Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08710

Full Text
Anuo de 1844.
O Diario publica-p tilosos diasque niio for
Quinta Feira 4
Diario publc-ip t. do os dios que nfto forem sani>"i"a >'S : o prfeo da ssijrnatura
be lres ""' Por nu"'l*l pRos rliniwadns. Os nnunciosilos nssi^nniifs s."io inserid"
gratis, e os dos que nao (oiem i raio de 80 reis por linlia A rr.Tamacocs devem ser diri-
gidas i esla lyp ru das Crures n 'i ou .'i praga ca Independencia \i ja de livn s n 6 e 8
PARTIDA DOS CORREROS TERRESTRES.
GoiaNNa, Paralaba secundas aexiaa fe i ras. Bio Grande do Norte, quintal feirai
Cabo, Serinhaem Rio Formoso, Pono Cali, Macer e Al Je cada met Garanhuns e Bonito a <0 e '-'4 de ca'la mei Doa-rista e Flora a 13
e '2& dito. Cidade da Victoria, quintas feirat Olinda todas os das.
DAS DA SEMANA.
i Seg Macario Aud.do J. de I), da 'J. r.
J Terca a. Tr-eo.luzia Re aud. do de D da 3. t.
2 Quarla a Benedicto. Aud do J. de 1). da 3 r
i Quinta a. liilOro Aud. do J de li da '2. r.
5 Seita a. Irla. Aud. do .1 de 1). da 2. T.
C Sab. .VUrcellino Re. aud. do J. de I), da 4. t,
? Dn'ii, de Pascua s F.pifanoj
DIARjkT""
de Abril
Anno XX. N. 80,
Tudo aora depende de na mesmo*; da nossa prndeccia, iroderagio" e energa: co-
tiniK'inos como priticipi'imos e scre-nus apont!os rom a-lmira'jao entre aa nagiies mai
cultas, (Prooluugl. di Asveinlila Geral du iran.)
renda
taMBius nu da ur. aaiaiiat, ""tST"
: Camhioi sobre Londres 28.
m Paria 570 reis por franco
.1 Lisboa 112 por 100 de premio
cambios ko da .'t t)K abhil. tompra
Our.-Moed. de 0,400 V. 17,20.) 47,500
, N. 1B.900 .7300
Moedade cobre 5 por cento e nao lia.
dem de letras de boas firmal 1 a I [i
' de 4,00:i
Prita-Pataeoes
Pesos colummnarif
,1 Ditos mexicano!
9,(00
1,960
1.97.
1,960
9. 00
1.80
,980
PIIASES DA LA NO MKZ DE ABRIL.
La cheia a:{ as4 horas e 3(i min da manli.ia. a Luanora a 17 as 2 horas ell min. da tarde
Minguante a 9 as 7 horas e -> uiin da larde (Ciescenle a '25 n '> a a 45 m. da maibja.
' Pleamar de Iwje.
^^"i* l'rimeira as 6 horas e Si min. da manh.a. | Segunda as 7 horas e 1S minutos da tarde
mili IIII H |i|lsa1MlsalliWsB*JH
PERNAMBUCO.
saemma
r

..


1,
??
.
Thesourara da Fazenda.
EXPEDIENTE 1)0 DIA 19 DE FEVEREIRO
OllicioAo commssario Qscal do minis-
terio da guerra participando para sua nlel-
ligencia, que o Fxm. presidente da provin-
cia deterniiiiou por ollicio de 17, que se re-
colhesse ao respectivo corpo a praca que se
achava as suas ordens, visto, que o atrpelo
de servico em que se achava actualmente a
tropa de primeira linha nSo permittia arcon-
gervacHo d ordenanzas etrectivas, como re-
preseiitou o commandante das armas em ol-
licio de 9.
dem de 21.
DitoAo Fxm. presidente da provincia in-
formando o requerimento de Jos da Cunta,
em que pedio licenoa para edificar un tra-
piche para desembarque dos gneros de es-
tiva, na parle posterior do caes de pedia, que
flzera a sua cuita em (Vente do seu armazem
sito na ra da Moeda do bairro do Recife j e
quando isto nao podesse ter lugar, para col-
locar um, ou dous guindastes sobre o mes-
mo ca*es.
DitoAo mesmo Fxm. Sr., com o oicio
do commissario liscal do ministerio da guer-
ra, em que deu parte de haver immediata-
mente dado cumprimento a ordem del7
cerca da pra^a, que tinba as suas ordens pa-
ra o expediente da contabilidade militar, e
ponderara os inconvenientes, que disto re-
sulla vilo.
DitoAo juiz municipal e de orphos da
villa de Nazaretb, enviando pelo respectivo
t'ollector de diversas rendas, os qualro livros
fornecidos pelo escrivo do juzo de ausen-
tes d'aquelle termo, que em conformidade
do arl. ." cap. 2." do rcgulamento n. ICO de
9 de maio de 1812 remellen para seren ru-
bricados.
dem de 22.
DitoAo administrador da mesa do con-
sulado, decidindoas duvidas que se tein sus-
citado sobre a intelligencia do art. 2." do re-
golament de :o de maio de 183(, que regu-
lou a antiguidade dos empregados.
dem de -2\.
DitoAo engenbeirocm chefeencarregado
da demarcacao dos terrenos de marinha, pe-
diiko bouvesse de dizero (jue occorria a res-
peito da pretencHo de Jos Concalves Fer-
reira e Silva, e oulros, em que requercrao
por aforamento o terreno de marinlia em
que elles tem edificado treze casas terreas
a ra do CaSdcirciro, e o que cava em
lenle s mesmas casas, de que lambem es-
tavao de posse.
dem de 26.
DitoAo administrador da recebedoria de
rendas geraes internas, communicando pa-
ra sua intelligencia, que o director interino
do curso jurdico de Olinda, declaran por
ollicio de 23, que o pagamento da laxa legal
da matricula, come^ando do dia 20, conti-
nuara sem termo preciso.
dem de 29.
DitoAo procurador liscal da thesourara
dizendo, que participando o inspector da the-
sourara da provincia da Parahyba, por olli-
cio de 26, que por communicac/ies que Uve-
ra do respectivo juiz dos feitos da fazenda,
seguir para a relcelo desta provincia o re-
curso de appellacSo interposto por Joaquim
Jos de Fana, na causa qne contra elle mo-
va a fazenda pblica, assim o communicava
a li ni de que se lizessem as despezas neces-
saras com o preparo da mesma causa, con-
forme delerminou a ordem do tribunal do
thesouro pblico nacional de 22 de agosto do
anno passado.
DitoAo inspector da thesourara da fa-
zenda da provincia da Parahyba, aecusando
a recepcAo do seu ollicio de 26, e participan-
do o contheudo do precedente oflicio.
Dito Ao cidadio Francisco Antonio da
Silva Jurema, dizendo, em resposta ao seu
ollicio de 14,queachando-se anda pm vigor,
conforme a declaracao do tribunal do tlic-
pectivos armazens at o dia l de junho pr-
ximo vindouro. Comoporm informavaque
dito pao achava-se em terreno pertencentca
provincia da Parahyba era neeessaro, que
se entendesse com a respectiva thesourara,
e no caso de que apparecesse algum eniba-
raco para o transporte para esta cidade lizes-
se aviso para se darem as providencias con-
venientes; e que quanto ao adiantamento,
que pedia nao podia ter lugar por fi3o exis-
tir ordem que o autorisasse.
v
RIO DE JANEIRO.
At.'ii dos despachos do dia 11 de marco, que
j publicamos no nosso n. 77, huverfio os ne-
guintcs.m gruarda-roupa honorario, dona
commendadorosda ordem de Christo, ente ca-
valleitos dito, entre os quaes os Sis. vigario da
Serra-talhada Felis Jos Marques Bacalho, vi-
eario de Serinhaem Demetrio Jacome d'Araujo;
c paliao-mr Joaquim Rodrigues d'Almeiila,
qualro olliciaes da Roza, e cinco eavalleiros d'A-
viz, entre cllcso Sr. capitao \nacleto Lopes de
Sant'Anna.
Entre os agraciados do dia 14 notronlos tani-
heni o Sr. vigario do Garanhuns Nemesio de S.
Joao (uialbeito, cavalleiro da ordem de Christo,
oSr. capitao Felis Pcreira Domado major gra-
duado d'artilheria, o Sr. tenente Joao do Reg
Barros capitao graduado do ostado-inaior da 2"
classe.
souro pblico nacional, o contracto que ti
nha feito com a thesourara relativamente a
corle e entrega de mil quintaos de pao-bra-
sil, podia enviar para esta cidade al esta
quantidade toda a que lhe lizesse conta, com
tanto que tudo se achasse recolhido aos res-
MARANHO.
t
Pede-se-nos a publica^io dos seguinte
extractos da Revist,
A DEMISSArt DO PRESDEME DO
MARAMIA
Ja ufo resta duvida : est resolvida a de-
missao do Sr. Figuera de.Mello, assim o pro-
metterfioos ministros do imperio e fazenda!!
Fis o que nropalfio por toda a parle o Sr. Joao
Antonio de Mirainda, e mais andadores da
oligarchia jansenista. A grande didiculda-
de e a da esculla do successor: anda se iiiTo
dcscobrio um presidente bastante bolonio,
que prometa col loca r j e j a familia no
seu anligo posto e dar um golpe mortal na
coalicSo. O candidato do Sr. Costa Ferrei-
ra o Sr. Jardim, mas o Mirandinha por
cautela prefere que o governo seja j e j
entregue a qualquer dos trice-presidentes
Angelo Muniz, ou Manuel Bernardino.'I-----
Apezar d'estes boatos, e de oulros seme-
Ihantes, como v. g. o ter-se cassado o de-
creto de 2* de Janeiro d'este anno, que de-
mit'io o prevaricador commandiiic supe-
rior da G. N. Izidoro Janscn Percira por
honra e dignidade dos membros do gabi-
nete de 2 de feverciro, nao temos querido
acreditar, a nao snppormos que, em vez
da moderacSo que se deve esperar da parle
do governo imperial, comecem asreaccOes
e os desatinos. Nao queremos acreditar
que um ministerio ha poucos das n.lineado
faca o seu di 'bul com tanta leviandade e ti-
midez que, por causa de 4 votos na c-
mara temporaria e 1 no senado, va sacrifi-
car o repousode urna provincia intera a cs-
sa minora turbulenta e immoral que a tem
devastado. Entretanto, sem pretendemos
malsinar, nem to pouco desviar o governo
imperial das mudancas que entender con-
venientes em beneficio to paiz, cmitlire-
mos com franqueza a nosso opiniaoares-
pcito.
