Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08754

Full Text
*
wm
Anuo de S4(.
Sexta fe ira
.#-
0 DMB/O publlca-c todos os das que
nao forem de uarda : o preco <> assigna-
rahe de 4lTj0o rs. por quarlel pao, asn-
illo,. Os amiundo dos signantes sao la-
Trido, a raiao de 20 rls poMlnha. *) rs.
!,,n tvoo diffi'rente, e as repeticdes pela me-
i,dc Osque nao forem assgnantcs pagno
80 rs. por llnh' e 160 emtyrMJ differente.
PHASESDALUANO MEZ DE FEVEREaO.
Trscente a 3 as 2 hor. e 51 mln. da man.
luacbeia a 11 as 8 hor. e 51 mln. da man.
incoante a 19 a.hor. e 23 mln. da man.
uSS*n a 25 as 5 hor. e II min. da rd.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Goianna, e Paraliyba, Segd." e Sextas feiras.
Rio Grande do Norte, chega na quartas
feiras aoiaeio dia, eparte nasmeimas ho-
ras as quintas feiras.
Cabo, Scrinhaem, Rio Formoso, Porto Cal-
vo, e Macey, no 1., II e 21 de cada incz.
Garanhun e Bonito a 10 e 24.
Boa-Vista e Florea a 13 e 28.
Victoria as-quintas feiras.
Olinda todos os das.
PRF.AMAR DE HOJE.
Primeira as 6 h. e 6 minutos da manha.
Segunda as 6 h. e 30 minutos da tarde.
AnooXXII N 47.
das da semana.
23 Segunda S. Lzaro, and. do J. dos or".
1 edoJ.doC.daS. t., do J. M. da 2. v.
24 Terca S. Malillas, S. Pretxtalo, S. E-
delbcrlo.
25 Quarta dcCinsa. S. Cezario, aurl, do J.
do clv. da 2 v., e do J. de paz do 2. dlst.
20 Quinta S. Toralo, aud. do J. de orf., e
do J. d* l. v.
27 Sexta S. Eustoquia, auH. do J. do civ. da
I. v., e do I. de paz do I. dist. de t.
28 Sabbado S. Serapiio, aud. do i. do clv.
da 1. v., e do J. de paz do 1. dlst. de t.
1 Domingo S. Seutberto.
CAMBIOS NO DIA 26 DE FEVEREIRO.
Camb. sobre Londres. 27 d. p. I**a80d.
Pars 350 ris por franco.
Lisboa 105 p. c. pr. p. ni.
Dcsc. de let. de boas Orinas 1 '/, p. V. mea
Ouro-Oncas' hoir-iiiliolas 30/iOO a 31*000
. Moeda de 04403 vcl. IflfWW a 174<00
d.-oMoOnov. I8WM a 104800
de 44000 8/700 a 9/000
Prala-Pataces .... 1^)40 a I#960
. Pesos Coluiiiuarrs 14000 a 1/10
Ditos Mexicanos. 1,4800 a 14880
. Prata Mi "da ,#00 a 1/720
Acedes da C* do Heberibe de 50/000 ao par.
DIARIO DE PERIV AMBUCO
-
5B*5
wswa?^w?^Bi
ADVERTENCIA.
No Daron.41, ni pastoral deS, Eie. Rrma., co-
]udidi 2.'liaba 62, en lugar de danoo lea-te -
lerigo,
"
aa
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PARTE OfFaqiAv.
Goveruo da provincia.
RXPEOIEKTK DO DIA 20 Dll COIHENTK.
OfficioA'ocommandanta das armas, saieotifieando-
o de bater mandado ediantardous mezes de tolde ao at-
iere Francisco Eugenio Teiieira.
DitoAo meimo, autoriaindo-o a concluir, depoii
de leito o que letnbra o commiusrio pagador no oflicio,
que por copia loe eotii.o contrato, porque Marcos An-
dr ae raie m.jadourai da cotia dacompanhia dacivillarii
de primeira linha, por 1:025*000, ou 49^600 menea do
que a quintil, em que Torio oreados Uea conoertoi.
. DitoAo director do lyco, ordenando, mindo re-
mover pan uui'u gr ufcjsco: so .cs.~a sco per-
teacantos, que ficrio di can, donde acaba de ser elle
transferido, eque va serpolla i diiposiclodo comman-
danle das armasParticipou-se ao commandante di
irmai.
DitoiAo inspector di Ihesouriria dn rendas pro-
vinciiei, eiigindo urna nota di disid activa provincial,
cora declnelo dos annoa, i que pertence, da respecti-
va importancia, doi desedores, e. da que seeati arrass-
dindo juiciaifi i ii'a di piir:. com inrlicaCio
do exeroicio, i que oompete, dos eredores, e daquelli,
porque* fnendiesti aendo demandada.
Ditos Aoa delegados do Rio-Formojo e Santo A-
ilo, determinando, que ao encarregado da estilstica
enven, at oulubro futuro, o mappaa di populaclo de
cada Urna daa respectivas fregueiiai, a vista dot qoaei se
organitou o s;pps gcral.que pelas prefeiluras daquellas
comarcal oi remedido i presidencia um 1838 ; e que,
no eaao de nio esiatiren ditos mappaa, faci confec-
cionar giros pelo modelo', que Ibes traosmilte, Parti-
cipme *o encarregado de eitetiitica.
Hl*-----------
M
INTERIOR.
Rio de Janeiro.
POLTICA GERAL
O PODER EXECOT1VO.
De (odas as ciencias humanas a ruis ardua, aquel-
la, cuja* experiencias alo grandes desastres e rvolu-
c>s e calamidades de nscfle inteirss, a scieneia po-
ltica, a scieneia de governar os homens, tem feito
lanos progressos nos ltimos sculos, como as ou-
tras .ciencias 'que, menos do que ella, contnbuem
pira felicidide do homem. Sem querermoa dizer
que lenhamos chegado ao limite da perfeico na
combinarlo dos governos modernos, vulgarmente
chamados morurchias representativas, sempre he cer-
to que oflerecem laes eombinaoocs, na (heoria e na
pralica, Untas provas em seu abono, que nio nos can-
taremos em reprti|-oHe a maja admiravel das com*
bin cOe humanas.Ora, essa superior dude do systema
monarchico representativo tero dous pontos em que
ruis se releva: a admissio da naco activa e intelli-
gente no seu goverr.o, pela eleico da'legislatura, e-
leicao, que Ibe deixa, pelo pacifico triumphoda jntel-
ligencia, acoropanhtr todas as prugressivas moJiflca-
ces da rallo social, e a combinacio do executivo,
pela*qual, conservando aeatabil|dade e pnrmanecencia
da monarchia, cria, para p-la fra dos vai-vens e in-
constancias da opraiao, o grande dogma da impeccabi-
lidad do monareba, sob a egide da responsabilidad^
OMiiiaterial.
Desse duplo principio mace a mai* sublime harmo-
na em todo o systema -. lodo o acto humano he discu-
tivel, censuMvel ou elogiavel, a razio nunca perde os
seus foros parainalysar essss actos, qur nos seus re-
sultados qur aa cauta, quo os determinou; e sendo o
rgimen representativo o rgimen da .razio social, da
inteligencia social, cumpre forma-la, esriareca-l*
cerca dos borneo* a das cousas: proclamado foi eii-
lio esse outro principio eterno, a publicidsde e a li-
berdade do discussio. Nem esse principio poda, por
forma neohums!, alterar aquella outro da impecahili-
tlade do monarclia, porque ao publico, na discussio,
na ndole do rgimen, omonarcha nio obra, obr< o
ministro; com elle a discussio, para elle a censura
ja : reanonsabilidade.
Nio querendo 'lar aqui prelecrns de direito publi-,
co, e tanto mus quanto para nos, Hrasileiros, nos
que de ha mas de vinte annos vivemos sob o rgimen
representativo, e pois estamos todos imbuidos desses
seus dogmas,basta-nosenunciar esses principios,
para que se deduza a sui importancia.
Desappareoa a responsabilidade mirJsaterial, appa-
reca um acto determinado exclusivamente pela vonta-
ds do monarcas, c s >s urna, ou esse acto nio he
discutivel, isto he, a ruspeitodelle perde a razio soeil
o seu alto direito ; ou ella exarce esst> direito a discu-
te esse acto, e a discussio, a censura vio oender a
impeccabilidade do monarcha.
Anda quando o acto exclusivamente determinado pe-
la vontade do monarcha he um grande acto de poltica,
um desdes, que lofluera na corte do Ud us pevo, po
der-se-iia admittfr que salvaase-ae o dogma da impec-
cabilidade, cerceando os loros da rallo aoclal e da dis-
cussio; mai, se vemos a aecio exclusiva do monarcha
apparecer em miodeas do servlco publico, terlo direito
os eDtbusiastas da nuoarcbla mptesentatlta declama-
ren : Ministros salvai o svstema, nio nos deis o ab-
solutismo, porque com o absolutismo abril a porta a
revolucdei, a inaobordioacoca: o absolutismo, ji em si
lerrivel, torna-se mal infausto, porque a sua repressio
he horrorosa : diga-o Coostantloopla com os seus jani-
saros, com os aeus Incendios.
O criterium da verdade be o barmoalsar-ie com todas
ai ootras verdades, em quanto que o proprio do erro be
a lucia permanente com todos oa outroi erroi; o crite-
rium da verdade poltica dos tres dogmas do reglmeo
representativo be i sua perfeita harmona, que o fu
coaiplelirein-se una aoa outroi = llberdade de discus-
sio, responsabilidade ministerial, impeccabilidade ino-
narebca.
Postas estas conilderacoes ds metaphysici, vejamos
como na pratica se coordenio esses dogmas etesim-
pllflcio? Omonarcha, alto direotor da suciedade pele
peosamento estavel da monarchia, he o chele do execu-
tivo, mas para por em accio as attnbuIcSes desse poder
raicee de ministros, e nio os escolhe a arbitrio. Tiraos
de entre os mais distinctos e os mala capases dos cbefei
de urna tendencia, que tem par al o apoio da maforia
do pait real, e o apoto,, pois, da ratio aoclal O no-
?archa ioflue com o seu peosamento estavel e perina-
nenle nos actos desse ministerio, os actoa, porm, alo
desse ministerio, e nunca dalle monareba.
Eis-equl qual entre nos tem aidu o metbodo pratlco
A KAINHA MARGQT. (*)
por ainmiuc .Diimne,
QUINTO VOLUME.
CAPITULO Vil.
DI MOVT BX SAIWT-JPHAtX.
Deila ves baviaCathrrina.loinado to bini mus pre-
cancoei, que julgnva segura a tua empresa.
Hor c.niK-Humle, pela vull daa dt huras, despedir
Margandi, Lrm convcncid, c raiiiha de Navarra ignnrava o que ae I nafa va contra aeu
marido, ae dirigir i cmara do re, podiiulu-lhe que
ratardaaae i aua hora de dciiar-ar.
Picdu na sus curioaidadc pelo ar de triumpliu, que,
pesar da aua habitual diariuuiluciu, translnsia no malo
lema m|i. Carlira uilerrogou Catherina que Ihcreapun-
deo nnicainenle calaa pala tria :
So posao cliser urna cousa a V. mageilade, e he que
rla imito ficar livro dea aeu a don maia uruea ini-
migiis.
Carlos fci eiaa nauviu.ento de aobrancelhai deum lio-
inrm que dis entre ai: Kiii br.u, vamu ver ; e aaaobi-
andu au aeu grande galgo, que veiu.lea coai elle anaa-
Iraadu-se ouido una aerpenle, e pus a tabeen delicada e
inlelligenlu sobre jodii do eulior, eaperou.
llalli a alguna uiinuloa, que Catberina paali.u coiu oa
() Vida aria n.' 46.
olhoa xoa e'o ou ido alerta, ouvio-ae o disparar de urna
pialla no pateo do Louvre.
Que bulla heeat? pergunlou Cario frintindo
tosa, era quanto o galgo ae ergua ooiu um movitnentu
rpido, e pondo em po aa orclhaa.
Nio he nada, dase Cathorina; ha un aignal.
K que significa eate aignal?
Signilca que d'aqui par dimita, br. vosso nnieo,
vutsn ferdadeiro iniuiigo eal impoaaibililado de Vos
prrjudicar.
Acabarlo de aislar algiim liunjem? perguutou Cir-
ios filando aui mai com eaacaolboa de sen hor, quo-aig-
nificko que o aaaaaainatu o a gmea ilu dona allributoa
iiiherentesvao poder real.
Nio, Sr.; prendrio-ae aumente duna.
Oh | sflarmorou Carlos, aenipro tramaa orcultaa.
armprc machinncoea que o re ignora. Morle du diabu |
poia, niinlia mu, en ja aou mu lioiiieiu, e bu moni capas
de velar vid miiii niesnio, e nio nereiiitu que me guieni,
neiii me deem a mi. Ido-toa* Pulonia coiu vuaiu filho
'toenriqur, so queris reinar. Mas aqu, eu vo-lo digo,
nio leudes raaio de fxrr tal jugo.
Mru fillio, ditve Cailieriua, he a iillima ves que
nio inlruniello nos vnsaos negocios. Purem era una eni-
preii comedida ha niuito lempo, na qual nunca mo da-
tra raaio, e eu linha a peitu raualrar a V. mageatade que
ella me aislltia,
Nesle iBuiuantii parirlo muilos individuos no vest-
Lulo, e ouvio-ao o estrepito da deacaucar aa armas no
ladrilhu.
