Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08716

Full Text
Anuo de 1844.
Sexta Feira 12
.rtiJIlMH*!"....... ,!.. i.--------------------------------------
0 Diario |>ublc-e t.dos os das que 1..10 furem sannlieadcs : o piejo da ..asignatura
i. ,1; tres mil t* i.or qunrlel pagos a.liantailos Os annunciosdos ssijrntnic sao inseridos
'ti,', e os os que nao forem rato de SO res |ior linha As reclama..Vs devem ser diri-
S Jas a esta Typ t fa das Cruies n. 34 ou i praga i'a Independencia loja de litros O 6 e 8
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
GOUMM, e Taralivba, secundase sextaa feiras Kio Grande do Norte. chc; a S c2i e par
te i lOe 21 ".abo, Srrinhaein Rio Formoso, Macev, Torio Calvo, e Alagoas: no i.
A\ e '.'l.lecads mes Garanhuns e bonito a *0e 94 de can MI coa-vista e Flor
esa l3e '28 ".t0. Cidade d Victoria, quimas feiras. Olinda ludas os das.
DAS DA SEM AIS A.
8 Seg # s fc-Mn And. do J. de I). da '.'. r.
jO Quaili a Etequial Aud. do J. de 1) da 3.t.
\ Quinta s.l.e.io. Aud do J del) da 2. t
' Seta |. Vctor Aud do J delt.da'J. t.
43 Sab. s Hermenegildo el. aud do J. de 1). dad. r.
>! 1 Dora de Tscela ss. Tiburro e \ -Imano. ________________________ _m
, >_&a _, .c_.:-_ag-r-PF-f ran lUiiwnw, ____CTiS-g~^*-B^g*
de Abril
Anno XX. M. 86
cultas.
>_ .3ac-a-t-a.r-T ludo agora delude de nos memos; di nosst pradtaeU, oto-alo' Bptj
linueinoi cuino priaoipianoa e serniai pintados com dlMS* en re s
I',,,.!,,,,,;,, di '-.embica Ger.l do Br.ol.)
C.M1I0I HH.H MAMIL. J ,-5M
OurB-.M.,d.de6.10oV 17.ZU ^
I '", de 4,0(1. 9.0M
Tr.ta-Va.ac,>, j.*>
Tesos c.luramnaref 1'J/'
Ditos mexicano 1,960
I Cambios sobre I.oni'res '2o.
11 Taris 70 rail por franco
ii Lisboa Hl pOI 100 de premio
Moedade cobre 5 por cenia 8 nn lia.
dem de letras e boas firaias I a \\\
9.400
.WM)
f.^O
!,980
PHASES DA LA KO VEZ DE ABRIL.
__r_tH__sa-n~a__.
I.ua cheiaa.'ias'ih.iras e 3(i rain da manla. ll.uanena a 17 as 2 boras ell min. da larde;
Minguante a i) as 7 lloras e lluiiu ia larda. ICiescente a as 5 b. e 45 m. da manli.ia.
Preamar de hoje.
Primeira as 0 horas e 20 aria, da manlua | Segunda asi) iioras e &4 minutos da tarda
.___...- ..._i__.^BKi-;__f_.
DIARIO
t' m uifiii iii wihitp
CARTA, QUE A SUA MAGESTADE 0 IMPERA-
DOR DIRIGE M PERWAMBUCANO.
Senbob i
Se os poucos individuos, que coinpdein o par-
tido da oppoBico pernambucana aproveitan-
do-se to direlto, c vantageiu, que Ibes da a im-
nrensa llvre podrdo a-cr circular e talvez
chegar presenca deV.M.L.o longo cathalogo de
supostos crimea que pesSo sobre o barao da
Boa-vista, que, por 11011163580. e consenso de \.
M. I. teui em pocas ditterentes presidido pro-
vincia nos, c alguna meses : se esses individuos, pata
obterein o fim a drao expr aos oluos de V.M. I. um verdadeiro
libello lamoso nao corro com a ideia do des-
figuraren! a verdade d'uma maneira iao estra-
nha nem inesnio recuarSo diante do desres-
ni-ito, com que, dVnvolta com os convicios lau-
cados sobre um delegado do governo mistura-
ra linearas, que a \. M. I.;!parcee, que me se-
r permitido, como Braseiro, coinoPernam-
bucauo aproveitar essa mesina imprensa e
l'a/.et- chegar ao Augusto Thronode \. M. I. os
ineus humildes peusamentos, nao eivados do fre-
nes! dos partidos, nao gangrenados pela torpeza,
que resulta das paixes Pili delirio e dos inle-
resses olleudidos ; mas dielados pela conseien-
cia e conliecimeiito dos lacios pelo amor e
respeito i verdade.
Senlior Os Poriiainbiicanos conliao extrema-
mente n'alta sabedoria, e prudencia de V. M. I.
para se persuadireiu que faca pozo ent sen
magnnimo caracSo um tropel de calumnias ,
que os rebaixa ao nivel do povo mais escravo do
universo; porque outra cousa nao pode Signi-
ficar a paciencia servil com (pie os pretendi-
dos livres, que \ M. I. se dirig rao afBruiao,
que os habitantes d'esta provincia, senipre de-
cantada pelo sen amor a liberd.ide, sollrem os
sunnostosdesvarios de seu administrador.Osami-
t-os do ibrono nao se pdein persuadir de que
a to Ilustrada rasao de V. M. I. dtacqulesci-
inenlo a um araii'.cl, que allll do despiezo, que
merece pela sua simples ennunciafo apr-
senla o governo de V. M. I. como emperrado ,
cacintso, e envenena cora o corrupto sueco
do odio as suas inaispaternaes intencoes. E-que
outra cousa quer dizer um governo de que \ .
M. I. cliel'e lite, eoulii'ciiiilo todos os males,
que a admiuislrarao do baro la boa-vista tem
feito pozar sobre Pernaubuco,lhe temeontinua-
do a siiacoulianca por lanos anuos sein curar
de por um dique' esses males, substituindo-o
por outro administrador indis apio mats bem in-
tencionado, ou mai* feliz, conformediiein os lares.
Este so pensainento, Senlior. alni de figurara
maioria da provincia dePernambuco mcrgu-
Ihada na escravido da Siberia denuncia urna
de duas cousas: ou que V. M. I. nao procura co-
nheceros malos q_eaffligein os seus neis sub-
ditos nao importantlo-se por esta forma de sua
felicidade; ou que, tendo d'elles inicuo conhe-
ciinenlo de proposito doixa de provel-os de rc-
iiiodio.deloitando-s.' com os padociincntos d'uiii
novo, que rospeita. que prosa e tpie constan-
r .... ......rifica ?la monarchia Esaoes-
tes os poiisameuios dos que se ostentao amantes
da ordera respeitadores das leis e adhesos a
Augusta Pessoa de V. M.? FelUmente para o tri-
uinpbo da raso os vitaos das almas corruptos
nao so podem oicnliar do maneira que Ca-
rao Ignorar o hnmundo escondrijo em que se
acuuto
PERNAMB


1

criinos da certeza de mpunidade e nascendo a memoria dos que nao e:
esta da ine.seouco das lea criminaos, fcilmoii- I
te seeonlieee, que a Ionio desse nial deriva dos
agentes do poder quera est confiada inmedi-
atamente a execucao d'aquellas bis porque
ueste exercicio elle gosa de urna independencia
sem limites o so a auloridade de um presidonle
nenhuma interferencia pode ter nos actos do
poderjudiciario, embora este inyerta era seus
julgamentos a expres*ao das leis, em que rasao
se liiino esses edadoi livre$ pata, cora tanto
descaro, aaseverarem a V. M. I., que o barao da
Boa-vista a causa da luipunidadc que^relna
era Pernaubuco 7 < orno, por urna inyersao es-
pantosa na ordera dos poderes-, chegrao esses
individuos a demonstrar que um e reaponsa-
vel pelas faltas dos outros? >ao vepoisV. M.
I., que smeiite a cegueira do odio pedo assim
i n ver ter todas as cousas? Mas, Senlior, so esses
lionieus, para crearem crimes ao adrafnistrador
zelso de Pernaubuco esipioeem lodas as con-
sideraies mi temi'ni ultrapassar as ralas do
licito, o do honesto, inverlem os principios mais
coincsinlios ; nao supponba \ 1M. I. que um
tal labyrinto parlo somonte da ignorancia :
nao a bazo de ludo isto a ni f o a necessi-
dade: ni t, porque elles exprimeni o contrario
doque pensao; e necessidade.porque nao pode
......
. \.-_i,rsi'.n?gn~~i
to tiue nensao; c neoessiuauc, pui.p- i-.......... ..... ,.--- ,..-
rio obrar d*0tra maneira, n.esn.o .piando qut- rastados de contradlc9ao n .1 _. .. ,
........_ .. ...........;,.i,.,.,,lnir,iiii em er. ve/os assevci ao me o barao (la Ko.i-\ tsl
Infelizmente, Senhor, excopcao dos lacios ,
que o dospoilo altern 011 que o odio do um
punhado de individuos maginou.um nao dimi-
nuto numero de malos afflige a provincia de 1 er-
nanibueo; mas, em verdade nao o a adininistra-
t ao do baro da boa-vista que lies devem ser
attribuidos, cqmopretendem os taetcido-lot-
rres : estes messsignalo urna sementante cau-
sa, porque o nteresse de partido a sto os obri-
ca ; porcm os lacios l'arao conhecer a\. M. I.,
que outra a Ionio d'onde nasconi ossas calami-
dades. Ninguem ignora, que a mpunidade o a
alavanca mais poderosa, eo meiomaisnlalitve
de minar o destruir a ordom, o mesino a exis-
tencia da sociedad.' civil : esse cancro va i lenta-
mente roendo o poder das leis e plantando a
iiniuoralidade a um tal ponto, que a final direi-
los.e obliga.oes sao palavras, que nada expi 1-
iieni e por conseguinle a auloridade publica
vein a ser syuoui 1110 de nada. Para obstar a Un
mal to funesto, c indispcnsavel que os podo-
ros do estado se accordom e se deeni as untos
afim de que a aeco de un nao soja destruida
ou invalidad a pela ao.o ou inercia do outro ;
c preciso, que as 1 amilicaccs dosses poderes ,
ou aillos os depositarios das dill'erei.t. s atlnbui-
coes, sacrificando ao bem geral considerarles
1 iscidas de rcs.nliinonlos e intoresse particu-
lar nao se ostenleni acintosos em pura peda
daordem oda propria sociedade ; nas nfelis-
moi.ie essabarmonia acl.a-seniuiio enfraquecida
era Pernambuco, aonde um pugillo de descon-
tentes busca, sobo titulo de oppos.cao, promo-
ver a desorden!, o por esse horrivel meto obler o
poder, do .pul o prudente governode V.M. Lo-
tera constantemente arrodado. ,.,..,, ,
Proviudo de ordinario a muluplicidadc dos
tessem; urna voz que,carainhandod erro em e
ro, esto chegados ao poni fatal, era que < in-
dispensavel, que errenii e busquem fa/eresse
mesura erro comraum. Miseravel condicao
Nein venlalraente oliendo os eidadot Une*, que
coinpoem a opposicao de Pernaubuco, quando
assim rae exprimo: ellos, por vlngancas mesqui-
nli.is, leeni procurado tirara.) governo a neces-
saria f.ir. a moral; mas, errando os seus tiros por
haverem sido apontados individualidades, es-
mera. o-so boje em desacreditarem as institu-
alos em alen'laroiu os crimes e proniovcieni
mpunidade, a fim de lirareni da desordem um
argumento contra o presidente da provincia e
a sensata maioria dos Pcrnambueanos, a quera
chamo unos, palavra, que no diccionario dessa
opposicao significa inimigot dos dtsordeiros.
Senlior se V. M. 1. fr to eondeseendeiite ,
que se digne loresse libollo, que a opposicaode
Pernambuco en tendeo acertado subinetter a con-
sidoraco de \ H. I., vera que esse rancl.o de
descontentes ( nome que asi mesuras dao ) faz res-
ponsavel o presidente anda da- menores faltas ,
que qualquer cidadao traba comettldo : apre-
sonio-o como protector da impunidade como
protector de homicidios, raubos, desordena e
causa primordial da imnioralidado publica, sem
se icinbiareni, que ellos, o tmente a elles ca-
be una seinelbante aecusacao. E' verdade, 5e-
nlior, tino em o anuo passado l'orao assassiua-
dos Antonio Francisco do engenhoGiuipapo c
mais nina, 011 duas pessoas de sua casa, c ge ral-
mente se diz, que essa desgra. a levo origein era
vingancas particulares: mas, so isto e verdade ,
se a ossos horrores deo causa o anterior ho-
micidio perpetrado na pessoa do cidadao Pedro
l. boa como allirmo os descontentes a est. s
cabo a sanguinolenta .doria do tao hornveis suc-
cessos poi-que o lempo .pie descobre os se-
gredos mais occullos.loinliojcdouioustiado com
a necessaria evidencia que Uclia foi Victima
das losinoaces e Insuflajes do pessoas desse
partido, que pretondeo lazer a sua appancao em
Pernambuco sobre o morticinio e precedido
do tenor: nao admira, portento, que os au-
tores de to nefanda Uialdade procurera agora
arredar de si a complicidad.- roconb. oda, attri-
tribuindo lodosos males da provincia a admi-
nistracodo baro da floa-visla; nao admira mes-
mo que ossas vozes que so ouvirao na tribu-
na brasileira sabidas de peitos oppi unidos po-
lo pezo dos remoraos, inove-sein horror e es-
panto sem poderoni le<,ar a conviccao aos ni-
mos dos que as ouvio. Em relacao a cs>e lae-
to aiuda fazem recahir sobre a administra-
dlo a pesada ac. usayo de ter havido demo-
ra calculada as providencias ; porcm se \ .
