Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08714

Full Text
A o de IQM.
Quarta Fcira 10
0 PiAMOpublica-ar t< di m das que nao forera Bonifcalos : ptelo da asiRnatura
he i* tres mil ra por qunriei ptgoi adianiadoa O nnniini-iosotuigR*nle tito Iwandod
rli *"" 1ue ;l" fo'cm -i raiao (le 8U rea por linha A rei-lamaifies detem ser diri-
gidas cala Tvp 'ua da* Cruel n 4 ou prapa da Independencia 1 ja Je livn.an 6 e S
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
GouNKA, e I'nrahyha sesundus eeX.ae feiras. Hio Grande de Sorle. quintas feiras -
Lab". Seriaba* Itio Fnrmoao l'orio Calvo, Macev e Alagoa* no 1 11 c^i
Je cada mei Garanhuna e Honilo a Ule J4 de cala mez lua-viata Flore a 18
e US d-to. Cidaleda Victoria, quinina f.-ir. Oliuda todas os dios.
das da semana.
8 Seg a. A- ancin Aud.do J. de 1). da 8. r.
!) Terca + a Demonio Hel aud. do de 1) da 3. t.
ii) linaria a Euqaitl Aud do J de I) da 3 i
4* Quima a.Lefto Aud do .1 de D da 'i. t
|2 Se.le a. Vicio* Aud do J del), da 8. t.
li Sab. s Heonencjildo "el. aud do I. de D. da 1. v.
l Dom de Patencia < Tiburoiu e A -li-iiaiio.
t -
de Abril
Atino XX. N. M
c: .:'-rrs,":;-:' -..- '-.-i u .......""""
Tuilo agora depende de nos awimotj di nnaaa pradeneia, irode
Bal
cio
Pro lnn.it ia da UiembUa Gcral (fo iratil.)
.* ^, v- tinui-in-a como prineipUniOI e ice-nos aivinla-ios com admira',.!. entr
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/ / Cambio! sobre Lonores -5.
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Paria *0 res por Franco
Lisboa ,12 por iJ de premio
Hoedi de eobr 5 por cerno c nao
dem de letras de boaa firu.aa \ al)
i IMIIOI No DIt !' l>K ADn 11..
Our*-M-K;da.le fi.WO V.
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Prala-rfataedea
Pesos i-uliimmnare
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venda
17,500
1,7800
J.-U
i.y.s)
*,9S0
PHASES DA U \ NO MI'./. DE ABRIL.
da tarde:
cheia a .'{ as-'i lloras e ,li uiin da manhia iLllanOTl a 17 as 2 horas e II
t)O Ja larde (Ciesceule a J as 5 b. e 'u m. da maabaa.
W?
-M in;uant.- a tf as 7 buraa a -
Primeira aa 10 horas e i min.
l'reamar de hoje.
aianh.1l | Segunda as 1 i horas eS minutos da tarde
USAR I
- ...

EXTERIOR.
O Diario do Governo recebido pelo ultimo
navio chegado de Lisboa, alcanca a (i de mu-
ro prximo passado, ed'elle colhemos o se-
guate :
Por noticias de Castello-branco constava, que
os revoltosos de Torres-oova roubarSo no dia
t) de fevereiro o cofr" publico com 8:600^009 rs.,
e i|in" utii-i l'ri;: do regiment 12 di lufautaria ,
que all eslava nnio-si* aelles menos o co-
ronel e lilis ooiiipanliias ; assiin como ijue
adhera do batalho decacadores n. I esta-
cionado ni <:il ide ti i Guarda.
Por decreto de IA do feverciro deterininoU o
governo que se proceriesse a arresto ein lodos
osbensperteocentes aos autores c cumplices
d'aqu^lla revolta, paraseguranfa da Rucada
publica.
S. M.arainha, e a corte de Portugal toma-
rSoluto por dous metes a com ir d' i juelle
nii'smo di i (1-4 de fevereiro), sendo o primelri
mes de hito rigoroso pela morte do duque
reinante de Saxe-' loburgo-Gotha.
Por ollieios to goveruador civil de Castello-
> branco datados d'aqueiia cidade em l5dopre-
dito ttm i constava iani!)em, nuc ra tala a se
reunir aos revoltosos n conde de llonilim o
qu ti tomou o commando tendo entrado aa
Reir (indo rugido do Alin-tejo) atravessaodo a
r.aia hesp inhola e entrando pela barca de Her-
rara ein frente de \Ilpica.
Os cheles da revolt i temerosos dos seus pro-
prios soldados, que continuamente os abandoa-
aavao acossados por Circas superiores e dis-
ciplinadas e repellldos pelo povo, contavao ,
que a sua salracSoestava na fuga e o resulta-
do provavel seria einigrarem para o pate vi-
sinho.
Por boletins telegraphicos constava mais, que
os revoltosos tinho entrado na cidade da Guar-
da em o dia 18 com o conde do HoinHm perse-
guidos pelos viscoades da Fonte-nova e le \'i-
uhaes.
No dia 21 de fevereiro rciinirao-.se as cortes
adiadas, e a ellas foi o goverao pedir a proro-
o i.- io tt o (lin de mareo da lei que lhe con-
ferir poderes extraordinarios. A cmara dos
deputaaos depois de animada discussao votou a
concessiin pedida ; a (pial foi igualmente appro-
vnda pe i dos pares-no dia seguate,
Por decreto de 23 de fevereiro foro de novo
adiad t-; as e un aras at o dia 22 de abril corren-
te ineltisivatnenle.
S. M. I. a Seuhora duquesa de Rraganca a-
fia cedido pana os ufgfneias do estado n'este
auno, por sua parte c cni iitiiue de Su i augusta
lilln a princesa D. Mara Amelia a nuautla de
4 coutos de reis, para ser descontada em dose
prestaedes iguaes das mesadas que tivessem
de receberde suas respectivas dotaces.
Da cidade da Guarda retrar;io-se ltimamen-
te os revoltosos para a praca de Almeida onde
trativaode fortiliear-se ; mas j estavao sitiados
nclas tropas do goveroo asquaes s1.; esperavao
reforco de arillhara grossa para baterem aquel-
la praca continuaooo uo entretanto a apertar
o cerco ead i vez mais.
Por noticias da 11 spanba constava que unta
columna de tropas liespanliolas percorria a raa
cui observacSu dos revoltosos de Portugal e
queocommandante d'aqueiia columna partici-
para s autoridades portuguezas das povoa(des
limitrofes da raa estar encarregado pelo seu
governo de Ibes prestar todo O auxilio eeoadju-
vacao que carecessem para debelfarem os su-
blevados.
Os jornaes de Madrid reeebidos ein Lisboa ,
de mais recente data ; cbcgavfio at 27 de feve-
reiro.
A 17 tinlia recebido a embaixada francs i inn
correio extraordinario de llayonua traiiscreven-
dn a parte telegrapbica com a noticia de ter sa-
bido de Paris em direccSo ;k Catalunha a rainlia
Christina a 15pelasduas botas da tarde.
A niuiricipalidade de Madrid bavia publicado
o programina|para a recepcSo de S. M. orde-
u nido quese arniassein as janellas que bou-
vesse IlluinlnacSo geral, e que se dssein outras
demonstraces de regosijo.
Vssegtirava-se t inili -tu que a ranilla nris-
tina condti/.iria em sin coinpanhla tres sobri-
nlns do infante I). Francisco de Paula que
esl ivao em Part n'uui collegio de educa?-
O Castellano di/. que a corte de Prusia tni-
nifesta favoraveis disposiru-s para entrar em
relacOes de reconhedmento de M. a rainha, e
do seu governo constitucional ; que com a Sar-
de nha se achilo ja entaboladas negoelaca -s ; as-
siin como com o chele espiritual da Igreja e
com a corte de naviera.
II i to 1 i; as prob tl.ilidades para crer (diz nm
correspondente do Heraldo que os anarchis-
tas de H -spanhae Portugal estavao deaccordoj
mas pelos esforcos das autoridades espera-se ,
que tatiton'uin como n'outropaizfiquemfrustra-
tias todas as suas conibinacdes.
A 24 de fevereiro liaba partido para Vallencia
a comralssao da cunara dos deputados eucarre-
gad t de felicitar a rainha Christina. Alem d'es-
(a eominissao lutiilos deputados e senadores
tenclonavSo ir a Aranjues, ein compainha de
diversas corporales e autoridades para ah a-
guardarein S. M. ,
O senado tambem noineara a sua commissao
pira ir coiiipriin-litar e acooipiubar a rainha
in.ii. Km \taujtie/.j nao havia nina s casa ,
que se pudesse alugar.
As noticias da Catalunhaerao mu satisfacto-
rias ; em toda a parte rein iva a maior traiiqiiil-
lidade. V rainha (.hristiiia era all esperatl i a
24 c faslnn-se esplendidos preparativos pira a
su i recepeo. ,
N i inanhSa de 27 devta sahir para Valencia o
ministro da justica que iaporordem da rainha
assistir n recepcao de sua augusta mal. Levava
urna carta authograph de S. M. para es-a se-
uhora e seria acompanhado por dous olliciaes
de secretaria e pelo secretaria do conselho de
ministros. Tambem havia partido para Valen-
cia a commissao do senado.
Em Barcelona tinha-se preparado umasnmp-
tuosa habltaco para S. \l.\ e o enthusiasmo dos
habitantes era tal que nao se cncontrava sege
on cavallo que nao estivesseni alagados para as
pessoas que iio esperar S. M. fura de portas.
Havia Unto na capital da Catalunha como em
Figueiras arcos triumph es e vistosas illunu-
r.n'i Valencia fasla-se todos os esforcos para
que i receprao fosse em tudo digna da augusta
personagem, que all se esperava.
O Heraldo elogia o restabeleciment do tribu-
nal da Rota abolido plo pulido progressista ;
cenia reinstalacSo milito deve concorrer para
i-pstabelecer a boa harmona com a corte de
Roma. ., .. .
\s tropas que exisiiao em frente de CarthftV
gpiia sobiiio a 8.00D homens ; e os revoltosos
no liuhao mais do qu- 2,00 1. M uida.ao um
parlamentarlo ao general Concha para tratar de
...ovn.-ao eeste respond o ,que naoadmittia
convenci mas sino entrega discrlcao.
EinSaWoca, Barcelona, e todas as mais
provincias excepcSo dos dous pontos suble-
vados de icante e Carthagena reinava per-
reitosocego, e havia toda a coman-;a d que
nao seria alterado ein coosequeacia do excel-
leotecstado da opinifio publica, e da energa
das autoridades.
PORTUGAL.
irligo offkiaet dotrevoltotoi ie Portugal.
ni,,, sr. a A.estahoras ter-se-ha levantado
nm grito unnime em tolos os ponto; desie ule-
lis paiz contra a pessiina gerencia dos oegocios
pblicos da actual adminlstracao. Nao se tra-
ta de ataque carta constitucin il iliiiioinr-
chla, que todos os homens honestos desejap ver
consolidada com as reformas legalmente reitas ,
segundo a experiencia tiver acouselh ido, e sini-
plesmente se dirigcm os nossos esforcos a col-
locar Sua Magestade a RUHH* livreda vergonho-
i ^....rQ ..ii que se acn c poner entao no-
mear livremeute OUtros ministros que trateiu
sinceramente de remediar os males desti des-
venturada nacao. V. S. nao pode sem incoi rer
ein gravisslma responsabilidade oppAr-M a este
movimento, todo nacional, e por Isso eu o
convido a annuir a elle, ou entao a retirar-se
pa onde lhe onvicr, c piizer na certeza de
que ser por todos respeitado podendo V. S.
mes.no, se julgar opport.ino entregar neste
ultimo caso o commando ao seu l.n.nediato ,
ou a outro quedelle se quelra cuca, regar as-
Bim como rceel.erdelle todas as claresas e re-
cibos, que salvem a su. responsabilidade -plan-
to ,a fundos e mais objeetos do regun-nto. A
mlnha divisa ten setnpre sido tolerancia com
todas as parcialidades polticas mas ueste caso
aaesutrata ieum ministerio, desejoanda le-
var mais longe estes mciis iualteraveis senti-
mentos. En lauco prlmeiro mao .lestes ineos a
fin de que com a forra riesse regiment que
marchou de dous pontos prximos de Lisboa e
nuc se acha debalxo das inlnhs ordeos cu nao
i s'-ia forcado a leVal-os s maos con. os seus pro-
prios camaradas. S asslm acontecer, sera v.
S. o responsavel pelo san-ue que se de. ran ai ,
e mais desgranas que deste conflicto poden.
"v!o pois a V. -S. una resposta P^Y'YJV?0-
vnuo. DeosgOarde, 4 de fevereiro de I8-.-
-Illm. Sr. Jos de Pina I-re.re da l-oiise. a. A.
