Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08739

Full Text
\nn de 1846.
Ter$a feir
O DIARIO publica-sc todos os das que
I nw (orcm de guarda : o preco da assigna-
I .i'ira he de 4/000 rs. por quartel pigos adian-
I..IM Os an.iuncios dos asstgnantes sao in-
',''- a razio de 20 is por linna. 40 rs.
ca IVPdiflerente, cas repeticoes pela me-
I. de Os que nao foiem assignantcs pagan-
80 rs. por nnlia, e 160 em lypo diflerente.
I pHASES DA LOA NO ME DE FEVEREIRO.
Irrpscenle a 3 as 2 hor. c 51 min. da man.
li .Viila ll as 6 hor. e 51 min. da man.
?nroante a 19 as 2 hor. e 23 min. da man.
ua nova a 25 a 5 hor. e 11 min. da Urd.
PARTIDAS DOSCORREIOS.
Goianna, e Parabyba, Segd." e Sextas fciras.
Rio Grande do Norte, chega as quartas
fcirasao inclo dia, eparte nasmesmas ho-
ras as quintas Ir Iras.
Cabo, Serinbaeiu, Rio Formoso, Porto Cal-
vo, e Macey, no I., 11 e 21 de cada inez.
Garanhuns e Bonito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e 28.
Victoria as quintas feiras.
Olinda todos os das.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 4 h. e 30 minutos da tarde.
Segunda as 4 h. e 54 minutos da manha.
Fevereiro.
Anno XXII N. 3*.
das da semana.
9 Segunda S. Apollmiia, aud. do J. dos or.
* do J. do C. da 2. t.. do I M da 2. v.
10 TercaS. Guilliorme, aud.do J. do oiv. da
1. v., e do J. de paz do 2. list. de t.
11 Quarta S. Lzaro, aud. do J. dociv. da
2. v., e do J. de paz do 2. dist. de t.
12 Quinta S. Modesto, aud. do J. de or'., c
doJ.M. dal. v.
13 Sexta S. Benigno, aud. do J. do civ. da 1.
v., edo J. de paz do 1. dist. de L
14 Sabbado S. Valentira, aud. do J. dociv.
da 1. v., e do J. de paz do 1. dist. de t.
15 Domingo S. Jovita.
CAMBIOS NO DIA 9 DE FEVEREIRO.
Camb. sobre Lonftraa, 2 d. p. 1/ a 80 d.
Pars 350 r.;j* por franco.
Lisboa 105 p. c. pr. p. in.
Dcsc. de let. de boas firmas I '/i p. % me'-
Ouro-Oncas licspanholas 3Q45O0 a 314000
Mofdi deG#400vel. KijtJOO a
d.-li/WOiiov. ItU
de 4*1)00 8/
fPraa-Patacries .... 1/90(1 a
Pesos Golumiiares I|MD a
Ditos Mexicanos. 1*S40 a
PrataMiuda 1/580
10/800
16/900
8/800
IMM
nm
10870
1/700
Acccs da C do Bebcribe de 50/000 ao par.
DIARIO DE PERNAMBUCO
PARTE OFF.CIAL.
Governo da provincia.
EXPEDIENTE DO DI* 5 DO COMIENTE.
(IfficioAo deiembargad >r procurador da coros, fa-
I senda e soberana nacional, exigindo o leu perecer a-
| cerca do contedo no officio do inspector interino do
ter direito o funeciooario, a quem elle lubititue.
DitoAo director do monto pi gera! doi servidora*
Ido estado, aecusando remeta da primejra vi de ato
Jtltra de M.e Caimont & Companhia sobra Astly Algos-
e a fnor do theaoureiro daquelle estabelacimeoto, o*
mportaneia do 574ii090 rs. eom que tem contribuido
os respectivos subscriptores rtesta provincia.
DilosAo inspector da tbesouraria das rendas pro-
vinciaes, o eogonheiro em chele e ao inspector-fitoal
das obras publicas, icieotificando-oi de haver eiptcado,
por niais oito meses, o prazo, dentro do qual Joaquim
Pedro do Reg Cavalcanti obrigou-te a finalisar aa o-
bras da primeira parte do oitavo lauco da estrada do
Po-do-Albo, de que he arremetante, eom a condicio
de ser ella inmediatamente franqueada ao transito pu-
blico.
gJ)iloAo encarregado da agencia das barcas de va-
I por, determinando, que ao soldado particular Ricardo
| da Fonsoca Castro e Silva mande dar paisagem para O
I Para do vapor, que est a ebegar do Sul. Par licipoo-
[ te ao commandante das armas.
DitoAo inspector interino do arsenal d marinha,
ordenando, faca por a dsposicio do chelo de polica o
recruta Ignacio Francisco. Offieiou se ao cbofe de po-
llicia para dar destina ao mencionado recruta, que lora
Ijuigado incapai de servir.
Portsriss Ao commandante da corveta Sele-de-
|Abril, determinando, que conduia para a Babia, e po-
jnha a dispesiceo do respectivo presidente, 8 pragai do
Iprimero bstalhio de arlilbariai p ; e para o Rio de-
I Janeiro o alferes do quarto batalbio de fuiileiroi, Do-
1 mingos Jos Martina. Participou-se ao commandante
| desarmas.
Dita Ao mesmo, para que ordem do comman-
dante das armas desta provincia faca entregar o alteres
do qusrto batalbo de caladores, Francisco Eugenio
Teiieirs, que da Babia trouxepreso seu bordo.Of-
ficiou-ie a respeito ao presidente da Baha, e ao com-
mandante das armas.
Commatulo das Armas.
EXPEDIENTE DO DIA 1." DO COBaHUTB.
QuicioAo tenente-coronel commandante do qusr-
to batalbio de artilbaria 4 p, mandando addir o len-
te Jos Joaquim de Meirele, do quinto batalbio de fu-
zileupi, queobteve permiiio do governo imperial pa-
ra residir nesta guaroicio. Communicou-ie aocotn-
misiario pagador.
Dito Ao capillo commaedante da companhia Gis
decavallaria, mandando-lhe apresentar os paisanos Ma-
noel Peres Campollo Jacome da Gama, Apolonio Peres
Campello Jacome da Gama e Jos Peres Campello Ja-
come da Gama, para que Ibes abriste assento de praca
voluntaria na companhia do seu commaodo ; e ligoifi-
cando-lhe, que, sendo ettes voluntarios filaos de pessoss
que gofio de nobleza, Ihes permita faxer uso dos
dislinctivos de piimeiro cadete, por lempo de tres me-
tes, al que se justifiquen na forana da lei.
ion do Da, 3.
nmt j j _.,i:.:._j. le quanto a materia do segundo, que o primero te-
OBc.o-AoPre..dente da prono*!.. p. rihpado-1^ do lobaUlh5oBde tMh\ Fr,0C8C0
,.oe,ro ultimo da confo mid.deI o de H eng.nheiro
eom ai diipoiicdesde art go 22 do regulamenla, quel, > ~ n- r- .
. j. ti a. *....;. ana ..I'01 mandado servir na provincia do llio-Grande-do-
banou eom o decreto de 17 de fevereiro de loo 2 te M,., ., .,r ... coi
|4 havia seguido para all no vapor S.-Sal-
desertira naquella provincia, onde a corveta aportou:
o primer
quarto balalhSo de artilbaria Francisco Pri-
havia procedido em baila publica a arrematarlo doa
medicamentos precitos ao hospital regimcntal no cor-
rente anno sendo conferido o fornecimento ao boti-
cario Jos da Rocha Paranhos que se comprometteo a
arsenal de marinha sobre os encmenlos, que den lie-lo eom mais vaotsgem para fateoda abalando
A IUINHA MARGOT. (*)
por ZUxanott IDumoo.
QUARTO VOLUME.
CAPITULo'viII.
A VOKTA AO loova. (CoHtnua(do).
No alto da oseado vio Honriuue apparecer de repente
utra sombra, mas esta ora de homem. '
Silencio dase cate.
Ah ah! aoia s, Pranoisou!1
** 'j* me chamis pelo nomo.
~* pnl* que te passouP
~ ^"'rsi no voato apuaeuto, e o aabereia depois to-
' pelo corredor oom toda a cautela, vede bem que
Kuenj toa espi, c enlrai no meu quarto, cuja porto
e"*r* mente enco.tada.
Uin,de"PI"reC0 l,nbem Pel" soada, como etsee fanr
""s, que no tlieatr.i se abiamio por uiu alcapao.
niaT .l"r,",,,nl-" inurranriuoBearnes, oenig-
uniina o,,, comu a ,Xplioaco est nu aieu apo-
i i*"' '' Te^mo,
ao fi.| tothria balo Hnrinnn continuon 0
u cam,nho ; qu linha elle a aenaibilidado, esta au-
Sl por ceolo dos ptecos arbitrados no formulario, que
servio do base na transada arrematado, e que o con^
oelho administrativo do batalhao a que est ligado o
hospital, julgou niodever tofrer |a Horacio, como lu-
do vera S. Exc. 4o termo da arrematacio que por
copia Ihe enviara o que tambem foi eoderecada ao
commiiiario pagador para sua iotelligencia e governo.
Dito Ao mesmo enviando-lhe a relami nomi-
nal dos individuos, que no mei de Janeiro do corren-
te anno aasenlario praca no exercito sendo dous vo-
luntarios e 6 reerutados.
Dito Ao commissario pagador, enviando-lhe, para
seu conhecimcnlo e governo copia do termo da ar-
rematacio que no dia 31 do mei pastado se proce-
der, dot medica oieotos preoisoa ao hospital regimental
no crrante anno.
Circular Aos commandantes dos corpot e forla-
ezat, para que nos mappas n. 5 doa artigos bellicos
houvessem de, na observaclo, declarar em ordem alpha
blica e segundo as classilicaces dos objvctos, a dif-
irenos occorrida em cada (rimeslre.
Ufficio Ao general presidene e commandante das
armas da provincia da Babia, enviando-1 ho as guias
dos primeirot cadetes Lua de QueirosCoutiobo Jnior
e I'bilinlo Elisio do Queiroz Coutioho, que, tendo ob-
tido passagem por ordem do gorerno imperial do se-
gundo para o primero batalbio de artilbaria a p,
teguiio na corveta Stttt-dt-Abril, a iocorporarem-se
ao mesmo batalbio.
Dito Ao mesmo lransmittindo-lbe,'em proprios
origioaea as quatro relscdesde alterafdes pertencen
tes as pracas do primero batalbio de artilbaria a p
que se aohio no deposito da Praia-Vermelha e provin-
cia das Alegras tendentes aos mezes de novembro e
detembro do anno lindo as quaes lorio enriadas pe-
lo general commandante das armas interino da corte ,
eom os seus ofBcios de 2 de novembro 1, 4 e 19 do
referido mes de deiembro.
Dito Ao mesmo fazendo-lhe remessa das guias
do segundo lente Anlonio Jos do Amaral, e solda-
dos Julo Matbias de Csrvalho, Francisco Rodrigues da
Silva e Anlonio Jote Fernandos do primero batalbo
de artilbaria a p conforme exigir em teu officio de
20 de jaoeiro ultimo e dsndo recebido oulro offioio
datado de 21 que cobria as guias do cirurgiio ajudan-
te doulor Policarpo^Cezato de Barros, ornis sote
pracas, inclusivo quatro desertores viudos na crvela
Sttedi-Abril, os quaestiverio conveniente destino.
Dito Ao general commandante das armas interino
da corle aecutando a recepelo dos seus officios de 27
e 28 de dezembro e communicando-lhe quanto a
materia do primero que as pracas vindas na crvela
Scte-dt-Abril, pertenceotes ao primero batalbio de ar-
tilbaria a p licarao na provincia da Babia onde se
acba actualmente em servicob mesmo. batallo tendo
ora feito remesta de sais guias ao respectivo general
presidente e commsndante daa armas ; e que .as pra-
cas do primero batalbio de cacadores cavlo recolbi-
das, menot o toldsdo Tbeodoro Jos da Fonseca, que
Norte
odor.
INTERIOR.
f> Vida Di*
n n.
31.
peratic&o da juvrutude. Tildo-refleotia ntidamente ties-
ta alma de luperficie lisa como uiu espelho, o ludo quan-
to ooabava de uovir Ihe pretagiava urna deigraca.
Chegou porta do teu apotento e eacutou. Ncnlnima
bulla uufindo, e parecendo-lbe evidente que nada de-
vi lor all temer, pon que Carlota lbe havia dito que
te reoolhetto ao aeu apotento, entrou. Laucn urna r-
pida vit d'ulfioi ero redor da aillo-cmara, que eatava
solitaria ; mu nada anda llio indioava o faci que tivera
ugar.
Cotn effeito, diite elle, Orthon nio esta aqu.
E passou segunda cmara.
Alu tudo se leexplicou.
Apeiar da agoa que havifio lineado a potes, vilo-se nu
aisnalho grandes manchas averroclhadas ; havia uiu ino-
vel quebrado, ostavto ai cortina* do leilo corladas de
talboa decapada, un eipelho de Venca partido por cho-
que de bala, e urna mo eusanguentada que ae eucosl-
ra a parede, e all donar a terrivel estampa, anunea-
vao que esae quatlo agora modo, fura taatemunlia de
una lucia murtal.
