Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08721

Full Text

Anuo de 1844.
Quinta Fcira 18
de Abril
Anno \\. H. 91,
WMa gc^xsg^*a.aKgi^sawKiBeggr,-"..^: .y .-U3i~^,\sr^' ni i iiw
O Oiario |>ub'ic-se t> ros ns ilmt que nfto forero anrt'fx'*''*'5 : o preco da &MgJMtQfi
he d? lreM nu' '* por <|unr!el |>a>os adianladns Os anmin< 'ios dos assKni'ive* s.ui intCTIOOi
a*ralf *" '" s n1"' IMn l"1^"1 raiint de SU reil or linlia A* rrrlaniouVs deven, ser diri-
gidas \\ esla 1 y|. na das (.rures n < u a praca ni Independencia I ja de livr s n fi e 8
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
CoitNN e Parahyba se-undasi ar-xlaa btrai, i',iu (Irande do Norte che a S c 2.' e par-
le iiOe'J ibu, Serinharm Hio l'ormoso Macev, Pono Cabo, e *laoas no i
i 1 e 'J-J .le cila aam (inrinhuna e Honilo a 1 e 'I de ca a metEoa-visla e llor-
es a Lie -'> dito Cidade ila Violn a, quimas feirat. Olinila iodos u das
DAS da semana.
IB Seg Batilina Aad do J. de I) da 2. r.
41) Terca a I n; aoia Rcl auil do de 1) da 3. t.
.|7 Ouarla s lncelo Aud lio J de I) da i v
4$ Quieta a.Gald na Aud do J de U da '.. t
'J "-txla s. Unm .genes Aud. do J de I). da '.'. t.
2J Sab s IgOOl 'el. aud do .1. de 11 da 1. v.
I l)oui_ do 1). m paslor s Anselmo.
a.:vj.itiv*i-yww-g^rr-r ?t -r- -T'CaBWOflKrai
'l'udo agora depende de na aesaoa; da noss* prudencia, noderaqjo- e en-rjia: enn-
linuemoi eoao priocipiaaoa e Hie culias. [Proelauag.ie da ISaemMa eral do iraiil.)
Cambio aob'C Loadrea '-.
i, Parii 570 reia por franco
u i) Lisboa 112 por ll)J de prrmi,
Moedlde onbrc .*> po* ((ii 6 na l:a
dem de letras de boas l'.ri: aa 1 a \\\
i. latllOI Mi Pl \ 17 DI m ii .
comp
renda
Our.-Mo.dt de ,100 V. I7,) 17.500
N. -i i .000 4./.0H
do 4.0(1 'J,00 ,*oo
Pra^-l-ataeOe. .9JW 4.8
peaoacoluneaarea 1,1"' ."0
,. Dito. -e.ioa.oa 1.960 ,0H0
PHASES DA LA NO Mi:/. DE Mili II..
I.ua obeiaaSaa noraa o 30 nin damann.la La nova a 17 as 0 Imraa e II min. da larde
Min'iianle a '.) as 7 lloras o uiin ltanla |Creacenle a 5 as 5 b. e V) m da manh.ia.
Preamar de hoje.
Primeara a 5 horaa e IS mm da cianli.'ia I Segunda ai j iioras e 45 mininos da larde
,( v ".. !..'*,"..u:a5f#l
&c:i: -V.' .
. .
*
..
YMS" 9> W & # '.'> S 8 -7* A
ASSEMBLA PROVINCIAL
SESSA DE 13 ABIWI. 1U I84.
Presidencia do Si: Paula Lacerda.
Fcit.i a chamada, < achando-s*1 presfntes 2(1
Srs. deputados, <> Sr. Vlcc-prosidente declarou
:i I.i 11 i a sessao ; Coi lida c approvada a acta da
antecedente.
EXPEDIENTC.
O Sr. 1. Secretario leo <> seguate :
Um requeiriinento de M. F. de Paria, empresa-
rio da publlcaco dos debates desta asseiubl^a,
representando que sofl're grave prejuiso no con-
tracto que celebrou o anuo p. p. rom a respec-
tiva commissSo de policia; e pedinda que o dito
contracto seia reformado, ele*'ando-si o subsi-
dio consignadoa quantia de 3:500/ rs. por anuo,
paraoqual at a lei do or(ainento vigente de-
cretou quota.
j-'ni lijo c anrovado o prarecer seguintc:
A rominissao de negocios tas cmaras, lendo
attentamente a petifao de Jos da Maya, cm que
se offerecepara estabelecer uin matadouro pu-
bllco, tlf parecer, que se remeta a c. munici-
pal desta cidade para luforinar com urgencia so-
bre a pretenco do supplicante. Pact< da assem-
bla provincial 13 de abril de 1844.Telle de
Meneas Mcdviros.
OBDEII 1)0 I)U.
Entra em 3.' discussao o projeclo de frca po-
lieial, o qual approvado sem debate.
Continua asegunda discussao do artigo 12 do
projecto di' lei do orcainentoi que havla litado
adiatlo a requerimento do Sr. Uarros (Javalcante
para ser discutido <11 pms de approvado em .V
discusssoo projecto que fixaa loica policial.
Ait. 12. Com a fon;a poli.i.il. 102:(.IIJ0.-<(1()0
D-se a materia por discutida, e posta a votos
t; approvada.
Sr? Taques manda ;i mesa os segulntes rti-
cos additivos, que depois d'apoiatlos entrao em
discussao.
Artigo. As arrematadlos de impostesseraoan-
nuaeSi e o seu preco ser pago adiantado on no
total,o por prestacGes correspondentes a prazos
determinados.
Artigo. Todas as adminislrafes, corporn
cIkTi-s de reparti9des, e empregados dependen-
tes daassemhla provincial, eque reeebeiu tl-
nheiros tos cofres provincial s,remelterao no l.
de Janeiro,por intermedio to presidente da pro-
vincia, a assembla provinciafum rrlalorio elr-
eumstanciado de ludo que no anno econmico
lindo tenha sido feilo, to estado da reparticao
o estabelecimento, suas relacfles oni outras,
progressos, neeessidades, e obstai ulos eom n-
die.'.i-.io tas medid i> in.iis litis .i si u respeilo.
Artigo. A iln somaiia provincial, com o n la-
lorio to ai iio auii > i di ule, remelter o batan-
eo das con las do auno lindo roui lodos os docu-
inentos, e inl'onn irties; O t.menlo ta reeeila
e tli spe/a para o mino seguinte; < no I." de feve-
relrn remetier.- jiialmpiite o bataneo do t.se-
mestre to anuo torrente.
Artigo. O presidente da provincia noinear
nina commisso de p^ssoas intelligentes e de
probidade, e o lo para examinar o estado da
tliesonraria, e dar tonta de ludo que achar.
Artigo. A ilii'sinii'aria apresentar COinuiis-
.s;"io lodos es seus livi'OS, e eol'res, prestar to-
llas as informacoes \ i i baes ou por escripto que
o commisso exigir, sendo os seus membros tra-
tados com milita attcncSo por todos os empre-
gados da thesouraria.
Artigo. O presidente da provincia dar ou ne-
gara a su.i approvaco as tontas da thesouraria
provincial depois do exauc da commisso, pu-
dendo mandar proceder a quaesquer exaines, c
informacoes; c subinettera tl|do;i aseinblt'a pro-
vincial.
Artigo, presidente da provincia podera no-
inear conunisses espeeiaes para examinar o es-
tado de quatquer reparticao 011 admhiistracOi
e tero lugar a sen respeilo as disposices ante-
cedentes noque Ihes foreiii pplicaveis.
Artigo. Serao demolidas as cavalharlces tic po-
licia do campo de palacio.
Artigo. As causas da fazenda provincial cor-
rei.i no foro eonmiuui,ol)servando-se o prOCCS-
so marcado as leis de fazenda.
O Sr, Jote Pedro:[pela ordem) A que sao ad-
dilivos estes artigos ?
OSr. I'ir.udcn(e:\'s disposices geraes da lei
do orcamento.
O Sr. Jo."; Pedro:E est em discussao a lei do
breamentn ?
OSr. Prndente:-Siro, Sr.
OSr. Jos Pedro:En pensei, que tinba estado
so o ai tigo 12.
O Sr. Presidente:A eonelusao do orrainento
ficou suspensa por causa do artigo 12 que tinha
lieado adiado a requerimento de um Sr. depu-
i ido. ae i!>.: de ser approvado.
OSr, Jas Pedro:Pois beni, cu requeiro a
inipr.SMio desses artigos, e por COnseguinte
o adiamento da segunda discussao doorcamen-
lo porque nao c possivel cnectar-se j, e dej
repente una discussao sobre materias to com-
plicadas como asile que tralo estes artigos,
quepodem Irazer dainos incalculaveis pro-
vincia, files estabeleceni uicloa de arremata-
edes e d'impostos; obrlgo os arrematantes pa-
garein adiaiiladoou por prestaces a prasos de-
ti rmfnados;involvemtodaa contabilidadeda pro-
vincia; coinprehendem deveresda assembla, <>-
brigando-aat a obedecer acertasdisposi9des;em-
lim tlao providencias ampias.tpie su una lliedi-
lacosizudn, e um exaine protundo.poderd ha-
bilitar a tliscussno: litio possivel diseutir-se, c
votar-e de chofreein taes artigos:ouoseu n. au-
tor, osdeveretirar para oiTerecel-os em occa-
sifio mais opportnna, cu entao a assembla deve
mandar imprimil-os para os poder discutir.
\ ai ,i mesa, c depts de apoiado entra em dis-
cussao, eem a mais materia, o seguinte requer-
mente do Sr. Jos Pedro:
llequeiro o adiamento da segunda discus-
sao da lei do orcamento, attiue se impriman os
artigos additivos ofl'erecidospelo Sr. Taques.
OSr. Uliveira:Sr. pres., parecia-me que os
artigos additivos apresentados pelo n.d., que
lita a minha direita, nao dcvaos>r apoiados en-
gloliadainenle c siiu cada um de per si na (ur-
ina to regiment; mas rmlim. como foroapoia-
tlos tiesta maneira, e se acho cm discussao, d-
rei alguma cousa respeitodelles.
Quanto ao I." que diz:: As arremataedes de
illlpOStOS serao aiinuaes, etc.(M)sseu inen srrva-
ni para ouviras rases que teve o n. d. para o
apresen tar.
Quanto ao 2. que dlspoe o seguinte; Todas
as admiiiistracdes, corporaees, chefes de re
jiai tienes, etc. (I<:) cu voto contra este art., por-
que o acho ocioso, ou por outra desnecessario.
0 presidente da provincia tem j esta attribui-
efio de exigirs inlbrinacoes necessarias tic to-
llos os cliefcs tic rcparticoi s, c tein sido este o
estilo; elle organisa sua falla i assembla em
vista dessas inloriiiacoes.
Quanto ao terceiro que di/.:: A thesouraria
provincial com o relatorio do art. antecedente,
remetiera o lialaiico tas tontas, etc. (J), isto
tambciu j,i est determinado e tem se observa-
do, acho por conseguate ocioso repetir o que
esta tlisposto
OSr. Tuques:Este anno nao veioo balanco
tln I* simestre do anuo eorrentc.
OSr. Uliveira: Velo, Sini Sr.: existe na pista
de commisso de fazenda.
Quanto ao-." que di/.;;O presidente da pro-
vincia noiuear urna commisso de pessoas in-
telligentes, etc. l//c'):-jlllgo o igualmt lite ocioso;
porque o presidente da provlw ia nao est iiilii-
liido de nonicar i sta commisso, c mesmo a as-
sembla provincial, parece-mc, tpie desde o an-
uo de 183;*) at IS40 ou -l tem mineado constan-
temente esta commisso.
Portanto,para fazer-se isto nao se precisa de urna
autorisaco expressa: creio,que os un. tld esta-
i'o certos, que ein quasi todos os anuos temos
nomeado urna commisso para couhecer do
estado da thesouraria das rendas provineiaes, e
informara casa ,i este respeito, e mesmo o pre-
sidente da provincia pela Id ubrigudou lazer
isto.
O ou tro artigo diz:=-\ tliesouraiia, apresenta-
r ,i commisso todos os seus livros, etc. {ley
i ste artigo diz respeito ao antecedente, epor con-
seguinte tainbem ocioso.
O arl. G." tli/; 0 presidente da provincia da-
r, ou negar sua approvaco s con tas da the-
souraria provincial, etc. [t-- assento tambeiu
que isto c desnecessario, porque o presidente ta
provincia nao ha de approvar una tonta de des-
pesa feita pela thesouraria, sem ter sitio legal-
inente autorisada.
O art 7. diz: O presidente da provincia po-
llera nomear conunisses espeeiaes para exami-
nar o estado de qualquer reparticao, etc.(f?)=
tambem desnecessario; porque o presidente da
provincia, pela lei de 3 de outubro de 1834,
obligado a examinar o estado las cparticncs
publicas, alim de conhecer.se ellas csto confor-
me a lei, e dar as providencias necessarias.