CeW de Vaseoneellos coronel da c.ivallana.
Illm. e Esm. Sr. Acabo derecebw o offlclo
de ^ E. de S do corrente (que me veo remettl-
do de ElvaspOTUin ollieial de cavallar.a ... )
em (.lie V EX. me previne de que S. t.\. o mi-
nistro da guerra lhe c......lUnicara que cu
devo marchar quanto ames a apresentar-me na
capital, c.p.e eottsequenlemettle dec are cu a
V.Ex. o dia e hora ein que parto de Klvas..
Cumpre-me pote vista do exposto commu-
aleara V Ex!, que eu tenhio andado por dlffe-
rentes be.d.dcs da mi.iba lavoura, c que da
ultiinadellas(a Paln-era a una legua de Mon-
fortcj vi.n herdade da Torre do mou amigo
eonde de Avillez onderecebi o ditooflkciode
V. Ex. esta tarde. Nestestermos, eparanao
demorar o portador, previno a V. Ex. deque
fleo cerlo do icu conteulo, para o por em exentado
logo queo uva tetado de eaude w'o permit i ,e tta
data assiin coinmunico a S, Ex. oministroda
guerra. Dos guarde a V. Ex. Ilerdade da Tor-
re a duas leguas d Porl ilegre 8 de fevereiro
d I844.=lllin. c Taiii. r. barSo de Estremos.
Conde do Som/Im.
Est conforme. Secretarla d'estado dos ne-
gocios d. guerra, ein 18 de fevereiro de 1844.:
Miguet Joee Martin Danta*.
Habitantes de Lisboa e soldados da guarni-
rfio! --Tomei o commando de uina divisao,
que dentro einpoueo se vai apresentar diante
da capital bein decidida a i irnar urna reallda-
tle a sagrada promessa, que nos foi feita ein 10
de fevereiro de IS2.
Portugueses: os bravos que me acoinpanhao
sfio vossos amigos vossos eompanheiro.s d ar-
mas, tollas elles resj> itio e (pierenl a carta
constitucional de 182o, mas todos elles como
vos forao atraicoados, a todos se fes urna pro-
messa ea lodos se faltou.
O reino todo em breve esl ir armado contra
umafaeco que lllude .i soberana eque so
trata dos seus interesses pessoaes.
Acorta constitucional nao existe : CostaCa-
bral o unio poder do estado.
As amMts bravos companhelros de gloria ,
uui osWossos esforcos aos nossos.
Fazei cessar o despotismo que pesa sobre a
naco ; e seja 0 nosso grito :
Cari. constitucional Rainha-livredecoac-
ca'o e ftel execueflo di sagrada promessa de
10 de fevereiro de 1842.
Quartel general ein Vlcafus 14 de fevereiro
de 1844.Conde do Bomfim.
Guarda ISi/e[erereirodr 1844.
O general conde do liomlim participa a todos
os omciaes que sympathik-ao com o movimeoto
feit para levar execuco 0 decreto de 10 de
fevereiro de 1812 que elle se acha na Guarda
testa do regiment de infantaria o. 12. bata*
Ihaode ca adores n. 1, e cavallara ... 4 para
daqui couiec,aras suas operaees; e roga a esses
Husmos olliciaes hajo de se lhe unir com lodas
as fonas que podereni, na certesa de que este
servco ha d ser tomado em mu especial eon-
sideraco. (AssignadoJ Condedo Bomfim.
Gram-Bretanha.
Londres 21 de fevereiro.
O' onnell foi ..colindo ,-ni Londres com mili-
to enthusiasmo no parlamento polos deputa-
dos Irlandeses Apesar de ter dito em Liverpool,
que nao tomarla parta na discussao, que pro-
moved lord John Russell julgava-se que fal-
laria assim como mr. Shell.
No lint da sesso da cmara dos coinmiuis a
16 lord Stanley, ministro das colonias, decidi-
do adversario de O'Connell, opiuou que nunca
annuiria a que se tratasse o clero cathollco com
as mesillas exnidedes do clero protestante na
Irlanda porque a igreja protestante liearia rc-
(luzida, no casode-se conceder um subsidio a
outra igreja oitava parte dos seus reiidiuien-
tos aetuaes.
\ota-se que Sir Robert Pecl anda nao to-
mn parle neste debate.
0 Swidhs, queoduque deWelliagloa teve um
ataque de apoplexia, que foi atalbado pelos
soccorros da arle.
Na ausencia de O'Connell mr. O'Rrienlica
presidiado a associaco do Rcpeal. Em todas
as provincias d.*. Irlanda reina trauquillldade.
O Morning-ChronieU dis que lord Grej sera
removido do cargo de liigar-teiienie da Irlanda;
r. une dentro em um mes sahir de D.ibiin. Kste
funecionario havia instado pela SUa exonera
cao. Ainda se ignora quein ser o seu sueees-
sor; mas corre o boato de que ser noineado
lord Wharnclill'. Tambem se diz que o gabi-
nete se oceupa agora da ariopeo de urna medi-
da importante que asupprcsso do cargo de
viee-rci de Irlanda. CDiir.'o do Gorenw.J
ASSBMBLA PROVINCIAL.
Continuaco da sesudo de 2 de abril de 1844.
SEGUNDA PARTB DA ORDEM DO DIA.
Contina a segunda discussao do projeeto de
lei do orcamento provincial.
Entra cni discussao, e sem debate approvado
o seguate artigo addtivo da coiiunisso de fa-
- Como seminario de Oliuda. 3:lfi0#0QQ
Searue-se a discussao do seguute :
Crt. 12. Com a torca policial. 11 2.000^)00
^ ai i mesa, e depois de apoiado entra ein dis-
cussao conjunctamente com o artigo, este re-
querlmento do Sr. B. Cavalcanti:
= Requeiro o ada.nento do art. 12, ate que
paste cu terecira discussao o projeeto da torga
policial.
: ..TEESBIIl-1 'ii'RSSiai
o Sr. Manoel Cavaleanti: Tetn sido costunic
nesta casa Bear adiada a discussao da quota mar-
eada p.ra a torca policial para depois que se
lisa essa torca, porque conforme ella, se marca
o qu .i. til 11 iva, m is recordo-me, que no orea-
meato passado nao se ni ireou quota algunia j
alnirie que este artigo de despesa est de accor*
do com a forga policial mareada no projeeto,
que ;. lixa, a mesilla coiis.. : por isso crcio,
que podemos discutir j esta quota, e isto adi-
aiiiu i muito a discussao da forja policial.
<) Sr. Horros Cavalcanti: Sr. pies., os pre-
cedentes da casa teeinsidoseinpre ftcar adiada a
discussao deste artigo, para depois ip.e se dis-
cute o projeeto de forja policial. Verdade ('-,
que em oannopassado nao f.cou adiado, entrn
logo em discussao, passou por tres discussdes,
assiin como tambem o projeeto de torca policial;
|.or conseguintc veioa passaroquantitativo por
seis discussoes, por isso que elle estava tanibeiu
mareado no projeelo. Esta rubrica est depen-
de ule da torca, que passar no projeelo : a assem-
bla nao sabe, por ora, que torca passar, e d se-
gundo a forra, que passar ein .'I.11 discuss.io, que
deve ser consignado o quantltativo. Por tanto,
vista .los precedentes da casa.anteriores aoanno
passado, e das rases que acabo de expender,
parece, que o nuu requerimento deve ser ap-
provado.
0 Sr. Manoel Joaqun: F.u quizera saber, se
t'- intencac da casa ftxar prlmeiro o quantltativo,
que damos para despeurier-se con. a forja poli-
cial,ou se lixal-a para depois darinosodinheiro.
Eu enteiido.que devenios dizer.que com a polica
nao podemos despender mais de 102:000/, e que
por conseguintc o numero de pr.ir.as, os suidos, 8ic.
ieo restringidos este qu anulativo. Alguns
cortes, que deo a eoininissiio, teeni sido despre-
sados ; a despeza vai augmentada, e depois a
receita nao sei como ser. Ku por tanto sou de
opiiio, que primeirainente se lixe a somma,
que se diga = mis nao podemos gastar seno
tanto com a forra policial crcio, que foi
isso inesmo a inleii.o da coiiunisso, estabele-
cendo este artigo aqu, e entao o governo dis-
tribuir;'! este quantltativo como juigar conveni-
ente. Cuido, que nao nos compete a designacao
da foro;., porque nao somos militares; compete
lixarinos o dinheiro ; e da maneira por que nos
o distribuimos nao sei se urna despeza to
productiva, como quercm os defiensores dos
empregados pblicos.
O Sr. Olivara : Ha a arrecadac~o.
O Sr. Manoel Joaquim : E' preciso, que aar-
recadajo nao seja nao despendiosa, que absor-
va todos os rendimentos. Os einpregos pblicos
nao s;io patrimonio de niiigueiu, e entao einpre-
gos creados pela le do orcamento, que eu cui-
do, que cessada a causa deveni cessar os elle los.
O Sr. Sabuco : Nem a revoluyao francesa po-
de com os empregados pblicos.
O Sr. Maiioel Joaquim : Nem nos podemos ;
mas o que eu digo que nao sei aoude vamos
parar com isto : o honiem, que ten um empre-
go publico, teiu direito nato a elle, e ttulo de
gratilieaio vai percebeudo dous ordenados, e
se se anulla nina repartico, grito logo, apezar
de terem recchido o eniprego com a condico de
servirem em quanto fosac preciso, entao appa-
rece este argumento = mlnha mulhev e nieus
lilhos lieo desgrarados, 8tc, esa oque eu vejo ,
quequasi todos elles princlplSo pobres e vao-se
assiu. .1 i ti. pando.
O Sr. Olireira : Quasi todos morrem pobres.
O Sr. Manoel Joaquim : Nao das riquezas,
que cuquera fallar ; elles nao sao ricos, porque
cada um vai consiuniudo comsigo proprio tudo
o que percebe, e depois vira urna aposentadoria
apreseiita-se o argumento = ua mulher cout
dose lilhos, besare quein paga isto ?
L'm Sr. depittado: A despeza cout os empre-
gados pblicos productiva.
0 Sr. Manoel Joaquim : Nao duvido; mas
despender con. os empregados pblicos, e com
outras despezas, una cifra maior do que a da
OOSsa rend, isto o que eu acho, que uio con-
ven.. Emftm, tornando loica policial, emen-
do, que devenios dizi-r, que nos s podemos
gastar com essa forja 102:000/000 ; votemos lo-
go sobre isto, at inesino para nao dar lugar
discussao de mais um, ou de menos um oflicial,
e ereio, que isto ines.no sepratieou o anno pas-
sadp.
O Sr. Barros Cavaleanti: -- Mas o precedente
dos anuos anteriores nao este.
O Sr. Manoel Joaquim : Nao sei por que o n.
d. passa por cima do precedente do anno passa-
do, pata ir buscar o dos outros anuos.
OSr. Reg Barros : Sr. pres., entendo, que
prlmeiro se deve marear a forja e depois o quan-
titalivo ; porque pode haver una grande ques-
tao sobre o numero dessa forja. Nos sabemos,
que a eoininissao j deo o seu parecer, lixando o
numero da forja policial, como o do anuo pas-
sado, e se na discussao desse parecer apresenla-
rcin-sc emendas, se se quizer acrescentar 0 nu-
mero nos obstar a lei do orjamento, quando
me pareca, que se poda deixar este artigo ein
aborto, c isto foi sempre o costume da casa, ex-
cepto ein o anuo passado. .lulgo, que nao vale
a pena gastar-se tempo nesta discussao ; poden-


2
do acontecer, que se levante grande questo so-
bre a forja policial, bom c, qfte guardemos a
discuss ) deste artigo |>ara depois.
OSr. Nabuco: Nao me pareee Indiflferente,
como aprouve dizer ao a. d., fixar agora no or-
namento o quantum da despeza para a forja poli-
cial, porque assiin a fixacoda forja ficaria su-
bordinada a este quantum ; mas sto posslvel
fazer-se, vala lo acto addicional. Nos nao
podemos flxar a forja policial seno em raso das
circumstancias, em que se adiar o paiz(apofa-
dos): a lixajo da forja policial nao depende do
estado dos cofres, depende esseorialmente das
circumstancias do paiz. Se o paiz estiver coui
mu orisonte nublado, se houverem recelos de
desordens, certamente o forja policial nao de-
vera ter iixada como se o paiz esllveese cin es-
tado normal : o acto addicional di' Hxar a loi-
ca animalmente = e isto equivale a dizer con-
forme as circumstancias de cada auno nao s
circumstancias econmicas, seno polticas e
moraes: os un. dd. comparan absolutamente o
estado COin os individuos, mas nao c assiin : os
particulares gasto conforme a sna receita, a
n.uo porm deve calculara sua receita confor-
me as suas despezas.