Ci'lbeo Hear.ique coro clho* niadoa todoa ettet
differentet pormenores, panou a mi pela fronte hmi-
da de tuur, e ruurmurou:
Ah! que agora entendo o lervic,o qne me fox el-
re4 viero aiianinar-me. Edoilouy! Ab! que fl-
iero olla de do Mouy ? Infames! to-Io-lii luorlu !
E tio prenuroio de saber noticias, como o duque
d'Alencon eatava de Ih'aa dar, Henrique, depuii de lau-
car uui derradeire e trate olbar aoa objeotoa que o ru-
deavia, sabio do apotento, ganbuu o corredor, obser-
vou icolguein oaounipanbava, oeinpurrando aporta
que coiu effoilo oitava enooslada, o que elle reobtm im-
medialamente, preuipitou-se no aposento do
RIO-DE-JANEIRO.
poltica gebal
O bil de lord dbtrdtm.
As potencias coahecem muito bem os principios, que
as ilevcni euiar em suas relacei eom un estado
indepeiidente, e jamis se abalancaro a impor-lhe
leis, como se Ihes lera querido attribuir....
(DcclaiJCao de 12 de maio de 1 15 da Inglater-
ra, e das mais potencias reunidas, por meio de
seus representante, no congresso de Vieiiua.J
0 que distemos a reipeilo do diteito de visita cabe
applicar ao direito de busca: nenbuma duvida pOe
Inglaterra em reconbecer, que, em lempo de pas, so
em virtude de tratados urna naci pode exercer este di-
reito. Produciremos as autoridades em que descanta es-
te asterto. Sir Robert Pee!, em 1843, em urna das ses-
sfies da cmara dos deputadosda Grao Bretooha, foi in-
terpelado por Vlr. Charles Wood sobre as questdes sus-
citadas acerca da vitita dot navios nort'americanos, e
diste, que o direito de busca era ou direilo de guerra
ou urna concessio feita por tratados para lempo do paz;
que este direito a Inglaterra inicuamente abandooava,
a respeito dos navios americanos, porque nio havia osti
pulacOes, que o concedeiiem (1).
O citado lord Stowell o mesmo estsbeleceo em seu
celebre julgado de 1817, que atrs citamos.
Oviconde Palmerstoo.emnome do seu governo diiia,
em 1840, ao do Haily : Que este direilo, em lempo
de par, nio poda ter exercdo tenlo em virtude de con-
vnceos e tratados... m lime of peace, nothipt helon-
ging to one itate hace a righ tot search and delain shipi
ai/i'ng undtr Ihe /lag of, and belonging to anothtr sta-
le, tchick permiiiion ofiach tl.ite, wkieh permimon u
gtnerally ignifitd by trealy.... (2)
Oproprioconde Aberdeeo u mesma doutrioa sutten-
(ou em sua nota d 20 de dezembro do 1841, dirigida
ao ministro doi Estados-Unidos, Mr. Everetl, quesubi-
tituio Mr. Stevenson, em Londres, as leguintes pala-
vrasO direito de busca, a fra do caso de ser especial-
mente concedido por tratados, be um porfolio direito do
belligerante, e nao pode por lano serexercido-noi ma-
res livres dursnle a pai 7~Ae right of ttarek, txcepl
when specially conceded by trealy, ii a purely bellige-
rtnt rigth, ondean kave no exislence on ike kigk itat
during peace (3).
Se, pois, a meima Grio-Brelanba reconhece a (alta
de poder para enes actos, conforme ot principios de di-
reilo das geotei, ene aclo do seu parlamento, sendo, co-
mo he, um altenlado contra a dignidado, independencia
e soberana deste imperio, nos fornece julios motivos
para que o retaliemos (4).
O que havemos aqu escripto sobre as visitas e busca
dos nossos nsvios, auloriiidas por eisa lei inglesa, eom
muito maior razio toca, e lie opplicavel sua oaplura e
confisco, que a mesma le decretou ; devendo uooa-
menlo accrescentar, que, eom o metmo direito, ai po-
tencias barbarescas autorisavio a pilhagem no mar, con-
tra a qual so levautrioas nacOescivilisadas. Na verda-
de, inlerrogaremot 4 Inglaterra, te nio estis eom o
Brasil em guerrs, eom que direito vos apoderis da la-
zenda dos teut subditos? Coberta eom a capa da phi-
lantiopia, nio vos peijais de andar pelos mares despo-
jando, sem direito o razio alguma, as demsis nscSesde
lousbenso fazenda ?.... Tendea grsnde lorca martima,
ludo vot ter licito ; mas nio tira iiso de que vottoi ta-
los sejio propriamenle actos de piratera...
Para conservar lodos os caracteres de opprcsiio, osle
bil tambem sutorisa a detoncio eprisio dos subditos
deito imperio, acbadoi a bordo do nossos barcos, que os
cruzeiros ingieres sequeitrarem Parece, que atsim a
Grio-Bretanha pretende crear urna doulrina nova de
priiioneirosem lempo de par, e incorporar nss leis n-
ternaciontes este novo capitulo I Nio estando os subdi-
tos de urna naci subjeilos 4 jurisdiccio das autoridades
de oulrs, quaodo nos mares communs, onde goiio da
mesma garanta, respeito 4s nacSes eitranhat, que to-
riio no teriilorio doseu proprio pair, eom que direito
dar-so ella detencao ? So as liberdades de belligeran-
te pode isto aisentsr. (guando em novembro de 1840,
por occasiio do capitio Turcber, commandante do na-
vio de guerra ingle* fVolverine, ter mandado tancar lo-
go e destruir as fronteirss da ilha de Coriseo, o teut
proprietariot, em defeta detua lasenda, resistirio as
for(at brilannicat, o subdito heipsnhol Miguel Pon,
foi foito pntioneiro e apretenlado sos tribunaes inglezei:
nenhumhouve, que|ulgsise legitima a sua prisio.eo vs-
conde Pslmerston, escrevendo ao ministro hespanhol,
Ihedizia, quo a of/ensa commetitda por Pont era, de
tua natureza, aclo de pirataria, mai que de tal offensa
nio pndia tubjeitar-it ao conktcimento de algum tri-
bunal britannico, tegundo o parecer dos advogadot da
corda, e que por lano Pon tmka sido tollo (5).
Dada ereconhecida a verdade e lundamento desle
principios, por que direilo, eom que autoridade, de ou-
lro teor pretende e manda proceder o parlamento bri-
tannico para eom os subditos braiileiros ?
Mxima he de direito, entre os Ingleses, que a falta
de poder excusa a lei Want of poteer excuses ike lato
(6); este bil por tanto jamaii poder ter executado na
Gro-lirelanha, lenio em deirespeilo e contravenido de"
todos os principios em que repouia a sua legiilacio.
Um subdito inglet nio seria vexado e atacado em seus
loros por ums lei decretada por um poder incompeten-
te. He preceito da grande carta, a mais antiga e a me-
Ihor dai lea da Inglaterra ninguemser, por modo
algum, castigado tenio em virtude da deciio dos seus
paret, legtimamente dada e coolorme 4s leis do teu
paizNullus lber homo d iquo modo deitrualur nisi
(1) Leiur.Annuario histrico do 1843.
(2) ola de27 de jaoeiro de 1840. Veja-se a cita-
da obra de Heuo Wheaton.
(3) Papis parlamentares de 1841. Clais.D., psg.
380.
(i) O direito das gentes permitte represalias em dous
casot : no de oflenia, damno e violencia, dirigido e sus-
tentado por um soberano, e na falla de justica negada
pelos tribuoses ou pelo proprio soberano, aniui a
Inglaterra dizia, em 1753, 4 Prussia, na questio susci-
tada tohre as presas.Csusss celebres de Martens, vol.
2, pag.53.
(5) Notas de 29 de marco de 1841 ao general lava,
e despacho de 23 de marco do meimo anno a Mr. As*
ton.Papis parlamentares de 1841.Clssa. B., psg.
43 e 59.
(6) Alexandre Laya.Direito ingles.
gabinete torreado, completamente solado, e por oon-
aeguintu livre, por sua posico, de toda a eapionageiu.
Ab! meu irrnlo, diaae-llie ello, que horrivel
ooite!
_ E poia que linuveP perguntou Uenrique.
Quixeriu prender-voa.
A miiu ?
Sim, a va.
__ E que pretexto ?
Diflo aei. Ondeeataveis vos?
El-rei liiiba-mc levado oom aigo bontem a noite
pela cidade.
Entao ello o libia, dilto d'Alencon. Mae, pon que
nio cataveia no voaao apotento, quoro ettava la entao P
E havia alguem no meu quarto P perguntou Hen-
rique, como ae o ignorara. 1/
Sim, um hornera. Quando eu uuvi a bulha, corr
para vot loeoorrer; raaa ja era tarde.
Eatava pravo? perguntou anoioeo Uenrique.
Mo; linlia-se eaoapado depuii da haver lorido pe-
rigotamenle Maurevel, o matada dona dot sena humen.
Ab! bravo de Mouy I exelamoo Henrique.
Entio era de Mouy? acodio vivamente d Alen-
fon.
Henriqno vio que havia oommcttido urna falta.
Ao menot opreaumo, disto elle ; porque o tinha
mandado chamar para me entender eom elle a respeito
do vosaa fgida, e dixer-lhe que vos havia cedido todoa
o mena direito ao Ibrono de Navarra.
Eolio, te a coma ost.sabida, diise d'Alencon em-
pallidecendu, no clamo perdidoa.
Por certo, viato que Maurevel o dir.
Maurevel recebeu urna fe ruja ua garganta ; aeu
c -uei-uio do oirurgiau que trates, e Hse-s: quo
lencoii. Inealea oito diaa nio poder elle dar urna so palara.
Eaparava-o esto na primeira cmara, rpido travo u-1 Oitodiat! menoa do que issu baila para de Mouy I era elle.
Ihe da mo, elevou-o, pondo um dedo na ftooa, 4 umspr-ioeni teguranca. Mesmo era juso? perguntou Franciaoo.
Aioiu disto, replicou d'Alencon, pode aer que ulo
foaie de Mouy.
v o peniaii? dase Henrique.
Sim, o homem deaapparcceo muito depresaa, e s
Ihe virio o capoto carmciim.
Coro effeito, dille Henrique, um onpota carmeiin
lie pr oprio de um adamado, e nio de um soldado. Nun-
ca se ha de suapoitar de de Mouy lob um oapote car-
meiim.
Nio. A loipeiltrem de alguem, disse d'Alencon,
teria antet......
E parou.
Seria antea do M. de La Mole, date Henrique.
Por certo; poia que eu meime, que vi fugir eno
liotnem, duvidei por um instante.
Duvidastet ? Na verdade, poda muito bem ter M.
do La Mole.
Nio sabe elle de alguma couiaP perguntou d'A-
lencon
Da nada absolutamente ; ao menoa, nada de im-
portante.
Meu irmia, disse o duque, agors ereio firmemente
que ora elle.
O'diabo! dina Henrique, te be elle, vai iaao dar
grande petar 4 rainha qno llie tem adcicio.
Affeiclo, diseia va? perguntou d'Alencon ealu-
pefacto.
Sem duvida. Nio vos lembrais, Franciseo, que foi
toasa irma quem vo-lu recommendouP
Leiiibru-nio Lom, disse o duque oom vot sorda;
por issu meamo quitara ravoreoe-lo, eaprova he que,
receiando o ooroprometleaso o aeu oapote vermelho, fui
biiaca-lo ao aeu quarto e trouoe-o paraaqai.
Ob ob diste Befirvjae, um hn mi he pruden-
cia duplicada, e eu agora nio apoataria, maa jurara que


per lgale judicium parium luorum, aut per legem
terree (7).
Os subditos brasleiroi, porm, estando lora da ju-
risdiccSo ingiera, devem (car rubjeilos delencio e a
prisu por iuis, que nao sao ai do sou paiz !
Vendo a parte desse aoto do parlamento ingle, que
manda, quoossous tribunaes do almiranlado o vice-al-
inirantado julguem e condomnem nosos barcos, bous
aproslos e carga, conlorine as Icis britannicas, nlo po-
demos deixar de anda urna vez clamar contra csse pro-
cedirnento por ser attentatorio da soberana e indepen-
dencia desle imperio, o tao lora das regras o leii univor-
socs, que constituem o direito das gentes, que sorpren-
do o pasma, e at custa a cror que eiistir possa.
Por nenbum principio, por ncnbum direito, costume
ou estylo, um tal passo pode ser justificado, passo que,
na opinilo de um dos estadistas mais eminentes do im
perio britspnico (8), importa urna completa novidade,
quo devo produzr grande impreisao em todo o uni-
verso.
As naces, em suas rclaces ontre si, nao estao sub-
jeitos a outras leis, que as do direito das gentes e as que
u:utuanicnto so eslatuem por tratados o convences: o
contrario fra suppr superioridade de urna para com
outtl, (oro quo nao se pode dar entre oecOes livrese in-
dependentes, superioridade que destruira inteiramente
a soberana do um otado. Corre desle principio a con-
mulgar leis, que decido ou regulen) os direitos e fa-
zenda de subditos eslrnngoros nao residentes em seu ter-
ritorio (9).
