Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08709

Full Text
-"
Quarta Fera 5
Auno dc_1844.
O.Diario |>ublica-r t. i!os os los que 11.10 orem sanTirnm : o |>ieco da ..ssRnatura
hr il's ,ro' mil'" |>or quartel papo adinnlados. Os annunciosdos nssipnnnlc sao inseridos
-alia. i" desque 11.10 fiitcm raio de SU res por linlia As rrclainni Sel devem ser diri-
gidas esta l'yp na as Crujes n. 4 ou a (iraca a Independencia I. ja de litroin 6 r 8
PARTIDA DOS COR.REIOS TERRESTRES.
GoiANNA, e Para'iyba se-undaa e sextaa fciras. Hio Grande do Norte, quintas (eiraa
Cabo. Serinhaem Itio Formoso Pono Caito, Macey e Alago: no 1. 11 a '2i
da cada mei Garanliuna e Bonito i e '24 de ca'a mci Bua-tisla e Floral a 13
e 28 dito. Cidale da Victoria, quintas leira, Olinda todas os da.
das da semana.
* Seg i. Macarlo Aml.doJ.de D. da 2. t.
2 Terca a. Tlcoilmia Bel. aud. do de D da 3. T.
Quarta a Benedicto. Aud do J. de D. da 3 t ,
i Quinta Iiilorn Aud. do J de D da 2. t.
5 Se la g. lria. Aud. do J de D. (i Sab. a .Marcallinn Bel. aud. do J. de D. da 1. t.
? Dorn de 1'nsciia s Epifano;
r.
de Abril
cultas
Atino XX.JV. 79,
_IaaJaa(aWrIJlaMffltBMaW3*S^|,!:=^0,,B,*
lado agora depende de nos mestnos; da nossa un le icia, iroderaMO- e energa: con-
tinuemos como i*n:iciii'imo9 e seie-nus ap.i'tul.n 8001 admiradlo entre s g
(Proclami.;.... di \ .i-:nl>la Geral nu '"'>
a aniinri venda
Our.-M.d.dC,rV. jjg J7.500
J de 4.00.. IM'OO JMJJ
P^.-PaUoO. J.gO J.WJ
Pcsosmlumomara. 4,7. M"
Dilos meiicanoa 1,960 *.
' Cambio! aobre Londres 28.
ii Paria 570 rris por franco
Lisboa 111 por IUII de premio
Woeda de cubre 5 por Mato e nao ha.
dem de letras de boas firmas I al|i
BraHOR
I'IIVSES DA LA NO MEZ DE ABRIL.
I.ua cheia a.! as'i Imras e 3fi min da nunli.ia I Luanora a 17 as 2 boras e 11 min. da lana.
Minuante a 'J as 7 horas e 4->uiiu da larda | desente a .'i as 5 k. a 45 >. da Baaabja.
Pleamar de hoje.
I'nmeira a 4 horas a 3(> min. di manli ii | Secunda as S horas e42 minutos da tarde
.
. ,j. ..i. :i
DIARIO DE PERNAMBUGO.
snotansuL'^'V.

E
:-.
'." '!3j| Alasa
Governo da Provincia
Expediente, do din 28 do pastado.
Ollicoo engeuheico ein chele- dos obras
publicas, declarando era rcsposla ao sen officio
di' "2.*5 deste niez (marco), que deve nesta cldade
entregar os sentenciados erapregados Da repar-
ticoseucargoquera o juiz municipal de-
terminar; por uso que sobre tiulo, (jiiauto nao
lbr relativo ao servro das mencionadas obras e
aoreferido juiz, e nao dita repartirn, que
compete providenciar.
DitoAoExm.e Ilm. director do lyro, auto
risando-o fazerdepositar os livros pertencen-
tes provincia, que se acho no gabiuete lilte-
rario, eni o lugar do inesmo lycco, que para issn
mais commodo ihe parecer; visto nao haver all
salaalguina com as precisas prporces para ad-
inittir as estantes, mandadas fazer para se ael-
las guardaren! os mencionados livros.Oflici-
ou-se respeito ao inspector interino da tlie
ouraria das rendas proviuciaps.
DitoAo engenneiro em chele das obras pu-
blicas, autorisaiido-o interpela mancha, que
prope em cilicio 'ib" do crrente (marco a valla
do lado esquerdo da estrada desta cidade para a
de Olinda polo val da Tacar una, fiui de por es-
te mel dar-se mais commoda passagcni dos Ar-
rumbados para o dito val s canoas de transpor-
te, e as niadeiras que desce pelo rio ffebiribe:
e. bemassini mandar construir sobre O caini-
nhoda Passagcm, que tem de ser cortado pela
referida valla, e com madeiras velhas, se as hou-
vereiu, pelo proco oreado, ou com novas por
430/WOO, o passadtsso, que se refere o seu dito
Olficio, e que servir para Facilitar 0 ti .nsito
das pessoas, que alli costumo desembarcar as
mares balsas com direccao cidade de Olinda.
-----Couiuiuuieou-se ao inspector interino da
thesouraria das rendas provinciacs, o ao inspec-
tor-fiscal das obras publicas.
DitosAo cominandante las armas, c ao ins-
pector da thesouraria da fazenda, intelligenci-
ando-os de haver S. M. o Imperador determina-
do era deferlmento supplica do cirurgio-mor
do 4. batalhfio de cacadores de linba, Manoel
Montciro de taevedo, que do 1." de Janeiro do
correte anuo era diante fosse redusfda terca
parte do respectivo sold a cousignaefio mensal
de 20/ ra.( qu| O dito cirurgio-mor havia aqui
deixado sita familia.
Dito-Do secretario da provincia ao inspec-
tor da thesouraria da fazenda, transraittindo,
liara tereni execUCSo, as ordens do tribunal
thesouro de n.'2 30.
Com mando da Armas
Exyied ienle do din <1 ''" potSttlo.
Officio Ao Exiu. presidente, transmittindo-
Ihe para ser presente a junta de justica o pro-,
cesso verbal feito ao,reo, soldado decavallana
II. de S. (empello.
Pito Ao uiesino Exill. Sr. pedindo-lbc CS-
clareeiuiento sobre as salvas do dia l'do eoir.it-
t aiiuiversariode Sua .Magcstade a linpeatriz,
que Ihe pareca deverem ser dadas, nao obstante
nao virein marcadas na tabella respectiva.
Dito Ao inesmo l.\m. Sr., informando o re-
queriraent do I.4 cadete \l. de A. doNascimen-
to Jnior que pedia Meen, a para Ircqiicnl ir a
dala de geometra do collcgio Santo Anto-
nio.
Dito-Ao coronel T. C. Rttrlamaque para
que ioformasse por que brdem, e quando rorfio
tirados os ferros ao sentenciado J. M. de b. Iza-
bel que eslava cm servieo na fortaleza do
/)'ni'u.
DitoVo inspector da thesouraria conunii-
iiicando-lhc que no dia 7 do correte fallecer
no' linsiiif!, ondefora revolhldo no a o ft
soldado reformado Antonio de Olivcira.
l>to~AO rnniiii^n'l:inle intC!'!!!'.! dO 3. u&ta-
lhao de arlilhaiia communicaiido-lhc que
S. M o I. por aviso da reparti;o da guerra de
22 de fevereiro ultimo, executado no dia 24 '
iandara denaittlr ao.'cadete Florencio da Costa
e Olivcira que cstava conservado na corte em
deligencia. ,
I)ilo--Ao inesmo disendo-lhc que ttnha
coinmunicado a thesouraria o fallccuucnto do
soldado reformado Antonio de Olivcira que
entrara para o hospital no dia 6 do coi rente.
Portarla__Mandando dar baixa aos soldados
do batalhao de artilharia a p i'ulccrio Jos
Turrares e Joaquun Francuco da Silva
terera tinalisado os seua engajamentt.
lodo o lempo que tfto sabia e prudentemen-
te administrou esta bella provincia, tem a
honra de levar presenca de V. F.\e. a mais
sincera homenagem de seu reeonheciment
e decedido aflecto, ueste momento nada sus-
peito, em que V. Exc passaa administratlo
as dignas infios de sen successor o Exin. Sr.
Manoel Bernardinode Figueiredo.
Osabaixo assignados que pela sua profis-
sfio, sfo alheios a meaquinhas eonsideraeOes
ila intriga de partidos polticos, ecostumao
avaliar devidamento a administraeo em que
a lei impere, a ordem subsista, e o socego e
tranqUillidade publica dominem, nao podem
deixar de tributar a \. Iac. os mais inno-
centes parabens, pelo bom que V*. Exc. se
Imiive no arduo e espinhoso mister que o go-
verno des. m. i. Ihe conliou ; e aproveitan-
do esta occasiflo rogSo a V. Exe. se digne
colher este fiel testemunho da subida esti-
ma e respeitsa considerado que onsagrflo
a pessoa de v. Exc.
heos guarde a V. Tac. por dilatados anuos.
Haranbfio 22 de marco de 1844.Illm. e Exm.
Sr. Jernimo Martiniauo Kigueira de Mello.
.Manoel Joaquim de Mtevedo.Domingos da
Silva Porto.Seraliin (ionealves de Paria
C. Joaquim Jos Alvos.--Antonio Homar-
(lino Jorgo.-loao llernardino Jorge.Anto-
nio Pereira de Figueiredo.-Antonio Teiveira
Porio GuimarKes Oliveira c Pereira.Vic-
torino .loso Rodrigues. Antonio Joaquim
de Araujo Guimarfies & Sobrinhos.-JoseAnto-
nio da Silva Cuimaries.Antonio Pinto l'or-
reira & G.Jos Dominguos Castro nuel Antonio dos Santos V G.a~Loite mflo.Antonio Jos Vteira.Jos Ferreira da
silva Moreira da Silva & (."-baltliazar irinfio v
(:.a-(;uimaros Magalhaes & Silva.Manoel
Pereira Guimarfies Caldas.-Antonio da Sil-
va Kontes.Francisco Fructuoso Ferreira.
Pinbo Irmao.Daniel Cesar da Silva For-
ra/.. Jos Pedro dos sanios ce [rmfios.An-
tonio Pedro dos SanlsA GJoaquim Pe-
dro dos Santos.I.ouronco JuStiniano de Mi-
randa Manoel Jos Comes.Comes c< Ne-
ves.Freir i\ A/evedo.JofiO l'ereira l.eite.
-Hento Ribeiroda Cunha.Paulo Joaquim
da Costa.Antonio Fernandos F.nnes.Joao
Ribeirode Garvalbo.Manoel Antonio Pinto.
Simos & Primos.Luiz Antonio Corrt'ia
de lrito Tollos.JofiO Joaquim Copos do Sou-
/a.-Alexandre Bernardo 'de Siquira.An-
tonio Francisco de A/.evedo Felisberto Jo-
s Correia.Felicianno Antonio Pinheiro.
Antonio Dias de Arnujo fiuimarfies.Boa-
ventura Jos Rodrigues.Raimundo (Jarlos
Ribeiro.JofiO.Antonio .Marques Bibeiro.
Joaquim Antonio da Silva Ferreira.Joo
Alvos de lrito.Antonio Jos Soai os Ruar-
te.Jos Mara Faria de Mallos.-Manoel l'e-
reira da Costa.



do
por
MARANHAO.
Illm e-Exm. Sr.S abaiXO assignados,
negociantes tiesta pratja, penhorados em sua
cratidfio pela urbanidade, inteireza, ejus-
l& com que V. Exc. se (gQOU tnilul-os ca>
ASSEMBLA PROVINCIAL.
Coninurtfo da ttuo de 28 de marco de 18i4.
O Sr. Taques:Sr. pres., a resojiifo apresen-
tadapela coramiss&o de coustltulcSo e poderes,
revogando a lei provincial, que estabelece o
monopolio do i'ornecimento ao publico desta ca-
pital de carne fresca, est milito no caso do ser
approvada por esta asscmbla. A cominissao di-
rigio-se, na apresentacao da rcsolucao que se
discute, pela disposicii consagrada no *j 24 do
artigo 179 da coustltuico, pelos principios ge-
raluicnie reconhecidos, c pela experiencia que
pdecolher de quanto sao Improficuas leis da
uaturesa daqueila cuja revogaco se propoe. O ^
citado da coustituicao estabelece que a cada un
ser Ikito usar de qualquer genero de Industria
e eonimercio sem que se Ihe ponha restiiecao,
pienoseja exigidapclainoral.segurancaesaude
publicr.