O 8r Manar! Joaquim : At certo ponto.
(i Sr. Nabuco : Sim, Sr.; o individuo calcu-
la a sua despeca pela receita, a najao c o inver-
so, calcula a receita pelas despezas, o que resta
saber ese estas desperas sao necessarias, e sen-
do necessarias, a najo asdeve fazer, ainda que
para isto seja preciso impr. Por couseguiute,
Sr. pres., nao me parece indiUcrcnte lixar-se o
orcamento em rclajSo loica ; ns devenios
deixar era aberto esta verba, como nos outros
anuos se tein l'eito, para quando se ti ver fixado
a forja da policia. Agora, quauto iiiiui, in-
diA'erente, que se lixc a forja policial no orca-
mento ; podeni apparecer circumstancias, em
que sto tenha lugar, urna vez que a cmara ru-
teada, i|iir a organisacao das Torcas anteriores
deve existir, pode ter ugar lixar a Torva na lei
mos prescindir de Hxar i forja, e i onforme ella,
segundo asnecessidades do paiz que se deve
fixar o quantum da despeza.
O Se. Jas Pedro : Levanto-me s para com-
bater um principio emittido pelo n.d., que aca-
ba de seiit.ir-se. Ku nao pretenda tomar parte
uesta discussiio, porque acabo de Tallar, e estou
inulto canjado; mas ouvido n. d. um principio,
que, a ser admittido, esta assemblea teria de sa-
crificar a sorte dos contriliuintcs. mi enlo mili-
tas das necessidades publicas. Disse o n. d.,que
devia adiar-se o artigo em questo, para quando
se tratasse da lei da forja policial, porque nessa
occasio que se leria de avallar as circumstan-
cias da provincia, segundo asquaesse devia de-
terminar a loica uecessaria e a sua respectiva
despeza a qual devia ser feita sem attenjo ao
orcamento, que se discute. Ku creio que, se este
principia predominasse se as necessidades pu-
blicas fossein semiue satisfeitas segundosua im-
portancia teriamos em umitas occasioes de
coinpronietter a sorte do contribuinte e nos
apuros em que estamos seria islo incvitavel. Co-
mo e, (pie se pode sustentar, que o povo sem-
pre abrigado a salisfazer as necessidades pu-
blicas? Pois a renda publica nao tein um limi-
te alera do qual nao pode passar sem compro-
metiere paiz.' Por ventura as (acuidades indi-
viduis sao illiiniladas ? Nao se deveui salvar
aquellas, que teem de servir para satisfojo das
necessidades presentes e Tu luas do contribu-
inte, e .linda as que o devem habilitar para con-
tinuar com a sua industria ? Nao se deve ultra-
passar estes limites, e se se nao tein considera-
jio a elles se comproini llera necessariameute o
prosperidade do paiz quando nao se o leve a
progressiva decadencia. Assim como o paiz po-
de ncar preiudieado por se nao satisfazerein cer-
tas necessidades, assilll tamheni elle se arruina-
r se os imposlos passarein alm dos limites ,
que se devem oliservar : eom a dillcrcuja po-
rm que s em certos casos ter o paiz de su-
cumbir por nao seren satisfeitas certas necessi-
dades ; mas em todo o caso o imposto, que con-
sumir ou entrar pelos capilars Tara retroga-
dar o paiz c acabar por arruinal-o completa-
mente. Haveinos de marcar urna forja policial
smente, porque as circumstancias da provincia
assiin oexi((c!ii,seiii adedennos aos lucios,que
teinos, p as outras necessidades publicas 0 n.
d. nao pode rigorosamente sustentar o princi-
pio que da sua opinio se origina,
QSr. Ifabueo: Ento sacrifica-se a existen-
cia do paiz.'
O.Sr. Jotf Pedro : Digo ao n. d., que deve
olli ir para as circumstancias peculiares do paiz.
"Vio ve o n. d. um dficit que se nao pode re-
mediar nao sabe, que os rditos mlividiiaes
do demais demorado a oimnlsacgo, que existia tao elle absurdo; por exeraplo, se me attrj-
nn auno finauceiro passado, at dezembro, fez bue a ntciiro de que a assemblea na lixajo da
despesa nao tenlia attenjo algunia aos lucios de
que pode dispr.
OSr. Jone Pedro:Nem'eu disse isso.
que a quota mareada se ade quasi extinrta ; e
tendo-se gasto nos nove meses decorridos 102
tontos, OU quasi esta quantia, por lima aproxi-
nao pdem sofi'rermais mposijdes? Srs. eu pro-
fesso o principio que o povo deve dar aquillo ,
que sempre pude dar c como elle as actuaes
circumstancias nao pude darinais, do que tem
dado os dinlieiros pblicos devem ser reparti-
dos propoicioialuieiite ao uiiuiero e uteiisi-
dade das necessidades publicas, lia vi Utos, como
quer o n, d., de satisfacer essa necessidade da
forja policial era toda sua exti njao < qpmpro-
metter por isso inesino as mil ras necessidades ,
que tanibem sao miiilo Importantes? Cario, que
nao deve passar esta opinio. Talvez por causa
del la val comprometter-se a provincia ein mals
de '25:000/ rus de despeza extraordinaria, que se
tein de fazer com o corpo policial, por se ler es-
gotado ou estar a linalisar-se aquota marcada
na lei do orcamento do auno correte para este
corpo. Despeza, (pie nao seria feita se o |in si-
dente da provincia fosse inais parco e estivesse
convencido que nao su a linea policial a tni-
ca necessidade publica i ou a necessidade mais
imperiosa e sobre tudo se elle fosse liel pxecu-
tor das leis e pezasse as consequencias desti s
ncessos as especialidad! s das di suevas publi-
cas. Nao devenios Sr. presidente tolerar um tal
jirocediincnto elle destruira aprimeira, ea
mais importante das cpndijoes dacontabilidade
publica em um governo regular, c constitucio-
nal, que e Sen m as despl zas ordenadas por lei.
e nao poder Ogverno mudar o seu emprego.
Esta tolerancia nao digna desta assemblea e
acairelara desnaturalisaCSo do sistema, que
nos rege. O presidente da provincia deo uuia
oiganisajo ao crpo de policia, que nao cabe
inada proporjo tereinos de ver gastos nos 3.....
zes qne Tal tao, mais de 25 tontos! Torno a di-
zer, Sr. pres., que estes excessos de despezas
milito nos de ve comprometter, elles desorgaai-
saro todos os clculos linanceiros desta assem-
blea, e por isso devenios ser muito cautelosos,
devenios com energa exigir o fiel cumprimento
da le do orcamento: talvez, torno a dizer, o
principio do n. d. fosse causa de nos veruios ago-
ra com esia despesa de mais.
O Sr. Reg Barros: E como sabe disto ?
OSr, Jote Pedro: Se, porque algn* ofli-
ciaes, e iiiesmo o Sr. inspector, me disseriio, e
fui levado este eonlieciinento por certos intc-
resses particulares, que me dizem respeitO, e
por desempenho dos ineus deveres, comodepu-
tado. Nao deixarci por tanto passar este prin-
cipio ; se elle tivesse de nos dirigir, aonde iria-
iims parar!1 Os impostos se inultiplicario, ou
militas necessidades publicas lieariao coinprn-
mettidas.
o Sr. Nabueo : Sr. pres., o n. d., que se as-
senta, levantou castellos para combatr, dedu-
zio consequencias forjadas de mu principio mili-
to eomesinho, que aprsente! considerajo da
casa. Combatendo eu um n. d., que se assenta
daqnelle lado, disse, que nao havia una perTei-
la compara jo entre o individuo e asociedade,
que o individuo tein de regular a sua despeza
conforme sua receita, mas que a najo o In-
verso, tem de regulara sua receita conforme a
sua despeza ; e do que se pode deducir as con-
seqneneiaa absurdas, que deduzio o n. d.? Que
por isso a najo deve gastar a torio e a direito,
sem attenjSo sua receita ? Nao certamente.
\gora, do principio do n. d. a consequencia era
esta : supponbamos, que bata porta uma re-
hollino, eque a recita oreada mo chegava para
fazer Tice as despezas desta rcbelliao, mis pelos
principios do n.d. tinliamos de dcixai-progredir
a rebelliao, nao podamos augmentar a forja
para Millocal-a ou prevenil-a.
O Sr. Punid Cavalcanti: A polica nao para
liater rebellines, e sim a tropa de liulia.
O Sr. Nabuco : Islo foi um exemnlo, que ru
tronce : outros Taciliiiente seantolhiio, que ser-
ven! para esta bypotliese. Se se icconliecer, que
urna despeza uecessaria para a existencia, c
nulidad'' da soeiedade, deve-sc deixar de fazer
essa despeza, s porque ha um dficit ? tuerta-
mente, que nao ; por isso digo cu, que em pri-
ineiro lugar deve se considerar a na tu reza da
despeza ; mas com isto nao quero dizer, que s
gaste a torio e a direito. O'principio pois do n.
d. (' de terrivels consequencias.
OSr. Jos Pedro:Nao Sr., a soeiedade moire
qiiced'unia quer d'outra inaneira.
OSr. Nabueo:Nao duvdo, mas o principio do
ii. d. mata a soeiedade inmediata e inTallivel-
mente, e o nieu principio tende a salval-a: se se
segnisseo principio do n. d. eniio a soeiedade
brasileira ha muito se havia dlssolvido (apoiadoi);
p*orque lia muito que a soeiedade brasileira luc-
ia com um dficit horroroso o ha muito que cir-
cumstancias sempre extraordinarias ex geni des-
pe/as extraordinarias.
O Sr. Jus'' Pedro:fia de succuinbir, a conti-
nuar esse mal.
OSr. Xttl.uro:--Sucuinbiria se deixasse de fa-
zer Tace ;is despezas necessarias fnpoiadoi).
Ou. d., levado pela torrente do sen discurso
linda tronce os actos da adniiiiistrajao como
consequencias do principio que cinitti: poi
isso, disse o n. d., que o presidente da provin-
cia e.xeedeo a despesa decretada. Por ventura <
uma consequencia do nieu principio, que o ad-
ministrador da provincia deva exceder as despe-
sas orjadas ? Eu mo constitu o administrado!
da provincia como juiz tiestas necessidades,
con- liini a assemblea quando tivesse de orear a
a despesa; mas devo dizer que de ncnliiima sor-
te aquillo cpie apresenlou o n. d. pode servir de
carga ao presidente da provincia: o que disse o
n. 5. ? Que o presidente la provincia tein exce-
dido a despesa; mas porque? Porque a assem-
blea nao orjoiia receita uecessaria para a forja,
que fi.xou.
o Sr. jsp Pedro:Devia limitarse despesa
xada.
O Sif. Snlnirn:Como quera o n. d. que o ad-
ministrador da provincia procedesse ? tomo <'
que se lera entendido estes casos, todas as vezes
que elles se dao .' K', que a asscmiila nao lixou
o quantitativo necessarlo porque o mo ealeulou
beni: <' a priineira vez que tem acontecido isto ?
Nao tem passado le uesta assemblea cuja dis-
posijo contradi/, a verba? Ku poisdirei, que se
uma le da assemblea fixar a forja policial, por
exeraplo, em600 prajas, ealei do orjamento
determinar urna verba inferior que uecessa-
ria para a despesa de G00 prajas, cu como admi-
nistrado, da provincia liei de organisar a loica
de ('00 nacas.
o Sr. Manoel Cavalcanti:Equauto gastara ?
OSr. Afl&ueo:Quauto fosse necessai io para
CG0 piaeas, porque creio, que a assemblea deve
ter prudencia nos seus actos: de que serve Hxar
nina Torca policialparaaqual niose do dinlici-
ro m cessario ? Tronce depois o n. d. urna divi-
da de sua casa, mo sei para que.
O Sr. Jos Pedro:Foi para mostrara rasao poi-
que tillha indagado este negocio.
OSr. Nabueo:O nobre diputado tronce isto
para dizer que se tinha excedido a despesa, por-
que se llie eslava devendo.
OSr. Manoel Cavalranti:Nao, mo.
O Sr. Jos Pedro:Interprete como quizer.
O Sr. Nabuco:Sr. pres., Icvanle-me smente
para di Tendero principio eomesinho que emitti.
O Sr. Manoel Cavalcanti: Mas defendeb mui-
tas ou ras rousas.
O Sr. Nabuco:t'relo, que esse principio eon-
rentaneo com a soeiedade civil. Os individuos
reunircse em soeiedade, e por cdiiscguiite so-
brecarregaro-se dos onus que s;o necessarios
para a existencia dcIU.
