Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08737

Full Text
n DIARIO nublica-sc todos os das que
-n forem de Rgida : o prepo da assiftna-
I" ,-. lie do if00 rs. por quarlel pagoi artian-
K (11 aunando* dos asslgnantes sao m-
I'1 ti- a raao de 2u reta por linha. 40 ra.
'"'uniKliffcrent, cas rcpeucoes pela ine-
. i' Osrtuc nao Ibrcm assignantes pagao
|i i'. por ftoha, c 160 em typo differente.
PHASESDAUIAHO MEZ DE FEVEREIRO.
. asShor. e 51 mlu. da mu.
*kheiia II as6 hor. e 51 mi da man.
K^oaiite a 19 rs2 hor. e 23 mlu. da man.
naC a 25 5 hor. e 1 i min. da tard.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
(Voianna, r Parahyba, Segd." e Sextas feiras.
Kio Grande do 'Norte, chega as quartas
feiras ao mr.io dia, e parte as incsmas ho-
ras as quintas feiras.
Cabo, SiH'iiihacm, Rio rormoso, Porto Cal-
vo, e Macey, no 1., 11 e-21 de cada mez.
Garauhuns c Bonito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e 28.
Victoria as quintas feiras.
Olinda todos os das.
" PREAMAR DE HOJE.
Prmeira as 2 h. e 6 minutos da tarde.
Segunda as 2 h. c 30 minutos da inanbaa.
DAS DA SEMANA.
2 Segunda 4fi$f Purlflcacao de Nossa Sc-
nbor.i. S. Flosculo.
I! Terca S. Tigicies, aud. do i. do civ. da
1. y', e do i. de paz do 2. dlst. de t.
4 Quarta S. Aventino, aud. do J. do civ. da
> v., e do .1. de paz do 2. dist. do t.
5 Quinta S. Albino, aud. do J. de orf., e
do J. M. dal. v.
o Sexta S. Amando, aud. do J. do civ. da 1.
v., e do J. de paz do 1. dist. de t.
7 Sabbado S. Romualdo, aud. do i. dociv.
dal v., e du J. de paz do 1. dist. dc"t.
8 Domingo S. Corinlliia.
CAMBIOS NO t)IA 8 DE FEVKREIRO.
Camb. sobre Londres. 2 d. p. \ a 60 d.
.i Par* 350 ris por franco.
Llanos 05 n. c. pr. p. m.
Desc. de let. de boas firmas 1'/, j. % mea
Oaro-Oncas hespinholas 30*500 a .I*hMi
.. Moeda deaWOOvel. 16500 a 16^800
,, clelWlou.mv. 16/200 a lttylO
d 1 1000 8fjiH a 8#HH0
'rain-Patace 1#W0 a 9
> Pesos Columna i es lTO a i Ditos Mexicanos. 1S40 a 1880
.. Prata Mltida 1/MO a l/fli
Acpesda C do Hcberibe de 50*000 ao pai.
DIARIO DE PERWAMBUCO
PARTE OFFftHL.
Governo da provincia.
BXPCDlKKTe DO DI 3 DO COMERTE.
Officio Ao inspector da tfaesoursrii das rends pro-
vincia.l, eeientificando-o de baver permittido, que o
| padre Joaquim Balael da Silva, profeaaor de grammati-
ca latina do bairro do Becile, torne a ir leccionar no
mesmo biirro. viato ter sido transferido para este de S.
Antonio o lyeo do Recife.
DitoAo eoronel commislario pagador, determinan-
do, que. em comprimento do imperial aviso do 22 de
deiembro do anno Sndo, e a f iita da guia, que presen*
lar o capitao>ajudanteds eitineta segunda linha do Cea
[ri.lgaacio Joaquim Guedea Alcanforado, pague este
I ofeial os respectt'ot loldoa. Parlicipou-ie ao com-
mandante das armai.
DitoAo inspector interino do irienal de mirinha.
orJenando, que compre, e faca embarcar para o Rio-
Gr.nde-do-Norte, 800 a t ,000 laceas de (annlia.
DitoAo mesmo, determinando, faca paasar para
' bordo da coneU SeU-de-Abril oa recrutaa e volunta-
rios, que bouverem, para a companhia da imperiaea
mtrinbeirot; exigindo urna relelo nominal doi mes-
mo, para/a vista dalla, poder officiar ao Etm.Sr. mi-
nistro da marinba ; e declarando, que o menor, cujo
requerimento Ihe vinha, e-la destinado para a mencio-
nada companbia. Expedirlo-ae as precisas ordeni ao
commandante da corveta Sete-de-Abril aeeroa da ra-
cepco e transporte doi referidos recrutaa.
DitoAo director do arsenal de guerra, determinan-
do, mande receber na thesounria da faienda os rcii
144*870. que por aquello arsenal se detpendrio com
ilgumai ferrtgena e reparos da mobilia no palacio da
presidencia) e dos quaea o tnandou indemnisar a ordem
do tbeaouro He 21 do deiembro p. p.
DitoAo commandante superior da guarda nacional
do Jjimoeiro, ordenando, fac dispensar do aervico or-
dinario da inesma guarda nacional o secretario, portei-
ro, procurador, fiscaea e suplientes da cmara daqueUe
municipio.Communicou-se i cmara municipal do
Limoeiro. _
Portara Nullificando a parle da portara de 26 de ju-
Iho do anno findo, que tnandou patsar patente de tenen-
le-coronel chefe do primeiro batalbio da guarda nacio-
nal da Boa-Vista ao capillo Antonio Luiz Pereira de
afelio.Nomeou-ie para o referido posto ao major do
mencionado batalbio, Ignacio Francisco de Mallos Va-
reja i, e para substituir eate, a Joaquim Leonel d'A-
lencar.
Dita Mandando crear mais ama companbia de
guardas nacionaea na fregueiia deTaquaritinga ; e de-
terminando, que ella e a que ja all existia facao parlo
da segunda legilo do Limoeiro. Communicou-se a
cmara Municipal do Limoeiro, e ao commandante tu -
perior interino da respectiva guarda nacional.
Commando das Arms.
EXPEDIENTE DO DIA 54 DO FjUSADO.
OfficioAo preaidente da provincia, communican-
do-lhe, quo o brig'adiiro J. J Coelbo, ni conformidade
de suai ordena, bavia conlfatado a tua passagem para a
corle na bares Firmeza com o negociante ti A de Bar-
ros, pela quintil de 9VjOOO ra que deslimva dei-
xarnesla provincia ao seu procurador, p.irasupr jmentu
de sua familia, a consignadlo mental de 80 rs. ; pelo
que logava a S.Exc, houvease de espedirordom a pa-
gadoria, nlo s pira o pagamento da passagem, como
da coDiigoacio noa devidoi lempos, paasando-ie-lbe
gui.
DitoAo hele de polica, dizeado-lbe. que tiverfo
deatino oa tres desertores, que preaos remeUf a com o
seu officio desta data.
DitoAoleneate eoronel eoaatnendante do quarto
batalbio de artilb.ria I p, ditendo-lhe em reaposta so
leu ofJteio etta data, que o n dnaerior, Joo An-
dr da Costa, podia ser julgido em ooncelbo de guerra,
indepndente do eKlireeimenlo que pedir ; isto he do
dia, em que fot preso pela autoridade local, circumatan-
cia. que nlo vinha declarada no ofncio#do ebefe de po-
lica, e que quando muito s podia eer aprovetavel ao
apprebenddo.que neite eeaodevia aolicita-la da respec-
tiva autoridade.
idf.m no Da 26.
OfficioXo brigadeiro J.J.Coelbo, communican-
do-lbe, que pela presidencia ficavlo expedidaaasorden
a pagadoria para o pagamento dos 9ij r., por que con-
tratara o leu tranporte para a corte, e para o da con-
(ignaplo deSOjrs. mensae, que dena a la familia,
paaandu-e-lhe guia.
DitoAo general pretidente e commandante dea ar-
mas da provinciana Baha, robando Ihe a expedielo de
suas ordena a pagadoria, a fim de ser remettida t eate
commando, o recolhida a ciixa adminilraliva do quar-
to batalbio de artilbaria i p, a quanlia de 486*850 rs.
a ella perteneente, que o capitlo Aleaandre (l.d'Argo-
lo Ferro, quando marehou para a provincia da Ala-
gOaa, all entregou-a por aegurenca oaquella estacSo,
oomo ludo veria S. Eic do olTloio do tenente coronel
commtndante doaobreditobatalbio, edocumenlos.aque
no mesmo se refere.
DitoAo major ora commandante das forcaa da pro-
vincia das Alagla, aecuaando recebido o eu oficios
de 15 e 16 do corrente (Janeiro), envolvendo as guias
de duaa pracaa do segundo batalhlo de artilbaria p,
edaum desertor do quarto da mesma arma, que ae re-
colhilo esta provincia.
DitoAo coronel commandante doaegundo batalbio
de artilbaria p, mandandn-lheapreaenlar, com guia,
o aegundo sargento Eduardo Daniel da Silva Loreiro, e
soldado Adelo Jlo de Arevedo, que ae recolhiio da
provincia daa Alagas.
DitoAo tenente coronel commandante do quarto
batalbio de artilbaria p, mandando-lbe epreientar,
com guia, o desertor Jo Luis da Franco, que se apre-
aentra na provincia das Alagas a 8 do correnle mes
(Janeiro), para que com elle praticane o que por lei
eat determinado.
DitoAo capitlo commandanle dp depoiito, com-
municando-lbe, que, em portara desta data, ordenara
a pataagem do cabo-d'eiquadra Jetuino Malinas Car
neiro Lelo, do segundo batalhlo de artilbaria p pa
a o mesmo depailo.
PortaraMandando effecluara pasaagem do cabo a-
cima mencionado.
DitaPlomeando o conceibo de guerra do toldados
desertores, Jlo Andr da Coala, do primeiro batalbio
de capadores, e Alexandre Barbota da Silva, do segun-
do de artilbaria p.
Pita Momeando o concelho de guerra do soldado de-
sertor do tegundo batalbio de artilbaria p, Manoel de
Saola Anna. -
IDF.M DO DIA 27.
Officio Ao presidente da provincia, requitilando-
Ibe o concert do cano geral, conductor dat egoaa do
quarlel do Hospicio, e do muro, que separa o mesmo
quarlel dot sitios vizinhot, em vista das raioes altendi-
veis coudas no officio, que Ihe enderecava.do tenente
coronel commandanle do quarlo batalhlo d'arlilharia i
p, que tgOibem reclamava outro conceito, que tioba
a'rajivhamargot. (*)
pop. SUfruiM-f Dtimna.
fflARTO VOLUME.
CAPITULO VIL
AMAUWL.
A meio da ra Gei.ffroy-I.osnier vinha dar a de Gar-
iner-iur-lVau c na extremidad delta se eiteiidi, a di-
"a," "4D"da, ra de Barrea.
"Di, dando alguna pasma para a ra da Mnrtellerie,
'""'* '" casinha isolada no inciu de um jardim fecha-
u Por muroi altna, cao qual dava lmenle entrada una
P"rl inteirij.
arlu tirn d'nlgibeira urna chave, o abri ena por-
, que lurni.n a rchar lugo que fe entramo Henrique
eelir,que,rlt|oc,|(1
J>0 baria una janellinia illominada. Carloi KJ-rindo-
e nniatruu-a eow o dedo Henrique.
Nlo emendo, Sr., Hiaae eate.
LoKo cnteiideria, Henriqninho.
Orri drNarra fitou Cario ora admirpo a la
", o icu luinulaote haviao luiuudu una exprenao de
C (*) Vide Dinrit n. 29.
por (im dar melbor astoio a caaa da ordem, cujo con-
cert seria feito, aeS. Exc. o ulgasse conveniente.
PiloAo mesmo, rogtndo-lbe a etpedipio de suas
ordens ao commissano pagador para promover a re-
meisa, por mar, at Rio-Formoso, da ambulancia, que
se aclia preparada, e se desuna a povoacio de Agoa-
Preta, onde eiitte em tervipo urna Torca de primeira li-
aba.
Ditoo oommittario pagador, communicando-lbe
para sua inteligencia e governo, que o major Joaquim
Caetano de Souta Cootseiro, segundo as ordens, que ae
Ihe expedio, entregou, no dia 18 do corrente, o com-
mando da forpa de linha, que permanece em "tervipo ao
tul da provincia, ao capillo Pedro Ivo Velloto da Sil
veira. t
DitoAo coronel commandanle doaegundo batalhlo
de artilbaria I p, communioando-lhe o recolhimenlo
do soldado do seu batalhlo, Manoel Pinto de Aiaujo,
vindo da fronteiri com o mijor J. C.de S.Cousseiro,
na qualidade deieu impedido; eremetlendo-lhe a guia,
que o acompanhou.
Portara Para fater effecliva a ordem do governo
imperial, communicada em aviso de 9 de outubro ulti-
mo, pela qual se mandou dar baixa, por ter finalisado o
seu engijaniento, ao toldado Anacleto Jlo de Aieve-
do, do aegundo batalbio de arlilhsria i p, que lti-
mamente recolbra da provincia das Alagas.
Correspondencia.
docura, que eatava t5o longe do carcter habitual da tua
phyinnomia, que Henrique nao o conheeia.
_ Henriqninho, diao-lhe o rei, eo dime-te que, quan-
do aahia do Louvre, anhia do inferno ; quando entro a-
qui, entro no paraso.
Senhor, diste Henrique, dou-mc por relia de que
V. niageatade me achine digno de faier com sigd a via-
gem du con.
