Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08712

Full Text
JP
Anuo de 1044.
Sabbado 0
nTJT31CrW 'IHHHlf IffMIWipa
q DlOlOpoblioa-tt ll ilnt oj diasque no fortn tniifiCWs : o rreco da aaMfataori
i J. tni mil r. por qunr'.el pairos aianlailos Os anminriosdos asSIgnaniei sf:n inserido
,;.' e M d eii"a ** ,u" Cruies n 4 ou Prafi" '' ndeorndenria I ja de livr. an t> e 8
PARTIDA DOS CORIVEIOS TERRESTRES.
MaJMUj e Paralijlia seunr|. e sex.a feiras. Hio Grande do Norle, quiis frir
\',bn. Serinliaem llio r'urmoso I'orio Cairo, Macev Alago : no I. 44 e 21
Je cd mes Gsranliunn e llorlo lc 34 de ciia me Boa-visla Flore a 13
e "S dito. Cula le da Victoria, quimas feira,. Olinda lodos os da.
DAS DA SEMANA.
1 Seg Macarlo Aud.do J. de 1>. da '_'. t.
a Ierra a. TI corintia Bel aud. do de I) da 3. t.
Quarla s Benedicto. Aud do J. de 1). da 3 y
4 Quinta Ititoro Aud. do J del* d 2. t,
5 Se si Iri. Aud do J del), da '-'. t.
6 Sab. .arcallino M. aud. do J. de D. da 1. y.
? Dom.dc Puco s Epifinio.
Coi

C
de Abril
Anno XX. 82.
k.ii, mil vi li ri~ataMLSSKBZS*:zicxa:.~--------------------- .-. ._.
. Tado .gor depende de no. mesmus; d. no. pru le-ci., rroder.g^o e "*!.
1 A t n> l"".M,>.i.o. '" ***> '"" '""f" 1e,n"e, ":?'S
*t M ffL** '' culUi-
rfl'iwi i)iniii;(s uvm -- .. -
(Proolatl)Sa ds AtMsteUa Ger.l do iran.)
Kf^ Cambio sobre Londres 85.
Y ',. l'a'is 370 rris por franco
^JL-f a a Lisboa HI por 100 de premio
Vorda de cobre 5 por cen'.a e naii li
dem de letras de boas finca I al|
CVMBIOS NO DI 5 BE ABRIL.
Our-Moeda de 6,400 \ .
N.
de 4,00)
Traa-I'alaces
Pesos colummnar.
,, DitOi mexicano
compra
17.20
16.1)00
D.tOO
1,960
1.97o
1,960
senda
17,500
1,7300
9, 00
1,980
,a,so
1,980
PHASES DA LA FO HEZ DE ABRIL.
1 a cheia a 3 as 4 lloras o 30 min .\'lingu.ntea<)as7borase I* ais .. la.de ICies.-ei.lc a 28 as b b. e 45 m. da MaU
Pleamar de hoje.
Primera as 7 hora e min da manli.i | Segunda sS iioras eO minulo da lard
_.xai--). ilMIlllO""
. .

-.j- JIMHI
PEB' 0.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
Conc/urto rfa sendo de 2J1 de mareo aV lSi.
Segunda parte do ordem do din.
Contina asegunda discussao do prsjccto do
orcainento provincial.
Arl. 5." adiado de hnniem e emendas a elle
olterecidas pelos Sis. Nabuco, e Taques.
OSr. Taques:Sr. pres., beuiiouge eslavo cu
de. pensar, quequando inandei ao artiga 5." nina
emenda, ella sustasseuina discusso co calo-
rosa; porin o honrado njeiubro desta asa a
quero ella ein parir se diriga, e diversos aini-
gpj seus tonirao eoni todas as snas nii .;as una
liarte activa na diseiissio, e proelani.ii ao a com-
pleta destruico dos meiis argumentos valendo-
sc dos recursos que llie offerecia o s< u saber na
materia. En, Sr. pies., com quanto julgne-iue
inuito lxin, quando defendo a causa publica,nao
posso todava diixar de entender.que me < inui-
todesagradovel tercomo deputadode disputar
rom partes. Nao pude, Sr. pies., cotnpreheiidVr
beiu as palavras que siliiro do outro lado dt
que ha limito a minha emenda eatava premedi-
tada. Se o nobre deputado que aesiiu se espri-
nio, enteude, que eu don alguina attencao aos
negocio publicoa, aoquede utilidade gerl,
, reeouhece cpianto a utilidade puhlea requer
a realisacao do que propoe :i emenda, teriara-
sao para notar que ella se achasse premeditada,
alias nao sei o que pretend' significar, C foi BS-
siin, pie logo no 1." da de discussfio do ona-
inento eu enuncie! as mnhas ideias, que nao se
lniilrao a tlicsmuaria provincial, masa todos
os empreados, CU JOS ordenados Ibssein maio-
res do que eu entenda que devio ser. Nao me
anima, Sr. pies., desejo algum de contrariar os
iuteresses alheos, iiemeii iiosso comprehendi i
pial seja a rivalidade que possa haver entre
empregados geraes e provinciaes de pie fallou-
se; ueni venho advogar iuteresses i\e uns i.em
deoutros: supponbo nao sf iiiiporlao que os empregados pyovinciaes
tenliao ordenados pingues ou mesquiunos.
Sr. pn Sa. o honrado membro desta casa que
com mais aior-Ke apresentou na discussao. prc-
tndeo interaiiienle l'a/er baquear os meiis ar-
gumentos demonstrando, que eu nem tinha m-
formandes nem instruccSo da materia. Bu r<
pealo imito o saber do honrado Miembro ,
materia de que se trata ; poivm julgava que
leudo nas minhas maos as leis hscacs provin-
caes orelatorio do Exni. presidente da pro-
vincia o balanco, e orcainento da thesouraria,
,tinha quanto era bastante para una Idela da
nossa tliesouraria provincial; porque nao c essa
reparticSo creada no outro dia tal que um ho-
mein um ponco 11 lustrado com os dados que se
lheollcrecein nao podesse fuer aiguuiaidea a
seu respeito; se ha algum segredo nella, nao sei.
Creio inesmo, que nao ha segredo.
Sr.pres., o honrado membro impugna a minha
emenda com a allegaco do trabaiio extraordi-
nario, nueteemos empregados da thesourana
provincial. Sem duvida que todos aqueliesa
qiiem a provincia paga devem empregoroseu
tempo no servlco publico, e esta asuaobriga-
cao ; a iiueslao se os se.is serviros sao tao va-
liosos que exijao urna relribuicao muito eleva-
da. Porm, Sr. pres., ohonrado meiibrojul-
lou (pie os empregados da sin reparticao n-
nhao um trabalho extraordinario que deviao
ter urna retribui.ao niaor, e entao nao sei ex-
plicar as palavras do n. d. a vista de seu pro-
cediniento como membro da caminissio do
orcainento. Resta qualidade elle noprope a
snpprcssao de dousempregados nasua repart-
cao, entretanto nos diz, que a sua reparticao
ten limito trabalho Eu Sr.pres. tinha feto
una comparaeao entre a thesourana geral e a
provincial, c nao posso ter duvidaalgu.na, ein
que a thesourana geral urna reparticao que
se achacom milito mala trabalho,e raultomaior
responsabilidade, do que a provincial; basta re-
neclir.queathesouraraiiiovincialtenihjeiiipie-
cados, e a outra tero apenas 19 empregados mais;
porm toda a escripturarao, e toda a correspon-
dencia da Ihesouraria geral dividida coi seis
ramos, segundo os diversos ministerios, 0
honrado deputado nao tem na sua reparticao
cssas relacoes complicadas essa .o respoiiclcn-
cia separada. Ora, v-ae, que oempreados da
thcsoiiraria geral tero de fa/er todo trabalho di-
vidido por seis elasses que essa thesourana to-
dos os dias est e.n obrifacio de corresponder-
se com seis minisiros; e as vetes en. duplcala,
sobre ..mitos objectos pois .leve-se a/.ercom-
inunicaco ao ministro a que clles pertenec.., c
ao ministro da IWnda e a repartido do hon-
,,,,,, 0 que tai. NAO se corresponde
co.nni,ignc,,i,naoteniquedar.nformacoe, ,
pmoa alauma moa reparticao que se .. *a
Bto aliviada de peao ; porque o inaior raba-
Ibo deuma reparticao fiscal sempre o de dar
comas c prestar inl'orma(:oes.
O Sr. Lobo : Neg. .
0 Sr. laques : Tem o mesmo trabalho da
Ihesouraria eral? Pepois, Sr. pies., o n. d.
julgou que poda explicar tildo mostrando ,
quehavia certas repa. ticoes que aliviavao o
trabalho da ihesouraria geral: e na Ihesoura-
ria provincial, pegunto cu,nao ha tambero em-
pregados aceessorios como sejao os da me/.a de
rendasPOconsntado nao arrecada tambero dlrel-
lospovincaes.' Sr. pies., aprensentei Uinai'gU-
niento,ipiciulavaeradi<'isivop.iraaquestao,que
v a importancia das rendas arrecadadas, 0 l.sca-
lisadas na thesourariageral, eo auaniumoa ren-
da que passa pela adminislraeao da Ihesoura-
ria provincial. A Ihesourar i provincial nao se
ngere senfio na admlnistrajao, c :irrccailacao de
nina renda de .VIO eoulos e a Ihesouraria
-eral tem a sen cargo un.a reeeil de 2,200 eou-
los de res. Ora, anda quando o trabalho i e
cxeieicio de escrever livros -.ja igual em ambas
as reparlices, c notavcl a dll'erene.n, que el essa
disparidade proven, para a responsabilidad.' dos
empregados superiores; porque um empreado,
que tem ero seus cofres a responsabilidade de
500 conlos de res, nao est na inesma rasao da-
cpielle que ten. de responder por nina quantia
milito inaior ; um empregado que tem de ar-
recadar, C lisealsar 2,-200 e tantos conlos de res
nao est em igualdade com aquelle quejein
de responder pela liscalisa, o, c arrecada.ao de
um capital limito mais limitado.
O Sr. Lobo : lia occasao em que a Ihesou-
raria geral no tem quantia alguma no cofre.
OSr. Taqurt : Porin a admimstracao geral
nmito maior sem duvida do que a provincial-
0 Sr. abueo : IstO a respeito do thesouro.
o Sr.Taqxui: E o tbesonrelro nao entra
lainbem na redueao que eu t ? E quautao
inspector nao tem applicacao a inesma rasao. hr.
pres .ohonrado membro entrn anda em nina
comparaeao con. outros empregados para mos-
trar, que os ordenados dos empregados da sua
repartico, nao podiio ser considerados grandes;
assim trouce-nosa eonipirarao do Ordenado dos
empregados da nossa secretara. Ora, estimo
inuito, que o honrado memoro reconhecesse ,
que os empregados da nossa secretarla teem um
ordenado excessivo ; mas dahl nao deveargu-
mi atar paraos ordenados dosempregados da sua
reparticao porque por haver exCesso ein um a,
naodevehaver em todas: entao nao haviadi-
nhero cpie chegasse para isso. Tan.beni tron-
ce o exemplo do engenhelro em chefe que tem
,;0i)iiv e tantos mil res de ordenado, bu oa-
se que olio se devia argmnerttar com-o exem-
plo d'empregados de grandes ordenados que
estavSo em clrcumatancias eapeciaes; porque
um hornero que contractado em pan est.an-
Belro,aondetem uinacarreira segura,ebrilhan-
ie pelos seus conhecineiilos ibeorieos e prali-
cos.para vr ao nossopaiz servrr,nao pode entrar
-'-- -----cxiitem entre
quinlia em si, e por SSO ines.no se deve dar un.
ordenado menor aos que seoecupao della ; por
ipie o publico nao aproveiti 1 aulo com esli ar-
recadacao. Sr.pres., para ser avallado o traba-
lho de urna c ouira ihesouraria, deve-se compa-
rar anda o u. de empregados que sao pagos por
cada una dellas: a ihesoiiiaria provincial paga
smente os venclincntos dos empregados pro-
vinciaes, e mo pode .niea ser Isfo comparado
com o euxame de empregados, queseo pagos
pela ihesouraria geral de todos os empregados
lscaes geraes, oexercilo, cc.
