Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08726

Full Text
X
Anuo de 1844.
r~TT~ ii i iiiiiiiiHiiiiiii
O Di ai; i publica-re
Ter^a Fera 5
t'dos os das qne nao forero santificado* : o preco da signatura
be ile Irc milis, por quariel pagos adianlad
------ -----. r jic --t----- <
.-. ,.-. .,-....vi ,..fioii aui.miados. Os aniuinciosdos assignr-mes san inseridos
fralis. e o dos que nao forem ii ra2.io de SO res por linfa*. A s reclama^ oes ,!evem aer diri-
gidas a esta lyp na das Cruies n. 34 ou u proga di Independencia I j de IhTOin 6 e
PARTIDA DOS CORRKIOS TERRESTRES.
Goiakka, e 1 aral.Tba segndale MZtai feiras. Kio f.randc do Norte, cheg. a S e 2J e par-.
V nj\u. "T""1'"' S'n!iaem. llio Formoso. Marey, Tono Calvo, e Alagoas: no 1.
le '.'ldecada mci Garanhuns e bonito a le 21 de cada niel Boa-Tiala e Flor-
aa l.j. S .. r c- ,)IAS ,,A SEMAMA.
2. .Se Soler e Ca,o AuiT. do J. de I), da g, T,
23 Tarea a. Jome Bel. aad. do de D da 3. t.
24 Quarlae Milelu Aud doj. deD.da r
5 Quima i.HarV'1 And do J. de I) da 8.
26 SesU a. ClarcncioAud. do J. del). c;a '_'. y.
27 Sab a Castor ha], aud. do J. de I) da 1 "t
8 Dom sVi'.I.
? '-" ii ii n.ii >vmimm\immimiFMtt*~?mfaustas ..
mas-g j.'iTjmecK
.

de Abril
Anno XX. N. 96.
aK T.-ocv3Brar.-t*a^
ios; da nossa prudencia, n-oderagio- c energa: con-
enlre as nac/>e* mais
!t / ,u,l *K"ra depende de na mesmos; da nossa prudencia, n-oderagio- e ene
'/! // />VV'!-- "n"fln" principiamos e leretiei aponalos oom admiradlo enlre asna
';,, ''""" l'rol.vni:.,,, d. As.eral.lca Geral do iran.)
!( CANtlOI RODIllS iik iDRIl. conipri
i ?/ Cambios sobre Londres '.o. a Our.-Moeda de f.i V. 17.211.
Cambios sobre Londres .0.
. Taris 070 reis por franco
>> Lisboa 111 por 100 de premii
Moeda de eobr- *> por ceai. e nao
dem de lelras -Je bou firmas I
lili
Our.-Moeda de (i.Vljp V,
,, N.
de 4,00.1
PriiiCitacGea
l'esos ciilummnarri
Ditos meticanoa
senda
17,500
10,900 1,7300
l,"00 O
l.liiO
1,97
1,960
I.' SU
* W0
*,980
PHASES DA LA NO MEZ DE ABRIL.
l.uacoeia.iasijior.-KeSfimii. d. nunh.ii. i l.u.no.a 17 ., 2 horas e 11 min. da tarde .
Miagante a y as 7 horas a a> uim da larda. | escenie a g5 ., j e 45 m. di m.ahja.
I'rimeira ai '.I horas e ISmin. d
Preamar de hoje.
anh.ia. | Sagitada M '. horas e 4'.' minutos da tarda
-_ i vjauiiA g *vtffl''nitiTiii\gfyf
m n-... ERRATAS. um seu amigo da maneira.por que administrou a
HoIWa namburo |-ge na luiha 6.=mrfd'Avilla= que de Olinda r.n 20 de fevereiro de 1802 o.sabio bis-
ita.,:u.:ri:sr-'C0'",I"1 '!"'" ii.-. linli.-i 8.=SS. po diz o 8guinte=Coino director gcral dos ea-
UM lili, que deve irr-se- -SS. Ai. lili. lll(|os d'esta diocese, em que se
a pagina 2. col. 4. imita 87, penltima do ns quatro capitanas d
segundo periodo dirigir as conscienclas se Rlo-grande-do-norte
acaso mili rete- lea-se dirigir asconscien- ordem, etc.=
cas, e se m duvida dirigir, se acaso inQuii
noRfsrvTas:
esc, cni (pie se coraprehendein
Pernainbuco, Parahiba,
Cearu, en os reduai ;i
em lint dos ^ inmediatos-- Co-
A8SEMBLA PROVINCIAL.
Conliitiiiiio da $et$So de 17 de abril de 1844.
OSr. Taques:Sr. pres., depois do erudito, e
eminentemente orthodoxo discurso que acal.a
de ser pronunciado pelo honrado diputado, que
me pieccdco, en me acbo prevenido em grande
parte das ideias que tinlia de oJtreccr ;i eonsi-
COIll a instriiei ao que llie ( propria da historia
dos estabeleciinentos'ecclesiasticos, demonstrou
que elles nao podetn ser regidos sendo pela igre-
ja, e entrando no exaine da naturesa do semi-
nario de Olinda fes ver nao s pela applicacao
dos principios que expoz. como niesino pelas
cartas reglas que este estabelceimeuto episco-
pal. Creio, pois, que vista de la"opoderosasob-
setvares os honrados dd., que as ouviro de-
vi ni estar multo inclinadosa votar contra o pa-
recer.
Sr. pres., julgo a materia que se discute, de
r etc. no bispo eu crie! mu seminario; en llie cstabe-
leci um patrimonio, a miaba custa; eu Ihe liz
doa(*0 de ditas inoradas de casas de sobrado, i
uinalirrariaescolhida, etc.; eu lite del esta-
____ tutos proprios para a educacSo dos liomens dig-
nos de servirein igreja e ao estado=.
Por tanto, Sr. pres., depois das palavras de tan
reueravel bispo, que deve merecer inda acon-
sideracio desta assenibba, nao pude ser dnvido-
so que o seminario de Olinda porsua creacio
episcopal; as cartas regias que leo o honrado de-
putado que me precedeo viero confirmar isto
lliesmo. O bispo nao linlia lucios bastantes para
sustentar o estabelccimento. recorreo ao poder
real para leraraefi'rltoassuasgrandiosasvistas.O
poder real creando por sna dsposiefto nteios
itais extensos para que elle desse desenvohi-
mentoao seminarlo, nonieou-o director geral
dos cslndos da (Hcese; e (planto a capitaco
que o bispo proposera que se lan^asse sobre io-
dos os Individuos de mais de dose anuos, a ral-
nlia mandn que se consultassem as cmaras, e
que, accordando ellas, tivesse lugar a capitaco
para manutenido do seminario. Estas capita-
efies e eolli-i i is era eostttnie seren impostas pe-
las cmaras em favor de institniees ceclesiasti-
cas, c para ocomprovar nao sera necessario la-
nilla gravidade sunima nao so em relaedo a ques- tercitaedes de lefs, ou derises; posso alfirmar
taoque deo lugar a esta discussao .conioem ge- que no nossodrcito era istoadmittido.
ral, pela ligaeao que ella teni comas doutrinas Anda, Sr. pres., lia nina carta regia a que se
da igreja. Nao acbo tilo importante a qiicstao de refere o mesino prelado, e que veni a confirmar
as ontra.-:, einostra queo seminario de Olinda era
se saber se o seminario de Olinda estabeieci-
niento geral, on provincial; mas a qticsiao
limito importante na parte em que temos de re-
solver se elle c mu csiabcle>imcnto eccesiast-
(O, ou civil. A utiiiba opinao Sr. pies., de que
ja tenlio dado parle tiesta asscinlilia, conside-
rando o poder da igreja independente do poder
episcopal, que nao toniava o carcter de civil pe-
los lucios e auxilios que Ihe conceda o poder
real, Esta carta rega e datada de 17 de dezembro
(le 1800, e nclla se diz sto (/(') Assim, Sr. pres.,
esta carta regia vein anda declarar que o semi-
lario de Olinda era inteiramente um estabele-
Olinda mi pude ser seno un esiabcleciincnto
ecclesiastico; coin tudo, talvez anda alguns es-
crpulos existiio crea da materia no espirito
de multo dos honrados diputados, e inesnio al-
guns tenbo tido; e expore a esta asseinbla os
fundamentos com que teem-se elles dtssipado
ra inim.
nvil ine leva a concluir, que o seminario de cimento episcopal, era creado como um
doqual fosseni tirados os individuos proprios
para e\ereerein as funccdes do ministerio eccle-
siastico. A carta regia que Ico o met honrado
collega, fazendo ao bispo doacao da casa que lo-
ra dos .leznitoS para nclla estabelecer o semi-
nario na forma do concilio de Trento, decisi-
va e nao pode deixar duvida algiima a cerca de
A quesillo e iiiuttn dilbcil nao suporque reipiec ,,,. naturesa seja O seminario de Olinda: nas
conhecimento das relaces dos poderes ecclesi- 0190 o Ilustre relator da commissao dizer, que
astico e civil, e das doutrinas da igreja. como duvida desta carta regla, que peusaque ella es-
tambein porque exige multo exame pelo lado u\ augmentada com as palavras concillo de
histrico. A.instruccao do clero nao pode per- Xrento por*m eu crefo, que o honrado depu-
teneer senao aos seus ebefes, e boje esta assent- tado nao tem fundainenlo ueiibiiin para seme-
biea nao podedeixar dereconhecerquanto me- Ihantcarguico.
Ii nd rosa a quesillo, e a attencSo que merece o Sr. pres., nao era s pela influencia que tinho
principia q_ne acabo d'enuneiar, E'bein sabida, os reis j como protectores da igreja, mas pro-
pelas noticias que dao as Iblbas publicas, a pen- teerao que nao devia exceder os jtsios limites, I
dencia que actualmente existe na Franca entre como tambem por unta deferencia que todos os
a universidade e o clero, que recusa os estudos meinbros do poder ecclesiastico tinho para
(la.ptella; sabe-se tambeiii (pie obispo de Cha- com os reis, que aquelles que eriio encarrega-
.;;;j .-. acbaem m.i pusyu miiiiu (iiiii pea dosvlessepoder nao exerclao sem pedirem a ap-
sua opposi$ao a que o clero de sna dioee.se as- provacio dos reis: porque os honrados deputa-
Sista ao ensno dirigido pela universidade, e que dos sabein bem, que nesses lempos os reis enio
tem de ser icsponsabilsado pelo poder civil, nniitos zelosos da stia autoridade. E' daqui que
Quaudo a questao se aprsenla com un carac- provem, que o seminario de Olinda sendo esta-
ter l;io grave em OUtra parle nao (; natural que belecido pelo hispo leve a approvarao da rai-
cita entre mis tenba pouca consideracao. t) con- nba.
cilio Irideniiiio e todas as leis da igreja sao cons-
tantes a estabelecer, que os bispos creiu semi-
narios, e os dirijan a lini de ter-se um clero mais
instruido. Estas decses do coneli de Trento
nao podiao ser revocadas por disposi&es cvis.
As cartas regias que se hio aqu dirigidas ao .
fallecido bispo Azeredo, e .10 invernador I). Tilo- leeimento.
Sr. pres., das rasfies apresentadas pela n. com-
missao, c perniilta-se-nie. que eu diga, que 11.10
podein prevalecer estas rases nada podem
concluir, I ma das rasoes apresentadas, e tal-
vez a primeira que o bispo ereou o seiiiinarin
como director geral dos estudos: Eu j, disse qui
o hispo sendo,uomeado director dos estudos,nan
ro por isto que creou o seminario; elle nao era
director do seminario por ser director geral dos
simios; mas para a inelhor ordenacao deste es-
tabeleciment, foi nomeado para o ultima car-
uo. Diz porcm o honrado depntado que o semi-
nario de Olindt nao daquellcs de que Cilla o
L-oucilio iriileniino; porque nellc se admittiao
individuos de do/.e anuos para cima, que se qui-
/essem educar, e tronce inesnio n exemplo de
tres, ou quatro membros desta casa, que forao
illi educados, que nao pertenceui ao estado ei -
elesiastico; pon'm, Sr. pres., este argumento
nao pode pivvalesceiqiorque sendo o seminario
episcopal do Olinda um viveiro de pimas uteis
nempor isso se segu que todas peguein,que to-
das prosperen!. No seminario episcopal di Ba-
bia, que foi trasido pelo honrado relator da
commissao, como verdaderamente episcopal,
inultos individuos all entraran, que esto ho-
je Seguindo vida diversa da eeclesaslie 1; como
saher-se se um menino de 12 anuos que entra
para o seminario se ha de ordenar Certameute
que uo possivel. B um viveiro, d'ahi que
se devino tirar individuos para o ministerio ec-
clesi tico; O sen I i 111 principal era a iiislruci'o dos
que devino seguir este estado: justamente o
que diz o hispo, e o que dizeni as cartas regias
[t) para educacaodos homens dignos de ser-
ireui igreja cao es tado para i nstruc(o da moci-
ilad e principa luiente d'aquel les cstudan tes, que
aspirao ,10 estado ecclesiastico A oulra rasao
da commissao, que no seminarlo ensinaviio-se
materias, que nao perleneio ,'1 doulrina eei le-
siistica, (pie nao erao apontadas no concilio tri-
dentino. Ora,eusupponho, que inuito rigor
querer que os bispos no estabclecimento de se-
minarios mo se apartassem urna linha do que
eslava no concilio di' Trento. Neste inesiuo al-
vara que eu Ii declara-se que nos seminarios
nao se ensine smentc grammatica, e canto;
mas sejao escolas onde os ordenandos venho
a forinar-se 11 as ledras e as virtudes.