O caminho he aperlado, disse o re subindo nina
pequea escada; maa he para que nada falte compa-
raeo.
E qnal lio o anjo que guarda a entrada do vosso
Edn, Sr. ?
Tu vas ver, reapondeo Carloa IX; o fatendn a>g-
iu>! a Henrique du n seguir em bulla, abri urna poria,
depoi outre. e par.-u eu tintar.
Olha! diste elle.
Henrique apprximou-ae, ficou coro oa olhoa pre-
gadua n'um doa maii lindoa quadroi que pudi ter
rala.
Era urna niulher de dexoiln a deanovo annoa pnuco
maia no menus, que dorwia com acabeca encostada aua
pea de um bercu, onde eatava adormecida nmacrianpa,
niiiua peainho ella linha entro a moaqiia.i junto a bo-
ca, em quanlo na longoa rabelloa louroa Ihe fluctuavio
de'rramadoa pelaa coatai oomo ondaa d'onro.
Dinereii um quadru de Albane repreientando a Vir-
em pura e o menino Jeiua.
_ Oh! Sr. diaae o rei de Navarra, quem be caU en-
cantadora oreatura? .
_ Ho oanjo do meo paraso, Henriquinho, a nico
ente que me ama pnrmim nieamo.
Henrique o/riu-ae.
Sim, por mira mearoo, dia.e Carlot, porque me
amou antea de aaber que eu era rei.
Srs Redactor*). Ha mu i lo que eu tei, quo ot meus
furiosos inimigos, anhelando garrotear a minba repula-
pio, edest'arle aniquilar-me no conceito publico, et-
merilliavao com afn todat ai circumttancias da minlia
vida, a verso biuioleavlo algun fado, que, tratido I
lume, me podesse detdourar. Ni verdade, dpois de tan-
las e lio minuciosas investigares, poderlo, com o re-
curso do microscopio, enxergar em mim laes e taea m-
sela), que eu mesmo as desconbecia !
As calumnias, que me fabricarlo, sao de urna ordem
tal, que, bem longe de damnificaren! o meucredito, gran-
glo-lhe os maiores trumphos, e pem 4s caocarut o
lundo de malevolencia d ujuellet, que me aguarenllo e
afeiio!
Na effuslo do prever, que me resulta de ser eu ag
gredido injustamente, porque ns pbrase de Santo Agot-
tinho o padecer tem culpa he boceado sem oteo, um
sentimenlo smenle me acompanha, e vem a ser que es-
aas harpas damnadas levassem a sua insolencia a ponto
de revolverem as preciosa! cinzat daquella, que me deo
o ter, dessa mulher de virtudes, que lodo o meu mrito
contitte em ter delta nascido t'ssa mulher, que, lendo
fallecido, ha tantos annos, anda boje vio chorar tobre
o seu tmulo, e derramar sobre elle as dores da sauda-
de, aquelles que experimentarlo a doce efficacia de >eus
beneficios, distribuidos sempre com a caridade maia et-
treme! Ob, meu Deot, nem a inesma virtude ett se-
gura dos assaltns da maledicencia Nem a gleba, que
cobre e abafa as reliquias da creatura virtuota, serve de
rigido estorvo a voracdade dessas linfioaa viperinas,
que, comparadas, as sagradas escripluras. ao incendio
devorador, apunbalio o mrito mais puro, asreputa-
edet maia tolidamente eslabelecidas! Imaginrlo laes
scelaradoa, que eu seria lio frgil, que reputaste um
verdadeiro detdouro ser filbo de urna pes vel, cu|a memoria me ser sempre chara, e saudosa ? !
Ab! quando metmo a mioha eslimavel progenitor ti-
vesse urna origem, ainda mait obscura do que esta,
que Ihe aponais, urna vei quo ella reunisse lio candi-
das virtudes, eu me bonnria sobremineira em ler del-
ta nascido Eu nio renegara o meu berpo, onde qur
E depoi que u aabe?
Depi.it que ntabe, respondeo Carien com um tui-
piro que provava que cita tanguinoia realeta Ihe era al-
gumai vetea bem pesada, depoia que o aabe, ama-nie
ainda; aisim, julgo.
O rei appniximiiu-ie devagarinho, e lobre a face ru-
bicunda da bella damaadepoi um beijo lo aubtil como
o da abclha aobre o lii.
E todava a dama deaperlou.
Carina! murmurou ella abrindo oa olhot.
Viiu? ditte o rei, cbinia-me Carloa; a rainha
dit tenhiir.
Oh! exelainou a mulher, v nao vindet tu, meu
' Nao, rainha querida Maria. Quii traier-te outro
rei maia feln do queeu, porque nio lem oora; maia
ir'eiit do que eu, porque nao lera urna iViaria Tuuviiei.
Di Dem coiopemacio tudo.
benhur, he el-rei do Navarra ? pergnntoii Mara.
Elle meamo, menina. Cbega-te, Henriqninho.
O rei do Navarra approximou-ae, Carlot lomoii-lhe a
mi direita.
__ Olha para etta mi, Miria, he a de uro bom irmio,
e de um leal amigo. Se nlo fra eala ralo, ouve.......
O que? Sr.
Se nlo fra ella ralo, boje, Maria, o nono tillio
nlo leria maia pai.
Maria aoltou um grito, cahiu dojuelboa, travon da
nido de Henrique e beijoo-a.
Muito bem, Maria, muito bem, dine Carloa.
E que fitettet va, Sr., para agradecer-lhe?
Paguei-lhe na meama moeda.
Henrique admirado Ihou para Cario.
Tu laberia um dia o que cu quero diter, Henri-
juinho. Por em quinto anda ver.
que o tivessel O evangelbo, de que aou ministro, he um
solemne protesto, esoripto por Dos, e para oa seculos,
contra a vaos distinepe, que a forpa e oorgulho ra-
dicirlo neste mundo de lodo, de oppresses e de aan-
gua. A nica e verdideira nohreta he a dos coracea. a
doier.i.'iiilimeii'.js, que buscio elevar-se it altura dot
cos, a anirem-se ao Principio Summo ; e be animado
destat mximas consoladoras, proferidas pela bocea do
mesmo Dos, que eu vos digo em alto e bom tom, que
teri sempre para mim um completo praaer, todaa ai ve-
tea quetiverdes a impudencia de reputardet em mim
um desar o ter nascido dessa mulher, que boje reside na
manslo dos justos, o nem imaginis, que este labo,
que Ibe lancais.-poJei ennegreceros excellentetpredi-
cados, que a ennobrecorio aobre a trra : portento, se
pretendis moleslar-me, procurai, que asalta, que con-
tra mim vibrar o vosso tttanico furor, me fira em algu-
ma parte mais mortal, do contrario he perderdes lem-
po, fabricando satyras om meu louvor. Nasci de urna
mulbet honesta e virtuosa; nao tive o berro, na al-
cova de alguina messalina.... eis-aqui a minba maior
gloria, e ti por consequeocia a resposta, que me cum-
pre dar ao primeiro queiito do inlame libello, que a
pervertidade mtis consummada fez imprimir contra
mim.
No anno de 1*38 dirigi-me a esta capital, no desig-
nio de cultivar osestudos, que foitem necetsarioa a mi-
uha ordenado ; e para que eu fosse aqui bem acolhido,
nio me foi mister mais do que as cartas de recommen-
ducoes, que trouxe para divert petaoat, dirigida pelo
meu honrado pai, o Sr. capillo Manoel Joi doCam-
pot, e entre ettat peison, a que leve recommendapes
mais especiaet a meu respeito, foi o meu benemrito e
officioso amigo, o St. mijor Antonio da Silva Gutmio,
quedignou-se de alarefar-to da minha correspondencia
ou tupprimento. Dous ou tres metes depois da minba
chegada aqui, um accidente feliz operou um encontr
enlre mim e o Rvm Sr. vigario Franeiaco Ferreira
Brrelo, queentio te achava em grande abalimento de
tade. Os facultativos o haviio aconselhado, que pro-
curatae os campos, a fim de que, soccorrido pela Batida-
vel influencia do clima, se restabelecetse de tua aade.
O Sr.vigario, por algum conhecimenlo pettoal, qoe do
mim foi lendo, corroborado por inlormicea, que Iba
davio pessoat de minhu amitade, reiolveo-e a commet-
ter-me o negocio de conduzi-lo eu para o Serijo, com o
prcsupposlo de ensinar-me all aquella preparatorio, que
eu por ventura houvesse de dir aqui no anno aeguinte.
Calculando, pois, as vantagens, que me podilo resultar
desta proposta, e conbecendo, que a principal ledas
era poder eu prestar este pequeo tervipo ao Sr. viga-
rio, aquemji por tradiepioamava, nio hesitei em an-
nuir ao seu convite, e em continente me dirig aman
pai, communicando-lbe o que le bavia paisado, e tive o
prazer de que elle conviesse em o meu regretto.
Passidosquatro mere, depois deste concbavo, veio-
doi a condcelo, daqui part com o Sr. vigario, alo-
mo fuer aitanto na Baixa-Verde, em Paje. Depoi
de all eilarmo quii oito meiet, appareceo-nos. por
fateltdade, o novo peregrino da America, Jo. Joaquim
de Oliveira Maciel, e a maneira doa Aborignes, que
aonde Ibes anoutece. ah he a tua cita, coniervou-ae em
nosta companbia, e nio trazendo elle comsigo maia do
que urna guitarra, e urna obra do abbade Barreal con-
tra a maponaria, e outros tritet,.de igual go)to, taya o
honrado Maciel de pesar sobre as nossas costas, a aaber,
oSr vigario suslenlava-o de comida, eeu deximpirra,
para o queiempre Ihe dei bon cobrinbo.
Reconbecendo, porm. o nenbum proveito, a nenhu-
ma utilidade, que me tetultava delta mal entendida be-
neficencia, anentei de nio continuar a cevar o vicio do
honrado Maciel; mal, vendo ae elle privado desta man-
li approxiaaou-aa do berpo, onden menino conlinuava
dormir. .
_ Oh! dine elle, le cite rapagSo dormiuo no Lou-
vre em vet de dormir aqui nena oaiioba da roa de Bar-
rea, roudar-ie-hilo muitaa oouaai no pretente, o lalvet
no futuro, (1) v
Senhor, dine Maria, nJourvaiato da pena a V.
mageitade, eitimo mait que elle dunna aqui, dorme
melbor. .
__ NI Ihe perturbemoi pon o tomno, dme o re, na
muito bom dormir, quando te nio lonha.
E entlo Sr., dine Maria ealendendo a mo para
uina da porta que davio para o quarlo.
Sim, tem ra^lo, Maria, ditae Carloa IX. Vamoi
" Meu imado Carlot, dtse Mara, vi baveii de di-
ter a el-rei vone iranio que roo deiuuip*.
_ Oh de que ?
_ De ettir aqui em om criado, porque a todei UM.
podi, Sr., continuo.. Mari., drigindo-.e .ore, de >.-
rarra; ..bereii que Cirlot to por mira quer ter aer
"- Ventre-iaint-gri! dia H.r.,1, b?te
O. dou. bomen. paatrlo P. a ..la dejanUr,jora
qu.nto .rali, inquieta e c.i.d.do... og.lh.v. bem O
pequeo Cari, quo, grapa, ao .ou boro toranomJ. on-
...?a, qoe o pailhelnvej.va, nio bavia deap.rtado.
Mari, veio ter cora elle.
l) Com.fl.ilo, este lilho natural qu. .ra o famoso duque
u'Anuoulme que morreo em iaS0, .upprimra, ^.Umo
for. Henrique itl, Henrique IV. LuUZIH. Lu XIV. Qu.
o. .l-ii elle em lugai oestes? Confunde-ae pirde-s* o es-
pirito as lievaa d semelbaute quoalio. .....
(ola do Autor.)


}ua, e o3o querendo devorciar-ie da sua favorita, lom-
broy-se de comprar, as vendse Uberoit da povoacio,
ago rdanle em meu nome. eaem minha ordem. Ig-
norava eu um tal proeedimento, t que um dia. achan-
do-mo a mesa do antsr com o Sr ..rio Brrelo, o
padre Manoel Ferreira (tabello Aranha, e o mesmo non-
B
I.
tova
rado Maciel. entrou-me pela porta um rapaz de nome
Justino, e a saudacao, que me doo. loi dizor-me, que
iuama. manda exigir do mimarla quantia, que eu
lov.a em sua taberna Coniidero-se a sorpreza, quo
mo deveria causar urna embaitada semelhante, dada
pcrante duas pessoaa rcspeitaveii !... Um pouco esta-
nco, perguntei ao mal encarado Justino, de que proce-
da essadivid, pura miro desconhecida? Respondeo-
me;-Qe "a proveniente di algumai g irrafat de
"{" "j."' ?Ue Um "**< iue "t!'" a con,,,,,.
nhta do Sr vigario Brrelo, havia tom ido na taberna
de sua mai em meunime Eis-me absorvi.lo em no-
J xtasi, o cada ni mais-orpreodido linlim, mais
onvergonhado do quo aquella, que acabava du praticar
acclo o no-ra, nSo puz duviJa om pagar a divida, que
as lendasde Lio bavia contrahido, em meu nome,
aun a minba autorisacSn, o honrado Maciel, com o qu
u dospeit. disto, continuo om amzado, da qual U
Jo abusar oulras vczes, como irei expondo.