M. I. quer bem conliceer at .pie ponto de do-
gratlaco e de nicndacidade o odio arrast a
esses individuos saiba Senhr, que o ollicial
conimaiidantedaforca, que foi mandada para
prevenir essas desgracas, eraum meinbro des- 1
se partido de descontentes que julgoii inelbor
KOsar das commodidades de nina jornada sem
ldigas, do que sacrificar o seu repouso para
salvar nina victima o impedir um rime ; o que
mui bem podia lser l Tal c o frenen d 1 sses
individuos tal c a sanlia com que acomeltem a
adii.inistra.o do baro da Hoa-vtsia que nein
a caridade 'ebristaa os faz respeitar as cinsas dos
...ortos, nem se leinbro, que esse jmj revolvido
levanta mil g<
is da desordem eestremecer os menibros
dessa..iiposi1ao.lesa.iguo!i:sscsm.ii levantao hoje a voz contra o Infeliz Miguel Joa>
nuin. \ elbo de Mello habitante que foi da co-
marca d.. Liinoeiro e empenhao-se em lazer
odiosa a sua memoria i norm esse empeiiho ,
esse esmero tem por Rinlusflcar oass.tsst-
nato desse desgra$ado cidadao, de cujo sangue
que se jusli-
lica o roubo de suas existencias o era sera
possive, que a provincia de Pernambuco es-
qucia que esse atl. nt ido horrivel foi pratica-
tlo pelos prenles o amigo-, do individuo que
so appelhda obele do partido da opposifo p ;
rentes que se o autor da carta dirigida a V.
M. I. quisesse fallar-ihe averdade, confessaria
estirem cobertos do crimesinaishorrendos.e dos
issassinalos mais qniluieados que aquella 00-
marca tem apresentado.
Senlior se a multipliciil ule dos criiucs nascr
da impudidade se os promotores Tosa sao
os responsaveis por esses crimes; naopergun-
teis quera sejao os autores dos males que alli-
gem a provincia de Pernambuco : ahi leudes os
lioinens, que coiiipoem a opposicao. Quando
a boa f o interesse publico c intencoes puras
servem i\c base urna opposicao, esta .' uih bem,
poniiie umitas vez.es corrige o governo >' o faz
mais alenlo .1 suas obi ig tc.'.es ; mas, qu indo .1
opposicao (tara galibar o poder so servo de
inelosreprovados, anima os crimes, e llzon-
goia as paixes perniciosas, ento passa a tor-
nar-se o llagello da sociedad.' o o verdugo da
humanidad.-: tal o caso 0111 quo so aebao es-
ses hoineus livres, que ate ousarSo levar o en-
redo aos pos do tlirono de \. M. I- Ar-
uuias
vezes asseverao uno o
oe o despotismo mais
proinove a impunidad!
cisa para so lser
liara.) da Boa-\ isla e\ct-
'eroz outras dizeiu, que
por nao ter a loica pre-
obedecer! Entretanto ,
Senhor al hoje aiuda nao Iiouvo un crimino-
so.poroujaabsolvi.-o.iprosidcnlcsointoiossasse,
aopassoque, em diferentes pontos da provin-
cia, ossos ineulrados amigos da ordom le.ui es-
gotado todos os seus recursos para subtrairent
criminosos aeco da justica publica cas pe-
nas em que Ibes iiz.cro incorrer os seus delic-
lus. 0 presidente., dizein elles, quera pro-
inove a impunidade ; mas a capital de Pernam-
buco vio com indigna, o alionos titas, ser
absolvido pelo Jury o autor d'esse celebre arti-
go do peridico opposlcionista Indgena, era que
a sagrada e augusta pessoa do \ M. I. foi atroz.-
meiilo aggredida em que a asseinblea geral loi
to indignamente atacada caliendo a desastro-
sa gloria d'esse escndalo aos (po BC#apresen-
to V. M. I. como amigos da Oidora e respei-
tadores da monarchia Na occasiSo d'esse jul-
gamento vio-se o presidente do jurv preterir
(odas as formulas, laucar peas a justica pu-
blica animar com seus discursos e gestos in-
sultantes aos (pie dez.ejavo l'osse sanocionado o
principio de (pie nao o criiuo atacar a \ M. I. o
a asseinbla geral: vio-se dous juiz.-s iU- direl-
to quo 0111 raso do seus einpregos devenao
ser mais cnipenhados na punieo dos crimes ,
porein era pratica os recursos mais indecentes
pira absolveren o reo, ja cabalando n<> moto dos
.lirados, ja mandando buhles aos jiitz.es que
tinhao de julgar o .-rime j al.'- leu.brando aos
defensores pontos que Ibes haviao escapado ,
ludo isto sem que, por decoro do tribunal c
respeito ao publico expectador de tanto escn-
dalo o uiz. presidente d.-sse o mais levo sigiial
dereprovaco :: A adrainistrayfio do bar;;;; da
Boa-vista proinove a impunidade entretanto ,
quenodia subsequente aojulgainento de que
fallei, .'absolvido um outro reo de crime de
homicidio : absolvico esta, para que poderosa-
mente cooperoil um d a.pielles jtiizes de (brollo,
que o havia pronunciado como lorniador da
culpa inslando com os jurados para que o ab-
solvesscm porque dlsia olio reconhecia a in-
justica da Ma pronuncia! Parece iniposs.yel
tanta vileza porcm. Infelizmente, e vei
raoosfactos, invectivo e Ilude mo seu So-
berano, com tanto que Obtcnhao um tritunpho
.1 seus odios. Km Pernambuco assim como
em todas as provincias do imperio,ha um grupo
do individuos que faz. opposicao ao governo ,
eoin a difi'erenca poriu que as nutras pro-
vincias essa opposicao tem mu lira nobre o
corapostade pessoas que professao .- defendera
principios polticos conhecidos mas em Per-
nambuco a appelidada opposicao, nenhuui prin-
cipio poltico ostensivo s.-gue e defeude por-
que eonipondo-se n 1 sm uiaior parle de descim-
iente* de esperanzosos (Iludidos, e_dehomens,
que procurao ganhar cora as inudancas do pes-
soas e alalos .1 estado, tem por mira nica-
mente o interesse particular ; tudo quanto se
oppoe a esle .leve le cessariainento oscandalisir
1 opposicao e ento nao admira que se force-
je que se dbala con. tanto que se remova
o obstculo. .Nao pudendo nein devendo o
presidente de Pernaubuco obedecer as inspi-
races d esses individuos nao lhe sendo pos-
sive salisl'aser as su is ambicdes nem paeluar
com i.leias destructoras dos bous principios ,
forcoso lhe foi carre,gar com os stigraas e com
os odios d'essa gente, resignou-se ao sofriinen-
10 dos resultados do rano.ir o do odio. Esta re-
signa, o Senlior exasperou os descontentes ,
e levou-OS a um estado tal de IVenczi o furor ,
que mo seria possive acrcdltar-se se nao exis-
lisse.u as provas mais coiicludenles n'essa ebus-
111a do folbas iiiiiuundas do que lein sido innun-
d.ulaa provincia: accusa$cscintodasas osalas,
Injurias sem limites, calumniasdcsapiedadas ,
supposii ao de crimes ludo se poz fin inovi-
mento n'esses papis Infames para tirar-so a
loica moral do governo o o lerio conseguido,
se a provincia conlieccndo as intences d'os-
ses apostlos da anaroliia nao tivosse repelido
as suas prfidas insinuarnos o suas concilacoos
desordem. Por mais de urna \c/. toni elles
proclamado a necessidade de recorrer as armas ,
porein una constante paz um socego nascido
da confianza tem sido a resposta dada aos cebos
desse bando de ilesordeiros o entretanto di-
zein ellos, que o baro da boa-visla quein pio-
UUJVe a imiiioralidade Sera sol) a influencia
da adininistracao, que so tem publicado ossos
Cometas esses ti minias ffaeionaei esses Indi-'
lenas ossas (selas do Povo era que os pode-
ros soberanosdo estado tem sido atassalhadoa ?
em que nada por mais sagrado que soja tem
sido respeii ido ? em quo a boina a vida parti-
cular e as acodes mais Innocentes de cida-
dos respeitaveis tem sufrido os golpes da ma-
ledicencia o os furores d'osses descontentes1
nao Senlior esses papis sao obra da opposi-
cao sao os compendios de moral com que es-
ses que se dirigiro \ M. 1. COStUUlo e-
dficar os subditos de V. M. I. sao, ^finalmente,
os documentos com que se apresentao peante o
tbrono para provaiom que o bario da Hoa-visla
promove a imnioralidade !!!
lisias curtas observa, oes Senlior, firmadas
em fictos e apoiadas pela boa fe farad conhe-
cer V. U. I., as intencoes o o lim que tive-
ro em mira os libelistas de Pernambuco, (pian-
do M. dirigiro a celebre carta ou antes
a ineommoiistiravel lista dos criuics do baro
da Boa-vista ; e para maior prova do odio que
consagran .i osso distincto brasiloiro atiento
bem V. M. I. e ver que durante nina tao
longa administracao, nao lhe reconhecem urna
sii virtude nem confessao um s beneficio feito
provincia Els a maior prova da InjUStica eis
o resultado da cegueira d'esse partido. Se fosse
possive a esses entes rancorosos delir, e a-
pagar da lembranca dos Pernambucanos a me-
t-lninarda Boa^ n^la de urna addn.r.o que deo o u.li-
Miima o li.uao tt.i non '*......1 .............. -|M anreata 1 o esmrito desordeiro aun
e* absolvido, na comarca de Nazarea), o respon-
sav.i dC doiitrinas subversivas da ordein publi-
co pregadas polo peridico .Yiramio, escriptq
sob'os auspicios dYsses falsos amigos da consu-
mir.. das leis : grito anida contra a impu-
nidade o nao ciimc eomettido por algnni
de seusadherentes, nfioprocesso por melhor
orgaiiisado que soja pronuncia inellior firma-
da quo nao se torne susceptivel do una absol-
vico do urna nullidado e de una revoga..ao .
Eis-aqui, Senhor, a maneira, por que esses ce-
lebres descimientes busco ferir una aduiinistra-
ao tpie tem contra si o imperdoavel peccado
le nao consentir que se ronovem em Pernain-
jiioo as somas de abril de 1832,as de novenibro
le 1833, as do fovereiro c marca de 1885, as
uctuosas tragedias do Chora-inenmo, ondeos
arrseos, passeandosobre cadveres nao da-
rn qnartel hiiiiianidade !
Senlior ollcrecendo V.M. I. as ininhas bu-
,ild,s reilexes, estou bem longe de querer
.lemhrao ue esse pti revolvido niildos reuexoes, estou nem toi.g. u. .,....
; u U c.pallidoccr aossoc- ocompanbar os descontente, do Pernanmuco es-
'.'',|1'' l.a.!'.' .p..... ,w..,e......s se Ioiil.o cathaioco de convicios e improprios,
longo cathalogo de convicios e improprios
que a sua irreverenci tragn para submetter
aosolliosdoV. M. I. : eu me darla por satislei-
to com aindigiiaco que necessariain.-nte (leve
suscitar em \ M. I. a simples leitura d esse li-
li, lio I uoso se por ventura nao fosse indis-
pensvel, para defesa de Pernaubuco ejusti-
icacao de seu presidente, fa/er eotihecer ao
liiiir. ik uiiiu '"'" ...-*- "|----- -_---- -
110 golpe ao resto do espirito desordeiro, que
anda existia : so para obterein este iinpossivel
triumpho fosse uecessario amiqdtlar essea,
monumentos da gloria de seu infnilgo esses
monumentos que apesar de inanimados e si-
leiK iosos ;i todo o momento OS reprehendem e
osanialdi.oo credo Senhor, OS libelistas nao
bositavo, embora sofresse a provincia, embora
fosse isto um lesteinunho de canibalismo. Se
\. M. I., quer aiuda una prova do descomedi-
m.nlo da injustica do delirio mesino deque
so ach possuido esse bando do descontentes, lan-
ce os olhos sobre aquello /i6e//o c ver a ma-
neira desabrida indecente e insultuosa porque
ah sao tratadas duasclasses to respeitaveis da
sociedade, os enipregados pblicos e os ne-
gociantes ; e porque .' porque os primeiros se
tem conservado seinpre liis a adiniuistraco
sob cuja tutella vivein e os segundos porque ,
possuiddres de grandes fortunas e por isso
nteressadosnainauulonco da paz, entende-
rao que dcvlo dar un tcsteniunlio publico e
permanente ao presidente quo deixava Pernain-
buco .111 1841 onde por seu roclo e enrgico
governo linha sabido cortar os voos aos anar-
chistas e malograr as empresas dos verdadei-
ros traficantes.
