Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08725

Full Text
-
Anuo de 1J44.____Segunda Feira 22
O Humo tiublica-ie li rloa os das que no fori-m taalificadoa ; o jireco da ssignalura
he de irea mil ra. por quarlei pagoa uiiantailos. Os amiunoioailos aaagltanlea sao inaeriiloa
jrati, u "_" !* ,!'"' oicm rai.'io de SU reis por linlia. A* rrrlamaioes devem ser iliri-
gidaa i csla lj|> rila das Craiea n 4 ou j iiragn da Indeprmlent'ia I. ja PARTIDA DOS CORREIOS FERRESTRES.
CoiAMa e Paralulia secundase aexlaa feiras.Kio (iranile do Norle cte<;i a 8 e22 e par-
la a1l)z4'..abo, Serinhacm Hio l'orraoso Macero, I'orloCal-o, e Aligoas no i
it 'lilecada mei G.iranliuns e bonito a le 21 de caa mei Boa-nata e llor-
as a 1 .'( e ~'S d.tO 1 >lll tt> llj VtlMnri itiinil f*lM __CHmila l.x,l*> na .!
l3e -J6 d.lo. Cida le da Viciorii, quintas feiraa..
DAS DA SEMANA.
32 Se; t. Soler e Caio Aud. do J. de I), da _'. T,
oj Terca a. Joige ltel. and. do de D da 3. t.
j4 Ruarla a Mileto. Aud. do J. de l). da 3 r
j) QniaU a. Maro'S Aud do J de D da 2. T
-l Sexta (. ClarrnrioAud. do J de D. da 2. .
27 Sab a Castor riel, aud. do J de U da i. y.
28 boin s Vital
tOmOBsi ibUiS -tttoth* twwt"
Olioda iodos os diaa.
de Abr!
Atino XX. W. 95.
r* iUMBnTTOaBMBC-r--^ i_ xitr~TiruTmrtr/\Rr.,MK\""< jr^>irsLnx:z,-j*i\mi niaanias
ludo agora depende de na aMaBOaj da nossa prodeneia, rroderagjo- e energa: eoo-
VNS^~5%^/ f' linuemoa como principiamos e sereiius apoita.'.os com admiradlo entre as nagoes mais
VV;'.. caltas. (Proclauaga* di Assemblea Geral do uraiil.)
. ./, V' '"'' v ciamos so 011U iik ABRIL. compra enda
,, -V" Can,!.,.,, robre I o,,.',,-.. Our.-.Mocd de 0,400 V. f?,BU 17 500
Paria S70 rea por franco a N. 4M..SW I.7S00
wBnL^ tiAol por 10 de,, A. 4.00. MM .U0
h>, rW-faiaooea 1.960 l.W
k 5< ')-. v'-"V' fo*r -. '/ Moi-dade cobre S ponen.a e na lia. ,. Pesos colummnare 4,1*7) ,
dem de letras .le boas f,ra.aa 1 a l|J DitOl m-icano. 1,060 ,0
PHASES DA LA NO MI./ OE V.BRIL.
La cheia a.las/i horas e 3 rain da maiiliia. I I.ua nova a 17 as 2 horas e II min, da larde
.Minguante a 0 as 7 horas* i"> ujiii da tarde. [CraacenU a j.i as 5 h. e 45 m. da maaiu*
Preamar de hoje.
Priraera asi) horas e Si min da manhaa. I Segunda as 7 horas e IS minutos da larde


~ 7UE7 TAX^SIEES

FF1C
MI
Thesouraria da Fazcnda.
EXPEDIENTE DO IHA 27 DO PASUDO
onino Ao Exm..presidente da provincia,
informando o requer ment de .Manuel Vi-
cente da Trindade, emque podio so abrase
assenlo na thesouraria na qualidade de cor-
neta do 1." halalhilo do guarda nacional do
municipio do Cabo.
Dito. Ao mesmo Exm. Sr., dem que
nSo havia duvida cm se abrir assento de no-
vo engajameuto aocorneta Ignacio Flix de
Jess. "
Dito.- Ao eearregado da reparlico da
caixa militar do exercito do Rio-Grande do-
sul, remettendo a informacno que aconjpa- j
nliava, do comniissario fiscal do ministerio
da guerra, que contava circunstanciadamen-i
te ludo quanto existia a respeilo do cirur-
gifio ajuaante Jos Antonio Melquades.
Dito Aojuiz municipal do termo de Ser i- da provincia do Rio-grande-do-norte ; etra-
nhSem, sobre a arrecada^flo dos utensilios! lando de iguaes remessas.
salvados do patacho, que cncalliou no Porto
do Gallinhas.
Dito.Ao commissario Gscal do ministe-
rio da guerra, para remoller i mesa da the-
'panliou a ordena do tribunal do thesouro
publico nacional n. 30 de 13 de t'evereiro,
com a declaracSo de seren pertencentes as
remessas feitaspor a thesouraria no i,do
dezembro passado, e 2de Janeiro deste, a lim
de que fosse o cofre indemnisado, esepro-
cedesse contra os aprosenlantes na forma
do respectivo regulamento.
dem de din 30.
OllicioAo Exm. presidente da provincia,
informando o ollicio que acompanliava ,
do commandanle das armas, em que repre-
sentou sobre os inconvenientes que
occorriSo para o pagamento da tropa em
consequencia da dlfllculdade, que anda
existia de se reduzirem trocos miudos as
olas do 100/000, 200/000 e 500^000 jvs ,
e pedia providencias a este respeilo.
dem il (Ha l."
Ollicio\o Exm. presidente da provincia,
participando a reroessa de dez contos em notas substituidas, feita pela thesouraria
sourana, o livro do assentamento dos des-
contOS tas patentes militaros, a lim de so po-
der organisar a conta, que exige o tribunal
do thesouro publico nacional.
dem do dia -2H do passado.
Ollicio-Ao E\m. presidente da provincia,
informando o requer ment de Luiz Anloniojde vapor Imperatris.
DitoAo mesmo Exm. Sr., rogando expe-
disso as suas ordeus para o commandanle da
barca do vapor, que acabava de chegar do
sul, ir a thesouraria receber as sommaa
que tinlifio de sor romettidas a Ihesouraria
da provincia do Cear.
DitoAo inspector da Ihesouraria da pro-
vinlia do llio-grande-do-norto, aecusando
o recebiment da quantia de dez contos de
ris em notas substituidas, viuda pola barca
Vieira, em que pedio o titulo do afora-
ment do terreno de marinba emFora-de-por-
tas, em frente a maro pequea, medido o ava-
hado sob n. 100.
DitoAo mesmo Exm. Sr, expondo os mo-
tivos pelos quaes nSo se tinba entregado ao
commandanle do brigue-escuna Gararapes as
200 libras de plvora que empreslou ao
commandanle da ilba de Fernando.
Dilo--Ao mesmo Exm. Sr. informando o
requerimento de Jos da Itoxa Paranhos, cm
que podio a Sua .Magostado o Imperador se
dignasso mandar pagara quantia do 1:446/071
ris, resto do que se Ihe devia O.v medicamen-
tos que forneceo ao hospital regimenlal dcsta
cidade no auno linanceiro de l4/2-43.
DitoAo administrador da recebedoria c
rendas geraes internas, di/endo que, man-
dando o artigo 28 do regulamento n. 243 de
9 de maiode 1842, que em todas as avalin-
cOes do bens movis, semoventes, o de raiz,
das berancas de defuntos e ausentes enlras-
se un lomado por parle da fazenda nacional,
niMi;i todas as vezes, que Ibe fosse requisitada a
presenca desse louvado, houvessede nomear
(un dos em progados daquella recebedoria,
que mais habilitado se achasse para asava-
liac/Ses que se Hzessein misler.
DitoAo procurador-fiscal da thesouraria,
participando o conteudo do precedente olli-
cio.
DitoAo juiz de orphloseausentes dcsta
cidade dem.
DitoAo administrador da recebedoria de
rendas geraes internas, remettendo a certi-
dao de i t:t verbas da disima da chancellara,
que se averbarfio, a lim de se proceder por
aquella repartieflo ao competente lancamen-
to, e cobranza.
DitoAo mesmo, para mandar restituir
u Luiz da Costa Leite a laxa dos esclavos,
que de mais pagou no corrente exercicio do
184344.
DitoAo director do arsenal de guerra
participando que licava a sua disposicao,
como determino o Exm. presidente da
provincia em ollicio dcsta dala, a quan-
tia necessaria >:"':i a compra dos presos.
que erfio precisos para o reparo do quartel
da forlalosa do ltamarac ; e que esta dea-
peza devia sor levada a rubricaobras mi-
li lares.
corlaraMandando pasar pela thesoura-
ria dos ordenados, conforme o ollicio, que
acompanliava por copia, do Exm. presiden-
te da provincia, a quantia de93/750 ris do
aluguel vencido, do andar da casa da ra
da Aurora, que fo arrendado para a secre-
taria da polica.
dem i'ortaria-Ao thesoureiro da fazenda remet-
iendo 6 notas constantes da copia que acom-
DiloAo da Ihesouraria do lloara, par-
ticipando a remessa da quantia de l:996$500
ris, em notas, e os livros e mais objectos,
queencommendou poro sen ollicio de4de
marco prximo passado, na importancia de
132/500 ris, pelo commandante da barca
de vapor Paraense.
DitoAo mesmo Participando a entre-
ga que fez na thesouraria, o commandante
da barca de vapor Pernambwana de dez con-
tos de ris em notas de 5/000 10/000 e 20/000
ris da 1.a estampa, e de 5/000 da 2., .subs-
tituidas por aquella thesouraria.
KiloAo inspector da thesouraria da fa-
zondo da provincia do Para, com a remessa
de 4:086/188 ris em notas pelo commandan-
te da barca do vapar Paraense.
DitoAo director do arsenal de guerra
prevenindo-o de que, apenas fosse salis-
i'eita a ordern do Exm. presidente da
provincia, que mandn fornecer ao 1. ba-
lalliaoda guarda nacional do municipio do
Cabo urna bandeira imperial com os respec-
tivos portee liaste cuiovalor nfoexcedes-
se a 35/000, e urna corneta de loque, en-
viasse a conta da despoza para ser paga, e
levada conta do ministerio de Justina a
quem perlencia.
Portara Ao thesoureiro da fazenda para
aeocitar e pagar no dia de seu vencimento,
pela caixa do exercicio correle de 1S:-'a,
como delerminava a ordem do tribunal do
thesouro pubico nacional de 10 de marco
prximo lindo, a letra, que acompanliava,
de quinze contos de res, que a oilo dias
precisos sacou o thesoureiro geral do mes-
mo thesouro a favor de Guilhernie Mon
cv C.
Dita Ao mesmo idem dem.
Hita Ao colleclor de diversas rendas do
municipio deOlindaO inspector da thesou-
raria da fazenda previne ao, .Sr colleclor de
Dito Ao COmmandate das armas para
mandar reformar a folha do pagamento dos
vencimentos do 2. batalhSo de artilharia a
p, por nao oslar conforme, secundo a nota
do commissario-fiscal do ministerio da
guerra.
DitoAo inspector do arsenal de marinba
pediudo houvessc de proceder ao afretamen-
to de urna embarcarlo para ir a illia *U> Fer-
nando levar l'arinlia, e os mais objectos, que
devino sor remettidos.
DitoAo administrador da mesa docon-
sulado,para remettercom a brevidade possi-
vel a thesouraria urna arroba das diversas
classesda melbor qualidade de pao-brasil,
a lim de serremctlidu ao thesouro publico
nacional.
Idna do dia (i.
DitoAo Exm. presidente da provincia,
com as obsorvaedos, que acompanhavSo, do
commissario-fiscal do ministerio da guerra,
sobro a tabella, que 0 coiiniiandanto das ar-
mas envin a thesouraria, para o forneci-
mento de agoa o luz aos diversos estabeleci-
moutos militares.
..mt^mmo.
DitoAo director do arsenal do guerra,
rogando inandasse comprar, c apromptar
por aquello arsenal, para serem embarcadas,
600 saccas de l'arinba de mandioca, da mc-
Ibor qualidade, e os artigos constantes da
ji versas rendas do municipio de linda, de
que deve dar execucSo a portara, que Ihe
fo dirigida em 21 de marco prximo lindo
somente na parte relativa a taxa dos escra-
voa ; porque o disposlo para arrecadacSo do
imposto sobro, as lojas nao comprchende o
de 12/800 rcis das cidades e villas, onde oslo
se arrecadava, o qual deve continuar a ser
pago pelatnesma maneira,atqueo tribunal
do thesouro delibere a alleraeao, que deve
soll'rer.
