Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08759

Full Text
nno.de- W
Qnarta-feira 7
O VI/WW puhh'ea-ar tonto os da, que nto
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liOtrcU porod.pnbl.ee.o.
PHASES DA LOA NO MEZ, DE ABRIL.
Imiuio""- "" min- da ,,rde-
i | ooi, 15, s 4 horas e I min. ti* manlia.
I Creseeo'' ** llon" e*" "'" ninli.
I La chei*, '"' '' '"""* e S n,inu' datante.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Ooiannae Parahvha, ai segnnds a sextas leru
ll-i; anHe-.(o.\one quimas feralaoircio-Hia
Iahn, Serliihsem, Rio-rormoso, Poilo-Calvoe
Maeeln nn I.", a 11 e 11 de ca.l mu.
dar idun atnito, a ir) e 21.
Itoa-Vist* e Flores a I a e 18.
Virloria.iiqiiMilmfe-.ias.
Huida, iodos os das
PREAMAR DE HOJE.
Primeira, s 10 lioiai 6 untos da maulii.
Segunda, s 10 horas e 30 minutos da larde.
ce Abril.
nnoXXnT.
N.77
DAS d\ semana.
6 Segcnda, ** S Vicente Fairer.
6 Terca. 8. Marcellino.
1 Quarla. S, Ep finio.
| Quinta. S. Aiimnrin Aud do J.de orph.,
o J. a-unicipai da I vara.
9 Ss)Ma. S I'cu,, trio Aud do J. ociv.dn I.
v. edoJ de pai do I. dit. de t
10 Sahhado. 8, Ktcquiel. Aud. do J. do civ. da
I. v. e do J da pax rio I din. de t.
11 Domingo. 8, Leio Magno.
CAMhlOS NO D!A DE ABRIL.
Cambio ohr Tendr #f '/J p. I#r a 0 d-
> a I' rsJiSis por Tranco.
L'-lm de i>rei io.
Desc. de le Ira- V boa lirm-s l '/, \>.'L mct-
Onro-O-ir-s I MpanMba JSie'iO a I9*n*
alcedo* fie I M vellt. l"0fl a l*0
a a da fino nov Ifn > de tfOO ...'.. afoou a Sjif'O
/raa P.l.ce* ...... #" '{"">
u Pesos coluuinares... JilIO a i#"'
Ditos mexicanos ... i|0f a 1/t-"
a Miuda............ liOft a I
A croes da comp. do Heberibe de &0/OSO i. ao par.
DIARIO DE PERltT AMBU
EXTERIOR.
FRANCA.
a
BOLETIM JDO EXERCITO.
SUMMARIO. Polyb. Machiavel. Constituirles
militare;
Na historia geral do mundo encontram-se pocas
maispropiciasquequaesquer outras aoestudo eaper-
feicoatnento dcada arlo, de cada sciencia.
Tres teem sido as pocas essoncialmenle fovoraveis
arto da guerra, sciencia das armas, e por conse-
lencia s inslituicoes militares: a saber, a de Poly-
o, a do Macliiawel e a nossn.
Poiybo, que pouco menos de dous seculos antes da
era christSa, estudra na escola de Pliilopccmen, ora
viven cornos Grcgos, ora coro os Romanos. Ten do
presenciado amina deCorintho coassedio de Nu-
ntancin, havemlo sido historiador, general, publicis-
ta, orador, e, maisque tudo, profundo pensador, era
elle que eslava destinado a concorrer com ossetiscs-
criplospara o futuro br.ilhantissimo dos exercitos.
OGrcgo Pojybo stinha conhrciment do phalang'es:
vio em Roma a Icgilo, c ontff esse espirito tito justo
qunnto fecundo e creador comprehendeu a vanta-
gem dos ejrcitos pouco numerosos, porm morali-
siiIos. Previo que um-ejercito, para ser bom, deve
6ercoirtposio decidadltos.
Muito depois de Polyb, dizia Vgcc, outro cscrip-
tor antigo: o Nada disto aconleci.i, porque os Roma-
nos fomsm mais numerosos que os Gaulezes, nem
mais fortes que os Allemfles, nem mais ageis que os
llespnnlies, nem maisastutos que os Africanos, nem
mais ricos que os Asiticos e nem maisdoutos que
os Gregos; niassim porque sabiam, melhor que to-
dos os povos, escolhcr bons soldados, onsinar-lhes
methodicamente a arte da guerra, vigora-los por
exerciciosquolidianos, prevor todos os eventos das
diversas especies de combates, marchas e acampa-
mentos, punir os mos e recompensar os bons.
Eis o que devoria constituir a nossa escola. Dose-
jramos que, como em Roma no lempo doseu esplen-
dor, houvessc boa escolha do soldados, isto he, me-
lhor recrutamonto; estudo muthodico, isto he, tra-
balho; ejercicios quotidianos, isto he, estudo d'artc
e sciencia por manuaes praticos da profisslo; recom-
pensa aos bons, c punidnos aos mos, isto he, o ac-
cesso bascado em pravos reaes de capacidade, e um
cdigo que se harmonise com os costumes madernos
e com os progressos sociaes.
Depois de haverestudado Poiybo eVgce.Montes-
quieu e lodos osdislinctos historiadores dessa tilo
poderosa Romo, occoire a qnalquer seguinte ques-
tto: a Temos obtido victorias tilo assignaladas como
as do povo romano, e havemos tido derrotas monos
crueis do que as delle; c no entretanto, qual a roslo
deser tilo dfTerento o resultado de urnas e outras?
Roma possura o sceptro do mundo, e a Franca con-
ta duas invasOes!
A rasito he porque a constituicftoda guerra era a do-
minante na poltica romana. A tctica e a estrategia
n.to eram arles secundarias e soladas na sciencia do
governo. Os que dirigiam o estado niloabandonavam
aos escribas o cuidado do exercito. Tudoseencadea-
va, ligava e correorria para o nicsmo lim. os nego-
cios pblicos levavam de vencida os senlimentos
egostas O/ue regulam nossas itlcias. Ningnem chc-
gava a ser general sem ser estadista, ninguem era
capitulado de estadista sem que estivesse prrfcita-
iienie a par dasconstiluices militares. O genio se
lo amesquinhava no limitado circulo do urna espe-
cialidade ; a centralisaeflo nial entendida no sepul-
tava as pastas de um ministerio os pensaincntos ge-
nerosos, as vastas aspirarles, NV) era opinilo cor-
rente, que o capacete ea coiraca devem comprimir,
sob o peso do ferro, a inlclligencia eocoraefiodos
exercitos.
Machiavcl, que nascra em Florenca no mciadodo
XVseculo, viveu em urna poca que s pode dizer
media entre as instituirles militares da sutiguidade
o as nossas. Com menos propore/ies do que Poiybo
para observar os objeclos, Machiavel procurava, co-
mo elle, desenvolver o progresso pela comparaclo
do passado com o presente.
Ambos elli's, por urna dessas notaveis singularida-
des, viveram louge desua patria. Foi em Ierra estra-
nho, o separados dos exercitos, que csses dous ho-
nicns tracarom os pricipios dasconstituicOcs mili-
tares. Mas Barnizado de Fabio e-dos dous lilhos de
Paulo Kmilioproporcionou aobanido dcAchaia as
nnlliorcsoccasiOes de esludar as Micas do povo ro-
mano e o estado do paiz. Por ordein dcScipiilo, fo-
iam-|he franqueados os registros conhecidos por
J.ibri centualet que exisliam no templo de Jpiter
|e no Capitolio, o oulros muitos monumentos liistori-
atcreniao inditos Depois, porcoireu Poiybo tor
os Os campos de balalba que pretenda descievcr,
s Alpes, asGalias c a Iberia Perpossou as apagadas
legadas dos conquistadores atravs niesino das on-
tus do Ocano Atlntico,
Se Poiybo, como escriptor, n3o tem o melhodo de
Icrodoto, a habilitado do Thucidido o a concisiio de
'.enopbontc, nem porissodcixa de ser umverdadei-
n estadista, pois que ninguem mais do quo elle des-
nvblveu as qucsloes militares da antiguidado.
Machiavel, o autor dos 'Dialogas sobre a arte da guer-
a, escreveu esta prodigiosa obra depois da Historia
'e Florenfa, o antes do livro intitulado du Prince.
Jepois de baver pcnctrailo as mais profundas trovas
da historia dos povos c de teracompanhado os diver-
sos movinicntos das naces barbaras quo destruiram
imperio romano, o espirito de Machiavel, antes de
iccupar-sc do l'rince, quiz revistar os exercitos.
toatdou o iustrumento antes de dar a couhecer a
niSoquo odevia dirigir. Tilo estadista quanto Poiy-
bo o fra, cidadilo de um paiz, donde o degradara a
frca bruta, o nobre Florentino apn-ndeu a conhecer
os exercitos nessa Franca de Luiz XII que, a par dos
Trivulcc, Latrimoille, Dunois, Bayard, Chabannes e
Nemobrs, oflerccra considera^ilo dos estrangei-
rosPhilippe deComines, Olivier de la Marche, JoSo
Cousin. .
0 mesmo homem que na Italia havia visto Cesar
Borgia, Benvenuto Cellim, Primatice o Miguel-An-
gelo, cncontra na Franco um rei pai do povo, o pode
comparar as glorias ala restauradlo com as miserias
das insiitiiicoes militares. Enlo, amaldicda o con-
dolliert, e reconhece immediatamente que toda a
franqueza social quasi exclusivamente provm da
mconslituicilo dos exercitos.
Com mo segura traca Machiavel a harmona que
deve haver entre o rgimen tctico e o administrati-
vo, entre a sciencia d guerra e a poltica, entro a
arle militar e as outras artes do governo
N3o foi Machiavel comprehondido, quando appare-
ceu o sol livro sobre os oxercitos: pelo contrario,
foi atacado, calumniado e perseguido. Ousara dizer
ramquo elledcsconhecia sua patria ; porque, diziam
os que esse grito davam, esses me sinos condolHtri
haviam legado a Italia os nomes Ilustres deAlbric
de Come, Bracchio o Fabrico Colonne. Ousou Ma-
chiavcl responder quo os condullieri nilo eram urna
instiluicao popular o nacional: enllo os Italianos to-
dosdisseram a urna voz : aEocidadoo soldado Sforzo
nto foi o Ironco, donde proceden a familia dos duques
de Milito? a
1 ni dia escreveu o reformador florentino a Strozzi
oseguinte; Nto creia nessa tilo proconisada diftV
culdade de eslabelecer harmona e accordo entre as
vantagens da vida civil e as das iuslituices milita-
res; o que-existe enlre essas duas classes he urna re-
pugnancia abusiva, ecuja causa nica he um erra
de raciocinio......... Os melhores soldados da Grecia
o Roma foram ao mesmo lempo os melhores cida-
d;1os. a (1)
Apezar dos escriptos do Machiavel, nto so pode ef-
feituar esse accordo das iustituicOes miniares com
scivis, essa harmona (lasarles da paz com as da
guerra.
Gidaditoconfundido com a massa do povo, pobre
proscripto sem influencia, nflo pode Machiavel fa/cr
mais do que, como Poiybo, escrecer,- n presen lar pro-
jectosediscutir principios. Durantes sua vida, es-
ses dous homens nilopoderam conseguir que a insti-
tuicito militar dsse um passo sequr para o diante.
Mas, apezar dos ataques de lienz d'llalicasnasse, de
Quinliliano edel'hocio, Poiybo leve cinflm rasilo;
o nilo obstante as calumnias'dos seos contempor-
neos, reconheceu-se quo Machiavel dissera a ver-
dado.
Nada he la I vez lito difllcil como destruir os piejiii-
zos do exercito. Nacfio em a nacilo, os exercitos mo-
dernos silo mu bellamente dcscriptos pela seguinle
pluase: O liomom soldado he un pobre glorioso ;
victima e verdugo ao mesmo lempo, bom einissario,
quotidianamenle sacrificado ao seu povo o por seu
povo, que o escarnece; he um mai tyr que se quizera
ora feroz ora manso, e que as nacocs c o poder qua-
si sempre em desacconlo constantemente repellem
O poeta que estas iitibas escreveu, nada mais fez que
comparar o soldado moderno a um gladiador, eo
povo ao indillerente Cesar e ao chacoteudor Claudio,
a quem, destilando, diziantns: Ate, Cesar, mor i tur i
te su I utan t. Dos te salve, Cesar, os que vito mor el-
le sadam!
Ha alguma cousa. lia mesmo muito a fazer no exer-
cito. Antes do agaloar os chapeos dos homens que
se destinam a vida militar, antes de trocar a casaca
pela farda, nilo coniprehendo o poder, que sob esses
chapeos ha inlolligcncias, o sob essas lardas cora-
cOcs?
Logo depois da rovolucilode 1789, Imprimiram-se
na Europa quatrocentas e cincoenta e sele obras im-
portantes acerca da organisacto do exercito. Passa-
dos vinto anuos, appareceu o Espectador militar com
qiiareuta o quatro tsxccllentes voluntes sobro todas
as questocs transcendentes de guerra e paz. O Jornal
das ciencias militares nilo he menos rico. No minis-
terio da guerra lia iunumeraveis memorias a respei-
to da constiluicao militar. Tudost, porm, passa
desapcrcebidamentc o como que nilo existisse. Val
o ministro cmara, o seu immedialo respectiva
repartilo, e o soldado aoexcrcicio. Morrein os gc-
ncraes, c s.'o substituidos pelos capiles. Mas o mi-
nistro, o seu inmediato, o soldado, os gnoraes eos
capitiles seguem todos a mesma marcha dos seus pre-
decessores, e cada um delles pronuncia qoasi im-
perceptivelinenle estos palavias de I.uiz XV : Tudo
isto durara lauto quanto cu.