Diz o art. 8.:=-Sero demolidas as cavalha-
rlces no campo de palacio.: Ku supponho.que a
assembla provincial nao pode determinar isto;
porque aquelle predio nao provincial, ao me-
nos isto nao est decidido; e mesmo cu nao sei
qual a utllldadedesteartigo: reservo-inepara
depois d'ouvir as rasiics ipie aprest ntar o n. d.
Dii finalmente O ultimo art.:As causas da fa-
zenda provincial coircr.it> no loro comniuin, ob-
servando-seo processo marcado as leis de fa-
zenda.- Tamben) isto j seacha providenciado;
parece-mc, que o juizdos fritos ta fazenda na-
ci::;:! i:o devejulgar as causas da fazenda pro-
vint ial, como o esta fatendu, e tante assimque
em 1842 apresentou-se urna disposigao, ou art.
dando-lbe esta attribuico, e a assembla o re-
jeltou; porque nao sejulgou autorisada para le-
gislar neste sentido. Ora. en assenlava. mesmo
pora nao prejndlcar a terceira discussao da le
do orcainrnlo, t|iie seria incllior, que o II. d. au-
tor destes artigos os retirasse e com tiles forniu-
lasse um projecto cm separado: Isto era mais
conveniente; porque neui prejudicava a lei to
orcamento, nem tanibem o pensaiuento do n. d
0 Sr. tabello: Y. a assembla decidia com
mais conhecimento de causa.
OSri O/itvro:Em sumina, eu voto contra
quasi todos estes artigos, porque os acho ocio-
sos pt las rascles qu expend.
OSr Franci/co Joo. [pela ordem] Vnesque
o n. d., que venitle se asseutar, aventasse a deia
ile que os artigos additivos, apresentados como
emendas ao orcamento, devino fazer um projec-
to a parte, euj tinlia reconhecido a uecessida-
de de seren assiin eoiisiderados.
A importancia das dispusigbes que nesses ar-
['_:,-^ se conten, e a diversidade deltas sao moti-
vos para que tomemos esta medida como de pru-
dencia para nao nass tri ni disposices de que de-
pois (rollamos de nosarrcpentle ,ou tl.ix irem de
passar outras que serao convenientes. Por isso
ru lomo a liberdade de apresentar ;i considera-
gao da assembla um requerimento.
K* apoiado c entra tambem em discussao este
requerimento do Sr. Francisco Joan
; Requeiro que sejau as emenda additivas do
Sr. Taques consideradas como resolucao, e ties-
ta qualidade discutidas. S. Ii.
Igualmente apoiado e entra em discussao
eom a mais materia o seguinte artigo additivo
do Sr. Lopes Gaga para ser enllocado aonde
eonvier. Nenhuma quota de despeza da pre-
sente lei ser tirada e convertida em favor de
outra qnlquer quota.
OSr. Taques: Sr. pres., vejo que os artigos
additivos que subinetti consideraco da as-
sembla sao milito infelizes ; elles sao atacados
sobre fundamentos contradictorios, porque
um honrado deputado que senta-sc do outro
lado diz, que sao de nina importancia iaogran-
de que nao pudem ser considerados neste mo-
mento que necessario que depois de im-
pressos tenho urna discussao mais ampia e
u honrado secretario diz que quasi todos sao
OCClosos r iuleiraiiieute tlesuerrssarios .
0 Sr. Jns Pedro : -- o ln Incoherencia : i-
dem ser oeciosos sendo todavia importan-
tes.
OSr. Toques: Alais parece-mc, Sr. pres. ,
que se os artigos additivos teem alguma impor-
tancia a sua materia nao to elevada que
nao possa ser considerada pela llustrago dos
nobres deputados anda mesmo agora ; alcn
de que a discussao em que estamos nao a ul-
tima do orcamento, Dina ves que o honrado
ti "pul ido que falln em primeirojugar e a-
cliou Importantes os artigos, nao tem por
ora olijrrcors a propr contra elles parece-me,
que se pdem approvar agora e na 3.* dis-
cussao euto pdem ser apresentadas emendas
suppressivas ou substitutivas. Os artigos, p-
reSn, nao esto em nula irregularesquando
sao apresenl idos na discussao da lei do orca-
mento : elles teem toda aeonnexo com a arrt -
c.id.icio e eom as repartifcs (iscaes, sobre as
quaes se estabelecem coinmumente disposices
na lei do orcamento a cerca das con tas do ba-
I.iik ii das arrematactirs, 8tC.
Agora Sr. pres. darei a raso dos diversos
arligos, como pedio o honrado Io. secretarlo.
0 I." artigo tem por lim assegurar o paga-
mento tos precos das arremata(Oes de impostos;
mas nao to vexatorio, como se quer conside-
rar pois que lanilla aos arrrinatantrs paga-
rem adiantado ou no total ou por prestaces
correspondentes a prasos determinados. Ora ,
faser urna anticipagode 3ou de 4uieses nao
urna condicao muite pesada ; entretanto me
parece, que o artigo ser multo a bein da ar-
rcc.ulac.fit> dos dinheiros provineiaes. A tlispo-
sii ao deste artigo nao certainente prevista
por lei nenhuma ; o contrario, supponho
en do que est determinado cm alguma lei
de orcanienlOi
Vamos aos outros artigos: diz o 2.*== Todas
as administraeOes corporacfie, itc.(le) Este
ai tigo nem tem um correspondente na legisla-
co actual nem deixa de ser importante : para
provara necessidade desta disposieobastava
embrar o que tem acontecido nrsta rasa. O
archivo da assembla est tlesprovitlo quando
se quer algura esclarecimento sobre qualquer
materia de que se trate 6 preciso adiar a tlis-
cusso at que venho esses esclarecimentos
depois ile pedidos temos o exemplo no relato-
rio das obras publicas, apresen lado pelo enge-
nlieiro cm chele que fui renictlido a assembla
depois de se pedir. E' verdade que o presi-
dente da provincia postuma mandar os relata-
rlos de alguus chefes das diversas repartifes ;
mas isto nao por obrigaco 6 anda quando
alguns laco estes rclalorios nao sao apresen-
tados em lempo conveniente para clicganni
aqu na poca cni que se torno necessarios..
o balanco do priineiro semestre do anuo finan-
crirome parece, que nao remettldo a esta
assembla regularmente; t; assim queeualn-
(I i nao recebi csse l>al.iin;o : coiista-iue que
alguns Srs. o teem; mais cu nem anda o vi.
Portante. Sr. pres., o artigo milito mil por-
que nos nao podemos legislar bem sem inlor-
maces e a maneira de as blennos obligar,
que os diversos cheles tas reparticoes expoulio
,i estado deltas as suas necessidades e as
medidas que sepreciso, c isto cm tcinpo, para
que taes nformages possao vir aqui,a lim de se
poderem tomar providencias.
0 outro artigo relativo, thesouraria pro-
vincial. \a lei do orcain 'nto se presereve a
foriuul i des l> lian i>;: mas nao irllgo de Id que determine o tempo de sua
ipii sentar.io .i este respeito. Sao basta, que a
thesouraria provincial i'i i o seu balanco eo
remella ao presidente da provincia, preciso
que seja remettldo aesta assembla em tempo,
para que possa si r\ ir utilmente.
0 outro artigo estabelece, que o presidente
da provincia uoineie mu i commisso de pesso ts
intelligentes. de probidade e / 'lozas p ira i \ i-
iiiinar o estado da thesouraria edareontade
ludo que aeh ir. I!st i assembla tem uma com-
misso denominada idecontas provineiaes
que deve tomarconlas .i thesouraria provincial
segundo o bal m ;o rciuetlido a esta casa; mas
as conunisses desta natureza, supponho que
nao teem at aqu tomado conlas em annoal-
guin .i thesouraria provincial; nem mesmo du-
rante dous meses que aqui trabalhamos, pode
Iriver tempo bastante para este trabalho que
demanda um .'xanir complicado se elle antes
uo llOUver sido preparado.
Julgo que elle deve ser previamente felto
pelo poder administrativo par que a commis-
so esteja habilitada a proceder a este respeito,
i'.ntentlo que isto conveniente porque para
repartieres provineiaes nao lia um tribunal
superior especial de conlas nem mesmo una
mesa de revisan : assim julgo de umita impor-
tancia, que SC noincie esta coinniissao deque
trata o artigo. Nem basta dizer que o presi-
dente da provincia pela lei de 3 de outubro est
autorisado a Inspeccionar as reparticoes publi-
cas na forma tas Iris ; daqui nao se segu que
nao llevamos estabelecer medidas,para que esta
inspriio sr faca inelhor a lim tic que se co-
lillera o estado dos eol'res provineiaes a ma-
neira por que e administrada a fazenda da
provincia ; e ao publico aos contribuintes se
inspire a necessaria conlianca mostraudo-sc
que ha sel e regularidade na sua adininistra-
co; de mais, anda quando o presidente da
provincia (cuba totla a autorisaco para nomear
estes conunisses euoque quero que isto
se converla em obrigacao a lim de que esta
assembla possa proceder eom conhecimento de
causa na discussao da lei anima de contas. Por-
tante o artigo nao tem nata tic ocioso de
urna importancia siiinma nao tras COinplica-
cao alguma c por isso suppoulio que pode
ser admittitlo como additivo a lei to orcamento,
e na 3." discussao enio, se alguui honrado de-
putado qulzer inodilical-o o poder faser. O
artigo imuietlialo nao faz seno desenvolver este;
o outro appliea a mesilla disposiro as diversas
reparticoes c est no mesmo caso. O artigo
penltimo diz : liera demolidas as cavalhari-
ees da polica no campo de palacio tem por
limo al'm inozeaiuento r saluliritlade da cidade.
O campo tic palacio aehava-se rmliararado com
as cavalharlces, que esto all cm lugar multa
improprio. Agora quanto a seren estas cavalha-
rices da provincia supponho, que sao por-
que ellas l'oro (rilas com dinheiros provineiaes;
e cm tinas leis de (orcamento o presidente
da provincia foi autorisado para ariazal-os ,
mas mo o executOU.
0 ultimo artigo diz : As causas da fasenda
provincial correrd no foro coinuium,observan-
do-sr O processo na forma das leis de fasenda ^r:
A fasenda provincial depois da promulgacSo da
lei que creou um jui/.o tos fcitos privativos
para as causas da (asenta nacional, tem intenta-
do suas demandas por este jnizo privativo.
Ocio, que isto neni conforme com a lei nem
de utilidatle publica ; nao conforme com a
lei porgue ella talla relativamente as causas
da fasenda nacional c nestas palavras nao se
comprehende a fasenda provincial.
1 tn Sr. deputado : Pois nao t; a mesiiia
cousa .'
O Sr. Toques : Nao Sr., o adjectivo nacio-
nal contraposto ao provincial, ou local ; cu o
vou mostrar pelo artigo 03 da constituirn que
diz: Os que nao pdem votar as asseuiblas
primarias de parochia nao pdem ser mem-
bros nem votar na nomracao de alguma auto-
ridade electiva nacional ou local.-Portante o
nacional conlrape-se ao provincial ou
local. Fasenda nacional a fasenda publica
ge ral c nao a provincial : todas as disposices
de le l'allao su relativamente fasenda publica
nacional. Nao tambem til, c o demonstro
em pomas palavras. A lei creou um juiso pri-
vativo na capital da provincia com dous offi-
ci.ii s dejustica; o luis dos fcitos da fasenda nao
piide dar contados processos que tem, da fa-
senda nacional; quanto mais dar vencimculo
aecreseendo as causas da fasenda provincial ;
elle tem, como disse dous ofliciaes dejustifa
apenas ; e estes ofliciaes teem pouco tem-
po para se enearrcgarein do que diz respeito
a fasenda publica nacional : e como no foro
nadase fas semcitacao, que abase de todo
o processo segue-sc que uo poderao conti-
nuar as causas da fasenda provincial. Nao
i sto s anda ha outro inconveniente e que


<> juiz estando na capital d i proi lacia nao pode
coinpellir os devedores que inoro lora da c-
l.iil elli s nao i em m< >lo da coacco de que
se Pon rato a resenda publica
pioviini ii soU'reru grande dinnuico eui suaa
reno i$,s o tom irmos medidas .1 i ite respeito:
esta......o do artigo. Quanto .1 constitucio-
nalidad 1 em outra ses'so tive occasio
de preven! 1 que eu julgo que esta issembla
,.,| tomar medidas com para melhor
an ida io los dinheiros pro >iw 11 'S, entrando
111 sinojua forma c no processo. Sos o que nao
podemos alterar a legisla iog ral, is rea des
gera s dos cidados. r os meios d'ellas seren
inantidas inaisquanto i irrecadacao do; di-
nheit os provinciaes nos ] id mos 1 si ib< 1 'cer .
011 ^-j 1 idministraliva ou judicialm nte o pro-
cess 1 11 cessarioparaobt irnos os 111 ios.
OSr. l'nula Caval- mti: -- 0 process 1 !
