Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08751

Full Text

1
1846.
Terca feira 24
O MAMO publ^-se oda *
l" of nuncios los .signantes sao 1.1-
,a Vos a razSo de 20 rl. por lUha. 40 rs.
'" n din*" nto, cas repetlcoe. pela ine-
'". ;1osque noforem asonantes pagao
;',';; 'r?l,,h.,e 160 cmiypo d.flerente.
yaASESDALTNOMEZDEFEVRREaO
,, a 3 as 2 hor. e. 51 min. da man.
fre,22ta a 11 as 6 hor. e 51 inln. da man.
I-"a c*e'l 19 a2 hor. e X) min. da man.
{aCa a 25 af5 hor. e II min. da tard.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Goianna, e Parahyba, Segd." e Sextas fciras.
Rio Grande do vorte, cheganas quarlas
feiras ao nielo da, cparte nastoicsinas ho-
ras as quintas feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Fonnoso, Porto Cal-
vo, e Macey, no 1., ti e21 d>- cada mes.
Garanhuns e Bonito a 10 e 24.
Boa-Vistee Flores a 13 e 28.
Victoria as quintas feiras,
Olinda todos os das.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 3 !>. e 42 minutos da tarde.
Segunda as 4 h. e 6 minutos da manhaa.
de Fevereiro.
AnnoXXIt N. 44.
DAS DA SEMANA.
23 Secunda S. T-azaro, aud. do i. doso.f.
t do J. do C. da 2. v., do J. M. da 2. v.
24 Terca S. Matbias, S. Pretxtalo,, fc-
delberto.
25 Ouarta de Cima. S. Cezario, aud. (lo j.
do Cl*. da 2 v., e do .1. d paz do 2. dist.
2G Quinta S. Torcato, aud. do J. de or., e
doJ. M./la.v.
27 Sexta S. Eustoquia, aud. do J. do civ. ua
1. v., c do J. de paz do 1. dist. de t.
28 Sabbado S. Serapio, aud. do J. do civ.
da 1. v., e do J. de paz do 1. dist. de t.
1 Domingo S. Seulberto.
(.\MB10SNO DIA21 DE FEVEREIRO.
Caurii. sobre Londres. 27 d. p. l^a 60 d.
Pars 350 ris por franco.
Lisboa 105 p. o. pr. p. m.
Desc. do let. de boas Orina* 1 Vi p- % mez
On-ro-Oncas liospanliolas SOTiftO a .11*000
. Mocda de(> d.-tiMOOnov. m>W a I6800
de 4*000 IW7U0 a WUIO
l'rolo-l'atacoes .... I#M0 n I.1W0
Pesos Coluiuuares IKiO a l.^l/O
. DIIMMexicano*. 1^860 1M80
. Prata Mluda 1/600 a 1/720
Acedes da C do beberibe de 50,0000ao par.
DIARIO DE PERMAMBUCO
PARTE OFF.CIJUL.
Governo da provincia.
EXPEDIENTE DO DI 1 DO COMIENTE.
OfflciosAo juit relator da unta de justica, tram-
milt.ndo, pra serem definitivamente julgados os pro -
l,oi dossoldados Camillo Monte.ro e Jos Manoel
I .urindo, do primeiro de batalbao de cacadores. e Lu.z
Jos Das, do segundo de artilhar.a p; e de M.guel dos
Anios, tambor da coropanbia de artfices.
Dito-Ao inspector da Ibesouraria da fatenda. de-
clarando, quo o lolicitador interino do uno dos fetos
dee continuar a aervir, emquanto durar a licenca de
hdou.mezes.que, par. tratar de.eu restabelecnento,
cMeicoiolicitadorellectito.Feliil'ranciseo da Souxa
Magalbies. ttlJI
DitoAo mesmo, determinando, mande por a diipo-
sicio do presidente do conceibo geral de salubridade,
piraassesiSesdeste, o segundo andar do trrelo d al-
fandega, onde ellas dantes se verificavio. Autonsou-
,co preiidente doconcelho geral desalubridade a man-
dar faier ai obras, de que precisasie o referido segundo
indar, e pattieipoo-se a ihesouraria das rendas provm
ciaes. ,, c j
Dito- Aovigario geral desta diocese, significando,
queoescrivio do respectivo meirmho geral, Joaqun
l'erreira Loureiro. cujos documentos Ibe devolve, oio
pode segundo inlorma o commandanls superior n.eri
no da guarda nacional de Olinda e Iguarass. ser eli-
minado da listado servico aotivo da meama guarda na-
cional.
Portara Ordenando, que a Manoel do* Santos Nu-
nes de Oliveira se pssse patento de mejor da legiSo da
guarda nacional de Iguarass. Parlicipou se ao res-
pectivo commandaote superior interino e ao nomeado.
Commando das Armas.
EXPEDIENTE D DIA 17 DO COMIENTE.
OITicio Ao presidente da provincia, ponderndo-
le a conveniencia de destinarse, para aquaitelamento
de qualquer crpo de tropa, o proprio nacional, que
icaha de ser evacuado pelo lyco desta eidade, e que
outr'ora servio de alojamento a companbia de operarios
engaj.dos, visto a falla de edificios para quarlei, mor-
menle quando se espero pelo regresso das pracas do se-
gundo batalbio de artilharia a p, que se achilo em ser-
vico na provincia das AlagAas, o qual est actualmente
muito mal acoumiodado na lortsleza do Krum.
n.,-___5 ojcjaso, psrticipsodn-lhe. que a ordem do
governo imperial de 24 de Janeiro ujtimo a cerca da
baila do oldado do primeiro balalhio decacadores, Ma
noulJos do Espirito Santo, nao pode ser executada,
por ter o mesmo soldado fallecido al2deste mez, no
hospital regimental.
Di Ao mesmo. submetlendo a sua final appro-
vaQo o termo de empreitamento .do concert das esti-
vas e manjadnuras da coxia da companbia de cayslla-
ia, na importancia de rs. l:025, ngo obstante j es-
tar esse concert autorisado por S. Exc. em oflicio de 28
de Janeiro prximo pastado.
Dito Ao mesmo, informando o requerimento do
primeiro cadete do segundo batalbao de arlilharia a p,
Muumiano llenriqu i da Silva Santiago, que supplica
licenca, a fim de estudar os preparatorios exigidos, para
poder matncular-Sd na escola militar.
Dito Ao mesmo, informando o requerimento do
anspecada do quaito baUlhio de arlilharia a p, Joo
de Vergas, que ao gnveroo imperial pede passgem pa
ra o deposito do Rio-Grande-do-Sul, em cuja provincia
(em familia.
Dito Ao coronel commandante do segundo bata-
Ihao de arlilharia a p. aceusando o seu oflicio de 13
deste mez, acerca da implioancia, em que se acha, de
dar ai nformac5aa de conducta pertenoentes ao segun-
do semestre doanno indo, psj(alta de documentos e
outroi papis, que exigir do oficial commandante da
frca do mesmo batalbao, destacada na provincia das A-
lagas, eque nio Ibehavio sido at o presente enviados;
e declsrando-lhe em reiposta. que, estando, como esla,
considerado neita cMade o referido batilhlo, e convm-
do faier cessar os inconvenientes, que fizem retardar o
cumprimento das ordens imperiaes, devia dirigir ao
referido commandante da frca all em servico suas mais
terminantes ordens. para que taes documentos e pa-
pis Ihesejo pontualmente enviados, lembrando-lbe
a execucio de seus deveres, que S. S., na qual.dade de
commandante de batalbto, esta babiliudo a laxe los
observar pelos meios, que a lei tem posto a leu alcance.
Dito__ Ao mesmo, communicando-lhe, paraTater
eflectiva, a ordem do governo imperial, que manda re-
colhcr b corte o segundo lente do batalbao do seu
ominando. Manoel- de Siqueira Campello, para conti
nuar seus estudos na escoia miniar.
oblivera de S. Exc., o Sr. presidente da provincia, licenca,
a fim de estudar os preparotorios exigidos para se poder
matricular na escola militar Igual communicaco se
fes ao capitio commandante da companhia de cavalla-
ria, sobre os primeiros cadetes J. P. C.J. daGama, A.
P C. J. da Gama o M* P. C J da Gama. "
' Dito Ao tenente-corooel J. M. I. J. da V. Pessfla ,
devolvendo-lhe o inventario do material da fortalera do
Hrum, entregue ao seu sucoeisor. para que nelle addi-
cionaase os objectos mencionados em urna relaco as -
signada pelo tenente-coronel Leal com especificagao
dos que seachioembom e mo estado, como desuna
a mesma relaco, cumprindo, que ao inventario, que li
cou no archivo, se fizesse igual addicionamento, o qual
devia ser por S. S. e por o referido tenente-coronel
Leal assignado.
do, que ene trabalbo tom'de ser remettido ao governo
imperial em cumprimento de suas ordens, digna-se V.
Exc. scientificar-me, se, nrjo obstante nao me terem
sillo remettidas as indicadas listas, devo eu satisfaxer a
Biigenciade V. Exc, enviando-lhe o imperleito tra-
bilbo, que tenho organisado, visto que talvoz que as-
ini memo possa servir ao< fins, que o mesmo governo
lem em vistas. Dos guarde a V. Exe. Cidade do
Kecife, 18 de favereiro de 18*5. lllm. e Exm. St.
Antonio Pinto Cbichorro da Gama, presidente da pro-
vincia. -Oencarregado da estatistica, J. M, Figuitra
dt Mello.
PERNAMBUCO.
ESTATIST1CA DA PROVINCIA.
lllm. e Exm. Sr. -Tendo requisitado aos anteces-
sores do V. Exc. por meus oflicioi do 4 dojulhode
1842, 15 de ulbo de 1814, e 20 de fevereiro do aono
(indo, os mappasda populacao de cada urna dis fre-
guezias das comarcas do Santo AotSo e Rio-Formoso
que servirao de base ao mappa geral, que os extioctos
prefeitbs de polica baviSo remettido a presidencia em
1838, e nao me havendo ebegado as maos esies map-
pas. sobremanei.a oecess.rios aos trab.lbos estatisti-
Dito I Ao mesmo, dixendo-lbe em resposta ao seu cosa meu cargo, segundeo plano, que Ihes tenho dado
oflicio de 0 do correte, que. devendo os r.os militares de conormidde com o programma. que acompanhou
oinciooiuuvw'i '.1 ._______;j .j:_ ... ,! ri,m residencia, de novo rogo a
Miscellanea.
ser iulgados as guarnicoes onde commettio os di
Helos, pela facilidade de promoverem as suas defexas,
mesmo de se Ibes lormar a culpa, convinha faier segu
- ao contrato.feiio com a presidencia, de novo rogo
V. Exc, que se digne expedir as suas ordens, para quo
me sejSo remeltidos esses mappar. ou em sua (alta se
oTpTru aTe p V.Tp^irT; d.. Atap^ o. dous org.nisemou.ro. por intermedio da polica. Muem
opporiunameii.o p p ,.: lla R,rrn, .n.eii.lmente incumbe esse Irabalho em virludedo
desertores Gabriel dos njos, e Joaquim de Barros,
fim de serem all sentenciados.
IIH-.M DO DIA. 18.
Oflicio Ao presidente da.provincia, enviando-lbe,
para serem preientes a junta de justiga, e a final senten-
ciados, os procesaos verbaes dos reos soldados do primei-
ro bBtalhio de cacadores Camillo Monleiro. e Jos Leo-
nado; bem como o do reo Luix Jos Das do lercoiro
batalbao de artilharia a p, boje segundo.
IDEH DO DIA 19.
Oflicio Ao presidente da provincia, remettendo-lbe
o proceiso verbal do reo Miguel dus Anjos, tambor da
companbia de artfices, com o que ficava preencbdoo
seu despacho de 6 desie mea.
DitoAo mesmo, inlormando a requeiiui-iiiu uu
alferes do quarto batalbao de cacadorea Francisco Euge-
nio Teixeira, vindo preso da corte com destiqo ao Pa-
ra, que pedia, so Ihe mandasse abonar tres mexes de sol-
.do para se poder alimentar na priaSo, visto Ibe falta-
rem os precisos meios de subsistencia em alheia pro-
vincia.
Dito Ao meimo, informando o requerimento do
segundo cadete do querlo balalhao de arlilharia a p,
Gracindo Pinto Ribeiro de Bulbes, que pedia licenca
para estudar preparatorios.
Dito Ao coronel commaodante do segundo bata-
lbao de arlilharia a p, communicando-lbe, que o pri
meiro cadete Maximiano Heoriquo da Silva Santiago
aB^BsafffXtta^aBiaijajASMBjiESHXsac
A ttAINHA margot. (*;
por Ufranirr Durnae.
QUINTO VOLUME.
CAPITULO IV.
okestss e pviADis. (Continuando).
Porm por mni que fiieae ou dissesse, o Pieroonle,
loiln entregue a ventura de liaver encontrado oasu cha-
ro La M' le, mi para elle linba olhoa.