OSr. Jote Pedro: Minguem faz o que nao
piale.
O Sr. Nabueo:Isto serve para o individuo, e
noparaa najo, a najao deve defender o que
for necessarlo; agora seo n. d. quizer tirar coli-
na rubrica da lei do orjamento correte, c leu- [sequencias latas do principio que estabeleci, eu-
OSr Nabuco:-----O nieu principio este: a as-
semblea deve examinar a necessidade, se ella
fr imperiosa deve votar a despesa.
OSr. Paula Cavalcanti:Nao Sr., nos temos li-
mites.
O Sr. Nabuco: Se por ventura batter as por-
tas nina sedijfio.se oecorrerem motivos mo pre-
vistos, quaes os meios de que se deve laucar
nao? .
O Sr. Paula Cavalcanti:Estao marcados as
leisgeraes, chamara guarda nacional.
O Sr. Nabuco:E' empregar tudo para que a
soeiedade mo pereja (minio* apoiadoi). *
O Se. Francisco Joo:Sr. pies,, mal esperava
eu. que uma questao quasi que incidente vics-
sc dar lugar, como tem acontecido, discussiio
tao Interessante como esta. Concordando com a
vci'dade do principio emittido por um dos un.
dd que se assenta do lado opposto, e que acaba
de fallar, mo posso todava acceitar a appliea-
jao que fez dclle para o caso que discuti-
mos. .
OSr. Nabuco:Nao me refer a esta casa, foi
mu principio geral. -
0 Sr. Francisco Joo:----Com elleito ivcoulie-
ro a exaetidio do principio, que ein nuitos ca-
sos, naodirei em todos, mas as questes de vi-
da e de inorte para os estados, devem aquelles
que sin encarregados da direfjSo dos negocios
pblicos empenhar os ltimos esforjos da soeie-
dade (apoiadoi); mas, eu creio, que esta doutrina
sendo verdadera nao tinha a applicajao, que o
n. d. Ilie quiz prestar, emhora o n. d. diga ago-
ra que nao qniz dellc fazer applicajao; eu pro-
curarei mostrar que foi esie o seu ficto prin-
cipal
OSr. Manoel Cavalcanti:- Ao menos assiin pa-
rece.
O Sr. Francisco Joo- Heferindo-se a verba do
orjamento que trata do quantitativo dado para
a Hrra policial, disse o n. d., que nao deviainos
entrar agora na discussiio desta verba, porque
nao tinhainos d'attender aosdlnheiros que te-
mos para rtispender; mas a estas ou aquellas cir-
cumstancias que podessem fazer com que o em-
prego da forja armada se tornasse mais ou me-
nos necessarlo. Nao direl, que o n. d. pensando
assim, penson mal; porm pelo menos abandn-
noii as consequencias que sedevrfio deduzirdo
principio que tinha acabado de expr, porque
eu reconhejoo n. d. como muito entendido, co-
niopessoa deintelligencia inui subida,para acre-
ditar que quizesse que pezasse sobre mis todos
os encargos necessarios para a sustentajao da
ordem publica, porque on. d., alteiidendo as
rxpressies do acto addicional, quando nos ini-
eiinibe a ixajo da forra policial, attendendo ;
naturesa dessa forja e a conipaiAjo que deve-
nios fazer di lia eom corpos iguaes que existem
ni dll'erentcs paires, devia attender que essa
forja mo applieavel para esses inoviineiitos
perturbadores da ordem publica. Os policiaca
sao verdodeiros auxiliares da justija publica, e
como taes, creados ein consequencia desta ne-
cessidade parece que o seu emprego outro mo
seno o de sustentajao da justija: pde-se
militas vezes confundir isto com a sustentajao
da ordem; mas devenios fazer dstinjo entre a
execuciio da justija em tcuipo ordinario, e cm
lempos extraordinarios. Quanto a esta segunda
part' nao seguramente com a forja policial,
due mis haveuios de preveniros males que d'a-
hi piidein vir, on abafar a desoidein; rom a
forja dos eidados Interessados, com a forja
de linliae da gualda nacional, cuja crcajo foi
para este fin.
O Sr. Nabuco:Eu niio trate! dessa especie de
abafar a desorden!, mas sim de prevenil-a.
O Sr. Francisco Joo:O n. d. quiz salvar o
sen principio com adillerenja da occasio, en-
ire abafar desordens, e prevenir desordens fu-
turas; mas o n. d. que tem habilidade inmensa
para trasero temor ao espirito quando quer fa-
zer passar algiima ideia me...
0 Sr. Aamro:Obligado.
O Sr. Francisco Joo:...que tein engenho bas-
tante para oiicrer as \-C7C* frwcr tvics-U' !!!!! peil-
s.iincnto, com cuja exactido ncn todos concor-
d;io, nietendo-nos medo, velo trazer essas po-
cas exeepeionaes por que temos passado. Nii.s
tralavanios da Gxajo da lona policial, peh
menos era poca de socego, de mam ira que io-
dos esse terrores fizessemcoiu quea nossa ima-
ginajao fieasse preocupada.
Agora, Sr. pies., nao deixarci de fazer una
breve obse vacAo sobre urna leflexo que fes
ontrn.d. .ircspeitodctei m sidoouno guarda-
das pelo administrador da provincia as regias
que mis tunos presc ipto as leis. Reconhejo no
n. (1.. assim como < m qualquer de nos, o direito
de levantar a sua voz para denunciar estes Tac-
tos; mas ionio elles mo se aclio apreciados por
inaneira tal que postamos dizer que o adminis-
trador da provincia peciou insta parte, eu nao
din i nada este respeilo. apesar de que con-
cordo ( ni que se acaso elle se afastou do espiri-
to da lei, cabe-llic censura; c nein llie pid< ser-
vir de escusa a observaefio qne fen outro n. d. di
(juco administrador da provincia poda fazer is-
to porque nao se marcoii o quantitativo neces-
sario para a forja Iixada, porque enti ndo que o
administrador da provincia devia moderar essa
forja segundo a quantia dada; ncn taillbeni
supponho que o administrador da provincia si ja
o regulador das nossas Iris, di ndo- vos obrai
mal, etc.es; mas eu uo quererei seuo adian-
tar estas reflexfies porque mo sei a seguranja da
observajao Tcita pelo n. d., nem sei mesmo ati'
que ponto ella ser acicditavcl.
QSi. Muiml Joaquim:Sr. presidente, ped
a palana para fazer uma breve observajo, O
li. d. que se assenta delroute de iiiim torteo o
argumento que < u aprrsemei para provar qm
deviainos discutir primeiraraente o quantitati-
vo que podamos dispor para a forja policial; 11-
le bi ni u p rcebeOf mas dirigio-o por mitra ina-
neira. O que cu quera indicarera,qur.estando a
nossa provincia em milito bom socego, nao ba-
vi mo motivos para desconfiar allerajfio algu-
na na ordem publica, nos, i vista do que a as-
semblea vai lazendo cm suas votajocs, atigineu-
tando a despesa publica, deviainos marcar o
quantitativo que se devia gastar eom a Torra po-
licial, eque segundo esse quantitativo fosse ii-
xada a forja, porque, dlscutindo-se primeira-
raente a xaco da lorja policial,talvez liouvi s-e
alfum pedido aqniaccedesseraosje estando vota-
da aquantia tinhaniosoniotlvodedzersa mo pe-
demos passar alm da quantia Iixada. Eu sei que
aprimeira consicb racima atlendei-seeintodos os
estados a sua conservajao, a sua existencia,
sei que se deve fazer todos os sacrificios, empe-
nliarmoiios por ella, despender mesmo mais do
que tivermos, e depois procurarmos pagar.
OSr. Manoel Oacalcanli:<.onforine.^
O Sr. Manoel Joaquim:Ncsle caso nao ha con-
formes, incllior sto do que nao existir; mas
entenda cu que em caso ordinario deviainos di-
zernao lindemos gastar mais do que tanto com
a forja policial-. Depois, Srs., um corpo poli-
cial mo para abafar revolujes, para inan-
ter o socego ordinario, destruir pequeos movi-
nientos, c eu creio que actualmente existe soce-
go entre nos, mo ha necio algiini de revolujes.
O n. d. percebeo perfeitanieiite a raso por que
CU (pieria que se tratasse priinciraiiu ule do
quantitativo. Eu quera que se gastasse o menos
possivel; mas on. d. que tem sempre ein vista es-
saelassc.que sediz miseravcl,de enqir. gadospu-
blieos, que est prompto a argUim ntar-lbcs
sempre os ordenados, qiierqiie se Hale primei-
r.imeiite do nuincio da forja policial, que deve
harer, cu ento disse que deviainos fechar esta
porta, para evitar maior despoa, diseutiudo
primeiraraente o quantitativo que deviainos dar
para a forra policial. Nao quero I Izer com isto
(juco n. d. aqu protector de algin'in..
O Sr. Nabuco: Nt ni pode dizer iiUo.
O Sr. M. Joaquim :.. -- porm levad o da hon-
dade do seu corajo poda mo attendf r muito a
certas considerajoes ; mas cu, tamb.'in ti ndo
pena da nossa pobre provincia, leudo i n< do do
dficit que existe, ia fazendo diligencia para
que as despezas se fossem cortando. Nao m go
o principio do n. d.; lias questes de vida, ou
inorte da soeiedade deve-se gastar mesmo alm
do que se puder nessa occasio, antes isi'o do
que morrer; mas preciso saber se estamos
ueste caso. \ c. ealeulou a despeza que Be de-
via fazer com a forja policial, leve era vista os
batneos do anuo passado, e essas ideias polti-
cas, C enti ndeo que 102 eolitos (le ri.': chegava,'
cu agora, recelando, (pie dlscutindo-se em pri-
ineiro lugar a lixajo da forja, se quisesse lazer
alguina alterajo, entend, que essa discusso
devia ter lugar depois de votada a cifra, para
que mo se podesse determinar a forja seno
conforme o dinheiro fixado. Quando as circums-
tancias nao sao extraordinarias, (|iiando a pro-
vincia est cm bom soccego; c promet? aluda
maior, mo devenios despender mais do que
necessarlo. nido pois, que o n. d. tambera for-
mn um castillo para o cciiibater.
0 Sr. M. Cavalcanti: O Sr. d. que falln pe-
nltimamente disse muito un Ibor do que ru po-
llera dizer aquillo que pretendo; mas entrcian
lo no final da sua propouijo... (mo sei se direi
a plirase de que se servio,) creio qiicdisse que o
pres. da provincia nao era o corrector dos nos-
sos actos : eu digo c porque l( m a sanc-
eo..
O Sr. Francitoo JoSo:' Tem rasao nesta parte.
O Sr. M. Cavalcanti: Quanto a observajo,
que fez outro Sr. d. sobre excesso de despeza, eu
estOU convencido que se gastn niuilo mais do
que a quantia iixada, porm nao lia prova; in< s-
mo pela organisacao actual do corpo, despenden-
do na misma propon fio .'5 ou 4 mczcs, excede al-
giima (ousa; ese isto se fea foi muito mal.frito.
0 pres. da provincia devia estar sujeito dell-
bcraco da assi nibli'a, ou ento nao sanecionar
a le. Mas disse um Sr. d., que a eonsignaco
mareada nao era sufficiente ]iara nada, ati; in-
crepou a assi nibla disendo, passado linlia obrado muito Tora de legra.
OSr.Naluro: Nao disse aemelhaiite rousa,
()"-. M. Cavalcanti: Em resumo o sentido
(' este,-que a assirabla cousignou pomo di-
nheiro para inuta forja e ru digo, que nao,
pela despeza que se costumava fazer: existia
urna forja, e uma despeza, a c. redusio urna, e
oiitra cousa proporcionalinente. ..
O Sr. fierros Cavalcanti: -- Nao apoiado.
OSr. M. Cavalcanti: sim Sr., piopoicional-
nicnte; salvse o Sr. d. qui ra que fieasse o lu-
vo de rauitOS olliciacs.... E' veidade, lem ra-
so O Si. d., mo foi proporclonalniciite, porquo
fieou ainda subsisludo luxo na ollicialidade. O
que quer dizer ura priiueiro, e um segundo
coraniandante no corpo policial? Srs., aqucllc
corpo nao de linda, f de vi rdadeiros ineiri-
nhos, de ofiiciai s de justija.,.
OSr. lanos Cavalcanti: Essa loa; ofii-
ciaes de justija de espingardas, baiom las, mu-
xllas, &c.