Iguaes portaras torito dirigidas a todos os
mafcollectoresda provincia.
dem do dia 2
Ollicio Ao Exm. presidente da provincia,
rogando se dignasso expedir as suas ordens
para o commandante do vapor, que acaba va
de chegar do norte, ir receber na ihesoura-
ria trinta coritos de reis em notas substitui-
das para entregar no thesouro publico na-
cional.
elaoio que acompanhava.
Dilo Ao mesmo remettendo o ollicio que
em 30 do passado dirigi o commissario-fis-
cal do ministerio da guerra, relativamente
aos documentos originaos da despoza feita
no inez de jiinbo de 1S2 com a compra de
."100 libras de csperniaceto, para satisfazor
ao (pie elle pedia, visto as razos que ex-
penda.
Dito Ao inspector do arrenal de mari-
nba, dando os esclareciincnlos, que requisi-
lou oni seu ollicio do :, sobre O al'retauoulo
da embarcacao que devia ira ilba de For-
mando.
DiloAo commissario-fiscal do ministe-
rio da guerra, para remotter a thesouraria,
alim do sor enviada ao Exm. presidente da
provincia,a guia do alfores reformado do pri-
ineira linda JoSo PO Poroira Campos.
Hito Ao mesmo, para remoller a conta-
dura da Ihesouraria lodos os papis o livros
das despezas com os instructores e cornetas
da guarda nacional por perloncerem ao mi-
nisterio da justica.
DitoAo administrador interino da the-
souraria, participando o conteudo do prece-
dente ollicio.
dem do dia 10.
Ollicio Ao inspector da thesouraria da la"
zonda da provincia da Baha, acensando o
recebimento do seu ollicio de 2; de marco
prximo lindo, que acompanhou um exem-
plar do resultado do exame, que se proce-
den pola caixa da ainortisacjlo as notas
falsas do 200'reis da 2." estampa, cor verde,
que apparecrSo na thesouraria daquella
provincia.
Dito Ao administrador da mesa do con-
sulado, recommendando, qued'ora em dian-
te reinottesse, iudopondeiite de ollicio, as
Ihesoiirarias das provincias, por conta de
quem so arrecadSo rondas provinciaes por
aquella mesa, no lim de cada mez, urna cr-
tidSoda arrecadacSo respectiva, comdecla-
racSo do que pertencia aos generos,assucar e
algodio, e da somma das despezas, que em
rateio Ibes licava competindo.
PortaraAo colleclor de diversas rendas
do inunicipiode Caranhuns.recommendando,
em vista do ollicio do procurador-fiscal da the-
souraria, em que parlicipou ter remettidodi-
Versos mandados execulivos, com aulorisa-
caodo do'utor juiz dos feitos.para os olliciaos
dejnstica da comarca fazeremasdiligencias,
delegando-lhe a l'uculdade necessaria pan
requerer o que conviesse, e fazer verificar as
penhoras na forma da lei; que emprenassc to-
das as diligencias para o bom resultado des-
la incumbencia c d'outras semolbantes, e
desso successivamente conta ao procurador-
liscal de ludo o que fosse occorrendo; e que,
quando viosse apresentar suas contas, a-
presentasse sempre um relatoro de todas
M causas de que tivesse sido incumbido
com declaiacSo do estado de cada urna dol-
as, e das que se liquidassem dentro do tem-
|io, a que o mesmo relatorio pertencesse.
A9SEMBLA PROVINCIAL.
Concluto da uu&ode 16 do abril de 1844.
}'.' .i|> >i id i centra em disrussao com a ui.i
m.ii.'ri.t, a seguiute emenda auditiva do Sr.
aguiar.
Dcpois da palavrainezaccrcscente-se
"si.iiiittiiis itiii'icssatlis na provincial no praso
de i nieges cm outra qualquer, e no de 1, estan-
do fdr i iId imperio .>. II.
H Sr. I'dit'.t Cavaltanli:Pelas leisacluaes, a*
mtoridades geraes podem desapronriar, e as au-
idi id ules provinciaes i imbein podem, at mes*
ino para estradas, o governo geral pude desa-
propriar se fi*er urna estrada geral, Isto <, que
comprehenda mais de doas provincias, c o go-
verno provincial pude desapropriar para estra-
il is, sendo dentro da provincia Vejamos a legis-
i lio geral, que existe este respeilo, e compa-
remos eiitii a< dlsposicocs di> projecto de lei pro
vincial que se discute. A lei geral, emquanto acons-
uinii a,, exista em todooseu vigor, eestabelecida
por esta frm i /,).(Ira, por esta lei se ti ver (lepas -
siiiiina estrada geral pelo incu terreno, hade se
seguiruinprocesso, que med todo odireltopara
reel.iinai :tnas,sea estrada l'or provincial, oo ge-
nitor, nao se me d dlreito algum Alui disto o
artigo S. da lei geral d mais recursos ao pro-
prietario, quando diz(W): pude o proprietario
produslr seus direitos peante as autoridades do
pabj mas nos boje uo queremos isto, estamos
no tenipo da reorganisa^uo, e reorganisafSo o
estabelecimento de un governo desptico; quer<
se que sejainos Turcos, que nao tenhainos direi-
to de propriedade, isto o que apparece entre
nos,
Esta lei geral foi feita logo depols da comti-
Mtirao; nas ella nao < boa para O lempo em que
estamos. 0 governo boje deve dispr das colisas,
e (las pessoas.
Agora tratare! do art. 7.a do projecto cm dis-
cussao: di/. clle=Logo que o presidente dapro-
vincia decretar alguuia obra publica, etc. (U)=
Portante o plano da obro vem com cxpresssa
meiisao do uoine do proprietario; mas nao se
quer tario va requerer para ser desapropriado do seu
terreno Sis., quem quer as cousas que deve
proeural-as; o governo quer desapropriar, dice
que leni inleresse; mas quer-se que o particu-
lar requeira aquillo, que o governo quer fazer
(h orador l<- mais nlyins artiga do projecto v di:).
.Nao posso approvar seniclliaulcs disposi^es:
poiibaiuos o caso em iiiim, cu devo todos os an-
uos ir ao Itio-ile-janeiro assistir all pelo menos
1 iiiezcs, durante o lempo da asseniiilca geral,
se deixar aqui urna procurajAb a alguera nao a
deixopara alienar, deixo so para administrar os
ineiis bens, c arrecadar os incus reiidiiueutos;
quer-se fazer una estrada cm terreno nicii,
apresenta-se o plano da obra, faz-se um cdital,
peiguiito, como que cu em 30 dias posso do
llio-ile-j.iiieh-n ler nnlici.i do que SCD3SSOU etii
I'ernanibiico. e vir i tenipo de poder reclamar o
incii djreito.' I',' assiiu que se fazeni lcis, e leis
para a desapropriaeao de propriedade.' Ora, isto
anda estando no Itio-de-janeiro; mas "posso ir
;i Europa, e nao deixarei ao nvxi procurador au-
toridade d'alienar os meus bens, nao caio nessa,
este direilo reservo-o para inini, e ueste caso
maor a tnpossibiiidade de cm iao curto espa-
ro de tenipo poder saber na Europa, que se
quer fazer una estrada no nieii terreno, c apre-
senlar-me reclamando os meiis direitos (conti-
nan a ler)
O presidente da provincia nao vai examinar o
terreno onde se tein de fazer a obra, os enge-
nheiros actualmente determin*o, que as estra-
das sejaofcilas pelos lugares queja esto aber- ,
tos. (ira, as estradas que existem, forio fetas
lelos proprietarios; ellos procurrfio fazer os
seos engenbos perto dos ros para tercni agoa,
que inovcsse o RUI liinisino do ciigenlio e diri-
girn as suas eslrailas dalo paraos diversos pon-
tos extremos da propriedade central, o povo tbi-
sc acostuniando a estas estradas, porque o go-
verno o.tu fazia estrada algunia.
O art. 11 diz.- Se o presidente julgar que pro-
cede a reclaniacao mandar reformar o plano :
uiasperguiilo cu, seo presidente julgar que nao
procede, qual o recurso, que ha ah.'
U Sr. Sabuco:L' o recurso directo da assem-
blea.
O Sr. Paula Cavalcanli:----A assemblea, Srs.,
julgar sobre a propriedade Nao adniissivet,
issn nertence ao poder judlclarlo; eu mesmo pos-
so dizer alguiua COUSa ; este respeito: tenhn ao
pdapraca una pequea propriedade; tratou-
se de fa/.cr o atterro dos Allbgados, c arbitraria-
mente mandou-se tirar o atierro da ininba pro-
priedade scn que cu fosse consultado; fu nina
reclaniacao, dizendo, que nao se me podia tirar
aquelle atterro na fruta da lei provincial n. y
sera que cu fosse avisado ou para o ceder gratui-
tamente, ou para ser indemnisado, gastei 3 me
zcs para obter um despacho, que nao vale nada,
nao c possivcl, que assini se faca justica, ciuiiiu
-r


, msei, e guarde] esscs papis; entretanto a ad-j
mlnistracao sustentou, que tnha direito de en-
trar pelo mu terreno, < destruir para depois ser |
nd innisado: com este projecto acousa scrj
prior, por isso eu oo posso rol ir por elle.
\ d Is ussao fiCA.adiada pelahorj oSr. presi-
dente depois de Rever dado paraordemdo
  • ., mtinu i1 5o da de buje, segunda discussao dos
    projectos nmeros '.', 20, 13, !'>. e 8 deste anuo;
    prini :i i do ii 17 lamb m deste anno, c segun-
    da don. 18dtl 1843; levantou a sesso,
    SESSAO I)B 17 kBftlL DE 181*.
    I'reudencia do Sr. Paula Lacada.
    ! ii.i a chamada, achando-se o n." legal dos
    Srs. deputados, o Sr. Vlcc-presldc,nte dcclarou
    abcrta a sessao; foi lida e approvada a acta da
    antecedente.
    Foi ldo e approvado o parecer da commisssao
    di constituicao < poderes, vericando o diplo-
    m i do Sr. d. supplente Francisco Xavier Paes
    tfai reto, que; setido introdusido com as formali-
    dades do estilo, prestou juramento, e tomn as-
    sent.'
    EXPEDIENTE.
    o Sr. I.1' secretarlo leooseguinte :
    i ni oilicio do secretario interino da provin-
    cia, remetiendo outro da amara municipal de
    Oliudi. em que pede ser autorisada a aforar a
    Joaquim Lopes d'Almcida. um allagado, sito no
    V'aradouro da mesma cidade, e cuja planta
    acompanhava o mencionado officioi commissao
    de obr i> publicas.
    i mtro do mesmo,remettendo aparecer do Exm.
    bispo diocesano a cerca da diviso da freguesia
    .! s>. Antonio doKecife: a quera fes a requi-
    Outro do mesmo, enviando n uiiii-in do Exm.
    bispo diocesano, emque de o seu parecer cer-
    ca do proj' io. que fia i os limites das fregucsias
    r'orao approvados os seguintes pareceres:
    Parece a commissao d rendas municipaes, orj i-
    mento < exalue d oot i-., que o requerimeuto
    ni lu-'i il- Francisco lose Alvcs dama, ajudante
    do porte i ro da c miara municipal do llecife, era
    que pede augmento do o denodo, que a referida
    .miara propot a esta asscmbla, ui vi' de l i car
    sobre a mesa para ser attendido, e tomado na
    devida consideracao quando se discutir o pro-
    jecto do orcainento municipal. -Sala d is COlll-
    inissoes daassembla 16 do abril de 1844.=Lobo
    Junior=Guimarei.
    \ commissao de Instruccao publica leo com
    i; ......as representares, queao Exm. presi-
    dente da provincia dirigiro os habitantes da
    povoacao do Abreo, e acamara municipal do
    lio-ioiinoso, u is quaes pedem a transferencia
    dacadeirade priuieiras lettras, creada na po-
    t-oacode S. Jos, para a mencionada povoajo
    de l n i. E entendendo, qm com ell'eito a neces-
    sidadedadita transferencia acha-se bem pro-
    nunciada 'iii vista das rasoes expendidas das
    referidas representa oes, todava di' parecer,
    qu se devulva as representac" s ao conhec-
    uicnto do Exm. presid -nte, visto que pela le (lo
    ii aineuto fica elle autorisado afazer a transfe-
    rencia das cadeiras gares, espqin' ota existem paraos que julgar
    niais populosos. Sala das scsscs da assembla
    provincial dePernambuco 15 abril de 1844. Fi-
    g Wt 11 Wagalh&ei Tagua.
