maior brevidade, e por proco
muito commodo; duque ja se tem dado exuberante
prova.
Itoga-seaoSr. l.uiz Francisco Vieira de Luna o
favor de apparecer no primeiro andar do sobrado 11.
3 do Aterro-da-Iloa-Visla.
I',oga-so ao Sr. Francisco Pereira Marques o
favor de apparecer no nrimeiro indar do sobrado
n. 3 do Aterru-da-Boa-Vista.
A pesaos quo estiver de possedouma letlra sa-
cada por Joaquim da Costa Villas e aceita por Lau-
rentino Gomes da Cimba endocada pelo coronel
Jos Maria de Barros Brrelo da qnanlia de 2:*00>
rs.. a vencer no ultimo de maio do correte anuo ,
querendo rebate-la com o mesmo premio nejla men-
cionado pelo lempo quo falta a vencer, podeapro-
senta-la a Manuel Ignacio-de Oliveira, na ra da
Cadeia do Reeife, 11. 40.
Precisa-sc de urna ama para casa do um ho-
rnero solleiro, que faca todo o sorvico : na pra^a da
Independencia, ns. 6 e 8 ou anniincie.
Da guarda de Joaquim Theodoro da Silva Cis-
neirodesapparcecu, 110 dia ultimo do fevereiro do
presente anno a preta Rita, de nacflo Angola le-
vando comsigo duas lilhas pequeas; escravos es-
Ios panborndos ao casal do fallecido Antonio Leo-
cadio Paos Brrelo, por excciic;1o de Joaquim da
Silva Costa, sendo o dito Cisuciro depositario dos
mesmos, e faz conslar semelhanic fuga o pede a
quem os apprchender de os levar ao engenho Utinga-
de-Cima da.fregue/.ia do Cabo.
Todas as pessoas que liverem capas em seu
poder, pertenecidos a ii mandado de S. Bom Jess
das Chagas, queiram entrega-las quanto antes.
Manoel Antonio Ferreira Lopes avisa ao publi-
so, eprincipalmenteaos Sis. que tcenv caaasdo ven-
derema relalho.quc protesta nao se responsabili-
sarpotcousa alguma tomada fiada em sen no'iie
pelos seus escravos sem ser por bilheto seu auto-
risatnloa tal, islo para evitar repetir-so quo pessoas
esquecidas de que com filhos familias e escravos mo
su l'az negocio liado, su para darem extraerlo a suas
mercadorias, as fiam a estes, aguardando seren
pagos pelos qu# para isto nada concorreram, antes
se npporiam nao s pela indemnisagilo, como pelos
perigos em quo so meltem os escravos.
~ Desapparcceu, do sitio ta ra do I-tres, um
quailao ruco-pedre/. : quem dellc der noticia, ou
leva-loaoditosilio da caixa d'agoa, sera gratifi-
cado ..
Na ra Formosa esquina da ra da Uniao, pre-
cisa-sede um criado, urna criada o urna ama de
loite.
Casa de moflas rancezas, no
Alerr-di- Boa Vista, n. 1,
primeiro andar.
Recebeu-se pelo navio Nelie-Mathitde um sorti-
inento de chapeos de palha, lisos, abortos o borda-
dos, da Italia, para senhora ; chapeos rodondos de
palha da llalia; ditosJoinvillc, para meninos; su-
periores luvas de pellica brancase de cotes, para
senhora c homcm ; camisinhas bordadas de mon-
tana eoutras ; cabecOes; ricas mantas do bico pre-
lo fil blanco e preto de seda o de. linho ; ricas e
lindas llores; vestidos de baile; bico de blondo;
toucas para senhora ; di las bordadas para meninas ;
lencos de rambraia bordada; ditos de hrctanha;
cambraia do linho eoulros mu tos objectos de uso
das senhora. Madama Milloehau se encarrega sem-
pre de fazer vestidos do noiva e de bailes, uo melhor
gosto, chapeos c toucas de senhora por preco
commodo.
Quem tiver para alugar urna escrava quesaiba
engommar e fazer todo o servico do casa para um
eslratigeiro solleiro annuncio por esta l'olha, para
ser procurado.
Roga-se pessoa que fez a graca do tirar da
algiheirada casaca do oulroa qiianlia de 58,000 rs.
e alguna papis do importancia, isso por occasiflo da
praca quehouve no dia 15 do coi rente, as 5 horas d
lardo no Aterro-da-Boa-Vista, baja de os vir botar
porbaizoda porta da pessoa quo nfo ignora: do
jContrrio, faz-se publico o son nome por cxlenso,
porque bouverant pessoas que prosenciaram.
Oabaixo assignailu, reapondeiido no annuncio
do Sr. Antonio Joaquim Tavares, em cojas ultimas
ludias esto Sr. previno o publico a regpeito das trans-
accOes que eHe houver do fazer, declara ao mesmo
publico que no faz transaccHo alguma e'tn nomo da
sociedade ja dissolvida desdo odia 14 do crrante;
e pciloa todossquclles com quem tiver coms, qur
em nomo da sociedade, qur particularmente suas,
quasapresenlem para serem pagas; puis nlo se
julgo impune como o Sr. Tavares, que recebeu urnas
rcmessas de cousignacao de Lisboa ha mais do um
anno, e o dono dellas desde csse tempo que esta cho-
rando e cgo sem nada ver, e quando as reclama, o
Sr Tavares responde que tem emprestado, que ve-
nha creceber...
ZimOoniaga dos amos.
Quem liver um quarto ou loja de urna s porta
que sirva para por u ni arranjo para sorvete no caso
de querer alugar, annuncio. -
Precisa-se do urna ama que tenha muito bom
leile para criar um menina: na ra Nova, loja de
ourives, n. 32.
