Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08767

Full Text
/nno del847.
n MAMO publio-se todot os das, que rifa
Jm le R-"1 ? I,re *T"?yUrar> d"
Toen > P" 1""r,e1, '"'t;''-, '' 'a
jo rs. i>
.tiintes sao nseriiloj rus"o de
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pfASES DA LOA NO MEZ DE ABRIL,
.. le g, os 5i min. da Urde,
i o ''' nora' e m'n- da niarihia.
';"' n,n|e' a }, a 8 lioras ettl min. da manha.
'"cliia. a 30, '' nor" e 5 minM- d '"rde.
Sexta feira 16
PARTIDA DOS CORREIOS.
GoiannaeParalivl, s segundas esesla, felras.
U.o-Gn.nde-dn.Moi-te quintal feiras aomeio-di,,
Cabo, Seriol.aem, Rio-Pormoso, Potlo-Calvo t
Macelo no l., ,, e I. deca.l. me*. '
t.arnaliunse Konito. a lOe II.
Boa-Vista e Flores, alie ?8.
Victoria, s quintas airas. .
Ulinda, todos os dias.
PREAMA" DK IIOJE.
Primeira, s & lioras a I a minutos da tarde
Segunda, s lioras e 4J minutos da manlia.
de Abril.
Anno XXIII.
n. as.

das da semana.
I! Segunda. S. Vctor. Aud. do J. dos or-
h'iios, do J. doc da ? r. e do J. M. da v.
erra. S. Puso. Aud. do .1. do oi*": da I
t. e do I. de pal du 3 dial, de t
14 Quarta. S. Lamberto. Aud do '. do ct.
ra i r e do J. de paz. do J diat de t.
15 Quinta. S Anastacia. Aud do J.de orph.,
edo J. municipal da t vara.
16 Sel. S Fructuoso Aud do J. docir.da I.
v. e do J. de paz do I. di.t. de t
17 Saliliado. S. Aniceto. Aud do J. do cir. da
l. t. e do J de nat do I diat. de t.
18 Domingo. S. G .Idilio.
CAMBIOS NO DA 15 DE A DRIL.
Cambio jolire Londres a fr'/jd p. # rs
a P.ris llj rs. par franco
a Lisboa 95 de premio.
Desc. de lettras de boa, firm>s I '/, p.*/a
*
. a 00 d
OuroOhcks l'espanhol.s
MoadasdaaftOOvelli. 16*100'
a de OjftOO nov Ifiimo
. de4?00n.....
Pralu l'ataces .......
a Pesos oolumnares...
a Ditos mexicanos ...
Inda
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Acres da comp.do Hrberibe de 50/000 r.ao par.
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DI ARIO DE m AMBCQ.
^yy-.LiJL-!-.'
EXTERIOR.
FRANCA.
*
BOETIJKT JDO JETERCfTO.
SUHMARIO. = Postos.
Em tima grande narflo, a organisagiTo do exercito
ronstittie umasoiencia queassenta toda em fados e
experiencias Cumpre combinar as licoos do passndo
com os melhoiamnntos to futuro. Ale hoje, talvez que
osorgansadnres"ou legisladores militares nada mais
lenham feitoquecingir-se quasi exclusivamente aos
registros do passndo. Convem, sem duviila, respei-
taraslrailicoes, porque encerram a ideia de duraciln
- conservaeflo: por mais respetaveis, portn, que el-
las sejaiii, iflo devom dominar asdoutrinas do mc-
hornnicnto.
A historia das inertes compOe-se de peripecias po-
lticas, ora magnificas e profundas, ora incsqiiinlias
e passageiras. Todas essas peripecias rea geni sobren
exercito, quasi sempre mais pela forca das cousas do
que pela propria voniade do legislador. Em vez do to-
mara iniciativa, e caminhar nusiulo pelas novas vias,
contenla-se elle, do ordinario, com sanecionar os
faclos cnnsii in mailns. Se em ludo isso algum progres-
sosodeslisa, be quasi por acaso. E, depois da paz,
quantos ensaios infructferos, quantos rodeios para
ebegar un alvo mais simples e mais saliente, nao
temes nos tesleniunbailo!
0 que be que falla ao poder? Certo no sito as lu-
zes.be a coragem. Conlenta-se qualquer com a repu-
la t; fio de hbil administrador, sem nem ao menos
pensar nos deveres do estadista.
Niiigucm ousaria boje crear utna lei militar. Li-
mita tn-se n addicionar alguns artigos aos antigos co-
ditos, a emendar algumas disposicoes. Tildo islo
pode ser bstanlo para o presente; mas o futuro, esse
dominio dos bomens por excedencia, fica na mais
profunda obscuridude. NSo nos inquietamos com o
dia d'amanaa, nflo nos damos ao trabalho de inda-
gar se os principios quo nos regem silo lllhos do
ideias e necessidades, inteiramente oppostas s nos-
sas actuaes ideias c necessidades.
Os pretendidos conservadores militares, que na
rerdaile nada mais sao que retardatarios, dizcm con-
iiiuanieiiie que seria perturbar a harmona do todo
o tocar em urna das partes do systema militar. Isso
prova que, em Franca, o administrador subslitue ao
organisidor, ao ministro e ao estadista. Estamos na
poca dos homens pequeos, dascousas pequeas o
das ideias pequeas. Ao laucar pela primeira vez os
olbossnbrea nossa instiluicao militar, qualquer que
nto fr ceg, reconhecera quanto nos domina a tra-
lict).
Tomemos un nico exemplo. entre mil a ollicia-
lidadode tim regiment.
Oque vemosabi?
Precisamente o mesmo que vira Vegccio nos exer-
citos romanos, ent urna poca que nlo era a mclhor :
Emprcgos abusivatnenle especiaos oque, de ne-
eccessidade, devoriam perlencer a todos; distineces
inuleis; profusilo de postos; funcgoes imaginadas
para ns postos, cm vez do postos creados para as
fuuceps.
Depois de haver demonstrado o mal, accrescenta o
antigoescriplor: onde esta, pois. a siuiplieidade, n
primitiva sobriedad, da organisaciio legionaria i'
A quilo intimo grao, pois, nao lica reiluzido 0 solda-
do que, para ser dirigido, precisa de ter, sobro si e
em tomo de si, superiores de tantos graos ?
lima langa escala de postos, ili/.ia por sua vez 0
commendador Vegecio, tem como consequencia ne-
cessaria o reinado de una intriga sempre activa,
sempre em guerra, no proprio lugar em que elle de-
via ser inteiramente dcsconbecido, n'um arraial,
n'tjm exereilo : be um mal a que jamis se lem dudo
a devida atlenyao. Ccm essa fieira, con; essa imilti-
ptlcidadc de poslos eexigeucias, qualquer boinem
jamis lw, por muito lempo, conservado no lugar cu-
jas i mnioes tem dcsempenliado bem : conservainlo-
si'-o, da-se-lhe um castigo; recompensando-se-o, pre-
judica-seo servit;o. Se por una causa qualquer, e tal-
vez mesmo por ter sacrificado seus inlercsses ao de-
ver, un Iioiiiem de ment deixar deixar de ser com-
prebendidoemuma proposta qualquer, essa primei-
ra injajslio produzir-llie-ba oulras niuitas ; elle
sempre licar mais atiasado, porquanto o intrigante
que liouver dado um passo o proposito, nilo mais
perder a vanlajnsa posicao. Essa ordem de cousas,
ou antes essa deaordem organisada be tilo funesta a
auloridade queeslorva, como ao muito que desa-
coro^oa, e ao sefvitjoque damnifica. Koi introdti/.i-
Ja na ailministraco por bomens fracos e do espirito
aranhado, incapzcs de bem conipiebender olixaH
ns funceficscssencines c realmente dislinctas da mar
china militar. Para escaparen! a urna vcxaeao conti-
nua, leini tiles estatificado regias minuciosas que a
rada passo silo forjados a violar, se bem que raras
vezes u favor to mrito (I).
O abuso dessa cmilinua fadiga tle promoeflo, sem-
pre estril e trapnceira, quando hilo positivamente
nociva, lie um tos grandes flagellos dos nossos mo-
dernos exercitos permanentes.
Muito mitigo lie esle llagello, pois que j Vegecio
lallava delle aos Romanos. Dissera elle a Valenliano
II, qne ordenara um precioso trabalho sobreoexer-
cilo, para resta bc'lecer a milicia: Quemas func-
ces superiores, qttr as inferiores, existem abu-
sos; pois que abi vejo um prefeito de legiflo, otitro
decampo eoutro de artfices, cargos edenomtna-
coes incgnitas nos bons lempos da milicia, em que
commandavam os tribunos (coronis, a
(I) Veja-se o geuerat l ariim-KUa, ArU militar, tu-
pio V
Apenas ti nbam os Ciegos tres classos de oflioiaes
os tlraleges ou generaos ; os principaes ofiiciaes que,
fora da lilheira, commandavam as grandes subdi-
visoesda pbalange ; a genle de lilheira, em fim,
ofiiciaese soldados. Esta simplicidade de maneira
alguma se prostav'a mesquinha e fatigante am-
IiqjIo.
Entre os Romanos degenerados, a multiplicidade
das funcc,cs superlluas provinha da immensa quan
lidade uc machinas que, pela decadencia darte,
substituiain o bomem.
Nos exercitos modernos, he devida k urna outra
causa essa nrodigalidade de poslos e funcgOes.
No niciado do seculo XV'H, no momento mesmo em
que um novo iliroito publico europeo, dito balanza
poltica, nascia da guerra de trinta annos, os gratules,
prestando poderoso auxilio ao parlamento, alaca-
vam o ministerio Mazarin. Concorriam a Paris os
genlisbomeus de provincia, trazendo apenas a capa
e a espatla. Aps do tiuque de Beaufort, do coadju-
tor de Retz, da duqueza de Longueville, dos duques
do La Rocbefoucauld, to principo de Cunt, dos du-
ques tle Vendme o Nemours, de Uoillon oTurennc,
viam-se os descendentes dessas rucas gticrreiras
sempre vivazes, apezar das profundas feritlas bitas
no feudalismo pelas cruzadas, e na nobreza pelas
guerras civis e religiosas. Urna porcilo desses gen-
tishomens, que se nao pode alistar na Funda, poz-
se sobas bandeiras de Conde, Cbatillon e marecbal
Crammont. Dissercisoue so operara a ultima o so-
lemne reuni&o dos lilhos tlacavallaria.
Em 1562, o combate do burgo Saint-Antoinc teste-
inuiiliou a mone da Eunda. No dia seguinte, lodos
os gentishornens dos dous partidos, mais pobres,
mais hatalliadorcsdo quentinca, estabeleeeram do-
micilio em Paris. J nilo linham tetras, ja naosi-
biam viver senilo pela espada.
Mais vidos que ambiciosos, voluntariamente tro-
earam a altiva independencia pela patente de ofiicial
de Sua Magestado. As secretarias do ministro multi-
plicara ui os lugares, pois que havin procis.lode mui-
tos, sendo comoeta necessario distrihui-los pelas
fundiblanos o pelos partidarios da corte.
A realeza reduzio os postos militares inoda cor-
rente, com que mais COtnorntl pnnaiianpin iln mo
rooon.peiia.m serviQos. Os ministros arruinaram as
casas independeules, condeninando-lbes os lilhos ao
luxo do exercito do entao.
Smente o arraial de Compigne, honrado pela
presenca da Senhora marqueza de Maintcnon Irans-
formara cm libres de lacatos e equipagens douradas
a antiga residencia, os feriis campos, donde ou-
tr'ora a altivez da nobreza atirantara o orgulbo do
rci.
Bem depressa pegn a moda. Nflo era do hom lom
quem nilo trazia dragonas dos regimenlosdeSua
Magestade.
Desenvolvoti-se o espirito inventivo das secreta-
rias. Entilo a ppa rece rain os postos sem exercicio, e
os exercicios com postos superiores; viram-se as
casas militaros de todos os principes, as guardas dos
ministrse dos cardeaes. Ilouvcram os arcbeiros da
manga, os ccm laneciros gentishomens, os gentis-
bomens da cusa real, os soldados de cavallara li-
geira os gentishomens archeiros, os mosque-
teiros negros e os mosqueteiros citizenlos. Cum-
pria satisl'azer a toda a gente e a todos os gustos.
Nos corpos privilegiados, bavia alferes que liitha a
groduacro de coronel Um ollicial-general comman-
dava trinta bomer.s. Cada um desses trinta bomens
tinlm a grailuagilo de capililo, ou de lenle, mas
mo commaudava a ninguem.
Em um da de balalha desappareciam os generaos
c os soldados,
Essa multidilo dourada 'que viva enlre a corte e o
exercito he, sem duvida, urna bella expresso do re-
g rnen antigo. OsSrs. bravos, galilea e espirituosos
ofiiciaes meditavam com Descartes, alferes de Mau-
ricio de Nassau, rimavajii com Elorianno, capilito dos
drages de Pentbivre, e sabiam morrer beroica-
mente com o cavallciro d'Assas nos campos de Clo.-
lercamp.
O ofiicial d'outr'ora apparccia-nns entro o princi-
pe .le Ligue, o cavallciro de BouftTcrs c o visconde
e Segur.
Nflo se faziam ofiiciaes para seguirem urna carret-
ra, ou exercerem una prolissflo. O nascimento da va
certa pOSrcflO na ordem social, e esta posicflo obri-
gava a tomar a espada A Kevolucao transformo!! em
obrigaeao nacional, cm de ver severo, aquillo que
uo era mais do que um pra/.er i.obre e glorioso.
O Imperio reduzio a una carreira immensa opra-
zcr c o dever. Um soldado se (izera roi, quando nilo
era mais que alferes. .
