Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08717

Full Text
Anuo de 1844.
Sabhado 15
O Diaimo publica-ie dos os ibas que n."io fipreni son' ficados : o pirco da assifnatura
lc ,1a ires mil rs por qu.inel pajos adianlados Os annuncios dos assicnamcs .o inseridos
atrailla e "* ''"* 1UP ni'"' 'orem rai.to de SU reis por linbl A reclamantes ilcvein ser (un-
gidas esla 1)P i ru" das Cruzes n '4 ou a praya 00 Independencia I-ja de liman f 8
PARTIDA DOS COIUIEIOS TERRESTRES.
GoiAXNA e Paraliyba, secundase MXtOi fciras. Hio Graflda do Psorle eneja a S e 22 e par-
le Iile2 ab... Seribanla Kio l'nrmoso. Macer, l'orio Caito, e AlaRoas no 1
4 1 e '.'1 .le cada ra-r. Garanliuns e Honilo ea .'i 3 dito. Oda le da Victoria, quintas feira. Olinda lodos os das.
DAS DA SEMANA.
8 Se ,*< a. A vancin Aiid. do J de D da '>. t.
D Torea s Peinen': Kel aud. do de D da 3. t.
-tU i .'naris a I"' ; ii. r-1 A mi do J de D da 3 r.
4 Qtt.aU Le.io Aud do J de D da '. r.
>ei.l s. Viclor Aud. do J de 1'. a '2. r.
43 Sab H imi.nejildj Bel. aud do .1. de D da t. r.
li L)o.ii de Pesooelle M. Tilmrcio e Valeriano
MasTIr"* ""* i'i~ilHlaWi.....-- -----BtiS
de Abril
Anno XX. IV. 87.
Tudo arora depende de nos mesroos; da nossa prtide cia, iroderacJo' e enerjia : con-
iinn.nus como priaoiojeaMM ( terMOa apunta !ns rom a'l'niraj.io entre as nagoes niais
eolia. (Froilaraa-.il da Assembia Geral do aranl.)
renda
Cambios sobre Londres 25,
a n l'a'ia S7U reis por franco
,i ,i Lisboa I I.' por liln de premio
Moedade eobf 5 por een.a e nto lia
dem de letras >!e boas firuiaa 1 a l\\
CAM3IOS MjllU'1'.' Uh ABUIL. ronll1
Our->:.,ed.deC,WV. l7,ltW 17.500
,. ,. N. fi/JO 1.7800
I de 4,009
I'ralaPateOOOs
I'esos cnluramnare
Dilos meiicanos
l/JliU
1,960
1,980
*,98l>
'IIASI.S DA LIJA iNO MEZ DK ABUII-

La cheia a.'< as4 buras e oO miu da manira sLa ora a 17 as 1 horas e 11 min da larda.
Minguanle a !* as 7 horas e i>mm ja lard* (Crmate a lo as 5 b. e 45 m. Ha maahja.
Prtamar de hoje,
Primeira as 4 horas e 13 miu da manlua. | Segunda as i horas e \> minutos da tarda
ti!----..*.-.......... j.-jjaa-llia.v
DE PERNAMBUCO.
aja'..CTimpr^aa-rrg-t-!7-r'j?r:aT.-"ir-vV. --ITtr.-r t;gg,r-
- -

XSRT,
A

1CIA1
k.,
Governo da Provincia.
Expediente do din 27 do panado.
Oflieios Yo cominandante das anuas e ao
inpector da thesourari da fazenda ntelligen-
ciando-os de haver S. M. o imperador concedi-
do trez meses de licenca, para ir acorte, ao
teen te-coronel Manuel Ignacio di' Carvalbo Mendouca.
Dito (o juiz relator da junta dcjustlca, re-
metiendo para ser presente mesma junta o
processo verbal feito por prime de deserco ,
ao soldado do 2. bittlho de artilhaiia p ,
Antonio Pedro de Aducid i.
Dito =Ao engenheiro em chefe das obras pu-
blicas autorisando-o contractar a construc-
co de mu passadico sobre o rio Jabolto que,
110 invern prximo ollcreea transito l'aeil e
cominodo para a picada que vai do dito rio
estrada nova da Bscada ; ou inandai-o fazer
por aduiiiiistraco caso nao sejapossivcl cllei-
tu:ir-se o contracto. -= tor interino da tliesonrarai das rendas provin-
ciaes e ao inspector-fiscal das obras publi-
cas.
Cominando das Armas.
Expediente OIIC0---A0 Exin. presidente, informando o
rcipteriinento que o l.utenente do batalbao
de arlilharia a pe, Francisco Camello Pessoa de
Lacerda rndere$ava a S. M. o I., supplicando ,
que se I lie contiuuasse a pagar o sold addlcio-
nal, que llie lora iiliiiiiaiiiente mandado suppii-
mir,coin reposicao do (pie recebera desde abril
lo anuo pissado.e brm assini as vantagens des-
tado-niaior del.'classe, que na qualidadede
secretario militar llie licar.io conipetindo pelo
artigo 21) das instrueces de 10 de Janeiro do
desde o 1. de jullio iillimo em coiise<|ueneia
de uo sr ter designado consiguae.io le do or-
^aitiento vigente.
Dito -Ao niesino Exm. Sr., luformando o re-
queriineuto do boticario .1. da II. Paranhos,
que pedia a continuaco do fornecimento dos
remedios para o hospital no correnta? anuo, alle-
gando que o sen lauco (43 por %) devia ser
preferido ao do boticario Gameiro o compro-
inetteudO'Se a fazer o fornecimento por menos
1 /a do abate olferecido por aquelle (47 p. /0).
DitoAo niesino Exm. Sr., rogando-llie a ex-
pediccao de suas ordens para seren concertados
os dous portoes do quartl do hospicio pie t;io arruinados, enjo concert foi oreado em lili/
rs. que podiao ser postos adisposi(o do copi-
nand uitedo batalluio de arlilbaria pira man-
dar clleetual-os debaixo de sua adniinistracao ,
methodu que sobre ser mais econmico oll'e-
recia a vantagem da brevidade.
--ja'i.LL'Jaw>?najirtiiw*naA1-" ""^^.....^.wr^ ''*
P&n':\iii(iVilJtJCU.
ASSEMBtA PROVINCIAL
Continuarla da lettodl 10 de abril Je 1844.
O Sr. Taquet: pede a palavra pata apresen-
tar un reqneriineiito. Dz.que, estuido-se a dis-
cutir actualmente a le do orcamento tein de
mandar meza un nipurinicnlo pedindo .li-
gninas informacoes cerca do estado da divida
activa, e passiva da provincia : julga isto mili-
to importante pois que com quanto dos ba-
lancos e do relatorio alguina cousa se conheca
a este respetto j cointudo oque ahiv, nSo
sumeiente ; porque nao se diz (pial c o valor da
divida atrasada, anterior ao auno de IS." 12 e
uein se sabe quanto desta divida se tein pago
nos anuos posteriores; que segundo o que tein
chegado aoseu conhecimento, ella monta a perto
de 200 eolitos de rs. Tambcm julga convenien-
te saber qual a divida que lia por se pagar
provincia para se saber quauto se poden arre-
cadar no corrente anuo linanceiro iiiesmo pa-
ra orientar a asseinbla na lixacao da despea,
c manda meza um reqiieriineuto ueste senti-
do, que depois de apoiado l'oi seni debate ap-
juovado.
0RBEH IX) DA.
Entra ein prlmeira discussSo o projeoto n. 10
desteanno, dividindo a l'reguczia de S. Antonio
do Recite (Vid. o Diario n. 72.)
O Sr. Saburo : pede a palavra para mandar
meza un icquei miento a iim de que na for-
ma do estro seja ouvido o Exm. prelado.
Depois junctamente cor o projecto o sfguinte reque-
riiuento do Sr. Nabiico.
-- Rcquciro (pie seja ouvido o Exm. bispo,
a respeito do projecto que se discute.
0 Sr. Lope* dama : declara uno se oppr a
idia do requeriiiiento porque ella tein sido
sempie aque teui seguido .i respeito de quan-
tosprojectos sr teein apresentado na casa, di
vidindo creando, ou suppiiuiiiido freguezias;
mas julga que no presente caso e escusado
requerilriento, porque jo Exm. ordinario l'oi
ouvido sobre a divis;io deque se trata pronun-
ciando-se a favor della, pois que nao esta a
primeira vez que esta diviso se propde, e nao
leudo sobrevindo circumslincia alguiua nova ,
ciilendc, (|ue orcqueriincnto intil. Obser-
va que essa divisSo tao conhecida que do
tempo do generalD. Thomaz .'os de Helio, o
qual, recoiiliecendo que a freguezia de S. An-
tonio era demasiadamente extensa fez levantar
a igreja de S. .lose, para ser a parocliia da nova
freguezia ; que assiin melhor seria pedir estes
paliis, quedevem existir na secretaria da casi,
do que ouvir-se novaiiientc ao prelado c cnto
ver-se-ba que a mesma dlvsSo.
o Sr. barreta : levanta-se nicamente para
leinbrar ipie nao se pode prescindir de ouvir
ao Exm. ordinario. Diz, que com eflWto, exis-
te o plano ou projecto dessa divisao mas que
necessario sabr-se onde se acbo essas pa-
pis, e que, podendoser muito bein que se te-
llhao extraviado, neccssarianieiitc se deve ouvir
O Exm. prelado sobre a divisao de (pie trata o
projecto que se discute; accresceudo nao se
sabir se essa divisao antiga conveniente bo-
je porque a populajo da freguezia tein cres-
cido limito.
O Sr. Sabuco : sustenta o sen requerinicuto ,
dizeudo que concordara com o Sr. Lopes Ga-
ma, se acaso se inostrasse identidade nos limi-
tes prescriptos boje no projecto que se discu-
te, c naquelles que outr'ora forao estabeleci-
dos. Est persuadido que a ideia da divisao
desta freguezia antiquissiina, e diz, que
iiciii elle quer assumir a si, com o seu projecto,
a gloria da invenro; mas que entretanto a res-
peito dos limites deve ser ouvido o ordinario ,
pois que a freguezia tein cregeido muito.
Da-se a materia por discutida c posto a vo-
tos c approvado o requcriinciito.
Segue-se a primeira discussSo do projecto n.
!l (leste auno, oil'ereckio pelo Sr. \abuco, o
qual (' concebido instes termos.
__Alt. I. Ficiio rcstabclecidos os districtos (li-
pa/, (irados pelo cdigo do processo civil.
Art. 2. A divisao judela ra em relaco a ju-
risdicao dosjui/.es do civel, e cm ipiauto estes
exisliiein, lica limitada aos municipios, (pie fo-
remeabecas de comarca.
O Sr. Figueiredo: Sr. presidente cu nao
duvidarei prestar o incu voto a favor do pro-
jecto que se discute; mas desejra que O seu
nobre autor, cujas lu/cs reconhejo deci-
frasse-me algumas duvdas que eu nutro a
cerca da materia. Pelo projecto, Sr. pres., vejo
que o n. d. pretende alterar a divis.io judicial ia
a respeito dos districtos dos jui/es do civrl, c
dos districtos dos juizes de paz; mas en nao sel,
se esta asscnibla pode actualmente alterar por
esta furnia a divisao, que cxisle, seiil que va
contender com as attribuiees nao s dos juizes
do civel, como tambem dos juizes municipaes,
porque vemos que,pelo projecto,as attribuiees
dos juizes dos civel Reno limitadas ios munici-
pios ou termos que forein cabecasde comarca.
Sabemos que, pela dispolco provisoria a cerca
da adniinistracao da iustiya civil, ajurisdiccao
dos |uiz< s roes, aos termos dessas incsinas povoavol's ,,*a
dei>ois da le de 14 de abril, que eu considero
como o programa da lei das reformas ao cdigo
do processo, se estendeo o dislricto dos juizes
do civel toda a comarca, lic.uido suppriliiida
nos respectivos termos ajurisdiccao dos juizes,
iniinicipaes, que enlao foro ex tinelos pela mes-
ma lei de 14 de abril; de maiicira que smente
aos juizes dos civel competa julgar as causas
cive'is em toda a comarca. Depois vcio a inter-
pretactao do acto addicional: por esta Interpre-
taco se coulirmarao todas aquellas leis pru-
vil'iciaesqile at enlo exisliao, aiuda que los-
sem umpouco excedentes das attribuives das
assemblas provinclaes, at que a asseinblea ge-
ral as rcNogassc iiomead.nienle. V-seque por
esta medida da interpreta!-fio do acto addicional
licro confirmados os districtos dos juizes do
Civel ein toda a comarca, cessando a jiirisdiceao
dos juizes iiiunicipaes, ponaue Ibrlo snpprimi-
dos. Temos, por tanto, que por una le geral,
(piala Interpretacio do acto addicional se ra-
Lilia un, deixa-se-incdi/.er assiin, a jurisdievao do
ni/ do civel ein toda a comarca. Apparecco de-
pois a lei das reformas alterando um pouco a le
de 14 de abril; masa alteracao que se .qm sen-
tn, l'oi que os juizes niiinieipaes licinao com
jurisdiccae no civel nos respectivos tcrinos, mas
depois que deixassem o lugar os juizes do civel,
ou por morle, ou por via de remo. ao. forao pois
conlirmados os juizes do civel com jurisdicraoeni
toda a comarca, c os juizes municipaes com esta
jurisdierao, siin, mas de futuro, qnando se ros.
si mi xtngulndo os actuacsjuixes do clvel.Pare-
ec-nic que isto expresso na Icttrada le das re-
formas.