0 Sr. 1 tq es: Enlao uo po est 1-
b ele ti r 11 proi sso para 1 iri 111 il 1
o.Se. tabello: OSr. teni contrariado esli
jii ii' ipio. 4
0 Sr. Taque : Perdo -me: lea o Diario de
lio '11 : l .vem a ininli 1 opinio 1 ste 11 s-
peito no utido emqu estou Fallando. Sobr
os negocios geraes i [ti 1 assembl 1 pr ivin >'
nao pd est ibelec'r 1 alguma nao
] 1 I I 111 : 11 1 1 \ ;. 1 j 0 : 11 b I doS
juizi s il din io ni r I .- aos direitos d i -
res dos cid ni.ios em gi il m is em re
ao 11 goi ios pi o inciaes p
11 Sr. !. p Gama : N 1
l) Sr. Taques: \!ii esti o pro co, qu<
p ssou liontem .mi. di ;- 1 cerca da de-
- iprop ia- io qu falla re -. nte ao juiz
50 en 1!. e eu sup| lio qu uingu 111 con-
testa (I -i pi oji cto p 11 -
qi ell uta 1 aos emp .. idos ger 1 s .
61 ni. 1 em n laco 1 attribui rovim
Julgo 1 1 -. que os nietu artigos devein ser
ajipi o\ ,1 d is.
OS .J01 /'. tro: Sada direi sobre os arti-
gos additivo.- .< > 1 senl idos peto n. d., que aca-
ba de fallar, porque j disse, que reconhecia
nelles inultas disposico s iccommodadas esta
assemblca, e que, sendo ell is inulto rasoa i'eis,
convinha, que ticasse adiada a sua discussao at
51 n ni iinpressos.
Nao posso concordar com oartigo additivo,
o'fl'erecido por outro n. d., que se assenta lo
oniio lado, que diz o segu nte Xenhura 1 quo-
ii de despeza da presente lei ser lirada e con-
vertida em favor de outra qualquer quota.
Creio, Sr. pres., que este artigo additivo est j 1
i oinprebendido na iniciativa, que im a asseui-
bla de 1 i\.1 r as despezas provinciaes sobre o 01-
1 amento apresentado pelo presidente di provin-
cia. Este ornamento, nos sabemos, que 1 di -
terminando 1 especialidade das despez is. o pre-
sidente da provincia obrigado mesino poi 1 111
< gpecialdade a eumprir o que ah se determi-
na : i- isto mu consequenci 1 d< II1: port mto as-
- uto, que o arligoadditivo nao vaj (Mr restric-
1,111 alguma. Pode acontecer, verdade, que
algumas rubricas de despezas extraordinarias
devSo exigir quotas marcadas; mas isto, repito,
est comprehendido na iniciativa de lixarmos
aqu a'despeza provincial em especialidades, 1
0 presidente da provincia tem obrigaco de ob-
servar essas espi (ialidadi 1.
O Sr. I.upes Gama: Sr. pies., .1 priinelra vis-
ta pareep, que o meu artigo additivo ocioso
porque, marcadas estas quotas, assim deviao
ser applicadas; mas cousta-iue, que no aconte-
ce isto, que como por arremedo do que sr passa
na capital do imperio, onde os ministros esto
autorisados a tirar quantias d'aqui e a passar pa-
ra all, entre nos se pratica o mesmo.
0 Sr. .1 ti Pedro : .Nao permittida esta au-
torisafo. *
OSr; Lopes Gawta : Os ministros esto auto-
1 isados por li i.
0 Sr. Jote Pedro : Pela constituico nao se
pude dar 1 sta autorisafao, abuso.
O Sr. Lupes Gama : Seja, ou nao seja ; se ha
lii reste respeito, nao abuso. E, Sis., que
mal faz, que v.i no orcamento o meu artigo ad-
ditivo? 0 que me parece '. que os dinheiros
provinciaes, esto dentro le urna caixa, e que
Vai-se ii nulo llalli para as dl'crentes necessi-
dades: es e,s artigos de despeza nao valem nada.
(i Sr. l ira : -- Nao ha tal.
0 Sr. !.'.' (tuna : Sao ha t.i! Piiiece-mc,
que tem liavido isto na pratica : 1 u nao diyo era
que lempo, c em que occasio.
0 Sr. .Yatuco:--Nao lia tanto dinheiro para
isto.
0 Sr. Lopet Gama : Quando nao ha, uo se
pode pratica assim, boarduvida mas, quando
La, faz-se mu bolo, e vai-se tirando d'alli para
as diversas m ci ssidades. E que mal faz, que va
est* adve leni ia na I*- do orcamento, pergunto
eu i1 Neste caso o quod abundat non noeel, c eu
reio. (rtiej em una lei provincial se especifi-
L'OII StO.
O Sr. Olimira: Est engaado, era nenhu-
ini se consagrou esta disposifo.
(I Sr. ia : En Bei F.st-me pare-.
t-endo, que ha urna b i multo antiga com esta
advertencia, e quem nos pode informar se em
algum teinpo tem havido este abuso, o Sr.
inspector da thesouraria provincial.
OSr. Lobo : No ( m liavido.
OSr. Lopes Gama ; Nem pode haver?
O Sr. Lobo : -- Isto o que eu nao posso af-
lirmar.
O Sr. Lopes Gama: Euassentava, que esta
advertencia nao fax nial, superabundante, e
as prevencoes superabundantes em materia de
dinheiro nao iiueni mal algum. Srs., us nao
ib V, mus confiar, era que as cousas < mpre es-
tejo medida dos nossos desejos. Eu, que son
o prinieiro a querer, que sr conceda ao governo
toda alona precisa, quando 1 trata >u- dinhi i-
ro, sou multo escrupuloso. Se temos tun admi-
nistrador la provincia inulto zeloso e muito ca-
pax, pode vir outro, que nao o seja ; pode vlr
ura adminisirador, que faja do cofre provincial
0 Sr. O'ireira : Sera responsabilisado.
O Sr. Lopes Gama: Um presidente de pro-
, i ni :.i 1 rsjionsabilisado .' Pi ide-se di/.er isto em
publico?! riswlas).
(1 Sr. Oliveira : l'ois nao.
Sr. Lopes Gama : Queni ha de responsabi-
sar o presidente da provincia '
estes
P
la
pd' vir un. que o nao seja, e o legi....
ve semprc attender estas consideraedes, deve faxer mais fticilmente aquellas alteracoes. que a
suppr o coraco humano mais propenso para o experiencia tiver mostrado necessanas. hu pois
m il. que pira o bem. Portanto, o meu artigo eiiteudo, qu<- sera inconveniente algum podem
a-l litivo iinpde uui 1 obrigacio, pie nao faz mil passar a 3.* discussao os artigos additivos, que
um. e talvez ate as mos a algum adininistra- mandei i mesa, assim como tambera o artigo
Jor, qu appari 1, que queira faser bolo do enviado pelo honrado d., que se assenta a nu-
oiir provincial^ que va tirando d'alli para aqu nhadireiu aoqualdouo meu voto pols o julgo
aquillo, quejutgar necessario, e para pagar so- conter urna disposicSo muito salutar.
mente aos seus amigos. Snpponbamos, que un! Julga-se a materia siitlicieiitem.nte discuti-
admiuistrador
  • com 1 fai tura de estradas, e vai gastando dinhei-4do Sr. Francisco J0S0, ficando prejudicado o o
    rocomesti idas, sem pagar aos empregados pu-liSr. Jos Pedro, e rejeitado o artigo a,
    blicos, evpedlndo portaras somente para que
    sejao pagos os que forera seus amigos. Eis-aqui
    [ue julgo, que o meu ai ligo deve passar.
    OSr. Fra io:Acabe!deouvlrpooco
    0 n. il. un .1 dos ,11 ligos additivos desenvolver a
    importancia, e vari dade das disposicOes, que
    nos mesmos s conl era; isto nao foi seuao ura
    motivo para firmar-me na opinio, em que esla-
    va, deque tiuhamos necessidade de tomarmos
    ino proprios de una resoluro,
    1 onsid 1 idos o st 1 qualidade, e nesta qualidade
    discutidos. Eu, e muios Srs. deputidos que
    queremos failai sobi ste objecto, aopassoque
    consid ramos a importancia dos artigos, e adi-
    versid ide le suas disposifdes, acreditamos co-
    mo ni io mais proprio pira discutirmos e vo-
    111 mu. sobre elles, alguma demora nadiscus-
    -.1 1: ni oconhe o porem meio mais asado pira
    trai 1 estes irtigos urna discussao clara, do
    [i! conslderal-os como resoltifao. Eu susten-
    ta o p' iis miento do nobre autor los artigos de
    |uenaleido ornamento sao cabiveis todas a-
    quella.s lisposici^es que possao dizer respeito
    irri'eidaco das rendas, a maneira da sua dis-
    io, e mesmo outras que tenha*o o carc-
    ter econmico; mis, quando acontece, como no
    |u esente raso, que pe 1 diversid ule, e mportan-
    ci 1 de rada 11,111 desl in disposiedes que talvez
    \ nli io ti izer novas emendas para tornaren!
    r. Lopes Gama; era consequencia do que
    iu-se ni 2.a discussao para passar 3." <
    adop-
    tou-se pin 2.' aiscussao para pas o pro-
    jecto do orcainentoprovineial.
    Entra era I." discussao o projeeto n. "20 oeste
    anuo, que manda que d'ora vaute fique per-
    tencendo comarcada cidade de Goianna apar-
    ta d 1 liee.il zla deTijucupapo, que actualmente
    pertence .i do Recife.
    O .Sr. Lupes Gama: declara nao querer votar
    contra o projecto ; mas como na 1.a discussao s'
    trata de sin utilidade, e o orador uo est In-
    formado a respeito da disposifo do projecto,
    dp 11 que algum Sr. d. mostr essa utilidade,
    tinto 111 lis piando entende, que todas as divi-
    vi s, ecreaedes de freguezias qupse tem feito,
    taires que para o futuro acarreteni inconve-
    nientes, pois que sem se ter presente o mappa
    estatistico da provincia, ellas poder ser pouco
    prudentes, e acertadas.
    O Sr. Sabwo: diz, que basta a simples lei
    tura do projecto para se conhecer a sua utilida-
    de: pois que elle tem por liin incorporar ca-
    marade Goianna a parte da freguezia de TijUCU-
    papo, qupest actualmente incorporada co-
    m rea do Recite
    Prouuucia-se contra esta forma de divises de
    pertencer parte de urna fregueaia a nina comar-
    ca, e parte a outra; julga, que deve pertencer
    a urna das duas partes, e diz, que isto justa-
    la -os artigos do n. d., eusupponho Impro-1 mente o que faz o projecto, incorporando eo-
    rio I i/er um 1 lei ii eomprida, e de tanta im- marca de Goianna toda a freguezia de Tijiieupa-
    tortancia era cima da perna; era o n. d, nos I po, porque j ainaior parte desasa freguezia
    P
    convide para .'$.* discussao-, porque muitos Srs. ; pertence*a Goianna, e est mesmo mais perto
    teein niedo d "ssa discussao; ama immensidade daquella cidade.
    de emendas tao preparadas para essa occasio
    contando com o barulho que apparece, e por
    conteguinte com a fncilidadede passarein sem
    iieliti io! Teniendo eu este perlgo, e at a-
    ceitando inultas das disposiedes que o 11. d. leve
    occasio de offerecer, e que pero, como reme-
    t Sr. Lupes Gama: d-se por satisfeito com
    esta inforniaro, e declara votar tambein pelo
    projecto.
    Julga-se a materia discutida, e posto a votos
    approvado o projecto para passar 2." discussao.
    Entra Pin 1.a discussao, e sem debate appro-
    dio, que os seos artigos sejao convertidos em vado para passar 'i.' o projecto n. 15 deste an-
    uo, que eleva a lfliMM) rs. diarios o subsidio dos
    meinbros da asseuibla legislativa provincial d'
    Pernambuco para a prxima vindoura legisla-
    ' '' ni, \J1 S' IIS
    urna resolucao: depois eu t-nho anda outra
    ousider.ic ,10. que mais me fortalece nesta ma-
    ne! 1 a de pensar, e que temos lempo sufficien-
    ti para discutirmos, como resolu9ao,os artigos
    do n d.. e queassim nao vejo, nemssquer pre-
    a
    tura.
    111 lis, Sr. pres. de facer urna outra reflexao ca-
    sa, e que mi vejo perigoalgum em que es-
    1 is dispos9<5cs, que o n. d. deseja, que sejSo
    consideradas como de unale! annua, entreni
    ni una li permanente; nao vejo inconvenien-
    te algum nisto, pido contrario considero at
    vantajoso, porque nos venios, que disposifdes
    de um carcter mais longo, que entro na l do
    on un nto. 1 ito sudtas vicissitude dedesap-
    pan cerem de um anuo para outro; o que nao
    11/. emita: eu quero que as disposiedes a respei-
    to das nudas sejo estaveis, que de um mo-
    mento para outro nao desappare,o; isto uo con-
    \ ni; mesmo para mellior exaiue listas dispo-
    sifdps; porque o lempo, e a experiencia, < que
    sei vem para mostrar as vautngens dellas. J
    disse; e nnvanienle repito,se lro estas observa-
    inrs nao porque eu descouhefa a convenien-
    cia de muitos dos artigos do 11. d., suppoulio
    que elle est muito preparado para discutll-os
    j, nao si) por ter sido autor delles senSo tam-
    bera pida sua capacidade; mas de niiin digo que
    uo si como votare! a este respeito. Nao dese-
    jo votar mitra, porqiieaeeitoalgumas das ideias
    que nos artigos se conteem ; mas nao posso
    tambera votar a favor : estou pois em urna posi-
    1 ;io constrangida, epara evitar ist>assento, que
    .medida mais conveniente c rrdiml-os a tuna
    resolinao. Ora, eu supponho, pie o iiuii reque-
    rimento esta de accordo com o regiment da ca-
    sa, e por isso foi, que tome! a liberdade de of-
    lereeel-a coiisiderariio da asseuibla, porque
    creio, que assim como se pode pedir o adiainen-
    to de qualquer emenda ou resoluco, pJde um
    deputado pedir, pie taes ou taes emendas apre-
    sentadas sejo convertidas em una resoluco, <
    sigao os transmites, que teera as resolu^des.