Esto principio be 15o umversalmente seguido e lio
acatado, que, lavraodo guerra martima entre dous ou
mais povos, os tribunaes a cujo conhecimento sao man-
dados os navios capturados, peitencentes as potencias
neutras, nao os ulgao econdemnao por outras leis,
que nao sejo as do direito das gentes, por outras regras,
quo n5o sejao os que sao fundadas na justica, na equi-
dade, e selladas pelo longo uso e acatamento das naes
cvilisnas. Em prova disto, nSo traremos nada mais que
a auloridsdeda Grio-Bretanha, dosseus jurisconsultos,
dos mais celebres de seus homens de estado e de seus
proprios tribunaes.
O duque de Ncwcaslle, minislrodeS. M.B., em urna
, nota, que, rm 8 de evereiro de CT53, dirigi ao minis-
tro da Prussia, dizia, em nome do seu governo : Que
os tribunaes do almirantado deciduo ooicamente se-
gundo a3 legras deflirto das gentes universal, excep-
to no caso de haverem entro as potencial tratados parti-
culares, que contraren) ou mudem estas regras. tsta
nota nota era acompanbada do parecer de urna cominis-
sao composta dos mais respeitaveis jurisconsultos ingle-
es daquellc lempo (10), e neste relatoro o principio
cm que nos firmamos fui consagrado como basa de iodo
o dreilo, que a Inglaterra sustentava. Trasladaremos
aqui alguns trechos dests importante obra para melbor
tirar a limpo esta verdado. Todos os outroi caios (de
prezas), leum sdojulgados pelo tribunal do almiranla-
do, o nico tribunal competente para conbecer das pre-
zas le i tus no mar.....he islo conforme o direito das gen-
tes, nica regra, que regula at deciioes desta natu-
ieza.
Em outra parte, dizio, nrsso relatorio, os mesmos
jurisconsultosA respectados ministros britannicos nao
oi por cerlo bem entendida pelas leis da Inglaterra, as
mais antigs ; todas as presas leilas no mar siio julgadas
conforme o direito das geotes.... Nunca houve cato
em que ot tnbnnaes titabelecidoi para ju/gar segundo
as leis dii Inglaterra, toma'sem conhecimento da cap-
tura dn um navio. .. Nunca teimaginou, que as leis,
.yuc ido port:culares a este reino, podessem ter extensivas
(i propriedade de subditos estrangeiios, tomadas em ple-
no mar......
Sobre o fado dos capturas de navios ingletes, toma
dos pelos Hespanboes nos mares da America, por sus-]
peila de contrabando, diziio os mesmos jurisconsul-
tos : O caso he diverso : a reparacio dos prejuizos
(7) Os estatutos 12 e 13 de Guilberme III, cap. 2, o
mesmo dispoe : Todo o Ingle/, deve ser governado
pelas leis do seu paiz.
(8) Lord Wcllington assim o disse no parlamento,
quando se tratou do bil de lord Palmerston contra Por-
tugal.
(9) Em nosso apoio tratemos as opioides de Blachs-
tonc.Commeotario das Icis inglezai, vol. 1, pag. (4,
e do Artliur liicvrn, prolessor de direito civil na univor-
sidade de Dublin, na sua obra intitulada A compen-
pendions viere of tbc civil lows, obra que servio para
o ensino da mocidade.
(10) '.'i (vemos occasio de cilar seus nomos Geo.
Lee, G. Paulo, D.Ryder, W. Murrey.
causados noi era devida, porque essas capturas fordo
fiitas em tempo do paz, t ndojordo julgadas confor-
me o direito das gentes; mas segundo os regulamentot
fiscaes. que nao podido valer alm do territorio mar-
timo da llespanha(H).
Blackstone diz tambem que os tribunaes do al-
mirantado julgo conforme as leis das nacoesIn ca-
ta... .ofprises....thecourts of admiralty 'kave an un-
di.turbedand exclusivejurisdtetion to determine tke
sameaccording to thelateo/ nation.
O citado Artbur Brown, apoiado ni autoridadedo
lord HansGeld, do James Marriot e outros, o mesmo
ensinava na tinivenidade de Dublin aos teus discpu-
los, e para que. n5o acarrelemoi, lem grande necessi-
dade, para seren escripia*, muitai opioides e citaces
dos prolessores os man celebre*, limitar-nos-hemos a -
gora ii propriai do governo ingle/, e dos leui tribu-
naes.
Em virlude da accessio, que o Haity ei s conven-
c5ei da Franpa de 1831 e 1833 sobre o trafago de es-
cravos, o aeu governo promulgou una lei em 1839,
autorjsandoa visita, dotencSo e captura de todoi os
navios, que fossem acbadoi do emprego desse commer-
co, qualquer que fosse o pavilbao, que os protegesse e
oobrisse, polos seus cruzeiros e forcan martimas. Sa-
bendo-se disto em Londres, em Janeiro de 1840, o
visconde Palmerston, por parle de >. M.B. .aonselbou
ao governo desta repblica, querevogaue essa lei, por-
quu o Haly nao ticha nenbuoia autordade para legis-
lar lobre o navios e sobre o subditos do* outros osla-
dos AW, Haytihas undoubttdly a ful! rigkt to
malte suckan examen about ktr oten cititens adskips,
but ker majesty'i governetnent apprehend tkat Bayti
has no rigkt to legislte for tke ships and the subjeets
r cititens o/otker j lates(12).
No tribunal ingle/ denominadoBanco do Beiem
1820, na causa entre partesA Madroioe R. Wli-
lisfoi reconbocido 6 assentado, que as leis britanni-
cas contra o trafego de escravos, er5o nicamente ap-
plicaveis aos subditos da Grao-Bretanba, e que o par-
lamento inglez nlo poda legislar aobre os subditos de
outraa nacoes, que nio residuo em leus dominios
Tke couit keld that the britisk slatutes against, tke sla-
vetrade teere applicable to brttuk subjeets only Iki
brititk parliament could not prevent tke subjeets of
otker statet from carrying on tke trade out of tke li
mits of the british domimons (13).
Esta (o tambem a opinilo de lord Stowell uo citado
julgamentodo brigue lunce/Luiz.
O proprio actual chancellar da Inglaterra (14), fun-
dado na verdade destes principios, foi de encontr i
opiniSo do visconde Palmerston,na occasiSo em que este
propozo bil contra Portugal, e proteatou contra a sua
Ilegalidad, e esse grande general ingles, celebre pela
influencia, que tem nos negocios do seu paiz, e pela
gloria que adquiri por nieio de seus talentos e forlu-
O
Certo quo sim, responden ilenrique. Ter ido le-
var-me nlgunia mensogcni da parle de Margarida.
So ea li ve me n certeza do apoio de vosao teslcmu-
iilin, disse d'Alencon, quosique o acensara.
Se o necusasseis, replicn Ilenrique, bem vedes,
rncu irmo, que voseu nflo deamentiria.
Mas n rainlin? elseo d'Alencon.
Ali I im, a rainlia.
He preciso aaber o que ella far.
Eu me cncarrego da commissSo.
Apago I mcu ralo, ello nao teria raaio de nna
desmentir, porque lio urna flaminanle rcpulacSo de r-
jenle, Bjsae easc mancebo ndquirc, equo uto Ihe cuati
caro; puis a compra crdito, Verdade be que pode
cmbolcar de urna vez capital e juros.
__ eatc mundo tudo vai aasim, disse Ilenrique, por
nada nada ic obloin.
E soudando d'Alencon com o geto eosorriso, obser-
ven com precaucio se t.avi olgucm escutar no corre-
dor, lancou-ae rpidamente o steiappareceo pela escada
furtada, que in Icr ao aposento de Margarid*.
Nlo estera os da :ss pr!e mais tranquilla do qoe
aen marido. A expedicio da noile dirigida contra ella
e a duquea de Nevera pelorei, duque d'Anjou, duque
de Gniae e Henrique, que ella hara conheoido, a tioha
muito inquieta. Nao baria na verdado prova que a po-
deise comprometiera o guarda-portio, quo La Mole
eCocannoa tinhao soltado da grade, allirmra que nada
tinha dito. Mas qnalroSri. dacathegoria daqoellei,
quero dous simple gcntis-homeni como La Mole eCo-
cannaa haviio rcaiatido, nio se teriSo desviado do sen
caminhoao acaso, e sem saber porque o tatiao. Mnrga-
ride ">'t ?"Y!5-!f reealhid u umuit)i-i do dis, !er:-
do paasado o resto da noite ero casa da duquesa do Ne-
vera. Deilra-se inmediatamente, rnaa nao poda dor-
mir, e estremeca ao menor estrepito.
(11) Veja-ieMartens.Causis celebres, vol. 2, pag.
42 e seguintei.
(12) Esta nota foi dirigida pelo visconde Palmerston
Eis o seu teor: S. M. deseja chamara alinelo do go-
verno do Haity para o contexto e firma de suas leis, que
pnrfnm acarretar gravea embaracos. As leis do Haity
ordenao a captura e transporte, para os portos da rep-
blica, de lodos os navios nacionaei ou eslrangeiros, que
forem encontrados em arto de faterem o trafego de es-
cravos. ii Nenhuma duvida ha que o Haily possa assim
estatuir a respeilo dos seus subditos mas o governo de
S. M. nota quoesse direito no se osteode aoi subdi-
tos de outras nacoes. Em tempo de paz, nenbum barco
pertoncenle a una estado tem o direito de registrar e dar
busca, e de ter navios que faci sua rota debaiio do
pavilbao, ou pertencente i outra potencia sem permis-
sao dada* (como be costumn geral mente adoptado), em
tratados, e se os cruzeiros do Haily estorvarem amar-
cha, derem busca edetiverem navios mercantei, que
navegarem debaixo da beodeira ou pertencente a ou-
tra potencia, anda que tees navioi eslejio ellectifa-
mente empregados no trafego, a potencia, a que taes
navios perteocerem, tem justo motivo de eligir sttis-
faces o reparacoes do Haily, salvo se previamente ti-
ver-lhe dado permieslo para iiso em convences e
tratados.
Achamos esta nota transcripta na nota de Mr. Ste-
venson, dirigida, cm 27 de ferereiro de 1841, aogo-
verno brilaoniro, que vem nos papis parlamentares de
1841.Class. D., pag. 168, e tantbem no citado
Wheaton, pag. 134.
(13) Barnwells's and Alderson'sReporls, vol. 2,
pig 210.Wheatonobra citada, pag. 79.
(14) Veja-seo discurso de Mr. Gibson, quando es-
teva em discusslo este bil contra o Brasil.
ou militar, em differentes partes do mundo, depoit de
atacar esse acto, porque importuna legislar sobro sub-
ditos portuguezes, poder, que faltan ao parlamento,
com o tom da mais profunda conviegio e possuido do
maior acatamento e reverencia para com os principios
universaes de justica, disse: que contra um attentado
Ido injusto e imprudente jeito aos di retios danac&o
portugueza, decido os fortuguezts armarem se e r-
sistirem : que se, contra toda a expeclacdo, o ndo fi-
zesseme sesubmettetsem a esta medida td& form.lk pro-
posito contra todo o direito, deixarido de ser urna
naedo iniependente....
Era lord Wellington, que aistm no.parlamento bri
tannico, sem rodeioi, laliou, e ningoem lobrelev a
este grande eitadista no amor pelo sen paiz e no zelo
irdente polos interesses britannieo.....-../..
.... Devenios aproveitsr esta lelo.....
Por certo, ao inquirirnos a origem de onde vem e a
base sobre queassenta a autoridade do parlamento bri
tannico, linda qumdo respailemos, come cousa sa-
grada, a sua omnipotencia, aeharemoi, que ni verda-
de, lora das faculdades e poder, que Ibe confeiirio
eus constituntes, obrou na eonleccSo do bil contra o
Brasil. De onde tira elle a sol autordade? Certo das
leis fundamentaos da Grio-Bretanha, e do mandato
daquelles a quem representa. Estas leii e este manda-
to limitio as suas faculdades s pessoti residentes em
seu territorio, e ;i cousis rielle situadas ou a elle per-
tencenlei. E omnipotencii desse parlamento poderl
por ventura ir ao ponto de dir leis a terral estranhas,
a lugares lora dos limites do imperio britannico ? Por
certo que olo. Nenbum poder existe na Grlo-Breta-
nba, que invalide o actos do sea parlamento, o nisto
comiste a sua omnipotencia ; pas ellos deixlo de ser
viudos, quando sua execuclo fr impossivel, quando
atacar a nolureza eessonciadss initrOccOes e liberdades
britionicis, finalmente, quando tender a calcar aos ps
a independencia dos demaisestados!
Em todos os easos,que os tribunaes inglezn teetn jul-
gado e condemnado navios de outris nicoes, captura-
dos nos mares livres, pela razio de se ernpregerem no
trafego de esclavos, a Inglaterra tem desapprovado es-
te procedimento e reparado conveniente esitiilacto-
riimente eli quebra do direito das geotes, ou taes
aenlencaj teem lido revogadas pelos seus proprios Irib
niel superiores, por contrarias aleis e principios, que
regulio os estados em suas rela(0es (l 5); boje essa in-
Iracclo bo autoriada por urna lei do seu parlamen-
to .'!