A poca em que vivemos he mais favoravel o com-
paracilo, ao aporfeicoamento e a invencilo, do que
aquella em que existi Poiybo, e anda mais doquo
a outra em que florecen Machiavel. Conbecemos as
instituicoes que fazium vigorar-a pbalange e a lo-
giflo: nflo ignoramos osdefeilos dos exercitos dus
repblicas italianas da idade-media. Nossos pas vi-
ra in os exercitos da anliga monarchia, os da revolu-
ta o e os do imperio. Somos contemporneos da.res-
lauracao. 10 pode dar-so posiefio melhor para com-
pr o crear? Depois de urna guerra quoduroude
1792 a 1815, depois de urna paz que de 1815 a I84C
anda nao foi interrompida, depois de quinze anuos
de guerra africana, anda a Franca se nilo acha em
circumstancias do dotar a Europa com urna consti-
luicao militar? Hechegado o louipo da fazer com-
prelieniler a todos os governos e a todos os povos
que urna nacilo lorna-se tilo temivel com 300,000 ho-
(I) Dcdicnlorla de Machiavel a Stroizt quando llic of-
ferecra o> seu ete livro subre a arfe militar.
mens como com60o,OO0; porquanto, se aman bita
um estado crear 100,000 soldados, no da seguinle,
pode qualquer dos seus vizinhos revestir dos tragos
mililores a 150,000 paisanos. Opaiz que faz consistir
a Mica do seu exercito em o grande numero das
pracas, em vez de tornar-se forte, esgota-se, es-
falfa.
Nilo imitemos os contemporneos de Poiybo eos
de Machiavel. Examinemos seriamente os diversos
elementos, de que se deve compr um exerclo, com-
bnemo-los com prudencia, o curemos do futuro.
Oiicamos oquedisseo general llardin : Na au-
sencia de urna lei fundamental ou carta militar, o
couslituicilo est toda as iniios do principe que go-
verna, e assenta na movedica base das ordonan^as.
Se o clicfe do estado he dessesque ludo cunfla ao mi-
nistro, Tica a coiMUuifdo dependente de decisoes que
se resontem de falta de unidade. Se o ministro he da-
quelles quo dito carta branca aos subalternos, os ca-
prichos dests translornam o exorcito.
Se influen os favoritos lar ou o sequilo do principe usurpa lodos os favo-
res, ossume todas as gracas ; o estado-maior jaz no
esplendor, o soldado de flleiro no avillamento o na
penuria ; oscorpoa privilegiados enervatn a infan-
ta i ia e grava ni o tbosouro, e al os proprios generaos
caducos silo dispensados da obrigaco de solicitar a
reforma. (9i
As sociedades modernas devem persuadir-so deque
o exercito permanente lio un) tributo pago civilisa-
co. O producto dcste capital he maior do que se
suppOe, o denomina-so uguranca. Mas an comprar
esta seguranza, cumpre'no coinpromoltor os prin-
cipios sociaes, nem tilo pouco os principios mili-
lares.
' Nilo ha homem sizudo que ponha em duvida. a ne-
cesdado dos exercilos permanentes. He icconbcci-
d a conveniencia de se constituirem exercitos seme-
ntantes : neis o voto dos pensadores osemelhanle
respeito:
A mais acertada conslilui;!lo militar, diz um es-
criptor, he aquella que, sendo a menos dispendiosa
c a mais duravel possivel, nilo exige do soldado cou-
sas superiores aos sacrificios o que a patria tem di-
reilo.e a lei especifica ; ella deve gravar no bronz*
os direlos quo concede, os deveres que prescreve, o
lima que se pronfle, tudo o que espera, tudo o que
prometi. Sublimo eonttiluMffO ser aquella que,
creando um exercito, s lerrivel no estrangeiro e
nunca ao paiz, torne-se o apoio do Ihraiio, sem a-
ineacar a liberdade dos cidadilos, sem concurrer pa-
ra que, com justo motivo, os contribuintesso quei-
xem dello.
Cuinpro notar que a primeira constiluicilo mi-
litar nasceu da sociedade philosophica. Quando,
por todas as partes, reinontavam-se os cffeilos s
causas, quando o dircilo enmecavn a substituir o fac-
i, foi que osespiritosanalytcos cuidaram em urna
constiluicilo para o exerclo. Oconcclho de guerra,
creado pelo regente Philppe d'Orlans, apresentou,
em 1718, as bases de urna constiluicilo. No principio
9 dezembro de 1733, dossos mesmas bases forma-
rom urna nova constituiQlo. Em 1750, forinulou
d'Argenson a sua ; a do Choiscul Ihe succedeu a 21 do
dezembro de 1762 : esta, muito superior s preceden-
les, realisayo alguns dos pensanicntos do duque de
Orlans. Km 177*, o ministro Dumuy confeccioitou
tombem urna constiluicilo. Dous anuos depois, pu-
blicou Sainl-Germoin o sua.e perdeu-so no labyiiu-
lo das reformas, porque inda nilo era chegado o
lempo profiri paradlas. Segur, em 1786 ; Brenne,
em 1787; a assembla conslituinle, en 1791 ; Nar-
bnnne, em 1792, derilo diversas couslluicrtes mili-
lares. A 1T de marco de 1788, publicara o concelho
de guerra o primeiro regulamonto (lTHfspecliva
coiisliinic'o ; mas, nessa poca, una especie de fa-
talidnde lena mu talmente todas as experiencias, to-
das as leis.
Em o I." de outubro de 1789, decretou a assembla
nacional a crcaco de urna comnisslo militar que
se cncarregasseda organisaQo do urna consluicfio
para o exerclo. Dubois-Grane, Alexandre de.Las-
neth, l.eaueouii, Mirahean, lloslaing e Flix \Vim|i-
fen foram os Horneados para esta commissBo.
O lempo eslava mullo borrascoso, os homens es-
lavam muito apaixonados, e por isso no era essa a
quaiba propria pora scnielhaule trabalho.
No exilio de Sanla-llelcna, fallara Napoleilo dos
seus projectos de couslituicilo militar (3 ..Talvez que
Napoleilo tivesse arredado de sobro si algumas cen-
suras que Ihe faz a historia, se em 1805 bou vera cre-
ado urna consiiiuic"io para o seu exercito.
A constituiQao do exercito do 181* foi dictada pe-
lo eslrangeiro ;*). Km 1818, liacou Gouvon Saint-
Cyr excellentes regras; o marechal Soult doou
Franca bons elementos do conslituiciio militar; po-
rm nada do que entilo so fez era completo.
A 9 de fevereiro de 1790, subi l...snelh tribuna e
disse: Sem urna constiluicilo militar, nilo temis
que se tornem preza dos corlezlos os fundos que a
nacilo vota reparticSo da guerra ; que os postes e-
lovados sejam dados aos nomes, ejamis oo mrito ;
que se crie urna mullidilo de coronis c de generaos
muilissimo bem aqtiinhoados, dando-se-nos ao mes-
mo lempo um limitado numero de soldados, mes-
quinhamenlo veslidos,/nal allojados e pouco consi-
derados ?
A boa constilnicito do exercito, disse Carrion Ni-
sas, nto interessa menos manutencilo das libcrda-
des publicas do que independencia do poder su-
premo.
O governo, pois, devo curar mui seriamente da
ereaeilo do una constiluicilo militar.
(Press*.)
Van'edade.
- 3} Diccionario do exercito terrestre, parle 5.a, pagina
15/8, obra dedicada ao rei.
(,'i) Memorial de Santa-Htlena c Mem. de SapoleSo.
\ij Vrja-o a obra do general Preval, Memoria sobre
progresso militar, pag. 66, 1842,
CLNICA MEIHCA
da escola medico-cirurgica de I.isbon.
Do uso interno da neis no tratamenln das phthytieaipul-
monares e dos aneurismas do corardo; apontamentoi
do respectivo lente, o Dr. Lima tilo.
OSr. Per... lun__do vinte edousannos de ida-
de, lilho do pas europeos, abastados e sodios, nas-
ceu entre os trpicos, por cujns paizes esteve at ha
quasi dous anuos, estando desde enlSo em Lisboa.
Quando tillha dezasete anuos aprenden por divert-
monlo a tocar trompa, e durante este estudo deilou
um escarro desangue vivo em um pequeo accesso
detosse. Km selembro de 1845, sem causa conheoi-
da, leve tosso por tres ou quatro das, e deilou al-
guns escarns com sanguc: a 8 do fevereiro deslc an-
no, ropetio a losse o osescarros de sangue; e igual-
mente a 13. Desdo essa poca principiou a sentir al-
gum consaco o- algumas palpitacOes do coraefio. A
tosseeos escarros rom sanguo repetiram a 2* de
mart;o, leudo liilo do dia antecedente linduras de
rabeen; continuaran) a 15 ca 21 do abril, a 11 ea 12
demaio. Comocci a trnto-ln nos lius do junho, es-
tandoelle em Bemlica. Disse-mo que o facultativo
que o tratara desde fevereiro, considerava aquello
sangue como hemnrhoidal; que Ihe tirara sangue por
lanceta o sangue.sugas, e que Ibo dava conserva de
rosas e nitro, e o cosimento pcitoral da pharmacopea
de Londres sem figos, nilo sondo quasi nada restricta
a su.i alimeiitacao.
A minha obscrvncfto moslrou-mn o seguinte: um
rapaz do mais do mediana altura, delgado, pouca
barba, cobello prcto, pollo macilenta, vivoza do espi-
rito, muda susceptibilidode nervosa, o pedo estreito
no seu dimetro lateral, sendo o ngulo remirante
formado polos rebordos-dos cusidlas falsos apenas
do mis *5 graos parameos, dizia que eslava mais
magro do que antes. A percussito dava em todo o
thornx o som um lauto menos fleo do quo dovoria
ser allendeudo a ponen espessnra do lecido cellular 0
Jos msculos que cabrem essa eavidode: a ansculta-
cilo mnstrava, em qualquor ponto a que so applicova
o eslclhoscopo, no terco medio e inferior do thorax
de ambos os lados, o murmurio respiratorio menos
franco, menos sonoro do quo no oslado normal; e no
terco superior*, mormenle do lado esquerdo, em vez
de murmurio respiratorio assim modificado, ouvia-
se um rufo surdo, continuo, homogneo; cansaco,
principalmente subimlo escadas ou ladoiras: 'urna
pequea losse de horas em horas, quasi sempre sec-
co, o o resto com expectoracilo, pouca de muco*bran-
co, puncas vR7.es amarellado: dor polo mcio da parte
superior do thorax, nilo permanente) mo forte: pul-
so ligeiro, pequeo as arterias radiaos, ao passo
que as ptilsacies do CoracRo, da aorta e das carti-
das eram igualmente ligeiras, porm muito mais en-
corpadas c fortes proporcioialmeute, sendo para
notrosla dosharmonia. O corteflo anscullado mos-
Uavaassuas pancadas, correspondentes ao ventr-
culo esquerdo, soccas, fortes, circumscriptas, per-
mancHtes, ligeiras, as quacs como qncdobravam de
frga e veloeidade quando o doouto subia u so exci-
lova dequali|ucr mancira. Osomno era frequente-
meute iiderroinpidn, inquieto: todas os outras func-
eoes anula nilo apreseiitavam dilTerencaS iKdancis da
sua iiorinalidade. O doento eslava mui esmorecido,
o liabilualmeute triste.
Duasordensde symplomas aqu se distinguan);
urna, referida a eirculacilo; outra, respiracilo; o
moslravam rrccusavelinenlo o coraefio eos pulmOos
losados, orgos rnjos usos apresentavatn laes symp-
Ihomas. Os symplhomas referidos ao corceo o a eir-
culacilo eram: as pancadas dcste orgilo seccas, for-
tes, circumscriplas, permanentes, ligeiras, naquelle
ponto das costellas que confronta com o bojo forma-
do pelo ventrculo esquerdo; o augmento de fdrea e
veloeidade dcllos a qualquer ogitacilo; a ligeirera
habitual do pulso sem calor febril; a desporporco
entre o centro da eirculacilo e as railiaes ambas; as
palpilncoes viudas a miiido; a inquiclaciio o inter-
rupcuo do somuo; o cansaco- Os symplhomas refer-
dos ao pulmilo e a respiracilo eram: q cansaco; a tos-
so; a expectoracilo sangunea; a diminuico da fran-
queza e do sonoridado da respiracilo, principalmente
no cimo de ambos os pulmes, phenomenos colhidos
pela anscullaclo; a menor pronunciaclodo eco que
no natural no thorax, alcancada pela percussflo,
principalmente no lerco superior delle; o comeco de
magreza allribuido, em falta do outra causa aprecia-
vel. mperfeicitodahematose, vista a permanencia
do lesilo dosorgilos, em que ella so efleitua.
Pelo que lica dito, o coracito acbava-se losado em
sua estructura o em sua innervacilo. Quanto A sua
estructura, as suas pancadas como estilo descriptas e
no ponto indicado, provavam-me.om laes circums-
tancias (a;, o ventrculo esquerdo mais volumoeo,
(a) Digo em laes circumstancias, porque estas
pancadas leein sido por mim observadas, tendo eu
achado depois o coraefio otrophiado em vez de hy-
perlrophiado: isto quando o pulmilo esquerdo, in-
vadido por grandes massos tuberculosas, e assim
mui augmentado de volunte de densidade, leva de
encontr o coraefio paredo correspondente do tho-
rax, o deste modo p aperla entre si e essa parede, dei-
xando-lho muito menor espaco; do que resulta as
suas pancadas, sem ello estar augmentado de volu-
me, serem seccas o fortes contra o thorax, a ponto
de' fazerem oscillar na direcefio dellas a cabera do
I
h
: i
>!