OSr. Haneto:Si- um padre pndesse saber lu-
do, ludo devia saber.
que .1
ce consignar
O Sr. Figueiredo.E tainbcni por oulra rasao;
porque ( estado linha de pagar.
O .Se. Taques:Sui, tambem era unta defe-
rencia, como observa o honrado depntado, para
com aquella que pagava aos incstres, que se
apn sentava tao bondosa para com csse cstahe-
O Sr. Taques:O que se quera era lioniens
instruidos. Ora, o Sr. bispo Azeredo Coutinho,
(pie era um hoiiiem bstanle instruido, nao s
miquillo, qiicpiTieneias materiascccleslastieas
como as materias polilieas,segundo inostrarao os
seus escripto e tambem conheeedor das
sciencias phvsicas, foi, por isso levado a crear
Uin seminario com aulas de physica 0 de outras
materias, e se ellas iioiivessein continuado,
talvez tivssentos aproveitado milito ; ah tam-
bem se estabeleeeo a cadera de grego : e at
a eadeira de grego apresentada pela nohic
eoniiniss.io como mo pertencenti: ao ensno
ecclesiastico ; c eu mi sei, que maior neces-
sidade tenba aiptelle que se dedica vidaec-
ciesiasiiea do que saber a i ligua yirga ate
a hebraica (apoiadot). Diz mas a nobre com-
missao 110 sen parecer (le). Ja se passrSo estes
lempos em que os bispos receblao inultos do-
nativos em vveres, (jue podiao repartir pelos
seminarios : se a nobre commissao quizesse en-
tender todas as palavras do concilio de Trento
i'111 vigor, hoje nao bava seminario alguui epis-
Uiaz J.-de Mello tiifio loda a duvida a cerca dose-
nilnario de Olinda; mo ha principio algiini don-
de se possa concluir que o seminarlo de Olinda
c um estabeleclmento civil, e nao ecclesiastico.
Deixetnos escriipiilos que possao naseer da face
Sr. Barreta:li a igreja est eni un estado,
e assim deve estar sujeita ao estado.
O Sr. Taques:Aquelhs que se teetii dado ao
estudo do uosso direto sabein a influencia que
tverao os res em materias ccclesiasticas, que
(pie o negocio tem tomado pela influencia do a levro a tal ponto que legislaran at sobre el-
poder civil, O honrado relator dacoininissaosa- las. A este respeito eu peco a assemhh'a asna
be mili bem qu os res de Portugal nao spelo atteucao leiluia que Vou fazer de2^ do alv.
exeii icio da sua autoridade absoluta, e pela pro- de 10 de ni.iio de 1805, em que se mandil o es-
leceao que searrogrfio da igreja, como inesnio tabeleeer seinnarios episeopaes, c Ibro obliga
pelo direto de padroado que Ibes competa o- dos os bispos a creal-os.
1110 gio-inestrcs das ordens militares tinho O 5 manda estabelecer seminarios na forma
na greja. do concilio de Tremo, e d diversas disposicoes
milita inlliieiiei.i
OSr. Ilarrelo:as ordens religiosas de Cbris- para isto (ti). O 9 depois de lembrar os males
to, Aviz. e Santiago. ...... vsultavo di- que as funccfiCS ccclcslasth as
O Sr. laques:Sabe-se mu i bem que a greja fossem conmiettidas a individuos menos habis,
uo pode sustentar-se scoin o soccorro espon- contina assim: (t) Eis-aqui, que o poder nao
1 meo dos liis, que preciso que seja soccorri- se limita a dar auxilios aos bispos para crearem
da c apoiada pelo estado; e por isso que os so- seminarios, para oceorrer ao bem espiritual,im-
beranos dao protec;o a esses estabelecimentos, pde cdndicdes aos ordenados que nao podem ca-
ber ao poder civil; condicocs, que st'i devem ser
determinadas por aquelles a qneni (incumbe a
s.ilv.ico das almas.'
Por tamo, .'r. pies., a Influencia que tvero
os reis sobre malcras (-eclesisticas nao pode
provar nada a cenada naturesa das InStituicAes
em que influiro; boje que a igreja se aelta cs-
tabelecida sobre bases to solidas nao possivel
pue o 1 que se d esta invaso do poder civil sobre o po-
bispoD. I. I. de Azeredo Cloutiuho da tonta jder ecclesiastico. Eu devo oceupar-mc taubciu,
e em taes circuinstauclas teem levado multo
adianto e com abuso a sua protecco. A cerca
do seminario de Olinda nada ha de novo e extra-
ordinario na marcha ordinaria na creaco de
taes estabelecimentos, ena influencia eproce-
diiueuio do poder civil em relacao a igreja: o
bispo creou o seminario, e o creou sua custa.
Eu lenho de lera esta assemblca mu documen-
to de milita importancia, uuia caria em (
copal. O seminario arcbepiscopal da Rabia
com quaiiln seja interanieiite do bispo tem
todava auxilios ou estillas,como di/, o nobre re-
lator, dados pelaassembla d.iquella provincia;
seja tambeiu estnola o ipte a assenibha provin-
cial de l'ernambuco tem l'eito ao seminario de
Olinda. iNenbuma fnstltuicb ecclesiastica ha,
que nao tenlia leccbdo auxilio dos poderes
civs.
Arge tambem a nobre conitnisso ao bispo
por ter apresentado assembla os estatutos
dn seminario : < nao sei dos termos, porque o
bispo se dirige ;i assembla ; se pedio aeonlir-
macaodos estatutos, ou se a assembla que en-
tcndeo,qne devia confirmal-os.
OSr. Lipes Cama : A doutrina do lempo.
0 Sr. Taques: Eu ine glorio muito,quaudo, a-
faslando-me do philosopbimo do tempo quero
sustentar as doutrinas da igreja: quaudo sus-
tento aqtiillo que e em favor da igreja nao sei
qlii' nula puSSa le nisto.
Sr. pres. eu dsse que bavio argumentos
110 parecer da nobre eomnisso que nao cro
verdadeiranienle argumentos. Na verdade .1
nobre commissao, pondo de parte a questao,
se o seminario de Olinda era civil, ou episco-
pal estabelece que esta assembla pode le-
gislar sobre elle porque csse seminario pro-
vincial : diz a nobre comiuisso o que c evi-
dente e inconlioverso que as asseniblas
pro vincule* podem legislar sobre nstrtici o
publica e eslab leeimeiitos proprios a proQlO-
vel-a 8(C. (t) Ora, cu creio que a qucslo
era, se este seminario estabelcciincnto civil ,
e provincial; como pois estabelece a nobre coni-
misso nos motivos do seu parecer que era
pydentc e incontroverso aquillo,queera a ques-
tao e si'iu o provar .'
OSr, Lopes Gama : Pro vou.
0 Sr. Taques: Um nutro argumento dan.
eomnisso que nos podemos legislar sobre
ni Heras eeelesiasiieas porque somos chrs-
taos ; argumento este que nao entendo ; por-
que, se somos calmbeos somos subditos da
igreja epor ter.....s mu poder temporal nao
se segu que possamos legislar sobre ella. Por-
tante, Sr pies. .1 vista dos motivos, (pie le-
nho expendido nao posso deixar de considerar
o seminario de Olinda como um estabclecimen-
to ecclesiastico cuja dircecuo compete aoExiu.
ordinario nao podendo esta assembla legis-
lar a cerca 11 Instruccao que nellc seda nao
o podendo fazer ealliolieainente ; isio porm
nao exclue que esta assembla como catnolica
quee instriu en,, clerical. \ questao portante se
o seminario de Olinda estabeleclmento geral
011 provincial ja perd' muito de importancia ;
porque, dicidido, que ecclesiastico, elle verda-
deiramente nem provincial nem geral est
lora da ale na dos poderes lenipnraraes. Porm
a sustentacio do estabeleciineuto ou algum
auxilio para csse lim pois que aos bispos que
Incumbe a sua sustentaco de certo que mala
rasoavelmente devra sabir do estado que da
provincia, porque o poder gcral que est
i'JJl iel.ic.io com a igreja e pode exercer sobre
ella algiima inspe cao, inesnio por algumas
resine, i.esandeseiivolvmiento do poder eccle-
siastico c ;1 (lie estn sujeitos OSbispos ; toda-
va eoino o auxilio que (lanos unta COUS i que
depende iiiteirainente da pi, dade de quem d ,
parece que esta assembla entendeiido
bem do seminario de Olinda deve
algiima quanlia, o poder l'azer.
Estas Sr. pies., sao as rasoes que lenho
para impugnar o parecer da nobre conunis-
sao.
O Sr. Lupes (lama: Sr. pres., antes de respon-
der aos principis argumentos produzidoi, ha
pOUCO, pelos Ilustres nieiuhros desta (asa que
impiigii.ir.io o parecer da conunisso a que te-
nbo a honra de pertencer seja-rae licito (Wr
una protestai o de f, visto ter aqu apparecido
a patarra philosopbismo como tima especie de
remoque, ou revrete. Felizmente eu lenho da-
do sobejas provas, de piedelesto o pbilosopbs-
mo e iieiihum dos nieiis Ilustres collegas ca-
paz de roubar-ine esta glora son muito reli-
gioso catholco romano [apoiados); e creio, que a
questao do seminario de Olinda nao val decidir
da 01 thodoxia 011 heterodoxia de nnguein. A
questao a final lemita-se carta regia, que vem
no lim dos estatutos : periuitta-se no duvdar
da sua exaetido.
OSr. Jos Pedro : Nao faca esta injuria ao
hispo.
U Sr. Lopes Gama : Injuria ao bispo Nao
ha iienhunia e bem longe eslou de attribuir
csse erro ao Kxm. diocesano. .Nao poderla quem
leve de copiar essa carta regia engaiiar-se ou
na tvpographia accrescentarem-se essas pala-
vras.' Eu dou a rasao. por onduvide; portrne
esta em opposii o flagrante com as outras duas
vil las regias ja citadas. Pois, Sis., a pinna em
duas cartas regias dirigidas unta ao general I).
Thoinaz .lose de .Mello e outra ao bispo 1). Jo-
s Joaquim de Azeredo (.outinlio, nunca chainaa
este seminario episcopal, nunca falla em con-
cilio de Ti etilo, como agora vein isto ? Nao po-
de ser um engao de tvpographia ? Pode. Se se
me mostrar pois, que o seminarlo de Olinda 6
pura, e absolutamente aquel le que manda o
concilio de Trento eu me retratare! immedia-
lamenle ; mas elle nao tem tido esta natureza :
desde ento at boje ninguein suppoz (jue este
seminario era aquelle de que falla o concilio
de Tu uto, cuma das rasoes que a assem-
bla geral metteoa mo nesse estabeleclmento,
tiroucadeiras, e prolssorcs, fez mas. Eu sou
um dosque por assim diser, serv de casco de
batalho [risadas). Yeio-mc um aviso, separan-
do-me do collego das artes para haver de for-
mar eu o principio do collego das artes e da-
hi a pouco baixou um decreto da assembla ge-
ral separando aseadeiras Ideolgicas do collego
das artes, determinando,que esse colleg* ficas-
se no inesnio seminario : e este estabclecimen-
to sera aquelle, de que falla o concilio de Tren-
to ? Por ventura se tal fsse, o poder civil dspo-
rla delle a sen bel prazer s pelo faci de Ihe
haver comedido tal 011 tal donativo.' Nao cer-
lamente : e a primeira vez que se reconhece
isto. Creio, que este argumento nao tem res-
posta e convido aos 1111. dd. que respondao a
elle.
i tr' }a1ue*. ,st0 nSo all,'ra a instituigao.
Sr. Lopes Gama : Nao altera a instituirn !
Se e estabeleclmento do concilio de Trento
agora, j disse, a primeira vez, que se reconhe-
ce Isto. O Sr. bispo inesnio nao o reconheceo
como tal, tanto que sem ser impellido, sem ser
instado, mandn os seus estatutos a esta assem-
bla para ella os approvar ou reprovar. Isto
agora e do lempo, do regresso, querer-se que
seja seminario episcopal. Mas, Sis., eu admiro
com que afn os Srs. deputados dissero =coino


urna assembla h.i de metter a mao, e legislar
para a i groja ? A assembla i Incompetente =
Srs., sea asscmbla decide, que o seminario de
Olindn Ihepertence; pode legislar sobre mate-
rias (-eclesisticas geni incller a inSo nos dog-
mas : pergunto ev, a assembla grral com-
posta de ecclesiasticos 011 deleigos? E'de
leigos miii duvida : e se ella em sua sabedoria
lulgar conveniente crear una universidade o
dentro desta universidade estabelecer cadeiras
de tbeologia, ha de cometter Isto aosbispos?