Vomua la. luinha bella rainlia, diiie madama de
Nevera, viiide, e dejxemos eilea amigus perfeitoa con-
vcrsart'm ulna hora juntos; cllea trem mil couaaa a lo
loinniiiniearrm, quo vira internun^cra nuna cunveraa-
cao. He duro para ua, poreiu prcvino-voi, qu he o
Huiro remedio que pmaa haver, para reitiluir a saiido
inleira aa Sr. Annibal. Fatei, pela, iito por mim, minha
"inha, jn que eu tenho a lour.ni a de amar aquella uara
foii, i-oui dit o teu amigo La Mole.
Murgsrida dase alguui.o palavraa ao envido de L
M"lc, que por milito desejuso que eiliveae de tornar
r u sen auiigo, quereria que a ana ternura foaie menea
cxigriiie. Enlreanlo procurou Cocaunaa faier vir um
aorriao franco, e alguraa palavra meiga ana labioa de
lli'iiriqueta ; resultado que elle alcancnu facilmeate.
Eiillu |i.arn *s duaa dainaa para o quarto ao lado,
.i. -a. .. ________
() dous aniigi*i 0ehrao-ie ii.
As primeiras iiiformafea, comoiic claro, que
() Vida DUri u.* 43.
pedio Cocannas ao leu amigo furrio as desio fatal noite,
que Ihe ia cuitando a vida. A' prupur9au quo La M"l
adiantava a sua narracao, o Pieiiiontet, que lobre esle
ponto, como e iabe, nao era fcil de movcr-ie, trem
de lodoi ua lena membroi.
__ E porque, Ihe perguntou elle, em ves de correr oa
cnmpns como tu fiteite, e de me cauarea oa rnorlaea
cudadoi que me date, lo no refugiaste antea junto a
nono amo? 0duque, que tehavn defendido, ter-te-hin
iiccullado. Eu vivira junto ali, e a minha tristexa, an-
da que fingida, nao deixaria de ter ao menos legrado oa
papalvos da corte.
Nosao amo, diste La Mole em vosbaixa, o duque
d'Alencun?
Sim. Segundo o que elle rae dine, devo acreditar,
que he a ello que tu devea a vida.
__ Eu devo vida a el-rei de Navarra, respondeo La
Mole.
Oh! oh I fea Cocannai, eits rerlo disto?
__ To certo que uaj posin duvidar.
Que bom, que encllente re! Mu o duque il'A-
lencon que parle tomn neste negocio ?
Eslava com a corda para me estrangular.
Com oadiaboa exnlauou Cocannas, eali bem in-
formado de ludo islo, La Mole? Como! eiae principe
amarello, esse cachorro goio, eaae pituiloao queria ea-
Irangular o meu amigo Ah oom oa diaboa, aiuanha
tmi diier-lhe o que pens de lal accao.
Est doudo?
He verdade, tornara aoieu propoilo..... Maa nao
importa, Utu nao ha de paaiar aaaim.
Ora anda la, Cocannai, accoromoda-lc.e coida era
te i.So eaquecerca que so onxe horaa e raea, e que es-
la de aervco eata noite. .
Importa-me bem c o sen aervco I Ah airo, oon-
le coro iaao O meu aervco I Eu, tervir a uro hornero v-
aue eiteve coro cordal .!...... E.l. sorobando!........ peca de loquen... que ae va. ftr:
No!........ Fui oma providencia. Cicrs -> que
eu han de turnar a achw-le para nunca maia te deix.r.
Fico aqu. ,,
Mas, desavei.l.rado, reflecte, lu nao .ata
bado.
be-
especialmenle in:umbe esse Irabalho em virlude do
disposto no ailigo 72'da lei n. 261 de 3 dedexem-
bro de 1841, e quem he boje fcil o eiecula-lo ( se
me nao engao) attontos os numerosos agentes, que
estao as suas ordens. Smeote desta maneira eu fica-
rci habilitado a sastifaier pela minha parle os tra-
balhos, que sobre mim lomei, eque serio sem duvida
prsenles a adminislref;ao provincial, apezar da imper
felcao, inherente a sua qualidade.
E porque he necessario. que os novos mappas iej8o
nos seus dizeresem ludo conformes aosanligos. inclu-
so remello a V. Exc um destes mappas (o da populacio
da comarcado Recifo), a fim de que sirvi de modelo
aos inspectores de quarteires e aos subdelegados,
quando fiterem o censo da populacio dos seus districtos,
rogando a V. Exc. haja de ordenar, que os mappas
se organiem quanto antes, de modo que at outubro
prximoesteiaoem meu poder.-Dos guarde aV.Exc
Cidade do Kec.fe, 18 de fevereiro de 1846. lllm. e
Exm. Sr. Antonio Pinto Cbicborro da Gama, prn-
denle da provincia. O eocarregado da estalistica, J.
M. Figueia de Mello.
lllm. e Exm. Sr.Bem que V. Exc, pelo seu ofli-
cio de 8 de novembro ultimo mu bouvesse declarado,
que passava a exigir das competentes autoridades as
listas de eleitotes e ogos das diversas freguezias da pro-
vincia, e que ainda laltavio para lomar completo o Ira-
balho estatistico, que \. Exc. de mim exigi por seus
ociosde4 e 11 do referido mez, todava, alleoden-
nMaMtaiaaaXSMSSSlSSSSSaaaMaSSSi
A INDUSTRIA EM ALCOBACA.
As nacOes so podem viver e florecer pelo Irabalho ;
a agricultura, industria e commercio : a agricultura,
principal fonte, para produiir materias primas ; a in-
dustria para por meio do fabrico dar-Ibes novas formas,
adoptando-as s necessidades communs; e o commercio
para promover o consumo, transportando osobjectoi
oecessanos vida aos pontos, onde delles se careci.
A ideia de conquistas est proscripta ; e por urna vex
deve ser abandonada ; porque asconquistss jase nio
combinio com a organisacio dis lociedades medernas ;
seria violar diretos de rectprocidade dos estados ; seria
finalmente nio eslar em harmona com a diplomacia
poltica e social.
O Irabalho he a ancora das naedes. Ja la vai o lem-
po, em que se>ugou, que eraos nobres c honrados01
que comiso o fructo Jos que produiido, e aquelles.que
irabalbavio, erio uns entes tMprMSVfl'l, e que nio per-
lenciao o genero humano : como se a lortuna podesse
sulivertera nalurexa 1 ,
Para demonstrarmos, que essasdistinctoes sotiverfio
pororigem a vaidade de alguna homens, e que forio des-
prezadas por oulros, eolte muilos exemplo, que poda-
ramos aduzir, nio esqueceremos um.
Cincinnalo, esie vario eiclleote. da rbica do ar.-
do foi chamado para o primeiro cargo da repblica ro-
mana ; e nem por i.so a deshonr foi envolU e de mis-
tura com a trra, que o dictador levava nal solas dos
colburnos. tilCMcia fisva ns suas lias, e esle factoioio
manchou a gloria das armas de seu marMo, que peieja-
aa favor da patria. .
(iracas, poisa influencia philosophica do chrutianii-
mo, que, vindo acabar com os privilegios das diversa,
caitas, admiltio a igualdad, de lodos os homens, e der-
r.mou entre ellos o amor do traba*, algumas naces
vemos nos, ainda que vigorosos esforeoa fazem, psra que
seseaba p.ra sempre com o infame e horroroso tranco
de scrai'oiurn, ownv..- -w0.-v
bumanidade, e urna benfica e generosa mi : temos
bem lundadssesperancas. que os efleitos e progressos da
civilisacio ho de conseguir um da, que se chegue ao
termo desejado, ou que se venja o monte escarpado, que
tanto cuita a subir!
Se lancamos a vista pelos estados da Europa, onde e-
vldentementesoconhecem os resultados da sciencia da
economa poltica, o que observamos n. ? Nenhum del-
ta de cultivar a industrie.
Na Blgica e Inglaterra marav.lba-se o espirito com
tantos progressos das artes, que aiiombro o mundo.
Na Hollanda veem-se canaes abertos, estradas e todo.
' Felismente, porque seo eslvoaso, puulia fugo no
Louvre. ..i i
__ Vem c, Annbal, replicou La Mole, so rasoavtl.
Volta ao teu poeto. O servico he couaa sagrada.
^ Voltas lu rom raigo?
__ Ho iinpmsvel.
_ Lembrar-ae-hSo ainda de matar-le?
_ Nloocreio. Son de ranilo pouca importancia,
para que baja contra mim una conjuraca determina-
da una reoluco argida. Em um momento do capri-
cn0i quterao malar-rae, o nada niais: os principes ea-
tavi'u de humor alegro ncaia noite.
_ Que faiea lu entiu ?
_ Eu.nada: vagueiu por ah, pasaein.
_ Poi bem! vaguearei com ligo, paasearei com ligo.
He um cxcellente occupaS>o- Deroaia, sete alacarom,
aeremos dous, e dar Ibos-henio que faier. Ah! venha
para c o teu insecto de duque, e vea, se eu o nio pre-
go na parede como urna borboleta.
_ Mas cutan, pede-llie urna licenca!
_ Sim, definitiva.
__ A" nienua previne-o de que o deixas.
. Nada roaia j.sto. Cuusinto nisto.. Vou escrever-
Ihe. .
Escrever-lhe, ho muita sem-oereraonia, Cooan-
las, um principe de sanguel
Sim, deeangue, di.aangue domeu amigo. Olha,
que eu rao nao divirla com easa oouaa de otiqueta ex-
clamou Cuc.unaa volvendo oa seus grandes olhoa tra-
[I'OS.
Na verdade, dase entre ai La Mole, dentro de pea-
na das, nio liaver* raais neoessidado do principe, nem
le ningiiciu, porque se elle quiler ir coro usco, nos
levaremos.
Cucannas toroou, pcis, a penna sem mas longa opposi-
c.lo do sea amigo ; o, ranilo cnrrenlemcote, cumpot a
Monsenhor,
Versado como he V. alte, noa.utorea da aiitigui-
dade, nio pode deix.r de conhecer a tocante histon. do
prlados e Oosles, que forio doua herooa famosos por
auas deagrnca. e por su. .mii.de O meu amigo La Mo-
le nio he menos desgracad qne Orealea, c eu uo aou
rae.u.s temo que Pyl.de.. Elle lem ueste momento gran-
des ..coupages que reclaroao a minha co.djuvaca. Me
..ortanlo imnossivfl que eu roe separe delle. O quo ra
quo eu, con. a approvacSo deV. altes., tome uro. Iioen-
cainha, visto que eilou determinado roe ligar o seu
destino, onde quer que elle me conduta, o que equiva-
le a dier a V. alteit. quo grande be a violencia que roo
arreda do seu aervco, pcl que ni dcaesperu do ocler
o meu perdi, e ouso continuar a conte.sar-me oom
re.pe.to, Do y. allea real,
Monsenhor,
. O muito humilde e muito obediente
. Anmial, conde de CoUMMAS,
amigo inieparavel de M. de La Mole.
Concluid, esla obra prima, leo-. Coc.noaa em .lu
y a La Mole, que eneolbeo o. hombro..
_ E en.lo? qo.edi.ca tu d. caria? porguntoa Coc.n-
.., que ..lo v.ri o movimento, ou que fttil que o nio
*1 Digo, respondeo L. Mole, qae M. d'Alenco. v.i
ombar do nos.
_ Denos?
_ De no. ambo, oonjunctaroente.
_ Parcce-me, que i.to ho melhor, do nao ..ir.ngu-
l.r-nos separadamente.
_ Or.e.ta! di.e La Mulo rindo-so, urna eousa tai-
res nio impea-a outra.
pUsbeoil tanto peior, aconteca oqueaoontecer;
eu reroetto-lhe c.rU eata ro.nhla. Onde v.rao. nos
dormir .o sahir d'aqni ?
_ Eu. casa de roeslre La Hurire. Tu sabea, naquel-
ie quartin'no onde tu qucriai ni.ndar-me desta para sie-
Ihor, quando ainda oto eramos Orate e Pylades.
I-



*

os melhorsmentot qoe tornarlo de um pinlino ama
cidade opulenli t
S Portugalo detgrir,ido Portugal que tio rito
foi outr'on eom ai etpeciariai di India, com o ouro do
Brasil, com ocommercio deJapio e da China, nanea
tratou dotieui melhoraoientoi materiaes I
Que immensidade de capitaea nlo vemos nos empre-
gados n'etset edificioi dos contentos, que, se tiverlo urna
mais til appliceclo em abertura de vallas, rioi estradas
e construcclo de fabricas, fariio a felicidade deste paii,
que eiti roofuodido na preienca dos que (orlo pobres,
< ho.> poderoiot ? Espirite) dos scalos, que predomi-
nis tobre os horneo!! Mo potente, mas intititel, dos
destinos, que presids is oaedes I Esses capitaes esto
improductivos.
He eerdade, que alguna monumentos atteitSo o fas-
tigio da nosta grandeza, o qoe oais nos deve compun-
gir. Fomos, ja no somos lelizes : a riqueza abando-
nou-nos, foi urna lu, que nos alumiou, mas que jl nlo
brilba.
Portugal osla entregue aos seas proprios recursos ;
er pena, que nos nlo preparemos para gotar um fu-
turo mais lisongeiro, jl que nos nlo soubemos epro-
veitar do paliado.
