Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08757

Full Text
.ti, no de '847.,
Sabbado5
r,[jajo publica-* lodo os dios, que uSo
I ctiarda i o preco d asajgoatura lie He
r"'* e L qnrlel. rP<" VwawrVxt. Os an-
4joi" J's,j11,niej a inseridos a mao de
nuncios "o r,ft ,., elll ,yp0 diOerenle, e as
,0 ".S h'",f'?,,e- ? q"e n,' r"rem M'*"
r'Pl^.c.r5o O rs por linl... e IB e,n Ijoo
PIIASE* DA LDA NO MEZ DE ABRIL.
i 6 os 61 min. da Inrde.
M'nvii '5 ,,on' e r u,in- da B",nllS-
';U1 er.le' '* '',orM '*" u,in' **" nanu*.
i'Tcliei". 30> >l">nt e 5 minu- .lrdc.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goinn9 e Paraliyha, is segundas escitas fetra*
Ri-Grnnde-dn. \oite quimas feirs nomeio-ilia.
Cali, Serinliem, IHo-Formoso, Poito-Calvo e
^ Macelo no I.*, a II e Si de cada n'ei.
Gnranltuns e Ronito. a I0c31,
Boa-Vista e Flores, a ll c 18.
Victoria, quintas feiras.
Olinda, lodos o] dias.
PREAMA DE.HOJE.
Priineira, s 6 Ilotas e 64 minulos da manilla.
Segunda, ii 1 horas e 18 minutos da tarde.
(Te Abril.
Anno XXITT.
N.*S.
das da semana.
1 Segunda. 8. Pastor. Aud. do J. dos oi-
pliSos, do 1 Jo c. da ? i. e do J. M. da i v
30 Terca. S. Dcmnino. Aiid.do J. doclv.da I
y. e'do I. depat do l.list. del
31 (loarla S. Henjamim. Aud do .'. do civ.
rl 5 y e do J, de |>z do J din. de I.
I Quii, ($)( do meio dia al o lucio da se-
giinlt) S Macario
I Sm. S. Francisco de.Paula..
3 MU t pKinco. S. liidoiu.
CAMBIOS NO DIA I DE A DRIL.
.amliio sobre Londres a 10 d p. Un'
> P.ri 816 rs por banea.
Lisboa 9S de premio
Desc. de leltras de boas firm.s I 7, p-Vo
Onro-Onoslspanliolas.... iRJM> a
a Modas de filio eellr. I8,000 a
, de 0*100 nov iofnno a
. deA/OO..... MOOO a
Profcl PaUces........ U" *
Pesos coluninares... l"'
Ditos mexicanos ... >ln*
Miuda............ 'i"
Acedes da comp. do Heberibe de 60/000 n
60 dial. 11


ao mez..
lOini.n 1
Kijioo
|B|10
9JI00
1*0 JO t}nio
IJlO
.ao par.
DIARIO D fERSAMBUCO.
EXTERIOR.
PORTUGAL.
D. MIGUEL.
T'm dfsparho lelcgraphlco de 7 de frverelro. annnn-
ciun qurl). Miguel partir occultainente de Roma, de-
cenilo an porto d'Oatia, onde rmbarcou n'niii boto que
illi o esperava, r p-lo a bordo d'uin nario qne crtizava
fina do porto ; o qiial deu liiinirdiatainento i vela. Cria-
se que elle tencioi.ava voltara Portugal, onde, com tu-
do chegarla provavrlmenle lio tarde que nao acharia
n arma arelarlo algtiin dos seus.
NOTICIAS BE LISBOA AT 10 DE FEVEHEIRO.
Tlnliam hsvldo umitas, aetoes pequeas entre as tro-
I Pns da ralnha e os insurgentes, na ii.alni- parte das quae
levaraui aquellas a vaiitagriii. Havia sido inorto Mac-Do-
nell. principal general migoelisl.-i, Junlamenle eom a
inaioi liarle do sen rstado-inaior ; o tinlia sido derrola-
da lima guerrilha de 70hmnens perlo de Tlioiuar, fl-
I cando nioilo 12 dos insurgenles : mas, por nutra parle,
obtiveram estes uiiin grande vantagein em Alcacer-do-
Sar no Aleniljo, onde foraul'soipfrndi eoiiiuiandadoi pelo inajor Illiarto, c aprisionados pela
iierrilhadeGalanib.
Eapernva-se em I-i*bda a cada momento o novo mi-
nistro plenipole-neiiiio infles, SirH. Seynionr. Fallava-
ae em medlacSo da Inglaterra enlre os 'partidos conten-
dores ; mas nao havia probabllidade de que a raiulia ac-
Qrdeise a lal propoalcflo.
Conltnuavam activas negoclncdes acerca da perma-
nente oecupaco das notas do banco de Lisboa conlinuava sem dinil-
Os oraclaes aprisionados em Torres-Vedras tlnham si
do mandados para Angola.
beld postulaos bons desejos do goveroo Ingles, e elle
julgava queesta persuasao tinlia origem na presenca_ da
"lorinidavel li'ire inglexa, ora existente no Tejo. Era.
pols, fnreoso que se annunciasse que o governo ingle/
desapprovava o moviuiento rebelde, eque a forca na-
val estacionada em frente de Lisboa fra all mandada
para sustentar a ralnha de Portugal.
O marque* de Lansdnwiie. repeli a sna assorcan, de
que a rsquadra inglesa liuha ido mandada a LUboa pa-
ra mantera mais restricta neulralidadc e nao poda
indii/.ir-se. a crr que o bravo almirante que a coill-
mandava, c que linda reqebldo iiislrucrdes para obser-
var a m'aisrigida iinpareialidade, se houvessede modo
algum desviado des*as instruccoes, ou qne elle OU ou-
Iroi tivesseni fello cnusa algnma que pintease, no mini-
ino pomo, militar contra o aneloso desejo do governo de
S. M. II. de abster-se de toda a Interferencia as conts-
taces civis de Portugal, excepto n'mn caso excepcional,
a que elle tinna alludldo ; mas que conRava que nao
occorrerla.
O conde de Ellenborough dlsse que todas as represen-
tacdfi que iiao fossem opoiadas por alguma medida ul-
terior, eram tima farc, e eslava convencido de que os
infelizesprisioneiros referidos terijm sido libertados,
se se tivetae entendido qne a nossa forfa sahlrla du Tejo
no caso de recusa. Rem longe de pensar qne a preseu-
..ida rsquadra inglexa no Tejo rnidease ser indicauva
de algum apoin-da parte do governo Inglet para com os
insurgentes, elle cria que a uo ser a.presenca dessa.fi
quadra ter-se-hiaa rainhade Portugal encontrado coi
I) Miguel ciu Londres.
(7 lints.)
"-PERN AMBUCO.
CAUTAS DO POETO
DE 9.
O inareihal Saldauha, general da rainha, nao linha a-
vanoado aleln da linha de Vouga, tenido o seu quar'el-
generalem gueda. II leguas distante doPorln. O Ca-
sal, general da rainha, eslava inlrincheirado em Vian-
na, amracndn pelo Aulas, chefe da jimia, que se achava
em Hareellos, cerca de 8 leguas distante do Porto, ea3
de Vlanna. '
Era mol (o o general miguelista Mac-Donell, nuc Toi
sorprendido nodla iininedialoquelle em que o Vinha.es
i o derrotou, a 31 de Janeiro, em ltabo-do-L Villa-Real, e Tol ttrsaplraflainehle inulil.ido. Beinardi-
no de Moma, mu dos seus principaes offiriacs, unio-se
junta.
K.stvam bloqueando o Porlo urna fragata porluguera
edous brigurs df guerra; mas lo mal frito era o seu
' servico que niuitos navios rompiam todos 03 dias o blo:
(rucio para dentro e para Tora.
Tamben se achavam fura da barra as fragatas ingle-
xas ^mrri'ro c Thelit, que linham sido estacionadas all
pelo almirante Parker, em correspondencia com a rs-
quadra Interior do Domo, romposta dos vapores de b.
M. II. (Uadialor, l'alyvh**"" e Mooihound, e do bngue
JVM/iH,para proleecSo das pessoas e prnprledades dos
subditos britamiieos.
Reinava no Porlo a mals perfeita tranquillidade, e a
ridade eslava abundanlemenle provida de vveres, la
prohlblr.se a espurtacao do inllho du Porto e \ lanna.
Esperava-sequc nppnKcessc iinmrdlatainenle um l-
etelo da jiuilu, relativo a um daquellei pollos, e
du governo da rainha acerca do oulro.
Nao elslia, nein se f.uia juicrn nlguina entre a jun-
ta c os migui listas, aluda que mullas pessoas liavldas por
tacs CJtavaui servindo e.om a jimia.
LONDRES, 19 DE PEVEBEIBO DE 187.
A noite passada levanloii-se lord Beaiiuion na casa dos
lord para se quei>ai da mancha porque os prisioneirus
que capitiilaram em Torr. a-Ved ras linham sido trata-
ttos pelo govlrno porlugiici. Tiulia-Tc estipulado que
essea prisloueiros seriam Halados com todas
rrspeilo a sade. Posto que a rsquadra 'Inglexa es-
se em Lisboa para pioleeco dos interesses britan-
dixia
nieos?e'a'i'nua"que aTnBialerra declarasse aiiur
atiili.de de perfeita neulralidadc, comtndo elle julga-
vaque .eriasmncnte do dever do governo .nglex e.n-
piecar todos os mei.-s, antes pie fosse multo laide, pa-
a induiir o governo porluguex a revogar o seu Irc to
a respelto desses prisionei. os, e a rrsi.iui-os a situac. o,
en. r, ic elle, esperava... adiar se colloeados como pri-
sionei. o de guerra. Elle dcejava c6..rg...n en.eu e .a-
bcr. se algu.ua comniuiucaeiio havia wtlo fella a resprl
lo desses prisioneiros, ese o governo linha tomado
gun.as medidas para resllll los ao seu pal! ?
O marque* de Lans.luwne adn.illia a verdade da as
irodonol-re lord. En. .onsequenca do, IIM-JlnhB
pido, havia o encarregado de negocios da Inglatei-
Llsboa reilo renrearniacoes au governo portugurx,
e por sc.nelhante modo linham obrado os mluMlroi Iran-
cexe. c belga. Elle esperava que esta, reprcscnlace.
sorlissem bou. elicito, e que fossem mudados o Halar
nenio o o deslino dos prisioneiros. Por jusUea para cu...
o governo porluguex devia se notar que em nenl.um ca-
sodesde que eoiurca.on. as acluaes desonlens, se linha
imposto a alguen. pena capital. Tudo quanto o gover-
"Migavelconselho c
serrao
occori
ra em
e coin mals prudencia e reflcx.io:anda por Isso eu pede-
ra ao nobi-e depulado, que relirasse a stia emenda.
Mas, comoestou ccrloque anuo retirara, nao lenho ou-
trn remedio senao dar as rasfles que tenho para votar
contra ella.
Antes, pnrm, de entrar neslas rasOes, permiliam-me
osibre deputados, que com a franqnexa com qne cus
tumo fallar tiesta casa, lhes le.nbre os protestos qne
aqui se leem eonstanlemente feito contra novas iinposl-
rors, e as vexes que se lein dito que o poyo nao pode
maUsobreearregar-sc de impostos, eque nao seriam os
..obres depulados que gravassem asna sorle por esta
inaueir i Por la ii U> eu nao posso deixar de estranhar que
estes protestos sejain boje quebrados, e que com esta
emenda se queira 1.11193.' mals um Imposto, e Imposto
que, nao Hzcndnocunhn de ulilldade publica, he un
dos mals damnosos, porque recabe sobre um genero_ile
primelra necessidade, e val oncrar toda a populacan,
sem exceptuar ui s individuo, por mais indigente que
seja.
Alen, destas reflexoes, pcrmitla-ine a casa que eu ta.n-
bem diga que as dllnculdades, em que me achn para
avaiiar de improviso as consecuencias desta i.nposicao.
e os bens, ou niales que pode ella causar no3 diversos
industriosos eao consumidor, cujos Inreresses em ma-
teria de iuiposlos sao oppostos enlre si, eu tomarel o
partido que aprsenla a inalor vantagein para a provin-
cia, sem ni'uhuma c'onsideralio a nenlimna classe, ou
individuo particular, qualqucr que elle seja.
Entrando na especialidade da linposico, eu d.re. ao
nobre drnutado autor da emenda, qu n5o voto por el-
la, principalmente porque o imposto que ella cria reca-
be sobre 11111 genero de primeira necessidade, que,como
j dis.e, allccla al o ultimo indigente do paix, o qual,
podeiitlo soft'rcr multas prlvafcs, nao odrera que a sua
roupa nao se lave. Esle imposto, Senhor presidente,
crcio que aluda nao fol lembrado nesta assemhli'a por
ni.igiiem, e he de notar que quando na tarifa das noxsas
alfaudegas se alliviamde imposices os gneros de pn-
meira rtecessldade, esta assemblea se Icmbre de oncrar
a provincia com um tal imposto-!
Rrpellindo eu o imposto por estas consideracries, qui-
xera ludavia que o nobre depulado autor da emenda nos
dlssesse qual o lint que leve em vista quando o propox;
porque lalvex que eu vleste a to|cra-lo, ou livesse mais
tuna rasa o, alen. daexposU, para no apprnva-lo.
Nao sel se o nobre depulado quer con. esta iuiposicao
angiiienlar a renda publica, se leve cni visla una repre-
salia, ou proteger a industria do lahj de nossa provin-
cia. Se o nobre depulado quer smenle augmentar a
renda publica, eu Ihe pedira que me proyasscesla ne-
ocosldade, e se ella exiga o sac. illcio de una imposicao
- como esta, que recabe em un genero de panteirir ne-
SISXeuMi .1--.-.-m. mw&^vzeXJ&W?1vZ^
Mo me consta que hajain dirciKis prohiblllvos laucado
lias oulras provincias sobre os productos desla, para que
fosse preciso usar de una represalia, allm-de obler a sua
siipnrcsso. Se o imposto lein por flu auxiliar nina fa-
brica de sabao que ha uesla provincia, bo.u serla que o
gum tempo tirar em vlrtude deste Imposto. Eu crelo
que o nobre depulado nao o podera faxer.
Senhores, em regra, quando se ImpOe sobre qualqucr
industria, afim de proteger nina onlra do palx, o Impos-
to deve vencer, nao s as docilidades materiaes coirt
qne, en. ras.loda infancia, lula a industria que r quer
proteger, como as di impericia, 011 falta de coiineclmen-
to\ precisos daqnelles qne a en.prrhendein. aflm dajsjue
flque ella em estado de acompanhar as suasrivaes nos
progressos e melhoramentos, de que sao susceptivos,
sen. o auxilio da co.ilinuac.1o do Imposto. He, portaulo,
preciso que o nobre depulado nos mostr aimla que o
i.nposlo que propde esl ueste caso, isto he. que con-
correr para que o fabricante de Hemambucodaqui pof
diante se lire das diluculdades que sao Inherentes a in-
fancia da sua fabrica, reinoya os obstculos com que lu-
la, e acompanhc nos progressos e inrllioramentos M fa-
bricas das oulras provincias. Mas, cu preloque o nobre
depulado nao m'o provav, porque o ines.no dono lessa
fabrica, em um memorial que distrlb.iio por alguns dos
Senhores deputados, declara que lula cuma ditUculclaue
de obtrr a mais enlosa das materias primas, de que pre-
cisa,- o sebo, en. riti das seceas que leen, assolado o
mine do imperio; entretanto que as fabricas da corte
nhl.V.u esta materia a bnil mercado, e com snmma la-
ellldade.e.n eonseqiieucia da vixinhai.ca do llio-Grande
e Rio-daPrala. Alm disto declara mais pesie iiiesmo
memorial, que at fabricas da forte leem a vantagem de
dlspr de mu mercado ...ais ampio, pi" obterem os
ranitaes que precisa.n : ora, eu pergunlare ao nobre
depulado' se estas difneuldades se vence, ao com o im-
posto proposto, a pomo de poder para o futuro esta
fabrica di provincia competir con. as maii do unperlo
Lerta.nente que nao ; porque sabe P nobre depulado
SESSAO EM 29 DE MARCO DE 18*7.
. raESIDENCIA DO S. SOUI TEIXXUA.
(Continuado do n. J3).
)5r lote Ptdro: Seiihor prcalileme. bem qnixera
mo fallar mais as quesloes que eslff roWlo olTerrcc,
e at me convinha no responder as objeeoesque ac p.c-
pozessem ; mas, tendo-odef. ndido pelo lado Id aug-
ocnlo de lespexa, vjo-.uc agora obrlgado a d.xer al-
uuinacousa acerca das en.cn.las. que se apresentara.u.
eouen.u o o alieram. Aprc rrturri a P^^P!
deci+ta
mu imposto atem dos que ja temol
Eu i del ns rases que leve a eomiiiissao para l
as despeas que se acham mencionadas no projeclo,
nrssa ocensio a mesma coininiss
, .i. ..,.: '" de Ulna
increp
P
Nessaccnsliio eu dlsse que nao i
,n. carregar com a responsabll dade do *Jrii que
l,re depntado enxeigou no projecto de le do c v .1
nao s porque nao concurr para que se de. retassein
tamas desperas, quantas a commissao se vio. ob. -gnda a
^pa" m^li^: i ita pelo nobre ffigJZ
irimeiro impugnou o projeclo; a qual. a nao ser lela
e lo devia S.a/er-nos grave, W!*^"^
eVsa oceasiao eu disse que nao podia de mane.ra algir-
n rarregar coin a responsabllldade do Mn que o no-
"* c,*' ..._____, ,> nmieeto de el do orcameulo,
Vi Sr ftVtto: E ada que eu quero o de/If?