I. visto pois, Sr. pies., que nao podemos dei-
xar de decretar BrWVOgaco dessa lei srm dei-
xarmos violado o preceito constitucional. Keni
...'..l.. ....v::h'c. i Miiipii) de tfu aqi sr quis argumentar dedusido da le que es-
tabelecco o privilegio era favor, da corapanhia
p.o.ta introduccaod'agua potsfcl nacapital. A
agua nao i un genero cuja (piantidade c quali-
dade pode ser produsida a arbitrio de cada un,
mu genero de que havia milita falla, que era
preciso, que a provincia tomasse sobre si o seu
lot ii, i iiiniito ao publico. Nestas circumstancias
era lugar de a provincia decretar una obra para
que tivesseinos agua sumcientr, contratou-se
com urna compunuia. a factura da obra neces-
sariapara o sen forneciraento, c a essa compa-
nliia deo-se o direito te vender agua ao publi-
co por tuna certa tava, alini de indemnizar-se
dos capitaes erapregados na obra. Ora, nina lei
de privilegio estabelecida uestas circumstan-
cias, que nao tera por fin seno a l'aclura de
una obra publica diversifica milito da que con-
cede privilegio a una especularan, dando o mo-
nopolio de un genero, cujo uso geral. Pulie-
se tambera sustentar, que sejade utilidade pu-
blica a aniuiaco de una empresa nova, ou do
forneciraento de ura genero de qualldadc tal,
qu nao tenha anda tido lugar entre mis, e
nesse caso corresponder a le, que assiiu dls-
posera quedesse urna animacao a un invento;
vira a dar un nri'inin :io iiivimiInv > aquel!e qtlC
fez com ipie o tiosso consumo possa iccahir so-
bre gneros de melhor qnalldade: <' Sto sera
iluviila mu progresso; mascstabelecer urna lei
para conceder 0 monopolio do iniiicciiiniilo de
gneros que iodo o dia se consom, de gneros
de que nao podemos prescindir, da inesmo qna-
lidade mieiramente dos olferecldos e tidos
geralmente, nao pude ter lugar; com a consti-
tuieiio esla de accorilo a lei das cmaras, que no
artig 66 dispoc, que se de toda a liberdade ao
coinmercio, nao se Ihe pondo restriccoes, que
os danos de gados tcnhSo a laculdade de talhal-
os e vendel-OS onde quizrem, e que as cmaras
se abstenho absolutamente de laxa os gene-
ras. Euvoulros 8., 9., e 10." oeste artl-
Or.. todos estes parogranhodo artigo ( da
lei do I." de OUtubro de 1828 se oppoem a le
cuja revogaco se procura.
Agora, Sr. pres., anda considerando os prin-
cipios sobos quaescahe a malcra, examinare!
por tim DOUCO se pude ser recusada nina rcsolu-
i o, que pede a revogafo de urna lei j contra-
ria aos principios constitucionaes. Sr. pres., e
principio, que boje passa sein conlestacao, que
a liberdade de commcreio, a competencia e 0
nico lucio de se obtercm os .'cueros de qile
precisa o publico era quantidade e qualldadc sa-
tisfactoria, e pelo melbor preco. A livreconcor-
rencia la/, com que OS gneros nao sejao vendi-
dos no mercado nem por mais. nem por menos
do que o proco, que devem ler; regulando o
cusi da produccao.
O Sr. Francisco Joao:0 que regula, e a or-
i'iii.i e a procura.
I) Sr. Taques:E' o custo da produc$ao, o mais
accidental, ninguem pode vender pnr mais,
porque nao aehar comprador, nem por menos
pa^-que nao se empregar em urna Industria
prejudicial. ..
ora. Sr. pres., estabelecendo-se o monopolio
o que acontece? D-seauma certa-companhlao
direito de vender os gneros pelo preco, que
niuilo brinqiiui i. Nao isto s, fai-sc umaof-
fensa muito directa ao direito de propriedade,
ao direito de usar cada UIU da sua c.i|>acidadc,
c irabalho como julgar que Ihe eonvein. Que se
la/, urna ollensa aodireilo de pwpriedade e lan-
o mais evidente ueste caso, quanto o forneci-
mento de carne fresca depende da criado do
fc.nio, e a ciiavo (logado consume um.
tria especial entre nos. Ora, pela '
; So se discute estabelece
nopolio era prejuiso dosfasendeiros..
o Sr. Fraiu ico Joto:Pelo contrario e era ia-
vor driles. .
O Sr. IViflalM:pois que acontecer,que aquel-
lesque contratarem, ajastar-se-hfio cora ou-
tros fasendeiros para estes Bomecerem o gado
bom, e me, e os outros nao poderad rornec r
seno dando sen gado por um preco inleior ao
usio; c resultara era relacao ao consumo des-
ta capital, que o povo comprara carne pelo
preco maicillo poiciu da pcior, e a carne boa
sera para poneos.
OSr. Francisco Joao:-Pde-se dar providen-
cias no regulainenio este respeito.
Sr. Taques: Nao pode haver providencias
para forneciraento de carnes: o poder publico
deve tiesta liarte realisar o que se disse de nm
grande lioicm trabalhar para tornar-se in-
til, porque nada pdein l'a/.cr .
Sr. pres., o que tenho dito comlirmado pe-
la experiencia. Ja disse no outro dia nesta casa,
qoe na Babia havia pastado urna le anloga i
esta. Estabcleeeo-se o monopolio; mas o que
aconteceo? Observe o n. d. oeffelto natural de
se (ornar o genero mais barato, que c o aug-
mento de consumo cftlculaudo-se o consu-
mo provavel que deve haver, depois na execu-
ro ii resultado c o consumo augmentar, e, o
queso segu daqui: a penuria, fol justamente
oque aconteceo na Baha: calculou-te qualera
o gaiio .que sr podia consumir na capital ;
mas esse consumo anginentou, e apparecea
falta c vexaiiie..Tambera a carne do consumo
Ib i pessinia, porque o gado que vinha era ma-
gro; vio-se pie os adiados dos monopolistas
fornecino o seu gado sem cuidado de que fosse
iiio ou bom, pelo melhor preco, e os
que nao erao da allianva, cro obligados a ven-
der o seu bom pelo proco, que Ihe punho. O
publico coma carne ruhn pelo mesiiio prejo da
carne boa ; c s os que tinho relaces cora os
contractantes obtinhao boa carne; todo isto deo
UIU
le cuja revo-
lambein um nio-
i o i ni
Ingara grandes clamores, eauma desordem no-
tavel na capital; por flin mo a revolujSo de
1837, que ai .ibou com seniclliaitte monopolio,
em que ninguem mais seanimou fallar.
Kis, Sr. pies., a experiencia, que tenho do que
aconteceo na provincia da Halda; creio, que cs-
seseileiios terao lugar aqui, logo que se ptl/.er
em execucaoessa le cuja revogaco se pede.
Portanto; nao posso deixar de continuar a vo-
lar pela rcsolucao, que se discute. JulgO, que O
monopolio, como disse um grande csc iplor.no
se pude alliar com o espirito genuino do coin-
mercio, filhode una poltica tenebrosa, mes-
qiiinli.i c egosta.
O n. d.. que se assenta ao mCU lado, trouce o
esrmplodi luglaUua; porc'm perdoe-me, que
Ihe diga, que a Inglaterra beinque soja a pa-
tria <\.\ econmica poltica, de certo nao o as-
sento da economa poltica.
OSr. topes Gama:-O qoe sao os Ingleses a
par de nos .'
o Sr. Taque*:v. ha entre nos quera entenda
abruma cousa de economa pratica.
lia 150 anuos, que na Inglaterra Sir Dudley
North ostabeleoeo o principio da livre concur-
rencia: depois disto mudos dos bonicas mais c-
niinenles (aquella na o teem procurado desen-
volvel-o. veio misino o celebre Sniith, que o pos
em lodo a luz, e com ludo a livre concurrencia
nunca se eslabelccco na Inglaterra.
0 Sr. Francisco Jado:Isto prova nosso fa-
vor.
0 Sr. Taques:Prova, que nao tem rasao o n.
d.,ipia minos ita/.cxcniplos da Inglaterra por ter-
se nclla desenvolvido muito a economa poltica,
quando os lionicns mais preeminentes (laquellc
paiz, dizem, que alliainda nao se tem posto em
pratica o principio da livre concurrencia.
O notumus lega Anglia mulare da aristocracia
inglcza caracterisa bom a loica do habito, e o
espirito conservador da Gram-Bretanha. D'aqui
vera, que com quanto a Inglaterra seja bastante*
mente esclarecida; todava all ha interesses
muitoantigOS, e muito extensos, c complicados
segundo o desenvolvimento do seu coramerdo,
que nao possivcl, nem conveiu destruir de re-
pente, mas siin gradualmente, e com as predis-
posicoes indispensaveis; por tanto, nao nos ve-
ulio traier a pratica <^i Inglaterra a nos-
so respeito. Assiiu, Sr. pres., julgo que me-
ihor seguir as doutrinas, que os exemplos da
Inglaterra, e que esta assembla deve aluda una
vez procurar rcalisar as sabas previsdea de lord
Greenville, ein quanto disia, que as uics rnyes-
liga(es da philosophia britnica serio um
da tima foiltc pura, e ampia de felicidado
geral. On. d. sabe nem, que a Inglaterra alu-
da se acha muito atrasada quanto a appllcacao
do principio da livre concurrencia inesmo a nos-
so respeito. Sabe (pie o nosso assucar nao pode
ler entrada na Inglaterra pelos excessivos im-
pottOH laucados pala cxciuil-o. K' porque a In-
glaterra nao enlende de economa poltica.' K'
porque o povo ingles nao se interessa, e nao re-
clama pela adinissao do assucar brasileilo ? h'iio
grandes nlcresses se Ihe o|i|if>em iu-
teresses, que nao c lacil o estadista inglcz ar-
rosiar. K uina ultima reflejlo, Sr. presidente,
se os uobres diputados rceonheceni, que o mal
no supprimenlo ao povo do genero de (pie tra-
amos veni dos pequeos monopolistas, e do
atrevassaraento, como querein remediar este
mal por nielo de um mal maor de um monopo-
lio geral ? Terrivel homcopathia administrativa
porque ao menos os mdicos homeopathas jire-
icndein curar os males com do/.es honieopa-
ticas infinitamente pequeas; mas os un. dd.,
quercra curaros males do monopolio que possa
naver com o inesmo nial cm muito maior
dse.
Tenho demonstrado as rasoes, que teve a
eoininisso para apreseutar a rcsolucao que se
discute; creio, (pie nao ha inleresse geral que
se possa oppdr a ella.
U Sr. Lopes (lama: Queiu tora algum tacto
nsrlsmsntar j;i prev ssuco Saii, ou menos o
resultado deste pio;eeto; por isso desuecessario
era disctilil-o mais; porm como em o auno a tra-
zado cu fui um dos que pugnro por essa lei,
que agora se quer revogar, nao me lita bom ar-
ripiar carreira, e nao me tica bem tanto mais,
quanto esta materia foi aqui sobejainente deba-
tida e foro reprodusidos todos estes argu-
mentos.
Vcrcise respondo ao n. d., que se aeabou de
sentar, (planto a alguns argumentos; porque co-
mo outros Sis. teem anda de fallar, quero di-
zer-lhes tambera sobre que respondao. Priinei-
raraeute nao conecbo a nalavra inonopolio..,
que aqu se tera repetido mutas vezes, estabe-
lecidon'ess lei; porque onde ha concurrencia
nao ha monopolio (apoiados).
O Sr. Manoel Cafalcanti:il& concurrencia pa-
ra os monopolistas.
OSr. Lopes (Jama:Se tal a nossa infelicida-
de, se taes sao as nossas circumstancias, que in-
fallivclmcnteha de haver monopolio, pergunto
cu qual melhor, que baja um monopolio le-
gal de contracto com pessoas, que olTerecem ga-
rantas, ou o monopolio dos marchames, que
nos impoem a lei respeito de carnes! Deixo


-
.,.,.., -&.*y*mnvrm-*
*=,$
cottdcraco daassembla resolver esteponto.
Passarei coraparaco, que o o. d. feaentrc o
contracto do encanaineato d'agoa petavel pa
esta captal.e este contracto das carocs, dizcndo,
que nao tem analoga alguina. Mas com o de-
vido isprini. iiirlioioil.i; porque, Sis., o (un
daquellalei foitornar a agua barata, < o lint
desta outra c* termos carne barata;vejo pois
nisto toda aseinelhanca, < se Ua dltierenca de
ser ama lei para beber, < outra para comer r-
taias). LugO, como s. dizque esta nao cons-
titucional, e aquella slm ?