O Sr.Taques: unir.
OSr. Lope dama : Pois o n, d. nega as-
sembla geral o poder de crear na sua universi-
dade cadeiras de theologia ? Srs., nina consa
crear cadeiras outra cousa estabelecer don-
ninas : alii que est o sophisma. One cousa
crear cadeiras:' E' dizer = haverd tantas ca-
deiras, eiil Miic se eiisineni laes c taes materias
eclesisticas inundo os cnones da igreja.
o Sr. Figueiredo ; Vio far isso.
o Sr. Lope Gama : Mas podeo fazer. Sup-
ponbainos, que esl i assembla provincial pelo
acto addicional inesino, quer crear un collegio
sen, nina universidade provincial.
(iSr. Francisco Joaa : -- Pelo acto addicional
nao poda crear urna universidade.
(I Sr. Copes dama : Pois beui nao querem
universidade pois chaine-sc academia lyco,
areopago, alheen, prtico, collegio,ou o que
quizerem ; supponhamos, que determiua que
entre as disciplinas deste collegio bajan tambem
cadeiras ideolgicas pude ou mi pode azci
isso ?
O Sr. Taques: Pude, inais nao til .i igreja.
0Sr. Lopes Gama : Porin on. d. sustentou
aqui, qui' nao poda, porque vinha a asseiublca
;i nietter a mao na igreja! Urna cousa crear ca-
deiras (como j disse), e mitra cousa 6 fixar i
determinar dogmas. Eu trouce isto para res-
ponder ao argumento dos no. dd., quando sup
posrao que esta assembla nao era competen-
te pa legislar sobre o seminario; porque la le-
gislar sobre tbeologia.
o Sr. Taques : \ eja a carta regia.
O Sr. Lopes Gama : Tenlio meu escrpulo a
respeito dessa cuta regia e o escrpulo < fcil
de dedu/.ir-se. i) Sr. hispo mesino, achando-si
munido leste titulo do concilio de 'liento por-
que subinetteo os estatutos i approvaco da as-
selubla provincial? Ou o concilio di' Tiento te-
ve lugar posteriormente ? O concilio de-Trento
lein niuiiTs seculus. Depois delta i onliadicco,
esta ultima nao se trata de seminario ao semi-
nario episcopal, (piando trata do estabelecimen-
to,dit para a educaco da mocidade < nun-
ca diz da mocidade eclesistica. Este acres-
cimo das palavras concilio de Trono-- pode
ser un lapso de peuna do copista, ou engao da
typographia, e eu creio, que o Sr. hispo nao leo
i sta c ii ta regia porque se a lesse nao mandarla
c os estatutos, estando corto, que o semina-
rio pertcncia nicamente a sua jiirisditvo pelo
citado concilio. Finalmente /agora, queap-
parece a opiniao de tjue aquellc seminario <
todo episcopal isto ; do regl'CSSO para c c
cu estou no progresso porque entendo, que o
espirito humano esta no progresso, ir para traz,
de e.iraiigilrijos e nao de lioniens {risadas Si
temos de passar o precipio haremos de o passar.
0 Sr. Taques : Entao fatalista.
0 Sr. Lopes Gama :Nao Sr., creio na pro-
videncia divina. Seja pial fr a sortc do parece i
da coinmisso eu anda contino a entender ,
que o seminario de Olinda eslabclrcinieiilo
provincial, einbora com a verificarn do lugar da
carta regla rena aconfessar, que tambem
episcopal.
O .SV. Brrelo : Parece, Sr. pres., que nao
llavera mais, que dizer, depois de tantas cou-
sis que ,c teem dito : realmente de parte a
parte tem-se psgotado a materia.
Quando se diz, que o seminario d'Olinda
episcopal basta a palavra episcopal para
provar, que elle pertence aos Srs. bispos dr
Pernambuco e tanto que sao elles os que Ibes
tem dado os estatutos. Para provar, que o se-
minario d'Olinda pertence aos Srs. bispos nao
se precisa de mais do que da carta regia. Ne-
ga-se, por.'ni, a existencia dista carta masque
importa toda essa negativa, s ein reaiidaea
carta existe .' Qual c a prova que se apresen
tou da sua nao existencia ? Qual a prova, de que
nao c vcifl.iileira .' De que nao da rainba a
Senhora D. Mara Priineira de feliz memoria?
0 Sr. Lopes (ama : I'.' una copia.
O Sr. liando:- Masdzcm que nina co-
pia! Ser Ulna copia. nSo c prova de que essa
copia mi seja verdadeira : nao prova de que
essa copia nao seja fiel. Esta caria regia exis-
tindo como em realidade deve existir devora
star tambem em alguin archivo deve estar
em alguina secretaria deve estar legislada em
alguma parte : por conseguinte piule saber-se
liiuilo lii'iii i rom mais trabaljio, ou menos ) a-
onde e.xistia a carta regia pois que isto nao
alguin negocio enigmtico.
Ouauto ao mais que o seminario seja epis-
copal, eu creio que sobre isto nao pode haver
duvida algnma : e mesmo quando o Sr. bispo I).
.los Joaquim de Azeredo (.outinho estabeleceo
o seminario este cstabelecimcnio passou entao,
p passou sempre por un estabelecimento ver-
dadeiramente episcopal. K como que pode-
ra passar essa ideia essa denominaran sem
contestacao do governo portugus naqueiie
ttano? Que bispo do Ultramar, oudeoutro
quafquer dominio portugus, se animarla a
roubar attribuices, que fossem regas, cha-
mando seuaqullo, quepertencesse rainha?
Islos bastara em scmelhante ('poca para que
o bispo fosse speramente reprehendido e (in-
mediatamente removido do Disnado e assiin o
(leveria ser.
Mas se aCOOteceO pelo contrario, e nao su a-
conteceo, porm anda a rainha mesina tratou
de dar ludo oque era preciso para afuudaco
desse estabelecimento ; se leo ao bispo as insi-
nuaedes necessarias; eludo isto urna prova de
que o seminario de Olinda un estabelecimen-
to, un seminario episcopal. Nada maisdi-
rei. Fcrvilhao-me .ligninas ideias mais : po-
lini urnas Ionio j producidas e mui bem pe-
los nn. dd., que me antecedern e escusadoj
repetil-as : darei de mao s outras porque tal-
\ / servirISo de fatigara assembla,
OSr. Lopes (lama : Ku quizera requerer os
estatutos primitivos do Sr. bispo Azeredo Cou-
tinho sonde vem a carta regia, porque se a
memoria me nao falla pens que elles tinhao
.lignina cousa mais.
O Sr. Taques: A onde te acharad? Quando
vira c .'
O Sr. Lopes dama : Ah nao se acharad e
lia grande pressa! Quero ver essa carta rega.
Sennores eu sou tio leal nesta dscusso que
hontcm votei pelo adiainento que pedio o n. d.
que est ao meu lado esquerdn desejo que a
materia seja discutida conscienciosamente. O
que lembro a esta assembla una cousa que
na hora em que a assembla decidir que 0se-
minario nao Ihe pertence que episcopal o
Exin. diocesano pude, querendo dispedr o
collegio das arles, que l est. N:o o tara por-
que elle c niuto civil aclo do seu boui eora-
cao, mas pode dizer viudo para c meu se-
minario fura Srs. do curso jurdico (risadas).
I'.ii quizera requerer esses estatutos e entre-
tanto pedir o adiainento desta discusso ; mas
| se notou que haveria grande demora em vir
este documento! Pois, Senhores, o n.d. dis-
se liontem que nao tinha estutado bem a ma-
teria e pedio o adiainento eu fui um dos pri-
ineiros que o approvel; boje eu teuho um es-
ernpuloa respeito da carta regia quero pedir
o adiainento e dir-se no nao pode ser,
quando vira c esse documento ote Facio o
que entenderem.
O Sr. l'arrcto : O Sr. bispo diocesano eitou
i caria regia. Elle deve pois saber d'onde a
hoiive para a ter mandado imprimir. Neste
caso, se nao sabemos, aonde que ella existe ,
deveino-nos dirigir ao Sr. bispo, porque ello ,
que a eitou nao pude deixar de saber d'onde a
liouvc. Isto preciso, una vez que esta carta
se tem posto em problema. Por crdito do Sr.
hispo, por bem doli, elle mesmo dissolver a
duvida em que labora o n. d. e assiin appa-
recer ingenuo como elle o .
Yai mesa e depois de apoiado, entra em
discussa o seguinte requerimento do Sr. Lopes
Gama.
Requeiro, que pelos transmites lgaos so
pocao os primitivos estatutos do seminario de
Olinda.-
Anda toinio parto nesta disoussao os Srs. Ta-
ques Lopes Gama, Figueiredo, o Alcanfo-
rado.
D-se a materia por suflicieiitoinonlo discu-
tida c posto a votos npprovado o requeri-
mento.
Contina a segunda discusso, do projeeto n.
11 deste a n no, sobre a desapropriacao : cap. 3.
adiado de hontcm com as emendas a elle oll'e-
recidas.
(I Sr. fabuco : Rogo a V. F.x. o obsequio do
m.iiidar-mo a legislaran de 1826.
Sr. presidente eu llovera oslar desacororoa-
il"do proseguir na defeza deste projeeto, por-
que elle tem contra s una autoridade tio res-
peitavel qual a do n. d. que so assonta do la-
do opposio o que senador do imperio. Cier-
tamente, Sr. pres., euesperava, que on. d. ,
amostrado pela sua experiencia administrativa .
tendo j.i governado osla provincia por duas vo-
zes tendo tdo assonto nos oonselhos da corda
por una voz, fosse um dos maiores propugna-
dores deste projeeto, que concilla do modo,que
mais rasoavel a utilidade publica coinaac-
cao da autoridade. Mas. com sorpresa minha, el-
o maior oppositor do projeeto. O n. d. fez
contra inim una aecusacao gravissima ; disse ,
que nao sabia como se fariiio lois taes como este
projeeto; o justamente esta a rasao do meu
dcsaeororoainento.
A ousada que eu Uve, Senhores de ofl'ere-
eer considorarao da assembla esto projeeto .
foi porque un. d. o outros mais habilitados do
que cu so nao quizerao encarregar desta empre-
sa tio reclamada polo servico publico mas eu
hontein declare!, que tinha toda a docilidade ,
que eslava disposto a oolhor todas as medidas ,
que se propozessem com tanto que ellas mi
nullilioassom ou desiiaturalizassem o systema
do projeeto.
J Uin n. d. que se assonta do outro lado do-
monslrou a meu ver milito bem que o pro-
jeeto em voz de drmenos garantas a proprie-
dade levava vantagens neste ponto a todas as
legislarnos existentes porque nenhiinia dossas
legislacdes d garanta alguma ao cidadao,
para o acto da verificacio da utilidade, que
milito distincto da indemiiisaco. Quando se
trata da desapropriacao por utilidade publi-
ca as legislaroes existentes somonte se resiimem
na indemnisaeo como se nao bouvesse outro
fin para onde devessem principalmente conver-
girs vistas dns legisladores. Ora, a quesiiio
principal sobro a qual devenios tratar sobre a
verilieacao da utilidade; mas as lois que o n. d.
citOU nciihiima deltas trata desle objeeto.
O Sr. Ulanoel Caralcanli: Mas de outras
colisas.
OSr. Paula Cavalranli : E a de 1826 trata.
O Sr. Xabuco : Eu lerei essa le Antes que
chegue a colecfo em que ella v*in continua-
rias minhas reflexoes, demonstrando algu-
mas vantagens palpitantes que o projeeto a-
presonta. At*: hoje nada est ostabelocido a
respeito da verilieacao da utilidade publica : a
le provincial n. 9 somonte diz isto (le*), segundo
esta lei o cidadao nao intei vm nn verifiencao o
presidente pode fazer o que quizer, e nao ha re-
clamarn. Mas quaes sao as garantas estele-
i.las na le do 1S2 ? Qual a formula de pro-
oosso que aqui so eslabeloee ? Nao diz nada ;
este processo todo arbitrario : nao ofl'ereee
garantas comparado com o proeesso admi-
nistrativo definido o proscripto no meu pro-
j'-to ? O que er.tn !;! do 'fii Ctnivagra o
principio de que ao poder judiciario competo
verificar a utilidade da obra : appllo para a
Consciencia do n. d. > e para asna experiencia
administrativa ueste ponto. Pergunto ao n. d.
se quera achando-se no poder, que a utilida-
de mna Obra publica fosse apreciada pelo poder
judiciario .' ()'' obstculos nvenciveis nao en-
contrara o n. d. na chieana Nao sabe n n. d.
que as questes as mais simples se eternizfio no
furo, que a chieana e as delongas sao natu-
raes no poder judiciario ?