Quaai ao oicsroo lempo M. de Nancey manduu pedir
perniiaaio de fallar ao re.
Entre, disae de proanplo Corlo.
M, de Nancey cuirou, aaudou u rei, o pltando-ae
para Catherina:
Seiihor, disae elle, aa odeaas de V. magostado aa-
tlo execuUdaa : elle rali prrao.
Coiuoe//.' exclamoii Calherini muito perturba-
da ; poia n prendeatrs um ?
Ella aliara s, icnhra.
de conciliar eisa ioteriencio do nooarcha con a livre
accio do ministerio. Os ministros cotnbioio entra si as-
ta ou aquella acto : depois, em conferencia com o mo
narcha, opresenlao, esplaoio os motivos, que o deter-
mlnio, ai v^ntagens, que delle resultan : o monarcha
oa a ellas idbere, e entio o acto do executivo est com-
pleto, ou ii observicOes do ministro opponm as sais,
contrarias a esse acto, al que um dos doui ceda ; cede
o ministro, o icto nio apparoeo em publico, nio be dis-
cutir!, oio eiiate.
Se porm, o ministro eolende, por coniideracGes de
alia poltica, que nao dte ceder, l'jnua-se um criso,
b ministerio te dissolve, e linda abi a discussio a a pu-
blicidado assumem seus foros ; pola, para responder pe-
lo acto da dissolucao do gabinete, ah est o gabinete,
que Ibe succede.
Em summa os actos governamantaes appareoem em
publico como oa realidade ilo, como se passirio, tra-
zando a responsabilidade do seu autor, a sobre elle tra-
tando a discussio.
Essa regularidade constitucional do rgimen repre-
sentativo, para tvs base do systema, e motivo pelo qual
o admiramos, ttisle pieseotlinuntu nos fes recelar, quan-
do ful determinada a visgem de S. II. I., que fosse In-
friugida, e de faci u iem su. oiio, cspeiioiuieiiie
quando vimos o decreto de organiacio do goieroo in-
terino, Qtertios algumas observac3ei sobre essas irregu-
laridades, sobro esses perlgos. Nao limos attendldos.
De Santa-Cathanna veio-nos um decreto de perdi ou
commutaclo ds pana, asslgnado por um homem, que,
pelo decreto de orgaaisacio do goveroo interino, nio
era ministro da juslica, e esse perdi ful ramettido ao
ministro da juslica nicamente para faio-lo executar I
Consta-nos, que em Siota-Citbarini quls S. M. dar bal-
sa a um.matiobeiro, e esse mesmo homem, que ji se
havia transformado em ministro da justica, trau lorma-
seem ministro da marinba, larra o aviso dando a bai-
la, e o transmute ao ministro da marinba para ler ro-
gistado!
No Rio-rande, appareco criada urna legaci aova:
decide-so que mande o Brasil um ministro plenipoten-
ciario para um catado, em que nio temos a mais inaignl-
(leinto dependencia poltica, a mal pequea reluci
commerclal, onde nio se bebe urna chicara de cafo nos-
so, nem consom m tortio do nosso assucar...e, deter-
minado que se crie esie lugsr, fai-se esculla do Indivi-
duo que o dte ir preeocher, ou par fallir com mi
acert, crla-se o lugar para o Individuo! e o decreto
deisa nomeaclo tem do Kio-Grande, para que o minis-
tro assigne I
Despacha-so m desombargadbr, iem consultar a an-
iigoidade, oa servicos dos julios de direito sena colle-
jas, o ditem que ale nesse acto, preterindo-se todas as
formulas, nem tem o decreto i corte para ter ao monos
a Arma do ministro e os competentes registros, mas do
Rio-Grande be directamente mandado ao Paraguay, on-
de se acba o Juii de direito, oio libemos por quem re-
ferendario. ...
Em todos esses actos some-se a responsabilidade mi-
nisterial.
B nem be ene o nico inconveniente : o minislro-ap-
parece aoa olbos do paiz assignando de crui actoa, cuja
iniciativa de proposta Ibe caberia, assignando de crui,
ou mandando cumprlr sem examinar, como ahi quil-
quer olllcial de secretaria poderla fatsr. O rei nio rei-
na, o rei gbterna, e ou ba du cessar a diacuisio e per-
der a razio os seus foros, ou ir entender com i basa da
monarchia constitucional, a Impeccabilidade do mo-
nareba. -
Srs. ministros, esse be o tosi mximo crime aoa olbos
do paiz : o monareba braiilelro quer, e dte querer, en
bem do pala, ampia a bom ampia a tua prorogatira, po-
rm da corto oio a quer elle ultrapassar, se, poii, a ul-
trapasia, be em razio da policio, em que vos collocaii
para com elle, e em que collocailes o eieculivo com
a tligem de S. M. Imperial. Se o monareba a ultrapis-
a, be inadvertidamente e taitas por luggestdea desse
hibiliisimo Jos Carlos Pereira de Almeida Torres, ni-
co taltei dos Brasileiros, que nio ulba o a 6 c do syste-
ma constitucional... Mas, emflm, o monarcha acostu-
ma-s\j a ullrapassa-lo, flear capicltaodo-se que isao,
que faz, est na sua prerogatita. e se, algum dia, algum
ministerio, que comprehenda os aeus devares pira com
o palx o o monarcha, procurar faier que saja obiervida
a ndole desse rgimen saltador, quem libe quintos em-
biraeo encontrar, quem sabe se nio ser aecusado da
arrogante e de usurpador I
Anda ahi, Srs. ministros, sol concordas no tono
syjiema : estragis o piesenle, perdis o futuro......
Deo to dar e pago, Srs. do ministerio, pois nio sois
dos queji team colioes macios.
POLTICA BPIiEMRHA.
A poltica em nono pait, desde o dia em que raioa a
aurora da vida publica em nossa Ierra, quasi qaa ex-
clusivamente so tem circunscripto a urna lucia mais ou
menos encarnicada, toda porm de acluilidide, de in-
tareise do momento, e inlelizmente mais provocadora
de odios do que disiiminaddra de tur o de initruceio
breos terdadeiros interesses, n rerdideirn quesISe
lociies. Procor.i o que teinol de positito entre nos, em
qualquer ponto que carega de eiludo, de mediticio e do
tontade, acharis, que, obra monumentoss, ou "escrip-
(o importante, ludo be dos lempos olonies, ou linda
dos lampos da D. Joio VI. IndagatiVs sobro limites, li-
nbas de defea, eisas meimii estradas, man mesmo
ruini que temos, esses cbafariiese acueductos, essas es-
colas publicas e museos, oa os bordamos, e, em mxi-
ma porte, prdigos berdeiros, malbaratamos o pttrimo-
nio^deiiiimoi arruinar-ie o pertorler-se isio que her-
dmos ; ou muito pouco, a isso mesmo incompleto e
ruiw, h" accreicentmos. Porque? leriio outros bo-
meni mais illuslrados do que nos, ou mil pitrioticos os
notsos avs ? disponlo de maiore meioi, e leriio mais
amor a ella Ierra o tice-reit e goternadorei. que Por-
tugal noi mindivi, do que o teem os nossos ministros
d e-tido, o nossos presidentes de provincia T E todas
easai iiiuilract, reunidas em cmaras legislativas, ora
assemblas provinciie, em municipalidades, esli coo-
demnidn, lenioa fazerem mal, pelo menos a completa
esterilidade para o bem ?Que vicio oceulto ba no nono
viter poltico, que assim nos tnz degenendoi T
A monarchia absoluta, desde o lempo em que era o
Brasil sua colonia, leve sempre uro cuidido perminen-
te, urna poltica iniliartvel : a defeza e augmento do
territorio braiileiro. Tratados para aneguri-lo pelo li-
do do Norte e do Oeite, inveitigicow, fbrtincicOes, pre-
sidio!, nida Ibe era pouco ; emqniolu que para o Sul,
o limita natural do Rio-da-Prati foi seu constante a-
nbelo. Se estis vistas dnminatio a poltica externa, ni
administracao interior a metrpoli, para ai iem duvida,
com vistas doiagmenlo deiui propria riquea, aimera-
ti-iaom multiplicar prosperidida di colonia ; dta-
nos o que tinha e o mnlbor do que linha. Urna lagiala-
cio pbilosophica a adiinlidiiiima pira o lempo, em que
foi promulgada, regulata ai relacdea eivii, e garanta a
iguildide doi subditos do mesmo rei contri preocupi-
c8ei filbn di oppressio ; e lo o arbitrio e o despotismo
dominavio en o arbitrio na mo de quem quera o bem,
de quem o sabia querer; era o arbitrio, que nos deo el-
las riqueiei, cujo acervo ainda boje forma a riquea io-
ciilEntio mdi era epheroero, o homem nio pire-
E resinti ?
Nio ; rea va tranquillomento om um quarlo, o en-
tregou a aua espada primeira intimacio.
Quem Fes iaao P pergunlou o rei.
Va idea ver, diaee Calherioa. Fasei entrar o pre-
so, M. de Nancey.
Cinco minutos de poia enlrava do Mony.
De Mouy cxclamou o rei; o quo houvo cutio,
Sr. meo?
Obi Sr. diaae de Mouy, com perfeita Iranquilli-
dad, ae V. megeifde me concede a perroiasio, isr-lbe-
li.-i a inesraa pergunla.
Em lugar de fater essa pergunla a el-rei, acudi
Catherina, leude a bondade, M. de Mouy, de diier amej
filho, qoem era que ao ac.hava na cmara do rei de Na-
tarra em otrla noile, e que nena imite, rcaiatindo aa
ordena dcS. magea'ailc como um rebelde que be, lualOU
duua guardaa o ferio a II. de Maureve!.
_ Com etteilo, ajunlou Caricia varreg.iiulo o aobr'n-
Iho ; aaberieis o nuiue deaae houiriu, M. de Muuv P
Sim, Sr.; V. migeatade deaeja couhece-lo P
Qiiitrasu, que me dara praser.
' Poia Lem I Sr., chamava-ie de Mouy de Saint-
Phale.
Erria vaP
Eo ineamo.
Catherina, admirada deaia audacia, recuou um pauo
anle o mancebo.
t. romo, disae Carina IX, oasastoa roaialir aa or-
dena do re?
- Priiueiraiuente, Sr. eu ignnrava que houveaae
una ordvni de V. mngeatudo ; depoia, a uma eouaa vi,
uu autea um humeas ao, M. de Manrevel, o astaaainu de
meu pai, c do Sr. almirante. Recurdei-me eolio que ha-
via anno e uieio, neila inesma cmara em que ealamoa,
un larde de54 do Aguato, V. tagratada me haviapro-
meilido, fallando a niiin meimu, de ciatigar O aaaaaai-
no; ora, como desde easc lempo tephao occorrido gra-
vea aooitteimVatoa, julguei uue l-ri bata sido, nio
grado ion, deaviado dos teualaaejoa; co trMaurovel
nu meu alcance, icredilei que era o coo quo m o entia-
vi. V. mageatade aabe o maia, Sr. ; oahi labro ella como
sobre um aisaasiuo, oatirai noa acut conipanheirua, co-
mo em bandidoa.
Carlos nada reapondeo ; l lu anillad llenriqu o
havia feito encarar aa couili por um ponto do vala bom
dftvrente daqnella pelo qualao prinaipiu aa bavia olha-
do, o maii de uma val coro terror.
A riinhe-nll trnha oonaervadu na memoria algumas
proposicfa aahidaa da boca de aeu Gibo, acarea do
Saint-Barlholemy, que pareoiio roiuuraoa.
Maa, diaae ella, que tinheia toa faior a temelbanto
hora no aposento do roi de Navarra?
Oh! das* de Mouy, iaao he urna historia longa ;
todava, ao S. mageatade quitor ler a paoioooia da ou-
vi-la.....
Sim, disae Carloa, iallli, eu o quero.
Obedccerei, Sr., disto de Mouy noliiando-ao.
Catherina lentou-ao filando no joven chafe um olhar
inquieto.
Nl ouvimoa, diaac Carloa. Aqu, Acteon.-
O do tomou de novo o rogar quo ocoupitr ontei do
proiu ter intrndiiiido. >
Snr oomecoo de Mouy, au vinb fallar a S. ma-
geilade el-rei daNatirra, como deputado do noiioi ir-
roloa, voaaoa tieia aubditoa da relrgiio.
Catherina fes uro aignal a Cario IX.
Nio leuhaia cuidado, minha rail, diaso eile, eu
nio percanraapalavra. Conlinuai, M. do Mouy, oonli-
' Para prevenir a el-rei du Navarra, continuou do
Mouy, qua a aua abjuracio Ihe tinha feito perder a oon-
fianca do partido hugnenoto; maa, qao todava, em
lviubraoca do aun pai, Antonio da Buurbon, a aobreludo
em menioria do aua uali, a Corajoaa Joanna d'Albret, cu-
jo nomo noa he charo, oa da religiio lho devilo etta
igual de deferencia, de Ihe pedirem que dcaiatiaao doa
acia direitoa a corda de Navarra.