Ese til poder cabe 4 Inglaterra exercer por direito
proprio, por que reiio tem procurado, c m quaii (odas
ii potenciis do univono, celebrar tratadoi, em que eatai
se obrigloa promulgar leis declaiando Ilcito, h como
tal proscrevendo epuoindo o commercio de escravos a-
fricanos ? Porqde ba deixadoque aos tribunaes deltas
potencial fiquem a puniclo e rcpressSo desie crime T
Porque entabolou negociares com o Brasil oeste sen-
tido?... Por certo, le til poder tivera, nunca delle
desistir e andaria mendigando providencias e leis por
lodo esse mundo.
Eis o ficto!, e delles se conclue : 1.' que a Grio-
Bretanha, promulgando esu li contra o Brasil, calca
aos ps os principios mais vitaei do direito dn gentei e
alienta contra a soberana e independencia desle im-
perio ; 2.' que o leu parlamento a confeccionou sem
autoridade propria, e quebrantando todn as leis e prin-
cipios, por que te deve regar; 3.* que a decretou con-
tra a opiniio geral de seus maiores estadistas e juriscon-
sultos, contra os principios professadoa pelo seu governo
e contra a constante praxe de julgar dos seus tribu-
naes E por amor de quem assim procede ? Por amor
da bumanidade T A pbilantropfaia (dito viicondo de
Cbstheaubriand), he a moeda falta da ciridade! (16).
Se boje invoca, em abono de seus altentados, o
amor da bumanidade, abroquelem-se os estados, que
pretextos nao faltars para que iguaes actos se repiti,
e ai da sua soberana e independencia I
(O Brasil).
ALAGOAS.
LEI R. 34 DE 12 B DEZEUBRO DE 1845.
Antonio Manoel do Campos Me/io, presidente do
provincia das Alagos.
l-'aco saber a todos os seus habitantes, queaasaem-
Foi no meio dcstns suciedades que ella ouvio baler I
porta secreta, e que depnit de fuer reconhecer o visi-
tante por Culmine, Ihe ordenou que o deixasse entrar.
Ilenrique parou porta : nada nelle revelava o mari-
do ultrajado: vagava-lhe nos labios o seu riso habitual,
e neni um a msculo do aeu rosto ennuuoiava os terri-
vcia abalos, por que acabara do passar.
Pelo ulbor pareca interrogar Margarida, ao Ihe por-
mittia ficar a sos com ella. Margarida comprehendeo
esse ollinr de seu marido, e fez Gillonne signul de reti-
rar-se.
Senliora, disse entlo Henrique, sei quanto sois
devota dos peseoas de vossa amizodo, e muito reccio qoe
lenlin de dar-vos urna dessgradavcl noticia.
Entilo quo lie? perguntnu Margarida.
Um doa nnssos mss churus servidores so ach'a ac-
tualmente muito comprometlidu.
Qual?
Ksae charo conde de La Mole.
O conde de La Molo comprometalo! o i quo res-
peitd?
Acerca da aventura denla noile.
Apesar de nnanin aahia Msrgarida doininar-se, nio
pude evitar que Ihe subisse o rubor cara.
Era fim fez um esforco:
Que aventura? perguntou ella.
Como, disse Ilenrique, pois nlo ouvistes todo o
barollio que se fez esta pinte no Louvre?
Mo, Sr.
Ob! como soia filii! diase Henriqueoozaperfeit*
ingenuidade; sto prova que tendea oro sorono excel-
ente.
Mas que so passou entloP
Foi que a noasa boa mli tinha dado ordem M.
de Maurevel e a seis dos seus guardaa de me prenderen).
A vOs, Sr., a vos ?
(15) Os pr oprielarios do navio francez Luiz. captu-
rado e condemnado em 1816, Sylpke, em 1819, Ma-
na, em 1820, e de outros, n cel iio ai competentes
indetnnisaedes. Veji-se o discurso do duque de Bro-
glie, proferido, em 1843, sobie a convenci de 1840,
celebrada entre a Franca e a Inglaterra.
(16) Congresso de Verona, vol. 1, cap. 4.
Sim, anim.
E por que razio ?
Ali I quem pode dizer os raiies de um espritu
profundo cuino o de vossa iui ? Eu ua rcapeito, mas
nio os sei.
E nlo estaris no voseo spoaento?
Nao, he verdado que pur acaso ; vos adivnhsis
isto. Homero a noitecouvidou-me e-rei para acumpa-
nha-lo; mas, se eu nio eslava no roeu aposento, eslava
la outra peasoa.
E quem er essa pessoa ?
Parece que era o cunde de La Mole.
O cune de La Mole I disae Margarida admirada.
E como lie diapnatu o tal Pruvrncalzinho! conti-
nuou Henrique. Puis nio uM, que ferio Maurevel, e
maln dous guardas.
Ferio Maurevel e niatou dous guardas......... be
Oipossivcl!
Como! duvidais de sua oofagem, senliora?
Nlo ; mas digo que M. de La Mole nio podiaeitar
no vosso aposento.
Como nlo podia eitar no mcu aposento?
Porque...... porque....... replieeu Margarida en-
leiadt, amsTamei ralnv a^aailra parle.
Ah I se elle poder provar que esteva em otra par-
le, replicn Henrique, he onlra cotaaa ; elle aura
eslava, e fieari ludo acabado.
Ondo elle catara? acodio de proropto Margarida.
Sera duvida......... Antes que seaeabe o da, aera
elle preso e interrogado. Mas desgracadamente, como
ba proras.....
Provss!..... qnees?
O hornera que fez essa defesa deaesperada, rinlia
ni capole vermelha.
lisa nio he so M. de La Mole, qoe lem capole dee-
sa cr...Teu eonbeco oulro.
Sem duvida, e eu lambem..... Maaeis-aqui oque
bla legislativa provincial decretou, eeu iinocionej,
lei teguinte :
Artigo 1. O prosidente da provincia fica luiorisado,
conceder o privilegio exclusivo por trinta a cncoenti
anno urna ou mais pessoaa nacionaas, ou estrangej.
ras, formando companhia, quo effectuarem o encani.
ment do riacho Bobcdouro, ou Jacaracica, para i.
rem abastecidas de agoa potavel a cidade de Macei
a povoagio de Jaragu, nSo excedendo oesta de 40 rs.
o precode cada pote, ou balde ordinario, e n'aquella'0
de 20 n.
Art. 2. A pessoa, ou compaobii, com quem se con-
tra lar, foroeceri agoa por meio de cbafariies; cujo
numero e lugares, em que devem ser construidos, i0-
rip no contrato designados pelo presidente da provin-
cia.
Art, 3. O encanamento deve comecar, quando mui-
to, dous annos depois da celebraclo do contrato 9
nao exceder! de seis a o nos o prazo para a concluiio do
mesmo encanamento, e suas obras.
Art. 4. Os contritadore podero vender anoeiid'i-
goi aoi particulares, precedeodo lempre ficuldide do
presidente da provincia. *
Art. 6. Depoii da celebraclo do contrato, fica reeo-
nbecida'a utilidade munioipal, e decretada a deiappro.
priacio das casal o terreooi particulares, que fr na-
cessario demolir, ou oceupar, para levar-ie effeto o
encanamento, e suas obias ; e o respectivo! donoiu-
rio obrigidoi a cedfi-loi em beneficio publico, depoit
de iodemniadoi do justo valor em partes iguaes pelos
cootratadores, e pelo colre da provincia. O que assim
or desappropradd*, (icar perlencendo aoi proprios pro-
vinciaei.
ArL 6. Tambem passsra a ler propriedade provin-
cial, Gado o tempo do contrato, a obra do eocanameoto
com todos os seus pertencei.
Art. 7. Pelai omissoes, e contravenQoes marcara
presidente da provincia no contrato as penis e multas,
qoe forem necessirias, tegundo a maior, ou menor
gravidade dallas.
Art. 8.0 presidente da provincia fari publicara pre-
sente lei nos joroaea de todos ai cipitael dai provincias
do imperio.
Art. 9. Ficao revogada quaesquer disposices en
contrario.
Mando por tanto a todas ai autoridades, a quemo
conhecimento e execucio da referida lei pertencer, que
a cumprio, e faci cumprir Uo inteiramente como riel-
la se contem. O secretario desta provincia a faca impri-
mir, publicar e correr. Palacio do governo das Ajas
gss, 12 do deiembro de 1845, vigsimo quartods te-
dependencia e do imperio. ( L. do S. ) Antonio Ma-
noel de Campos Mello. Neita lecrotaria do governo
foi publicada a presente ei, em i3 de desamoro de
1845 Antonio Luiz de Araujo.
Publicacau a pedido*
lllm. Sr. Pela recepcio do officio de V. S. de 8 o
correte, para que cu Ibe enve os mappai dassesoes
do jury, por mim presididas, nlo o tendo sido i primei-
ra do aono prximo passado, e tendo eu cumpridoa
dsposiclo dos artigos 179 e 180 do regulamento de 31
de Janeiro de 1842, collijo nio (er V. S. sido anda en-
tregue do respectivo mappa da segunda sessio, por mim
presidida.
Para qoe eu repita essa remeisa, com a presteza por
V.S. exigida no seu citado officio, me acbo por or
imposibilitado; e s o posso fazer com alguma demo-
ra; por quanto vejo-me perseguido pelos tres delegados,
o supplente de minfaa comarca Henrique Perehra de La-
cena, e os de Nazareth e Peo d'Albo, cercaod-se a is-
rejando-se com apparalosa forca armada, eonduzindo
cordal ealgemas, quantacasa baja suspeta, do amigo,
ou prentemeu, que medeazylo, para o m depren-
der-ole e de metler-me na cadeia, (pera o que existe o
maior empenho dos ditos delegados, aculados pelo club
praieiro, como tenbo aviso), por inventado crime, por
meio de proceuoi monslros, engendrados pelo dito de-
legado supplente, e o subdelegado suppletite Joequim
Theodoro de Vasconcollos Aragio, meus oapitaes ioi-
migoa, para se esquivaren) a responder por crimesde
respoosabilidade, por que se acbio proeessados, e pro-
nunciados na forma-da lei.
Aproveito a occasiJo para com toda a efficacis soli-
citar de V. S. providencias a tal respeilo, tanto mais si-
rias, quanto be de rigorosa obrigacio de V. 6. fazer res-
peitsr-se, na maior plenilude, o imperio da lei e da jus-
tica, cetra a invaslo do crime, que com o maior es-
cndalo as est lobterrando com a frca bruta, pertur-
bando o locego publico, e pondo em desespero osci-
dadios, que slo incapazes de ler roi de polica, so
I acontecer: se nlo fr M. de La Mole que eslava na mi-
nha cmara, aer esse oulro que como elle tem esputa
vcrmelho. Ora, esse outro, vos aabcia quem lie.
O' roeu Dos!
Eia-ahi o periga ; vos o previsles como eu, se-
nhora, eo vosso abalo o prova. Conversemos puis ago-
ra como falli duas pessoas da cousa ninis pruenrada do
mundo, de um throno, do bem mais precioso da
vida..... De Mouy preso nos perde.
Sim, islo vejo en.
Entretanto qne M. de La Mole a ninguenicum-
promette, a nlo ser que o julguris capas de inventar
alguma historia, como por exemplu, diser que estire
euro urnas damas..... ou qualquer uulra cuusa.....
Senhor, disse Margarida, se uulra cousa ni" tenisai
seniu ato, pudeis estar tranquillo....... ello ni di".
Como! disse Henrique, puis calar-ae-bs sinda
que seja a raerte u preco do seu silencio ?
Ha de calar-so, Sr.
Estis certa diss?
Respondo por elle.
Entlo vai Indo o melhor posaivel, disse Heorique
!cTSB'ndo-se.
. E vos retirai-vos, Sr. ? perguntou vivamente Mf-
B*r"l Sim, ae outra cousa nlo insudis. Era quanto ti-
nha a diser-vos.
E ondd idea?
Tratar de nos l-ar a todoa. do aperlo era quo no"
poi esse diabo do horoem do capote verinelho.
Oh I meo Dos I meo Dos! pobre rapas, exeia-
mmi dolbrosamente Margarida lurcendo as mo.
Na verdado, disse Henrique ao retirsr-se, neoro
excellente servidor esse ebaro M. de La Mole.
(Cesrfssssar-ee-la).



meimo lempo que nesla comarca, e talvez mi doi de-
legados correos oa perieguico de minha peuoa, tea
tranzitio livre e ofensivamente, de cerviz aleada oal-
frontuia Eis um estado desgrasado, por cojo resulta-
do funesto a falta de protideuci* deve em todo o tom-
po ser respooaabiliada ; para cujo efleito desde j me
comprometi a fazer patentear todas as verdades, para
que a le juitica poisio produzir o seu verdadeiro
efleito perante a aiiembla geral e o governo de S. M.