Pondere o n. d., que a le de 1820 nos casos
mais importantes coinmetto ao poder legislativo
a apreciacao e veriflcacSo da utilidade c que
esta disposico eu adoptei no projeeto e qui-
nos outros casos, os menos importantes,nao e so
presidente quein decide mas da-se ao cida-
dao recurso para esta assembla o esta ga-
ranta pequea ? Nao maor que todas essas
que o n. d. avantajou? Veja e art 13: diz o
projeeto Todava o presidente no caso do ar-
tigo antecedente, remetiera a reclamaran que
Rugar Improcedente, e todos os documentos a
assembla provincial para ser tomada em oon-
sider.ic.ao quando se houvor de consignar fun-
dos para as obras publicas Por conseguinte
pergunto eu ao n. d. qual o poder em quein
mais confia a le de 18-i? E' o poder legislati-
vo. Ora, eu recorro a este poder em ultima
anal)se. Mas diz o n. d. a assembla provin-
cial nao oll'erece garanta alguina So a as-
sembla provincial nao oll'erece garantas ,
entao menos garanta otlorecr o poder judicia-
rio porque a assembla provincial tem mais
elementos para oilerecer garantas ao cidadao ,
porque olructo de urna oloicao popular.
0 Sr. Manoel Cavalcanli: Nao apoiado.
0 Sr. Xaburo : Estando assm pervertidos no
coneeito do n. d. todos os elementos sociaes ,
e de confianca publiea, eu nao se a quein recor-
reremos.
O .SV. Manoel Canalcant : Para julgar ?
O Sr. Nabato: Sis em nenlium paiz do
inundo o poder judiciario incumbido desta
fiiucro de determinar qual o caminho, que a
estrada deve tomar, qual a utilidade de una
obra; isto propramento administrativo (apoia-
dos). E' absolutamente iinpossivel mesmo, ques
sso se coinmetta ao poder judiciario sem grave
Inconvenientes. Eu pense!, Sis., que o projec-
fosse atacado por outro lado, por conter garan-
tas excessivas em favor do cidadffo, contra a
autoridade publica.{ mas nao por aquelle, que
os mi. dd. o atacaran (apoiados).
O Sr. Manoel Cavalcanli: D pouco e tira
milito.
O Sr. Xabueo : Eu darei a rasao, por que es-
perava isto ; porque no nossopaiz, eonfessonios,
linda nao ha milito patriotismo, ha nina reluc-
tancia continua de egosmo o interesse particu-
lar contra a utilidade publica (apoiados) e por
consequencia sao precisas realmente multas
medidas pan fazer triumphar o interesse pu-
blico sobro o interesse particular. Essas medi-
das sao desneeessarias na Inglaterra, aonde o es-
pirito publico supera todas as dilliculd.ulos,
que naseoni da sua legislacao : all, como j una
vez pouderei nesta casa, SUCCedeo o facto que
vou repetir, e que .intonsa a minha proposicao :
a coinpanhia do Dok da cldade, em Londres, fo
autorisada pira desaproprlar ?.r> geiras de torra
as quaes estavSo edificadas 2,500 casas: essa
desapropriacSo so reallsou no curto espaco de 5
nieves! No Brasil isto nao succederia nem dentro
de 30 anuos!
Ora, por conseguinte eu nao esperara, que o
projeeto fosse atacado por esse lado: todo o
meu esforco consista, nao em estabelecer, co-
mo pareeeo ao n. d., o despotismo turco, mas
em repellir o despotismo turco, o tambem o feu-
dalismo de que tonho modo. Protesto ao n. d.,
que si o interesse publico que me decidi ues-
te ponto, s as circuinstancias peculiares da
provincia, que me forraran a apresentar esto
projeeto; porque elle nao poltico, nao bavia
raso alguma para que eu tvesse algum fin po-
litieo. Eu creio que o n. d., que iinpugnoii o
projeeto confundi o processo da vorilicaeo
com o da indemnisacao, e a sua inipugnaco
atee desta confusSo : eu faco tanta justlca aos
conheeiiurntos administrativos do n. d. nestas
materias, que supponho que a sua reluctancia
foi por so persuadir que neste artigo se tratava
da indemnisacao da propriedade ; mas eu distin-
gu os dous proeossos, o da verilieacao, o o da
iiideiuuisaco; o proeesso da indemnisaeo est
no eap. 5. Disposto, Sr. pros., a admittir todas
aquellas emendas, que uo tendean a desnatu-
rar o systema do projeeto, eu nSo pnsso a-
doptar aquella que exige a eitaco individual
para esto acto da verilieacao, Em todos os pa-
ses, aonde ha direito administrativo, o aondees-
tSo cstaheleeidas lois a respeito da desapropria-
cao, alii a eitaco sempre conectiva, o or
editaos na Franca c Blgica ha ah'm disto os
bandos; se os nn. dd. querein, eu nao me oppo-
nho ; mas exigir a citaran individual, exigir que
oin una estrada, que tem de atravessar 30, ou
ill leguas, sej.io todos os proprietarios do terre-
nos nesta extonsao individualmente citados;
nao (' possivel. Considere anda on.d,, que no
artigo 41 se determina, que os eiigenheiros avi-t|
sem aos proprietarios, quando tiverein de ir s
suastrras para laterem osreconhecimenios ne-
oossarios para os porfis, e plantas. Ora j ah
o proprietario tem eonlieeiniento de que algu-
ma obra publica so intenta na sua propriedade,
o por conseguinte deve estar prevenido, e a <'S-
pera desses editaos, e publieacbes pela Ira-
prensa. Creio pois, que o projeeto a este res-
peito suminamente garantidor da propriedade
particular; d recursos de sobejos. Eu entend
que a admnislraco poda enganar-so as suas
vistas di utilidade publica quiz suppr mes-
mo que os eiigenheiros que cercao a autori-
dade, podesseinenganar-e ou prevaricar o abr
ao cidadao o direito do reclamar, ou quando
as obras publicas prejudicio o terreno ou
quando dando valor ao terreno deixo do atra-
vessar por elle : em ambos os casos dou o re-
curso da reelainaco ao cidadao : e no caso mes-
mo do presidente mi adherir s reflexoes da
parte o entender que deve subsistir o nrimei-
ro plano neste caso vem para a assembla : a
assemba pode prostar grande garanta ao cida-
dao. Eu peco aos nn. dd. que considrelo as
| dihiculdades pralicas dessa cltacao pessoal:se
as propriedades fossem possuidas por um ou
dous individuos fcil sera a eitaco ; mas
supponde una estrada de 30 leguas procura i
os proprietarios multas vezes desconbecidos ou
I fura de sua posse vede que do embaracos nao
ha ; estas dlfflculdades platicas v;io pr a auto-
ridade publica em grande embarace Mas disse
anda o n. d. que o projeeto era injusto por-
que, achando-se o proprietario ausente,anda
assiin mesmo mandara continuar nos termos da
verificaco. Ora o artigo 27 diz Achando-
se ausente da provincia o proprietario ou nao
tendo a propriedade senhor corlo,o jiii/.publica-
r editaos por 15 das successi vos para notilicaco
do s proprietarios c scus procuradores o nao
cnuiparecendo algum a desapropriacao ser
tratada, sorvindo, de contradictor o procurador
dos ausentes.Eu creio que o interesse pu-
blico nao deve ficar subordinado ao interesse
individual; que nao se deve esperar que um
individuo volte de una viagoni ou passeio pa-
ra se fazer una obra do utilidade publiea.
Isto, Srs., fura abdicar o interesse publico
por amor somonte do interesse particular: o
proprietario, que doi.xe procurador mi para alie-
nar, mas para litigar com a fazenda publica a este
respeito: se hoje os proprietarios naocoustltuein
esse procurador, porque esta lei anda nao
existe ; se ella passar, elles o constituirn, por-
que do seu interesse. A cerca da indeinnisa-
cao o projeeto realmente multo garantidor;
estabeleceo este ajusto previo que o n. d. em
outra occasioavanlajou tanto.
O Sr. Paula Cavalcanli: d um aparte, que
nao podemos ouvir.
O Sr. Xabuco : Parecia-ine.quoo n.d.enten-
da que todas as providencias se resiiniiao mi-
quillo que se acha determinado no capitulo
,V e nao olhou para o processo da indemni-
saco que se acha no capitulo 5.
En avonturei a proposicao de que a lei n. i),
de IS35 nada dlzla a respeito da verilieacao da
utilidade publica : com eleito aqui est o arti-
go (le) ; mas a parte mi ouvida de mam-ira
alguma; que necessdade hdese inideninisar
previamente ao dono de um terreno, que
pudo ser desnocessario ? A iuidcninisaco
sempre posterior a voriqcaco da utilidade da
obra e para esta jverilicacao, a liarte uo
ouvida, segundo o proeesso da lei n. 9, e
nao tem recurso algum contra esta deciso do
presidente, \gora mesmo no artigo 5." da lei,
sobre ste ponto que o II. d. controvert' se
diz.=Para se proceder ao importante trabalho
dos reparos o direocoes das actuaos estradas e
aberturas de novas', &c. (U). = \ eja agora o u.
d. o meu projeeto o que diz a esto respeito no
artigo 7.Logo que o presidente da provin-
cia decretar alguma obra publica Stc. (W)=e
diz mais o artigo V).0 o seguinte (ir). E' mu
projeeto, que da militas garantas a parte e
eu esperava a sua iiiqmgnaro por esse lado
apoitulos).
O Sr. llego Barros Eu nao gosto milito dol-
i porque d garantas de mais.
.Sr. iVaoueo : Torno a dizer Sr. pres. ,
que a emenda que exige a oilar.no possoal des-
naturaliza absolutamente o projeeto. Os nn.
dd. adoptem um systema ou o administrativo,
ou o judiciario ; ou cncarroguein todo o couhe-
cimento da utilidade publica ao corpo legisla-
tivo ; mas exigir a eitaco possoal que um
acto que 'para ser valioso deve ser judicia-
rio !
0 Sr. Manoel Cavalcanli: Nao : basta a no-
tficaco.
Sr. Xabuco : Qual a uiancira platica de
se fazer osla notilicaco de modo, que ella
consto ?
0 Sr. Paula Cavalranli : Pelo escrivo.
0 Sr. Xabuco: O presidente da provincia
nio tem oscrivaes.
0 Sr. Paula Cavalcanli: ~ Pois pelo secreta-
ro.
O Sr. Xabuco : Mas o secretario faz a noli-
ficaefio e a parto diz que a mi receben ; o
que se seguir ? Se os Srs. querem, adoptem os
bandos franceses &e. ; mas a notilicaco pos-
soal, quando nao ha meio do verilical-a,' quan-
do va somonte produzir chicanas acho que
nao convem de forma alguma.
Ha outra emenda de un nnbre depulado,
que proroga o prazo marcado no projeeto. Eu
uo me opponho a prorogaco do prazo coni
tanto que elle soja um o geral para todos por-
que do contrario realmente subordinar o in-
teresse publico ao interesse particular. Eu u-
presentarel um facto considerarn da casa ,
que deve de justificar milito a inhiba coiiviceao.
Ha mais do 2 anuos que a cmara municipal
do Recife trata de comprar una casa na cani-
boado < armo ; esta casa pertence a um indi-
viduo que se acha em Lisboa; as dilliciijdades
teem sido tais que nao so tem podido fuzer
desapropriacao at hoje (apoiados). E' para e-
vitar estos e outros incon velen les que eu a-
presento esta medida. Creio, que outras re-
llexoes nao foro ditas contra o projeeto ; os
nn. dd. mesmo pela pouca attenco quepres-
to discusso.iesto com a sua opiniao forma-
da a este respeito : eu doixo do continuar, o vol-
voltarci cargo, se novas rollexoes apparece-
rein.
O Sr. Francisco Joao: Sr. pros., reconhocen-
do com o noble autor do projeeto a necossida-
de que temos do armar a autoridade adminis-
trativa do forra suflieiento para obtor os illte-
rosses pblicos na desapropriacSo de torrnos
de proprietarios que umitas vezes so apirsrn-
Io em opposico completa o porigosa para os
objeetos de utilidade geral, ou acceito realmen-
te as ideias do projeeto ; mas nao pOSSO deixar
de apresentar todas aquellas inndificaces, "!!e
sii])ponho que ao mesmo teuipo jno conser-
van os inleressos particulares, zcliio o conservan
os interosses pblicos.