Me parece claro, que o projecto, limitando a
urisdiceo dos juizes do civel tmente aos mu-
nicipios, que foreui cabecas de comarca, os jui-
zes municipaes deveni de entrar l"g" na jurla-
iliccao civil naquelles termos que nao lorem ca-
becas de comarca; mas isto importa dar desde ja
apsjuizcs municipaes urna attribnicao, que o
lei u;io Mies deo. seiiiio (leo de exlinctos OSJUzes
do civel.
O Sr. Xabucir.Agora v'uiliea-se isso pelo pi'O-
Ject0'
O Sr. Figueiredo:Nao se verifica pelo espiri-
to da lei, que de certo nao rege o caso apresen-
lado no projecto; porque a lei quer que tenba
lugar a jurisdieco dos juizes municipaes, (pian-
do os juizes do civel drixarein O lugar : eis
quando, me parece, se verifica a bjrpothese da
lei. De mancira que eu entendo. que a .isseni-
bl'.i provincial, com este piojillo, vai dar aos
juizes municipaes umaatlribuifo, que na actu-
ailaile elles nio teein, einquanto existimo os
juizes do civel as suas comarcas.
Perguuto eu, poderO os juizes municipaes
julgar no civel dentro da comarca; (piando oc-
cupada esla por um juii do civel? Nao; por-
que a lei diz mili cxpirssiiticnlc, que elles nao
excrcitar essas altribiiiees, seno depois que
os juizes do civel deixarein a comarca. A espe-
cie do projecto tuna especie nova, que est fu-
ra do espirito e lettradu lei da reforma, e que
mesmo a contrasta pois que o espirito da le-
gislaco geral l'oi conflrinai'.noqueera possivel,
O que liavi leilo as assemblas provini'iars; e
nao poilia deixar O poder geral de proceder as-
siin, porqdc do contrario irla transtornar tudo,
que sehavia feito, e estabelecido pela legislaco
provincial, iria acairelar grandes ilifliculdades
paraos processos ja organisados, e direitos j
adquiridos, o legslador,attendendo a islo.inan-
teve quanto pode a lei de 14 d'abril, determi-
na udo, que exlinctos os juizes do civel, entras-
sein os juizes municipaes na sua juris,liec;io.
Mas agora o (pie se faz por este projecto .' Da-
se aos juizes municipaes desde ja esta allii-
buicao.
Creio porlanlo, que se a asscnibla provincial
deixar passar o projecto, accrescentara, e dimi-
nuir atlribiiiroi's empregados geraes, cuja
nonieacao fcila pelo Imperador, c a respeito
dos quaes a assembia provincial nao pode le-
gislar relativa.....lite ssuas altribuicdes. Viuda
icnlio oiitra duvida.Sr. pres. Pelo projecto teem
os juizes municipaes de exercerem logo juris-
dici ao civel naquelles termos, que nao oreiu ca-
becas de comarca. Ora, eu entendo, que desta
maneira vem a flear o lugar de juizes do civel
uinaverdadeira censura, porque se boje muito
poucas sao as causas que elles teem de julgar
as comarcas do interior, est claro, que se pas-
sar o projecto, elles nao terao em que traba-
lliar.
0 Sr. Nabueo:Assiin mesmo aiuda caocom
inulta eousa que fazer.
O Sr. Figueiredo:Ha mais una outra rasio:
eu entendo (pie (piando o governo decretou or-
denados aos juizes do civel teve multo em con-
t os emolumentos que elles bavio de perce-
uer.
O.S'r. Sabara:Agradeco a defeza.
OSr. Figueiredo:Noedefesa: se por ventu-
ra elles tiverem jurisdieco smenle no munici-
pio cabera, de comarca, os mus eiliulumeutos
bao de ser muito menores, e por conseguinte
lera a asscnibla necessidde (le augmentar os
ordenado na un sma proporfao que augiucutcu
O dos jui/es do crillie; mas agora podera esla as-
scnibla fazer isto ? Creio que nao; por conse-
guinte me parece, que devenios deixar as coli-
sas do modo em que estn. Por este projecto,
alin'de lazciinos nina crida na legislaco ge-
ral, vamos entrar ein innovaeorsque jiodeni tra-
zer comsigo augmento de despeza; para o que,
creio, os cofres provinciaes nao estao muito ha-
bilitados. Eis-aqui as duvidas que tenho, e que
| se forein desvanecidas pelo nobre autor do pro-
Ijcclo, nao duvidarei volara favor, e tanto mais
quanto elle se aproxima a organisacfio judicial ia
da lei da reforma, pela qual sempre me pro-
iiuiieicicm espirito, e em verdadi'. eiitcndi que
essa lei era exigida pelas necessidades do uosso
p.iiz. Digo pois ao nobre diputado, que tenho
bous desejos de votar pelo projecto; mas creio,
que vamos por elle tirar c dar altribuicdes,
marcadas pilo poder geral, que alias tcm sido
tao defendido pelo n. d.
O Sr. Sabuco : sustenta o projecto em rasao
da necessidde e conveniencia de iiuifoimisil a
divisaoJudiclaria do imperio, sendo que nenhu-
ina rasao ha para que a provincia de I'ernaiii-
buco faca excepeo das oulras, a respeito da
divisao: diz que incontcstavcl o direito, que
compete s assemblas provinciaes de legislar
sobre A divisao judicial ia direilo rcconlin ido
pela asscnibla geral e fundado cm um art.
expresso do acto addicional : que elle orador era
opposto centralisacao dajusti(,a, qtedevla
estar prxima uo domicilio da cidade ; que esta
divisiio i|o irniecto ngo B2CSVS a jUI'oiCfo 1
attribuiees dos juizes do civel, porque essa ju-
risdieco e attribuives erao as mesillas ou fos-
seiu exereidas dentro do espaco de una legua ,
ou de dltttS leguas etc. que a jurisdieco se
nao limitava pelo territorio mas pela aleada,
e niaior ou menor extensao de poder: que o
projecto tambem uo atacava a lei geral da re-
forma do cdigo que suspeudeo a jurisdicyao.
.Nos juizes municipaes, einquanto nao cessasse
o exercicio dos juizes do civel porquanto nes-
sa lei nao eslava decretado, que esse i'xereiiio
sement cessasse pela morte dos juizes do civel.
seno pela remoco, suppresso do lugar e di-
visao jndiei.iria : que sendo ocaso do que se
trata um daqueiles, ein que legalmente devia
nessar o exercicio, porque a'assembia provincial
competente para decretar a divisojudiciaria,
ajurisdiccao dos juizes municipaes se torna le-
iitiina e opportuna; depois de outras relie-
xrs. COncluiO, votando pelo projecto.
O .Sr. Taques:Sr. pies., depois que onvi aos
dous honrados oradores que me precedrao
inaior recelo tem entrado em o meu espirito
erica dfl materia do projecto em discussao, :\
ipial eujulgo nao obstante as reflexesque tem
sido produsidasi esta muito conforme com a le-
gislaco geral, r dentro das attribuiees desta
assembia. Vejo, porm, que nao so o honrado
deputado que seassentado meu lado, como tam-
bem o nobre autor do projecto nao concordo.-
com o meu peiis.tuieiilo, sobre a materia, pois
que, (piando ru esperava que o nobre autor do
projecto mosirasseque elle nao era mais do que
a restituirn, conforme com a uossa legislaco
geral, d'aqullo queautes seacbava estabeleci-
do e que por esta assembia havia sido illegiti-
mmente alterado, elle se couleulou em mos-
tillo direito, que tinha a asscnibla provincial
de legislar sobre a diviso judiciaria. Fin meu
conecito, Sr. pres., o projecto devia ser apre-
sentado debaixo de outra formula, rcvogaiido
aquellas dlsposicdes da nossa legislaco provin-
cial...
OSr. Figueiredo : Isto para a segunda dis-
cussao.
O.S'r. Taques: Na primeira discussao traa-
se da conveniencia do projecto, porin a cons-
litucionalidade delle l questao, que deve ser
decidida, e sem o que nao podemos darpasso.
O Sr. Figueiredo : Como fallava da formula.
O.S'r. Taques : Digo, que o projecto devia
ser formulado de maneira que claramente apre-
sentasse a sua conformidade com a legislaco ge-
ral. O artigo \'.\ da disposicao provisoria cer-
ca da adniinistracao da justica civil estobelcceo,
que as grandes povoaces haveria um ou mais
juizes do civil, a qucni (icaria coiiqietiiido toda
a jurisdieco civil, com exclusSo dos juizes inu-
nieipaes, cuja jurisdieco nessa parte licava ces-
sando : una disposicao geral, e nao pude ser
alterada pelas assemblas provinciaes. As as-
semblas provinciaes podem legislar sobro a di-
visao judiciaria, mas nao sobre as allribuices
dos-juizes; podem determinar, porexemplo, que
em lima comarca hajo dous ou tres juizes do
civel, mas nao podem revogar o art. 13 da dis-
posicao provisoria : podem entrar na diviso ju-
diciaria em particular, mas nao na diviso em
jeral estabelecida no cdigo, porque cnto em
lugar de comarcas podiao estabelccer cantes,
departamentos, contras divisoes nao adiqitadas.
A legislaco geral deteriuinou, que que as
grandes povoares podesse haver um ou mais
juizes do civel, e que sua jurisdieco seria limi-
tada povoarao em que fosse estabelecida : as
assemblas provinciaes podio dizer, que bou-
vessem dous, tres ou quatro juizes; podio de-
teriuinar, que .is comarcas c districtos desses
juizes fosseni inaiores ou menores, mas nao de-
terminar, que (icaria sem vigor esse art. 13 da
disposirao provisoria. O niesnio digo respeito
dosjui/.es de paz. O cdigo do processo estabe-
leceo os juizes de paz, e dcterniuiou, que as pa-
roebias fossemdivididas ein districtos, havendo
em cada dislricto um juiz de paz : pode a assem-
bia provincial resolver,(pie hajo tautos.oii tan-
tos districtos em una paroebia ; mas nao pude
determinar, que nao sejo as parochias dividi-
das em districtos'de paz.
Ora, as disposices geraes do cdigo do pro-
cesso, (pinito aos jui/es de paz e do civel, foro
alterad is pela lei provincial de 14 de abril de
IS:U>, nos arts. 5." e II.u, que ditera (14). Alte-
roii-sc al a forma da eleico. Ora, me pareca.
que a maneira mais regular de proceder, e que
apresentaria o projecto debaixo do principio
constitucional, era a sectate Fiedo revocados
os arta. .u 11." da lei de 14 de abril de 183tj. =
O.S'r. Figueiredo : Nao se pude, poique este
negocio est pendente.
OSr. Taques : Agota, Sr. pres., oceupar-
ine-hei das rcllexes, que foro apresentadas
pelo honrado incmbro, que iuiptignou o pro-
jecto, einquanto observou, que o projecto ia
contender com as attribuiees dosjui/.es mu-
nicipaes, e dos juizes do civel. Parccc-me, que
nao sao jirocedentes as reflexes do honrado
uiembro, porque o projecto nao vai contender
com essaSattribuicdes, seno em quanto revoga
a disjiosico provincial, que altera o art. 13 da
diSpOSayHG pi"Vi.Sul ia.
Os juizes do Civel, pela lei das reformas, nao
soll'rcro em suas attribuiees, nellas nao se fez
mais do que sustentar a jurisdieco, que tinhao.
Fin Pcrnambuco o juiz do civel tein una juris-
dieco, que ampliadaX toda a comarca ; mas
em outras provincias, qUeno tenho disposi-
ces especiaes, como esta, os juizes do civel cs-
tar limitados a exercer suas funeces na con-
formidade do projeelo. Portanto, isso nao yai


ww
. -.. *nn>/w< uw.
alterar em nada a lei dai reformas, nao faz mais
lo que estabelece r os juizes do civel coin as at-
trlbuifdcs, que deveriao ter, se esta assembla,
pela lei de M de abrid nao tivesse revogado o
art. 13 (I i disposifo provisoria, que cstituo
este respelto. Assiin eutendo, que ti projecto
milito constitucional, que est no caso de ser
approvado, e que at urna obrigaf b, ein qu<'
esta esta assembla, de procurar acabar coin
quelles seus actos, que atacrao a legislaco
geral, e por as instituales era tiarnionia ein to-
do o mp -rio.