I


*

j
tenilo a sua parnde mais espessa e dura, e conse-
quenternente hypertrop'iiailo.approxiniani'lo-.seas^im
mais da correspondente paredn do lliorax, e balondo
ne'la rnniio mais fo'i-lemcntn h Quanto n .su.1 m-
nervacflo, aspalpitacoas, a facilirladc com que o pulso
augmentava do volocidade e de fArca, a inquietacflo
c interrupcfio do sornno, nflo a deixvam cm duvida.
Os pulmoes ostavam l-sadosem sua estructura, cs-
tnndo un tanto mais compactos e um tanto mais vo-
lumosns, provado este estado pela ilminuico da
franqueza e da sonoriilado da respiracio. isto he,
ilo murmurio respiratorio normal, e pela menor pro-
nuneiacflo do co que he natural naquella eavdade:
sen.lo certo que no pice de ambos ellos n oompaeti -
cidade c o volume relativos eram oaiores do que no
reslo, porque mais salientes oram os phonomcnos
que demonstrai aquellas mndancas interioro, lisia
compaclioidaric o volunto maiores inilieavam urna
iiillammacflo lenta, isto he, una pulmoniln chroni
ca, anda cnm mui poneos" progressos qtisnlo sua
intansidado,mas dilTusa por todo o orgflo, e mais
intensa no cimo duplo del le: a tosso pequea c rara
he, no maior numero de casos, a consequencia deste
estado pulmonar: porem a rara exportorseflo san-
gunea nllo me deixava isento de duvida qunto
sua causa inmediata. Em pulmonilcehronica conco-
mitante com urna lesflo do coraeflo, o ella ja eslava,
rnslumam vir do pocas em pocas esputos maisou
menos sanguneos: e estes esputos, assim vindris,
coUimam tambom acnmpanhar a (losenvolncflo dos
tubrculos pulmonares, ft.l appareciam mais tesa-
dos os sitios do puhn.tn por onde la es granulares
comocam geralmentea desenvolver-so.
Esla piil'noniteohronica seria tuberculosa? Tive e
tenho dissn omito gratule receio. () maior pronuncia-
monto da afTeccflo no pice dos pulmoes, localidide
que os tubrculos pulmonares do preferencia come-
ta m a invadir, ao passo que pile dizer-so que elle
nflo seda as pnlrhonites chronicassimples, e que
mesmo esta localidade se acha livre na grande maio-
ria dellas: os esputos com ganglio acompanhando
estas outras circunstancias, asquaesquasi quo nun-
ca fallam, como tica dito, na presenea de corto in-
cremento dos mnsmos tubrculos: aesireite/.a do
thorax que he para elles urna forte predsposicfln: a
idade prxima dos vinte anuos, em que elles eostu-
mam maiscommummente desenvolver-se: adespro-
poreflo para menos na frca e volume das arterias ra-
diaos, comparados com os ilocoroQflo e das cartidas,
a qual razia desconliar que a inllamniacflo do cimo
dos pulmoes, propagando-.se, por adherencias mr-
bidas alli quasi certas,aos tecidos imminontes, che-
gasse a tnica cellulosu das arterias subclavias, as
quaes tomariam com os tecidos (inmediatos mais
fortes adherencias, pereriam por isso parte da sua
clasticidade, cuja dimriuicflo faria diminuir a fdrea
de c reulaeflo nessas arterias, e consequentemente
as radiaos na sua qualidade de continuacAes das
mesmassbelavias: eis-aqui, expostas na ordem de
sua maior certeza, as bases dosse mnu muitn grande
receio da existencia de tubrculos pulmonares, an-
da incipientes, poneos e crus, 00 pelo menos da 1110-
dificaeflo mrbida daquelle tecido aomlee na presen-
ea do qual os tubrculos tecm a maior propensflo de
apparecer. Mas este receio nflo poda roforir-se a fu-
silo tuberculosa; porque nem havia a febre caracte-
rstica, nein o fervor mais ou menos grogso que a
domonstram: nem a grande agglomeracflo de tubr-
culos crus entilo sompee entreaarltado* de bem com-
pacta heuatlsacRo do tecido pulmonar; porque, em
vez da total ausencia da respiracio que nella gompre
se observa, havia o rufo sordo que para mim indica.
00 a oravaeflo discreta do tubrculos crus sem hepa-
tisacffo intermediaria, ou a hepatisacto cnm 011 sem
taea tubrculos, mas tendo s enmpacticidade tal
que ape te e nffo obstina as ra mi ti cacos brnnquicas;
dando-so linda, n'um e n'oulro caso, a respiracio
posto que mui tenue, embaracada e confusa, da qual
me parece resultar a modificarlo do murmurio res-
piratorio a que chamo rufo surdn, por julga-lo-senii-
llianteaoqiie, oxecutado mu brandamonte, dflo as
caixas deslempcradasecobertasdebaola de luto, e
que tenho como a aproximado do som que Ermane
Wollaston, altribuindo-o contraoeflo muscular,
compararam ao rodar de urna carroagomao longo.
A causa mais provavel dosla doenca do ptilinflo, c
tnnjunctanienle desta doenca do cnrnco, be o esfor-
z reiterado do soproque o doenlefez no estuilo da
trompa cnm um peilo demasiadamente acanliado;
mas osla causa nflo exeluo oulras quo lambein mui
provavolmonte com ella cooperaram, iiilluindo n'um
en'oulro nrgflo,eajudande'a producir urna e nutra
legue. A simullaueidado tiestas IcsOcs provindas
ambas de una mosma causa, e indo a intensidado
dolas quasi ou a par, tom snlo por mim observada
mais ve/es, mas om circumstancias que anda 11*10
lonho podido bom aval.iar A inlluencia destas
ilocnc,ag urna na outra manifestarse polos syinptho-
mas dequalquer dellas que pode ilizer-se que nunca
ilosccm ou alteiam sem que o uieStno sucreda aos da
outra.
Desde os fins de junhn, em que principiei a tra-
ta-lo, at meiados do agosto o tratamento foi o se-
guinle: realriccflo da aKmenUcfio a carne de galli-
nha, a sopa no sou caldo, a alguma Inicia mui ma-
dura e nflo acula, tudo em quantidade de alimentar
gem nutrir, nem agitar ou eneorpar a circuladlo 1
melado de meio quarlilho de leile de burra todas as
mantillas como meio demulcente interno goral, culos
beneficios se nflo podem negar sempre que se I he
nflo npponha o irparclho digestivo ou alguma even-
tualidade : passcio mui moderado a cavallo em bur-
ro, logo depois de touiar-se o leite e durante urna
hora, com o lim de renovar brandainente o arda pe
referia o dos bronqqios do onfertno, fazendo assim
urna apprnprada rovulsflo externa geral, ao passo
que um'i quantladc mhior deoxyuenlo se ahsorvc-
ria na hematos, meio este que, sendo possirel fa-
zer-so, c fa/endo-so com os devidos resguardos, he
da mais incontestavel utiiidade: modonefloom to-
llosos utios movimontos, na falla e as funcrjOos
do espirito, escrupulosamente guardada : continua-
Qflo por cm quintil das mesmas tres dosos diarias de
conserva de rosas o nitro, acomnanhadas do urna in-
fugflo mucilagnosa. Neste intnrvajlo, em que por
vozes experimental algumas rasoavois doses de de-
delara, comogedativa dos movimontos do coraeflo
e dopulmflo (que alias suspend e abindone, por-
que desafia va a susceptihlidade gastrointestinal sem
influencia no coraeflo nem nos pululos !, duas vo-
zes vieram dousou tres esputos com algum sangue;
mas a tosse a diminuindo, am-se fazendo um tan-
to mais brandas as pulsaefles do Cnraeffo o das car-
tidas, havia mais animaeflo moral, monos ennsaco,
o corta apparencia esperaneosa na physonomia do
doonto. Os dados nhtidns pela anscultacflo s-
incnlc moslrivam o corceo como acabo de dizer;
os que olTerccia a perotissflo eram como loantes.
Principiou entflo a tomar (desdo o mciado de a-
gosto ) urna rasoavel porefln do nevo ou sorvete de
frurta nflo acida, porvolta do onzo horas da manhfla,
continuando tudo o mais, exceptuando a conserva de
rosas o nlro suspendida havia ja muilos, o s usada
nossas puncas vozes em que algum esputo veion-
sanguentado como tica dito, e repetida depois quan-
do um dia, pelo mciado de setomhro, nutro no prin-
cipio de outubro, oulro no mciailo do novembro,
tornoua apparecer alguma sombra de sangue, snm-
pre a monos, em dous 011 tres escarros; advertindo
que todas estas vezos que lem apparecido osle as-
somhreado de sangue nos escarros, houve causada
parto do iloontc, com a qual inadvertidamente se
anitou ; parecen onlrou passivametilo, e o coraQflo mu activamente,
desde o principio de oiituhro, em que se recolheii a
Lisboa, tomn a nev duas vezos no dia, de manhfla
enote: a aliiuontacSo.comecou a sor mais larga,
esuspendeu-so o uso do leite. Knsaiei entflo por
vinte das a tintura de colchico cnm as vistas indi-
cadas no 11 I, levando gradualmente a doso a quln-
zcgoltas; abrilambem mflo dola como.infructuosa.
\os primeiros quatorze dias de dezembro ma to-
mn o sorvete por ter, como ja disso no n." 1, faltado
ogelo no commercio, o contina com elle desdo que
tornou a ha ver gelo. C ineQnu a usar das pilulas de
Bland, com o intuito expresso no citado n. 1, pelo
melado de novembro,principiando por duas cada dia,
e hoj<*toma ja seis.
O doentc diz-me, ha mais de um mez.que nflo sen-
t doenc,a, passando-selmlo nelle como em sadu :
come regularmente, (ligero bem, tem passeado al-
gumas vezes pela cidade a cavallo e de sege: as pes-
soas do sen ennhecimento acham-nnat molhordo
que aritos do adoccr, porque mesmo est mais re-
dondo de feicfles O fado he que a tosse desappare-
ceu, a expoctoraQflo, quando apparece, he como a
de urna pessoa em sale: normaes os movmentos
do coraQflo o das cartidas, excepto em alguma ag-
tacfloqneo doenio tonha que appressam eeiioorpam
um tanto vollandn logo ao que eram : o oulso loma-
do as ai teriiis radiaos pronuncia-se milito mais do
que antes, e parece porto da prnporcflo quedevo tnr
om referencia ao ooracflo o arterias groajiaa, A ros-
piraqflo, ouvida pelo estothoscopo, be mais franca,
mais sonora, excepto no cimo de ambos os pulmdes,
om que permanece, tal qual, o rufo sordo que inonJ
oinnei : os dados obtidos pela percussflo nflo lem
dilleronca nolavol. i\ zos sent alguma palpilaQflo fraca o como moment-
nea: dorme perfeilamonlo. iicgularcs todas as ou-
lras runccOea
Noto-se igualmente que osle prospero estado so
sustenta om ilude Iflo crtica o no rigor do invern,
circumstancias em que, como ja disse e he sabido,
estas doenoas mus se aggravam, caminham com ra-
pidez o malam. Por tudo isto espero que, se o (l-
ente continuar a ser escrupulosamente cauteloso,
obtor na presenea desto Iralamenln, conveniente-
mente modificado, ama cura radical quo so far
tanto mais corla quan'to mais lempo durar sem que-
bra esto prospero oslado. Sobro o tempo necessario
para ella se obter, o sobro as modilicaQcs p.ir que,
11a direccSo dola, devem passar os tecidos alfecta-
dos, rpporto-meao qiiedissn no n. 1. Kdiroiaqui
de passagem quo una nllamacBn lenta, durando
par tempo longo, mormenteem tecidos lachos como
odos pulmoes, raro sera quo na sua sedo nflo dcixo
depois de resolver-so urna enmpacticidade maior que
a normal, coinpaclicidado que pode ser levada alli
at supprimir as fuucces proprias do orgflo, ican-
do todava niHriudo-se como qualquor tecido consi-
derado em sou estado simples.- Assim cnlendo que
be multo possivel a cura radical desle doonle, lican-
do alias o seu murinurio respiratorio, colindo pela
Nuscuitaefo, menos franco, menos sonoro em todos
011 em parles dos pulmoes, e mesmo o rufo 011 a au-
sencia dequalquer som acrio no cimo dalles: signi-
ficando gmenle esles phenomenosqueo doente dc-
vo ter urna circumspeccao continua em todo o seu
modo do vida; porque, se a cura radical se ope.rou,
- por isso os orgflos.assim modificados dexam
dicas de Lisboa a pag. 911, que alli inser em vida
della R permitta-se-me tambero dizor quo a minha
pnsicflo especial, facilitando-mella tantos annos re-
tratar conslantomento do natural as doen^as do fo-
ro interno quasi todas so nflo todas.*, o os rastos
que ellas dexam nos cadveres, como fim do fazer
as competentes dcmonstracOes aos meus discpulos,
tem-me dado auso para nfln acreditar oque vom nos
livros, (do fra, porque c dosgracadametc nflo os
ha quanto medicina de hojol, s porque all vem,
o sCm queeu ratifique, como devidorespeito, theo-
rica e pratcamente as asserges all postas. Por is-
so suocede que eu, imbuido do quo tenho por mim
visto e meditado, ora me encontr com esses livros,
ora dolles me desencontro, tanto na apreciaeflo
dos factos como na sua explicaeflo. Est, claro que
a nalureza desta folha nflo consente que eu aqu en-,
tre nos detalhes precsamonte longos que devda-
mente-apoem osses enconlros e osses desencontros;
oque de certo seria de reconltecda utiiidade publi-
ca para o paiz, visto que be crrenle em- medicina
que as doencas variam do clima para clima, o igual-
mento o tratamento dellas, tendo passado como
Eclhal.