Eu deixarei de continuar Senhor porque
nao de ininhas liten, oes aconipanhar os dts-
eoali ules em todas as suas pequeas invectivas :
o simples bonisenso bastara para repellir com
indigiiacao cssu tecdo de calumnias que, longe
_.


*-*--

\ v
waKH
-nwv -i*wiTr
2
autores; mas, V. M. I. deve mui bemeonhe-
cero delegado que tem sido honrado por tamo
tciupocom a sua imperial conanca o presi-
dente que tem buscado debelar os seus inimi-
gos em iodos os pontos do imperio para pre-
cisar que outreut lhe l'i'.M a defeza perante seu
augusto throno. RecebaV. M. I. os ardentes
votos de adhezi.....respeito que augusta pes-
soa de V. M. I. tributa o
Pernambucano.
'~ BAMBUCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL
Conclusilo da testan de 3 de abril de ssi.
OS;- 'residente:Contina a segunda discus-
sao do projecto. Tema paiavraoSr. Lopes Ga-
ma:
OSr.Lopet dama: Pergunto eu, ser-mc-ha
permttdo pedir esses documentos que existem,
se que esto na casi, esses papis que para
iii i iii teem estado encapotados at hoje .'
U Sr. lfabuco:Os Sis. sabem mais. do que
t) Sr, Lopet Gama:Eunaosei nada absoluta-
mente; o iiu'ii lito, sustentando a lei, ter carne
mais barata, c melhor. Pude ser que me enga-
e, que o contracto venha pdr-me de peior cou-
dico, mas eu obro de boa le, e t1 multo natural,
que < 11 111 est em mo esl ido, dezeje passar pa-
ra outro; porque peior estado do que aquello
em que estamos nao <5 possivel. Todos nos sabe-
mos, Srs., que uns ponos de hoincns... Mu nio
sel se poderei fallar delles, porque hoje me cou-
vpnco, que sao potestades.
0 Sr. TaquenE os monopolistas anda niaiO-
ieS.
OSr. Lopet Gama.O que sao os marchantes,
>cno monopolistas ? Elles o sao, ecom a vanta-
gem deque esta a nica industria ein que sr
nao arrisca capital algiim: pie miseria. A maior
parte dos marchantes nao tem un real de sen,
< Vara este negocio nao preciso entrar coin d-
nheiro.
Um Sr. depulado d um aparte que nao pode-
mos ouvir.
OSr. Lopet Gama:Estou mostrando a neces-
tidade que lia < 1 *- examinaresses documentos, c
en nSo peco o adiameuto porque escusado,
OSr. Sabuco:1." contra o vencido.
O Sr. Lopet Gama:Pois cu nao podia agora
requerer o adiatnento desta discussao.'
o Sr. prndente;Vio podia. porque urgencia
i- o contrario d'adianiento.
<> Sr. Lopet Cama:Mas emquantose exami-
i,ii> esses papis, esses documentos ? Entlo quo-
rcui alguns nn.dd., que nos COTO os olhos fecha-
dos, votemos pelo miiijislrr di.ril, porque os Srs.
.i este respeito sao os nossos mestres.
O Sr. [Sabuco:-- bi esto os dous documentos
que ha, pude examinal-os.
o Sr. Lopet Goma: (pegando em um papeit gm
llir tdo transmittidot} Quando se pedio a hupres-
i, por que nao se imprimirlo?
O Sr. Nabuco:Porque a cmara nao qulz.
OSr. I.t'i"t ii/hi/i:l'ois cu tenho a liberdade
do dizer quenoapprovei o procedimento da c-
mara, c at voici contra uesse procedimento,
Srs., tantos papis que esto aqui mostrando o*
papis) nao nos merece attencao alguma .' Tan-
tas propostas que teem apparecido transcriptas
jio Diaria olterccendo-nos carne mais barata, e
melhor nada disto vale ?! Sr. pres., pela ulti-
ma vez fallo ueste negocio; eu obro de milito
boa fe, assim como esloii persuadido que os
incus autogonistas neste negocio tambein obrao,
porin olhao para o objecto por um lado, e eu
olho por mitro, mas que tem de morrer nao fosse asshn apunhalada;
ella tem de morrer por (broa, est multo doente,"
j est desengaada pelos professores, est coin
a cholera morbus, e para a acabar querem apu-
nhalal-a; nao vou para alii. liei de volar seinpre
contra este projecto.
OSr. Taques:Sr. pres.,poucas palavras te-
nho a dizer para defender a commisslo, de que
son memoro, das arguiedesque se lhe tem feito.
Nesta casa so se tem fallado queacommissloguar-
dou eni si os papis que existem a respeito (les-
te negocio,e que nao se dignou apn sental-os aos
inembros que queriao vel-os; mas \ Ex. sabe
que miii poneos sao os papis que se acho em
poder desta assemblea, que riles estiverao fran-
cos a todos que quizessein examinal-os, mas
ienhiiin Sr. deputado, que se tem queixado dis-
SO, se dirigi coinmlsso para rever esses pa-
pis, e o n. d. que fallou em ultimo lugar, ten-
do sido entregue driles, nein qulz vel-os, dei-
xoti-os sobre a mesa. Por tanto, seos nn. dd.
nao teem visto esses papis, ou porque nao
querem esclarecen in-se, ou porque nao acre-
ditan nesses documentos, e nao porque se llies
tcnlia decollado.
Sr. pres., os im. dd. teem-s.- lgado i.'o va-
lentes, que todos os das nos teem intimidado
com o poder das suas rasos. Aainda pouco
um mcinbro desta casa disse, que a commisso
eonservava o silencio dos tmulos, porque nao
ttnlia lucios para sustentar o sen parecer; e cu-
tio os Srs. diputados, que se acho to Ilustra-
dos com tantas rasos, dizendo que a coiiuns-
B&O nao pode producir nada i III apoio do projec-
to que apresentou, para que querem a discussao?
A commisso, Sr. pres., j expendeo as rasos
porque havia apresentado o projecto, eu ines-
ino como menihro dola emitti alguns motivos
.i tirados do direito publico interno, ej tira-
dos de exemplos d'outros pases para apoiar o
projecto que se discute. Os mi. dd. que oiin-
pugno aada querem ceder, gmente procurlo
trazer rases d'ordens, dar satisfacOes, impug-
nar drliberaces da casa, < <<. Portante, Sr. pre-
.;,! -nte, i nSo temos (pie responder ao que se
tem producido, porque os mesinos no. dd. de-
clararlo que queriao protelar a discussao, nein
nos, Sr. pres podemos jamis dizer cousa al-
guma aseste respeito, porque apenas abrimosa
que o Interesse, que tenho nesta discussao, pe-
lo bem publico; talvez eu podesse dizor alguma
cousarespeitodos mi. dd.; so olios confcssloquc
de/.ejo prot lar, (' porque teom algum poccado
de (pie se nao podem absolver.
Julga-se a materia suQcientemente discutida,
o posto a votos approva-se o projecto em 2."
discussao para p issar 3."
SEGUNDA PAUTE A ORDEM DO DA.
Continuaco da segunda discussao do orca-
uenio provincial.
Eutra em discussao, e sem debato approva-
do o seguinto.
\n. 13. 'aun os reparos das capella-mres
dis mal rizos 7.000/000.
E' lido, apoiado, e entra em discussao o se-
guinteart. additivo da commisso.
'.'om os p i rochse ooadjuctoros2C):526/rs.=
OSr. Figueiredo:Sr. pros., anobre commis-
so de on iiiienlo havia siipprimido no projecto
em discussao a quotadestinada para a*austenta-
clo dos conegos, c para congrua dos visarlos,
por ter entendido, que ossos empregados sao ge-
raes: mas, reeonhecendo ao dopois que taos em-
pregados mu lo soll'rerio.se continuassom a ser
privados de suas congruas, resolveo-se a apro-
sontar a emenda, que scachasobre a moza, em
i qu d resttue a mencionada quota. Eu conve-
uhoem parte com anobre commissSo, quando
pretende consignar quota provisoria aos cone-
gos, mas nao pens da niesina sorto respeito
dos parochos: explicar-me-hei.
r.ntindo.Sr. pres., que os conegos so com ef-
rei lo empregados geraes, attendendo a naturesa
d i einprego: porquanto sabem mui bem os
honrados ineinhros, que os conegos formao rom
os hispas um corpo; o cabido, como ninguem Ig-
nora, constitue o senado na groja episcopal, c
emiiin o conselho do bispo, o a pessoa moral,
que iii cede meante exerce a jurisdicao ordinaria,
em toda a diooose, note-so bem. E' claro pois,
que nao so pode considerar os conegos o a s co-
mo constituindo una ropariico separada do
hispo. Nao a s, porque cadeira episcopal;
n.io os conegos, porque sao os conselheiros do
hispo, sao seus suceossoros na jurisdicao ordi-
naria. Alas, so o ministerio dos conegos nao se
limita esta ou aquella provincia, mas ha inul-
tas; se a diooose comprendido umitas provn-
olas civis; a s o os conegos no pidoin sor ti-
dos senao como pertcncentes nina rparti(3o
geral.
O acto addicional colloca os bispos na classe
los empregados geraes. So os bispos silo empre-
gados geraes, os seus ooadiiioloros, os conegos,
o seu liigar-tenente. o cabido, os sonsconselhei-
ros, os capitulares sao tambera empregados ge-
raes. E so nao sito, estou que a assemblea pro-
vincial os pode destituir; porque ahsurdo sup-
)or-senm einprego provincial, rpie a assemblea
provincial nao possa supprimlr. Se sao empre-
ados provinciaes, entlo poder a assemblea
provincial instituir canonicatos, croar cabidos,
orear ss; porque da attrtbuico da assemblea
provincial reproducir os empregos provinciaes,
io monos .......ericamente. Mas, ou creio, que
os nn. dd. nao so entenderlo com o direito de
orear cabidos, de orear canonicatos, do croar
ss; seria sto nina inonslruosidado. Se pois nao
podemos neni croar, nein supprimlr lugares de
conegos, olios nao sao empregados provinciaes.
Levado (lestes principios, Sr. pros., eu pug-
nei em o auno passado, para que fosso suppri-
miila a quota, que as leis do oicainonto so con-
dgnava ios conegos, entendondo, que cabla
issenihli'a geral destinar-llies congrua pelos co-
fres geraes; o na verdade a assemblea provin-
cial assim o dotorminou em sua sabodoria, reti-
rando a quota. Mas boje que sabemos, que iirm
o govoruo. nein a assemblea geral so delibera-
rlo a mandar pagar os capitularos, eonorme do-
elarou o nobre presidente da provincia no sen
relatorio ontendo que a Ilustre commisso
ohrou mui caridosamente apresentando a emen-
da para que os conegos sejao pagos provisoria-
mente: estou milito pela medida da nobre com-
misso, medida que altamente reclamada pola
eqiiidade; mas quizera. que na mesnia emenda
se declamase a condico de provisoriedade; que
so declarasse inesmo que os conegos erSo pa-
gos provisoriamente por serein empregados
geraes, o neste sentido niandarei una sob-c-
menda.
Mas o que digo, Sr. pros., respeito dos cone-
gos nao posso dizer dos parochos, porque os
considero cinprcgados provinciaes, o ontendo,
que devem ser pagos pela provincia, nao provi-
soriamente, mas permanentemente; e n'isto dis-
cord do pensaniento da nohre coimnisso: da-
rej a rasao de meu dito.
Sr. pros., sempre me tenlio opposlo n'osta ca-
sa todas as medidas, que ontendo seren excn-
tricas das attrihilieoos das assoinblas provin-
ciaes, o por esta causa tenho sido algunias veros
tachado de demasiado centralisador. Mas nao
-ou, Sr. presidente, e para sl-o, mister lora que
eu descoiilioeosso a ndole do systeina, que nos
rege ; que dcsconhecesse as necessidades do
upssopaiz, o inesmo que fosse iiiimigo da pros-
peridade publica. Sim, quo fosso i ni migo da
prosperidade publica; porque, Sr. pros., estou
convencido de pie a demasiada eentralisaco
um mal para o Urasil (apoiados), bem como estou
tambem persuadido de que qualquer invaso,
que as assembl.is provinciaescomnietterem as
attribuices dos poderes geraes do estado,
igualmente um nial: alargar as attribuices das
asseinblas provinciaes, ou roslringil-as contra
o que se conten no acto addicional,sao dous ex-
tremos, que se toefio, o que daro sempre re-
sultados tristissimos, na minha humilde opiniao
[apoiadot).