Dever ser demittido o actual presidente
do Maranhiio ? Se os Sonetos Lustas estives-
sem no poder, por certo que esta uiudanca
no seria urna questao, porque to Ilustra-
do e prudente cidadio era o menos proprio
para servir com um ministerio turbulento e
reaccionario, como na verdade deyeriam
ser os dl'esse credo. Com o actual ministe-
rio nflo syecede outro tanto, visto que os
scus membros em geral pertencem ao parti-
do da ordem e da monarehia constitucional:
por einiseguiite a deinissao dassummidades
administrativas, e principalmente do presi-
dente .'ni questao partindoda grande cau-
saa falla de conlianca,esta so se mani-
festa, ou por pouco tino, ma vontade e
opposicao na execuctlo do programma da po-
ltica do governo ou por desharmonia en-
tre os membros do gabinete e os presidentes,
cias. Ora, a respeito do Sr. Figueira de
ou finalmente pela pratica de excessos e in-
juslicas taes que perigue a paz as provin-
Mello, digno presidente do Maranhiio, nos
parece que. nenhuina d'eslas hypotheses se
tem verificado.Se, cuino de presumir ,
os aeluaes ministros sfio onleiros, e nao fa-
zem mais que seguir em geral a poltica de
scus antecessores, salvotalvez nos tlelalhes e
nieios de executa-a, oque e possivel acon-
teca ; claro que a falla de confianza nos
presidentes, proveniente da primeira hypo-
ihese, s pode apparecer depois de bem eo-
nheeido o seu systema econmico-adminis-
trativo pelos ministros, por intermedio de
sua correspondencia, c outros recursos que
possue o governo, o que j c j nao pos-
sivel Sem dar-se inanil'esta leviandade, ou
miii pouco desculpaycl soffreguidSo, sobre-
ludo com um empringado de tanto mrito,
como o Sr. Figueira de Mello, que soube
merecer a conlianca de dous ministerioso
l>:i de marco e o 20 de Janeiro, ambos com-
poslos de individuos do mesmo credo poli-
tico como o 2 de feverciro. A segunda
h\ pothese muito menos se verifica porque
niio nos consta que exisla a menor deshar-
monia entre os membros do 2 de feverciro
eoSr. Figueira, de sorte que sereceiasse
para o futuro algum entropecmenlo ou re-
sistencia no movimento das rodas da machi-
na administraliva-governamental. E quan-
to terceira oumpre confessal-o, o Sr. Fi-
gueira tem sido aggrodido por urna minora
turbulenta a oli^archia-jansen.: porm como:'
Com mentiras acalumnias tffo grosseiras,
que tem tornado facillima e triumphante a
sua defensa em lodos os pontos porque tem
sido assaltado ; e se ha por ventura urna fal-
ta a notar-sc em sua administrado, a sua
extraordinaria prudencia e circumspeccflo ,
que outro que fosse o presidente do Mara-
nhiio ,tilo infame, immoral e baixamenle
insultadoteria praticado excessos bem
jiislilicaveis. Appellanios alm d'isto para
O tribunal da conseieneia dos actuaes minis-
tros que (eeni visto as eoiiiiMiinicacoes ol-
i'iaes do Ilustrado presidente do MaranhSo;
e tal e a semelhanto respeito a nossa con-
vieeao, que desaliamos a esses, que pre-
tenden] macular o crdito do Sr. Figueira de
Mello, que nos demonstren! um so acto seu
que nao ton ha o cunho da imparcialitlade e
do aceito.A Scntinella, que tomona defen-
sa gratuita do presidente do Maranhiio, tem
tido a maior satistaeo em desmascarar a
impostura, publicando em suas columnas
os triumphos de tao benemrito e illustrado
Brasileiro.
Mas dir-se-haediz-seo actual presiden-
te do Maranhao muito bom administra-
dor; porm os seus talentos nflo podem ser
aproveilados no governo d'essa provincia ,
porque existe urna facefio que clama contra
elle seja ou niio com justica .., que ufo sen-
do attendida, pod corometter attenlados
contra a ordem publica; ameaca queja fez,
e tem realisado, e por tanto muito conve-
niente esta mudanca para prevenir males
futuros, de que a provincia pode ser victi-
ma, e como ja foimuito bem;porta tor-
ca confessar que tal remedio em vez de
beneficios, produzira males dobrados.1.,
o partido ordeiro c da melhor gente do Ma-
ranhiio, que dentro dos limites egaesda de-
cencia tanto tem clamado, e com toda a jus-
tica, contra o chefe de polica Mariani; que
tem sido perseguido pelos turbulentos agita-
dores, vendo que tem errado no norte que
seguio, tratar tambem de agitar a provin-
cia, de ameacar o governo, vociferar ein-
sultar as autoridades para impedir que os
seus igadaes inimigos lhe ponhio o pe no
pescoQO, visto que o governo imperial, em
lu^ai de dar forcea aos scus delegados, o sa-
crifica no furor das minoras turbulentas: 2.,
se o novo presidente for seguir urna marcha*!
imparcial, isto se nao quizar empregar o
ccele, o baca marte, e toda a casta de per-
seguicGespara reelegr-se o Mirandinha, o
Sa, kc; se n;"o esbanjaros dinheiros pbli-
cos em prove lo do energmeno Jos Paco,
e derramar as patentes da guarda nacional
e empregos provincaes pelos asseclas da
familia, &c. novos insultos; o portanto esl o governo
geral sempre na obrigaefio ( seguindo tflo
pusilnime e deleslavel poltica) de mandar
outro presidente, para que a ordem publica
nao seja translornada, e contentar a familia;
pos ella tao exigente que ou o presidente
se ha de laucar nos seus bracos e ser por ella
dirigido, ou logo que queira mostrar que
e presidente, que intente governar, expe-se
a ser guerreado do modo o mais avillante.
Oexemplo patente.--:!.", se o novo presi-
dente em corpo e alma se entregar familia
que e o que se deseja, e porque tanto se iu-
triga c mente, veremos repetidas as scenas
de persegiiieoes,es|iaiieamentos, assassinalos
e escndalos oleitoraes, de que a provincia foi
veelima por espaco do 3 anuos, teremos de
lamentar urna nova elcicao tinta de san-
gue! '.....
E domis, que lucro tem tido o Brazil com
oenfraqueciment da atoridade imperial
as provincias, transigindo-se com as fac-
ees e com os especuladores eleitoraes '!
Eternisar no dominio das provincias peque-
nos e detesi aveis tyrannetes, que com tao
miseravel'systema de governar augmentan
as suas loicas e Deshincadas exigencias. O
governo vive em continuos embaracos, a or-
dem publica constantemente vacillante, eo
terror pintado no semblante de lodos os ho-
niens pacficos. Por ventura j nao teremos
fe nos inslituiedes e no penhor da monarehia
constitucional, o Sr. I> Pedro II, para que
boje o governo marche mais desassonibrado;
como nao succedia no lempo das regencias,
de dolorosa recoidaQo ? Qualro votos na
cmara temporaria, arrancados pela prosti-
tuicio de todas as les e deveres sociaes, te-
rao forca bastante para lazer suecumbr urna
provincincia intera '! N'io. Queremos
ver para crr.
Nao se Iluda o governo do Imperador;
porque, por mais que se grilea-imparciali-
dadeaos ouvidos do successor^/c/ddo Sr.
Figueira de Mello, seria baldado elle tema
vista o exemplo desanimado!-de urna victima
sacrificada por sua mparcialidade a una
minora turbulenta, eaescolha para elle nio
e duvdosa. Com razao dir consigo :~o que
demimseexige quevser o instrumento
de urna lacean, porque por nao le-a agra-
dado que vou succeder a un presidente, cujo
comportamento 6 illibado.
Desengane-se o ministerio, o se, como nos
parece, tem sufTicienle (irme/a e patriotis-
mo, pense com muita maduroza sobre os ne-
gocios do Maranhao, e nada obre sob as mes-
qunhas influencias d'esses que s tem a
mira as suas releces, arranjos de familia
edos prolectores.Ouca a todos sem pred-
lecclo, e faca justica.A mudanca j ejo
actual presidente do Maranhiio, para satis-
fazer-se urna minora tvrbthnta que tem tor-
nado ingovernavel aquella provincia, alta-
mente impoltica.--Se os clamores injustos,
c intrigas d'essa gente audaciosa contra o
muito illustrado presidente do Maranhao, o
Sr. Figueira de Mello podem por ventura
achar guarida no actual ministerio (o que
irm pensamos lambem nao devem ficar
esquecidas as justas reclamacoes que ha dous
anuos lem feito o melhor e o mais pacifico
partido do Maranhao conlra o chele de poli-
ca, Mariani.Parece que uns nio silo menos
Brasileiros do que outros, e nem. tem me-
nos garantas .... I ma preferencia urna
injustHicavel reaccao.
(Senlinclla da Monarehia.)
O GOVERNO INTERINO. .
Realisrio-se os receios e presentimen-
tos da Sentinella du Monarehia. O Sr. Jerni-
mo Martiniano Figueira de Mello que me-
rcedla confianza de dous ministerios, e
tantas e tflo exuberantes 'pravas tem dado
de nao vulgar capacidade e tino adminis-
trativo acaba de ser interinamente substi-
tuido na mui diflicil presidencia desta pro-
vincia pelo Sr. desembargador Manoel Ber-
dno de Figueircdo, que passou para seme-
lhanle effeito a ser o primeiro dos vice-pre-
sidentcs nomeados. Depois darf dissoiuyao
do ministerio de 20 de Janeiro estademis-
so seria sem duvida um facto ordinario ,
se se achasse comprehendida em algma
mudanza geral de presidentes, feita em con-
sequencia de una nova poltica abracada
pelo novo ministerio, mas conslituindo el-
la notavel excepeflo pelo que tem de sin-
gular, leviana e precipitada, nilo pode ser
considerada se nilo como um acto de fra-
queza, arrancado condescendencia e pu-


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i tffaketimeto aefia ; pae-
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** vt.-t i v -pme>afi veas apestas **,-
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aeaatf de coereocada, ede baver
as sesses prcpantoaes, a r
rrea^naanannes oe ccsqocs.
aetaad.asrceeaooSr. cbefede
ose v
agora receos
taes fbrSo os -qil con-tava de urna calumniosa represen-
lo actual p So feiH | da rr
le snto Antonio Grande contra
?ja nato bOBrado par o tente coronel
a a nlgarcbia Bernardo Antonio de Mendoi g ;ne
la elekes tanto lera bondad t, lfn
es. por tuteo-! pe'* au acreditado INtanbo oficio qoeeni
comfraodeea- re-posta dirigi ao dito nxorond o Exm
- :---idente; bem como estas duas represen-
ido [taxoesdas cmara* muncir-a*-- de P rto-Cal-
. d ro', e Pedras com o que muito obrgaraO a o
venerador e constante .''/.--/,vr-
. '/ Vemdot i C /;
oatj Illm. e Exm. Sr. I *e o officio
V. Exe. de 16 do crrante, no qual m(.
tete communica que o tenente-enrnei Bernardo
Jo-i Antonio de Mendonca, que presentemente

;- -
1
5l
-
-

ac-
feza?