Precisa-se alugar urna casa terrea em boa ra,
no bairro do Santo-Antonio, eujo aluguel no es-
coda de 10,000 rs.
Precisa-so de um caixeiro porluguez, de10 a 16
anuos, que do fiadora sua conducta: em Fra-do-
l'ortas, no largo do Pilar, n. 17.
Joflo Antonio Rodrigues, subdito porluguez,
rctira-se para Portugal.
Precisa-se, para um engenho distante desta pra-
ca 9 legoas, de um Porluguez do*0 a 50 annos do
idade, equeescreva hetn, para ser oceupado cm
caixeiro do mesmo engenho; d-sc-lhe o sustento ,
roupa lavada e 150,000 rs. animalmente com tan-
to que mo tenha familia : quem estiver nestas cir-
cuinstancias annuncie, ou dirija-se a ra do Collegio,
venda n. 5.
Na ra do Collegio, n. 15, primeiro andar, pre-
cisa-so to um runileiro quo tenha ferramenta para
trabalbar de jornal, em um sitio perto da cidade.
--Antonio Alves da Sitva Porluguez, ieliia-sc
para o Rio-de-Janeiro.
--Sanios Bat ros & Companhia mudaram seu es-
criptorio ta praca to Commcrcio n. 4, para a ra]
to Vigario. n. 7.
A pessoa que aiinunciou querer comprar duas
moradas tic casas na Boa-Vista, querendo urna na
run ta Gloria, dirija-se a ra do Sobo n 13 Na mes-
ma casa cima comprarse urna mulatinha de 4a 5
anuos.
Aluga-se um sitio na ra da Casa-Forte, com
gradara do ferro c copiar na frente, estribara e
muito boas acommodacoes ; varias casas, tanto na
Campia c rita da Casa-Forte, como na estrada do
Poco, porpreco'comtuodo; o segundo andar do so-
brado amarello da ra Augusta, com muitos commo-
dos; osterccto e quarto andares ooarmazcm do
sobrado da ra do Amorim, n. 15: trata-so no pri-
meiro andar do mesmo.
O abaixo assignado, no se tendo combinado
com o arrematante do imposto de agoa'ardentc, dei-
xa desde hojo em diante de consumir o dito genero
na venda da ra do Collegio, n. II.
Jos Joaquim da Coila Maciel. '
Antonio Jos Ferr ra Jnior e seu irm;1o Jos
Antonio Ferreira rctiram-se para Portugal.
Themoteo Machado Moreira, Poi tuguez retira-
se tiesta provincia: para.oltio-Graiule-ilo-Sul.
-- Da-se dinheiro a premio com peithores de ouro,
mesmo cm pequeas quantias : na ra do llan-
gcl, n 11.
Precisa-sc alugar, mensalmento um preto que
soja fiel para servico leve de um arinazein na ra
do Trapiche n. 3*.
Joflo Cardozo de Mosquita retra-se para o Rio-
Grande-do-Sul.
Jos Ramos da Conccicflo embarca o seu cscra-
vo Joflo para o Rio-de-Janeiro.
Hojo, 17 do corrente, na audiencia publi-
ca que da o Sr. juiz da segunda vara do civel, se
hade arrematar, pela ultima vez, ao mcio dia a
mobilia penhorada a Jos Firmiuo Alves de Quintal,
por cxccuQflo de J. Baptista Fragozo Jnior.
Lima alaiale,
na rita do Livramento morado n. 1 precisa de bons
oOichrsdVsrit ofilelo c recebe aprenntie.
Na na do Sebo n. 3 d-se illnliriro a premio
com prnhoifs de todas as qualidadrs e ctu pequeas
quantias.
A abaixo assignada previne ao respeitaycl pu-
blico, que ninguna compro a seu marido Jos Maria
Borges, eslabelecido com cocheita na ra das Flores,
objecloalgum descu^azal, nem com elle faga qual-
quer contrato que tenha por fim a allienacflo de al-
gum bem do mesmo.casal; pos que ella vai propor-
Ihe libellO de divorcio e desde ju protesta contra to-
da c qualquer venda, que elle fuga. A rogo de miuha
lilha Florinda Mara Maior,
Joio Martn da Silra
Roga-se aos Srs. Manoel Joaquim dos Sanios, Aa
tonio Gailhrrme de Araujo e Dionizlo Elaiio Lopes,
queiram por este Diarioanrtunlar as suas moradas, para
me Halar de negoeios que Ihes dltetii rrsprllo.
Precisa-sede um preto captivo para o servigo
interno o externo to urna casa de um homcm s
teiro : no Aterro-da-Iloa-Visla, n. 3.
Contina a ensinar prtneiras letlras una se-
nhora que j disto lem bastante pralica, e compro
mette-se a instruir com proveito aquellas menina
que Iho forem confiadas, em leilura escripia, princi
pios de aritlimotica, bordar do loda forma, lavarinlo i
doutrna christfla; na ruado Hospicio, casa n. 17.
Aluga-se urna negra muilo boa cozinheira, lava-
deira de varrella e sabao; cozinha e he apta para to-
do o domestico do una casa de pouca ou multa fa-
milia, menos para a ra : a tratar com Joaquim Jos
Lodv, na ra larga doRozario.
Aluga-se urna loja em Fra-do-Portas junio a
intendencia, n. 120, aonde o fallecido Marcellino
leve um talbo de carne bstanle afregue/.ado ; assim
como tambom se vendem os pertenecs do mesmo ta-
lbo : a tratar com o seu propietario na ra da C~
dea do Reeife, n, 6.
Fabrica de chapeos de sol, no
i'asseio-Publico, n. 5.
Ncsteestabelecimenlo se recebeu urna porcffo de
chapeos de sol furta-cres, da ultima moda de I aris.