O Dr. Grvaiiu Goncalott da Silva, juis municipal da
primeira vara d termo do Recife, 0 prndenle do con-
celho municipal de recurso por S. M. I. e C, a quein
Dos guarde, ele.
Fuco sabor a todos os habitantes deste-municipio
quo o concelho municipal de recurso dar principi
aos seus trabalhos no da 18 do corrento, pelas nove
horas do dia, na casa da cmara municipal desta ci-
dade, onde funecionar por espaco d,c 15 dias. E pa-
ra quo chegue a noticia a todos, mandei passar o
presento edital, publica-lo pela imprensa, e affixa-lo
nos lugares mais'publicos desle municipio.
Recfo,7 de abril de 1817. Eu, Luis Francisco Cor-
ri de Brilo, oscrivflo o escrevl.
Gervasio Goncalvet da Silva.
Occlaraqrs.
no -oscrevo no clima do orna. -A nossa legislagflo,
reconhecendo osles principios, e esta necessidade
publica, j comeQou a providenciar sobro ellos no
decreto de 20 do setembro de .18**, artigo 169, j
por mim citado, eem cujo cumprimenlo, do modo
quo posso, vou escrevendo estes artigos. Seou vejo
bem ou mal, poderflo julga-lo os avaliadoros compe-
tentes l nos focos de illustraQflo, donde eslflo conti-
nuamonle a partir os progressos das diversas partes
da scencia da vida, cmquanto o nossp paiz riflo tem
a ventura de pnssu-fos, para o que tem todo o direi-
to c todas as possbhdados. -Lisboa, 29 de dezom-
brode 18*6.Vr. Lima Leitdo.
[ Diirio do Governo.)
COMMEftCiO.
*:698,*7<
do lcar mais predisposlos |iara a doenca do que es-
tavam antes da invnsfln della.
Tormiiiarei este artigo dzendo quo esto caso ho o
quinto dosta (luenga pulmonar que tenho lido com
xito que parece bom na minha pratica particular do
msisde vinte anuos cm Lisboa, nflo contando ne-
nlinm assim na clnica da escola. Advirlo que nflo
deve lor se, nem mello nesla cunta o que deixo es-
pecificado no n. 1 que tom inuita ililferenga dalles :
um dos oiros qualro casos c esla consignado no
7." volume do Jornal da Sociedade das Sciencias Me-
observador firmada no cstelhoscopo, o (|ue quasi
exclusivamente succede nag grossas hypertrophias.
EntSoa diastole do coragflo he muito menos ampia,
e necessariamento o lecido de suas paredes se con-
tralle, diminuindo o orgflo do volume o augmen- 'el Este caso deu-se ha annos em urna menina de
tando de densidade, Isto he, alrophiaiido-se: toda- uns vinte annos, solleira ; o sou estado mrbido foi
va, lembro-me que algumas ve/.es, alias raras, te-| verificado por una conferencia, ('urou-.se em Lis-
nho achadoem taes casos o coracao atropina Jo siiu, boa na preseuga do grande quantidade de sulphaln
mas amollecido; o porque? Estas pancadas seccas de quinina, convenientemente administrado. Casuu
e fortes do coragflo tambem se dflo, estamloello mes- depois, tem fi I los, governa a su casa trahalhando
mo Ileso em sua estructura, em alguns casos de pul- muito, e "nflo tem lido repelieses.-ulro caso deu-
monte agudissima do pulmflo esquerdo cm que esto se ha minos n'um homem de uns trinta anuos. Cu-
rou-so tomando por'largo lempo infusflo de ptima
quina, leudo custicos abortos nos bracos e residen-
cia n'iima das azinhagas entre Carnide e Henifica :
trabadla mui activamente no sen mnJo de vida, c
nflo tem lido repeliges.Outro caso deu-se ha an-
nos em um individuo de vinte e seis annos, que re-
side boje fra de Portugal. Crou-SO em Lisboa lo-
mando dedaleira com sulphalo do quinina : nflo tem
tido repeliges. O outro caso deu-so ha deznitu an-
uos em urna senliora de trinta e dous anuos, sollei-
ra. Curou-se lomando dedaleira com scilia cm Lis-
boa : anuos depois de estar na mais pe feita sado,
conimollcu graves imprudencias contra ella, reap-
parecou o quadro da doenca e matou-a. Todos estes
individuos apresonlaram o aspecto mrbido chuia-
Uo pnAyiic pulmonar no segundo grao.
orgflo tome por detrs docoraeflo incremento e den-
s;ddc uotavos.
i b j Estas pancadas que-o vontrculo esquerdo do
coragflo da auccessiva o mais ou menos fortemeiile
contra as costellas, rrilam mais e mais este orgflo,
augmentan! a sua byperlropliia.ecausam-lho as ve-
zes dores mais ou menos acerbas. Tambem pan-
cadas (testas costuma, em cerlos casos, dar u pona
do coragflo hyporlrophiado sobro o lado esquerdo
do ligado, e tanto maia quanto este orgflo mais aug-
menta por isso de volume o do densidade. V-se
entflo, a cada diastole do coragflo, streiiiecer muito
a parede superior do ventre, e seut-se pela palpagao
a oscillacflo do ligado subjaceuie, iscrona com a-
quelU diastole, o quo exige altongflo llierapeutica
particular.
im-iit'- \j iiniiiiiniitii -<.*jt .,.- ,--------------------- ------- .- JK
axioma a oxpressflo de Baglivio-serioo n aereromo- ARREMATAgOES QUE NO COM RENTE MEZSRHXo
1 DE EFFECTIJAR ANTE A THESOURARIA DAS REN-
. DAS PROVINCIAES.
das 8, 10 b 12.
Por tres annos, a contar do 1 dejvlho de 18*7 a 30 de
junho de 1850.
Dous mil o quihhetos res por cabeca de gado vac-
cum i|ue forvconsumido nos municipios do Recife
Olnda, Iguarass, Coianna, Po-d'Alho, Nazareth'
Limoeiro, Cabo^Santo-Anlflo, Serinhlom, Rio-For-
mogo* Agoa-Piela, Bonito, Brejo, Cimbres, Cara-
nhuns, Flores eFloresta, Roa-Vista e Ex ; cobra-
veis nicamente nos sete ltimos dos citados muni-
cipios daquelles individuos que talharcm carne para
negocio, pois que os criadores ficam subjcitos ao
dizimo.
Dizimo do gado cavallar nos municipios do Li-
moeiro, Bonito, Brejo, Cimbres Garanhuns, Flo-
res e Floresta, Boa-Vista e Ex.
Por dous annos, a contar do 1.9 dejulho de 18*7 a 30
dejunho de 18*9.
Dizimo dos cocos nog municipios da Boa-Vista o
Ex.
Porum anno e tres meses, a contar do 1. dejulho de
18*7 a 30 de setembro de 18*8.
Vinte por cento d'ago'ardente de consumo nos mu-
nicipios de Cimbres, Flores e Floresta, Roa-Vista e
Ex.
Diversos impostos provinciaes a cargo das collec-
torias dos municipios do Bonito, Flores e Floresta,
Boa-Vista o Ex.
mi 16.
As obras da ponte da cidade da Victoria, avaliadas
em 7:576/000 res, sob a condicffo de principiaren!
dousmezes depois deassignadoo tormo.do contra-
to, e serem fetas dentro do praco de 12 niezes, con-
tado do conformidadecomo artigo 10 do regulamen-
to das arrematages; com a clausula de serem feilos
os pagamentos na forma do disposto no artigo 15
do mesmo regulamento; e ficando o a rrema tan le
responsavel pelas mesmas obras por tonipo de um
anno.
Na quinta-feira 18 do corren te ba sessilo
extraordinaria da canlara municipal desta cidade.
O vapor de guerra Coireio-Bmsi-
leiro sahirat^o frn desla ssinana para
o Rio-de- Janeiro tocando, na Balda.
Os al) ii\n a*gnailo> convoram os accionistas do
Iheatro publico para se reunircn na ra do Queimado,
11. 17, boje, as 10 lloras da iiianha.-i, afim de mstiiiircni
nos misinos Srs do que se tem passado sobre os ne-
gocios pendentes do mesmo tlieatro, de que os'encarre-
gar#m c ao iiipsmo lempo trataren! da uianeira, pela
qual se deve proceder ao rateio da soimna re -cuida do
governo da i>imilicia.Manncl Cattano Soarts Carneiro
Monleiro.--Jos Pires t'erreira.
Alfanilefja.
REND1MENT0 DO DIA 6............
Descarregam hoje 7.
Sumaca -- Santa-Cruz fumo e tabaco.
Calera ~ 1.-Campbell sal.
Escuna Alborg carvfln.
Brigue Yarmoulh dem,
llrigue ISelie-Mathild* mercadorias.
Barca Esiher-Annc idem.
Barca Witliam-Riissell idem.
IMPOHTACAO'.
Es'her Jnn, barca ingleza vnda de Liverpool, en-
trada no correte me/., consignada a James Crab-
tree & Companhia, manfestot oseguinte: -
128 fardos fazendas de algodflo, 90 caixas dita di-
to, 1 tiixa de cobre, 10 barricas ferragens, 1 caixa
vidros, 1 dita arranjos para escriplorio, 1 machina
p ira copiar cartas, 50 caixas do folha do Flandres,
100 gigos Inuga, 2 cestos amostras Je ntica ; a Ja-
mos Crablree & Companhia.
* fardos fazendas de algodflo ; a Johnston & Com-
pa nhhi,
2 fardos fazendas delinho, 2 caixas ditas dito; a
Me. Calmont & Companhia.
23 barricas ferragens, 2 caixas ditas; a W. C.
Cox. .
62 fardos fazendas do algodflo, caixas ditas dito,
3 fardos ditasdediloe linho,! dtoditasdedito e lfla ;
a Jones & Companhia.
20 caixas lnha de algodflo, 2 ditas ferragens, 50
barricas ditas, 12 fardos fazendas de linho, 22 cai-
xas ditas dito, 5 ditas ditas de ditq o algodflo, 2em-
brulhos amostras; a Kenhworthy & Companhia.
1 fardo fazondas do algodflo, caixas ditas dito ;
a II Cibbson.
32 caixas fazendas de algodflo, 71 fardos ditas di-
to ; a Doano & Companhia: .
2 caixas fazendas de algodflo; a J. Stowart.
8 caixas 08 pegas do machinismo; a S. P. Johns-
ton & Companhia.
40 gigos e 1 caixa louga; a Fox Brothers.
36 barras de ferro, 1 caixa limas, 2 tornos de ban-
co, 1 emhrulho ignora-se; a Starr & Companhia.
26 caixas fazendas de algodflo, 3 fardos ditas de
lfla o laia, 3 caixas ditas dila dita, 2 embrulhos
amostras,1 fardo fazendas de laia; a Adamson Howie
& Companhia.
4 fardos fazendas de algodflo, 1 caixa ditas dito;
a J. J. Monleiro.
10 fardos 1'azeinlas de algodflo; a Lalham & Com-
panhia.
6 caixas fazendas de algodflo, 1 embrulho amos-
tras ; a Ridgbay & Companhia.
1 caixa livros ; a D. W. B.
1 fardnho ignora-se, 2 ditos toucinho, 1 barril
dito, 18 queijos, 19 presuntos, 1 caixa salmflo; a
J. Caroll.
2 presuntos; a R. Ferlhon.
15 presuntos, 30 queijos; a Costa.
8 caixas conservas; a Costa e Caroll.
1 volumo ignora-ge; a Harty.
KarmouiA, brigue inglcz, vindo do Hull, entrado
no correle mez, conaignado a Me. Calmont & Com-
panhia, manifcslnu o seguinte :
215 toneladas de carvflo; a Joaquim Baptista Mo-
re ira.
Jove, polaca sarda, vinda do Rio-de-Janeiro, entra-
da 110 correte mez, consignada a ('andino Agosti-
n fin de Barros, manfestou o srguinle :
700 quintaes do carne ; ao consignatario.
l'iihlicAcao Iliteraria.
Na livrarla da praf a da Independencia us. 6 e 8, a-
cha-se a venda o compendio de gengraphia elementar
que ltimamente foi adoptado pela, ci>ngi'rgavo dos Srs.
lentes da academia da cidade de Olnda para o eusino
do collegio das artes da inesiua cidade, redigido pelo ba-
charel formado Lu/ Paulino Cavakanle Veloz de Gueva-
ra,substituto de rhetorica e geogranhia do dito collegio.
Proco 2#0(IO rs., em urusuia; e 2/500, niela encaderna-
(So dourada.
Avisos maritinios.
Consulado.
RENDIMENTODO DIA 6.
Ceral......................... 5-2*0,731
Provincial..................... 2:201,23*
Diversas provincias................ 89,460
.tovitiifiilo Navios entrados no dia 6.
Rio-do-Janeiro; 40 dias, brigue ingle/. Raimbow, de
166 toneladas, ca pililo l'etre Scott, equipagom 10,
carga lastro ; a Le Bretn Schramm. -
Waterford ; 37 dias, patacho austraco lUineghan, de
122 toneladas, capilflo John Marencigh, equipagem
7, carga lastro ; a Jos Joaquim do Oliveira.
A'avio salud no mesmo dia.
