Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08764

Full Text
h nno de 1847.
Ter?a feira 15
rlAHIO pnldica-s tona* os di, que nao
, ,lc C"1 >""e? Migaatura <>e
r-,ei" ,, L anttel, paRot td.nntad*. Os n-
4J"- .aunantes iS inseriito. i r,5o de
DunC"" rHnh.. *rt em tyno Eferente, a as
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nalll" P"> _____i. ,.l,|1..lp;n.
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l|lllfix.nl, porwd. puulicac.o
pHASBS DA LOA NO mZ PE ABRIL.
otnie. ** mD' d* ,"rde-
i o *s norl>* "'"' manliH.
'"'' erle' **. '* MO"" e" m'" *'" manhSa.
{''"clitia Sl>''" '' ,lor" 5 """" urde-
.PARTIDA DOS CORREIOS.
fioi.nn e P.r.l.jb, t aagundas e sotas felras
ie-(,r8iide-.ln.,\orta quintas fen-ai omeio-dia.
l.ahn, Serinlmem, Rin-Formoso, Poito-Calvo o
Macen no I .*, a 11 e J i de cada mei.
(.aranhuns e Bonito, a lOell.
Una-Vista e Plores, alie J.
Victoria, as quintas feiras.
linda, lodos os das. .
PREAMAd DE BOJE.*
Primeira.is J l>otS>. & I minutos da tarde.
Segunda, as 3.Loras II minutos da manfaa.
le Abril.
Aun XXIII.
N.B9.
DAS da SEMANA.
Secunda. S. Victor. Aud. do 1. dos or-
plioi, do J. d c da e do J M. da J r.
Terca. S. Huso Aud.'do J. do or. da I
v. edo J de pal do i dist. de t
Quarta S. Unberto Aud do >. do eiv.
a 5 r e do J. de paz do J dist de t.
Quinta. 8. Amistada. Aud do J.d orph.,
do J. municipal da J rara.
Siu. S. Fructuoso Aud do J. docir.da I.
v. daJ. de pai do I. riiiudc t
Sabliado. S Aniceto. Aud do J. do cir. da
I. r. < do J de pan do I dist. de t.
Domingo. S. Galdioo.
CAMBIOS NO DA I DE ABRIL.
Camino sobre Londres a f/lA P- '' n
> Pars IISr* por franco.
Lisboa 9S de premio.
esc. de leltrat de boas lirmis I '/, p.*/a
Duroticas l'espanholas... 581500 a
Mcedas de 6.100 rell. 18*100
* de I100 or.. I|000
> de l -"ono.....
PraM Pataees .......
Pesos cnluiunares...
- Ditos mexicanos ...
Miuda .. .. .*.
60 d.
ao mei.
J#0l>
I8fJ00
titeo
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llOJO
feas
Iflis
Arruta da comp. do llelieribe de iOfOOO r. o par.
91000
if*)0
}/ooo
I JOBO
DIARIO DE PERMAMBUGO

PA TE GFF.CIJU..
Govorno da provincia.
EXPEDIENTE DO DA 17 DO PASSADO.
Ofllcio--Ao administrador da mesa do consulado,
declarando, em resposta ao son offleio de 15 desto
nioz (marco), "que os 520 taceos de assucar do Nasci-
meto e Amorini, sobro que versa a petieflo destes
ncociantes, ombora tenharn sido despachados na
forma dos arligos 161 e 173 do regulamento de 30 de
niarco'de 1836 nflo podem ser comluziilos para
bordo do brigue inglez Penelope, sem tiuepassem pe-
la inspeceflo prescripta pela lei que a semelhante
respoitofora tiltimainento promulgada ;-puis que,
quando se ppftendeu cffeituar ossa arremataeflo, a
referida lei j se achnva em execucilo. l'articipou-
sc ao cnsul do S. M. B.
Portara ~ Demitlindo o capitlo Manoel Joaquim
Paos Sarment do lugar de instructor da guarda na-
cional dellamarac. Para este lugar fui removido
o instructor lo segundo batalhlo da guarda nacio-
nal de filind, Joilo Nunca da Konsec.i Galvio ; e para
substituir a este, foi nomeado o primoiro lente da
4erceiraclas.se do ejercito, Pompeo Romano deGar-
valho:o que tudoso parlicipou ao coinmandantc das
armas, ao inspector da thesouraria da faiteada e ao
commandantc superior da guarda nacional de Olinda
c Iguarass.
DEM 1)0 DA 18.
Ollkio Ao V.xm. presidente das AlagOas, parti-
cipanilo que, em attoncilo noque requereram o ca-
pitlo do primeiro batalhlo do cacadores, Guilhermi-
no Jos da Silva, o tenente do mesmo liatalhio, Ma-
noel Luciano da Cmara Guaran, e o respectivo al-
feres secretario Antonio Maltoso de Andrado Cma-
ra, permittioque pela pagadoria militar dcsta pro-
vincia se deduzisse do sold do primeiro desles uTi-
ciacsa quantia mcnsal de 15,000 rs., c dos do se-
gundo e terceiro a de 10,000 rs., para os fins decla-
rados no oicio dochefe da predita rcpartic,iIo, que
por copia reoietle o S Exc.
Dilo Ao commandantc das armas, declarando
que devem acompanhar o primeiro batnlho do ca-
cadores deprinicira linha.oa respectivos cadetes Kcn-
jamin Pires de AlbuqtierquoMaranho o Rufino Vol-
tairo Carapeba, quo estilo licenciados pela presi-
dencia.
Dilo Ao mesmo, validando o contrato por que o
boticario Joaquim Josiloroira obrigou-se-a fonie-
ccr de medio.imenloso hospital regimontal com o a-
batedeSI por cont nos precos arbitrados no res-
pectivo formulario ; edevolvendo o mesmo formu-
lario pora que o remella ao commissario-pagador.
Communicou-se ao commissario-pngador.
DilosAo inspector da thesouraria das rendas
provincia*'e ao respectivo procurador-liscal, intei-
ramlo-osde haver nomeado para solicitador da mes-
ma thesouraria a Francisco da Costa Arruila o Mello.
DiloAo director do lycco, anprovando a no-
nioacHo de Francisco Canut da Roa-Viagcm para re-
gera cadena de primeira lotlras desla freguezia du-
rante os 10 diaspor que aquella directora licenciara
ao rospectivo professor.
Dito --- Ao inspector da Ihesuraria das rendas
provnciaes, delerminando quo, pola parte que I lio
toca, e em cxocinio da lei provincial n. 188, de 17
desto mez'marco) cumpra ascondcOes do eonlta-
to quo'por copia Ibo remelle, deforma a sor quanlo
antes entregue ao gOTernu o thoalro publico tlo.sla
iilado; c recommendaiido que, logo quo as.stn o le-
..ba feilo, patticpe-o prwidencia. ~ Ofllciou-sea
respeito aos iloulows Joaquim Nunes Machado, Fclfx
'cixolode Kritoc Mello e Antonio AlTonso Ferrclraj
bomassimiios membros da commissflo adminis-
tradora do 'lieatro publico;
Portara Nomeando Joaquim Claudio Monttiro
para o lugar do administra, or do (hcalro publico
com o ordenado de 1:800,000 ris. -- Communicou-
se ao inspector da Ihesuraria das rejidas provn-
ciaes
Dita Reformando, no primeiro batalhlo da
guarda nacional do municipio do Recife,.o capilHo-
seorelaiio Jos Joaquim de Miranda; o capitlo da
tercena companhia, Manoel AI ves Guerra Jnior; e o
alfares Romlo Antonio da Silva Alcntara. l'art-
cipou-sc ao commandanle superior da guarda nacio-
nal do municipio do Rccife, iiiteiiando-o de haver
approvadoa proposta para os postos vagos do men-
cionado balalhflo, excepto na paito rea I i va a Jos de
Aquino Fonseca, por nflo terclle a idade legal.
I DEM-DO DA SO.
Oflkos Ao inapcclor da thesouraria das rendas
provnciaes, noTespectivo procurairor-fiscal eao ad-
niinistrndor das obras publicas, scientificando-os de
ter prorogade por 30 das o prazo, dentro do qua
padre Jcionjmo llarrcios Itangel devia concluir o
I." lan?o da*estrada la Vicloria.
Portara Oidenando queao bacharel JosPerei-
ra da Silva se passe provisilo para o cargo de promo-
tor publico da comarca de Flores. Paiticipou-se
presidente da relaeflo, ao inspectora Ihesuraria
fazenda, ao juiz dedileito eao municipal de Fio-
res, c respectiva cmara.
Ixnfi
IR ANCA.
FALLA, com que S. M. o rei do Francezei abri a ses-
saO das camarat deste anno.
Senhores tares k ueputados
Ao convocar-vos para encetardes de novo os tra-
balhos da sessao, o meu primeiro desejo be que pres-
tis ao meu governo toda a vossa cooperario, afim
de se alliviarem os padecimentos que perseguem, este
afino, urna parte.da nossa populacho. Apressoi-me a
.ordenar as me.lillas mais apropriadas para se conse-
guir esse lim. Confio que pela firme manutencln da
ordem, pela lihertlade e segurania das transaecos
commerciaes, por urna ampia e judiciosa applicacllo
dos recursos pblicos ajndandn elllcazmenty o zelo
da caridade particular, mitigarenios cssas provas,
com que a Providencia visita algumasvezes os mais
prsperos estado.
As minhas relaefles com todas as potencias es-
trangeirasdlo-uie a mais firme conflanca deque a
paz do mundo contina segura.
a O casamento do meu tnuito amado (libo, o du-
que de Montpcnsicr, com a minha mutn amada so-
hrinha, a .infanta do despatilla, D. Luiza Fernanda,
complctou a satisfago e consolacflo que a Providen-
cia me concodeu na minha familia. Esta unilo ser
un novo pi-nlior daquellas boas e ntimas relacfle.s
que ha lano tonipo leom subsisliilo entre a Franca
eallespanha, c cuja manutengo he to ilosejavel
para a prnsperidade como para a reciproca seguran-
za dos ilnus eslados.
Tenho rasA.t para esperar que os negocios to
Prala serflo er breve regulados em conformidade
das vistas adoptadas pelo uicu governo, doaccordo
com oda raiiihadaCrao-Rreliinlia, para orostabele-
cmento da segu anca das nossaa relacOescoiinner-
ciaes nesses paizes.
. Conclu com o imperador da Russa um tratado
de navegaclo que nos garante, poi urna justa reci-
procitlade as nossas relayOes martimas com aquel-
lo imperio, Vantagens que nos era importante pre-
servar.
Um inesperado aconlecimento tein arruinado o
estado de negocios fundado na Europa pelo ultimo
tratado de Vienna. A repblica de Cracovia, estado
inilependentc e neutral, foi cncorporada ao imperio
d'Austria. I'rotestci contra esta violacOo dos tra-
tados
No interior o constante progresso da renda pu-
blica, sem etuburaco de cansas que teriam podido
susta-la, demonstra que a aclividado c recursos do
paiz continan) a augmentar. Sero submcltidas a
vossa ddiberatjAo as.leis do fazenda e varias oulras
leis relativas a importantes melboianicntos na legis-
lat.'o e adininistracio do reino.
As grandes obras publicas que lomos emprehen-
dido, se completadlo com a |iersevcranca que do-
iiianciam os interesses do paiz, e com a prudencia
indispensavel a manutcncilo do crdito publico.
o Tambem leais de dirigir a vossa alinelo para
medidas destinadas a proteger na nossa posaessfto
africana o progresso da colonisacio e asna prospe-
ri.lade interna. A lraiiquillitlaiUi,iao felizmente res-
ta belecida em Algeria pelo valor rTilcdicacodo nos-
so exercito, permilte-nos examinar maduramente
essa importante queslo, a respeilo da qual scr-vos-
bii aprescnlailo un projecto especial.
b Senhores, anima-nos um sentimento cominum.
Vos estis lodos, assinicomo eu o a minha familia,
consagrados a felicidade c grandeza da nossa patria ;
eje longa experiencia nostetn esclarecido, quanto
a poltica mais acoiiimodada aos scus interesses, as-
si m moraes como maleriaes; e quedeveni deusse-
gurar a sua prsenle prnsperidade e o futuro deson-
volvitneiilo pacifico e regular dos scus deslios. Es-
pero com conliaiica do vosso patriotismo o sabrdo-
ria a coopcratjfioiiecessaria para ocomplemenlo des-
la grande obra. Ajudemo-nos mutuoiiiente a sup-
portar o seu peso, o a Franca colhera o fi ticto dos
uossos esforcos.
INGLATtUA.
FALLA, cimque a rainha Viclo/ia abri a tesiSo do
parlamento ntsle anno.
a MvloRds K Semiokks
He com ornis profundo pozar que aorcurlTr-
vos oulra vez tenho de chamar a "vossa alinelo para
a caresta de vveres que reina na Irlanda eem parles
da Escocia.
Especialmente na Irlanda a perda do alimento
ordinario do povo lemsido a causa le graves pade-
cimentos, de enfermdades c de grande augmento do
morlalidade entro asflasses mais pobres. Teem-se
tornado mais frequcnles os delielos, principalmente
conlia a propriotladc; e o.transito de provisios tem-
se l'cilo menos seguro em algumas partes do paiz.
Com ouluilo de mitigar cslcs males se lia em-
pregado mui grande numero de pessoas, quo teem
recebido salarios, na conformidatle do um acto que
passou na ultima sesslo do parlamento. Confio que
recehcrOo a vossa sancco alguna desvos desse acto,
que foram autorisados pelo lord meu lugar-tenenle,
alim do promover mais til emprego. Teem-se loma-
do medulas para diminuir-sc a frca da necessdade
dos dsiricios que se arham mais lisiantes das fon-
tes ordinal ios losupprincnto. Osdelictos leom sido
reprimidos, lano quanlo era possivel, pela orca uii-
lil.ti o policial.
He-me satisfactorio observar quo em mui tos dos
districtos^iiais necessitados a paciencia e a resrgna-
co do novo teem sido as maisexemplares.
A deficiencia da colheita em Franca, na Allema-
nha, e u'outras parles da Europa, tcm augmentado
a lilliculdade de obter-se adequados supprimenlos
de provisOes.
Sera dever vosso o consderardes que ulteriores
medidas afio precisas para alliviar-se a penuria exis-
tente. Rccommendo-vos que lomis na vossa mais
seria consideraefio, se augmentando-so por um pe-
riodo limitado a facilidade dse importar trigo dos
paizes csirangeiros, e se pela admissSo do assuear
mais livromente as fabricas de fazer cerveja edis-
tillacflesse podar augmontar beneficamento o abas-
tecimonto de viveros. ,
Tenho igualmente do attrahir a vossa diligente
consideraQo para a permanente conjlicilo da Irlan-
da. Na ausencia de oxcitamenlos polticos conhoce-
reissor orcasilo opporluna para urna desapaxonaila
cnntomplacio dos males sociaes quo alfligem aquella
parte do reino unido. Ser-vos-ho apresentadas va-
rias medulas que, so l'rem adoptadas pelo parlamen-
to, pdenlo contribuir para dar maior altvio gran-
de massa lo povo, promovor a agricultura e dimi-
nuir a urgencia dessa competencia de trras quo tem
sido fructfera orgem de criines e miseria.
O casamento da infanta D. Luiza Fernanda de
despanha com o duque de Montpensicr lom dado
causa a una correspondencia entre o meu governo
e os de Franca o despanha.
A exlinccilo do estado lvre do Cracovia parecett-
me ser urna violoslo tilo manifesta do tratado de
Yionna, que ordonoi "que seentregasse um protesto
contra esse acto as corlea do Vienna. S.-Petersburgo,
o Borlim, que foram partes nclle. Ser-vos-lulo apro-
sentadas copias lesses diversos documentos.
Nutro firmes esperancas deque as hostilidades
do Ro-da-Prata aue por tanto lempo team tnler-
roinpdo o commercio, brcveinenle terminaro; e os
meus esforcos, unidos aos do rei los Francozes, se-
ro seriamente dirigidos para esse fnn.
As minhas relaces com as potencias estrangei-
rasemgeral inspiram-me a mais plena confianca na
iiiantilene;'io da paz.
Senhores la casa dos communs,
i Hei ordenado que se preparem osorc,amentos em
ordem a prover-sc s exigencias do servido publico,
com a devida atlenclo economa.
Mylords e Senhores,
Dci ordem a todos os preparativos peeessanos
afim de se levar a effeito o aclo da ultima sesslo do
parlamento para o cstabelecimento le Iribuuacs In-
coes para a cnbrar.ca de pciiucnas dividas. Esporo
que oexcrcicio !e diretos civis em todas as parles
do paiz, a que se refere o acto, soja por esta medida
malciiolmenle facilitado.
o Acrommeudo o vossa atlencHo as medidas que
vos serflo propostas para nielhnramei toda saudedas
povoaces, objeclo cuja importancia nao dexareis
ile apreciar.
Intimamente convencida dos bens, que lanas
vezes leem sido libcralisados o cata nacflo por una
Providencia suprema, depois d'uiia eslacflo calami-
tosa, conli 0 ao vosso cuidado estes iniporlantes ob-
jeelos, na plena coiiviccflo de quo as vossas discus-
sfjesserfio guiadas por um espirito imparcial, e na
espetanca de que os acluaes soflrimcntos do meu
povo sejam allivados, e deque seja melhorada a
sita futura condieflo pela vossa deliberativa sabe-
loria. ,
outros sbreos que eram lvres delles, para fer
face s despezas da guerra.
A legislatura do estado de New-York tinha appro-
vado as seguintes resolueoes importantes por urna
votaeflo de 23 contra 6
Itesolveu-se, quo como ora existe guerra antro
os Estados-Unidos c o Mxico, ho imperioso dever de
todo o cidadflo deste paiz apoiar o seu governo em
lodas as medidas para a prosocueflo da guerra, tan-
to quanto o exigem a nossa honra e os nossos inte-
resses nacionaes, at que ella termino por urna paz
honrosa.
Que nenhuma paz com o Mxico podo ser consi-
Icrada como honrosa para os Estados-Unidos sem
quo aquella repblica Ihcs assegure plena indemni-
saeflo das aggressOes que ella lem feilo aos direitos
deste. paiz e de mus cidadflos.
diante algum territorio, ou Ibes (fir annexado por
qtiaiquer acto quo seja, dover este conter um arti-
go ou disposigo ualteravet e fumlamcnlal, para
que a cscravidlo ou servidflo involuntaria, excepto
como punidlo de crimes, soja para senipre excluida
do territorio adquirido ou annexado.
Que os senadores o representantes deste estado
no congresso receban instrucOes o pcliees para emT
pregaren os seus maiores bsforr;os, afim do levarem
a erfeilo as vistas expressadas as precedontes reso-
lueoes.
Que so peca ao presidente do senado e ao da as-
sembla que transmitan! urna copia das preceden-
tes resolucOes a cada um dos ditos senadores e re-
presentantes. "
Sobre o mesmo objeclo foram approvadas as se-
gu i ules resolueoes om ambos os ramos da legisla-
tura de Pcnnsylvania, na casa por 96 votos, e no so-
nado por 4 a" favor, c 3 contra.
Por quanlo da guerra existente com o Mxico
pode resultar a acquisicflo de novo territorio para a
Uiiiflo;
-K porque ora e acbam pendentes no congresso
medidas que leom em vistas a applicac&o de dinhei-
ros e a conferencia de aulridade ao poder que faz
tratados, para esto lim : portanto,
. Resolvern o senado e a casa doa representan-
tes da repblica de Pennsylvania, reunido em as-
semblca geral,Quo os nossos senadores e repre-
sentantes no congresso receban instrucOes e poti-
COes para volarem conlra jjuab|uer medida, pela
qual se augmente o territorio da Unido, emquanto
nao se prohibir para sempre a cscravidlo ou seryi-
dflo involuntaria, excepto por crimes, como parlo
da lei fundamental, sobro que seja bascado qual-
quer paci ou tralado para esse lim.
Que se pr^a uo governador que remella urna
copia da resolueflo precedente aos nossos senadores
c representantes em congresso.
(opiamos do l'hiladelpnia Sorlh American o se-
guinte:
a O secretario do thesouro recommendar um
augmento de 10 porcenlo sobro o carvflo, e 10 por
cont sobre o reno em geral, urna roducclo da IA
por cento sobre as fticos, machados,-&c, sbreos
quaes, diz elle, que a renda esl depreciada pela
prohiliie.'io, no quo decididamente so engaa : pois
lio porque a poltica nflo tem provado bem. Elle
tambem recommendar um augmento de SO.por cen-
to sobre o assucar refinado. Ver-se-ha que estas
concessOes silo feitas para lins polticos na Pennsyl-
vania e Louisiana. Ellerenovaas rccommendacOes
feilasacasa para a itnposicflodoao por cont sobre
ocha c caf. Seja qual f>r a sorle da ultima pro-
posta, considero eslarom as oulras inteiramente lo-
ra de quesillo.
Na casa dos representantes do Pennsylvania leu-e
segunda e lercoira vez e passou a 23 de Janeiro o bil
para provr-se sobro o pagamento do juro vencido
da divida do estado no I." de fevereiro o l.de agos-
to prximo futuro o applicar-sa 2:000,000de dollars
para csses fins.
As noticias do assento da guerra no so de muita
importancia. A's mais recentes daUs esUva o ge-
neral Scottom Brazos-Sanliago esperando pela ch'-
gada das tropas, Com que so conlava que ellecorca-
ria Vera-Cruz, juntamente com a csquadia.
Noticias do Tampico at 5 de Janeiro diziam queo
general Shield tinha privado as autoridades mexica-
nas le Tampico do poder civil, e conlou-o a urna
junta de comuiissarios.
Noticias da esquadra doGolpbo annunciavam que
se previa um ataque ao eastello do San-Juau-de-Ul-
loa. O New Orleaus Delta dizia :
.< Segundo o que soubemos bonlem do manlifla,
nflo temosa mnima duvda doquclaqu. a poucas
semanas far-sc-ha um ataque ao eastello do San Juan-
de-UUoa. Os vasos da nossa esquadra a marinha es-
Lio recebendo todos os dias novas mun.QOcs de
Kuerra/c ludo indica, que impor antea movimentoa
erflo lugar brevcmcnlc naquella localidade.