Porque, Sr. pros., queni atiendo com algiini
cuidado para o curso da vida social, recunhece
fcilmente, que a sociedade tem necessidades o
internases de urna ordem superior, do nina or-
dem mais geral, c interesses o necessidades do
nina ordem mais especial, assim como no corpo
humano ha funeces mais ou menos vitaos. Isas
0 caso i', pie lodos estes interesses, todas estas
necessidades devem necessariameule sor satis-
locca para dar alguui pequeo aparte, di/.-se lo- Ifeitas de tal modo, que o corpo social nao soll'ra
descobrela, cous.i que lhe fa/.tonta, os- molestia em alguiii dos seus membros. E como
inpenhados, etc. etc. e aquellos que de-
domos iuteresses contrarios nao esto mais
empenhados do que nos que sustentamos os in-
teresses pblicos ? Pela miaba parte declaro,
ha interesses diversos, por isso que ha interes-
ses geraes, e especiaes, convem multo determi-
nar o eonliecor suas respectivas espheras, lim
de sabennos qual a acyo, que lhe compete na
ordem do inovimonto social. Os interesses cora-
iiiuns, que abrafSo a todas as provincias, como
por exemplo, os da paz oda guerra, interesses
que formao o laco de unlio das provincias, sio
do um alcance maisfgeral, porque abrangem
una coniiniinho maior, relacoos mais impor-
tantes, o por isso devoin ser encarados do una
posico mais elevada, necessito do um obser-
vatorio mais eminente ; emquantOi que os que
ligio os comprovincianos entro si, por seren de
espliera menos elevada, sonionto podem sor de-
vidamenteattendidos do ponto inferior das lo-
calidades.
J so ve, pois, a grande nocessidade que ha.dc
que, devendo todos estos interesses, enllocados
oin espheras distinctas, seren bem satisfeitos,
o conservarem um movimento de harmona, o
poder publico estoja distribuido do tal maiieira,
que a sua aeco benigna se 1,15a conveniente e
cllica/.nioiito sentir em todos os igaos sociaes ;
do contrario nao possivel esperar ordem. As
assenihlas provinciaes, cni o nosso systema po-
litico, veein a sor o corpo, cuja raisso impor-
tante attender e proveo os interesses locaes,
a que o govoruo geral, do alto da pj rainido so-
cial, nao nde satisfactoriamente prover.
Com elloito, se o poder central so pertendes-
se encarregar de attender interesses de loca-
lidades, elle nao poderla tornar-so regular em
sua accao ; porque lhe faltariao sempre o ver-
dadeiro conbecimento das circumstaacias do do-
, talhe, mu necessarias de attender nos interes-
ses lcaos ; nao poderla bem apalpar as neces-
1 sidados provinciaes-, o umitas veces doixaria,
por conseguiute, de satlsfazer necessidades bem
urgentes para acudir nutras nial pronunciadas
Tal e a raso publica, Srs., em que so fundarlo
os nossos legisladores para coniinetterem s as-
senihlas provinciaes a eroacio o tupprossodas
! parochias ; a croarn o suppresso das eomar-
i cas, dos termos ; a constiuco do estradas, de
aqueductos e de outras obras do interesse espe
pecial da provincia' estasoperaces dependem
de testemunhos o conhceiinentos lcaos; s(i as
provinciaes podem ser bem pesadas, o posadas
por corpos especiaos, corpos lcaos, que, como
I as assenihlas provinciaes, nao ostejo nierec
das continuas fluotuaces da poltica geral.
Alm de que, Sr. pros., esto o moio de po-
derem os provincianos tomar parto nos negocios
administrativos do sua provincia, que mui de
porto tocao os seus interesses, o seu patrimonio,
o suas necessidades mais urgentes. Hoje todos
os polticos do maior nota assouto, que a socio-
dado SO so pode tornar susceptiveldcrogularida-
de o de progressos quando os elementos do po-
der publico so acharem inoculados em todos os
orgos do corpo social, de modo que a acro go-
vornativa nao so torne um monopolio, 011 por
outra nao so torno lio concentrada, quo produ-
za a atona nos outros ineinhros intorossantes ;i
vida das 11.15605 ; o quo cortamente mui con-
trario ,i verdadeira liberdade civil.
.\os j temos, Sr. pros., um exemplo pratieo
desta vordado, (jitaudo olliaiuos para os inn-
meros beneficios, que as assenihlas provin-
ciaes teem producido as diversas provincias,
apezardos tropefos, que sempre aconipanho
todas as instiiiicoes novas. Quo so abra os olhos,
e reconheceremos, que no tempo em que as
provincias estavSo entregues sii aeco do po-
der central, ollas nunca apresentrSo a faceli-
SOngeira, que boje vo apresentando (apoiadot),
o quo sera duvida alguma contlnuara, so nao
se forcm despojando do seus foros. Por isso eu
quizera, Sr. pros., quo esta assemblea so nao de-
mittisse do poder, que llio fra conferido pelo
acto addicional ; que nao doixasso do conside-
rar provinciaes os empregos, que o sao, como vi-
gararias,juizes de direilo.juizes niunicipaos, &c.
Se .1 assemblea julgar, quo taos lugares sao ge-
raes, ella nao pouer creal-os, nem supprimil-
os, para ser conseqiiente; poripie as assenihlas
provinciaes nao podem contendor com os em-
pregos, o empregados geraes : isto expresso,
o virio ellas por esta inaneira a denittiroiu-se
voluntariamente de um poder importante, que
un rasoavel, e esseiisialiiiente se conipreliende
no systema de administracao local, que nos ga-
ranto o acto addicional e sua Interpretacin que
devenios todo CUStO sustentar.
Por t a 11111.11 meu systema :que assim como (' an-
u-constitucioiuu, que as assembleas provinciaes
se entromettlo em questes de interesse geral,
cuja movimento o vida depende dos poderes ge-
raes do estado, porque ao contrario loriamos
uiaieliia poltica, assim tambera entonelo, (ilu-
so nao deve restringir contra a lei as facilidades
dn nosso corpo legislativo provincial. Pelo que
voto pela quota dos vigarios, nao por modo de
equidade, mas de jusuya.
Val meza una emenda do Sr. Figueiredo.
O Sr. presidente : A emenda do 11. d. parece.
que nao est milito apropriada esto artigo,
porque, por ora, o quo est era discussao, o
artigo additivo da coininisso, que trata dos pa-
rochos o eoadjuetores.
O Sr. Figueiredo : O Sr. secretario loo am-
bos os arligos da commisso.
0 Sr. presidente : Euto fui engao.
0 Sr. Figueiredo : Pois bem, deliro a minha
emenda para dopois.
OSr. Lopes Gama:Sr. pros., o 11. d., que
acabou de fallar, apresentando una emenda
substitutiva por engao, por ter o Sr. secretaiio
lido um outro artigo da eoininissao.toeou na ma-
teria. Disse, quo considerava os eonegos como
empregados geraes, e os parochos como empre-
gados provinciaes ; acbou a di 1101-0115,1 do que
os conegos cnmpiinhn o senado do Sr, hispo,
quando formavao o cabido ; tinhao do substituir
as funeces do ordinario 0111 sede vacante, o por
conseguinte, pelas suas attribuices, devnose
considerar como empregados geraes, o nao as-
sim os parochos. Mas entlo eu tambem en ten-
do, que os parochos sao empregados geraes,
porque ellos pelo direito devino nao sao seno
eoadjuetores do hispo. O bispo que o paro-
dio mor (por assim dizer); mas, nao sondo pos-
sivel, ipie elle cstivesse ao inesmo tempo em
tantas freguezias, determinou-se, que os paro-
chos Ibssciii seus eoadjuetores. Ora, se os eo-
negos sao considerados como empregados ge-
raes, por identidade de raso devem os paro hos
ser assim considerados.
0 Sr. Figueiredo : Isso nao.
O Sr. Lopes Gama: Nega-me, que os paro-
chos sao eoadjuetores dos hispo-, ?
OSr. Figueiredo : Nao neg : a differenca ,
que os parochos 80 exerceiu a sua attrihuico na
provincia.
O Sr. Lopes Gama : Isto outro argumento :
tambem o secretario da presidencia exerce as
suas funeces s na provincia, o todava lia inni-
tos que eutendera, que erapregado geral. Eu
comparo os parochos com os juizes de direito, e
digo, quo esta assemblea tem a faculdade do
croar e supprimlr comarcas, mas nao podo tirar
attiihuicoos aos juizes do direito, e os juizes da
direito sao considerados empregados geraes.
O Sr. Sabuco : Sao provinciaes coin noinea-
510 geral.
O Sr. Lopes Gama : Aqui quo so conhece a
nocessidade do a assemblea geral marcar urna
linli.1 divisoria respeito do empregados geraes
o provinciaes, porque lia milita confuso, en-
tretanto dizeni alguns Srs. deputados s= sto
milito claro, nao ollrece a menor duvida. aa
Leinbra-nir o que disse Hartholomy as suas
viagens da Grecia : que os sacerdotes de Elousis
tinhao una seieneia oceulta, e quo esta sciencia
devia servir de regia ao jiovo : as suas proposi-
tos erao escuras e inigmaticas.e oll'erecilo umi-
tas e diversas interpretafes; mas logo que al-
guein entrava em duvida sobro a iulolligenoia
dotaos ou taos mximas, o recorra aos sacer-
dotes, estos dizio nao ha colisa mais clara ;
isto onteiide-se assim, ou assim o a final a in-
telligencia de taos regias si era para ellos, se-
gundo os tempoa e as civoiunstaneias.
O Sr. Figueiredo : Isto nao se applica a niiin.
O Sr. Lopes Gama : Pois o 11. d. foi que fez o
acto addicional o sua interpretaclo? >o ; mas
, que o u. d o outro, o outro teem urna capa-
cidade tal, (ue acho tudo multo claro ; porm
quera nao tem essa capacdade, como eu. fica
pm duvida. Srs., 011 quero a iino do imperio,
mas tambera c desojo imperioso, nato no meu
coraclo, queniodevemos deixar centralisar de
mais, porque oslou persuadido, que a eentrali-
saco demasiada O moio mais prompto para a
descentralisaco total: os interesses de niomen o
, que podem querer a eentralisaco demasiad 1;
mas os interesses permanentes e verdadelros al-
tamente roprovao essa errada poltica. Nao per-
mita Oeos, que o Brasil cingue desgraca de
desinoinhrar-se, o dividir-so em fraeos o mise-
ros podaros por nocessidade ; porque, Sis., se
nos izenios o aeto da nossa independencia, da
uossa emancipadlo poltica (o eu anda conservo
o manifest, que so fe este respeito), alle-
gando-se, que estavanios trbidos, quo iainos
mendigar os menores recusos, as mais peque-
as providencias tantas mil leguas, Portu-
gal ; se liouver algiieui quequeira chamar tu-
do para o Kio-do-janoiro, a cousa nao nos ser
mais grata, nein melhor (nao apoiadot). < olono
por colono tanto faz ser de um como do outro ;
o eu nao quero ser colono de iiingiiein (apoiados).
Se alguein entender, que deve rodiizir as pro-
vincias colonias do lUo-do-janoiro, hci de gri-
tar contra isto (apoiados).
Alguns Srs. deputados : JNingucni querser co-
lono.
O .Sr. Sabuco : Nem se quer reducir as pro-
vincias colonias.
O Sr. Lopes Gama : Para quo nao choguo ;t
esto ponto, pois quo bem so sabe, que todo o
poder tende chamar si attribuices, preci-
so, quo sustentemos os nossos loros, o nao lar-
guemos por mo aquillo, quo justaineiilo nos
compete, /.olemos muito, o milito a unio o in-
tegridade do imperio ; mas tambera nao consin-
tamos, quo so nos tireiu os foros e regalas pro-
vinciaes. Eu tambem estou coin o Ilustro de-
putado, que os parochos sao empregados pro-
vinciaes: falle! pela compararlo,que so fez entre
os conegos; mas eu nao quero outra cousa se-
no umita clareza nesta dstincclo de emprega-
dos geraes o empregados provinciaes, o nesta
occasio eu me dirijo um (Ilustre ornamento
desta casa, que tambein deputado geral, o
que vai agora para a corto, podindo-lhe, qi e
olho para nos, que so compadeca destos seus
conipanheiros, apresentando aquella requer-
ment, do que fallou aqui em una das sesso S
passadas, e tambein requerendo assonibha
geral haja do descriininar, qunes os emprega-
dos gerars, r quaes os provinciaes, para que <-ur
cpio son curto de intolligoncia, que nao tenliO'
essa capacdade de sentbain, como teem alguns
Srs. deputados, possa dar-ine a conselho as dis-
cusses, porque ou nao sei quaos sao os empre-
gados geraes, o (paos os provinciaes, e princi-
palmente a quein devenios pagar, o a quera nao,
este respeito ; c muito peior iiquci dopois da
interpretaclo do acto addicional. Relativamen-
te a pagamentos de empregados, a interpreta-
9I0 r para miiu una philosophia do tal inaneira,
que quanto mais a loio, mais confuso tico ; n> m
todos teem a capacid ido do alguns Sis. deputa-
dos, _e quo vao, como S. Joo, beber doutrinas
ao co : como son da ton a, quero a; colisas mili-
to claras. Ora, so apparecesse una lei da assem-
blea geral, compadecida destas assenihlas pc-
queninas, que se debatem ueste pelago, que es-
tn nesta especio de adovinho do = geral, niio
1' geral sem duvida seria muito conveniente i
mas talvez nao fosso conveniente todos, tarrea
alguein interesse 0111 ter as colisas assim barn-
izadas para seguir a doiitriua dos sacerdotes do
Egypto, (pie dizio = isto bem claro. --
\olo pelo artigo em discussao, mas quero
aproveitar esta occasio para lenilirar aquelle
requeriinento, de que so fallou aqui, e note a
cmara, que aquellos Srs. deputados, que en-
tendeiu o aeto addicional por dentro o por fra,
tambein dero apoiados, para que se pedisse es-
sa declmelo! assemblea geral.