Hoje, as magnificencias de Rtchelieu a pobreza
sublime-de lloche, as fabulosas realisacoes dos so-
nbos do Mural nada mais silo do que recordares his-
tricas. Ii'ora em dianto o estado de ofiicial deve ser
urna proflssao, e prolissflo til, honrosa, estavel.
A RcvjIuco Iranceza supprimio os corpos privi-
legiados. Entilo pensou-se que os abusos linham
desapparecido. Como o cavalloiro Fiorianno ceder
ao cidadilo Augereau o posto quo oceupava no exer-
cito, eogenoralem chefo Cbampionnet desompe-
nhava maravilbosanieiile as func^Oes do cargo mili-
tar do marecbal Itichelieu, suppozeram todos que
vencer o inimigo era a cousa nica que restava a fa-
zer. O Imperio, talvez em muitas occasioes inspira-
do pelas recordagOes tle Luiz XIV, conservou ao cor-
pode ofiiciaes a primitiva consliluiciio, comadifTe-
renca, porm, de que era o principio democrtico
que prevalicia na partilha dos postos.
A Rcstauracflo, Itfgo no scu comeQO, vto-se na
obrigaeflo de multiplicar os postos. Pelo seu ridi-
culo, esta poca dispensa qualquer exame, qual-
quer conimentario.
A segunda Restauracilo, e Gouvion-St-Cyr em 1818,
apresentaram-semais prudentes. Mas nilo ora um
governo, cujo ponto estava no passado, que potlia
constituir o exercito sobro novas bases.
Sem incorrerem graves erros, poderamos desdo j
estabelecor os postos uteis e os superfiuos. Mas va-
mos fazer urna ubserva^iio que esta ao alcance de to-
dos.
Ha, em Frantja, fabricas em que trabalham oito-
ceutos operarios. Para dirigir todos esses hraQos e
mattler a ordem nflo ha senilo um director ou ins-
pector, e os contramestres A adminislracflo o conta-
bilidailo da fabrica estilu a cargo do um nico cai-
xeiro, quo ilesotnpeulia perfeitamento a sua mis-
sflo
Um regiment nilo he urna fabrica, bem o saho-
rnos. Mas se, na fabrica, deparassamos com tilo bous
principios, que., sendo applicados ao .exercito, tle
forma alguma olTondessem disciplina, a instruccilo
o a digiiiibnle njnlilur, deve-los-biauos dospre/.ar '.
Vt se esses principios fossem de immensa vantage.m
para os cofres pblicos, seria conveniente abando-
na-los?
He evidente que podem supprimir-se muitas das
rodas da machina regiment! com grande vanlagem
do aervico, da disciplina c do thesouro. A suspensflo
das proinotjtV-s poralguns anuos seria por si s mili-
to sunlciente, urna vez quo um muito cons'uleravel
augmento de sold que equivalessu quasi a sua ilu-
plicagflo, compensasso o atraso que dessa suspensflo
pro vi esse.
Os Srs. ofiiciaes superiores cujo numero dtminu-
isse, viriam a ticar, pelo exercicio de suas funccOes,
na esphera a que os chamasse a sua educacu; os ofii-
ciaes inferiores podoriam adiantar-se tanto quanlu
Ibes petmittissemsuas habihtacoes.
Desappareciam as especialidades, quasi lodas imi-
tis e nucivas. Jamis ver-se-bia um bomem ehegar
frente tos corpos pelo tortuoso e obscuro caminho
da infiuencia das secretarias dos ministros.
Poucos ofiiciaes superiores, mas de excellente qua-
lidade, instruidos, laboriosos, activos, e devidamen-
te remunerados pelo estado, prestarilo importantes
seiiITmonlo de dverseja desenvolvido pela propria
conlianca, com que forcm honrados.
He Iflo poderosa a infiuencia da disciplina, que
mediante ella, podo um lirado babil fazer mover mi
Miares de bomens, sem gritos, soin ameacas, sem es-
forco. ...
A multiplicidade dos poslos divide o poder, edivi-
dindo-sc, elle se enfraquece.
Do mais, nunca nos cansaremos d'orcpctir: Com
essa fieira, com essa multiplicidade de postos e de
exigencias, qualquer bomem jamis be, por muito
lempo, conservado no lugar cujas funcefles tem de-
sempenhado bem: conservando-se-o, da-se-lne um
castigo; recompensando-se-o, prejudiea-se o scr-
vi- iTradutido.)
INTERIrR-
COLONIA DE PETROPOI.1S.
(BXTBACTO 00 llBLUTOatO DO PBESIBFNTE DA MOVINCIA DO
BIO-DK-JA^tflRO, O SEIADOK AUHKLIASO DB SOUZA E OLI-
VKIBA COUTiailO, A' ASSEMBLK'A LEGISLATIVA MOVIN-
CIAL O 1." DE MARCO DE 1817.)
Na sessflo passada xpuz-vos longamcnte todas as
consitleraces por que o governo, us*do da facu -
datle que llio conceda a lei n. 226,tle 30 de mam de
(840, fundara em Petropolis o ncleo de urna colo-
nia : releva agora refer r-vos smenle as providen-
cias de ontilo para ca adoptadas para a manulenc.io
da mesma colonia, em conformidade do disposto no
art 9." da lei do orcamciiloem vigor ; e bem assun
inslruir-vos em resumo do eslado delta, segundo o
relatorio apresenlatlo pelo scu director em o I. de
Janeiro do correte auno, relatorio que julgo con-
veniente fazer imprimir. Sendo a colonia coinposta
de individuos das religiocs catholica e evanglica,
estando provida tle cura da primeira, mandei con-
tratar na Europa um pastor para as familias da se-
gunda, pois que o reverendo pastor da communliflo
evanglica, Fredorico Ave Lallomant. nilo pode con-
tiouara prestar seus servicos religiosos aos colonos
desta commtinbflo por depender da coinmunidade al
lemfla do Rio-de-Janeiro, que smente por seis roo,
zes Ibe bavia facultado licenca para esse fim. Igual-
menlo mandei vir um interpreto ao reverendo cuta
brusileiro, que, ignorando a Imgoa allemaa, nflo
pode prestaras suasovclhas todos os soccorros ocon-
solacoes religiosas de quocarecem, e cumpre llies
nao faltem. Encoinmeiidci tambom grande poreflo
de semcnles dos productos que a experiencia ton. ja
mostrado virem vantajosamotite nos terrenos de Pe-
tropolis, tacs como o linbo, o fono, o cenleio, e ou-
tros que com a cultura do cha, do batatas, do fumo,
da auioreira, e com os variados productos da horti-
cultura, bem como com os difierentes ramos tle in-
dustria queja abi comecam a desonvolver-se, po-
den, fazer, e certamonlc farflo prosperar a colonia,
sobrotudo depois que, concluida a estiada ta sirra
I Estrella, possam por ella transitar carros (o que
,,;,sta muito longo;, o estabelecid. iMWtfo
por vapor pola barra c no I.ibomerim, iiidep*ndcn-
te das nares altas. A exemplo de S. M. o Imperador,
muitos particulares all construom casas .de recrelo
e sade. A excclloncia do clima o das agpas, e a
proximidado da corle para alli vflo ja chamando po-
pulacho, industria e commercio; mmlos productos
da colonia l mesmo j acham cxtracco, e o valer
que tcem hoje aquellas Ierras,tidas, anda ha pouoo,
por i un lei s,despiezadas,a liona m tacs assereoes.Trans-
creveroi aqu a este respeito o seguinte trecho do
relatorio do director : Aprcscnto-nio, diz elle, ufa-
no pranlo V. Ex. pelos resultados al ao presento
obtidos com a colonia de Petropolis. Terreos
que a ignorancia e a rutina apregoavam como in-
fructferos, e que portanto jaziam perfoJUmente-
imitis na viznbaiica da curte imperial em um cli-
ma delicioso e n'tnna posieflo tas mais comraor-
ciaes, stibiram boje a um prcen realmente mara-
vilhqao, e tle modo que bastara s essa circums-
. lamia para que o colono que S. M. I. agraciou com
um prazo se podessejulgar feliz.
Tamhcm be geral a salisfaco e contonUmento
dos colonos, o que contrasta singularmente com *s
absu-das calumnias que a inveja c a perversidade
acarrelam contra a ftindacflo desta colonia. Anda
nilo vcio a Petropolis urna s pessoa bem inten-
a ciiiua la o desprevenida, que nflo se rclirasse en-
thusiasta. Cottiio resta circumstancia, o persua-
do-me quo as vozes desles visitantes imparciaos,
mclhor to quo a minba, restabelecerflo a ventado
tos factos, e destruirflo linio quanlu indevidamen-
te so diz no Brasil, c na propria .Mlemaiiba, da
colonia de Petropolis-
Soffreu essa colonia, na vcrdatle, cm principio
aquellas contrariedades inevitaveis a familias qae
emigra ni do sen para outro paiz, o que liveratn do
descortinar malas virgens, o construir ellas mesmas
as suas hahlac,oos A m estacan em que chegaram,
e o typbo de que veio einpeslado um dos navios que
as trouxeram, concorreu lainbcm para que fosaem
ccfadas algumas victimas, pala maior parte enan-
cas. A minuciosa estatistica da colonia quecos,
a presento no quadro ,D) junto a esto relatorio, mos-
trando a poca, o numero e a idade dos mortns des-
de a chegada dos colonos a este porto, e bem assim
muitas oulras citcumstancias que no dito quadro se
ohservam, cxplicam o contentamento manifestado
hoje pela cotona, c por niim observado as visitas
que tenlm tido jior c^ivvj^nioyt.fnZerlr^t.cMu .-
lorecer em si mesma aos seus povoadores recursos
sulucientcs, se nflo pa.ra cnriquecerein.ao-menos pa-
ra viverem na abundancia o independencia queda o
trabalho no nosso paiz, anda assm ella era de gran- ,
de vanlagem, considerada debaxo de muitos pontos
de visla como sempre a cncaroi. 0 exemplo dado
porS. M. o Imperador, de dividir em prazos as Ier-
ras ta imperial fazenda tio Corrego-Secco, e atra-
las a familias livres queos cultiven) em utiiklado
propria e do imperio, va i sendo felizmente imitado.
Ja lavradores.ou propietarios do terras,que,Sntinua
a caresta e falla de bracos escravos, ou conhecenda
melhorseus inleresses, vflo querendo mudar o mo-
do tle as possuir.leem feilo com o governo geral ajus-
tes para contrataren) com os colonos recem-chega-
tlos a venda ou aforameiito do suas tenas, dividin-
do-as em prazos, a exemplo do que so praticou cm
Petropolis. Quando as leis geraes convidam a ciui-
gragflo, (sentando dos dircitos do tonelagem os na-
vios que Importaren) ceno numero de colonos, o ox-
mplo de Petropolis he sem duvida de muito grande
alcance. Alli acharflo tamben) os colonos recom-
cbogados um ponto do reuniflo em boin clima, onde
parando, e talvez ganbando alguma fortuna, obser-
ven) o paiz, e procuren) depois deslino que mais lites
couvenba. lio igualmente um viveiro mili prximo
da corle onde os particulares cncoiitram ofiiciaos de
ollicio e criados, cujos servicos coiilratem, como es-
ta acontecendo.
Emquanlo nilo he possivel cslabelccera colonisa-
eflo em poni grande por meio da venda de trras
tievolulas (queja silo poucas as proximidades das
povoacoes e mercados depois de medidas e demar-
cadas, no que llavera mus demora e difilculdades do
queanlolbainos que insisten) por este systoma ex-
clusivamente, a tentativa tle Petropolis vat ja apo-
sentando resultados vantajosns. Anda a exemplo
lella os Sis. Kalkman o Koeler so propoe organisar
urna companhia que, comprando trras as proxi-
midades dos povoudos, as dislribua em prazos aos
colonos que vierem chegando espontneamente, ou
nie a mesma companhia mandar convidar na Alte-
inanha, encaminbandoassim o regulansando a emi-
Braeflo para o imperio. Nflo Coi de outro modo que
ao nrincipio foi ella cncaniinbada para os estados da
Uniflo Americana. Tonbo toda a esperance deque a
sement plantada em Petropolis em ponto ."" pe-
queo se propague o fructifique. A cooma, como
o m stra cfdiloquadro.D ten. sido muitoi .ugmen-
tada pela a.lmissflo que nella ordenei de multas fa-
milias recem-chegadas, e livres do qu.esque com-
promissos, por terom pago ellas inesmaa "
naaaaaena Muitas se apresenUram nestas circums-
a,; as. mass fora... ^'lli.,'V^,;r:rqJ^;
idministracilo da casa imperial poda aforar lerraa
c s n.esm s vanlagensque aos primeros viudos
e ou" oTnuiam da Allemanha recommendacOes ao
director, ou eram prenles o amigos dos colonos j
stabe cidos em Petropolis, os quaes so compro-
nSttonWMpWlwoS suaslubitacoes, eaco.d-
uva-las na factura de suas moradas, sem mais onus
p.ra a adminislracflo publica. Essas novas familias
sendo assim escolbidas, fazendo urna boa parto da
colonia, muito concorrem para a boa ordem e desr
cnvolviineiilo della.
Na instituitjflo da colonia foi indispensavel que os
prazos ruraes concedidos aos colonos agrcolas quo
acabavam de ehegar em tilo avultado numero, fos-
sem de &0 bragas de frente o 100 de fundo, porque a
concessfto de superliceis maiores duplicando, ou
triplicando as distancias, duplicava, ou triplicava
laubein os trabalhos de aberturas de picadas, as
facturas decaminhose pontea, as demarcasoes, etc..