O commodoro Conor tinha espalhado os navios
da esquadra ao longo da costa mexicana em ordem a
bloquea-la eiTectiva o vigorosamente. Os America-
nos linham capturado debaixo d'um activo rogo um
navio que tentava desembarcar a sua carga em An-
(on-l.izardo.
Da California nSo havia noticia recento. Nadase
sainado general dearney desde que elle parti de
8,-Fe com urna pequea escolla de dragos par
alravessar o continente alMonterey, no Pacifico.
Noticias de S.-F al 29 de novem5ro de 846 di-
ziam que cerca di 400 homens de tropa mormona
linham partido a 18, daquello lugar para a Califor-
nia, sob o counnando do coronel Cook. Harria no-
AMER1CA SEPTENTRIONAL.
As ullimas noticias de New-York, recebidas em
Liverpool pelo vapor Hiberna, ebegavama 30 do Ja-
neiro ultimo inclusivamente.
As commerciaes eram de consideravel importan-
cia; eas polticas eram comparativamente de pouco
interesse.
Os trabadlos do congresso nflo offereciam l'acos
dignos d particular noticia. No senado, a 25 l'cz
Mr. Bentou um discurso em defesa lo presidente por
haver proposto a crcag;"ro lo cargo de tonenlc-gcno-
ral do exercito. O plano disse elle, era seu, o nflo
lo presidente Em setembro linha-lhca presiden-
cia olferecido a missflo a Franca que elle positiva-
mente rocusou. Em novembro mandou-n chamar
o peilio-lbea sua opiniflo acerca da fritura direceflo
da guerra Ello (Mr. BenlonJ dea o seu plano, e de-
pois rrduzio-o aescripto; mas nflo o descobrria.
Comludo, liria quo oxigia um chore para todo o
exercilo, eque a guerra proseguira activamente
cusa do inimigo e da impoaicfio de contribuinlcs.
O general Jackson tiiiha-lhe Acrecido o coininando
do exercilo en 1836, no caso de guerra com o Mxi-
co. Em 1812, era elle Mr. Benton) o superior mili-
tar de todos os generaos ora em servico. Elle refe-
ra estas cousas smente para justificar o presidente.
A 27 leu-so pela terecira vez e passou o bil das no-
tas do thesouro. Foi lomada em consideraeflo a re-
solueflo de Mr Cillcy para retirar as tropas do Mxi-
co, e depoisdealgumas obsorvaces leu Mr Cilley
una espeseflo, o foi a resolueflo posta sobre a me-
sa eapoiada unnimemente. No mesmo lia olTcre-
ceu Mr. Klng de Georgia urna resolueflo que foi ep-
provada, autorisando o presidente para obter me-
na Illas d'ouro e prata para os olliciaes e soldados dos
navios do guerra Irancezes, hespanhes o ingleses
queojudaram a salvar os marujos do brigue Somcre.
Foi finalmente approvado, por 171 votos contra 18,
o bil para augmentar o sold o conceder Ierras de
piemio aos soldados regulares o voluntarios do ex-
ercito. Mr. kicheiick propoz una suspensflo das re-
aras para introduzir a sua resolueflo acerca da reu-
nida das tropas do Mxico para a margen oriental
lo Rio-Crande, a qual foi recusada por urna volado
lo 150 contra 28. Foram approvadas as las emen-
das do senado ao bil das olas do thesouro.
No senado apresentou Mr. Upliaui a 28 una resolu-
eflo da legislatura de Vermoiil contra a guerra mexi-
cana o a'acquisitflo de territorio, onde ha escravos
A commissflo dos negocios navaes fez o relato-
rio d'um bil para ordenar-se a construyo de 4 va-
pores de guerra
Mr. Mies ofi'ereccu urna resoluto declarando ne-......------------..........
cessario arrecadar-sc una renda addicional de 5 ou I ticias recentes do Canad; mas o seu conletitV) MO
6 milliOes de dollars animalmente, augmentando-sel era interessatile. /.*
os direitos sobre gneros ja lasados, e impondo-sel (Um.)
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gado; he a expressfo fiel, de um pnenomeno muito
conhecidn transportado para aamachinn humana, on-
de i'flo postuma proiluzir-so, mas onde se ha do in-
fallivelmento realisar se nfn hoiiver todo o cuidado.
He sempre rom extrema repugnancia que sedeve
ver surgir q.iialquer invengfn que tende a introdii-
zjrna vida commum o uso dos lquidos rombusti-
veig. O ether he um dos mais temiveis. Manipula-
NOTICIA SCIKNTIFICA.
EMPREGO DO VAPOR DO ETHER.
Paris, 16 de Janeiro.
O mundo medico est preoecupado com urna dos-
coberta quo nn America acaham de fazer recente-
mente dous dentistas, os Srs. Jaekson e Morln. Tem
porfim tornar insensiveis dor os individuos que i 'lo nos laboratorios por mfosexercitadas, jtfiodeixa
de vez em quando de dar luga* a desastres deplora-
veis": o que ser sedelle seservirem inconsiderada-
mente cm ma sala de hospital '.' Aos chefes de ser-
vido e aos internos em pharmacia que teem conheoi-
menlos exactos a este respeilo, cumpre tor muia
circumspecglo as experiencias muito louvaveis que
se lulo de fazer por todas as parles
{Journal de Mbats.)
(Jornal do t.'ommercio.)
teem de soffrr oporacoes cirurgicas. O methodo em-
pregadnpelos inventores he 19o mplese inofensi-
vo, quejase fizorar# experiencias em Pars O Sr.
Malgaigno, ruja critica severa mise pode pontontar
com fados mal observados, rommunicou terga-feira
prxima passada Academia de Medicina os resulla-
dos das experiencias que Tez, e que, diz elle, liveram
bom xito quatro vezes em cinco. Citou o exemplo
muito notavel de un homem a quom se cortou a per-
na, e que, segundo disse, no> sen lio senfio urna pe-
quea coiuichfio.
O methodo consiste cm fazer respirar possoa a
quemsequer tornar insensivol um ar saturado de
vapor de ether ordinario. Disso rcsulta.no cabo de
dous nu tres minutos, urna especie d,e embriaguez
que militas vezes pode lancar o paciente em una le-
thargia profunda; masque onlras vezes apenasdos-
envolve nelle um estado de verligem, um desmaio
incompleto que he sufliciente para po-lo ao abrigo
das dores mais erueis.
De ordinariocompoo-sc o apparelho de um frasco
meio choio do fragmentos de esponjas embcbfdas em
cther e que tom tres gargalos. Un he guarnecido de
um tubo de vidro que mergulha al o fundo do vaso;
no ontrn se adopta um canal flexivel que acaba pur
una emboradurn assaz desenvolvida para que os
movimentos respiratorios so possam executar livrq-
mente por seu intermediario. Esln parle flexivel do
apparelho tem alm disto um systema do vlvulas
dispostas de tal sorlc, quo o ar respirado venha todo
- do interior do frasco e que o ar expirado sejn pelo
*. contrario expellido para fra antes de nelle pene-
trar.
' Taes sflo as condicoosessenciaes do apparelho im-
provisado de que se usa todas as manhnas nos hos-
pilaes para se procurar, conformo o systema dos in-
K- venlores e do Sr. Malgaignc, adormecer todas as
pessoasquese querem suhmeltera experiencia.
Anle-houtem no Hotel-Dieu, as salas do Sr. Roux,
um homem de 40 anuos de idade, a quom lam cortar
a peina por causa de urna fractura complicada de
gangrena, servio-se intilmente por espago de Un
quarlo de hora do apparelho do ether sem sentir um
elTeito notavel. Soffreu a operagfn com coragem,
tiorm nao sem padecer mui vivas dores. Nflo he es-
e um farto muito eoncludenle, porque odoente,
habituado a fumar, n.lo fez provavelmente penetrar
nos puhnes os vapores ethereos. Servio-se do ap-
parelho. disse elle, como se estivesse fumando o scu
cachimbo.
No ilia seguinte tentaram -se duas experiencias em
um homem e cm uina mulher; esta, depois de algu-
mas inspirncoes, noquiz continuar, queixando-se
de urna scusagflo insupportavel nos orgilos respira-
torios.
Quantoao homem, de 42 anuos de idade, acoslu-
mado a beber ahundanlemente vinhos e licores "es-
pirituosos, servio-se afonlamente do apparelho; po-
rem foi insensivel nspiragilo dos vapores ethe-
reos.
as mesmas salas, un enfermeiro do 20 annosde
idade, tamhem acosluniado ao uso dos licores espiri-
tuosos, subjeilou-sc voluntariamente a influencia
dos vapores do ether, e em breve dosmaiou. Ficnn
nesseestado durante alguns minutos, c depois, ten-
do voltadoa si, aftinnou que nao desmaira iuleira-
niente,masquedeixra de perceher o quesepassa-
va em redor de si. Accrescentava que Ihe teriam po-
dido cortaros bracos cas peritas sem que com isso
se imporlasse.
No mesmo instante, cm outra extremidade de Pa-
ris, o Sr. Laugier, que obtivera um apparelho, o
cmnregava no hospital Iteaujon sobre as pessoas que
vinliam tirar denles. Gonseguio-se tirar, sem que
dssesignal de dor, iim dente molar a urna mulher
que, depois de ter mostrado grande repugnancia,
acabara por arosluniar as vias respiratorias ao con-
tacto da mistura etherea que sahia do apparelho
Os proprios alumnos internos c externos que segu-
an) aclnica doSr. Laugier procuraram, na presenca
uns dos outros, provocar cm si una embriaguez
momentnea; todos experimenta rain a ditliculdade
qlo lia em ntroduzir nos pulmes rssa mistura ga-
zosa,contra a qual se revnltam o paladar c o laringe.
Todos padeceram mais ou menos suH'ocagfo, lacri-
magfo, e sobretodo uina sensagfo abrazadora muito
intensa em toda a extensilo da mucosa, ferida por
esse contacto desacostumado. Sniente dous outros
persistirn! o lempo necessario para chegara sentir
verlgohs. Poitanto parece resultar dos faclos ob-
servados aqu que a inspiragio dos vapores do ether
ordinario (ether sulphuricoj produz dilTerentcs effei-
tos nos diversos individuos. Uns sfJo insensiveis a
essa influencia, seja por causa da propria onust Ini-
cuo, seja cm consequenra do uso inmoderado dos
licores alcq)flicos. Outros, mais sensiveis, cahem
em lethargia mais ou menos completa depois de le-
rem respirado durante alguns minutos um ar satu-
rado de ether; outros finalmente parecem n;1o po-
der aturar este medicamento, por causa da impres-
sfo muito viva dos vapores as membranas mucosas.
Em todos os casos parece ulil lembrar quclles
que se vio entregar com ardor a essas experiencias
tilo dignas de interesse, que o vapor do ellier, mis-
turando-so com o ar, produz una mistura gazosa
explosiva das mais perigosas. Todo o frasco de ether
destapado derrama torrentes de vapor que correm
invisiveis do vaso para s mesas e depois para o chao,
e podem a qua'lquer momento inflahimar-so se al-
guma lampada ou qualqucr corpo iullammado se
achar col locado alguns pes distante do recipiente do
ether. Se desgracadamente o fogo se communica a
essa nuvcm da ether, nflo se limita o perigo a urna
exploslo no espaco; a incandescencia se communi-
ca aoproprio frasco, quebra-o, lauca por toda a par-
teo liquido combuslivel que encerra e produz desor-
dena proporcionadas quanlidadede ether que nelle
se achava. Agora, se se considerar que o ar satura-
do de vapores inspirado por um doenle que se quer
operar he justamente essa mistura explosiva; se se
aiteiulcr a que, durante as operuges, o cirurgiio
se raz allumiar por velas accesas, a quo osenfermei-
ros passam e tornam a passar com lampadas as
naos, rar-se-ha urna ideia da sorte reservada ao pa-
ciente, se o fogo vier a communicar-se ao ar que elle
respira : havera sbitamente urna verdadeira explo-
sfloquesc communicara at o interiordo peito, pro-
duzti o rompimento dos bronchios al as suas der-
radeiras ramificagoes, e far posilivamenlo em po-
dacos um dos orgilos mais immedialamenle essen-
ciaes a vida;
INTERIOR.
NICTHi:i\OY;
Pomos brindado com um exemplar da historiado
Brasil, escripia pelo Exm. general Abren l.ima, e im-
pressn em Pi'rnamhuco; bem como da resposta dada
ao fallecdn Sr. conego Januario da Cunlri Itarbnza.
Esposado he diz.T que esta obra he das melhores
historias publicadas ate hoje, senfio a melnnr, pela
minuciosidade e aiithcnticidade dos factos historeos
all exarados. Grandes sacrificios o aturado traba-
Iho deve ter despendido o Sr. Abren Lima para con-
seguir una obra tilo importante: ose urna outra o-
bra a lempos publicada no Rio-de-Janeiro pelo mes-
mo Sr. muito concorreu para augmentar a fortuna
de certo imprcssnr, pela extraerlo que teve, que m-
rito niTo deve ter esta que sem duvida he mais cor-
recta, augmentada, etc. .' O grande catalogo do subs-
criptores que vem no Cm do volunte, moslra ocro-
dito que goza este Iliterato hrasileiro, ereditoque se
firmn de urna vez para sempre na opinifin dos sa-
bios, qur nacionaes, qurestrangeiros, desdo a pu-
blicarlo do bosquejo histrico poltico e lilterario
do Brasil, e de diTerentes memorias sciejitilicas pu-
blicadas nos jornacs desta corte: as approvacoesau-
thenticas e espontaneas por oscrpto que entilo o Sr.
Abreu l.ima recebeu do polticos e Idelogos, com
quem nenhiima rclacos tinha, he a maior prova do
mrito.da sua obra.
Alguns manuscriptns importantes e vnlumnsos sa-
bemos ter oSr. Abren l.ima para publicar, sobre A-
meriea, Kurnpa, e alg'umas reformas de classes, a-
doptadas ao Brasil; porem como publicar sem um a-
poio forte, masdeqiiem? Do governo ? Que gover-
no? Do Brasil i' Misero! queso seoecupa de caba-
las, de. transacgOes.e de averiguarqual o empregado
publico que mo Ihe he serve humilissimo para Ihe
arrancar o pilo brbaramente, e sobre tudo, mais se
oceupa da sua exclusiva conservaco no poder, to-
do custo, pois he essa sua niofina.
liaja vista o que acouteceu com o benemrito Sr.
(apellidadodesembargador; Joflo Candido de Dense
Silva. Quem negar que o yr Joilo Candido do Dos
e Silva quasi a sua cusa, com as economas do orde-
nado de secretario do governo da provincia queou-
tr'ora exercia, tem publicado vinte e tantos voluntes
do tradceles escolhidas sobre moral poltica, eco-
noma poltica, educacao da inneidade, linaneas,
etc., etc. ? A oxcepQHo do curso normal de Degc-
rando, grabas a influencia da vico-presidencia de
l839doE\m. Sr. Santos l.obo, nenhuma outra mere-
ceu o menor apoio de governo algum. ou ilcalguem.
Tem a assemhla provincial dado loteras a quanta
cspeculacao tem appareciilo, mas ao Sr. Dr. Joflo
Candido, que por sua pessoaj he um garante, alm
de Miilec Untos volumcs ja' publicados, cm balde;
um projeclo nesse sentido offerecido na assemhla
provincial pelo Sr. Dr. Fernando Sebaslito Dias da
Motta, cabio! ltimamente foi-lhe arrancado o em-
prego, e substituido por um Ilusorio lugar de de-
sembargador do Maranhilo; depois disto quantos jui-
zes de dircito teem entrado na relacAo do Itio-de-Ja-
nciroi1.' Concillamos que todo mundu tem dircito
de ser desembargado?na relac.io do Rio-de-Janeiro,
ltenos o lillerato, o anclo benemrito,o probo e po-
fcreSr. Jollo'Gandido. Seus recursos acltam-se esgu-
lados, suas lonjas exanndas, sua idade avanzada, e
mullas importantes traduCQdea inelictas e perdi-
das, eis oque he um Iliterato, um sabio no Brasil, c
os nossos governos ? Filhos de cabalas, de cabalas
scuram. Eis porque militas importantes obras do
Exm. Sr. general Abreu Lima flcaro inadictas; pois
que os letoresdo paz por si so mo pagam anda as
despezas da impressflo, alias caras.
ir.
{Do Socialiita.)
de negocio se submotterS com melhor vontado, do
quo hoje o fazem cITm a postura municipal, por ser
mais dispendiosa a irrigaciTo feita porcada um.'. Sa-
la das sessdes 22 do marco de 1847. Joaquim de
Aguino Fonseca.
OSr. vereador Burata foz os seguintcs requeri-
montos que foram approvados ; sendo nomeado par.
momhros da commissSo, de que trata o segundo dos
ditos requerimontos, o mesmo Senhor veroador Ba-
rata eo Sr. Aquino,
Requeiro que so oflicie a administracSo dos esta-
belccimcntos de cardade para mandar remover o
entulho quo existo em urna casa d scu patrimoiW,
sita na ra das Larangeras, por ser prejudcialissimo
sade publica. Sala 17 de margo de 1847.Ba-
rata
Cumprindo, por ulilidadedoshabitantesdesto mu-
nicipio, e para conhecimento dos acluas e futuros
Miembros desla cmara municipal, quo sejam colle-
gidas c codificadas suas posturas e regulanieulos
de qualquor qualidade e natureza que sejam, e con-
vimlo que osle trabalho seja precedido de um exame
sobre as mesmas posturas e rogulamentos, indican-
do-se o que est em vigor, e disto o que convm
conservar, alterar, accressenlar e derogar, para
depois do approvado pela mesma cmara, sor sub-
mellido, por via do governo, assemhla, provin-
cial, e com o assentimelito desta vrificar-se a itn-
presso em um volume; requeiro por isso que est"
cmara nomoio d'cntre os seus membros urna coin-
uiissit que se incumba dosle trabalho, ouvindo o
advogado da cmara so for necessario, e dando coti-
la, -no mais breve espaco que for possivel, desta in-
cumbencia. Recife 19 de teverciro de 1847. Bara-
ta.
Entrando em discussflo o requerimento adiado do
Senhor vereador Barata, relativamente ao fiscal de
S.-Antonin, tornou a ficar adiado requerimento
doSr. Nery, o manJou-se remoller copia do dito
requerimento ao mesmo liscal, para responder so-
bre a materia nelle conlida.
Despachou-soa pelieao de Joflo Tilomas Pero ira, e
levantou-se k sessOo. Eu, JvaO Jos Ferr ira de
Aguiar, secretario a escrevi.Carneiro Uonteiro.
Barato.yenj da Fonseca. Egidio Ferreira. Aqui-
no.
PERNAMS *CO.
Esle quadro n.lo he de forma alguma sobrecarre-
Ctmara niimicipal do liedle.
SESSAO EXTRAORDINARIA DE U DEMARCO DE 1847,
l'reiidencia'do Sr. Carncir Nonleiro,
Presentes os Srs. Nery da Fonseca, Egidio Ferrei-
ra, Aquino e Barata, ahrio-se sessfio e foi lula e
approvada a acta da antecedente.
0 secretario leu um ollicio do Exm. presidente da
provincia, convidando a cmara a concorrer ao cor-
tejo, e assislir a grande-parada do da 25 do correlo
Intoirada.
Entrando em dscussSo o oflicio adiado do cor-
deador, tratando das plantas que deyiam deserap-
provadas pelo Exm. presidente da provincia, e das
que exfstem na repartcilo das obras publicas per-
tenec! tes cantara, continiiou o adiamenlo quan-
totrprimera parte, equanlo segunda, maudou-
se pedir (illicaliiiente as ditas plantas uo inspector
daijuelia rcparligilo.
OSr. vereador Aquino offoreepu a seguinte pro-
posta que foi approvada, o no sentido dola se olli-
ciou ao Exm. presidente da provincia:
Sendo mui oneroso para aquelles que teem casas
de negocio, agoarem diversas vezes por da, durante
a estacan calmosa, os passeios que licam em fren-
te desuas casas, e viudo a ser inoxequivol a postu-
ra municipal, poique os fiscaes nao so podem achar
ao mesmo. lempo em diversos lugares, cumpre adop-
tar alguma providencia', para que esta medida do
salubridade publica seja-rigorosameiito observada,
como o he em todos os paizes civilisados : e por isso
proponho que esta cmara se dirija ao Exm. presi-
dente da provincia, rogando que se digne de sub-
mctler considoracao da assemhla provincial este
objeclo de interesse publico, para ver se ella cria
um hnposto sobro as casas da negocio, applicavel a
irrigado das ras feita por meio de arremalactlo,
ou por qualqucr mitro modo sob a vigilancia desla
imposto a que os proprietarios das casas
IIIU1I0 DE PEBMHlil'CO.
REOIFX, 12 DE ABItlL DE 1847.
ContinuacHo da 3.* discussflo do projeclo n. 6; 3.*
dosdens. 9, 10, 11 e12; 2 "do do n. 18, o.'dos
de ns. 5, 15, 16 e 17*: eis o que o presidente da as-
semhla designara para ordom do dia d'amanhila,
ao encerrar a sessfio de itntc-hontom.
mmi ii 11 i
loviumitu do Porto.
Navio entrado no dia 12.
Rio-de-Janeiro; 14 dias, patacho brasilciro Amato-
nat, do 132 toneladas, capltflo Manoel Marciano
Ferreira, equipagem 9, carga carne; a Amorim Ir-
mfios.
Navio tahido no mesmo dia.
Ncw-l.ondon ; galera americana IJenry-Thompson,
capiUlo Jos. Ilolm, carga azeitede peixo.
fvlal.
O llldi. Sr. inspeclorda Ihesouraria de fazenda
desla provincia manda fazer publico o resultado do
exame, abaixo transcripto, a que se procedeu na
Ihesouraria da Parahiha cm algumas notas falsas do
1,000, 2,000 e 5,000 rs., que alli apareceram.
Secretaria da Ihesouraria de fazenda de Pernam-
buco, 8 de abril do 1847.