    A commissao de rend-, municipaes, orcamen-
    to e i \ un. dr coutas requer, que pilos meio>
    competentes se exija com urgencia da cmara
    municipal desta cidade o regulainento da. t ixa
    da barreira, que organisou para a ponte do So-
    corro, de que fas iuenc*o o seu relatorio. Sala
    d is commisses da assembla 17 de abril de
    1844.- Lobo Jnior Guimarilei.
    Forao adiados os seguintes pareceres:
    Parece commissao de fazeuda c orermento,
    que o requerimento incluso de Jos Rlbeiro, sol-
    Ucitador da fazeuda geral, em que pede a grati-
    ficaco, que seinpre Ihe fol concedida por solli-
    ctar as causas da fazenda provincial, e que a lei
    doorcamento vigente suppriiuio, deve de Gca
    Sobre a mesa para SCI tomado na drvida consi-
    deraco na .V discussao do projee lo do on;a-
    mentopara o anno futuro. Saladas commisses
    .i. asssembla 16 de abril de l844.=Sft Jlvtjo= Lobo Jnior Manoel Ctmalcanli.
    A commissao de polica, a quera foi presente
    apelicao do emprezario da publlcaco dos tra-
    balhos dista assembla, cm que pede o augmen-
    to de .')iM>.: rs. annuaes na conslgnaco animal, '
    d" parecer que seja favoravelmente deferida a
    mesina pelic.ao, visto que occorrero valiosos e
    imprevistos motivos, que obrigao o dito empreza-
    rio a despezas que rauilo excedera a dita quota,
    c que ilU' nao linba dados ci i tos para calcular,
    por isso que tiuliade mandar contrallar tachi-
    graphos lua da provincia, e misino fura do im-
    perio, como ltimamente aconteceo. Sala das
    commisses 17 de abril de 1844. bactrdat Al-
    tanforado.
    OSr. Francisco Joao fundamentou e inandou
    a mesa o segrate cequerente, que foi appro-
    vado ...,!., feilo o Sr. Lobo urna mui breve ob-
    serraco relativamente a l.parte Requeiro
    que pelos traumiltcj cosnpi otes se xlja da
    municipal d.sta cidade os esclarecimentos se-
    guintes: ,, ...
    I Se existe nas proximidades desta capital,
    sitio apropriado para logradouro do gado va-
    cum, que ten de ser consumido.
    2." Se o lugar em que na actualidad!- se lacm
    as iVias de nados sao os mais puquios para se-
    ren ellas estabelecidas, ou se ha cutios em que
    melhormente possao ser creadas de mancira a
    guardar os interesses dos fazendeirOs.
    3. finalmente, quaes as providencias, ou di-
    ligencias, que a seim Ihantes respeilos tciu to-
    Diado a r. f.: id "-a niara.
    O .sr. Lo!.o mandou este outro, que tambera
    f
    I1
    oi approvado = Requeiro que pelos rae ios coiu-
    oetentes a companliia do theatro publico 4PSU
    cidade informe com urgencia se ja adiantou a
    niiantia a que se ooinpiometteo pela 2.- condl-
    cao do contracto celebrado com o governo ein
    h de noverabro de 1839 para .. i.i..-t. uc ><> do
    Husmo theatro, cnocaso de negativa, quanto
    tcni prestado.
    UBOEM 1KJ 1>U.
    Continuaco da discussao adiada do parecer
    da eoinuiissao de negocios ccclesiasticos, cer-
    ca do semin i o de Olinda.
    OSr. I'iijuciinlo: Sr. pies., a Ilustre com-
    missao do sen parecer nos apresenta duas ques-
    tuesa se discutir ; a pi nucir se o seminario
    de Olinda c um estabeieciiuenlo provincial; a
    segunda vein a ser, se e elle da natureza daquel-
    les, de que falla o sagrado concilio tridenlino.
    I.u crelo, Sr. pres., que a Mluco da primeira
    questao depende da soluco da segunda, isto ,
    se m' mostrar, que o seminario de Olinda um
    estabeleciinento daquelles, de que falla o conci-
    lio tridentioo, ter-se-ha tambera mostrado, que
    estabeleciinento geral, e nSo provincial. Tra-
    tini, portante, da segunda questao, depoisfai-
    larei sobre a primeira.
    \ Ilustre commissao, Sr. pres., opina, que o
    seminario de Olinda nao um estabeleciinento
    da natureza daquelles seminarios, de que falla
    o sagrado concilio tridenlino, e deste principio
    em que ella estabelece a base de sua longa ar-
    guinentacSo, pretende concluir, que o semina-
    rio de Olinda nao i'da exclusiva nspeccao dos
    Sis. blspos mas, que t imbeiii est.i sujeito ao
    poibi temporal, e que por conseguinte a assem-
    bla provincial pode legislar cerca dos seus
    estatutos, e mesmo i cerca do rgimen do ensi-
    llo, que si' deve adoptar no seminario ; mas eu,
    si. pies., examinare! as rasOes, em que a (ilus-
    tre commissao sfundou para julgar, que o -e-
    miuario de < Mlda um estabeleciinento de na-
    tureza diversa daquelles, deque falla o concilio
    tridenlino. \ Ilustre commissao enteude as-
    siiu, fundndose era argumentos, que me pa-
    recein nao frisar a questao, e mesmo nao sao
    i ella pe tenientes. Eu creio, que a Ilustre
    commissao est bem convencida, de que, para
    saben nos qual c a natureza do seminario de
    Olinda,forca e recorrermos origcm da Institu-
    cao.
    V Ilustre commissSo sabe, que a origeiu dos
    seminarios toda ecclesastica ; Jess Christo
    foi o prhnelro, (|iu* deo o exemplo de taesesta-
    beleciraentos, congregando os seus discpulos
    para inslruii-os na pralica das virtudes, inical-
    os nos mysterios sagrados : os discpulos de Je-
    ss Christo segllirao o exemplo do Divino Mes-
    tre.eongregrando tambera inultos discpulos pa-
    ra Ibes ensinar a doiltrina di igreja, e a platica
    das virtudes ebiistais (apoiadoi). listas escolas
    collegiaes forao as prinieiras, (pie se apresent-
    i.io, e del las saliirao os grandes luzeiros d i gre-
    ja de < Inisto.
    i) Sr Lopes dama : Tudo isto verdade.
    O Sr. Figueiredo: Estimo muito, que o n. d.
    eonfesse o que vcliho de dizer. Ora, este modo
    de proceder, e pelo qual multas vantagens se
    consegulro, foi de tal sorte desenvolvendo o
    espirita de proselvllsino, que os concilios geraes
    determinarlo, queem tocias as calhedraes hou-
    vessem raestres, Horneados exclusivamente pe-
    los blspos para ensinareiii aquelles, que se qui-
    tessem dedicar vida ecclesastica ; c assim se
    praticou ; pois havio raesfres, mesmo sabidos
    do cabido para ensinarein os que se querio de-
    dicar s funcefles sagradas. Mas, o que fez o
    concilio tridentioo ? Sao fez mais do que confir-
    mar esta pratica existente, estabelecendo, co-
    mo confessa a (Ilustre commhjsSo no parecer,
    pie todas as igrejas calhedraes metropolitanas,
    e outras superiores estas, segundo as rendas
    e extcnso de territorio, fossein obligados a sus-
    tentar, e a educar virtuosamente, instruindo na
    disciplina ecclesastica a certo numero de meni-
    nos da mesmo cidade, e diocezeque tivessem ao
    menos 12annos. Eis-aqui portanto cine o con-
    cilio tridenlino nao fez'mais do que confirmar,
    letificara disciplina da Igreja ate entao existen-
    te iijinimlof'. I,i se v, pois.que a origeiu dos se-
    minarios (' toda ecclesastica. Mas examinemos
    agora em que argumento se funda a nobre
    eoiuinissao pata querer afnstar o seminario deO-
    lindada ordem daquelles de que falla ocincilio
    tridenlino. A nobre commissao diz que como
    nas cu tas regias se determine que o semina-
    rio de Olinda seja destirfado para nelle se reco-
    llier e ensinar a inocidadede da provincia e
    entendendo ella que nao possivel que toda a
    inocidade se dediqueao ministerio sagrado, lira
    d'alii a conclusao de queaquelle seminario se
    afasia da naturezados de que falla o concilio tri-
    denlino.
    OSr. LoptS (is;:;a : Qui o creou foi a ral-
    nli.i e nSo o bispo.
    O Sr. Figueiredo : Eu la vou para a ral-
    nlia.
    0 Sr. Lopes Gama : Vamos rainha (risa-
    das).
    Sr. Figueiredo : E' claro que esta rasao,
    que o ii. d. apresenta (cu me dirijo ao n. d. por
    ser elle o relator da coiiuuissfio) esti rasao,
    que aprsenla como um caraeterisco da natu-
    reza da instltuicao destituida de fundamento;
    pois que aquelle mesmo seminario que a no-
    bre commissao considerarse de natureza eccle-
    sastica deixa-lo-hia de o ser logo que alguns
    dos collegiaes, que entrassem qpra o intuito
    de se ordenar* niiiclasseni de vocac ao. 'feria
    ueste <.'iso mudado o seminario de natureza?
    NSo certamen te, Portanto a cireumstaneia de
    se ler admiltido no seminario de Olinda um nu-
    mero inaior de discpulos do que aquelle que
    a igreja neeessita para o sen servieo nao muda
    a natureza da iusiiiuuao do seminario, uior-
    mente se o n. d. considerar que nesse teuipo
    havia nina falta extraordinaria de escolas entre
    nsaonde fosse educada a inocidade braziieira ;
    porque entao estavaraos colonos de Portugal.
    Assim (ligo que nao (' nestas dillerensas to
    oiiidintac s, que o n. d. pude achar a caracte-
    rstica que distingue o .seminario de Olinda
    daquelles de que falla o concilio trindentino ;
    c preciso que attendainos qual fui a sua origen,
    qual a rasao de sua ere aco. Sos sabemos, Srs.,
    que o bispo Aseredo Loutinhode saudosamemo-
    il.i, querrado guvernar a igreja pernainbuca-
    na pelas reuras estabcli eidas nos sagrados c-
    nones, e entendendo, que uo pode-lo-hia
    i \c i uiar cabalmente sem o estabeleciinento de
    um seminario ta ton cora elleito de erigil-o j
    mas falto tic lucios, o prelado recorreo entao
    piedade soberana pedio alguinas doaees rai-
    nlia e esta Ihe coiieeclco falcni de outrasj o
    edificio parase rstabeleccr nella o seminario ;
    este edificio e o co'legio dos extiuetos jesutas ,
    e anda fez mais : pennlttlo que os respecti-
    vos profesores iossem pagos pelo thesouro.
    0 Sr. Lapes Gama : Creando ate um impos-
    to para essas despezas.
    OSr. Figueiredo: -Semduvida, que assim o
    deviafazer, porque creando una nova despeza
    era necessario crear tambeni una recelta ; mas
    a soberana S. Pres., nao fez mais do que pres-
    tar una proteccao ao bispo mas esta protec-
    eao foi toda pecuniaria, e nao foi prestada
    por modo de jurisdicJo, ou de nspeccao ; e tan- |
    toque foi obispo Azeredo qur.n creou, quein
    instituto o seminario quera deo-lhe estatutos, :
    e nao ha una so lei temporal que dsse regras
    aquelle estabeleciinento cuja direccao foi
    serapre perteneente ao bispo por dueito pro-
    lirio.
    0 Sr. Lopes Gama : lia a carta regia.
    0 Sr. t'i'jueiredo : Perdoe-nie o n. d. que
    Ihe diga que est engaado ; eu tenho aqu
    a carta regia e logo a lerei. Emendo que ,
    esta proteccao ou soccorro do poder temporal |
    de niodoalgum importa jurisdi(;ao desse mes-
    mo poder sobre o seminario porque torno ;
    adizer, nina proteccao que a rainha deo ao
    bispo, que quiz estabelecer o sen seminario ;
    mas isto nao suppein que o seminario ficasse
    a cargo do poder temporal e que obispo nao
    podesse estabelecer nelle as regras conforme
    as suas vistas c conforme a ntcncao do direi-
    to cannico.
    Mas di/, anda a nobre commissao que tanto
    o seminario de Olinda nao da natureza daquel-
    les de que falla o concilio tridentino, que os
    professores sao Horneados pelo goveruador.
    Eis-aqui outro argumento accidental fugitivo.