O mesmo esta bolociinoiilo lem a mesma fazenda
para cubrir armagoes com loda as galantariiis pre-
cisas para as mesmifs ; lambem tem chapos le sol
de patininho, muito proprios para leitores de enge-
nlw, por serem de muilo boa lazenda e muito gran-
des pois locm a'serventa para as tluas estagoes de
veriio e invern : tambemso faz todo o qualquer
concert nos mesmo*, pois para sso tem lodos os
necossarios, e promette loda a promptidiio.
No primeiro andar da casa n. 7 da ra Nqva
trata-so radicalmente das molestias venreas tan-
to antigs como modernas, por mcio de um reme-
dio nlo mercurial, cujo curativo so faz em poucos
dias e com pouco dispendio,
Compras.
.- Comprain-se cdulas de vin-
te mil ris, da eslampa encarna-
la com al#um ibate; na loja de
miudezas da ra da Cadeia-Ve-
lli.i, n. 37.
Compram-se duas bandejas de prata, seaa
feilio : na ra dasCruzes, n. 30.
Compram-so as Ordenagoes do Reino, anda
mesmo usadas : quom tiver annuncie.
-CompVa-se um cavallo rugo-sujo, de clines e
cauda pretas, que seja novo o possante: na ra da
Cruz, n 63, primeiro andar.
Compra-so um relogiu de ouro patento ingiex,
de sabonelec pequeo, dos modernos, e que regule
bem : na rita do Collegio, n. 16.
Compram-se diccionarios de Moraes, la quarta
quinta edig.lo : na ra do Crespo, toja de livros,
ii.11.
Compram-se, para urna encnmmenda, escravos
do ambos os sexos; pagam-se bem : na ra Nova,
loja doferragens, n. 16.
Compra-so elTectivamento papel de diarios ye-
Iluis, a 3,200 rs. a arroba : na ra larga do Itozario,
n. 15.
Compram-se duas rotulas em Iram estado:
quem tiver annuncio, para sor procuraitoi
-- Compra-se cobre para troco, pelo prego que so
convencionar : na ra larga do Itozario botiquim
da Cnva-da-Onca n. 3*.
Compram-se 2 bancas usadas cada urna das
quaes nlo exceda a 2,000 rs. : quem tiver annuncio.
Compram-se uns banqunhos que sirvam para
um menino senlar-sc em urna mesa da altura de4
palmos e mcio : quem tiver annuncio.
Compra-se urna tipoia em bom uso : na ra do
Crespo n. 4, loja de Joaquim da Silva Castro.
Compra-so ouro, mesmo em obras quebradas:
na ra do Rangcl, n. II.
-- Compram-se molequos de 12 a 20 annos, o pre-
tas ta mesma idade ; sendo de bonitas figuras pa-
gam-sc bem : lambem se eompr.im alguns ofllciaes
dosapaleiro: na ra da Concordia, passando a pon-
lezinha ,a direita segunda casa terrea.
Compram-so escravos de ambos os sexos, com
habilidades e ofllcios, de 14 a 20 annos, para fra da
provincia; pagilo-se bom na prancinha do Corpo-
Santo n. 66.
Compra-so urna lteira em bom uso: na ra do
Crespo loja n. 4, de Joaquim da Silva Castro.

Vendas.
Vendc-se urna cadeira de arruar, forrada de
seda c nova ; macacos para arrumar carga-; encora-
dos para cobrr gneros : na ra do Amorim, n. 15.
Vcndc-se urna mulatinha do 15 annos, muito
bonita o com habilidades : na ra estreita do Roza-
rio n. 31, primeiro andar.
Vende-so urna mesa do pinho, propra para
fazenda com 15 palmos de comprimonto e7 ditos
de largura : na ra do Queimado loja n. 8.
vende-so l'arinba de trigo, do Trieste, da ver-
dadera marca Si.SF : emcasaN. O. Bi eer &
Companhia na ra da Cruz, n. 4.
Vendc-se urna prcla muito boa costureira e
engommadeira c que ensaboa bom ; lio moga e de
boa figura na ra da Cadeia n. 40.
Vende-so unta espada um talim e urna banda
de borlas de ouro para ofiicial subalterno; ludo cem
muilo pouco uso : no Aterro-da-Boa-Vista n. 84.
Vcndc-se azeito de coco a 400 rs. a garrafa :
na ra Diroia venda n. 14.
Vende-sc urna penoira do rame, propra para
reflnacilo, por ser muilo lina : um quadro grande
domado ; urna farda de artilbaria barretina, etc.;
ludo muito emconla : na ra da I "nio, junto a ty-
pographia.
Vendem-so tluas mcias pipas que foram de
azeite do carra pato : na ra estreita do Itozario re-
finagflo, n. 43. ...
Vende-se a casa terrea n. 7, no bairro da Boa-
Vista ra ta S.-Gruz em chitos proprios bom
quintal com alguns arvoredos: na ra da ConceigSo,
n. 43.
Vendcm-se, na ra da Cadeia to Recito, n. 25,
gigos com batatas de boa qualidade.
__Vcndem-sc sacras com a mais superior farinha
que existo no mercado a 3,200 rs. : na ra Direi-
ta n. 9 .
Vende-sc una escrava de bonita figura, ou
troca-so poroutra ,c mesmo vonde-se para torada
provincia : em Fra-do-Porlas, ra do Pilar n. 92.
Vendem-sc chitas lmpas, bons pannos, a meia
palaca o covado, e a pega a 5,700 rs.; sarja preta de
boa seda limpa, a 1,280rs. o covado ; um Guarda-
Livros moderno em bom uso; urna canoa aborta,
de conduzir familia : na ra estreita do Itozario, n.