.
-
I
I
i
I
;'
I
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o !< -; .. te seno r:.;;- forma-
l'. >u l
/i Martina no Ce ira. 0 raso
aria de otada a que con-
go >: logo, a coaicao oo
lumpbou legal mente
'i-.-., conform daa
:^. e
tomo
i no
'.MU
ifi m da ol
i
ro cx<
porque nmdoloi
lo enti ros; fez-
aob lance contra lodosos estilos ad-
inii ara dai ganho de causa ;i mi-
nora, i lo da razan e da le, levan-
do-se Ihe i la ap iracao toda i q dan-
tas tra| ica poz e 'i/-i ern pralica. E co-
ojoo I t i lino uni magistra-
do, era muito natural que nSo quzesse
comprme indo de
dcil < deste plano i o do
iii'i'i,,', / fra o /<
gordi cortado con :.) ooterminando o mnistei i<> que se desprea
n na Bpu idas as provaa maleriacs
da fraude, quefteacliuaccummu a se-
cretaria do e desasse a ec
doobjecwd consulta futura asscmblea
provincial a quem competa: o que- a ser
corto importa no mesmo que impr falsos
repreaentaotea provni ia, e dizerque elles
dafem conhecer dos proprios abusos com
qoe usarprSo o lugar dos verdadeiros! .%<-,-
auvsfto deencomminerula parece que nSo
interrao o conaotbo do estado: ao menos
aaaim nol-o fez suppor o que ella tem de in-
-
-
&-4 n -
".-"-- -
": ; -
- vv.
V -vm tfrim
._. pri -

-
- -'
'. |
- VV. U.x. qoe pasjV, pr
palarra ao iro//>lf '
esUpmriftaaum inte- tam-
* iriterifiii J- em qnefr
- ro.
eleiefies, ereproraqae os presidentes fad*
[eie*araimema*ateri4deet?H>>, mais
eaoraae qncicsa ave a olorrbia trium-
:**. atB.-tf emboca vtdka a ser a prorioeia
j i ca sentada por ahn* procaradores, canje
ai panbado de nitrosos, e facciosos decir
'diadas destinos da prorincia. Seja feita a
|natade da oiizardiia EstaeGOs r .
-os eontenUr*no* em de-
aaaaciar ao tbroeo, c ao Brasil inteiroa trai-
cio qoe a aE.iatsteo actoal armn a boa fe
- -
deintervr em arce as funeces de delega nasas termo
:
Terool f.
erode l'orto Tilvo, ti vera uma entrevista
emJ^cuipe com Vicente Forreira de Piafa
ebefe do* cabanos, e qoe pretendia otilisar-
.....:^ra instrumentos de roaancas
contra prop eofti osnoaes, o referi-
do Ifendonca conserra inimizade, pelo que
m reunido no engenho de Y. Exe todos
i sena brradores < riznbos para te defen-
traas aggressi .-3 coo-
tter o referido Hei Adrrra-me
laneira que v. Exe. com tanta bcii-
Idadeaeredilasseem boa s ncs.
rVstSnaaea. rucamente com o im de juitili-
- 'o despertastes cita ao referido dlega-
ercia efeitosem um scoq *.o como estou qoe taea boato*', e
rterra aessaoliaardiia qoe i ajuntamentos trazem sempre um fim sin'i--
res annos; eas que i
'- en de novo
pela npresso das u
.........
;queum rdeno mu positivamente a V. Exe que
novo rehabilita-la iponsabilidade f-ernuie
-- .' ~ '<> Imperador dissolra qualquer
[ue liouver noseu engenho
- : asea larradores e ;e;is viz-
- mpe, que q gore res-
seraTeis com (oda -. e\*cr>.-~ .- as indacacOes, que nenhum
" Iludir rosaos nadeaggressi da parte a'aqoelle de-
azend" transaccoes com quatro mi s- que >ua> propriedades sejSo a-
tros de estado. Arroractes em rompo raso tacadas por rbanos, rime que hoje so exis-
a^bandeira constitucional para vencel-os e|te para o uso das recriminacoes, e da intri-
justo e absurdo, e o acodamento e precipita-
, com que tero obrado o ministerio acerca
doa nagocios deala desdi tosa trra.
Mas, rea Usado uma rez este piano, soffre-
ii ,-i maoria da provincia fe t5o gravemente
olfeodda em saui di re tos *.... Ella certa-
mente nao fara desorden, pois pertenee ao
"i', n Sr. Fijviri de
var-
nimos irritado-* pelas
dalle
a n. prooJtii
'
nao foi demttido
mal a lo Ma-
M
mais
l 5

vida pul
ano em ana M-Ja parti-
icia se q icr prati-
. ou maii
einimigos: tndosoflreo com im-
5o fra do < n -
muro, is metos meios i n ,;
prmir,e castigar a indaciados
entes. NSo resta a menor durida, que
o ministerio reconbecendo a ana fraqaeza
a:i dfliculdade que tem encontrado para ma
completa organisacSo, sacrifleon por 4 voto
na cmara temporaria, e 1 no senado os in-
lereses, e talrez o socego da provincia Ir,
hSo, levando de rojo o manto imperial
*'- pea dos representantes da oiigarcbia
l>jrto, deque o Sr. Pigueira de
Mello nflo procedera a aporacao geral doa
para depotaoos provinciaea antea do
lia 15 de marco, ;i espera I a duvidas que a esse reapeito
profiosto, nao hesitou em demill-o
indo de nomear-lhe sueeaaaor impar-
cial, t alheio aos odios, calle i cues dos parti-
dos da provincia, a quem pastaste as redeas
dogoyerno, para assim perroittr que a oli-
garebif immoral como he, jognena cmara
municipal a ultima carta, e afogue a verda-
oa \.,t'.s da maioria dos
toreada provincia, figurando maior vo-
tacSoquea coalcSo, com eletores iuppos>
tos, eoutras quejandas trapacasa que est
esaila. I. em que occaaSo? Qnandn os
lentes, e cabanos tem entregue as aetaa
de todos os sena collegios ao governo, qoan-
do est sabida asna votacSo! Quem ira as
mSosda oiigarcbia? Nnguem,e osdepula-
dosque na apnraeflo obtiverem maior nume-
ro di- /otossSo os que tem de nassembla
provincial decidir das fraudes, e (raparas
commettidas! AdmiUmosque a este corpn
compete decidir da valdade ou nSo valdade
da eleicSo de cada um de seus membros. po^
rm admiltimoa igualmente qucao presiden*
ti-, o primeiro encarregadodevelarnaexecn-
c3o das leis, deve com cuidado evitar que as
eleices se proccdSocomabuso.edauma ma-!
I neira contraria a le j todo o mais he anarebia,
he tolerar uu os partidos |>ara se derrbarem '
reccorrfio i meioa illegaes, e reprobados; he'
permitlir que triumphe sempre aquella lado
que liver por si a cmara municipal da capi-
tal, teiiiia, ou nao tenba maioria na prorin-
cia. Os males que se seguem de uma tal
[ tlieoria afio palpaveis a todos. Saiba pois a i
para fortar-vos o brilhante trit
-. foeeorrerSo-se
(> ",.~ vos resta pois Haranhen-
- Abalara serrz ao jugo de quatro cor-
-, e de uma familia protegida ?" h
o seio da patria rom uma guerra civil ? faV
Abracai-Tos rom lei fnndamental; armai-
ros de todo* os recurses que ella vos oftere-
vai aos pe* do thorno e da assemblea
gara] todas as vossasqu'-xas; denunciaiao
jaiz todas as usurpacoes a oligarcbis edos
ulicos que a protezem ; protestai solemne-
mente contra as fraudes com que s* vos ar-
ranca o direito de eleger os vosa i represen
r-inte^ para dal-o a minora; e se nada i
iiirdes, opponde sodespotiMnoa resistencia
da inercia. Marahhenses.' Penetrai-vos do po-
der qoe da a oniSo, e uni-vos; penetrai-vos
- timidadee pureza da rossa cansa, e a-
nimai-vos. Nao deseorocoeis oante de qual-
quer despotismo, que elle sucumbir. A
coaUcao, maranbenses, U-m por si a rique-
za ea Ilustrarlo da provincia; e COnven-
cei-vosqueo poder-e partlha da inteligencia
e da riqueza. Todos eses miseravei* que se
lio, como a espuma, no meio da so-
ide, como a espuma se desfazem ao mais
ligeiro sopro.
S em todo o tempoo dominio de familia
e pernicioso; quando elle se acha em lueta
com a maioria torna-se tvrannico, pela ne-
ceas iade de se fa/er obedecer. F.' pois mis-
ler um grande esforro da vossa parte, uma
constancia inaballavel, uma coragem e de-
dicacSo a toda a prova, para resistirdesa
oiigarcbia apoiada pelo ministerio,
Eia pois, Haranbenses; correi ao com-
bate constitucional armados com todo os re-
mos dosystema; e os vossos oppressores
cahirSo para todo o sempre.
Vira a Coalicao! '
..
Est demitlido o Sr. Figueira de Mello, e
a oligarria Iriumpbante; mas nos lemhra-
uios ao ministerio que anda isto e pouco
para esmagar a maioria de uma provincia
Ilustrada, como oHaranbao; e reunimos
as nossas supplicas as do piestimoso, valioso
e dioheiroso Miranda, alim deque seja tam-
bem demitlido o Sr. commamdante das ar-
mas; e que seja nomeado para presidente o
los la(,-(i, e para commandante das armas
o Izidoro.
