Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08711

Full Text
Anuo de 1844.________Sexta Feira 3
O Diamo i'iib ic-ir t< dos os diasque nao forem rlfcaeVni : o preco t'a -itsipnslura
I, Us Ir nuil por qunnel papos ndiantailos Os nr. nuncio dos assicn'fnies sao inserid. .
geni' >* dol que ato forem i ramo He SU rail por liaba A reclama.oes duem aer diri-
piu ett. lj|i mi .,, Crntei n 4 ou i praca i a Independencia I ja de lir an 6e 8
PARTIDA DOS COltREIOS TERRESTRES.
CuliNtia,,aPareaba se-unda c exto (aira) Hio Grande rio Natal, quinta feira
lab... Sitiaba*!, It.o F.irmoso, Pono Cabo, Macer e Alago., no |. 11 a '21
O* aiei Garanliuna e Honilo a 1(1 g| d, c, i, _.aoe>*iaH e Flora a 13
a 38 1-to Cid !e da Victoria, quima feira. Olinda loda os da.
das da semana.
* Seg i Micar.o Aud.duJ.de 1). da _> ,.
? Terra ( Tteodozii liel aud. do de I) da 3..
il Quatla s Mnerliclo. Aud do J de 1). da 3 t
4 Quinta a. le oro Aud. do .1 de D da 2. t.
5 SeU lria. Aud do J del), da 9. t.
t Sab. a Marrellino. Bel. and. do J. de 1) da 1. r.
7 Dora, de Pasma s Epifanloj
DIARIO
aaaaaaaaflaaaBB .. ..

de Abril
Armo XX. IV. 81.
"-**g~--~~-mrlM tl*Tirri----~~n~T11ir*aill I ~'~-**"T~riTaTTinT
Tudo or depende de ni mesmos; da nossi praderia, roderanJo- a energia: coa-
,".-- """"I "> principiamos e s-re-iws aponta.lm com .delirarlo entre a. n.gci m.if
. oul'" (Proclama,-.!., di Assembla Geral ciarnos no DU 4 DK abhil. oaipra Tenda
Oura-Moed.de 6.400 V. 17.2.1. 17,500
N. -16.900 1.7300
vJ/"'Canihiot obre Londres 2j>.
<*J/ P''S S70 reis por franco
k *
a Lisboa 11$" por IDO de premio
Jocda de cobre 5 por cen'.D e nao lia
dem de letra de boas firuiaa I al|4
de 4,00. 9,100 .00
Prata-Patace 1,960 .W0
Pesos coluramnare 1,97/ ."0
Dito meno.no. 1.060 4,980
PHASES DA LA NO HEZ DE ABRIL.
I.ua chei...i.s4hnras e 3f> rain da manliia. a La ora a 17 a 2 hora e II ova. da larda.
Mingeme a Pleamar de hnje.
I'riaeira as ti horas e 31 min. da manVia. | Secunda as 7 lora e IS minutos da tarda
-- ------ :-......._. i.-arjtaaBsa
RIBUCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL
Conlinuaro da sess'iode 28 miirco O Sr. Taques: Mandei, Sr. pres., tima Pinen-
da meza, f unido algitmas reduccoes nos or-
denados tos empregados da nossa thesourara
provincial, os qaarsse acho na mesilla clnsse
dnquciles, de que falle) a 1.a ver., que levante!
ininfia vos ecca do orcamento provincial:
t-nipn-gados, que, sendo creados pela Ici n."
2i. desenvolvida pela le n. 7(1. recebero
augmentes graduaes nos seus ordenados, que
nao forfto Julgados necessarios na institui-
r o da reparticao, occasiao, cin que se deve-
ra bem meditar sobre as ijecessidades do pu-
blico servro, ->s nteis,(tic se seguido da crearan
desses empregados, a natureza dos serviros exi
Hjdos, e a compensarlo justa Pin rrl.iro dos ser-
vicos prestados ao publico pora se ter emprea-
dos dignos. Ora, sendo csses ordenados marcados
na occasiao, eni que se devera pensar bem sobre
a materia, sein altcuco a pessoas, acho-sr lioje
empregados eom ordenados que se teiu aug-
mentado de anuo anuo.f.'ontra isto r.que man-
do a emenda, tPndu todava multa attencao cun
alguna empregados superiores dessa reparticao,
para (pie os outros empreados lenliao o mes-
ino ordenado cstabelecido na lei primitiva ; e
quaulo ao inspector, contador, e llicsoureiro il-
se o augmento, que me parece .^fjJO1 deveni ter
ntti'ndetido aos servicos que prestito pi'lasua
capacidade &c.
Sr. pres., nao posso convir COm a doutrina ,
que se tein propalado nesta asspinblf^a deque
lia mu direito de ser enipregido publico c um
di'reito ao ordenado. Entendo, que levemos ter
atteucoes de cquitlade;mas(]ue isto nao nos ptide
levar a estaboleeer um principio como inconcus-
so, de que creado mu emprego nio pode ser
demittido o empregado nein diminuir-se sen
venciineiito: entendo, que, creado um emprego,
que a experiencia mostr, que nao til, esta
assembla pde-o suppriinir inoriueitte guando
os cojVes provinciaes nao se ach.io abastados ,
quando e preciso que hajao algumas redu-
coes., p ir i nup se satisfacao tedas as necessida-
0 Sr. {tabello : D.i mu aparte que naopo-
d -nios ouvr.
OSr, Taq ui: -- Bu tenho o ordenado de 1:000/
de rs., nao enche os ollios de niiiguem ; mas se
quhrrem reduaiir rrduio. Na le u." 2.5, Sr.
pres., det'riniiou-se nos arligos -i.", e j.", qual
seria o orden ido do liel, dos cscriplurarios e
dos amanuenses: o ordenado dado ao liel do tlie-
soureiro lb de600/ res, parece que este orde-
nado era stliUciente ; nao sel a rasao porque
una lei d'oivamento aiigiiicntou uiais IOO/ res:
os amanuenses teem Smjlreis, creio, que um
boin ordenado; nao sei, porque se os segundos cscripurarios tiulifio JO/reis, deo-
se mais 50/000 rea ao sei por que rasao. Ora
ns nuirrtc e:i*e,r''l'>s une s.'io o Sr, lSpPCtor.
o contador e o ib sour iro tillho pela lei da
crejicao dest.i reparticao os segu lites orden idos
(/f'l. Supponlio que qticivudo-se ftixer algiim
augineiito l.4()yreis siilieictite para o con-
tador; quauto ao thesoureiro', que s teiu o tra
I)alho de guardar o dinlieiro albeio eu marco
l.0OJ./is.,a respe!lo do Sr.iiisppctor.o oossudig-
no collega,que spih duvida cutre csses emprega-
dos a alma daquella reparticao deve ter boiu
ordenado ; mas Sr. pies., Ulll ordenado de
2:1)1)0/ res sitpponhb ser sutRciente um or-
d'-iiado dos empregados dt ordein luais elevada,
que exist- entre nos cu creio que ordenado
ni liur do que este s temO'.sciiadores, ministros
d'cstado bispos, presideutes de provincia, te,
L'm Sr. depuludo: O inspector dt tliesouia-
ria geral tein mala
OSr. Taques: Empregados de una reparti-
900 que apenas cuida da arreendacao, e adiui-
uistraco de 500, < tantos tontos de res nao po-
d 'in ter compararan coui os datpiclla, que ar-
rt.cada, e aumiiiistra tantos mil contos, e de
una rcpnrtic.no, que est at eni relaco com o
llicsoiiro publico eiu correspondencia com o go-
veruo geral, etc. para esta requer-se tiiesiuo
lima capacidade limito niaior nos seos eiiipri1-
gndos. Rao duvido da capacidade do actual Sr.
inspector da tbesoitraria provincial mas, Sr.
presidente, engodo, que as rcducOes proposfns
por niiiii sao multo justas, e que o Sr. inspector
que fas p irte desta assembla (leve iiiesino ele-
var a sua voz resiguaudo-se a ceder algunia
cousa do sen ordenado, assim dar nniexeuiplo,
pois que reduzir ordenados de empregados seus
subalternos, ao mesnio teilipOi que nao aeccita
reducciio alguma lio sen, nao me parece que se-
ja conforme com a nobreaa do carcter do Sr.
inspector.
En Sr. presidente, uio faco inais do que ser
COusequeiile com o p.iisinn uto, que cnnuiiciei
Bu discussao do art. 2." da lei do otrainento ;
disse que baveud una despropoi rao uolavcl
entre a uossareceita, e despiva, s.-ndo de neces-
idade pois, ou que augmentemos aicccita com
impostes novos, ou que diniinuamos as despe-
zas, nao poda adoptar aquclle arbitrio, que
adoptou a n. cointnissao de fazer suppressoes, c
corles Pin repnrticoi's inteiras, que achnva tne-
lltor pira evitar una calamidide na provincia,
que lossentos fazeudo reduces pni aIguns or-
denados, porque d ir a mis milito, e a outros
ii id i nao me p.irecc conforme com a jusiicn.
Este ineu pensamento, ftpie lenlio desenvol-
vido com as emendas que tenho ni and ido me-
sa: a I. nao foi approvada, e esta nao o ser
tambeiu; mas cumprocom o inpudevpr, ejul-
gO mesnio, que nao mereeerci a aniuiadversao
daquellas pessoas cujos ordenados BAO diminui-
dos.
Sao estas as raides da emenda, que mande! .i
mis a.
Votare! pela emenda to Sr. Nabuco pois que
se accorda com os iiiens principios ; entendo,
pie os empregados podeui ser nmoviveis, mas
nao vejo cssa uecessidade publica da SUppres-
so ingente: pareceine, que deve adoptar a
I emenda que suppri-me os empregos, quando
I vag Tein.
O Sr. Lobo : Sr. pres. a questao versa so-
bre a reducn dos ordenados dos empregados
da (liesouraria provincial porque o artigo ,
que se discute dispe que clles vcncio os mes-
mofl, ordenados que liulio os empregados ta
tlicsoiir.ii ia geral em o auno de 1841, ideia ,
que nSopdem admittir <>s empregados geraes,
ou que se denominara!) geraes porque enten-
dem que os provinciaes Ihcs so inferiores ;
Ideia de que se preocupo a ponto de a trate-
rein a discussao antes de lempo antes que o
artigo eslivesse em ttiscussao.
(J Sr. Taques : Rao quiz fazer rcdticao an-
tes do art. se por em discussao.
OSr. Lobo: Mas tronce logo a tresoiiraria ,
tanto que eu quando llie respond lioutem liz
sentir na casa essa prevenco do nobre depu-
tntlo.
Sr.presidente o Ilustre d., que acaba de
fallar, autor da emenda, me obligan fazer
lima comparar ao das funCfOes da thesourara
das rendas provinciaes e as da lliesouraria tas
rendas geraes assilll cmodos onlenados res-
pectivos ;is de inais repartiroi's para d'alii con-
cluir, que csses i-mpreg idos nao s.io OSIIiais
bem pagos: esta iulonnaro e confroittacao ja
pin a legislatura passada me foi exigida nesta
casa, e eiitive a honra 'le dar, para que conti-
niiasse a subsistir a disposicao to artigo em
quest&o : estou portante livre d i censura que
por ventura se me poderla n/.er d' tnostrar-nie
animado pelo iuteresse particular, cen favor
dos empregados dos quacs tenho a honra de
ser chele.
Creio que nao pecar em o animo dos il-
lustresSrs. dd. a preeminencia vulgar, que se
attribue outra tliesouraria pt lo scu
carcter =de geral. = Os empregados de una e
outraseivein por igual ao estado c sao dignos
damesiiii coiisidernro : as realas provinciaes
sao rendas publicas ; sen cresciiueiito interessa
;'t grandeza e prosperidade do imperio 8 uno
V^0 > un" in'-no* nrivilegi-iilo-i ileviin -ier n*
individuos incumbidos da arreendacao dessas
rendas, lista assembla que deve de ser a
uiais empenlnda em o augmento das rendas
pioviiieiaes jamis deveadiniltir nina diilerenra
odiosa s.intente porque a thesourara provincial
nao teni ocaiaeler de = geral : lina isto de-
sacororoar csses servidores do estado que em
nada teem desmerecido.
Mas, Sr. pies. antes de entrar na coinpara-
i;io desejava que o illustrc deputndo a queni
combato, dissesse, se sabe, juaes sao as fiinc.-
roes, por cM'inplo, dos csc plural ios da Iresou-
raria provincial 0 as dos cscriplurarios da ou-
tra .' quai s as fiiuv<>cs do thesoureiro de unta ,
e de outra tliesoiiraria ?