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edissominandomals os colonos, diflcultava-lhes lo-
dosos recursos da divida, do commereio, do curati-
vo,, da relgiiTo, ilo ensinnc Irabalhns pblicos Fo,
pois, neccssiiladc imperioso nlo ampliar milito esse
prazos. Hoje, porm, truo todas as fnmilins estilo
assenlailas. mandn S. M. o Imporrdor pola mordn-
miade sua imperial casa autorisar o director da co-
lonia a ceder novos prazos de 20 mil bracas superfi-
ciaes, o a onmplelar por meio de nm segundo prazn
de 15 mil bracas a mesma pnrefo de trras aos pw-
suidores de prazos primnrdiacs. Esta providente e
generosa medida tem preenchido a unica falta riie
pessnasjudicinsas achavam no assentamento do co-
lonia petropolilana ; porque pOo o colono em estado
de poder mais largamente estender sua lavoura, e ter
pequeo pasto grammado para sustento de seus ani-
maos vaceum, cavallarou langero reclamando ella,
porem, a continuaefio da abertura de caminbos de
carro atoaos confinsrta colonia, efactura das pontcs
necessarias, assim o ordenei.
Julgo conveniente transerever ainda aqui um pa-
raerapho do mencionado relatorio do director desta
colonia, fiennis de enumerar lodos os productos a-
gricolasquc dilo-se excelentemente em Petropolis,
de chamar a atlenco do soverno para os resulta-
dos ja obtidos c comprovados no quadro(IV conli-
nua Se alcucm tem posto em duvida a qualidade
agrcola da colonia de Petropols, ninguem poder*
negar que ella tem lodos os caracteres de essen-
" calmente industriosa A posicito de Petropolisna
proxmdade do erando mercado da corle sobre a
estrada peral de Minas, a facldade de transportes
que a estrada nova e as barcas de vapor Ihes hilo
de prestar, sen clima fresco e sado, sua abon-
> dancia de lenhas e maderas preciosas, a bondade
ea multiplicidade desuasagoas, eujos volumese
numerosas quedas prestam os motores mais eco-
* mmicos, a facldade do ohter terrenos, a barateza
das conslruccfles, a enmmodidade de alugarbra-
eos intelligentes, tudo concorre para tornar um
da Petropolis o theatro das mais variadas ndus-
trias e artes. Poueos silo anda os eslahelccimen-
tos desta natureza : otem|io, o com elle a refula-
Qilo das mais absurdas mentiras quo contra Pe-
tropolisteem sido propaladas, remedanlo essa fal-
<( ta com usura. Almdo engenho de serrar queS.
M. I po.sue em Petropolis, o que pOe em movi-
" monto seis sorras verticaes o urna circular, existe
(distante desta) outra empreza de um colono, a
,( quem V. Exc. se dignou mandar coadjuvar com
um emprestimo sem tire de um cont doris.
Eslabeleceu-secm Petropols um negociante al-
lenio que se retirou docommcrco, cerno intii-
to de criar bichos de seda Rile ja plantn grande
porcilo de amoreiras, e possue avoltado numero
de bichos italianos, francezes e brasileiros ; o pre-
para-so para ampliar sua empreza com o cresci-
menio lasarvores. I)iz-me esto intelligento em-
presario que, alm de crescer a amoreira milito
rpidamente em Petropolis, elle notou que os bi-
enes nasciam mais simultneamente do quo na
corte, ou cmbaixo da sorra, c solTriam menos das
trovoadas, as quaes, como he sabido, silo menos
frequentes e fortes no alto da serra do que nos lu-
gares citados.
Outro colono, condjuvado por um negociante do
llio, emprehendeu urna fabrica de cerveja que osla
em andamento..Quijos, fabricam a potassa, e um
ros, ferreros, marecneiros, trabalham cm cinpre-
zas propras o por contado particulares. Nilo nien-
o cono aqu as casas de negocio senlo para lamcn-
taroseu demasiado numoroque esta fra do toda
a proporcilo com a povoaQilo, e parece-me que s
a imposiclo do tributos poder diminui-lo Mui-
tos mestres carpioteiros o pedreiros dodicam-se
a tomar aqui de empretada qualquer predio quo
seonerecaa fazer. Tamhem j se dedicaram al-
o guns colonos ao transporte do material, e espeo
a almente das madeiras, construindo sua custa
ti carros propnos usados cm Allemauha, do que re-
sultou baixar um terco a despoza que se faza com
o csses transportes: applicam-se outros ao fabrico
a detaboiiilias para temados, i moda da Suissa e
dos Estados-Unidos, e ha entre ellos perfeitos co-
c brnlores de zinco o funileros que exorcem a sua
prolissio: alni da caixa de soccorro, das escolas
e igrejas, tem mais os eolonos outro ponto do
a cenlralisacilo quesiioos bens communs que elles
possuem. Sobre representacilo minhaaoExm. Sr.
a mordomo actual, dignou-sc S. M. o Imperador
mandar conceder aos colonos ditas porgos de
terrenos de 80,000 bracas suporficiaes cada urna,
n para pastos e usos communs. Cada um ilelles esta
llISCIXLiYEA.
ABORTO MONSTRUOSO.
. O Diario de Avisos de Barcelona rofere o facto com
os seguintes pormenores Tendo-se espalhado ne'stes
iltimos dias, que urna mulher. do bairro de Garca,
extramuros da capital, tnha dado luz nove llhos,
tratamos de averiguar a noticia, c colhemos o so-
auinte: Antonia Sala, de 21 annos de idade, casa-
da com Jos Soler, vndo de Tarragona, ochegando
prximo de Barcelona no da 29 de setembro ultimo,
deu luz novocriancas, perfeilamonte formadas.'mas
todas moras. Trouxe-as at Sans, onde as dcixou
om consequencia do mo cheiro que deitavam. A mili
cahio de cama ; mas sobreviveu, e acha-so restabe-
lecida.
&c. Os seus fundos esgotaram-se, e sem embargo
trabalhou como um negro aqui e all durante muitos
das, al que prvido de dinheiro novamente sepo/
acaminhodeTroy, em cujo ponto vio cordados os
seus esforcos, adiando inesperadamente Metzguer
A testemunha osoccorreu com algumas quantias por
o haver encontrado muito apurado do recursos, com
um desapego e caridade pouco commum.
i Do Mercantil].
RASGO DE EXTRAVAGANCIA.
Quinta feira ultima,, o Sr. Bertaux, encarrogado de
accendor e apagar os reverberos do gaz da praca dr>
Concordia esuas vzlnhancas, foi as 5 horas o meia
la manhfla apagar os da ponto da Concordia, ecn-
ciiNtrnu na borda exterior do peristilo um liomem
acocorado, inteiramenle n e descalco. 0 goneroso
Bertaux o fez sahir iinmcdialamento daquelle lugar,
ileu-lho urna dassuas calcas encapote, eo conduzio
ao posto do pavilhiio Mortfontano. O brigadoro da
guarda municipal llie perguntou a causa do ter sido
encontradodaquella nianeira.eentilo rospondeu oha-
mar-se R..... que vivia na ra de Crox des Pelits-
Camps, numero 23, que eslava empregado em una
.iiliiiinisii'.ie.Mi iie Diimiliiis que acabava de receber
a sua quitea, e que ao passar pela ponto da Concor-
dia meia noite, havia sido assaltado por uns mal-
foitores quo o despojaran! do tudo tirando-lho o di-
nheiro que levava, e alando-o do ps e mitos. A inco-
herencia das suas respostas fez duvidar da verdade
dosla declaroslo, e chegando dahi a pouco um rapaz
deqiiinze anuos, seu filho, quelhe trazia um vestido
completo, se souhc que o infeliz padeca de alliena-
i'i'in mental. He possivel, porlauto, que elle mesnio se
despisscearrojasse para o rio os vestidos. O assump-
to ficou nesto estado.
COMMfc*. 10.
DESCOBRIMENTO INTERESSANTE NA LITERATU-
RA RABE.
Refere o bario de Tlane, cm urna carta dirigida
socicdailo asitica do Pars, com data de 14 de feve-
rciro do correnle anuo, o precioso adiado por elle
feto na bibliolheca deKoprili dolivrodeCodoma,
citado por Edriso no prefacio da sua gcographia. O
lvro lio ilo 3 seculo, e por consequencia mais anti-
godoi|iie (iiiisi todas as obras rabes que possui-
mos: o que, porem, Ihe augmenta o merecimento silo
as materias de que trata. O autor, empregado pelos
califas, escreveu o seu livro com o nm de instruir os
seus subalternos. Anda se nfio deparou com o 1.
voluine; mas o 2. versa sobro guerra, nifecal, the-
souro, correspondencia, &c. Passa em seguida a
apresentar as formas dos documentos e diplomas, a
fallar de todas as ostra.las do imperio, indicando-
Ibes as distancias, do quanto devo cada provincia pa-
gar, assim em gneros, como em dinheiro ; e dis-
corre incidentemente, e em ppucaa palavras, sobro
milica." Dalinamenfe'imporailtS fi8iiaS,ilt5,,25,.i.=
uns do imperio edasnacOes vizinhas; faz observa-
?0es neracs sobre ospaizes subjeitos ao Charadich,
aochor, eaoKatarya: linalineiite he urna perroila
noticia do imperio. Tem um extenso capitulo sobre
a historia das primeiras conquistas rabes, o com
mais parlicularidade a respeilo do. valle do luto.
O inamiscripto hu apparenleinente do seculo VI,
o copiado piovavelmeiite de algum manuscripto
cuheo. r
situado em uina extremidade da colonia opposta,
* e nos directores da caixa de soccorro incumbo sua
adininislraefo. Com tssa generosa permissilo de
S. M. I. ficou ainda mais bem remediada urna das
principaes fallas da colonia. As tabellas estalisti-
x cas adjuntas apresentain o resumo do estado da
a caixa de soccorro. Muito se tem feito em abertura
de caminhos, eem factura de puntes por dentro
da colonia; mas muilo resta ainda a fazer para
que todos os quarteires tenhan as necessarias
vias de transporte at aom do seus limites e en-
Iresi. Esses caminhos podem-se dividir em duas
classes, segundo o seu im : a primeira, tem por
objectoo transporto dos productos da agricultura
e industria, e silo abortos collateraes a todas as
agoas, e tao planos como he possivel, destinados
a ao transito de carros; sua largura varia entre 16 e
20 palmos (para o futuro serAo mais alargados) ; a
segunda classe silo meras vias de coinmunicacffo
ntreos quarleirOes.e nemsempre podem ser tao
planos quanto he preciso para uso de carros; silo
* destinados para o transito de cavalleiros, e por
issos leem de largura entro 10 e 15 palmos. A ta-
bolla estalistica (o quadro I mustia o numero do
bracas correles de caminhos foilos e por fazer,
assim como o das pontos .'ilenlro da colonia), e
c bem assim os trabalhos latos pelos colonos da es-
< trada nova da Estrella, que corta a colunia, o nu-
mero das escolas provisorias, o dos meninos de
ambos os sexos que as frequontam, o dos quartoi-
< roes em que esta dividida, o dos hurgomestres de
cada quarteirflo, etc.
Alcm das cinco escolas existentes nos centros dos
pontos oppostos da colonia, as quaes os meninos
de ambos os sexos aprenden em alloman a Icr, es-
crevere contar, acabo de croar all duas escolas, uina
do sexo masculino, outra do femiiiino, onde os que
ja v.1o fallando a lingoa nacional iiclia aprndanlo
quo em nossas escolas se ensiua.
[Jornal do Cvmmercio.)
jmiio n i'Kimaiiiico.
HECIFE, lt DE AB1I1L DE lt7.
A assembla deixou hoje de traballiar, por falta de
Biembros om numero auOlciente para formar casa.
PROCESSO SINGULAR.
J annuncimos que o governo francez pedio ao
dos Estados-Unidos a o troga do notario de Sarre-
guorwinea, chamado Luciano Nicols Metzguer, ac-
ensado do falsidade no exercicio de suas fuuceoes,
de quebra fraudulenta, e abuso de conlianca. Metz-
guer refugiou-se nos Estados-Ulil los, e foi deseo-
borlo o preso em Nova-York; o tribunal da polica
entendeu no pedido da entrega, eos debates dura-
rain desde 29 de setembro at 9 dooutubro; Metz-
guer negou-se a responder aos interrogatorios. O
tribunal deva resolver dentro em poueos dias.
Entre astcstemunlias inquiridas soencontrou urna
das victimas de Metzguer, o que suscitou- em exte-
rno a allcncflo publica. Um diario francez do Nova-
York, fallando do processo iiioire o extracto so-
gunte :
Muitas pessoas soapresentaram a fazerdcclara-
Qes: o tribual fez sabir para um lugar immediato
as que deviam sor depois examinadas, o ficou s-
mente Jos llharst, o qual declarou que perfeilamon-
te conhece o acensado por Luciano Nicols Metzguer,
ex-notario em Franca. Ha dous annos que o conhe-
ce, o procuiou-o como tal notario repetidas vezes
Em luis de Ui3 diri^io-se a Metzguer para que Ihe
emprestasse 20,000 francos, e para este efeilo Ihe
fez uina obrigaco com hypotbeca, a vista do que
Metzguer prometteu faciiilai-lhe os ditos fundos.
Passaram-se muitas semanas sem que ocumprisse,
allegando que tinlia encontrado os 20,000 francos
eos havia posto em circulado; porem que prompla-
menleosentregaria.
