Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08735

Full Text
inno
de 1846.
,. nHUlO publica-se. todos os das que
l- fnrem do guarda : o proco da asslgna-
" Klflrrs. por quartcl pago, fld.an-
ia\\"0S annuncios dos asignante sao in-
f*!\0 Vr/o de 20 .is por llnha 40 rs.
i"", nndiirercnte, eas repeticoes pela u.e-
lm, !POsaue nao forem asignantes pagao
ClASF-SDALUASO MEZ DE FEVERE1RO.
,,. a 3 as 2 hor. e 51 min. da man.
*esch uTllaseiior. e 51 min. da man.
P* .tea 19 a.2 hor. e 23 min. da man.
f'Crt* "5 hr-e ll mln-da tvd-
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Goianna, e Parahyba, Sr-gd." e Sextas feiras.
Rio GrarMe du \orte, cheganas quartas
feiras ao nielo (lia, epar.te nasmesmas ho-
ras as quintas feiras.
Cabo, Herinhacn, Rio Kormoso, Porto Cal-
vo, e Macey, no !., 11 e 21 de cada mez.
Garanhuns e Bonito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e 28.
Victoria as quintas feiras.
Olinda todos os das.
PREAMAR DE HOJE.
Primcira aos 30 minutos da urde.
Segunda aos 54 minutos da manbaa.
de Fevereiro.
AnnoXXH N.38.
DAS DA SEMANA.
2 Segupda >< nhora. S. Flosculo.
3 Terca S. Tigides, aud. do J. do civ. da
1. v., e do J. de paz do 2. dlst. de t.
4 Quarta S. Aveneno, aud. do J. do clv. da
2 v.. e do J. de paz do 2. dlst. de t.
5 Quinta S. Albino, aud. do J. de orf., c
do J. M. dal. v.
6 Sexta S. Amando, aud. do J. do civ. da I.
v., e do J. de paz do 1. dlst. de t.
7 Sabbado S. Romualdo, aud. do 1. do civ.
da 1. v., c do J. de paz do 1. dist. de t.
8 Domingo S. Corinthia. -
CAMIUOS NO DA 4 DE FEVEREIRO.
Canib. sobre Londres. 2 d. p. 1/ a 60 d.
k>i i'.u-is 350 rl por franco.
Lisboa 105 p. c. pr. p. m.
Desc. de let. de boas tirinas 1 Vi P- "/ "}";
Ouro-Oncas licspaulioUs 30p00 a 31/000
Moeda de 6/400 vel. IfijCOO a i6#800
a .. de'400nov. 16#20l) a 16/400
de 4000 8^600 a SfSOO
Praln-Patacoes .... 1/900 a 1/930
Pesos Columnares 1/920 a 1/960
. Ditos M.xicanoi. 1/840 a 11880
.. Prata Miada l/BOO a 1/620
Accoes da C.' do Beberlbe de 50/000 ao par.
DIARIO DE PERKfAMBUCO
PARTE OFFICIAL.
INTERIOR.
MINISTERIO DA FAZENDA.
Extracto do expediente do dia 29 di demhro
prximo pai$ado.
A tbeiouraria da Babia, declarando, que i reitiluiclo
di iis Pg d< contrato de compra e venda- de beni de
riit s pode e deve ter logar, quando esse contrato tiver
do iolgado'nullo oiem etTeito, por lentcnca directa e
po.it.vimeote proferida .obre a qoe.tio de ra vahd.de
I procedencia- nio bastando a decisSo, ou migado."que
drspreieembargo de terceiro, fundado no direito de
propriedade e pone batida em virtude desse contrato,
por aer lio o que se conforma com lateral diiposicao
da lei, que para tal restiluco elige, que a venda le dei-
fica por lenteoca. .... ,
A' meima, em viita dos queiitos propoiloi: 1.',
ie ai partei devem aatiifazer como cuitas a meima im-
portancia dacommiiiio. que | tinhao recebido da tbe-
iouraria oa empregadoi do juio doi feitos, quando a fi-
pil ai mesmai partes lejo vencedoras, e le Ihei hiji de
restituir i quantia entrada pira o cofre di faienda por
ii deewcuco do uizo; 2., le a dirima, que, segun-
do o uio do foro eontoncioio, be incluida na tommi de
custai, tendo ella lido averbada por conta da lateodi,
ou piga pelai partea antei da sentenca final, dee er
iitisleiti por quem for condemnado Dai cuitai, quan-
do nao tej a lateada vencedora, le responde: !.?, que.
quiBdoioonteca, por cauta Je reforma, ou reiogaco
deientenca, que a tbeiouraria tenha de restituir as pr-
telo que dellii le tenha bavido por eiecucoei, deveraS
tambero reitituir o empregadoi do juio o que tiverem
recebido de poroentagem das qoantiai, que, entradas no
colre em virtude de procedimeoto judicial, teem de ser
reitituida pela lobredita razio ; porque, neate caso
nem a fazenda dte ter o prejuizo de pagar commisiSo
do que efectivamente nio recebe, nem ie deve linear a
cargo das partei vencedoras o que ellas, a nenhum ti-
tulo, teeui obrigagao de pagar, e muito menos em beoe-
licio de vencimentoi indevido de empregadoi; e be de
mus neceiiidide esta restituicio feita pelos emprega-
doi, pira o advertir da circumipeceio e imparcialide-
de, com que Ibei cumpre proceder as eiecucoes mo-
vidas por parte da hienda : 2', que, no caso deier
vencida i fizendi mi causa em que teja autora, ou re,
dizima da chancellara le nio deve pagar, le livor sido
averbada, e te ba de restituir parto vencedora, le ja
electivamente i tiver satisfeito.
Governo da provincia.
EXPEDIENTE DO DU 30 DO PAIS1DO.
(ConclusSo.)
OfficioAocommandante das armas, accusmdo re-
cebido o mappi estatiitico do hospital regimentil deits
provincii.
Dito Ao Em. preiidente do Piuby, aecusando
remes-a da guia do cipitio Joaquim Jos di Silva Lis-
boa, actualmente naquella provincia.
Dito Ao juii relator da junta de justica, remetien-
do, para ser definitivamente sentenciado, o procesiodo
soldado do 1.a bitilbio de cacadore de liaba, Andr ds
Coila.
Dito Ao chefe de polica, ordenando, que a vista
do officio do ioipector da tbeiouraria da fazenda, que,
acompinbado de outro do administrador da meta do
consulado, Ibe remelle, proceda, como de direito for,
contra Vicente Alve de Souxi Cirvilbo, oiiieiro de Le
Bretn Scbramm & Compaobia, por haver ipreieota-
do ni referida mesa, para pagamento de deipachos, a
nota >6rde de 200J n., que vii com 01 mencionidos ol-
ficioi, o verificou-ie ler filia.
RIO-DE-JANLIRO.
poltica cbral
O MI de lord berdetn.
O querer justificar pretenco de registrar to-
dos os nivios mercantes iol> pretexto de emprega-
rem-se no trafego de escravos pelo que a cada
urna nio compete para com os barcos dadoa a
pinUrla, anida menos tende que a converler em
um lei martima fundada t incorporada,como un-
roulavel, no cdigo inlernaciooa, plo consent-
memo de todas as naces, um regulamento e um
principio adoptados nicamente por urna nacuo, e
poslos em praxe em virtude de su nica e pre-
tendida autoridade ..
Alm do caso Ha sutpeita de piraUria, uo po-
de jamis urna potencia ter, em lempo de paz, o
direilo de registrar os navios de outra. debaixo de
3ualqucr pretexto que seja em pleno mar, e lora
os limites de suajurisdicco territorikl
(Me. Tyler, piaiidente dos Estados-Unidos,
na mensagem, que, em 27 de fevereiro de
1843, dirigi ao congresso.)
Reparar deve o leilor, que oessi lei que para o Bra-
sil fez o parlamento britaonico, nio vem auloriada ci-
preiiameote a visita ou registro de nossos birooi, e l-
mente a sua buica, deteocio e captara ; a razio oio ei-
t por certo em ler isio lubenteodido : com quinto i
buica envolv o laclo interior di visita oa registro, ou-
tro comtudo be o seu fundamento. A Inglaterra tem,
nesse ultimoi tempoi, fundado e posto em pratica a
tbeoria deque o direito de visita e regiitro Ibe cabe,
anda em lempo de paz, pin edeto de levir ao cabo
eus projectos di totil eitioccio da eicnvidSo doi ne-
gros. Ai discusi5es diplomtica!, havidas de 1841 i
1813, entre os ministros britannicoi e o doi Eitadoi-
Unidoi, eai declaradles fintas nene ultimo inno (\)
por Sir Robert Peel, no pirlimenlo inglet, quando in-
terpelado por M. Carloi Wood, minifestamente o pro-
vio. ,
Se nio be a forca, que serve de bal* a um tal direito,
nenbum fundamento ln elle dos principios do direito
dn gentes.
Nenbuma mi e base ( diiia, no anoo de 1580, a
Inglaterra pela bocea da rainha Isabel, deisa grande
soberana, que foi a primeira, que laocou os cimentos
do leu poder martimo,em reiposla ao ombaixador Ja
Heipanbi, Mendonca, queallegiva os direitoi, que li-
ona a sua nicao, de vedar, que osiubditos das nutras
navegusem pelos mare das InJiss), nenbuma raiio e
base acbo na pretencio de vosn cOrle : eolio monarcha
nenhuma prerogaliva tem para atiim prattear, e mul-
to menot para prescrever leis a quem nenhuma obnga
c ar, hecommum a todo o homan, e por tua proprxa
natureta exclue toda a pretenco de dominio ou pro-
pi iedade (2).
Por certo, principio he inconteitavel e nnivenalmen
te reconheeido por todos os povos civiluadoi, principio
imtnutivel de direilo dn gentes he que ninguem pode
srrogar-se a soberana ea propriedade dos grandes ma-
res ou do ocano, que o uso deites be lio hvre e com-
mum a todoi os homeni, como o do ir que respiramos e
3ue, por coniequencia, nenbuma potencia pode inter-
izel-o a qualqucr oulra, debaixo de qualquer razio ou
pretexto que seja.
Destn priocipio, combinado com o de que um navio,
em qualquer parte do ocano em que se eche, reputa
se como territorio da naci a que pertence, tegue-se.
que nenbuma potencia pode ter a antoridade de eslabe-
lecer regrai de polica, ou exercer qualquer icio de ju
riidiccio nai igon e mares livre e comamos. E tendo
aisim, viito be que o eslorvo di viagem de umi orabar-
cacio, o seu registro ou visita em mares liviei, impor-
tando actos de autoridade, polica e jurisdiccio, eita fu-
ra da Icaria de.ama afio, a reipeito dos navios du
outru
Ao direito, porm, di propria cooiervacio, a que, no
caso de colliilo, todo e qualquer outro cede, a este di-
reito, fundado o naturezi e conforme io Sm di crea-
cio, tio forte e mperioio como he, donde nuce o di
guerra, com o seu grande e brutal cortejo de violencias,
fraudes, dores, tormentoi, peouria, incendios, mortei,
deolacio e lagrimas ; ao da guerra, que legitima a pos-
seda propriedade, eaproprii ruini do ioimigo, ateo
'ponto de fa/e-lo respailar nossos direitos, ou de pO-lo
ni impossibilidide de continuar i fazer-noi mal, a este
direilo que finalmente corresponde i obrigicio da
parle doi neutros de nio forneceretn aoi n saos inimi-
gos armas e municoei de guerra, com que nos possio
offendor, eita regra he subordinada.
Assiincjue a autoridade d a urna potencia o direito
da propria conservecio de, em lempo de guerra, eitor-
viri marchada um nivio de potencia neutra, autor-
daded linda este mesmo direito psra, em lempo de
paz, os barcos de guerra de urna naci registraron) e
capturarem os nivios. que, nio partencendo estido al-
gum, tem autorisacio, e por sui conti, commettem de
predic5e noi mires livres (3), o nivios de piratas, ou
A RAINHA MARGOT. (*)
por AUxanorr Dunuie.
QUARTO VOUME.
CAPITULO V.
beos BispB. (Continuacdo).
hitrndlitio Maurevel ni feobdura a chave que Ihe en-
vegara Catherina, e deixando doui homena i porta co-
mo estav eonvenoionado, entrou oom oa oolroa quatru
ua ante-camra.
. ~ Ah ab 1 diste Maurevel ao ouvir a estrepitosa res-
pirsfao dodnrmilao, cuja bulha chegava ante-oamara,
]iareee qne ac'uarenioi nqoi qui-iii pruourirooi.
ImiDi'diataroento Orlbon, pensando aer aeu amo que
ae roc com cinco lioatem armidoi que uooupavlo o quarto.
:*) Vide Ciarte a.' 27.
(1) Vejio-ie o aonuario histrico de 1843 e o pa-
pis pirlimentiret do 1841 a 1843.
(2) Cambdeo io vita Ei. id ana. 1580, Vlarteos
esusas clebre!, Axuoi, Direito min timo.
A' vista delta cara ainiatra, dille Mnurovel qne olia-
marko o matador de el-rei, o fiel aervidur reouou, e
pondo-ie ante a segunda porta:
Quem aoia vos? disse Orthon, que quereiaP
Em norae de el-rei, reapondeo Maurevel, onde ei-
t leu amo?
Meu ano?
Sito, el-rei de Navarra.