O Sr. Taques : Nao Ihe posso responder a-
gora. ir
O Sr. Lobo : Sr. pres. sabido que nina e
outra lliesouraria teill o un sino fin, mas diz-se,
o Min i un sino poini a thesourara geral
tein iiiajrque arrecadar tein inais que despen-
der tein maior escriplurayao : porem por isso,
tligo eu o n. de seus empiegados e Uipli-
cado.
O Sr. Taques : Qual o n. dos empregados
da thesourara geral ?
OSr. Lobo : Lmi Ihe digo eu ja vinha pre-
venido tenho aqu os esclarecimrntos preci-
sos a lliesouraria geral tein ao todo em-
pregados.
O ar. Taques: Nao c isto, que diilerenra ha
no n.
u Sr. Lobo: ~ Eu Ihe respondo : a thesoura-
to, n;io o ouvi, e prometi tudo responder-lhe
de proinpto, nao tenho duvida, estou sr. da ma-
teria [riladas).
O que devo dizer que a eseripttirarno, e
arreeadarao actual da thesourara provlnci il t
too gramle, que me obrigou a exigir a proroga-
i;ao d i hora ordinaria, p ir i que se ella adiantas-
se: trabalho os empregados da llie.iotirari i
provincial alin d i luna ordinaria e s"in gratili-
cnr;io, entretanto (pie os di lliesouraria geral
recebem una gratificar,o por esse trabalbo,
chamado d ts tardes, p com este fundamento
tal vez obtivero a dispensa do servido daguarda
nacional, que cu n pezar de repetid is represen-
taces jamis tenho podido conseguir para o
empregados provinciaes, que por esse fado es-
tao de peior condicSo : fapoiados .
< onio pois (pie se dir, que os empregados
da lliesouraria provincial deveni ter menor or-
denado, que os da outra.' estando as inesinas
circunstancias ?
Preenchein fuuc-oes da inesma natureza e Im-
portancia, preeucliein dentro do inesmo lempo,
porque a le de A de outubro que rege urna c |
outra thesourara marca as mesinas horas ; sa-
Crico inuitaS vetes as horas destinadas p ira o
sen dcscani'o, c lino de ter vantagens designis
alin das que j tein.' Fiia a compararan cu
creio firmemente que a balanca lia de pender a
favor dos empregados provinciaes. =
Eu entro nailenionstraro.' Na thesourara ge-
ral lia mu thesoureiroespccaldosordeiiados.conr "I"
uiucscrivao, c um cscripturario, na thesourara
provincial o pagamento dos ordenados est a
cargo do mesnio thesoureiro do cofre : d'aqui
se v que, se por ventura o thesoureiro da llie-
souraria geral tein maior trabalho com os rece-
bimentos que s.io inais avullados, est allivia-
do todava do trabalho sein duvida maior de
pagar Innmeros ordenados, e despezas mui-
das: note-se, que o trabalho do troco das sedulas
(' separado por elle tein aquclle thesoureiro
uina gratificaco especial. Na thesourara geral
ha tuna contabilidad!' militar, qual se aune-
sou I fiscal, c I aldante do ministerio da guer-
ra, aomle se faz todo o pxame e escripturaco
respectiva: este trabalho que all nao pesa so-
bre a contadura pesa todo sobre a contadoria
provincial, que carrega com a conferencia e
exame dosprets, rei5es deinoslra, assenta-
mentos e escripturaco respectiva do corpo de
polica. Na thesourara geral ha um oHclal
maior, especialmente para escripturar os livros
diarios, mestre, e seus auxiliaces, empre-
go que nao ha na thesourara provincial ,
e que preenchido por um dos cscriplurarios.
Na thesourara geral o inspector tem una se-
cretaria, com I ollicial maior, secretario 2 of-
li'iai's, e 2 amanuenses para o ajudarem no
desempenbo de suas fuuccoes; na thesourara
provincial, o inspector apenas tem 1 secretario ,
a que nao chega o tempo para por em HiHpO os
trabalhos e trazer em dia os registos a seu
cargo: easslin outras militas : em liui Sitilio-
iis a differenca, pie deve existir a que exis-
te a rrspeito do numero.
Agora passarci a fazer a coinparaco ou con-
frontaco dos ordenados dos empregados da the-
sour.tiia, cun as demais repartces provin-
ciaes visto nao ter outra reparticao fiscal, ou-
tra thesourara com quem compase seja a
primeira sel retara desta assembla, in Ha vejo
o ollicial maior que serv- soinente 2ou3 me/es
com 1:0110/ rs.; entretanto que o secretario da
thesourara que trabalh Pectlvaiiiente todo o
anuo tein SOiiJ^ rs.: os 2 escripturarios da secre-
tna,.pie serveui soiiieute2 mezes regularmen-
te e
lid ide
de rendas internas : o escrivao c administrador
teem 2:000/ rs.
Varios Sis. d O Sr. Lobo : Sim 2:000/ rs., vefa-se oor-
camento; na thesourara o contador que o
chele da contadoria tem 1:800/rs. ; o thesourei-
ro dalli tem 1:900/rs. o ta thesourara tem
l:G00/rs. os priineiros escripturarios da meza
teem l:300/rs.os da lliesouraria 900/rs, eas-
siiu gradualmente: j se v que est demonstrado,
que n lliesouraria nao c a inais bem paga pelo
contrario est de peior condico a respeito de
iodos: nao descere! reparticao das obras pu-
blicas, porque entao ahi mostrara ao n. d. I
engenheiro em chefe com mais de 5:000^ rs. pelq
cambio de hoje e omos empregados desta or-
dein.
Em lempo Sr. pres., o n. d., autor di emen-
da disse mais que o cofre geral era de niilhes,
e que o provincial apenas arrecadava de 00 a
600 contos.e que por isso nobavla proporco, e
se nao devia daros niesiuos ordenados,aoq'uc Ihe
respondo que leerlo arrecadar o cofre provin-
cia 500 .i 000 contos,porque essa receita era mais
dilncultosa que aquella de miludes que esta
receita se conipoeni de disilllOS de capini im-
posto de ularas, charutos, contras niniaiins
inais como bem tiliha ein outra occasiao refer-
do mu Sr. d., que se senta do outro lado que
dava inais trabalho arrecadar 12/800 rs. de uina
olaria do que fazer um despacho de sedas ,
c briMinutes que produzia logo con-
que n renda geral avultava pela iin-
Jllll l.l ,
lerblas
tos de rs.
portacao e exportayo cuja renda era'liquida,
c o contrario aconteca a provincial, e por isso
deviao ser tambera compensados, e tanto assim
era, que a pouco tempo tendtj ido ao ca lorio
dos fetos da fazenda para verificar a existen-
cia de mis autos indagliei do respectivo escri-
vao, (pial das (luis repartieres tinha mais fritos,
era andamento e entao soube que quasl todos
erao provinciaes que su a cobrama da dcima
acarretava infinitos processos, e que o n. I.c se-
cretario, que o procurador fiscal provincial
uno tem menores deveres, leudo todava menor
ordenado, que o marcado na lei do juizo (dos
fetos ltimamente em vigor.
O argumento da grande icsponsabilidade da
thesourara geral por caliza da grandeza das
rendas geraes smente prevalece a respeito do
ihesourero do qualj falle!, demonstrando que
elle nao linli t o onus de pagar, o qual milito
gravoso. Einlim os empregados da thesoura-
ra provincial confiao na sabedorla, e rectido
desta assembla.
A discussao lica adiada pela hora. O Sr. pre-
sidente deo para ordein do dia a conlnuacao
da de hoje ,r 3.a discussso do projecto n. 3 des-
e I 'v.ui ton a sessao.
te anuo
SESSAO EM 29 DK MARQO DK 18*4.
Presidencia do Sr. Pedro Cuvalcanli.
Feita a chamada, e achando-se presentes 2:*
Srs. deputados, o Sr. presidente declarou aberta
a sessao, e lida a acta da antecedente foi appro-
vada.
EXPEDIENTE.
O Sr, secretario deo coula do seguinte:
lu ollicio do secretario da provincia, remet-
iendo de ordein da presidencia um ollicio do
coimnandante geral do corpo policial, acompa-
uhado da conta correte do hospital regimental
do mesnio corpo.pela qual mostrarse existrcon-
tra o dito hospital 0 dficit de 3'88 rs., impor-
tancia de medicamentos, que nao foro pagos
por se ter recusado ao pagamente a thesourara
provincial, pelas rasocs expendidas pelo respec-
iiiu ou outro mais, sein icsponsabi- {tvo contador em o parecer, que tambera foi
tem 600/rs. quando na thcsouiniin os rcmcllido : coniinissao de orcainento.
lia provincial tem 15 eftipregados, e a lliesou-
raria geral (em 36, logo a diilerenra de 21.
OSr. Taques: Nao c o triplo, nao est era
proporco.
OSr. Lobo: Ora o n. d. quera nina exacti-
dao matheiuatica de iinprovizo; nao o triplo,
poiui o dobro, c mais 5 quinxc avos, os o do-
blo e mais um terco.
O Sr. Taques : Da um aparte, que nao ou-
vimos.
O Sr. Lobo: Peco ao n. d. que falle mais al-
Icrcciros cscriplurarios que trabalho todo o
anuo c carrrgo COin una cll'cctiva respousa-
bilidade de seus actos, e pe-Ios erros de calculo
Sic. lem 500/rs. : na secretara do governo, o
secretario tein 2:000/ rs. alin dos emolumen-
tos, que sao bous ; na lliesouraria, o inspector
tem 2:400/ rs. smeute sein mais veuclinente al-
giiiu; o secretario sein iienhtiina responsablida-
de logo que se linda o expediente ou se reti-
ra para sua casa, e este com toda a responsabi-
lidadc : note-se que faco a compararao do se-
cretario com o inspector apezar de sua maior
calliegoria apezar das suas importantes fuuc-
coes e carcter que Ihe d;i a lei SPII1 duvi-
da mais (llevado nao faco a coiupararao do se-
cretario do governo com o secretario da thesou-
raria ; na secretara do governo o ollicial mai-
or tem 1:000/rs. alin dos emolumentos ; na
thesourara como J disse o secretario com
ij.iii o passo ouqkii.ii lem 800/rs.: na se-
cretaria, os olliciaes tccn 800/ rs. al dos
cinoliimenlos que alguns dizcn inontao ou-
tro tanto prin daudo-sc que rendein nicladc,
lem cada un 1:200/rs., quando na lliesoura-
ria os priineiros escripturarios teem 900/rs. os
segundos 700/rs. c os terceiros500/rs. soinen-
te, com a inesina responsablidadc indicada,
quando os da secretara nenhunia tein ; alli os
amanuenses tein 400/rs., e pelo menos outro
tanto de emolumentos, e aqu apenas tem os
misinos 400/ rs. limpos e secos. Vamos a meza<
Outro do-mesmo secretario, fazendo remessa,
por ordem do Exm. presidente da provincia, de
um ollicio do Kxm. hispo diocesano, acompa-
nhado da representacSo dos habitantes da extin-
ta Ireguezia de Pasmado, dando as rases por
que por ora nao aprsente o seu parecer cerca
de tal rrpresentaco : commisso de estatistica.
Outro do mesmo secretario, remetiendo tam-
hem por ordein da presidencia um ollicio do
Exm. hispo diocesano, no qual d o seu parecer
cerca da repn-sentacio do vigario da freguezia
de Garanhuns, que pede providencias respei-
to dos lmites da inesnia freguezia : conimis-
so de estatistica.
Outro do mesmo secretario, fazendo remessa,
por ordem do Exm. presidente da provincia, de
nina reprrsentaco da cmara municipal de Olin-
da, na qual pede, que seja anuexado o districto
da freguezia da S ao de S. Pedro Martjr daquel-
la cid,me ; CulllUISSUO de i siaiisiiea.
ni'.m: DO DI*.
ontinutia a I /' discussao, adiada d'ont.....do
projecto ii. 4 deste anuo, que deroga a lei pro-
vincial n. 89, de 4 de niaio de 1841, e do reque-
r ment do Sr. Francisco Joo, pedindo o adia-
mento da discussao deste projecto.