O Sr. Alcanforado; Nem ha contradiccSo al-
guma.
OSr. Lopes Gama : Sim, nao ha contradic-
co : dizer para mis islo claro ; mas vo-
uha a declaradlo para os Sis., que nao cn-
tendeiii.
OSr. Alcanforado : Nao por essa raso.
O Sr. Lopet Gama: Que desse requeriinen-
to, (pie o 11 d. coinmetteo ?
11 Sr. Sabuco: lia de se aprsenlar.
O Sr. Lopes Gama : Dopois que o 11. d. for-
so eiubora jitira a assombh'a geral! O 11. d. a
vai ; oro por nos, di/ondo Srs. da assemblea
geral, entre os inembros da assemblea provin-


i
cal de Pernarobuco lia alguna, que sabem <> ac-
to addicional; mas ha omos, que sao ignoran-
tes, llio iiunieii o : el issiflcai bein claramente quaes
s.io os empregados geraes, e quaes os provin-
ciaes ; isto quaes devem ser pagos pelos co-
fres geraes, c quaes pelos cofres provluciaes.
contino a vo( ir pelo artigo:
O Se. Airan fui ailo : Sr. presidente, o art. ad-
ditivo que offereceo a nobre eommisso do
orcamento lera dado lugar a urna dlscussSo ,
que no ineu entender interessante. O n. d. ,
que acabou de sentar-se, disso que nao enten-
de, o (pie sao empregados provinclaes, egeraes..
i) Sr. Lope (una : Alguna.
OSr. Alcanforado : Para elle esl i dscrimlna-
cao nao clara ; disse,que os que tintino capaci-
dade transcendente,noachaviio duvdaalgumaa
este reapeito masque elle, e outros quando
ti iilio cial', e empregado gural, nao achavo clara a
descrimnaco por falta de capacidade que nos
uniros sobrava. Este modo de argumentar do
n. d., produz algum constrangimeiito naquelles
que tem de tomar parle na diseusso ; mas o n.
d. lia de me permlttir que Ihediga, que se
acaso nao percebe liein adinereuca, que lia
entre mis e outr9 empregados, nao se segu
dalii, que aquelles que a percebem tenho essa
capacidade transcendente. Ordinariamente o
espirito que acanhado, nao compr hende bein
a importancia do objecto nao encontra diflicul-
dade cui cousa alguma, decide indo seni muito
criterio; mas UUia capacidade (llevada, um
lioineni perspicaz, que encontra essas dll-
ciudades e pode devidaincnte aprecalas.
isaqui a raso porque nos entendemos que
nao lia dnvida alguma a este respeito ; nos te-
mos urna capacidade limitada sepor ventura
tivesseinos a capacidade do ii. d. cortamente
encontraramos a inesina duvida, que elle en-
contra. Mas, Senhores, parace-mcum poucu
extraordinario que fallando O ll. d. lautas v-
aos cerca da obsciiridade do aelo addicional .
edizendo, que a Interpretarlo velo inais aug-
uteutal-a longo le esclarece! a nao livesse u
bondade de explicar coin a iettra do acto ad-
dicional o sen pensaiuento. l'areee-me que ,
quando se trata de una materia desta ordcni se
devia examinar a 1-i, ler todos os seus tpi-
cos, ouartigos, queservem para aquesto i
mostrar, que delles resulta obscuridade nas
como cu desejo que se resolvadles tas du vidas
senipre pelo acto addicional, cuino nao ten lio
ouira regra a seguir tiesta diseusso s. nao a-
qnillo que eslexpresso na l< i terei este tiaba-
lho e cilio, que poderei demonstrar, nao se
pelo acto addi ional, mas tambern pelasua in-
terpretado, que est bein descrimiuada a liuha
dos empregados geraes, e dos empregados pro-
vinclaes! que nao lia duvida alguma salvo se se
quizer engeiidral-a de proposito porque infe-
lizmente nao lia cousa por ntais clara por inais
obvia, queseja, sobre que mi possa snscilai
duvida o espirito penetrante e aulado como
o do n. d.
O acto addicional diz no 7. do art. 10 (.'.' Pe-
la lilteral dlsposicSo deste art. parece-me ser
ineonti stavcl ,que principio cstabelecido, qui
todos os empregos, que existein nos municipios,
e as provincias sao provinciaes, excepeo da-
quclles, que eslao alli litteralmentc exceptua-
dos; estaenumeracao bem clora, epositiva,
sobreveio a interpretaran do acto addicional,
a qual produzio no entender do n. d. essas duvi-
das,qucavulto no Ilustrado espirito do n. d. Eu
examinar, i s a interpretacqsc pr.sta.se d lu-
gar essas duvidas, queso dizeiutoponderosas,
o inesti cavis. Lutendo que nao, voude-
uonsiral-o coin amesinauterpretacSo. biso
art. 2. -- A faculdade de crear etc. (t). Por es-
te art se ve, que a interpretafo do acto ad-
dicional nao fe/, allcrarao alguma cerca das
dcuoiuluacdes de empregados geraes, e empre-
gados provinciaes, c somonte limitoii as attli-
buiedes ampias, que se tiulio arrogado as as-
s m'blcas provinciaes. .Mas sabe milito bem o
ii. d. (ue limitar a faculdade de I. gislar so
tire a uatur< za das altribuicoes dos empregado:
provinciaes nao altera de mam ira alguma a ca-
tn goria, ou dcuominaco que ..a eslava anle-
ripi mente estabelecida. O acto addicional esta-
beleceu qual fosse o empregado provincial, (
qual o geral. e a interpretacaodiz: (U). Mas a
limitacao de legislar numricamente e nao so-
bre a naturesa < attribuic.oes d'empregados
provinciaes cieados por leis geraes o sobre os
quaes mi podcni legislaras asscinblcas provin-
ciaes Importa o utesmo que alterar ou por
eiu duvida a denominaran dos tes empri gados ja
aut< nrmente estabelecida ? Dio cerlaiuente :
poi tinto digo cn, addicional nao tronco duvida alguma a respei-
to desta dciioiiiinaco, e nada inais fe/, do que li-
xar < estabctoc r o alcance da faculdade con-
cedida pelo $ 10 do art. 7 do acto addicional.
Vamos agora aoari. .'5. da interpretafo, diz
elle ovil do iiiesino art. 10 somonte com-
prehonde aquellos empregados provinciaes etc.
lie). Este art. nao ti once somio urna inlcrpro-
taco cerca das attribucoos (ue tlnbao as
assomblas provinciaes pelo acto addicional As
asseinblas provinciaes assenlaro que podio
legislar inste sentido, cerca de todos os empre-
gados provinciaes iudislinctameiilc mas velo a
Interpretacao edisse mi vos so podis le-
gislar na coiilorinidade do $ li do art. 10, sobre
aquelles cmpri gados provinciaes cujas func-
coes siio relativas a objeelos sobre que pdem
legislar as asseinblas provinciaes o mi sobra
aquelles, que sao oreados por leis geraes, re-
lativas a objectos da competencia da assembla
geral, e quantoaetes s numricamente, e
nunca sobre a sua demissao etc. etc. o que por
maneira alguma altera a sua denominaco.
!i/. 0 d. que pola interpreta';:! nao eslao
extremados os empregados geraes e os provin-
ciaes: ou entendo que estda o ja demonstre!
que a interpretacao tinha somonte limitado algu-
ma das attribuicOS das asseinblas provinciaes;
mas nao liuha ateradodemaueiraalguuia a cas-
silic.ieao lei la no acto addi -ional. Disso porin
o n. d. ; que se esses empregados ,os parodio)
sao creados por leigeral, sem que possanios
cnleiider rom as Mas aUrlbicoei o nomcaco,
e se soiuentc sao provinciaes para o uumerica-
meulo nao devenios marca! quota para paga-
mento de seus ordenados. Este argumento e de
alguma importancia primeira vista ; mas bem
examinada a materia, pudo apenas dar lugar a
duvida, incerteza de queni deva Ihzer paga-
mento. Est bem denida a linua divisoria dos
empregados geraes. e dos provinciaes: .i cerca
dos empregados provinciaes, expresso no
acto addicional no artigo que mi foi in-
terpretada que as assemblas provinclaes
compele legislar sobro o estabeleeinieuto dos
ordenados desses empregados, considen mos ago-
ra as rasos que so do pro, e contra. De um la-
do parece, que a assembla provincial deve f.i-
wr o pagamento porque estabelece os ordena-
dos, o marca o numero; do ouiro lado vemos,
que deve pagar o poder geral; porque prlmci-
ramente quem uomoia estes empregados, e
nn segunda lugar quem determina as suas at-
trbu9des. Ora, esl indo as eousas ueste pi'-. o
havendo rasosplausi veis de um, edeoutre lado,
compele:! assenilih'-a provincial decidir o nego-
cio por si i1 Nao: assim porque sYstabolecia
um conflicto intoriniuave, como porque ha
um poder cima de us, aasscuiblca geral, que
(' o nico competente para interpretar essas du-
vidas. Portante o assembla geral que deve
determinar a quem incumbe pagar aestes em-
pregados, o emquanto o uo nzer, devenios
nos fazel-0 ; parece-nie. que este seria o accordo
inais prudente, mi so porque em caso de duvi-
da, nao nos compete decidil-a cathegoricauteu-
te, e anticipando a inlerprota^ao; mas tambcni
porque seria illiquo, que ilei.vasseinos estes em-
pregados na miseria sem perceberem os seus
veneiiiientos. o poder competente para decidir
a questo c a assembla geral; nas, emquanto
est i decisao nao for dada, cu crcio, que as as-
senibhas provinciaes nao pdem dci.vir de pa-
gar o ordenado, porque o contrario sera esta-
belecer a anarchla, e a desordem no servieo pu-
blico; ate porque a assembla geral j:i nao (le-
en ton essa despe/.a, ape/.ar de terem liavido re-
el.imaees, e de ter isto paSsado na cmara dos
d.. como nosassevera um nosso digno collega.
0 negocio muito importante, e nao convein ,
que a assembla provincial tome-o sobre si,decf-
dindo ppremptoriaiiicute o que nao est liquido,
e Iraz grande mal .i empregados incumbidos de
to Importantes.funcc.<3es. l-.is as rasos, em <|ii"
fundo o ineu voto em favor da emenda da c, e
peeo ao n. d.. que me releve ter lomado parte
tiesta diseusso, indo de encontr a algUinaS de
suas ideias, apezar de reeonliocer asna alta ca-
pacidade, e talentos irancedentes.
Julga-sea materia sufftcientomente discutida,
p posta a votos approvado o artigo additivo da
eommisso.
Dada a hora o Sr. pies, niarcou para ordeni do
lia a contiiiuacao da de boje, o primeira dis-
eusso doprojecton. 1 deste anuo, e levantou
i sessao.
BB9SA6 DE 10 ADItIL DR 1844.
Presidencia do ir. Pedro faialcunli.
Feta a chamada, < achaodc-se presentes 21
Sis. deputados o Sr. presidente doclaroii aber-
l.t a sessao e lidaaacta da antecedente foi ap-
provada.
EXPKtlIKNTE.
O Sr. 1. secretario Ico o seguinte:
Um ollieio do Sr. Dr. Pelxoto derrito, eom-
muuicaiido (pie deixa de comparecer as sessdes
por partir para a capital do imperio aliin de to-
inir assento na cmara geral: intimada.
Um requermento de Francisco .lose Alves da-
ma, ajudante do portelro dao municipal desta
cidade, pediudo, que osen ordenado seja igua-
lado .ios dos outros ajluanles do nicsino portei-
iu: eommisso de ornamento das cmaras.
utro de Jos da Maja, pediudo faculdade pa-
ra construir a sua cusa um edificio a semelhan-
ca dos da Europa, onde as carnes veeges sojao
examinadas por jiossoas intelligontes'uoineadas
pelo governo, antes de seren couduzidaa para
os dillerenti s (albos, sendo todas as renes mor-
as em um iinico lugar para poder voiificar-Se
ste exanie, ludo sob as coudiedes que oflVrece
i oonsidera(o da assembla; eommisso de
posturas das cmaras inuuicipaes.