OSr. Jol redro: fco!uu. pois. me achocomprO.net-
nexa Inl- -, -
einbaracos para defender o projeclo.
K ib este ...otesto eoulia todas as emendas que aug-
me. im a dcsprxa. eu cxeepluarei urna que o, n.ru, no-
HiY?hSbMM da commisso assignaram. na lul con-
,e o ordenad., nella consignado que he o
)III11IIS*V -*'----- -- ,
1 (fallo do subslitulo das aulas Ihcolo,!!. a
e.ni, i" deOlinda) e deu.als a ub.UlU.cSo de tres
cade!.as pode Ira.er una elleclivldade de wrvlcoj e li;
que esse si.bslil.ilo
is quanto os proprielarlos das cadeiras.
...jslilulo snbslitue, lee... ordenados u.u.lo
es do me o proposto na emenda.
Passarel a tratar da emenda que eslabelece um impos-
,o sobre o consumo do sabfio que nao fr da prodnecao
^SeXor presidente, en j ...ha noticia ^ggjS*
mas nao se leudo aprese nudo na primera disiu!
deste projecto, nem na segunda, P"rcccii-n.e
que nao
1S0 esludei a materia
se anreseitaria mais, e por isso nao est.io.-i a...........
quM.e d x respeito. Tenho, pols, de fallar de mprovl-
s'n nesta quesl.ao, para ...I... inulto grave porque j.lgo
nu toda asquec.es que dizem respeito a impo tos,
Jio .luratcf de alta l.'anscc.dencia; e por isso bem
-.-........ da emenda a relirasse
camento p; talar-se de quesl-s desta naiurrxa, por-
,ue renito. sendo eslasquesldes n.u.lo graves, ar.pl-
"7 eoiue se discute a lei lo remenlo, a '-'>'-"-
dadet'menda, que ordinariamente se1 |h.e. a esta M,
lie 1
a drvida atten-
iico norte do llrasil he subjelto a repetidas seceas que
nunca apparecem no mil. e sabe lambein mals que o
mercado desta provincia jamis competir com
curte, para que os capilaes orterecdos a Wltlm
possan pela competencia ser lomados a juros tao inodl-
"os como all. Ale... disto, Senhores he be' P "l
que osconhecimentos do fabrico deste geneio all e
dem em maior escala e perfeijao.
Se fosse provado o contrario do que acabo desdir,.
ilcssc
semduvida que a provincia devn pagar esta1 mpo
que se quer estabeleeer, ou outra qualqucr que po
pro recoo a essa fabrica ; po. quanto lodo oM.d^
faxcr o sacrificio da careslia do genero, a.uda sendo
1
dar
ve
de
i
neira necessidade, para conseguir !"**
urna industria, ou melhorar as que ja cxlste.n. Mas o
nobre depulado o declarasse, e nos mostrasse que es a
proteceo se faxia precisa, que ella produxi.a o sen e -
Kilo, eque o onoiilum do imposto proposto he baslamc
aara se conseguir esle lini.
Senhor presdeme, cu declaro queja sabia particular-
nenie que esle imposto se proporl.r para auxrhar urna
rica de sabo que ha nesla provincia ; ...as desejava
c o ..obre autor da en......... me declarasse se co... .1-
frlto he este o li.n da imposlcaoproposla, porque qulxe-
ri laxer-ll.c algumas .b.ervac5es para mostrar- he .pie
Sin esla imposlfo ..."o pode obler os resultados que
se... duvida espera. 0.1 que ella nao se lax prcclu.para
que essa fabrica posia prosperar c competir comas mais
"sci'.hor pVfsldenle, o nobre depulado proppe 500 rs.
so
I"
11,111 iiiui .*.".-.""--- .
iuixo de lodos, r la rique/.a do paix.
1 Senhor presidente, eu lenl.o anda de apresent a ca-
serna co.sideracSo inulto valiosa, que multo Importa
na a He l i.nposlo se nao rstabelea ago.a c he que.
.l.' a tarifa das alfaudegas do imperio IsenWdo de
mosto as materias primas destinadas ao fabrico do
"' d.:]xa do a ana ilicaeau ao governo que concede
ibrc o consumo do sabo que nao he de produccao da
lovinela, se... duvida, como j he sabido, para proteger
essa fabiica da provincia; por isso que desla /P-
pe o nobre depulado que ella podera comp. tlr t.... as
mais fabricas do imperio, vencendo as .bll.euldades QP.n
stualiueule lula. Mas cu pergunlare pri.ne.ran.en-
. nobre depntado : como soube, ou como nos sabe-
remos, para consenllrinos no ...posto proposto, Jijo. |>a-
cando cada amiba desabao das oulras provine!*1 500r*.
eque -
para que o fabricante daqui possa
ter lucros
correr liara un." i."..^-"' -- ,
iguaes aos dos fabricantes das oulras provincias, e coin-
'"ru nTsei^lireco por que se vende enlre nos o sabo
datouras provincias, e nem o preco aiMVJM^
actualmenle vender o salmo desla, para pode apree ai
a.I i-mica cutre cllra. Se a dilli-renca he lal que, 1,n-
noudo-aeW. em arroba do sabao defora, os lucros
dos os fabricantes se nivela,,,, igfiJfiSfc
mulera provar que lessa maneira auxiliara nossa lalni-
a s .ulra,circu...sla..cias nao houverem que contra-
rfein esta proteccao ; mas, e a dillrenca exigir. M
, eos le, os se igualen., que o imposb. seja n.a.s forte
certan.e. te o proposto nao podera l.a/.er o resuludo que
ne una limusina, >u ">.""-ir- f~ ...... ,,. n_
nobre depulado sabe que estes "!,,cioV l,LC'" *u or^,
milc e deven, cessar. porquanlo os 20^J0JJ!
nao devemser perunuenle,. e sao apenas 1'=""'* a'
que se vencam as dilllculdade. que por mel. drtle > *'
, ue. ia.n vencer, o., ate que o pal. ^^^^
I .d...r(.t q- .er,....- rm,rgrr..rm '"'T"^JZ!!
subsistir. K nao esl ao nosso alcance conhecer ja agjra
fabrica dcsta provincia nao pode vencer as d.fl
prego dV, producto da sua frab ca E.t '**'!}*
velo a litio miar aosinspeclo.es do "'"'" Vtft
como no sen memorial nos referi o >"" >.'^
brlca, e uo he milite que a pretencao' 'J-* ,a'"i
eonio'tem ido a de onlro, en. igo.** ^m^5T
assiu. acontecer, seguir-se-ha 7"*5e?JS
siias lonas, ua
L.dos me.nbros d i rcdilo que elles con-

do nenia o nobre deputado
aovado pelo nobre deputado que gjjg ^
|>irclj dar. ^^^^'S^U*
lutar qua.uiose sol-i""" :"':.,."'csla provincia o
P nc-ias por una vex, alin. de que o impos-
,e...e.l.an.e japr- -^ -;;-, s l lambein as c.rcums-
rc me succede
ao me liega o
ra aqui confia-
do c'ui que i discusso* me" oriente, c'volo segundo o jui-
l'ormo das opl-------......
i. o nobre depulado, que, como disse, proussional.
xo que formo das oplnles emitlidas ; o que J*JMfy
nob
depulado eslranhou que a emenda e ollere-
discusso e ato chegoua couvidar eu au-
nuuca improvisa.
O nobre i
cese em 3'
tor para a retirar.
Scnhorc, ufto ei o que ha nisto que devesw merecer
o reparo do nobre deputado. he um fteto que todo as
Itat TproTeg; '."e posa-.uPprin.ir ?Quirera que o no-
- .___----' i.... A /siio olla nnr al-I
tiara para o r

I
ll

4
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e volar, nfio nos tem marcado a occasiao, fm que de-
vamos usar desle direito ; alo limila, ncni restringe o
eu exercicio s primeiras, segundas, au terceiras 81*-
cusses ; em qualquer estado dolas, he tempo de dis-
cutir e emendar, pois muitas vetes nao occorre aos
Senhores deputados una medida na primeira ou segun-
da discusso, e todava lomara ua terceira e por isso
deve o deputado ser privado do etercico desse direito,
e, usando delle, deve merecer algiiin reparo?
Senlior presidente, se o legislador enteudesse que as
emendas nao pndiam ser discutidas em terceira dscus-
so, teria expressamojitc declarado ; mas nao vejo limi-
ta9.n0 alguina; todo o lempo he propiio, urna vez que
a materia nao esteja votada. -
Taiubem o nobre deputado encontrou impropriedade
fin ser a emenda ollerecifla na le do orcaiucnto, e iii-
slnnoii que ella fosse apresentada u'uma Iri especial.
I'arecia-me com effeito que sobre materias de impos-
tos n.i.1 ha occasiao mais asada e mais prnpria do que
|n iinlii se discute o ornamento, onde se avaliam as Tor-
cas da provincia, sua receiM e despesa ; he Isto o que
tenho visto praticar com o pouco tempn que tenlio de
p 111. un mi), e at me parece extraordinario que se Cica
una le especial para. decretar un imposto: isso seria
una invenan de todos os estylos parlamentares, seria
un Tacto novo; mas addicionar aos impostos que fiu>
1111111 parte da receita da provincia a creacao de um im-
posto novo, julgo que he cousa muito simples c regu-
lar.
0 nobre deputado pareceu dar nina rasan a esse seu
reparo, porque disse que a rpido, com que se discu-
ta a le do orcaiurnto, fazia com que se nao pfaaasem
bem as materias ; mas qiiem Taz que a lei se discuta ac-
cclcradaiiicnte ? Quando muito, era um abuso ; mas
dcsle abuso pode o nobre diputado valor-sc para con-
testar a propriedade da occasiao ? V res|iosta seria : nao
se discuta accelcradamente a lei do orcamento, porque
fito he mu mal, e nos devenios march ir omn toda a cir-
ciimspccco e conhecimento de causa : hija una discus-
so larga e Tranca, aflu de se nao comprometter os iu-
Lerosses da provincia. Mas, Seuhor presidente, iicm a
materia da emenda lie dessa transcendencia, tem con-
ten essas ennsequeociasque parecem aligurar-se ao no-
bre deputado. ,
Souhores, com as poueas Ideias que tenho, compre-
ndido bem que oiimpnstus sao una materia grave, por-
que riles aflectam mais 011 menos a riqueza de cada um,
c se nao reallsain sem o sacrificio de um ou nutro ramo
de industria f da oceupacao do honiein; mas tainbem
lie una verdade que as conveniencias publicas, cirriiins-
lancias econmicas do conimercio e da industria, recta-
111 mi e justifican! as iinposicues. Na especie, Senlior
|u i'sideuie, temos um exemplo: he um imposto como
meio de proteger una industria nascente; porque, co-
mo j tive occasiao dedzor nina ve, essa libenlade ab-
soluta de couimercio e de industria he uma verdadeira
poesa, sendo que un dos maiores problemas que os e-
conoinistas teem procurado resolver, he, o meio de csta-
bi'lecer um justo equilibrio entre o coinmercio c a in-
dustria, dcscobrindo as concesses que se possam Tazer
a cada um desses ramos da oceupacao humana, em rela-
jan com os interesses de toda a populaco. Km thesc ad-
miti as ideias do nobre deputado mas elle sabe que a
sciencia econmica, como todas as sciencias, se basca
em Tactos, cuja natureza e cireumslancias lie de inisle
e indjspensavel consultar para se as coiuprehender e ap-
plcar, pois em alguns casos prevelecem certos princi-
pios que em oulrosnn teem voga.ou pelo menos se mo-
difican!: porlanto anda desta ves peco lireuca ao nobre
deputado para diicr-lhe que elle argumenta com una
Mudarte de principios, e iiiim ponto de tal absolutismo,
que uo pode ser artiuittido, c contraria as lijos da ex-
periencia. Todos teem iguaes dilos na sociedade, e
niogucm lleve vivera custa de outro, o que he at um
principio de moral: mas na questiio vertente cumpla
ao unbre deputado mostrar que a juslija, os principios
e as conveniencias reprovam a medida. Nciihiiui ramo
de oceupacao deve ser prohibido, neuhuiii mais prote-
gido que outro, concordo em these; mas como, dadas
certas circunstancias, a felicidade commiiiii que. in-
cumbe a sociedade promover, sollreria se todos se en-
lrrci"i 111 .1 110, a ;i'ii,i u dn acuimfo, uu 'anav m.io
protegido um do que o outro, daqui vcni a necessidade
de bem calcularas cireumslancias para conhecero que
ni lis eonvin, e donde resullar m.iior soiiima de bcus
t mais geraluiente; e fie esse o exame a que o nobre de-
putado sempre se recusa..
Antes de ver se pnsso justificar a emenda segundos
principios que regulam rsta materia, tratare! de dar
resposta a um argumento do nobre deputado, que nao
su se bem qualilicn, chamando ad hominrm'.
T.embrou-nos que temo-nos sempre aqu levantado
para protestar contra a decrotajo de impostos: que mu
so (Ir nos, depois que vigora ni o principios que actual-
mente regeui a provincia, ainda nao deixou de protestar
contra a decretado de impostos, e que por cousrguiuir
a apresentajo dessa emenda he um desvio desse pro-
tes tu: esporei pela dcmoiistrnjo do nobre dcpntado,
mas uo a Tri; eeu estou que o nobre deputartu nao
qurrrr dar urna tal forja s mas proposijrs, que en-
trada que rilas sii por seren suas devam prevalecer;
ois, expilmndo-se por tal forma, nao se deu ao tra-
alho de provar que a emenda proposta contrara o pon
saine-oto da maioria he um verdadriio grvame, 1
au de urna rrcouliecida iililidade e de muitas vanla-
gens. O imposto vai rerahr sobre um genero de pii-
ineira necessidade, o soban, e as'siin gravar a iillinia
claisc dn sociedade, visto que nao lia individuo, por mais
pobre e miseravel qucscja,que nao precise desse genero,
isto disse o nobre deputado; mas parecia-me qu urna
das primeiras cousas que nos incumbe atlender he aon-
dc eslo as maiores vanlageus e maiores commodos, a-
oiuli' filialmente est o interesse da maioria. U nobre de-
putado devra examinar, se rslaiuiposico que rile cha-
ina uinsacrificio permanente, nao lie compensada pelas
iiniiiensas vautagens que tr.ua provincia a anuiaju
de urna industria nascente : ora, nao se podenrto con-
testar a necessidade e conveniencia de se dar animaco
a nossa industria, sobre ludo i|iiando cllg, alm de dilli-
ulilarte n aturaos, combate com nutra de Tura mais fo-
vorecida, he evidente que os principios do nobre depu-
tado nao teem applicajo. Tudo entre nos cometa, a
nossa provincia lula com inuitds obstculos; c se se dei-
xai que os nossos mirtos de vida, o nosso dinheiro, passe
|i 11 1 outias, certanionte'esses obslaeiilns cresceriio. Exa-
ininemos se aindustria pode ir avante, se vale a pena a-
nima-la, se 011 ti os ramos de oceupacao nao existan mais
provcitosos, e que cumpre nao sacrificar o pouco que
tomos do cap 1.es ein cspeciilaces esteris; e no caso
de se resolver pela afftrmaliva, o devor he ajudar o em-
preheudedor que, assiiu procurando iiuiliorar sua surte,
vai 11111 i 10 cuneo 1 n 1 para o bem ge ral. Nao vejo rasopara
que o sabo de Tora viva a cusa de nossos capitars, que
por esse modo sao retirados da provincia, e nao se ani-
mo uma industria provinciana que, qiiando menos, tora
o resultado de nos conservar aqu esses capilaes que vo
para a Kahia e Rio-de-Janeiro.
Srnhor presidente, ru nao posso deixar de notar da
parte do nobre deputado uma enntradiccao, qua.ulo el-
le, combatendo a medida, porque pode trazer urna ca-
resta do genero, conTessa que a provincia-est na rigo-
rosa ohrgaca 1, dadas certas circuinslancias, de Tazer um
sacrificio, subjcilando-se a un iiiamr piejo do sabu
pioviiicinnn, como meio de animar a nosa industria.
Si", pois, o nobre deputado enleude que as convenien-
cias publicas coimiiandaiii um sacrificio desta ordeiu,
como nieio rte sustentar urna industria nascente, como
com Unta generlsdade aJnruia que nao convel! animar
a industria, e combate a emenda pelo lado de recahir
obre mu genero'de primeira necessidade?