O Sr. Francia o Joo : Sr. pies., a discussao,
que todos estes das tein havido sobre este pro-
jecto, tem revelado anda mais a uecessidade
do adameuto por niiin proposto. A maiicira di-
versa por que tem sido encarada a materia, a


mv
nas ha certtH gep/rds que
iimh.io f que esiaoeiece as resino- qu
Ces. Se a lei feir cxequivel, se satisfisT as prr- montar o consumo:
cisdesdopovfl inteiro, decidindo nos pela afiir- embota o seu consumo arla augnientaao isio
nativa temos reconhccido a couslituconalidade nao passa de urna rasao dada: se a ai ni, por
(Ma. O ii. d. mcmbro da commisso, quer exemplo, costar quatro yintens a libra, eu to-
metter-me mullo medo, e mesmo inctteo-me \ raer! duas libras; mas dI ahi nao se segu, que
i coma
sendo
lili til l-IM' multo Hit uwi ...-j...v ... v-... n. ... ....-----------. l'H"-
com a palavra monopolio; mas coufessou elle,' se custar dous vintens cu.coma oito libias.
que ei ti dos cxistio monopolios. 0 Sr. Taques : >ao e porque cada um
1 r> < t_____ ..___-....i, I___:, nnr.'-mi-me lia mais uuemcoma !
inais porm c que ha mais quemcoma
o pirco Barato.
OSr. Francisco Joao : mas por concordar com
o n. el. nesta parle nao posso concordar na illa-
cio que tirn. A coinpanhia nao ti'in interes-
se algiim em deixar de vender a carne que for
precisa porque se ella tem calculado lucrar
tanto na venda da carne por esse preco, ang-
nrntando-se o consumo ella continuar a ven-
d r poique continuar a ganhar na iiiesma ra-
gas rasoes dadas pelos nossos anti- I sao. 0 n. d. depois de ter notado por este I ido
Bos legisladores, e pelos legisladores f.ancrzes. que a lei seria falseada, procurou deirtonsti
O Sr. Taques : Atravcssadores.
O Sr. Francisco Joo: Pela expressaol da
nossa antiga U gisl icb, atravessar, ou monopo-
lizar, < a mesina coas*. Mas como ia prose-
guiudo : u D. d. nos mettro milito medo com a
palavra monopolio, disendo, que este monopo-
lio legitimado por urna lei, era mais fatal do
que os outros. que nos procuravamos destruir.
Kii procuran i mostrar ao n. d que nesta lei
nao ha monopolio servindo-me nao de rasoes
pela (li fnico, que elles aprrscnto do que e
monopolio. Os legisladores franceses, no seu
cdigo penal art.4l9defineui oque seja mono-
polio, e nos veremos pela mancha porque riles
w pxpresso, que monopolio niio a iiiesiua
coosa que o ii. il. qulz entender.
OSt. Taques:o neg a autoridade; mas
digo, que nao estamos ein Franca.
OSr /."i'is Gama:Nem estamos na Babia.
OSr. Franrieo Joo:-Eu mostrare! d'aqu'
nli.in, que nao d.vra ser apresentada por-
- de
que nao se dava a seu respeilo a inesma rasao escusa de mitras que se tinha trasido ; por
exemplo disse que nao se podia comparar
este contracto do forneciinento da carne com o
contracto que lizoinos a respeito do forneci-
inento das aguas e por que ? Porque a falta
agua tinha sido motivo para essa coneessao,
que se fez com a companliia. Tinha sido moti-
vo nos todos sabemos nao so a falta d'agua ,
o alto
0 Sr. Franrieo Joo:Eu mostrarei d'aqiu a vo nos tocios sanemos, nao so ,i iuh.i u agua
pouco ao n. d., a definlco do cdigo penalIrn- como tambero a ui qualidade desta e o alte
. i, nus rio s temos essa defin.-fio do codi- preco, porque se venda mas estas mesmas con
*o p. nal trances como lambem a legjslaco por- sideracAcse rasOes se do aluda, no caso de que
ugu sa antiga, mostrando oque si ja monopo-
lio, que nao era outra rousa mais cloque a reu-
d i versas pessoas impoudo uin preco
lie
se tracto ; ha m carne, ha pouca carne e ha
carne cara; por couseguinte as mesmas rasoes
se do etn UBI, c em outro caso e eu nao sei
maioi do que aquelle, que o povo pollera dar laondeo n. d. foi descobrit, que nao erSo iguaes
estima da mercadoria. os inesmos objectos para seren comparados. O
SM .
eliscus-
dessa lei. Oro
cada urna distas
que temeudo a flaqueza di ste argumento, sup-
noz ciuc era um motivo captol, e nico, paca
cxeculai-se a
leve cin
[102 ((III
decidir aqu sto, se* mpossive
lei dentro do i onto, que o legislador
vista: o que di vo ni acreditar? Ou o n. .
suppe, que o priini iro argumento da incons-
titucionalidade da lei ii sulliccnl e entau nao
o devia i ter despresado por l'raco, ou alias
suppor, qm- as, rasoes, que elle s conhece i'a-
sem com que essa lei na *ua execuco, venhaa
serinteiramente burlada, e que estas rasdesfb-
raoasnicas que movero a n. coinuiisso a
apresentar o parecer e o projecto que se discu-
tem ; masen ikim Slippouho, que urs-.i.lii Be
offende a constituio neni que ella delxe de ser
exequivel. Supponbo, que a lei nao ollende a
constituico; porque o art. constitucional, que
se tem citado, nosso cdigo (undainental conceder a todas as
profissoes, para que nenhnma possa deixar de
sereMicida, para que no lia:a prossao algu-
ma, ',.w i-.,c possa s< r prohibido, tima vrx ^&r
dados os n gulamentos, que a lei establecer.
Ajas nos vemos, que por essa le. nao prohibimos
prossao alguma, apenas estabelecemos restri-
es, sob a condico d'exercer a mesma pro-
< oes, son a coiiuic
Slin, eislO nao c prohibir o exereicio de Ulna
ssiiu nao se descobre nesta lei a
o n. d. pareceo ruxergar lia. Mas
rarei anda mostrar a iulrlligencia,
USr.Taqmi;Seopovo nao qulicssc com-
prar, entao nao se vi ndia.
r. Franriteo Joflo:~Eu disse, um preco maior,
do que aquelle, que o jiovo podia comportar:
pdis ento, por que se vive, aeixa-se de viver
mal ? Sirva o exi mplo da Irlanda, enjo povo vi-
ve, mas delxa de viver mal '.' < omendo batatas, e
irram ando rai/es? K este O estado a que OU.
. nos querer levar Eu supponbo que nao,
;i los sentimentos que julgo, que o n. d. nutre.
Mas, Sr. pri s.,os antigos legisladores portugue-
/es, os nossos pais, procuriao definir u querr
monopolio, e o raptulro, porem em sentido
dilliienle daqui Urque enti nde o n. d. SOS ve-
mos, que o qne Piles querio prohibir era a n u-
niao dii-S-ou de mais individuos i Iros,chaman-
do a si lodos os (eneros, e impondo vontacle
luaum |in ioaoqual o povo tinha necessidade
le SUgeitar-se: a este mal, c, que elles dro o
uome do monopolio, ^is vemos, que o mono-
polio que existe do assucar foi acautelado pelo
decreto de tantos, mas pelas disposicoes tex-
iiiai s desse di creCo. nos vemos que esse eriine,
isslm descripto, e elles procura rao evitar.Temos
nutras muitasdis|iosiroeseonio fossemosalvars,
pte., declarando, que deste jogo frito pelos mo-
nopolistas, cstabrJeccndoum preco a ai bilrioseii.
nada liavia.deque ooseseguisse uinprejniso pu-
ilieo,e particular;isto que nos vemos laucado na
lei, (''justamente oque est demonstrado pela
i'Xpl rii liria, i o que sofl're o povo, e sollrem os
monopolistas que esto no negocio. Eu poderla
ipontar lambem outros airaras portugueses ro-
mo o de tantos de outubro,que estabelece provi-
li mas a n speito da bastauca dos trigos, etc.
Mas, rumo ia dizendo, as expressdes dos nossos
intigos legisladores defniraooque era mono-
polio, e nos vemos pela deiiuico que elles de-
ro, epela definlco que Ibes d ocodigo penal
fraucez, que o monopolio reverte si nqire em
prejuisodo publico; porque o publico venia
pagar o genero por mu preco, que nao leve em
vista. E' esse monopolio, que quucrao acaute-
lar, a isso quequzerao punir,'porque mis ve-
mos, que nao Coi o de taxamento de g< eros, tan-
to assim, cjue nirsmo o cdigo franee/., que pu-
ne o monopolio rom penas severas, pune tam-
ben! aqucilcs que contravein os regulamentos
municipacs onde est o taxamento do preco dos
geneos.
OSr. Taques:Apoiado: cuiem nega isto'
OSr. Francisco Joao:Eu vou seguindo o men
discurso.
OSr. Taques:'-Ninguein nega isto; mas pode
haver taxamento e monopolio ao mesmo lempo.
OSr. inuirisco Joo:Monopolio nao pode
hayer poicjm a leio tej|iprohibido; mas, guan-
do a lei i ii mareado preco, querendo evitar a
-siia alia aquelles, que vrudem o genero na
couformidadedopre(oda bi, nao a teem trans-
gr< dido.
ii Sr. Taques:Isto que c monopolio per-
mittido na lei.
OSr. FranrieoJoo:De maneira que nmo-
uopolio de qu Irata o n. d. rscapouao legislador
francs.
(J Sr. Taques:Mas nao escapou a milita gente.
OSr. Franrieo Joao:Dou-lbe parabens pila
di sciiln i la. Mas, Sr. pres., por lim o que se ob-
serva que esse mal que OD.d. quiz crismar
rom o uome do monopolio, nao era conhecido
por tal |ii los legisladores portugueses, e fran-
cezes: u n. d., porm, elig idioso como des-
cubri com cllrito esse mal, e o baptisou coin o
nome de monopolio.
.Mostrado assim, anda que flacamente por
iiiiin, que a lei nao ollrrece, nrin a inroustitu-
i ioualidailr, que III lia se apontou, ucn mismo
o perigo do monopolio, que m lia se cjuiz enxi r-
i gar, i u procuian i ver se encontr algum argu-
mento, que possa servir para provar, que eila,
suido til aos interessi s do povo, que tem de
ser abastecido, nao oliende de maneira alguma,
cerno algu'i talvez c, ir, os nteresses lio a-
/iiidi iros que crio gado, e antes que entre nas
considerari s geraes, que serven para apoiar
as opinioi s que sustento, pero licencia ao n. d.
para entrar na resposta d'alguus argumentos,
que Uve bonteiii a honra de ouvirda sua bocea.
u. d. nao s conu-nte com ter negado esta seme-
Ihanca que existia, proenrou anda descobrir
outras desigualdades, e disse, que tambem a
falta de esclarecimentos, que tem servido de [tria. Srs., a liberdaue da industria admitti- rasao mair, e que esse augmento de consumo
ponto para i discussao, mis cuja pubiicacSo da pela constituico francesa, neis ahiVemossa destrua e falseava a le, porque
nao existe nas mitos de cada um de nos o ver-
uios, que ti ni servido apenas para argumentos
dos Sis. membros da commisso. em quinto ou-
tros esto baldos destes eselareenneutos, que so
poderiao tei depois de publicados e distribui-
dos ; todas estas circuinsmcias, alc'm da mag-
nftudr I i materia, tni mostrado a necessi-
dade do adiamento,
Eu tivi occasio presenciar, que um dos
un. membros da commisso, querendo provar a
Inexequibilidade da lei, se servil para isto, co-
mo nrgum uto das propostas, que foro offere-
cid.is, e da con,], o.n ao feita i ntre a le e o regu-
lamento ; m is estes inesmos unios nao nos | i-
deni sen ir.porque nao exist ui n is no is is maos.
Eu son obrigaao a confessar, que o n. pres.
desta casa disse, qui ichavao na meza tacs
documentos, p qu | o II o i consultados, mas
es: i ron i i!ta do momento nao Importa o mesmo,
que seren impressos i documentos, distri-
buidos nas i!,, os di qui ni ti ve de lomar parte
na discussao. Eu talve deva acreditar, que o
adiamento nao ti nha de (i isi ir, e por isso i
me abrigado a i nlrar na disi usso da materia,
apreseutando aqm lies argumentos e rasi. que
servem para justificar a opinio, que teubodi
voi ir i" la ni .' itiva no projei to, que sr acha em
discussao.
Sr. pres., sempreeml dos os lempos a neces-
sidade de orneen as dillerentes povoa 1 os
primeiros gneros alimentares da vida, consti-
tua uin dos primeirbs, e uin dos mais impor-
tantes cuidados daqm lli -. qu ach ivo i n-
carregados d i adu ra So n uncipal d< ......
nios povos. Se me i ito i i o r< i a iii-:1 i i i
antiga dos dfli n nti s povos, eu i neo.to i ni
todo. il- n gulaiiientos poli* ai ou muulci-
paes, como lhequeirio chamar, i este respeito
mais judiciosos e minuciosos,que se pudem d ir.