OSr.'.Ya'xfeo: -- Por SSO !.a diversas .slaroes,
sid'inia, i'ii inandei una emenda, (ara que os
emolumentos das patentes dos officlaea da G. N.
fossem recolhidos ao cofre provincial, e foi ap-
provada.
O Sr. Xabiini: (pela ortm) Vo principio en-
tend, que a emenda do n. d. devia ir aoart. 30
masa-ora creio. que deve'ler lugar mesmo no
arl., que se discute, porque c este arl.. que cal-
cula tambero a porcentagem.
OSr. Peixolo: -- Nao >' para pedir um aug-
mento de despe/.a, (pie me levanto, apena;*
para pedir, que nao se aggravc tanto a sorte de
um empregado, pie soflVe urna diminuicao de
ordenado : trato do thesoureiro da meza das
rendas internas. Este thesoureiro tinha a mulo
enda, eles nao pdem ter Ibndamento al-
gum ; quanto a utilidade la emenda, a qual
perguntou outro o honrado membro, que tam-
bero se Involveo na discnssSo, emaniresta, bas-
ta lcr-se o Introito do relalorio da ... com-
missao que pertence o honrado deputado a
que me tenho referido, do pial se ve que
os nossos cofres se achao inuilo exhaustos,
que nos estamos sujeitos a um descont
mu grande, eque nao se podera pagar a estes
niesmos empregados, que temos, senao bou-
ver economa. E como. Sr. pres., ein seme-
Ihantes circuinstancias anda se insiste para que
o autor de urna triste emenda d a rasao d ut.l
(|1(1,.........i,..-.... -i nnresentar :
s
Depois de apoiada, entra em discussao a se-
guate emenda do Sr. Pclxoto : ,...
Seja a gratlficac5o do thesoureiro de 100/uuu
rs., c auginenlc-se neste sentido o quantltativo.
Sr. Sabuco : Peco a palavra para oUere-
cer tambero una emenda no sentido desta, que
acaba de ser apoiada, relativamente ao adminis-
trador. Este empregado tinha 300^000 rs.de
gratiricacao ; sen.pie bom, que se Ihe d a
roetade, e nao, que se supprlma toda.
V.' apoiada, e entra em discussao esta emenda
do Sr. Sabuco : ,.
= Sepa-sara emenda do Sr. Peixoto, diga-sr
- timbero I50f000 rs. ao administrador.--
1;"1''- "' a|l,"VO,,.:!ai;[X' Im. Sr l". ja OS^ Une,/ ,ao que a de necess l. s u j ^ r -0 te ,m vista ao me.
.cutas, que alirao V^j^ffg^^ O S- 5 Cav^nti : Eu nao posso *
lenas, (pieria una ccouoni... n, S g ai' ^ ,. j ha( ntencdes ; foi olhar o interes-
jus.a.Votarei pelasnpprcssaod. a,!; ... pregOS fttroar U J^ q ^ ^ aog< m
C ,",'Sm l h r mas X SScd'oi leados presidente re provincia pode de.nitl.r. .piando
que sao nute|s; mas u.n. i jog ^.^ ^ c qualqucr destes nn|..e-
"toU^P^*^*8' V"ta.Krade contrari- gadot, de que aqu se tem tratado e a assem-
dde'a1 a e e L ^lenho mandado a bija nao pode supprin..r un, lugar .
Sa^ arei i-ffas^fr g fe SSfZSSftj- En entei.do qu,
tenho que desenvohei as mullas me.as pi i ,as estou convencido que a assem-
-jas-.......f*rrafS!. i^::;-.&, srsprxsi
posto a votos, eapp^iovado o artigo i^ pabilo: oque M
do Sr. Nabuco, e rejeitada
em comparaeao, com aqu'lles.que
mis, e que procurao obter os empregos; porem
eu pedia ao n. d., que coniparasse os veiicinien-
tos dos empregados da inesma cathegona com
os ordenados dos empregados da sua reparticao,
que olhasse para os empregados que leen, um
q ibedal da talento maior percebendo um.orde-
nado ii.ui pequuo, e que so podem sei susii
tados pela probidade desses empreados. Quau-
,1 i se trata de reparlices Asear*, vejo a rasao ,
que dio todos os que seoecupao di ...abra ,
que nao se deve liar multo Q estado na pro!,..la-
Je desses empregados, estaa nica rasao,que
sde.n favor dos elevados orden idos dos em-
nregados Ascaes rasao que nao se da a res-
ucito dos ordenados dos empregados jud.cia-
iios ; por.p.e sao pessoas qOe aprec.ao milito
a honra e a gloria ; por sso me pareca que
a minha emenda nao poda ser contestada di-
urna mancha nobre. Eu pedia ao honrado men.-
bro que lamasse as snas vistas "**
munlcipaes, que teem o ordenado de 400/ res ;
os ministros do nosso culto, que teem una con-
grua pequea ; que lancasse as suas vistas pa-
ra o venciinento quepercebe essaclasse .lus-
tre que sacrAca a sua existencia pela socicda-
de a elasse militar ; mas procurar a compara-
cao de OTO ou outro ordenado inaior deste ou
aqu He individuo me parece, que nao pode
proceder. Sr. pres. ouvi anda em contestarao
a minha emenda una argunientacao pi< ina-
ravllhou-irie multo: fui forrado adwer W-
U.......ero de raciocinar falso tinha escapado ao
mesmo autor do tratado dos sophismas. Sempre
Uve para mini como cousa certa que a retu-
bulcSo dada aos empregados puM^rtto,
8ervi?OS devia ser tanto maior quanto niMrai
oobjecto deque elle se oceupava TOlS aqui
se disse o contrario que ao empregado que*e
oceupava de pequeas cousas.sedevia dai inaior
OSw. : EsUi engaado nao disse isso
SV rae* : Disse-se vede, que as rendas
provinciaes sao diminutas t o MojO-
to; porque consta de pequeas &****
S.s nao lanco os olhos para as umitas verbas ,
,n,;1"1,,ar,Wi.aucral?_Poisasverb,s,quese
arrecadao ese escripturao da repella geral Sao
menos, do que as da receta prormcial? MiM
diversos in.postos da 'Vt,il^^)T:r,"\?eS:
co nao por isso maior o trabalho da esc ip-
eroend
Taques .
Entra em discussao o segurote.
\rt ( Com a meta de rendas internas, e as
diversas colleclorias provinciaes, suppr.m.dos
do Sr. quanto ha nos empregos pblicos: coque se
tem observado pelas discussoes e pelas vola-
roes adiadas. Oque se ve que os ImpoStOS
que se arrecadao di nacao e ein benehcio
nao da nacao mas dos empregados pblicos.
SUpiHIIUIOOS n.ni u.i ...i-,. '----- r r \,
s escrin uraros, Anda achao pomo para .sso o quese ariecada,
.aquella par.c os dous s gOBdoaipnira n ^ pr0p5em maiores ImpOSlcAcs, 6 porque
ea^ratiiicaeao concedida aoad.n.n.sl.a1b,....o e^ ^ V*^ d(. fa.(1,, 0s impostos
ihesoure.ro teem-seestabelecido em benaAcio dos seuhores
OSr. Manocl Cavaleant : E' minha convic-
cao. Mas a conimsrao quando propoz^cstns re-
a COIIlUerHVUU tan ua......- -- ,-":" .,.,,
dos dous segundos esc. .piularlos Cu o. qm.
est nmito manifestada a op.u.ao bOlUI
peito das supinesses de empregado,, depoisl
peito das .PPre** ZSfttfSS. O^s esU^peudioa deq^e se deviaPa-
do brilhante ....proviso de u n. d que | V idf|s w| ma e se t,_
'lentes, e
dos es-
brlpturarios e supnrimio agratlrtcaco con-
vagarem. .useussao coniuncta-! cedida ao administrador, e ao thesoureiro ; e
i; apoiada e entra em discussao ^"Jjj"" DAde i;l/(.,isto porque, supprnuindo os dous
mente com 0 artigo esta emenda do Sr. -fl.au- mI. I /. ist j0 ^ U^^ ^
do brilhante improviso e um n. u.. l'--;:" | empregd0S pblicos ; mas que
seta ao meu *>Jff^l^S& 7 ",c to Lente os'.p.c lossen, sufficietl
re urna emenda Igual que[P^^.'JJSo por isso propox a suppresaSo de 2 seguro
se diga, que se supprimSo i sti s lugares, qu 'mt. ,. gupprimio a gratlllcacc
formado de que em todas as reparti?rjera em-
"Taf mS'"';" depois de apoiada entra tam- pregados de mal. ah se observa una com-
biX-* a scguinle emenda OO Sr.. *fij& p^^.
-"les: nmmtamBn de 4 or 0 Sr. Jlmioe! Cavaleant : -Eu nao entronas
Addtc-so sendo a comm.ssjo de i poi "JJ n.To ge 0 ml(. u St. passa mas
"3* ft-mr- Sr.pres., os empreados da jnforn.ao-mc pessoas, que l entrao e sa-
S^JLS^'SS^W^ T-J.l** -esao de mais, porque se
deumacominUs5ode5porcento, do que arre- cr**r*>- Ca,.alcai: .. Pelo patronato ;
cado. O orcainento demonstra que^esta aiva- *-~l^ nesta casa desde que
missao sopor si, na parte, que toca a cada ... s s / lc; tenho abservado que se teim
...npregado, bastantervada^qje o pn, o ^' ^ (|( patl0natos. \ commisao
empregado tem inaladoa-2Jjy flS! fez algun.as" reduees nestas despesas, atten-
eommissao, o .|iie uro.lo ao .sen oukiiaxlotaxi i era preciso que os empregados
venciinento bastante cresc.do ; vene.n.en o, Oenflo a qo 'sullicientemente ;
..ue nos apuros, en. que se jd^matej^ JSJjJJJffi ae./uda do Sr. 1 secretario
vuciaes, nao posso deixai dejnlgar, queoeve.F" ^fa^Ae eo,,, as que teem pastado. e
merecer alguma redujo. | a d ^ -oiitinuando a ideia de que a
O Sr. JVo-lu.ro: ->o art. 30 que se falla a res "^^ M.jo )d(. Sll,,prilir lugar, entre-
peto dessa eoniuiissao. ,..,,, me o iresidente da provincia pode de-
S5Ls^si2S|a*%iE sr. ji .....~
art. em discussao a deiioiuniacao, M *l" J"1" p,'0 s. Xalmc0 __0 pies, pudo demittir aos
cao, por isso inandei a nuza acnun _____ i.., ftr bom e
guma reducao, por
da, une acabou de ser apoiada
0 Sr. presidente : ~ O que se discute neste ar-
tigo ,' a somina. que o cofre provincial da para
estes empregados : a despeza, de que falla o n.
d., nao veni oreada ; assim parece, que c no
art. 30 mais cabivel a sua emenda.
O Sr. Taquen : Eu julgava, que poda oliere-
er essa emenda, porque, quando se tratou do
. j_ j____________j. An c...-1--ia, ,a da ore-
^r.v^'Sgirse' t^rzXZs: zsses^s w^aa P,,.
USr. lnim voraimni' 7, .--------- J
O Sr. A'aftnco : ~ Ao que for bom empregado
tambero? ...
O Sr. Afonofi Cavaleant : Sim br. dir
que desnecessario.
O Sr. Carneiro da Cunha: Sera una injus-
UOSr. JrfrmoiCa'ia/eanfi: Mas passando es-
tas emendas lica a inesma porcentagem para
se dividir pelo numero d'empregados, que
.


xisl- e nrstc raso licito elles en. pciores cir-
ctunst anclas, porque contlnua-se a dividir pe-
los 8, c nao pelos (i ionio a commisso tinha
proposto ; viin a flcar a porcentagem muito
|taquena e por sso cu julgava que seria
uiais vantajnso para o publico que se suppri-
inisseo lugar dosi segundos escriturarios, que
fosseui 'lies comer em santo ocio ate orde-
nado e deixassem a porcentagem para ser
repartida poraquelles que sao necessarios ao
trabalho. A provincia ganha, porque inorren-
(lo estes empregados, nao sao prehcucliidos os
seus lugares'
USf. Alcanforado i A minha emenda salva
isto.
o Sr. Sr. Maaotl Cavaleanli: Siin verdade,
lie a a porcentagem para se dividir por seis e
tic .1 us cinpregados coiu o pagamento suflici*
nte : lia tuna pequea economa, que se pode
fazerseui oftender aos empregados pblicos,
por sso e mandare! urna emenda para se sup-
priuiir os tugares destea dous empregados e
Jiearrin coin o ordenado mas sein a gratifi-
caco.