    Concluo cora estas observares em defeza do
    requerimento, que mandei meza.
    O Sr. Taques: -- Sr. pres., quando apresent'-i
    insta dis nssiio estes artigos additivos lei do
    on amento, foi copa o desi-jo de que elles rece-
    besseui os iiiellioianu utos, que devem-se espe-
    rar da illuslraco dos honrados nii'iubros desta
    casa; por isso nao quiz reserval-os para os apre-
    sentar na 3.a discussao em pie como ponderou
    o honrado membro pie acaba de fallar costu-
    lllo-se oliireei'r emendas, e passo com mais
    fai iliilide porque mesmo n;o ha lempo para o
    sen exaue. Eu ipiiz, que os honrados dd. at-
    tendessein aos meiis artigos, e apresentassein
    as riuriidas pie julgassein convenientes.
    >'o julgo porem Sr. pres. pelas circunstancias
    (loqueos acharaos, tao adiantada como vai ja
    a presente sesso, faltando-nos apenas pouco
    Segue-se a 1.a discussao lo projecto n. 12 des-
    texto ilguu, que sirva para justificar a asseni-I te anuo, que manda suspender todas as loteras
    bla do ji isso que val dar, discut ndo de chorre, I concedidas por bis provinciaes. excepcao da
    eevotandoem globo por estes artigos. Teuho do thealro, e d diverses outras providencias a
    cerca de loteras,
    O Sr. Lopes Gama : Pelo que acahei de ou-
    vir ler liro inutilisadas todas as loteras.
    O Sr. Salmeo : -- Suspensas.
    O Sr. Lopes Gama : Bem ; suspensas, ou
    inutilizadas por ora eveepeo das do thealro:
    temos portanto o projecto estabelecendo um
    prlvelegio so a respeito de thealro.
    0 Sr. Francisco Joo : E" um monopolio (n-
    tada* .
    OSr. Lopes Gama: Nao por monopolio qrte
    0 projecto contera sta disposicao. o theatro,
    relo, que favorecido por este projecto pelo
    principio espalhado de que elle urna escola de
    moral; mas eu muito estrauho. que mesmo de-
    baixo deste principio prevaleca o theatro re-
    ligio.
    O Sr. Franeiseo Joo : Estas observardes teeni
    lugar na 2.a discussao.
    O Sr. Lupes Gama: Pergunto; qual mais
    til promover o culto publico, ou promover o
    theatro?
    OSr. Jos Pedro: E o seminario?
    0 Sr. Lupes Gama : Tambein o seminario,
    entretanto a nica colisa privilegiada o thea-
    lro Eu nao sou opposlo aos theatros cora quan-
    to podesse dizer que no doutrina to frrente,
    comualguus pretenden! dequeo theatro seja es-
    cola de moral. Se respeitaveis moralitas defen-
    dein os theatros, nao menos respeitaveis inora-
    listas os eoudeiiuiao: portanto, nao doutrina
    liquida que nao sofira a menor duvida.
    O Sr. Sabuco: Est reconhecida pela pratica
    O Sr. Lopes Gama: Peda pratica! All vai-
    se mais para divertir, do que para outra cousa'
    e mesmo Dos nos livre do boiiiein que para se
    nioralisar vai ao theatro ; o que elle quer i; di-
    vertir-se: est vendo representar una tragedia,
    e rindo-se iminediatainente. Militas senhoras
    vo .10 theatro pela raso que dizia Ovidio, para
    seren vistas
    O Sr. Sabuco: Isto tambein acontece na
    Igreja.
    O Sr. Lopes Gama: Na igreja uo ha espect-
    culos desta natureza.
    O Sr. Sabuco : Mas abusa-se.
    O Sr. Lopes Gama '. Eu nao estou acensando
    o theatro. Alguns moralistas duvid.io da van-
    tagein dos theatros; mas uenhuin duvida da
    vantageni do culto publico. Ora, a asseinbb a
    j eoncedeo loteras para o seminario de Olinda,
    para o concert de igrejas, e 1natri7.es agora
    paraliza tildo isto. e quer que s tenha privile-
    gio o theatro! E' a isto que me oppouho. Nao
    me parece muito prudente nem justo, que nina
    mais de meio mes, que devaoos artigos additi- assemlila como esta, una assembli'a de eida-
    vos seren convertidos em una resolucSo. Te-
    mos aluda una 3.' discussao, e ueste intervalo
    os honrados dd. teein lempo para estndarein
    10111 |iuais calma materia para examinaren!
    estes artigos, proporem depois aquellas emen-
    das, que julgareni uteis. Una lei permanente
    lora por certo muito conveniente, tendo por
    lini providenciar uo s sobre os objeclos con-
    ilii tilos nos artigOS, tomo sobre outros que se
    aelio espalhados em diversos orcamentos pro-
    vinciaes; porlii o pouco lempo que temos de
    sesso, nao permitte, que deixemos deapprpvar
    osartigos, queeu offerecl para seren discutidos
    'io irsoliu.H) a part-. Dmiais o honrado ora-
    flor, que me precedeo, fez una reflexo, que
    daos periianibucauos, e que se preso de pro-
    fessar a religio eatholica e apostlica romana
    prelrisse casas profanas as casas de Dos. A
    querer-se suspender as loteras, eu dizia que
    fcasseiu todas suspensas, todas a excepcao aa-
    quellas, que sao concedidas para as casas ile
    Dos. Hein se v pois que este projecto tem al-
    guma cousa de odioso ; os que sao exceptuados
    ho de se resentir, inormente os que contavo
    com este fundo para o fin, que a asseuibla eon-
    cedeo, por exemplo, as igrejas liearao com as
    sois obras paradas.
    0 Sr. Sabuco: J estn paradas ; mas pde-
    se addicionar essas.
    O Sr. Lopes Gama : Pois bem addicionem-se.
    O Sr. Sabuco : Mas isto para 2.a discussa o.
    O Sr. Lopes Gama: Guardemos-nos para a
    2.a discussao, vamos porui euiittindo j esta
    idei 1 para pie isto depois se torne niui fcil.
    O Sr. Hrtelo : Nos vemos que as loteras
    concedidas para o Livrainento, para a matriz da
    Boa-vista, para o Rosario etc. tem sido de
    grandissiina utilidade para estas igrejas. Conce-
    d i.in-se essas loteras, para que os templos lzrs-
    si'in suas obras e os reparos convenientes e
    em verdadeeases templos rstavao arruinados, e
    exigo esse grande soccorro : nao constando
    pois at agora que as irmaudades, as quaes se
    eoncedeo essa merc teuho abuzado dos r-
    ditos das loteras e pelo contraro observndo-
    se que as obras dessas igrejas crescem c
    avultao e que estes templos pdera toruar-se
    excellentes com este subsidio nenluini motivo
    existe para retirar estes soccorros que tao a
    proposito se concedero a estas irmaudades.
    Qnanto matriz da tfoa-vistabasta Piitrardentro
    deste bello templo para notar-se quanto as lo-
    teras tem concurrido para o sen albrimizcamcn-
    to, c belleza. Ora depois de se ter concedido es-
    te meio depois de s- conhecer que elle tent
    iladu um bom resulta,lo; que os incumbidos das
    arrecadaedes uo tem sido prevaricadores que
    se nao tem abuzado, e que em lini esses dinhei-
    ros sao empregados as cousas asmis ubis e
    essenciaes. quars sao os templos; como ,qu ire-
    mos agora revogar essas concessdes c excep-
    tuando nicamente o theatro i1 Se acaso nao se
    concedesse lotera alguma; se se revogassem to-
    das ; esta medida a respeito das igrejas nao pa-
    recera to ui. Conveni, que baja una provi-
    dencia sobre esta niultiplicidade de loteras;
    mas coucedendo-se as do theatro, sendo o thea-
    tro a nica excepcao, nao sto em verdade una
    excluso ( para me exprimir assim una exclu-
    so, que parece anti-ehrista ? Parece-tne sem
    duvida.
    0 Sr. Taques : Nao apoiado as igrejas es-
    to feitas e o theatro nao.
    O Sr. Barreta: ttem: cada um pensa como
    pude, e eu uo disse, que era anti-ehrista;
    mas, que pareca ant-chrisla. Quando vejo,
    que se cusAede ao theatro una lotera, e que se
    uega inMriz da Coa-vista e ao Livramento ,
    nao me parece sto multo coherente e confor-
    me com os principios ,le religio. Eu concordo,
    que se coneedo loteras ao theatro porque to-
    das as naces cultas tem seus theatros, e nos em
    verdade carecilos d lie : estou instas ideias ,
    e muito mais Pin um paz aoude os iulreteul-
    nientos pblicos, sao poneos ou pde-se di/.er
    mesmo que nenbuns.
    Os theatros ab'm de seren una escola publi-
    ca de moral ( vamos agora com as ideias le al-
    guns escriptores e de alguns philo-ophos mo-
    ralistas sao de mais a mais 11111 lugar de distrae-
    rlo licita e de diverso dos trabamos serios c
    pesados que militas ve/es apoquen to, e ali-
    geiii o lionii ni 110 continuo circulo e vai-veiu
    da sociedade, e aquelles, que frequento os thea-
    tros acho fin a das horas do seu trabalho eoni-
    mum alguns instantes depraseres honestos, e
    inultos dexo por isto de procurar casas Ilci-
    tas. E' boill, qu- existan theatros: Piles sao tam-
    bein uns dos edificios pblicos que orno e
    do valor s cidades e hoje una necessidade
    indispensavel as mandes povoafdps. 'ludo is-
    to verdade. Portanto eu nao me oppouho aos
    theatros mais opponho-uie preferencia, siui,
    a preferencia que se Ibes quer dar aos nossos
    templos. Isso nunca. Julgo que esta ideia vai
    de encontr aos principios religiosos. Eis, o que
    pens. Eis, o que teuho a dizer.
    O Sr. Francisco Joo : Eu tinlia pedido a pa-
    lavra nao sti para defender o projecto como
    tambein para salvar as ntenses, que eu e 0
    meu nobre collega, que apreseniamos o projec-
    to tinhanios lido na occasio de apresental-o.
    Principio agora dizendo ao n. d., que acaba de
    sentar-se por ter tomado a si a defeza do pro-
    jecto justificando a necessidade que tullamos
    de un thealro mostrando a utilidade que um
    theatro apresentra e dizendo niesino m- as
    nossas circunstancias especiaes, mais do que
    as de nenhuiii outro paii reclamavo a existen-
    cia de um theatro. Mas, Sr. pies., alguma raso
    devia ter havido para que os autores do pro-
    jecto tivessein feilo esta distineco, ipie o 11. d.,
    outro consideren como odioza : esta rasan es-
    t as circuinstaucias do theatro e desses tem-
    plos para os quaes se havio concedido loteras.
    Sos reconhecemos a necessidade de una medi-
    da a respeito das loteras. O grande numero de
    loteras concedidas tiuha trasloo como resulta-
    do aquillo, que estava fura das vistas dos legis-
    ladores, quando as concedero; tuiho-se tor-
    nado em perda pura perda era desfavor quellas cousas para que tinbo sido dadas : as
    obras desses edificios niarchavo muito vagaro-
    zaipcilte, porque os lucros uo ero tantos como
    deviao ser ; por isso, que havio umitas loteras
    Pili campo : en tao alguma medida se devera lo-
    mar e eu e ineu conipauheiro adiamos que
    a medida mais conveniente era a suspensa/) das
    loteras exceptuando um s objecto. Mas al-
    guma raso devia ter havido paradarnios prefe-
    rencia ao theatro ; nao era por certo porque
    inenosprezassemes a religio, eu sou religioso,
    procuro ser muito bom christo c o meu coui-
    panheiro tambera.
    O Sr. Barreta ; Todos mis.