Senhores, eu desejava que o nobre deputado, antes
de combatir a emenda, tivesse examinado a historia do
fabrico do sabo lias outras provincias : o nobre drpu-
Udo nao pdedesconhecer o estado de alrasainento em
que se acham todas as nossas cousas, as dilcnlrtades
com que leiu de lular aqu qualqurr emprelieudedor ;
nao temos bracos, uo temos riquezas, uiio temos ma-
terias, neni coobecioioillos, ncm praiica, lula-se brajoa
braco com mil trpicos, e se nao houver ao menos a
esperan;a de alguina animaco da parte do governo ,
coi 'lamente nada se emprehender e a ebragem e o
genio mu rean coiii o individuo : veja-se o que suc-
cede respeito ao fabrico do salan.
. Na Baha c no Hio-de-Janelr-o existem rtilforentes fa-
bricas, as quacs nao s teou.i rrcebdo favores do gover-
no, que foram negados fabrica de Pernambuco, como
vivem a custa desta, porque para aqu exportam os seus
productos, e os podendo vender mais barato, os nossos
nao podeiu competir,
Pois, Senhores, acha o nobre deputado de justica e
1.....veniente que a fabriM| do Rio-dc-Janeiro da Ha-
ba inatein aquella, a falBtdequcm.se aprsenla essa
imposicSo ?
O Sr. Jote Pedro: F.m certos casos, desejava que as-
silll aeiHileeesso.
OSr. Vunn Mnchndo : -- Os desejos manifostados no
aparte do nobre deputado s se podero justificar, at-
tciiileurto-vi- a natureza da industria,suas vautagens,etc.;
mas, se nao convein animar o fabrico do salan, mulo o
nobre deputado ha de cuiidemnar todas as fabricas exis-
tentes; poreiu. urna vez que nutras existem, o nobre
drpulado u.io pode querer que ellas vivam cusa da
nossa provincia, sobretodo quando o argumento do no-
bre deputado vem de ser o genero de primeira necessi-
dade.
Sr. Joii Pedro : Por isso niesino nao quererei que
0 ni 'ii paiz o compre mais caro do que deve.
OSr. .V11 un Machado : -- Nao ciilendo essa explicacao.
Senhores admitamos como verdadeiros os princi-
pios do nobre deputado ; sejatcmb<>ra errto que se njio
deve animara industria ; turto, porin, dere cessarem
vista do facto : ou se acabein (odas as fabricas de salan,
ou, a exislirem algiiuias protegidas pelo governo, deve-
nios nos (auibeui proleger aquella que temos; o con-
trario he njustica flagrante, he mcsino urna imbecili-
dade.
Disse o nobre deputado, que nao sabe qual he o fnn
da emenda, se he augmentar a renda publica, so pro-
teger urna industria, ou se exercer tuna represalia: eu
digo ao nobre deputado que he tudo isso junto, sendo o
principal iim proteger urna industria que principia
entre nos, a inaiurtra do que fazeui todas as provincias
que coiiiprehendeni bem os seus verdadeiros interesses.
Veja o nobre deputado a Rabia mpondo sobre os nossos
charutos. B porque? Porquo a Kahia que sempre fez o
seu niaior coinniercio rui tabaco, nao qufr concurren-
tes, bem que ella saiba que esse genero de industria he
muito pequeo entre nos e tenha em sen favor todas
as vautagens do adiamntenlo e conheciiiieiilos pro-
prios de semelhanlc cultura ; mas assiin mesmo mi
tolera, nao deixa passar livremenie moia quila de cha-
rutos que esta provincia faz: e nos, Srnhor presiden-
te, he que havemos iicar innrtos e quedos deixando
desanimar a nossa industria? Como iiieu voto, nao ; ao
contrario, hei de fazer tudo quando poder para a ani-
mar.
O Sr. Jote Ptdro rrsponde a todos os argumentos do
iiobre deputado que o preredeu; e sustentando o que
1 i n ha dito quando falln a primeira vez sobre a questo
do imposto do sabo, conclue volando contra esle im-
posto.
O Sr. I.aurentino: Senlior presidente, sou muito
amante da igualdade e da justica, e por isto ped a pala-
vra para npadrinhar urna emenda que inandei .1 mesa
ueste sentido.
Observando, Senlior presidente, que os professores do
lyco leem todos o ordenado de un eonlo de rci, e os
do seminario oitocentos mil ris, e nao adiando para Is-
tu urna raso subVicntc, principalmente quando vejo
que aquellos ensinan {acuidades secundarias, e esles a
sciencia mxima das sciencias, ase' _a mais inleres-
sanle ao hoiiirm e sociedade, pu> isto inandei a iniulia
emend 1 ; e espero que a casa, tomando-a ua devida con
sidoracao, se digne dar-ilic asna approvaco, atlendendq
do mais a mais que naquclla casa se matriculan! de 80 a
00 es 1 o liantes, o que prova o trabadlo daquellcs profes-
sores.
l-jicei rarta 1 ilisoiissan, he appi uvailo o projecto COIll
as emendas apresenladas.
(I Sr. I'reti'ltnle levanta a sessao as L2 ';., hoi as datar-
de, depois do liaver dado para ordeui do dia da seguin-
le; cuofinuav'ao da tle iiojo; leiiura de projeclos .e pa-
receres; segunda discussao dos projeclos ns. II e 12, c
primeira dos de ns. He I.V
" Requelro a urgencia do projecto n. 9, para que en-
,rc em segunda disciissn em o primeiro dia de sessao,
sendo dado para ordeni do dia. -- Ueltrao.
ORDKM UO DIA.
Continuar1?" <"' rrounda discusia do projecto n. C que cria
uma caixa di economa.
O artigo 5. he approvado sem dlscusso.
Artigo 6.
I,c-se a seguinte emenda ao 3."
(i Depois da palavra = direito = acerrscente-se =as
da thliouraria provincial, camnrai nunieipaei e hospital de
caridnde, t com aulorieacSo da aiiemhla provincial poderiin
ter admittida ; supprima-se o resto do Ntmii Ma-
chado.
He approvado sem disciisao o artigo com a emenda ;
e tambein o sao os domis argos do projecto.
Primeira diicuiio do piojccto n. 1.4 que eleva categora de
villa a pnroiifio do Corrente.
O Sr. Farla lembra que existe na casa um abaixo as-
signado de mais de mil pessoas, c uiia-representac.io da
cmara municipal deGaranhuns contra a creacao de vil-
la decretada pelo projecto ; faz ver que a asscmbla nao
pode apreciar de momento todos esses papis, e por rsso
pede que elles juntamente com o projecto vao a com-
mlssaodeeslatislica, para que esla d o seu parecer a
senielhanle respeito.
Lc-se o seguinte requerimento que,sendo apoiado, en-
tra em discussiio:
Rcquciro que volte o projecto commissao de esla
lislica para que d o seu parecer vista dos documentos
que foram remettiiln.s pelo presidente da provincia.
Joaquim filela, n
Knceirada adiscussfio, he approvado o projecto c re-
jeilada a emenda.
Entra em segunda disciissfio o projecto n. U que man-
da incorporar ao municipio do Cabo > IVacyo de Ipo-
juea.
Depois de algiiuias relexdrs dos Srs. Reg Monteiro
e Joaquim Villela, he approvado.
He lida e npprovada a redaceio do projecto n. 13 que
orea a receita e Hxa a despeca provimrtil para o auno li-
nauceiro de 1847 a 1848.
Entra em terceira discussiio o projecto n. 12 que eon-
verteein mesa do consulado a de diversas rendas pro-
vlnciaes.
A 1 '/, hora da tarde, nao bavendo casa, Dea adiada a
disriissn.
Ofv. f rendente levanta a sessao, depois de liaver dado
para ordem (India da do H de abril: coiitiiuaco da de
boje, leiiura de projeclos c pareceres, discusso de pa-
receres adiados; segunda dos projeclos ns. 0 e l2, e pri-
meira dos de ns. !5 e 16.
MIMO DE l'EII\
SI SSAO KM 30 DE MARCO DE 18i7.
PKESIOENCU DO SU. SOUZA TEIXE1IA.
SUAIMARIO. Wimaiftf. App\aoafao da acta da icuao
anterior. Expediente. /Iprereatafad de um projecto pe-
lo Sr. Atines Machado. jpprotiofiio.de um parecer da
commitio de negocio das cantaral. lcvoluca dopro-
jren n. .1 cnmiiiiiiatl de redaren", a /m de ter novamente
reditjito, e de miinrira que conierve o pemamento dtt cuia.
'AdopfaSda u/1 una reduce" do projecto que apprava o
compromitto da irmnndnde do Sanlfximn Sacramenta da
cidade de floianna. .tpprAMCiid de um requerimento do
Sr. tleltro; do projerloi ns. 6 11, mi setjundn ditcui-
tiio; dn de n. 14, em primeira, # dn redacca doque oren a
recetln c fi.Tfl a deipcia da provincia para o nno de 1847-
1848. .li/i'ii'/iciito, pea hora, da terceira diicusta do
projecto n. 12.
As 11 horas da inanhaa, o Sr. i.Secretario faz acha-
ntada, c verifica acharem-sc prsenles 23 Srs. depu-
lados.
V Sr. Preidenle declara aborta a sessao.
O Sr. 2." Secrettfrio le a acta da Sessao antecedente que
he approvada.
OSr. {.''Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Uni rcquorinicnlo em que o bacharrl formado Vicente
Pe reir do llego pede soja seu ordenado igualado ao
dos mais professores do lycco desia cidade. A' rommii-
n de ordenado.
He lulo e julgado ubjecto de deliberaran um projeoto
do Se Nunes Machado, autorisando o presidente da pro-
vincia a mandar construir dina ponte pensil ou de podra
ua passagem di' l(a|)issiiina, para facilitar acuiiiiniiiiica-
ciio entre a fregiie/ia de Pasmado f n de ltamarac.
He lido c approvado sem discusso o seguinte pa-
recer :
A coninilssao de negocios das cmaras municipaes,
aqucni fui siibiuellida a petiedo junta de Miguel Archan-
jo Fornandes Vianna eoutros, horderos do finado Va-
noel Luiz da Veiga, (|tie pedem a esta assembla a iu-
dcninisaoo de um terreno no lugar do Santo-Amaro,
unde so acha marcada uma praca publica, segundo a
planta desla cidade, depois de examinar com attenco
lodos os documentos, com que os peticionarios instrui-
rain osen requerimento, rrconheeeu que o mesmo est
no caso de ser deferido favoravrlmento: e para que isto.
tenha lugar, e possa esla assembla marear no orcatnen
BKOin,- 3 DE ABRIL DE 1847.
Honte.m. depois das 5 horas da tarde, desembarcan no
caes do arsenal de marinha, c d'ahl marchou parao
Juartel das l.iuco-Pontas, oude sraclia, o sexto batalho
o car adores que eslava ha provincia das Alagas, e'que
dalli para aqu parti'quando l clregou o primeiro da
uiesina arma que, denols-de se liaver demorado entre
nos por dous annus incompletos, seguio para aquella
provincia no da 23de marco pioximo passarto, segundo
j dissemos em as linhas que nessa data escrevemos, e
foram publicadas com o numero68 dcsle Diario.
Esperamos que o vorpo rocem-chegado. se porte de
maneira a merecer de nos jiilzo tao favoravel quan-
lo o que nossas linhas enilttimos acerca daquelle, cujas
veics elle vem fazer ncsla guarnicao.
Variedade.
NAEG.\CA( FLUVIAL.
(Concluso dosns. 73e74.)
Se se recorrer ao direito natural e das gentes, con-
velan entre si os escriptores sobre a materia que, quando
mesiiin o rio nos lugares em que corre entre a Florida e
a l.niiisiana. pe tonci'sse exclusivamente, por direito
11 es P ni lia. alada assiin por direito natural a sua passa-
gem sera innocente para aquellos que. habitan! as suas
margeus de cima. Este direito seria na verdade, como
deiiominam estes escriptores, imperCcito, por depende-
rem, em graiule parle, as restriccOes CO seu exercicio
da conveniencia da naco, por oude leria de passar. Mas
seria sempre tao real como qualquer outro direito, posto
que bem definido; e se fosje reprllido, jiu poado por
meio de rrgulamrntos dosneccssai ios pal ou seguan-
ca dos habitaules, de maneira a tornar-se impralicavel
para mis o seu uso, enlo far-serbia urna injuslca, de
que leamos direito de exigir una roparaco. O direito
dos habitantes das margeos da parte superior do rio a
usar de sua navegarn era idntica ao daquelles possui-
dorrs das margcns'iuais prximas de sua foz, c baseado
as mesillas rclacoos do solo c das agoas. A linha em
que seus respectivos dirciios se encootravam devia ser
prolongada ou n tu arta, de maneira a igualar os incon-
venientes que ii sulussi'iu cada urna das parles do
exercicio do direito prla oiitra. Esta estimativa se faria
lun a. liauilii-so anibiis disjinstos a sollrer iguaes sacri-
ficios, e era preciso .ter na devlda consideraran a popu-
laco de cada una. A Uespanha possuia- lo pequea
porco de torra habilavcl em seus limites queoinvoi-
,dade pollera ser considerada como un.estrello no mar;
porquauln, poslo que a possua na extenso de oitenta le-
guas, desde os limites americanos at foido rio, comtu-
rtu mi n'iuu ou n'outro poni o terreno sobe cima do ni-
vel da agoa nos lempos de inuudaco. Havia pois.c sem-
pre liavor, tao poneos habitantes por essa parle do rio,
que sem daniiio podia-se fazer o mais livre uso de sua
navegaco.
Era esseucial aos interesses das duas partes que a na-
vegaco no ro fosse livre a ambas como fo definido pe-
lo tratado de Paris, a saber, em toda a sua largura. A
correte do Mississipi era nolavelmeiite lurtitosa, alra-
vessando continuamente de um para o outro lado do
leiiu goral do rio. Nos ngulos que assiin fazia a cr-
rente, havia geialente nina resaca c era com o auxilio
iluta e assiiu successivamento que os bateos podiam su-
bir o rio, c sem ser por esse nielo seria a sua aavegaco
iinpraticavcl lano paraos Americanos como para os Ges-
|ia nlmos. _
(iiliroitnauma cousa da direito aos melos, semosquaes
nao pode ser ella usada, islo he, os ineius segueni o lint.
Assiiu o direito a navegar um rio d tainbcui o de anco-
rar, o uso de suas margeos em caso de perigo. ou de u-
tais eventos. Este principio he baseado na raso natural.
m municipal i| nota pa i i 11 i nrtein o is icao, he a mesilla reeonlieeirto polo bom sonso, e pelos escri|itorcs aciu'ia
couimisso de parecer que pirtos canacs compelenles se citados.
deieruiiue acamara municipal desla cidade, paraman- O direito romano que, assiin como outras leis munl-
dar proceder nos (trinos da lei provincial n. 120, de 2 de cipaes, consldorava navegaco de seus ros ubjecto
ni do de 1844. da natureza, qiiauU) aos seus proprios cididos, deuoini-
Sala das conunissOes, 29 de marco de 1847. Cabral.
Uuarte.
M-se centra em discusso a redacfo do projecto n. 3 goas. As leisde lodos os paizes lalvez assiin o enleir-
(l.iui, cuino o parecem ter entendido a Franca e a Gro-
lli rtanlia pelo tratado de Paris quando lo i cedido aos
3uo aulorisa o presidente da provincia a crear nina ca-
rirade primeiras Ultras para o sexo femiiiino
na villa
de Na/, li elh.
Vo mesa as seguintes emendas:
Suppi iiiiain-so as palanas = pela maneira, etc. at
ao Iim do artigo l. = Lapes .Sello.
u Volle coiiimisso de redaco para aprosenlar a lei
redigid.i do modo que conserve o peusaiucnlo da cma-
ra. S. II. Auiiri Machado.
Depois de algumas rclloxos, o Sr. Netlo retira a sua
emenda, e he approvada a do Sr. Mues Machado.
Taoilicm he lida esein discusso adoptada a redaeco
do projecto que approva o cmop oiiusso da iruiaiidade
do SS. Sacramento da cidade deGuianiia.
L-se c approva-se o seguinte requerimento;
uaudo-os cousas publicas, decl.uava i.iinbcui que o di-
reito a usar de suas margeus aconipauliavao uso das a-
subditos britaiinicns o ilcito de navegar todo o rio, e
'expressamente aquella pai te cutre a ilha de Nova-Orie-
ans ea banda occidental, sem estipular-so uma papavia
acerca do uso das margeus, posbi que ambas pertrncs-
seni eulo Franca, c rstavaui para passar Immcdia-
tamente Hospanha.
So o uso das rib.inceiras nao dovesse acouipanliar o
das agoas, teria islo sido expressaiuenie estipulado, sen-
do to obvia a sua necessidade que nao escapara a ne-
ii li mu das partos. Nesta coiiTurmidaile todos ns subdi-
tos brilauuicos isaram das ribaiiceiras liabltiialincnto
par. os lins nocessarios i navegaco dos nos; c quando
um goveruador hcspanhol emendeu tuna ve* o dever
prohibir, e at soltar os navios que estavnm rm suas a-
mariys, velo liiiinrdialamente um navio britanulco,
postou-sc deTronleda cidade de Nova-Orleans, c poz-
he guardas com ordem de fazer Togo a quein trnsse
tirar as suas amarras. O governador arquiesceo, o dlrel-
to Tni constantemente exercldo depois, e nunca mala
soffreu interrupeo.