OSr. Alcanforado: da mu aparte que nao
podemos ouvir.
l) Sr. Manocl Cavaleanli'. Bein no caso de
licar com a emenda proposta nao pode deixar
de subsistir o artigo como eslava, a coiumis-
siio, supprimhido os dous lugares inlgou que
;i porcentagem licava inaior sendo repartida
por seis ; neste raso as emendas tanto a do
Sr. Peixoto,como a do Sr. N'abueo sao pequeas:
no entanio rii mandarei urna emenda para que
se supprima os dous lugares, (cando estes em-
pregados i "lo ii~ seus ordenados e que fique
a porcentagem para se dividir s por seis., sup-
pr i midas as gratilicaedes.
\.ii i mesa, e depois de apoiada entra em
discusso a seguinte emenda do Sr. Manocl Ca
valeiiiii. \'s palavras supprimao-seos dous
escripturarios acrescente-se conservndo-
se os seus ordenados : e augmentc-se a quo*
11 em proporcSo.
0 Sr. Copel Gama: *- Sr. pres., nao se estra-
nlie qii sendo eu empregado publico, siga a
opiniao daquelles queentendem queosein-
pregos pblicos fura dos designados no consti-
tuidlo nao devem de ter vitauciedade ; e bem
issiiii os que esto determinados por lei, COIUO
os do magisterio ; en tambein son dessa opi-
niao. O governo pode demittir os empregados:
c isio o que eonvein ; mas eutendn que em
umgovcrno constitucional estasdeinissoes nao
devem ser dependentes do capricho e do arbi-
trio j nao devem ficar s vontade do poder;
nao; O governo pude (emittir mas quando?
Quando n empregado prevaricar quando se
deremtaese taes casos manados; porque do
contrario teriamos de ver empratica ahorrivel
mxima dos despotas; tic rulo sirjubro -en-
to o que acontecera dabi era que o governo
por ter antipathia a um empregado o deitasse
Pora do emprego e admittisse outro.
Or.Manoel Cavaleanli: \ questo nao Coi
esta.
O Sr. Lope Gama: Eu eslou na opiniao do d.
n. ; quero que o gov rao demiita o empregado
quando for prevaricador, mas quando nao se
der isio nao o possa demittir. Porin Srs.,
leniioouvido fallar lamo aqu em patronatos
da asseiiilila e tao repelidas vezes quejulgo
dever dizer a este respeilo oquesinto. Todos
nos somos muito csmoleres com a diflerenca de
que eu e maisalguem damos pingos de cera a
pobres empregados pblicos, entretanto que
nitros do pes de cera inteiros c de multas
arrobas.
0 Sr. Manocl Cavaleanli: Eu minea dei.
OSr. Lopes Gama : Quando aqui se liatn
de certa arrematacao que mportava em eoli-
tos e eontos de res alguns bem austeros ab-
solvro aqueles que devio entrar com esses
dinliciros para o cofre provincial.
O Sr. Manuel Cavaleanli: Eu nao.
O Sr. Lopes Gama : Eu nao digo quem foi ,
quem Ihe servir a carapuca que a tome (risa-
tuu e apoiado : e nesta classe cutanlo alguns
ile principios bein austeros contra os emprega-
dos pblicos Foi s para lembrar isto consi-
derado da cmara que pedi a palavra. Eu ,
e meas companbeiros icmos pedido quasi com
a ootca na nio um vintem para a pobre classe
dos empregados pblicos tem-se gritado con-
tra isio e entretanto aqu appareceu mu con-
tractador a quem se perdoarao ionios e eontos
de reis miiilos apoiadot),
Sr. Manuel Cavaleanli: Decrare quem
l'oi.
O Sr. Lapas Gama : Esta cque a verdade ,
e como se nos inculpa de patronato .'
O .Sr. Manoel Cavaleanli : Eu posso incul-
par.
Sr. Lopes Gama : Eu nao digo que foi o
n. d ,_ que absolveoesse contractador: foi a
inaioria da asscinbla ; mas eu vote! contra ,
r logo se me disse como nao augmento
de ordenado d'empregado publico veja como
votou contra = (ritadat) ao que respond {in-
mediatamente. Sim (ii sou mais amigo de
dar pingos de cera aos empregados imbuios do
que com lles para os cofres da provim ia. Quando
se tratou dcste negocio naonouve este rigoris-
mo que agora se quer. Srs. muito fcil
follar em calouisnios ; mas quando se -liega
pi tica nao ha quem nao ceda tanto, ou quan-
to da rigidez de seus principios.
O Sr. Manoel Cavaleanli : A carapuca talbcu-
se para niiiu mas nao me serve.
Sr. Loat$ Gama : Vio Sr. ; foi s para
mostrar, que nao se devia fallar tanto aqui
em patronato. Se fuimos a comparar a utilida-
de das classe* eu digo que pelo menos tao
util a citase dos empregados pblicos como a
don. d. (oh 7*7 ) 'asendeiros .Yon tolo pane
vivit homo disse o Divino Mestre: mxima ,
iue para frazearei, disendo Nao so de canas,
que temos necessidade (risadas). Lcnibro-me
do peo (dalgo do Moulieri. que foi mu pobre
inatutodo centro, e que quera estara pa-rdos
Hidalgos da corte; conseguintemente ter todos
os comiiiodos todas as prendas todos os re-
galos de um fidalgocorteza*0 : como era rico .
ntou de tomar, que I be ensiiassem as bel-
las lettras e artes mais amenas : j o bom do
Jjomcm va em sua casa proessores de lgica,
de rhetorlca, de geometra de msica e at
de llrete e de danta. Este altercaro entre
si sobre a preeminencia de suas respectivas
profissoes a ponto de quasi jogarem as mtir-
radas quando o niusieo que at en tao estive-
ra calado, tomn a nio, e disse.Srs., que
liahi, que se possa comparar coiii a msica'
c a rebeca ? = (risadas) Applicando o caso se ve,
que estamos nestas circumstancias; cada um
pucha para a sua profisso; quem agricurtor nao
follaseno ein canas {ritadat), seiles sao tudo,
e os Otilios nada.
O Sr. Manoel Cavaleanli: >'o exacto.
O Sr. Lopes Gama : Fu eonfesso que quan-
do se folla mal dos padres nao me posso conter ;
porque son padre; assim quando se falla em ha-
chareis, vejo, que c o mesmo que bolir-se
em um cortico salto todas as abeluas : (muflas
ri$adat) entretanto Sis., eu sou o primetroa
dicer, que isto de empregados vitalicios 'limi-
to mao excepto aquelles de que a constituido
folla; mas que todos os empregados a torio e
a direito sejo vitalicios, nao convem. Levan-
tei-nie para fuer estas observaioes e agora
ueste ponto talhei algumas carapucas soltei-as
por ah cada um as tome como qulzer. (risadas
geract .
O Sr. Alcanforado:Levantei-me simplesmen-
te liara protestar contra um a asserco aventu-
rada pelo nobre menibro d
e.ib.i de sentar-se. E
coininissao
mil reis por anno do que que vilo estes pa-
ra suas casas morrerem de fome, por sso que
o ordenado que elles teem niio chega para a
sua subsistencia ?
O Sr. Manoel Cavaleanli: l'ois no pode
empregar o seu tempo em outras cousas que
Ihe deem interesse ?
O Sr. Alcanforado: O n. d. deve saber que
aquelle individuo que serve 1*ou 16 annos
nacHo esta incapaz de se oceupar em outras
cousas, e que os meios de subsistencia niio
so tantos entre nos. Pela emenda do n. d.
a nacjio paga o mesmo ordenado ao empre-
gado, quer elle esteja em sua casa, ou na re-
particSo ; se eslver em casa o ordenado s
nao Ihe l'ornece os ineios necessarios para
subsistir; e se fdr para a repartirlo o que
acontece que os seus companheiros dei-
xaro de receber, cada um mais 40 ou 50
mil reis por anuo, porm lodos remediados,
elles mesmos estimar, niio querervero
seu companheiro em miseria; dislo tenho
eu exemplo na mesma reparti^ao; haalli
um empregado que tem eslado doente ha
muito lempo, e esta as portas da morte; mas
companheiros
suppresjo de einpregos, proposta pela commls-
sao, e declaro que continuare! a votar, mas digo,
que nao pelo principio que aveiiturou o n. d.,
nao porque nao reconheca na casa o direito
de suppriinir einpregos pblicos, mas porque
julgo que nao est provad a a necessidade de fa-
zer taes suppressoes, e que em casos d'esta or-
dein deve-se alliar o interesse publico, rom o
particular.
1 ni hoinein, que tem servido inuitos anuos
com honra, niio deve estar sugeito ser despe-
dido do
os seus companheiros teem-lhe cedido a
que a- {.uoia (,uc Ihe pertencia.
tenho votado contra a
Sao estas as consideraedesque tinha de a-
presentar casa e pelas quaes tenho de vo-
tar pelo artigo.com a minha emenda e con-
tra a emenda que offereceo o nobre membro
da commisso.
O Sr. Baptitta : Sr presidente, olhando
para o dficit que existe no cofre provin-
cial e querendo da minha parte concorrer
com todos os esfor^os para que elle dcsappa-
reija, eslava deaccordoa votar por algumas
dido do sen r.nprrgo sen. una rasao milito >o- .X\.rT, V, "
derosa, porque o empregado publico deve'ter f>M'l"Vsses mas vejo qne na asse.nl.lea se
urna garanta publica, deve ser conservado no tom desenvolvido um espirito a lavor dos
sen niprego em quanto nao tiver malversado. : empregados pblicos, e eu niio quero ir d'eil-
q
O Sr. manoel Cavaleanli;Y. em quanto for ne-
cessarlo.
o Sr. Alcanforado:Btm; mas provou o n. d.,
que este emprego fosse desnecessarlo ? (J n. d.
avenluroii a proposico de que as reparticoes
publicas havia vadiacao; mas perdoe-me o n. d.
que diga, pie esta proposico foi um pouco pre-
cipitada.
O Sr: Manoel Cavaleanli:Precipitada nao,
porque ha muito tempo eu julgo assim.
O Sr. Alcanforado: .Mas isto nao ''bastante.
Esta proposico, que vai ollender a honra de
inultos empregados, digo eu que devia ter
aconipanhada de una prova inmediata por-
que o empregado publico assim como qual-
quercidadao tem direito dexelar asna repu-
tacoj e isto que disse o n. d. una injuria lau-
cada contra esta classe. Depois cu nao sei como
as repai tices,em que ha vadiacao sefazoservico
publico. O n. d. nao negou. que os empregados
tiesta reparticao lenhao l'eilo o servido que
a lei incumbe.
0 Sr, Manoel Cavaleanli: Porque ha gen-
te de mais ; uns eslao traballiando, e outros
vadiando.
O Sr. Alcanforado: Isio que carece de
prova : le ni-se dito que os empregados p-
blicos sao de mais porm nao se tem pro-
vado ; era para se provar urna senielliante
proposiilo da necessidade, que se devia re-
correr aos chefea das diflerentea repartieres,
porque, Srs. a necessidade ou desnecessi-
dade niio una ideia abstracta.
O Sr. Manoel Cavaleanli : E o Sr. dep.
sabe se eu me iuformei ?
O Sr. Alcanforado : Se foi informado de-
via, perdoe-me o n. d., apresentar essas in-
formales i casa.
O Sr. Manoel Cavaleanli: NiTo tenho em
vista convencer ninguem.
0 Sr. Alcanforado: Pois quando estamos
convencidos de una cousa desejamos que
os outros recebflo a vardade romo nos a re
cebemos.