Que date elle? exclamou Catherina, nio podando,
(



I
eilo materialindos no deiejo da deilroctir di acluilidi-
de ; mas sim contivAo com o futuro, pin o futuro In-
bilbavio, e lembranca do bem, que prepararlo, com-
penssva -Ihei fadigas, lupprii-lhei 01 eoios di actua-
lidade.
Hoje o mioiilro quer ter minitro : pira que ? para
deifruct.r a actualidade. Quando aaha dai mesquinbii
proporcSes de urna queillo de intereiiei peuoaei, de
arran|oi de familia, niosobe cima de urna qaestio de
amorproprio, nanea te ergue it proporcoes de nobre
ambicio, ene deiejo de ser minitro.
Vde-oi, poii, materialiadoi na actualidade : toda a
Torca do poder ellos a despenden) em eimagar 01 leui
contrarios, em burlar-Ibes todoi 01 ieui direitoi; toda a
actmdade deauai ntelligenciu elles a gilo em ver
meioi e modoi de reolver o ioiolovel problema coo-
tentar a muitos repartiodo entre elle* poueo acbar noi
eicaninhoi do ornamento com que alentar a todoa oa
amigos.
Sui vida politica vole-se em redor denei dona pen-
amentos; se alguma complicacio ae Ibei ipreseot, er-
redlo a tersi tolve-li ; adilo-a, embora mim fe aggra-
vc e le torne inioluvel.
Em urna vida de lueta permanente eeiteril, le care-
com de agentea, nio huido o maii babil, o maii digno
de ser aisociado aoi plaooi de prosperidade publica, le-
isio 01 mus poderosos auzilare aoa planos de penegui-
Co e desfructe. Se preciilo de presidentes de provincia,
nio procurio o administrador Ilustrado, (e, confesse-
mo-lo, quando o quieisem procurar, nao teemmeio al-
gum de o reeonbecerem). proemio o bomem que maia
desembaracado acbio para conquistar urna provincia,
ou o maii Mibmiiso para ae denir governar por um se-
cretario, por um chele de polica, por urna commissio
directora, o acbie um Paraobos, um Soura Franeo, um
(Juinlih.no, um Ramalho.
A questlo he para o nomeado e os aomeadores, __
como loi com o pobre doulor Ramalho, arrumado para
Govsi nio aabemos por que cirgsa da agoa,uma sim-
ples questio de maii alguna cruiados, menos alguna
cruzados de ajuda de cuatol... E por iaso o que vemos T
De bs dous aonoa fez-se a mais completa iaveraio oo es-
tado os salvadores, oa patriotas lomarlo cont absolu-
ta do paii ; nesses dous annoi o que fierio de bom, de
grande, de permanente? Eitiass promptoi al ,,-
nio* ministeriaei, se nos apootarem urna industria na-
cional, que o ministerio promovesse ou fiene naicer,
un. pasto que dne para dar solucio agrande crise da
nona lavoura pela carencia de bracos, psra promover a
anmelo do paiz, para facilitar as communiciQei, ou
anda mesmo para dar maia commodo ezistencia dos
cidados.. .
Deo a Providencia ao imperio um principe : o minis-
terio em ridiculas lumiosrias deipendeo msis de 200
contoi por ene motivo, iosultou so bom gosto e a mi-
seria publica com esas columos-moostro do largo do
Roci : o queentlo te deipendeo nio teria dado um
monumento duradouroe til, um verdadeiro beneficio
ii popularlo ?
E emquanto notamos borrorisadoaessa eilerilidsde do
ministerio, consultemoi o orcimento pira vermoa de
que meios pode elle linear mi, quintos meios eibanja.
O orcamento oh I a historia'de nonas miseriss ahi ei-
ti toda encerrada nosalgarismosdesselivro vemos nel-
lei a despeza aempre crescente ios milbeiros de contos
Era de viole mil contos, pmou com o minia-1
mera em que vive, psra o ministro, que confiar no fu-
turo e quizer nelle o qoinhlo de gloria, que cabe aquem
promove felicidade de urna naci 1 Sem fallarmos do
man, o ministro, que se preoccopar seriamente coma
navegacio do Amazonas, o minitro que se preoecupar
lenemente com a questlo do* eaoravoi, e as eondicoes
da noiaa lavoura, que immeoss gloria que oio veria a
ter. que immenso beneficio queniq faria i aua patria! ..
Mis uso oio he empresa para bomem pequeoinoa, que,
por crtese de comprebeosio, ou halluciniclo de raiva,
descscenlo peca por peca orna monarebia, para atirar
com oa pedacoi dola aosseus contrarioi, a terse os ei-
maglo.
a uvuiu
nosso numero de ssbbado,
Procuramos, no nosso numero de ssbbado, fsze.
sentir os embaraces Jemaior monta, que na aetualidade
ji eatorvio o progresso da nona industria, embaracoi
que a prevulo a menoi Ilustrada v de dia em dia aggra
varem-se, st que um dia a miieria d* ensaca e mise-
ria dt andrajo bradem juntasHorremos de fome!
De duaa ordena sio esses embaracoi eicaiaez pro-
greniva de bracos, trazendo inevitavelmente urna revo-
luclo no nosso syitema de lavoura falta de compra-
dore! aos nosos prodoctoi por precos, que cubri a des-
peas de prodcelo.
Nio julgamos necessaiios voltar demonstrado dea-
sas duaa proposiedes; triste presentimento no lundo do
confio de todo o Braiileiro, que penis, is acolbe e de-
nuncia a coosciencis iotim que todoa tem da aoa ver-
dad. A imprenta em todaa aa proiiociai, a imprenaa
de todoa oa partidoa, o peridicos de lodos os forma-
tos, de"vez em qusndo, apontio eaae perigo. bine-
mos timbero, que por imminente. por gravissimo Dio
era todava esse perigo irremediavel.
Nio seguiremos o trilbo de um dos nossos collegn da
Babia, que, depoia de provar analvtiea e eooeludente-
meote que o algodio, que oassucsr, que os produotoi
braaileiroa actuaea em flu oio teriio em breve compra-
dores, aconselba aoa nosso lavradoros que os abando-
nen) e vejio novaa produccei, recommeodando-lbea
muito afDocadamente a plmticio da vinba, o fabrico
dovinho, que aempre ba de ter tbida.
Nio, nio somosdos que pernio que ums naci, que
em ianos e unios mimares de milhoei empenbados os
sua prodcelo agrcola, posas, de um momento para
outro, azer o sacrificio de quanto tem, de quinto vale,
para ir ezplorar com produeces novaa o aeu territorio,
ensaiaraquiocba, all o bicho datada, acoli a abelba,
naquelle cantinbo o trigo, naquell'oulro a vioha, a ver
o que melbor medra, e oeaae lempo de ezperieocia e
de eosaios, morrendo nai coovultoea da miseria. l\|o,
entendemos que enes enuios devem ser eitos um, e os
appliudimoi como a obras palriolicaa, como a empre-
sas utilinimas.que oceupem os borlos botnicos i cuita
do catado ou de ricos e curioioi particulares. D'sbi
succetsivamente irio ellas entrando na grande lavoura
do paiz, d'abi, a poueo e poueo, serio accetas do aeu
commercio como auzilare, nunca como substitutos dos
grandes productos da nossa actual riqueza.
Acceila los na quslidadede substitutos I... maa vede,
vos que propondes este remedio, que ene remedio nio
he maii do que o resultado, levado ao leu ultimo apuro,
do mal meimo, que pretendeiicurar. Trata-so de ergueo
o n-sso caf, o nono assucar, o nosso tumo doa golpes,
que Ibes dio i falta de bracos, a falta de compradores, e
perseguido contra os adversarios polticos, um decreto
de fsvor para oa boos amigos e alliadoa, e entretanto ea-
ae problema nio be nsoluvel ; aoa solacio ezige lem-
po, sim, esige urna constancia e permanencia de vistas
e eiforcros administrativo*, a que nio sita habituada s
nona bella patria, lio bella como o mar, porm como
elle lio tempestuosa e inconstinle.
A solacio do problema falta de bracos indicou-
a a lei daa Ierras ; completa-la-hilo algumaa leii eipe-
ciaes sobre o rgimen dos eseravos oss cidadea e no
campo. A solucio do problema falta de consumido-
res respondera um concurso de medidas neceuirin
para favorecer e auziliar o commercio ioteroo.
Ser! preoecupacio nosss, maa codfesimos, que nos
parece, que o Brasil poderia oferecer, debaizo de orna
aabia admioiitrsclo, um grande mercado aoa produc-
tos do Brasil; as trocas de provincia a provincia, de
villa a villa, trocea multiplicadas, e satisfazendo a to-
daa ai necessidades primarias e at de luzo de todos os
pootos deste vasto imperio, farilo apparecer urna im-
mensa riqueza publica, e para os particulares trarilo
urna maass de gozos, de commodidadei, de bem estar,
que a maginaclo mal pode abranger.
No estado actusl do Brasil, aabi de alguas pontos
cntreos, em que domina, de que loma conta o com-
mercio eitrangeiro, aehareia por toda a parte a miis
completa sentira, e muitn vezes acharis essa penu-
ria ao lado da riquesa, que a nio pode espanesr. Ve-
ris o bomem rico ignorante de lodo o conforto da
eziilencii, mil vestido, de tintineos, comrodo poueo
melhore alimentos, do queoa que di aos aeui eecra-
voi, nio aohar o de que carece, nem para assdede
seu corpo, nem para a sade do aeu espirito, tenlo
mindindo-o vir di cidadi com immensa delonga, coro
immeoso sacrificio seu. E isso nio moatra quanto an-
da temos que fazer para habilitar os nossos producto-
ra! a pioduzrem naaii e mais bsrato ?
O vasto mercado do Braail nio poderia dar consumo
a todo o aeu algodio, se oa Braaileiroa o manuficluris-
sem, se as cidsdes o restituinem, leitoem tecidos, aos
campos, que os houvesiem produzido. e em que fossem
ellas vestir o lavrador, que boje, ou do eatrangeiro o
teem, oa delle ae priva? A creacio da ovelba nio da-
ra ptima alimenticio aoa nai/es criadores, *m Mu-
s qoe a lia, alirada aoa psizes manufactureiros ae con-
vertiste, sanio em delicado Elbtuj, ao menos em algum
tecido, que resgurdalas o campnos daa inclemente!
variacoes da atbmoapbeta. dessaa cburai lio friaa no
meio de din lio quentra, deisas noutea lio humida?...
Nio ba na direcelo, que aqui aponamos, grandea,
uteii. e (lonosos trabalbos para o saladilla,. que, ps-
Irioco, Ibes ptjzer o paito ?... Quando vemos, que
no Brasil, pstris do aaaucar, tem entrado anuear in-
gles \ quando vemoa, que productos do Pari nos veem
da Inglaterra, noa veem de Liibi, nio podemos demr
de nos convencer, que isso he um grande atrazo, que
nos nio seria mpossivel remediar.
rioslubstituem a reflezlo pelo enthusissrao, que anda
alo desaprenderlo nss desgrsen di patria oa principios
de urna escola anti-governamental, qneeonstitue o mi.
leriiliimo di politica; que em seos corobtes, como ern
mus triumphos, faiem-se aeompanbar por auziliarsi
cajo emprego em politica he cheiode horriveii perigni '
que para veneerem eleiedes,- lollao regimentos de cice-
tiitss, armando todoi o oprarioe de arsenaea-e obm
publicas; que para conquistarem o poder, proiocio
mama revolocionariaa e as levlo ao degoladouro; qrja
em fim. quando qoerem ovacaei para oa aeui ebefes
mindlo rapaza inconsiderados (a eiprenio he dellei'
he da folha official de 1840} dar bravos as galern da.
cmara, atirar cobres a deputados, que Ibes desagradio
soltar vaias a outrot... Entre essea dona partidos, i
lueta travada havia cssssdo : a victoria bavia moatrada
ao turbulento qoe Ibe cumpria dezar o pas voltar aa
jogo regular do systema monarehico representativo. O
partido eslava morto. Os aeus chefes resargtrlo, com
a sui influencia, aim, e at leria o contrario urna fata.
lidade para a "patria; a lacia, porm, em que deade 183]
estamos empunhsdoi cesssria de todo ; a estabilidado
nnceria; com o lempo o longos odioi eitinguir-se-g0.
novas questdes, apreientindo-se, no aeu tnrbilbio la-
variio todis enai reminicencias de um panado nwrfo
ai novas questes serio ai grandes queridas de protpe^
ridade, de futuro nacional... Nio o quiz o 2 da fie-
reiro: o vnejdo foi por elle lavado i categora do val-
cedor: o vencedor loi punido como criminoso, a o
Brasil acbou-se de novo entregue a esss lucia da polti-
ca ephemera, qoe o consom; a solucio das granees
questOes sociies ficou adiada, Dos nio queira que pira
aempre.
_^________________(PograwV.)
PERNAMBUCO.
TRIBUNAL DO JURY.
DA 26 DR FKVRZIHO DK 1846.
Priiidtnctt do Sr. doulor Firriira Grpw,
Aa 11 horaa da manhia, fela a chamada, ve*rificou-
aa estarem presentes 28 Srs. joradoa.
O Sr. prtiideli, observando, qoe, estando pratrntes
28 Sra iursdos. e nio oodendo ahrir aairto. nnrnii.
o menor numero, com que ella poda ter lugar, era o de
36, rogou aoi juizei de laclo presente!, houvessem de
lembrar algunad! Srs qualificidos, para serem avisados,
a fim de compirecerem oa tenlo prozima.