Antonio Lu* do Amoral eSilva,
Odlcial da secretaria.
cantara
Illm. Sr. nspe/or.--Procedendo com a devi-
da altencfioao examo, de queV. S. nos cncarregou
por porta ria desta dala, em tres olas suspeilas de
Talsidado, duas da segunda eslampa do valor doum
edous mil ris; aquella da segunda serie n 18926,
assignada porFelizardo JosTavares, cesta dapri-
inoira serien 21672. assignada por Custodio Cardu-
zo Fontes; e a ultima da terceira estampa, do valor
cinco mil ris, primeira serie n. 2480, com a assig-
nalura de Ricardo Pires Ferreira, vamos dar conta a
V. S. do resultado do dito exame.
"Julgamos falsas todas ecada urna das sobreditas
tres notas pela diffe renca de seus signaes e caracte-
rsticos oiti relaco s verdadeiras.
A de mil ris tem o papel muito encorpado e as-
pero, quando o das verdadeiras he fino e macio,
mostrando por isso ser elaborado com muito monos
sedadoqueaquelle : a chapa no geral nos parece
menos perfeita que as das verdadeiras: assim, no em-
blema mo so a figura que nelle se v, como as folhas
que ficam asna fraila, e jarro quo Ihe est a es-
querda, 800 muito mais esbranquecadas, faltando-
Ihe aquello colorido, sombra ou fusco vermclho que
se encontra as verdadeiras : as palavras segunda
soi licam muito trepadas ou prximas aos alg.i-
nsmosda numeragflo, o estes so avizinham o che-
gain muito mais uns aos outros do que as verdadei-
ras, as quaes guar.lam entre si una distancia pelo
menos duplicada : na cinta do meio da nota, onde
vem escripias as palavras No Thesouro Nacional-
so percebem mui visivelmcnto claros ou linhasver-,
licaos queseparam as palavrasum mil ris--,.juena
mesma cinta se repelem ; o que nas verdadeiras so
nao v, e nestas as ditas palavrasum mil risse
conchegatn, e unem muito, alm disto assim nas tar-
jasestreitas que horizonlalmente esWo.acima o a-
baixo da nota, como nas verlicaes "quo ficam a seu
lado, se observa nfios nas Ictlras da palavra um
por extenso, e no algai ismo I que se repelo nos
quatro cautos da nota, como nas armas impuriaes,
quo estilo na tarja direita, o finalmente na renda quo
acompanh toda a extensio superior e inferior das
ditas duas primoiras tarjas horizonlaes esireitas,coalo
empola ment na linha,quando nas verdadeiras isso se
nao da, sendo por isso mesmo como que lisos lodos
os contornos, linhas, Ictlras e renda -que veem ucs
lugares mencionados. O trago que corla a ultima
perna do N que precede a numoragao, lio mais choio
e maiiir que os das verdadeiras, e mesmo acaba cha-
to do um e outro lado, e nas verdadeiras em pouto
agudo: o -O quo esta cima do dito N fazendo a pa-
lavra Numero--he nas falsas mais cheio e redondo,
o nas verJadoiras mais fino e ovado: oalgarismo
1 da nota, do que tratamos, nflo est cheio das
palavras-um mil ris eaprsenla um grande claro
vertical em toda a sua extensio interior e vizinha
linha direita. ltimamente na dita nota so nflo per-
signatura a suppomos muj differente do original, 0
por isso falsa.
Julgamos nilo dever occultar que as. olas de
1,000 rs. da chapa que examinamos, pode Iludirf-
cilmente, por dependefM averiguago c conheci-
ment de seus signaes* Wiracteristicos cima men-
ciondosda comparagfto das verd'.!eir'?.
n Passando nota de 2.000 rs., arbmoster o pn,
pe mais aspereza, e conler por isso menos seda que
odas verdadeiras; a cor em geral be deshntada,
os nomes das provincias nas palavras Imperio d0
Brasilescripias mui imperfeita e grossoiramenle:
a figura que apparece no emblema, o qual he minio
mais apagado que o das verdadeiras, principalmente
nos ramos que Ihe ficam ao redor, he tambern gros-
soiramentedesenhado, nflo snnbrago, comoprin-
cipnlmente na mito esquerda, rujo dedo pollesar so
nflo distingue, quando nas verdadeiras he ello bem
saliente; faltando-lhe igualmenle as flores que so
enrhergain nas verdadeiras entre os ahelltu M
cinta do meio eustam a distinguir-sc perfei la mente
as palavras-dous mil risque alli se repetem. A
mesma differenga que oncohtrantos no trago da ulti-
ma perna do N da palavra-Numero que preqede a
numcragflo se observa nesla. Finalmente a as-
signatura de Custodio Cardozo Pontea diHere do
original.
As notas da.cha'pa da de que tratamOf, nos p.
recem maisimperfeitasquea de 1,000 rso,ae deixa-
mos mencionada, o, pelo deshotamento goral de sua
edr, nos persuadimos que Iludir menos
A nota de cinco mil ris he soitrc todas a mais
imperfeifa e grosseira, c por isso com diulculdade
poder Iludir. Concordamos a respeitodeltas coma
examo feilo na caixa da amortisagflo da corte, nfo
sa rerpeito do papel que parece conter bstanle
algodflo, e aniesenta um macio e lustro differente
do das verdadeiras, como ns largura e comprimento
da nota que he superior as oulras, e nos outros sig-
naos e caractersticos especificados no dito exame,
tendo apenas a accrescentar a maneira imperfeita o
grosseira, por que estilo escriptos todos os munei )J
das provincias do imperio nas palavrasImperio do
Brasil que estilo i.a parte superior da nota, pelo
quo mal se percebe um ou outro dos ditos nomes:
ofusco ou sombra sobre quedo lado esquerdo da
nota est escripto o valor della cm.algarismo, he
menos cheio que o das verdadeiras, deixando perce-
her difierentes claros Igual defeito notamos na cin-
ta larga do meio, onde estilo escripias as palavras
No Thesouro Nacional pois que, alm da imper-
feigffosobredita do fusco ou sombra, se distinguem
perfeitamento difierentes linhas vertieses em claro.
A assignalura de Ricardo Pires Ferreira difiere lam-
bem do original, e por sso a suppomos falsa.
He quanto temos a cxpdr a V. S. em cumprimen-
to da citada portara. Thcsouraria da Parahiha, 20
de margo de 1847 O 1." escrptiirrrio, Jenmyma
Nunei da Silva l'ereira. O 2. cscrptiirario, Bros
da Bocha Mello.--Geialio Becerra Cavalcanti Confor-
me. O secretario do govorno, Filitardo Toscano di
lirito.n
Conforme.Francisco Xavier e Silva, ofilcial-maior
interino.
Est conforme.Antonio luis do Amoral eSilva,
o(licial da secretaria.
Ilcclaracocs.
ARREMATACAO QUE NO CBRENTE MEZ SE HA
DEEFFECTI'AR ANTE A IHESOURARIA DAS REN-
DAS PROVINCIAES.
DIA 16.
As obras da ponte da cidade da Victoria, avahadas
em 7:576^000 ris, sol) a condigno de principiaren!
dous mezes depois de assignado o termo do contra-
to, e serom feitas dentro do prago de 12 mezes, con-
tado do conformidade com o artigo 10 do rcgulamen-
to tiasnrrematagocs; com a clausula de serem feilos
os pagamentos na forma do disposto no artigo 15
do mesmo rogulamento; e Picando o arrematanle
res tonsavel pelas mesmas obras por lempo de um
anno.
BEBEBDDBi
O caixa da companhia do Bebcrbe, leudo de pres-
tar contas administraglo no da 24 do corrente,
roga aos Sis. accionistas que se acham em atraso ,
hajam de completar ns entradas do 80,por cenlo ale
odia 24, afim de havor lempo para se organis'-0
ha lauco que deve scrapresentadoem assemhla fe-
ral dos accionistas no prximo vindouro mez nc
maio. Recifo, 9 de abril de 1847. O caixa,
. da Silva.
Coritrata-se, por um anno, a arrecailacfo i!
laxa de.-20 rs. por baldo d'agon nos chafarizes d
prapa da Roa-Vista da caixa da run do Pires c il>
Soledade os prelendentes podem dirigir as sus
prospostas; em caria fechada ao escriptorio il>
companhia al o dia 24 do crtenlo, declarando os
seus fiadores. As propostas seiflo abortas em prt-
seuea da administragfio no (lia 26, e se efTecluaro
contrato com quent mais der e melhores garant!
offerecer. Escriptorio da companhia do Bebcriltc,
9 do abril de 1847. O secretario, O. J. Fernanda
Barros.
Theitio publico.
Domingo 18, a beneficio da primeir
dama Joatrna Mara ile- Frclas Gamboa,
se representar a grande peca a bestau-
n*c\ de PERNAMBuco lolul expulso dos
Hollandeze8; Os inlervallos seraoprcen-
chidos por dancas ensaiqdas pelo Sr. E.u-
quiel. A beneficiada supplica i indul-
gencia publica para tima nova dama que
l'ar o papel de lacaia.
Publicacoes Luteranas.
As ligos deobammaticx iuclbzarecopiladas c
coordenadas pelo bacharel formado Vicente Percira
do Reg, professorda lingoa ingleza no lyco desta
cida le, as quaes foram uftmamenlo adoptadas para
cebem distinclamenle as palavras-Thesouro Naci- compendio da respectiva aula do collegio das artes
nal -em lettras d'agoa que as verdadeiras so ds-1 preparatorias para ocurso jurdico do Olinda, a- .
linguete bem na cinta larga do meio. Quanto aas-|cham-se venda nas livrarias da praca da Indepen- j\


,lenca, ns. 6 e 8, o do puteo do Collegio, n. 2, a pre-
^o ile t,000 rs., em meia encadema?flo.
Na llvraria di prafa da Independencia ns. 6"c 8, a-
M-o a venda o compendio dr grographla elementar
' 1(. nlliiiUincnW fl'odopln I agrcga^o dos Srii.
If
d
.3.
"pr'r'fniOOO rs., emjjruxura; e 5/500, intln encadera-
fo dourada.
mms
Avisos maiiiiinos.
Para o Porto sahc, impreterivnlmeTito no da 15
(lo corronto, o brigue portuguez S.-Manoel-I, capi-
llo Jos Francisco Carneiro ; ainda tem coramodos
pira psssageiros: o roga-se a todos os Srs. carrega-
ijo-es queiram levar os seus conhecimentns rasa
Jn sou consignatario, Manoel Juuquiui Ramos e Silva
ilim do so poderem fazer os mapifestos do. mesmu
brifue. ;
Para o Rio-de-Janeirosegue, sexta-feira, 16 do
correnie a sumaca Terpsichore queni na mesma
nui/er embarcar escravos a frete, trate com Ma-
chado & Pinlioiro, na ra da Cruz, n. 23.
Para o Rio-dc-Janeiro pretendo sahir com bre-
vidade o brigue Norma, e Uto breve quanto possa re-
cfbcr o seu carregamento : o mesmn tem superio-
res commodos para passageiros e escravos: quetn
pretender pode cnlender-se com os consignatarios ,
moi im Irmflos, na ra da Cadeia n. 45.
~ Segu por estes dias o muito veleirn hiato S.-
Jolo, para a Habia com, escala por Macci, por ter
quasi o seu carregamento prompto ; inda recebo al-
guma carga miuda ou passageiros : quem preten-
der carregar ou ir de passagcm, dirijn-se a bordo
do mesmo hiate.
-Para n Rio-Grande-do-Sul partir, Impreterivel-
mcnte at o dia 15 do correte, o brigue re/i;, bem
condecido nesta praca, tanto em suas viagens co-
mo em seguranza ; reoebe nicamente passageiros,
para o que tem asseiados commodos ; assim como
escravos a frete, para o qne tambem tem commodos.
Trata-sc com o proprietario Firmino Jos Flix da
Kosa.
Para o Porto sahe, impretervelmente no dia
15ilo corrente, a barca Hilla-Fernambucana capi-
tilo .Manoel pVancisco Nogue ira : ainda lem commo-
dos para dous pas'sagciro*! para o que trata-streom
o capitflo, na prac;a,.ou com o consignatario na ra
da Cadeia do Recite, n. 51.
Para o Aracaty segu viagem com brevidade o
patacho Anglica, com a carg'a que houver : quem no
inesnio quizer carregar ou ir de passagem, para o
que tem hons commodos, dirija-sc a ra da Cruz, n.
26, a tratar com Luiz Jos de S Araujo.
Para o Cear sahir, impreterivelmento no dia
15 do corrente, o brigue-escuna Henriqueta, por ter
tratada a maior parle de sua carga : quem ainda
pretender carregar falle com o mestro do mesmo ,
Jos Joaquim Arves da Silva, nu trapiche novo, ou
na ra da Cadeia-Vellia, n. 17, segundo andar.
Para o Rio-Grahde-do-Sul sahe.na seguinle se-
mana, obrigue5.-a/oo/-^t/sf/o capitilo Manoel
Simes ; recebe escravos a frete e passageiros para
o que tem os melbores commodos: quem preten-
der falle com Manoel Ignacio do Oliveira ou com o
capitilo na praca.
Para o Itio-de-Janeiro segu o brigue nacional
Snciedade, forrado e ile prximo encavilhailo de co-
bre u ile boa marcha: para carga miuda, passageiros
ou escravos a frete, a tratar com Amorim Irmos,
na da Cadeia, ou com Jos Francisco Collares, na es-
quina, loja de ferragens, lioje de Jos Dias da Silva,
ou com ocapillo Jeronymo Jos Telles.
Para o Porto sahir com a maior brevidade ,
a veletra barca N.-S.-da-lloa-Piagem, fornida de
cobre ; anda recebe alguma carga o passageiros ,
para o que tem excedentes commodos: os prelen-
ilenles ilirijam-se nO capitilo Joao Jos Rodrigues a
bordo, ou na prnea do Commrcio", ou ao consig-
natario Francisco Alvcs da Cunta, na ra do Viga-
rio, n 11.
-~.,.-_L
LHlL's.
----------__------------------------------,-------,
I.eilo de moLulia
Kalkmannct Rosonmund farilo leilTo, porinter-
voinjilo do corretor Oliveira,da mobilia pertenccnleao
Si-. II D. Kalkmann prximamente retirado ilesta
provincia, consislindo em mesas do jantar, de jugo
o de meio de sala, sofas, cadeiras, commodas, lava-
torios, toucadores, quadros, etc., apparelhos para
mesa e para cha, ditos do cristal, urna seraliua, um
piano, trem de cozinha, urna carro de 4 rodas, algu-
inas obras do prata; dous escravos, c muitos oulros
objectos uteis e de gusto : sexla-fera, 16 do corren-
te, as 10 horas da manliSa, no segundo andar da sua
casacommerciiil, rua da Cruz.
-- James Crahtree& Cumpa nhia faro leililo, por
irilervrncSo do corretor Olivei ra de um completo
soi lmenlo de fazendas inglezas proprias do mer-
cado : hoje, 13 do corrente, as 10 horas da inaudita,
no seu armazeru da rua da Cruz.
O corretor Oliveira far leilflo para liquidar
cuntas, de grande varedade de fazendas, quese-
ro vendidas por diminuto nreQO : quarta-feira, 14
do crrente as 10 horas da manhila, no seu es-
criptorio da rua da Cadeia.
Avisos di versos.
Lotera
DA
Matriz da Ciade da Victoria.
O restante dos bi I he tes acha se a ven-
da, como j -se aiinniicioii, na Inja de cam-
bio do Sr. Manoel Gomes, no bairro .do
iiocife ; na botica do !Sr. Joao Momia,
no de Santo Antonio : os quaes serSo ven-
didos smente aleo rlia i4. (se ainda o
honver ^ pelos procosjannunciados.
Offerece-se um homcm idoso de boa conducta e
casado seo familia, para encarregar-se de tomar
sentido em algum sitio prximo desta cidade, sem
outro estipendio alem da comida. A pessoa que o
quizcr.procurc na rua do Cadeia do bairro de Santo-
Antonio, n. 15, primeiro andar, queahisedaroas
Furtaram aoabaixo assignado, de su casa, um
relogio horizontal de ouro, com o mostrador do pra-
ta lavrado.com pontetros pequeos do segundo, qom
almilas He dimetro, o juntamente urna caixa de
prata dourada, de feitio quadrado comprido, de 6 a
8oitavasderape : roga-se s pessoas a quem forem
estos objectos offerecidos, de os ap-r!"""'T"r!
ievarem a seu dono .loflo Manoel RodriguesValonea
na rua larga do Rozario, padaria, n. 48, que serlo
bem gratificadas.
Obilheton. 1353, da primeira parte da primeira
lotera concedida a favor das obras da igreja matriz
da cidade da Victoria, pertence ao Sr. Jos Flix -la
Cmara Pimeniel, etica em poder do Antonio Alves
Teixeira Bastos.
---Perdeu-se.quinta-reira santa tarde, da esqui-
na da rua do Aragto at a matriz jla Boa-Vista, um
alhnetodn cabeca de treme, com dous passarinhus
beijando-se: quem o aehou, tendo remoraos do cons-
ciencia, querendo restituir, par reeeher n valor do
mesmo, peder levar ao largo da Santa-Cruz, no so-
brado de um andar, n. 1.
--Aluga-se urna negra muito boa cozinheira, lava-
deira de varrella e sahilo; cozinha e he apta para to-
do o domestico do urna casa de pouca ou muita f-
oiilia, menos para a rua : a tratar com Joaquim Jos
l.ody, na rua larga do Rozario.
Srs. Redactare. Apparerendo no seu Diario,
de 12 do corrente, um annuncio em meu nomo, no
qual eu declaro haver dissolvido a sociedade que ti-
vera com Antonio Jos Antones Guim irlos na loja
defazenda da rua do l.ivramento n. 34, declaro que
este annuncio nilo he ninu, e nem cu Uve snciedade
alguma comoSr. Antunos na dita loja, a qual he
toda do Sr. Antones. Portanto, fique o respeilavel
publico saliendo que aquello annuncio he obrada
fraudo de alguem que lem inimizade a mim eaoSr.
Antunes.
Vodo Antonio do Reg.
Martinianno da Rocha bastos embarca para
o Rio-Craude-do-Sul os seus escravos Augusto e
Constanca, pardos.
Oflerece-se um rapaz brasileiro para caixeiro
de eiigonho, ou.outro qualquer cslabelecimenlo
no mallo, ou nesta pra^a : quem o precisar an-
nuricie.
f Prccisa-sedo um bom trahalhador de massei-
ra ; paga-se bem : na rua Direita, n. 24.
Precisa-se saber quem he o correspondente de
Braz Jos Muniz morador na Parabiha : queira an-
nunciarsua morada ,.ou dirija-so uestes tres dias a
loja do Sr. Jos Ignacio da Assumpco no Aterro-
da-ltoa-Visla onde est urna pessoa de fra que
Ihi' deseja fallar.
Precisa-se maisdo um oHlcial de charuteiro :
na rua nova de S.-Amaro casa terrea n. 20.
Perdeu-seum meio bilheten. 863 da lotera da
cidade da Victora : por isso rogM-se ao Sr. thesou-
rciro da mesma caso saia premiado do nilo pagar
senflo ao seu proprio dono, Joaquim da Silva
Arouca.
- Offerece-se um Portuguez para feilor do um
sitio ou para outro qualquer trahalho : quem de
seu presiono se quizer utilisar dirija- .o a rua do
Rangcl, venda com a frente para a rua do Quei-
niado.
Responde-se por a ultima vez a Carlos Alige-
lo deMoraes, com o documento abahxo, em publica
forma, no qual so mostra haver um socio que deu o
seu dinheiro; e ignorando da venda, lucros e sen es-
tado, se vio obrigado a vender esta parle, come o fez
por documento legal e testemunhas. O que se per-
gunlou foi quem recebeu este dinheiro, e nada
rnais: escusado seria esse ofltysivo a quem nilo
o offendeu; mas islo he talvez llovido a sua pouca
pulidez, e nilo se lemhrar que em folhas publicas,
nilo se alaca, porqueras gyram no publico; e s-
menlese musir quem receheu o dinheiro, por ser o
mais exaclo nestes caso; porem isto se far em juizo
na forma da lei, tanlo eni um como em outro tribunal,
servindo de muito o mesmo seu annuncio para ocaso
c melhoro doSr. Joao Albino da Silva Souza que
tanto se moleslou, sem que nelle se fallasse! Porem o
melbor he o diloSr. dizer quo he credor (nilosci de
quem; e no mesmo documento, elle por seu proprio
punho.se mostra saldado, o islo sem conliadiccilo !
respeilavel publico fara juatica, e os tribunaes com-
petentes reconhecer.lu como se gyra com o dinheiro
alhcio!.'
Sr. JoiloBaptisla Paula da Silveira Junto Ihc
remello aconta quo mandei fazer para repartir por
nos dous o liquido apurado da factura que de nossa
sociedado e a sua consignnc,no embarquemos para
l.oanda, no brigue-escuna Detiberaco, capitilo Mano-
el Francisco da Silva Araujo, e V. me. mandou en-
tregar a Josi) Antonio l'eroira, em cuja conla ver
V. me. peilenrcr-lhe 1:234,152 rs ; e leve V. me. do
prejuizo 46,128 rs ; o a mim pertence-me 1:475,778
rs., e Uve de prejuizo 55,160 rs. ; V. rae. j receben
1:000,000 de rs., saber, 500,000 rs. em dinheiro, e
500,000 rs. para a sociedade do Mata Flor-do-Redfi,
com 254,003 rs. que V. me me deve como vera da
sua nota o mais urna continha que anexa faz a quan-
tia de 1:251,003 rs. abalendo 1:234,152 rs como
cima lica dito, resla-me V. me 20,851 rs. salva o
engao, porm V. me. faca asna conla para ver se
esta cerla, fleando por nossa conla o dinheiro que
eslem poder do seu amigo Jos Antonio Pereira; e
logo que a conta esteja cerla, V. me. mande-me o re-
cibo em como recebeu a parte que I he perteucia deata
sociedade; em quanto a sociedade do hiato quando
se liquidar, e eu tiver a conta, eu lhe a farei presen-
te; nilo levei em conta o saldo do bilhete da lotera
por a nilo ter recebido; em quanto aos dous fardos
qtieV me. licou com um o ou como eutro, se V.
me. virque ha injuslica, mandemos avahar, eoque
houver de mais se repartir entre nos. Fico esperan-
do a sua resposta, e sou de V. me. atiento venera-
dor obrigado o criado Jodo Albino da Stlca Sou-
:a. Suacasa, 8 de Janeiro d 1846.