Levado pois por esto espirito, eu me aniniei
hontein a oTercccr una emenda, que exigeanoti-
licacio possoal aos proprietarios que fossem
conhocidos ou que eslvessein presentes. Con-
tra esta minha Ideia argumenten o nobre autor
do projeeto trazendo como resultado achican*
forense a demora, o entorpeeiinento e por
fin talvcz, que a iuleira iinpiolicuidadc das me-
didas que elle apresentou no seu projeeto. Sr.
nri's. fiiierendo salvarme desses cnuveuien-
tes. que o n d levo oeeasio de expor. cu (ino-
ro entao apresentar a notilioacio que as UOS-
sas lois lein sido sempre aduiittda, notilicaco,
que a noss.i legislacao reconheco inesiuo pelo
principio necessario da sua publn idade e
querendo seguir esta notlficafo legal eu a
acoinpaubei tambem dasdisposifeSique encon-
tr as legislaroes lianceza, o belga; das quaes,
cu creio, que o n. d. tirou multas das dlsposi-
rnes. ijue se achilo no seu projeeto; pm isso te-
i'iho de pedir liceuc.i a cam.ira para reinar a
emenda que hontcm oiieicci e substitu!-


BWWh*-*hi.J,,nrwwi.i ww-cv !.*-'-**. ^^r-merm---' '"*
.'<:*: *HMfP
S
por esta outra, que vou ler (li), Eu servi-me
dpsta notificaco por bandos, porque a que
us conhecemos antigamente para o publica*
cao que era sullicictito para a publicacSo de
urna li'i taiiibem sufficiente para a publica-
cu do plano de una obra. Esses bandos de-
vcni percorrer todos os lugares por onde tein
do passar a estrada, se por ventura a obra, cuja
utilidadepublica estiver verificada, frciu Igua-
vassn, em Iguarass deve correr o bando. Mas,
Sr. pres., eu usel deste meto por una raso
tainbein, que exporei. Eu nao poda deixar de
reconhecer alguus Inconvenientes que o nobre
autor do projcclo apontou da citacao pessoal ,
que ein alguus casos viuba entorpecer comple-
tamente aadiiiinislraco.sein raso de ulilidade.
Mas, eu aluda l'arei reflexes sobre urna outra
emenda que Pol oll'orecida por mu n. d. ao ar-
tigo 8." 0 n. d. aprosentou una emendo laxen-
do dillcrenca do prazu para niaior, OU menor ,
na rasao de se acharera presentes ni pro-
vincia, fura la provincia ; mas no imperio 011
fra do imperio aquellos a quem podessein intc-
ressar a publicarn do plano. Sr. pres., eu
creio, que se se tratasse d'algum negocio ein
que houvesse de se dar a prescripeo, entobem
a prepsito era a emenda do n. d.; mas aqili
realmente nao se trata disto. Nao vejo incon-
veniente algUIII no praso de 30 das, porque el-
le segu a coinparaco justa com os prasosde
diversas legislacdes que eu cousultei. Eu vejo.
qne na leglslacno francesa, e na legislaco bel-
ga se da o praso de S (lias, e dando nos 150 das,
calculando-sc as distancias, julgo que procede-
mos com jusiica ; mas coucordarei lanibem com
o n. autor do projecto piu que se estenda o pra-
so marcado no artigo 8, pnrm de urna inaiieira
certa e definida sem distincoo daquelles, que se
acho na provincial ou que cstao fradelle;por-
que a estabelecer-se para aqui, como o n. d.
autor da emenda quer, a inesma disposiciio dos
ausentes euto devia ser ein toda asna loica,
isio o que prevenio o nobre autor do projecto
no artigo 27. Sr. pres., eu abraco quasi todas
as ideias do projecto, como hontciii Uve occasio
de diser, e as modificacdcs que tiver de apre-
senlar, creio que serao de duas ordens ; urnas
oni certos casos ampliando as attribuicocs dadas
aautorldade administrativa, porque suppouho,
que em alguus casos nao sao suincientes as qui
projecto d, c ouiras, enlo tal vez scrao mo-
dificativas.
O Sr. .Manoel Cnvalcanli: Dar mais garantas
do que os particulares teem por este projt co
nao possivel!
(J Sr. francisco Joo: Eu nao sei compre-
hender bem o aparte do n. d.
o Sr. Manoel Joaquim : I'.' uin epgraimna.
O Sr. francisco Jutio: Se epigramma nao i
proprio do legislador. Bu dira que as emen-
das que tenho de apreseutar serao de duas or-
dens como explique!, em UllS casos dando mais
forra ao poder do pres. da provincia, e emoulros
casos dando mais forra ao direito da pruprieda-
de; e eu creio que pode-se ser acrrimo defen-
sor dos interess.es pblicos, e ser-se tambem
defensor dos.interesses particulares bem enten-
didos (numerosos apoiadoi). Armar o poder pu-
blico de loica jiara sollocar os iuteresses parti-
culares, parase lazerciii puntes, a brirem-se es-
tradas, o canaes, e garantir o direito de proprie-
dade, que us todos devenios respeitar, co-
mo o primeiro, e talvoz de todos o mais impor-
tante, pois sao as outras consequencias euiaua-
oes d'elle ; mas cu me reservare! a lomar parte
na discusso, e a sustentar o projecto, ouviudo
reflexes como as do n. d. autor da emenda, que
tendero a desnaturar o sistema do projecto, i
mesnio a lei, que temos a respeito das estradas.
Vai mesa, e di pois de apoiada entra em dis-
cusso o segiiinle artigo do Si. Francisco Joo
cm subststuicao ao 7." do projecto.
Logo que o presidente da provincia decre-
tar alguma obra publica mencionada noarlig.
l. "j 2 ", se rila exigir desapropriacao manda-
la publicar pela imprema e por editaes apre-
goados por baudo,o|4auu da obra com expressa
mensSo dos noines dos proprietarios, euaosen-
do-Vstos couhecidos, com a denomiuacao e ca
racteristicos da propriedade, a fim de que os lu-
teressados posso reclamar opportunamente.
Sr.pres.consulta AaSsciliblU,SS coU5ciitrcui
oSr. Francisco Joo retire asna emenda ao ar-
tigo 7." apreseutada na sessao de hontcm e de-
cidiudo-se aflirmatlvaiuente o Sr. Paula Ca-
valcanti a adoptou coinosua.
U Sr. Taques:Sr. pies., depois da exposicac.
'que fes o honrado autor do projecto a cerca do
peusaincuto que O doiuinou na fe!tura de todo
elle, e das rasos que dirigiroas principal*.-dis-
posicoes coudas no capitulo que se discute,
feita a (Ullcrciiea entre o processo uecess.iiio pa-
ra a verilicacao da ulilidade publica, o o que de-
ve ter lugar para a iudeiunisacb, mi entran i
mais ein considerafb este respeito. O honra-
do membro mostro'u milito bcm,~que se osen
projecto, para a verilicacao da ulilidade publi-
ca, nao exigia lima resposl a da pane, OOino re-
clamava a lei geral de 0 de sclcmbro de 182.
com tudo estabeleceo meios para que fosseiu re-
ccbi'las is reelamaces, que por ventura lossem
fritas por parte dos particulares; e estabeleceo o
que fcnviiiha para (pie os particulares tivessem
conheciuieuto da obra, podessem reclamar ein
lampo.
Parece, sr. pies., que nada mais necessario,
do que este respeito dispoe o projecto, pois
quaiulo se trata do processo da indeunnsacao
no capitulo 6. do-sc todas as garantas possi-
veis parte. Para o processo de verilicacao, CIU
que se lem de determinar, se a obra deve seguir
por este ou aquelle rumo, parece bastante, que
se publique o plano pela iiuprcusa, e por edi-
taes. Nao se exige ama citaco pessoal, que vl-
riaemoaracar a vin-yau, nem utuibem se li-
mita ania pubiieacao meramente, mas pela
imprensa e por editaes. Litar o proprietario poi
urna inaneira regular, .' sujeitar o processo da
verilicacao a grandes embarazos caos ardis da
cbicana; basta pois, que esta garanta se de na
indeniuisacao. Tenho porm, Sr. pres., de apre-
sentar algumas emendas ao capitulo que est
em discusso: ellas teem por fim em primeiro lu-
gar desenvolver mais estes meios p< los quites
d"ve chegar ao cdnheciuiento '.U parte o plano
da obra para que ipossa reclaiuai sobro elle, e
ein segundo lugar tein por fim unirem un s
capitulo, osle de veriflcacao da ulilidade publi-
ca, e o qne traa da indemnlsacao. O I. art. que
leulioa oll'erecer substitutivo ao 7. do projec-
to, dizendo assini Quando liouver de ter lugar
a desapropriacao, ele {le lia apenas una alte-
racaixpie nao essencial. O ou tro art. substi-
tutivo, que deve entrar no lugar do8. este
Os editaes serao afixadoarpor ordem dos juixes
de paz, etc. (W)=Parece-me punco que se man-
de publicar pela imprensa e por editaes. qne se-
gundo o artigo do projecto, devenid ser publi-
cados s na capital; julgo que ser bom que se
remeta o plano da obra as autoridades dos mu-
nicipios.
Tenho mais un art. additivo que deve ser o
!)., que diz o seguintc:
Oh proprietarios poderci apreseutar suas
reclamacds etc. /':' Realmente para os habi-
tantes do municipio da capital, uin me/, suf-
llciente mas para quem estiver as rarias
da provincia ser cortamente milito poueo este
praso para o lim de muid nem essas reclama-
ch's ao presidente da provincia por isso ac-
crescento mais uin dia por cada (i leguas para
os proprietarios dos outros terrenos, qne nao
seja o di capital.
Sao estes osarts. que aprsenlo me parece
isio inelhordoque a notificafo por bandos que
propiie o hourado Sr. i. secretario.
O art.!) proponho que passe a ser o K.", e que
depois das palavras-obras publicas-se accrescen-
te nos casos do art. I.2. ,e no paco municipal
nos do art. i- O art. do projecto di/.- que a plan-
ta do lugar deve ficar exposta na rrpartico das
obras publicas, durante o lempo de reclaiuaco
nos em obsequioso respeito eminencia da ca-1 A commlsslo administrativa da soeiedid
llicdral.e antiquissiina fruic*0 o goo dos seus ApOllinea manda l'a/.er publico, que lem marca-
direitos, quando dissentos, que ao curato da do o dia 4 de malo prximo para a sua partida,
Si'' fosse incorporado desde J a freguezia de S. em consequencia do que convida aos Srs. socios,
Pedro Martyr. Ora. a colafSo de uin parodio quetiverem de apresentar propostas paracou-
qualquer nao seextende alm dos llmitej da vid idos, de comparecerem na Jfcsa de suas ses-
rrcgliezia, em que se elle cola ; e s provisin a- ses no dia quarta" foira, 24 do correte pelas
do pelo ordinario ', que elle tein todo o poder limas da tarde.
e jurisdiecao sobre o distrieto, que se Ule adju- Onem precisar de uin eaixeiro perfeito nai
(uero
, ..........,.............. ---------- .j...
e csleja no paco da cmara municipal. A-
trasemendas queollereco sao pequeas, sao
----------- (.--------..-----j ........ fc. ...|.w u. .. ^,....... y,...
para ser vista e examinada pelos interessadus
seus procuradores. engenheiros e advogados ,
e como eu uno mu capitulo eom outro
qui
ool
emendas de redco e as vou mandar i mesa.
Sao lid is e depois de apoi id is eiilrao em
discusso coujunctainente com a mais materia
as seguintes emendas do Sr. Taques.
lo capitulo 3. da forma de verilicacao de
ulilidade provincial e municipal.
\ri. 7. Quando liouver de ter lugar a de-
apropriaco no caso do art. l.c ^ i, 3, < do
irt. i. ,o presidenie d i provincia mandar pu-
blicar por imprciisa e por editaes a sua deter-
ininacao com a proposta da cunara, nos casos
"ni que ella llu' compele e juntamente o plano
da obra com expressa meuso dos nomos dos
proprietarios i enao. sendo estes condecidos ,
eom a dciioiiiiuacao e caractersticos da pro-
priedade.
Art. 8. Os editaes serao alisados por ordem
dos jui/.os miinieipaes dos teriu is em que foreni
das as propriedades, e elles participard o
lia de sua arlxaco,
Arl. !). Os proprietarios podero apresentar
suas reelaniaces ao presidente da provincia nos
nasos do art. I. 2. dentro de uin mes, e nos
lo arl. >. de 15 dias no municipio da capital ,
lando-so mais mu dia por cada (i leguas para os
proprietarios dos outros termos.
Arl. 1). fica 10. Depois das palavras obras
publicas accrescentese nos casos do art. 1.
;j2, c no paco municipal, no art. 2.
Art. 10, r'ica 13 Depois das palavras pro-
curador liseal accrescente-se ou daacama-
ra Suppriinfio-se as palavras -- processo da
Art. I.'5 lica 14Substitua-se a palavra fi-
nal -publicas- por provinciaes accrescentese -
oiiiniinicipaes. (Continuar te-ha.)
Coma meado.
Ainda no estava dTssolvido o problema, que
oceupava aaltencao dos eleitos da provincia ;
se os oonegos sao empregados geraes ou proviu-
eiaes cisque si* inventa e machina uin ardil,
sii'.iiagema o astucia de se deilar por trra, o
inniquilar-se a catliedral.
