Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08691

Full Text
Anno de 1839. Tersa Feira
Tudo agora depende de nos niesmos; da nosss prudencia, moder*
fo, e energa : continuemos como principiamos e seremos apontados
com admiraco entre as INacoes mas cultas.
Procamaco da Assembka Geral do Brasil,
i a igo i
r Subscreve-se para esta folha a 3ooo por quartel pagos adiantarios
hesla Typografia, ra das Cruzes I). 3, enaPracada independencia
D. 37 e 38, onde se recebem correspondencias legalisadas, eannuucios;
insiniido-se estes siatis, sendo dts proprios assignantes, e viudos assig-
nados.
Partidas dos Correios Terrestres.
tliilade pretenco...................\
Ojia do Itio Grande do Norte, e Villas dem...................Segundas e Sextas Feiras
lina da Fortaleza e Villas dem. .'.......................\ &
Villa <:e Goianna................................../
Cidade dr Olindu...................................Todos os das.
Villa de5. Atito..................................Quintas feiras.
Dita de (laranhiins e Povoaco do Bonito.......... .......... Dias lo, e ) 1 dcada mez.
Dnasdo Cali, Serinhaem, Hio Formozo, e Porto Calvo............dem 1 11, e ui dito lito,
Cidade das Alagoas, e Villa de Macei.........................dem' dem
Villa de Paja de Flores.................................. dem 13, dito dito.
Todos os Correios parlem ao meio da.
12 de NovEMBtto. Numero 247.
CAMBIOS.
NOVESTBHO. II.
Londres......33 por lfoo ced.
Lisboa....... So por o/o premio, por mciai olerccido.
Franca.......loareis por (raneo.
hio de Janeiro ao par.
OUBO Moedas de 6f4oo rs Velhas i45oo a i igloo
n Ditas Novas l4v3oo a tigSoo
Ditas de 4#ooo rs., 8#oo a Xp#x>
PRATA Pataces Brazileiros------------i#a i^Ho
Pezos Columnatios---------------ljoo a ltf,8o
Ditos Mexicanos......--------ijf^o a 1/460
Premios das Letras, por mez I 1/8 a i i|i por loo
Moeda de cobre 4*9 Por loo. de disc.
Das da Semana.
1 Segunda S. Martirho >. --------- Se. u The*, e u 14 Terca --* S. Martinlio P.-------*------------ Relaco e Aud. do J. de D. da 1. vara de manh
i3 Qua'rta -----S. Fugenio B. ----------- i'essSo da Tbez. Audiencia do J. de 1). da a. v. de
i4 Quinta--------S. Cleii-enlino M.*------* Re. e aud. do J. de D. da a. v.
i5 Sexta----------S. (rerlrudes V.----->-------- Ses. da Tliez. e aud. do J. de L). da 1. v.
16 Sahhado S. Consalo de Lagos.--------... L\el. e aud. do i. de D. da 3. v.
17 Domingo S. Gregorio Taumaturgo B. -
Mare elida para o 12 da de Novembro.
As 10 horas e 6 minutos da tarde As 10 horas e 30 minutos da manhS.
KIO DE JANEIRO.
ASSCMBLEA GERAL LEGISLATIVA.
SENADO.
Sesso em 11 de setembro de i83 Presidencia do Sr. conde de Valenca.
Reunido suficiente numero de Snrs sena-
dores, abre-se a sesso, c lida a acta da ante-
rior, upprovada.
O Snr. primeiro secretario d conla do se
gninte expediente.
Um officio do ministro do imperio remel-
tendo outro da provincia de Minas Geraes de
30 do me/ passarlo contendn inlbrm.Koes a
respeito do vinculo do Jaguar : remetlido a
qnem fez a requisico.
' Outro do mesmo ministro rcmeltcndo os au-
tgrafos sanecionados das duas resolucesd'
assemblea peral, autorisando o f.overnoa con-
ceder curia de naturalisaco a Bernardo Xa-
vier Pinto de Souza e a Francisco Ferreira
Borgcs fica o senado inlcirado e manda-
se participar a cmara dos Snrs. depuiados.
Um officio do primeiro secretario ra referi-
da cmara acompandando tres proposices
urna que tem por ohjecto autorisar o governo
para pagar aos berdeiros de Antonio Ferrei-
ra Spulo o valor dos cavallos que lbe foro
tomados para o servi o da na cao ; e asoulras
duasapprovar as pensoes concedidas a Elisa
Yaz de Pinito Carabeba e vanoel Teixeira
da Silva a primeira, e terceira, i conimisso
de fazenda ea segunda, ;s commissoes de
marin'ia, guerra, e fazenda
Um officio do secret rio do co!le;io elleilo-
ral de S. Joo de El-Rei, remettendo a acia
da eleico a <|ue se procedeo no mesmo colle-
gio, no dia a5 do mez passado, de um sena-
dor que subslilua a vaga do fallecido Snr. Se-
baslio Luiz Tinoco da Silva manda-se ar-
quvar na secretaria
Um requerimento do marque/ doRecife,
pedindo indemnisa o do prejui/o queso-
freo com a abollico do empreo de selludor
d' alfandea de I er^tambuco : eommisso de
fazendu.
O Snr. Ferreira de Mello parlecipa que a
deputaeo do senado, encarregada de felicitar
a S. M. o Imderador no dia 7 de.de selemhro,
se dirigir, no dito dia ao paco da cidade;
c, sendo iniiOi'iiMu.i com a suiemuidade do
estilo ; presenta do mesmo \uguslo Senbor,
o felicitara pelo anntversurioda independencia
do Brasil.
Ordem do dia.
Entra novamente em discussao o requeri-
mento do Snr. Ferreira de Vello pro|>ondo
o addiamento al a futura sesso do pro-
jeclo de iuterpretaco do acto addicional, o
qual requerimento bavia (irado empalado na
votaco em sesso de 4 do crrente.
Discutida a materia, e posto a votaco o
requerimento, nao approvado.
O Snr. presidente declara que o senado vae
jerupar-se em trabalbos de commissoes e
desij-iia para ord m do dia : primeira e se-
gunda discussao da resoluco que ratos a do-
sannos o lempo de residencia exigido para
a naturalisaco, e depois a continuaco da se-
gunda discussao do projetto que interpreta o
acto addicional.
Levanta-se ao sesso ao meio dia
Icio do presidente da provincia de Pernam-
bnco de t4 do mez antecedente, ao qual
acompanho as informaces sobre o encapel-
lado yo Engcnho Novo de Santo Antonio de
Goianna A' qnein fez a requisico.
He remedido a primeira eommisso do or-
camenlo da fa?enda o mappa demonstralivo
da assignatura e subslituico do papel mo-
eda,
Vae ; terceira eommisso de fazenda o re-
querimcnlo de Emiliano Jos Baplisla.
I'az-sc menro de lium officio do Sur. de-
putado I u/ Carlos Coclbo da Silva em que
participa que por se achar incommodado de
molestia nao lbe be possivel comparecer sses-
1 CMARA DOS DEPUTADOS.
sesso em 1 i,de setembro.
Presidencia do Snr Araujo Vianna.
Asi horas da manb faz-se a chamada ,
e logo que se rene numero le;al de Snrs. de-
potados, abre-se a sesso, le-se e approva-
se a acta da antecedente.
0 Snr. primeiro secretario 1:5 conla do ex-
pediente leudo os seguinles officios ;
1 ?o secretario do senado, remetiendo as c-
mendas feitas c approvadas pelo mesmo se-
nado ; proposla sobre a fixaco las for,as na-
vaes para o anuo fnaneciro de i4 a 841 ~
A imprimir.
I'o ministro do imperio, remetiendo urna s5'S lesta augusta cmara. Fica a cmara in-
cola demonstraliva das |uantias a que tem teirada
montado o porle das carias conduzid'is da 'or- lleudo e approvado o seguinle requer
te piia as dilferenles provincias do imperio ment.
aleado ara, e das mesmas provincias para Requeiro seexijo do governo pela re-
acorte pelos paquetes de vapor A com mis- parlico compettente, os esclarecimenlos se-
so do eommercio agricultura, industria e guiles:
arles. i. Quanlos recrutas tem sido remellidos
'Do mesmo ministro enviando nm officio com da provincia de Minas Geraes para esla corle
os ducumentos a elle juntos datado de ii em cada hum dos a unos de i8J() a 18^7 c
18 8 aifUq.
a. Quanlos tem fgido da provuteia de
constantes lo requerimento que por copia a- Minas* ou desertado desta corle, e quanlos
companhon o officio desta cmara, le junlto tem sido a ella reenviados cm cada hum dos
do correnle anno. A quem fez a requisi- ditos annos.
cao. t 3.* Quanlos tem sido sollos nadita pro-
Do ministro da fazenda remettendo a in- vieta, e nesta corle em cada hum dos mes-
formaco da Conladoria geral datada de 'o de mos Annos, por nao lerem sido julgados ap-
agoslo do correnle anno, acompanhada de tos para o serv ico militar,
balan os' previnciac-s dos annos tnaneciros de 4a Que despe/a animal se ha feilo com os
18 5 a i<8, mappa demonstralivo dos dizi- mencionados recrutas, fugitivos e deserto-
mos arrecadados pela thesouraria da provincia res.
do Rio de Janeiro, deJulbode 18.^' at:de- 5 Que despeza se tem feito annualmen-
zembro de 38 e esclarecimentos concernen- le desde i**56 na provincia de Minas, cornos
tes a proprios nacionacs, A' queui fez are- agentes do recrtitamcnlo conductores de re-
quisico. crutas e com quaesquer outros objeclos que
Do mesmo ministro enviando a informa- lhcssejo concernentes.
cao lo iuspeelor interino da Alfendcga da cor- I Paco da cmara dos deputados 1 de sclem-
le, acom pan hado do mappa do carvo de pe- bro de i8f). A da Costa Pinto,
dra despachado no auno de 18/JK a i8">c>,l O Snr Aureliano pede a palavra pela or-
11 ao sendo ao governo possivel ministrar outro dem e o discurso por elle proferido como
aljmm cscluraecimento alem do constante da orador la deputaeo da cmara em presenca
referida informaco A eommisso do or- deS: M no dia 7 de Setembro. Accrescen-
camento da fazenda que pedio estes esclarec- ta pieS. M. se di;;nou responder :Agra-
mentos ( deco muito os sentimentos da cmara dos Srs.