Para saltar so esta naci, que anda boiando no mar
da desgrana, devemos equilibrar a receita com a deipe
za, e nivellar a esportelo com a impottaclo, Para que
nlo havemoe ma de construir fabrica* de lanificios, e
por anim um dique Acorrente do dinbeiro, que vai con-
tinuamente para fra, e que nunca maia olla ? S os
he que haremos do abandonar a induitrii ? Por isso
nos sentimos tio pouca abundancia e circuladlo de nu-
merario.
Ainda bem, que a nacionalidade nlo est amortecida
no enrapio dos Portugueses.
Km alguna pontos do paiz vemos algumai (abrieaa,
que vio prosperando ; mas estas labricaa aioda sio pou-
cas, para entre ai apparecer a ritalidedfi da perfeicio e
apuro, e igualar a mi d'obra estrangeira. Algumaa lo-
calidades para laes eilabelecimcntos nlo teem al boje
sido aproveitadas, por sorem ignoradas. Alcobaga he
urna dolas: e por eitarmos convencidos das grandes
vantageni, que esta terra oflerece, nos animamos a es-
crever o presente artigo.
Alcobaca, quo em outro lempo leve eisa fabrica,
que ainda boje tem nomo pela qualidade de seus teci-
dos 01 lenfoi de Alcabalahe no nosso entender um
verdadeiro ponto para as manufacturas; est situad
na raiz da Extremadura, e Beira, oflerecendo um cen-
tro para o consumo.
Os pertos de mar de Nszareth e S.-uiiiuno a mul-
to pouca distancia oferecem commodidadea para todoi
os transportes.
A proximidade dm pinhaei chamados d'el-eei para
algumaa maJeirase lenbasa populadlo, cujos salarios
serlo commodos o edificio do convento para depsi-
tos e prepsroa e sobre tudo a forja motrila agoa--
que em outro tempo era s possuida polos frades, e que
boje be propriedade parlicular^-e muito especialmen-
te o local denominado aFereencaonde a sg u pela
sua queda Ihe augmenta a forca, como se t pela ra-
pidez, com que andio oa engenhos all existentes; alo
ilicin, qae convidio, e que at nos fax lemibilisa
nao serem aproveitados paramuna tal empreza, que por
cerlo bata ild dar lucro, a quom a tentaste ; porque os
materiaes preciaos, e um bom local para a fabrica f-
cilmente se obterio. .
E se ajuntarmos a estaa tantagens as delicias e mi-
mos d'Alcobaca, todos ae convencers, que netta Ierra
La todas ai conimodidades da vida.
Alcobaca tem qifolidiamente peixe, ptimas fruc-
tas. hom nSrt JinffSlip es'*!? ^^ov'je du?? vene?
por semana, lojai para todo o (ornecimento, bom es-
pirito publico, o um grande mercado todoa os domin-
go! n'uma palavra nada Jeia a desejar. Quanto a
nos, Alcobaca rivalisa com Thomnr, e talvex em al-
guna aeeessnrios exceda a nova cidade.
Hoje convidamos os capitaes, para que se empre-
zuem na industria delta trra : a agiotagem nem sem-
pre ha de pioduzir por (celo o emprego, que Ibet
destinamos, ha de ser mais duradouro.
No Porto, e na capital formio-se compBnbiaspaia
varios objeclos; be pena, outrav.n o diiemos, que
para o eslabelecimento fabril em Alcobaca se nlo le-
vante j urna companhia. Eicrevemos itto com o co-
relo ; esealguem quizer peculiarmente ioformar-se,

wmmmmmmmmmmmmmmmmmm
o nono ealalajadero levar a carta
Bem!
Louvre.
Neste inalanle ebrio-ae a lapecaria.
E entio! perguutrflo ao meenio tempo anibaa as
prinecsaa, em quo eatio Pyladoa e Orestea ?
Com na dabna! senhora, retpondeo Cocannaa,
Pyladee e Oreatea inorrcsn de fotno e d'aroor.
Foi cun effeito nuilre La Hurire quem uu da ae-
guinte, pela nuve liorna da nianhia, levou au Louvre
a reapoitoaa carta do Anmbal de Cocannaa.
CAPITULO V.
OB.THOST,
Depoia quo o duque d'Alencon ae esquitara de partir,
pondo ludoem duvida, t atn exialencia, ealava Hen-
riquu, ae era poasivel, ainda maia amigo du prinoipe, du
que era d'antes.
Deata intiinidade concluiu Ctlherina, que na doua
principes nu s ae enteudiio, mus que conapiravio am-
Loa. A eate reapeito interrugou ella a Margando ; moa
ere tua digna fillie, c como o aeu |irinci|.l (lento era
otilar una explicac.au es<-abrasa, de tul modo se deatiou
dasquesles de sua roai,que, depoia de liavcr respondido
a loda, deixoura aioda maia embaraflda.
Nlo leve portento a Florentina conaa nenboma maia
que a encaroinbaeeo, do qoe case inalinoto intrgame
que havia iratid da Toacana, o maia intrigante doa pe-
quenua catados deaaa poca, e eaae aentimentu do odio,
sjue havia bebido na corle de Franca, qoo neese lempo
era a corte maia dividida era interpaeea e upiniea.
Eulendeo primeiro que urna parle da forca doBear-
net Ibe provnba da aua aliianca cora o duque d'Alen-
coiu e reaulveo iaola-lo.
Desde o da em une tomen esta resilladlo. reou ella
ulfilho coro a paciencia e engeoho do petcador,T|uc, de-
i.udp sicdci.-.go dupcixe.atarrattra in*8sVre!fflea-
te, ato qne de lodua va ldua lenha envulvido a sua
A jierfebeo-ie o duque Francisco dete eicesso de 00-
riciaa, e da tua pane deo aos pateo para a mli. Henri-
equi ha peatn intelligentet, a quem aa podero diri-
gir, o 01 qaeesinformsrS exactamente
Concluimot com urna reflexlo. Otrabalho faz ai
nacSe feliiet, civili o bomens, a collivi o coslu-
mes.
[Da Restaurado.)
Variedades.
A ROSA DO SEPULCHRO.
Em 1829 emprehendl ama tornada de Munich a Ber-
ln, demoraodo-me um da em Augsburgo, e este dia
era o de Todos Santoi, precursor diquelle em que a
Igreje celebra a fetta dos morios. O sol do ootono vi-
vificara o cimpoi, qae j principiarlo a resentir-ie da
ipproximaclo do Invern, enviando a naturea como um
ultimo adeot benvolo nene sol, qoe la ceder o pisio ii
novena, ao gelo, ao trovlo, l tempestades, apanagio
de ama eitaelo, tmagem da decrepitado, oa antea di
morte, porque a velhlce be o invern dot mortaet. Nes-
te dia, poli, aa vi ama mullidlo immensa diriglr-se
para o atylo dot mortoi, o incorporel me torrente doi
visltidores, e tegul silencioso os seas pastos.
Finalmente ebeguel ao cemiterio, e all obtervel, qne
quasl todoi os mausuleo estarlo ornados de (lores vi-
cosas, de Jasmlns, rosat, magnolias, e tambero de em-
prestes ; e ordinariamente ao p da cada uro vla-ie a
imagem da dor representada pelas lagrimas, pelos solu-
tos, pela tristeza dos que tinbio sobrevivido a objectos,
que Ihe erlo charos: ues em p, outros sentados, ou-
os de joelbos, e outros Analmente prostrados por ter-
ra, cada aro i seu modo, e segundo a intensldade da
sua dor, manilestava-a de um modo solemne, humede-
cendo com lagrimas a pedra fria, em quejarla o ente,
que para sempre pranteava.
Entio a lembranca de mortos queridos, de amigos
distantes, de alegras passadas, de angustias presentes,
todo velo agitar o meu espirito, experimentando ao
mesmo tempo ama especie de terror e de voloptaosida-
de Indeflnivels ; absorto n'um estado Impossivel de de's-
crever, eo ditia a mim mesmo : = Se por ventura nesle
momento te eoterraisem neate, ou em qualquer ootro
cemiterio, qoal seria a mo amiga, qoe viene coroar de
flores aromticas o tea sepulchro ? ] Qae oibos de
amante extremosa derramarla lagrimas sobre a toa cam-
pa 7 I Qoe coraplo fiel vlrla em tal dia trazer-te ama
lembranca saudosa, um emblema de recordado, um
testemonbo vivo de que a tua memoria nlo passira com
a telocidade do ralo ? I Quem te carpirla na mudez dos
tmulos 7 1 Oh tal tez nlnguem. Eesla idela ou me
queimava como um fugo devorador, ou me gelava com
o fri da morte ; e pela vea primeira eo sent que urna
lagrima toda senlimento innundava a face do hornea,
que nunca aoube chorar-
Neste estado, que nem era vida nem era morte, por-
que ds ambos estes doas oppostos partlusva, eu ena-
ge! a um mausoleo, que ha pouco se acabava de erigir
a memoria de ama joven de 16 annos, promettida espo-
sa de um mancebo, que, juntamente com a familia da
ioten tinada, all a pranteava, espanglndo rosas e flores
aromticas sobre o turnlo da qoe tio cedo os delxra,
e roja perda carpiio n'um excelso de dor, que s porte-
ra avahar quem perdeo prenles charo, ou urna aman-
te, a quem tivesse de ligar o seu destino.
Chelo de commocio abaixei-me, e colhi entre estss
piedosaa oflertaa om bollo de roa mel aberto ; e de-
poia, melaocolico e silencioso, continu' o meo paselo.
('.llegando, porm, i entrada do cemiterio, eu vi escrip-
ia, em caracteres roaiusculos, a segointe legenda :
Respeilai a propriedade dot finados : as flores per-
tencem aos morios.
Estas simples palatras flierio orna viva impressle
sobre o meu espirito jl agitado, e as mi ohas vistas fix-
rio-ee Involuntariamente na rosa, queeu tlnha na mi,
como urna reprebeosio tacita do roubo, que tioba feito
um tmulo ainda mal fechado, privando-o de urna
flor, que era o seu mais bello ornamento, e dlapunha-
me a rollar alris, alim de restituir e por no seu logar
rosa, que inconsideradamente lurlra ; conteve-me,
OOrm. lima ennecie du reronnh mal e.ntnnrtiit : ana.
nbei-me de ceder a um senlimento supersticioso, e final-
mente sabl do cemiterio com a rosa na mi.
O sol acabava de se esconder; e eu percorrl iraca
claridade do crepsculo algamas roai de Augsburgo ; e
mais tarde entrel oa hospedarla do Monte-Bronco, onde
me alojera, sendo o meo primeiro cuidado metter dentro
de um copo com agoa a rosa, qoe trooxera do asyio dot
mortos, depois do que cheguei urna mesa para o p da
rninha cama, deitei-me com om ivro na mi, em que
II al a meia-oolte, hora que acbei muito propria para
adormecer, o qoe tente! fater, principiando a apagar a
los para melbor conciliar o aomno.
Eolio vi abrir-se a porta do mea qaarto, e entrar ncl-
le um vulto muito alto, envolvido em trages braocos,
qoe te diiigia para mim com pastoi vigarotot, e tio
tubtis, que nem se ouviio repercutir no sobrido : este
que fingi nada ver, e vigiou o aeu alliado de tao perto,
como nunca o havia teito.
Cada um esperava um auceeaso.
Ora, em quanto estavao todoa na espectatva dcale
sncoeaso, certo para una, provavel para outroa, urna
manilla que o aol so havia erguido cor de roaa, o der-
ramando o tepido calor, o o doce perfume, que ale oa
precursores de um LcIIti dia, um humera deicurado,
que mal poda andar arrimado a uro bordan, aahiu d'u-
raa caainha por tra do Arsenal, e encaminhou-ae pela
roa do Petit-Muto.
Na altura da porla Saint-Anloine, e depoia de liavor
percorridu o paiaeio que circulara, como um prado ala-
gado, oa fuaeoa da Baslillia, dcixou a eatrada real ea-
iiuerda, e cnlron no jardm d'Arbalte, cojo guarda-
portlo o recebeo com mullas eertezias.
Eaae jardiro, que, como u indica o uoiue (Arbalte sig-
nifica beata), perlencia una aociedado particular, a de
beslcirot, esteva sem iiinguein mas, ainda quando la
liouveaso milita gente, digno de toda a tua alinelo era
humera deacoradu, porque o aeu grande bigode, o an-
dar que eonaervava a cadencia militar, ainda que vaga-
roso em ennsequencia da molestia, bem indicarlo ser
alguiu ollieiiil ferido em oooasi&o recento, que experi-
menta va ae furcaa por um exercioio moderado, e reoo-
brava a vida ao aol.
Entretanto, oouta etlranha, quando o capote, oa que,
apetar do calor queja faxia, eaae homem, na appareucia
inotfoiuiTu, eslava emoli, ae abri, viio-ac-lhe doas
longaa pistlos presa por vcheles le prata cintura,
que sostinha tambera um largo piinlnil, e urna espada,
qoe ello n&o mostrara poder tirur, lio compnda era, o
quo, completando cute araenal vito, Ihe bati as pernos
eoiiuagrecidas e Ireinulaa. Aleus disto, e por excesao de
precaucio, o nosso hornera olhava em derredor de ai a
cada passo, apeiar de estar solitario, como para exami-
nar todaa aa tollas e reoanloa.