Vamos a ciencia econmica tao fallada aqui.
Sis. este principio de economa poltica de sci-
enc', ,.,.,i imica nao to ampio como querein
alguns, quando he iai conta sustentar una
opiniao.
OSr. Taquee: Eu sustento por iul
ral
0 Sr. Lope Gama: Tambem nos disemoso
mesmo: anossa opiniao nossa (liba, e nos
temos multo amor aos nossos lillios mas como
n disendo, nao tem essa amplidao como alguns
entendem. Nos palees onde pode haver grande
concurrencia tem tugare se principio; mas em
un i te rra pequea como a nossa, nao pode ter
lugar, porque Sis., a sciencia econmica urna
ciencia pratica, que depende muito da locali-
dade, por cxcmplo, em Parlz cuja popularn
espatosis>iiiiaun .< inaior, doque anossa nao
<' i'uil haver um monopolista de un genero des-
tes; mas aqui em Pernainbuco aonde o ricasso
atravessa qualquer genero, c depois encarece-o,
eiinpde preco ao povo, nao pode convir seme-
Ihantc principio.
11. d. tocou em Inglaterra, disse, que a In
glaterracoin quanto seja a patria da economa
poltica com tudo na pratica tem de seguir mui-
tos preconceltps; mas se cu apreseutar-Ihe ex-
emplos de todas as n a ;des cultas, oque dir o
d. d.? Em Franca tambem tachado o azelte.
a lenba. acame, osal, epor contractos: Portu-
gTuoje tem urna constituicao, e entretanto alli
vejo o contracto dos vinhos, do tabaco e do sal,
. nao podemos dUer, que Portugal fique abal-
xodeus; ua csp.uiha. emtoda aparte vejo
taxar-se gneros, e de urna companhia.
O Sr. Nabueo: 1'ois i IXC a cunara tamb >in
a carne.
OSr. Lopes Gama: Assim Sis. o argumento
<.i concurrencia nao serve para aqui. Se nos
qutennos comparar a sciencia econmica com
as matheinaticas, dire, que os principios das
ni iiliemaiieas puras, quando sao applicadas,
multas vetea as cifras falhao; quanto inais a
respelto da sciencia econmica, todo pratica,
dependente das loe didades Nao por ahi, que
Mi vou. O argumento da inexequiUidade, es-
te pesa inais em mim; si' me inostrarem, que
cusa lei ti incxequivel, eu votarei contra illa.
Nao se diga, que isto de primeira intuico; e
une assim para que beld eu querer ver as dille-
lentes prepostas (ni dos argumentos do n. d.
e a inexequibilidade da lei vista 'las propostas,
e ento como hei de eu saber disto seno tenfio
as propostas emmo para as examinar? O n.
d. disse, que na Babia nouve nina lei gemellian-
te, quero ver essa le para saberse < seinelhan-
te: disse o 11. d., que el! i foi l.i inexequivel, c
que ser aqui tambem; tudo isto depende de
exame. Sis. eu nao son teimoso, son um ente
racional c desde que me apparecer una ra-
jo couclndente eu cedo : estOU pnmiplo a vo-
tar contra essa lei, una vez que ..... IllOStrcm a
inexequibilidade, contra a constituicao nao e,
contra a sciencia econmica menos e umita
gente boa pensa commlgo. Veja o n. d. daqui
quanto falsa a sua proposico, quando disse,
que isto era da primeira intuico.
O Sr. Taquet : Para mim <'
0 Sr. lapes Gama: Pols para mim nao.
OSr. Taques: Alm dlsso temos anula a-2.
discussao.
OSr. Francisco JoSo: Alas bavetuos de ap-
provar urna cousa, que nao entendemos?
O Sr. Lopes Gama: Sis., cu penhoro a nu-
nha palavra para volar contra aquella lei, e a
favor (leste projecto se aqui se me mostrar a
inexequibilidade da lei; mas como me bao de
mostrar .' Subministraudo-iiie as propostas, que
se fizero, a representacao da cmara, etc. enao
diser-se, que urna lei igual foi fcita na Babia, c
nao se pode executar. Repito, votare contra a
lei s me mostraren, que inexequivel; mas
peco, que seja este projecto adiado simples-
mente em quanto se imprimem estas pessas
conforme p. de o ivquc ment. Ja OUVI a um
n d diser, que era grande a despeza da impres-
sio e o u. d., queacabo de fallar disse, que
os documentos era urna bagatella, que estavao
ao alcance de todos Sis. em todos os corpos
legislativos, cu teulio visto que os precedentes
nada valem, boje decide-se una cousa, ama-
iihaa d.cide-sc uutia, de luaneira que se pode
annlicar aqui o mesuio que disse um celebre le-
trado peraiitcosenadodeVeneza. bin o auno
pausado vossas senhorias iilustrissiinas decldirao
assim, c assim, e boie na mesmissima causa
decidem pelo contrario, c senipie l,em risa-
das) Y.' o que cu teuho observado nesta casa.
Hojeapprova-se urna cousa anianha reprova-si;
loco os precedentes nada valem.
Sesumiudo-mc pois digo, qu< voto peo au.u-
luonto em quanto procuro instnua-me e direJ o
mcii voitiva u lei, nuiiMuU ins mos-
trarem a sua, inexequibilidade.
O Sr Peixolo: Parece-me, que anda boje
siuto o cancaco da discussao do projecto, que
se converteo em lei, e que agora se quer revo-
car eu fui autor desse projecto, e custou-iiic
como dizem agua pela barba.
Temos uin projectinho, que deroga essa le,
temos igualmente um requerimento de adia-
mento. ilontcii, quando rtinparatestacasaj
toTouivSrlIorumn^
KoTdo^amSS P^quVSr. presidente a
ravoi uo '" ( su quem teve diantc
!?5rSa UrfoAofS offereclda.
^ra^cdecidir^nuau.-j-;;,;.--^^
jfSSSS 'pSoI Sclareci.....utos, re-
' i ssis inesinas iufrrinaeoes; porque
SSAa^aTtS^S o seu projecto, que a
e que a lei inexequivel. Quarito a 1.' parte
basta olhar-SC para a constituicao do imperio ;
mas a respeito da '2. parte a nobre cominisso
teve seni duvida necessidade de informales
para persuadir-se, que a le era inexequivel:
essas informaedet, creio eu, que sao as condi-
roes apresentadas pelos concurrentes para en-
trarem na arrematado; eondi^oes, que vierao
i casa, e que o poder executivo provincial en-
tendeo, que nao devia estar por ellas. Creio,
que isto, o que se observa no relatorio do pre-
sidente da provincia; mas a c. que anda nao
vio essas iiforinaenes, que anda nao as com-
p iimi, que ainda nao cxaininou se ellas que-
rein di/er Inexequibilidade da lei, ou se disea
o contrario...
O Sr. Nqbuco: Oque ha esta tudo no relato-
rio.
O Sr. Peixolo :.. Como ha de por assim di-
zer, sutpiehendida, votar por um projecto,
quervoga una lei feita em 1841, que nao foi
exeeutidi ate hoje ; mas que nao sabe a rasio
porque nao foi executada?
OSr. Taque*: E' inexequivel pela experien-
cia geral, e pela economa poltica.
o Si. Peixolo: Portanto, Sr. presidente, eu
me levautei, principalmente, paraemittlr a ml-
nlia opiniao em favor do adiamento do projecto.
Knteudo, que as nformarors devem influir,
entendo, que todas ellas se devem por ao alcan-
ce da c. para ella resolver com justica, e com
coherencia. Reservo-me para a 2. discussao;
porque eu sei beni calcular o resultado, que
teein certos objectos, quando tratio dolnteresse
publico, existlndo todava i nteresses particulares
que esto op|iostos a esses nteresses pblicos.
O Sr. Manoel Cavalcanti: D um aparte, que
nao podemos ouvir.
o Sr. Peixolo: Eu son autor do projeto, que
se converteo em lei i tenho o dever de defendel-o,
bcui sabe o n. d., que sou pobre, e por isso nao
posso ser arrematante, estou que o n. d. me fa-
r;i j ii si ir a.
o Sr. Manoel Capaleanli: Faco.
OSr. Peixolo: Assim Sr. presidente en di-
rei pouco de passagem, porque o projecto j
est adiado por ter dado ahora. Entendo, que
a n. commisso est intimamente convencida de
que a lei nao anticonstitucional.
0 Sr. Sabuco: ~ Qurm Ihe disse ?
0 Sr. Peixolo: -- Eil argumentei com as suas
proprias pilavras. Se ella entendesse, (pie a
lei era anticonstitucional, esta rasao primeira.
que todas era suleiente para fundamentar o seu
parecer, e dada ella todas as niais Acario pre-
teridas ; mas a n. comnusso diz que anti-
constitucional, e inexequivel = por consegu li-
te quii una segunda ancora porque suspeitou,
que a primeira era fraca, e poderia escapar-lhe
das nios.
0 Sr. AToouco: Foi por dentis.
OSr. I'ei.rot : Para que alegar-se a rasio
de inexequibilidade, se a lei anticonstitucio-
nal? Hasta so esta. Srs., no entrare! emuma
analyse a este respeito; porque nos aiialysando
a constituicao nos parecemos com os hereges
nao conformistas, que entendem bibliasegun-
doa sua vontade, assini sao as intelligencias.
(pie damos a constituicao; por coiiseguinte re-
correr! aos factos, que me pareccn inais pro-
prios para resolvercni a questao?. Uzeni os
mi. dd., que vai estabelecer-se un monopolio ;
primeramente direi, que a palavra monopolio
no seu sentido rigoroso quer dizer adcpierir
para si, com exclurao dos outros, um certo ob-
jecto, ou niercadoiia para a vender pelo jileco,
que Ihe convier, e maior do que oprecorasoa-
vel; mas aqui niio se vende carne pelo preco,
que bem se ipiizer, vende-se por um preco la-
xado, logo niio ha monopolio. Mas, Srs., c
monopolio o contracto das carnes verdes por
mu preco determinado, e drbaixo de tal, e tacs
coudieocs, e nao monopolio o contracto das
aguas potavei-, dehaixo de taes e taes condi-
9>es sobre um prero marcado! Ora, Sis., en
quizera, que os mi. (Id. se dessem ao trabalho
de marcar a dillerenca, que vai de una cousa ;
outra. Aqui j se disse, que o contracto das
aguas potaveis era para indemnisar 0 capital
empregado, e a respeito das carnes nao aconte-
ce o nicsmo ? Nao se adiantao capitaes ? Ko
devem lies ser Indenuiisados pela mesma ra-
sao .' Disse-se tambem, que aqiuile contracto
era para trazer inelhor agua, e este nao para
tra/.ir tnellior carne?
O Sr. Taques : O povo nao quer inordoinos.
O Sr. Peixolo : Sis., se entendemos a cons-
tituio do impeli eni todo o seu vigor, ento
nao se pode conceder um s privilegio a respei-
to di- cousa alguina. porque eu nao considero
mu se. privilegio, que nao seja contrario lber-
dade do coiiiineicio, e industria ; e se o prin-
cipio da coiistiiiiico deve ser tiio rigorosamente
i ntendido, ento cessem todos os privilegios.
Nao ser estorvar una industria a navegaco
de vapores ? E nao est coiilractada com o ex-
clusivo ?
O Sr. Nabuco : Funda-se em ouiro artigo da
constituiro.
I) Sr. Peixolo : -- 0 trafico da escr.ivatura nao
(ranina industria, e nuse prohibi?
0 Sr. Taques : lloa industria, de vender bo-
nicos.
O Sr. Pei.colo : Nao c um monopolio do go-
verno vender po-brasil coin exclusao dos par-
ticular
Isto c, que c verdadeiro monopolio.
e entretanto nao se v isto em um paiz constitu-
cional ?
OSr. Taques: Y.' um direito eminente do
estado.
O Sr. Peixolo : Direito eminente do estado '
Que Srs ? E' um monopolio usado pelo gover-
no. Por nonseguinte, Sr. pies., o argumento'
tirado da anti-coustitucionalidade da lei, cu
creio, pie pode ser muito victoriosamente con-
testado.
O Sr. Sabuco : Pois nao foi.
0 Sr. Peiavit A respeito da inexequibili-
dade nao sabemos nada.