Do mesmo ministro remettendo a infor- ; deputados.
maco da conta loria geral le . de agosto prximo lindo, em que a'cmara mu-
picipal desta cidade responde aos quisitos
ximo passado, sobre o requerimento que de-
volv; da condena dcAmerval, pedindo a re-
missao do que a fazenda puhiica ficou deven-
do a sen fallecido marido; cumprindo-lbe ae-
agrado.
Primeira parte da ordem do dia.
Continua a discussao da resoluco que ap-
prova as modifica oes feitas entre o gover-
crescentar smcnle que asi circunstancias da no e a companhia dos paquetes le Vapor.
suplicante, viuva e onerada de familia nao
do lugar a esperar que melhore a sua forlu-
na e que por meio de execussao ; fazenda
nacional pouco 011 nada tem de baver desla di-
vida vista do estado a que est red u/ido o
citiod Tijuca nica propiedade que possue.
A" terceira eommisso de fazenda
Do mesmo ministro remettendo a informa-
cao da conladoria geral le So de agosto ulti-
mo, sobre o requerimento que devolve de D.
Mara Jos de Mello Menezes Pautares. -A
eommisso de marmita e guerra.
Do mesmo ministro enviando' os officios
do presidente da provincia do Maranbo, de
5, edo inspector da thesouraria respectiva
de i de agoslo ultimo, sobre o requerimento
de Manoel Jos dos Reis, inspector aposenta-
do da exlincta meza d' inspecefo do algodo da
mesma provincia. A' eommisso de pensoes
e ordenados.
Do ministro da jutt'ice. > transmitindo o of-
O Snr. Gomes de Campos d;i algumas ex-
plicaQes sobre a materia.
O Snr. Rezende (pe a ordem) ouvindo ao
nobre deputado dizer (referindo-se ao qne
dissera o Snr. Gomes de Campos), que ; com-
panhia est fallida, que nao tem mais recurso
algum, dezeja saber se ella ja fez o ultimo re-
clamo aos accionistas pois lbe consta que
ella ainda nao pode reclamar delles humas ao
mil libs. st. ou couza semelhante : e sendo
assim, a companhia nao esgotou todos os se-
us recursos
O Snr. Silva Pontes declara que nao ten-
ciona oppor-sc ;5 emenda do Snr. Ribeiro Du-
arle lino quer pie os paquetes toquem nos
porlos de todas as capilaes que derem entrada
franca e que nao estiverem amis de huma
lagoa da capital ; receia porem, que passando
1 emenda til pial os executores da le en-
tendi que esta'derrocada a dispo9co esli-
puladano contrato de i de nar;o de i83; ,
que ohriga os paquetes le vapor a locarem
em Jaguar, muilo importante porto da pro-
vincia das Alagoas, o qual dista da capital oito
leguas. Para evitar pois (al intell.'.encia,
manda a meza a seguinle emenda, que he a-
poiada :
Se passar a emenda lo Snr. Rbciro Duar-
te declare-se que por ella nao se cnlende
revogadoo arligo a. do contracto approvado
pelo decreto de 3i de marco de 18J7, na
parte em que determina que os paquetes de
vapor entrem no porto de Jaragu da pro-
vincia das Alagoas. S R.
Fallo mais sobre a materia os Snrs Ca-
zado, e Magalhles.
He lda e apoiada a segi'inle emenda :
Se passar a emenda de 18 con tos de reis
mensacs accrescente-se que os vapores se-
ro obrigados a tocar na villa da Parnahiha
da provincia dePiauhy, para receberem as
malas do correio da capital. Rio, 11 de se-
tembro de i83q. Souza Marlins Lima e
Silna
A Jisctissofica adiada por se annunciar a
chef.ada do Sr. ministro da marinba, S. Ex. ';
introduzido com as formalidades do eslilo,
e toma o lugar que lhc compete.
Segunda parte da ordem do da.
Contina a discussao do orcameuto da ma-
rinba, e emendas apoiadas
Tomo parte na discussao os Snrs. Torres,
ministro da marinba, Coelho Carvalho de
Mcndonca, Marinho, c Andrada Machado.
Julga-sc a materia discutida e approva-se
o seguinle ;
1. Secretaria de esla do
1. Quartel general (e-
menda da commiss)
i. Conselho Supremo
militar
4 Auditoria
5. Corpo da armada e
elassesannexas
(>. l;ilo de artilheria (c-
menda da eommisso)
7. Intendencia (emenda
da eommisso)
8. Arsenaes (emenda da
eommisso)
9. Hospitaes
10. Navios armados (e-
meuda da eommisso).
11. Navios desarmados
(emenda da eommisso
ia. Transporte
13. Fanies (emenda
da eommisso)
14 Obras publicas
$ 15. Academia da ma-
rinba
16. Escolla
17. Reformados (emen-
da da commissso, que cor-
rige hum erro da somma de
1U reis.
iB. Despezas extraordi-
narias (emenda da eommis-
so)
Approva-se tamhem a e-
nienda da eommisso que
propoe para urna macbina
de escavaco para melho-
ramento do jtorlo de Per-
nambueo
As mais emendas sao rcgeiladas, oujulga-
das prejudcadas.
Da-se por romluida a segunda discussio,
decide-sc que a m atera passe a terceira.
28;G85Ug-2o
i;7f5U6oo
a;059iUooo
a;34oL'ooo
i63;94iUt8o
6J;353Uooo
749;84aU8?o
iy:oJ5Uooo
r,38;529U4oo
69-,ooiU43o
bj;i85i5i
45;9S5Uoif
i3-,o6U975
a3.-6ooUoo
5;68oUooo
53;49lU335
3o;oooUooo
4o;oooUooo


DIARIO DE
EBN
AMBCO
O Snr. presidente d para ordem do dia .
continuadlo da materia dada para hoje, e
mais as resoluces desle auno, numero a4,
sobre a concessao de loteras Santa Casa da
misericordia desta corte ; numero a6, sobre
a i u toril la i le que se d para possuir hura
lrica da isreja matris de Santa Auna da vil-
la do Pi naipe. numero 37, sobre a tenca con-
cedida a Joao Eduardo Ferreir Collaco Ama-
do ; numero 4 '. sobre a pensao concedida D
Antonia Benedita de Castro Faria; as e-
mendas do senado propsta sobre a fixacao
das forras de mar ; e logo que chegue o minis-
tro respectivo o orcamento da receita e dis-
posices geraes, e levanta a sesso as duas ho-
ras e meia da tarde.
de' bras e vestorias,
PERNAMBUCO.
GOVERNO DA PROVINCIA.
exped k te do da 7,
Officio-Ao Inspector da Thezouraria das
Rendas Provinciaes respondendo que man-
de fazer o |gament dos ordenados do mez
de Agosto cm moeda de prata somonte.
)ito-Ao Inspector Geral Intirinodas obras
Publicas rodcnando-lhe que remeta com
a possivel brevidade a conta circunstanciada
do estado de cada urna das obras publicas e
de tudo mais de que est enearregado como
determina o ^doartigo 9 do Regulamento
Provincial de 10 de Agosto de 18 $5.
Dito-A Cmara Municipal de Cimbres,
fura enviar quanlo antes os documentos que
egaliso a respectiva Despe/a Municipal e
que devio ter acompanhado o llalanco da I
Receita e Despeza do anuo financeiro findo ,1
e o orcamento da Receita e Despeza do anuo
futuro, que remetteu com o seu officio de
11 do mez p. p.
Igual officio foi erigido a Cmara Mu-
nicipal de Garanhuns.
Portara- Ao Ciruigio Engarregado da
Vaccina ordenando, que remella a Secreta-
ria algumas laminas de puz Vaccnico do me-
llior que houver, a fim de ser enviadas a
(.'amara Municipal de 'jaranlmns.