A historia romana nos ol I i r muitos i xemplos
dos immensos cuidados, que loniavo oslegis-
ladi : d ui lie paiz em prov i c te ramo di
jieirssid.u!'- publica j rstabeleceudo corpo-
races prnprias, j trbunaes nu juizes encarre-
gados de fiscalisar essas mesmas corporac s,
esse costume dos Romanos acompanhou-o
um todas as conquistas, nas Gallias, etc. Mas,
Sr. pres., eu nao trouxe estaparle da historia
seuao para mostrar o interesse immeuso, qui
um tal objeclo sempre mereceo dos legisladores,
rpara mostrar, por igual, agrande iuti
que nos deve ncoiupauhar tambem
soes desta nalureza. Esse costume, esses regu-
lamentos, que nos encontramos na historia an-
tigados povos, ainda vamos deparar com elles
na liistolia moderna,rxislindo na I i.im;a,na Mis
tria, na Italia, na Helgica, em Portugal, enaltes-
panha n gulaini ntospolii laes ou municipal -. i t-
tatuindo medidas diversas cerca do peso. <
preco da carne, dotiigo, da Iridia, do azeite, e
de outros .-1 tigos.
OSr. Tai ut : -- Mas nao po; monopolio.'
O Sr. Francisco Joo : Eu re la com mais
vagar, Sr. pri s., coiii a apn ni ifao distes lac-
ios, indio tambem demonstrado osummo inte-
resse, ruino disse, que um tal cuidado ti ni sem-
pre merecido dos legisladores, i se me fosse d .-
do trazer isto como argumento, seria mais urna
ras;.o, para que taassembla tomasse grande
interesse na discussao d ta materia. Acredito
pori'ui, que os motivos, que lenhs trazldo ii
, nsideraco da casa para a inti ressar ni sta dis-
cussao, podi i io i ilve'z ser di sp usados, porque
juisii...... i]ni cada mude nos, qualquer qui
seja a man-ira por que encaramos o negocio,
toma di lie um ut ri sse \ m nli udldo, p pa-
trlotii o ; tang di mim suppr, que aqu lli ),
qne vnlao a favor do projecto, que se discute,
nao sejo animados de mu rsplritot o justo, co-^
me aquelles, que volito contra ; siippouho pois,
que nao seria nrcessario, para assim di/.er, des-
pertar, mais (lo que tenho frito com estes exem-
plos, a attnivao da casa, rrsprilo drsta qurs-
tO, ella por si misma, indi pendente desta mi-
nha exposicao, prestarla a mesma atlen$ao ao
objrcto, que agora nos oceupa.
Sr. ores., o projecto, que se acha em discus-
sao, foi fundado em duas rasoes; primeira, na
oflensa, que faz a lei, cuja revogaeo se procu-
ra, ao 24 do art. IT!t da nossa constituico
segunda, na inexequibilidade
'sis i'ii ii/worarri mirar elu
partes.
A n. commisso declarou a ici como attenta-
dorla do citado art. coustitucional: mas veja-
mos qnai so as rasoes, que ineontrou para
tirar esta ill iciio. Diz ella, que p< la Ii cuja re-
vogaeo sr procura foi aimulado, e altainenlr
ollrndido > dlreito de Industria privada, tu
bontein, tendo tldo occasio de onvlr a um dtis
un. sustentadores do parecer da commisso,
ouvi elle declarar a principio, que a le olli udia
esse art. conslitucioiial; mas ao depois, romo
I!?!-!?***1''
por elle parecessem oontradizer isto eu dira
ueste caso, que neis deviamos aeomniodaro fin
que o legislador tinha qSierido conseguir ; elle
i ueria conseguir a abastanca no inervado e
dizia qu*1 fosse prohibido o taxamento do pre-
co do'geiiero ; mas por que ? Porque suppunha
0 legislador, que o taxamento era desfavorave
a este lim uporm quandn nos demonstramos ,
r.ue o taxamento a un preco justo vinha a dar
o mesmo lim que elle liih* rni vista, temos
descoberto o espirito do legislador.
O Sr. Taquei: O n. d. tem milita coragem ,
nao se amedrenta.
O Sr. Franriteo Joao: O $.). entre outras
consas diz : (iV)
Ora. Sr. pres., parece, que por estas difle-
rentes providencias que a lei estabelece com
0 lim da abastanca do mercado tem rev-
1 ido O espirito do legislador, e assim justificado
O principio, que eu liz ver na lei. O n. d. dar l-
cenca, que voltando observacao que tenho
feito diga de novo, qne quanclo por ventura a
exemplicavo feita pe lo legislador fosse con-
traria aolini, que elle tinha em vista nos
deveriamosprescindir da exemplicaco, urna vez
qualidade e importancia da empresa, constitua
uin*objecto de diflerenca que os emprehende-
dores do encanamento d'agua potavel tinho de
fazer grandes avancos para a factura das obras
neeessarias e que' estes outros nao estavao ues-
te caso; mas, Sr. presidente, esta conside-
racao servira apenas de raso de diflerenca pa-
ra a coneessao co privilegio para se conceder o
privilegio mais forte e mais lucrativo do qne
o outro pore'ni nao para que niio fosse ronce"
dido. Kii digo assim porque o n. d. concor-
dar COmmigO que ser necessario que os
empre hend dores que tonino a si esta trela pe-
rigoza pelos prejuizos que peide trazer a iiitroelu-
cao do gado necessario para o consumo de das,
a par dos lucros, que pode dar, pelo que tam-
bem devenios suppor que estes hoinens que
loman a s esta empresa de fornecer esta ddade,
de carnes teem de despender grandes capi-
taes : o forneciinento desta capital creio que
importa em perto de 20 ou de 30 mil cabecas
de gado ; e o n. d. pode fa/.er este calculo que
eu nao o trago preparado vista do regula-
mento que aeompanhou a lei: para ter pis o
gado e|ue servlsse para abastecer de carne esta
eidade, necessario, que ou. el. concorde
eoinmigo pie hajo fundos sufiieientes para
protelar estes inconvenientes O n. d. reeo-
nbecendo niPsino a existencia dos monopolistas,
e di/ende que a isto era devido e nao s eir-
emnstanclas naluraes caresta do preco dos
gneros, revelou com isto a necessidade destes
emprehendedores entrarem etn concurrencia
com esses monopolistas : e rrproduziudo cu al-
guna argumentos offerecidos pelo n. d., aprr-
srntarei anda um nutro, me supponho ter npa-
nliado mal, digo apanhadn mal porque i' um
argumento srm forca, eon. d. e milito forte
na sua dialetica. O n. d. disse que sonicnte a
nvidade do genero, um genero novo que nos
nao conhee esseinos podia autorisar o privilegio.
Este argumento nao de forca alguma ouem
contrario a elle seaeho outros, que o mesmo
n. d. leve a bondade de produzir. flieis vemos ,
Sr. pres. que a novdade de um genero pode
ser rasao para coneessao de privilegio ; mas nao
e a nica rasao que se pode dar. Fragua que
n ". d. se apecou P C-tj-1 empre??. recoiihfce ,
que til nao hava novdade no genero sal-
vc-se o n. d. quer entend r como novdade o
ter-se inelhor agua por pie co inas barato ; nas
isto tambe ni se d a respailo da carne. Fin lim
o n. d. como Ii gista rabio naquelle neceado', em
que mis todoscaliimus, de querer re solver ques-
loes.que te e ni tomado una face mais puramc li-
le llieoriea li\re por assim di/cr dopezo.e
oppresso das le is ; esse di feito digo que nos
temos de que rer sugeitar a materia que ele va
caminhar larga n strieces rstabelecidas pe-
la nossa le gislaco. Eu nao quero impugnar a
argumentarn preduaida pelo n. d., e um pe-
queo reparcr de que lhe peco desculpa mas
iii direi que esses argumentos que o n. d. de-
du/io da le da crracoelas c. inniiicipaes sao
antes rm meu favor doqneein favor do n.d.
Talvez cause estranheza ao n. d. a maneira por
que iii pude dos arts. da le i das camaftis col-
ligir argumeutaco inteiramente dill'er^te da-
quella qne o n. d. de duzio ; cu proco re dedu-
ziressa opinio doesjiirlo do legislador na oc-
casio em que formulou todas essas diversas
disposires que o U. d. leo nesta casa : nos
vi inos que em tudas ellas o es|iirito do legis-
lador foi trazer abastanca ao mercado e fazer
com que o povo c oinesse gene ros bons por preco
mais barato e i nto est no espirito do legis-
lador a lei que se quer revogar por isi-o e u dis-
se com algum fundamento, que o n. d. pe lo cos-
tume de le gista de procurar Iris tinha ido pro-
curar una lei que favoreca a minlia opinio.
O Sr. Taques : D-siu vez deo em cheio !
0 Sr. Francisco Joao : Un. d. me diz em um
aparte que desta vez del em cheio, talvez que-
rendo suppor com isto que eu estou na falsa
posico de ter entendido o fin do legislador
por maneira diversa daqm lia que as suas pa-
iudustrla ;
pecha, que
I>
eu
0 n. (1. tratando de mostrar a nr\ quibilida- avias pare-cetn d< llionstrar; mas nao, Si. pies.,
de da lei, disse, que ella se encontrara com a', o sentido do h gtslador cu o descobri pelas suas
un sm,i rasao, que a tinlia creado, isto >', que a proprias j>alavras,e daqiil pouco, se V. Kx. n i
eu mostrarei isto. mas coneedeudo
-, paizes igualmente constilu- lci,j).ocurando cstabeh ce r um pie 90 mais bara- permitUr, -----------
ionacs tm sido dada liberdade da indus-|to ao genero, ia augmenUr o consumo em una | anda de barato, que algumus explicajOes leitas
que tliihamos conseguido o lim ; porque si m-
pre tenho ouvido dizer Set leyes non eitvnla
corum enere sed vim ou poleslalnn.
Realmente a forca do sentido ueste caso-era
abastecer o povo pelo preco mais rasoavel
O Sr. Taques Contra a disposicao expressa
da le.
0 Sr. liaptisla : da un aparte que nao po-
demos ouvr.
OSr. Francisco Joan : 0 n. d. me diz do lado,
que os aliars sao do lempo dos Aflbnsiuhos ;
masn, d. militas vezes ter de recorrer quer
a respeito da historia quer a respeito da legis-
laco ao lempo dos Allousuhos.
0 Sr. UapUsta: E a respeilo da economa
poltica? ... ,
OSr. Francisco Joao : diz algumas palavras,
que nao podemos ouvir.
0 Sr. Taques: Vamos agora aos creadores
de gado. ., ,.
OSr. Francisco Jado : Eu la rei. Mas disse
o n. d. que a lei era contraria aos principios
d'eeouomia social. l.u creio Sr. pns. srm
querer entrar j e j na CXpOsicodOS principios,
que mepeiileni Sel vil de govrrno nesta qurslao,
que em sninina todas as questoes de cconoinia
social sao "nrsolvidas pelo interesse do maior
numero. ...
OSr. Taques: Isto sao principios abstrac-
ts-
0 Sr. Francisco Joo : Eu disse t tornare!
a repetir, epie as questnes d'economla social
ero resolvaos sempre pelo interesse ; mas pe-
lo interesse do maior nuim ro(eipeic/oi).
0 Sr. Taques : IS.io apoiado.
0 Sr. Francisco Joao: Pois c o que disrin
todos os economistas.
0 Sr. Taques : Isto c poltica o nao ccono-
inia poltica.
OSr. Francisco Joo : A felicidade dos povos-
a felicidade do maior numero.
0 Sr. l-aptifta : Mas aoude existir a felici-
dade do maior numero? Esta quecaques-
to.
0 Sr. Franrieo Joo: (notando dar inrio
da no relogio do salo). Eu nao sei se V. E.x.
suppor adiada a discussao por ter dado a hora,
parque, ueste caso como estou un pouco cau-
cado, me reservara para depois.
0 Sr. presidente : Rao seuhor o n. d. pode
continuar, o regiment nao autorisa a licar-se
com a palana para o outro ea.
OSr. I rancheo Joo: l'ois beni tere i de
continuar api zar de que me aclio um pouco fa-
tigado. Tenho ainda Sr. pres de expor
nlguus pensamentos, que servem para mostrar
o conexo do me u sjSKina a este respeito. Di-
r i ao n. d., que me iuterpelou disendo, que
realmente eu tinha e irado quaudo acre dilava,
que o lim da economa poltica era descubrir o
Hiere sse do povo que isto era inexacto ; nas
ni appelo pesia parte mesmo para a ei udicao
do n. d. que re ccu.he cida e lia me foi ucee ra
argumentos rm favor da opinio que estou
sustentando isto que o fin da cconoinia
nutica rstabcle'cer as regias proprias para
descubrir a felicidade ge ral.
0 Sr. Taques: 0 que eu disse que a eco-
oomla poltica tinha principios abstractos ?--
gora o lim e; outra cousa.