O honrado Maciel, que s he velho para servir ao es-
lavo, sendo pelo contrario um Alcides as campanhas
de Cupido ao monos acta-se), chegando a Baua-Ver-
vi- bo remocou, e atirou se no mare-magnum da devis-
sidau F.sle hornean, depois de ter a indiscricSo de por-
tar se to mal na casa albeia, donde sabia Cora d'horas,
deixando as portas Bbertas, roquintou o seu descome-
duneolo, salnn Jo afumas dessas occasides ombocado na
rmnha capa ( porque onlao j eu tinha balina), eco..,
elli perrorna os prostbulos e os antros da prostituiyao
comprometiendo dest'arte o crdito das pessoas, em cuja
i'nn.panliia elle se acbava Alguna das depoii, lomos
avisados .Insta infamia, o o Sr. vigario 'Brrelo, bastan-
temenle fllicto com esle procedimento, adverti o Aon-
rado Maciel, para que nao reincidisse nena falta, fazen-
tio Iheenlao as mais doces e necessariss refloxes.
Anda nao pari aqui as gentilezas do Aomado Ma-
ciel ; eu conlinuarei na sua expsito.
^ llana nene lempo, na povoayio da llaixa-Verde, um
padre, que era all capello, e linha em sua companhia
algumat pessoas da sua famili,. O que havia de faier o
honrado rUaoiej P Um dia, que o dos Bacho Ihe topra-
va forte as regidos do cerebro, atirou-se pelas ras da
povoata... a diri-ir dicterios e insultos quantas mulhe-
rescncontrava.enioaalisfoitodehave lo feilo a mui-
tas. (oi ter a casa do capellio, quo enlio se acbava em
desobriga (so bom me recordoj, e postergando todas as
leis da decencia, houve de irritar com seus desaforos a
urna pessoa da familia do padre, e achando-se presento
urna negra do mesmo padre, esta desenrolou a lingoa, e
passou urna tremenda descompostura ao honrado Ma-
ciol; o qual, vendse acochado, e querendo descartar-
se das unbas da escrava. leve a impudencia de duer Ibe,
que eu era quem o tinha incumbido da tarefa de ir in-
sultar a familia do padre! A escrava. que dava botes
co.mo urna cascavel, nao duvidou de repartir commigo
suaa descomposturas, de que s vim a saber seis dias de-
pon .' Um mea amigo, porm, conhocondo a njuslica
com que a escrava mu havia atassalbado, I-ve o ardi-
miento do mandar dar-lhe dous caxaces, deque nSore-
sultou a escrava o menor incommodo, e nem este fado
foi lal, que produzisse a menor ioprettlo na populacao,
tanto qii" oprcfeilo da comarca, que so acbava-nessa
OccasiSo na Baixa-Verde, nao toinou o menor conlieci-
mento.do caso, nern tao pouco o dono da escrava ; de-
vendo notar-se, que eu nao tivo a menor parte neste des-
cntrerln, antes reprovei sltimente o proceder do meu
amigo. Eis aqui, pois, a mulher, que diz o meu infame
calumniador do D.-novo, que eu espanesra, pelo que
in orri no desagrado do Sr. vigario Brrelo, que bom
tarde veio a saber disto Ku mo rio de compaiio a vis-
la de tanta Iragilidade, e de lio miseravel aleivosia !
li terao p. rado aqui as proezas do honrado Maciel ?
Oh quii enarrabit ? vo-lo-bio
lira um dia do domingo, celebrava.missa na capolla
da Baia-Verde o Sr. vigario Brrelo, e eu ajudava.
Oumdo foi na occasiio do se levantar a Dcos, derra-
mou-se um grande susurro na igreja, u poni do cele-
brante parar un pouco, al que amainasse o rumor. K
qual seria a origen, desse desacalo, pralicado na occa-
tiio, em que se celelrava o Santo Sacrificio ? Ab foi
o honrado Maciel, que se portou com lano escndalo,
n com tl indecencia na igreja, que algumas senhorss
honestas, er.tre estas a mulher do juiz de paz do lugar,
levantarlo vozes de indignarlo contra oslo sacrilego, que
tao mal se conduzio no templo santo !
No dia seguinle a este acontccimenlo, amanhecarao
na janella do cubculo, em que resida o honrado \la-
i A ,co|mPlnl;4do,de ">. hete, dizen- mrito elevado, pedio-lhe o deip
i.;an.,SUe8eela contlnuiM "' hmi- U roaposlolco; m.s.quelle Sr.. que h.s.bio e pra-
haliT HH 'n|b""Mdo, o quej Ibe nio dente, cuidou em colher nform.c., do oretendV
h v...ucead.do, em atlenCSo ao Sr. vigario Brrelo, de te.e fallando com o Nogueir. Paz di
quem era hospede.
Eu, que al all havia supportado as rebaldarias do
honrado Maciel, iostei pela sua sahida da nossa compa-
nhia, porque em fim reconheci, que a cootinuacSo da
sua estada comnosco, veria a ter um fim sinistro, lano
mais quanto o povo queixsva-se, que eu era quem o ti-
nha chamado para a Baixa-Verde. O honrado Maciel.
enfurecido com o mandado de despejo, equerendo co-
honestaros motivos do sua sabida, leve o destacamento
de divulgar, que eu o tinha maltratado, e praticado com
elle ludo isso. que o meu vil, e encapado calumniador
do Diario-Novo diz, queeu fizera.
Eii, por tanto, em resumida synopte, a historia fiel
do que se passou a respailo do Gil Bras de Santilhana, a
quem o meu calumniador denomina honrado ancio !
Limpem a mi a parede por 13o boa acquisicio, e ba-
jao de enllocar onde todos o vejio I
Estes factos, que acabo de narrar, sio cheios de toda a
evidencia, em prol da qual invoco o testemunho da m-
xima parte das pessoas da Baixa-Verde, assm como o
da Sr. vigario Brrelo, que quasi todos se passrao dc-
baixo de suas vistas.
Avalie pois o publico, qua! de n! doas he msis tur-
bulento e perverso, seeu, ou o honrado Maciel, com
quem s por marlyrio meu me ponbo em parallelo?!..
Vamos aos outros quesitos do I.bello, onde ludo he su-
blime !
Uit o impudente detractor, que, chegando eu de Pa-
je, metti-mecom o partido praeiro, e com a balda de
i neta salyrico varios Vcrsinhos ntamanquei para se pu-
blicaren, no Cometa ealgans contra o Exm. prelado
diocesano) He at onde pode chegar o esforco da perver-
idade, e da calumnia I Aponte, malvolo, quaes forao
esi.is |-essiias fidedigna, a quem eu bouvesse apresen-
lado estas ioi.ipi.su 0"s contra S. Exc.; apnnta, que que-
ro ter novo prazer de dar-Ibes um desmentido solemne,
e colher mais um lorao da miseria da |uelle, que oussr
sustentar esta mentira; por tanto, por esse lado na > vas
bom, e nom te capacites, que essa infame aleivosia in-
nocular no animo de S. Exc. a menor suspeita, de
que eu o houvesse, ferido com a satyra ; elle tom todos
os dados para conbecer a sagacidade diablica, com que
i...I Oes ; elle te nao acreditara amis : ouvislo ?
i. lnculcava-.se en. summa tao praioiro ( nio posso
deixar de copiar iptis verbit este bello trocho do meu
a calumniador), que, sendo convidado para pregar em
i. urnas eleifes, acceilou, e fez imprimir essa peca de
a eloquencia, quo era digna de ser analysada pela face-
te la penna do redactor do Sete de Setembro, etc. Que
chorrilho de asneiras, e de desconcbavos! Enlio o fac-
i de ter eu acceitado a incumbencia de pregar o serman
be urna coosequencia necessaria do mou praieiriimo P !
Que lgica de laburneiro Pois excrcitar qualquer pa-
dre as funcedesde seu ministerio significara outra cou-
sa mais do que o dever, em que elle se acha, de exer-
ce-lo, sempre que fr necessario P I'. de mais, para que
cu me resolvesse a recitar essa oracio, que de exigen-
cias, e pedidos nio houverio da parte d'aquelles, que
me fdllfirao? Nio seria ella encommendada em casa, e
na pretenda do Exm. Sr. marquez do Becifc, perante
seus fillios, e outras muilas pessoas, que ahi se achavao,
quesooutras tantas toslemunbas da minha reluctan-
cia ? Nio existirid tiros esdos os Srs. Reg Mnnleiro,
Nunes Machado, os primeiros, que nislo mo faliario ?
Nio so lembrar.'. dos obstculos, queoppuz, allegando
a ostreiteza do prato, que se me designou ( de vinte e
quatro boras ) P Ob s. quem se divorciou do tenso
commum seria capaz de laucar mi de argumentos lio
frageis!
Em fim preguei (e com applauso dos ouvintes, ao me-
nos o disserio), e a oracio corre impressa, o cu a Irans-
creverei nes^ Diario, nfio s para ser analysada pela fu
ummm-s&ir: -. -^y.znaaeBurmma,
Nio ha ten,tu dona lalbcresl disse o rei.
Periuetli, disse Mario, que cu irva a VV. n.agcs-
tades.
Al.i leus Henriqiinbo, disse Carlos, lu me faies
desgracado.
Ci.n.o, Sr..
Nio nivea?
Perdoa, Carina, ponina.
Eu le ]n ..loo. Mas pOe-tc aqui, junto a mim, en-
tre nos dnus.
Obedec), diste Mario.
E fui burear um tulbcr, tentou-to entre os dous rcit
c os servio.
N'Mi lie lio ugradavcl, Henriquinbo, diste Corlo,
ler um 11.,1!-' ni. mu..do, unde ouse a gente comer ebe-
Ler, aem ser preciso fster expcrimenler primeiro u i-
iilio e o manjares?
.Seiil.or, respondeo Henrique, aoredilai que cu
mais que ningiivm aprecio a vosan ventura.
Epuriaso, llcnriquinho, faie-lbe ver, qno para
ni. coiurrvarnii. fcliit, be precito quo ella se nao en-
volv na p-.lllica ; que nio v acorte; c sobretodo que
lio faca riinlii'rirarnlu coni minba mii.
A rainlia Callicrina ama com efirilo a V. magetta-
de com lana paixio, que poderia ter ciun.es de qual-
qner oulro amor, respundeo Henrique, adiando por um
iibterfiigio u uieio de escapar i perig*usa confianca
do rri.
Mari, disse este, cu te aprsenlo um dos humen
mais Kuoa, e de mais tlenlo que conbeco. Na corte,
ouves, v nin he'diier pituco, ten. elle levado s lampas a
todos i ou ulvi-i llie tenha penetrado, nio digo u co-
rcao, mas o espirito.
Seuhor, ditse Henrique, sinto que exagerando co-
mo fateia urna qualidadc, duvidou da outra..
ceta penna do rodador do Sete de Setembro, como par
que o publico veja, se o meu cnlhusiasmo ontio era lal,
que me fzesse, na correnteza dos pensamentos, desu-
sar da sanlidade do meu ministerio, e dos preceitos da
oratoria sagrada, para lignr-.no assumptos, eslranhos
ao decoro, e 6 decencia, que de,vem caracterlsar o minis-
tro do Culto P Ab! e quem sabe, se do bom uso, e em
prego, que enlio fiz das minbas faculdades, nio resul-
tara algum descontentamento para alguem, quo de iinm
quizesse fa/er instrumento de invectivas, e de ssorioes
odiosas, contra o partido oppnstoP I Dos me dar sem
uro o esforz prenso, para resistir as solicitaces do pai-
\des mesquinbas, em detrimento daquella gravidade,
que deveacompanhar as acedes do bomem sisudo e ho-
nesto !
Apenas aqui ebegou o Exm. internuncio ( vi anda
in ip'ts verbit este graznado do meu estpido e misero
calumniador), esle Pinto de Pajuil, que confia em seu
sBaaifi
gueira Paz de Paje, este tees
novas deo do tal Pinto, que o desenganou inteira-
mente, etc.
Ora bem, aqui nio ha lmente calumnia, ba mais
alguna cousa, isto he, muila infamia, e muila patifa-
ria .' S um estamago forrado de-fibras de ferro pode-
ria resistir infeccio, quo exala este guisado, de que
servi'in de adubo a infamia e a patafaria, e de ultimo
recheio acalumnia maislorpe, que pode acquiescer o co-
racio mais corrompido !
Ora, dada a hypolhese, de que houvesse eu pedido
esse despacho ao Exm. internuncio, he de crr, que es-
te bomem sabio e prudente, como be, fojie pedir in-
formagSis de mim a um qudam, a quem o internun-
cio via a primeira ve/, lando o Exm. Sr. bispo, meu
prelado, o unieo, de quem devdamente havia de pedir
informales minbas, caso deltas precisaste ? Fat hor-
ror I Apparectndo nesta capital o Exm. internuncio a-
poslolico o encarregado daa commissea pontificias
no Brasil, ulguei de meo restricto dever ir visita-lo.
assim como o fi/.erio quasi todos os padrea.
Comparecendo em sua preienca, elle dignou-se de
tratar-me com toda benevolencia e delicadeza, e apo-
lsaoubede meu nome, recordou-se immediatamente,
e que eu ora o padre, em favor de quem bavia S. Exc.
B-vrna oS'. D. JoSo, se dirigido ao Santo Padre, por
intermedio delle ; e sem que eu Ibe tocasse em seme-
hanle particular, porque o meu fim era visita-lo, como
Ihe fiz vs, o ^r. internuncio foi quem Irooxe a dii-
cuscao este negocio, a(iancando-me te-lo ji encami-
nbado para Roma, e quoesperava ser eu servido. Eu
porlei-meo maia silencioso, o nio deixei devexsr-me
com esto incidente, recejando, que ello niosuppozes-
se, que aquello era o fim da minba visita.