10, lerceiro ailar.
Vendem-se urnas herancas na ilha de S.-Miguel,
freguezia ilaS.-Cruz, villa da Alaga : na ra das
Cruzes, n. 30.
Ifarlapolocs finos a 5A>!OO
lio a melhor pochincha que tem apparecido este
anno, por ser muito fino, e com muito pouco loque:
aelles, freguezes,"antes quo acabo.' Na esquina ao
Livramento, loja do nicho.
Vendem-so saceos com sal fino e muito claro,
de mais de alqueire de medida velha, por commodo
prego: no armazem u. 6, do becco doCongalves, por
detrs da ra da Sanzalla-Velha. .
Vonde-se o Uirclo Mercantil por Silva Lisboa,
em meio uso: quem quizer aiiiiuncie.
__Vendcm-se semonles de bortahee de toiws as
qualidades chegadas prximamente do Porto por
prego commodo : na ra estreita do Rozano ven-
Vendc-se um melhodo do piano de Veguera,
em bom uso o por prego commodo: na pregada In-
dependencia, loja de miudezas, n. 4.
Voudem-se novas cartas para aprender a ler,
nas.quaos se niostra quo nSo he preciso o esludo daa
syJIabas soladas dos nomes, compostas pelo profes-
sor publico S. II. de Albuquoique: na loja da esqui-
na defronte do Collegio, prego 80 rs.
Vende-so um lindo molequo de 18 annos: na
praia de Santa-Rita, u. 17 Na mesma casa se compra
urna prensado copiar cartas.
Vende-sc um piano do muito boas vozes" epor
preco commodo : na ra das Trincheiras, n. 18, so-
brado do um andar.
Vcnde-se, no primeiro ailar do sobrado n. 3
da ra do Aterro-ila-Boa-Vista, urna arroba de prut-
siato de potassa [cyanoferruro deputamum).
1
ILEGIVEL
tk\mm
.w
M


=
A
Vende-se uma rica cadeirinha de arruar; um
sellim de montara de seuhora; urna espingarda de
dous canos com seus pertenec para caca ; uma ne-
grinhndell annos; uma dita de 20 anuos moca e
vistosa; duas canoas de carreira por prego com-
modo por pertoncercm a urna pessoa que se retira :
na ra daSenzalla-Velha armazem n. 110, se dir
quem vende.
Vendem se VIL\S de cera do
Rio-de-Janeiro e de Lisboa grande e
completo sortimenlo : na ra da Seiunl-
la-Velh armazem n. no, de Alve
Vianna
Vende-se cal virgem rm molas barricas ,chegada
ltimamente caias vasias para assucar ; urna porfi
de prsos de ferro, de duai arroba; arrrai grandes para
serrar inadeira ; tudo por preco commodo: na ra da
Morda, armatrn n. i7.
} Wnde-se um terreno cm Fra-de-Portas : na*
ruada Guia,n. 58.
Vendem-se 4esclavos, sendo 3 negras eum
prcto ; todos do milito boas figuras e mogos, pro-
prios de todo o servico : na ra da Cadeia de .-An-
tonio n. 25.
Vende-se um Cardamentn para oflieial tfc guar-
da nacional de cavallaria,e alguns arreos tudo
novo sem ser urna s vez servido ; o qual he : urna
farda, palatinas talim, canana, banda espada, lid,
barretina, pttimn, etc.; oabogadas, goblres pe to-
ral, rabirho, almnfada, por prego, commodo: na
rna das Cruzas, n. 40.
Venilc-seiiin bom sitio, com urna excellente
casa de sobrado, com bastantes commodos para
grande familia, com 4 salas, 13 quartos inclusive 3
maiores com jiinella, 2 enzinhas, urna nm baixoc
outra em cima, bastantes alejadas, com Cornos mo-
dernos, eoutros diversos airamos, qliarlo para fei-
tor, senzalla paro pelos, estribara para 3 cavallos
a Colga, alm de urna pequea casa velha que podo
servir para cocheira: o sitio be do urna exlensiio
i inmensa c conten diversos arvoredos, um pomar de
larangeiras cnxertailas com laranjas selectas c de
embigo, limos doces e limas de embigo que ja pro-
duzcan Crudo, alm de outros |is ja antigos que
produzem laranjas muito doces, (Muiros, alguna
dedenzeiros, cajueiros, mHngueiras, jamhroiros, pi-
loinbeiras, pitangueiras, ubaieiras, assafroeiras, ja-
queiras, piuheiras, liguen as, goiabeiras brancas, im-
ineiisos algasenos, ananazeiros, oili-cors, com
lia xa de capim plantado que sustenta i cavallos,
com ii in grande viveiro subdividid) em 3, com bas-
tante terreno para diversas planluccs, como os hons
tneloes, medobins, macacbeiras, lugar para jardime
coiu algumas Clores, outro lugar para borla, todo
cercado de limito, com um grande poco d'agoa de be
ber'c mais oulros dous pequeos, em chlos propri-
08, muito perlo da capital, por ser no principio i
estrada de Joiio-de-llairos: a tratar no niesmo sitio,
'a qualquer hora dodia.
Vcndcm-sc as Memorias das campanbas del).
Pedro em Portugal ,cm 1832 a 33 com os mappas
das hullas e fortalezas dos dous exordios, em 2 v.
cmquarto; o Judeu Enante cm 10 v. ; oTriumplio
da Iteligino : na praga du Independencia loja de
Clicadeiliag!i0, n 12.
= Vende-se una parda de 30 annos, de bonita fi-
gura que cozinba bem o diario de urna casa lava
do sabilo c varrella cose chito c be muito lina pa-
ra casa de familia : na na do Collegio u. 16, ler-
ceiro andar.
