Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08720

Full Text

Auno de M.
Quarla Felra 17
0 l)lABIOrublea-e I,los os diasque no f( r.-m snni lirados : o preco i
ssignatur
he ,1- tres mil rs por quariel pagos adianiados Oa aanunoioedos assirnanies aAo inseridos
gtt: <>* qe .". foiem lio de 80 rail por linda A. redama, Oes drvem ser diri-
gol.saeslalyp run rias Iruies n 4,mi praga ..a Independencia I. ja ,]e ljrr. sn l e 8
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
Conten, e Paran yba.eegondaa sextas feiras.Hio Grande do Noria obesa a Hc2.'e par-,
Y' osM. T '"''"' S"'"!,aem R'ol'0"oso. Macevo, 1'orioCaho, c Alagoas no 1. e .
11 e da rada mea G.ranhuns e Honito a IU e 24 de Cana rnei Boa-rista e Mor-
es a J.ie 28 dli._Cida.le da ViOloria, quii, feiras. Olinila lodas os das.
_ ... das da semana.
15 f>e? s aaiilma Aud d> J. de I) da _>. T.
J Terea a Eng.acia Ral aud do de 1) da 3. t.
I? Ruarla s Eaiceto Aud i!o J de I) da i r
S Quinta s. Galdmo Aud do J del) da '. t
J9 Sxta Hrm .-crs Aud. do J de D. da 8 t.
SO Sab s Ignei el. and do .1. de I) da I. T.
jl Do i. lio bom pastor s Anselmo.
- -- ^-v.kar.-.T?TK7^-.- -.mti^miw'T.i m w | |MHI 5_fjgEanaaM

de Abril
Anno \X. IV. 90-
W//- ^ "*'"" ',e|",",f rz/.T// ''"''""' '' ''"ln" principiamos r -re-nut aponts los coin sdroiraquo entra ae aagoee mail
/" >! '' '" (Proclaman! da Isseablea Gem do are til.)
romiira I renda
-r '',', ClMtlOI ROBU 16 inirin. compra
^/^^"v^F 1/ Cambios sobre Londres .. | Oura-Moeda de 6,400 V. 47.;Wh-x17,.'UO
1 ; Pars 570 rea por franco
fa V*.-..
- '
Wffl
:c 4.U
rs. i.'j 1.73 i
,' 00
i. 00
Prata-fatacoea J,'Jiil) l,'80
11 Pesos cultuuinaree iJSf ,1'"'1
,. Ditos BMiieMoa 1.060 *.'J80
1 11 Lisboa H J por 100 de preatia !
Monta de cobre 5 po.- ren.a e nao 1 a
dem de letras -le bnas firmal 1 a \\\
phases da la no mi:/, de \HIUL.
La eBeUaSaaUura, za min d, man,.,, ,L.ianora a 17 ., j horaa ellaiin. da larda.
.Mineante a < as 7 boraa )->u,iu 1. ,ar,|e |Creaeenta a 25 aa 5 b e 45 m. da kauliaa,
Prtamar de hoje.
- :aiarrr.v.-..- ^^_


uco.

ASSSMBLA PROVINCIAL.
Concluido da teufode II de abril de 1844.
OSr. Toque't: 8r. prr., mandei ,i inrsa
tlinis tdilitivos ao artigo 29do receiti pro-
vincial ; o l.80bre OS ln'ns do 'vento e o'2."
sohte as apii'liciisocs prla polica. Os bens do
evento emistitiieiii teeeita provincial, toiltvia
na le do orcaniriito ine (|tte nao Ionio incluido*. <'.,,,, tars nflll
tamben) se achilo nesta ([uali'adc ito a'rlicoil
doprojecto dele!, quedere regular no auno
prximo vindouro, Aslcis geraes que estabe-
leceraoa receita provine'.-,! ae :{{ ,, ;\j e de
todosos anuos anteriorrs 1KIi) ncltiiriin como
recolta geral en3o os'jensdedefutitose ausen-
tes; eos beusdoeveijtono municipio da corle
' visto pois que n 4 eotil'onnidade das diversos
artigos dessas le'ts (,., ,,,. se declara, que erSo
impostos provii jciaes todosos qup nelles nao
se acbassein co.1,,0 geraes, os bensdo evento as
provincias sa'j renda provincial. Isso mestno se
aeltt declarado no regnlamento de 9 de maio
de IS42 'iadopelo governo geral que pode
tatnbem servir de regul.tinento para nos on
Otltro dado pelo presidente da provincia, pata
<|||(' ''.o percatlios essa Ponte de renda publica.
02.. t' a cerca das aprehenscs da polica. A
Pllela umeorpo provincial; assiin parece-me,
'jue linio (pinito for por ella aprehendido ren-
da provincial. N'ciu isto novo: ojalvar.i de 3 de
mato de isii que creoua polica nal na corte do
Rio-de-janeiro declaron.qup ,i polica plrtencio
todas as apprehensdes que fisesse de contra-
bandos, c sendo a polica hoje paga pelos co-
fres provinclaes, as apprehensdes que li-
serdevetn ser devolvidas aos mismos cofres.
Ora, esta disposicao c conform COUl a le da
reforina do cdigo, na qual se estabeleceo,
o contrabando n;io sendo apprebendido
flagrante nao sena processado na con-
formidade das Iris Ciscaos mis seguir-se-
hia a si 11 respeito outra marcha, e quero
que seja renda provincial mas quanto ao con-
trabatido que nao d aprehendido eiu fla-
grante este seguc outra marcha e cu (lin-
io, que pcrienca .i provincia. Fui ^i este res-
peito levado pelo que se praticotl 110 Rio-de-
janeiro ; ah o presidenie da provincia, o Sr.
Carneiro Leo, em o sen relatorio falln .i res-
peito dest 1 renda, e ella foi compreheudida co-
mo renda provincial na lei do orcanientb. Jttlgo,
pois, que nao ha raso algiuua para nos abrir-
mos uifto dessa sotuiiiade receita provincial.
Mida, que fui tamben), ha
ibelece os rs. de lin-
do consumo,
que
Quanto una Pinei
ponen, apoiada, que restab
]>osto em caada de agu'ardente
inio sei as rasdes por que se quer restab( lecer
esta verba de renda, que por esta asseinbla foi
julgada menos bem estabcleeida.por ir olleiider
os impostos geraes.
Tcnho una duvida Sr. presidente cena
de 2Jj do art. em dscusso, e venta ser,
sobre'os impostos laucados no assucar, de-
baixo da dcnoiuiiacaii de ta\as das eaixas ,
lechos,barricas etc., UO3e no IS com a deno-
ntnacao de furo das eaixas e lechos de assticar-
A meza da inspeceo do assucar e do algodo
.se acha tcitamente sitpprimida, a p.issar o pro-
jeelo de lei, que se discute, pois que nao se con-
signad fundos para pagamento de seus emprega-
dos. Sendo assiin, 111 nao sei como se podero ar-
recadarestes impostosde bar ieas.e fechosd'aSSU-
car,porqtte aiuspeccao tcm de se reventada pelos
empregados do consulado na eouforinidade do
sen regulatneuto. Por este regulamento riles
leein de tirar un certo numero de libias de as-
sucar par.1 verificar sua qualldade ; nao sei
como esta assenilili'a possa determinar, que a-
lm d, sse numero de libras de assucar se tire
litis mu ceno numero de libras para receita
provincial.
Tatnbem nao sei, como cessando a marcadas
barricas de assucar, c das sacias de algodo se
poder cobrar algunia cousa por este titulo.
O Sr. Nabato : Cessou essa marca ?
O Sr. Taques: Cessa, pois nao; queme!
qtie a executa ? Se for executnda ser por eni-
pregados geraes 1 c entao isto ser renda geral.
Tirar de nina caixa de assucar mu grande nu-
mero de libras, nao me parece bom ; lembra-
ria ento que,leiido-sede suiiicr odesfaltiue des-
tes 2 ^ da receita J sejo elles substituidos por
algnuia outra imposieiio havendo ati- un mel
de a estabelecer de un modo ninis til como se-
1 i.i augmentar .'.es 3 por ei uto que paga assu-
car mais 1/4 1 on 1/2 por cento que compen-
sasse csse desfalque. Sao estas as coiisidera-
cOes, que eu tinha a fazer sobre o art. em ds-
cusso e para fuuilaineiitar os additivos ,
que niandei a mesa.
1'.' apoiada e entra tambem em discussSo
esta emenda do r. Horros Cavalcanti.
-- Ao <^ i. acrese He-se exceptuados os
oflieiaes do corpo d indicia. -
O Sr. Mego anos : Est em dscusso o art.
291 e os seus jji. Princlpiarei pela emenda do
n. d., o Sr. Jos Pedio. A emenda manda, que
'a receita do $ ;">. seja elevada a 00 contos de rs. ,
quando pelo orcamentoda thesonrariaest mar-
cado em T contos. Eujulgo tambem que es-
ta receita est marcada muito baixoj.mas qual-
quer aecrescnio que demos aqui, nao vai in-
lluir em cousa alguma: nao faz hem tem
mal. Se se arrecadar melhor ser, e se or-
carmos em "2(ii) ou 300 contos e nao se arreca-
dar, nada iiillue.
Supponhamos que nos elevamos a tal ponto
esta base que nao bajaoarrematantes, v-se o
governo obligado a arrecadar este imposto por
idministrai'o e isto f ir (levar a receita ?
Ganharemos com isto ,' l'.u pois dcixava como
est ; se tivessemos a fortuna da arrematafo
ser maior, bem; isto depende talvez do admi-
nistrador da provincia fazer diligencias a este
11 speito.
II i outra emenda do mesmo Sr. deputado,
mandando instaurar o imposto de -10 rs. sobre a
caada de agu'ardente que foi em o auno pas-
sado SUpprimido. Esse imposto realmente
importava em urna boa somma, relo que em
20 contos de rs. ; nao sei quaes Conloas rasdes ,
que denominarn no espirito da assembla para
siipprimil-o ; jitlgo que houve mu terror de
que fosse ferir os impostos geraes ou de (pie
Cosse un imposto sobre a iinporlaro e por
eonseguinte contra o acto addicional ; nas cu
nao s' at(; que ponto este necio se possa firmar,
porque elle aqui laucado sobre o consumo.
I'riniciraniciite este imposto era cobrado na al-
fa ndega de maneira que pareca um acerescl-
1110 de impugnaio na importaeo ; mas depois
de arrecadado odireitodeiinportacoo, jttlgo ,
rjue poderetnos Impr sobre o consumo. Pare-
ce-me que esta qucsio nSoest mal bem de-
cidida c que este imposto nao Cere to direc-
tamente como se pensa os direltOS da assembla
geral.
I'i de o Sr. Barros Cavalcanti, por Ulna emenda
que mandona mesa, a suppressao do imposto de
novos e vclhos direitos, a respelo dos oflici es
do corpo de polica. Aeho que mullo parcial
esta emenda (npoiados). .Iigo, que com (-lici-
to este imposto (''muito Corle, e nao s<>para os
oflieiaes do corpo de polica, como para todos os
empregados pblicos. Se o 11. (i. apresenlasse
alguma outra ideia, que tninorasse o imposto
eu concordarla, o ento generalisava-se este
bem ; niasleinital-o su aos olliciacs do corpo de
polica: voto contra.
O Sr. Taques tcm una emenda additando 2
artigos de impostos a esta lei; um sobre os bens !
do evento, e outro sobre a aprehenso pela po-
lica. Ku concordo com elles; nccessilo de re-
gid tinento, mas pode-se adoptar este do Ito-dr-
jauciro. Julgava ento que o imposto do 3.a
nodevia ser abolido; o do18, concordo na
abolico. O imposto designado no <: 3." importa
em 8 a contos de rcis, foi creado no auno em
que se crcoit a mesa inspeceo, hoje supprimi-
da; parece (jue nao se temi instaurado a des-
pesa para essa mesa temos acabado com ella :
Illas 11,'io se (leve d*ahi concluir, que esse impos-
to (leva acabar tambem; elle c hoje arrecadado
pelo consulado, pelos uiesihos empregados ge-
raes.
Por eonseguinte, o ter-se stipprimido a mesa
da inspeceo nao Influe em nada para esta arre-
cadacSO, e nao influlndo que mal nos-faz este
rendinieulo?
O Sr. Taqun: Eu quera substitnil-o por um
aecrescimo de _, por"/,, no imposto do^ l.
O Sr. lleno /larras: .litigo que nao bom al-
terar um imposto por outro qualquer : o cost-
me que temo povo de pagar certos impostos de-
ve-se tomar muito em consideraro. Portante,
eu nao concordo coui a suprcsso ; mas quanto
as suas emendas, eu as apprOVO.
Parece-me que forfio estes os impostos de que
se lialotl.