Daos guarde a V. S. Limoeiro naa maltas de Pind-
bi 31 de Janeiro de 1846. Illm. Sr. doutor Anto-
nio' Aflonso Ferreira, che/e da polica. Jodo Mauri-
cio Covalcanti da ocha Wanderley, juiz de direito
doerime da comarca.________________________
COMMERCIO,
Alfandega.
BBSDiaiBirro do da 9.................8:972*995
Descarregdo hoj 10.
BrigueDainomercadorias.
Polaca Concordiabarrieaa abatida!.
Briguefinpris'-carSo.
I pjtachoHalyconidem.
PolacaBoa-lnlel ligenciapedra.
Hriguellama bacalho.
Brigueliichmondmercadorias.
Consulado.
BENDWENTO DO DA 9.
Geral...........-
Provincial.........
Diversas provincial
6:122**72
1:766*908
154lt6
7:043#96J
Mov ment do Porto.
Navio mirado no dia 9. .
Babia ; 15 dias, Jirigue braaileiro Indiano de 233
toneladas, capitio Antonio Travaisos da Roa, equi
pagem 14, carga carvio ; a Manoel Ignacio de Oli-
ven. Passageiro, Angejo Henrique Shmane, Suso.
A avio sa/ndo no metmo dia.
Bio-Orando-do-Sul; brigue braaileiro Incansavel-Ma-
ciel, capitio Antonio Jos Pereira Parob, cargras
sucir. Pasiageiroa, Luii dos Santos Reg Barros,
vBraiileiro; Joaquim Ferondei Pinto, Portugoez.
Editaes.
Jodo Xavier Carneiro da Cunha, fidalgo cavalltiro
da cata imperial, cavalleiru da ordem de Chritto, e
administrador da meta do consulado por S. M. o
1 que Deot guarde, etc.
l'aco saber, que no dia 12 do corren le mez, f ha
de arrematar em praca publica,ao meiodia, na portada
aieima, urna caia com enucar branco de n. (2 com a
marca T, do engenbo Lopes da provincia das Alagoas,
avaliada em 107,734 rs., consignada a Joaquim Fe-
liz Machado, e apprebendida pelo empregado do trapi-
che do Angelo, por inexactidio da tara; aendo a arre-
rn alacio livre de despeza ao arrematante.
Mesa ilo consulado de Pernambuco 7 de (evereiro
de 1846.
O administrador,
Jodo Xavier Carneiro da Cunha.
O doutor Jote Thomat Nabuco de Araujo Jnior,
fidalgo cavalleiro da casa imperial, eavalleiro da
ordem de Chrulo, juix de direito do eel detta ei-
dade teu termo, por S. M. I., d quem Dtoi
guarda, etc.
Faz publico,para conhecimento dos redores hypothe-
carios e pessoas ioteressadas, se os bouverem que a
caa sita na ra da Camboa-do-Carmo na esquina
do becco, que vai para a ra das Florea foi desappro-
priada Jos- da Costa Dourado o qual ae acha au-
sente em Portugal e que o preco da desappropriacio
he de l:900^ra. e esta depositado no deposito geral
delta eidade. E para que chegue a noticia de todos
mandei pinar o presente que vai por mim assigoado
e sellado com o sello desta meujuizo, ou valha em
sello ix cauta.
Hecie, lj de Janeiro de 1846 Eu Jote Justina
'ernandet Souza, escrivio o escrevi. Jote' Thomat
Nabuco de Araujo Jnior. Ao sello 100 rs. Va-'
Iba sem sello exeausa Nabuco de Araujo Jnior.
pela nquisicio,e alo oesta obra azpostos com tanta cla-
reza alguna delles, que suppomos (ara urna boa aequi-
sicio qualquer, que dalle se quizer prover : acquisicio
tanto mais fcil quanto he tio diminuto o preco da as-
signatura. Subscrevo-so na pr.va Independencia ,
linaria, n. 6 e 8,
PUBLICACOES LITTERARIAS.
Rcvitta Univertal Lislonente, jornal de litteratura ,
scionciaa artea &c. redigido actualmente por i. M.
da Silva Leal, e coliaborado por muitos sabios e littera-
tos portuguezea ; publica-se todas ai quintas-feiras ;
conm 12 paginas de impressao cada numero.
Assignatura por anno ou 48 nmeros, 6400 rs.,
pagos adiantado.
Gatetm dot Tribuna** publicada em Lisboa pela as-
lociario dos advogados portugueiei trez vezei por se-
mana ; contm polmica jurdica proceasos civis e cri-
minaei gravea quesloes de direito aolueoes das
meimas, &e.
Assignatura por anno ou 640 paginas em (olio,
16a000 ri., pagoi adiantadot.
As peisoaa, que quizsrem assigoar para qualquer
desle joroaes poderitt faxe-o, comecaod a assig-
natnrado priroeiro voluro* ou da qualquer* doi vo-
lumeiji publicados.
Uittoria do Contulado e do Imperio poa Thien,
veraio portugueza de Liaboa com estampas. Eeta obra
constar de 10 volumes em brochura de oitavo franeez.
Assignatura por cada volume 2*000 ra., pagos i re-
cepcio de cada volume. Pelo primeiro navio, que obe-
gar de Lisboa he provavel, que chegue ate o quin-
to volume. O primeiro e aegundo volumes podero ser
entregues ja aoi assignantes.
Recebem-ae as aiiigoalurai para aa publicacdes
cima no Recife, loja de livros dos Srs. Cerdoso Aires,
ra da'Cadeia ; em S. Antonio, ra Nova loja dos
Srs. Guerra Silva & Companbia ; e na Boa-Vista, ra
do Sebo, d. 8.
A CB.VPTOGBAFHIA RBVELAPA
OU
arle d* tradutir e decifrar toda* o tortet d* escriptu-
rai obteurat tem conhecimento algum prehmtnor
dos caraettre* empregado*, quaeiquei quetejdo utj
camelares.
Dous fina tem esta impoilantissima obra, ol*. en-
tinar a escrever de urna maneira obscura, e isto por
diflerentes methodbs; o 2. ensinar a tradutir e deci-
frar todas essas eacripturai.
A cryptographia revelada be da grande utilidade
para toda as pessoas em geral, mas o he sobre tudo pa-
ra o homeni de lettraa para o negociantes, paraos
militarea e para aquellas ana ae necunio com a poli
tica. Ah 1 quem oio estimara em certas occasides
poder decifrar urna escriptura obscura ?!
Esta obra sahiraa luz por todo o mez proiimo futu-
ro. Aquellas pessoaa, que a quizerem assignar, diri-
jio-se a ra da Cruz. Preco da assignatura 2,500 rs.
O escriptor je comprometi a explicar gratuitamente
aosSrs., que asiignarem a cryptographia revelada, to-
dai as diffi-.uldades, que por ventura posio ahi en-
contrar.
parte de leu oarregamento prompta : quem nelle qui-
zer carrejar ou ir de psssagem dirija-so a ra do
Vigario arma-.cm n. 5.
Leiiad.
- M.m Cahnont 4 Companhia fario leilio por in-
tervencio do corretor Oliveira de um lindo sortimen-
to de faiendas ingieras, proiimamente importadas, e
todas proprias do meroado : boje, 10 do eorrente, as
10 horas d manhia em ponto, no teu armazem ,
largo do Corpo Santo.
SABBAO 14 DE FEVKRE1R0.
0
Ueclaragoes.
a 0 arsenal de guerra compra 50 folhai de lati
em lencol; a pessoa, qiio Ihe convier vender o dito la-
ti mande amostra do meimo a proposta em caria
lechada, a directora do meimo arienal, at odia 10
(boje) do andante mez.
Directora do arienal de guerra 7 de (evereiro dej
1846. O escripturario Franciico Serfico de
Ame Carvalho.
vito importante aot collectadoi doe bairrot do Reci-
fe S. Antonio Boa- Vitta e Afogadoi.
O administrador da mesa da recebedoria de rendas
'aes internas avisa aos collectados dos bairros cima
declarados para que venhlo pagar o imposto de escra-
os, do banco de decima de mo morta seges e car-
linos barcos de interior terrenos de marinha pena
de se proceder a ezecutivo contra os omitios, se nio vie-
'etn pagar no predio prazo de 8 das da data deslc : e
P" que chegue a noticia a todos faco o preieote.
Recebedoria 6 de fevareiro do 146. Francisco
Aotiir Cavalcanti de Albuquerqu*.
PRODUCCAO L1TTERARIA.
"ublica-ie na corle do Rio-de-Janeiro lemanal-
"ote um folbeto sob o titulo
08 MTSTERIOS DA IKQUISIC>>
Boutra* tociedade* cerna* d* Betpanha,
conlendo cada numero oito pagoai do ormato de
"'lavo (ranees pelo preco de 160 fi. pagos no acto
entrega. Acbio-se ji publicados 16 (olbetos que
"erio dados pelo preco estipulado a quem aiiignar pelo
'esto da obra que ec lodo eomp5e-se de 80 (olbetos.
Ha entre nos tanta falta de escriptoa a reipcito da hii-
" da Uespmha, a dos horrorosos actos all pralicados
NO
HAVERA' UM
GRANDE CONCERT
POR
F. S. Xoronha,
Profeosor de rebeca.
PRIME1RA PARTE.
1. Variares intituladas A noiva do sepulchro,
compostas, e executadas na rabeca por Noronha.
2. Duelo de Anna Bolena, pela Sra. Mariella e o
Sr. Marinangelli.
9. VariacfJes de Violoncillo, pelo Sr, Grosdidicr.
*. Romance intitulado A tardanca compos-
to pelo Sr. Noronha, e cantado pelo 8r. Toselli.
5. Aria final de Luccia de Lammermoor, executada
por Noronha.
SEGUIDA PARTE.
1. Cavatina de Torquatto Tasso, pela Sra. Marietta.
3. Variacoes de Piano, pelo Sr. Schmith.
3. Romance e Barcarola de Marino Fallero, pelo Sr.
Marinangelli.
4. Duelo da opera Colomella, pelos Srs. Franchi
e Toselli.
5. Valsa de Strauss, variada, intitulada Ai Je-
ss, executada por Noronha.
Principiar 4s 8 horas. Prego 3/000.
Avisos diversos.
Avisos martimos.
Para Lisboa partir,denlro em poucos dias, o pata-
cho portuguez ealauracdo, forrado de cobre; ainJa
recebe alguma carga a (rete, e para pasiageiroi olere-
ce ezcel lentes com modos: oa pretndanles dirijio-se a
Firmino i. F. da Roza & Iranio, na roa do Vigario,
o. 23, ou na praca ao capitio Alejandre Jos Cor-
roa.
Para a Bahia sabe at odia 13 do eorrsnte a
muito veleira sumaca S. -Mario- Boa-Sor te : quem
quizer carregar, trate com Novaes & Companbia na
ra do Trapiche-Novo,
Para o Rio-Grande-do-Sul satura com brevida-
do o.brigue braaileiro Indi penden te; tem praca para
oarga leve, pasiageiroa a ewravoa a fete : oa preten-
demos tratem com Manoel Alvos Guerra Jnior, dai
10 horas em diante, no armazem da eaboa do Sr. Fran-
cisco Munede de Almeida, ou com o capilio Fructuo-
so Jos Pereira Dutra.
Par| o Rio de Janeiro sibir com brevidade o mui-
to veleiro clorrido de cobre brigue braseiro Ledo :
quem no meimo quizer carregar, ir de paisagen, ou
mandar eteravos a frete, falle com Gaudino Agoafinbo
de Barros, na ra da Cruz, n. 66.
ivParao Rio-Grande-do Sul sahira com bjajidade,
eainda recebo carga, paMageiroi, eeicravos* rte, o
brigue-escuna Bella-Vtrginia, da conijgota^VfUs-
cimento Scbaefler & C.
Para o Aracaty sshe at o dia 15 ?torrente ,
a sumaca S.-Antonio-dt-Padua, por ter a maior
Na ra Direita sobrado de um andar n. 56,
precia-se deuma ama de leile que o tenha bom a em
abundancia, esemflho.
A CARRANCA.
O n. 63 acbar-se-ha .a venda ao meto da, na prac,a
da Independencia, livraria ns. 6 a 8.
Oabaizo assignado az ver aos Srs., que tinhio
penbores na venda do beceo do Serigado, n. 1, que di-
tos penhores se achio em sua mi, e por iiso roga aos
ditos Srs. de os virem tirar no prazo do 8 dias, acontar
da data deate: do contrario o abaizo assigqdo passa
vende-los para seu pagamento, ficando os ditos Srs. sem
direito algum aos metmos. Bernardo Jote da Coila.
Di-se dinheiro a juros sobre penhores de ouro e
prata, mesmo em pequeas quantias: na ra da Flo-
rentina, n, 3.
Joi Ignacio Pimonta embarca para Porto-Alegre
na Flor-do-Sut sen cabrinha de nome Jos, de idade
de l4annoi.
=^ Urna mulher braieira de muito boa conducta
se onreet) para ser ama de urna caa de homem loltei-
teiro ; a qual eagomma cose e arraoja tuJo com
perfeicio : quem de seu presumo se quizer utiliiar ,
diriji-se a ra do Araglo, 36.
Aluga-se o sobrado a loja da ra do Livramento,
n. 39 : a tratar no mesmo sobrado.