Sag-IIiibor ; barca americana Cadmus, capilflo David
Soiilh, carga a mesma que trouse. **
Para o Cear sahir, impreterivelmenteno dia
15 do correnle, o brigue-escuna Henriqueta por ter
tratada a maior parte do sua carga : quem anda
pretender carregar falle com o mestre do mesmo ,
Jos Joaquim Alves da Silva, no trapicho novo, ou
na ruada Cadeia-Velha, n. 17, segundo andar.
Para oMaranhflo o brigue-escun Josephina ,
de muito boa marcha, forrado o encavilhado de
cobre, parto com a maior brcvidaile'possivel, por ter
a maior parle de aeu carregamento prompla ; anda
podo receber alguma carga a frote assim como pas-
sageiros paran que tem cxcellontes comniodos :
os prelendentes dirijam-se ao capilflo JosManoel
Barboza, ou ao consignatario, Frmino J. F. da Rosa
Para o Rio-Crande-do-Sul sabe,na seguinte se-
mana, o brigue S.-hlanotl-Avgvslo capilflo Manuel
MmOes ; recebe escravos a frele e passageiros para
o que tem oa mclboieg comniodos: quem preten-
der falle com .Manuel Ignacio do Oliveira ou com o
capilflo na praga.
Para o Aracaty est a sahr a sumaca Santo-A*-
tonio-de-l'adua: para carga, trata-so na ra do Viga-
rio, n 5
Frctn-se para qualquer porto do Norte oudo
Sul o hiate Sdo-Joo: quem pretender dirija-so a bor-
do do mesmo.
Para o Rio-de-Janeiro segu com brevidade o pa-
tacho S.-Joit-Amtrienno de boa marcha e .ltimamente
7:531,425 forrado de color: quem nojuesmo qulier carregar, ou
Ir de passagem dir|a-se a Gaudino Agoslioliu de Barros,
na praciulia do Corpo-Sauto n. 68.
Para Lisboa, com escala pela llha Tercelra e a-
Wiguel, seguir com umita brevidade o patacho nor-
lugnrs Tmu.rvga, forrad e encavilhado de cobre c
de muito boa archa : quen. n. lie quirer i-arrrBa ou
Ir de passagem .11. Ija-se a FrantlSCo Broto de Me de Iros,
ou a Joao I avares ordelro na ru do Vlgano, 11. .
Segu maneas das paraa calila a ""*-
a.M : quen. frjt carregar dirija-s a ra do Viga-
rio armaren, de Luiz lio.ges .le Munelra.
Para Lisboa sabe, con. toda a brevidade o bngue
porlugmi llobim por trr a maior pal te da carga ; quem
no mesmo qtriter carregar ou Ir de passagen,''"" *
com o capitn, Antonio Jodo Santos Lapa na F,^
do Commercio ou com o consgnala. 10, Tboiuai de-
^quino Fouieca, na ra do Vigario n. i.
K".'.1 '


Leudes.
mr.no Jos Fragoso rarlPilfio do urna porcfio de
rmlada ern bocelns deiiifferentos lmannos, ge-
r.p marmelos edc macfles, e de urna porcflo de
i'' ,Vs hoie, 7 de abril, s 10 horas da mandila, no
mawin do Bacallar, dfconteda cscadiul.a da al-
^"iX^es Patn & Companhia torilo leililo, por
inervencilo do corrctor Olivcira, do um completo
Jorlimento de fazcndas inglezas: quinta-fcira, 8
,lo correntc as 10 horas da manhila no seu arma-
ron da ra do Trapiche-Novo.
Avisos diversos.
LOTERA
o*
Matriz daCidade da Victoria.
So dia l5 do corrente as 8 horas da
inanha e no consistorio da igreja da
ConccicSodos militares, andam infalli
vclmen'te as rodas desla loteria ; e o res-
pectivo thesouroiro isto cci tincando de
clara aquellas pessoas que tcem aparta-
do billietes que os v3o receber at o dia 8,
cerlos de que se assim o nao izerem, se-
ro ditos bilhetes, com os que porven-
tura anda restarem, entregues socieda-
(]r |ii''se lem organisado, por contada
qual riles correrao.
' Precisa-se do um hornem casado que saiba la-
tim e fraiicez e que sua senhora saiba bem coser e
bordar, para ensillar a quatro meninos e tres m
ninas, em um engenho muilo perlo dcsta praca :
quem estiver nestas circumstancias' annuncic, para
ser procurado.
Precisa-sede um caixeiro de 1* a 18 annos,
para urna venda, e que do mesmo negocio tenha pra-
lica : sendo dos chegados ha pouco tempo, e dando
fiador a su conducta nflo se duvida dar-se bom
ordenado: na ruada Senzalla-Velha, n. 48.
Joaquim Jos do* San tos, rolojoeiro, avisa ao
respoilavel publico que mudou a sua residencia da
ra das Triocheiras para a da Cadeia do Recife n.
9, aonde recebe relogios de toda a qualidade para
concertar. Na mesma casa rocehem-se costuras de
homom e sonhor; ludo por preco commodo.
Precisa-se de um pequeo portuguez que sai-
ba ler, escrever e contar, para ir de' caixeiro distan-
te desla praqa 20 a 30 legoas : na ra larga do Ro-
zurio, n.29.
Precisa-sede um hornem que sej capaz de
vender agoa em urna canoa : na ra de S.-Francis-
co, palacete prximo a mare.
Arrenda-se um sitio em S.-Amaro, no princi-
pio da estrada qo vai para Belin com casa de pe-
draccal com bastantes commodos para familia,
porlflo nadita estrada boa cacimba d'agoa do be-
ber milito ps do arvoredos de frucloj, e lugar
para baixa de capim : a tratar no Aterro-da-l!oa-Vis-
ta, n. 21.
O abaixo assignudo faz publico que desde o da
primeiro do correlo se acha amigavelmente dissol-
vida a sociedade que tinha com o Sr. Joo Dias de
Ou-valho, soba firma de Jos Rodrigues Pereira &
Companhia cuja liquldacilo ainda tica a cargo da
mesma ; eem nome e cargo do annuncianto todas
as transaoefles fritas ea fazer daquella data em dian-
te. fos liodrignes Vertir.
Quem liver algum moleque ou preta que quei-
ra alugar, dirija-se a ra de S.-Jos, n. 7.
O Jusiicero do Diario-Auto do primeiro do cor-
rente, nflo podendo responder pergunta que fiz
peo Diario de Pcrnamouco de 30 de margo, descom-
poz-mec disse quo-me nflo responda cabalmente
por nflo saber meu nomo : nflo he disto que carece o
juttirrira,
Ha assjm como copiei o art. 35 do regulamento das
loteras ? Com eflcilo as cautelas das loteras do Rio-
de-janeirosocslflo vondondo sem que os vende-
dores tenham saliseito a condigno da lei ? Lis ao
que deve responder o just'ceiro.
Mesquinhae vil he a bajulacflo que aoSr. presiden-
te das loteras fa-zo juslictiro lambaz, e nesla parte
nada Ibe diremos, parajjue Ibe fique o gosto de adu-
lar a quem qui/er, e como Ibe aprouvor.
Seja como for : autoridades a quem cumpnr, o
que queremos he o cumprimento do art 35 do re-
gulamenlo das loteras, o qual he como se segu:
Art 35.0s possuidores de bilhetes de loteras
niio os poderflo vender cada um delles em fraceflo in-
feriora vigsima parle ; deverflo assgnar as cau-
telas, ou recibos do inloresse, o nomo intciro pelo
seu nropiio pnho ; pesiar flanea idnea a indem-
nisseflo do qualquer damuo; o poderio vtnOer
, narpropriai casas. .
A Irausgre.ssflode qualquer das disposicOes des-
te art. se.r punida com a pena do desobediencia c
multa igual ao dobro do preco do bilhoto.
- Na ra \oa, n. .35, nreei-
officiaes-de alfaiaie para
lida
sa-se ele
< bra p/ande e ni
Fuitaram, na madrugada do domingo de Pas-
coa, do segundo andar da casa n. 12, da ra do
Torres, osot.jectossegumtes: 9 loncos de cambraia
fina com bico em roda, com as iniciaos II. M. J no
campo: 4lencos de seda decores, sendo dous com
as li'ltras J. IL P-; i" chle ,lc 1hP,,m brane( com
flores de cor; urna pulseira do ouro; urna bolsa de
seda encarnada, com 7,000 em cdulas e maisob|ec-
tos miudos. Roga-se as pessoBS a quem for oll.-re-
cdo um ou outro desles objectos, de os apprehen-
der elevar a dita casa cima, quo se gratificara, pro-
teaUndo-se de usar dos meios judiemos centra o
raptor,, que ja se conhece, se nao entregar tudo
menos o dinheiro. ... ,
___O abaixo assigndo, tondo do ir a Portugal,
deixa o sen eslabeleeimcnlo do ago'ardonte na mes-
ma continuaeflo, licamlo para reger o dito cslabele-
cmenlo Antonio Pereira Mendos, c deixando por
seu* procurador** os
rim, Manol Joaquim
Antonio Pereira Braga
Domingos Itibeiro d Fana.
_ Na casa n 2 da ra do Rozario da Boa-Vista,
se ael a um pequeo furto, apprehondWe a um prelo
que o audava vendendo, no dia 2 do corrente por
(lemenle Joaquim do Sanfnna :a que.n foreu do-
mto *&** cerlos, sera elle entregue.
. O NAZARENO N. 18,
est a venda n praca da Independencia, livraria ns.
6e 8, e loja deencadernacfln n. 12, na ra Nova, lo-
ja do Sr. Quaresma, e na Upograpra ra do Santo-
Amaro. Tres reflcxOes do S'acional, do Porto sobre a
proclamacitodo Exm- Sr. general Povoas, e outrns
nolicias d'alli; assim como arlgos do casa dKiios de
serem lidos.
Joaquim Machado l*brtella remelle para o Ro-
de-Janeiro, em qualquer embarcaeflo qne se offero-
cer, o seu escravn JoKo.
I)-se dinheiro a premio sobre penhores Jo pra-
ta o ouro: na ra do Cnllego, loja n. 23.
- Procisa-se, n cidade de Olinda, de urna sala
mnbilbada.o comedorias para um hornem solt.-iro
estrangeiro, e que tenha eslribaria para um cavallo:
quem tal negocio quizer fazer dirija-so a ra do Tra-
piche, n. 4*.
Acha-so justo o sobrado de dous andares da ra
do Apollo, n. 29: ose algrtom se considerar com di-
reito a elle, queira declarar por esta folha no prazo
de oitodias.
No dia 2 do corrente, soxla-feira da Paixflo,
perdeu-se urna cartoira com vinte mil ris em di-
nheiro e varios papis de importancia, a qual se sup-
pe ser perdida dentro da igreja do Carmo, ou no pa-
teo da mesma: quem a achou o quizer restituir en-
tregue na praca da Independencia, loja do Sr. Fi-
gueira, que ser generosamente recompensado.
Precisa-se alugar um escravo para carregar um
panacum de pBo e fazer o servico da casa: na padaria
da ra dos Pires, n. 44.
A. Maugin, subdito francez, retira-ac desta
provincia, para tratar de sua sade.
SOC1KDADE i'HIU>-TEUPSICHORE
O concelho administrativo marcou o
dia o do corrente mez para receber ns
propostas de convidados para a partida
do dia o.!\ do crtenle : oque se partici-
pa aos Srs. socios.
Prccsa-se de um caixeiro, do 12 a 14 annos, dos
chegados ha pouco na provincia com pratica ou
sem ella : em Fra-de-Portas, largo do Pilar, n. 17.
- Aluga-se o primeiro andar da casa da rita No-
a n 20 : a tratar na loja da mesma casa.
-- Precisa-sede urna ama forra que tenha bom
leite, para criar um menino : na ra Nova, loja de
ourves, u. 32.
--- Alugam-se os segundo o terceiro andares do
sobrado n 23 da ra Nova : a tratar na loja do mes-
mo sobrado.
Quem precisar do urna ama secca, minio cui-
dadosa e carinhosa para meninos, drja-sea ra da
Cadcia doRccfe, n. 19.
Carlos Augusto do Moraes retira-so para fora do
imperio a tratar de sua saude : por isso.quem se juj-
ear seu credor aprsente sUas conlas, no prazo de
das para ser emboleado.
A pessoa que no transito da procisflo da Re-
SurreicAo sabida da igieja de fc -Francisco achou
umacarteira prcla o pequea com 150,000 rs. em
cdulas, sendo duas de50,000 rs., duas de 10,000 rs.,
cinco de 5,000 rs. duas de 2,000 rs., e um de 1.000
rs porcaridadeaqueia levar na ruado Nugucira,
n 45, na certeza de que este dinheiro foi recebido
no sabbado de Aleluia na thesouraria para se entre-
gar a varias pessoas necessitadas a quem perlencia ,
e o annunciante que o perdeo nflo tem nutro para
restituir ; alm dse ficar eternamenteobrigado, se
cralilicar com generosidade a quem achou.
Precisa-se de um caixeiro : na ra Nova, n. 23.
A mesa regedora da irniandade de N. S. da Con-
ceicflo da Congregacflo avisa a todos os inos da
mesma quo no da 7 de abril, pela* 6 horas da tar-
da havera mesa geral, para cleicilo de cscnvflo, c do
1 mesaro, cujos lugares se arham vagos, poi tercm-
se excusado os iimilos que para os exercer tinbam
sido eleilos : e para esto lim os convida a compare-
cer no consistorio da irmandado no indicado Uia e
,0?' abaixoassignado.tondo do fazer urna vageni
Europa, dexa a sus casa nesla praca sol. a admiiiis-
iracilo dos Srs. Joflo Ignacio de Medeiros llego el ho-
maz Fernandcs da Cunha, co.ooseus procuradores
Antonio Valtniim da Silva llarroca.