Foi approvado o seguinte parecer.
A ((inunissao de fazenda o orcamento, para
poder dar o sen parecer acerca da pn lencao do
eidado Jos Pedro Velloso da Silvcira. pie-arre-
matante do imposto de 40 ris por canalla de be-
bidas espirituosas, requercom urgencia, que o
governo da provincia pelos ineios competentes
informe se o mesiiio arrematante pagou todas
as li liras provenientes do contracto, c se j.i deo
alguma exi cuyo ao art. 37 da lei provincial n.
Ilt), que concedeo-lhe o abatiinento de 33:001/
rs., visto o iiiosmo supplicante si pedir o paga-
mento de 0:601/rs. Sata (lascoininissoes da as-
sembla 10 de abril de l844.=Jfanol 'avulranti
Sebatlio lo liego Loto Jnior.
Foi adiado o seguinte:
A ( oniinissao de rendas municipaes, o 019a-
niento, o entine de contas, aprsenla para ser
devolvido a cmara municipal desta cidade, o
ollieio junto, para que ella 0 remeta ao Exm.
presidente, e venha a esta casa por intermedio
do secretario do governo, como de lei. Sala
das coinmisses da assembla 10 de abril de
iSA-.Lvio Jnior- liuimanui.
(L'ontinuar-u-ha.)
A I! i Hlela.
Reiidinirntodo da 11. -.....0:3llG#84fl
Descarrego hoje 12.
Barca Elizaljelh lloll- familia,
/iriguc -Terra-!\ova bacalho.
irrigues l.iniru k sicas d'albos.
irigue indiano<: diversos gneros.
Brigue ing!ez=-.Var/int EUubtUv= diversos g-
neros.
Briguc --TrtuinphaiUe diversos gneros,
migue --Mara /'/= dem.
barca Luiza--- taboado.
io\iriient to Porto,
.Viawos ciilnidoj no da 10.
Liverpool ; 34 das barca Inglesa Mglcltnglos,
de 2(> toneladas capltao Thonia/. Iliunber ,
equipagein 14, carga varios gneros.
bostn ; 45dias, barca americana Nile, de 108
toneladas capitao l'cdivck equipagein 9 ,
carga varios gneros, o plvora.
To,rra-Nov:i; ."Lidias, brigue ingles IVrni-.Vnn:,
de liiS toneladas capito Alexandrc Sclale ,
equipagein II. carga bicalhao.
lialtiiuore; 42dias, brigue americano Nymbel,
de IS3 toneladas, capitaoFerrel equipagein
.s carga familia.
Xarius tnlradot nu dia 11.
Macelo; 3dias, barca inglesa Kaltt, de266to-
nelada capitoScot, equipagein 12, cai-
ga assucar.
Parahlba; 2 dias. hiate nacional Firmeta it
Muri'i, capito Jos Maria equipagein 3,
caiga lenlia.
dem ; 2 dias, hiate nacional ConcHc&o-flar-dat-
oirluaei ,'xapitao \ iclorino Jos Pereira c-
quipagem >. carga lonha.
^ectaracoes.
-- Foi preso pela subdelegada de Muribeca
e vai ser reeolliido aoadoia do Recfe, O pardo
Manoel; que di/ ser eseiavo de C.lirispiui Jos d I
ocha Inviador do engonho Duas-barras; con-
duzndo um cavallo que in ton lio ciigculio /'cl-
lomonte.
Aviso i |]
: Para <> Porto segu viagein coin umita bre-
vidade, por ter pronqita a in.iior parte de sua
caiga a escuna Portugucza Prnresa capito Jo-
s Maria Fernandos c Silva : quem na uiosina
quizer rarregar, drija-se ao niesuio capito.
ou ao scu consignatario Manoel Joaquim Ramos
e rilva
Para Lisboa sai em poucos dias por ter a
maior parte do sen carregamento prompto o
brigue eseiini nacional Dtlibtrac&o, de que
capilao Joo onralves Rocha; e parao resto da
carga o passagoros trata-so cqiii Manoel Joa-
quim Ramos e Silva, mina ra da t.adeia do
Recife n. 40.
Para l'.iliiioulli saliir 110 dia 30do eorren-
te a barca france/a LouUa capito l'eillel tem
oxcellontcs commodos para passagoros : tra-
tar coin o consignatario I., liruguiere, ra da
; 111/. n. I.
-- Para o Aracaty segu viagein o hiate Flor-
de-larangeirat no dia Kido crreme, nao saiu-
do hoje (12) por inconvenientes, niio previstos,
o que se participa para ntclligecia dos ca re-
gadores.
Para Liverpool segu viagein o brigue in-
gle/. Margarei Elabelh da primeira elasse ;
quem quizer carregar, dirija-se aos consigna-
tarios O; o. Kenuorthy & C." ra da Cruz n. 2.
-----Para Lisboa sabir i no dia 30 do correte
o briguc portugus l'rtonp/iane, capito Silvc-
rio Manoel dos Res: quem no mesmo quizer
carregar ou ir de passagem, dirija-se ao niesnio
capito, ou a Mendes 8c Oliveira, na ruado \i-
gario 11. 21.
Letloes.
=0 Illm.Sr. Conpcr,cnsul do S.M. B., preten-
dendo retirar se brevemente para a Inglaterra ,
far leilo, no da que so annunciar.i de toda a
mobilia da casa de sua residencia na Magdalena,
assim como da sua esplendida carruagem coin
os competentes arreios para mu, o dous cavallos,
os cavallos pertencentes mesnta, e outros de
montara, sendo um delles mili proprlo para se-
nbora ; no entretanto poder fazer-se a venda
en particular da dita carruagem o cavallo ; os
p lledenlos dirijao-se ao consulado respectivo ,
no Recife.
= O corretor Oliveira far leilo de todos os
pertences docoliegio Sania Cruz, consistindo
em mobilias de Jacaranda completas para tres
salas, um soborno piano do justamente afama-
do autor Broadwood, excellentes lustres, e ser-
pentinas de bronse rologio de sala lampide
de globo o outros, cristacs, apparolhos de por-
eellana dourados, e piulados, loura, leitos. mar-
quozas, solas, commodas, lavatorios, meras de
anta'r e outras cadelras bancos, utencilios
de oosinlia, garlos, e facas, o imiitos outros ob-
jectos: sexta reir, 12 do corrente, s 10 horas da
maulia no palacete de Gcrv.uio, ra dos Pires
na I da-vista.
\isos diversos.
. =z Una nioeaslteira se propoe a onsina
meninas a ler, escrever < contar e fazer
toda a qualidade de costura coin toda a porfoi-
coc por proco eoininodo : quem de sen presu-
mo se quizer utllisar dirija-se a ra do Livra-
montocasa n. 27. fta mesma precisa-se alugar
urna preta para o servido de casa e pag.i-so320
rs. por dia.
= Aluga-so o 2. c 3. andar da casa da 111a da
Praia coni muito bons coniinodos para una
grande familia por ter cada andar oitoquartos,
duas salas e coziiihaao. lado; por proco muito
coininodo, quem o pretender dirija-so a na da
t adoia-volha loja 11. 60.
A pessoa viuda ultiinanionte do Porto na
barca Cspirito-SoNtO, que tem em sen poder nina
carta para Luis Alves Barbosa, qneira ter a bon-
dade de a mandar entregar na ra do Cabugd
loja n. A, do que so Ihe licara agradecido.
= Alugo-se duas casas torreas novas, coin
dn.is salas, cinco quartos, cosinbafora, quintal
o cacimba, na ra do Seve por detrs da ruada
Aurora ; duas ditas na ra da Solidado 11. 37
por 7^ en. 20 por 13/ a tratar coin Francisco
Antonio do Oliveira, ou coin o seu caixoiro Ma-
noel Joaquim da Silva, na ra da Aurora 11. 2o.
fio dia 7 do corrente se aclion um cavallo
de cangalha no caininlio da Estancia, quem for
scu dono dirija-so a ra do Aturro da Hoa-vis-
ta n. 72 que lhe ser entregue, dando os sigues
cortos e pagando as despezas feitas.
--------.... ________ :.. -X.
Tendo sido desolvida aiiiigavelmento, 110
oa 31 de desembro do anuo prximo passado, a
sociedade, que exista em uma prensa, e arma-
zem de recolher saceas com algodao, c que gi-
rava soba Urina de Mello & Capibaribe, o abai-
xo assignado lar constar quem convler, pie
continua no mesmo giro nicamente com a sua
tirina, llcando obrigado a liquidar as contas com
o socio da extiucta tirina, e pagar as lettras por
si (miadas. Pedro Francisco de Mello.
.No dia s do correte, na rlbera da Boa-
vlsta, se desciicaminhou um quarto mellado
bstanle magro, com uma tomadura na sarne-
Iha, e corda no pocoi;o. eom eaiigalba cuber-
a d Cloro, e sem capa : roga-se a ipiein do
mesmo souber, queira ler a bondade de dar
parte a sua dona moradora no sitio da Magdalena
indo para a Iravcssa do I.nea. 1). Luiza Segunda
Cavalcanti de Mbuquerque, ou no Recife no
ensila alf.iudcga ariiiazeiu 11. I.
Recobeni-se escravos deainbosos sexos para
vendef-seciiH oiliinisso repulaiido-se bein odi-
nlieiro de seus 'donos, por ter o aununclantp
nmitas freguozias para lora da provincia e para
t 111 li vando monos eommisso que outroqual-
quer negociante, na Rua-veiba n. 111.
Desapparoeeo no dia '.' do corrente do Ai-
lerrc-da- oa-visi 1, fabril 1 do charutos 11. SO, um
menino do 13 anuos de nomo Rufino levou ves-
tido camisa de elida azul, e calen do gasmra ja
usada, uma carteira coin vinte cinco mil ris, o
varios papis de importancia, e uma porco de
fuma o qual foi visto em nina casa em S. .los ;
roga-se as autoridades de polica, que sobre tal.
objecto laucem as suas vistas.
Isla para se alugar o 3. andar da casa n. 0
d 1 rui do Coliegio, a pouco pintado de novo, e
eom llUlitOS, e e.xcellenles comuiodos p ira qual-
iuer familia; quem o pretender dirija-se a loja
da inesioa casa para ver, esc lhe dir com quein
lia de tratar.
\ pessoa que nnnunciou querer permutar
1111 sitio por escravos, ou por una casa terrea,
morondo vender dito Sitio, dirija-se a liua-vcllia
da Boa-visl 1 0. isa n. 55.
Preciza-se de uma pessoa para folearforml-
gas em um silio. e que lenlia os seus aviameutos;
0 inais tildo que fr preciso se (la na Uua-npva
3. andar u. 52.
- Aluga-se o segundo andar do sobrado d.i
l'.u>nova 11. 5 defroutedo oto da igreja do Sa-
cramento do bailTO de Sanio Antonio coin coin-
modos para grande familia, a tratar na loja do
mesmo.
0 Sr. Joaquim Jos de Pinho, que morn
nos Ulbgados; e boje mora em Nossa Senhorada
(loria, queira vir a ra do Cabug loja de nieu-
dezas junto do Sr. Itaudcira que multo se I he de-
/eja fallar.
O Sr. esludante, que coinproii, lia dous ali-
os, una obra de Voltaire em 75 vol., e que le-
vou a nietade d'etla, queira tornar a mandar a
que recebeo, ou alias, pagal-a na ra dasTrin-
cheiras 11. 18.
Km casa de Avrial irmos na ra da Cruz, n.
20, snbscreve-se para o Jornal do Commercio do
Hio-de-janeiro; na mesma casa laiubcm so veu-
deni eolecees (las leis, c decrclos do imperiodo
Brasil desde 1822 at o presente: o Musi Uni-
versal, a memoria da campanha de S. Pedro, his-
toria de apoleo, dita da revolueao francesa,
(lila do /rasil, dita Natural, rcgiilaniciitos das
relaeocs do imperio, ditos das all'andegas, dito
repertorio alphabetco das leis, annaes de ditos,
reforma do cdigo, taboas de juras e eorreta-
^'(ns, collci-oes das penas, e Archivo Tlieatral
do Rio, Manual da agricultura brasilea. Itine-
rario do llio-de-janeiro ao Para, e Maranlio pe-
las provincias de.Minas, o (ioias, e outras mul-
tas obras de instrucos ruraes, assim como uma
grande quanlidade de novelas e folhetos esco-
1 li icios os inais interessates e modernos sendo
estes dos piceos de 120 rs. at I2S0 rs.; tudo isto
[mpresso no Rio-de-janeiro em casa de J. Vllle-
ueiive & C.