.Mas nesta reparticSo ha um trabalhoalgu-
tua cousa CUStOSO e o do lamjamento da
dcima : quando chega essa oecasiSo saheni
(empregados para os dulcientes bairros; i
para oReciffe, outro para Sanio Antonio,
outro pata a Boa-vista, eoutro para os Allo-
mados : este trabalho muito arduo, os em-
pregados nelle teem de andar de casa em ca-
sa, todos suppem que elles sao os culpados
do Ian^amento que a ici manda fazer, eat
dirigem-Ihe diterios. Acontece mais que
(uando elles chegtlo a sua repartQgo o traba-
lho esta accumulado, porque o lempo que an-
dao por lora fazcndoo lancamcnlo, o que le-
va iiiuilos dias, faz com que o trabalho se
atraze na repartido, e entao elles teem niio
SO de por em dia a escripluracSo atrasada ,
como teem de cscriplurar nos livros o lanca-
nienlo que lizerao; por lano, nao estiio
vadiando.
Agora, Sr. presidente, Iratarei da emen-
da apresenlada pelo nobre membro da com-
tnissao. O n. I. quer que o emprego dos
2 segundos escriturarios se supprima, e que
con tro a elle porque tambem sou empre-
gado publico ; porm quizera que em urna
materia de tanta importancia, quando te-
mos um dficit niio pequeo se procurasse
conciliar o mais possivcl os interesses pblicos
com os dos particulares, e foi por isso, que te-
nho approvado algumas rrduces ; porque Sis.,
quando se tratasse por exemplo, do nieu orde-
nado, cu nao quera, que se me tirasse todo;
mas se os interesses pblicos exigissem, que se
me tirasse alguuia cousa, eu ammiria de bom
grado. Quero pois, que se trate de reducoes,
' a raso porque tenho votado favor d'algu-
uiai emendas de suppressoes ', porque vo com
a clausula de = quando vagarem = raso justa,
e o contrario seria levar um hoinem ao ultimo
desespero da vida, niorinente quando estes em-
pregados teem muitos anuos deservico: accresse
entender eu, que multo focll collocar-se o es-
tado em apuros, mas salval-o desses .qiuros ;
dimeil. Recoiihejo, que o nosso estado actual
e deploravel; mas uo de um anuo para ou-
tro, que se pode apresentar um estado lisongei-
ro, priucipiem-sea fazer algumas rediuoes. Sea-
caso o dficit i; grande, se nao temos' meios d
supprir todas as necessidades publicas, ento c
preciso una reduco, e esta reduco, que sr
estenda a todos os empregados ; isto muito
justo. Agora a respeilo de suppressao, se aca-
so certos empregados sao desnecessarios, se el-
les teem pouco lempo deservico, c se mesmo sao
honieiis, que se posso empregar em outros tra-
badlos (estis cousas devem entrar ein linha di
conta) supprimo-se esses einpregos: mas seo
empregado hoinem de muitos anuos de sei vi-
co, se tem familia, e se se nao pode oceupar em
outras cousas, ento tenho adoptado essas e-
incnJas, que se tem apresentado consagrando
a clausula quando vagarein = eis o meio de
curar certos males, que existem ; porm quero
lentamente. Tanto os principios que adopto sao
estes, que quando entrroem disiusso osait .
de que se trata ia mandar una enunda meza,
maso.r. 1." secretario me prevenio. Um des-
tes empregados deque falla o artigo um ho-
UlCn, "i- irin nuuii icibu f.iinia, muito ca-
paz, ase Ihe tirar o ordenado, que tem, licar;
sera meios de subsistencia, e de poder inauda
educar seus filos. Eu estou certo, que urna
lamilia miseravcl em um estado nina cousa
niui terrivel : licar um pai de familia a pedi
esinnlas, fozendo una tristissiina figura, c urna
cousa, que nao se conforma com o nieu modo
dr pensar. Portento acho at, que esse incic,
de economisar nao muito justo. Isto nasc
das tristes circumstancias rmque nos acharaos
ha um dficit, quer-se, que seja supprido ; mas
eu julgo, que este meio de supprir assim o d-
ficit, pode prejudiear muito- necessaiio, que
gradualmente se-v ecouomisaudo, e nao con,
medidas violentas, estas medidas pdcn pro-
duzr males, e nao produzir bens. Mas trata-se
da ridiicao de ordenados diz-se, que os servi-
90S, que presto os empregados sao grandes
ninguem quer a reJiiciio de ordenados, e se s'
trata de suppressao, isto ento neior. Pelo
que eu vejo o resultado que tem d'appareecr
que todas as economas da conmiisso teem d'
cahir, e quando tivermos de nippor, nSotei'
como ficaremos.
O Sr. Carneiro da Cunha : Ento neni as ca-
nas.
O Sr. Itaplisla: De mancha que triste a
posico de um d., que quer conciliar o ein da
Distrbua-se a porcentagem dada para gra
tificaco, proporeioM lmenle aos ordenados. :
O&r.abuco: Poucas relexdej farei, por-
que fui prevenido pelos dous 1111. dd., que me
precedero; mas parece-me, que una questo
que agora se agite, odiosa. Depois de se ter
veucido o principio de se respeitar os od. na-
dos dos empregados pblicos, nao tendo passa-
do a suppressao sobre os ordenados dos empre-
gados da thesouraria provincial, e dos da secre-
taria do governo, me parece que esta questo
vinlia a ser propriamente odiosa.
O Sr Carneiro da Cunha : -- E o di-fict ?
OSr. Xabuco: Pois o dficit por ventura des-
apparece com a suprcsso de dous escriptura-
rios^ da mesa das rendas internas, e da gratifi-
cacao concedida a outros dous ?
ImSr. depulado: Mas fica'menor porque
essa dimlnuico de despeza monta a um cont
sete erutos e tantos mil ris.
OSr. Xabueo : Os un. dd. considero essa
quantia de nm contS sete ceios e tantos mil
ris, < nao considero as lagrimas, que esta sup-
pressao pode causar as familias distes empre-
gados pela falta de ineios para sua subsistencia,
e educaco de seus fillios (apoiados). Nocon
um cont sete centose tantos mil res, Srs. que
se ha de supprir o dficit.
O Sr. Manoel Cavaleanli: Essadscssuso ocio-
sa, porque j passou o principio.
0 Sr. fiabueo : Slra, mas eu quero mostrar
que veni a ser una questo odiosa. Sr. pres.
as nimbas ideias a este respeilo j sao co-
nhecidas na casa; desde hontein, que apr-
sente! a proposiio de que devio ser con-
servados os ordenados dos empregados pbli-
cos pelo principio de que, mis deveria-
mos favorecer a vocaco para esta classe, por-
que certamente eu vejo que a classe d'empre-
gados pblicos 110 Brasil uo aquella que
apretenta mais habllitares, e a raso porque
nao se da meios siillicientes, para que os indi-
viduos que se quciio dedicar a ella contera
cora sua subsistencia segura e o bem estar de
suas familias quando elles deixarein de existir.
Mas Similores tem se fallado da necessidade
destas suppressoes, entretanto a n. conmiis-
so nao apresentou as rasoes, por que as propoz:
no nieu modo de pensar estas suppreses nao
pdem ter lugar attendendo ao trabalho c
onus que vai pezar sobre os outros emprega-
dos. J um 11. d. que fiscal da thesouraria
provincial, demonstrou o trabalho dcsta repar-
ticSo de rendas internas : certamente Similo-
res o trabalho do laucamente da dcima nao
pode ser (cito soinente por dous empregados.
A n. conmiisso sabe bein a exteiiso que OCCU-
pa a dcima urbana, c por conseguinte don
empregados sos nao pdem dar coma (leste tra-
balho no tempo marcado para tal laucamente.
I. depois a reparticSo nao arrecada somente a
dcima, arrecada tambem outros impostos :
esta reparticSo tem boje dous priineiros escrip-
turarios, dous segundos, e um amanuense:
estes empregados dividem-se como o 11. d, de-
monstrou pelos 3 bairros da cidade e tambem
pelos Ahogados a lzcrein o lancamento ando
a pe por essas estradas. Ora este trabalho
muito pesado e por conseguinte nao pude ser
dado a dous individuos somente.
Um 11. d., que se assentado outro lado fillou
da mama esnioler desta casa e ento nos fez
conbecer que nao resista a essa inania a res-
uelto dos empregados pblicos mas que resis-
ta a respeito de concessdfff de nina ordein supe-
rior : cortou carapucas e soltou-as ao ar o
como disse que as apanhasse quem as quizesse,
cu quero protestar, e declarar, que me nao ser-
vem essas carapucas. Eu fui membro e o Sr.
pres. desta casa tambein, dessa coiiimisso que
(leo, o parecer a cerca do objeeto a que se re-
le 10 o 11 d., e lembrn-nie* bein, que um n d
que c apostlo das reducoes fritada ) tambem
nos aconipanhou na volaco. '
Concilio pois, Sr. pies., di/.endo que ten-
do-se approvado que se devia continuar a dar
ordenado a estes empregados odiosa toda a
questo a este respeito. Opponho-ine emenda
do n. d. oSr. Cavaleanli < aprsente a consl-
deracao da cmara urna raso que me parece
de inulta forca e vera a ser me d'vemos '
parar rsla quantia de 11111 cont setecentos
os mil rs. com as lagrimas e desgostos
la tem de produzir.
O Sr. RabtUo : A hora est a dar, e por iss
ser, mu breve. Muito se u'lt, dito pro, e con-
tra a suppressao de einpregos, e reduco de or-
denados mas embora me chamen, advogado
de empregados pblicos, cu dire
adiado rasoavrl
e tan-
que ci-
ne tenho
oque se tem dito a favor dos
ouh nados c conimiiaco dos en. uegos, tenho
votado ueste sentido, tanto mais quando
convenco dequeainda mesmo que
essa reduedes de ordenados isto
da influira 110 total do dficit
tei-ine para fazer ver, menos devian.os pral-
cai o mesmo que praticou a assembl
isio e
'icgos, tem
me
passassem
pouco ou na-
J'oitanto lvan-
os prati'
i'a gi ral
estes empregados iquem com os seus urde- provincia com o bem particular, tein serapre
nados; mas eu creioque isto contra os in- !*e P*tllhar o odioso. Quando 1 raannos da
teresses pblicos ; porque oque melhor
que o empregado v para sua casa comer o
dinheiro da nacflo em ociosidade, ou que
estoja na reparticSo prestando algum servi-
co? Sem duvida que esteja percebendo o
ordenado trabalhando e por isso que eu
proponho que esses empregos nao sejiio
punidos quando vagarein.
(I Sr. Manuel Cavaleanli E a vanta^em
da porcentagem que elles receben) traba-
lhando, nao desfalca aos outros?
O Sr. Alcanforado : Nfio melhor que os
outros empregados recebao menos 40 ou 50
imposicao estou certo, que enio alguns Sis. dd.
que sao muito francos em nao querer votar pe-
las reducoes, iio de tambem votar contra as
imposicoes; ento diro =estt imposico vai
recahir sobre mercadorias de uso e consumo
geral &c. = Portanto, eu pedi a palavra para
mostrar, que nestas cousas eu sigo o meio- ter-
mo ; nao quero, que por causa da suppressao
de mu ordenado se laya mu nal, nao quero
tambem que, guardando as proporcrs, nao se
laca reduco algunuv ueste sentido .pois, eu
voto pelo ai t. com a emendado Sr. 1." secreta-
rio.
Val a mesa e depois d'apoiada entra em dis-
cusso a seguate emenda do Sr, Jos Ptdro,
isio <, o nico meio que cu vejo que p6d> ser-
vir de aiguiua cousa para supprir o oeflclt.
a/irpassar una lei sobre os ordenados de to-
fosos empregados ,.....lieos provlnciaes, (/.(/-
adotj assim lodos so/1, eremos en. beneficio ge-
ral como tambem vo soUrer do l.deiullio
em dame os empregados geraes : por isso voto
"' -''liso; porcm nao voto pelas suppressoes
de ordenado.
Julga-sc
.uiga-se a materia sullicientemente discutida,
das dos S?0',4,!PI>roVa-ie '"' "- as p"-":
dis flOS Sr, Aleanforado Peixolo, e I\abu-
o sendo regei.adas as dos Srs. Taques, e Jos
Pjdrp, ,.- prejudicada a do Sr. Alinoel CavaT
Dada a hora fica a discusso adiada OSr
HodTde'h'''0 'r0'"'"1 dod,a a continua:
vao da de hoj,., levantou a sestao.