I O Sr. Figueiredo : O n. d., que me nrecedeo,
encarou o projecto por dous lados; |>>-to lado da
sin forma, e p lo lado do seu merecimento In-
trnseco, quanto s attribuicdes dosjuizes, de
que i'ill i o mesura projecto. Quanto a este lado
parece-ine, que o n. d. nao accrescentou oousa
algum i a idea que emittioo uobre autor do pro
jecto.m asqumo .1 f.irina entendo,que aoccasio
ni isoppoituna di-se ventillar esta questo da
turma (' na segunda discussao, e ahi entilo o no*
bre il. apresent ir as eineudas, que fulgar con-
venientes pira satisfhzer in<*llior as suas vistas :
eu pois limitar-me-hei a dizer alguina cous
respeito da segunda especie. Concordo coin o
" d......i que a assembla provincial tein todo
o direito de legislar cerca d i divisio in lici ira;
que pode, em lugar de duas comarcas, crear
quatro em lugar de dous termos, estabelecer
um s.'>. -^ -.>i quecom isto se alt -rem as attribui-
ies dos juizes respectivas porque alargar o
circulo territorial, onde se exerce ajurisdicao,
N nao ( altcral-a ; m is o que je faz pelo projecto *
Altera-se e r 'stringe-se as attrbuifd -s dos jui-
zes respectivos, priineiramente, porque osjui-
/. is do clvel deixfio .1 ter jurisdiecb em toa i i
comarca, como tinhiio pela I-i d 14 de abril,
que est i susl -ni id i, na"o s p lili da reforma,
ni is peto artigo 8.0.do acto t! i iul rpretacao, qii"
diz \s iris provinciaes, queforein oppostas
interpretacao dada nos artigos precedentes, nao
so entendem revogadas pela promulga;ao desta
lei, sem que express miente o sej io por actos do
poder legislativo geral. !-'. por isso, que eu
disse em um aparte, que a pretendida invasao
da assembla provincial era negocio, que esl iva
pendente peante poder legislativo geral, e
que s elle podia decidir. Ora, licando a [uris-
diccao d is julzns do civel limit ida aos munici-
pios, os juizes municipaes veem a Bear coin lu-
ri<-dicco,qun a lei nio Ibes d por ora, visto que
ainda nao estao desapossados os juizes do civel
d is coin ir is, qn a mesin i lei das reformas res-
peitou. On, d. aprsenla o caso, em que nio
inorre ojuiz do civel.
OSr. ."fabuco: l'.u nao fallo ein caso algum.
OSr. Figueiredo:~ O espirito do legislador
ful nao querer contender coin a jurisdiccSo dos
juizes do civel, apezar de ver, que pela lei de 14
de abril nsteudia-se um circulo uiaior do que
a disposieao provisoria hava marcado, e entilo
> n. assumio aos juizes municipaes attribui-
e>s, que por essa lei de l de abril se hartn
cansado mas, pergunto eu, nao se tendo aluda
d id.i estacircumstancla da suppressao dos jui-
zesdo civel, podem os lurtes municipaes excr-
cer assuas attribuifdcs? Nao podem; e eu me
prevalefo mesura do argumento do n. d que
-r assenta ineu lado, quando disse, que a as-
lemb.prov.podia alterar a diviso judiciaria,mas
nio de um modo, quefosse olTender a lei geral:
o caso em que nos acli unos porque,estabcle-
cendo-se a divisio judiciaria por esta maneira,
vai-se offeender a_le geral, que di/, que osjui-
inimicipaes nao exercero estas attribuicdes,
einquanto existirem os juizes do civel, Portan-
to, uo son contradictorio, quando reconh >eo,
que a assembla provincial tein direito de fazer
a divisa* i judie! ira ; lino, que nao a pode fazer
nos casos,ein quefor de encontr uma lei geral,
quando se d attribuifdes juizes, que as nao
Ci'cm anda por se nao ir verificado a condiefin
di lei geral. Eis-aqui a raso ein que mi' finido
pira votar contra o projecto. Alm deque o n.
d. autor do projecto nao respondeo a ontras dn-
vidas, que eu aprsente!, por exemplo, ao em-
barazo de se augmentar o ordenado esses jui-
zes do civel que tero cuidado de o requerer
logo: nao respondeo lamben) que lieav.io rc-
.huidos os lugares de juizes do civel, que vinhao
ser uina verdadeira sinecura, 'reionofs, Sr.
pr.'s., que ai miabas llovidas anda procedem, e
Pipero, ([lie o noble autOC do projecto as dissl-
>e, pira poder dar-lbe o ineu voto.
O Sr. Nabuco : sustent i de novo o projecto,
e combate aos antecedentes oradores.
Fie i esl i discussii > adi id i pela hora,
SEGUNDA PATRB DA OROEM IO DA.
Contiuua a segunda discussao do o:< 'miento
provincial.
OSr. Figueiredo : relira una emenda, que
liavia oferecido hontem, a qual nao ebegou a
ser apoiada.
\i' apoiada e entra em discussao o seguate ar-
tigo auditivo d;i coinmissao de fazenda e orca-
mento:
)om a cathedral de Olind i, inclundo-se a
despeza do corrente~anno llnaiicrtro. J3:46(MO0fl
OSr. Taquee: Sr. pres., < nho de mandar
m a uirt i emenda c tc i d i 'rb i em discu i-
so-, para poupar algunia cousa na despeza, que
temos de la/ tcohi a cathedral de 01 i nda ; po-
rm antes de fundamentara minhaemeuda te-
uho de fazer algumas cousiderafes, que se re-
'erein .i questo, que s.' tein agitado insta casa
cerca de cmpregados gera^s, c einpregados
provinciaes. Quando se discuti a verba rela-
tiva i secretariado gorerno tocou-se n 'ste pon-
to : depois disto, porin, a questo toinuu um
dsenvolviinento inuito maior, e na discussao
ultima live de oiivir nesla casa propalados al-
guns principios, com osqua s nao pesso con-
cordar, a cerca do que sejao einpregados geracs
on provinciaes, e das attribuires, que sobre
dies tenba esta assembla.
Nao ineu fito, Sr. pies., declamar contra,
iiein favor da centraltsaco ou da interpr 'ta-
o do acto addicional : tenho somente de e\-
juir o (|iie pens cerca da intelligencia das dis-
jKisicoes, que existem : o acl > addicional, em
ininha opiniao, foi oque nao podia deixardc
ser, as circumstancias em que appareceo, o
i. :ullado da prudencia e da fraqueza da oppo-
,K.!0 entre, as exigencias da agitaco popular
eu um lempo, ciuque so se lallava de federaco,
bue as provincias se coustituissem em outros
linios estados independentes, e a iUuttracito
dos liomens que diriglSo os negocios pblicos,
equ eoiisideravao os grandes males, que teiia
i reallsacao de tao imprudentes desejos.
A. lei da Interpretacao foi de necessidade, ea
melhor que poderia ser olla nao fez mais do
que constituir em lei aopu"o das pessoas mais
esclarecidas cerca da intelligencia do acto ad-
dicional : todos sabemos, qu,. diversos ministe-
rios reconliecerao a diutriua consagrada na in-
t-rpret leao antes delta apparecer; sabemos mes-
mo, que um ministro da justica piiblicou as
sitas instrucedes de Ode dezembro de 18% aos
presidentes das provincias, em que se estebe-
lecerao lo los os principios adoptados no acto In-
terpretativo.
Portanto, no meu entender, a le da interpre-
l nao nao fui m lis do que a expressao de tildo o
jii- pnsivao os homeni os uns Ilustra.los do
nosso paiz a cerca das disposiedes do acto addi-
eionil. Pira se perturb ireiu grandemente as
i lei a; acerca da intelligencia de diversos arti-
<;os do acto adlicional milito concorreo o esta-
da excepcional, em que se achou o nosso go-
ver......o interregno, ein raso da que limitou as
attrfbuicSes da regencia, porque as attribuiees
graes pareciao, qn<* erSo provinciaes, ein ra-
so de serein exercidas pelos presidentes das
ni'oriiiei is, como delegados do ^verno geral :
logo porin que assumio suas augustas fiiuccdes
;. M. o Imperador, foi-se mostrando mais cla-
ramente a natureza de algumas attribuifdes,
in- do til roo dopendiao, e as attribuiees e
FiAccd 's das assemblas provinciaes cerca de
algttns objectos coinecarao a ser melhor enten-
didas, conservando-se os direitos, queperten-
i' ni ao chefe. do estado. Expondo as minhas
del is nestaparte, econsiderando os empcega-
los .'-i'i -s e provinciaes, o suas funcedes, (' o
ii-ii primeiro pensamento, pie ha einpregados
:-i i s. qneteein, pelas mesraas leis fundamen-
laes, ntnCfdCS provinciaes, em que as asseoi-
blas de provincl i nao podem ingerr-se : assim
s"-o os presidentes de provincia.
Pora disso entendo para mim, com quanto nao
sej principio consagrado as l-is fundamentaes
do estado, que conveni que lodos os einpregados
-lies da adininisiracao exeivao funcedes ano-
logas as provincias, einquanto nao crearem
das seus einpregados, e nesta conformida-
I- se tein procedido. \ lei de .'1 de outiibro
1- IS'l a cerca das attribuifdes dos presidentes
I- provincia establece, que elles podero en-
earregaros cmpregados geraesde funcedes pro-
vinciaes; os regulamentos da alfandega, do con-
futado, tambem deidarao que essas estaedes ar-
recadard os direitos provinciaes, que foreui
nos tos a seu cargo. K sto si'-de milita utilldade,
oois que seria impossivel e ranino inconvenien-
te, que honvesse para tudo einpregados geraei
provinciaes, e ao mesmo tempo um nudo
le ruinar melhor os lacos entre a capital do
imperio, cas diversas provincias. Porm, Sr.
oes., cerca da questSo particular, do que
s-jo einpregados geraes e einpregados pro-
vinciaes, com quanto alguraa duvida se' ma-
nifestasse ao principio, parece-ine que ho-
i- os esrdritos se acho assentes a este res-
uelto. Koi reconheeido na assembla geral
nesino, que toda" a duvida, que velo acerca
da intelligencia do que fesse empregado geral,
ou provincial resiillava de que no acto addicio-
nal a palavra provincial linlia dous sentidos,
um mais ampio, e oulro mais restricto ; reco-
nheeem-se que na lei se f.iziasiso desse termo
-ni dous sentidos diversos, e eiiovou demons-
trar, lendo o acto addicional. Diz o.7doart.
O que assembla provincial compete etc.
flf) explica oque sao einpregados provin-
ciaes, Deste art. logo se v<3, que se se enten-
desse, que einpregados geracs cr.ao justamente
os estabelecldos no de certo que se as as-
semblas provinciaes podessem legislar sobre
lodos os mais s-guir-se-hia um absurdo multo
grande das assemblas provinciaes poderem le-
gislar sobre einpregados de saude, porexem-
nlo que sao g-raes, juizes de direito c todos
os mais einpregados d i ustira.
O Sr. Manoel Cavalcanti: l qual o absurdo
disso ?
O Sr. Tnqtte*:-Va\* bavereni cada provincia u-
sentido que nao seja o de determinaf So e li-
xafSo dos ordenados, mas nao de pagamento ,
que causa muita diorenf a de estabeleclmento
de ordenado.
E' neste sentido que tein sido tomada a ex-
pressao estabeleclmento de seus ordenados-;c
o poder geral quein paga os juizes de direito ,
juizes municipaes juizes d'orpbaos promoto-
res etc. : entretanto que a assembla provincial
pode alterar o n. de lies. E' esta a doutrina ,
que tein prevalecido geralinente ; e nem a as-
sembla provincial podia sobrecarregar com to-
do o onus de taes pagamentos para que nao
chegario as tenues rendas dis provincias : os
einpregados provinciaes, de que trata o 7, nao
sendo dquelles de que falla o 11 esta assem-
bla marca o ordenado mas nao os paga. Po-
rin Sr. presidente, se esta assembla nao pu-
de legislar, como estabeleceo o acto addicio-
nal i cerca dos einpregados geracs alterando-
llu* as suas attribuiees julgo que sto nao o-
bsta que ella possa addlr-lhe attribuicdes, que
sejiio convenientes ao exercicio nos poderes pro-
vinciaes, nao sendo alterando as relacoes geraes:
sto julgo ser direito incoutestavel desta assem-
ba c |ior esta rasao assignei um parecer de
coinmissao deconstituifSo approvandoo regu-
Iamento do corpo de polica em que se dao at-
trbuifds junta de justica, que 6 um tribu-
nal iudiciario e geral: asslni que tambera vo-
t irei pelo projecto d'um honrado dep., cerca da
desapropriacao provincial no qual se dao al-
gumas disposicoes a respeito dosjuizes de di-
reito, porque, nao alterando a lei do proeesso
geral, nao faz mais, do que estabelccer os meios
de se levareni aelleito as determinaf des das as-
semblas provinciaes; damesma sorte podemos
estabeleceros meios de arrecadaraodos uipostos
provinciaes, legislando sobre o proeesso, c au-
toridades por que se deva ella fazer.