{Entramo man tro Srs. jurados.)
Dous dos Srs. jurados lembrrio, e os outros appro-
virio, qoe fossem svisados es seguintei Srs.: Tbeodo-
ro Machado Freir Pereira da Silva. Jos Tilomas da
Freitae. Francisco de Paula e Silva, Frinciico Antonio
daaCbagai, Jlo Maneel Ribeiro de Couto, JoioBer-
oardino de Vnconcelloi', FirminoTbeotonio di Cmara
Santiago, Krederico Augusto deLemoa, JoSoPacheco da
Qtsiroga,
Ignacio Manosl Viegai, Feliz Fri Para ludo o que, porm, cumpriria ? qual a condi-l ^ouz*^'glhles, Antonio Francisco deMoura, Miguel
ci ioditpenuvel para todoa enes melboraraeotoa ( eoi|5?.r,'m de Castro Nuoes. brgadeiro Aleizo Jos de
melborimeotoi no eitado de crise, em que noi ach-
>niOI slnina annna ... '-- _______L'i
viole eoito
E a receta I Sacrificando a sua popularidade, a
niara ordera a elevou pela criaclo de imposto; e medi-
das de (iscaliaaclo a equilibrar a despera. Os desperdi-
cios mioisteriaes caviao novo dficitOs dficit mull-
pliear-te-bio de anno a aono : be a ulcera do orcamen-
to, e nio ba cauleriss la 1.. .
E percorra-ae toda eiaa mole immenia de despezas,
que nosarruinio : acbar-ae-blo entre ellas consigna-
toes para irem pintores aprender na Italia a tirar re-
tratos e a fszer caricaturas ; achar-ae-bio cem conloa
de riiparaenaaoade matar Indios, quinbentoa contos
de ris para ealorvar toda a colonisaclo til e discreta-
mente promovida; achar-ie-hlo deatinot de todo olo-
te, desatinos que felizmeote s ums oo outra ves se rea-
lisio ; porque todo o dinheiro dado para elles be poueo
pira o desperdicios necenilidos pelo augmento do pea
toal das repartic,ei publicas e pelos srcot e luminaria!
doa feslejoi.
E entretanto ha infelizmente tanto que fazer, entre
nos, para o ministro, que quizer sabir da politica ephe-
a"aaessessesseaa!BBBseessBBssaasesBeB
petar de quanto labia eonter-ae, recebrr icn gritar um
j.uiicii o golpe ineaperado que a feria.
Ah ol! fe Carina, mas parece-me que esa co-
ra de Navarra, que aiiirn faiem gyrar aobre lodaa aa
cabecil, me pertcnce um poueo.
O huguenotes, Sr., niclhordoque oiaguem re-
cooheciao eaae principio de feudo, que el-rei aoaba do
fmiitir, e por no eiperavle tiles alcancar que V. ma-
geitade a filme aobre urna enteca que lbc be chara.
A'mim! dine Carloi, lubre uma cabrea que ae
he clinra. Morie dil diabn de que cabeca quereia entlo
fallar, Sr. iucuP Nio voa emendo.
Di cabeca do Sr. duque d'Alenoon.
Calderilla tornou-ie paluda como a morir, edevorou
do Moiiy com oro olhar cruacaiite.
E aabia-o meu irniko d'Alenco ?
Sim, Sr.
Eacoeitava elle'eaaa coraP
Salvo a appro va (a o de V. agestada, para a qual
uuaeaviava.
Ol! oh diaae Carina, he com effeito uma cora
que ir maravillioaatgenle a noaau irniu d'Alenco. E
eu que nio baria penaadu em tal I Obrigado, de Mouy,
obrigado! Quando tiverdea icmelbaniea ideiai, sarcia
icmpre bem acolhido no paco.
Senhor, ha muilo lempo que eatarieia informado
deiieiprojei.to, ae nio fra ene deiagradavel encontru
du Louvre, que me ros rcreiar ter cabido na dograca do
V. roageatade.
Sim ; mea, inaiatio Calberiiia, que disia etle
prnjeclo -o rei de Navarra ?.
O rei, aenbora, aubniettia-te ao deaejo dsseus ir-
niaoa, o a ana renuncia eslava prompta.
Neaae caso, acudi Calherioa, deveia t-la, casa
renuncia.
Com effeito, aenbora, diaae de Mouy, tenhv-a por
araio aqu, por elle aeaignada e datada.
De data anterior icena do Luuvre? die Calde-
rilla.
Sim, da veapera, creio su.
*
. -izia.ba
algum aonoi, umjornaliiti negropbilo di Inglaterra
Queimai vossos engenhos de auucar, arrancai vosso
cafezaes; ovosso paiz he mu frtil, poderi dar-vos
outroi productor.
Nio ; o caf, o fumo, o aisucsr, o algodio dio de
ser por longos seculos os prmoiros productos da lavou-
ra brasileira, occoparaO eternamente a calseca do rol no
catalogo da nona riqueza; dia oio vira, em que oa not-
soi netos teobo de apagar, por fabuloso, ou irnicos,
o ramo de fumo, ou o galbo do cafezeiro, que oroio
aa armas naciooaea.
O que cumpre fazer T A poltica ephemera, activada
e desenvolvida pelo mioiiterio-pcste, pois he a uni-
os com a qual podem servir espiritos lio mesquinboi,
iotelligenciii lio avsiai i meditacio, a poltica ephe-
mera, obrigando o melborea eapiritoa a aeompanbar oa
aeua adversarios no campo da polmica politica, e do
individualismo, disperdicando o recursos do futuro em
estpidas e corruptoras immoraldadea, a poltica ephe-
mera tem abandonado como insoluvel eise problema,
ene problema cuja solucio oio pode dar um decreto de
E de M.my tiro da algibeira urna renuncia em favor
do duque d'Alenco, escripia eaniguada pelo nunbii
de Heurique, e com a dala indicada.
Por minha f disae Carloa, quo ludo eal muilo em
regra.
E que pedia Heurique em c.rubio deata renuncia ?
Nada, acnhora ; diaae-me elle, que a a tu i su de de
el-rei Carloa o compensara amplimente da perda de
una curda.
Calderilla de raiva mordeo oa libios e lorceo aa bella
asios.
Tudo iato eal perfeitamente exacto, de Mouv,
ajunlou o rei.
Entlo, replicou a rainba-roii, ae ludo ealava de-
cidido entre va e o rei de Navarra, para que fim era a
entrevista qoe com elle liveilei ciia noite p
En, arnhora, com o rei do Navarra? disae de
Mouv. Quem me prendeo portar pur f que eu catara
ao. Y. mageaiade pode chama-lu.
Monaieiir de Nancey I bradou O rei.
O capillo dai guarda appareceu.
M. de Nancey, acudi de prompto Calderilla, M.
de Mouy ealava aotinho na hospedara da Blla-Ea-
irellaP
No
nio.
rooi, slo de absoluta erigoroia neceuidade) tetero es
tudsdos, concebidos levados a ezecucio ? Seria pre-
ciso, com dr do nosso coraclo o diiemoa, seria precito
o qoe al boje noi tem faltado, o queiamoa lando de-
pota dsjulho de 1842, oque o2desvereiro de 1844
adiou para reuiolHimo futuro ; leria precito, que cea-
une para sempre. pe monarebia braaileira, a fatal in-
fluencia democrtica da poltica ephemera.
Nettei artigos, que nio eacrevemos com intences de
polmica poltica, e em que procuramos segregar-nos de
toda a influencia della, queiemos aer trancos al o fim;
diremoi pois Iodo o nosso peosameoto. Desde as regen
eiaa, o pin se divide em dous partidos bem diitioctoi;
uma ou outra defcelo de individuo, que, ao aceno do
aeu inlerene, pina de um partido para o outro, nio
altera em nada eaia profunda aoiiio Nio queremos
qua sejio um untos todoa oa bomeos do nosso partido,
nio queremoa que aejio una monstros todos o do par-
tido contrario ; oio, asaim Dio pode ser, assim nio he.
O que, porm,oingoem de boi l contestar be que nai
doutrinaa polticas do nosso partido ae acbio consagra-
do!, como dogmis, todoi oa principios, que tendero i
querer que a aociedade ae atiente ero liro, o que o ettu
do fac deicobrir o remedio aa mas necessidades ; he
igualmente certo que em torno deuea principios, que
sempre proclamamos, ie rene toda a naci, que traba-
Ida, que produz, que deieja ver pacificamente resolvi-
dos os gnndei problemaa aociaes, que ameacio o futuro
do paiz. He igualmente certo que os nonos adieraa-
Oliveira, Miguel Aflooso Ferraira, Evaristo Mendn di
Cuaba Arevedo.
OSr. preiidente declarou, que a 1.a reuoiio teria
lugar aa aeguoda-feira, 2 de marco, IslO horas da mi
nhia, e que a de boje eslava dissolvida.
Communicados.
M. daCocannaigemilhomem duSr. duque d'Alen-
Con, diaae M. de Nancey
quarlo, aim, aenbora; mas aa hospedara,
Eil bem, eal bem, diaie Carloa IX; relirai-vaa
M. de Nancey, e para outra vet, lembrai-roa d'uuia
oouaa.
Deque, Sr.?
De quseitaia ao meu aervico, e que i a mim de-
veia obedecer.
M. de Nancey retirou-ae reouando e laudando reapei-
toaaroente.
De Mooy envi um aorriao ironioo a Calherioa.
Honve enlSo um cari lilrncio. A rainha torca ai
franjaa du aeu cinto. Carloa affagava o aeu oto.
Mu qual era o voeeo intuito, M. de Mouy ? oon-
tinuou Carloa. Prelendiaia obrar viulentamente.
Contra quem, Sr. ?
Ora, centra Heurique, contra Francisco, ou con-
tra mim.
Senhor, nos tinhamoa a renuncia de vono cundi-
do, a acquieicencia de voaao irmlo, e como ja live a
honra de diu-lo, aalavamoa a punto de mlioilar a au-
tori.co de V. mageaiade, quando uceurrea ease des
grayado encontr ale M. Manrerel.
E entlo! minha mii, die Carloa, nio vejo em
tudo iito neohura mal. EaUveii no voiiodireilo, M de
Mouy, pedindo uin rei. Sisa, a Navarra pode, e deve aer
No dia 24 do correte eatavio uns horneas do Mos-
queiro auspeadendo, em uma lancha, a ancora de um
navio all (uodeado : por um desses acasos, a que a
vida martima est a cada momento subjeila, essa lan-
cha voltou-se e mergulhou, e a sua Iripolacto vio-se
a bracos com a mat, que enchia com bastante forca,
era uma hora da tarde, para gandir as enbarcec,6ei
mais prximas : era a lucia perigosa, maa aobre ludo
para tres aiarinheiros, que oio sabiio nada da arte Uo
necessaria de oatacio : esses tinhio j a morte ante
os olhos, e j por vezes tinhio ido abaixo d'agoa, sem
que ninguem se abalasse doa navios, que serviio de
espectadores impasiveis. Felizmente, poim, o ca-
pillo da polaca sarda, o Sr. J. Baptista Garlero, em
cujo coraclo nio domina o egosmo, vio este perigo,
e, apezar de nio estar muito prozimo da laslimesi'
scena, acudi pressuroso no aeu bote, e salvou os tres
miserandos, que iio j a perder de todo o animo, e
profundar-se por uma vez. Louvores sejio dados ao
Sr. Gorlero, cuja acelo nio desmente da sua agradi-
vel physionomia, reveladora da sua boa alma.
A.
oto reino aeparadu. Anda maia, eaae reino parece felo
Ah diaae Calherioa; queoa era o aeu oompa-lexpreaaamenle para dolar meu irmiu d'Aleii{tiu, que
Una vuiilade tem aempre lido de ama eora, que quan-
do carrrgamoa a noaaa, nio pode desviar oa olhoadella.
O nico ubalaoulo que sooppuoda eala rnlbroniaacin,
era o direito de Heuriqunliii; maa viilo que cate renun-
cia voluntariamente.....
Voluntariamente, Sr.
Parece aera vonladede Deoa! M. de Meoy, ealaia
livre, pedis voltar para, oa voseos irmtua, que oaati-
(ei..... oom demasiada aapercta, lalvea ; maa iaao de
nrgocio de Deoa fiara rummigo : e diiei-lhea, que, visto
que dciejio ler para rei de Navarra a meu irauiw o du-Julia, por quem Deua nada maia quer fazer I
qua d'Aleucuu, orei de Franja anuue a sena dc.ejos. | t >'i-
nheiro
Nio aei ae era oompanheiro de M. de Mouy,
nhora; maa aei que se escapo por uma porta de de-
trae, depoia de baver deludo por ierra dous doa aneui
guarda.
E ri aem duvida, conbeeaatea cate genlilbomem ?
Nio eu, mal os oieus guardas.
E quem era elle ? perguulou Carloa IX.
O conde A'nnibal deCocannai.
Annibal de Cocannaa! repeta e ra aere e peo-
latiro, ene que lio lerrirol matanca fes de hugueoolea
sa noite de S. Bartholomao ?