D-se dii.hriru ajor sobre prnhprrl de ouro <
prau : na ra largado Ro.arlo, ao pe do Quart.-i.
ns. Cell.icdlia.|UPiiid. Na ...cima casa yrndrin-8.
a Pguinlr> obra de prata do P.-rlo un.a Irllrira um
.HUcareiro um bote urna cafelelra, urna tigrlla an-
da nova e muilo rica, con 1,400 ollavas.
\ivo esttbelecimeiiio, na ru
lio o,n. S'l.cle Caumonl,
f'abrJcanlc tic gaz e de can-
(Itiros ele gnz.
Fll fabrica todos oscaudiciros cui brome, denianei-
rauetiidoseacliade un.a solidez inais superior ao.
nue vcem da Europa c de todos ..sprecos.de 10/ a
70/ rs tlourado, prateados e de toda, as cOres ; por
candieiros, lampadas e lustros veIhosen.estado de la-
la c taii.brm para ervirrm para ga.
Tem um lindo orllmento de relogios de cima de mesa,
de brome dourado e de varios feilio c de gosto mu.
moderno por ptec muilo coiiunodo.
Aelia-sc fabricando um completo ortimento de uten-
silios de Igreja ludo em brome dourado c pratoado ,
nr nreco tocm conta como se fossem de madrira ; os
laes sao osseguintes : castlSaes cruclfixos navetas
turibulo lampadas e caldeivinl.as para agoa bruta
ludo de brome dourado plateado e da maueira e c
res tue nuizcrein ,
Kai toda a qual.dade de dourado c prateado em rar-
UCon.pra toda a qualidade de metal quebrado, por bons
r')our'a e pratoia todas as qualidades de ornamento
militares cm ineUl. :
Concern todo r qualquer objecto de metal quebrado ;
oit-eindiaiilcacluraoiemi.regaiprou.pto e de
Perdeu-so, no dia 2 do corrente, da ra Novo ale
a matriz da Boa-Vista, urna pulseira de ouro (ngin-
do escamas etendo no atacaorduas conlinhasde al-
jorfar e no meio destas urna pedrnha verde: quem
a acl.nu.qiicrendorestituir.dirja-se a ruadasLaran-
goiras n 18, que ser recompensado.
Jos.1 de MrdeirosTavsres val a ilba de S.-Miguel,
dui.ii.te a sua ,i...,
.---.- I]
;i por
i r:'?',,.r*dorrs o
Srs. Antonio Onn.ingos de Alnieida Possa e Manuel Jo-
s de [tastos e Mello, con. quem se deverao enender to-
das as pessoa que liverrm negocio com o mesmo.
J. J. Maya llamos vai a Porlunal.
=Arrenda-se um aillo com sufllciente casa no barba-
Ih, eslribaria para d.....cavallus, algun.asarvores que
dio r. u. i", ptimas tenas de mulla produccSo, e piui-
tn porto do rio : trata-se na ra do Quelii.ado, loja n.
38.
=Arrenda-sc una casa terrea no boceo de Jono-Fran-
clsco, com boa sala adianto e outra atrs, tro quarto,
cozinha fra, quintil e cacimba: trata-se ua ra do
Ou.'iniad, loi.i n. 38.
NA ULTIMA MODA.
Fazoin-sc chapeos, touoas, vestido c qualquer outra
innpa propria para srnhora l.em como camisas para
liomem no ultimo gosto al.erlas atr o de peilillio ,
sem abertura que as fas inulto b ni ai'entar o ludo
sem haver demora por proco muilo oominodo : na
na larga do Rozario n. 35, a fallar com Joaquim Jos.1
Lody.
Furtaram da na Nova cnclieira D. 54 dous re-
logios do calxa de piala sendo um patente Inglez o
outro horizontal : quem delles der nolicias em dita co-
ih.ii,i seigonorosainenlo reconipensado.
Aluga-se un.a boa casa terrea, com _grande quln-
lalque lem pan eir figuelras pinlielras c iiiuilo
mais ai vuros do rmclo boa cacimba d'agoa do beber,
no principio da estrada dos Afiliaos, ao p do Mangui
nho ; oulra casa torrea na ra do Padre-Florianiio, com
bou commodos : trata-sc na na da Cadeiado Recife,
11.25,
Na ra do Sebo n. 3 d-se dinheiro a premio
com ponhoros de todas as qualidades c cm pequeas
|uautias.
fabrica po-
, as quacs construidas na sua
.lem comptrcom as fabricadas em {ata estranE
provincia
dem compcn
ro, tanto em proco como na qualidade das materias
primas e mio d'obra, a saber :
Machinas de vapor. ..j- a.
Moendas do caimas para engenhos movidas a va-
por, por agoa, ou animaos.
odas d'agna <> serraras.
Manejos independentes para cavallos.
Rodas dentadas.
AguilhOes, bronzese chumaccras.
CavilhOes o psrafusos d-j lodos os tamaitos.
Taxas, crivos o boceas de f.irnalha.
Moinhosdo mandioca movidos a milo ou por ani-
maos e prensas para a dita.
Fogoes c fornos para cozinha.
Canos de ferro, torneiras de ferro o bronze.
Bombas para cacimbas e do repuxo.
Ciiindastes, guinchse batanea romanas.
Prensas hvdraulicas e de parafuso.
Ferragena para navios, carros, obras publica, etc.
Columnas, verandas e grades.
Prensas de copiar cartas e de sellar.
Camas do ferro, etc.
Alem da perfe(;o das suss obras, Me Callum *:
Companhia garanlem a mas exacta confnrmidado
com os moldes e desonhos remellidos pelos Srs. que
se dignaren) do fazer-lhes encommendas ; aprovei-
lando n ocrasiflo para agradecer aos seus benvolos
aingosefreguezesa preferencia, com que tcem si-
do por ellos Domados, o assegurar-lhcs que nflo
pouparflo esforcos nem. diligencias para continua-
ren! a merecer a sua ennfianca.
s -"
- i
VrOLLINKA
A oommlssai. administrativa marcou o dia 8 do cor-
rente inez pelas horas da lardo, para receber as
propostas de convidados que deveriio ter lngreo na
partida do .7 do corrente ; e adverl- que depois do
dia marcado noadinitlir proposta algnuia.
__Precisase alugar un. ou iros py los quo saibaiii
traballiar em padarin; paga-ae bom : no paleo da Santa-
i .../. n. 6 .
D-se dinheiro a juro obre penhores do ouro o
prata em pequeas quanlia : na ra da Cadeia de
S.-Antonlo, loja de marceneiro n. 18, a tratar com
Ma noel da l osla.
Compras.
Lima alfaiate,
a do Livra.nonto sobrado n. 1 precisa de bons
oflicine de seu ofticio o receb ap.endizes.
__Rnga-se aos Srs. Manool Joaquim dos Santos, An
tonio Guillicrmo do Araujo o l)ii.ni/.io Elario Lope
queiraii. por osle Diarfoanniinclar a inai moradas, p.ira
se tratar dfl negocio que Ibe duciu respeito.
-- AttlZB res, qne leiB un Mllenle mirante, sita
na na da Cruz do Recife, na esquina do
berro das Cnoulas, com um bom arma-
zem ; toda a casa est f ni bom estado : os
prelendenta dirijma-sejo escript.nio de
Natioei (oncalvcs da tiilva, para tratar
do ajuste do aluguel.
Prccisa-e alugar um piolo para servico
ra: na ra do Trapiche-Novo, casa n. 8
>----:.... c ,1o i,m ejiivptm do lia lo H...
da
-- Ccmpram-se escrivos mo-
cos sem vicios nem achaques, com
offieios de pedreiro e ca'rpiti, e
i .un lioin sem habilidades, eomi da-
de de 14 a 18 anuos. Na na Di-
reilo, sobrado, n. 29.
___Compra-so, por commodo preco, um diccio-
nario portuguez por Constancio: quem liver an-
__Compram-so esersvas com habilidades ou
mes.no sem ellas que tenham boas figuras; assim
como moleques al 20 annos : na ra Nova, loja do
ferragens, n 16, se dir quem compra.
Coinpram-se por seu competente
cusi, e estmdo completas, as colleccOea
do Diario de Pernambuco dos annos de
182H, 1829 e i83o, dos meiea de Janei-
ro, fevereiro, marco, novembro c dezem-
bro de 1831, e dos de Janeiro a selembro
.le 1833 : quem as ti ver, dirija-se a esta
lypograpn'ia, tallar com Joao Carlos
Marinlio l'albnres, onannnntie por esU
fola sua morada, par.) ser procurado.
___ Compram-seescravos to ambos os sexos, do
l'2a O annos: na ra Direta, n.3.
___Compra-se um casal, le poicos do mallo; na
rita da Cadeia do llecife, n. 60.
de casa c
"=prccsa-sc de lim caixeiro de Ha 16 annos, pa-
ra "venda, que da mesma tenha pralce; na ra
'^-Twl'semnlieiro a juro, .obre |,.enhorc : na ra
"l- Vroclsa-sc de um foitor que entenda do
enserio! no Alorro-ila-Bon-\ista 11.
estrada da Torre 11. 78.
pomar e
11.-i Magdalena
borla ,
43, ou
Fibiica de chapeos de so
ra do Fasseio, n. 5.
Joao Loubet tem a honra de participar de noyamerrje
T
res; assitn
iliimn costo de Paria, ^a ...
dela chapeo, de sol. d.-..l e panul....o la
uirMitii fabrica ha com abuu-
n a rea
, ,, pola toen. 32pollegadas.be... construidos en. suas
" acO e boas faz.-ndas ; ..-..do osles os i-errfade.....
airdo-raatHif l'br..i ha un.a porcSo de chiclos da
u ,i.na moda de Par, bcgala, de junco, eastoe. rico.
e p. nteiras. borllas para o l.on.arranjo das ...esn.a^,
tamben, se razo... lodosos coi.coi.es en. chapeos de so ,
p, apara laso liaUlU l.om.orlin.o.,lo dosobjec-t... inaia ..-
o .TJ onitosquepodom haver. Na mesma fabrica CO-
bron^o c con'cerla.n so u,ni.ellas do igreja. Tudo co.
nrfeicao o brevidade. Ka mesma casa ha ricas sedas .
Kuhea do W.W dos fregueze, qucqu.zorom apro-
ntar as ariuacde de chapeos do sol voltios.
Vdieaio aot .inores rfe enoen/.o de,la praca e aos fasen-
,h n ns do urlao.
sem familia
deixando
Sis. Uanoel Joflo de Amo-
llamos o Silva e Francisco
prini.-ira qualidade a 320 re. a garrafa
Fabrica cl machinas e finidN
!c ferro na ra do
cao
o de hojr em
labricantc-ananca tudo quauto olio fabricar, c se
resbonsabilisa por toda as suas ourae ass.u. como
promeite d'ora em vante aprompUr todas as enco ..ni. -
da. con. brevidade. por se achar ji re.tabelectdo de
,U!.,aArrendam-sc barreiras para tirar barro para Companhia, engenheiros machins-
,oda. qualidade de obre queje tabnca //'! "fffi^dXra rnu respeitosan.enle an-
'"d ,,0,sr?;:ba.fa;gUemnoebnr.es 'as'sun funciS .o?, proprieiarios do engenhos faze,.
Se oaereee um lioniem de idado media o
pafa JuYnloWor obrlga.....-o a dar por cada ....
cravo dua calnaa de assucar livrrs do desposas lazer
con. me nao perecaiii oa anlinaei por falla d go. .-...
do ec.-, fazer engonhocas para fabricar aatu-
que serta,, for, que para qualquer dcst.-s
- -..nheci.nc.it.M para pftr em o
cao o que dito tica : quem de seu
' ... Italia nn X CH'I i
5W5
A ESTRELLA OA NOITE.
Lndissima valsa para piano : vende-se na ra da
Cadeia do Recife, loja de viuva Cardozo Ayres ot Fi-
Ihos : preco', 500 res.
hivros por lodo o preco.
Limadas do CamOes pelo Morgado de Malheus;
Jornal das familias com ricas estampas, 5 v. Milln,
Hit.le: Aliasgeographico; Cornelius Ncpotis; Mas-
tre esnagnol; novo niethodo da grammatica por u-
gue/a, por Antonio Peieira; Ciceronis epstola;
Horacio : no Alerro-.la-lloa-Vista, n. 24.
Vende-se um prelo c una piola, casados, com
urna cria de dous anuos, proprios para todo 0 Mr-
vqo : na ra da Madre-de-l)eos, loja de fazendas,
"' 3Vendem-se duas mulatinhas de 12 a 15 annos,
urna das quacs cose, faz rendas e bcos, ea outra, lem
principios de costura ; um escravo preto, *>
Lnnos proprio para lodo servico; o ">"a negrinha
cfioul'le 15 annos, para fra da torra. Na ra dos
'"vemle-'se um cavallo rodado do muitobns an-
dares ebonila figura: na ra das Cruzcs n. 11.
- Vendem-se cinco accc.es da companhia de Beberibe.
c un. relogio patento ingle, sabonele de prata. n uito
bou. regulador, na ra da Concordia, n. 25, primeiro
andar.
Sement de horlalice.
Rbanos, rabanctes, nabo, couve-nor.broco^trun-
h mi
car ,
lem de sua capac.dadc c coiiducla.
Marques, que
clinonlos que quier
Bru, no Recife.
fabricantes
ao respeitavel
le ferro, mo-
vo
ro-
confec-
fva : tu.l chegoo de Lisboa no brgue
V:deCZseUfll.adervei.udf,9; para cabe,, de se-
luvasdcscda tamben) para
nhora, a 160 rs. a vara;
r^rTo" "plr^r,":" Urga-d7 RozarioTioja'do
iniudezas, n.35.