OSr Lopes (ama : Pedi a palavra para fallar
sobre duas emendas, que apparecro na inea ;
nina respeito dos olliciacs (lo corpo de polica,
e a outra restaurando o imposto de 40 rs. por
caada de agu'ardente. Quanto priuielra, di-
rci com o n. d., que tne pn cedeo, que nao me
parece justa a pretenro do nobre autor da
emenda, porque se essa laxa pesada para
lodos os empregados proviiiciaes, e nao so para
os olliciacs do corpo de polica, c eu fallo como
dolido. Fui prvido prlmeiranienle a professor
do Ivceo, de eloqueitcia nacional, ecomo o no-
bre administrador da provincia foi autorisado
por esta assembla para reformar o lyceo, en-
tended, quedevia addieionar iitinha cadeira a
liugua nacional, isto Uve aciiitmlaco de tra-
ba fho, e acm mais vantagens; e Uve necessl-
(I id" de tirar nova proviso, do que pague)
vclhos e novos direitos : ah est o Sr. secreta-
rio desla assembla, que nao me dcixar men-
tir ; e nole-se que um cinprogo to aniovi-
vcl, pomo <"' o de otRclal do corpo de polica.
Ornen emprego amovivel, e deve-o ser; fal-
lo agora contra inin: quando apparecer outro,
que melhor reja a cadeira, eu devo Ir para a
miiiha casa. I'ortanio cu esloit na mesilla eou-
dico, em une estn os offlciai s de polica.
() Sr. narros ('uvalanle : AT10, Sr.
O Sr. Lopes Gama: Pois nao estou ? O presi-
dente da provincia pode deinittir-mc quando
Ihe parecer, c sem eu poder qii"i\ 11-ine.
OSr. torroi Cavalcante: V. icnidemittido.il-
guin professor ?
OSr. Lopes (ama : Isto t mura cousa m is
est autorisado a demittir: por ventura, depois
da reforma do lycdo a assembla deo vitalicieda-
de esses ttulos ? Nao; logo o presidente da
provincia pdedeinittir (litando (ptizer e nmuear
niiros ; estamos as mesiuas circumstancias.
Paguei vethos e novos direitos duas ve/es : eu
ard coma cousa frisada*), ntiiz ver se esquiva-
va-me, eoSr. secretario nao annulo s minhas
reflexes, disse-me, que devia pagar outra vez.
Em Rui tenhamos paciencia, c para a receita
provincial.
\ amos outra emenda, dos 40 rs sobre con-
mino de cada caada de agu'ardente. Eu nao
estivo nesta casa em o anuo passado, por estar
muito doenie, quando se glosou osla quota, que
vinha nos outros orcamentos ; mas constoti-ino,
que linda sido reclamada a suppressao por urna
ordem de mu ministro da eroa Se me conven-
cesseni, que esto imposto la ferir os direitos da
assembla geral. eu seria o primeiro a pedir,
que se eliininasse ; mas por nina ordem do mi-
nistro, isto nunca. Um ministro da eroa p" mili-
to respeilavel, quando exerceas suas attribui-
V'"s ; mas elles nao teem jurisdicfSo sobre as
asseinblcas provineiaes {numerosos apoiados). Lo-
go as suas ordena para esta assembla tanto va-
lein, eoino se as mandasse para a China ; entre-
tanta foi eliminad.1 este imposto l'.u nao PStOU
persuadido, que elle v ferir os direitos da as-
sembla geral, porque o imposto, sobre que
mis nao podemos mais impr, o de importa-
dlo: embota estas bebidas espirituosasentrem
pela barra, sejo importadas, ninguem dir,
que o consumo no cousa muitodistineta ; e
um genero podo ser oucrado por dous impos-
tos, um pelo ficto da iniportaeo, c outro icio
facto do consumo.
Nos nao temos essa distineciio 110 acto addi-
cional : o que o acto addicional nos diz que
nao imponhaiuos sobre a importac&o utiicameu-
te ; mas sobre o consumo podemos impr. Por
lano, estOU disposto a volar por um impos-
to, como este, eniquauto a assembla geral
em sua alta sabedoria nodissor o contrario;
mas (, ministro, nao. Voto por eonseguinte por
essa emenda.
OSr. Jote Pedro:Sr. Pies., cu j devia estar
desalentado respeito das medidas que aprsen-
lo nesta casa para salvar a provincia de sottrer
novos impostos, que talvez em lugar de darem o
resultado que proeurasscinos, liniivessem de
diminuir renda publica, que hoje faz face .is
uossas desprs.is: e liearia assm gravado o pu-
blico, sem que d'ahi viesse algtiin remedio aos
apuros dos cofres provineiaes.
Teiiho-ine apresentado nesta casa,impugnan-
do sempredespesas, queeu vejo que nao as pos-
so quahflcar como despesas nropramente pu-
blicas; pelo menos tcnho me (qiposto aquellas,
que cu considero como despesas, que podcni ad-
iiiitlir alguma demora. Estar talvez a assem-
bla leiuorada que cu rejeiel iqul a desposa
111 arcada para olliealro publico;dociJo-uio con-
tra a despesa consignada para a compra de ac-
i;ni s da eompanhia do Hobiribe...
U Sr. Francisco Jo&oIsto despesa produc-
tiva.
O Sr. Jati Pedro:On. d. pode provarque a
eompanhia do Hobiribe nao poderla ter o and 1-
iiiento que tein tido, e vai temi, se nao tivesse
pssa pequea coadjuvaco dos cofres pblicos?
Cu considero despesas publicas aquellas, que os
particulares no podem facer; portanto esta nao
devia ser acolliida como t il.eno tinha necessida-
de do auxilio (pie se Ihe doo Eu rejo! tei tambem a
despezafeita com a sociedado de medicina, por-
que suppoiilio,que esta despesa mo V muito
urgente nao (' das consideradas publicas, e as-
sento (pie os cofres pblicos nao develo prestar-
se a esses donativos, porque elles po'dein-se
multiplicar, p nao haver dlnheiro que chegue;
cun'tatito'ipie temos de fazer despezas imperio-
sas, "que lalve/'veuho a soll'rcr por causa del-
les. Rejeitando certasdespesas, ou como super-
finas, ou (ue podem esperar sem prejuiso dos
interesses pblicos, tenlio procurado ao niesnio
lempo elevara receita; e aliu d'outras medidas
aprsente! una para haver os dlnheiros pbli-
cos, que se achdo as inios dos particulares, o
que u"o sei porque motivo nao podem ser co-
brados, ou seo sao com umita diOiculdade
(Callo do juro sobre a divida activa); mas no en-
tanto passou ella por um atino simiente .' O pre-
sidente da provincia reconheeeo, e nos eonintit-
nicou nii sen relatorio a cliieai ia dessa medida;
e mesmo o .Sr. inspector da thesouraria dlsse-
uie que ella produslo alcum efleito.
Kmii 111,Sr.pres.,ou tcnho sempre levadoeiu vis-
ta 11asdisc11ss1.es do orciinento aparalisaf::o das
despezasque podem nuil oem esperar;paraque as-
siin Se augmente a receita relativamente aquel-
las, que devctii ser satisfeitas, por seren urgen-
tes; porque c esto o recurso mais prompto, que
menos emba reos a presenta,o que menos preju-
dicial aos contribuiites; mas todos os ineus es-
cmendas, que tendem a arrecadar para os co-
fres pblicos n cornos doris: se tambera fo-
rein rejeii idas, eu declaro qu il tqul pordiantc
d 'si.siiiei do tomar parte nos trabadlos desta na-
tures 1; porque creio, que trabalhar ein vito.
o .Sr. Manoet CaraleanU:Deste mal qucixa-se
limita gente.
O Sr. Jote Pedro:Fallare! pri.....i ramn te da
emenda, q.....leva a base do imposto de 200aW
rs. sobre cabefa de gado consumido a 90 contos
doris. Eu creio,Srs., que o meio de arrecadar
as rendas publicas por arremata^es nao a
mais ellicaz; nos sabemos, que quasi sempre sao
' si is rendas ai reinal idas sem que appareca .1
concurrencia, e a raso de seren as garan-
tas, que devem dar aquellos que para as arrematar, muito fortes, por serein os
proi os dessas elevados; por isso vemos, qu qua-
si sempre se aprsenla su um, ou outro indivi-
duo como licitante. Quaudo por acaso apparecc
a competeuoia, eomo ha fcil dado de conluio
elle sempre se d, e ate sei que lera bavidosu-
borno; que se lem dado iliuieirosa pessoas, pa-
ra que nao se aptesentem como competidores
nessas arremata(os; isto Caz sempre com que a,
arrematadla spja feita por um proco muito bal-
\o [apoiados); com osle desvio apresonta-se por
eonseguinte um arrematante su, c nao havendo
oompeteiicia o imposto arrematado pela base
das nossas les.ou por menos um 5.,como Der-
initlido.
I'ortanto.no este otnodoinaisuiii de arreca-
dar as rendas publicas; o sea base for muito ba-
xa, a ronda ser anda mais prejudicada. Para
evitar, pois. isto precisa elevar abase o mais
alto posslvel; porque quando nao baja concur-
rencia por causa dos conidios, o se veja o presi-
denie obligado a ceder, quea base da lei sofl'ra
o abale da 5.* parte,ficar anda assim um preco,
que 11.10 pn judicar.i os cofres pblicos.
De mais. Sr. pies., cu tcnho alguma rasao pa-
ra levantar esta base, lia (i anuos que este im-
posto tcm por base para sua arreraatacao de 70
a/1 contosde res; < devo crer quea popula-
1: ao tem crescido de ento paraca, porque se-
gundo alguns economistas a popularn duplica
de 25 em 2 anuos, qu.indo as cireiiinstancias
Ibes s;io todas favoraves, como acontece em al-
guns lugares dos Estados-Unidos, viudopor eon-
seguinte a sabir o seu crescimonto rasao de 4
por cento; mas demos que entre mis, que as cir-
cumstancias nao sao inulto favoraves, seja este
crosci liten to a rasao de 2 por cento; em seis an-
uos teria a populaco um crescimonto de 12 por
cento, ou quasi da 8.a parte; portante a baso des-
te imposto devia ser elevada; icio menos a
liis a 8.:i parte, 011 .1 y.'l contos 'de res; mas eu
ja liz um calculo que aqui aprsente! em que
IllOStrei que este imposto podia dar, de mais, S(J
contos para os cofres provineiaes era 3 anuos.
se se aiTcuiatassc O consumo das (antes; o que
vinha a dar para cada anuo 28 cotilos de mais.
Por eonseguinte, accrescentando cu l(j contosde
res sobre a base existente, nao faco nada, que
nao seja rasoavel, e anda limito-a a un punto
tal, que pode dar multa conveniencia ao arre
matante. Assiin entrado que nao prevalecen! os
recelos, que apresentou o n. d., que se assenta
do met lado. Kuqitizcra niesnio, que osla alte-
raco nao partisse daqui, que fosse o resultado
da arrecadaeao por adniiiistraco; assonto que
as iuiposices, que sSo arrematadas, de veiem
quando devem ser sttbiuellidas aadniiitistracao
para se saber quanto podem produzir, e assim
se calcular nova base.
Fallarei agora, Sr. pies., da segunda emenda.
O anuo passado esta assembla (peiniita-sc-me
a rxpressoj deo um triste espectculo da sua
dignidade. O presidente da provincia apresen-
tou aqui, nao em toda sua exteitcao, mais em
partea n eoiiiniendavao, que fez o ministro de
cnlao de que se devio abolir taes e taes impos-
tos; porque oflendio os impostos geraes. Esta
ntiinacao foi feita a Pernambuco, o a assembla
provincial acolheo-a quasi como um proceito.
leudo ento cu decombater este procedmontoj
perguntei ao autor da emenda, que supprimi
alguns distes impostos qual a rasao em que se
fundava, respondeo-me com o relatorio do pre-
sidente na mao, que era porque assiin o tinha
ludido o presidente. Ora, Sis., ha nada mais de-
gradante para esta assembla do que obedecer
as intiinaces do governo, sem attender sua
dignidade, o as conveniencias publicas! De cer-
iii que 11:10. Sr. pies., eu assento que esta impo-
sicao deve continuar, porque noferea consti-
iu9o como se sttppe: recabe sobre um ob-
jecto de luxo, eque trazum bem a provincia.
Digo que nao contra o acto addicional porque
laucada sobre o consumo, muito mdica e
recahe em um objecto de luxo; por isso, anda
que ella Uzease altear o preco, oque duvido, o
consumo nao diminuirla, por estar dependente
do rdito individual, que se denomina super-
fino; e nao dimiuiiindo o consumo iienhuuia
mngua causar a importadlo dos goneros so-
bre que recabe, o que sera necessaro para fe-
rir os impostos geraes.