Estando assim montada a oiigarcbia po-
de ser que por nossa desgraca appare^a lgu-
ma revolueflo, que parece ser todo o lito de
quem nao quer goveniar com as maiorias
constitucionaes. Do contrario nada consi-
guraO, porque os MaraUbensea estao (ali-
sados de desordeus. E demais que lumi-
nosos preceitoa de direito administrativo
platico, nSo colhera os Srs. ministros com
oa exemploa destes dous Gguroes, muito
principalmente se elles eslverem apoiados
pelo desembargador Albino, ou Mariani na
polica, e pelo Lobo na commandancia su-
perior. Viva
vatapa!!!
a Joanna a Mai Joanna !
e o
1'ublicaro a pidido.
AIM.OAS.
Srs. /v//r/-cs.-Tendoapparecidoem o n.
35 do seu concaituadojornal um officio. que
em data de 16 de dezemhro do p. p. dirigi
ao Exm. presidente desta provincia, o ex-
coronel chefe de legio de Porto de I'edras
Jos Paulino de Albuquerque Sarment; o
-a- eontra homens, que
m pacficos, e prestSo obediencia ao go-
rerno, como v. Exe. no ignora. Outrosin
-tando-mequeV. Exe. temdiricdoordens
lentes a uma revista geral nos batalhes
deesa legiao, ordeno mui positivamente a V.
Exe. que suspenda todasas ordens a e>te res-
peito; por quanto n.lo convem, atiento o
\ Exe. expoe, que baja reunHo de tro-
:.:. que pode alterar o socega pblico, e
ramsr desconfianca na popubico incau-
ta \ou dar ordem para que se estacione um
piquete de |. linba no passo de Ganiaragibe,
a fim de coadjuvar as diligencias da polica
- aquclle lugar, como lerubrou V. Exe. no
seu citado officio. Dos guarde a V Exe.
Palacio do governo das Alagoas 19 de de-
zembro de 1843.C/ef da Siha.Su
coronel Jos Paulino de Albuquerque Sar-
ment, chefe de legi'So de guardas nacio-
naes do municipio de Porto de Pedias. Es-
ta conforme.No impedimento do secreta-
rio. 0 oflicial maior Antonio Luiz de \-
raujo.
Illm. e Exm. Sr. -- 0 presidente e verea-
s da cmara municidal da villa de Porto
Lalvo nao podendo ser ndilTerentes aos ma-
les, que ameacSo os habitantes de seu muni-
cipio com a continuacf.o de Jos Pauliuo de
Albuquerque Sarment no lugar de coronel
chefe de legiao da guarda nacional da villa
de Corto de Pedias de quem os abaixo^s-
Ngnados sendo vizinhos no nodem deixar
de partilhar os resultados de eUervesoencia,
quede da em da apparecem em consequen-
cia do seu genio turbulento e avesso as ins-
tltlIirilPC .un ..^..1----- --------. .
. v,.... |'u. ni lonsuiiuar a paz ea
ordem ; possuidos com o maior respeito, de
que\. Ex. nao poupa meios de promover o
t-em estar dos povos confiados a sua direc-
to vao respeitosamente representar a V.
EX. omeio caviloso de que o supradilo co-
ronel se servio ha das para por em alarme
estes dous municipios e desl'aite exercer a
mais atroz vmganca contra pessoas de quem
elle e desaffecto ; dando assim pasto ao seu
genio vmgativo, e rencoroso, como em nu-
tras pocas o tem l'eito e executado. Feliz-
mente Exm. Sr. tio ominoso plano de
vmganca abortou em lempo e suas inten-
coes perversas frustrrRo-se porque os po-
*os tic ambos os municipios consejos dos
manejos, e artimanbas cun que de prompto
-se pretenda ostentar um bolco dsposlOS
estavaoa reagir por todos os meios possiveis
para que o referido coronel e 1. vice-presi-
dente Jos Paulino de Albuquerque Sarmen-
t perdesse de urna vez, a ma intencao e
desregrado costume le asteara ban.lei.a do
i'em publico, sempre que por seus odios e
vingancaa pretende exercer um acto inslito
com o proposito de fazer mai, do que ja
urna vez deu provas na pessoa do honrado e
infeliz Manoel Carneiro Rios. Esta cmara
a presentando a V. Ex. o facto ha pouco acon-
tecido no municipio de Porto de Pedias que
nao deixa de ser o preludio de funestos acon-
lecimentos tem demonstrado quilo liinda-
uos sao os seus receios pela pratica constan*
it das ma vaderas de um homem, que por
sua brutalidade e ceg instrumento de ca-
prichos alhema. Encarregailo por V Ex. do
lugar de delegado de polica (lestes dous ter-
mos, o lente coronel lieruardinoAntouiode
Mendonca, primeiro propietario desta pro-
vincia, e com qualidades proprias para exer-
cer este cargo ja pelo respeito de que goza,


ej pela sua adlicso monarcliia, cnten-
deu 0 referido corone] Jos Paulino de Albu-
querque Sarment, que pormeio da intriga
o poda depor do cargo de que estava reves-
tido, e (testa sorte desviar-se de ama auto-
ridade que poilia obstar ao desenvolv ment
de um plano de apoderar-se o dilo coronel
das redeas do gorverno da provincia como
1." vice-presidente, que : tal era emlini
a pab-.no que o fascinava que de promplo
o fez levantar a calumnia entre um povo re-
sentido do passado, de que o referido te-
nente coronel Bernardo Antonio de Mendon-
ca promova a reappariefo do chefe dos ca-
banos Vicente Ferreira de Paula, e por taes
embustes cuidou de reunir os dous bata-
lhesdc sua legiSo em grande parada que
designou para o din 21 do mez passado, som
que para isso tivesse autorisaejio de V. Ex,
em despeito das leis da creacao ca guarda
nacional, c tentava accommetleracasa da re-
sidencia daquelle delegado e exercer con-
tra elle suas intenco.-s malignas ; o que pare-
ca ir de com'binai..o com um plano de as-
sassinatos que infelizmente foi posto em
exccuQflo em oulros municipios e que nao
pode ir avante uestes, em consequencia
de Ihe haver desobedecido a guarda nacio-
nal. Ja mais pode entrar enulnvida, F.\m.
Sr. as ms inlencoes do referido coronel ,
por quanto alin do que levamos dito pu-
blico que dessa cidade de Macei Ihe foi en-
viado armamento e cartuebame. Mas que '
Nao ve V. Ex, que taes calanos nunca ap-
parecrflo, e que este nome era apenas o
castello levantado pela calumnia para um lim
sinislro ? Porm felizmente, Exm. Sr., lu-
do serenou e desvanecrSo-se os inculca-
dos modos e boatos de cabanos por elle cs-
palbados, desde que V. I'.x. sabiamente pro-
videnciando lbe vedou a pretendida reuniao
da guarda nacional. Os abaixo assignados
pois chelos de conQanca no governo de v.
Ex. julgaoque pela presente exposicao, tflo
fiel como verdadeira, V. Exc. se penetrara
da necessidadede all'astar de entre um povo
leal ao governo deS. M. I., e obediente as
autoridades do paiz, os innumeraveis ma-
les que pode causar a conlinuaeao do refe-
rido coronel Jos Paulino de Albuquerque
Sarment no posto de coronel chefe de le-
giflo. Dos guarde a V. Exc. Pac, o da cma-
ra municipal da villa de Porto Calvo em ses-
sflo extraordinaria de 11 de Janeiro de 1844.
Illin. c Exm. Sr. desembargado!' Caetano
Silvestre da Silva, presidente, da provincia
oq
Exc or dilatados
anuos. i>
sessao extraordinaria de s de Janeiro de
1844.Illm. e Exm.'Sr. Dr. desembargador
Caetano Silvestre da Silva presidente da
provincia das Alagoas.Judo Jos Correia.
Jote Manoel l'imrii(c/.\~ Francisco Gon Botris ChrittovSo Coelho de Athuide-- Joo
Pinto Fernnndes.
SUMS*
$3C0.
B" ......i merosa.
(o da cmara Rucrelo. Sr. pres., que o principio defazer
municipal da villa de Porto de Pedias em economas, nao deve ser to restricto, quechc-
filie at esse ponto. Assini como o eitravlo dos
uinheiros pblicos pode traser males, tainbem
essa parcimonia em extremo pode traser damnos
! incalcnlaveis. Quando a nacao d nietos ao go-
rerno para satisfacer as nccessldade's publicas,
iliz-lhe, verdade = fazel aquillo, que restric-
tamente nao se puder dispensar = mas nao sera
tambem una necessidade publica a continu 1580
do publico, para manutencao de sua familia, e
educaco de seus filhos.' Nos nao podemos, Sr.
pres., de maneira nenliuina proceder com os
empreados pblicos desl 1 maneira e se sio se
flser nao si'i sacrificamos a sorte desses emprea-
dos como mesnio o servieo publico : quem que-
rer d'aqul em diante ser empregado publico .'
Disse um n. ser : desgracadamente nos estamos ueste caso,
cha tinta gente, que procura ; mas, Sr. pres.,
se aecasoestivessenioseni outras clrcumstancias,
se pstivessemosem estado, de que cada um re-
eonheeesse seus interrsses, e. tivesse em seus
bracos urna industria de que este procedimento trarla um mal socieda-
de, porque ningnem haveria, que se quizesse
sulimetier a una tal incerteza, e sealguem ap-
ASSEMBLA PROVINCIAL.
Conlinuaeao da sessao de 28 de mareo de 1844.
O Sr. Jote Pedro:Sr. presidente, eu nao pos-
so dcixar de me oppr ao artigo do projecto pe-
dous escriptu-
h%s
das Alagoas Joo Antonio Ifbs Sanios Pa-
checo. P. P. liernardino Jos de Hui-
ros. Jno Nuncs da Fonseca Calara (*al-
rdo. Jos Carlos Accioli Lima. Zefcrino
Sime > de Olivt 'ra. ,
Illm. Exm. Sr. Os abaixos assignados
presidente, evereadores da cmara munici-
pal da villa de Porto de Pedras reunidos em
sessao e autorisados pelo artigo 38 do seu
regula ment, levSo ao conhecimento de V.
Ex. as pertufbaces c desassocego que tem
causado o coronel chefe de legiio e 1. vi-
ce-presidente Jos Paulino de Albuquerque
Sarment no espirito dos pacficos propie-
tarios deste municipio. Ha milito, Exm.
Sr. que o referido coronel Jos Paulino de
Albuquerque Sarment espalha a noticia de
ir tomar conta da administrado da pro-
vincia naqualidade de i.'vice-prsidente.