* N. II. A dilercnca contra qualquer de nos me
participe. Reconhcco verdadeira a lellra osignal
da conta retro* ser de Joilo Albino da Silva Souza.
Recife, 12 de abril de 1847. -- Km lestemunho de ve.r-
dadeSignal publico O tabelllo publico, ui-
Ihermt fatricio Hesetra Caealcante.
( Seguam-se a verba do sello, e as palavras tabel-
liasda publica forma'.
Antonio Teixeira dos Santos, com loja de mar-
ceiMiaatoa rua da Cadeia, n. 18, declara as pessoas
que teem penhores vencidos em sua mito, hajam de
ostirar.no prazo de 3dias; do contrario os ven-
der para seu pagamento deprincipalejuros.
Precisa-sede um caixeiro para urna pallarla :
na rua Direita n. 82.
Manoel Joaquim Lamas avisa a todas as pessoas
que teem penhores em seu poder os vilo remir at
o dia 30 do corrente moz de abril; do contano serijo
imprclerivelmcnto vendidos para pagamento do
ni
S*s s=s:=wi5r-5: StSS^r
Precisa-sede urna ama socca .branca ou do
cor, queseja de bonscostumes ,e saiba fazer o.ser-
vico interno de urna casa de pouca familia. Paga*se
liom. Dirigir-so a ru,a do Rangel, n. 59, segundo
andar.
-- Aluga-se urna loja em Fra-de-Portas junto a
ir leve um talho de carne bstanlo afreguezailo ; assii.
como tambem e vendem osportenecs do mesmo la
Iho : a tratar co.n o seu proprietario na rua da Ca-
deia do Recife, n. 6.
Deseja se saber, se existe nesla pro-
vincia nutra desle imperio, Domingos da Silva
Maia, natural da fregueiia de Santa-Ma-
ria-de-Alvarellios, concelho da Maia, ter-
mo da cidnde do Porto ; cujo dizem -ter
ido para o Hio-Salgado, em 1819. remet-
tido pelof.dlecido Joao da Silva Maia, que
morn lid Porto das Canoas desta cidade.
Iloga se, portanto, ao mesmo Sr., ou
outra qualquer pessoa que do mesmo d
urna nformHC&o exacta, se he vivo ou mor-
o, ou se tem algnns berdeiros, o favor
He se dirigir rua do Crespo, a filiar com
Jos Joaquim da Silva Maia, poi* imiito
'teseja ter noticia a respeito ; do que se Pi-
car summamcnlc obligado.
Urna mulher do bonscostumes se encarrega da
criaeflo de meninos de peito, impedidos e dcsimpo-
didos ; tambem recebe meninos para desmamar, no
que prometi esmerar-se : ouemde seu prest i ino so
uizerutilisar, dirija-sea rua Augusta, as lojas
do sobrado novo que tem a frente cOr de chumbo.
Su mesma casa vendom-se 3 varas do bico largo com
ramagensem recortes fundos, por proco commodo,
e um berco ainda em bom uso
~ No primeiro andar da casa n. 7 da rua Nova ,
trata-se radicalmente das molestias venreas, tan-
to antigs como modernas, por meio do um reme-
dio nilo mercurial, cujo curativo so faz em poucos
dias e com pouco dispondin.
O ahaixo assignado declara a quem convicr que
j de muitos lempos se lhe tem apresentado cuntas
ile seu nomo.de. fazendas que o abaixo assignado nilo
eomprou, nom mandou comprar, talvez procedido,
como de faci assim lem sirio, de nonios acaso se-
melhanlesao do abaixo assignado : o para que des-
appareca tal engao, declara o abaixo assignado que
d'ora em diaute se assignara por Manoel Joaquim
Fernandes Valonea. Manoel Joaquim Fernandes.
Jos Pires, subdito portuguez, relira-se para o
Rio-Crande-do-Sul.
Achou-se, no dia 3do corrente, um pardo, e
como nilo so sabe quem lio o dono, por isso se faz o
presente annuncio pagando o dono as despezas ,
dirija-so a rua Direita, juntoao sobrado do Sr. coro-
nel Joaquim Bernardo de Figueiredo
A pessoa, cmcuja mlo existir urna cdula verde
de200frs. de n 2210 e quinta serie, tendo no
verso o nome Codliish Fellicr querendo troca-la
por 250,000 rs. em cdulas miudas annuncio, ou
dirija-sea Roa-Vista, ao padre Bacalho que sa
bcra ser grato. -
Os liquidalarios da massa fallida do Fernando
de Cueca, tendo de proceder ao rateio do liquido
produelo da mesma, para este lim avisan aos ere-
dores quo ainda nloapresentaram as suas contase
ttulos, que hajam de o fazer no prazo de 3 das,
lindos os quaes, aquellos credoresque o nilo Iizerem,
sserfo contemplados pelos saldos que constam do
balanco dos livros.
-- O doutor Casanova, mdico francez morador
na/ua Nova,n 7, primeiro andar oflerere o seu
presiono a todos os habitantes desta cidade e pro-
vincia : o sompre o acharffo promptoa rcceitar, cu-
rare fazer todas as operares do cirurgia gratuita-
mente a pobreza.
Antonio Tavarcs, como se acha desarrumado, se
florece para caixeiro, lauto na praca como no
mallo.
Precisa-so de um caixeiro para tomar conta de
ima veiula por balanco : na rua do Rangel, n 50.
Jos Francisco Ribeiro de Souza embarca para
1 Rio-Crande-do-Sul os seus escravos Luiz o Andr
Aluga-se una prcta quo sabe fazer lodo o ser-
vico de urna casa : quem a pretender dirija-se a rua
doQueimado, 11. 4, segundo andar.
Precisa-se alugar un sitio a margem do rio Ca-
piharihe, da Ponte-de.-Ucha para o Recite, cujo
arrendamento he so at novembro : quem tiver. an-
nuncie. 1
Quem annunciou querer comprar duas casas
terreas na Roa-Vista, querendo urna mcia-agoa
na rua da Alegra queir'afinuncjar aua morada
-- Perdeu-se, desde a poule do" Recife "ate a Estan-
cia, na noiledo dia 9 do corrente urna caixa de
tartaruga bstanle fornida ,.com urna chapa de ou-
ro no meio do lampo Rpg-se a pessoa que a arlmu
de a levar ao Rocife armazem'grando'defronto da
escadnha, de Antonio Teixeira Bacelar que sera
generosamente recompensada.
Daniel Ozorio de Souza retira-se para o R10-
Grande-do-Sul, com sua senhora e 3 escravos.
()ffcrccc-se urna pessoa hbil paia
por em da qualquer eesripturaco que
se ache atrasada ou escrever annualmen-
te em qualquer estabelecimento : as pes-
soas que prelenderem.ilirijam se ao Ater-
ro-da Boa-Vista, n. 38, queacbarao con
quem tratar.
-- UmmoQO brasileiro quo tem bastanto pratica
de negocio, propOe-se para caixeiro, com preforen-
ca para o mallo ou fra da provincia, para o quo
da fiador a sua conducta : quem de seu presiono se
quizer utilisar annun*W.
F. Fromont, afinador e concertador de pia-
no, avisa a seus freguezesSiUo, como esta para reti-
rar-se, se acha prompto Taj; conccrta-los eali-
na-los quemouizerseutlisaisleseu prcstimo pro-
cure-o na loja do Sr. Garnior relojociro, na rua Nova,
a qualquer hora do dia.
-O arrematante das afericOesdo* pesos e medi-
das desle municipio faz c'eito a quem interessar
que"o lempo da revisSo principiou no primeiro do
corrente mez
Oflerece-se urna urna para casa de homem sol-
teiro, ou de pouca familia: no becco do Martins, na
Roa-Vista, n. 4. .. .. ....
No dia 3 do corrento mez de abril, w"'10 "f
Alleluia, turtaram de tardo.no Poeo-da-Panelia, aa
casa da residencia da viuva D. Herculana Duarteae
Miranda llenriques.'um cstical de prala que esM^a
na sala sobro urna hanquinha; tem de P* vr
quarlas e mcia, e um palmo de altura; he do reino
moderno, lem a base q.uadrada, a qual descansa so-
bro quatro pequeas bolas de prata, quo lhe servem
de ps, unidos quaes lem de menos. Roga-se, pots,
a pessoa que souber om que mBo existe, ou quem o
furlou, o favor de particularmente communica-lo a
dona; assim como a pessoa a quom for otlerecido,
o favor de apprehende-to e manda-lo entregar a mea-
ma viuva, ou rro Alerro-da-Boa-Vista, em casa do sr.
Dr. Jos Eustaquio Gomes, ou finalmente de aonur
ciar por qualquer dos Diario; quo ser recompen-
sada.
Alugam-so os 2.*e 3.' andares da casa da rua oa
Cruz do Recife, n. 40. ( advcrle-so quo nao tem co-
zinha i por precn conrmodo: a tratar na mesma casa,
no primeiro andar.
Os paisqao quizerem daryraft a seus filnos
de 10 a 12 annos) algumas nocoesdo latim, 'Ug|ez
o philosophia, os mande em Olinda, rua de S.-Bento,
n. 3.
Lima alaiate,
na rua do Lirraincnto mbrado n. 1 precisa de boai
ntl'u i ns dr sru officio e rrerbe aprendlzri.
Roga-se aoiSrs. Manorl Joaquim dos Sanios, An-
tonio Giiilherme de Araujo e Dioniio Elarlo Lopes,
quriraiii por elle Oinrioaniinnciar as suas morada, para
se Iratar de negocios que lhe dlicm respeito.
COLLECIO SANTO-ANTONIO.
O director deste collegio faz publico que as aulas
respectivas se acharo abertas de segunda-tetra em
rilante.
Ilenriquo Amante Chaves Ain, tendo comprado
o estabelecimento com todas as dividas activas, ou-
tr'ora pertencente ao Sr. Fernando do Cueca, rua
do Trapicho, n. 34, aos Srs. administradores d*ma-
ca do supradito, tem ajionra de lembrnr aos Srs.
devedores ao mesmo eslahclccimento hajam de nflo
pagaros seus dbitos senflo aoannunciante. O mes-
mo estabelecimento continuar, como pelo passado,
a ser prvido de todos gneros do costumo, sempre
dos melhores, o esforcar se-ha o annunclanto pa-
ra merecer a conlianca dos Srs quo se dignaren! non-
ra-o com sua freguezia. #
Precisa-se de um oITlcial segeiro ou corrieiro :
no Aterro da-Roa-Vista,n. 52.
Arrenila-se um sitio em S.-Amaro, no princi-
pio da estrada quo vai para Bclm com casa de pe-
draecal.com bastantes commodos para familia,
E orl5o nadita estrada boa cacimba d'agna de be-
er muitos ps de arvoredos de (rucio, e lugar
para ha isa de capim : a tratar no Atorro-da-Boa-Vis-
ta, n. 21.
Na na do Sebo 11. 3 d-ie dinheiro a premio
com penhores de todas as qualidades e chi pequeas
quantlas.
D-so dinheiro a juros com a devtda seguran-
za ,ou com penhores do ouro, prala u hypotheca
emaluumacasa livree desembarazada : na ruadas
Trineheiras, sobrado n. 50,
- Quem annunciou, no Diario d>9 do corrente,
querer vender dous livros em branco dirija-so a
rua da Cadeia-Velha n. 15, loja do Bourgard.
Pelo novo destino que deu ao edificio da sua
residencia na rua do Hospicio, poderoDr. Sarmen-
t receber em sua casa doentes que deseje 111 vir
tralar-se nesta cidade. Serfo recehnlos nilo s os
doentes do qualquer sexo e coiidieo que sejam,
mas tambem as pessoas, ou familias, que os quizc-
rem acompanhar.
Precisa-so do um caixeiro para venda, quo d
fiadora sua conducta: em Kra-de-Portas, no largo
do Pilar, 11. 17.
Ii.-m- diiili. 1111 a juros sobre penhores de ouro e
prata : na rua larga do Rotarlo, ao p dos Quarleis ,
ns. 15e II,se dir qneiu d. Na inrsma casa vendein-se
a9 segulnles obras de prala do Porto : una Iriteira um
assucareiro um bule urna cafetrlra, uuia gella an-
da nova c milito rica, com 1,100 oitavas.
Precisa-se de urna ama para casa de pessoas
solleiras que saiba bem cozinhar, coser, oengom-
marcom asseio : no. paleo do Collegio, primeiro
andar, junto a casa ama relia.
Compras.
Compram-seescravos de ambos os sexos, de
12 a 20 annos sendo enlre ellos um escravo carpin-
teiro ile ribeira e outro calafate ; pagam-se bem ,
sendo de bonitas figuras : na rua das Cruies n. 29,
segundo andar.
Compra-se um moinho prompto: quem tiver
annuncie.
Compra-se, para fra da provincia, urna es-
crava le 16a 18 annos, quo saiba cozinhar, lavar,
ngommar, o seja do bonita figura : na rua da Ca-
deia do Recite, loja de terragens, n. 56.
Compram-so duas casas terreas no bairro da
Boa-Vista, e 0111 boas ras, que estejara bares e des-
embarazadas: quom as tiver annuncie.
V'DllS.
No dia 7 do corronte, embarcou para o Rio-
Grande-do-Sul, no brigue Felit-Viajante, sem passa-
porte do governo, Daniel do Sanl'Auna Barros e Sil-
va, dcixando a sua mulher no poder de sua av, no
Hio-Formoso,

'i
Vende-so a colleczto da legislacSo portugueza
pelo desembargador Delgado, desde 1750 at 1820,
comsupplemenloemsete velumes tanto em bro-
chura como em rica oncadernazo; supplenientoi
avulsos mesma. Colleczo de 1750 a 1762 ; Diges-
to portuguez, por Correia Telles em 4 volumes;
Tratado do testamento e manual do appcllacoes, por
Gouveia Piulo; graminatica franceza, por Constan-
cio; diccionario'porttil da iingoa portugueza, por
Fonseca : ludo por mdicos prezos, na livrana da
praza da Independencia, ns. 6 e 8.
Itil;ii 110 passcio.
Continuam-so a vender os sorvetes de fructas, a 200
rs. o copo, boa medida, para quem levar dinheiro a
vista.
Vendo-so muito bom vinho da Figueira, pipas,
barris, assim,como de Lisboa, de multo bons auto-
res, de Brdeos em caixas do 12 garrafas e muito
bons licores: no armazem de Guimariles Ferreira.
Yendem-se dous excedientes e ho-
yos pianos fortes, por preco commodo : na
rua di Cadeia do Uecife, n. 39,.primeiro
andar.
Vende-se, no primeiro andar do sobrado n. 3
da rua do Aterro-da-Boa-Visla, urna arroba de proa-
I siato de polassa (cjano/errtiro de putatimm}-
1
i
.< J
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Um


|:M
A
A ESTRELLA DA NOITE.
Lindissimn valsa para piano : vende-sena ra da
Cadeia do Recita, loja de viuva Cardozo Ayres & Fi-
lhos: prego, 500 risi
*
j \nu\e-M,m runda Cruz, n. 23, &
Jjj cera ein velas, de uma dos melho- p
|H| res fabricas do Itio-iie-Jaiieiro H
(fj sortimento vontade do compra- j
(7^1 dor,em caixas pequi as e por LL
j| |>ie^o mais haralo do que cdi ou- |
jAj ira qualquer paite. |h
AVISO
aos Srs. de engenho
Ka rila do Crespo, loja n.li,
ele Jos *lo;i<|iim da Silva
Haya, vendcin-sc
cobertores de algodflo, multo encorpados, proprios
para escravos; bem como uma fazenda de liiiho a
jmitacilode estopa, fortee propra para roupa de
escravos e saceos para assucar; ludo por prego mui-
to barato.
-- Vende-se tima canoa aherla que pe-
ga era mil fijlos de alvenaria ; tima dita
meiaaberta, pequea, rctificada de no-
vo ; nma dita de conducir
por preco commodo : na ra
la-lSova o. 7.
agoa : tudo
da Senzal-
Excellenle rap.
completo sortimento : na ra da. Senial-
la-Velha armazcm n. no, de Alves
Vianna.
gVff f fftfff PRAZEIlf
E ALEGRA !*
*


1
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*.

4
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m

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<
al
*;
Vende-se; por prego commodo para liquida-
gflo de contas o hlliar da Camhoa-do-Carmo que
ha nouco se acabou de apromptar com botiqim do
bebidas e_ todos os pertences para sorvete cuja casa
tem muitoscoinmodos para casa de pasto, acha-
se toda rectificada e pintada de novo e paga o alu-
gual he de 8,000 rs. mensacs.
Polassa da Russa,
pelo prego de 180 rs. a libra, em harria pequeos :
rmazcm
Temos a
satsfago
de annun-
ciaraoma-
damsmo
pernambucano de gosto, queso acaba de re-
! ceber de Pars a fazenda denominada prazer
* e"alegra Pars he herco das modas, e
" onde o hom gosto esta mais apurado : all
tt- a fazenda denominada prazere alegra tem
&> tldoe tem o malor apreso; todas as senhoras
de apurado gosto encontram-se, qur nos
bailes, qunios passeios, vestidas dopra-
zere alegra!
O madamismo pernambucano, pois, sempra
apreciador do bello e agradavel, e por tfnse-
guintc das modas de Pars, 11I0 pdeilelxar
de receber com muto prazor esta noticia.o he
na ra do Crespo, em casa de Antonio l.uiz
dos Sanios & Companhia, que se espera o
seu reconhecimento.
Muito pode no mundo
A belleza a sympalhia ,
Que sempro se consegue
Com prazor e alegra
:.>
:>
II. III
de Kalkmann &
Acha-se aborto mu novo deposito na ra da Crus,
n. 44. de superior rape1, tanto lino comogrosso e mcio-
grotso de Gasse da liahia o por inuitocominudo preco.
Acha-se a venda no dito deposito, e bem assim 110
bairro de Santo-Anlonio as lojas dos >rs.; Filippc
de Santiago, Joaquim de Abren, Hcnnques 81 Cnm-
panhia ; Alinrida e Campos Antonio Doininguos Fer-
relra Joaquim Mnnteiro da Crut t Companhia ,
Manoel Joa da Costa Olivera ( odeceira Si Gulniaiaes;
bairro da Boa-Vista os Srs Antonio Ayres de rastro &
Companhia Caelano Lniz Ferrrira bairro de S.-Jos ,
o Srs. Joo Jo Pinto de Oliveira, Vicente Jos la-
vares.
--- Vendem-se bolina para me-
nino e hornero, de lodos os lamia
nliqs ; capachos redondos ecotn-
pridos de crese luancos, pata
ornar salas ; esleirs'de Angola :
na ra larga dol.ozaiio, n. 24.
G
IZ.
Loja de Joao f.hardon ,
' terro-da-lloa-Visla, ii.S.
Nesta loja aclia-si- un rico sortiinenlo de LAMPE0ES
PARA GAZ com seu* competentes vidros accendedo-
ve e abafadore.
Estes eandieiros <> os meihore e
mais modernos que existen! hoje : recomniendani-se ao
publico, tanto pela seguranja e bom gosto de sua boa
confedeo como pela boa qualidade da lu, economa e
asseiode seu servlco.
\'a UlCMlia loja o consumidores ein-
pre achanto mu deposito de GA'A de cujo se afianza a
jualidade e em porio bastante para consumo.
Vendc-se potassa nova por proco mais com-
modo do que emoutra qualqucr parle ; cal virgem
de Lisboa cm harris : na ra de Apollo, armazem
n. la.
Vende-se urna morada de rasa do sobrado; una
dita terrea no bairro de S.-Anlonio : a tratar na
ra da Concordia, n. 3.
Lleria do Ro-de-Janero.
Vendem-se bilhelese meosdilos da dreima lote-
ra a beneficio do Monte-Po; na ra da Cadeia ,
loja do cambio, n. 38 de Manoel Gomes.
Chain panlia.
Vendem-se glgoa com 12 garrafas de vinho de cham-
anha, de qualidade inulto superior, cm casa de J. J.
asso Jnior, ra do Amoriin, n. 35.
Vende-se uma exceliente casa terrea com
commodos para uma grande familia sita ncsla pra-
<;a : no principio da ra Imperial, n. 9.
Csa da F
ni ra eslreila do Hozario. n. 6.
NesU casa acha-so a venda o resto das cautelas
da lotera a favor das obras da matriz da cidade da
Victoria, cujas rodas teram o seu infallvel andamen-
to no da 15 do correnlc mez, iquem ou nflo buh-
te por vender
- Vendem-se duas escravas do 23 a 26 annos,
no uma parda e a oulra cabra multo robustas e
samas; um ptimo escravo crioulo de 25 annos.
irt!0. V embarcar Prler PMaporlo lirado : n
ra uos /anoeiros armazcm de couros, n. 1
,i.7--endim"S^.8 escravo8 8e"do : 2 preta's cozi-
nneiraa ; duas ditas quitandeiras ; uma mulatnha
Ue 11 annos; um casal de pretos, por prcijo commo-
Ho; 2 pardos de bonitas figuras, de 18 a 20 annos:
no pateo da Matriz de S.-Antonio, sobrado n. 4.
Vendem se VELAS de cera do
Bio-de-Janeiro e de Lisboa, grande e
na ra da Cruz
Rosen ni und
Vendem-se dqus lindos moleques de nacfio ,'
de 16 a 17 annos ; 2 ditos mu elegantes, de 11 a 12
annos; uma negrinhade 12 annos; 3 escravos para
lodo o servicn ; um bonito mulatinho de 11 annos ;
duas escravas com habilidades ; duas ditas para to-
do o servico, por 4*0,000 rs. ambas: na ra de
Agoas-Verdcs, n. 46.
A-nnuncio impoilanle.