Perdeo-se no dia sabbado, 7 do eorrente, das ii
para as 6 horas da tarde, da igreja da Conceicio dos
militares, na ra Nova, at aifporto de embarque da
ponte da Boa-Vita, urna carteira. de capa de mirro-
quim encarnado, forrada de azul, tendo dentro urna
cdula de 100j rs. branca, duas de BO rs., duas de
IOj rs., e mais urna porcio do S, de 2* e de ti rs., e
ama lettra de 348 rs., acceita por Victorino Tcizeira
Leite, com recibo, as costas da mesma, de200j rs., a
lavor de Jos Antonio de Magalhios Baitos, e um re-
cibo da subscripcio do Diario de Pernambuco ; quem
acbar e quier restituir, pode leva-la, oa ra das Cru-
zei do S. Antonio, n. 28, togundo andar, quesera em
recompensado.
Na ra do Vigario n. 33, primeiro andar, ha para
vender urna negra de 17 annoi; cozinha o ordinario ,
engomma calca e carnizas olfrivelmenle.
Anna Mara Rop retira-se para a Europa.
= O prolessor de grammatica Mina do collegio das
artes, morador emOlinda declara estar alerta a res-
pectiva matricula.
= Jos de Almeida Bitancourt relira-so para Lisboa
a tratar de sus saude.
= Aloga-se urna casa terrea na ra do Mondego ,
com commodos para pequea familia, com quntale
cacimba : a fallar na botica da mesma roa.
= Camilla Candida da Cosa o sua (ilha Hermina
vio para o Porto.
A aula publica de latim do bairro da Boa-Vista
acha-se em seu ejercicio desde o dis 3 do eorrente; ai
pesioai, que quirerem matricular seus flhoi, entendi-
se com o respectivo prolessor, na ra Velba do mes-
mo bairro, n. 65.
Chegou o muito superior doce de
arar, guiaba e banana, na ra do Cres-
po, n. i/| terceiro andar e na ra das
Cruzes venda de JoSo Jacintho.
Oflerece-se um moco que tem as necessariai
habilitacdes, para eicrever em algum cartorio ou es-
criptorio por preso commodo ; e tambero se oflerece
para caizeirode ra ou do loja apresentaodo fiador
aobresua conducta: quem se quizer utilisar do seu
prestimo annuncie por ests (olba ou dirija-se ao
bairro de S. Antonio, caea do doutor Alcanorado.
Aluga-se o primeiro andar do so-
brado da ra da Senzalla-Velha junto
ao Sr. Lasserre, com commodos para
grande familia, e muito fresco : a tratar
na ra do Collegio n. i4, segundo an-
dar, ou no armazem do Bacellar, no lar-
go da Alandega, com Jos Marcellino da
Hoza.
Caetano Pinto de Veras, lendo no
Diario-Novo, ns. a3 e 29, o annuncio de
se fazerem vestidos para senboras e roupa
para meninos na ra Direita, n 120, pri-
meiro andar, suppSe ter ha vi do engao
no numero da casa, e declara, que elle ahi
lora, e nao mondn fazer, nem autori-
sou que se fizesse semelhante annuncio.
Manoel de Souza Rapozo compra
o Diario de Fernambuco n. a^4> de 19
de Dezembro de 1843, no qual foi publi-
cado o generoso compromisso de Nuno
Maria de Seixas, isto he, nao offendendo
a dignidade da personagem,a quem foi ou-
torgado.
Aluga-se o terceiro andar do sobrado n. 2 da
roa do (ueimado esquina do becco do Peize-Frito :
a tratar na loja do mesmo sobrado.
Aluga-se, por espacode 5 anaoi, toda a casa da
ra Direita o. 27 luojeitando-ie o inquilino a 'a-
ser algun concertoi, de que ella necenita: quem a pre-
tender dirija-se a roa do Hoipicio n. 14.
Aloglo-ie doui pretoi pedreiroi, e 5 ditos ser-
ventes por preco mdico: quem precissr, dirija-se
a ra do Crespo n. 15.
= Di-se diobeiro a juros sobre penbores, mesmo
em pequeas quantias; na ruado Rsngel, n. 11.
OSr. Manoel Jos Pereira do Amoriro deiioU
de ler caizeiro de M.'Callum & Companhia desdo o
dia 26 de Janeiro ultimo.
abaito assignado, tendo de retirar-so para f-
r ds provincia, vom >ua (uiiiia, se ibe faz preciso
vender a sua venda n. lia da ra da Santa-Cruz da
Boa-Vista a dinheiro ou a prazo ; a qual tem bons
commodos para familia : vende mais tres escravas
boas sem vicios nem achaques sendo urna negra do
afio, cozinheira; urna cabra vendedeira do ruae perita
iavadeira ; urna mulatinba do 13 annos, recolhida om
casa : a tutar oa mesma venda.
Jote Soares Pinto Correia.
Lotera de S. Pedro Martyr
de Olinda.
Nio tendo sido possivol effectuar-ie no dia 30 do
prozimo lindo mes o andamento dai rodas deata lotera,
como le havia anounciado, por existir anda por veuder
um crescido numero de bilhetes, cujo valor sobe a pou-
eo mais de melada da lotera, o que so deve attribuir 4
cooiinuacio do passamento da (esta ; declara o respecti-
vo tbesoureiro, l^gitimameoto autorisado, que tem
transferido para o dia 20 do corrento moz o sobredito
andamento, bemeonvoncidoquo, 00 espaco de lempo a
decorrer at esse dia, os amadores desto jogo concorro-
rso a prover-se de bilhetes noi lugares j publicados.
Joaquim Jos Lopci de Barros Cabral.profenor de
desenlio e pintura, fazleiento a seus alumnos, que li-
lo, 10 de fevereiro, abre a sua aula, e os previne hajio
de comparecer oa ra de Apollo, n. 20, das 9 as 2
horas da manhia.
Presos das momaliJadei: .dezenho 6,000 n. ; pin-
tura 8,000 n : deteoho do architetura 6,000 n.
Aterro-da-Boa-Villa, n. 5.
Pommateau culileiro o amolador de todos os fer-
ros que pertencem a cutilaria, previne aos seus fre-
gueses que alm dos (erros de tua arta tambem (a-
brica-se na sua ouicina qualquer obra de ac com to-
da a per(eicio, como sajad esporss e freios de todos os
leitios todos os instrumentos de cirurgia o de dentis-
ta concertos de espingardas, faiendo pesas novas ,
hendo precisas. Guara (ira ossbbado de cada sema-
na lio os diaa destinados para amolar (oda a qualida- ,
de de (erros cortantes.
No mesmo estabelecimento tambem se slugio espin-
gardas de caca pagando o ajguel de cada dia.
Tambom ha para vender un pucaros de urna mas-
sa composta de iugredientes infalliveis contra a ler-
rugem.
em Na botica da ra do Rangel vendem-se 01 re-
medios seguintes, dos quaes a experiencia tem confir-
mado os melbores eflellos : dentifico que tem a nro-
priedade do limpar os denles cariados a restituir-Ibes
acor esmaltada em muito poucos dias; o uso do dito
remedio fortifica as gengivas e tira o mo clieiro da
bocea proveniente nio s da carie como do trtaro,
que se une ao pescoco destes orgios ; o remedio ha
designado pelos nmeros 1 e 2: orchsta purgativa ,
mui til as chancas e as pessoai de toda e qualquer ida-
de ; he composta de substancias vegetaes nio contem
mercurio, nem droga alguma que possa prejudicar ;
remedio para curar calos, em poucos dias; dilo para
curar dores venreas antigs, e que teem resistido ao
tratamenlo geralmente applicado ; dito para provocar
a menstruacio e accelerar a aegao do tero nos partos
naturaes em que nio se precita dai manobras scieo-
tilica; da arte ; dilo para resolver tumores lympbaticos,
vulgo glndulas; dilo para curar bobas e eraros seo-
eos o mais eflicaz que se conbece at aqu; dito ozi-,
mel de ferro muito til naa cbloroies, vulgarmente
chamadas frialdades ; pos anti-biliosos de Manoel Lo-
pes ; consolas de gelatina conlendo balsamo de cu-
pabiba ; ditas de oleo de recinos purificado; ditas de
cubebas em p fino; ditas de assaletida ; ditas com pos
purgantes; ditas de ruibarbo da Chiba ; ditas de sul-
pliato de quinino de 1 e 2 graos cada capsola ; alga-
leas velinhas elsticas ; pilulas de sal de cabacinho e
goa das Caldas, ebegada prximamente ; remedio que
cura a firaldade dentro em 40 dias, meimo estando
iocbado ; macolla nova a 240 rs. a libra : o preco 'de
todos estes remedios (je mui razoavel, o os boos re-
sultados da sua applicacio hequedevem fazer a sua
apologa.
Vende-se, na fabrica de licores de Fre-
derico Chaves, no Ateno-da-Boa- Vista,
n. 26. :
Ago'ardentedeFrinsa caada 960
Dita do Reino 800
Dita de aoiz 640
Dita de canella 640
Dita de cravo 640
Dita de Lima 640
Dita de mil (lores 640
Espirito de vnho 1000
Geoebra 720
Dita embotijada 200
Licores de todas isquslidades a todos 01 presos, com
ricas tsrjss.
Cbaropes linos psra refrescos, a da verdadeira resi-
na de angico muito bom para ai molestias de peito.
Mechas pbosphoricas em misos de 100 e 150 a
20 rs. cada maso.
Chocolate de primeira qualidade de saude bsu-
nilhae canella a 400 rs. a libra ; dito ferruginoso ,
a 1000 rs. a libra e a quem quizer comprar em arro-
bas te dar por preso muito commodo. Para maior (a-
cilidade dos compradore, acha-ie um depoiito do
chocolate na ra da Cadeia loja de chapeos n. 46,
de Candido Jos de Sales.
Vende-se superior essencia de aniz
em garrafas de 20 oncas, por prer^o com-
modo: no Aterro-da-Boa-Vista, na fabrica
de licores n. 26.
= Vende-se poiaisa nova, e barata, meiai de linbo,
mlhoi de arcoi de cailanho volteados a diretoi:
roeias barricas com larnha nova, da mirca gallego,
barrieaa com dita de SS a SSS paneiras do rame;
os rus do Vigario, 0. 9.
Agencia de passa por tes.
Na ra do Collegio,botica n. lO.eno Atterroda-
Boa-Vista loja n. 48, tirio-se passsportespara dentro e
fra do imperio,assim como despachio-seescravos: tudo
com brevidade.




=Aloga-se um primeiro andar era Fra-de-Portai,
por cima da segunds yenda : a tratar na meama venda.
= Antonio Ferreira da Coata Braga faz aeiente aoa
sous credore que Vicente Joi da Costa deixou de
er sou ciixeiro dosde o dia 7 do corrente, e por iaio nlo
ton: mais ingerencia no negocio da caa do aonun-
ciante.
Engomma-se e lava-se por preco commodo e
prometie-se todoo desvello, por lerem aa engommadoi-
raielavaJeiraspropriai: na ra do Roiario da Boa-
Vista n. 32.
(Tcapilio Joao Baptiita do Amarai e Mello re*
sidente na cidade deOlinda da licio de aritbmetica o
geometra ; 01 que ie quizerem utiliiar o podem pro-
curar em sua caa na ra de S. Bento, certoi de que
le crapenhar para latiifater o ministerio.
= Preciia-ie de urna ama de leite que o tenha
bailante ebom equeaiba bem tratar de menino*;
na roa das Cruree n. 22, segundo andar.
= Precia-ae de um caixeiro para venda, que nlo
tenha nuis de 12 a 14annos de idade; na roa da Praia,
tanque, n. 17, do Cardeal.
D-ie dinheiro a juros eom penhorea do ouro e
prata mesmo em pequeas quantiai, e rebttem-ie|iol-
ilse ordenados menos provineiaes com eondicoat;
na rus do Rangel, n. 37, ou na ra da Praia, n. 22.
= Alugao-se os primeiro e segando andares da casa
da ra larga do Horario, deronte do Sr. Bartholo-
mco ; a tratar na praca da Independencia na. 6 e 8.
= Precisa-se alugar um esoravo quo saja rauco e
posante para fsbrica de papelio ; as Cinco-Fontss,
n. 33 Na mesma ba grande porcio de papelio
prompto de todas aa grossuras at para livreiro ;
tambem comprSo-se aparas de papel de toda a qualida-
de e retalbos de panehlo, pagando -se bem.
= Aluga-se urna casa terrea na ra das Cinco-Pon-
tas do lado da sombra n. 60 com janellas de vi-
praga boa cala, dous quartos coiioba fra quintal
com cicimba e portan : a tratar na roa do Rangel,
n. 17.
saa A senhsra Maris Lima de Moura queira maodar
recebar urna carta vinda do Rio-Formoso na ra do
Lrespo loja da viuva Alfonso & Companhia, ao pedo
arco do S. Antonio.
= Precisa-se de um caixeiro qae saiba ler e atare
ver, para lomar tonta de urna pedarit : quem astiver
ncslas circunstancias, falle a Jo3o Manoel Rodriguea
Vallenca.