Cansado de esperar a testemunha amoacou Metz-
guer com recorrer ao procurador do ri; o notario
assustado sabio de.Sarreguewinos om 5 de fevereiro
de 1844, sob pretexto de ir a Motz a negocios parti-
culares, e iiilo voltou. A lestomunha jurou de perse-
guir Metzguer ainda que o nlo enconlrasse em dez
anuos. Munido do passaporles e dos fundos necessa-
rios, deixou sua casa e familia e emprehondeu a jor-
nada Ao chegar a urna hospedara de Sarrelonis en-
controu o primeiro indicio, leudo o livro dos viajan-
tes, no qual reconheccu a Icllra de Metzguer em um
noine supposto. Iiiforinou-so : os signaos que Ihe ite-
ran correspondiam exactamente aos de Metzguer,
oei-lo coi rendo em busca do notario: passou sucecs-
sivamente a Mayenza, Dildorf, Bruxollas, Malinas,
Ainsterdam, Rotterdam, Haya e Londres.
\esta ultima cidade perdeu-lbe a pista ; porem nflo
tardou que achasse novos indicios, o marchou para
Never, ondeembarcou para os Estados-Unidos. Che-
gou a Nova-York, eencontrou nos registros de urna
hospedara a mesma forma de lettra que o havia
guiado na sua primeira cxpedicQo. O nomo era tam-
bem suoposto, e o que o usava tinha sahido de Nova-
York ja havia algum lempo. Sem embargo, a testo-
uiunha nlo dosanimou, e emprehendeu com delira-
do animo as suas pesquizas; pondo-se a caminho e
Alfandega.
RENDIMENTO DO DA 15. ,.......... 3:738,279
Detcarregam hoje 16.
Brigue larmoulh carvlo.
Brgue Centurin-- idem.
Brigue Gowpertwaite farinha, bolacha e barricas
abatidas.
IMPOUTACAO'.
Centurin, brigue nglcz vndo de Londres entra-
do no correnle mez, consignado a Deane Youle &
Companhia, manifostou o sogunte :
5 barricas graxa, 5 ditas tinta; a A. Howie& Com-
panhia.
100 barricas cerveja; a Le Bretn Seharamm &
Companhia.
1 caixa ohjectos para escriptorio; a Lattam & Hb-
bert.
4 caixas cobre, 1 bai rica pregos de cobre, 30 ditas
salitre, 60 ditas alcalrnn e pixe, 1 caixa brim, 12
barricas oleo, 1 fardo flo de vela; a J. Crabtree &
Companhia.
150 barricas cerveja, 1 omhrulho 1 relogio ; a Fox
Brothers.
20 barricas salitre ; a V. Bravo & Companhia.
25 caixas e 21 meias ditas cha ; a Deane Youle &
Companhia.
4 funios de ferro e mais pertences, 4 caixas de co-
bre; a Companhia de Beberibe.
3 caixas fazendas de algodiio, 17 fardos ditas dito;
a F. G. de Olivcira.
1761 toneladas do carvo ; a J. B. Moreira.
1 caixa ferragens; a ordem.
. Consulado.
RENDIMENTO DO DA 15.
Geral..........
Provincial......
Diversas provincias
3-881,873
1:703,850
138,465
5:724,188
,1lo\ iiiicnlo rio l'orlo.
Navioi entrados no dia 15.
Terra-Nova, 35dias, brigue inglez Clutha, de 170
toneladas, capitilo William Cunningham, equipa-
gein 11, carga 2,468 barricas de bacalho; a Me.
Calmont & C.
Trieato por Malaga, 98 dias, e do ultimo porto 37,
polaca sarda Ernestina, de 176 toneladas, capitilo
hi.owt ot,ivi.iuia, v,HuiP.B.. n. P,r ue trigo ; a Jos Joaquim deOliveira.
Barcelona e Malaga, 45 dias, o do ultimo porto 31,
brigue hespanhol Emprehendedor.ila 244 toneladas,
capitilo John Molina, equipagem 13, carga vuho e
iizoite-docoi a Manuel Joaquim Ramos e Silva.
New-Zealand polas ilhas de Faulklard, 6 mezes
e meio, e do ultimo porto 44 dias, barca ingleza
Slralhosta.e 387 toneladas.capitflo Theophilo liea-
le, equipagem 23, carga maslareos e vergas para
o governo; ao capitilo. -Vem com agoa aberta.
Parahiba, 4 dias, hiato brasileiro Tree-Irmos, de 32
toneladas, capitilo Florianno Jos Pereira, equi-
pagem 3, carga toros de mangue ao capitilo.
Mar-Pacifico, leudo sahido de Edgartown ha 24 me-
zes, galera americana Ocniulgie, do 458 toneladas,
capitilo Fredorik D. Manlor, equipagem 34, carga
azeite de peixe ao capitilo.
A'avi'o sahido no mesmo dia.
New-Bedford, barca americana Science, capitilo W.
H. Wood, carga a mesma quo trouxe.
Observando.
Arribou o hiate brasileiro Santo-Antonio-Flor-do-
Rio, capitilo Thomaz Gomes do Almeida, que tinha
sahido ante- bontem para Una.
20 Jo.lo Delgado Bezerra.
21 Francisco Beronguer Cesar de Andrade.
22 Manoel Cosme Ferreira.
'XX Joaquim Jos de Mello.
94 Francisco Guedes Alcanforado.
25 Com. superior Francisco do P. C. de A. Lacerda,
26 JoSo Tavarcs.
27 Capitilo Manoel Joaquim Paes Sarment.
28 Ricardo Pereira Bezerra. -
29 Hanoe! da Fensccs G*Mo.
30 Jos Pedro Carneiro da Cunha.
31 Basilio Comes Pereira.
32 GoncalnFialbo da Silva.
33 Tencnle Antonio Pereira de Souza Barroso.
34 Jo.lo Dias l.eite.
35 JoiTo Lins Antonio de Albuquerque.
36 Francisco Xavier Cavalcanti de A. Jnior.
37 Tenente-CornnelFranciscoXavierCavalcantidcA.
38 Jos Moreira de Carvalho.
39 Vicente Joaquim Pereira Maior.
40 Jos Barboza da Silva.
41 Manool Alves Pragnna.
42 Manuel Ignacio da LUZ.
43 Geraldo do Siqueira Varojilo.
44 Chistovno Jos Ta varos.
45 Valentim Alvos Pragana-
46 Jos Fabricio.
47 Joito Marques Bacalho.
48 Jo.lo Lopes Vidal de Siqueira.
Os quaes hilo de servir durante a referida sessflo,
para o que silo pelo presento edital convidados; de-
vendo comparecer, assim como todos os inleres-
sinlos, no (lia e hora designados, sobro as penas da
le, se faltaren).
E para que choguc a noticia de todos mandei pas-
sar o presente que ser publicado e allixado nos lu-
gares mai pblicos deste termo.
Iguarass, 29 do marco do 1847. F.u, Adolpho Ma-
noel Camello de Helio e Araujo, escrivilo, o subscrivi,
Antonio Trisito de Serpa BrandSo.
Pt'cliiNti'es.
Editaes.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade, oficial da im-
prrial ordem da Rosa, cavalleiro da de Chrislo, e ins-
pector da alfandega, por S. M. I. que Utos guar-
de, etc.
Faz sabor que, no dia 17 do corrento, se ha de
arrematar em hasta publica, porta da alfandega,
urna duziadc loques no valor de 110,000 rs., impug-
nados pelo guarda l.uiz Bezerra Monteiro Padilha,
no despacho por factura de Avrial Irmlos, sob n.
3971: sendo a dita arrcmatacSo subjoila a direitos.
Alfandega, 15 de abril de 1847.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade.
0 Dr. Antonio Tristdo de Serpa franddo, juiz munici-
pal nesla villa de Igunruss e seu termo, por S. M. 1.
e C. o Sr. Pedro II. que Dos guarde, etc.
Faco saber que pelo Dj. Vicente Ferreira Gomes,
juiz do dircito interino da primeira vara do crime
da comarca, me fra feila a parlicipacilo de haver
neste termo convocado para o dia 19 do mez de a-
bril prximo futuro, pelas 9 horas da manhaa, a pri-
meira sessilo dos jurados destoanno, e procodeudo-
se ao sorleio na forma da Ici, sahiram sorteados os
48Srs. queseseguom: -
1 Y cente l.uiz Soulu Maior
2 Manoel Jos de Albuquerque.
3 Manoel Lobo Barreiros.
4 Jos Pereira Maitius.
5 Tenenle Antero Jos do Mello.
6 Antonio JosdcMoura.
7 Major Manool Juli0oda Fonseca Pinh.
8 Ce moni i no Duarte de Santiago.
9 Major Joflo Dourado de Azevedo.
10 Gapilfio Joaquim Jos Pcssoa de Mello.
11 Simulo Corroa Berenguer.
12 Manoel Netloda Silva.
13 Deodato de Medeiros FaicSo.
14 Alteres Joaquim Jos da Fonseca Galvflo.
15 Miguel Joaquim Cesar.
16 Francisco das Chagas Barros Jnior.
ARREMATACVO QUE HOJE DEVE EFFCTUAR-SE
ANTE A THF.SOURARIA DAS RENDAS PROVIN-
CIAES.
As obras da ponte da cidade da Victoria, avahadas
em 7:576/000 res, sob a condic3o de principiaren!
dous mezes depois deassignadoo termo do contra-
to, e serem fcitas dentro do praco de 12 mezes, con-
tado de conformidade com o artigo 10 do regulamen-
to dasarrematagOes; com a clausula de serem feitos
os pagamentos na forma do disposto no artigo (5
do mesmo regulamento; e (cando o arrematante
responsavel pelas mesmas obras por tempo de um
anuo.
. O arsenal de guerra compra 10 toneladas de
carvlo de pedra e duas duzias de limas, sendo: cha-
tas meia duzia de 8 pollerudas, o meia dita de
7 ditas ; meias caimas meia duzia de 8 ditas o
meia dita de 7 ditas : quem taes gneros quizer
fornecer mandar sua proposla, em cart* fechada, e
as amostras, directora do mesmo arsenal at o da
16 (hoje) do correnle mez. Arsenal de guerra 13 de
abril de 1847. Judo Ricardo da Silva.
< > llliti. Sr. inspector nter i no do arsenal de nia-
rnha,torillo de encommendar para a Parahiba a ma-
deira de sicupira que precisa para ser empiiegada
na construcQflode nova barca de escavacHo polas
lormas que.exlsium no mesmo arsenal por estar
para sto autorisado pelo governo imperial, manila
fazer publico quo far o contrato le couipra-coni
aquelles Srs. que d'alli queiram remelto-la. ouflian-
da-la vir; devendo apreseqlar suas prospostns no
prazode 15 das contados de hoje para ser offec-
tuadocom o quese comprometa a vende-la de boa
qualidade o mais cm cunta. -- Secretaria da inspec-
cilo do arsenal de marinha de Pcrnamhuco 15 do
abril de 1847. O secretario, Alexandre Rodrigues
dos Anjos.
BBBEBDBBo
O caixa da companhia do Beberibe, leudo de pres-
tar contas administraeflo no da 24 do correnle,
roga aos Srs. accionistas queseacham em atraso,
hajam de completar as entradas de 80 por ccnlo at
odia 24, afio do haver tempo para se organsaro
balanco que deve ser apresentado em assembla ge-
ral dos accionistas no prximo vindouro mez de
mao. Recife, 9 de abril de 1847. -- O caixa, M.
G. da Silva.
Contrata-se, por um auno, a arrecadacito da
taxa de 20 rs. por balde d'agoa nos chafai izes da
praea da Boa-Vista da caixa da ru do Pires, e da
Soledade : os pretendentes pouem dirigir as ses
presoslas em carta fechada ao escriptorio da
companhia al o da 24 do correnle declarando os
seus fiadores. As propostas seio aherta^in pre-
senca da adminislracilo no dia 26, e se effccluar o
contrato com quem mais der e melhores garantas
ofTerecer. Escriptorio da companhia de Beberibe,
9 de abril de 1847. O secretario, U. J. Fernandts
Barros
Thettro publico.
Domingo 18, a beneficio da,primeira
dama Joanna Maria de Kreilas Gamboa,
se representar a grande peca a restau-
BAC*ft PE PEItNAMBUCO lOtal CX |)ll I.S.io doS
fiollandezes. Us inlervallos serao prcen-
chidos por dancasensaiadas pelo Sr. Exe-
quiel. A beneficiada supplica a indul-
gencia publica para una nova dama que
lar o papel de lacaia.
v 47 Senhorinho Mauricio Tavares.
I v le s -i i-'P ''i' ^"einna, '- 'tlshurg, Lou- 18 Manoel eimenta dos Santos
smlle, s.-Luu, Fort-Melinger, Hermanstadl, .. ,|,9 a Cavalcante Bezerra
Publicacoes Lilteraras.
Memorias histricas da provincia de Pernambuco, com-
postas pelo lente do eslado-maior do exercito, Jos
iernardo Fernandes Gama.
O 3. e 4." tomos destas Memorias, cujas estam-
pas jchegaram do Itio-de-Janeiro, hilo de serim-
preterivelmenlo distribuidos pelos Srs. assignanles
o mais tardar al o dia 15 de junbo .lo correnle auno.
O 3." tumo couclue a guerra hollandoza.
O 4." lomo conlm a noticia minuciosa dos fic-
tos nolavejs que tiveram lugarem Pernambuco, de- ..
pois da expulsao dos llollandezes; bem como : guer \I
mmm
-

MUTILALX)!