Nao" duvidamos dessa noticia porque era
niuito possivel censuravamos porm a le-
viandade com que diriga a uns pronies-
sas de empregos, e a oulrs ameacas de dc-
missao ; porm l'xm. Sr. os aeonlecimen-
tos posteriores nos moslrarao, que isso
era um rr.eio de que elle lancava mfio pa-
ra adquirir loica e partido paraum plano de
desorlem para um (im sinislro, que an-
da boje confessanios a V. Exc. o nao po-
demos penetrar. Dizemos. Exm Sr., que poi-
que era um plano de desorlem, oferido coro-
nel apreseutou em seuengenbo um prepara-
toro bellico ; reuni os seus moradores, p-
renles, e segregados, mandgu notificar a
guarda nacional, fazr carluchame, efezvir
dessa cidade plvora e armamento, estabele-
ceu piquetes, e emlim, Exm. Sr., pz todo es-
lemunicipio emumaconflagradlo geral. Ver-
dadequea guarda nacional, logo que sou-
be que uo havia requisicao de autoridad,
equeV. Exc. havia mandado ordem para
ella se nao reunir, desobedecen inteiranien-
te ao referido coronel chefe de legio, o que
o fez esmorecer e desistir de suas malignas
protencoes. Mas o que levamos dito, nao o
salvada responsabilidade, quesobre elle pe-
sa, de ter posto em mo vi ment lodo o muni-
cipio, e reunido at criminosos em seu enge-
nho, do que resultou um delles, de nome
LuizPaes, queja tinba tres mortes, no dia 23
do passado mez, matar com um tiro a Eran
cisco Barboza... Porm, Exm. Sr., este pro-
cedimento do referido coronel c 1." vicepre-
sidente Jos Paul no de Albuquerque Sarmen-
t, que nos trouxe tantas inquelat.'es,
poder-se-hia tornar mais falal, porque o
referido coronel ao passo que reuna gente
e preparava-se para una campanba espa-
Ihava a noticia de (pie os calanos vinbao ala-
car as propriedades ideia na verdade peri-
trosa e que s tendo por lim amotinar o
povo incauto e justificar os preparatorios
quefa/.ia podia causar impiesses no ani-
mo do chefe daquelles cabanos, (|ue an-
da existe nas matas tranquillo e sem ani-
mo hostil. Lis, Exm. Si., o quanto temos
la i isao nica da suppressao di
rarios.
Eu vejo, Sr. pres., que esta assenibla rst;i
s-inpre em nina incertesa constante respeito
de seus actos, vejo que lia sempre urna insta-
bilkdade nas suas resnlucoes, que nao pode
deixar de ser considerada como p irto di ponen
aitenro, como parlo, talvez, da incertesa e ig-
norancia dos interesses da provincia. Apresen-
tou-se aqui lia pouco tempo a necessidade de
se augmentar os empregados da secretaria do
governo, e nao podendo a provincia car regar
com tanta despesa julgou-se conveniente, que
''ni lugar de dous olliciaes lioiivessem quatio
amanuenses; mas apenas a assembla toma esta
delilieraeao apresenta-se agora supprimindo i
empregados por superabundantes! Eu nao sel,
Srs., se a secretaria tem menos a f.izi r agora do
que anteriormente tiulta; creio, que os nego-
cios da provincia nao dimiuuirao, nao lia un
xprdiente inferior ao que havia; e se as clr-
cumstancias presentes provio isso; ningUfm po-
llera dcixar de concluir, que i'sso estado ex-
cepcional, c um caso extraordinario que deve-
nios deixar passar.
Esta rasan so basta para queeu nao consinta
na suppresstio destes empregados; mas outras
mais ponderosas lia que nao devo deixar
eni silencio, e que milito pdem petar para que
se nao ileixe passar o artigo como quer a coin-
missao. Etl ausento, que a suppresso de em-
pregos pblicos, niornieiitc ueste caso, nao po-
de deixar de ser injusta, odiosa e prejudicial aos
interesses pblicos. Digo que c injusta porque,
considerando o empregopublico o resultado de
um contracto entre o individuo e o governo, a
suppressao do eniprrgo sem que o empregado
seja attendido.e consultado,c julgada por una s
das partes contractantes que se arvora einjuiz,e
nico avaliador dos motivos,
O Sr. Manoel Cavalcantt:Qual o contracto ?
O Sr. Jos Pedro:O contrato o que lia cu-
tre o empregado e o governo. O governo con-
tracta com o empregado a prestaran de seus ser-
vicos, e d-lhe ciu conipensacao mu ordenado
equivalente.
O Sr. Manoel CavalrantiEin quanto precisar
dos seus servicos.
OSr. J's Pedro:Ah c que est a cousa.
O Sr. Mannel Cavalranli:K' verdade.
O Sr. Jos Pedro:Continuare! a dizer, que
injusta, porque se a vai julgar pelas circums-
taucias extraordinarias, ou eventualidades com
que se devia contar, (liando se eltcititou o con-
tracto.
Direi mais, que o nosso procedimento t odio-
so, se approvarmos o artigo conforme apresen-
tou a coiiniiissiio, e a rasan jioiapie expomos
estes eiupregaoos a rellc.xocs, e conjecturas do
publico, que talvez Ihe sejAo pouca airosas e lii-
voraveis. Eu vi que os amanuenses substituirlo
aos olliciaes, que o servico dessa classe, supe-
rior aos cscripturarios, foi comincttido a esses
amanuenses; vejo agora que pela suppressao dos
cscripturarios, os mesnios amanuenses tecni de
fazer o servieo que compete a esses empregados:
logo devo concluir que nao pela qualidade
do SrfViCO ji* O ciiipi'<'j;0 ui: CSCl';tira-
i io suppTiinido. Nao e tambcn pelo lado da
economa, ponpic eutao supprimir-se-hio os
lugares de olliciaes, que sao os que percebem
maiores honorarios. Ora, se o ser vico que fa-
cen) os amanuenses, foi ja (cito pelos olliciaes,
com mais forte raso pode ser elle l'eilo pelos
cscripturarios, eassiin, superabundando o nu-
mero.dos empregados, era de justica, que l'os-
sem despedidos os amanuenses como mais mo-
dernos; visto que nao pela economa, que os
empregos de escripturario sao suppi imidos; lo-
go necessario conclus que a suppressao dos
lugares dos esc ripturailos deixa envergar al-
guna motivos, que Ibes sao peculiares, c que a
nao seren declarados, pdem desabonar os em-
pregados queoecupo esses lugares.
Direi linalniente, Sr. pres., que a medida c
prejudicial aos interesses pblicos; porque, Sis.,
esta precaridade em que csto os empregados
pblicos nao poder deixar de por o governo da-
qui por diante iiadura pi ecisao de coutractar es-
tes servicos com a improbidade, e a inabilida-
de; 6 estes mesnios boiuens que tiveicm de
coutractar com o governo,precavidos da sua sor-
te Intua, experiiiieniados pelo exemplo dos
outros, nao podero dcixar de por ciu pralicu
todos os ineios a seu alcance para se porem ao
abrigo das penas, que os espero, e enlao qual
sar i o resultado ? Ser a imnioralidade, e o des-
piezo da bonestidade publica, ser os interesses
da provincia seren sacrificados. Sis., eu emen-
do, que deve entrar como condicao tacita do
contracto, que faz o governo com o empregado,
a sua sorte Futura; elle deve precav r-se paia a
su i velhice; para quando nao possa mais traba-
Ibar. Se IstO un bein, que nao jide a socie-
dade dispensar nos particulares claro est que
respeito dos empregados publieos deve ser el-
le concedido; mas em regia saoelles pobres, os
seus ordenados sao limitados, por tanto toda a
sua esperanca, toda cssa precauefo deve estar
na continuafSo dos seus honorarios. Demais,
como que depois que um empregado tem
sacrificado anuos de servieo, depois que se acha
inabilitado para einprehcnder una industria,
i te d'asseinbla geral, observando seus bous ser ,
vicos, dar-Ibes alguns veneinientos.
Eu pois me aguardo para as disposicoes ge-
raei dar alguina cousa a estes empregados.
O Sr. Nabueo Sustenta de novo asuaopi-
\ nio e combate ao antecedente orador.
Segue-se a discussao do seguinte :
Art. ."i. Com a thesouraria das rendas provin-
< aes suppriuiidos os dous anianiienses ser-
vindo de cartoraro um dos terceiros cscriptura-
rios e ridii/.ido a EOOOfrs. a despeza do expe-
diente e Impressdes........13:900.#UOU
\ ai a meza e depois de apoiada entra em dis-
cussao a seguinte emenda do Sr. Taques.
\a art. ">. ajunte-se*= Tendo o Bel, cs-
cripturarios, amanuenses, e continuo osorde-
n nliis mareados nos arts. 1 e ."> da lei n. "ti: o
inspector 2:000/rs.: o contador l.-OO/rs., eo
tliesoiireiro 1:000/ rs........II:-nOfOOO
" Sr. Sabuco : Peco a palavra para mandar
mesa una emenda, faiendo extensiva"aos dous
auuiuuenses de que tr.ua o art. em discussao a
:ncsnia ideia que p issou a respeito dos cscriptu-
rarios da secretaria do governo. Estes icemos
mesnios di re i tos, e justica, que livero os ou-
tros. Quanto emenda que acaboude ser apoia-
da, eu tambem me opponlio a ella pelos mea-
mos principios que ja cinilli. (I n. d. esta em
completo desacord commigo a este respeito-:
i u en tendo pie os empregados pblicos pro
vinciaes sao mal pagos e elle entend'que sao
parecesse seria para prevaricar.
Q Sr. C.da Cuuha : Nao se prevarica por
isso.
O Sr. Jas Ptdro : Se o n. d. fosse emprega-
do publico, nao digo, que prevarieasse, que
proei'desse dessa maneira ; mas pelo menos ha-
via de procurar adquirir, a par do sen emprego,
os nicios sullicicntcs para ter a sua nianulenco
c de sua familia, e enlo a distraeco, que isto
occasionasse ao desempenho dos seus deveres
no seria um damno para o servieo publico? Sr.
pres., on seja porque eu son empregado publi-
co, ou pelos motivos, que tenlio referido, nao
concordo com essas suppressdes, e multo princi-
palmente; porque a deste artigo inulto odiosa:
voto pois pela emenda do Sr. i." secretario.