    At certa poca (e nao limito remota) a nobre
    commissao se ha de lembrar que todas as pro-
    visdes dos diversos professores da provincia ,
    como os de lgica la ti ni e de priraeiras lc-t-
    tras erio passadas nao s pelo bispo senao
    tambera pelo poder civil pelo goveruador,
    parque qerenoo a rainha que o bispo podesse
    estabelecer vantijosameiite o seu seminario,
    fel-o inspector geral de toda a instruccao e
    o que exprimen! as cartas regias citadas pela
    nobn* commissao. Por esta rasao, emesmo
    porque os professores do seminario recebiao
    paga do erario real, que o poder civil, o go-
    vi mador entao assignava as provisoes mas
    isto nao pode de modo algiim indicar poder
    ou direito ou nspeccao directa a respeito do
    mesmo seminario ; e se o n. d. disser que
    pelo simples fado de os governadores assigua-
    rein as provisoes dos professores do seminario
    ! tiiihao elles ingerencia sobre os niesinos,
    ; e sobre o estabeleciinento dire tambera
    I que os blspos pelo simples facto, de assignarein
    i igualmente as proposi(0es dos professores secu-
    lares tinho ingerencia sobre oprofessofato ci-
    vil, ou licava este com natureza ecclesastica;
    mas isto seria irrisorio : a rasao pois, porque os
    governadores assignavao as provsejes dos profes-
    sores do seminario nao lem nada com a nature-
    vi do istab.li cimento; e a rasao porque O bispo
    assignava as provisoes dos professores civeisnao
    i era outra senao porque elle era inspector geral
    dos estlelos.
    OSr. Lopes Gama: Inspector da provincia
    ' em geral.
    O Sr. Figurredo: Eu lerei a carta regia (le).
    i Era inspector geral dos estudos da capitana de
    ! Periianibuco, alim dr inelhor poder, se ni trope-
    ! ros, estabelecer o seu seminario ; nas por este
    j tacto o bispo uo poda dizer, que as cadeiras
    i seculares estavao debaixo do seu poder, assim
    ' como O governo civil nao podia dizer, que as
    ' cadeirasecclesiasticas, que as cadeiras do seini-
    I nario, estavao de baivo de sua nspeccao,deven-
    do esta assembla notar que os bispos queni
    | propunha as pessoas, que devino ser providas
    nas e adiaras do seminarlo, e o goveruador s-
    inente assignava as provisoes. Torno portanto
    a dizer, que a protrecijo dada ao bispo nao foi
    por modo de jurisdieeo, foi siniplesineiiti' pe-
    cuniaria, e a carta regia que concedro ao bispo
    um patrimonio para o seminario tira toda a
    qucsto, porque inostra cora toda a evidencia,
    cpie o seminario de Olinda e; da natureza daquel-
    les de que falla o concilio tridenlino, e at cita
    mesmo esse concilio o otador le tssa rarla regia,
    e, (alendo a noMccio a tuna parle dea, diz). Isto
    porque os bous ccclesiasticos, que serve ni bem
    a igreja igualmente servem muito ao imperio,
    porque entre a igreja, e o estado ha urna per-
    feita armona; mas esta armona desapparece,
    logo que um poder quer invadir as attribuices
    dos outros (continuando a ler\ Logo o seminario
    instituido segundo a forma do sagrado con-
    cilio tridentino. E' o que eu quera demonstrar
    (apoiadoi).
    OSr. nrralo: Apoiado. e o bispo que de-
    ve instituir.
    O Sr. Figueredo : Eu creio, que isto deci-
    ' sivo. Mas, o n. d. anda querendo afastar o se-
    minarlo de Olinda da ordem dos de que falla o
    sagrado concilio tridentino, lecorreo paga.
    Disseon. d., que como os professores do semi-
    nario d'linda sao pagos pelo fisco, esse semi-
    nario unida de natureza, porque os do concilio
    ' sao pagos pelo bispo. Ora, vejamos como a no-
    bre commissao para marcar una differenca to
    I esscncial entre o seminario de Olinda, e os do
    concilio, se soccorre de um argumento to pre-
    cario, e ruiinenteniente sofistico. Entendo Sr.
    pres., que o seminario de Olinda podia ser pago
    pelas rendas episcopaes, pelas rendas da igreja,
    ou pelas rendas publicas, e com tudo conserva,
    a natureza de episcopal; poique a paga nao
    que qualilica o estabeleciinento. A nobre com-
    missao falla das relelas das igrejas sera se lem-
    brar, que as igrejas de que trata o concilio tri-
    da ntino nao c-sto comprehendidas nas circuras-
    tancias das nossas igrejas calhedraes. O con-
    cilio tridentino falla daquellas igrejas, que t-
    nhao rditos, epie tiuluio patrimonio, que co-
    bravao eli/imos, e inste caso uo estaoas igrejas
    iirasileiras, porque nos sabemos, que as rendas
    que Ihe s pe i te ncein, que osdisimos i infiin sao
    cobrados pe lo estado, c que o estado est por is-
    so na rigorosa obrigaco de fazer a de spc igreja. Alc'in ele tero estado esta obi igaeao por
    UUI principio de justica, a ti m tambe ni pelo
    principio de proteccao: tendo adopta do a
    religlo catholica como a religio de estado
    deve concorrer para as despezas do culto. An-
    da por OUtra rasao: muito ganha o otado em
    que se inauteiiha a religio christaa, e para que
    ella se descuvolva c seja til deve piestar-lhc to-
    do o auxilio. Por conseguinte a paga nao pode
    servir para provar o que quer o n. d. ; em 1."
    lugar, porque cobrando o estado as rendas ec-
    clesiasticas elle nao faz mais do que una resii-
    tuicao, quando paga as despezas da igreja, e ein
    segundo lugar, porque o estado por prestar so-
    corro nao pude de maneia alguina engerir-se
    nasattribiiicoessinente proprias do poder da
    igreja. Estou persuadido, que se esta proteccao
    concorresse para o estado ter direito de invadir
    o poder da igreja, nao deveria a igreja querer
    seinelhante proteccao (apoiados). Portanto, me
    parece, que mesmo suppondo-se, que a paga
    saia, nao dos dlzlmos, mas de outras rendas,
    anda assim o seminario de Olinda conserva a
    natureza de estabeleciinento eclesistico.
    Agora larei a applicacao dos principios dados
    outra questao, isto se com elleito o semina-
    rio de Olinda estabeleciinento geral, ou pro-
    vincial. Eu creio, que. tendo esta assembla
    ja decidido, que a cathrdral um rstabclecl-
    clmento geral, e tendo cu mostrado, que o con-
    vento dos jezuitas foi dado como un annexo s
    para all se estabelecer o seminario, tanto assim,
    que o seminarlo lem obrigacocs a cuinprir para
    com a s, entendo, que c stabclccimc nio geral,
    porque o accessorio segu a natureza do princi-
    pal ; mas anda mesmo sendo o seminario pro-
    vincial, me parece, que esta assembla nao
    pude legislar sobre a natureza do ensino, so-
    bre seus estatutos. A nobre commissao trou-
    ce-nos leinbranca o artigo do acto addicio-
    nal, pelo qual se determina (jue as asseni-
    blas provinciaes pe.dciu legislar sobre ins-
    truccao ; mas c necessario atlciidcriuos a le
    no seu espirito e conipi'ehem.ao. A assembla
    provincial pode legislar sobre a instruccao pro-
    fana, ou secular; porra nao sobre a (eclesisti-
    ca. O n. d. sabe que os canaes para ambas
    as instrueces segueui um curso diverso ; sabe
    que a instruccao civil e profana deve ser re-
    gulada pelas 'conveniencias meramente civis ;
    na instruccao profana deve se adinillir toda a
    liberdade como urna condicao necessaria para
    o progresso nas sciencias ; mas isto nao deve
    ser assim quando se trata de instruccao mera-
    mente ecclesastica: aqui deve ser ella mui pau-
    tada e mui conforme com a doutrina positiva
    da igreja, comas regras cannicas, cora os dic-
    tarais dos Santos Padres (tnuios opoiados) : tudo
    aqui determinado, c positivo : e portanto ja
    ve o ii. d., que nos dominios da instruccao eccle-
    siasliea smente pdein entrar aquelles, que sao
    os guardas da f e que por isso devein ser os
    guardas da doutrina ; porque nao ha doutrina
    sera f, neni f sera doutrina (apoiados). Por con-
    seguinte se por accaso o pode r ecclesiaslco nao
    tiver a faculdade exclusiva de velar sobre a dou-
    trina que deve reinar na igreja, se isto per-
    tenec- a outro poder creio pie a igreja se di-
    solver. E'verdade, que o n. d. nos assegura.
    que esta assembla, sendo composta de cidadaos
    orlhodoxos, jamis aberrar da cunea da Igreja,
    e nao harera perigode scistua;mas devodizerao
    n. d., que nos nao somos juizes competentes na
    causa: nos nao nos podemos assigurar a iner-
    rancia, nao s porque nao somos professionaes
    na mate ria,como porque o dorada inerrancia s-
    menle compete _. igreja activa a CUJO grcinio
    nao pirteiiceiiios, porque nao constituimos o
    corno dos ministros ccclesiasticos, que teein o
    poder ordinario dado pelo fundador da igreja.
    Entendo portanto, que nao podemos legislar a
    respeito de materias Inteiramenle eccleslaslu as
    como deven sir aquellas, que forinao a educa-
    cao no seminario ; entendo que a igreja no seu
    ii gimen interno nao deve adinittir influencia de
    poder alguin externo temporal ; estou persua-
    dido Sr. pres., que a aeco do estado a respei-
    to da igreja se limita lmente a prestar soccor-
    ros religio, para que ella se descuvolva, mas
    se descuvolva cora o se i proprio espirito ; por-
    que do contrario a proteccao tornai -se-ha em
    invasfio (apoiadoi), e creio que o estado limittaii-
    do-se a isto tein frito epianto Ihe cabe quanto
    Ihe licito; porque o poder temporal nao pede
    dirigir as conscic ncias, se accaso influir nas dou-
    trias, e dos dogmas (apoiadoi).
    O Sr. Hrrelo : E' o protestantismo.
    OSr. Figueiredo : Diz a nobre coinniissao no
    seu parecer, que tanto pule n ce asse ubica
    provincial legislar sobre o seminario de Olinda,
    que o mesmo pie lado j remelle o os siatuiu a
    esta casa para os approvar : o que no pan en
    da commissao um signa!, de que o pie lado ll-
    nha reconhf cido O poder da asse rablca provin-
    cial. Mas precito que ou.d. sehinbre,
    que at certo lempo as assembla* provincial*
    liuho um pouco invadido as attribuices dos
    poderes geraes.
    O Sr. l'opes Guma : Kingucm inandou que
    elle aprese ntasse os estatutos assembla.
    O Sr. Fiqveredo-.MM o hispo devia ser
    bastante prudente para evitar um conflicto
    que podia apparecer, se elle nSo mandase
    esles estatutos.qoando se suppunha que a
    assembla provincial liuliu altiiliuices n.ui-
    lo alem do circulo que lioje se BuppOe que
    lem ; ciilendeo-se que a assembla at po-
    dia legislar sobre admissSo denovicos; que
    podia dispensar nas leisda anioitizaeAo; que
    podia ate crear cabidos, e muitas auto-
    ridades; mas, depois que appaieceo a n-
    lerpretaffio do acto addicional, as cousas
    mudrSo de face, eentfio os estatutos nao
    (orno mais approvados pela assembla.
    Foi tiesta poca, Sr. presidente, que de-
    parei aqui na casa com os estatutos man-
    dados pelo Exm. hispo para seren appr0"
    vados: como menibro da COmmiSSfiO
    instruccao publica, Uve de ter o parecer, que
    ja o nobre relator da commissao com o hoje
    bispo eapellSo-moritaviao iavrado approvan-
    c!o os novos estatutos; e como cu seguisse
    ideias oppostas, disse eopine, que a senao
    era estabeleermento provincial, e nem o
    seminario, e mostrei que se devia excluir do
    orcamentO a quota para a respectiva des-
    peza: deentSopara c assentou-se, que o
    seminario ea se erfio estabelecimonlos ge-
    raos. Tamben) nesse lempo O Exm. bispo
    dirigia-se a assembla provincial, pedipdo
    pennisso.para ordenar, e boje nao se dirige,


    i -^^inw* k~ **. ***.*c.
    s B
    porqaereconhece, queestialtiibuicao per- sando a esta provincia a fundara igualmen-
    tence ao poder central, a (|ucm compete] toj mas vendo que no decurso de perto
    avaliar as rases de estado, em que se tanda de cinco anuos nffo linha tomado o devido
    a restricto, quese tem posto aos queque- incremento se lembrara de crear urna asso-
    rem seguir vida ecclesiastica, ou monas- ciacfio especial paraopaiz, e que tendo-se
    ica l'ortanlo o argumento, dedusido do sobre isso entendido cop alguna prelados,
    laclo de mandar o Exm. hispo os estatutos com o ministerio dajustiea e ltimamente
    para esta cusa, iiTio pode proceder a res- enviado um requer ment a assemblea ge-
    peitoda questio/le direito, (pial a desesaber, ral legislativa sera que nenhum desses meios
    se o seminario estabeleeimeiilo provincial, produ/.isse o desojado ell'eito haveudo recc-
    ougeral,ouepiscopal;porquemesmoquando bido de Roma favoravel resposta de urna
    o prelado enlendesse, em outro lempo, (pie consulta que linda feito acerca da aSSOCiacilo
    o seminario era provincial, hoje nfio pensa I para o Brasil, na persuasBo de feliz re-
    assim, e n. d. temsempre aqui citado o sultado desuasdeli
    principiosapientix esl mutare consilinm.
    rencias
    adherir a pro-
    dos associados
    , posla (pie Ihe li/erao dous .