rteslruicilo do quilombo dos Palmares,.quo sus-
[a mais ile trinta anuos um govorno inde-
,'r.ndeiile ; revolugo, na qual os l'einausbucanos
nr'nderam um governador e capitflo-gciieral, o o fi-
;',., embarcar preso para Lisboa ; peste denomi-
z,mfl/e,-; tiro disparado contra outro gover-
11".! nr'e caiiitno-genoral; fgida dcsle despola anti-
" "erra cvil, denominada dos Mscales, pela
rio da villP do Recito, om 1710; posscs dos go-
vernaiiores capitiics-ec....->.-co... coaa .. cxuwuu..o
datas etc., etc., etc.
' 05-,''omo ser dislribu'do alfi fim doorren-
te a"subscreve-sc a doiismil riscada um tomona
oraca da Independencia, livraria ns. 608. Em junho
ftclia-se a subscripto, ea obra ser cntflo vendida
sos que nflo forem assignaotes por mais cincoenta
por cento.
Acha-se sobre o prelo o resumo de .arithmelica de
Jacroix, ea segunda edigflo do epitome de geome-
tra pralica, compoatos pelo profossor publico S. II
de Albuquerque. itecebetn-se assignaturas para estas AntonioTlves'Ja Silva',"T'ortuguez retfra-sc
obras na loja de livros da praca da Independencia,! para o Rio-de-Janeiro.
T- .8____-__
--Foiachada na botica de Vicente Jps do Brito A abaixo assignada previne ao rcspeitavel pu
urna ca teira: quem Tor se 11 dono, dando os signaes I bhco, quo ningucm compre a sen marido Jos Varia
tei ios, a recebera. Borges, eslabelerido com cncbeira na ra das Flores,
Precisa-se alugar urna casa terrea em boa ra
no nairro do Santo-Anlonio, cujo aluguel nflo ex-
coda de 10,000 rs.
Preclsa-se de um caixcro porluguaz, de 10 a 16
annos, que d fiadora sua conducta: ernFra-de-
l'ortas, no largo do Pilar, n. 17.
Joo Antonio Rodrigues, subdilo portuguez,
retira-se para Portugal.
I'recisa-se, para um engenho distante desta pra-
ca 9 legoas, de irm Portuguez de 40 a 50 annos de
idado. equecscrcva bem, para ser occupado em
caixeiro do mesmo engenho; d-se-lhe o sustento ,
roupa lavada e 150,000 rs. animalmente com Un-
i que 11B0 tenha familia: quemestiver nestaa cir-
cumstancias annuncie,ou dirija-se a ra do Collcgio,
venda n. 5.
. Na ra do Collegio, n. 15, primeiro andar, pre-
Cisa-se de um funileiro que tenha Ion menla para
Irabalhar de jornal, em um sitio parlo da cidade.
i
1
ns. 6 e 8, e na da esquina defronte do Collegio; cada
assignalura 1,000 rs.
Avisos marilitims.
_ Para o Ro-de-Janeiro saho o brigue nacional
Sociedade forrado de prximo e encavlhado de co-
bre e de boa marcha : para carga miuda e passa-
goros, ouescravos afrete trala-se com Amorim
Iranios na ra ila Gndnia 011 com Jos Fernandes
Colares, na esquina loja do ferragens hoje de Jo-
s Das da Silva ou com o capitflo Jeronymo Jos
Telles.
Al o im do corrento mez, pretende sahir para o
Havre o brigue francez Nelie- Mathilde, capitflo Guil-
bert : queni quizer ir de passageni, para o que tom
oxcellenles commodos, dirija-se a tratar com os
consignatarios, J. P. Adour & C, na ra da Cruz ,
n.2l.
Para a Babia com escala por Macci segu, por
estes dias omuto veleiro hiate S.-Jodo, por ler
quasi o seu carregamento prompto; ainda recebo
alguma carga miuda ou pa&sageiros: quem quizer
carregar ou ir de passagem, dirjase a bordo do
mesmo biale.
Para Lisboa, com escala pela iiha de S.-Miguel,
deve sahir, no da 18 do correnle, o patacho portu-
guez Tartaruga} recebe alguma carga para este ulti-
mo porto: quem nelle quizer carregar dirija-se a
francisco liento de Mcdciros, ou a Joflo Tavares Cor-
deiro, na ra do Vigaro, n. 8.
Para o llio-de-Janero pretende sabir com bre-
vidade o brigue Norma, e tflo breve quanlo possa re-
ceber o seu carregamento : o mesmo lem superio-
res commodos para passageiros c escravos: quem
pretender pode entendr-se com os consignatarios ,
Amorim Irniflos, na ra da Cadeia n. 45.
Para o Rio-Grande-do-Sul sabe,na seguinle se-
mana, o brigue 5.- Manoel- Augusto capitflo Manoel
SiniOes ; recebe esclavos a frete e passageiros para
o que lem os mulhbres commodos: quem preten-
der falle com Manoel Ignacio do Oliveira ou com o
capitflo na praca.
Para Lisboa sabe, com toda a brevidade o brigue
pui luguez HnOim poV ler a inaior paite da carga : quem
mi luetiO quizer caricgar ou tr de passagem trate
com orapltao Antonio Jos dos Santos Lapa na pia-
fa do Commcrcio ou com o consignatario, Thomatde
Ac|iiino Fonscca, na ruado Vlgarlu n. i'J.
I.e.to.
l.eilo de mobilia
Kalkmann & llosenmund farflo leilflo, por inter-
vencflodocorretorOliveira.da mobiliaperlenccnleao
Sr. 11 I). Kalkmann, prximamente retirado desta
provincia, eonsislindo em mesas de jantar, de jogo
e de meo de sala, sofas, cadenas, conimodas, lava-
torios, toucadores, quadros, etc., appareluOS para
mesa e para cKa,ditos do cristal, urna serafina, um
piano, trem de cozinha, urna carro de 4 rodas, algu-
mas obras do prata, dous escravos, o milit* flu-
tros objectos uteis o do gosto : hoje, 16 do corren-
le, as 10 horas da manhfla, no segundo andar da sua
casa commercal. ra da Cruz.

Avisos diversos.
AVISO PARA AS PESSOAS yUE TKNCIONAM
SEGUIR VIAGEM.
Na ra doangel, n. 9, contma-se a tirar passa-
portes para dentro e fra do imperio, e a despachar-se
escravos, ludo com a inaior brevdade, e por prego
muitocomniodo; do que ja se lem dado exuberante
prova.
Arrenda-se o engenho Macei, situado na fre-
gueziadelpojuca, na maigem. do ro, aondo se em-
barca a safra do mesmo engenho, todo de varzeas
boas, terraS tanto de plantagfln como do cercado, e
lambem se vende a safra nova: quem o quizer dirja-
se ao mesmo engenho, a tratar com o propricUrio
Filippe Santiago Vieira da Cimba.
Aluga-sc osegundoandar do sobradodarua do
Qucimado, n. 8: a tratar na loja do mesmo.
~ Pcrdeu-se, na tarde do da 14 do correnle, urna
caria (endo dentro 22,000 rs. : a pessoa que a achou,
lendo consciencia c querendo entregar procuro a
Zeferino de Oliveira Souza na 1 na Augusta, n. 15,
011 no trapiche da Alfandega-Velha, que recbela
metade da quantia perdida.
Quem tiver um quarto ou loja de urna s porta
3ue sirva liara per um arranjo para sorveto no caso
e querer alugar, annurrcie.
Precisa-so do una ama que tenha inuito bom
leilo para criar um menino annuncie.
-- O abaixo assignado faz sciente ao publico que
dissolveu a sociedade que tiuha na venda da ra da
Cadeia do Recife n. 1, com Luiz Gonzaga dos San-
tos em 14 do crrenle a qual gyrava debaixo da
firma de Tavares & Santos; que indemnisnu ao
socio Sanios da sua parte do capital com que entra-
ra e de sua parle dos lucros, _por rouvcnc.au fcita
entre elles como consta do recibo; quo o abai-
xo assigiiado flcou com a venda, e.obrigadoa indem-
nizan, praca de todoodebilo contrahido poraquel-
la sociedade ; e quo sa elle compete receber todas
as dividas fiadas por ella, licando assim o publico
entendido que aquello socio nada mais lem com a
venda para que nflo possa fazer qualquer transac-
eflo em noineda socie.iade nem loceber divida al-
guma. 'Antonio Jooquim Tarare.
V
Anda se contina a alugar o segundo andar da
casa n. 17 da ra do Collegio proprio para fami-
lia : a tratar no armazem da mesma casa, ou na
ruado Vigaro, n. 5.
Sanios Barros & Companhia mudaram seu es-
criptoro da praca do Couimercio n. 4, para a ra
do Vigaro, n. 7.
Fabrica de chapeos de sol, no
. r'asseio-Publico, n. 5.
Nos te estabelecimento se recebeu urna poreflo de
chapeos de sol lurta-cores, da ultima moda do Paris.
O mesmo esta belecimento lem a mesma fazenda
para cubrir armagos com toda as galantarias pre-
cisas para as mesmas; lambem tein chapos de sol
depanninho, limito proprios para fcitorus de enge-
nho, por serem de muito boa fazenda o muito gran-
des pois teem a serventa para as duas estacOes de
verfloe invern : lambem se faz todo o qualquer
concert nos mesmo*, pois para isso lem lodos os
ncressai os e prometi toda a promptidilo.
A pessoa que annuncioii querer comprar duas
moradas de casas na Boa-Vista, querendo urna na
ra da Gloria, dirija-se a ra do Sebo n 13 Na mes-
ma casa cima compra-se urna mulalinbade 4a 5
annos.
Aluga-se um sitio na ra da Casa-Forte, com
gradara de ferro e copiar na frente, estribara e
muito boas acommodaces ; varias casas, tanto na
Campia croa da Casa-Forte, como na estrada do
Puco, por prego comniodo; o segundo andar do so-
brado amarelloda ra Augusta, rom inulto* commo-
dos; os terceiro e quarto andares o o armazem do
sobrado da ra do Amorim, n. 15 : trata-so no pri-
meiro andar do mesmo.
O abaixo assignado, nflo se lendo combinado
com o arrematante do imposto de agoa'ardeute, dei-
xa desdo hoje em dantede consumir o dito genero
na venda da ra do Collegio, n 11.
Jos Jnaquim da Costa Maciet.
--Antonio Joaquim Gomes da Silva, Portuguez,
relira-se para o Porto.
Antonio Jos Ferr ra Jnior c seu irmflo Jos
Antonio Ferreira reliram-se para Portugal.
Jos Joaquim da Silva Maya embareb para o
Rio-Crande-ilo-Sul o seu escravo'Domingos, crioulo.
A mesa regedora da irmaudade do Divino Es-
pirito Santo, tendo do fazer a festa do seu divino
padroeiro com a inaior pompa quo for possivel,
por isso convida a todos os professores de orcheslra
e armaeflo para no dia 18, as 10 horas, comparecerem
com as suas propostas no respectivo consistorio.
Themoteo Machado Moreira, Portuguez retra-
se tiesta provincia para o Rio-Grande-do-Sul.
O abaixo assignado faz sciente a esta praca que
de commum accordo com o Sr. Antonio Pereira da
Costa c Gama, que fui seu socio na loja do Atcrro-
da-Boa-Visla, n. 79, c com annuer.cia de lodosos
seus credores, desfez a sociedade; licando o di-
to Sr. Antonio Pereira da Costa e Gama ohripido a
satisfaztr todas as ledas, cenias e vales quejitevia
dila loja, debaixo da firma de Antonio Ayres de Cas-
tro & Companhia: e bem assim declara que fica sem
gerencia alguma na dila loja e desonerado do qual-
quer obrigaeflo a ella inherente. Antonio Ayres de
Castro.
D-sc dinheiro a premio com penhores de ouro,
mesmo om pequeas quantia* : na ra do Ran-
gcl, n II.
Precisa-se alugar, mcnsalmcnle, umpretoque
seja fiel, para servico leve de um armazem : na ra
do Trapiche, n. 34.
Joflo CardozodeMesquita retira-se para o Rio-
Grande-do-Sul.
Jos Ramos da Conccicflo embarca o. seu escra-
vo Joflo para o Rio-de-Janero.
Sabbado, 17 do correte, na audiencia publi-
ca queda o Sr. juiz da segunda vara do civcl, se
ha de arrematar, pela ultima vez ao meio dia, a
mobilia penhorada a Jos Firmino Alvos do Quintal,
por execueflo de J. Baptista Fragozo Jnior.
Joflo de Souza e Silva subdito portuguez re-
lira-se para fra da provincia.
JosJoaquim de Castro, tendo de retirar-se
para o campo por molestia roga aos Srs. que lite
devem hajam de Iho salisfazer no prazo de olo
dias. E quem sojulgarseu credor queira no mes-
mo prazo aprsenla!- Ma couta.
Deseja-se alugar um pequeo sitio na Passa-
gcm-da-Miigdalena,que tenha boa casa : quem o ti-
ver annuncie, ou dinja-sea ra das Trincheiras na
37, casa prxima a du escrivflu Reg.
Roga-se, pela segunda vez, aoSr. Joflo de Al-
meida Guimarfles o favor dse dirigir a ra Nova,
loja n. 11 ou declarar a sua morada para ser pro-
curado afim de liquidar sua Icltra de 270,000 rs.
de principal, e vencida em 8 de abril de 1845.
" Lima alfaiale,
un i na do Livramriito obrado n. 1 precisa de bous
ottii i:irs de seu oOicio c recebe apieudizes.
Precisa-se do um o(Hcal segeiro ou correiro :
no Atoiro-da-Boa-Vista,n. 52.