OSr. Reg Oarror.--"r.pres.,tenhoouvido aqui
mui bellos principios a favor dos empregados
pblicos; mas nao a favor do servieo pblico ,
e eu pelos mesnios principios cen que os ns.
ds. advogo os interesses dos empregados p-
blicos, a estabilidad!- delles nos empregos ad-
voco os lugares nSo vitalicios. Disse on. d. .
que os empregados que nao teeni sen pao ccr-
to lico relaxados nao trato de cuinprir os
seus develes, euido em prevaricar: eu digo o
contrario entendo, que aquclles que nao leein
a subsistencia certa bao de fazer todo o possivel
para cuniprir rom honra o sen emprego, pro-
curarn ser assiduos no trabadlo, para que o po-
der competente nao os demitta, nao prevari-
car*) inesino (apoiadot).' E nao isto um prin-
cipio que cu agora tenlia estabelecido ; nao ,
IstO esta em militas naroes eivisadas; nos Ks-
tados-Unidos, por exemplo, os empregados
pblicos sao anioviveis disposico do governo ,
a mesnia magistratura lia clausula -- eni
principio fosse estabelecido entre nos srm divi-
da feriamos melhores empregados pblicos,
porque (piando o empregado sabe que, nao
(limpiando com o sen dever deinillido pro-
cura desenipenlial-o bein. On.d.julga, que o
empregado pblico la/, um contacto com a na-
cao e que portante pode fazer o que Ihe pa-
recer.
Amigamente nao havia entre nos a dierenca
de vitalicio e nao vitalicio, cousa nova na nos-
sa li'gislaco, e esses empregados nao vitalicios,
nao era o anioviveis, e niesino suppriuiidos ad li-
biluml E' notavel, acnhores, que quando se
trata de empregados pblicos, misericordia ,
apparece una revoluco! Na inesina secreta-
ria do governo os emolumentos amigamente
erao generalisados por todos os empregados ?
Priiiieiramente ero dados a alguns empregados,
antes de seren Horneados os amanuenses, de-
pois generalisou-se mais aos amanuenses. Ora
csa gciieraiisaco est lui'u, QUe diiuiuiu' m
veneimenlos; nao liouvc (|iicni se levantassi'
contra isso; depois foi gcncralisado a lodos sem
distiuceo de quota sem dilli'renca alguina e
ningiiein falln nisto e nao diminuto a quota
daquelles que tinhno maiores precisoes. Mas
a coustituico mesmo no seu art. aprsenla una
nova tabella isto faz que baja a gradaco ,
que deve baver ; porque est visto que aqucl-
les de menor ger.ircbia deveiu receber menos ;
mas, Sethores, nao se attendeo a isto. Por
conseguinte nao exacto, a ineuver, o princi-
pio que aqui se tem repetido a respeito de em-
pregados. A coniinisso, Senlioirs, quando
diminuto dous cscripturarios nao foi por se-
ren dous cscripturarios c sin por mais urna
economa.
OraS^uni escripturario nao (' empregado pro-
prio para una secretaria e sim para tliesoura-
ria ou outra repartieo dessa ordem e por isso
c que a conimisso supprimio estes dous luga-
res por jiilgal-os desnecessarios. A COllimiS-'
sao quando fez isto, nao foi por mero arbitrio
seu, tomn iuformacocs, e vio, que podia
limito bein suppriniir estes dous cscriptura-
rios sem prejudicar o servieo da secretaria ;
mas disse-se : ha de se deixar estes boinens j
sem comer, sem ineios para sm subsistencia?
Eul aqui disse boje, que se fornecessario dar-,
se-lhes algiima cousa, dc-se-lhes meio ordena-
do ou 3 partes delle ; mas isto nao para ago-
ra gurdenlos para quando se tratar das dis-
posicoes geracs : porta uto nao foi a esnio que !
a connnisso suppriinio estes dous lugares; nao;
liouve raso para isto, realmente oserv9onSo
solfee pela suppressao destes dous empregados :
c mesnio no Brasil ha mil exeinplos a este res-
peito ; pois pouco tempo mesmo nao foro des-
pedidos tantos empregados pelo governo geral ? ,
Aoiide est esse con (rucio feito ? Enlo por es- j
sa regia, quando, por exemplo, o governo
cbainassc homens para assiguar sedulas no vas,nao j
os devia demitUr mais. Senhores, os empre-
gados nao teein ttulos vitalicios soemprega-,
dos em quanto bein scrvireni. agora quanto a
direitos ells no os teem; est porm da par-'
..................... i-o -------- ,.
bein pagos. Ao depois me parece, como ja disse,
que se [iroi cderinos "assiin nunca tcreinos bous
empregados, porque ordenados pequeos nao
pdrill alliam; ir aos empregados os ineios ne-
eessai ios para a sua nianiltencao c de suas fa-
milias. .No Rio-de-janeiro observa-se isto, aquel-
las pessoas que estafo mais habilitadas para os
empregos liscaes vo procurar o coinniercio ,
porque una casa de coinniercio d.i milito mais
a um guarda-livros, do que aquillo que d a na-
co. I'oi taulo contino a volar contra a emen-
da do n. d. c vou mandar meza a emenda de
que falle!.
E' apoiada C entra em discussao com a mais
materia a seguinte emenda do Sr. Nabueo. =
Depois da palavra --amanuenses accreseeu-
te-se quando vagarem,
fContiiiuar-se-lia.')
Rcndtmentoda mita de renda* internas provincial
un mes '/<' mareo prximo /Indo.
Dcima urbana
Sello de herancas e legados
Meia Biza dos escravos
Eseravos exportados para fra da pro-
vincia
Passaportes de polica
Matriculas do lyco e seminario
Ditas dcgrammaliea latina
Imposto ssbre otarlas
furos da divida activa
3:9H6>712
69^035
1:188^960
172MOOO
IO/-200
371/200
121#(500
7#80O
93/871
15:082/818
Meza de rendas internas provlnclaes 1.* d'A-
bril de 1844.
O 1." escripturario servindo de escrivaoe ad-
ministrador Jos Guedes Salyuetro.
Steclaracoes.
O arsenal de marinha tein preciso de fle-
tar no dia G do eorreute pelas 10 horas da ina-
nha Ulna cnibarcaco de IM toneladas, pou-
co mais ou menos, que transporte farinha, e
mais objectos Uha-de-Fernando. O Sr. pro--
prictario ou consignatario de navio de senie-
lliante parte a quem convenha o fretaincnto ,
c convidado pelo Illm Sr. inspector do mesmo
arsenal a comparecer n'esta secretaria em o dito
dia e hora, com a sua competente proposta.
Secretaria do arsenal de marinha de Pernam-
buco3deabrildc 1844.
Alesandre Rodrigues dos Anjos,
Secretario.
Avisos diversos.
Quem precisar de um pardo capaz para ser
criado de portas a lora, sujeitando-sc a comprar
todos os misteres de una familia, annuncie : de-
clara-se, que esta pessoa j est acostumada a
este servieo, c o tem prestado sempre com
milita leaidade e prompttdo.
- 0 abaixo assignado tem procurado por di-
versas vc/.cs pessoa que o pretende fallar-
Ihe; e como o nao tenha achado queira o mes-
nio dirigir-se ra do Hozarlo da Roa-vista ,
casa n. 44 de manlia ate as 9 do dia e tar-
de at as3 a lim de ser evitado tantos annun-
cios. Jos Francisco de Sousa Magalhaet.
O cnsul Britnico, estando prximo a reti-
rar-se para a Europa com sua familia, tem para
vender o seu lindo ca rinho com os competen-
tes aparelhos, e cavallos ; assiin como uin pti-
mo cavallo proprio para senhora; quem preten-
der, dirija-se ao seu sitio na passagem da Mag-
dalena aonde pdem ser vistos os niesmos ou
no consulado britnico na ra da Cruz.
Aluga-se o segundo andar do sobrado
da ra da Cruz por cima da batica de Anto-
nio Mara Marques Ferreira; assim como tam-
bem se vende hum preto de idade propria pa-
ra todo o servido; a quem convier entenda-
se na loja da ra da Cadeia n. 40.
O Sr. Francisco Dias qneira comparecer
no arina/ein de Fernando Jos Braguez,ao p
do arco da Conceic/io do Recife, a lim de to-
mar eiinla de urnas saccas de farinha e ou-
trascom cal,vndas doRio de Janeiro no Bri-
gue Flix Deslino, e nao comparecendo no
prazode qunze dias se vendern por conta
do dito Sr. Dias a fim de se pagar o frete e
mais despezas.
Francisco Antonio Bastos.
Aluga-se casa terrea sita no Atterro dos
Afl'ogados, com quintal, cacimba, alcva e
urna camarinha na sala de detraz: quem a pre-
tender dirija-se ra d'Aurora a fallar com
Angelo Francisco Carneiro.
i
/


4
A pessoa de Fra-de-portas que annun-
ciou o me/, passado para vender salvas colhe-
res, fice,, de prala, queira de novo annunciar
sua morada.
__ OSr. Joao da Costa Pinto naja de annun-
ciar a sua residencia ou dirigir-se a Rua-Au-
gusta sobrado n. 9.
A pcss,>a, que annunciou por este Diario
querer trocar un sobrado de um andar, por
urna casa terrea corn bom quintal sendo quei-
ra urna na Boa-vista, em boa ra com duas
talas 4 quartos urna grande cosinha, quin-
tal pequeo < murado estribara para dous
caballos e outro grande quintal no lundo com
diversas (ualidades de fruteiras, o boa agua
de bebir, dirija-so a Rua-nova, armasen) n. i>~.
Corno quer que p -ssoas mal intencio-
nadas bailas, e vis intrigantes teem por ahi
juramntente assoalhndo que eu tenho alu-
gado e como verdaderamente aluguei a Se-
nhora I). Mara Kosa da Assumpcao o seu si-
tio da Passagem asseverando ellos que esse
aluguel era fantstico e que a dita Senhora D.
Mara me tinlia ent egadio nesmo sitio para eu
tao smente o dcsfiutar ; para desengao pois
desses despresiveis delradores, e por amor
da verdade incluso transcrevo o recibo pas-
sado pela mesma Senhora do aluguel do di-
to sitio ccomtjgosto, e quero niesmo, que
todas as mirillas rousas sejiio claras por
isso faco a presantedeclaracao para ultimo des-
engao desses calumniadoras totalmente dis-
prchiveis. Uinio Fernanda do Patso.