El-rei nio eit ahi, reapondeo o criado defenden-
do cada vea maia a porta ; por tanto nao podis entrar.
Iiao he pretexto, he mentira, diaie Maurevel. Ar-
reda I
O Beirneies fio teimoioa: eiteroinou como ura cao
das auas monlmhas, e aein se deixar intimidar:
Vos nio entrareii, diste elle, el-re eal miente.
E agnrrou-ie n porta'.
Maurevel fes um geato, oa quatro homena legurrao 0
recalcitrante, eooieo ello ia a gritar, Maurevel poi-lhe
a man na boca.
Muiiko Orthon furioso o nssanino, que ratiron a mo
com uro grito aurdo, o doo oom o puuhu da espada urna
pancada na rebeca do criado. Ortbon cambalcou e ca-
bio gritando: A' que d'el-rei! que d'el-rei I....
E expirou-llio a vot com um deamaio.
Paisrtu-lhe entio os aiaaasnos sobre o oorpo, fica-
ro dous a nutra porta, o oa outroa cora Maurevel en-
trirao'para o quarto de dormir.
A' lu da lampada que ardia aobre a mesa do cabecei-
ra, virio ellel a cama.
Ai cortinal eitavao fcohadai.
guerra, desses actoi ai partes belligersotes; e sroente,
em tempo de pat, se Ihe recoohece contra navioi de pi-
ntes e de nicoes. que por convenedes e ijustei tenbao-
Ibes para ino coocedido faculdide. Ella he a opiniio
geral de todoi os escriptore, he o principio e lei, por
quo le tem guiado todos os povoi civililidoi; e como
com i Inglaterra boje isto questonamoi, com o leus
proprios feitoi, procuraremos provi-lo.
(Coitlinuar-H-ha.)
DURIO DE PER SAP CO.
OS PAQUETES DB VAPOR.
A irregularidadc, quo, lia mais de dous mezes, so
nota na marcha dos paquetes de vapor da Companhia
Brasileira para os portos do Norte, c os graves prejui-
zus, que o coiniiienio eos pinlicnluiessulTreni com
semelhanle irrcgolaridade, movrflo-nos a dizer bo-
je algutnas palavras.com o lim de uconsellinrmos ao
governo o meio de provt'rdo prompto rpida com-
muucaciio das provincias entre si, como lo necessa-
rio he, cj que tilo caro custfio todas cssas poucas
commoilidades, deque as provinciasgozflo.
A Companhia Brasileira dos vapores possue presen-
temente oilo paquetes, dous dos quaes fro recla-
mados para accompanhar S. Magestade na sua viagem
aoSul.eporl andao; tres aehao-sc a concertar no
predacOe. noi mires litros V6]t os navio, oe piratas, ou, Rio .m ho oque faz o ^M^JJ,;
com i -88. ordenicio (4,. de coriario..jy ^^^^^^^^^^^
a toda a roupa, que em todos o tempos forSo reputa
dos como salteadores do mar.
Afn destes dous casos, ou sem ser sob o fundamen
todo direito da proprii conservafii, sopor consent
te, que nlo podem por isso apparecer nos respectivos
portos senfio de 30 em 30 dias qu mais.
Ora, o remedioa esta prejudicial proeraslinacilo do
" correspondencia entre a capital do imperio e as pro-
" vincias do Sul e do Norte, suscitada mesmo pelo go-
lo do direito aa propria conservava, sopor nunnii- vincias do Sul e do Norte, suscuaua uicsiuu pt-iu ju-
mento expresjo de urna potencii a reipeito dos navios yerno central, por ello deve ser aplanada; o em nos
ft 1 ata ft. A I a^u._^ aXai I a Ja #% VA akAK Afe !^!S*a AtnAft.l itllllf
lili II i l V I' i Wd*w BW *..-. (------------------- (----
de leus subditos, lem tntidos e convenedes, todo o re
gistro, busc e cipluri de um navio tem por fundamen
lo o direito, que por ventura asiistir possa aos piratas
to O direilo, que por venium asisur pa, ai pa, ----------------~, ------- .,. .
ou roubadore. Lcumadore, ^ mar. que por igu.es verno, en,30 de^ezembr^^ I8JJ.
fados sio punidos como tran-gressoroi das leu genes d
sociedadeeinimigos do genero humano I (5)
Entio i potencia, que assm praticar, poder-se-bio
pplicar aquellas pilavras com que um pirata da anti
guidade reipondeo a Alexandre, que Ihe inquira a rl
guidadereipondeoa Alexanare, que na inquina .- ou ( ue por veuiu.a .u .~~ -----tj,"^
"o. por que infest.va o. mares. -Car tu, rex, orbem da Companhia o perm.tUlo ser o agens de 20
'LJi c.j ........ i/,io. oir/a eo- em 20 das. Lsle pra/.o sera anula encuriauo, se as
terrarum ? Sed guia ego parva navi /acto, pirata vo
cor ; tu vero quia magnti elaitibui, diceris iiript
ralor (6).
Houve lempo, que, aioda cm occasiio de guerrai,
slgumas navSes repellirio urna tal autoridade. Ai duas
prinripaes potencial martimas da Europa, a Inglaterra
e a Franca, assim. t certa poca, o pensario (7). De-
poisdapaz de Vervini (dix Grocio; continuando a la-
vrar a guerra entre a Inglaterra e a llespanha, a rainha
I,abe! pedio ao re da Franqa licenca para visitar o
navioifrancezei. que navegavo para a llespanha, a fim
de verificar se elles transporl-vio armai emumeoes de
uerra. a Franca ja entdo Ih'a negou, pelarazUode
fornecerem toes viiitai occandei para perturbarse o
leucommercio, ididarem aso pilhugsin (8).
Ninguem, porm, boje contesta o ojo, em tempo de
(3) Esta he a definicio, quo gerilmente se d de pira-
tas. Vejio-seL 118 de verbor. signil Emengon.-
Tratado sobre seguros, Azuni.- Direito martimo.-
BlacksloneArlhur Browne.- Compendian, vicie o/
Ihe civil Imics, vol.2,cap ll, e out.os mu.toi autores.
(4) Ord. L. 2, til. 32, $ 1.
(5) Cicero, da oflics, cap. 29, liv. 1.
(6) Pel mesmi rnio por que o re o fazia, em todo
o orbe terrqueo. '-Cbamio mo a miro pirata porque
i em um pequeo barco commetto depredares, es ti,
porque tons grandes exercilos e armada dio te o titulo
de imperador Veja-se Cicero de fbp. liv. 3, e btraeca
de Assecurat, cilado por Emengon, e Aiuni.
(7) Vattel. Direito das gentes, hv. 3 e 7, $11*.
Arthur Browo, obra citada cap. 7, vol. 2.
(8) Grotiutjut betlt tt pacii, liv 3, cap. 5, 10.
Oh! parece, que pin ronca raaial dmeooabo.
Ora aua! dase Maurevel. .
A' esta vot parti de dentro das cortinal quo le abri-
rlo violentamente, um grito que mais ae pareca ao ru-
gido do lefio, do que a accontoa humanoi, e um hornrm
armado do ooiraca, o cabeca cubera de urna celada,
que Ihe chegava al oa olhol, appirece.i lentado, oom
dual piallas naa tnaoi, o S capada aobre ai pernal.
Aaaim que Maurevel vio eain figura e conheceo de
M'iuy, lentio arripiarero-ae-lhe o. cabellos ; tornou-ie
de urna pallide horrivel ; euclieo-ae-llie a boca do et-
cuma.ecomoieeitiveraemproaeuga de nm eipoolro,
deo um passo atrs.
De repente se ergueo a figura armada, e deo para di-
ante um paaao igual ao que Maurevel havia dadu atrai,
de lorie que era o ameicado que pareon peneguir, e
quem araeaciva que pareca fugir.
Ah! malvado, diue do Mouy com voi lord, tu vens
matar-nic, cumo mitaate mea pai.
O dous eabirrorque oom Miurevel bavifio entrado
na cmara real ao ouvirio cstat palavrai terriveisi mas
ao mesmo tempo que rilas erao proferida, ae havia urna
pialla .bailado na altura da testa de Maurevel, que ae
deitou oahir do joelhoi no momento em que de Mouy
punha o dedo no gatilho. O tir parti, e um du esbir-
ros que eslava por tra de Maurevel, e que pelo movi-
mento desle ficra descoberto, cabio ferido oo coraefio.
Imuiediatamente roplioou Maurevel, o ton tiro ; mas a
bala aobatou-se aobre a ooiraca de de Mouy.
Entlo de Mouy arrojando oom a eapada, parti com
sa opinilo quanto anlos.
Eis-aqui urna das eondices do contrato para a ll-
nha do Norte, celebrado entro a Companhia o o go-
A Companhia rara espedir lodosos 30 das um
paquete da capital do imperio para a da provincia
do I'ar, cmquanto ella nflo tiver mais do que os
seis, que actualmente possue logo, porem, que es-
to numero seja augmentado com mais um paquete,
ou que por ventura antes disso as circumsUncias
. ,! -I__u:_____,.,.,.ii.-.., cnrlin 9S VU1CRIIS lll! 20
a oai.ompaiiiii.iu pe mu., ^-- .--- ----
em 20 dias. Esle prazo sera anula encurtado, se as
mesmas circunstancias da Companhia derem lugar
a isso, e assim convior ao governo. ...
A Companhia he hoje obrigada, como acaba de ver-
se, a expedir todos os 20 dias um paquete para as
provincias do Norte; mas a necessidade.em que a te-
mos visto collocada constantemente, do ter um, dous
easvezes tres paquetes a concertar, e agora a ctr-
cumstancia extraordinaria de se acharom dous del-
lcs os de primeira marcha, as ordena de S. Mages-
tade, forco a Companhia, quo nao pode lazer mila-
grea a faltar a conuicno essencial dos 20 das mes-
mo apew do inferior Correio Brasileira, que o gover-
no poz aoseu servico, emquanlo durasse o impedi-
"^cirolugar nos pensamos, que o servio dj
S. Magestade, durante a sua viagem pelo S il, podu
ser"frito ptimamente com vasos de guerra nac.o-
naes, dcvidamen.e preparados para esfr; l.m,^em so
allectarem a semelhante servico os paquetes da Lorn-
nanha uue, por poneos e de extrema carencia, mo
0 So se tlistra lidos do exclusivo destino que so
1 es leo sem com isso se aventuraren, os m cresses
do commer" o, se retanlarem as correspondencias
flueanTesdeviioserestreitadas, e se comprometter
3o certo^modo a rep.itacoda Companhia; O ouenos
parece; que o governo devia pAr summo cuidado d o-
V Depois, nos estamos convencidos de que, mesmonao
oll.Tcr.ne.aooutro eabirro, e volUndo-.e par. M.u-
ri>iel cratou coro elle o ferro.
''Foi ocrabsu. lerrivel porm curto A qu.rU ello-
te apagou. MnnT auroveitou-ae da
Sem cuidar era maia nada, de Mouy pro Hm_
ob^rldc. vigoro.0 e f^'-JJ^K
r, correo a antc-camara, deitoa^por tern dm,
birroi, repellin o ou.ro V*^ "" *"
os do... que guardava a porla,^r g
roa de pialla, mascuja, bala, so ernpreg* i ^
do corredor, e fioou .alvo de.te ""'^"^e da> qu0
rcitava urna pistola oarregada, alera des.a F
tao terrivei. golpe "'" ..,._,. I8 devia fugir para
Hesito, d. M;'"{''drArn o 0.,epr. Ihe "p.rooi.
o apo.ento do duque d AhraC". hir d() ^^ ,.
terouvido.brir-ae o ep oour r ^
iidi^P-'^1Corar.' aahou de. degro.
:,e:.rdi;oarmr:ne::,cohegou.. vo^0, ^0 *
KBStt t mataado por eonU
**'E'mo .. su, pala" h.vio augmentado oemb.i-
mento em que o tiroi hav.ao laucado agaardi, reli-
^u-,e'deT..ombr.d.mente edeiappareceo pela ruado
;uq, .em haver recebido um arranlifio. ,,..,.
Er. neitemomeuto que Catherina hav.a det.do oca-
itlo dll guardo! diiendo-lho;


-
percorrida, viagcm redonda, por qualquer dos ac-
tuaes vapores, coi meios do *5 dias.
. Qual sera, pois, o remedio a adoptar para que des-
apparegaoos inconvonleutes, deque tem*s feito men-
S --<> remedio he o de dar moios Companhia pa-
ra que ella possa maridar construir por sua conta
m squairo paquetes de urna fofga superior ouao
o ., .rf 8 Iml*r<<>- e Imptratril micos dos
vt ,,,'qUe n> Parecem "paM de satisfazer as
doze viof niT P/ia ComPa","a' a fin, de que esscs
o.nc 1 POsS;1" fa?erca,la um asua appariCflo nos
pc-.tos convenc.onados de 12 em 12 ou de 15 em 15
, ,J '~ "Hiltipliquem assim as correspondencias,
que ora andao tno espadadas e tSo irresulares. s
"icios nao podem ser outros senSo modificacOes ra-
oaveis as condices pecuniarias, a que o governo
&e obnpoii, para habilitar a Companhiaacompra, que
maleamos. ^
Toda a animacao prestada a Companhia Brasileira
nos parece necessana da parle do governo, quando
inda lioje notamos um baixa consideravel em suas
acefies na praca do Rio, e calculamos os graves em-
mulher um estido Ul d'eaiperecio, qae findou por
querer ecompanbar anuas escriva, e filhoi, cea me
vi ni necessidsde de acceder, conduzindo eu meimo,
t a porta da cadeia deata illa, o que era meu, sem
que livesse por mim a protoccio, qae ai nossas leii as-
segurio propriedade particular. Limito me, Sn.