Precisa-se de bm caixeiro que tenba pratica de
vonda nao excedendo da 16 a 18"annos, para a cida-
do de Macei preferindo-ae portuguez : quera esti-
vcr nestas circumtsneias dando fiador a sua conducta,
dirija-sea ra da Cadeiado tteeifo o. 20 segundo
andar, dai 7 as 9 horaa da manhia.
Urna muiiicr de bons costumes se eoearrega da
criacio de meninos do paito impedidos e desimpedi-
dos ; tambem recebe meninos para se desmamaren) ,
no que promette esmerar-se : quem de seu presumo se
quizer utilisar, dirija-so a ra da Palma, n. 17.
fk
=Vendem-sesBccas com Trelos, vindosdo Lisboa,
ao mdico preco de 2500 rs. a sacca ; no armaiem do
Braguez, ao p do arco da Concei^ao.
=f Vendem-se duas moradas de casas, na roa da
Guia sendo urna de sobrado e solio eom seu quin-
tal e cacimba chlos proprioi, o. 9, e a outra terrea,
com solio e (undoa at a ra de Apollo n. 2 ; na ra
da Moeda, n. 7, a tratar com Leopoldo Jos da Costa
Araujo.
Potassa americana
de milito superior qualidade vende-ae a 260 ra. a
libra ; do armaiem do Braguaz, ao pido arco da Con-
ceicio.
-= Vende-se potana americana, ltimamente che-
gada em barril grandea e pequeos; lenco* pretoa,
de leda da India ; aetim preto de Maceo ; valai de ei-
pernacete de 4, 6 e 6 em libra ; cera amarella ; al-
godlo grosso psra saceos; tudb por preco commodo:
em caa de Matheus Auitini & Companhia na ra di
Alfa ndega-Vaina n. 36,
= Vendem-ae 6 escritos mocos, bons para o traba-
Iho do campo e da praca ; dous mulatinboi, de 12 a
16 annos, loni para pigeni; 4 pretal Com boai ha-
bilidades, e urna engomma a coiinha bem ; duas di-
tas boaa quitandeiraa ; duas pardas j d idade, pti-
mas para amas de caa : na ra do Crespo, o. 10,pri-
meiro andar.
=Vendem-ae 11 escravoi, lendo 2 pardea, 3 pre-
toi, urna negrinba urna cabrinha doui molecole,
e 2 mulatinhos; no largado Corpo Santo n. 23 a
tratar com Antonio Rodrignei Lima.
BOM E BARATO.
Vendem-ie, na nra do Crespo loja nove n. 12, de _l0 e |ial snop t 05tm|i op ojamioi o moa ptii||oq
Compras.
= Comprao-ie reiplandorea de praia ou ouro p-
ga-se algum feitio : na ra Nova, n. 57.
Cowpra-se um preto de meia idade que saiba
trabalhar em sitio ; na ra da Mangueira, n. 7.
Vendas.
Jos Joaquim da Silva Maia ai seguintes fazendas :
brim de liobo com listrai nes, a 280 rs. o corado
esta faienda torna-te muito recommendavel a todo bo-
rneen de officio tanto pelo diminuto preco, por queso!
vende, como por sua excedente qualidade : brim brin-
co trancado de linho muito encorpado a 1280 rs
vara ; dito liso muito lino imitando panno de linho;
a 520 re. a vara ; casimiras elsticas, pretal e de co-
res a 1000 n- o covido; tarlataoas de novos gosloi,
pelo mdico prego de 4 rs. o corte ; cortes de coHete
de teda padroei multo delicados, a 3500 rs.; fuiloet
de cores a 800 rs. o corado ; brim francs tranca
do, pardo a 480 rs. a vara, velludo de cores para col-
loto a 3200 rs. o covado ; lencos de telim pira se
nbora de gosto o maii moderno a 3j n. ; diloi para
liara opqiUoy |edad uioq optaos o *sj aiusiio a soj
-oto ojttnb a 'sosn injjno e loquujoo jvjjoj a)tei\
Jiiqoo sjid toudojd 'taro* teiaejeujp moa oepo8|e
B8| ep loottmsp
ap so]ip itotjtd
-o8| a topBzi|iui tJOAtmud ap so)ip stasjtd xeij
i t'/9 ap sojip sj|tmsnopi 'f/9piojp '. ieat|*d
aAou 'oquteaej tp f/g moa 5| ep itioqa '. jad o sua)
-ou azop a raeuioq ejed ittidod siaoosg tp oy ap
seautjq mn| jtd pro iuojou eiop a' ajoqoat ajtd
itudod sj||b moa o sopad uias nsjd tpet ap itin|
i tm a optan /as opipi[tnb |9iijnosap iptjiut joa
cassa-ebitas de bons padrOes, a
= Vende-se plvora muito suporior chegada pelo
ultimo navio de Londres, das tre bem eonbecidas qua-
lidades F, FF, FFF; em casa de Frederico Robilliard,
ra do Trapiche-Novo n. 16, primeiro andar.
= Vonde-ae urna preta, de 17 annoa, boa para
vender na ra por a isto estar acoitumada ; urna ca-
noa aberta que carrega 600 a 700 lijlos de altena-
ria : na ra da Praia de S. Rita n. 25.
= Vende-se urna escrava crioula de 22 annos
cozinha bem o diario de urna caa, engomma lito, nao
loge e he muito fiel d-ie at a contento ; um pre-
to ja de Idade : na ra Nova n. 37, legando andar ,
de manhia at as 9 horaa e das duaa ai 4 da tarde.
= Vendem-se corles de cambraia escocesa de to-
dos ai cre, padrSes muito modernos, pelo barato
preco de 2000 n. ; dita em varal, a 400 rs.; panno
chines de quadroi para vestidos a aquetas a 240
rs.o covado; madapoloes enlestados finos, a 5800
re. ; pecas de bretanha de rolo cora 10 varal a 2>
rs.; cassa-chitas, muito finas, de liitrai ecbadrezes, a
240, 280 e 320 rs. o covado; merino fino de duaa lar-
guras pelo barato preco de 1280 n. o aovado ; chi-
tas linas para coberta, a 240 rs. o covado; cortes de
chitas enviazadas muito lindos padroes, a 4200 rs.;
ditos, a 5500 rs. ; brim trancado braneo muito en-
corpado a 560 rs. a vara ; e outras muitaa telendas
por barato prego : na ra do Crespo o. 14 loja de
Jos Francisco Das.
Yende-se urna escrava crioula, de
figura a mais lindo possivel mnito sa-
dia sem vicios, nem achaques ; a que!
lava de varrella e sabo, engomma liso,
cose, faz renda, e cozrnba o diario de
tima casa : na roa de Santa Rila, n 85.
= Vende-se superior farinba de S Gatbarina ; a
bordo do brigue Niro tundead}} defronle das eica-
dinhai.
=Vcnde-se um moleque de idade da 16 annos;
de naci bom cosinbeiro ; um mulitinho, de 14 an-
nos
16 annoi.
urna cabrinha, de 15 annoi ; 4escravoi de naci de
bnmtas figuras ; urna parda^. ptima para ama de urna
casa : na ra D taita a. 3.*
= Vendase farinha de mandioca da superior qua-
lidade em saccas, ou alqueire, or menos preco do
que em outra qualquer parte assira como gamelas de
differentes tamanbos: no arco de S. Antonio, n. 2,
loja de Manoel Jos Goncalves Braga A Companhia.
Veadem-se ladrilbos de marmore ; na ra da
Crui n. 9, casa ele Oliveira Irruios Companhia.
. Vendem-se as melhores sarjas lar-
gas e hespaiiliolas, por preco commodo ;
na pracinha do Livramento, hoje ra do
Queimado, n. 4>-
iCo Dom cosioneiro ; um uiuuuu, u-
optimo para pagem ; duas negrinhas, de 14 a
mos, com principios de costura e engommado ;
= Vende-se urna linda escrava parda de idade de
25 annoa com todas es habildadeVpara qualquer casa
de familia ; dous eseravos de bonitas figuras, bons pa-
ra todo o ser rico : na ra do Crespo n. 15.
= Vendem-se 3 pardea, de 15 a 20 annos, eom
habilidades; 2 moloques, de 14 annos; duas pretal
mocil eom habilidades e de bonitas figuras; 2 pretoi
de meia idade, por preco commodo : atril da matriz
deS. Antonio n. 16 primeiro andar.
= Vende-se re t ro preto e azul-ferrete a 100 ra.
a oitava, e a obra do Judeo Errante, 10 v.; na ra do
Creept), n. 11.
Iitaai eadraat jet oa
-0| ap. obSbiojjo ssioptiduioo ao anb oftMoiwoo jtnb
-|inb anb a soqaiititq soajd jod sopipnw gjdwes
oiias 'otuoiaueiu oau at anb soiinin m|no o ioSvji
soptaotaoat 10 anb 'owjtjnri laitiiaditJ or-0T'0PV
it||9jnaa> o stouuq ttpatj a la'qiinSidr stjnjt|
tataaionip oreo so||itna o aoffutjq 'totaj taoprt
! rzoj op loa a o||eirat oiip i o)raitaa a o9| oaoaiq
aiot|oi soptpioq a soft| t)auqoq a oqoi| ep p|g
seio8ii| te ttaoi p soaiq ep ojuaiurjoos noq tjcqo
-ai o mamoq tiad jos op toediqa iiiewttjiooq ap top
-adataia rorip i ajiti ap a at|dasj f to>f ep 'mijai ap
'tieid apot ap tot| iisny ao sopiaai' loptiuBjjo
snia taiiq i tttjiapom stieausjj itiiumia rtoq sop
-los meq tony touuad '. saioa ep sapas a tifus eia|
-|oe aitd-otoan ap unat saioa-tjinj a unieoita iox
-o soautsq 'lanza 'sapies laiiajt) .* taioaooia tojip
' mttewita 'tapitA stioa-tiinj sosi| 'S9|dtfj ep soiH
! apat ep tapiqa toaii. apoiio 9 aazaaoaia sagipsd
moa 'tioqoBteitd mitatepseiutmapoiueaitioi uiniq
ttpaatrj ttirpaiqoi itp mejv amiei a 'ii loiueooi
meninas, a 800 rs.
320 rs. o covido ; riscado francez, proprio para ves-
tidos eaquetas, a 220 e 240 rs. ; damasco de lia ,
com 7 palmos de largo multo proprio para cohortes de
carnes, a 2000 ri. o covado; riscado escoces, muito
proprio para chambres e vestidos, a "lio n. o covado ;
franjas para cortinados, cada peca com 15 varas a 4#,
4500 e 51 ts.; zuarle azul com 4 palmos de largura a
240 rs.; cambraias adamascadas de cores e brancaa, a
4000 e 5000 ri. ; rneias ingieras de seda parasenho-
ra a 3000 rs.; ditas pira homem pretal e de cores,
a 2000 rs. o par; cortei de chitu de aaiento braneo ,
com 13 covadoi, a 1600 rs.; alm dea tas fateoda, ha
um sortimento completo de castores para calcas da
cbitai para vestidos que tudo ser vendido por preco
muito commodo.
= Vendem-se moendas de forro para eogenbos de
aisucar, para vapor agoa e beatas de diversos tama-
nbos por preco commodo; e igualmente taixaa de
ferro coado e batido de todos os tamanbos : na pra-
ca do Corpo Santo, o. 11, em casa de Me. Calmont &\
Companhia ou na ra de Apollo armazem, o. 6.
= Vendem-se 12 eseravos, sendo* pretal, lavio,
eogommao, cosern e cozinhfio ; urna parda com dous
filhos de 6 a 7 annoa ; urna negrinba de 10 annoa ;
urna parda de 24 annos, cose, engomma e coxiah
doui pretoi, de 20 annoi, sendo um carreiro ; um
pardo da 16 annoa proprio para pagem ; tudo por
preco commodo: na ra da Cruz, n. 61 ou na roa
do Trapiche-Novo n. 20.
= Vende-se urna escrava, por preco commodo
com estatura regular engomma lava coiinha, faz
renda e mais algumas compras de ra; na ra do
Jardira, n. 30.
=Vende-ie mana pbosphorica, a 1000 rs. a once,
a quem comprar de 5 libras para cima.se eoainar a faier
mechas de tirar fogo jro/ti ; na ra dot Quirteii,
o. 11.
= Na fabrica dot engenheirot e machinislss M.*Cal-
ina) & Compsnhia ra do Bruna, ns. 6 e 8 vendem-
ae moendas decinna, de divenos tamanbos, para agoa
au smmaes ; e tambem se concertio por preco com-
modo. Na dita fabrica igualmente le receben) encom
mendos para mandar vir toda a especie de machinas da
ruelhor a mais moderna conitruecao.
- Vende-se um pardo pedreiro ; um dito para pa-
gem de bonita figura lem vicio algum o que a
garanta ao comprador ; urna parda com um filho em
aera elle moca e de boa figura ; um preto ciioolo
de bonita figura, lera vicios: na ra da Cadeia d
S. Antonio, n. 19 deposito de farinba.
Continulo-se a vender chapeos finos de castor
a retslho; na ra Ao Trapicbe-Novo, n. 5, caa de
Joio Stcwart.