Na ra do Sfbo n. 3 da-se dinlieiro a premio
com penhores de todas as qualliladci, e em peuucuas
quanlias.
objecto algum ^!; seu cazal, nem com elle faga qual-
quer contrato que tenha porfirnaallieiiagAoile al-
gun bem do mesmo casal; pois que ella vai propor-
Ihc libllo de divorcio e desde ja protesta contra to-
da e qualquer venda, que elle fica. A rogo de minha
filha Florinda Mara Maor,
Joio Martins da Silva
Roga-se aos Srs. Manoel Joaquim dos Santos, An-
tonio Guilherine de Araujo e Diouizio Elario Lopes,
queiram por este Diaroaniiunciar as suas moradas, para
e tratar de negocios que Ihes diiem respeilo.
Offerece-so um rapaz brasileiro para caixeiro,
ou administrador de engenho ou mesmo para cai-
xeiro nesta praga : quem de seu preslimo se quizer
ulilisar dirja-se atrs da matriz, n. 16, segundo
andar.
Precisa-se de um preto captivo para o servigo
interno e externo do urna casa de um homem sol-
tero : no Aterro-da-ltoa-Visla, ti. 3.
~ D-se ilinliriio a juros subir penhores de ouro e
prata : na ra larga do Roiario, ao p dos Quarteis ,
ns. e ll.se dirri quem d. Na mesiiia casa vendein-se
ai seguintes obras de prata do Porto : una leiteira um
assucareiro um bule una cafetrlra, urna tigclla an-
da nova e muito rica, rom 1,400 oitavas.
_ Precisa-se alugar um sitio, com boa casa de
viveuda no lugar do BebcrUe: na ra Vclha, so-
brado n. 18.
Urna crioula quo lem bom leite, se oflerece
para criar: na ra Nova, n. 32, loja do ourves.
Joflo Antonio da Costa Pafmera subdito por-
tuguez retira-se para Portugal no brigue S.-Ma-
not'l-l'rimeiro.
Compra-so um|cavallo grande gordo, novo ,
bem possanie, bom carregador, passeiro, ou carro-
gador haixo : na rtia Velha, sobrado n. 18.
Cnmpram-se cdulas encarnadas de 90,000 rs.
com descont ; assim como lambem a Sagrada Es-
critura com notas : na esquina do Livramento ,
loja de 6 portas.
Compra-se cobro a 4ou mais por cento, para
troco: na ra larca do Rozarlo loja do miudeza* ,
n. 35.
Compra-se urna liteira em bom uso: na ra do
Crespo loja n. 4. de Joaquim da Silva Castro.
Perdcu-sc um relogio de ouro suisso peque-
no, com vdro no mostrador, do Poco para o
__Hccfe, as 4 horas da manhfla de 14 do cor-
rente. Adyei te-sc pessoa, que o achou, q ue, queren-
do resttui-ln, ser generosamente recompensada: e
lambem pedesea quem seja o dito offerecido para
vender-so de o apprchender e dar parte no Aterro-da-
Precisa-se de um pequeno, de idada, de 10 a 19 Boa-Vista, u 26, segundo andar, que muito se Ihe a-
nnos, para caixeiro; na ra larga do Itozario, n. 29. gradecera.
Collegio Santo^Antonio.
Acham-se em exerccio todas as aulas deste colle-
gio, cujoi professores silo os Srs. Manoel Mamedc da
Silva Costa, de primeiras lellras; I). abbade da Glo-
ria, de lalim c doulrina christfla; Eduardo Lepelly,
de inglez e francez; Joflo Vicente da Silva Costa, de
philosophia e geometra; Dr. Luiz Paulino Velez de
Guivara, de rethoriea o geographia. Os cursos das
qualio ultimas disciplinas estilo em comeco; e en-
sina-sea fallar, escrever e traduzir gramaticalmen-
te ingle/, e francez. Cada alumno externo pagara rs.
5,000 mensaes c adanla.los por unta aula; por duas
8,000 rs., o por tres 10,000 rs.
Benlo Jos de Andrade,subdito portuguez,reli-
ra-se para fra do imperio.
Antonio Marques de Oliveira, subdito portu-
guez, retira-se para fra da provincia.
Precsa-se de um bom oflical de latoeiro: a
fallar na praga da Independencia, loja de encaderna-
gflo, n. 12.
Jos Lopes Ferreira Ramos retira-se para Por-
tugal, a tratar de sua sade.
Aluga-se urna casa terrea na ra da Trem pe,
n. 13, com os precisos commodos para una familia:
quem pretender dirija-sea ra do Hospicio, n 56.
Contina a cnsinar primeiras lellras urna se-
nhora que j disto lem bastante pralica, e coinpro-
mette-se a instruir com proveto aquellas meninas
que Ihe forem confiadas, em leitura escripia, princi-
pios de arithmetca, bordar do toda forma, lavarinloe
doutiina christfla; na ra do Hospicio, casa n. 17.
--Aluga-se una negra muito boa cozinheira, lava-
deira de varrella e sabflo; cozinha e he apta para to-
do o domestico do una casa de pouca ou muita fa-
milia, menos para a ra : a tratar com Joaquim Jos
Lody, na na larga du Rozarlo.
-- Aluga-se urna loja em Fra-de-Portas junto a
intendencia, n. 120, aonde o fallecido Marcellino
leve um lalho de carne ba.staule'afreguezado ; assim
como lanibein se vendem os portences do mesmo la-
lho :a Iratarcoin 0 seu proprictario na ra da Ca-
deia do Recife, n. 6.
No primeiro andar da casa n. 7 da ra Nova ,
Irata-se radicalmente das molestias venreas, tan-
to antigs como modernas, por meo de um reme-
dio nflo mercurial cujo curativo se faz em poucos
dias e com pouco dispendio.
O doiilorCasanova, medico francez morador
na ra Nova, n. 7, primeiro andar offereco o seu
preslimo a todos os habitantes desta cidade e pro-
vincia : e sempre o achirdo piom|itoa reeeitar, cu-
rar e fazer todas as operages de cirurgia gratuita-
mente a pobreza.
OiTerece-se una pessoa liabil para
por ern da qualquer esnipturacao que
se aclie atrasada ou escrever aiiniialineo-
te em qualquer e.slabelccimcnlo : as pes-
soas que pretenderen),dirijam se ao A ler
ro-da-Boa- Vista, n. 38, queacharao com
quem tratar.
Peanle o Sr. doulor Nabuco.fuiz stipplcnte dos
feitos da fazenda geral arrematam-se 2eseravos
penhorados a Francisco de Carvalho Paesde Andra-
de, para pagamento da dizima da chancellara e
custas do juizo ; o que lera lugar boje 16 do cor-
rente, pelas 4 horas da larde a porta do referido
juiz.
Vendas.
... i
Comprus.
Comprainse cdulas de vio-
le mil ris, da eslamna encarna*
da, com al^um abale: na luja de
miudezas da ra da Cadeia-Ve
llia, n. 37.
Compram-so duas rotulas, em bom estado:
quem tiver annuncie, para ser procurado.
Compra-se cobro para troco, pelo prego que se
convencionar : na ra larga do Rozario botiquim
da Cova-da-Onga u. 34.
Comprain-se 2 bancas usadas cada urna das
quaes nflo exceda a 2,000 rs. : quem tiver annuncie.
Compram-se uns4 banquinbos que sirvam para
um menino sentar-so em urna mesa da altura de 4
palmos e meio : quem tiver annuncie.
Compra-so urna tipoia em bum uso : na ra do
Crespo n. 4, loja de Joaquim da Silva Castru.
Compra-se ouro, mesmo em obras quebradas:
na ra do R.ingvl, o. 11.
Compram-se moleques de 19 a 20 annos, e pre-
tas da mesma idade; sendo de bonitas figuras pa-
gam-se bem : lambem se compram alguns olliciaes
desapaleiro: na ra da Concordia, passando a pon-
lezinha a direita segunda casa terrea.
Compram-se escravos de ambos os sexos, com
habilidades e ollicins, do 14 a 20 annos, para fra da
provincia ; pagflo-se bem : na prancinla do Corpo-
Santo, u. 66.
Vendem-se saceos com sal fino o muito claro,
de mais de alqueire do medida velha, por commodo
prego: no armazem n. 6, do becco doCongalves, por
detrs da ra da Sanzalla-Velha.
Vende-seo Diretn Mercantil por Silva Lisbo,
em meio uso: quem quizer annuncie.
Vendem-se sementes de hortalice de todas as
qualidades chegadas prximamente do Porto, ur .
prego commodo : na ra estreilado Rozario, ven-
da n. 8
Chegou esta cidade o Medico e o Cirnrgiao da
Roca, novo tratado completo de medicina e cirurgia do-
mestica, adaptado Intelligencia de todas as classes do
poyo, por L F. honjean, doutor Pin medicina pela real
uuiversidade de Tiirim ; clrurgian ir honorario da
armada sarda ; agraciado por S. M. o rei Carlos Alberto
com a inedallia d'ouro com a rlligie do mesmo augusto
.iiiii.ii.li i ; approvado pela facuidade de medicina do
Rio-de-Jaueiro ; inrintiro titular da academia Imperial
de medicina, niembro correspondente da sociedade real
acadmica de Saboia, das de inrdiciua-pratica c medl-
co-pralica, e do instituto histrico de Paris
2 roluuies accompauhados de 64 estampas.
Aniiiinciando a publicaco do Medico e i.irurgio da
l!"i i, os editores se lisongeam de prestar mu servico
importante aos individuos de tod.is as classes sociaes,
principalmente aos habitantes do interior do pas, me-
nos aceessiveis s visilas profissionacs.
As despeas enormes, iusrpaiaveis da iuipressao de
un tratado, em que amplamente se discutissem as ma-
terias interessantes medicina e cirurgia domestira, en-
careceran! a obra, tornando assim mais dilflcultosa a
sua vulgarisacao. O amor do Medico e do Cirnrgiao da
Roca vencen lo grande embaracn, alliando a conclsao
com a clareza, e pondo as inmensas vantageus desse II-
vro precioso ao alcance de todas as fortunas e de todas
as iutelligeiicias. Honra Ihe seja fcita !
A syphilis, as boubas c nutras molestias desta ordein,
que reclaiiiavam maior desenvidvimentn, oceuparatn
com particiilariilade a escrupulosa altcncao do Sr. Dr.
Ropjpaii. Seguro com o testruiunho de sua esclarecida
consciencia, c relleetindo sobre os males incalculaveis
que estas eufermidades caiisain humanidade, quando
nao sao convenientemente tratadas, elle nao recuou
diaule de precouceitos populares que o charlatanismo
alimenta, c atacnu esses precouceitos com as armas da
sriencia e a franqueza do linniem honesto.
Consta a obra de dous voluntes;
O primeiro conten una inlroduccao prelimioar, re-
lativa medicina pratiea, e historia geral e parcial
das febres, heuiorrhagias, inllammacdes, molestias cu-
tneas, e das dentis eufermidades propriaiuentc medi-
cas, com as uocOes indispensaveis sobre a prenhez, o
paito, o recemuascido cas amas de leite. No ndice
deste volume deixnu-8e de mencionar pnr descuido o
artigo dasConvulses em geral, c das do receninatci-
do em partictilaripie se acha pagina n.^o^U.
No segundo volume, dividido em qualro partes, tra-
ta-se dasmolestias d'olhusda syphitisda prquena
cirurgiae do loruiularto e vocabulario.
Na primeira parle u autor oceupa-se da descrlpcao do
olho e seus annexos; da historia geral e particular da
onhlhalmla ; dos sjinptOtnat, sede, causa, lerinina(o
e trataiueiito della ; de sua divisau rm simples, especi-
lica < composta ; da descrlpcao i- ti .llmenlo das ulce-
ras, cieatrizes, granulardes, pannos, teas, manchas,
escuridao. belida, hernia e staphyloma da cornea ; pte-
rygio, occlusao e dilata(ao da pupilla glaucoma ; sy-
uechia anterior e posterior; hypopion; lijclrophih.il-
inia | atropina i phlegmao e degeneravao (lo olho da
catarata e sua eomplieacao, e dillercnca da amaurosis ;
dos symptomas caracteristicos da catarata e da amau-
rosis iniciantes ; da fraqucia da vista; amaurosis; das
cataratas falsas, suas causas, tral.iiueuio e condiedes
geraes do xito da operaco.
\ segunda parle respeita s molestias svphilillcas,
consideradas em duas classes, a saber: l.'clasie. *f-
feecoes Virulentas, ou syphil primitivacancros, alis-
cestos, bubes, c curativo : 2." classe. Syphilidesde-
Rnicio, apparicao, sede, cor, furnias, especies, coin-
plu- o. ues, terininacao, rgimen, e tratamento. A que
dose cumpre elevar o mercurio para debrllar a syphi-
lis? Mcthodos de llmi h i n. c Moutpellier. l'tyaismo
ou talivacio ; diarrhea ; eczema e cachexia niercuriaes.
Areiitenii s nervosos occasionados pelo emprego i'-' mer-
curio, lieilevui acerca do iodo, ouro, prata e mercu-
rio ; sua adiuinistracao, modo de obrar, e prrparacei
applicadas como anti-syphililicas. Orchite, queda dus
cabellos e unhas ; tubrculos profundos da pclle. Do-
res osteocopas ; periostite. ostrite, c gonimas.
Molestias pseudo-iyphititicas. Bleiinorrhagias ; ettrel-
tameuto do canal da uretra ; rclcuco da urina ; phy-
uiuse ; paraphymose. Iloubas, sua ,lesi i pino, mani-
feslacao, iuvaso, marcha, modiflearo, sede, varieda-
des, dillercuea da syphilis, r tratainenlo.
I'rophylaxia ou iralainento perservativo da syphilis.