    O Sr. Francisco Jut'w : Reconhecemos a con-
    veniencia que ha em seren os nossos templos
    ornados decentemente conforme as necessida-
    des do culto ; mas havla una raso de preferen-
    cia ao theatro e vem a ser que o theatro era
    o nico estabeleciment daquella ordem q'
    havia entre mis, achava-se a concluir, qualquer
    lotera bastava para elle prestar utilidade eas
    igrejas j prestavo utilidade : odiosa havia de
    ser a cscolha de tal, 011 tal igreja para a prefe-
    rirmos exceptuando-a da regra geral, assenta-
    inos pois que deviamos preferir o iheatro c
    depois providenciarinos a respeito desses tem-
    plos ; na segunda discussao nos venamos, 0 que
    seria conveniente addicionar ao projecto. Assim,
    Sr. pies., creio eu qne liea justificada a utili-
    dade (Id projecto e tambein a rasan da excep-
    cao. que ti/.emos. que nao foi porquequizesse-
    mos dar preferencia ao theatro SO por ser thea-
    tro; mas pelas circiimstaucias especiaes. eiu pie
    se achava. Eu supponho que uo ser neci s-
    sario talvez combater os preconesitos, que um


    ea dea. E depois >'ii creio, mesmoque o nosso rao theatro e para a matriz,
    novo pela clreumstanclas espeelaes,em que nos ; O r. Taques : Julgo portanto que < esta
    acharaos, ncesstaria unis, do .pie qualquer raso muito poderosa para se ordenar, que
    do estabelecimento de um theatro. Creio, corro primcirainente as loteras do theatro, e
    theatro a representa- depois cutiio corran as outras. Nao il 'seuvolvo,
    mu
    c a
    do
    011 lio (
    que (piando se ve en
    cao de nina prca ein que se pune o criine ,
    virtude protegida delxa-sc o hoineui de s.
    minar de certos pcnsamentos, (|uc sao menos
    bous embota depois de sahir do theatro v com-
    metteruina achilo irreflectida; o inesino aconte-
    ce a respeito dos templos ; pois que at tenho
    ouvido (li/.er, que alguna vao priinelro aos tem-
    plos antes di' commetterein oscrimes que pro-
    jectao. Tenho dado as rasdes porque entende-
    mos, que sedevia dar preferencia ao theatro,
    mostrando (pie nao lomos conduzidos por uin
    espirito aiili-cln islao.
    O Sr. Iiiiiilo:-- Eu Paco milita jiislica aos
    gentimentos do n. d., que acabou de fallar a
    respeito da sua religiosidade ; estou bem certo
    pie lionicni de nina perfeta moral, e seguro
    nos principios religiosos: masn, d. allegou
    urna raso de preferencia (piando tratou do
    theatro. Como nsfdlsse on.d.) nao temos
    algum theatro seno csse, que est principia-
    do boni que o acallemos por mel de lo-
    teras. ( oncordo limito com isto e esta mes-
    illa raso serve-ine para apoiar a niinlia opi-
    iiio. A Igreja do Livramenlo est comecada, e
    quasi concluida pelo beneficio da lotera ; a ma-
    l i/, da Boa-vista est no mesmo caso; e o argu-
    mento que procede a favor do theatro pro-
    cede a favor destas igrejas ; c nao s procede ,
    coa o que tendo de dar-se a preferencia a urna
    destas duas cousas, casa profana e casa de
    Dos, nos todos como christaos, devenios pre
    l'crir a casa de Dos. -Mas pde-se ni. sino nao
    dar de mo as obras do theatro basta para isto
    que se coucedfioduas loteras, ou mais alguuia,
    Begund as necessidades das igrejas. que actu-
    almente fa/.cin obras, e se aperfeicao com este
    soccorro.
    O Sr. Francisco Jotto : Fique isso para a se-
    cunda discusso.
    OSr. nrrelo : -- Sim Sr. ; mas como se tal-
    ln a este respeito cu respondo (pie se pode
    conciliar una cousa com outra.
    O Sr. Taques: Sr. pies., nao preciso dizer
    cousa alguma em favor dos theatrs, sou amigo
    de sua creaco porque sao geralmente favora-
    veisao (lesenvolvimento da moralidade, mi sr
    attenda a que elles teem de dar espectculos
    muito conformes a moral, e aos bous costumes;
    ou tambera a que os theatrosoerecendoum en-
    tretenimento licito ao povo, distrabe muitos in-
    dividuos de nitros cuidados menos honestos.
    Ouaiito a influencia benfica, que oa theatrs
    teem de preveniros delictos. isto un ponto que
    a estalistica lein boje posto lina de duvida. Ago-
    ra. Si. pies., pelo que respeila s rasoes do pro-
    jecto em que se SUSpendeo todas as loteras con-
    cedidas ate aqu pilas Icis provnciacs e em
    que se faz urna excepco em favor do theatro
    publico ellas sao facis de seren apreciadas. :.
    transtorno geral que boje existe pelas loteras,
    que se Iciu concedido, patente a todos, e que
    ellas nao dao mais utilidade alguma em favor
    daquelles estibelecimentos para que forao de-
    cretadas: tenho informaedes qne as loteras do
    theatro, que gozavSo de grande conceito, hoje
    dao prejuiso; creio, que o inesmo deve aconte-
    cer as outras. a fraude, Sr. pres., que se tem
    desenvolvido tambein na extraccao las loteras
    muito notavel (apoiados) e preciso (pie esta
    assembla tome una providencia que as acabe.
    .Vao corre una lotera, que nao s ja aiiiiullada
    duas ou tn s vezes: isto nina rasao para que
    sejiio suspensas. Ha anda oulra rasiio que < ge-
    ral para siispensao das loteras: julgo que em
    algiuis casos para objectos urgentes dever-se-
    ho fazer concessoes de loteras, mas too ampias
    como teem sido faltas, cntendo, que desconve-
    niente e niesiuo mu principio aesmoralisador:
    nao entra na iutcnco desta assembla, quando
    concede loteras, que estes eileitos pernicioso.*
    appareco, mas elles se manifestad. As lote-
    ras por si teem clleilos iiuiito prejudieiaes
    moral publica, c quando as concessoes sao to
    ampias como se tem platicado na provincia es-
    tes clleilos (leveiii se mostrar em nina escalla
    muito mais elevada : talvez ein segunda dis-
    cusso cu demonstre isto. Dssc-se poriu,
    que os autores do projecto nao tinho raso
    alguma pan, faier urna excepeo em favor do
    theatro publico, (piando deixavo continuar
    as loteras Concedidas a este estahelceinien-
    to suspendendo outras. Sr. pres. outras
    loteras que nao fic suspensas pelo pro
    jeelo em discusso; sao aquellas concedidas por
    lela geraes e nesta ordem estao incluidas as que
    forao concedidas para o seminario de Oiiuda.
    (Juanlo as ipie forao concedidas por les provin-
    ciacs a coiuinissao leve militas rasoes para so
    fazer excepeo em favor do theatro publico. A
    primeira rasao c a que foi ponderada pelo n. d.,
    que est servlndo o lugar de 2." secretario (pie
    sera dllicil fazer urna escoiha que nao seja odio-
    sa eutre as inultas loteras concedidas as diver-
    sas igrejas; mo c fcil conhece (pial tem o
    lnellior direito, so em una 2.a discusso que
    isto se pode fazer ampliando a eXcepcSO em fa-
    vor de alguna outro estabelecimento. Km 2."
    lugar nao porque o theatro publico nao obs-
    tante os seiis (lcitos litis CvillsacS mereca
    preferencia ao culto que profeSSaillOS, que s
    estabeleee a excepeo em favor delle; mas e por-
    que o theatro publico c urna obra de suinma
    utilidade, que est comecada, e (pie deve ter-
    lunarse para seiuio perder a despeza j feita: e
    as diversas inatrizes para que se cr.nei derao lo-
    tri.is se acho l'eitasceslao j cni uso para o
    seu lhu: as loteras teem sido concedidas para se
    fazerem alguns reparos, e nao para se edifica-
    ren] novos templos ao Sr. Entretonto.hr. pres.,
    devendo nao revogar-se essas lela de conces-
    soes de loteras, mas siispemlerem-se para pie
    gradualmente tenha lugar este beneficio appro-
    veitando-se desde ja o theatro publico t
    depois concedendo-se a o.uros estabeleci-
    meuios, conseguindo se assun as benficas in-
    tences desta assembla o theatro publico
    deve ice pieXereacla. tu icmbro que me*
    Sr. pres., outras rasdes, pie poderia apresen-
    tareui forra i de projecto mostrando os incon-
    venientes do grande numero de loteras como
    actualmente-ha ; porque estamos na I." discus-
    so : u i '2.a discusso poderei desenvolvcl-as,
    por ora lilllitO-llie a ollrrreer estas observa, o s
    aos unis honrados collegas, (pie se tem levan-
    tado contra o projecto declarando que naodu-
    vidarei approvar alguma emenda ampliando a
    excepeo.
    o Sr. Lopes Gama : Sr. presidente, eu nao
    reprovei os theatrs, pira que isto dsse motivo
    a una celeuma contra uiiiii. Nao os reprovei ,
    torno a repetir ; apenas dsse que se alguns
    moralistas respeitaveis sustentavfio que os
    theatrs er.iu escollas de moral, oulros nao
    menos respeitaveis eutendiao o contraro ; del-
    xei de emittir a miuha opiniao a este respeito.
    Mis o argumento que aqui se tem apreseutado
    como mais valioso para dar-se preferencia ao
    theatro, at*flbbre as inatrizes vera a ser a ne-
    eessidade 'in que est o nosso povo di" dlvert-
    inentos innocentes. Se en lora levado s por
    este argumenta dira que o theatro lias clr-
    cuuistancias actuaes o menos necessario pos-
    sivel c don a raso : nunca vi em lYrnanibiico
    tantas casas de bailes e de partidas como ago-
    ra ; c nao sao casas de divcrlhni'iitos innocen-
    tes de recreios decentes ? Logo nunca Per-
    nanibueo esleve nas ir uinstaiicias de carece-
    cer menos do um theatro do que actualmente ;
    al'nuvidi/.cr.qiiclioiivc baile no l'ocoda Panilla,
    o que me pasmn : em quasi todas as mas ha
    casas destas, de divertiinentos innocentes) lo-
    go nao ha esta fome e sede de uin theatro para
    dverlmento. J liouve tenipo cni que isla
    iiecessidade foi inalor comparativamente ; mas
    a necessidade do culto permanente. Rcjn se
    liga, que a igreja matriz da Moa-vista nao se
    faz de novo para coniparar-sc com o theatro: de
    que serv" nao estar cni estado de se fazer de no-
    vo, se ella actualmente nao se pode prestar aos
    actos do culto tanto assini que ah nao se 1. /.
    O acto da semana santa ? Esta chela de audai-
    ter mostrado firmeza, nem convtejao em prin-
    cipio algum 11 sciencia econmica, sujeitando
    ludo a um confornu cuja esphera lodos dvsco-
    nhecein ; que antes militas veces sustenta ab-
    surdos sementantes ao de julgar necessario, que
    se legallse o monopolio de uin exclusivo foruc-
    cedor le certos gneros, para crabaracar o nial
    de srr o forneciiliento fcito por 'sse, por oiitros
    pie he dispui io a competencia porque ah
    descobre o nobre deputado un monopolio mais
    nocivo; confessamos todava, pie inulto nos
    igradro asseguintes proposiedes pie lenios
    ..o a discurso publicado no Diario de H) do
    crlente. Que u renda publica o "limito aUm
    do qual nao pode pastar wm comprometa- o pan
    Os peridicos da opposieao, que pertence O
    nobre deputado, queresa censura, estigma-
    tisrao as demissoes dadas ein deiembro; o no-
    bre deputado as censura por nao tean sido da-
    das s.-is metes antes !! B' urna contradlcjo ,
    que so podia salvar-se na poca las eleicoes, na
    qual ospedlntes devotos do nobre deputado
    apregoavo que elle Bdo linda lado que todos
    os governistas Ihe podiSo prestar seguros os seus
    sullragios m is hoje.depois que o nobre depu-
    tado se declarou solidario com a opposico da
    praia lomando a si at o que sedissedo Co-
    meta, quando na assembla se discutio a lei,
    queautorisava os franciscanosaceitarem mais
    uovicos, nao pode dcixar de ser notavel esta in-
    comecouo mezdejulho, como
    attestou o coininaudantc geral, e pde-se ver
    dosuiappas; era isso s o que devia fazer, e as-
    sira cumprio a lei da lixacao la forra.
    Com o que temos dito, parece-nos que justi-
    ficamos este pequeo excesso le um cont e tan-
    tos mil iiis, de excesso smente da verba do or-
    camento, c nao do que exigio a lei, que lixou a
    torca, nem as urgencias do servico publico; a
    tantos mil ris; des
    excedesse as disposi-
    lile hs. [acuidades individuaes n'io sao illimitadis: conerencia.
    que se deven, solear aquellas que um, de servir para Reduzlo o presidente o corpo de polica a400
    ittlisfarao da necessdadet in-ccnics e [almas do coa- |*raVa*> lS '
    irilniiiiie. e anda as que o derru habilitar para con-
    tinuar com asno industria.
    Devem-se recoinmendar estas verdades aos le-
    gisladores para nao se tornarein prdigos do
    producto do trabalho io contribuinte com os
    i|u' vivem custa los cofres pblicos cujo di-;
    iiheiro c todo lirado da parte industriosa do |
    povo.