Achavio-se presentes o vice prefelo da Penha, e ou -
tros religiosos, que, se tiverem a probidade, que sup-
ponho. dio de isto mesmo conletsar, assim como pre-
sente eslava esse Nogueira Par. esse homem. que, ei
trahindo da gloria alheia o seu desdouro, amorrinbou-
se lano com o bom tratamento, que me deo o Exm.
internuncio, e com as boas intences, em que elle ae
acbava em favor da minha prelencio, que leve a baixe-
za, depois da minba sabida, do pretender arruinar me
no conceilo do internuncio, e dest'arte neutralisar o xi-
to do meu negocio .' Vingan^a mesquinha e vergonho-
sa Ningutm da o que ndo tem, nem maii do que tem
Foi pois o que verdadeiramnlese passou com o Rvm.
internuncio, a quem, alora esla ves. nio procurei maia,
como o podem dizer os religiosos da Penha, onde elle
se acbava hospedado.
Ora. acbando-se a minha pretendi em lio bom
principio, estando o internuncio tio bem disposlo em
favor della, lendo-a ji remettido para Roma, que pro
cisio tinha eu de podir-lhe o despacho de protonota-
rio apostlico ? !
Em fim o Exm. inlernuncio acha se no Rio, os
meus adversarios leem all procuradores, mandem pois,
que elles li se informem delle, se por ventura eu re-
quer, quandoelle aqui esteve, semelhante despacho ?
Observe, por tanto, o reapeitavel publico a mi f, a falta
deconsciencia, com que os meus vis calumniadores m
abocanbio ; observe a maneira victoriosa, com que os
tenho rechacado, e vi observando o furor e injuitic,a,
com que ellos contiuuari a aggredir-mo I Maldito o
homem, que nio cede e voz da verdide, e que se nio
eiiiiiinine com a notoriedade dos fados I
E proclamaron!, como cousa indubitavel, queeu
fui apresentado na coadjuctoria desla freguezia, por
influencia do partido da ordem, em recompensa de
serviros meus P J aei, que os homens nio falli pa-
ra convencer, falli > smenle para dar extrac.au a esse
veneno corrotivo, que Ihes infecciona,' e estraga o co-
rac,ao Ilem disse um sabio moralista, que o corceo do
perverso vive cobertode vermes, eque aquello, devorado
por osles, s parece sentir allivio, quando faz nos ou-
tros bornees aquillo mesmo, que Ihe fazem os vermes !
E para que contar a historia da minha aprsenla
ci na coadjuctoria, que almdoser a mais simples,
lodo mundo sabe, que esta coadjuctoria me foi daa
espontneamente pelo meu digno e respeitavel amigo,
riiar, certos do que nao (cari i sos; espero na Provi-1
deneia que a vrdadeser sompre a egide, com ime i
m hei de abroquelar contra o uros ds maladicencia ;
tenbo defeitos, como homem, o quem os nao tivor oUo
meatire a podra.
Oulro cavallo de bitalba de algun Srs. do partid I
naoional he lanearem-me em rosto todos os dias, qua i I
fui praieiro : supp5e.ii esses camarades, que o praiei.
ritmo imprimi em mim urna nodoa tal, que por maii 1
que della me baja purificado, anda assim Ibe conseno J
algun laivos Nem reato da culpa original me iofee.
eionou mais t Por (anto, Srs., te julgio, que sindi'
rrio estou sonto desla mancha, ade vas, que hei exibido, tenhao a bondade de lembrar- >
me algum meio de me exonerar de tio odioia imputa- i
ci, oo eotlo te convenci de urna vez, quo eu s ijTe
um pentamento poltico, depois que me cnlloqaei asi
(leris do partido da ordem, a cujo prbgresso, e in.
teresset eitou disposto a consagrar os mais penosos a-
crificios; digo, ebatti.
Se alguma cousa tenbo escriplo em prol da* oosn ,
causa, nio teem tido personalidades, nem oalumniti [
contri pesios alguma do partido oppoilo, mxime con- i
Ira aquellas, que me nio oflendrio nunca, e nom
o meu coracio te acha tio olaerado de retenlimento
i ponto de me haver tornado injusto ; fallirei aemnn
dos principioi, menos das pessoas. Aprudencia 0
commedimento mais restricto torio sempre o mea
tbermometbro, e he deste modo, que hei do remune-
rar a virulencia e acrimonia com que, pela pn-
meira vez, fui mimoseado no D.-novo de 29 do patu-
do; assim como eslou convencido, jue os .mam anta-
gonistas, adslrictot e fiis ios seus diablicos dicti-
nies, bio de continuar a fustigar-me com lodo furor
e animosidade, maio de que ae soccorrem aquelles,
a quem fallecen) razrjes, que he verdaderamente o
meio privativo da covardia o da baixeza,
Sra. Redactores, sei, que ji os lenbo molestado
bstanle, e praza ao co, que nenhuma cauta esln-
nlia me conttitua ainda na imperiosa necessidade de
oceupar, com asseriei desagradaveis, as columnas de
seuestimavel jornal Dos o nio p Entretanto, lenbiu a bondade de acolher estas linhu,
que Ihet enva o de Vn.es.. &c.
O padre Joaquim Pinto de Campo,.
Recife, 1 de fevereiro de 1846.
COMMEftGIO
Alfandega.
Rendimknto do du 6.................3:329j223
DetearregUo hoje 7,
Brigue jnglezHielmondceivio.
PolacaBoa-lntelligeneiapedr.
IMPORTACAO.
Sl/t f. CMPHEL, brigue ingles, vindo de Ter-
ra-Nota entrado no crrenle mez a cosnignacio da
Carlos lio pe & Companhia, manifetlou o seguinle:
1161 barricas de bacalho aos consignatarios. '
Consulado.
BENDIHBNTO DO DIA 6.
eral............................. 6:209j408
Provmeiil.......................... 2:229*fil)l
Diversas provincial.................. 88a428
7:527*437
Alovimenlu do l*orto.
< i .-.-;.- ; .- ,
Nio exngero nada, llonriq.inlio, ditso o rei. Elle
faz sobrrtudii niiagrnmmos a encantar. Diic-lbe, quo le
faei ndo leu minie, o asacguru-le que a for.
Ol! que queris v', que se ncl.e pobre rapariga, como en? que engrncado pei.samonto
.ele f.ilur do nome de Mario Tourlictp
Ete, Sr. dia.c Ilonriq.ot lie muilo fcil, o ni
Idilio grande niereeiii.ci.ln em ael.o-lu.
Ab I ali! j cal leiio, diaie Cario. Ves In........
Henrique lirn da algibeira do gibio o eu confio
nbo, rgou urna folln, e nbaixo do uome:
Marie Touchett
escreveu :
Je charme tout. (1)
Feilo o que, passou a folln dama.
Na verdado, exclamou ella, be impossivcl!
Que ai-bou elle? perguntou Carlos.
Senhor, nio me animo a repcli-lo.
Senhor, disse Henrique, no nomo de Mario Tiui-
ebet, lia letra pur letra, loiendu do I um J, como he
oo tumo. Je charme tout.
Com effeiio, exclamou Carina, letra pur letra.
Quero que eja a tua divisa, otstee, Maria? Nunca hou-
ve divisa mais merecida. Obrigado, Henriquinlio. Ma-
ria, darl'n-bci eteripta em dianunlei.
Ai-nbuu a rea, quando dtalo as duaa horat na oa-
Ihedrul.
.-.gura, disse Carina, cm recompensa do sen nom-
pritneniu, Mara, va tu dor-lfio urna |iollrona, oudo elle
poaaa dormir at ao an.anhecer bem longo do un, lo-
(I) Eu incanto tudo.
Iaa.hr. vigario Luiz' Jos de Alburjuerque Caval-
e-nii Lins, que, de accordo com cerlo amigo meu, se
dignou de laze-loP E se algum obstinado desci esla
verdado, vi ler com o mesmo Revm. Sr. vigario Luiz
Jos, a \t se elle diz o contiario, e se preciso lr, pu-
blicarei um documento, que muilo garante o que levo
dilo a .espeito : exijio-no, que eu satisfarei ani-
goncia.
Em fim, Sn., calumnias do quilate desas, podem
assacar-measduzias por dia, esresla, ffuo conti-
nuem a reproduzir at mesmas, que acabo de pulve
I
Navioe entradoi no dia 6.
Terra-Nova; 42 dias, brigue ingles Vr zfo.i-Cam.
pbell, de 178 toneladas, capitio James Burd, cqui-
pagem 13, carga bacalho ; a Carlos Ronpe & C
Genova; S2 dias. brigue sardo Daine, de 179 tonela-
da!, capitio Domingos Bu/ana, equipagemll car-
ga tal, vinho e mais gneros; a Obvera lrmios&
Companhia.
Rallimore; 27 dias,barca americana Tfilliam-Kennedy,
de 219 tonoladas, capitio Jobn S. Martin, equipa-
gem 11, carga farinha ; a L. G Ferreira & O
.Vacio aludo ajo meimo da
Genova; brigue sardo Eleen, capitio Antonio Ferrari,
carga a mesma, que Irouxe.
Detlaragoes.
dniio, porque ronca a lser niedo. So ac..rilare ante
de iiiiin, deiperla-n.c porque as aei horas devenios i--
I.U- na li.iiillm. Bua-noile, llenriqui.il.o, Arronjn-lo co-
mn quieres. Mas, ajuiiloii elle Hppri.ximendo-se do re
de Navarra, e poiidn-lbe a ib8o sobro o hombro, pela tua
mo, cnlei.de fien., Heiiriquiuho ? pela la vida, uio
nal-* dnqui tem mim.
Henrique liovia t.npeilodo in.iiio couna no que nSo
La va compri'lieiidido, e niu pedia faltar a eemelliiiute
recommcndcio.
Carlos IX entren para o ru quarto, cHenriqua, i. du-
ro iiii.nlanbes, acrannnodoii-o obreuiua |.ollron, on-
de em breve jiitlificou a precaiifio que havia tomado
eu cunhado de o por longo de ti.
Ao maiiberer do dia vuio Carlos acnrija-lo. Coso sa-
via dormido venlo, em p.iuco lempo se ajiromptou.
O rei eslava alifeilo e praiouleiro, como nunoa o li-
i.hio visto assim iiuLuuvro. A horas que pssva neua
casinha da rva de Barres erio ai sua horas de ol.
Tornarlo a patsar ambo pelo quarto de dormir. A
dama anula dorma no cu leito, e o menino noberco:
ambo como queaorriio.
Corlo todo enternecido olliou para elle por um un-
ante Oepoil vollando-ie para o rei de Navarra:
Henriquinbo, die-lbe, ae algum dia aonberes do
servien que boje lo preslei, e eu me aohar em degraca,
Icinbra-le dota .ruin, quo aqui et deitada no seo
beren.
Dilo iato, be.jou a ambo na testa, sem dar a llenri-
jiie teiupo de iiiturrnga-ln:
Ate logo, nirii ojos, disse elle.
Esabio.
Srgiiiii-n Henriquo lodo pensativo.
Na Baalilha os operavio dous oavalloa pela rodea,
conforme Carlos IX tinba ordenado. Ealo fes signal a
O capitio commandante da companhia de cavallarit
de primeira linha em virtude de ordem superior, lea
de contratar por empieitada a obra dosconcerlos e re-
paros das estivas e men;aduras da coebia dut cavallot
Henrique, que mntame, inontoS taratsim, alii pela
jardim de l'Arballe, e seguio pelo paeio exterior, quo
circula a rido.le.
Unde niimi n? pergiiiitmi Henrique.
\ amo ver, responden Carlos, se e duque d'Anjim
veio a Par por madama de Cunde rnenle, un so no
seu rnrtfiiii ba lana ambicio romo amor.
Henrique nada entenda dona oxplioscaai, a segua
Catlne em dizer nada.
Ao chegar ao Marait, ionio a favor .loelciloi 10
desm.briR tudo que enlio tenhainavSrri'bal.le deSainl-
Laurenl, Cario moalrou a Henrique, arate do nevoei-
ro d manilla un bomem i cavallo, que. envidio era
grande capote e cum gorro de pello naeabrca, prece-
da usa carro pcsadaiucntn uarrrgado. Qnando ellea a-
vanvara.i maia o ae ihca diitinguirio inell.or a formo,
aviaiuu-se oulro iudivi.luo lambein do capolo, mat da
cor difireme o com ehapeo i francesa, que convertava
nom o principal d'enlre ellea.
Afil ah disse Carlos sor rindo-so, eu bem desoon-
fiava.
Ob I Sr., observou Henrique, eu nio me enga-
o, aquello cavalleira decapte cu.sent he o duque
d'Aiijou.
He elle inesmn, disse Carlus IX. Poeto de modo,
Henriquinho, quo ello nos nSo rj.
Mas, perguntou Henrique, quem alo esses outros
do gorros de pello? E nesse carro o que ha?
Eiseshomen, repondco Corloa, aio os embaixa-
dorel polacos, e nessa corroe ha urna core. Agora
Honriquiil.o, eontiuuuu ello pondo o avallo galope *
tomando o'oamiuho da porta do Temple, vaibo-.n,
queja vi o que quera.
{Conhnuar-H-ka.)