_ Vende-se o Castriolo Lusitano ou a guerra
enlre o Brasil e a llollanda, com tres estampas linas,
I v Parnaso Lusitano, 6v. ; Escavanes poelicaa,
por F. de Caslilho 1 v.; um voUo com aeu
nielhodo: ludo novo, por proco commodo : na ra
do llozario, n. 48.
RAPE' PRINCEZA NOVO LISBOA.
das
uo sobrado que
Acaba do chegar pelo ultimo vapor urna nova rc-
messa desteescolenle rap, muilo fresco*com de-
licioso aroma, e contina a vender-se no deposito da
ra da Sen/.alla-Velha, n. 110, e em todos os lugares
Habilitados para emprehender quaesqoer obras da I do costume, al boje annunciados.
Me Callum & Companhia desejam maisl Vendo...-so 50 tonelada de podra para ladrllhode
-commodo: na ua ao lrapl-
irmlnoJoeF.daRosa,.
re sua arte
u canoa encosUr junto ao barro o poder na mesma
mare que sabir do Recife, ^'^^'uSSt parUcula'rmenie chamar a alinelo publica para aslrua ou cae, por pre9o
^K'Se Um liri ^ItUX lliWo :Sg. por ser,,, ellas da maior eslraccflo neSu|c.,. ,,44. ...lar co.u F-

I

>'
i
MUTILADO



^&
V
Va loja n. IGda rundo Crespo ,
na cstpii'ia que vira para a run
das Cruzes, de |n.s Manuel
Monten o Br,ia ,
vendem-se ricocoits .If vestidos de seda para se-
nhora, proprios para Imim pela su dehemleza r
bom g.isto assiin como braueos, o mais rico possi-
vel, para noivas ; cortes de cambraia de seda, cm
flores adamascadas, de muilo ricos padroes; los
pretos, mu i lo superiores; eoutras multas fazendas
de gosto, que pelo poucoespaco lorna-seimpossi-
vel menciona-las.
ISTu Aterro-da-Boa-Visla,n.84,
vrndem-se sapxos para meninos a i00 rs. dito para
senhora, de artiin e de panno, a 1/OflO r. ditos do la
tro a 1/440 rs. ditos para honieui de marroquin,
a m n r ; ditos de panno de lustro a 1/000 rtilo
dr cabra a 560 rs. ; ditos de cordovao a 600 rs. ;
borzegiiim preios e de 'cores ,' a 2/800 rs. hotins e
ineos ditos ; sapates inglezes a 3*000 rs. ; nelles de
marroquin, a 1/OU0 rs.
Pechincha igual anda nao vi!
Na esquina do Livramcuto, loja do nicho, vendem-se
diales de laa, de rico* padrci, a 2/240.
Medicina universal.
l'ilulas vegetaes de James Moiiso.
A medicina vegetal universal he o resultado de 20 an-
nos de invcsligacet do celebre Jame Moriion. Por
ineio dcstas pilulas conseguio seu autor innmeras e
admiraveis curas desde as ancrces que atacam as
enancas de peito at as molestias clironicas do anciao.
A Europa saudou este remedio como remedio univer-
sal para toda* as doeucas e al hoje aiuda uao foi des-
mentido tal titulo.
Esta medicina veni acoinpanhada de urna recelta qne
ensiia e facilita a sua applicaco. Consiste em tres pre-
paraces, a saber : duat qualidades de pilulas distinc-
tas por nmeros, eump: cada qual gota de modos e
acedes diversas.
As pilulas n. 1 sao aperitivas j purgam tembalo os
humores biliosose vlcosos, e os expulsam com rflicacl.
As do n. 2 expulsam com estes humores, igualmen-
te com grande Torca, os humores terosos, arres c puni-
dos, dr que o tangue se aclia a wiudn infectado ; per-
correm todas as partes do eorpo eso cessam de obrar
cin.ilitio teein expulsado todas as impureas.
A lerceira preparaco consiste em nina limonada ve-
getal sedativa: heaperativa, temperante e adocantr : tor-
na-seem comnium com a pilulas e facillta-lhetos ine-
Ilimes rTeitos.
A poiicac social doSr. Morison, a sua foituna indo
pendente repellen! toda a Idela dr charlatanismo ; e as
admiraveis curas operadas com o leu systrma no col-
legiode sadede Londres, sao mais que garantes da
rmcacla do leu remedio.
Reroinmenda-te etla medicina qne nao pede nem
resguardo de tempo nem de poticSo da parte do dor-
te a todos os que atacados de molestias julgadas iu-
curaveit, *r quizerrin desengaar da sua vlrtude.
Oxal que a humanlilade feche os ouvidos aos inte-
retsados em desacreditar ettet remeaiot to simples,
i jo commodos e lao verdadeiros.
Vendem-se smente em casa do nico e verdadeiro
agente J. O. Elstcr na ra da Cadria-Velha n. 29.
raleas a 6000 rs. o eorte; velludo ; rorgurlo de se-
da : setim para rllele ; tildo por pn-efl cnmmniln ;
tnslAes para rolletes; e mitras militas fazendas ,
imito para raleas como para vestidos de senhora ;
mo pelo liHra'.o.
Vciulc-sea/eitc fino de grrselim, para comer e
ara Iu7 : no deposiln ileazeite de carrapato na ra
la Seii7iill;i-Vellia. n. t 10
" v.....''-Si' ral rirgem em nina barricas cnrgaih
iiliimaiiM ote ; eaixat vasias para assucar; nina poican
de pesos de ferro, de duas arrobas^ terral grandes para
serrar madeira ; tudo por preco eommodo: n ra da
Mocda, armazein n. 17.
Excedente rap.
Acha-tc aberto um novo depotito na ra da Cru,
n. 44, de superior rap tanto lino como groiio c meio-
grosto de Gaste da Babia c por inuito eommodo preco.
Acha-tr a yenda no dito deposito e bein astim no
bairro de Santo-Anionio nat lojas dos ri. iFilippe
de Santiago, Joaiiuim de Abren, Henriques it |Com-
pannia i Almrida e Campos Antonio Uomlnguri rrr-
reir* Joa<|uini Monlriro da Crut & (.ompanbia ,
Um.irl Jos" da Costa Olivei'ra ,_ i odeceira 8t Guinares;
bairro da lioa-VIsta os Sr9 Antonio Ayres de Castro &
Companhia Caotano Lulz Ferreira ; bairro de S -Jos ,
osSrt. Joao Jote Pinto de Olivelra, Vicente Jos Ta-
rares.
= Vendem-se chitas limpas a seis vintens o covado ,
e a 4/600 rs. a prca ; ditas limpas e escuras de muilo
bom panno e crrt Hxas a 5/600 rs. a peca e a reta
Iho a meia pataca ; sarja preta limpa c superior a
1/400 rs. o covado ; o Guarda-Livras moderno em bom
uso : na ra estrella do Rozado n. 10, terceiro andar.
\a pa co Crespo,
loja n. 12, de Jos Joaquim
da Silva Maya,
vende-se superior sarja preta hcspanhola ; rrobreza
roxa, muito superior e muilo propria para capas
doSr. dos Passqseoutras irmandades; ricos cortes
de seda para vestido de senhora ; meiasdeseda pre-
ta e brancas, as mais superiores que teem appare-
cido, tanto para bomem como para senhor; luvas
de seda ; chales de seda ," muito modernos e de liu
dos gostos; cambraia de linho, muito fina; lengosde
cambraia de linho bordados, parasonhora, dos mais
linos que ha por muilo barato preco; esguiSo de
puro linho e muito fino ; platilha de linho ; c outras
muilus fazcudas que sero patentes aos comprado-
res e por barato preco.
Venilein-se7 escravos, tendo : 5 preas mocas e
dr bonitas figuras, proprias para todo o servico de casa,
e entre ellas nina com nina cria de 9 mrzrs ; Ulna par-
da de 18 anni's, de muito iimU figura e que cose e
engomma solj'rivcliiirnte ; -um pardo da mesilla idade ,
pioprio para pagrm todos sem vicios nem achaques:
na ra da Ladeia de S.-Antonio n. 25.
Vende-sc,na runda Cruz, n. a3, '
cera em velas, de tima dasmelho- li
res fabricas do Rio-de-.lnneiro H
sortimento vontade do compra- \
dor, em caixas pequeas, e por
pre^o mais barato do que em ou-
tra qualquer parte.
B
s
i
la
i
Chamnanha.
Vendem-se gigos com 12 garrafas de vinho de cham-
l mu I ii. de <| ii.i lid ule muito superior, em casa de J. J.
Xasso Jnior, ra do Amorim, n. 35.
Vende-se, no primeiro andar do sobrado n. 3 da ra
do Atrrro-da-Boa-Vista, urna arroba de prussiato de po-
tassa (c-j/nao/irrruro de potaisium).
No Aerro.da-Boa-Vista, def-on-
te da Ci Itin^a ,
a dinheiro a vista ; est o barateiro torrando por todo o
preco, o seguinte : sapatos fraucrzrs de marroquin,
cordovao, duraque, setim e de couro de lustro, para
senhora; bolins de marroquin ; sapatos de clcheles ,
para menino, por todo o preco; sapaldes i neje,es, pa-
ra bomem ; ilitos francezes de lustro, de urna e duas
palas; ditos d entrada liaixa ; ditos de marroquin e
tapete ; borzeguins gaspeados para bomem ; sapatrs
brancos.de Lisboa, para lioineiu ; sapatos de rouro de
ltiro, duraque e cordovao, para senhora ; borzeguins
gaspeados para senhora ; bonetes de palha, a i20 rs. ;
pelles rte couro de lustro de muito tuprriorqualidade;
cortes de collete de seda de diversas cores: tudo por
preco eommodo.
Vende-se orna canoa aberla que pe
ga em mil lijlos de alvenaria ; urna dita
meia aberla, pequea, ivtifcada de no
vo.; nina dita de conduzir agoa: tudo
por prego eommodo : na ra da Scnzal-
la-LNova n. 7.
Vende-se um escravo do 20 annos, bom cozi-
nlieiro de um tudo ; um dito bom boliuiro cque tra-
badla de alfaiate; um dito bom para todo o traba-
Iho da praca e do campo; 2 prelns moras, urna dol-
as engomma, cozinlia e lava ; tuna parda com duas
lilhas, una te Cannos ea outra de* a quul cose,
engomma e cozinha ; urna dita de 16 annos, pti-
ma para se educar: na ra do Crespo, n. 10, pri-
meiro andar.
= Veudt-m-se morndas de ferro para engenhos de as-
sucar, para vapor, agoa r bettat, de diversos tamaitos,
por preco cuiumodo e igualmente taixas de ferro coado
e batido, de todot os tamanhos: napra;a do Corpo-San-
o, O. II, em casa de Me. Calinont Si Companhia, ou na
ra de Apollo, ariuazeni, n. 6. -
Ka ra do Crespo,
loja n.l'i, de Jos Joaquim
da fMlva 11 a ya ,
vende-se alpaca preta a 800 rs o covado; dita muito
lina preta Me cores, por barato preco; merino
preto, muilo superior; panno lino prelo e de co-
res; casimiras elsticas, de duat larguras, para
Gaz.
Loja de Joo Chardon ,
Aterro-da-Itoa-Vsta, n.5.
Nctta loja acha-seum rico torlimento de I.AMPEOES
PARA GAZ com seus competentes vidrot, accendedo-
rrs e abafadoret.
E.SleS CaildieirOS tao o melhoret e
mais modernot queeiistem boje: recommendam-se ao
publico, tanto prla srgurauca e bom gosto de sua boa
confeccao como pela boa qualidade da luz, economa e
asseio de seu servico.
iA l tlieSIlia lOja os consumidores icm-
p re acharan un deposito de GAZ de cujo te alianca a
qualidade e em porcao batante para consumo.
AVISO
aos 8rs. de eugenho
\a ra do Crespo, loja ii.,
de Jos Jonquim da Silva
Haya, veudcin-sc
cobertores de algodio, muito encorpados, proprios
para escravos ; bem como urna fazenda de linho a
imitacjio.dc estopa, Tortee propria para roupa de
escravos e saceos para assucar; tudo por preco .mui-
to barato.
Vende-se um l>om sillo com urna eicrllrnte ca-
6a dr sobrado com bnslantra coiuniodos para grande
ramilla, rom 4 salas ISquartus inclusive 3 maiores
com janrllat .'2 cozinha una em baixo c nutra em
cima bastantes arriadas com Tornos modernos r
oiitrus diversos airan os quarlo para fcitor srnzalla
para pretos estribarla para 3 r'avallos a lolga alm
de nina peqtiena rasa vellia que pode ervir para co-
cheira : Otilio he de una extrnsao immrnsa' e ronlm
diversos ai voredos, um pomar de larangeiras enxer-
ladas rom laranjas selectas e de embigo llines doces
e limas de eiuliigo que j produ'rm frurto alcm d>
outros pe"! j amigos que prodiizem laranjas multo do-
ces coqueiros, alguns drdrnzeiros cajueiros, maii-
guriras jaiubreiros, pltnmbelrtl, pilanguriras, uliaiei-
ras, assafroeiras, jaquriras, pinlirlras, ligueirat gola-
beiras brancas iinmensns aracaseiros anaimirirot ,
niti-eors, rom baixa d capim plantado que sustenta 2
cavallos com um grande viveiro subdividldo em 3 ,
com bastante terreno para divrrsat plantacdei como
os bous iiieloes mrdobins macacheiras luear para
jardiin e com algtluias flores oulro lugar para luirla ,
lodo cerrado de linio com um grande poco d'agoa de
l.eber c mais outros dous peqtienos, em daos proprios,
muilo pe toda capital poraer no principio da estrada
de Joao-de-ilarros : a tratar no mesmo sitio a
quer hora do da.