    Sentimos, porin que no mismo instante era
    que i Sr. .!os; Pedro pareca inspirado pelo in-
    teresse publico para dizer aquellas verd ules .
    que na plsente quadra pdem ser mui provei-
    tosas, fosse arrastrado pelo interessr de sua casa,
    ligado ao espirito de partido, a fazer ao Exin. ad-
    ministrador da provincia com tanta perfidia '
    falsidade a aecusaco de prodigo los diuheiros
    pblicos de infiel e.reenior das l,is, e rfe nao pesar
    as consequenras dos exresto as especialidades das
    despeas publicas improvisando o Sr. deputado ,
    que no auno corrate excedida em 2d:UUU
    rs a despeza Hxada para o corpo de polica e
    chegando ao arrojo de dizer, que nao se devia
    tolerar o procedimento do presidente da provin-
    cia ; que i'ssa tolerancia era indigna da assem-
    bla. Indigno chamaremos nos este modo (!
    proceder de um deputado que so por nao se-
    ren completamente satisfeitos os gauhos, e in-
    teresses de Ma asa. vai.coin falla de virdaile ,
    e coin a apa lo bem publico, excitar os nimos
    conira a primeira autordade la provincia.
    Tem (! se gastar, com licito, nos ltimos tres
    inezes d<> anno financeiro corrente nao digo so
    J.'iimo,:, como asseverou > Sr. Jos Pedro mas
    26:000/rs. i pois com menos de 107:000 rs. nao
    possivel ti r 4(i(> iliacas com os sidos marca-
    dos as lis provinciaes; mas falso que a d's-
    ncidos lo piv-
    despeta entran sidos adiantados at o lim uc
    abril ao destacamento de Garanhuns, e ateo
    lim de malo ao da comarca da lioa-vsta ; o (pie
    hade sem duvida oreara 1:500/rs. que se de-
    vcui abater dos 26:000/rs., c dar por conse-
    seria"odioso quencia um excesso de ciucocontose tantos mil
    se dar pre-1 f8- ,,m todooanno,
    mas ha um arbitrio mais tos como iniprovisoii o Sr. d.'putado.
    ponho ao theatro pelo contrario desejo, que
    elle v para diante; mas nao quero que fique
    parausada a obra da matriz, ileduz-se final-
    mente o argumento ein favor do projecto a isio ;
    somente : ha militas igrejas em obras para as
    quaes forao concedidas loteras, (
    escolher esta ou aquella, para
    lerenda : c verdad*
    ualipier porque 'ella ,
    rochia ; e d'onde velo-lh(
    matriz seno de nii ? V ueste projecto a
    igreja ini a par do theatro.
    O Sr. Taques: a segunda discusso pde-
    se fazer isto.
    OSr. Lopes Gama : -- Eu combato a utilidade
    do projecto pelo lado de haver exclusao de to-
    das as igrejas ii'in ao menos haver attenco
    com a matriz : mas passando em 1." discusso ,
    admittndo-se emendas na 2.", cu aguardo-nie
    para enlo ollerecer nina emenda, e como a
    materia j est discutida passar mais de pressa.
    Julga-se a materia sulliciciiteiuenlc discutida,
    e posto a votos approva-sc o projecto cni l.'dis-
    cussan para passar 2.a
    Entra em 3.' discusso o projecto n. 4. deste
    anno que revoga a lei provincial n. S'J de A de
    malo d' IS4I.
    O Sr. Taques : encela a discusso e cni um
    longo discurso que nao podemos ouvir por fal-
    lir baxo e limito rpido sustenta o projecto ,
    -.- responde aos argumentos apresentados na 2."
    dscub, petos Si'3. francisco Joao, c Josc
    Pedro.
    O Sr. Francisco Joao: impugna a argumen-
    ta,o do precedente orador; e persiste nos prin-
    cipios ipu' einitlo a respeito desta materia cni
    defesa da lei, que se quer revocar.
    A discusso lica addiada pela hora.
    O Sr. I. secretario pedio a palavra pela or-
    dem c fez a leitura do scguiitc ollicio.
    Illiu. Sr. Tendo o Kxni. Sr. Dr. Pedro
    Francisco le Paula Cavalcanti de Albunuerque ,
    tomado liojf possi- da adiiiinistrai;ao desta pro-
    vincia na qualidade de-seul. ViceMiresidente,
    cm consequencla de haver o Esin. Sr. baranda
    loa-vista, 1. clarado, por suas molestias, nao
    continuar na presidencia da mesilla ; manila S.
    Ex. o Si. v. presidenteassimparticulal-o aV. ."-.,
    a lim (! que se sirva de levar ao conhcciinento
    da assembla legislativa provincial este aconte-
    ciniento. Dos guarde a V S Secretaria da
    provincia de Peruambuco l.ide abril de l44.
    lllm Sr. Dr. .los.- /rii ardoGalvao Alcanforado ,
    1 secretario da assembla legislativa provincial
    No impedimento doSecretario da proviucia-
    Franrisro Xavier e Silva, ollicial da secretarla.
    \ assembla licou inleirada.
    0 r. presideute d para ordem do da, a
    ,ontinuao da de boj.', e primeira discusso
    do projecto do orcamento municipal primeira
    do parec.r da coniuiisso dos negocios eccl.si-
    asticos sobre os estatutos do Seminarlo pri-
    meira de n. 14 e 1(5 do corrente auno segun-
    da do n. 11 deste auno, e levantou a sessao.
    I
    nao de \ inte cinco eoli-
    tos como
    Examinemos este facto, porque osSrs. debu-
    tados Alcanforado, c Nabuco, na brilhante defe-
    que lizenio ao l'.xm. b.uo, mostrando que
    e de igreja elle executoii a lei da li\a o la forca
    rasoavel que a rclgi.io ini'Sino ensina e vciu
    a ser que a igreja matriz deve preferir a outra
    mi iiiiiicr noriiue ella 1 elle executou a lei da fixa$So da rorca reu-
    zndo o corpo a 401) pra;as c conservando os
    sidos einbora a verba do orcamento fosse me-
    nor porque isso podia-se attrlbuir a erro de
    calculo, ( erro em que realmente cabio quera
    fes a rcdiK >;ao do quantilalivo) tvero a pruden-
    cia de nao'contestar os algarisnios do aecusa-
    dor tanto por nao poderem BUppr, que, de-
    pois do cxaiuc o Sr. deputado accrcsi eiitasse
    viute contos de rs. como pelo silencio do Sr.
    inspector da lliesouraria que se diz. Haz de < or
    e argumentadas as transaeces do cofre respec-
    tivo quando com a sua autordade preteudeo o
    Sr. Jos Pedro justificar, queja s' tlnha esgo-
    tado em !> mezes a verba de todo o auno.
    Dir poriu o Sr. deputado que se o coninui-
    nicado inostra a perfidia da censura em que o
    excesso de cinco contos foi elevado a 25:000/ rs.
    de aso pensado c depois de exaim's le parti-
    cular interesse, i>So justifica, como deve, a admi-
    nistrado da provincia, porque seinpre hade ap-
    parecer ao menos o excesso de cinco contos no
    BU! do a!-'!'n linaoi'i'ii"
    J os Sis. deputados Alcanforado, e NabucO
    mostraran em resposta a elle, e ao Sr. rran-
    ciscoJoo, que a obrigacSo do presidente era
    s rcduzir a 40(1 pracas, visto pie a lei inaiidou
    conservar os sidos; que entre a lei da lixacao ,
    e a verba do orcamento se devia preferir a pri-
    meira e que hi se podia altribuir a erro de
    calculo a reducefio da despeza. Este erro Lo-
    se na verdade : rcdusido.coino esta, a 395 piaras
    o corpo gasta n'uiii anuo 102:762/000 rs. so de
    sidos, faldamentos, foriagens, e gratifica-
    (oes sem contar com as cavalgaduras dos olli-
    ciaes, que forem nomeados de novo, sem u-
    tendera despesa certa, e indispensavel d'agua ,
    luz, e (piaiicis, c de couduiroes de destaca-
    mentos para as comarcas do centro ; despeza,
    que semprc excede no curso do auno a 6:000/000
    rs., e por isso jamis s' niarcou menos de 107 ,
    OU iO'JiOOOj/ rs. para o corpo de polica quando
    se fixavo 400 jiracas.
    As Icis mesillas dos anuos em que a forca or-
    dinaria era de 400 pracas, mas haviaautoi isa-
    cao liara elevar-sc a 600 ein circuinslancas ex-
    ti(ordinarias, davo a piola de 162:000? rs. pa-
    ra o corpo de polica. A.'vista disto, iieiiliuiu
    B
    Comm. nicado.
    Anda que raras vezes estejamos de accordo
    tora as opinioes do nobre deputado provincial ,
    o Sr .ls Pedro, o qual, ou porque motivos par-
    ticulares o arrastren, ou porque poucoapro-
    veitasse no seu curso de economa poltica do
    collcgio das artes de Oliuda, paicce-uos nao
    (n.Milla de i'inco ionios C
    peza iustificavel, quando
    yesde ambas as Icis. com un corpo de inpre-
    gados da provincia, cujo servico, c presumo
    i alie mais debaixo de noSSOS sentidos, ti'in si-
    do proficuo nao menos provincia, que a inte-
    gridade do imperio, atienta a lidelidade, quetein
    observado era todas as ron/as
    (onvnha pois, que ti i ininasscmos aipii este
    couraiuiiicado, que talvez v se tornando cnl'a-
    donlio, se o Sr. .lose Pedro nao tivesse revelado,
    que os ratefesss la sua casa ligados ao desem-
    peuho dos devores de deputado ochamavoa
    cuidar da economa desta despeza.
    O/do do Sr. d. foi despertado por nao ter >
    presidente da provincia, apezarde repetidas re-
    preseutai oes, de estar esgotada aquota doanuo
    I 42 a 4 lomeo, e llamos 634/088 de excesso de despeza
    fcl i un o fornecimento de remedio para o
    hospital da assembla esta requisicao, como se publicou
    no Harto de 11 do presente. Nao se lenibra o
    Sr. d., que a sua casa ja rccebto este auno por
    nina vez mais de Irsenlos mil res da tliesoura-
    ra, porque esta reparticao informou, pie so
    podia pagarpor nao star jinda ainda aquota dos
    102:000/rs., e que os 6*14/081 tvero informa-
    r o contraria, por ser de exercicio lindo em 43,
    ej se terein gaslo o 14S contos, c taMto, vota-
    dos ? .Nao se leinbra de que todos esses paga-
    mentos exigidos pela sua botica sao excessivos
    das dispnsi$6es das Icis do or.aineiito, que com
    tal despeza nao eontao, porque ella (leve ser fei-
    ta sonieiile pelacaixa lo corito.' Se nina le an-
    terior diz, que em casos extraordinarios o cofre
    da thesouraria suppra o excesso das despezas do
    hospital; as dos ornamentos de 42 a 4i5, e de 43
    a 44, na ontro com istes eXCesSQS, e pela
    regia do n. d., cll.s nao devi'iu ser pagos; e ala-
    da que contassem, nao podio taes excessos ser
    adinitlidos, nao se provaudo, que houvesse al-
    guma peste, ou epidemia, pela qual fossein ex-
    traordinarias eexcesslvas as molestias no cor-
    po le polica.
    Se oSr.d. fosse levado so pelo cuinprimento
    dos seus deveres, havia de censurar a thesoura-
    ria, que deo por corrente urna despeza desco-
    nhccida na lei do ornamento actual, e, segundo
    a sua opiniao, excedente das forcas do cofre, que
    j em mareo esgolara toda a quota: haviade pug-
    nar julo cumplimento da lei, que so intonsa o
    fornecimento ordinario do hospital pela caixa
    respectiva; havia de entrar na moralidade des-
    se conctrato, no qual s- desprezro oflereci-
    nicntos com .">S por ", de rebate, c outros tam-
    bein vanlajosos feitos por boticarios acredita-
    dos, sendo um delles o Sr. Manoel Felippe, e
    notar que o consclho, queassni deo por alto pre-
    co o ramo sem consultar o presidente da provin-
    cia, nciii a thesouraria, era porque o pretenda-
    pagar da caixa do corpo c nunca dos cofres p-
    blicos; s assim podia-se legallsar o monopolio
    da botica de sua casa, para livrar o hospital do
    monopolio dos concurrentes, (pie se ollerecio a
    fomecer por metade e menos.
    O cumprimento dos deveres deve ter por norma
    a justica, a qual tem obriga;o de coiuecar por
    casa.
    COMMEBCiO.
    Alfandcga.
    Reiidimeiito do dia 17...... .
    Dcsearregao hoje 18.
    /irigiie --'/''rra-.Vcid bacalho.
    Barca =Elisabth llott= farinba.
    Barca i\ite= diversos gneros.
    Sumaca A'ora Auroras* dem.
    /Varea b .Mylctinijale b dem.
    Brigue :Adventurc-- dem.
    12:035/715
    viada de Liver-
    a i'oiisignaeo
    inaiiifeslou o
    Jniporlaco.