0 Sr. Francisco Joo : Quando neis estatui-
mos regias srm termos em vista os casos a epic
vamos applicil-.as ; se assim eu direi ao 11. d.,
que todas as sciencis sao abstractas (upoiadoi);
mas a cconoinia poltica reun' essa qualidade
deabstrarco outra de positivismo, que o
n. d. nao pode m gar que applicar as n grus
para os rosos conhee idos.
10 Sr. 'taques : Lu re clame i contra o positi-
vismo do 11. d.
0 Sr. Francisco Joao : Disse o n. d. que
esta quesl econmica social era re sol* ida
pe la afiirmativa di lia isto ( para que cahisse
a le que- tinha approvado o contrae lo disse o
n. el. que esta le i ofienda os inte 11 sse s dos la-
sendeiros: foi O primeiro espantalho. que nos
apresentoU. Ku direi ao 11 d. que os fase nclci-
ros 111 lirio a axistencia da lei (apoiaios e nao u-
poiados).
0 Sr. tabello : Naoe" exacto eu sei do con-
trario tenho fallado com elles.
0 Sr. francisco Jou : Ace ito o seu teste 11111-
1.lu ] ara clepor e'in juico. Mas Sr.pira. lU
dizia que os faseiide ros pedio ao co a con-
eessao dessa lei, porque importava para riles
a i once sso de mu favor; procurare! demons-
trar Uto. Sr.pres/, nos sabemos, que em !
dasas relaces da vida a garanta dasespecu-
laces cciiilribue para o calculo e interesse das
mesmas espec ulaces ; nos vemos em toda a
qualidade de estados que entre os propric-
tarios ruraes que entre os negociantes, e te.,
a srgurancae garanta do contracto eouliibue
para o interesse de lies. Eu trarc e xe inplos
de casa : neis vemos porexe mplo que os ne-
gociantes Ingleses quando ve ndem su/is merca-
dorias aos logistas passo b tiras na rasao da
( apae elaele de Ib s e conforme sao 1 strs mais
ou 11 i nos abastados te m tabulado n'e sla re-
laco a raso do pie jo, e!o pie 11.o e de outras
cousas; ejustamente isto, o que se verifica
descerni a outros estados e isto justamente o



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pncontra no negocio de gados, Ghcgiioj difFcrcntes disposicdes regulamentares das duas
pilo
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nuo S
as feiras Immensas porco-s ae gaao ; o o
un senero que tem, ii de si v vendido
pelo proco 'I'"' *'" olFerccido ou entilo com
)i-i'jitizu Irreuiedavel tem di* voltar a uma dis-
tancia d'* 70, ou mais leguas o que n"o e pra-
ticavcl.
; Sr. Rabel lo : Podi'in soltar.
0 fr. Francisco Jou : Por omita de quem?
Se por i'onta do dono no liin do anuo tciu mor-
rillo toilo o (ado. Chegado que seja o gado
fpira, apreseuto-scuna poucosde horneas que
sao c'iin prado ii'sdi'c.do,isscs homensteem com-
prado gado a todo o inundo,esto por conseguln-
te compromettidos at os olhos ; vem o gado
para esta cidade, existeui dltfrrentes companhias
val o gado a ser picado, e depos lein de ser ven-
dido pelo preco, que est na rasrio daquec.que
riles dcrao pelo gado ; comprando o gado caro,
vendem tainbem a carne cara, c o resultado ,
que a inetade da carne picada lanzada (lira,
por nao liaver quem compre. Se o n. d. quixer
desee-r osles oxamos, se quizer se informar das
pessoas, que teem este runo de couitnercio po-
de r reconliecer, que slo a veril ule dos Cai-
tos. Mas, o que acontece d'ahi, Sr. pres., es-
tabelecer-se por esta forma mu negocio ruinoso
a todos; ruinoso aos fizendeiros, porque tem
de vender o gado a un lunario, que ha de per-
der, e ruinoso a este tambm, e esta a rasan,
por que direi ao n. d., que, existindo homens
milito abastados as diiterentes classes da in-
dustria, que temos, ou. d. COlll diltieuldade po-
dar encontrar marchantes, que sejo abasta-
dos ; mas poique .' Pelos prejuizns do coiuiut-
cio, e o povo nao hiera COlll isto ; mas pe i des-
cripco.qtio eu acabe! de fuer,so ve.com effeito,
que nao sao oll'endidos os interesses dosfazen-
deiros.qiie resguardado o direito do povo,oque
nos iiiio vamos destruir esta industria,vamos pe-
lo contrario fazer, com que ella prospere : e se
passar este projecto, teremos de liear algn*
dias seni comer, e os fazendeiros nao te rao
quem vender o gado. O II. d. disse, que o po-
der publico nao se devia importar com o into-
resse de particulares.
O Sr. Taques : Para mili) isto c regia milito
anliga.
O Sr. Francisco Jalo: Pois beni o n. d. abra-
ca a mxima ; mas eslabeleeoo pela verdad
eantiguidade que o poder publico nao se de-
via importar COlll o iuteresse individual. Ku
reeonheco a veril ule do principio do II. d. ; na
nito concordare! iiaexpanso,eainplidao,q'ue Ihe
rdar; porque enlo elle feria todos os ro-
qu
gulamentos que us encontramos restrictivos
da proposico do n. d., entilo essa proposicao
provaria de mais, estabelecerla a desuecessida
de de todos osregulamentps policiaes, que ti-
mos i este respeito, por isso nao posso, como
di/.ia, acceilar o peiisainenlo do u. d. em toda a
ainplido. K eu direi, que o laitse faire dos eco-
nomistas Francezes, seguido por inultos homens
de estado, adinissivel todas as vetes, que nao
v isto oli'ender aos interesses da coinmunho
inteira.
0 Sr. Xabnco: Apoiado.
Sr. Frantitco Jalo: --Fritasestasobserva-
coes, ou nao posso deixar de entrar na analysi
queou. d. tovo a boiidade de nos l'orneoer para
compaiaco. O n. d. nos disse, que a experi-
encia attestava contra leis desta ordein e invo-
oou um faci suooodido na sua provincia com
Una le, que tinlia sido oslalieleoida para est-
inesmo fin. Ku, Sr. presidente, respetando co-
mo llevo ao n. d. o prestando loda aquella de-
lirad si edesneucia, quenas nossns discusses
devein applrocor pdir-lhe-li-i lie-ira para
contestar, nao digo j a exa idao dolado, mas
pelo menos a maneira por que, sem qu -rcr, a n.
d. o apresentnu. Sogundo'ine Informaro a as-
sembla provincial da Babia nunca estatuto le!
no sentido tlessa.
OSr. Taqun:Afflnno, que estatuto.
Sr. Francisco Joito: E una cousaem que
en aocoito o icsteiiiunho do n. d. o dos inctis
collegas; mas cu tenho otivido dizer isto por
pessoa da Babia, e que l eslava, O n. d., n r.
Lopes Gama, ouvio o Sr. l)r. Antraui, o eu de-
claro o nonio para que nao se diga que cito de
falso. Tiuli i-se-uie allirmado que a assoniblt'a
provincial da Kahia nao tinha apresenlado uma
le! croando um contracto particular para o for-
iiecimento do carnes, nein tinho havido regu-
lainentos a este respeito; tinha havido sim ta-
xauteuto do preco da car'no feito pela iiiunicipa-
lidade: desejava saber, se a c. municipal lo!
quem ta\ou o proco da carne, ou se assonibla
provincial creou alguma compalibia para forue-
ci r carne.'
O ?r: Taques: Si ni senlior.
O Sr. Francisco Joa6: (depola de alguma
pausa) Pois bem, agora que o n. d. so aeabou
d'explicar, acreditando as suas informarnos en
direi, que assini inesmo mis s poderiaillOS es-
tabelecor uma aigumoi.iaeo segura, se por
ventura podessemoj* comparar as .lispo.'nops
regulamentares d'uma o d'outra le, porque
I):di pode ser, que a nossa Icvasso subida vau-
tagem da Kahia, porque, Sr.jires., eu appelu
para o n. d. que se assenta alli, inoinbrodi
conunissao, o para o n. d. aqucui por varias ve-
les me tenho dirigido, que a nexoquibilidado
da le parti dos rrgulilUicntOS que Se luda da-
do a olla ; .mas r influ OU soja engao nieii, ou
do n. d. o que se ve que os rrgulaiueutos da-
dos le! orao to restrictos a respeito das mul-
tas, o doutras condices que realmente s cal-
culistas milito habis poderio ti r tomado sobre
seus hombros a rmpreza, medindo todas os
eventos del la, o tondo cm si a forra suHiciciite
que o dinheiro, para proporoin-sc a fornoccr
esta ciliado de carnes verdes.
O Sr. Sabuco! Por causa da inulta' Nao
teiiamedo dolas.
O Sr. Francesco Joo: O n. d. da Um aparte
iiSo desfazendo o posso argumento toda
ujrioso nossa li gishuao, ou aos juizrs
que teem d'impor essas multas,
Sr. Reg Barros : Infelizin/mite verdade.
O Sr. Franriscu Jua: Ob Os homens que
s:1) querlo thooi ias, agora recorrom a experien-
cia!
O Sr. Manad Cavattunii. : Alem das theorias
trinos a experiencia.
OSr. Francisco Joao:--Mas, Sr. pros., com of-
fcilo, duiaeu, que smenle a comparajao das
que
va
leis, nos poderla decidir, nein por din facto
solido, que nos podemos trazer arguinenio al
guin a este respeito; uta-jaque o n. d. tronce
fulos seja-nu* licito tanibeiu app llar pira ('ac-
tos. Ku appellaro! para todos aquellospaizes ein
[ue existen ossas companhias enearrogidis da
orneciinento de diversosgcn<*ros: cni Lisboa,por
exemplo, lia una coinpanliia encrreg ida de for-
necer o tabaco, na Hespanh i o fumo o o charu-
to, no Porto o vinho, etc. todos estes contractos
sao formados com companhias.
Sr. pros., a necessidade quem revela, por
assini di/.or, a vantagem que ha em seren em-
pregadas estas companhias. os sabemos, que
as empresas de nina grande monta que oxigem
avances de capital correni iinuiensos riscos,
nao podein ser fui midas sendo por ineio do
assoelaedes, o que" ossas associafdes nao se
nao so pdein orginisar sem privilegios, que
sirva o de sustental-as. Mis o n. d. que c solda-
do i'to que guerreiro que eucontra re-
nitrSos i*in t'idaa naragem no campo da batalha,
d" disse que conooril iva em que oxistiao osses
principios ; mas qu* seria a lei o inHo de esli-
beleoer um monopolio aindamis fatal do que
iquelles, que ella procur iva destruir : COlupa-
lou-iios aos medios homepatas que qil"i'iao
destruir as ouferniiilados com as mesillas doses
que as pod*riao producir ; masacciisou-nos de
barbaros, por querermos extinguir o mal com
mn mal anda inaior. Ainda procurare! exami-
nar se esta compararn do n. d. tem tanto de
exactidao como aprsenla de brilhantisnio : en
crelo que nb porque 8C por ventura o mal
que existe no monopolio actual c a caresta do
genero, o mil que nos viria do monopolio futu-
ro c a cessacao desse mal logo ora justa aap-
plcacao do systema da homeopata curando
um mal maior por ineio de um nial menor.
O Sr. Taquen : Crie entao uma coinpanhia
geralde inordomia pblica.
OSr. Francisco Joan:- Ku desconfio multo
laquellas arguuioutacoes que procuro desfigu-
rar os-objeclos pa a os nmihater ; reeonheco no
n. d. inultos recursos pelo que llevo despiezar
este de rodicularis ir um objocto desta ordPin .
o a attencao c o iuteresse que a casa tem to-
mado uesta diseusso me lazeni orer que real-
mente o gracejo do u. d, u io piiile ser adniitlido.
i'.u disse que dosconliava d *sta qualid ule de
irguinentarao porque t-ndo ou conseguido
ftalvet mal porque q9o poderla bem) demons-
trar a utiliil ule do objocto devio me comlj iter
com rasos: podo ser que a niinlia oonvicco te-
lilla sido inferior a ulilidade do objecto, mis nao
concordare) nunca ..... que elle doixo d ser
til para que o n. d. redicularisando-o podesse
dizer = estabeleca-se urna coinpanhia eral de
inordomia publica! -- Mas o n. d. tratando des-
ta quesillo qul recorrer aos exeniplos da lu-
1 alerra quando oonibatoo a um dos ineus colle-
jas e disse, que a Inglaterra nao poda ser
rasilla como objocto de compiraco. Ku direi,
que a Inglaterra nao pode ser trasida como
objecto do compararo ; mas oni favor das
loutiinasdon.il. Sis. so cu fosso procurar
x/mplos in Inglaterra para me poder guiar
uesta qualiilide de diseusso serla apenas em
favor da mlnha opinio : eu me explico : on.