Pita-Mandando passar ttulos ao Conti-
nuo da Meza do Consulado Joo da Silva Cos-
ta Hourbon para o lugar de Guarda da mes-
ma Reparlca e para o de Continuo ao
Correio Venancio Reheiro d'Aguiar.
Officio-Ao Administrador da Me/.a do Con-
sulado commuiiicaudo-lhc as iiomcacGes su-
pras.
'iversas Reparlicoens*
alfandeg/v das fazendas.
Pauta para a semana de 1 a 16 de Noyem-
hro de 1 espirituozas lquidos e farinha de trigo ,
sobre o qual devem ser calculados os respe-
ctivos^direilos na Alfandega desta Cidade.
Agordenle Franra em cascos vinhosa ,
Cognac da primeira classe pipa de 180 cana-
das,, prova al >o Cartier i-8ooors.
Dita qualquer outra em cascos sondo ,
nu nao sendo vinhosa ; e anisada, pipa de 18o
ranadas prova al o Cartier 60000 res.
Dita, Fran a engarrafada, vinhosa, Co-
gnac da primeira classe duzia de 3 caadas ,
prova ate ao" Cartier coco rs.
Dita qualquer oulra engarrafada duzia
de 5 caadas prova at so" Cartier 4 res.
Dita dita em botijas duzia de 3 cana-
das prova al 30 Catier 4.? rs.
Dita dita em garrafcs pipa de 18o
caadas prova at -jo Cartier 60000 rs.
Alcohol qualquer quaesquer vasilhas ,
librasde 16 oncas prova de 36 Cartier pa-
' ra mais roo rs
Azeite qualquer em cascos 110 botijas ,
doce, pipa de uo caadas, jS|rs.
Dito, dito engarrafado, doce, duzia de
5 caadas 5s rs.
Dito dito em cascos mendobim", gn-
guha pipa de 180 caadas, ia5,s rs.
Dito dito em cascos peixe balea com-
111 um pipa de 180 caadas pos' rs.
Dito dito em cascos lobo-marinho pi-
fia de i80 caadas ia5rs.
Dito, do, fin cascos peixe balea es-
permacele pipa de 180 caadas i.fof rs.
Dito dito em cascos potro
180 ranadas 90 i rs.
Cerneja qualquer em cascos
ou prela pipado 180caadas uj rs
Dita^ dita engarrafada ou em botijas, hran-
ci ou prela duzia de 3 caadas aSoo rs.
Cidra qualquer em cascos, de maraa ,
oivpera r pipa de j0 caadas-, 90' rs.
Dita dita engarrafada 00 era botijas
macaa ou pera duzia de 3 caadas 3800 rs.
Farinha, qualquer .de trigo por 6 arro-
bas 14$' rs.
Dita, dita, de Centeio por 6 arrobas 7000 rs
Dita dita de milho por 6 arrobas 6000 rs.
Genebra qualquer em cascos pipa de
180 caadas, prova at 30 o Cartier 126$
leis
Dita, dita, engarrafada, duzia de 3 caadas,
prova at 10 o Cartier a4 rs
Dita, dita, em botijas ou frascos, duiia de 3
caadas prova at 70 Cartier a4 rs-
Dita dita em garraf5es pipa de 180 caadas ,
prova at 2o Cartier 1 36.$' rs.
Licores qualquer quaesquer vasilhas ,
sacarinos compostos duzia de 3 caadas, pro-
va at 18 o Cartier 6600 rs
Dito, dito dita espirituosos compostos ,
duzia de 3 caadas, prova at 18 Cartier
6000 rs.
Vinagre qualquer em cascos, commum, pi-
pa de 180 caadas 8,5' rs.
Dito, dito, engarrafado, acido pyrelignioso,
duzia de trez caadas ej" rs.
Vinho Bordeaux em cascos commum, pipa
de 180 caadas 60" rs.
Dito dito em cascos superior, pipa de
180 caadas 100000 rs
Dito, Cabo da Roa-Esperanca em cascos,
commum pipa de 180 caadas 7 4 'reis.
Dito. Celle e Marselha em cascos com- quarenta eoilo mil e seiscenlos rs. mpug-
mum pipa de 180 caadas 45, rs. nadas pelo uarda Pedro Balbino Joze da Mota
Dito, Fjale A-ores em cascos, commum no Despacho de Lutkens & Comp. sendo o
pipa de 1 So caadas 45s rs. Arrematante sugeito ao pagamento dos Direi-
Dito, Figueira em cascos, pipa de 180 ca- tos.
[ nadas 74' rs. | Alfandega de Pernambuco 11 de Novembro
Dito, Hespanhaem cascos commum pipa de de i83q.
i 80 caadas iig rs. 1 Vicente Thomaz Pires de Figueiredo Camargo
Dito Malaga em cascos branco pipa de 180, Vicente Thomaz Pires de Figueiredo Ca-
canadas 67 s rs. margo Inspector d'Alfandega faz saber ,
Dito, TenerifTeem cascos commum, pipa de que no dia i3 do correnle se hade arrema-
1 co ranadas 67.$' rs: 'ar em hasta publica e na porta da mesma ao
Dito dito em cascos superior, pipa de 180 meio dia cento e vinte pares de botins sen-
canadas 11 a rs. do cincoenta e oito de brim e sessenta e dous
Dito, Xe es em cascos pipa de 180 cia- de duraquepara homem no valor de quatro
das i-fo'rs centoe oilenta rs. impugnados pelo Amanu-
Pito, Lisboa em cascos branco e tinto da ense Goncalo Jos da Costa e S Jnior,
primeira classe, pipa de 10 caadas 67 s'rs. no Despacho n. jo i\ de Lenoir Puget \ C
Pito, dilo, em cascos, branco e tinto seguu- sendo o arremtente sugeito ao pagamento dos
da classe, pipa de 180 caadas 45,4'rs. direitos.
Dilo, dilo, em cascos, Ruclas pipade 180 Alfandega de Pernambuco 11 de Novembro
caadas Ro'ooo reis. de i83p
Dito, dito, em cascos, Musealel, pipa de 1P0 Vicente Tbomas Pires de. Figeredo Cmargo.
nenhuma altrnelo soffrer
o syslema at agora seguido.
as avaliaces dos lquidos em cascos gar-
rafas, frascos ou botijas, esto incluidas as va-
zilhas. n
Alfandega de Pernambuco 6 de Novembro
de 1839.
Vicente Thomaz Pires de Figueiredo Camargo.
Inspector.
Caelano da Silva Azevedo.
Manoel Joze de Souza Carneiro.
Luz Pereira de Faria.
EIDTAES.
Vicente Tbomas Pires de Figueiredo Ca-
margo Inspector d'Alfandega faz saber que
no dia i3 do correnle, se hade arrematar em
hasta publica, e na portada mesma.ao meio
dia 6 Caixoles com 4*8 libras de vellas de
sebo composto no valor de 5oo reis a libra ,
impugnad s pelo segundo Escriturario Luis
da Veiga Pessoa no Despacho de Lenoir
Puget i Comp sendo o Arrematante sugeito
ao pagamenro dos Direitos
Alfandega de Pernambuco 11 de Novembro
de i83p.
Vicente Thomas Pires de Figueiredo Camargo.
Vicente Thomaz Pires de Figueirdo Ca-
margo Inspector da Alfandega faz saber q'
no dia 13 do corrente se hade arrematar em
hasta publica e'na porta da mesma ao meio
dia huma duzia de bengallas no valor de
Conferentes por turnos aos Trapixes todas
semanas, a fim de se conhecer se o genero pe-
so e tara esto falcificados como muito cla-
ramente se acha desposto no Kegulamentoda
I Meza das Reodas no a do Cap. a dos arts.
'35 36, adoart. 4o,eart 900 do Cap.
3. e no Regulamento Provincial para a Me-
za da Inspecco art. 6 do Cap a. e como ues-
tes rcenles cazos os donos das caixas tarradas
laicamente ficarao impunes, e os Inspectores
continuo no mesmo abuzo e classificando per
bom o que na verdade mo assucar sem que
tenha havido o exemplo de serem suspensos de
seus -"mpregos : requeraV. S. se sirva de-
clarar as obiecces que Iheassistem 11a exacla
ohservaneia dos arligos e pargrafos do Re-
gulamenlo supra c tad I
Salla da AssociacoCommercial de Pernam-
buco 8 de Novembro de 18*9 E. R. VI.
Joze Ramos d'Oliveira Presidente. Joze
Jernimo Monteiro ^Secretario.
Posto que esteja persuadido que as declara-'
ces exigidas pela Associa ao Commercial s
me devao ser exigidas pelo Tribunal do The-
zouro e Exm. SnT. Prezidente e Thezoura-
ria, todava desejando,em ludo hir conforme
com a mesma Associaco tenho a declarar-
Ibes que os abuzos que refere a muilo e por ve-
zes tenho levado a concideracSo do Exm. Go-
verno pedindo providencias para d alguna
forma vedar-se a continuaco dos mesmos vis-
to haverem diflerentes disposicoens Provinci-
aes e Geraes a respeito destas Adminislraco
e Inspecco.