O Sr. M. Cavalcanti: E por que nao? Os ( s-
tnd.iutes detoiiuliia trasiao talabaib; no I o-
(le-janeiro a pulida usa de pistolas, e ( spingar-
da*; sao olliciai s de juslija e ( sensado um
priineiro, e mu segundo couiinndante, cap r
lo, eirurgio mor, vago-uiestre, &c, por isso
nao foi proporcionalincnte; a assi mtJla '" 'i'"
dinheiro de mais: porm Sis., julgo que mis
podemos continuar na discusso da lixajo da
despeza, porque de raais a mais o projecto de
lixajo da forja marea a mesina do auno passa-
do ; a alheinosphera da provincia mo est peioi:
por que rasao se ha de esperar augtiiento.quan-
do se tratar da lixajo da forja?
O.Sr. Nabuco; 1 ude bav r dniiiiujo.
OSr. M. Cavalcanti: Nao bavrr : e o nieu
vol (' por toda a diniiniiijo, que se poder fa-
/ r. O que quer dizer uns mcirinhos com uma
msica pomposa, e estrondosa?
lin Sr. diputado : E' bonito.'
OSr. M. Cavalcanti: Sim, Sr., bonito, e
por ser bonito vai-sc augmentando o dficit.
O Sr. Barros Cavalcanti: A misica mo sai do
cofre provincial.
OSr. M. Cavalcanti: Eratim a 3.a discusso
do orcamento nos pord ein mullos iinbararos,
nao sei como hemos; a ass'Mibli'a vai augmen-
tando consid ravelmentrad leza ; nao si i son-
de iremos paiar, salvo se se quizer augmentar
os impostos, mas a assemblea nao ti m coras M
para isso. Noto, portanto tonlia o adia-
incuto.


-1
O Sr. Sabuco: Os nn. dd,, f i no me procede- ser-lhe mil algum ; o o contrario.
...______.' .... .__;_. / C- I?_____.-I__ I,,.;.. l-.......1
-
rao, e que levantarn tinta ccleurai, pplo prin-
cipio <|'"' <'" emllli, a lin il concordrao com el-
le, menos na ippcaco; mis por ventura fi*
ni applicaco desteprincipio aocaso de que se
trata? Oque eu disse fui que a forca policial?
devia ser lixula, nao pela receita, inas em rasao
das cir'cumstancias ein que se achasse o pal:
diste que a fti ico il 1 forca uo devia ser a mes-
maquandoo horizonte poltico da provincia es-
0 Sr. Francisco Jot'to : -- Sr. pivsi. levanlau-
do-ine agora nccrescontarei pouco no queja
havia dito. Principiare! por fazer nina pequea
reflexo como addi lamento .i manelra por que
entend o principio que foi aventurado pelo n.
d que acaba de sentar-so, (piando dizia eu ,
que lliiho obrigaco aquellos, que se achavo
1 testa do* negocios pblicos. de iuod*larem
seiupre a despeza pela recefta; disse entilo, que
tivesse nublado, ou piando fosse helio; mas eu somonte soQlria inodiHcaco este men principio
nao disse que o horisonte eslava nublado. Si
o horizonte estiver nubladodove-se augmentara
forca; eu nSotratei desta hypothese, oqueeu,
disse foi, que nao deviainos ja lixar un quanti-
tativo, |>orque talvez o tlvesseuiosde augmentar,
ou de deminuir, piando houvesseiuos de fixar
a loica. .Mas, o n. d., quer fazor-nos absoluta-
mente nllietos ao estado da provincia...
j Sr. Francisco Jo,\o: Pelo contrario.
0 Sr. Sabum: O 11. d. nao quer que a loica
policial sirva para sitbcar desordena se or pre-
ciso.
O Sr. M. Joaquim : Se tr preciso, sin,
Se. Sabuco. l'ois o que cu disse. Eu qui-
zla que os nn. dd. se achassein 110 poder, e pe-
rante algumadesordem, quera ver selancavo
nio da (brea dn polica, ou nao: estou corto,
pie lancariiio: pode o administrador de urna
provincia ser indilleronte aos males que a asso-
lein, uno leudo forca de linha sua dispqsico,
tu porque do cofre geral pie deve sabir o re-
medio a esses niales.' O n. d. disse pie perten-
cia ao cofre peral abalar, e prevenir desordens!
Ellto para pie serve o eorpn le polica.'
OSr. Francisco Joo: Para a ropressslo de
chines.
O Sr. Sabuco: E por ventura as desordens
nao sao crimes ?
OSr. Francisco Joo: Esse argumento pro-
va di' niais.
0 Sr. /fabuco : Se o n. d. dissesse, que nao
ponencia ao corpo de polica abalar desordens.
bem ; mas prevenir desordens, pertence segu-
ramente, porque as desordens san crimes e pre-
vistos pelo cod.
Ora, seo estado da provincia estiver aineaoa-
dor, devenios marcara mesilla forra policial, do
que piando estiver sereno e tranquillo .' Os un.
dd. cstio concordes comigo ; se cssas eircuins-
tancias nao iiiluisscn para a fixacfio da forca, o
acto addi. ion.il nao nos impuntia a obrigacao de
marcar todos os anuos a forca da polica. K por
ventura, Ms., a estilstica dos crimes nao mu-
da de circunstancias, piainlo a sociedade est
em perturbacb ? Cortamente que sim.
Mas o n. I. disse anda, que o pros, da pro-
vincia nao era o corrector las nossas leis ; e dis-
se i'u isto ao n. d. ? Nao ; o pie eu disse foi,
que o pros, da provincia devia executar as nos-
sas Iris ; mas porque regra se leve reger o pi es.
daprovincia para a cxccucudas leis? O 11.d. nao
sabe, pie ha rearas para a interpretarlo, ex-
CCUCao las leis? Se por ventura apparecor a
coliso le haver una le que li\e a forja 'ni 000
pravas, e no inesmo anuo dar-so una quautia
menor para esta despeza, uo devora o pies, da
provincia entender pie a assenibla leve mu
engaito na codsignacao do quantum.'
0 Sr. M. Cavalcanti: Nao, Sr., nao Sr.
O Se Sabuco: Entiio estilo postergadas to-
das as regras da interpret ic.ao ; pergunlo eu, o
governu devia doixar de pagar as despexas dos
euipregados creados em consequencia da refor-
ma dos cdigos, que o oreaincnto nao tiliba
iixado?
O r. Joli Pedro: O aso outro.
O Sr. Sabuco : O 11. I. disse pie o pros, da pro-
vincia devia sujeitar-sc somonte Ici do orna-
mento...
O Sr. M. Cacalcanti da un aparte que nao
podemos ouvir,
O Sr. Sabuco : l'ois nao est claro que to-
llos os anuos lixamos nina forra provincial, o
californio as circumstaucias queremos que assini
soja a forca .'
O Sr. M Cacalcanti: diwinua o sold.
O Sr. Sabuco:- A le muid i, pie se conservo o
sido, e o n. I. di/., que o pros, o devia demi-
nuir O jue eu digo Srs. que se deve
entender pelo sen espirito : (piando da lettra da
Ici ha absurdo (porque militas ve/.es a lettra da
lei mata a 11 toncan lo legislador, o o espirito
' que vivifica) visto pie uestes casos o execu-
tor deve procurar o espirito da Ici : qual o es-
pirito nestecaso haveudo uiua lei que flxa a Cor-
va policial.' E'que o quantum foi estabelecido
por engao.
O &r. Manad Cavalcanli: Nao ha tai.
OSr. Sabuco: Mippouhainos pie so fixa
G00 pracas e (pie o sold ha le ser tal; enln
tanto da-se un nos dinheiro nao .so dovrsup-
pr que houve engao ?
O Sr. Jos l'edro : Nao foi tsso o que acon-
tecen.
O Sr. Durros: Foi pouco mais ou
menos.
OSr. Sabuco : Mas mu daquelle lado dis-
se que a sua emenda era un meio para fazi r-
nios face aos pedidos', aos cmpcnlios.
O Sr. Alanovl Catalcani : Nao lia emenda
alguma.
O Sr. Sabuco : Foi engao meu ; disso o n.
d. pie a sua opiuio para que se lixasse desde
ja desposa era urna capaqne servia para acober-
ta rnos dos podidos e e mpenhos dos uossos amigos.
Seohores OU son franco, so entender que nao
devo votar por lalou tal despeza embora me
peco hei de dizer aquellos que m'o pedi-
rein que nao os posso servir o nao procurar es-
te nielo como auli-mural aos omponhos ; o aqui
cabe-llie dizer que nao foi por brainlura do
nieii coracao pie en impugne) cssas reduccdes
propostas pela couiinisso como julgou uui n.
d.; mas sim porque entend que essa instabi-
lidade a rospcito dos eni|< ^.nios pii'niicos que
servem beiu e que sao probos, ora un mal.
O 11. d. oliendo-me piando diz, que por bo-
nliomia do ilion eorajOO en nao anuiiia a i'ssas
reducertes: eu ditro ao 11. d. pie tenho cora-
K
e
de modo que nosahisse do quantitotivo fixado: Carne secca Com dous earregamentos, que
siipponlu). que os sidos achivo-se determi- chogrSocresceo o do|iotito_aj000 ar-
1 Iterados; mas como ell<
Pl
nados o n-io podiao sor
linh t obrig icao de acommod ir a quautia dada
ao uuiuero das piaras, e tiuln ao inesmo tempo
o diroito de org.inis ir es 1 l'on.a d-vi 1 SUieiLir-
se coqdico essoncial di lei que en os 102:000/
rs. devia antes diminuir no numero do ipi.-
augmentar no dinheiro; por isso que tanto o
01110 upiantitalivo do tinhei-
robis, tendo-se vendido a do Rio-gran-
de le 2V4M) a 2/600 res, < a de Kuenos-
Aj res de 2/100 a -2fM) n'-is a arroba.
Herva-doce Vendeo-se de 4/200 a 4/:$00 ris a
arroba.
Farinha de trigo -- Existe em sor un carr^ga-
mento de 3:.VJ barricas chegado di- Ki-_
ch iiuoiid na presente semana.
a sacca
las ipiesiiV's de vida 011 le 1 norte para os 1 s-
t idos. Depois lo ter mostrado mais algum
desenvolviniento drstfl lontrina, pie 011 agora
nao repetir!, farol apenas ama nova refl 'xao ,
pie o exanio leste inesmo principio nos dille-
rentes systeinas que coiiheeenios, de govorno.
Eu tenho observado, pie nos govornos consti-
liieionaes representativos d-seappliear:1o qq i-
si que inteira ao principio do 11. d.; mas pola
rasao especial e prejudicial desses governos
terein necessidade, para so suslenitarem, do
apoio (los objectOS, nascidosdos niosinos artigos
da despeza : sao croadas certas necessidades pu-
blicas CCl'tOS est ibelecimeutos ; vc-se depois
pela naturesa los negocios, que as rends 11,10
chego para estas despozas j o entretanto com
modo le cada mu losdiv rsos inle esses quo
pertoncem a ossos estalielecimeutos sao ellos
conservados, o quera paga o pobre povo ,i|iu nir
burro do caiga soil'rendo uovos mposlos. A-rcontram
numero da turca o... ...,..............-
roseachavaoflxados. Euom por dizer ou que | Fejjao Tem-se vendido deba/ rli
o nobre administrador dt provincia pode en- aretilho. '
desse son acto ; estou Papel \endeo-se a 2/700 ceiS a resina do
zul !.' sort.
maco
conirar di'f "zi legitima desse BOU
por isso inhibido de dizer que se poda ter res- .
triugido o numero I is pro; iseni referencia ao | Pregos deconstrueco dem do W) a 100 rea
dinheiro dado. O n d. concorda em que a lei
por l'or 1 il '\ii ser olfendid 1 mis d i preferencia
1 ser olleudid i pelo lado do dinheiro o nao pela
do numero. A questo pois agora, ind igar
pul erados I idos o que poda se 1 oil'endido pe-
lo administrador da provincia sein maior ara va-
a!-
11 1 prejuiso publico; eu creio que o dinheiro
este c is'o, he que nao devl 1 ser oil'endido, e ao
contrario fielmente acatado. Contra <> que cu
lano d,i facilidadc com que se prevalece o
n. (I. di su 1 argumetil ico para deolarar a to-
dos aquelles que seguirao a argumetil icSo con-
trara como Ignorantes il is regras d'hermeneu-
tica, porque eu nao sei que herineneutlca se
|quiz elle referir a 11:10 ser aquella que nos pil-
os nos livros pira o iutelligoncia das
gora nos governos monarchioos paternacs 1110-
dela-soa despe/a segundo a recolta.
O >r. Alcanforado: A Italia, por exemplo ,
paternal.
O Sr. Francisco J0S0 : Posso apontar-lhe >
govorno austraco o o govorno prussianuo cu-
jos vassallos...