Redactores, esta simplesexposicio do acontecido, por-
que ainda tenho de voltar a dar conta eo publico da
perseguirlo ulterior deque tenlnsido ictima, e da
maneira sultnica e inaudita, por que ae me tera proces-
ado, vedando-se-mealaquellesdreitos, que 10 nao
conteitSo ao mais vi! criminlo. Sou. 5ts. Redacto-
res, seu, *e. Jironymo de lbuquerqui Mulo.
Pao-do-Alho, 3 de ferereiro de 1846.
Variedade.
cipio de jusliga, mas anda porinteresse do publico
c especialmente do commercio interno do Brasil
rujo movimento rpido c animador andar .sempre
ligada a gloria do governo.
D'umi carta, que com data de 14 do mez ultimo,
trouxe do Rio-de-Janeiro a urna cata commercial delta
precaobrgue mglez Ventlia, entrado ante-hontem,
coma, que all continuava a escaiiei de moeda, o cam-
bio sobre Londres eslava firme a 27 d. p. 1* rs., hevilo
muitos navioi no porto, e 01 frele regulavio de 45 .
d. a 50 (. Um Jornal do Commercio da meima data,
que pela referida casa commercial nos foi prestado, na-
da traide inloreise, alm dos avisos, cujo extracto da-
mos na parte official.
Correspondencia.
Srs. Redactorei. Em quanto nio ebega urna po-
ca, uui que, tendo a lei aiiumido o leu imperio, eu
possa exigir dessa mesina lei o desaggravo das violencias
o perseguicoes, que contra mim tem empregado o
partido boje dominante,por intermedio das autoridades
policiaes desta comarca de Pab-do-Alho, contento-me
coni eiprtf ao publico essas perseguicSes. e o motivo
dellas, para que os bomem sensatos ajuitem at que
ponto o cidadio pernambucano he victima da autor ida-
d publica, cuja priroeira obrigacio he protege-lo !
Nio querendo entrar na deles do Sr. do engenho Pin-
dobinha,sou todava obrigado a dizer, que, depoii
de todos o excessos praticados pela polica n'aquelle
engenho, recebi em minba casa a esposa do Sr. Jote
Mara Paes Brrelo, e juotamente algumas pretal de
seu servico, prestando, nesses momentos d'attribulacio,
aquelles oficioi e deverei. que a amizade preicreve. No
da 11 de Janeiro foi ao meu engenho (Ramos) o dele-
gado supplente, Joo Carnciro da Silva Beltrio. e a-
presentou-me urna ordem do chefe da polica para a
prebender osescravos, que abi se achanem pertencentes
a Jos Maria, a im de se verificar, se entre ellos exii
tiio alguns de Manoel Beterra de Mueres : nio sendo
de imnliiis internos oppr-me semelhante ordem,
querendo sobre ludo dar provas de moderecio e respai-
lo auloridade publica, recebi cortermenle, se nio
com efeg>, o delegado, que respondeo i minba cortezia
mandando cercar a (abrica por 00 liomeni, e a casa de
vivenda por 20, collocando seis soldados armados de
elavnnles nasale, c verejando os luga re mais recn-
ditos de minba casa sem encapar da pesquiza a vasi-
lli 1 mais insignificante necessaria sos usos de urna fa-
milia (!), sob pretexto de ver se exisliao armamento e
niunices Nao tendo encontrado essas provas de cri-
me, que, com lano Kfan, procurava, reuni o delega-
dosupplenle todos os escraves, leparou a maior pBrte,
(|ue me pertencia, e que era meimo conbecida da gen-
te da tropa,'o mandou conduxir os outros, entrando
nesse numero tudas as escravas de minba casa e amas de
meus fiilios. Corno me cumpria, reclamei contra se-
melhante procedimenlo, alleauei, que a minba pro-
priedade nao devia de ser confundida com a de outrem,
ol'lWoci mesmo um deposito idneo para evitar o meu
prejuio e essegurar o resultado dai indagacdei poli-
ries; porum, foi tudo em vio, porque o desejo do
delegado nao era cumprir a ordem, que recebara, po-
rm m opprmir-me, o lancar sobre mim nodoas do
crime e o dcsar des injurias, deixando urna familia de
dezaseis prssoas sem ler quem Ihe fiesse o mais pequeo
.emeo. Na occasiSo em que forio as escravas manda-
das partir, meusflhosoni pranto se agarrarlo as suas
amas, e este incidente inda me fornecco um motivo
pa'a pedir ao delegado, que modificasse a sua ordem;
mas, por toda resposta, mandou aquello por dous sol-
dado arrestar, e elle mesmo arraitou paia fra da caa
urna preta, que um de meui filbos eslava seguro, le-
vando assim de rojo a quem nenhum motivo liavia da
don sous odios. Nesse estado de cousas, ebegou minba
PODER MILITAR DA BDSSIA.
(ConcluiHo )
O principio, que forma a base da justica militar runa,
he que o offieial superior nunca pode deixar de ter ra-
zio. Citaremos como exemplo deste principio o raajor
generaf Timoiefl, que sa tornou famoso nio s pelai
suas crueldades como por causa da sua paulo pelo jogo,
e que tinha o costume, quando perda, de se (azT em-
bolsar pelos sidos dos ofliciaes da sua brigada. O coro-
nel Descours e alguna outros julgro dever queixar-ie
por este motivo; mandou-se proceder a inveitigacio, e
demonstrou-se a infame conducta de Timoleff; porm
o ministro da guerra decidi, em sua grande sabedoria,
que a disciplina militar nao permittia que um olfioial
luperior fosie castigado por (actos occorridos en re elle e
seus subordinados ; e em consequenca fcrio em dis
ponibiidade Dcscoune os outros, e at alguns (orlo
demittidos, aVfiasso que Timofiefl foi promovido a te-
nenle-general. As bomeosgens servs e os oxemploi de
adulacao, que os descendentes das familas maiidistinc-
tas prodigalisSoaos seus ofliciaes superiores atnossaloes
e nos bailes,' lio quasi incriveis. Todas as vetes que um
officialsuperior diriges palavra a um subalterno, deve
este assumir logo a attitude de parada e a vida militar
na Russia nao be maii do que urna continuada perpe-
tua parada. Um simples soldado nSo se atrevera a
permanecer coberto 00 momento em que visse um otD-
cial, anda que fosse em una ra a urna milha de dis-
tancia. Os castigos, que de ordinario se irnpoem ao sol-
dado, sem contar as pancadas e boetdei, que Ibes prodi-
alisao os superiores, sao as pranchadas desabre, as fus-
tigacSes e pauladas As recompensas consistem em me-
dalhas, condecorafOes e fachas, que, mo grado da pro-
liisfio, com que se distribu-m, so mui olicitadai. A
maior distinecio be o retrato do imperador em minia-
tura guarnecido de diamantes, e s tei'm o direto de
traze-loo marechal Paskevitch, principe de Erivan e
do Warsovia, e o principe Pedro Wollconski, mordomo
da cesa imperial. Wolkonski commada urna companhia
de granadeiros veteranos, cada um dos quaei deve (er
pelo menos vinte e tre minos de servico sem nota, e
cinco ou seis medalbas das campanhas de Franca, Fin-
landia Polonia, Turqua, Perna e da entrada em Pa-
ria. Todos os fiussos ,quo fizergo a empaoba em 1831
contra os Polacos, forao condecorados com a enliga or-
dem nacional de Polonia, e 01 que luerao parto no
assalto de Warsovia, I' nao ograciados com urna medalba
etpecial.
He tal o valor dos ttulos militares, e tao grande o
numero dos queoileem, que nSo pode apresentar-se
na corte a mulher de nenhum individuo do posto infe-
rior ao do official general, anda quopela bierarchia he-
reditaria de seu nascimento houvesso sido recebida na
qualidade ilenol.ro antes de casar. Ella regra deetiqueta,
apezar de ser em si insignificante, nos parece caracterisar
sufficientomente a naturea das relacOes que ba na Rus-
sia entre as instituicoes militares e sociae. O posto mi-
litar he o que da entrada na corte mulher de um ofi
cial; he o quo d o privilegio de comprar e devendpr
servos; he o que confere o direto de dispor da pro
predade, o be o que determina al a posicSo civil, por-
que o proprio servico civil se distingue por urna bierar-
chia de ttulos militares. Sem um posto militar um bo-
Ficai, eu mosma irci rrahi o que U.
Usa, endura, obaervou o capilgo, v perigo que
ji'le correr V. magostado nio ordena que a riga.
Ficai, Sr. meu, imc Catberina em toni anda moia
imperioao doi rei urna proleican mais poderosa do quo a espada
de um hnmeiii.
O c.ipitjn deixou-sc estar.
Catberinn tomou mi jo una Linterna, ealcou urnas clii-
liellaa de veludo, aabiu doquartn, aeguio pe corredor
anda clin de fumo, c eiiLniuinfiau-ie iinpaoivel e friu
como una sombra para o aposento do rci do Navarra.
temva de novo u silencio pnr toda a parte.
Chcgou Catlicrina porta il'cnlrada, tranapox o li-
iniar, e vio primeiru na uilc-i-ainara rtbon dcuroaiado.
Ablah! diese ella, aqu temos j o laeaio; adian-
to sem duvida acharemos o amo. E passou asegunda
porta.
Ah deo com o pe em um cadver; abaixou a lampa-
mem he menos que xero, o be considerado em un esta
do de inespacidade completa quanto a vantageot so-
ciaes.
N'outro tempo o soldado russo tinha urna grande fa-
ma pela sua firmeza. He verdade, que esta firmeza
nascia em grande parle de preocupecSes nacionaes, de
idcias supersticiosos, que ainda boje exercem sobre elle
grande imperio. Instrumento ceg e passivo encara
czar pouco inferior divndade, o o seu general como
o lugar-tenenlo do czar ; para elle todas as virtudes
militares se resumem na palavra obediencia. Aperar
disto, nao faiteo fundados motivos par crer, que o sol
dado russo tem degenerado muito desde a poca em
que Frederico o Grande dixia, que para vencer um Rus
so era preciso comecar por mata-lo ; e be mesmo evi-
dente, que essa decadencia tem feilo progressos mui
nolsveis ba vinle e cinco aonos a esta parte; porm
qualquer que seja a opiniio que su tenha do soldado
quarlo, o em vSo proenrou eatre.esses tro homons dei-
tados no proprio sangno, o cadver que ella esperava.
Maurevel conheceo Catberina ; a com os olhos dilata-
dos bnrrivelmente, estendeo para ella os bracos com um
gesto de ilesetperacSn.
Ondceat elle? dase Calherina em vn baixa; que
da : era o doobirro que tivera a cabeca lasoada; estcltcena.
be feito dellei deixa-lo-hieia aacaparP
Tenlou Maurivel anicular algumas palavras, mas a
vox sahia-lhe sibilante ciuintulligivol pela frula; urna
enroma averinelhada Ihe fraujou m lubina, e 11 miseravel
meneoii n cabeca em signal de impossibilidade o dr.
Entao, nao fnlbi? exrlamou Catberina, falla, ain-
da que seja t para dixer-me um* palavra.
Mustrou Maurevel a f'rride, aollnnda de novo alguna
ont iiiarliruladoa, le uai esforen que s produzio um
rouco estertor, e desiuaiou.
Olbou Catberina eultu era redor della ; a via cad-
veres o moribundos; o ssugoe corra era jorros pelo
quario, e ailanoio de morte adejara sobro toda esta
rusto fra do paix, nunca se pzem duvida a esforc-
da lonacidade com qae sabe defender 01 feas lares.
Por outro lado a natureza do paix be formidavel pa-
ra urna guerra defensiva. Se a Russn poiiue poucas prs-
cas fortes'em proporclo da extensSo ^0 seu territorio,
esta mesma eilenslo he urna garanta contra a iovasio ;
e os Russos dispOem sempre do recurso de devastar o
paiz diente do inimigo ; existe tambem na Russia um
odio profundo contra o estrangeiro ; e se um exercilo
inimigo cbogasse a passar as suas fronteiras ver-se-bis
toda a Russia, propriamente dita, levantar-so enrmaesa
como um s bomem para libertar a patria. He notaval
todava, que com esse espirito nacional lenba devido
principalmente aos estrangeiros as aaas victorias Desde
Pedro o Grande at nossos dias a Russia nio conta naii
do qae sete generaei de certa fama, a saber : GaUin,
Dolgorouki, Romanzofl, Sowarof, Kutusof, YermolofT,
e Paskevilcb. Entre os mareebaes que ainda vivem os
mais famosos slo : Wiltgensteio, Sscken, e Paske-
vilcb; os dous primeiros por terem feito a guerra contra
Napoleio. Os generaei, que team mais influencia no exer-
cilo sgo : Yermotofl e Scbakoaski.