Sob os sinistros auspicios da ilustro cmara
municipal de (Unida, que nao sabemos por que,
exorbitando da sua acaudada esfera administra-
tiva, ingere-seem negocios, que nao s;io de sua
competencia enviada por intermedio da
presidencia (Diario de 5 do crrente abril), o le-
vada a assemblra provincial una infundada, in-
sista c odiosa representacao, ein que a .amara
pede seja anuexado o distrieto da freguezia da
S ao de S. Pedro Martyr, bascada em pretextos
frivolos,e qne bem nianifcstao o rancoroso odio,
uc actualmente seconsagrasaiitig.ise edifican-
tes nstiluico: s religiosas, ('extravagancia daob-
nublada rasao do liouicui sensual e grosseiro .
O'pessiina volitado de extinguir do lodo a ca-
tliedral! Sed tu, Ueus, tu alernum manes, et quite
i!: i unt peribunt.
Ja o territorio do curato da S niesiuo dentro
dacidade, e contiguo inesma S, foi diminui-
do, o adjudicada a parte desmembrada a referi-
do freguezia de S. Pedro sem motivo justo, e
nicamente para fazel-a mais rica e opulenta !
Nao contente porin com este augmento alienta
a insaeiabilidade do coraco humano (quem cu-
ria, que lempo houvesse em que se utentasse
rcdU'ir liliil a inai principal das parocliias dn
bispado?) sem ao menos lembraroni-se, deque
o actual cura, j octogenario, enfermo o enca-
necido no servico da igreja licar privado da pe-
qiiena congrua, que I he dada para alimentar-
se, e dos tenues proventos do cralo, que sepa-
rado da sua freguezia nada, o do iieiibuiu mo-
mento o territorio da de S. Pedro Martyr sem
aquello ; o quedeo collamente occasio a unio
pedida !
Nao so podo com ludo conceber.que a assenib.
prov., leudo j eslabelecido por lei, que a fre-
guezia de S. Pedro Marlir licaria supprimida
por inorlo do parodio actual, o incorporada
(aiiicdrai, respeiaiiUo o icconieceiido a sua
supremaca, liverta agora a ordem natural das
i-oiisas, fazindo-a decabirda sua catliegoria por
satlsfazer incompeteute e injusta representa-
cao da cmara.
Porm como se insta para que a cidade d'Olin-
da tenho nina nica freguezia o un s pastor.
ibseja-sc que este cresca ein riqueza, veni a
proposito dizi'i-se, que se anticipe o efleilo des-
sa lei, iucorporaiidu-se desde ja a freguezia de
S Pedro Uartj r ao curato da >e. Foi certaiiiente
contra [uossa conyiecio, esomeote proferido-
aioa.
Pfem sempre convm o que (' licito. Temos
vis) i desmeinbrarcin-sc algumas freguezias ru-
raes em vida dos seus parochos, e unir-seo par-
te dividida que visinha : porm se isto suc-
eede em rasao das longitudes, o da necessidade
dos povos quasi sempre inculcada e exagerada
pelo parodio prximo, por ventura est na ines-
ma rasao a de S, Pedro M irtj r para ser incorpo-
rada ao curato d i Sr. nem este aquella eom in-
l'racc.io das leiscannicas ? Nao: pelo contrario,
reallsada esta unio ualu lioa mullo mais extenso
o territorio, o dimcilimo de ser promptamente
curado ? Salta aos olhos esl i verdade, O"-' '"'"
eessidade pois hadesta unio? enhuma.
Est em projecto a diviso da frequezia do SS,
Sacramento do bairro de S. itonio da cidade
do Reeife, que se extensa, eom indo compre-
hensivel, e o sen parodio pode por si mesmo,
no estando impedido, ndiuinistrar eom facili-
dade o pasto espiritual aos seus lYcguczes, e es-
tes ouvlrein a voz do sen pastor, quando na ma-
triz, ou ein algumas d is liliaes explicar o evan-
gelho.
Dada a divisao desta freguezia, c mesmo nao
concedida, a assembla naoinconsequente pa-
ra apoiar a extravagante vontade da ('amara, de-
clarada ein beneficio particular do parocho In-
fluente, e contra o bem e ulilidade dos povos, r
o decoro da cathedral. Pede-se a unio de urna
e outra freguezia.!! Equaes os fundamentos da
repi eseni nao di eaui ar.i Que n i cathedral nao
se enterrad os morios, n noticia que temos, r
que durante a nouie nao se administra o sagra-
do Viatico aos enfermos por liarer proliibico.
O primeiro pretexto on l'iiiidaineiiio allegado
nao verdadriro em toda sua extenso ; por-
que alguus cadveres teem sido sepultados na
cathedral ; e se nao sao eom l'reipieneia por-
que os agentes dos enterras procuro as grojas
das contrarias, em que ero alistados os inortos,
quando vivos. E quer a cmara, quosejo en-
terrados na cathedral corpos desconhecidos, d >-
tados fra de horas uo adro da S ? Para estes
esi i reservedo o eeuiiterlo: o.que tambem se
pratlca na igreja de S. Pedro Martyr, e ein to-
d i-, ou quasi tod is do Itecil'o.
O cura, ou o sacerdote (pie faz assuasvezes,
nao sendo ehainado, como adiiiinislrar o sagra-
do Viatico durante a nonio? Para que se inver-
leni pois as rasos das cousas, c nvento prohi-
bic's, que nao existem ? Supponha-se, queas-
siui era; como ainda nao appareeeo alguem,
que, pedindo a essa hora o sagrado Viatico, e
nao sendo administrado, se queixasse ao ordi-
nario ? O publico i1 inexoravol jniz, o severo ;
o sendo por esta ni ancha, pie se inventa, o of-
fendido nao tolerara esta falta, excepto se des-
peno da competente autoridade, sao dirigid isas
qneixas .i cmara, e esta as acceita. Tambem
nao se allegue,(|:ie a cathedral ossaliora nao se
abro, para secvitar, que as alfaias sejo rouba-
das. A piala da cathedral est em boaguard i,
o nos aliares nao existe oiiro nem prata. que
cnlo desapp uei o. Hasta.
<.wnaiF;Aji! >.*fHJI
ra

Alfandcga.
Ilendiinento do dia 22. !.....4:133/991
esearreqo hoje 23.
/'arca ingleza Xiuhtiiujalc-- diverso? gneros,
'.ligue ingle/, Aitventure~- carvo de pedia.
llovimonto to 8*orlo
Xavios entrados no dia 22.
Buenos-Ayres 22 dias, briguc hospanhol Jo-
tem ('lmente, de 120 toneladas capitao Agos-
linlio Maig equipagem 10 carga carne.
Havre; 37 dias barca franec/.a Zitia de 22
toneladas capitao Koucher equipagem 12 ,
carga varios gneros : passageiros t.h. Jeo-
noir M, Cliardou Blanchoud Gerridisier,
Pouder, o sua scnliora. Franceses.
Sccaracoes.
A escuna Princesa recebe a mala para o
Porto no dia 28 do crreme.
O bi igue-escuna nacional Delibvracao re-
cebe a mala para Lisboa no dia 25 do cor-
rente.
Pela administradlo da mesa do consulado
se faz saber que no dia 27 do crranle niez si-
lla do arrematar porta da iiiesma administra-
dlo urna caixa de assucar branco aprehendida
pelos respectivos empregados do trapiche da
conipanliia por iiiexactido da tara ; sendo i
arreiiialaco livre de despe/.as ao arrematante.
Mesa do consulado de Poriiambuco 22 de abril
do 1844. o administrador interino ,
Francisco Manuel de Almeida Calanho.
i^ciles.
O corretor Oliveira far leilo de grande
mi li iiirn lo de f:i7nil:i Inirl^vaf IVfln^sas C
suissas as mais proprias d'cste mercado inclu-
sive chapeos de castor, e ptimo calcado inglez.
quarta reir, 24 do crrente, s 10 horas da ina-
nha, no primeiro andar da sua casa na ruada
Cadeia.
Avi-sus diversos.
= Francisco Carrciro da Silva Porluguez,
rctiia-sc para o Uio-de-juuciro.
linguas: portugueza ingleza, e aleinaa, (
qual laibem guarda-livros e servio nesta
qualidaile dei anuos ein urna c isa de negocio na
Baha : dirija-so a ru do Trapiche n. i7.
GALERA ptica,
ESP0STA .VI RA ><> QVEIMADO .Y.":.
I) lili'.ia ini: 10 ni BUCO.
< acolliinieulo benvolo, o concurso numero*
os sutl igtos geralmente prestados pelo pu-
blico as qu uro represeulacdes olferccidas sua
indulgencia, auiuiro o directOr .i dar ainda
qu iiro exposiees uteiramente novas, compos-
tas de visl is dillorentes d is .i pateuteadas.
Convencido da boa exeeirco e escolha dos pai-
neis, que forman a actual quinta exposico, e
persuadido, que niiiii i^ pessoas, ou por ndlrle-
renca ou por outro qualquer motivo, deixro
de visital-H, teudo talvez depois de searrepeu-
derem ; o director, sem recei ir de ser lachado
de presumpyoso, julga dever dirigir attenyo
publica para os seguintes paineis, que formo
parle di dil i exposiyo.
No genero de neorama, t: mui digna de notar-
se a vista, que representa o Coro dos padres
barbadinhos em I toma copia Bel do lamoso
quadro devido ao pincel do Sr. Gratines, pintor
do rol l.ui/. Philippe, por ordem do quem foi li-
rado. I'.' geralmente sabido, que o original des-
te painel obteve elogios iinivcrsaes < a sua co-
pia n i (i doria ptica pdo-se chamar verdadei-
r.miente ene nil nlm i. Este espacoso coro lem
no seu centro urna mella, nos vidros da qu al.
por una manlia de esto, o sol espalha seus
raios f.iseiu mies, produzilldo Uin prisma mgi-
co. I".' superior a iodo o elogio a complei i 11 ti
sao, que produz o quadro que reprsenla o
i Tunuel i'iu l.ou li es; per de-so a vista por es-
ta galera maravilhosa, que, discorrendo jior
li ixo do leito do iiiiin uso rio I"iniis i, rene as
mas margeus oppostas, Quem ha hi, que nao
tenha ouvido fallar dessa obra gig mtosca .' Qiie- .
res vl-a apressai-vos a vir ti doria ptica.
() ell'eito do p tiiii*l, que represenl i a magnifica
ijIumina-o no j.irdiiu de Ixeiiilu rlh dida por
Lord Leicester em honra i\t rain lia Isabel de In-
glaterra, surprcliensiva, nexprimivcl F-
gurc-se o leitor un jardim inmenso com tres
repuxos Uin dos quacs, o do ineio, esguicha
as suas aguas cristalinas to alto, que reverbe-
ruo niilli.nes de hinus, de que ornada esta
aprasivel vista.
A paizagem hollaiidcza no invern olfereceaos
mimosos li ilutantes deste paiz, que nao tiverem
visto nem nev, nem gelo (salvo o que se llie
a presenta em deliciosos sorvetes), uma ideia do
que o invern no norte da Europa. A praea de
ii Nossa Senhora di' l'ariz e urna vista da ci-
dade de Londres > inereeem igualmente tod a a
ittencao, tanta pelo que represento, como pe-
la boa exeeiic.io dos paineis.
Em fim o director pensa ser impossivel, (|ii<*
os que visitaren) a galera, nesta quinta exposi-
co, nao saio completamente satisfeitos.
O director aproveita esta occasio para decla-
rar, que einquanto apparecer a falta de trocos,
que ora se sent, dar em troco vales seus do
500 rs. cada um, com os quaes qualquer pessoa
pode ter ingresso na galera, declarando mais,
que rom ; o promette solemnemente de trocar por
uioeda lodos os que exislirein,ainda em Si'r, pas-
sada a ultima exposico.
De mais, havendo algumas pessoas, que teem
deixado de visitara galera ptica, na esperan-
za de que para as ultimas exposiii'ies o preco da
entrada diminuira, o director adverte, que tal
diminuidlo nunca lei',i lugar, nao s porque nao
lem intenco de desmentir o (pie tem declarado
era todos os annuncios; mas porque sendo o pre-
co do 500 rs., que paga o visitante, mui mdico
Cin relaco caresta doazoite; se tivesse de
facer lima alteracao seria ella antes para elevar.
que para diminuir esse preco.Todava nao se-
ra nem de um, nem de outro modo.
0 director adverte outro sim, que, leudo de
lazer os preparativos necessarios para as exposi-
co do microscopio millar achromutuo, de boje em
alante a galera ptica nao se abrir mais do dia,
continuando porm a estar patente todos os
das desde a uoitinlia por 3 horas consecutivas.
PROGRAMMA DA QUISTA EXPOSICO.
Que principiara desde tena-feira 23 fabril, alse-
ijunda-feira 2'J do dito, inclusive.
HO GENERO Di: NEORAMA.