Outro ponto de doutrina para mim que
esta assembla subordinada a assembla
geral, c aqui rae avi/.inharei da disposfao,
que se acha em discussao, dando urna quau-
tia para pagainento das congruas dos cone-
gos da cathedral d'Olinda. As assemblas
provinciaes sao eorpos incumbidos de prover e
rigiar sobre ioteresses locaes; sendo as provin-
cias ligadas ao imperio como em um corpo ,
nao une ao centro um lafo federal mas sim de
subordinado a assembla geral, tem um poder
supremo sobre as assembl as provinciaes nio
si) einquanto pode revogar todas as leis provin-
ciaes quando entender que sao contrarias
constituidlo do estado, offensivas dos tratados e
oppostas aos interesses d'outras provincias,como
tambera einquanto tem o poder de Interpretar
a lei de suas attribuiees : portante esta
assembla est cm intclra subordinafo as-
sembla geral.
.Vs assemblas provinciaes pela limitarao de
suas attribuicdes, pida sua flaqueza inesina, nao
pdem jamis arrestar o poder supremo. os
Estados-Unidos e na Suissa os estados ou os
can toes trein poder eforca para por-se ein oppo-
ma organisaco judiciaria, um proeesso especial,
quando temos um proeesso geral, e tribunaCs
r,'",.c nao seria absurdo ?
O Sr. Manoel Cavalcanti: Nao acbn e at
ligo que com isso nao podemos ir adiaute.
O Sr. Taquee : Reconheceu-se pois, que
ii'To se podia dar ;i palavra provincial esse
sentido tao ampio, e entilo considerouse mais
a disposieao do 11 (W). Forra era reconheeer ,
que a disposieao deste nao podia ser repet-
ffto do C7i aiitorisava as assemblas provin-
ciaes legislar sobre os einpregados dos ex-
cluidos da classe de geraes no 7, mas que
crio dependentes das assemblas, quinto as
suas funches porin n*o sobre aos mais era-
pregados que nao tiuliao por lini desenvolver
icro dos poderes provinciaes ; porque os lti-
mos com quanto elles eslivessein na declara-
cao de provinciaes do 7, comtudo nao erao
taes seno einquanto as assemblas provinciaes
podio legislar sobre o numero, e estabelecl-
mento de seus orden idos. Foi assim que se
pude combinar as disposifdes destes dous c
esl i intelligencia est estabelecida.
Ora a minha opiniao em particular que
de qualquer maneira nao podia haver divisio
no direito de legislar SObre einpregados pbli-
cos porque de toda a sorte que se estabeleces-
se, seria inconveniente; e que s assemblas
provinciaes so podio utilmente ser concedido o
direito de propor, mas p.to legislar acerca do
n. e ordenado desses empregados; porque logo
que o poder que paga e marca as funcedes do
emprego nao o mesmo que estabelece o or-
denado, e o numero de empregados, deve ha-
ver grande denharmnnta e ella tem apparecidu
j ; de sorte que temos visto que o poder ge-
ral, por seus avisos,!.....procurado limitar o
r ercicio dos poderes das assemblas provin-
ciaes sobre os empregados que executo as leis
geraes, Mas Sr. presidente .liud.i ha outro
principia que eu estabelecerei com toda a
franqueza nesta assembla, e que julgo, que
est reconhecido resulta elle da justa iutelll-
gencia .is palavras-- estabeleclmento de seus
ordenados. Estas palavras pdem ter outro
Sicao s decisdes do poder legislativo central ,
mas entre nos nao estilo as mesuras circuinstan-
cias as provincias. E' beni sabida aquesto que
houve nos Estados-Unidos cerca da tarifa, em
que o congrasso nacional querendo protgel-
os estados do norte que sao nianiifacliireiros ,
inipoudo direitos prohibitivos ein desfavor dos
estados do sul, que sao agriculOS, os estados do
sul especialmente a Carolina, reclaiuro con-
tra este acto do congresso e coin o congresso
nao quizesseattendel-os, fizerao at preparativos
de guerra contra a Uuio e o congresso nio te-
ve remedio senao acceder.. Os representantes
da Carolina mostrarlo que os estados ero sobe-
ranos e ligados por mu pacto de uuio e coin-
petia-lhes o direito de interpretar suas obriga-
fdes c vigiar que nao fossem atacados seus di-
reitos e de tomar todas as medidas para se lhe
fazer justica; proclainro que tinha o direito
de nulificar os actos do congresso contrarios
eonstituifo federal direito que chaino de
nullifleation que nessa occasiao foi exercido.
Na .-uissa as cousas se acho estabelecidas da
inesma frma,enaquestao agitada coin o (anto
da Argovia, a seena da suppressao dos conventos
segundo escreve mu hoiucui multo Ilustrado, a
questo est milito em favor do canto Argovia,
est quasi decidida cedendo a dieta balvetlca
por una intelligencia que d a constituieo
com que cohonesta sua flaqueza. A nossa or-
ganizado milito diil'erente, e devemosconfor-
mar-nos nimio com as decisdes da assembla
geral, releva mesmo eminentemente ordeiu
publica, que se ligue a presunipco de legiliini-
dade ao exercicio dos poderes e autoridades su-
periores, pois que alias s teremos perturbaco
e anarchia [apenados).
Ora, cerca dosconegosda cathedral de Olin-
da est declarado por le geral que com elles a
despeza provincial: foi determinado sto no
rtico4. da lei do orcamento de 3 de outubro de
1834, lei posterior ao acto addicional, aeraesmo
tempo que no artigo 3." se estabelece que as
provincias faro todas as mais despezas que lhe
estavo assignadas pela le anterior, com a nio-
diieac.o que eranecessariapelaproinulgafo do
acto addicional, sendo por isso que a lei do or-
famento de IS33 nao pode servir para determi-
nar o que seja despeza provincial, ou geral.
Sr. pies., com quanto eu esteja persuadido, que
a cathedral d'Olinda mu cstabidlcinicnto todo
geral, nao posso deixar de conformar-me com a
eciso da assembla geral, eiupiianto ella nao
for retractada, decisao que foi ratificado o anuo
passado era que se recusou votar fundos para
essa despea. Que osconegos da cathedral de
Olind i sao einpregados geraes, nao pode dei-
xar de ser entendido depois da arguiuenfac.o
apresentada por um honrado inembro, que se
assenta defronte de mim. 0 cabido o conse-
ibo dos bispoS, que couferem com elle sobre os
Etr-jociuii mais graves da (Hcese, e milito mo-
dernamente ein uina questo, que appareceo
entre o primor do imperio, e o bispo capello-
nr: tambeni o cabido que suecede ao bispo
in sede varante, considerado como lugar de des-
eando para os parach isde tod i a diocese, c d'el-
le se tiro ordinariamente os que exercem as
fue, oes de provisorios governadores doarcebis-
pulo, 8tc nSo tenho nada pois. que me leve a con-
siderar os seus inerabros como empregados pro-
vinciaes ; e assim nao pode o peso da sua sus-
tenlaco leeahir sobre os cofres de una provin-
cia s di diocese. Entendo que esta asseinhia
mesmo nao pode ingerlr-se cm materias ('ecle-
sisticas, ella S pod t^v. esse respeito onus,
sera neiihuma vautagein K O poder ('eclesisti-
co eu o considero inteiranient!' independeute do
poder civil; entendo que aos seus -cheles visi-
tis, os papas e os bispos, que compete vera
maneira por que conveni prover ao bem das al-
mas. Se poreni ntrenos o poder ecclesiastico
est SUJeitO a uina e.xpecie de illSpeCfSo do po-
der civil, esta inspecfao nao pode partir senu
(lo poder geral, que tem o direito de aposentar
os bis|)0S, e conceder beneplcito ;is constitui-
fdes eccleslasticas, as quaes porin obrign so-
mente pela autoridade de seu autor.
Esta assembla nao se pode ingerir em materia
(eclesistica senoquanto diviso ('eclesistica
e em lliaiS nada deveudo nessas divises con-
formar-se com o direito cannico,e com a vouta-
lle do ordinario. Julgo eu, que nao nos compe-
te de modo algum legislamos cerca do cabi-
do, e que nao podemos fa/.er outra cousa mais ,
de qin- pagar; pois que nao pode esta assembla
legislar de alguraa sorte sobre as condfdes e
exercicio dos empregados ecclesiasticos ; isto s
pertence aos poderes ecclesiasticos que esto
SUJeitOS inspeceo do poder civil geral. Po-
rin, Senhor presidente, se a este respeito a as-
sembla geral nao obstante a clareza com
que se v, que os empregados do cabido sao
empregados geracs nao os tem reconhecido
como taes nao podemos ir de encontr aos
actos do poder geral, e suscitar um conflicto cora
elle; confiemos na raso, esperemos, que na as-
sembla geral sejo aclarados, e sustentados os
direitos das provincias a= os triiimphos das op-
posifdes violentas sao mais rpidos, e estrondo-
sos ; mas os da rases e da intelligencia sao
mais seguros, mais,nioraes, mais conformes coin
o bem geral e mais dignos de applausn uni-
versal = tapoiados). Sr.pres., eu unido j de dis-
cussao, nao considerare! mais se osconegos sao
einpregados geraes, ou provinciaes, limito-ine
j a considerar a quotu, que est na verba que
se acha sobre a mesa e que V. Exc. se diguar
mandar-me assim como o balando (o orador
lOtisfeito). Sr. pres., o balanco do anuo passado ,
pois que no orcamento deste anuo nao vem or-
eada esta despesa siippriiuida nos aprsenla
na cathedral de 01 i nda un deao etc. (li).
O relatorio porin do nobre administrador da
provincia aprsenla so havendo una dignida-
de, e 7 eonegos entre os prebendados, e os meio-
prebendados. A parte do relatorio de que fallo
csta(/V). E' esta reduccio, que peco a esta as-
sembla baja de fa/.er.
O Sr. Hego llanos: Est feita.
OSr. Taquee: Pareoe-ine, que nao. porque
eu vejo que se dao 13 con tos ( o orador obeervou
O papel, e diz) Agora sim vejo que est dimi-
nuida na emenda a quantia da verba.
Desejo saber tambem da parte dos Ilustres
membros da coinmissao do orcainento, se vem
supprimida alguma despeza, como seja a da fa-
brica (OO^ re.) e a das esmolas de lava-ps.
OSr. Rnjo Barros : --S suppriniio-se o que
est no relatorio.
O Sr. Taques : Pois ento eu quero mandar
lima emenda de suppressao. A cathedral de
Oliuda tem um fundo do ido pelo lxni. resigna-
11 rio para a sua fabrica do valor de 8:0i^ ris ,
que se acha convertido em apolices : tendo as-
sim um rdito proprio para ser applicadosd
fabrica, e nao para que se esteja aceumulando,
nao ha raso para se lhe cono derem )UO/rcis
para esse,lll, Tambem me parece (pie deve
ser supprimida aquantia daesmola de lava-ps:
esta assembla nao que deve dar esta esmo-
la, isso deve licar ao Exiu. ordinario.
O Sr, llego Marros: A despeza do lava-ps es-
t supprimida a da fabrica nao est.
OSr. Taques: Pois bem manduvi a emenda
da despeza da fabrica visto que essa despeza
nao est supprimida.
l'apoiada, e entra era discussao a seguate
emenda do Sr. Taques.
== Addile-se -- suppriniidaa despeza com a fa-
brica e esmola* de lava-ps.-
O Sr. presidente : Creio, que a discussao teii
marchado um pouco fura da ordi'iu. Ein cada
artigo, (pie se discute apresenla-se aquesto,
do que sao empregados geraes, c do que .sao ein-
pregados provinciaes Desta maneira nao. aca-
baremos o orcamento (apoiados), l' melhor dei-
xarmos esta questo para a represeotaf o, que
se tem de dirigir a assembla geral, Pec/o pois,
ios Sis. deputados, "que se restrinjo mais a ma-
teria que se discute.
OSr. Lopes Gama: Sr. pres., felizmente eu
ito posso fallar por milito tempo ; os nieus dis-
cursos sao serapre pequeos : que se eu nao li-
vesse iinpcdiiuenlo pliysico por iicomuio lado
do peito talvez fosse um dos maiores folladores
desta casa. Vamos materia.