    A vista pois deslas razOes voto contra o pa- para nslalar-se desde a a presente associa-
    recerdanobrecommissao.porquejulgo, que c3o, sollicitando-se depoisde S. M I. aap-
    pode legislar
    a assemblea provincial nao
    sobre o seminario d'Olinda.
    nmni;
    DIAItlO )i l'IS.YLilBim
    Vimos Jornnrs do Commereio ate* 2 do passado,
    viudos pelo patacho Philtnto, que chegou bon-
    teni v20j do'Rio-dej.iiii ki. 'Kis-ahio que nelles
    afilamos de nlcressanlc.
    Diz o Jornal, que Ihe constara, que S. a. Real
    oSr. conde d 'A vil la, irilio de S. M. a Impera-
    tris, (' espirado multo brevemente na cune,
    bordo da fragata napolitana Amalia.
    S. M. o Imperador conferio .i SS. MM BR os
    Sis. duques de Nemours, d'Aumale e de \lont-
    pensicr, a grao-cruz da imperial ordeni do i-i u-
    zeiro.
    o vapor fahiana, cunado no Rio-de-janeiro a
    21 do passado, viudo do Rio-grande do Sul, deo
    noticia, de que o Sr. baro de (avias continua-
    va a perseguir os rebeldes com a maior activlda-
    de. Assevera-se, diz o Jornal, que sao absoluta-
    mente falsos os boatos, que correro no Rio-
    grande, de terem havido conferencias eiftreo
    b nao c mulo Couralvcs.
    OSr. desembargador Quciroz Cnutiuhn pedio
    a sua dcinissao dechefe de polica, que Ihe foi
    concedida, e foi sustituido interinamente pelo
    Sr. Manoel de Jess Valdetaro.
    Coi TespoiKJciK'iri.
    Srs. lidiadores. --Leudo o D.-novo n. 83, nelle
    vi una correspondencia do inimigo das injusliras,
    em que diz, que o tenente da guarda nacional
    do municipio dacidade da Victoria, Ignacio da
    Silva Coutinho, me tivera 1'urtado nina sedula
    de ceiu mil ris : como ponm esse fado seja
    forte c vergouhoso contra a reputarn alheia,
    por isso apresso-me a dier, que o dito tenente
    Ignacio da hilva ( outinho nunca me furtou se-
    dula alguina, e nem outra qualquer cousa, e
    que portante nao verdadeira aquella corres-
    pondencia.
    Ouciao, Srs. redactores, por amor da verda-
    de, inserir estas quatro liabas de sen venerador
    e constante leilor Joan Francisco de Arnujo.
    K*K!S"TXi_: 1 I
    2 nbcacio a red icio
    Aos G dias do me/, de lezenibro doanno do
    nasciment de Nosso Senhor Jess Ghristo de
    mil oitoceios e quarenla e tres, pelas cin-
    co horas da tarde, na antiga capella dos
    Ierre ros de S. francisco da cidade do Recife
    comparecrflo o Ex. Sr. hispo resignatario de
    Olinda I. Thomaz de Noronha Fr. Nicolao
    doBomfm, Fr. Joaquim de s. Izabel, Fr.
    Aepolinario de S. Liborio, Fr. Joflo dos Mar-
    tyres, o commaiidante das armas Antonio
    Pedro de Sa Brrelo ; os hachareis formados
    Vicente Pereira do Reg, Jos Francisco de
    Paiva Jos Bernardo Gal vilo Alcanforado ,
    Manoel Ferreira da silva; os padres Joaquim
    Jos Brrelo o Antonio Carneiro de Almei-
    da ; Bento Jos ornades Barros, Francisco
    Jos Pacheco de Medeiros, Cabno Temist-
    eles Cabral de Vasconcellos, Francisco Ca-
    valeanti de Mello, llerculano Alves da Silva,
    Jos Mara da Cruz, Joaquim Bernardo de
    Souza Rangel, Jos Rodrigues de Oliveira
    Lima Joaquim Goncalves Vieira Guimarfies,
    Nicolao Harten e J.uiz da Cosa Portocarrei-
    io a lim de ellectuar-se a instaladlo da as-
    sociacao para a propagado e ensino da Re-
    ligiSn Catnolicaem Pernambuco,
    P
    provacao necessana e a sua imperial per-
    missSo para obter-se do Summo Pontfice
    as niesinasfracase privillegios, quecouee-
    deu a fundada em l.eao de Franca em 1823.
    Passou depois s. Ex. a demonstrar as vanta-
    gens que a associacao deve trazer ao paiz ,
    ja pela eivilisaeao dos pagflos que desgra-
    ciadamente ainda exislem no Brasil, ja pelo
    niclhoramcnlo da moral publica por meio da
    rcligiflo catholica, cuja excellencia e neces-
    sidade provou ; e terminando assini a sesso
    de instalacao, lavrou-se a presente acia,
    que todos assignarSo e eu Jos Francisco
    de Paiva 2". secretario a escrevi,
    (Seguiflo-se as assignaturas.
    ii Nto podendo nos comparecer liojc no
    acto-da inslalacao da associacao do ensillo
    da fe por causa denos acharmos oceupado
    com o concurso das grejas vagas, e desojan-
    do (pie tal estituicao lome o incremento que
    lano exige o hein do bispado que a Divina
    Providencia nos confiou, autorisamos a V.
    lm. para que nos represente ifcsta ocen-
    siflo, prestando o assenso a 1.1o inleressan-
    te instalando. Dos guarde a v. itm. pa-
    lacio da Soledade de dezemhro de ISI.'J.
    Assignado. ) Joo Hispo Diocesano Rm.
    Sr. padre a mestre Fr. Joao dos .Marlyres.
    Fsta conforme
    1." secreiario.
    Vicente 1'crcira d l\ .:!tvK->g.:'agn.;!mrv,wimi.juLLj-'rj
    nc;. '-
    RCIO,
    X \\ andida.
    1:483/846
    da para o dia 3
    annuncia-
    , em que nao pode ter lugar,
    por nao se ter conimunicado em lempo as
    autoridades: procedeu-se a leitura dos esta-
    tutos oll'erecidos para regerem a associacao,
    revistos por urna commissao nomeada para
    esse lim n'uma dasprimeiras reunioes pre-
    paratorias, composta dos Srs. Vigaro Fran-
    cisco Ferreira Brrelo, padre Francisco Jos
    'lavares da (ama c Dr. Jos liento da
    Cunha Figueiredo, e forSo approvados,
    e apresentando o padre meslre Fr. Joao
    dos Marlyres a autorisacao do Fxm. Sr. his-
    po diocesano abaixo transcripta, procedeu-
    se a eleicao da directo pelos 23 associados
    presentes, e sahirSo eleilos para director
    perpetuo o Fxm. Sr. bispo D. Thomaz com
    vmte e um votos ; para adjuncto o reveren-
    dissimo vigario Francisco Ferreira Barrete
    con. d,.s..s hacha re Vicente Pereira do Reg com qufn-
    /e votos; paraa." secretarios o bacharel Jos
    Francisco de l'aiva com (piatorze votos e
    i.uiz da Costa Portocarreiro com onze votos;
    para Ibesoureiro Joao Mara Seve eoin nove
    votos; e para procurador geral Francisco
    Cavaleanti de Mello com seie votos. Depois
    do que Diando o Exm. hispo I). Tboina/
    a palavra disse que encarregado da l'inida-
    cao da associacao da fe em Portugal, pas-
    llcndimrnlo do dia 20........
    Dcscarreuo hoje ii.
    /'arca ingleza --yiulelintjalr diversos gneros.
    ItrigUC iuglez Adra/ture carvao de pedra.
    PRAgA DO RECIFE -20 DE ABRIL DE 18-14.
    REVISTA MERCANTIL.
    Cambios lia saccadores a 25 d. p. 1/ rs. leudo
    havido urna iranzacao a 23 '/-, d.
    Algodffo As entradas forii'o regulares, e as
    vendas de 5/400a 5/500 rs. a arroba.
    Assucar As entradas forao nais limiltadas e
    c menos procurado, tendo-se vendido a
    800 rs. por arroba sobre o ferro.
    Cornos Ilouvcrao vendas de 4/ a 4/320 rs. a
    arroba,
    Bacalliao O deposito de 2,200 a 2,400 barri-
    cas, c com pouca sabida,em cousequen-
    cia da abundancia de carne tendo-se
    vendido de 10/a 10/500 rs. a barrica.
    Carne secta O dVposito c de 5(5,000 arrobas ,
    inclusive quatro carrcgainentos entra-
    dos na semana linda tendo-se vendido
    de 2/100 a 2/400 rs. a do Rio-grande,e de
    2,100 a 2/150 a de Huenos-Ayres.
    Cerveja Vendeo-se a 4/ rea a dusi* de gar-
    rafas.
    l'ariulia de lugo O depo/.ilo de 5,000 barri-
    cas, nao leudo havido entrada, e as ven-
    das teeiu regulado de 17/500 a 18/rs. a
    americana nova.
    Dita de mandioca Vendeo-se de 2/5(0 a 3/ rs.
    a sacca.
    Mho dem a 4/rs. a dita. ,
    Plvora ingleza dem a 270 rs. a libra, despa-
    chada por coala do comprador.
    Fxistem no porto 33 cnibarcac.oes, sendo 2 Ame-
    ricanas 1 argentina, 20 brasileiras 1
    francesa, 1 hespnnhola & Inglesas ,-e
    3 portiigue as.
    Contina a haver falta de embarcajOes, ten-
    do-se dado 4 26- por assucar
    fiara o Canal cutre llaiuburgo, c Havre.
    vincia, ir novamente praca para ser arrema-
    tada a quem por menos nzer, nos dias 22, 23, <
    24 a numeraco dos predios sujeitos ao imposto
    da decima no municipio deGoianna, cujo tra-
    balho, oryado iiaquantia de iio^ooo rs., ser
    rxecutado conforme o regulamento da presiden-
    cia de 20 de jullio de 1839.
    Os licitantes devidamente habilitados coinpa-
    rcrao nos dias cima indicados na sala das ses-
    si s da llit'soiiraria as II horas da inauhaa.
    Secretaria da thesonraria das rendas provin-
    ciaes de l'eriianibuco 15 de abril de 1844.
    O Secretario
    Luis da Cosa Portqparreiro.
    0 lllin. Sr. inspector interino da thesonraria
    das rendas pnn ineiars, em cumplimento da OT-
    (leiu do Bxm. Sr. viee-presidente da provincia de
    17 do correute, manda Ihser publico, que ir
    novamente praca no dia 1 i le mareo prximo
    viiidiiuro para ser arrematada a quem por me-
    nos fiser a 2.* parte do 8." lauco da estrada do
    Podo-alho, oreada na quantlade 20:4l3#rJ69 rs.,
    sol as clausulas especiaes, abaixo transcriptas.
    (>s licitantes, devidamente habilitados, deve-
    r comparecer ante a mesma thesonraria a ho-
    rado meio dia do indicado.
    Secretaria da thesonraria das rendasprovin-
    eiaes de i'ernanibiico, 20 de abril de 1844. 0
    secretario Laiz da Cinta Porto-earreiro.
    Clausulas etftciaet da arremalacio:
    I." Os trabalhos eobras desta porcao de estra-
    da se rao fritos pida forma, e son as coudices e
    modo indicado mis orcailientos, c as plantas
    geraes c particulares, perliz longitndiiiaes e
    transversaes:a I .'parte pelo preco de 20>4l3/Ut9.
    2.a Em todos os potitos,' onde a estrada nova
    coincide, mi cncoulra-se com o eamiulio actual,
    dever o arrematante, durante todo o lempo
    das obras, dirigir o servifo de modo tal, que ba-
    ja sempre um transito fcil, seja na estrada no-
    va, seja no calumbo actual, n'imia largura de
    \ inte palmus.