WA8 EM 30 I)K MARCO DE 18 U
Prtstdencia do Sr. Pedro Cavaleanli.
s,r!i a/ i ""a(,a' e achando-se presentes 20
^sT r?' Sr I'"'-'1"''"' declarou aber
' S'ssao, e |lda a acta da antecedente foi appro-
- EXPBD1BHTB.
U Sr. secretario deo conta do segulnte
{1>r,"',',',Iu,;n".,,'", ,le loaqulm AurelioWau-
atriey, pvvnuuu para que seja discutido o pare-


T*
.* -.
.
cordado o auno paseado pola commissio do fa-
eenda o occaracnto sobre o outio requerimcnto
do supplicaute, que pedia abate no proco da
arroma! ico, que li/.era do imposto de M000 rs.
por cilio;.! de {'''do vaeciini no municipio do
llio-l'oiinoso, 011 que de novo soja reinettdo di-
to requer.....nto mesma commissao de fazon-
da e ornamento.
Forao lidos e approvados os seguimos pare-
ceres :
A commissao de ordenados, leudo a peticao
deManoel Teixeira Bastos, substituto de prlmei-
ras letras da cidade de Ollnda, em que pede aug-
mento em sen ordenado, de parecer, (pie na-
da pode deferir ein sein fivor, posto (pie itih-
jiha a justiea de sna preteinao, por ler milito
era vista o bataneo da recoila o despeta provin-
cial do 1844 1845, apresentado a esta assem-
bla. == Paco da assembla provincial, 20 de
marro de 1844. e^TelleideMencset Concordo na
conclnsoi Manoel Cavalcanli.
A COinmisso de ordenadas, leudo attenciosa-
nionlo a peiicao do Rui. Vigarlo Collado de lia-
inarac Manoel Francisco de Soma Magalhes,
em (pie pede augmento em sna congrua; e posio
(pie ivconhcoa a jnsiiea de sna prctencao; o
do parecer (pie naila pode delirir cm sen favor,
por torera vista a bataneo da receita e despesa
provincial de 1841 a 184"). Pico da assembla
provincial 2'.t de marco de 18-1 i Telles de Alee-
xetconcordo na conclusanManoel Cmal-
canli.
A OOinillissao de ordenados, leudo a peticSo
de Manoel Joaqnim dcOliveira Maciel, profrs-
sor de primoiras letras da cidade da \ icloria, em
que pede augmento em sen ordenado, de pa-
recer, que, posto que o snpplicaiile, ajnntando
o attestado da cmara daquella cidade, provea
justiea de sna prctencao, nada pode deferir em
sen l'avor, por ter em vista o balauco da receita
edospeza provincial de IS- 4845. Paco da as-
sembla, 2!l de marco de 1844. Tilles tlr Mc;\e-
zts. (encord na concluso Manoel Caval-
canli
A commissao de ordenados, leudo a peticao de
Ignez harbalbo I.ins Ucha, professora d pri-
ineiras letras da cidade de Goianna era que pe-
de augmento de ordenado, de parecer, (pie,
vista do balauco da receita e despe/a provin-
cial de I8il 1845, apresentado esta asscni-
bl*, nada pode deferir ni l'avor da siipplican-
to, posto pie reconbeca ajustica de sna prcten-
cao. Paco da assembla, 30 de marco de 18-i.
- Telles de Menezes Concordo na concluso =-
Manoel Cavalcanli.
A COinmUso de ordenados, leudo attenta-
> monte a peticao e documentos de Joaquiui Jos
^ Alves, segundo cirurgiodo hospital de carida-
de desta provincia, de parecer, que, vista
da Hlegacao do suppllcante, se mande onvir a
respectiva administradlo dos estabelecimontos
de caridade desta cidade, para que com a sua
infoi niaco possa dar o parecer, que for de jns-
tica Paco da assembla, 30 de marco de 1844.
Telles tic Menezes Manoel Caealeanli.
Ficon adiado, por ter pedido a palavra o Sr.
Alcanforado, osoguinto parecer :
O baeharel Vicente Pereira do llego, professor
da lingua Ingleza no Lyco desta cidade, allega
cm o requerimcnto juntp, (pie, tendeaba pro-
vincial n. 94 de 7 de maio de 1842 igualado o
sen honorario ao dos ontros professores, a le n.
110 do auno p p. rediuio o inesino honorario, o
vence elle 800^'UOO rs., qnando alias os domis
professores continuo a porceber honorario
de 1:000/000 rs., e assim igualado ao dosoutros
professores.
Pondra a commissao de fazenda eornamento,
que, < j 11 indo o s'ipplicante fui prvido no ma-
gisterio, que exerce por occasio da organisa-
CIO do lyccp, o sen honorario Coi, e do pioles.o
de fi i ni (Z, lvido em 800 .-Otltl rs.: que na sessao
de 1842, enlendendo esta asremblca, qu o ho-
norarki de 1:200/000 rs., arbitrado par os pro-
fessores, era excessivo, o rediuio 1:000^000 rs.
peto art, 10 da lei n.04, cujas oxp:. 9S08 generi-
cas,e in redaeco dorao lugar,aqueosuppTicantc
percebesse no unno dessa lei, conlia u intentan
dola,e espirito de redaran, que a oictou,o hono-
rario d'uin ionio do rs.,igual sol dos outros pro
fessores : quooslas rasos rozislein a pretenciio
do supplicante : pornuanlo so o espirito da le
foi n-duzir08 ordenados porque elevara o do
supplicanle sein especificar ? Quo por oslas
ponderaees na sessao de 1843 a assembla
provincial interpretando a sobn-.dita loi n. 9
rodu/ioo honorarw'do supplicanle a quanlia .
quo Iho foi concedida quuiulo so OFganiSOU o ly-
co o foi o siipplicanlo prvido portante | a
rece a commissao, quo dovo sor indeferido o
re |uoriinonlo,allendeiido-so alm dislo a exigui-
dadedas rendas provinciacs .: dficit actual.
Sala das oi'iiuiiissscs da assembla 30 de
na ico do 1844. Natioel Ca.iulcanti Lobo
Jnior Sebastiao do Reg.
Forao lidos e julgados objoc to de delibcra-
co os seguimos projoclos :
A assembla legislativa provincial do Per-
naml u<(> res lvo :
Art. nico. O subsidio dos tnembros da as-
sembla legislativa provincial de l'ernambiico
para a prxima vindoura legislatura ser do dez
mil rcis diarios.
Ficn revogadas todas as leis o disposices
era contrario. Sala das sossocs da assembla
legislativa provincial de Pornaiiibuco 30 de mar-
co de 1844- Lopes dama.
U Sr. Peinlo : Peco a palavra em teuipo.
OSr. Presidente : Tem a palavra.
V Sr. PeitSOlO : declara ter pedido a pa-
lavra para mandar meza mu projecio de lei.
Observa que apoltica tem absorvido todas as
atlencoes equeporisso osoDjectos niateriaes
dopaz tei ni como que Picado cm esqueci-
inento : diz que algiins cidados agricultores
oxpozero a olio orador algumas eonsideracOes a
cerca da lei provincial n. 101 relativa ao fabri-
co do assncir mostrando a m o ssidade de ai-
gnus additanieiitos a essa lei, additainento (pie
lormulra no si guinte projecto (pie tem a hon-
ra de apri sentar ,i cmara.
A assembla legislativa provincial decreta :
Art. 1. O plano (pie na < onloianidado do
arl. 2. da lei provincial n. 101 de 9 do maio de
1842, dovo sor apresentado pelo emprehende-
dor cncarregado do aperfeicoamentO do fabrico
do assucar nesta provincia ser subinettido ao
juizo do uma Commissao compusta de 3 agricul-
tores, o 3 negociantes nacionaes, ou estrahgei-
jos Horneados polo presidente da provincia.
Art. 2. O emprehendedor ser obligado ar-
rendar un engolillo por sua conta para nc lie es-
tabelecer urna escola normal, que ser freque-u-
tada pelas pessoas indicadas por cada un dos
Sis. de engenho da provincia a 1'nn deque so
generalise o novo inethodo do aperfeii oanicnto.
Ait. .'i. Guando o omprohcndednr nao possa
sugeltar-sea condicio cima indicada o presi-
dente da provincia tara arrendar u.....ngenho
para o referido inister, nomeatido o adminis-
trador para ello o appliear os lucros do enge-
nho para pagar o son arrendanieiito o occor-
rer s domis despezas precisas.
Art. 4. Ser obligado o cniprehendedor a ad-
ministrar a construccao dosassentss nosenge-
nhos onde so estabolecer o novo inethodo. o
(piando nao |iossa pessoalinonto adininistrar o
far por incio de mu pedreiro capaz, debaivo
de suas instiueeoes. As desposas com osasson-
tamentos serda custa dos propriotarlos.
Art. .">. O empreheudedor receber de cada
Sr. de engenho uma gratifleaco de I50/a50^
rs. quesera regalada conforme aproduceo,
o forca dos dlfterentes engenhos.
\rt. (i. O presidente da provincia dar ins-
trueces determinando o prazo cm que sede-
ver concluir o ensillo de cada individuo na es-
cola normal ; regulando as gratieaces que
devem dar os proprietarios, e determinando
por escala os ciigenhos em que se devem lazl-
os assentamentos assim como os que devem
apresentar pessoas para aprenderem o novo
inethodo do aperfelcoament.
Arl. 7. Picio derogadas todas as leis oin con-
trario. Paco da assembla '20 de man o de 1 S-i
I': ixoto ile tirito.
que a freguezia do Altinlio vera em ai>roxima- Foi fundado n estas rasos, Sr. pros., que man
pola qual voto.
(Conltnuar-se-ha.)
cao da freguezia do Konito at uma legua, e que
isto obrig.i o p.irocho d i freguexia de Kizerrosa
administrar os sacramentos a povos da fregue-
zia do Altinho-, que o propriO parocho desta fre-
guezia considerando-so na inipossibilidado ab-
soluta de poder administrar os sacramentos aos
individuos dessos lugares prximos a freguezia
do Honito, pedio encarecidamente ao vigarlo do
Biterros, cuja freguezia licado algum maueira
favorecida rom esto projecto, que li/.esse suas ve-
zes ; di/., que isto so tem frito, bem (po militas
vezes O vigario de/i'onilo tenha deixado de si-
iisi.i/.ir os chama montos dos babitantesdossa fre-
guezia para cuidar com preferencia dos snis
comparochianos, entretanto que ha iucompati-
liilid ido (lestes ireni <11!ii a 10 leguas. ElltOllde
pois, ipie o projecto vera tirar esic-s embaracos
apreaentando uin limite melhor, o em rosposta
aoque disse o I." orador que falln, do que es-
ta freguezia j.i ora to grande, que dava d elei-
tores, informa (pie outr'ora as^im aconteceo,
mas qnando a ella eslava ligada a fregiie/ia de
Szoki'03; que boje do pois d i divisao d.i 32 elei-
tores. e a de Biserros "A. Quanto ^i duvida que
se apreseulou, de que exislio 3 ri ichdes, e que
o projecto nao declarava qual ora aquello, que
dovia servir do limiie, o orador diz,.que vai
maiiil ir mesa nuil emenda pira (pie se enfeu-
da, que e o do Ricardo. Finalisa dizendo que
foi fundado tiestas rasos, que apresouloii este
projecto, [Ilustrado litpsmo pela o. municipal
da villa do Konito o tanibem pela existencia de
dous abaixo assignados que so acho na pasta
da commissao eccleskajuica em que estos iiom>s
pedem, que queroiu^rtencer antes a fregue-
zia do Konito do que a i\c Hizerros.
Esta diSCUSso tica adiada pela hora.
Segunda parle da orilem do dia.
Continuaco da discussao do orcamento pro-
vincial.
dei mesa a emenda
loi iulgado objecto de deliberaco.