O (pie est em discussao un artigo parase
dar aos eonegos da cathedral de Oliuda os seus
subsidios. Ora nieus. Sis., como possivel dei-
xar de tocar nessa questo se sao taes liomens
empregados geraes ou provinciaes .' Srs., pas-
mo de ver quaute temos retrogad ido! Eu tenho a
honra de pertenec- a esta assembla desde que
ella existe e foi serapreaqui doutrina correa-
te, que osconegos p.rteneio provincia em
virlude do) 10 do artigo 10 do acto addicional ,
que eu creio, que tem seu pezo. Diz esse que
compete assembla provincial legislar sobre
casas desoccorrs pblicos, conventos,e quaes-
ques associdfdes polticas ou religiosas = Que
a cathedral lima associaeo religiosa, de pr-
meira inluiro.
0 Sr, Figueiredo : Nao, nao.
O Sr. Lope (ama : -- Ento, o que ? l' una
associai o religiosa urna especie de con-
vento.
O Sr Figueiredo : J foi.
OSr. Lopes Gama : Isto semprc p.assou por
cousa sabida entretanto diz agora o n, d., que
ac bou de fallar que era corrente e liquido ,
que os eonegos da cathedral sao einpregados ge-
raes e que nao se pode entrar mais em duvida
a estf respeito ; porque o poder geral a sim o
defini: mas como o defini? l' mister saber
isto. Eu respeito inulto ogoverno geral; toda-
va entendo que elle nada tem comnosco. A
assembla provincial, um poder legitimo, e
soberano dentro da rbita das suas attribuiees


5
(apoiado*) logo o governo "nal n*o pode metter
a nio aqui (militas anotados). Se fol ogoverno ,
que deo essa dcflnico cu n&o a admiti, e se foi
a assembla geral, devia ser pelos transmites
marcados porque nao temos t-ntre nos a om-
nipotencia parlamentar (numerosos apoiados). O
despotismo de muitos peior do que o de un.
M K porque ine) ,1 assembla geral deterininou
j.Vque os conegos ero empregados geraes? Foi
Yiorlilgun acto sen revogaudo a lei di assembla
piovinci i I ?
O Sr. Taquei : Pela lei do orcamento de
1834.
O Sr. Lopes fiama: Pols a lei do orcamento
competente para decidir estas qu -sietes Con*
frsto que cadivcz fleo mais ad airado li con-
fuido eiu que marchan os nossos negocios p-
blicos.
O Sr Francisco Joo: E'lei rtccnxertos.
OS;'. Lope (ama: E' veril id assim tem si-
do ; mas nao lleve s r pin esi e no. II i mu
meio constitucional pelo qu il i assembla ge=.
ral deroga, explica, interpreta, e faz oque en-
teude em sua alta sabedoria a respeito das as-
semblas proviuciacs. Sr., eu son o primeiroa
acatar os poderes constituidos do esmlo res-
peito milito a assembla geral; mis i assembla
provincial un poder constituido que deve
tambera ser muitn respeitado. Quando a assem-
bla geral disser pelos meios legacs os cone-
gos sao empregados geraes = eu serci o pritnei-
ro a obedecer ; mas nao porque na lei do orca-
mento vem, onnovem esta denlco : a lei
do orcamento lei de dinlieiro, c nada mais.
Eu Inclino-ine a crer que os conegos sao em-
preados geraes porm nao por esta rasao de
estar ja isto decidido ; porque eu nao vejo de
cisfto alguma. Srs.,j se vio desgracaincnte pre-
dominar aqui o principio, de que os ministra-
da cora podiaorevogar leis das assemblas pro-
vinciaes e agora mesmoeu podra apontar un
avizo, que velo a esta casa de mu ministro dn
cora mandando revogar uiuartigode lei nos-
sa Eu nao estava presente nesta occasiao ; si
estlvesse, inesino uraco, e pequeniuointentarla o
acensarn desse ministro.
OSr. Taques : Nao podia.
0 Sr. Lopes (ama : Como nao podia ? Fun-
dado no principio, de que devenios defender, r
inanteraconstituico, ealeis, e fazer com
que ellas sejao guardadas eu indicarla, que li-
zcsscuios uma rcpreseutaro.qucixando-nosdes-
sa iuvasao do ministro d i cora. Sis., en (pen,
tildo milito claro, c direito; e por isso Tallo des
ta maneira.
Inclino-ine a crer, que os conegos sao empre-
gados geraes, c voto por cssaquota; eqnanto
a emenda de supprcssaoda esmola de lava-ps
cu taiubein a adopto ; porque entendo que es
ta esmola deve sahir do Sr. bispo. Euquizera .
que se addicionasse no artigo que essa quota
fsse dada suiente, emquantn a assembla ge-
ral nao decide a questao se os conegos sao ou
nao empregados geraes : tenho inedo di'qu
nao appare.a essa represen taco jaqu loo fal-
lada e depois va a verba assim sem declarac.ii
alguma, eosSrs. da assembla geral digo
ellesestao pagando deixal-os pagar =quisr;
pois, queexpressamenie se dissesse : cinqu an
to a assembla geral nao pagar :Gostodesta
Cousas bem claras : nao entendo o que disse i
meu Ilustre col lega, cujas hi/.es inulto respeito
deque ha as Lis pala v ras lomadas no sentid
lato e no sentido restricto. Quando se trata d
leis toda a aunhibologla lerrivel, c nao se d<
ve admlttir. Leis com pal avias que se pies tai
a dous sentidos, sao como o testamento d'aquel
le de quein fallara Quinlillianno. Dispoz qu>
Ihc crigisseui = eiatuam atiream hastam Intenten
c que contcstarors nao liouverao para saber-
se,se a estatua.oualauca que devia ser deouri
[risadas); A traducraoda para ambas as cousas
estamos no misino caso, leis com dous sentidos.
nao entendo. Qtiailtoa emenda, repito como o
K\in. hispo tem de ir a linda lavar os ps ao:
pobre, elle que dea esmola, que qui/.er. A res-
peito da procisso do Crpo de Dos foi suppri-
niida.c a meu ver o Extll. diocesano deve assslii
a procisso do Corpa de Dos na cathedral isto
que das leis cannicas e ueste sentido foi ,
que eu j em um anuo pedi aqui uma quota pa-
ra essa procisso ; porque os conegos nao al'a-
zio.e u Exm.biapo nao a i;fazia no Recite, essa
pronssqo era da sua devocao podia Fazer at'
urna ilu/.ia de procis oes se qui/.esse ; mas a lei
manda, que elle assista procisso da cathedral.
Pero pois para addicionar a essa quota a adver-
teuciaziuha de que tenho tallado ; porm voto
por ella, porque os conegos uo devein morre
de lome.
0Sr.Francisco Jalo: Sr. pres., cu pedi a
palavra para otferecer uma emenda,inulto sim-
ples de BUppressao ao artigo que se discute ;
e leudo teuraodc aapresentar, ni.lis C0IIfirmado
liquei ueste proposito depois dos discursos, qu
e tem produzido de que os conegos sao em-
pregados geraes en assim o eul, ndo e ..an
desenvolvere! o meu pensanieuto porque re-
almente os un. dd. que me precedero dis-
sero tudoquauto eu podia dizer, e mais do
que eu teria dito e como deve ser mui viva a
iiupresso que deilOU o n. d. ((lie ullinia-
mente falln, apresentaudo em sen discurso um
entlnisiasiiio verdadeirabmite apreciavel por
issodeixarei derepropuzir algumas reflexes ,
que lo rao por elle apresentadas.
\ai a mesa e depois de apiada entra tam-
ben! cin discussao a segulnte emenda do Sr.
Francisco .loo.-Mipprima-sc o artigo additivo
apreseutado pela illustre cominisso. s. /.=
O sr. Reg burros: Pedi a palavra s para dar
mu a inforniacao. A despeza com a cathedral de
D-se a materia por discutid i, c pasto a votos
e rejeltada a emenda do Sr. Francisco Joo e
approvado o artigo e bem assim a em mi 11 do
Sr Taques.
Segu-se a discussao do legulnte :
Artigo 14. Coro a propagarn da vacclna
:5:-iK)vrs.
O Sr. Taques: observa que as cmara?,
municip es il i* cid ides d > lleclte e d i Victoria
teein conslgnadoero seusorc uueutosuinqu mti-
tttvo para pagamento de clrurgides, que se
encarrcgo da vaccina nesses lugares, e por
isso eiiteiide que pelos cofres provinciaes, nao
se deve dar gratifteaeo alguma esses cirur-
gides para o que val mandar mesa urna e-
ineuda.
I) 'pols de apoiada entra ein discussao como
irtigo, esta einend i do S. Taques.=Addite-se=a
lupprimidos os vencimentos dos clrurgides en-
irr'gulas da vaccina noRecife, < municipio
v"icloria.=
lulgi-se a materia discutida e posta a votos
ti approvadoo artigo e rejeitula a emenda.
Entra em discussao por sua ordem, c sem
debal sao approvado os seguidles :
Vrt. 15. Cbm o hospital de caridade (5:00i)'
\rt. l. Com o hospital dos lazaros 3:000^
\rs. 17. 'om os expostos 3:000^
Vrt. 1S. Com o recolliiuiento da t'on-
ceirao de Olinda 300/
Segue-se a discussao do segiiinte :
Vrt. 19. Com o sustento dos presos pobres
4:000/000 rs.
O Sr. Taques : -- declara volar contra esta ver-
ba porque est reconhecido pelo poder geral .
ni un dos artigos do regiilameulo dado para
i execueo da reforma do cdigo do processo ,
[ue a despeza com o sustento dos presos po-
bres deve sabir dos cofres geraes, e diz que
[ti indo ni 'sino isto nao estivesse decidido em
11 timo caso as cmaras inunicipac pela lei da
peza.
E1 apiada e entra eonjunctaiiicnle em diseus-
io esta emenda do Sr. Taques.Suppi inia-se o
irl igo.
OSr. Lopes (lama: diz, que assim como
irotOII pela quota para os conegos vota lam-
iciii por esta para sustento dos presos pobres .
quec s a carid ule quein o obriga a isso pois
[lie est convencido de (pie esta despeza deve
orrer por cont i dos cofres geraes nao pela
r iso que deo O 11. (I. que o precedeo de que
isla estiva decidido por um regiilaiiiento do
poder executivo por isso que o orador persis-
te anda na opinio de qu uo compete ao go-
.erno decidir estas questes e sini assem-
bla geral que c o nico poder legalnienle
1111 ori sillo para dar interprctaces ; mas vota
ior esta verba para que nao morro de fouie
tantos infelices que se acho presos, visto que
i assembla geral ainda nao lixou quantitativo
ilgilin para semelhautc despesa, e que a cama-
a municipal tambera nao tcmobrigac*o|de o l'a-
'. r, porque embora seja da lei da sua ereafo,
pie as cunaras ciiidem na inamiteiiio dos pie-
os pobres mendigos e Infelizes esta obri-
;n;odi/. respeito somente aos individuos dos
if*un municipios, e a cadeia desta capital est
hela de presos naosdeste municipio, como
le lodas as partes. Vssim vota pelo artigo ,
0111 a condieo porm, de que e so cniquaii-
0 a nsseiublageral nao marca alguma qaautia
tara esta despeza.
OSr. Floripes: declara ter sido prevenido
aelo n. d. que o precedeo; accrescentaape-
nas que por nao se ter dado este auno quanli-
' ilivo alglliu para a .sustenlii;o desti-s presos ,
lies estivero a niorrer de lome. Observa, que
j 1 irurgio enca regado do iralaiuento dos pre-
IOS fez um relatorioao presidente da provincia,
pie provocva as lagrimas em o (pial se diz ,
pie clles morriii uo tanto pelas 'molestias ,
como pelo mal da fome ; e por consegrante en-
trale o orador que se se nao der olgum quan-
titativo, esperando, (pie .1 assembla geral
oneOrra com esta despeza de certa o mal
i" nggravar, e estes horaens inorrerao todos de
lome.
D-se a materia por discutida, e posto a vo-
tos approva-se o artigo e rejeitada a e-
menda.
(Conlinuar-se-ha.)
Barca =.V= diversos gneros.
Briguc fTriitinphante= diversos gneros.
lirigiie. Varia Felit dem.
/rigue inglez Margaret Elisabsth diversos g-
neros,
ffrigue 'Terra-Nova bacalho.
Imporlacdo.
Miinj briguc americano viudo de Balthno-
re entrad.1 ueste ni.'z a consigliacao de 1.. G.
Ferreira xt:.; inanifestou o geguiute :
I 022 barricas com l'.iriuh.i de trigo ; aos con-
signatarios.