D'ora em diante, a Navarra he um reino, e o aeu tobe-
rano eharaa-ae Franoiaeo. Pee lmenle oito din para
que mea irmio deiie Paria enm obhlho e pompa quo
eonrem a um rei. Idc, M. de Mouy, ide!..... M. de
Nancey denai passar M. de Mouy ; elle est sollo.
Senbor, diste de Mouy, dando um paiao para di-
ante, V. mageitade permita ?
Sim, die o re.
E ealendeo a mo aojoven liugucuote.
De Mouy put um joelho eni ierra, e reipeiloao beijoit
a inio do, rei.
A propoailo, diiso Carlos, demorando-o no me-
mento em que elle ia ergucirae, nio me davieis pedido
juatica conlra eaau ladra de Mnurevcl ?
Sm.Sr.
Eu nio aei onde elle cali para vo-la faaer, porque
anda occullo, niaa.au > eiicunirardei, faaei-roi juatica
va lucaiuu, a i sao voa auluriso e de oioito boa vn-
lade.
Ah Sr., exrlainuu de Mouy, iato he o cemii'0
daa ruaaaabomladea para commigo ; V. mageaiade '
confia este negocio; eu o deaempenharei: lambeio alo
aei onde elle eal, mas eu o encontrare!, fique V. aa-
f estade crrlo dilto. "
E de Mm'iy, drpois de harer resprilonmrata aaudad
o rei Carloa, oa rainha Calherina, relirou-ae sem qe "*
guarda que o tinhio coiidundo, Ibe impediliem a aabi-
da. Kilo atraveaaon oa corredores, ganhou rpidamente
o poaligo, e quando ae vio fura, den um tallo a da \"'~
(J Saiiil-GeriuaiVi-l'Auxerr'iia a ealalagem da Bella-h-
Irella, onde aodou o aeu rarallo. por meiu d qual, '",
horaa depoia de haver driado Paria, reapirava o man-
cebo em icguranca por ira a daa rauralhaa de Manir.
Calbcrina, devorando a aua colera, fui ao Ka aposen-
to, e de la paaiou ao da rainha Margarida.
Ella ahi acnou Henrique em chambre, eeomo prri-
tea a meiirr-ie no leilo.
Satanai, murmurou ella, aoecorre urna pobie rai-
-U).
\


i
Acaba de occorrer. oeitt flid.de un (acto de UoU
rtvdade e magnitude. -|u ulgo conveniente entrga-
lo puhl.cdade. mormente porque, tendo de pastar por
hueca Je muiti gente, podo abi ebegar sobremaoe.i
(Jullerado. .
Sibbado. 31 de Janeiro p. p., teis da dcpoia de a-
bert, a sessio do |ury desta comarca, eotrou na taja
reipcctivi, arriado cora espada e pistola, o soldado
de polica Poatidonio, ordenaoge do delegado do tr-
o doulor Pedio Bertrra Pereira de Araujo Bel-
lilil v i 1
trio- esleve algum lempo nes galenas, penetrou no lo-
cil das sesses, e depoil relrou-se. Nada disto o juia
d direilo pode ver, porque esteva eolio eom a oab- ca
jodioada, leudo, ou sssigoendo duenoa papen. Mu
j8 tudo subsequentenle inteirado, contU-me, que pe-
dir ao doutor p.romot: r, te fosse informar do delegado,
u, adiara presente, por que motivo bavia Posiidooio
infringido lei, spresentndo-se armado na oa ; e
st'inque bu saiba a respoits, aatislactoris, ou nio, que
e lenba dado ao juix, posjo aaaeverar. que ate nada
nuil fe', do que reprehender a lentinella, por nao ter
cumplido suaa determinsces, tecommendar-lbe nova-
menie a.exeoucio dellas, e apootar ao jury a disposi-
co di artigo 288 do cdigo do procaiao; mas neo) le
querde leve tocou no nome do delegado.
Qoarta-leira, 4 do correle, tinha de representar,
ie sceoa de nova eapecie. E com effeito, tendo se reco-
Ibido o jury i sala de mas deliberaedes, approxima se
o delegado Re trio ao juii de direito.e, depon de prati-
car com eite, algum tempo, m vo baia, ouvio mes-
mojuiz dixer-lbe, que, urna tea que Ibe ficava duvida
lobre nlelligencia do artigo 288 do cdigo, coovi-
n, que cooeultaste ao Exm. Sr. presidente, autori-
dade competente para soltar semolbantes durdas, eem
cuj sabedoria inteiramenlese louvava.
A ella ideia t|o juata, quelo conciliadora, replica o
dJegado declarando, que segundos principios, pelos
quies ae vodava a entrada de seu oideoanca com ar-
mas, se elle julgava autotisado a fuer r. tirar a teoti-
nelle. que se maudava collocar a ooute atrs dos roa
preso* : o juia laz-lhe ver, que nad elle tmhi com a
polica da casa, que o fio) por qui ae al punba aquel-
la tentuella, era prevenir a luga dos preso* e que alias
nio sedara paridade entre easa medida de preoaucio
e a illegal entrada de umhomem armado, como elle pre-
tenda, econclue impondo-Ihe silencio, a limdequese
dIo pertorbasse a aesslo. A islo acoue Bolillo dizeo-
do, que nao hara sessio : moatra-lbe o jui/. o contra-
rio, tinto que eslava deliberando o eoncelbo no quarto
daa confereocias, e enlo reslabeleceo-ae o silencio.
Confesso, que oio lena atinado com oa motivos, por
que o delegado Beltrio tanto empenho mostrara emque
apperecese armado o ieu ordenanza naaala do jury, ae
os fados, que posteriorm-ote tiverao lugar, nio tivee-
n'in viudo provar, que o delegado reduna o negocio
urna questlo do amor proprio. E eom efleito havia
chegsdo odia II emque tinba de aer encerrada a
tesio do jury, e com quaoto tivesse eata aido proroga-
da por tona un dia, aioda o nio podia aaber Beltrio :
era porlanto urgente, que viesse quinto antes desag
grivar-se. quando nio loria de espejar pela aeguinte
sessio. Vem, pois, muilo acodado de seu engenho-
bVnto-Vrlbo=, installa-se no quar|f> do jury ; aps
delle entra o soldado de polica, Francisco Ferreire
Wuoderley, armado de pistola eespada, e logo depois
sai. tem que o jui de dreito o possa ter, porque eo-
lio os jurados, que tinbio do julgar o protesto de Cos-
me da Silva Cavaicanti, ettavio atsignando o termo de
juramento, e ti mlarpunhio as galenas.
Entretanto un juiz de (acto, ttitemunba de tanta
protervia e escndalo, vai lar com asentinella da por-
ta, moslra-lbe, que, dexando elle entrar Wanderley ar-
mado, pareca mu de proposito cootravir asrdeos do
joit. Nette cmenos volta Wanderley, com um livro
debaixo flo braco, e armado como sahira; entio a ten-
linella, pro forma e mui frjeamente se oppfle i tua
entrada: mas o atrevido toldado precipita-te na tala,
arrestando a espada, com ettrepito inaudito, e pOe-se
a a Ira rutar as geleriat: ao ebegar defronte da mesa do
joit, da-lbe esle voz de prisio, maa, neste momeRlo.
grita o delegado Beltrio ao soldado, que resista, oeste
diz, que nio te entrega i prisio por esta ter illegal, di
o livro, que traiia ao delegado, o recosta-ie 4 porta do
quarto das conferencias'!!
Nio para ahl*o delegado Beltrio. Era precito co-
honestar tarnanho oltenldo : declara, pois, que viera
dar audiencia, e que o lim delta era la/.er a revitla men-
tal da cedis, tem reparar, que o doulor promotor,
que tal intpec;io deve asiatir, eslava oceupado no
jury, e sern ver, que o pretexto, i que te agarrafa, j
inaislhe podara servir de juitilcicao, urna vei que,
tundo a testio do jury de se lindar ao da seguiole, de-
vil elle eolio faieriemelbante revista !
Maa i nada allende o delegado ; surdo ai oais va-
liosas ponderales, enlazado colrico, manda abi ir o
alcipioda eniovia, faz chamar ot pretoa com extraor-
dinaria alguarra, e conduzi loa ao quarto, em que elle
seacha, e onde Ibet faz perguntat em vores altas, e
depoii, com igual alarido, deicem os pretca para a ca-
deia.
E era pottivel, que no meio de tanto a I soroco e cla-
mor continuaste a sessio ? Era pottivel, que, estando
um borneen armado dentro da casa, protegunie o jul-
gamento de Coime da Silva Cavaicanti ? Nao, oio, mil
veas nio. Vejamos, poria, o que sonvioba, que o
jais fitesse.
Devie elle mandar rebater a resistencia do Wander-
ley ? Mu por quem, grande Dos 1 ? Saiba o publi
co, que por efleito de eia/o acato, e oio de torpe cooa-
binac,io, os toldados, que entiose, schavao no trrico
dojury.erao, no poslo de sentinella, aquelle oietmo
Potiidonio, que no dia 31 de Janeiro p. f. havia entra-
do eom armaa, estando i oident do delegado, o niait
o proprio acidado, que oeste niesmo da 31 deixara
eoirar Poaaidooio armado na tala do jury fianca denio merecer taea individuos?
Mas, dado o cato (que se nega) de qoe estes solda-
doteilivfiirin oiui dn, ottos i obediencia, devia por
ellas e pelos neirinbos mandar o uit executar a pri-
sio de Wanderley dentro da casa dojurj_. o eipondo ss-
simi ridi dosjuiadote espectsdoictT Creio, que nio-
gUemodira.
Que Ibe rcitar, poit, User ? Mandar autoar a retis-
lencia (corrida, adiir o julgameoto de Coime da Sil'
va Cavaicanti, e leunlar a testio. E foi justamente o
que fe; o juia, depoia, todava, de Ibe baver declaradoo
juiz munici|l, doulor Jote Filippede Sousa Leio(que
viera, para, a forma do artigo 457 do regulitoeoto o
120 de 31 de Janeiro de 1842, presidir o coocelbe, que
tinoa dejulgar a causa de Jos Pereira da S,ilv#), que.
em ieu modo de peosar, ero o jury eslava em circums
taociasde funecionar, estando um boraein armado den-
tro da sala, e nem podia proseguir a sessio perturba-
da pelai vozerna retultantei da revitla da cadea.
Eu lei, que o delegado Beltrio dit que ieu proce-
dimeolu so chava auloritadu pelo obelo do polica :
mat, te attim be,claro esti.qoea boa le de S.S. lo i sor-
prendida pelo delegado, poit, se este bouvesse exacta-
mente delineado a disposicio ioleroa da casa do jury,
era imposiivel, que tivesao recebido semelbsote autori-
sc!o. al^ilKmsMHaiM:
E be aqu, que bate o ponto da qulslio. A cata
da cmara, em que o jury trabalha, consta de urna sala
com urna s entrada. .Esta aala, que be dividida por
urna grade de pao de cinco ou seis palmoi de altura, a
fim de cooter de um lado o tribunal, e do outro da es-
pectadores, toen nicamente dous quartos, um mobi-
biliado, ondo o jury delibera, e outro sem moris, que
he onde se recolbem as testemunhas, sendo ambos elles
dependentes da aala em questio.
Uabi fcil he inferir, que Wanderley, transpoodo a
entrada, tere de infallivelmente aobir-se dentro da sa-
la do jury, e depois, collocaodo-se porta do quarto das
confereocias, esteve em posicio, i oio digo de sstitlir,
mat de dominar a sessio, pois do local, em que esta se
laz, apaas esteva separado pela largura das galeras,
islo he, uns dezoudoie palmos !
Tambera be claro, que, opeupaodo o jury, eom seus
Irabalbos, toda a caaa, nio podia o delegado Beltrio
faaer audiencia no quarto das conferencias, aem tu-
multuar a aassio do tribunal, e sem privar ate do
nico local existeole para tua delibertcao depois dos
debates.
Em lodo o conflicto, cujos pormenores aeabo de des-
crever, portou-se o juit de drreilo de Saoto Aotao, dou-
lor Aoselmo Francisco Perelti, coma maior prudencia
e circumspeccio, mas oio pode a sua moderacio van-
ear a Violencia.
Cumpre agora, qoe solicita de quem competir urna
solemne desaflronta da lei e da jutlica. Magistrado pro-
bo, juticeru, exacto cumplidor da le, eslranboaos
pxrtidos, que os dilacerio, deve afoulo queixar-se a
presidencia, e ao goveroo imperial. PeCa, em fim, jui
tica i quem Ih'a poder dar, e dirija-te (ambem opi-
niio publica, que, convenienlomento esclarecida, nio
poderadeixar de nronunciir-se i favor do magistrado
xeloso. no cumprimento de seut deveret modelado,
circumtpecto e prudente, e contra o ageote de polica
allomado e violento.
O Jurado da dadi da Tictona.
Miscellanea.
OSlULiOaBS DOGCANO. CUBA. D V MURPliRA.
L-te no Memorial Bordelai$ :
O acaso, fonte de lio numerme importantes d' t-
cobertn acaba de dotar a tcencia medica com un.
meio lacil e seguro do curar a morpba. Este pesti-
lento mal. que, .ufloctndo suas victimas em bedion
dos apertos, sulca s>u corpo com leas rugs e ftidas
ulceras, e que resisti at boje ao ferro e ao fogo, uni-
dos de balde para combale-lo, esse mal ignominioso j-
nio deve inspirar teceos Delle triumphs o guano
que possue os elementos destruidores dosse flagell >.