Recebi do Sr. Bento remandes do Passo a
quantia de kW ti. de lagool de um anno do
sitio da Passagem em que estove ate 21 de fo-
verelro do corrente anno, e tico igualmente pa-
ga do aluguel do negro Miguel que esteve at
o m.'sm tempo. Recife i de abril de 1844.
Mara llosa da Assumpcao
l'm rapaz Brasilelro, que escreve bem ,
tendo bastante pratica de escrever copias de
senlencas cerlidoes e todo papel judicial ;
se ofleroce a qualquer advogado ou escrivo
para o dito lim prometiendo muita activida-
de e lazer por menos, que outro qualquer;
quem o pretender annuncie.
Tirao-se passapurtes para dentro e Aira do
imperio e Tullas corridas com brevidade, epre-
co muito commodo ; na ra do Rangel n. 3*.
A irmandadedoSr. Bom Jess das Dores
em S. Goncalo no bairro da Boa-vista tem
de patentearaos liis a procissao de enterro ,
nao havendo clima tem de dirigir-se a bair-
ro de S. Antonio e nao se annuncia as ras,
para nao se cahir em falta por transtornos,
que poder acontecer.
OfTerece-se um rapaz Brasileiro, casado
com pequea familia para ensinar fra desta
i'idadc ou engenho primeiras lettras, prin-
cipios de grammatica latina e msica ; c> sua
senhora a coser a fazer lavarinto ; quem de
seu prestimo se quizer utilisar; irija-se a Rua-
nova n. 8, ou annuncie.
Precisa-se deum preto para carregar um
panicum de pao, e andar com um homem hun-
co das 5 horas da manhaa as 8 ; na ra da
Sen:alla-velha padaria n. 98.
OSr. Jos \ ieira Guimaracs queira pro-
curar urna carta vinda de Macei, na ra do
Oueimado loja n. 2
Precisa-se do SOOfrs. a ume meio por
cento, com hypothcca cm um sitio : na ra
do Aragao n. 29.
A pessoa que se quizer utilisar do pres-
timo de um rapaz Brasileiro que tem bastan-
te pratica de pharmacia para exercer n'uma
botica annuncie.
Quem precisar de um homem para cai-
-- Aluga-se urna grande casa terrea na cida-
de deOlinda sita na ra de Mathias Ferreira ,
aqual tem commodos bastantes; quem a pre-
tender dirija-se ra larga do Rozario botica
de M inoel Fclippe da Fonseca Cande.
=Arrenda-se um grande sitio no lugar do prin-
cipio da estrada do Arraial tendo grande casa
de pedra e cal cacimba de excellcnte agua ,
riacho corrente no fundo e bastantes arvore-
dos de fructos; quem o pretender dirija-se a
ruad'Alegrian. 34,
---= lose Marcal barbeiro e sangrador, ho-
mem taires rom mala de 90 annos de idade,
acha-se aleijado sefli se poder levantar da cama.
O seu estado de pobreza infunde commisera-
c*o, ach i-se em casa de duas filhas tambem po-
bressimas a cojo cuidado se acha entregue ; ro-
ga-se por tanto aquellas pessoas caridosas e
de um coraco bem formado, que querendo fa-
vorerel-o manden) a ra di-Santa '-ecilia por
detrai do muro da Penba casa n. 33 que ahi
o encontraro.
conducta, e que ofTorece boas informacSes a res-
peito de si; quem o pretender dirija-se a ra
estreitado Rozarlo sobrado n. 30.
Compras
as qualidades, cestos para meninos aprende-
rem a andar tclhasde vidro urna porco de
vidrosde urna a 4 oncas tudo por commodo
preco ; na ra da Cruz n. 48, armazom de
luuca.
Vendem-se os seguintes livros latinos :
Ovidio Terencio Eutropio Odelo de Cice-
ro epstolas de Cicero a historia do piolho
viajante, e a voz da naturesa em portuguez
geometra por Lacroix em francez, tudo pn'r
preco commodo ; na Rua-imperial n. 185,
- Vende-se um methodo para violao um
seiro feitor, ou criado e que tambem en-
tende de tintureiro, e d flador a sua conducta,
dirija-se a ra do Rangel n. 27.
Quem precisar de urna ama para o ser-
vico do uma casa, efazer algumas costuras,
dirija-se ao principio da Hua-impeiial so-
brado n. 7.
Precisa-so de urna ama que tenha bom
leite preferindo-se captiva ; na ra da Sen-
zalla-velha n 132 ou annuncie.
O olTicial de canteo, que quizer fazer re-
bollos de barbeiro de pedra do amolar, dirija-
se a la da Praia armascm n. 18.
A abaixo assignado declara ao respeita-
vel publico, que pessoa alguma contrate ne-
gocio algum com o seo mando Cosme da Sil-
va Nascimenlo sobre os escravos de nacao ,
Theresu oManoel, nem ficaoestes escravos na
reaponsabilldade por divida nenhumu que el-
le contrahia visto estar tratando de um des-
quite. Domingas Mari do Rozario.
O coronel Franaisco Jos Marlins d ao
Sr Jos Joaquim Borges da Castro, com loja
na Praca-da-independencia n. 3 os seus agra-
decimentos pela generosa restituiceo do seu
alfinete de peito, perdido na tarde da procissao
doSr. dos Passos, que tendo sido adiado por
um oseravo do dito snr. Castro fo: restituido
em vista dos signaes dados.
L0TRIA DE N. S. DO
LIVRAMENTO.
= Tendo S. Ex. o Sr. presidente da provin-
cia marcado odia 27 do me/, p. p. para o an-
damento das rodas des la lotera, nao pode ter
lugar, em consequeiicia do numero dos bille-
tes existentes, que mo foi possivel a irmandade
correr o risco a elles: foi o rne$ino Exm. >r.
presidente servido transferir o andamento das
referidas rodas para odia 12 do corrente; eo
resto dos bilhetes acho-se venda nos lugares
j annunciados.
CATELLA CONTRA AS FALSIFICACOES.
Constando a Mearon & C., que ein algumas
vendas e lojas desta cidade se vende um rap ,
com a falsa denomlnacSo de rap areaprea, com
astuciosa imitacSo dos botes i rtulos, e sellos
da sua fabrica. fazem sciente aos seus fregue-
ies, e ao pblico, que em resguardo da sua
propriedade a dos seus direitos, accrescentao
Arma ao sillo do nico deposito do legitimo ro-
pe'ara prela que permanece no mesmo lugar ,
ra da Crui n. 20.
Portanto qualquer outro rap que se inculque
debaixo desta denominaran uma falsificaco
dos producios da fabrica'de Meuron 8t C. inven-
tores e nicos proprietarios das fabricas do
rafi aria prela tanto na sabia ,, no Rio-de-ja-
neiro, e Maranhao, como em Pernambuco e
rogo aos Srs. compradores de acautellarem-se
contra as fraudes, sendo as maiores no rap .
que se vende a retalbo,
Precisa-se de una ama, que de fiador a
sua ronducta, para servir uma moca solteira
sein familia, quem se adiar nestas circumstan-
cias, dirija-se a ra dasLarangeiras n. 19.
O agrimensor, abaixo assignado, ollerece
os seus serviros s pessoas que tiverem propric-
dades demarcar, e aRanea a mais escrpulo
sa exactido e o maior zelo no desempenho da
sua arto ; devendo todos os que do seu presti-
mo se quizaron utilisar,dirigirem-se (porcarta)
ao mesmo abaixo assignado, na Rua-direita ,
sobrado n 121.
Joaquim da Fonseca Soares de Figueiredo.
Muito importante aos doentes a medicina po-
pular americana.
= Acaba de chegar uma grande quantida-
de destas pilulas ( remedio composto inteira-
mentc de vegetaes ) conhecidas na Amrica e
na Europa desde o anno de 1790 e das quaes
se tem vendido j no Brasil ( aonde condeci-
do apenas 3 annos) mais de quarenta mil cai-
xinhas, em que teem provado sua superiorida-
de de todos os remedios em numerosas curas
as molestias do ligado febres rheumatis-
mo lomhrigas ; particularmente a solitaria )
thisica ulceras, inflammacoes nos olhos, es-
crfulas e risipellas c.
Roga-se aos padecentes para provarem este
infalivel remedio. Vende-se com seu com-
petente receituario cm casa do seu nico agente
Joao Kellcr ra da Cruz n. 11 e para maior
comtnodidade dos compradores na ra da Ca
deia emeasa de Joao Cardozo Ayres, Rua-nova
Guerra Silva t C, Atterro-da-Boa-vista Salles
& Chaves.
Manoel da Cunha GuimarSes Ferreira mu-
dou a sua residencia para a ra da Moeda h. 19.
A pessoa quo annunciou no Diario de
28 do p. p. querer comprar um negra doenle ,
dirija-so aOlinda ruado Baldn. 24. '
Aluga-se o terceiro andar da casa do At-
ienu-da-ua-visia n. 43 ; a fu i i ir com M. C.
S. Carnelro Monteiro.
Aluga-se uma casa terrea nova, sita no
Pcinho-da-panella e no fundo da casa de
Marcelino Antonio da Silva pelo preco de 9^
rs. ; quem a quizer alugar, dirija-se a ra da
Cadeiade S. Antonio n. 18, segundo andar.
Ainda est por alugar o segundo andar
da casa n. 46 da ra da Cadeia do Recife ; os
pretendentes dirijao-se a loja de chapeos da
mesma casu.
Permuta-se a escravos bons de ambos o
sexos ou a uma morada de casa de pedra e cal,
em qualquer dos bairros sendo em boa ra,
um sitio distante da praca inda legua com as
melhores trras para planlacoes tendo uma
grande baixa para capitn pasto para vacas,
as melhores fruteiras casa de tijolo e excel-
lcnte agua de beber ; quem quizer annuncie.
Antonio Francisco de Moracs embarca pa-
ra o Aracaty a sua cscrava Theresa de nac5o
Baca.
D-se dinheiro a premio em grandes e pe-
quenas quantias ; na ra do Livramento n 13.
Precisa-se de uma ama para casa de uma
mulher solteira para o servico interno e ex-
terno da mesma casa e que d fiador a sua
conducta ; na ra das Larangeiras n 19.
De uma das janellas do segundo andar da
casa n. 31 ds ra da Guia cabio para o beco
uma toalha da lavarinto, com bico largo; quem
a achou ou a pessoa a quem ella for oflereci-
da querendo entregal-a na mesma casa ser
generosamente gratificado.