Digo mais, Sr. pies., que esta imposico deve
passar. porque unta das melhores, visto que
_-------------------......... .., ,.. .uv., ..^ ^- ,...--.., ,, forros teem sido baldados: Agora aprsenlo duas recahe sobre um objecto de luxo, e sobre uin



objeto que a nao ser consumido, daramos pa-
rabena- nossa fortuna; finalmente porque trai
a renda de 2Dcontos'dc ris para os cofres pbli-
cos scm daino aos particulares. Se rejettarmos
estas e outras medidasque tenho apresentado,
teudo esta ass. mbl .1 s guido o principio de or-
, as despi ts tnl d 1 recelta, o resultado se-
r ver-so rin grandesembara os, e vira neccs-
gar ... ir novos Impostos, e euquize-
1 .., s ... mu irasse nina feote de renda pu-
blica,

OSr. Jote Pedro : Termina o puder, depois
de reformado.
O Sr. Lupes Gama : Pois bem ; o adminis-
trador da provincia metteo a mo no lyco. Pre-
gunto cu, quando a assembla feral deo ao go-
verno o poder perio, o que fez ogoverno? Rovolveo nido ; a
palavra reformados diz omito. Ora, nn-
quanto esta assembla nao legislar deuniiva-
inente sobre o hoco, o administrador da provin-
qlie nao esteja sobrecarregada, e que pos- ca est autorisado para detnittir os professores
.., supporl ir um imposto por muito pequeo
que sej 1
1. :u; 1 de 11:11:1 emenda que fol apre-
, ntadaporumn. d., que seassenta do muro
1 |o, disp usando os officiaes do corpo de poli-
ca do imposto que pesa sobre <>- seus diplomas.
Opni nho-nie a ess 1 1 menda, Sr. pres., porque
rita ,' parcial, e pde-se tornar odiosa. Se o no-
li, ampliasse a sua disposicao a todos os eiu-
pn gados pblicos que estivess tn "as circums-
1 mei is dos otflol es da poli. ia sto que podem
bi 1 1! iniiiidos, ijii indo nao mereci a confian-
, 1 da governo, eu a approvario; creio que ha
inals empregados dessa ordem. Xao estou pela
opinio de um 11 1!., que .' empregado publico,
que dissse que i> idininisti idoi 1! 1 provini ia no-
ilia demittil-oquaitdo bem quizesse, assim como
mais empregados provincaes; nao, porque
,, ; 11 do art. 10 do acto addicional diz, que com-
pete as sseinblas provinci es legislar sobi os
, sos, e a forma, porque podero un presidentes
das provincias noniear, suspender, c ainda ines-
mo demiltiros empreg idos provinci es. Por tan-
to, emquauto nao existir urna I- i a si inelhante
1. ^eito, 1 n uao dou este ai biti io ao presidente
,11 provinci 1, mais-, na lei dos presideutes no
,i,, n-tigo se dispe o si guite fi P01
J.0s gw i'sto limitados os seus poderosa
i, srx'ito desta attribui i .
l; ; mo aos empreg idos que s3o de mera con-
fanca, como os officiaes de polica outros que
gupponho existir,concedo que governo os pos-
9, demittir; e se o n. ii. estendeBse a sua emenda
.1 jtes outros empreg idos, para n"o ser odios i,
,u vntari 1 por ella; do contrario, nao.
OSr. Manocl Cavaleanti : Eu son de opinio,
que primeir miente se deve cuidar de diminuir
a despeza, do que de augmentar a receita. O
principio de diminuir a di spexa nao l'oi adopta-
do por esta assembla, epoi Isso trata hoje dr
augmentar a receita para fazer face despea,
que decretou.
Quer-se reviver a imposicao de 'i re. por ca-
ada sobre bebidas espirituosas, que fol revo-
ida em o anno passado, uo em consequencia
di -- aviso .l> ministro talvez elle fizesse peso
:i alguem, mas de certo estou persuadido, que
nao fez peso algnm sobre a maioria da assem-
bla, Eu voiei pela abolico, nao em altencSo ao
aviso d" ministro, mas por julgar, como ainda
julgOi que o imposto anti-constiturional. O *
Vi." .lo artigo 10 do acto addicional diz, que as
assemblas provincaes compite legislar sobre a
ti xaco das despezas municipaes e provincaes,
c os imposl is para ellas necessarios, com tanto
que esl 'S nao prejudiquem as mposices geraes
do eslado, etc. O imposto, di' que se trata, pre-
udica as iniposicoes geraes do estado ; eu o vou
mostrar.
E' cousa geralniente sabida, queo Imposto de
de -iO rs. sobre cada caada de bebidas espiri-
tuosas, que monta em 20 cotilos de ris por au-
no, deve diminuir muito o consumo dessas be-
llidas, o, diminuiudo o consumo, tein dimunui-
" do a importa.;!.), prejudica por conseguiute a
impoi 1 11'10 geral.
OSr.Joti Pedro : -- Nao dimraue o consumo.
1) Sr. Manoel Cavaleanti: Nao diininue Se o
imposto fosse muito pequeo nao diminuirla;
mas, sendo tao forte, deve diminuir.
Eu entendo, que qualquer imposto recabe so:
Ine outro remotamente; o que e pn ciso ver o
e rao de Influencia, que ha por exemplo, o Im-
posto sobre as lojas val ferir tambem as mposi-
, 1 gentes m is em urna distancia tao remo-
la, que se pude desaltender esta consideraco;
11 o assim, porm. o imposto, de que se trata,
to de perto a imposicao geral (aneada sobre os
meamos'gneros. O consumo do viudo certa-
mente diminua, depois que a imposicao geral
passou 1 ser .'mi porcento.
O Sr. Natntco: .Nao diminuto; pelo menos
nao ha pi ovas disso.
OSr. Manoel Cavaleanti: Nao tenho agora de
ineinori.i esses algarismos, mas eu crelo, que
ha diminuicao no consumo dos vinlios.
Ouvi aqu una deia, que podamos substi-
tu r o imposto do furo 'I i> caixas e lechos de as-
sucar por una imposicao de meio por,'/. Eu
digo a este respeito o mestiio, que disse a res-
peito das bebidas esperi tuosas: a assembla pro-
vincial bSo pode fazer isto bem ferir as imposi-
i;oes geraes: devemos procurar outro ramo pa-
ra impdr.
OSr. i4leonforado : Todos estao muito ag-
gravads.
OSr. Manad Cavaleanti: Pois entilo ditni-
nuaillOS a despe/a.
O Sr. \''iimrit: |ggo nSo d nad <.
O %r. Manoel Cavaleanti ; l):i inulta cousa:
assim liouvesse vontaile re fazer rediicroes. Pe-
las rasoes, que tenho expendido, voto contra as
emendas, que augmentan os impostos.
Q Sr. Lope* Gama : Qui ro so dai urna expli-
cacap :i til n. d., que se oppoz tambem enien-
reitos aos officiaes do corpo de polica, (| 1,1 mo
os compare! em condicao a mint < aos tneus col-
iegaa. E' mister saber, que a minha proviso
diz, t[tic eu son interino...
Sr. Jo-' Pedro : -- Isso outro caso.
O Sr. fiopes Gama : ...e nao s por esta ra-
sao, como pelo que passou nesta cas 1 se v, que
o presidente da provincia ainda est autoris ido
a deiiiitlir-nie, como praticoii o .ictnal adminis-
trador da provincia com um professor do lyceo,
a qticni demittio.
O Sr. Jos Peen : Est autorisado ?
O Sr. Lope* Gama : Sim, Sr.. por urna le
.lesta assembla.
OSr. Jos Pedro Ser porque o lyco nao
est ainda confirmado.
U Sr. Lopes (ama : Sis., esta assembla deo
ao administrador da provincia o poder de refor-
mar o iyeco, e nao o limitou.
cero IVCCO, como e.-,ia o <-.->" J..1.U...,, ........
dir, que o presidente da provincia pude demit-
tir os professores ? Ninguem cortamente ; por
e empregados desse estabeleeimenlo mas, de-
pois que a assembla tomar a s este negocio,
enlao acaboii-se o provisorio do lycco, o por is-
so actualmente os professores do lyco oslao na
caso dos offici es do corno de polica.
0 Sr. Jote Pedro: Nao tinba ouvido a roslric-
1 So do provisorio.
O Sr. Lope Gama : Se a assembla estabcle-
cerolyco. como est o curso jurdico, qnom
d
P
ora o Uno .sia no provisorio.
Olanlo emenda sobre o imposto dos 10 rs.
em caada de bebidas espirituosas ; en cada voz
me convenco, de que um imposto, que nao
devenios desprezar, porque elle reca
consumo e niio sobro a importacao
,l, :,n porcento sobre os vinhos nao
eo no consumo desse genero : e porque have-
nios de abrir man deste imposto, que importa
Pm -20 eolitos de ris? F.u voto por elle.
O Sr. Franeiieo Joo Sr. pres., eu podi a
pilavr.i. naos,, pira ollereeer algumas conside-
i i s. que sao pertoncontes aos que tooin
estado em diseussSo, senao tamb..... para apre-
ntal as igualmente cerca de algumas rele-
d..
que viria desaodito coinpanhia a proporruo ,
quo ollas fossera domoradas.
Passcinos ao ihoatro publico. Sr. pros e tao
conhecida a utlidade do cortos estabelecimcn-
tos, que cu supporei eiifadonho tomar a mira
o cargo de douionstrai-o. A existencia dos Ihea-
tros em todas as partos em quo ha cvilisacao ,
tem sido apreciada polos prnprios estadistas c
escrptores. Lombra-nip do pensaniento do um
eserptor. quo diz quP os thealros bem pstabe-
lecidos sao escolas do moral ; o ltimamente t-
ve occasiao de ver, fin um peridico estrangel-
ro um grande premio proposto pela socieda-
do 'de moral de Londres para os autores dram-
ticos, quo apresentassem a melhor peca de mo-
ral para ser representada. Vemos, que os lliea-
tros sao escolas para castigo dos vicios e ani-
tnaco da virtnde...,
O Sr. Harrelo : Casligat ridendo mores.
O Sr. Francisco Judo: Acceito e agradeco o
aparto do n. d. castiqat ridendo mores. == Mas ,
Sr. pres., ali'in dostas considcracrs bavia una
outra para se favorecer ao thealro. 0 theatro
tinba consumido grande parte dos avancos dos
interessados; ellos tinhao teito grandes esfor9os;
0 lucro das loteras concedida era neuhiini, o co-
mo nos nfin linli.-inins podido tomar sobre nos o
o imposto j empenhodeformarmosotheatro,fixeuiosoquan-
ez diminu- I ttativo que podamos dar para esta obra.
0 n. d. trouce o exemplo tambem de um ar-
tigo de despeza.ouja reduccSo elle tinba pedido,
e quefoi por nos despiezada que voo de al-
guma inaueira reproduxir a discussSo, que hon-
tetn seapresentou; fallo relativamente ao do-
nativo conferido i socedade de medicina. On.
d. creio, que tein um pensanieiito demasiada-
mente singular porque nao fui eu hontein o
OCUrel demonstrar a ulilidade des-
edado; live um conipaiibeiro, o n. d., que
ssenta a minha direita que explanadanien-
ta venda quixerffo cobrar o imposto na porta da
alfttndega idoia que fol repellida ]>or negoci-
antes ostrangeiros o por pessoas, que luteres-
savao na importarao desse genero: nao duvido,
se se praticasse assim, viesse a offensa indi-
que
nico, (pie pi
\,Vs que forSo produsidas por um n. d., que se
assi ata dfronte do inin. O n. d. partero tomar j sa so.-
a si o p'P'l de nosso censor, na occasiao, em se ass.
I,,,' rallava; dissr-nos, que se animava ain- te o fez por maneira a nao deixar duvida algu-
|a a olVereeer emendas, de cuja utlidade es-; na a este respeito.
i convencido mas que, havendo ellas infeliz- Faro estas observaroes. Sr. pros., nao poique
tambem abandonara o' me queira encontrar com o n. d. que se apre-
ittere- S sentou ilo zangado que pareca querer brigar
monte de cahirem, elle
proposito honroso de estar nesta casa,
eendo as sins emendas: mas 011 creio, que,
porque tenha acontecido, que una Ideia don.
do, nSo devenios ficar lolhdos de fazer lodosos
esforcos, para que possamos aproveitar, e tra-
hiriamos o nosso dever nao o fatendo.
neniis, cu teulio visto algumas colisas pro-
postas pelo 11. d.. seren approvadas ; porem. se
o n. d. tao amante desses seusfilhos, que os
quer ver a todos 10111 vida, croio quo nosta par-
le muito exigente, o nao tem rsalo, porque
nos outros temos visto multas vezes nossosn-
Ihos morroroni aqui. Mas, Sr. pies., o 11. d.,
dirigindo-nos esta censura, pareca fazol-a asi
iiiesmo : eu Pxplicarei. Disso o n. d., quo, leu-
do apresentado medidas tendentes reduccao
.11 despeza, tein tldo o desgosto de_ as ver des-
prezadas mas eu tenho lido occasiao de obser-
var, que on. d. tambem tem rejeitadoartigos
de rediieroes de despeza oll'erocidos por outros
tmnuroMo* apoiadot),
O Sr. Jos Pedro : As de reconhecida utili-
dade nao devem ser suppriraidas.