,1. suppoz que os cxeniplos que a Inglaterra
apresentou em prol da opinio dos sustenta-
dores da lo! oo tirados denionopolios estabele-
cidos Internamente em favor da< proprie-
I ules ruraes, o di* outros objectes desta ordein,
ivorque o u. d. oonfessiva, e que ou confesso
tambm ser extorquido pela iniluencia da aris-
ocraci i Inglesa; mas ou noto urna diirvonc i, o
' que os monopolios a I i sao estabelecidos con-
tra o forneciment popular, o que aqui erao es-
tabelecidos uo sentido contrario. .\(>.s vemos pe-
las disposiedes Ciscaos da Inglaterra os direitos
prohibitivos, que existem nos gneros colouaes;
mas porque? K' por ventura para que o povo
neja abastecido ? O imposto sobro o trigo ostran-
gelropara que o povo coma inelbor trigo, c
porproyo mais barato ? Nao cortamente; c para
que o trigo alli suba de preco, assiui com raso
II dizia que os ox-uiplos, que fro procra-
los na Inglaterra nao aproveitavo no iiieu en-
tender para a questo; mas so acaso oll'oreciao
ilgiiiu lado pelo qual podio sor adoptados, era
si'i para mrtrar a diSernja os monopolios.
OSr Taques:Ku combato os oxeniplos da
Inglaterra.
OSr. Fran-isroJo'w:S-jaquem Cor, ento fo-
io aprosentados poroulro.
O or Taque*:roi alguin do son lado.
OSr. FranrisroJoa:Mas, M\ pros., eu nao
posso deixar de fizer por ultimo uma rolexo
sobro um principio aventurad!) pelo u. d., prin-
cipio que elle deve aqu nt casa como seguro
em economa poltica; mas que ct\ suppouho,
que >' cont'Stido por autores de grande nota e
rrsolvdo Pili sentido conUpario pela experiencia.
O u. d. nos disse, que % valor d'iim objecto
qu ilquer era determinado polo son custo de pro-
ilucrao.
OSr. Taques;JiSo ha quem contesto isso
O .Sr. Francisco Jouo:Ku gosto multo doste ar
di sempoado com que o n. d. diz que nao ha
quem eontesteeste principio, quando cu posso
trazer autores do nota, que o contesto. O n. d.
est.i na sua casa, faz nina cadoira, com a qual
gasta 200^ rs.; o custo da prodnecao della; so
quando a fr vender por ineio da permuta, O
objocto que lili* for ollorocido em torno nao
guardar a mesilla proporco, nao por ventura
a estima do objocto resultado da permuta que
regular o valor do trasto trocado.'Corto que
sim. No onuesiiccede nao s na ordein da
setnela industrial, como na ordein natural das
cousas .'
O Sr. Taques:Isto accidental e nao perma-
nente.
OSr. Francisco Jon:-Ku digo ao n. a. o con
trario, isto quando uma fazenda inulto pro-
curada, ella multo fabricada,porque nao se ha
do fabricar em pura pona. Kstos principios as-
siui declarados pola economa poltica, sao
aquelles inesmos, que os homens em geral, sem
i oWhecorem thi orias ecoiioniicas, proiiiioapa-
iihal os oni suas cspocuIatOes.
O Sr. Taques:O que que determina, que a
procura soja esta i
O Sr. Francisco Joaa:0 que determina a pro-
cura a necessidade do objecto, proporcionado
com o ineio de Iiavel*o.
M is, Sr. pies., eu estou caneado, e a cmara
cclaracoes.
crelo, que aind i est niaiscanfada do me ouelr. | _. q v,ipor fmperatrix recebo as mallas para os
TUvez ou podesse apr.seutar outras considera- p0rtM dosulhoje(5) a uma hora da tardo to-
i;-s para sustentar a opinio que emitti, mas o () |s M ,.ai.Us (. ,-,s papis deverfl sor entregues
inoii discurso foi inulto longo equasi que 'e | U(na hora antes.
perd nene, reservar-me-hei ento para a dis- __ 0 arsenal de inarinha toin precisao de tre- {
cusso que naja ainda sobro esto projeelo antes tai. ||() (|., (j do corrente pelas 10 horas da nia-
d'elle inorrer. j nha urna oinbarca\o de 150 toneladas, pou-
A diseusso lica adiada pela hora. co mais ou menos, que transporte faruiha, e
(Conlinuar-se-ha.) Iuriis 0bjectos Ilha-dc-Fernando. O Sr.pro-
prietario ou consignatario de navio de seiue-
lliantc parte quem convenha o fretamento ,
POT.F I A.
Um e Frm Sr Pela delearaela do 1. distnc- convidado polo lllm Sr. Inspector do mosino
ia oni o dito
proposta.
Secretaria do arsenal de inaniilia de Pornani-
to do termo desta cidade me rol ltimamente arsenal comparecer n'estasecreta
communicado que no .lia 18 do p. p. indo um dia o hora, com a sua competente proposta
encarregado de policiada Iregueaia dos Aflbga- |
dos em segnimonto de um individuo suspeito, o buco3 de abril de 1844.
asa de Francisco Coelho Ilodrt-
encontrra em casa de francisco v-oi
gues morador na Pesqueira, 9.* quartelrao da
freguezia do P050 o ah dra-lhe voz de preso.
e que nao querendo o dito suspeito dar-se por
preso, o inesmo encarregado de polica Ihe dis-
pirra urna espingarda que tras! a doquero-
siilloii ferir a cinco pessois, pelo que a mes-
illa delegada Ordenara ao subdelegado respecti-
vo qu" procedesse na formada lei respeito.
I.ovo ao conhecimento de T. Exc. que, se-
gundo me foi communicado pelo carcereiro da
cidria desta cidide, consii que o preto i.laudio
Viitouio que se aeh iva recolliido u prsodo
segu o, s diindo dosi-il dormitorio pelas II horas
da noiite do da -24 do me/, p. p., o aproveitail-
se di ocoasio em que todos os seus compa-
iih"!ros dormiao, se armara de uma faca de seu
ufnoio de sapiteiro o 00111 ella atralcoada, o fu-
riosamente foi assassiiando ios inesmos eonipa-
nheiros at que, d-pois d longa luetaooino
tliz da mesilla cadei.i a quem proourav.a lam-
bem assassinar foi desarmado com uma cacc-
1 uli. que Ihe doran a qual Un* fracturou urna
das canas do braco,
Forao victimas desse atroz, e brutal furor Ma-
noel FraiH SC0 de \lmeidi, com um grande col-
pe no pescoco outro uo caxaco e um tercelro
na cabera 'dos quaes iinniedi.itament rspirou;
Luiz preto, escravo de Jiio Cliinaco, com um
grande golpe no baixo ven!re
hiro os intestinos o Olltro
igualmente fillecra ; e Vurc
vo de Nuno Maria de Sei\as ,
, por onde Ihe sa-
nas costas que
io preto escra-
iiiorlalmeiite feri-
111 as 011 menos
do, que dias dopois fallecer
gravemente forillos liento da Costa Soares, Joan
Martins o Manuel Oiiaresina.
Comparecern ao lugar d* tifo triste aconteci-
mento o delegado do l destlelo deste termo,
o offtcial de estado do corpo,policial, que man-
dn logo rd'iirar a guan 1 d 1 sobrodita oadea,
e o offtclftl superior do dia. Dos guarde a \ Kx.
Secretaria di polica de Pernanibiico 3 de abril
de 1844. lllm. o Exin. Sr. Harn da oa-vlsta,
presidente da provincia = o cele de polica in-
terino Caeiano Jos da Silva Santiago.
gPJBBBBHBBI""Wi^^
COT;S|)01I(IIH?>1<
Mr. le reacleur.Je vous prle do vouloir bien
donner une placo dans vo colonnes la recla-
inatiou suivante : ...
.lavis cru convenable de m- point repondr a
La lettre de Mr. Nioolle, insre d ms votre Jour-
nal ilu 30 mars ; mais plusleurs personnes m ont
asstir que moii si lenco pouvait et faisait meine
croire que j'etiis l'ailteur de l'artlcle ilttule- =
fjrt n 'icu'.eie: coiiienu d uis votre 11. du 2'J.
Sans chercher savoirquii enest rauteur, je
m'a Iresse votre imparlialil. Mr. le lodactcur,
pour repondr par 00 11. si Canicie est de moi et
oiisuito si c'ost moi qui l'ai porto votre bureau
(comino lo dit uno certa!lie versin).
' Je vous prle, Mr. le red ictour, do recevoir
d'avanee mes roinereimoiits pour votre reponse
et ensuite rassurauee de ilion profond respect.
Turquea.
L'article dont il est questioii dans la lettre c-
essus, nous a ot adress et a t porto a 110-
Alexandre Rodrigue' doi Anjos,
Secretario.
PlHi.lf.ACo LlTTERARIA.
Arha-sr no preo 0 Chtisto erante 0 si calo ou novo
Icslemunlio das tciencias em favor do cathule-
rismo por .'/ Rosili i>i Loaoi 1 i.
Traduzido em portuguez, por
F. .Y. C.
0 amor desta obra depos de referir os traba-
dlos da seita philosophante paia acabar com o
que olios chamo uprstiriio christicola respon-
de to victoriosamente s nbjeccSes dos Ency-
clopedistas, e demonstra com tanta clareza, e
evidencia a verdade de nossa snela religio,
que leva.1 eonvie.o ,10 espirito de quem quor
que 00111 atteuco, o sem prevonro o lea.
O editor fraucez invocando o testcmunho dos
llvreiros da capital, declara, que multo lempo
iienhiim livro serio tem sido honrado com to
rpida extraccSo. dentro de poucos anuos
(quatro, ou cinco) se consumiro quatro odi-
roes trudo cada nina inuitos mil cxeinplares, o
que prova exuberantemente a grande acceitajao
que na capital de Franca tem lido o Christo pe-
ante o secuto, elle tem merecido elogios de io-
dos os [ornaos francezes, e at de multes cs-
trangeiros, elle tem sido traduzido em quasi to-
das as lingiias da Europa, e dos llvros publica-
dos recentemente com mu din anlogo iienhum
lem feito sobro o inundo sabio, o religioso nina
iinpresso mais profunda.
O traductor pede liceuca ao publico para
aprozentar ojuizo, quedo original francs, e
da traduceo, quehoje anuuncia, fez uma pes-
soa bem oonhecida uesta provincia, c que por
ronlissao do lodos urna das Ilustrarnos da cida-
dedoReclfe, o lllm., eExm. Sr. D.Thomatde
Noronha, hispo resigo alario desta diocese.
((0 portador Ihe entregar o iiiaiiuscripto,
de que 1110 pedio nsessi" a revisan. Ku tenho
com a maior estima o original, te Chrisl devanl le
rcele, que na minha humilde opinio e atodosos
respeitos, um dos inelhores llvros, que nos nos-
sos lempos tem apparecldo. Assim persuadido
enlendo, que \ 111. nao podia fazer mcllior es-
col ha (ara 0 seu traba I lio : o as multiplicadas
ediroes, c atradurao em quasi todas as liuguas
da Europa, que sem sessarso tem feito do ines-
mo livro me conlirino na niiulia opinio.
Km quanto a tradiiro, que s pudo ouvir lor
em quanto eu tinha na ino 0 original, crcio
poder-lhe segurar, que nao B soubc vencer
Sel, mas que admire! o engolillo com que \ m.
as dilliculdades nao raras, que se cncoutro 110
inesmo original. A linguagein pura, o sonta
dos ordinarios defoitos das ira-ilucocs.
Por concluir a sua tradueco 1110 pareceo tao
boa, que sinceramente Ihe douos parabens, e
Ihe recomend que sem perda de tompo a do a
luz para crdito seu, o ulilidade publica.
\ssigna-se para esta obra na prara da inde-
pendencia n. (i, o 8 e na ra da Cruzn. Mi (polo
preco de 4f0U0.___________________________
d
tre bureau
Turquais.
Le loes.
par une autre porsoiiuo que Mr.
Le redacleur.
ISoviriK'iito do I*orlo
Navios entrados no dia 3.
Portos do norte; 12 dias, o 9 horas, vapor bra-
sileiroimperalrit coiumaudante capitao-io-
liente Jozuino Lamego lo la cquipagcni JO :
conduz 18 passagiros.