I) Sr. I'raneisrn Joan: fundamenta un rc-
qnerimento, que manda moza pedindo es-
elareciinenlos a.'cerca do valor jirovavel do
consumo di' cada mu dos objectos de i i mos tos
declarados na le provincial n. 87art.3721,
mostrando a neceSsidade destes esclnreciinen-
tos para (piando se entrar na discussao da lei do
oa amento na parte relativa aos ImpostOS a lio.
de se poder observar a regia que deve existir
ein todos os inipostos, isto quo ellos sejfio
tincados com igualdado o nao como aconto-
ce actualmente.
E' apoiado c som debato approvado esto
requerimcnto do Sr. Francisco Joao.
Roqiioiro que por intermedio do secre-
tario do governo se sollieitem com urgencia ,
do Fxin. presidente da provincia esclaTecimen-
los cerca do valor |>rovav( I do eonsiiuio do
cada un dos objectos de impn.stos declarados na
lei provincial n. 87 art. 37^21. S. It.
OKDEH DO DA.
Contina a prunelra discussao adiada d'hou-
tem do projecto n. 4 des te auno, que deroga
a lei provincial n. 89 de 4 de maio de 1841 cora
o requerimcnto do adiamanto do Sr. Francisco
.loo.
O Sr. Presidente : Tiulia licado com a pala-
vi a o Sr. .lose Pedro.
OSr. Jos Pedro : Cedo a palavra.
N3n havendo quem quisesse fallar, doo-so a
materia por discutida c posto a votos foi regol-
fado o reqiioriniento e approvado o projecto
ein primeira discussao.
EntrSo em terceira discussao r som debate
s;o approvados os projectos n. 2 o 3deste auno,
oprimeiru erigindo em matriz a capilla deS.
Sebastiao na povoaco de Oinicuri, e o segundo
suspendeudo no coi-rento anuo lectivo o reg. do
I. de fevereiio de 1843 approvado pi lo artigo9.
da lei n. 110 de 20 de abril na parte que exige
approvaio nos exaines da lingua nacional c da
latina para a matricula as aulas do curso de
preparatorios do lyceo, coin o artigo addilivo
oil( retido pelo Sr. Lopes Gama ; approvado na
segunda discussao.
laitiou era segunda discussao o projecto n. 20
de 1843 dando nova divisao freguesia do l onito.
O Sr. M. Cavalcanli : ulga que nonliiim
don. est Informado ta o projecto e diz que algumas luformacdi s
t( vea osle respeito em sentidos oppostos ; que
urna dolas era de quo o projecto ia por ludo
em confusao porque existindo naquelle lugar
3 riaches o projecto fallava em 1 riachaosem
o designar pelo seu nomo, que demndosria-
i luios tirava-80 poma cousa para a nova fregue-
zia dooutro lirava-so urna boa parte, e do nu-
tro quasi ludo, o que, preguntando por isto ao
CUtor do projecto este Iho responder que
marchava do riavhfio do centro, que d 50
eleitores.
Sr. Francisco Dnminijacs : Nao Sr. da 32.
0 Sr. M. Cavalcanli ; presume, que d inalg
eleitores; mas em todo o caso ulga, quo sao
indispensaveia alguus esclarociiiiontos* a este
respeito, o (juo so deve di/.er qual dos ria-
ches se refere o projecto.
0 Sr. Lopes (juma i diz que sempre tem
clamado contra divisos e creacoes de fre-
guesias som coiiheoiinoiito mais cabal das lo-
calidades; nas que tem sido sempre venci-
do. Declara ter sido informado pelo pro-
prio vigario do Altinho a respeito deste pro-
jecto o qual so baja mostrado bastante-
mente dosititeressado* dizendo al, que tifio
se importava que corlassem esto villa, mas
que losso de maueira que nio causasse em-
baracos como cauaava o irojeclo,fallando do
riacbflo sem dizerque riachao era esse.quan-
do alii liavifio 3 como bem notou o n. d. que
o precedeo j que entretanto julga-va-.se per-
plexo sem poder votar por falla deesclare-
Ciment, para que depois esta lei nao l'os-
se causar grande dcsordeni. Couche fazen-
do mais algumas breves icllexoes para mos-
trar, que a assembla nao deve proceder
precipitadamente sobre esta materia que
de alguma importancia.
O Sr, Francuco Domingues. Como autor do
projecto, que so discute cinitto as rasos, e fun-
damentos que teve para apresental-o: observa
Ar. 7." Com o I\eco da cidade do Recite, ten-
do os professores o honorario de 1:0004 ris, e
de I ranee/.. Ingloz, e dezenho de SOIl rs., c os
adjuntos o de600/ rs. cada mu. divididos estes
honorarios iadisiinetainonle conforme o artigo
I." cap. 2. da lei n." 43, e contemplada a gra-
liliearao de 300/rs. do professor de rhotoriea
conforme o art. 30 da lei n. 76. i(>:00iun>n
O Sr. Figutredo; Sr. pros., poco a palavra
para mandar mesa Ulna emenda restabeloeoii-
do o ordenado da oadoira de ohstreticia, que no
projecto se aoha suprimida ; porque supponho.
que a commissao supprimindn o ordenado desta
oadoira quiz de corto supprimil-a, pois que olla
nao poderia subsista se nao loe assignado un
i ordenado ao professor.
.Iigo, que nao devoser suppiimidaosta cadei-
I ra, sr. pros., porque me parece, queaarteobs-
j treticia nao (' das n.enos neeossarias nos inisle-
I res da vida: eudeixarei do entrar na prova de
i sna Ullidade ; porque me parece que a u. ooin-
i missao nao a contestar, pois basta saber-so,
\ que algumas discipulas j teeiu dado aula de
obstrciicia alguma consiuera^o; e a sociedade
de niedoeina tem recouhecido a utilidade de so-
nielliaiite oadoira. Julgo portante, Sr. pros.,
| que considerarnos de nutra ordem levarao a n.
commissao suprimir a oadoira: talvo/. pense a
commissao, que havendo duas academias de
niedoeina no imperio ellas podoni recorrers
pessoas, que so quiserem instruir na materia ;
nas, Sr. preS., alm de que me persuado, que
intil seria esperar, quo as alumuas da provin-
cia se resolvo a arrostrar os mcouimodns de
viagem para Irem estudar em outr provincia,
o que portante (eremos de continuar a soffrer a
falta, que f xperinentarinos de pessoas habili-
tadas nesta arlo; accresce, Sr. presidente, que
oslas frequentes abolie.es de cadeiras vaoferir,
tal vez de inorte o,professoralo, tornando precaria
tsorte dos (pie se dedicao do magisterio.
Aqui.se tem mu tas vezes repetido, Sr. presi-
dente, que os eniprcgos pblicos nao sao pro-
priedade de ningueni, o quo pde-se destituir
os empregados logo que os seus servidos so tor-
nera desnecessarios. Fu nao sigo Sr., presiden-
te, esta doutriua do urna maueira sao absoluta.
Entendo que se (leve la/.er distineao entre eni-
pregos, que requerein uma permanencia, co-
mo garanta de bom dosempenho, e entre em-
pregos que requerein mobilidade tambera co-
mo garanta di- bom dosempenho: na primeira
classe podemos contar a magistratura, o ma-
gisterio, a senatoria Ate na segunda classe to-
dos aquellos rinpregos chamados de confianca.
Que no magisterio, (que comparo cora a ma-
gistratura) convm que haja estabilldade, nao
ha dlivida ; porque os boiucns, que a ello so de-
dicao, iecessilao de fazer socriOcios pozados,
sacrificios que de certo nao I'aiio, para se ha-
bilitareui, so, alm da vocaco, ellos nao con-
iassein com a vitaliciedado noemprego: por-
(|ue niiigiu ni querer passar por locubracues
penosas, enera envelhecer sobre oslivros, pa-
ra vira inorrer de fome, qnando estivor in-
habilitado liara seguir outra prolisso. Ainda
outra lacio : sabe mili bem a assembla, quo
no magisterio a permanencia toma-*? uma con*
di cao (la pericia : niiigueni aprende sem eir.pre-
garcoi'si.-niii- applicajo, som ser perseverancj
mas essa perseveranca ( perfeilamente contras-
tada pela mobilidade do ompregado : e por
esta raso, que no magisterio os ttulos sao vi-
talicios, como na magistratura ; o ois mais mu
motivo contra o systenia das suprcsses conti-
nuadas do cadeiras. Srs., sem a estabilidado
as cadeiras, c nos seus professores nao pode
haver independencia no ensino (fallo doensino
mais elevado); som independencia no ensino
nao ha progresso as setnelas; esemduvida
Rendimenlo tolal da meza do consulado desta
cidade, no mez de marro de 1844 a saber :
Despacho martimo.
15 Ancoracetn.........16:176,382
1615 o/o das embarcacoes
estrangeiras, quo pas-
sao a nacionaes...... ,
---------------,16,176,382
Exportof&o
1" Diroitos de 7 o o d'ex-
portacSo............52:720,891
18 ditos de 2 o o dos objec-
tos exceptuado!...... ,
lOdit isde 1/2o/o dootiro
o prata amoedados... -44.330
22 Expediente das capa-
tazlas..............
23 E indumentosdeterti-
doCS............... 1.480
2i Mullas decididas____ 1,075
Papel de passaportes. ,200
---------- 52:787,976
Interior.
7 Sollo do papel provin-
dito de dito dito de 1 20 68,601 839,758
Depotito.

02 Imposto do 5 o/o na
compra e venda das em-
barcaede .......... 1 69:804,116
Divertas provincias.
Disimo do assucar das
Alagoas.............. i 388,926
Dito do dito da Parahiba. 2,118
Dito (o algodao da dita. 114,558
Dito do dito do Rlo-gran-
de-do-tiotto......... 63.700
Ditodo ditodo Cear... 19,662 1:588,964
Provincial
Dizimo do assucar desta
provincia...........17:401,746
Dito do algoJSo dita____ 6:409,761
Dito do caf dita..... 8,7,06
Dito do lumo dita..... 9,277
Tasa de 40 rs. por sacca
de algodao.......... 188,760
Dita de i lio rs. porcaixa
de assucar.......... 580,440
Dita de 40 rs. por fecho
de dito............. 2,680
Dita de 20 rs. por barrica
e sacca dito......... 661,480 25:271,850
Rs. 96:664,930
Mesa do consulado de Pernambuco 5 de abril
de 1844.
Pelo Administrador
Francisco de Paula Lupes Reis.
*JM*VL......J.JU.-J-------------J.I_.'-'i._Ji_ '------L.
Com :; nicario.
Odcscredito omquooahiro naopinio dosbo-
nens honestos as fnlhas da opposicao de Per-
nambuco o manifest despreso a que sao vo-
tados csses I ilcitos {amosos nos (paos som que
respeitera honra, nem reputacS a mais bem
firmada seus autores atiri com a lama que
os cobre sohr'aqucilcs cuja honra os morti-
fica cojo sabor os confundo, o cuja probidade
jamis pdein imitar porque enervados nos
vicios cobertos de torpezas sao quaes outros
condeniiiados ao fogO eterno, noanazos de &r-
repeiidimento o milito menos do correceo ;
rasos sao bastantes para dospresar quanto se
l u'essas folhas ininiundas foprobrio da nnssa
civilisaeo) contra os homens (pie mas em vo,
pretondem desacreditar. Convencido milito
d'esi.i verdade, nos (piando lomos o artigo do
Diario-oco n. 58, no qual foi virulenta e gros-
seiramente insultado o Exin. Sr. consolheiro
Antonio Peregrino .Maciel Alonteiro, assontainos
que o despreso era a unica rosposta, que con-
vinha dar a mu esoripto que sein citar un s
laclo sem produzir un s argumento que tal
nomo lilicea nao passa de mu aranzel insul-
tiloso ; rclloctiiidoporem que so como parti-
cular amigo do distincto Pornambucaiio oftn-
dido podemos dospresar como elle dospresa ,
os insultos dos eovardes que por nao podereni
inordel-u descompassadamente latem como
cidado nao devenios guardar silencio c pelo
contrario eiiinpio-nos ao menos tracar algumas
linhas em abono do dignissimo representante
de Pernambuco do homom. que por sua fran-
ca dedieaco ao paiz pola honradez illibada ,
que o tem guiado em todos os importantes car-
gos que ha oxercido pelo seu talento supe-
rior as nullidades, que o detraheni tem
sido constantemente a travez da contradiecb
dos partidos, do embate de mesquinhos inte-
e i\.> i einordcnte inveja d'essesque
resses c u.i remorento inveja d'essesque, se
por triste cndilo o nao pdom imitar no ca-
estaa raso porque na Furopa, foco da oivilisa- valheirisno por ineptos esto milito a quein
9o, se vai boje rooonliocondo milito, sobre tu- I d'elle em saber tem sido diremos constan-
do na Allemanha, a necossdade de se emancipar! tenn-nte c cscolhidc de Pernambuco, e un
a iustnifso, de tornal-a indcpendevte, inesmo d'aquelles em quem esta provincia com a mc-
livro doacco, o nomeai ursdo gov i no, a !imde Ihor justija ha depositado a mais franca, ea
mais espontanea conliaiea.