Alaleria da terceira parte, que versa sobre a pequea
cirurgia .Sangra rm gerai : sangra do braco, do dor-
io da mao, do p e do pescoco. Sauguesugai. Ventosas.
l-'.se.ii iiieaees. Vesicatorio Cauterisacao. Cauterio, fon-
te ou exutorio. Cauterisacao das feridas envenenadas,
do carbnculo, da pstula maligna e hemorrhagias'
Moxa. Sedenho. Fracturas em geral. Fractura da clavi-
cula, do humero, ante-braco, radio e cubito; dos os-
sos da nio, do fmur, da rodela, p e peroa. Melot
empregados para curar as fracturas, aconipaiihados de
(i estampas repr<,du/.iudo exactamente essas fracturas,
os nieius de reilu/.i-las, e as ataduras, ligaduras e appa-
relhos para as conservar reduzdas.
O formulario c o vocabulario dos termos scientfcot
empregados pelo -autor na confeccao da obra, coosti-
loei a quaria parte. No formulario se meocionain as
propriedades e quanUdades dos medicaincotos aconte-
ntados; inultas receitas particulares, e ludo quanto res-
peita preparaco e adiuinistracao da ergoUoa, ultiina-
ineiile descoberta pelo ii man do autor.
A iiupressao da obra he fcita com toda a nitidez em
papel excedente.
Vende-se na botica de Barlholomeo Francisco de Sou-
za, por 8/000 rlis.
Vende-sc, no primeiro andar do sobrado n. 3
da ra do Alerro-da-oa-Vista, urna arroba de prus-
siato de potassa [cyanoferruro depulatiium).
Vende-se um mclhodo de piano de Vegueri,
em bom usoe por prego commodo: na praca da In-
dependencia, loja de miudezas, n. 4.
Vendem-se novas cartas para aprender a ler,
as quaes se mostra que nflo he preciso o esludo das
syllabas soladas dos nomes, compostas pelo profes-
sor pblicos. II. de Albuqucrque: na loja da esqui-
na defronle do Collegio, prego 80 rs.
Vende-so um lindo molcque de 18 auno* : na
praia de Santa-Rita, n. 17. Na mesma casa se compra
urna prensa de copiar cartas.
Vende-se um piano de muito boas vozes o por
prego commodo : na ra das Trincheiras, n 18, so-
brado do um audar.
I
u


A ESTREf.LA DA NOITE.
Lindissima valsa para piano : vende-se na ra da
Cadoia do Recito, lojr de viuva CarJozo Ayres & Fi-
lhos: prego, 500 ris.
ftj Vende-se,na ra da Cruz, n. a3, [^
|iTj Cera em velas, de urna das melho-
jrn res fabricas do Rio-tle-Janeiro ,
^j soi-tmenlo vontade do compra-
fiji dor, em caixas pequeas, e por
(i!, preco mais barato do que em ou-
<2 tro qualquer paite.
BL -i
AVISO
aos Srs.deeigenho
\a ra do Crespo, loja u. 12,
de Jos Joaqun) da Silva
Haya, vendcm-sc
cobertores de algodfio, muito encorpados, proprios
para cscravos; bem como una fazenda de liuho a
imitac.no de estopa, fortee propria para roupa de
escravos e saceos para assucar; tudo por preco mui-
to barato.
Vendem-se 8 escravos sendo: 2 pretas eoz-
nheiras ; duas ditas qutanderas ; unta mulatinha
de II anuos; un casal do relos, por prego commo-
do ; 2 llardos de bonitas figuras de 18 a 30 anuos :
no pateo da Matriz de S.-Antonio, sobrado n. 4.
Excellene rap.
Acha-sc aborto um novo deposito na ra da Crtis,
n. 44, de superior rap (arito lino como grosso c meio-
groeso de Gasse da llalli o por muito commodo preco.
Acli i sea venda no dito deposito, e bem assim no
bairro de Santo-Antonio as lojas dos Srs.: Filippc
de Santiago Joaquim de Abren llenrlques S Coiii-
panhla ; Alnieida e Campos Antonio Douiingucs Fer-
reira Joaquim Monteiro da Cruz 8t Companliia ,
Manoel Jos da Costa Oliven.i Codccelra 8 (niiuar.-irs;
bairro da lloa-Vista os Srs. Antonio Ayres de Castro &
Coinpagnia Caetano Luiz Ferreira ; bairro de S.-Jos ,
osSrs.Joao Jos Pinto de Oliveira, Vicente Jos Ta-
vares.
- Vendem-se botina para me-
nino e homem, de todos os tama-
itos ; capachos redondos e coat*
pidos de crese hrancos, para
ornar salas ; esteiras de Angola :
na na larga do Rozario, n. 24.
Gaz.
Loja de Joo < lia i don ,
* tVrro-da-loa-Visla, n.5.
Ncsta toja acha-seum rico sortimenlo de LAMPEOES
PARA GAZ com scus cumpetcntes vidrns accendedo-
re e abaladores.
Estes eandieiros a0 os n.eihore.
mais modernos queexislem hoje : recommendam-se ao
publico, tanto pela seguranca e bom gosto de sua boa
confeceo como pela boa qualidade da luz, cconoinia <
asseio de seu servico.
j\'A OieSITlA lojA o consumidores ttm-
pre acharao utn deposito de GAZ de cujo se afianca a
qualidade e em porcio bastante para consumo.
Vende-se urna excellene casa terrea com
commodos para urna grande familia sita nesla pra-
ga : no principio da ra Imperial, n. 9.
Chain anha.
Vendem-se gigos com 12 garrafas devinho de cham-
panlia, de qualidade muito superior, eui casa de J. J.
'J'asso Jnior, ra do Atnorim, u. 35.
Annuncio importante.
Na toja n. 4 da ra do Crespo, ao pe do arco de S.-
Antonio, deRicardoJ.de F. Ribeiro acbarlo os
concurrentes un bello sortimenlo de casimiras de
corea cora muila elaslicidade e de gostos os mais
modernos, recebidas da afamada Paris; assim como
igualmente ha um sorlimcnlo completo da reconhe-
cida boa fazcmla pela sua consistencia denomina-
da pello do diabo, sendo o prego de cada corto
1,440 rs. ; advertindo que scus padres nada ficam
restando a qualquer outra fazenda de alto custo : lia
tambera urn completo sortimenlo de fazendasde to-
das as qualidades, que merecem a devida ennsde-
racSo em seus apurados gostos como em .cus moJi-
cos pregos e entre estas merecem particular atien-
es da senhoras uns riscados cbiladose chinezes,
do elegantsimos padroese rosigadas cores de rosa,
azul, e cor de caf, adamascados a cscoceza, a 280 rs.
o covado, proprios i ara vestidos, c sendo suas
amostras francas aosprctendentes.
= Vendem-se moendas de ferro para engenlios de as
socar, para vapor, agoa c bostas, de diversos tainanboa,
por preco commodo ; e igualmente taixas de ferro coado
e batido, de todos os tamaitos : na praca do Corpo-San-
to, n. U, em casa de Me. Calmont & Coinpanhia, ou na
rutde Apollo, armazem, n. *.
Potassa da Russia,
M?,rS?VLe.IWr,-.a ,ibra' cm l>"ris pequeos:
^nV'und 10 arm"em Je Kalkma"" &
nul.AIM,a"8.0 u.ma ricn cadeirinba de arruar; um
sclltm de montana de senhora; urna espingan a de
rEhT r'" *eUS 'Jilees para caca ; urna -
!u i6i a"n08 ; U?adiU a0 Hn" moca e
vistosa.; canoa de carreira, por precio com-
modo por pertencerem a urna pessoa que se retira :
na ra da Senzalla-Velha, armazem n. 110, se dir
quem vende.
Vendem se TELAS de cera do
Rio-de-Janeiro e de Lisboa, grande e
completo sortimenlo : na ra da Senzal-
la-Velha armazem n. no, de Alves
Vianna
Vende-se cal virgem em meia barrica chegada
ltimamente ; caixa vasias para assucar ; urna porco
de pesos de ferro, de duas arrobas; serra grandes para
serrar madeira ; tudo por preco commodo: na ra da
Moeda, armazem n. 17. .
Vendem-se maios bilhetes da lotera da ctdade
da Victoria, a 4,500 rs. : na ra do Cabug, loja de
miudezas, n 9.
Vende-se um terreno em Fra-de-Portas : na
ruada Guia, n. 58.
Vendem-se 4esclavos, sendo 3 negras eum
preto ; todos de muito boas figuras e mocos, pro-
prios de todo o servico : na ra da Cadeia de S.-An-
tonio n. 25.
W W WV9 f f f V ?f f f f f f VO
PRAZERf
E ALEGRA !|
Temos a 4?
salisfago <;
de annun- *
ciaraoma- *
damismo *
pernamhurano de gosto, que so acaba do ro-
ceber de Paris a fazenda denominada prazer
e alegra. Paris he o lierco das modas e
onde o bom gosto est mais apurado : all
a fazentla denominada prazere alegra tem
> tido o lem o maioraprego; todas as senhoras
de apurado gosto cncontram-se, qur nos
* bailes qur nos passeios, vestidas do-- pra- *
.>---------i-:.
quernos passeios
zere alegra. ^
0 madamismopcmambucano, pois, sempre ^
? aprccia'dor do bello eagradavel, eporconse- ^
5 guinte das modas de Paris, nflo pode deixar ^
de receber com muilo prazer esta noticia,o he
^ na ra do Crespo em casa de Antonio Luiz
& dos Santos & Companhia, que se espera o
* seu reconhecimento.
Muito ptle no mundo
A belleza a sympathia ,
'^ Que sempre se consegue
y. Com prazer c alegra
edicina universal.
I'iltilas vegetaes de James Morison.
A medicina vegetal universal he o resultado de 20 an-
uos de invrsligacAei do celebre James Morison. Por
nielo ilcsi.is pillas couseguio seu au(or innmeras e
admiraveis curas desde as all'eccrs que atacam as
criaucas de pel(o a( as moleslias chronicas do anciao.
A Europa saudou este remedio como remedio univer-
sal para todas as duencas e at hoje aiuda nao fui des-
mentido tal mulo.
F.sta medicina voni acompanhada de tuna receiaque
enslua e facilita a sua applicavao. Consiste em tres prc-
paracos a saber : duas qualidades do pillas distinc-
tas pur nmeros, e um p: cadaqual goia de modos e
accOes diversas.
Aspilulasn. 1 sao aperitivas; purgam sem abalo os
humores bilioso e vicosos, e os expulsam com emeacia.
As do n. 2 expulsam com esses humores igualmen-
(e com grande frca, os humores serosos, acres e ptri-
dos, de que o sangue se acha a miudn infectado ; per-
eorrem todas as parles do corpo e s cessam de obrar
nuand'i teem expulsado (odas as impurezas.
A tercelra preparacao consiste em urna limonada ve-
getal sedativa; he aperaliva, temperante e adocante: tor-
na-se em cninmuin com as pilulas e facilita-lhes os me-
Ihores effeilos.
A posicc social doSr. Morison, a sua fui tuna inde-
pendente rrpelleiu tod a ideia de charlatanismo ; c as
admiraveis curas operadas coin o seusystema no cul-
Irgio de SHi'ide de Londres sao mais que garantes da
ellieacia do seu remedio.
Reeommenda-se esta medicina que nao pede nein
resguardo de lempo nein de posifao da parte do docu-
te a todos os que atacados de molestias julgadas in-
curaveis se qiiizerem desengaar da sua virtude.
Oxal que a hiimaiiiiladc feche os ouvidos aos inte-
ressados em desacreditar estes remeuios tao simples
to commodos e tao verdadelros.
Vendem-se smente em casa do nico e verdadeiro
agente J. O. EUter na ra da Cadeia-Velha n.29.
Vende-se ptimo papel de peso para cartas
cnstieaesdo casqunt.a (na a 1,760 rs. o par ; ditos
devidro, de lindos modelos; aderemos pretos de
lilagriia, de neos adros ; lucas e garlos de cabo de
osso (iuissimo.que iienhiimn diffcretiQa faz.'in das de
cabo de marini seno no prego que he menor; na
antiga ra dosQuarlois terecira loja de miudezas ,
de Vicente Jos (lomes. .
Veiiilem-secaixtihas de madeira envernizada,
de diversos tamonhos, propras para guardar facas,
papis, ou qunesquer outros objeelos : na ra larga
do Itozario terecira loja de miudezas ao pe da
piulara.
Vendem-se muito bons longos de garga para
senhora, chegados ltimamente de F ranga : na es-
quina da ra do Cabug ii.ll.
Vende-se um fardamento para ofllcial de guar-
da nacional de cavallaria o alguns arreios tudo
novo, sem ser urna s vez servido ; o qual he : una
farda, palatinas talim, canana, banda espada, tiel,
barretina, pluma, etc.; cabreadas, goldres peito-
ral, rabclio, almofada, per prego commodo: na
rna das Cruzes, n. 40.
Museu PUtoresco, 8000rs. ,
encadeinado
Na livraria da esquina do Collego exstem de
venda alguns ejemplares deslo inleressaiile jornal ,
enriquecido de bellas estumpas; cusa urna lerga
parte menos que o prego da assignatura com mais
a vanlagem de estar encadernado.
