Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08727

Full Text
Anuo de 1844. (Miarla Fera 24
de Abril
l"dos os das que iiTio fori'iu saneirados o preco da asignatura
gacBafi""'!1'""1'1*
O Diario |iublica-ft .
|,e ,1; lies mil t. por qunriel pagos adwinlados Os annuniiosdos assignnmes a;iu inseridos
rtis. e "* *'"" 1ue "'"' 'orem a raio de SO res por linha. As rn-lomai oes devem ser diri-
gidas esla lyp u" das Crujes n. >4 ou .'i praga PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
CoUNNA.e Paralijba segunda!.- sexiaa feiras.Rio Grande do ISorle clip^-a a 8e2-'e par-,
ic .1 .'-'' ab.., SerinWm. Kio Formoso Maeey, Porto Caito, e Alagoai: 0 4.
41 e 2ldeciJamci Garanbuns e lionito a Jll e 24 di cana mez Bua-visla e Flor-
al a Ue 29 dito. Cida le da Victoria, quimas feiras. Olinda (odes os diai.
- DAS da semana.
22 Se? i. -'olere Caio Aud. do J. de 1). da 8. t,
l Ierra i. Jorge Bel. aud. do de 1) da 3. t.
21 i.ini.-ias Mili't Aud do J de U da 3 r
..,5 Quista Mares Aud do J del) da 2. t
5( ."-exla i. ClarrncloAul. do J. de ]). da 2. .
7 Sab Caslor el. aud. do J. de D da 4. r.
'>% Dom i, Vital
a i. "*" !W*-Z'.: '^v.fmi--!fJ-Tri.-i---Y.m-
Atino XX. IV. 97.
* y uc \nrii Anno aa. m. w*f
L^Wj'*i // vV 1 ^ ,U''" *?"" '''I'""1' "'' mesmos; da ROM! prulei.-ia. iroderaqao- e enerva: fon-
^y\^-::X-///:/y/J:*-i^y*-y-- "nuirnos como principiamos e serenos apoaladoi cora admira-:.'" enlre as nagea mais
A\ "^'VcffV.'/. M ^S ''ulUs- (Proclamtga da Ammbla 6l d aratil.)
U BLm'^'r CAMBIOS NO UH 13 KABIlll. *
^USSF i -41T' Cambios .ob,e Londre. 5, Ouro-Moed. da 6,40* V. <7.2(>i> 47,500
M^kVk 4 i )''i '''" 70 rei. por friaco N. M-M* 4-7*M
V u Lisboa MI por 400 de premio
' / Moedade cobre 5 por rema e> niii a
aanaHaUaV) dem de lelraa -ie bn.isl.ra.as I .i li'i
rje 4,00. 9,i 00 .00
P,.-r.ueae. .W J.o
lVsooolummnarea 4,97' t.JMI
Pitos rabicano. 1,960 <,U8U
P^
HF
$r
B ...:.. ...
PHASES DA LA NO MEZ DE ABRIL.
La eeiaa.'ai4 limas el min di nanbiia, il.ua nota a 17 as 2 horas ell min.3a larde.
Micguanlea'J as 7 lloras e 1-5 uiiu da larde, ICreacente i 2i) aso h. 45 m. di miabas.
Pleamar de hnje.
Primeiri is 10 lioras e 6 rail ia aaanhaa. | Segunda as 10 boraa .0 minuto da lard
.:'.... -i. ...-::_".:______.jjeK."
'-,-*- '......' --. ... :,- -,-V

EXTEMOF..
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PER-
N \MlsUi.O.
fil.t vez peior, c nao apresenta a ininina esperan*
ca df mellioramento. O gabinete progressisl i .
deque Lopes ful presidente, havia casado com
a constituifo de 1837, e o casamento era lili/. .
porque os aOUS esposos baviao sido creados mu
para o outro. Vcio nm falso amigo do marido
Narraei}, leve artes de corromper a esposa ,
e seineou a sisaitea no casal. O liuelo desle a-
diiltetio vcio ;i lu/, depois de 7 me/.es de gesta-
i.fui, e chama-so oVspoiitmo militar. Defacto
mais de meiade da Despalilla est em estado di
sitio. Ac bou a conslituicao acabrao as tia-
Pariz 8 /c margo.
Anda se nao calara o as fallas com a decan-
tada questo do Taity. A imprensa de Pariz e
a de Londres audao cin dase in di re eu ; e tan-
to teiti lito crdito, e tornado a dizer, que ao
menos paramhn, e actualmente indubitavel;
1.1 que o procedlmento dogoveruo francs nes-1 rantias, acabou tndo. Quein todo lo manda,
te negocio, apesar de tudo quauto se tein dito nulo corta, c a espada do soldado. A ar-
ito parlamento de Londres para doiaar a pilula, tiiharia trvela por toda aparte: em < artbage-
icve realmente lugar debaixo da pressao e in- nae Alicante, para exterminar as populacdes ;
fluencia do governo de Inglaterra ; l2., que este em Barcelona e Valencia, para festejar a rainha
ultimo governo nunca reconheceu, nem re- Chrlstina, que acaba de ser promovida pela sita
condece ao menos de urna maneira sincera, o filha ao posto de coronel de mu regiment dt
protectorado da Franca as ilhas daSociedade. cacadores!
U ni.lis curioso de tndo que no mesmo tno- Oloxaga acaba de chegar a Inglaterra no va-
iiiento ein que os Ingleses tilo fot-temen te toma- por l'ar.hu. Queixa-se elle no Times, ou o Times
van asdores pela Icgitimidadc da rainha Poma- por elle que quando .los da Silva Cabral Ihe
t e nao querlfto nem inSo de Dos Padre rol dar Itiist a nos seus papis em Lisboa Ihe lo-
que o protectorado fraucez se transloiniasse em vario ao mesilio teuipo todo o dinlieiro tino
soberana pura o simples, pstavao elles inesinos, possuia. Se assim eis-aqui mu magistrado ,
praticando em Uin estado da India precisamente de quein se pude di/.er como ditia Voltaire de
aquillo que nSo consentiao ;i i'iaiu'a na Poly- certos juizes doseutempo, que ten o peso do
ueftia. chumbo, a solidez to Ierro e muita afinidade
Gevalior c capital do estado Marat to mesnto com oouro.
nonio ont ctijo teirito.io cicsee e se cultiva Nem o parlamento de Inglaterra, noni asea-
coin grande proveito dos naluraes, aquelle la- niaras francesas tein apresentatlo cousa tic inte-
moso opio, que to precioso para os Jhins, e resse por leitor estrangeiro. Aqui prepara-e
que coustituc o mollior ramo de consumo dos a o])ptisieao para dar nova batallia ao ministerio
estrangeiros coiH o imperio celestial. Estacn- na questao dos fundos secretos, cujo'projecto
currencia faria mal aos Ingleses e ein totlo o j audao as coinmissdes. Falla-so de alliam-as
caso, era crime de leso monopolio britannico entro o centro esquerdo, o a esquerda djuasti-
quo nao potlia licar impunt;. J o castigo havia c, que sao as ditas grandes fraceoos da opposi-
coinecado em outra i'poca impondose ao paiz cao, o entro a opposcfio, e urna parte do partido
a protecefio de Inglaterra, que ein linguagem conservador. Noocreio. Sido boa parto, que
mais coiuesinha quer dizer oppresso, desafo- Mol', que, em caso de crise ministerial, serian
jo etyrannia; mas a politiea Inglesa nao tein suocossor do diiizot, esta r< solvitlo a nada em-
porcoatume deixar imperfeitas as suas obras, prehender, sem a approvacSo d el-rel, e que este
Era preciso que o protectorado se transformas ultkno s abandonar o actual ministerio na ul-
so em soberana ; e segundo as ultimas noticias tima extremidade. Estou portanto persuadido,
ta India que vao al o 1. de l'ovoioiro assiui que a mesina fortuna que favoreceo o gabinete
acaba de acontecer, depois de urna aceao mu na teuiivel queslo doTaitv, ein que ntrava
peleada eui que os naturaes pe denlo seis mil emjogo tudo abant lia de irais delicado na sus-
liomens, e os Ingleses para cima de mil. As- ceptibilidade francesa, continuar a favorecel-o
sim, do mesmo modo que em outro lempo se na dos fundos secretos, e em qualquer outra,
disse dos Jesutas, tambem do governo de Ingla- que possa apresentar-se durante ocursodesta
tonase pode di/.er agora (|ticaniesnia prqposifu scssiio.
que para elle verdadoira para quem do Cabo Nada digo sobre os dilt'eroiitos boatos de cons-
da lioa-lLsperanea falsa passando para a ou- piracao militar, do que diversas tullas fallro
ira parte. estes dias passados com certa airee tacan do mi-
Foio roeleitos sem unta ttniea excepeo todos nisterio, porque ludo quauto a esse respeitO se
os 5 depntados legitimistas, que o governo ha- disse nao teve o minimo fundamento. Deo-se-
via manado eom o ferele da infamia na resposta Ihe muita importancia na praca, all'u ni.uido-se
falla do trono. Oue torrivol agonro par.iady- ao muido que personagens importantes ht\ iao
nastia reinante A iuterpretayao natural deste sido presas, < que se irat iva de prender outra;
faci que pelamesmarasao, por que o gover- mas tudo foro especulacOes de boba para Ca-
no julgava os reeleilos indignos de le rom asseu- /er levantar e cahir os fundos, o nada mais. As
sonto na cmara, que os 5 departamentos nicas pessoas, presas foro alguns soldados do
que os elegrao de novo osjulgo dignissiinos regiment ?(), por se presumir, em consequen-
dc fazerem parte do corpo legislativo, o gover- ca dV papis, que llie ftrao encontrados, que
no coiideiiiuou a Tomarla "de Londres os reos er*oaliadas de sociedades secntas coiumunis-
appellrfio para a naco e a naco absolveo-os. tas; mas isto mesmo com tal aubiguidade, que
Concilla catla ittudaqni oquequizer. toda a pena que se julgou dever-lhes impur, l'oi
A princesa do Joinville est inleiramentc res- mandatos por alguno lempo para Argel.
tabolecida do mu catltarro uin pouco forte que P. S. Advirto que o que cima digo a respeto
padeceo. Val agora estudar as verdades da re- da tomada doGwalor pelos Ingleses, alguma
ligio clirista debaixo da dlrecco do hispo de cousa difiero do modo por que as folhastle Lon-
.vreux que foi expressameute nouteado para dres, semprc suspeitas nestas materias, se ex
esto fnn. Bom c que cada um procure novos plico; porm eu sigo o que leto em correspon-
motivos do convencer-so daqitillo em que j ere; delicias particulares de commercio, que tenho
mas nao terla sido mollior que o prelado fosse por mais imparciaes. As folb is inglesas pro te n-
bater .i pona da duquesa de Urleans, que pro- aem que a soberana do estado do Gwalior con-
testante do que da princesa do Joinville, que tinua a subsistir como dantos, debaixo da su/.e-
eatholiea de tollos os -4 costados ? rania, o protectorado d'lnglatoria; mas a ver-
Aos inflciSj Senhor aos iniies ; dade c que o paiz est o continuar a ser oeeu-
E nao a inini o que sei oque podis. pado por tropas ingletas de, iufaiilaria, cavalla-
camks. ra, e ai tiiharia. Se isto nao conquista, nao
As folhas de Londres rovolo algumas clr- sei como se Ihe ha de chumar,
ciinistancias interossantos relativamente mis- 12 i$ marco.
sao de Adolpho Banot ao llaity. As proposi- Mal sao passados 4 dias, que Ihe escrevi pelo
ttoes, feitas pelo plenipotenciario Francs re- Havre; poWm atmportancaa do que se passou
publica negra, loro as seguintes: 1.a concos- nassessesde 7 e 8 do correte, na cmara dos
sao de, un praso de 20 anuos para O pagamento couimiins, oni Inglaterra, relativamente ao Hra-
dadivfaa, eom lauto que o commercio dailha sil, exige urna correspondencia supplementar.