I) Sr. Frmcitro Joo : F.is ahi o 11. d. consti-
tu ndo-se juiz de si meSWlO. Eu nao tiro de til-
do isto seiiao tuna ohsorvarao a fazer, d. tem demasiada suseepiibilidado.
O Sr. Jos Pedro : Aprsente a medida do
Utlidade, que eu tenho rejeitado.
O Sr. Franeiteo Joo Eu dizia, quo com
tanto maior rasfio o n. d., censurando-nos, fez
I igual censura a si. quanto o tenho ouvido tomar
a palavra para combater supressCs e reduecos
de despesas propostas por outros ; suppresses,
cuja utilidades era ncoutestavel.
O Sr. Jos Pedro. Isto muito yago, nao
me foca aocusaroes dostas, diga quaes sao essas
despozas, que eu nteexplicare!.
O Sr. Francisco Joo : O 11. d. parece tor-so
descostado contigo.
0 Sr Jos Pedro : -- Nao ha duvida algiima ; a
aecusaco que me est fazendo muito injurio-
sa, o eu nao ofti-ndo a ninguem.
O Sr. presidente : Ordciu.
O Sr. Francisco Joo : Pos bem ; cu o mos-
trare!. O n. d. censurou violentamente e por
urna mamara desabrida aquellos, que tinhao
VOl ido, por exemplo, pela consignarn para ac-
edes da coinpanhia do encanainento das aguas.
O Sr. J* Pedro : Qual a violencia, que eu
iz na censura ?
O Sr. Francisco Joo : Censurou aquellos,
que tinhao votado pelo quanltatvo dado para
0 theatro.
0 Sr. Jos Pedro Diz algumas patarras, quo
nao podemos ouvir.
O Se. Francisco Joo : A mancha quasi col"
rica por que o n. d.ost fallando e interronipen-
do-me, prova o sen espirito apaixonado nesta
occasiao ; mas nao serve para mostrar scin-ra-
sau em inin. A ulilidade da coinpanhia do 011-
canamento das aguas, cu nao me oceuparci de a
demonstrar, porque ella .' reconhecida por to-
dos. Motive una poca, em que esta compa-
::!:::'.. por s. i .1 primeira (leste genero entre mis,
tinba do superar grandes dimeuldades, < nos
assentantos, que deyi irnos favorecel-a, para que
ella progredisse, por ser de ulilidade publica :
Coi isto o que luis Cuernos. Se por ventura o n.
d. ere, que as < irrumstaucias lioje desta coinpa-
nhia sao multo lisongeiras, se suppe que em
pura peda o adnneiito, que li/.emos, tem o
direilo de aprosonlar nina emenda, autorsando
o governo a vender estas apolices; mas eu creio,
que o 11. d. nao se animar a fazer sto, porque
reconhece, quo uma despeza productiva ; e
tanto assim, que nos temos visto coniprar-se
com grande afn as apolices existentes ; um
grande numero que eslava em abandono, no
tempo em (ine so receiava da rotnpanbia, fo!
eonsuiiimid". Assim en digo com raso, que o
coinniigo ; mas para mostrar, que a cmara es-
tiva justificada, o tpie realmente nao era justo,
o que dizia o n. d., quo censurou acamara em
geral, quando entenda, que s as medidas, que
elle propuulia oro utes. F.u tenho lido occa-
siao, aqtli inesiuo nestacasa.de ver combatidas
algumas idrias das*quaes sou enthusasta ; mas
nao me animo a dizer que os nn. dd. as com-
baten-. porque sou cu que as sustento.
O Sr. Jos Pedro : Agora est dizendo niesmo
sto.
O Sr. Francisco Joo : >o posso Piitender
assim porque realmente 011 tenho feito um
proposito, quo eu creio que todos fazeni, do res-
peitar as eonvicc.os dos outros, de sernios o
menos ollensivo que se possa porque nada
ganhamos ferindo-nos mutuamente. Eu nao
quiz oflender ao n. d. quiz apenas resalvar a
honra da cmara que ora ferida pelo n. d.
0 Sr. haptisla : Agora costuino chainar-se
insulto s dofozas : 11111 novo diccionario.
0 Sr. Francisco Joao : Sim creio que esso
diccionario osta se compondo mas nao est
anda venda.
Tenho de fazer agora, Sr. presidente algu-
mas considerarnos a respeito de algumas emen-
das que so acbo sobro a mesa que teiidcm
a augmentar a nossa receita e poco a Y. Ex. a
bnmlade de m'as mandar ( o orador satis-
feito).
Sr. presidente fallando sobre as emendas ,
ou icnho niesmo occasiao do mostrar ao 11. d. ,
que respeito as suas convlccflrs, e que ate as si-
go, quando so confrnio com as minlias por-
que vou sustentar una emenda que o n. d. a-
piesenioii, o assim demonstro quo nos nao re-
jetanios e eu tambem nao rojoito as deas
s por seren oll'crecidas polo n.d. (apoiados'; a
onionda do n. d. (|ito diz Fica em vigor o
22 do art. ."JO da lei 11. !)4.
0 22 da lei aponlada dispoe o soguinto (l)
sr. presidente, eu Uve de ver, consultando o
nlatoro passado do administrador da provincia,
que elle d conla a esta assembla da correspon-
dencia ministerial, que tinba havido a este respei-
to ; as suas rellcxes c finalmente o proceder,
que Ihe pareca dever sor por us apresentado.
Eulerei fielmente esso rotatorio para (pie ca-
da um de mis faca a deia que for ajustada
Mandando o governo imperial que se suspen-
desse etc. (le). Eis-aqui o quo a senielhanto res-
peito nos coinmunicou o presidente da pro-
vincia.
Eu soin querer seguir o exemplo do n.d., que
disso que a ningueni oenda, o que entretan-
to tachn de degradante o procediinento desta
assembla, (eu creio, que pelos termos, que sao
condecidos, chamar degradante9 ao procedi-
inento do qualquer, realmente irrogar-lhe gra-
ve injuria en que acredito quo aquellos, que
assim fazem nao respeitSo as couviccoes alboias,
porque poda alguem volar dssa forma, guar-
dando a consciencia dos seus devores declaro
entretanto que litio sigo as eonvicooos d'aquel-
les quo praticro (leste modo.
Realmente, nao posso aecceitar a observarn
do administrador da provincia, (piando suppe
sie iiuposio olii'nsivo dos ireilos estabclecidos
no orcainriito geral.
Fu creio, que a ollensa quo osto imposto po-
da trazer devia ser directa ou indirecta, Nao
tratemos da ollensa directa porque realmen-
te olla so nao d; por sso que o imposto, de que
se trata nao percebido na occasiao em que 0
genero importado ; mas talvez alguem milito
escrupulosamente queira enxergar ollensa in-
directa. A ollensa seria indirecta, se por ventu-
ra o I,iinaniento desse imposto fizesse diminuir
a importacao do genero, sobre que recabe; mas
ou creio, que elle tao pequeo que nao tra-
rn p r;-;:;tad. O uiposo vriot obi .i be-
bidas espirituosas furto, de 50p. c.; este sim,
n.d. apionadamente nos censurou, quando pela sua importancia poderla fazer diminuir a
disse que apenas appi ovavainos artigos de des- | importacao dessas bebidas ; mas realmente 40
pe/as, repcllindo todos aquelles, que redu- rs. por caada no consumo d'agu'ardente nao
zio-nas. I ollende a imposicao geral; nao por esta raso,
0 Sr. Jote Pedro : Eu censure! por so appro- quo deixara de beber agu'ardente quein gosta
var desposas, que nao erao urgentes c que po- de a beber ; nem ati'- a importacao fol mes-
do esperar, vista do estado dos DOSSOS cofres, mo diminuida por olla. Ktt creio, Sr. pros., que
O Sr. Francisco Joao: Ora, eu creio que nao algumas reciamaedes apparecraoa este respi ito
s<- podia esperar de inaiioira aigiima o adianta- fundadas na mancira por que se quera cobrar
ment das obras docncatiauenio das agua:;por- j o imposto: supponbo, que os arrematantes dcs-
vicsse a oll<
recta deste imposto a apparecer mais clara. De-
pois, eu tenho nina observarn a fazer, que pa-
rece, que deve captar a attencao desta casa, que
relatitnentepessoa quo nos disse, que nos
nipunhamos iiidovidanicnlc : cu creio. quo um
ministro nao tem o direitu de distinguir quaes
sao os artigos de receita provincial e os de re-
ceita geral qnem pode fazer isto c somonte a
assembla geral por una lei sua. Na tabellaes-
tabelecida em 1835 este imposto l'oi considerado
como provincial no consumo ; devenios defen-
det-o como urna franqueza nossa. Mas, Sr. pres.,
a observaco que eu faco a respeito da incom-
petencia do poder do quein recebemos a adver-
tencia sabida do todos o iiein por isso li-
cavo prohibidos aquellos que achassein jus-
tas as reflexes do ministro, do acceitarom-nas
como convieco sua e vola rom ueste sentido ;
portn oslo imposto est na tabella de 18."i5 co-
mo provincial ; mais um motivo liiiha-inos de
nao acceitar o pensamento do ministro, porque
ia oflender li* geral. Estas reflexes que a-
presento sobre a materia creio que nao a es-
clarecera completamente por falta de capacida-
,|e da minha parte ; mas como osta discusso
tem do continuar outros 1111. dd. davo mais
luzes a este respeito; rosorvo-mo para os ouvir
O Sr. llanos Caralcaiite: Principio ja a recie-
ar da sorte da minha emenda pelo quo ouvi a
alguns dos nn. dd. que mo precede rao, (pian-
do eu pensava, quo olla fosse geralniente abra-
cada. O imposto Sr. pros., dos novos o velhos
direitos muito oneroso ao officiaes do corpo
de polica. Estes empregados pago, pelos seus
ttulos, na secretaria do governo 19/200 rs., e
pago o sello; o quemo parece imposicao suf-
llciente para empregados que quando despa-
chados sao obligados a despendereni com um
fardann uto obrii'acao rpie nao tem outro
qualquer empregado provincial; e um falda-
mento sabetil todos que nao so faz con 1 .'50 ou
O' rs. ; o limitas vezes, (piando o olricial se ap-
presenta j o espera um destacamento (po
Ihe est destinado; cntao tem de entrar em
novas despezas o se o destacamento o da no-
va comarca lica elle inhabcllitado de pagar
mais as su t dividas porque s o aluguel do
11111 (avallo para conduzr-lho as malas Importa
So ou 100/rs. ; despeza que tem igualmente
de fazer no sen rogresso ; alm de outras para
sua subsistencia 110 destacamento : entretanto
que tem de deixar dnheiro aqui para a inanu-
tenco da sua familia que continua 11'ausrm ia
do sou Chefe a fazer a mosina desposa. E as ve-
zes acontece que 1 ollical chega de mu desta-
camento o no fitn de poneos das o governo
diz este ofiicial de niiiita conlianea v pa-
ra tal destacamento ou comuiisso == o o ho-
nioni contrahe novas dividas. Alm disto Sr.
pros. os officiaes esto de pcior condicao do
que os mais empregados olios sao emprega-
dos de meraconfianca, o de um momento pa-
ra outro o presidente os deinitte com tima sim-
ples portara; o que nao succode, noni tem sue-
codido ainda, a outros empregados com quanto
se diga que osto sujeitos a niesina oSCacSo.
Ha pouco aconlocco que um ofiicial do corpo
do polica 110 lim de dous mozos de nomeado
pe deo a conlianea do governo o foi dmittido.
Portanto nao osto em condicao a par de
outros empregados e assim nao devem estar
sujeitos a tantos ontis, basta que paguem os
emolumentos da secretaria o o sello.
De mais Sr. pros. os officiaes do corpo de
polica nao goso do beneficio da le das apo-
sentadoras : sso nina esperaiica que alenta
ao empregado ; mas o ollical de polica sujeito
a cada momento por qualquer circunstancia ,
a sor deniittdo ainda o mais honrado por-
que pode ir a tuna coniinisso da qual se sala
mal ainda misino quando tenha as iiielhores
disposices do bem di scinpeiihal-a e perder
por isso a conlianea do governo : osso ofiicial
demittido tendo pago um imposto oneroso ;
entretanto quo ello nao tem a vantageiu do
que goso os mais empregados que o de con-
tarein com o seu ordenado depois de cerlos an-
uos do serviio, o (piando nao piideni mais tra-
balhar. Elles sao despedidos (piando coiivein ao
governo; e finalmente, quando sto inhabi-
litados sao d.i inesnia inaueira dispedidos .
seni uenhuma recompensa. Portanto ou 011-
tendo, (pie, pagando elles os emolumentos da
secretaria e o sello nacional mais que sul-
lieiente para um titulo quo nao olloreco
garanta alguina. Acho por conseguinte que
a minha emenda multo justa o me parece ,
que (leve ser adoptada por todos os Srs. depu-
tados o voto por ella.