O Sr. Taques : Nao ouvio fallar tainbein?
O Sr. Peixolo: Nao, eu nao ouvi nada, an-
da digo debaixo de palavra ; nao li ao menos as
iustruc oes do governo para este contracto, li
parte, enaoquiz ler o resto; porque, quando
ebeguei ao meio, disse coinmigo isto sao cou-
dieocs tao exorbitantes, que foro feitas de pro-
posito, para que a lei nao se ponba em execu-
?50 v logo, que era um meio de estorvar a
execuco da lei ; anda nao vi as propostas, ape-
nas consta me, que ha urna companhia, que se
sujeitou a todas as condieces, e que, apezar
disto, nao se fez o contracto. Como ja disse, eu
me reservo para a segunda discussao, se bou-
ver ; entao entrare! tambem, se ine dereni li-
cenca os Srs. economistas, um pouco na scien-
cia ; por ora contento-me em votar pelo adia-
mento, adiamento, que a cmara deve appro-
var, porque quelles, que nao esto em estado
de votar por falta de esclareciinentos deve-se
permittir, que se esclareco. Por tanto, voto
pelo adiamento.
O Sr. presidente : Se nao houver quem mais
queira fallar, vou por a votos.
O Sr. Francisco Joo : Pee., a palavra.
0 Sr. presidente: Est adiada a discussao
pela hora.
Segunda parle da ordem do da.
Contina a 2.a discussao adiada do artigo 4.
do orcamento provincial, com as emendas apoia-
das na sessao antecedente (Vid. Diario n.78.)
O Sr. Presidente : A commisso manda a me-
za emendas dillerentes arrigos, e en irei pon-
do ao apoiameiito aquellas, que dissereni res-
Reito aos artigos, que entrarein em discussao :
a urna ao artigo que se discute.
E' apoiada e entra em discussao. cm a mal
materia, a seguinte emenda commisso :
= Supprima-se no artigo 4." a suppressao do
ordenado do secretario da presidencia, vindo a
ser o total 10:932/000. =
O Sr. Reg /farros : Sr. pies., a commisso
esta lirme em sua opiniao, quanto a entender,
o que empregado geral. Eiitcndco, e enten-
dc hoje ainda, que os parochos, os conegos, os
vigarios, etc. sao empregados geraes, e que,
sendo assim, devem ser pagos pelos cofres ge-
raes ; mas, olhando a questao de outro lado, a
commisso pensou, que seria mais conveniente
dirigir una representacao asseinbla geral,
dJzendo, que o tsico cofre provincial nao pode
carregar coin a despeza desses empregades, que
sSo geraes, para que a asscinbla geral lome is-
so vin consideraco, e, vista do que ella dis-
pozer, totnarnios nina deliberaco final. Ora,
quando eu fallei hontem respeito deste artigo,
mostrei, que a cmara dos deputados tinhaj
concordado nisto ; que no senado cabio essa
emenda pelas rasoes, que expend; mas, se a
cmara dos deputados estivesse reunida, estou
persuadido, que na fusilo essa idea pastarla, e
tenho conviecao, de que este anno ella ser
adoptada pela asseinbla geral. Deinais, a
commisso pensou, que se por acaso nao con-
signassemos quautias para pagamento a esses
empregados, com ell'eito elles soilrerio, e nao
isto, o que quer esta assembla. Havia outra
rasao, e que a assembla geral, concordando
com a assembla provincial, dar o dinheiro
para este pagamento. Ora, dando o dinheiro,
pde-sc suppr, que delles j, e entao vcni
para o cofre geral,e esta* quautias,que nos mar-
eamos agora, vem a ser desnecessarias. Assim
ulgo, que inais prudente incluir esta despeza
no orcamento, e (sennos uma representacao
assembla geral, e ento a assembla provin-
cial, em occasio competente, propor una
commisso para dirigir una representacao nesK
sentido. Eis-aqui o motivo por que a coniinis-
so mandn meza essa emenda; mas nunca
remando de sua ideia,
O Sr. Francisco Joo : Hontem, quando tivt
a honra de ollerecer a emenda de suppressaeyao
artigo, de que se trata, eu nao presuma de ikia-
neira alguraa, que a discussao respeito dalla
se tornasse tao larga, e niesino vista dos dis-
cursos, que foro aqui pronunciados, porqan-
to esses Srs. abracavao a ideia da suppressao) da
despesa. *n
O Sr. Xabuco: Eu, nao.
O Sr. Francisco Joo : Oh Ao Sr. foi que eu
ouvi, que era conforme s suas convieces. qu>
os empregados geraes devino ser pagos pelos co-
fres geraes ; .noto incoherencia da parte da con -
inisso em nao fazer o nicsmo respeito dos ou
tros empregados, que fez respeito do secre-
tario.
O Sr. Nabuco: Peco a palavra.
OSr. Francisco Joo: Mas, Sr. pies., con-
cordando todos os un. dd., em que essa despeza
nao deve pertenec, ncm ser contemplada como
provincial, nao concordo na cons*quencia des
ie inesmo principio. Siin, una vez que a despeza
nao era nossa, eradeixar de pagal-a. Mas.disse-
se= paguemos, e depois represntenlos-o qu<
importa o mesmo, que dizer = demos o dinhei-
ro, e depois pecamos restituico =-- ser depoi-
muito inais difliculloso. Eu entendo, que a as-
sembla provincial seria inais generosa, dei-
xando de pedir a restituico, do que ella tem
dado : todo o inundo pede o que tem dado in-
devidaniente, e eu creio, que esses principios,
(pie regulo todos quelles contractos, que os
particulares entre si podein estabelecer, devem
tambem regular entre a assembla provincial, r
a assembla geral. Eu nao impugno de mam i-
ra alguma a ideia de se representar a este res-
peito ; mas depois de termos siipprimido a des-
pesa, seni que continu a cousa da mesma for-
ma, que se aeha actualmente, e os un. dd., qu<
sao tambem membrs da assembla geral, fa-
ino tambem esforcos sobre isto : estou ut-rio,
que encontraru einbaracos nos aperlos.ein (pie
se aeha tambem o cofre geral; porque ideias
iguaes a estas teem sido repetidas, emboi a os
nossos cofres estejao tsicos, como a assembla
geral, quem decide as questoes. nao decide
nunca contra si. Um n. d., concordando em
parte coin estas ideias, teve de compadecer-se
da sorte em que ficavo estes empregados, se se
supprimisse esta cifra : pode ser, Srs., mas dn-
vido, que assim acontrea, niesiiio fundado na
esperanfa, que tem o n. d., de que esta emenda
ser acceita pela assembla geral : e por outro
lado creio. une esta iiesma assembla. quando
tem querido' haver alguma cousa a seu favor,
tem usado deste meio ; assim iulgo, que a mi-
nlia emenda deve ser approvada.
O Sr. Qliveira: Sr. pies., com quanto eu rr-
COnheca a necessidade, que temos deecouomisar
o mais que fr possivel, os dinheiros da pro-
vincia aliento o apuro de fii.uicas em que nos
adiamos e inesmo esti ja disposto a coneorrer
para isso todava nao posso prestar o ineu as-
iento todas as suppresses, que a illustre com-
misso de fazenda e ornamento julgou conveni-
ente fazer em dill'erent'es artigos das dctpesas
provinciaes. Principiare! por oppr-me ao ar-
tigo 4., que ora se discute na parte era que
manda suppriinir os lugares de dousescriptura-
rios. Vol contra esta parte do artigo ; porque
entendo que ella nao adinissivel darei as
rasoes, em que me fundo. Srs., parece-me, que
em casos taes isto quando se trata de sup-
prltnir CinpregOS provinciaes a assembla deve
ouvir ao administrador da provincia, e obrar de
accordo com as suas iuforiuacoes ; por isso que
elle apessoa que est mais habilitada a co-
nhecer das necessldades do serviro. Km 1840 o
ExiU. presidente da provincia, vendo que o pes-
soal da secretaria nao era siilliciente para o ser-
vico pedio a esta assembla e Oblevea pro-
videncia de crear 4 amanuenses em lugar de 2
olliciaes qne vagassein ; a tini de que por esta
niaiieira podesse conseguir que o trabalho an-
dasse inais regular. Ora nao tendo o Kxm. presi-
dente no seu relatorio declarado, que estes dous
lugares podio ser dispensados, nao existindo na
casa otra alguma iiiformaeo ollieial a este res-
peito e sendo certo, que os trabalhos da secre-
taria nao se acho todos em dia nao obstante
a actividade, e zelO de seus empregados julgo,
que a suppressao nao deve pastar e que .i i_
bre commisso fundn oscujuizo tmenle em
presunipees; portanto me parece que em ca-
sos taes nos devenios obrar vista de documen-
tos olliciaes e quando inesino tivesse lugar es-
ta suppressao, eu entendo que a assembla
obrara com equidade, seno comjustica, man-
dando continuar a dar todo ou parte do orde-
nado a estesempregados, at que fssein prvidos
n'outros lugares pois nao ('justo que fiquein
desenipregados sein venciinento alguin indivi-
duos que teem gasto nao poneos annos no ser-
vico publico. Mas, querendo conciliar os bous
desejosda illustre commisso, coin os nteresses
desses empregados, entend que devia ollere-
cer a emenda que tambera se aeha em discus-
sao. A' vista das rasoes, que acabo de espora
casa, espero que a niiuha emenda seja ap-
provada.
Voto contra a emenda que manda suppriinir
o artigo ; porque, com quanto inultos Srs. depu-
tados jiilguem que a secretaria do governo
repartico geral, e que por eonscguiite a sua
despeza deve sabir do cofre geral e eu inesmo
seja desta opiniao ; todava como esta questao
nao se aeha decidida pelo poder competente ,
que a assembla geral, me parece, que esta as-
sembla deve continuar com o seu pagamento a
nao querer collocar a presidencia em terriveis
embaracos, e mesmo por ein duvida a sortelos
empregados da secretaria. Eu assento que es-
te negocio merece toda a attenco daassembla,
e nao deve ser decidido sein milita relceco.
Voto tambem contra a. emenda que muida
considerar como receita provincial os emolu-
mentos das patentes da guarda nacional. Nein
se diga, que eu sou siispeilo ueste caso; porque
a secretaria da presidencia nao te compesiiien-
te do ollicial-maior tem inuitos empregados,
e eu appello para esta metraacasa, que tem
observado, que todos os annos, quando se trata
dessasecretaria e dse tirar emolumentos, ru
me tenho portado senipre coin a maior delica-
deza at deixando de pugnar pelos nieus direi-
tos; por isso creio estar acobei to desta censura.
Parece-me que esta emenda nao deve passar ;
porque os olliciaes da secretaria esto na posse
(lestes emolumentos desde 1841 e j teem um
direito adquirido. Estou persuadido, que quan-
do a assembla Ihe deo esses emolumentos pen-
sou primelramente, vio, que antes isio era recei-
ta provincial c qne tirando esta parte da re-
ceita havia de causar alguns desfalques; mas lo-
go que deo e esses empregados esto na posse
de taes emolumentos, nao se Ihe os devem tirar,
tanta inais quanto nao se pode suppr, que a as-
sembla obrou sein circunispeccao, sein nadu-
re/.a quando deo estes emolumentos. O II. d.
autor da eme ma apieseiitou duas rasoes que a
ineu ver nao tein frca alguma. Priinriranienle
argumentou com una hypothese; disse, que co-
mo tein de seren supp'i unidos dous escritu-
rarlos e seja considerado empregado grral o
secretario da provincia vem a licar redusido o
numero dos omciaes com os quaet tem desee
distribuidos os emolumentos. Mas, (piando ines-
mo ICIO i

l, l i. IIII-
pregados nao conipensava a peda dos emolu-
mentos que se quer tirar; porque hoje Srs.,
a maior parte dos emolumentos da secretaria
consta das patentes da guarda nacional ; os des-
pachos dos navios iuiporto era pouco ; porque
sao so dos estrangeiros : o n. d. sabe, que bo-
je nao como amigamente que tedavapas-
saporles a todos os navios que sahio, hoje o
navio brasileiro tein um passaporle que llie
dura em quanto nao muda de dono, &<. Du-
rant%a nrenoridade do Imperador a secretaria
tinha bastantes emolumentos ; porque os presi-
dentes ero autorisados aprover lugares de jus-
tica, &c; mas d< pois da maioridade isto cessou,
Bcou a secretaria autorisada tmente a passar
ttulos de lugares provinciaes por cons guinte
os seus empregados devem contar nnieamente
coin os emolumentos das patentes da guarda na-
cional : se isto dissesse respeito tomen!*" "lin
eu de certo nao tallara sobre este objecto. A
outra raso (pie o n. d. tronce foi que como
a receita provincial eslava desfalcada, e rra ne-
cessario augniciital-a se tiraste isto da secreta-
ria para pastar ao cofre provincial : mas, Sis., o
que avulta esta parte ? K' com ella que se vai
acudir o grande dcllicite, que existe? Knteudo,
que nao. EstOU prompto a votar pelas econo-
ini.ns; mas naquclles artigos de despesa, em que
ellas devem ter lugar.