Foi aaaim que este homem penolrou no iardim. j-
nhuu vagaroso' urtia especie de coramanehel, dwnde ao
via o pasaeio exterior, do quai era tmenle aeperado por
ama oerra capease, e ura pequeo foso, que fecharan o
iardiin. Abi etlendeo-ae aobre uta banco de relva, ao'
espectro apretentara ama face csdarerlca; sobro a ca-
beca observsvs-se-lheoma eordi mortoaria : mas qual
foi o meo terror, quando, ao approiimar-se-me, eo re-
conheci o rotto encantador de orna |oveo, qoe apenaa
inculcara lar 16 annos, mas que em vida dereria tersldo
um portento de (ormosura, porque ainda depois de mor-
a tinba attractiros para faier eoloaquecer! E esta bel-
leza jl nlo perlencia a ette mando, onde, qoal bollo
de rots, marchara antes de abrir I Eita idela jante
ao extraordinario de orna tal apparleio, gelava-me o
saogue nal velas, e eu senta a vida como parausada I
Neste estado me conserrara, quando a finada se appro-
xlmoo ao mea leito. e eom os olhos fltos em mim, e
com ama das rolos levantada e gesto atneaeador, excla-
mou ooB ama vos rouca e qoeixosa, olbaodo para a
rosa, que eo tlnha mettlda no copo :
Por qae reto despojaste tu os morios 7 Por qoe
rasio me roobaste to esta rosa depoate sobre a mlnha
campa, emo prova vira de lembranca a fiel amuade? I
Ouvi-a sem poder responder-lbe, porque todo o meo
sangue se tlobs concentrado oo corelo, e impossivel
me fra articular ama s palavra ; e anda qae seatado
na cama, ou era quasi ootro espectro, multo parecido
com o da mlnha (nterlocotora, porque estiva mal mor-
to qoe vivo.
Entio o phantaima approxlmoa-ie mesa, onde es-
lava a rosa, tomou-a, aeenoo-me, para qoe a segoisse,
exclamando com vos sepolcbral:
Vem tu mesmo restituir aos mortos o qae Ibes
roabssle: rem plantar novameote esta rosa na terra
consagrada I
Entio o espectro, levantando a mi branca e deicar-
oada, apootou para a Inscrlpclo, qae eu II em caracte-
res de fogo, e que ditia : a Retptitai a propriedade dot
finados.
Depois coolinuou a andar por cima dai podras dos
tmulos, e eo segul-o silencioso, como Iropressionado
por um talismao, que me parausara a rontade, para
machinalmente me submalter 1 da mlnba conductora so-
brenatural : at que finalmente ebegmos i campa da
joven, que me tlnba como debaixo do seu poder: e esse
tmulo eslava aberto. Opbantasma paroo, e, Indican-
do-me o lugar, onde a rosa fra arrancada da roselra,
exclamou, com voz sepolcbral:-
__O' tu, que despojss os mortos I Restitoe-me o
dom do meu promettido esposo. E a estas palavras a
finada apresentou-me a flor, qoe machinalmente tome!:
entio ella desceo acampa ; e, estendo-se notomulo:
A mlnha ross I gritoo ella pela ultima res. E eo sent-
me Impellido por forca aobrenatural para a campa,
onde cabl inanimado, e a campa inmediatamente se le-
cbou sobro ambos cs !...
Um fro mortal percorreo todo o mea corpo : o s n-
goe gelou-se-me as velas, os cabellos ertcrio-se-me,
e eu acordel: qual foi, porm, o mea espanto, quando,
roltando a miro, dirig os olbos para o copo, onde de:
posilara a rosa, e vi, auoella tinba desapparecldo III..I
[Schiller.)
De lodos os modos de viajar oenbom be mais com-
modo que o meu. Sem malas, nem bahi estal-
los, ou vapor, transponho montes e planicies, de-
teitos o poroaces.
Ni miaba ultima digressio entrei em urna cidade
pouco importase foi na que deixra ltimamente ,
se n'oulra ), o me inger ess urna caaa nlo das princi-
paes nem das mais inferiores. Achei-me em ama sala
comprida e alegre adornada com mediano luxo o com
urna veranda donde te gozara urna encantadora villa,
na qual eslavio duas seoboras; urna alta magra e
trigueira e que havia perdido o frescor da mocidade
em que por isto procurte diifircir o estrago dosan
not com o refioamento da arte : a oulra menoa alta,
maia gorda o maia nova e extremamente alva. Se
o exterior d'elias erlo tio opposto parece que o nio
ota o teo ioterior poit qoe reinara entre ellas urna
oniio e amizide qoe primeiri vista o bom examina-
dor poderia logo distinguir dai falsas amizadet,quo mui-
to usalmente ba no mundo. Utsse a malsana.
Que lindo golpe de vista be osle Constanza ,
parece-me que nunca se podem fartar o olboadea ver.
= Engaas-te ; o costme nos ax parecer o bello
menos e o feio mais bonito. Com todo o bello sempre
agrada, apetar de que a oovidade di muito lustre ao
que he de si bonito.
Depois de uui segundo de silencio disse Constanza :
= Nlo tentalgum litro que me emprestes?
=a S os que me conheces". nada de novo tenbo
agora e tu tens urna memoria moito feliz mai qoe
para o cato be moito infeliz poit nlo trhat notidade
ao qoe orna res lale ; nlo me sucede a mim outro tin-
to. Andava agora lendo Mi Prigioni que j baria
lido em portuguez ( obra bem traduxida me pereceo
I
alcance do urna mesa, onde o guarda do eslabelecimen-
to, que una a este titulo a indoitrii de paateleiro, reio
d'alli a um instante por orna eapecie de cordial.
Eslava o enfermo all a dea minutos, e tinha por mui-
taa vetes levado a boca a chicara, cujo eootedo surta
a pequeos goles, quando de repento tomn o aeu rosto,
apezar da intercalante pallidea que o cobria, urna ex-
prsalo medonha. Acabava elle de avistar, vindo de
Croix-Faubin, por um eaminho que he hoje a roa de
Naplos, um cavalleiro embocado n'um grande capote,
e que parou prximo ao caramanchel, eahi eaperou.
Ah estere cinco minutos, a o homem descorado, quo
o leilor tenha lalvet condecido por Maurerel, liver
apenaa tempo de tornar n t do abalo, qae Ihe centava a
sua presenta, quando ohcgou um mancebo de gibiu a-
perludo como o do um pegeni, pelo eaminho que fui de-
poia a ra de Foata-Saint-Nioolaa, e se reuni ao ea-
valleiro.
Orculto pelo caramanchel, podii Maurerel ver o al
ouvir aera eutto una converslo, cuja importancia pa-
ella en avuliar, quuiido ae touber que o cavalleiro era
de Mour e o mancebo de giblo justo Orthun.
Ambos olhran para lodoa. oa lados cora a maia mi-
nuciosa alinelo, MaureteI suspenda a respiracloa
Podis fallar, Sr., diese O Ilion, quo, sendo o maia
moco, era o menea desconfiado, ningnem nos v, nem
ouve.
, Est beca, dista de Mouy, vai proourar madama
de S.iuve, e entrega a ella metroa eate biihete, ae a toba-
roa i quando nlo, po-lo-hia por irs doespellio, onde
el-rci costuraa por oa seus, depoit esperars uu Louvre
Se te dercm rospnsta, letar-m'a-has onde tabea, ae na,
vire proourar-me noite com um peital ao lugar que te
tenho designado, e donde venho.
Estoii entendido, dille Orthon.
Separemo-noa; tenho muito que taier por todo o
Aim N*<5 spr?ee, ?>* peniln nti re!! f!eC?f;!I*de
ile chegar ao Louvre antet que elle lo esteja, e nreio
que elle toma urna Helo do caca de alienara ella ma-
nhaa. Vai, e apresenla-te affoutamcnte. Ja aabes, ests
reitabelecido. raa agradecer madama de Saare a bon-
ella ainda que o traductor nio o julgou aisim pA,
calou seu nome ); porm mais grac Ihe achava i0.
da no original mal irrumei esie livro e 11% c^0
nio quero obrt, que me record Silrio Pelliao.
so Mas porque 7
= Porqoe parece, qae elle se fir jeiuiti.
= E tanto cuidado te d itto T
=* Cuidado nio, desgosto. Aioda qae Eugenio
Sue tenha sido exaggerador sempre oa jetuilat f,Mln
urna eorporacio sonde nlo qoeceria ver pessoa mig.
c os autores, que bem escretem, principalmente aquel-
los que falli ao corocio e i razio, slo-me tiochtroi
como os meus amigos.
-a Mal libe o Silrio Pellico, que tem el no nono
cantinbo urna pestsoa amiga.
a Nio fallemos n'um amigo qoe boje me lat pe.
aa. Quero* t adivinlm urna charada?
= Venhaella.
Era ama ves \
Urna pessoa I .
Qtie por o ser
Nlo era boa )
Comatte crimei
Soflre prisio
Fogir, tendo
Oceasiio.
E sella cbpga ,
Aproveitar....
Nem sempre a ha
Na terra ou mar.
Mas s'ss avenas
Me fas tandeo
( Contra as direitas)
Tempo perdeo,
Veio um criado e dissa :
= Seohora D. Conslanca est na sala du vitiUi i
Senhora D. Raymunda.
Ni deicemos.
= Podas, disse a amiga de Consttnca diipeattr
le de diier nt: eu eipero-te aqui ; pouco conheco
eut lu amiga Raymunda e ella ainda me cunhece
menos.
s Vem, vem, Fsastins ; nlo fiques aqui s.
=: Pois ire, vou diverlir-me um pouco :
Fomos sais das visiUs ; Raymunda mal se ergoto
do sopb deo om beijo em Conslanca fes ums in-
clinarlo de cabrea a Faustina, e te deitou eicorret.it
obre o sopb Eslava ella vestida eom estudada sin-
plicidade ; e tais maneirai tambem estadudadM te o
ole fonem teriio amaveis e galantes.
a Entio, ConstanQiunha duse ella com ni voi
aflautada que tambem se conhecia ser eslodsus fi-
seste-me espersr meia hora n'esta sala de visitas, ftit
como os deserlos da Syberia .
= Sinto que esperaste. O eriade s neste momen-
to me deo psrte da la chegada.
= O leu criado ? ... O leu criado he om mirioli
quemquererii cortar mu orelhet de puritano.
= Em que te deigottou ?
= Fes- me entrar para aqui por mais que dina,
que quena aubir. Ettou acoitumada a ir ver al minhai
otnigai antseui qoartot. Agora venho eu de ver a bu
vizinha Emiliasita ; cativo no tea qaarto que be un
armazem de macaquicet. Parecia-me uma tenda de
bonecos mas uma tenda em desorden). Era ama (ei-
r da ladra. Quem s duss horas nlo tem o qoarto af-
ranjado nlo sei quando o ha de ler. Mas ho o que
tem vi ver nasociedade e ter poneos criados. Se ea pea-
liste que baria como Emiliasita, de ter o trabalho da
limpar por a minha mo todos squelles macacos de
porcellana qoe Ibe atoiblo as mesas e toucador, bo-
tara toda a bonectda por a jsnella.
ss Ella se d s este trsbalho com reeeio de qae o
criado Ihe quebr as ricas e lindas cousss quo tem.
= Deixssse as quebrsr.. menos embarrilbo* Ihe
fieavlo. Quando II estounlotei aonde bei de procu-
rar o laque o lenco, as luvas o chapeo, o chales...
e alo be por arte maligna, que s l me sppetace pr-
me rontade. Mas queria que visse o qusrlo de rai-
oha prima a condessa, isto be, que he quarto incom-
modo !. .
= Tem tambem muitos booecos T
= lionecoi!.. Dos roe perdoe alguna o pin-
eom, Etilo ai paredes, mesas e commodss eheitt *s
dide que leve conitigo durante a toa molestia. Vai, -
Iho, rai.
Maurevel eicutava, com oa olboa fixoa, oa oabellat
erricadua, a fronte alagada de suor. A aua primeira lera-
branca havia aido tirar uma pillla, o dispars-la sobra
de Mouy; maa um movimento deete que iba havia abor-
to o capole, mostrara que Irnxia por baixo delle uaii
coiraca bem firme a aol ida. Era por lano prnvavel, uo
a bala ou ao foaae achatar aobre ella, ou Ihe desse era
alguma parle do corpo, ondo a ferida, que turase nao se-
na mortal. Alera de que pentou que de Mouy, vigoruto
e bem armado, dara fcilmente cabo delle, feridu coniu
eslava, e ouro um suspiro guardou a pialla, ja tendi-
da para o hugueiiote.