OITerece-se uma pessoa para ama de casa,
sendo de homem soliciro, ou viuvo cose la-
va, engomma e cosinha ; quem a precisar,
dirija-se a ra do Rangel n. 37.
Ofcrece-se para criado ama rapaz de boa
. Compra-se alista da lotera, ou empres-
timo Austraco, cujo andamento, o ultima ap-
puraco foi no primeiro de desembro p. p. em
Varzovia ; quem tiver annuncie.
__ Compro-se escravos, que sirvo para o
sprvico decampo pago-se bem ; na Rua-di- j dito para rabeca ambos novos, uma duzia de
reitan 1, primeiro andar. icadeirasde Jacaranda um par de bancas da
_ Compra-se uma corrente do ouro sem fei- mesma madeira um par de mangas de vidro
tio quem tiver annuncie. bordadas tudoem muito bom uso; na ra es-
-1 Comprao-seseiscadeiras, uma commo- treita do Bozario n. 4, primeiro andar,
da uma mezinha, sendo em segunda mao, com Vendem-se 4 escravas mogas cjm boas
tanto que esteja em bom uso ; uma carteira de habilidades; uma dita de m la idade por 20o#
embarque; um transelim, um par de brincos rs. lava roupa de sabao e varrella, e ptima
de gosto moder.io alguma^ voltas de cordo para botar sentido e trabalhar em
deboagrossura, tudo de ouro esem feitio; tam- escravos bons para o
bem se compra cada cousade per si ; na Rua-
Augusta no soto do sobrado n. 9, das 7 as 9
horas da manhi, e das duas as 6 da tarde.
Compra-se um quarto possante e em
boas carnes para viagem longe ; as Cinco-
pontas n. 62 ou na llua-Augusta n. 62.
Compra-se la de flecha e de carneiro ;
na Rua-nova loja n. 28, defronto da Concei-
cao dos militares, de Antonio Ferreira da Cos-
ta Braga.
Comprao-secfTectivamente moleques, ne-
erinhai, mulalinhas, e mais escravos de 12 a
20 annos, pago so bem agradando ; na ra
do Fogn ao p do Rozario n. 8.
Comprao-se 2 sellinsinglezes j usados ;
na ra doQueimado n. 29.
Compra-so um cavallo quo seja bom
carregador ; ou passeiro, gordo, novo e sem
achaques; na esquina do beco do Burgos.
Vendas
VENDEM-SE chapeos francezes para ho-
mem da mclhor aualidadeq .e ha c de de-
ferentes precos luvas de seda preta cuitase
compridas, e sem dedos ditas bordadas de
cor, meias de seda pretas compridas para se-
nhora, ditas para padre borzeguins para ho-
mem, senhora, e meninos, e um completo sor-
tffento decalcado de toda- as qualidades ; na
Rua-nova loja n. 8 de Amaral \ Pinheiro.
Vendem-se os livros seguintes chegados
recentemanteda Franca livraria da ra do
Collegio n. 20 ; aventuras galantes de um jo-
ven turco 2 v., 1840; conselheiro secreto das
damas, 1 v. 1840; elogio de Marco Aurelio,
1841, um v. ; Calatea pastoral, por Florian ,
1840; Henriquinho, ou o menino roubado; Joao
Sbogar; licoes de Fcnelon ; lices de gcogra-
phia ; manual christao por Fenelon um v ,
1838; D JooTalperra, um v., 1840; novo
manual docozlnheiro ; novo thesouro -de eco-
um sitio ; 2
trabalho do campo ; um
dito de 20 annos bom olTicial de sapateiro e
servente de uma casa ; um moleqne de 14 an-
nos ; na ra larga do lio/ario sobrado n 48.
Vendem-se chapeos francezes a 6500 rs.,
ditos de sol, de seda com barra a 6500 e 7000
rs. luvas de pellica para homem e senhora a
mil rs. o par duraque princesa e franque-
lim preto eoutras muitas asendas por barato
preco ; na ra do Queimado, loja n. 11 de
A. L G. Vianna.
Vende-se salca-parrilha por preco com-
modo ; no armasem do Braguez ao pe do ar-
co da Conceicao.
Vendem-se saccas com arroz ditas com
cera de carnauba ditas com feijao couros de
cabra sola pennas de ema, harris com azeite
de carrapato ; na ra da Cruz n. 51.
Vendem-se borzeguins gaspeados, e de
punta de lustro para homem, senhora o meni-
nos, botins e indos ditos de Lisboa e francezes,
sapatos de lustro para homem o meninos de 6 a
12 annos, ditos inglezes para ditos, sapatos
de marroquim e de couro de lustro para senho-
ra e meninas chiquitos para meninos pedes
de marroquim tudo por preco commodo; no
Atterro-da-Boa-vista n. 24.
Vendo se por precisao uma escrava de na-
cao ds bonita figura boa ensaboadeira .mi-
ta nd eir
uma casa,
na ; no pateo do Carino n. 24.
Vendem-se barricas com farello de supe-
rior qualidade e por preco commodo, o meias
ditas com farinba ; em casa de Matheus Austin
$ Companhia ;a ra do Trapiche n. 36.
Vende-so uma escrava de nacao moca ,
esem vicios: na Rua-velha n. 49.
= Vende-se Jacaranda superior ebegado do
Rio de Janeiro pedras de marmore redondos
para mezas de meio de sala, de muito bom gos-
to ditas para commodas cadeiras america-
camas de vento
sofas, mezas de
e e muito diligente para o servico de
ou treca-se por outra mais peque-
as com assento de palbinha
com armacao marque, as ,
nemia domestica; artes de conhecer os homens,' jantar camas de vento mui bem feitas a 4500,
e as mulheres pelas feicoes do rosto em duas | ditas de pinho a 3500, assim como outros mui-
tos trastes ; pinho da Suecia com 3 pollegadas.
de grossura dito serrado, dito americano de
diflcrenles larguras e comprimentos ; assim
como travs de pinho charrales; na ra de
lindascartonagens; o bandoleiro dos apeninos.
1841; Emilia, ou foragidos dos Pjreos, 1841;
viagens deTristao da Cunha; recreio de Euge-
nia ; verdadeiro orculo dos maridos e dos
amantes, das damas e donzellas duas lindas
cartonagens ; viagens de Guliver.
Vende-se por preco commodo boascar-
teiras de viagens, estojos com espelho para bar-
ba espelhos grandes e pequeos para sala ,
com excellentes vidrospara tocadores, frasquei-
ras com pecas douradas, e copos, lavatorio de
mogno com perlenccs de porcelana bons sofs
de Jacaranda modernos, camas, cadeiras e
bancas camas de recreio com colxoes de mo-
las muito ricas, duas cadeiras de ra, Jsen-
do uma muito rica e outios muitos objectos ,
que a vista dos compradores ser patatentes
assim como so contina a receber todo e qual-
quer objecto, tanto novo como usado, para se
vender por meio deste estabeleeimento; na Rua-
nova armazem n. 67.
Vende-se um sdbrado de um andar na
frente edous para traz com muitos com mo-
dos para urna familia grande por coriter para
cima de 7 quartos ; na ra do Cabug loja de
meudesas junto da amarella n. 1 I).
Vendem-se 3 quartos muito novos .e
bons para carga e uma vacca de leite filha'do
pasto que se assgura dar 3 garrafas de lei-
te para cima, d-se a contento; na ra de
Aguas-verdes n. 15.
Vende-se uma taboleta do ourives e o
livro secretario portuguez ; na ra do Aguas-
verdes vendan. 15.
Vende-se uma banca de amarello urna
meza e um bahu de 4 palmos; na ra de
Aguas-verdes, vendan. 15.
Vendem-se 32 pranchoes de pao d'oleo
de muito boa qualidade ; na travessa da Ma-
dre de Dos n. 8.
Vendem-se todos os utenciliosdo urna pa-
daria oucada umdeper si por preco com-
modo e todos bem modernos ; na Rua-iuiue-
rial n. 2.
Vende-se a armacao da loja sita na Rua-
direita n. 65, propria para qualquer estabeleei-
mento, por ser em bom locar, e o aluguel mui-
to barato ; couro de lustro a 3200, e3600 rs. a
pella ; a tratar na mesma ra n. 64.
Vende-se uma arroba e meia de cera de
carnauba, e uma porc5o de pennas de ema; na
Piaca-da-independenciu n. 28.
Florentina em casa de J. Beranger.
Vendem-se saccas com superior arroz ver-
melho e farinha de mandioca, por preco com-
modo ; na ra da Praia armasem n. 21.
No deposito de farinha de mandioca, na
rna da Cadeia de S. Antonio n. 19, e no paleo
doCarmo sobrado novo junto a Ordem tercei-
ra vende-se farinha de mandioca a 640 rs. da
medida nova e pela medida velha a 1600 rs.
e sendo em suecas a ouo rs. gomma de en-
gomma a 10# rs. o alqueire da medida velhu ;
o mesmo deposito precisase de uma ama para
sa de pouca familia sabendo engommar, co-
lindar o lav^r jpndo de boa conducta pa-
ga-se bem.
Escr&vos fugidos
No dia 27 do p. p. ausentou-se da casa do
abaixo assignado, um pardo de nome Antonio,
de estatura regular, corpo a proporgo ca-
bello bem crespo pouca suissas e rentes, tem
nma fistola no queijo orelha (urada na per-
na esquerda buscando o calcanhar tem bas-
tantes marcas de ferida e uma aberla ; levou
camisa do riscadinho encamado calcas bran-
cas tudo novo chapeo de palha alm da
roupa do corpo levou mais alguma branca ,
muitojogador o nao larga o charuto ; na
mesma occasiao seduzio-me o meo criado- Por-
tuguez de 14 annos levou calcas de laa do
listras azues camisa de algodozinho nova ;
rwga-ae a todas as autoridades policiacs e
espitaos de campo hajo de apprehender o
avisar ao abaixo assignado na Praca-da-Bja-
vista n. 24, quo se satisfar toda o qualnuer
despesa, quo tenha folto. Manoel Pacheco
de Quciroga.
Fugio no dia 31 do p. p. um molequodo
nome Jos de nacao Angola de 17 annos ,
bem retinto sueco do oipu altura regular,
camisa de riscado, calcas de ganga azul, e cha-
peo du palha de abas grandes ; quem o pegar,
leve ao Beto largo do Recife venda n. 6.
- Vendem-se ementes de hortalica de toda. 1 Rgcira m Tir. di" M. F. bb Faua-184*.