O f>r. Aijuiar: Sim vassallos.
0 Sr, Francisco Joo: Sao tao vassallos como
o&subditos ingleses, o relativamente ;is suas
felicidades, mais felses do que ellos. Masdei-
xando isto de parte: eu n:lo posso aee it.ira ar
gumeiitacao po o n. d. fez, querendodestru-
ir a argumentarlo que vn tinha formado sobro
este principio, dizcudo pie, piando cu o tinha
leis, o esta nos autorisa no presento caso a se-
gu rinos como bem seguros fundamentos a opl-
ni;io contrara a do n. d., que nao s nao poda
estabelecer asna como exclusiva;son;io tambera
a eorreccSo que nos fez de ignorantes das regras
da hermenutica que nao pode ser acceita.
O Sr. Jos l'edro : l.evanlo-nio para dar nina
explcao;io do pie disse uesta casa. Ku comba-
t O principio do n. d. le que a despeza ooina
forca policial devia ser felta em toda sua cx-
tonso i' sein consideraeo as muras despozas ,
porque assento, que au eireuiustaneias em que
nos acharaos. este principio iuteirameute pc-
ri^oso.
Fin Sr. diputado : -- Os principios, que o 11. (1.
libra.
Presuntos Falto.
Toucinho de .sl.oa Voiideo-se de(),->0l)a()'5tl
ris a arroba.
Vinhos dem de 110/a 115/ ris a pipa do de
l'IUi tinto o lltf lis blanco o o de
0111 ios autores do I islnia do 7S/ a 95<-'
ris.
Espermacete dem a ?<> ris a libra.
I'rctes Te subido pela falta de navios, o un
nico, que existe para Liverpool exigem
I d. p. libra: existeiu 110 porto as seguin-
tes ciub are nes \nieiicaua I Aus-
traca I Argentina I brasileas 14,
Dinamarquesa 1, Francezas2, llcspa-
nhola I, Inglczas 1, Portuguczas 3, Sar-
das .'$.
exposto nao tinba sido por corto para o fin que julga perigosos forio sustentados o auno pas-
elledescobrio. Oh! Senhores, ou cu ignoro ,
como o 11. d. disse, todas as regras da herme-
nutica, ou onlfio o n. I. fez descobci'las que
si) por ellas merece mu premio '
O 11. d. disse que o exaiue do nosso horison-
te poltico o que devia estabelecer a norma para
nos dirigirmos na lixaeSo da forca policial;
e respondendo ou ao n. I., pie esse exaiueno
era necessaiio quo isso cabia ao govorno ger.il.
|UO (' a queill mais de perto incumbe cssa lisca-
lisacao o 11. d. disse que os chines definidos '(pie no estado em que nos adiamos
no cdigo, a assuada o outros crimes podiao ser
provenidos pola polica. Ku concordo com o n.
il. a este rospeito; realmeute quando so trata
le prender aquellos quo por qitalqucr molo
piereiu platicar algiins desses chines apoiita-
ilos ; mas c\i Mulla observado ao n d. que nao
couflldisseiUOS a justica com a ordciu pu-
ullca.
O Sr. Sabu ti : K' tal a ligacao quo nao soi
fazer esta diflerenca.
O ."^r. Frrnrisco Joo : Adiuira-ino que o 11.
d. pie to hbil em distincedes uo tenha
conhecidoo ponto de dlfR*ronca entre adininis-
Iraco ordinaria da justica eordein publica.
O Sr, Sabuco : lia milita alinidade nao soi
distinguir.
OSr. Francisco Joro: Se albinia que lia
alinidade deve conliccer a disliuccao. Os prin-
cipios de ordeill sao aquelles que se aprcsi ntao
debaixo do nina face tal, que vem ali'ectar nao
s os interossesda provincia se n;lo lambemos
iuteresses goraes iiniiiediataiiiente ; o os prin-
cipios de exocuyo de mandados da justica ,
posto que allectom tambera a provincia, toda-
va so ali'coto os nterossos goraes do Imperio
uo semio remotamente*.
Fritas estas nlloxocs ein additamento s que
en tinha apresentado stippouho ter-nio dellen-
dido do deleito queow. d. notou na niinhaai-
giiinontacao.
O n. d. fez anda una obsorvacao coucer-
uoutoao nieii pensanicnto cerca do 11111 laclo
apresentado por um 11. (1. do lado oppdstO ,
quando disso (jue ou tinha aventurado a pro-
posiv'fio de pie nao ora o presid. di provincia
corrector das nossas leis. Procurando explicar
uesta parlo o inou pousanionto diroi, que quando
eu disse, que o presid. da provincia nao ora o
corrector das nossas leis nao foi (}'' maneia
algllllia querendo roubar-lhe a attribuicao que
ello lera di- intervfr as nossas leis como sauc-
ciouador lillas, foi nao querendo dar-lheo di-
roito de interpretal-as lora do sentido em que
tivessoin sido rcdigiib-s; o 11. d. disso que cu pee-
cava contra as rigras d'heriuencutlca e todos
aqu lbs que nao seguio a sua opiniao. Esta
sua proposico me faz crer quo soacha ello ful-
iniuaudo aiiathcnias enllocado iloaltoda vaticano
ponpio so n aluii uto o espirito da lei, como cu
tive depois oa asiao do exaTittiar fosso tal que
d lio se devesse dedu/ir que o nobre administra-
dor da provincia podia gastar um quanlitativo
maior do que aqu lio quo a Ici do orcameiito
tinha Iixado, razao loria 011. d.; mas eu Cielo que,
consultada a Ici do oicanionio i onibinada com
a Ici da lixavao da forca policial a raso esl da
nossa parlo; o anda (piando comparado o un
mero daspracas li.xad.is jiodcssc isso servir do
mitivo para so exceder da receita, 011 creio que
as medidas de pendencia aconselhavo modelar
aorganisaofiosegundo o espirito da luosmalei,
o espirito priineiroe nico a ser attendido ora
O dinheiro dado, com esto nieu dizer, Sr. presi-
dente, nao quero fa/er nstica ao nobre ad-
ininisliadorda provinciasuppondo que por lato
ti ubi elle platicado um acto do que nao encon-
tr do lo/.a b gilinia.
O Sr. Ulii'i ira : E&contra na mosma l* pie o
aulorisava a organizar a finca.
OSr. Francisco JofioiSini senhor. ou estou
inostrando a inaneira porque se proceda pru
(lonteniente ueste negocio. Mipponho tinto
gem para me oppr pagamentos do rend is por mais, que este o sentido pie se leve prestar a
contractos que em miuna opiniao sao contra- osla lei ipianto deve ser attendidaa cireumstan-
rios aos interesaos pblicos; mas uo tenho co- ca de que na le datixafo daforca policial, ns
lageni pua tirar urna pequea quautia, pie coiumetemos ao nobre administrador da pro-
p rcebe mu pobre empregado publico; creio, viucii a org aui-.aco c distribu'.'10 di uiosma
quo uisto o n. d. nao me tara mal algum. loica pela inaneira que eiilendesse mais conve-
O Sr. Murwcl Joaquim: Ncui quero fa-'iiiente; por conseguate poda elle organisal-a
sado pelo 11. (1.
OSr. Jos Pedro: Nao os sustentei de ina-
neira alguma, esta o n. d. engaado. Os prin-
cipios que agora sustento nao sao meus sao de
Montesquicu. Este lllstrc escriptor diz: quo o
povo nao contribuir para ronda publica com o
que pude dar mas sim com oque deve dar e
se a renda publica l'or calculada pelo que pode
olio dar ontao deve ser peloque pode icinprc
dar. Ora, so este principio justo claro esta,
n:io so pu-
de doixar do coniproincttcr a surto do povo ,
priliclpiaildo-sc por lixar a torca policial se-
gundo as circumstaucias da provincia para on-
tao marcar a despeza. O povo uo pude dar mais
do que d.i o levando isto em eonsiilorai ;io ve-
jo que a opiniao do 11. d. desastrosa e as suas
coiisoqueuci is sern todas aquellas quoa pouco
acabe! do referir. I oi o principio do n. d.,que
me le/, lenihrar, que a provincia so aeha com-
proniotiiila era excosso do despeza com,o corpo
policial. Mas o n. d. qiliz desculpar o adminis-
trador da provincia, dizrndo, que a lei, mar-
cando um numera certa do procos e lando um
quanlitativo inferior ao que devia ser. ebrigou-o
a fazer a despeza quo agora severilica. Ku mos-
tr pelo orcainento (pie este embaraco nao
houve : aqui lemos o orcanicnto que serve de
basca |ei, que se discute, que diz : (t) Seo
administrador da provincia qnizesse nao esta
organisaeo, mas outra se flzesse tresconipa-
iihiis, por exemplo, uo completarla <>i......o-
10 de-liiti pravas, pnAo gastara monos? Noha
pois essa impossibilid ule foi-lhe facultada a
organisaco se fez -i companhias foi puiquc
quiz.
O Sr. Manocl Cnvatcanti: K inosino podia fa-
zer 4 companhias com menos dinheiro.
OSr. Jo< Pedro: Domis, ademissao dos
olliciaes ein dc/.cm'ui o, (piando poda 3er dada
antes, milito agravou a despeza. Ku digo que
o presidente fez essa desposa, porque quiz por-
que ello nao apresontou motivo algum justifica-
tivo nao niencionoii alguma circunstancia ex-
traordiuarifl, que o forjasso a conservar a orga-
nisaco antiga at dozembro. Ku nao vliu So-
IIboros do proposito apresentar aqu t sis
cousas, mas nao quiz doixar passar a occasio
do as referir, inoruieiite porque servio o facto
para mostrar, que o principio do n. d. era pe-
rigoso ; o com elleito nao podondo o povo dar
mais do (pie aqullo que toni dado, o resultado
desses extravos, ou mesura de desposas que se
nao podem fazer, a decadencia da provincia ,
011 a preterico do outras necessidades publicas.
Portanto o principio consagrado pelo 11. d. s
leni cabimento s uo (' prejudicial quando
as circumstaucias da provincia sao milito favo-
ravois, e que o povo pode dar mais, do que
aqullo que deve dar.
CORSMERCIO.
. lfaixrz>o-;.
.UIIIOIOI H *
Uendimento do da 6...........2:060/308
Descarregiio hojt 10,
Brigue brasileo -=lniluno= fazendis.
Harca Ingleza 0*pray= bacallio.
Barca ^Elitabelh ///- farinha.
//riguo Elitabelh Margarel- diversos gneros.
pra<;a do recipe s de aiail OE lS--i.
UVISTZ MERCANTIL.
Cambios Passro-se quanlias diminutas so-
bre Londres a 515 d.p. 1/ ris a U lias
Movj/nento to *orto.
SaVOS tullidas no ditl i.
Parahiba laucha brasileiraSanta Cruz, capita
Joaquim de Oliveira, carga carne.
Trieste; brigue sardo Temerario, captao Anto-
nio Siiluacct, carga algodo.
Santos, 1 Rio-de-janeirn barca portuguesa A'.
S. da foa-viagem, capito Jos DiusCorreia,
carga sal.
Savias entradas no dia .
\ alparaizo; .Vidias, galera americana Angaslrau,
de 377 toneladas, capito Seiercam equ-
pagem 17 carga azeite.
Itio-ile-j.in.iro: 17das, barca brasileira Amelia,
ilo.'C" toneladas,capitoTlioinazWilliam.equi-
pagein Ui. carga lastro: passageiro,'Josc Sar-
eizo Coelho 1 rasileiro.
Surio taluda no inesma dm.
Pintos do tul ; vaporbrasileiro Imperatrit, cotn-
mandante capitao-tcncnfc Jesuino Lamego
Costa.
Sacias nitradas no diaii.
Cotinguib^; 4das, barca belga Proariuo, de
3l!l toneladas capillo llernian Siuilh carga
lastro.
Lisboa ; 20 das, litigue poi tugue/. Triumphantc,
de 347 toneladas capito Slvorio Manocl dos
llcs equipagem20, carga varios gneros :
passageiros Jos Nicolao da Fonte Manoel
Marques da Costa Soares, Manoel Paulino do
Nascimonto Antonio Joaquim dos Santos,
Portugueses; Jesuino Jos Simos, Brasileiro.
Sucio sakido RO mesnt dia.
Corvo; brigue ingles Fameij, capito Aillos, car-
ga assucar.
.Vario entrados no dio 8.
Porto ; 30 lias brigue portugus Mara Felit,
de 220 toneladas captao Antonio Lu/. Go-
mes equipagem lli, carga varios (eneros :
passageiros Francisco da ( iiulia l'edroza ,
Hrasileiro D. Margarida d'Annunciafo, U.