Rio-de-Janeiro; Ib dias, polaca hespanhola Ar-
dilha de 110 toneladas, capilao Jos de Oli-
voira equipagem 9 carga lastro.
iio ; 10 dias oiiguo portugus lerertr* ae
l'J toneladas, capilao > aldoino li ixoira, equi-
pagem 2! carga varios gneros: passag iros,
I), (.arlla de Oliveira .loaquiu Jos / ta Jos Bogos Franco irancisco Cardozo
JoveiiSO Poriugiiezes.
Navios sabidos no mesmo dia.
fUo-de-jaiieiio; brigiio-iscuua brasoiro Aguia,
de J15 toneladas capilao Joaquiui Antonio
Goncalves equipagem 12 carga assucar :
passagiros, Dr. V cont Fon oir Gomos Pa-
dre Venancio Henriques do Bozondo Manoel
=0 Illin.Sr.Coupcr,cnsul de S.M.B., preten-
dendo retirar se brovoinento para a Inglaterra ,
far leilao, no dia que so annunciar de toda a
niobilia da casa do sua residencia na Magdalena,
assim como da sua explendida carruagem com
os couiiictrutes arrcios para um,e doua cavallos,
os cavallos pertencentea meama, o outros de
montarla, sondo um dilles mui proprio para se-
nliora ; 110 entretanto peder fazer-se a venda
Pin particular da dita carruageni o cavallo-; os
pertcndeiilcs drjo-sc ao consulado respectivo ,
no Becife.
\visos diversos.
=Jos \ alciitim da Silva avisa a quem convier,
que acha-se com a aula do granunatica latina
aborta (na ra da Alegra, bairro da boa-vista,
casa rnvidracada, n. Ai), e que contina a rece-
be r alumnos, nao poupaudo inoios para o adian-
tamentodos inesmos, empregando na regencia,
e 110 medir dos versos, e coinposico dos ines-
mos as inelhores explicayes, que Un* sao possi-
veiai o que tem sido visto por diversas pessoas.
__Alugaiso casa terrea ,'sita 110 Atierro dos
Afibgados, com quintal, cacimba alcva.e
urna caiuarinha 11a sala do detras: quem a pre-
tender dirija-se ra d'Aurora a fallar com
Angelo Francisco Carneiro.
Aluga-se o segundo andar do sobrado
batica de Anto-
im como lani-
preio ue made propria pa-
ra lodo o servido; a quem convier eutenda-
Iguacio deCarvallioMeiidoiica,Doiniiigos(ioii- Aluga-se o segundo anda
calvos Ferroia, irasloiros. da na da Cruz por cima da bal
Genova ; polaca sarda lioa-iniclligencia de 2Gb nj0 Mara Marques Ferreira; ass
toneladas capilao Joao Baptista equipagem ()em sc verKJe j,um pelo de illai
12, carga assucar. ra lodo o servico; a quem con1
Porto; barca portuguesa pinto Santo de 4M n loiii da ra daCadeia n. 40.
aas: sssswsss .^"-atr sis*** -*--
Joaquim Morges, Mrai|eire; Joa^TJos Rodri- ao rcspcilavc! pubiic, que elle nao tem,
gues Portuguez ; Lucas Antonio Bodrigues, neni iliaillem causa alguma enme nem
Hespnhol. civel nem execucao com pessoa.algu-
Portos do sul; paquete de vapor brasileiro To- ma desta cidade, ou seu termo, nem nunca
brasileiros ; Luiz Forin Francs
tas e 1 escravo a entregar.
21 recru- muito licar obrigado.
Francisco Antonio Basto.


lotera de n. s. do
LIVKAAiENTO.
= Tendo S. Ex. o Sr. presidente da provin-
cia marcado o da -27 do ines p. p. para o an-
damento da rodas deata lotera, nSo podo ter
lugar em consequencia do numero doi bllhe-
tes existentes, que nao lbi posslvel a lrmandade
correr o risco a elles: foi o mesmo Exin. r.
presidente servido transferir o andamento das
referidas rodas para o da 12 doeorrentej cu
reato dos bilh rtes acho-se venda nos logares
a aiintincfidos.
BOTICA, E ARMAZEM DE DROGAS,
Rl \ DA MADRE DE DOS, S. I.
Se veiideni as pr< i> ti ii es seguales por pie-
jo mu;[o coiiiiiioJo, e de superior qualtdad.
Magnetia ralcin&du op
Os salutares eneitos deste medicamento co-
mo purgante mu suave e capas dse applicar
a todas as pessoas de qualquer sexo ou dele,
absorvendo ao mesino teinpo todos os ridos
existentes em nosso eslora tg i, e que tinto per-
turbo nossas funcedes digestivas, torno seu
uso recommend ivel, e multo necessario. A ex-
perieucia tem mostrado um sem numero de
mdicos, sabios, e verdadeiros observadores do
eneito therapeutico dos medicamentos, que
tanto iirtior i' a sua accSo purgativa, quinto
maior a. quantid ide de cidos que a inaibr
parte das ve/es desenvolvem nossas doencas de
estomago. L'maoii duis colheres de sopa mis-
turadas com agua, durante o di a, quantidade
suflciente para produzir boiu eueito.
-Na inesina e i. i t inibeni se vendeni tintas, e
todos us outros objectos de pintura ; vernics
de superior qualidade, entre elles um perfeila-
mente branco, e que se pode applicar sobren
pintura mas delicada, sem que produsa altera-
ban alguma em sua cor primitiva. Irrow-Rool
de /Jerinuda ; sag s.ilioneles ; sabao de \\ iu-
dsor; agua de Seidlitz; Limonada gasoza; tinta
superior para escrever; azul flnlssimo pronrio
para ailar roupa. Ros de SeidliU, e de soda;
perfumaras Inglezas; Tundas elsticas de p-
teme ; esi ovas, e pos para denles; paslilli is de
mura tico de morphioa, e ipecacuanba ; pasti-
lliis de bi-carbopato de soda, e gigibre; as
verdadeiras pilulas vegetaes universaes do I)r.
Brandrelh, viudas de seu autor nos Estados-
I nidos, &c. be.
Achou-se nos lins do mes passado urna car-
tetra de marroquim rouxo com diversos papis
dentro; quein l'or ser dono dirija-se a placada
independencia n. 2 que,dando os Sgoaes certOS,
Hit* ser entregue.
Precisa-se de una criada portuguoza, no
Atierro da Hoa-vista n. 13.
Precisa-se de um caixeiro portuguezpara
una venda, que tenba pratica; e tambein alu-
ga-se a metade de urna casa a pessoa capaz,
qiiem pretender dirija-se a praca da 'oa-vista
II. 10.
Alllga-se um sobrailinlio de um andar, e
sotao para pequea familia com armazem, que
serve para carne secca, na ra da praia n. (>(> de-
limito de Francisco .los Raposo, a tratar na
praca da independencia loja n. 2.
Quein precisar de um professor para ensi-
llar por casas particulares primiras letra-, e
tambero msica ; dirija-so a ra do Sr. #om
Jess das crilas casa da esquina que volt a para
a de Sanio Amaro n. -i.
Dezeja-se saber nesta praca quera o cor-
respondente do sr. .loaqiiim Francisco Caval-
cante de Albuquerque sr. do engenbo Abroo.
Quein anuunciou querer comprar una
tranca de orno, qiieira dirigir-se n prmieira lo-
ja de ferragem ao pedo arco da conceicao, que
se llie dir quero 8 tero.
SOCIEDADE TIIKATH vl.MEI.l'OMENENSE.
( 2." secretario, avisa aos Sis. socios, que se-
gunda-fera 9 do correte pelas tros horas da
tarde ha scsso extraordinaria da socledade na
rua da Cruz casa n. 3 primeiro andar, eroga a
todos OS Sis. socios em geral hajao de compa-
recer; pois se tem de tratar de negocios de
grande urgencia a intoresse da incsina socieda-
de.
Oflercce-se um Portugucz cazudo com
pouca familia que escreve e cunta soTrivel-
menlc para caixeiro de engenho ; quem o pre-
tender unnuncie.
de Thom i'ereira Lagos; na rua de S. Miguel,
e no Recife venda do Sr. Amaro Bencdico ,
n. II, quo sero recompensados, ose guardar
segredo.
I)-se 150? rs. do gratifleacao a quem
apresenlar certido authentica de vida ou de | api
bito de Joaquim Soares de Olivoira na'ural de prest
de Monchite freguezia de N. S. da Sabachei-
ra prelasia de Ttiomus, em o reino de Portu-
gal ; foi caixeiro em Lisboa, da classe de Len-
curia ( a que vulgarmente all chamo Fanqtm-
rus: no respectivo arruamento onde se esta-
beleeeo e, pouco feliz nos seus negocios, em-
barcou-SOpara Pernambucoem 1830, de cuja
cidade passou-se pa.a a da Baha onde e na
villa da Cachoeira se sabe ter estado empre-
gado em varias cusas de coinmercio; por aUons
annos escreveo |para Lisboa ; mas ha mu i ti. .
que o uo faz ; e na l>*hia mesmo nao se tem
podida descubrir para onde f sse ; conta boje
cerra de 43 annos de idade. A citada gralifica-
co pn hem tuda a condico poden ser re-
cebido nesta cidade dos Srs. Faria & Irino ,
rua dos Pesadores n. 19 na Bahia dos Srs.
Almeida Cosa $ Companhia em Pcrnambu-
co dos Srs. Manuel Joaquim Ramos e Silva ;
no Ccar/i dos Srs. Mndes t Irma. ; no Mara-
nhao dos Srs. Freir Azovodo ; no Para ,
d i Sr II nrique Antonio Slranss ; e no Rio-
rande-do-sul do Sr. Felieissimo Manuel de
Amarante; potin pelo que toca ao pagamento
as provincias nao ser elle feito sem previa
pergunta para o Rio aus ditos Srs. Faria $ Ir-
ritaos e resp islas dos mesmos Srs. so foi
a presentida ou remeltida a elles por alnuem
a mencionada certido isto para evitar que
soja a grelincaciu p ga pur rnais de um vez.
O aballo asslgnado pede encarecidamen-
te ao Sr. Jos da Costa Albuquerque Mello, que
no praso de 4 das linalise a queslo que com
elle tem pois que tem estado sustada a pedi-
do de outras pessoas, e cujo obsequio j se ai ha
salisleito uor segunda vez do contrallo v-se
na necessidade de publicar esse negocio ecer-
tas c usinhas, que sao bastantes desairosas pa-
ra o misinosnr Costa. Joo Baplistado Sou-
za Lemos.
J. J da Foneca Capibaribe vi a Euro-
pa tratar de sua sade.
O proprietario de un exemplar do dra-
ma intitulado Dous Campeoes (nico existente
nesta provincia { olferece copia do mesmo, pela
quantia de 100# rs. aosnr. desejosodo iario-
novo ru 76 o qual se nao dever eximir da
compra visto a franqueza de seu annuncio ;
baja portanto dcannunciar sua murada para
ser procurad!,
A pessoa de Fra-de-porlas que annun-
ciou o me/, passado para vender salvas, colhe-
res &e., de prata, queira de novo annunciar
sua morada.
OSr. Joao da Costa Pinto haja de annun-
ciar a sua residencia ou dirigir-se a Rua-Au-
gusta sobrado n. 9.
I ni rapaz lirasileiro que esenve bem ,
tendo bastante pralica de escrever copias de
sen lencas certioes e lodo papel judicial ;
se i lien ce a qualquer advogado ou esenvo
para o dito lim promeltendo muita activida
de e lazer por menos que outro qualquer ;
quem o pretender aiinuncie.
Tiro-se passaporles para dentro e fra do
imperio e folhas corridas com brevidadu, e pre
vo multo cuinuiodo ; na rua do.Rangel n. 34.
Ufierece-se um rapaz Brasileiro, cazado
tou de suaem 21 do corrate deixando arrom- [que a vista dos compradores sero patatenles .
bada urna carteira donde tirou diubeiro e.n se- assim como so continua a receber todo o qual'
dulas nuc levou; Igualmente levou ein sua quPr objecto tanto novo como usado, par c.
' .'. __-.- ___r..: cfrivii dn inp*- I___i.__,...... .i._i., .,_ i ,i,.,i........__... r s"
COI
mo;
Jos? Rodrigues de Ca'rvalho o qual roorou en. dos para urna familia grande por conter para"
una casa no largo do hospital do Paraizo, e ago-1 cima de 7 quartos ; na rua do Cabng |ja d
ra na rua do Rosario. O mesmo Jos Aloxin- meudesas junto da amarella n. 1 |).
drino Gomes j einjaoeiro doannop. P^r,,8Jl Vcndem-se 32 pranchoesrle pao Toleo
lidade ; na travessa da jja-
, ou participar as au-
ou no Recife rua da Cruz
por
haja do os conduzir
toridades policiaos .
n.23, onde alni de se Ihes licar agradecido ,
quereiido ser gratificado do sen trabalho.