Este direito occidental estende-se al ak'ni das rlban-
ceiras, quando as oirciinistailcias o lornam necessario
ao exercicio do direito principal, como no caso de um
navio se achar ava iado, em que cllas.s por si nao olio
reeein um deposito seguro a sen carrogaiiionto ate que
Sfja concerlado, e entao pide ser levado para um lugar
de srguranca fura dolas. O direito romano val tambein
aqu citado, por dar nina boa Idela tanto da rxtensau
como das modilicacocs daquelle direito.
Disemino entre o> qovernoi americano e britannico relativa-
mente navegaco do rio S.-honrenro.
A poslco respectiva dos Estados-Unidos c da Grao-
Hretanha acerca da navegaco doS grandes lagos do nor-
te e do rio S.-I.ourenco era semelhanle dos Estados-
Unidos e Hospanha, antes da acquisiro da I.ouisiana e
da Florida, acercado Mississipi: os. Estados-Unidos cs-
tavam de posse das margena do sul dos lagos e do S.-
i.iuironco, no lugar em que os seus limites pela parle rio
norte tocam no rio, e a Gro-Hretanha possuia as mar-
geus do norte dos lagos c do rio em toda a sua extenso
at o mar, assiin como as do sul do rio desde a latitude
45 graos norte at a sua foz.
A reclamaran do povo dos Estados-Unidos ao direito
de navegan) S.-l.oiireuco at n mar tornou-sc assumpio
de discusso diplomtica entre os governos americano
e britannico ei 1826.
Por parle dos Estados-Unidos esle direito fui apoiado
nos luesmos-principios derivados do direito natural, ,.
na obvia necessidade que j tinlia sido antes allegada
quanto ao rio Mississipi. A qu.sto entro dilierentes
potencias da Europa relativamente i navegaco do Es-
calda, em 1784, fui tambein citada na correspondencia
oflicial sobre este asstimplo, e iiioslrou-se que esta na-
vegaco era dilterente da do S.-I.ourenco pelas sitas pe-
culiares circiimslancias.' Sabe-so que, entre nutras, al-
legou-sfi por parte do governo bollando/., que lodo o
curso dos dous bracos daquelle rio. que passavam pelos
dominios da Hullanda, era ntriramenle artificial, qu.
devia sua existencia ao trabalho e esforcos dos Hollandr-
zes.; que lias ribanceiras tinhain sido iVirmndas e inan-
tidas por elles rom grande cusi e despeza. llahi pro-
v.ivclini'iite o motivo para aquella estipulacAo no tr.ila-
rtn do Westpb.ilia, quo o bai.vu Escalda com os calaos
de Sas e Swin, o nutras embocaduras do mar que os
une ni, licaraiii fechados pelo lado pertencento Hul-
la uda. O caso, pnini, do S.-I.ourenco era totalmente
dille i ente, e o principio, sob <]iie niantiveram os Esta-
dos-1 nidos a sua livre navegaran, recebeu ltimamen-
te uma confirmarn no equivoca nos solemnes actos
dos piincipacs estados da Europa. Nos tratados con-
cluidos no L'ongressu de Vienna, eslipulou-se que a na-
vegaco do Rheno, Neckar, Mayn, Mnsella, Musa e Es-
calda fosse livre a todas as nacocs. Estas estipulaoes,
em que era urna das partes a Gro-Hretanha, podrin-se
considerar cuino indicando a opino que liojc forma a
Europa sobre a queslo goral. A importancia da reela-
iiiacn, -de que se trata, pode ser avallada pelo faci de
que os habitantes de, pelo menos, oito estados da Unio
Americana, alm do territorio-de Michigan, tiihaiu mu
Interesse inmediato naquella navegaco, afora os in-
teresses que poderiaui vir a outras partes connexas com
este ro c os marea inleriins, pelos quaes elle commun-
ca com o Ocano, direito desta grande c crescenle
populacao ao usu desio rio. nica natural passagem que
olla linlia para o Ocano, fo apoiado nos meninos prin-
cipios e autoridades apresenladas por Mr. Jelfersou na
nogoci.lcao com a Hospanha relativamente a navegaco
do rio Mississipi ; accicsccnlaiido-se que a sua navega-
co era, antes da guerra da icvoluco americana, pro-
priedade cominum a Iodos os subditos britanuicns que
eulo liabitavam o continente o que se irtiuvera da
Franca pelos esforcos reunidos da mi patria o de suas
colonias na guerra de 1756. A rerlamaco dos Estados-
Unidos |iara i|ue fosse livre a iiavvgaoiiu du rio S.-Lou-
renjo era da iiiesma natureza d da Gro-Brelauba so-
bre a navegaco do Mississipi, como o reconheceu o
tratado de Paris de i7J3, quando mura potencia possuia
a fui deste rio e as suas margeus mais prximas, aquel-
la navegaco, neceisaria aos Estados-Unidos, nao pre-
judieava a Grao-' retanha, c neiii podia violar neiihuiu
de. seus legtimos dirritos.
I'or parle do governo. britannico julgoii-se envolvida
nesla rrclaua^o a queslo< um direito perfeito livre
navegaea do rio S.-I.ourenco podiaier manlido com o/ prin-
cipiiu r ortica dv direito d'ai gentil.
A faculdade de gozar urna naco da libenlade de pas-
sagem pelos dominios de nutra, fot considrrada pelos
lais omnenles rsciiptorcs de dlrrln publico como
na excepeo qualilicad.i, occasional, aos principios
fuidamrnlaes do direito de propriedade. Elles fszeni
disliiiccao futre o direito de passagem por um rio que
corre dos dominios de urna naco pelos de outro ate o
Ocano, e o exercicio do mesmo direito por qualqurr
grande c.iininlio ou de Ierra ou de agoa gernlmenle ac-
cessivcl aos liabllanles do globo. Nesle ultimo caso o
direito de passagem deve ser permiitida para outrns
filis que no sejain us dn cuiinuerein, em lempo do
guerra, coiiio em lempo de paz, a todas as naces e a
cada urna em particular, qur sejain os cami'iihos arti-
lieiafs, qur naturaes. O governo americano.nao po-
derla invocar este principio, salvo se o quizesse appli-
car, por va de reciprocidade, em Cvor dos subditos
britannicos, nam-garao do Mississipi e,do Hidsun, cu-
jo accessn dn Canad se poderla obtor por algumas mi-
Ihas de ciinrtucean pur Ierra, ou por meio de comuiiinl-
caces artificiaos, formadas com os canses de New-Ymk
e hio. Dahi a necessidade, rrcouliecida pelaa escrip-
tores de dirlto publico, de, na applieaco de um prin-
cipio to lato e perigoso, restringir o direito de transito
a llns de uma utilidade innocente, regulado exclusiva-
mente pelo governo local; dahi vem a deiioniiiiacn"
que elles dao de direito imperfeito ao de que so tr.it i.
I'ini'ui nada se eucoolra as obras desics escriptores,
ou as cstipulaccs dos tratados de Vienna relativamen-
te navegaco dos grandes ros da Allcuiaiiha, pira
opinar a duuiriiia americana de um direito natural. Es-
tas estipularnos foram o resultado d mutuo accrdo,
bascadas em consideraces do reclproeu interesse, pro-
venieute da situai n dos di llrenles estados entre si
3uanto a esla navegaco. As mesillas observacAes po-
i un ser applicadas aos varios regulaineulns, que j>or
ciiuveniao leeni sido, ein dilierentes pocas, adoptados
para a navegaco do rio Mississipi. Ein qiianlo a qiial-
qurr pretendido direito derivado da simultanea acqu-
sico do S.-I.uiironco polo poro britannico e americano,
nu era pnssivel admillir que livosse elle sobrevindn ao
tratado de 1783, pelo qual fol reconhecda a Indepen-
dencia dos Estados-Unidos, ese fez a divisan dos domi-
nios britannicos ua Ainerica-do-Nortc eulrc o novo go-
verno e o da mi patria. .
A esle argumento foi respondido por parte dos Esta-
dos-Unidos qne.se o S.-i.otii'euco lossc considerado, co-
mo o devra ser, islo he, como un "Irrito dando com-
municaco amares navegareis, a queslo se simpli"-
carla.
O principio eni que se firma o direito de navegar es-
treilos ronsislc ein (|ite elles sao accessorios aos nares,
que assiin se jominiinicaiii, cuja navegaco no prmi-
co exclusivamente a urna naco, mas he coUMiium ato-
llas ; parquantA o direito de navegar os mares trai apos
si orto passar os estrello. Os Estados-Unidos e a Gia"-
lln lanlia iceni entre si o direito exclusivo de navegar os
lagos ; o S.-r,ourenco os une ao Ocano ; "e'portanl"
direito de navegar, tanto os lagos, como o Ocano,
comprehende o 5e passar de mis para o outro pela liulis
natural de coiniiiiini'acf:o. Seria pois razoavcl 011 j"s"
lo que um dos dous co-proprirlarlo dos lagos exclus'^
inte iramente o oulro do uso de mu lio ni coiinnuiu tlJ
natureza, necessario a seu 1 niel I o gozo? A dlslinn.
entre o direito de passagem teilninada por urna narau
atravs'do territorio de oulrs, por tena, c o incsino al-
MUTILADO


**
. tu, or coas navegavcis, po(o que nem sempre feila
re'"K pelos rscriptores de dkeito publico, en.
--"mido a nalureza das polutas. No nri-
I por agua.
,, nao se dSo os mesmos males.
Boverno americano nilo pretende a observancia de
__-:_!. nulo beneficio, ein cirnuiaatnnei.i<
Se, poriant, se
eo'nt-
scihc-
I ." -...--inin ruin beneficio, ein circuuislan
['{''nlicas, negarla'a Griio-Rrctanha. Se. ponanto
h ae a descpbrir, ea tornar praticavel uina c
n.nnicacao entre o rio Mlssisslpl e o alto Canad, st
hante que existe entre os Estados-Unidos e o S.-Lou-
I renco, o governo americano estarla sempre prnmpto a
ladiniuir. qnanto ao Mississipi, os mesmos principios
Lm que insisten quanlo ao S.-Dourenco Entretanto o
I |Q ,|os ros que nascein e desemboeam inteirameitte
I eotro dos limites da mestna nacSo, nilo se de-ve c'on-
Ir,idir com o daquelles que, tendo sua origem, e nave.
earl uina porcao de suas agoas em mu estado, aflnal
diapiain nos limites de oujros estados. No priiueiro
caso, a qUfSlo d abrir, a navegaban-a outras nacoes
-ciii subirlta s mesinas considerarles que podem in-
fluir para regular outras relaces coinmerciaes em es-
tados estrangelros. e. deveser exclusivamente decidida
pelo governo local; mas no seguhdo, a uavegacao livrr
do rio lie un direito natural dos ((abitantes do estado
que tein as maqjftn uperiaW, de qiia nao podem ser
elle excluidos pelo capricho do estado que posiuc as
margens de bixo. ,
Nein basta para provar que a origem do direilo rra
convencional, e nio natural, o facto de tomar depen-
dente o uso drste direito, de rcgulamentos por tratado,
como se pretenden fazer em Virnna a respeito da nave-
carao dos rins da Europa, He multas wezes milito con-
veniente, senao alguinas vezes indispensavel, para rvi-
iiieni-sequestaes, prescrever certas regras para o goio
de mn direito natural. A lei natural, posto que suIH-
cientemente clara mural grandes principios e flus ge-
raes, nao abra9a sempre todos os pormenores que re-
daman! as necesidades e especialidades complicadas
da navegaciio e coinuirrcio moderno. Dalii vein que o
direito de navegar O mesino Ocano em mullos casos,
principalmente em lempo de guerra, est subjeito.por
('ii sem numero de tratados, a varios rrgulanieulos.
Estes regulainentos, as estipulares de Vienna e outras
anlogas, devem-s considerar iinicainente como nina
homenagein espontanea do hnmeiu ao gran.le legislador
do universo ein Mirar suas grandes obras de p,a4. arli-
ficiacs, e manejoa interesseiros, a ijuc teeui sido arbitra-
ria c injustamente subjellas.
(Diario do Governo.) .
ewSH!^
COMMElCK).
Consulado.
REKDIMENTO TOTAL NO MEZ DEMARCO
DE 1847.
4*
ft
A SABKR :
Consulado de 7....... ......
Pito de 2 ..............
Dito de 1/2 .............
Ancorageiu para lora do imperio .
Dita para dentro. ... .-..'. .
Sello i i \ < i................
Dito de ttulos .......... .
Emolumentos deceuldes....."...
Sita de ISporcenio...........
Diversas provincial.
Di/.inni do ,-issiicar da provincia das Alagas
Dito do aigodao da l'araliiba .......
Dito do aigodao do Rio-Crande-'do-Norte .
Dito do assucar do dito dito. ........
.
Iii/.iinos existentes............
Itendimenlo provincial.
Diziiuo do aigodao......".....
Dito doassucar..............
Ihio do cal. <.............
Dito do fumo..........'.....
Taxa de 40 r. por saeea de algoo ....
lina de Ifill rs por calxa >K assucar ....
Dita de 40 rs. por lecho de dito......
Dita de 20 rs. ppr barrica esacco.....
67:528#Ur>l
Uilli
25014.5
5tW77i
858/417
723^840
2000
78/440
347/290
74:713/070
1.461/531
365/786
1/590
13/OUi
~76 -555/038
2:294/995
1:227/171
26:457/313
9^892
i4/93
410840
436/240
1 i/[>80
1:41)0/020
o:n39/524
572/707
Depsitos restituido'...........
Pernambuco, 31 de marco de 1847.
OadininUlrador.
Joo Xuvitr Carneir da Cunha.
m .JlWWWH-LJ I MI
.lliiviiiicnto
II I I .1...! .-
do Por la.
.Vnr-iai enlrmioi no dia I." de abril.
Genova; 43 dias, brigue sardo Daiiin. de 180 tonelada,
capitao Domingos tutano, equipagem 12, carga las-
tro ; a Oliveira Irmaos. ...a'
Liverpool ; 36 das, barca ingiera William-Ruitell, dea-
toneladas, caplliio John Goulding, equipagem 16, car-
ga fj/.enilas ; a lliissell Mellors k Companhia.
dem ;4*1as, galera ingleza John-CawpbrU, de 415 lo-,
ociadas, capilo Samuel l'aterson, rqulpagcm 20, car-
ga fazciidas; a Me. Calmontk f'ompapaubia.
Costa de Chile, leudo sabido lie .Ww-Hcdioid ha 22 me-
zes, galera ainei icana ftiiman, de 374 toneladas, capitn
H. A. Shoekley, equipagem 30.carg nzeite dcpcixeJao
i-apitiio. Seguio para Ncw-Bcdfoid.
Macelo; 24 horas, vapor de guerra nacional Corrtio-
liraiiltiro, commaudantc ocapilao de fragata Viciar
de Santiago Seabra. Cnnduz263 pravas do sexto ba-
talho de caladores de priineira linha, e oDr. Antonio
de ( arvalho Raposo.
Ilahia ; Odias, sumaca brasilciraiaala-truj, de 74 tone-
ladas, capitao Jos Joaqiiim Alves, eiuipagem 8, carga-
varios geros ; a Caetano Cyriaco dnosla MorCira.
Passagciro, Dionisio Eleutcrio de Mcnezes.
fiatioi labiioi o meimo din.
Liverpool barca ingleza Itafatla, capilaoG. 11. Itrowin,
carga assucar e aigodao. Passageiros. Vctor Rrossrl,
Luiz Jos Pondr e ma srnhora, uiadame Hlanchard,
Kraneezes, Thomat Gomes Giiimares, Brasileiro.
Londres; brigue inglez Voliis, capitao G. Salidera, car-
ga a iiiesina que trouxe.
Naviot tnlradot n din 2.
Babia ; 13 das, barra inglrza Eliza-Johmlo, de 216 to-
neladas, capitao Willi'aui Doualdsoii, equipagem l3,
carga lastro de assucar; a Jolinston Palcr S C.
Liverpool; 32das, brigue inglez loaley. de 261 tonela-
das, capilao Willian Campbrll, quipagi.'m 16, iin
lastro ; a Jomes CiabtrccSi l'..
Gicrnock ; 32dias, escuna ingleza tiaunllel, de 100tone-
ladas, capitao Daniel Me. Gregor, equipagem carga
lastro; a James Crabtrer & C.
A'il'iiu lahidot no meroin dia.
Fortos do Sul ; vapor bra^ileirn Imperatrit cominan-
daule o capilo-tenenle Jesuiuo Lamrgo Costa. Alm
dos passageiros, que tiouxe'dos pollos' do f-otte, le-
va a sru bordo: para Macei, o hrigadeiio Fraiu iseo
de Anuda Cmara, e Antonio Pereirado Ca unpara a
Ilahia, fre Antonio de S.-Caeunu Leal, com 2i seaa-
vos, e fre Francisco de S--Jeronjnio: para o Rio-de-
Janeiro, Di. Filippe LopesNelto, Dr. Jeronyino Ville-
1.1 dr Castro Ti vare., padre Miguel do.Sacrameuro Lo-
pe Gama, com l escravo, Di. Flix Peixulooe Uritoe
Mello, com I escravo, coronel Manuel Ignacio de (ar-
valho Meudonca, com l escravo, senador Antodio da
Costa Vateoncrllo, Rufino Jo Crrela de Alinelda,
Urasileiroi,
Declara cao
Os abalxo assignados convoram os accionistas do
theatro publico para se reiinirein na ra dnQueiiuadji,
n. 17, no da 7 do corrente, aflu de instniirem nos
mesmos Senhores do que se trin passaclo sobre os ne-
gocios pendentes do mesmo theatro. de que os ncarre-
?a.'" a "k,p^,no lempo tratarein da inaneir.i, pela
.|.:.i. ::r ce?c pVCr.'.rr .< ntieio da somina receiiida nti
governo da provincia.Manoel Cnefnno 5onr "Carneiro
Monleiro.Joi Pire Ferrelra.