lieasso sendo monopolio exclusivo da Franca ;2." Laboucheio, inonibro da dita cmara o ox-ini-
em caso de rejeiyo daproposlyo antecedente, nistro do commercio, durante o governo do ga-
concessaode um praso de ;> anuos para o mesmo bincte Nelbourne, apresentou urna mocao, em
pagamento, com tanto que os navios fiancc- que dizia : Que sendo o conimoroio da Ingla-
zes fossein adinittidos ein todos os porto do es- tena com o Brasil to importante, como todos
ttdo, pagando somonte direitos dmela tone- sabiao, pcopunlia, que se enviasse a rainha urna
lagem. Os negros, cujo bom senso parece mais humilde ineusagein, pedindo-llie, que houvesse
claro que asua pello, rejeitro sem hesita- S. M. porbein tomar as medidas que Ihe pare-
cao algunia ambas as proposieoes. < esseiu mais convenientes para mclhorar as re-
Foi concedida *ft einide de Lurde adcraisso lacdes couunerciaes, entre os dous pases.. O
que pedio do posto que OCCUpasa de ministro discurso, em que foi desenvolvida esta mocao,
francez em Buenos-Aj res. O seu sucessor ,\lr. mu extenso. O grande empeuho do orador era
de \iaren nos. Os motivos allegados pelo minis- de coinmunlcar samara o recelo de que elle se
tro deniissionario, foro, que leudo sido n- achava possnido, (piando via, que o ooiniuereio
teis todas as rcclainaces feitas por elle a Ro- da Franca com o brasil a em augmento pro-
sas o nao Ihe proporcionando o governo os gressivo, ao mesmo teuipo que a Inglaterra ca-
melos nicos para podel-as fazer ellicazes a- minhava em sentido contrario. Isto, pmui, di-
chaia indecoroso para asua pessoa c anda /.i.i. nada linlia, que admirar, quando so consi-
mais para a uaio de quein era represeiilanle derava debaixo de que bis tiulia lugar o com-
coutinuar a oceupar o posto que ogcup iva. merco ingles com aquella imperio. Quando a
A pobre Despanha gracas s continuadas elevacQ das tarifas equivala para os gneros
bravui'as do miuialci'io (iuiualczlii'uvo, estaca- de consumo brasileiro a urna veidadciiapiohi-
bco.qae milito era que o commercio britnico
ti3o eucontrasse no Brasil favores, jura que nao
li ivia reciprocidade? Eque inulto era. alemdis-
to, que este estado se aggravassc, agora que o
tratado com aquelle paiz eslava Andar, oque
cada iiin t das parles (cava nteiramentc livre
pira renoval-o, ou nao .' Que reilectisse o go-
erno na Imporl mcia de mu paiz, como o Brasil,
pie, tendo j i utn i populaco de 7 iiitlhoes d'ha-
litaales, e possu'uido excelleutCS gneros de ex-
Kiiiaeo, nao linha industria alguina. Que o
concurso destas circumstanclas olt'erecia In-
^laterra um vasto campo de vantagens cotnmer-
v'n:^; mis que, para obtel-as, era necessario Im-
primir legisluao existente Utn carcter oais li-
heral, admittiudo os gneros brasileiros cotn
I i rol los rasoaveis, em lugar de excluir, porex-
niplo, o assuear com o inaudito direito de 800
por cont do sen valor, o caf eom o de200 por
eerto, o os mais projiorcSo : d'onde resultava
que a niaior parte dos navios ingleses, pie vol-
t avo do Brasil, ou viuhao ein lastro, por nao te-
rem que oarregar, ou earregavo gneros, que
eondll/.io ; p lizes esl rangeiros, por nio pode-
reni inlroditzil-os em Inglaterra. Que olhasseo
governo para o exemplo da Franca, onde, por
exemplo, cada quintal de assuear mascavadopa-
gava '2(1 cliiliiis em vez de (M, que pagava em In-
glaterra. Queeinconsequencia da inoderaco das
suas pretenedes, conseguir o governo francez
ltimamente concluir um tratado mu vanlajoso
com o imperio, do qual resultarla a completa
excluso da Inglaterra de Utn mercado Iao rico,
como o do Brasil.
Dous ministros, Gladstone e Peel, combate-
ro, um depois do OUtro, a mocao de I.abouehe-
re. Os seus discursos sao mili extensos, mas di-
zeni poilCO, c at nada. Peel negoii a existencia
de um tratado, recen temen te concluido com a
Franca ; e quanlo ao mais, disse, pie achava
perigosa a moco do preopiuante, porque oque
della resultara, sera ir animar ooui mu voto da
cmara o governo do Brasil nas suas pretendaos
exageradas,o isto precisamente quando o tratado
eslava lindar o (piando elle espera va, que me-
Ihores sentimentos prevalecessem nos conselhos
do Imperador. Quanto .- reforma das tarifas, de-
Ciar rao os ministros, queabaixar os direitos so-
bre o assuear estrangeiro, sendo em geral impo-
ltico, miiiio mais especialmente o era, tratndo-
se do brasil; porque seria a mesma cousa, que
Ir animar o trafico da esclavatura, oiierecendo
alimento trabalho nao livre.
Fcil Ib i ao autor da inocuo redu/.ir a nada es-
tes sophisinas. Replicou, que nao poda persua-
d i-se, ipieo governo, argumentando dista ma-
neira, quizesse, que Ihe tomassem por cousa so-
ra o que dizia ; porque, sendo assim, como nao
repara va na flagrante oontradcco, que exista
entre to grande recelo de ir animar no brasil o
tralico da escravaliira, por nielo da diminuirn
dos direitos sobre o assuear, e o procedlmento
que Uvera, diminuindo os que pagavo o caf,
o tabaco e o cobre, provenientes da Havana, do
Pono Rico o de otitros pai/.os, em que o tralico
da esoravalura exista do mesmo modo ?
Este argumento era sem replica : porm nao
obstante tudo isto, posta a moco votos, foi
rejeitada por 2(15 contra 133. Fique portanto ni-
tendendo o governo do //rasil : do actual go-
verno da Inglaterra nao leni ipte esperarsenan
hostilidades. Bobert Peel nao quer reciprocida-
de, quer leso : para que a Inglaterra de dous.
priciso que o Brasil d quatro ou seis ; isto ,
queso arruine.
Comeca o alto clero francez a agitar-so de nina
maneira muitosignilicatva,por causada questao
da libordadede onsino publico, que ein breve ha
de ser ventilada nas cmaras. Varios bispos di-
rigro a el-rel, em conselho, petiedes ;i este res-
peilo; porm a resposta que livoro, Ib i a mais
severa reprimenda que se poda imaginar. Es-
11 reprimenda foi dirigida ao arcebispo c Pariz
em forma de carta, escripia pelo ministro dos
cultos, que desta vez entendeo que nao devia ser
sobrio de azedumes o de durezas, nem na malc-
ra, nem na forma. Diz ello ao prelado: Que
tendo elle com quatro dos seus sutt'ragancos di-
rigido a Cl-rei una memoria sobre a liberdade
do onsino, na qual, encarando a questao ao seu
modo, oondomnavo os estabeleciuientos d'ius-
tniccao, fundados pola le, todo o pessoa! do
corpo ensillante, c accrescentavao multas ex-
pressoes olleusivas contra mudos ministros da
corda, elle ministro ihe dedarava, que o gover-
no do re reprovava altamente a obra ein que o
prelado linha posto a sna assgnatura, por ser
ao mesmo lempo contraria todas as rogras da
decencia, eaoverdadelro espirito dalei. Que a
le prohiba expressamente qualquer delibera-
( o, tomada em assembla de bispos, que nao
fosse prnneiro aulorisada; eque a inoiuoria do
que se tratava equivala urna deliberacSo, cod-
certada entro os bispos,que conectivamenteas-
signro.
Cada um pode desculpar, e at, sequiser, lou-
var esto acto da maneira, que entender: quan-
to a mini, nao posso deixar do consderal-o co-
mo uin verdadeiro excesso do lyrannia e do in-
justica. Pois que Ha de o direito de petiro
constituir um dos privilegios imprescriptiveis
do cidudo francez, qualquer que soja, e sha
de o exercicio del le ser considerado como mu
crime, quando se tratado cloro, s por ser cle-
ro ?. Tod is as classes de cid idos podem ter as-
seuto no corpo legislativo, menos o clero, a uui-
ca que nao representada: donde si1 segu que
em tod is i. nes toes, que dizem respeito ao cor-
po eccleslastico, e este ultimo aecusado, iulga-
lo e sentenciado sem ser ouvldo. E'j.t urna
:iijusii;i extraordinaria collocar assim tao fra
do direito coiiimuui um i classe inteira de cida
los, para quein a patria urna especie de ma-
drasta, que os deslen! i domis precioso de
iodos es liiiilns d i su i heranca : mas exigir ain-
la por cima que os tristes engeitados sofiro
ludo quanto quizerem fazer-lhe, sem sequeixar,
nao Ihes perinillindo nem ao menos a Iraca con-
tolacu de allegarem sna justica, o maior de
lodo o escndalo, a mais absurda de todas as
oppressoes, ca mais dctestavel de todas as t\ ran-
inas.
Cabio UicanD?. Sublevou-se a guanico con-
tra Honei, chele dos insurgentes, que lugo, e
logo depois eutrrao na cidade as tropas rea-
listas.
o ped torio para O'Connell rendeo este anuo
30 mil libras, ou 750 mil francos. Vrc-se que a
popularidade do agricultor em Irlanda est mui
loilgc de ir em decadencia.
' ", Bul O'-S!"
ASSEMBLA PROVINCIAL.
Coneluto da tettfo de 17 ie abril de 1844.
OSr.Aguiar:Sr. pres., embora eu dissesse
nu sesso passada, que adoplava as tifias do
projecto em geral, porm que exigira nina OU
outra modilicaeo, nao sei se fui mal entendido
pelo seu nobre autor, e anda peior eoinprohen-
dido pelo Sr. 2." segundo secretario, de forma
que se me teill COIUO collocado em opposieo
materia de todo o projecto. Eu declaro pela se-
gunda vez, Srs., que quero as disposci'ies do
projecto, mas desojarla tambem, que a elle se
.idd icioiiassein lodas as medidasq ue podossoin dar
mais seguras garantas tuna to importante
classe da sociedade, os proprietarios: se este meo
desejo um deleito, eu oconfesso;e se elle pode
serolhado como opposieo ao projecto,en to estou
em opposieo. Seinclhaiile pensaueuto foi que
me iiidnsio hoiitem a apresentar una emenda
espayando o tempo dentro do qual podiSo sor le tas
asreelamaedes,porque nlnguem negara que no
proeosswda veri lie ir:iodautilidade publica.o pro-
jecto permiti, queseapresentein reclama$des, e
que sejo ouvidos os intercssatlos. Ora, so so ad-
mitte esla disposicn;qual a raso por que Inve-
nios de fazer della una especie de burla, inuti-
lsando-a por tiieio d'iini espaco de tempo qui-
nao pide bastar .' Concedamos pois o tempo ra-
soavelmente preciso para o proprietario ser ou-
vldo e reclamar o seu direito; pois se assim o
nao, sennos ocioso ser o direito do reelania-
co.consionadonoprojecto. Habempoucoo n. d.
que acaba de sentar-seco ncordouneste principio,
quando reconheceo que o praso <\f um mez sen-
do sufliciente para osqueostavo nas capitaos,
nao era todava sullii ientc para aquellos que so
achassem nas ralas da provincia, e por conse-
guinte (lava mais um da para cada (i logoas: is-
to pois revella, que o n. d pecsa conuulgo, e
concorda com as ideias conttlas em minha
emenda. Mas disse o n. autor do projecto, que
islo era subordinar o inleresse publico ao iute-
resse particular; o mesmo um outro n. d. nao
dlividou airmar, que isto era absurdo.
Srs., me parece que se nao pude chamar ab-
surdo o meio que servo para conciliar o Inte*
rosso publico com o inte resse particular; ab-
surdo seria sacrificar esto aquelle sem refle-
xo, e sem necessdade ^apoiados): (piando hou-
ver coliso entro mu o outro (ntercssc, entao
bem, prelira-se o intorosso publico (apoiados);
mas ([liando se poder estabolecer a uecessaria
harmona entre ambos, ipiandoso pnderguardar
o respeito que lodos ineiecem. ou n;io vejo ra-
so .lignina para (pie se ollenda mu sem re-
conhocida nooossidade, e vanlagom do outro
(apoiados).
Sr. pros., aluda so argumentou aqu com a
marcha seguida no foro, estabelecida pelo direi-
to coininum. O n. d., o Sr. segundo secretario,
disse que o artigo 27 do projeclo prevena indos
estos casos estabelecendo como contradictor o
procurador dos ausentes: mas, Sis., se se au-
tliorga o direito de reclamar, est claro que se
concedo o direito de produsir todas as rasos,
todos os documentos, que sirvo para manifestar
e sustentar os motivos que milito ein favor dos
intoressados; e podo um procurador do ausente,
assim estabelocido, pugnar com suecesso pro-
vavel polo intorosso do um particular que nao
conlu-cc absolutamente ? Isto c apenas para se
dizer que nao foro preteridas as formulas; por
queouvir a um lionieni dosles por paito d'a-
quelle que est ausento, o mesmo qne proce-
der revelia Antes nao o ouco, antes delxem
ao iulcressado o direito livre de reclamar ein
C


tempo competente: porcmj iiue se argumenta
com a pratica forense, eu dlrei que a minha
emenda, a que guarda inais esta pratica, ea
que iaia se aproxima das regras do justo, e
ncsino do que dispoe o direito cominuiu, por-
que se para a produccao dasprovas umitas ve-
acs se coueedem prasos differentes, conforme as
rasos de impossibilidade que as partes allegan,
evidente que as mesmas les (vis reconbeceiu
a necessldade d variar assuas disposP>s con-
forme as circuinstancias queoccorrem.