Tenho expendido as rasoes em que basoo
nuil voto.
O Sr. A'tfciira: Sr. pies., eu muito me lison-
grio, u .].. aa lasocs, que eu, e alguns nn. dd.
prodiisinios hontem na casa calassein no animo
da conunisso, ea resnlvesseni a mudar de ac-
cordo a respeito doartigo,aparte quesupprinie
o ordenado do secretario do governo, por COOSl-
deral-o eniprego provincial de nomeacao geral,e
a restabeleccr as outras verbas relativas ao ca-
bido parochos, e presos pobres ; cu muito me
lisongeXo, de (pie a conunisso desse esta prova
di respeito, e consideraeo, que sao ib\ idos
assembla geral, que o poder competente pa-


r
tornamos essa
e s accessivel
ra loterpretar o acto addicional. Levantel-mc
para demonstrar que um o. d. que seossenta
do outra lado attribuio ;s minhas palavras um
sentido que nao lb da minha intencao, segun-
do o n. d eu estou etn contradicho ; segundo o
n. d. i'u 1101111-ii deliendl na casa a ideia de se
dever eliminar o ordenado do secretario, e oon-
cordei coiu a sin emenda que supprime os or-
denadosdosdemaisofllciaesd (secretaria; mas eu
creio,que on.d.csti engaado. Euliontem disse,
qur a minha convicio eja, que o secretario do
governo e empregados da secretaria, erso da-
quelles empregados provinciaes, cuja nnmeacSo
partencia ao governo geral. e cujos ordenados
devio ser pagos pplo cofre geral. [ato eu sus*
tente) tambera na cmara dos deputados; mas,
que tendo prevalecido na assembla geral a
opiniao contraria que se finida na letlri do ac-
to addicional e na denominadlo de emprega-
dos pra vi uctaes respeito, que deviainosa
essa opiniao que tinba por si a autoridad-.' e
a vicissitudp, que a sorte destes empreg idos de-
vio.correr i nos obrigavo a representar antes
do que siippriinir osordeuados, e que este pas-
so por prudente e acertado devia ser ppla as-
sembla preferido. Jamis eu disse que se de-
vino eliminar os ordenados dos officiaes da se-
cretara ; porque entao, para que inetinhacii
levantador Se estamos resolvios a supprimir
nao representemos. A representaco eu creio ,
que deve ter lugar antes, do<|tir a suppressao ,
a lim de que o poder geral, considerndoos ra-
ses pelas quaes ns entendemos, que estes em-
pregados devera ser pagos pelo cofre geral, ar-
bitre urna quota paraesseflin, c interprete o
acto addicional .i lim de que desvaliera estas du-
vidas sempre reprodusidas.
Un u. (I, apresentou una emenda a lim de
que os emolumentos dos ttulos dos offtciaes da
guarda nacional fssein rccolhldos ao cofre pro-
vincial. Mas o n. d. fuudou-se no presuposto ,
de que o secretario do governo sendo conside-
rado empregado geral vinlia a perder estes
emolumentos, purconseguiutea paite destes
emolumentos que Me competan devio ser
recolbidos ao corre provincial. Eu creio, que
o n. d. labora era um engao parece-me, que
o secretario est no niesni > caso dosolliciaes d i
secretara.
O governo geral e oconscllio de estado nao
deelararao que o secretario da presidencia era
empregado geral; nao Sr., mis empregado pro-
vincial daquelles cuja nomeaeo pertonce ao
governo geral- Sis., o acto da iute.ipreaco nao
altern a denoniiiittcao dos empreg idos. .Segun-
do o acto addicional 7. do artigo 10, sao em-
pregados municipaes, e proviuciai's lodosos
[no existirem nos municipios c provincias, a
excepcao, dosque dizem respeito a administr-
is o a arrecadaco e contabilidad!' di fazeuda
nacional, 8tc, (le). Estes empregados exceptua-
w. dos sao geraes e eni regra todos os dcinais ,
\ que existirem no municipio, ou na provincia sao
inuiiicipaes ouprovinciaes ; a interpretadlo se
referi smente a uaturezadas attribuic.'es e a
respeito da naturea, numero dos empregados
provinciaes creados por leis geraes para ob-
ji'cios geraes sobre os quaes nao pode legis-
lar a assembla provincial. Diz a interprel i ii i
.-= Artigo2." A f.iculd ule de crear esuppriiur
empregados municipaes e provinciaes, conce-
dida s assemblas de provincia pelo para-
grapho 7." do artigo 10 do acto addicional s-
mente diz respeito ao numero dos niesinos cm-
preg03 seni alteraco da sin iiatureza c at-
tl'ibuices qnando lorem cslabelccidos por
leis geraes relativas a objectos sobre os quaes
nao pdem legislar as referidas assemblas:
i) acto d i interpretado poicos guate nonio-
dilieon a d 'uominacao dos empregados, soinen-
te fez esta distineco. = Ha empregados provin-
ciaes creados por leis geraes pira objectos
geraes sobre os quaes nao pdem legislar as as-
s 'inbl.'as provinciaes C outros sobre os qu es
pdem legislar. =Eis a distineco que o .uto
aa interpreta90 fes e por conseguate argu-
iu eutavo os que tiuho opnO contraria;! mi-
nln que a assembla provincial anula compe-
t i estabeleeer os ordenados de todos esses em-
pregados eni virtude do mesmo $ 7" do artigo
10 segundo o qu al compete as assemblas
provinciaes legislar sobre a creaeo e suppres-
sao dos empreg idos municipaes e provinciaes ,
e estabeleuimeutos il sen m-den >.i -:.
O Sr. Manuel Cavalcanti : Mas nao o paga-
mento,
OSr. Nabuco : Seria absurdo marcar orde-
nado sem pagar. Eu hontem emitti na casa a
minha opiniao, estou reprodusudo quaes forao
os principios eni que se fundn 0 ministerio e
mesmo o senado para votar coutra a emenda,
que eu aprsente!, principios, que se fundo na
leltra do acto addicional leltra que, em meu
pensar da lugar ao absurdo de ser a nomea-
i;i;i geral, e o ordenado provincial.
Mas Srs., se calla rao 110 animo da assembla
as rases que liontem prodnsi, para que re-
presntenlos a respeito dos parochos e cabido ,
c para nao supprimir as verbas das despezas
respectivas por coherencia tambein nao neve-
mos tirar o ordenado do secretario ni as repre-
sentar assembla geral.
Voto pela emenda de suppressao offerecida
pelo n. d. o Sr. 2." secretario em favor dos scus
collegas, e del le mesmo (risada*).
Srs. eu entendo que essa instabilidad!' dos
empregos, e dos ordenados essa crise por que
todos os anuos passio s empregados provin-
ciaes sobre as desvantagens do servlco publico ,
tende a repellir da vdcaco dos empregos o ta-
lento e a probidade. Quera querer esses em-
pregos ,| correndo todos os anuos a contin-
gencia de suppri'ssois, e reducedes '
O Sr. Manoel Cavalcanti : E o augmento ?
O Sr. Sahueo: Pois bem, nao augmentemos;
mas o que c certa Srs., .que o empregado ,
que ttdi|tic wui udcaad Su coma cora elle
para os inisteres da vida e arranjos de sua fa-
inilia e de repente falho seus clculos ; tem
necessidade de procurar outra vocaco ja tar-
de e qnando a dade que consumi no ser-
vico publico o inhabilita de contrahlr novos lia- Srs. redactores. Li boje no seu Diario a cor-
bitas: neste caso Srs. s podero concorrer respondencia doAdmirado e no D.n.
para os empregos individuo que nao lenho a do Fazendciro escripias ambas no mes-
habilitacoes para cousa alguma. Senos qui-iinosentido, equast que pelamesma nena, em
/.crino chamar o talento, e a probidade para resposta a que ltimamente dirig a \s. ms. a
os ejnpregos dexenios dar ordenados sulhci- ceica do fornecuuento das carnes verdes, nc-
enti's e garantil-os alias nos
vocarfio desamparada de todos
aos ineptos.
0 Sr. Carneiro da C*nh%: No tenho medo
OSr Sabuco: Pilas eircunisl uiiias em
que se aeba o Brasil o n. d. disse achar o meu
argumento inulto poderoso certainente nao
no uosso paiz aonde lia os ei
habilitados.
0 Sr. Mu noel Cavalcanti: ~ A.
ordenado.
0 Sr. {fabuco: F.' tambein
dos ordenado, e dessa contingencia de suppres-
si'm e ri'iliu'eao (apoiadoij.
Srs., vamos Seguir o exemplodas legislaturas
geraes que nunca ftserao a injusti^a de tirar o
pao ios empregados ; de sujeilar tantas fami-
lias ;i miseria.
Srs., mesmo depols da abdiqafao e quando
o espirito da revoluco produsin lautas refor-
mas quando tantas repartieres se extinguirlo .
e muilirao, sempre predomlnou o principio de
que o direiio adquirido pelos empregados, devia
ser respeitado ; e assim os ordenados forao con-
servados em quanto os empregados dessas re-
particbs ex ti netas nao fossem chamados para
nov09 e mpregos. E pois Srs. para que in-
fringir um principio, que a revolucno respeitou?
(apoiados).
O Sr. Carneiro ila Cunha : da um aparte, que
nao podemos onvir.
O sr. Nahuco : O n. d, senhor de engeubo ,
nao c empregado publico...
O Sr. Brrelo : E' verdade nio tem preci-
so 'S.
" Sr. Nabuco : ... mas eu son empregado
publico vivo S disto e sel avahar o mal.
Vede .Srs. como procedeo a assembla geral
em lSi'5, perante um dficit horroroso.' Nao
suppriinio empregos necessarios nno infrin-
ga diretos adquindos nao ri'ilu/.io os orde-
nados, tupo/, sobre esses ordenados, o que 6
dios i diversa, Se os nobres deputados querem
resistir ii essas pretenees exageradas de ri'inis-
sOes e abatiineutos arrematantes de rendas
publicas e outras para isto eu tenho cora-
gem i'ii os ai'ompanhari'i ; mas para suppri-
mir esses empregos eordenados, nao. voto
pela emenda.
O Sr. Lopes Gama : Sr. pres. levanto-me
parara apoiar a Ideia da representaco nao ao
governo; mas i assembla geral, porque nao
iccoiihi'90 com o di'viiio respeito iieni o go
vi'i'no eral, uein o conseibo il estado apios
para i-xtreniareni quaes sejilo os empregados
proviuciai's, e quaes os geraes; quem marca
isso a assembla geral; utals qulsera addlclo-
nar a essa representa^So que se houver de l-
ser que pelo amor de Dos baja a assembla
geral de marcar explcitamente quaes sao os
empregado geraes, equaesos proviuciai's.
O Sr. Figutiredo : Nao a competente.
0 Sr. /.lipes Gama : Pois se a assembla geral
nao a competente, entao quem ?
OSr. Figueiredo: A le ja inarcou.
O Sr: Lopes tanw : Mas se a le tao duvi-
dosa, como se ha de decidir ?
0 Sr. Figueiredo: da um aparte, que nao
onvinios.
OSr. Lopes Gama : Se o n. d. goveruasse to-
do o brasil, eu estava satisfeito; mas como nao
acontece isso quero una medida clara que
nao ollreea duvida alguma que se diga as vos
sois empregado geral e vos provincial por-
que desta inanera eu sabia a quem havia de
dar ordenado ; mas parece que se tem queri-
do mesmo andar scegas.