PuMicacJio Iliteraria.
Na iivraria da praca da ludependencia', ns. 6 e 8, a-
cba-se a venda o compendio de geographia elementar
que iiltiiuaineiite fol adoptado pela congregacao dos Sis.
lentes da academia da cidade de Oliuda para o ensino
dotollegio das artes da inr.sma cidade, redigida peloba-
charel formado Lu/. Paulino Oavalcante Vele/, de Gueva-
ra, substituto de rhetoricae geogranhia do dito collegio.
Pceo 2/01)0 rs., ein bruxura,;ie. 5/500, .inci,> cncaderoa-
v?o dorada.
Avisos marilinios.
Para o Rio-dr-Janelro segu com brevidade o pa-
tacho S.-Joi1-4in(re forrado de cobre : quein no mesmo quitrr carregar, ou
ir de passagrm diriia-se a (iaudino AgQStinho de Barros,
na pracinha do Corpo-Santo n. 68.
Para Lisboa, com escala pela ilha Terceira e,S-
Mlguel, seguir com multa brevldade o patacho por-
tugnez Toflnriioa, forrado e, rncavilhado de cobre e
de omito boa marcha i quein nelle quizer carregar ou
ir de p iss.igoni dlrija-se a Frajiclsco Rento de Medcros,
ou a Jo.io Tavares Cofdeiro na ra do Vigai o, n. 8.
. Segu em pomos dias para a ttahia a sumaca V-
Balbina : quein quizer carregar dlrija-se a ra do Viga-
rio ariuaem dr Lili/. Ilorges de !>iqueira.
Par o Rio-lii/inde-ao-Siil partir.cnm a maior
brevidade possivel, o brigue f>Mi : ,|ueni quizer carre-
gar ou ir de passagem, para o qne tem excellentes com-i
modos ou remetter eicravns a frete trate com Fir-
miuu 1. F. da Rosa na ra do Trapiche, n. 44. .
t Para o Crar seguir com brevldade o brigue-es-
eiina llrnriquela: quein nelle pretender carregar, ou ir
de passagem, falle com o inestie, Jos Jnaquim Alves da
Silvano trapiche Novo, ou na ruada Cadela-Velha, n.
17, segundo andar.
Para o Rio-dc-Jneiro o hiale Kereide segu via-
gein com milita brevidade, por ter o seu carregamento
quasi prompto : quem quizer carregar, ou mandar es-
cravo a frete, para o que tem exrellrnles coinniodos,
dii ij.i-sc a ra do Vigario, arma/.em n 5.
i,. -r Para o liaranho sahir, em poneos dias, o brigue-
esenna Velo: capitn e platico Fl'aucisco Itei nardo de
Mallos; tem a uiaior parte de seu oarregamento promp-
to ; quem o restante quizer carregar ou Ir de passa-
gem para o que tem cieelli lites comiundos dirija-se
.ni mesino capitao nu ao consignatario, Manuel linar
te Rodrigue na ra do Trapiche, n. 26.
Avisos diversos
O NAZARENO N. i7,
tlli a venda nos lugares do costume, e na loja de enca-
dernaeo da prafa 3a Independencia, n. l2. Pede-se ao
auflgus da llberdade e da ordem, que o leain. atienta-
mente : na/duas noticias inleressaules de Purtugal. .
Una mullid- parda, de niela idade e bous costil-
mes, e que sabe cozinhar, lavar e cugummar, se prope
a encarregar-se do servico inlei-no de qualquer casa de
hnmeni solleiro, ou de punca familia, a modicoe rasoa-
vel estipendio. Os que a quiserem contratar dirijam-se
a ra das l ruzes, loja de marceneiro, n. 29.
Jos de Mcdeiros Tavares vaiailha.de S.-Migucl,
e durante a sua ausencia drixa por seus procuradores os
Srs. Antonio Domingos de Almeida Passos e Manuel Jo-
s de Bastos e Mello, com quein se devero entender to-
das as pessoas que llvrrem n-gocios rom o iiirsmo.
= Furtou-se.eni o da 2 de abril, liontcni, sexta-feira
da Palxo. pelas 2 horas da larde, o seguinte: vara e
nu -i.i de collar; di.us alfiurtes grandes de pello de ouro,
com mu dianianle cada um, un algiiui tanto liso, e ou-
tro com florrsi una peina de brincos, com tres diaman-
tes de apneo; nina argola de coraes encarnados; c rs.
200/000 em cdulas, sendo una de 100, e dnas de 50; un
nielo leiic.o de setlm da moda, de listas g rancies, de azul e
prctn, aluda novo. Ha quem vira o ladino, cujos siguacs
diiein ser pequea eal'tura, mulato mu claro que jielo
cabello seconhece, calca e camisa branca, e aluda mili-
to rap.u; bein atiento aos siguacs fcil sera segura-lo:
(iiiem o apprchendrr dirija-se a ra do Cabuga. a Jos de
Soma Garca,que ser recoinpeusado.
FURTO.
Furtnram, do sitio do Sr. Thomaz de Aqun Fon-
seca no Caldelreiro, um cavallo grande, ruco, bompas-
seiro c carregador, seiu a frente aberla c com signaes
deai-estini lias nfiios e ps ; suppe-se 'ter o ferro FC.
I-di furt.-ido na noile do dia 31 de marco, com l sellim
ingles com o nome do fabricante Collins Rencraft, ccom
lis mais arrcios. uem o restituir conf os perteuces na
na da < adeia do Recife. casa de Ilussell Mellors & C ,
receber lOOJi rs. dr gratificarn.
-- J. J. Mava llamos vai a Porliial.
= Arrrnda-'se um sitio com sufliciente casa no llarba-
lha; esuibaii.1 pata dous oavallos, algumasaivqres (|ue
dao fruclo. ptimas tenas de multa produccao, e mul-
t periodo rio.: trata-se na ra do Queiuiado, loja u.
38.
*=Arreuda-sc una casa terrea no beceo de Joo-Fran-
cisco. com boa sala adiante outra alias, tres quartos,
cnzinlia fra, quinul e cacimba : trata-se ua ra do
Mm uado, loja n. 38.
Km a noite de domingo de Ramos, na Koa-Vista ,
pela na da Aurora ou Aleno perdru o abaixo as-
signado daalgibeira da casaca, una carleira com al-
guns papis c entre estes a quantia de 8 ou 9/ rs., e
um nielo bilhete da Inlrria a favor da matriz da cidade
da Victoria ; pelos papis se v que ella pertence ao
abaixo assignado oqual pede a quem a tiver adiado a
distlncta acciio de a restituir sem o dinheiro, no bairro
da Boa-Vista, na loja de calcado do Si. Joaqulin no
Aterro; em S.-Anionio as boticas dos Srs. Pinto e
Moreira aonde fol comprado o bhele de cujo nu-
mero ji se acha errto o Sr. Gusiuan thesouieuo da
dita Uiteria alm da assignatura, do abaixo assignado,
qne se acha no verso do.mcio bilhetr, pelo que ja licou
Orlo de mi pagar a oufro qualquer premio que Ihe
possa sabir. Joi Na"* lUrfotuo Jacome da Inga I tl-
""'' NA ULTIMA MODA.
Fazein-se chapeos, toueas. vestidos c qualquer outra
roupa proprla para senhora ; bein como camisas paro
honiem, no ultimo goato bertas atrs e de peitilho ,
sem abertura que as fax muito bem assentar c ludo
sem havrr demoras por preco muito coinmodo : na
ra larga do Roiario n.35, a fallar com Joaquun Josi>
----Fui-tarain ila na Nova cocheira n. 54 dous rc-
logios de calxti de prata sendo um patente Inglez c
outro horizontal : quem dilles der noticias em dita co-
cheira ser generosamente recompensado.
__Aluga-sc urna boa casa terrea, com grande quin-
lalque tem parreiras figuritas, pinlieiras c mnilo
mais arvore de fructn boa cacimba d'agoa de beber,
no principio da estrada dos Aflliclos ao pe doMangul-
nho ; outia casa terrea na ra do Padre-Honanuo. com
bous coiiimodos : trata-se na ra da Cadeia do Hrcile ,
n 25
'' Na ra do Sebo n, 3 d-se dinheiro a premio
com penhores de todas as qualldad e em pequeas
quantias,
A. com'liilsso administrativa inarenu o dia 8 do cor-
rente me/. pelas (i horas da tarde para recrbrr as
propostas de eonviilados que devero ter ingresan na
partida de i7 do corrente ; e adverte que depois do
dia marcado nao admittir proposla alguma.
j|j|kFabiica de chapeos de sol,^
rua do Fasseio, n. 5.
Joao Lobt tem hotire.de participar de ndvamrnte
ao respeitayej publico que receben um rico e completo
sol I unen lo de chapeos de sol, tan lo de seda como de pan-
iimlio hirta-eores,! e d todas as mais cores conheci-
das. O fabricante alianca srguranca em armafes c co-
res; assiin como len'i chapeos de sol para senhoras, do
ultimo gosto de Paris. Na uiesiua fabrica ha com abun-
dancia chapeos de sol, de seda e paniiinhn, da marca
inaior. pois teem32pollrgadas,bem construidos em suas
armacors e boas fazendas ; sendo estes os rerdadeirot
gunrda-rkuvat: tambem ha nina poreo de chicotes da
ultima moda de Paris, bengalas de junco, castors rlcrfs
e ponii na-,, borllas paran boinarranjo das inesmas; e
tambem se fazem todos os coucertos em chapeos de sol,
l" us p.n a Isso hun boiiisortimenlo dosobjeclos mais ri-
cos e bonitos que podem haver. Na iiiesma fabrica co-
brem-se e c.ncertaiusc umliellas de igreja.- Tildo com
perfrieo c brevldade. Na .....sin a casa ha ricas sedas e
panninlms do gosto dos freguezes quequizerem apro-
vdtar as armaciVs de chapeos de sol \ cilios.
Precisa-se alugar um ou tres pretosque saibaui
trabalhar em padaria; paga-se bem : no paleo da Santa-
Crui, ii, 6.
- O Sr. Jos do Canto de Vascnncellos que mora em
trras do engenlio Sena-Verde baja de ir ou mandar a
rua Dirella sobrado n. 29, para receber urna caria
que Ihe he importante.
D-se dinheiro a juros sobre penhores de ouro e
prata em pequeas quantias : na rua da Cadeia de
S \ nton o, loja de marceneiro, n. 18, a tratar com
Manuel da < osla.
-O engeiiliriro Milet pretende abrir um curso
completo de arithmetica, desde a explicarn dos diver-
sos -vi.-mas de numrraco at as diversas applicaces
dos iheoremas sobre as proporcoes, pnlgresses e loga-
rithmos; as qucsior* scirnlificas, finaneeiras e com-
inc ciaes; como tambem um curso completo de geome-
tra com as suas applieacoes mais usuaes. e mormeute
as que se referem a arle do engeuheiro. W
Quem quizer ulilisar-c de urna ou outra destas duas
disciplinas dirija-sc a rua do Alerro-da-lloa-Visla, casa
ii. 3, prlmeiro andar, da 10 horas do dia as 4 da tarde.
Lima aliaiale,
na rua do Livramento sobrado n. 1 precisa de bons
ollie i ns de seu olncio e recebe aprendizes.
Roga-se aos Srs. Manoel Jnaquim dos Sanios, Ati-
tonio Giiilhcrinc de Aranjo c Diouizio Elarlo Lopes,
queiram por este Diario aniiunciar as suas muradas, para
se tratar dr negocios que Ibes dizcm respeito.
-- Aluga-se urna rasa de quatroaiifla-
rei, que Ic-iit um xctllenle niirnnte, sita
na MM da Cruz do Uerife, na esquina \\o
bccco.das Crioulas, com um bom anna-
tem toda a cosa psI m bom eslado : os
prelendenlcs rlirijma seao esciiptorio de
Manoel Goncalves da Silva, para Iralai
do ajus'e do alu^uel.
Fui -uram una colher de piala, de siipa, demar-
ca grande: a pessoa que a compinu, queira leva-la a
rua do Livraineiito, n. 20, prinieiio andar, que se Ihe
dar o duplo do valor da utesnia collier, cnmtanto que
diga quein a venden, que se promtete guardar segredn.
Segunda vez se avisa a Sra. l>. iianiisia Mana
do Sacramento, moradora na Seria-Grande, frcgue/.ia
do (.ralo, le imi do Bonito, que a fregue/ia do I oco-
da-Piinella. junio a cidade do Itecife, se acha em depo-
sito, na subdelegada, um seu cavallo que Ihe fui fur-
tado em das de uutuhro do anuo p. p., cujo cavallo loi
appreliendldo pelo inspector do Arrala! a um cabra por
mime I.ul Jos de Mrdeiros. subrinho dos crioulos Jo-
s Antonio Simors e Jos Vicenle de Sanl-Aiina, oujp
cabra foi preso com o mesmo cavallo, c fol o proprio
ladro que o firtnu, como consta de um atestado do
lllui. Sr. subdelegado de Grvala.
___Arrendi-se, ou vende-seo sillo da olaria grande ,
ao p de Olinda com casa de sobrado c olaria : a tra-
tar com Uauoel Joo de Miranda, no Forno-da-Cal.
--l'recisa-se de um bom amassador ; paga-se bem
lmbem precisa-se de dous pretos que eiileiidain do
mesmo trafico : no pateo da S.-Ci uz u. 6. -
Fiirlou-se, dosillo da (ranga que foi do deluulo
Villaca, um cavallo ruco-pedrez ein grao; tem nina re-
nda no meio do espinhaco, e nina costura no beico, an-
cas de porco; carrega um lamo obi Igadoc pesado, e esta
alguma cousa magro: quem chile tlver noticia podera
leva-Tono dito sitio que sn recompensado
__l)-se dinheiro a premio com penhores de ouro,
mesmo em pequenas quantias : na ruado Rangrl, n. II.
--'Aluga-se nina prrta novae robusta que sabe co-
zinhar, engommar, lavar, coser ,e he apta para todo o
servico domestico de.i|iial(|ucr casa de familia: na rua
da Soledade 11. 32, delionle da igreja.
Precisa-se alugar um pelo para servico de casa e
rua: na rua do Trapiche-Novo, casa n. 8
O abaixo assignado declara ao publico] c principal-
mente aos seus amigse frrgueiesque vai abrir a sua
loja deourive r.arua do Cabug aonde lave loja o
Sr Joo Pe reir Lagos, e que alo acharan obras felas de
bom costo c moderna ; tambem faz obras de rnconi-
meuda de todas as qualidades e da. iiiesma maiicira
conccrla toda a qualidade de obras ludo por muilo
menos preco do que em outra qualquer parte.
/'i coin.ro Candido das Chagai.
Dedicado aos icnhorri dt regen/lo delta prora i aot faien-
dtiroi rio serillo.
Se oll'erece mn lioinem de idade inedia e sem familia,
para administrador obi igando-sea dar por cada um
escravo duas calxa! de assucar livres de despexa lazer
com que nao perecamos animae por falta d agoa em
lempo de secca, fazer engeuhoeas para fabricar assu-
car, seja em que serian for, que para qualquer (lestes
fins tem os precisos conheci.......los para por em execu-
co oque dito tica: queiu de sen" presumo se quizer
ulilisar, dirija-se a rua do Rangel casa de Luiz lote
Marques, que a vista dos pn tendentes se dar os conhe-
cimenlos (pie qiiiierem de sua capaculade c conducta.
Precisa-sede nina ama para tratar de um mojo
cm Aplpucos : ua rua do Vigario, Venda n. 12.
'Fhomai HurceM lem urna excellen-
le Himaeo tie loja de fazendas para ven-
der, ca d por preco coinmodo : a tratar
na casa n. 31, prxima cadeia.
I Quem Ihe faltar urna preta Nagd anda nova e
une nac sabe dlierquem lie seu senhor, procure aocapi-
lo-mr de campo Jos Ignacio Prrcira em Agoa-
Fria ou lleberibe-de-Baixo, que, dando os siguacs, e
pagando-se ns despezas que se leciu frito Ihe ser en-
tregue.
' Precisa-se de um bom trabalhador de masseira !
i na rua Direita. n. 24.
___ D-se dinheiro a juros sobre penhores : na rua
Nova n. 63. .' ,
__Precisa-se de um feilor que entenda de borla,
pomar e enxerlo : no Alcrro-da-Bon-Visla o. 43, ou
ua Magdalena estrada da Torre n. 78.
SOCIEDAD!-: IIARWONICO'-THKATRAL.