Na loja n. 4 da ra do Crespo, ao p do arco de S.-
Anlonio, dcRicardoJ.de F. Rbeiro, acharilo os
concurronlcsiim bello sortimento de casimiras de
cores com muita elasticidad)' e de goslos os mais
modernos, recebidasda afumada Pars; ssim como
Igualmente ha um sortimento completo da reconhe-
ciila boa fazenda pela sua consistencia denomina-
da pclle do dabo sendo o pruco de cada corto
1,440 rs. ; adveilindo que seus padres nada fien ni
restando a qualquer nutra fazenda de alto custo : ha
lamhein.um completo sortinionlo de fazondasdo lo-
'lasas qualidados, que merecen! a devida conside-
racilo em seus apurados gostos como em .seus mdi-
cos praciM o entre citas merecein particular alten-
eOOdu senhoras uns riscadoschladose chlnezes,
ile elegaiitissimospadrOese realzadas coi es de rosa,
azul, e cor de cafe, adamascados a escocesa, a 280 rs.
o covado proprios i ara vestdoc, e sendo suas
amostras francas aosprctcndeiiles.
= Veudem-se moeudasde ferro para engenlios de as
sucar, para vapor, agoa e bostas, de diversos tamanhos
por prefo commodo ; c igualmente taixas de ferro coado
e batido, de todos os lmannos: na prac.a do Corpo-San-
to, n. II, em casa de Me. Calmont & Companhia, ou na
ruado Apollo, armazem, n. 6.
Vendem-se meios lilhetts da lotera da cidade
da Viciara, a 4,500 rs. na ra do Cabuga, loja de
miudezas, n. 9.
IN a ra do Crespo, loja n. io, de
Jos Joaquim de Frcilas GuimarSes ,
cont'minm-sc a vender as seguintesfazen-
das pioprias paia escravos: coberto-
res de algodo muito encorpatlos, a 8oo
pinlio, a polka para assenlo
de portas de lojas; um .novo
sorlimonto de taboas depinho, de costado e costa-
dinho assoalhoeforro para casase' tambem para
fundos do barricas; taboas americanas de todos os
comprmanlos, o at de 3 palmos de largura: alrsdo
theatro, armazem do Joaquim Lopes de Almeida,
caixeiro do Sr. Joao Matheus.

RAPE' ANDARAIIY.
Acaba dechegardo Rio-de-Janeiro o exceliente
rap nacional Andarahy, intelramente novo no nos-
so mercado ej acreditado na corte, pela sua ex-
cellenlo qualidade, digno de ser apreciado pelos
amantes da boa pitada. Vende-se no deposito na
rtia do Trapiche n, 34, terceiro andar, de cinco
libras para cima, e a relalho, na ra da Cadeia do
Recife lojas de miudezas dos Srs. J. J. de Carvalho
Moraes, A. F. Pint c lrmfo A. B. Vaz de Carva-
lho ; deforragons, Pontea & Sampalo; de fazon-
das Cunhat Amorim, Antonio Uuarle de Oliveira
Reg, na ra da Madre-dfe-Deos ; ra do Queima-
do loja do ferragens da Camposfi; Almeida ; praca,
loja de miudezas de C. G. Rreckemfeld ; Cabuga, T.
de A. Fonseca.e Umbclno Maximianno de Carvalho ;
Atcrro-da-Boa-V'ista, loja do ferragens, de Caela-
no L. Ferreira, e de miudezas, de T. P. do M. Kst-
ma,c Antonio Ayres de Castro & Companhia. Adver-
te-seque no deposito vendem-se 11 libras por 10#000
ris.
Porecem de seda.
Chapeos de sol de panninhu inglez com armac.ao de
ferro os mclhores que teem apparecido nesle mercado:
na ra Nova n. 6, loja de Maya Ramos & Companhia.
Na ra Nova n. 0, loja de
Maya llamos & C. .
vendo-se sarja preta larga ; soiim prelo de Macau ; veos
pretos, do multo lindos padres luvaj de seda curta*
e romp illas ; meiai de sella pelas e brancas para lio -
moni e senhora ; ricas perfumarias ricos chales e
mantas dos mollinees gostos que teeni viudo; borzeguics
para homeui e senhora ; sapatos de lustro para hoinem
o senhora ; spalos deduraque muito nuvos e bons a
l000 rs. o par ; creps sonidos ; llore* multo finas para
chapeos; i icos lencos de seda para nio ; ditos-pretos
para grvala ; c outras iniiilas fazendas de gosto, e pelo
mais barato possivrl.
Tinla Verde de oleo
da India, larir
go
rs ; peca de ztiarte
ganga azul, com i4 covados, a 1,000 rs
c un 1 as I' /(lulas por barato preco.
Vende-se a venda da ra Fogo, n. 20. bem afre-
guezada para a trra, e com poucos fundos, a di-
nlieiro ou com desobriga a praca : a tratar na mes-
i'-.a venda.
Vonde-so una rtca cadeiriha de arruar; um
scjlim de montara de senhora ; urna espingarda de
dous canos com seus pertences para caca ; urna ne-
grnha de II annos ; uma dita de 20 annos moca e
vistosa; duas canoas de carreira por preco com-
modo por perlcnccrem a urna pessoa que se retira :
na ra daScnzalla-Velha, armazem 11. 110, se dir
qucm.vende.
Vendem-se ancorelas com 150sardinhas de es-
cabeche : na ra da Cadca-Velha, n. 6, primeiro
andar.
Vende-se una venda com poucos fundos, na
travessa dos Remedios : a tratar na mesma venda
Alerta officiaes de oficio cor-
ran) ao anligo barateiro que el-
le lem ferrameiila, que lor
ra por lodo o- dinheiro.
te com grande frca, os humores serosos, acres e ptri-
dos, de que o saoguc se odia a miado infectado jf[[
correin todas as partes do corpo e s cessam de obrar
lili a iid o teem expulsado todas as impuro/as.
A tercoira preparafSo.consiste em nina limonada ve-
getal sedativa: heaperkliv, temperante e adorante; tor.
na-se em commum com as pilulase faciltla-lhesos me-
Ihores effeitos.
A posicao social doSr. Morison, a sua fortuna ludc-
pendente rcpellem toda a ideia de charlatanismo ; e as
admiravois curas operadas com o seu systcma no col-
legiode ssdede Londres, sito mais que garaotes da
orneada do seu remedio.
Ri'cominrnda-se esta medicina que nao pede nem
resguardo de lempo nem de posi;ao"da parte do doen-
te a todos os que atacados de molestias julgadas in-
curavois se qulzerom desengaar da sua vlrtude.
Oala que a humanlilade feche os ouvldoi aos intc-
ressados em desacreditar estes rcmealoa tao simples,
tio commodos e to verdadeiros.
Vendem-se smente cm cata do nico e verdndtiro
agente J. 0. Elstcr na ra da CadeU-Y:!hs a. 20.
8orte Grande!
Vendem-se melos-bilhetesda lotera da matriz da
cidade da Victoria que corre impreterivelmonle n
dia 15 do corrente: na ra do Collegio loja, n. 1.
Vende-se um moleque de bonita Figura: na ra
da Cadeia-Velha, n. 6, primeiro andar.
Vendo-se um sitio le torras proprias, na Agoa-
Fria de Beherbo; tem uma. cacimba de muito boa a-
goa, casa de taipa, arvoredos de frucl. Esto sitio fui
do finado Jeronymojoso Martns: quemo pretender
v Fra-de-Poi tas, no pateo da greja do l'Uar, n. 8,
que se far lodo negocio.
Vende-se cal virgem em meias barrigas ,-chrgada
ltimamente ; caixas vasias para assucar ; urna porcSo
de pesos de ferro, de duas arrobas ; sorras grandes para
serrar madeira ; tudo por preco commodo : na ra da
Moeda, armazem n. l7.
Vende-se, paraol/e a.'anno postillas, Kant,
etc., em Olinda, loja do Sr. Doming
Escravos Fgidos
em latas pequenas vende-se por preco commodo : na
na da Cruz, n. 10, arinarcm de Kalkmann 8t Roaenmund
Vendem-se 3 redes grandes, de muito bom
gosto sendo uha feila no Para com verandas de
coros e duas no Rio-Crande.; 50 ps de coqueros,
em bom estado de se plantarem : na ra doQuei-
mado, n. 57.
Vende-se uma prela do natjilo, de bonita figu-
ra, que lava de varrella e sablo, o he fateira e maris-
cadeira; a vista do comprador, se dir o motivo da
venda na ra do S.-Jos, n. 21.
Vende-se a obra completa de Silva, as ordena-
c>s : na ra das Cruzes n. 41, primeiro andar.
Vende-se uma parda de bonita figura, de 26 an-
nos que cozinha, lava do sabilo e cose atguma cou-
sa, sem vicios nem achaques : na ra das Cruzes,
n. 22, segundo andar
Vondcm-se dous lindos moloques de 12 annos,
sem defeito algum ; 2 ditos de 14 a 16 annos; um
dito de 18 anuos, por 430,000 rs ; um bonito pardo
de 18 anuos ptimo pagom o tambem cozinha ;
9 esclavos sendo m delles perito carreiro; um dito
que trabalha bem de pedreiro ; umaescrava que sa-
be fazer todo o servico de urna casa; uma dita boa
qutandeira por230,000 rs.; uma dita boa lavadeira
equtandeira ,(por 200,000 rs ; uma dita para o
mallo por 220,000 rs.; uma dita ptima mucama ,
quoengomma bem, he de elegante figura e na" o
tem vicio algum : na ra de Agoas-Verdcs n. 46.
Vendem-se duas pretas para o servico de cam-
po : na ra larga do Rozario, a fallar com Bartho-
ineu Francisco de Souza.
Vende-so um casal de moleques, do 11 annos,
proprios para aprenderem qualquer ofTlcio; vendem
se por precisilo nflo teem vicios e nem achaques ;
um prcto para todo o servico ; um bonito pardo de
18 annos ptimo pagem, sem vicios nem achaques:
na ra do Nogueira; n. 19, segundo andar.
Vende-se uma preta de nagflo Angola : na
ra da Cadeia do Recle, n. 3.
Vendem-se coifas de malha para padre : na
praca da Independencia n. 37.
- Vende-se uma preta de Angola, que cozinha o
diario de uma casa ; um escravo muito novo pro-
pro para todo e qualquer sorvico: na rifa da Cadoia
do Recife, n. 32.
Vendem-se as obras de direto publico, uma
de Silvestre Pnheiro e oulra de Benjamhn Constaul:
na ra do Amparo, em Olinda, n. 60.
O antgo barateiro tem ptimos ferros para oll-
ciaes de oficio, na sua nova loja de miudezas da ra
do Collegio, n. 9; encintado martelo para carpin-
teiro a 320 rs. cada urna; ditas para carpina de
fu/.io a 400 rs. cada una ; ferros de plainas ; ditos
de guilhcrmes e de outros muitos modelos, a
100 rcis cada um ; hadamos do todas as largu-
aas com cabo de ferro, a 160 rs. cada um ; marte-
los de todos Os lmannos a 200 rs. cada um ; colhe-
rea para pedreiro a 400 rs. cada uma; dobradi^as
para portas ou janellas ; chumhadeiras em pedra ,
480 rs. o par ; e outras muitas ferrainentas que se
vndenlo por precos rasoaveis por ostarem com um
loque do ferrugem e para liquidaeflo de conta.
- lendem-sc cadera* de
cidade da Victoria, uma na ra do Meo grande ,
junto ao Joflo Teixcra com frente de pedra o cal,
3 camariuhas quintal e portao o a outra peque-
a, no beccodo Capim ,de taipa com duas caiira-
nnbas uma sala e quintal: na ra do Crespo, loja
de miudezas, n ti
Vendc-se um terreno em Fra-de-Portas : na
ruada Guia.n. 58.
la loja de trastes da ra Nova, n. 67, vendem-
se, por baiatissimo prego, 12CHdcras, duas bancas,
um soph uma banca de ineio de sala; ludo do ja-
caranda e muito bem Teiio; assm com urna mesa
para escrever, de amarello envernizado.
Vendo-se um bonito molecflo peca de 22 an-
nos sem achaques e d boa conducta ; um Guarda-
l.ivros moderno ; uma venezianna : na ra eslreita
do Rozario, n. 10, terceiro andar.
Vendem-se 4esclavos, sendo 3 negras c um
preto; todos de muto boas figuras e mocos, pro-
prios de todo o servigo : na ra da Cadeia de S.-An-
Fugio, no dia 6 do corrente um preto de no-
iim Manoel, de naglo Massangana estatura regular,
rosto redondo com alguma suissa j tevou calcas de
linlio cru ecamisa de madapoliio mas seinpre traz
a camisa enrolada na cintura o chapeo de palha de
abas muito largas ; he milito cachacero odepois
debebado costuma fazer desordens e rouhar o que
pode; he muito ladino ; costuma a intitularse for-
ro ; eslava alugado no Aterro-dos-Afogados miando
fugio e o fez na necasiflo de ir entregar uma caria
que levoii comsgo : qtiem o pegar, leve a ra da
Soledade n 32, que ser recompensado.
-- Fugio, no da 8 do corrento a preta Joaquina ,
de naglo Mogambque do 24 annos alta, secca, fu-
la, rosto redondo, olhos pequeos beigos grossos,
ps pequeos ecinzentos; tom pelas costas signaos
de reinadas'; levou vestido hranco, camisa de al-
godirozinhoc panno da Costa azul : quem a pegar
leve a ra da Madre-de-Oeos n 34.
No dia 9 do corrente desappareccu, pelas 9
horas da manhfla um moleque, de norae Sabino,
do 15 annos pouco mais ou monos; levou caigas do
csimica de listras e camisa de riscado encarnado ja
desbotado; tem na fon te di re la um sgnal preto:
quem o pegar leve a seu senhor, na casa n. 15, de-
fronte da groja do Corpo-Sanlo, que receber 50,000
rs. de gratificagito.
Fugiram do onsenho Vinagre, no dia 4 de
abril, dous escravos : Aloxandre de nacflo Cabimla,
de boa estatura, corpulento, malfeitodos ps, an-
dar alcalrozado por urnas rachaduras que tenvnos
mestnos; levou vestido camisa e ccroula de algodao
da trra e chapeo do couro, Joflo de nagHo Benguel-
la, alt ede bom corpo, um tanto saba, eestando
sem camisa ve-se-lhe uma cicatriz as costas mais
verrhelha que o corpo; levou vestido camisa e.cerou-
la dealgodSo, chapeo de palha : o primeiro dissena
sabida quo ia para casa do Sr. Joaquim JosKcr-
reira e o segundo para Casa da Sra. D. Antonia, ma-
na do finado Joflo Rafael Cordel ro. Oabaixo assig-
nado roga s autoridades policiaes e capilffes de
campo.quo.os pegando,os levem nesla praga. casa
do Sr. Flix da Cunha Teixeira, em Fora-do-Porlas,
na ra do Pilar n. 6. e fra da praga, ao engeulio
Vinagre, do termo do Iguarass, que serfio genero-
samente recompensados.
Urbano Josi de Mello.
- Fogio, do poder do abiixo
assignado, um escravo, de nome
Domingos, de 20 a 22annos, cor parda baixo, mus-
culoso, barbailo e de suissa fechada, cohollos peque-
nos nariz grosso o um pouco chalo, tientes alvos,
com urna cicatriz semicircular no anle-brago dirsi-
to do um can i velada aue levou; he muito espe I
- Vendem-se duas moradas de casas terreas na e,01"a^ t'abalha de dfforentesolllcose l altim
ue
Ifor
te-
aii-
tonio
II. 25.
Vicdiciua
universal.
I'ilulas vegetaes de James Morison.
A medicina vegetal universal he o resultado de 20 an-
uos de invostigaedes do celebro James Horison. Por
meio distas pillas conaogulo seu autor innmeras c
admiiaveis curas, desde as allecces que'alacain as
criancas dr pello at as molestias cinmicas do anciao.
A Europa aaudou este remedio como remedio univer-
sal pata todas as doencas eat hoje anda uo fui des-
mentido tal titulo.
Esta medicina, vem acompanhada de uma recolta quo
onsina e facilita a aua applicayau. Consisto em tres pro-
paracoes a saber : duas qualidade do pilulas disliuc-
tas por nmeros, e un po : cada qual goza de modos e
acedes diversas.
As pilulas n. 1 sao aperitiva ; purgam sem abalo os
humores bilioso e vlcusos, e os explsalo com orneada
A do n, i cxpulMn com este humores Igualmen-
cousa. Como estivesse no Rio, Rabia e AlagOas don-
de he natural,.conta historias destes lugares ; o
sendo possivol que lenha sabido da Cidifdepode il-
ludira qualquer doquo he forro. Desappareceu na
noite do dia 10 do corrente ; levou camisa de Cirila
azul, caigas do brim pardo trangado clmpeo de pol-
lo velho e, sapatos, pois anda calgado ; aiem de uma
trouxa com roupa. Quem O pegar leve a na larga do
Rozario, n. 30, segundo andar, que ser |bem re-
compensado. Oouror M. A. da Silva l'otitei
Fugio, no dia 10 do corrente, uma escrav.i
croula, do nome Mara ,.a qual tem uma lilha mu-
latnha ha poucosmezes liberta, que aclualnion e
reside no engenho Campello do Sr. Manoel Songal
vesPerera Uma ; por sso presume-so'que en
nha tomado essa dirccgflo : recommenda-so as
loridades pliciaese aos capitcs do mallo quo *
apprchendam eleVem a ra da Cadeia do Reeife, lu-
ja delouga, n. 6, de Joflo Baplista Fragoso Jnior,
que generosamente gratificar. Os sgnaes por onde
a reconhceiio, silo os seguinles:alla, grossura oro-
porcional cor pouco fula fogOos regulares, don
le alvos e iguaes, physionoinia ja quebrada ; repre-
senta 40annos, e visivnlmente nluva; tom marca
de vergalho anda frescas lias espaduas, anda niuito
asseiada comsaia prela do seda calgada I'"1"
lino novo, ou talvcz de temflo por ter muitos co-
nhccimeiitos que Ih'o possam fornocer.
= No dia 6 do con etilo pelas 2 horas da tardo,
aus onloii-se do oii.sn o crioulo Jos ,. de 40 raaos,
bem conhecido nesta pinga por andar seiupre CV'"
sacco da Cruz nos cnloiramelos; de estatura ordi-
naria seceo do corjio, barbado, ps apalhetado.-j,
o costuma beber; quem o pegar levo ao pateo oo
S.-Pedro, n. 26, quesera gratificado.
HER*. NA TYP. DEM, F. DE FAR1A.* 1^'
MUTILADO


II w->>
1 fynnw '
_
c fedaclore: Anda por esta vez tenho de n-
Aniinodura Vmcs., contestndola correspondencia
iniumentos do Sr
ublicados eni seu Diario n. 30, de8 de feve-
Admira, Srs. Redactores, a sem-
bacharel Fernando Alfonso de
llflIo.P"'"'
"roa.'!"'""10
.miiaecora
a presentar em sua defesa documentos
nHlma ecoragem mesmo com que o Sr. Fernando
Ruidos He f, o ministrados por pessoas que, dis-
,,sscnipre a apoiarem o crime, n3o sepeijam de
*Cnlef repuUcflO ajlieia, embora sejam contraria-
pensou o Sr. Fernando que, envolvendo em
' fonienda os no mes de cortos individuos, cu-
lis j>si|!!,t"rHS e*trtr Le sio ropuiados, na sua opiniiln, altas persona-
lis, me imporia o silencio, isto he, ar-me-hia dei-
fir-he o campo livre em iltencilo o respeito 'quo
deveniostributaransgramasde*nossa tena; e que
tti "Descanso o Sr. Fernando que, sempreque re-
fPPrao pifio pura publicar eni sua defesa (locu-
elos da nalurezi daquelles que foram transcriptos
,, Diario rilado, ileve conlar.comtnigo para contenta-
Ios e nem menosdeve esperar d'nm adversario que,
fjosnile su reptitacilo, esta disposto a sustenta-la,
,nds rom sacrificio da su propria vida.
Principia a citada correspondencia por laucar va-
nos apodos sobre os Srs. r. A y ros e escrivlo Nnro-
iiiia, presentando-os em publico como inexactos no
fiimpriment de sousdnveres; mas felizmente es-
>psempreados gozam de tanto credtornea sua re-
itlacio nao pode ser mareada pelo Sr. Dr. Fer-
nando, heni coiihecido pelos seus execrandos feitos,
lano nessa cidade, como nesta comarca do Rio-For-
moso. Vamos nos documentos.
0 documento publicado pelo Sr. Fernando, sob n.
I, nada prnva em sua deresa. Eu aOirmei que S.
me. havia servido de advogado ejuizna causa de
joaquim FVreradfc Mendonca contra o herdeirosde
Jos Thomuz da Silva, e prove cora as 6 cartas que
me dirigi o mesmo Mendonca ( documento n. 1, ).
ouerria o Sr. Fernando tambera negar que nSo fez
nrascunlto de sua propria leltra, 1 documento n. 2,)
f que nao lisongeava com sua justica a seu amigo,
hospede c corresponden!* Mendonca, a vista dos do-
cumentos ns 3e4? Cortamente que nao.
0documento que publicou sob n. a, est no mes-
mo raso do de n. i. Eu disse na minha correspon-
dencia, que o Sr. Fernando foi advogado e juiz as
riusas que a Manoel de Albuqucrque Barrosenca-
miniuvam F). Mara do Espirito Santo Campello e
mais herderos do finado Joaquim Theodorodc Bar-
ro*, rumo se v do documento n. 5, o qual, posto
que nilo seja muito claro, todava mostra a sem-cc-
rimonia e franqueza com que o dito Barros o con-
sultan.
(te documentos sob n. 3 a 9 om nada destrnem o
qticalllrmaiiios sobre ter sido o Sr. Fernando advo-
cado e. juiz, na causa de Albino Jos Ferreira da Cu-
nta contra o menor Joaquim, filho de Joaquim Cor-
ris do Araujo, e menos justilicam a sua ida e es-
tada na villa de Serinhem, porquanto o documento
snb n 3, firmado pelo Exm, ex-presidenle da pro-
vincia Tliomaz Xavier, foi alcanca lo pelo mesmo
Albino de commum acord com o Sr. Fernando, e as
carWs( documento n. C, documento u. 7), e o rascu-
an da petc^o de sua propria lettra documento n.
" provam o conluio entre o Sr. Fernando e o re-
ferido Albino, aquelle como juiz e advogado, eesto
como parte e-constituinte ; nlo illeaproveitando os
dohavido igoaltransaccSn com a partilha do inven-
tario do tinado Joaquim do Sonza Santos, como se v
(lo documento n. 14, que tamhem nao podo ser des-
truido pelo que juntou sob n. 12.