/




1

da mesma eompanhia ; pelo que comida a toda ai
pessoas, a qaem convier, a comparecern) na catada >ua
re>Jencia, na ra Bell n, 14, no dia 7 do eorrer.tc
(boje), ai 9 boras da manbia onde ser present aoa
pretndanles a descrip^io da obra e ai condigSoa aob
nue deteaer ejecutada. (^uartel no campo de Pala-
'cio 0 de leereiro de 1846. Sebastiao Lopti Gui-
marit'-
_ Recebe a mala para a Babia boje (7) aa 3 ho-
ras da tarde mpreterTe1mente,a corveta Seli-de-Ahiil
Jviso importan!* oot eolltcladoi dot bairroi do feci-
/i, S. Amonio Boa-Vitta Afogadoi.
o,ni ministrador da masa da reoebedoria de rendaa
ceraes into'nai avisa aos collecladua dos bairros cima
declarados para que venhio pagar o impoato de eaora-
vii-, do banco de dcima de mi morta acijes e car-
rmbos, barcos de interior, terruos de marinba pena
de se proceder a executivo contra os omiss >, se no_ vie -
rem pagir no prefio prno le 8 dial da data detle : e
nira que chage a noticia a tonos fac i o presente
Receoedoria 6 de evarairo do 1846. Franeiieo
Xttvitr Cavalcanti dt .ilbuqutrque.
THEATRO PUBLICO.
COMPlNHIA ITALIANA.
Boje 7 di ftoirtiro.
em beneficio da tenhora
Maritlta Marmangeli,
jera representado o melodrama-cmico em'dous setos do
Sr. Cav. G. Doni/etti
A FILHA DO REGIMENT.
Perionagtni. Aclares.
O marquez de Berckenfield. O Sr. Joio Toielli.
Sulpiio, aargento......O Sr. Paulo Franchi.
Tomo oven sui.so (simples no lQ gf miintD.
l.'tclo, educado e nobre no> ..
2.............' 8
Mar, vivtodeira prarenteira ejA S[t MtfiMt Mi_
rinangeli.
Bo-
Sr. Giacomo
nanni.
N. N.
N. N.
camponezes suissis,
teiitivel ( incgnita filba do
marquez).........
Ortentio, mordomo do mar-rO
quei...........i
Um notario........
Um cabo de esquadra ..
Coros de toldados francezot,
criados do marquez.
C.cun esta brilbantissima peca a beneficiada espera
catisla/er completamente aot Sn. apaixonados da can-
tona, que a quierem honrar corn tua presenca e pro-
teccio.
bilbetes vemlom-ie ji em casa do director, ra
Nova, n. 7; e, no dia da recita, no boliquim do tbea-
tro {Principala ai S horas i miia.)
N. B. Esta recita nao be da assignatura.
Avisos martimos.
Para o Rio de Janeiro sshir com brevidade o mui-
to veleiro e forrado de cobre briguo braseiro Lio :
quem no meimo quizar carregar, ir de pasiagem, ou
mandar etcratot a (rete, falle com Gaudino Agoitioho
de Barrot, na ra da Cruz, n. 66.
=Para o Rio-Grsnde-do-Sul sahira com brevidade,
e ainda recebe carga, passageiros, e escravos a fretp, o
brigue-escuna Bella- Virginia, da consignado de Nas-
cimento Schaeer & C.
= Para Lisboa pretende sabir,por todo corrente me,
o brigue portugus lie cule: para garga e passagei
ros, trata-se com o capitio na praca do Commercio, ou
com o consignatario Tbomaz de Aquino Fonseca, na
ra do Vigario, n. 19.
=|Para Lisboa sai, impreterivelmente no dia 11 do
correte,o brigue porluguez Conccic&o-de Alaria; ain-
da recebe passageiros, para o que tern osmelbores com-
niodoi: trata-se com o capiio na praca, ou com o
consignatario, ra do Vigario, n. 19.
Para o Rio de Janeiro sahira,impreterivelmente no
dia 7 do corrente nier, a bem conbecida e muilo ve-
leira barca Firmita: o que te annuncia para conbe-
cimento dot Sn. passageiros, e para u de quem tivor de
remelter etcravoi a rete.
Para o Arecaly labe ateo dia 15 do corrente ,
a turnara A .-Antonio-de- Padua por ter a maior
parte de seu carregamento prompta : quem nella qui-
zer carregar ou ir de pasiagem dirija tu a ra do
Vigario erma.em n. 5.
Leila.
- M." Calmont di Companhia fario l> ilo por in-
(ervrncio docorretor Oliveira de um lindo torlimen-
lo ilr l.uendm inglnaa, prximamente importadas, e
toda propriat do mercado : terca-fe i ra 10 do corren
te as 10 horat da nanlian em ponto no teu arma-
' lisos diversos.
Na ra Direita sobrado de um andar n. 56,
precia-ie de urna ama de le te que o tenba bom e em
buodancia esem filho.
Aluga te o lerceiro andar do tobrado n. 9 da ra
oQueimado : a tratar na toja do meimo tobrado.
O fiscal de S. Antonio Malinas de Albuquer-
10.ee Mello, traoiferioa tua retidencia para ra da Pe-
!_' D-la3,,?8ll,doand"-
vi-ib iuueiro a premio meimo em pequeas
qmntias com penbore de prata ou ouro : nat Cinco-
Poti, n. 13|,
Aluga-se o primeiro andar do so-
bado da ra da Senzalla-Velba junto
ao Sr. Lasserre com commodos para
6,ar>de familia, emuito fresco: a tratar
"a rua do ( ollegio n. 14, segundo an-
da'", ou noarmazem do Bacellar, no Ur-
ge- da Aliandega, com Jos Marcellino da
noza,
Gaetano Pinto de Veras, (endono
"lario-Novo. ns. 23 e 3Q, o annuncio de
e lzerem vestidos para senhoras e roupa
Para meninos na ra Direita, n. 120, piiv
nciro andar, 'suppde ter havido engao
no numero da casa, e declara, que elle ahi
mora, e nao mandou fazer, nein aMinri-
sou que se fizesse'semelltantc .mniincio
FESTA
DO
GLORIOSO SANTO AHARO.
Domingo, 8 do corrente, ter lugir a
solemne festividade do glorioso Santo
Amaro, na sua igreja da Cidade-Nova do
mestno nome, e na noute de segunda-feira
seguinte a tirada da bandeira com toda
a formalidade e decencia, rematando todo
esse acto um fogo de vista em louvor do
dito Santo ; em quem os seus verdadeiros
devotos encontro sempre um seguro a-
brigo e remedio aos males, que os assal-
tao, como manifesto lodos aquelles, que
o teem experimentado.
Vlanoe! de Souza Kapozo compra
o Diario de ternambuco n. 274, de 19
de Dezembro de i843, no (pial l>i publi-
cado o generoso compromisso de Nuno
Alaria de Seixas, isto he, nao offendendo
adignidade da personagem, a quem foi ou
torgado.
Z~s~ Francitco Ribeiro Pires perdeo urna cdula
de iOlliOdO n. cor branca quem a acbar e Ib'a qui-
zar restituir, far-lbe-ha nlsao multo livor.
= Jote Ignacio de Mendonca, proprietario do on-
genho Conce^-o, embarca, para o inesmo eogenho em
Porto-Calvo, as suas oscravas, Joiepba e urna cria pe-
quena, mulatas, M ira Benedicta e o moleque Manuel,
crioulos, a negra Jotepba, e urna moleoa de nome Lui-
za, torra.
= Aluga-se o primeiro andar do sobrado do largo
do Terco, n. 20, com commodos para grande fami-
lia com quintal e cacimba : a tratar no segundo an-
dar do mesmo sobrado.
Aluga-se o lerceiro andar do sobrado n. 2 d
ra do Queimado esquinado beccodo Peixe-Fnto
a tratar na luja do mesmo sobrado.
Casa de commissdo de escravos.
Na ra Direita, n 3, sobrado de 3 an-
dares, defronte do becco de S Pedro,
recebem-se escravos de ambos os sexos,
para se vendern de cominissao nao se
levando por este trabalbo mais do que 2
por cento e sem se levar cousa algutna
de comedorias ; offerecendo-se para is-
to toda a segu-anca precisa aos ditos es-
cravos.
\luga-se a loja do sobrado n. 100 ,
da ra Imperial muilo proporcionada
para deposito de bolaxa de refinacao ,
ou para venda [ com o que tein sido oc-
cupada ha muitos annos], pela locali-
dade e commodo do aluguel : a tratar
defronte da mesma luja n 167. ,
----Aluga-se, por etpaco de 5 annos toda a casa da
ra Direita o. 27, subjeiUndo-se o inquilino a 'a-
zer alguna concerlos, de que ella necenito: quem a pre-
tender dirija-se a ra do Hospicio n. 14.
Leonor Carolina Catanbo de Vascuncellit, pro-
fesora do bairro da Boa-Vista avisa a suas alumnat,
que transferio a sua aula para o primeiro andar do so-
brado n. 8t delronte da matriz do meimo bairro.
Alugio-ie dout pretot pedreiros e 5 ditos ser-
ventes por preco mdico : quem preciiar dirija-te
a ra do Cretpo n. 15.
- Joio Benedicto da Costa catado com Roza Ma-
ra da ConceiQo declara, que, ba perto de 5 annot, te
acba teparado delta ; o meimo declara que d'ora em
diante nao paga divida al urna por ella.
Precisa-te du 5:000f rs. por tempo de umanno,
com hypotbeca em um predio livre e deaembaia(ado ,
pagunilo-se o premio lodoi 01 mezet : na ra da Praia,
armazem de carne n. 30.
Precisa-te de um rapar de 12 a 1-i annos, para
segundo caneiro de urna senda na Soledade ou seja
bratileiro ou porluguez : quem etliver netlat circumt
tanciat dirija-Be a ra do Kozario da Boa-Vista ,
n. 2.
O Sr. Manuel Jo.se Pereira do Amorirn deiiou
de ser caiieiro de M.c Callum & Compaobia desde o
dia 26 de Janeiro ultimo.
Quem preciiar de um forneiro tanto para a
praca como para o mallo dirija-te a ra larga do Ro-
zarlo ao p do quarlel de polica n. 19.
= Darte dinheiro a jurot tohre penbore, meimo
em pequeas quanlias ; na ra do Rangel, n. 11.
Quem piecisar de um criado, ou cozioaeiro,
dirija-te a ra da Guia o. 13.
Na la do (ueimaJo n. 14 primeiro andar,
scba-sesbeiU una aula pailictiiar de primeirai etiraa:
quem nella quizer matricular seut filbot, dirija-te a
dita cata a qualquer bora.
No cercado do litio dts Rozeirai do major J.
E. de Moura appareceo um cavallo, fgido de es-
tribara bastante gordo ; quem for seu dono, dan-
do os signaea certot, Ibe sera eotregue.
Ufferece-se urna mullier de meia idade de mul-
to bons costumes para ama de urna can de bomem
aolteiro ou catado de pouca familia, para o tervico in-
terior ; quem de teu prettimo te quier utilisar difi-
ia-teao becco do Padre n. o.
ssQuem tiver um moleque ou negro para alugar, e
quesaiba alguma cousa de cozmba, dirija-se vend..
do leo de ouro na rus do Hospicio, junto ao quarlel.
Precita-ie de urna ama forra ou captiva, que tenba
bom leite para criar urna menina : na jrua Direita,
0. 1)2, tegundo andar.
Aluga -te um eteravo ptimo padeiro, por 12,000
rs. mentaes: na rut dts Trinclieirat, n. 46, 1.* andar.
=Quem precisar de uma ama para o tervico de ca-
ta, meos engommar. sendo de portal a dentro, para
bomem soileiro, procure na ra da Alegria, lobrado
dqSr. JosBotelho, na loja, n. 4.
Conlinuacao da lisia dot livros, que te achSo a
venda em a ra de S. Francisco, antigamente Mando-
Novo, n 66, os quaes vendem-10 ou trocio-so por
outros quaesquer, com tanto que nao Ibes faltem folbas,
se|a qual for o seu estad > : Arithmetica de Bosout,
Sellecta latina, Fedrode difleronles edir;5es, Magnum
Les.con, Salustio, Virgilio. Tito Livio, Cartas de
Cicero, Horacio, Terencio, arte potica dedifferentes
antore, Gradus id Parnasum, Cornelio Nepote, dic-
cionarios Ulepinos, Ovidio, opera, em 1 voiumes, dic-
cionario dalabula, arte de gramraatica latina dividi-
da em duas partes.
O abaiio assignado, tendo de retirar-se para f-
ra da provincia, com tua Jamilia, ie Ibe faz preciso
vender a sua venda n. 58 da ra da Santa-Cruz da
Boa-Viita, a dinheiro ou a prazo ; a qual tem bons
eommod.it para familia: vende mais tres eteravas
boai sem vicio nem achaquei, sendo urna negra d
nacSo, co/inheira; uma catira vendedeira de ra e perita
lavadeira ; urna muhitinhade 13 annot, recolhida em
cata, : a tratar na mesma venda.
Joi Soare Pinto Coma.
Arrenda-te um grande armazem de lijlo e ca
conlendo dentro uma grande chamin e cacimba, pro-
prio para al^um eslabelecimentn de padaria ou ferreiro,
por scrtiluadonosCoelboi da Boa-Vista, lugar mar-
cado pela cmara para taei estahelecimentot; quem
pretender, dirija-se aos metmoi Coelbot, caa n. 15.