O carcter de Yermolofl he eminentemente nacional:
governou a Georgia com um poder absoluto, e obleve
sobre os povos do Caucaco mais victorias do que nen-
hum outro geoeral. Mas ai suas victorias e o seu poder
(serlo sombra ao imperador actual, que o substituio
por Paskevilcb, allegando-so como pretexto da sua des-
greca, que violara 01 regulamenlos autorisando os seus
soldados a usar, em consequenca do calor do clima, o
Irage do paix em lugar do aperlado o ncommodo uni-
forme militar, consentind>, que so livrassem do (unesto
efleito dos nevoeiros nocturnos cobrindo-se com pellos
de csrneiro. Paskevitcb recebra ordem de reslabelecer
as cousas no seu anterior estado, com o rigor militar de
S.-Petorsburgo ; porm, como do cumprimento dests
ordem resullasseuma espantosa mortandade, julgou pru-
dente faier um ensaio comparativo dos dous syitemes ;
e aehou, que os soldados resguardados segundo o me -
thodo de YermolofT resisto ao clima em quanto os ou-
tros erfio victimas dalle. Tres annoi depois tornou Yer-
molofT a assumir o commando, e de novo se sdoplou o
trago por elle proscripto. Este general goza de grande
reputacio como militar ; mas a sua carreira est man-
chada por urna mullidlo de actos de oppressio e cru-
eldade.
(guando oceupava militarmente um paiz fazia o que
faxem lodosos Russos, isto he, linba muito pouco ou
nenhum cuidado em reprimir as desordens da solda-
desca. Um dis, tendo feito fogo alguns paisanos con
trs urna columna russa, que marchava junto a urna
povoacao, mandou corlara mao direita a todos os ha-
bitantes do sexo msseulino; e ooutra occasiio passou
todos ao fio da espada Para dar urna ideia do seu ca-
rcter e poder bastar dizer, que.tendo recebido do im-
perador Alexandre a ordem de elevar os portes das cor-
respondencias, nao obedeceo por entender, que nio
erio sensatos os motivos dessa determinarlo; e o que
deve causar mais admiracio be, que em jm paix, em
queseconsiderio as ordens do imperador como ema-
nadas do Todo-Poderoso, ficou impune essa desobedi-
encia.
Noutra occasiio, tendo alcancado urna victoria, es-
creveo ao imperador pedindo-lhe recompensas psra as
suss tropas, entre outras, a condecorarlo de primeira
elssse de certa ordem para o seu ajudante de campo :
concedrio-so todas as recompensas pedidas i excepelo
da que se indiesva para o ajudante, a quem se enviou
urna inferior por ser destinada a outra a um official de
familia dislincta. Yermolofl dispoz desta ultima conde-
coradlo como melbor entendeo, e escreveo de novo ao
imperador declarando-lbe que houvera engao na
distribuirlo das condecorarles Este novo insulto i
auloridade imperial tambem passou sem reparo em al-
inelo aos serviros de Yermolofl Comtudo, sendo im-
plicado ra conspirarlo de Peslel, foi collocado sob a
vigilancia da polica, e deixou o servico militar: pos-
teriormente foi autorisado para tomar o seu posto e -
niformo. Quando commsndava na Georgia mandou ex-
plorar o paiz deserto na direccao de Bokklra, e tracou
pela sua propria mi um plano psra a invasio da India
pela Georgia e por meio da occupac,io de Coostaoli-
nopla.
Paskevilch be o rival de YermolofT, e iotitula-sa o
ve ncedor dos Persas, Circassianos Tumos e Polacos.
Paskevilch be de baixa estatura, tem 68 aonos de ida-
de e possue urna constituirlo assaz dbil. Alguns pre-
tenden, que be oriundo da pequea Russia, outros,que
he nstural da Servia Exerce na Polonia um imperio
tio absoluto como o czar na Russia; em nada depende
do chanceller Nesselrode ; entende-se directamente
com o imperador, e Ihe transmute, sem mais formali-
dade nem detalhe, o resultado total da receita e despeza
du seo vice-reioado. A sua administracio militar sem
sor lyrannica be rgida ; e Paskvilch passa por ler tio
humano o justo como pode se-lo um Russo,
Os outros generaes russos mais conhecidos pelos va-
jantes sao o ministro da guerra, Czernicbefl, os dous
O1I0T, Demidofl e Duvidod. Czernicbeff be reputado
um ambicioso, e ate se diz, quo denuncio 1 ao ciar js-
dos seus amigos, como iniciado na oonspiraclo de Veu
lol, e que em seguida pedir as propriedades, qae ih .
forio confiscadas. Entretanto ha quem duvidodeju
facto. He um bomem de gentil presenca e com um u
marcial, vanlagens que n'oulro lempo Ihe Valerio rJ
salSes de Paris urna influencia de quo soube babilmei
te aproveitar-se. Os dous Orloff nio se distingoeaj
pelos seus eonbecimentos militaros.
Dos ofliciaes de alguma distinecio duas tercas parle.
slo de origem estrangeira, como Wittgenstein Ss:
ekeo floth Rudiger-Toll, exoellente eogeoheiro]
Geismar, De Wilt. Gertensweig, Rerg Jomini '.
Ranteoitrancb, commandanto de Warsovia Estes g!^
neraes slo lodos allemies, excepto Jomini, e urna ti
consideravel afflacncia de ofeiaea-dessa nado ha fi
rido profundamente o orgulho moscovita. O mperedor I
Alexandre perguntava a YermolofT, depois de ama ac- '
ci brilhante, como poderia recompona lo ? Fai(,"
do-m* al/emSo. respondeo o soldsdo patriota com durl
laconismo. |
Em summa, julgamo-nos autorisado! .segundo u
observscOes mais exactas e mais rcenles, que se h|J
feito acerca do imperio da Russia, pera suitentar, qq,
a forca effecliva do exercilo moscovita he muito infe.
rior i que figura nos mjppas offioises ; que essa (orea I
ainda que seja essas consideravel, nio he de oerlo pro! |
porcionsl a extenslodo imperio, e Ss suas neeessid,|er j
que a flor do exercito russo, a guarda imperial, o \
absorvo todos os cuidados do imperador, he um coreo
que lem mais appareneia do que valor real ; quero es-
tado maior, eespecialmente aparte indgena, he B
geral composta de gente com poucas faabililaeSes ,
que esse exercilo, composto quasi exclusivamente da (
servos, nio seria muito teraivel para naeoes eomo 1 1
Franca ou a Inglaterra, onde o soldado he animado]
pelo duplo seotimento da honra e da liberdade indivR 1
dual.
(Foroign Quartitly Retire.)
_^___________ (Piano df> Governo.)
COMMERCIO
Alfandega.
Reniiirnto 00 da 4.................6:664j638
DucarregUo hoje 5.
Ilrigueliichmondcsrvlo.
Patacho 6'oni/ueirbacalbo.
Patacho-Uameadem.
IMPORTACAO.
CONQUES! patacho ioglez, vindo de&aspe,
entrado no correte mez, a consigoacio de Le Bretn
Schramm & Companhia, manifestou oseguinte:
1711 barricas bscalbio ; aos consignatarios
ARftlETA, eicona ingleza, vinda de Terra-Nov,
entrada no correte mes a consignadlo de Jamas
Crablree & Companhia, manfeitou o leguinte :
1710 barricas bacalho ; aos consignatarios.
Consulado.
ENDIHENTO DO DA 4.
Geral.......
Provincial....
6:050*321
2:048*241
Diversas provincial.................. 161*044'
81849*606
RIO DE JANEIRO.
CAMBIOS no 1)1 K 13 K JANEIRO.
Preco$ da ultima hora da praca.
.26 3/4*27
Cambio sobre Londres
Paris .
o Hamburgo
le. ofl.
.366
.660
.32.000
.31,800
. 2-.050a2.100
1,988 a 1.990
keiae. Dobres hespanhoes
da patria
Pesos hespanhoes
da patria
Peras de 6,400, velhas. 18.000 a 18.200
Prata......I03al06
Afolict de 6 por cenlo ... 73 1/2
provinciaes .... 721/2
{J. do Commercio.)
Moi ment do Porto.
eslava conipletamenle niorto.
A' tres paasos d'ahi eslava o cabo ferido de nra balo, e
dando o ultimo arrauoo.
Jonto ama enifim, um bomem, paludo como um
definilo, ileilaudo s.ingue por umn forida que Ihe atra-
vesiava de ums parto 4 outra a garganta, e com as niSos
inteinp.-iiJaa, fiia esfurfos por crguor-se.
Era Maurevel.
Catberina senta correr-lhe um suor fri pelo corpo;
vio o leito sera ninguein; olhuu para iodos os ladea do
Dirigi ol* ainda una vrx a palavra Maurevel, m
nSo o draperton: deat vet ficou ello nio s mudo mais
immovel; um papel Ihe sahia da olgibeirn; era a ordem
de prmao oaiignada pelo rci. Calherina apussou-se del-
la, o eaciinileo-a no scin.
Nessn momento ouvio Catheriua um ligeiro rumor
atrs de ai| voltuu-ae o vio dep, porta da cmara, o
duque d'AlenC'Ki, quo a huitn havia attrnhiilo, nio gra-
do aeu, e a quem o espectculo qno tinha anto ot olhos
fasoinava.
Vaaqui? date ella.
Sim, senhora, eentiu o quo houvo, ineu Dos?
perguuiou o duque.
Voltai ao vosso quarlo, Francisco, e muito breve
abereia a nutioia.
Nio eatava d'Alencon lio ignorante doeaao oomu Ca-
tberina o suppunha. Aus primeiru* paasoa no corredor.
linha-ae elle posto eacuta. Au ver entrarem homens
no aponento do rei de Navarra, tinha, combinando eate
(arlo com aa palavras de Calherina, adivinhado o que ae
a paisar; o regosijou-ae de ver lio perigoao amigo dea-
triodo por mi uniis forte do que a aua.
Haviio-lhe logo depuit attrahido asilencio os tiros,
os passos rpidos deum fugitivo, e rilo tinha vialu nu
espaju illominado peln abertura da porta da esoada pas-
sar um capote vermelbo, que Ihe era muito familiar para
nio oonhecr-lo.
DeMony! eiclamou elle, de Mouy no apoaento
de uieu ounhado de Navarra! nio, be imuoaaivel! Seria
de La Mole?.....
E fioou cheio de inqaielauio. Recordou-ae que o
mancebo Ihe havia sido roooiumendado purMargarida,
e querendo desenganar-se so era elle que aoabava de ver
passor, subi rpidamente ao quitrn dos seus gcntii-
houiens: nSo havia ah ninguem ; mas o fanius capote
carmeaim la eslava peudurado o que fixou sua suapei-
ta : nio era poia La Molo que elle vira, mas de Mouy.
Sobresaltado, o (emendo que o liiigueuole foaao tlea-
cob'rio, e trahiise os segredos da conspiradlo, corroo
'ao postigo do Louvre, Ah soube que o horoeiu de cs-
Navioe entrada no dia 4.
Mar-Pacfico, tendo ssbido de New- Bedford, ba 52 me-
zas, galera americana Samuel-Roberti, de 421 to-
neladas capillo W.n H. Warner equipagem 32,
carga axeite de peixe ; ao capitio.
Montevideo; 36 das, brigue sardo Edn, de 217 to-
neladas, capillo Antonio Ferrara, equipagem 14,
carga couros e lia ; ao capillo.
A'ai'io aludo no meimo dia.
Liverpool; barca ingleza h'illiam Uyde, capitio F.
Slwarl.carga a mesma, que trnuxede New Zealand.
pote carmeaim se havia escapado slo e aalvo, aanunci-
ando que ae maleva no Luuvro por conla do rei.
Enganou-ae, inurmrou d'Alencon tio por cenia
da rainlta-inli.
E voltando ao thealro do cmbale, aohon Calherina
vagando corno urna hyenn entre oa mnrtoa.
Com a ordem que Ihe dera sua oiii reoalhen-se n man-
cebo ao seu apoaento, fingindo-te sereno e obediente,
apexar das iduiaa tumultuosas que Ihe agittvo o espi-
rito.
Calherina, exasperada de ver baldada eala nova tenta-
tiva, ohamoo o seu capitio das guardas, fes retiraros
oorpoe, mandn qoe Maurevel, quo nio cafare muri,
fnaee conduiido a sua casa, e ordenou, que nio acor-
dassem u rei.
Oh! miirniiirou ella ao recolher-se ao aeu aposen-
to, com a cabeca oabida sobre o peilo, ainda eaeapou
desla ves. mo de Deo* esl sobre essa h..meni. Ha de
reinar! lia de reinar I
Depois ao abrir a porta da sua cmara, paito a rolo
pela fronte, o compoi om sorriau dos aeos.
O que era, aenhora? perguntrl todo os astit-
tentes, etorplo madama de Sao ve, cojo excessi.ro terror
Ihe nio permillia fster perganlaa.
~ Nada, respondeo Calherina, bulla soroenle.
Oh I oxolaniou enlio madama de Sauve, aponlan-
do as pegadas de Calherina: oada pxtto de V. magosta-
do deixa urna marea deaangue no pete I
(Csilmitar--**.)



Edita!.