OSr. Francisco Joio:Isto para asquesldes
de particular a particular, e mo de interesse
particular com o interesse publico.
OSr. guiar:Srs., nos tratamos de legislar,
e por isso estamos cm tempo de serinos menos
oppressores; > achao os na. dd. multo rasoaVel
o que est determinado no projecto este res-
peito?
OSr. Francisco Joo:Aclio muitissimo.
OSr. Aguiar:Acba rasoavel que o propie-
tario tendo motivos, talve inulto poderosos pa-
ra contestar a verificacao da utilidade publica,
nao seja ouvido, so porque nao se quer espacar
mas 1 011 2 meses o prousso oni que o particu-
lar tein o direito de ser ouvido ? A minha emen-
da inlo aprsenla cssa dilaco que se suppoem,
nao de 6 inezes, nem de uin anuo: eu dou ape-
nas aquelle tempo que julgo rasoavelinente pre-
ciso; poreonseguute esta por tena o pensa-
miento daquclles que julgao, que eu quero pro-
velar anuos e anuos o interesse publico, dando
preferencia ao interesse particular. Eu, Sr. pre-
sidente, contino a votar pela minha emenda,
porque tratando nos de faier una lei que \ ai dar
um golpe, bem que necessario, propriedade
particular, entendo que se deve conceder a essa
inesma propriedade todas as garantas possivels.
OSr.l'aula Cavakant:Eu lenho que res-
ponder, Si. pres., ao n. d. autor do projecto que
ulgou,que eu o tinba ounddo: declaro que
nao foi uiinha iutenco oflendel-o, foi s fazer
observacoes ao capitulo .'i. que eslavaeni discus-
sao, e compara! o com a lei que tinhainos i es-
to respeito. Comparando eu inostrei que a
lei era m.tis constitucional do qae a que se apre-
sen! iv i actualmente, sto do que este projci -
io. Mas, anda agora o u d. disse.que a lei -eral
nao traa da veriticacao da utilidade.
O .-/. Nabuco:Commette isso ao poder judi-
cial o.
0 Sr. l'nula Cavacanti:Eu nao entendo as-
sim. O artigo 3. diz (le); quem julga averifica-
i ao, o poder legislativo; mas quem principia
ujuiz e isto (' milito bem feito;porque o juizcha-
ina o proprietario, este apresenta-lhe as ra-
shim que leiu, e ento o juiz, depois de colher to-
das as iuforinacdes, remeti o negocio a autori-
d.ide competente pira decidir:por tanto essa lei
inais garantidora da propriedade do que o pro-
jecto que discutimos.
Entendeo tambeiu o n. d., que eu tinha con-
tundido o capitulo da veriticacao da utilidade
COUl o (l,i iidciuuisacao:cu nao confund,mostrei
que na oceasiaoda vei incaro.aloigeral garant i
inais o diri iio de propriedade; depois inostrei
i imbem, que alm desta verificacao ser julgada
pelo poder legislativo, por essa lei anda o pro-
prietario tinha o recurso de ir ao poder judicia-
/ io, porque eu li o arl. 8., que diz [le), isto e un
caso < sju< ial que o legislador julga, e que o pro-
prietario pode recorrer anda aos meio, judi-
< i ario.
Disse-se tambem que a lei provincial que nos
emos hoje nao traa da verilicai'o; porque o
que autorisa ao presidente so mandar fa-
zer osexames neeessarios. Vejamos o que diz
i ssa lei no art. 13 1. Uonhecida a exleuco terrenoparaa estrada uomear pessoa idnea
para eonlraclar amigav, Inicnite com o respecti-
vo proprietario, seu procurador ou administra-
dor sobre a ccsso do terreno gratuitamente, ou
mediando udeumisarn Por este paragrapho
aindoo governo nao vericou a utilidade, s pe-
los esclarecinentos conheceo a extensiio do ter-
reno que era necessario, c manda enlcnder-sc
com o proprietario.
OSr. Nabuco : .la lia imdenisacao.
(> Sr. Paula Cavacanti: -- Nao pode nessa oc-
casio o proprietario fazer suas reclainacdes ,
pedir una iiidemnisaciio muito inaior ? Pode,
e anda o governo nao tein decretado a obra
o proprietario pode alii fazer suas reclainaces,
di/.er inemo a estrada deve passar all c :;;;;>
aqu, SequlzerdeS que ella passe aqui liaseis
de dar-ine urna quantia inuito inaior do que se
passar alli pelo projecto d-se a faculdade ao
presidente tic indeferir logo, eaqui nesta le,
n io. Os juizes actuaos nao estao habilitados
pai a julgarem a causa; porque elles hoje nao sao
independeutes,esto todos dependen tes do gover-
no,r por tanto inhabilitado dojulgar una causa
einqueo governo sejaparte. Una revoluefio foi
feitaa respeito de juizes, cen quanto ogou rno ti-
ver autoi dado de os remover a seu bel-prazer
elles nao estarn aptos para julgarem as causas
em que o governo for parte : os jurados sim sao
a]>ios ; porlH dizeis VOS os jurados boje nao
tcmjulgado cora Imparclaldade e juslica cu
respondo que disto sois vos a causa pois (lie
pi los vossos regulamentos chamis para jurados
a liouiens ipie teein um rendmento lmitadis-
simo : i'- verdade que boje a base do rendmento
para se poder ser jurado, inaior do que era
mas anda nao o que deve ser; ehamai para
jtltgai' estas causas a hoinens independenles a
proprii tarios de tenas.
O. Sr Francisco Joao : Essos sao Interessa-
dos c portanto sao suspeitos.
O Sr. 'aula Cavalconli: -- Srro suspeitos
aquel les quem se tiraras tenas mas chamal
os outros, ehamai a todos que possuao cm tenas
inais de 2:000/000 rs. e vos veris mu julgamcn-
io livre e justo ; porque estes chfadaos nao
(lependeni do governo, eeonheeem a causa : os
juizes ne sinos nao podemjulgar bem sem u-
vrem pessoas entendidas que possiio avallaros
terrenos; mas se vos facultaes a todo o mundo
ser jurado, cortamente nao pode haver julga-
inento justo e livre.
O Sr. Floripes : O mal nao vein d'abi vi ni
iii.'sma da nossa fraqueea.
OSr. Paula Cavacanti : Euj fui jurado e
., i como estas cousas sefazem. A lei manda ,
truc so notilqueiii os jurados para que veuho
exercer este encargo, mas como mi sequer
ter este tiabalho notifico-se pelo diario e
por uin edi taina piara do Recie : o jurado que |
nao lo Diario nao sabe se sahio ou nao sor-
teado e nao comparece na reunan apresen-
ta-SC esta falta o cbania-se das galerins um ho-
iiioiii para a substituir! Isto dos vossos regu-
I iiiieatos (' obra dos Srs. regeneradores que
naosabem regenerar, o (pie entretanto persis-
ten! na regenerafSo a seu modo. Vos desacre-
dites a instituirn de jurados ; mas porque,
guando fazes as leis nao as fazeis bein feitas.
senbores, eu julgo os juizes de direito muito
habis ; mas as nossas leis ro^ulanientares teein
i'eilo com (pie elles nao possao julgar segundo
os principios de juslica: os juizes hoje sao te-
merosos, dependem do poder executivo que
P ro nao os quero para julgar em causa minha em
que o governo soja parte.
Eu Sr. presidente tenho mais algumas cou-
sas a dlzer mas a hura est adiautada e eu nao
quero cancar a paciencia dos Srs. deputados ,
por isso paro aqui.
A (liseussao flea adiada pela hora : o Sr. presi-
dente d.i para ordein dodia a continuacao da
de hoje terceira discussao do projecto n. 6
ileste anuo ; segunda do n. 1S tambem deste
auno, e segunda do n. 20 de 1843, c levanta a
sessao.
BB0A0 DE 18 ABRIL DE 18U. |
Pruidencia do Sr. Paula Lactrda.
I lila a (llamada e aehandu-se presentes 27
Srs. deputaTos, o Sr. Vico-presidente doclarou
aben i a sessao ; loi lida o approvada a acta da
antecedente.
EXPEDIENTE.
0 Sr. 1. secretario loo o soguiute :
1 m requei iuiento dos vereadoros da cmara
municipal da villa do I.inocuo podindo a cle-
rogacao da medida lomada pida assonibla, que
inandou quotar pro-rain polos peticionarios as
despezas com a solomnisarao do acto da inaiori-
d ido de S. !\1. o Imperador: couunisso de ne-
gocios das c. uiuuicipaes.
I.eo-so, e foi approvado o seguinte requeri-
niento do Sr. Nabuco de Araujo.
Heipieiro, que se noineio nina connnisso
especial de II membros para redigir una repre-
seiitaoao, que (levo ser enderocada a assoinbb'a
ge ral, podindo em rasao da dolicioueia das ren-
das provinciaes que sejao pagos polos cofres
ge raes ( como sao actualmente os juizes de di-
reito | aquellos einpregados provinciaes de no-
nieaeo geral, creados por leis geraes, para ob
jectos geraes sobre os quaes nao nddem legislar
as asseinbli'as provinciaes a sabor : os paro-
dio, as dignidades, o einpregados da oatliodral.
os prol'essores do seminario episcopal o secre-
tario, e olliei es da secretaria do governo : ou-
tro sim os objectos do ser vico, e adin i nst rabilo
ge ral como c o sustento, o eouducr.ao dos prezos
pobres.
Foi ap|>rovado sem debate o parecer da coin-
missao de fazenda, o on amento, que tinha liea-
do adiado na sessao antecedente, sobre a pre-
teneao do sollieitador da fazenda ge ral Jos Ri-
beiro do Ainaral.
Foi igualmente approvado o parecen da coin-
misso de polica que bavia ficado adiado na
eessSo antecedente sobro a pretonrao do eni-
presario da publicaco dos trabalhos desta as-
sombla por tacbigraplios.
Ficou adiado o seguinte parecer dacommis-
lao de fazenda,e orcainento.Jos Podro Vello-
/.() da Silv ira pedo que na lei do on;ainento se
li\e a quoia necossaria para pagamento da quan-
tia de 9:601/rs., em que foi condemnada a fa-
zenda provincial por sentenca judicial junta por
cortidao a qual sentenca se funda na lei pro-
vincial n." lli) artigo '.Y? que eoncedeo ao sup-
plicaute o abatmionto de 7:687/rs. animaos uo
proco por que elle arrematen o imposto de -lo
rs. por canalla do bebidas espirituosas impor-
tadas para consumo da provincia no trionnio de
ISM 1842. Prescinde a connnisso para dar
esto parecer da sentenca, do (pie soajuda o sup-
plicante ese funda smente na concessao fol-
la por esta assoinbb'a por quanto a Bobredila
sentenca ('evidentemente milla por nanteroflici-
ado ni lia o procurador fiscal da fazenda provin-
cial e sim um outro ud hoc: e parece a coin-
inissao de fazenda e oroainonto que posto a
asseiiibii'a cuncedesso pela sobtediia le provin-
cial o mencionado abatimiento, releva ponderar,
que, sondo a deliberacao da assoinblca fundada
siieni equidade e nao pcruiittindo o estado do
cofre provincial, c o defleit existente, que a re-
ferida quantia seja paga integralmente c na lei
do ore.amonio so deva lixar a importancia cor-
respondente a sexta parte da quantia pedida .
sendo este negocio tomado em considerar.ao na
lei do orcamenlo, que seacha em discussao.
Sala das commissoes da asscmblca provincial 18
do abril de 18-4.
Foi approvada a redaeco do projecto n. 4
deste auno que deroga a lei provincial n." 89
do 4 de niaio fi 1841.
0 Sr. Lopes Gama : Poco a palavra, em lem-
po para a presen lar urna indicacoo.
0 Sr. presidente : Toni a palavra.
O Sr. Lopes Gama : Sr. pros. para todos os
l'r.'isileiros deve ser de grande regosijo e de es-
per,incas lisongeiras o consorcio doS. M. o Im-
perador o por isso eu ouso apreseutar tuna in-
dicaran concebida nestes termos = Indico, que
esta assembla dirija a S. M. o Imperador felici-
taedes polo giorioso motivo de seu feliz COli-
sorcio.