Meza do Consulado de Pernambuco
Novembro de 18 -'9. Monteiro.
de
em cascos commum
caadas loos rs.
Pito, Madeira
de i'o caadas 68s rs.
Pilo, dilo, em cascos, superior, pipa de
caadas aoos rs.
, pipa
80
verde
p:pa
de 1F0
Pilo, Porto em cascos,
caadas 45ooors.
Pilo, dito, cm cascos Ramo pipa de ib'o Assucar branco novo
caadas 67 s'rs.
Dito dilo em cascos Feitoria pipa de 180
caadas i4ps reis.
MEZA DO CONSULADO.
Paula do preco corrente do assucar, e algado
que se de.spacharo na Meza do Consulado
de Pernambuco na semana de 11 15 de
Novembro de i83g.
O Arsenal de Marinha preciza comprar o
scguinle : vinagre, assucar, toueinho ba-
calho, spermecete, pregos de costado, linha
alcatroada dita de Barca soudureza, mer-
lim alcatrp verniz breu tintas de de-
ferentes cores secante papel almaco dito
de pezo cravos de barrica tabqas de pinho
finas: as pessoas que taes gneros tiverem com-
pareci na casa da Inspecco do mesmo Arse-
nal no dia treze do corrente com as suas amos-
tras para se tratar da compra.
Inspecco do Arsenal de Marinha de Per-
nambuco onze de Novembro de 1839.
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Secretario.
Corresponde 1 i ca
1sooo.
Dito, >cilio ; em cascos, commum pipa de
Dilo mascavado novo
(00..............
180 caadas 5o' res.
Dito, dilo m cascos imilaco de Madeira ,
pipa de 18c caadas 74,? rs.
Dito, dilo. em cascos, Marsla, pipade 180 Dito branco vclho
caadas 11 a rs.
Dilo, Vianna em cascos, commum pipa de
^'0 caadas 4S sooo rs.
Pito, Portugal em cascos, Jurupiga
roo.
, pipa de
Chaleaux,
Haut-Rrion
, pipa de
branca ,
180 caadas 90^000 rs
Dito, Bordeaux engarrafado
^argaux Lafitte Latour ,
Rurgonha Haut-Barsac ,
mes Darisle Ermitage
nadas 8$'000 rs.
Pito, dito, engarrafado, Quevries, Monte-
ferrand Rrassans Palus Chablis Santer-
ne, duzia de trez caadas 400 re's
Dilo, qualquer, engarrafado Champagne
ou sua imilaco, duzia de trez caadas iasooo
reis.
Dito, Cabo de Roa-Esperanca, engarrafado
Constcncia duzia de trez caadas 9000 rs.
Dilo, Portugal engarrafado, Lisboa branco ,
huclas ou tinto duzia de trez caadas 4 >""
neis,
Dilo, dito, engarrafado Lisboa muscatel ,
duzia de trez caadas 8s'ooors.
Dito, dito, engarrafado, Madeira, duzia de
trez caadas 9000 rs
Dito qualquer engarrafado, Muscatel Fron-
tignau duzia de trez caadas 24 re'?
Pito, Portugal, engarrafado Porto, duzia
de trez. ranadas 9000 rs.
Pito, dito engarrafado, Rueo, branco,
ou tinto duzia de trez caadas 8000 r-.
Dilo, llrspanha, engarrafado Xeres, du-
zia de trez ranadas 8000 reis.
Dito, Portugal .engarrafado. Jurupiga,
duzia de trez caadas 4oo reis.
N. B. Quanto verifiraco da capacidade
Dilo mascavado velho
3110..............
Preignac Feau- Algodo em pluma
duzia de trez ca-
1.
3.
4.
5.
6.
1.
a.
1.
1.
3.
4.
5.
6.
1.
3.
1.
a.
3.
Sorte




o
a



K




Sorle

a3oo
a">oo
a 100
ig5o
1800
165o
1 >oo
1000
aooo
icoo
1800
165o
15 00
i35o
800
700
7100
6100
5100
Joze A (Tonco Ferreira.
Antonio Benlo Froes.
Feitores e Conferentes.
Illm. Snr. Administrador. A Associaco
Commercial desla pra a na duvida se devo-
ra levar a sua lepiesenlacoo a authoridade su-
perior sobre os abuzos jue de continuo se es-
lo cometiendo tanto na falsificaco das taras
das caixas de assucar como na clasificaco
das qualidades do mesmo assucar sendo al-
guns desses abuzos bem recentes e notoriamen-
te escanda ozos verifirando-se m cai as que
se repezo duas trez e at sete arrobas de ma-
is do que as taras designadas as mesmas cai-
xas. assucar insneclados segundas e terreiras
qualidades quando rigosamente s merecero
Snrs, Redactores.Queiro por obzequio
laucar na sua conceiluoza Folha estas toscas
Linbas para que o respeitavel Publico venha
ao conhecimento das violencias, que tem sof-
frido e continua a soffrer o Vigario Collado
da Freguezia da Escada. Este padicenle Vi-
cario poucos dias depois que tomou posse de
sua Freguezia, econtiniou a regencia da sua
Igrcja ; Manoel Thom de Jezus que com
mo oceulta era o motor dos incmodos do
Vigario-, apaixonado por ter elle entrado no
governo da sua Igreja patentiou-se com re-
querer ao xm. e Reverendm Diocezano nao
sa sua separaco o da sua Familia como
tambem a de todos os moradores do seu in-
genho para a Freguezia de Ipojuca accom-
panhado no mesmo pedido com outro reque-
rimento o seo filho", propietario do Engenho
Paraizo ; cujos deferimentos foro logo dados
pelo Rcverendissiir.o Delegado do Exm. ispo
na confjormidade dos seos pedidos sem ser
ouvido o Vigario ; como Pastor das suas Ov-
Ihas as quaes tem elle ingerencia ; quando
o Reverendsimo Delegado por si nao podia
segregar taes Diocezanos por-no searhar au-
thorizado para tanto \ e s sim compelia ao
Reverendissimo Prelado, mas sempre ouvindo
primeirainente o Parodio assim como aconle-
ceo tm o Prooirelariodo Engenho Diaman-
te da mesma Freguezia que requerendo ao
Exm Prelado com justissimas cauzas para se
se
com
parar da Freguezia por disavensas tidas
m o Vigario Interino que enlo a regia ,
mandou-se ouvir ao Parodio nao se admiitin-
do com tudo a sua separaco o que devia
servir de exemplo para que o Reverendissimo
Pelegado nao obrasse como obrou arbi-
trariamente : nao s separando ao Pai el 1-
Iho como tambem aos moradores dos seos
engenhos preindicandos o-tarochonos seos
(depois que s parles" reclamar justica dos beneaes. He" de notar que os re/iuermientos
inspectores ) a classificaco de quarlase n"n- ds separados fro feilos ao fnr Bispo er
nao ao seo Delegado; o que nao obstante foi
est quem as deferio pelo Prelado.
ser
das \asiHias, al pectores ) a classiticaco tas, ejul;ando a AssociacoCommercial
da all-ibuiro de V. S. cohibir taes abuzos co-
mo Chele dessa repartica, ja mandando pro-
ceder conlra s falrifiradores das taras, man-
dando aprehender as caixas ja vigiando que
os Inspectores cumpro exactamente coin os
seus deveres como em pregados da sua reparti-
do ja finalmente mandando os Feitores c
prelato deste deferimento ,
e piocedimento-
i obvio; poisque bem se conbece o miste-
rio que em si contera, sem que carera uzar-
se das recras da hermenutica. Avista do
expendido ojudioiozo Publico ficar conhecen-
do o motivo d'assim ter se pralicadocomo Viga-


DIARIO DE PERNAMBUCO
I
rio da Escada q' se submetteo com obediencia
cga determinaco do Rvm. Delegado ,
tendoem vistas o seo socego a pezarde soffrer
semelhante procedimento arbTtrario com elle
praticado em menos cabo do seo decoro e da
sua dignidade parocbial. Srfrs. Redatores
por esle olvequio Ibes ficar obrigado o seo
constante Leilor.
Hum amigo Diocezand do Vigario.
Noticias Estrang-eiras
Nota dirigida pelo Sr. Baro da Ribeira de
Sabrosa, actual Presidente do Conseibo ,
ao Lord fioward Ministro deS. M. B. nes-
ta Corte. '
Continuado do N precedente.
Com este procedimento vem a ser o proprio
Governo Britannico o maior protector ao Tra-
fico em quanto se priva espontneamente da
franca e prompta cooperago de Portugal.
Nao se deve porem perder de vista que em
uanto o Governo Portuguez se v na neccisi-
ide de nao consentir nem reconhecer como
legaesos apr&samenlosdos Navios que se a-
cham empregados no Trafico ao Sul do Equa-
dor porque taes apresamentos sao feilos con-
tra a expressa Convencao de iM), e sem au -
torisaco nemconsenlimento do mesmo Gove-
no nem por isso lem deixado de fazer execu-
tilr com toda a severidade neste Reino e seus
Dominios o Decreto de 10 de < ezembro de
i83" ; sendo inleiramente opposlas realida-
dedos Tactos cqmo se tem ieito ver, quantas
asserces em contrario se acbam dispersas em
toda a Nota de S S.