A bordo do brigue Independen/e tundeado de-
fronte do Collegio vende-se sebo em rama e carne
seeea por pregos commodos, boa Cazenda.
-Vcndem-sc3 lindos moloques de 16 a 20 annos,
sendo alguns de naglo ; tres pretos de 21 a 30 an-
uos sendo um delles ptimo canoeiro ; 2 pelas de
20a 21 annos, com habilidades tendo uma dolas
bom leitee com uma criado um anno ; uma prela
de idade, por 180,000 rs. : na ra do Collegio, n. 3,
segundo andar, se dir quem vende.
-Vende-seuma roda de fazer cordita para cir-
guciro em bom estado pelo prego de 3,200 rs.: na
ra larga lo Rozario, relinagaoc deposito, se dir
quem vende.
Vendem-se 2 meias pipas de azeite de carrapalo:
na na do Rozario, refinagilo n. 43.
Vende-se, para Cora cfa provincia um mole-
quede 13 annos, com principios de ICaiate: na
ra du Nogudra n. 19, segundo andar.
Vende-se um bonito moleque de 18 annos ; um
escravode nag8ode22 annos; um bonito molequi-
nho de 12 annos; uma negrinfia ptima para se edu-
car de 12 annos; um prcto com bons principios
de pedreiro para Cora da provincia ou para en-
golillo de 2* anuos; uin molocio, por 430,000 rs. ,
mui robusto, e com um pequeo IcCcito em um
olho; um inolocolc do 18 anuos de rcconnecida
conducta e que be ollcial de sapalciio ; uma es-
crava moga que cozinha engomma e cose mullo
bem, por 430,000 rs.; 2 ditas, por 410,000 rs\ am-
bas ; una dila por .190,000 rs. boa quilandeua i
na ra de Agoas-Verdes u. 46.
Medicina universal.
Pilulas vegelacs de James Morison.
A medicina vegetal universal he o resultado de 20 an-
nos de invesligaccs do eelebre James Morison. Por
Hielo deslas pilulas eoiiseguio seu nulor iunuiuei'as e
admiraveis curas desde as nll'eecoi que aiai-.nn as
crianzas de peito ate ns moleslias chrnicas do ndito.
A Europa saudou este remedio eoim remedio univer-
al para todas as duenc-as c al boje aluda nao fo des-
iiieuliilo lal titulo.
I-.--I i incdioiii i vein acninpanhada de una recolta que
ensliia c Carilita a iii.i applicnco. Consiste em tres pro-
paraces a saber: duas qualidades de pillas distiuc-
las por nmeros, eump: cada qual goia de mudse
uceos diversas.
As pilulas n. 1 sao aperitivas; purgam trinbala os
humores biliosos o vlcosos, e os explsalo eoni orneada.
As do o. 2 explsalo com esses Inmunes. Igualmen-
te com grande Corea, os humores serosos,-aeres e puni-
dos, de que o cangiie se acba a miudo infectado ; per-
correm todas as parles do corpo e s cessam de obrar
miando teem expulsado lodas as impoeins.
A lerceira preparafAo consiste em urna limonada ve-
getal'sedativa: he aperaliva, temperante c aclocante: tor
na-se ein commuin com as pilulas c facilita-Ibes os luc-
idores effeitos.
A posiee social doSr. Morison, a sua Coi luna inde-
pendenle rcpellem lodH a ideia de charlatanismo ; e ns
admirareis curas operadas com o seu syslenia no col-
legio de ut'idc de Londres, sao mais que garantes da
cllic.u ia do seo remedio.
Reeommenda-sc esta medicina que nao pede nein
resguardo de lempo nem de poslco da parle do doen-
te a lodos os que atacados de moleslias julgadas in-
curaveis se quizcrcni desengaar da sua vi ilude.
Oxal que a hiimaiinl.-iile l'i-ehf os Olivlos aos inte-
ressados em desacreditar estes reincuios lao simples ,
tan commodos e tan verdadeiros.
Vrndem-se somonte em casa do nico o verdadeiro
agento J. O. Elster na ra da (.aileia-Velha n.29.
Vendem-se vanas obras de ouro pi a houiem
c senbora ; uinii colcha da India ; superiores sardi-
nbas: na ra do Rangel, u. II.
Charutos bons e baratos.
Na ra larga do Rozario, n. 32, deposito do eha-
rutQs.vendcm-se charutos marca de Cogo.queno Cn-
zem difCeronga dosde S -Flix, a 3,200 rs. a caixiuha
deccm, ode250 por 9,000 rs ; suiorlino S.-Flix;
regala de varias qualidades ; os afamados cigarros
de la lia vana, a 2,000 rs. a ca xa ; ditos de la la na-
a 1,000 rs. ; meia regala a 1,300 rs.; Cama-va, a
1.800 c 1,600 rs. : afiangaudo-se ao comprador a
. qualidade Je qualquer delles,
Vende-se cha hysson, vindo de Lis
boa no ultimo navio, o tnellior que exis
te no mercado, a 3,5ao's- a libra : na ra
Nova, n. 3, venda-de Antonio Ferreira
Lima.
Vendem-se duas protas mogas, do boas figu-
ras uma das quaes cngotnma, o cozinha ; uma mu-
lalinha de 16 annos, recolhida e rom principios de
habilidades; 2 pretos hons para o trabalho decam-
po o da pruga ; um dito bom co/.inheiro e bolieiro :
na ra do Crespo, n. 10, primeiro andar.
A ESTRELLA DA NOITE.
I.indissima valsa para piano : vende-se na ra da
Cadeia doRccife, loja de viuva CarJozo Ayres & Fi-
Ihos: prego, 500 ris.
Marmelida.