O Sr. presidente : Km eonformidade do regi-
ment vai a indicaran .-i connnisso de eonslitiii-
c;io, e poderes.
O Sr. Francisco Jodo : (pela ordem) Eu creio,
Sr. pros., que a lembranca do u. d. nao est no
caso de ser classilicada como indicacao mas
sim simplesinente como requerhnento. Facoes-
ta observaco, porque ha diuereuca na mancha
de discussao de una inocuo considerada como
requeriiuento ou como indicacao. So reque-
rimento o artigo 110 do regiment diz o se-
guinte : sao rrqueriineutos, anda que outro
noine se Ibes do, todas aquellas moedes de qual-
quer deputado ou cominissfio que tlverem
por lint a promoco de alguiu objecto de sim-
ples expediente, c. [li]: depois eu record me
niesino de exemplos da casa: ha dous anuos, sen-
do otlreciUa aqui urna moco para se felicitar J
ao augusto monarcha por ter assumido as re-
deas do governo foi considerada como requeri-
niento. Vai isto coniuiissao para exaininaro
que? Pela natureza da moco, parece que nao
so pode descobrir una connnisso a que olla de-
va sor dirigida.
OSr.Figueiredo: A urna commisso especial.
O Sr. tranciscoJoao: A connnisso especial
e para o fin, que se requereo isto para redigir
a felicitaco e nao para examinar a moco oll'e-
recida, porque, a se entender o contrario disto,
ento tambem nao se doria ter lido esta moco,
dovia ter sido apresontada ao Sr. pres. da assem-
bla para determinar o dia em que ella devra
ser lida. Por isso eu pedi licenca para fazer un
simples requerimento ou que so decida como
questo de ordem, se deve sor a moco conside-
rada como requerimento ou como indicacao.
O Sr. Lopes Gama : Sr. pres., o regiment
omisso em cousas desta natureza, qiir nao fro
previstos. Pareca, que um requerimento s tinha
lugar quando se tratava de algum direito ; por
exeinplo, esta assembla tein o direito de exigir
tal ou tal informadlo taes, e taes documentos;
mas ueste caso uenhiim direito se pede, e ento
como se chama requerimento? Parecia-me nie-
llior o nomo d'indica^o, o ir para a commisso;
maso n. d. pergunta, que parecer ha de a com-
misso einitlir ? P(ide muito bem ser, pie a mi-
nha indicacao seja anti-eonstiluicional suppo-
nbamos, ou que nao tinhamos direito do man-
dar esta felicitadlo, ou outra consaassiin: logo
nao destituido do raso o sor indicacao. J di-
go ocaso ommisso no regiment um acto
de civilidade muito bem entendido e ou ino-
cuo, ou indicacao, asscnteinos em una COUSa ,
conilanto que v a felicitaco.
Vai a mesa, e depois de apoiado, sem dolate
approvado o seguinte requerimento do Sr. Fran-
cisco Joo.
r- Requeiro, que a moco offerecida polo Sr.
Lopes Gama seja considerada como requeri-
mento.
tontina a discussao do requerimento do Sr.
Lopes Gama.
O Sr. Taques : Desejava, Sr. pres., que o n.
d., que inandou mesa o requerimento, queso
discute oxplicasse a sua intcnoo. Propo o n.d.,
qii(> esta assoinbla se congratule coui S. M. o I.
peln seu feliz consorcio ; mas por que meio se-
ra '. Certamente esta assembla nao pderin
eorpo transportar-so corte para fazer a felici-
taco : deve ser por meio de um adresse es-
eripto ou por nina connnisso, parooo-me.quo
por una connnisso o que mais conveni e ('
at conforme com os estilos. Neste sentido vou
mandar mesa nina emenda.
O Sr. Lopes Gama Pedi a palavra Sr. jiros.,
sopara observar, que igual requerimento ou
iinlie ii ;iu se fez nesta casa quando S. I\I. o im-
perador assuniio o governo do estado, o o (pie
ento se pratieou foi noinear-se una connnis-
so para em nonio tiesta assembla felicitar a S.
M. Foi esta tambem a minha intenca" quando
liz osle podido moco ou indicacao como
Ihe qulzerein chamar, porque me parece mais
curial e inais condigno com o objecto que
v nina connnisso, oque ser mili fcil porque
como alguna Srs. deputados provinciaes sao
tambem deputados geraes e por conseguate
devein ir corte pdeni ser enearregados
dessa niisso.
E' apoiada e entra em discussao conjuucta-
inento eoin o reipieriihento a seguinte emenda
do Sr. Taques.
= Addite-se por meio de nina connnisso de
3 membros. =
O Sr. Francisco Joao : Sr. pres. eu suppo-
nho que se necessita de algllina siibeinonila ;i
'Hienda que o n. d. oftereeeo ; mas nao me
animo a ollerecl-a poique nao estou corto as
etiquetas que nossas occasldes se costuman
observar. Nao sri se mais conveniente que
esta coinmissSo soja coinposta de 6 ou de 9
membros ; sel que esta casa tein nomeado do (i
membros, sel que para o objecto do moa felici-
taco magna a connnisso deve ser nuiucrnra.
Nao quero einitlir opinio porque me pode-
ria engaar por isso invoco a lembranca dos
un. dd. geraes que sao membros desta casa,
para que bajo de apresentar alguma emenda a
este respeito. indicando o que se costuma plati-
car nestas occasldes.
OSr. Lopes Gama : (poia ordein) Sr. pres. ,
quando olloroci esta indicacao agora conver-
tida em requerimento, foi meu intento o que
j disse ; que esta fecitadto fosse'pessoal. En-
tendoin us que a commisso deve ser coin-
posta de 3 membros e outros de mais: no meu
humilde entender ella deve sor coinposta do
inaior numero possivel o por isso lonibro ,
quebom seria qneeomposossein esta eominis-
so todos os Srs. deputados provinciaes que
forein tanibeni deputados geraes e que se a-
charein na corte.
O Sr. Manoel Joaquim : Fixe um numero.
O Sr Lopes Gama : Como liei de fixar ? Pois
esta ideia nao parece ser mais agradavel.de
seren membros desta commisso todos quantos
Sis. deputados geraes sao ao inesino tempo
membros desta assembla provincial ?
Creio que o inaior numero que pode
ser.
O Sr. Nabuco : E os sonadores .'
OSr. Lopes Gama : Vio tambem os Srs. se-
nadores ; parece-me que nesta circumstancia
haum s ; pois soja elle tambem membro des-
sa commisso.
Vai a meaja e sendo apoiada entra tambem
em discussao a seguinte emenda do Sr. Na-
buco.
= Seja a commisso nomeada de 6 mem-
brOS.aa
D-se a materia por discutida c posto a vo-
tos approvado o requerimento com a emenda
do Sr. Nabuco icando prejudicada a do Sr.
Taques.
ORDEM H" DIA.
Contina a 2.a discussao do projecto n. II des-
te anuo sobre a desapropriacao de terrenos
por utilidade publica ; capitulo 3. adiado de
Jiontem c emendas a ello oB'erecidas.
OSr. Haptista : pronuncia-so a favor do pro.
jeeto mostrando que neste genero nina das
nielbores pessas que so tein visto, e que nao
se pode formar um projecto que soja mais ih I
dlsposco litteril do $ 22 do artigo 17'J da
constituico do que este que garante em to-
da a sua plenitude o direito de propriedade ,
o respeita quanto indemnisacn, a palavra
=previainente= consagrada na constituico.
O Sr. Monoel Cavacanti : adopta o projecto
em sua goneralidade reeonhece, (juca pro-
priedade tilha da lei que a lei foi que creou
a propriedade e que por cons guinte pode
pr-lbe as convenientes reslrici;oos|; mas que
resta sabor se as ostricces consagradas no
projecto sao as que conveeni; entendo, queal-
guiuas o sao e oulras nao o fazendo algumas
observaces, conclue dizendu que a lei que
existe a respeito d desapropriacao d inais ga-
rantas ao cidado oque por consiguite
inelhor doxar litar as cousas no estado em que
es to.
O Sr. Francisco Jotlo : ~ responde aos argu-
mentos apresentados pelo Sr. Paula ..avalcanti
na ultima sessao e fundamenta o seguinte ar-
tigo substitutivo que manda mesa. = Artigo
substitutivo ao artigo 7, que foi aprovado. -
Logo que o presidente da provincia decretar al-
guma obra publica mencionada no artigo 1.
2. se ella exigir desapropriacao mandar pu-
blicar pela iniprensa e por editaos apregoa-
dos por bandos o plano da obra com expres-
sa nionso dos nomos dos proprietar ios o nao
sendo estes conbecidos com a denoininaco e
caractersticos da propriedade a fim de que
os interessados possao reclamar opportuna-
mente.es
E' apoiado e entra em discussao com a mais
materia.
O Sr. llego /farros : em um longo discurso
confronta o projecto com as disposices das di-
versas leis quoexistem sobro desapropriacao,
mostrando que elle inais garantidor do direi-
to de propriedade do que essas leis, e que at
em alguns casos d mais garantas do quecou-
vinlia, o promette lia terceira discussao, man-
dar nina emenda siippriiniudo os arligos 13 e
18 por imitis ou porque bui lo os elleitos da
lei.
0 Sr. Taques : ~ requer a asscmblca perniis-
so para retirar as emendas, que houteiu ollcre-
ceo, a funde que nao perturben! a ordem da
discussao e votaco subslituindo-as por una
nutra que aprsenla contondo soinente o que
aquellas teein de additivo.
OSr. presidente consulla a assembla se fa-
culta que o n. d retire-as mais emendas. De-
cide-so pela afirmativa e por conseguinte sao
retiradas essas emendas.
Vai mesa e depois do apoiada entra em
discussao conjiiiictainontc com as inais mato-
lias a seguinte emenda do hr. Taques.
Addite-se depois dn artigo 7. oArtigo.
aOl editaes scro allixados por ordem dos
juizes inunicipaes dos tormos em que forein s-
tas as propriedades e ellos participaro o dia
do sua fixaco. Ao artigo 8. addile-se ac-
i n si endo mais mu dia por 6 leguas para os
propriotarios de fura da capital.
OSr. Paula Cavacanti: toma anda parte
nesta discussao sustentando os argumentos,
que Iionleni produsio e respoudciido s ob-
servaces feitas pelos precedentes oradores.
D-se a materia por sufficleueemenle discuti-
da o posto a votos approva-se o capitulo com
o artigo substitutivo do Sr. Francisco Joao e
emenda do Sr. Taques sendo rejeitadas todas
as oulras emendas ollcrecidas as sessoes ante-
cedentes.
Entra em discussao e sem debate e appro-
vado o seguinte :
Capitulo iF Formada verificacao da utilida-
de municipal.
Art. 14. A proposta da cmara municipal e
o plano da obra que exigir a desapropriacao se-
r o publicados ein editaos e pelas folbas publi-
cas para que os propriotarios dentro em 15 dias
dirijan ao presidente assuas reclaiuacoes.
Art. 15. A proposta da cmara sera aconipa-
nlida do plano da obra o planta do lugar e
devora conter os nomos c residencia dos pro-
pio tarios que devein sor dcsaprophados.
Art. 16. A planta do lugar oslara exposta no
paco municipal durante os 15 dias da reclaina-
co para ser vista pelos interessados seus pro-
curadores advogados e engenheiros.
Art. 17. Decidiudo o presidente que nao pro-
cede a reclaniaco depois de platicadas as di-
ligendas do artigo 10, mandar que a cmara
proniova o processo da indcninisacao.
Art. 48. Nao obstante o presidente remetie-
ra assembla provincial a reclamadlo que Jul-
gar improcedente com todas as inloruiacoi s e
documentos para sor tomada em couslderaco
quando so consignaron! os fundos para obras
muiiicipaes.
Sogue-se a discussao do seguinte :
Capitulo V. Da indeiiinisacoe processo
respectivo.
Art. 19. Nao se ajusiando o procurador-fiscal,
ou o da cmara com o proprietario ou sendo
esta pessoa que segundo a J( i nao pode tran-
sigir tora lugar o arbitramento leante o jui
do civel ou municipal.
Art. 20. Asparles se louvar cada una em
o seu arbitro e o juiz a rovelia delles.
Art. 21. Sendo concoides os arbitros o juiz
homologar o arbitramento.
Art. 22. Discordando os arbitros, o juiz deci-
dir a questo mas a sua deciso nao poder
excedero termo dado entre os dous procos arbi-
trados.