Nao escapou censura de S. S. a memoria
do Mrquez de Aracaty digno Govcrnador
Geral de Mogambiqu fallecido sem duvida
em consequencia das angustias que lbe causou
oacbar-se na dura necessidade de nao Cumprir
as positivas Ordens do Governo para ejecutar
o citado Decreto de lode Dezembro. A Cir-
cular que portal motivo publicou aquelle Go-
vi'nador, a cada linha da qual deixava res-
pirar a coaccao em que elle se via foi com-
rounicada ao Governo Britannico para lbe fa-
zer conbecer quanto era difficil e melindrosa
a execuco da pretendida abolido e quanto
depois daquelle grave incidente mais se mos-
trava indispensavel a (arantia dos Dominios
Ultramarinos e os soccorros em declaraco
della pedidos desde o principio da navegaco
Nao desisti porem no entanlo o Governo Por-
tuguez do seu empenbo de a continuar e de
lazer cumprir aquelle Decreto; e apezar de
tudo isso a mesma Circular, communicada em
tao boa f serve agora de aecusaco !
Tao lonfie est oGverno do Brasil de sa
queixcr de que Portugal protege o Trafico da
Escravatura, como S S. affirma na sua No-
ta que elle o proprio que no ultimo Re-
latorodoseu Ministro dos Negocios Eslran-
geiros s Cmaras daquelle Imperio lem re-
conhecido a forca e energia das medidas to-
madas pelo Governo de Sua Magestade contra
o mesmo Trafico.
Sendo esle um verdadeiro contrabando ,
nao de admirar que essas mesmas rigorosas
medidas tenbam contribuido tambem como
sempre succede com todas as restriegues com-
merciaes para o fazer crescer na rasao do au-
gmento que o receio da futura escassez de Es-
cravos ha de necessariamenle produzir no seu
pre o e nos consequentes lucros dos contra-
bandistas.
E' pois urna manifesta injusti a criminar o
Governo Portuguez do progresso deste Trafico,
contra o qual lem promulgado e eito execu-
tar severas l.eis ; nao estando ao sed alcance
impedi-lo assim como o Gobern Britannico
tmlx'Ti no pode avilar a mlroduccode im
mensidade de eonlrabando na Gram-Bretanba,
apezar do rigor das Leis que o probibem e
de urna Maiinha especialmente destinada a
e nbaraga-lo.
A injuslica de taes increpaces tanto mais
aggravanle quanto consta dos papis lti-
mamente apresentados ao Parlamento Brilan-
nico e publicados nos Jornaes que simi-
lhante contrabando nao s feito debaixo da
Bandeira Portugueza mas de diversas outras
Naces e muito especialmente da Americana ,
empregando-se ni lie grande numero d Na-
vios e os mais veleiros construidos nos portos
daUnio. .
Sobe porem ao maior grao essa injustica ,
quando notorio que a maior parte das fazen-
ilas empregadas as negociaces da Escravatu-
ra. va-o manufacturadas as b abrirs de
Glasgow Mancbester, Lecds, e P.rmangham,
sabendoos Fabricantes e Commerc.anles B-
tanmeos e os inlelligentes Directores das suas
Alfandegas onde se despacham taes fazendas,
pela sua especial e conhecida qualidade, qual
o seu verdadeiro e nico destino. Consta
mais dos mencionados papis apresentados ao
Parlamento que os ommereiantes Britannicos
no Rio de Janeiro, segundo mandam dizer
,dali os seus commissarios ao seu Governo,
vendem essas fazendas a crdito aos contra-
bandistas de Escravos com a condico de se-
rem nicamente pagas no todo ou em parle ,
segundo ebegam ou nao a salvo as armaces.
Como poderia Portugal obstar a um contra-
bando que pela maior parte feito nos mais
veleiros Navios de outras Naces fornecido,
e mantido pelas Fabricas, capilaes e iudus-
tria do Commeir.o Britannico sem opposico
das suas Alfandegas ? Sobre tudo quem deve
ser o verdad.'irqueixoso ? A Gram-Bretanha
que v prosperar as suas Fabricas e Commer-
ciantes pelas neociacoes de Escravos, quando
sao bem succedidas e quando onio sao en-
riquecer a sua Marinba de Guerra e as suas
Colonias com os despojos dos Navios apresa-
dos e com os Escravos nclles enconlrados ;
ou Portugal a quem o Trafico da Escravatura
feito com abuso da sna landeira pelos contra-
bandistas de outras Naces nao produz seno
violencias e vituperios ?
Tudo quanto at aqui tem o abaixo assigna-
do expendido, respondendo mencionada
Nota deS S. de de Abril do presente anno
inleiramente applicavel oulra ola que te-
ve a honra de receber de S S. com dala de
5 de Maio ultimo em resposta do Sr. Vis-
conde de S da Bandeira de 6 de Outubro do
anno prximo passado na qual se renovam
muitos dos argumentos que j ficam destrui-
dos e por isso nao precisam ser de novo re-
futados va porm o abaixo assignado res-
ponder a alguns em que ainda se nao tinba
tocado e que se acham reproduzidos em am-
bas as ditas olas.
Em a Nota de S. S. de ** de Abril, tinba-
se forcejado differentes vezes por fazer acre-
ditar que o Governo Portuguez insista em
limitar o direilo de visita eslabelecido pela
Convenci de 8I7, e em abolir as Commis-
ses Mixtas, sujeitando os crimes do Trafico
da Escravatura aos Tribunaes Portuguezes ;
mas encobria-se que estas baviam sido das
primeiras propostas que se fizeram na negocia-
cao do Tractado, quando o Sr. Visconde de
S da Bandeira enviu a S. S em Maio de
1837, um Contra Projecto delle em que pe-
dia as mesmas condicoes que a Gram-Rreta-
nba estipulara com Franca ; sabendo muito
bem S. S. e o sen Goveruo que no Tractado
convencionado com S. S. nao existem taes
clausulas ; que por elle se mostra o ultimo es-
tado da negociaco e as pertencoes do Gover-
no Porluguez em que S. S. conveio; e que
desse poni que deve partir todo o raciocinio
quando se quizer discorrer com boa f.
Agora na outra Nota de S. S j se reconhe-
ce que aquellas estipulaces tinbam sido
propostas no mencionarlo Contra Projecto,
masd-se como motivo deserem inadmissiveis
o estar a Franja em tao diversa siluagao que
nao pode baver paralle'o enlre os dois pai/.es ,
porque a Franga abandonara inteiramente o
Trafico da Fscravatura e Portugal era o seu
grande prolector ; e os crimes daquelle Trafi-
co se poderiar seguramenle snbmetter J11-
risdieco dos Tribunaes Francezes quando
submetle-los aos Tribunaes Porluguezes se-
ria urna merazombaria. (Mere mockery.)
Assim como se nao pode assegurar que em
Franga se lenba abandonado o Trafico da Es-
cravatura ,' o qual feilo pelos contrabandistas
de todas as Naces de diversas Bandeiras, nao
se pode tambem dizer com verdade como fica
demonstrado, que Portugal o grande pro-
tector delle*
Os Tribunaes Porluguezes sao dignos de
tanta consideracao como os de Franca e da
Gram-Rretanba e para se poder fallar por
tal maneira em urna Nota olficial de Corpora-
co tb respeitavel era preciso que S. S ao
menos apontasse casos em que os mesmos Tri-
bunaes tivrssem prevaricado, quando pelo
contrario S. S. sabe muito bem dos Na-
vios que tem sido condemnados as Ilhas de
Gabo Verde por se empregarem no Trafic
da Escravatura e apresados por Embarcacei
de Guerra Portuguezas.
Procuron-se ja na referida ola de S. S
de 18 de Abril destruir as rosoes que havia
para se ter pedido, a Garanta ou antes os soc-
corros em declaraco della no Artigo Addi-
cional proposlo pelo Sr. Visconde de S da
Bandeira; porem na outra Nota deS. S. de
5 de Maio, se tinha alem disso invertido o sen-
tido das palavras ozadas pelo Sr. Visconde de
S da Bandeira dizendo-se que o seu princi-
pal argumento para exigir a Garanta; ou soc-
corros mencionados era fundado no facto "de
a que apezar de estar o Trafico da Escravatura
abolido por Le em todos os Dominios Por-
tuguezes todavia os l'scravos ainda conti-
nnam a formar um dos principaes ramos
de exportaco das Colonias Portuguezas.
Procura-se fazer sobre-sahir sta desfigurada
asseroo accrescentandcse que raras vezes
tem acontecido que os mais inveterado* i-
nimigosde um pait, tenbam sobre elle lan-
cado urna imputaco mais negra do que a-
" quella que por esta admissno do seu proprio
Governo fixado sobre Portugal.