^iorJoscThomaz Nabuco de Araujo Jnior,
dalQ" cavalle.ro do cota smpenal, cavalleuo da
..rdemde anuo, juixdtdireitodocwel dala ct-
Se>^"^o/porS. M. /., guemDeo,
l pablioo,pr oonhecimeoto doi credores hypothe-
n, pesioas ioteresade ae oa houverem que e
| ,jla na ra de Camboa-do-Carpjo na esquina
n'h.cco, que vai oara a ra dai Flores foi desappro-
dii Jos da Coste Dourado o qual se acba au-
p', eID Portugal equeo proco da desappropriagio
,' !* e |-900r*rs. e est depositado oo deposito geral
I ... C|dade. E para que chegue a ooticia de todo .
' ,n"doi passar o pretenso que ai por mim assignarJo
"sellado com o sello deste meu juixo, ou rain sem
rReSeTli!""''0 de 18*6 Ea J,i Ju"in
.nand Souzs. eterivio o eicrefi. Jote Tkomat
Eco i. Araujo Jnior. Ao sello 100 r*. Va-
|bs sem sello ex causa'- Tabuco de A'auo Jnior.
DeclaracGes.
_0 lllm. Sr. inspector do arsenal de marinha man-
I ds fsser publico qu contratar a compra de 800 a
1000 as de fariuha de mandioca, que so remet-
idas deordemdoExm. Sr. presidente, para a pro-
ciada Parabiba ; assim como a remessa dellaa em
oualquerembarcagio.que lenba capacidade para trans-
| l~a |; devendo os pretendenles apresentar as
tuas propostas em cartas fechadas oesta secretaria, ate o
di 6 do corante m-i.
Secretaria da inspeegio do arsenal de marinha de
P.rnambuco, 4 de fevereiro de 1 846.
O secretario,
Alexandre Rodrigue do$ Anjoi.
=0 arsenal de guerra compra 14 airobaa de arcos de
Ierro de difiranles larguras: quem Ibe convier vnde-
los remeta a directora do mesmo arsenal, sua propos-
I la "em carta fechada, at o dia 5 ("boje) do futuro mez.
'Directora do Arsenal de guerra 51 e jaoeiro de
1846 O escriplurario Francisco Serfico de stii
Carvalho.
companIa de beberibe.
Os Sr*. accionista bajo de realisar una prestsca5
deOporcento, dentro do prato de JO das, contados
| delta data. Escriptorio da coropanhia, 22 de Janeiro
de 1846.O secretario, B J. Fernandet Barroi.
COMPAHBIa. BRKSILBIBA DE PAQBTB DE VAPOR.
No eseriplorio da raa da Cruz, n. 7, listera va-
rias enoommendas, vindas por diversos vapores de dif
fereoles portos psra os Illms. Srs., commeodedor
Vicenta Thomei P. F. Camargo, capito-tenente Ra-
fael Meo les de Moraes e Valle, tenente-coronel Fran-
cisco Jos de Carvalho, JoSo Baplista Pereira Lobo,
Antonio vlarcellino NunesGoncalves, Gustavo Aniceto
de Souta, e Jos Joaquim Ferreira do Valle.
THEATRO PUBLICO.
COUPANBIA ITALIANA.
Sabbado, 7 de fevereiro,
em beneficio da senhora
Marmita Marmangeli,
ser representado o melodrama-cmico emdous actos do
Sr. Cav. G. Donitelli
A F1LHA DO REGIMENT.
Penonageni. Adore.
O marquez de Berckenfield. O Sr. JoSo Toselli.
Sulpiio, sargento......O Sr. Paulo Franchi.
Tonio, joven suisso (simple. no|OSr j0|Mario,n.
l.'aolo, educado e nobie no> .-
2.*............ B "
Maria, vvaodeira ?'' |A Srl. Marietla Ma-
sensivel ( tocogo.la filba do ri eM<
marquez).........'
Ortensio, mordomo do mar-fO Sr. Giacomo Bo-
ques ......... naoni.
L"in notario.........N. N.
Um cabo de esquadra.....N. N.
Coros de soldados franceses, campooezes suisso, e
criados do marquez.
Com esta brilhantissima peca a beneficiada espera
salislaier completamente aos Sr. apaiionados da can-
tona, que a quierem honrar com sua preseoca e pro-
teceo.
Obilbetes vendam-se j em casa, do director, rus
Nova, n. 7; e, no dia da recita, oo botiquim do thea-
tro.
(Principiar a 8 horas e meta.)
N- B. Esta recita neo he da assigostura.
Avisos martimos.
Para o Rio-Grande-do-Sul shir, poi este IB
din. o brigue brasileiio Independente ; lem praca para
carga leve, passageiros e escraos a (rete : oa pretenden-
tes podem tratar com Maooel Alvea Guerru Jnior, das
10 horas da maobla em dianle, no armaiem de cabos do
Sr.Francisco Mamede d'Almeida, ou com o capito
Fiuctuoio Jos Pereira Dutra.
Para o Rio de Jabeiro shir com brevidade o inoi-
toveleiro e forrado de cobre brigue brasileiro Leo :
quem no mesmo quizar carregar, ir de passagem, ou
msndar escravos a rele, falle com Gaudino Agoslinho
de Barros, na ra da Crus, o. 66.
=Para o Rio-Grande-do Sul sabir* com brevidade.
sinda recebe carga, pessageiro*, e escravo a frete, o
krigue-esejuna ttlla-Vxrginxa, da consignado de as
initDto Schaeller & C.
= Maooel Joaquim Ramos e Silva roga aos Sr. cer-
"g'dores do bergantim Importador o obsequio de
"adates saos conhecimentos para serem assignadoa e
Per furmaliasr seu manileslo.
= Psra o Porto sai, com brevidade por ter par-
' do csrregsmento prompla a barca Espirito-Santo:
quem na mesma quizer carregar ou ir de passagem ,
para o que tem excellentes commodos dinja-se ao
o consignatario Francisco Alves da Lunba na ra
do Vigario. ou na praca do Corpo Santo ao capillo,
Rodrigo Joaquii/Correia.
Para o Rio de Janeiro sabir.impreterivelmente no
di 7 do correte oiei, a bem coobecida o maito ve-
leira barca Firmeta: o que se annuncia para conhe-
cimenlo dos-Sr. passageiros, e para o de quem titer de
remetter escravos a frete.
Leilao.
= Rolbe & Bidoulac farso leilio por intertencio
do corretor Oliveira, de um bello sortimenlo de fa-
jeada de seda, laealgodSo as mais propria deste
mercado : boje, 5 do corrente, as 10 boras da ma-
nbia no seu armazem ra do Vigario.
Avisos diversos.
=Jos Soares de Aievedo, leote de lingos francesa no
lycCo, tem aberto em sua casa, ra estrella do Rosa-
rio n. 30 terceiro andar um curso de philoso-
phia e outro de lingo* fbancbza. A peasoas, que
quiterem estudar qualquer destos disciplinas podem
dirigirse a indicada residencia a qualquer bora.
Na ra Direita sobrado de um andar o. 56,
precisa-se deuma ama de leite que o tenba bom e em
abundancia e sem filho.
- Oabaiio assignado faz publico, principalmente
aos pas de seos alumno, que,desde do primeiro de le-
vereiro corrente a sua residencia e aula de primei-
rsslettraa da ra da Concedi da Boa-Vista lie na
Iravesaa do Veras (do mesmo bairio ), no aobrado o.
13, contiguo ao Sr. Victorino Jos de Souza Travassos.
Policarpo Nunei Correia.
Lotera de S. Pedro Martyr
de Olinda.
Nlo leodo sido possivel effeclusr-se no dia 30 do
prozimo lindo mes o andamento das rodaa desta lotera,
como se bavia aonunciado, por existir ainda por vender
um crescido numero de bilbetet, cujo valor tobe a pou-
co mais de metade da lotera, o que se deve attribuir a
continuadlo do passamento da festa ; declara o respecti-
vo tbesoureiro, legtimamente autorisado, que tem
transferido para o dia 26 do corrente mez o aobredito
andamento, bem convencido que, no espaco de lempo a
decorrer at ease dia, os amadores deste ogo concorre-
rs5 a prover-se de bilbetes nos lugares j publicados.
Peraoleo Sr. doutor juii de orpbios. a ViuvaSe-
ve & Filbosofferecem, para serem arrematados eos has-
ta publica, boje 5 do andante'evereiro, pelas 4 boras
da tarde, em casa da residencia do mesmo, defroole da
matriz da Boa-Vista, os seguintes bens, para paga-
mento de seus credores, a saber: urna casa de dous
andares em chaos proprios, sita na ladeira de S Pe
dro, em Olinda n. avahada em 1:800,000 rs. ;ou-
tra dita no largo dos Quatro-Canlos, em chaos pro-
prios, n. 25, avahada em 3:600,000 rs.; outra terrea a-
lis do Amparo com dous terrenos annezos para edifica-
(lo n., avahada en:700,000 re.; outra dita na ladeira
da Misericordia, n. 16, avahada em 600,000 rs. ; ou-
tra de trea andares e solio em Fra-de-Portas desta
cidade, ra do Pilar, o. 72, avahada em 0:000.OOOrs.;
um terreno d 20 bragas de Irente e 10 do fundo, no
Forte-do-Matto, entre a inspeceo do algodio o ar-
masen do Tavares, avahado em 3:500,000rs.; cinco
canoas abertas, quasi novas, avahada em 1:500.000
rs. O credores. ou qualquer pessoa, a quem convier
arrematar tae's bens, deveraO comparecer a dita bora,
e a respeito de quaesquer informacoes cerca dos mes-
mus deverid dirigir-se a casa da relerida Viuva Seve &
Filhos. E para que chegue ao conhecimeoto de todos
mandou-ae publicar o presente por esta folba.
Ninguen. compre a parte da cass sita na ra larga
do Rozario o. 35, que est em praca por execuco
dos herdeiros de JoSo Rodrigues de Miranda, porque
esta parte loi sim dada em partilba a Mara Francisca
dos Prszeres, por morte do seu marido Francisco doi
Beis, mas para pagamento de divida justificada naqurlla
poca, e Dio por meiarco, cuja foi loteirada em oulros
bens: e por isso nao pode a mrsms parte servir para
pagamento de dividas feilaa posteriormente pele viuva
s quaes deo fiador cbio e abonado como ludo se v oo
cartorio dos orpbios, escrivio Pereira.
Joaquim Jos Lopes de Barroa Cabral.professor Je
dezenho e pintura, fazscienle a seus alumnos, que, no
dia 10 de fevereiro abre a sua aula, eos previne bajio
de comparecer oa ra de Apollo, o. 20, daa 9 as 2
boraa da manhao.
Pregosdas mentalidades: dezenho 6.000 ra. ; pin-
tura 8,000 rs : deienbo de arebitetura 6,000 r.
.Arrendase um sitio na estrada do Arraial, com
casa de taipa para grande familia, estribara, cass para
venda, dita de farinba, bastantes arvoredos de frutos;
quem o pretender, dirija-se a ra Nova, loja deseleiro
o 4, que achar com quem tratar : tamben) se entrega
a fan.ilia capaz para botar sentido : a vista se far ne-
gocio
Arrendio-se duas casa terrea, com grandes com-
modos. e por prego rasos veis ; sendo urna na ra de
Horlaa n. 82, e outra no Manguind, logo no fio da
estrsda da Soledade : oa ra de Horlaa, n. 1 40.
Precisa-se de um bomem que saiba tirar formigas
de um sitio; a pessoa para isso habilitada dirija-se a
ra de Horlaa. n. 140, para fazer o ajuste.
O NAZABENON. 1
sai boje as duas bora* da tarde, eesl a venda oa pra-
ga da Independencia, loja de hvros, ns. 6 e 8; e na ca-
sa da F, ra estrella do Rosario. O Nazareno ete
anoo traa smente da sustenlacio de seu> principios,
e abandona as questdes pessoaes, e qu uada utilislo a
comuobio. Vende-se tambero na ra da Florentina o.
8, oode est estabelecida a lypographia. Subsereve-
se os casa da F, e na lypographia a 2,000 ra. por ca-
da serie de 25 nmeros. A folh avulsa custio 100
ri
O commendsdor Luiz Gome Ferreira vai para
Lisboa, levsndo em sua companbia sua senhora, D.
Emilia Constancia de Moraes Ferreira, sua filba me-
nor, D. Elvira, e seu filbo tambem menor, Augusto.
-Empresta se dinbeiro a 1 l|2 por cenlo com pe-
nbore de ou!* : na ra Bella, o. 37. 1. andar.
__ Manoel Diaa embarca para o Rio-de-Janeiro o
seuescr.vo Vicente, pardo, de dada de 9 anoo,
pouco mais ou menos.
Conrado Sbelbls subdito
para o Rio-de-Janeiro.
Henrique Roseen
para o Bio-de-Janeiro.
Quem precisar de dinbeiro a premio com pe-
nhoresdeouroeprsta, ou com hypolheca etn urna
casa seudo a quaotia de 600,000 r., v a ra da
Praia por delri da ribeira n. 17.
No largo da Ribeira. casa terrea fazem ciente ao publico para que no faci trantae-
n^s rom II mann>\ni alleniio retira-ie
subdito allemo retira-se
O. ii, cose-se para alguin mestre de
alfaiflte toda a qualidade de obras mio-
das, com promptidao, delicadeza-e asseio.
por preco commodo: tambem se fazem
obras para carregarik
Aluga-se urna casa de sobrado de
qualro andares, na ra do Trapiche, com
um grande armazem, com multo boa vista
para o mar, e muito fresca : trata-se na
ra da Aurora, n. 58.