Vcnde-Se superior marmclada j bem acreditada
por sua qualidade eduragfio; e todo o anno haver :
ua ra da Pro a armazem n. 24 : tambem se ven-
de a contento.
Tinta verde tle oleo ,
om latas pequeas vende-se por proco commodo : na
ra da Crin, n. 10, armaren! de Kaikniann & (losrnmuiid
--- Vendem-se cade-ira.* tle
pinho, a polka para assento
de portas de loja; UOl novo
sorlimcnto de tahoas de pinho, de costado e costa-
dinlio assoalhoeforro para casas e lambein para
fundos de barricas; taimas americanas de todos os
ciniiprimcnlos, o ate de 3 palmos de largura: trsdo
llieatro, arma/cm de Joaquim Lopes de Ahlenla,
caixeiro do Sr. Jofto Matheus.
Fie desenganar que nantigo bara-
teiro nao conserva fazenda, lo
goone 1 lie elieira.i dinheiro.
eos bons resultados da sua applicsgSo he que devem
Cazer sua apologa.
til
rffll
3
V
cera
res
til
Tjl preco mais barato do qtie
If, Ira qualquer paite.
em 011-
endc-se.na ruada Cruz, n. a3, ^
a ert velas, de urna das melbo-
__ fabricas do Rio-de-Janeiro ,
]i sortimenlo vontade do compra- 5 proprias para senbora e meninas, a 3,>oo
Pl dor, cm caixas pequeas, e por U| rs. ; cortes decassade cores fixas, ede

O mitigo barateiroeita torrando a troco de pouco
dinheiro ua sua nova loja de inipdcz.'is da ra do
Collegio, n. 9, papel de peso inglez de primeira
sorle, a 1,760 rs a resma e meia dila a 880 rs. ( ye-
11 lio ni, Cieguezcs, anle.s que se acabe ) ; papel alma-
rjo a 2,600 rs. a resma ; dito de embrulho proprio
para fogueleiros, a 1,600 rs. ; cheguem ao novo
sorlimcnto deagulhas franeczas, pelo mesmo pre-
go de 280 rs. a caixiuha ; luvas de pellica prela para
bomem a 480 rs. o par ; dilas brancas a 800 rs. o
par ; dilas de algodau de cores a 320 rs. o par ; oh
que novo sortimenlo de carapugas dcalgodflo de c-
es pelo antigo prego de 160 rs. cada uma ; che-
guem ao resto dos balainhos para meninos, a 120 rs.
cada um,que se cslio acabando ; loques do seda
para senbora com enCeilcs dourados, a 2,000 rs.
ca a um ; linissimos caivetes de cabo de cliil'ie
de viado de 1,'2, 3 o 4 Col lias ; charuleiras finas de
chareto, a 500 ra. cada uma; linha do carretel, a
320 rs. .1 du/.ia branca e de ciV'es e sendo para
cima de 511 duziiis se dura mais em cunta ; luvas do
seda decores, para meninas, -00 rs. O par ; tor-
cidas para canuieiro de todas as larguras a 100 rs.
adiizia; navaIhas para barba com loque de Cerru-
geni a 320 rs cada estojo He 2 navalhas; cartel-
ras para algiboira, a 160 rs cndii urna ; bico branco,
a 0 rs. a vara de diftorenles padrOes; trinchantes
de i-; ha branco sondo faca grande e garfo com mo-
la a 800 rs. o trinchante ; as bem conbecidas peo-
nas de bico de jamlaia a 200 rs. a caixiuha ; tainan-
cos para bomem, p pequeo, e para meninos a
160 e 280 rs. o par ; chegue a rapa/inda as tesouras
e caivetes cotn toque de Cerrugem a 160 e 240 rs.
cada urna antes que decm lini : depois nao bri-
guum com 0 barateiro.
Na botica da ra do Rangel, vendem-se os re-
medios segunL|S, dos quaes u experiencia tem con-
firmado os memores effeitos: denlilico que. tem a
propriedade le limpar os dentes cariados e resti-
tuir-Ibes a cor esmaltada em muito poneos dias ;
o uso do 1ITI0 remedio fortifica as gengivas e tira o
inu cheiro da lincea proveniente nilo s da carie,
como du trtaro que se une ao pescugo dcsles or-
gios ; o lemedio he designado pelos nmeros pri-
meiro e. segundo : orchata purgativa mui til as
criangaseas pessoasde toda e qualquer idade; he
com posta de -substancias vegetis, nao conlm
mercurio, nem droga alguma que possa prejudicar :
remedio para curar calos, em poucosd isa dito pa-
ra curar dores veneras amigas, e que leein resistido
ao tralamento geralmonte applicado ; dilo para pro-
vocara inenslruagiio ,e accelerar a aceflo do ulero
nos partos naturaes em que nilo se precisa das ma-
nobras cientficas da arle ; dito para resolver tu-
mores lyinpbalicos vulgo glndulas; ditos para
curar boulias o crovos*seceos o mais effieaz que se
condece al aqu ; dilo oximel de ferro, muito til
as chlorozos vulgarmente chamadas frialdades;
ios anli-biliososiloManoel Lopes, Capsulas do ge-
latina cometido balsamo de cupahbn ; dilas do
oleo de rocinos purificado; dilas de calichas em p
lino; ditas de assafeliibi ; ditas com pos purgantes ;
dilas de miliar, lo da China; dilas de sulpliato de
quininodc t c -2 graos cada capsula; algaleas; veli-
nhas elsticas : pilulas de sal de cahacinbo; agoa
das (Jaldas, chegada prximamente; remedios que
curam a Crialdadu dentro de 40 dias, mesmo estan-
do incitado ; oleo muito bom para conservar o ca-
'lello, que, alem de nao deixar cabir o cabello, lim-
pa a caspa, ecujo uso continuado faz reapparecer o
cabello perdi* ; pilulas especificas para curar as
guuorrbeaschi'oiiicas quando a leslo uo pasas da
urela; rgalmcnto um iarope anti-hemorragioo ,
applicadu nos casos em que se deilasangue pela boc-
ea, ti prego de todos os remedios he mui rasoavel
Al ISO
aos Srs.decngenho
Ka ra doCrespo, loja n.llfi,
de Jos Joaquim da Silva
Haya, vendem-se
ci>!x 1L01 < s de algodo, iiiuilo encorpados proprios
para escravos ; bem como uma Cazenda de Imlio
imitagfiode estopa, Cortee propria para roupa de
escravos e saceos para assucar; tudo por prego mui-
to haralo.