Que deegraca', murmuron elle, nlo poder cu der-
riba-lo aqui, sem outra tetlemunba tuaiado que ene re-
Ihaoo, em qoem o meu aegundo liro aaaentana lio bem I
Maa neate momento reflectin Manrevel, queessebi-
ihele dado a Orthon, e que Orthon devie entregar a nis-
dainadeSauve, era talvet mais importante do queepru-
pria vida do chefe huguenole. .
Ah I ainda me eai-apas cata inaiihia, aeja. "*"'
aloesalvo; mas eu terc amanilla a nimba vcl, anida
que ltetse Ho seguir-tr al ao inferno, donde talnawt
para me perderea, ae le eu nio perder.
De Mouy embucou-ee cobtimln o roslo e retiro-"
rpidamente na direcciu du Temple. Orthon aegum os
fossos, procurando a margem du rio.
Eolio Maurevel, ergoendu-ae com maia vigor e agra-
dada do que devia eaperar, dirigio-ae para a rae da W-
riaaie, cnlrou em caaa, fet sellar nm oarello.e, fraeo co.
mu cilava, no naoo de te Ihe abriris aa leridas, touiou
a galupe a ra Saiut-Antoine, aeguio pelua caes, e gs-
nliuu u Louvre.
Cintu minutos depoia quo elle havia entrado pelo pos-
tigo, Catherina sabia lodo o que acabava de patar-se,
e Maurevel recebia o mil escudos d'ouro, que Jhe l.a-
rilo sido prometiidoa pela nrisSo do rcl d !eearr.
Oh disse entio Catherina, ou eu me engao nioi-
lo, oudeMooy he a niapolia preta que Rene achon no
harocono deite maldito Betrnet.
(Catarttautr^aa-fte).


*
^

mmmm

mateas e rosisto.de ssolos .i"" me ,0,romo-
oM.qoe bonecos de Emilia, pois. se esiou v.ra-
:,".-" di,-me Felicia: Olb. que viras
.costas a-Sanio Antonio. V.r Olhi que alli esta S. Bento. Fioalmeote a Imm-
t.r com U coitat para a porla ou janelias he->e in-
civil para algum tsnto.
_ lio enti urna igreja/
Onde ha sormio e missa canUda. Nao ou la ,
queoioouca urna longa pralica aobre o deverea da
""L Nio sei entiocomo Uleepaobo.
= Eu sebo divertido ludo aquillo. Mas um da pi-
Ihei l um anata.. Abr um aaotuario de queaseor-
tjms nlo deiM.rfo ver o interior: que medo 1. .. ereio
qMmftO*- ,
="^Be dentro algum buo
= Antea fosse. Vi tanta cabecil >< que seceiai al-
gn revolucio pois aoa taropoa d'igora be logo o
quelembra. eme epreasei a fecbsr-lhesa porta do
Mutuario ni cara. Nao te ra. Nlo te nal. Emcaia de
minha prima ainda que ella teja fidalga ludo he de.
mocraoia. Deo alli nio he abtoluto os tantos gover-
oio quaii tempre ; oueotet aa auaa imagen de pao ,
ou de papel, be que taem obre eu pequeo! hom-
bros o negoci d'etto mondo Ho verdade porque
nio loite ao baile da minha parete barooeaa ?
= Nio lui convidada.
= Nao foite convidada ? o amores traottornio
tquelle milo de miaba prima.
=. Nem a poupaa por ser tua prenla
m P.ra que ae ella ae nao poupa a ti ? Na aoa
dade Ta rir !.. ae foaae eu que titate' eavalleiro ser-
tente tioba maia deicolpa.
= Menos ainda.. A baroneaa he viuva e ae de-
o reapeito aa cima do marido maia o deves t a um
marido vito
lno foi no lempo do AlTontinho ; bo| as enbo-
ra casada io aa mai requealadaa e aa namoradeiras.
Se late ao baile da minb prima, a baroneaa, veras o
bom e o bonito. Dooa Mirla Angelice estiva ka e 01
aeua dou amantea : julguei que bavia um desafio entre
elles,e a dama doa aeu pentameotoa lambem oupp, a
estiva j a olhar aoode e havia de deixir Qahir com um
anicu. Seeitiveise perlo Ibe acconselhirii de deamatar
entre ella, qoe algum a havia de amparar.
= Nioet m cooielbeira.
= Acbio-me de bom comer; tempre ms tenbo vu-
to eaa siluigSe.. e veiea team valido o meui
conseiho, nao penan que nao. Ma nada foi to di-
vertido deaaat baboseira amorosa, como o que pre-
leociei ante de hontem. Ktlsva em eaia da minha a-
miga Flora, ella e qoeria por orca deitar de janella
abaixo, ou ao mano m*o di eu arrebentava de riso e por iiao nao poda aconaelbar
com aaenedade, que o eao pedia, segurava-a, po-
rm, comaidua mi e veodo porto o irmio do a-
amante, o ehamei ; elle he um bondoto rapa, anda a
consolar por o inundo i amante trbada por leu ir-
mo. F.u bim aabia que oto era Florencio o irmio
que Floradeaejava Ihe acudiste, mat Roque eltava n'ou-
tro mundo, e eu nio tinha lugar de o ir chamar. Elle
namora agora Adeade; mu, te viste a cena comico-
tragica, eatoueerla, que aempre diria : lato he urna
loueura, a jinella be baixa, ma pde-e maltratar e,
ficar foia e nio tornar a tcr minorados. Conaole-ae
com meu irmio, que he maia piedosd, nunca deia
urna amante ainda que tenlia um canto d'ellas. E a
inda, qne elle Ih'o nio diate, ella o executou.
= Aconselbasle-lbe tu man esta loueura ?....
= Nio, nunca aconielbo namorot, mas, quando
elle eiiitem, divirto-me. J tabea do namoro, que
trai agora Anoioa Balbina com aquella rapaz, que n
cbamamo o irmio das alma r
= He a primeira vez, que tal ouco.
= N'eaie caio calar-me-bei. Se o carapuceiro me
ouvisse, o que diria? Elle, que para provar, que a
mulberessio Taladora, escreve reamaa de papel !... .
= Maieicrever nio he fallar.
m Sabe Deo o que elle dar lingoa I Mae o peior
be, ter eu hoie feilo o teu dito veidadeiro, teobo mor-
murado um pouquito; mas o que eu ditae lio cou-
a de pooca monta, e capero que oada lehir d'aqui.
Soo amiga de Flora, de dona Maria Candida e da
Annira, e quinto diate nio fui para a desebonir no leu
conceito nem naopniso delta aeohora.
Ella sabio fazendo lerna despedidas a Conttanca e
algum comprinirutoi i Fautlina. Se ella dual Torio
cbocalbeiraa e contirio a trgarelice de Kaymuuda nio
sai ; mai soube-ie, porque tegredo de Iret o diabo o
le, e porque aa paredes teesn ouvidoi, e porque esla-
va a um canto a curioaa e indiscreta
Alan pota.
Por oecatiio da minha eeltda em Amiterdam diri-
gi-meao museo daqueste cidade, onde eocontrei entre
oulrm olijeclo curiosos um quadro magnifico ala I/ha-
de-Delima em relevo. Esta ilba (lea la pira ai bandas
do Jipo, e lem de notavel o ter auccestivsmente
perteneido, aem o aber, & repblica francez, ao im-
perador Napoleio, e ao teu irmio o re Lui. Com lu-
do, ipeiar das rovolucoet, que a laet mudencas drio
causa, aempre all tremuloua baodeira hollandeaa De
urna, ilba iniiftoiGcante, de m. n legoi de circumlereo-
tia, perdida n'uma daa extremidadea do mundo, nuoea
fiou a stlenro, oem ao menos d'aquelle, a quem el-
la pertencia: oem umi navio alli Tundeara dei.ie 1791
at 1816, em que urna embarcaeio bollndola appare-
cto oa ua agoaa.
aAlfgri-vo, meu amigo, diz o capitio o ba-j
liitante : acaba de rettabelecer le na Hollanda a legi-
tima autoridide. .
Ah I pois liohalido atacada %!! reptelo el-
lo oa miior idimrgau.
Como! poia nio tabeit, que por oecatiio da re-
voluceodeFruoe.....
Ah poiauouve em Franca urna revolocio ? I I
Horr. .oa foi pola mato! dat lorlunat, que o
gnnde Nipolelo. ...
Napoleio?.'I mai, quetanbor beaaie ?
Ceilimente esli zombando commigo! poi quem
ha no mundo, que ignore a griodei lacanhat de Booa-
ParteT I
'De BoDiparte ? .' I tambem o nlo conbecemot :
" viii e lineo ennos, que iiinguerifi nqui iem abufu-
do: us, entio diga li, quem be easeeeohorT !
He aquelle celebro beroe.. ..
Maa, qual baroe ? '
Que veneeo todo I
Quo vencen todo ? m a le"" *e que elle
veneeo?! ludo quanlo estamo oovindo hecom|ilela-
mento novo pata n !
Poi meua amigo, u Ibe cont. O tea rei
Luir...
. Poia n temo um rei chimido Loi ?
Sim, teodei, e por iignal, que he elle o irmio do
imperador, o qne abdicou acor...
Ah poiielleabdieou ? 1 ora esa I
Abdicou oa Haya, e depoit Napoleio aaio.
E d'oode cabio elle ? I !
Do tbrono, com dea milbea de diabo,_e ba pon-
co, que acaba de regrosar o nosto rei legitimo.
Como I poi elle tinha partido? ora ea !
Poit nio tioba! e todoa pensavio, que era paia
tempre
Todo T abi eitamos nos, que tal nio pensmo,
porqoe tudo temo igoorado : oomi ilba tero sempr*
peimtido na meama.
Que afortunado paiz! torra ba, que a immortali-
sio pel tua miravilhota civiliaacio : eita torna leaio-
gulir pela ma inerivel igoorancia ; aendo eate o moti-
vo, por que ella ae acbe em relevo oo meio da curiosi-
dades do muaeo de Amesterdio.
Entre variai istociace criminosa ltimamente dea-
eoberta na Fringa, ditlingue-ae urna digna do maii
templar castigo denominada Sotitdad* din Dor-
mentet onde o incauto erio Iraicoeiraraeote con-
duzido, attrihido por bebidaa eiperituotaa, banque-
te explendido e mulhere bella, e alli, pormeiode
narctico, ficavio reduiidoa a um estado de entorpe-
eimento, que Ibea paraliaava os membro, depoia do
que o despoja vio de tudo quanto tratiio -de valor, e oa
puohio quiti ns no meio daa ruaa, onde s boraa de-
poit voltavio a li, aem poderem dar noticia de couaa
oenhuma, que Ibes tivetteoccorrido depoit de terem to-
mado a, bebida fatal.
SCBNAS POPULARES.
A la chela reparti aua placida lu porca oaaaea di
aldela, em queeu me acbava, asaim como, em duvtd.t,
a esperdicaria tobre catas e pelaciot de villa e cidade,
de queeu eslava longe.
O suiurro do mar, algo dlatante. o bator do man
gaet em urna eir um pouco mal prxima, nio era t
o que quebrava o silencio solemoe, qoe, de noute, no
eampo a cottuma ser Interrumpido por d latir do rafel-
ro ou chlar do carro ; um rancbo de aldeioa, em volta
de urna grande rima de milbo, aioda da planta, ra,
Uilava e caotava. tudo a um lempo, em tant. niie e
oceupavio todoa a desplr aa espiga, o se algum dos
deafolhadore acbava urna escura, se proclamara rei :
ditla eolio sempre um velbo de boa fecio :
No meu tempo, aquelle, que topava espiga preta,
levava um abraco de todas ai mocas ; ettei rapatet de
agora olo prestio para nada.
Por mi ventura um ci ae poi a ulvar e fes eimorecer
um pouco a latiafacao do bando alegre. Mullos descal-
carlo o p eaquerdo para por o calcado com a sola para
o ar. Urna rapariga diste :
Eu ca. nio teobo medo nem por os cae ouviar nem
por oa mocho berrar, trago seapre de noute alguma
cousa do eovei.
Pala bem, Delufina, se assim usares tempre nio
te empeceri nada. Queros saber o que assocedeo so
ooaio Antooe peto tempo da aementeira ? Vloba elle
c'o carro e anoiteceo-le. Val, comecou-le o carro a ir de
travs... e por mai vottas o viravoltas que ledfttte, nio
era capai de ir oo carro direito. Val cada ser, siembras-
te o noaso Antooe de por o jogo co detrai p'ra diente, e
loi o carro poia inceradlobo qu'era um gost<>.
Autao quesera isto, lio Joaqulm ?
Cavia de ser 1 Eram as brusas.
Arronego-as eu 1 Tamem me contou a Maclina do
Flamioo um caso que Tas tremer. Um vendeiro era casa*
doc'uma broxa, e ella tinha amalado urna Blba, que
tinba no bruxedo, e o brasab da piquen ebupava o
pai todo-Ios o das; eettava elle j por um flo, caodo
um armocreve iseulou-is ettar a tarumelar um dia, e
val pescando a tramla, ioi-ae terco vendeiro, ediaae-le
em segredo, que o remedio pr'o seu mal era trincar to-
do-Iva das um albo coa caica, e pr'a bem de aer albo
lgreme, e atira-lo por riba .do ombro etqaardo p'ra
lia* das costa ; e val o veodeiro asslin no fes, e caodo
a lilha tornara chuchando no dedo e ditla mil Ai,
minha mai I nio pude chupar, qo'elle tioba trlocado
albo corr catealbo.