O conreino deliberativo,cumprindo com o disposto no
ti-15 art. 20 dos estatutos avisa aos Srs. socios que do-
mingo, 4 do corrente abril lulas 10 horas da mannna.
llavera renniu ordinaria ein assembla geral marcada
pelo art. 10 aflu della usar das faculdades que Ihe
conferentj I.art. 13, de conformidade com os arts.
58, 59 e60, tendo para isso os mesmos Srs. socios na
devida consideracno o art. 11 dos meamos estatuto.
Recife, I. de abril de 1847. O secretario interino ,
raHciiro Joa de Uarroi.
II lilil
Compras.
Gompram-se por sen competente
cus o. c estando completas, as r:nlleec5e$
do Diario de Pernambuco dos anuos de
1828, 1819 e t83, dos mezes dt; Janei-
ro, fevereiro, marco, novembro c dezem-
bro de 1831, e dos de Janeiro a stembro
de 1833 : quem as tiver, dirija-se a esta
lypograpuia, fallar cotir Joo Carlos
larinlio Ralbares, ou annuncie por esU
folha sua morada, para sor procurado.
-- Ccmpram-se escravos mo-
gos sem viciosnem achaques, com
officios de pedreiro e carpina; e
tambem sem habilidades, comida
de de 14 a 18 anuos. Na rua DU
relia, sobrado, n. 29.
Cmiipram-se esclavos de ambos os sexos para
nina encoininrnda : na venda da esquina da rua larga
do Roiario n. 39.
Compra-se un par de mangas de vidro, cm segun-
da nio : na rua Direita, n. 9. .
__Compra-se ouro aluda mesino em obras quebra
das: na rua do Rangel, n. 11.
___Compra-se um casal de porco do matto : na rua
da Cadeia da Recife. n. 60.
Vendas.
= Vende-se umallinctc com um brilhanle que pesa
tres quilates pouco mais ou menos: na rua da Laran-
griras, n. 18. i
Vendem-se dons relogios de ou-
ro muito modernos, pnr preco coinmodo:
na rua Direita, sobrado n. ai).
r=Vendeni-se 4000 pontas de boi : na praca da Inde-
pendencia, toja n. 3. .
Vcnde-sc a obra completa do Sllva=as OrdenaeOe=.
amadas Cru/.es, cm Saiito-Antonio, n. 41, prlmeiro
andar. _
Yendc-se urna peca de gorgurao
rxo com trinta e qnatro covados c meio,
proprio para opas do Senbor dos Passos,
por ser fazendi muito rica : na rua da
Cruz, n. 54*.
AVISO
As senhoras do bom
gosto.
Na ruado Crespo, lojan. 12,
de Jos floaqiiiiu da !5lva
llaya,
ha um novo sorli ment Jas ricas mantas de lanzi-
nli.-i eseda para senhora ,as mais modernas quo so
usam na Europa o por isso se tornam recommen-
daveis as senhoras do bom gosto, bem como acuellas
que usam de economa tanto pela boa qualidade e
ricos (Jostos, como pelo baratsimo pre;o de 5000 rs.
cada una ; ha igualmente um rico sortimento do
corles de vestidos da rica fazemla denominada ba-
zullina. EsU fiizenila lio de cores escuras, bordada
de lislrascquadros os mais claros, de lindos dese-
nlio, cores lixas e bonitos tecidos, o por isso multo
proprios para o lempo de quaresma e de invern.
Vendem-se
redes do Maranhao brancas c de core : na rua da Ca-
deia-Velha loja n. 30. .....
Vendein-se duas veneiiana em bom uso : na rua
larga do Roiario, n. 35, loja de niludea.
' Vriidein-sc cinco acedes dacompanhla de Bebenbe,
e um reloglo patente ingle, sabonete de prata, muilo
bom regulador, na rua da Concordia, n. 2j, prlmeiro
andar. 4
Vende-se uina preta de nacao de da annos pou-
co mais ou menos quecoiiulia o diarlo de uina cas,
lava e engoinina : por detrs de S.-Francisco traveisa
da rua Bella n 6.
__Vende-so uina coinnioda de conduru ; urna cama
dejacar.inda.paracasal.com seus coiniietenles en-
xergdes e colclirtes em mullo bom estado por preco
commodo : na rua da Cr no Recife loja de trastes,
doSr. AutoiiioJos Coelho.
__Vendem-se trancrlins anneles; niedalbas; brin-
cos botoes; e outras mais obras de ouro 'comeres de
prata para sopa ; uina colcha superiores sardinhas :
na rua do Rangrl, n. II.
P.'recem de seda.
Chapeos de sol de panninho inglez com armacao de
ferro os inelhores que teein apparecido nesle mercado:
na rua Nova n. 6, loja de Maya Ramos & Companhia.
Vendem-se a bordo do patacho portuguez
Tartaruga, vin.lo da ilha de S.-Miguel, 60 toneladas
de pedia, muilo boa para calcamento de ras: a
tratar na rua do Vigario,n. 8. Na mesma casa tambem
vende-se um porcito de pecas do 6/400 rs., on?as e
soberanos.
Vende-se urna barretina; um bonete; urna
grvala para guarda nacional, em mel uso ; um
Irlogio sabonete de prata ; um methodode piano,
por Ado ; ludo islo muito barato: na rua da Sen-
zalla-Velha n. 50, primoiro andar.
ill
MUTILADO


i
I
V II
.4
.

*
.

A bordo do patacho nacional S -Joi-Americano,
chrgndo prximamente do Ass, e fondeado drfronle da
Lingoeta, ha'superior sal para vender: quein couvier
(lii ij.-i-s- a bordo do inesino, ou a ra da Crui, no Recife,
casa o. 66.
iValoja n. IGda ruado Crespo ,
na esquina cjue vira para a ra
das Cruzes, de Jos Manoel
Monteiro Braga,
vendem-se ricos cortos le vestidos de seda para se-
nhora proprios para bailes pela sua delicadeza e
bom gosto assim como brancos, o mais rico possi-
vel, para noivas ; cortes de cambraia de seda, com
flores adamascadas, de muito ricos padrfies; los
pretos, muito superiores ; e nutras muitas fazendas
Je gosto que polo pouco espaco torna-se impossi-
vel menciona-las.
No Aterro-da-Boa-Vista.n. 84,
vendem-se sapatos para meninos a iO0 rs. : dito para
icnhora de setim e de panno, a 1/000 rs. ; ditos de lus-
tro, a 1/440 rs. j ditos para hoineui do inarroquim,
a 8C0 rs. ditos de panno e de lustro a 1/000 rs. ; ditos
de cabra a 560 rs. ; ditos de cordovao a 600 rs. ;
borzeguins pretos e de cores a 2/800 rs. bolins e
incios ditos i sapaldes inglezes a 3/000 rs. ; pelles de
inarroquim, a 1/000 rs.
Chcguen. i pechincha!
Na ra da Alfandega-Velha, n, 38, vende-sc arroz pi-
lado a vapor, de primeira qualidade. chegado ltima-
mente do Maranhao, vipdo pelobrigue-ricuna Veloz, rin
pequeas e grandes porcocs a vontadedo comprador, cm
saceos de 4 (a), ao preco de 2/500 rs. a arroba: as pessoas
que quicerein comprar inaior porcao, levarao ao preco de
2/450 rs. a arroba.
Na ra estrella do II o/.ai o. n. 22, 1." andar, casa do
encadrrnador Francisco Antonio Bastos, vendem-se as
scgiiiiitcs obras por preco multo commodo: Vida de I).
Fr. Bartholoineu; Imagein da vida christaa; Macarrone;
elemento deFonseca; Epstolas do cvangclho ; Escola de
Eoltica; Fonte de Sania-Calharina ; Menirolados ritos ;
xercicios quotidiano|;Mediucao da paixSol Praltca ex-
hortatoria ou novo ministro; Retrato da inorte; Historia
Sagrada; Miserere; Hizope, poema; poesas de Sontaj
lloras da Semana-tanta; ditas pnrtuguezas; Resumo da
historia sagrada; ditas grega e roinaua;dila grograpl.ica;
e tatnbein tem boa tinta preta de escrever, encader-
iii todas as qualidades de obras ruin proiuplidao c
anejo, e apara papel ludo por preco muito coui-
uiodo.
!>n ra da fladeia do itcc.c,
lo/a de lindezas, n. 9,
acha-se venda um grande sortimento de
bichos de massa, de todo e cjualquer la-
manlio, proprios para ornamento tic sala.,
.mineo e presepios, os rjuaes vendem-se
muito baratos, tiinheiro a vista
Pecbincha igual anda nao vi !
Na esquinado Livraincuto, loja do nicho, vendem-se
chales de lia, de ricos padres, a. 2/240.
IV a ra da Cadcia-Velha, n.
<2>, loja de J. O. Elsler,
vende-se vinlio to Porto de diversas
qualidades ; tlilo da Madeira ; dito de
Shrrry ; dito de Bordeaux ; dito Cliatr-au
la lise ; dito S.-Jnlicn, dito do nhei-
no ; ditodo Blieine-mousseux ; dito Tenc
rife ; dilode Boccllas ; dito de Carcavel-
los ; tlilo de Lisboa ; rlinuipanba sellery :
dito marca cometa ; ago'r.rtlenle de Fran
ca ; cherry coidial ; marrasquino; gerte-
lir.i df HolLinda ; ponche fino da >uis-
sa ; cha preto ; dito liysson e perola ; bis-
1 oulo fino de Hamburgo, em latas ; videos
de conservas de verduras ; charutos rega-
la finis.simos,da Baha ; velas de composi-
cao ; latas de carnes e verduras em con-
servas. Adverte-se que tudo he da melhor
qualidade e por precos rasoaveis.
Na loja nova n. 4, do baratei-
ro, ao p do arco ele S.-
Antonio, vende-se :
Primor e bom gosto para vestido o corado a 320
Mantas de cambraia lavradas de seda, a 5/000
Rucados fraucezes, o corado a ..... /24l)
Ditos largos, a............ /320
Luvas prrtas de seda, cOm dedos a 1/000
Cortes de Instan de laa e seda para cohete, a 1/000
Ditos de seda e de setim lavrado a (ranceza ,
gosto asseiado a.......... 7>C00
Chales de laa e seda gosto rico, a 6/400 e 7/000
Gambrides para caifas, fingiudo casimira Mi-
trada, o corle a .......... l/?80
Casimira preta superfina, o corado a 3^000
Chales de seda de ricos lavrnres de 15/a 25/000
Do-se amostras sobre penhores.
Vciidciii-sc duas cuiiiinodasile oleo c 1 canap de
Jacaranda, por preco multo commodo : na na da Ma-
drc-de-Dcos armazeiii n. 26.
na-se em commum com as pilulas e facillta-lhcs os me-
Ihores elTeitos.
A posicac social doSr. Morison, a sua fm luna Inde-
pendente rcpellein tod a Ideia de charlatanismo ; e as
admirareis curas operadas com o seu systeina no col-
legiode sadede Londres, so mais que garantes da
cfficaciA do sen remedio.
Recoinmenda-sc esta medicina resguardo de tempo nem de poslcao da parte do doen-
te a todos ns que atacados de molestias julgadas in-
curaveis se quizerrm desengaar da sua virtude.
Oxal que a humanidade leche os ouvidns aos Inte-
ressados em desacreditar estes remedios la o simples ,
tan cominodos e tan verdadeiros.
Vendem-se smente em casa do tnico e verdadeiro
agente J. O. Elstcr na ra da Cadeia-Vclha n. 29.
!H
TU
IJ} Vcntle-se.na ra da Cruz, n. 23,
"71 cera em velas, de urna das melho- c
'rn res fabricas do Rio-de-Janeiro ,
K sortimento vontade do conipra-
Xi! dor, em caixas pequeas, e por
n
|M( preco mais barato do que em ou- JIJ
'Vj tra qualquer parte
Hl
Vendem-se aecics da extlncta companliia de Per-
ii indinen c Parnhvba: a ra da Cruz do ReciO, n. 9,
esc Iptorio de Oliveira Irtnaos Si C.

Champanha.
Vendem-se gigos com 12 garrafas de vinho de eliani-
a nlia. de qualidade inuilo superior, cm casa de J. J.
asso Jnior, ra do Auiorim, ll. 35.
A. #440 rs.
Medicina universal,
l'ilulas vegetaes de James Moiison.
A medicina vegetal universal he o resultado de 20 an-
nns de investigaces do celebre James Morison. Por
meio deltas pilulas conseguid sen autor innmeras e
admirareis curas desde as afl'ccccs que ataeam as
enancas depeito ateas molestias cluimitas do anciao.
A Europa saudou este remedio como remedio univer-
sal para todas as doencas ealii boje aind nao fot des-
mentido tal titulo.
Esta medicina vein acompanhada de nina rcecita/jnc
ensina e facilita a sua applicacu. Consiste em Ircs pre-
paraces a saber : duas qualidades de pilulas dislinc-
tas por nmeros, e um p : cada qual goza de modo e
acedes diversas. *
As pilulas ii. I sao aperitivas; purgam sein abalo os
humores biliosos e Ticosos, e os eupulsam com ellicacla.
As do n. 2 expulsan) com estes humores igualmen-
te com grande forja, os humores serosoi. acres e ptri-
dos, de que o sangue se acha a miudo infectado ; per-
correin todas as partes do eorpo e so cessamde obrar
uuando leem expulsado todas as iuipureas.
A tero'ira preparco consiste em nina limonada ve-
(prtal sedativa: heaptrativa, teruperaote e adocante: tor-
Na loja nova n. 4, de Ricardo na na Crespo ao p
do arco de S-Antonio vendem-se curtes de cassa da
.llamada l'.iz.enda pclle-do-diabo padres novos taes
c quaes os da casimira franecza.
A 720 rs. cada um.
Na loja n 4, de Ricardo na ra do Crespo, ao p do
arco de S.-Anlonio vendem-se lencos de seda para me-
ninos c ineiiinls pelo mdico preco de 720 rs. cada
um.
Vcntle-sc a/cite fino de gerselim, para comer e
para luz : n^loposito de azeile de canapato na ra
ila SenzallieWcIha, n. 110.
VELAS DE CERA DO RIO-DE-JANEIRO K DE L1SDOA
Ve nde-se sorliuiento completo de una a 16 em libra ;
bogias de 4, 5e 6 em libra e liarandes qur em caixas
grandes sortidas qur em cnixinhas de 50 libras de
cada qualidade ; -ludoao gosto do comprador : he a me-
lhor c mais alva cera que tem apparecido e pelo preco
mais barato possirel. Na ra da Scnzalla-Velha, arma
zem de Aires Vianna n. 110.
Vcndc-se cal virgem ein ineias barricas chrgada
ltimamente; caixas rasias para assucar; urna porcao
de pesos de ferro, de duas arrobas ; serras grandes para
serrar inadeira ; tildo por prero commodo: na ra da
Mneda, armazem n. 17.
= Vendem-se moeudas de ferro para engenlios de as
siuar, para vapor, agua c beatas, de diversos tainauhos,
por precn commodo c igualmente taixas de ferro coado
e balido, de todos os tamaitos: napraca do Corpo-San-
lo, n. II, em casa de Me. t.aliuoiit i na de Apollo, arinazem, n. 6.
Xa loja u. 4, de Ricardo ao p
do arco de S.Antonio,
na ra do Crespo vendem-se lencos de finissima cam-
braia, arrendados e bordados, com Ideo em volta,
propiins para man de senhora de lindissiino gosto, pe-
lo mdico preco de U40 a 1/280 rs. cada um ; chitas de
core;, lixas le ricos estampados a 160, i80, 200, 220 e
240 rs. o covado.
Vende-se, no priineiro andar do sobrado n. 3 da ra
do Aterro-da-Koa-Vista, una arroba de prussi.-to de po-
tassa (.(/(ino/rrruro Je yolaitium).
Pannos prelosfinos
e decores, e novos na loja; verdadeiro selim elencos
de Macan; chapeos de sol, de seda ; casimira preta els-
tica ; los pretos ; sarja hespanhola; e ludo osorliinculo
de fazendas linas proprias para a Quaresma : na ra
do Ouciinailo loja n. II, de llayinuiido Caitos Leile.
o novo barate i* o da loja nova,
ao pe do arco de S."An-
tonio, ii, 4,
avisa ao respeilavel publico que tem ricos pannos para
mesa de casimira lina com vistas e passagens hist-
ricas a 25/000 rs. cada mu ; ditos de laa e algodao,
com riros desenhos a 4/5000 rs.; pannos finos de to-
dai as cures c preto muito superior de 4/0110 al
10/000 rs. verde e cor de vinho, de lindo panno, a
6/500 rs. dito azul pira farda, de 4/a 6/000 rs. ; luvas ,
tanto de pellica como de seda c de Igudo com borra-
cha para houieui e senhora. Dao-se amostras sobre
penhores.
Vendc-se um escravo de 20 annos bom cozi-
iiheii o de um linio ; um dito bom boliciro c que tra-
badla do ulfaiate ; um dito bom para lodo o traba-
Ibu da piaca c du campo; 2 prelas mogas, urna' del-
tas engommn, enzinha e lava ; tima parda rom duas
flhas una de G antos e a nutra de a qunl cose,
engomma c cozinba ; nina dita de lannos, pti-
ma para se educar: na ra do Crespo, n. 10, pri-
ineiro andar.