Vai mesa o depois do apoiada entra em
iscusso conjunctameute com a inais materia,
asegrate emendado Sr. Floripes. Os novse
velhos direitOS que pago os empregados pro-
viuciaes, Bco redusidos a 10 p. % setu distinc-
cao alguraa.sa
O Sr. Jote Pedro : Diz que lovania-sc para
dar una satisfaco a cmara : que elle orador
nao leve ntenruos do fazer censuras a assem-
bla (piando disse que olla tinba approvado
despezas, que elle as-iulgava dispensavefs, e
repellido as suas medidas como iinproiiriias ;
porque nao era de suppdr que elle orador t-
vesse o orgulho de querer que a sua opinio
prevalecesse e fosse a mais acertada. Que so
res esssa observaco foi para declarar, queso
convenca de fraqueza de suas ideias; o (po
por isso disse, que nao continuara a tomar par-
teen! trabalhos senielhantcs. Explicou mais o
orador as cxpressOes do que usou, o porque as-
sim tiulia qualificado o procediinento d'assem-
bia ,.- e depois (o ier ieiiu aiiinia> oi>ser\ a\ ':
a respeito do procediinento que para rom elle
leve um orador que Ihe tinha censurado, coil-
eluio dizendo que pelos seus principios edu-
cacSo e dignidade sua o di cunara tinha elle
senipi' tratado a lodos com todo O respeito e
ai atamento e que quando nao Cossem estes os
motivos, queo levassom a este coiiiportameuto,
seria por nao se ver na precisan de repi llir in-
sultos n (pie era pan si a posifo ni.lis desa-
filad ivi I em que se poderla ai bar.
O francisca Joao : Peco a palavra para me


I
z


eviiiir-u- Guando hllei em ralva, e em colera, I superfino, so inultas vezes adquiridos com
wSa ftl senftoein referencia aos apartes do n. restrlcces em objectos, que seiyem pa as
d efelleiporinaneiracalma:euseinprecoslumonossas hecessidades, e quando eicsteein una
hilar dessamaneira e tomo por tcstemunha a prefo mu! alto, n0 valem o sacrificio destas
rcslriccdes. Ora mu imposto de 40 w. sobre
i. i, ..i,}, lien,-.,, n iri 33 da le provin- polos respectivos empregados o trapichedo
^av'^^3ttf*K^l^S^f,nAlac. mu. Lvilourinbn por inexactidab da tara ; seado a
a caada d'agu'ardente me parece, que nao pu-
todos os uo.dd.,inesnio emquestdesemque ins
emnenho com toda a forca como todos nos fa- a uuuouauagu .... > .... ,. -.
,Ia|os Realmente nao me qulz arvorar em de deixar de ter alguma influencia sobre o con-
cpnsor do n. d., nein eu quero ser censor nein sumo : porque aquelle qu
este emprego e bora, teni inultos espinhos. Se
o ii. d. se laucn em uin leto de espinhos de
si mesmo se devequelxar; porque 6 u.d., lo-
mando o papel de rensor (|iiereiido-se apre-
sentar como urna prssoa cujas ideias ero re-
peltidas, nao obstante seren todas dejuslica,
foi que ofifereceo occasiio a sio. Se com elle! to
as ntences do n.d. nao ib rao olTender a cmara,
eu o acredito,porque quero respe!tar as suas iii-
teucoea.
O*r. Josi Pedro : -- Devin pens ir asstm.
OSr. Francisco Joo : Diz agora o n. d., que
eu devia entender assim ; mas eomo se elle
estava offendido? Eu nao (ICO o papel ile gallo
de campia para andar a brigar com todos e
ii se fosse a reputar aqu a algum como gallo
de campia, nao sel quein o seria, de certo
que eu nao 0 havia de ser.
E* apoiada e entra lanibein em discussao ,
a seguinte sub-emeuda do Sr. Barros Cuvalean-
te do Sr. Florines Suppriinafl-sc as pala-
vias -sem distincSo alguma e augmeute-se
s exceptuados os ollieiaes do eorpo de po-
lica.
O Sr. Manad Cavalcanti: (orno prevejo, que
esta discussao sobre os impostos pode-se tor-
nar milito longa pedi a pafavra para observar,
quearasSo queogoverno teve para leinbrar,
queo imposto, que hojesequer restaurar, nao
,' provincial urna rasan que, apresi'ntautlo-
se ereio que nao podemos ri'euar ante ella.
Eu pols lerel a parle do tratado que c a isto
relativa (l) Supponho-, que pela leiiura des*1
tratado nao lia nada mais a di/.er-se a este
respeito : nos nao podemos impr cousaalgu-
ma sobre este g' ero.
O Sr. Jos Pedro : Na importadlo nao pode-
mos impr.
OSr. tanoel Cavahanlt: A.importncao .
para o consumo : a porta esta fechada ; este
genero nao pode soll'rer urna imposico maloi
del.'tp. "/; porlauto mis nao podemos i.up.
cousa alguma sobre elle salvo se o governo
eral impozer soniente dozc ol 14 p. /o > e nos
i.......i =-. e
rs. de imposico para os descontar mais i.icii-
inente, vende a agu'ardente multo mais cara.
Porlauto Sr. presidente nao volarei por esta
emenda, j porque a considero offensiva dos
impostos geraes', j porque entendo, que ella
faria na sua execucaouna grande coinplicacao
COin os tractados, que temos com outras naCOCS.
Quaiito imposico de if rs. por cabeca de
gado vaceum aprecio umita o que dlsse a este
respeito o u. d. que mandn a emenda para
que Se eleve avaluaran na arremataran ; mis
pirece-me que Cora mais conveniente que
nas disposices geraes, se estabelecesse que a
thesouraria dsse o valor das avaliacoes de mo-
do, que nunca l'osse inferior aprodusir os Im-
postos dos anuos anteriores : assim nos nao te-
riamos desde j de marear urna ta\a que pude
ser elevada de mais; dara toda n liberdade a
thesouraria de calcular o preco da arrcinata-
l-jiu de un modo justo conforme aquillo que
ella devesse reuder. Julgo pols que aeinenda
do ii. d. inulto acerl ida e que na verdade
leude a obstar essa defraudarn que todos sa-
liem que existe ; mas me parece que tein mellior
forme a esta
e barricas se
desde 1836 ti
sim
lugar nas disposiedes
leraes.
jmposernios 3 ou I p. /.
O Sr. Taques: sr. pies., quanto a emenda,
que estabelece a amiga imposico de 40 rs. poi
ranada sobre as bebidas espirituosos, lili pre-
venido pelo honrado meinbro, que acaba de
siutu-se porum dos argumentos mais podero-
sos, que contra ella se pode apresentar. Eu
voto contra a emenda, n;io s porque ella of-
feusiva dos impostos geraes do estado, como
porque val traser comsigo discussao, e grande
complicaco, ollendendo os tratados, que lem o
imperio com diversas naces, que naopermltteni
que os impostos Lineados sobre a Importaco de
suas mercaduras, se clevcm alcinde l;')por "/. ()
traelado que se acahou de ler, no sen art. -2'J
milito expresso; elle di/, que os gneros de lu-
portacao britnica, ou das lhas da Irlanda, ou
suas colonias sejao admillidos para 0 consumo
do tfrasil, pagando nicamente direitos de 15por
" ; de ceno que nao pude pagar direitos de nen-
hum genero, mais do que l por/o, porque o
traelado nao s di/, que el les serao importados
para consumo pagando OS direitos de 15 por ,
oiiio diz mais o seguinte [t). Sao direitos de
qnalquer iialure/.a, e uo smente aquclles CO-
braveis naalfandega.
0 Sr. Alcanforado: E os 5o por"/sobre os vi-
nbosP
O Sr. Tuques: O traelado, que acabo de ler,
aluda lem de durar por ti meces dentro do'anno
linanceiio, cuja le se discute. A lem dislo, eu
nao sel as disposices nglezas com outros trac-
lados. Dlsseuinn. d., penos tinhamos una
mposicodeon por%sobreos?nhos inasquan-
do est imposieao l'oi cstabclecda ein prejuizo
dos vinhos de Portugal, Portugal reclnmou, e
eu creio, que tanibem alguma reelamaco ap-
pareeco da parte da Inglaterra por julgar-se ol-
feudida nos seus direitos: e em resultado o go-
verno n* rtrf inandou avisos ;is provincias, re-
comendando que livessem atienrao ,ios tractados
com estas duasnaed**'" lln o imposto eutn-
belecido Bestasclrcuinstancias nao poderla dei-
xarde ter elleitosperniclosos, dMnluir muito so-
bre o preco dasmercadorias de um modo que
transtornasse o nosso con.....icio. Dlsse o no-
ble deputado, que liaviio direitos laucados para
a rxporlaco, e baldeafo, mas estes sao smen-
te de % por %; e naobadireito de importagao,
e consumo. Tamlx-in Sr. presidente, anida
quando o tractado nao l'osse tao claro, como e,
us nao podamos iiupr sobre o cousilliio; por-
que eu nao vejo que o imposto lancado em mer-
caduras noseja sobre o consumo, eseaGra-
hretaiiba nao podf consentir a respeito do Im-
posto, que se laucou sobre todos aquelles que
tinho caixeiros estraugeiros, eargumentou que
era uina fraude do tractado, como poderla ella
consentir, que a asscniblca provincial laucasse
um imposto, que Uiesse elevara mais dos i;) por
", eslabeleci dclarava, que esta imposico era sobre o con-
sumo, e nao sobre a importadlo .' Um imposto
lancado sobre a Importaco, e sempre pago pe-
lo cousumidor, cesin bem persuadido, que
prejudieado <> commercio daquella najao, sobre
que recabe o imposto na iinportaco, atnda que
recaa sobre o consumo.
OSr. Jote Pedro : O imposto, de que se trata,
sobre um objeelo de lu-.o.
U Sr. TaaiUi: Eu, Sr. presidente, nao pu-
de examinar quanto rendem as iniposl(oes ge-
raes sobre as bebidas espiritUOS 18 nao posso
por consegulntedeterinlnar qual arasaoem
que se fecha a nnposieo gerai para com a im-
posico provincial, para poder avahar a Inllu-
cncia que esta tni sobre aquella ; mas nao pos-
so admitlir a idcia do n. d. de que lima impo-
sicSo toncada sobre objecto de luxo, nao per-
turba cousa alguma. Os objectos de luxo sao
comprados com rditos, cqurlle queostem
siqici iluos para empri gar em tai-s objei tos cal-
cula aquelle que lhe mais til possuir. Anida
urna observacao : os objectos de luxo nao me
parecern qu sejlo sempre adquiridos j>or u ni
Quanto ao imposto do ^'5. da tacha das calxas
deassiicar etc., eu procure! na collecco das leis
de 1836 O regulotnento do consulado para ver
oque ha a este respeito, e creio, que na.coi-
li ce.lo de que usamos nao lia este regulaniento ;
mas parec', que, rallando-nos o titulo, por que
eobravamos este imposto nao devenios conti-
nuar a cobral-o ; e que se algum imposto ha
todo para o cofre geral, porque quein marca c
o consulado ; pelo que eu insistira anda etn
loiubrar que o mel mais conveniente de nao
soll'rer a provincia o desfalque deste imposto era
subssiinlilo por outrodeum quarto ou mel
por eenlo.
Sao esl is Sr. presidente, as observaroes que
'ii tinlia de fa^er vol irei por una emenda, que
se acbi na meza que rdiu os novos, e velnos
direitos, que pago os empregados provlnclaes
i ni por cento ; e contra as outras a este res-
peito.
t) Sr. \ulium: toma parte nesta discussao
cid .'ode I0d"ejunh"o de |g35,coinpe*a c. mu-
nicipal tomar alguma providencia, parataci-
litar a navegacSo das canoas nos limites da ni-
dieaiao do engenheiro em chele ; mstitulndo
mcsino para isto alguma postura para oque
conveniente iulga, que sedevolva a represen-
tacao a coininisso das c. munlclpaes. saia a is
coiuiubwOes .i.. 12 de abril de 1844. -Sarros
Brrelo Francisco Joo. ,
i onvem commissaode rendas inunlcipaes ,
orcamentos, e exaines de con! is,quepelos meios
competentes a cmara de Olinda informe com
urgencia, em que consiste a renda do subsidio
dos poicos, denominado ssucilio dos porcos
como se ve no bataneo, e onainenlo e qunU
rasan, poraue no anuo munieipil de Ma im.i
esta renda na Importancia de lUMOrt. Qeou
toda em divid i e assim requer. Saladas com-
misses da asscniblca II de abril de 1844.
Lobo Jnior (miard.
Velo a mesa c fui approvadoo rdpicrimeiilo
seguinte : A commissilo de orcaineuto requer,
que se peca ao governo da provincia, auein-
issembl a quantas calxas lelxos.
exportarao nos anuos Hnanceiros
\M.\ separad miente em cada anuo;
saccas de algodo Sebastlao do
Reg Lobo Jnior Manoel Cavaicanll.
i) Sr. -2." secretario declamo a casa, que a mr-
sa recebera una participajfao do tachigrapho ,
dizendo que nao podia comparecer boje por es-
tar doenie: intetrada.