Tir5o-se passaportes para dentro
e fora do imperio, despach3o-se escravos,
tudo com presteza, e por preco muito, e
muito commodo : na ra do Rangel, so-
brado n. 9.
Antonio Pereira da Rocha Basto
faz sciente ao publico, que deixou de ser
caixeiro de Manoel da Silva Santos,
lesde 4 de levereiro do torrente anno.
Offerece-se urna mulher para ama de urna casa
de homem solleiro ou casado de pouca familia, a
qual d fiadora sua conducta : quem de seu prestimo
e quizer utilissr, dirjase a ra do Mundo-Novo,
n. 36.
= Precisa-se de urna ama, para criar um menino,
mas quer-se urna que tenha leite novo: na ra da ma-
triz da Boa-Vista a fallar com o doutor Autran.
= Roga-se ao Sr. J. M. A., queira ter a bondade
de levar os5 hvros, de um a 5 tomos, intitulados os
Lances de Ventura o drama Marques de Pombal a
Tomada de Santarem de o ultimar os negocios que
tem com Joo Maria dos Ssntos Almeida no praio de
3 dias ; do contrario ser o seu nome por estenso pu-
blicado nesta folba.
Precisa-se de um caixeiro que tenha pratica de
venda, nio ezcedendo de 16 a 18 annos, para a cida-
de de Macei preferindo se porluguei: quem estiver
nesta circumstancias e dando fiador a sua conducta ,
dirija se a ra da Cadera do Recife n. 20 segundo
andar das 7 al as 9 boras da maoha.
Aluga se um sitio na estrada do Belem com
casa de sobrado muitos arvoredos de fruto! diversos ,
muita trra baixa alia para p antacoes de se poder
empregar 12 a mais escravos, ou para pastar 20 ou mais
vaocas ; tambem se alugao 3 casas terreas na Passa-
gem-da Magdalena junio a ponte grande : a tratar
o- ra da Gloria sobrado o. 59.
= Alugio-se cavallos e recebem-se para tratar,
por mdico prego ; na rus da Gloria, sobrado o. 59.
Antooio Joaquim Aotunes subdito portuguez,
retira-se para fora da Provincia.
= Antonio Jos de Abreo Ribeiro retirase para o
Rio-do-Janeiro,
= F. Toblervai para a Europa.
Quem precisar de um pardo bom cozinheiro ,
dirija-se a Soledade indo pela Trempe, lado diceito,
quasi ao p da igreja casa n. 7.
Declara-ae que o annuncio do Diario de hon-
lem comaslettrasinicisesJ. J L. nio se entende
coro os Srs. Julio Jos Lopes e Jos Joaquim de Lima.
Aluga-se urna casa terrea na ra da Soledade ,
com duas salas 6 quartos corredor ao lado, cozi-
nha lora, quintal murado e outro cercado cacimba
de muito boa agoa de beber; a tratar na ra da Auro-
ra n. 58.
__Aluga-se urna casa terrea na ra atrs da matru
da Boa-Vista, com duassslss 6 quartos, corredor ao
lado coiinha fura, quintal murado e oulro cercado
cacimba com muito boa agoa de beber : a tratar na ra
da Aurora n. 58
= O fiscal de S. Antonio Matbias de Albuquer-
quee Mello, transferios sua residencia para ra da Pe-
ona o. 23, segundo andar.
Obacbarel Afionso de Albuquerque e Mello
advogado dos auditorios e tribunaes desla ciJade, Irans-
lerio sua residencia e o seu escriptorio para a ra da
Penba n. 23, segundo andar. Avisa mais a quem se
quiser utiliser que se tem proposto a dar hcOes de
arithmeticae geometra, pelo que nao estatu prego
determinado; mas sim deizs-o que seja regulado por
cada um segundo suas posses, ou sua vontade e se
gundo o mrito do ensino.
Sociedadc theatral Thaliente.
O primeiro secretario avisa aos Srs. ocio que os
bilbetes para a recita do dia 7 do correle distribuem-
senos dias 5, 6 e7, em casa do respectivo tbesourei-
ro na ra do Queimado n. 67.
Quem precissr de um prelo de meia idade que
sirva para trabalbar em um sitio sendo por prego com
modo, dirija-se a ra da Mangueira n. 7.
__ Urna pessoa habilitada e de bons costums se ol-
ferece psra ensinar primeiras leltras indo a casa de
seus alumnos : quem de seu prestimo se quirer utilisar,
dirija-searuadoCollegio.bolica o. 10, queaedira
quem be.
__Josquim Pereira Lima, subdito porluguez, ret-
ra-se para lora deala provincia.
__ Precisa-se fallar com o Sr Maooel Ribeiro J-
nior, natural da fregueiia de Naapereira, conceibo de
Louzada ; isto para seu inleresse : na ra da Cadeia do
Recife, lojade Joio Jos de Carvalho Moraes.
Carlos llurdy, ourives, mudou sua loja, do Aller-
ro-da-Boa-Vista para a ra Nova, n. 32, que foi do Sr.
Caj, alfaiale; lem um sortimenlo de obras de lora, e
ditas da trra para vender, tudo de ouro de lei; -e (ai
obras de ouro de encomoienda,e coocerla qualquer obra
com prestea e a prego commodo.
Precisase de urna mulher para criada deuma
casa de pouca familia, que saiba engommar, cotiobar,
e lodo maisservieo interno da mesma : a ti alar na ru
do Sebo, casa entre ns. 34 e 56. Na mesma casas-
cima ba orna mulher desimpedida e de boos custumos,
que te propoe a ser ama de leite, o qual tem bom, e
em abundancia.
Tondo-se extraviado do poder dos abaixo assigna-
do tres leltras a saber: urna aoceita pelo Sr. Joa-
quim Goncalves Cselo, da quantia de 132,000, rs., a
vencer-seam 20demaio, oulra dos Srs. Sanios Nevo
&Guimares, de 165.000 rs., em 16de jonbo, ea
ultima, peloSr. Antonio Jos Antones GuimarJe, d
rSes com as mencionada lettra, por estarem os tenho-
res aceeitante prevenidos para-s pagarem ao* secado-
res abaizo assignados. L Elitw # C.
- A ofHeina de encadernaclo, que o padre Lemos e
Silva dinj na roa de S Francisco antigamente
Mundo-Novo, n. 66. aeha-ie prvida de lodo o neces-
sario para desempenhar quaesquer encadernacoes, que
se exigirem, enm a perfeicio e gosto j conhecidoa do
publico, e a um preco commodo.
= Francisco Ribeiro Pire embarca para o Rio-de-
Janeiro a escrava crioula de nomo Anglica, com 13
annos de idade, para entregar ao Sr. Francisco dos San-
tos Tavares.
Joaquim Manoel Carneirp da Cunha participa
a seus devednres, que, pretendendo retirar se da pro-
vincia da Parabiba, aonde be morador, para a do Per-
nambuco, Ibeadverla que, da data do presente aviso
a 6 metes devem remirsuas lettras, a fim de o nio
constrangerem a langar roio dos meiosjudicises.lio re-
pogunantes ao seu genio ; assim como Ibes avila que
Antonio Tbomaz nio he mais seu procurador. Cida
de da Parabiba- do-Norte, 24 de Janeiro de 1846.
Francisco Jos Pacheco de hvaira faz publico ,
que deixou de ter gerencia no armaiem de assucar de
Jos Gomes Villar desde o dia 31 de Janeiro do cor-
rente anoo.
= Na ruada Cadeia do Kocile, o. 46, ha urna gran-
de quantidade de chumbo de municio, de difirante
qualidades e igualmente um sortimento de omito
excellenles vinhos do Porto, muito velbos, Sberry, Ma-
deira Figueira, Lisboa, Bruxella Claret, e mmto
boa agn'ardente de Franca tudo por prego comm>'do.
Aluga-se urna preta captiva que tenha bom lei-
te para criar urna menina ; na ra Direita, n. 112,
segundo andar.
Aluga-se urna boa casa terrea na ra de Agoss-
Verdes n. 12, defroole da porta Iravessa de S. Pe-
dro : a tratar na ra larga do Rozario, sobrado n. 44.
= Precisa-te de urna coziobeira ; na ra do Mun-
do-Novo, n. 58.
Da-se dinbeiro a juros com penhores de ouro e
prata mesmo em pequeas quantias ; rebatem-se sol-
d e ordenados com condices : na ra do Rangel,
n. 37, ou na ra da Praia, n 22.
O abaixo assigoado leodo de r-tirar-se para lora da
provincia com sua familia, se I lie fai preciso vender a
sua venda n 58. da ra da S. Crui da Boa-Vista, a di-
nbeiro ou a praio ; a qual tem commodos para fami-
lia ; vende mais as suas oteravaa do servigo de casa e
alguna obeclos da sua mobilia : a tratar na mesma
venda.
JoiSoaret Pinto Correia.
= A matricula da aula de obstetricia se acha abor-
ta e ser fechada no ultimo do mez; as ligues priocipia-
radoodia 16.
ata Acbou-so urna vacca ; quem for seu dono, rece-
be-la-ba no sitio do Rozarinho dando os signaes
cerlos.
O abaixo assignado, tendo de retirar se para fra
da provincia, avisa a todas as pessoas, que teem penho-
res em seu poder, que os vio resgalar da data deste a 30
dias ; do contrario passara a vende-loS para ser embol-
sado de suas quanlias ; assim como avisa a todas as
pesso s quo Ine devem conlas de hvro de faterem o
obsequio de ter toda altengao em mandarem sstis-
fazer os seus dbitos, que se Ibe fictra summamenta
agradecido. Jos Soares Pinto Correia.
= D-se dinbeiro a premio, com penhores, mes-
mo em pequeas quantias : na ra do Rangel o. 11,
- Jonquim Pereira Arante mudou a sua loja de
calgado da praca da Independencia para delroole da
mesma na. 13 e 15.
Aeba-se de novo aberta a muito conbecida loja de
calgado sits na praga da Independencia o. 13 e 15,
com bom sortimento de calgado novo e outro muito
velbo queseriu vendido a todo o prego.
Alogs-se o sobrado de dous andares a agoss-fur-
tadas no paleo do Livramento, de Joaquim Jos Fer-
reira n. 33 com ptimos commodos: a tratar na
loja do mesmo sobrado, ou na sua prensa no Forle-
do-Matto.
= Manoel Francisco Coelbo, professor publico da
grammatica latina da fieguezia de S. Jos desta ci-
dade, avisa aos psis de familia que mudou a aula,
publica, esua residencia para a ra da Praia de S.
Rita, sobrado n. 43 Os pais de familia, que quie-
rem matricular seus filbos dirijio-se a sua residencia
a cima declarada.
Aluga-se o primeiro andar do so-
bradada ra da Senzalla-Velba junto
ao Sr. Laserre, com commodos para
grande familia, e muito fresco : a tratar
na ra do ( ollegio n. i4, segundo an-
dar, ou no armazem do Racellar, no lar-
go da Alfaiidega, com Jos Alarcellino da
Hoza.
Compras.
Ultima, uciu Jl. na>uaiw "* -...-------------
240,900 rs. em 5 de junho, tudo 00 correte anno; Ico do Googalve.
Na olaria do Colovello, compra-sea troco de ti-
joloe telba, 1 caooa que pegue am 1500 lijlos de
alienara grossa e outra fechada ou mesmo aberta ,
sendo pequea urna vei que sejio novas ou estfjio
em muito bom calado : quanto a grande nio impor-
ta que seja de condiir agoa estaodo ella no estado ,
que se requer. ..... iL
Comtra-se, diariamente, papel de diarios velbo,
a 3200 r. '; na roa larga do Roiario, ns. 15 e 38.
Compra se urna canoa grande que carregue
500 a 800 lijlos; na praga da Independencia, livra-
ra n. 6 e 8.
torriprose para fora da provincia escravos
de 13 a 20 annos; sendo de bonita figura psgio-se
bem: na roa da Cadeia de S Antooio, aobrado de um
aoder de vsranda de peo o. 20.
Comprio-ie dous escravos um pedreiro e ou-
lro carpina para urna encommenda do Rio-Grande-
do-Sul ; oa ra do Collegio armaiem o. 19.
Compra-ie urna canoa aberta, que pega em 500
lijlos de slvenaria eum terreno em alagado; airea
da ribeira de S. Antonio armazem da couroi, 00 bec-
X


:
r-



Vendas.
t
= Vende-te o Manual do Cidadloem um governo
representativo ou principios de direito publico cons-
mucional administrativo, e das gente) por Silvestre
Pmhoiro terraira 3 v.; na praca da Independencia ,
livrana ns. 6 e 8.
- Vende-ae superior vinho tinto do Porto, em bar-
ra de oitavo em pipa : na ra de Apollo, n. 3*.
Vende-se urna parda visto e sadia engomma
t>em cozinha o diarfo de urna caa cose mui bem
costura cbia onsaboa, e corta vestidos do senbora ; na
ra da Cadeia do Itecife luja de Jlo da Luotaa Ma-
galblea.
=Vonde-se milbo a 2560 o 3200 r. o alqaeire
pela medida velha ; saccat de arroz pilado ; ditas de
leijSo mulatinbo ditas de farinha ; barris com mel,
cheios no engenbo ; todos estes gneros so proprioi
para embarcar, por sua qualidade ser muito boa : na
ra da Cedeia do Becife n. 8.