Vende-sc urna escra va que cose e engomma:
na ra da Matriz da Boa-Visla n. 33, segundo an-
dar.
Vendc-se nina poi rao de sapatos, viudos do Ara-
cal y por preco commodo : no largo de S.-Pedro, n. 1.
Hija do (Jueiniado, n. II.
*a loja nova de Itayiiiiindo Carlos lelle acba-sc um
completo sortimento de fazendas linas o mais em coti-
la possivel; assim como chapeos do Chili finos or-
dinarios ; o famoso panno de Indio e as chitas assell-
nadas pretas ; chales e inanias de seda ; curtes de cha-
l os mais modernos que ha ; merino e alpaca fina ; o
verdadeiro brim de liuho de |_islrrls, para caifas.
Vcndeni-se riquissimas ufas de seda, do ultimo
goslo para cintnirosecbapeos ; luvas de pellica,
seda castor e iil, para lioincm o scnbora, das mais
modernas; cartas para vollarete ; ricos suspenso-
rios de seda com borradla; bico* prelos e brancos
finos; lencos de seda para grvalas, c para senho-
ra do ultimo gosto ; mcias de seda, de patente ,
brancas c pelas; eoutros muitosobjectos de gosto:
na praca da Independencia, n. 39.
Kicos veos pelos de liuho ,
lindas mantas de seda ; borzeguiospara senhora ; melas
de seda pretas para senhora ; ditas para padres ; sapa-
tos de lustro para homein e .senhora ; luvas de seda
preta para senhora ; ricas llores para cabeca ; c oulras
militas fazendas de gosto que se vendem por preco mui-
to commodo : na ra Nova n. 8, loja do Amaral.
No A(crro-da-Boa-Vista, defron-
te da c.ilunga ,
a dinheiro avista est o harateiro torrando por todo o
preco,_o seguinte : sapatos franceses de uiarroquiui,
cordoro, duraque, setim e de epuro de lustro, para
senhora ; bolins de inarroquim ; sapatos de clcheles ,
para menino por todo o preco; sapatdes iuglezes, pa-
ra homein ; ditos fraucezes de lustro, de una e duas
palas; ditos de entrada balsa ; ditos de marrnquiD e
tapete ; borzeguins gaspeados para homein ; sapatdes
brancos.de Lisboa, para honiriu ; sapatos de couro de
lustro, duraque e cordovao para senhora ; borzeguins
gaspeados para senhora ; bonetes de palha, a t20 rs. ;
pe les de couro de luslro de muito superior qualidade;
cortes de collete de seda de diversas cores : tudo por
preco commodo.
Vende-se urna canoa abertaque pe-
ga em mil lijlos de alvenaria ; urna dita
meiaaberta, pequea, retificada de no-
vo ; urna dita de conduzir agoo: tudo
por preco commodo : na ra da Senzal-
la-rtova n. 7.
Vcndem-se batutas a as'ooo rs. :
no caes da Alfandega, armazem de Fran-
cisco Das Ferreira.
i\a na do Crespo,
loja U.I9, do Jos Joaquiu
da ssilva Haya ,
vendc-se alpaca preta a 800 rs o covado; dita muilo
lina, preta o de cAres por baralo pre^o ; merino
preto muito superior ; panno fino preto e de co-
res; casimiras elsticas, do duas larguras, para
calcas a 6000 rs. o corte; velludo ; gorgur&o de se-
da ; setim para collete; ludo por preco commodo ;.
fustos para colleles; e oulras umitas fazendas,
tanto para falcas como para vestidos de senhora ;
ludo pelo barato.
Vendem-se 7 escravos de ambos os sexos a saber:
1 preta que lava, cose, cozinba e engomma, casada com
mu cabra bom serrador ; I pretos c 3 pretas bons para
u servir." de campo ; todos estes rscravus sao mocos e de
boas figuras : na ra do Queimado com lenle para o
largo do Collegio, n. 33 ^
Vendem-se 50 toneladas de pedras para ladrilhn de
ras ou caes, por preco commodo: na na do Trapi-
ch, n. 44, a fallar com Firmino Jos F. da Rosa.
Gaz. \
Loja de Joo Chai-don ,
Wcrro-da-lloa-Vista, n.5.
Nesta leja acha-se uui rico sol lmenlo de LaMPEOES
PAllA CAZ com scus competentes vidros accendedo-
res e abal'adiii es.
Estes eandicirqs o os mcihores a
mais modernos qiieexistem baje: recommendam-se ao
publico, tanto pela segurauca e bom gosto de sua boa
coiil'ccciio como pela boa qualidade da luz, economa e
asseio de jcu servico.
i\'a meSina loja os consumidores sem-
pre acharan um deposito deGAZ, de cujo se alianca a
qualidade e cm porcau bastante para consumo.
Excedente rap.
Acha-se abrrto mu novo deposito na ra da Crui,
n. 44, de superior rap Unto lijio comogrosso nieio-
grneso de Gasse da llahia e por muito coiumodo pre(0.
Acha-se a venda .no dito deposito e beiu assim no
baiiro de Sanlo-Anlonio as" lojas dos Srs. i Filippr
de Santiago Joaquim de Abren llenriques St |Cum-
pauhia ; Alnii ida e Campos Antonio Domingucs Fcr-
reira Joaquim Monteiro da Cruz Si f.nuipaiihia ,
Manoel Jos da Costa Oliveira (odeceira &i Giiiinaraes;
bairro da lina-Vista os Srs. Antonio Ayres de Castro i
Companhia Caelano Lniz Ferreira ; bairro de S.-Jos ,1
os Sis. Juiio Jos Pinto de Oliveira, Vicente Jos Ta-
rares.
--- Vendem-se chitas linipas a seis vintens o covado ,
c. a 4/G00 rs. a peca ; ditas limpas e escuras de muito
bom panno c cores lixas a ,"i;O0 rs. a prca e a reta
I lio a lucia pataca ; sarja preta limpa e superior ,. a
rap nacional Andarahy inteiramente novo no nos-
so mercado ej acreditado na corte, pela sua' cx-
cellento qualidade, digno do ser apreciado pelos
amantes da boa pitada. Vende-so no deposito, na
ra do Trapiche n, 34, terceiro andar, de cinco
libras para cima, o a retadlo, na ra da ('.adeude,
llecife lojas de mludezas dos Srs i-1. de (larvaIho
Moraes, A. F.Pinto cVlrmflo A. B. Va de fiarva-
Jho ; de ferragens Pontos & Sampaio; de fazen-
das, Cunha& Amorim Antonio Duarte de Oliveira
llego, na ra da Madre-de-Deos ; ra do Queima-
do loja do ferragens da Campos & Almeida ; praca,
[loja de miudezas de C. G. Breckernteltl; Cabug, T.
de A. Fonseca.e Umbelino Maximianno de Carvallio
Aterro-da-Boa-Vista loja .de ferragens, de CaeU-
no L. Ferreira e de miudezas, do T. P. de M. F.sti-
ma,o Antonio Ayres de Castro & Companhia. Adver-
te-so que no deposito vendem-se il libras por 10f"ooo
ris.
l\a ra do Crespo,
loja n. 19, de los Joaquim
da Silva Maya,
vende-se superior sarja preta hespanhola ; nobreza
roxa muito superior e muilo propria para capas
doSr. dosl'assoseoutws irmandades; ricos corles
do seda para vestido desenliara ; metas de seda pre-
tas o brancas, as mais superiores que teem appare-
cido, lento para homem como para senhora; luvas
de seda ; chales do soda;, muito modernos e de la
dos gostos; cambraia de liuho, muito lina; lencos de
cambraia deinho bordados, para senhora, dos mais
linos (no ha por milito barato preco ;. esguifio de
puro liuho e muito fino; platilha de linho ; eoutras
muitas fazendas que serio patentes aos comprado-
res e por barato prego.
Vendem-se 5 lindos inoleqiies de 16 a 20 anuos -
sendo alguns de nacSo ; dous prelos de 24 a 30 annos,
sendo um ddelles ptimo canoeiro ; 5 pretas de 20 a
24 annos com habilidades tendo unta dellas bom
leile, c com urna crin de um anuo., ptima para se
desmamar; nina preta de idade por 200/ rs. :, na ra
do Collegio, n. !i, segundo andar, se dir quein vende.
Vendem-sc7 escravos, sendo: 5 pelas mofas c
de bonitas figuras, proprias para todo o servico de casa,
e entre ellas nina com luna cria (le 9 inc/cs ; una par-
da de 18 annos, de muito linda figura e que cose c
engomma sofirivelmentc ; un pardo da inesiua Idade ,
proprio para pagem : todos sein vicios nem achaques:
na ra da Cadcia de S.-Amonio n. 2,").
Vende-se iimjiom sitio com urna rxcellente ca-
sa de sobrado com bastantes commodos para grande
familia com 4 salas 13 quartos inclusive 3 maidrrs
com janellas 2 coziuha* una em baixo c nutra cm
cima bastantes ai c idas com Ionios modernos e
outros diversos arranjos, quarto para feitpr ,. senzalla
para pretos estribara parir 3 carados, a fnlga aliu
de urna peqnena easa velha que pode servir para cn-
eheira : o sitio he de una extensao iiumensa e conten
diversos ai roredos um pomar de larangeiras enxer-
tadas com laranjas selectas e de embigo limes doces
e limas de embigo que j produiem fructo, alm de
nutros psj antigos que pruduzem laranjas muito do-
ces coqueiros, alguns dedenzeiros cajuciros, nian-
gueiras jambri'iros, pitouibeiras, pilaiigueiras, ubaiei-
ras assal'rociras, jaipieiras, pnlieii as. ligueiras goia-
beras brancas, inmensos aracaseiros anaunieiros ,
oili-eors cnni baixa decapim plantado que sustenta i
cavados, com uin grande viveiro subdlvidido em 3,
com bastante terreno para diversas plantarles com*
os bons incides iiieduliiiis inacacheiras lugar para
jai ilim e com alginnas flores nutro lugar para hoita ,
todo cercado de liman com um grande poco beber e mais outros dous pequeos, em chaos proprios,
muito perto da capital por ser no principio da estrada
de Joo-de-llarros : a tratar no uiesuio sitio, a qual-
quer llora do da.
Escravos Rugidos.
Rs. 1.10/000
Do abaixo assignsdo fugio, no dia 26 de deiembro de
|R4!) o seu escravo ei ionio de lime Antonio de .'i
anuos pouco mais ou menos com os signaes segninn < !
estatura regular corpo rheio olhnsamnrlecidns fal-
la descansada ; fui eouiprajo a Manuel Galdino Waiuler-
lei I.ins moiador no eiigenho Brejo-iovo em Srri-
iihem ; diteni que fra quein o sedu/io par fugir e
que o lein tido seinpre eeonlimia o ler ein seu poder,
ora no dito engeuho llrejo-Novn ora no denominado
Po-Sanguc lanibem em Sci inliaeni de jiropriedadc
de um seu preme. Koga, pm tanto, o mestno abaixo as-
signado as animidades policiaes do referido lugar a ap-
prehensiio do dito seu escravo rogando-a tainbrin
qualquer particular, a quein pronielte a gratificaran de
100/ rs. Jogo que Ihe cun gue o dito escravo, na ra
1/400 rs. o covado; o Guarda-Livms moderno c.n bom .'"-.la desta c.dade sobrado n. 21 OU no eiigenho
" t -,, Minina > t I cjs *> a #fn *; 1 >>>.., uhniiin
uso : na ra estmta do Hozarlo n. 10, terceiro andar.
Vende-se nina pipa cheia de aicitc de ca rpalo :
na ruado llangel, ll. 5.
Vendem-se chapeos pretos
francezes par.i homein, as mais
lindas formas que fcem viudo ao
mercado : na ra :x ova loja n.
8, do Amaral.
Vidros de espelho
de diversas tamanhs, vendem-se por preco muilo com
modo : na ra da Cruz u. 10 armazem de Kulkmaiui
& Koseiiiiiuud.
Vidros para vidracas
em caixas de crin ps cbicos, vendem-se por preco
coinnlodo : na ra da Cruz ll. 10, aruiazem de Kal-
kmaiin Si Iiosrumund.
=Vende-se, por junto ou separado tima grande por-
cao de obras baratas, entre as quaes hfl Virgllie llnllon;
Moiitrsqnieii ; J. J. Rousseau ; Tcleinaquc ; Hacine i
Couficus ; o Guarda-livros moderno ; Secretario por'
tugurz ; le dictionaire des arts el uitiers ; dito de clii-
icic ; dito de aslioiiouiie ; dilo iinivciscl fraileis el
ungais e vice-versa ; dito sspagnol et auglais ; dilo de
gcogiaphic ; um alias de la Kiance ; la ^oso'graplle
genrale eill 4 v. ; ."on iiirdecin par lene el par nirr ;,
la llicorie de elii.nic, de phisique de l'orlencrir de
la peche, du jarpiuirr, de la incinigi e et de niinialiire;
l'Kspeclacle de la iiature; Uisloiic du flrsil; le Reugat;
rAhordage, la tointcssed'Kgiuonl, cidiUcrens vovages ,'
comedies etVaiidcvilles : na ra larga do llozauo, ao
pe dos quarleis ns. 6e 8
RAPE' PRINCESA NOVO LISBOA.
Acaba do chegar pelo ultimo vapor urna nova re
messa deste cxci'lk'iile rap, muilo fresco e com de-
icioso aroma, e contina a vender-se no deposito da
ra da Sciizalla-Vclha, n. 110, e em todos os lugares
do eostume, al hoje aTinunciados.
IIAPK' ANDARAIIY.
Acaba dechegardo P.io-de-Janeiro o excclleule
Pintos, na frrguc/ia d S.-Amaio-Jahnaliin.
Josi Fernando da Cruz.
No dia 31 de marco do mez prximo passado fugio
um mnleque de nome Ucncdicto, de incio Angola, com
os signaes seguintcs; calca c camisa de algodaozinlio ,
suja de nlcatrao c varias nodoas de tinla veale; de Idade,
pouco niaisou menos,de 14 a 16 anuos. Quein ppreualer
lindera levar a Fra-de-Porlas,rua dos Guararapi's, a Jos
Kstrves de Amorim
Fugio, na noiiede24 do passado, um preto de no-
me lYlanocl, de nacao ( abinda, balxo. cor prela, fulla
grossa, rosto redondo, e reprsenla ter 25 anuos : roga-
se a quein o pegar de o levar a praca da Independencia,
loja n.3.
Digo eu abaixo assignado (|iie enlre os mais bens
que possiio, de mansa e pacifica pusse lirres t desem-
bararados de hypotheca ou peuhoras, he hem assim o es-
cravo crinlo de iioinc Amonio o qual o houve por
heaova de mcu fallecido pai; njoescravo vendo, e dr
facto vendido lenho de boje para srmpic ao Sr. J'e '
Fernando da Cruz, pelo pa cu e quantia de 500/000 rs.
que ii-ci hi mi passar desie em moeda enrenle, para |
que cedoe trnspasso toda a posse r dominio que mili'
linha, ao solurrillo eotnpruttor o qual o pssuir como i
seu qu he e lira sendo de boje para sempre pagando
o mismo compradoi a ci/.a. h por ser verdade ped c
rogueia Joaipiimda Fonseea oaies de Kigiieiredo i|ue
este por inim fiesse no (pial me assigno com as lei-
temuiilias abaixo assignadas. Kuaenho Pintos, 20(''
junho de 1844. Manuel lestimullas padre Jeronyino Itarrriros llangel J"a_
quim (I i Fonseea Snarrsde Figiieircdo. Pagou a ci-
ta como consta do recibo n. 18.
Fugio, na imite de 7 para 8 do mez passado da car
sa de Jos l landino f.eite na ra larga da Botarlo .'"''
pardo, dr nome Jos, de 22 anuos de bonita figura, al'
to, ll ni pouco chela do corpo, cabellos corridos e p""
los claro ; tem una eicatiiz ein una pe na testa pe-
quea denles lunados poucos cabellos na barba,
g.agucja quando falla ; lie bom nllirial de sapatelro;
eostnna a tratar-se como forro i quein o pegar leve a
(lile Jos Cliiudino Leile na mesilla ra por cima da
botica dr hnrtbolouieii Francisco de Soma, que rece-
ber 60/ rs. de gralilicacilo.
PF.BN. : KA TTP. DM. g. DE FARIA.^- l847'
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MUTILADO


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Anuo de 1847.
Segunda feira 1 de Abril.

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N. 14.
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OM,mM^,^,2Am^
DE
PRNAMBUCO.
(SOB OS AUSPICIO DA SOCUJMDE COMMERClAl..)
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Subscreve-se na Prara da Independencia, loja de livros n. 6 e 8, por iisooo ris por anno. pagos adiantadoa.
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PKECOS COR RENTES DA PIUCA (Corregido Sablmdo as "8 horas da tarde.)
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Agoardente Casaca .
Algodo I- torta- .
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[ Assucar branco en cini
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> ein barrica ou sue-
co*, branco
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Couros seceos salgados. -
Meos do sola -
Chifres da trra -
do II10 Grande- -
II,.
41/000 41JO00
Pipa.
Is.ferro
Colln I. qualily- o*t00 Arrobe.