"flirmaliva e nao enntradlclorlatprov, ahaixn te decl-
rainos precosdealgumasdrllas. pornSn'se porter fa-
er de indas pelo limimdo.etpaco de um anniincio
s irjat preas largat de bo i seda liespanhola a 2/ rs.
nenrado; ila estrella de limito superior qualidade ,
i i#500 rs : dita eslrrita lavrada de mullo superior
seda a 1/800 rs. ; venidos de seda do n.elhnr goslo ,
biancot e de coret, lavradns e achamalotadoi, a 2#
rs.o rovido : alpaca dr lusiro, da ni ais tuperiur nunli-
lade a i/44tl rs. ; reles de rollete de vellinln de qna-
dioi edellslras, superior fazenda a 5O00 rs. ; ditos
degorgurao de teda lavrada a 5/rs. ; ditos de goreu-
rSo de la e seda a 1/000 rt. ; riquissimos cortes de
vestidos genovezes, com listrat de teda eque teus avi-
vado! lavrores excedein no goato, apparencla e brilhan-
tismo a propria seda ; ditos de cambraia de cores de
lindos estampados, a A) e 5/000 rs. ; ditOl de laniinha,
do melhor gosto existente no mercado e com primo-
roso lavrado.a 6/400 rs.; corte de velludo branco lavra-
do,proprios para casamento (collete),a 10/000 rs crtet
dr cutete de setim de cores lavrada, a&/0iOrs. : luvas
de pellica enfelladat; ditas teni dedos de boa seda ;
melas de teda para hoinrm e senhora ; pannos finos de
rres, preto cor de azrtonas >!, .rerde-e-curo c
erderap: ha tambem um sortimenio completo de
casimiras pretas, crde azeitnna, n'ixa amarella, azul-
escuro e claro, e encarnado, que se tornam rrooniinen-
davels aos Srs. altaiatrs para golas, libres assim como
as encarnadas para as capas de inatrites. Tambem aclia-
rao os Srs. armadores um sorlimrnto completo de objec-
tos que Ihes competem, como sejam : volantes, espigul-
Ihas galrs rendas etc. Do-te amostras sob o
competente penhnr.,
Vendem-se dous relogiosde 011-
ro muito modernos, por preco eommodo:
na ra Uireila, sobrado n. 29.
AVISO
As sen horas do I mu
gosto.
Na ruado Crespo, loja n. 12,
de Jos Joaquim da feilva
Maya,
ha um novo sortimento das ricas mantas de lanzi-
nha csetla para senhora as mais modernas que se
tisam na Europa, e por isso so tornam recommen-
daveis as scnboras de bom gosto, bem como aquellas
que usam de economa tanto pela boa qualidade e
ricos gostos, como pelo boratissimo preco de 5000 rs.
cada una ; ha igualmente um rico sortimento de
cortes de vestidos da rica fazenda denominada ba-
zullina. Esta fazenda he de cores escuras, bordada
delistrasequadros os mais claros, de lindos dese-
nhos, cores lisas e bonitos tecidos, e por isso muito
proprios para o tempo de quaresma e de invern.
e de cxcellente conducta
rio
na ra estreita do Roza-
, n. 31, primeiro andar.
Ci.s.j da F
na ra estrelle do Rnzario n fi.
Nesta casa, acha-sn a venda o resto das cautelas
da lotera a favor das obrastla matriz du cidade. da
Victoria, cujas rodas teram o seu|infallivel andamen-
to no da 15 do crrente mez, liquem ou nflq bilhc-
tes por vender.
- Vende-se um prelo de bonita figura, proprio
para lodo o servico por preco muito eommodo : na
ra do Crespo, n. 12, a fallar com Jos Joaquim da
Silva Maya.
PRAZER
E ALEGRA!
Chitas de coberta, a 160 rs. o
covado.
Na primera loja do Atorro-da-Boa-Visla, n. 10,
vendem-se cintas de coberta a meia pataca o co-
qual-
Ao publico.
l fazendasao p do arco de S.-An-
tonio n. 4.
0i propietarios dette novo ettabclecimento (rem a
lumma satisfacao de annunciar com preferencia as
senhoras e senliorrs amantes da decencia c do sublime
goslo que teem succrssivainente surtido o seu estabe-
'ei'imrnlo eom la/endas linas tanto apronriadas ao
sanio lempo quaresmal como uucllrs que, sendo de
gala rrquerem mais bi illio, galhardrza e Imicaiiiha, oiie
levando subida vanlagc.....10 sublime gosto c supeiio
l-r L"* '>ua,ida.-.cin qnaesquer nutras que encon-
n.? po""'" rll,"> ali"' disto rln preferencia a
qune.qucr outras por mais baixo c mdico que seja seu
prefo: e par. qe os conco,rente, tenhau disto uma
vado
Vende-se um escravo de nseflo Costa de 30 a
35 annos : preerc-se pana fra da provincia : na
Camnoa-do-Carmo, 11. 33.
Tinla verde de oleo ,
em latas pequenat, vende-te por preco comtnod o: na
rna da Cruz, n. 10, armaiem de Kaikmanu t Hosenmund
HAI'K' ANDARAHY.
Acaba dechegardo Rio-de-Janero o exccllente
rape nacional Andarahy intelramente novo no nos-
so mercado ej acreditado na corte, pela sua en-
cllenlo qualidade, digno de ser apreciado pelos
mantos da-boa pitada. Vende-se no deposito na
ra do Trapiche, n, 3*, tereeiro andar, de cinco
libras para cima, o n retalfio, na ra da Cadeia do
Recite, lojas de miudezas dos Srs J. J. de Carvalho
Muiaes, A. F.Pinto & IrmAo A. B. Vaz do Carva-
lho; deferragens, Pontos & Sampaio; de fazen-
das Cunlia Amorim, Antonio Duarte deOlivcira
llego na ra da Madre-tle-Deos ; ru do Queima-
ao, loja de ferragens da Campos & Almeida : praca,
loja de miudezas de C. C. Breckemfeld ; Cabug, T.
de A. Konseca.e llmbelino Maximiannodc Carvalho
Alono-da-Boa-Vista, loja le ferragens, de Caeta-
110 L. Ferreira, c de miudezas, deT. P. de M. Esli-
ma,o Antonio Ayres do Castro & Companhia. Adver-
le-seque no deposito vendem-se 11 libras por lOOOO
res. r
Pereccm de seda.
Chapeos de sol de panninlio inglez com armaejin dr
reno os nullini, s que teem apparecldo neste mercado:
na ra Nova 11. loja de Maya Ramos & Companhia.
-v Vende-se uma preta moca, ainda
com hile por Icr parido lia poucos dias
a qual sabe coser, cozinbar e faier todo
o mais arranjode uma case, por ser mui-
to diligente: na roa Bella, n. jo.
-- Vende-se petass nova por piuco mais eom-
modo do que em outra qualquer purto ; cal vlrgom
de Lisboa cm barris : na ra de Apollo, armazcm
n. lo,
Vende-so uma bomba de ferro, muitoforlo ,
com pouco uso : 110 Alerro-da-Boa-Vista venda
n. 78, ou na, ra do Queimado loja n. 7.
Vende-se um escravo de 30 atmos bom car-
retro ; 3 molequos do 12 a 18 annos ; dous escravos
do servico decampo ; um mo'leque de 5 annos ; 8
escravas de 16 a 26 annos, um das quacs he boa cos-
lurcira engomma o faz bem lavarinto : na ra Di-
reita n. 3.
Vendem-s, porprecisno 3 molecoles do na-
Cflo, de 13 a 18 anuos; u 111 bom escravo com bons
principios de pedreiro ; lima escrava de nacilo boa
cozmheira; duas ditas para lodo o servico: na ra
do Agoas-Verdes, n. 46.
Vcnde-se um pardo de 20 annos, com boa fi-
gura ; tambem se troca por uma escrava que tenl.a
.principiosde habilidades: no pateo da matriz lie"
S.-Antonio, n. 4.
Vende seuma porcao de cera e esleirs de car-
nauba : na ra do Cabug, loja de miudezasn. 1 O.:
tende-se uma escrava com urna cria aqnal
cozinha, engomma* lava de sabo j na ra do Ca-
bug loja do miudezas, n. 1 I).
Vende-seuma mulatinha de 12 annos: na ra
Vellia, sobrado n. 18.
i Vende-se urna linda mulatinha de 16 annos
rccolhida propria para mucama, com habilidades
Temosa salis-
facad de annun-
ciar aomadamis-
mo pernambuca-
node goslo, que
se acaba de receber de Pars a fazenda denominada
prazer e alegra. Pars he o berco das modas, *
onde o bom gosto est mais apurado: all a fa-
zenda denominada prazere alegra lem tido o tem
o maiorapreco'; todas as senhoras de apurado gus-
to encontram-se qur nos bailes quer nos pas-
seos, vestidas de prazere alegra.
O madamismo pernampucano, pos, .sempre apre-
ciador do bello eagradavel, epor conseguinte das
modas do Pars n3o pode dcixar de receber com
muilo prazer osta noticia e he na ra do Crespo,
em casa de Antonio l.uz dos Santos & Companhia ,
q ue se espera o seu reconhecimento.
Muito pode no mundo
A belleza sympathia ni
Que sempre se consegue
Com prazer e alegra
Vendem-se cobertores de algodao,
a 800 rs.; pecas de ganga azul, cm 14
covados, a 1,000 rs.; ditas de zuartes d
India, com a5 covados, a 5,5oo rs; eou-
tras fazen las, proprias para roupa de es-
cravos, por barato preco : na rna do
Crespo, loja 11. 10, de Jos Joaquim de
Freitas Guimaraes.
- Vendem-se bolin para me-
nino eliomem, de todos os lma-
nnos ; capachos redondos e com-
pridos de crese brancos,*para
ornar salas ; esleirs de Angola :
na rna larga dodozario, n, 24.
Vendem-se escravos barato, na ruadas
l^irahgeiras n. 14, segundo andar, sen-
do : uro bonito prelo de nacflo muito
forte e novo sem vicios nem achaques ;
um lindo pardo de 22 annos bom para
pagem ; um prelo canoeiro, por 400,000 rs.; um
dito anda moco proprio para trabalharem um si-
tio por 250,000 rs.; um dito muilo forte e moro ,
por 350,000 rs.; uma preta que errtendo muilo do
snico de uma casa e que he muilo diligente, por
360,000 rs.; uma dita por 340,000 rs ; duas ditas
de ncflo por 900,000 rs. ; e mais alguns escravos
que a vista dos compradores se moslrariio.
NA MMA DE 3PORTAS, DE FRANCISCO JOS PERF.l-
RA RltAGA, NA RA DO CRESPO, N. 3, AO
PE' DO ARCO 1>B SANTO-AMONIO,
vendem-se chitas de diversos padrOes, a 100 rs. o
covado ; cortes de colletesde padrOes modernos, a
2,000 rs.; cortes dochaly desedn dos mc.'hores gos-
tos que teem apparecido, a 14,000 rs.; uceas de cam-
braias lisas muito linas, a 3,500 rs.; mantas de setim
muilo superiores, a 14,000 rs.; ealm destas fazendas
acha-se um complejo sortimento de fazendas linas.
-----Yende-se uma peca de gorgtnao
rxo com triuta eqnalro covados e ineio,
proprio para opas do Senhor dos Fassos,
por ser fazenda muito rica ; na roa da
Cruz, n. 54.
Vende-se um sitio distante da praga 3 qnar-
los de legoa com casa de pedra c cal, com comino-
dos para grande familia, terreno proprio, com
fructeiras, e siifliciencia para planar-se o ter 12
vareas deleite, todo cercado com cerca nativa o
valle, um viveiro cavado' faltando-lhe somonte por
* porta d'agoa com uma verlcnte d'agoa corren te
lodo anuo onde se faz lianheiro pelo verflo ; tem
tima olaria bem afreguezada pelo bom barro quo
teem para toda a qualidade de obra e com vantag^cm
de.poder vender barro para outras otarias qne o nSo
lem e para obras, com bom porto de embarque :
tratar no sobrado que lem olai a atrs dos Reme-
dkis.
Vende-se uma morada de rasa de sobrado; urna
dita terrea no bairro de S.-Antonio : a tratar 11a
ra da Concordia n. 3*
Vende-se uma rede grande, de algodao : na
ra ta Cadeia do Recife loja de Jos alaria Seve ,
n. 57.
' Escravos Fgidos.
; Fugio, no da 5 do correntc abril, do engenho
Trapiche de Iptijuca um prelo, de nomo' Thoniaz,
crioulo, de 25 anuos, bastante alto, cor fula ; lem na
testa um sgual que parece um C o tambem no quei-
xo, pes grandes e com marcas de bichos; fpi per-
tencentc ao casal do finado Antonio Marques da Cos-
ta Soarcs ; tem pai e mili forros que nioratn na ma-
triz da Varzea : quem o pegar leve a ruado Crespo,
n. 14, ou ao mesmo engenho, que ser recom-
pensado.
No dia 31 demarco do inez prximo paitado fug'u
um molcquc de noinc benedicto, dr naco Aligla, c">
os signaes seguinirs: ralea r camisa de algodaoilnl"1
suja de alcatro c varias nudoas dr tima vei-de; de idade,
po
po
Kstcvrs de Amorim.
uro mais 011 inrnos.dr M a Hialinos. Quriii o prender
drr levar a Krn-dc-Poi (as.rua dos Guar.irapci, aJol
PERN. t HA TTP. DE M. F. D FAMA. 1*M 7'