O capito Wolo da barca sarda Xapoleo pre-
ei/.a de tres a quatro eolitos de ris a risco mari-
dillo sobre carga casco o frotes da dita barca.
pelas despezas feitas ueste porto, para reparar
as avarias que tem soflrido a dita barca : a pes-
soa, ou pessoas, que se julgarem habilitadas a
entrar ueste negocio, p(idein entender-se como
dito capilao, 011 lovareni suas proposlas no vico-
consulado de Sardcuha na ra da Cruz u. 55.
D-se dinheiro a premio sobre penbores de
ouro. c prota 011 mesmo sobre boas lirmas, 011
hipotheca na 111a eslicita doKos.u iosegundo an-
dar 11. 30 da-casa onde inora o Sr. Dr. Baptista.
Precisa-se de um criado portugus, ou de
outra qualquer naco, com tanto que saiba fal-
lar partugues, nalivrarla n. 6, eo dapracada
independencia.
Aluga-se nina loja com armaeo prompta
para qualquer estabelecimento a tratar na
ruado Livraiueiilo n. 3.
Arrcnda-so, o t.unbem se vendo por coin-
niodo proco una caa nova de pedia o cal com
boni lomo, o utensis do padara, terreno pro-
prio, o livio para um boni sitio, boira do rio
Capibaribe, junio .< povoaco dos Allogados.
Quem lhe convier arrendar, ou comprar, pro-
cure o advoirado Joao Baptista Soares nos dias
uleis no seu escriptorio na ra da Paz por de-
tras do Carino, o nos feriados no sitio da llha,
onde se pode ver a casa, e terreno.
Precisa-se d'uma cscrava que saiba lavar,
engommar, e fazer o servieo d'uma casa, e que
soja fiel: no atierro da Boa-vista n. 6, primeiro
andar.
Jos Francisco d'Azevcdo Lisboa, tendo-se
aggravad o seu mal, relira-se para Lisboa.
= Oll'ereoo-so para caixoiro de ra, arma-
rom, ou loja uin moco arasileiro, com todas
as habilidades nocessarias : quem do seu presu-
mo se quizer tisar, aununcle sua moiada pa-
ra ser procurado.
O Sr. Antonio Augusto da Silva Jnior
queira dirigir-so ra do Rozado cstreta bo-
tica do Sr. I'aranbos, que muito se lhe desoja
fallar.
Aluga-se a loja sita na travessa da ra das
Cruzes n. 4, assim como tambetn se vende a ar-
maeo da mesma propria para qualquer esta-
belecimento, principalmente para venda ou
botequim ; a tratar na mesma.
li


BELLAS ARTES.
(;.i \ d i: ga l i: R i a orne a ,
Kxposta ni ra do Queimado n. 9, emqnatro
salas do priinclro e segundo andar.
PROGRAMMA >\ TECEIRA EXPOSIC U>,
Que principiara desde erca-feira 9 Fabril, al se-
gunda-feira 15 do dito, inclutive.
v > GENI HO DI M.ui: \\\ \.
1.", a capella de Guilherme Tell na Suissa, so-
bre .i margem dO Lago, no cantando Uri. (ao
luar i.", a magnifica sala dojardim, no pa-
lacio de vrr.ii) dn principe Sehwartzeinberg, nos
i'iniiiiis de \ iciiiia. -."{.", a capella subterrnea
de Sanl i Margarida, eui Mureinbcrg.
NO (.1 ERO DE COSHOB \M \.
i.", a expedicao ao Polo rtico, que fez <> capi-
tn Parrj ein 1827, de ordein do governo ingles.
,">.", a entrada solemne de S. .M. R.a princesa
Hara Auna de Saboia, ein \ ienna, na poca do
sen fausto casamente com S. \l. <> re de lliuu-
grla Fernando I, actual imperador da Austria.
Capotes, vista dolido da Estrada-nova.
?.", a magnifica pracade S. Pedro en Roma, re-
presentada ein domingo de Pascoa, uus momen-
tos antf s que S. S. o papa d a henean ao povo.
o proco dos billioies da entrada o que nao se
altor ni dar uno todo o lempo da cxposico 500
rs. por cada pessoa, e os meninos at Id anuos
pa^ar.i a metade.
A ilii i galera esl ir aborta todos os dias des-
de as ll horas da manhaa ateas 2 da tarde, e
desdo a noitinba por tros limas consecutivas.
Precisa-sc <\f urna pessoa que saiba traba
Ihar ein bahus, e tambem precisa-se de mu ra-
pas portugus ehegados ltimamente do Porto.
iino (inlri l a IS anuos, na i na do collegio n. 15.
- Aluga-se nma preta, que sabe bein engom-
mar e fazeni todo servido de urna casa, coznha
sofrivel, oih iboa bein, na mesma casa lia tima
mor i. que si' prope a lodo servico de nina casa
on cozer ein alguma casa francesa, no principio
ilo atierro dos Militados sobrado n. 7.
I elippe Nerj ColacO, declara para conhe-
eimento dos interessados, que pretende ein a
manhaa do da 15 do corrente dar principio as
suasUrdes; oqueter lugar eina travessa das
Cni7.es n. t l."andar; e igualmente faz publi-
co que anda podo acceitar alguna alumnos, aos
paos si ra permettido frequentar duas aulas
pagando nma su mensalidade, exceto os que
forem lilhos deipessoas abas) idas. \s materias
que o aun undante ensina sao, geometra, phi-
lisophia, ingles, e francs; os que Ihe quis'erem
fallar dirijo-se ra da Santa Cruz na Boa-vis-
ta n. 38.
Vluga-so un primeiro andar de un sobra-
do com coniniodos suficientes para grande fami-
lia, multo Irisen o com muilo boa vista para o
ni ir, por proco commodo assim como um gran-
de arinazein proprio para qualquer estabeleci-
ineiito por ter embarque a toda hora no porlo ;
na ra da l'raia do Sania Hita n. .'{?.
CATELL \ COTR \ \S FALSIFICACES.
Constando i Mearon 6 f., que em algumas
vendas e lojas dcsta i idade se vende um rap .
coma falsa denoininacao do rap arfa preta, com
astuciosa imitaco dos botes, rtulos, e sellos
da sita fabrica, fosera sciente aos seus fregue-
ses, cao publico, que ein resguardo dasua
propriedade e dos seus direitos, accrescento
firma a < sollo do nico deposito do legitimo ;d-
pe"aria preta, que permanece no mesmolugar ,
ra da Crus n. 26.
Portanto qualquer oufro rap que se Inculque
debaixo dcsta denominacd urna falsificaco
dos productos da fabrica de Mearon & C., inven-
tores o nicos propietarios das fabricas do
rap aria preta tanto na sania no Rio-de-ja-
neiro. e Maranliao, como eui l'eriianibueo e
rogo aos Sra. compradores de acautellarem-se
contra as fraudes, sendo as maiores no rap ,
que so vendo a rotallio.
lima mulber viuva se ollerere para ama
de urna casa ; quem de seu prestimo se quizer
tilisar dirija-se a Kua-velha n. 83.
Ollerecu-se um moco i'orluguez para pria-
do de qualquer casa portugueza, ou ingleza ,
por ter pratica da mesma lingua ; quem de seu
prestimo se quizer tilisar, dirija-se a ruaes-
treita do Rozarlo, venda n. 8.
Henrique Jos Vieira da Silva embarca
para o Rio-de-janeiro a sua escrava de nomo
Rufina.
Troca-se urna imagem de N. S. da Con-
celcao, toda de pedra ; atrazda matriz da Boa-
vista sobrado n. 11.
AO PUBLICO.
\cbo-sr a venda no cstabeleciniento da
ra da Cruz do Recile n. ,'iS, da fabrica do rap
princesa di- (asso, do Rio-de-janeiro, chegado
ultiinamcntr, polo vapor Paraonse, urna das pre-
paraces ueste genero (pelo mesmo fabricante;
o inclbor que se pode faser no firasil; o sen titu-
lo princesa mel grusso. o fabricante adver-
te ao respcitavel imblieo, e particularmente aos
seus fregueses, brica continuaba levar o ello de sen deposito
sjeral nesta provincia, como legitimo envestor,
do cap com titulo de princesa, feito no/Vrasil,
taillo no Rio-de-janeiro, iValiia, eoino ein depo-
sito ein Pernambuco, e as suas provincias do
norte.
Aluga-se um sitio em S. Amaro, duas
casas de pedra e cal, a primeira bastante gran-
de, com duas salas, 5 quurtos, cosinha, estriba-
ra quarto de lorno, curral para gado, e tem
um grande solao com quartose sala ; a segun-
da tambem tem commodos sufficienlcs, cacim-
ba de agua de beber ; o sitio bastante grande,
com 5 viveiros de peixe, pasto para mmm ,
muitas Iruleiras de (odas as qualtdades, bas-
tantes psdecoqueiros, ebaixa para plantages;
quem u pretender, dirija-se ao Alterro-da-IJoa-
vista n. 3.
Aluga-se o segundo andar e solao cr.m
mullos con,modos para familia do sobrado do
Attcrro-da-Boa-vista n. 3; a tratar no mesmo
sobrado.
Da-se dinheiro a premio sobre penhores
i de ouro ; na ra das Crines n. 42
Precisa-se de 300#rs. a premio com boa
j firma ; na ra de Aguas-verdes n. 100.
O abaixoassignado faz publico, que do
! primeiro do corrente lite pertence a tenda de
'. ferreiro e serralheiro n. 7 da ra do Bru, ou-
tr'ora pertencenle aCaetano JoseCoelho, flean-
do dito Coelho na mesma tenda como mestre ;
0 administrador da casa Jos? Bernardino Ven-
tura, com quem se duverO entenderos preten-
dentes de obras.- Joo Mara Seve.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra estrella do Botarlo n. 18, por prego de 12#
rs. mensaes: a tratar na ruado Nogueira n. 27.
Precisa-se de Uto bom cosinheiro ; no bo-
tequim da estrella.
Antonio de Vascenccllos de Menezes de
Drumotul ttiodou a sua residencia para o pateo
da Penha n. 4.
Manoel Jos da Silva Maia faz saber ao
publico que desde boje em diante se assigna-
r Manoel Maia Lopes Ferreira.
Precisa-se de um liomem casado para to-
mar conta e trabalhar em um sitio perto desta
cidade; na Rua-direita sobjado n. 36.
COLLEUI )S. CRUZ.
o abaixn asignado declara, que no dia
20 do correte mez indemnisa as mensalidades
dos alumnos que se achao pagas adiantadas ,
entilando do da do encerramonto do collegio.
K tambem satisfaz no mesmo dia quaesquer
(|uantia que deve apprusenlando-se-lhe do-
cumenlo autorisado por elle mesmo. Os inte-
ressados compareci no dia a cima menciona-
do, no escriptorio do Sr. F. G. do Oliveira ,
no beco doCapim. Antonio Mara Chcese
Mello.
O bacharel Pedro Hczerra Pereira de Arau-
jo Beltrao julga-se habilitado para advogar no
crlme e presta-so nlo s dentro como para
lora da cidade e o mesmo da coes de latira
! aos que so quizerem aperfeifoar em Tito Livio ,
i e Horacio ; na rna do Rangel n. 36 segundo
andar.
Aluga-se urna casa terrea grande, com
jainlal e cacimba, na ra da Ordein terceira de
S. Francisco ; quem a pretender, dirija-so ao
Atterro-da-Boa-visla n. 37, primeiro andar.
Aluga-se urna preta para ajudar ao ser-
vico du urna casa de pequea familia e fa/.er
algumas compras ; na Rua-direita n. 131.
Permuta-te urna casa terrea na ra do
Arago poroutra quo seja nasseguintes ras :
pateo do Carino S. Pedro, Hospital, eAguas-
\erdes ; quem pretender ahnuncic.
Da-se 100 al 200^ rs. a juros com pe-
nhores de ouro e prata ; na ra do Cabug n.
I, que se dir quem d.
Precisa-se na serrara da Ponte-velha na
Boa-vista de 4 serradores forros ou captivos.
lima mulher bastante perita em bordados,
lavarintos, o marcas du todas us qualidades ,
vestidos de todos os moldes ou mesmo sim-
ples ofTerece seu prestimo ao respeitavel pu-
blico ; quem dola se quizer tilisar, dirija-se
a ra de S. Rita n. 57.
Aluga-se um sobrado de um andar cujo
aluguel nao exceda a l .-.- r>. e que seja par-
to do pateo da matriz de S. Antonio ; quem li-
vor annuncie.
nhar assarumleitSo coser, o engommar ;
no Atterro-dos-AfTogadosn. 218, casa de Fran-
cisco Xavier dasChagas.
Vendas
Compras
=[Compra-se electivamente nesla Typogra-
phia toda a qualidade de pannos cortados ou
vellios delinho, e algodao toJa a especie
de libra linheza algodao, de refugo em ra
ma papel epapelao velho.
Comprao-se cfTectivamentc para fra da
provincia escravos de ambos os sexos de 12 a
"20 annos agradando pzo-se bem na rga
daCadeiadeS. Antonio, sobrado de urna an-
dar de varanda de pao n. 20.