Precia-ie de um caixeiro para ajudar a oulro em
uma padaria, receber oontas na ra. e larer alguma
escripia, e outro qualquer servido, que estiver ao seu
alcance: aquelle, que le acbar nestas circunstancias, e
der fiador a sua conducta, pode dingir-se a ra larga
do Rozario n. 18, que achara com quem tratar.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n. 20 do
Atierro da-Roa-Vista com muito bom commodos e
fiesco, e a loja n. I" por piuco commodo; otpreten-
denles, podei 5 dirigir-se a fabrica de livros do mes-
mo sobrado, n '26.
O padre Jos Mathias Ribeiro tem aberlo em tua
casa, na ra da Assumpfio n.30. uma aula de gramma-
tica latina : quem quizer servir-se do seu presumo, di-
rija se a cata cima.
Aluga-ae uma eicrava crioula, moga, robusta e
sem filho, com muilo bom leite para criar, lava, cote,
e engomma : nos Alogado, o. 2.
Que ni annunciou querer comprar uma canda,
n igual meiit' um terreno em alabado dirija-se a Fra-
de-Portas, na ra rio Pilar, n. 42. '
O bacharel Jos Antonio de Figueiredo so offe-
rece a dar lices de pbilosopbia e geometra, leccionan-
do gratuitamente aos que por suai circumstancias nio
o poderem indemnisar do seu trabalbo. Desejoso de
adiantar-se no conbecimento destat ciencias, envidar
VS seut esforcos, a lim de que sproveitem os que liou-
verem de bonra-lo. Pode ser procurado para este lim
das 4 as 6 horas da larde em tua casa, ra da Penha,
o. 5
Joaquim Pereira Arantea mudou a tua loja d-
calcado da praca da Independencia para delronte da
mesma ni. 13 e 15.
Alirro-da-Roa-VUta, n. 5.
Pommateau culileiro e amolador de lodos 01 fer-
ros que perteneci a cutilaria, previno aos seua fre-
guezei,, que alm dos ferros de sua arle tambem fa-
brica-se na sua officina qualquer obla de ac com to-
lla a perfeico, coflio sejad esporas e freios de lodos os
leitios todos os instrumentos de cirurgia e de dentis-
ta concerlos de espingardas lazendo pecas novas ,
sendo precisas. Quita feirt e sablindo de cada sema-
na lio os das destinados para amolar toda a qualida-
de do ferros cortantes.
No mesmo estahelecimenlo tambem se alugo espin-
gardas de caca pagando o aluguel de cada dia.
Tambem ba para vender urnas pucaras de um*
mtssacompostB de ingiienles infalliveis contra a ler-
rugem.
Jos Antonio Marques faz se.ente ao publico ,
que o Sr. Antonio Jos Ksleves Guimaracs deizou dd
ser seu caixeiro, ilesile o dia 4 do rorrete.
AVISO AO 1'IJIMCO.
Oantigo encadernador que trabalbou na praca da
Independencia esisle presentemente na ra do Quei-
mado patsamlo a esquina do becco Ja Congregado ,
luja n. 43 .onde fa> toda e qualquer eocadernaco ,
prometiendo breviade enmmodidade e polidez :
tambem tem linos brtncot ja proinplot de varios for -
matos; pastas paratecretaria, ditas pequeas para me-
ninos ; alguna livros da preparatorios inslruccao e
&'. ; papel do Hollanda dito para msica cartas ,
taboadas pautai e mais. ...
Precisa-sede um bomem para estar em um sitio:
quem estiver ncslas circumstancias dirjase a N. S.
do Terpo n. 16.
oj=jl'recisu-se de urna ama de leite forra, ou captiva,
para criar em urna casa capaz; na ra larga do Hora-
rio n. 39.
O abaiio assignado fai publico principalmente
aos pail de seus alumnos, que,desde do primeiro de le-
vereiro corrente a sua residencia e aula de primei-
ras ledras da ra da Concedi da Ba-Vista lie na
travessa do Veras (do mesmo bairro), no sobrado n.
13, contiguo so Sr. Victorino Jos de Souza Travassos.
Policarpo \unes Correia.
Lotera de S. Pedro Martyr
de Olinda.
Nio tendo sido potsivel effeclutr-te no dia 30 do
prximo lindo mes o andamento dai rodas desta lotera,
como se baria annunciado, por existir anda por vender
um crescido numero de bilbetet, cujo valor sobe a pou-
co mais de metade da lotera, o que te deve attribuir i
contiouacio do patiamento da fetta ; declara o respecti-
vo tbeioureiro, legtimamente autoritado, que tem
transferido para o dsa 26 do corrente mez o tobredito
andamento, berp convencido que, 00 espaco de tempo a
decorrer at esta dia, 01 amadoret dette ogo concorre-
rao a prover-te de bilbetet oot lugare j publicados.
Ninguerr. compre a parle da cala uta na ra larga
do Roxario o. 35, que est em praca por execurao
etla parle loi lim dada em partilba a Mara Francisca
dot Priieret, por morte do leu marido Francisco dos
Reijjmts para pagamento de divida jutlificada oaquella
poca, e nio por meitecao, cuja foi inteirada em oolios
bent: e por isso nio pode a ineiina paite servir para
pagamento do dividas feitas posteriormente pela viuva,
ai quaes deo fiador chao e abonado como ludo se v no
cartorio dos orpbos, escrivio Pereira.
O n. 80 achar-se-ha a venda ao meiu dia na praca
da Independencia '' Joaquim Juse Lopes do Barros Cabral.profettor Je
dezenho e pintura, fazscientu a seus alumnos, que, 00
da lOde fevereiro abre a sua aula, eos previne bajan
de comparecer na ra de Apollo, n. 20, das 0 ai 2
borai da rnaobia.
Preco das mentalidades : dezenho 6.000 n. ; pin-
tura 8.000 rs : detenbo de architetura 6,000 rt.
Arrendio-te dual casal terreas, com grandes com-
modos, e por presos razoaveii ; sondo uma na ra do
Hortaa n. 81. e outra no Manguinho, logo no lim da
estrada da Soledade : na ra de Hortas, n. 140.
Precisa-se de um homem que saiba tirar formigas
de um sitio ; a peuoa para isso habilitada dirija-10 1
ra de Hurtas, n. 140. para fa*er o ajuste.
= Ocommendador Luiz Gomes Ferreira vai para
Lisboa, levando em sua companhia aua senhora, D.
Emilia Constancia do Moraes Ferreira, sua filba me-
nor, D. Elvira, e seu filho tambem menor, Auguato.
Conrado Shelbls subdito allemo retira-ie
para o Rio-de-Janeiro.
Henrique Rosben tubdito allemf-o retira-te
para o Rio-de-Janeiro.
Aluga-se urna casa de sobrado de
qnatro andares, na ra do Trapiche, com
um grande armazem, com muito boa vista
para o mar, e muilo fresca : trata-se na
ra da Aurora, n. 58.
Tiro-se passaportes para dentro
e fora do imperio, despncbao-se escravos,
tudo com presteza, e por preco muito, e
muito commodo : na ra do llangel, so-
brado n. 9.
= Precisa-se de uma ama, para criar um menino,
mas quer-se urna que tenha leite novo: na ra da ma-
triz da Boa-Vista a fallar com o doutor Autran.
**: Aluga se um sitio na estrada de Belem com
caa de sobrado muitos arvoredos de frutos diversos ,
multa trra baixa < alta para p'antacSes de se poder .
empregar 12 a mais escravos, ou para pastar 20 ou mais
vaccas ; tambem se alugao 3 casas terreas na Passa-
gem-da .Magdalena junto a punte grande : a tratar
na ra da Gloria aobrado n. 50.
= Alugio-se cavallos e recebem-se para tratar,
por mdico prer;o ; na ra da Gloria, tobrado n. 59.
Antonio Joaquim Antunes subdito porluguez,
retira-so para fura da Provincia.
xs Antonio Jos de Abieo Ribeiro retira-te para o
Rio-de-Janeiro,
= F. Tobler vai para a Europa.
Aluga-se urna casa terrea na ra da Soledade ,
com duas salas (i quartos corredor ao lado coti-
nha lora quintal murado e outro cercado cacimba
de muilo boa agoa de beber ; a tratar na ra da Auro-
ra n. US.
Aluga-so uma casa terrea na ra atrs da matriz
daBoa-Viata, com duas salas 0 quartos, corredor ao
lado co/inha fura, quintal murado e outro cercado ,
cacimba com muito boa agoa de beber : a trrtar na ra
da Aurora n. 58.
i\a ra Nova, n. 26, precisa-se de ofriciaes de al-
fa ia te.
O bacharel Alfonso de Alhuquerque e Mello,
advogado dos audlluiiose tribunaes desta ciJade, trans-
ferio sua residencia e o seu esciiptorio para a ra da
Penha, n. 23, segundo andar. Avisa mais a quem te
quizer ulilisar que se tem proposto a dar luoes de
rithmetica e geometra pelo que nao eatatue preco
determinado ; mas mu dena-o que seja regulado por
cada um spgundo suas postes, ou sua vontade e se-
gando o ment do ensino.
Socitdade theatral Thalieme.
O primeiro secretario avisa aos Srs. socios, que ot
bilbetes para a recita do da 7 do corrente distnbuem-
senos dial 5, 6 e7, em casa do reipectivo tbeiourei-
ro na ra do (ueimado n. 67.
= Na ra da Cadeia do ecile, o. 46, ha uma gran-
de quanlidade'de chumbo de municio de differentes
qualuladet e igualmente um torlimenlo de muito
excellentes vinbosdu Porto, muilo velhos, Sberry, Ma-
deira Figueira, Lisboa, Bruxellas Claret, e muilo a
ba ago'ardente de Franca tudo por preco comm do.
Compras.
= Comprio-se duas esiravas, de idade de 15 a W
annos, bem feitai que sejio bou costureirts ; adver-
tindo-ae que uma he para liira da provincia : no Aler-
ro-da-Hoa-Vista n. 37. primeiro andar.
= Compra-se un a duria decadeiras de palhinba ,
uma marqueta ou toph em bom uso ; na ra de
Apollo n. 28.
Cmprate uma canoa grande que carregue
500 a 800 lijlos; na praca da Independencia livra-
ria, ns. 6 e 8.
Comprio-te para fra da provincia escravot
de 13 a 20 annot; tendo de bonilat ligurat, ptgio-te
bem : na ra da Cadeia de S. Antonio, tobrado de um
andar de varanda de pao o. 20.
Comprio-se dous escravot, um pedreiro e ou-
tro carpina para uma encommenda do Rio-Grande-
do-Sul ; na ra do Collegio armaren) n. 19.
Vendas.
= Vende-ie uma caa no lugar do Molocolomb ,
com fronte e fundo de pedra e tal: tratar na roa de
S. Francisco >. 4.
Na livraria da esquina Ho Collegio
esto venda diccionarios latinos, edicao
de Lisboa, augmentada c correcta, pelo
preco de 6'ooo rs. cada um : tambem se
vendein alguos caixes vasios.


""*
* Vende-io o Manual do Cidadio em um goveroo
representativo ou principios do direito publico cons-
titucional administrativo, o das gentes por Silvestre
Pinbciro Ferroira 3 v.; na praca da Independencia
livraria ns. 6 e 8.
Vendo-se superior vinho tinto do Porto, em bar-
ra de oitavo em pipa : na ra de Apollo, n 31.
= Vende-se urna parda vistosa e sadia engomma
bem cozinha o diario de urna casa coso raui bem
costura cha onsaboa, e corta vestidos de seohora ; na
ra da Cadeia do Recife loja de Joio da Cunba Ms-
galhies.
=Vende-se milbo a 2560 o 3200 rs. o alqueire
pela medida velha ; saccas de arrox pilado ; ditas da
fejao mulatinho ; ditas de farinha ; barris com mel,
cbeios no ongenho ; todos estes gneros sao propuoi
para embarcar, por sua qualidade ser inuito boa : na
ra da Cadeia do Recife n. 8.
=Vende-so a venda da ra da Cadeia do Recife n.
1; a tratar com Jos Goncalvea Torres.
= Vendem-se excedentes charutos de regala em
caixinhas, por preco commodo ; em casa de Novaes &
Companhia ra do Trapiche n. 31.
=Vendem-se saccas com Trelos, viudos de Lisboa,
ao mdico preco de 2500 rs. a saca ; no armuem do
Dragues, ao pedo arco da Conceigio.
=r Vendem-se cortes de cassa de cor, a polka a
2600 rs.; cambraia lisa a 3*20, 430 o 000 rs.; briro
branco de listras, superior, pelo barato pngo ele 280
rs. o corado ; lencos brancos pintados, grandes, a 260
rs. ; tarlatana a 3200 rs. o corte; chitas linas escu-
ras a 1(30,200 e 210 rs.; panno fino preto a 4f
rs.; lencos de seda, a'600, 1400 e 2000 rs. : no Ater-
ro -da-Boa-Vista loja n. 14.
zs Vendem-se duas moradas de casas, na ra da
Guia sendo urna de sobrad j e solio com seu quin-
tal e cimba chaos proprios n. 9, e a outra terrea,
com solio e fundos ale a ra de Apollo n. 2 ; na ra
da Moeda, n. 7, a tratar com Leopoldo Jos da Costa
Araujo.
Potassa americana
de muilo superior qualidade,, veode-se a 250 rs. a
libra ; no armatem do Braguez, ao pedo arco da Con-
cedi.
Vende-se potassa americana, ullimamejite che-
gada em barris grandes e pequeos ; lencos pretos,
de seda da India ; selim preto de .Maceo ; velas de ei-
permacete de 4, 5 ett em libra ; cera amarellu ; al-
godio grosso para saceos ; tudo por preco commodo :
em casa de Malheus Austins & Companhia na ra da
Alfandega-Velha n. 3G.