Odocumenton. 13 h curioso, mormentena parte
em que o Sr. Fernando tevo a hahilda le de fazer
com que a Senhora O. Francisca Antonia Lins se
denunciasso devedora a fazenda publica, da quantia
de 301,000 rs., da arrematacao do csciavo Marcellino,
que por un despacho Dogal e injuridreo ficou depo-
sitada em seu poder, sob fianc do Sr Jos Luiz de
Caldas Lins, cuja cobranca hvemos de promover.
Convm, porm, notar que, a arremataoSo oi feita
emjulho de 1844, depositado oseo producto em poder
da arrematante em agosto de 1845, depois de mais
d'um anuo,assignado o auto pelo respectivo porteiro.
em 4 do novembro seguinte, e junto aos autos om 17
do mesmo mez eanno,como mostramos documentos
ns. I5el6. O que prova, portanto, esse documento
contra mim? Nada certamente: elle, longede defen-
der o seu autor, mais esclarece o negocio que fez o
Sr. Fernando com esta arrenialaco; sendo de ad-
mirar a facilidade com que^aSenhora D. Francisca,
pessoa a quera nunca ofrendemos, e com quem mo
temos, e nem queremos ter relaces, prestou a sua
firma nessa pelicao : entretanto nos Ihe perdoamos
esla ofTensa, porque quem acredita as lembrancas
que Ihe mandava o ex-lmperador que nunca a vio e
nem conhoceu, fcilmente poda ser engaada por
iim matrero como o Sr. Fernando.
Ouanlo aos epitlietos de caviloso, fabricador de
firmas falsas, e de falto de garantas, com que fui mi-
moseado, a resposta que caba era chamar respon-
sabilidade a quem d'uma maneira tito mesquinha
me calumnia; masdeverei usar deste meio quaudo
estou convencido que o Sr. Fernando he quem me
insulta com o nomo da Senhora I), Francisca? Nilo de
certo: os epilhetos de caviloso e fabricador de .Irmas
falsas cabem mais a quem rom un lintte echaursmu-
gios calotea aos negociantes desta villa; se apossa,
com apoio da anlga polica, de um tontito por uutrem
potsuido fia mais de AOannos, demnlindo edificios de
pcdraecal para com o mainr escarnalo levantar OU-
tros, e se fosse o propriotario d'algum terreno ou
casas, que recebesso foros calugueis dos inquiliuns,
dando recibos de meu punho. e outros.de ordem mi-
nha, par depois nega-lns, com o lim de se repetir o
pagamento em dobro e tresdobro, como he Quanto a falta de garanta, se tivesse sido fcil em
as-signar a arrematacao deque ja fallamos, sem rece-
ber a moeda, em consequencia das rogativas constan-
tes dos documentos n. 17 e 18, certamente nao se-
riamos pela Senhora 0. Francisca maltratado; e seo
Sr. Caldas l.ius assignou por sua ui.'u a lianca da
quantia da mesina arremataran, por nilo lera capa-
cidadede a receber, como he que esteSr. foi o meu
fiador da collecloria I que ambo de dispensar ;, em a
qual temos arrecadado perro de 75 eolitos de res
que havemos recolhido as lliesourartas ? Por este
procedimiento ajuizeo publro a l.que pode merecer
o citado documento sob n. 13
Nao sabemos a que veio o documento sob n. 14,
porquanto elle so trata das arremalaroes d'um es-
cravo, o algumas cabecas de gado, por execucesdo
reverendo Malinas Jos da Silva Torres e Joaquim
Jos Cavalc-iule contra os hordeiros do liudo Ma-
nool do Nascimculo da Silva, cojo producto foi por
mim receido como procurador dos exequentes ,
icumentns swb ns. 4, 8 e 9, e menos anda os de ns. (sendo oSr. Fernando, juiz desta exocuces, que ne-
5 a 7, firmados pelos Srs. Jotlo Manoel Rodrigues gociou como producto das arrematacocs, recebeu-o,
Vainica, Jos Antonio Lopes eJoao Antonio da Cos- e fez perdidosos primeiros autos que o escrivlo Coc-
a e Silva, quo, sem o menor melindre, nilo tiveram
peijo de aliancar em publico urna cousa que com
elles nunca se passou.
0 documento son. M he um simples mandado
le levantamiento de seqnestro, assignado pulo Sr.
Hr. Chrisliivao Xavier I.Opes, ex juiz municipal sup-
plenlo que foi desta comarca, por ter passado o Sr.
femando, nessa occasiilo, a exercer a vara do crime ;
ecoin elle nada contraria o que a sou respeito disse-
nios, isto he, que Sua Merc servio de advogado e
juiz, na causa dessasua prenla i por parte de Adflo
eKva ), I). Joaquina Freir de Mendonca Leilo, vis-
la dos documentos ns 9e lO.sondo esto ultimo oras-
curiho d'uma peti^ao feita de sua propria lettra.
Os documentos sob ns II e 12 tamhem nada pro-
na em sua defesa. Nos affirmamos que o Sr. Fer-
MtidoJlinha negociado coma partilha dos bens da
h\M\m Mana Francisca de Castro Araujo, casada
n- foi com Manoel Jos de Castro Araujo, para po-
ler arranjar certa quantia do coherdeiro Jos Joa-
quim de Mirsnda ; a qual, tendo ficado como deposi-
la em meu poder, a restitu sua viuva o herdei-
s: portanto o citado documento sob n 11 em quo
nnstra o Sr. Fernando n3o ter julgado essa partilha,
irsenao achar na vara de juiz municipal e orphdos
essa occasiSo, nao pode de maneira alguma des-
truir os documentosde ns. 11a 13, os quaes mos
inni com clareza a existencia desse iiegocio ; ten
1 lio Ihe havia confiado } ilahi a lempos appareceram
outros autos que assignei, e recehi ft mencionado
producto; o que ludo consta dos documentes ns. 19,
20 a 23.
O gracioso documento sob n. 16 fio livra ao Sr.
Fernando da responsabilidade de ter extraviado o
processo crime de Antonio Evaristo iIh Rocha con-
tra Antonio Jos da.Rocha, a vista dos documentos
ns. 24 a 26, dos quaes sedeprehendeque, tendo sido
preso o dito Rocha, processado e pronunciado por
Smc, por crime de furto de escravo, em 6 e 99 de
selembro de 1842, foi por elle sollo em 2.1 de feve-
reo de 1843, sem ler respondido aojuiy, por so Ihe
ter perdoado esse crine publico, que se metamor-
phoseou om crime particular, isto he, de furto de
ca vallo.
Nlo nos oceupamns em contestan) documento sob
n. 17, assignado por Joto Damasceno Barros e Ray-
muiido Guedes Cavalrante, porque os seus ditos ne-
uhuma importancia merecem, alm de quo elles nao
passam do urnas completas nullidades.
Os documentos sob ns. 18 o 19, fornecidos pelo
protector do Sr. Fernando, nada provam em sua de-
fesa, porque todo o mundo sabe, e prova-n o doctr-
nenlo n. 27, que, estando o escrivlo Coelho refu"
i- giado no engenho Cachoeira, fr chamado pelo seu o mesmo cscrivr
h juiz e compadro aoengenho Coclhas, aonde ciicon-l^^pollinario I'crei
- troua caria (documento sob u. 19 ) que assignou ;|xando om esqueci
e tanto he isto verdade, que basta combinar a sua
dala com a que remeiteu o Sr. Fernando, escripia
de seu punho. anda que ditfarcada. e firmada peloSr.
JoAo Manoel, documento u, 28, que seacha nos au-
tos de queixa a folhas 148, em a qual em lempo com-
petente procederemos a um exame do leltra.
' 0 documento sob n. 20, publicado pelo Sr. Fer-
nando, de verbo udverbum, est adulterado, visto que
nelle se nao encontra a contestaciio feita pelo advo-
cado do escrivilo Coelho sucia que de encommenda
compareceu nuaelo do.exame; e prova o documento
n. 29, alm de que com este exame s tinha por lim
oSr. Fernando querer criminar ao escrivao Coelho,
o quo nao conseguin, apezar do inventado crime
de tiro fra de horas sem haver pena para elle
em nosso cdigo criminal: e quaiulose desse esse
faeto,(i3opassava de urna violacilo as leifl municipios,
que se achava proscripta, por ser platicado em 1828,
conservando-me sempre ueste termo, sem interrup-
cfto, n3o se fazendo mister recorrer ao arraucamento
de folhas do rol de culpados, pois, como he sabido,
crimes desta ordem liazem logo a pena, e nao pro-
nuncia ; entretanto os documentos ns 30e31 pro-
vam que nunca leve crime nesta comarca.
Deixainos em silencio e documento sob n. 21, fir-
mado pido Sr. Dr Ayres. em altencdo ao respeito
que Ihe tributamos, lembrando-lhe nicamente quo
0 Sr. Fernando mo foi tilo generoso para con: Sua
Senhora: e quanto ao documento sob n. 22 uenhuma
f deve merecer Arque todos mis sabemos com
que facilidade estas corporales attestam pro e con-
tra qualquer individuo : eu tambem possuo um do-
cumento igual que be o que publico de n. 32, e nem
por isso me ufano de o haver conseguido.
Com os documentos sob ns. 23 e 24, quiz o Sr.
Fernando indispor-me com o muito digno Sr. Iir,
Alfonso, chefe de polica ; porm esteSr., com quem
semine ti ve muito boas relaces de amizade, e cuja
raffiogfio de juiz de direito do-civel foi muito sentida
pelos habitantes desta comarca, onde sem nota nd-
ininistrou a melhor justica, sabe mui bein que ja-
mis seria capaz de oflender a sua repulac.flo, eni-
bora appareca una cerlido que o Sr. Fernando
Ihe remeiteu em carta aiKuiyma, alm de nutra junta
ujustilicac.no, sob n. 24, datada de 5 de novembro de
1815, sendo preciso at borrar os autos, donde se ex-
trahiram, para nao serem conferidas em lempo al-
gum. He certo que. depois se pretenden provar com
teslemuuhas o contrario, mas felizmenteaptmreceu
a verdad triumphaiilc, como moslram os documen-
tos ns. 33 a 36, que oto podem ser contrariados pelo
de n. 23 que nada allirma, edn. 24 que por mis-
terioso uo foi publicado.
Pensou o Sr. Fernando que com a publicarlo do
documento sob n. 25 me apresentaria em publico
como um homem nlialavelo de um genio alrabi-
lario; mas perde o seu lempo, para o que vejam-se
as tlecisesdos liihunaes a que recorr documento
n. 37 ), que provam o contraro: o homem de lirio,
sempre quo Mr aggredido em publico, deve repel-
lira oftansa tanto quanto fr bstanle para conser-
var Ilesa a sua repulac/io.
Voltaulo agora a segunda parte dos documentos:
n >!' n. 2, diremos que elle se nao acha fielmente
copiado, e o sob n. 3 foi pelo Sr. Fernando extor-
quido do eserivao Coelho, por meio de ameacas; por-
que esse esi'iivau sehospedou em minha casa no da
14 de novembro de t.sv.', retirando-sepafaSerinhaem
no da segunte e na occasiflo de ir aasistir ao exa-
me tirou de dentro de um bah os laes autos quo
suaeliavam borrados, e rol de culpados com ditas
folhas arrancadas; mas, se os ditos autos S3 nao acha-
vatti viciados, o quuo Sr. Fernando nao ignorava,
para que requeren o exame por sua pcliqao{ docu-
mento n. 38 ;, em 13 do mesmo mez e auno, e depois
se eucollu-u, estando alias presento? Como pndiain
ser borrados esles autos, e arrancadas as folhas do
rol de culpados em minha rasa, no dia 14, quaudo no
dia 13 ja se havia requerido o referido exame, por
filrca do qual he que o eserivao Coelho veio a
esta villa com os mesinos autos e rol de culpados, e
se hospedou em nossa casa ? Tildo isto.con.sta dos
citados documentos de ns. 35 e 38, cuja leitura mui-
to reeoMt Hindanlos, por ser o desmentido mais com-
pleto que se pode dar ao Sr. Fernando.
Bom quizera guardar silencio sobre os documen-
tos de ns. 4 a 7, que silo as quntro cartas quo dirigi-
mos ao eserivao Coelho, asna mulhereascu pai,
em resposta a mitra que por delicadeza deixamos de
publicar: entretanto o comportamiento pouco leal
desses Srs. nos frca a dlzer-lhes un feamente, que, se
prestei a minha protecao a esse eserivao, foi a pedido
de meu amigo o Sr. Caetano Francisco de Barros W'an-
derlcy, em casa de quem so refugiou quaudo perse-
guido pelo Sr. Fernando, por Ihe nilo querer passar
Certidoes falsas documento n. 39 ), o a instancias
mesmo eserivao, como se collgo da caria dirigida
eir Pinto ; documento n. 40), doi-
squecimenlo o documento sob n. 8, por
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Sor do iionhi.iiia importancia: 6 como nflo lenha llisi;
docu momos dn Sr. Fernando f contestar, concilio
:i niiblicic.lo dos que aprsenla, con Os de ns. 41 a'
41, iopserum curiosos.
S;lo estes os docilinonios que o Sr. Fernando a-
;>.itmi ow sua dcfesa, os iiuiies so servirn) de
patonienr os sois cri ni es o torpezas; e o publico nos
faro justica.
Dospedin lo-mo. portanlo,Srs. Redactores, do cam-
po das discussoes, com que o mcsqib publico nuda
ntils.i, e entregando ao despre/.o o ridiculo co.m
que o Sr. Fernando so te:n defendido em um negocio
serio, vislo qud cada um da o que tem, protesto
nflo responder mais a Sua Merce, por nflo lerdeces
turne dar em Immem morto; salvo para contestar
qoalqucr documento falso que aprsente em desabo-
no de mirilla conducta, vislo ler anda documento-.
contra Sun Merce, e me nehar sempre preparado.
Sou ile Vossas Mercas constante leitore assignante
Jos* L"ir- da Silva Gaimsres.
Hio-Foriuoso, 20 de marco de 1847.
DOCF.MENffS A QUE SK REFERE A CORRESPON-
DENCIA.
OOCIJIENTO n. t.
Sin seis Cartas que nos dirigi Joaquim Percira
tcm n seguidlo:Primeira^deSB de fevereirn de 1842.
i Sabio para essa o meu amigo Fernando Affon-
so do Mello que vai servir emquanto voem os dona
juizes para .i assembla, o qual me promelteu do
fazer ludo (pardo fosse possivela meu favor para o
que V. mr. se entender com elle a esse rospcilo.
Segunda, de :> Sr. Dr. Fernando, o qual me diz que a causa de Jos
Razilio esta perdida por descuido do l)r. Vilclla.
Terceira, de 30 do mosuio mez'e anno Ttnhoa re-
rwfi trndar-llu mpposto naf ser necessario, de harcr
ailtncio tnhrt o que tenho dido ministro Femando,
que l m firar cnlre nos, afi'i de. rulo vir a fu:er mu, e s
he digo qe da parle deite enlou oerlo a mo hirer em-
pilc. i Qnnrla, de y do maio segiilnlo. Se fftr iut-
i mi consultar att Sr. Fernanda, o faca para o que ja o
preven:, b (,'uiiilo, do 5 de Janeiro do 1813 < MO
ileixo do consultar no que vir ser preciso o amigo Dr.
o que elle agora pode fazer com franqueza, visto
tor-se dado por sspeilo. Sexta, do 13 de seterabro
de .lito auno. Inclusas adiara las propostas que
jlgiiei uccessnrius, lano para meu Koverno, como
para lile ai liandar, o a vista deltas, e como parecer
d "eu amitj i o Sr. Dr. Fernando, espeluqese pro-
siga no andamento da cansa. -' Estas seis cartas,
esta va in asignadas por Joaquim Poreira de Meiidon-
ca, e rvcoulieci las pelo tabelliilo Salles).
DOCUMENTO N. 2.
lie o roscn bode urna policio feita oor lettra dd
Sr. Fernando a fivor do mesmo Meudonca, antes do
se taraverba lo fle su.speito as causas do Mscate,
sendo una deDas a do referido Meo tonca, o a lettra
do rascunho Ja potic.io eslava roconheoida pelo la-
bellico Su He*,
DOCUMENTO N. 3.
Sr. Manoel Jos do Son/.a Luna. Rio-Formoso,
10 utiluh ..de 1845 Para bem do meu direilo,
preciso que V. me. me faca o favor responder o p
deslaso esta un nflo Icmbradode ter assistido hos-
pedado em esa do Sr. juiz municipal desla comar-
ca, o Dr. Fernando Alfonso de Mello, f ir. Joaqun
Poreira dcMcuiioiira, quaudose aMiava tratando de
suas causas cuntan os herdeiros do Mscalo, que, por
Siispeic'iO do Sr. Dr. Antonio Alfonso Ferreira, cor-
riart pe unte o Sr Dr. juiz municipal; e se esta in-
sistencia ou hospedngem do dito Meudonca foi ou
nflo publica nesta villa, aonde Vmc 'falln com elle
por varias w/....s, coneedeudo-me cenca para apre-
sentar esla sua resposta em juizo, se assim o precisar
rico as suas ordens, 6C. Jos Luiz da Sitia Gxi-
ttiuritt.
Rap&t i. -- Sr. Guimarfles. -- Julgo que nflo llave-
ra nessa villa qviem deixe de saber que o Sr. Joaquim
Pereira de Meudonca. quando por muilas otea veio
a ella, por oecasiflo da demanda que movia aos her-
deiros do engenho Mscate, na qual olTiciavi com.
juiz o Sr. Dr. juiz municipal Femando Alfonso de
Mello, /"..i semp'-e hospede desie, Ho s porque demora-
va-'e muitns da* de cala urna das Vfzei que vinhl, como
pirqueafta assistenia erhpnbti-a, rce.chtiulo aquan-
/u> opiocuraiam: cu mesuio o procurci all militas
v /...-. para visitadlo_e tratar negocios, e sempre o bn-
coutrei na uiaiorfauiliaridade com o mesinaSr. Dr.;
e julgo que uflo linyera qiiem, prezando a verdade,
ouse dizer o contrario. He oquanlo lonho a dizer-
llieein resposta ao quede mim exige, e por amor
verdade. A prove Ui a oecasiflo para offerecer-lho o
meu dimiiiuio preslimo, e autoriso-o para poder
apresenlar esta mirilla resposta aonde Ihe ennvicr.
Son, &c. -V" Uxnoet Josi de Soasa Luna. Sua casa,
t!f de novembro de 1815 Eslava rec.ouhecida pelo
>s!l!io Salles}.
UOCOMKIO >. 4.
Srs. Gabriel Anlouio, Manoel Ferreira de Sou
Rarboa e "orberto Joaquim Jos Gutdes.
Forinoso, M de outubro de IS5. Facam o favor
respoiider-ine ao pedeste, aonde so chava habole-
tado, nesta villa, o Sr. Joa'qiiim Pereira de Mendou-
ca, quando Se ochava tratando de suas causas con-
tra os herdeiros de Mscate, do finado Jos Tliomaz da
Silva, que, pela suspoieflo do Sr. Dr. Antonio Alfon-
so, corram peante o Sr. Dr juiz municipal Fernan-
do Alfonso uc Me<>; concedendo-mo licenca para
apresenlar suas respostas em juizo, se preciso fAr,
para bem de meu direilo, de que* Ibes firaroi obli-
gado. Sou, &C. Josi l.uiz da Mira Guimardes.
Resposta. Sr. Guimarfles. Quando o Sr. juiz
municipal desle termo, Fernando Alfonso de Mello,
deu a sen tenca da causa de Mscate a favor do Sr.
Joaquim Pereira de Meudonca. em cuja oecasiflo nos
acbavamos nessa villa, a dUo Sr. Vendonca que
sempre f inltmo amigo e correspondente do dito Sr
juiz, eslava hospedado em sua casa o nella assistio,
como era coslumo, todo 0 lempo em que se tralou
dos termos d'appellaQflo e mais recursos que ne-
gou, bem como quando eslava tratando da suspei-
eflodo Sr. eserivflo Goimhra. al quko mesmo Sr
juiz foi dado de sspeilo, ese reeonheeeu em toda
as causas contra os referidos lienleiros, a requeri-
mentodoSr. major Francisco da Rocha Ranos Wn-
dorley. He o que temos a responder, e concedemos
a licenca pedida. Somos, &c Gabriel /intonio.
Manoel Ferreira de Souza Har^oz.
Rapista. -- Achando-me na villa do Rio-Fonnoso.
na oecasiflo em que o Sr. Joaquim Pereira do Meu-
donca promova uuflxnciicflo contra o engeuho
.Mscate, em a qual oofe^e senteiiQa a sen favor pelo
juiz municipal, o Sr. Fernando Alfonso de Mello,
oburoei que o dito Sr. "enrfonpa eslora de hospede em
cuta do dito Sr. Dr hernando. Reeife, 13 de novem-
bro de 1815 Norbertt) .1. qu-m los" Gue.des. ( F.s-
Uvam as firmas reronhecidaspelo tabelliilo Salles i
documfnto n. 5.
Illm. S Dr. Fernando. 13 de jolln de 184*
Nflo tenho apparecido a saber di- sua .saude,.oc. Fui
boje intimado o mandado para fallar a um libello da
viuva e filhos, meus sobrinhos e cunhada, como
o meu advogado vai para o Reeife qualque' (lia dea-
Ios, vou merecer, sendo possivid, V. S. demorar esla
causa para quan.lo o meu advogado vier do Hecife.
Son, ie. Rorros
Resposla. Illm. Sr. Rorros Si lito assaz os seus
incmodos eDeosqueira por termo a ellos: quanlo
a sua quesillo parece-me ser-lho necessano -onsti-
tuirnovo procurador, vislo a ausencia do que vai
para o erife, e eu em taes casos nflo poderei dar
remedio; elle quo subslaheleca a proeura^flo no San-
tos, que podera pedir vista, e fazer algiim pequeo
requerimenlo, para o que tem capacidado. Adeos,
logo por l appareco. Deseo amigo. &e. Fernan-
do Esiavam reconbecidas as rubricas pelo tabelliflo
Salles:.
DOCL'MFNTO N 6.