Lilize; birc.a franceza viuda de Montevideo
eGuadelupe, entrado no corrate mez; inani-
festou o segrate :
350 tahuas de pitido l caixa com chapeos do
Chile ; ao eapitao.
Elizabeth Hall; barca americana viuda de
Bal ti mo re eutrada'nocorrentemez consig-
narn de Heurj Foster 5t-; inanifestou o se-
guiite:
3:375 barricas
de trigo e 1 cu
tarios.
-\ite-, barca americana, viuda de bostn.
entrada nocorrente mez ; a consignarn de I..
(1. Ferreirai C. inanifestou o segulnte :
"2(l:(i-2 ps de taho.ulo, M barris, carne salga-
da. 300 ditas breo 400 ditas plvora 35cm-
brulhos tahoas, -2!i einbrulhos cadeiras ; aos
consignatarios.
'.\ I) 1I1111 as 1' seus pertences 1 barrica lri-
nli.a de trigo 2:168 barricas .utidas 101 di-
di
contados tiesta data. Recifc I2debril de 18-1-f
O secretario, II. ./. Fernainles Barro*.
No dii S de 111 no prximo viiiilouro ter.i lu-
- 11 1 priineir.i reuni.io ordinaria dos accionista
da eoinpanie, do eaeauaniento, alim de se pro-
ceder ;i clcicao da nova administrarn, e da que
esta em eXercicio, dar contados seus trabalhos
1 ilo esl ido da referida einpre/a: sao por tanto
convidados os Sis. accionistas para comparece-
remnosupradito dia, pe is:) horas da mauba,
no escrlptorlo d 1 coinp inhia.
t) secretario, U. J. Feriianiles Bastos.
'wa'ij..iii..tj.......ai 11
sos martimos.
e 250 nielas ditas com farinha
rinho e arreios ; aos consigna-
arcos para as
. a F. <:. Ut-
nclez viudo de
nez a eon-
manifestou
; '21) fardos fa/.end.is de
algodao 1 dita chn-
2(i!i barricas e mi fei-
dito em folhas : a Ge-
Oliuda'.seguiiuo devia ser no seu estado comple-
to rile ll:930JD00rs., e em oonforiuidade do
(jllir diz o presidente da provincia no seu rela-
to.o a coraraisso redusio a (:7.'l(i/()i) rs. e -o-
1110 a comusso ciitende que se deve dar
igual qiiaulia para 0 anuo linaneeiro coi rente ,
que nao se deve na lei vigente duplicar a cifra
por isso esta cni 13:40(1^000. Fez tambera a sup-
presso da verba para a procisso do l.'orpo de
Dos porque o Exill. hispo a faz a sua 1 lista ;
mas deixou incluir ncsla quantla a despeza da
fabrica e esinolla de Iana-ps: por conseguate,
passada a emenda do Sr. Taques,deve-se dimi-
nuir 1:160/000. Nada mais tenho a dizer ; este
respeito.
POM I A.
Illm. e Exm. Sr. Pelo delegado do 1. dis-
Irielo deste termo me foi participado, que pelas
10 horas da uoute do dia 5 do corrate, era a fre-
guezia do Poco daPaiiella, fora ferido gravemen-
te rom ihias lacadas o pardo Bernardo Amista-
do por OUtrO pardo de nome Jos Francisco de
barros, de cajos ferlmentos espirou logo depois.
Deo lagar a este acconteciuieuto ama questao.
principiada em S. //raz da mesilla frcgiiiv.ia, cu-
tre o dito .los Francisco de A'ai ros, Luiz Jos
Pereira, c EstevSo Jos, os quaes, pondo-seem
segiiiineiito do niesino //arios, o^laaltralro
bstanle, fazendo-lhe nao POUCOS l'eriinentos.
Foro presos, e couduzidos esta cid.ide os
mencionados iit, Estevo, e lanos o qual
espirou, logo que com seas dous coinpanbciros
foi recolldn cadeia, teado-se de tildo pro-
cedido nos termos das leis.
E pelo delegado do termo do //rejo, que fra
espancado, na portado Dr. promotor, o Portu-
gus Francisco Excqniel, por outro Portugus
Manoel de tal.
1/ o que por agora se me oilrece coinaiuni-
car a V. Exc. a quein Dos guarde.
Secretaria da polica de Pcruaiubuco 11 de
abril de 1844. illm. Fxm. Sr. bario da Woa-vis-
ta, presidente da provincia. 0, J. S. Santiago.
Cbefc inlirino de polCa.=
I is COII1 lampos urna pono
inesuias; a Henrj Foster &C
14 caixas com phosphoros
man.
Margare! Elizabeth briguc
Liverpool entrado 110 correnti
signiro de Me. Calmont C.
segulnte :
o irrrlcas com ferragens, 32 caixas, linhas de
algodo I caixa iniudezas 23lardos e 24 cai-
xas fazendas de algodo
f i 11 lio 2 caixas chales de
pos 1 embrnlo livros .
xes de ferro 14 feixes di
orge K i'li" Ortllj Se t>.
200 barricas com plvora, 8 caixas fazendas
de algodao ; a .Me. Calmont & C.
30 toneladas de carvo de pedia ; a 01-
dc ni.
10 fardse 10 caixas fazendasde algndo ; a
\\. E.Shlmith.
1:500 caixas de sabao; a .lobnston Pater
8c (..
IIIcaixas fazendas de algodo 2 ditas de la
e algodao ; aDcane V'oule tC
(iil gigos 90 meios ditos c 1 cesto loara ; a
Jame CabreteeSt <.
(i caixas fazendas de algodo ; a Jannison
i C.
2,"> barris com inauteiga; a Russell Mcllors
Se C.
1 embrulho livros ; a ('. Patchett.
500 barris cora plvora ; a N. O. Biebcr
Si C.
lo caixas fazendas de algodo ; o II. Ged-
SOIl.
Triumphante, briguc portuguez, viudo de Lis-
boa entrado no corrate mez, ;i consignaco
de Mendes S Oliveira manifeslou O Segllillte :
3 caixas chapeos, 2 caixas globos, 1 comiera
com cestinhos 3 latas ( iguora-se) ; a P.
Lain.
1 caixa garrafas de licores, ;"> barris py
raarfra; a A. II. Rodrigues.
1 embrulho npressos ; a Silva & Fragoso.
1 caixote impressos; a M. B. T. Marques.
(i barris sardinhas, 1 lata semen tes ; a Joa-
qiiiiu Lobato.
1 barr il presuntos ; a F. S. Babello.
12 caixas chapelinhosa pastora I dita com I
pedia para sepultura ; a Luiz Antonio Siqueira.
I caixa Impressos, 75 pipas, 81 nielas ditas,
e 150 barris viubo 80 barris carnes ensacadas ,
129 lages aos consignatarios.
.r> caixas com r.qi a T. d'.V. Fouscca.
80 pipas, e 50 barris vinho, 10 pipas vina-
gre 20 barris azeite d'oliveira 2 caixas cho-
cnl.'iie OI-ices: aocanitao.
Para Lisboa sabir.1 no dia 30 do corrate
u briguc portuguez 2'riumphante, eapitao Silve-
1 rio M iiio.1 dos Rcls: quein no mesmo quizer
1 carregar ou ir de passagem, dirlja-sc ao mesmo
eapitao, on a Menes 8c Oliveira, na ruado VI-
1 gario 11. 21.
Precisa-se de urna ama que tenha boin leiss
para criar nina cii.inra na ra das l.arangciras
defronte de ama reilua^o d'assucar, no sobra-
do onde mora o Sr. eapitao barros.
Para o Porto sahira com toda a brevidailc o
briguc portuguez Hario-felii, capitn Antonio
Luiz Comes, forrado e cncavilh.ido de cobre ,
c de regular marcha e com maior parte de sua
cirg 1 proaipt 1 : quera no un.sino quizer carre-
gar, 011 ii de passagem para oque ii ni [unios
coimnndos trate com o dito eapitao 011 com
Antonio Joaquiui de Sonsa Ribeiro, no sea es-
criptorio, na ra da Cadeia do Recifen. 18.
Para Lisboa s. em pomos das ( por ter a
maior parte do seu carregaiuento prouiplo } o
briguc escuna nacional eliberaco, de que
eapitao lo.io (ionralves Rocha ; e para o resto da
carga, e passagelros trata-sc com Manuel Joa-
qiiiiu Ramos c Silva, ou na ra da Cadeia do
Itecile 11. Id.
Para o Porto srgue viagem com umita bre-
vid ule, por ter proinpta a maior parle de sua
carga a escuna l'ortugueza Princesa eapitao Jo-
s' Mai ia l'ei iiandes c Silva : quem na mesilla
quizer carregar, dirija-se ao inesino eapitao,
OU ao sen consignatario Manoel .loaquim II.unos
e .-Uva. "f
Auyos diversos.
.1.
de
1 caixa calrado ; a I). L. E. Maia.
14 barricas sardinhas, 13 barrisca
carnes ensa-
cadas 1 lata ( iguora-se); a i'. d'Olivcira Mello.
I caixa impressos; a.los Alfonso Morena.
100 pipas vinho, 10 ditas vinagre; a Alexan-
dre Jos Julio Alvcs.
9 barris vinho; a r'. J. Augusto Ferreira.
4 barris bagas de /.inibio ; a J. L. Monteiro da
Franca.
50 barris vinho ; a J. M. R. Valcnca.
5 gamellas de cera ; a A. M. C. d'Olivcira.
8 ditas dita ; a J P. da < iinba.
2 barris carnes ensacadas 1 caixa mercurio ,
2 barris vinho 1 atlas de geographia 50 volu-
ines ( ignora-se) ; J. J. Fragozo.
1 capoelra ponios I caixa plantas 2 einbru-
lhos (Ignora-se); a A. T. M. GulmarSes.
1 caixa com I chapeo 1 embrulho (ignoras
sel; a.l. .1. R. Chaves.
2 volumes (ignora-se);
Mello.
3 barricas sardinhas
(iguora-se) ; a ordem.
9 volumes (ignora-se); a diversos.
a Jos de Oliveira
caixinhas de l'olba
Hnjf*rxr!Mi*Mvsmm*
.-iMEsCfiiJ,
A la 11 (lega.
Rendlinento do dia 12.........
escarregao haje 13.
Barca ^Elizabeth Hall s farinha.
Barca ingleza =Qsprag bacalho.
//rigiic-escuua -Laura chumbo,
briguc --Indiano salitre.
7:097/303
lovimenlo do Porto
Aai'ioj entrados no dia 12.
Leitb : iO dias briguc inglez Adventura de 250
toneladas,eapitao Alexandrc Pboiupooii, cqui-
pagem 12, carga varios gneros.
Parahiba ; 3 dias hiatc brasili iro S. Joo Bap-
tista eapitao Florlanno Jos Pereira, equi-
pageui 5 carga Icnba.
Ileclaracdes.
Companhia de Pebiribe.
Os Srs.accionistas da companhia do encana-
1111 nio sao convidados a entraran com urna no-
va pi estacao de 6 por ceuto no piaso de 30 dias,
LOTERIA DE KOSSA SI.M10RA DO
LIVRAMENTO.
Tcndo-sc annunciado o dia 12 do corrento
para o andamento das rodas desta lotera ; an-
da nao pode ter lagar em consequencia dos
bilhetes existentes. que nao possivel a r-
niandad"cmrcr o risco se clles pela sua quau-
tia cvcedereni aos lucros; c breve se marcar o
da inlllivcl.
=a Aluga-se uma casa terrea com os commodos
seguintes, 2 salas 3 quartos cosinha fra, quintal
e cacimba, sendo na Rua-bella, a fallar na ra
do 1 ollegio no 3. andar da casa 11. 15.
Fui laro de nina loja una caixa de tartaru-
ga, com ama chapa de 01110, com a* Orinas P.
t. 6. P. a quera for oft'erecida pode tomar, e le-
var na ra das Aguas-verdes 11. 22 que ser gia-
lilicado.
I na aiorasolteira se propoe a ensillar
meninas a ler, escrever e contar e fazer
toda a ipialidadc de costura com toda a perfe-
co e por prero coinuindo : quem de sen presti-
dlo se quizer utilisar dirija-se a rua do Livra-
inenloeasa 11. '27. Na nicsina precisa-se alugar
uma preta para o servico de casa e paga-sc32(l
rs. por dia.
No dia terco-felra 10 do correte [idas 4 lio-
ras da tarde, a porta do .vr. Dr. juiz do civel da
primeira vara, se ha de arrematar, por srr a ulti-
ma piara, mu sitio no lugar do l'ariiaineirini,
peuhoiado a Jos ZZcrnardiiio Leal c sua mu-
llid-.