ORDEN DO DH-
Fol regeltado 0 parecer da eoiiuuissao de ren-
das niuuicipaes adiado na sessao de lOdoeor-
' I :* discussao do projecto u.u 13 desle auno : foi
approvado. .
}.'' ilisenss.io do projecto de 1'oiva policial. Alt.
I."- l'oi approvado assim como os artigOS .u,
c :?.", e passou o projecto em2.* dlscussiio.
Passou em I." discussao o projecto n. 18 des-
fe anno ,
Entrou ein 3.* discussao o projecto n." 4 des-
te anuo.
OSr. Francisco JoaO mandn a mesa o reque-
rimento seguinte: irequelro oaddiamento da
diSCIISsSo at que sej.l concluid l a dlSCUSSuO dfl
lei do orramento < frca policial : depois ae
apoiado, foi retirado pedido do sen autor o
nualapresentou esfoutro: Requeiro oadia-
mento por boje da terceira discussao do pro-
4 deste anuo -- foi apoiado e appro-
Pelloiiriiiho por ine\ eiidao da tara ; sendo a
arremitncan livre de dispezas ao arrematante.
Mesa do consulado de l'ernainbuco 13 de abril
de 1S4. 0 administrador interino ,
Francisco Hanoi de Almelda Catanho.
Ta segunda-feira il do corrente s 11 horas da
manhSa, peante o gerente do consulado Suisso,
noarinazem de Bolli 8efi'havannes na ra da
[Cruz; ter.i lugarolellao dos trastes outr'ora
I pertencentes aos relojoelros fgidos Faltn &
Sebouy. i'onvidi-se aquelles, que anda tein
alguma conta a apresenlai ou algum objecto a
reclamar o fac.ao at este prazo que sera o ul-
timo.
O cnsul de Sua Magestade Britnica roga
a aquell s subditos sril micos residentes nesta
provincia, que aluda nao registrrSo no mesmo
consulado Consulado uritauico em Pernaiubuco 12 de abril
di 1844.
Todos os subditos Britnicos assslin reco-
nlieeidus residentes
convidados pira um
consulado Britnico no .......
corrente, ao meloda, para seren Informados
Ir i.i recenlemeute promulgada, e publicado
pe i parlamento imperial de Grn-I retanha, soia
o fin de prohibir snbditos Britnicos residindo
em paizes cstrangeiios de comprar vender ,
cambiar, negociar, ou iraspassar escravos.
nesta provincia estao
aiuntamento publico no
ili.i de sabbado 2(1 <\.>
.-.rooiniBWWW
i martimos.
Para Hamburgo segu vlagera com brevida-
de por ter parte doseu carregamento psonipio
a barca inglesa Ospray, capitn Trimmingbain,
para carga e passageiros, dirljao-sea Le Bretn
Scharamm & C.*, ra da Cruz n. 55.
___Para o Porto sal ir imprcterivelinentc no
dialOdcmaio o brigue portnguez Marla-feli:,
.apilan llltouloI.uiz Gomes o qu.il ja se ai lia
com mais de lie i.n alga piOllipta.qUI i" 110 mes-
moquizer ir de passagein para oque tein excel-
lenics cominodos, trate com o dito capitn na
Praca-do-commercio, ou com o sen consignata-
rio \nlnnin Inaquim de Sou/.a llibeirn, noseu
escriploiio. 110 rua da Cadeia do Uccilc U. 1.
ieeio u.
V/ k,/ .tlllflltu .-----mitin |tfi%l%t ..v. "---------- t |J
prudusindorasdes em favor da eineuda que res- vado. .........Sn nnrMecto n 11
laura o imposto de 40 rs. por eai.ada de bebidas I Passou em primera discUSSO o pn-j. to ...
espirituosas e combatendo os argumentos que i deste anuo. ..... 1.,.1111,,...r. a urgencia
contra ella s teem apresentado relativamente a I O Sr. Manoel Cav.-lea i .ereo ,, .irgrncia
ollensa do tractado, W imposiedes geraes: jul- paraentrar *fnhaa em tercrffj.tot ussao^
gaporm, que o imposto de puente se. ia mais projecto de torca policial. 0 qual loi uppio
vanlajoso, nao so pela simplieidade da arreca- vado. g presidente deo para orden,
iln ao como mesmo porque cv.iava esles con- Dada a Hola o ai. un iu .'.......i,... dis-
t-tos Quanto a oulra emenda que eleva a do da a mean de hoje r'*^*"S
,lo inipos.o designado .... S 5- do art. que i cussao do proven n. ***L
se discute a 90:000 rs?, suppoem, que a assem- | da forca policial e levantou a si sso.
blca nao est habilitada para Hxareste quantum
Leudes.
i
base
C velhos direitos, que pagao os empregaaos
provinciaes fossem equiparados e que se re-
duzissema 5 por cento; porque entende, qui
1.a lt ..........>. *n A >. ni.,l ..I ii : i (flllllfifl I* Va
. que melbor seria deixar ao arbitrio da admi-
nistrador lia provincia, depois de ouvida a the-
souraria provincial, estabelecer unta base, que
l'osse rasoavel, compronietleudo-se, para na ter-
ceira discussao ollereccr una emenda a este
respeito. Relativamente emenda oliereclda
pelo Sr. lanos < avaleanti concorda com ella ,
mas nao no sen todo : quisera que os novos.
e velhos direitos, que pagao os cnipregadns
re-
ne
60 por cento, na verdade una quantia ex-
traordinaria ; que mesmo 10 por eenlo milito,
comparado com os empregados geraes. Julga,
que a respeito dos ollieiaes do eorpo de polica ,
tojo einprego c de mera confianca, e ainovivel,
devia liaver una limitarao isto c que se re-
cebesse por um anuo somente estes tantos por
cento e depois de lazer algumas outras obser-
varoes declara aguardai-se para a terceira
discussao visto acliar-sc a hora j mullo adi-
anlada.
Julga-Se a materia sullicientemente discuti-
da c posto a votos, approvado o art. com as
emendas dos .-rs. Jos Pedro Taques, e l'lori-
pes, sendo rejeitadas e piejiulicadas as do Sr.
i arios < avaleanti.
nii'm pin lisenss.in jior sua oidcni c sem
dbale sao approvados os seguintes :
Art. 30. A coiiimissoo de o por cento deduzi-
da da arrecadacSo feita pela meza de rendas in-
ternas, paraos seus empregados ser dividida
conforme a tabella n. 2.
Art. 31. 0 saldo, que liouvcr no auno da
presente lei, assim como as notas nao despen-
didas Hco especialmente ;>.pplcadas para o deli-
cit e conStruceSo de urna cas,, para i sta asseni-
bba, para o que tica autorlsado o governo da
provincia. .
Art. 32. Fieo em vigor lodas as disposices
das leis de oRanienlo anteriores que nao ver-
sarein sobre a fixacSa da receita r despe/.a e
nao tivcreni sido c.\|)iessaniente revogadas.
Art. &\. Ficao revogadas as leis e disposices
em contrario.
Dada a hora, o Sr. presidente deo para or-
dem do da a contlnuaco da de hoje c lc-
xantou a sessao.
SKSSA5 DE 12 ABKII. DK 18i*.
Presidencia do Sr. Paula Lacerda.
Feita a Chamada, e a. baudo-se presentes '2G
Sis. diputados, o Sr.Vlce-presidente declarou
aberta a sessao; fol-lda e approvada a acto da
antecedente.
EXPEDIENTE.
O Sr. 1. Secretario leo o seguinte :
Un. Olficio do secretario da provincia CWn-
municando que as c. munlclpaes das villas de
.... ^.. ... .i i ^ rl*' <
M ruin.u ni < \-auu iui.i" I i''-, ln .
de c ano de 1842 3 de marco de 1843, e 10 do
presente ... 7. militadas en. aquant.a de ccn. mil
rs., em vlrtude do art. 30 da le provincial n.
79 de 4 de malo de 183!), por nao irrem reiuet-
tulo as comas da receita despeza dos anuos
n,iincipaesdel840 1841, de Ib4l 1842, e
deste 1843; e bem assim os orcamentos dos
anuos Intuios : a quein fez a reqUSco.
Fnrao approvados os si giiinti s pareceres.--
A conuuisso de obras publicas c de parecer ,
V W 8VI ifl Ib I
Alfandega.
Heniliinrnto do dia 1(1.......
Descamado hoje 1?.
Barca c=EU*abelh HolU farinha.
rigue :Terra-Nova bacalho.
Irrigue ingles: Hargaret Elisabslh
.Sumaca JVoea Aurora** fumo.
barca =iV Itrigue Adirnture- idein.
hrigue Mara Felit dem.
arca =sNigleUttgale- dem.
7:846^801
carvo.
OSr. Permont tara lello por IntervettcSo
do corretor Oliveira de oito riquissimos plan-
nos d'ahnario patentes de nova invencao clie-
gados pelo ultimo navio de Franca 4 camas de
lindos moldes com COlXCS elisticos.umsobcrbo
.elogio de sala de grande valor pela sua exee -
lente qualldade e feitlo delicado, um consol
com grande espclbo.uma mesa redonda de lucio
de sala d'exquslto gusto um aparelho grande
de porcellana lina da afamada fabrica de Sevre,
um dito para dua* pessoas em caixinha de Jaca-
randa um toucador d'anglco, dous magiuticos
lampie de cobre bronzeado para cuna de mesa
con. inechanismo de .elogio fabricados pelo
proprio inventor e varios outros mu apwcia-
veis objectos de mobilia tudo novo : sexta rei-
r, 19 do corrente s 10 horas da mnnliaa, no 2.
andar da casa n." (i, do comnieiidador b. A. de
oliveira, no aterro da Boa-vista.
0 corretor Oliveira faia leilao de grande
soriimenio de lazendas Inglesas, francesas, suis-
sas, etc., algumas das quaes serao iuipreterivet-
nienle vendidas a dinheiro por todo o preco. e.
muras a prazo por piceos mdicos ; quinta eira
IS do coi rente s 10 limas da iiiauhaa, no pn-
meiio andar da sua casa, rua da Cadeia.
993
,Moviieio co fifurtu
Xavws entrados no dia 15.
Rio-grande-do-sul; 32 das, brigue brasilelro
Fiel, de 201 toneladas capitn Manoel Mu -
cianuo Ferrelra eqnipagein 13, carga carne.
/aliia, com escala por eigipe II das, e do
ultimo piiu hfate de guerra Cafosor com-
mandantc o eapilo-tcncnte Frnesto Alves
brinco.
y ario tahido no mesmo dia.
Liverpool; galera inglesa Kmihj, capitio Fovlc,
carga assucar, e algodao.
Navios mirados no da 10.
De Cruzar lii dias ; brigue-cscuua de guerra
biasilciro Cailiope} commaiidanle K. ni. alo-
ris c Valle.
Babia-, .odias; simiaca liras. .Sanio Ionio de
Padua, de76 capitio .los Antonio Soccor-
ro Juca ; eqnipagein 10 : carea carne.
'
aIa
mu
m
Avisos diversos.
Desapareceo no dia9 do correte una ca-
brinha forra, de nomeMara de idade de 13
para 14 anuos e tcm os signaes seguintes :
magra l'eieoes grosseiras com un signal no
nariz, boca' grande mal feita de eorpo ,e pes
cumplidos levou no eorpo UBI vestido j uza-
do de listas coi de roza : julga-sc que l'oi sedu-
snla epara que nao seja oU'erecida a alguein
como captiva, declara-sc que ella iorra
de nacenva c que desde a idade de auno e
meio tcm sido niantida e educada cni casa de
Josc Com alves de larias l'eriiainbuco ; a pes-
soa'.pie suber onde ella existe ou tiver da
niesnia noticias r quizci por huiiianidade avi-
xar dirija se ao l.u andar do sobrado novo
junio ao da esquina do beco do Serigado na Kua-
dlreta, que milito se llir agradecer.
Aquein tallar um chapeo de sol, desde
sexta-feira da paixo de urna igreja procure
na rua larga do Rosario n. 33 venda; assim
como um lenco de sida.
Arrenda-se un. sotio, com muito boa vis-
ta con. duas camarinlias no pateo da K'bci-
ra de Santo Antonio, pela quantia de J/OUU
rs. ; e tambeiu vende-se urna grande pedia de
moer niilbo: quem pretender, dirija-se i na-
ca da-independencia n. 31.
__J. ||. Ka vane nas suas fabricas de distila-
-" refina** de assacar em pies. "",n para
vender nina machina (peca hydraulica) de do-
blada loica, na qual expeme de cada vez mais
de un carro de cana em 10 minutos de tempo,
sabindo ellas nteiras, chatas como una espada,
c tao seccas a podel-as queimar sem Irem ao
sol; esta machina tuina pouco campo, e e car-
recada, e desear regada, e movida na sua pre-
--i, em-
acima
declarada pela diilerenea da qualidade, e quan-
l tidade, nada direi por ser relatado no artigo
miscellania no IXorw de 83 delbrereiro n-44.