Olha l que tal era o comecilbo da bruta Se nio
fotte o armocreve l eapicbava o proba borne.
O' lio Joaquim, voitemecd sabe a'o lie di Violn
ta vero b da siobora do impaio ? .in, l mu.
Cal ... vem oa meima.
S'ellea oio o levaram polo camiobo acompaohado
de quem no futte requereodo e espaobapdo tal polas en-
cruillbadaa....
Cede ser s'ellea o meio increu ? Andam li
pelo mdeco que le diaem qu'elle lem fralos.
Arreneg eu tees Iralo.
Diiem qu'be urna sombra.
He maia, he um espirito.
jv a urna orialura multo entendid, que era a
alma do pai dalle.
Anteo o to Manel da Violante era lio b borne e
Tas tinto mal ao III ti o ?
Oque faz mal orialura nio be a alma qoe torna,
ba a guarda que trat.
Aa almaa que falli assim no diiem, que li a qoe
lem no li da Violenta nao disse aioda o que, vinha.
Nem se sabe te be alguma promessa por oumprir que
c a trai alguma reatuicio.
Nestecmenos levantou-te urna algatarra ntreos ai-
dedos por verem vlr outrot, que oaa cidades ae cbama-
riao marcados, e que alli se alcunbavio de encapotados,
ou trouxessem ou nio capote.
Parece, duiio o Aotooe da Francisca, o Jio do
Andr, o Carlos do Uitelro, o Albino do Casal.
Approximirao-ae quanto baataase oa taes encapota-
do para teiem entendidos, e te poterio dlzendo motea,
com votes de fltete, e a responder ao que Ibe era per-
guntado no mesmo tom, para nio terem coobeeldoi
Cbegou lambem um rapat com aua laftja (aqueta azul,
sua camisa de chita e grande cirapuca vermelha, e foi
recebldo com alvoroco por amigos e condecido. Era
elle um manobeiro, que bavia chegado naa veaperaa ao
teio de tua familia, e neobum dos presente! o tioba
anda valo. >
Ai o Jerooemo, grilirio, coitadlnbo; cuidramos
aue te nio tornaramos a ver....... Asseota-te aqoi ;
autao, -eos r^o valente......1 Tua mii, coluda,
i nao ^ioba mai aanto a que promeUer romariaa ; io-
rao eiiet que te Uouaeio a talvamcoto.
E a ilobora da Boa Nova, dista elle, botando a
I mi i carapuca, cuidel que Ihe nlo tornarla a mandar
diier mina na capaila, mas ella me valeo.
Mas conta-nos como foi Isso, que por li te awu-
cedeo: que derrlo de entrega te flxerio, borne ?
Derio-me, tio Joaquim, ama maldita oarta em Portu-
gal para eu entregar oo Rio de Janeiro, e como quem
mal oio usa mal nio cuida, levei-a, e comboiava ella
dentro do cuitado multas notis falsas. Maa agora todos
o marioheiroi abrirlo ot olboi.oeobum leva carta, que
nio tej aberta, poit l he tinto crime paitar dinheiro
'alto como ci faser dar i coita urna dusna de vida. O
demo da carta, que eu levava foi me acbada, e eu
remei sari a cadeia, e li dara fondo tenio fosse coabo-
cida a minha innocencia.
-- Cuitadinbo '....
Quandoeu eslava preso, foi condomnidoi morte
um pelo o crime duque eu era aecutado ( olhem como
eu nao etlaria contente .. .) mat elle como liaba ja
pintado muito pode etcipar. Fiogio-ie duente, foi
para a enfermara, fe-ee inorto, libio oo esquile pa-
ra o comiterio e de la fez-te ao largo; mas pira tudo
uto foi mister deifaier-te de muitas notas verdadeirn,
que tinha rerebido em troea de nutras falta.
E tu tamem'hiviit eomer pi e ratos na cadeia
Gittei bastante, mat nio importa, pul a aalvo a
minha oarcaisa, a depoit tive boa mire para gaobir
dinbeiro.
Tu veot da (erra dos Ingrezes agora ?
Venbo. Cbeguei l oonivioB. aoode ae ga-
nba muito e te tua bem o que te ganha. Em todas as
vigent Ihe morre gente por o muito tribalho ; o ha
quem diga, que nio ha por isso s, ma que be redi-
IuqSo que tem o navio, por o dono ter abandonado sua
mulber e viver amancebado ; saja o santo que fr ora
pro nobis : eu etcapei, que be o que me importa. A
nosia tripolacio era a melhor, que tem trepado vor-
gis d'um navio desde o principio do mundo. Quaado
ebegamos i Inglaterra dusero la ao ooiso capillo, que
metteiie Ingleze para deicarregir o navio, que Ih'o
lano em cinco dia, e que com Portugueze o oio fe-
ria em oilo; ma elle returquio, que oio trocir a saa
gente por todos os Ingleses do mundo, e o nos des-
picamos; em tres dias tinbamos Teito a descarga, Um
dos oossos, que entenda a lingo dos Ioglezea os ouvia
ettar a dizer, que nunca virio trabilhar assim.
- Foi bem feito !... Toi a etmoli n um prob.
- Ns not regalivamoi de Ihe mettermos liga por
oolhos, porque aquella gente nao he assim como el
ta por aqu; elle lio turumbilicoi e nos olhio por
cima do hombro, mas fam como le fam, pagivimoi-
Ibe na mesma.
- Antio, Jeromeno, etica nio te trativio com a
amizade com que nos le tratamos ?
- !!!2! sim. nio ar.ha 11 urna alma He Deo
quem ae digio duai palavras.
-- Ellos tamem comoMlao na tua lingoagem ag
gtda. nem o demonio ha de construir o que dizem. E tu
que fallas eomo um livro, collado! hiviit de pastar la
urna negra vida.
- L havia muito em que te divertir quem tioba
dinbeiro e tempo, mat eu uio quera gaita-lo.
- Li ba cididei ?
- Or te ha mait de um cento d'ellas vi eu ; e
cidade de Londres be tio grsnde, que votsemecs a
nlo poderiio ver n'um aooo.
- Jess! ...
- Olbem tem roat de comprimento de dose, que-
torxe legoas.
- Ai enlio he cousa de metter medo.
-- Pois, quediriioi altura das caas tess vistem I...
Tem quinie ou vinte altura da torre da noa igreja.
- Credo! eba quem suba li ao pinculo?
- Parece me, quo ouvi contar, que os moradores
do altos quati nunca detcem a ra.
-- Sio Seliveitre! elide papanta como searran-
reseom ruina, avaliadoe porf rs. ; urna mesa depi-
nho, avaliada por 2j re.; um par de eitticaes de eas-
quinbi porljrs ; urna binquinhi de amsrello por
3< rs.; u'im lu-iueiry para eapirilot por 9l n ; om
|Ogode |.ist ,l,i4 de espoletas por 8s rs.; um baoamsrle
de grana leira rolada por 3#200 rs; urna carteira pe-
quea de urna s face por t rs.; umi dita pequea de
urna s face sem p por 5jr.; urna dita gnode pa-
ra quttro peasoas com todo o pertences, por iOlj r.;
urna secretaria de amerello invernizad por 50j r. ;
um candieiro do brome eom o vidro quebrido por 2*
rs.; um estojo de navalh incompleto por 8 r.; um
jogo de mala de pregara por.lSirt.; urna armacio
de loja. de amarello invernisado, por OQs rs.; um es-
oravo de nome Antonio, naci Angola, de idade, que
representa 35 annos, sedio.de servico de ra, por 300*
rs.; um dito de nomo Ivo, psrdo, de idade, que repre-
senta 20 anno. dio, do ervico de roa, por 400# r. ;
om dito de nome Joaquim. Angina, de idade. que re-
preienla 48 anno, bastante achacado, do ervico de
campo, por lOO* r ; um dito de nome Manoel, Aogi-
co, de idade, que representa 50 arinos, achacado de
divert molettin, do trrico de campo, por 100#. ;
urna escrava de nome Joaquina, Angica. de idade, que
representa 50 annot, lidia, do torvico deeozinba, por
OO* rt.; penhorida pnr execura de Bernardo Lia-
serre & C. contra os herdeiros do fallecido Joio Aoto-
oio Martina de Novaos.
E para que ebegue a noticia de todos, mandei paitar
o presente, quo ter publicado pelos Diarioi detta
praca. Dado e panado nesti cidade do Kecile de Per-
naml.uco, aot 18 de fevereiro de 1846. E eu, Franeii-
eo Jote do liego, escrvio o subscrevi.
Jote Thomaz Nabuco di Araujo Jnior.
J
- Deitio para a ra urnas cettss grande e deba-
xo Ihe pauio o que ellet pedem.
- Ora esas o pira que osti ewt gente la tinto em
riba ? Nio be melbor viver nos andaimet debaito.
Todos elles lete gente, ta Jotepha; cida andar tem
dore familias, par, maia que nio para menos
- Entio por isso elles s|o mal encarados !.... estio
ecamados como anirdinbit, nunca pjdem ter b som-
brante. .
Ainda que a petas e verdidei do martimo tivessem
feito alrouxar a ai .fama dot bom ildeiot na sua teref ,
aeafolhadateacabou. Apparecero violas, rabecas ,
e dancou-se ecantou-se at que os velbos man fat.gi
do. de ver, que o mocos de dancar, de.fizerio a Te.t
recondusindo a cas. aa rapariga!. O que mais me a-
gradou deste baile foi que a illuminacio era de ne
nhumgotloparaodonod. functio, de inulta belleza
nara o dancaole!, e de nenhum ruco pin a atrevida
Mariposa.
(Da fsitauracHo.)_
"Moviuiento do Torio.
A'avio sntrado no dia 23.
H.mborgo ; 66 dia. brigue bamburguez Lonaer, de
136 tonelada, e.pitio F. Frell.en equ.p.gem.
carga faienda. a N. O. B.eber & Comp.nh.a. Fa-
laieiro J. K. Hunerj.gei.Coel Theador Schmerel.l,
Jobn Hen.iger Barlbolomeo, e Jacole Millas, Usm-
burguexe.
fr'aviof lakidos no mesmo dio.
S -Caiharina; brigue brasileiro F/w, capitio Alaxan-
' dre Jo Ale, carga sal. Condui urna escrava a
Val-Paraiio ; patacho ingles Haleyon, capillo W."
Alley. carga assuesr.
Weet-Port; bares americana Prsudsnt, capitio W.I.
M.nchesler, erg. a meima, que trouxe.
Eililal.
eularacao.
Odoutnr Jos Thommm Maiueo de Araujo Jnior,
/dalgo eavalleiro ordemde Chriiio, iftitl diriitotin segunda vara
do eivtl nesia etdadeo Nieife de Pernambueo, por
9. M. I. e Cv o S-kor Dom Pedro Segundo, que
Dets guarde, etc.
Fago saber, que por ette joizo te blo de arremitir,
nos diaa 21 e 28 do corrate met, e 4 de marco pr-
ximo teguiote, 14 eadeirai de jieinnda eom aaseoto
de palbioha, avaliadat por 35 n.; orna meia commoda
de amarello. avaliida por6# re, ; um lavatorio de ama-
rallo, avahado por 3#ra.; doua globos de vtdro.um del-
ASSOCIACAO COMMERCIAL.
Na mesa da atsociacio commerciil priei do Cor-
po Santo exilie urna lista para ai petsoas que qui-
lerem voluntariamente subscrever par n nrrnrro ds
lunillas perseguidas pel teces.
PUBLICACOLS LITTEKARIAS.
O MONTE OO t'IABO
ot
o a vi-\ti;kkiro,
POR
Engne Sue.
Este excedente lolhetim seiba de obegar do Rio-de-
Janeiro, em 8 Mrancez, 3volume, e acha-e i venda
na pnca da Ipdependencia, lvraria, n.6e8.
Galeras das Ordens laeligiosas
c Militares.
OSr. subscriptores ilis Galern das Ordens Reli-
giosa! e Militires queirio mandar receber o numerot
7 12 do 2. volunto na prigi da lnJepaaieooia, li-
vriria, ni. 6 e8. -^
Jfyslerioif da liiquisi^o
dellcspaiilia.
OsSn. qusulucrevrio pata a historia do Mve-
terioida Inqunelo de Hetpaoba, queirio mindir re-
ceber 20 nmeros, que aeibtw da ebegar do Rio-de-
Janeiro na prava di Independencia, lvraria, os. 6
8 nnitn rontina a lllilcrevHr->B nr put-
ciglo a 160 rs. o oumero.
Revista Univtrsal Lisbonsnte, jornal de litteralura ,
sciem in arte &c. redigido actualmente por J. M.
da Silva Leal, e coliaborado por muito libios e Ilitera-
tos portuguezet ; publici-n- lodat as quinln-feiris ;
conten 12 paginas de irnpreitio cada numen.