=^ Alfonso Si Martin retira-se para Franca,
c=Queiu liver direito sobre a casa terrea n 4,
sita na rua do .Nogueira do bairro de Santo An-
tonio do Recifc, pcrlcnecnte a .Manoel de //arios
do Nasclraento, baja, da publicaco deste a
di.is, de se oppr por esta foiia, ou se entender
com o //urgos Poncc de Leo, para que depois
de frito o negocio nao se achc em ignorancia.
Da-se IIHIjOOO rs. a premio sobre penbores
de ouro na travessa do Veras, casa terrea encos-
tada ao sobrado do Travaro.
OHerccc-se um rapaz portuguez de idade
de 13 a 14 anuos para loja de nieudczas, ou la-
tendas, oqualj tmalguma pratica; equein do
sea presliino se quizer uliliz.11 auiiuncie por es-
te Diario.
Dezeja-se fallar com o Sr. Antonio Augusto de
Sonsa Pinto, na rua do Quetmado 11. 25, ou quei-
ra auuuBciar sua residencia parase procurar.
= .Manoel Francisco < oclho pretende abrir
aula de grammatica latina, e portuguesa 110 dia
15 do corrente, o exercicio da qual lera lugar
das tres as seis horass da tarde rm o bairro de
Santo Antonio Iravessa das (uzes priuieiro an-
dar n. 14. Entretaiido quem se quizer utilizar
de sen [iresiiuio dirija-se a rua do Mondego 11.
54, 011 a Rua-nova, botica do Sr. Pinto.
llercce-se um Portuguez casado com pou-
ca familia para eaixciro de engenuo que sabe
sullrivchncnte escrevci- e contal' quem o preten-
der annuncle por esta folha.
Joba George l'oingdcstre, retira-se para
Inglaterra.
A viuva de Luiz Eloy Durao fasscienteao
respeitavel publico, que ,tendo seu cunhadu Jo-
s Epiphanio uro, como uiembro da extracta
adnnistiaro da casa, entrado na posse dos
bens do casal, e recebido documentos, se tem
recusado a euiregai-os e est na posse de bens,
e somente sob sua rcsponsabilidade cntregou
a t.actano Pereira Goncalvcs da Cunha t escla-
vos do cazal; e como todos os bens do dito cazal
estejao destinados para pagamento dos credo-
res na forma do convento ltimamente homo-
logado ; e falte a qualquer dos suprainenciona-
dosdircitos para administrar, uso-fruir, edis-
por dos bens do cazal, ninguem fa9a negocio
algum sobre os referidos bens do cazal, ainda
mesmo mostrando dito Durao procuraco uii-
nha, pois que esto sem ell'eito e cassados os
poderes conferidos.


,mjj'
M
r.wn^v
O Untnreiro que moro na Rna-direita,
mudou-sp para a na da Camboa do Carino n. 27,
onde i'"' "i" celbalo por cima da porta, c son-
de est prompto tingir com perfelco todas
as qualidadcs de Rucadas e de todas as corea.
qualidadcs e tambero se venden e botao-se
vidros de todos os tamanbos, em tidracas ou
em oulra qualquer obra ludo por preco mais
commodo do queem outra qualquur paite.
Aluga-se a lija sita na travessada ra das
Offeroce-separa criado mu pardinbo for-
bastante esperto o qual se presta todo e Cruzes n. 4, assitn como tambero se vende a ar-
qualquerservico, propriod'uin creado: quem
o pretender dirija-se toja do sobrado n. 15 na
ra da Cadeia de Santo Antonio do Recife.
Precisa-sede um olbcial para trabalbar em
lialis: aquee que se achar as circninatan-
i i is dirija-se ao Fortc-do-Jdallos piensa de
algodo, (io Brito.
Aluga-se o 2." c .'5." andar da casa da ra da
Praia com omito bons com modos para urna
grande familia por ter cada andar oitoquartos,
anas salas c cozinba ao lado; por preco multo
coinniodo, quero <> pretender dlrij i-sc a ra da
Cadela-velha loja n. 80.
lluga*o-se duas casas terreas novas, com
duassalas, cinco quartos, cosinhafra, quintal
c cacimba, na ra do Seve por detras da ru id i
Aurora ; duas ditas na ra da Solidadc n. '??
por 7 en. 29 por 13/ a tratar com Francisco
Antonio de Olivcira, ou cora O sen caixeiro M a-
noel Joaquim da Silva, na ra da Aurora u. "2(>.
o Sr. Joaquim Jos d" l'inho. que morn
nos adosados; e boje mora em Nossa Senborada
('doria, queira vir a ra do (abugri loja de ineu-
dezas unto do Sr. Itandeira que milito se llie de-
7i ja fallar.
O capltao /oto da barca sarda Napoleopre-
/.a de tres a quatro contos de ris arisco mar-
timo sobre carga cseo > f retes da dita barca.
pelas desperas Tcitas neste porto, para reparar
as avarias que tem sollrido a dita b irea : a pes-
soa. ou pessois. que se julgarem habilitadas a
entrar neste negocio, pdem eutender-se com o
dito eapil io, ou li'vareni suas proposlas no vicc-
consulado deSardeha na ra da Crus a. 55.
D-se dinheiro a premio sobre penhores de
orno, c prata ou Uiesmo sobre boas tirinas, ou
liipotbeca na ruaestreitadoRosariosegundo an-
dar a. 3n da casa onde mora o Sr. i)r. tt.iplista.
Oflerece-se para caixeiro de ra, arlua-
xem, ouloja, um moco arasileiro, com todas
as habilidades necessarias : quem do sen presti-
jiio se qiilxer utilisar annuncie sua morada pa-
ra ser procurado.
\<> PUBLICO.
Ae|i;o-se a venda no cstabelecimento da
ra da Cruz do Recife n, .'5S, da fabrica do rap
princesa de Gasse, do Rio-de-janeiro, chegado
ltimamente, pelo vapor Paraonte, niadas pre-
paracSes neste genero pelo inesmo fabrican teJ
o ineibor que se pode fazer no Brasil; o sen titu-
lo e princesa ineio grosso. O fabricante adver-
te ao respeitavcl publico, e particularmente aos
mus fregueses, que os botes de rap de sua fa-
brica continan a levar o sello de seu deposito
geral insta provincia, como legitimo enventor,
do rap com titulo de princeza, feito no brasil,
taiito^p Rio-de-janeiro, Baha, como em depo-
sito oj^l'criiainbiico, e nas suas provincias do
norte.
Aluga-se um sitio em S. Amaro, duas
casas de pedra e cal a primeira bastante gran-
de, com duas salas, 5 quartos, cosinha, estriba-
ra. quarto de (orno, curra! para gado, e tem
um grande sollo com quartos e sala ; a segun-
da tambem tem rominodos suflicienlcs cacim-
ba de agua de beber ; o sitio bastante grande,
com 5 viveiros de peixe, pasto para 8 vaccas ,
mudas (ruteiras de todas as qualidadcs, bas-
tantes psdocoqueiros, ebaila para plantacdes;
quem o pretender, dirija-se ao Altcrro-da-Boa-
vista n. 3.
Aluga-se o segundo andar e sotao ci m
inuitoscommodos para familia, do sobrado do
Atlcrro-da-Bua-vista n. 3; a tratar no inesmo
sobrado.
Uenrique Jos Vicira da Silva embarca
macan da misma propria para qualquer esta-
belecimento principalmente para venda, ou
botequio ; a tratar na mesma.
O bacbarol Pedro Rezerra Pereira de Arau-
jn Heltro julga-se habilitado para advogar no
crime e presta-se nao s dentro como para
lora da cidado oomesmod licoes de latim
aos que se quiz&em aperfeicoar em Tito Livio ,
c Horacio : na rna do Rangel n. 36 segundo
andar.
Prccisa-sc de ufh homem para andar com
urna carroca na ra trabalhando ; na Praga-da-
iioa-vista n. 10.
l-so 300^ rs. a juros a dous por cento
ao mez sobre penhores de ouro, ou prata; na
ra do Livramento n. 38
o padre Serelm Xavier deSouza subti-
do portuguei, retira-se para fra do imperio.
JoTeixora Basto, subdito portuguez ,
vai a/er uro viagem fra do imperio.
Inda estar por alugar o segundo andar da
casa n. 40 da ra da Cadeia do Becile os pre-
lendentes dirijao-so a loja de chapeos da
mesma casa.
Precisa-sede 500^ rs. a premio com hy-
potheca em um sitio ; quem quizer dar annun-
cie.
OlTerece-so duas canoas do areia diaria-
mente a quem precisar para obras por m-
dico preco ;- na ra estreita do Rozario n 10 ,
tereeiroandar, ou na botica do Sr. Paranhos em
dita casa.
Precisa-sealugar um moleque ou negra
de 12 annos que, agradando a sua conducta,
tambero se compra ; na ra da Cadeia do Re-
cife loja de chapeos n. 46.
A pessoa que qui/.er alugar dous quar-
tos dirija-se a ra deS. Theresa n 16.
Precisa-se de um caixeiro para urna ven-
da que tenha pratica de negocio ; no Porto-
das-canas n. 7.
Compras
"jCompro-se effecti va mente toda a quali-
dade de ocos ; tiesta Typographia e na cidade
Nova, sitio do Sr. Gomes do Correio a raso
de 160 rs. por arroba.
Compro-se 2000 ps de limao, de um
palmo para cima e cero ps de larangeiras ;
na ra da Cadeia do Recife loja de chapeos
n. 46.
Compra-se um preto bom ofhVial de pe-
dreiro que tenha boa conducta ; na ra es-
treita do Rozario n. 10. tereeiro andar.
Compra-se uro muleque com principios
de cosinheiro ; na ruada Cruz venda n. 26.
Compra-se urna canoa aberta de carga do
600 a 800 lijlos que seja velha e sirva s-
mente para concluir um atierro; atraz do thea-
tro armasem de taboado de pinho.
Compro-se amostras de lavarinto de bom
gosto ; no pateo do Carino sobrado n. 13.
Compra-se um braco de balanca, grande,
rom conchas eseus pertences; na ra da Ca-
deia do Recife loja n. 20.
Compra-se urna negra que saiba cosi-
nhar eengoiiimar que nao seja mallo idosa, e
para o Rio-de-janeiro a sua escruva de lime que nao tenha vicios, paga-se bem ; na ra
da Cadeia do Recile loja n. 20.
Rutina.
Troca-se unta imagem de N. S. da Con-
ceico, toda de pedra ; atraz da matriz da Boa-
vista sobrado n. II.
D-se dinheiro a premio *obre penhores
de ouro ; na ra das Cruzes n. 42
Permula-se urna casa terrea na ra do
Arai/o por oulra que seja nas seguintes ras :
pateo do Carino S. Pedro, Hospital, eAguas-
verdes ; quem pretender annuncie.
Mmto imprtanle aos doenles a medicina po-
pular umericima.
= Acaba de chegar urna grande quantida-
de destus pilulas ( remedio com posto inteira-
mente de vegetaes ) con Decidas na America e
na Europa desde o anno de 1790 e das quaes
se tem vendido ja no Brasil ( sonde condeci-
do apenas 3 anuos.) mais de quurcnta mil cai-
xinhas, em que teem provado sua superiorida-
dc de todos os remedios ero numerosas curas
nas molestias do ligado lebres rheumatis-
mo lomlirigas [ particularmente a solitaria )
thisica ulceras, inilamuiacoes nos oliios es-
crfulas e risipcllas &c.
Roga-se aos padecenles para provarem este
infalivel remedio, \ende-se com sen com-
petente receituario em casa do seu nico agente
Joao lellcr ra da Cruz n. 11 e para maior
cororooJidade dos compradores na rua da Ca-
deia ero casa de Joao Cardozo Ayres, Rua-nova
Guerra Silva i C, Alterro-da-rioa-vista Salles
& Chaves.
D-se 300^ rs. a premio de dous por cento
ao mez sobre penhores de ouro prata ous
firmas que agraden) ; na rua da Madre de
JJeos n. 28
Domingos Jos Soares avisa a todos os
scusfregoezes, que mtidou a sua loja de tinta
para a rua dasCruzes, sobrado novo junto a
Compra-se um quartao novoe possante ,
paga-se bem; nasCinco-pontas n. 62.
Compro-se efTectivamente para fra da
provincia escravosde ambos os sexos de 12 a
"0 anuos agradando pagan-se bem ; na ni
da Cadeia de S. Antonio, sobrado de urna an-
dar de varandadepo n. 20.
Compra-se una escrava moca que en-
gomme, e cosinha mu ito bem, sem deleito phy-
sico, ou moral, paga-se bem, e sendo por
preco coniniodo ; comprase tambem urna es-
crava de meia idade que lave e entenda de
cosinha. devendo dar a experimentar; na rua
do Hangel n. 36, segundo andar.