Mara Martins. Francisco Joo de MaUos, Por-
tugui zos.
New-Orleans ; 55dias, brigue americano Mary,
de I3S toneladas capito John Lufres, cqui-
pagem 7 carga farinha,
v mnimum ...-,^.. 1.......-*^ Avisos martimas.
Para o Araealy seue viaRem no dia 12 do
corrento o hidle Flor-de-larangeiras; quein no
inesmo qui/er carrcaar ou ir de passa^um ,
dirija-se a ra da Cadeia da Recife loja de fa-
zendas n. 37.
Leudes.
O cor rotor Oliveira far loilo de todos os
pertences docollegio Santa Cruz, consistindo
em mobilias de Jacaranda completas para tres
salas, um soberbo piano do justamente afama-
do autor Kroadwood, excellentes lustros, e ser-
pentinas de bronze relogio de sala lampies
de globo e outros, cristes, apparelhos do por-
cillana domados, e pintados, louca. leitos. mar-
quesas, solas coimiiodas, lavatorios mezas de
jantar o outras cadoiras beos, utencilios
de cosinha, garlos, e facas, e inuitos outros ob-
jectos: soxla feira, 12 do corrente, s 10 horas da
inaulia no palacete de Gervazio, ra dos Pires
na boa-vista.
i IOU3
\m *> cjxjc
Algodao As entradas diminuirlo, e as vendas
teoni regulado a 5,/b0 rs. o do L* sorlo,
c 4/500 res o de 2.'
Assucar Acha-se ein apathia e apenas al-
canca de 700 a 750 ris por arroba sobre
o ferro,
'ouros Olloreeidos a 4/080 ris a arroba.
Alpista Vendeo-se a 12/ ris a barrica,
atalh.o Odeposito anda por 2:800 barricas ,
que se estao retalhaudo de 11/500 a 12/
ris.
Precisa-se de 400/ rs. a premio de um e
meio polo lempo de seis mezes, com seguranca
mi una casa terrea livre e desembarazada;
quera qui/er dar anuuncie para ser procurado.
Os eredores do fallecido Joaquim Jos Fer-
nandos da Luz queiro dirigir-se ao escripto-
rio de Jones Patn & Coiup.", quinta-feira 11 do
torrente para receberem o respectivo divi-
dendo.
Precisa-se d'uma escrava que saiba lavar,
eiioniinar. o fazer o servco d'uma casa, e que
seja liel: no atierro da Boa-vista 11. 6, priraeiro
andar.
Mugase um ou dous honicns forros ou
captivos, para trabalhareni ra da praca um
quarto de legoa; fallar no Fortc-do-inattos cora
Antonio Joaquim d'Oliveira baduein.
Aluga-se una casa terrea no Coelho, na
ra do Jasuiim com 2 salas e 2 quartos, cosinha,
quintal e cacimba, para pequea familia o por
coinmodo prero; quera a pretender dirija-sc ao
inesmo lugar, na ra dos Prazeres n. 10.
_x_


rTI/ ; -VMM^
h
No da sabbado do alleluia no lu^ar da
ribeteado psixe, dobrroda8. Antonio po-
las 7 horas da manilla roubarodo bolgo de
urna sobre*oataca orna carteira com capa do
beierro, lendo 3boleos, nos quaes continha
o seguinte : um flea sado p'lo Sr. Miguel Bernardo Quinleiro duas
contas tiradas, uina de 29^ e tantos ris, o a
oulra de i a 2f r. do recibos do i I? ris
Cdila um e em quarlosde papel dous ineios
bilhetes de lotera umdotheatro, e o outro
deGuadclupe duas sedulas de Sif rs. 3 ditas
del/rs. um embralbosinho de cabellos, e
oulros papis mais, e fra dos boleos da mes-
ma carteira 3 sedulas de 5000 rs. cmbrulbadas
em um papel branco ; portante roga-se a esta
habilidosa pessoa u favor de ir botar a mencio-
nada carteira com o que continha ( excepto as
sedulas, que podoilearcom ellas pido s-u Ira-
balho ; pela janelia da casa da ra de Ilortas
n. 62 ou na catataba dosannuncios desla Ty-
pographia pois de'nada Ihe pode servir os
mencionados papis, por j estar ludo preveni-
do do nSo pagaren se nao ao annuncia.itu.
Precisa-se aiugar urna mullier forra de
boa conducta, qtiesaiba cozinhar, engommar,
eensaboarbem para urna casa de pouca fa-
milia ; quem eslivar nestas ciroumstancias, di-
rija-so a ra da I'enha n. 5.
Aluga-se um sobrado de 3 andares o so-
ta o com grandes com modos para urna nume-
rosa familia, na ra d > Vigario n. 15, com
fondos para a do Burgos, e por preco muito
mdico ; a quem convier, dlrija-se ao Atter-
ro-da-Boa-vista n. 42, segundo andar.
Precisa-se de dous negros bons sbeadores
de assucar; na ra da Cruz armasem n 38.
O arrematante do imposto de -20 porcen-
to sobro o consumo das aguas ardentes de
produco brasileira avisa aos Srs, que anda
'Dio pagaro dito consumo, que vao faz do
nesdius 10. II, 12, 13, 14, e 15 do correle.
no largo de N. 3. do Terco n. 11, Ondosos quaes
se proceder na forma da lei contra os que dei-
xarem de pagar.
O Sr. Joao lavares-Bastos Pnrtuguez ,
natural de Corraco, queira annunciar n sua
morada que se Ihe desejq fallar a negocio de
seu interesse.
Ha noel Francisco Coelho pretende abrir
aula de grammatica latina o porlugueza no
dia 15 do correte, o excrcicio da qual lera
lunar das 3 as 6 horas da tarde em o bairro de
S.Antonio, travessa dasCruzes n. 14, prime!-
ro andar; entretanto quem se quizer utilisar
de seu prestimo dirija-se a ra do Mondego
n. 54 ou na Uua-nova botica do Sr. Pinto.
O Sr. Joaquim Lefio Machado Das quei-
ra annunciar a sua inorada, que se Ihcdescia
fallar.
0 abaixo assignado declara que pessoa
algoma nao faca negocio com duns lettras que
se bao do vencer ambas da quanlia de 690j
rs. acceitas pelo annunciante e endocadas por
Francisco de Barros Reg porquunto existe
um papel passado pelo Sr. Luii Francisco Cor.
rea Gomes, declarando no caso de eu receber
os dousescravos da mfio de Vicente Ferreira da
SilvaGoutinho, Bt presente anda nao re-
ubi a nem o receberel, s indo mosmo o Sr.
Gomes,O papel a cima mencionado fica em po-
der do Sr. Manuel Pacheco de Queiroga pata
aquellos quequizerem ver.
Manoel Raimundo .Xonatto.
O abaixo assignado faz sciente a todas as
pessoas, que teem penbores em seu poder, ba-
jito de os ir remir no praso de oito das, d da-
ta deste do contrario, fiodo queseja o praso,
ser vendidos para pagamento, nao icando
annunciante com respousabiiidade alguma.
Victorino Jos Correia de S.
Quem precisar de um estrangeiro quo
cntendede jaidineiro, dirija-se a ra do Cama-
rao sobrado de um andar n. 2, na esquina.
Fernando de Lucca faz sciente, que An-
tonio Pereira de Almeida deitou caixeiro.
AlugsS-se as lojas e segundo andar do so-
brado da la-direita defronte da botica do Sr.
Neri ; a tratar no Atterro-dos-Aflogados, so-
brado n. 31.
Quem precisar de urna ama de leitc des-
embarazada por nao ler lilhos dirija-se a ra
do Fogo n. 19.
Aluga-se um primeiro andar na ra. lar-
ga do Hozario pelo lempo de (J me/.es, sendo
por preco commodo, pira um homem solteiro;
a tratar na ra da Cadeia do Becife loja
I)-se500^rs. a uros com bypotheca em
urna casa a dous por cento ; na ra do llan-
gel n. Gt.
J. J. da Fonseca Capibaribe vai a Euro-
pa tratar de sua sade.
Precisa-so deum pretopara carregar um
panicum de pao, e andar com um homem bran-
co das 5 horas da manhfia as 8 ; na ra da
Senialla-velha padaria n. 98. /
Aluga-se o segundo andar do sobrado
da ra da Cruz por cima da batica de Anto-
nio Maria Marques Ferreira; assim como tam-
ben) se vende hurn pralo de idade prnpria pa-
ra todo oservico; a quem convier entenda-
se na toja da ra da Cadeia n. 40.
Tiro-se passaportes para dentro e fra do
imperio e foltias corridas com bfevldade, e pre
50 muito commodo ; na ra do RaOgel n. 34,
ripios de grammatica latina e msica ; e sua
seoiiora a coser e fazer livarliilo ; quem de
seu prestimo se quizer utilisar; dirija-se a Rua-
nova 11 8, ou annuncie.
Aluga-se o lercero andar da casa do At-
terro-da-Boa-vstan. 43 ; a fallar com M. C.
S. Carneiro Monteiro.
Um rapaz Brasileo, que oscreve bem ,
lendo bastante praiiea do escrever copias de
simienzas certidoes e todo papel judicial ;
so offerece a qualquer advocado ou escrivfio
para o dito lim prometiendo muita activida-
de e lazer por menos, que outro qualquer;
quem o pretender annuncie.
Um rapaz Iirasileiro se offereco para co-
brar dividas com porccntagetn nesta piaga,
ou fra dola ; quem pretender annuncie.
LO I KRIA L)E N. S. O
LIVKAME.NTO.
Tendo S. Ex. o Sr. presidente da provin-
cia marcado odia 27 do inez p. p, para o an-
damento das rodas desta lotera, nao pode ter
lugar. em consequencia do numero dos bilhe-
tes existentes, que nao Ib i possivel a irmandnde
correr o risco .1 elles: fo o mesmo Exm. >r.
presidente servido transferir o andamento das
re rldas rodas pira odia 12 docorrente; 00
resto dos bilhetes achao-se venda nos lugares
,i annunciados.
Precisa-se de Ulna criada portugueza, no
Ltterro d 1 Boa-vista n. 13.
Precisa-se de um caixeiro portugus para
urna venda, que tenha pratlca e tambero alu-
ga-se a metade de una casa a pessoa capaz,
quem pretender dirija-se a praca da z?oa-vista
u. 10.
== Aluga-se um sobradinho de um andar, e
SOto para pequea familia COM ainiazein, que
serve para carne secca, na ra da praia n. (t de-
fronte de Francisco Jos Itnposo, a tratar na
praga di independencia loja n. 2.
Pezeja-se saber nesta praca. quera c o cor-
respondente do Sr. Joaquim Francisco C.ival-
caute de Albuquerque sr. do engenho Abre.
BOTICA, E ARMAZEM DE DROGAS,
RA DA MADRE DE DOS, JV. 1."
Se vendein as preparacoes seguntes por pre-
co multo commodo, e de superior qualidade,
Gregory'i Powdtr.
Nao Iiaver pessoa algiinia quetenba feito uso
deste medicamento em qualquer partelo globo,
que nao lenlia sentido seus benelicios. Os seus
ell'eitos principaes ser mu ptimo purgante,
estomtico, e muito til as doencas do ligado,
baco, &c, &c. as Indias, onde tanto pro-
gridein, e tantos estragos produzcn cons-
stantemente estas doengas, siio raras as pes-
io is. que nao tem couheciiuento dos bous ell'ei-
los deste remedio. O menino, o velho decrepi-
to, e finalmente o homem em qualquer idade
da vida, podem sem recelo algum facer uso des-
te medicamento, cujos effeitos salutares nos
i'i/.em julgar una inspiraefio devida ao genio
sabio, e philantropieo de seu autor. A dose
deste medicamento una, ou duas colheres de
cha misturado com agua duas ou tres vezes por
(lia.
Na misma casa tambera se vendein tintas, e
lodos os ontros objectOS de pintura ; vernizes
de uperiorqualidadc, entre elles um perfeita-
mente branT^, e ([lie se pode applicar sobre a
pintura mais delicada, sem que produsa altera-
?ao alguma em sua cor primitiva. Arrow-RoOt
de Aeriuiida ; sag ; sabonetes ; sabao de W'in-
dsor; agua deSeidlitz; Limonada gasosa 5 tinta
simerior para escrever; azul Qnissimoproprio
para ailar ronpa. Ros de Seidlit/. e de sod.i
perfumarlos inglesas; fundas elsticas de pa-
tente ; escovas, e pos para deutes; pastilhas de
muriatico de morpbiua, < ipecacuaiiha ; pasti-
lhas de bi-earbonato de soda, e gingibre; as
verdadeiras pilulas vegetaes universaes do I)r.