Jos Antonio (jomes Jnior.
Compras
dos os ulenciliosde urna na
m de per si por preco c.niI
modo e todos bem modernos ; na Rua-impe.
rial n. 2. ,
Vendem-so sementes de hortalifa de todas
as qualidades cestos para meninos aprende,
reni a andar tenas de vidro urna parejo de
vidrosde urna a 4 oncas ludo por com
preyo; na rua da Cruz n. 48 armazem de
louca.
Vende-se salca-parrilha por prrro com.
Compran-se seiscadeiras, urna comino- | m0(1((. armasem do Braguez ao pe doar
da. urna mezinha, sendo em segunda mao, com i fo djJ (jonct,jC0>
tanto quo esteja e.n bom uso; urna carteira de Ven embarque ; um transelim, um par de brincos J ^ rf J^do
de oslo moder.io algumas voltas do cordao
leboamossura, ludo de ouroesem folln; tam-
bein se compra cada omisa de per si ; na Rua-
Aogljsta no soto do sobrado n. 9, das 7 as 9
horas da manhi e das duas as 6 da tarde.
Compra-so um quarto possanto e em
boas carnes para viagem longe ; as Cinco-
puntas n. 62 ou na Rua-Augusta n. 62.
Compro-se 2 sellins inglezes j usados ;
na ru.i do'.'Herniado n. 29.
Comprase um cavallo, que seja bom
carregador ; ou passeiro, gordo, novo esem
achaques; na esquina do beco do Burgos.
Compro-se efTcctivamcnlo para (ora da
provincia eseravos de ambos os sexos do 12 a
'20 minos agradando pago-se bem ; na rua
da Cadeiu de S. Antonio, sobrado de una an-
dar de varandadepo n. 20.
Vendas,
Vende-se um mulatinho de 8 a 9 annos ;
sementes de nabo rabanete rbano, e allace,
ohegadas do Poito pelo ultimo navio ; na Rua-
nova n. 28.
Vende-se a dinheiro, ou a praso com Ar-
para mezas de nieio de sala, de rouito liom "os-
lo ditas para com modas cadeiras america-
nas com assento de palhinha camas de >enl<>
com armaco marque, as, solas, mezas de
jantar camas de vento mu bem feitas a 4500
ditas de pinho a 3500, assim como oulfos mui-
tos trastes ; pinho .la Suecia coro ;{ pollegadas
de grossura dito serrado dito americano de
tlillerentes larguras e comprimentos; assim
como travs de pinho charrales; na rua do
Florentina ero casa .le J. eranger.
Vendem-se borzeguins gaspeados e de
ponta de lustro para homem, senhora e meni-
nos, botina e meios ditos de Lisboa e francotes,
sapatos de lustro para homem o meninos de t a
12 annos, ditos inglezes para ditos, Sapatos
de marroqu' de couro do lustro para senho-
ra e meninas chiquitos para meninos pellos
de marroquim tudo por preyo cun modo ; no
Atlerro-da Boa-vista n. 24.
Vendo se por precisan urna escrava de na-
co ds bonita finura boa ensaboadeira ui-
tandeira e muito diligente para oservicode
urna casa, ou troca so por outra mais peque-
a ; no pateo do Carino n. 24.
Vendem-se barricas com farello do supe-
mas duas olarias junta., ou separadas, ten-
do cada una casa de inorada, ludo de lijlo c cal rlor quolidade e por proco commodo, e meias
no Atleno-do Giqui foreiros ao mesmo en- dilascom larinha ; em casa de Matheus Austin
genho ; assim como urna boa casa com com- $ Con,P8nh'a ; na rua do Trapiche n. 36.
mod>s para urna familia trras para planta- "~ Vende-se urna banca de amarcllo urna
cao, e com pasto para 20 vaccas tambera fu- meza e"'bllu de 4 palmos; na rua de
reirs ao mesmo engonho no lugar da Piran- Aguas-verdes, venda n. 15.
na ; a tratar com o seu proprietario Manuel
Cavalcanti de Albuquerque Mello.
Vende-se una porc de barrequinhas pa-
ra assucar, por preco commodo; quem pre-
tender annuncie.
Vendcm-se sapatos de couro de lustro pa-
ra lien i ni e meninos a 2240 metas de seda
pintadas, de muito boa qual ida le, a 2560 rs. ,
e varias pe fumarias de muito bom goslo por
proco commodo ; na rua do (jueimado loja
de meudesas n. 63.
Vendem-se 12 cadeiras de angico mui-
to bem feitas, novas, e bem envernisa as, por
Eseravos fgidos
In engenho Crusahi fugio um mulato de
nome Podro filtro doserto; balso, |trof*0,
pernas arqueadas e com algumas mateas dfl
chicote pelas costas ; quein o pegar leu* a
seu sur. no dito engenho ou no Recife a Jos
Joaquim dos Refs na ruada Cruz n. 57, c,ue
ser gratificado.
Oesappareceodo poder do abaixo assig-
nado no primeiro do crrente
u[/ iji Qni irr<
se oiierecc para co-
brar dividas, rom por centagem nesta praca,
ou fra della ; quein pretoniicr'annuneie.
Desappareceo ao amanhiver do da 20 do
p. p. um mulatinho de nonio Honorato wnrio
aos AfTogadas, com um bahuztnho de 3 palmos,
prcto sem laxas amarollas, [echadura prela
lustrosa, o qual continha dentro pouco mais,
ou menos 3 duzias de camisas de senhora de
diversos pannos como bem urna de cmbrala
de linho bordada de seda com bico de Franca
3 de esguio, duas ditas de lavarinto largo com
bico e outra de lavarinto mais calreito, 3 de
cassa lisa com bico lar^o e.n baixo no taino ,
dos lados as mais sao de brelanba com bico ,
e (olhos, o outras de madapolo 5, cu t saias
de bico ern baixo 2 lencos de soda encarnados,
um dito desamrala d linho com palmas nos
cantos e bico em roda uns puucos do pares
de meias e outro dito de linho aborto, 10, ou
12 lencos de mo um par de suspensorios de
seda, um dito de calcas pretas todas forradas;
tambero continha duas procuraces urna as-
signada por Thom Pereira Lagos eoulra por
D. Luiza Ferreira Lagos dos Santos, 3 carias
para Pcsqueira urna para Salvador dos Santos
M. Cavalcanti, outra para Sebastiodo Cam-
ino da Cunha e Andrada e outra para Manu-
el Ignacio de Siqueira Caialcanti ; adveile-se,
que o sobredi!. Q*mAw foi apprehendido ,
deixando o bahuzinho luitadu dizque na por-
ta do una padaria do Atierro e quando acor-
dara uchou-se limpo, e por isso fugira ; ro-
ga-se porlanto as pessoas, que distes ubjrctos
tiverem indicios, ou mesmo apprihenderem di-
to bahu se lera cunsiencia para com seus pa-
tricios, queirao se dirigir aos Ailogados, casa
Precisa-se de uro pretopara carregur um
panicum de pao, c andar com um homem bran-
co das o iiuid a iid.iiia as ti ; na rua da
Senzalla-velba padaria n. 98.
OSr. Jos Vletra GuimarSes queira pro-
curar urna caria vinda do Macei, na rua do
Queimado loja n. 2
i. uito importante aos (lenles a medicina po-
pular umerteuna.
= Acaba de chegar urna grande quantida-
de tiestas pilulas ( remedio compusto inleira-
iiiente de vegelaes j conhecidus na America e
na Kuropa desde o auno de 1700 e d.is quaes
se tem \endi.lo no Brasil [ aoudo c conueci-
do apenas 3 anuos ) mais de quarenla mil cai-
tinbas, em que teem provado sua supe unida -
de de todos os remedios em numerosas curas
as molestias do ligado lobres rheuiualis-
ino lomhrigas v particularmente a solitaria )
thisica ul.eas inflauuuacoes nos olhos es-
crfulas e risipellas de.
Roga-so aos padecenles pura provarem este
infalnol remedio. Vende-so corn seu com-
petente receituario em casa do seu nico ageule
Joo Keller rua da Cruz n. 11, e para maior
commodidade dos compradores na rua da La
deia emeasa de Joo Cardozo Ayres, Rua-nova
Guerra Silva e C, Alterro-da-iioa-visla dalles
& Chaves.
Antonio Francisco de Moraes embarca pa-
ra o Aracaly a sua escrava Ihercsa de naco
Baca.
Solidade conlronle a entrada do hoco que
ai pata o rombal ; a tratar na mesma venda.
Vende-se um carneiro grande capado .
e gordo propriopara .matar-so pela es la ; na
Rua-impenal u. 188
Vendem-se 156 tijolos de murmure com
um p quadrado; a tratar na serrara, ou de-
posito d'azua do Caidial ; assim como urna
baruca de s ment para reboque.
Vendem-se 13 travos de louru de 32 a 34
palmos decompiido lOpiasdo Mitrar agua,
70 Calas vasias paia socar assucar, cada urna'
por 5000 rs. ; urna casa inoia t avejada ladn-
Ihada com um lelh. iro de pilares poco do
agua doce e terreno no fundo com mais do
loOpalmos, boro pui tu de embarque, ancoro-
prailorgarante-seo aluguel animal de 300# rs.
pur 6 annos; a traiar con. Antonio liias da
Silva Cardial na mesma casa rua da Praia
por detrada ribeiran. 15, ou com Ile.culanu
Jos de Freitas. na rua do Oueimado.
Vende-se una negra de nafo dj bonita
figura, sabe bcinenguroroar lavar, cozinhar,
e coser sufTrivelmente ; na rua do Sol n. 23
primeiro andar.
\ende-se, ou permuta-se por eseravos
urna grande morada do casa em Olinda com
grande quintal baixa para capim e poco
na rua de Aguas-verdes n. 22.
Vende-se por preco commodo boascar-
ieias de viagens, estajos com espeltio paia bar-
ba espedios grandes e pequeos para ala ,
com excedientes vidrospara tocadores, frasquei-
ras com peras duurauas, e copus lavatorio de
magno cun perlones de porcelana bous solas
nos Incompletos ,, baixo, magro, claro," caicl'lo ne J'"arand modernos, camas cadeiras, e
alguma coad lomo, um ta..to bricudo tem bancas, ramas de recnio com col ves do uio-
uma Cicatriz em una das laces junto a urclba las, muito ricas duas cadenas do rua sen-
do leitio de urna pevide de mclaiicia se-ausen- j do urna muito rica e outius uiuit-js objectos
deBelleu. ; urna venda con. poucos fondos, na qUC SCra ^nimp nsado.
alanoel Muram rf? Soti:a Boroa.
No da 13 do p. p. fugio 0 pr,.| criula
llio
- O abaixo assignado faz publico, que seu fi-
jse Alejandrino Gomos, de idade l an-
Dionisio, de 24 annos, levou calcas e camisa
de algodaotinbo trancado ebapeo de palba,
o qual quanoo fgido cosluma a mudar o no-
roe elem os llgnaea segundes ; una quema-
dura no peilo e em um dos bracos, que ihe-
ga at" as costas da mi pu.ha por urna per-
na por causa de um latho, que levou eui um p,
tem o offieio decamieeiro, potaje lero estad
em diversos lalhos ; quein o pegar, leve ao r-
masela de assucar da rua da Moeda n. 15 que
ser recompensado.
No da 4 d<> passado luio o preto Joa-
quim de naci, apellidad pelos outros pro-
ios na rua Carioca com m signaos seguales :
estatura regular, sedeo do corno, baibado t
no queixo lom na modireila a motado do 2
dedos de menos e quando amia lem do costu-
me levantar os dedos por causa de cravos. qu-
tem por baixo ; levou camisa de algodoiinho e
velha calcasdebrim pardo, tambein velhas,
e chapeo de palha ; quem u pegar leve a rua
do Hospicio ... 36, quesera ratificado.
Nodia3l do p. p. disappareceo um pre-
todenomeSebastiu. batan grosso do cor-
po, lem na perna esquerda urna grande mar-
ca de urna chaga e no p o dedo grande de
menos ; quem u pegar leve a rua do Kuiano
da Boa--vista n. 27 quesera gratificado.
Fugio no dia 20 do pjssad.mn preto criou-
to de nome Agostinho. cor fula, alto, chelo do
corpa renaido do urna venilla levou cal-
Cas de brm de llstras camisa do algoda .. cha-
peo do palha novo : quem o pegar, levo a ruado
Vuelumdoa seo, sur Atbin.i Jos Ferreira da
Luidla ou na rua do (ueimadu n. 4 quo soi
gratificado
RClFB NI TlP. M M. F. dk Fakia-1844-