    3.* t) arrematante comecar as obras no pra-
    7.0 de dous me/es contados, em eonloi niidaile do
    ari. 10 do regulamento para as arrcmalaroes, de
    II dejulhode 1843.
    4.a Asebias deverao ser concluidas no prazo
    de quinse mezes contados da mesma poca, do
    que a precedente
    5. hmquanlo ao pagamento, o importe da ai-
    rcinataeo ser dividido em duas quanlias igu-
    aes, nina para ser paga em quatro prestaedes
    do modo, cuas pocas determinadas noart. 15
    (lo ri'giilamento para arrcmalaroes, de II de ju-
    dio de 1843, c a outra Reara constituida divida
    da provincia, vencendo os juros de ", ao an-
    uo, at real rmbolco, na formado art 2.dalei
    provincial u. 115, de 8 de maio de IS43, sendo
    devido, lauto o juro, como o respectivo capital
    da data do termo do recebimento provisorio,
    em que falla o art. 14 do rcgulainento de II de
    julho de 1843.
    (i." Para indo o mais, que nao est determina-
    do pelas presentes clausulas, seguir-se-lia intei-
    ramente oque dispeo regulamento para as ar-
    rematares, de i I de julho de 1843.
    Hepartico das obras publicas, 12 de agosto
    de 1843. O engenheiro em chele, /,. /,. Vau-
    ihiir. ipprovo. Palacio de Pernambuco, 11 de
    agosto de 1843. Baro da Boa-vitla.
    O Illm. Sr. inspector interino da thesonra-
    ria das rendas proviuciacs manda lzer publico,
    que, nao se leudo eft'ectuado a arreniai n;;io da
    ponte da camboa da Taearuna no dia 17 do cor-
    rente, ir novamente praca no dia 14 de maio
    prximo vindouro.
    Secretaria da thesourai ia das rendas provin-
    ciaes de Pernambuco, 20 de abril de 1844. 0
    secretario, Laiz da Cosa Vorio-carrviro.
    Leocs.
    'daraces.
    Movimento do luirlo
    Navios saludos no dia 20.
    Sal id para cruzar; o brigue-esciinade guerra bra-
    silciro Leopoldina commaudaute capito-te-
    nenic Joo Nepomuceno de Meoezeo.
    Rio-de-janeiro ; patacho brasileiro Felinlo, ca-
    pilao Isaac d'Abreo carga carne secca.
    Cear pelo Ass ; lancha brasileira S. Jos Flor
    domar, capilo .los I.uiz Pereira Krando ,
    carga sal.
    I'arahiba; lancha brasileira Conceicao das viryens,
    capilo Victorino .los Pereira carga varios
    gneros : passageiro iiazilio Francisco de
    Dliveira Brasibjiro.
    Xavios entrados no dia 21.
    Rio-grande, 30 dias, sumaca brasileira Con-
    ceican-naveganle, de 57 toneladas capito
    Manoel de Mallos Ferreira equipagein 8,
    carga carne.
    Capitana, 20 dias, brlgue brasileiro Ledo,
    de -15 todeladas capitao Manoel Jos Por-
    tclla C(]iii]iaecni II carga lastro.
    Para o Maranho recebe a mala (hoje 22)
    0 briguc-eseuna Laura.
    O administrador da meza da recebedoria
    das rendas geraes internas faz saber a todas as
    pessoas, que deixrao de pagar ataxadeseus
    eseravos. c impostos de lojas do un no correute.
    f luesmo aquellas, que j," pagro desde o l.u
    dr de/iiubi'o prximo passado at o presente ,
    que hajo de comparecer naquella recebedoria,
    no praso de 30 dias, contados de hoje, para
    satisfazrreni o dobro da inesina laxa, de COIlfor-
    niidade com cu artigos 10, e II da le de 21 de
    oulubro de 1843, c mais ordens a respeito ; sol
    pena de seren ejecutados judicialmente findo
    a uelle praso. Recebedoria 18 de abril de
    1844.
    it'Atimm
    ata
    "Mm'awpauw
    Editaos.
    O Illm. Sr. inspector da tbcooiiraria das
    rendas proviuciacs manda I'azer publico, que,
    Sjjundo a ordcmdo Exm. Sr. presidente da pro-
    Avisos inarisiMib.
    mesmo algiim liioleiiuc :
    na Itua-aiigusta u. .'>s.
    O prolssor de msica Antonio Venceslao
    Chaves mudou a sua morada para a Rua-nova
    n.5, segundo andar, do lado d.i matriz.
    Km casa de Domingos .los Vieira na Praca-
    d-commercio ii. (5 eoiitimia-se a vender o pre-
    cioso vinho do Porto de 1820 em cai.xotes de duas
    dusiasde garrafas.
    Quem precisar de um caixeiro prrfeito as
    liiiguas ; portuguesa ingleza c alema o
    qual lanibeni guarda-livros e servio nesta
    qualidade des anuos em una casa de negocio na
    Babia : dirija-se a ra do Trapichen. 17.
    O tintureiro que niorava na Uua-direita ,
    mudou a sua residencia para a ra da Gam-
    boa do Carino aoude se prono- ;i fingir to-
    da c qualquer fasenda, tanto de la, como de
    seda, por preco cominodo e tambera obras
    de toda oatureza chapeos de palha para preto
    por urna pataca seja de que taniaiiho for : na
    casa aonde tem um retabillo por cima da
    porta.
    Tem-sc justo e contratado a compra de
    una morada de casa na povoaio dos Albgados,
    com nina mci'agua no fundo defronte do lieco-
    do-quiaboaonde est a escola de primeiras let-
    tras, com Manoel de Alineida Cima do Atier-
    ro; (iienise julgar com direito a reclamar algu-
    nia cousa sobre ella o pode fuer por estes tres
    dias.
    A quem Ihe faltar un escravo- crioulo de
    noine Miguel, cujo escravo foi do Sr. inajor
    Manoel Vicente, morador na villa de Flores;
    dirija-se ao abaixo assignado que Ihe dar
    urna leve noticia : isto uestes trez dias.
    Luis Nunes, o ter pago por duas vezes o
    diziiuo do capim seiu o ter em seu sitio, como
    o mesmo arrematante pode ir ver, por este
    faz scicntc ao dito arrematante que a mais de
    um auno o nao planta e por este Ihe faz aviso
    de despedida desle ramo.
    Precia-se de um caixeiro portugus de 1-
    a 1(5 anuos de idade e que d tiador a sua con-
    data ; na ra da Praia n. 37 se dir.
    Aluga-se o 2. andar da casa n. 18 da ra
    do Collcgio. a tratar na mesma casa, no 1.*
    andar.
    = Um rapaz Portuguez de idade 10 annos of-
    ! com mais de ineia carga prompta.qiieui no mes- | vd ra, ainda que seja para fura da praca: quem
    ino quizer irde passagem para Opie lem cxcel-,nd seu presumo* se quizer utilizar, dirija-se a
    lentes (omiuodos, trate com.o dito capitao na ree da Seuzalla-vclha n.98.
    Prai-a-do-coniinercio, ou com o seu consigiiata- D-se urna grande porcao de pedacos de
    rio Antonio Joaquim de Souza Ribeiro, no sen tijolos, e entulhos de clice; e vende-se una
    escriptorio, na ra da Cadeia doRecife n. IS. .rotula e algumas portas em muito bom es-
    -- Para o Rio-de -Janeiro sai o bi igue nacional tado na Caboa do Carino n. 19.
    Indiano quarta-feira 24 do correute, os Si s. pal- \ = Alugio-se tres casas terreas, na ra da So-
    sageiros, e cu regadores de eseravos queiroen- lidade, muito largas, novamente edificadas, cora
    tendel -se com o capito A. A. Marthe, ou com couimodos cada una dellas para urna grande fa-
    o consignatario Manoel Ignaciod'Oliveira na ra milia e por preco coinmodo trata-sc na ra
    de Apollo u. 18. I da Aurora casa n. 58.
    Para Lisboa sahir.i no dia 30 do corrent
    o brlgue portugus Triumphanle, capito Silve-
    rio Manoel dos Reis: quem no mesmo quizer
    carregar ou irde passagem, dirija-se ao mesmo
    capitao, ou a llneles i Oliveira, na ra do Vi-
    gario u. 21.
    Para o Rio-de-Janeiro segu viaje com bre-
    vid de brigne-nacion.il Indiano, capito Anto-
    nio Alves Marlha; simiente recebe passageiros, e
    tem muito bous eoinniodos para levar at 12
    com toda a eoinodidade por ter una espacosa e
    acceiada camera, tambera recebe eseravos a fre-
    te, para o que Irata-se com o dito capitao, ou
    com o consignatario Manoel Ignacio d'liveira,
    ruad*Apollo n. 18.
    Para o Porto saldr inipreterivelmente no
    dia 10 de maio o brlgue portugus Staria-felU,
    capitao \nioiiio l.ui/ Gomes o qual j se acha
    O conclu Oliveira far lellSo de grande
    soriiniento de fazendas inglcwls francezas e
    suissas as mais proprias d'es^ increado inclu-
    sive chapeos de caslor, < ptimo calcado inglcz.
    quarta feira, 24 do correte, as 10 horas da nia-
    ulia, no primeiro andar da sua casa na ruada
    Cadeia.
    Avisos diversos.
    Aluga-se urna morada de casa terrea sil'
    na na do Sebo da Iloa-vista n. 33, com comino'
    los para grande familia, cosinlia fura, cacimba
    equintal murado; i? tratar com Manoel Duarte
    Rodrigues, no Recite ra do Trapixe n. 24.
    Aluga-si a loja do sobrado de I'ora-dc-por-
    tas n. 82 proprio para venda, ou outro qual-
    quer negocio por ser ein muito bom lugar: os
    pretendeiites dirijo-se a ra da Cruz n. (>3 a fal-
    lar com Manoel Antonio Pinto da Silva.
    - Uuga-se para ama una mulata moca e sa-
    dia com multo, e bom leite, acressendo que
    tem muito bom genio ezelo para tratar de una
    inania: na ra da Florentina casa n. 1(5 de ina-
    uhaa at '.' horas, e de tarde das 3 as (i.
    Percisa-se dealugar duas canoa, que peguera
    Sllll a 1,000 lijlo-.: quem tivci dirija-se a ra do
    Rangel n. 34.
    Roga-se ao Sr. \. de P. M.. que por obse-
    quio baja de' satislascr no praso de tres dias
    I Os que pedio emprestado a certo Di., a mais
    de no\ e mezes,
    Ilutaran na mulle de IS a 10 do i oriente
    do quintal <\a casa, em que mora Alexandrc Lo-
    pes Ribeiro, em (linda ra de S. liento 11.28
    una glande baca de rame, bastante alta, bei-
    i;o, un Ik ira redonda, nao sendo dita hacia das
    mais claras, e tem quatro argolas por onde se
    pegava. Toda e qualquer pessoa u quem for
    ollereeida a sobredita baca queira participar
    ao mesmo Ribeiro, que recoinpcueara, e guar-
    dar-se-h.i lodo o segredo.
    Percisa-se de um caixeiro de 12 a 14 anuos
    para venda, perto dcsi.i praca, e cpie saiba es-
    crever: na travessa das Cruses u. 8 venda de
    Domingos Garca Paramio.
    Perciza-se de um caixeiro de 15a IS anuos,
    que entenda de venda: na ra da Sanzala-no-
    va n. 7.
    Quem tiver algum menino Portugus, ou
    Brasileiro, que se queira dedicar a arte de
    pharmacia de idadede lo a 12 anuos: dirija-se
    a ra Direita botica n. 36.
    --- Aluga-se un sotao do sobrado de um an-
    dar n. III na ra dos (Hurlis, que lica por de-
    trs do quartel da polica. |>or coininodo prefO
    a tratar no mesmo,
    Aluga-se nina casa terrea na ra da (i loria ,
    com 3ipiartos duas sallas cosiulia lora, quin-
    tal muito fresca por ser do lado da nombra :
    trata-sc no pateo da Santa Crus padaria n. (i.
    A suliora Artaud subdita Francesa re-
    ca-sc para lina do imperio.
    I ma parda capaz se ull'crccc para ama de
    casa de bollicio solicito, ou de pouca familia ;
    quem precisar procure no beco da tamba casa
    onde tm 0 nixo e inora o msico Manoel Vi-
    eira.