Cracas ao guano, em breve nio bavar maia mor-
pbfticos. Este pioduclo dos excrementos de milbares
de aves aquaticaa, cujo emprego, como estimulante,
acha-te espslbado em quati toda a Europa ; esta sulu-
laocia activa, i qual os agricultores amigos da sabias
innovace devem a fertilidade de terrenos ate enlii
estereit, encerra um Ihetouro mil vexet mais precioso,
que tas propriedades fecundes. Ella conlm agentes
poderosos, que exercem urna influencia salutarissiina
aobre os orgios afleclados da morpba; tal be a sua ef
licacia que em pouco lempo o mal mais inveterado
experimenta felj/es rnodificlcotl, at quaea Irazem urna
Cura radical com o auxilio de frequenles bsnbps do
mar.
O guano, abundantemente carregado de saes ammo-
oiacoi, que se exbalio como fluido aeriforme, impreg-
nando a almosphera, no meio da qual respira o doen
te, produi nelle umavivificacio lio doce comoprompta.
O balito iolecto que ieu peito exhala, te purifica; teu
tangue lomado tedio gyra mait livremente. A' proi
Iranio de tuaa faculdadet pbyticaa e iotellectuaes, ioe
vitavel resultado de um mal reputado incuratel, lege-
le urna doce regeneradlo. Para elle nancea alegra
as sombras ideias de suicidio, que, em frequenles s-
cenos de deteiperac,io elle acolbia com avidez, para
abreviar o termo dos teui loffrimentoi e para forrar-to
a urna cojela agooia ettei peosamentot disiipio-te
como negras nnveai peraote o raiotdotol. Com a lau-
de volta a serenidade da alma.
Eit-aqui ai circumttanciat no meio dat quaei mi
nifealirio-ae pela primeira ver, no Per ai virtudes
curativas do guano.
Um criado atacado de morpba foi despedido por
ieu amo que feceiava o contagio da enlerraidade na
aua familia. Ette desgravado depoil de baver errado
muilo tempo tem atylo refugiou-se em urna dat
illias do Oceaoo-PaciGco afamada! pelos enormes
mooloes de guano que cobrero la lupeificie. Esta
materia, que be boje objeeto de commercio, atlrehia a
estes lugares oiuilot navegantes, que vinhio carregar
os seut navios. Obrigadd, no eatado de abandono e de
penpria a que cttava reduzido a tratar elle meimo de
tuii mail restrictas oeceiiidadea, ajudava, eom a pouca
lrca que Ibe resltva al tripolecOet destat embar-
cacOes, e recebia dellas em troto de tcui se/vicos,
al,iuns alimentos e mdico salario. De dia, depois dat
horas de Irabalho b*ohava-ie no mar, i ooute, met-
lie-se no lundo de urna especie de gruta por elle cava-
da ao lado da um dessea immcnsoa mooloes do guano,
que janlo em ruda delle.
Para l< gu, eim penetrar a causa, experimeoiou um
bem estar para elle detconbecido. Al manchas e reas,
que Ihe nodoavso pelle, deiapparecrio intentitel-
menle; ai forcsi reapparnro. e apenat tinbio passadb
doot me7ei, que elle abandonava lugar do ieu det-
lerro, e voltara, eom boaacorei. o membrot cheiot de
elnlicidade e vigor, p-ra a tui prmira oecupacio de-
b'iixo do teeto, donde ra baoido.
Esta cura mlsgrota anmoo outroi n.orpbeticot a ex-
perimentarem o etpeeifico providencial. O axito maia fe
oravel coroou tua esperanza : derio poblicidade a esnes
meiot oalutaea de fac! cura. A suas nttrt^t pireci-
rlo, poim, lio fabulosas a principio, que fojlo rece-
idas cooi muits reservi. Todava dissipou-so a incre-
dulidade i vitta da relelo de peitoaa da arte, que a-
pre-sirio-to a ir visitar estes depsitos do guano, oode
tetlemunbat oculares cooveocrio-ie dot effeitos Cura-
tivos de urna lubttinca, cujas virtudes nio podem ter
demaaiadameote exaltadas.
Grande numero de pessoas devoradas pela morpbi
ararlo, depoil de breve estada, na ilba de Chincha,
pe rio de Pisco, coberla de inmensas carnadas de guano;
dalli voltario lias o cboias de agilidae. As salularea,
propriedades desses excrementos oio podem oflerecer
duvida. Coostio de fados positivos reconheeidos por
urna inqiricio medica mandada faier pelo presidente
d6 Per, e que esta consignada nos archivos do governo
detta rapublioa. Acbio-se, pois, revestidos da mais so-
lemne sulhentieidade.
Demaia, a commissio geral dos hospitaet do Chile
mandou algunt morpheticos para urna daa ilhaa do teu
territorio abundante de guano, O estado mrbido des-
asa desgranados malher todos o din, e urna cura lio
prxima como segura deve, conforme o aviso dos mdi-
cos, ser o resultsdo de sua perigrinacio a estei lugire
regeneradoret.
Possio estas poucat reflexdes da um homem eetra-
nbo i medicina mas amigo ardeote da bumanidade
lineadas como sement nos lertes campos da scencia
medica germinar e desenvolver-se Possa um desses
genios que apparecam frequeotemente entre nos
lustrndose por tantos e lio honrosos Irabalbos, ap-
plcar olhos investigadores sobre o gusoo, e, submet-
lendo i analyse cbimica os elementos enrgicos que
o constiluem resumi-lo em extractoi cuja applica-
(io possa ter feita interior, ou ulteriormente como me-
Ibor preterever a arte.
Se, como osp.ramos, a chimica conseguir, depoil
de profuodo eitudo da naturea e da accio doa agentes
curativos desta substancia enriquecer o dominio da
iherapeutica a elephioliasit, harpa inmunda, que,
etpalbando seus pestilootot ettragoi por quati todas as
partes do mundo imprime um sello de re ro*aco e
morte sobre os entes que suja com o teu aillo di
appareceri para temple da superficie do globo.
Quede bencios se hio de dirigir "luelle, que livrar
deise ormidavel flagello tintos valles de Franca, asi-
lo infecto de en eneres de morpheticos, tantas cida-
dei das regiOet intertropical, laotoa patea da Asia
onde se mulliphcioem vastas closcas 1 Milbares de
reprobos, luctando entre o aotThmento e o desespero,
serio regenerados e restituidos as suss familia! o i to-
ciedade para ot queet erio objeeto de repulsao invenci-
vel. O cordio unitario, que, leparapdo ot dot seus
aemelhantes, os conservsva em estreilo isolimento
entregues sos horrores de lenta e ptrida agona, cari
para lempre quebrado, e cessarao de ser excommuoga-
dos pela sociedade. J. !'
(Journal du Bavri de 5 desetembro.)
(J. do Commerc'io. )
Vaiietlade.
O AMOR FILIAL.
Teve lugar, ba pouco tempo, na provincia do Rio-de-
Janeiro um icontecimeoto, que oio deixa de merecer
s honras da publicidt.de.
Um pobre velho, propietario de humilde cboupana
ede algumas brecas de trra, acbando se ja em estado
de nio poder trSbalhar, por sus avanceda idade o ou-
tioa oflrimenlos physicoa, viva dos traalhos de Iret
lilboi, e de urna filba, que para pouco chegava. Ot
dout Glbos mais velhos entenderlo, que s para si de-
viso trabalhar, pediiio ao pai, que Ibes marcasse para
iaso terreno. Fcil foi so velbo perceber o molivo des
n supplica, mai, tem dir o menor lignal de que bavia
adivinbado a inlenciodeseus ilbos, deiiou-lbes lvre
i etcolba do lugar, designando smenle o numero de
bracas em quadro; ditero uns, que 18, outios, que mo-
aot, eoutros linalmenle, que maior foi o numero del
las. Os dous pnroefos escolbrio, como ers de presu-
mir, o melbor e o mais cultivado terreno, e nio lorio
muito escrupulosos oa demarcecio. J se v, que peio-
rada ficou nio s a situacio do velbo, como a da filha,
do filho mais moc,o, al- que pelos esforcos destes.
ooadjuvsdos pela mi da Providencia, podessem lirar di
trra o que era milter para ai miii urgenlet necetida-
det da vida: not piimeiros das da nova plantacio o ve-
lbo arrastou-se a osse lugar, plinlou urna bananeira
pox-lbe o nome desse terceiro fillio, bem longe de pen-
lar, quedaste arbuilo vera a felicidade dettei dous
filb'oi !
Para oa dous maii velbot, paiece que a Ierra lornou-
le estril, enarvoret improductivaa ; o certo he, que
eliet, tribalbando t. oio forio mail feliiei do que
quando reparliio com o bom pai; e, para abreviarmos
a nona historia, diremos, que em urna bella manhaa
cobos abandonarlo a can paterna, tem que do relio
dot moradores te deipedinem, julgrio bem eteutada a
bencio paternal ; ambot em o roesmo dia senlirio pra-
ca, no meimo corpo, na meima companbie. Elle gol-
m, dado cruelmente no coraio de um pii. produiio to-
dot o leut effeitos; ja nio tinha s de luctar com o peto
dos aonoa, e de loffrer aa dores pbysicas, outra mais
borriseloaptoxiroava do tmulo, a da saudade de seus
lilhos, a da incerteza desuasoite, a lalla de noticias
Jeles. V -los antes de morrer era o desejo de cada ho-
ra, o pensamento dominante nos seus tonboi de todas
ai'noules : oobrio-se com o veo da tristeza, o luctava
entre a vonlade de ter reunido em roda de si todos os
seus lilhos, e. o susto da v-los soflrer o enligo da sua
iogralidlo : procurara noticias, e nenbumas colhia, foi
puniendo urna a urna todat aa suaa esperincM.
O primeirooaxodessa bananeira, que a todoi mara-
vilbou pelo lamaobo, produxio otufficienle para urna
entrada no nono gnnde jogo, na lotera ; o acaso, ou
aoleaa Providencia, quis que este moco lio dedicado
a seu pai, visse, viodo i cidade, um vigsimo do nu-
mero dat bracas de terreno, que seu pai bavia repartido
por cada Tilbo, e o compraste; anda a roda, sabe-lhea
grande lorie, compra uoreseravo, forncea casa de lo-
do o neeessario, e guarda algum dinheiro para eonti
nuar no jogo. Impoisivel be pintar o prazer doa dous
joven! vendo-se com tanto dinbeito, menos o do pai,
que cborava por oio ver pirlilbarem da mesma sorteos
ootios lilbos ausentes.
Aoimado pelo prmeiro lance de fortuna o moco ar-
nsca-sea novas paradaa at oblar um bilbete inleiro do
numero de buces em quadro, que Ibe locario, redun-
do a trien quadradai. se arlo 18, eomo noa disaeiio,
o numero do bilhele deveria ser 324. O certo be, que
anda o premio grande Ibe partencao ; e a misera cbou-
pana em breve te tianiloruiou em commoda bebilecio.
lia pouco tempo, que a ti neta d'um grande engenbo
lonuncava a con lusio d'umat bodat, erio ai desse mo-
to com a filba da um rjeo fazendeiro ; nena meame ho-
ra um dot irmiot apreteotava-te desertor, e pedia, que
o etcondessem; e anda nene hora a tela de urna daf
fortalem dobrava pela multo do um forjado, era a do
outro irmao. O velho t vio ot dous primeiros diss da
ventura de seu filbo obediente, espirouao terceiro aben-
Coando-o, o recoramenJaodo-lbe a sua nica filba, a
bella Emilia. U-
(Do Mircamtil)

COMMERCIO.
Alfendega.
Rbkdimbhto no di 26................6:098*675
DttearritaO kojt 27.
Brigue Candarmercaduras.
BrigueAmtliabalatss.
PolacaConiianlina- mercadoriis.
BrigueJunodem.
Consulado.
BBN0IHKHTO DO DU 26.
Oral.............................
Provincial..........................
Diversas provincial ..................
777*197
450*592
37*522
1:265*341
Moviiuentu do Porto.
iVaei'os nitrados' no dia 26.
Gleigow ; 62 din, brigue i ogle Glaucui, de 214 to-
neladas, eapitio Jo> Banks, equipagem 13. carga
faiendas ; a Adamson Howio Comptnhia.
Montevideo ; 30 din, galera austraca Fedili, de298
toneladas, capillo Barlbolomeo Gavagnin, equipa-
gem 13. em lastro ; a Le Bretn Scbramm & Com-
panbis.
A ano aludos no me$mo dia.
Babia e Rio-de-Janeiro ; piquete ioglex Penguin ,
commaodanle Waller Leslie.
Venis ; brigue bimburguez Car/, eapitio John Vis-
ser, carga alinear.
Trieste; galera dinamarquets Ospra, capillo J. J.Tol-
dito, carga assucar.
Sloekolmo; brigue sueco Uelena, espillo I. H. Knoll,
carga assucar.
Declaragau.
ASSOCIACAO COMMERCIAL
Na mesa da associacio commercisl primado Cor-
po Santo exiale urna lista para as pessoas que qui-
rerem voluntariamente subserever para o toccorro dai
familias perseguidas pela secca.