Assignatura por anno ou 48 numero, 6400 n, ,
pago adiantados.
Gasela dot Tribunas* publicada em Liiboa pela as-
socisrio dos advogtdo portugueiea tres vezes por se-
mana ; contm polmica jurdica procesaos eivie cri-
minaba graves queites de direito solucet dai
metmit &c.
Astignitura por anno, ou 640 paginas em folio,
16#000 n., pigot adiantados.
A peison que quizerem attigntr para quilquer
deite joroaes podero ize-lo comeQiodo a issig-
niturado primeiro volume ou de qualquer dos vo-
luntes ji publicados.
Historia do Consulado a j"o Imperio por Thiert,
verslo portugus! de Liibos com estampas. Esta obra
coostari de 10 voluntes em broehura de oitafo francez.
Assignatura por cada volume 3j000 rs., pagos i re-
ceptlo de cada volume. Pelo primeiro navio, que ebe-
gar de Liiboa he provavel que ebegue at o quin-
to volume. O primeiro e segundo volume podero ter
eotreguei i sos nsignintei.
Recebem-se as assignatura psra as publcices
cima no ReciTe, loja de livroi dos Srs. Cerdoso Airei.
ra di Cadeu ; em S. Antonio ra Nova loja doa
Srs. Guerra Silva & Compaohia ; e ni Boa-Vitla, ra
do Sebo, n. 8.
PRODUCQAO L1TTERARIA.
Publica-se na corte do Rio-de-Jaoeiro semsoal-
mente um folheto sob o titulo
OSMTSTEaiOS DA fHQVW<*
E outras sociedades secretas de Beipanha,
contando cada numero oito pagina do formato do
oilavo Irancez pelo preco de 160 rs pagoa no acto
da entrega. Acbio-e j publicado. 16 folbetoa que
erio d.do. pelo preco etlipulado a quem iss.gmr pelo
reito di obra que ao todo eompe-ie de 80 lolbetoi.
Ha entre nos tanta falta de eseriplos a reipeitoda his-
ria da Heipmba, e doa horrorosos actos alli pratieados
pela inquisicio.e sio neita obra expostos eom tanta ola-
reta' Ipn delle que suppomo far urna boa acqui-
licio qualquer, que delle e qoizer prover : acquiticio
tinto mis fcil quanto helio diminuto o preco da as-
ignitura. Subicreve-te ni prici da Independencia ,
lvraria n. 6 e 8.
I



p
Avisos martimos.
Para Falmouth sabe, com toda brevidade o bri-
gae Sir-Hobtrt-Campbell, capillo Jame Baird ; ten
eicellentea com modos para dous passegeiros: trata-ye
noescriptoriodeC Roope Companbia, na roa do
Trapiche-Novo n. 6.
Para o Rio-Grande-do-Sul sshir, no dia 26 do
correte, o brigue Deos-u-Guarde capiUo Manoel
Lu/, dos Santos; recebe escravos a frote e passageiroa :
os preteodentea dirijSo-ao a ra da Cadeia-Velba ar-
matem, n, 12.
-Pura o Rio-Graode-do-Stil sabird com brevida-
de o brigue Felit-Uniio, e o patacho Lopes: quem noy
mesmos quier carregar ou ir de psssagem, dirija-ye i
rua da Cruz, o. 45, em casa de Nascimento ScbaefTer
& C.
Leiloes.
ss George Kenwortby & Compaobia (arlo leilSo
publico, por intervengo da corretor Oliveiri, e por
conta e risco de quem pertencer, de aultada porcio
de fazendaa americanas avariadaa a bordo do navio
Concordia chegado de Boaton e de limitas outras
inglezaa as mais propriaa do mercado : quinta-faira ,
26 do crrante aa 10 horas ds machia em ponto no
seu armazem ra da Crut.
Francisco Severianno Ka bel lo &
Filho faiem leilSo por conta e risco de
quem pretencer, em pequeos lotes a
vontade dos compradores, de 36oo ouri-
us de p de pedra, e de urna porcio de
barricas com tapioca : quinta-feira a6
do orrente as 10 horas da manha em
ponto no caes da Alfandega ao p do
armazem de Francisco Dias Ferreira.
= Joio Keller & Compaobia farao leilo por io-
tervencio do corretor Oliveira de grando sortimento
de fazendaa propriaa deste mercado : aeiU-feira 47
do corrente aa 10 horas da manbia no seu arma-
zem ra da Cruz.
visos diversos.
Richard Clay Napier retira-ae para Inglaterra.
Tem-se contratado comprar a caaa n. 22, atra
da matriz de S. Antonio, quehs pouen oi arremata-
da em praca e neste acto designada com o terreno lo-
reiro : e porque baja nisto engao deeja-se aaber
ae ha dono ao referido terreno.
D-ae dinheiro a premio sobre peoborea de ou-
ro e prata e boas firmas: na ra estreita do Rozario ,
n. 30, segundo andar.
- OOerece-au urna mulher parda do bons custumes
para ama de casa de hornero aolteiro ou caaado de pou-
ca familia, de portea a dentro; a qual aabe cozinhar e
engooitnar com perfeicao: quem precisar, dirija-ye a
ra do Fogo, por baizo do bilbar.
Lola \.i,. '-
1r$X&ll&-
>.. CU'.V
Trancelina de qualquer modelo, anneis, fitas, florea,
aJerepoa, pulcoiraa, brincoa. c.; ludo o maia bem
feito possivel e por preco mdico.
Aluga-se o segundo andar da casa
n. 20 da ra Direita, com boa vista, e
bons commodos ; assini como o pnmeiro
andar do sobrado da ra da Senzalla-Ve-
Iha, junto oo Sr. Lasserre, muito fresco,
e com bons commodos: a tratar na ra
do Collegio, segundo andar, n. 14, ou no
Becife, armazem de Bacellar, a fallar
com J. Marcellino da Bosa.
Urna pesaoa de aaber e espacidade e que ja
tem pratica de enaino prop6e-se a dar licoea de pri-
meiraa leltras, grammalica nacional e raosica pelo
melbor methodo possivel, em casa de ana reaidencia ,
ou em diUa particularea aOyneando o bom aproveita-
menlo. A pessoa que se quizar utilisar de seu pres-
timo dirija-ye a ra Bella n. 11 que achara com
quem tratar.
Joaquim Lopes de Barros Cabraj,
professor de desenlio, e pintura, partici-
pa ao publico e aos seus discpulos, que
tem aberto a sua aula desde as 9 hora
at as 2 da tarde para os que se quizerem
dedicar a esta arte.
PRECOS DAS MEnSALIDADES
Desenlio....... 6'ooo.
Architectura .... 6'ooo.
Pintura a oleo .... Bfooo.
Lotera de S. Pedro Martyr
de Olinda.
Nao teodo aido possivel eOectuar-ie no dia 30 do
prozimo fiodo mea o andamento day rodaa delta lotera,
como ae havia annunciado, por eiiatir anda por tender
um creacido numero de bilbetee, cujo valor yobe a pou-
comaiy de melada da lotera, o que ae dee atlnbuir 4
coatinuacao do paaaamento da festa ; declara pfespecti-
yo tbesoureiro, egitimsiuente autorissdo,|ft|uo *>
trawterido para o dia 26 do corrente mez o sobredito
andamento, imu cuuveutiidu que, no capseo de lempo a
dacorrer at eate dia, oa amadorey deste jogo eoocorre-
ro a prorer-ye de bilbetey noa lugawa j1 publicado.
Perdrfo-*e, da ra do Aragao al a ra do Cano,
25* ra. seodo urna cdula do 20/ r. e otra, da 5;
quem ti ver achado por caridede queira restituir na
ra de Hortaa, n. 51, que be de um pobie miaeravel
= Na praca da Independencia, linaria, ns. 6 e 8,
asiste urna carta de importancia para o Sr. Manoel Bor
gesjde Mondones lindadas Ilbaa.
- Precisa-se de um ou dous amassidores que le-
nhlo Ireguezia da pi ; di-so bom ordenado : na $0-
ledade, n. 22.
= Ha para ae arromaren) em qualquer eaaa de ne-
gocio dous mocos, viodos da ilba de S. Miguel ,
que aabem ler", ede idade um de 14 annoa o o ou-
tro de 16, na ra da Praia aerraria do Cardial.
A aoeiedade que at agora gyrava resta praca
debaiio da firma de Dovrtlay Itaymond 4/ Prjtz, fiea
diseolrida, e contina somante com a firma de Dowiley
& Raymond; visto que o Sr. PrjU est dalla desliga-
do. A nova aoeiedade fiea enoarregada da liquidacio
da antiga firma a quem todaa aa pessoaa que tive-
rem eontaa, as podero apretentir. Recite, 19 de fe-
viTeiro de 1846.
Preciaa-aede urna ama para o servico interno de
urna casa de pouca familia e que saiba perfeitamente
eogommar ; a quem eonvier, dirija-ye a ra da Con-
cordia entrando da ra Nova lado esquerdo eaaa
que faz esquina para a travessy da mesma ra.
- O abaizo assignado faz publico que no dia 19
do corrente pelas 6 horaa da Urde, he appareeeo
em sua casa um preto de nome Luiz, crioulo, que diz
aer eacravo de Joaquim Pereira da Cuoba morador na
Malbada-da-Pedra diatante da villa de Sousa 3 le-
goaa, provincia da Parabiba, de onde veio fugindo a o
terrivel flagello da (orno, que devaata aquellos serios :
seu dono, ou peasoa por elle autoriaada, o poder pro-
curar, certo de que o abaizo aaaignado ae nao respon-
sabiliza pela fuga. Franciuo Ftrnandts Tkomat.
Lava-ae e engomma-te por preco oommodo ; noa
Bairros-Baizoa, n. 22.
Aluga-se a casa terrea n. 42, na ra da Alegra,
com commodos para familia concertada e pintada : a
tratar na ra da Aurora n. 44.
D. Francisca da Silva Ribeiro, solteira, abri, nes
te corrente anno um cuegio para educar o aezo fe-
minino e ensinar a ler, escrevor, contar, tsrammatica
porlugueza bordar de ouro, matiz, seda frocba la-
cada e de austo marcar de 4 qualidsdea faier ca-
cund lavarinto passado e ebeio, vestidos modernos ;
tambem cose para fra tota qualidade de costara ;
aasim como dirigir outraa aulaa como bem : fran-
cez inglez, geometra densa &c. Recebem-su para
esse fim pensionistas* meiaa pensionistas, ou par* com-
modidade das meamaa em m como nieibor Ibes
eonvier por preco commodo. Quem de aeu presumo
sequiter utilisar dirija-se a ra Velha, 91.
Atterro-da-Boa-Vista, n. 5.
Pommateau cutileiro e amolador de todos os fer-
ros que pertencem a cutilaria, previne aoa seus fre-
gueses que alero dos ferros de sua srte tambem fa-
brica-ye na sua ofBcina qualquer obra de ac com to-
da a perfeicio, como sejao esporyy e freios de todoa oa
eilios todos os instrumentos de cirurgia o de dentis-
ta concertoa de eapingardaa, fazendo pecas novaa ,
sendo precisas. Quarta feira e sabbado de cada sema-
na sio os diaa destinados para amolar toda a qualida-
de de ferroa cortantes.
No mesmoeslabelecimento tambero se alugaoespin-
cardns do caca pagando o aluguel do cada dia.
Tambem ba para vender una pucaros de una roaa-
sac(imposta de iiigiedienles ioalliieis contra a er-
rugeni.
= Vode-se poi preco commodo urna linda cor-
rente 4 aqneles com diamantea; doua parea de brin-
cos com ditos; cordSes boldas rosetas medalbas ,
traneelim ; ludo de ouro de lei: na ra Bella n. 37 ,
primairo andar.
= Vende so um aellim muito bem feito em folba,
por preco commodo ; na ra do Aragio, na esquina ,
que volta para a ra da S. Cruz. n. 43.
= Vende-se um preto perfeito padeiro de boni-
ta figura, de idade de 25 annos, por preco commodo;
as Cinco-Montas, n. 154.
= Vestdem se duas pretaa, aendo mii e filha esta
de 18 annos, cozioba engomma cose chio tem
principios de renda e faz todo o msis servico de urna
eaaa, e aquella lavadera* tambem eozinheire; ao com-
prador se dir o motivo da venda : oa ra do Sebo ,
n. 1, primairo andar.
= Vende-se urna negrinha erioula de 14 annos,
propria para todo o aervico ; urna escrava de naci, de
26 annos, ptima quitandeira ; um pardo, de 17 an-
nos ptimo para pagem ; oro dito de 22 annos, pa-
ra o servico de campo ; um eacravo do naci de 30
annoa, muito posaanta ganhador de ra : na ra
das Cruies, n. 22, segundo andar.
Vende-se muito superior potassa
da RussU, em barris pequeos, pelo m-
dico preco de 24 rc''s a l'Dr* na rua ^
Trapiche, armazem de Jos Teixeira
Basto.