Mas por onde coineearciuos refutando
rtigo do Diario-novo ? Como argumentar
(ue as ilouti inas nao toiiiein a phisionomia do
governo ; isto alini do que a verdade possa Blas por onde comejaremos refutando esse
sei pe soi utada som os ontraves do interesse, e i artigo do Diario-novo? Como argumentar com
das paixes. 'quem nao argumenta? Como combater aqueiu.
J ve portante > n. commissao, pie o arbitrio qual traicooiro assassino a tira da embuscada ?
oin destituir um professor contrario ao in- Como em fim responder a urna surriada de
toresse publico, porque torno a repetir a con- insultos e inepcias ? Sim; nao possivel fazel-
seivaco dos professores urna condicao ne- o em regra : mas todava nao imitaremos seu3
cessaria para o bom desempenlio, urna con- (autores porque temos vergonha de imital-os ;
dicio necessarla para o progresso das sciencias. diremos apenas alguma cousa em desaggravo da.


4
provincia ofFendida na pessoa do um dos seos
mala dignos representantes.
llesumindo o insuliuoso artigo .1 que nos re-
ferimos, oollige-se, que a opposicao de Per-
uainbuco, querendo impor aos napalvos, que
di i sosa alto uonceito na corte denuncia, que
nhiia una cmbarcarfio de l.V) toneladas, pou-
eo inais, ou menos, que transporte farioba e
inais ol)jectos Illia-de-Fcrnando. O Sr. pro-
pre tario ou consignatario de navio de spiiic-
Ihante porte quena convenha o Tretamento ,
.' convidado pelo Illiu Sr. inspector do mcsii.o
para arsenal comparecer n'esta secretaria ein o dito
portas dia e bora, coni a sua competente proposta.
Secretaria do arsenal de marinba de Pernam-
buco 3 de abril de 1844.
Alexandr* Rodrigue dos Anjot,
Secretario.
o Exm. Sr. conselheiro Maciel llenteiro ,
poder desacredital-a si- iatrqdui por
travesas com o novo ministerio ; alim de entaq
poder a sen salvo Tallar contra ella I rimm te-
nealit!
pois mu homem como o Exm. Sr. conselheiro
Maciel Monteiro que pela sua constante dedi-
cacao aopaii, que ovionascer, que pela co-
herencia de sua vida publica na qual apoiando
o poder, quando entende, que asna poltica
pende par a felicidade da na^ao jamis lison-
geouas paixoes do vulgo, paraobter seussu- i parahiba o scuescravo Antonio Joaquim que
rairtos por s e honra gosa na po- ________
Pe!a secretariado polica desta provincia
avisa-so ao snr. Luciano Antonio, morador no
termo de (oianna no lugar de Gana-braba ,
que baja do mandar receber na provincia da
que polos seus talento
vincia de bcni firmado crdito e que na corte,
campo vasto onde tem desenvolvido a sua cap l-
cidade reconbecido como homem de estado,
ser-Ihe-bia preciso subterfugios para Tallar so-
bre negocios pblicos coni os .'.mu. merabros
do novo gabinete ? Pois um estadista, que foi
ministro dacoroa, que subi ao poder pela
mais franca,e leal dlscus9o,pplo menos nicos,
que emuinpaia constitucional tornSo gloriosa
a subida ao poder; pois um lioiiicm que j
pilas suas eminentes qualidades ja pe-
las suas maneiras afaveis, e delicadas vive
no grande circulo e que ein ves de procurar,
q procurado com Instancia ; pois um homem ,
que conselheiro dacoroa; que i consultado
para os negocios de maior pohderajSoj pois
mu homem cm Sin que tem I'eto a brilhante
figura, que o tem distinguido na cmara qua-
trienal < este homem que para poder desa-
creditar a opposicao de Pcrnambuco precisava
de procurar portas travessas a fim de se in-
troduzir coin os Srs. ministros? Kisum tenea-
ti ?
Si rrocadasasbolas,algiiemdisiPMP, queainda
o mais eminente da opposifSo de Pernambuco
procurava portas travessas para se introdusir
COII1 os Sis. ministros, a lini de poder inexeriear
contrao Exm. Sr. conselheiro Maciel Monteiro ,
fcil era acreditar isto. porque a posico 'las
personagens tanto demanda mas o Sr. Maciel
Monteiro procurar portas travessas Que inise-
ravel embuste Qu'impostura !
K quem sao os que compoem a opposicao ;
quem sao rases, cujos crditos tSobem fir-
mados inister tantos rodeios para abrir-Ibes
una brexinba Sao se tem ellea dado tanto a
conhecer ; ser preciso que alguein se eucarre-
gue de desacredital os? Nao tem amesmissi-
ma opposirao por inepta poupado esse trabalho
aos uuii os com os artigos do Diario-novo Ind-
gena Guarda-nacional, Cometa Geuula do povo,
c com o sen novo compendio de moral o nojento
Jodo Pobre? K sao os autores de taes papis ,
que di/.em mui lampeiros a opposicao nao se
poem atrs da porta; seus principios, seus
<( lilis diz-los ella sein rehilen ; coiuliater a im-
ii moralidade ( como Cometa, o Guarda e o Jodo
Pobre: rio .') resistir fe tyrania &c. ice.?
Mas vejamos como desempenha istoquediz.
Insultando ludo quanto ha de mais respeitavq
entre os bonicas: arrastando para as discus-
mii's entes respiitaveis pela sua niesma
fraqueza que jamis eutrrao em poltica ca-
lumniando com a maior alroeidade concitando
as massasa rebellarcm-se c at ein fim no fre-
nesi de sen delirio mi respeitando a sagrada
pesspa do Imperador.
Se esses dyscolos nao respeitao o Impera-
dor se para elles liorna um nome vfto, como
nao ha de ser victima da sua penna viperina o
Exm. Sr. Maciel Monteiro, etodosquantos pela
sua honradi z e probidade os atterrao pelo sen
saber os confndelo ?
Apresentai Scnnores da opposicao Tactos ,
que desdourem o nobre representante de IV r-
nambucoi que caluinniaes, eprovai esses Tac-
tos para serdes acreditados. Mas como essa i
pro va impossivel, permitti que vos digamos,
que em (manto assim procederdes, vos, ein lu-
gar de serdes qualifcados como mu partido po-
Jitieo, nao passareis de um aggregado de des-
contentes pescadores que pretendem turvar
as aguas para aleausarein aquillo qucjuiais
no estado norma] pdem conseguir. Acreditai,
esta c a ideia qut de vos todos se faz na corte
o Exm. Sr. Maciel Monteiro nao se leinbra de
vos, nein u smo paradesprezar-vos: elleca-
valheiro e vos llie fazeis compaixSo. K quem
nao se compadecer de um congresso de des-
contentes, equeteem por cheles dous mono-
maniacos polticos? ****
t-
l VISO
martimos.
l~S*3WMKXi5T-W&
Para o Araraty segu viagem no dia 12 do
corrento o hiato Fhr-de-larangeiras; quem no
inesnio quizer carrejar, ou ir de passagem ,
dirija-so a ra daCadefads Recife loja de fa-
/ondas n. 37.
o- ;.v I
sos diversos.
BELLAS ARTES.
G11 I V D E G i L RR IA O P TIC 1,
Exposta na ruadoQuelraado n.y, emquairo
salas do priineiro e segundo andar.
PROORAMMA DA SEGUNDA EXPOSlCj.0,
Que principiar desde tcrca-fira 2 d'abril, ale se-
(junda-feira 8 d<> dito, inclusive.
NO GENERO DE NEOROM.
l., a parle da igreja do santo sepulcliro em
leriisalein, que ineluea santa pedia da uncffo.=
i.", a magnifica galera no castello de Keuil-
worth, com a cliegada de S. M. a raitilia Isabel
de Inglaterra. == 3.", Os subterrneos do con-
vento de S. Bento em Sabiaco, cerca de Roma,
segundo o quadro do Sr. Garret.
NO OENEBO I>E COSMOIUM\.
/i.", a formosa cidade de tJOnstinopla, vista pe-
la parte asitica de Secutar!. = 5., Pariz, vista
do lado da l'oiite-nova. = i. a magniliea praca
de S. Marcos em VenezS. = 7., Poiiqieia, a ina-
ravillia da Italia, junto da cidade de aples.
A dita galera estar aberta todos osdias des-
de 11 lloras da iiianliaa at as 2 da tarde, e desde
iioitinha por tres horas consecutivas.
V -- '- -
Rendimeuto do dia 3...........5:307^07
Deteevrreqo Iwjt l.
barca inyle/.a Ospiuij bacalbo.
Rriguc brasiiciro t=ldiano= caf, e sabfio.
Movmienio do aborto
Navios subidos to ii/ 4.
Parahiba ; lancha brasileii a Santa Cruz; cap tao
Joaquim d'Olivcira ; carga carne.
Trieste; brigue sardo Temerario; capitao Anto-
nio Sulnacet ; carga algodao.
Santos, e iUo-de-janeiro ; barca portugueza A".
S. da lioa-viagem ; capitao Joo Dias Concia ;
carga sal.
Ob.'cyiafao.
A barca portuguc7u conduz 49 passageiros pa-
ra Santos e Kio-de-jauciro e o bespanhol
( latiiliiio Munielle.
Declaracoes.
O arsenal de marinba tem precisao de fle-
tar hoje, 6 do corrente pelas 10 horas da ma-
A V I SO.
O director da galera ptica toin a honra de
aniiunci.il-, que, estando prxima a semana san-
ta, tomar as disposifdes necessarias, para que
no decurso da niesnia semana ,sejao successi va-
lente expustas novas vistas, anlogas poca
pelos objectOS sagrados c veneraveis, que repre-
seutfio ; ein virtude do que, na quinta feira, 4
do corrente, sera substituida a vista, demons-
trando a icdra da iincao na igreja do SautoSe-
pulcliro, inda vista, que representa Nosso >e-
nhor Jesus-Chrislo orando sobre o monte Olve-
te. Iiojardiin de Jclliseinani.
Sexta-Tera, ;") do corrente, ser levado o qua-
dro da galera de Kcnilworth, e posta em sen
lugar a imponente vista que representa a nave
principal da igreja do Santo Sepulcliro emJeru-
saleiii, no meio da qual se mostra a pequea ca-
pella, que encerra o tmulo de Jcsus-Clilisto.
No domingo de- Pascoa, pois, levar-se-ha a so-
bredita vista, para substituir ein sen lugar
a seguinte e interessante, que demonstra a gran-
de e pomposa missa nuil ilii al. celebrada na
igreja de S. Pedro em liorna, pelo Santo Padre,
o papa Gregorio XVI, cercado de todos os car-
deaes, e grandes dignidades da igreja catholica
e apostlica em grande gala, assim como de to-
das as autoridades civis c militares em grande
uniforme, do corpo diplomtico, e de una in-
Dumeravel quantidade de estrangeiros, que con-
correin em multidao para assistir a essa grande
e explendida funeciio. nica no inundo ehfistao.
O precc dos bilhetes da entrada (o que nao se
alterar durante todo o tempo da exposicao) 500
rs. por cada pessoa, e os meninos at 10 anuos
pagars a iretade.
Aluga-se um sobrado de um andar para pe-
quena familia, com tanto que lenha quintal e
cacimba, ou inesnio mu prlineU'O andar, anda
que seja preciso Tazeralgum pequeo concert
e pintura.