2. .... 6*000
Sugar n cases while 1. S00
brovrn 11000
lor barris o- llaga
wliite l80fi JJlOoJ
> brotvn ijto !*640
Dry saltcd h'ides 110
Tanne bids ----- 1*300
Oi-borns IfuOO
IfOOl) 4*0
Libra.
Hum.
Genio
CAMBIOS.
Londres........................
y*bo.........................
fcff*"....................r
Rio de Janeiro.................,,
PKATAiniuda...................
< Pauces Bratiteiros.......,
Pesos Colomnarios.........
Ditos Mesicanos...........
OURO.Moe.las de B#400 velh.s...
Ditas ditas n*>va...
Ditas de 4*000............
> Oocas hespanholas........
> Ditas Patritica*..........
Letras.:................,......
28'/, d. porlf
83 por cauto p
Jlo res por trauco,
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2*040,
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1*650.
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18*100.
8*100.
29*000.
21*000.
1 VPr 'OOaome
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ASSUCAR.
I Liverptol................Saceos
1 Canal, porlos Ingleze*......Caitas
l Oilo, ditocnlreH.mb.eii.vre. Dito
(Genova..........,......Saceos
/Hainburgo calas..........;....
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I Estados-Unidos.................
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Portugal..........
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Inglaterra Seceos f
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Estados Rnidos.....
ALGODAO.
..... 800 por (S> se'm primagem nomina I
.... 80por (ge l0p./ueo-camb. de 180 p Ir uomu,|
.... 1 p d. e i p. '/e de primagem,
.... tCOicii
colinos.
< I 5 0 ... por louel.ila e .S por cenlo, nominal,
........ .. 70 ..........1 Nmo lia.
WBIWA
'i.'!-*
I
lia dia 11 de Novemhro Me mi : i. liante pagari 88 p. c. o rap ou tabaco
Oe ?.-, o* charutos 0U Cigarros, o fumo e.u rolo ou em folb*.
fagiriSO p". c. os saceos de e.uii.iuasao gross.ri ou gunes da InJia. os cai-
vetes em Idrma de punlial, asalmofadas pAracarruagens, as pedras lavrsdas par la-
gdq, as pedras decantara para porles, portal e jandlas, as pedras lavr.das para
encauamentos, cepas, eunh.es e cornijas, oassucar relinado, crytulisado ou de (iul-
quer inaueir. confeilado, o chi, a agojrdeme. a eerveja, a cidra, a genebra, o mar-
rasquino, ou outros licores, e o vinlios de qualquer qualidade e precedencia
Pagari 40 p. c. as alcatifa* ou tapete*, o canhamaco ordinario ou grossaria; al
bataneas de qualquer qualidade, e roupa l'eita, nao especificada na tarifa, as cartas pa-
ra jogiir, as eeaova) de cabo de marflm, o fpgo da China em carias, ou qualquer ou-
ro logo de artificio, o papel pintado, prateedo. ou dourado, sendo de qualidades
linas, o papel pintado para fonar salas em colleccei u paizagens, o papel de Hol-
anda, imperial ou outro nSo especificado na tarifa a plvora, os saboneles, o sabio,
o sel em velas, as velas de Slearina ou composico, as amis.s, ou onlras frucla*
ni frascos ou latas. e:cas, em calda, ou em espirito, o chocolate de cacao ordinario,
o vinagre, os carrinboi, canuagens ou eaias jogos, roda, arreios par* urna e ou-
ra cous as esleirs para forrar .asas, os cairos para conduzir gente, os sociaveis,
' silhoes, os areieiros e tintciroi de porcelana, e qualquer ohiecto de louca nao cora-
prehendido na tarifa ; os lustres, os clices para licor ou vinlm de vidroliso ordina-
rio, os .le vidro moldado ordinario lanado Ou moldado e levradn ordinario da Alie-
imnh. e seinelhanles 01 de vidro liso moldado 0.1 lanado, de fundo corlado ou liso.
. om molde ou lavor ordinario 01 clices para Chainpanhe ou cervria, as canecas,
.1 cojxjs dlreilos de 10 a 1 em quartilho. as garrafa* de vidro at I qnartilhe ou mais,
nendo todos tales ohjecto* de ns le! as garrafas .le vidro pretas ou escora* d-
mesma capacidade, comprehendnlai as que inttni para licores ou Le-lioy os copo
''V*. f,bern" ,l "" caada, os frascos de vidro ordinario com rolhas do mesmi
.le qualquer nacSo, que (ohrecarregar os genero* brasilelro* de matar direilo. qu,
iguaes de oulra naci.
Os arliqns nao especificados na paula pago o direilo id vatnrem sobre a factura
.presentada pelo despaclianle 1 podendopoim ser impugnado* por qualqurr oflitial
da Alfandega, que em tal caso paga o impone da factura ou valor, e os dire.los.
Aocasode dtivida sobre a classincacS da mercadoria, pode alijarte requerer
arlnlrainculo para designar a qualidade e valor da pauta, que Ihe cd
ir.
esmo
al 3 libras ou mais ; ou tem rnilia al libras ou mais, os de lioca larga com rolhas
do mesmo, al 4 libras ou mais, ou sem rollia pan. opodeldoc os vidros para a-
lampa.las ou candeiros, as tauoas ou follias de mogooou onlra madeira lina, e tras-
tes de qualquer madeira.
Pagarlo 2S p. c. o ac, alcatro, tinco em barra ou em folha, chumbo em barra
oulencol, estanho em barra ou em vciguinha, ferro embair verguinha, chapeo
lindados para fundicao. folha de Flandres, galha de Alepo, lala em folha*, laiem
cl.apa, marhm, salitre, vime, bacalliao. peno pao, e qualquer oulro, aecco ou sal-
dado ; bolaco*, carne lecca ou de talmoura, l.erva-doce. farinha de trigo, pellicas
franca ou pintadas, cordoves ou ediles de beierro par* calcado, bexerro* e couro*
enveniitado*, couros de poico ou boi, salgados ou seceos sola clara para sapaieiio
ou coireeno, coore e caparrosa.
Pagari 20 p. c. o trigo em grao, barrilh. canolilho, espiguilha, fieirai, fios,
franjas, laolijoiilas, pa beta*, paita.nanes, sendo de ouroou prau entrena, ordina-
ria ou.lalsa! galoes da rsJMm* nalurea, ou tecido* com reros, linho. alodio ou
teda, rendas ou ntremelos de algodo nao bordados ; rendas de fil, as de algodio
reros ou troca! lencos de cambra de linho ou algodo, e bandas de retios'de
inalha.
Pajareo 10 p c. os livros, mappas e globos geo-raphicos, instrumentos melhe-
inaticos, de phjrsica ou chimica, edites de vestidos de velludos ou damasco*, borda-
do* de prau ououro fino ; reros ou lroe.1. e cabello para cabelleireiro.
/-S'^ P c. ocainulilho, cordo ,1c fio. espiguilha, fieira, fios, franja*, sa-
llo 01 desta nalureza, sendo de ouro e prau fiua.
Paga- i p. e. o carvo de |>edra, ouro para Honrar, ou quaesquer obras e
PagarO 4 p. e. as jolas deouro ou praU, Ou quaelquer obra* de duro.
Pagarn 2 p. c os diamante* e outra pedras preciosas sol tas semenles.Fnln-
a racas nova* de animaes ntei*. *
Paear JO p, e. todos os mais objeetos.
Os ero, reetporudo. 01, (Ideado, paglo I p. e. de'dlreito* alm da arm.se-
bV Geral! deSp*C,'*"te pr"" fi,nfa Mi PP">f de*U medid, pela A.sem-
I
^.^JS^"^..'!^ ,lerm:,^el"BeM P',id>> a. mercaoVia. de Estiva, e
vo v.Tor! f,0d0S"tes P". WJVi P-c. m^doreapee
0.rdireitoda*faieud.s, que pago por vara, d.re entender-., vara qu.drada.
^Jl?0' n"0 Podcm er "gmenudo* dentro do nno nn.nceiro ; m.soGo-
verno poder, mandar pagar em moeda de ouro ou praU um. vicuim. parte da. que
imtauTr?. La .." a*re8 de &0 P- e- *" V"V d" -"rcadorii, ou ramo
*minml-o, segundo Ibe parecer,
O Governo **t autoiisado. e.ubelecer um dirtito dlflerenci.l sobren*
i SSoisenta de di.titos as machinas, anda nao usadas no lugar, em que fotea
mpoitada*. ^
tXPOBTAtJAO O direitos pgo-se-sobre a avaliaco de um. p.at. *em>-
nai na nao seguinle -. Assucar III p. c. Algodo, ci, e fumo l p c. Agoar-
denle, couro*, e todos os mais gneros 7 p. e. Alem destes direto* pago-ieas
tatas de 180 rs. em cada cita, de 40 is, em cada Techo, de 28 rsl e.u cada barrica,
ou satcos de assucar, e da 40 rs em cada sacca de algodo.
Couros e todo* os mais gneros sao livre* de direilo* par* o porto* do Imperio, a
eicepcao do algodo, adcar, caf, e fuico, que pagtfo i p. e. e a* lanas por volume-
Osmetaes precioso* em barra pago de direilos 1 p c. sobre o valor do mer-
cado, e a prau e o ouro amoedado nacional ou cstrangeiro paga unicamenle '/. p. e
Os esclavos exportados pago ifooo por c.d. um.
DESPEZA DO PORTO As embsrcaces nacionaes, ou eslrangeir.s, que
navegao par. for. do Imperio, pago 00 rs de anccrr.geni por tonelada ; e a*
nacion.es, que navego entre os diversos porto/do Brasil 9C rs. As que entraren,
em lastro e sahirem com c.rg e vice-versa, pagari meuute do imposto supra e um
terco as que emrarem, e sahirem em lastro; e mesmo as que entraren, por frauquii,
011 escala, quer enlrem em lastro, quer com caiga' Delta imposico pom serio
(enta* as que importare mais de'lQO Colonosbranor; e as queentrarem poi arribad,
toreada, com Unto que estas no carregurm, ou dsctrregueni s mente os genero*
necessanos para pagamento dos reparos, que fiteieiu.
VENDAS DK NAVIOSAs embarcaces eslrangeira*, que passarem er
n.cionaes, pago 16 p. e e as nacionaes, mudando de pioprlci.no. ou de baudeia
pagao b p, c. obre o valor da venda.
--------------------1 11 o a n 8 --------------
REVISTA SEMANAL.
CAMBIO No principio d. semana houvero transaecrs .10 d. 88 e 8"
ds, 28 >/,; e Hepois declnou a 28 '/,; emoqualse fnalgma eousa
ALGODAO Pouco procurado'
AbaUCAl| Vendas aos pncos q uoUdos, irndo ido mais procurado, por
emchegadoalgumas embarcaces.
COHOS Muito empalados
BACAI.HAO == Odeposilobedecerc.de 2:400 barrica, reUlbando-se aos
icos quenados.
FAKIMJA DETI1IGO Chegarao dous carregamento*. com ?:8f9 barri-
, o cita-te reulb.ndo de 2l*b00 a 22*00 0 rs.; sen.io todo j> deposito as primei-
CARNE DE CHARQUE N3u enlrou c.irecmenlo .Igum: o deposito he
da i 1:000 arroba, mi* piceos quotsdos.
fuumo dtu Embanafki existentes ueste porto no dia 3 it Abril dt 1147.
Americana*............
Brasileiraa...........J
Dinamaaquea
i raneeza
Inglesa........K,,-,.......................
Portuguea................................
""".....................................
A Provincia gota Iranquillidide.
'...............................8>......... J
..*.*>
............ 1
........... 5
Total,
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LISTA das Embarcaces existentes neste porto at o dia 3 de Abril de 1347.
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TIUDAS. 1 D05D3VH. CASCO kacaO. NONES. TOHS lt> MESTRF, C0N8IG!UTAIIIM. - DK8TIS0.
1147 V- H Bolln. patacho barca. Amar. Tamochantrie. J. R. Frnk. llatirr Forster & C.
Pliiladelphia. Globo 160 Nicols Rslinii. L. (f. Ferraira le C.
* brigue. Pulnan. I3t Joseph Tarrerl. Henry hoislcr&i C.
Jcttinliro ,,|7 Janeiro j Babia sumaca Ilr.nl. Santa Anna 1 Joo da Dos Pereira Poaes C.
Baha. mmica * S. Benedicto. 43 Joaquina Jos Silveire U Mesirc.
Babia. brigue. " Fellt Viajante. Espirito Sanio. 130 B. A Alves Bacelar.
Fevereiro 2 Rio Grande do S. briguc 137 AlciandreJos Alves Finnino Jos Fclit da Rosa liba deS. Nignel.
A MU patacho briguc. . I.aurentina 130 Joto Marlins dos Ssnlos C. lyurenco Jos da Neves
As.su ^" Snciedade. IBS Jernimo Jos l'elles. Jo Francisco Collares.
racati. - Ralbin*. Norma .Vil 203 JnaaV Joaqun*, linaria. Antonio Francisco Pereira. M le MSa!g3cs Ksts. Amorim 1 runos. Baba.
(lio Grande do 3.
Rio-Grande do S. briguc LiaO 170 Antonio Rodrigues Garca.' Amorim Irmaos
> Asia hiale S Joan J* 44 Jos Antonio da Silva. Jos Mara Rarb<>xa.
1117 MP> * Rio Gi aile rloS briguc. " 1) PeH.o II. Jl7 M.J. Monleiro Visnne Jomo Kranc se. Aa Crtis.
Rio Grande doS patacho Anglica LSI Mano A-.iUnls de Olveira I.ni Jo> ue S Araujo. Rernardo Antonio de tliranda
. 20 Mahia. uriguc S. Manoel Augusto 136 Manoel Simoes.
>1 Maianho. br.-esc. Velos. 233 Franc Bernardo de Mallos. Ma::orl Di.arle Rodrigues. Maranlio.
J* Rio Grande do S. barca. Generosa 388 Jos de Oliveira -ilva Amnirn Irmos.
JO us. patacho. " 8 Jos A merieaoo lol Jote Antonio Vattoiinhos Gaudino Ago-iol o ilo Barros Rio de Janeiro.
4 Atar-cu. br.-esc.. mm Henriquela. 6I Jos Joaqnim Alves da Si!". .Franc Joaq." Pedro da (iosla Osara.
4 hiale. | Nereida. 7 M Franc da Si va Araujo. :ir!ns Augusto de Moraes, RiodeJaneiio.
* * A racati MiiMca, "~ S Antonio de Padua 76 Manoel Jos Riheir... Lili; Hoii*es de iqueira.
M Rin de Janeiro brigoc. *a Araos 187 Jos da Cot. Puneuta. .morim Irinoa.
30 Ral.ia. br.-esc r= lasephina. S-fm. 174 Jos Manoel Barbota. <)Melie.
Abril ,ij es cuna "~ 74 Jos Joaquim Alves. C S. C Moieira. \
IS47 Mar ' New-Poit cuna. Din Alberc. 116 H P Madseaf O. a| ,47 Marco ' Ma.seilles. brigue. Franc. Le io polis. ISS Pedro l.rrrnit. Avrial FrerfB. ?
18,7 Fecereiro 2C 1147 Merco % Londres.. brigue Ingl. Active 700 Alejandre llnulclilrson. Fredciiik obilli rd.
Rio de Janeiro. litigue. Maleles 27* William Wolein. Jones Patn Si C. Canal.
Seira Nova. brigue. Cordelie. 1X4 John l.ore. Me. Camonl Si C
\ i I,iver( ool . barca Falher Ar.n. 264 J. Hunter. unes Ca bine It C.
" *. War Riusell 794 Cnlding. Rusiell Mellors & C.
a ga lera. John Camph II 4IS Paterson. Me. Calinnnl It C
1* Hahia ha rea. - Elisa Johnslou. . Wn> Don bis-ni. Iiilinsinti Paler le C.
a Liverpool. brigue = Rowlev. Gainlet. Wm Campbell. James Crabuee li C.
i Greenock escuna. ion Me Greor. a
* Iltiad'Assumpco barca. Susano. *I4 Joseph Sukcy. DeaneYouleliC.
U4T Jineiio 11 131? Ferereiro 13 1847 Merco 16 21 Porto barca. Port. Relia Pemamlmncana. 187 Manoel Francisco Noijiieira, ^Anionio Francisco de Moraes. Porto.
l'oiio. brigue. e Wo Manoel l.' i;.8 J Francisco Carneiro. M. J. Ramose Silva. Porto.
L'sboa. a _ Renata 130 Ant. Jos dos Santos Lapa. Thomaz de Aquino Fonceca. Usboa
Babia balea. _ N. da Boa Viagem. &i>6 Joo Jos Rodrigues. Francisco Alves da Cunda.
J7 alad.' por C. V. patacho. Tartaruga n. It. 118 Antonio Jos d'Oliveira. O Sobre Carga. LUb p.Terc eS.Mig.
1347 Abril > Genova irrigue Sard0, Daino. 180 Domin.os Bmiano. Oliveira Irmos je C \ Hreton Schramm le C.
7 Mancille*. hatea. losephioa. 791 A. Pese.
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Pernambuca na Typoraphia de H. f. de F.rU -1847.



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