= Vende-te urna obra do diccionario de tbeologia
por Bergier; na ra do Cabug loja da esquina de-
fronte da matriz de Jos Brandio da Rocha.
= Vende-se um bonito moleque de Angola, peca,
de 18 annos bom canoeiro e cozinbeiro muito fiel
e nio tem vicios ; na ra estreita do Bozario botica
do Sr. Parachoi.
Vende-so um piano de ptima voxes ebegado,
ba pouco, de Hamburgo do melbor autor, que at
hojo tem apparecido ;. na ra da Cadeia do Recife, n.
16.. primeiro andar.
Voude-so aarmacioda loja sita no Aterro-da-
Boa-Vista, n. 76 : a tratar na rueNovd, n. 15.
= Vendem-se superiores cartas franccias para ogar;
na ra Nova n. 25.
= Vende-se um relogio de ouro brincos anne-
iOea botoes, tranceiins, cordes, fiveiai, 1 roiario ,
24 coiberos para soupa e cha duas caias de prata pa-
ra rap pratoarasoso fundos, a 880 rs. a duzia ;
copos, a 100 e 120 rs.; caaticaea de vidro, a 1440 rs. o
par ; e outras obras de ouro e prata, e cujelos de
venda : na ruado Rangel, n. 11.
=Vende-se a venda da ra da Cadeia do Recife n.
1 : a tratar com Jos Goricalve Torres.
== Vendem-se excedentes charutos de regala, em
caixiohas, por preco commodo ; em casa de Novaea &
Companhia ra do Trapiche o. 34.
= Vendem-to 4 escravas sendo duas crioolas, de
13al5annus, de bonitaa figuras eduai de naci,
de 20 a 30 ennos com variaa habilidades; dous mu-
'.elinbus, de 12 a 15 annoi, ptimos para aprenderem
cilicio ; um moleque de 15 annos para todo o ser-
vico; um pardo,< de 22 annos, ptimo para todo o
servico de campo ; um escravo de naci de 40 an
nos ptimo padeiro : na ra das Crutes, n. 22, se-
gundo andar.
OH QUE BOLAXINHAS !
Vendem-se latas pequeas e grandes da
muito superior e recommendavel boaxinba
deararuta ltimamente ebegada, bem tor-
rada de diflerentes qualidades, e cheiroa
agradaveis como sejSo; flor do laranja, bau-
nilha, herva doce &c. em porroes e a re-
talho por baratos preros : no amazemdo
Bacellar defronte da escadinba da alfan-
= Vende se urna escrava crioula com habilidades,
lendo urna cria do idadu de 2 annos muito esperl- ;
na ra do (Jueimado n. 45.
Vndem se sacca com fardos, vindos de Lisboa,
ao mdico preco de 2500 rs. a sacca ; noarmaxem do
Bragui'i, ao p do arco da Conceigo.
= Vendem-se cortes de caasa de cor, a polka a
2600 rs.; cambraia lisa a 320, 480 e 900 rs.; brim
branco de lislraa superior, pelo barato prec,o de 280
rn. o covado ; lencos brancoi pintados grandes, a 260
r.; tarlatan a 3200 rs. o corte ; chitas finas escu-
ras, a 160, 200 e 240 rs.; panno fino preto a 4
rs.; lencos do seda, a 600, 1400 e2000 rs, : no Ater-
ro-da-Doa-Vista loja n. 14.
Vende-se, ou permuta-se por casas
terreas, nos tres bairros do Recife, un
armazem grande de pedra e cal, na ra
de Ai olio do Recife, ns. a8 e 3o, da par-
te da mat, o qual tent militas proporcoes
para se levantar um elegante predio, e
com desembarque no fundo, proprio para
algutn estabelecimento, que se quizer por,
e lie tamben de esquina, o qual pode abrir
portas c |mellas no oitao da parte do nor-
te, e juntamente com o mesmo predio
vendem-se duas canoas de agoa, urna no-
va e outra em bom uso, duas ditas abertas
grandes e seis escravos canoeiros : quem
tal negocio Ihe convier poder dirigir-se
rua da Sanzalla-Nova, venda n. 7, que
achara informacoes sobre venda ou tro-
ca.
=Vendom-so um crioulinbo, e um mulatinbo ,
proprios, pela idade, para aprenderem qualquer oflicio ,
e mesmo para servireui de pagens ; na rua da Pax n.
38. Adverte-se que nio sao vendidos laes escravo
por defeito algum esmente por precisao.
=s Vendem-e duas moradas de casas, na rua da
Guia sendo urna de sobrado e solio com sen quin-
tal e cacimba cho proprios n. 9, e a outra terrea,
com sotio e fundo at a rua de Apollo n. 2 ; na rua
da Moeda, n. 7, a tratar com Leopoldo Joi da Costa
Araujo.
Potassa americana
na rua da Aurora o. 42 se-
ra
(o de 12* a 14a ra.
guodo andar.
= Vende-te a venda da roa Direita do Afogados ,
n. 42 com poneos fundo, e bem acreditada :
tratar na mesma venda.
= Vende-so a venda do pateo do Carmo n. 13
a tratar na meima venda.
=Vende-se urna preta de Angolt moca e bem pa-
recida co.inha bem o diario de ama caa lava en-
gom ma lito e be perita compradeira ; na rua do
Bongel n. 54.
= Vendem-se 6 escravos mocos, bons para o Iraba-
Ibodo campo e da praca ; dout mulatinbo de IS a
16 anno, tons para pagana; 4 preta com boa ha-
de muito superior qualidade, vende-se a 250 n. a bilidade, e urna engomma e coiinha bem ; duat di
libra ; no armazem do Hreguez, ao pe do arco da Con- taa boa quitandeiras; duaa pardas ja de idade opti-
ceif So. mas para amas de cata : na rua do Cretpo, n. 10, pri-
Vonde-ie farinha de mandioca do Blo-de-8.- meiro andar.
Francisco, cm laceas ou alqueire, de muito boa qaa-j = Vende-se urna preta cozinbeira engommadeira
lidade; assim como um alambique novo, com 411 li-jeaz todo o maiaeemeo de urna cata : na praca da
brac: no arco de S. Antonio, loja n. 2. I Independencia n. 4.
-*= Vende-te potaaaa americana, ltimamente ebe-
gada em barril grandes e pequeo; lenco pretot,
de teda da India ; letim preto de Maceo ; vela de et-
permacete de 4, 5 e6 em libra ; cera amarellu ; al-
godlo groaso para saceos; tudo por preco commodo :
em cata de Matbeut Austins &Companhia na rua da
Alfandoga-Volba n. 36.
= Vendem-te moendat de ferro para engenboa de
attucar, para vapor egoaobestas de diferios tema-
nbot, por preco commodo ; e igualmente taixaa de
ferro coado o batido de todos 01 tamanhoa : na pra-
ca do Corpo Santo n. 11, em cata de He. Calmont &
Companbia ou na rua de Apollo armazem, b. 6.
Vendem-se pelles de be-
zerros francezes, grandes c de
superior qualidade: na rua da
Cadeia do Recife, n. 55.
Vende-se potassa ameri-
cana,
ebegada ltimamente, e de superior
qualidade em barris pequeos, a a5o
rs. a libra ; em casa de J. J. Tasso J-
nior.
Vo caes do Collegio, n. 9
elisio un> novo armazem com farinha de S. Matbeut e
milbo, tudo, tanto a retalbo como om porces, emede-
se a vontade dos compradores, medida velba rasa, ou
caculada como de matulo, e por monos do queem outra
qualquer parte ot pretendentet dirijio-se ao mesmo
armazem, ou a rua da Cruz, n. 54, a fallar com Manoel
Antonio Pinto da Silva.
Vendem-se pelles gran-
des de bezerros envernisadas
o engrachadas, muito frescas
e macias; e carneiras de lus-
tro de tamanho grande, e por
preco barato: na rua do Vi-
gario, n. 11.
i)i8508 animas cas OJO
-n| sp ogSojajjo sajopsidrooo so enb ogstiuiuioo jenb
-|nb enb s toqujiejaq soaid jod sopipuaA ejdmos
onjos'oRuoiDuaui ocu as enb soiiniu sojino o so9;ijr
copauojauaui to enb 'oaqqnd |eAiedseJ ob os-o)iapy
se||8i8iuB a tBOUBjq stpusj e SBq|inSds9 sejn8je|
sA)u.)jnijip mea so||3jeuit e soouojq sos|tj sao|e8
! b/.oj ep joa e o||,ueiii8 oijp ; oi|9JiS9 e o9jb| oousjq
o)ub|oa opepjoq e sosi| ijauqoq e oiiujj eppiy
: SBjn8jB| sb eepoi apsoojq ep oiubuijijoi uioq vjoqu
-as e inauoq Bjed |os ep toedeqo 8JoagB)uo(| ep nop
-sduiB)8e so|ip el res ep e s.i|de\ ep soj9 ep 'unas ep
'Biaid Bpas ep so.')ao| sissny bu topiaeij' topBAoj)ue
n.ij.> soijq : sBQjepom sazeauBJj sbjiuu|sbo tioq i top
-||jos meq sumjsnuucd '. ei03 ep ttpet e ivJjbi 9\a\
-|oo bjbiI oroi'^ ep uiiijs !sejQ3-iJnj uiiseuuea tox
-noj sosuarq 'tenzi 'tepjeA seitaje) .'sezeaoose (O)ip
' iii|s.)uiJB3 'sapjBA soapo-Bjjnj s'usi| 'sa|dc\' ep soj
! spes ep 8e|Bqa tosu apui|o o tezesoss ssozped
los 'Bjoques (jed m)os ep tBiuauepoiaemiiJOt uin sq
ispusicj sBjjpejqoi sop we|v biusoj i si soiuosn)
-10 ,) |llll -nop B 0380J|B Op 0)tUDJOj O UI03 ipUB||OI|
b i om opujSuy |edtd moq opttoe o 'ti sjuejio e so|
- u.)3 ojisnb b 'sosn tnj)no e toquujes jbjoj soisbji
j|jqo3 szed loiidojd sbjod teiuejeijip ui03 OBpo9|8
> pb| ep so.iBBinsp IsoDUBdsjSB epep;|inb BpunSes
sp tcjip '. B838)8d atoa a epas opuiSuy vg e ojp
-oS|t b topcziiBiii cieAtuiud ep toiip saseitd zaj| b
/g ep tojip -sjiutnopa "t/taptoiip sesejd
baou a 'oquBuia) ep j% moa tej ep t.qsqa jad o tuei
-uiA ezop a uiouioq *jsd taudojd ajoostg tp og ep
s oiiBjq 6ean| jcd epB3 uojuia ezop uoquas bjbiI
tBudojd s.i||a nio.-) e sopep me ajejd spas ep seAn|
bjba e opeznjsa ep8p;|eob |a*ij|jos ep ipepuB joj
moa seiuejadtuej] teti| tBjtjquies opcoa o aat]
-sd e oeuifi ep BAojd b tapdmele so^jptd sojino e
tejitji 'si.pnim soqujmu sbjb| 'leieautjj ttijqa '. op
-BA03 O SU8)U|A BZOp 8 80AOU S80jpsd tJ)ll| 8 SOjp
-snli moa 'zejptqs ap tezeauej) topesiu opeAoa o tus]
-UIA OAOU B SBIIJ SBJ03 III03 0qui| 9 OBpo8|B B 6Upi3
-B) 'Bjn8iB| ap souj|Bd \ moa toquipniui soqujpsosij
!mn epas ue)uu ezop 'spes J8uy a taxij sajpa zejp
-eqs ep to5oe| uiepuet es uieqmei : sopauSfiap oxiaq*
oijt enb soi|jb ijbui to topo] missa meq e 1 Bzojnjou
eiueqiemss ep oijejsp ui.m bjbab mee] oto stijqo
tspeuojsuem sb enb 'at-Bjeteisa e aimouooB ogaiiBid
enb sBi|irnBj ssp otn o Bjsd tiBAepueiumosaj ojinu ot)t
otii jode'tBiui| sa)uB||e3ie'toquetep tietapajt 'louued
tuoq loas) sB)iqo teijpeiqot sb : optaoo apta a|td aaui
ep oJBjd opBjepom oa OSVW 00 01B3aOH 30
SV.I.IIID Bi-inepuBt ojuoiuy 'jj sp 03Jt o Riad ejuejj
a moa o8e||o^) op boj ap (u;nbie ep tfo| baj ==
Vende-se urna canoa que esl
em muito bom ettado e de muito boa conitrucco ;
carrega 600 lijlos de alvenaria : na rua do Botario da
Boa-Vitla armazem de farinha n. 53.
= Vendem-te cbapeot de teda de cores para tenho-
de muito bom gosto e modernos, pelo mdico pre-
= Vande-ta um moleque crioulo de idade de 20
anno pouco mait ou menot; na rua da Moeda ,
armaiem ". I5-
=Vendem-e 11 "escravo endo2 pardo, 3 pre-
tot urna negrinba umacabrinba, dous molecotei,
e 2 mulatinbo ; no largo do Corpo Santo n. 23 a
tratar com Antonio Rodrigue Lima.
Vende-te urna commoda de amarullo 4 mar-
quetas novaa de conduru', tudo por preco commodo ;
ba rua do Aragio n. 33.
=Vende-se urna escrava crioula de idade de 18
a 20 annos, com urna cria de um anno cote engom-
ma, cozinha, e lava tudo toOrivel; na rua da Cadeia
do Becife n. tegundo andar.