= Vendem-se moendas de ferro para eogenhosde
assucar, para vapor agoa e bestas de diversos tama-
ngos por preco commodo; e igualmente taixas de
ferro coado e balido de todos os tamandoa : na pra-
ga do Corpo Santo n. 11, em casa de Me. Calmonl &
Companhia ou na ra de Apollo armazem, d, 6.
Vende-se potassa ameri-
cana,
chegada ltimamente, e de superio
qualidade em Larris pequeos, a a5o
rs. a libra ; em casa de J. J. Tasso J-
nior.
=Vendem-se Irri moradas de casas terreas de (ipa,
todas juntes sitas na villa do Rio I ormoso sendo a
ni ii i o r em esquina de ra com fundo para o rio
em bom lugar para commercio e terrenos forei'ros a
Senbora L). Francisca l.ms : a tratar com o leoenle-co
ronelCielano Alberto Teixeira Cavalcanli na ra do
Padre Florianno, n. 58 ou com i6Srs Joio Pnhei-
ro Calle na mesma villa, Francisco Mschado Tei-
xeira Cavalcanti no engenbo Primavera, da mesoia
comarca.
= Vende-se a venda da ra liireita dos Alegados,
n. 42 com poucos fundos, e bem acreditada : a
tratar na mesma venda.
= Vcndem-se (5 escravos mocos, bons para o traba-
Iho do campo e da praca ; dous mulatinbos dola
lGannos, tons para pegeos; 4 prelss com boas ha-
bilidades, e urna engomma e coiinha bem ; duas di-
tas boas quitandeiras ; duas pardas ja de idade, pti-
mas para amas de casa : na ra do Crespo,.p. 10, pri-
mes ro andar.
= Vende-se a meiacco de orna casa terrea na ra
c'e S. Francisco entigamente denominada caes do
Machado n. 58 : a traiar na ra Nova, n. 57.
s Vende se cera de carnauba de superior quali-
dade em porcio e a retamo ; na ra do Rangei,
ni. .
.= Vende-se um mulatinho, de idade de 12 annos
com principios de alfaiste, e de bonita figura ; na ra
das Cruies n. 50.
=Vendem-se 11 escravos sendo 2 pardos 3 pre-
tos urna negrinba urna cabrinha dous molecotes,
e 2 mulatinhos ; no largo do Corpo Santo n. 23 a
traiar com Antonio Rodrigues Lima.
- Vende-se umcavallo novo gordo a bom anda-:
fbr de baixo al esquipsr ; atrs da matriz de S. An-
tonio n. 1C, primeiro andar.
= Vendem-se 6 escravos de ambos os sesos", de 12
a 22 annos do idade e de bonitas figurss ; na ra do
Quemado n. 31 segundo andar.
= Vendem-se 60 meios de sola 30 eouros da ca-
bra 2 a o arrobes de cera amarella por praco com-
do; na travessa da Madre-do-Dos, armszem n. 9,
de Joio Tarares CorJeiro.
= Vendem-se 2 escravos pardos sola bereiros ,
couros miudos o carias do tartaruga, tejas no Ara-
caty ; na ruade.Crus, n. 26 vendado La Jos <
Si Araujo. .,
= Vendo-se urna crioula do bonita figura de ida-
de de 17 a 18 annos com principios do costura e co-
zinha ; na ra da Cadeia-Velha n. 2. .,
=c Vende-se urna preta do na^iu CW6a e ata-
ra do urna casa engomma liso ; oa ra da &. Jos* ,
n. 5, indo para o pateo da Penba.
= Vende-se urna preta crioula de 25 annos, da
bonita figura lava, cozioba. cose,a be quitapderra ;
oa ra do Mundo-Novo, n. 17.
= Veade-seum moleque criouJo, da 9 a 10 an-
uo* ; na ra da Gloria > sobrado n. 59.
= Vende-se urna linda erioulinba de 12 annos,
com principios de coslura e be muilo inteligente ;
na ru* eslrrU do Rosario n. 34, primeiro andar.
Vendem-se apparclhos1
Br,
por
ra
'o
de metal, para cha:- na ra
Nova, defronte da Conceico
dos militares, oflicina de Ma-
noel Antonio Alvares de Bri-
to, n. 38.
BOM E BARATO.
Vendem-se, na ra do Crespo loja nova n. 12 d e
Jos Joaquim da Silva Haia as seguintes lazendas :
brimde linho com listras azues, a 280 rs. o covado ,
esta faieoda torna-se muilo recommendavel a todo bo-
mem de ofici tanto pelo diminuto preco, por que se
vende, como por sua excellente qualidade : brim bran-
co trancado de linho muito encorpado a 1280 rs. a
vara ; dito liso muilo fino imitando panno de linho ;
a 529 re. avara; casimiras elsticas, pretas e de cu-
res, a 1000 rs. o covado ;*tarlatanas de novos goslos,
pelo mdico preco de 4* rs o corte ; cortes de collete
de seda padrSes muito delicados, a 3300 rs.; fustdes
de cores a 800 rs. o covado ; brim francs (ranea
do, pardo a 480 rs. a vara, velludo do cores para col-
lele a 3200 rs. o corado ; lencos de setim para se-
nhora de gosto o mais moderno a 3# rs. ; ditos para
meninas, a 800 rs. ; cassa-ebitas de boos padrei a
320 rs. o covado ; riscado francez, proprio para ves-
tidos aquetas, a 220 c 340 rs. ; damasco de lia,
com 7 palmos de largo muito proprio para eobertai de
camas, a 2000 rs. o covado; riscado escoces, muilo
proprio para chambres e vestidos, a 220 rs. o covado ;
franjas para cortinados cada peca com lo varas a 4j,
4500 e 5| rs. ; zuarle azul com 4 palmos de largura a
240 rs. ; cambraias adamascadas de cores e brancas, a
4000 e 5000 rs. ; raeias inglesas de seda para senbo-
ra a 3000 rs.; ditas para homem pretas e de cores,
a 2000 rs. o par; cortes de chitas de assento branco ,
com 13 corados, a 1600 rs. ; alm deltas hiendas, ha
um sortiinento completo da castores para caifas de
chitas para vestidos que lado ser vendido por prego
muilo commodo.
Vendem-se dual negrinhas sendo ums du 12
annos e a oulra de 13 com principios de costura, e
de boa conducta : no largo da matrii de S. Antpnio ,
n. 4, segundo andar.
= Vendem-se 12 escravos sendo 4 pretas Isvio,
engommo, cosem e coiinho ; urna parda com dous
filos de 6 a 7 annos ; urna negrinba de 10 annos;
urna parda de 21 annos, cose, engomma e coiioh ;
dous pretos, de 20 annos, sendo um carreiro ; um
pardo de 16 annos proprio par pagem; ludo
precocommodo: na ra da Cru, n. 51 OU ni
do,Trapiche-Novo n. 20,
-eiiaaaf ejdtnat tJas
-n| op of5ojaijo S9JopsiduioD so nb oesstuiuioa janb
-|inb anb a soquiiajsq soaid od sopipua ojduias
ojias 'osuopuaui ogu a* anb soiifliu. spino a soSiijs
sopvuojDuaui so anb *oai|qnd |aaiiadsaj oa as-a)iapy
iv||aiujB uauBjq sepuaj a ssq||njidsa Jo8j*|
sajuaja/jip mea so||ajuia a soaueiq sos|ij sao|t8
! azoi opjoa a o|pjjsuii pr)sp oiiaijsa a oSie, oauaiq
9]ub|o isoptpjoq a sosi| B|9uqoq o oqui| ap o|U
'. sjn8jB| se sspoj ap soaiq ap o)uauiriJQi woq ejoqu
-as a uiaiuoq sjnd |os ap soadsqa '. sajoastijuoq ap sop
-edm)sa soi;p bIjis ep a sa|d)^ ap apj9 ap 'uiijas ap
'eiaid apas ep soaaj aisiny su sopiaoi' sopviusjiua
sijj suuq isujapoui SB/0.1U8JJ sjiuiis83Sso(i sop
-i|ios uiai| soujjsouuad S8JQ3 ap ispasasr|jss 8W|
-|oa sitd uBDvpj ap untas sajoD-|inj a ui|saiujD sox
-mu soauajq 'sanza 'sapias sasiajt) saiaaoasa soiip
' iiMs.iuiJBa 'sapjaA saio3-B)inj sos| 'Wids ap soj
! apas ep sa|qa soau ipoiio a tazeaoaia saQjpsd
moa 'ejoquas ajad mifas ap saiqaui ap oiujuiiijos uin aq
' sspuazcj saijpoiqos sp uia|V lujsaj lojuaao)
-io a |im -no(i a o5aui|a op o)ioiJOj o uioa |pus||oq
Buiu opu|8u) |adsd moq '. opasoa o *sj Btuaiio a so)
-uaa ojisnb a 'sosn sojjno a soqumsa 4boj saisaj)
juqoa jad s udojd sbjoi sajuajajjip moa oapo8|s
fa B|| ap soasBiusp '. sBasiad sus a apapnanb spunit.it
ap soiip '. siaaiid esou a apas opiii8uu g| a ogp
-o8|s a sopazj)Biu vjoavuiijd ap soiip seasiad saj)
, f/q ap soiip sj |jui snop a \i ap soiip : saaaied
SAOU B 'OI1UBUIBI ap |-/8 1UU3 *II *P 'al*1J 'JSI' tual
-UM azop a uieuioq sipd aisdod eiaoasjs ap oy ap
scauBjq sbab| Jod Bpaa suaju atop a ajoquas ajad
ssijdojd sa||3 moa a snpap mas aiajd apas ap sesn|
! bjbs a npBinjs a apspi|Bnb |aauijos ep apa|;uB jqj
b moa saiuajadsuej sbsi| sijajqmea opvaoa o e)
-sd a ohiiii| ep asojd a sepedmB)so sagipsd lojjnu a
saj)s;| '-sopniui soqujuiBj sb8js| 'setaaatjj seiiqa op
-saos o suaiuu azop a sosoo soojpsd bbjisi| e sojp
-anb moa 'zajpsqa ap sazasoaj) sopaasu opsAoa o sua)
-uu aou a saxy sajoa moa oqa| o oipo8|a a sopta
-ej 'ejn8jB| ap som|ad \ moa soqu|pniro soquiptasij
!mn apas sjaiuu arop a 'apas JiBoy a ssij sajoa iajp
-bi|3 ap soiuai uiapuea es uiaqoei : sopauBisap oiieqa
oes anb so8iijb siam ao sopo) miste uiaq a '. atajniBu
a]uaq|ames ap oijejap mea bjjbss vaaa\ oga ssiiqa
sopBuoiDuaui sa anb'es-Bjasassaa Bimouooa ogaiiajd
anb sBi|imBj sap osn o ajad sjetapaammoaai oimu o|s
ossi jod e'SB)ui] saiua||eaxa 'aoqaetap siasapasSa 'souusd
suoq mee) ss);qa saiipejqos sa : opBsoa epaa aoe)ad aiam
ep oaesd opapom oa 'OBVIO OO 01^3908 30j
SV1IH3 as-mapuea oiuojuy ep oaja o ajad a)u9j|
a moa o8a||03 op anj ep Bumbsa ap sjo| ajj =
= Vende-se urna escrava, por preco commodo ,
com estatura regular, engomma, lava cosinba, fa
renda e mais algumas compras de ra; na ra do
Jardim n. 30.
Hebrard com botiqun) francs, oa rus Nova ,
n. 69, lem a honrado avisar que pelo ultimo na-
vio cbegou-lbe de Franca um bello sortiinento de
conservas como sardinbas ervilhas, linguicas (ru-
tas conservadas dentro de licor e cbarope viohos de
Bordeaos em quertolai e garrafas, Saint-Julien a
RasiM**u em caixas, licor superfino .cognac muito
velho verdadeiro marrasquino de Zara absinihe,
kirch da Suissa, ateite fino do Sr. Plaguol de Mar-
esle agoa de flor de laranja. No menuui boquim
ba um deposito de chocolate So Maralo muito ao-
vo dito de saude peitoral araruta de musgo e de
baunilha ; tambern tem charutos regala da Babia;,
ludo se vende por prego commodo.
=Vende-se qusm pbosphore, a 1000 rs. onca. 4
quam comprar de 5 Iibras paM cuw*. se ensinar a faxt
machas de tiiu fogo >sa/ ; M UM dos (Juartia ,
o. 11.
a IDO rs.
na ra do.
= Veode-se urna linda escrava parda de idide de
25 annoi com todaa as habilidade. para qualquer casa
de familia ; doui escravos de bonitas figura* boas pa-
ra todo o servico : na ra dorespo n. 15.
=Na fabrica dos eogenbeiros e macbinjstas M. Cal-
!um & Companhia roa do Brum, ns. 6 a 8 vendem-
se moendas decanna, do diversos tamanhos, para agoa,
ou aoimaes; e tambern se coocertao por preco com-
modo. Na dita fabrica igualmente se recebem encom-
mendas para mandar vir toda a especie de mashioaa da
molhor e mais moderna canstrocclo.
= Vende-se urna escrava crioula, de dada de 22
annos, coiinha bem o diario de urna casa e engom-
ma ; um preto de sacio ji de idade : na rus Nova,
n. 39.
= Vendem-se 3 pardal, de 15 a 20 aonos, con
habilidades ; 2 moloques de 14 .annos ; duas pretss
mofas com habilidades e de bonitas figuras; 2 pretos
de aneia idade por preco commodo : atra da matriz
deS. Antonio n. 16 primeiro andar.