Srs. nesta casa creio que temos liberdade
de
d
cessariasao consumo dos municipios de Olinda.
p Recife; emaravilha lo liquei de ver esses cor-
r spondentesinpugnareinaininhaconcurrencia,
e procurarem desabonar o meu offereciinento
pelo nnieo motivo de nao ter eu apparecido eif-
ire os licitantes qnando se poz em praca o con-
tracto referido ; pois se nao interessao aquelles
lotera de i\. s. do
LIVaWJENTO.
feudo S. Es. o Sr. presidente da provin-
cia m ucailo o dia i' do mez p. p. para o In-
damente das rodas desta lotera, nao pode ter
npregados uns Srs. no monopolio de aenero de to urgente ne- '7 "Sr"*! """,'
1 .iu uuu|n,iiiiui hui_iu <' b lucrar, em consenuencia do numero dos bilhe-
(.,,,, nSn .. ,,. cessldade, ou nao es peno tlrai^tldo datei, exl8tenteSj ,. ,i;5o 1)0 falta nao de qile autorisou o contracto arreciando ; J -, ,.onvi. 0 rllCo ;1l,n,.s: 0 mesmo Btm. Sr!
. .i, ^...inh, "ncia.dequein, comoeu, eineniinetoi, P8aeiUo 8crvido transferir o andamento das
lJ; ;?. : ^^JV^^^'J^SSi^ referidas rodas para o di, 12 do correte, eo
iii veril ule era eu nina ti is pessoas assoeiadas
a un dos I u adores, puja proposta aetiialmeii-1
tose disente. Appareci pois emtempo; poriu
quer 0 li/esse, quer nao leudo occoi rido novas
cireumstancl is. e li ivi ndo melhor estudado .i
materia, assentei, que, iinndo-ine a oulras
pessoas poda coinproinetter-mc a fornecer i
carne pelo preco sem duvida mdico, que ol-
fereci ao governo.
s o ramo estivesse entregue ou pelo menos
se algum dos licitantes houvesse aceitado os con-
die >s impostas p lo governo, e offerecido pc-
eo mi i s vailtajoso que os outros, desculp avcl
era a divid i dos correspondentes < que apesar
de encobertos cora o veo do annimo me nao
sao desconhecidos: mas nao se realizando a ar-
rcmat u;;io pelo motivo de reclamar um I un;ador
preco superior ao que o governo tachn e
ooutro modificaran as condlcOes, de modo
que o Kmii. presidente da provincia submetteo
ile novo o negocio ao conhecimento da assem-
bla provincial, seria contrariar os interesses do
pblico nao levar o contracto outra ve/, a praca ,
mxime apparecendo quem seobriga, como eu,
a lar a carne pelo invern a 11)011 rs. c pelo ve-
rffoa2240rs., preco, que desaliou a admira-
cao dos taes correspondentes. Por este lado me
nao inquieto eu tendo ouvido pesSO'as mu en-
tendidas que me assevero que o governo
no podcr.i obrar d'outra maneira a menos ( o
que nao possivcl | que qiieira com a PXPCUCO
da le em questlo, lser em prejuizo do pblico
a fortuna de incia dn/.ia de individuos, que cs-
tao ao lado dos correspondentes deste c do
.n.
Ilcsti-me agora responder prfida Inslnua-
\ao dos niciis adversarios a cercado resultado,
que proguosticao a minha empresa c nada tem
de lisongeiro a minha reputaco. Aceitando as
condiees Impostas pelogoverno ningucm no-,
iiierepar de faltas de garanta sufficiente parao
pblico de Olinda c Recife; imponha-se-nos
as inultas, que qulzerem no caso de faltar-
mOS aos nossos deveres e nfio icnhao os cor-
respondentes pena de nossas fortunas, e das
dos nossos fiadores que respondern comple-
tamente pelo nosso procedimento. Entretanto
se continuaren) a enjergar no meu oBereciineu-
to o modo de (Iludir as sabias vistas da assem-
bla e inanler 0 monopolio das carnes cas
espeeiilaioes dos atravessadores, estejao certos
I de que nada consegiiir.io nem mesmo respos-
ta minha pois puerilidades scniclhantes levao
a resposta conisigo. Son Srs. redactores De
; Vs. nis. milito atiento venerador e criado.
Antonio Bernardina dos Santos & Companhia.
resto do bilhetes achSo-se venda nos lugares
ja aununciados.
ELLAS ARTES.
a n i v d /; (; 11.:: ni a o ptic.i,
Exposta na ruadoQueiraado u. 9, emqnatro
salas do prime!ro e segundo andar.
PROGKAMMA DA SEGUNDA EXPOSICO,
Qm principiara desde terca-fiira-1 d'abril, ate tc-
gunda-feira 8 do dito, inclusive.
N I OENERO DI R : OMAM.l.
I.", aparte daigreja do santo sepulchro em
lenisaleni. que im Ine a sania pedia da unco.
2.a, a magnifica galera no castello de Renil-
vvorth, com a chegada de S.al.a tamba Isabel
de Inglaterra. '!.". Os subterrneos do con-
vento de S. Rento em Sablaco, cerca de Koma,
segundo o quadro do Sr. Garrct.
>f> I.I M.lio Iil COSMORAMA.
.n, a foiniosa cidado de Coustinopla, vista pe-
a parte asitica de Sccniari. 5., Pariz, vista
i." a magnifica piara
?.", Pmpela, a ma-
\Jlm7iCt\lii\Jt-
Alfa Hlela.
Rendimenta do dia -2...........9:975/239
Descarregiio ho>e 3.
ecn.illirnossasopinir.es sen. responsabilida- [..j t)ns|,,in, :/./;,, -_- barricas vasas, e
e. lodos sabem o nieu respeilo aos poderes mais seeros
o estado ; mas eu considero a assembla pro- |larca ingleza =0ray= bacalhao.
mas ocaso que cada
por isso Srs. quero
vincial como um poder constitucional por
isso quero /.ciar os seus foros. Qiiandoaqii ap-
pareceo o acto addicional oustou-inc multo a
entendel-o ; suscitarSo-se inultas duvidas, nes-
ta inesuia casa onde tenho a honra de estar fal-
lando sobre a inteligencia do acto addicional.
Depois veto a uterpretarao e eu liquei mais
confuso anda. E' verdade que disse o i. d. ,
que me est odiando (referndo-se ao Sr. Hap-
lista) que isto nasce da curie/, i de niiiihas
ideias...
OSr. BapOsia: Nao tem raso para dizer
isto.
OSr. Lopes Gama: .
ve/, estou mais confuso
as cousas claras sa pao pao ; queijo queijo=
(ritadas) quero tomar lices de interpret ico s
com o ii. d. ; e depois prevaleco-me agora do
principio que militas vezes se est sustentan-
do aqu (uod ahim dat non norel..-- (.'oni quanto
os un. dd. entendao bem de interpretaco qaod
nbnn dat non nocsi [ruadas) venha mais interpre-
tacao. Aproveitemos pois o ensejn para pedir
.i assembla geral que nos mande essa inter-
pretaco do que empregado provincial e do
que empregado geral, eis-aqul o que raquero
addiciouar a essa representaco ; mas existe j
rrqurriutrnto na meza para se fazer a represen-
taco ?
Sr. I secretario : -- No Sr.
O Sr. Lopes Gama: Entao est s intioce?
Po bem ajilando houver de apparcei o rc-
querimento em occasio opportuna eu adoicio-
narei estaparte, que baja a assembla geral
em sua sabedoria de estabeleeer a linba divi-
soria do que empregado geral eduque
empregado provincial, peca-se mesmo por nii-
sericordia use-se desta palavra 3 vezes.
O Sr. .Vnftiin.. Se o n. d. for ineuibro dessa
commisso pyde uzar dessa palavra.
OSr. Lopes Gama : Tenho eapacidadr para
isso ; entao duvida ? Eis o que tinha a di-
zer.
(Gonlnuar-se-Aa.J
Osprag
^lovuiento do Porto.
Aai'io entrado no dia 1.
Rio-dc-janeiro ; 21 das, brigue brasilero Novo
Minerva, de 211 toneladas, capt Vicente
Perrcira, equipagein l, carga carne.
Monte-vido ; 40 alas barca francesa Louise, de
258 toneladas, capitao Fclllet, equlpagemll,
carga lastro.
Navios sabidos no mesmo dia.
Genova ; brigue sardo Colombo, capitao Vicente
Louibardi carga assucar.
Porto ; brigue portugus Importador, capitao
Jos Francisco i arueiro, carga assucar : pas-
SSgeiros, .los Joaquim Morcira. Vrasileiro,
Antonio Jos Alvcs, Joo Morcira, .Manoel
Jos' da Costa e Antonio Pereira, Portugueses.
Buenos-ayres patacho sueco Orion,"capitao -Ni-
colao Lawor, caiga assucar.
Liverpool ; barca ingleza Taylor, capitao Pn-
Cille, caiga assucar.
("amo ; barca dinaniarqucza Clara, capitao Sch-
iniet, carga assucar.
MaceiO brigue transporte biasileiro l'avuna,
commandanta o l. lente Manoel Morcira
da Silva.
Avisos martimos.
Sai para Lisboa, no dia 16 do correte, o
brigue Conceicao de Mario, deque capitao Ma-
nuel da Costa Naves; quem quizer ir de passa-
gem dirija-se Francisco Scverano Rabello, ou
ao mesmo capitao.
Avisos diversos.
Jos Marjal barbeiro e sangrador, ho-
inein talvez com mais de 90 anuos de idade,
acha-Se aleijado sem se poder levantar da cama.
O seu estado de pobreza infunde coinniisera-
cao, acha-se em casa de duas filhas tambein po-
bressiiuas a cujo cuidado se acha entregue ; ro-
ga-se por tanto aquellas pessoas caridosas e principio de grammatica latina
de un corarao bem formado, que quereudo fa-1 sua senbora, a coser, c fazer l
vorccel-o inandein arua de Santa Cecilia por fra desta cidade o engenho
detras do muro da Pcnha casa n. 33 que ahi
o eiicoiitrarao.
I
do lulo da Ponte-nova.
dt*S. Manos em Venexa. = /.", fomp
ravilha da Italia, junto da cidade de aples.
\ dita galera estar abena iodo, os das des-
de II lunas da inaiiha al-as 2 da tai de, c desde
a notiuha por Ires horas consecutiva.
AVISO,
O director da galera ptica tem a honra de
annunciar, que. estando' prxima a semana san-
ta, lomara as disposifes necessarias, para que
no decurso da mesma semana sejo successiva-
iiienie expostas nova vistas, anlogas poca
pelos objectos sagrados e veneraveis, que repre-
sentan : em virtude do que, na quima feira, 4
do crreme, ser substituida avista, demons-
trando a pedrada unci na igreja do Santo Se-
pulchro, pela vista, que representa NOSSO Se-
nhor Jess Christo orando sobre o monte Olive-
te. nojardiui de Jethscniaui.
Scxta-feira, ."> do corrrnte, sera levado o qua-
dro da galera de Renilworth, c posta em seu
lugar a imponente vista, que representa a nave
principal da igreja do Santo Sepulchro era Jeru-
salem, no meio da ijii.il se mostra a pequea ca-
pella, que enccrra o (tintillo de Jess Christo.
No domingo de Pascua pois, levar-se-ha a so-
bredita vista, para substituir em seu lugar
a seguate e interessante, que demonstra a gran-
de e pomposa missa pontifical, celebrada na
igreja de S. Pedro em Roma, pelo Santo Padre,
o papa Gregorio XVI, crecado de todos os car-
deaes, C grandes dignidades da igreja catholica
e apostlica em grande gala, assim como de to-
das as autoridades chis e militares em grande
uniforme, do corno diplomtico, e de urna in-
iiiiincravcl quantidade de estrangeiros, que con-
correra em multidao para assistir a esta grande
e expiendida func9*o, nica no mundo christao.
O preco dos bilhetes da entrada (o que nao se
alterar durante todo o tenipo da exposiflo) 500
rs. por cada pessoa, e os meninos at 10 anuos
pagarn a luet.ule.
Anda se diz ao Sr. solicitador Jos Fran-
cisco de Sonsa Magalhes, que quanto antes
drja-se ru da Alegra, casa n. 34, a nego-
cio que Ihe diz respeito, do contraro se publi-
car a qualidade do negocio, e ter de ver sem-
pre o seu nonie no Diario.
i
Feryunla-sc a quem queira responder.