PUBLICACAO L1TTERAR1A.
AOS SENUORKS PBEGAD0RB8.
Todos os termoct da quaiesmae do advento, pane-
gyricoi oraeoea funebre e outiai pelo illuslie MAS-
silln, 2 graodet volumei em francs eom retrato
do aulor a frente. Vendem-te pelo mdico piejo de
20/ n. ; na ra do Crespo loja de Campoa & Maia ,
a. 8.
Aviso marilinio.
= 0 brigue Indipendenle ssbe para o Rio-Graode-
do-Sul no fim do correle mes. Roga-se aos Srs.
carregsdores de escravos maodem apromptai as guias e
conbecimenlos, que osduvem scompanhar,______
Leila
= Joio Keller & Compaobia lario leilio por in-
terveocio do coiretor Oliveira de grande lortimento
de fazendat proprin deste mercado : boje, 27 do cor-
rele ai 10 borai da manbia no teu irmaiem, ra
Crui.
da
Avisos diversos.
__Arantes S Brega avisio ao reipeitavel publico, que
deixou de ser seo caseiro Feliciano Beroardino da
Silva, desde o dia 23 do correle.
- Oflerec-se para eapellio de algume igreja, nesU
praca um sacerdote ; quem de seu preilimo se qui-
er utilisar. dirija-se s praca da Independencia, livra-
i, ns. 6 e 8.
Preciss-se de urna ama para o servico interno de
ma esta de pouca familia e que laiba perfeitamen-
engommar : quem te achat netlai circumslanciat,
irija-se o ruada Concordia entrando da ra Nova ,
ido otquerdo casa que fax eaquioa para a travessa da
mesma ra.
_ O biebarel Gaipar de Siqueira e Queiroz na-
tural do Par, retira-ie para a sua provincia levando
m tua comptnhia a tua eicrava de nome Aona De-
ara, que tem oomeado teu procurador netta praca ao
everendo.Sr Joaquim A. Marques.
= Louisa Klejensteuber retrale para Hamburgo.
__ Precisa-sede urna ama para todo o servico de
urna casa de pouca familia ; na ra daa Lerangeiras,
14. .
= A ama Felizarda, qoe j servio oa ra da Lsdea
do Reeife n. 23, queira dirigir-ae a maama easa ,
para negocio de teu iotereise.
Di-se diobeiro s juros sobra lelogioa de ouro e
trancelins obra moderna ; oa ra daa Flores, o. 18 ,
easa de relojoviro.
= Arrendaose 4 casas Ierren pequensa oa ra
doto a ponte grande da Panagem-da-Magdalena e
urna padaria acabada de prximo eom seu competen-
te forno ; na ra da Gloria Morado n. 59.
Precisa-se de una ama eom muito e bom leite ,
que seja lirre e desimpedida e que saiba bem peosar
urna enanca ; na ra da Praia de S. Rita sobrado
n. 1.
Piecisa-ia alugar un moleque ou urna creta
para tervir a urna caja de homem lolteiro : na ra da
Croa, oo Recite n. 37, segundo andar,




Uin homem ipprorado en todas n materias, que
diiem respeitoas primeiras ledras, e que abe msica,
e ofierece para ensinarem algum engenbo ou laien-
da por mdico preco ; tamben entina por cuas par-
ticulares ncsta cidade. O meamo te oflerece para ir
qualquer commitiio de negocio dentro ou fura' da
provincia dando para ludo fiador a tua conduela.
Ouum de teu presumo te qui'er atilitar dirija-ae a
ra Direita n. 39
A commissio administrativa lajrhuja sao ai ho-
ras do cottume para tratar dat propottat de convida-
dos para a partida da abertura que deve ter lugar
no da 4 do p.. futuro wei
Manoel Joaqoim Seve embarca para o Rio-de-
Janeiroo teu escravo Joaquim de afio Songo.
Lotera de S. Pedro Martyr
de Olinda.
O pouco adiantamento que tem tido a venda dos
bbeles detta lotera, occationado aem duvida pela fal-
ta de nutueraiio que te experimenta oesta provincia,
e calamidades que attolto ai do Norte, para onde era
vendida urna nio pequea porcao de bilbetei, fez cora
que o andamento dat rodat da mesma loteria te nio
podette realisar no dia 26 do presente mea como se
havia aoounciado viato queapenaase tem eflecluado
a venda de pouco maia da melada doa refuriuoi bilbe-
tet : e como, em procenca desta nio pequea difficul-
dade nio pode o respectivo thesoureiro ter compelli-
do a faser impossiveis, declara que os ditot bilbetei
continuio a ettar a venda noi lugares j publicadoa e
que, dado o bilanco exacto do que se ha vendido ter
brevemente marcado o dia imprelerive! da extraccio.
= Braulio Rodrigues Tcixeira commuoica a todoi
os mus credoros, especialmente sos que morlo Cora da
juaga que sua botica eludo quanto possuia, con-
sistente em letlr., ttulos e algum dioeif ero cdu-
las Cora consumido pelo incendio, que houve na nou-
te do dia 22 do corrente o que reduzira o annunciao-
te a um estado de completa indigencia.
= Em respotta ao annuneio do Diario de 25 do
corrente, n. 45, declara-ae, que a casa n. 22, lita atril
da matriz de S. Antonio he loreira ao otorgado dai
Alagai.
= Precisa-se de um caixeiro que tenha bailan-
te pralica de luja de ferragent: na ra do Queimado ,
loja o. 13 de Antonio Jos Rodrigues de Sou/.a.
= Os bilhotes os. 974 e 1629, da primeira parte da
terceira loteria a favor da'igreja matriz de >. Pedro
Martyr da cidade de Olinda, pertenceai ao Sr. Joao
Antonio de Lourido, do Haranbio.
= Aluga-te um tobradode um andar a lotio com
muilos commodot para familia na ra doa Qoarteia:
a tratar na praca da Independencia, ni. 24, 26 e 28.
Precisa-te de urna ama pira urna oaia de homem
solteiro ; na ra da Cruz no Recife n. 37, segun-
do andar.
= No dia 22 do corrente, ai 11 horas da noute ,
eitindo o abaiio aitigoado dormindo na porta de la
linda na ra do Livrameoto n. 5 entrou urna
preta, baixa, e tecca e Ibe lurtou urna casaca por aca-
bar estando em quarloi e ai mangas por pregar ,
umat calesa do mesmo panno ja promptaa urna ca-
sa:! preta em meio uso urnas calcas de princeta, urna
jaqueta de etguiio um lenco preto em meio uto : ro-
ga-se a peisoa a quem lorem oflerecidos alguna desloa
objectos de os apprebender e no caso que oa le-
nlia comprado. vir receber o importe dellet na dita
tema. = Antonio Ftrreira i Souia.
O secretario da irmandade de S.
Jos d'Agonia, erecta oa i g reja de N. S.
da Perda, faz sciente a todos os irritaos,
que domingo, i de marco, pelas y ho-
ras do dia llavera i euniao da mesma ir-
mandade, em mesa geral, |>ara se tratar
de objectos de grande interesse, e dos
quaes depende a continuacao da irmanda-
de : e por isso o secretario roga a todos os
da Senzalla-Velba por preco co ai modo ; tem quin-
tal cacimba e estribara para doui ou tre cavalloi: a
tratar na 10a da Queimado, o. 10 terceiro andar.
= O capillo do patacho Coruio-tte-Pimamhuco ,
Antonio Jos* de Abreu tegua para o porto* do im-
perio e leva em tua co apan bis sua mulher Mara
Gertrudes Callado de Abreu e o seus ibos menores
Joaquim, Martinbo, Caetano, Candida, e Antonio, o
urna eterava de nome Mara Catanga.
L^m
s lt
Vende-se mais superior sarja
larga hespanhela, s de linho pre-
tos superiores, panno preto muito
fino, casimira preta franceza els-
tica muito superior, merino preto
o mais fino possivel, e outi-as mui-
tas fazeadas por preco commodo:
na pracinlia do Livramento, hoje
i na do Queimado, loja nova, n. !\6.
Trancelins de qualquer modelo, aoneis, litas, flores,
aderecoi, pulceiras, brincos, &c.; tudo o mais bem
eilo possivel e por preco mdico.
- Na ra Formosa, atria da ermida dos Inglezei,
eaaa n. 1, precisa-le de ama criada para o" tarrico in-
terno de urna casa.
- Alugio-ie don caas terreas ns. 3 e 5 defronla
dolbeatro novo: a tratar na ra Cadeia do Recife,
o. 40,
= As 11 horas do dia 21 do correte recolbeo um
matulo um cavallo no armazem do sal da Boa-Vista ,
o. 6 : e como nio tenba apparecido o dito matulo e
julga-se ser furtado o dilo cavallo roga-ie a qoem
for seu dono, de o ir tirar, dando os ngoses certos ,
e pagando toda a deapeza.
Fugio um pipagalo muito falledor, a suppCo-se
que levou um pedaco de crrante em un p: quem o
pegar querendo restituir, leve ao Hospicio litio
n. 8 que* aer geoeroiamente recompensado.
'Compras.
Comprio-te etoravoi de ambos os aeos ; sendo
de 12 a SO annos, a com boas figuraa pagio-se bem :
na ra Nova, loja da lerragena n. 16.
Coinpra-.se urna rotula uiids, oualguma grade ;
na roa de S. Rita o. 91.
Compra se urna oasa terrea em chaos proprios ,
em Oliods sendo as ruaa seguinles : Aljube Qua-
tro-Caolos Amparo, 5. Joao e Misericordia nio
excedendo seu vslr de 200c at 250.1 rs. : quem tiver,
annuncie.
, Compra-se cobre virilha-funda,
por tnetade do seu antigo valor : na ra
do Queimado, loja de miudezas n. G.
Comprio-se sementes de todas arvores de boa
fructa e juntamente de arvores de boa madeira ; pa-
gs-se bem qualquer porcio : quam tirar annuncie.
*= Compra-ss pape! iujo sendo disrioa melhor
na ra dos Quaneis, ao p da polica n. 19.
Compra-se urna rola da Aogola ; quem tiver
annuncie.
preco commodo ; no Alerro-da-Boa-Vista, fabrica deleita figura e be perfeito carreiro ; duai negrinhu
licores, n. 26._____________________Ida 11 a 13 anno com bons principios de costura ej
arranjo da urna casa : ao paleo da matriz de S. An|0
nio n. 4, segundo andar. _____'
Vendem-se borzeguins guapea-
rlos para bomem, de ns. 35 e 3t, a
4,s*5oo rs.; ditos de meia gaspea, de
ns. 37, 38 e 43, a 4fooo rs ditos
de ponta de lustro a 3$2O0 rs.; bo-
tins de Lisboa a as'56o rs.; sapa tos
francezes, de duas palas, h 3'Goo
rs.; sapa tos de mirroqum, france-
tes, com fitas, para sent<
laoo rs.; ditos d cordavao,
Lisboa, para senhora, a qoo rs 1
par ; ditos de lustro para menina,
n. 27, a 900 rs. ; ditos de tapete a
1 s'000 rs.; ditos para menino (chi-
quitos) a too ; e outras militas agi-
lidades, por preco commodo, ni
ra da Cadeia do Recife, n 35.
Vendas.
iruiaos, queiro comparecer na referida
igreja a hora indicada.
Aluga-sc o segundo andar da casa
n. 20 da ra Direita, com boa vista, e
bons com modos ; assim como o primeiro
andar do sobrado da ra da Senzalla-Ve-
lba, junto ao Sr. Lasserre, muito fresco,
e com bons commodos : a tratar na ra
do Collegio, segundo andar, n. 14, ou no
Recife, armazem de Bacellar, a fallar
com J. Marcellino da llosa.'
= Precisa-sede um padeiro, que entenda perfeita-
uientede msssa paia administrar o trabelbo de urna
padaria : na ra Direita, n. 82.
Tem-se contratado comprar a casa n. 22, atria
da matriz de S. Antonio que ha pouco foi arremata-
da eaa praca e neite acto designada co o terreno lo-
reiro: e porque baja niito engao deeja-ae taber
le ha dono ao referido terreno.
Urna penoa de saber e capacidade e que ja
teof pralica do emioo propde-se a dar ligos da pri
meiraa lettris, grammatica nacional e msica poto
melbor methodo possivel, em caaa da aua reaideaaia ,
ou em ditas particulares afisoeando o booa eproveita-
mento. A pessoa que se quitar ulilitar do mu pres-
inti dirija-sea ra Bella o. 11 que achara com
quem tratar.
= Aluga-se urna easa terrea oa roa da Soledade ,
com 2 salas, 6 quartoa quintal murado e outro cerca-
do : a tratar oa ra da Aurora o. 58
Aluga-se, por commodo preco, una soto de um
aaaa na tua Augusta ; queaa o pretender dinja-se a
ra do Collegio, n. 8.
=Aluga-se uro sitio que tenha pasto para 4 vsc-
cas posto da praca embora nio tenba muraos ao-
rados ; no Aterro-da-Boa-Vista, n. 26.
=Arithmetices e Algebras de Lacrois para uso do
collegio dai artes e do lyceo. Vendem-se na rus di Ca-
deia do Recife loja de Cardot Ayres
= Vende-se urna bonita preta de Angola de 18
annos, sem vicios ; um moleque, de 14 annos, de
bonita figura : a ra cstreita do Rozario botica ,
n. 10.