= Vende-se a venda do pateo do Carmo n. 13
com os gneros, que o comprador quitar ou sem e
les: a tratar na mesma venda.
Vendem-se semeutes de korlalica aVa todas al
lidades, chegadss prximamente do Porto por pre-
co commodo ; na ra estreita do Rosario, venda o. 8.
= Vende-se arros de casca em saccas : na ra ds
Somalia-Wlba armasen o. 144.
= Vende-se retro previo a ul-f rrete
a oitava, e a obra do Judeo Errante 10 ?.
Crospo, n. 11.
sai Vende-se sola muito boa courinhos de cabra
superiores bextrroa lurradoi, urna porcio da ciraje W
sol, que serve para escravos por barato praca, e urnas
lingoas; naruadaCrus do Recife n. 21.
Vendem-se duas canoas abertas que levio 800
a 1000 lijlos por preco commodo por precisaren!
de conoerlo; 3 ditas de earregar agoa lameem por
preco commodo: na ra do Caldeireiro atrs dos
OJarlyrios, n. 56, todo o negocio se fare.
= Veade-se um moleque, de 14 ennos ; um pre-
to de 27 aanos bom carreiro ; um mulaliaho de 14
aonos ptimo pagem ecomo faraameoto : atrs da
matrij de S. Antonio n. 16, primeiro andar.
Vendem-ae dous escravos ; no Forle-do-Matte,
raa de Jos* da Costa o. 14.
= Vende-se cha bysson de Liiboa a 3500 rs. a
libra o rnelbor possivel ; dilo a 2660 rs.; arros pi
lado a 10 re. o alqueire ; cesada, a 100 n. [ letrie,
a 2*0 rs. ; lalbarim a 220 rs. ; raaatoiga muito oo-
va a 800 e 960 re.; dita fraoeeza a 640.rs.; 4ita da
porco a 4*0 rs ; pasiai. a 360 rs.; toueioao a
280 ra. ; na roa do Roiasio, veada, d. 47.
= Veodem-se bem feitas canas de tartaruga pira ra-
p por terem a particularidade de conservarem sem-
pre.fresco : na loja de lartirugueiro da prafa da Inde-
pendencia, n. 34, em que era edministrader o falle-
cido Antonia Rodrigues Samico a que boje gyra so
adniinistracjiodeie'urilbo Manoel Antonio Rodrigues
Samioo. Na mesma ba bem fetos pentes a polka pro-
prios para a lesta do glorioso S. Amaro.
Coelinuio-se a vender chapeos finos da altor ,
a retalb.0 ; na ra do Trapiche-Novo, o, 5 esia di
Joio Stewart.
= Vende-se urna cabra (bicho ) com muilo bom
leda muilo bonita, cor preta ; 16 eepos de pedra:
em N. S. do Terco sobrado n. 16.
- Vende-se um pardo pedreiro ; um dito para, pa-
gem de bonita figura sem vicio algum o que se
garante ao comprador ; urna parda com um filbo ou
sem alie, moca e de boa figura; um preto crioulo,
d booita figura sem ':> \ ." <*) Cadeia de
S. Antonio, o. 19 deposito de farinbs.
= Vende-se milbo velho a 2500 rs. o alquueire
dito novo a 4s rs.; saccas com larinba de Msg a
5/re: na ra de Cadeia de S. Antonio deposito de
larioha n. 19.
= Vende-se urna pseto de Angole eaooeiro ; na
ra Bella sobrado n. 37 al as9 horas.
Vendom-ae superiores charutos regala ditos de
Manilba. raprolio bemburguez aa ra do Trapi-
che n. 34, oasa de Fernando de Luces.
= Vendem-se 4 esersvas sendo duas crioulinhas ,
de 13 a 15 annos de bonitas figuras e duaa ditaa de
naci de 20 a 24 annos com algumaa habilidades;
dous mulatinhoa, de 12 a 13 annos, proprios para offi-
,8 ; um dito de 17 annos proprio para pagem ; um
dilo de 22 annos, para o servico de campo ; um mo-
leque de naci de 16 annos proprio para lodo ser-
vico ; um escravo de nielo de 40 annoa bom padei-
ro : oa ra das Cruses, o. 2i. segundo andar.
= Vende-se um moleque de naci de idade da lo
annos bom coiinheiro ; um cabrinha, de idade de l5
annos, ; urna negrinba, de 16 annos, engomma, cose ,
a he recelbida ; urna mulatinba da mesma idade ; urna
dita de 25 annoa; um escravo bom carreiro ; 4 dilo*
de bonitas figuras ptimos psra todo o servico : n
ra ireita. n. 3.
Escravos Fgidos
eppareceo da osead da casa, em que mora VTos Oseada
Sirva um preto de nome Manoel de necio Angola,
bastante alto barba faenada ; o qual tioba viodo do
Geera pelo rapos remeltido por Manoel Jos Sarga-
do a quem pertenee o mesmo escravo lendo o dito.
Salgado remettido-o por cont delre pere eer vendido.
em Peroameuea ; e por tasa rog o annuoeieote a to-
das aa Butondade* pefieiaee capules de carneo, appre-
bendio dito escravo e faci reoolher a cadeia a ao-
euaciar pelos peridicos para coh*cia**io do an-
nunciante o qual se rsspooaabiliei por qualquer dea-
peta que com a captura do dito escravo se liier.
= Conlinua a star fgida, desde o da 5 de Agoav-
lo do anno p. p. a esclava da nome Marcellina de.
uacao Csbioda alta, nugioiiuui, p g;~ds tor-
aegados cara compnda com todos oa (denles; oosUi
uta bebas neo a ceb ; he SMaito coaversadeise
tambern esta fgido um preto velho de 40 a 50 a
nos, quebrado bastante peinas arqueadea paca tora
oom falta da todos os denles muilo regsisla : quem os
pegar, leve a odede da uuia i AettaTp* "-
Iroot da igrej* d masase oonae. o* na ra larga do>
Koasio vende do Sr. Cabra!, que ser recompensado.
No dis 3 do rorrete daaeppareoae do ailie de,
4>i*CiuolL. a Pwia ih.UasW a ifltt tm*w
de nome Jos, de naci Mocambique bastante la-
dino de dade As 40 Inooi, altura regular chaio
do corpo pomas zambeis, cor bem preta barbado,
rosto redondo ; levou camisa e calcas brancas, aqueta
de panno szul e chapeo de castor preto, mais um>
trouxa com um par de calces brancas e caoi isa de ruca-
do : quem o pegar, !st ao dito sitie oa r.3 prsrja dn
Commercio armaren de Joio Carroll, que ser bem
recompensado.
Fugio nodia 20 de fevereiro de 1835 um es-
cravo de nome Antonio de nscio Mocambique, bai-
xo, grosso, e,com a marca C na fonte cor fula,
olhos grandes cara bem bechigosa dous dente! ds
oima podres e o* mais limados, nariz chalo, mal (si-
to de ps e pernea cadeirai grandes de idade de 30
a 40 annos pones barba atrapalhado na falla ; ha
canoeiro : quem o pegar, leve a N, S. do Terco so-
brado n. 16, que ser recompensado.
= Fogio, no dia 30 de Janeiro do' correte anno ,
um escravo crioulo de nome Roberto alto seeco ,
ps grandes barbado ; tem ottcio de sapateiro ; levoi
calcase aqueta brancas e mais urnas calcas de risca-
do : quem o pegar, leve a ra da Concordia, n. 3 que
tari generosamente recompensado.
- Fogirio do engenbo Penamdube na madru-
gada do dia 4 do correte 3 escravos pretos, de no-
mes Jlo, Naiario e Macario tendo o primeiro os eig-
naes seguintes: de 36 annoi de idade, alto, rosto com-
prido pouca barba; a dos optros nlo se podem diicr os
gnies por nlo la estar certo delles ; cuios escravos
vierio do Par* para serem aqui vendidos; quem os pe-
gar, leve a casa de Francisco Ribeirp de Briso, no sitio
do Cajueiro oa na ra da S. Cruz da Boa-Viita o.
78, quesera recompensado do seu trabalbo.
Auientoa-ie de csss de seu senhor o escravo Too-
mas de naci Cabinda alto, magro, peroas finas,
ps pequeo*; da testa alea ponte do naris tem eaiom-
bos proprios daiue naci e be bem conhecido nsi-
ta praca : quem o pegar, leve a Luiz Gomas Ferreirt,
no Moodego que recompensar.
Ds casado abaixo assignado no-dia 30 de Ja-
neiro p. p. fugio O escravo Antonio crioulo deiti
provincia de idade de 20 annos bajo, secco do
corpo ; tem urna cicatriz de um talbo sobre o oarii,
cor fula ps chatos, sem barba, olhos grandes;
tem signal de queimadura'na barriga ; foi escravo do
fallecido Jos Luiz Goncalvea e em partilhas porten-
ceo a Fernando Jos Braguez, que o vendeo psra Ma-
ralo sos Srs. Jos Ferreira da Silva & Irmio, de
onde foi remettido por cont de leus lenbore Luzo &
Irmio : quem o pegar, leve a ra da Cruz do Recife,
n. 37 segundo andar que leri generosamente re-
compensado. Tem sido visto o referido escravo si
Boa-Vista e desconfia-se que est acoilado. O a bai-
lo assignado protests proceder com todo o rigor ds lei
contra a pessoa em easa de quem for achado.
Jote Baptitta da Fonttea Jnior.
prximo a villa deS.
Miguel oa provincia das Alagoas fugio para esta
provincia e ha noticias de andar nesta eidade um es-
craso pardo averoielosdo, a da caballos encarapinbi-
doi, de eome Filipe bailo espadando sem den-
tea aa frente com cicatrises na lesta por cima de un
olho ; be um pouco fanhoso aada apressado e loas
muito tabaco : quem o pegar, traga a esta typograpbis
a Joio Carlos Marinbo Palhares.
Fagio, ao dia 2 do correte urna prata de no-
me Benedicta de naci Angola alta bastante mui-
to magra ; levou vestido de cbila aiul: esta escriri
nunca andou na ra ; roga-sa a pessoa que a recolbes
em sus casa a queira maadar entregar a seu senbor,
Joio Jos de Carvalho Moraes na ra da Cadeit do
Recife e oa falta, o mesmo pasaari a proceder o qus
lei Ihe concede.
=* Fugio, ao Ka 20 de Janeiro do litio das Bo-
seiras, do mejor Joaquim Kliss de Moura o seu es-
cravo crioulo meatre pedreiro de nome Silvano, es-
tatura regular, secco do corpo, bem preto cabeca pe-
quea olbos vivo* pouca barba e com luisaa finase
compridm aiuita fallo de denle slemum espito
na mandbula superior na frente, pi cabelludos,
tanto Irabalha com a mi direila como com a eiquei-
da ; lem urna cieatru nopeilodo p, de urna feries:
quem o pegar, leve o dilo sitie, que sera recompen-
sado.
r Recompensa-se bem a quem peger um cierno
rugido no dia 3 do crrante ; o qual lem oa sign>
seguintes : estatura regular preto, de naci roas
chai barbado, eerpo grosso; tem a pern* direi
cambada, que quando anda seivo-lbo de bailante es-
totro por rocar o joelbo direito sobre a parle in-
terior do i-squerdo ; de nome Joio loflre amiudo
do puchado; levou camisa de nacido miudo azul, ce'oa-
laa velbas traje em que foi encontrado na Boa-VisU
leguiodo para Cora com urna trouta de pannos sujos,
e urna cuia ludo de seu uso : quem o pg*r, le"'
ra daCrui, n. 3 casa da Manoel Issaa.
aa Fugio, oodia 3 do correte um preto de no-
me. Caeteno de naci Angola ; suppde-se qae looii-
ra o caminho do Cear ; lera de idade 26 ancos, pas-
eo mais ou meaos de estatura regular muilo ladina,
quando f>
De cegecho-'*. Sebtilo
preta
lea
cavo do corpo cor neo muito .
Em de correle persa 8 horu di noule, dea- prece que est rindo se fazeodo na testa lugas
'' duas ferida em urna perna ; levou caifas laigi,***"'
sa e aqueta brancas, e urna facha encarnad* na cina-
ra ; suppOe-se que levou um trouxa com roapa *
rede : quem o peger, leve a ra da Cadeia *V> Re*
n. 42. que sera recompensado. Adverle-so que o pis-
to he. barbado e levou na abec um barrete.
Fugio, oo da 20 de Janeiro usu escravo da00'
sute Frajscisco, com o apeoslo de Roque Aleanoo.tr'o*1-
lo alto, orelbas cortadas, duas cicatrizas a** '
leujdo urna de cada lado e be capado e se iotstula ""'
r0 Mam o.r l. ,..-.. J r,nn KafltO. &-U
. qoem o pegar, le>e a praca do Corpo Sin'0-.
Fugio, no dia 29 do mes paisado da fabrica o
sabio sita na ra Imperial do Aterro um P"rdo,
nome Antonio de 22 aonos, claro, eebeHoi easUaiioi.
alto, magro, muito feio do rosto e corpo ; lew *'
ces do rosto e os peilos muilo salientes ; p** ""J.
mMeitos cicatrizas de alporcaeedous tainos oo r
cc^o : roge-ee ai autoridades policas* o b*j2 ''Q
prebender ; e promelte-se gratificar a pessoa 1
levar a seq senhor na dita
tt a*oiindii ailar.
fabrica ou na kru*
Nova,
PKUN, ; NA I Y" DB M. P. DE PARIA
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