    Sigtttingale barca Inglesa ,
    pool entrada no corrente inez ,
    d' James (Jrabtree ft Coinpaiibia
    seguate :
    132 gigos, 28 barricas c 1 caixa com louca ,
    10 laidos fazendas de algodo 2 caixas ditas de
    seda e laa 1 caixa obras de prata ; a Fox
    peso merece o argumento, de que o presidente I Hrpther.
    devia logociujullio de.i.ittir todos os ollicia.-s 4 ca.xas lazendas de algodao ; a Redjcway k
    de duas conipanhias,porque, nem assim se cun- (.ompinhia.
    p.ia exactamente a verba dos lO&Ouu/r. A 42 barricas ferragens, 6 ieixes pas de ferro,
    coai ciada de ivduzir.ni-se 3 companliias 400 .) fardos lazendas de algodao 22 caixas ditas de
    nracas nao de mu militar entendido como algodao, e ludio 12 caixas len;os de algodao ,
    te presume o nobi* deputado. ditas chapeos de sol o0 barias niantcga, 2
    ' preciso observar que nao era fcil satisfa- lardos lazendas de laa b caixas lazendas de H-
    manteiga a N.
    /.er ios desejos dos legisladores que lancassem nho 18 fardos ditas dito; aJohnston
    seoslas do presidente una odiosdade scine- l.onipaiihia. __
    Ihanle a de (l.intlir 8 olficiaes de polica; antes 2000 caixas sabao, 100 barns mantel
    eme lies desmereccsseni da sua coniianca, o O. Bieber & Compaiihia.
    espirito la le, que niandou conservar os aoj- 129 barricas cerveja; a Lathara & Lorapanhia.
    dados era sem duvida o de garantir os direilos 48 caixas queijos 1 dita objectos de metal ,
    dos olliciacs que mcrecessem confianca por- 40 laidos, e 5 caixas lazendas de algodao ; a Ko-
    diie nos sidos dos ofliciaes que se haviade zas braga Si Companhia.
    lser a redcelo proporcionada a verba do or- 1 fardo fazendas de algodao 1 caixa ditas de
    menlo, se nao fra a prohbico de alteral-os. laia; a Jobu stewart & (Joinpanhia,


    A
    23 fardos, e8caixas fazeodos de algodSo
    ii me ^ oule o; Companhfa.
    9 caixas fazend is de algodo; a Benry Gibson.
    3 > b iri ca bol i\ i i riiom n Awsteo.
    50 barris inantciga : a James Cockshott 8 C"
    23 l) irricas ferragens; a konworthy i: Brandis,
    I caixa chapeos 2 ditas fazendas de laa 11
    a soia com iodo aceio promptido e prego mui
    rasoavel.
    Compras
    ."> ca xas fazeud is de algo 15o, 2,c lixas
    Cmpra-sc nosta typographia urna balan-
    i '
    lin!i is U as, 3 barris mantcig I dito lingu is 2 I.- ; fa ranlecom conchas, e pesos.
    tasqueijos, I presunto: a Geo Kenworthj fcC* Compra-se efTectivamente toda a quali-
    10 r.i.\ i~ i iz a.I is de algodo fardos ditas iafJe de ocos ; no*ta Typographia e na cidade
    dito, I caixa fazendas de laa 30 barris mantel- Nova, sitio do Sr. Gomes do Correio a raso
    :: i : a RuSSi I! Mcllors J CoiAp mili l.
    20 fard is e '> caixas i izend is de algodo a
    L. (' Ferreira ^ Cotnp inhi i.
    26 fardos c 25 caixas faz odas do aigodao; a
    IV. K. Sinith.
    18 i ai dos 11/, mi ts de aigodao i Me. Calinout
    X I Ollip i illi i.
    3 far l s fazend la d aigodao 13 barricas vi-
    dros i fardos fa en I is de laia, 12 dit >s e '!
    c tixas fazend is I laa >'< barricas centeio, 4 ca-
    xas diversos objectos 2 machados para cortar
    capim -'5 barricas gigos e 2 barris prezun-
    tos, cerveja, batatas, farinha, e carnes, I lata
    ignora-se; a James Ci ibtree 8i Companhia,
    56fardos, e 2 caixas fai ndas de aigodao, I
    ! irdo lonco-; de algodo I fardo fazend isde al-
    godo, e 11 i. .'! dil is fazend i de linbo ; a Jones
    Patn Companhia.
    20 I ii lis mauteig i a Roop.
    i I irdos i iz n 11- de algo i o; a J. J. Monteiro.
    6 calzas, e ferros soltos machinismo, 1 barril,
    I caixa, e 2 embrulhos dilierentes objectos ; a
    Fox Stod ii f.
    25 caixas en i i ordem.
    l c lis i boi i\inli i e queijo a G. P. I. Smith.
    1 caixa coin I pedra marinore ; i J. Carroll.
    ' embriillio ignora-sc a T. VV. Nasho.
    2 caixas, e I barrica conservas e inustarda
    ao capito.
    13 eiubrulhos amostras ; a diversos.
    de 160 rs. por arroba.
    Compra-se urna grammatica ngleza de
    Constancio ,-em bom uso e por prego com-
    modo ; na ra do sol n. 23, segundo andar ,
    ou annuncie.
    Comprn-se elTectivamente para fra da
    provincia mualas, negras, e moleques de 12 a
    Malinos; naRua-nova, luja de (erragens n. 16
    Compro-se d ius quarlos, que sejo pos-
    santos c capazespara fasorem viagem para o
    serian; na Praga-da-Ria-vista, botica n. 32.
    Compra se a obra de filio Livio.que esteja
    em b mi estado ; na ra da Florentina n. 16.
    Compra-se urna prota de nacao, que sai-
    ba coser, engommar, ecosinbar, dandj-se a
    contento ; quem tirer annuncls.
    Compra-se urna machina de Ierro para
    copiar cartas, anda mnsmo senda usada; quem
    ti ver annuncie.
    Cnmpro-8e hervidlas de Angola para
    plantar ; no Corredor-do-bi Vendem-se pannos finos de todas as co- bonspredios; o a fabrica tem capacidade pan
    t ,11111 h ,! ji, formar mu ptimo estaborciinento do imalmmr
    resequalidades. casimiras elsticas ditas in- reia, po? ter bom porto para dKSE
    glezas setins e gurgurao para collele meri fi cu,s f|>ito dl, |)(1()l.a (, vai. pari ^
    n lapim, lila e princesa de boa qualidade j,,^-,,, na ruada Florentina n. 16 de manha
    alm de outras muitas fasendas por prego com- at o horas, o d is 3 as6da tardo.
    murJ"; na ra do Queimado loja n. 25, de Vende se no pato do Hospital do Paraj-
    Guilhrme Sette. so, n. 28. o tratado das aegoes por Pasroal J,,Se
    Vende-se um mulatinho ptimo para cria- de Moli Freiro tra luzido em portuguez pe|0
    do de 16 annos. muito esporto, por preco doutor Rigueira Costa.
    commodo ; na Rua-nova loja franoeza n 9.
    Vende-se um mulato de bonita figura,
    sem vicio nem achaques, canoeiro, de 20 an-
    nos e proprio para pagem ; na ra do Li-
    vramento n. 33.
    Vendem-se meadas d^ linha das Ilhas ,
    Escravos futidos
    No da lodo corrente ugio do sitio de
    Rem-fica junto a pontesinha dos Rptnedios
    muito finas, etojos de navalhas finas para bar- um prt,lo v,.|no ( erioolo de mime Ltiiz. esta-'
    ba; na ra dCabuna. loja de meudesas n. I R. lura ordinaria bastante barbado quebrado
    Vende-se salmo muito fresco, em latas da5 VPrilhas falta Me alguns denles
    de 2 libras; em casa de J. Elster na ra
    Jo Trapichen 19
    __ Vende-se um escravo de 20 annos bom
    ma Inhero ecosinheiro ; na ra da Cadeia do
    Recile n. 19.
    Vende-se superior gomma de araruta ,
    fcijo preto muito novo em porgao e a reta-
    inuito
    regrUta foi escravo de Joan Luiz Alves, ad-
    minislrador que foi do engenho Amparo na
    Ilha-de-ltamarac; quemo pegar, leveao mes-
    mo sitio ou na ra larga do Rozario junto
    ao quartel de polica, padaria n. 18, que ser
    gratificado.
    =F.in 25 do junlio do anuo passado desappare-
    Iho vinho do Porto superior, dito da Figuei- cro dous negros do abaixo asslgnado, os quaes
    ra, ede Lisboa e todos os mais gneros do andavao ganbando na ra, e tocinos signaos sc-
    WAr.*J3*
    'uto do Porto
    A'at'iOJ cntradoi no da 16.
    Rio-grande-do-norte; 5das, hiato brasileiro
    Santo Antonio de 24 toneladas, capito An-
    tonio Jos Ferreira equipagem carga
    algodo.
    Rio-graude-do-sul; 24 dias, brigue-escuna bra-
    sileiro Itabtl, d" l?'i toneladas capilao Joa-
    quim Antonio Gadr, equipagem ii carga
    carne.
    Navio entrado no ta IT.
    caractipelo Cear; i- dias,brigue-escuna Iji isi-
    leira Curtos Dou, toneladas79, cap. Fram i-1 o
    ( ii di a da Foncec i. equipagem '.'. carg i soia:
    passageiros Jos Antonio l/arros e mu escra-
    vo, Francisco Antouio damKj. Manoel Coe-
    !iio Mott i, su i familia e um escravo, Br tsilei-
    ros, o cinco i cr.ivni ;i entregar, e Manoel
    Ferreira Porto, Portuguez.
    A'at'ios tahidot no mamo din.
    Babia; hiate brasileiro Catador, capitao Ernesto
    Uves Bandeira Muniz Brrelo.
    Lisboa : brigue portuguez t'elii Destino, capito I
    i Aiiiniiii) Goncnlves de Azevedo, cargaassucar. |
    Fernando lo Noronha ; brigue brasileiro eot
    1. Guarde, Manoel Luiz dos Santos: passagei-
    ros varios presos e passageiros dogoverno,
    acompanhados por 2-4 praj i> de tropa.
    Paralaba; lancha brasileiro Santa (.'rus, capito
    Joaquim de Oliveira, carga varios gneros.
    \ii'ii\; hiato brasileiro flor de Larangeirat,
    capitao Bernardo de Sousa, carga varios gene-
    ros ; passageiros Manoel Alvos Valente, bra-
    sileiro, e um esclavo.
    BMSJbMsj
    Vendas
    Vendem-se chapeos francezes a 6500 rs. Mticambiquc molecote, de bonita figura, estatal
    ditos de.sol, de seda a 6600e7000rs. tapetes ra regular, cara buchecbuda, olhos grandes na
    Vonde-se bolasa de prfmeira, segunda e
    terecira qualidade a 8. 10, e 12 patacas a arro-
    ba ; na ra larja do Rozario junto ao quar-
    tel de polica padaria n. 18 bom como fa-
    rinha de boa qualidade para bolaxa a 10^ rs.
    a baruca.
    Vende-se um preto de meia idade, pa-
    deiro viudo do Rio-formoso ; na ra larga
    do Rozarid n. 18.
    Vende-se urna venda na ra do Rangel
    n. 5 a dinheiro, ou a praso ; a tratar na mes-
    ii.,i venda.
    Vendem-se saccas com farinha de mandio-
    ca por preg. commodo ; na ra da Cadeia-
    velha n. 35.
    Edital.
    Miguel Archanjo Monteiro de Andrade eavatleiro da
    ordem de Chriito, e inspector da alfandaja porS.
    -W. /., Fajo saber que no dia 1S do corrente mes ao
    lucio dia se ha de arrematar em basta publica
    na porta d'alfandega 2 calzas com 1412 massas
    linas |i ira chapeos viuda do Porte-, no valor
    de 316^320 rs., impugnadas polo amanuense
    ! rain is, f, i iiiciaufi limii ;mu'~ Siiic no despa-
    cbo por factura de Pedro Ferreira de Araujo
    Guhnares. assim como I caixa e 2 fardiuhos
    com 950 das mesinas massas e qualidade no va-
    lor de 290; OO rs., impugnadas pelo niesmoa-
    inanuense, no despacho por factura de Miguel
    Jos Barboza Guimares uc i.. sendo as ditas
    arremataces sujeitas a direitos.
    Alfandega de i'ornaiubiico 17 de abril de
    1844.
    Miguel Archanjo Monteiro de Andrade.
    i--------rni ii iiii iimi
    r.MrjB*rp^
    ivisos diversos.
    = Jos Antonio dos Santos Coelbo, faz scien-
    te ao publico, que Joaquim Aivez da Fonseca
    Jnior nao (' mais seu caixciro desde 13 do cor-
    rente inez.
    .Manoel (ionialves !V:va Lima embarca
    para o Rio-de-janeiro seus escravos Lourenco,
    de Angola, e Francisco, (nonio.
    AOfooso Saint Martin deixa por seu procu-
    rador o Sr. liernardo Lansac para cobrar suas
    divida*.
    Rita Rosa de Macedo embarca para o Rio-
    de- aneiro a iua escrava Rcnedicla de nacao
    p.,i.