= Vendem-se vsrios esersvoi, bonitss pegas; urna
preta, que lava, cozinha o diario de urna casa, e cose;
um mulatinho de 12 annos de bonita figura pfo-
prio para pagem : na ra da Crui n. 3.
= Vendem-se na ra de Apollo armazem de al-
inear n. 4. A, fechos de pinbo do Porto muito boas,
que levao de 13 a 20 arroba de anocar, por prego
commodo
= Vende-se urna caa de lobrado de doui andaras ,
na ra do Fogo n. 18 : a tratar na ra das Cruies ,
n.20, primeiro andar nosdias tercas, quintss-fei-
ras eiabbadoi.
Vende-se cera de carnauba em porcSes e a re-
talbo por prego commodo ; na ra da Cadeia-Velba,
b. 2.
= Vende se urna esersva erioula de 14 annos,
com principios de habilidades ; ums serava da Costa ,
ptima quitandeirs; um mulatinbo.de 10 annos, pti-
mo psia pagem ; um dito de 22 annos muito retor-
cido, para o servigo de campo ; um escravo de nagio ,
de30 annos, bom serrador e muito postante t na ra
dat Crutes n. 22, segundo andar.
si*. Vende-sa um terreno com 86 palmos de frente
*, 612 ditos de fondo, \ todo atterrado e com caes
de pedra e cal do slinhanftnto da ra da Aurora em
S. Amaro junto a lundigio : a tratar no mesmo lu
gar com Manool l'erreira Lima.
Vebde-se muito superior potassa
da Russia, em barra pequeos, pelo m-
dico preco de a4o ria a libra : na ra do
Trapiche, armazem de Jos Teixeira
Basto.
= Vendem-se moendas de ferro para engenhosde
sssuoar, para vapor agoa a bastas de diversos tama-
iihos por preco commodo; o igualmente tsixas da
feuo aoadoe batido de todos os lamaabos : na pra-
ca do Corpo Santo o. 11, em casa de He. Calmool &
Compaabia ou na ra de Apollo trmizean, n. 6.
= Vendem-se 4 pardas, de 16 a 20 aaoos, com
habilidades ; 3 predi de 17 a 22 annos com ba-
- urna negrioba de 13 annos; uin'preta fsals de bicho; urna commoda de amerello ; urna
bilidadea
da Cosls de bonita figura de 20 annos ; dous pre-
ios para o servigo de campo, por prego commodo: atrai
da matriz da S. Antonio n. 16, primeiro andar.
= Vende-se a armagio da venda do pateo do Has-
pilsl, n 27 opmsolio e mais perteaces, por prego
commodo: no Muado-Novo, venda n ,6 de Nicolao
I Rodrigues da Cunas.
MUITO BARATO.
Vende-se una psqaeno sitio a margem do Capi-
baribe com casa de vivenda coqueiros a ierra para
plantsr alguma couia agoa de beber muita Irasco e
alegra com estrada pela Passagem e pelos Afogados;
as msis proporges se dirn ao comprador : na roa de
Agoai-Verdes, o. 21.
as Na loja da Jos Gomes Leal, ns roa da Cadeia
do Recile vende-so boa ssrja preta, por commodo
preco.
m* Vndese ssrja preta. portuguesa, muito boa, por
prego oemmodo ; um relogio saboneta de preta pa-
tento ingle; estopa do Porto boa para roupa de es-
cravos por ser enoorpada : na ra da Senzalla-Velba,
n. 142 segundo andar.
= Vende-se um preto de nagio socador de asso-
csr, Irsbalba en padaria, a mesmo ha proprio para aa
genbo, por ser robusto; na tua da Sensalle-Veiha ,
. oa
Vende-se um sscrsvo srioulo da idsdada 22 an-
nos de bonita figura a sem vieioi: na ra do Pilar,
o. 135.
Tivolly da ra do Crespo.
j ;.!! ajas s sps: Jc;:sd: sp sjj;q sos jsjjr.o
'Si soiuaqomb a iiuj oaua a apea ap eos op cid
-tqo orno ispoetsj a)inut salino a '. soiuu stop a
' spas a pntiiuii io3ua| : amsaj i u sojujaojio a
iiu snop a tpui||ou iitfui jadad lajusma '. saq|in8
adsa stpoej sag|ia saj03sasipo|opseijtt iou
-jspoui 'uijiai ap isiusui ssoq sapipuenb sa sapoj ap
soju| a ss|ii|3 ap 0)Uuii|ios uioq uin '. opaaoa o sai)
-ad a loajni topsaiu a siSjsj sszaautjj ss|;qe opas
-oa o suaiuu atop a 'sajpai ap aezaauuj sajip sa)ou
atou a sojnasa tagjpad too sopii>ai' soJt| soptosj
opasoa o ijijtd aiaui a oqtiq op ojiaqoy ap stjiqa
opasoa o laaijad oj|anb a oSjej ap ioui|td moa ti
-ejd iifliuijd opasoa 0 isasjid oauo t tssiiaa-ajqoi
a saaasta ajad tudoid oiinu sad|S opo o 1 |iui
zaj| a ajn8ii| ap I0m|td moa ojajil 901 joui opui
-moa oaaad jod 'aoq u)inui 'i|oquidieq aiip opasoa
's |;uj snop a oqsrj uta sspeauqaj ]ajd isIjii
Jad o sujju atop a aioqoas sjsd siudozd san*
uiai e topap loiam moa tajos ap a ijaid ipas ap saaO|
opsaoa o siaui a ssoatad osianb nnnsat asad ibjd
-as ap spas as-apuas oinotuy *$ ap oaia o ajad ai
-uaj) moa 'o)a||03 op am ap auinbsa ap t|o| asj =
Potassa americana.
Vende-sa a 240 rs. a libra da melbor o mais no-
va qua exisle oeste mercado ; no aroiaiem do lira
gues ao p do arco di Conoeicio ou a tratar com J.
J. Tasso Jnior.
Vende-sa ums espa de lila, nova para padre; na
ra Direita a. 6, primeiro andar.
Vende-se sois do Aracaty, muito boa ; aa ra da
Cadeia do Recife loja da ferragens, o. 44, por pre-
go commodo.
Vende-se, ou permuta-se por casas
terreas nos 3 bsirros do Recife, um armazem grande de
pedra e cal, com 50 palmos de frente, na ra de Apol-
lo no Recile, o. 30, departe da otar com muitss
proporcoes psrs se levantar um elegante predio, a com
desembarque no fundo, proprio para algum estabeleci-
fflento, que se quiter por, por ser tambero de esquina ,
e por se Ibe poderem abrir pollas e janellss no oilio da
parle do Norte ; e juntamente com o mesmo predio
vendem-se duss canoas d'agoa urna nova a a oulra
ero bom uso "duas abertas e grandes, e 5 eraros cs-
noeiros: a tratar na ruada Senialla Nova venda de
Jos Pereira.
Vende-te urna roulatinlia de 9 a 10 annos de
idade com principios de costura ; na rus da Hortas,
o. 54.
= Vende-se, por prego muito commodo para fe
cbar urna conta, superior lelim preto da India e pen-
tea de marrafa ; na ra da Cadeia o. 52, casa de Luit
Gomes Ferreira & Companbia.
Vende-ae urna grammatica francesa da Serene ;
um Telemaco ; um diccionario francs e portugus de
Constancio aegunda edito ludo em bom estado :
na Camboa-do-Carroo, estanque de tabaco n. 22.
= Vende-te um litio em Paralibe ; urna preto da
14 annos; um preto official da sapateiro de toda obra,
de idade ae 25 innos, sem vicios; i moradas de ca-
sas ; urna canoa de carreira ; tudo em Igusrss. :
tratar com Jos Antonio Coelbo.
Na ra do Hospicio n. 14 vende-se urna par-
da de 16 annos sem deleilos, sabendo engommar,
e coser costura cbis.
= Vende-se ums cus grande e com bons commodos,
quintal bastante grande, a com varios arvoredos na
ra da Cooceigio ,0. 14 : a tratar na d'tacaia.
Vende-te arroi pilado a ll* re. o slqueire;
muito boa manteiga, 1 960 n.; dito a 720 n. ; talba-
rim a 240 rt. ; ctfem grao a 180 rs. primeira
torte; cba de Litboa a 3500, 2560 a 2400 rs.; la-
tra s 240 rs.; esperncele a HUO rs.: os ra es-
trella do Rosario, venda da esquina, a. 47.
Vende-se orne mesa de Jacaranda, de meio de
S.
--Vende-se o drama histrico oa napoieso ei
Helena; o celebre e curioso drsma Ernsni, que
representado no ssbbsdo ; e outrot miis; Bulln e0
42 volumes, com estimpat, por 25; n.,' J. J. ,,.
sesu 23 v 16/ n. ; dicciomno unirenil francei
e ingles o vice-vena ; algum minuaes, e outrai mili-
tas obrss da artes e officioa : s fallar com Joio da Du-
bois, na roa dos Quarleie n ll.
*= Vende-se poluta americana, ltimamente sin-
gada am barril graodei a pequeos ; lengos peatM
de seds da India ; setim preto de Maceo ; velas da es-
permaeete de 4, 8 e.6 em libra ; cera amaren t|.
odio irosso para saceos; tudo por preco commodn
em esas de Mstbeus Austins & Companbia na ra di
Alfandega-Velha n. 36.
r1
Vende-se, na ra da Cruz, n.
60, primeiro andar, cera em velas,
recebida directamente de urna das
melhores fabricas do Rio-de-Ja-
neiro ; he de ptimo sortimenlo,
e por preco mais baratu do que
em outra qualquer parte.
Vende-te a venda da ra da Cadeia do Recife,
o. 1 admbeiro, ou a prazo : a tratar os metan
venda.
Escravos Fgidos
tuda
tanda de marceneiro com lodos oa pertences;
por prego commodo ; ns rus do Aragio, a, 33.
= Vende-se um escravo uiuilosadio e mogo, com
principios de serrador. e sabe fabricar velas da car-
nauba ; farmba lina e entre fina emsaccas, por pre-1 ra do Fogo.
00 commodo : oa ra da Cadeia-Velha arma em ,| ______
deeisuear, n. 12.
Fugio, na madrugada do dia 7 do crranle, da
sidade da Olinda, urna parda de nome Cosma pare-
cendo branca por ser bastante clara cabellos corls-
dos e corridos, estatura mediana nio mal parecida,
olbos prelos e grsndes sobrsncelhas grosias, coa
(sita de denles na frente peitos grandes, ps e mioi
regulare ; em um dot pt tero unta pequea ferids ea-
Ira os dedos que nio a deixava andar bem ; o dedo
do meio da mo direita, na ultima junta, be defeiluoso
de um peoaricio; representa 20 e22annosde idade;k-
voo alm da roupa do eotpo, urna trousa com um ves-
tido de chita novo e algumaa camisas seodo 3 de eii-
dapolio fino ainda em folba e i't rt. em cdulas:
quam a pegar, leve a aobredito cidade de Olinda ai
ra do Passo-Csstelbano csss contigua ao Ihestro,
ou na Reeife ns ra da Aurora n. 12, que tsra ge-
nerosamente recompensado.
= Fugio, pelas 3 horss e meis da tarde do dia 19
do corrente urna preta criouls de nome Fauttins,
de cr preta bocea grande nariz chato ; quindo
falla parece estar astutlada e o melbor lignal qua tem
he ter tignaei mi palmas das mos de lar levado bi
poucot diat, bolos por oulra fgida que le ; ja foi'vis-
ta na praca da Boa-Villa e pela ra da Conceicao da
mesmo bairro ; levou vestido de chita sujo de cozi-
nha camisa de algodio e panno da Costa: quem 1
pegir, leve a ra da Sentalla-Velba n. 142, tegundo
andar, que ser recompensado com generosidsde.
100^000 ris de gratificacao
a quem trouxer um escravo de nome
Antonio, naco Muchicoogo, de estatu-
ra regular, pouco se entende do que fal-
la, he delgado do corpo ps pequeiios e
seceos, o rosto descarnado, os denles da
frente um tanto sabidos levou vesti.Jo
ceroula de algodo e camisa de baeta
Este escravo j fez urna fgida e foi pe-
gado na villa do Cabo ; e em fins de ou-
tubro prximo passado fugio de um sitio
do engenho Junqueira: quemo levar a
seu senhor Gaspar da Silva Froes, na rus
das Trincheiras, n. 18, ou no dito enge-
nho a Miguel Garcez A Ivs Lima, rece-
ber a quantia cima
= Fugio, em Janeiro de 1845, urna preta de noo
Joan na do ganliu do Angola de idade de msis da
50 snnoa desdentada beicoi grossos de estslu"
regular, falta bem quando quer ; conserva sempre um
lengo amarrado na cabega ; suppOe-se estsr em Cuati-
ri icima do Limoeiro por ter neite lugar um preto de
nome Joaquim de quem ella he mulher por 'er
vindodesle lugar unta vex : quem a pagar, leva a riu
estrella do Rozario a seu senhor, que mora defronte di
A!lgs-ss S.SSSB u suaradoa. &, da rua| "vaadaai-sa painai de coqueiro aos cantos, por = Veaae se um prato criouio bem moco debo-jn. j i>a tvh de m. k. dk-fakj*
m