Art. 23. O juiz autos de decidir a quoslo dar
vista por 24 lloras a cada una das partes para
dizerem de seu direito o que Ibes con vler, e
com as rasdes ou sem ellas se nao forein dadas
no tormo o precedebdo as diligencias necessa-
rias proferir asna deciso.
Art. 24. Da deciso dos arbitros ou da sen-
tenca do juiz s lia o recurso de appellaco,
CUJO elleito senipre devolutivo esoiu suspon-
so da desapropriacao.
Art. 25. A relacao confirmar e emendar o
arbitramento como fr do juslica.
Art. 26. Depositado o pa coda indcninisacao,
julgar-se-ha perfeita a dasopropriaco e o juiz
expedir mandado de emisso de posse o qual
noadmitte embargos dequalqner natureza.
Art. 27. Acliando-se ausente da provincia o
proprietario ou mi tendo a propriedade se-
nbor cirio, o juiz publicara editaes por 15 dias
BUCCeMlvos para noiilkaco dos proprieiarios,


?
*KMeau'. -'.^vj ^.yvf'nwrwiryywiyj'" *f*?'!?y*?l*l* Si
S
_ SPUS procuradores e nao eomparecendo al- der legislativo dis, que tal despera deve impor-
eum < a desaproprlacSo ser Hatada servindo lar eni tanto, leva em vista a justa distribiilcn
e contradictor o procurador
dos auscn- dos dlnheirbs pblicos, atienta a fotalldadc da>
outras iieccssdades; firma coni isto a iniciativa,
O Sr. Manoel Canilcanii: ~ Dezejo, que al- que Ibe cabe de fixar as despczas publicas; i
nins Srs. magistrados me digno bp na execuco circumstrrsve a acco do poder execntiro no
udiciarias i Isto se ha citaco ou no. por isso so cireumslanclas extraordinarias e ni-
O Sr- Nabuco:Kilo talla no artigo mine- previstas podem desculpar esses excessos. Nsi<
diato eni revelia ? Sl ,'vr lamb m le escusa o embaraco de se sus-
O Sr. Manuel Carvlcanli:Se assim cu nao tcntarein 400 piaras coni 102 cotilos; porqui
riitcndo. mullas orgauisacdes se podein dar dentro deata
U Sr. Alcanforado : As partes se louvao eada quantia, seta ser preciso diminuir o numera de
nina Pin seus arbitros e tomo se ho de louvar pravas.
sciifiodepois d<' citadas?
O Sr. Mauoel lavalcanti: Citados por lo-
geles ou bandos.
(Continuar se-ha).
_ IHAKi BE PEHKAHBLCO.
Nao permitUndo os trabalbos da assembla,
que dessemos a ler a nossos subscriptores de
urna vez o que achassenios de inais iiilcicssante
nos jornaes franceses, que tivemos pela Zilia,
at 13 do passadO) e a no sa correspondencia
particular de Pars, que principiamos agora a
receber, demos esta a preferencia, persuadi-
dos que coiii isto satisfaremos aos nossos lelto-
res, e em outro n. publicaremos os extractos,
que tizenuos dos jornaes.
Loi rt-spoiHk'iicia.
Srs. Redactores. Por satisfacer ao publico, e
por salvar a niinha conducta no deseiupenlio
das fuiccocs legislativas, responder! a essf
rommunicado, que appareceo no scu jornal de
13 do correte.
Saliendo cu, por oeeasiao de tratar-sc de una
divida, que lem o corpo de policacom a casa
do roen sogro, que a quota mareada para as des-
pegas do dito corpo no anuo liuaiieeiro corren te
eslava a concluir-se, e leudo de diseulir-se o
projecto de le, que fixa a l'on-a provincial para
o anuo liuaiieeiro \ indouro, dirigi-inc, no da da
segunda discusso deste projecto, ao Sr. inspec-
tor da thcsoiiraria provincial, e pcrguntei-lhc
pela veracidade deste facto. Sr. inspector dis-
se-ine (lonnaes palavras), que se a (piola nao es-
tava concluida, se concluirla naquelles das pr-
ximos. Cun esta inforniaco, que ninguein dir
que nao milito valiosa e bstanle, liulia eu di
me dirigir un discusso, para votar por una
quantia, que sendo superior do auno corren-
ve, liouvesse de chegar para conservar o corpo
com a organlsacn que ora tein. Mas, aconte-
cendo ni discusso o Sr. Nabueo einitlir mu
principio, que julgo pernicioso as circunstan-
cias apuradas em que nos achamos; quando ti-
ve de combatel-o disse, que, lalvez por obser-
vancia desse principio, se dsse esse excesso di
despeza referido, o qual proporcionalmcnlc ao
que se havia gasto em 9 inezes, calcule! mental-
mente e na oeeasiao, em, poueo mais ou menos.
25:000/000 rs e certo de (pie o facto era verda-
deiro; porque, alm de me terem dito alguinac
pessoas, m'o linlia allinuado o Sr. inspector,
nao Uve duvida de aualysar as suas consequen-
cas, e dar-ilie a verdadeira qualllicarn; pois en
nao tinlia queattender eonsideracoes (lepes
soas, para me nao portar como devia, e chamal
aattenroda assembla para un tao considera-
vel damno aos interesses pblicos. Na oeeasiao
em que cu assim lallava, perguntOU-llie o Sr
depulado Reg sarros, como sabia eu da exis-
tencia desse excesso de despeza ; e eu com toda
a franqueza de quem nenhum nterrsse particu-
lar tinlia no que eslava di/.cudo, rcspondi-lln .
que inieresses de minha casa, e o desempenho
dos nieiis deveres essadescoberta me tiuliai
levado, Lis pois todo o acontecido, eis d'ondi
lira o Sr. eommiiiiieador a iniseravcl. cunsequen-
ca, de que os interesses da miiilia casa, e o es-
pirito de partido me lcvro a accU8arjWf// mente o Exm, presidente da provincia razei
eu nina aceusaeao com perfidia no recinto da as-
sembla, onde posso ser combatido ; e por un.
lacio lodo bascado na Inforluacao do Sr. Inspec-
tor, que se acliava presente, sem duvida dcs-
coberta do Sr. coiuiuuu!cador0 que ticar sem o
premio de quein quer que Ihe enconunendou u
serino. Mo menos de notar ter en feito a ac-
eusaeao levado icios interesses da casa de ineii
sogro, (piando sel, e sabe o Sr. commnnicador.
que essa pequea divida cima referida, do
anuo liuaiieeiro passado, e que por conseguuti
nada llie pode prejudicar esse excesso de despe-
za, que Ib i por iniu rcvcllado, poi ser elle do
anuo correte. E nein ao menos lemhrou-se o
Sr. coinmunicador, para me nao injuriar, que
-.iln mo eu que o pagamento da referida divida
eslava dependente da assembla, os meus Inte-
resses pidiao un comportamciito contrario ao
que Uve ; por isso que a aceusaeao poda indis-
jir aos alielcoados do Exm. presidente, os quaes
forman hojea inaioriada assembla. e assim pe-
l'igaria essa preteuco, e conlinuaco do contra-
cto, que teni a casa do incu sogro com o corpo
de polica. Ve portante o Sr. coinmunicador a
(planto o levou a sua lev i indadi V agora, que
longe de conseguir o sen fin, que era Injuriar-
me, pelo contrario, eloglou-me ; porque Rea
evidentemente demonstrado, que o meu com-
portamenlO arriscon esses inieresses da jasa do
meu sogro, quando nao os venlia saerlicar ; e
d'abi tirar laiubeni a consequeiicia, que nao
lo i o espirito de partido que me dominou nesse
proeediiiieiilo, porque nein os incus interesses
particulares ilvero esta forra.
i'oui fo que o Sr. coinmunicador se dsse ao
trabalbo de jiistilicar-mc, apresentando un cal-
culo, que tras O excesso de 5 eolitos de res gas-
Ios sem autorisaco ; por quanto a responsabili-
dade nao est na importancia da quantia exce-
dida, mas si ni no excesso, qualquer que seja
Nao responder! ao que diz respeito s despe-
tas lebas pelos cofres proviiiciaescoin ohospital
do corpo, despeza que o Sr. eoininunicadoi
cliania illcgacs, porque satisfatorianiciite j res-
pondeo o Sr. coininandantc Pedro Alexandrino.
Nao ter laiubeiii resposta o que disse o Sr.
coinmunicador de minha eleicfio; porque nao
son respoosavel pelo procedimento daquelles,
que espontneamente se locumbirao de promo-
vel-a. Nunca eu disse, que nao linba lado, c
neni consent que alguem o dicesse por mim.
Despresando ludo mais, com que me quiz re-
dicularisar o Sr. coiiiiiiuuicador, porque mais
alto do que elle est o publico, que me conhece,
concluir! notando o ridiculo com que fol trata-
do nesse coiiinuinieado o Sr. inspector ; e a ac-
eusaeao .illi frita ao Exm presidente da provin-
cia, e aos ollieiacs do corpo de polica, quecoin-
puzerio o conselho administrativo: ao Exm.
presidente por ter tolerado por tanto tempo un
contracto, que diz o Sr. communicador, Ibi o re-
sultado d'uili monopolio, eque lem gravado os
cofres publios em despczas siiperlluas ; caos
ollieiacs referidos, por terein a pareialidade de
concederem eslemonopolio com damno dos in-
teresses da caixa do corpo, c do tlicsouro pu-
blico. I. se avenlia o Sr. communicador com
estes seus correligionarios, (pie llie tomar
con tas das suas boas ntettfet, c dos serviros,
que assim val prestando a opposico ; se nao san
falsidades, e calumnias, quaulo alfirmou o Sr.
communicador.
(Orno, Srs. redatores, no sen jornal se inserio
o comiiiiinieado a (pie me reliro, permitla-me
que tambein por elle de eu esta resposta ; o que
multo I lio agradecer. Scu criado obligado,
Jos Pedro da Silva.
ove chapeos de castor, e ptimo calcado in-
jlez luje "2-i do correte, as 10 horas da tna-
nha, no prinieiro andar da sua casa na ruada
liadeia.

val .w'im .*i iam
m
A a ndega.
Itendiincnto do da 23........
Deseanregao hoje 2-i.
Barca -Zilia diversos gneros.
ligue ingle/, s Adrcnlare cliuiiibo e earvao.
Brigueamericano -- Loper-- diversos gneros.
dos os mais perlenees de estribara,e assim mais1 ~ OH'ereee-se mu rapaz branco, SOlteiro de
un exeellente inasiro para pavilho com o com- idade de 23 anuos pira caixeiro ou administra
ptenle pulame, eordoallia, e todas as baudeiras, I do I' de eiigeulio o qual d dador a suaconduc-
pie servcni de signis, com O competente livro (a quemo pretender, dirija-sc a ra CirCta
Je Instruccoes, as quaes sao usadas na marinha n. 31.
le guerra, e mercante iogleza e at inulto Jos Jnaqubn de Castro deseja fallar ao Sr.
uteis para qualquer cnsul, ou proprletarlos de Manoel Gomes do Cortinhal da freguezia de
lavios : quarta fciio, 1. de malo, s 10 da ina- Santiago da villa Secca, termo de Rarcellos do
alia no supraditn lugar. reino de Portugal para averiguayoss decenos
-- O corretor Ollveira far leilo de grande negocios; ten ha a bondade de dirigir-se a ra
niiiiiienio defazendas nglezas, francezas, e I da Cadeia do Recfe n. 5.
Ilssas as mais proprlas d'cste increado inelu- Alugao-se bous pelos pira soearein assu-
eir. por seren uiuiio possanles, c robustos, ne-
gros paracarregarem taboleiro defazendas, e
tnoleques para vender pao quera os pretender,
dirio-sc ao principio da ra Imperial sobrado
n.3'1.
Aluga-se para ama una muala inora e sa-
ili.i iinii muito, c Iniu leite, acressendo que
tem limito bom genio c zelo para Halar de nina
en anea: na ra da Florentina casan. 1(3 de ma-
nila.! at '.i lloras, e de larde das 3as6.
Como o *r. sollicitador Jos Francisco de
Souza Magalhaes, tem despresado os annuncios,
que sen respeito lem sabido, agora mu posi-
tivaniente se Ihe diz, qne va pagar os allugueis
da casa da rua de S.Guiicalo, do lempo que lid-
ia lliorou, e como o nao tem frito a pertO de mu
almo, por isso se la/, o prsenle aniiuiicio, para
(iiltrein nao pagar por sua Ulere, enlende. etc.
O Sr. Joao de Lima //asios, ou pessoa que
suas vc/.es faca, lenha a bondade de dirigir-se
i rua da (ni/, n. US, negocio de sen interesse.