I.. a magnifica lesla nocturna dada em honra
de Isabel raiiiha de Inglaterra, por Lord Lei-
eesler, nojardini de Kcnilwoi th.2., O Tiinnel,
ou a galena nova debaixo do ro Tamisa, em
Londres.3., O coro da groja dos padres barba-
dinhos, eni Kouia, copia tirada do famoso qua-
dro de Mr. Granel.
NO OENEHO DE cosmokaMa.
4., Londres, vista do lado de Greenwicli.5.,
urna paizagem hollandcza em lempo de invern.
as imiiiediacoes di* Auisierdam. t., a piafado
N M-a. em Pars,7., uin caf turco inargeui
do mar, em ( onstaiitinopla.
O proc.0 dos biihetes da entrada (o que nao se
alterar durante todo o tempo da exposico) 500
rs. por cada pessoa, c os meninos ate 10 anuos
pagar a motado.
A dita galera estar aborta todos os dias des-
de a noitiiiha por tros horas consecutivas.
-- Johnston Pater & C* teem constantemente
venda taixas de ferro huido e eoado, moendas
para engenho do bettas e de agua, machinas de
vapor de balu e alta prcsso, tudo da nielbor
qualidade e por precos comuiodos ; na ra da
Madre de Dos n. 5.
Hoje terja-feira 23 do torrente se ha de
arrematar urna casa terrea sita na ra de San-
ta Th croza n. 27, a qual cm grande quintal,
duas salas, coziuha fra ; nao se tein arrema-
tado por nao ter havido praca: os pretenden-
tes eoinpareco s 4 horas da tarde na porta
do Sr. Di. juiz do civel no pateo do Hospital,
a fim de se ell'ectuar hoje a dita atremataco.



dMMMjr^mii tKMP' .
BOTICA, E \I1M\ZI.M DE DROCAS,
RA DV MADRE DE DOS, Y I."
So veudem as ii ip.ii .ii-.h-s seguales'por pre-
vi inulto commodo, e de superior qualidade.
Giegory'i Potcder.
Niio haver pessoa alguma quetenha feito uso
deste medicamento ein qualquer parte do globo,
que nao tenlia sonido seus beneficios. Os seus
elTctos priocipaes < ser ura ptimo purgante,
estomtico, emuitoutil tas dopiicas do ligado,
, baco, &C, Sir. \ as Indias, onde tanto pro-
gridem, lanos estragos produzem cons-
stantementc estas doencas, sao raras as pes-
io is, que nao tem conhecimento dos hous cubi-
tos deste remedio. O menino, o veliio decrepi-
tof e linalmente o hoinem ein qualquer idade
da villa, | >. 111 -111 seni recelo algum lazer uso des-
te medicamento, cujos cuellos saiutares nos
fazem julgar urna inspiraban devida ao genio
sabio, e philantropico de sen autor. A dose
deste medicamento nina, ou duas colheres de
cha misturado com agua duas ou tres vezes por
da.
Na mesroa casa tambem se vendem tintas, e
todos os outros objectos de pintura ; vernizes
ile superior qualidade, entre lies um perfeita-
inetile 1)1 aneo, e que se pode applicar sobre a
pintura inais delicada, sem que produsa altera-
cao alguiua ein su.i cor primitiva. Irrow-Root
de/eruiuda; sag; sabonetes sabaodeWin-
dsor; agua deSeidlitz; Limonada gasoza; tinta
superior para escrever j azul linissimo proprio
para ailar roupa. los de ScidlU, e de soda ;
perfumarlas iiiglezas ; fundas elsticas de pa-
tente ; escovas, e pus para denles; pastilhas de
iiiurlatico de morphina, e pecacuauha ; pasti-
llias de bi-carboiialo de soda, e giuglbrc; as
verdadeiras pilulas vegetaes uuiversaes do Dr.
Hrandrelh, vindas de sen autor nos F.stados-
i nidos.t&c. &c.
v abaixo assignada, viuva deJoaquim Lopes
Machado, faz publico, que, temi rcalisadoto-
das a> dividas do tempo do sen (nado marido,
i:in por conscqucncia espirado a ingerencia da
adminstracao pie se tluba nomeado para diri-
gir, e administrar a sua casa, A abaixo assg-
n ida aproveil i esta occasio para publicamente
dirigir seus agradeciiiientos aos administrado-
res nsSrs. Henrj Forster & C. pela sabedoria.
prudencia, e probidade com que se fijara o
durante o lempo da administraciio, nao se pou-
paudo a nenliuin trabalho ein ludo que se lazla
nister beneticio da casa administrada. A a-
baixo assignada julga nada inais dever .i praca,
exceptuando a pessoa de sen mano o Sr. vtgario
Agostinlio de Godois e Vasconsellos: e se a ex-
eepeao delic alguem se julga seu credor, epor
i ste igualmente convidado a apresentar-lhe sua
couta noprasode oitodiaspara ser liquidada,
lindo os ques, a abaixo assignada tem de pro-
ceder inventario de seus bens: igualmente faz
certo, que scu negocio de padoiia continua no
misino p, e repul! idade. fabricando scnipre
com as melhores l'arinhas do mercado. Joan-
no do Rotario Guimares Machado.
Aluga-se um moleque de multo boa cou-
ducta, pie (' perito official de canociro, mas
ugcita*se para qualquer outro servico, mesuro
parapadaiia, muito fiel; quem precisar diri-
ja-sca ra das Aguas-verdes n. 21.
- Jouo Das Mor eir, leudo acabado de pagar
todo d, bito da extincta firma de Almeida s Mo-
rena de que foi socio gerente e certo por isso na
final lequidacac passiva dessa > xticta firma de
que coii eoc>rregado, roga com ludo a quein
por acaso se julgar ainda credor amesma, por
qualquer titulo de lettra obrigaeiio, ou couta de
livro o favor de ir reeeber no prefixo praso de
tres dias ein casa do auniiiicianle.
i.ni casa de Augusto Corbett na ra da Ca-
dela do Recite n. to lia sempre para vender um
grande e superior sortimento de rinhos do I'or-
to, \erez limito vellio Madeira, agurdente da
Frailea c ."liruli luilo a listadas sitas excedentes
qualdades por pro o muito cominodo : as amos-
tras estao senipte promptas no cscriplorio.
Offerecc-se um rapaz brasileo branco,
casado com pouca familia para ensinar priinei-
ras le tiras, grammatica e francez fra desta pra-
ea por ja tCV servido ueste mismo lugar: qual-
quer sr. de engenbo que se qu seu presumo, ou outra qualquer pessoa, dirja-
se a lina (linia n. Su, que aehar com quem
tratar assim como se dar coiilieeiinento de sua
boa conduela.
Antonio de .ocio c Seiibis, procurador bas-
tante do capitn Francisco de Paula Correa de
Araujo, avisa aos proprictarios das casas da ra
de Santa Rita, Nogueira, S.Jos, detras d'abo-
bod.'i da Penha, beceo do Inferno, e Assougui-
nlios, as quacs sao foreiras ao dido Araujo hajo
de ir pagaros foros c laudeinios, que estivercn
devendo, na ra do Sebo n. 24; e consta ao nics-
mo procurador, que se tem vendido casas a ti-
tulo de chaos proprios.
= Perciza-se de um caixero de 12 a 14 anuos
para-venda, perto destapiara, eque saiba es*
crever: na travessa das Cruzes n. S venda de
Domingos Garca Parando.
Aluga-se a lo ja "d cobrado de Fofa-de-por-
tas n. -S2 proprio para venda, ou oulro qual-
quer negocio por ser em inuilo bom lugar: os
pretciidentes dii ij.io-se a na da Cruz u. !>.'< a til-
lar rom Manoel Antonio Pinto "la Silva.
as Quem tiver algum iiicniiiu Portugus, ou
Virasileiro, que se queira dedicar a arle de
pliarmacia de idade de III a 12 anuos: dirija-se
a ra Dircita botica n. 3(5.
Alugao-sc tres casas terreas, na ra da So-
Iidade, muito largas, novamenteedificadas, com
coiiunodos cada nina dellas para una grande fa-
milia C por preco comuiodo : traia-se na iuk
da Aurora casa i. 58.
= A sciibora Ai i and subdita Francesa retl-
a-sc para fra do Imperio.
= Un rapaz Brasileiro de boa conducta, c que
tem bastante pratica de negocio, se oficete pa-
ra caixeirode cobraina, escripiorio, ou mesnio
algum armazem; quem de seu presihno preci-
.> ir aiiniineie, ou dirija-se ainada Issumpco,
casa n. .'ii>.
Manuel Francisco Cocllio participa ao pu-
blico que abri aula de grammatica latina .
e portuguesa no dia 15 do enrente na travessa
das Cruzes n. ll Quein se quizer utilizar, di-
rija-se a nicsina aula dus tres as seis horas da
larde ou a ra ISova botica do Sr. Pinto.
- NaruadoCotovcllo foi roubada nos dias familia muito fresco e com muito boa vista rs. avara pecas de brelanha de rolo com |0
santos de Pascoa a casa n. 18 levando-se 1 para o mar, assim como um grande armasem varas a 2 rs chales de laa c seda e de 15a .
bahuzinhodoouro, contendo um cruciilxo com \ por baixo do mesmo sobrado proprio para e outras mudas /"enoja baratas ; na rua do
7o.tavas, 3 voltas decordo grosso, um tran- Jqualquer estabeleeimento por ter_FtojtB Crespo,Jojajj. 12, de Antonio da Lunha Soa-
si'litn fino com urna vara e 3 quartas 3 varas
do cordo fino tneia vara de cordao fino, urna
mcdalba com duns oitavas, tendo um diaman-
te e urna grizolita, um coracao de ouro com 3
oitavas, 6 anneles com dous diamantes e3
mais inferiores, um par de brincos com dia-
mantes,um par decornandas encasloadas, um
dito sem encastor um par de atacas de ouro
com a firmada dona I). I). M.,uns coraes azues
de bracos com 12 oitavas de ouro 6 colheres
de soupa, C> garfos, ti colheres para cha duas
facas de cabo de piala e o mais tambem de
prata ; quem souber do dito roubo, queira di-
rigir-se a mesma casa, ou a Praca-da-indepen-
dencia livraria ni. G e 8.
OftVreco-sc tun rapaz Brasileiro cazado,
com pequea familia para ensinar fra desta
cidade, ou engenho primeiras lultras, princi-
pios de grammatica latina e msica, e sua
senhnra a coser e fazer lavarinto ; quem d'
seu prestimo se quizer ulilisar, dirija-so a Rua-
nova n. 8.
0 agrimensor, abaixo assignado, olTereco
i,s seusservicoa s pessoaa que tiverem proprie-
ilades demarcar e alianca a mais escrpulo
sa exactidao e o maior zelo no desempenlio da
sua arle ; devendo todos os que do seu presti-
tnoae quizerflm utilisar,dirigirem-se (porcarta)
ao inosnio abaixo assignado na lua-direita ,
sobrado n 121.
Jonquim da Fonsvca Soares de Figueiiedo.
Aluga-se o terceiro andar da casa da rua
do Queimado n. 8 ; a tratar na loja do mesmo.
D-ae una porcao de entulho a quvm o
tire da porta aonde se acha ; no pateo da San-
la Cruz padaria n. 6.
Marcelino da Cosa Jnior continua a dar
lii.es ein casas particulares, elambem em sua
asa de piano flauta e violan por prego
commodo ; as peasoas que se qui'eiem utMi-
sar de seu prestimo dirija-se a rua de S. Ri-
la n. 11, das (> horas da manilla as 9, e d meio
da as 3 da tarde.
Aluga-se urna casa na rua da Trempe n.
7, com 4 qtiartoa, duas salas envidiacadas ,
com boa cosinha quintal cacimba muito
fresca ptima para grande familia ; a tratar
na rua deS. (oncalo n. 24.
Aluga-se o segundo andar e sotao do
sabrado n. 3 do Atterro-da-Boa-vista, com com-
modos para familia ; a Iratar nc mesmo.
O Portuguez natuial das Unas, que no
DiariodedO demarco se olTereco para .i-itor
de engenbo, querendo ir para um engenho dis-
tante desta prava 14 leguas, dirija-se a rua do
Queimado loja n. 6.
Jos Teixcira Bastos Jnior retira-se para
Lisboa a tratar de sua sade.
Prccisa-se de O^'s. a juros, com hy-
polheca em um sitio; quem quizer dar annun-
cie.
Roga-so a pessoa que tirou urna carta
do crrelo vinda do Porto, pelo brigue Marta-
feliz para Jos da Silva Oliveira o obsequio
de mandar entregar na ruada Praia n. 66.
Da barra das candelas na madrugada de
domingo -21 d" corrento desappaieceo a barca-
ca S. .Jnlunio-flor-do-mar, que pega 12 cai-
tas da qual uiestre Virginio l-'idellis de Ra-
mos co dono Fernando Francisco de Aguiar
Montarroios morador no engnho S. Estevao,
o constando que a fizero de ella para o sul ,
roga-se ss autoridades alguma recommendacao
pura que se descubra o ladran ; o qualquer pes-
soa particular que da dita barcaca souber e
der purte ser gratificado ; advcite-se que a
puuco lempo deixou de ser mostr da mesma
barcaca Manoel Lourunco morador em Mar-
Cu n i pe.