Vendem-se 8 escravos, sendo: 2 pretas cozi-
nheiras ; duas ditas quilandeiras ; urna mu la ti 11 ha
de 11 annos; um casal de pretos, por prego commo-
do ; 2 pardos de bonitas figuras do 18 a 20 annos :
no pateo da Matriz de S.-Antonio sobrado n. *.
Excellente rap.
Aeha-sc aborto um noro deposito na ra da Crui,
n. 44, de superior rapi*, tanto lino como grnssu e inoio-
erosso de tiasse da li.iln.i o por muito commodo piojo.
Aoha-se a venda no dito deposito, e bom assim. no
li.iirn de Santo-Amonio as lojas do Srs.: Fillppc
do Santiago, Joaquim de Abren, Honriquo s & Cnm-
panliia ; Alinela o Campos Antonio Doin0guos Fer-
reia .loaquin Monteiro da Crut & l.nmpanliia ,
Manoel Jos da Costa Olivoira f odecoira ti Gufiiiarafs;
bairro da Roa-Vista os Sis. Antonio Ayres de Catiro &
Coinpanbla, Caclano Luiz Forrolrn; bairro de S.-JotC ,
o Srs. Joiio Jos Pinto de Olivoira, Vicente lote Ta-
ya res.
--- Vendem-se bolina para me-
nino e liomem, de todos os lama-
nlios ; capachos redondos e com*
pridos de crese brancos, para
ornar salas ; esteiras de Angola :
na ra larya do Rozario, n. 21.
Cliamnanlia.
Vendem-so gigos com 12 garrafas do vinho do chain-
panlia. do qualidade mullo superior, cm casa de J. J.
Tasso Jnior, ra do Aiiioriin, n. 'Jo.
Annuncio impoilanle.
Na loja n. 4 da ra do Crespo, no pe do arco de S.-
Anlonio, deRicardoJ.de F. Ribciro acharlo os
concurrentes um bello sortimenlo do. casimiras de
Cflres com milita elaslicidade n de gostos os mais
modernos receblas da afamada Paris; assim como-I
igualmente ha um sortimento completo da recontc-
enla boa Cazenda pela sua consislenria denomina-
da pelle do diabo sendo o prego de cada corle
1,440 rs. ; advertindn que scus pailrdes nada ficam
restando a qualquer outra Cazenda de alto custo : ha
lamhcm um cmplelo sortimenlo de Cazendasde to-
das as qualidades, que merecem a devida conside-
ragilo em seus apurados gostos como em scus mdi-
cos pregos e entre estas merecem particular alten-
glodas senhoras uns riscados cbilados e chinezes,
de elcgantissimos padres o realgadas cores de rosa,
azul, e cor de caf, adamascados a escoceza, a 280 rs.
o ctivatlo proprios i ara vestidos, e sendo suas
amostras francas aospretctidentcs.
\.)+fi**fr parrafas de supe-
rior azeile de oliveira.
NA BA DQULIMADO, N. u,
Vendem-se lindas mantas de seda,
muilo finas as mais modernas que ha ,
HB^P^r6es a 4000 IS- '> sarja nes-
panhola ; dita franceza ; los pretos ; tu-
do por menos de seu valor, por ter aca-
bado a Quaresma : ua loja nova de H,
C. Uite.
E ALEGRA !|
t




4
, Temos a
salisfago
de annun-
ciaraoma-
___ damismo
pernanibucano do. gosto, que se acaba de rc-
ceber de.Paris a fazenda denominada prazer
igria. Taris he o bergo das modas e
onde o bom gosto est mais apurado : all
a fazenda denominada prazere alegra lom
5- lidoe lem o maioraprego ; todas as senhoras
* de apurado gosto encontram-sp J^qur nos
9- bailes qurnos passeios, vestidas do pra- *
fzere alegria. -- J
(l ii'.adamismo pernambucano, pois, sempre apreciador do bello o agradavel, eporconse-^
j^. guinle das modas de Taris n8o pode deixar ]. de receher com muito prazer esta noticis.e he
:> na ra doCrespo, om casa de Antonio l.uiz
* dos Sanios & Conipaiiliia que so espera o *
* seu reconhecimento.
Muito'rdeno mlinilo
A belleza u synipalhia ,
Que sem uro se cuuscguo ^
Com prazer e alegra .<}

Escravos rugidos
Fugio, do poder do abaixo
assignado, um escravo, de nomc
Domingos, de 20 a 22 annos, cor parda, baixo, mus-
culoso, barbado e do suissa fechada, cabellos peque-
nos narizgrosso e um ponco chato, dentes alvos,
enm urna cicatriz semicircular no ante-braco dirci-
to de uma canivelada que levou; he muito esperto
e loquaz, trabalha de di floren tes ollicios e le alguma
cousa. Como estivesse no Rio, Rabia e Alagas don-
de he natural, conta historias lestes lugares; o
sendo possivol que lenha sabido da cidade pode il-
luilira qualquer deque he Corro. Desappareceii na
noitedodia 10docorrente ; levu camisa de chita
azul, caigas de brim pardo trangado chapeo de pel-
la veho e sapalos, pois anda calgado ; alrri de uma
tioiixa com roupa. Quem o pegar levo a ra larga do
Rozario, n. 30, segundo andar, que ser bem re-
compensado. Doulvr M. A. da Silva l'untei.