Sflo quatrneartasquenos dirigi Albino Jos Ferrei-
ra da Cimba, oque entre o mais queexpilem contem
o segninte :-- Primeira.de 2 de novembro de 1844
.c ./ sefallauaopret'dente a respeit idoofftrio, e Mtpponho
que sequndu-fei-a me vira amd'i' Segunda, de 2 do
deZembro seguinle.o Nesta mesmo oecasiflo esero-
vo ao Sr. Dr. Fernando; e remetto as respnslas da
proposto, V. me. ver o que dizem, e faca o que for
melhor e mais sesurn Terceira, de 4 do mesmo
mez eanno.. l'eca ao Sr Dr. FtPntPuin, para irlo-
qo nn principio d" jiiH'iro para Serinhem Quinta,
IMICtJirKMTO N 10.
He o rasciinh da petieflo feita peloSr Feninii
favor da sua prenla D. Joaquina Freir de Henil '
Leflo,
se
3o, que acompanhou o escripto cima, euaii
aeha recouhecida pelo labelliio Salles. *
DOCUMENTO N. II.
tilhas docasaldo Castro : tinlia tencao de mandar '
ao nosso amigo o Sr. Miranda toda a quaniia i
I ;600,000 rs., quo me havia pedido na propriedla'i
da esquina, mas como por equivoco j tinha escri
lo 800,000 rs. para cada biim dos herdeiros i
eLirio, nfloquiz mais alterar, al porque h
a dilferenca de 200,000 rs. que he a dilferenca !n!
I'edrol
na
,'rui'? que.
vaide 1:400,000rs. que Ihe don, para 1:600,hhj
que havia promettido. O Dr. Ralis est p.,r mim m,
tenido, para nada alterar do que ah tenho ordeia
do; inande-rne dizer, port.into. qual o sea luizn
resneilo Recado. &e F*e*4tf-. E, ,,. *
brn de 1842. f Estova reconbecida ||0 tabeli-To
Sil los i.
DOCUMENTO K. 12.
Amigo eSr. Guimarflea Recebi a sua carta'&c I
Quunto-s part/has, o Dr. Ralis est disuosto a i'/ni.l
las com b'reoidade; o para que tudo se lizesse aiile
das ferias como era d desojar, bom seria que as til
ve.sso o Hilario, vislo ser o mais esperto dos'pai-ij.
dores: vou man lar prevenir ao oten! iriarle paral
que com elle se entenda a respailo, e se Vnic
com elle livor alguma rolacio, bom hoquetainheoil
oencareca de sua parte. Adeos Sou, &e. Fernando 1
Em 8 de dezcnibro. i Eslava reconbecida p; i0|
tabelliilo Salles,1. |
dociimknto n. 13.
Sr. Laureniino Jos de Miranda. -Sua casa, |8 do I
maio de 1816. Foca o favor respunder-meaop des-I
ta se em o ajuste de enntas que, por ralleimento do f
Sr. sen pai, Jos Joaquim de Miranda, lizcom Vme. f
eaSra. sua mili, inclu Ou nflo a quanlia de lOO.Ool
rs., que se ochava em meu poder, oque seuliiol
finado pai mo havia dado para recompensar oSr. Dr I
Fernando, pelo prometimiento desle o beneficiar, no I
inventario de sua av, cuja quanlia eu nfloquiz en
tiegi-.rao dito Dr. e a restitu a Vmrs comol.cil
dito. Espero que Vmc me d a responda exigiila,|
eque me do licenca de fazer della o uso que mecon-l
viera bom de meu direilo. Sou com estima, &c-
Jos Lhi'z da Silvu Gruimaris.
fosposla Sr.Guimarfles. Respondendo ao su|
pedido, Ihe certifico quosei que no ajusto de cuntas
que fizemos, por fallecimcnto de meu pai, se lntlvM,
100,00:1 rs. que Vine, da.lnn.u exisliam em sen pmler]
dados por meu Uado pai para entregar ao Dr. FernaniM
mas declaro-llie que nflo sei para que lim, nu pnrf
paga deque, lio n que Ihe posso certificararespeiJ
to. Sou, &C. Era supra. Laureniino ,lo>4 de M\
randa. Eslava recouhecida pelo tabelliilo Noronha'J
DOIXSINTO n 14.
Sr. Guimarfles. A pedido, tenho inieresse em jul\
(jar j por sentencans partllms dos henx do fnodo SeicJ
que I ai sagro do l'imentel, mas o nflo posso fazer ji|
sem que oos autos esteja unido o conheclmenlodi's
so eollecloria de como est paga do quanlia i!
12.960 rs de que o casal Ihe he devedor. K como a
pessoa que com isso se interessa; nflo tem agora ees
quanlia, e ncm cu para se. poder juntar ios aul
pois que me persuado que uestes 15 das a 20 seraj
indemnisado ; e porque ha-corno sabe morrere v-f
, -_. __ ,_ f-----.,-._.-- j_ -._..------ X. < i lilil MI 11 I Jll J" lillJ*aw II" iiii, ,i le 7 de abril de 1815.-- S me reala pedir-lite que j ver, junta achara essa cautela por mim firmada,
diga ao Sr Dr. Fernando, que he clieqa'l'i a occasio, de < 111.11 sera resgatada quando Ihe for entregue a refp
ir para aiiilla. eqiieeu em um destes das l ehego. 'rida quanlia. No couliecmenlo deve declarar, a scrl
I Estas qual ro carias esiavam assignadas pelo refer- I possivel, que receben a referida quanlia do col\cr-l
do Albino .bis Ferreira da Cuntid, o recouhecidas'deiro Antonio Jos l'imenlel Saude, &c. Fenins-I
pelo labe liflo Salles). Irfo.--Km nove de dezembro. ( Eslava rcconheciila|
documento 7. j^elo labelliflo Salles ..
Sr. Guimarfles.--Ha pouco nflo Ihe respond o seu J documento N. 15.
bilhete, por estar entilo com pessoas de fra, oque]' Diz Jos Luiz da Silva Guimarfles, qurahemii|
agora faco, &e Vai a carta quo em resmista a do Oa- sen diioito precisa que" i'Ortelro do juizo, Angelo I
zuza Ihe enviou, a qual acbe mui boa; se ti ver por-, Custodio do Sacramento, decate ao p (leste odiij
tador para o Reeife dQRejo que ese-era ao /lbino di- j mez c anuo era qu.i assigirtjuM*uto de arremala-
ze.ndo-lhe que sopara principio ou meialo de feereiro'^ci do escrovo Mareellino queenrdo Reverendo An
he que pnderei.tr a Serinhdim, pois que talvez que Ionio Alvesda, S Iva Freir, e por ordeni de quem
esla minlia resolueflo Ihe sirva de go
,, respeta rogo-lhe que nada communiquea
Ihn deseja, ic Fernando. Em 10 de Janeiro de 1845.
; Estava recouhecida pelo tabelliflo Salles .
DOCUMENTO N. 8. i
leo rascunho de urna petieflo feita pelo Sr. Fer-
nando a si proprio como juiz a favor do mesmo Al-
bino contra o orphflo fillio de Joaquim Gorreio de
Ara lijo, cuja lettra se acha recouhecida pido tu hel-
lifio Salles.
DOCUMENTO N. 9.
Sr. Guimarfles. Ahi vai a proenrncn de que Ihe
fallei, as*'in como a copia do requerimenlo para o eran
tumentn do embargo, que s agora foi que pode fazer-
se, porque agora mesmo foi que se me mandou dizer
o nome do depositario. Feito o requerimenlo, man-
dc-nc pora eu o mandar por a despacho, o vai o im-
parte do sello da procuraeflo queme parece ser 120 rs.
Recado, xc.--Fernando --EmOilosetembrodetSi.'t."
''('^Man.Ie ahi assgnnr porduas lestemunhasa procura-
llio~c3o. : Eslava reconbecida pelo tabelliflo Salles.
ivernn. e a este soh sua responsnbilidade, prtenlo Pede 80 Illm i
nlguem. Sade'Sr. Dr juiz de direilo do crmc, assini o defira-l
E R M. Jos Luiz da Silva Guim/ucs. r
Despacho. Declaro. Rio-Formoso, 12 de no-
vembro de 1845. Ayres. L
Declararlo. Illm Sr. Dr. juiz do direilo do cri-l
me.Em eumprimenlo no respetavel despacho del
V. S. declaro que o auto de arrematacaB do esenrtt
Mareellino, de que se faz menead, ossignei por wi/m|
do Sr Dr. juiz municipal no dia 4 do corrate. Villa "I
Rio-Formoso, 12 de, novembro de 1845. O podeiro, j
Aiigelo Custodio do Sacramento.
DOCUMENTO N. 16.
Termo de juntada. Aos 17 de novembro de 1845J
nesta villa e comarca lo Rio-Formoso, em meu c-i
criptorio, por parte, do juiz miinieipal e de orpnao interino do civel, o Dr. Fernando AlTonso de Meno.
meforam dados o auto de arranataeaS e pttifa 9""^
para juntar a estes autos que os achei no esta i o
queataquiseacham, quesatisfiz, oque ao so segu e fiz este termo. Eu Jos hbveio ra|)


-yqpww mi i wi'i"w i t
n i um
**m
"if
a, \uronha, esciivflo interino, o escrevi.--, Es-
,""W oticertarla esta cerlidflo coui o Escnvto Pi-
nheiro;- documento s. 17.
' /-ujmar.le. Pide assignar o termo de arrema-
.\'mivo Mnrcellino, quando ah llic for apre-
ido't'i
1'CrVuO Coimhi', p"S (j (ius.il) as-
wr" .
**"inir'-lh" que'utoaera por issocomp.omettido, a
d'unrequerimcnto da arrematante que hade
Vl ,r un ns ,,,,8 co"' r;'-sl">s,a (l curador-geral,
f .'i.nip ao desfazimento da mcsnia arrcmatnqiJo.
[\\o &c -fruwrfa-rB" ,8 ,ll! s*>sto 8*4 -
Xa recnhecido pelo tabellito Salles ).
DOCUMENTO 18.
Sr Cu i maraes. PM* assignar o auto de arrema-
....,1o escaro Marcellino, que eu farei com que
minha mil' PMsC a Ci,u,e,a neceasaWa. Son, &c
/bu /ih<.20 de agosto de 1844. ( Eslava reco-
'. ,.'.,!. heio Salles ).
DOCUMFNTO N. 19.
Amigo r Sr. Cuimaraes. A vista doste offlcio que
pira acal de receber do Sr. Joto Manoel, cuido que
trnorio do Sr. Albino nn6 vai mu legal com meu des-
"tvrho 'le boje, mandando dar vista as partes, cujo
tapicho ileve aereado pelo dito Sr. Joao Manoel.
[Colia remedio senaoniandar-lheos autos amanha;
eclleiiue Ihe d o despacho, pnblicando-o na inflo
,1o escrivto, B este que llie oa faca com vista, &c.
Inora mtiwi no Coelho dizendo que amanha sem Jal-
la ine mande o'aul de nrremultini do negro c bois do
Oolpapo, arrematados por I). Francisca, e seria
tinmqiieoSr interviesse' nisto. |iois do contrario
elle nada far. Os ohjectos arrematados foram 2
vaccasc""! fia, 3 si.lleiras. 3 bois e um negro; lu-
do por 627,000 rs.; tendoella lancjdo por cima dos
Imise vareas a quautia de 5,000 rs., e pelo negro
26.000 rs. &C. Recado, tc. Fernando i Eslava
reconhecid) olo labelliilo Salles;.
DOCUMENTO K. 20.
Sr. Coclho. Tendo-se perdido os autos de arrema-
rtcafl das meros, bois e esrravo, arrematados pela .
t'rMrtsee, rogo-lbe que me faga outros para me os
mandiranwnhlii antes da audiencia sem falta; os
objecin arrematados foram, segundo minha lem-
brnrtca, duas vaccas com crias, 3 ditas solteiras, 3
t-ois e Ujii negro, lanenndo ella por cima da ava-
liucSo das vaccas e bois 5,000rs., e por cima do
iiretn 26.000 rs. : vm estes dados podem bom fozur-
se iioviis termos, e se quer eiileuda -se a respeito com
Si Guimarfles, a quem agora escrevo a respeito.
De sen amigo, kcFernando. Km 18 de jullio.
i slava reconheoido pelo tabcllifloSalles).
documento K. 21.
Escripia dirigido ao Sr. Femando. Os bois foram
aliados a 30,000 rs. que importam o 3 em 90,000
rs., as 2 vaccas por 56,000 rs. as 3 solteiras por
"5,000 rs. que com os 5,000 rs., por cima da ava-
liacflo, importam em -216,000 rs. com mais 376,000
rs. do preto prefaz 592,000 rs. e lito 627,000 rs. ,
como V. S. mandou di/er, que talvez seja engao,
porque o que cima explico esta certo, c remellos
lirnios de sivaliacflo para V S ver.
Reposta do Sr. Fernando. Eu cuido que nflo es-
tou engaado acerca de ser o total da quantia quo
ha de dar I) Francisca 627,000 rs. ou foiengauo
na lamina do escrivfloj excepto se foi engauo na
qiiantidade ou numero'dos bois e vaccas arremata-
los por ella, que nislo he que talvez houvesse al-
litim engao ile minha parte, e por Issojnlguei con-
veniente mandar saber della, quanto foram os bois e
vaccas com que se icou, para cutan so uoderem fazer
os lulos Torno a repetir que eslnu bem presente
ils ter sido o total da quantia 627,000: rs. e nao
592,000 rs -- Eslava reeonhecida ser a leltra ua res-
iosU doSr. Fernando pelo labelliilo Salles).
DOCUMENTO N. 22.
Sr. GiiimarVs. Mndenmedi/er, &c Agora man-
do n C.oelho saber se fez "ii nSo os autos de arremnta-
r'"i. pois estn anriosa pnr entregar-1 lie esse dinheiro
ante* que se i- para o Recite. Sade, tc. Fernando.
Em 19 ile jiilho d^Mi. Eslava reconhecido pelo
tabellio Salles.)
OOCUMENTO N. 23.
Sr. Ou i maraes. Veja que n Coelho faca os termos
de arremalacAo, conforme diz o Sr. Santos, para o vir
ssignar amanlia ou depois, e seo Cocino nao quizer,
m-ise-int para o abrigar. Do seu amigoFernando.Em
Odejunho de 1844. ( Eslava reeonhecida pelo ta-
Deiliau Salles).
DOCUMENTO N 24.
r.er'.ifieo que no archivo do meu cartorio existe
o mamado de qUe peticQoretro faz mencao, que
he (lo loor seguinte: .. O l)r. Fernando Alio uso de
ello, juiz municipal e dei,,Ra(|o ,| polica desta
comaroa do Kio-Formo*). por s. M. o I., que Dos
guardo, SiC-Mandoaosoliciaes de justica desta villa
ou a qua quer cidadilo a quom este' Mr presentado I
que.vendoeslepormimassigiiado.prendametragam
a minha preseiich o cidadilo Antonio Jos da Rocha,!
indiciado no enme de furto de cacrav.os: assim o)
eumpram; oeste se passou por ordem de viva voz mi-
ta ao esenvlo que o passou. Ilio-Foi nioso, 6 de
setenibro de 184a. Eu Joflo Pinbeiro da Palmn. >s-
crivo odescrevi Helio *' Eslava subscripta esta
certido pelo mesrrto escrivao Pinheiro, e concer-
tada pelo eacrivflo Noronlia ).
DOCUMENTO H. J5.
Certifico que, revendo c somniai o de que faz men-
cao a petieflo retro, he a pronuncia pedida por cer-
lidao do teor seguinte: As testemunhas do presen-
te summario obrigam a pristo e livramento o reo An-
Ionio Jos da Rocha preso no quartel desta villa,
por aehur-se ineurito us penal do artigo 257 do cdigo
criminal, combinado cnin o artigo I da resoluedo de 15
de ottibro de 1837. O escrivao lance o seu nome no rol
de culpados, faQa-orecomiTiendar na pristoeni que se
acha. e pague o mesmo roascustas llio-Formoso,22
de seteinbro de 1812 Fernando Jtfjmso de Mello.
f Eslava subscripta qs(a cerlidio pelo escrivao Ma-
noel Antonio Coelho de Oliveira Jnior, e concerla-
ds pelo cscrivu Pinheiro ).
OOCUMKNTO n. 26.
He urna peticto de Antonio Evaristo do Rocn, em
3ue requer so mande Ihvrar termo de desistencia
o processo contra Antonio Jos da Rocha, porerime
de furto de cavallo, sendo o furto deescravo, e Como
tal crime publico, que levo o despacho seguinte:
t Va forma requerida --Itio-Formoso, 22 de fevereiro
de. 1843 Mello. Segu-se o termo de perdila e
desistencia assignado pelo dito Antonio Evaristo da
Rocha, com as testeniun
querque e
segu se a pelicjl
em que requer com o perdo e desistencia a sua
soltura, que Ihe foi concedida pelo despacho seguin-
te: Visto nao haver carcereiro na prisfio desta
villa, o escrivao oflicie aoSr. commamlante no des-
tacamento desta inesma villa, Manoel Zefeiino de
Castro Piucnlel, a cuja guardase acham os presos,
deprecando-lhe da parte deste juizo a soltura do
tilpplCante Rio-Formoso, 23 de fe 'ereiro de 1813.
Mello ; Esta va subscripta esta certidao pelo escri-
vio Jos Tiburcio Valeriano de.Noronba, e Concerta-
da pelo escrivao Pinheiro).
DOCUMENTO H. 27.
o ansian.mu pt'io uno itiiiiiioo r.va i^ii, im
Din as testeniunhaaJJarlnsLeil.'io du.Mbll-
e Antonio LeH.4Hereir Bastos, e depois
a petic'io de Antonio Jos da Cucha
s
Coelho, r quanto o empregn he escrivlo do j*
ry. (Esta certiilo eslava subscripta pelo escrivao
Noronha e concertado pelo escrivao Pinheiro ).
DOCUMENTO N. 30.
Compadre Coelho. Serinliflcm, 19 de novemhro
de 1845.Aquide ^ua casa Ihe faeoesta para dixer-
Ihe que venha para seu cartorio, assim que esta re-
ceber, poishoje mesmo tein-se-nio requerido para
nomear outro escrivao, visto v me. estar ausente ;
eu nao tenlio assim feito, cerlo de que imanhfla at
as 9 horas aqui se apresentar para dar expediente
as partes, e se o nflo lizer passarei pelo dissebor de
nomear outro, pois Vu.c. bem sabe que o cartorio
nao pode estar fechado, eu1o recele do assim o fazer.
Querendo venha pelas Cocinas que la eslou n sua expera:
o mais para a vista. Seu compadre, &e Juno Ma-
noel de Burro. ( Eslava reeonhecida pelo tabelliao
Koronha).
DOCUMENTO N. 28.
Illm. Sr. Dr. Fernando Affonso de Mello Agora
acabo de receber a inclusa carta que me dirigi o
escrivao Manoel Antonio Coelho de Oliveira Jnior,
pedindo-me que eu o houvesse de proteger para com
V. S. allegando que foi por induecto deoutrem
tu lo quanto lem feito contra V. S., e com quanto eu
esteja persuadido que as suas inlencoes n"osejm
de o perseguir, segundo o que me lem dito, nto obs-
tante o que se lem passado ltimamente, sou todava
a rogar-lne que naja de desculpar ao dito escrivao,
atienta a ingenua declaradlo que parece descubrir na
referida carta, cuja publicarn eu autoriso n fazer,
se assim Ihe (izer a bem. Desejo a V. S. a nielhor
sade, por ser com muita eslima econsideracao-Iie
V. S. C Jnnii Manoel de llanos Waiiilerhi/ /Jas.
Coclhas, 21 de novemhro de 1815. ( Eslava a (irma
reeonhecida pelo tabellito llezena Cavalcante .
N. R Esta caria foi escripia pelo Sr Dr. Fernan-
do, com disfarce na leltra, o somante assignada pelo
Sr Joan Manoel.
DOCUMENTO N. 29.
Certifico que me foi apontada no auto de exame e
visloria, que se procedeu a requerimento do bacha-
rel Fernando Affonso de Mello, a conleslacao feita a
Antonio Jos Pimeutel, que he do teor e forma se-
guinte: E pelo procurador do escrivao Coelho J-
nior, o advogado Jos I.uiz da Silva Guimaraes, foi
pergnntado a testemunha Antonio Jos Pimeutel, se
emo rol de culpaijos existe um outro nomo de Jos
da Silva Cuimaraes llospondeu quesim no alto
e frente d'uma follia o capito Jos da Silva Cuima-
raes. l'erguntou-lhe mais se na margem da verba
docriinc desse reo lem alguma nota de despronun-
ciado. Responden que tinha urna verba de baixa
na culpa do auno de 1822, por leltra que nao conhe-
ceu. Perguntou-lh se o livro do rol de culpados
presentado em que se achavam as verbas declaradas,
he do tenipo do escrivao Coelho, o se nelle tein lel-
tra sua, hem comosealm das folhasque faltan lem
mais outros vicios. Respondeu que ignorava por
nao ter sido examinador: Perguntou-lhe mais se
nieditq Pimeutel tiuha algum parentesco de afil-
nidade com oSr. Dr. juiz municipal, ou intima anii-
zade, ou se era empregado de seu juizo. Respon-
den que o parentesco e amizade que tem oSr. ftr.
juiz municipal, he o mesmo qua lem ao escrivao
Diz Jos da Suva Guimaraos que a bem de seu d-
reilo precisa que o escrivlo Pimeutel, a vista d'uma
Tolha corrida do supplicanle que se acha junta ao
prncesao crime que a r-ojpr/ose Iheorganisou em
1836, Ihe dC por eortidilo a verba do escrivlo Coelho
Jnior do termo de Serinhilem, com declaroslo a
quem essa verba se refere, em termos que faqa f,
portanto- Pede ao |llm. Sr. Dr. juiz municipal e de
direito do crime pela Ici, assim o delira E It. M.
Despacho. Pauso. Rio-Formoso, 18 de fevereiro
de 1847. Aloes Ferreira.
Antonio Jos l'imenlet, escrivao do jury e exeeucSe cri-
minaes da comarca de Rio-Forninso, etc.'