    Quem tiver una preta de ineia idade que
    queira alugar para oservico de uma casa ou
    incsino algum moleque : annuncie ou procure


    v abaixo assignada. viuva de Joaquim Lopes
    Machado, las publico, que, tendo rcalisadolo-
    das as divids do tempo do sea finado marido,
    tem por consequencia espirado a ingerencia da
    administra, o que8C tinlia iioineado para diri-
    gir, c administrar a sua casa. A abaixo asslg-
    11.ida aproveita eaM occasiaopara publicamente
    dirigir Beus agradecimentos aos administrado-
    res os Sis. II. nry Forster & C. pela sabedoria.
    prudencia, e probidade com que se portarn
    duraiiie o tempo da adininistracao, nSo se pou-
    pando a nenhuin trabalhoem ludo que se faxia
    uiisier a beneficio da casa administrada. A a-
    j>ai\o assignada julga nada mais dever i piara,
    exceptuando a pessoa de seu mano o Sr. vigario
    Agostinho de Godois e Vasconseilos: eseacx-
    cepgo delie alguem se julga seu credor, por
    este igualmente convidado a aprcsentar-lhe sua
    onta no (naso de oilo dias para ser liquidada,
    lindo os quai's, a abaixo assignada tem de pro-
    ceder inventario de scus bens: igualmente fai
    certo, que seu negocio de padaria continua no
    inesmo p, e regularidade, fabricando semprc
    .0111 as melhores fariiihas do mercado. Joan-
    mi do tusara uimar&e* Machado.
    Aluga-se uin moleque de milito boa con-
    ducta, que perito otftcial de canoeiro, mas
    ageita-su para qualquer outro servico, inesmo
    pira padaria, limito fiel; quem precisar diri-
    i i-sea ra das Aguas-verdes n. "21.
    .loao Dias Morena, lendo acabado de pagar
    nulo debito da extlncta firma de Almcida Mn-
    reira de que foi socio gerente e certo por isso na
    final leqiiidaco passiva dessa exiincta firma de
    que ficot encarregado, roga eom tudo a quem
    por acaso sejulgar ainda credor amesma, por
    iiualqucr titulo de leltra obrigagfio, ou cunta de
    llvro o favor de ir receber ira prefixo praso de
    tres diasein casa do annunciante.
    Km casa de lugusto Corbetl na ni i da Ca-
    deia do ilecife n. 46 lia sempre pa vender um
    grande e superior sortimento de vinbos do Por-
    to, X r milito vclbo Madeira, agurdente da
    FrancaeShrub nido a vista das suas excelleutes
    qualidades por prego inulto commodo: as amos-
    tras wtiio semprc promptas no eseriptorio.
    OU'erece-se um rapaz llrasileiro Juaneo,
    casado com pouca familia para ensinar primei-
    ras Ipttras, grammalii a c francez Una desta pra-
    n por j ter servido ueste mesmo lugar : qual-
    quer sr. de engenho que se quelra utilisarde
    seu presumo, ououtra qualquer pessoa, dirja-
    se a lina (liicia ii. Su. que achara com quem
    tratar assiin como se dar conliecinienlo di- sua
    boa conducta.
    Intonio de I.ocio e Seilbis, procurador bas-
    tante ViMujii, avisa aos proprietarios das casas da rila
    deSanta Rita, Piogueira, S. .los,', detrs d'abo-
    boda da l'enlia, becco nlios, asquaes sao l'oreilas ao dido Araujo liajrio
    de ir pagar os foros e laudeinios, que estiverem
    devendo, na ra do Sebo n. 24; e consta ao ines-
    mo procurador, que se tem vendido casas a ti-
    tulo de chaos proprios.
    l ni rapaz Brasileiro de boa conducta, e que
    tem bastante pratica de negocio, se olterece lia-
    ra caixcirb de cobranca, eseriptorio, ou mesmo
    algum armazein ; quem le seu presinti preci-
    sar annuncic, ou dirija-se ra da Assiinqn;;io.
    casa n. 30.
    Manuel Francisco Coelho participa ao pu-
    blico que abri aula de grammatica latina ,
    e portugueza no dia 15 do corren te na travessa
    dasCruzesn. 14. Quem se quizer utilizar di-
    rija-se a mesina aula das lies as seis lloras da
    tarde ou a ra .Nova botica do Sr. Pinto.
    : -Josepli lia}, subdito dos Kstados-unidos, re-
    tira-separa forado imperio.
    : l ma mulhcr viuva se offercce para ama de
    alguiua casa, na Rua-vcllia, casa n. Si.
    Jobnsion Pater e* C teem constantemente
    venda laixas de ferro batido e cado, inoeudas
    para engenho de bestas e de agua, machinas de
    vapor de baixa c alta prcsso, ludo da inellior
    qualidade e por pregos coininodos ; na ra da
    Madre di' Dos n. >.
    LOTERA DE NOSSA SENHORA IX)
    LIVRAMENTO.
    - Existindo aiuda por vender o melhor de
    1(1:000/cuno podendo a mesa regedora fazeran-
    dar as rodas da dita lotera com mais da porecu-
    tagein, Cica transferida para o dia 13 de inaio do
    crlente auno, ou antes, se a extracto Cor favo-
    ravcl o resto dos bilbclcs acha-se a venda nos
    lugares do costume.
    D.'i-se dinluiro a premio com penhores de
    ouro mesmo em pequeas quantias; na Rua-
    nova n. IB.
    Aluga-se urna canoa aberla quo pega
    600 a 800 lijlos de alvenara grossa ; na ra
    estrella do Rozario n. 41 primeiro andar.
    Aluga-se um primeiro andar de um so-
    brado com muitos commodos para urna grande
    familia muito fresco e com muilo boa vista
    para o mar assim como um grande armasen)
    por baixo do mesmo sobrado proprio para
    qualquer estabelecimenio por ter porto de
    embarque a toda bota na porta ludo por pre-
    go commodo; na ra da l'raia de S. Rila n. 37.
    Aluga-se a sala e alcova do botequirn pai-
    tado de amarello i-iuz da matriz de S. An-
    tanio prelenndo-se para fabrica de iba rulos
    pois o lugar muilo proprio para este negocio.
    Quem precisar de um rapaz Porluguez ,
    que escreve soffrivelmenle, para cobrangas, tan-
    to nesta prava como lora della, ou para oulra
    qualquer arrumacao annuncic.
    Aluga-se o primeiro andar por cima do
    rtlojoeiio na ra es'.reita do Rozario ; o fal-
    lar na ra larga do Rozario n. 26 com Predas
    Barbosa.
    Precisa-sealugar urna escrava para o ser-
    vico de urna casa de pouca familia que saiba
    comprar, cosinhar, e ensaboar, dando-se o sus-
    tento e Ki rs. mensaes ; na Solidade indo
    pela Trempe lado esquerdo n. 42.
    Du-se cen mil rs. a juros com penhore, s
    ou boas firmas ; na ra do Cabug loja de
    meudesas n. 1 I).
    Perdoo-se da mesa do consulado at a
    venda do Palmeira na Praca-do-Commercio urna
    sedula de 50# rs. encarnada ; quem a achou ,
    querendo restituir, o (ara a Manoel Goncalvos
    Cascao do quo se Ihe flear obrigado, alm de
    10#rs. degratificagao.
    Precisa-se fallar com o Sr. Jos Tavares
    Bastos a nogocij de seu interesse ; na ra do
    Raugcl n. 11.
    Compras
    Compra-se effectivamente toda a quali-
    dade do ossos; nesta lypographia e na cidade
    Nova, sitio do Sr. Gomes do Correio a raso
    do 160 rs. por arroba.
    Compra-sea obra deTitio Livio em um
    sliv/o, em bom uso ; na Rua-direita n. 120,
    primeiro andar.
    Compro-se mil ps de limoeiros para
    cerca euma canoa de carreira usada, aber-
    ta i por prego commodo ; na ra da Alegra
    n. 34.
    Compra-se urna preta que saiba vender
    na na inda que nao tenlia habilidades mas
    que nio tonha vicios, nem'achaques ; na ra
    da Madre de Dos loa n. 7.
    Compra-se 15a de cana o sumama para
    enchimento do colxoes ; na Rua-nova n. 5.
    Comprao-seelfectivamenle para fura da
    provincia mulalinhas crioula*, emaisescra-
    vos, de 13 a 20 anuo1! pago se bein, sendo
    bonitos ; um par de castigaos do prata moder-
    nos geni feitio e uin transolim grosso de ou-
    ro (tara relogio ; na ra larga do Rozario n.
    30, priHieiro andar.
    Vendas
    Vendom-sc 3 molequesde 15 annos, sondo
    d"iis da Casta, eum Mogambque; urna escra-
    va de nacao, de 18 annos, engomma, e opti-
    na para mucama por ter boa conducta; duas
    ditas de 33 annos. com varias habilidades; uin
    escrnvo oleiro ; urna escrava com a mosma ha-
    bilidade ; 3 ditas e 30 annos lavadeiras e
    quitandeirus; na Rua-direita n. 3 primeiro
    andar.
    Vendc-se urna escrava boa lavadeira e
    engommadeira;cmFra-de-porlas, ra dos Ga-
    rarapes n. 63
    Ve de-so urna escrava crioula do 2i an-
    nos de bonita figura, perita engommadeira ,
    costureira cosinha bem com urna cria mu-
    lalinho de 2 mezes muilo lindo; urna es-
    crava de 30 annos de bonita figura, cosinha,
    lava, c ptima quitandeira, da-se a contento
    por ser de boa conducta ; um inulatinho de 12
    annos de bonita figura, proprio para pugem;
    na ruadas Cruzes n. 41, segundo andar.
    Vende-sc um jogo de mesado sala, bo-
    nito modelo por preco commodo; na ra dos
    uii.iieis n. 12 ; na mesma casa precisu-se de
    um costnheiru forro ou captivo.
    Vende-so no deposito de (arinha de man-
    dioca na ra da Cadeia de S. Antonio n. 19 ,
    e no paleo do Carino sobrado novo junto a
    Ordem lerceira saccas com farinha dj boa
    qualidade a 4000 rs. gomma de engommar a
    10^ rs. oalqueire da medida velha.
    Vende-so urna canoa aberta que pega
    mil lijlos de alvenaria; na ra do Crespo n 15
    Vendc-se retroz de primeira qualidade ,
    da bem acreditada fabrica de Jos Antonio de
    Siqueira, e de segunda qualidade mui pro-
    prio para fazer franja em grandes e pequeas
    porces, por preco commodo ; na ra da Ca-
    deia-velha armazein D. 12.
    Vendem-se laixas de ferro coado, e bali-
    do, e Iravejamcnto superior por preco bara-
    to; um negro de nacao; na ra do Vigario n. 3.
    Vende-se herva-doce nova em grandes
    a pequeuisNpoic.oes por preco commodo ; na
    ra do Rangel n. 81.
    Vende-se um preto crioulo com princi-
    pios de sapateiro, de 20 annos ; 9 barris de
    azeilc de mamona ; na ra da Cadeia do Recito
    u. 25.
    Vendem-se couros espichados proprios
    para bahus ; na Rua-imperial n. 188.
    Vende-se um terreno com 32 palmos de
    Irente e 210 de fundo, na ra do Fernando,
    quem vem du ponto da Boa-vista, o qual d
    fundo |>ara urna ra e frente para oulra ; na
    Camboa-do-Carmo n 3.
    Vendem-se barricas vasias que (orao de
    farinha de trigo, por prego commodo; na Cam-
    boa-do-Carmo u. 3.
    - Vendem-se 4 pretos muito bons trabalha-
    dores de campo por estarom a Uto acostuma-
    dos ; um moleque de 15 annos ; duas pidas ,
    que lazem l< do o servico de urna casa; urna
    parda de 25 annos muito boa engommadeira,
    e cosinbeiia e tambem cose ; na ra larga
    do Rozario, sobrado n. 48.
    Vende-se urna negra cosinheira; um mo-
    leque ; e duas negrinbas urna cose bem e a
    oulra com principios; na ra do Crespo n. 12,
    segundo andar.
    Vende-se um pardo do 17 annos, muito
    bonito pugem monta bem a cavallo oflicial
    (j0alfaiate sein vjcios nem achaques; na ra
    do Livramento, sobradan. 21, segundo andar
    Vende-se urna negra, que cose, borda ,
    faz lavatinto, refina assucar tudo bem, e
    vende-se para fra da provincia ; no laryo do
    Terco n. 20
    Vendem-se 3 libras de prala ; na ra da
    Cadeia do Recile, leja n. 37.
    Vende-se biscouto de Rheims de muito
    boa qualidade, por preco commodo ; em casa
    de J. O. Elster, na ra do Trapicho n. 19.
    __ Vende-se urna porcaode toros do angico ;
    no Forlo-do-Mattos, prensa do Mendonca.