Aluga-se urna casa terrea nova, sita no
Pcinho-da-panella o no fundo da casa de
Marcelino Antonio da Silva pelo preQo de 9#
rs. ; quom a quizer alugar dirija-so a ra da
Cadi'iade S. Antonio n. 15, segundo andar.
Ainda est por alugar o segundo andar
da casa n. 46 da ra da Cadeia do Recife ; os
pretendenies dirijao-so a ioja de chapeos da
mesma casa.
Permuta-se a escravos bons do ambos os
sexos ou a urna morada de casa de pedra e cal,
cmqualquerdos bairros sondo em boa ra,
um sitio distante da praca moia legua com as
melhores Ierras para planlacdos tendo urna
grandebaixa para capim pasto para vacas,
as melhores fiuteiras casa de lijlo e encl-
lente agua de beber ; quem quizer annuncie.
Urna mulher capaz se olcrecc para ser
ama de casa ; naRua-da-calcada n. 1.
COLLEGIU S. CHUZ.
As ferias findao no dia 15 do enrrnni. f
como se annunciou ; porm o milenio (lea por
oraencerrado;porque achando-te o abaixo assig-
nado gravemente incommodado no seu estado de
sadee nao podendo por is-o continuar no exer-
nriicde dirigir o collegio, dillicil sem duvida,
enconlrar-se de repente pessoa habilitada, que
o subssitua em tao espinhoso e arriscado mister.
O abaixo assignado approveita esta ocesio,
para agradecer publicamente a todos os seas
amigos, e offeigoados, com especialidade aos
dignos pas de seus alumnos, a condanca que
n'elle se dignaro depositar e o interresso,
Lque to.naro pelo engrandecimento deste colle-
gio que ha 5 annos tem dirigido no meio da
estima e acolhimenta geral das pessoas corda-
tas, eIlustradas tanto desta, como d'outras
provincias do imperio.
Antonio Maa Chaves e Nello.
__ Em resposta ao annuncio do snr. solici-
tador Jos Francisco doSouza Magalhaos, diz-se
que nao consta ler-se dirigido a casa da pessoa,
que Ihequor fallar, que esla mesma pessoa nao
tem obrigacao de ir a sua casa por sor o ne-
gocio todo seu, e que se nao quor vera repiti-
caode annuncios, cumpra com seus devores ;
assim se responde por ora.
Os Srs. Jos Cerqueira Mano, o Antonio
Lopes queirao procurar urnas cartas vindas
do Porto na ra da Cadeia do llecife loja de
faiendasn 37.
(Jueiii annunciou querer comprar urna cor-
rente de ouro dirija -se a ra estreila do Roza-
rio bdica deJuao Pereirada Silveira.
Vendem-scsaccas com farinha fina cha
hisson de caixas grandes o mais superior qu0
ha a 2560 rs. a libra mantuiga ingloza a 61o
rs. bolaxinha ingleza das pequeas a 280
vinho de Lisboa a 1600 rs. a caada e a gar-
rafa a 220 rs. azeite doce a 3680 rs. a caada
e a garrafa a 480 rs. vinagre superior a 900
rs. a caada e a garrafa a 140 rs. osperrna-
cetea 880 rs. manteiga de porco a 320 rs. 0
todos os mais gneros milito bons, por preco
barato; na venda da esquina da ra larga do
Itozario n. 39.
Vende-se farinha do trigo das verdadriras
marcas de Trieste SSSF e SSF; detrado thea-
tro no armascm de Joaquim Lopes de Almei-
da ou no beco do Capim no lenle arma-
sen) de Jos Rodrigues P $ Companhia ou a
fallarcom Firmino J F. da Roza.
Vendem-se borzeguins de todas as qua-
lidades tanto pretos como de cores botins o
meios ditos de bezerro francez sapatoes gran-
des e pequeos, sapatos de couro de lustro pa-
ra homem ditos para meninos tanto do fitas
coinode coxcte, ditos de marroquim grandes
Aluga-se um primeiro andr na ra lar- e pequeos com colxele, e todas as quadadc
ga do Rozario, pelo tempo de 6 mozos sendo
por preco coinmodo, para um homem solteiro;
a tratar na ra da Cadeia do Recife loja
n. 20
O abaixo assignado rnga ao sr. thesou-
reiro da lotera do Livramento que no caso de
sahir premiado o n. 1013 da primeira parto da
segunda lotera quo corre no dia 12 do cor-
rente o nao pague a qualquer pessoa que
Ihe o aprsente visto que do abaixo as-
signado que o firmn as costas e a pouco
deo por falta dello por iss > que no caso de
tiT alguma sorle, tem de mostrar pelas vias
competentes, que Ihe pert-nen declara mais.
qne meio bilhete. Antonio da Silva Guima-
rdes.
A pessoa, que annunciou ter pratica de
phartiiacia, dirija-se a la da Cadeia, loja n. 37
A pessoa, que annunciou querer comprar
mis jai i il.es de boa laca o filbosdo pasto, di-
r ja-se ao sitio do Remedio de Miguel Crrela
ilc Miranda.
I)a-se500#rs. a juros com hypotheca em
urna casa a dous por cento ; na ra do Ran-
gel n. 61.
OITerece-se para caixeiro de escripta, co-
brancas, cu para administrar algum estabele-
cimento, um homem brasileiro, casado, izemp-
lode guarda nacional,o queda fiador a soacon-
duta ; quem de seu prestimo se quizer utilisar,
annuncie
Aluga-se um sitio com bastante terreno pa-
ra plantar o que so offerecer com varias Iru
teiras queja se dosfruto, rom viveirode pei-
xe, cacimba parreiras, flores diversas ecasa
de vivenda para familia na lina imperial n.
193; quem o pretender, dirija-se a Uua-direita,
loja j cera delronte de N. S. do Terco.
J. J da Fonseca Capibaribe vai a Euro-
pa tratar de sua sade.
Compras
i.'ompra-se urna preta de idade, com ac'1,"1
ques e sem elles, com tanto que seja por preco
coinmodo.
Comprao-se effectivamento para fura da
provincia escravos de ambos os sexos de 12 a
'20 nnnos agradando pagao-se bem ; na ra
da Cadeia de S. Antonio sobrado de urna an-
dar de varandadepo n. 20.
Vendas
Fernando de Lucca, na ra da Cadeia do
Recife n. 16 avisa a seus fregueses, e ao pu-
blico em geral quo tem um sortiinenlo com-
pleto de vinhos o licores de todas as quali-
dades ; assim como encllente vinho de Cham-
panhe tambem em meias garralas madeira
secca Porlo e vinho de Rordeaux em quar-
tolas de 55, 75. e 85^ rs. e em duzias de 4,
5, 6, 10. al 12# rs. ; conservas de diversas fru-
tas da Europa em doces que sao cerojas, mo-
rangos peras, epixes conservas em vina-
gre, eoutras azite doce superior, queijos
suissos e outros excedentes charutos rega-
la c outros mu i tos gneros, que se vendem
por p.e<;o com modo.
Veude-se um terreno na ra da Praia de
S. Rita com 33 palmos de frente, com ali-
corees na fenle para casa eune de pedra no
fundo quo serve de reparar agua lodo aller-
rado ; na ra da l'raia, serrana n. 23.
Vende-se urna mulata boa cozinheira, la -
yadeira o ptima para tomar cunta de urna
casa de familia, por ter de idade 40 a 45 annos,
o tambem para homem solteiro, por ser muito
cuidadosa no seu servic, vende-sc por cir-
cunstancias ; na Rua-direita n. 135.
Vendem-se pecas de chita encarnada com
flores amarellas a 7500 rs., e o cov.ido a 200
rs., panno fino azul a 6000 rs. o covado cor-
tas de veludo lavrado para cohete a 1000 rs. ,
pecas rlhretanha com 6 varas J200 rs., e c
tras mullas lazendas por preco coinmodo ; na
primeira loja de fazendasao p do arco da Con-
ceicJo n. 61.
Vende-se um cavallo ruco-pombo, est
em boas carnes e tem os melhores andaros ;
na ra do Crespo n. 9.
Vende-se urna bomba de ferro nova ,
com armaco de pndola ; na ra do Queima-
do, loja n. 23.
de calcados, tanto de homem como de senhora,
e meninos ludo por preco commodo ; na ra
do Livramento n. 35.
Vende-se a maior parte de urna casa de
dous andares com grande armazem echaos pro-
pi ios sita na ra cstreitado Ro/.ario u qual
rende annualmcnte 560' rs. ; a tratar com Jo-
s Antonio Bastos na ra da Cadeia do Recife.
Vende-se um cxcellente terreno na ruado
Sebo com 52 palmos de frente, 150 de fun-
do ; a tratar com Jos Antonio Bastos na ra
da Cadeia do Recife.
Vendem-se dous rnolequesde 16 a 18 annos,
de bonitas (lauras e prnprios para todo o ser-
vico ; una negra de naci, de 18 annos de
bonita figura c ptima para o servic de urna
casa ; na ra das Cruzes n. 41, segundo andar.
Vendse um escravo com bonita figura ,
perito cozinheiro, tanto de forno como de mas-
sas ; duas escravas de nac:io com varias habi-
lidades ; duas ditas de meia idade; dous escra-
vos ptimos para o servic de campo csabciu
mugir leite; na Rua-direita n. 3.
Vendem-se 13 travs de louro de 32 a 34
palmos de comprido lOpiasde filtrar agua,
70 caixas vastas paia socar assucar cada urna
por 5000 rs. ; urna casa meia t-a vejada ladri-
llada com um telluiro do pilares, poco do
ogua doce e terreno no fundo com mais do
150 palmos, bom poito de embarque, ancum-
pradorgarante-seo aluguel animal do 300^ rs.
por 6 annos ; a traiar con, Antonio Bias da
Silva Cardial na mesma casa ra da Praia
por delia/. da ribeira n. 15, ou com Iiciculauu
Jos de Freitas, na ra do (Jucimado.
Vende-se a dmheiro, ou a praso com fir-
mas duas otarias ju.ila ou separadas leu-
do cada urna casa de morada, ludo de lijlo c cal
no Atterio-do-Giqui foreiros ao mesnm en-
genta) ; assim como urna boa casa com com-
mulos para unta familia trras para planta-
cao e com pasto para 20 va ceas tamben) (o-
reiras ao mesmo engenho no lugar da l'iran-
ga ; a tratar com o seu proprietario Manuel
Cavalcanti de Albuqucrque Mello,
= Vende-se Jacaranda superior clicgado do
Rio de Janeiro podras de marmore redondos
para mezas do meio de sala, de muito hom gus-
to ditas para commodas, cadeiras america-
nas com assento de palhinba camas de vento
com armacao niarquo/as solas mezas^cr
jantar camas do vento mui bem feilas^'SOO,
ditas de pinbo a 3500, assim como outros mui-
tos trastes ; pinlio da Suecia com 3 pollcgadas
de grossura dito serrado, dito americano de
diflerentes larguras o comprimentos ; assim
como travs de pinito, e uaires ; na ra de
Florentina em casa de J. iieranger:
Kscravos fgidos
No da 13 do p. p. fugio o prelo crioulo
Dionizio de24 annos, levou calcas e camisa
de algodaozinho trancado chapeo de palha ,
o qual quando fgido costuma a mudar o no-
me c tem os signaos seguintes ; urna queima-
dura no peilo e em um dos bracos; que che-
ga at? as costas da mao pucha por urna per-
na por causa de um taino, quo levou eui um p,
lem o ffic.o de curicciro poisj tem estado
em diversos tullios ; quem o pegar, leve ao ar-
uidieiii de nssurarda ra da Mocda n. 15 que
ser recompensado.
Fugio no dia 31 do p. p. um molequede
nome Jos do naco Angola, do 17 annos,
bem retinto sueco do coipo altura regular,
camisa de riscado, calcas do ganga azul, e cha-
peo do palha de abas grandes ; quem o pegar,
leve ao lleco-largo do Recife venda u. 6.
ERRATA.
y,:: Diario ii. 80 pag. 3.; e no fim lia .*
rol. um annuncio do senhor Fernando Jos
liraguez foi por descuido impresso com a as-
signatura do Sr. Francisco Antonio Bastos, que
se naodeve lomar como em referencia ao dito
annuncio.
RCIFB NA TtP. D8 M. F. I)R Faiua1844