Pedindo-se urna Garanta dos Dominios
Portuguezes, nao se pedio mais do que a Gram-
Bretanba obrigada por anligos Tractados :
e se lhe cumpre defender os Dominios Porlu-
guezes contra Naces estranhas, com muito
mais raso se nao deve n gar a essa obrigag io
em nm Tractado em que pelus estipulaces
que ella exige e se lhe concedem grande
risco poderia baver de perder 'orlugal aquel-
es Dominios. Nada pois mais justo do que a
Garanta ou os soccorros pedidos em decla-
raco della, para o caso de serem necessa-
rios nos mesmos Dominios
Estas razoes mu itas vezes dadas a S. S sao
poslas de parle para se Ibes substituir a des-
figurada asserc.ao cima referida, quando o
Sr. Visconde de S daBandeira na sua Not
de 6 de Outubro ultimo de forma nenhuma
disseque os Escravos continuam a formar'
um dos principaes ramos da exportaco do*
l ominios Portuguezes na frica mas sim
" que o Plenipotenciario l'rilannico nao havia
podido deixar de conhecer quanto era diver-
sa a situacao de Portugal a respeito de Hes-
panba relativamente ao dito Trafico porque
os Subditos Hespanhoes o fazem importando
Escravos ao mesmo tempo que as Colo-
nias Portuguezas ellas' formavam um dos
principaes ramos de exportaco
Estas considera oes de S Ex. referiam-se
aos Dominios da frica Meridional onde os
Escravos formaram por muito tempo um ramo
legal de commercio de xportagao, que foi
prohibido pelo Decreto de 10 de Dezembro de
tb36. A palavra formavam de que w.ou
o Sr. Visconde de S da Bandeira refere-se ao
pretrito, e nao se pode traduzir com fideli-
dade pelas de continuam a formar que sao
do presente ; cahindo assim pelas simples for-
ga da grammatica as illaces que de urna tal
traduego se pertenderam tirar.
Tanto em urna como na outra das eitadas
Notas de S. S. se intenta desfigurar a inten-
"go com que o Governo de Sua Magestade
propoz que o Tractado fosse revisto no fim de
dez annos asseverando S. S. quenislo seem-
penha o mesmo Governo para ter a faculdade
de no fim de um determinado periodo fazer
reviver o Trafico da Escravatura em toda a
original plenitude de sua iniquidade '.
A natureza desta assercio nao permitte que
se possa adequadamente qualificar. J o Sr.
Visconde de S da Bandeira bem explcitamen-
te demonstrou na sua Nota de 6 de Outnbro
ultimo, as rases pelas quaes nao convinha
que o Tractado fosse perpetuo e at se fez
ver que a mesma estipulacao admittida no
Tractado da perpetuidade da abolico do
Trafico da Escravatura era arriscada pelas
consequencias que podia ter em prejuizo da
Monarqua e que nao era por tanto ocioso o
pedido da Garanta. Porem da simples leitu-
ra do Tractado confencionado com S. S se
v quanto a sua asserco opposta ao contexto
delle. (Contina.)
ter a bondade de mandar receber para o dito
elicito. Sou &c.
Tbonis Bispo resignatario de Ohnda.
Manguinho 3 de Novembro
de i83g.
Illm. Sr. -' Para a nascnte Bibliotheca
do Gabinete Lilterario de Pernambuco de
que tenbo a honra de ser Socio offereco ot
exemplaresdas Obras constantes da relaco in-
clusa os quaes V. S lera a bondade de fazer
depositar no logar conveniente. Digne-se V.
S. de acceitar os protestos da minba estima
considerado. lieos Guarde a V. S. Re-
cifede Pemambuco 6 de Novembro de i85p.
Illm. Sr. Luiz da Costa Portocarreiro i* Se-
cretario do Gabinete Lilterario de Pemambu-
co Vicente Tboms Pires de Figueiredo Ca-
margo.
Belaco das Obras, qne oTerego para a Bi-
bliotheca do Gabinete Lilterario de Pernam-
buco Volumes.
Genio do Chrisliansmo por Cha
teanbriand --____ ^
Os Marlyres. pelo mesmo 4
Lilteralura Ingleza por Chateau-
briand- ___ %
Tragedias de Racne 3
Azais, Compensaces nos destinos
humanos ----- _~ 3
Si. Hillaire, Viagens ao Brazil a
Os Incas por Marmontel
Biblia Sagrada ------ 1
JEZUS CHR1ST em prezenga do
Seculo- __ 1
Cartas de Madm. de Maintenon 4
Ditas de Heloyse eAbailard %
Ditas de urna Peruviana a
Machiavel ------- 9
Odes de Dinis ------ |
Henriada de Voltaire 1
Vida do Padre Antonio Vieira- 1
Somma 35
Recife de Pernambuco 6 de Novembro de
Novembro de 183g. Camargo.
Illm. Sr. Sirva-se V. S. de acceitar
os livros constantes da relaco junta queof
fereco ao Gabinete Lilterario de Pernambuco ,
como penhor do interesse que tomo pela sua
prosperidade. Dos Guarde a V. S Re-
cife 7 de Novembro de i83p- Illm. Sr. Capi-
to Luiz da Costa Portocarreiro i* Secretario
do Gabinete de Pernambuco Dr. Felipe Lo-
pes Netto.
Nota dos livros que ofeieco ao Gabinete
Litterario de Pernambuco.
Voltaire- Obras completas-?5 Vol. in 8.
Lord. Byron dem t Vol. in 8.
81 Vol. in 8.
Recife 7 de Novembro de i83q.
Dr. F. Lopes Neto.
AVIZO COMMERCIAL.
A Galera franceza Duvivier, chegada de
Montevideo, sae hoje ia do crrante para o
Havre ; a malla feixa-se ao meio dia no Con-
sulado de Franca.
X"
GABINETE LITTERARIO.
O abaixo assignado, em cumprmento ao
art. 3i dos Estatuios do Gabinete Litterario de
Pernambuco, faz publioo os officios que se-
guem e as relaces de livros que os accompa-
nharam offerecidos a Bibliotheca do mesmo
Gabinete, peloExm. Sr. D. Thomaz de No-
ron ha e pelos Ilims Srs. Vicente Thomaz
Pires de Figueiredo Camargo, e Dr. Felippe
Lopes Netto como testemunho do empenbo
que toma na prosperidade dcsle estabeleci-
mento.
Recife id de Novembro de 183 >
Luiz da Costa Porlocirreiro.
1. Secretario.
Officios a que se refere o anmmcio cima.
Illm. Snr. Luiz da Costa Portocarreiro.
Nao tanlo por cumprir com um dos artigos dos
nossos Estatutos, como para dar mais urna
prova do empenho, de que me sinto animado,
pela prosperidade e immediato progresso da
nossa Associaco litlerana, cujos principios
felices promeltem os mais gloriosos e extensos
resultados ; oflereco para a Bibliotheca do Ga-
binete a Obra em grande folio que tem por ti-
tulo Collection complete des tableaux histo-
riques de la revolution Francai* que V. S.
THEATRO PUBLICO.
Hoje ra Expectaculo de Mgica de Mr
Ryan celebre Americano.
Comedia Escolla dos Cazados.
O Emprezario nao conhecendo as pessoas ,
que sua caza tom ido encomendar Camarotes,
roga a esses Senhores e mesmo aos seus co-
nbecidos que os encomendara queira
mandar buscal-os at ao meio dia para ter a
certeza de que os querem : do contrario pas-
sar a vende-los a quem os pertender.
COSMORAMA.
De dois em dois dias ha mudanca de paineis.
O prego para os homens 3 para as Senhoras ~ 160
para os meninos 160
C Cosinorsma esta paenie au publico iodos
os dias -de dia e de noite.
Avisos Diversos.
S2T O Procurador Fiscal da Thezourariada
Rendas Provinciaesaviza que boje doze do
crrante se hade arrematar em Praca do Juiz
de Direilo da Primeira Vara do Civel um es-
cravo do genlio avahado em duzentos mil
reis, pinhorado por execuco da Fazenda Pro-
vincial contra 'oaquim Pereira Bastos
SSj Quem quizer ser ama d um ho/nem
cazado de pequea familia, distante desla Pra-
ca duas legoas: dirija-se a esta Typografia que
se lhe dir quem perlende
SET Quem precizar de hum Portuguez de
meia idade para Caixeiro de qualquer arru-
raago: annuncie.


DIARIO DE PRNMBCCO
t=>Da-se at Sooooa juros sobre pinhores
de ouro; na ra do Rozario bolequim da co-
\a daonca.
ts?" Amaro Antonio de Faria mora ira ra
do ninchodo noia I). 35.
cy Quem annunciou querer um criado
para todo o serv50 de urna casa, dirija-se a
ruaestreila do Rozario D it/\.
cr OSr. Antonio Felis Maciel morador
em Bebiribe queira procurar no Seminario ,
do Sr. Luiz da Fonseca Silva urna carta
vinda do Rio Grande do Norte.
CT Deseja-se saber se existe nesla provin-
cia a Senhora D. Auna fillia legitima do fale-
cido Manoel Antunes Tavares Fonseca para
se tratar de certo negocio.
XST Aluga-se para se passar a fe*ta na
Cidade de Olinda urna grande casa com
muitos commodos quintal muilo frescas ,
c acabada de novo 110 logar do paco cosli-
lhano ; a tratar na mesma Cidade casa jun-
to a do Sr. Dr. Loureiro.