    __Vendc-se um sitio bastante grande com
    muitos arvoredos de fruto, boa casa de viven-
    da com bastantes commodos, e envidracada ,
    com riacho corrente no centro do mesmo sitio ,
    no lugar do Arraial; na ra das Tiincheiras ,
    sobrado n. 19.
    Vende-se um talim urna espada urna
    canana, banda de 15a, barretina de pello e olea-
    do urna farda em meio uso ; na ra do Ca-
    bug loja unto da do Bandeira.
    Vende-se um berco para menino um
    cabide grande que serve para alfaiate e um
    refepara inferior ; na ra do Cabug, loja jun-
    to da do Bandeira.
    Vendem-se duas preta s com habilidades,
    de bonitas figuras, do 19 annos, e oulra de
    14; um escravo de 28 anuos, que ganha 480
    rs. por dia ; na Rua-velha n. 111.
    Vende-se um sortimento de toalhas de li-
    nho adamascadas com guardanapos de qua-
    lidade superior, as tnalhas teeiiia largura do
    vara e meia e duas varas, o em comprimento
    de vara e meia at 5 varas, panno do linho em
    pegas de 18 varas, velas de espermacete em
    raixas de 25 libras farello novo em saccas do
    3 arrobas, clugado de Hamburgo ; em casa de
    II. Mcliitcns na ra da Cruz n. 46.
    Vendem-se dous pretos padeiros vindos,
    um do Rio-formoso e o outro do Maranhao ,
    um ainda mogo nao s padeiro, comopediei-
    ro, c canoeiro nao estando muito desemba-
    ragado em pedreiro o o outro de meia idade ,
    s padeiro ambos por prego commodo ; na
    ra larga do Rozario n. 18.
    Vende-so excellenle farinha para bolaxa ,
    a 10^ rs. cada barrica ; na ra larga do Roza-
    rio n. 18.
    = Vende-se o inellior vinho de Lisboa, rhega-
    do ltimamente, 1 #700 a caada e 240 a garra-
    fa, azelte doce 3^680 a caada e 480 a garrafa,
    vinagre l'KK 1/000 .1 canada e 140 a garrafa,
    figos novos e bons, nu ce i ras pequeas de 8 li-
    bias e ccslinlios de una quarta, e todos os mais
    gneros muito em conta," na ra do Rozario-lar-
    e;a, venda da esquina, n. 39.
    Vende-se rap de Lisboa ltimamente che-
    gado de cor preta e tambem na mesma casi>
    ucha-se um pequeo deposito de rap arria pre-
    ta de Meuron e do princesa do Rio deGasse,
    ambos a mil rs. a vista e meias libras a 50
    rs. ( cobre ) e muito boas cartas francezas pa-
    ra voltarelc e ditas portuguezes ; na ra do
    Cabug, confronte a matriz, na ioja pintada de
    verde de Bandeira & Filho,
    Vende-se urna rica mobilia de Jacaranda,
    constando de duas bancas um sof, urna me-
    sa redonda com assento de pedia, de meio de
    sala, ls radeira.s urna cama urna linda se-
    cretaria um guarda-louga de amarello, dous
    pares de mangas de vidro um candieiro Irn
    cez capachos e tpelos ; adverte-sc aue nao se
    duvida vender-se separado qualquer urna das
    pegas ; na ra do Queimado loja n. 5.
    Vende-se urna propriedade de Ierras em
    Porto-calvo conhecida pelo nomo Arraial, que
    em outro ti mpo pcrlenccrao ao fallecido Jos
    Ricardo do Espirito Santo c faz-so todo o ne-
    gocio, tanto a dinheiro como a leltras endilga-
    das nesta praga ; a tratar com Antonio Manoel
    deMoraesdu Mosquita Pimcntel em seu sitio
    nos Afilelos ou a Joao dos Santos Porto ; na
    ra dasCruzes.
    Vendem-se 3 moradas de casas nos AfTo-
    gados todas sitas na melhor ra por ser de
    negocicio logo no principio da Rua-direita ,
    estando urna que servio de agougue, desconcer
    trda.'e todas sao construidas em chaos proprjos;
    a tratar na Praca-da-Boa-vista com Victorino
    Ferreira deCarvalho ou no sitio dos Afilelos
    con Antonio auuel u6 Me,,;;, s da McsqiU
    Pntenle!.
    Vendem-se na fabrica de ferro da ra da
    Aurora machinas de vapor da mais approvada
    conslrucgao moendas de canas de varias qua-
    lidades mui fornidas, e com todos aquellos
    melhoramenlos que a longa pralica tem mos-
    trado seren necessarios ludo (cito na mesma
    fabrica e garantido; taixas de ferro de fundo
    chato as mais approvadas em toda paite on-
    de sao usadas carros de mao arados do fer-
    ro machinas de moer mandioca, mui sim-
    ples, que alm do pouco espago que oceupao ,
    fazem bom elTeito, ditas para espiemer a massa,
    de nova inveng5o e muilo compacta assim
    como muitos oulrosobjectos du mesma naluresa
    Vende-se um cavallo rugo, esl gordo, e
    o melhor carregador baixo at nielo ; na ra do
    Crespo n. 9.
    Vende-se por preco commodo um carro
    de 4 rodas em bom uso; na cocheira do Miguel
    no Atterro-da-Boa-visla.
    Vendcm-se 80 palmos de lerrpno do fren-
    te no Cortumo dos Coclhos; no largo do Ter-
    go n 20.
    Vendem-se meios bilhetes da lotera do
    Livramento, a 4500 rs. ; na Rua-direita loja
    de fazendas n. 12, no oitao da igreja.
    Na loja de Hiplito S. Martin Si Compa-
    nhia vende-se um lindo sortimento de jolas
    imitando perfetamente o ouro como sejao ;
    alfinetes de peito para senhora guarnecidos
    de podras e com aljofres, pulceiras tambem
    ornadas de podras ede esmalte da ultima moda
    de Pariz pentes dourados do atacar transe
    lins dourados para homem e senhora ligas
    elsticas para senhora o meninas oculos su-
    periores de 4 vidros, e de cOres diferentes para
    conservar a vista riquissmos estojos com
    todos os pe (enees para toilette de homem e
    escripturagao saceos de laa com (echadura e
    com diTerentes repartimentos, proprios para
    cuardar roupa e para viagem estojos ma-
    themathicos do todos os tamanhos bengalas
    com dilTerentes machinismos;, ossm como urna
    com jogo do damas urna com cachimbo urna
    com caixa de rap urna cotn loque, umacorn
    seringa de entrudar urna com taco e de ou-
    tras diversidades ; na Rua-nova n. 10.
    Escravos fgidos.
    No da 8 do corrente, polas 8 horas da
    noute, fugio urna escrava de nome Anglica, le-
    vando um vestido rouxo, e urna panno da Cos-
    ta ; etem os signaes seguintes: cor-fula, olhos
    encarnigados e grandes, cabega raspada, tem
    o dedo grande do p dircito mais pequeo do
    queo esquerdo por causa de um talho que lo-
    vou debaixo do mesmo dedo quando anda pu
    cha pela perna direita tem 39 a 40 annos ;
    quem a pegar, leve a Rua-nova n. 18 ou na
    Rua-bella n. 26, quo sera gratificado.
    No dia 15 do corrente Tugio do sitoi de
    Bem-fica junto a pontesinha dos Remedios, um
    prelo velho crinulo de nome Lu: estatura
    ardinaria bastante barbado, quebrado de am-
    bas verilhas fallando-lho alguns denles, mui-
    to regrista cujo preto foi de J >5o Luiz Alvos ,
    administrador quo foi do engenho Amparo na
    lltia de ltamarar ; recommenda-se a todasas
    pessoas que o encontraren!, mandal-o pegar ,
    0 levar ao mesmo sitio ou a ra larga do Ro-
    zario n. 18, ao podo quartel do polica, on-
    de recebero urna gratificago do sru trabalho.
    Fugio o escravo Jos de nagao Benguel-
    la de 35 annos alto, secco, pouca barba, cor
    fula com todos os denles tem um signa) pe-
    lueno entros peitos, nariz afilado fugio no
    lia 3 do curente mez ; quem o pegar, leve a
    Maria-farinha a Joao Peixoto de Araujo Silva ,
    ou no Recifc na ra do Queimudo n. 52, quo
    -era recompensado.
    Fugio no dia 31 de margo um moleque de
    nome J .ao, de nago Baca levou caigas do
    ^anga azul cumisa de estopa chapeo preto,
    e'cegodeum olho ; quem o pegar, leve ao
    largo da usscmbla n 2 casa de Mara Ca-
    valcanti do Albuquerque Lacerda, que sera ge-
    nerosamente recompensado.
    Ausentou-se, indo a um recado no dia 23
    de margo p. p. o moleque Joao, levou caigas
    de brim branco ordinario camisa do algodao-
    zinhode mangas curias, cor fula, rosto regu-
    lar olhos pequeos beigos grossos, e obelo
    do corpo consta que anda ganhando em lazer
    despejo; por isso roga-se a qualquer pessoa en-
    carregada da polica ou particular, que o en-
    contrar o pegue, e leve a ra da matriz da
    Boa-vistan. 26, segundo andar, que so grati-
    ficar.
    No dia22 do niez p. p. aiisenlou-se da cida-
    de de (ioianna una escrava crioula, de nome Ma-
    ra Rila, de 22,anuos estatura bastante alia, scc-
    cado corpo, cabellos carapnlios, peitos peque-
    os, quasi Pin ps, rosto descarnado, dentes li-
    mados, e mu tanto dentuca, olhos um tanto es-
    bugalhados, ps radiados' de calor de lig-idO; a
    qual consta, que no dia4 do crlenle abril lora
    procurar nesta praga ao Sr. Nicolao Rodrigues
    da uiilia para a comprar, e ha certeza, de que
    existe acontada nesta praca ; roga-se todasas
    autoridades policiacs e capiliies de campo liajao
    de aprehendd-a, e levar na do Vigario n. 5,
    onde se Ibes pagar qualquer despeza, que com
    ella se tem Icito.
    = Consta que anda pelo cainiulio do Harba-
    IboFoco-da-panclla, estrada dos Afilelos, e al-
    gunas vetes demora-S e em una das vendas do
    Manguinho sempre depois que anoutece, un
    escravo de nome Francisco de nacao Costa, re-
    presenta ter 40 anuos pouco mais ou menos, al-
    gUina cousa DaiXO, grosso do corpo, com luiliOS
    no rosto ao uso de sua nngao.os blancos dos ollio*
    avrriiH Ihados, e o inellior signal que tem e a
    inilia do dedo polegar de una das nios macha-
    cada a mancha de nina dentada, e um signal
    na cabera a inaneira de una rotilada antiga, es-
    te escravo esl fgido desde 0 de margo do anuo
    passado canda a titulo de forro por esses luga-
    res em que tem sido encontrado de noute, cun
    1 saceo as cosas com hortaliee e as vezes com I
    panecillo, ou balaio a cabega: quem o pegar
    leve a ra istreita do Rosario sobrado n. 43 no
    3." andar, que tem degratilicaciio 20/.
    -=Fugio do engenho TIcboa, freguezia dos Al-
    fogados, no dia 1. do corrente, um mulato de
    nome Luiz, secco do corpo. muilo tallador, e de
    idade de 20 anuos pouco mais un menos, escravo
    de Mr. Pierre Riguaire meatre d'asseutamentos,
    e de fazer assucar, o (pial eslava no mencionado
    engenho por garanta da quantia de olto centoi
    e quarenta mil rcis, deque devedor o dito Mr.
    Riguaire ao abaixo assignado, e consta que an-
    dou pelo Cacnaea, Pogo-da-panella, e fregue-
    zia da Hoa-vista, Santo Antonio, e Recite: quein
    delle tiver noticia, levando-o ao abaixo assigna-
    do no mencionado engenho, ser generosamente
    recompensado. Juio dr Carvalho 'aesdclndraJc.
    Fugio no dia 16 deste corrente mea, P'1;1*
    II liorasdainanha.o escravo de noineAgo&tlunO
    crioulo com os signaes seguintes ; cor fula, alto,
    chelo do corpo. tem um signal noqueixo do la-
    do dircito proveniente de dores de denles, e
    rendido de urna yiillia. bastante prozista: le-
    vou vestido calca de 1 istia de cores, cni bom es-
    lado camisa de algodaozinho trancado, siija de
    tinta ile oleo, contra de lisiado azul, chapeo
    de palha em mo estado, elle tem por costme
    ir par a estrada do llosarinbo : quem o pegai
    leve-o a ra do Queimado n. 2. que ser bein re-
    compensado.
    lBCPB NiTfP. I)K M. F. BB tAH'A 1**