Tendo-se exposto a venda nesta cidade, em
18-10 bilhetes de una rifa que o Sr. Jos Ber-
nardino Leal pretendeo n'aquee tenipo fa-
ser a qual deveria ser regulada pela primelra
parte da 17.a lotera do seminario, etc., e da
qual foi thezoureiro o <. -o u Sr. Francisco
lose (arillo Leal cirugio acnnteceo que
depois dos bilhetes (ou parte) vendidos, nao
leve lugar tal rifa ; e como tambera acontece ,
que, nem o proprietario, e menos o thesou-
rciro, querem restituir o dinheiro que o an-
niineiante dio pelos bilhetes que comprou ,
deseja por isso o anuunciante que quem sou-
ber e queira Ihe responda quem que deve
restituir o dinheiro do Cnforquilhado!
~ Aliiga-se una grande caja terrea na cida-
de de Olinda sita na ra de Malinas Ferreira ,
a qual tem COinmodos bstanles; quem a pre-
tender dirija-se ra larga do Rosario botica
de Manoel Fellppe da Fonseca Cande.
-- Acha-se justa e contratada a compra de
nina morada de casa terrea de pedia e cal sita
na ra de S. Miguel dapovoac&o dos luogadns
n. 64, com a Sra. I). Mara Joaquina de Sant'Ali-
na ; quem tiver alguma cousa a reclamar,
queira fazel-o no piaso de 8 das, o que passan-
do deste lempo nao ter mais lugar.
=Arrenda-se um grande sitio no lugardoprin-*
cpo da estrada do Arraial tendo grande casa
de pedia e cal cacimba de excellente agua ,
nacho corrente no fundo e bastantes arvore-
dos de Iructos ; quem o pretender dirija-se a
ruad Alegran. 34, ,
O abaixo asslgnado lendo o" Diario de Ptr-
nambucode quuta-feira28do corrente, vio o an-
niincio, me lizera a Sra.D, Auna Joaquida
Luis Wanderley de querer vender o sobrado
do principio do Attcrro-dos-aflbgodos, de 3
andares; c como o abaixo assignado tem no
mesmo sobrado a quantia de dous contos e du-
sentos e tantos muris; previne a quem qui-
zer lazerqualquer negocio que o nao etlectue
sem tambein se entender com o abaixo assa-
,a,lo_. Marciano Lino Barradas.
uilerece-se um rapaz srasileiro, casado,
com iiiii hlho para ensinar prmeras lettras ,
e msica; e
lavarinto, para
genho : quem de seu
presumo se quizer utilisar, dirija-se i Rua-uova
ii. 8, ou auuruicie.
S> rjk


CADTELLA CONTR \ IS FAI.SII ICACOKS.
Constando a tieuron & C., que em algunas
vendas < lujas desta cidade, se vende um rap
se vende mu
COIO a falsa'deiionii nagao de rap arta frita, coni
astuciosa ini(i< ;io dos botes, rtulos, e sellos
da sua fabrica, faaein Miente aos seus fregue-
/es, cao pblico i que em resguardo da sua
propriedade e dos seus direitos accrescento
Rruia ao sillo do nico deposito do legitimo ra-
pe orla vrea, que permanece no mesmo lugar ,
Hia da C'i tu n. 26.
Portnto qualquer outro rap que se inculque
debaixo desta denominacito e una falsificacao
los productos da fabrica de Mearon & C., inven-
tores e nicos proprietarioa das fabricas do
rap ara preta t into na Babia no Rio-de-ja-
iii l'ern iiuliueo e
Heno, e : iranhao como
roga ios Srs. compradores de acautcllareui-se
contra as fraudes, sendo as maiores no rap ,
que se vende a retalho.
Pre sua conducta, para servir una moca solteira
.seni familia, quetn se adiar nestas circurastan*
fias, dirija-se a ra dasLarangeiras n. l'J.
precisa-sede urna criadaportugueza: no .vt-
terroda Boa-vista, n. 13.
FABRICA BE I! \I'K' VILETE.
A superior qualidade do rap \ iolete fa-
bricado ao estilo de Franca que teni merecido
a estima publica, por ser alein de um inuto
botn aroma, um especieo ja de niuilas pes-
soas reconlii'cido contra as dores de cabera, l'e-
ridas de u irizes. e toda a qualidade de defluxos,
e possue o inaior L'.r.io de ilur.ic.io de i|ue cea-
paz este genero pa reexportagao. o labrican-
tc se obnga a satisfazer qualquer reclantaco
como expresamente o declara nos botes do
mesmo rap. Os depsitos sao: atterrc-da-Boa-
visi i n. 36 rn i, Imperial n. 209, ra do Queinia-
do ii. 14, e ra ili Cadeia do Recife n, 31.
O agrimensor, abaixo assignado, oflerece
01 seos serviros s pesioas que tiverem propie-
dades demarcar e afanca a inais escrpulo
sa exactidao c o maior ze!o no desempenho da
sua arto ; devendo todos os (|ue do seu presu-
mo se quizerem utilsar,drigrem-se (porcaria)
ao mesmo abaixo assignado, na Ilua-dircita ,
sobrado n 121.
Joaquim da Fonseca Soares de Figuei'tdo.
Aluga-se a loja do sobrado da ra das Cruzes
n. 28 p'opria para qualquer estabelecimcnlo,
por proco commoilo ; a tratar no sobrado in-
mediato n. 30.
Aluga-so urna preta para ama do leite ,
sem vicios ncm achaques, ncm mos costumos;
quem a pretender dirija-so a casa da viuva
Cunha Guimaraes confronte a ordem terceira
doS. Francisco.
A pessoa quo annunciou querer urna lo-
ja c quo dava luvas dirija-so a ra do Quei-
mado n. 48, segundo andar, ou na loja do fa-
zendas da esquina do becoda Congrcgagao n. 1
I)espja-se fallar a senliora dona Luiza, ir-
miia do fallecido provincial de S. Frrncisco Fr.
Manoeldo S. Niquelina, ou algutn de seus ir-
maos ; annuncie.
I'rocisa-sc de 500,000 rs. a premio com
liynotheca em um sitio;quom quizer dar annun-
c.
Quem precisar do um caixe'iro para lomar
conta do urna venda por balanco do que tom
bastante pratica por ter sido a sua oceupagao,
diiija-soa Rua-direita n. 139.
Manool da Cunha Guimaraes Ferretea mu-
dou a sua residencia para a ra da Moeda n. 19.
O abaixo assignado morador na ra do
Passeio-publico participa a todos os seus fre-
guezos quo recebeo um sortimento de so sedas
e gros do naples para cobrir chapeos de sol, lu-
do de multo boa qualidade, e proco commodo;
o mesmo avisa as pessoas que leein em seu
p ider chapeos do sol para concertar, quo os
vao buscar no praso do 8 dias, do contrario se-
rio vendidos para pasamento das despesas fei
tas com os mesmos ; tambem precisa do urna
ama de leite, captiva; quem a livor dirija-se ao
mesrne pera se t atar coseu ajuste, ou annuncie
sua morada. jean Loabet.
O abaixo assignado procurador bstan-
lo do capitao Francisco do Paula Crrela do
Araujo avisa aos proprietarios das casas das
ras de S. Hita S. Jos, Nogueira Nicho da
Penha beco do Inferno, o Agouguinhos, as
quaes sao foreirasao dito Araujo, hajao do ir
pagar os foros e lademeos que estiverem de-
vendo na ra do Sebon."24, e consta ao mes-
mo abaixo assignado, que se tem vendido casas
a titulo de chaos proprios.
Antonio Lucio t Silbis.
Precisa-so alugar urna preta forra, ou cap-
tiva quosaiba bem cosinhar engommar e
ensaboar sendo de boa conducta para casa
de pouca lamilla ; na ra da Penha n. 5.
Roga-sea pessoa que em dias da sema-
ic passada loi na ra da Cadeia do llecie na
oja do fasendas do Sr. Vicente Jos do Brilo ,
buscar urna carta vinda do Aracaty para Gue-
des & Mello queira tora bondado do mandar
levar na mesma ra loja de mcudesasn. 9.
Aluga-se o segundo andar do sobrad
da ruada Cruz por cima da batir de Anto-
nio Alaria Marques Ferroira; assiin COOlO lam-
ben se vende luim preto de idade propria pa-
ra todo o servico; a (|uern convier entolda-
se na loja da ra da Cadeia n. 40.
Ficcisa-Bo do 400,000 rs. a premio, por
lempo de6 mezes e a um e meio por cento ,
com segurauga em urna casa livre e desemba-
rcada; quem qui'er dar annuncie.
D-se dinheiro a gremio sobre penbores
deouro, ou prata ou mesmo sobre boas Or-
inas, ehypolheca, na ra cstreita do Rozario
n. 30, segundo andar casa aonde mora o sr.
doutor JJaptista.
A pessoa quo annunciou no Diario de
28 do p. p. querer comprar um negra doente ,
dirija-so aOlinda ruado Baldn. 24.
- Aluga-se o tercero andar da casa do At-
terro-da-Boa-vista n. 43 ; a fallar com M. C.
S. Carneiro Monteiro.
Aluga-se urna casa torrea nova, sita no
P6cinho-da-panella e no fundo da casa de
Marcelino Antonio da Silva pelo proco de 9,^
rs. ; quem a quizer alugar, dirija-so a ra da
Cadeia de S Antonio n. 1S, segundo andar.
Precisa-so do um moco Portuguez do
14 annos para caixoiro lora dosta precu res-
ponsabilisa-se pela sua passagem, no caso que
nao Ihecnnvenha ficar; na ra estreita do Ro-
zario venda n. 8.
Anda esta por alugar o segundo andar
da casa n. 46 da ra da Cadeia do llecifo ; os
pretondentes dirijao-se a loja de chapeos da
mesma casa.
Permuta-te a escravos bdns do ambos os
sexos ou a urna morada de casa depedra e cal,
em qualquer dos bairros sondo em boa ra ,
um sitio distante da praca meia legua com as
memores trras para plantacoes tondo urna
grande baixa para capim pasto para vacas,
ai melhores frutoiras casa de tijolo o excol-
lonteagua do beber ; quem quizer annuncie.
Precisa-so alugar um preto, por mez ; no
largo da Solidadc n. 22.
Jos Fernandes da Cruz em resposta ao
annuucio inserido nos Diarios de 30 do p, p ,
e primeirodo corrento, declara nao ter relaces
corojo Sr. Manoel Galdino Wanderlcy Lins, fl-
Iho da senliora do engenho Po-sanguo eque
nem conhece esse snr.
A pessoa que annunciou querer comprar
um Tito l.ivio dirija-se a ra cstreita do Ro-
zario n. 19.
Aluga-se urna loja com armacao eita
para qualquer estabelecimento ; a tratar na ra
do Livramonto n. 3. >
Um curioso do casos raros pede ao snr.
Goussencourt o avor do dlzer por^te Diario,
so cousa seria ou so 6 graca de sua merce,
propalaren! Pernambueo que tem recebido do
Rio-de-janeiro poderes discripcionarios para
so miscuir em negocios commerciaes, e terre-
toriaes do subditos fraocezei aqu residentes ;
poder invadir a casa prrlicular, apprehender
propriedades metter na cadeia remmetter
individuos para a Franca por dividas civis e
sem intervencao das autoridades do paiz. Ou-
tro sim o mesmo curioso Ihe pede, queira de-
clarar se ho verdade o quo dizem do snr., que
lem faculdades doseu governo para na quali-
dade do encarregado da chancellara arrogar-se
o olicio de procurador de particulares, inler-
por a consideracao do consulado francez.
Espera portnto o curioso que o Sr. Gous-
sencourt desminta boatos que prejudicio a
sua reputacao eque o curioso nao podo hu-
manamente acreditar.
Um curioso.
Antonio Francisco de Moracs embarca pa-
raoAracalya sua escrava Theresa do nacao
Baca.
Precisa-se alugar urna preta escrava ou
forra para fazerosorvico de urna casa espe-
cialmente comprar ; na ra de Hortas n. 74.
Alua-se a casa n. 52, da ra de S. Fran-
cisco, a lallarcom o snr. Pires, no Atterro-da-
Boa-vista n. 37, ou com Camillo Pires, na ra
do Crespo n. 14.
Na padaria da Rua-direita n. 69, preci-
sa-se de um trabalhador de masseira e de um
forneiro.
D-se dinheiro a premio em grandes e pe-
queas quantias; na ruado Livramenton 13.
Precisa-se de urna ama para casa de urna
mulher solteira, para o servico interno e e-
terno da mesma casa e que d ladef a sua
conducta ; na ra das Larangeiras n 19.
O Sr. Joo BernardinoJJotelho deGouveia
queira procurar urna carta vinda de Lisboa ,
na ra das Cruzes n. 41, primeiro andar.