Jos Antonio Lourenco embarca para o Rio-
de-jaueiro o seu eseravo Joaqubu, Africano.
Eu abaixo assignado, taco saber a lodos
que tiverem penhores em niinha casa na rua lar-
ga do Rosario ii. 15, que tenhao a bondade de
os vir lirarl-os nopraso destes3 dlassenore-
i ;'(> vendidos sem conleniplarao alguma. Juu
Aleet Pfdrozo.
Roga-se s autoridades c agentes policiaes ,
que no caso de ser capturado um cabra esera-
vo, por nome Manoel de idade de 1S anuos ,
estatura regular, com pouca barba, o qual au-
zeutou-se haver 15das de um sitio da Varzea ,
denominado Caianna e levou vestido (alea
preta e carniza branca ; se dignein de envalo
ou condunl-o a seu senhor los Francisco de
Pal va, na povoacao dos Abogados rua de
Motoeoloinbii que pagar a despeza ou grati-
licaeo devida.
~ Aluga-se por preco commodo sobrado de
doiis andares e solo na rua-Nova 0.2, con-
certado e pintado de novo ; quein pretender di-
rija-sc ao mesuro.
D-seata quantia de quatro ceios de res
juros com penhores de ouro : na Rua-nova
n. 9.
Perdeo-sc no da 9 do correte ao sabir da
Tvpographia do Diario de P*rnom6uco um lengo
bordado de marca, com diferentes ligina* c
entre ellas um liomeni com una bandeira na
Avisos diversos.
L0TBRIA !)E N. S. DO LIVRAIIENTO.
As rodas dcsla lotera ando impreteri-
vclinent no dia 13 de malo ; e o resto dos bi-
Ibelesachao-sea venda nos lugares docostutno.
Na casa da rua da Gloria n.94 reccl>ein-se
meninas brancas, pardas, e pelas para ensi-
llar a ler, escrever econtar, coser cnam, mar-
ear, l'a/er lavarinto, vestido, costuras de allia-
ic, doutrina christa p promelte-se empregar o
inaior zelo, e cuidado para oprompto adianta-
niento das niesmas: na inesma casa se alugo
de a (i esclavas para venderan a/i ile de < ai r-
palo pagando-se por cada caada una pataca.
- Pereiza-se de um caixeiro de l"2 a M anuos
para venda, perlo destapraca, eque saiba es-
crever: na travessa das Cruzes n. 8 venda de
Domingos Garca Parando.
Preciza-se de mu linmeni para una pada-
ria para irabalhar na masseirac deum caixeiro
de 12 a M anuos para venda : os preteudentes
dirijao-se a praca da 'oa \ isla n. 10.
Aluga-se a loja do sobrado de Fora-de-por-
tas n. S*2 proprio para venda, ou outro qual-
quer negocio por ser em iiiuito bom lugar : os
pretend ntes (lirijo-se a rua da Cruz n. 03 a fal-
lar com Manoel Antonio Pinto da Silva.
Roga-se ao Sr., que em o dia 15 do con en-
te iiic-z trocou um nielo bilhete das memorias
por um do I.ivraniento na casado cambio do
Vieira, queira ir a inesma casa desfazer o pe-
queo engao que liouve ; c como sua S. nao
tem passado pela rua estes das e niesnio por es
nao saber sua inoradla, faz-scest".
= L'iii rapaz lirasileiro de boa conducta, c que
tem bastante pratica de negocio, se ollereec pa-
ra caixeiro de cobrauea, eseriplorio, ou niesnio
5:246/938 algum arinazeni quein de seu prestimo preci-
I sai- anniiiicie, ou dirija-se a rua da Assumpco,
' casa n. 30.
= Preciza-se de un caixeiro Portusuez de ida-
dade de 10 a 15 annns desles (llegados de pouco
[ovinicnto do Porto
.Xavios entrados no dia 23.
(pie tenlia alguma pratica em companbia de ou-
tro mais pralieo: quein estiver nestas eivuius-
tanciaa dirija-SC a rua da Santa Cruz n. 3.
A coinniisso administrativa da sociedade
Apollinea manda l/.er publico, que tem marea-
do o dia A de malo prximo para a sua partida ,
Buenos-Ayres; .0 das bngue argentino Segn- (!0l,S(.(|llt.m.ia 0 que convida aos Srs. socios,
da Amutta,, de 204 toneladas, capitao Auto- ^ de apresentar propostas para con-
3 carga vanos I (,a(|os (,(. l,()m|,)al,,l:n,.m 'lia caM ,|e suas ses-
hoje, 24 do corren te pelas horas da
mo isi rcaui cquipagein l.J carga varios
gneros. ,
Philadelphia: 35das, brigue~escuna america-
no Loupam de 1(17 toneladas capitao W. F.
Nol cquipagcni 8 carga farinha.
A avio sahidu no mesmo dia.
Maranhao ; brigue-escuna lirasileiro Laura, ca-
pitao Luis Fcrrera Silva Santos carga as-
sucar.
.Jti
SKf
Avisos tnariliii'os.
Para o Rio-grande do Sul sahir no l."de
malo o bl'igue Pagete de Prrnamburo, recebe
iinicameute passageiros e escravos fretej quein
pretender qualquer das cousas, cntenda-se com
Leopoldo Jos da Costa Araujo na rua da Moc-
da n. 7, ou com o capitao bordo.
Para o Pono sahir linpreterivelinente no
dia 10 de inaio o brguc portugus Maria-feli:,
capitn Antonio Lu/ Gomes o qual j m acllu
com mais de ineia carga proinpta.ipiini no ines-
uioqtii/.cr ir de passagem para oque lem exccl-
'entes coiiuiiodos, trate com o dito capitao na
Praea-do-coiniiicrcio, ou COIII o seu consigna la-
rio Antonio Joaipiiu de Souza Ribeiro, no sen
eseriplorio, na rua da (.'adela doRccife n. 18.
Para Falnioiitb segu viagcni com brevi-
dade a barca americana Klitabelh llell-, quem no
mesmo quizer ir de passagem, para o que tem
cxcelb ules coilllliodos, dirijo-se aos consigna-
tarios Henry Froster 8 C.a, rua do Trapixe nu-
mero 8.
Para o Rio de .laneiro segu viageip no dia 27
o brigue-es( una Honilo Porto, recebe passagei-
ros, e esclavos a fretc; os preteudentes dirijo-
se a Gaudino Agostinlio de barros.
S.t'iiocs.
O Illin. Sr. cnsul de S. M. B. far leilo ,
por intci venco do corretor Oliveira de toda a
mobilia da sua casa de campo na Magdalena ,
consistindo em um magnliicu piano cadeiras,
mesas de jogo, e ditas de mel de sala com lam-
po de pedia iiiannore consolos, sofs de jaca-
randa lampiocs de bronze mesas para cb ,
(lilas de costura, mesa dejanlar grande, apa-
rador de lindo gosto dilo porttil, estantes pa-
ra livros cadeiras e mesas de dillerentcs gas-
tos leito de inogno multo elegante, um dito
de bronze o mais proprio para climas quemes
com colehdesde cabello, guarda-roupas, espe-
llios, toncado res, louca e porcellana de varias
-Nao se allegue (pie o cssencial na execuco dessa (pialidades, garrafas e copos para viulio e agua,
lei a observancia do ni.....'ro das pracas ; por-, e outros cristaes lindamente aviados, q turaros
(pie isto iiiadesti uir a |n neipali ondieoda con- I do un llmi gosto, a|iparellios de louca para mesa
tabilidade officlal, (pie a "bsi rvaucia das espe- e sobreniesa facas e gaYfos, colheres, algnmas
eialidades, e importancia das necessdades pu- obras e outros objectos de prata, om exeellente
blieas, o pie representado pelas quantlas para (.uro com os arelos para um, ou dous cavallos,
ellas marcadas. Eui qualquer circumstancia eni cavallos para o nesmo e para montana tanto
que se acaem os colies pblicos, quando o po- [ para boiuem como para seuhoia, scllins, e to-
soes ,
tarde.
Antonio Jos Pires, com eseriplorio na
rua do Queimado casa n. 44, vendoumannun-
cio no Diario de Pernambuco n. 93, e IMario No-
to n. 89, em que los Antonio Feriiandcs faz sa-
ber que Antonio .lose Pires lile liypotlieeou un
tcrrenoein Fora-de-porlas na rua do Brum, de-
clara (pie nao se entende.com elle, talvczcom
outro de igual nome que por appareeer de novo,
seria bom que accreseentasse algum distinctivo
aoscu nome para acautclar equvocos.
A pessoa que precizar de una ama de leite
r (pie queira dar a criar lora : dirija-sc a rua do
Livraiuento n. 13.
Na rua das Cruzes n. 14, oncerto-sc, e
lzeni-se chapeos deso, e conecito-se todas
as obras de lato por pceo inuito eominodo,
tambein se conqno arinarOes vellias, cobras
de lato.
-- lorio Dias Morelrflj icndn acabado de pagar
todo debito da extlncta firma de Alineida & Mo-
rcira de (pie fol socio gerente e certa por isso na
final lequtdacc passiva dessa extincta firma de
que ficou encarregado, roga com ludo a quein
por nca^o sejulgar ainda credor a inesma, por
qualquer titulo de lettra obrigacao, ou conta de
livro o favor de ir receber no prelixo praso de
tres dias eni casa do anniinciantc.
= A senliora Arlaud subdita Franceza reli-
ea-se para fura do imperio.
(Jllirpce-se un rapaz Brasileiro branco,
casado COin pouca familia para ensinar priinei-
ras li tiras, graininaliea c francez lora dcsta pia-
ra por j ter servido ueste niesino lugar : qual-
quer sr. de cngenlio (pie se queira utilisarde
scu presumo, ou oulra qualquer pessoa, dirija-
se a Rua (lircita n. 80, que achara com quein
tratar assim como se dar conhecitnento de sua
boa conducta.
= Francisco ("arreiro da Silva Porlugue/.,
tira-se para o Rio-de-janeiro.
Ollerece-se un rapaz Portuguez, de 14 an-
uos de idade, para caixeiro de venda, do que
tem bastante pratica; quein o pretender, dirija-
se a na da Conceic.ao n 17.
Preciza-se de um caixeiro, que entenda de
loja de no iidc/.as ; na rua da Conceiro da /oa-
visla n. 2.
Preciza-se alugar una cozinheira escrava ,
ou forra ; na botica do Sr. Morcira defronleda
matriz da boa-vista.
Preciza-se alugar '2 canoas que pcgueni
800 1000 lijlos; quem as tiver, dirija-sc a rua
do Rangel n. 34.
~ Quem tiver una carta viuda das Alagas pa-
ra .los Cazado A. Lima ; digne-se annunciar o
lugar onde (leve ser procurada.
Da-se diuheiro apremio com penhores de
ouro mesino em pequeas poredes na rua No-
va n. 55.
Preciza-se alugar una canoa que leve 4/
a G/ rs. d'agua, e que esteja em bom estado ;
quem a tiver, annuncie.
ino ; quem o acbou, querendo entreeal-o ao
seu dono, procure na ruadas Cruzes n.39, que
ser recompensado.
Precisa-se alugar urna casa terrea, loja ou
sote. que nao exceda o seu aluguel nensal de
6# rs., sendo no Mundo-novo ou Pateo do hospi-
tal do paraso: annuncie.
Padre Lourenco Lopes de Carvallio ten-
do-se encarregado de tirar Ulna siibseripio pa-
ra entrar em convento o tonsurado loo Fran-
cisco de Mendello que em raso de padeci-
inentos phj'SCOS, e manifesta falta de intelligen-
cia, foi repudiado pelo coininissaiio do provin-
cial de S. Francisco segundo a sua carta di-
rigida ao abaixo assignado ; e leudo conseguido
da inaior parte dos Sis. subscriptores applicar o
producto de suas subseripeoes aura lilho legiti-
mo do abaixo assignado de nome Francisco
Lopes de Ca valbo que j fol recibido eni o
mencionado convento declara pelo prsenle a
todas as pessoas, que subserevro a quein o
abaixo assignado nao pode ainda cominunicar
a applicaco de suas subseripeoes, que nfioas-
sentindo ao acto do abaixo assignado poden
mandar receber o que dro em casa do abai-
xo assignado rua Direita n. 4f>
Lourenco Lopes de Carvalho.