Comprao-se ellectivamenle para fra da
provincia mulatas, negras, e moleques do 12 a
:0 annos ; na Rua-nova, luja de lerragensn. 16
Compru-se o segundo tomo de theologia
moral composta por Fr. Francisco Larraga ;
quem liver annuncie
Na Rua-nova do S. Amaro sobrado no-
vo do Mesquila comprao-se 4 moleques de
boas liguras e duas negrinhas at 16 annos ,
tantuos cotnooutros, um feneiro e um pe-
dreiro.
Comprao-se dous sellins inglezes, j usa-
dos ; na ra do Queitnado n. 29.
Compra-se urna preta de idade sem acha-
ques e por preco commodo ; quem tiver an-
nuncie.
Compra-so um bilhar com todos os seus
perlences ou sem elles anda que esteja em
mo estado ; quem tiver annuncie.
Compra-se um alflnete de abertura de
bom ouro s e que tenha diamante; ao p do
palacio do bispo n. 10.
Compra-se um pardo, que seja claro, de
16 annos, nao sendo vicioso e mais escravos
le ambos os sexos a pessoas conhecidas pa-
gao-se por maior preco queem qualquer ou-
tra parle ; na Praca da-Boa-visid o. 19.
Compra-se urna escrava moca, quo en-
gomme. e cosinha muito bem, sem deleito phy-
sico, ou moral, paga-sc bem e sendo por
preco commodo ; rompra-sc tambem urna es-
crava de nicia idade que lave e entenda de
osinha devendo dar a experimentar; na ra
do Rangel n. 36, segundo andar.
Compra-se urna preta, que saiba cosi-
Vendc-se por preco commodo um carro
de 4 rodas, em bom uso, maneiro e de ex-
celentes molas ; no Atterro-da-Boa-vista, na
cocheira de mr. Ctnygdio.
Vende-se urna escrava de Angola de 18
annos bonita figura sabe engommar, coser,
e cosinha alguma cousa ; em Fra-de-portas
n. 67.
Vende-se por junto, ou a retalho um ter-
reno na ra da Praia desta cidade, com 101
palmos, altcerce na frente, e 200 palmos de
fundo, e caes; na ra do Queimado n. 37, pri-
meiro andar.
Vendem-se corles de lanzinha de boa qua-
lidade pelo barato preco de 2560 rs. ditos
de la e soda de gosto muito moderno a 6400 rs.,
dilosdecambraiade listrasde cor a 4000 rs. ,
ditos de chitas finas e de gosto o mais moder-
no a 3600 rs. colchas de damasco para cama,
pelo muito diminuto preco de 6400 rs. pegas
de bretanha com 10 varas a 1920 rs. bicos de
linho finos e outras omits fazendas por preco
commodo ; na ra do Crespo, loja n. 12, de
Jos Joaquitn da Silva Maya.
Vende-se caf em grao a 140 rs. a libra, e
arroba a 4000 rs. dito moido a 200 rs. a li-
bra ; no pateo do Carmo, esquina da ra de
Hurtas ns. 1 e 2.
Vende-se urna mulatinha de 8 a 9 annos ,
por preco commodo ; na Rua-nova n 28, lo-
ja de Antonio Ferreira da Cosa Braga.
Vendc-se a serrara do abaixo assignado ,
com todos os perlences bons commodos. ma-
deiras serradas, e por serrar, sita na ra da
Praia pordetraz da ribeira n. 15. ea casa onde
ella est colocada, travejada, ladrilhada, e com
um telheiro no fundo onde tem um grande ter-
reno no fundo e bom porlo de embarque.
Antonio Dias da Silva Cardial.
Vende-se um cordo do ouro o um par
de brincos, tudo de bom ouro. por preco com-
modo ; na ra da Gloria n. 33.
Vendem-se chapeos do massa dos melho-
res quejleem apparecido ditos mais ordina-
rios ditos de palhinha pretos o brancos ditos
para senhora e meninas, e urna grande porcao
de trastes tudo por menos do que em outra
qualquer parte ; na ra da Cruz armascm e
fabrica de chapeos n. 63.
Vende-so urna loja de asondas com os
fundos de 4:000,^ e tantos ou sem elles a di-
nheiro ou a praso com firmas a contento ; e
urna mulata ; na ra do Queimado n. 28, se-
gundo andar.
VenJo-se urna corrente com 3* oitavas e 3
quartos urna corrente e enrrentinha para re-
logio. annuncianto faz sciente as pessoas, que
teem penhores vencidos queirao no praso de 3
dias ir tiral-os ou reformarem ao contrario
sero os ditos penhores vendidos sem cointem-
placao alguma ; na ra das Trincheiras n. 18.
Vende-se urna espingarda de dous canos ,
muito boa de caca e de muito alcance, o que
se aluanca, por preco muito commodo ; na ra
da Conceicao da Boa-vista n. 17.
Continuo-se a vender caixas de lomos e
sem elles para lojas francesas por preco com-
modo assim como caixinhas para touca a 800
rs. a duzia o tambem concerta-so toda a qua-
lidade de chapeos tanto chinezes, como qual-
quer obra pertencenle a ofllcio de chapeleiro ;
na ra da Conceicao da Bua-vMa n. 17.
Vendo-se urna negra crioula de 20 a 22
annos coso toda a qualidade de costura, bor-
da muito bom faz lavaiinto, marca de retroz,
rnsinha innitu hum enffnmms narfhffsn.....:..
---------- -- -euiniiio |>i i ii n inoiiie ,
cnsaboa muito bem e muito diligente para
todo o servico de urna casa : na ra da Gloria
n. 62.
Vendem-se superiores caivetes finos de
mola, queem se metiendo a penna sai logo
aparada ; na ra do Cabug loja de meudesas
junto a botica.
Vende-se um escravooftlcial de carpina ,
annos sem vicios ncm achaques ; 3 di-
tos para todo o servico de 20 a 25 annos; um
dito bom comprador, e faz todo o servico de
urna casa ; um bonito mulatinbo de 13 annos ,
para o mallo ; urna escrava boa engommadei-
avadetra e cosinhera ; urna dita do no-
venta e mais perlences; na Rua-nova, loja
de chapeos n. 45.
Vende-se urna preta de meia idade pro-
pria por suas qualidades para ama de casa, co-
sinha, engomma e cose muito sadia, e sem
deleito algum ; atraz da matriz, da Boa-vista
sobrado n. 11.
Vende-se urna venda na ra do Rangel n.
5 a dinheiro, ou a praso com boas firmas ; a
tratar na mesma.
Vende-se salca-parrilha muito nova, por
prego commodo esaccascom farinha de man-
dioca ; na ra da Cadeia-velha n. 35.
Vende-se um novo sortimento de ricos pa-
droes da nova fasenda rainba da India ; na ra
do Cabug lojas de Pendra & Guedes.
Vendem-se canarios de imperio em vivei-
ro a mil rs. sevadinha de Franca a 320 rs., a
libra, farinha do Maranhao a 120 rs. cordas
de embira branca a 3500 rs. o cento abanos a
1120 rs. o cento, chocolata da Rahia a 80 rs.
o pao, eteiraspequeas de Angola, o folhas
de louro em pequeas porees, por preco com-
modo ; na ra estreita do Rozarlo, venda n. 8.
Vende-se um preto padeiro, de meia ida-
de vindo do Rio-fotmoso; na ra larga do
Horario junto ao quarlel de polica n. 18.
Vende se urna morada de casa terrea em
Fra-de-portas detrazdo Pillar n. 24 ; a tra-
tar na Praga-ila-Roa-vista n. 32.
Vende-se urna escrava de nagao boa co-
zinheira e ptima lavadeira moga e de boni-
ta figura ; ua ruadaCadcia de S. Anlonio n.
22, primeiro andar.
Vende-se urna escrava de nagao, de 18
annos de bonita figura cose, engomma, co-
sinha e ptima para mucama, duas (tilas de
20 annos cnsinhao, e lavo 5 ditas de 30 an-
nos quitandeirase lavadeiras ; 4 escravos de
nagao dous oleiros um carreiro e um co-
sinheiro ; urna mulata de meia idade, ptima
para ama de urna casa ; na Rua-direita n. 3.
= Vende-se Jacaranda superior chegado do
llio de Janeiro podras de marmorc redondos
para mezas de mcio de sala, de muito hom gos-
lo ditas para commodas cadeiras america-
nas com assento de palhinha camas de vento
com armagao marque, as, sofs, mezas de
juntar camas de vento mu bem feitas a 4500,
ditas de pinho a 3500, assim como outros mui-
tos trastes ; pinho da Suecia com 3 pollegadas
de grossura dito serrado dito americano do
diilerenies larguras e comprimentos ; assim
como travs de pinho e barriles ; na ra de
Florentina em casa de J. i'eranger.
Escravos fgidos
de 22 annos
ra
nila figura de 18 annos ; duas ditas para to-
do oservigo ; na Praga-da-Boa vistan. 19.
Vendcm-sc medalhas e dedaesde ouro de
lei 3 voltas de cordo grosso dito lino, urna
corrento para senhora anoeloes com diaman-
tes e outras muilas obras de ouro e prata; as
1 mo pimas n. 45.
Vende-se una escrava de 20 annos, en-
gommadeira e cosinheira ; duas ditas de 20
annos de todo o servico e sao quitandeiras ;
duas negrinhas de 12 annos ; urna mulatinha ;
um bom escravo trabalhador deenxada e fou-
ce ; um lindo moleque de 13 anuos proprio
para pagem ou ofilcio ; um cavallo com lo-
dosos andares, o esquipador bom para car-
ro ; na ra do fugo ao p do Rozarlo n. 8.
Vende-se por preciso para o mallo utna
escrava de nagao de 24 annos, boa ensaboa-
deira quitandeira e muito diligenfr-para to-
do o servigo de urna casa ; tambem se troca p r
outra mais pequea ; no p deo do Carino n. 21.
Vende-se urna cama para casal, urna com-
moda 6 cadeiras, um cauap, una cama de
Fugio no dia 4 do corrente, as duas horas
da tarde a preta Antonia de nagao de 22 a n-
nos boa estatura grossa do corpo, cara re-
donda, cabello bastante ralo e com falhas ,
tem um calombo no peito do {p direilo olhos
grandes e um tanto avermelhados, tem as cos-
tas marcas de chicote, antigs levou vestido de
chita amarella com flores pardas tem sido en-
contrada na Boa-vista indo para Bebiribe, di/ia
ella, mas talvezseja paraoulros lugares; quem
a pegar, leve a Praga-da-Boa-vista n. 19, que
ser gratificado.
Ainda se acha fgido desde o dia 17 do fe-
vereiro do corrente anuo o escravo Luiz, tripu-
lo, oficial desapateiro do 20 annos b8xo ,
secco, falta^lhe um, ou dous denles na frente ,
cabello grande, e embaragado ; levou camisa de
madapoln suja, caigas de merino preto usadas,
e chapeo de seda tambem usado ; quem o pe-
gar, leve a ra da Praia sobrado n. 37 a Joa-
quim Pereira de Mondonga ou na ra larga do
Rozario a Joao Manoel Rodrigues Vallenca e
na villa do Rio-formno a seu snr. o bacbsre
Fernando Afionso de .Mello, que em qualquer
das referidas partes ser bem recompensado.
No da 2 do corrente desappareceo o es-
cravo Miguel oficial de marcineiro pardo
claro d 27 annos, alto, de corpo regular,
com faltas dos denles de cima, na frenle, costu-
ras no pescogo provenientes de alporras ou
glndulas tem um escroto bastante crescidu ,
olhos regulares com o coslume de apertar um
quando olha ps grandes e chatos, anda
calcado traz com sigo utna sobscnpgo pe-
dindo alloma presume-se que sabio sedu-
zido, porque leve sempre bons costutnes; quem
o pegar, leve a ra da Madre de Dos n. I, casa
de Gongallojos da Costa e S, que sor recom-
pensado.
No dia 27 do p. p. ausentou-se da casa do
abaixo assignado, um pardo de nomo Antonio,
de estatura regular, corpo a proporgao ca-
bello bem crespo pouca suissas o rentes, tem
nma fstula no queijo orelha furada na per-
na esquerda buscando o calcanhar tem bas-
tantes marcas de ferida e urna aberta ; levou
camisa de riscadinho encarnado caigas bran-
cas tudo novo chapen de palha alen, da
roupa do corpo levou mais alguma branca ,
muilo jogador e nao larga o charuto ; na
mesma occasio s duzio-me o meo criado Por-
lugez de 14 annos levou caigas de la do
listras azues camisa de algodozinho nova ;
roga-se a todas as autoridades policiaes e
capillos de campo hajo de appiehender e
avisar ao abaixo assignado na Praga-da-Bja-
vista n. 24, que se satisfar toda e qualquer
despesa, que toaba feito. Manoel Pacheco
(le Queiroya,
Rkim ruTir. db M. F. bmFahu1844.