C?" Da-se 100,000 sobre pinhores de ouro ;
na ra Direita I). 18 se (I i ni.
XET Precisa-se de alugar urna casa que
ten ha sala independenteda mesma nao ex-
eedendo o altiguel de la 000 annuncie.
Cvel, na ra da praia se ha de arrematar
qunzeescravosdeservicode campo, e gado
vacum e ravalar por execuco contra os her-
deirosdo tinado Vicente i'ereira Gurjo.
Avisos Martimos.
PARA O ARACATYo bem conhecido Pa-
tacho Rainba dos Anjos com parte de seu
carregamenlo a bordo e segu com brevida-
de possivel ; quem quiser carregar dirija-se a
*anocI Joaquim Pedro da Losla ra da ca-
deia n. 1
PARA TRIESTE o superior e velleiro
Rrigue Inglez Esperanca Capito Joao Ma-
ckie de primeira classe (Al) forrada e en-
cavilhadode cobre; quem quiser carregar,
dirja-sea \'c Calmont & Companhia.
L e i I a o
na ra por
Ssy m moleque do gentio de angola; de costa, altura proporcionada, rosto comprido,
bonita figura muito deligente ptimo para com algurnas marcas de bechigas meias a pa-
aprender algum officio por ter bastante pro-* | gadas ps cambados de bichos e pucha por
' urna perna ; quem a pegar leve a ra da Ma-
dre de Dos loja n. i2 que ser ecompen-
sado
=3 Fugio na tarde do dia 8 do corrente
um preto de nome Jos do genlio de angola,
de idade de 4 anuos, bastante alto, bem
preto, pernas finas ps grossos e pequeos ,
falla nao niuito explicada levou vestido cal
sa de hamburgo nova com a marca no co/. 11
OS. camisa de algodaoe a chapeos de pa-
lha 'sendo um pintado com tinta ; quem o
pegar leve a praca do Commercio a Manoel
Ignacio d Oliveira, que gratificar com co 000
ou mais segundo o logar e circunstancias que
houver para o pegar.
S2T Que faz o Corretor Oliveira
bom sortimento de fazendas ingle
de um
e fran-
cezas todas pertcr.cenles a Cazas fCommer-
ciaes de grosso trafico quarta feira segumle
i3 do corrente as o horas da manh no sen
armazem da ra do Commercio n. 34 > I"'"
Precisa-se de um homem de meia ida-! meiro andar. <
de, para administrador de urna fazc*nda de
gado no scrlo que d fiador a sua conducta;
na ra da cadeia velha loja de fazendas D. 34.
C? Aluga-se o armazem da casa da ruado
encantamento heco que va i para a ra do
Vigario ; a tratar na ra da cadeia velha loja
de fazendas 1). 3o.
Xf Aluga-se pelo tempo de fesla um so-
brado no lugar dos arrombados quintal mu-
rado -o/ intu bra e da parte da sombra ; a
tratar na rua da cadeia velha loja de facndas
D. 3o.
ssy Mara Izabel da Graca Evangelista ,
casada com Jos Rodrigues Lima morador
nesta P. faz scientc ao respeilavel publico que
c
O
m p r a s
S37" Urna escrava prela ou parda que
tenha leite para criar 5 na rua de a.t>as ver-
des I). 37.
tST" Um pao de rede em meio uzo ; na tra-
vessa do Rozario U. 11.
porco e sabe vender na rua
delraz dos Martirios D. ag.
t=> Meios hilhetes da lotera do Livra-
mento a nove patacas ; na rua Direita venda
que foi de Jos da Pcnha.
EF" Urna armaco para qualquer estabele-
cimento na rua estreita do' Rozario e oulra
na rua direita para loja de fazendas urna ba-
lanza pezos medidas Jde folba e po e
um balco ; as 5 ponas D. a i onde tem o
lampio.
cy Urna ptima escrava que faz todo o ser-
vico de urna casa e um preto ptimo traba-
lh.idor de cuchada e he ganhador ; as 5
pontas D. a5 do lado esquerdo.
tSJ* Urna escrava de naco cacange de da-
de de a4 annos de bonita figura, com urna
cria de dois annos
roupa coz i n ha o
Vendas
<~^* Mcios billietes da Lotera do
Livramento a 3.soooj nesla Tipo-
grafa.
tSF
sabe vender na rua, lava
diario de urna casa ; na
rua do Amorim n. ia5. 4
SO" Urna toalha toda aherta de lavarinto ;
na rua ty Urna venda na casa forte unto a gami-
ieira com poucos fundos e com commodos
para familia ; a tratar na mesma.
CJ" Urna negra creoula de idade de aa an-
nos, boa cozinheira engomma cose cha e
faz renda; na rua de S Thercsa venda D. r3.
tST Um cava I lo muito jjordo. novo e bom
carre.gador baixo ; na rua Augusta casa da
quina quelem lampio
i-Ur- Um escravo pardo official de pedreiro,
de idade de ao annos e ptimo para pagem ;
na roa da Madre de Dos loja n ij.
!&**_ Os seguintes livros; Rossouct, histo-
ria universal um diccionario francez Mar-
tini e um biblia em hespanhol ; no atierro
da Roa visu I). 16.
I3r" Urna negra moca boa lavadeira
rea e sabao cose engomma e cozinha
rua do Crespo I). 6 lado do norte.
f Na prafca da Independencia loja n.
vidros de purgantes de Manoel Lopes ,
han-
de var-
ita : na
11
t3" Fugio no dia a de Novembro de 183
um molato de nome Joaquim natural da \ il-
la do Grato comprado ao Reverendo Viga-
rio Miguel Carlos da Silva Saldanha e hoje
escravo de D. Catbarina Mara de Mora'es
Mayer o qual andava (piando fugio venden-
do iiiiudezas e consta que lem continuado
ueste negocio para as bandas de S Antao ; el-
le tem os signaes seguintes alto pernas
compridas nariz afilado cabello solt pes-
taneja muito a miado cor aberla e finge-se
cstonleado tem-se intitulado lorro e como
tal tem estado ameziado ; circunstancias par-
ticulares tem demorado a publicars deste an-
nuncio ; mas hoje outras o fazem publicar ,
prometendo-se c quem descobrir 011 a quem
levar o referido escravo a sua Senhora na rua
da Cadeia de S Antonio ou no sitio do Pisa
de ser generosamente recompensado.
tsr No dia *8 do p. p. fffgio da casa de
Jos Alexandie Ferrcira um preto creoulo ,
de nome Uarlinho alto rcl'orcado docorpo,
bem preto pouca barba e qliando anda tem
um geto em um p porcauza de urna trilha-
dura ; quem o pegar leve a rua do Fagundes
D. 7 que ser recompensado.
6^i> Fugio no dia 6" do corrente um preto
de nome Joaquim gordo, estatura ordina-
ria, cara larga beicos grossos ps apalhe-
lados pertencentcs a Antonio Alves Yianna -
ni
senhor do engenho novo de Goianna ; quem o
,8,
e
n.
na
recompensado
*^ Roga-se as authoridades policiaes e
capiles de campo apprecn o de um escravo
creoulo de nome Pedro Lauqu, official de
sapateiro altoeseixo,, rosto comprido, an-
Meos Rilhetes da Lotera do Livra-
tendo seu marido sem motivos nao s separa- ment: na rua Nova loja de ferragens I) 10.
do-^sedella; mais at vendido alguns bens de t=T Urna das melhores vendas da rua )-
seu casal, e pretende vender a titulo de di- reila a que foi antigamente de Jos da Pe- o 1
Tulas fantsticas ultimar o resto que prin- nha com vantagem para o compradoi sen- j talis do noio figurita barretinas, <
plmente sao as seguintes 3 moradas de ca- do com desobriga dos credores como a nrasu, Idas para offieiaes relroz enrmesim para bau-
sas terreas sendo duas as 5 pontas D. 7 e e prelere-se antes dar-se sociedade n qualquer ; das apparell.os para barretinas choroei.s de
urna na rua do rotuvello D, S\ cujos bens pessoa hbil, e que tenha conheeimenlos do pinnas finas para oHiciaes tudo che-ado ul- PeGar leve a rua da sen/ala velha L)
existentes se achao embargados cujo embar- nvesmo negocio ; a tratar na mesma, ou no tunamente do llio de Janeiro I na rua da cadeia velha loja 11 ao que
goseaeha affecto ao Conselho Supremo do pateo de S. Pedro sobrado D. 5. CT Um roquete bo dado de muito bom
Rio de Janeiro eporissoque a annuncian- cr O Hiate S. Sebastian encalllado no'goslo ; no heco do saranalel D o.
te protesta contra quem por compra ou tracto forte do mallos; a (ratar com Manoel Jos
izer negocio com os referidos bens. Gonsalves Rraga junio ao arco de S. Anlo-
tsr Precisa-se de um homem eslrangeiro nio
gue entenda perfeitainente de padaria e re- %sr Botijas e frascos de boca pequen;
finaco de assucar ; a tratar com Manoel Jos urna porcao'de pichilim 5 na rua da Cru
Gonsalves Braga J 3a no primeiro andar
SST Quem quiser dar vinte contos de ris a ssr Um unta de hois mansos proprios pa-
i -os de um e meio por cento ao mez com ra car roca ; a fallar com Jos Paulino de Al- .