O vendedor mostrar o nioviiuento, e trabalho,
montar desniontal-a c a experiencia se lara
; na sua fabrica.
Fuitaro no dia 13 do curente um rclogio
'deouro, suisso, de vidro, e a parte debaixo
lavrada, muito pequeo e propriopara senhora;
- a argola do nesuio tein presa nina corrente pe-
- Pelaadniimslrai.. da mesa do consulado quena de ouro con. chave tambe,ide miro: to-
se faz saber que no'dia 18 do corrente n.ezse se SOJBOu 4* grat.l.cai.ao a que ''"utu' ^
],a de a. r.iuala. aporcada n.es.na administra- der noticias certas, nM* Ricardo Koybe
cao una caita de assucar branco aprehendida & L. na rua do Trapichen. 40.
__ O iiiiu. Sr. inspector da tliesouraiia das
rendas provinciaes manda fazer publico, que,
segundo a oracni do Fxm. br. presdeme da pro-
vincia, ir novanniite a piara para ser arrema-
tada a quein poi menos lizer, nos dias 22, 23, e
24 a nuineracao dos predios sujeitos ao imposto
da dcima no municipio deCoianna, enjo tra-
balho, oreado na quantia de HOjrfXIO rs., ser
xecuiado con.orine o regulainciilo da presiden- i
cia de 20 de julliu de 183. J _0 pur' liegios sem l'azciein grande forca,
Os licitantes dcvidaniente habilitados coinpa- aiit0 as grandes vantagens, que tcm ac
revao nos dias cima indicados na sala das ses- ,,1,1.|;..1A(i.1 (.|a diilerenea da nualidade, e qi
so. s da thesouraria as 11 horas da inauliaa.
Secretaria da thesouraria das rendas provn- :
ciaes de Pernaiubuco l de abril de 1844.
\j iiriViii'
I.uii da Costa Portocarreiro.
Sleclaracoos.


- ~*t**;wii*ttMte*:ag
4
- D-se diuheiro a juros sob pcnhoros de ou-1 te para gavetas jaquetas de linho fino, um
- Joaquim Jos? Ferreira como procurador de
Francisco Gomes Taveira, fas sciente ao respei-1 ro, piala ebrilhaotes, na ra "das Trinchciras |par" depillas com caixa e perlences um rico
tavel pnblico, que tein de embarcar para ser n. 15 lapparelho de louca dourada para cha; no ar-
a SSSKilT. qn"3WSa^ JE- de John Carro.. & Fi.ho, na Praca-do-
dula ; na ruada Praia n. 37, se dir. Lorpo-Sanlo.
Nodia 17 do crrente mez vai abrir-se Vendem-se bons sapa.os de cabra prepa-
para instrucco dos religiosos do Careno desta |rada, feitos no paiz para humeo) o meninos ,
cidade um curso completo de thoologia ; todos | de couro preto, e de marroquim para senho-
vcndida para o Klo-de-janeiro, ou Rio-grande-
do-sul, a cscrava ituliiia crila, por conta elis-
io de quem pertenec-, e por isso faz sciente pa-
ra o pudor faxer.
Prccisa-se alagar urna preta de l>oa conduc-
ta, que saiba ensaboar, engommar e cosinhar,
e |ni";i s.ihr pua l'a/.cr as compras de una casa
depouca familia : no pateo da Penba n. 4.
Manocl Gongalves Perelra Lima embarca
para o Rio-de-jaueiro seus escravos Lourenco,
de Vngola, e Francisco, creoulo.
Da cal i segundo andar da casa de Ricard
lio\ lo & C* foi lu lado um relog.o pequeo de
ourpcom lace de vidro; a quemo mesino lr
oilcrecido, e o aprehender, sendo entregue aos
sobreditos Sis. ter de gratiHcac"o cincoenta
liiil res; e o corrector Olivoira nll'icce boa gra-
t Reacio aqiieni Ihe der informaedes exactas de
quem foi o gatuno.
Tirao-se folhas corridas, e passaportes para
dentro e forado imperio por preco coiniuodo. e
.oni multa brevidade: na ra do Rangcl n. 34.
Deseja-sc fallar aoSr. alfares Alixandriuo
Caetauo d'Vlineida, roga-se jioi linio a este Sr.
a bondade de annunclar a sua inorada, ou se
passar pela alfandega, Tillar com Arccnio For-
tunato de Silva.
-- F.nsiiia-se a engommar com toda a perfai-
riio, e por commodo proco, a piolas rscravas,
ou lonas: quem se quizer utilizar de sen presu-
mo, dirija-se a Rua-direita u. 8para so traanlo
ijustc, i :is condici s devidas.
Preciza-se alugar una preta que saiba la-
var, engommar ccozinhar: na Rua-nova loja
dealfaiatc n. I!).
.lose \nlouio dos Santos ( oelho, faz seien-
' ao publico, que Joaquim Alvcz da Fonseca
Jnior nSo ni ais sen eaheiro desde 13 do cr-
lenle me/..
No da de quinta-felea 1S do corrente llave-
ra carne devacca, vitela, c de ca-rneiro, gordo no
assougue francez da ra dos Quarteis.
Aluga-se o priiuelnio andar da casa da ra
do Apollo n. 20, com coinmodos para grande fa-
milia, no solio ti i inesuia asa a tractar com
Josc Antonia-ido Sousa Machado.
BELLAS AIITES.
i fV n e c. i 1.1: i: i a o ;- r / c,i,
Exposta na ra doQueinado n.O, emquatro
salas do priineiro c segundo andar.
PROGRAMMA DA QUARTA EXPOSICO,
Que principiar deide terca-feira l(> (fabril, atete-
fjWda-feira 22 do to, inclusive.
NO GENERO 1)1 NEOBAMA.
1.", abolla groja do Santo Andr eill Mantua.
2", o Interior do magnifico Iheatrode S. (.'ar-
los cm aplos. = ;.'!.", o funeral do generalissi-
no Kuusziiiski, celebrado na cidade de Craco-
via por ordciu de s. .M o imperador lexandrc.
NO GENERO DE COSMOHAMA.
4., Yencza, vista do lado de Sania Maria da
Saude. --;">.", o naufragio do almirante Romney
sobre a costa de Dinamarca, no mar Bltico, no
annode 1811.= 6., Hereford, na Inglaterra.;
7.", revista militar, pelo imperador Naporeo no
Campo de Marte, em Pariz, sobre um corpo de
curaceiios.
O proco dos bilholos da entrada (o que nao se
alterar durante todo o tempo da exposico) 500
is. por cada pessoa, e os meninos at (Oannos
paga rao a motado.
A dita galera estar aborta todos os das des-
de as II horas da manlia at as 2 da tardo, e
desde a noitiiiha por tros horas consecutivas.
Precisa-so de Ulna ama que tenha bom loito
para criar una crlanca na na das Laraugeiras
defronte de urna refinacao d'assucar, no sobra-
do onde mora o Sr. capi.io Uarros.
Alga-SC nina casa de sobrado de -i anda-
res, com inultos coinmodos na ra do Trapiche-
novo e duas ditas terreas na ra da Solidado;
trata-se na ra da Aurora casa n. 58.
= Precisarse de 350/000 rs. a premio, com
limito boa fuma,na ra das Aguas-verdes n. 102.
= D-se dinheiro a premio com penhores de
ouro, mesmoein pequeas poicos, na liua-no-
va n. 55 : na mesma casa deseja-se fallar aos Srs,
.lose Francisco da Silveira o Antonio AllgU8tO l'o-
reira de arito, negocio de seus intereasp*
Domingos Jos Soaros uiiidou a sua loja do
Cintas videos para a ra das Cruzes n. 2S, jun-
to nadarla do Sr. Faria, onde continua a ven-
der tintas de (odas as qualidades, c vidros de
iodos os tamanhos, assin como so mando bo-
tar (io qualquer obra, que seja neci ssai io ; tam-
liem se ajusta pinturas ein obras de todas as qna-
lidades, tudo por proco mais commodo que cm
OUtra parte.
A vi uva de l-uiz Eloy Durao faz sciente ao
respoiiavol publico, que, tendo sen cunliadoJo-
s Epiphanio Duro, como membro da extincta
,'idininistrai ;io da casa entrado na posse dos
bous do cazal, p recebido doennieiitos, se tein
i ensado a entregal-os o ( st na posse de beus;
somonte sobre sua responsabilidade entregou
a .aetano Perelra Goncaivi 8 da Cunda, (i escra-
vos do ea.al ; oiuo todos os bons do dito cazal
Vslojao destii ados para pagamento dos credo-
res na forma do ennvi nio ltimamente homo-
logado o falle a qualquer dos supraniciiciona-
dos diieitos para administrar, uso-fruir, odis-
por dos bous do cazal, uingueni laca negocio
algiim sobro os referidos bens do cazal, anda
nesnio mostrando dito Durao procurarn mi-
nba, pois que estao sem efl'eito, o cassadosos
poderes conferidos.
r Deseja-se saber so existe nesta piara o Sr.
Antonio .lose Ferreira oulinlio f.uiui.u 08, que
teve loja de fasendat na ra do Cabug e resida
ji i Catnbo-de-Carino ; roga-se por lauto ao mes-
nio Sr. ou a quem doli der noticia o favor de
apparecer no liecifo, ra da Senznln-vHhn n. <>_
que so Ihe iieara obrigado.
os reverendos ordenandos que o quizerem fre-
' quentar, pdem dirigir-so ao reverendo padre
provincial que expor as condicoes necessa-
rias para seren admittidos.
Precisa-su alugar urna casa terrea que
tenha SOtio e seja grande, as seguintes ras:
pateo o Camboa-do-Caimo, pateo de S. Pedro,
llortas, e Cruzes, cujo aluguel nao exceda de
15 a 16$ rs. ; quem tiver annuncic.
Auna deJesus Ribeiro embarca para o
Rio-de-janeiro a sua escrava Cathanna, dena-
cao Daca.
Precisa-se na serrara da Ponlc-velha, na
Boa-vista, 4 serradores forros, ou captivos,
pagio-se bem.
Na Praca-da-independencia, loja de meu-
dezas n. 36. se dir quem d almocn, jantar o
seia com todo aceio promplido, e preco mui
rasoavel.
Da-se 200$ rs. a juros a dous por cento
ao niez sobre penhores de ouro, ou prata; nes-
ta Typugrapbia so dir quem d.
Quem precisar de um Porluguez che-
gado de prximo parafeitor, dando Dadora
sua conduela, dirija-s a Rua-imperial n. 167.
Quem annunciou no Diario n. 89 ter um
escravo bom cosinl.eiro para alugar, dirija-se a
na dos Quarteis n. 12.
Aluga-se uina casa terrea envidracada, e
assobradada em Fra-de-portas, lado da ma-
ro grande ii. 4 ; a tratar uomestno lugar com
Marmol du Silva Nevos.
Ricardo Antonio Vianna declara ao res-
peitavel publico que l.nurenco Antonio da
Silva deixou de ser seu oITlcial, desde o dia 13
do correte.
Oflererc-se para o sorvico de urna casa de
borneo) solicito una parda de boa conducta ;
quem da m suri precisar, dirija-se as Cinco-
puntas na canora do Pcixotona quarta casa ,
indo polo pateo do Terco.
Miguel Jos Rodrigues Vieira faz sciente,
que deixou de sercaixeiro do Sr. Fernando de
Lucca por nao Ihe convir mais, desde o dia
lodo correte.
Alfonso Saint Martin deixa por seu procu-
rador o Sr. Ikrnardo Lansac para cobrar suas
divida.
Rita Rosa de Macedo embarca para o Rio-
de- aneiro a sua escrava Benedicta de nacao
Costa.
Qucni precisar de urna parda de bons cos-
tumes para ama de urna casa de familia, dirja-
se a ra dos Martirios n. 22
SOCIEDADE EUTERPINA.
O director convoca acommissao adminis-
trativa para se reunir em sesso no dia 18 do
corante pelas t horas da tarde.
Compras
Compra-scum preto padeiro que enten-
da pcrleitamenle de todo trafico de padaria ,
principalmente de lomear ; e urna preta que
saiba engomniar, e cosinhar, moca e de boa con-
ducta e qualidades, pago-se bem, agradando;
na Rua-direita n. 80.
Compra-se elleclivamentc toda a quali-
dade de ocos ; nesta 'i'ypugraphia e na cidade
Nova, sitio do Sr. Guieado Crrelo, a rasao
de 160 rs. por ai roba.
Compra-se urna canoa de carreira sendo
pequea aberta, usada e por preco cuumiu-
v ; na ru u Coinpia-se urna morada do casa terrea ,
nao sendo dasinais pequeas, n as seguintes
ras ; Roza io, Hurlas Aguas-verdes Trin-
cheiras, Laiangeiras, Flores, S. Theresa Cru-
zes, Cadea e pateos do Carino, S. l'edro Li-
vrunenlo eHospital do Puraiso ; na Rua-lor-
mosa n. 5, a fallar com Alejandrina Candida.