Vende-se um bom sitio, cora urna encllente
casa de sobrado, com bastantes commodos para
grande familia, com 4 salas, 13 quartos inclusivo 3
maiores com jancllas, 2 coziuhas, una om baixoo
outra em cima, bastantes arejadas, dlm Cornos mo-
dernos, e oulros diversos arranjos, quarlo para fei-
tor.senzalla para pretos, estribara para 3 cava los
a fulga, alm de tima pequea casa vclba que pode
servir para coclicira: o sitio be de urna exlrnso
mmensa e contera diversos arvoredos, um pomar do
larangeiras enseriadas com laranjas selectas e do
7. B"*. hraoeS doce e limas de embigo que jft pro-
uuzem fructo, alm de ouUos pt ja antigos que
produzem laranjas muito doces, coqueros, elguns
dedenzeiros, cajuciros, mangneiras, jambreiros, pi-
tomberas, pitangueiras, ubaipras, assafroeiras.ja-
queras, pinheiras, figueiras, goiabeiras brancas, im-
mensos arag*seros, ananazeiros, oit-cors, com
baixa de eapim plantado nue sustenta 2 cavallos,
com um grtjideviveiro subdividido em 3, com bas-
tante terretw para Jiversas plantagOes, como os bons
meles, mdobins, macacheiras, lugar para jardime
comalgunus llores, outro lugar para horta, todo
Cercado Je lmio, com um grande pogo d'agoa de be-
ber c mais outros dous pequeos, em ch3os propri-
os, muito perto da capital, por ser no principio da
estrada de Joo-rle-Barros: a tratar no mesmo sitio,
a qualquer hora do da.
Vendem-se dous excellentes e no-
vos pianos fortes, por preco commodo : na
ra da Cadeia do Recite, n. 39, prrmeiro
andar.
Vcndem-se as Memorias das campanhas del).
Pedro em Portugal em 1832 a 33 com os mappas
das nhas o fortalezas dos dous exercitos, em 2 v.
emquarto; o Judeu Errante em 10v.; o Tnumpho
daReligiao: na praga da Independencia, loja de
encadernagilo, n 12.
Vendem-se 200 ponas de boi: na ra da Pran,
armazem n. 20.
*r Vende-se urna parda de 3 annos, de bonita li-
gura que cozinha bem o diario de urna casa lava
do sabflo e varrella cose chao c he muito boa pa-
ra casa de familia : na ra do Collego n. 16, ter-
cero andar. '
A bordo do hrgue Independen le fondeado ae-
fronte do Collego vende-se sebo em rama e carne
secca por pregos commodos, boa fazenda.
Vendem-se dous moleques de 12 a 16 annos ,
tondo um delles principios de carpina; 10 sera-
vas mogas com varias habilidades ; umajparda boa
ama do casa : na ra ireita, n. 3.
Vendem-se varias obras de ouro para homem
e senhora; urna colcha da India; superiores sardi-
nhas: na ra do Rangel, n. ti.
Vende-se una casa terrea na ra do Caldet-
reiro n. 90 : a tratar na ra do Cabug, loja de An-
tonio Rodrigues da Cruz.
Charutos bons e baratos.
Na rus larga do Rozario, n. 32, deposito de cha-
rutos, veudem-se charutos marca re fogo.queno fa-
zetn dilTcrenga dosde S -Flix, n 3,200 rs. a caixinha
de cem, e de 250 por 9,000 rs.; superfino S\-Kelx ;
regala de varias qualidades; os afamados cigarros
de la llavaiia, a 2,000 rs. a caixa; ditos do la fama-
a 1,000 r.s. ; moia regala a 1,200 rs.; fama-va, a
1,800 c 1,600 rs.: afiangando-se ao comprador a
qualidade de qualquer delles,
Vende-se cha hysson, vindode Lis-
boa no ultimo navio, o mellior que exis
le no mercado, a 3,5?o rs. a libra : na ra
Nova, n. 3, venda de Antonio Ferreira
Lima.
Vende-se urna prela, de idade de
16 annos, sem molestia nem vicio algum
> que se afianca ; sabe cozer bem chao,
bordar de seda e lacada, faz lavarinto, e
sabennrear ; cozinha o diario de urna ca-
sa, emgomma soffrivel e lava de sabo.
Vende-se nicamente para o mallo ou para
fra da provincia: a fallar.na ra do Cres-
po, com Jos Joaquim da Silva Maya.
V'endc-se superior sarga-parrilha, por prego
rasoavel para fechar rodas 1 na ra da Mocda
n. 11.
Vende-se urna preta moca, tendo
muilo bom leite, que cozinha, lava, e he,
muilo diligente para lodo o servico : na
ra Helia, n. qo.
Marmelada
superior em qualidade em latas de 4 libras, pelo m-
dico prego de 1,600 rs. cada urna, vende-se no ar-
mazem do Das Ferreira, no caes da Alfandega.
Vidros para vidracas
em caitas de cem ps cbicos, vendem-se por preco
commodo: na rna da Cruz, n. 10, armazem de Kal-
kiuanu 6t Roseiimund.
Vidros de espelho
de diversos tamanhos, vendem-se por preco muito com-
modo : na ra da Cruz n. 10 armazem de Kalkinanii
& yosriiuiiiMil.
Befrescos.
Xarope de groselhe feito do verdadeiro summo,
vtulo de Franca, a 1000 rs. agarrara ; dito de Do-
res de larangeira ,a 1,000 rs. a garrafa ; dito feito da
verdadeira resina de angico, que he muilo conheci-
do e approvado por as pessoas que padecem do pei-
to, por ja ter feito ptimos benelicios, a 1,000 rs. a
gartaa ; ditos le maracuja, tamarindos, ananazes ,
linfioelaranja, a 500 rs. a garrafa: no Aterro-da-
Boa-Visla fabrica de licores, 11 17.
Alerta officines de officio cor-
ran ao antigo barateiro que el-
le tem fe 1 rnenla, que tor-
ra por lodo o dinlieiro.
O antigo barateiro tem ptimos ferros para olli-
cacs de oflicio, na sua nova loja de miudezas da ra
do Collego, n. 9: enchs de martelo para carpin-
teiro a 320 rs. cada umu ; ditas para carpina de
fuzio a 400 rs. cada urna ; ferros do pininas ; ditos
de guilbornies e de oulros mtiitos modelos, a
100 res cada um ; badames do todas as largu-
aas, com cabo de ferro, a 160 rs. cada um ; marte-
los tle todos os tamanhos a 200 rs. cada um ; collie-
respara pedreiro, a400 rs. cada una; dobradgas
para portas ou janellas ; chumbaderas em podra ,
a 480 rs. o par ; e outras nimias fcrramenUts que se
vndenlo por pregos rasoaveis, por estarem com um
toquo do rerrugera e para liquidagilo de contas
"Vendem-se duas pretas mogas, de boas figu-
ras una das quaes cngotnma, e cozinha ; uma mu-
liilmhade 16 annos recolhda e cora principios de
habilidades; 2pretos bons para o trahallio de cam-
po e da praga ; um dito bom cozinheiro e bolciro
na ru do Crespo, n. 10, prmeiro andar.
--Vendem-se 3 lindos moleques de 16 a 20 annos,
sendo alguns de nagflo ; tres pretos de 24 a 30 an-
uos sendo um delles ptimo canoeiro ; 2 pretas de
20 a 24 aMbs, co habilidades tendo uma dellas
bom leite o com uma criado um anno; uma preta
de idade, por 180,000 rs. : na ra do Collegio, n. 3,
segundo andar, se dir quem vende.
Vende-se uma roda de fnzer cordflo para cir-
gueiro cm bom estado, polo prego de 3,200 rs.: na
ra larga do Rozario, retlnagflo e deposito se dir*
quem vende.
Vendem-se 2 meias pipas de azeite de carra pato:
na ruarlo Rozario, refinago, n. 43.
Vendem-se dous sitios na estrada da ctdadeda
Victoria : um delles tem casa de tiolo nova, mu
bem construida a moderna e 500 palmos do frente;
o outro tem tres moradas do casas de tapa ,
tambem novas, com 400 palmos de Trente, 30 ps de
larangeiras. 200 ditos de caf, limeiras, jaqueiras,
coquetros, assafroeiras, mangueiras, pitomberas,
tambem se trotfam por escravos ou so vendem lita-
dos com boas firmas: no engenho Poros, se dir
com quem leve tratar.
Vende-se, para fra da provincia, um mole-
quede 13 annos, com principios tle Ifaiate.* na
na do Nogueira n. 19, segundo andar.
RAPE' NACIONAL ANDARAIIY.
Este excellene Jrap, j bastante conhecdo por
muitos dos tomantes tiesta praga pelo seu agrada-
vel arflma e cor semelhante ao de Lisboa, efaili-
dade com que destila sem seccar no nariz e nem fe-
rie, sempre se achara fresco e em boas fornadas no
deposito da ra do Trapiche n, 34, terceiro an-
dar e'a retalho, na ra da Cadeia do Recife, lo-
ja de miudezas dos Srs. J. J. de Carvalho Moraes,
A.F. Pinto & Irmfo, A. B. Vaz de Carvalho; de
ferragens Pontes tt Sampaio ; de fazondas Cu-
nha&Amorim, Antonio Duarle de Oliveira Reg,
na ra da Madre-de-Deos ; ra do Queimado lo-
ja de ferragens da Campos & Almeda; praga loja
de miudezas de C. G, Rreckemfeld; Cabug, T.
de A. Fonseca.e Cmbelino Maximianno de Carvalho
Aterro-da-Boa-Vista loja de ferragens, de Caeta-
no L. Ferreira, e de miudezas, deT. P. de M. Esti-
ma, o Antonio Pereira da Costa Gama.
Vende-se um bonito moleque de 18annos;tim
escravode nagode 22 annos; um bonito molequi-
nho de 12 annos; uma egrinha ptima para so edu-
car de 12 annos; um preto com bons principios
le pedreiro, para fra da provincia ou para en-
genho de 2* annos; um molecilo, por 430,000 rs.,
mui ro.btisto,e com um pequeo defeito em um
olho; um molecotc do 18 anuos de reconhecida
conducta ,e que he oflieial de sapalciro; urna cs-
crava moga que cozinha engomma e cose muito
bem por 430,000 rs.; 2 ditas, por 440,000 rs. am-
bas ; uma dila por 190,000 rs. boa quitandeira :
na ra de Agoas-Verdes n. 46.
Vende-se um palanquim usado e que precisa
de algum concert por 15,000 rs.: na ra das Cru-
zes n. 40.
Marmehda.
Vende-se superior marmelada j bem acreditada
por sua qualidade e duraeflo; e todo o anno haver :
na ra da Praia, armazem n. 24: tambem se ven-
dea contento.
Escravos Fgidos
-- Fngo, do poder do abaixo
assignado, um escravo, de nome
Domingos, de 20 a 22 annos, cor parda baixo, mus-
culoso, barbado edesuissa fechada, cabellos peque-
nos nariz grosso e um pouco chato, (lentes alvos,
com uma cicatriz semicircular no anle-brago direi-
lo, de urna canivelada que levou; he muito espe lo
e loquaz, trabalha de ditfcrentesollicioselealgtima
enusa. Como estivesse no Rio, Baha e Alagas don-
de he natural, conta historias destes lugares ; e
sendo possivrl que tenha sahido da cidadnpde il-
Itnlira qualquer deque he forro. Desappareceu na
noite do da 10 do correte ; levou camisa de chita
azul caigas de brm pardo trancado chapeo do pel-
lo velho e sapatos, pola anda calgado ; alm de una
trouxa com roupa. Quem o pegar leve a ra larga do
Rozario, n. 30,segundo andar, que ser bem re-
compensado. Doulor M. A. da Silva l'oniet.
-- Na noite do da 13 para 14 do correte mez,
desappareceu da casa de Lima Jnior & Coinpanhia
um preto crioulo, de nome F.lias natural da pro-
vincia do Cear pertenecnte a Joaquim Jos Ma-
chado Pmentel, da mesma provincia; estatura baixa,
reforgado do corpo, de 25, annos. pouco mais ou
menos com principio de barba ;"levou camisa do
riscadinho o cerottias de algodilozinho, chapeo de
palha usado, e um sacco com caigas c camisa de ris-
cado Itecommenda-se as autoridades policiacs e
caplcs de campo sua captura e a pessoa que o le-
var a casados annunciantcs na ra d Cruz, no
Recfo n. 28, ser bem recompeusada.
Fugio, no da 11 do crtente, do sitio do Ar-
raal, um pardo, de nome Ivo baixo o grosso do
corpo,cara larga c com uma marca to mu lado,
denles limados ; tem o corpo lodochco do pannos,
cabellos meio annclados as ponas ; levou cami-
sa de algodilo caigas do riscadinho rxo e outra
azul por baixo jaqueta de brim pardo, meia usada,
urna rede com um longol de algodilozinho. Boga-so
as autoridades polci tes, capilrs de campo ou ou-
tra qualquer pessoa de o apprehender elevar a casa
de Jos Alaria da Costa Carvalho na ra Nova, que
recompensar.
Fugio, no dia 13 do correte, pelas oito horas
da tarde, um pretoCassange, de nomo Ala noel, de
34 anuos pouco mais ou menos baixo, corpo seceo,
ps largse seceos ; levou caigas do riscado azul,
sem camisa ; pode ser bem remullido por sor que-
brado, c tambem pelas mos por sor atnassador de
padaria : quemo pegar leve ao Aterro-di-Boa-Vis-
ta n. 50, padaria franceza, que ser recompensado.
Fugio, no da 7 do corrente a escrava Alaria,
de nagiio de meia Idade, cor fula; tem um dedo
da mio esquerda t'irlo por causa de ter (ido calor
do ligado ; levou panno da Cosa novo sem rslar
embainhado, vestido de riscado amarcllo, ja des-
botado fugio no fim de oito dias dopois de com-
prada. Ruga-so a todas as autoridades policiaes, ca-
pitiies de campo c pessoas particulares, que a appre-
hondam e levem a Fra-de-I'ortas, defronte do hos-
pital de marmita que- sordo bem recompensados.
-i-V-t-
PBRI. -Mi TTP. DIK. T. DE rARlA. lb"47