hypotheca em um engenho e sua fabrica; na meda na Magdalena. arco de S. Antonio '
rua larga do Rozario S ou annuncie.N cr Meius hilhetes da Lotera do Livra-
S2T Precisa-se de urna ama de leite ; na ment a nove patacas ; na praca da Indepen-
rua do Rozario botequim do Albuquerque dencia loa de encadernador n. >6.
tsr O proprieta no do silio do arac lem- *?r Bilbeles e meios ditos da loteria do
bra seus foreiros que possuem terrenos Livramento ; na rua do Cabug loja de relo-
confinanles pelos fundos com a estrada velha joeiro junto do Sr. Randevra!
deS Amaro, que se demarquem pelos fun- ss^ Sevada nova chegada ltimamente do
dos e quanto antes ; porque o povo est mu- Porto a v.fa arroba e mais barata em {-can-
dando continuadamente o trilho da mesma es- de por o ; no armazem de Antonio-Joaquim
trada oque pode causar grandes questes Pereira defronte da escadinha da alfandega
judiciaes para o fucturo sendo aquella eslra- e no arma/em de Joaquim de Souza Pinto"
da a que serve de estrema entre trras do pom- bero largo
bal e do aia. ; lembrando-se mais os sjj- m r de
ou
ser
CXT Urna negra propria para qualquer ser-
vico e um moleque de dez anuos ; na rua
do Qucimado loja D 7
liT Meioi hilhetes da loleria do Livramen- l'a por*sla Cidade e pela de Olinda encui-
to a tres mil rs, ; no paleo de S. Pedro loja cando-sc^ por forro ; quem o pegar leve a
>
110
Xz3- Um preto de bonita figura de idade
mesmos foreiros que o Senhonos pode ser de o annos, bomcanoeiro e ptimo oleiro
chamado a dellende-los quanto a quesloes so- de teUm e lijlo j na pracinha do Livramento'
bre dominio, mas nao sobre a posse que" D. a deixarem perder por -seu descuido. tr Meios bilhetes da I oteria do Livra-
tsr- La-se 5oo 000 a juros a quem quiser ment a tres mil reis ; na rua larga do Roza-
hypolhecar urna casa no Bairrode S Antonio, rio loja de miudezas D. sete.
para quem der o dinheiro morar na casa pe-J ST Urna negra de naco de idade de 35
losjurosdo dinheiro; no largo do palacio ar- t annos lava bem de varrella cose, cozinha,
mazem de carne na casa de 4 andares. j e ptima para todo o mais servco ; na rua das
KT A Commisso administrativa da socie- Cruzes sobrados IJ 16
dade Terpskhore avisa a os Srs. Socios daj tST Mais da quarta parte do sobrado da
mesma que no dia .3 do corren lo pe as 5 ho- rna de Heras D. .-)} de um indar e soio
ras e meia da tarde continua a discusso dos quintal e porlo para a rua de S. Thereza
de livros.
sr?" Bilbeles e ^eios ditos da loleria do
l-ivramenlo ; na loia de miudezas ao p do
tSf O verdadeiro Le-Roy chegado pr-
ximamente da Franca os purgantes a 200
e os vomitorios 5oo rs ; na rua do Rozario
larga loja de miudezas 7.
lisera vos Fgidos
Kz~ Um moleque de nome Joao do gentio
de angola, de idade de 16 annos, nao fall
aro. bonita figura rpmv loum
e os
annos nao lana
muilo claro bonita (i
sa do rorpo denles de cima limados .
debaixo podres bei.os um tanto grossos ca-
nelas finas, com algun.as marcas de boxitas
pelo roslo coisa pouca e o segundo dedo de
urna das nios he um tanto vergado para o
lado este moleque desapareceo pelas 7 horas
danoiledodk a do coi re 1 le levou vestido
camisa de estopa de mangas curtas calsa de
panno da costa em bom uzo; quem o negar
leve------c 1 .. -
estatutos.
cy O abaixo [assignado socio e ca xa da
prensado Baslos Mello & Capibaribc, tendo
por conveiico com os outros dois socios lilo
um a 11 nnuci que foi publicado no Diario
de 34 de Jullio de 1818 n. i5g e mais em
dois nmeros seguido-', cm cujo annuncio de-
clara que loda e qualquer lelra que a socie-
dade houvesse de passar, ou aceitar, seria
assiguada com a firma da sociedade mas pelo
puuho do abaixo assignado c nao leudo pre-
sentemente em giro lelra alguma r.em ven-
cida nein para vencer roga a qualquer
assoa que por ventura possa 'erem seu po-
der alguma letra desta na tu reza, tenha a bon-
dadede lie presentar para conferir a firma
Pedro Francisco de Mello.
nesta Typografia e dir.
ey Um carteira de urna face em muito
bom uzo e com bulantes commodos com i
talmos de comprimento e tres e meio de
argura um se in e seus pertences pouco
uzados duas parelbas de bicudos e coris ,
e urna cadelinlia de rasa inglcza ; no atierro
da Boa vista loja de miudesas D. 16.
tSF" Barricas com semeas de trigo ; no ar-
mazem do Sr. Antonio Joaquim Pereira de-
ronte da escadinha da alfandega.
XST Urna taberna no largo do Terco D. 8 ;*
a tratar na mesma.
\m Meios bilhetes da Loleria do Livramen-
to a 000; na pracinha do livramento D. 14.
cy P*a nova fabrica de charutos no atierro
da I oa vista n. 4 optimoj charutos de to-
No dia quarta feira iJ do corrente, en, J Jasas qualidades a retalbo, e em porco,
piara publica do Jui/o da segunda vara doJ por preco cominvdo.
aseuSnr Joao Alves de Can-albo Por-
, na rua da cadeia do Recife n. y que re-
beca de gralificaco 00 000.
Fugio 110 dia 6 do corrente um negro
denaco ben?uella ..
lo
te
de nome Antonio
elido apaga logo he canoeiro de ddc
de 3d anuos, estatura regular, secco doc/r-
po descoiifia-sc andar pelo poco casa forte.
por
casa de Manoel JosGonsalves Braga junto ao
arco de S. Antonio ou a seu Sur. Caetano
Francisco de B. Wanderley no engenho ca-
xoniro de Serinhaem de quem recbenlo 5o
mil rs. de gratifica;o.
S3y Um moleque de boa estatura secco
do corpo sem barba denles limados de
nome Jos naco Loanda levou camisa de
madapolo ja suja ecalsa de brim ; quemo
pegar leve a fot a-de portas a seu Sr. Joaquim
Baplistados Santos quesera recompensado
tT Sahbado 9 do corrente desapareceo de
casa do abaixo assignado um preto croulo ,
por nome Manoel idade 3o auno- pouco mais
ou menos alto, pouca barba cara quase re-
donda c muito descarnada orelbas pequeas ,
falla um tanto amatulado canhoto : tem u-
ma especie d'um lubinbo em um dos bracos ,
ps bastante grossos e chelo de feridas bob-
ticas que leve as pernas levou vestido calsa
de estoupa camisa d algodozinbo e chapeo
de palhinha pintado de preto j velbo : da-se
urna generan gralificaco a quem o pe^ar e o
mandar entregar ao mesmo abatir assignado
na padeiria da rua dos (juarteis D. 5.
Manoel Antonio de Jezus.
iViuviineiiro l'orfi
onde ja foi preso, ou mesmo
e biontcro a
pdocarmo velho al 1
pe^ar leve ao heco da lingoeta a seu Snr. Joa-
qiJim Jos Rebelo que recompensar o seu tra-
iy No dia a de Janeiro de 1837 fugio do
J ac da panella um moleque creoulo de 110-
n Raniualdo de idade de .5 annos corpo
espigado cor meia fulla, rosto comprido,
I ios regulares, nariz dito, denles de cima
los urna sicatriz no roslo bem fallante ;
juemopegarlevea Tora de Portas em casa
Je Constancio da Silva Neves ou no poco da
janella que ser gratificado com cem mil rs.
fcy JNodiadop p. fugio urna escrava
e meia idade de nome Mara, na o rebolo,
evou um vestido de chita de assento azul ja
wada cabe.odebrim Uigueiro panno da
NAVIO SAHIDO NO DIA
10.
MARAKHAO' ; Escuna Nac. Jovna M
Joaquim da Cosa Rama Quedes, carga cal,
eou Iros gneros; passageiros oj brasileiros
Anastacio dos Passos, e vanoel Joaquim de
Moiaes.
ENTRADOS NO DIA 11
NINFLANU; 45dias, Brigue Inglez Arar de
i55 tonel. M. Charles Crick equip 9,
carga bacalho ; a Me. Calmont A Compa-
nhia.
. I\ ERPOOL ; 57 dias, Brigue Inglez Tho-
maz Luch de 18 tonel. M. Jolly equip.
iJ carga diversa* fazendas ; a John S,
Pater Si Companhia.
RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F, -1839