Vendas
Vende-se no pat^o do Hospital do Para-
so, n. 28. o tratado das arcos por Pascoal Jos
de Mello Freir tra u/ido cm porluguez pelo
doutor Kigueira Costa.
\ ende-se una escrava de naci, de 18
annos cose, elava. de milito bonita figure ,
e nuil carionhota para meninos nao tein
vicios nem achaques ao comprador se dir o
motivo, por que se vende ; no piuneiro andar
do sobiato da esquina do pateo do Collegio ,
que t< ni venda na hija.
Vendem-se duas pretas, urna de 14 an-
nos ea nutra de 18, cun algumas habidades,
de bonitas figuras ; um mualo de 24 annos ,
com muilo boa llgura e bom oflleial de alfaia-
te de toda obra ; um mulalinho de 10 annos;
na Rua-velha n. 111.
''ende-se Oina duzia de cadeira de angicu
ra; na Rua-nova, loja n. 58 ao p da ponte.
Vende-se superior arroz vermelho a 8$ rs.
o alqueire da medida velha; na ra do Colle-
gio venda de Sebaslio Jos Gomes Penna.
Vende-se superior tinta de marcar roupa,
amelhorque tem apparecido nesta cidade, por-
que nao larga indo a varrella, experiencia feita
por varias pessoas ha bastante tempo ; na ra
estreita do Rozario n. 27, defronto da casa ama-
rclla.
Vende-se urna negrj moca de excellente
figura quealm de ter muito bom leite para
criar, sabe engommar, coser e ozinhar com
perfelcao; em casa da viuvaCunhi Guimares,
confronte a Urden terceira de S. Francisco.
Vende-se assucar refinado a 90 rs. a li-
bra e cha hisson a 2240 rs. tudo bom ; no
deposito de assucar, na l'raca-da-Ra-vista n. 7
Vendem-se avenaos de cassa para sonhora
a 2200 rs., pescocinhos de fil de linho a 2000 rs.
ditos de cassa a 600 rs gangas azues a 120 rs.
o covado c nutras fazendas por preco com-
modo ; na ra do Cabug, loja de Antonio Ro-
drigesela Cruz.
Vende-se milho novo cm saccas e de
boa qualidade a 4000 rs. ; no Forle-do-Mat-
tos, serrara do Sr. Joao Machado Fernandes
Lima.
Vendem-se 5 escravos do nac5o, para lo-
do o servico, de bonitas figuras; 4 escravas ,
que engommao, cosinhao, e lavao ; urna dita
para o mallo boa emrooimadera lavadeira ,
e cozinheira; urna parda de 29 annos, boa
ama de casa ; urna bonita mulatinha de 13 an-
uos; na Praca-da Boa-vista n. 19.
Vende-se um relogio, patente inglez, bom
regulador; urn jugo do breviarios Romanos ,
em bom uso ; na Itua-nova loja n. 58.
Vende-se um diamante grande com mui
ta allura proprio para alfinete de abertura ,
pares de brincos anneloes, medalhas de ouro
de le, botos para abertura e puniios um ro-
zario completo dillerentes enfeites de ouro
para meninos um dito para cinteiro de dito ,
3 voltas de cordao, praia de lei em barra, pares
de oculos de armaco, urna gamela muito gran-
de pipas, e quartolas um apparelhode por-
celana dourada para cha, um arrelicario de pra-
ia para peseoco fivelas para suspensorios; as
Cinco-ponlas n. 45.
Vende-se urna escrava moca, de naci ,
de bonita figura ( sem vicios nem achaques, la-
va mui bem tanto de varrella como de sa-
bio engomma cnsinha tem principios de
costura e boa quitandeira ; na ribeira pra-
ca de farinha venda n. 3.
Vende-se rap Mearon & Companhia a
1020 rs. a libra, meias de seda preta para se-'
nhora epara homein luvas de seda preta
para ditos a tio rs. ditas de algodao pretas ,
ditas de linho curias, botes de metal fino, de
Pedro 2. a 720 rs. a duzia dos grandes, e a 400
rs. dos pequeos botes de duraque grandes e
pequeos aderecos pretos para peseoco de se-
nhora, linha de carretel branca de 200 jardas,
ditas de todas as cores de 100 ardas, bons de
palhinha pintada a 240 rs. carteiras e estojos
com navalhas, thesouras, pente, e todos os mais
ncrteiices, sapalos de cordavao e de marr oquim
para senhora meninos e meninas di'us de
couro de lustro para meninos, ditos do bezer-
ro para homem chapeos de sol, de seda, papel
de peso, dito oteia hollanda, caixinhas de agu-
Ihas porluguezas para costura e oulras mul-
tas neudc/.as por preco mais barato, do que em
oulra qualquer parle ; na ra do Queimado n.
53, loja de Ferreira Oliveira.
Vende-se urna casa em Olinda na ra
- Vende-se superior salitre refinado, (ani,.
em barricas, como as libras por preco com.
modo ; na ra das Laraugeiras, sobrado n z~
de Claudio Dubcux. '
Vendo-se um moleque de nacao de 16 an
nos, ptimo para todo o servico, urna escrava
de naci de 18 annos, engomma, cuse, e cu-
liona e ptima para mucama ; duas dj|a
de bonitas figuras cosinhao, lavao, o saoquj.
tandeiras 3 ditas boas lavadeiras, de meh
idade ; um escravo de naci ; bom carreiro-
dous ditos oleiros, ccom baslantn pratica d
servico do campo ; na Rua-diieita n. 3.
Vende-se urna ptima rede de urna especio
de palha feita no Para; na ra da Sen/alia-
velha n. 106.
Vendem-se llj >los de todas as qualidades
cal, barro, areia etambemtem cavallos pnra'
conduciodos meamos, cmadeira para vender'
na ra do Apollo n. 32.
Vendem-se j)hophoios de pente; em ca-
sa de L. G Ferreira ^ Companhia.
\ endiin-so xarones do tamarindos do supe-
rior qualidade, a 560 a garrafa, o em norcoa
500 rs., na ra do livramento, loja n. 11.
Antonio Domingos Pinto tem para vender
no armasem de taboas defronte da Ordem tt-r-
ceira de S. Francisco um completo sortimen-
to de taboado do todas as qualidades e ein to-
das asgrossuras ; ah os compradores acharo
una porcao de cem duzias de assoalho de louro
mui bem serrado e algum bem tecco, por es-
lar serrado a liaslante tempo de um e tnoioa
dous e meios palmo de largo, assim romo
urna porcao d ; casqueiras de louro e amarellu
pmprias para cercas ou atierros : vende-se
muito em conta.
Escravos fgidos
que tem a
que ser6
do Jogo-da-bola
portas n. 105.
n. 15: a tratar em Fra-de-
Fugio no dia 15 do corrente urna negra
de nacao Congo representa 25 annos baixa,
secca, cor fula, ventas largas, beicos grossos ,
peitos pequeos de norne Benedicta ; os ap-
prehen I dores poder leval-a na travesa da
Trempe para o Mondegu no sitio
casa com a frente cor de chumbo
ratificados.
Desappareceo no dia 13 to corrente um
moleque de nome Sabino representa ter 15
annos de naco Mocambique ps grandes,
urna pequea rotura na verilha diroila que
por isso anda com urna funda tem urna quei-
madura na modireita e urna grande cica trie
sobre o hombro direito que foi de logo e um
taino na orelba esquerda beicos finos, algu-
ma cousa dentuco quando ri-se bem fallan-
te, que parece crioulo com signaes de na na-
ci pola (esta., que mal se percebe levou cal-
Cas de algodao trancado ja bem usadas e sujas,
camisa de algodao da Ierra, e chapeo de cou-
ro ; quem o pegar, leve a Rua-imprial n. 43,
que ser gratifi ado.
Fugio nodia 11 do corrente. as 5 horas
da tarde, una negra de nome Maria Ilenedicta ,
indo buscar um baldo d'agua na Camboa-do-
Carmo, deixandoo balde na canoa ; levou um
vestido de chita escuro usado panno da Costa
velho baixa Tula, grossa do corpo, tem
as costas cheias de costuras de chicote, e no
queixo urna cicatriz de um talho e alguns ca-
bellos na barba julga-e ter ido para Olinda,
ou para o Monteiro aonde cuslumava a lavar
roupa do varrella ; quem a pegar levo a ra
do Vigario, armazn de cabos defronto do con-
sulado ; ou na ruado Livramento n. 3i, que
ser generosamente recompensado.
Nodia II do corrente fugio um negro de
nome.Manoel da fasenda denominada MoCh'
bique, poucoal^m do engonho Camaragibe ;
e de estatura regular secco do corpo muito
preto, feicoes meudas, quebrado de urna ve-
n'ha falla muito descancada, e representa ler
mais do 35 annos de idade ; quem o pegar, le-
ve a ra da Cruz n. 57, a entregar a Jos Joa-
quim dos R '
bem feitas novas e enveinisadas por preco
O abaixo assignado avisa do novo ao respei-(commodo ; na ra de Aguas-verdes n. 38.
tavel publico, que protesta pppdr-se contra
qualquer negocio, que so tratar com I). Joaqui-
na Rodrigues dos Santos, moradora no curato
do Loreto, sobre una morada de casas ni Cinco-
pontasn. 4, o dous sitios as ( urculanas por
estarci ditos bous hjpothccados ao aiiiiuiician-
i,., Jos tarbvxa de'uusa.
Vende-se uina negra de 16 annos cose ,
o engomma ; um negro proprio para o servico
decampo, por ter sido sompre a'sua oceupa-
go ; n.i iua u Ciu/. n. 37, du manlia at as 9
huas, ede taidedas duas em diante.
Vendem-se fecbaduras de lalao, de paten-
os, que recompensar.
Fugio no dia 4 do corrente, as duas horas
Vende-se urna arithmetica cm francez por' da ,al(je u prHa Anlo'a de naci de 22 an-
Ihemar um epilhome serfico para os tr- 1S \ <,s,il,l|ra grossa do corpo, cara re-
donda, cabello bastante ralo e com fallas,
tem um calombo no peito do p direilo olhos
grandes e um tanto vermelhads, tem as cos-
tas marcas de chicle, antigs, levou vestido do
chita amarella com flores pardas tem sido en-
contrada na Boa-visia indo para Bebiiibe. di/ia
ella mas talvez seja para nutras lugares; quem
a pegar, ievea Praca-da-Boa-vista n. 19, que
ser gratificado. -
Ainoa se acha fgido desde o dia 17 do fe-
vereiro do corrente auno o escravo Luiz, criou-
lo, oflicial desapateiro de 20 annos baixo ,
secco falta-lhe um, ou dous denles na frente ,
cabello grande, e embarafado ; levou camisa do
madapoln snja, calcas de merino preto usadas,
e chapeo de seda tamben usado ; quem o pe-
am, leve a ra da Psoi,, .obrado n 37 a Joa-
quim Pereira de Mendonca ou na ra larga do
Bozario a Joo Manoel Kodriguos Vallenca e
na villa do Rio-formoao a seu snr. o baeharel
Fernando Alfonso rt,. Mello, que cm qualquer
das referidas partea sera bom recompensado.
Anda fgido um escravo Mocambique, de
nome Guilherme alto com falla dudemos na
fronte camisa de algodao calcas de risoado""
encardado de algodftu foi escravo de Joao Itu-
flno da Silva llamos o boje de Francisco (ion-
calves da Bocha ; quem o pegar levea la do
Bangel n. 24.
Adh
cvjirosde S. Francisco ambos em bom estado;
na ra do Bangel n. 42.
Vendem-se grvalas de setirn do difTeren-
les modelos a 720 rs. bicos largos de linho
minio finos para roquetes de paore a 2^ rs.
a vara ligas de seda pura muilo ricas a mil
rs. cada par, caixinhas de agulhas iiancezas
aSOOrs. um grandeaoitioiento de chales de
lia e seda a 4 e 5 rs. cada um ; na ra do Ca-
bUr'a '-jos de ieioia g liuedes.
Vendem-se ps de uvas muscalel fer-
rs dedo de dama, e macaa ps de roseiras
de musgo ; na ra do Sol, sobrado de dous
andaros n. 23
Vtnde-se urna canoa aborta de carreira ,
serve para familia pni leva 10 a 12 pessoas ;'
no sitio do Restos, defronte do palacio do go-
\trno.
Vcnde-seuma mesa de meio de sala, no-
va urna marqueza com uso. e mais alguns
trastes ; na ra da Praia n. 66.
Vendem-se pianos de lindissitno feitio
de Jacaranda mogno dos celebres autores
Iln.adwooil & Fillms, ltimamente bogadosde
Inglaterra; um lorie piano dos meamos auto-
ies esed muito em cunta, a vista de sua
qualidade ; e um carimbo qUfl tambora se
vender muito barato ; em casa de Me. Cal-
montev Companhia na Praca-do-Corpo-San-
lon. 11.
KgClPB NA ITP. W M. I. |)B t'ABIA1844