    UOSta,
    \ ende-seum quurto de carga; na ra
    da Florentina n. 2.
    Vonde-se biscouto em latas de meia arro-
    ba a 3500 rs. vindo da America ; no arma-
    sem de Fernando Jos Rraguez, junto ao arco
    da Conceicao.
    Vende-se urna cama para casal ; urna ar-
    marn e pertences de venda ; b>ns sapatos
    fetos no paiz de marroquim e decouro pre-
    to para senhora e meninos e de couro de ca-
    lara preparada para hornera 6 meninos; na Rua-
    nova loja n. 58, ao p da ponte.
    Vendem-secanarios de imperio em vivei-
    roa 1000 rs. sementes de plantas de todas as
    ualidades. chegadas prximamente do Porto,
    nozes, castanhas do Maranlio esleirs peque-
    as de Angola folhas de louro em pequeas
    porgos chocolate da Rahia tudo por prego
    commodo ; na ra estreita do Rozario venda
    n. 8.
    Vende-se para fura da provincia ou pa-
    ra omatto um prclaj no beco do Lobato n. 12
    por detraz da ra de S. Theresa.
    Vende-se urna venda no Reco-largo do Re-
    cife, n. 7 ; a tratar na ra da Somalia venda
    u. 102.
    Vende-se o mais superior vinho muscatel
    engarrafado, em duzias, ou mesmo em garra-
    fas ; na ra doCabug n. 16.
    Vende-se a maior parte de urna casa de
    dous andares, sita na ra estreita do Rozario,
    qusl rende 5C0^ rs. ; a tratar cora Jos An-
    tonio Basto na ra da Cadeia do Recile.
    Vende-se um excedente terreno na ra
    do Sebo, com 62 palmos de frente, e 150 de
    fundo ; a tratar com Jos Antonio Basto na
    ru da Cadeia do Recie,
    Vende-se um bomba nova, de ferro, de
    armagao de pndula ; na ra do Queimado
    leja n. 23.
    Vendem-se dous pianos horisontaes um
    em bom estado eo outio forte-piano por
    Ihe fallar a cncorduago d-s un c mta e
    una cpula do serpentina; na ra das Tn'n-
    ebeiras luja de tuitarugeiro n. 2.
    Vendem-se apparelhos do porcelana dou-
    rada ditos pintados, ditos azues e de mais
    cores, ede bom gusto para cha, apparelhos
    para janlar azues e do outras muitas cores
    mangas de vidro lisas e lapidadas, inglezu ,'
    campoteiras para doce, garrafas para vinho
    copos para agua, clices para vinho, ditos pa-
    ra cbampanbe, cipos para cerveja todos es-
    tes vidros 'o lapidados, ede cristal castigues
    de vidro lavradose de cristal, frascos de boca
    larga de varios lmannos canecos de figuras
    para agua, e ieite galheteiras para azeite o vi-
    Quem precisar do urna parda de bons eos-1 nagre, e outras muitas fazendas por prego mais
    turnes para ama de urna casa de familia, dirija-
    so a ra dos Martirios n. 2J.
    SCIEDADE EUTERP1NA.
    O director convoca a commissdo adminis-
    trativa para se reunir era sessao no dia 18 do a ijual sabe cosinnai lavar, e engommar ~, nao
    crrenle, pelas 6 horas da tarde. > te.n vicios nem achaques ao comprador se di-
    - Manoel Ferreira Ramos embarca para o, rao motivo, por quo so vende; na ra da
    commodo, do queem outra qualquer parte ; na
    ra <1.' l.ivramento n. 6.
    Vende-se urna escrava crioula, de 26 an-
    nos com urna cria de 3 niezes, bonita figura,
    para sala pannos de casimira para mesas de
    meiodesala, riscadinhos france/es, meias pa-
    ra menino e meninas luvas de pellica para se-
    nhora a 80'rs. o par e outras muitas fasen-
    das por barato prego ; na ra do Queimado,
    loja n. II, de A. L 6. Vianna.
    Vende-se a bem conhecida venda na po-
    voagao dos AfTogados que foi do Pimenta ; a
    tratar na mesma venda.
    Vende-se herva-docejmuito nova, em gran-
    des c pequeas potgoes por prego muito com-
    modo; um diccionario latino, urna Selecta, urna
    grammatica urna fbula de Phedro tudo em
    bom estado e por, prego commodo; na ra
    do Rangel n. 81.
    Vende-se urna preta de 20 annos per-
    l'eita engommadeira cosinheira e cose mui
    bom ; urna negrinha e urna mulalinha de 12
    annos ; um lindo molvque de 13 a 14 annos ,
    bom para pagem ou offlcio ; urna elegante
    parda de 20 annos cosluroira e engomma-
    deira ; um preto de 30 annos de todo o ser-
    vigo ; um cavado rodado, grande com todos
    os andares ; na ruado Fugo ao p do Rozario
    n. 8.
    Vende-se urna venda na ra do Padre
    Florianno n 5 na travessa do Serigado, mui-
    to afreguezada tanto para a torra com paran
    rnatto vende-se poro dono estar muito doen-
    le ; a tratar na mesma venda.
    Vendem-se na fabrica de ferro da ra da
    Aurora machinas de vapor da mais approvada
    conslrucgo moendas de canas de varias qua-
    lidades mu fornidas, e com todos aquellos
    melhoramentos que a longa pralica tcm mos-
    trado seiem necessarios tudo feito ra mesma
    fabrica egarantido; taixas de ferro de fundo
    chato-, asmis approvadas em toda paite on-
    de sao usadas carros de mo arados de fer-j
    ro machinas de moer mandioca, mui sim-
    ples, que alm do pouco espago que oceupo ,
    fazern bom elTeito, ditas para espremer a massa,
    d nova invengao e muito compacta assim
    como muitosoutrosobjectos da mesma naturesa
    Vonde-se superior tinta de marcar roupa, !
    amelhorque tira apparecido nesta cidade, por-! de casa de Alvaro Foi tuoato Jordo am estra-
    gue nao larga indo a varrella, experiencia feita vo pertencenteao Sr. Vicente I homaz dos San-
    por varias pessoas ha bastante lempo ; na ra ; los de neme Luiz, de nago Inhambane, cor
    estreita do Rozario n. 27, defronte da casa ama- fula falta-lhe dous denles na frente, lem al-
    rella. giros cabellos blancos, falla atravessada, co-
    Vende-se urna negra moga de excedente iinoquem est bebadu altura regular, grosso
    figura, que alm de ter muito bom Ieite para do corpo eslava preso c m urna corrente no
    criar, sabe engommar. coser, e ozinhar comlp, mas lirou-8 quando fugio, consta que an-
    perfeicao; em casa da viuvaCunha Guimares, da por Fora-de-portas ; quem o pegar, leve a
    conlronlo a urdem terceira de S. Francisco. Rua-imperial n. 67 a entregara Jo Francis-
    Vende-se assucar refinado a 90 rs. a Ii- jco da Silva Penna que gratificar com 20? rs.
    bra echa hisson a 2240 rs. tudo bom ; no : Desappareceo no dia 13 do corrente um
    deposito de assucar, na Praga-da-Roa-vista n. 7 moleque de Dome Sabino representa ter 15
    Vendem-se aventaes de cassa para senhora annos de nago Mogambique ps grandes,
    a 220urs., poscocinhos de filo de linlio a 2000 rs. I urna pequea rotura na vorilha direila que
    ditos de cassa a 600 rs gangas azues a 120 rs. | por isso anda com urna lunda tem urna quei-
    llr do rosto, bocea pequea, rizoono quando
    falla, tem OSpeitOS puntudos como miillier, am-
    bos parccrin crioulos porserem multo ladinos,
    o bonitos, o maior signal que ambos tooin to-
    rom marcas de chicote as costas, e nadegas
    i que por ordem superior apanhro na grade da
    cada: por tanto qualquer pessoa que se achar
    de posse deiles por compra falsa, ou agazalho
    queira denunciar a qualquer autoridade com-
    petente, a fim de serem entregese sen legiti-
    mo Sr. do contrario passar pelas ponas da lei
    pagando todo prejuiso o dias de servido, pois
    o abaixo assignado j descoufia como isto foi c
    leve noticias aonde dios osto; protesta que em
    breve tompollio sero entregues, participa que
    qeirSo por bem vir entender-se com o sen le-
    gitimo Sr, Jos* Maria de Jezus Muniz morador
    ni ma do Crespo n. 10 que ter toda contempla-
    gao e prometle guardar segredo o porque se
    nao queixein tem a honra de aiiuiiiieiar por este
    Diario, at que chegue a noticia do son conhe-
    cimento
    =r>"o dia 10 do corrente mea fugio um mulato
    do nomo Joaquim, de idadodo (incenla annos;
    tem alguns cabellos blancos na cabeca, r na
    barba, pernas finas, quando falla gague/a, do
    boa altura, rosto redondo, nariz afilado ; levini
    camisa do algodo, ceroulas: esto escravo foi do
    Sr. Jos do Reg Barros, quem o pegar pder
    entregar na ra das Agoas-verdes sobrado n.
    70: que ter dez mil ris.
    =ssFuglo no dia28 do marro p. passado a encla-
    va Maria Benedicta nago /Vacea, a qual ti'in os
    signaos seguintes: levou vestido de cacadequa-
    dios, panno da Costa i usado com um rasgona
    pona, cabego de chita tambemi usado,.cami-
    sa de algodaozinbo, aluna regular, olhos peque-
    nos, nariz chato, beigos grossos, algumas mar-
    cas de bexigas salteadas pelo rosto, peitospo-
    quenossecca do corpo, e um dos denles da IVen-
    te podre: quem achar leve ruado Fogn.
    29, que ser gratificado.
    =No dia 14 de abril do corrente desap.ireceo
    mu moleque por nomo Luiz de nago Congo, ida-
    do l anuos pouco mais ou menos, 1< vou camisa
    do algodaozinbo, o caiga de estopa do Porto
    sem chapeo neinjaqueta, e nem colote, consta
    que foi visto em ponto de l'clia no dia 15 a pes-
    soa que o pegar o pude levar a ra do ( abug,
    loja de ineiidezas n. ;">.
    Na noute de II para i2do corrente fugio
    llaranbo o seu escravo pardo de no me Jos Se-
    verino.
    Na l'raga-da-independenca, lojademeu-
    ezas d. 36, se dir quem d almoco, juntar, e
    Praia, armasem n. 18.
    Vende-se um pardo bom oflicial do al-
    faiale de bonita figura e sem deleito olgum;
    na ra da Cadeia do Recie n. 40.
    ocovado, o outras fazendas por prego com-
    modo; na ra do Cabug, loja de Antonio Ro-
    drigues da Cruz.
    Vende-se milho novo em saccas e de
    boa qualidade a 4000 rs. ; no Forte-do -Mal-
    los serrara do Sr. Joo Machado Fernandes
    Lima.
    Vende-se urna canoa aborta de carreira ,
    serve para familia po| leva 10 a 12 pessoas ;
    no sitio do Bestos, defronte do palacio do go-
    verno.
    Vendem-se lijlos de todas as qualidades ,
    cal, barro, arei8 etambemtem cavados para
    condugaodos inesmos emadeira para vender;
    na ra de Apollo n. 32.
    Vendem-se phosphoios de pente; em ca-
    sa de L. G Ferreira S Companhia,
    Vende-se urna mesa de ineio de sala, no-
    va urna marqueza cora uso, o mais alguns
    trastes ; na ra da Praia n. 66.
    \ endein-se xaropes do tamarindos do supe-
    rior qualidade'a 560 a garrafa, e em porgan a
    500 rs., na ra do livramento, loja n. II.
    \ ende-se nina otaria, com todo o chao que
    tem de fazer liento a nova ra do Sol; no cen-
    tro desta cidade com duzeutos o tantos palmos
    de compdincnto, e terreno para edificar tres
    madura na mo direila e urna grande cicatriz
    sobre o hombro direito que foi de fugo e um
    talho na orelba esquei ja beigos finos, algu-
    ma cousa denlugo quando ri-se bom fallan-
    te, que parece crioulo com signaes de sua na-
    go p la testa que mal se percebe levou cal-
    gas de algodo trancado ja bem usadas e sujas,
    camisa de algodo da torra e chapeo de cou-
    ro ; quem o pegar leve a Rua-imprial n. 43,
    que Ser giatificado.
    No da 14 do andante mez fugio do sitio
    das Roseiras do major Joaquim Elias de Moura,
    um esclavo crioulo de noine Amaro, com os
    signaos seguintos : bastante alto cor fula ,
    muito pouca barba com urna cicatriz na man-
    dbula inferior de ama fstula, (alto de denles,
    Descoco grosso, espadando, maos compridas;
    e anda com os dedos sempre fechados que pa-
    recetn alejados pernas finas, pscompndos,
    e meto pesunhu anda sempre de plcalas por
    causa decravos procedidos de bobas, j foi sur-
    rado por ter feito urna outra futida ; quem o
    pegar, ou dedo tiver noticia dirija-so ao sitio
    a cuna que sera recompensado generosamente.
    lUciFB NA l'TP. DK J. !'. DB FakiA 1844