Alugao-se5 casas, urna no Atterro-dos-
AITogados, com muitos commodos grande
quintal, e cacimba, una na rua Augusta,
bastante grande com muito bom quintal e
cacimba, duas ineia-aguas na rua da Felici-
dade una dita no bi co do Peixoto por bata-
na rua do Crespo n. 10, terceiro
andar.
SOCIEDADEEUTERPINA.
A commissao administrativa tem litado o
dia 11 de maio futuro para dar sua 1.* partida,
e convida aos snis. socios a comparecerem na
sessao de -21 docorrente para se distribuirem
os convites. Igualmente se lembra aquelles
socios devedores que lenhao a bondude de
pagar suas dividas at o dia 10 do referido m
de maio sobpenade seren eliu.inados.
Os snrs. candidatos approvados sao convida-
dos a tomar assento na referida partida.
Quem nnnunciou querer comprar um bi-
Ihar cun todos ns seus pertenecs dirija-se ao
botequim francez, na Rua-nova n. 67; no mes-
mo estabeleeimento se acha um deposito de cho-
colate Irancez,
Silva Fragoso na rua da Cruz n. 43,
avisan aos seus freguezes queja chegarao os
mui procurados charutos Napoleao caita qua
diada
embarque a toda hora na porta ludo por pre-
co commodo; na rua da Praia de S. Rita n. 37.
res Gu Una raes.
Vendo-se urna escrava de 20 annos, do
muito boa figura sabondo perfeitamente en-
gornmar, cosinhar, e coser; urna dita de 24 an-
nos engomma, cosinha, e do todo o servi-
co ; urna mulatinha o urna negrinha de 12 an-
Compra-se elfecti va mente toda a quali- nos, proprias para mucamas de alguma me-
Compras
dade do ossos ; deronte do theatro novo 11; e
na cidado Nova, sitio do Sr. Gomes do Crrelo ,
a raso de 160 rs. por arroba.
Comprao-se mil ps de limooiros para
cerca, euma canda de carreira usada, aber-
ta e por preco commodo ; na rua da Alegra
n. 3t.
Compra-so laa de cana e sumama para
enchimento de colxes ; na Rua-nova n. 5.
Comprao-so elfoctivamente para lora da
provincia escravos de ambos os sexos do 12 a
20 annos agradando pagao-se bem ; na rua
da Cadeia de S. Antonio, sobrado do um an-
dar de varandadepo n. 20.
Compra-so urna escrava moca sem vi-
cios, nem achaques sondo jperfeila engomma-
deira o rosinhuira dando-so a experimentar;
na rua do Rngel n. 36. segundo indar.
Compra-se efTectivamenlo boies de grai-
xa ditos de pomada, e Irascos d i agua do Co-
lonia vastos do todas as qualidades ; na rua
das Trincheiras n. 14.
Comprao-se escravos do ambos os sexos ;
na rua de Aguas-verdes sobrado n. 70.
Compra-se um jogo do breviarios em bom
uso; na Praca-da-independencia, livraria ns.
Ge 8.
nina ; um lindo moleque de 13 a 14 annos -
um bonito escravo de todo o servico ; um dito
perfeito cosinheiro; um cavallo rodado gran-
de cotn todos os andares e .esquipador; na
rua do Fogo ao pe do Rozario n. 8.
Vende-se urna canoa do vella que pega
em 5 caixas, e urna porcao de lixos do sicopj-
ra do boa qualidade ; na rua da Praia serra-
ra de Constantino Jos Raposo.
= Vende-se Jacaranda superior chegado do
Rio de Janeiro pedras de marmore redondos
para mezas de meio de sala, de muito bom gos-
to ditas para commodas cadeiras america-
nas com assento de palhinba camas de vento
com armacao marque/as solas mezas de
jantar camas de vento mui bem fcitas a 4500,
ditas de pinbo a 3500, assim como outros mui-
tos trastes ; pinbo da Suecia com 3 pollegadas
de grossura dito serrado, dito americano de
(iillerentes larguras e comprimentos ; assim
, como travs de pinito e barrates ; na rua de
Florentina em casa de J. Beranger.
Vendas
Escravos fgidos.
Contina-se a vender na padaria da Rua-
direitan. 129, confronte a torre do Terco mui-
to bom pao de folha e tendido do muito boas
farinhas, e bem trabalhado, assim como futas,
6 biscouto docee d'agu e superior leile de
va cea sem mistura ; e um moleque de bonita
ligura, crioulo, proprio para todo o servico ,
e de 15 annos.
Vendem-e bichas de Hamburgo, muito
boas; na rua da Cruz n. 43 defronte do beco
do Porto-das-canoas ; na mesma casa compra-
se urna carteira com ps para urna pessoa es-
crever, em meio uso.
Vende-se superior salitre refinado da
melhorqualidade, que tem apparecido nesta
prava tanto em barricas como as libras, por
preco commodo ; na rua das Larangeiras so-
brado n. 5, de Claudio Dubeux.
Vende-se um moleque de 12 annos, com
principios do cosinha ou troca-so por urna
prela que faca o servico de urna casa ; na rua
do Mondego, venda nova n. 31.
Vende-se sal do Ass a bordo do hiato 5.
Jos-flor-do-mar, fundeado no Forte-do-Mat-
los, ou na rua da Cruz venda u. 26, de S
Araujo Sf Irmao.
Vende-se um trave de sicopira, com 50
palmos de coinprirnento ; na rua doCoIlegio ,
vanda de Sebastian Jos Gomes Penna.
Vende-seo patacho nacional Carlos 12
de muito boa marcha construeco brasiloira"
forrado de cobre, com 5, ou 6 annos do cons-
truido ancorado defronto do trapicho novo ; a
tratar com Firtnino Jos Felis da Rosa, na r'ua
da Moeda n. 7.
Vendem-se presuntos para fiambre, quei-
jos conservas, mustarda salmao, toucinhn,
calcado chegado ltimamente, carros de mSo
para conduzir atierro ; na Praca-do-Conimer-
cio armasem de Joao Carroll t Filho.
Vendem-se os livios seguintes: novellas ,
econtos, 2 v. Paulo e Verginia, Izabel, ou
os desterrados da Siberia Rmtlia ou o sub-
terrneo, Clara de Alba, adornadas com estam-
pas ; na rua estrella do Rozario loja do cera
Da Sa
Vende-se urna olaria no centro desta ci-
dade e tambem nvenla palmos de terreno ,
com frente a nova rua do Sol com bom porto
para desembarque e com todas as proporcoes
para se fazer um grande estabeleeimento de
qualquer nalureza ; a tratar na rua da Floren-
tina n. 16, do rnunliaa at as 9 horas, e de
taide das 3 horas as 6.
Vende-se a maior parte de urna casa de 2
andares, com grande armasem proprio para
qualquer estabeleeimento em chaos proprios
por preco commodo, sita na rua estrella do
Rozario; a tratar com Jos Antonio Basto, na
rua da Cadeia do Kccife.
Vendem-se pecas de chitas encarnadas
com flores amarellas a 6^ rs. cocovado a 160
rs. pecas de bretanhu com 6 varas a 1201) rs.
corles develudo lavrado para collete a l^rs.'j
panno fino azul u 6' rs. o covado e outras'
umitas fasendas ; na primeira loja ao p do ar-
co da Conceico n. 61.
Vende-se urna bomba de ferro nova, com
armaran de pndula ; na rua do Quci
yuviiimiiu
com jcuu cana una, morca I. L. .M. do! loja n 23.
verdadeiro autor.
Quem precisar de um aprendiz de charu-
teiro annuntio.
Deseja-se arrendar urn engenhn at oito
leguas distante desla cidade sendo d'a;ua me-
lhor ; na rua do Rangel n. 36, segundo andar.
Aluga-se um primeiro andar de um so-
brado com muitos commodos para urna grande
Vende se panno fino preto de boa quali-
dade a 3# rs. cortes de lanzinha os melhores
em qualidade a 3500 e 4600 rs. os mais mo-
dernos lencos de seda para Senhora a 1280 rs.
ditos de laa e seda de bonitos padfes a mil is. '
csssas pintadas a 200 rs. o covado chitas il
assento branco a 100 rs., escuras a 140, linas i
160 e 20rs., brnn escuro de puro linho a 44o
. No dia 15 de dezembro do anno p. p. fu-
gio um escravo crioulo, de notnc Iialthasar
de 50 annos, alto, secco docorpo, bem pelo,
com falta de denles tem na canela da perna
esquerda una grande chaga a ponto de quando
anda puchar pela perna tem o dedo mnimo
do p direito de menos foi escravo de Louren-
codo Bruno Rodrigues Luna por alcunha Ca-
lenda ) que foi lavrador do engenbo S. Cosme,
da Varzea e ao depois jnudou-se para o en-
gnho Poeta onde lalleceo vindo este escra-
vo a praca por dividas .consta que foi pata S.
Anto procurando o engenbo de Una, quo
(o do doutor Dantas onde existe os snrs mo-
cos delavrador ou engenho de Larangeiras ,
onde tambem tem snrs. mocos ; quem o pegar,
leveaseusnr. Domingos Antunes Vilaca, na'
Rua-nova n. 67, que recebar 20/ rs. de gra-
lificacao.
Fugio do engenho Lmocirinho fregue-
sa da Escada na nouto de 14 para 15 do cor-
rente um negro de nacao Benguella, de 23 a 25
annos, tem poueos dentes, alto, secco sem
barba, nariz chato ps mal feitos tem mar-
cas de feridas as pernas e principalmente em
urna que trouce pega ; quem o ptgar, levo ao
mesmo engenho, ou nesta praca, na rua do
Queimado, loja n. 6, quesera gratificado.
Paga-se generosamente a pessoa, que ap-
prehendere entregar na Rua-nova n. 7 um mu-
latinho com os signaes seguintes : representa
terO a 10 annos, rosto largo olhos grandes,
e na flor do rosto bastante feio e amurello ,
barrigudo cambado, regrista, o cantador, n-
eulca-se forro, o orphao de pai e mai ; est f-
gido desde o dia 4 do corrente.
= Consta que anda pelo caininbo do Harba-
IhoPoco-da-panella, estrada dos Afiliaos, e al-
giinias vezes deinora-s e ein una das vendas do
Manguinlio senipre depois que anoutece, un
escravo de noiue Francisco de nacao Costa, re-
presenta ter -40 anuos pouco mais ou menos, al-
guma cotisa baixo, grosso do corpo, com tullios
noi rosto ao uso de sua nacao,os blancos dos olhos
avernielbados, e o melhor signal que tem c a
unlia do dedo polegarde urna das nao< machu-
cada a maneira de urna dentada, e um signal
na cabecil a maneira de una otilada antiga, es-
te escravo est fgido desde (J de marco do anuo
passado e anda a titulo de forro por csses luga-
res em que tem sido encontrado de noule, com
1 sacco as costas com hortaiiee e as vezes com 1
ijanecuin, ou balaio a cabeca: quem o pegar
leve a rua estreita do Rosario sobrado n. -.3 no
o." andar, que leni de gralilicacao 20/.
No dia II do corrente fugio um negro do
nome Manoel da fasenda denominada Mochin-
bique, pouco al?m do engenho Camaragibe ;
< de estatura regular secco do corpo, muito
preto, feicoes meudas, quebrado de urna ve-
nilla falla muito descansada, e representa ter
mais de 35 annos de dudo ; quem o pegar, le-
ve a rua da Cruz n. 57, a entregar a Jos Joa-
quim dos Reis, que recompensar.
Fugio no di 15 do corrente urna negra
de nacao Congo representa 25 annos baila,
scea, cor fula, ventas largas, beicos rosaos ,
peitos pequeos de nomo Benedicta ; os ap-
prehcnJcdores podero leval-a na travessa da
l'rempe para o Mondego no sitio que tem a
casa com a frente cor do chumbo, que toreo*
gratificados.
=a No dia 2 do corrente desapareceo o escravo
Miguel, olhnal de niarcinciro, pardo claro, de
tml0h d<' C"rpo re6,ar co,n faUa dos
"a iiCuc, vusiuras no pescoco,
alporcas, ou glndulas, tem
dent
provenientes di
um escroto bastante crescido, olhos regulares,
com o costme de anortar um olho, quando eu-
'' i para alguein psgrandes e chatos, anda cal-
cado, ta/ COIII Sigo nina snbserip, ao pedindo al-
ona, presuiiie-se que .saino sedimdo, porque
leve sempie bons costuines; quein O pegar, leve
a rua da Madre de Dos n. I. casa de Concallo
lose a CostaeS, quesera recompensado.
Hicn nsTtp. pk M. V. db Faia1844