Aluga-se a casa terrea n. 46 sita na ra
do Hospicio com bons commodos, quintal
murado ,e cacimba ; a tratar na ra doCadeia-
velha n. 38.
OTcrece-so para criado urna rapaz de boa
conducta, e que (.(Tereco boas iiiformaces a res-
peito de si ; quem o pretender dirija-se a ra
estrella do Rozarlo sobrado n. 30.
Offerecc-se urna pessoa para ama de casa,
sendo de homem soliciro, ou viuvo cose la-
va, engomma e cosinha ; quem a precisar,
dirija-se a ra do Rangel n. 37.
De urna das ja neilas do segundo andar da
casa n. 3! da ra da Guia cahio para o beco
urna toalhadslavarinto, com bico largo; quem
a acbou ou a pessoa a quem ella for offereci-
da quorendoentregal-a na mesma casa, ser
generosamente gratificado.
Quem annunciou querer vender um caval-
o com bons andares, dirija-se a Bua-nova, lo-
ja deferragens n. 41.
volume que seja usado ; quem tiver annun-
centes ao trafico de nzeite de carrapalo, 4 meias
pipas com seuscavalletes, urna bandeja do ma-
deira, edous (landres com suas competentes
medidas; na ra do Hortas n. 130.
' Vendem-se saccas com arroz ditas com
cera de carnauba dilas com feijao couros de
cabra sola pennas de ema, barris com azoite
de carrapato ; na ra da Cruz n. 51.
Vendem-se borzeguins gaspeados, e do
ponta de lustro para homem, senhora e meni-
nos, botinse moios ditos de Lisboa o francezes,
sipatos do lustro para homem e meninos de 6 a
12 annos ditos inglczes para ditos sapatos
o cem'pesde larangeiras", quo tenha'o de j de marroquim e de couro de lustro para senho-
no Atterro-da-Boa-vista, ra e meninas chiquitos para meninos pelles
Cl6 r. .,
Compra5-se eTectivamcnte para Tora da pro-
vincia mulatinhas crioulas, moleques, e mais
escravos de 13 a 90 annos. sendo de bonitas
figuras, pago-se bem, agradando ; na ra lar-
ga do Rozario n. 30. primeiro andar
. Compra-se a lista da lotera, ou empres-
timo Austraco, cujo andamento, e ultima ap-
puracSo foi no primeiro de desembro p. p. em
Varzovia ; quem tiver annuncie.
v Comprao-so mil ps de limooiros, que sir-
vao para cerca ainda sendo de 200 pos para
cima
4 palmos para cima
ofa'de SaUs&: Chaves', ou"na ra da Cadeia- de marroquim tudo por prego commodo ; no
J .... 4 HnprA-il'i Riv
velha loja de chapeos n. 46.
__ Compra-se um cavallo de cor rodada, ru-
co cardo, ou preto quo csteja gordo o por
mdico prooo; quem livor annuncie.
__ Compro-se ps desapoty, de um a dous
palmos ; na Rua-direita, ao p do Livramento
n. 2.
, e o li-
na ra
Atterro-da Boa-vista n. 24.
Vende-so urna taboleta de ourivos
vro secretario portuguez em bom uso ;
de Aguas-verdes venda n. 15.
Vonde-se superior tinta le marcar roupa ,
sem modo algum de desbotar, indo a varrella ,
por preco milito commodo ; na ra do Roza-
' Comprase um compendio do moral, Gre- rio botica derontedacasa amarella.
zim, diccionario de pontos, autor Cazunta, sen-
do em bom uso ; na ra do Queimado n. 19.
Comprao-so oscravos que slrvao para o
servico decampo pagao-se bem ; na Rua-di-
reita n. 1, primeiro andar.
__ Compra-se um cavallo quo soja novo e
tenlia bons andares; na Rua-nova, loja do for-
ragens n. 41.
Vendas
Compras
Compra-se urna correte de ouro sem fei-
tio ; quem tiver annuncie.
Compra-.-e um menino Dos da altura
de um palmo pouco mais ou menos ; quem ti-
ver annuncie.
Compra-se urr.cadello de boa rafa de fila
com 3 a 4 rnezes de nascido ; no paleo do Car-
ino venda n. 9.
Compra-se a obra de Tito Livio, em rnn
VEXDEM-SE chapeos franceics para ho-
mem da inelhor qualidade q >e ha o de dif-
ieren tes procos luvas de seda preta curtas e
compridas, e sem dedos ditas bordadas de
cor, meias de sed8 pretas compridas para se-
nhora, ditas para padre borzeguins para ho-
mem, senhora e meninos, e um completo sor-
timento de calcado deluda as qualidades ; na
Rua-nova loja n. 8 de Amaral S Pinheiro.
Vende-se urna arroba e meia de cera de
carnauba ; na Praca-da-indepeudencia n. 28.
Vendem-se meias de seda preta de peso
para senhora e meninas de 6 a 12 annos bo-
tina de duraque para menina, com pnnta de
lustro, sapatos e botins de bezerro para meni-
nos sapatos de duraque preto torrados de pel-
lica com fitas para senhora ditos pretos e de
cores sem fitas ditos do cordavao preto forra-
dos de pellica o com fitas, e sem ellas, botins
de duraque gaspeados, e do couro de lustro
para homem ludo obra eita em Lisboa, e de
superior qualidade suspensorios de seda para
meninas, oculos de grocom armaco de tar-
taruga e asteas de prata ditos de ouro foitos
em Lisboa ligas do soda a planta da cidade
de Lisboa, cm ponto grande ; na ra da Cadeia
do Reclfe n. 15, loja do Bourgard.
Vendem-se chapeos francezes a 6500 rs.,
ditos de sol de soda com barra a 6500 e 7000
rs. luvas de pellica para homem e senhora a
mil rs. o par duraque princesa e franque-
liin preto eoulras mudas lasendas por barato
preco; na ra do Queimado, loja n. 11 de
A. L. G. Vianna.
Vendem-serelogios patentes de ouro, e
prata inglozes ditos francezes com 10 dia-
mantes ditos com 4, ditos de meza e de pa-
rede ludo por prego commodo ; na loja de
telojoeiro junto ao arco de S. Antonio.
Vende-se um moleque crioulo de 18 an-
nos de bonita figura proprio para todo o
serviro ; na ra das Cruzes n. 41, sogundo du-
dar. "
Vende-ie um sobrado de um andar na
frente edous para traz com muitos commo-
d::s para urna familia grande por conter para
cima do 7 quartos ; na ra do Cabug loja de
meudesas junto da amarella n. 1.
Vendem-se 4 escravas, sendo duas mo-
cas com varias habilidades, o duas do meia
idade ; na Rua-direita n. 3.
Vende-so um cavallo com bons andares ;
quem o pretender annuncie.
Vende-se salca-parrilha por proco com-
modo ; no armasein do Braguez ao p do ar-
co da Conceico.
Vendem-se couros do lustro a 3200 e 3500
rs. a pelle bezerro francez a 3500 rs. marro-
quinsdo todas as cores a 1920 rs. dito da tr-
ra couro de bodee de cabra preparada vea-
do capoeira sola sapatos de couro e de
marroquim de todas as cores feltos na trra,
tamancos para homem e mulher progosde to-
das as qualidados, laxas para salto de botins,
latoes c facas de puntas de todos os lmannos ,
facas de cabo branco e preto para meza ditas
solteiras e oulras mudas meudesas, tudo por
preco commodo ; na Rua-direita ao p do
Livramento n. 2.
Vende-se um escravo serrador, por nao
querer trabalhar pelo oucio ; na ra da Praia
do Fagundes serrara n. 23.
Vende-se umcaixao de venda c um ar-
mario ; na ra do fasseio-publico, loja do inar-
nlneiro n. i%
Vendem-se dous escravos, e urna escrava,
fortes o robustos ; na ra do Queimado n. is'
segundo andar.
Vende-se urna escrava boa lavadeira; em
Fora-de-portas, ra dos Guararapes n 63.
Vendem-se saccas com superior arroz ver-
melho e larinha de mandioca, por preco com-
modo ; na ra da Praia, armasein n. 21.
Vendem-se os objectos seguintes, perten-
Vende-se franja preta e do cores por
preco commodo ; na ra larga do Rozario, loja
do meudesas n.35.
Vende-se um casal do rolas meslicas, por
commodo prego, o d-se um fllho do quebra ,
j grande ; na ra do Aguas-verdes n. 36.
Vende-se um cavallo gordo, carregador
baixo epasseiro ; urna porgao ta caixas va-
sias do Porto o caixoes que forao de fasendas;
na Rua-augusta n. 22.
Vendem-se uvas muscatel, brancas, as li-
bras e ps de parreira com cahos ; na ra do
Bozarioda Boa-vista n. 2.
Vende-so por precisao urna escrava de na-
gao ds bonita figura boa ensaboadeira iui-
tandeira e e muito diligente para o servigode
urna casa, ou troca-so por outra mais peque-
a ; no pateo do Carmo n. 24.
Vendem-se barricas com arello de supe-
rior qualidade e por prego commodo, e meias
ditas com farinha ; em casa de Malheus Austin
$ CompanHia ; na ra do Trapiche n. 36.
Vende-se urna escrava do nago moga,
o sem vicios: na Rua-velba n. 49.
Vende-se madeira para urna casinha ou
estribara, contendo de bons caibros, o trave-
jmenlo de botar no alto, d-se por prego com-
modo ; na ra da matriz da Boa-vista que vai
para a ra da Gloria n. 31.
Vendem-se lijlos de ladrilho, ditos de
alvenaria, barra, areia, caibros e tambem so
bota na obra cm qualquer parte onde for pre-
ciso, e por prego commodo; na ra de S. Ama-
ro 10.
Vonde-se excellenlo larinha de trigo para
bolaxa pelo commodo prego de 10^ rs. ; no
armasein do snr. Mendonga no Frte-do-Mat-
tos.
Vende-se urna cama nova do amarello en
vernisada est no uso, vende-se por preci-
sao e por prego commodo ; na ra do Fagun-
des n. 28
Vendem-se pedras de amolar do Rio-de-
S.-Francisco em porgos grandes e pequeas;
na ra da Praia armasein u. 18.
a= Vende-se Jacaranda superior chegado do
Rio de Janeiro pedras de marmore redondos
para mezas do meio de sala, de muito bom gos-
to ditas para commodas cadeiras america-
nas com assento de palhinha camas de vento
com armacao, niarquo/as, solas, mozas de
janlar camas do vento mu bem fui las a 4500,
ditas de pinho a 3500, assim como oulros mui-
tos trastes ; pinho da Succia com 3 pollegadas
degrossura, dito serrado dito americano de
diflerentes larguras e comprimentos ; assim
como travs de pinho, 6 bartules ; na ra de
Florentina em casa de J. i'eranger.
Escravos fgidos
Fugio uo dia 31 do p. p. um moleque de
nome Jos do nagao Angola de 17 annos ,
bem retinto sueco do cupo, altura regular,
camisa de riscado, caigas de ganga azul, e cha-
peo de palha do abas grandes ; quem o pegar,
leve ao Beco-largo do Recifo venda ti. 6.
No dia 31 do p. p. dssappareceo um pre-
to de nome Sebastiao baixo grosso do cor-
po tem na perna esquerda urna grande mar-
ca de urna chaga e no p o dedo grande de
menos ; quem o pegar levo a ra do Rozario
da Boa-vista n. 27 quesera gratificado.
Fugio no dia 20 do pussadoum preto criou-
lo de nome Agostinho, cor fula, alto, cheio do
corpo 6 rendido de urna verilha levou cal-
gas do briol de listras camisa de algodo; cha-
peo de palha novo : quem o pegar, leve a ra do
ijueiinudoa seu snr. Albino Jos Ferreira da
Cunha ou na ra do Queimado n. 4, que ser
gratificado
No dia 4 do p|gado fugio o preto Joa-
quim de nagao, apellidado pelos oulros pre-
tos :;a ra Carioca com os signaes seguintes:
estatura regular, secco do corpo, barbado s
no queixo tem na mo direita a metado de 2
dedos do menos, e quandoanda lem de coslu-
mo levantar os dedos por causa de era vos. qu-
tem por baixo ; levou camisa de ulgodozinho e
velha, caigas de brim pardo, tambem vellias ,
e chapeo de palha ; quem o pegar leve a ra
do Hospicio n. 36, quesera gratificado.
Rbcifb na Ttp. p* M. F. di Faru18i4