= Vende-ae urna cata de pedra e cal, bastante gran-
de, teda envidrsgada com boni cornmodoi para gran-
de (amilia quintal tbida para o banbo com un,
litio, na Pastegem-da-Magdalena n. 29; na rua
Direita, n. S.
- Vende-ie um cavallo novo gordo e bom anda-
dor de baixo at eaquipar ; atrs da matriz de S. An-
tonio n. 16, primeiro andar.
=Vende-se vinbo de Bordeaux em quartolas, mui
bem acondicionado ; ago'ardente de Franca, de pro-
va, em barris ; 2000 garrafa vaaia de Bordeaux; urna
fporcio de muito boa rolha de cortica grande e bem
feita : em cata de Avrial Irmaoa, rua da Cruz, n. 20.
Vendem-e 6 eicravos de ambos 01 seoi de 13
a 22 annos de idade de bonitaa figurat; na rua do
Queimado n. 31 tegundo andar.
= Vendem-se 50 meiot de tola 30 courot de ca-
bra, 2 a 5 arrobas de cera amarella por preco com-
do ; na travesa da Madre-de-Dcos, armazem n. 9,
de Joao Tavaret Cordeiro.
= Vendem-te 2 escravot pardos tola bererro,
couros miudot, e caixat de tartaruga, feitat no Ara-
caly ; na rua da Cruz, n. 20 vendado Luiz jote de
Si Arau|o.
= Vendo-te urna crioula de bonita figura de ida-
de de 17 a 18 aonot, com principioi de costura e co-
zinha ; na rua da Cadeia-\ alba n. 2.
= Vende-ae urna preta de nacao coxinba o dia-
rio de urna cata engomma lito ; na rua de S. Jote ,
n, 6, indo pira o pateo da Penba.
= Venderte urna preta crioula de 25 anno de
bonita figura lava, cozinha,'coie, e he quitandeira ;
na rua do Mundo-Novo, n. 17.
= Vende-te farinha para porcot ; no largo da Bi-
beira, n. 3.
= Vende-te um mulatinbo, de idade de 12 annoi,
com principio! de alfaiile, e de bonita figura; na rua
das Cruzea, n. 30.
= Vendem-te 3 escravos, tendo um preto para to-
do o servico, e duat pretal com babilidadet; na rua
do Terco n. 160.
= \ endem-se trex moradas de cesas terreas de'taipa,
ludas juntas sitas na villa do Bio-lormoso sendo a
maior em esquina de rua com fundo para o rio e
em bom lugar para commercio e terrenos foreiros a
Senbora 1) Francisca Lint: a tratar com o tenente-co-
ronel Caetano Alberto Teixeira Cavalcaoti na rua do
Padre Floriaono, n. 38 ou com otSrt Joo Pinhei-
ro Catle na mesma villa Francitco Machado Tei-
xeira Cavalcanti no engenbo Primavera, da mesma
comarca.
Vendem-se algumas accCet da Companbia de
Bcbiribe ; na rua do Cabuga, n. 18 te dir quem
vende.
= Vende-te a meiaccio de urna cita terrea na rua
de S. Francisco antigamente denominada caet do
Machado n. 68 : a tratar na rua Nova, n. 57.
= Vende te cera de carnauba de tuperior quali-
dade ero porcao e a retalbo ; na rua do Rangel,
n. 1.
nos
lado
Vende-te um moleque crioulo, dt>9a 0 ri-
a rua da Gloria sobrado o. B9.
Vendem-se umaa cuberas de seda em bom es-
pelo barato preco de 30* rs. ambas ; na rua
Cadeia do Becife loja n. 20.
= Vende-10, tem feitio urna corrente para senbo-
ra 15 anneloes com diamantea, dout paret de brin-
cos modernos com diamantea um tranceln), 3 mie-
las com diamantea, um collar 3 cordes, e mait obrai
de ouro novaa; na rua Bella n. 37, primeiro andar.
= Vende-te urna cata terrea em cbaos propriot,
com dous quartot cozinba fra quintal murado com
boa cacimba tita na ruado Padre Florianno n. 52:
a tratar na meima rua n. 54.
= Vendo-so um cavallo ruco grande e gordo
com bons andares de baixo at meio ; na rua do (Quei-
mado n. 30.
= Vende-te urna linda escrav de naci Angola ,
do idade de 20 annos com toda a babilidadea preei-
taa para qualquer caa de familia por sei de muito
boa conducta ; um lindo eteravo de 22 annos criou-
lo e de excellente conduela : na rua estreita do Ho-
zar io n. 31, primeiro andar.
= Vende-se urna linda crioulioha de 12 annos ,
com principios de costura e he muito iolelligente ;
na rua estreita do Rozario n. 31, primeiro andar.
Vendem-se apparelhcs de metal,
para cha : na rua Nova, defronte da Con-
ccicao dos militares, oflicina de Manoel
Antonio Alvares de Brito, n. 38.
Escravos Fgidos.
= Tendo-te detapparecido de Manoel Antero de
Souta Reia dout eteravot e vendo por frequente ve-
tes not jornaes os eicravos apprehendidos e depositado
om algumas cadeiaa de lora, roga as autoridades e mai
agenle policiae vejaoie em tuat continuas appreben-
ioes, ou metmo noi 4 apprehendidos descobrem o
seguinte escravoa fgido ou furlado ha anno,
visto que muitos nio drelario o eu tenhores para
que por maia lempo nio te veja delle privado o
quaea 80 : Jaciotbo de nar;io Bebolo, de22aono,
alto de bonita figura, bem preto, com urna marea 00
peito etquerdo a imilacio do urna ancora ou talvez
j etleja apagada denles alvoa e miudos falla meia
decancada toma bastante tabaco : Julio, de 16 anno,
de oacio Benguella secco do corpo meio fulo;
tem o embigo quebrado e grande, com um taquinho
tirado da parte de urna orelba. He natural, que boje
existi oa ditos de nomea trocadoa; por ituo pede-se
todo o cuidado da parte das autoridades, poioannun-|PRN. j na typ. de m. f. dk fama-
ciante est promplo asalislazer todae qualquer dotpezi
que eja precito faier-'
Fugio. ou furtario 6 de iunbo de. IR.vi j.
lugar de Gurinhem-Grande termo da villa do Pi'|r" 1
da provincia da Prehiba-do-Norte um preto de no!
roe Joto do gento de Angola de idade de 35 ,D^
not, altura regular pernat direitas maote psnI
quenot e 01 dedos curtos, duat cicatrizet de fe
tot na cabeca urna dita no lagarto de um dos bracoi*
c com grandet cicatrizea de queimedurai defogo, dos-
pea at a altura dos peitot. falla bstanlo atravessdo "i
quem o pegar, leve a rua da Concedi da lioa-Viiu
entregar a Fraociaco Xavier da Silva Mendonct, qu,
gratificar generosamente.
Em 2 Jo corrente pelas 8 horas da ooule, des-
appareceo da eicada da caa em que mora Jos Diaidt
Silva um preto de nome Manoel de na{io Angoli
bailante alio barba fechada ; o qual tinba viodo do
Ceara pelo vspor remettido por Manoel Joi Silga';
do a quem perlence o mermo escravo tendo o dita
Salgado remettido-o por conta dalle para ser vendido
em Pernasnbuco; e por iso roga o aonunoiante a to-'
das as sutoridsdet policiaes capujes de camoo, appt9.
hendi dito eteravo e faci recolber a cadeia e an. '
nunciar pelo peridico para conhecimento do atj-
nuneiante o qual se respoosabiliaa por qualquer des.
peta que com a captura do dito eteravo te fizer.
A usen tou-ie de cata de seu lenaor o eteravo Tko-1
mas de nscioCabinda alto, magro, pernat fioii
psfpequenos; ds testa alea ponta do nariz tem eslom-
bos proprios de tus naci e be bem conhecido oti-
la praca : quem o pegar, leve a Luiz Gomes Ferrair,
no Moodego que recompensar.
- Da caa do abaixo aiiigoado no dia 30 de j. '
neiro p. p. fugio o escravo Antonio, crioulo detta
provincia de idade de 20 annos, baixo, secco do
corpo ; tem urna oieairiz de um laibo aobre o nariz
cor fula, p chatos, sem barba, oibo grandes;
tem signal de queimadura na barriga ; fot eteravo do
lallecido Jos Luiz Goncalves o em partilbat pertcn-
ceo a Fernando Jote Brtguez, que o tendeo para Mi-
rsnbioaos Srs. Jos Fereira da Silva & Irmio, onde loi remettido por eonta de teut tenborea l.uzo 4
Irmio 1 quem o pegar, leve a rua da Crut do Recife,
n. 37 segundo andar que ser generosamente re-]
compensado. Tem tido viito o referido escravo na'
Boa-Viita e deicoofia-se que etl acoitedo. O aba.
xo aaiignado protesta proceder com todo o rigor da lei
contra a petioa em casa de quem for echado.
Jote Baptiila da Fnica Jnior.
Do engenho S. Sebaitiio prximo a villa da S,
Miguel na [provincia da Alagdat fugio pira esta
provincia e ba noticia! de andar noita cidade um et-
eravo pardo avermelhado e de cabello* encarapinln-i
dot, de nome Filipe baixo, eipadaudo aem den-
les na frente com cieatritet na testa por cima de um
olho ; be um pouco fanhoso anda aprestado e lomi
muito tabaco : quem o pegar, traga a etta ivpographii {
a Joio Carloa Marinho Palharet.
Fugio, no dia 2 do torrente urna preta de no-
mo Benedicta de naci Angola alta baatante mul-
lo magra ; levou vellido de cbila azul: eita escrava
nunca andou na rua ; roga-te a pestoa que a recolheo
em tua cita a queira mandar entregar a teu senhor,
Joio JoideCarvalho Moras na rua da Cadeia do
Beoife e oa falta, o mesmo patsar a proceder o que 1
lei Ihe concede.
= Fugio, no dia 20 de Janeiro do sitio dsi Bo-
teirst do mtjor Josquim Eliss de Mours o seu et-
eravo crioulo mestre pedreiro de nome Silvano,es-
tatura regular, secco dn corpo, bem preto cabega pe-
quena olbot vivos, pouca barba e com tuisas finan |
compridea muito falto de dentet t tem un* canina]
na mandbula tuperior na frente, peitot cabelludos,
tanto loui'iia cuui a uiao direita Cui cuOi < ci^uo-.
da ; tem urna cicatriz no peito do p, do urna ferida: ]
quem o pegar, leve ao dito litio, que aer recompen-
ttdo.
Recompents-te bem a quem pegar um eterno
fgido no dia 3 do corrente ; o qual tem ot tignaei
tpguintei : estatura regular preto, de naci reto
cheioe barbado corpo groiso ; tem a perna direita
cambada que quando ande teive-lbe de bastante -
torvo por rocar o joelho direito tobre a parle ia-
lerior do etquerdo ; de nome Joio sofire tmiudo
do puchado; levouesmiss de ritesdo miudo azul, oerou-
laa velbas traje em que foi encontrado na Boa-Visli
aeguindo para fra com urna truuxa de pannos sujos,
e urna cuia tudo de teu uso : quem o pegar, leve a
rua da Crut n. 3 caa de Manoel Diat.
= Fugio, nodia 3 do correte um prelo de no-
me Caetano de naci Angola; tuppe-se que toe-
ra o camiobo do Cear ; tera de idade 26 annos, pou-
comaiaou menot, da catalura regular muito ladino,
cheio do corpo cor nio muito preta quando falla
parece que est rindo-te, fatendo na testa rugtt; tem
duas (eridas em urna perna ; levou calcas larga, cami-
sa e aqueta branca, e urna facba enearnsds na cintu-
ra ; suppoe-se que levou um trooxs com roupa e urna
rede : quem o pegar, leve a rua da Cadea do Becife j
n. 42, que ser recompensado.
Fugio, no dia 20dc Janeiro um escravo don-
me Franciseo, com oiuposto de Boque Albinno, criou- I
lo alto, orelbaacorladaa, duai cicatrizas nst face,
tendo urna de cada lado e he capado e te intitula for- 1
oj: quem o pegar, le>ea praca do Gorpo sacio, a.23
Fugio, no dia 29 do met panado, da fabricada
sabio sils ns rus Imperial do Aterro um pardo i'
nome Antonio de 22 annot, claro, cabellos casianhot,
alto, magro, muito leo do rollo e corpo ; tem ti ma-
ciet do rotto e ot peitot muito lalientet; pt muito
mslfeitos cicatrizea de alporcat e dous tainos no pe"
coco : roga-ie as autoridades policiaes o htjao da ap-
prebender ; e promette-ae gratificar a pesioa que o
levar a sen aenhor ns dits fabrica ou oa rua Nova >
a. 4 segundo andar.
50;000 rs. de gratiheacAo.
Fugio, de bordo do brigoe Juptler na noute de
27 para 28 do p. um pardo de nome Marcoi, de ida-
de de 25 aoooa pouco maia. ou menos estatura re-
gular groaao do corpo, cabellos grandes, teio do
sertio ha 6 ou 8 mezes e foi vendido para o onge-
0I10 Yndshi de Una s Francisco Esievio de Mello de
onde veio outra vez para aer vendido : quem o pegr 1
leve a ruada Cadeia-Velha n. 33.
16.