= Vendm-se moendas de ferro para engenhos de
sssucar, para vapor agoa e beatas de diversos lma-
nnos por preco commodo; e igualmente taizaa de
ferro ooado e batido de todo* ba tanianhoa : na pra-
ca do Corpo Santo n. 11, em casa de Me. Calmont &
Companbia ou na rua de Apollo armazem, n. 6.
Vendem-se as melhores sarjas lar-
gas e hespanholas. por pre50 commodo ;
na pracinba do Livramento, hoje ra do
Queimado, n. ^6.
Vende-ae urna venda defronle da ribeira da Boa-
Vista n. 58, laz-sa todo o negocio com a mesma: a
tratar com Jos Soarea Pinto Correi*.
= Veode-ae urna preta erioula, com urna filha mu-
latinba tendo a preta 20 annoa, e a mulatinba 2 ; a
preta cote, engomma, lava e cozioba : na rua da Ca-
deia-Velba n. 59 segundo andar a tratar com D.
Joanna Mara dos Santos Sioraes, ou com Jos Dias
daSilya.
Vendem-se Befleoe* sobre o estado daa (naneas
no Braail, e meiosdeo melborar e de pagar a di-
sida publica pelo detembargador Henrique Velloso
deOliveira, por 600 ra.; a Substituido do trabalbo
doaaacravos pelo trabalho livre no Brasil por um meio
suave esem difficuldade, pelo meymo deaembargador ,
por 600 ra. : na rua do Trapiche*, n. 34 caaa de
Novaea & Companbia.
Vende-ae um methodo de violio por Alezaodre
Carull ; a obra do Judeo Errante, em 5 volumes ,
enesderoados; o tratado da ezistencia e dos attributoa
de Dos; na rua do Crespo, loja que faz esquina par*
a cadeia.
Compras.
ComprBo-se pmnas de rabo-de-|unco: no Cor-
redor-do Bispo n. 8.
Compra-se umsellim em meionso ; na Calcada
do Peiiolo, as Cinco-Pon tas. o. 154.
Compio-se garrafas vssiaa, na fabrioa de lico-
res e bebidaa espirituosas na rua da Senzalla-Velba ,
n. 114.
Compra-se urna preta moca que aeja perita
engommadeira e coatureira ; nao se olba a nreco ; um
mulatinho de 12 a 16 annos, que saja claro: na rua
de Hortas, n 70, ou no aitio, que loi de Francisco
Manoel da Silva lavares.
= Compra-se urna tipoia que eateja em bom uso ;
oa rua da Cadeia-Velha loja n. 39, ou annuneie.
Comprio-se, para fra da provincia escravos de
13 a 20 annoa ; aendo de bonilaa figuras pagio-ae
bem : na rua da Cadeia de S. Antonio sobrado de
um andar, de varanda de pi d 20. ,
ata Cooiprio-se dous escravoa de oflicio ; sendo um
padreiro e utro carpina para urna encororoenda do
Rio-Grande-do-Sul : na rua do Collegio, armazem ,
0. 19.
Vendas.
= Vendem-se 15 escravos, aendo 4 preto* de'20
anno* 2 moleque de 15, duaapardaa, toado 9
annos e a outra de 16 anno* 3 pretas, que eoaem ,
engommio e cozinhio duas negrinbas, urna de 9 an-
nos e a outra de 15 urna psrda com doua mulatinhoa
de 6 a 9 annoa 1 oa rua da Cruz n. 61, ou oa rua do
Trapiche n. 20.
= Vendem-*e trave de 40 a 42 palmos de impr-
menlo ; urna canoa para abrir coro 65 palmoa de
eomprimeoto : na rua da Prii* n. 17 tratar com
o Cardial.
m= Veode-ae urna bonita preta de Angola de 18
anno* sem vicios; um moleque, de 14 anno* do
bonita figura : o* rua ealrait* do Rosario, botica,
n.10.
= Vsdem-se vario* escravos, bonilaa pegas; urna
preta, que lava, cozinba o diario de urna cata, e coae;
um mulatinho, de 12 annos, aW boniU figura, pro-1
prio para pagem : na rua da Cruz 0. 3.
= Vendem-se II escravoa, vindoado Aracity no
di* 22 do corrente aendo 7 pretaa 1 cabra, 1 preto,
e 2 mulatinhoa; na prac.a do Corpo* Solo o. 23, a
tratar com Antonio Rodrigue* Lima. Na mesma caaa
veode-ae ceta -r.rcs s dc-cirs-ub;.
Vendem-ae at 50 niilheiros dopalba de carnau-
ba por atacado ou a retalho : na ru* da Praia n. 3z.
=Veode-ye um eaatl de rol** de Hsmburgo, por
todo o preco ; na traveasa do Queimado, vend, a. 3.
Vende-se s mais superior sarja
larga bespanhola, los de linho pre-
tos superiores, panno preto muito
fino, casimira preta franceza els-
tica muito superior, merino preto
o mais fino possivel, e outras mui-
tas fazendas por preco commodo:
na pracinba do Livramenlo, hoje
rua do Queimado, loja nova, n. !\0.
AZEITE de GARRAPATO.
Vende-se todo o auno, cm
grandes porces e s caadas,
a voniade do comprador, e
sendo de 200 caadas para
cima cinco por cenlo menos:
no deposito da rua da Senzal-
la-Velba n. 110.
Casa da F,
Na rua estreita do Hozarlo, n. 43.
Na casa cima eontinuio-se a vender cautelaa da lo-
tera de S. Pedro Martyr de Olinda, coja* rodaa de-
vem ler seu infallivel andamento no dia 26 do correte
mez. A ellas, que sao poucaa.
= Vende-se um cavallo alario cachito carregador
e boro passeiro ; na rua estreita do Bozario o. 30,
segundo andar.
= Vende-ae superior farinba da S. Galbarina ; a
bordo do brigue \'tro lundeado delronle daa asea
dinfeaa.
Champagne da marca C & C, rin-
da no ultimo navio de Franca : vende-se
em porces e a retalho, em casa de Me.
Calmont & C.
MUITO BARATO.
^Veode-ae uro pequeo aitio a margem do Capi-
baribe com casa de vivenda coqueiro* e trra para
plantar algomacousa agoa de beber, muito fresco e
alegra, com estrada pela Passagem e pelos Afogados;
as mais proporcoes se diraO ao comprador : na rua de
AjoM-Verdes, n. Si.
= Na loja de Jos Gomea Leal ni rua da Cadeia
do Recife vende-i* boa **rj* preta por commodo
proco.
Vflnde-se a venda da rua da Cadeia do Recife ,
o. 1, a dinheiro, ou a r*zo : a tratar na mesma
veoda.
Vende-se farinba para porcoi; oo largo da Ribei-
ra n. 3.
Potassa americana.
Vende-te a 240 rs. a libra da melbor e mais no-
va que eziste neste mercado ; no armazem do Bri.
guez ao pe do arco da Conoeicao ou a tratar com),
J. Taaso Juoior.
= Vende ae tarja preta portuguesa, muito boa, por
preco oommodo ; um relogio aabonete de pratt, pi.
tente ingles; estopa do Porto boa para ronpa de es-
cravos por aer eneorpada : na rua da Senzalla-Velhi,
n. 142 aegundo andar.
=Vende-se um balcio e oro armario envidracado ,
proprio para loja francesa : na rua Nova n. 18.
= Vende-ae um aitio com caaa e vario* arvoredoi,
oa freiuezia da matriz da Varzea confronte a prjl
meira crut da estrada do engenho de S. Cotme qU,
foi do fallecido J. Francisco Pareira : n* trapatai 0
Carmo, n. 16.
Vende-ye o drama hiylorico de Napoleio ero S.
Helena; o celebre e curilo drama Ernaoi, que |0j
representado no sabbado : e outroa mais ; Burln em
42 volumes, coro estsmpsi, por 25* r*.; J. J. Roos-
teiu 25 v. 16f rs. ; diccionario universal francas
e inglez o vice-veraa ; alguoa rnanuaes, e outras mu-
tas obras de artel e oIBeios : fallar com Jlo de Du-
boiy, na rua doa Querida, n 11.
= Vendem se casacas e sobre -casacas de panno a
merino de differentea corea ; jaquela* daa metmaifi-
zeodaa ; ditaa de riscadoe bretanba ; oolletea de st-
lim maceo de teda de cores e velludo ; calen de es-
ajinir* panno e merino ; ditas de brim de quadros a
ristras; ditas de dito trancado liao ; chapeos do Chi-
ta e de masa; ditos de sol, de seda para homeme
aenhora; sobre-casacas de brim de todaa as qualidade*;
ditaa de bom riscado ; um completo sortimento da
pannos fios de todaa as cores o qualidadea ; sedss para
sollate* ; casimiras para calcas; ditaa branca* ; fusloei
para collete* ; ludo por proco commodo : o* roa No-
va n. 18.
Vende-se potassa americana, ltimamente che-
gada ero barra grandes e pequeo* ; lenco* pretos,
de aeda da India ; selim preto de Macio ; velaa de ei-
permacete de 4, 5 e6 em libra ; cera amarella ; al-
godio grosso para saceos; todo por preco cututnodo :
em caaa de Matheus Auatina & Companbia na rua ds
Alfandega-Velba n. 36.
I
Vende-se, na rua da Cruz, n.
6o, primeiro andar, cera em velas,
recebida directamente de urna das
melhores fabricas do Rio-de-Ja- "
neiro ; he de ptimo sorlimenlo,
e por preco mais'barato do que
cm outra qualquer parte.
= Vende-se milbo velho., a 2500 rs. o alqueire ;
dito novo a 4 rs.; saccaa com farinba de Hag a
5/rt: na rua da Cadeia de S. Antonio deposito de
larioba n. 19.
= Vendem-se 4 pardas, de 6 a 20 annoa, com
habilidades ; 3 pretaa de 17 a 22 annos com bs-
bilidsdes ; urna negrinha de 13 annos ; um preto
Ja Costa de bonita figura de 20 annoa ; dous pre-
tos para o servico de campo, por preco commodo : atril
da matriz de S. Antonio n. 16. primeiro andar.
Escravos Fgidos
F"of>. n nnntn de 18 do corrente uro preto do
nome Blum baixo gordo, de naci, de 55 anuos,
pouco oais ou menos foi visto no dia immaJiato ao
da aua fgida no Aterro-da-Boa-Vista dizendo que
andava procurando aenbor; levou aqueta de panne
azul, calcas de brim e chapeo de pello preto : quera
o pegar, leve ao eaoriptorio de Leooir l'uget & Com-
panbia rua da Cruz que aera recompensado.
Fugio, na madrugada do dia 7 do corrate da
eidade da Olioda, ama parda de nome Cosme pare-
oendo branca por ser bastante clara cabellos cortl-
dos e oorridoa estatura mediana nio mal parecida,
olhos pretoa e grandea aobrancelbaa grossaa, com
falta de denles na frente pellos graodea pea e ruaos
regularea ; em um doa pea lem una pequea ferida en-
tre o* dedoa, que nio a deizava andar bem ; o dedo
do meio da mi direita, oa ultima junta, be deteiluoso
de um panaricio; representa 20 a -i annos de idade; le-
vou alem da roupa do corpo, urna Irouza coro um vel-
lido de chita novo e alguna* camisaa sendo 3 de roa-
dapolio fino aioda em folba o 45f r*. em cdulas:
quem a pegar, leve a aobredita eidade de Olinda na
rua do Passo-Ctatelhaoo casa contigua ao theatro ,
ou no Recife na rua da Aurora n. 12, que sari ge-
nerosamente recompensado.
** Fugio, pelas 3 horas emeis da tarde do dia 19
do corrente urna preta erioula de nome Faustina,
de cor preta bocea grande nariz chato ; quando
falla parece eatar assustada e o melbor signal que lem
he ler signaes naa palmas daa mioi do ler levado ba
noucoa diaa bolos por outra fgida que iez ; ja foi vis-
ta oa praca da Boa-Vista e pela rua da Coaceicio do
meimo bsirro ; levou vestido de chita sujo de cozi-
nba camisa de algodio e panno da Costa: quem *
pegar, leve a rua da Senzalla-Velba o: 142 segundo
indar, que teri recompensado com generosidade.
Fugio, no dia 15 do corrente orna preta an-
da moca, de nome Calharina, de naci Beoguela ; le-
vou vestido de chita desbolada com listraa amaiellai,
panno da Costa novo, com franja do algodio e juma
volta de missaoga azul e braooa no pescoco ; lem osi
costea duas 'grandea marcas de duaa ventosas ; algum
tanto peiluda os denles da frente furados; tem '
braco direito unas marcas feitas como as que costumio
Irsaer ss da Ierra rlella ; lem sido vista pela Boa-Visls :
quema pegsr, leve a rua do Cabugi loja de miu-
deaa, n. 1 D que sera gratificado generoaamente.
asr Fugio um preto ful* bezigoao com todos "
denles barbado de boa estslura de 40 annoa ; lo-
vou um pequeo ferro oo pe direito : quero o pegar ,
i... .... ,_..:..,. SK;;i:- .-i.-.i f.---! n. r..IIoha.
leVO m IDU lOUUUI, vniri. ww WWii. ,
PIRN. } fUTY. OE M. P3 DIjKAniA 1><46
>