Na Rua-nova de S. Amaro sobrado no-
vo do Mosquita compro-se 4 moleques de
boas figuras e duas negrinhas at 16 annos ,
tanto uns como outros, uro feneiro e uro pe-
dreiro.
Comprao-se effectivaincnlo para fra da
provincia mulatas, negras, e moleques de 12 a
20 anuos ; na Rua-nova, loja de lerragensn. 16
Compro-se dous sellins inglezes, j usa-
dos ; na rua do Queimado n. 29.
Vendas
Vende-se urna casa meia-agua na rua
do Calabouco-velho por preco commodo; n
rua de Hortas n. 110.
Vendc-se urna duzia de cadeiras de an-
gico novas, bem felas. e envernisadas por
preco commodo; na rua de Agnas-verdes n. 38.
Vende-se urna porco de caixas de cha-
rutos furados assim como ditas vasias por
preco commodo ; na rua do Livramento n. 35.
Vende-se urna commoda de angico em
muito bom estado p;ir preco commodo, por-
que o dono relira-se para lora do imperio: nu
padaria do Sr. Faria, aonde continua a tai um rua do Livramento venda n. 24.
grande sortimento de tintas o oleo de todas as j Vende-se urna porco de bucho de pescada
proprioparamarcineiro ou pintor, por jun-
to, ou a retalho por preco commodo; na rua
doLivrameuto, venda n. 24.
__ Vende-se urna negra moca de bonita fi-
gura cose, cosinha, e engomroa; um mulati-
nhode4annos; na rua doQueimado n. 29.
Vende-se urna proprio.Iade do Ierras com
proporeespara um bom engenho de agua, cu-
jo assude se far com a maior suavid ide de
ptima produccao, tanto para cana, como para
caf e outra qualquer planta muita matta
coro boas roadeiras, na freguezia da Muribeca,
distante da praca 4 leguas; a tratar na mesma
reguezia com o proprietariodo engenho Pinan-
duba.
__Vende-se um relogio de sala novo, re-
gula mui bem por preco commodo ; e tam-
bem d-se 100#rs. a juros sobre penhores de
ouro ou prata ; na rua do Qucimado n. 14.
__ Vende-se, ou aluga-se urna casa sita na
Casa forte, na esquina que volla para o Poco,
rectificada de novo com 3 salas 4 quartos ,
cosinha fra estribara pOco, e quintal mu-
rado ; na rua da Cruz n. 8.
Vende-se urna escrava de naco, boa co-
zinheira e ptima lavadei/a moca o de boni-
ta figura ; ua rua da Cadeia do S. Antonio n.
22, primeiro andar.
Vendem-se 15 libras de pennas de ema ;
na rua da Cruz n. 4.
Vende-se ou troea-se por um moleque
urna negra crioula de 25 a 30 annos ; na rua
do Crespo n. 12
Em casa de Augusto Corbett, rua da Ca-
deia do Recile n. 46 ha sempre para vender
um grande sortimento de vinhos engarrafados,
Madeira, Xeriz P^rto, agu'ardento de Franca,
e shiub das melhnres qualidadcs que teem
vindo tapioca e araruta em barricas de 5 a 6
arrobas, tudo por preco commodo.
Vendem-se dous pares de brincos remon-
tados com seus diamantes, de ouro de lei, e
um annelo tambero de ouro de loi; na Cam-
boa-do-Carmo n. 16.
Vende-se para as lojas, oupara o matto,
a dinheiro ou a praso com firmas a contento,
toda a qualidade do chapeos ; na ruada Cruz,
armasem e fabrica de chapeos n. 63.
Vendem-se 30 toneladas de carvao de pe-
dra ; na rua da Cru n. 2, casa de Georg Ken-
worthy & Coropanhia.
Vende-se azeit: de coco a 2400 rs. a ca-
ada e a garrafa a 360 rs., dito doce a 3400
rs. e a garrafa a 480 rs. presuntos proprios
para fiambre, e para panella paios, lingui-
cas sag a 320 rs., sevadinba de Franca a
280 rs. araruta a 280 rs. farinha do Mara-
nho a 120 rs., cha saperior a 22l0e 2560 rs. ,
rap Meuron a 1000 rs. dito dcG'isse a 1000
rs. doce de goiaba, caixinhas coro duas libras
de cha perola e hisson sal de Lisboa a 1600
rs. pela medida velha e todos os mais g-
neros de venda ; na Rua-nova n. 65 ao p da
ponte.
Contina-se a vender cal moido a 200
rs. dito em grao a 140 rs. sevada nova a
80 rs. velas de carnauba de 7 em libra a 400
rs. esper.naceto fino de 5 e 6 em libra a 880
rs. cha hisson a 2400 rs. rap Meuron e
Gasse a 1000 rs chocolate a 320 rs. mantei-
ga ingleza a 6i0 rs. dita franceza a 480 rs. ,
queijos novos, quo se fica pela qualidade a
1200 rs. ; no pateo do Carino esquina da rua
de Hortas n. 2.
Contina-se a vender o magnifico finito
do Porto de 23 annos, em caiiotes de duas du-
zias de garralas, em casa de Domingos Jos Viei-
ra na Praca-do-comroercio n. 6.
Vende-se um casal do rollas de Hambur-
go, mestices, queestonos ovos; na rua de
Aguas -verdes n. 36.
Vendem-se duas pretas. urna de 14 an-
nos, e a outra de 24 com algumas habilida-
des, e de boas figuras; nm pardo de 24 an-
nos ptimo para pgem e de bonita figura ;
na Rua-velha n. 111.
Vende-se arroz pilado branco de boa qua-
lidade a nove mil rs. o alqueire e tambem
a retalho ; na rua da Praia n. 36.
Vende-se tima cantara completa para urna
casa de 3 portas duas sacadas para trapeira ;
nas Cinco-pontas n. 144, defronte da lorca.
Vendem-se dous moleques de 18 annos,
do bonitas figuras proprios para todo o s.rvi-
Co; urna preta de naco Angola de 18 annos ,
bonita figura cosinha, lava, e ptima para
todo o servico de urna casa ; na rua das Cruzes
n. 41, segundo andar.
Vende-se urna cama de angico usada, e
compostade novo por!6#rs. ; na rua estiei-
ta do Hozarlo n. 32.
Vendem-se douscarneiros mochos, capa-
dos grandes, mancos, e gordos; na Rua-ve-
lha n. 26.
Vende-se por preco commodo um carro
de 4rodas, em bom uso, maneiro e de ex-
celentes molas ; no Atterro-da-Boa-vista na
cocheira de mr. Emygdio.
Vende-se unta escrava de Angola de 18
annos bonita figura sabe engommar, coser,
e cosinha alguma cousa ; em Fra-de-portas
n. 67
Vende-e por junto, ou a retalho um ter-
reno na rua da Praia desla cidade, com 101
palmos, alicerce na frente, e 201) palmos de
fundo, e caes ; na rua do Queimado n. 37, pri-
meiro andar.
Vende-se a serrara do abaixo assignado
com todos os pertences bous cornmodos. ma-
deiras serradas, e por serrar, sita na rua da
Praia pordelraz da ribpira n. 15. ea casa ondo
ella est colocada, travejada, ladrilhada. e com
um telheiro no fundo onde tem um grande ter-
reno no fundo e bom porto de embarque.
zntonio I Has da Silva Cordial.
__ Vende-se um cordodeouro e um par
de brincos tudo de bom ouro, por preco com-
modo ; na rua da Gloria n. 33.
__ Vendem-se chapeos de mussa dos melho-
res que'teem apparecido ditos mais ordina-
rios ditos de palhfnha pre tos obra neos ditos
para senhora e meninas o urna grande porco
de trastes tudo por menos do quo em outra
qualquer parto ; na rua da Cruz armasem e
fabrica de chapeos n. 63.
Vende-se urna loja de asendas com os
-lundos de 4:000# e tantos ou sem elles a di-
nheiro ou a praso com firmas a contento ; e
una mulata ; na rua do Queimado n. 28, se-
gundo andar.
Vende-se urna corrente coro 34 oitavas e 3
quartos urna corrente e correntinha para re-
logio. annunciante az seiente as pessoas, que
teem penhores vencidos queiro no praso de 3
dias ir liral-os ou reformarem ao contrario
sero os ditos penhores vendidos sem comtern-
placo algumu ; na rua das Trincheiras n. 18.
Vende-se urna espingarda de dous canos,
muito boa de caca e de muito alcance o que
seaili-inca, por preco muito commodo ; na rua
da Conceico da Boa-vista n. 17.
Vende-se una negra crioula de 20 a 22
annos coso toda a qualidade de costura, bor-
da muito bem faz lavaiinto, marca de retroz,
cosinha muito bem engomma perfeitamente,.
ensaboa muito bem c muilo diligente para
todo o servico do urna casa ; na rua da Gloria
n. 62.
Continuo se a vender caixas de tornos e
sem elles para lojas francesas por preco com-
modo assim como caixinhas para tuuca a 800
rs. a duiia e tambem concerta-se toda a qua-
lidade de chapeos tanto chinezes, como qual-
quer obra pertencente a ollicio de chapeleiro ;
na rua daConceicao da lioa-vi-ta n. 17.
Escravos fgidos.
No din 8 do corrente mez fugio um pardo
de nome Joo de 25 annos, altura regular,
rosto comprido coro muitas marcas de bechi-
gas olhos grandes, cabellos pretos, bocea re-
gular poma barba, tem no dedo grande do p
esquerdo urna cicatriz por tel-o cortado ao meio.
bem como no dedo grande da mo dircita urna
pequea ferida ao p da unba levou chapeo
deseda na cabeca lenco encarnado dentro do
inesmo chapeo camisa de madapoln calcas
de brim branco e um tanto cambado das
pernas para aos lados ; quem o pegar, leve a
rasa de Antonio Rodrigues Lima no largo do
Corpo-Santo que ser gratificado.
D-se 50^ rs. de gralificaca a quem ap-
p.cheuder a negra Jacinta de naco Bebollo,
de 38 annos, um pouco magra rosto ocudo ,
bocea acangulada com o p e mo esquerda
cuchados; fugio nodia 24- de seleinbro, andan-
do vendendo bolinhos e ovos ; roga-se as au-
toridades policiaes e capites de campo de a
ppgarero, e a cunduzireni a rua do Sebo,tusa de
Alberto Lavenere.
No dia 22 do mez prximo passado au-
sentou-se da cidade de Goianna urna escrava
crioula, ile nome Mara Bita de 22 annos, es-
tatura bastante alia, secca docorpo, cabellos ca-
I rapinhos, peitos pequeos quasi em pe, rosto
descarnado denles limados cun tanto den-
jtuca, ollios um tanto esbugaibados, ps ro-
chados de calor de ligad; a qual consta que no
da 4 do crrente abril fra pr icurar nesta ira-
ca ao Sr. Nicolao Bodrigues de Cunha para a
comprar e u certosa que existo acoutaua in-s-
ta praca ; roga-se a todas as autoridades po-
liciaes ecapitesde campo hajo de appre-
hendel-a e levar a rua do \ igario n. 5 onde se
Ihes pagar qualquer despeza que coro ella
se tenho feito
No dia 19 do passado fugio um escravo
pertencente ao Sr. Vicente Thou.ai dos Santos ,
de nome Sabino de DacSo Mozambique cor
fula cabeca chata, bcics grossos rosto bo-
chechudo com duus pequeas enrugas dos la-
dos da bocea pernas grossas estatura regu-
lar, representa ser muito serio o qual eslava
alugado ao Sr. Angelo Martins do Siqueira de
onde fugio foi visto no dia 5 do corrente na
Praca-da-Boa-vista ganhando e querendo-se
pegar fugio para o Recife ; quem o pegar, leve
a Roa-Imperial n. 67, que ser gratificado.
Fugio no da 27 do p. p. um escravo de
nome Francisco, de naci Cassango, balso, cor
fula, te ni urna belida no olho direilo, cabeca
pequea cujo cuino puntudo c corade do
carregar peso as juntas dos ps grossas e es-
taloquaudo ando ; levou camisa de algodo
nova e calcas de ganga azul ; qu -m o pegar ,
leve a rua de S. Bentu em Chinda n. 37.
No dia 6 do corrente pelas 4 horas da tar-
de lugiro da casa do abaixo assignado d >us
pardos, que tiuhochegado prximamente da
villa de l'esqueira um de nome Luiz e ou-
tro Faustino, ambos de boa estatua, cheios
do coi po, levaro camisa u ceroulas de algodo;
roga-se a todas as autoridades policiaes, e quem
delles tiver noticias dingii-se a Rua-nova n.
65, ou no Forle-do-Maltos pree" de Joaquim
Jas Ferreira que sei generosamente rec im-
pensado. Jos Thfodoro de Sena.
Uncir Mivp. db M. I. db Faiua1844
.