Na noile do da 13 para. 14 do corrento mez,
desappareccu da casa d l.ima Jnior & Conipanhia
tim preto ei ionio, de nomc Klias natural da pro-
vincia do Cenia pertenecnte a Joaquim Jos Ma-
chado Pimenlcl, da niesnia provincia; estatura bnixa,
refnrgado do corpo, de 25 annos pouco mais u
menos com principio de barba ; levou camisa dn
riscadinho c cerouhis de algodozinbo chapeo de
palha usado, e um sacco com caigas c camisa de cis-
cado Reconimenda-Se as autoridades pulidnos e
capiles de campo sua captura e a pessoa que o le-
Gaz.
Loja le Joao CJiardon ,
y lerro-da-ltoa-Vista, 11.5.
Ncsta loja aclia-srum rico sortimenlo de I.AMPE0ES
PARA GAZ com ous coinpotonlcs vidrns accciidcdo-
res e ali.il'.nli,i es.
Estes candil'ros ti ,>, n-i.....
maii modernos quorxisteni boje : recomnioiidam-so ao
publico, lano pila si;iii inij.i c bom gosto de'sua boa
eonCecco como pola boa qualidade da luz, economa e
assoio de seu servico.
<\a mCSma loja os consumidores iom-
pre adiara.....n deposito lie GA'Z de cujo so alianca a
qualidade o om poican basianlo para consumo.
= Vendem-se.....nulas de forro para rnge'nlios do as
sucar, para vapor, agoa e bostas, de diversos tamandoa,
por proco commodo ; c igualmente tainas do Cerro coado
e balido, de Unios os tamaitos : na praca do Corpo-San-
to, n, II, om casa de Me. Cabnont & Coinpanbia, ou na
ruado Apollo, armazem, n. C.
Polassa da Russia,
pelo prego de 180 rs. a libra, em banis pequeos:
na ra da Cruz n. 10 armazem de Kalkinann &
Rosen inund.
PANNOS i-l'.ETOS FINOS
enovos na loja ; velludo pelo ;" cliama-
loledescda, para collctes e gollas ; se-
liinmacau ; o verdadeiro briui trancado,
de listras de cores na ra do Queimndo,
loja nova, n. 1 1, de Baymundo Carlos
Lcile.
,- Em c isa de Manoel da Sil-
va Santos, no ra da Cadeia, ri.
4, vendem-se caixas contendo ca-
var a casa dos niin iniciantes, na ra da Cruz, 110
llecifo n. 28, ser bem recompensada.
Fugio, no dia II do crlente, do sitio do Ar-
raial, 11 ni pardo, do ntinic Ivo baixo e grosso do
corpo, cara larga e com urna marca de um lado,
denles limados ; lem -o corpo lodocheio de pannos,
cabellos nieio alindados lias ponas ; levou cami-
sa de algoditn caigas de liscadinlio roxo e outra
azul por baixa, jaqucla de brim pardo, meia usada,
urna rede com um lengol de algndfioztnuo. Roga-sc
as autoridades policiaes, capilfles de campo ou ou-
tra qualquer pessoa de o apprehenderelevar a casa
de Jos Mara da Costa Carvalbo na ra Nova, quu
recompensara.
Fugio, no dia 13 do concille, pelas oilo hora
ila tarde, um preto Cassange, de nomo Manoel, de
34 annos pouco mais 011 menos baixo, cprbosecco,
ps largoscseceos ; levou caigas de riscado azul,
sem camisa ; pode ser bem reconhido por.aer que-
brado, e tambem pelas mos por ser amassadur ile
padaria : quemo pegar leve ao Alerro-da-Boa
la n. 50, pada ia franceza, que ser recompensado.
-- Fugio, no dia 7 di) corrente a esc ra va Maris,
de nago de meia idade cor fula ; tem um dedo
da mito esquerda lorio por causa de ler tido calor
do (gado ; levou panno da Cosa novo sem estar
embainhiido ,'vesiido de riscado annncllo, j des-
botado fugio no fim de oilo dias depois de com-
prada'. Itoga-so a todas as autoridades policiaes, ca-
pules de campo e pessoas particulares* que a appre-
hendam e levem a Fra-de-Portas, defronle do hos-
pital de marinjia que serSo bem recompensados.
Desappareccu, no dia 10 do prximo passailn ,
da casa da ra da l'iaia-de-S.-Rita, n. 3, a ncgrinlia
Maria Jacinlha crioula, com os signaes sefuinlcs:
de 12a 13annos magra cor bem preta denles
mui alvos e bons baixinha muito viva nenhuma
cicatriz tem, ou lesees e somonte sobre o peito cs-
querdo descobrc-se-lhe urna pequea mifll^1
que sobresali a pello; levou camisad
e vestido usado de cinta ordinaria enm I
mages azuose brancas, l'iesume-se qflta^^H^ho
sabido desla cidade c mesmo be |ira^^^^B<>'
nha sido scduzidt poralguem que 11 retenha 1
sa. Roga-sc as autoridades policiaes, ou outra qial-
quer pessoa de so prestaron asi. >, di-
gindo-sea refunda casa, a enlroti-l nlwr,
Juflo Francisco Duarte, que, gratifica
net
UIHCUUU l PERN, : KA TYP. PE M. T. DE
ilegivelI
FARIA.-
^l
a