Hramlrrlh, viudas de seu autor nos Estados-
Unidos, &c &c.
Muito importante aos doentes a medicina po-
pular umericuna.
= Acaba de cheaar urna grnele de ilestas pilulas ( remedio mentede vegetaes ) conhecidas na America", e
na Europa desde o atino de 1790 e das quaes
se tem vendido ja no Brasil ( sonde conheci-
do apenas 3 anuos ) mais de qiiarcnla mil cai-
sinbas em que teem provado sua superiorida -
de de todos os remedios em numerosas curas
as molestias do ligado felires rheumatis-
mo lombrigas (particularmente a solitaria)
thisica ulceras, inflammaces nos ollios es-
crfulas, e risipellas d'c.
Roga-se nos padecentes para provarem este
infalivcl remedio. Vende-se com sen com-
petente receiluario em casa do seu nico agente
Joao Keller ra da Cruz n. 11 e para maio
commndidade dos con.pradorcs r.a ru da Ca-
deia emeasa de Joao Cardozo Ayres, liua-nova
Guerra Silva & C., Alterro-da-Boa-vista Salles
& Chaves.
.los F.iancisco d'Atevedo Lisboa, tendo-se
aggravado o seu nial, retira-se para Lisboa.
O.Si. Krasilriro, que se oll'eiece para co-
brar dividas nesta pra^a, ou fra della: anatrn-
1 ie sua inorada.
.los Vieira GuimarSes, est de posse da
carta annunciada na ra do (hiciinado 11. 2.
provincia eseravos de ambos os sexos de 12 a Vende-se um cavallo ruco-pombo est
20 nonos, agradando, pagao-sn bem; na ra em boas carnes e tem os melhores andares
da Cadeia de S. Antonio, sobrado de urna an- na ra do Crespo n. 9.
dar de varandadepo n. 20. Vende-se a maior parte do urna casa de
Comprao-soelTectivamenle para Tora da dous andares com grande armazem c chaos pro-
provincia mulalinhas crioulas emaisescra- prios, sita na ra cstreitado Rozarlo, a qual
vos, de 13 a 20 anuos pagao-se bem. sendo rendo annualmente 560# rs. ; a tratar com J0.
bonitos ; na ra larga do Rolarlo n. 30, pri- s6 Antonio Bastos na ra da Cadeia do Red fe.
meiro andar. Vende-se um escravo com bonita figura ,
Comprao-se m deques e negrinhas de 12 perito cozinheiro, tanto de forno como de mas-
a 18 nnos, pago-sebom, agradando: na ra sas ; duas escravas de nacao com varias habi-
da Caduia do Rucife n. 47, primeiro andar. ilidades ; duas ditas de meia idade; dous escra-
Coinpro-se Diario* vetaos a 2560 a ar- vos ptimos para o servico de campo e sabem
roba e 80 rs. a libra : na Rua-direita n. 22 mugir leite; na Rua-direila n. 3.
Compra se um bilhar com todos os seus, Vende-se ou permuta-so por escravos
pertences, ou sem elles inda que esteja em |uma grande morada do casa em Olinda com
mo estado um par de brincos para menina, grande juintal baixa para capim e pio ;
sem fetio; quem livor annuncie.
Coinprao-s<5 p-'s de latangeiras com 4
palmos ecoqueiros de bom tamanho. para se
mudarem ; na ra do Queimado loja n. 13.
Vendas
Vcndo-sc o compendio de dimito natural,
por Matlnl ; na Praca-da-independencia l-
vraria ns. 6 e 8.
Vendem-se dous carneiros moxos, capa-
dos, grandes, mancos, e gordos; na Rua-vc-
Iha n. 26.
Vende-se bolaxa de primeira segunda, e
terceira qualirfjde, a oito, dez.e doze patacas
a arroba ; na rua larga do Rotarlo junto ao
quartel de polica padaria n. 18.
Vcndcm-se sacras com farinha por pre-
go commod 1 ; na rua da Cruz n. 26, venda de
S'i Ara lijo & irmao.
Vende-se um ncgio ullo do bonita ligu-
rn, proprio para todo o servico; na rua do
LhMincnto, loja n. 18.
Vende-se urna porcao de prata em salvas,
cabos do facas colheres esporas, colheres de
sonpae deairoz, e outras pecas ; em Fra-de
portas n 96.
Vende-se um mulatinho ptimo para cria-
do ,,por ser muito esperto, de Idade de 16 an-
uos por preco commodo ; na Rua-nova, loja
franceza n. 9.
Vendem-se rebollos para barbeiro, da
melhor qualidade possivel ; na rua da Praia ,
armasem ti 18.
Vende-so urna ou duas empanadas de lou-
ro proprias para venda ou armasem ; na
rua da l'rala armasem n. 18.
Vende-se urna parda de bonila figura de
18 anuos cose, engomma cosinha e lava
mu bem; una preta de 24 annos de boa fi-
gura cosinha e lava mui bem ; na rua da
Cadeia de S. Antonio n. 25.
Vendem-se afiadores de cortica francezes'
mui polidos o melhor possivel para assentar
e afiar navalhas borzeguins gaspeados e de
pona de lustro ditos gaspeados para senho-
ra sapo tos de couro de lustro e de marro-
quim de cores para senhora botina de mar-
roqun) e sapatinhos para meninos, ditos df
couro de lustro borzeguins gaspeados pre tos
e de cores pata meninas bolins de bezerro
francez, sapatos de urna e duas palas dito.
sapatos ingle/es e outras muitas qualidades
ue calvados por preco commodo; na rua da Ca-
deia do Becife, loja nova do calcado n. 35, do-
fronte do cambio.
Vende-se i sitio na povoayo deTijucupapo
na estrada da Madeira ao p da praia com
bastantes pos de coqueiros e outras arvores de
Iruto com casa do vivenda o qual foi de
Luiz Velho de Menezes ; na rua do Cama rao ,
sobrado de um andar n. 2, na esquina.
Vende-se urna escrava de nacao, de 18
annos de bonita figura cose, engomma. co-
sinha e ptima para mucama, duas d'las de
20 anuos t'osinhao. e la vio 5 ditas de 30 an-
nos quitandeiras o lavadeiras; 4 escravos de
nacao dous oleiros um carreiro e um co-
sinheiro ; una mulata de meia idade, ptima
para ama de urna casa ; na Rua-direita n. 3.
Na padaria de Jos de Oliveira delron-
le do oitao do Terco, n. 129 se acha amanhaa
a venda leitede vacca sem mistura pelo pre-
go do costume.
na rua de Aguas-verdes n. 22.
Vende-se a dinheiro, ou a praso rom fir-
mas duas olarias junta,, ou separadas len-
do cada urna casa de morada, ludo de lijlo e cal
no Atterro-do-Giqui foreiros ao mesmo on-
genlio ; assim como urna boa casa com com-
modos para urna familia Ierras para planla-
eao c com pasto para 20 vaccas tambem fu-
reiras ao mesmo engenho no lugar da Piran-
ga ; a tratar com o seu propietario Manoel
Cavnlcanti de Albuquerque Mello.
=: Vende-se Jacaranda superior chegado do
Kio de Janeiro pedral de marrnore redondos
para mezas do meio de sala, de muito bom gos-
to ditas para commodas cadeiras america-
nas com assento de palhinba camas de vento
com armacao marque, as, so fas, mezas do
jantar camas de vento mu bem feitas a 4500,
ditas de pinho a 3500, assim como oulros niui-
tos trastes ; pinho da Suecia com '.i pollegadas
de erossura dito serrado dito americano de
ih'Derentes larguras e comprimentos ; assim
como travs de pinho e barrates ; na rua de
Florentina em casa de J. iieranger.
Escravos infidos
Fugio no dia 6 do correnle sabbado de
alleluia um cabra de nomo Joaquim, de 19 a
20 annos com officio dosapateiro, secco, e al-
to do corpo, levou caigas e jaqueta preta de
panno fino e grvala da mesma cor, camisa
le madapolo o sapatos de couro de lustro ,
fuma charuto o sigarro sabe ler o escrever,
foi captivo do Alexaudre Correia, morador na
cidade da Victoria e hoje do abaixo assig-
nado que oempregava ro servico de pagem ;
quem o pegar, leve a rua da Praia n. 43 pri-
meiro andar, quesera recompensado.
Antonio Haptistu Gitirana.
Desapparecco do poder do abaixo assigna-
do no primeiro do correte, um seu escravo
de nometongallo de nagao Mogambique, foi ,
escravo de Francisco Ferreira de Almeida tem
no rosto marca de sua nagao ; quem o pegar ,
leve ao abaixo assignado na rua do Livra-
uitmto n. 20
Manoel Muniz de Souza liorges.
Fuko nodia 27 do p. p. um escravo de
nome Francisco, de nacSoCassange, baixo. cor
fula tem urna belida no olho direito, cabega
pequea cujoeume puntudo o ror-idi; do
carregar peso as (untasdos psgroases, e es-
taloquaudo arnlao ; levou camisa de algodo.
nova e caigas de ganga azul; quom o pegar ,
levo a rua de S. Rento em Olinda n. 37. Na
mesma casa ava-se, e engomma-se com todo o
aceio.
No dia 2 do corrento desa ppareceo o es-
cravo Miguel, olllcial de marcineiro, pardo
claro, do 27 annos, alto, de corpo regular,
com laltasdos denles de cima, na Irenle, costu-
ras no pescogo provenientes de alporcas ou
glndulas oihos regulares com o costume de
aportar umquando olha, ps grandes e chatos,
anda calcado, traz com sigo um sobscnpgao
pedindo alloma presmese que sabio sedu-
zido, porque leve sempre bons costumes; quem
o pegar, levo a rua da Madre de D/os n. |, casa
de Goncallo Jos da Costa o S, que sora recom-
pensado.
No dia 27 do p. p. ausentou-se da casa do
abaixo assignado, um pardo de nome Antonio,
Vende-se um escravo da Costa, ainda de estatura regular, corpo a proporcao ca-
mogo hbil para qualquer servigo ; na rua da
Gloria o. 91.
Vendem-se os livrosseituintes; a obra de
diieito ecclesiastico por Gmeineri, a obra de
Ovidius Lucietius Caros Corneiius Teren-
tius una Selecta, lodas estas obras em latim.
viui culi.o um diccionario do fbula ; na rua
doCollegio n. 4, loja do Menezes.
Vende-se tarlatana mui rica para vestido
bello bom crespo pouca suissas e rentes, tem
nina fstula no queijo orolha lurada, na per-
na esquerda buscando o calcanhai., tem bas-
tantes marcas do fenda e 11111,1 aberta ; levou
camisa de riscadtnbo encamado caigas bran-
cas tudo novo chapeo do palha a| roupa do corpo levou mais alguma branca ,
6 mullo jugador, e nao larga o charuto; na
mesma occasi.io s.-duzio-me o meo criado Por-
de senhora borzeguins inglezes para homem. fuSUoz de 14 annos levou caigas de la de
klMvwlik. .ln. I_______. .... Metros .......... -I .. .
^,1 i rtrt, >.. rtu
proprios para o invern ; na rua da Cadeia do
Becife, loja de fazendas n. 37.
Wndem-iedous moloques de 18 annos ,
de bonitas figuras proprtos para todo o servi-
go ; urna negra de nagao, de 18 anuos, noni
ta figura cozinha e lava ; na rua das Cru-
zes 11 41, segundo andar.
Vonde-se cha hii-son lopercrs 2560 rs
a libra toucinho de Santos a 120 e 160 rs. a
listras azues camisa de algodozinho nova ;
roga-se a todas as autoridades policiaes e
eapites de campo hajo de appiehen.ler e
avisar ao abaixo assignado na l'raga-da-B >a-
vista n. 24, queso sa-tislar toda e qualquer
despesa, que tenha feto. Manoel t'adwco
de Queiroga.
--- No diali de abril d,- I8.fl fttgie do sitio do
l'onibal, tendo ido vender leite, o pido Jos Ma-
ss Compra-s eflecti va mente nesta Typogra-
pliia toda a qualidade de pannos cortados ou
velhos de linho e algodao tuda a especie
Oflerecc-se um rapaz Brasileiro, casado de fibra linheza algodao, de refugo em ra
com pequea familia para ensillar fra desla ma papel epapolio velho.
cidade, ou engenho, primeiras letlras, prin-j Comprao-le efTectivamento para fra da j Praia', serrarla' aeToIoTtotao.'
tendo decomprimento de 30 e tantos a
mos e largura correspondente : ua
. lombal, que se pagara a despeza, eserrecom-
' pein.ai o.
iua da -_!___________._______________________
1 Hicn na Ttp. os M. F. bb Vawa1844-