0 alferes Manoel Pedro da Fonseca grati-
ficar gene rosamente a quem Ihe der noticia ao
menos de um eseravo di Sr capitao Sebastiao
Lopes Guimares, de nome Roque o qual ibe
eslava h\potincado que fugio de casa do an-
nui.ciaiitc a II de abril dedel83ll; o qual e
baixo c groco do corpo fulo da cor rosto re-
dondo desdentado na fi ente, da parle superior,
e quando falla enruga os cantos da bocea per-
nas curtas e ps largos; e nao obstante o an-
iiunciante ler oblido na R( laco accordao em
que os justos desembargadoreso despento da
entregado dilo pelo conitudo inuito deseja
que o dilo appareca para realce desua honra.
l)csa-se fallar ao Sr. Poge proprletano
do silio denominado Jang a negocio de seu
interesse eni a rua das Cruzes no 1. andar do
sobrado n. 41.
A pessoa que coniprou um eseravo no
Po-d'Alho ha perto de tres meses ; annun-
cie sua inorada negocio de seu interesse.
Na rua de Hortas n. (38 recebe-te escravos
para se curarem com todo o cuidado sendo as-
sistidos com cirurgio botica e dieta pa-
gndoos Srs. todas as despczas : recebe-se tan-
tc da praca cmodo mato; e tainbem recebem-
se pessoas forras com a inesma coudico.
~ Na cainboa do Carino sobrado de varan-
da de pao n. 21 recebe-sc crilas e pardas ,
tanto lorias como captivas para se ensinar a
ler escrevere contar, coser bordar, marcar
e lser lavarinto ; recebe-se, tanto do mato, co-
mo da praca: a pessoa que de seu prestiino se
quizer utilisar dirija-se no niesnio sobrad* .
que achara com quem tratar.
~ Ainda est por alugar o segundo andar da
casa n. 40, da rua da Cadeia o qual tem um
grande soto, e se est resolvido a alugal-o ruis
em tonta pessoa que d bom trataiuenro :
os preteudentes dlrijo-se loja de chapellelros
da inesma casa, para tratar do ajuste : na ines-
ma loja aclina precisa-se alugar um nioleque ,
ou negrinha que tenha 12 anuos para cima de
idade o qual, sendo de boa figura e agradan-
do a conducta, tamben se compra.


LAm
x
"' 'Uto importante aos dnintes a medicina po
pular americana.
~ Acibi do chegar urna grande quantida-
de rirntas pilulas ( remedio composto inteira-
ni -uto Je vegetaes ) oonhecidasna America e
n;i Europa desde o annode 1790 c das quaes
so tem vendido j i no Brasil ( aonde 6 conbeoi-
do apenas 3 annos ) irais de quarenta mil cai-
xinlias, emque teein provadosua superiorida-
de de todos O remedios em numerosas curas
as molestias do ligado elires rheumatis-
ino lombrigas ( partioularmente a solitaria )
thisica ulceras, inllammacoes nosolhos es-
crfulas e risipellas cc.
Roga-se aos padecentes para provarem este
inalivel remedio. Vende-se com seu com-
petente receituario em casa do seu nico agente
Joao Keller ra da Cruz n. 11 e para maior
coinmodidade dos compradores na na daCa-
deia emeasa de Joao'CirJozo Ayres, Ra-nova
Guerra Silva & G, Atterro-da-Boa-visla Salles
& Chaves.
Marcelino da Costa Jnior continua a dar
lcitos em casas particulares, etambem em sua
casa, depianu flaula e viola por preco
commodo ; as pesoas que se qui/erem utili-
sar do sen prestimo dirijao-so a ra de S. Ri-
ta n. II, das c. horas da manhaa asi, e d: meio
(lia as 3 da larde.
JosTeixoira Bastos Jnior retira-se para
Lisboa a tratar de sua sui le.
Roga-so a pessoa que tirou urna carta
do crrelo, vinda do Porto, pelo brlgue Mara-
feliz, para Jos da Silva Oliveira, o obsequio
de mandar ntrogar na ruada Praia n 66.
SOCJEDADE EUTERPINA.
Aeommissao administrativa tem finado o
dia 11 de maio futuro para dar sua 1.a partida,
e convida aos sois, socios a comparecererfl na
sesso de 27 do correte pira se distribuirem-
os conviles, Igualmente se lembra quelles
socios devedoros, que tenhSo a bonlido de
pagar suas lvidas ate o dia 10 do refer lo me/
de malo, sobpona deserem eliminados.
Os snrs. candidatos approvados sao convida-
dos a tomar assnnto na referida partida.
Quem annunciou querer comprar um bl-
lliar com todos os seus pertences dirija-se ao
botequim francez, na Rua-nova n. 67; no mes-
nio estabelecimento se acba um deposito de cho-
colate Iranccz.
Silva \ Fragoso, na ra da Cruz n. 43,
avisoaos seus tregules, queja chegaroos
mu procurados charutos Mapolean caita qua-
drada com 200 cada urna, marca I. L. M. do
verdadeiro autor,
Quem precisar de um aprendiz de charo-
teiro annuncie.
Deseja-se arrendar um engenln at oito
leguas distante desta cdade, sendo d'agua me-
llior; na ruado Rangel n. 36, segando andar.
Aluga-se para ama de casa ou para co-
Sinbeira no que est muito habilitada urna
parda de meia idade de boa conducta, mui-
to sadia e riel, ptima lavadeira de varadla, na
Rua-impe.ial do Atterro-dos-A llegados casa
de dous andares conlronte ao viveiro do Mu-
na.
Offerece-se um rapaz lrasileiro para qual-
quer arromaco nesta praca, ou mesmo para
armasen, de assucar, ou para algum engenbu ,
pois da fiador a sua conducta ; quem o precisar
annuncie.
Arrenda-se urna casa de telha e taipa ,
com terreno para plantare ter vaccas ^de leite ,
na frente da estrada do Bongy, onde tem um
sobrado, ah se dir quem o arrenda
Preciia-sealugar urna negra bom possan-
te para andar com urna pessoa a vender foseo-
das ; na ra da Praia n. 39.
Precisa-sede um menino Portugus de
12 a 13annos, para caixeiro de loja ; no At-
tero-da-Boa vista n. 72.
Quem precisar do urna parda de meia
idade para cosinhar coser, eengominar, di-
rija-se ao beci da Viraco n. 5.
Alugao-seduas moradas de casas da par-
te da mar grande, em Fra-de-portas ns. 4 e
6 ; a fallar com Manoel da Silva Noves no
mesmo lugar.
O abaixo assignado avisa ao rcspeilavel
publico, que protesta oppor-so contra qual-
(juer negocio que se tratar com o crioolo Ale-
xandreJos Antonio sobre urna morada de
casa na ra do Rozarlo da Boa-vista o para
se nao chamaren, uo engao fazo presente a-
nuncio. Victorino Pereira de Carra!Uu.
Peranteo snr. doulor juiz de orphos, na
Hua-nova tem de ir a praca de renda annual
a quem mais der a casa de sobrado de 3 andares,
na ra dos Tanouiros n. 4, pertencondo urna
se
ex i
o
:ircm quer inteiras quer
coes, que
cartonadas ; e o novo processo, que empre-zj
ga no applicar o bruir o ouro, torna o seu dou-'
rado de urna permanencia inallive!. A mesma
otlicina se encarrega iambein de brochar quaes-
qiiiT obras impressas, com a perfeicao j co-
nhecida do publico, e a um preco moderado.
Precisa-se alugar dous escravos canouis;ro
no paleo do Carmo n. 13.
Compras
= Compra-se effectivamente nesta Typogra-
pliia toda a qualidade de pannos cortados ou
velhos dolinho, e algodao toda a especie
de fibra linhe/.a algodao, de refugo em ra-
ma papel epapelao vellio.
Compra-se efleclivamente toda a quali-
dade do ossos; defronte do thcatro novo n. II;
a na cdade Nova,sitio do Si. Gomes do Correio,
a rasao de 160 rs. por arroba.
Gompra-sc urna escrava moca sem vi-
cios, nem achaques sendo perfeita engomma-
delra erosinheira, dando-se a experimentar;
na ra do Rangel n. 36. segundo andar.
Compra-se efectivamente boies de grai-
xa ditos de pomada, e Irascos d i agua do Co-
lonia vasios de todas as qualidades ; na ra
das Trincheiras n. 14.
Compra-se um Tillo Livio, que esteja em
l).mi estado ; na ruada Floiontina n. 16.
Comprao-se tres bois crioulos, quo sejo
intetros ; na ra das Trincheiras n.~42, segun-
do andar das 6 as 8 b iras da manhaa e das
duas as 4 da tarde.
Comprnd-se mil ps de limoeiro para cer-
ca ; na Rua-nova n 25
Compran se efectivamente para fura da
provincia mulatas, negras, e moloques de 12 a
20 annos pago-se bem ; na Rua-nova loja
de erragens n. 16.
Compra-se um moleque, que tenha prin-
cipios de coslnheiro ; na ra da Cruz, venda
n. 26 de S Araujo & Irmao.
no o bolaxa de todos os tamanhos para ven- Vendcro-so dous Hotos padeiros vindo,
K/untoouiom Uradi ecal moldo, tu- um do Wo-or0t, o o ootro do Maranhao
do or nreco em conta um a,nda mc nao S Pade,ro- co'no podre!-
_ Vendem-se duas'bancas novas de jacaran- to, e canoero nao estando muito desamba-
d O lima dita para meio de sala, ludo por racado em pedreir-o. nutro do meia Idade,
90/ rs. ; na ra estrella do Rozario ... 32 so pade.ro ambos por preco commodo ; na
_ Vende-se caf moldo o melhor, que' pos- ra largado osario n 18
sivel, em porces e a retalbo muito em eon- -V*hM rauf de LJ uHImamoote che-
ta calda de tamarindos, e maracuj em gar- gado de cor preta e tamben, na mesma casa
rafas ; na travessa da Madre de Dos, padaria acha-se um pequeo dr-posto de "Parea pre-
' ta de Mouron e do princesa do Rio de Gasse
n_'vende-seummolequedcl4annos, bom ambos a mil rs. a vista e meias irbras su
para todo o servieo de u.na casa; na ra da rs. I cobre ) e muito boas cartas francesas pa-
rr.ii venda n 32 ra voltarete e ditas portuguezes ; na ra do
-Vendem-se saccas com arroz pilado e Cabog. confronte amatriz, na ioja pintada de
com casca, por preco commodo; na ruada terdede Bandeira &. Hlho,
Cadeia do Becife n 17 Vende"se Por Pre commodo um carro
de 4 rodas em bom uso; na cocheira do Miguel
no Atterro-da-Boa-vista.
Vendem-se 80 palmos de terreno de fren-
Vendas
parte da n.es;na ,aos menores, que icaro por
l'allecimenlo de Patricio Jos de Oliveira Maciel,
e Francisca do Salles Souza ; breve sera
annunciados os das da pra;a.
_ O abdixo assianado fax sc.onle a todas os
seus fletadores, que Francisco Jos da Costa
GuimariOi est aulorisado a recebar todos os
dbitos pertenc-ntes a casa do annunciante
Vendem-se 2 escravos bonitas figuras, fcasalj
e na mesma casa, compra-se unta duiia de ca-
deiraa de palhlubas, era meio uso na ra da Ro-
da n. -i.
Vendem-se duas negrinhas urna de 12
annos, c oulra de 4 annos, sabundo a primeara
coser soflrivel, o nao sao viciosas; quem as pre-
tender annuncie. .
Vende-so um pardo alaiatc, de bonita
figura ; e um negro de Angola muito robusto,
o proprio para todo o servieo ; na ra da Cruz
n. 10.
Vendem-se barricas o meias ditas com
farinba de trigo da marca gallego ; em casa de
Benry Forster.V Companhia na ra do Trapi-
che n. 8.
Vende-so por um motivo que se dir ao
comprador, um pardo bom sapateiro e sem
vicios ; na Bua-nova n. 46.
Vende-se um cavallo rodado, anda novo,
carregador baixo at meio e tambofn serve
para carro ; na ra de Hurtas, loja de tarta-
rugueiro n. 30.
Vendem-se 3 pipas de agu'ardente bran-
ca muito clara, ede2l graos; na ra do Li-
vramento, armasen, de louca e mulhados n. 20
Vendein-sesapatos de duraque preto for-
rados de pellica e com filas ditos de corda-
vao ede couro de lustro tamben forrados ,
ditos de duraque pelo e de cores sem fitas,
ditos com fitas para meninas, chiquitos para
meninos sapatos e bolins do be/.erro para di-
tos bolins de duraque com ponta do couro de
lustro para ditos obras le tas em Lisboa ga-
lao do prata lina para debrum do chapeos de
pagem o a planta da cidadede Lisboa em pon-
to muito grande; na ra da Cadeia n. 15, loja
do Bourgard.