=Vende-te.vinbo de Bordeaux em quartolas, mui
bem acondicionado ; ago'ardente de Franca, de pro-
va, em harria ; 2000 garrafas vasiai de Bordeaux; urna
porcia de muito boaa rolhaade eorliea grandei e bata
feitai: em casa de Avriil Irmos, ra da Cruz, n. 20.
a= Vendem-se trex moradas de casal Ierren de taipa,
toda juntas sitas na villa do Bio-1'ormoso sendo a
maior era esquioa de raa cora lando para o rio a
em bom lugar para commeroio e terrenos foreiroi a
Seobora D. Francisca Lins : a tratar com o teoente-co-
ronel Caetano Alberto Teixeira Caralcanti na ra do
Padsa Florianno, n. 38 ou con o Sn Joio Pinbei-
ro Catle na meima villa Francisco Machado Ten
xeira Caralcanti no eogenho Primavera, da meeana
comarca.
oes Vende-ie milho velho a 2500 n. o alquaire
dito rovo a 4j n.; uceas cota farinba de Mig a,
6/n: na ra da Cadeia de S. Antonio deposito de
farinha n. 19.
= Vende-se sola muito boa courinhos de cabra,
superiores bezerros surrsdos urna porcio de caro* da
lol. Que ierre pira eseravos, por barato preco, e urnas
lingual ; j r5 -uu -w ..w*mo o. t*.
Vende-se erros de casca em saccas : na ra da
= Vende-se muito bom farelo de Lisboa, a 1280
rt. a arroba; no ces da Alfandega armazem da
Francisco Dial Ferreira na esquina que vai para aj.
alfandega.
Champagne da marca G & C, ?n.
da no ultimo navio, de Franca : vende-se
em porcOes e a rctalho, em casa de Me.
Calmont & C.
Hebrard com botiquim francez, na ra Non,
n. 69, lem a honrado avilar, que pelo ultimo as.
vio cbegou-lbe.de Franca ura bello sortimentod
conservas como iirdinhas ervilhas, nguicas fru-
tai comervada dentro de licor e chirope vinhot de
Bordeaux, em quartolas e garrafaa, Saiot-Julien
Rausiilleau em eaisai, licor luperfino cognic muito
velho verdideiro marrasquino de Zara abiioths,
kirch da Suisia afeite fino do Sr. Plaguol de Mar-
sai I la agoa de flor ha um deposito de chocolate do Maranbio muito no-
vo dito da saude, peitoral araruta de musgo e di
baunilba ; tamben tem charutos regala da Babia;
tudo ae vende por proco commodo.
Eseravos Fgidos.
= Continua a estar fgida, desda o dia S da Agos-
to do anuo p. p. a eierara de nome Mereellina da
naci Cabioda alta, magreirona ps grandea e tor-
negsdos cara comprida com todos os [denles; costti-
ma a beber, oio a cahir; he mnito conversadera
tambem est fgido um preto velho de 40 a 50 sa-
nos quebrido bastante, pernea arqueadas para lora,
com falta de todoi os denles muito regrista : quem o
pagar, lave a oidade de Olinda roa do Amparo, de-
rroote di igreja do mesmo noma, ou na ra largado
Rozario, venda do Sr. Cabral, que aer rccompensido.
starird tiat a aptpntnb tpurrftss I i. j{0 \t 3 j0 corrente desappareceo do litio de *
oaou au'apas opui8uy ear.eoep jlo Carrol!, na Ponte-de-Uchoa, um seu escuro
moa S9)uaidsasj] m;| se|tiqmta opisoa o aaij
-ed a OBiuff op oid t stpiduisiso seoiptd roirno
sj)si| 'sopniui toqaimti itfiti 'iizaansij stjrqa : op
-aaoa o suajuu azop a 10x0a seojpid anii| a toip
-anb moa 'zeipiqa ep lazaauj) soptaiii optAoa o suaj
-au saou e texu seoa moa oqui| a o|po8| a sopp
-ai 'tinii| ap soio|d \ moo soqaipnjm loqaiproiii
!mu apta suaiuu aiop a 'ipat iiSou t ssxii taioa ibjd
-iqa ep souo| mapuas as uiaqcaai : sopsu8|sap oxiaqa
oy* anb soflijia s|tui 10 sopo] misst toeq a '. tzain)to
a)uiq|amei ep ojreiep man euist mea) oau ssjiqo
stptuojaaem n anb 'si-aiaaarrt a : aimoaoaa ogai]tid
anb stjpmij itp otn o tiad sieispuauuioaaj ojinu) op
ossiiode'itiari s9jub||9dx9 'toqaasep siateptiSl 'souotd
moq moa) sBiiqo ittipaiqosaa : opaaoa apta tatitd ajara
ap ooeid opaiopom ot''OBVIO 00 OIUaeOH 30
SV.LIII3 oi-mopuBi oiuoiuy tj ap oaia o and eiuaij
uioa 01801103 op ni ap auinbse ap alo| eij a
= Vendem-se umsi cobertn de seda em bem es-
tado polo barato preco da 30',000 rs. todas; aa ra
da Cadeia do Recife loja n. 20
Vende-ie urna parda vistosa e lidia engomma
bem, cozinba o diario de usos casa, cose mui bem
costn cha, eneaooa acorta vestidos de senbora ; na
ra da Cadeia do Recale loja da Joio da Cunba Ma-
galhlee.
Na loja da esquina do Rozario, que
vira par t> m do Cabug vendem-se
as bem conhecidas e bem ieitas caixas de
tartaruga para rap, vindas do Aracaty
prximamente.
Vende-se muito superior potassa
da Hussia, em barris. pequeo, pelo m-
dico preco de >4 r'9 a 'bra : na ra do
Trapiche armatem de Josai Teixeira
Basto.
=Vendem-e 3 varia de hice Isrgo. de recorte o ra-
msgem, da muito bom gosto para camisa de senhora ,
ou roquete de padre ; na ra da Palma n. 17.
=:Vende-se por preco commodo urna pequea
porcio da bita de mermelada ; na ru Diraita, refi-
nac&o n. 10.
= Vende-se a aelbor venda da ra de Agn-Ver-
des n. 15, com commodos para familia : a tratar oaa
Cinco-Pontn, defroote do Terco, n. 4.
es Venda-te orna preta de t annoi de idade com
ums cria de um anco e meia ; a prata engomma, oaie,
lava e coiinha o diario de urna : na rus da Cadeia do
Recife n. 59, segundo andar.
Vendem-ie doui molequei, um de naci de
idade de 15 annos, e o out'o crioulo, de idide do 10
annoi; na ra Imperial, n. 30.
Vende-se um capote de panno cor
de rap com gola de velludo bem fei-
lo o quasi novo tanda servido lmente durante a
vigem di senhora, oaao trouxeda Europa; no pateo
do Collegio primeiro andar, junto da casa amarella.
Vende-se ume preta muito fiel boa lavadeira de
sabio coziaha o diario de urna aaaa engomma sof-
frivelmenle, e be boa compradeita : na ra do Sebo,
n. 11.
aw Vende-se sn talo de aaaia idade bom Ira ba-
ilador deeoxada eeto tratar da gado a tirar leite ; na
ra da Rosario fe rWViita, n. 32.
Ver>dem-se200lqiieiresdaoal fina por junto,
ou en parete por praca muito eommodo; 00 ciaa
do Collegio, armaiem de feriaba, deporta larga.
*= Vendem-ie 4 eicrarai, sendo dun crioulas, de
13 a 15 aonos de bonilla figorss, a dun da nielo ,
de 20 a 24 annoa, eom varias habilidades; dous
mulatinhos da 12 a 13 asaos proprios para oficio ;
uao. dito de 17 annos, ptimo para pagem ; um dito de
muito robusto para a Mtico de campo ;
a crioula, da 14 annoa ; um tecravode na-
cioj ||0 enaot, optano padeiro : naraadatCru
Senzalla-Velbi, armaiem o. 144.
2aJBjQi,
uaa^fcaju
IratM aaTm
-te a casa do boceo da Bomba o,
do CoUegja, bolsea dt CyprtiBR.
4: a
de nome Jos de naci Mocambique bastante li-
ana de idide de 40 anooi, altura regular cheio
doiorpo pernss zambeas cor bem preta barbado,
rosto redondo ; levou oamiaa e calcas brancas jaquota
da panno azul e chapeo de castor preto, mais un
trouxa com um par de calcas brancaa e can iaa de cisca-
do : quem o pegar, leve ao dito litio ou na praca do
Commercio armaiem dejlo Carroll, que lera bao
recompensado.
Fugio, no dia 20 de favereiro de 1835. udj n-
cravo de nome Antonio de nscio Mocambique, bsi-
xo, grosso, a.com a marca C na foote cor fula,
olkoi grandes, cara bem beehigoia dous dentos de
cima podres e os mais limados, nariz chato mil (pi-
to de ps e pernu cadeirts grssdes de idsds d 30
a Ui aanoa, pouca barba etrapalbedo na falla ; be
eanoeiro : quem o pegar, levo a N, S. do Terco, so-
brado 0. 16, que tari recompenndo.
Ausentou-se de casa daieu senbur o esoravo Tho-
mas, do nackoCastrada alto, magra, pernal fioss,
ps pequeos; da teita alea pona do nariz tem calom-
boa propriomle iua naci e be bem conbeoido an-
ta praca : quem o pegar, leve a Loiz Gomes Ferreira,
no Hondego que recompensar.
Fugio, no dia 2 do crvenle uma preta de Do-
me Benedicta de naci Angola alta bastante mui-
to magra ; levou vestido de cbila asul: esta esersvi
nunca andou na ra ; roga-ie a posaos que a recoleto
em sua casa a queira mandar entregar a seu senbor,
Joio Jos de Carvalho Moraes na ra da Cedis do
Recife e aa falta, o meamo pasear a proceder o quo a
lei Ihe concede.
Fugio, no da 20de Janeiro um eioravo da-
me Francisco, com osupposto de Roque Albsnno,criou-
la alio, orelhucortadas, duaa oioetrizes nai [fices,
sendo ama de cada lado he capado e se (intitula for-
ro : quem o pegar, le>ea praca do Corpo Santo, n.23
Desappareceo, na noute de 7 do correte do
bordo do brigue Flor-do-Svl, o eseravo marinbeiro,
dq naci Benguella de nome Manoel, representa tor
25 annos poueo mais ou menos, tem barba rosto
redondo, orelbaa furadaa ; consta que era Ierra anda
calcado : quem o pegar, leve a ra da Cadeia, n. 45,
ou a bordo do meamo brigue que recebar boa g's-
tificaclo.
lOOlOOO re.
Fugio, no dia 20 de ootubro do anno prximo pif-
iado do engenbo Boa-Viiti, comarca de S. Aniso,
um pardo da nome Antonio com 01 tigoiei segoiolei:
estatura regalar alvo e corado barba preta e pouco
fechada cabellos doa bracos e pernal roivos,. denles
limados, rosto redondo a um tanto descarnsdo, falla al-
Iuma coutt gago ; todo aeu exercicio ba tratar da |<-
o e entende tambem do officio de npiteiro ; sap-
pde-se ter libido encoundo e montido em um ei-
vsllo alasio, pequeo e capado: roga-se a qualquer pes-
soa que o pegar, de levar ao dito engenbo a ealregsr
a seu lenhor Joaquim Jos da Miranda, ou oeita praca,
na Camboa-do-Carmo o. 19 que recebar 100*' ra.
de Antonio Luiz do Amaral e Silva.
Fugio,na madrugada do dia7 do corrente, di
cidada de Olinda uma escrava parda de nomo Cos-
me bastante clara parecendo at branca estatura
mediana nio mal parecida, olhos pretoa e grandes,
sobranceras cerradas, cabellos corlados, falta de denles
na frente, ps e rolos regulares e em um dsquillw
uma pequea ferida entre 01 dados, que 1 nlo diiss
indar bem representa 20 a 22 annoi de idade ; t""
dedo da miodireita aleijado ; na ultima junta de un*
perna, de um panaricio ; levou, alm da roupa do cor-
po, uma trouxa com um vestido e alga mas oamissi- fD*
do deltas tre de madapolio fino, e anda aro f0"" !
quem a pegar, leve a apbredila cidade de Olia( D*
ra do Pesso-Caitelbano oau contigua ao tbeatro ,
ou no Becife, roa da Aurora, n. 12, que sor* gne"
rosamente recompensado.
Na manhia de 28 de doiembro de 1845, fugio da
villa do Principe, ao Serid, um eieravo crioulo
bem preto de noma Francisco de 45 annos da id'"
de, bomeozinbeiro, estatura ordinaria, pouca bar-
ba oheio do corpo (areola tabaquista ; (am u""
orelba furadi en qjafl melle uma argolinha por chi-
banca ; he bem conhecido por toda aparto, porque 1*
annoa acompanhou o fiaido teidor Francisco de Bu-
lo Huerta aaa suaa viageni de visita a ala'corto : H^m
o pegar, leve ao dito lugar. entregar ,n- vinario Ma
noel Jos remandes, que gratificar generosamente^
PEllK. } NATtP. DE BU F,. DE FAaUA
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