Certifico que, revendo o processo crime do que faz
menefln a peticao supra, nelle, a folhas 22, achei a
folln corrida de que faz mencao a mesina pcticilo,
cuja verba Iip do teorspgninte : a filada pelo meu car-
torio. Villa do Itio-Formoso, i\de selembr-'de 1836.
i'.oelho Jitnior. Cuja verba refere-se ao supplicante
Jos I.ni/ da Silva Cuimanles, visto que foi lav rada
debaixo d'uma pelioflo e a I vara a favor do mesmo
supplicante. E mais se nao cnntinha, &c. Esta
certidao est,iva escripia e assignada pelo dito escri-
vao Pincntel, e concertada pelo escrivlo Pinheiro !,
DOCUMENTO N. 31.
Diz Jos l.uiz da Silva Guimarfles que a bem de
sen direito precisa que os escrivfl.es do crime desta
i comarca, Noronha, Pinheiro, Coelho e Pimeutel,
i Ihe declaren! ao p deste, sede seus cartoriol consta
I que em lempo algum .suppl cante, per processo
OU devassa de que exista processo, a i ma mesmo lendo
laidohsolvido, nexcepoao de um a titulo de resisten*
jciaaos mandados dajuslica, ou anieacas de que o
supplicante nao esta bem presente, que deve existir
'eni poder do dito escrivflo do jury da comarca, l'i-
i nientel, em termos que faqa fe, porianto Pede ao
lllrn. 8r Dr juiz de direito do crime, as^im o delira.
JE R M. JoxM Luis da Silva Giii maraes.
Despacho. Declarem.Rio-Formoso, 5 de noven.-
hrode 1845. 4yres.
Declaro tuario, linda consta de prucessos crimes contra o sup-
plicanle. 0 referido he verdade.Rio-Formoso. 5 de
novemhro da 1845. O escrivlo interino, Jos Ti-
liurrin Valeriano de Noronha.
Declaro que em meu cartorio riunca ixittio pro-
cesso crime algum cintra o supplicante, a excepto
daquelle a que o mesmo se refere, cujo crime mo .
nao lembra, por 1er entregado o processo ao escrivao
do jury da comarca.--Itio-Formoso, 5 de novembro
de 1815 --O escrivao Joa Ftnhelro da Pelma.
Certifico que em meu poder eertorio nateinite
outro processo crime ou devana contra osvppticanle.
Itio-Formoso, 7 de novemhro de 1845 0 escrivao,
Antonia Jos l'imente.
Certifico que em meu rarlorio nuda consta de pro-
ressos crime* contra o supplicunle Villa de SerinhiTcm,
7 de novembro de 18450 escrivao, Manuel Antonio
Coelho de Oliveira Jnior.
DOCUMHNTO n. 32.
A cmara municipal da villa e comarca do Rio-
Formoso, i'iii viriude. da lei, &o. Atiesta que n advo-
gadojos Luiz da Silva Cuimaraes ha tres legisla-
I turas que tem sido eleito vereador desta mema ca-
mar, e tanto no exercicio de suas funccOes, como
nos cargos pblicos que tem occqpado nesta co-
Imarca, de promotor publico, de juiz de direito nte-
: riiui do civel, c de eollflctor das rendas nacionaes
: deste dito municipio, que aluda exerce, sempre tem
' sido issiduo e exacto no cuinprimeutn de seus deve-
Jres, apresentando urna conducta civil e moral em
! ludo exemplar, que o tem feito digno da maioresti-
mu cronsideraeo. E para constar e por ser a pre-
; sent requerida a mandamos passar sol) o sello des*
| til cmara municipal em sessao ordinaria do 1." de
abril de IS45. Eu Antonio Mondes llamos, secre-
tario a escrevi Manad llenrique Wwdr.rley,pre-
. sitente Chrlttov/Oi Xavier Lopes Joaqnim Aure-
\lio Wiinderlty Jos Autopio Lopes Joaqnim Frao-
[cisco Dinis. -Esteva o sello das armas imperiares,
' e reconbecido pelo tabellito Noronha.
DOCUIII ST0 N. 33.
Diz Jos Luiz da Silva Guimarfles que a bem do
. seu direito, em processo deresponsabilidade, achan-
Ido-se presente o escrivao do termo /le Serinhflem,
Coelho, com os autos de libello do joto Lopes dos
Santos contra Francisco Bnrreiros Rangel, quetrou-
! xe para serem examinados peranle V. S. a re-
querimento do Dr. jiit municipal desta enmarca,
rom osseus roes de culpado, para cujo acto foi no-
meado o escrivlo Noronha, precisa que o dilo escri-
, vo Coelho. entregando esse autos ao sobredilo es-
' crivflo Noronha ( para es*.; lim smente Ihe declare
leste por certiilflo so em algumas das rases assigna-
das pelo supplicante como advogado do reo so acha
alguma cousa de chincaihe em que desabone o ere-
dito e illibada conduela do Sr. Dr. ex-juiz do direito
do civel desta comarca Antonio Affonso Ferreira,
i bem como o estado em que so acham OS ditos auto
raletlraTicnte ai suas rasocs que existem cancella*
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das. rota e com varias lindas apagadas, sendo esta
certiJAo concertada em termos que faca fe; poManto
I'ede ao illustrissirno Sr. Dr. juiz de direito do
crime assim o delira K R. M.
Despacho. Passe a certidilo requerida.Rio-For-
moso, 15 de novembro de 1845. Ayrt$.
Jos Tiburcio Valeriano de Noronha, tabelHilo do publico
judicial e nulas, e escriviw do crime, civel, orphdos,
ausentes, caprllas e residuos interino neslu villa do
llio-Farinoso, lie.
Certifico que, eni virtude do despacito retro edos
autos de libello civel de Joao Lopes dos Santos con-
tra Francisco Barreiros Rangel, que com o dito des-
pacho me foi aprescntado revendo as rases fi-
naes assignadas pelo advogado Jos Loiz da Silva
Guimaraes, deltas no que claramente se lo nada
consta de chincalhe que desabone o magistrado indicado
ta uiesnia petico, achando-se viciadas e borradas al-
gumas I inlias inteiras e parte de oulrasem difieren-
tes laudas das ditas rases. O referido be verdade.
Ho-Formoso, 15 de novembro de 1845. Km ledo
verdade. Josc Tiburcio. Valeriano de Noronka. Com-
uligo tabellio publico, Manoel Antonio Codito de
(Hiedra Jnior.
DOCUMENTO N. 34.
Diz Jos I.uiz da Silva CuimarAes que n bem de
seu direito, em crime de responsabilidade, precisa
que o esorivAo Santos do termo de SerinhAciii, c o
olliciaJ Joaquim Jos de Almeida do mesino termo,
aquelle por ter olliciado do impedimento do cscri-
vfio Coelho cm urna justih'cacfio que peante o juiz
municipal supplcnte deuo IW, juiz municipal da co-
marca, e este por se adiar presente, Ihe certifiquen)
em continente ao p deste, se llavmundo Guedcs
Cavalcante, que servio de testemun'ha em dita jus-
lilioacAo a respeitode urnas rases assignadas pelo
supplicante nos autos de JoAol.opos dos Sanios con-
tra Francisco llarreiros Rangel, decarotfOtl nffo na
occasiao que eslava jurando, que, quam'lo JoAo Da-
masceno Barros Ihe mostrou ditos autos que Ihe
h.ivia dado o dito Dr. juiz municipal para tirar a
certidilo de varias palavras que, segundo publicou,
conslavam de ditas rases contra o ex-juiz do civel
o Sr. Dr. Aflbnso Ferreira, que essas palavras ou
parte das rasoes as vio borradas ou com lettras apa-
gadas, c porque motivo se 1)90 escreveu essa decla-
rarlo em seu depoimento, dando lugar a que no
hm do mesmo depoimento mudasse a oracAo que
viuda em seguida, declarando maiso referido esrri-
vfoi se de dita justificado licou traslado em seu car-
torio, visto ter entregado a original a parte, ou se a
deu em confianca, c qual o documento que o salva
dessa responsabilidade, tudo cm termos que faca
le, 80 pena de responsabilidade; portanto I'ede ao
lllm. Sr. Dr. juiz de direito do crime assim o de-
lira.-E R. M.
Despacho. Certifique e declaro. Ilio-Formoso,
t:i de dezembrode istj. Ayre*.
lllm. Sr. |)r. juiz de direito do crime. F.m com-
prmanlo aorespeitavel despacho de V.S. declaro que
com eireito vi e ouvi a testemunha Ravmundo Ruedes
(avilcante dizer, quando seestava inquirindo pelo
Sr. Dr. juiz municipal em sua justificado, que, qmui-
do Joflo Damasceno Barros Ihe mostrou os autos de
JoAo Lopes dos Santos contra Francisco llarreiros
llangel, j eslavam borrados ou riscados, o que se nao
escreveu em seu uepoimento, mas depois de fiado
accrescentou um digo a instancia da inesma teste-
munha em que dcclaroui/ue dito*autornto mtawim
horrados ou riscados. Declaro mais que a propria jus-
lilicacAo original o Sr. Dr. juiz municipal mea pe-
dio, dizendo-meque logo me entregava, e como nao
licasse traslado della em mcu cartorio, indo ao Rio-
Formoso, a exigi delle para tirar dito traslado que
me a mo entregou, e para minha resalva me passou
um recibo quo tenho em meu poder, lie o que le-
nho a declarar a V. S. a quem Dos guarde muitos
anuos. Villa de SerinhAeni, 22 de dezembro de
1845. Oescrivilo de orphAos, Joaquim Iqnacio dos
Santos.
lllm. Sr. Dr. juiz de direito do crime. Km cum-
pnmento do respeitavel despacho de V. S. tenho
a declarar que, achando-me presente na casa da Ca-
n ira desta villa, no dia em que se eslava dando a
juslificacAo mencionada, ouvi a lestemunlia Rav-
mundo Guedes Cavalcante dizer na oecasiAo em que
eslava depondo, queJoao Demasceno Barros Ihe hacia
mostrado os autos de que se trata na pelico do suppli-
cante, borrados ou riscados, e ao depois diste no mesmo
depoimento que ditos autos se nao achnvam borrados
porm mo declarei se estas declaraces foram es-
criptas em seu depoimento, e do nada mais me re-
cord. Villa de ScrinhAem 17 de dezembro de
1815. O official, Joaquim Jos de Almeida.
DOCUMENTO K. 35.
He urna peticAo de Francisco Barreiros Rangel, e
despacho do juiz municipal supplcnte, pelo qual se
procedeu o auto de vistoria o esame do teor.se-
guinle : Auno do Nascimento de Nos.so Senhnr
Jess Chnsto de 1846, aos 19 dias do mez de setem-
bro do dito auno, as casas da cmara desta villa de
Sorinhitem, comarca do Rio-Formoso, provincia de
Pernambuco, em audiencia publica, onde se achava
o juiz municipal supplcnte, o cidadSo Cattauo Fran-
cisco de Barros Wanderley eommigo cscrivlo, e
sendo ahi, pelo eacrivUo Manoel Antonio f.eelho de
Uliveira Jnior foram presentados os autos de li-
bello civel de J080 Lopes dos Santos contra Fran-
cisco Barreiros Rangel, e comparecendo os peritos
nomoados, Jos Feliciano Cavalcante de Albuquer-
quee Antonio Marques da Silva, oiuizlhes deferio
o juramento do estylo, encarregando-lhes que pro-
cedessem vistoria e exame requerido no vicio e
borraduras de- ditos autos sem dolo, malicia ou
aneicAo, o si m como Ibes dictasse suas conscien-
cias, o que promelteram cumprir ; e passando a exa-
minar evistoriar ditos autos, declararam acharem-se
borrados com riscos ama re los de folhas 84 a folhas
115, em urnas folhas mais eem outras menos, porm
a folha 10:1 e a folha 104 se achavam quasi todas
borradas e urna quasi rota, o sendo pelo dito juiz
perguntado ao escrrVAo Coelho Jnior quem recolheu
estes autos ao cartorio no estado em que se acham,
na oecasiAo em quo o ex-juiz Fernando Aflbnso de
Mello requereu nelles urna vistoria perante o Dr.
juiz de direito do crime da comarca, responden qu
ditos autos so achavam na conelusAo do mesmo ex-
juiz, como se vo do termo a folhas 186 verso, e que
de seu poder foram recolhidosao cartorio no estado
cm que se acham, como so declarou neste auto; po-
rm que elle escrioo s os vio em dito estado de dita-
rcracilo e borraduras depois que o dito ex-juiz requereu
a predi/a vistoria peranto o mesmo juiz do crime : de
que para constar m.indou o juiz fazer este auto em
que ussignou com os tigritos examinadores, com o
oserivAn interrogado oasttsleiiiuiilias oalferes Mar-
idillo Jos de Moraes e Jowjuini Jos de Almeida.
En, Joaquim Ignacio dos Santos, escrivio oescrevi.
M'anderlcy. Antonio Morques da Silva.Jos Feli-
ciano Cavalcante de Aibuquerque Manoel Antonio
Coelho da Olveira Jnior. Marvolino Jos de Moraes.
-Joaquim Jos de Almeida. Esta certidiio eslava
subeseripta pelo dito eserivSoSantos, e concertada
pelo escrivao Coelho Jnior.
DOCUMENTO I, 36.
Antonio Affnnso Ferreira, deputado a assemblca geral,
memoro da asssnbla legislativa provincial de Per-
nambuco, e juiz de direito cheje de polica da tnesma
provincia, por S. M. o Imperador, que heos guarde, &c.
Atiesto que o Sr. Jos Luiz da Silva Guimaraes,
Manoel Antonio Coelho de Oliveira Jnior, da villa
de SerinhSem, deste oanno de 1828 al o presente
>como para esse fim he tambem necessarioqueo di"
tosres de culpados venham a presenca de V. s T
corroicSo, requer o suplicante por isso a V.' 8 "nue
se sirva de mandar citar o referido escrivao Coelho
Jnior, para quo no menor espaco do lempo possi
vel, que V. S. Ihe designar, haja de vir trazer por si
ou por seu fiel, q uando esteja doente, os referidos roes
de culpados, assim como os summarios que se proce-
dern! por seu cartorio contra um individuo que as-
sassinra a um escravo do Antonio da Silva Martins
e contra Manoel Amancio da Silva, ambos por chin
de morte, e que finalmente traga uns autos civ.it de Jou
topes dos Santos contra Francisco barreiros Ranael
que, estando em poder do supplicante, os deixara em
Soder do mencionado escrivao; portanto|>(>de ao
Im. Sr juiz de direito do crime, assim Ihe delira
passando-se o competente mandado. E R. M__Fer-
nando Affmsode Mello.
Despacho. Proceda-se o exame requerido no dia
14 do corrente, pelas 4 horas da tarde, para o que su
passe o mandado requerido Rio-Formoso, 13 o
novembro de 1845. Ayres. ( Esta certidao esla-
va assignada pelo escrivao Norouha, e coucerlada
pelo escrivao Pinheiro ).
DOCUMENTO W. 39
AmigoeSr. Guimaraes. Neste momento acaba
de chegar nesta sua casa o escrivao Coelho, da villa
deSerinhaem, corrido pelo Dr. Fernando que o aniea-
cou com prisAo e suspensfio, por Iho nao querer pas-
sar duascertidOesfalsas sobre o extravio do proces-
so crime contra Antonio Jos da Rocha, da borra-
dura do nomo deste em seu rol de culpados, e d'uns
autos de Joao Lopes contra o Barreiros Rangel, que
o mbsmo Fernando exige que o Coelho so declare
culpado ou d oulra qualquerxir por elle dictada pa-
ra apresentar em defesa queiia que Vmc. delle du
ao Exm presidente. E como eu o deseje proteger,
porconhecer a rasao que Ihe assiste, e mesmo pur
se ter vindo valer de mim ; rogo-lhe o favor de vir
at esta sua casa, para tratarmos a respeito; doquo
Ihe icarei obrigado, certo de que, o que lizer em seu
beneficio o tomarei como feito a mim proprio. a-
deossou seu amigo, e obrigado criado Casiano
direilo do civel. Passo a presente por se me haver
requerido. Secretaria da polica da provincia de
l'emambuco, 10 do outubro de 1845. Antonio
Afonso Ferreira. Eslava o sinete das armas impe-
riaes, o reconhecido pelo tabelliflo Pinheiro.
Servio com "milita honra, zelo e intelligencia o empre- l~raHCSCo de Burros Wanderley Engenho Cachoeira,
go deadvogaiio na comarca de Rio-Formoso, durante I8 de novembro de 1845. ( Eslava reconhecida pelo
O lempo quenessa comarca exerci o lugar dejuiz dejtabolliao Noronhaj.
DOCUMENTO N. 40.'
Sr. Apollinario. Cachoeira, 18 de novembro de
1845. Logo que esta receba, mande participar tu-
do ao compadre Guimarves, e mando um portador ao
Rocife jei participando tudo, e no estado em quo
me acho, so por causa das calumnias do malvado Fer-
nando. Vmc. nao me desampare a minha casa, e pu-
de at dormir nella queellesahi n3o vAo, e tire os
autos de sua casa, e d ao vigario para guardar; te-
nha coragem, e Thcotonia que nao se assuste. Es-
tas testemunhas n3o sei b que vAo jurar, e me parece
que ainda as n1o oOendi. Mande tambem dizer ao
Guimaraes, que no dcsampare-me uestes apertos, o
dosejoterdeludo resposla. Theolnnia que acceite
o meu coracAo partido de saudades, d-lhe por mim
um abraco inuito aperlado, eas minhas lembraucas,
e igualmente os mcus filhos, que nao sei quando irei
para minha casa, e n3o escrevo a ella por estar bs-
tanle assustado e com a mAo trmula, e adeos, ate
nfio sei quando. Seu amigo, Coelho Jnior. (Esla-
va reconhecida pelo tabelliao Salles).
DOCUMENTO N. 37.
Accordam em relacAo, &c.: quo reformam a sen-
tonca da pronuncia na parte somente em que decre-
lou a prisAo doappellantc Jos Luiz da Silva Gui-
marAes I, nAo s porque o facto denunciado nAo est
de modo algum comprehendido no artigo 119 do
cdigo criminal, onde o classificou o juiz, visto
que aquilloque o advogado escreve no processo ja-
mis se pode considerar comoescripto nAo impres-
so distribuido directamente por mais de 15 pessoas,
mas tambem porque o que disse o appcllante nos em-
bargos a folhas 8 |ior documento, e que faz o objecto
da denuncia, apenas poderia dar lugar no mesmo
processo cm que foi escripto a urna advertencia nos
termos do artigo 339 do cdigo do processo.'por nAo
conler calumnia ou injuria, alias vigorara o dispos-
to no artigo 41 do cdigo criminal, e isto por nAo
apartar-so o appcllante dos limites da decencia e res-
peito devidos autoridades indiciaras e suas deci-
sos, e queoadvogado por frtrea deseu officio deve
respeitar, procurando nicamente, pelos modos le-
gaes e com palavras decentes e comedidas, defender
os diretos de seus clientes, evitando ditos picantes
c qucsIOes alheias o ociosas, como cousas improprias
do nohrc lugar que oceupa na sociedade. Portanto,
reformada na parte da prisAo a sentones, subsista
qnantoao mais por nAo competir a este tribunal co-
nhecer mais no caso suhjeito. Pague o appcllante
as CUStas ex-causa. Itecfe, 10 de novembro de 1836.
Vacicl Maiiteiro, presidente. felmont. Ma-
Iheiroq. l'once.
Dcdsho do jury. O jury nAo achou materia para
accusacAo contra o acensado Jos Luiz da Silva Gui-
maraes Sala das sessoes secretas, 14 de dezembro
de 1836. Seguiam-se 23assignaturas.
Absolvicao. A' vista da decisAo do jury, coma
qual me conformo, absolvo ao reo Jos Luiz da Silva
GuimarAes do crime por que foi aecusado. O es-
crivAo d baixa na culpa, desonere o fiador da pun-
ca, e paguo a cmara municipal as cusas. Sala das
sessOes dos jurados, 14 dedezemhro de 1836 -Ma-
noel Teixeira l>eixolo.l Eslava esta certidilo escrip-
ia e assignada pelo escrivao do jury, Pimentel, e con-
certada pelo cscrivlo Pinheiro.)
DOCUMENTO N. 38.
O bacharel Fernando AfTbnso de Mello, para poder
documentara resposta que tem de dar ao Exm. Sr.
presidente da provincia, acerca da denuncia que o
advogado Guimaraes dera do suplicante, lho ho mui
necessario proceder peante V. S. a um exame nos
roes de culpados que servem no cartorio do escrivAo
DOCUMENTO N. 41.
He o rascunho de urna pelicao, fcila pela propria
lettra do Sr Fernando a si proprio, como juiz mu-
nicipal, a favor do Florencio de Barros Henrique
contra o escrivao do subdelegado de SerinhAem, a
qualfoi peloSr. Fernando despachada, e se aclia a
sua lettra reconhecida pelo tabclliito Salles.
DOCUMENTO N. 42.
Escripto do escrivao Coelho uo Guimaraes. Nlo
tem sido por esquecimento meu, mas sim porque
quando Vmc. me mandou o inventario de Burarenia
para o Dr. Alfonso, com o diuheir para o Dr. Fer-
nando e para mim, que comprehendia no diuheir
estes autos, ou por nAo ter troco Ihe levei os 13/ rs.
para elle tirar os 12/150 rs. e licou com tudo, dizen-
do-me que muilo breve me daria o restante; j o le-
nho mandado buscar e dizem-me que o Sr. Dr. urna
hora esl dormindo, outr'ora est anlando, outr'ora
est muitooecupado : esse tem sido o motivo deeu
nilo poder ter levado os ditos autos conclusAo, pois
ainda naO vi se gastar mais de dinheiro, como o Dr. Fer-
nando : torno agora a mandar buscar que sai junto
com o seu molequo. ( Eslava a lettra deste escripto
doescrivao Coelho reconhecida pelo labelliaoSalles.
DOCUMENTO N. 43.
Sr. Guimaraes. -- Se tiver disponivel o que lho
fallei, mande-mc sempre, ainda que sejam 20/.,o
quem restar depois pagar.Em 20 de junho.
Fernando. { Eslava reconhecida pelo tabellio Sal-
les).
Pernambuco. Typographia de M. F. de Faria.18*7.
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