Vende-se urna mulata de elegante figura ,
de 18 anuos, com boas habilidades, urna es-
crava de 20 annos c.ise, engomma, e cosinha;
urna dita de 16 annos coso bom ; urna dita de
nacao perfeita cozinheira e engommadeira ;
una parda b >a cozinheira e lavadeira; um es
cravo poca do 90 anuos; um dito proprio para
sitio, sem vicio algum, por3(H rs. ; um dito
por ;is i : rs. ; un. dito de boa conducta de 2
anuos ; um bonito moleque de 15 annos ; um
inulatinbo de bonita figura de 13 anuos; na
l'raca-da-Boa-vista n. 19.
Vende-se na obrado thcatro publico urna
canoa aberta de ainarello com 58 pal-
mos de comprido e 10 e meio de bocea ,
calafetada ue novo e em muito bom estado ,
com correte e fateha nova ; os pretendeutes
pdem vel-a na mesma obra.
Vende-se um poldro du primeira muda ,
bastante grande ruco preto quo musir dar
bom quarlao est carnudo por isso todo o
negocio se lar ; quem pretender annuncie.
Vende-se cera de carnuba por preco
commodui na ruada Cruz n. 33.
modo um
jft usa-
------------------ MIIUI'MIU lid MIH 1(11 l,IU II O...
fazer todas as.transacOes. e proceder pelos meos Vende-se por preco muito como
judiciaes. Antonio / errara da LoUa liraya.' piano peqUeno do muito boas vozes ,
- A ofllcina de encadernador, que o padre | (lo uma espingarda de caca de dous canos ,
F. C. de temos e Silva dirige na Bua-bellaj muJlo boa um oildnle usad0t U(1, re|ogj0 sa.
n. 45, acha-se prvida de ricos lerros de dou- [ bone[e o |ira(a ( Uurisontal; a ra da Lin-
rar, magnificas placas de relevo escolenles gUgta n. 8, segundo andar,
couros e marroquins de todas as cores, con. o i Vende se r.a padaria de uma s porta e
que pode execular as mais elegantes encaderoa-1 u min alta na prac,a da S. Cruz, muito bom 110^ rs. o alqueire da medida velha.
Vendem-se travojamentos das melhores
qualidades do madeiras. de 30 at 52 palmos de
comprimento egrossuras correspondentes; no
Becile, loja de Victorino de Castro Moura.
Vende-se em obras uma porco de prata ,
eolheres para cha e soupa, e outras mais obras
em meio uso, e sem uso algum ; no Atterro-
dos-A (Tugados vendan. 145.
Vende-se a nova o bein construida barca-
ca Flor-do-Recife, de lote de 1800 arrobas, a
dinheiro a vist. ou a praso com boas firmas;
a tratarcom Manoel JosGoncalves Braga, jun-
to ao arco de S. Antonio n. 2 ; a barenca.acha-
se lundeada defronte do caes da allandega.
Vende-se o engenho Paralibe distanto do
Recio 3 leguas moente e crrente, com mui-
to boas Ierras ebaixas com proporces para
moer com agua ; a tratar no mesmo ongenho.
Vende-se um moleque de 13 annos, mui-
to bonito cosinha algumacousa; na Rua-no-
va loja n. 16.
Vende-se uma escrava de nacao de 21
annos, cosinha bom e engomma ; na ra do
Rangel n. 22.
.Vendem-se por preco commodo ps de
angico medicinal, proprios para mudare.n-se
e que todos os sitios devem ter em rasao do
seu prestimo ; na ra da Florentina n. 16.
Vende-se um preto de 19 a 20 annos, sem
vicios, com principios de sapateiro; na ra
do Vigario n. 25, casa do Urna Jnior Com-
panhia se dir o motivo por que se vende.
Vende-se um escravo muito moco, e bom
canoero ; na ra da Cruz n. 36 venda de S
Araujo & Irmao.
Vende-se uma negrnha de nacao de 18
annos engomma cose, cosinha, e faz renda,
urna dita de 20 a unos faz lavarinto engom-
ma, e cose mu bem ; dous muleques de na-
cao ptimos para todo o servieo ; dous escla-
vos ladinos com bonitas figuras ; duas osera*
vas do nacao lavadeiras e quitandeiras ; na
ra ireita n. 3, primeiro andar.
sa Vende-se panno azul a '2^ rs. e de cores 3/,
ty, .y, ^ e 7^000 rs, dito preto 3/00, -ty4#8O0/
(i/ rs. ao coy. chitas 120, lO, I8l), 200 e 210 rs. ao
COV. .....ito superiores e fixas en. cores, ditas
francesas muito largas a 280 rs. ao cov., merinos
entestados de cores a 1/600, 2^880, 3/000 e
yOOO rs., ditos deseufestados de todas as cores
1/860, 2/000 e 2/240; fustes do cores para cole-
le 3(i, 400, 480 e (500, ditos muito linos 1440, sar-
jas de seda decores para tolete 1/OO, 1/800, c 2/
go.guillo de cor 4/500, velados de cores limito
ricos 0/800, 7/000. 8/000 e 8/400 ao covado ham-
burgos a 330, 340, 400, 44o e 480 a vara, 1
trancado de cores de linho 520, 550, 00, (iO,
e 800 rs. .unito lino, ditos de listas a 640 e 780 rs.
a vara castores de cores o covado 200 c220, algo-
daosinlio a vara a 140, 160, 180, e 200 rs. limito
largo; dito trancado 300, rs. dito azul entrefino
24o aocov: madapoles linos de 20 varas a 2y!)5,
3/050, 3/800, 4/000, 4/400, 4/800, e 5/400, ditas
inadrasto de39 '/g jarda .nuito lino; hallados de
linho aberto, largo e estrello, e outras militas
Cascudas por preco commodo na ra do Queinia-
ilo casa amarella n. 20 de Joo Antonio Martins
Novara.
Vende-se o melhor vinho de Lisboa, cl.ega-
(lo iiliininiiieiiie. .-i 1*7150 a caada e 24o a garra-
fa, azeite doce 3/680 a caada e 480 a garris,
vinagre l'KR 1/000 a caada c 140 a garrafa,
li^os novos e bous, em ceiras peipieuas de 8 li-
bras e cestinhos de urna quarta, e todos os mais
gneros multo em conta, na ra do Rosario-lar-
ga, venda da esquina, n. 39.
Vende-se panno lino cor de vinho a 2240
rs.; dito preto, a 3000 rs ; dito de cores, a 4000
rs. o covado ; algodoziuho con. 4 palmos e lyi
de largo, a 200 rs. a vara; excedente castor pa-
ra calca a 220 rs. o covado ; cortes de calcas
pintadas de padroes modernos, a 2100 rs. r de
outras, a 200 rs.o covado ; chitas de acento blan-
co, a 120 rs. ; dilas de cores, a 160, e 200 rs.;
cortes de laniinha, modernos a 5200 rs. ; atn-
alhado de algodao, a 320 rs. a vara; di lo ada-
mascado com 7 palmos de largo a 560 rs. ; du-
elas de guardanapos a 2400 rs., e franja de li-
nho para guarnecer os n.esmos, a 120 rs. avara ;
pecas de bretanha de linho con. 25 varas, a
7600 rs.; ditas de rolo com 10 varas, de algo-
dto, a 2000 rs. ; brim intrancado escuro de
puro liul.o, a 480 rs. ; dito mais superior a 800
| rs.; dito b.a.ico de algodao a 320 rs. a vara ;
lencos de fil de liul.o de 3 pontas a 640 rs.
ditos de meti.ii con. franja, a 80 rs.; chales de
Cainbraia, bastante grandes a 800 rs. ; fuslf.o
pintado para coirte a 560 ra. o covado ; vesti-
dos de cainbraia con. enfeiles para meninas a
800 rs. ; peitill.os proprios para guarnecer ves-
tidos de seuliora a 100 rs. ; gol las de eanibraia
para seuhora e meninas a 400 rs ; e alm des-
tas limitas i'azendas baratas, dando-se deludo
amostras aos compradores : na ra do Crespo
n. 15.
Vende-seno deposito do larinha de man-
dioca na ra da Cadeia de S. Antonio n. 19
e no pateo do Carmo sobrado novo junto
Ordem terceira saccas com farinba d > boa
e qualidade a 4000 rs. go.nma de engommar a
te no Curtume dos Coelhos; no largo do Ter-
co n 211.
Vende-se um sorlimento do toalhas de li-
nho adamascadas com guardanapos de qua-
lidade superior, as toalhas teem a largura de
vara e meia e duas varas, o em cumplimento
de vara e meia at 5 varas panno de linho em
pecas do 18 varas, velas de espermaceti! em
cainas de 25 libras larello novo em saccas do
3 arrobas, chegado de Hamburgo; em casa de
11. Mehrtens, naruadaCiuz n. 46.
Vende-se um pardo de 17 anuos, muito
bonito pagem monta bem a cavallo, official
doalfaiate sem vicios nem achaques; na ra
doLivramento, sobrad m. 21, segundo andar
Vende-se um sitio bastante grande, com
muilos arvoredos de fruto, boa casa de viven-
da com bastantes coinmodos, o envlriracada ,
con. riacho torrente no centro do mesmo sitio ,
no lugar do Arraial ; na ra das Tiincl.eiias ,
sobrado n. 19.
Vende-so uma canoa aberta que pega
mil lijlos de alvenara; na ra do Crespo n la
Vende-se retroz de primeira qualidade ,
da bem acreditada fabrica de Jos Antonio do
Siqueira, o do segunda qualidade, mu pro-
prio para fazer franja em grandes e pequeas
paredes, por preco commodo ; na ra da Ca-
doia-velba armazem n. 12.
Vendem-se taixasde Ierro coado, e bati-
do e travejamento superior por proco bara-
to; um negro de nacao; na ra do Vigario n. 3.
Vende-se herva-doce nova em grandes
a pequeas porces por preco commodo ; na
ra do Rangel n. 81.
Vende-se sal do Ass a bordo do hiato S.
Jos-flor-do-mar, fundeudo no Forte-do-Mat-
tos ou na ra da Cruz, ven la n. 26 de S
Araujo V Irmao.
Vendem-se na fabrica de ferro da ra da
Aurora machinas de vapor da mais approvada
conslrucco moendas de canas de varias qua-
lidades mu fui nulas, e com todos quelles
uielhoramentos que a longa pratica tem mos-
trado sercu. necesarios tudo (cito na mesma
fabrica egarantido; tainas de ferro delundo
chalo asmis approvadas em toda paite on-
de sao usadas carros de mao arados de fer-
ro machinas de moer mandioca, mui sim-
ples, que alm do pouco espaco que oceupo,
iazem bom elTeito, ditas para espiemer a massa,
'"-""!de nova invencao e muito compacta, assim
como muitos outrosobjectos da mesma naturesa
Vende-se um oratorio grande, com algu-
mas imagens ; no pateo do Carmo n. 13.
Vende-se um negro bom cosinhetio por
pre(0 commodo ; na ra da Graso. 15.
Vende-se urna batanea que serve para
armasem de assucar ou couros com pesos,
ou em ellas ; na ra da Cadeia do Becile, loja
de ferragens n. 48.
Escravos fiisriios
Qualquer pessoa poder pegar o pardo de
nnme Pedro, estatura ordinaria, magro polt-
ra barba calfado chapeo do Chile que foi
do fallecido Jos Thomai da Silva, snr. em par-
te doengenho Mscate em l'na cuja parte e
escravos inclusive o dito pardo foro arremata-
dos em hasta publica ; quem o pegar, leve ao
paleo do Carino, em casa de Gabriel Antonio,
qua recebera 30,^ rs. de gratificado.
... No dia 15 do crrente fugio do sitio de
Rem-fica junto a pontesinha di.s Remedios um
preto velho cri'.ulo de mime Luis, estatua
ordinaria, bastante barbado, quebrado de am-
bas venlhas fallando-lhe akuns denles, mui-
to regrista cujo preto foi de J ao uuiz Alves ,
administrador que luido engenho Amparo na
llh.i de Itamarac : recommende-se a todasas
pessoaa que o eoeontrrem, mandal o pegar,
< levar ao mesmo sitio ou a ra larga do Bo-
tarlo o. 18, ao p do quartel de polica, on-
de recebero urna gralilicacao do seu trabalho.
Ausentou-se, indo a um recado no da 23
de marco p. p. o moleque Joao levou calcas
de brim branco ordinario camisa de algodo-
zinho de mangas curias cor lula, rosto regu-
lar olhos pequeos. boleos gr.ssus, o e ebeio
do corpo consta que anda aullando em lazcr
despejo ; por isso ruga-se a qualquer pessoa en-
carregada da polica ou particular, que o en-
contrar o pemie, e leve a ra da matriz da
Boa-vista n. 26, segundo andar, que o grati-
ficar.
Rbcifb na Typ. db W. i', k K* ni a 1844